A arte de remar Quando não há ventos é preciso remar Art. 1 – Um timoneiro que se preze continua a navegar mesmo com a vela despedaçada . Sêneca – Filósofo Latino (04 a.C – 65 d.C). Art. 2 – Existem coisas que jamais deixamos de pedir aos outros que façam, uma delas é que é preciso estar aberto a aprender sempre. Um dia um poeta disse que o poeta é um fingidor, que ele finge tão bem a dor, que ele mesmo sente a dor que fingiu sentir. Portanto eu recomendo aprendam, sintam o que esta aprendendo, pratique, aprenda para saber não para falar que sabe. Fique de olho, querendo ou não quem dita os rumos a serem seguidos é o mercado, que não o acompanha não sabe para onde deve seguir, não sabe em que direção deve içar as velas para aproveitar os bons ventos. Art. 3 – Ouvindo o mundo dos negócios, o chamado mercado, concluímos que os ventos das oportunidades pararam, o mercado parou. Falta crédito, falta confiança do investidor, falta empreendedorismo, falta emprego, faltam oportunidades de trabalho, faltam vagas, ou seja, faltam ventos. Algum tempo atrás escrevi que era preciso saber içar as velas e direcioná-las de forma a captar os bons ventos, para ir mais rápido e mais longe. Esta semana escutando a dinâmica do mercado e alguns críticos que perguntou qual é a receita, pois não há ventos, não adianta içar as velas, pois o vento na sopra em nenhuma direção. Art. 4 - E eu vou novamente voltar à arte de aprender, este é o ano de 2000 inove, portanto é o ano de aprender a fazer diferente. Se não há ventos então remem. Não estou inventando a arte de remar, ela é tão antiga, quanto o próprio homem, basta apenas observarmos o que já foi inventado e reinventar as formas diferentes de fazer as mesmas coisas, considerando que este é o ano da inovação. Se você, a sua equipe, ou a sua empresa não sabe remar, assistam filmes de aventura no mar. Veja vídeos de competições de remo, para versar-se na arte de remar. Art. 5 – Se realmente na há ventos é preciso remar muito, e em momentos difíceis e preciso saber remar. Se há ventos fracos é preciso saber conjugar a força dos pequenos sopros com o poder imensurável dos remos. Considerando o momento acredito que há ventos, porém eles estão fracos, insuficientes para nos levar até o destino. Assim a primeira coisa a fazer é lembrar-se da minha recomendação anterior icem as velas e as ajustem de forma a aproveitar todo e qualquer resquício de vento possível. Depois de ajustadas às velas, agora é preciso aprender a remar. Art. 6 – Na arte de remar há sempre um líder e é preciso segui-lo, é ele quem determina a direção, é ele quem dita o ritmo das remadas, é ele quem estabelece quantos remadores serão necessários e de que forma eles remarão. A arte de remar vai muito além de enfiar o remo na água, é preciso que todos os remadores tenham sincronia, que remem ao mesmo tempo, que escutem o líder. Para remar é preciso ter ordem, todos precisam colocar e retirar os remos da água ao mesmo tempo, é preciso que o esforço individual de cada remador contribua para o movimento coletivo na nau. Art. 7 – Os dias estão difíceis, pois estamos com pouco vento, então remem. Aprendam a remar, escutem o líder, remem ao mesmo tempo, na mesma direção, icem as velas para aproveitar os pequenos sopros de Posêidon. Lembre-se se não há ventos ou estes são insuficientes para nos tirar do marasmo é preciso laçar mão do poder do remo. Conduza e comande a sua equipe, aprenda e ensine-os a remar. Pense na sua vida, na sua carreira profissional, pessoal e intelectual, se não há ventos fortes então reme. Dê o comando, marque o ritmo das remadas, trace as coordenas e direcione os esforços. Navegue no sentido da luz. *Joel Gonzaga de Sousa, Gerente de compras da Reis Peças, Pedagogo, Psicanalista e Parapsicólogo.