Mais um com~atriota
morto a trabalhar
Elel~oes
MUniclpals
pag.3
ANO
II
NUMERO
6
NOVEMBRO
25
THE PORTUGUESE COMMUNITY NEWSPAPER
1976
Leia nas paginas centrais
TELEFONE 535-8616
PRE90 AVULSO 25c
ASSINATURA
$HOO POR ANO
MULHER PORTUGUESA EXIGIU DIREITOS
A senhora Fernanda Morgado, jovem, casada e mae
de dois filhos, esta ha 13 anos no Canada. Nunca
foi a escola no canada, todavia sabe ingles, suficiente para se fa~er explicar e compreender 0 que
Ihe dizem. Como tantas outras mulheres portuguesas, a"senhora Fernanda Morgado pas sou tres anos a
trabalhar na limpeza no Commerce COurt, mais conhecido entre os portugueses por "Building Branco" que
fica na Bay eKing . .Al. trabalhou para a Federated
'"
•
.
l
A !.le.nhOIta. FeJlJta.nda. MO!{fJa.do mo!.l.tJta. 0 c.he.que. e. a
C.OJtJte.6 ponde.n.d.a ttwc.ada palta 1te.6 olveJt 0 c.a60.
BId. Maintenance Co. Ltd., das 5:30 as 11 da noite e sentiu a maneira hurnilhante e inhurnana como
alqurnas das chefes e dos chefes tratavam as empre-
gadas da limpeza em numero de 54, na maioria mulhe'res portuguesas. A companhia nao tinha sindicato
e segundo ela foi por querer organizar 0 sindicato
que a puseram fora. 0 caso da senhora Fernanda Morgado que ela vai con tar a seguir com as suas proprias palavras, foi-nos referido por urna amiga dela, a senhora Idalina Azevedo, que tambem ja esteve envolvida na defesa dos direitos das mulheres.
trabalhadoras nurna companhia de limpeza.
o jornal COMUNIDADE esta aberto discussao e apresentas:ao de historias de injusti9as no trabalho
e sobretudo de pessoas que tentam fazer algo para
que tais condiyoes cessem de existir.
a
COMUNIVAVE: -Se.nholta. FeJtnanda, 0 que. 60;' que. f., e.
paMOU C.Onf.>.tg 07
Fe.ltnanda Moltga.do: -Durante os primeiros dois anos
ern que trabalhei la, senti-me muito feliz porque
os "supervisors" que la estavam erarn ingleses e a
chefe portuguesa era urna excs10nte criatura. ~as
infeli::mente esta taml:Jem feli expulsa l.lessa companhia ac. cabo de do's anos por tcr problema3 COin
o "supervisor". Ela era muito pelo trabalhador.
Ehtretanto entrou urna "forelady" portuguesa que
nao tinha capacidade suficiente para mandar as muIheres. Por essa altura aurnentaram 10 c~ntimos no
ordenado e quando ha um aurnento la e urna autentica
escravidao. Tentam diminuir 0 pessoal. Veja que
traba.lhav.am 54 mulheres para limpar da 29 ate a 56
(andares) e depois do aumento reduziram-nas a pouco
mais de 40 mulheres. Portanto, cerca de 40 mulheres
tinham de fazer 0 trabalho que as 54 mulheres faziam anteriormente. Enquanto anteriormente limpayam dois andares, ou seja duas mulheres por cada
andar e havia mais duas mulheres que limpavam os
quartos de banho, depois de aurnentarem os 10 centi-
mos 3 mulheres passaram a limpar os dois andares
e ainda os quartos de banho. Nao concordei cam esta mudanya e comecei a falar cam as rninhas colegas
porque gostava que entrasse ali a "unUlo". Eles entretanto desconfiaram de que estava a falar as
mulheres nos diversos andares sobre a uniao e ja
nao me estavam a gramar bem.
COMUNIVAVE :~Qual 60;' a lte.ac.yQo da6 outna6 mulhe.a mudanc;.a7
1te.6
FeJtnanda Moltgado: - Nenhurna aceitou, mas muitas nao
tinham 0 meu genio. Calavam-se porque mui tas nao
tem situacao suficiente para largar 0 trabalho e
outLas, c~itadas, vieram
pouco tempo de Portu-
ha
COntinua na pagina 2
REP RTER
DA
RUA
JANARDO JUNIOR
o Sr. Lino Sa Pessoa, Diacono Permanente da Igre
ja de Santa He1ena e Director do Centro Social Portugues, agregado a paroquia de Santa He1ena, est~
a concorrer
eleiGoes do dia 6 de Dezembro para
representante da DirecGao Esc01ar Cat61ica, no Bairro 4.
o jornal COMUNIDADE fez tr~s perguntas ao Sr. Lino
Pessoa para que ele proprio esc1are~a os eleitores
a respeito da sua candidatura.
as
COMUNIVAVE: Poltque. mo:Uvo e.o.ta a c.onc.oJtJteJt paJta Ite.plte.6 e.n.:ta.n..:te eh c.olaJt na Zona. 47
LINO PESSOA : Podemos apresentar diversas razOes.
A prirneira razao
que na Zona 4 exis tern 7 escolas
catolicas e nessas 7 escolas estao registadas 7.500
crianc;as, sendo 4.500 ou urn pouco mais portuguesas.
Entendo que deve haver alguem na Direc<;;ao Escolar
que deve compreender, ajudar e ate, se necessario
for, modificar urn pouco 0 sistema de ensino em relarao as crianqas portuguesas.
o segundo ponto e precisamente haver alguem no
sistema escolar que possa cornunicar com os-pais,
servir de ponte activa de camunica9ao entre a escola e os pais. Por outro lado, parece-me a mim que
nao existe ninguern na Direcs:ao Escolar CatoUca
que seja novo-canadiano como eu sou. Eu tenho a impressao que sao tudo pessoas nascidas aqui, ou ha
mui tos anos no Canada. Por conseguin te eles nao
estao talvez bem dentro das neoessidades actuais
dos imigran tes como eu que cheguei ha 7 anos. Para
eles
dificil compreender determinadas circunstancias que acontecem nas escolas ern rela9ao as crian-
e
Ottawa (CP) - As estat1sticas do Departamento de
Imigras:ao mes tram que nos primei ros s eis meses de
1976 so imigraram para 0 Canada 73.735 pessoas 0
que indi ca que chegaram a este pa1s menos 22,3
por cento de imigrantes do que no mesmo espayo de
tempo no ano an terior.
o Ministro da Imigrayao J.S.Cullen atribuiu 0
dec11nioas alterayOes no regulamento de imigray ao fei tas em 1974 para s6 acei tar neste .pa1s
irnigrantes que sejarn indispensaveis
nayao.
o Senhor C ullen declarou ontern que mais ~ metade dos trabalhadores independentes que vieram para 0 Canada durante os primeiros seis meses do ano tinham conseguido emprego certo, em posicoes
para as quais nao havia canadianos que as p~dessem
ocupar, rnesmo antes de imigrarem para 0 Canada.
Os membros da oposis::ao no Parlamento disseram
recentemente que a descida no mimero de 'imigrantes que entraram neste pal.S em 1976 e devida a
maneira mais rigorosa cano' os empregados do departamento da imigras:ao estao a aplicar as leis.
'Os membros do Parlamento dizem que as modifica'"
90es nos regulamentos e a sua execuyao mais rigorosa os preocupam bastante porque estas sac decisoes feitas sem a autorizayao do Parlamento.
o departamento das estatisticas indica que 0 numero de imigrantes da Gra-Bretanha diminuiu de
42,1% para 11.017 pessoas, embora esse pais continue a ser a fonte principal de imigrantes.
A imigracao dos Estados Unidos, 0 pal.S que mais
imigrantes' forneceu a seguir 'a Gra-Bretanha, baixo'C
de 4,4% para 8.770.
Dos 10 p~incipais pal.ses que tem fornecido imigranles ao canada 0 Hong-Kong e' que teve urn aurnen-'
to de percentagem de imigrantes a qual foi de 6,3%
ou seja urn aurnento de 5.821 pessoas, 0 terceiro
maior nUinero de imigrantes que entraram no nosso
pa1s.
a
Os outros pal.ses que mais imigrantes forneceram
durante os primeiros seis meses de 1976 foram os
seguintes: da India, diminuiu 26,8% para 3.699;
da Jamaica, baixou 7,3% para 3.524; de Portugal
diminuiu 37,2% para 3.122; das Filipinas baixou
28,7% para 3.023; da Italia, diminuiu 3,6% para
2.294; e da Franya, baixou 10,1% para 1. 663.
o Ontario continua a ser a provincia que mais
imigrantes recebe, ainda que a propors:ao esteja a
diminuir. Esta provl.ncia recebeu tms vezes mais
imigrantes que os 12.996 que foram para Quebec.
A Colombia Britanica, que e a outra proV£ncia
tradicionalmente mais popular para os imigrantes,
recebeu 10.915 pessoas durante os primeiros seis
meses deste ano.
o departamento disse ainda que continua a haver urn aumento na propor<;ao de imigrantes que vao
viver para as provincias da planl.cie.
Do Globe and Mail, 3 de novembro de 1976.
-#
e
Continua na pagina 5
. -
DOLARES PARA PORTUGAL
o governo dos Estados Unidos atraves da adrninistraFao de Ford, aprovou silenciosa.nente urn emprestimo de emergencia de 300 milhoes de dolares para
Portugal e decidiu pedir a aprova9ao do Congresso
a fim de que os Estados Unidos participem num amprestimo a longo prazo de 1.500 milhoes de dolares para ajudar 0 Governo de Mario Soares.
Funcionarios da Administracao disseram que a
decisao acerca do conjunto d~sta ajuda, que pode
chegar ate urn total de cerca de 800 milhoes de
dolares como assistencia dos Estados Unidos, foi
tomada na semana passada pelo Presidente Gerald
Ford com forte apoio do Departamento de Estado.
