Coletânea de Contos Infantis DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE Com o intuito de promover uma aprendizagem coletiva e de fomentar o trabalho em equipa, realizou-se a atividade “Alfabeto Ambiental” que consistiu na elaboração de um alfabeto, com termos relacionados com o ambiente, pelas crianças do 1º e 2º ano das escolas do concelho da Praia da Vitória. As crianças do 3º ao 4º ano realizaram um conto com as palavras do alfabeto ambiental fornecido pelos seus colegas. Muitos Parabéns a todos os participantes! O AMBIENTE EB1/JI Casa da Ribeira Texto coletivo dos alunos do 2º ano Deus criou o Ambiente para as pessoas serem felizes. Quando a Natureza está limpa é uma beleza e há uma festa lá no céu. O Ambiente é tudo o que está à nossa volta, é a Natureza, é a casa onde habitamos. A mãe Natureza dá-nos energia, luz, calor, plantas e animais. O sol, a água, o ar e a terra são filhos da Natureza. Devemos respeitar o pai Ambiente e a mãe Natureza. Muitas árvores e zero poluição é igual a ar puro e a um Ambiente muito saudável. Todos unidos devemos salvar a Natureza. É preciso e é muito urgente socorrer o Ambiente. ESTUDAR O AMBIENTE EB1/JI Padre Lino Vieira Fagundes Milene Cunha Amaral Era uma vez uma turma que foi fazer três visitas de estudo, cada uma a um lugar diferente, para aprenderem sobre a qualidade ambiental. A primeira visita foi ao oceano, entraram num submarino e foram observar a biodiverdade que havia naquele meio. Encontraram focam que estavam numa zona protegida, por causa da maré, que causou muitos impactos ambientais. A segunda visita de estudo foi numa floresta. A turma viu vegetação e os habitats dos animais. Encontraram na natureza algumas lagoas, campos verdes e uma jazida, a turma viu na jazida carvão e fosseis muito antigos. Também foram informados que o gás natural um dia vai acabar. A última visita foi à cidade, os alunos aprenderam os primeiros objetivos ambientais, que tem a ver com os cuidados que se deve ter com o saneamento e a urbanização, para acabar com os danos ambientais, que normalmente se observam numa cidade. Aprenderam que as fabricas necessitam de um tampão na chaminé para não poluir o ar. Descobriram que precisamos de reciclar e investir na ecologia. No fim da visita de estudo a turma foi brincar para o parque. CONTO AMBIENTAL EB1/JI Padre Lino Vieira Fagundes Sílvia Martins A natureza contém coisas más e boas. O habitat das focas é o mar. O mar é azul, mas como há barcos de pesca, petroleiros e veleiros, colocam para o mar óleo, tinta preta, etc. coisas que prejudicam o mundo e o mar. Os peixinhos muitas vezes morrem . Também para os rios e lagoas vai água suja com óleo, das fábricas, que prejudica a saúde e a biodiversidade debaixo de água. As zonas mais protegidas são os campos, entre a vegetação. África é uma zona xerográfica, porque tem zonas secas, como o deserto do Saara. Há pessoas que estudam ecologia para saberem sobre os seres vivos. Também há muitas jazidas que estragam a paisagem do mundo. Nós temos muito impacto ambiental, temos que fazer muita, muita reciclagem como: utilizar gás natural, deixar de fazer mares negras, construir melhores saneamentos para pistas, vilas e cidades, arranjar um tampão para as fábricas deixarem de poluir o ar, a terra e a água. Temos que proteger o mundo! A FOCA EB1/JI Padre Lino Vieira Fagundes Vasco Leonardo Rodrigues Era uma vez uma foca que vivia num lago gigante. O habitat dela era muito bonito porque fazia parte da natureza. Na zona onde ela vivia havia muita vegetação. Perto da sua casa também havia um parque que tinha muitas lagoas, que estavam sempre cheias de água límpida e grandes campos verdejantes. Um dia a foca decidiu que ia fazer uma viagem para perto de uma zona protegida em África. O avião onde ela viajou trabalhava com gás natural. Quando a foca estava a chegar viu um rio que tinha um dano ambiental, estava cheio de marés negras e jazidas. A foca pensou que as fábricas deviam ter bons saneamentos ou um tampão. A foca foi fazer uma excursão à selva e gostou muito. O guia era