GESTÃO
CRESCER E INTEGRAR
ANO IV - Nº 38
INFORMATIVO MENSAL DA ASSOCIAÇÃO DOS GERENTES DA NOSSA CAIXA NOSSO BANCO
AC O N T E C E N A A G E
ASSOCIAÇÃO TEM NOVO PRESIDENTE
ENTREVISTA
A consultora Maria
Aparecida Schirato alerta
que é necessário mudar
as relações trabalho—
empregado. Com
exclusividade, fala sobre
empregabilidade, motivação
e remuneração variável
Páginas 8 e 9
Denison Jordão
Lima, o novo
presidente da AGE
Denison Jordão Lima assume
a vaga de José de Freitas
Júnior, eleito para o Corep,
depois de uma bem-sucedida
campanha com dedicação
total dos representantes
do Conselho Deliberativo e
apoio da classe gerencial
C
om a posse do presidente da
AGE, José de Freitas Júnior,
como conselheiro representante dos funcionários, em 20 de maio,
Denison Jordão Lima, 1º vice-presidente, assumiu a presidência da
associação. Denison é associado há
mais de dez anos, e um dos mais
atuantes. Em 1992 já tomava parte
da diretoria da entidade, a convite
do presidente Allan Grizi Lisboa
(1992-1993). Nas últimas gestões — dos
presidentes Carlos
Eduardo Marcondes
Antunes (1994-1996)
e de Freitas (19961999) — ocupou a
vice-presidência.
Para Denison, o
maior desafio de sua
administração está no
próprio lema da chapa pela qual foi eleito
(“Crescer e Integrar”),
pelo difícil momento
que atravessa o País e
pela falta de horizontes para a solução dos problemas econômicos
nacionais. “Enfrentamos as difi-
Mesa da reunião do Conselho, em maio:
I tamar de Souza Menezes (à esq.), vice-presidente
da associação, Denison, Silvio e Freitas
culdades impostas pela globalização. O momento é de muito sacrifício e luta”.
Funcionário da Nossa Caixa
Nosso Banco há 22 anos, dez deles no cargo de gerente, Denison
trabalhou sempre em agências do
interior, entre elas, Presidente
Epitácio e Presidente Prudente.
Desde 1994 é gerente da agência
Álvares Machado. Tem o 2º Grau
completo e freqüentou durante
dois anos a faculdade de Administração de Empresas. Casado,
tem dois filhos.
O primeiro evento de Denison
como presidente da AGE foi a reunião extraordinária do Conselho
Deliberativo, em 28 de maio. Na
ocasião, o presidente do Conselho,
Silvio Luiz de Lima, disse que “não
é só nas veias do Freitas que corre
AGE; nas do Denison, também”.
Desejou-lhe toda felicidade do
mundo e que tudo dê certo na nova
empreitada. “Serão dois anos difíceis. Do que depender do Conselho e de seus representantes, pode
contar com apoio total”, afirmou
✘
Silvio. Boa sorte, Denison!
“AGE NEWS” COMPLETA TRÊS ANOS
O AGE News entrou no quarto ano de publicação. Desde maio de
1995, quando foi veiculada a primeira edição, produzida por uma equipe
de profissionais de comunicação — a mesma que edita o jornal até hoje
—, é o canal de comunicação com os associados e de expressão do pensamento e dos anseios e necessidades da classe gerencial. Em todos esses
anos, a publicação manteve-se objetiva e aberta a quem quisesse colaborar. Participe você também! Envie sugestões, críticas, cartas, mensagens,
o que quiser. Sempre haverá um espaço para a sua colaboração!
EDITORIAL
CLIPPING
CRESCER E INTEGRAR
com grande orgulho e um elevado senso de responsabilidade que assumi a presidência da AGE
em substituição ao Freitas, que foi eleito com o
apoio maciço da classe gerencial para a função
de conselheiro representante, numa clara demonstração de unidade de objetivos
e disposição total em atingi-los.
Sinto-me honrado pela tarefa
de representar uma associação
com alto grau de integração,
qualificação e prestígio, obtidos ao longo dos últimos anos
pela diretoria sob a presidência do Freitas, da qual me honro ter pertencido e colaborado.
É, sem dúvida, motivo de grande satisfação pessoal e profissional cumprir a tarefa para a qual
sou agora designado.
Tenho plena consciência da responsabilidade
que assumi, não só pelo exercício da função, mas
também pelo respeito às opiniões, contundentes e
impregnadas de justiça, manifestadas pelos conselheiros representantes e demais gerentes sobre o
clima de intranqüilidade vivenciado pela classe
gerencial. Essa situação sugere risco à produtividade, por razões como o elevado grau de dedicação e auto-exigência de qualificação em busca de
resultados que consolidem a posição da Nossa
Caixa Nosso Banco no cenário financeiro, sem a
recíproca, imprescindível e urgente revisão da política salarial, com a imediata readequação dos
salários de piso a médio, que permita-nos manter
um padrão de vida pessoal e social compatível com
a representatividade que exercemos em nome da
empresa.
Como faz parte dos princípios de toda a diretoria da AGE, não promoveremos reivindicações
salariais levianas. Somos responsáveis por uma
associação disposta a proteger os interesses do
banco, mas prezando sempre para que não ocorra
a omissão de que o desenvolvimento e os resultados obtidos são comunhão da competente gestão
e proposição de diretrizes da atual diretoria e do
empenho da classe gerencial como um todo — já
que congregamos 100% das funções gerenciais —
em implementá-las de forma altamente produtiva,
atingindo os objetivo propostos. É inquestionável
que uma parte não sobrevive a despeito da outra.
No mais, crescer e integrar continuará sendo
nossa bandeira, com seriedade, responsabilidade,
acima de tudo, e com o dever e a obrigação de
defender os anseios da classe à qual pertencemos.
É
Denison Jordão Lima
Presidente da AGE
2
GERENTE SEQÜESTRADO
MASTERCARD E CITIBANK
Dia 17 de junho o gerente da Nossa
Caixa Milton Monteiro da Silva, da
agência Santo Amaro, sua mulher e sua
filha foram abordados quando saíam de
casa às 7h20, no bairro de Americanópolis, por três bandidos que tentavam
seqüestrá-los. Eles estavam percorrendo as ruas do bairro quando, felizmente, foram surpreendidos pelos PMs que
prenderam os três integrantes de uma
quadrilha especializada em seqüestros
de funcionários de bancos.
A MasterCard, a segunda maior
empresa de cartões de crédito do
mundo, pode dar início à virada em
busca do título de número 1, por causa de uma grande e simples jogada.
Ela fez um acordo com o maior grupo financeiro do mundo, o Citibank,
e vai passar seu logotipo para o verso
dos cartões o que poderá dar à administradora 70 milhões de clientes
do banco.
