>> ARTE Exposição de telas de artistas goianos movimenta sede da ASMEGO te encar o é um DO, ment ISTRA da Este suple l O MAG do jorna a supervisão do sob da ASMEGO. edita y ral Cultu dor Itane barga Diretoria r de ão: desem os, direto Seleç isco Camp o: Deire Assis . Franc ra. Ediçã (jornalista) Cultu ltural Cu EGO ASM A E TOM A ART A CASA AD S CONT ISTRADO AG DOS M IANOS GO por ter Goiás aqui. A o de a Estad duzid as artist dos do ltura pro ia de Cu . gistra s Ma sea autor s passado trado as de ção do magis ão de tel e 26 do mê deram socia s As do pu da siç ão GO – expo os dias 12 tória imaç Arte, ASME na his da aprox a tre o da str en s l rad e Mo itante regist tidad em pro ASMEGO da en iliares e vis iás. ficará vimento a 1ª 12 tiv da de 20 nistra s, fam ta em Go plo mo lização abril admi trado um am foi a rea e fei s de sede magis da art O mê o início de tido da da entre ência do sse sen ll de entra ssoas – excel pe marca neira ne ha uco da s de ou o ntena um po ção pio ocup O MAGISTRADO ÓRGÃO DE DIVULGAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DO ESTADO DE GOIÁS | GOIÂNIA, ABRIL 2012 | NÚMERO 131 | www.asmego.org.br | Distribuição gratuita Richard Belle/Nozzz Web PARTICIPAÇÃO Em assembleia, associados discutem rumos da magistratura Assembleia-geral extraordinária realizada dia 21 de abril na ASMEGO contou com recorde de participação de associados. Direitos e prerrogativas e deliberações quanto ao patrimônio da instituição estiveram entre os assuntos tratados no encontro. Ao atender à convocação da diretoria da associação, os magistrados dão exemplo de comprometimento com as causas da categoria. E MAIS: >> BOAS PRÁTICAS Jornal inaugura nova seção para mostrar atuação de magistrados 4 >> TORNEIO DE FUTEBOL ASMEGO é campeã no Master e Sênior 10 >> ENTREVISTA Futuro desembargador, juiz Orloff Neves fala a O MAGISTRADO 6 3 EDITORIAL | Criação de novas varas judiciais .2 O MAGISTRADO ABRIL / 2012 A cidade de Goiânia, com uma área aproximada de 739 quilômetros quadrados, foi projetada para abrigar somente 50 mil habitantes. Nada obstante, a capital do Estado sofreu acelerado crescimento populacional e atualmente é a segunda cidade mais populosa do Centro-Oeste brasileiro, sendo superada somente por Brasília (DF). De acordo com estimativa elaborada pelo Instituto Brasileiro de PAULO CÉSAR ALVES Geografia e Estatística (IBGE) em 2011, sua população é de 1.318.148 DAS NEVES habitantes e é a sexta maior cidade do Brasil em tamanho, com 256,8 quilômetros quadrados de área urbana, sendo o décimo segundo município mais populoso do Brasil. A Região Metropolitana de Goiânia possui 2.206.134 habitantes, o que a torna a décima região metropolitana mais populosa do País. Em suas ruas transitam mais de 1 milhão de veículos automotores. Por conseguinte, fácil é concluir que o número de ações protocolizadas no Foro da Comarca de Goiânia aumentou vertiginosamente nos últimos anos. Principalmente, se forem consideradas as ações revisionais de contrato bancário, cobranças de seguro DPVAT, busca e apreensão e reintegração de posse. da comarca de Goiânia Hodiernamente, as varas cíveis da comarca de Goiânia apresentam acervo aproximado de 194,2 não acompanhou o mil ações em tramitação. ritmo do crescimento A aprovação da lei que alterou a populacional competência das varas para a apreciação dos feitos constatado nas últimas em que as partes são beneficiárias da assistência décadas. Nesta judiciária agravou o problema anteriormente vertente, a criação de constatado, pois cada vara cível recebeu, mediante redistribuição, mais de 2 mil ações. novas varas cíveis para É importante admitir que a estrutura da a comarca da Capital é comarca de Goiânia não acompanhou o ritmo do medida necessária crescimento populacional constatado nas últimas décadas. Nesta vertente, a criação de novas varas cíveis para a comarca da Capital é medida necessária para evitar que, em um futuro próximo, não seja comprometida a qualidade e celeridade na entrega da prestação jurisdicional à população de Goiânia. Em verdade, a ampliação da estrutura, com a criação de novas varas, fortalecerá o Poder Judiciário goiano, tornando-o mais acessível à população e, em consequência, mais eficiente e produtivo. Embora restrições orçamentárias dificultem a instalação de varas em todos os locais que delas necessitam, é preciso concentrar os esforços na comarca que ocupa o primeiro lugar no ranking do movimento judiciário do Estado de Goiás. A ESTRUTURA PAULO CÉSAR ALVES DAS NEVES é juiz da 5ª Vara Cível da Comarca de Goiânia e presidente do Conselho Deliberativo da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (ASMEGO) Rua 72, esquina com BR-153, nº 272, Jardim Goiás. CEP 74805-480 – Tel.: (62) 3238-8900 www.asmego.org.br / [email protected] DIRETORIA EXECUTIVA Gilmar Luiz Coelho Presidente Arivaldo da Silva Chaves 1º Vice-Presidente Murilo Vieira de Faria 2º Vice-Presidente Wilton Müller Salomão Diretor Administrativo Walter Carlos Lemes Diretor Financeiro Fernando de Melo Xavier Diretor de Esportes Itaney Francisco Campos Diretor Cultural André Reis Lacerda Diretor de Comunicação