simpático e foi muito divertido. Ela decidiu ir passear para o centro comercial. Quando ela ia a chegar lá, viu que a cidade tinha sofrido um mau impacto ambiental, tinha sido urbanizada demais. Todavia, ficou muito feliz quando se apercebeu que nesse centro comercial existiam ecopontos, o que demonstrava que já faziam reciclagem e tinham um objetivo ambiental. Numa exposição de vegetais a foca descobriu que existia um vegetal que sobrevivia só com água, ou seja, um xerófito e experimentou comê-lo. Era delicioso! Quando ela voltou para o hotel, para fazer as malas, foi num autocarro ecológico e passou numa floresta com muita biodiversidade. No dia seguinte, a foca foi para o aeroporto e depois para casa. A foca veio muito contente porque adorou a viagem e tinha adquirido muitos conhecimentos sobre o ambiente em geral. Também ficou com a ideia que o seu habitat é um lugar excelente para se viver porque está livre de poluição. CONTO COM PALAVRAS DO ALFABETO AMBIENTAL EB1/JI Padre Lino Vieira Fagundes Leonardo Raposo A Rita e o João são dois amigos e vizinhos, que fazem parte do movimento que protege o meio ambiente, ecologia. Os dois amigos, amantes da natureza, estudam os dois na mesma escola e conseguiram que na sua escola e em todas as escolas da cidade, existisse reciclagem e água potável para todos poderem beber. Ensinaram a todos os outros alunos a reciclar fazendo cartazes, indicando que no caixote amarelo é o plástico/metal, no caixote verde é o vidro e no caixote azul é o papel/cartão. Perto da escola existe um parque enorme, com lagoas, campos de flores e uma zona de vegetação. Tudo protegido pelas pessoas que fazem parte do mesmo movimento dos dois amigos. Nessa vegetação existem várias espécies de plantas, com o objetivo ambiental de tornar a cidade mais bonita e natural e não tanto um meio urbano, pois as pessoas só pensam em urbanizar. Aos fins-de-semana, a Rita e o João assistem a palestras no centro cultural da cidade. Uma dessas palestras foi sobre as focas e o seu habitat. Aprenderam que existia uma grande biodiversidade sobre a espécie das focas, mas também ouviram uma notícia muito triste. Um dano ambiental horrível, causado pela maré negra e a poluição feita pelas grandes fábricas, que através dos tampões deitam porcarias para o mar que está a afetar as focas e todos os seres aquáticos dessa zona. Outra palestra foi sobre o saneamento e o gás natural. Aprenderam que o saneamento é a canalização e o tratamento dos esgotos. Se esse tratamento não fosse feito, teria um grande impacto, prejudicial no ambiental. Sobre o gás natural, aprenderam que é um combustível fóssil formado por camadas de animais e vegetais, soterrados, que ficam expostos a intenso calor e pressão ao longo de milhares de anos. Mas a Rita e o João não assistem apenas a palestras, também gostam de explorar. Perto da cidade onde vivem, descobriram que existe uma jazida, que é uma concentração natural do minério e pediram ao diretor de turma para fazerem uma visita de estudo, com todos os alunos da turma, para ver a jazida. E assim foi, passado uma semana o diretor de turma conseguiu transporte para todos e foram até à zona onde encontrava a concentração de minério. Ficaram espantados pela xerografia da zona onde se encontravam, pois era uma região muito seca. O João e a Rita são dois adolescentes que são amantes da natureza e assim vão ser toda a sua vida, protegendo o ambiente ao seu redor. O PARQUE DO QUICO EB1/JI Porto Martins Texto coletivo dos alunos do 3º e 4º ano Era uma vez um coelho chamado Quico que vivia numa grande árvore de bolotas. Esta árvore pertencia a um parque natural único, situado junto de uma floresta divinal, onde o coelho gostava de andar a saltitar. Certo dia encontrou lá uma zebra entristecida, que tinha vindo de uma maravilhosa ilha, onde havia deixado a sua melhor amiga, uma orca, que lá nos mares vivia. O Quico ao ver a zebra muito triste e depois de ouvir a sua história convidou-a para ir viver no seu parque natural. A zebra ao ouvir o convite do coelho achou-o muito querido, o que lhe