GESTÃO CRESCER E INTEGRAR ANO IV - Nº 38 INFORMATIVO MENSAL DA ASSOCIAÇÃO DOS GERENTES DA NOSSA CAIXA NOSSO BANCO AC O N T E C E N A A G E ASSOCIAÇÃO TEM NOVO PRESIDENTE ENTREVISTA A consultora Maria Aparecida Schirato alerta que é necessário mudar as relações trabalho— empregado. Com exclusividade, fala sobre empregabilidade, motivação e remuneração variável Páginas 8 e 9 Denison Jordão Lima, o novo presidente da AGE Denison Jordão Lima assume a vaga de José de Freitas Júnior, eleito para o Corep, depois de uma bem-sucedida campanha com dedicação total dos representantes do Conselho Deliberativo e apoio da classe gerencial C om a posse do presidente da AGE, José de Freitas Júnior, como conselheiro representante dos funcionários, em 20 de maio, Denison Jordão Lima, 1º vice-presidente, assumiu a presidência da associação. Denison é associado há mais de dez anos, e um dos mais atuantes. Em 1992 já tomava parte da diretoria da entidade, a convite do presidente Allan Grizi Lisboa (1992-1993). Nas últimas gestões — dos presidentes Carlos Eduardo Marcondes Antunes (1994-1996) e de Freitas (19961999) — ocupou a vice-presidência. Para Denison, o maior desafio de sua administração está no próprio lema da chapa pela qual foi eleito (“Crescer e Integrar”), pelo difícil momento que atravessa o País e pela falta de horizontes para a solução dos problemas econômicos nacionais. “Enfrentamos as difi- Mesa da reunião do Conselho, em maio: I tamar de Souza Menezes (à esq.), vice-presidente da associação, Denison, Silvio e Freitas culdades impostas pela globalização. O momento é de muito sacrifício e luta”. Funcionário da Nossa Caixa Nosso Banco há 22 anos, dez deles no cargo de gerente, Denison trabalhou sempre em agências do interior, entre elas, Presidente Epitácio e Presidente Prudente. Desde 1994 é gerente da agência Álvares Machado. Tem o 2º Grau completo e freqüentou durante dois anos a faculdade de Administração de Empresas. Casado, tem dois filhos. O primeiro evento de Denison como presidente da AGE foi a reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, em 28 de maio. Na ocasião, o presidente do Conselho, Silvio Luiz de Lima, disse que “não é só nas veias do Freitas que corre AGE; nas do Denison, também”. Desejou-lhe toda felicidade do mundo e que tudo dê certo na nova empreitada. “Serão dois anos difíceis. Do que depender do Conselho e de seus representantes, pode contar com apoio total”, afirmou ✘ Silvio. Boa sorte, Denison! “AGE NEWS” COMPLETA TRÊS ANOS O AGE News entrou no quarto ano de publicação. Desde maio de 1995, quando foi veiculada a primeira edição, produzida por uma equipe de profissionais de comunicação — a mesma que edita o jornal até hoje —, é o canal de comunicação com os associados e de expressão do pensamento e dos anseios e necessidades da classe gerencial. Em todos esses anos, a publicação manteve-se objetiva e aberta a quem quisesse colaborar. Participe você também! Envie sugestões, críticas, cartas, mensagens, o que quiser. Sempre haverá um espaço para a sua colaboração! EDITORIAL CLIPPING CRESCER E INTEGRAR com grande orgulho e um elevado senso de responsabilidade que assumi a presidência da AGE em substituição ao Freitas, que foi eleito com o apoio maciço da classe gerencial para a função de conselheiro representante, numa clara demonstração de unidade de objetivos e disposição total em atingi-los. Sinto-me honrado pela tarefa de representar uma associação com alto grau de integração, qualificação e prestígio, obtidos ao longo dos últimos anos pela diretoria sob a presidência do Freitas, da qual me honro ter pertencido e colaborado. É, sem dúvida, motivo de grande satisfação pessoal e profissional cumprir a tarefa para a qual sou agora designado. Tenho plena consciência da responsabilidade que assumi, não só pelo exercício da função, mas também pelo respeito às opiniões, contundentes e impregnadas de justiça, manifestadas pelos conselheiros representantes e demais gerentes sobre o clima de intranqüilidade vivenciado pela classe gerencial. Essa situação sugere risco à produtividade, por razões como o elevado grau de dedicação e auto-exigência de qualificação em busca de resultados que consolidem a posição da Nossa Caixa Nosso Banco no cenário financeiro, sem a recíproca, imprescindível e urgente revisão da política salarial, com a imediata readequação dos salários de piso a médio, que permita-nos manter um padrão de vida pessoal e social compatível com a representatividade que exercemos em nome da empresa. Como faz parte dos princípios de toda a diretoria da AGE, não promoveremos reivindicações salariais levianas. Somos responsáveis por uma associação disposta a proteger os interesses do banco, mas prezando sempre para que não ocorra a omissão de que o desenvolvimento e os resultados obtidos são comunhão da competente gestão e proposição de diretrizes da atual diretoria e do empenho da classe gerencial como um todo — já que congregamos 100% das funções gerenciais — em implementá-las de forma altamente produtiva, atingindo os objetivo propostos. É inquestionável que uma parte não sobrevive a despeito da outra. No mais, crescer e integrar continuará sendo nossa bandeira, com seriedade, responsabilidade, acima de tudo, e com o dever e a obrigação de defender os anseios da classe à qual pertencemos. É Denison Jordão Lima Presidente da AGE 2 GERENTE SEQÜESTRADO MASTERCARD E CITIBANK Dia 17 de junho o gerente da Nossa Caixa Milton Monteiro da Silva, da agência Santo Amaro, sua mulher e sua filha foram abordados quando saíam de casa às 7h20, no bairro de Americanópolis, por três bandidos que tentavam seqüestrá-los. Eles estavam percorrendo as ruas do bairro quando, felizmente, foram surpreendidos pelos PMs que prenderam os três integrantes de uma quadrilha especializada em seqüestros de funcionários de bancos. A MasterCard, a segunda maior empresa de cartões de crédito do mundo, pode dar início à virada em busca do título de número 1, por causa de uma grande e simples jogada. Ela fez um acordo com o maior grupo financeiro do mundo, o Citibank, e vai passar seu logotipo