Levine Raja Gabaglia Artiaga Diretor Institucional e Legislativo Flaviah Lançoni Costa Pinheiro Diretora Social Rodrigo de Melo Brustolin Diretor de Coordenação Regional Roberto Horácio Rezende Diretor de SPS e Pecúlio Ricardo Silveira Dourado Diretor de Clube e Pousadas Rosa Lúcia Perillo de A. Camargo Diretora dos Aposentados Antônio Cezar Pereira Meneses Diretor de Segurança dos Magistrados Stefane Fiúza Cançado Machado Diretora Extraordinária da Mulher Magistrada COORDENADORES REGIONAIS Goiânia e Entorno: Donizete Martins de Oliveira Anápolis e Entorno: Mateus Milhomem de Sousa Entorno de Brasília: Alano Cardoso e Castro Nordeste: Fernando Oliveira Samuel Norte I: Andrei Máximo Formiga Norte II: Lázaro Alves Martins Sul: Roberto Neiva Borges Sudoeste: Ricardo Luiz Nicoli Sudeste: Ricardo de Guimarães e Souza Vale do Araguaia: Gustavo Braga Carvalho Mato Grosso Goiano: Ailton Ferreira dos Santos Júnior CONSELHO DELIBERATIVO Paulo César Alves das Neves Alessandra Gontijo do Amaral Paulo Maria Teles Antunes Felipe Vaz de Queiroz Maria Lúcia Fonseca Maria Aparecida de S. Garcia Vitor Umbelino Soares Júnior Assessoria de Comunicação e Imprensa Coordenação: Jornalista Deire Assis (GO 01197 JP) Integrantes: Catherine Moraes e Raquel Antonini Gestão de Conteúdo na Internet: NOZZZ Web O MAGISTRADO Jornalista responsável: Deire Assis (GO 01197 JP) Redação: Jornalistas Deire Assis e Catherine Moraes Edição: Deire Assis Informativo da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás Arte final e diagramação: Flávio Comunicação Impressão: Goiás Graf PARTICIPAÇÃO | Assembleia tem presença recorde REALIZADA no último dia 21 de abril, o encontro reuniu mais de 100 associados na sede administrativa da ASMEGO 3. Richard Belle/Nozzz Web Cento e nove magistrados atenderam ao chamado da presidência da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás para Assembleia Geral Extraordinária realizada no último dia 21 de abril na sede administrativa da entidade. Para o presidente, juiz Gilmar Luiz Coelho, "a assembleia, que teve uma participação maciça dos colegas, superou expectativas e ficará para a história da associação”, afirma. Na assembleia, o presidente lembrou ter recebido uma associação perfeitamente administrável das mãos do colega Átila Amaral. Ressaltou, entretanto, que as fontes de renda da associação dependem exclusivamente da contribuição mensal dos associados e do aluguel do salão, que não acompanham a quantidade de demandas dos magistrados, o que implica em amplo esforço de equalização constante das finanças. Gilmar Luiz Coelho fez um relato de toda a situação patrimonial da ASMEGO, bem como das atividades já realizadas pelas várias diretorias, ressaltando, também, cada um dos pedidos já protocolizados perante o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO). O magistrado esclareceu aos associados sobre os contratos firmados pela entidade com prestadores de serviços, que careceram de renovações e atualizações, e sobre ações desenvolvidas pela presidência desde a posse. O presidente da ASMEGO O presidente Gilmar, ao lado dos diretores da ASMEGO, fala aos associados durante assembleia detalhou durante o encontro algumas das providências já adotadas pela entidade nos últimos meses. Manifestou sua preocupação quanto às unidades que pertencem à associação, como a pousada localizada em Nova Viçosa e o clube da entidade. O presidente informou sobre os levantamentos prévios realizados por ele e pela Diretoria de Clube e Pousadas da ASMEGO, bem como sobre o regulamento elaborado para o setor. PLEITOS Uma das razões da convocação da Assembleia Geral Extraordinária era informar os associados sobre a tramitação dos pleitos da ASMEGO junto à presidência do TJGO. O juiz Gilmar Luiz Coelho, bem como o diretor Institucional e Legislativo da entidade, juiz Levine Artiaga, informaram os associados presentes na assembleia sobre o andamento de cada um deles. Para o juiz Levine, a presença de número considerável de magistrados à assembleia fortalece a entidade, sobretudo na busca da garantia destes e de outros direitos e prerrogativas da magistratura. “Poucas vezes reunimos tantos colegas para discutir nossos assuntos”, destaca. Para passar aos associados uma posição segura quanto ao andamento das reivindicações junto ao Tribunal de Justiça, a ASMEGO requereu ao desembargador Leobino Valente Comissões Para reforçar ainda mais a legitimidade da participação dos magistrados junto ao TJGO, o presidente Gilmar Luiz Coelho constituiu, durante a assembleia, duas comissões compostas por diretores da ASMEGO e também por associados que demonstraram interesse em Chaves a participação dos juízes auxiliares da presidência para explicar detalhadamente sobre a tramitação dos requerimentos administrativos de interesse da classe. Presentes ao encontro, os juízes auxiliares da Presidência do TJGO Wilson da Silva Dias e Reinaldo Alves Ferreira tiveram participação fundamental, respondendo a cada questionamento do presidente, dos diretores e de todos os colegas que se manifestaram. acompanhar os trabalhos. Uma delas acompanhará de perto o andamento dos pleitos