despertou logo um sentimento de amizade e aceitou o convite. Ao chegar ao parque a zebra ficou maravilhada, achou tudo muito bonito, havia animais diversos, a erva era muito verdinha, as pedras eram de xisto, havia um jardim cheio de flores coloridas, um lago com patinhos e na terra existiam muitas tocas feitas pelo coelho Quico. A zebra e o coelho ficaram muito amigos e passaram a andar sempre juntos, mas tinham os dois uma importante missão: proteger a natureza e manter o parque sempre limpo. Todos os animais do parque respeitavam e admiravam o Quico e a zebra. O GATO FAÍSCA E O MEIO AMBIENTE EB1/JI Santa Rita Texto coletivo dos alunos do 1º ciclo A Há alguns anos atrás, na ilha Terceira, no lugar de Santa Rita, havia um jardim cheio de flores muito bonitas e bem cheirosas. O ambiente à sua volta era agradável pois a sua dona, de nome Rosa, cuidava bem dele. Certo dia, a Dona Rosa apanhou um gato a fazer buracos no seu jardim e logo gritou: - Ai, maldito gato! Vou-te deitar no caixote do lixo! E o gato fugiu e saltou para uma macieira carregada de maçãs verdes. O que foi ele fazer?! Começaram a cair maçãs por todo o lado. E a Dona Rosa ainda mais furiosa ficou. Como se não bastasse tudo o que já tinha acontecido, o gato correu para a sua horta e deitou ao chão alguns tomates de que a Dona Rosa tinha muito orgulho, pois não tinham fertilizantes. Eram um produto natural! Depois de tantas voltas, o gato finalmente saiu da casa da Dona Rosa mas os disparates não acabaram pois ele foi enfiar-se no ecoponto que havia perto da sua casa. Foi uma grande trapalhada! Era só lixo pelo chão, tão grande era o susto que tinha para fugir da sua perseguidora em fúria. Mas, finalmente, foi apanhado e para espanto da Dona Rosa o gato falava: - Miauuuu… tem calma. Eu não estou a fazer de propósito, só estou assustado com a senhora. Desculpa ter estragado as suas flores mas só queria fazer um xixi. - Ora bolas, tu falas!? – Respondeu Dona Rosa muito espantada. - Sim, já andei pelo mundo todo e aprendi muitas coisas, até a fala dos humanos! Ó senhora, peço-lhe desculpa! Eu estou arrependido! – Disse o gato. - Pronto, deixa lá! Agora vem comigo que eu dou-te para beber um pouco de leite. – Respondeu a Dona Rosa. E assim foi, o gato bebeu leite e a Dona Rosa bebeu um belo sumo de maçãs e uvas que tinha preparado, pois os dois estavam estafados com todo aquele reboliço. Quando acabaram de beber, o gato ofereceu-se para ajudar a Dona Rosa a limpar o seu jardim e o ecoponto. Eles começaram por limpar o jardim: apanharam lixo para reciclar, apanharam as maçãs e os tomates e taparam todos os buracos. Durante todas estas tarefas, a Dona Rosa e o gato tornaram-se amigos. Assim, a Dona Rosa decidiu ficar com o gato e dar-lhe um nome: Faísca. Depois do jardim, a Dona Rosa e o gato Faísca foram tratar de limpar o lixo perto do ecoponto, situado ao lado de umas obras numa casa da rua. Enquanto recolhiam o lixo e colocavam-no no ecoponto, muitos vizinhos da Dona Rosa viram-na a preservar o ambiente da sua rua. A vizinhança ficou consciente da necessidade de cuidarmos da nossa Natureza para podermos manter a nossa saúde. A partir desse dia, na ilha Terceira, lugar de Santa Rita, passou-se a contar ZERO PESSOAS SEM RECICLAR. ABECEDÁRIO AMBIENTAL SEM JUÍZO EB1/JI São Brás Texto dos alunos do 4º ano A é a abelha que fica presa na telha B é a baleia que salta a traineira C é o carvão que está dentro de um pão D é o deserto onde está o Berto E é a erva que é comida pela Eva F é a folha que é muito pimpolha G é o granizo que tem um guizo H é o habitat que tem muita arte I é a ilha que rima com pilha J é o jardim que está cheio de pudim L é o lixo onde está o marisco M é a montanha que tem muita castanha N é a natureza que está cheia de nobreza O é o oceano que toca piano P é a pedra que está na cabeça da Sandra Q são as queimadas que comem queijadas R é a raiz que tem um nariz S é a seca que parece uma cueca T é a Terra que toca guitarra U é o ultravioleta que passa na valeta V é o vento que vai ao casamento X é o xisto que apanhou um