O desenvolvimento de práticas pedagógicas renovadas, em Geografia, no 2º ano do Ensino
Médio
Autor(es):
Apresentador:
Orientador:
Revisor 1:
Revisor 2:
Instituição:
OLIVEIRA, Istael Cristina Avencurt de Oliveira
ISTAEL CRISTINA AVENCURT DE OLIVEIRA OLIVEIRA
Paulo Quintana Rodrigues
José Álvaro Quincozes Martins
Sidney Gonçalves Vieira
UFPel
O DESENVOLVIMENTO DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS RENOVADAS, EM
GEOGRAFIA, NO 2º ANO DO ENSINO MÉDIO.
OLIVEIRA, Istael Cristina Avencurt de Oliveira1
1
Aluna da Graduação, do curso de Geografia da Universidade Federal de Pelotas.
1.
INTRODUÇÃO
Será realizado através da observação, análise de duas turmas do 2º ano do Ensino
Médio, a identificação da existência de práticas pedagógicas novas, inovadoras que
propõem aos alunos atividades diferenciadas e interessantes. Será feito uma análise,
sobre a função que o livro didático, desempenha, tanto para o professor, quanto para o
aluno.
Haverá a comparação entre duas turmas, objetivando levantamento do desempenho
dos professores e dos alunos em cada uma delas, uma análise das atividades
desenvolvidas pelos professores em sala de aula, objetivando perceber o aproveitamento
doa alunos será feito um levantamento nos livros didáticos sobre os conteúdos do 2º
ano, com o objetivo de analisar a forma como os livros didáticos sugerem que sejam
repassados ou construídos os conteúdos.
2.
MATERIAL E MÉTODOS
Visitas à escola (observações em sala de aula);
Entrevistas aos alunos e aos professores;
Revisão Bibliográfica de livros didáticos do Ensino Médio;
Consulta aos autores que produzem sobre o tema, como: Elli Benincá, Manuel
Correia de Andrade, Rosângela Doin de Almeida, Helena Callai, etc.
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foi por meio da minha experiência em uma turma de 2º ano de ensino médio que me
levou a escolher esse tema. Pois pude perceber a resistência dos alunos à leitura em sala
de aula, a participação nas aulas, à não abertura para atividades diferenciadas. Esses
tinham grande dificuldade em responder questões que tivesse que pensar um pouco,
pois se a resposta não tivesse na “apostila” eles não respondiam, alegando que não
sabiam fazer. Segundo Elli Benincá: “O professor deve manter-se seguro frente às
resistências naturais do aluno. As resistências devem ser desfeitas com habilidade, sem
se revelar opressor, mas também manifestando segurança no posicionamento
pedagógico assumido.
Além de tudo os alunos solicitavam que fosse passado matéria no quadro, para
que eles podessem ter conteúdo no caderno, resistindo à novas atividades. Tentei aplicar
técnicas diferentes se comparadas com a que eles estavam acostumados, distribuindo
folhinhas com conteúdos, exercícios e música, visando trabalhar a criatividade e a
criticidade desses alunos, dando espaço para eles opinarem e debaterem comigo sobre
as aulas.
Segundo Manuel Correia de Andrade: “A liberdade de ousar, de criar, de
inovar, é indispensável a um bom ensino.” Para aulas interessantes, produtivas e bem
elaboradas, não é necessário somente o desempenho do professor, mas também dos
alunos em geral. Percebo ser importante verificar o tipo de aula de Geografia que os
alunos estão tendo e como é a participação dos professores e dos alunos no desenvolver
dessas aulas.
Rosângela Doin de Almeida diz que: “Os professores devem desejar ensinar
Geografia para que seus alunos caracterizem melhor a realidade e, portanto, se tornem
mais conscientes do espaço em que vivem.” É preciso deixar os alunos a vontade para
que eles tragam a realidade vivida por eles para dentro da sala de aula. E o professor
deve encaixar os conteúdos fazendo comparações com o nosso país, com o nosso
estado, com a nossa cidade e com os acontecimentos da casa deles. Pois a Geografia
desperta isso, uma capacidade de pensar. De trabalhar a nossa realidade e isso pode ser
muito produtivo e agradável e não cansativo e repetitivo, como geralmente costumam
ser as aulas de Geografia.
Os professores têm o dever de tentar transformar a prática da Geografia,
despertar no aluno o interesse pelos problemas atuais vividos pelo mundo. Isso de uma
maneira adequada, criativa, produtiva e bem elaborada, fazendo com que os alunos
gostem das aulas e assim aprendam a construir o seu próprio conhecimento, vendo a
Geografia com outros olhos, ou seja, olhos críticos, olhos de quem busca a
aprendizagem.
4. CONCLUSÕES
O grande problema vivenciado hoje pelos alunos nas escolas, é a grande carga
de conteúdos que precisam aprender de modo nada produtivo. Pois estão muito
acomodados com a maneira do professor dar aula, copiando conteúdo do quadro, ditado
pelo professor, ou como é muito comum copiar do livro didático, muitas vezes sem
nenhuma explicação.
Isso ocasiona nos alunos um grande tédio pela disciplina, pois esse não consegue
perceber onde se encontra o proveito de estar apenas copiando conteúdos prontos, textos
longos, sem na verdade aprender nada.
Sei também da antipatia que muitos alunos têm pela Geografia, isso ocorre pelo
modo tradicional que costumam aprender Geografia em sala de aula, pela maneira
ultrapassada que o professor ensina os conteúdos.
Esse projeto visa, portanto, esclarecer como é o desenvolvimento das práticas
pedagógicas dentro da sala de aula, como professor e aluno se comportam para que essa
prática seja bem desenvolvida.
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática_educativa.
29 ed. São Paulo, Paz e Terra, 1996.
ALMEIDA, Rosângela Doin de. A propósito da questão teórico-metodológica sobre
o ensino de Geografia. In: CORDEIRO, Helena k (org.). Prática de ensino em
Geografia. São Paulo: Marco Zero, 1991. AGB, vol.8, p.83-100.
CALLAI, Helena Copetti. A formação do profissional da geografia. IJUÍ: Unijui,
1999.
ANDRADE, Manoel Correia de. A Geografia na Sala de Aula. Ed: Contexto; São
Paulo, 2001.
BENINCÁ, Elli. A Prática Pedagógica da Sala de Aula. Princípios e métodos de
uma Ação Dialógica.
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