da magistratura junto à presidência e à Corte Especial do TJGO e, a outra, atuará na revisão dos convênios existentes na associação e no estudo de possíveis novos convênios a serem celebrados pela ASMEGO. O MAGISTRADO ABRIL / 2012 Imagem mostra que reforma do presídio de Jaraguá está em fase bastante adiantada: obra realizada com a ajuda da comunidade .4 O MAGISTRADO ABRIL / 2012 Unidos em prol da reforma do presídio de Jaraguá BOAS Aa esStá IisC T PRquÁ ur at e a mag tr O ás fazendo em Goi A PARTIR DESTA EDIÇÃO, O MAGISTRADO conta histórias de magistrados que estão mudando a realidade em suas comarcas com ações de cidadania Em junho de 2011, o Centro de Inserção Social (CIS) de Jaraguá, vinculado à Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (AGSEP), e o Centro de Pacificação Social, do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) realizaram a 1ª Cavalgada da Pacificação Social. O objetivo: arrecadar dinheiro para reformar o presídio da cidade e construir uma ala feminina na unidade. A magistrada Marianna Azevedo e o diretor da Unidade Prisional local tiveram a ideia, que foi apoiada pelo Ministério Público, Secretaria de Segurança Pública e Justiça, Bombeiros, Polícias Civil e Militar, Prefeitura e, principalmente, pela população. A entrega da obra está prevista para dentro dos próximos 50 dias. A campanha contou com apoio de todos, inclusive dos presos. Inicialmente, foi criada uma conta bancária em nome do Conselho da Comunidade para que o dinheiro arrecadado fosse depositado. A diretora do Foro, Marianna Azevedo, gravou uma vinheta para ser reproduzida nas emissoras de rádio locais e vários panfletos e cartazes foram impressos para exposição em lugares estratégicos, como as agências bancárias. A empresa Hering, regional de Anápolis, doou 500 camisetas e os empresários da cidade, que é polo de confecções, fizeram o trabalho de serigrafia. As camisetas serviram de ingressos para um almoço realizado após a cavalgada. A divulgação foi um sucesso. Cada camiseta foi comercializada a R$ 50. Os cavalos foram cedidos pelos fazendeiros e a população, que já tem o hábito de cavalgar, traçou um caminho pré-definido que terminava com o almoço. Além disso, uma novilha foi leiloada, e quem prestigiou o evento conferiu ainda uma apresentação de catira e o som de uma dupla sertaneja. Os detentos também fizeram peças artesanais que foram leiloadas durante o evento. Cumprimento de Penas A magistrada Marianna Azevedo afirma que no ano passado editou a Portaria nº 015/2001, criando a Central de Apoio ao Cumprimento das Penas, que visa dar apoio à Unidade Prisional/CIS e ajudar a fiscalizar o cumprimento das penas alternativas e nos regimes aberto e semiaberto. Atualmente, a Central está funcionando dentro do prédio do Fórum e já está sendo preparada mais uma campanha com a comunidade para ajudar na ressocialização, através do trabalho dos presos que cumprem pena nos regimes aberto e semiaberto, numa parceria com os empresários locais no sentido de concessão de vagas no mercado formal de trabalho. Drogas A magistrada registrou também que foi realizada, em 2011, através de um Projeto encabeçado pelo Centro de Pacificação Social em parceria com a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar, dentre outros, uma campanha que foi finalizada com uma carreata contra as drogas que contou com o seguinte slogan: Na Capital das Confecções, a Droga Não é Moda. A carreata contou com aproximadamente mil veículos. Conciliação Acrescentou a magistrada, que também é Gestora do Centro de Pacificação Social da Comarca de Jaraguá, que hoje é denominado Centro Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos, que este realiza toda semana aproximadamente cem audiências de conciliação pré-processuais, obtendo um êxito de aproximadamente 60% de acordos, o que tem contribuído para desafogar o Poder Judiciário local. Registrou, por fim, que ainda no ano de 2011 foram dados os primeiros passos para a implantação da Banca Permanente de Conciliação dos feitos da Fazenda Pública Municipal, e que nos próximos dias será consolidada sua instituição, visando solução rápida dos débitos com IPTU. Reforma e construção de ala feminina “Realizamos essa cavalgada com o intuito de angariar recursos para reformar o presídio e construir uma ala feminina. No total, são três celas femininas com 12 vagas cada e uma masculina, com 15 vagas”, afirma o diretor do CIS, Anderson de Sousa Cirqueira. O projeto tinha custo estimado de R$ 27 mil. Marianna afirma que cerca de R$ 20 mil foram arrecadados, mas as doações na conta aberta para a reforma continuaram mesmo após a cavalgada, assim como a vinheta de rádio. O diretor conta que, com a ajuda do Conselho da Comunidade de Jaraguá, presidido por Maria Conceição de Oliveira Bravo, o presídio conseguiu ainda verba complementar para auxiliar na reforma. Assim, foi possível estruturar esgoto, telhado, parte hidráulica e a pintura, que está em fase final. Marianna conta que na condição de Juíza da Infância e Juventude da Comarca normatizou a entrada e permanência de crianças e adolescentes na Unidade Prisional local por