ANÁLISE DA INCIDÊNCIA E COMPORTAMENTOS DE ESTUDANTES FRENTE ÀS OCORRÊNCIAS DE BULLYING NA ESCOLA Paulo Cesar de Barros1 - PUCPR Matheus Muller de Farias2 - PUCPR Grupo de Pesquisa em Lazer e Ludicidade Agência Financiadora: não contou com financiamento Resumo Por mais debatido nas escolas em sala de aula, palestras ou vídeos educacionais o bullying muitas vezes continua a ser praticado, podendo deixar marcas, tanto físicas quanto emocionais nas vítimas. Desta forma, é de extrema importância analisar e identificar as ações de bullying que ocorrem nas escolas, podendo a partir desta análise estruturar ações que auxiliam na diminuição da violência entre pares. Esta pesquisa buscou identificar os locais onde ocorrem ações e os comportamentos de bullying. O estudo de caráter transversal e todas as análises dos dados coletados no questionário foram realizados no sistema SPSS versão 17. O instrumento utilizado foi um questionário adaptado de BARROS (2012) sendo realizado pelo avaliador, aplicado na aula de educação física do 6º de uma escola Estadual em Curitiba. Participaram desta pesquisa 57 alunos sendo 21 meninos (36,84%) e 36 meninas (63,15%). Os resultados indicaram o recreio como o lugar onde mais ocorre o bullying (24,6%), os xingamentos e os palavrões são as agressões mais executadas pelos avaliados (36,84%), os alunos confessam ter feito maldades uma vez ou mais de uma vez contra terceiros (40,4%), e o que pode ser considerado como uma “justificativa” a estas ação é quando irritam uns aos outros (49,1%). Conclui-se que os alunos responderam a avaliação de forma contida com medo que as respostas fossem levadas á direção da escola e principalmente a falta um entendimento completo sobre o que é bullying devido aos alunos não conseguirem discernir “zoações” e “brincadeiras” de atitudes que são prejudiciais para o desenvolvimento da vítima destas ações. Palavras-chave: Bullying. Escola. 1 Doutor em Educação Física pela Universidade do Minho-PO. Professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). E-mail: [email protected]. 2 Acadêmico do Curso de Bacharelado em Educação Física Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Membro do Grupo de Pesquisa em Lazer e Ludicidade (GPELL). E-mail: [email protected] ISSN 2176-1396 37290 Introdução A escola tem papel fundamental na educação de crianças, adolescentes e jovens através das aulas como também no convívio com o outro, ao qual é de grande importância para tornar-se um cidadão mais sociável, responsável e respeitoso ao próximo. Conforme Olweus (1993) pode-se utilizar a definição de bullying como um termo utilizado para ações como ameaças, insultos, agressões, perseguições constantes a outro(s) que tem maior probabilidade de não conseguirem defender-se. Para Olweus (1993) citado por Mendes (2010) este ato divide-se em direto e indireto. O direto são considerados as agressões verbais e físicas; o indireto são as exclusões e o afastamento, além de inventar histórias e espalhá-las. Além do direto e do indireto, segundo Zuin e Antunes (2008) escrito por Martins (2005), para alguns pesquisadores pode existir outra divisão como diretos físicos onde podem acontecer agressões físicas, roubo (material e dinheiro), destruição do objeto do outro, forçar a torná-lo servo e ações sexuais. Há diversas formas em que o bullying pode ser praticado, na dimensão física, psicológica, verbal, moral, sexual, material e virtual. Muitas vezes não imaginamos que o meio virtual pode ser utilizado para ações de bullying, entretanto, conforme Smith (2006) citado por Oliveiros et.al.