para o verso dos cartões o que poderá dar à administradora 70 milhões de clientes do banco. Até o ano passado, a Visa, seu principal concorrente, detinha 50,6% do mercado americano, contra 25,4% da MasterCard e 17,7% da American Express. No Brasil, a MasterCard detém 37% do mercado, com 71 milhões de cartões, enquanto a Visa tem 45%. BANCOS DO FUTURO Os cyberbanks, bancos que só existem na Internet, estão operando a pleno vapor. Nos Estados Unidos, o Telebank, o maior banco da rede mundial, já possui US$ 2,3 bilhões em ativos e hoje administra mais de 50 mil contas. O Banco 1, única instituição sem agências no Brasil, investiu US$ 15 milhões na fixação da marca nos últimos cinco anos e passou de 50 mil clientes em 1997 para 71 mil em 99. São R$ 130 milhões em depósitos e 1,21 milhão de transações por mês, realizadas tanto pela Internet quanto pelo telefone. O atendimento 24 horas é realizado por 150 gerentes. INSS E A FEBRABAN Em maio a Febraban assinou um acordo com o INSS para permitir que aposentados e pensionistas possam receber os benefícios nas suas contas correntes. Para que a transferência seja realizada, basta o beneficiário assinar o Termo de Opção, um formulário já à disposição nas agências e postos. Depois de avaliado pelo gerente da agência, é só entregá-lo no Posto do Seguro Social onde é mantido o benefício. CEM AGÊNCIAS O Banco Boavista está em ritmo acelerado. No mês de junho inaugurou mais uma unidade em São Paulo, pois até o ano 2000 a empresa tem um projeto para ampliar sua rede para cem agências, com um investimento previsto de R$ 15 milhões. Atualmente o banco tem 21 agências no Rio de Janeiro, 32 em São Paulo, 22 em outros Estados, além de unidades em Nassau, Cayman, Buenos Aires, Londres e Miami. AGE News ISENÇÃO DA CPMF Todos os filiados à Associação dos Funcionários do Banespa (Afubesp), com 29 mil associados, conseguem a isenção do pagamento da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A juíza Sílvia Figueiredo Marques, da 24.ª Vara Federal concedeu a liminar para isentar o imposto. No pedido de mandado de segurança, a Afubesp argumenta que a prorrogação da CPMF não é possível porque a vigência da Lei 9.539/98 já havia terminado em janeiro de 1999. A liminar custou a queda de toda a diretoria do banco, por ordem do presidente FHC. REMUNERAÇÃO VARIÁVEL Pesquisa realizada pela consultoria Arthur Andersen, com 133 empresas no País (63% de grande porte e 52% de capital estrangeiro) mostra que 56% das empresas estão fazendo alterações nas suas formas de remuneração. Pelo menos 48% pretendem aprimorar ou adotar programas de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em 1999 e 33% querem aplicar formas de remuneração variável (comissões e prêmios). É a primeira vez, em 15 anos, que tantas empresas optam pela mudança nas formas de pagamento. Fontes: O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, revista IstoÉ Dinheiro. Abril/Maio 99 ESPAÇO DO CONSELHO NOSSOS REPRESENTANTES SEGURANÇA EM DEBATE N a reunião do Conselho, em 30 de abril, debateu-se a segurança na Nossa Caixa Nosso Banco. Para falar sobre o assunto, foi convidado o gerente da Divisão de Administração, Segurança, Transporte e Trânsito de Documentos, da DIADM.2, Lincomonbert S. Freitas (leia artigo na página 4). Segundo Lincomonbert, a Nossa Caixa possui sistemas de segurança similares aos dos outros bancos e ocupa a oitava posição em número de assaltos. Com o desenrolar do debate pôdese notar que o tema é uma das grandes preocupações nos meios gerencial e bancário em geral e há muitas questões que causam apreensão. Por exemplo: • nem todas as agências possuem serviço de transporte de numerário por carro-forte, sendo realizado pelos próprios funcionários, que ficam vulneráveis à ação dos assaltantes; • algumas unidades não possuem porta detectora de metais (PDM), o que as torna pouco seguras; • faltam alarmes e sistema de vídeo em muitas agências; • também faltam cursos de conscientização e preparação contra assaltos, assim como manuais sobre o assunto dirigidos aos clientes e usuários do banco. PREOCUP AÇÃO – No debate foi também REOCUPAÇÃO discutido o atual modus operandi dos criminosos: o seqüestro de gerentes e de seus familiares. Na Nossa Caixa já ocorreram dois casos; no Estado, a Delegacia de Roubo a Bancos registrou, de setembro do ano passado até abril, 56 crimes do tipo. Estima-se a exis- A USÊNCIAS Poucos representantes não compareceram às reuniões do Conselho Deliberativo, realizadas nos últimos dois meses. São eles: Abril Paulo Leite Julião ( Departamentos) Natalino N. dos Santos (Divisões) Maio Paulo Leite Julião ( Departamentos) Natalino N. dos Santos (Divisões) João Pereira (Serags) Luciana da S. P. Xavier (Gerop 5) Abril/Maio 99 tência de mais de 230 gangues agindo dessa forma. A AGE, preocupada com a segurança dos funcionários e clientes e com o patrimônio do banco, irá apresentar nos próximos dias, por meio de seus representantes, um ofício à diretoria da Nossa Caixa, no qual sugere a padronização de procedimentos e de equipamentos de segurança: introdução do serviço de carro-forte para todas as agências — independentemente da vontade do gerente —, sendo a despesa dividida proporcionalmente entre elas, pois, como se sabe, em algumas unidades seria inviável a contratação individual, por causa do alto custo do serviço; instalação de alarmes e sistema de vídeo em todas as agências e também de PDM, inclusive com distribuição de impressos com esclarecimentos aos clientes sobre esse equipamento; organização de cursos e distribuição de manuais com dicas úteis aos gerentes e familiares, explicando o modus operandi dos criminosos, quais procedimentos adotar para prevenir-se contra a ação dos bandidos e como agir antes e depois da ocorrência. Em relação à contratação de carroforte, cabe ressaltar que os gerentes de unidade têm total liberdade para efetuála, portanto, a AGE sugere que a façam. Não permitam que os funcionários e o banco corram mais esse risco. CONVID ADOS – A reunião do ConseONVIDADOS lho, em 28 de maio, teve como convidado o gerente do Departamento de