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Orthod. Sci. Pract. 2015; 8(29):50-57.
Colagem indireta: uma excelente alternativa para a técnica
vestibular
Indirect bonding: an excellent alternative for vestibular technique
Morgana Rabelo Abreu Cavalcante1
Carlos Eduarde Bezerra Pascoal2
Evandro da Silva Bronzi3
Resumo
A etapa de colagem dos bráquetes é uma fase crítica no tratamento ortodôntico, cabendo exclusivamente ao profissional o correto posicionamento dessas peças. A técnica de
colagem indireta vestibular pode auxiliar a colagem dos bráquetes, facilitando a visualização,
fornecendo maior precisão e permitindo alcançar tratamentos com maior qualidade. O presente artigo tem como objetivo evidenciar a viabilidade da colagem indireta vestibular na clínica ortodôntica moderna, utilizando uma técnica simplificada (técnica 1) e uma convencional
(técnica 2), determinando o tempo e o custo laboratorial de cada uma delas, e apresentando
a aplicação clínica da mais viável à Ortodontia moderna. A técnica 1 teve custo e tempo laboratorial menores que a técnica 2. A técnica de colagem indireta representa um excelente
recurso para a clínica ortodôntica moderna, cabendo ao cirurgião dentista despender de apenas alguns minutos para realizá-la.
Descritores: Colagem indireta, sistema de colagem ortodôntica, posicionamento de bráquetes, Ortodontia.
Abstract
Bracket bonding is a critical step of orthodontic treatment and the professional is the only
responsible for the precise positioning of these parts. The indirect vestibular bonding technique can improve the bonding of the brackets, facilitating the visualization, providing high
precision and enabling better treatments. The present article aimed to highlight the viability of
indirect vestibular bonding in the modern orthodontic clinic, by using one simplified technique
(technique 1) and a conventional (technique 2), determining the time and laboratorial cost of
each of them, and presenting the most viable clinical application to the modern Orthodontic
clinic. Technique 1 had lower laboratorial time and cost in cmparison to technique 2. The indirect bonding technique represents an excellent resource for the modern orthodontic clinic,
requiring only a few minutes to be performed by the dental surgeon.
Descriptors: Indirect bonding, orthodontic bonding system, bracket position, Orthodontics.
1
2
3
Especialista em Endodontia – UFAM, Especialista em Ortodontia – ABCD/AM.
Especialista em Ortodontia – UFAM, Professor do Curso de Especialização em Ortodontia – ABCD/AM.
Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial, Mestre e Doutor em Ortodontia – UNESP-Araraquara/SP, Coordenador e Professor do
Curso de Especialização em Ortodontia – ABCD/AM.
E-mail do autor: [email protected]
Recebido para publicação: 30/05/2012
Aprovado para publicação: 30/04/2013
Como citar este artigo:
Cavalcante MRA, Pascoal CEB, Bronzi ES. Colagem indireta: uma excelente alternativa para a técnica vestibular. Orthod. Sci. Pract. 2015; 8(29):
50-57.
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Orthod. Sci. Pract. 2015; 8(29):50-57.
Com o surgimento do aparelho ortodôntico straight-wire de Andrews, a introdução de um sistema de
colagem que enfatiza o centro da coroa clínica como
referência vertical para o posicionamento dos acessórios e o desenvolvimento de bráquetes tridimensionais
programados, e a responsabilidade de promover uma
boa colagem, passou a ser fundamental para o tratamento ortodôntico1.
Dessa forma, foi transferida ao profissional uma
enorme responsabilidade durante a fase clínica, depositando o sucesso da colagem na capacidade de visualização do mesmo18.
Cada vez mais crítica, a etapa de colagem dos
bráquetes é de grande importância para o alcance de
um bom resultado final, uma vez que dela depende da
movimentação dental desejada, e a utilização de todo
potencial dos aparelhos ortodônticos. Mesmo sendo
possível ajustar alguns detalhes com dobras no fio ou
com o reposicionamento dos acessórios, o correto posicionamento dessas peças permite ganhar tempo no
consultório e aumentar a qualidade do tratamento4,6,16.
Diante de tantas exigências, a necessidade de mudar o método de visualização empregado na colagem
dos bráquetes, evitando ou minimizando a ocorrência
de erros, tornou-se evidente18.