Mencionou-se que a quantia do emprestimo a prazo
curto seria de 300 milhoes de dolares aproximadamente, mas noutra fonte esta cifra foi calculada
em 360 milhoes de dOlares.
Segundo 0 programa para 0 ano fiscal·iniciado
no dia 1 de Outubro, Portugal deveria receber
somente uns 55 milhOes de dolares de assistencia
economica. 0 emprestimo de emergencia representaria um aurnento importante dessa assistencia, assim
como a participa9ao dos Estados Unidos em 30 por
cento aproximadamente no consorcio previsto de
1.500 milhoes em que entrar[o tambem a Alemanha
Occidental, a Fran9a e talvez alguns outros pa1ses.
o emprestimo a curto prazo sera extraido pelo
Departarnento da Tesouraria do seu Fundo de Estabiliza9ao do cambio, disseram alguns funcionarios.
o flmdo de estabiliza9ao, estabelecido pelo Congresso depois do ano 1930 para estabilizar 0 v alor
do dolar, concede emprestirnos por tr~s a seis meses a paises que tenham urgente necessidade de
moeda estrangeira.
I "
2 CoaIlnidade
MULHER PORTUGUESA
J.A. TAVARES
363-1132
Continua9ao da primeira pagina
gal e querem ganhar 0 pao, como se costuma dizer.
Muitas nao sabem ler ou escrever e tern dificuldade
ern ir para outros serviyos. Portanto a situa~ao das
mulheres depende de muitas circunstancias.
Como Ihe disse, 0 "supervisor" ingles saiu e entrou urn ~upervisor"portugues. Foi mesmo urna autentica bes teira quando en trou 0 "supervisor" portugues. Esse entaD queria esfolar mesmo as mulheres.
A certa altura, como eu fazia 0 servico depressa
ele deu-me mais urn quarto de banho para.' limpar. Ora nao encarei isto bem e pedi-lhe por duas ou
tr~s vezes para me mandar embora, usando a desculpa de t~r de cuidar do meu filho mais novo. Eu queria sair dali para fora porque ja nao os podia suportar, mas queria que me mandassem embora para ter
o beneficio do "unemployment". 'Ibdas as vezes que
eu pedia para me m andarem ernbora 0 "supervisor"
dizia:-nao podemos mandar embora urna mulher como
tu, que esta ha tanto ano na companhia e nunca teve "complain ts" . Para a mandar embora temos que
dizer que nao presta para 0 serviyo e nao podemos
fazer isso. Eu retorquia-lhe: -0 que me interessa
e' que me mande ernbora e que nao perca de todo porque ja nao posse pasar aqui dentro corn esta escravidao de pessoas.
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~
COMUNIVAVE: -V-u'-6e-lhe -U,-60 me-6mo?
Feltnanda Moltgado: -Disse-lhe isto por urnas poucas
vezes. 0 "supervisor" da noite dizia-me: -Eu faco
isto, porque sou mandado pelos de dia. Eu ia pa~a
a "forelady" e dizia-lhe? - Voce nao fa9a isto as
mulheres, porque somos todos irmaos uns dos outros
e voce sabe que quando trabalhou no mesmo serviyo,
nao gostava que Ihe fizessem isso. Ela respondia:
o "supervisor" e que me obriga a fazer isto.
Ernpurravam sempre uns para os outros. Decidi ir
entaD ao Labour Department dois meses antes de
sair e perguntar-lhes se estava certo que eles impusessem tal sobrecarga de trabalho. Estes disseram-me: -Fa9a apenas 0 serviyo que puder fazer conforme a sua consciencia e nao Ihes diga que nao
ha nada. Se eles nao ficarem contentes corn 0 serviyo hao-de manda-la embora. Eu continuei a fazer
o servi90 que me exigiam corn menos disciplina, mas
eles nunca me mandaram ernbora ou se queixaram.
o que e interessante e que eles tentam separar e
desunir as mulheres. 0 "supervisor" dizia as mulheres? -Olhem, fulana e capaz de descobrir se voces
quiserem uniao, porque ha muitas senhoras que durante 0 dia telefonam parae oficio a dizer que fulana
saiu da sua floor para falar corn outra.
Isto
mentira, eles tentarn desun~r as mulheres
para que nos\nunca cheguemos a acordo e tenhamos
amizade urn as corn outras para que a uniao nao entre.
As mulheres ern geral nao sao falsas urnas para as
outras, embora haja algurnas cinicas. Muita coisa
vai por ofertas. A que da mais ofertas mais querida e'. Uma senhora ja corn certa idade quando entrou a nova "fore lady " ofereceu-lhe urna toalha de
cha moda da Madeira. Dali a dois dias foi mandada embora por ser ja ve lha.
a
COMUNIVAVE? -Nem a 06eJtta fhe va£.w •..
0
FeJtnanda Moltgado. -Nem isso Ihe valeu. Eu fui a
"forelady" e disse-lhe: -Entao aquela mulherzinha
ofereceu-te urna toalha de cha e vai-se embora?
Disse ela: Ah: ja e velha, ja e velha:
COMUNIVAVE: -Q!.te ..i.dade t..i.nha e/.>-6a -6enholta?
FeJtnanda Moltgado: -Cinquen ta e poucos an os , mas
nao sabia ler e tinha dificuldade ern marcar os botOes nos elevadores.
Voltando ao caso, urn dia 0 "supervisor" disse-me
que eu tinha deixado "garbage" na cozinha. Disselhe que nao tin ha sido eu, mas sim os ho~ens da
construyao que ficavam a trabalhar aterna1s tarde
PARA
EXPERIENCIA &
. RESPONSABILIDADE
VOTE
RALPH 'COOK
e deixavam 0 lixo la. Disse-lhe tambem que so'era
obrigada a lirnpar urna vez so. Ele calou-se. Entao
o "supervisor" e a "forelady" disseram-me que eu
tinha dito a minha companheira da "floor" para
nao fazer 0 servico bem. Ora eu nunca disse tal
coisa. Disseram-me entaD que eu nao podia trabalhar mais naquela "floor" e que se en quizesse podia ir para outra "floor". Eu disse que nao, que
so' queria a minha "floor". Nesse rnesrno dia fui ao
Labour Departmen t na 400 Universi ty para expor 0
problema, sendo b ern aceite. Nesse mesmo dia
preen chi os papeis para 0 Unemployment e contei a
pessoa que me atendeu 0 que sucedeu, tendo ela concordado comigo.
No outro dia falei corn a encarregada da companhia
que estava na "floor" onde eu trabalhava, a qual
me disse imediatamente: -Fernanda, qualquer coisa
que precises telefona para rnim, que eu darei boas
referencias de ti.
Na semana seguinte recebi ern minha casa urn cartao do Tony Lupusella, representante da Dovercourt
no Queen~ Park, dizendo que se encarregava de tratar de qualquer problema que as pessoas tivessem.
Tony Lupusella e do NDP e no cartao dizia que este partido e'que ajudava mais 0 trabalhador, e
realmente ve jo que e' verdade, ate porque agora sou
membro do partido. Telefonei para 0 Tony Lupusella
e atendeu-me Manuel Azevedo, que faz servi90 para
ele. Contei 0 que sucedeu, ao Manuel Azevedo e ao
Tony Lupusella, e este disse que ia entrar em contacto corn 0 400 University. Foram entaD dois partidos a resolver este problema: 0 NDP e 0 400 Universityque emais pelo COnservativo. Nem tenho
palavras para exprirnir como me correu tudo a meu
favor, tanto pelo esforyo do Tony Lupusella e do
400 University. Recebi depois urna carta ern casa a
dizer-me que ate 28 de Abril (eu tinha saido no
mes de Fevereiro de 1976) tinha de receber urn cheque de $173,38. Todavia a carta nao chegou nesse
dia nem nos dias seguintes. A pessoa que estava a
tratar do meu processo no Labour Department telefonava-me todos os dias para saber se ja tinha recebido 0 dinheiro. Ao fim de tres dias ele disse:
-Eu nao telefono mais. Vou resolver tudo. Ao fim
de urna semana telefonou-me a dizer que vinha a
minha casa entregar-me 0 dinheiro. No outro dia,
as dez da manha ele veio 'a minha casa entregar-me
o cheque e disse-me que nunca tinha ido levantar 0
cheque a companhia para 0 levar a pessoa. A companhia disse-lhe que 0 cheque se tinha perdido ...
A certa altura disse-me: -Agora, Mrs. Morgado, diz
as tuas colegas e a to dos os employees 0 que fizeste e que ja tens 0 dinheiro. E comunica tarnb€m
ao Tony Lupusella.
Comun..i.dade: -Ele/.> nao oblt..i.gMam a c.ompanh..i.a a ac.e..<.
M-la de novo?
FeJtnanda Moltgado: -Se eu quizesse, tinha feito ~a­
ra isso, mas n~o me convinh q porque estava muito
farta deles. So'me senti feliz ern sair de la.
COMUNIVAVE? - E quanta
a un..i.ao:
FeJtnanda Moltgado: -A uniao nao chegou a entrar, mas
tenho andado ern varios "mee tings" corn mui tas mulheres que trabalham la para ver 0 que podemos fazer.
COMUN IVAVE: - Tem ac.ontec..i..do c.a.o 0-6 -6 eme£.hante-6 ao
neM a cam panh..i.a?
-6 eu
Feltnanda Moltgado: -Oaf para ca ja resolvi 0 problema de duas senhoras. Uma delas foi expulsa pelo telefone depois de trabalhar ha urn ano. Dizia nos
papeis que tinha sido mandada embora como alcoolica. A mulher era doente e tomava mui tos rnedicamentos e isto devia afecta-la na cabe9a. Apresentei 0
caso no Labour Department corn 0 Manuel Azevedo e
ao cabo de 8 dias esta senhora recebeu 87 dolares.
