FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE ITUVERAVA FACULDADE DE FILOSOFIA CIÊNCIAS E LETRAS A ATUAÇÃO DE GESTORES E COLABORADORES EM RELAÇÃO AO CONTROLE INTERNO EM SUPERMERCADOS DAS CIDADES DE RIBEIRÃO PRETO E ITUVERAVA ITUVERAVA 2014 ÉRICA APARECIDA DE OLIVEIRA RAMOS A ATUAÇÃO DE GESTORES E COLABORADORES EM RELAÇÃO AO CONTROLE INTERNO EM SUPERMERCADOS DAS CIDADES DE RIBEIRÃO PRETO E ITUVERAVA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Fundação Educacional de Ituverava, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras para obtenção do Título de Bacharel em Administração Orientador: Prof. Ms. Rodrigo Anderson Esteves. ITUVERAVA 2014 ÉRICA APARECIDA DE OLIVEIRA RAMOS A ATUAÇÃO DE GESTORES E COLABORADORES EM RELAÇÃO AO CONTROLE INTERNO EM SUPERMERCADOS DAS CIDADES DE RIBEIRÃO PRETO E ITUVERAVA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Fundação Educacional de Ituverava , Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras para obtenção do Título de Bacharel em Administração Ituverava, _____ de ______________ de 2014. Orientador: ________________________________________ Prof. Ms. Rodrigo Anderson Esteves Examinador: ________________________________________ Profa. Ms. Mariângela Martinez Examinador: ________________________________________ Profa. Ms. Luciana Spínpolo Campos A ATUAÇÃO DE GESTORES E COLABORADORES EM RELAÇÃO AO CONTROLE INTERNO EM SUPERMERCADOS DAS CIDADES DE RIBEIRÃO PRETO E ITUVERAVA1 RAMOS, Érica Aparecida de Oliveira2 ESTEVES, Rodrigo Anderson3 RESUMO: O controle de estoque permite controlar e verificar as atividades que foram realizadas, se necessário realizar ajustes, para atingir sua eficácia. O objetivo deste trabalho foi o de verificar a efetividade dos processos de estoques de acordo com a atuação dos gestores e colaboradores em supermercados de Ituverava/SP e Ribeirão Preto/SP. Para o desenvolvimento deste estudo foi utilizada uma pesquisa exploratória de múltiplos casos, com abordagem quantitativa dos dados, sendo que os dados foram coletados mediante a aplicação de questionário fechado, com escala de Likert, por meio da técnica de entrevista, utilizando um roteiro dirigido diretamente aos colaboradores e gestores. Diante dessa pesquisa foi possível se perceber que há indícios de má gestão, até mesmo porque há divergências entre os relatórios de inventários de estoque e estoque físico. Outra constatação se refere aos erros, sejam eles relacionados à digitação errada de códigos ou digitação da quantidade errada, falta de atenção, falta de habilidade para lidar com informações no momento de tomada das decisões, ausência de um planejamento adequado diante de alguma situação específica e falha no treinamento. Também foi possível se constatar, com a realização deste estudo, que há, por parte dessas organizações, muito “comodismo” diante dos problemas vivenciados diariamente, o que vem a explicar o porquê destas empresas, mesmo diante dessa realidade, ainda não agirem de forma a promover ações de modo a minimizar ou extirpar definitivamente a causa desses entraves dentro de suas organizações. Palavras-chave: Estoque. Divergência. Controle. Sistema de informação. Eficácia. THE PERFORMANCE OF MANAGERS AND EMPLOYEES IN RELATION TO INTERNAL CONTROL IN SUPERMARKETS OF RIBEIRÃO PRETO CITIES AND ITUVERAVA SUMMARY: The Stock control allows control and verify the activities that were accomplished, if necessary to accomplish adjustments, to achieve its effectiveness. The objective of this work was it of verifying the effectiveness of the processes of stocks in agreement with the managers’ performance and employees in supermarkets of Ituverava/SP and Ribeirão Preto/SP. Para the development of this study an exploratory research of multiple cases was used, with quantitative approach of the data, and the data were collected by the application of closed questionnaire, with scale of Likert, through the interview technique, using an itinerary driven the employees and managers directly. Before that research it was possible if notices that there are indications of bad administration, even because there are divergences between the reports of stock inventories and physical stock. Another verification refers to the mistakes, be them related to the wrong fingering of codes or fingering of the wrong amount, lack of attention, ability lack to work with information in the moment of socket of the decisions, absence of an appropriate planning due to some specific and defective situation in the training. It was also possible if it verifies, with the accomplishment of this study, that there is, on the part of those organizations, a lot “self-indulgence” before the problems lived daily, what comes to explain the reason of these companies, even due to that reality, they still act not from way to promote way actions inside to minimize or to extirpate the cause of those impediments definitively of their organizations, be those resulting impediments of frauds, losses, among other factors. Keywords: Stock. Divergence. Control. Information system. Efficacy. 1 Artigo apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Fundação Educacional de Ituverava. 2 Graduanda no Curso de Administração. E-mail: [email protected] 3 Orientador: Prof. Ms. de Administração. Docente da FE/FFCL. INTRODUÇÃO Nas últimas décadas vem ocorrendo mudanças significativas no modo como as empresas gerenciam seus negócios, sendo que algumas dessas mudanças podem ser mais nítidas em alguns setores do que em outros, sendo um desses setores o de Recursos Humanos, no qual se tem buscado, cada vez mais, melhores condições de trabalho para todos os profissionais da empresa, não obstante, em outros âmbitos dessas organizações também foi possível se verificar mudanças, tal como na estrutura física da empresa e nos processos tecnológicos adotados por essas organizações. Todas essas mudanças têm levado essas empresas a atingirem patamares de produtividade que antes não eram alcançados. Vale ressaltar que todas essas modificações são importantes não apenas para as empresas, mas também para a sociedade, afinal, esta é quem adquire produtos e serviços dessas organizações. Assim, para que todo esse potencial de produtividade seja alcançado de forma plena é importante que haja um devido controle interno, o qual deve ser fundamentado em métodos e técnicas que devem ser explorados de modo a se atingir a maior qualidade, lucro e eficiência possível em todos os processos, tendo sempre em mente a importância dos profissionais que atuam para que tudo isso seja possível. É importante também ressaltar que toda empresa que desfruta de uma adequada gestão administrativa tem melhores condições de prever acontecimentos internos, externos e futuros, o que se traduz em importante auxílio no momento de tomada de decisões, principalmente no que se refere ao inventário, pois é a análise deste que permite ao gestor apurar possíveis perdas, sendo o inventário, por essa e outras razões, que serão indicadas em momento oportuno, tão imprescindível para essas organizações. Este trabalho teve como objetivo verificar a efetividade dos processos de estoques de acordo com a atuação dos gestores e colaboradores, nos supermercados Liberdade, Cecílio, Dia, Carrefour e Atacadão. Esta pesquisa foi importante para a área científica, uma vez que revelou possíveis erros que os