ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
APRESENTAÇÕES ORAIS:
Avaliação do Gasto Energético de Idosos Críticos por meio da
Calorimetria Indireta
Autores: Henrique Barbosa de Abreu, Adriana Pederneiras Rebelo da Silva; Guilherme Duprat
Ceniccola;Joseane Oliveira Silva; Tayne Mirela Santos Sales
Instituição: Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal - SES/DF
Resumo:
Objetivo: Avaliar o gasto energético de repouso (GER), por meio da Calorimetria Indireta (CI), de pacientes idosos (>
60 anos) que necessitaram de ventilação mecânica e internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Método: O presente estudo consistiu em um estudo clínico, transversal, observacional e quantitativo, realizado na
Unidade de terapia intensiva do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) da Secretaria de Estado de Saúde do
Distrito Federal (SES/DF). O GER foi avaliado por meio da calorimetria indireta, comparando com Harris-Benedict (HB)
e a fórmula em kcal/kg, calculado com base no peso atual do paciente, conforme as diretrizes da American College of
Chest Physicians (ACCP). A análise estatística foi realizada por meio do teste t de amostras pareadas.
Resultados: Foram avaliados 27 pacientes, predominantemente do sexo feminino (n= 16; 59,3%), com a média de
idade 74,6 ± 10 anos. O GER médio foi de 1441kcal/dia ± 338,5 avaliado pela calorimetria indireta. O GER calculado
pela equação de Harris-Benedict foi de 1199±191 kcal/dia, e pela ACCP foi de 1519± 357. Comparando o gasto
energético entre a CI e o HB, e entre a CI e a ACCP, em ambas as situações houve diferença estatisticamente
significativa (CI vs HB p <0,001; e CI vs ACCP p=0,001) o Erro Médio foi menor com a ACCP (-77kcal/dia), quando
comparado ao HB (+242kcal/dia).
Conclusão: As equações preditivas para avaliação do GER não estão adequadas para essa população. Dessa forma,
existe a necessidade de implementação, na rotina hospitalar, da avaliação do GER a partir da calorimetria indireta.
Palavras-chave:
indireta;
paciente idoso crítico; ventilação mecânica; avaliação nutricional, gasto energético; calorimetria
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APRESENTAÇÕES ORAIS:
Análise do tempo de jejum inadequado em pacientes internados na UTI de
um hospital geral
Autores: Tâmara Oliveira dos Reis, Alduir Bento; Osvaldo Couto; Celia Maria Ferreira Couto;
José Carlos Couto; Jessica Kellen Alves Ferreira.
Instituição: Hospital Vera Cruz
Resumo:
Introdução: De acordo com evidências, o jejum inadequado contribui para a piora do estado nutricional de pacientes
previamente desnutridos, e aumenta o tempo de internação hospitalar. (CORREIA; SILVA, 2005). Objetivo: foi avaliar o
percentual de pacientes críticos internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) que permaneceram em jejum
inadequado por período igual ou maior que 72 horas após admissão no setor.Metodologia:Trata se de um estudo
descritivo e retrospectivo, no período de novembro de 2014 a junho de 2015, foram avaliados pacientes critico
admitidos no UTI em um hospital geral em Belo Horizonte – MG. As informações dos pacientes foram coletadas
através do sistema informativo institucional. Os dados foram registrados em planilha de Excel. A coleta de dados e
monitoramento e acompanhamento nutricional eram iniciados no primeiro dia da admissão do paciente no setor até a
liberação da dieta. Resultado:Foram avaliados 1099 pacientes de ambos os sexos. Destes, 168 preencheram os
critérios de inclusão. 59% internaram por motivo clinico e 41% por motivo cirúrgico. A idade média foi de 65 anos. O
tempo médio de jejum inadequado foi 48 horas e ocorreu em 20% dos pacientes, os principais motivos foram: 32% por
instabilidade clinica; 21% por entubação/extubação; 15%devido perda de SNE /jejum para procedimento; 12% devido
não autorização médica; 12% não identificado justificativa e por fim 9% devido cuidado paliativo. 58% receberam alta
hospitalar e 42% evoluíram a óbito durante a internação. Conclusão: Observou-se que a maioria dos pacientes recebeu
dieta precocemente seja por via oral, enteral ou parenteral, em um período inferior a 72 horas. Destaca se a interação
da equipe multidisciplinar e a atuação do nutricionista no direcionamento do suporte nutricional.