Contabilidade (Decon), Paulo Roberto Penachio, que falou sobre temas ligados à sua área (reportagem na página 5) e esclareceu dúvidas sobre as demonstrações financeiras e o balanço do banco. Participaram também da reunião o conselheiro representante dos funcionários, José de Freitas Júnior, e os auditores do Deaudi Armando Cardoso da Rocha, Elza Ap. Lopes de Souza e Reynaldo Martinez Oliveira. Um forte abraço e até a próxima edição. Silvio Luiz de Lima Presidente do Conselho Deliberativo AGE News “A importância do papel dos representantes vem se consolidando por meio da sua atuação junto à AGE, pois são eles os responsáveis por levar para os associados as importantes decisões tomadas nas reuniões do Conselho.” “Trabalhar como representante é contribuir para que o nosso futuro seja cada vez melhor. Por esse motivo, devemos participar para crescer, conquistar e defender o nosso próprio espaço.” João Scavazzini Neto Gerop 18 – Ribeirão Preto Tel. (016) 322-1711 Vania Myriam Siviero Gerop 21 – S. J. do Rio Preto Tel. (018) 695-1204 PARTICIPAÇÃO EFETIVA Os representantes do Conselho, que tomaram posse em março, demonstram que assumiram o cargo com muita seriedade e responsabilidade. Nas primeiras reuniões mensais, o índice de presença sempre ficou próximo de 100% — sem considerar os representantes de departamentos, divisões e Serags, que por suas funções dificilmente têm condições de comparecer. Quando impedidos de participar, fazem questão de justificar a ausência ou mandar substitutos. Na reunião de maio, seis suplentes representaram suas Gerops: Alaíde Barros Amaral (Ag. Taquaral – Gerop 12), Jorge Correa (Ag. Porto Feliz – Gerop 23), Marcos Antônio de Toledo (Ag. Clóvis Bevilacqua – Gerop 1), Maria da Penha F. Scordamaglio (Ag. Itaquaquecetuba – Gerop 3), Nivaldo T. de Almeida (Ag. Laranjal Paulista – Gerop 16) e Vera Lúcia de Oliveira (Ag. Santana do Paraíba – Gerop 22). Esse espírito participativo dos representantes fortalece a AGE e permite à associação conhecer os problemas de cada região e cumprir seu papel fundamental de defender os interesses da classe. As suplentes Alaíde (à esq.) e Maria da Penha: novos representantes assumiram o cargo com seriedade e responsabilidade 3 ARTIGO INVESTIMENTOS NA ÁREA DE SEGURANÇA S egurança é a bola da vez. Todos falam sobre o assunto. Uns reclamam, outros sugerem, outros cruzam os braços, mas todos têm sempre algo a dizer, principalmente porque a criminalidade é, sem dúvida nenhuma, um problema social que afeta todos os segmentos da sociedade. Os bancos, inclusive a Nossa Caixa Nosso Banco, estão fazendo a sua parte, investindo em segurança preventiva, tais como instalação de porta detectora de metais (PDM), circuito fechado de TV e escudo. Uma das prioridades da área de Segurança neste ano é dotar todas as agências de alarme diuturno duplo, via rádio e discagem telefônica. Para facilitar a entrada de nossos clientes na agência, estamos avaliando operacional e juridicamente a possibilidade da instalação de guarda-volumes, que poderão ser colocados antes da porta detectora de metais. Quando o cliente estiver portando objetos metálicos, poderá depositá-los nesse local e entrar na agência sem causar transtornos. Essa medida só será possível com a instalação das lojas de auto-atendimento, já que as PDMs estão instaladas logo na entrada de cada unidade. Encontram-se também em andamento estudos visando à criação de equipes, por região, de apoio pós-assalto — terão a fi- nalidade de orientar e dar assistência às unidades envolvidas nessas situações —, das quais farão parte: médicos, advogados, assistentes sociais, entre outros. Temos de considerar falsa a idéia de que tudo depende exclusivamente do vigilante. Todos os que integram o quadro da empresa, são partes de fundamental importância no sistema de segurança, pois pequenas atitudes podem redundar em benefícios ou em prejuízos, materiais e humanos. Lincomonbert S. Freitas Gerente da Divisão de Administração, Segurança, Transporte e Trânsito de Documentos, da DIADM.2 DICAS MEDIDAS PREVENTIVAS CONTRA SEQÜESTROS N os últimos meses os gerentes de banco têm sido alvo de uma nova modalidade de crime. No Estado de São Paulo, de janeiro a maio, ocorreram 115 assaltos a bancos, com reféns e 100% de êxito. Em Piracicaba, a preocupação com esse tipo de ocorrência já rendeu quatro reuniões no Sindicato dos Bancários entre funcionários de bancos e o Comando da Polícia Militar. A mais recente foi realizada no início de junho e teve a participação de gerentes e tesoureiros de cerca de 40 agências. Abaixo, algumas dicas da Polícia Militar do Estado de São Paulo de prevenção contra seqüestros. Fique atento! EM CASA ❐ Não dê informações importantes por telefone; oriente seus familiares, empregados e funcionários a respeito; ❐ Sempre suspeite dos telefonemas solicitando determinadas informações sobre: nome dos moradores, notícia sobre viagens, promessas de prêmios ou negócios em geral, interesses sobre os hábitos da casa; ❐ Instrua as crianças e os empregados de confiança sobre a importância de não comentar com estranhos sobre os hábitos da casa, trabalhos ou rotinas da família; ❐ Não deixe anotações e nem esconda as chaves fora de casa; ❐ Tenha muito cuidado com as suas chaves. Não dê a chance de alguém reproduzi-las; ❐ Não use qualquer tipo de identificação no seu chaveiro. 