susto Z é o zumbido que tem um vestido lindo O SONHO DO XAVIER EB1/JI Santa Luzia Texto dos alunos do 4º ano Numa bela manhã de outono, em que as folhas caiam lentamente das árvores, o cão Xavier preparava-se para uma grande aventura. Desde pequenino que sonhava conhecer um unicórnio. A velha doninha que costumava contar-lhe todas as peripécias que já tinha vivido na sua vida, um dia falou-lhe no unicórnio como sendo o animal mais belo de toda a fauna. Desde aquele momento que sentia uma enorme vontade de encontrar esse lindo animal. Finalmente tinha chegado o dia de partir. Às costas levava uma sacola com alguma comida, água e uma manta, enfiada num cabo de vassoura velho. No bolso, bem guardado, levava uma espécie de mapa que a sua amiga doninha lhe tinha desenhado. Despediu-se de todos os animais da quinta e partiu com um grande entusiasmo e algum nervosismo. Passados alguns dias a caminhar por caminhos de terra, vales e montanhas, chegou à floresta de gelo, onde as árvores eram encantadas, todas cobertas de cristais cintilantes. Os raios de sol entravam na floresta e desenhavam no céu um lindo arco- -íris com cores que ele nunca tinha visto. À sua volta voava uma imensidão de borboletas resplandecentes. Era uma floresta mágica! O Xavier entrou neste lugar maravilhoso e sentiu uma agradável humidade a percorrer-lhe as faces, dando-lhe vontade de descansar um pouco a saciar a sua fome. Depois disso aconchegou-se na sua manta e adormeceu naquele paraíso terrestre. De repente, começou a desenhar-se no céu umas nuvens negras e assustadoras, dando a ideia de se estar a aproximar uma terrível tempestade. Xavier pôs-se a caminho, tinha de conseguir chegar até à ilha que lhe tinha falado a doninha. Era lá que estava o unicórnio. Para lá chegar tinha de atravessar a ponte que ficava sobre o rio de águas paradas, antes que a tempestade desabasse. Apressou o passo e logo começou a avistar a ponte, mas nesse momento já aparecia no céu os relâmpagos e ouvia-se o estrondo dos trovões. O vento soprava tão forte que atrasava o passo do Xavier. Ao aproximar-se da ponte, caiu do céu um forte relâmpago que a destruiu. Pelo ar voavam pequenas partículas de cristais de que era feita a ponte. Levado pela explosão, Xavier caiu imóvel sobre o rio que o levou até ao mar que estava cada vez mais agitado. Assim permaneceu ao sabor da corrente, até que a guardiã do mar, a baleia Sofia, o encontrou. Esta estava sempre atenta a todos os animais que precisavam de ajuda. Nesse dia, estava muito atarefada com a tempestade que tinha aparecido de repente. Era tudo porque, durante todo o verão, os humanos divertiam-se a fazer piqueniques por todo o lado e não tinham o cuidado de deixar os espaços limpos, espalhando lixo por todo o ambiente. Cansado de tudo isto, o Deus do Ambiente que vivia no Zodíaco, revoltou-se e originou uma tempestade para que todos percebessem que tinham de parar com esta situação que acabaria por destruir tudo que de mais belo e rico existe no mundo. Com muito cuidado, a baleia Sofia, com a ajuda do seu inseparável companheiro peixe Ricardo, levaram o Xavier para um lugar seguro, uma praia de areia dourada que ficava ali perto. Ainda imóvel, o Xavier começou a sentir um bafo quente no seu corpo e um toque muito delicado no rosto. Começou a abrir os olhos e qual não foi o seu espanto quando viu mesmo à sua frente a imagem de um lindo cavalo com um pelo branco, quase translúcido. Do seu dorso saiam duas graciosas asas fazendo lembrar um anjo. Na sua cabeça havia um chifre dourado que emanava a luz de uma estrela. Que animal tão espantoso! Não podia acreditar, só podia ser um unicórnio. Conseguia ser mais maravilhoso do que a sua amiga doninha lhe tinha descrito. Levantou-se e olhou à sua volta onde voltou a ver todo o brilho da floresta de gelo. A seus pés estava a manta que o tinha coberto durante o sono. Afinal tudo não tinha passado de um sonho e ele nunca tinha saído dali. Foi então que voltou a sentir o toque que o tinha acordado, voltou-se e conseguiu perceber que o unicórnio continuava lá. Nunca