Unitermos: paciente critico, jejum , UTI
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APRESENTAÇÕES ORAIS:
Perfil Nutricional e Metabólico de Pacientes em Unidade de Terapia
Intensiva em uso de Terapia Nutrição Parenteral
Autores: Naira Garcia Soares1, Lilian Lopes Pinheiro1; Isadora Hueb Barata de Oliveira1;
Rosana Ducatti Souza Almeida2; Jerusa Márcia Toloi3
Instituição: 1 Nutricionista Residente do Hospital de Câncer de Barretos (HCB).
2 Médica Coordenadora da EMTN do HCB.
3 Nutricionista Coordenadora da Residência de Nutrição do HCB.
Resumo:
Introdução: Pacientes graves comumente apresentam alterações metabólicas decorrentes do intenso processo
inflamatório. O suporte nutricional deve ser efetivo visando minimizar os efeitos do hipercatabolismo e da desnutrição.
Objetivo: Descrever o perfil nutricional e metabólico de pacientes em uso de terapia nutricional parenteral (TNP)
internados em uma unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital oncológico. Metodologia: Estudo de coorte,
retrospectivo. Os dados (demográficos, antropométricos, bioquímicos e score prognóstico) foram coletados de uma
ficha de avaliação e monitoramento nutricional empregada na instituição, no período de Abril de 2014 à Junho de 2015.
Resultados: Incluíu-se 59 pacientes que utilizaram mais 3 dias de TN (média 10 dias), Parenteral (média de 8 dias) e
mista (média de 4 dias), com idade média de 59 anos (± 14), sendo 52,5% do gênero masculino, admitida por motivo
cirúrgico (63%), a média de internação foi de 15 dias (± 14), com taxa de mortalidade de 37%, com média de SAPS 3
de 55 pontos. As especialidade prevalente foi o digestivo alto (42%). O risco nutricional pela NRS 2002 apareceu em
90%. O jejum pós-operatório (36%) foi a principal indicação de TNP . Em relação a oferta calórica, 56% receberam
menos que 20kcal/dia, e 86% receberam menos que 1,2 gramas de proteina/Kg/dia. Ao analisarmos os exames
biquimicos pré TNP, a média de triglicerides foi de 195mg/dl, colesterol total 91mg/dl, HDL-c 14mg/dl, LDL-c 42,1mg/dl,
glicose 124mg/dl, albumina 2,0g/dl e proteínas totais 4,0g/dl. Depois da primeira semana a média de triglicérides foi de
333mg/dl, colesterol total 129mg/dl, HDL-c 21mg/dl, LDL-c 77,8mg/dl, glicose 156mg/dl, albumina 2,0g/dl e proteínas
totais 4,6g/dl.
Conclusão: Vários fatores interferem na oferta calórica e proteica. O monitorizamento é a principal ferramenta para
minimizar as alteraçãos nutricionais e metabólicas.
Unitermos: Terapia Nutricional, Nutrição Parenteral.
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APRESENTAÇÕES ORAIS:
AVALIAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE O RISCO DE SÍNDROME DA
REALIMENTAÇÃO E O RISCO NUTRICIONAL EM PACIENTES CRÍTICOS.
Autores: Thaís Pereira Holanda, Vívian Said Mendonça; Roberta de Sousa Fiuza Pequeno;
Guilherme Duprat Ceniccola
Instituição: Residência em Nutrição Clínica, HOSPITAL DE BASE DO D.F (HBDF), Brasília,
Brasil.