4 NO BANCO ❐ Escolha um funcionário por dia para receber os demais, junto ao segurança; ❐ Contrate um veículo de segurança para apanhar os funcionários-chave de cada estabelecimento bancário; ❐ Adquira o hábito de telefonar antes de sair ou chegar; ❐ Combine a chegada ao trabalho em grupo: um passa na residência do outro; ❐ A maioria dos seqüestros acontece, geralmente, pela manhã, para não chamar muito a atenção, portanto, atenção redobrada nesse período; AGE News ❐ Dirija carros que não chamem a atenção e em bom estado; ❐ Permaneça sempre com atenção redobrada dentro do carro e, se tiver de parar num sinal, procure o lado esquerdo da pista, de modo a não permitir que outro veículo pare ao seu lado (do motorista); ❐ Utilize somente os locais de estacionamento permitido. Procure variar dia a dia o local onde estacionar; ❐ Varie as rotas e os horários para os destinos regulares. Quebre as rotinas. Colaboração: Valdocir Ap. Massucato, gerente da ag. Piracicaba Abril/Maio 99 REUNIÃO DO CONSELHO “TEMOS DE AUMENTAR A PRODUTIVIDADE” DESPESAS “No outro bloco da demonstração de resultados, chamado Custos Operacionais, as despesas de captação de depósitos são as mais relevantes, em função do perfil do passivo do segmento bancário. Atualmente, o total de depósitos da Nossa Caixa Nosso Banco é de cerca de R$ 11 bilhões, sendo que possuímos um grande diferencial, originado basicamente de depósitos de poupança. As agências devem dispensar atenção especial à poupança e aos depósitos judiciais, que têm estabilidade de prazos e custos mais baixos.” Para Penachio, do Decon, esse é um dos pontos essenciais para a sobrevivência do banco, e para realizar esse objetivo é necessário um amplo projeto de modernização das agências e da administração, racionalizar rotinas e procedimentos, sempre com os olhos voltados para a finalidade principal do banco que é a intermediação financeira e a prestação de serviços O s benefícios da negociação da dívida com o governo federal e a situação econômica da Nossa Caixa Nosso Banco foram alguns dos temas abordados na exposição do gerente do Departamento de Contabilidade (Decon), Paulo Roberto Penachio, na reunião do Conselho, em 28 de maio. Penachio também falou sobre a composição do resultado do banco, baseado em sua experiência contábil, e a necessidade de se buscar a “eficiência e eficácia”, para a sobrevivência do banco. Estes e mais alguns trechos da exposição estão reproduzidos abaixo: OUTRAS RECEITAS E DESPESAS “A receita de prestação de serviços é pequena quando a comparamos com o tamanho do ativo, à quantidade de agências e clientes. As recentes metas estabelecidas, além de visarem ao incremento, reforçam a necessiPaulo Penachio, do Decon: “Expandir as operações de crédito dade das agências manterem esforços contíé o desafio a ser vencido” nuos nesse item. No mercado, essa receita xar de captar, principalmente, recursos ‘ba- chega a cobrir, em muitos casos, a folha de ratos’ como poupança e depósitos judiciais.” pagamento; na Nossa Caixa, apenas um terço. Na seqüência, temos as despesas administrativas (processamento de dados, limpeza, juRECEITAS OPERACIONAIS “Até abril, o lucro acumulado da Nos- diciais etc.) de R$ 16 milhões mensais, em LIQÜIDEZ sa Caixa é de R$ 31 milhões. É importante média. Acrescente-se a esse valor R$ 50 milhões gastos com pessoal, “Até o final de 1997, o banco tinha per- conhecer a origem desse compondo assim, o que pofil de ativos, concentrado basicamente na dí- resultado. Com a negocia“A receita de deria ser chamado de ‘Custo vida das estatais paulistas, que sustentava o ção da dívida, o ativo ficou prestação de Fixo’, que apesar de estar sob resultado econômico, mas não havia ingres- concentrado em títulos púserviços chega controle ainda é alto. so de recursos financeiros significativos. Em blicos. A rentabilidade desa cobrir, em muitos Com as recentes alterarazão disso, as agências davam mais ênfase ses papéis é interessante, bancos, a folha ções introduzidas pela Receià captação. Era uma situação que compro- mas não é o que o banco de pagamento; ta Federal, a partir deste ano, metia cada vez mais a liqüidez. Em dezem- precisa para manter bons na Nossa Caixa, foi criada a Cofins. A contribro de 1997, o governo federal assumiu as resultados, pois fica depenapenas um terço” buição gera despesas mendívidas do Estado com seus agentes finan- dente da variável externa ceiros (Nossa Caixa e — taxa de juros dos papéis sais em torno de R$ 4 milhões, represen“As agências devem Banespa). Ela foi paga em —, basta observar a estru- tando diminuição do resultado.” dispensar atenção títulos e o banco passou a tura de resultados. A maior especial à poupança PRODUTIVIDADE dispor de liqüidez.” parte das receitas operae aos depósitos “A continuidade do banco, frente ao cecionais tem origem nos tíjudiciais, que têm NOVO tulos e valores mobiliários nário altamente competitivo, imposto conestabilidade POSICIONAMENTO e, em menor escala, nas tinuamente por mudanças no mercado, dede prazos e custos “Com a negociação da operações de crédito, com pende basicamente do nosso empenho. dívida e o restabelecimento grande desproporção. A ex- Temos de aumentar a produtividade — fator mais baixos.” da liqüidez, as agências paspansão das operações de essencial —, pois com isso estaremos dimisaram a ter metas de empréstimos; as taxas crédito é essencial, desde que se ampliem nuindo custos. Expandir as operações de créde captação foram reduzidas ainda mais e o as receitas, o que significa defender os dito e incrementar a prestação de serviços, banco passou a dar maior ênfase à aplicação spreads comerciais e controlar os riscos de dentro do foco estabelecido pela diretoria, ✘ é o desafio a ser vencido.” dos recursos existentes sem, no entanto, dei- inadimplência.” Abril/Maio 99 AGE News 5 FALA, GERENTE O GERENTE E SUA RESPONSABILIDADE S omos um exército de gerentes e nosso desafio renova-se dia a dia. Nosso soldo é o objetivo atingido, a união da equipe, o salário, o sucesso da empresa e, principalmente, o reconhecimento profissional. Para que tenhamos sucesso, precisamos estar motivados e sempre prontos a enfrentar desafios. Nós, gerentes, sabemos que a meta finda, mas os desafios são contínuos e se renovam todos os dias. Um gerente sem motivação guia sua equipe ao desânimo. Uma equipe motivada tem garra, ímpeto e sabe o caminho a ser seguido. O que leva o gerente ao desânimo? São vários os motivos e todos sabemos, mas nenhum é justificado, pois nem a idade, o salário e a falta de mudança, entre outros, impede que sejamos os melhores naquilo que fazemos. A AGE está à disposição de todos. Reivindique seus direitos. Cobre a atuação de seus representantes. Nosso objetivo é representá-lo com dedicação e afinco. Portanto, vamos à luta! João Batista Sfair Macedo Gerente da ag. Ibirarema Gerop 17 – Presidente