Silverman et al.14 (1972) apresentaram um método
de colagem indireta que permitia melhor visualização
do posicionamento dos bráquetes. Desde então, a colagem indireta vem se destacando na fase de montagem dos aparelhos, pois permite um melhor posicionamento dos dispositivos ortodônticos, contribuindo para
uma melhor visualização, melhor finalização, redução
do tempo clínico, do número de dobras, do tempo de
colagem, do trauma e do desconforto do paciente no
momento da montagem do aparelho, do estresse profissional, diminuindo o tempo de tratamento e possibilitando delegar funções às auxiliares6,8,13.
Porém, a colagem indireta encontra resistência nos
consultórios devido alguns fatores que limitam sua aceitação, como a dependência de laboratórios e o custo
elevado7,13, sendo empregada quase que exclusivamente
na Ortodontia Lingual.
No entanto, técnicas de colagem indireta simplificadas têm um custo reduzido e dispensam a utilização
de laboratórios especializados, o que permite aumentar
a produtividade e alcançar a excelência almejada pelos
ortodontistas modernos. Um bom exemplo é a técnica
apresentada por Silva Júnior et al.13 (2008) que apresentam materiais alternativos como a cola hidrossolúvel e a
cola quente para colagem dos bráquetes no modelo e
confecção da moldeira de transferência, respectivamente.
As simplificações propostas por Silva Júnior et
al.13 (2008), trazem, de acordo com os autores, muitas vantagens sobre técnicas clássicas como a descrita
por Gandini Júnior et al.7 (2002), que utiliza compósito
dual para fixação dos bráquetes ao modelo de gesso e
silicone de condensação para confecção da moldeira
de transferência.
Desse modo, o presente artigo tem como objetivo
evidenciar a viabilidade da colagem indireta vestibular
na clínica ortodôntica moderna, utilizando uma técnica
simplificada e uma convencional, descritas na literatura,
determinando o tempo e o custo laboratorial de cada
uma delas, e apresentando a aplicação clínica da mais
viável à Ortodontia moderna.
Material e métodos
Ambas as técnicas selecionadas foram realizadas
pelo mesmo operador e cronometradas para quantificar o tempo despendido em cada uma delas. O material específico para cada técnica e o seu preço médio de
mercado foram tabelados para quantificação do custo
laboratorial da técnica.
Os materiais destinados à fase laboratorial de ambas as técnicas selecionadas foram lapiseira, pinça para
bráquetes, posicionador de bráquetes, espátula para
resina, bráquetes, cuba com água e bons modelos de
estudo do paciente.
Material para a técnica 1: cola hidrossolúvel em
bastão (BIC®); bastão de cola quente (polímero de etileno vinil acetato) (Brascola®) e pistola de cola quente.
Material para a técnica 2: pincel número 01; isolante IsoClear (Dent Bras®); compósito dual AllCem (FGM®);
silicone leve e pesado (Zhermack®); seringa e acetona.
Técnica 1: Técnica com cola quente13
Nos modelos de gesso desidratados são marcadas linhas verticais referentes ao longo eixo dos dentes
para facilitar o posicionamento dos bráquetes. Pequena
quantidade de cola hidrossolúvel em bastão é aplicada
na base do bráquete (Figura 1), e este é posicionado no
modelo de gesso, tomando-se o cuidado de não deixar
excessos e de verificar o correto posicionamento do bráquete (Figura 2). Com a pistola de cola quente e o bastão de cola quente (polímero de etileno vinil acetato) é
confeccionada a moldeira de transferência. Da face vestibular do primeiro molar, o bico da pistola é direcionado
para a ponta da cúspide do segundo pré-molar, e desta
para cima do bráquete, formando uma gota sobre ele,
mas não deixando a cola escorrer além das aletas cervicais. O mesmo é feito em todos os bráquetes, que ao
final são unidos, movimentando-se a pistola em vai-e-vem (Figuras 3 e 4). O modelo é então imerso em água
para facilitar a remoção da moldeira. Após a remoção do
modelo, a moldeira é lavada para retirar a cola hidrossolúvel e os resíduos de gesso (Figura 5), estando assim,
pronta para ser utilizada na fase clínica. Para facilitar a
adaptação na boca, a moldeira pode ser seccionada em
diferentes áreas.
Cavalcante MRA, Pascoal CEB, Bronzi ES.
Introdução e revisão de literatura
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Artigo original / Original article
Figura 1 – Cola hidrossolúvel sendo aplicada na base do
bráquete.
Figura 2 – Bráquetes posicionados.
Figura 3 – Moldeira de transferência inferior.
Figura 4 – Moldeira de transferência superior.
Figura 5 – Lavagem para retirar resíduos de cola e gesso.