(2012), existe também o cyberbullying, fenômeno caracterizado como um ato agressivo e/ou intencional realizado constantemente e de modo sólido e contínuo através de redes sociais como o Facebook, whatsapp, snapchat, twitter, instagram entre outros contra uma vítima indefesa. Uma diferença entre o cyberbullying e o bullying, conforme Wendt e Lisboa (2013) é que no bullying o sujeito sabe que acontecerá na escola e no cyberbullying não tem como saber quando ocorrerá, pelo fato de poder ser feito em qualquer horário em particular no computador de casa ou no celular do agressor. Adaptado de Fante (2005) e do Observatório da Infância (2008) apud Cachoeira et al (20015) é, apresentamos a tabela 1 onde descreve as dimensões e atos envolvidos no bullying, demonstrado em cada dimensão e como geralmente são as ações e agressões. Quadro 1 Dimensões e atos envolvidos no bullying DIMENSÃO AGRESSÃO Física Bater, chutar,beliscar. Psicológica Intimidar,ameaçar,perseguir. Verbal Apelidar,xingar,zoar,insultar. Moral Difamar,caluniar,discriminar. Sexual Abusar,assediar,insultar. Material Furtar,roubar,destroçar pertences. Virtual Zoar, discriminar, difamar, por meio da internet. Fonte: Adaptação dos autores de Fante (2005) e do Observatório da Infância (2008) apud Cachoeira et al (20015) Logo que Fante (2003) define o bullying como ações combativas, propositadas e repetidas, sem motivação podendo ser executado por um ou mais alunos, deixando aborrecidos os indivíduos mais fracos e indefesos. Não se devem deixar de lado os indivíduos que assistem, tonando-se testemunhas 37291 destas ações. Segundo Maldonado (2014), alguns indícios das testemunhas são como: pesadelos, stress pós-traumático, sudorese, debilidade de atenção e concentração e batimentos cardíacos acelerados. Conforme Eyng (2013) apud Freire (2013), podemos utilizar das seguintes informações que apresentadas na tabela 2 para auxiliar na identificação dos agressores e vítimas de bullying. Quadro 1 Perfil de vítimas e agressores VÍTIMAS -São prudentes, sensíveis, tranquilos, reservadointrovertidos e tímidos. -São ansiosos, inseguros, infelizes e com baixa autoestima. -São depressivos e apresenta maior tendência á ideação suicida do que seus pares. -Normalmente não tem um bom amigo e se relacionam melhor com adultos do que com seus pares. -Se são meninos, normalmente são mais frágeis fisicamente do que seus pares. AGRESSORES -Forte necessidade de dominar e submeter outros estudantes. -São impulsivos e raivosos. -Apresentam pouca empatia como os estudantes vitimizados. -Costumam serem desafiadores e agressivos com adultos, incluindo pais e professores. -Costuma apresentar outras condutas antissociais, como vandalismo, delinquência e consumo de drogas. -Os meninos costumam ser mais fortes fisicamente do que o resto dos companheiros em geral e das vítimas em particular. Fonte: Adaptação autores de Eyng (2013) apud Freire (2013). Analisado os tipos de bullying, e seus atores, segundo Olweus (1993) é de extrema importância também reconhecer os locais onde ocorrem os ataques para tomar medidas preventivas. Segundo estudos realizados, o recreio, corredores e banheiros na maioria das vezes são os locais mais utilizados para a prática do bullying (Moura et.al. 2011 e Dan Olweus 1993). Para Marriel et.al,2006, a instituição de ensino deve realizar trabalhos de reflexão e discussão sobre temas importantes para o crescimento do aluno e a formação de seu caráter. Para Moura et al, 2011, repetidamente a insegurança, poucas amizades, a passividade e a não reação à agressão sofrida. Segundo Picado (2001), a negligência a estes atos de bullying podem fazer com que as crianças cresçam com baixa autoestima, emoções negativas, problemas de relacionamento com as demais pessoas, prováveis adultos agressivos; a falta de resolução deixa as crianças que sofreram bullying mais propícias a indícios de depressão comparados aos colegas que não foram alvo na escola. Desenvolvimento Objetivos O presente estudo teve objetivo principal de verificar identificar a presença do bullying entre escolares em uma escola da rede pública da região de Curitiba. Portanto, os objetivos específicos do estudo são: Identificar os comportamentos de bullying pelos alunos na escola; Identificar a incidência e os principais locais onde ocorrem os casos de bullying na escola; 37292 Materiais