Prudente Este é um espaço aberto para opiniões e críticas dos associados sobre temas ligados à Nossa Caixa Nosso Banco. As opiniões expressadas nesta seção são de responsabilidade dos autores. As colaborações podem ser enviadas, espontaneamente e sobre qualquer tema, para a AGE pelo memo (endereço: AGE), fax (011) 221-0660 ou e-mail: [email protected]. Por motivos de espaço, os textos podem ser resumidos. DESTAQUE DO OUTRO LADO DA MESA Jaime de Castro Júnior, gerente de Marketing da Nossa Caixa, aceitou o desafio de assumir o novo cargo e conta que conhecer todas as áreas do banco foi essencial para ter êxito na profissão A uxiliar administrativo, caixa, supervisor, chefe de posto de serviço, gerente, auditor e, finalmente, gerente do Departamento de Marketing. Jaime de Castro Júnior está na Nossa Caixa há 21 anos, passou por todas essas áreas e conhece tudo com detalhes. Coincidência ou não, depois que assumiu a gerência de Marketing, as campanhas da empresa estão fazendo sucesso com reconhecimento do público interno e externo. Segredo? Nenhum. Com tantos anos de casa conhece o banco como a palma de sua mão. Ele fazia parte do grupo responsável pela reestruturação organizacional da empresa quando aceitou o convite do presidente, Geraldo Gardenali, para exercer o novo e grande desafio, pois nem sequer imaginava o que era marketing. G ERENTES EM PRIMEIRO LUG AR – “AntigaLUGAR mente, quando alguma campanha publicitária ia ao ar, os clientes, muitas vezes, tomavam conhecimento antes mesmo dos gerentes, o que era constrangedor”. Hoje, Jaime, que sentiu isso na própria pele, dá total suporte para cada unidade de negócio, enviando material promocional às Gerops, para que todos saibam dos lan6 çamentos dos produtos antes de veicular na mídia. E para que todos se mantenham atualizados, ele envia também, trimestralmente, um portfólio com todas as ações do departamento. “O gerente é a nossa ponta da linha para a venda dos produtos do banco”. Por esse motivo ele acredita que a sintonia entre todas as áreas do banco é essencial. “Agora estamos sempre atentos às sugestões e críticas recebidas por telefone, memo, Internet, para atender todos que nos procuram, cumprindo a linha de pensamento da própria diretoria”, diz. Jaime: sempre atento às críticas e sugestões E VENTOS – Desde o ano passado, quando assumiu o cargo, os pedidos das Gerops passaram a ter mais importância e receberam mais atenção. Atualmente todas têm total apoio quando o pedido é de material promocional e, principalmente, participação em eventos municipais. “Temos de mostrar ao público que somos um banco comprometido com a cidade”, afirma Jaime. AGE News Pelos resultados positivos, o Departamento de Marketing será responsável por mais trabalhos. Nos próximos meses estará empenhado na renovação visual de todas as unidades e a Central de Reclamações e Sugestões passará a ser de responsabilidade do setor. Jaime diz que talvez o sucesso esteja na curiosidade e na humildade, pois “sempre temos ✘ coisas para aprender”. Abril/Maio 99 COL ABOR AÇÃO EFICIÊNCIA E OBJETIVIDADE NO MERCADO FINANCEIRO M uitos gerentes exercem suas funções caminho certo. Aperfeiçoando, revisará tante estabelecer pontuação, de zero a diárias sem se comprometer formal- seus planos de trabalho e fixará objetivos dez, para cada um desses fatores o que mente com resultados. Eles sabem cada vez maiores para serem alcançados, lhe permitirá estabelecer uma média por que precisam vender mais, mas não vão gerando motivação para venperíodo e identificar suas “Os profissionais áreas mais vulneráveis que além de expressar várias vezes a sua vonta- cer o desafio. O aprimorade de fazê-lo. Raros são os profissionais que mento profissional será con- que fixam objetivos precisam ser reforçadas. fixam objetivos de venda e traçam planos quistado por meio de um Cada fechamento de negócio de venda são os para alcançar esses objetivos. Os que assim trabalho mais estimulante, que obtêm maiores é uma nova situação, difeatuam são os que obtêm maiores sucessos. motivador e criativo. rente das anteriores. Só não sucessos” Para trabalhar por objetivo, o gerente Fica claro que o fundamudam as fases que comdeve, primeiramente, procurar a excelência mental para se trabalhar por objetivos é o põem o processo de venda. no atendimento a seus clientes. Para isso, planejamento. Organização e planejamento Os clientes atendidos têm personalidades, ele buscará permanentemente o aprimora- são ferramentas fundamentais para se alcan- desejos e necessidades diferentes, e os promento profissional; respeitará o cliente, çar o sucesso no mundo competitivo de hoje. dutos oferecidos também apresentam caracconsciente de que é o seu bem mais imporAo finalizar um período de trabalho, o terísticas diferentes. Por isso é importante que tante e prestará um excelente serviço. A gerente deve fazer uma avaliação de seu de- cada fase do processo de venda seja paulatiqualidade do serviço prestado tem relação sempenho, levando em conta os seguintes namente trilhada. Essa estratégia permite ao direta com o conhecimento do mercado, a fatores: as técnicas de vendas utilizadas e profissional manter o domínio sobre as ações escolha de bons produtos e a estrita obser- as respostas obtidas; o conhecimento dos e o controle da situação. Pesquisas sobre as vância aos princípios da ética produtos apresentados; o aten- reações dos clientes no momento do fecha“Organização e profissional. O segundo pasdimento ao cliente; aparência mento do negócio mostram que, inconscienplanejamento são pessoal e desenvolvimento das temente, eles se utilizam de mecanismos de so é fixar os objetivos. Por exemplo: cumprir as metas e entrevistas; cooperação com os defesa. Como ele está diante de uma nova fundamentais ir além, conseguir um grande colegas, o fechamento dos ne- experiência, buscará refúgio nas fases que para se alcançar número de novos clientes, vigócios; os objetivos alcança- compõem seus processos de decisão. o sucesso” sitar cem novos clientes. Taldos; criatividade; iniciativa etc. Texto enviado por Carlos Sebastião vez no início seja difícil