A companhia perdeu porque nao pode despedir ninguem pelo telefone. Tern de dar-lhe urnas tantas semanas.
COMUNIVAVE: - E 0 outlto C1L60?
FeJtnanda Moltgado: - A rapariga faltou 23 dias no
ana passado por motive de do:nya. Ela ja estava ha
tres anos na companhia e quanto a mim eles tentam
libertar-se das que ja esdlo ha mais tempo porque
essas tern rnais conhecimento de tudo. A esta deramIhe urna carta de despedida corn duas semanas de prazo mas ern vez de terem poste "layoff" tinham posto "quit", 0 que era falso. 0 membro do NDP fe z urn
apelo no UIC e a mulher ganhou as 6 semanas que ern
geral dao de castigo quando se abandona a companhia.
COMUNIVAVE: -TodlU tem 0 -6W te£.efione?
IX
Felt nanda Moltgado: - Bern, 0 meu telefone era privado, mas agora ja nao me importo de nao ser privado,
porque sin to-me feliz em ajudar toda a trabalhadora como eu. E' uma das coisas que mais felicidade
me da.
Vou deixar aqui 0 telefone do N.D.P. da Dovercourt pois eles tern pessoas que falam portugu~s:
532-3455.
COMUNIVAVE: - Tem ma..i.-6 a£.guma c.o..i.-6a a d..i.zelt?
TRUSTEE
WARD4
Feltnanda Moltgado: -Varias vezes o"supc::.-,isor"d<:.
noite, por tudo e por nada me disse esta conversa tao feia, que me ca{a tao mal: - Olhe senhora
Fernanda, a gente pode cuspir uma mulher de urn
momento para 0 outro. Eu dizia-lhe: -Voce nao diga
isso, porque ha leis para tudo.
Mas agora ja nao dizem que podem cuspir UlIla mulher de urn momen to para outro , mas que tern de Ihe
dar urnas 5 emanas an tes .
COntinua na pagina 6
ee-midade 3
MORTO A, TRABAlHAR
No passado dia 8 de Novembro morreu nUlll
acidente de trabalho, urn portugues, Herlander Santos de 46 anos, que vivia na wallace
Avenue. 0 infeliz caiu de 160 pes de altura
no predio onde trabalhava e ao cair no chaD,
juntamente com uma vedadio em as=o, rebentou
arterIa aorta e morre~ quase instantaneamente.
A viuva, que voltara em breve para Portugal para onde foi 0 corpo do marido, recebera da Compensation Board 286 do~es per
semana.
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fG,'2~,/i":'."~,,,
",::::".
Ferias
eRl Portugal?
<
r
. ~~
ABRI U NO MES PASsADO LMA'l5FTI:"INA" PffiTUGUESA OC BA1E-CHAPA, NO 430-I5A
JLNTO
ALOJA
BAf~URST
DEPOIS DAS
REUNIOES
FAMILIARES
HA MUlTO
MAIS PARAVER
ST, ,MESMO
DA CERVEJA IlA. COLLEGE E BATHURST. MAX KANE AUTO BODY VEM PREENCHER !..MA
LACUNA NA COMUNlDAOC,POIS AS SUAS GIGAN1ESCAS INSTALA~5ES OFERECEM A POSSIBILIDADE DE
UM SERVI~O EFICIEN1E. MS PRa>RIETARIOS MANUEL MARQUES,ANTONIO E wfs TOUREIRO E AINIlA.
cANDIDO VERMEU1UDO I:ESEJN1JS AS MAIORES FROSPERIDADES,
DAN HEAP
Continuacao da pagina 5
sas. As grandes companhias compraram os terrenos
livres da cidade e ai construiram casas para 'renda
taG caras que muito poucos podem comprar. Tanto Allan Sparrow coma eu, temos, atraves da Camara e
Conselho Municipal, pedido ao Queen's Park para
controlar a especulaqao.
INQUILIN06 - A maioria dos que vivem no Bairro 6
vivem em casas alugadas. Juntamente corn Allan Sparrow trabalhei para haver mais apartamentos, para
conseguir melhores subsidios para a Associa9ao de
rnquilinos e pedimos a Camara e Conselho Municipal
Uma Revisao de Rendas.
TTC - Os TTC tiveram 0 ano pass ado urn deficit de
$3Bmilhos5. E este deficit vai ser maior por causa da linha nova da Spadina. Em dois anos aurnentaram duas vezes os bilhetes. E agora a direcq~o dos
TTC pensa diminuir alguns serviCos e aurnentar de
novo 0 pre90 dos bilhetes. Corn Allan Sparrow, urn
outro Vereador, 0 Conselho de Trabalho e de Reforma, organizei campanhas para manter 0 pre90 dos
bilhetes e manter as novas auto-estradas fora da
area principal da cidade. John Sewel e eu apresentamos uma m09ao no Conselho Municipal que resultou
em pedir aos TTC para nao aumentarem os preyos,
pelo menos, ate 30 de Abril de 1977.
SERVI9°S SOCIAlS - E minha opiniii'o e do Conselho
de trabalho que os servicos sociais devem ter prioridade sobre estradas e projectos similares, especialmente neste periodo de restrifoes. Devemos estimular, nao cortar, serviqos que beneficiam as
classes mais necessitadas. Devemos apoiar programas coma as creches que possibilitam as pessoas
trabalharem em vez de ficarem dependentes da assistencia social. No Conselho Municipal, exerci pressao pUblica para conseguir subsidios para mais
criancas e creches.
IMPOSTOS - CoIlO membro do Conselho de Trabalho
creio que 0 custo municipal e de educaCao poderia
ser suportado principalmente atraves do imposto de
rendimento (income tax) em vez do imposto sobre
propriedade. Continuarei a fazer pressao para conseguir urna divisao justa das avultadas receitas
cooperatlvas do goV€mo de Ontario.
Pedimos a todos que trabalhem connosco nao
som'ente para que continuemos na Camara e no Conselho Municipal, mas tambem para nos ajudar nos
proximos 2 anos a dar ao Bairro 6 e a Cidade urn
melhor nivel de vida baseado nurna solidariedade
sa.. "
••••••••••••••••••••••••••••••••••••••
DPDRTUN/DADE UN/CA
Estamos a oferecer neste momento urn novo servi,90 a comunidade. 0 treino que ofere cellOS e' urn curso complete que preparara a pessoa para urn emprego. Durante esse treino voce aprenderanao so uma
nova profissao mas tambem 0 ingles necessario para
se defender no trabalho.
o treino que vai comeyar a 6 de Dezembro, durara de 2 a 4 semanas e enquanto estiver a ser treinado ganhara $130.00 por semana.
o trabalho esta relacionado corn 0 aprender todas
as tecnicas de limpeza.
Horario semanal do programa: segundas a sextasfeiras das 8 da manha as 4:30 da tarde.
Nao perca est a oportunidade devido a sua idade
ou mesmo que fale pouco ingles.
Para mais informa90es telefone para:
Charles Fi tzpatrick
ou Rosa Marques
536-1166
•••••••••••••••••••••••••••••••••••••
Cal'l••
80
C
et
Entao, de volta a Portugal, em Ferias?
Optima ideia. Claro que os mementos mais
emocionantes serao ver a sua famflia,os
velhos amigos e os lugares conhecidos.
u
n
I
cl
a
cl
e
Mas, uma vez la chegado, ha muito mais
para ver. E que variedade. BA cam certeza partes de Portugal Continental ou da
Madeira que tern sempre estado nos seus
planos visitar, mas que nunca chegou a
faze-loo
~
Descubra um Algarve inundado de Sol,
o excitamento duma Lisboa bulicosa, 0
glamor do Estoril, 0 encanto de cascais.
Visite Fatima, a Cova da Iria , de fama
mundial. Veja 0 Porto, com 0 seu famoso
vinho e a Ponte de D.Maria Pia.
Mas cremos nao ser necessario termos de
lhe dizer do tanto que ha para ver na
r,ossa patria.
Ha tempos, recebemas uma carta do sr. Manuel Carvalho a pedir ajuda e a expor a sua situayao de necessidade. Pouco tempo depois recebemos outra carta
da mesma pessoa. A primeira carta diz 0 seguinte:
Exmo. Snr. Director:
Vim para 0 Canada ha quatro anos
e nunca tive sorte nesta terra. Ha urn ano acabei
por cegar, nao posse trabalhar e a minha vida e
bastante dif{cil. Devo alguns centos de dolares e
queria pagar a quem devo e ir para Portugal, pois
aqui nao tenho ajuda precisa e nada posso fazer
por £alta de dinheiro. Venho por este meio pedir
a V. se digne atraves do seu jornal ajudar-me, 0
que desde ja Ihe agradeyo.
Manuel Carvalho.
o seu Agente de Viagens portugues pede
oferecer-lhe agora varios programas de
ferias, por baixo preco. Consu1te-o e
depois, por poucos d6iares extras, descubra mais de Portugal nas suas praximas
ferias.
as
entao, visite
cito do
Em resposta
referidas cartas, solicitamos do
senhor Carvalho urn atestado medica coma garantia
de certeza, 0 que nos foi enviado. No referido certificado 0 medica atesta 0 estado de cegueira, diabetes e hipertens~o. 0 que podemos fazer e tornar
pUblico 0 apelo do senhor Carvalho. 0 seu endereyO e: M. Carvalho, 85 Talbot. St.E., Leamington, Ontario.
Qualquer q1.Je queira corresponder ao apelo fica
devidamente informado acerca de mais este caso de
necessidade extrema.
Ou
390 Bay Street, Toronto, Ontario,M5H 2V2
Telefone: (416) 364-8133
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PVld..i..da na ytode e6c.wr.a
EI.lc.Wta ytode da v..i..da ,
Sem amol1. e I.lem ventwr.a
Va..i.. a MM..i..a pVld..i..da
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/iU,tol1...i..a que 0 tempo tec.e
Numa v..<.da I.l em iUJ.,t6!1...i..a
Po..i..l.l !.le ..i..mpol1.taytc...i..a 6~ec.e
Em pobl1.e de c.Myte ..i..ytg.f.o!1...i..a!
