ÍNDICE - 23/03/2007 Folha de S.Paulo.........................................................................................................................2 Brasil.............................................................................................................................................2 Stephanes diz que foi à Anvisa pedir auditoria .....................................................................................2 Correio da Bahia (BA) ...............................................................................................................3 Aqui Salvador ...............................................................................................................................3 Medicamentos de alto custo estão em falta no Cedeba ........................................................................3 Diretora justifica problema ...................................................................................................................4 Jornal do Commercio (PE).......................................................................................................5 Brasil.............................................................................................................................................5 Fórmula usada em escova progressiva afeta mais duas ........................................................................5 Tribuna do Norte (RN)...............................................................................................................6 Brasil.............................................................................................................................................6 Polícia aponta novas vítimas de escova ...............................................................................................6 Folha de S.Paulo 23/03/2007 Brasil Stephanes diz que foi à Anvisa pedir auditoria DA SUCURSAL DE BRASÍLIA O deputado Reinhold Stephanes (PMDB-PR) admitiu que procurou a Anvisa em nome da Supermax, mas afirmou que fez todo o procedimento de forma clara, por meio da assessoria parlamentar do órgão. Ele disse que solicitou à Anvisa uma auditoria na empresa. Ao contrário do que disse o diretor da Supermax, Stephanes disse que só esteve na agência uma única vez e que por um grupo de técnicos. A Anvisa disse que o deputado foi recebido por um dos diretores da agência na época, Victor Hugo Travassos, responsável pelos registros. Cláudio Maierovitch, atual diretor da área, disse que é comum parlamentares irem à Anvisa para defender diversos interesses. Ele disse que, por meio da assessoria parlamentar, presidente e diretores da empresa costumam receber os congressistas, o que não significa que os pedidos serão atendidos. No caso específico da Supermax, disse que algumas das luvas comercializadas pela empresa não tinham o devido registro na Anvisa, por isso houve a proibição da comercialização do produto. Ele explicou, no entanto, que a proibição ocorreu por um problema técnico no registro e não por falta de qualidade das luvas. "Não era nada que representasse risco à saúde das pessoas", disse. Correio da Bahia (BA) 23/03/2007 Aqui Salvador Medicamentos de alto custo estão em falta no Cedeba Remédios genéricos para distúrbios hormonais devem chegar hoje Três dos 18 medicamentos de alto custo distribuídos pelo Centro de Referência Estadual para Assistência ao Diabetes e Endocrinologia (Cedeba) estão em falta. Pacientes da rede pública estão privados de Levotiroxina, Cabergolina e Octreotida, genéricos usados no tratamento de distúrbios hormonais. Um deles, a Octreotida, é usado no tratamento da acromegalia - doença caracterizada pelo crescimento anormal das extremidades do corpo (mãos, pés, cabeça). A previsão da Secretaria da Saúde é que os remédios sejam disponibilizados aos pacientes ainda hoje. A demora na chegada dos medicamentos é atribuída ao processo burocrático de compra, feita com verbas do Ministério da Saúde e do governo estadual. A Superintendência de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) afirma que está melhorando a infra-estrutura do sistema de compras destes remédios considerados excepcionais. Instalado nas dependências do Centro de Atenção à Saúde Prof. Dr. José Maria Magalhães, na Avenida ACM, o Cedeba trata especificamente de doenças endocrinológicas, em especial o diabetes. O centro distribui gratuitamente remédio de alto custo a cerca de dez mil pacientes, com patologias que envolvem distúrbios hormonais e processo de deformação óssea. Parte destas pessoas chega do interior do estado em busca de medicamentos. Nos dois primeiros meses do ano, os pacientes tiveram dificuldades em ter acesso aos remédios por conta de uma mudança no sistema do Ministério da Saúde, que obrigou a direção a fazer um recadastramento. Filas em que as pessoas esperavam de duas até quatro horas para conseguir as substâncias. Atualmente, portadores de diabetes afirmam que também têm dificuldades em adquirir a insulina regular, que ainda não consta na lista de substâncias distribuídas pela rede de assistência básica. Diabética há 25 anos, a aposentada Maria da Hora, 70 anos, reclama que desde novembro não consegue ter acesso à insulina regular, que tem ação rápida e de efeito de curta duração. "Sempre dizem que está em falta e o prejudicado acaba sendo a gente que é pobre e não tem dinheiro para comprá-la". O vigilante Joselito Santana, 43 anos, ficou decepcionado na manhã de ontem ao saber que o posto de distribuição do Cedeba não tinha o medicamento genérico Cabergolina. O remédio é usado para o tratamento da mulher de Joselito, que sofre de hiperprolactinemia, um distúrbio na produção do hormônio responsável pela produção de leite na mama. Entre as conseqüências da enfermidade estão o surgimento justamente de líquido