Até o ano passado, a Visa, seu principal concorrente, detinha 50,6% do
mercado americano, contra 25,4%
da MasterCard e 17,7% da American
Express. No Brasil, a MasterCard
detém 37% do mercado, com 71 milhões de cartões, enquanto a Visa
tem 45%.
BANCOS DO FUTURO
Os cyberbanks, bancos que só existem na Internet, estão operando a pleno vapor. Nos Estados Unidos, o
Telebank, o maior banco da rede mundial, já possui US$ 2,3 bilhões em ativos e hoje administra mais de 50 mil
contas. O Banco 1, única instituição
sem agências no Brasil, investiu US$
15 milhões na fixação da marca nos
últimos cinco anos e passou de 50 mil
clientes em 1997 para 71 mil em 99.
São R$ 130 milhões em depósitos e
1,21 milhão de transações por mês,
realizadas tanto pela Internet quanto
pelo telefone. O atendimento 24 horas é realizado por 150 gerentes.
INSS E A FEBRABAN
Em maio a Febraban assinou um
acordo com o INSS para permitir que
aposentados e pensionistas possam
receber os benefícios nas suas contas
correntes. Para que a transferência
seja realizada, basta o beneficiário
assinar o Termo de Opção, um formulário já à disposição nas agências
e postos. Depois de avaliado pelo
gerente da agência, é só entregá-lo no
Posto do Seguro Social onde é mantido o benefício.
CEM AGÊNCIAS
O Banco Boavista está em ritmo acelerado. No mês de junho inaugurou mais
uma unidade em São Paulo, pois até o
ano 2000 a empresa tem um projeto
para ampliar sua rede para cem agências, com um investimento previsto de
R$ 15 milhões. Atualmente o banco
tem 21 agências no Rio de Janeiro, 32
em São Paulo, 22 em outros Estados,
além de unidades em Nassau, Cayman,
Buenos Aires, Londres e Miami.
AGE News
ISENÇÃO DA CPMF
Todos os filiados à Associação dos
Funcionários do Banespa (Afubesp),
com 29 mil associados, conseguem
a isenção do pagamento da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A juíza
Sílvia Figueiredo Marques, da 24.ª
Vara Federal concedeu a liminar
para isentar o imposto. No pedido
de mandado de segurança, a Afubesp
argumenta que a prorrogação da
CPMF não é possível porque a vigência da Lei 9.539/98 já havia terminado em janeiro de 1999. A
liminar custou a queda de toda a diretoria do banco, por ordem do presidente FHC.
REMUNERAÇÃO VARIÁVEL
Pesquisa realizada pela consultoria
Arthur Andersen, com 133 empresas
no País (63% de grande porte e 52%
de capital estrangeiro) mostra que 56%
das empresas estão fazendo alterações
nas suas formas de remuneração. Pelo
menos 48% pretendem aprimorar ou
adotar programas de Participação nos
Lucros e Resultados (PLR) em 1999 e
33% querem aplicar formas de remuneração variável (comissões e prêmios). É a primeira vez, em 15 anos,
que tantas empresas optam pela mudança nas formas de pagamento.
Fontes: O Estado de S. Paulo, Folha de
S.Paulo, revista IstoÉ Dinheiro.
Abril/Maio 99
ESPAÇO DO CONSELHO
NOSSOS REPRESENTANTES
SEGURANÇA EM DEBATE
N
a reunião do Conselho, em 30 de
abril, debateu-se a segurança na
Nossa Caixa Nosso Banco. Para
falar sobre o assunto, foi convidado o
gerente da Divisão de Administração,
Segurança, Transporte e Trânsito de
Documentos, da DIADM.2, Lincomonbert S. Freitas (leia artigo na página 4). Segundo Lincomonbert, a
Nossa Caixa possui sistemas de segurança similares aos dos outros bancos
e ocupa a oitava posição em número
de assaltos.
Com o desenrolar do debate pôdese notar que o tema é uma das grandes
preocupações nos meios gerencial e
bancário em geral e há muitas questões
que causam apreensão. Por exemplo:
• nem todas as agências possuem
serviço de transporte de numerário por
carro-forte, sendo realizado pelos próprios funcionários, que ficam vulneráveis à ação dos assaltantes;
• algumas unidades não possuem
porta detectora de metais (PDM), o
que as torna pouco seguras;
• faltam alarmes e sistema de vídeo
em muitas agências;
• também faltam cursos de conscientização e preparação contra assaltos, assim como manuais sobre o assunto dirigidos aos clientes e usuários
do banco.
PREOCUP
AÇÃO – No debate foi também
REOCUPAÇÃO
discutido o atual modus operandi dos
criminosos: o seqüestro de gerentes e
de seus familiares. Na Nossa Caixa já
ocorreram dois casos; no Estado, a Delegacia de Roubo a Bancos registrou,
de setembro do ano passado até abril,
56 crimes do tipo. Estima-se a exis-
A USÊNCIAS
Poucos representantes não
compareceram às reuniões do
Conselho Deliberativo, realizadas
nos últimos dois meses. São eles:
Abril
Paulo Leite Julião ( Departamentos)
Natalino N. dos Santos (Divisões)
Maio
Paulo Leite Julião ( Departamentos)
Natalino N. dos Santos (Divisões)
João Pereira (Serags)
Luciana da S. P. Xavier (Gerop 5)
Abril/Maio 99
tência de mais de 230 gangues agindo
dessa forma.
A AGE, preocupada com a segurança dos funcionários e clientes e com
o patrimônio do banco, irá apresentar
nos próximos dias, por meio de seus
representantes, um ofício à diretoria da
Nossa Caixa, no qual sugere a padronização de procedimentos e de equipamentos de segurança: introdução do
serviço de carro-forte para todas as
agências — independentemente da
vontade do gerente —, sendo a despesa dividida proporcionalmente entre
elas, pois, como se sabe, em algumas
unidades seria inviável a contratação
individual, por causa do alto custo do
serviço; instalação de alarmes e sistema de vídeo em todas as agências e
também de PDM, inclusive com distribuição de impressos com esclarecimentos aos clientes sobre esse equipamento; organização de cursos e
distribuição de manuais com dicas
úteis aos gerentes e familiares, explicando o modus operandi dos criminosos, quais procedimentos adotar
para prevenir-se contra a ação dos
bandidos e como agir antes e depois
da ocorrência.
Em relação à contratação de carroforte, cabe ressaltar que os gerentes de
unidade têm total liberdade para efetuála, portanto, a AGE sugere que a façam.
Não permitam que os funcionários e o
banco corram mais esse risco.