tinha sentido tal felicidade e encanto! A VIAGEM DOS PINGUINS EB1/JI Vila Nova Texto coletivo dos alunos do 1º ciclo No oceano azul, havia um icebergue muito grande que pesava várias toneladas. Em cima dele vivia uma família de pinguins que tinham construído um iglô para viverem. No céu, o solo amarelo lançava raios ultravioleta. Um dia, enquanto os pinguins nadavam no oceano, viram uma cascata no icebergue porque a poluição tinha feito aumentar a temperatura e o bloco de gelo estava a derreter. Toda a família de pinguins resolveu nadar para muito longe porque o icebergue estava a desaparecer. Depois de nadarem durante 3 dias, chegaram à América do Sul e encontraram uma praia com muitos bichos e árvores. Ao longo da praia encontraram uma enorme lagoa azul. À sua volta havia um pasto cheio de erva com muitas borboletas coloridas. Os pinguins acharam aquele lugar bonito, mas diferente do seu habitat. A natureza onde viviam não tinha cor verde. Era tudo mais claro. Aqui o tempo era muito mais quente e estavam a ficar mal dispostos. Como os pinguins não estavam a gostar do seu novo habitat, resolveram procurar outro lugar mais fresco. Andaram, andaram até que chegaram perto de um jardim botânico cheio de flores: rosas, margaridas, girassóis, violetas e zínias. Neste jardim, estavam dois meninos chamados Xénia e Urbano. Eles brincavam com as folhas verdes espalhadas pelo mato. De seguida, os pinguins continuaram o seu percurso e viram um rio cheio de resíduos das fábricas. Eles pensaram que deviam ir para um lugar menos poluído, pois não queriam prejudicar a sua saúde. Viveram poucos dias neste lugar, pois não se conseguiram adaptar ao clima e resolveram voltar novamente para um lugar mais frio. O tempo passou e nunca mais ninguém ouviu falar neles. RODRIGO O CAÇADOR DE NARIZES GRANDES EB1/JI Fonte do Bastardo Diogo Pacheco No primeiro dia de junho, o Rodrigo o caçador de narizes gigantes vai à floresta mais o seu gato Kiko. Antes de ir para lá foi à baía das Sete Hienas. A água do mar estava fria, o gato Kiko fugiu com medo da água. Quando saiu da baía ele foi novamente a casa para ir tratar da sua égua, que estava no jardim. Antes de ir para a floresta, ele foi à Praça do Cogumelo para comprar uma flor. Quando saiu da praça, olhou em direção à floresta, viu uma águia muito bonita a voar pelo céu. Quando chegou à floresta encontrou uma iguana presa num ramo de uma árvore de limões e dirigiu-se a ela e soltou-a. O Rodrigo aprendeu na escola que devemos proteger os animais porque são seres vivos e não nos fazem mal nenhum. Continuou à procura dos narizes gigantes mas não encontrou nenhum, pois eles não existem. A AMIZADE DA ÁGUIA E DA HIENA EB1/JI Fonte do Bastardo Carlota Silva No Num belo dia de sol as amigas foram brincar no jardim, a hiena quis caçar e a águia queria voar, elas começaram a brigar e a hiena disse: - Porque é que estamos a brigar, nós somos amigas não somos? - Sim somos. Olha o que eu fiz, um colar. - Uauá! Um coração! E se nós fizéssemos um desejo? - Claro. Então elas pediram um desejo que foi: “Melhores amigas hoje, agora e para sempre”. Elas voaram para o mar, a águia pegou na hiena, e elas conversaram as duas no caminho. Quando chegaram lá, viram rãs a coaxar na baia. As rãs queriam só comer cogumelos. A águia passou lá e perguntou o que é que se passava, e as rãs disseram: - Nós temos um mestre e ele gosta de cogumelos e claro de moscas, mas nós não temos cogumelos. Vocês têm? - Não, não temos amiga. - Disse a hiena. - Mas podemos arranjar. – Respondeu a águia. Lá voaram elas á procura dos cogumelos. Quando chegou a noite regressam com montes de cogumelos para dar às rãs. Todas estavam felizes de estar juntas mas cada uma tinha de seguir a sua vida. No outro dia, elas acordaram, a hiena correu para a águia e deram um abraço de amizade. A hiena virou-se de cara a cara com a águia e disse: - Vamos ter que nos separar mas nunca mais te vou esquecer, somos duas rivais na natureza mas a nossa amizade superou tudo isso. Conseguimos conviver todas. A águia concordou e as rãs também e