e Método A pesquisa caracterizou-se por ser um estudo transversal. Nestes estudos, todas as medições são feitas em um único momento, não existindo, portanto período de seguimento dos indivíduos. Este tipo de estudo é apropriado para descrever características das populações no que diz respeito a determinadas variáveis e os seus padrões de distribuição. O instrumento utilizado para o estudo foi um questionário adaptado da pesquisa de Paulo Barros em 2012 PUCPR, onde foram selecionadas questões que respondessem aos objetivos do estudo. O estudo teve início após a aprovação do Comitê de Ética da Pontifícia Universidade Católica do Paraná com o parecer nº 1.016.409. Participaram do estudo 57 alunos, 26 meninos e 31 meninas, com média de idade 11,08 (±1,08 a 1,9) de uma escola estadual localizada no bairro Uberaba em Curitiba. Os questionários foram aplicados em duas aulas: uma na aula do 6º ano A e outro no 6º ano B, em dias distintos tendo apenas a duração de uma aula. O questionário foi aplicado da seguinte forma: - Apresentação do tema, objetivo, e explicação de que os dados individuais coletados na pesquisa não seriam passados para a direção. Apenas o produto final da pesquisa. - Explicação de que seria primeiramente lida a questão pelo avaliador em voz alta e cada aluno respondia seu questionário. Não poderia pular questões e responder questões que não foram lidas, deveria acompanhar o avaliador em cada questão. Caso houvesse dúvidas os alunos poderiam levantar a mão que o avaliador iria até o aluno e auxiliava em sua dúvida. - No final o avaliador passou em cada aluno e verificou se não havia questões não respondidas e pegava o questionário completo. Resultados Conforme identificamos na tabela 3 pode-se observar que 50,9% dos avaliados responderam no questionário em lugar nenhum quando não foram vítimas. Um dos locais mais respondidos foi no recreio com 24,6% e em seguida em outros lugares, 22,8%, e por último nos corredores ou escadas com 17,5%. No pátio, na cantina e nos banheiros não obtiveram valores altos (14%,5,3%,1,8%, respectivamente). Tabela 1 Análise dos locais, idade e quantidade de ações de bullying Quantas vezes você fez maldades N Em lugar nenhum 29 Nos corredores ou escada 10 No recreio 14 No pátio 8 Na cantina 3 Nos banheiros 1 Em outros lugares 13 % 50,9 17,5 24,6 14 5,3 1,8 22,8 37293 Reúne-se para fazer maldade Ninguém mexeu comigo São do meu ano/sala São de outro ano Juntou-se com alguém para fazer maldade Nenhuma Quase nunca As vezes Muitas vezes Total: Fonte: Os autores. N 28 15 18 N 36 5 14 0 57 % 49,1 26,6 31,6 % 63,2 8,8 24,6 0 100 Ainda na Tabela 3 quando questionados de que ano são os alunos que fizeram maldades, 49,1% dos avaliados responderam que não, ninguém mexeu com eles, 26,6% afirmaram que são do mesmo ano ou da própria sala e, 31,6% responderam que são de outro ano. Referente á questão quantas vezes fizeram maldades com você no último mês, 63,2% dos pesquisados responderam que não fizeram nenhuma maldade, 8,8% responderam quase nunca e 24,6% afirmaram que às vezes. Nenhum dos pesquisados respondeu que aconteceram maldades no último mês. Tabela 2 - Ações de bullying praticadas pelos avaliados Quantas vezes você fez maldades Nenhuma 1 ou 2 vezes 3 ou 4 vezes 5 vezes ou mais Reúne-se para fazer maldade Sim Se ele(a) me irritar muito Não sei Não Juntou-se com alguém para fazer maldade Sim Uma vez Duas vezes Três vezes Total: Fonte: Os autores. N 23 23 3 7 N 3 28 4 20 N 37 9 3 8 57 % 40,4 40,4 5,3 12,3 % 5,3 49,1 7 35,1 % 64,9 15,8 5,3 14 100 No bloco de questões onde os alunos foram questionados se o mesmo pratica maldades a outras pessoas na tabela 4, 40,4% responderam que fizeram nenhuma maldade a outras pessoas. Com o mesmo percentual, 40,4% dos avaliados responderam que fizeram talvez uma ou duas vezes maldades com os demais colegas da escola. Dos avaliados, 49,1% afirmaram que se ele (a) (no caso uma terceira pessoa) irritar muito podem reunir-se com alguém e fazer maldades contra estes. Quando questionados se no último mês se juntaram com mais alguém para fazer maldades a um terceiro, 64,9% responderam que sim. Tabela 3 - Ações de bullying sofridas pelos avaliados Qual maldade foi feita Bateram-te, deram empurrões, murro e pontapés Atiraram coisas Ameaçaram-te N 13 7 6 % 22,8 12,28 10,52 37294 Chamaram-te de nomes feios Falaram de você, contaram seus segredos Não falavam com você Divulgaram suas fotos em redes sociais Fizeram outras maldades Ninguém mexeu comigo TOTAL: Fonte: Os autores. 