gestores de supermercados podem enfrentar nos estoques, tais como fraudes, produtos obsoletos e vencidos, registros de produtos indevidamente, perdas e erros de contagem. Assim, este estudo permitiu uma melhor observação em relação ao que ocorre nestas empresas, possibilitando que medidas possam ser tomadas de modo a enfrentar esses erros, preservando assim os supermercados. Para o desenvolvimento deste estudo foi utilizada uma pesquisa exploratória de múltiplos casos, no qual foi elaborado um questionário contendo 13 afirmações em escala Likert, com níveis de concordância e um roteiro de entrevista, ambos relacionados ao tema controle de estoque. Os questionários foram aplicados pessoalmente aos colaboradores e gestores de três supermercados de Ituverava/SP e em dois supermercados de Ribeirão Preto/SP. Este estudo estruturou-se respectivamente em: controle interno, gestão de estoques, estoque, logística, sistema de informação e inventário de estoque. REFERENCIAL TEÓRICO CONTROLE INTERNO E A GESTÃO DE ESTOQUE Para Oliveira (2005), controlar é comparar o fruto das ações com padrões previamente planejados, analisando, em detalhes, sua execução, se necessário realizando ajustes para que, enfim, obtenha-se eficácia no processo. Segundo Fayol (1975 apud CHIAVENATO, 2003), é no controle que resulta a função administrativa mais precisamente conhecida pela expressão “Planejar, Organizar, Controlar, Coordenar e Comandar” (POCCC), fatores esses essenciais ao controle de estoque e controle interno. O controle interno compreende o plano de organização e o conjunto coordenado dos métodos e medidas adotados pela empresa, para salvaguardar seu patrimônio, conferir exatidão e fidedignidade dos dados contábeis, promover a eficiência operacional e encorajar a obediência às diretrizes traçadas pela administração da companhia (ARAÚJO, 2002, p. 5). Para Araújo (2002), o controle interno é um processo de grande importância no estoque, pois é necessário que se tenha controle das entradas e saídas, de modo a garantir que não falte qualquer produto ou mercadoria, evitando-se perder uma venda ao cliente final por erros ocorridos nos registros. Todos os instrumentos da organização destinados à vigilância, fiscalização e verificação administrativa, que permitem prever, observar, dirigir ou governar os acontecimentos que se verificam dentro da empresa e que produzem reflexos em seu patrimônio (FRANCO; MARRA, 2001, p. 267). Dias (1996) os altos níveis de estoque podem ser considerados desperdício, deixando a organização sofrer a lei da oferta/demanda, portanto, são esses altos níveis de estoque que estabelecem a relação entre a procura de um produto e a quantidade ofertada e do risco de não obter sucesso no giro dos estoques e ter produtos obsoletos e vencidos. . Para Garcia, Lacerda e Arozo (2001), o giro de estoque está entre o consumo anual das mercadorias e o estoque médio, representando um parâmetro comparativo e possibilitando aos gestores melhores condições na tomada de decisão. Podendo ter a possibilidade de um ganho ou perda caso haja mais de uma opção no negócio, ou seja, é aquilo que a empresa pode deixar de ganhar por escolher determinada opção. Porém, em contrapartida, dependendo do seguimento da organização em uma compra de grande quantidade, o gestor consegue negociar um melhor preço e, consequentemente, obter lucro. Para Severino Filho (2006), os novos modelos de gestão possuem diversas formas e meios de fornecer informações que vão desde o Planejamento, Programação e Controle (PP&C) das quantidades adquiridas de produtos e materiais. No entanto tais informações, na maioria das vezes, ou, em grande parte delas, acarretaram diversos problemas, pois seus destinatários não filtram as informações como deveriam, e, em determinados momentos, seus gestores não sabem como lidar com elas. A gestão de estoques abrange uma série de atividades, que vão desde a programação e planejamento das necessidades de materiais em estoque, até ao controle das quantidades adquiridas, com a intenção de medir a sua localização, movimentação, utilização e armazenagem desses estoques de modo a responder com regularidade aos clientes em relação a preços, quantidades e prazos. A programação e planejamento são as atividades relativas à definição dos modelos necessários à utilização de técnicas estatísticas, aplicáveis às previsões de necessidades e à gestão de estoques da empresa, dentro de uma produção e programação de vendas previamente estabelecidas (SEVERINO FILHO, 2006, p. 63). O controle interno é de suma importância para a gestão do administrador da organização, uma vez que se este processo é realizado e tem efetividade os resultados terão grande probabilidade de atingirem sua efetividade, gerando reflexos em todos os setores, inclusive no estoque. ESTOQUE E LOGÍSTICA Ballou (2006), entende a logística por métodos de administração do fluxo de mercadorias e produtos desde a sua aquisição, quando ainda matéria-prima até se tornar o produto final para usuários e clientes. O sistema de logística é um grande aliado das organizações e gestores, pois exerce significante influência para equilibrar o fluxo de caixa e determina estratégias de compra de produtos e mercadorias, gerando importantes economias financeiras para as organizações. Para FLEURY et al., (2000) analisando conjuntamente a necessidade de altos níveis de serviço logístico a um custo adequado e a redução de desperdícios, a armazenagem se destaca devido ao aumento da variedade de produtos, lotes menores com entregas mais frequentes, menores tempos de atendimento e menor tolerância a erros de separação de pedidos. Dessa forma, alinhando-se as colocações de Bezanko et al. (2006), as possibilidades de redução de custos associadas a maiores benefícios orientam as decisões estratégicas das organizações na busca por um posicionamento favorável no mercado. No caso da logística, a decisão define se a maior eficiência na movimentação e armazenagem de produtos pode ser obtida internamente ou se por outros prestadores de serviço existentes no mercado. Para Santoro (2006), a logística teve uma evolução significativa, visto que no atual cenário das organizações a terceirização das frotas de veículos é constante. O estoque e a logística estão interligados, sendo tal fato considerado um fator determinante que irá apoiar as decisões do gestor da organização acerca da compra em maior quantidade de mercadorias e giro no fluxo de caixa. Severino Filho (2006), conceitua estoque como sendo os bens armazenados e destinados à venda, quer sejam de produção própria, normalmente identificados como produtos, ou simplesmente adquiridos para revenda, sem sofrerem processo de transformação (mercadorias). Segundo Ballou (2006), estoques são acumulações de matérias-primas, suprimentos, componentes, matérias em processo e produtos acabados que surgem em numerosos pontos do canal de produção e logística da organização. Para Santoro (2006) estoque é a quantidade de bens ou materiais alocados em determinado local, sob controle do gestor, aguardando uso futuro. Independentemente da origem de cada definição a política de estoques integra decisões logísticas, junto à localização e transportes e vem, ao longo dos tempos, aumentando sua importância sob o ponto de vista financeiro e de atendimento ao cliente. Neste contexto podem ser destacados alguns