CONVID
ADOS – A reunião do ConseONVIDADOS
lho, em 28 de maio, teve como convidado o gerente do Departamento de
Contabilidade (Decon), Paulo Roberto
Penachio, que falou sobre temas ligados à sua área (reportagem na página
5) e esclareceu dúvidas sobre as demonstrações financeiras e o balanço do
banco. Participaram também da reunião o conselheiro representante dos
funcionários, José de Freitas Júnior, e
os auditores do Deaudi Armando Cardoso da Rocha, Elza Ap. Lopes de
Souza e Reynaldo Martinez Oliveira.
Um forte abraço e até a próxima
edição.
Silvio Luiz de Lima
Presidente do Conselho
Deliberativo
AGE News
“A importância do papel
dos representantes vem se
consolidando por meio da
sua atuação junto à AGE,
pois são eles os
responsáveis por levar
para os associados as
importantes decisões
tomadas nas reuniões do
Conselho.”
“Trabalhar
como representante
é contribuir para
que o nosso futuro
seja cada vez melhor.
Por esse motivo,
devemos participar para
crescer, conquistar
e defender o nosso
próprio espaço.”
João Scavazzini Neto
Gerop 18 – Ribeirão Preto
Tel. (016) 322-1711
Vania Myriam Siviero
Gerop 21 – S. J. do Rio Preto
Tel. (018) 695-1204
PARTICIPAÇÃO EFETIVA
Os representantes do Conselho, que tomaram posse
em março, demonstram que assumiram o cargo com muita
seriedade e responsabilidade. Nas primeiras reuniões
mensais, o índice de presença sempre ficou próximo de
100% — sem considerar os representantes de departamentos, divisões e Serags, que por suas funções dificilmente têm condições de comparecer. Quando impedidos
de participar, fazem questão de justificar a ausência ou
mandar substitutos. Na reunião de maio, seis suplentes
representaram suas Gerops: Alaíde Barros Amaral (Ag.
Taquaral – Gerop 12), Jorge Correa (Ag. Porto Feliz –
Gerop 23), Marcos Antônio de Toledo (Ag. Clóvis
Bevilacqua – Gerop 1), Maria da Penha F. Scordamaglio
(Ag. Itaquaquecetuba – Gerop 3), Nivaldo T. de Almeida
(Ag. Laranjal Paulista – Gerop 16) e Vera Lúcia de Oliveira (Ag. Santana do Paraíba – Gerop 22). Esse espírito
participativo dos representantes fortalece a AGE e permite à associação conhecer os problemas de cada região
e cumprir seu papel fundamental de defender os interesses da classe.
As suplentes Alaíde (à esq.) e Maria da
Penha: novos representantes assumiram o
cargo com seriedade e responsabilidade
3
ARTIGO
INVESTIMENTOS NA ÁREA DE SEGURANÇA
S
egurança é a bola da vez. Todos falam
sobre o assunto. Uns reclamam, outros
sugerem, outros cruzam os braços, mas
todos têm sempre algo a dizer, principalmente porque a criminalidade é, sem dúvida nenhuma, um problema social que afeta
todos os segmentos da sociedade.
Os bancos, inclusive a Nossa Caixa Nosso Banco, estão fazendo a sua parte, investindo em segurança preventiva, tais como
instalação de porta detectora de metais
(PDM), circuito fechado de TV e escudo.
Uma das prioridades da área de Segurança neste ano é dotar todas as agências
de alarme diuturno duplo, via rádio e discagem telefônica.
Para facilitar a entrada de nossos clientes na agência, estamos avaliando operacional e juridicamente a possibilidade da instalação de guarda-volumes, que poderão
ser colocados antes da porta detectora de
metais. Quando o cliente estiver portando
objetos metálicos, poderá depositá-los nesse local e entrar na agência sem causar
transtornos.
Essa medida só será possível com a instalação das lojas de auto-atendimento, já
que as PDMs estão instaladas logo na entrada de cada unidade.
Encontram-se também em andamento
estudos visando à criação de equipes, por
região, de apoio pós-assalto — terão a fi-
nalidade de orientar e dar assistência às unidades envolvidas nessas situações —, das
quais farão parte: médicos, advogados, assistentes sociais, entre outros.
Temos de considerar falsa a idéia de
que tudo depende exclusivamente do vigilante. Todos os que integram o quadro
da empresa, são partes de fundamental
importância no sistema de segurança,
pois pequenas atitudes podem redundar
em benefícios ou em prejuízos, materiais
e humanos.
Lincomonbert S. Freitas
Gerente da Divisão de Administração,
Segurança, Transporte e Trânsito de
Documentos, da DIADM.2
DICAS
MEDIDAS PREVENTIVAS CONTRA SEQÜESTROS
N
os últimos meses os gerentes de banco têm sido alvo de uma nova modalidade de crime. No Estado de São
Paulo, de janeiro a maio, ocorreram 115
assaltos a bancos, com reféns e 100% de
êxito. Em Piracicaba, a preocupação com
esse tipo de ocorrência já rendeu quatro reuniões no Sindicato dos Bancários entre funcionários de bancos e o Comando da Polícia Militar. A mais recente foi realizada no
início de junho e teve a participação de gerentes e tesoureiros de cerca de 40 agências.
Abaixo, algumas dicas da Polícia Militar do
Estado de São Paulo de prevenção contra
seqüestros. Fique atento!
EM CASA
❐ Não dê informações importantes por
telefone; oriente seus familiares, empregados e funcionários a respeito;
❐ Sempre suspeite dos telefonemas solicitando determinadas informações sobre:
nome dos moradores, notícia sobre viagens,
promessas de prêmios ou negócios em geral, interesses sobre os hábitos da casa;
❐ Instrua as crianças e os empregados
de confiança sobre a importância de não comentar com estranhos sobre os hábitos da
casa, trabalhos ou rotinas da família;
❐ Não deixe anotações e nem esconda
as chaves fora de casa;
❐ Tenha muito cuidado com as suas chaves. Não dê a chance de alguém reproduzi-las;
❐ Não use qualquer tipo de identificação no seu chaveiro.
4
NO BANCO
❐ Escolha um funcionário por dia para
receber os demais, junto ao segurança;
❐ Contrate um veículo de segurança
para apanhar os funcionários-chave de cada
estabelecimento bancário;
❐ Adquira o hábito de telefonar antes
de sair ou chegar;
❐ Combine a chegada ao trabalho em
grupo: um passa na residência do outro;
❐ A maioria dos seqüestros acontece,
geralmente, pela manhã, para não chamar
muito a atenção, portanto, atenção redobrada nesse período;
AGE News
❐ Dirija carros que não chamem a atenção e em bom estado;
❐ Permaneça sempre com atenção redobrada dentro do carro e, se tiver de parar
num sinal, procure o lado esquerdo da pista, de modo a não permitir que outro veículo pare ao seu lado (do motorista);
❐ Utilize somente os locais de estacionamento permitido. Procure variar dia a dia
o local onde estacionar;
❐ Varie as rotas e os horários para os
destinos regulares. Quebre as rotinas.