meio da Portaria nº 038/2011. Tal medida visa contemplar o anseio dos reeducandos em ter contato com seus filhos menores, o que ajuda na ressocialização e manutenção da família natural (preceitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente). Desta forma, tem a magistrada a intenção de construir uma brinquedoteca para amparar as crianças durante o horário de visitas aos presos, vez que nem sempre é possível as mães deixarem seus filhos menores em casa, pois muitas delas moram em outras cidades ou na zona rural do município. Reeducandos trabalham nas obras de reforma do presídio: previsão de entrega em 50 dias 5. Módulo de Respeito A juíza Marianna entrega peça artesanal fabricada pelos reeducandos que foi leiloada e arrematada durante almoço servido após realização de cavalgada O MAGISTRADO ABRIL / 2012 Após a conclusão da reforma da cadeia de Jaraguá, o presídio vai implantar novos projetos do Módulo de Respeito, uma concepção europeia que foi adotada em Goiás e busca a reintegração social do detento. Os presos passam por classificação de habilidades trabalham com monitores, podendo ganhar redução de pena. Em Jaraguá, os detentos já produzem pastas de arquivo e caso o diretor consiga construir um galpão, o local poderá ser usado como marcenaria, já que um dos detentos domina o trabalho. “DEPOIS do Centro de Pacificação Social, passei a ter uma nova visão do papel do juiz, que vai além das audiências e julgamentos. Descobri como é estar próximo do cidadão e como isso engrandece e valoriza o Poder Judiciário na comarca. A satisfação de reformar o presídio de Jaraguá é incalculável, porque devolve ao detento o que lhe é de direito: dignidade e a ressocialização.” MARIANNA AZEVEDO LIMA, juíza de Direito da 1ª Vara, diretora do Foro da Comarca de Jaraguá e diretora-ajunta de Comunicação da ASMEGO ENTREVISTA Orloff Neves Rocha, juiz de Direito APÓS 27 ANOS DE DEDICAÇÃO à magistratura, o juiz de Direito Orloff Neves Rocha, de 65 anos, tem pela frente o desafio de ocupar o cargo de desembargador. Na memória, um filme desde a graduação em Direito pela Universidade Federal de Goiás (UFG), em 9 de dezembro de 1971. De Lá pra cá, passou pelas comarcas de Caiapônia, Ceres, Rialma, Carmo do Rio Verde, Rubiataba e Itapaci e ainda presidiu eleições em Caiapônia e Piracanjuba. É por esses e outros motivos que a possibilidade de ascensão ao Tribunal de Justiça é encarada pelo magistrado como fruto da persistência, não da ambição. A função judicante de Orloff começou em outubro de 1985, após ter sido nomeado por decreto do então governador Iris Rezende Machado para a comarca de Piranhas. Prestou concurso para magistratura em agosto de 1981 e foi aprovado em 2º lugar. Protelou a assunção ao cargo por quatro anos. A nomeação foi publicada no Diário da Justiça um dia antes de prescrever o concurso e em 3 de outubro de 1985 assumiu o cargo de juiz de Piranhas. Lembra-se de colegas do mesmo concurso que hoje são desembargadores: Itaney Francisco Campos, Walter Carlos Lemes, Luiz Eduardo de Sousa, Fausto Moreira Diniz e José Maria das Neves (este no Tocantins). Em outubro de 1988 foi promovido, pelo critério de merecimento, para a comarca de Caiapônia.Em Ceres, onde permanece até os dias atuais, a atuação teve início em 1990, quando passou a ocupar a 2ª Vara da Comarca. São 22 anos na cidade, sem jamais ter pleiteado remoção para a Capital. “Acostumei-me com o município e gostei de ser juiz em Ceres; como também, não me esqueço do prazer e honra de ter sido juiz de Piranhas e Caiapônia, cidades e povo marcantes em minha vida, tanto que até hoje as frequento e convivo bem, sobretudo quando das festas de Doutor Forense (servidores, fórum, advogados, juízes, promotores)”, recorda. Confira mais trechos da entrevista que o novo desembargador concedeu ao jornal O MAGISTRADO. .6 O MAGISTRADO ABRIL / 2012 “É DEVER e obrigação de todos ser justo e praticar o bem, o que, aliás, é mais fácil do que ser injusto e mal.” ORLOFF NEVES ROCHA, juiz de Direito. “ Somos humanos e desejamos maior reconhecimento profissional Como o senhor recebe o desafio de se tornar desembargador? A possibilidade de ascender ao Tribunal se apresenta como real, como consequência natural da carreira, em consonância com o critério da antiguidade. É certo que, não fosse por essa forma, não alcançaria o cargo de desembargador. Mas em lá chegando, comemoro como uma conquista, fruto da persistência, não da ambição, porquanto me confere alta distinção, ladeada a elevada responsabilidade para com a justiça do meu estado de nascimento. Já o desafio é o mesmo: julgar. Agora, em conjunto e aprendendo com os nobres desembargadores de nosso Tribunal, e não isoladamente, como faço, como juiz. Tenho em mente que o estilo é diferente, mas a receita é a mesma: julgar com serenidade, equilíbrio e justiça, consoante a constituição e a legislação infraconstitucional de nosso País. O que considera o maior desafio da profissão? A profissão é bela e digna, mas de certo modo, ainda incompreendida por parte de nossa gente. Pensa expressiva parcela da sociedade que a violência, os crimes, as injustiças, a