fatores relevantes e características positivas para as organizações constituírem estoques (Quadro1). Quadro 1 – Fatores relevantes para manter estoques Constituir estoques com uma finalidade especulativa, comprando-se os mesmos a baixos preços e vender por preços altos. Assegurar o consumo regular de um produto em caso de sua produção ser irregular. Logística eficaz e com baixos custos. Não sendo prático o transporte de produtos em pequenas quantidades opta-se por encher os veículos de transporte. Variações de consumo. Prevenção contra atrasos nas entregas, provocados por avarias durante a produção, greves. Se a produção for superior ao consumo. Fazer entregas ou compras muito frequentes. Regular a oferta e a demanda. Fonte: Adaptado de Slack et al. (2009) Slack et al. (2009), afirmam que os estoques são considerados garantias contra eventos inesperados, pois permitem a conciliação entre demanda e oferta que, essencialmente, não relacionam-se harmonicamente. Se o fornecimento de qualquer item ocorresse exatamente quando fosse demandado o item nunca necessitaria ser estocado. Segundo Ballou (2006), o custo de manutenção dos estoques pode representar cerca de 20% a 40% do seu valor por ano. Por isso, se torna necessário administrá-lo cuidadosamente, analisando a alternância do nível dos estoques e se é economicamente viável. Os estoques podem gerar alguns inconvenientes para as organizações, diante da fragilidade de determinados produtos, que, por vezes, não possuem condições de ser mantidos estocados ou poderão ser mantidos em períodos muito curtos, matéria ou produto não vendido, que, por consequência, acaba por imobilizar o capital da organização, sem acréscimo de qualquer valor. Para Lustosa (2008), os estoques envolvem diversos custos de manutenção, trata-se dos custos de instalações, pessoas, armazenagem, iluminação e equipamentos. Quando a empresa mantém estoques que não são necessários, ocorre um desaproveitamento de estoque, o que vai significar uma perda de espaço físico assim como perdas de investimento. Quando existe a consciência que os estoques geram desperdício e quando se identificam as razões que indicam a necessidade de estoques, o propósito é usá-las de uma forma eficiente (PALMISIANO et al., 2004, p. 5). Observa Vertes (1991), que as organizações, juntamente com seus gestores, devem estar atentas, com um planejamento bem delineado, quando optarem pela implantação de um estoque, pois existem riscos iminentes que necessitam ser mensurados. De acordo com Corrêa (2005), existem modelos básicos na gestão de estoque, sendo estes modelos de lote econômico, lote fixo e modelos de revisão periódica, tendo como principal diferença que no primeiro o foco é um evento e no segundo o tempo. Alguns métodos de controle de estoque são de grande importância para entender a respeito de gestão de estoque (Quadro 2). Quadro 2 – Métodos de controle de estoque Custo Médio Mensal (CMM) Tempo de Reposição (TR) Ponto de Pedido (PP) Primeiro que Entra Primeiro que Sai (PEPS) Último que Entra Primeiro que Sai (UEPS) Curva ABC Material Requeriment Planning (MRP) Compreende a média (três meses) do consumo realizado ou previsão da demanda em um período de tempo. Tempo de reposição do estoque até a entrada da mercadoria. Determina quando será necessário repor o estoque, embasado no estoque mínimo. Identifica reposição do estoque, onde para cada venda haverá uma reposição de estoque pelo preço de custo, atualizado pelo valor das últimas entradas. Determina que as primeiras compras que entram são as últimas que saem, onde o valor do estoque é atualizado pelas primeiras compras. É um método de classificação das informações que separa itens de maior importância e impacto, uma estatística de materiais por classes A (maior importância), B (com importância) e C (menor importância). Estabelece um planejamento para os suprimentos e materiais, é um sistema computadorizado de controle de inventário e produção, buscando otimização dos processos e minimização dos custos. Fonte: Adaptado de Corrêa (2005) Portanto, as ferramentas citadas são de grande importância nas organizações para que o gestor possa implementar no dia a dia, tendo o mínimo de garantias de eficácia nos processos. O SISTEMA DE INFORMAÇÃO Segundo os ensinamentos de Buckhout, Frey e Nemecjt (1999), o sistema não se limita apenas à funcionalidade, visto que possibilita funcionalidades diferentes em cada organização, criando operações mais eficientes, comunicação entre as áreas e detalhamento das funções por ele suportadas. Segundo Moscove, Simkin e Bagranoff (2002), o Sistema de Informação (SI), tem basicamente, por finalidade, introduzir uma estrutura comprovada de modo a gerenciar e a continuamente promover melhorias nas políticas internas, procedimentos e processos da organização. Para Fortulan, Aquaroni e Cazarini (1999), o SI é a expressão utilizada para descrever um sistema, seja ele automatizado, que pode ser denominado como Sistema de Informação Computadorizado, seja ele manual, que abrange pessoas, máquinas e/ou métodos organizados para coletar, processar, transmitir e disseminar dados que representam informação para o usuário e/ou cliente. Henh (1999) apresenta o ERP como uma coleção integrada de sistemas que partilham os mesmos dados e atendem a todos as necessidades de um negócio: contabilidade legal e gerencial, finanças, controladoria, controle de produção, compras, vendas, distribuição e outros. Para Laudon e Laudon (2006), um SI pode ser definido como um conjunto de componentes inter-relacionados para coletar, recuperar, processar, armazenar e distribuir informações com a finalidade de facilitar o planejamento, o controle, a coordenação, a análise e o processo decisório em organizações. Pode-se verificar que a informação é muito importante para organizar as atividades da empresa, visto que através dela o gestor tem a possibilidade de coordenar as áreas da organização, como também integrar informações entre setores. Sistemas de Informação podem ser definidos como uma combinação de recursos humanos e computacionais que inter-relacionam a coleta, o armazenamento, a recuperação, a distribuição e o uso de dados com o objetivo de eficiência gerencial (planejamento, controle, comunicação e tomada de decisão) nas organizações. Além disso, os Sistemas de Informação podem também ajudar os gerentes e os usuários a analisar problemas, criar novos produtos e serviços e visualizar questões complexas (MEC-98/SBC apud REISSWITZ, 2009, p. 5). O Sistema de Informação deve ser alimentado de informações corretas para êxito na execução das tarefas, pois de nada adiantaria ter uma tecnologia de ponta, um estoque e não ter todas essas informações consignadas em um software propiciando ao gestor fontes para deliberar sobre decisões da organização. INVENTÁRIO DO ESTOQUE Considera-se inventário a capacidade de identificar a quantidade de produtos e materiais de uma organização, que proporciona a dimensão das perdas de mercadorias, grande quantidade em estoque, além da possibilidade de mensurar os produtos que podem faltar no estoque, caso ocorra uma demanda expressiva (SALAZAR; BENEDICTO, 2004). Franco e Marra (2001, p. 28), assim explicam: A técnica contábil que – através de procedimentos específicos que lhe são peculiares, aplicados no exame de registros e documentos, inspeções e na obtenção de