Técnica 2: Técnica com silicone6,7
Nos dentes dos modelos de gesso são marcadas
as linhas de referência verticais. Em seguida é aplicada,
com pincel número 01, uma fina camada de líquido iso-
lante, que será deixada para secar por um período de
uma hora. Com o compósito dual, os bráquetes são colocados em posição, tomando-se o cuidado de não deixar excessos (Figura 6). Após verificar o posicionamento
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dos acessórios, os mesmos são polimerizados individualmente, aplicando-se luz por 10 segundos em cada bráquete. Para a moldeira de transferência, o silicone leve
é aplicado com uma seringa em toda a superfície dos
bráquetes, sendo, em seguida, preparado o corpo da
moldeira com o material pesado, acomodando-o sobre
as faces vestibular, lingual e oclusal do modelo (Figuras
7 e 8). Após a presa total, os excessos são retirados. O
conjunto molde e moldeira é então imerso em água por
30 minutos para facilitar a remoção da moldeira (Figura
9). A base dos bráquetes é então limpa com acetona
para retirar qualquer resíduo de isolante e de gesso.
Figura 6 – Colagem dos bráquetes com compósito dual.
Figura 7 – Aplicação de silicone leve.
Figura 8 – Silicone pesado.
Resultados
Para aplicação do silicone leve sobre os bráquetes,
na técnica 2, é necessário que a seringa empregada
para este fim permita a passagem do silicone de modo
fácil, rápido e contínuo. Pois, do contrário, a presa do
mesmo acontece antes da total acomodação sobre os
bráquetes, acarretando em perda de tempo e desperdício de material.
Aplicação clínica
Paciente D. O. M., gênero feminino, vinte anos
e três meses, compareceu à clínica de Ortodontia do
curso de especialização de Ortodontia da Associação
Brasileira de Cirurgiões Dentistas do Amazonas (ABCD-AM) para retratamento ortodôntico, com a queixa
de ainda haverem diastemas entre os caninos e pré-molares inferiores e desvio acentuado da linha média
superior para o lado esquerdo.
Como plano de tratamento optou-se pela extração
do 14 para corrigir a linha média e atenuar a Classe II
de canino, elásticos para fechamento dos diastemas e
aparelho fixo prescrição Roth colado por colagem indi-
Cavalcante MRA, Pascoal CEB, Bronzi ES.
Figura 9 – Moldeira de transferência superior.
Artigo original / Original article
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reta com moldeira de transferência confeccionada com
cola quente (técnica 1) e, ao final, plastia do dente 24.
Na fase laboratorial, as moldeiras de transferência
foram confeccionadas conforme descrito na técnica 1
(Figuras 1 a 5).
Na fase clínica, com os dentes limpos e o expansor posicionado, foi realizado condicionamento com
ácido fosfórico 37% por 30 segundos, e lavagem por
mais 30 segundos. Em seguida, foi aplicado adesivo e o
mesmo foi polimerizado por 40 segundos.
Foi então aplicada resina fotopolimerizável na base
dos bráquetes na moldeira (Figura 10), que foi então
posicionada e pressionada contra os dentes (Figura 11).
Devido à flexibilidade da moldeira e para que houvesse
maior adesão dos bráquetes ao dente, a polimerização
foi feita a quatro mãos, cabendo ao cirurgião dentista
manter a moldeira em posição e ao auxiliar realizar a
polimerização prévia de 20 segundos em todos os dentes. O dentista faz então a polimerização final de mais
20 segundos em cada face.
Com o auxílio de um instrumento com ponta, solta-se a moldeira dos bráquetes (Figura 12).
Procede-se da mesma maneira no arco inferior.
No arco inferior, durante a remoção da moldeira,
o bráquete do dente 35 soltou da resina aderida ao
dente. Desse modo, foi realizado novo condicionamento ácido, aplicação de adesivo e reposicionamento da
moldeira para colar o bráquete do referido dente.
Figura 10 – Resina sendo aplicada à base de todos os bráquetes na moldeira.
Figura 11 – Moldeira de transferência sendo posicionada.
Figura 12 – Moldeira de transferência sendo removida.
Discussão
Desde que foi proposta por Silverman14 (1972)
como método para melhorar a visualização e aprimo-
rar a colagem dos acessórios, a técnica de colagem indireta vem passando por adaptações e modificações,
sendo utilizados diferentes materiais para a colagem
no modelo de gesso e para a confecção da moldeira
de transferência.