Colaboração: Valdocir Ap. Massucato,
gerente da ag. Piracicaba
Abril/Maio 99
REUNIÃO DO CONSELHO
“TEMOS DE AUMENTAR A PRODUTIVIDADE”
DESPESAS
“No outro bloco da demonstração de
resultados, chamado Custos Operacionais,
as despesas de captação de depósitos são as
mais relevantes, em função do perfil do passivo do segmento bancário. Atualmente, o
total de depósitos da Nossa Caixa Nosso
Banco é de cerca de R$ 11 bilhões, sendo
que possuímos um grande diferencial, originado basicamente de depósitos de poupança. As agências devem dispensar atenção
especial à poupança e aos depósitos judiciais, que têm estabilidade de prazos e custos mais baixos.”
Para Penachio, do Decon, esse
é um dos pontos essenciais para a
sobrevivência do banco, e para
realizar esse objetivo é necessário
um amplo projeto de modernização
das agências e da administração,
racionalizar rotinas e procedimentos,
sempre com os olhos voltados para
a finalidade principal do banco
que é a intermediação financeira
e a prestação de serviços
O
s benefícios da negociação da dívida
com o governo federal e a situação
econômica da Nossa Caixa Nosso
Banco foram alguns dos temas abordados
na exposição do gerente do Departamento
de Contabilidade (Decon), Paulo Roberto
Penachio, na reunião do Conselho, em 28
de maio. Penachio também falou sobre a
composição do resultado do banco, baseado em sua experiência contábil, e a necessidade de se buscar a “eficiência e eficácia”, para a sobrevivência do banco. Estes
e mais alguns trechos da exposição estão
reproduzidos abaixo:
OUTRAS RECEITAS E DESPESAS
“A receita de prestação de serviços é pequena quando a comparamos com o tamanho do ativo, à quantidade de agências e clientes. As recentes metas estabelecidas, além de
visarem ao incremento, reforçam a necessiPaulo Penachio, do Decon:
“Expandir as operações de crédito
dade das agências manterem esforços contíé o desafio a ser vencido”
nuos nesse item. No mercado, essa receita
xar de captar, principalmente, recursos ‘ba- chega a cobrir, em muitos casos, a folha de
ratos’ como poupança e depósitos judiciais.” pagamento; na Nossa Caixa, apenas um terço.
Na seqüência, temos as despesas administrativas (processamento de dados, limpeza, juRECEITAS OPERACIONAIS
“Até abril, o lucro acumulado da Nos- diciais etc.) de R$ 16 milhões mensais, em
LIQÜIDEZ
sa Caixa é de R$ 31 milhões. É importante média. Acrescente-se a esse valor R$ 50 milhões gastos com pessoal,
“Até o final de 1997, o banco tinha per- conhecer a origem desse
compondo assim, o que pofil de ativos, concentrado basicamente na dí- resultado. Com a negocia“A receita de
deria ser chamado de ‘Custo
vida das estatais paulistas, que sustentava o ção da dívida, o ativo ficou
prestação de
Fixo’, que apesar de estar sob
resultado econômico, mas não havia ingres- concentrado em títulos púserviços chega
controle ainda é alto.
so de recursos financeiros significativos. Em blicos. A rentabilidade desa cobrir, em muitos
Com as recentes alterarazão disso, as agências davam mais ênfase ses papéis é interessante,
bancos, a folha
ções introduzidas pela Receià captação. Era uma situação que compro- mas não é o que o banco
de pagamento;
ta Federal, a partir deste ano,
metia cada vez mais a liqüidez. Em dezem- precisa para manter bons
na Nossa Caixa,
foi criada a Cofins. A contribro de 1997, o governo federal assumiu as resultados, pois fica depenapenas um terço”
buição gera despesas mendívidas do Estado com seus agentes finan- dente da variável externa
ceiros (Nossa Caixa e
— taxa de juros dos papéis sais em torno de R$ 4 milhões, represen“As agências devem
Banespa). Ela foi paga em
—, basta observar a estru- tando diminuição do resultado.”
dispensar
atenção
títulos e o banco passou a
tura de resultados. A maior
especial à poupança
PRODUTIVIDADE
dispor de liqüidez.”
parte das receitas operae aos depósitos
“A continuidade do banco, frente ao cecionais tem origem nos tíjudiciais, que têm
NOVO
tulos e valores mobiliários nário altamente competitivo, imposto conestabilidade
POSICIONAMENTO
e, em menor escala, nas tinuamente por mudanças no mercado, dede prazos e custos
“Com a negociação da
operações de crédito, com pende basicamente do nosso empenho.
dívida e o restabelecimento
grande desproporção. A ex- Temos de aumentar a produtividade — fator
mais baixos.”
da liqüidez, as agências paspansão das operações de essencial —, pois com isso estaremos dimisaram a ter metas de empréstimos; as taxas crédito é essencial, desde que se ampliem nuindo custos. Expandir as operações de créde captação foram reduzidas ainda mais e o as receitas, o que significa defender os dito e incrementar a prestação de serviços,
banco passou a dar maior ênfase à aplicação spreads comerciais e controlar os riscos de dentro do foco estabelecido pela diretoria,
✘
é o desafio a ser vencido.”
dos recursos existentes sem, no entanto, dei- inadimplência.”
Abril/Maio 99
AGE News
5
FALA, GERENTE
O GERENTE E SUA RESPONSABILIDADE
S
omos um exército de gerentes e nosso desafio renova-se dia a dia. Nosso
soldo é o objetivo atingido, a união
da equipe, o salário, o sucesso da empresa e, principalmente, o reconhecimento
profissional. Para que tenhamos sucesso,
precisamos estar motivados e sempre prontos a enfrentar desafios. Nós, gerentes, sabemos que a meta finda, mas os desafios
são contínuos e se renovam todos os dias.
Um gerente sem motivação guia sua equipe ao desânimo. Uma equipe motivada tem
garra, ímpeto e sabe o caminho a ser seguido. O que leva o gerente ao desânimo?
São vários os motivos e todos sabemos,
mas nenhum é justificado, pois nem a idade, o salário e a falta de mudança, entre
outros, impede que sejamos os melhores
naquilo que fazemos.
A AGE está à disposição de todos. Reivindique seus direitos. Cobre a atuação de
seus representantes. Nosso objetivo é representá-lo com dedicação e afinco. Portanto, vamos à luta!