informações e confirmações, relacionadas com o controle do patrimônio de uma entidade – objetiva obter elementos de convicção que permitam julgar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais e normas de contabilidade e se as demonstrações contábeis deles decorrentes refletem adequadamente a situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período administrativo examinado e as demais situações nela demonstradas. Silva (2010) explana que o inventário é, acima de tudo, uma ferramenta de controle, que contemporaneamente é fundamental para que as organizações e gestores possam realizar um planejamento efetivo e eficaz. Podem delimitar possíveis problemas futuros e elaborar planos de ação e inúmeras variáveis que, se não satisfeitas, incorrerão em problemas e não atingirão os objetivos gerais da organização. Quanto às variáveis pode-se citar o valor entre o estoque físico e o estoque contábil, o registro de dados e o estoque físico, ou seja, a quantidade real na prateleira, a apuração do valor total do estoque (contábil) para efeitos de balanços e balancetes. Entre os instrumentos usados pela Contabilidade, o Inventário Geral é o mais importante, porque através dele podemos apurar o resultado de um exercício, dispensando qualquer auxílio dos Livros de Escrituração. Esse resultado assim apurado, será mais exato, correto e certo possível (VERTES, 1991, p. 33). Conforme explana Martins (2001), o inventário rotativo é realizado em curto período de tempo, no qual as organizações optam por verificar os produtos com maior saída ou considerados de grande utilidade não podendo faltar nas prateleiras. Para Campos Filho (2003), o inventário rotativo leva em conta a curva ABC, seja pelo custo ou quantidade, sendo considerados escopos para a implementação de inventário periódico anual, pois em grande parte das organizações ocorre por diversas vezes a contagem de estoque durante o ano identificando todas as divergências. O estudo dessa curva é muito importante para as organizações, visto que sua análise possibilita à empresa conhecer, por exemplo, quais são os produtos com maior saída e importância, no caso dos supermercados esses produtos assim, a curva ABC é sem dúvida uma ferramenta imprescindível para as empresas, ainda, quanto a alguns aspectos consideráveis da curva ABC, Neves (2014, p. 1), assim explica: Muitas empresas acreditam ter implantado uma sistemática de inventário rotativo, ao realizar contagens semanais ou mensais, quando, na verdade, o inventário rotativo é realizado diariamente, com base em critérios previamente estabelecidos, normalmente em função da classificação do item na curva ABC em função de volume, gira ou popularidade. Itens A devem ser contados com maior frequência, podendo ser diário, semanal e no mínimo mensais. Itens B podem ser contados de 4 a 12 meses por ano, em frequências que variam desde um mínimo mensal até um máximo trimestral. Os itens C são normalmente contados de 1 a 3 vezes por ano. Dependendo da quantidade, podem ser desdobrados em uma outra classificação, conhecida por D, que representa 40 por cento a 60 por cento dos itens que respondem por apenas 1 por cento a 3 por cento da movimentação total. Esses itens D podem ter uma frequência de contagem anual. Segundo Mattar (2001), a amostragem é importante, pois possibilita ao gestor a execução das atividades, estabelecendo menores custos e menor quantidade de pessoas envolvidas, onde todos devem se atentar para fatores essenciais de precisão, eficiência e correção. Para Alves Júnior et al. (2013), inventariar apenas os itens que tiveram movimentação no período é uma forma interessante, pois considerando a possibilidade de que somente os itens que foram movimentados poderão ter ocorrência de desvios não haverá necessidade de inventariar os demais itens armazenados. Para tal, deve-se listar os itens que tiveram movimentação no período estabelecido, definindo a quantidade de movimentos, ou seja, as entradas e saídas. MATERIAIS E MÉTODOS Para realização do presente trabalho, utilizou-se de pesquisa exploratória, sendo empregada uma abordagem quantitativa dos dados coletados, visto ser mensurável a efetividade dos processos analisados. A pesquisa foi aplicada em três supermercados de Ituverava/SP e dois na cidade de Ribeirão Preto/SP aos colaboradores e gestores das organizações. O questionário (Apêndice A), foi desenvolvido acerca dos processos internos da organização referente ao estoque físico, software, controle de estoque, fluxo de caixa, relatórios, compras, inventário, dentre eles, níveis de estoque e tomada de decisão. Foi utilizada uma escala de Likert, com as afirmações, usando as graduações de concordo parcialmente, concordo plenamente, concordo, não concordo parcialmente, não concordo plenamente e não concordo. O intuito foi buscar uma amostra de determinados supermercados em virtude do grande fluxo de consumidores que compram diariamente, verificar a efetividade dos processos de estoque, de acordo com a atuação dos gestores e colaboradores dos supermercados. Para tanto, foi coletada a opinião dos colaboradores e gestores que trabalham diretamente com os processos internos, que atuam na área de controle de estoque, faturamento, compras e administração. A coleta de dados foi realizada por meio da análise de múltiplos casos, mediante a aplicação de questionários (Apêndice A), e de um roteiro de entrevista (Apêndice B), proporcionando abertura de modo que os participantes da entrevista pudessem se expressar de forma mais minuciosa sobre situações que o questionário com afirmações fechadas não contemplou. Para a aplicação do questionário foi levado em consideração que não houve qualquer comunicação ou auxílio nas respostas, ou seja, não se manipulou o resultado, conforme orientação de Andrade (2001), uma vez que, por se tratar de um questionário, há a ausência do pesquisador. ANÁLISE DOS DADOS O primeiro supermercado no qual a pesquisa foi iniciada foi a rede de supermercados Liberdade, localizada no centro da cidade de Ituverava/SP, com aproximadamente 11 mil metros quadrados de área construída, somatória de todas as lojas. Trata-se de uma empresa de médio porte, que procura atingir os consumidores das classes média e baixa, tanto da cidade de Ituverava, como também de cidades vizinhas, oferecendo uma grande diversidade de mercadorias que o supermercado aos seus consumidores, mantendo assim o compromisso com a cidade de Ituverava de oferecer produtos de qualidade a preços bons, além de gerar empregos e impostos que auxiliam no desenvolvimento do município. Já o supermercado Cecílio está localizado em um bairro mais afastado do centro, sendo uma organização de médio porte, com aproximadamente 4 mil metros quadrados de área construída, mas que atinge toda uma clientela das classes média e baixa que estão mais próximas do local, com variedades de produtos. Já o supermercado Dia apresenta área de vendas de 546 metros quadrados. A loja está localizada no centro da cidade de Ituverava, e possui estacionamento para os consumidores, com uma grande clientela, em razão de sua excelente localização, no centro da cidade. Já o supermercado Carrefour pesquisado integra uma rede de hipermercados. A pesquisa foi aplicada ao Carrefour que está localizado na cidade de Ribeirão Preto, sendo o estudo realizado na unidade do Shopping de Ribeirão Preto, localizado