esta aventura ficou marcada para sempre. SÃO MELHORES AMIGAS PARA SEMPRE UM PROBLEMA NA PRAIA EB1/JI Fonte do Bastardo Margarida Simões Num dia cheio de sol na praia, uma égua aprontava-se para ir tomar banho, vestindo o seu biquíni cor-de-rosa, às bolinhas, combinado com os óculos de sol, de cor violeta. Ao chegar à praia, viu que esta estava deserta, então ficou muito contente porque podia aproveitar o dia, descansando em paz. Pegou na toalha e estendeu-a na areia, depois pôs protetor e deitouse. Logo a seguir, quis ir refrescar-se ao mar, pois estava muito calor. Ao chegar à beira-mar, viu precisamente: limões, cogumelos, flores murchas… Ficou surpreendida! Quando de repente, apareceu uma bela sereia, esta trazia na mão um limão que depois o enviou para o mar. A égua reparou e chegou à conclusão que aquela sereia é que estava a fazer poluição pelo atlântico. Então pensou num plano. Chamou os seus amigos para a ajudarem. Chamou-os e contou-lhes o seu plano: - Amigos, o plano é assim: a águia e o gato vão tentar empatar a sereia de fugir. A iguana e a hiena vão apanhá-la, e finalmente eu fico à espera da menina sereia para vos avisar. Ok? - Ok, égua. - Responderam os amigos. Os amigos estavam a preparar-se, quando de repente apareceu a sereia. A égua deu sinal e: - Olá, como te chamas? - Perguntou a águia para empatar a sereia. - Chamo-me Melânia, e tu? - Respondeu ela. - Sou a águia chamada Catarina. - Disse-lhe a águia. Continuaram falando. Aquela distração estava a correr na perfeição, quando a hiena foi buscar uma rede enorme e deu-a à iguana para saltar e pôr por cima da sereia. E foi o que aconteceu. -Pimba. -fez a rede, prendendo a sereia. A égua gritou dizendo: - Muito bem, amigos! - Socorro, socorro por que me estão a fazer isto? - Gritou a sereia furiosa. - Nós estamos a prender-te porque tu estás a poluir o mar, não o devemos fazer, devemos é limpar. Além disso, vamos-te ensinar a limpar, não a sujar. - Ok, eu peço muita desculpa, nunca mais o farei. – Prometeu a sereia. Agora que já pediste desculpa, podemos ensinar-te as regras. 1. Pôr o lixo no sítio próprio para tal; 2. Fazer a reciclagem correta. Ou seja, a regra dos 3R: Reciclar, Reconstruir, Reutilizar. - Também farei as regras que me disseram, muito obrigado. – Agradeceu a sereia. - De nada, minha querida. – Responderam os amigos da égua. Os amigos despediram-se da sereia e ela deles. A sereia voltou ao seu mundo e ensinou às outras amigas sereia, o que tinha aprendido no mundo dos humanos. No final, todos se tinham divertido, e aprendido uma lição. Por isso amiguinhos, nada de poluição. O JARDIM DA FLOR EB1/JI Fonte do Bastardo Texto de Aluna do 4º A Num dia de sol, no jardim apareceu um gato chamado: Pimponam. Então, lá para o fundo do jardim, havia uma flor, da raça das violetas. Ela era enorme, com folhas bem verdinhas. A flor estava atrás de uma gruta e o gato queria come-la. O jardim fez uma parede de heras, e ele não podia passar. O gato era de bom coração, o jardim convenceu-o só a tomar um chá com a flor. A certa altura, apareceu a águia Jorgina e pegou no gato Pimponam, e atravessou o jardim e foi ter com a flor, e, ele disse: -Obrigado águia Jorgina. E ela disse: -Não tem de quê. A seguir foi ter com a flor e tomaram o chá. -Que bom estares cá Pimponam. Disse a flor. -Também eu. Disse o Pimponam. Gosto muito de ti, por isso, agora percebo porque o jardim te queria proteger. Desculpa. A flor desculpou o gato e todos os fins-de-semana tomavam chá juntinhos. A RAPARIGA QUE GOSTA DA NATUREZA EB1/JI Fonte do Bastardo Lara Brito Uma menina chamada Violeta gosta muito da Natureza. Certo dia, a Violeta foi se sentar num banco ao pé de um jardim cheio de plantas, árvores e flores. Nesse jardim, no meio das árvores viu uma égua que tinha a pata em cima de uma planta e a Violeta foi lá e gritou: - Sai, sai daqui, tira essa pata dessa flor, estás a estragá-la. A égua assustou-se com a gritaria e saiu dali. A Violeta teve pena da flor e levou a para casa, para a tratar. Quando lá chegou, meteu a planta no chão e abriu a porta. O seu gato viu a planta e deitou o jarro ao chão e ele partiu-se. A Violeta viu tudo e ficou muito zangada com o seu gato, o Bolinhas. Ela apanhou tudo e meteu terra num jarro novo e foi pô-lo ao sol. No dia seguinte, foi até a uma baía do mar, que ficava junto à sua casa e encontrou um golfinho. Ele sorriu para ela mas foi se embora. - “Que pena!”