estimar números O gerente poderá eliminar ou acresMartinho, gerente da ag. Sorocaba, e compatíveis com a realidade, mas não de- centar fatores para sua avaliação diária, Oswaldo Vieira Cruz Júnior, gerente da ag. Itu e representante da Gerop Sorocaba. morará muito para que a prática indique o de acordo com sua realidade. É impor- CONCURSO NOVOS GERENTES-ADJUNTOS As agências da capital e do interior ganharam reforços no quadro gerencial. De abril a junho, 35 novos gerentes-adjuntos administrativo participaram do curso de formação e em seguida assumiNOME Alayr Figueiredo da Costa Altina Maria Rodrigues Nacip Ana Maria Zorzella Xavier Armando Cézar de Oliveira Célia Moro Magi Creusa Maria Castilho Nossa Francisco Edson Moya João Batista Lima José Cláudio de A. Fernandes Jovira Maruyama Nascimento Maria das Graças Martinez Nair Aparecida Ferreira Paulo Roberto R. de Oliveira Regina Ferreira de Almeida Rosângela Gomes Barbosa Solange Aparecida Ribeiro Clarinalva de Paula G. Monroy Eliana Aníbal Rosa Campos Abril/Maio 99 ANTIGA LOTAÇÃO Serag Jundiaí Ag. Santa Gertrudes Ag. Bauru Ag. Birigüi Serag Marília Ag. Fernandópolis Ag. Jaú Serag Franca Ag. Centro Ag. Distrito Estação Ag. Santo Amaro Ag. Bálsamo Ag. Vila Mariana Ag. Mongaguá PAB Palácio Mauá PAB vergueiro Ag. Consolação Ag. Itajobi NOVA LOTAÇÃO Ag. Araraquara Ag. São Roque Ag. Vila Cardia Ag. Birigui Ag. Marília Ag. Votuporanga Ag. Jaú Ag. Batatais Ag. Rudge Ramos Ag. Franca Ag. Ibirapuera Ag. Vila Maceno Ag. Porto Feliz Ag. Itaquera Ag. Vila Gerty Ag. Jaçanã Ag. Consolação Ag. Ibiúna ram a nova função. A AGE dá as boas-vindas aos novos colegas e os convida a se unir ao restante da classe para mostrar seus pensamentos e anseios. NOME Elisa Domingues Júnior Andrade Francisco Atílio Arcoleze Helena Eico Nosse José Aparecido Custódio Souza José Mário de Castro Luís César Silveira Marcos Pires Magalhães Maria Cristina de Mattos Maria Goreti Tursi Matsutacke Maria Lúcia da Silva Martinell Maria Regina Mattos Nogueira Marilena Satiko S. Hashimoto Moisés Tadeu Rosário Regina Célia Torres Moraes Ricardo Noronha Zerbinatti Roberto Bortolon Zilda Ângela Ferro Penha ANTIGA LOTAÇÃO Ag. Bonfim - Campinas Ag. Bernardino de Campos PAB Fórum Votuporanga Ag. Álvaro de Carvalho Ag. Ipiranga Silva Bueno Ag. Artur Nogueira Ag. Birigüi Ag. São Miguel Arcanjo Ag. S.J. dos Campos Ag. Penápolis Ag. Campos Elíseos Ag. Santo Amaro Ag. Leme Ag. Agudos Ag. Reginópolis Ag. Tambaú Ag. Franca NOVA LOTAÇÃO Ag. Limeira Ag. Assis Ag. Higienópolis Ag. Vila Falcão Ag. Barueri PAB Bairro Boa Vista Ag. Penápolis Ag. Itapetininga Ag. S. J. dos Campos Ag. Pres. Prudente Ag. Bariri Ag. São C. do Sul Ag. Mococa Ag. Bauru Ag. Bela Vista Ag. Taquaritinga Ag. Campos Elíseos Fonte: DDRH – Divisão de Treinamento e Seleção. AGE News 7 ENTRE VISTA MARIA APARECIDA RHEIN SCHIRATO “É PÉSSIMO ‘VESTIR A CAMISA’ DA EMPRESA” ber coroas de flores, ter o diretor no meu velório, o discurso de algum colega”. A partir daí, juntei casos de outras empresas, para tentar entender o que acontece com essas pessoas que sofrem tanto no momento que são desligadas. O que tem a empresa, qual a relação que ela estabelece com a pessoa que provoca isso? Principalmente porque percebia esse fenômeno entre funcionários com 30 anos de casa e o mesmo com outros com apenas um ano. Todos estavam se sentido abandonados, perdendo o status que tinham conseguindo, com vergonha da família. Com isso, pude perceber que não é a intensidade do tempo que necessariamente leva o indivíduo a se sentir alheio à sociedade, mas o pacote de promessas e expectativas que é dado a esse indivíduo no momento em que ele entra numa grande organização. Consultora fala sobre os problemas da relação trabalho—empregado e critica esse ufanismo patriótico dentro da empresa Por Sandra Takata G raduada em filosofia pura e titular de dois mestrados (filosofia da educação, pela Pontifícia Universidade Católica, e em educação, pela Universidade de São Paulo) a consultora de empresas Maria Aparecida Rhein Schirato, 45 anos, é um furacão. Sem conversa fiada deixa rastros que ninguém é capaz de esquecer, principalmente, quando fala da pesquisa que está desenvolvendo sobre o vínculo afetivo do trabalhador com as empresas de médio e grande porte. “Esse negócio de ‘vestir a camisa’, esse ufanismo patriótico dentro da empresa é péssimo!”, “o funcionário acha que é muito mais importante saber o que o diretor vai fazer do que saber se vereador está roubando”, afirma. Atualmente, sua agenda não tem mais espaço para tantos compromissos e cada vez mais empresários estão a sua procura para que ela possa expor suas idéias. Por meio da pesquisa, baseada no acompanhamento de cerca de 500 funcionários demitidos de uma empresa de aviação, ela defenderá a tese entitulada “O feitiço das empresas”, alertando que é preciso mudar as relações trabalho—empregado. Em entrevista exclusiva ao AGE News, a consultora fala sobre seu trabalho, motivação e remuneração variável. AGE News — Como você descobriu que a relação do empregado com a empresa gerava uma dependência prejudicial? Maria Aparecida R. Schirato — Em 1995 fui chamada pela Embraer, que estava em processo de privatização, para preparar as pessoas que estavam saindo de lá para atuar no mercado. Nesse treinamento havia orientações do Sebrae, formação de currículo, postura diante de entrevistas, conhecimentos básicos de informática e novas perspectivas de vida, que foi o tema que eu abordei. Passaram por mim cerca de 500 funcionários e eu fiquei espantada com o nível de despreparo dessas pessoas para o mercado, embora elas fossem altamente especializadas lá dentro. Aquele mundo era 8 “Esse ufanismo patriótico dentro da empresa é péssimo, porque no momento em que o funcionário entrega a alma para a empresa, o profissionalismo é deixado de lado.” AGE News — Você está se referindo aos benefícios de uma empresa? Mas isso não serve como motivação para o funcionário? Maria Aparecida — A intenção é essa. Oferecer salário direto e indireto por meio de benefícios e torná-lo motivado, comprometido com a empresa. Só que, se isso