corrupção, enfim que todas as mazelas sociais devem ser debitadas nas costas da justiça; tudo que acontece é por falta de justiça, como se a justiça fosse a única responsável pela deficiência do estado, pela legislação permissiva e complacente e também pela própria natureza humana. O Judiciário tem o monopólio da prestação jurisdicional, não há dúvida. Tem a finalidade precípua de fazer justiça, mas não dispõe de meios, estrutura e pessoal suficientes para aplicar e fazer valer as regras legais ou mesmo alcançar com sua imperatividade toda infringência à ordem social. Realçando que vivemos em um país com deficiências de toda ordem, não apenas judicial. Contenta-nos, contudo, saber que estamos em franca evolução em todos os setores da atividade humana, aprimorando costumes, preocupando mais com os direitos fundamentais, alterando valores culturais, recorrendo mais e, via de consequência, acreditando mais na justiça, situações que nos permitirão melhorar a organização social e a própria vida em comunidade. Quais as expectativas do senhor em relação à nova função que ocupará? As expectativas quanto à função de julgador em nível de tribunal são as melhores possíveis, porquanto darei continuidade a minha atividade de magistrado, com a certeza de que buscarei sempre fazer justiça, ao lado dos meus pares, para o engrandecimento do Poder Judiciário, dentro dos parâmetros legais, sem perder de vista a ponderabilidade dos anseios de justiça social, também intérpretes na aplicação do direito, convicto de que a justiça deve estar ao alcance da prática e não apenas no plano das ideias. Pouco importa à sociedade a justiça no plano ideal se não houver reconhecimento de valores fundamentais para sua eficácia e efetividade. Deste modo, seja como desembargador, juiz de Direito ou cidadão, o dever e a obrigação de todos é ser justo e praticar o bem, o que, aliás, é mais fácil do que ser injusto e mal. É muito diferente ser magistrado hoje que há duas, três décadas atrás? A despeito de ter ingressado na magistratura há 26 anos, acompanho sua trajetória desde criança, experimentando suas agruras e vivenciando as transformações sociais e legais, vez que meu querido e saudoso pai, Humberto Péricles Rocha, também foi juiz de Direito. Assim, me foi possível assistir dificuldades de toda ordem nos bater à porta, desde as carências materiais até as limitações sociais impostas ao exercício do cargo, sem falar nos vencimentos irrisórios, nos servidores de pouca qualificação, no material de trabalho escasso, na intromissão política, no isolamento cultural e científico, no distanciamento hierárquico do Tribunal e da Corregedoria. Que o digam os nobres juízes e desembargadores aposentados. São todas testemunhas oculares de um judiciário sacrificado, desassistido e espoliado, mas sempre altaneiro, em nome do caráter, da honra e da fibra desses intimoratos da justiça. Merecem todo nosso respeito e admiração. O que mudou? A magistratura da minha época ainda traz resquícios daquela dos tempos de meu pai. Vivenciei na carreira algumas dificuldades, desde casa para morar, até a falta de material para o trabalho judicial, arcando inúmeras vezes com parcelas da minguada remuneração que percebia, o que, aliás, até hoje nos subsidia. Mas, muita coisa mudou e melhorou, temos que reconhecer. Não ao ponto de se dizer que temos as condições necessárias e indispensáveis ao desenvolvimento de nosso ofício. O que precisa melhorar? Falta ainda muita coisa em diversas comarcas, como estruturas físicas adequadas, mídia eletrônica moderna e suficiente ao serviço judicial, maior número de assistentes para os juízes, melhor remuneração para os servidores, desenvolvimento de uma política judiciária que apresente e defenda o Poder na mídia local e nacional, dentre outros reclames justos, sobretudo uma melhoria remuneratória dos membros do Poder Judiciário. Acredito que temos feito nossa parte batendo metas, melhorando as estatísticas, criando e executando projetos sociais, aprimorando o trabalho judicial, aumentando a produção, especializando em gestores. É certo, não podemos cansar, não podemos parar, talvez apenas possamos pensar, para que o Judiciário seja cada vez melhor, mais célere e mais eficiente. 7. O MAGISTRADO ABRIL / 2012 ASMEGO EM AÇÃO CPMI Mesas de debate .8 A Escola Superior da Magistratura de Goiás sediará no dia 31 de maio a 3ª Mesa de Debate sobre Direito Constitucional. O tema, desta vez será Limites Constitucionais da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. A partir das 19 horas. Lei da Ficha Limpa e Foro Privilegiado por Prerrogativa de Função foram temas da 1ª e 2ª mesas de debate já realizadas esse ano. Mais informações pelo telefone 62-3281-9226. O MAGISTRADO ABRIL / 2012 PLANEJAMENTO Comissão do 11º Congresso Em ato assinado dia 18 de abril, o presidente da ASMEGO, juiz Gilmar Luiz Coelho, constitui a Comissão Organizadora do 11º Congresso Goiano da Magistratura, que será realizado nos dias 25 e 26 de outubro desse ano. Integram a comissão, junto com Gilmar Coelho, os magistrados José Carlos de Oliveira (diretor da Escola Superior da Magistratura de