Se 0 OMO uJ Mc.a 'a v..i..l.lta
Nem e6W ja 0 apetec.e.
SoUa,.tamwua 0 6M11...i..I.lta
Que r( l.leythol1. bem e apod!1.ec.e.
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Q!L e ytao I.l e j a ta.o I.l eh ent:o
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Sem amol1. e I.lem vent:ul1.a
Va..i.. a MM..i..a pVld..<.da.
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pessoal amigo e soli-
CENTRD DE TUR/SMD
DE PORTUGAL NO CANADA
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POEMA PARA UMA MARIA PERVIVA
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49 Frontenac, Place Bonaventure
Montreal, Quebec, H5A lEB
Telefone: (514) 861-4765
.......................
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DESEJO SER ASSINANTE DO "COMUNIDADE".
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ENVIO $7 DOLARES EM CHEQUE
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ORDER PARA UMA ASSlNATURA ANUAL.
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MORADA
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CODIGO
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TELEFONE
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Pagamento ao MOVIMENTO CCMUNITARIO
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00 MONEY
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J.F.
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PORTUGUES , 931 Co'.lege St. Tor. Onto
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4 Comunidade
Ward Four
No dia 6 de Dezembro serao realizadas as eleis:Oes municipais no Qltario. Nestas eleis:aes os
cidadaos escolherao os seus representantes, nao
apenas para as cfunaras municipais, mas tambem para os oficios pUblicos das Direc90es Escolares e
de diversos corpos administrativos, tais como a
Companhia de Electricidade e Companhia dos Transportes PUblicos (TTC).
A Metropole de '!bronto esta dividida em 6 conselhos municipais e 0 C onselho da Metropole de
'!bronto, que e uma federas:ao dos 6 municipio~.
A maior parte dos portugueses vive no conselho
chamado Cidade de '!bronto (City of '!bronto) , 0
qual por sua vez esta dividido em 11 Bairros. Em
cada Bairro sao e lei tos dois Vereadores, os quais
num total de 22 fo~ara.o 0 Conselho Municipal. 0
presidente da Camara do municipio e eleito por
todos os cidadaos do municipio.
Mary Ellen Nettle
o
jornal COMUNIDADE recebeu urn comunicado sobre
a candidata a representante escolar pelo Bairro 3,
Mary Ellen Nettle:
"MARY ELLEN NETTLE, candidata ao lugar de representante escolar no Bairro 3 traz urn numero de elementos raramente encontrados nurn representante
eleito.
Mary Ellen Nettle e urna diaconisa da Igreja Unida e prestou serviyo nessa Igreja durante 8 anos
no Japao. A sua participa9ao em diversos movimentos ilustra a sua soliaariedade corn aqueles que
tentam levar a Igreja a tomar 0 seu lugar na luta
pela justiya social.
Mary Ellen Nettle tern trabalhado nos ultimos anos corn grupos de O.F.Y. e L.I.P. no sentido de
organizar aulas de ingles para mulheres imigrantes nas suas casas, tendo ao mesmo tempo alguem
para tomar conta das crian9as. Actualmente orienta aulas de ingles no centro comunitario ao suI
da galeria e junto a f~rica de peugos na Spadina
Ave. dando oportunidade as mulheres imigrantes aprenderem ingles depois do trabalho.
Para praticar urna vida de sociedade justa, Mary
Ellen Nettle tern vivido ha varios anos em comunidade. Esta actualmente a viver na Casa da Reconcilias:ao corn mulheres de 4 denominas:Oes religiosas. A casa e da Cooperativa de Habitas:ao do
Bairro 3. Mary Ellen presta servi90 na direcs::ao
dessa organizas:ao. A casa tambern participa nurna
cooperativa de consumo corn outros residentes do
bairro. Mary Ellen e tambem urn membro activo da
Associa9ao dos Moradores Wallace-Emerson e fez
parte da directoria do Projecto de Assistencia do
west End durante a sua existencia.
Mary Ellen Nettle prop5e-se promover igualdade
de acesso
educas::ao. Isto significa que dara aten9ao particular aos problemas de multiculturalismo,
escolas da cidade, discriminas:ao e educas:llo especial. Ela propOe urn programa que nao
a
as
••••••••••••••••••••••••
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laslofsky
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Recebemos corn pedido de publicas:ao 0 seguinte
comunicado do candidato a vereador do bairro 4
Joe Pantalone
"Agora e impossivel para grande parte dos trabalhadores cornprar uma casa por causa da maioria
de Liberals e Conservatives na City Hall. Eles
ignoram a necessidade de moradas para familias
corn salarios baixos, incentivando a construs:ao
de edificios para escritorios e apartamentos
luxuosos.
a
e
Lee Zalofsky e bem conhecido como membro do NDP
no distrito de Bellw=ds, e tambem como membro do
Executivo da Organizacao Comunitaria do Bairro 4.
Ele e mestre, e tern o'bacharelado e 0 doutorado
em artes. Fala italiano, espanhol, frances,' e pode ler portugu~s.
Lee Zalofsky tern sido Presidente da UnHlo de Taxistas de '!bronto (filiada can a Canadian Labour
Congress), Presidente do Comite de Resistencia ao
aurnen to do pre90 do TTC, e membro do Comi te comunitario para 0 Doctor's Hospital. 0 Vereador Dan
Heap (Bairro 6) e Ross McClellan, NDP MPP para
Bellwoods, apoiarn a candidatura de Lee.
. Ha dois temas n a campanha de Lee Zalofsky. Primeiro, a grande necessidade dos trabalhadores e
das trabalhadoras da nos sa comunidade de organizar-se para controlar a sua vida, na vizinhan9a
corno nos lugares de trabalho; e para defender os
seus direitos. Segundo, a necessidade igual de
assegurar ao povo do Bairro 4 0 seu direito aos
o NDP 1) Aumentaria a constru9ao de habita~es
para os trabalhadores, atraves de urn programa do
governo. Isto tambem criaria novos empregos. 2)
Terminar corn a especulas:ao dos terrenos e retirar os privilegios em impostos dos ricos.
o imposto de propriedade e injusto porque nao
baseado na possibilidade de pagar (i.e. uma
familia que tern urn salario de $6.000,00 esta pagando 0 mesmo imposto que urn gerente de banco
corn urn salario de $30.000,00, se eles tern habitas:oes semelhantes).
Os bilhetes do TTC quase que sac 0 dobro em
dois anos.
e
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JJ
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o NDP 1) Tirava a poryao destinada a educas::ao das contribuiyOes prediais e obteria 0
dinheiro necessario atraves. de impostos mais
elevados sobre as corporas:Oes e os ricos. Isto
reduziria as contribui90es prediais dos proprietarios de cerca de 1/3. 2) 0 NDP opee-se a aumentos das tarifas do TTC. Urn governo provincial
do NDP aurnentaria os subsidios do governo provincial para os transportos publicos.
o NDP e_o unico partido corn urn programa destinado ao trabalhador. Eleger urn vereador do NDP
e trabalhar para a realizas::ao deste projecto.
JOE PANTALONE usara parte do seu salario para
empregar urn assistente que fale portugues para
vos servir rnelhor. ,I
Art Eggleton
so fara 0 sistema mais eficiente, mas tambem preparara a juventude para uma sociedade cooperativa. Assim, eles nao terao apenas melhor aces so
educacao basica, mas desenvolvera'o a capacidade de p~nsar de uma maneira critica. Ela recamenda mais material da classe trabalhadora na sala
de aulas, e 0 uso melhor dos edificios escolares
para melhorar os servicos basicos de educayao.
creche, programas de lanche quente, programa
depois das quatro, assim como aumento de aulas de
ingles em lugares onde 0 espas:o nao
usado. Ela
promete trabalhar corn os representantes escolares
Dan Leckie e Bob Spencer a fim de propor urn imposto mais justo para as escolas - deixando 0 actual imposto baseado na propriedade para ser substituido por urn imposto provincial progressivo.
Finalmente, ela promete fazer a Direccao Escolar mais responsavel para corn os desej;s da comunidade, atraves da criayao de uma Comissao de Educayao do Bai=o 3".
~
.
c...
Ward "'
~~~~~o~~
Recebemos urn comunicado do Vereador Art Eggleton
que procura ser re-eleito no Bairro 4 :
"Esta' a terminar 0 mandato da actual presidencia
da Camara, aproximando-se assim as elei90es rnunicipais.
Tern sido corn bastante prazer que tenho representado 0 Bairro 4. Tendo para alem disso sido nomeado duas vezes pelos membros do Conselho da Cidade
para 0 lugar de Chefe das Finans::as.
No mandato que agora termina, os meus.colegas elegeram-me para desempenhar 0 cargo de Presidente
adjuntoda Camara. Ha tres anos, para melhor ser. vir os residentes do Bairro, abri urn centro comunitario no 699 College Street onde nos encontramos as ters::as-feiras a noite e s.3lJados de rnanha,
e num ambiente familiar discutimos os problemas
relacionados corn a Camara_
Nos ultimos tempos tomei conhecimento de que 0
trafego e estacionamento sao dois dos problemas
que afligern os residentes do Bairro. Assim orientei urna serie de reuniOes pUblicas acerca deste
ass unto , 0 que conduziu ao melhoramento de alguns
regulamentos. Mas muito mais necessita ser feito.
Mais urna vez vou concorrer as eleis:Oes.
Estarei ao vosso dispor durante a campanha aleitoral para vos dar uma ideia do que ate agora fiz
e apresentar urn programa do que proponho fazer no
proximo mandato do·conselho.