A colagem indireta é muito aplicada à técnica lingual, visto que a variação anatômica das faces linguais
e a dificuldade de acesso tornam a colagem direta praticamente inviável5,8,9,11. No entanto, a colagem indireta
lingual exige alguns instrumentos especiais12 e sistemas
específicos como o C.L.A.S.S. System e o T.A.R.G. System, além de necessitar de laboratórios especializados
e algumas precisarem da confecção de setups, levando
a um custo muito elevado e demora nos procedimentos5,8,9,15.
Com as limitações observadas principalmente na
técnica lingual, a colagem indireta encontrou muita resistência no meio clínico, deixando de ser considerada
como alternativa prática até mesmo para a técnica vestibular. Porém, Macedo8 (2008) relatou que a colagem
indireta pode ser utilizada tanto na Ortodontia vestibu-
lar quanto lingual, considerando esta como uma técnica
precisa e de fácil aprendizagem, que permite uma melhor visualização e reduz do tempo de tratamento, minimizando a necessidade de reposicionamento de bráquetes e melhorando a qualidade dos resultados finais.
Diferentes metodologias de colagem indireta vestibular são apresentadas por alguns autores, utilizando
“cruzetas de posicionamento” de bráquetes2 e silicone
para realizar a transferência. Entretanto, o silicone é
um material que encarece a técnica, sendo esta considerada a mais onerosa (R$ 200,44) (Tabela 3), mesmo
o kit podendo ser utilizado em mais de um paciente.
Técnicas simplificadas utilizando o material alternativo polímero de etileno vinil acetato (cola quente)
para confecção da moldeira de transferência5,10,13,17 reduzem consideravelmente o custo. Como foi observado, a técnica que emprega este material teve um custo
de apenas R$ 10,10 (Tabela 1). Segundo Figueiredo3
(2008), o emprego da colagem indireta com moldeira
de transferência de cola quente permite reduzir falhas
no posicionamento dos bráquetes, torna o tratamento
mais rápido e simples, diminui o tempo despendido e
o estresse profissional, facilita a finalização, além de
tornar os custos laboratoriais insignificantes.
Com custo laboratorial reduzido (R$ 10,10) e tempo necessário para execução da moldeira de transferência de 46 minutos e 20 segundos (Tabela 2), define-se a técnica 1 como uma excelente opção para a
clínica ortodôntica, em oposição á técnica 2 que consumiu 119 minutos e 45 segundos (Tabela 4) para sua
total execução. O ganho de tempo clínico permite ao
profissional atender um número maior de pacientes,
superando em muito, o custo da fase laboratorial.
O emprego da cola hidrossolúvel para fixar os bráquetes ao modelo de gesso3,13 dispensa a aplicação de
jato de óxido de alumínio na base do bráquete para
melhorar a adesão, o que seria necessário na técnica 2,
que emprega compósito dual para aderir os bráquetes
ao modelo de gesso. A cola hidrossolúvel utilizada na
técnica 1 é completamente removida, fornecendo uma
base totalmente livre de qualquer resíduo. Além disso,
ela também é um material alternativo que permite desonerar a técnica.
No que se refere ao tempo laboratorial, praticamente todas as etapas, nas duas técnicas, com exceção
da marcação de linhas de referência e da verificação da
posição dos bráquetes, podem ser delegadas à própria
auxiliar do consultório, devidamente treinada, cabendo
ao cirurgião dentista dispender de apenas alguns segundos. Gandini7 (2002), afirmaram que é possível delegar funções na colagem indireta, treinando a equipe
auxiliar e seguindo rigorosamente toda a sequência clínica e laboratorial. Segundo Silva Júnior13 (2008), o método de colagem indireta realizado com a cola quente
exige pouco tempo do ortodontista, que geralmente só
revisa o posicionamento dos bráquetes nos modelos,
o que leva apenas um minuto, e coloca a moldeira de
transferência em posição na boca do paciente.
Consideração deve ser feita acerca da fixação do bráquete ao dente. White17 (2002) relatou que a colagem indireta fornece dificuldade para conseguir adequada pressão e consequente adesão entre o bráquete na moldeira
de transferência e o substrato dentário. O autor sugere o
seccionamento da moldeira de transferência dente a dente, o que permitiria ao ortodontista dar atenção exclusiva
ao bráquete que estaria sendo colado, não afetando a
adesão dos adjacentes, e permitindo a reutilização das
moldeiras individuais em eventuais recolagens.