Goiás – Esmeg); Itaney Francisco Campos e Wilson Safatle Faiad (como coordenadores culturais); Reinaldo Alves Ferreira, Aldo Guilherme Saad Sabino de Freitas e Gustavo Assis Garcia (como membros da Comissão CientíficaAcadêmica); André Reis Lacerda (como coordenador-executivo); Eduardo Perez Oliveira, Thiago Soares Castelliano Lucena de Castro e Flaviah Lançoni Costa Pinheiro (como membros da Comissão Executiva). Retratação de advogado PLEITO Terceiro assistente A Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (ASMEGO) requereu junto à presidência do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) o início imediato de estudos visando criação e implementação de mais um cargo de assistente de juiz em todas as unidades jurisdicionais. Assinam o pedido o presidente da ASMEGO, juiz Gilmar Luiz Coelho, e o diretor de Assuntos Institucionais e Legislativo da entidade, juiz Levine Raja Gabaglia Artiaga. No requerimento, a ASMEGO ressalta que a recente redistribuição do acervo processual das extintas varas de assistência judiciária – promovida pela Lei 17.542/2012 – aumentou consideravelmente o acervo das 31 unidades judiciárias. Cada uma das varas cíveis passou a contar, em média, com 7 mil processos em tramitação, “o que gera grande sobrecarga de trabalho e atraso na entrega da prestação jurisdicional”, alerta a ASMEGO no pedido. Há ainda o fato de que várias das comarcas de entrância intermediária e inicial estão desprovidas de magistrados, fazendo com que juízes tenham que assumir mais de uma unidade judiciária. Consequentemente, o acúmulo e a sobrecarga de trabalho são inevitáveis, prejudicando o andamento dos processos. Código de barras O presidente da ASMEGO, juiz Gilmar Luiz Coelho, encaminhou ao presidente do TJGO, desembargador Leobino Valente Chaves, solicitação para que o órgão implante sistema que utilize código de barras para identificação dos processos da Justiça Estadual. A ASMEGO, por meio de sua assessoria jurídica, escritório de advocacia Clarito Pereira, Ezequiel Morais & Advogados Associados, interpelou judicialmente o advogado goiano Thiago Vinicius Vieira Miranda por "graves acusações dirigidas à magistratura publicadas nas redes sociais Twitter e Facebook". Como resposta à ação proposta pela ASMEGO, o referido advogado providenciou a publicação, na edição do dia 20 de abril do jornal O Popular, de nota de esclarecimento à sociedade. Editais de promoção AGENDA Conselho Deliberativo O presidente do Conselho Deliberativo da ASMEGO, juiz Paulo César Alves das Neves, informa aos associados as datas das próximas reuniões do órgão integrante da ASMEGO, conforme definido em Sessão Ordinária anterior: n Maio: dia 18 n Junho: dia 22 n Agosto: dia 24 n Setembro: dia 21 n Outubro: dia 19 n Novembro: dia 23 n Dezembro: dia 14. Em ofício protocolado dia 24 de abril junto à presidência do TJ-GO, o presidente da ASMEGO, juiz Gilmar Luiz Coelho, e o diretor de Assuntos Institucionais e Legislativos da entidade, juiz Levine Artiaga requereram a imediata designação das sessões de julgamento dos editais de promoção e remoção de magistrados que se encontram pendentes de votação. Segundo levantamento da Secretaria da Corte Especial, 59 editais aguardam a designação das referidas sessões de julgamento. DIRETORIA ADMINISTRATIVA | Modernização e transparência ENTRE atribuições da diretoria está o gerenciamento das atividades administrativas da entidade A nova Diretoria Administrativa da Associação de Magistrados do Estado de Goiás (ASMEGO) irá supervisionar, de perto, as atividades ligadas à exploração dos serviços administrativos, cadastro e inventário de bens patrimoniais e de seguros em geral, além das despesas e folhas de pagamento. De acordo com o juiz Wilton Müller Salomão, a Diretoria Administrativa tem como principal função o gerenciamento das atividades administrativas, estratégicas e operacionais da ASMEGO. Segundo ressalta, a diretoria deve zelar pelo funcionamento das instalações da entidade, bem como executar a política de pessoal e administrativa da associação. Entre as funções estabelecidas está ainda a atividade de compra e venda de material de consumo; a contratação de serviços e empregados da entidade; promoção, recrutamento, seleção, treinamento e movimentação de pessoal, técnico e administrativo. 9. Juiz Wilton Müller Salomão Juiz Fabiano Abel de Aragão Fernandes O MAGISTRADO ABRIL / 2012 A modernização e a transparência nas ações realizadas pela Diretoria Administrativa serão marca registrada nesta gestão, destaca o magistrado, dando continuidade ao bom trabalho que vinha sendo executado na gestão anterior. A diretoria está aberta para receber sugestões dos magistrados associados, a fim de que se possa desenvolver uma administração de fato participativa e democrática. No mês em que se comemora o Dia das Mães, a presidência da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (ASMEGO) e todos integrantes da diretoria da entidade cumprimentam as mães magistradas do Estado de Goiás, que com coragem, garra e perseverança desempenham com dignidade papéis tão importantes na vida da família e da sociedade. Parabéns! Homenagem