Espero vir a conhece-lo pessoalrnente durante a
campanha, mas se tal nao for possivel e tiver algumas perguntas a fazer, por favor telefone-me
,para 531-3552.
Conto corn 0 seu apoio no dia 6 de Dezembro. Mas
peyo-lhe sobretudo que vote.
Se quando as listas de voto forem publicadas,
ver que por engano 0 seu name nao consta, telefone-nos. "
servi90s governamentais sem obriga-lo a submeterse a nenhurn caciquismo.
Para mais informacao , chaine Lee: 536-1773
Pat Case
Pat Case e urn tipografo de 26 anos e membro do
Sindicato dos Tip6grafos. Vive no Bairro 4 desde
ha seis anos e tem trabalhado activamente em assuntos comunitarios desde 1971. Pat e urn dos fundadores da Organizas:ao Comuni taria do Bairro 4. Como
membro desta organiza9ao tern-se dedicado a organizar inquilinos do predio Dover Square, e na passada primavera ajudou a organizar a primeira Confer~ncia sobre Educayao no Bairro 4. Pat
membro
do Black Education Project que ajuda as crianyas
das Caraibas a adaptarem-se as escolas canadianas,
e membro ainda do Black Liaison Committee da Direcyao Escolar de Toronto. Ele tern estado envolvido
tambem corn varios grupos que fazem parte do Bairro
e
"..'" ._.....,.
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POl{TUGUES
va1.do San-to~ e HeYlJt..i.qu.e GoJ..Ylh.tv.., diAec.tote.~ do
Pte.ogte.ama de te1.ev.u.,ao TEMPO PORTLK1UES, qu.e ~a..i..
M tvr.c.M-6WM M 5 hote.M no Chll¥!.Yle1. ID, Rogrvu.
Cable, ,uvvr.am a amabilidade de v.ur.em 6azeJt wna
en:tte.ev.u.,ta. MMe 0 jote.nai. COMUNIVAVE n.a wa. ~ede.
E~ta eYl.:tJtev.u.,ta ~vr.a .:tJtaYlJ.>mdUia VIa teJtc.a-6wa,
1.4 de Vezem bte.o, M 5 hote.M da taltde.
O~
......
'" /',
~,
"
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4, e acredita que 0 povo do Bairro 4 precis a de
urn Representante Escolar que se envolva nao 56 nas
actividades da area mas tambem nos seus problemas,
Wl~~~~~[PGl~~
ili.:I]
~9!!11lnid~de .~
6 de Dezembro
CANDIDATOS
A seguir apresentamos os candidatos dos Bairros
onde existe urna grande percentagern de portugueses
VE RE ADORES
CITY OF TORONTO
••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••
REPORTER
PESSOA, Lino
DA
RUA
Continua9~0 da primeira pagina
cas portuguesas. A outra coisa que os portugueses
tern de considerar e 0 caso de uma pessoa que nao
e portuguesa a representar 4.500 crianyas po~tu­
guesas ou se ja cerea de 9.000 pais, quando nao sabe nada do que acontece connosco. Ele nao sabe
portugues, nao sabe nada da nossa cultura e da nossa histOria, nao conhece absolutamente nada. Eis
a razao que me levou a apresentar a minha candidatura.
COMUNIVAVE:
Se. 60ft e..ee..d:o
0
que. e. que. vcU 6aze.Jt?
LINO PESSOA: Bern, eu nao posse prometer nada, porque as coisas na Direcsao nao dependem unicamente
de urna pessoa. Tudo tern de ser discutido em grupo.
Mas hapontos importantes para mim. 0 primeiro
ponto e melhor recePrao as crianqas recem-chegadas
ao Canada, arranjando urn processo de as integrar
melhor e dando-lhes se possivel for, cursos intensivos de Ingles, para que mais tarde quando eles
pretendam en trar na universidade ou mudem para outras escolas nao encontrem dificuldades.
o outro ponto principal que os nos sos pais
portugueses quando sao convidados a ir as reuniOes
das escolas nao vao. Talvez porque sentem acanhamen to , pensam que nao ha ningUEfm que fale a sua
lingua, ou ninguem para inte rpre tar. Isso talvez
possa parecer aos professores que seja urn desinte resse da parte deles pe la educayao dos fi lhos.
Muitas vezes nao e. Eu creio que seja mais urn receio de ir. Por consequencia, desde que os pais
nao vao as escolas, seja como for, 0 processo h~
de ser estudado, as escolas deverao ir aos pais.
Varros procurar programas para que as escolas vao
a casa dos pais para os cativar, a fim de que no
futuro sejam os pais a procurarem as escolas.
Estas sao duas coisas basicas que eu vejo, embora haja outros problemas relacionados corn a educa<;ao sexual. Mui tas maes portuguesas nao cornpreendem - porque nos em Portugal nao tivemos esse sisterna de ensino - 0 sistema de educaqao sexual que
aqui usam nas escolas, tan to nas pUblicas como nas
e
catolicas. Muitas vezes elas ~m ter comigo muito aflitas, muito preocupadas porque as crian9as
aprendem coisas que nao deviam. Ora, eu acho que
as maes estao erradas. Porque eu penso que a educaqao sexual
bem administrada nas escolas.
Todavia eu penso que a Direc<;ao Escolar e as escolas terao de informar as maes do sistema de educasao sexual que estao a dar aos seus filhos e
filhas, independentemente de mestrar aos pais qual
e 0 sistema de ensino no Canada, ou pelo menos nesta cidade de Toronto. Muitos pais desconhecem completarnente quais sao as materias que os seus filhos tiram, desconhecem completamente este sisterna.
Urna outra coisa que deve ser vista - tenho tres
filhos e por tanto passou por mim - e 0 feport
card" ou as notas corn x, u e 5, que para muita
gente se tornam incompreensiveis. Acho que esse
sistema de informaqao nao
completo, nao
perfeito.
e
e
BAIRRO 3 (Ward 3)
Tony Ameno, 28 anos, assistente social; Siough
Bolton, 40 anos, consultor de gerencia; Richard
Gilbert, 36 anos, cientista/;Joseph Piccininni,
54 anos, administrador de restaurante; Domenic
Tersigni, 23 anos, professor estudante.
BAIRRO 4 (Ward 4)
Brian Ashely, trabalhador em serviyo de saude ~
George Ben, 51 anos, advogado; Art Eggleton, 34
anos, contabilista ; Joe Pantalone, 24 anos, organizader; Sydney Pimentel, 35 anos, contabilista;
Lee zaslofski, 32 anos, professor.
BAIRRO 5 (Ward 5)
Brian Ashton, 26 anos, consult or; Norman Elder,
37 anos, desenhador de arqui tectura; Susan Fish,
31 anos, pesquisadora urban~ ;Ying Hope, 50 anos,
engenheiro ;Barbara Jacob, 33 anos, analista financeira; Alex McDonald, 40 anos, corretor, Fiona
Nelson, 41 anos, professora.
;
BAIRRO 6 (Ward 6)
Peter ·Budd, 57 anos, negociante; Dan Heap, 51 anos,
jornalista; Arnold Linetsky, 34 anos, negociante;
Allan SparI·ow, 32 anos, analista de sistemas.
e
COMUNTVAVE:
Acha. que tem pO.6.6ibilidade. de. ganhM
neA:to.;., e.R.e.i CfJU ?
LINO PESSOA : Isso e urn ponto engra9ado.
Ha cerca de 2.000 portugueses que suportam a escola catolica, pagando os seus impostos para esta.
Se estes dois mil portugueses viessem todos votareu acho que deviam l1i>r, se eles foram tirsr a cidadania canadiana por algurna coisa foi, nao foi
simplesmente para tirar 0 passaporte e dizer eu
sou canadiano. Acho que devem integrar-se na vida
do pais a que pertencem. E nosso dever e nossa 0briga9ao votar, e ,noutro sentido, urna regalia que
no's temos poder escolher quem nos ha-de adminis trar,
quem administra a nossa educa<;ao, os nossos valores,
Se esses portugueses viessem
rua votar pelo
nico can didato portugues, tenho a certeza que quase nao precisava dos votos dos outros grupos etnicos.
e
a
u-
WARD 6
REPRESENTAN'IES DA ESCOLA PUBLICA
BAIRRO 3 (Ward 3)
Barry Brissenden, 26 anos, estudante de direito;
Ed Brown, 34 anos, advogado; Mike Curran, 28 anos,
consultor audio visual; Susan Eals, 55 anos, dona
de casa; Jim McArthur, 59 anos, maquinista de guindaste mobil; Harold Menzies, negociante; Mary Ellen
Nettle, 47 an os , assistente comunitaria.
BAIRRO 4 (Ward 4)
Gayle Arthur, 35 anos, asistente social; Sarkis
Assadourian, 28 anos, gerente; Patrick Case, 26
anos, impressor; Ralph Cook, 52 anos, econornista;
June McDowell, professor de insti tuto cornuni tario;
Jan Mydynski, 39 anos, dona de casa/; Verrol Whitrrore, 41 anos, contabilista.
BAIRRO 5 (Ward 5)
Grant Gunness, 25 anos, desenhista top6grafo; Jim
Lemon, 47 anos, professor; Judith Major, 41 anos,
consultora de educayao; Nan McDonald, 47 anos,
assistente social; Kevin O'Leary, 27 anos, trabalhador cornunitario emassuntos jur{dicos.
BAIRRO 6 (Ward 6)
Dan Leckie, 27 anos, instructor universitario; Bob
Spencer, 27 anos, educador (aclarnado).
REPRESENTANTES DA ESCOLA CATOLICA
RALPHCOOK
BAIRRO 3 (Ward 3)
Nick DeAngelis, 37 anos, sacerdote (aclamado);
BAIRRO 4 (Ward 4)
Lino Pessoa, 46 anos, director; Frank Lofranco,
59 anos, representante de vendas.