João Batista Sfair Macedo
Gerente da ag. Ibirarema
Gerop 17 – Presidente Prudente
Este é um espaço aberto para opiniões e críticas dos associados sobre
temas ligados à Nossa Caixa Nosso
Banco. As opiniões expressadas nesta
seção são de responsabilidade dos
autores. As colaborações podem ser
enviadas, espontaneamente e sobre
qualquer tema, para a AGE pelo memo
(endereço: AGE), fax (011) 221-0660
ou e-mail: [email protected]. Por
motivos de espaço, os textos podem ser
resumidos.
DESTAQUE
DO OUTRO LADO DA MESA
Jaime de Castro Júnior, gerente
de Marketing da Nossa Caixa,
aceitou o desafio de assumir o
novo cargo e conta que conhecer
todas as áreas do banco foi essencial
para ter êxito na profissão
A
uxiliar administrativo, caixa, supervisor, chefe de posto de serviço, gerente, auditor e, finalmente, gerente
do Departamento de Marketing. Jaime de
Castro Júnior está na Nossa Caixa há 21
anos, passou por todas essas áreas e conhece tudo com detalhes. Coincidência
ou não, depois que assumiu a gerência
de Marketing, as campanhas da empresa
estão fazendo sucesso com reconhecimento do público interno e externo. Segredo? Nenhum. Com tantos anos de casa
conhece o banco como a palma de sua
mão. Ele fazia parte do grupo responsável pela reestruturação organizacional da
empresa quando aceitou o convite do presidente, Geraldo Gardenali, para exercer
o novo e grande desafio, pois nem sequer
imaginava o que era marketing.
G ERENTES EM PRIMEIRO LUG
AR – “AntigaLUGAR
mente, quando alguma campanha publicitária ia ao ar, os clientes, muitas vezes,
tomavam conhecimento antes mesmo dos
gerentes, o que era constrangedor”. Hoje,
Jaime, que sentiu isso na própria pele,
dá total suporte para cada unidade de negócio, enviando material promocional às
Gerops, para que todos saibam dos lan6
çamentos dos produtos antes de veicular
na mídia. E para que
todos se mantenham
atualizados, ele envia
também, trimestralmente, um portfólio
com todas as ações do
departamento. “O gerente é a nossa ponta
da linha para a venda
dos produtos do banco”. Por esse motivo
ele acredita que a
sintonia entre todas as
áreas do banco é essencial. “Agora estamos sempre atentos às
sugestões e críticas
recebidas por telefone, memo, Internet,
para atender todos
que nos procuram,
cumprindo a linha de
pensamento da própria diretoria”, diz.
Jaime: sempre atento às críticas e sugestões
E VENTOS – Desde o ano passado, quando assumiu o cargo, os pedidos das
Gerops passaram a ter mais importância
e receberam mais atenção. Atualmente
todas têm total apoio quando o pedido é
de material promocional e, principalmente, participação em eventos municipais. “Temos de mostrar ao público que
somos um banco comprometido com a
cidade”, afirma Jaime.
AGE News
Pelos resultados positivos, o Departamento de Marketing será responsável
por mais trabalhos. Nos próximos meses estará empenhado na renovação visual de todas as unidades e a Central de
Reclamações e Sugestões passará a ser
de responsabilidade do setor. Jaime diz
que talvez o sucesso esteja na curiosidade e na humildade, pois “sempre temos
✘
coisas para aprender”.
Abril/Maio 99
COL ABOR AÇÃO
EFICIÊNCIA E OBJETIVIDADE NO MERCADO FINANCEIRO
M
uitos gerentes exercem suas funções caminho certo. Aperfeiçoando, revisará tante estabelecer pontuação, de zero a
diárias sem se comprometer formal- seus planos de trabalho e fixará objetivos dez, para cada um desses fatores o que
mente com resultados. Eles sabem cada vez maiores para serem alcançados, lhe permitirá estabelecer uma média por
que precisam vender mais, mas não vão gerando motivação para venperíodo e identificar suas
“Os profissionais áreas mais vulneráveis que
além de expressar várias vezes a sua vonta- cer o desafio. O aprimorade de fazê-lo. Raros são os profissionais que mento profissional será con- que fixam objetivos precisam ser reforçadas.
fixam objetivos de venda e traçam planos quistado por meio de um
Cada fechamento de negócio
de venda são os
para alcançar esses objetivos. Os que assim trabalho mais estimulante, que obtêm maiores é uma nova situação, difeatuam são os que obtêm maiores sucessos.
motivador e criativo.
rente das anteriores. Só não
sucessos”
Para trabalhar por objetivo, o gerente
Fica claro que o fundamudam as fases que comdeve, primeiramente, procurar a excelência mental para se trabalhar por objetivos é o põem o processo de venda.
no atendimento a seus clientes. Para isso, planejamento. Organização e planejamento
Os clientes atendidos têm personalidades,
ele buscará permanentemente o aprimora- são ferramentas fundamentais para se alcan- desejos e necessidades diferentes, e os promento profissional; respeitará o cliente, çar o sucesso no mundo competitivo de hoje. dutos oferecidos também apresentam caracconsciente de que é o seu bem mais imporAo finalizar um período de trabalho, o terísticas diferentes. Por isso é importante que
tante e prestará um excelente serviço. A gerente deve fazer uma avaliação de seu de- cada fase do processo de venda seja paulatiqualidade do serviço prestado tem relação sempenho, levando em conta os seguintes namente trilhada. Essa estratégia permite ao
direta com o conhecimento do mercado, a fatores: as técnicas de vendas utilizadas e profissional manter o domínio sobre as ações
escolha de bons produtos e a estrita obser- as respostas obtidas; o conhecimento dos e o controle da situação. Pesquisas sobre as
vância aos princípios da ética
produtos apresentados; o aten- reações dos clientes no momento do fecha“Organização e
profissional. O segundo pasdimento ao cliente; aparência mento do negócio mostram que, inconscienplanejamento são pessoal e desenvolvimento das temente, eles se utilizam de mecanismos de
so é fixar os objetivos. Por
exemplo: cumprir as metas e
entrevistas; cooperação com os defesa. Como ele está diante de uma nova
fundamentais
ir além, conseguir um grande
colegas, o fechamento dos ne- experiência, buscará refúgio nas fases que
para se alcançar
número de novos clientes, vigócios; os objetivos alcança- compõem seus processos de decisão.
o sucesso”
sitar cem novos clientes. Taldos; criatividade; iniciativa etc.