da DIRETORIA ADMINISTRATIVA Diretor: Wilton Müller Salomão Diretor-adjunto: Fabiano Abel de Aragão Fernandes Contato: [email protected] ESPORTE | .10 Wagner Soares O MAGISTRADO ABRIL / 2012 Em campo, saúde, confraternização e muito futebol CAMPEONATO Regional Centro-Oeste de Futebol Society organizado pela ASMEGO em Goiânia reuniu magistrados de quatro Estados e do Distrito Federal no Estádio da Serrinha Goiânia sediou, entre os dias 28 e 30 de abril, o Campeonato Regional de Futebol Society para Magistrados. Este ano, a Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (ASMEGO) atuou como anfitriã das delegações de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e do Distrito Federal que trouxeram para cá quase 100 juízes. Em jogo, a classificação para a etapa nacional do torneio, no segundo semestre, organizado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Mas, mais que a disputa da vaga para a etapa seguinte da competição, o que se viu em campo foi a satisfação dos magistrados por poderem, a partir do esporte, reunir-se, confraternizarse e trocar experiências. “Os torneios de futebol são os eventos que mais congregam a magistratura”, destaca o presidente da ASMEGO, juiz Gilmar Luiz Coelho. “Em nossa gestão, assumimos o compromisso de apoiar eventos dessa natureza. Esporte é vida, é saúde e deve ser incentivado”, destacou o presidente da ASMEGO durante a festa de encerramento do torneio, na sede administrativa da entidade, dia 30. O diretor de Esportes da ASMEGO, juiz Fernando Xavier, que esteve à frente da organização do torneio, testemunhou a impressão dos colegas de outros Estados em relação à etapa realizada em Goiânia. "Fomos muito bem avaliados neste sentido", afirmou. "O torneio foi um sucesso, realizado num local extraordinário, que é o Estádio da Serrinha, e as delegações gostaram muito do que encontraram por aqui." Além disso, o diretor frisou o bom desempenho dos juízes goianos na competição. "Goiás chegou à final como campeão em duas categorias, o que nos deixa muito felizes." De fato, os juízes goianos deram um show de bola em campo. Sagraram-se campeões nas Categorias Master – tendo como vice o Distrito Federal – e Sênior – cujo vice-campeão na categoria é Mato Grosso do Sul. Em ambas as categorias, Goiás levou o título, ainda, de artilheiro da competição e de goleiro menos vazado, graças à atuação dos juízes Lourival Machado e Alessandro, respectivamente (veja classificação final na tabela). A abertura do torneio, no sábado, 28, contou com a presença do presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, desembargador Leobino Valente Chaves, e do presidente do Goiás Esporte Clube, João Bosco Luz. O evento esportivo levou para o Estádio da Serrinha familiares e amigos dos magistrados, que protagonizaram saudáveis momentos de descontração. Wagner Soares Presidente da ASMEGO, juiz Gilmar, presidente do TJGO, desembargador Leobino, e o presidente do Goiás Esporte Clube, João Bosco Wagner Soares Wagner Soares Raimundo Moraes Equipe Sênior da ASMEGO terminou torneio como campeã em sua categoria Campeonato foi encerrado com coquetel na sede da ASMEGO Equipe da ASMEGO mostra jogo em campo durante a competição 11. Experiência em Campo CLASSIFICAÇÃO FINAL O MAGISTRADO ABRIL / 2012 Confira no quadro como terminou a etapa Centro-Oeste do Campeonato de Futebol Society A experiência também deu o ar da graça no Campeonato Regional Centro-Oeste de Futebol Society para Magistrados e se engana quem pensa que estou falando de Lourival Machado da Costa, artilheiro nas Categorias Sênior e Master. A estrela foi mesmo Floripes Barbosa, de 69 anos, camisa 10 da equipe sênior da ASMEGO. O mais velho jogador do time passou rasteira não só em campo, mas também na idade. O magistrado, que participa do campeonato há mais de 20 anos, revela que ainda joga futebol sempre que pode e faz aulas de hidroginástica três vezes por semana. Orgulhoso, ele conta que foi o primeiro artilheiro do torneio CentroOeste e comparece atualmente para incentivar os jovens juízes. “Esporte é vida e os jovens SÊNIOR Goleiro menos vazado: Alessandro (GO) Artilheiro: Lourival (GO) e Paulo Rodrigues (MS) com 3 gols cada. Equipe mais disciplinada: Mato Grosso do Sul LIVRE Campeão: Goiás Goleiro menos vazado: Vice-campeão: Mato Grosso do Sul Amauri Jr (MS) MASTER Goleiro menos vazado: Alessandro (GO) Artilheiro: Lourival com 4 gols Equipe mais disciplinada: Distrito Federal Campeão: Goiás Vice-campeão: Distrito Federal 3º LUGAR: Mato Grosso Artilheiro: Jean (TO) com 4 gols Equipe mais disciplinada: Goiás Campeão: Tocantins Vice-campeão: Mato Grosso 3º LUGAR: Mato Grosso do Sul Fonte: Diretoria de Esportes juízes precisam se preocupar com isso. Venho aqui porque gosto, mas também para incentivar essa nova geração que vai tomar conta do campeonato. Independente da modalidade, é preciso praticar qualquer esporte que goste, que acalme, acabe com o estresse diário e não conduza ao sedentarismo. Além disso, oportunidades como esta proporcionam interação entre a categoria e isso é muito proveitoso”, finaliza. ENCONTTRO REGIONAL | Uruaçu recebe magistrados