no centro da cidade, de grande porte, com, aproximadamente, 200 mil metros quadrados. Sua clientela é bem diversificada, atendendo, principalmente as classes média e alta. O último supermercado que foi pesquisado foi o Atacadão, com 6.300 metros quadrados ele está situado na Rodovia Anhanguera, nos arredores da cidade de Ribeirão Preto, sendo uma empresa de grande porte, com aproximadamente 144 mil metros quadrados, atendendo consumidores das classes média e alta, com grande movimento. Vale ressaltar que todas as equipes gestoras e colaboradoras dos supermercados mencionados se prestaram a realizar a pesquisa com o intuito de contribuir para a realização deste estudo, respondendo as perguntas que lhes foram feitas sempre com muito zelo e interesse em poder contribuir na realização deste estudo. Também é importante destacar que os dados coletados dos cincos supermercados foram analisados de forma separada. Os gestores de cada um dos cincos supermercados e seus colaboradores responderam ao questionário, sendo que suas respostas resultaram na análise indicada a seguir. Conforme a afirmação 1 a empresa possui sistema de informação eficaz, resultando assim em um cenário no qual a maioria dos colaboradores e gestores concordam com a afirmação proposta. Os supermercados Liberdade correspondem a um total de 95,25%, o Cecílio 90,15%, o Dia 89,75%, o Carrefour e Atacadão 91,25%. As funcionalidades do software são relevantes e, por conseguinte, de grande importância para processos internos da empresa, importância essa que já foi demonstrada anteriormente, quando se apresentou a definição de SI de Laudon e Laudon (2006). Assim, pode-se depreender que a informação é muito importante para organizar as atividades da empresa, visto que é a informação que possibilita ao gestor coordenar as áreas da organização, como também integrar informações entre os setores. O SI deve ser alimentado de informações corretas de modo a se obter êxito na execução das tarefas, visto que de pouca serventia seria possuir uma tecnologia de ponta, um estoque e não ter todas essas informações consignadas em um software, propiciando ao gestor fontes para deliberar sobre decisões da organização. Figura 1 – A empresa possui sistema de informação eficaz Fonte: Elaborado pelo autora (2014) A afirmação 2 se refere ao questionamento acerca do sistema de estocagem ser ou não eficiente na empresa, sendo a resposta no seguinte sentido: supermercados Liberdade 93,75%, Cecílio 88,15%, Dia 90,09%, Carrefour 89,75% e Atacadão 91,50% concordam com a eficiência de estocagem. Vale ressaltar que toda empresa necessita de processos de estocagem eficientes. Franco e Marra (2001), observam que é imprescindível que as organizações tenham instrumentos destinados à vigilância, fiscalização e verificação administrativa, que possibilitam constatar problemas e propor soluções por parte dos gestores. Figura 2 – O sistema de estocagem na empresa é eficiente Fonte: Elaborado pela autora (2014) Quanto à perda de produtos contida na afirmação 3, a maioria absoluta das respostas foi no sentido de que o volume de estocagem não gera muitas perdas, afirmação essa comprovada pelos seguintes índices percentuais: supermercados Liberdade 82,50%, Cecílio 79,25%, Dia 80,25%, Carrefour 81,75% e Atacadão 82%. Segundo Severino Filho (2006), a estocagem abrange uma série de atividades e planejamento que devem ser minuciosos em relação aos produtos, de modo a se evitar futuras perdas, caso não exista demanda. Há supermercados que optam por comprar grande quantidade de produtos, o que acaba resultando em um grande volume de estoque, que pode gerar perdas diante de inúmeros fatores. Vale frisar que as empresas que possuem estoque devem estar atentas à demanda do mercado por determinado item, ter um ambiente dentro dos padrões que o produto necessita e colaboradores treinados para a execução do serviço, não obstante, mesmo com toda essa atenção ainda podem ocorrer perdas. Figura 3 – O volume de estocagem gera muitas perdas Fonte: Elaborado pela autora (2014) No que se refere ao questionamento 4, antes de se apresentar os dados percentuais demonstrativos da análise, é importante ressaltar que, contemporaneamente, em se tratando de supermercados, é impossível haver atividade comercial sem a geração de estoque, uma vez que os supermercados possuem grande mix de produtos para oferecer ao cliente final. A importância desse quesito já foi discutida anteriormente, quando se fez menção aos comentários de Araújo (2002), em relação ao controle interno que deve ser feito pelas organizações. Os dados apurados indicam que os supermercados Liberdade apresentam um percentual de 93,75%, Cecílio 89,25%, Dia 90,50%, Carrefour 91,25% e Atacadão 92,25%, portanto, a maioria absoluta dos colaboradores e gestores é unânime no sentido de que os supermercados possuem estoque, ressaltando que essa é uma ferramenta de controle, que contemporaneamente é fundamental para as organizações e gestores, de forma a permitir realizar um planejamento efetivo e eficaz, e, não havendo esse controle de modo adequado, há sim perdas. Figura 4 – A empresa possui sistema interno de estoque Fonte: Elaborado pela autora (2014) Quanto às formalidades de decisão em conjunto, os resultados apurados, no que se refere à afirmação 5, apontam para os seguintes percentuais: supermercados Liberdade 85%, Cecílio 71,25%, Dia 76,75%, Carrefour 75% e Atacadão 77,25%, assim, concordam com a afirmação. Segundo os ensinamentos de Buckhout, Frey e Nemecjt (1999), o sistema não se limita apenas à funcionalidade, visto que possibilita funcionalidades diferentes em cada organização, criando operações mais eficientes, comunicação entre as áreas e detalhamento das funções por ele suportadas. O entendimento, no entanto, não é unânime e não são todos os Com relação às formalidades das decisões, todas as organizações demandam a tomada de decisões que vão definir o futuro da empresa e o caminho que ela almeja seguir, no qual, por vezes, há uma diretoria deliberando sobre, ou, atribuem esta função a seus subordinados. Pode-se constatar que as organizações são subdividas em setores (compras, supervisão, controle de estoque, etc.), atribuindo a cada gestor o poder de decisão sobre sua área, que, no final, ocorre em grande parte em conjunto, diante do elo entre os setores. Figura 5 – Formalidades de decisão em conjunto Fonte: Elaborado pela autora (2014) Quanto ao fluxo de caixa, as respostas ao quesito 6 apontam no sentido de que há sim uma preocupação das empresas em relação ao fluxo de caixa. Seguindo essa lógica de raciocínio vale destacar que o fluxo de caixa é, sem dúvida, de grande importância para a empresa, pois oferece ao gestor controle das entradas e saídas dos recursos financeiros de determinado período. Segundo Ballou (2006) o sistema de logística é um grande aliado das organizações e gestores, visto que exerce significativa influência para equilibrar o fluxo de caixa, além de determinar estratégias de compra de produtos e mercadorias, gerando consideráveis e importantes economias financeiras para as organizações. É pleno o entendimento de todos que os gestores conduzem o fluxo de caixa com as devidas prioridades nos supermercados Liberdade, Cecílio, Dia, Carrefour e Atacadão, apresentando assim um percentual no qual 100% concordam. Figura 6 – A empresa se preocupa com