Texto enviado por Carlos Sebastião
vez no início seja difícil estimar números
O gerente poderá eliminar ou acresMartinho, gerente da ag. Sorocaba, e
compatíveis com a realidade, mas não de- centar fatores para sua avaliação diária,
Oswaldo Vieira Cruz Júnior, gerente da
ag. Itu e representante da Gerop Sorocaba.
morará muito para que a prática indique o de acordo com sua realidade. É impor-
CONCURSO
NOVOS GERENTES-ADJUNTOS
As agências da capital e do interior ganharam reforços no quadro gerencial. De abril a junho, 35 novos gerentes-adjuntos administrativo participaram do curso de formação e em seguida assumiNOME
Alayr Figueiredo da Costa
Altina Maria Rodrigues Nacip
Ana Maria Zorzella Xavier
Armando Cézar de Oliveira
Célia Moro Magi
Creusa Maria Castilho Nossa
Francisco Edson Moya
João Batista Lima
José Cláudio de A. Fernandes
Jovira Maruyama Nascimento
Maria das Graças Martinez
Nair Aparecida Ferreira
Paulo Roberto R. de Oliveira
Regina Ferreira de Almeida
Rosângela Gomes Barbosa
Solange Aparecida Ribeiro
Clarinalva de Paula G. Monroy
Eliana Aníbal Rosa Campos
Abril/Maio 99
ANTIGA LOTAÇÃO
Serag Jundiaí
Ag. Santa Gertrudes
Ag. Bauru
Ag. Birigüi
Serag Marília
Ag. Fernandópolis
Ag. Jaú
Serag Franca
Ag. Centro
Ag. Distrito Estação
Ag. Santo Amaro
Ag. Bálsamo
Ag. Vila Mariana
Ag. Mongaguá
PAB Palácio Mauá
PAB vergueiro
Ag. Consolação
Ag. Itajobi
NOVA LOTAÇÃO
Ag. Araraquara
Ag. São Roque
Ag. Vila Cardia
Ag. Birigui
Ag. Marília
Ag. Votuporanga
Ag. Jaú
Ag. Batatais
Ag. Rudge Ramos
Ag. Franca
Ag. Ibirapuera
Ag. Vila Maceno
Ag. Porto Feliz
Ag. Itaquera
Ag. Vila Gerty
Ag. Jaçanã
Ag. Consolação
Ag. Ibiúna
ram a nova função. A AGE dá as boas-vindas aos novos colegas e
os convida a se unir ao restante da classe para mostrar seus pensamentos e anseios.
NOME
Elisa Domingues Júnior Andrade
Francisco Atílio Arcoleze
Helena Eico Nosse
José Aparecido Custódio Souza
José Mário de Castro
Luís César Silveira
Marcos Pires Magalhães
Maria Cristina de Mattos
Maria Goreti Tursi Matsutacke
Maria Lúcia da Silva Martinell
Maria Regina Mattos Nogueira
Marilena Satiko S. Hashimoto
Moisés Tadeu Rosário
Regina Célia Torres Moraes
Ricardo Noronha Zerbinatti
Roberto Bortolon
Zilda Ângela Ferro Penha
ANTIGA LOTAÇÃO
Ag. Bonfim - Campinas
Ag. Bernardino de Campos
PAB Fórum Votuporanga
Ag. Álvaro de Carvalho
Ag. Ipiranga Silva Bueno
Ag. Artur Nogueira
Ag. Birigüi
Ag. São Miguel Arcanjo
Ag. S.J. dos Campos
Ag. Penápolis
Ag. Campos Elíseos
Ag. Santo Amaro
Ag. Leme
Ag. Agudos
Ag. Reginópolis
Ag. Tambaú
Ag. Franca
NOVA LOTAÇÃO
Ag. Limeira
Ag. Assis
Ag. Higienópolis
Ag. Vila Falcão
Ag. Barueri
PAB Bairro Boa Vista
Ag. Penápolis
Ag. Itapetininga
Ag. S. J. dos Campos
Ag. Pres. Prudente
Ag. Bariri
Ag. São C. do Sul
Ag. Mococa
Ag. Bauru
Ag. Bela Vista
Ag. Taquaritinga
Ag. Campos Elíseos
Fonte: DDRH – Divisão de Treinamento e Seleção.
AGE News
7
ENTRE VISTA
MARIA APARECIDA RHEIN SCHIRATO
“É PÉSSIMO ‘VESTIR A CAMISA’ DA EMPRESA”
ber coroas de flores, ter o diretor no meu
velório, o discurso de algum colega”. A partir daí, juntei casos de outras empresas, para
tentar entender o que acontece com essas
pessoas que sofrem tanto no momento que
são desligadas. O que tem a empresa, qual a
relação que ela estabelece com a pessoa que
provoca isso? Principalmente porque percebia esse fenômeno entre funcionários com
30 anos de casa e o mesmo com outros com
apenas um ano. Todos estavam se sentido
abandonados, perdendo o status que tinham
conseguindo, com vergonha da família.
Com isso, pude perceber que não é a intensidade do tempo que necessariamente leva
o indivíduo a se sentir alheio à sociedade,
mas o pacote de promessas e expectativas
que é dado a esse indivíduo no momento
em que ele entra numa grande organização.
Consultora fala sobre os problemas
da relação trabalho—empregado
e critica esse ufanismo patriótico
dentro da empresa
Por Sandra Takata
G
raduada em filosofia pura e titular de
dois mestrados (filosofia da educação,
pela Pontifícia Universidade Católica,
e em educação, pela Universidade de São
Paulo) a consultora de empresas Maria
Aparecida Rhein Schirato, 45 anos, é um
furacão. Sem conversa fiada deixa rastros
que ninguém é capaz de esquecer, principalmente, quando fala da pesquisa que está
desenvolvendo sobre o vínculo afetivo do
trabalhador com as empresas de médio e
grande porte. “Esse negócio de ‘vestir a
camisa’, esse ufanismo patriótico dentro da
empresa é péssimo!”, “o funcionário acha
que é muito mais importante saber o que o
diretor vai fazer do que saber se vereador
está roubando”, afirma. Atualmente, sua
agenda não tem mais espaço para tantos
compromissos e cada vez mais empresários
estão a sua procura para que ela possa
expor suas idéias. Por meio da pesquisa, baseada no acompanhamento de cerca de 500
funcionários demitidos de uma empresa de
aviação, ela defenderá a tese entitulada “O
feitiço das empresas”, alertando que é preciso mudar as relações trabalho—empregado. Em entrevista exclusiva ao AGE
News, a consultora fala sobre seu trabalho, motivação e remuneração variável.
AGE News — Como você descobriu que a
relação do empregado com a empresa gerava uma dependência prejudicial?
Maria Aparecida R. Schirato — Em
1995 fui chamada pela Embraer, que estava
em processo de privatização, para preparar
as pessoas que estavam saindo de lá para
atuar no mercado. Nesse treinamento havia
orientações do Sebrae, formação de currículo, postura diante de entrevistas, conhecimentos básicos de informática e novas
perspectivas de vida, que foi o tema que eu
abordei. Passaram por mim cerca de 500
funcionários e eu fiquei espantada com o
nível de despreparo dessas pessoas para o
mercado, embora elas fossem altamente
especializadas lá dentro. Aquele mundo era
8
“Esse ufanismo patriótico
dentro da empresa é péssimo,
porque no momento em que o
funcionário entrega a alma para
a empresa, o profissionalismo
é deixado de lado.”