BAIRRO 5 (Ward 5)
earl Mattews, 44 anos, sacerdote jesuita (aclarnado)
BAIRRO 6 (Ward 6)
Olarles Arsenaul t, 52 an06, executivo; Jim earson,
61 anos, conselheiro; Lorenzo Cblle, 25 anos, coordinador cornuni tario.
o jornal COMUNIDADE recebeu urn comunicado sobre
o candidato a representante escolar pelo Bairro 4,
Ralph Cook:
"0 senhor Ralph Cook saiu da escola aos 14. anos;
fez a sua aprendizagemcomo metalurgico; depois de
4 anos de serviyo na guerra corn a Forpa Aerea do
Canada, obteve 0 seu titulo de Bacharel em Economia na Universidade de earleton.
Tern trabalhado como condutor de carros pesados,
reparador de automoveis, vendedor e jornalista;
foi professor de ensino secundario durante cinco
anos, incluindo dois na Central Technical School,
urn ano durante a noite na escola da Harbord Collegiate e pas sou outro ana ensinando ingles e hist6ria a novos canadianos.
Nos ul timos doze anos tern trabalhado como Consultor Economico.
o senhor Ralph foi membro fundador do Comi te de
Cidadaos para Refonma da Escola; esteve na Junta
Directiva do Projecto Riverdale para a Juventude
e foi membro do grupo de trabalho sobre Educasao
F{sica.
os estudantes portugueses estao "condenados" a
terminar os seus estudos nos niveis mais baixos
existentes nas escolas secundarias.
Come se explica isto? Primeiro porque voces sao,
na grande maioria, trabalhadores. E os vossos
filhos tern a grande desvantagem de terem 0 inglgs
como segunda l[ngua.
Ralph Cook fara tudo ao seu alcance para que haja mais professores corn a capacidade de ajudarem
os seus filhos a aprender 0 ingles perfeito.
Muitos dos vossos filhos perdem interesse na
escola porque, por urn lado nao encontram nos estudos a satisfayao que seria de desejar, e por
outro, acham que
tempo perdido. Outros tern interesse e capacidade, mas falta-lhes 0 dinheiro
para poderem continuar.
.
Ralph Cook faz parte da Comissao Trabalho e Estudo (Work-Study Committee) e vai expandi-la a
fim de que os estudantes possam trabalhar e estudar ao mesrro tempo.
Actualmente voce nao tern voz activa no tipo de
instru9ao que 0 seu filho esta a receber. 0 Senhor
Ralph Cook ira trabalhar consigo para estabelecer
comissOes comunitarias em todas as escolas do bairro (ward) 4.
Ralph Cook trabalhara corn os nossos membros do
Parlamento provincial do Partido Derrocratico
(NDP) Tony Lupusella e Rass McLellan e, possivelmente tarnbem corn 0 vereador da Camara, Joe Pantalone, para mudar 0 injusto sistema de impostos
actual que obriga 0 operario a pagar a maior parte dos custos da educayao.
e
ALLAN
SPARROW
Receberos do Vereador Allan Sparrow
comunicado:
DAN'HEAP
Recebemos dos Vereador Dan Heap, actualmente a
correr para re-elei9~o no Bairro 6, 0 seguinte comunicado:
"Olegou a altura dos trabalhadores que vivem ern
Toronto governarem a sua cidade. An tigarnente, a
maior parte das casas, lojas e industrias eram 0cupadas pelos donos. Agora, a maioria trabalha para outrem e mora ern casas arrendadas.
Corno membro do Conselho de Trabalho da cidade de
Toronto, sei que grande parte do nosso pais esta'
controlado por corpora<;Oes privadas que nos exploram em seu prOprio beneficio, sem se preocuparem
corn 0 bem colectivo. Por isso tenho trabalhado para conseguir - para nos, ,trabalhadores - mais controlo no trabalho, casa e governo.
HABITAcAO - Em Toronto milhares de famllias nao
conseguem, hoje, urna casa decente e 1/3 dos trabalhadores da constru<;ao esta sem emprego. Tern a
culpa desta situasao os especuladores de terreno
que fizeram aumentar ilogicamente 0 preco das caContinua na pagina 3·
0
seguinte
"Envolvi-rne na politica da Camara ha 6 anos porque me sentia, enta~, extremamente infeliz corn a
espeeie de politicos oportunistas que representavam os especuladores e construtores do Centro de
Toronto.
Trabalhei corn os meus vizinhos do Bairro 6 para
organizar grupos comunitarios e de inquilinos para
termos controlo sobre as nossas cornunidades e vidas. Cbmecei este trabalho muito antes de ser politico e continuei-o depois de ter side eleito em
1974. Organiza9ao comuni taria e ainda 0 meu maximo
interesse.
Ha 4 anos juntei-me aos moradores do Bairro para
ajudar a eleger Dan Heap para Vereador. Dois anos
mais tarde fui e lei to para trabalhar corn Dan no
Conselho Municipal. Pela primeira vez, nos ultimos
anos, 0 Centro de Toronto estava representado por
urn grupo de Vezeadores que visavam defender os
interesses dos inquilinos e dos donos de casas de
habita<;ao.
Como Vereador, trabalhei para resolver os problemas dos b airros pobres, arranjando quartos para os que nao os tinham, lutando contra 0 abuso de
senhorios e para resolver as dificuldades de alcoblicos cr6nicos. Fui urn dos Vereadores, trabalhando
para a Comissao de Trabalho sob re Inqui linos, que
recomendouleis severas para proteger os inquilinos.
A Comissao de Melhoramento da Yonge, que foi formada a meu pedido, vai em breve providenciar espa90 para peoes e parques de estacionamento na area
e trabalhar para 0 melhoramento da Yonge St.
Colaborando corn a Pol:lcia, ajudei a "limpar"a
area residencial da North Jarvis, cujo :lndice de
prostitui<;:ao
dos maiores. Urn grupo comunitario
experiencia ajuda no policiamento deste bairro
densamente povoado.
Con tinua na pagina 6
a
e
6 Comunidade
[!W] OOillQ)~U'Q)
-
a
E XI G I lJ
o jornal "0 pals" solici to ern in formar os seus
lei tore 5 sobre os emigran tes (ou tera sido para
promover 0 jornal no nosso meio?) mandou um enviado para fazer reportagens no Canada. A nossa
suspeita parece certa por verificarmos que tal
visita coincidiu corn uma grande campanha publicitaria por meio de cartas atraves da comunidade
portuguesa, propondo aos portugueses que assinassem tal publica~~o.
Nao temos nada a objectar contra tal campanha
de publicidade, embora tenhamos as nossas reservas sobre 0 caracter deste jornal e da sua informas::ao "independente" come se afirma. De facto nao
e independente, como n~o ha jornal algum independente ern qualquer parte do mundo e os seus redactores j<i mostraram bem as suas intens:Oes, iie contarrnos 0 nlimero de processes criminais por difamayao de pessoas. Tbdavia este problema nao nos
interessa. Quem tern cabeya sabe distinguir imediatamente a inforrnas:ao seria e decente da informa9ao corrosiva.
o que nos chamou a atens:a'o deste jornal, e nao
gostariamos de deixar passar, refere-se a uma afirmas:~o do tal enviado sobre as elei90es municipais e as pre feren cias dos portugueses. Eis 0 que
este diz, e que mostra como nao vao ficar bem esclarecidos os lei tores de "0 Pais":
"As elei90es municipais tera'o lugar no proximo
dia 16 de Dezemb;ro • Na zona 6, de predominio portugues, os candidatos considerados mais fortes
- Allan Sparrow (liberal socialista) e Daniel
Ileap (esquerda) nJo sa'o do agrado dos portugueses. Surgiu agora Peter Budd, que reside na mesma
zona ha mais de 30 anos. € 0 candidato que parece mere cer 0 mai or apoio dos portugueses."
Ora, para quem nao sabe nada do que se passa no
Bairro 6, isto parece estar tudo muito certo. Mas
vejamos as inexactidOes e as tendencias do articulista:
Primeiro, enganou-se na data das elei~5es. As
elei y<5es sac no dia 6 e nao no dia 16 de Dezembro.
Segundo, 0 autor nao deve ter consultado as estatisticas, ou nao foi bem informado quando diz
que 0 Bairro 6 e de predominio portugues. Mas 0
que realmente da nas vistas e a afirrnaya'o de que
Dan Heap e Sparrow nao sac do agrado dos portugueses e 0 comerciante Peter Budd e que € do agrado deles.
Se 0 jornalista tivesse feito uma sondagem ~
opiniao pUblica portuguesa e apresentasse os resultados, nem contestariamos tal afirma9ao. Mas
dize-la sem mais nada, e parvoice, ate porque a
evidencia mostra 0 contrario.
Quando nii'o se sabe, dizia urn filosofo, e melhor
ficar calado.
M.J.
D IRE I T 0 S
Tarnbem quero dizer que uma vez fomes a urn "meeting" 'a noite, chamado pelo "supervisor". Ilavia
duas senhoras polacas, que nao tinham medo e diziam 0 que pensavam no "meeting".
Nessa reunUio
uma delas disse ao' "supervisor" que achava mal a
gente ir so corn a bata vestida para a parte superior do edificio porque tinhamos de atravessar a
doca e COIID era muito frio, apanhavamos varias
constipa90es. Esta senhora perguntou-lhe: -Se
ficarmos doentes e formes ao medico quem e que paga?
o ~upervisor"do dia respondeu: -0 building tern
quatro portas para quem se quizer ir embora. Ou
por outras palavras, "se es tas mal, muda-te". Ele
nem queria que usassemos cals::as compridas debaixo
da bata. Essas duas senhoras foram expulsas mais
tarde, porque falavam demais. Ha pouco tempo encontrei urna dessas senhoras que me disse: Fernanda, eu trabalhava naquele Building,corn tanto medo,
tanto medo como num campo de concentras:ao quando
estava na Alemanha, porque estava a trabalhar e
de repente vinha 0 ~upervisor" por detras a passar
o dedo a ver se estava limpo ou nao. Pois para estar num campo de concentras::ao estava na minha nayao. 0 Cana"da e"free country", disse-me ela.