Resumo:
Introdução: A prevalência da Síndrome da Realimentação (SR) em unidades de terapia intensiva (UTI) é desconhecida
e o risco nutricional (RN) muito prevalente.Como os fatores de risco: perda de ponderal, baixa ingesta e baixo Índice de
Massa Corporal estão em ambas avaliações, acredita-se que o Risco de SR (RSR) também possui alta prevalência em
UTI.Objetivo:Identificar a ocorrência do RSR e verificar se a NRS 2002, obtida na 1ª semana de UTI, ajudaria no
reconhecimento do RSR.Material e Método:Estudo retrospectivo com prontuários eletrônicos (PE) de pacientes críticos
internados. Os pacientes foram coletados em dois cortes transversais de todos os leitos de UTI. Os PE foram
verificados por uma auditoria com um questionário para coletar RN e fatores de RSR durante a 1ªsemana de
UTI.Resultados:Os diagnósticos mais frequentes em 130 PE analisados foram (31.1%) trauma e (28.8%)
acometimentos neurológicos, do total 71,1% eram cirúrgicos. A NRS 2002 constava em 87,9% dos PE, dentre estes,
92,2% tinham RN. Havia relato de RSR em 3% dos prontuários, muito pouco comparado aos 87,1% de RSR
encontrados nessa auditoria. Os principais fatores de risco foram (80,2%) baixo nível sérico de algum eletrólito (K, P ou
Mg) na 1ª semana de TN e (34,1%) jejum ou ingestão mínima de TN 1ª semana. A curva ROC da NRS X jejum ou
ingestão mínima de TN na 1ª semana da UTI teve área sob a curva (ASC) 0.74, IC 0.63-0.83, p-0.001, a curva da NRS
X critérios do NICE foi ASC 0,708, IC 0,577-0,839, p 0,009. A razão de chances mostrou que pacientes em RN tiveram
a chance de RSR 5 vezes maior (OR 5,758 IC 95% 1,4-23,6 p-0,024). A associação positiva foi medida pelo chi2 entre
RN e RSR (p-0.017). O RN se associou com mais dias de internação e dias de UTI p-0.01 e 0.006
respectivamente.Conclusão:Acredita-se que pacientes críticos em RN podem também estar em RSR e que a NRS não
substitui a triagem de SR elaborada pelo NICE.Unitermos:NRS 2002, Síndrome da realimentação.
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APRESENTAÇÕES ORAIS:
AVALIAÇÃO DA APLICABILIDADE DO DIAGNÓSTICO DE DESNUTRIÇÃO
DA ASPEN EM PACIENTES CRÍTICOS
Autores: Thaís Pereira Holanda, Vívian Said Mendonça; Roberta de Sousa Fiuza Pequeno;
Guilherme Duprat Ceniccola
Instituição: Residência em Nutrição Clínica, HOSPITAL DE BASE DO D.F (HBDF), Brasília,
Brasil
Resumo:
Introdução: O Diagnóstico de desnutrição da ASPEN surgiu em 2012 como proposta que considera a inflamação na
etiologia da desnutrição relacionada à doença sendo ainda pouco estudado no contexto da UTI. A diferenciação
proposta entre doença crônica e aguda aumenta a sua chance de aplicação em unidades de terapia intensiva (UTI).
Objetivo: Medir a aplicabilidade do diagnóstico de desnutrição da ASPEN no acompanhamento do estado nutricional de
pacientes críticos. Material e método: Coorte retrospectiva com prontuários eletrônicos (PE) de pacientes críticos
internados mais de 48h em UTI e com mais de 18 anos. Os pacientes foram coletados em dois cortes transversais
incluindo toda UTI dessa unidade terciária. Os PE (TrakCare®) foram verificados em uma auditoria com questionário
estruturado para coletar Risco nutricional e Diagnóstico de desnutrição da ASPEN admissionais, dias de UTI e
mortalidade hospitalar. Essa unidade aplica desde 2012 treinamentos e tutoriais para incluir o diagnóstico da ASPEN
na rotina hospitalar. Resultados: Foram incluídos 130 pacientes, 12.3% não contavam com NRS 2002 (92.1% de RN),
8.5% não foram avaliados conforme o consenso da ASPEN. Apresentaram algum grau de desnutrição na admissão na
UTI 12.6% (n 15) sendo 7.6% (n 9) com desnutrição grave. A mortalidade intrahospitalar se associou positivamente
com a NRS (p-0.001 Mann-whitney U) e com a desnutrição diagnosticada na admissão (p-0.023 chi-quadrado, OR
3.63, IC 1.15 - 11.39, p-0.028). Conclusão: O Diagnóstico de desnutrição da ASPEN apresentou boa aplicabilidade na
UTI associando-se com a mortalidade. Técnicas fidedignas de diagnóstico da desnutrição são fundamentais no aspecto
populacional, pois a desnutrição ainda é muito sub-diagnosticada e individualmente para direcionar a TN. O paciente
crítico está em especial vulnerabilidade nesse sentido e mais estudos que visem aprimorar essas técnicas são
essenciais.