AGE News — Você está se referindo aos
benefícios de uma empresa? Mas isso não
serve como motivação para o funcionário?
Maria Aparecida — A intenção é essa.
Oferecer salário direto e indireto por meio
de benefícios e torná-lo motivado, comprometido com a empresa. Só que, se isso funcionou até um tempo atrás, hoje o prazo de
validade está vencido. Esse discurso está falido, arcaico. Principalmente porque não
existe mais a garantia de estabilidade. Como
você vai oferecer um monte de benefícios,
se não sabe quanto tempo vai ficar, se vai
ser capaz de subir o posto seguinte? Antes
não era tão difícil motivar. O funcionário
ingressava para fazer carreira. Hoje a maioria das empresas está optando pela remuneração variável, ou seja, uma promoção por
mérito e não por postos de trabalho.
AGE News — Você pode citar alguns
exemplos?
Maria Aparecida — Elegi 50 casos exemplares que foram os que mais me chocaram.
Havia uma pessoa demitida que continuava, normalmente, a pegar o ônibus da empresa às 7 horas. Chegava lá, ia até o departamento onde trabalhava, pegava o jornal e
ocupava o banheiro, porque não conseguia
ocupar o banheiro da casa dele. É trágico.
Havia também o caso de um ex-funcionário que dizia: “A minha vida acabou, pois
meu sonho era morrer aqui dentro. Eu sonhei ser velado no pátio da empresa, rece-
AGE News — O que você acha da remuneração variável?
Maria Aparecida — Acho ótimo! Só que
tem de estar dentro de um contrato muito
claro. A empresa não tem de seduzir o empregado. A empresa tem de despertar a vontade de crescer, de ser melhor, de ter mais
qualidade, correr atrás de cursos, bons filmes, informação. Junto a tudo isso temos
de continuar a pressionar o Estado, para
que ele tenha políticas públicas mais honestas. A empresa não tem de oferecer plano de saúde; não deve se preocupar com
coisas que são próprias da política públi-
a vida, a cidade, a pátria deles. Saindo de
lá, eles se perguntavam: “E agora? O que
eu faço?”. A pessoa não tem noção que se é
projetista de um avião na única fábrica que
faz esse equipamento, quando sai, pode ser
projetista de qualquer outra coisa, porque é
projetista. Não é projetista de avião somente. É um despreparo fora da ilha de excelência e de qualidade que era a empresa.
AGE News
Abril/Maio 99
ca. A Alemanha tem uma taxa altíssima de
desemprego, e daí? Eles estão preocupados? Claro que não. Porque existem políticas públicas que funcionam. As universidades são gratuitas. O Estado cumpre com
o seu papel. Ele arrecada, mas devolve.
Aqui, cinicamente arrecada e, cruelmente,
não devolve.
“As empresas devem manter
atualizado o currículo de seus
próprios funcionários. Hoje, se
você tem em mãos o seu próprio
currículo e está empregado, isso
é visto como traição.”
AGE News — Você acha que, com esse
vínculo, o funcionário se torna um cidadão da própria empresa e não exerce a cidadania propriamente dita?
Maria Aparecida — O funcionário se acomoda, amarra o barquinho, joga a âncora e
ainda diz: “Daqui eu não saio por nada!
SUS, Deus me livre! Eu tenho meu convênio que a empresa paga. Transporte? Eu tenho van, ônibus da empresa. Eu não estou
perdido nessa cidadania desgraçada, tendo
de me submeter a esse transporte urbano
péssimo”. Para ele é muito mais
importante saber o que o diretor
vai fazer, quem ele vai chamar
para gerente, do que saber se o
vereador está roubando, se o prefeito é corrupto. A cidadania ficou relegada a esse nível. Então,
são vários os componentes que
me levam a crer que esse modelo
está falido e que hoje não se motiva mais as pessoas com promessas, intenções.
se você tem em mãos o seu próprio currículo e está empregado, isso é visto como
traição, mas não é. É obrigação da empresa, principalmente, fornecer os dados da
sua atualização curricular. A empresa
explora o potencial de cada um se for inteligente. É o que ela não faz. Não se pode
falar em redigir um currículo. Nossa! É
pecado mortal, mal caratismo! No entanto
a empresa deveria ter em mãos, pelo menos uma vez por ano, o currículo de seus
funcionários atualizado.
AGE News — E qual seria o
modelo ideal?
Maria Aparecida — As pessoas devem
correr atrás do profissional que querem ser
e oferecer esse trabalho. Não é a empresa
que tem de escolher. Ela deve ser uma
facilitadora e tem de ter você, um trabalhador que o concorrente está louco para ter,
porque se o concorrente não te quer, eu também não te quero. Não é ela que tem de programar a minha profissão. A profissão é
minha, ou eu vou ficar eternamente tirando
chapéu para a empresa? Muitos dizem: “A
empresa toma conta de mim!”. Ela não é
minha mãe! Eu tenho de fazer a minha profissão. Hoje você não tem de ser um trabalhador da Nossa Caixa. Tem de ser um trabalhador do mercado. Se a Nossa Caixa for
inteligente, contrata o seu trabalho e você
tem condição de colocar o seu preço.
AGE News — E como mudar essa mentalidade?
Maria Aparecida — As empresas devem,
dentro do seu departamento de recursos humanos, manter atualizado o currículo de
seus próprios funcionários. Hoje em dia,
Abril/Maio 99
AGE News — Mas isso não ocorre porque há grande disponibilidade de mão-deobra no mercado?
Maria Aparecida — Não tenho de me
preocupar com as mil pessoas que fazem o
mesmo que eu. Tenho de me preocupar comigo. Sei que se eu continuar correndo, vou
garantir um lugar. Se parar, os outros mil,
que fazem o que faço, vão me matar. Então,
não quero ser destruída, eu quero continuar
me reciclando.
AGE News — Mas as empresas estão preocupadas com isso?
Maria Aparecida — A empresa não tem
interesse que o funcionário se desenvolva
intelectualmente. E dessa forma, trabalha
contra ela mesma, porque fica com um profissional de segunda linha. Depois vem com
esse discurso de competitividade, globalização? Bonito, não é? O que se perde de
material, de hora de trabalho, o que se perde de energia! A empresa acha que deixando o funcionário se julgar menor do que ele
é, ela tem a adesão total dele. Mostra o quanAGE News
to o ele é bom! Atualmente, as pessoas fazem cursos e não contam. Canso de ver profissionais fazendo pós-graduação comigo e
que a empresa não pode saber, porque se
ficar sabendo, em vez de dizer: “Que maravilha! Há funcionários mais preparados e
dessa forma vamos trabalhar melhor, tratar
melhor o nosso cliente”, ela provavelmente
vai demitir o funcionário.