A secção da moldeira de transferência dente a
dente pode ser executada em qualquer uma das técnicas apresentadas. Porém, isto acarreta em aumento
no tempo laboratorial e no tempo clínico. Para eliminar este aumento no tempo operacional sugere-se o
trabalho a quatro mãos, onde o cirurgião dentista segura e pressiona a moldeira de transferência contra o
dente e a auxiliar realiza uma pré-polimerização, que é
posteriormente reforçada pelo dentista. E mesmo que
alguma recolagem se faça necessária, a flexibilidade da
moldeira de cola quente (técnica 1) permite o reposicionamento da mesma sobre os dentes e a recolagem
do acessório, como demonstrado na aplicação clínica,
sem maiores complicações.
Desse modo, observa-se que a técnica 1, pela sua
fácil execução, consome menos tempo laboratorial que
a técnica 2 (46 minutos e 20 segundos, e 119 minutos e
45 segundos, respectivamente), e torna-se bem menos
onerosa devido aos materiais alternativos empregados.
Além disso, as simplificações propostas dispensam a
necessidade de manipular diferentes materiais, como
ocorre na técnica 2, que depende da manipulação de
silicone leve e pesado, uma vez que o bastão de cola
quente só precisa ser aquecido pela pistola. E ainda,
a técnica 1 preserva todas as vantagens de precisão e
segurança observadas na técnica clássica (técnica 2).
Tabela 1 – Material necessário e valor para a técnica de colagem indireta com moldeira individual confeccionada com cola quente.
DESCRIÇÃO
Cola hidrossolúvel em bastão (BIC® 20g)*
Pistola de cola quente*
Bastão de cola (Brascola®-fino)
*Pode ser utilizado várias vezes.
R$ UNIDADE
R$1,60
R$8,00
R$0,50
QUANTIDADE NECESSÁRIA
01
01
01
TOTAL
R$ TOTAL
R$1,60
R$8,00
R$0,50
R$10,10
Cavalcante MRA, Pascoal CEB, Bronzi ES.
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Orthod. Sci. Pract. 2015; 8(29):50-57.
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Orthod. Sci. Pract. 2015; 8(29):50-57.
Tabela 2 – Descrição do tempo laboratorial para a técnica de colagem indireta com moldeira individual confeccionada com cola
quente.
DESCRIÇÃO
Marcação das linhas de referência no modelo
Posicionamento dos bráquetes e conferência
Confecção das moldeiras
Imersão em água
Limpeza dos bráquetes
TOTAL
TEMPO (min:seg)
00:20
11:10
3:20
30:00
01:30
46:20
Tabela 3 – Material necessário e valor para a técnica de colagem indireta com moldeira individual confeccionada com silicone.
DESCRIÇÃO
R$ UNIDADE
QUANTIDADE NECESSÁRIA
R$ TOTAL
Isolante IsoClear (Dent Bras )*
R$6,25
01
R$6,25
Pincel nº01 para aplicar isolante (JON®)*
R$4,52
01
R$4,52
Compósito dual AllCem (FGM®)*
R$73,84
01
R$73,84
R$113,83
01
R$113,83
R$0,50
01
R$0,50
01
R$1,50
TOTAL
R$200,44
®
Kit silicone leve e pesado (Zhermack )*
®
Seringa para aplicar silicone leve*
Acetona*
Tabela 4 – Descrição do tempo laboratorial para a técnica de colagem indireta com moldeira individual confeccionada com silicone.
Artigo original / Original article
DESCRIÇÃO
TEMPO (min:seg)
Marcação das linhas de referência no modelo
00:20
Aplicação de selante
00:20
Tempo de secagem do selante
60:00
Posicionamento dos bráquetes com compósito dual
11:11
Polimerização dos bráquetes (10seg cada bráquete)
02:40
Aplicação de silicone leve
05:26
Aplicação de silicone pesado
03:18
Polimerização do silicone
05:00
Imersão dos modelos em água
30:00
Limpeza dos bráquetes com acetona
01:30
TOTAL
119:45
Conclusão
Referências
A técnica de colagem indireta representa um excelente recurso para a clínica ortodôntica moderna, e
seu emprego não deve ser limitado por razões já superadas;
O emprego de materiais alternativos tornam o custo laboratorial insignificante;
A redução do tempo clínico permite reduzir o
estresse profissional e o do paciente, e favorece um
maior número de atendimentos;
A colagem indireta é precisa, promovendo tratamentos rápidos e com qualidade;
Quase todas as etapas da colagem indireta podem
se delegadas, cabendo ao cirurgião dentista despender
de apenas alguns minutos para realizá-la.
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