o fluxo de caixa Fonte: Elaborado pela autora (2014) O quesito 7 versa sobre o aspecto da organização possuir métodos padronizados na decisão das compras, sendo que os dados apurados seguem exatamente essa diretriz, indicados pelos seguintes percentuais: supermercados Liberdade 87,50%, Cecílio 84,25%, Dia 85,75%, Carrefour 88% e Atacadão 89,75%. Vale ressaltar que, segundo Corrêa (2005), trata-se de um método de classificação das informações que separa itens de maior importância e impacto, uma estatística de materiais por classes A (maior importância), B (com importância) e C (menor importância). Também é importante frisar que o processo de compras é muito relevante para as empresas, uma vez que depende de capital a ser investido, da análise dos produtos que têm maior saída, para comprá-los em devida quantidade, de modo que não faltem ao consumidor final, o que nem sempre é devidamente observado pelas empresas, deixando assim a desejar neste aspecto. Figura 7 – Processo de compra Fonte: Elaborado pela autora (2014) A assertiva 8 se refere ao fato da empresa ter apresentação do mix de compras antes da sua efetivação. Nas palavras de Palmisiano (2005), nas organizações que apresentam estoque desnecessário há um desaproveitamento do estoque que acaba gerando perdas, portanto, é imprescindível identificar a real precisão de estoque e local adequado para armazenamento. Foi possível se auferir que todos os colaboradores e gestores dos supermercados Liberdade, Cecílio, Dia, Carrefour e Atacadão entendem como é fundamental este controle, visto que este possibilita compras efetivas dos produtos que realmente são necessários, evitando-se perda de vendas, apresentando um percentual no qual 100% concordam. Figura 8 – É fundamental que a empresa tenha apresentação do mix de compras antes da efetivação delas Fonte: Elaborado pela autora (2014) O quesito 9 diz respeito ao fato da empresa utilizar giro de estoque na decisão de compras. Para Garcia, Lacerda e Arozo (2001), o giro de estoque está entre o consumo anual das mercadorias e o estoque médio, representando um parâmetro comparativo e possibilitando aos gestores melhores condições na tomada de decisão. Observa-se que o giro de estoque, na decisão de compras, é de conhecimento de todos, e que é relevante, uma vez que, por meio dele, o gestor tem acesso às informações em relação aos produtos mais vendidos e os compra devidamente. Desse modo, o giro de estoque, na decisão de compras, é de conhecimento de todos os envolvidos dos supermercados Liberdade, Cecílio, Dia, Carrefour e Atacadão, apresentando assim um percentual no qual 100% concordam. Figura 9 – A empresa utiliza giro de estoque na decisão de compra Fonte: Elaborado pela autora (2014) A assertiva 10 trata da possibilidade de se identificar os relatórios disponíveis pela empresa. Os dados apurados apontam no sentido de que a maioria dos supermercados Liberdade 80%, Cecílio 76,50%, Dia 74,25%, Carrefour 81,25% e Atacadão 84,25% concordam com essa afirmação. Para Garcia, Lacerda e Arozo (2001), o giro de estoque está entre o consumo anual das mercadorias e o estoque médio, representando um parâmetro comparativo e possibilitando aos gestores melhores condições na tomada de decisão. O entendimento, no entanto, não é unânime e não são todos os entrevistados que atuam com relatórios, alguns detêm apenas conhecimento da existência, mas, mesmo assim, o conhecimento dos demais é expressivo. As informações que são inseridas por meio de software devem estar corretas, pois todas as empresas tomam como base as vendas e o estoque para definir suas compras, sendo verificadas por meio de relatórios. Figura 10 – É possível identificar os relatórios disponíveis no sistema Fonte: Elaborado pela autora (2014) A assertiva 11 propõe que a empresa possui inventário de estoque, quesito este para o qual todos os gestores e colaboradores dos supermercados Liberdade, Cecílio, Dia, Carrefour e Atacadão apresentam um percentual de 100%, ou seja, todos concordam, sendo assim é grande o volume de envolvidos que conhecem o processo de inventário e o consideram de grande importância. Ainda, seguindo essa linha de raciocínio, Vertes (1991), explica que o inventário é um uma ferramenta de extrema importância, uma vez que, por meio dela, pode-se realizar a apuração dos resultados de um exercício exato, correto e possível. Assim, as empresas devem inventariar seus estoques buscando a oportunidade de corrigir qualquer imprecisão. Figura 11 – A empresa possui inventário Fonte: Elaborado pela autora (2014) Quanto ao processo de auditoria, quesito 12, o qual propõe que a empresa possui validações apontadas pelo sistema, os dados apurados apresentam os seguintes percentuais: supermercados Liberdade 87,50%, Cecílio 85%, Dia 83,75%, Carrefour 90% e Atacadão 91,25%. Assim, a maioria absoluta dos pesquisados concordam com essa assertiva, sendo considerável o conhecimento deles neste aspecto, visto que contemporaneamente trata-se de um processo cotidiano nas organizações. Vale ressaltar que toda e qualquer informação de uma empresa deve ser inserida no sistema e avaliada precisamente para não ocorrer falhas/erros na tomada de decisão. Ainda, em relação a este aspecto, Franco e Marra (2001, p. 28), assim explicam: A técnica contábil que – através de procedimentos específicos que lhe são peculiares, aplicados no exame de registros e documentos, inspeções e na obtenção de informações e confirmações, relacionadas com o controle do patrimônio de uma entidade – objetiva obter elementos de convicção que permitam julgar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais e normas de contabilidade e se as demonstrações contábeis deles decorrentes refletem adequadamente a situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período administrativo examinado e as demais situações nela demonstradas. Figura 12 – A empresa possui validações apontadas pelo sistema (auditoria de processo) Fonte: Elaborado pela autora (2014) O quesito 13 aborda a questão sobre níveis de estoque, propondo que a organização que mantém altos níveis de estoque pode ser considerada uma forma de desperdício. Os gestores e colaboradores dos supermercados Liberdade, Cecílio, Dia, Carrefour e Atacadão são unânimes em relação a essa questão, ou seja, 100% concordam que as organizações que atuam com grandes volumes de estoque estão sujeitas ao desperdício. Nesse sentido, Dias (1996), explica que o controle interno tem essa função de verificação de altos níveis de estoque, para que seja evitado o desperdício e, com isso, gerando prejuízos para a empresa. É necessário verificar o custo/benefício dos produtos envolvidos, pois compram em melhores condições de preço e logística, não obstante, é necessário analisar quais os produtos a ser comprados diante dos prazos de validade e saída para o consumidor, bem como local para estocagem. Figura 13 – Níveis de estoque Fonte: Elaborado pela autora (2014) Diante de todas as tendências mercadológicas e das decisões cada vez mais ágeis e precisas que os gestores necessitam tomar diariamente se faz necessária muita preparação e entendimento adequado acerca do instituto do custo de oportunidade. Este faz referência a melhor decisão de uma operação não realizada, também denominado custo de investimento dos recursos disponíveis em detrimento dos investimentos alternativos disponíveis, ou