ALLAN SPARROW
Gontinuacao da pagina 5
Urn dos trabalhos a que maior atens::ao dediquei na
City Hall foi a Comissao do Projecto de Habitayao
da St. Lawrence. Assim, nos proximos anos a City
Hall vai construir casas econOmicas para 7.000
pessoas a suI da King St., entre a Yonge e a Parliament, em continua~ao do projecto que a Camara
come~ou este ano no Bairro 6 na Dundas-Beverley e
no Hydro Block.
Dan Heap teve de aliar as responsabilidades e
deveres do Conselho Municipal aos do Conselho da
Cidade. Como resultado, muitos dos problemas de
rotina vieram cair sobre mim porque Dan tinha que
dedi car toda a sua atenqao aos problemas mais graves da Cidade. Por isso, trabalhamos juntos em
muitas das reformas quer a n{vel de Cidade quer
Municipal.
Nao acredito que os nossos oponentes : urn dirigente dum salaD de massagens na Yonge St. (Arnold
Linetski) e ou'tro, dirigente durna casa de jogos e
filmes pornograficos (Peter Budd) irao compreender
os interesses dos 60.000 residentes do Bairro 6.
Pe90, por is so , que em 6 de Dezembro, votem em
Dan Heap e em mim para que possamos continuar a
luta para controlo das rendas, constru9ao de mais
casas de rend a econOmica, aumento de parques de
estacionamento e servi90s comunitarios, melhor
transito, melhor planeamento local e maior participayao da comunidade na vida pol{ tica da Cidade."
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o Centro Gomunitario de Santa Maria e a r~sul­
tante dos esforyos conjuntos da comunidade de
Brampton, do interesse das entidades educativas
(Dufferin-Peel Roman Catholic Separate School
Board), da coopera9ao das entidades religiosas
(St. Mary's Parish), e da facilita~ao do sector
governativo (Local and Provincial Government).
A necessidade de urn "Servi90 de Inforrnaca'o
Portugues" na area de Brampton, tern-se fei to
sentir ja por alguns anos. Fizeram-se durante
esse tempo algumas tentativas, corn varios graus
de sucesso e falha, em que 0 denorninador comum
era a natureza "voluntaria" do emprego dos trabalhadores sociais. Uma nova tentativa foi feita
em Novembro, de 1975, corn 0 aux{lio agora monetariD do Local Initiative Programs (L.I.P.). A Escola, a Igreja, e a Comunidade conjugaram os esforyos, escolheram-se dois trabalhadores (pagos)
para 0 Centro, e OS serviyos come9aram a ser oferecidos a 17 de Novembro de 1975, corn urna festa
de abertura oficial, a que compareceram os sectores sig~ificantes da Comunidade. Os serviyos oferecidos focam as necessidades totais da comunidade - tanto as de aqueles que falam portugues, como as de aqueles que falam ingles. A finalidade
geral e "uma melhor compreensa:o dos portugueses,
e promover urna integrayao suave destes, na cultura canadiana, trazendo para ela os valores e tradiyOes portuguesas".
Esta fase das actividades do Centro ComunitariD de Sta. Maria - Servi90 de Informa 9a'0 Portugues, foi concluida a 25 de jUnho de 1976 (tempo
em que terrninou 0 subsidio de Local Initiative
Programs) .
Como resultante da efic~~nc~a corn que 0 Centro
serviu a comunidade durante 0 periodo acima mencionado, e do suporte continuo das entidades mencionadas (Dufferin-Peel Roman Catholic Separate
School Board, St. Mary's Parish, Local and Provincial Governments) foi possivel, ao Centro, receber um subs{dio para manter as suas actividades por mais tres anos. Este subs{dio estipula
que no prmmeiro ano (1976-1977), 0 Governo Canadiano facilita 0 pagamento total das despesas; no
segundo (1977-1978) 0 subsidio
diminuido por uma percentagem, a qual 0 Centro deve de recuperar
por intermedio de actividades comunitarias; finalmente, no terceiro ano (1978-1979) ha mais diminuis::oes na natureza do subs{dio e as actividades cornuni tarias devem recuperar 0 de fici t economico, preparando-se para continuar os seus serviyos nos anos seguintes corn autonomia.
Continuay~o da pagina 2
PESSOAS PARA TRABAlHO GERAL DE FAmICA,
f>PAREc;,A PESSOALMEN1E NO
.
CENTRO COMUNITARIO DE
SANTA MARIA, EM BRAMPTON
MULHER PORTUGIJES/,\
Erros do PaIs
preclsa~se
,
_
L
(Commerce Union Tower- entre a York e a King)
7 ANOS DE DEDICACAO
AO BAIRRO 4
J
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NATAL
Organizada pelo programa de televisao "Festival Portugues" no dia 5 de Dezembro, D:nningo, pelas 4 horas da Tarde, no ROYAL YORK HOTEL, Canadian Room,
realizar-se-a a Festa de Natal dedicada as crianyas
e a comunidade portuguesa em geral.
Al~m de entrada gratuita para as criancas ate
idade de 12 an os , havera para as criany~, frutas,
bolos, bolachas, rebu9ados, bebidas e surpresas.
Havera ainda sorteios a realizar, quer para crian9as
quer para adultos.
No Salao proprio para as crian9as havera tambem
divertimentos tais cano,' MUsica, Folclore e Cinema.
No Salao principal destacamos, Folclore, Fado,
canrao e Musica de Dan9a. CoIlO base das var iedades, a presen9a do "TRIO BOREAL" e 0 "CONJUNTO SEGUNDO GALARZA".
o jornal COMUNIDADE agradece 0 con vi te e fara 0
poss{vel por estar presenre.
a
~I () T ( C I 1\ S DA
T ,~ p
No passado dia 20 de Outubro, no Hotel Sheraton
Mount-Royal em Montreal, e no dia 26 no Hotel Park
Plaza em ~ronto, foram apresentados a cerca de
450 Agentes de Viagem e de Informayao os programas
de Inverno da TAP - Transportes Aereos Portugueses.
A apresenta9ao que esteve a cargo dum simpatico
lV
Canunidade
~
NCTICIAS
Organizado pelo Departamento Portugues do West
End YMCA esta ja em actividade 0 projecto Informayao Util gra9as a urn subs{dio do governo federal (LIP).
Este projecto tern como fim principal recolher
informa9ao em diversos departamentos do Governo
e espalha-la pela comunidade atraves dos varios
meios de comunica9ao.
Neste momento as pessoas que trabalham no projecto estao ocupadas a recolher a in formayao , e
prontos a assistir qualquer pessoa que pelo telefone ou pessoalmente pe9a informa9ao.
Serao impressos mensalmente panfletos em portugues corn urn apanhado das coisas mais importantes
que a comunidade precisa. Para a distribuiyao
iremos usar todos os meios ao nosso alcance, mas
se quiser voluntariamente distribuir alguma dessa
informayao mensal no seu trabalho ou entre os amigos, telefone-nos para~receber ern sua casa pelo
correio.
o escritorio esta aberto de Segunda a Sexta, das
10
5. 0 telefone
535-86a6.
as
e
o ENSINO NO ONTARIO
o sistema de educa9ao do Chtario mudou muito nos
ultimos 20 anos. Actualmente sao as maquinas que
fazem a maior parte do trabalho que antes era feito por homens sem oficio.
Antigamente n ao era necessario ter estudos para se ganhar a vida, mas hoje em dia ha muitos
empregos que nao podem ser fei tos por qualquer
pessoa. Estes novos empregos exigem estudo e treino especial. Por isso, actualmente tern que se estudar mais para poder competir no mercado de trabalho.
As modificayOes tecnologicas tern dado origem a
novas condi9oes que exigem mais conhecimentos literarios e cientificos. Muitas dezenas de milhares de pessoas adultas tern voltado para as escolas a fim de continuarem os seus estudos e de se
treinarem para novos postos. Outros usam as escolas da noi te e cursos por correspondencia.
o SISTEMA ESCOLAR
touro, "... vindo directamen te de Portugal
para 0 efei to, susci tou entusi<3:sticos aplausos dos
convidados.
o jornal CCMUNIDADE agradece 0 convite.
•
Em cerimonia realizada no hangar 6 da TAP, no
passado dia 22 de Outubro, e presidida pelo Primeiro Ministro Dr. Mario Soares, foram entregues
a TAP. os dois 80eings da Forya Aerea Portuguesa.
Receberam os nomes de Humberto Delgado e Jaime
Cortesao.
A frota actual da TAP fica presentemente canposta por 25 unidades:
Sete B-727,100, dois B-727,200, doze B-707 e
quatro B-747 282B.
SPORT CLUB LUSITANIA
OF TORONTO
No passado dia 13 deste mes, realizou-se a noi te
de S. Martinho corn 0 Conjunto "Spring 75". Houve
caldo verde, castanhas e variedades de carnes e
mariscos.
No dia 20 houve urna Soiree Dan9ante corn 0 Conjunto '''Ihe Invincibles".
A inauguray~o oficial do Clube teve lugar no
dia 26 corn a presen9a do dr. Alvaro Monjardino,
Presidente da Assembleia Regional dos Ayores, e de
Octa'vio Teixeira, Presidente da Sec9ao Desportiva
do Lusitania de Angra do Hero{smo.
Este convidados vieram expressamente dos Ayores,
para assistir a este acto. Para alem destes dois
convidados, estiveram presentes entidades oficiai5
portugues as e canadianas.
No pr6ximo numero daremos urn relato mais pormenorizado da inaugurayao, pois 0 nos so jornal estava prestes a ir para a tipografia na altura do
acontecimento.