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APRESENTAÇÕES ORAIS:
INADEQUAÇÃO DE MACRONUTRIENTES NO PRÉ E PÓS-OPERATÓRIO
DE CIRURGIA ORTOGNÁTICA
Autores: RUBIA DANIELA THIEME, LIGIA DE O. CARLOS; REBEKKA DIETSCHE;
LEONARDO SILVA BENATO; MARIA ELIANA M. SCHIEFERDECKER
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR)
Resumo:
Introdução: O pós-operatório (PO) de cirurgias ortognáticas (CO) pode dificultar a ingestão alimentar, o alcance das
necessidades nutricionais e a recuperação PO. Objetivo: Avaliar a inadequação nutricional no pré e pós-operatório de
CO. Material e Método: Estudo prospectivo longitudinal, com adultos no pré-operatório de dez dias (pré-OP) e PO de
dez (PO/10) e 90 dias (PO/90) de CO. A avaliação alimentar foi realizada por meio de recordatório de 24 horas. O
software Avanutri® foi utilizado para estimativa da ingestão de energia (Kcal), proteínas (PTN) (g), carboidratos (CHO)
(g), fibras (g) e lipídios (LIP) (g). Foram verificadas a necessidade energética com equações do Institute of Medicine
(IOM), recomendação proteica segundo American Society of Parenteral and Enteral Nutrition e adequação de CHO,
fibras e LIP comparando-se à Acceptable Macronutrient Distribution Range do IOM. Foi realizada análise estatística
descritiva, Teste de Friedman e o Teste de Q de Cochran (Teste McNemar), com intervalo de confiança de 95%.
Resultados: Foram avaliados 27 adultos, sendo 16 (59,3%) mulheres, com média de idade de 30,7±10,8 anos. As
medianas de ingestão de energia foram 1852, 1081 e 2331 (p<0,05), de PTN 96,8, 40,6 e 104,9 (p<0,05), de CHO
242,0, 167,3 e 307,2 (p<0,05), fibras, 11,3, 6,6 e 11,8 (p>0,05) e de LIP 58,0, 27,0 e 69,0 (p<0,05), no pré-OP, PO/10 e
PO/90, respectivamente. A inadequação de energia acometeu 40,7% dos indivíduos no pré-OP, 92,6% no PO/10 e
26,9% no PO/90 (p<0,001). Verificou-se inadequação de PTN para 40,7% no pré-OP, 88,9% no PO/10 e 26,9% no
PO/90 (p<0,001); inadequação à AMDR de CHO para 14,8% no pré-OP, 3,7% no PO/10 e 23,1% no PO/90 (p=0,121),
de fibras para 96,3% dos no pré-OP, 100% no PO/10 e 96,2% no PO/90 (p=0,607) e de LIP para 11,1% no pré-OP,
33,3% no PO/10 e 15,4% no PO/90 (p=0,09). Conclusão: A ingestão de energia, PTN, CHO e LIP foi menor no PO/10.
Há maior inadequação energética e de PTN no PO/10 comparado ao pré-OP e no PO/90.
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APRESENTAÇÕES ORAIS:
ESPESSURA DO MÚSCULO ADUTOR DO POLEGAR É PREDITORA DE
MORTALIDADE PÓS-OPERATÓRIA
Autores: RUBIA DANIELA THIEME, CARYNA EURICH MAZUR; MARIA ELIANA M.