seja, está associado à renúncia do gestor no momento da decisão. Em determinadas organizações os estoques são significativos e representam altos investimentos, devendo a gestão buscar meios para minimizar o capital investido, buscando elevar a situação financeira da organização. Quanto às questões abertas no roteiro de entrevista, respondidas pelos gestores dos supermercados, verificou-se que o cenário dos supermercados Liberdade, Cecílio e Dia em relação ao Atacadão e Carrefour, possui alguns métodos de controle de estoque além dos já informados, atividades diárias para reposição de prateleiras, além também de entrada de nota fiscal de produtos. Os entrevistados responderam que os supermercados Liberdade possuem transferência de depósito, quando a mercadoria chega a nota fiscal é enviada para o sistema do conferente que verifica a mercadoria que está entrando no depósito, o sistema considera entrada de mercadoria no depósito e saída no caixa, transferência de mercadorias para outra loja que é solicitada pelo gestor por e-mail. Já no Cecílio é realizada a transferência de deposito para a loja, a lançadora primeiramente confere o preço e a quantidade, depois prossegue para o depósito; em contrapartida o Dia não possui transferência de mercadorias, só devolução de produto danificado, mas possui transferência do centro de distribuição para a loja e considera entrada de mercadorias e saída no caixa. Já o Carrefour possui transferência de depósito para as lojas, a mercadoria entra no estoque da loja e saída no caixa, transferências de mercadorias para as lojas solicitadas pelo sistema e a loja autoriza ou não. O Atacadão possui o estoque e a loja juntos, e só consta a saída no caixa. Há transferência de depósito da Coca-Cola em Ribeirão Preto/SP, da Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) e transferem para Franca/SP, Araraquara/SP e Piracicaba/SP até 150 km. Os gestores responderam que o processo de inventário na loja se inicia com o supermercado fechado, organizando as prateleiras, separando os produtos por marcas, sabores, fragrâncias e organizando carrinhos de compras. Foi possível se verificar que em todos os supermercados constata-se que a gestão dos gerentes é fundamentada nas teorias de Chiavenato (2003) e Slack et al. (2009), uma vez que buscam os resultados almejados pela organização de forma consciente, planejada e com decisões mais eficazes. O inventário nos supermercados Liberdade e Cecílio são feitos pelos próprios funcionários, os quais realizam a contagem de estoque com etiqueta, enquanto os outros vão coletando com os coletores. No supermercado Cecílio os coletores descarregam na central, enquanto que no supermercado Liberdade os coletores atuam de forma on-line, inserindo no sistema de forma instantânea. Segundo os entrevistados a contagem não é confiável, uma vez que acaba sendo necessário fazer várias contagens, que não são feitas pelas mesmas pessoas. Em contrapartida, os supermercados Dia, Carrefour e o Atacadão, possuem uma empresa terceirizada que faz o inventário e a recontagem de estoque, porém, tais informações não são lançadas diretamente na íntegra, antes é feito um tratamento das informações, esse método é utilizado por todos os supermercados. Os pesquisados afirmaram, em relação aos ciclos do inventário, que nos supermercados Liberdade o procedimento é feito da seguinte forma: a parte da mercearia é mensal, os frios e o hortifrúti apenas uma vez por mês e o geral é anual; enquanto que no supermercado Cecílio alguns setores são mensais e o geral é anual; nos supermercados Dia o inventário é mensal, enquanto no Atacadão e Carrefour é feito de segunda-feira até sábado. Os participantes da pesquisa relataram que o sistema utilizado pelos supermercados Liberdade é o Arius, o Cecílio o XML, o Dia é o nome da empresa, o Carrefour é o Gold e o Atacadão é o Savy, sendo que todos possuem nota fiscal eletrônica. Afirmaram também que os supermercados possuem um planejamento estratégico, tendo em vista as diversas áreas internas e os processos desenvolvidos por seus colaboradores. Entretanto, os gestores dos cinco supermercados responderam que podem ocorrer divergências entre o volume de estoque registrado na escrituração contábil e o estoque físico, que, apurado mediante inventário, as apresenta. Em grande parte das ocorrências tais divergências são decorrentes de erros de registro quando da saída dos itens do estoque físico, sejam em quantidade, código digitado errado, produtos danificados, quebrados que não deram “baixa no sistema”, obsoletos e vencidos. No entanto, há também as fraudes relatadas pelos entrevistados, como esquema de caixa montada, mercadorias dentro de outras embalagens, das bolsas, mochilas, entre outros que ocorrem com frequência. A regularização entre o estoque físico e contábil é executada por meio de registro na conta de estoque a débito ou crédito, conforme se verificar a ocorrência de faltas ou sobras. É importante que todos tenham conhecimento da Instrução Normativa SRF nº 93/97, a qual, em seu art. 12, parágrafo 4º, explica que a pessoa jurídica que possuir registro permanente de estoques, integrado e coordenado com a contabilidade, deverá ajustar os saldos contábeis, em relação à contagem física, ao final de cada ano ou no encerramento do período de apuração e nos casos de incorporação, fusão, cisão ou encerramento de atividades (BRASIL, 1997). CONSIDERAÇÕES FINAIS O decurso do tempo tem feito com que as organizações e a tecnologia percorram caminhos muito próximos, sendo necessários novos modelos de gestão para acompanhar as tendências mercadológicas, tornando-se também importante a aplicabilidade de controles mais efetivos, agilidade nos processos, onde se deve buscar sempre prever acontecimentos internos, externos e futuros. Com a realização deste estudo foi possível se constatar, como já mencionado, que há sim indícios de má gestão nas organizações pesquisadas, assim, é correto afirmar que diversos entraves que surgem nas organizações certamente não existiriam se houvesse uma gestão adequada de todos os processos dentro da empresa. Os erros mais comuns e que acabam comprometendo consideravelmente o sucesso dessas organizações podem ser verificados em diversos casos como, por exemplo, na má gestão do estoque, informações inseridas indevidamente no software, perda excessiva de produtos, seja por dano ao produto, à sua embalagem ou simplesmente devido à quebra do produto, sendo que, neste caso, nem sempre se procede à devida baixa do produto no sistema. Além disso há outras situações, como a má disposição física do estoque (produtos misturados) e fraudes, sendo que neste caso, como relatado pelos entrevistados, estas se concretizam por meio de esquema de caixa montada, mercadorias dentro de outras embalagens, das bolsas, mochilas, entre outros exemplos. Além dos entraves já mencionados que acabam comprometendo o progresso da empresa há também que se destacar outras situações igualmente prejudiciais ao negócio, tais como digitação errada de códigos ou digitação da quantidade errada, falta de atenção, falta de habilidade para lidar com informações no momento de tomada das decisões, ausência de um planejamento adequado diante de alguma situação específica e falha no treinamento. Além desses entraves ao progresso da empresa vale ressaltar que ainda é muito comum nessas