lácteo nas mamas fora do perído puerperal (de parto), infertilidade e osteoporose, que é perda da massa óssea. "Não posso afirmar que falta sempre, mas não é a primeira vez que venho aqui atrás do remédio e ele não tem. Isso ocorre com outras pessoas que vêm buscar outros medicamentos", afirma Joselito. Ao lado dos guichês, em um pequeno papel, a mensagem informava a previsão, para hoje, de chegada dos três remédios. "O jeito é esperar chegar. Não tenho condições de pagar quase R$200 neste remédio, apesar da minha mulher precisar dele", diz, resignado. Diretora justifica problema A diretora do Cedeba, Reine Chaves Fonseca, atribuiu a falta de medicamentos aos trâmites burocráticos de liberação de verbas do governo federal. Segundo ela, a falta de remédios de alto custo é "momentânea". "A compra de medicamentos, que é feita com verba do Ministério da Saúde, deve passar pelos trâmites burocráticos que precisam ser respeitados. Normalmente, o processo dura três meses", explicou. Sobre a insulina regular, Reine Chaves informa que, ao contrário da insulina NPH, não está na lista da rede de atenção básica. A diretora disse que decidiu comprar um estoque para ser aplicado em pacientes do Cedeba. "O pedido já foi feito, mas o uso deverá ser restrito aos pacientes daqui do centro". A compra dos medica mentos de alto custo (também classificados como excepcionais) é compartilhada entre a Secretaria a Saúde (Sesab) e o Ministério da Saúde, que destina mensalmente cerca de R$2,9 milhões por mês para obtenção dos remédios. Em contrapartida, o governo estadua l reservou, em seu orçamento deste ano, R$ 5 milhões para o mesmo fim. O diretor de assistência farmacêutica da Sesab, Lindemberg Assunção Costa, afirma que eventuais atrasos na chegada de medicamentos devem-se a entraves burocráticos, a exemplo de ausência de documentação de um determinado fornecedor. "Estamos melhorando a infra-estrutura do sistema, informatizando todos os processos e dando suporte ao pessoal da ponta (locais de distribuição dos medicamentos de alto custo)". Existem cerca de 120 na lista de medicamentos do Programa Estadual de Medicamentos de Alto Custo (Pemac). "Vamos aparelhar a ponta para que os medicamentos não faltem", declara Lindemberg. A pessoa que tiver distúrbios endocrinológicos e quiser ter acesso aos medicamentos listados no Pemac distribuídos pelo Cedeba deve preencher um protocolo, assinado por seu médico. O documento precisa comprovar através de exames anexados ao processo, a enfermidade de seu paciente. Os exames são avaliados por endocrinologistas do Cedeba. O processo d ura cerca de 30 dias. Jornal do Commercio (PE) 23/03/2007 Brasil Fórmula usada em escova progressiva afeta mais duas GOIÂNIA - Um dia após a morte da dona de casa Maria Eni da Silva, 33 anos, a Secretaria de Vigilância Sanitária de Goiás revelou, ontem, que investiga outros dois casos de mulheres que sofreram danos após aplicar nos cabelos alisantes à base de formol, em Goiás. Um dos casos ocorreu há 15 dias em no município de Formosa. Uma mulher, cujo nome não foi divulgado, foi internada no Hospital Municipal (HMF) da cidade e os produtos apreendidos no salão de cabeleireiro eram de procedência clandestina. "Não há registro deles na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e o endereço indicado nas embalagens, embora existam, não são a sede de nenhuma fábrica de cosméticos ou de produtos farmacêuticos", disse João Morais, gerente de fiscalização da secretaria. O segundo caso, sob investigação, ocorreu em Goiânia. Nas duas situações as mulheres sofreram uma forte reação alérgica, foram tratadas, tomaram medicamentos e receberam alta hospitalar. Já a morte da dona de casa Maria Eni da Silva, em Porangatu (GO), provocou uma onda de questionamentos sobre os processos e produtos empregados em alisamentos de cabelos. "Antes da notícia, era comum fazer até 12 escovas (progressivas) em média, a cada dois dias. Entre ontem (quarta-feira) e hoje (ontem) nenhuma foi feita", disse Dora Miranda, dona de um salão no setor Criméia Norte, que cobra R$ 180 pela aplicação. "Agora, as clientes querem saber quais são os riscos", afirmou Eliane Souza, de um salão no Centro da Cidade. Situação semelhante foi constatada no Jardim América e mais oito bairros da Grande Goiânia. A delegada Cinthia Christyane Alves Costa disse ontem que as investigações sobre a morte da dona de casa Maria Eni da Silva, que pagou entre R$ 120 e R$ 150 pela escova progressiva, poderão tomar novos rumos nos próximos dias. Tribuna do Norte (RN) 23/03/2007 Brasil Polícia aponta novas vítimas de escova Goiânia (AE) - Um dia após a morte da dona de casa Maria Eni da Silva, de 33 anos, a Secretaria de Vigilância Sanitária de Goiás revelou, ontem, que investiga outros dois casos de mulheres que sofreram danos após tratamento dos cabelos com alisantes à base de formol, em Goiás. Um dos casos ocorreu há 15 dias em Formosa (GO) - a 94 quilômetros de Brasília (DF). Uma mulher, cujo nome não pode ser divulgado pela Vigilância Sanitária, foi internada no Hospital Municipal (HMF) da cidade e os produtos apreendidos no salão de cabeleireiro eram de procedência clandestina: "Não há registro deles na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e o endereço indicado nas embalagens, embora existam, não são a sede de nenhuma fábrica de cosméticos ou de produtos farmacêuticos", disse João Morais, gerente de fiscalização da Secretaria, em Goiânia. O segundo caso, sob investigação, ocorreu em Goiânia. Nas duas situações as mulheres sofreram uma forte reação alérgica, foram tratadas, tomaram medicamentos e receberam alta hospitalar. Já a morte da dona de casa Maria Eni da Silva, em Porangatu (GO), provocou uma onda de questionamentos sobre os processos e produtos empregados em alisamentos de cabelos.