21 7 6 1 4 24 57 36,84 12,28 10,52 1,75 7,01 42,1 100 Analisando a tabela 5 sobre a variável qual maldade foi realizada nos avaliados no último mês, 42,1% afirmaram que ninguém mexeu com eles, 36,84% dos avaliados responderam que foram chamados de nomes feios, 22,8% afirmaram terem sofrido agressões (bateram, murros e pontapés) e empurrões. Discussão O que nos chamou a atenção, no estudo realizado, apenas um avaliado respondeu que sofreu bullying na sala. Em estudo realizado por Sampaio et al.(2015) que teve como objetivo analisar a freqüência do bullying entre estudantes do 6º ao 9º ano em uma escola estadual do interior paulista e as relações entre os pares, avaliando 231 alunos, onde 78,84% dos avaliados afirmarem sofrer bullying na sala de aula e em seguida 25% afirmaram ser no recreio. Os valores encontrados no estudo de Martins e Silva (2014) com 61 crianças do 1º ao 4º ano em Portugal, quando questionados sobre qual é o local onde mais os avaliados sofriam bullying, 59,02% dos avaliados responderam ser o recreio, diferente dos valores encontrados nesta pesquisa, onde apenas 24,6% responderam o recreio, ambas as pesquisas utilizaram o mesmo questionário para avaliação. Em outro estudo realizado por Oliveria e Lodi (2014), onde avaliaram crianças do 6º ano, também obtiveram os resultados de locais como sala de aula (36,36%) e no pátio da escola (31,82%) sendo locais onde ocorreram ações de bullying, diferentes dos resultados encontrados no presente estudo. Outros locais comentados pelos avaliados foram: na entrada da escola e na saída da escola, estes horários e locais são mais complicados para funcionários e professores terem controle, devido a grande movimentação de alunos e muitas vezes são poucos os funcionários que ficam responsáveis pela entrada e saída e geralmente os professores não estão presentes nestes locais. Também deve ser levado em consideração o caminho de casa até escola, onde também podem acontecer ações de bullying. Em estudo realizado por Santos e Kienem (2014) onde 70% dos avaliados responderam que sofrem bullying na rua, indo ou voltando para casa. Quando os alunos foram questionados em relação a questão se juntou a alguém para fazer maldades 64,9% dos avaliados da pesquisa responderam que sim a um índice alto. No estudo realizado por Bandeira e Hutz (2012) que obtiveram os valores de 54,7% dos avaliados de sua pesquisa como agressores e 49,1% que ajudaram a fazer bullying contra outros colegas. Na mesma pesquisa, 40,8% 37295 de seus avaliados relatou que fez com um ou mais colegas, resultados que confirmam os do presente estudo. Contrapondo-se aos dados da pesquisa, em sua pesquisa, Oliveira e Lodi (2014) encontraram valores, onde 59,08% dos avaliados afirmaram que não praticam bullying e 27,73% dos avaliados admitem terem praticado o bullying uma ou duas vezes. Conforme Santos e Kienem (2014) em sua pesquisa com 83 alunos com idade entre 11 a 16 anos, 65% dos avaliados afirmaram sofrerem bullying por pessoas mais velhas, porém apenas 31,6% dos nossos avaliados responderam que são de outro ano os alunos que já fizeram bullying com eles. Algumas questões abertas chamaram atenção, como a questão qual maldade foi feita com você, uma aluna respondeu: “pegou na minha bunda”. Sendo uma agressão tanto moral quanto física muito grave. Infelizmente, esta mesma menina quando questionada se contou a alguém que lhe fizeram maldades, sua resposta