organizações a presença do “comodismo”, assim, são inúmeros os fatores que acabam prejudicando o avanço dessas empresas, mas essa continua sendo uma realidade que dificilmente será resolvida, pelo menos em um curto espaço de tempo, pois somente quando essas organizações decidirem, realmente, promover ações de modo a reverter essa realidade é que esses entraves ao avanço dessas empresas deixarão de existir. Assim, são muitos os fatores aos quais as organização deve estar atenta de forma a evitar ao máximo que prejuízos, perdas e falhas ocorram. Em relação ao questionário apresentado, foi possível se perceber que os entrevistados concordaram com diversas afirmações, mas diante da entrevista apresentaram falhas. Assim, com este estudo foi possível se concluir que houve divergências segundo as opiniões de gestores e colaboradores entre os relatórios de inventários de estoque e o estoque físico nos supermercados da cidade de Ituverava/SP e de Ribeirão Preto/SP. As limitações encontradas nesta pesquisa se refere ao fato de que alguns gestores não responderam ou responderam que não sabiam, por medo de represálias e algumas empresas não autorizaram a entrevista em razão da política da empresa. Diante de todos os problemas enfrentados e verificados no estoque das empresas, propõe-se como objeto de estudo futuras pesquisas em outros supermercados de diferentes cidades, de forma a se obter um melhor respaldo técnico da realidade deste setor. REFERÊNCIAS ALVES JÚNIOR, C. F. et al. Administração da produção: conceitos de gestão da produção. Material impresso – apostila de estudos, ano de publicação: 2013. ANDRADE, M. M. Introdução à metodologia do trabalho científico. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2001. ARAÚJO, F. J. A estruturação dos controles internos e a independência da auditoria interna. In: Congresso Brasileiro de Auditoria Interna (COBRAI), Vitória-ES, 2002. BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos/logística empresarial. Porto Alegre: Bookman, 2006. BRASIL. Instrução Normativa SRF nº 93, de 24 de dezembro de 1997. Dispõe sobre a apuração do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro das pessoas jurídicas a partir do ano-calendário de 1997. Diário Oficial da União, Brasília, 29 dez. 1997. Disponível em: http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/ins/Ant2001/1997/insrf09397.htm. Acesso em: 21 nov. 2014. BEZANKO, D. et al. A economia da estratégia. Porto alegre: Bookman, 2006. BUCKHOUT, S.; FREY, E.; NEMEC JÚNIOR, J. Por um ERP eficaz. Revista HSM Management, São Paulo, v. 5, n. 16, p. 30-36, set./out. 1999. CAMPOS FILHO, A. D. Uma ferramenta indispensável para administrar sua empresa. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2003. CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração. 8. ed. São Paulo: Makron, 2003. CORRÊA, H. L. Administração de produção e de operações. São Paulo: Atlas, 2005. DIAS, M. A. P. Administração de materiais: uma abordagem logística. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1996. FORTULAN, M. R.; AQUARONI, L. M.; CAZARINI, E. W. Fatores chaves de sucesso para a implantação de novas técnicas dentro das empresas. In: Simpósio de Engenharia de Produção, Bauru-SP, 1999. FLEURY, P.F.; WANKE, P.; FIGUEIREDO, K.F. Logística Empresarial: A Perspectiva FRANCO, H.; MARRA, E. Auditoria contábil. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2001. GARCIA, E. S.; LACERDA, L. S.; AROZO, R. Gerenciando incertezas no planejamento logístico: o papel do estoque de segurança. Revista Tecnologística, v. 63, p. 36-42, fev. 2001. HEHN, H. F. Peopleware: Como trabalhar o fator humano nas implementações de sistemas integrados de informações (ERP). São Paulo: Gente, 1999 LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informação gerenciais: administrando a empresa digital. Tradução de Arlete Simille Marques. 5. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006. MARTINS, E. Avaliação de empresas: da mensuração contábil à econômica. São Paulo: Atlas, 2001. MATTAR, F. N. Pesquisa em marketing: metodologia e planejamento. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2001. MOSCOVE, S. A.; SIMKIN, M. G.; BAGRANOFF, N. A. Sistemas de informações contábeis. São Paulo: Atlas, 2002. NEVES, M. A. O. Importantes dicas para manter os estoques sob controle. 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( ) concorda ( ) concorda plenamente ( ) concorda parcialmente ( ) não concorda ( ) não concorda plenamente ( ) não concorda parcialmente 05 - A tomada de decisão dos gestores é em equipe. ( ) concorda ( ) concorda plenamente ( ) concorda parcialmente ( ) não concorda ( ) não concorda plenamente ( ) não concorda parcialmente 06 - A empresa se preocupa com o fluxo de caixa. ( ) concorda ( ) concorda plenamente ( ) concorda parcialmente ( ) não concorda ( ) não concorda plenamente ( ) não concorda parcialmente 07 - A organização possui métodos padronizados na decisão das compras. ( ) concorda ( ) concorda plenamente ( ) concorda parcialmente ( ) não concorda ( ) não concorda plenamente ( ) não concorda parcialmente 08 - Em sua opinião é importante que a empresa tenha apresentação de mix de compras antes da efetivação delas. ( ) concorda ( ) concorda plenamente ( ) concorda parcialmente ( ) não concorda ( ) não concorda plenamente ( ) não concorda parcialmente 09 - A empresa utiliza giro de estoque na decisão das compras. ( ) concorda ( ) concorda plenamente ( ) concorda parcialmente ( ) não concorda ( ) não concorda plenamente ( ) não concorda parcialmente 10 - É possível identificar os relatórios disponíveis no sistema. ( ) concorda ( ) concorda plenamente ( ) concorda parcialmente ( ) não concorda ( ) não concorda plenamente ( ) não concorda parcialmente 11 - A empresa possui inventário. ( ) concorda ( ) concorda plenamente ( ) concorda parcialmente ( ) não concorda ( ) não concorda plenamente ( ) não concorda parcialmente 12 - A empresa possui validações apontadas pelo sistema auditoria de processo. ( ) concorda ( ) concorda plenamente ( ) concorda parcialmente ( ) não concorda ( ) não concorda plenamente ( ) não concorda parcialmente 13 - A empresa que mantém altos níveis de estoque pode ser considerada forma de desperdício. ( ) concorda ( ) concorda plenamente ( ) concorda parcialmente ( ) não concorda ( ) não concorda plenamente ( ) não concorda parcialmente APÊNDICE B ROTEIRO DA ENTREVISTA APLICADO EM SUPERMERCADOS 01 - Como é o processo de inventário, por qual atividade se inicia? 02 - A empresa organiza as prateleiras? 03 - A empresa possui transferências de depósito? 04 - O sistema considera a entrada de mercadorias no depósito e saída no caixa? 05 - Quando as mercadorias são retiradas do deposito para as prateleiras da loja, automaticamente ocorre a baixa no sistema? 06 - Quando a empresa procede a entrada na nota fiscal esta é enviada no sistema do depósito? 07 - A entrada da nota fiscal é manual ou eletrônica? 08 - Existe transferência de depósito? Caso ela exista quando é feita? 09 - A contagem é confiável? 10 - Qual o ciclo de inventário? 11 - A TI lança os dados no sistema? 12 - A segunda contagem é feita pela mesma pessoa? 13 - Os relatórios são lançados diretamente no sistema ou é lançado antes de gerar informações de perdas? 14 - Qual o sistema utilizado pela empresa? 15 - Quais os fatores que geram perdas?