- Pensou ela. Voltou para casa para dormir e sonhou que o golfinho estava triste porque os homens estavam a poluir o mar e assim ele não podia vir ter com ela. Quando acordou resolveu fazer um aviso para colocar na baía. Dali a dois dias foi levar o aviso que dizia: “ A todos os visitantes da baía pedimos que coloquem o lixo nos caixotes e não na nossa linda baía”. Contudo isto, a Violeta levou algum tempo para visitar a sua a planta. Quando a foi ver já estava com bom aspeto. A Violeta ficou muito feliz e resolveu ir levá-la ao jardim. Chegou lá meteu-a no seu lugar mas custou-lhe muito porque ela adorava plantas. Foi andando de regresso a casa e no meio da estrada estava uma flor linda e decidiu levá-la para casa para a meter na janela do seu quarto. Foi a correr para casa e como já estava de noite foi para a cama e sonhou com a Natureza. O ALFABETO DOS PROVÉRBIOS EBI Praia da Vitória Texto coletivo dos alunos do 1º, 2º e 4º ano A Daniela e o Xavier são dois amiguinhos muito interessados por provérbios. A sua professora, como sabia disso, deu-lhes uma lista de palavras para ver se eles conseguiam encontrar provérbios com todas elas. A Daniela e o Xavier ficaram muito contentes e interessados no desafio, e depressa foram à biblioteca para começar a pesquisar! Depois de uma longa pesquisa, em que os dois amigos se divertiram imenso a aprender palavras e provérbios novos, estes realizaram uma lista com os provérbios encontrados: Árvore -A árvore caída, todos vão buscar lenha. Bosque- Há quem passe pelo bosque e apenas veja lenha para a fogueira. Chuva- Chuva de São João talha o vinho e não dá pão. Daniela ( amiga do Xavier). Erva - A má erva, depressa nasce e depressa envelhece. Fonte- O trabalho é a fonte de toda a riqueza. Gelo- Três pés de gelo não resultam de um dia de tempo frio. Humidade- Em janeiro muita humidade há-de vir. Inverno- Dos santos ao Natal, é inverno natural. Jardim- O amor é um jardim sem fim… Lua- Lua com circo traz água no bico. Mar- Quem anda no mar, aprende a rezar. Neve- Ano de neve, paga o que deve. Outono- Em outono, o lume já é amigo. Primavera- Por morrer uma andorinha não acaba a primavera. Qualidade- A qualidade pesa mais que a quantidade. Ribeira- O coração da rainha é como uma ribeira de água. Sol- A hora mais escura do dia é a que vem antes do sol nascer. Trovoada- Maio que não der trovoada, não dá coisa estimada. Urso – Com tempo até o urso aprende a dançar. Verão- A água com que o verão se há-de regar, em abril há- de ficar. Xavier ( amigo da Daniela) O BRINCADOR DE PALAVRAS AMBIENTAIS EBI Praia da Vitória Texto coletivo dos alunos da turma 4ªA Árvore que dá oxigénio Oxigénio fonte de vida Vida de gato Gato escaldado de água do mar tem medo Medo de cair na teia Teia do jardim florido Florido de violeta e nenúfar Nenúfar de lago ou de rio Rio que mata a sede ao hipopótamo e à zebra Zebra Carolina da Silva, que ama o seu pai Pai Daniel que adora a uva Uva de qualidade dá-se na estação do inverno Inverno cinzento da cor do xisto Xisto que parte e faz barulho Barulho, grito desesperado do ambiente mal tratado DE VOLTA AO SEU AMBIENTE EBI Biscoitos Texto coletivo dos alunos do 1º ciclo Há pouco tempo atrás, o Leonardo, a quem todos os amigos chamam de Leo, foi depositar no ecoponto, próximo do jardim da sua cidade, um saco cheio de garrafas de água, quando aconteceu algo extraordinário. O Leo era uma criança morena, alta e magra, de cabelos castanhos como o chocolate, com uns lindos olhos verdes da cor das folhas das árvores na primavera e com um nariz muito redondinho. Era um rapazinho muito alegre, sempre simpático, amigo de todos e sobretudo muito curioso. Quando o Leo estava a depositar a última garrafa, apareceu como