AGE News —Você acha que há possibilidade de mudar esse quadro no País?
Maria Aparecida — Eu acho que se não
fizermos nada, o quadro vai mudar de qualquer forma. E aí está o meu medo. É você
ficar sustentando pessoas cada vez mais
desqualificadas. Não sei até que ponto vamos conseguir, dentro de um mundo que
se diz globalizado, competitivo, buscar
qualidade. Não sei como reverter o quadro, sem tomar uma iniciativa de mudança
dessa forma de relação, de contrato estabelecido entre empresa e empregado, pois há perdas
e danos para os dois lados. Atualmente você vai a um banco e
não é bem atendido. Não é bem
atendido também pela vendedora, pela gerente da loja, pelo
garçom. Um simples exemplo é
quando buscamos uma informação no serviço de auxílio à lista
telefônica. A telefonista te informa o número, você disca e uma
voz diz que esse número não
existe, quer dizer, é a falência da
informação! Empresas estão com dificuldades para sobreviver. E por que? Porque
é mais importante dizer ao funcionário que
ele “vista a camisa”, é importante que ele
fale: “nós somos melhores que os outros”,
“estou contigo e não abro”. Essas bobagens
todas, que são grandes declarações de
amor, mas que não significam nada. Esse
ufanismo patriótico dentro da empresa é
péssimo, porque no momento em que o
funcionário entrega a alma para a empresa, o profissionalismo é deixado de lado.
Ele se acomoda e acha que ficar se
reciclando é bobagem.
AGE News — Você acha que “vestir a camisa” da empresa não é um bom negócio?
Maria Aparecida — Acho que a empresa
deve agradecer ao funcionário que “vestiu
a camisa”. Mas se junto a essa “camisa”
houver também uns três ou quadro certificados, diplomas, treinamentos, idiomas que
aprendeu, e apresentar um currículo que seja
realmente de valor, a empresa deve ficar
✘
mais contente.
9
COLUNA DO LAIR
APRENDENDO A
GOSTAR MAIS DE VOCÊ
“Será que eu não gosto de mim?”
M
uita gente chega aos meus cursos de autoestima com essa pergunta na cabeça. Por isso
respondo logo no início:
— Você nasceu gostando de si mesmo, e isto
eu posso lhe garantir. Entretanto, até a idade de 8
anos você recebeu mais de
100 mil “nãos”. Não faça
isso, não faça aquilo, não
faça aquilo outro...
Vários estudos já realizados sobre esse problema
demonstram que as crianças com 4 anos de idade
recebem pelo menos nove
repreensões para cada elogio. Sabendo disso, dá para imaginar o que aconteceu com a sua auto-estima: ficou lesada, ferida,
seriamente prejudicada. Como você tinha de continuar vivendo, tratou de fazer, inconscientemente,
um mecanismo de compensação. E toda compensação traz uma certa deformação.
Então, o que aconteceu? Você ficou com sua autoestima deformada, e passou a ter duas personalidades: uma persona que se mostra para os outros e outra, lá no fundo, que você esconde de todo mundo.
É possível entrar em contato com a criança que
vive dentro de você e que nunca é mais velha do
que 7 anos. Essa criança interna é a parte mais espontânea de sua personalidade. Nela está a
criatividade e a alegria de viver. No momento em
que você entrar em contato com a sua criança, vai
acontecer que sua vida ficará mais gostosa, sua autoimagem vai melhorar e o seu desempenho — tanto
pessoal quanto profissional — nunca será maior
do que a sua auto-imagem. À medida que melhora
sua auto-imagem, melhora o seu desempenho.
“Nós estamos em constante
evolução. Não existe
construção sem destruição”
Dr. LAIR RIBEIRO
nos
A
3
1
Presidente
Denison Jordão Lima
10
NOVOS ASSOCIADOS
Em maio, a AGE recebeu a inscrição de mais 22 gerentes:
Ariadne Gomes do Nascimento
Aristeu Baldin
Ceile M. Della Libera Santos
Claudete Maria Campos
Ed do Amaral Júnior
Edson Miguel
Elaine Sígolo Neves
João Décio Frederico
José Marcos Ribeiro de Campos
Kátia M. R. de Andrade de Tagioli
Lúcia Ap. Cursino S.O. Ramos
Luiz Roberto Botelho
Marco Antonio P. de Carvalho
Maria Ap. de Paula Lima
Nivaldo José de O. Fazzio
Patrícia Maris dos Santos
Paulo Antônio Ferraz
Renata Batista
Roberto Soares da Cruz
Sérgio Mauro Rocha
Silvio Roberto de Faria
Solange M.Q. Borrasca
Ag. Ubatuba
Gerop S. José do Rio Preto
PAB EMTU
Ag. São Bernardo do Campo
Ag. São Bernardo do campo
Ag. Angélica
Ag. S. Caetano do Sul
Ag. Higienópolis
Ag. S. Caetano do Sul
Ag. S. José do Rio Pardo
Ag. Andrômeda
Ag. Brás
Ag. Cruzeiro
PAB CDHU
Ag. S. Caetano do Sul
Ag. Andrômeda
Ag. Angélica
Ag. Angélica
Ag. Caçapava
Ag. Itapevi
Ag. Taubaté
Ag. S. Caetano do Sul
UNIÃO DE FORÇAS
Em maio, a AGE recebeu a adesão
de 22 gerentes, quantidade somente inferior à registrada em agosto de 1997,
quando foi realizado o 2º Congresso dos
Gerentes. Esse número é o resultado do
trabalho dos novos representantes, que
tomaram posse em março deste ano.
Para três novos associados, Renata
Batista, Paulo Antônio Ferraz, Edson
Miguel, todos gerentes-adjuntos da
agência Angélica, quanto maior o número de associados, maior é a força da
AGE para defender a classe gerencial.
“É por isso que resolvemos nos juntar
ao grupo”, afirma Renata.
Edson (à esq.), Renata e Paulo,
gerentes-adjuntos da agência
Angélica: união para fortalecer
a classe gerencial
POR QUE ME ASSOCIEI À AGE?
“Resolvi me associar porque senti que a AGE
está defendendo com perfeição a classe gerencial.”
Aristeu Baldin
Gerop São José do Rio Preto
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Administração: Rua Santa Isabel, 137 - Conjunto 31 • Vila Buarque - CEP 01221-010 • São Paulo/SP • Telefones: (011)
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(MTb 23.171) • Fotos: Sylvia Masini, Cícero Vieira e Sandra Takata • Arte: MWS Design • Impressão: GraphBox Caran
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ASSOCIAÇÃO TEM NOVO PRESIDENTE