CCMUNIDADE agradece 0 convi te e deseja aos corpos gerentes eleitos 0 maior sucesso na organiza9ao do novo Clube.
(LUBE
TRANSMONTANO
C0 MUNI C~ n0
o CLUBE TRANSMONTANO agradece a todas as pessoas
que estiveram presentes no seu ultimo baile realizado no dia 20 de Novembro no "Ukranian Hall".
Es te Clube levara' a e fei to no mesmo local 0
BAILE da PASSAGEM do ANO, que sera abrilhantado
pelo conjunto "VENUS". Convidando assim todos a
virem na certeza de que passarao urn fim de ano
memoravel.
Para a aquisi9ao de bilhetes ou marcayao de mesas telefone para a sede do Clube (532-9109)
scibados a tarde entre as duas e as seis.
Pre90: $12.00 por pessoa.
Na prov{ncia do Chtario nao se paga para frequentar as escolas elementares ou secundarias.
Os estudos superiores tern, no entanto, de ser pagos pelos estudantes. Ha tambem aux{lio financeiro
por parte da Prov{ncia para aqueles alunos que
querem continuar a estudar mas nao tern dinheiro. 0
dinheiro gasto na manuten9ao dos estabelecimentos
de ensino provem dos impostos municipais e provinciais. Embora 0 Ministerio da Educacao e 0 Ministerio dos Institutos politecnicos e'Universidades
sejam responsaveis pela organiza9ao geral do sistema escolar, as DirecyOes Escolares locais estao
encarregadas de empregar ou despedir professores,
organizar aulas de ingles para imigrantes e programas recreativos ou culturais. Todas as DirecyOes Escolares tern os representantes (trustees)
que sao eleitos pelo povo.
ESCOLAS PUsLICAS E SEPARADAS (CATOLICAS)
Ha dois tipos de escolas que sao subsidiadas
pelos impostos no Chtario: escolas pUblicas e
escolas separadas (catOlicas).
As escolas catOlicas pagas atraves dos impostos
re feridos vao so ate ao grau 10, ao passo que as
escolas pUblicas oferecem aulas ate ao grau 13.
Ja que 0 Ministerio da Educa9ao governa todas
as escolas, os padrOes de ensino variam pouco de
uma para outra. A forma9ao dos professores e identica e todos recebern ordenados comparaveis. Os
pais tern direito de man darem os filhos a escola
7
DC~[W~~
da sua preferencia, por isso e importante compreender bern 0 sistema escolar antes de tomar uma decisao.
Se tern qualquer pergunta a fazer sobre 0 ensino
no Ontario telefone ou escreva para:
Informarao Util
91 College St.
Toronto, Ontario
Tel. 535-8616
Fa9a algo diferente
Home.YlJ.> e. MuilteJte6, Jove.n6 e. Adu..U:.M .6 eJtti urn novo ano pa!l.a. .tOdM nO.6. PoJtque.
plane.aIt 6azeJt algo di6eJte.n.te. no pJtoumo
alguma c.o,u, a que. .the. de pJtaze.Jt e. que. ao
.te.mpo .6e. j a bom pa!l.a. a .6 u.a .6 au.de. .
1977
MO
ano me..6mo
v,u,,{;te. 0 We6.t End YMCA. TJtaga um amigo uMndo 0 c.upao ne..6.te. joltYlal. Com e..6.te. c.upiio du.a.6
pe..6.60M pode.Jtao u..6a1t 0 g.i.ncU,-i..o, a p,u,una, a
p,u,.ta de. c.otUr.-<.da.6, 0.6 pe6 0.6, M .6 ala.6 de han dball e. Jtac.que..tb--a.U dwr.an.te. urn d-i..a. ao pJte.}'.o de.
um.
Clalto que. nao pode.tui. u..6 aJt ma.w de. .tJtv, c.u.POe6, ma.6 0 Pe6.60at do YMCA e.xplic.aJt-.the.-a
amave..erne.n.te. c.omo podeJtti .6 e.Jt me.mbll.O e. u..6 aJt a.6
noM a.6 .i.n.6.tala9-0e6 .todo 0 ano e.xc.e.p.to n0.6 dom.i.ng 0.6 e. 6eJUa.do.6. M hoJta.6 du.Jtan.te. a .6e.mana
.6 aa da.6 9 da manha M 10 da no,{;te. e. da.6 9 da
manha. Cv., 7 da .taJtde. ao.6 .6 abado.6 •
FA~A
FA~A
ALGO VIFERENTE
ALGO QUE GOSTE
Ape.naA nao e..6 q u.e.~ de..tJtaz eJt 0.6 .6 apa.toJ.> de.
boJtJtacha, 6a.to de. gbtM:t<.c.a e. um c.ade.ado palta
o .6 e.u aJtm6tUo. 0 YMCA 06e.Jte.c.e.Jt-.the.-a. 0 Mbao
e. a.6 toalha.6.
Re.c.oJt.te. 0 c.upao e. .tJtaga um am-i.go na pJtoxima
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Victoria do Parli Quebecois
As elei9~es para a legislatura da Provincia de
Quebec no dia 15 de Novembro foram devastadoras
para 0 Partido Liberal liderado por Henri Bourassa,
e por outro lado deram uma grande victoria ao Partido Quebecois, liderado por Rene Levesque.
Este partido, que tern como objective levar Quebec a independencia se 0 povo de Quebec assim 0
desejar atraves de urn referenda marcado para daqui
a dois anos, ganhou 29 lugares dos 110 da assembleia provincial. 0 Partido Liberal, por seu lado
apenas conseguiu 28 lugares, tendo 0 seu lider e
varios ministros sido pessoalmente derrotados.
Depois desta derrota estrondosa que chocou e pos
em panico muitos canadianos envolvidos na alta financa do Canada ingles, comecou imediatamente a
levantar a questao do direito de independencia por
parte da provincia de Quebec. 0 Primeiro Ministro
do Canada, Pierre Elliot Trudeau apressou-se a declarar, depois da vitoria do Partido Quebecois,
que 0 canada continuara a ser urna nacao indivisivel.
Os analistas estao de acordo que 0 povo de Quebec rejeitou 0 Partido Liberal porque este partido
pouco fez para resolver os problemas economicos da
Provincia, sendo a taxa de desemprego uma das mais
altas do Canada. Alem disso este partido esteve
envolvido em muitos actos de corrupcao em contractos relacianados corn 0 Projecto da Barragem James
Bay e das instalacoes dos jogos Olimpicos.
QUE t1
Jalme Montelro '
1001 Bay St.Toronto.
E RENE LEVESQUE?
o actual Primeiro-ministro eleito tern 54 anos,
tendo nascido no dia 24 de Agosto de 1922, na cidade New Carlisle, na area Gaspe. 0 pai era advogado, sendo Rene 0 mais velho dos quatro filhos.
cedo Levesque desenvolveu urn espiritu forte de
independencia pessoal, canecando a trabalhar durante as ferias como locutor e reporter aos 14 anos de idade. Passou alguns anos num seminario jesuita onde recebeu uma educacao classica em lin-
••••••••••••••••••••••••••
••
...
Corr~o
.<.
anunc~o:
do
• Durante 0 Inverno a TAP voara
• somentel quatro veze 5 por semana
• directamente para Lisboa via Santa Maria
.ou Terceira e MO cinco vezes come habitual
••
•
•
•
•
Carros Novos
e Usados
guas estrangeiras, historia e filosofia. Enquanto
esteve no seminario, leu lit~ratura publicada por
nacionalistas Franco-canadianos de Montreal que
defendiam a retirada de Quebec.da Confederacao.
Aos 16 anos publicou urn artigo expondo a sua filosofia da vida e de justica. social - que se manteve
922-6161
constante durante anos. Interrompeu os seus estudos de leis para servir de correspondente nos dois
ultimos anos da segunda guerra mundial na Europa.
Decidiu entrar na cena politica em 1959, a seguir a morte de- Maurice Duplessis, 0 primeiro ministro ditador da Union Nationale. Tornou-se 0 homem No. 2 no governo liberal de Jean Lesage, que
tomou 0 poder em 1960. Apos a nacionalizacao da
'companhia de eletricidade a equipa de Lesage ganhou
urna victoria eleitoral esmagadora em 1962, usando
o slogan "agora ou nunca: senhores na nossa propria casa:' Levesque serviu come ministro dos recursos naturais de 1960 a 1965 no governo liberal.
Todavia de 1963 em diante os seus ataques contra
o federalismo canadiano comecaram a ser mais fre-"
quentes. Disse ao Financial Post que segundo a sua
opiniao 0 Canada deveria ser uma uniao de duas nacoes em vez de estar dividido em 10 provincias.
Em 1967 Levesqu~ publicou 0 seu famoso manifesto
sobre a independencia do Quebec. Imediatamente 0
Partido Liberal do Quebec denunciou 0 concei to de
separatismo "em todas as suas formas" e forcou Lev esque e os seus adeptos a resignar do partido.
Levesque formou imediatamente 0 Movimento da Associacao Soberana que mais tarde se transformou no
Partido Quebecois, quando em 1968 se aliou a partidos de esquerda de base rural.
Nas primeiras eleicoes a que 0 Partido Quebecois
concorreu em Abril de 1970, conseguiu 23 por cento
do voto popular, sendo eleitos apenas 7 candidatos.
Em 1973 apesar de 0 voto popular subir para 30 por
cento 0 partido de Levesque nao conseguiu eleger
senao 6 candidatos, tendo 0 proprio Levesque sido
derrotado.
Mas para as eleicoes de 15 de Nover,rra LE'" (.quE
mudou ne tG'.ctica tomando a ofensiva e atacando a
integriuade e credibilidade do governo, em vez de
se limitar a defender a plataforma do Partido Quebecois. Cano se sabe, 0 resultado foi-lhe favoravel. ,
sem
4NSPDRTES
'PDRTUGUESES
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morto a trabalhar