PRÓXIMO encontro será na Região do Entorno do Distrito Federal, no mês de junho. Veja calendário das próximas edições .12 O MAGISTRADO ABRIL / 2012 A Associação dos Magistrados do Estado de Goiás realizou no dia 13 de abril o Encontro da Regional Norte da ASMEGO, em Uruaçu, município localizado a 307 km de Goiânia. O evento contou com a presença de magistrados de 12 municípios, além de diretores da ASMEGO e seu presidente, juiz Gilmar Luiz Coelho. Segundo ele, a oportunidade do encontro era PRÓXIMOS ENCONTROS PREVISTOS Entorno do DF: Regional Sudoeste: Regional Sul: Regional Anápolis: 15/06 10/08 19/10 14/12 fundamental para promover a união da classe e a busca de soluções para problemas enfrentados diariamente pelos colegas. “Como presidente da ASMEGO, afirmo que não faltará empenho para resolver o que a mim couber.” O diretor de Coordenação Regional da ASMEGO, juiz Rodrigo de Melo Brustolin, afirmou que os encontros têm como objetivo reunir os colegas com representantes da ASMEGO para que, juntos, eles possam descobrir o que pode ser feito diante dos problemas enfrentados pelos magistrados em suas comarcas. O juiz Andrey Máximo Formiga, coordenador da Regional Norte 1 da ASMEGO, adiantou que a categoria deve debater assuntos como a revisão do Fundo Rotativo pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), assim como a forma de aplicação de concursos para atendentes. O presidente do Conselho Deliberativo da ASMEGO, juiz Paulo César Alves das Neves, também presente ao Encontro da Regional Norte, informou os colegas sobre as atribuições do órgão integrante da entidade, destacando constituir o conselho num fórum de debates sobre a magistratura, um instrumento de aproximação com o associado. Estiveram presentes, ainda, no encontro, os magistrados Levine Artiaga – diretor Institucional e Legislativo da ASMEGO – Alex Alves Lessa (Rubiataba), Luciano Borges da Silva (Itapuranga), Felipe Alcântara Peixoto (Porangatu), Lázaro Alves Júnior (Ceres), Hugo Gutemberg Oliveira (Goiandira), José de Bessa Carvalho Filho (Niquelândia), Decildo Ferreira Lopes (Crixás), Silvio Jacinto Pereira (Mara Rosa), Jonas Nunes Resende (Goianésia), Murilo Vieira de Faria (Uruaçu) e Geovana Mendes Baía Moisés (Uruaçu). INTERNET Novo site da ASMEGO contempla a interatividade Interatividade e integração são conceitos prioritários no projeto do novo portal da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (ASMEGO) na internet. A nova versão do site, que será colocada no ar em alguns dias, contempla novos recursos e novo layout e estrutura e valoriza o conteúdo noticioso e multimídia (entrevistas nos formatos de áudio e vídeo). O desenvolvimento e gestão do site permanecem nas mãos da Nozzz Gestão de Conteúdo Web, que se utilizou de parâmetros de pesquisas baseados na experiência do internauta que acessa o site da ASMEGO para criar esta nova versão do portal. De acordo com Richard Belle, da Nozzz, um dos novos recursos disponíveis no site é o uso de uma plataforma totalmente integrada com as mídias sociais. “Essa mudança de plataforma visa melhorar a experiência da magistratura com o ambiente web 2.0, sobretudo em função da participação ativa dos juízes e desembargadores também nas redes sociais”, justifica. Nesse sentido, explica, a nova plataforma permitirá o acesso ao site em versões próprias adaptadas para tablets e smartphones, de onde partiram 12% dos acessos ao site da ASMEGO nos últimos seis meses. E é justamente em função desse engajamento da magistratura com a web que o novo portal contará com um fórum de discussão dinâmico, restrito aos magistrados, que permitirá o debate de temas relevantes sobre a carreira, o Direito, evolução legislativa e assuntos relacionados à administração da Justiça. “Uma fan page também será lançada no Facebook, permitindo compartilhar ações, projetos e boas práticas desenvolvidas pelos juízes em suas comarcas, valorizando o ativismo social na capital e no interior do Estado”, acentua. O site da ASMEGO, segundo levantamento da Nozzz Web, bateu recorde de visitas no mês de março. A média de 9 mil acessos/mês saltou para 11,5 mil acessos/mês, segundo dados extraídos do Google Analytics. No primeiro quadrimestre de 2012, o site registrou 28,97% de novas visitas e uma fidelidade de 71,03% dos visitantes habituais. “O ambiente web tem que ser colocado à disposição do internauta como um canal de informação e de comunicação eficientes entre a entidade e seu público. No caso da ASMEGO, que tem uma gestão que se desenvolve com a participação dos seus associados, a infraestrutura multimídia que será implementada no novo portal favorecerá ainda mais o engajamento da magistratura”, destaca Richard. Adepto das redes sociais e frequentador assíduo do site da ASMEGO, o desembargador Walter Carlos Lemes, diretor Financeiro da entidade, comemora as mudanças. “A comunicação é um imperativo nos dias atuais para toda e qualquer entidade. Nós, juízes, precisamos mostrar para a sociedade como trabalhamos e o resultado do nosso trabalho em prol da população. E o site da ASMEGO é um importante canal, nesse sentido”, frisa o desembargador.