funcionou até um tempo atrás, hoje o prazo de validade está vencido. Esse discurso está falido, arcaico. Principalmente porque não existe mais a garantia de estabilidade. Como você vai oferecer um monte de benefícios, se não sabe quanto tempo vai ficar, se vai ser capaz de subir o posto seguinte? Antes não era tão difícil motivar. O funcionário ingressava para fazer carreira. Hoje a maioria das empresas está optando pela remuneração variável, ou seja, uma promoção por mérito e não por postos de trabalho. AGE News — Você pode citar alguns exemplos? Maria Aparecida — Elegi 50 casos exemplares que foram os que mais me chocaram. Havia uma pessoa demitida que continuava, normalmente, a pegar o ônibus da empresa às 7 horas. Chegava lá, ia até o departamento onde trabalhava, pegava o jornal e ocupava o banheiro, porque não conseguia ocupar o banheiro da casa dele. É trágico. Havia também o caso de um ex-funcionário que dizia: “A minha vida acabou, pois meu sonho era morrer aqui dentro. Eu sonhei ser velado no pátio da empresa, rece- AGE News — O que você acha da remuneração variável? Maria Aparecida — Acho ótimo! Só que tem de estar dentro de um contrato muito claro. A empresa não tem de seduzir o empregado. A empresa tem de despertar a vontade de crescer, de ser melhor, de ter mais qualidade, correr atrás de cursos, bons filmes, informação. Junto a tudo isso temos de continuar a pressionar o Estado, para que ele tenha políticas públicas mais honestas. A empresa não tem de oferecer plano de saúde; não deve se preocupar com coisas que são próprias da política públi- a vida, a cidade, a pátria deles. Saindo de lá, eles se perguntavam: “E agora? O que eu faço?”. A pessoa não tem noção que se é projetista de um avião na única fábrica que faz esse equipamento, quando sai, pode ser projetista de qualquer outra coisa, porque é projetista. Não é projetista de avião somente. É um despreparo fora da ilha de excelência e de qualidade que era a empresa. AGE News Abril/Maio 99 ca. A Alemanha tem uma taxa altíssima de desemprego, e daí? Eles estão preocupados? Claro que não. Porque existem políticas públicas que funcionam. As universidades são gratuitas. O Estado cumpre com o seu papel. Ele arrecada, mas devolve. Aqui, cinicamente arrecada e, cruelmente, não devolve. “As empresas devem manter atualizado o currículo de seus próprios funcionários. Hoje, se você tem em mãos o seu próprio currículo e está empregado, isso é visto como traição.” AGE News — Você acha que, com esse vínculo, o funcionário se torna um cidadão da própria empresa e não exerce a cidadania propriamente dita? Maria Aparecida — O funcionário se acomoda, amarra o barquinho, joga a âncora e ainda diz: “Daqui eu não saio por nada! SUS, Deus me livre! Eu tenho meu convênio que a empresa paga. Transporte? Eu tenho van, ônibus da empresa. Eu não estou perdido nessa cidadania desgraçada, tendo de me submeter a esse transporte urbano péssimo”. Para ele é muito mais importante saber o que o diretor vai fazer, quem ele vai chamar para gerente, do que saber se o vereador está roubando, se o prefeito é corrupto. A cidadania ficou relegada a esse nível. Então, são vários os componentes que me levam a crer que esse modelo está falido e que hoje não se motiva mais as pessoas com promessas, intenções. se você tem em mãos o seu próprio currículo e está empregado, isso é visto como traição, mas não é. É obrigação da empresa, principalmente, fornecer os dados da sua atualização curricular. A empresa explora o potencial de cada um se for inteligente. É o que ela não faz. Não se pode falar em redigir um currículo. Nossa! É pecado mortal, mal caratismo! No entanto a empresa deveria ter em mãos, pelo menos uma vez por ano, o currículo de seus funcionários atualizado. AGE News — E qual seria o modelo ideal? Maria Aparecida — As pessoas devem correr atrás do profissional que querem ser e oferecer esse trabalho. Não é a empresa que tem de escolher. Ela deve ser uma facilitadora e tem de ter você, um trabalhador que o concorrente está louco para ter, porque se o concorrente não te quer, eu também não te quero. Não é ela que tem de programar a minha profissão. A profissão é minha, ou eu vou ficar eternamente tirando chapéu para a empresa? Muitos dizem: “A empresa toma conta de mim!”. Ela não é minha mãe! Eu tenho de fazer a minha profissão. Hoje você não tem de ser um trabalhador da Nossa Caixa. Tem de ser um trabalhador do mercado. Se a Nossa Caixa for inteligente, contrata o seu trabalho e você tem condição de colocar o seu preço. AGE News — E como mudar essa mentalidade? Maria Aparecida — As empresas devem, dentro do seu departamento de recursos humanos, manter atualizado o currículo de seus próprios funcionários. Hoje em dia, Abril/Maio 99 AGE News — Mas isso não ocorre porque há grande disponibilidade de mão-deobra no mercado? Maria Aparecida — Não tenho de me preocupar com as mil pessoas que fazem o mesmo que eu. Tenho de me preocupar comigo. Sei que se eu continuar correndo, vou garantir um lugar. Se parar, os outros mil, que fazem o que faço, vão me matar. Então, não quero ser destruída, eu quero continuar me reciclando. AGE News — Mas as empresas estão preocupadas com isso? Maria Aparecida — A empresa não tem interesse que o funcionário se desenvolva intelectualmente. E dessa forma, trabalha contra ela mesma, porque fica com um profissional de segunda linha. Depois vem com esse discurso de competitividade, globalização? Bonito, não é? O que se perde de material, de hora de trabalho, o que se perde de energia! A empresa acha que deixando o funcionário se julgar menor do que ele é, ela tem a adesão total dele. Mostra o quanAGE News to o ele é bom! Atualmente, as pessoas fazem cursos e não contam. Canso de ver profissionais fazendo pós-graduação comigo e que a empresa não pode saber, porque se ficar sabendo, em vez de dizer: “Que maravilha! Há funcionários mais preparados e dessa forma vamos trabalhar melhor, tratar melhor o nosso cliente”, ela provavelmente vai demitir o funcionário. AGE News —Você acha que há possibilidade de mudar esse quadro no País? Maria