foi que não disse a ninguém. Em questão aos locais onde acontecem as ações de bullying, alguns alunos responderam nas questões abertas: na fila, na entrada e na saída do colégio. Na pesquisa de Martins e Silva (2014), 28,7% dos 61 avaliados responderam que foram chamados de nomes feios, o que também se assemelha ao presente estudo onde, 36,84% dos 57 avaliados tiverem a mesma resposta. Confirmando que os palavrões e xingamentos são as agressões mais realizadas entre os avaliados. Considerações Especiais Pode-se perceber com os resultados da pesquisa que mesmo sendo muitas vezes debatido nas salas de aula, em palestras, em vídeos ou em filmes, ou conversado em casa com a família ou responsáveis, o bullying continua acontecendo nas escolas entre os alunos. O local que mais obteve respostas como sendo onde mais os avaliados avaliam que acontecem bullying foi o recreio, logo em seguida em outros lugares como trajeto casa escola e entrada e saída do colégio. Geralmente os locais onde há maior quantidade de alunos do que professores ou funcionários da escola e onde não há a supervisão de nenhum adulto. Analisando a forma que os avaliados respondiam o questionário foi notado que falta uma liberdade no aluno em poder falar o que realmente acontece sem o medo de depois colegas ou professores brigarem. Mais da metade dos avaliados (64,9%) afirmou que se juntou com alguém para fazer maldades para outra pessoa, entretanto, quando questionado a quantidade de vezes que praticaram estas maldades no último mês, muitos alunos ficaram apreensivos e com medo de responderem verdadeiramente. Isso pode ser visto onde destes 64,9% que responderam que se juntaram para fazer maldades, 15,8% responderam: uma vez; 5,3% responderam: duas vezes e 14% responderam três vezes. 37296 Não houve grandes valores nas questões sobre de que ano são as pessoas que fazem maldades, sendo respondido que ninguém havia mexido com os avaliados nos últimos meses. Fazendo uma análise dos resultados, nesta escola, o recreio apresentou-se como o lugar onde mais ocorre bullying, os xingamentos e os palavrões são a agressão mais executada pelos avaliados, os alunos confessam ter feito maldades uma vez ou mais de uma vez contra terceiros, e o que pode ser considerado como uma “justificativa” a estas ação é quando irritam uns aos outros. Alguns alunos apresentaram dificuldades em entender o que seria realmente uma maldade, uma ação de bullying, podendo ser visto na resposta aberta de um aluno que respondeu: “me chamaram de magrelo, mas só na zoação.” Muitas vezes o fenômeno bullying é encarado como piada ou “zoação” entre os colegas, porém podem causar traumas as vítimas destas agressões. Muitos também ficavam com vergonha de responder e copiavam as respostas dos outros, mesmo com a supervisão da professora de educação física da escola e do avaliador, algumas vezes alguns alunos foram pegos conversando sobre suas respostas. Os alunos passam muitos anos dentro de uma escola. Devendo desta forma, ser um ambiente seguro e principalmente que não sintam o desejo ou medo de não frequentarem mais as aulas. Este estudo serve como análise dos níveis de bullying e locais onde ocorrem, sendo fundamental para a próxima etapa onde o avaliador, dentro das aulas de educação física escolar, aplicará 10 intervenções com atividades de dança, criatividade e interação social. Sendo assim, após estas aulas, realizado novamente o mesmo questionário, fazendo assim uma comparação entre as avaliações, buscando verificar se as atividades realizadas podem influenciar os alunos para diminuição do bullying escolar. REFERÊNCIAS ALBINO,Priscila Linhares;GONÇALVES, Marlos Terêncio. Considerações Críticas sobre o Fenômeno do Bullying: do Conceitoao Combate e á Prevenção. Revista Eletrônica do CEAF. Porto Alegre-RS.Ministério Público do Estado do RS. Vol.1 nº2. Fevereiro/Maio 2012. BANDERIA,Cláudia de Morais;HUTZ,Claudio Simon. 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