SCHIEFERDECKER; ANTÔNIO CARLOS L. CAMPOS
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR)
Resumo:
Introdução: A desnutrição aumenta o risco de complicações e mortalidade no pós-operatório (PO). Alterações em
músculos esqueléticos associados à desnutrição podem ser observadas com a aferição da espessura do músculo
adutor do polegar (EMAP). Objetivo: Investigar a EMAP como parâmetro de avaliação do estado nutricional e como
preditor de desfechos PO. Material e Método: Estudo clínico transversal observacional com pacientes submetidos à
cirurgia eletiva de grande porte do sistema digestório. Foram realizadas avaliação subjetiva global (ASG) para verificar
o estado nutricional e EMAP (mm) de ambas as mãos aferida por plicômetro no pré-operatório e verificadas
complicações e mortalidade no PO de 30 dias. Realizou-se estatística descritiva, teste t para amostras independentes,
testes de Mann-Whitney, Qui-Quadrado (Exato de Fisher) e Regressão Logística (Odds Ratio – OR; Intervalo de
Confiança - IC). Considerou-se intervalo de confiança de 95%. Resultados: Foram incluídos 37 pacientes, com média
de idade de 63,7±11,6 anos, 64,9% (n=24) do sexo masculino e 67,6% (n=25) com doença maligna. EMAP dominante
(11,3±2,3mm) e não dominante (10,3±2,1mm) apresentaram valores médios similares (p=0,06). De acordo com a ASG,
73% (n=27) dos pacientes apresentou risco de desnutrir ou desnutrição. Homens e mulheres nutridos e desnutridos
apresentaram EMAPs semelhantes (p>0,05). As complicações acometeram 54,1% (n=20) e mortalidade 18,6% (n=7)
dos pacientes. Não foi encontrada associação entre estado nutricional com complicações e mortalidade (p> 0,05). A
EMAP foi similar (p>0,05) para indivíduos com e sem complicações, mas, foi encontrada associação negativa (p<0,05)
da mortalidade com EMAP da mão dominante (OR=22,9; IC=1,03-503,61; p=0,04) e não dominante (OR=11,94;
IC=1,47-13,16; p=0,02). Conclusão: O estado nutricional não influencia a EMAP. A EMAP das mãos dominante e não
dominante é preditora de mortalidade PO em cirurgias eletivas grande porte do sistema digestório.
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APRESENTAÇÕES ORAIS:
Fatores associados às complicações pós cirúrgicas em pacientes
submetidos ao transplante hepático
Autores: Michelle Carvalho de Oliveira, Mel Mariá Assunção Gomes; Viviane Aparecida de
Souza Lacerda; Helem Sena Ribeiro; Simone de Vasconcelos Generoso; Maria Isabel Toulson
Davisson Correia
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais
Resumo:
Introdução: O estado nutricional (EN) deficiente em pacientes candidatos ao transplante hepático (TxH) está
relacionado ao mau prognóstico antes e após o TxH. Objetivo: Avaliar o EN dos pacientes em lista de espera para o
TxH e verificar quais são os fatores associados às complicações após o procedimento. Métodos: Trata-se de estudo
prospectivo e descritivo realizado em 2010, com nova realização em 2015 dos pacientes em lista de espera e que
submeteram ao TxH nesse período. O EN foi avaliado no pré TxH pela avaliação global subjetiva (AGS), dinamometria
e bioimpedância elétrica (BIA). Os dados do pós operatório foram coletados do prontuário médico. Para a análise foram
realizados os testes T, Manny Whitney e Qui-quadrado (Software Statistical Package for Social Sience; p<0,05).
Resultados: 34 pacientes foram incluídos no estudo, sendo 76,4% homens (53,6± 12,3 anos). De acordo com a AGS e
dinamometria 59,5% e 45,2%, respectivamente, estavam desnutridos. Após o TxH a taxa de mortalidade foi de 29,2% e
o tempo médio de internação na UTI, intubação e jejum foram 8,3 ±5,0; 6,5±1,0 e 4,8 ± 4,3 dias, respectivamente.
Durante a internação as principais complicações foram: insuficiência renal aguda (26,4%), hemodiálise (66,6%),
reabordagem (14,7%), sangramento (20,5%), colestase (11,7%), pneumonia (14,7%) e retransplante (8,8%). Destes,
61,7% apresentaram complicações associadas ao tempo de internação na UTI (p<0,01) e dias intubados (p<0,01). O
tempo de jejum após a cirurgia esteve associado com a mortalidade (p<0,01), a porcentagem de massa muscular,
obtida pela BIA, associou-se com as complicações (p=0,04). Não foi encontrada associação entre EN com
complicações ou mortalidade (p>0,05). Conclusão: A porcentagem de massa muscular esteve associada à mortalidade
no pós operatório TxH. Esses dados reforçam a importância da intervenção nutricional precoce para a melhora do
prognóstico e redução das complicações pós TxH.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
APRESENTAÇÕES ORAIS:
Força muscular como indicador de desfecho clinico em pacientes
oncológicos cirúrgicos
Autores: Maria Isabel Toulson Davisson Correia,
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais - Escola de Enfermagem e Faculdade de
Medicina
Resumo:
Introdução: A força muscular, avaliada por meio da dinamometria, emerge como indicador do estado nutricional,
contudo ainda há controvérsias como fator prognóstico em pacientes oncológicos cirúrgicos. Objetivo: Avaliar o estado
nutricional de pacientes oncológicos cirúrgicos no período pré-operatório (PO) e verificar se a força muscular pode ser
utilizada como ferramenta preditiva do desfecho clínico nesta população. Materiais e Métodos: estudo observacional
realizado no Instituto Alfa de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas UFMG. Pacientes internados para tratamento
operatório eletivo de câncer foram submetidos a avaliação nutricional por meio da avaliação global subjetiva (AGS) e
força muscular por meio da dinamometria nas 24h antes da operação. Dados referentes à localização do tumor, tempo
de internação pós-operatório, permanência em unidade de terapia intensiva (UTI), desfecho clínico e mortalidade foram
coletados e analisados pelo programa estatístico SPSS. O nível de significância adotado para os testes estatísticos foi
de p≤0,05. Resultados: 155 pacientes com idade de 61,0 ± 11,7 anos foram incluídos, destes 57,4% eram homens. O
tumor de colón, reto e ânus foi o mais frequente (49,7%). A desnutrição foi diagnosticada em 53,3%, sendo mais
frequente em pacientes com câncer de esôfago, estômago ou duodeno (69,4%). O tempo médio de internação
hospitalar foi 10,0 (3 – 82) dias. Complicações pós-operatórias ocorreram em 45,2%, sendo 22,3% destas infecciosas.