Aparecida — Eu acho que se não fizermos nada, o quadro vai mudar de qualquer forma. E aí está o meu medo. É você ficar sustentando pessoas cada vez mais desqualificadas. Não sei até que ponto vamos conseguir, dentro de um mundo que se diz globalizado, competitivo, buscar qualidade. Não sei como reverter o quadro, sem tomar uma iniciativa de mudança dessa forma de relação, de contrato estabelecido entre empresa e empregado, pois há perdas e danos para os dois lados. Atualmente você vai a um banco e não é bem atendido. Não é bem atendido também pela vendedora, pela gerente da loja, pelo garçom. Um simples exemplo é quando buscamos uma informação no serviço de auxílio à lista telefônica. A telefonista te informa o número, você disca e uma voz diz que esse número não existe, quer dizer, é a falência da informação! Empresas estão com dificuldades para sobreviver. E por que? Porque é mais importante dizer ao funcionário que ele “vista a camisa”, é importante que ele fale: “nós somos melhores que os outros”, “estou contigo e não abro”. Essas bobagens todas, que são grandes declarações de amor, mas que não significam nada. Esse ufanismo patriótico dentro da empresa é péssimo, porque no momento em que o funcionário entrega a alma para a empresa, o profissionalismo é deixado de lado. Ele se acomoda e acha que ficar se reciclando é bobagem. AGE News — Você acha que “vestir a camisa” da empresa não é um bom negócio? Maria Aparecida — Acho que a empresa deve agradecer ao funcionário que “vestiu a camisa”. Mas se junto a essa “camisa” houver também uns três ou quadro certificados, diplomas, treinamentos, idiomas que aprendeu, e apresentar um currículo que seja realmente de valor, a empresa deve ficar ✘ mais contente. 9 COLUNA DO LAIR APRENDENDO A GOSTAR MAIS DE VOCÊ “Será que eu não gosto de mim?” M uita gente chega aos meus cursos de autoestima com essa pergunta na cabeça. Por isso respondo logo no início: — Você nasceu gostando de si mesmo, e isto eu posso lhe garantir. Entretanto, até a idade de 8 anos você recebeu mais de 100 mil “nãos”. Não faça isso, não faça aquilo, não faça aquilo outro... Vários estudos já realizados sobre esse problema demonstram que as crianças com 4 anos de idade recebem pelo menos nove repreensões para cada elogio. Sabendo disso, dá para imaginar o que aconteceu com a sua auto-estima: ficou lesada, ferida, seriamente prejudicada. Como você tinha de continuar vivendo, tratou de fazer, inconscientemente, um mecanismo de compensação. E toda compensação traz uma certa deformação. Então, o que aconteceu? Você ficou com sua autoestima deformada, e passou a ter duas personalidades: uma persona que se mostra para os outros e outra, lá no fundo, que você esconde de todo mundo. É possível entrar em contato com a criança que vive dentro de você e que nunca é mais velha do que 7 anos. Essa criança interna é a parte mais espontânea de sua personalidade. Nela está a criatividade e a alegria de viver. No momento em que você entrar em contato com a sua criança, vai acontecer que sua vida ficará mais gostosa, sua autoimagem vai melhorar e o seu desempenho — tanto pessoal quanto profissional — nunca será maior do que a sua auto-imagem. À medida que melhora sua auto-imagem, melhora o seu desempenho. “Nós estamos em constante evolução. Não existe construção sem destruição” Dr. LAIR RIBEIRO nos A 3 1 Presidente Denison Jordão Lima 10 NOVOS ASSOCIADOS Em maio, a AGE recebeu a inscrição de mais 22 gerentes: Ariadne Gomes do Nascimento Aristeu Baldin Ceile M. Della Libera Santos Claudete Maria Campos Ed do Amaral Júnior Edson Miguel Elaine Sígolo Neves João Décio Frederico José Marcos Ribeiro de Campos Kátia M. R. de Andrade de Tagioli Lúcia Ap. Cursino S.O. Ramos Luiz Roberto Botelho Marco Antonio P. de Carvalho Maria Ap. de Paula Lima Nivaldo José de O. Fazzio Patrícia Maris dos Santos Paulo Antônio Ferraz Renata Batista Roberto Soares da Cruz Sérgio Mauro Rocha Silvio Roberto de Faria Solange M.Q. Borrasca Ag. Ubatuba Gerop S. José do Rio Preto PAB EMTU Ag. São Bernardo do Campo Ag. São Bernardo do campo Ag. Angélica Ag. S. Caetano do Sul Ag. Higienópolis Ag. S. Caetano do Sul Ag. S. José do Rio Pardo Ag. Andrômeda Ag. Brás Ag. Cruzeiro PAB CDHU Ag. S. Caetano do Sul Ag. Andrômeda Ag. Angélica Ag. Angélica Ag. Caçapava Ag. Itapevi Ag. Taubaté Ag. S. Caetano do Sul UNIÃO DE FORÇAS Em maio, a AGE recebeu a adesão de 22 gerentes, quantidade somente inferior à registrada em agosto de 1997, quando foi realizado o 2º Congresso dos Gerentes. Esse número é o resultado do trabalho dos novos representantes, que tomaram posse em março deste ano. Para três novos associados, Renata Batista, Paulo Antônio Ferraz, Edson Miguel, todos gerentes-adjuntos da agência Angélica, quanto maior o número de associados, maior é a força da AGE para defender a classe gerencial. “É por isso que resolvemos nos juntar ao grupo”, afirma Renata. Edson (à esq.), Renata e Paulo, gerentes-adjuntos da agência Angélica: união para fortalecer a classe gerencial POR QUE ME ASSOCIEI À AGE? “Resolvi me associar porque senti que a AGE está defendendo com perfeição a classe gerencial.” Aristeu Baldin Gerop São José do Rio Preto O jornal AGE News é uma publicação mensal da Associação dos Gerentes da Nossa Caixa Nosso Banco S/A. Administração: Rua Santa Isabel, 137 - Conjunto 31 • Vila Buarque - CEP 01221-010 • São Paulo/SP • Telefones: (011) 221.0660 - 223.7386 • Conselho Editorial: Décio Granja Fernandes (Assistente do Corep), Denison Jordão Lima (Ag. Álvares Machado), Lilian Edna Maciel De Laet (Ag. Bela Vista), Oscar Donizetti Parolin (Ag. S.J. do Rio Preto), Rogério Paulino da Silva (Ag. Osasco) e Silvio Luiz de Lima (Ag. Penápolis) • Produção editorial: Versátil Comunicação - Tel. (011) 6671-2134 - E-mail: [email protected] • Jornalistas responsáveis: Sandra Takata (MTb 23.172) e Cícero Vieira (MTb 23.171) • Fotos: Sylvia Masini, Cícero Vieira e Sandra Takata • Arte: MWS Design • Impressão: GraphBox Caran O Jornal AGE News não se responsabiliza por conceitos e opiniões emitidos em artigos assinados. AGE News Abril/Maio 99