por magia um magnífico unicórnio, que começou a voar à volta dele. O Leo ficou imóvel a olhar para aquele espantoso animal. Ele era grande, todo branco como a neve, com umas lindas asas doiradas como o sol e com um chifre todo cor de rosa cintilante. - Olá, o meu nome é Violeta. Então, tu és o Leo de quem me falaram? - Sim, eu chamo-me Leo. Como é que me conheces? - Porque eu sou o unicórnio responsável pela limpeza do planeta Terra e vi que tu separas sempre o lixo corretamente, nunca pões lixo no chão, és amigo de todos os animais, cuidas muito bem deles e tens cuidado para não gastar muita água – explicou a Violeta. - Sim é verdade, tenho cuidado para não poluir o ambiente – disse o Leonardo. - Estou aqui para te levar numa viagem, onde vais conhecer o mundo que estás ajudar a proteger e veres os habitats naturais de vários animais. Queres vir comigo? - Sim! Claro que sim – respondeu entusiasmado o Leo. - Vamos até ao norte voar entre os icebergues e mergulhar no mar gelado, para conhecer as baleias gigantes que lá vivem. Vamos explorar a floresta Amazónia e descobrir os animais espantosos que há por lá. Podemos, também, passar nas savanas africanas e ver as girafas, as zebras e os leões que lá moram. - Vai ser uma viagem extraordinária, vou aprender imensas curiosidades sobre esses lugares. – disse o Leo. Então, o Leonardo saltou para o dorso da Violeta, que abriu as asas, fez brilhar com muita intensidade o seu chifre e começou a voar velozmente. - Mais devagar, mais devagar! – pediu o Leo assustado e quase a cair. Ela sorriu para ele e disse-lhe: - Não cais, agarra-te bem à minha crina. Logo depois, chegaram ao norte e viram grandes icebergues, onde os pinguins dançavam para se manterem quentes. - Que giro! – exclamou o Leonardo. Entretanto, a Violeta mergulhou rapidamente no mar, lá no fundo viram contentores antigos abandonados. De repente, de um deles saíram peixinhos dourados muito bonitos e brilhantes, todos em fila. Cada um dos peixinhos levava preso à sua cauda um cachinho de uvas roxinhas e nadaram em direção aos raios de sol que iluminavam, os amigos, Leo e Violeta. Cada peixinho ofereceu o seu cachinho de uvas aos amigos inesperados. A Violeta e o Leonardo ficaram muito agradecidos, mas não comeram logo as uvas, porque ficaram com medo delas estarem contaminadas, devido à poluição dos contentores abandonados. Continuaram a sua viagem aventureira, desta vez numa nuvem confortável e valente. Ao chegarem à floresta da Amazónia, encontraram muitas araras a atirarem cascas de ovos e folhas secas para a água de uma pequena lagoa, onde os sapinhos verdes estavam a ficar aflitos e preocupados com o seu habitat. O Leo ficou impressionado com o que estava a acontecer e pediu às araras que parassem de poluir o habitat dos sapos. Entretanto, a Violeta agarrou numa rede gigante, retirou o lixo e colocou-o num contentor para reciclar. De súbito, o vento quente soprando por entre as árvores da Amazónia, transportou-os sobre o Oceano Atlântico até à savana africana. Ao chegarem, depararam-se com manadas de zebras que atravessavam os rios, com hipopótamos que se banhavam nas águas lamacentas das lagoas e com leões e tigres que corriam com os seus filhotes em brincadeiras animadas. Perante este magnífico cenário, Leo percebeu o quanto era bom ser livre, feliz e saudável por viverem nos seus habitats naturais. Ao verem a qualidade de vida das savanas e a satisfação demonstrada pelos animais que lá vivem, Leo teve uma ideia: - Violeta, vamos aos Jardins Zoológicos libertar os animais que lá estão e levá-los de volta aos seus habitats. - Excelente ideia! Vamos sem demora. Por fim, Violeta e Leo percorreram os diferentes Jardins Zoológicos e soltaram todos os animais selvagens e devolveram-lhes a alegria e satisfação de viver, colocando-os nos seus próprios meios ambientes. Escolas participantes EB1/JI Casa da Ribeira EB1/JI Padre Lino Vieira Fagundes EB1/JI Porto Martins EB1/JI Santa Rita EB1/JI São Brás EB1/JI Santa Luzia EB1/JI Vila Nova EB1/JI Fonte do Bastardo EBI Praia da Vitória EBI Biscoitos