Internação em CTI ocorreu em 24,5% dos pacientes. A taxa de mortalidade hospitalar foi de 6,7%. Não houve
correlação entre força muscular, tempo de internação pós-operatório e permanência em UTI (r=0,083, p=0,317 e r=0,029, p=0,724 respectivamente). Não houve associação entre força muscular, presença de complicações e óbito.
Conclusão: Alta prevalência de desnutrição foi identificada, entretanto, a força muscular não foi marcador prognóstico
para essa população.
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APRESENTAÇÕES ORAIS:
A influência do índice de massa corporal na mortalidade após transplante
cardíaco
Autores: Leilane Giglio Canelhas de Abreu, Lis Proença Vieira ; Tatiana Teixeira Gomes ;
Miyoko Nakasato ; Fernando Bacal
Instituição: Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo
Resumo:
Introdução: O estado nutricional (EN) prejudicado tem relação com pior prognóstico na insuficiência cardíaca, cuja
mortalidade tende a ser menor naqueles com maior índice de massa corporal (IMC), porém não se sabe o seu impacto
na mortalidade precoce após o transplante (TX) cardíaco.
Objetivo: Verificar associação das medidas pré-operatórias do IMC e da área de superfície corporal (ASC) na
mortalidade nos primeiros 30 dias após TX cardíaco.
Materiais e métodos: Estudo retrospectivo, realizado com pacientes submetidos ao TX cardíaco em hospital
especializado em cardiopneumologia entre janeiro de 2013 e dezembro de 2014. As variáveis estudadas foram gênero,
idade, doença de base (DB), diabetes melittus (DM), fração de ejeção (FE), IMC e ASC. Critério de inclusão: 18 anos
ou mais. Critério de exclusão: dados faltantes de peso e altura. Utilizou-se regressão logística para identificar
associações entre as variáveis e mortalidade, considerando p significante < 0,05.
Resultados: A amostra foi composta por 72 pacientes sendo 47 (65%) homens, e média de idade de 45 anos. Em
relação à cardiopatia de base, 30 eram chagásica (41,6%), 21 idiopática (29,2%), 9 isquêmica (12,5%) e 12 outros
(16,7%). A média de IMC no pré-operatório foi de 21,4 kg/m² e da ASC foi 1,64 m², sendo que 20 apresentavam baixo
peso (27,8%), 42 eutrofia (58,3%), 7 sobrepeso (9,7%) e 3 obesidade (4,2%). Houve 12 óbitos (16,7%) até 30 dias
após o TX. Entre os óbitos, a média de IMC foi de 22,24 kg/m² e entre os sobreviventes, 21,23kg/m² (p=0,81). A média
de ASC foi 1,63m² entre os óbitos e 1,64m² nos sobreviventes (p=0,94). Pacientes com sobrepeso e obesidade tiveram
30% maior risco de morte, mas sem significância estatística (p=0,77). Também não se observaram associações da
mortalidade com DB (p=0,29), faixa etária (p=0,31), DM (p=0,30) e FE (p=0,32).
Conclusão: A mortalidade até 30 dias após o TX cardíaco não foi associada ao EN.
Unitermos: transplante cardíaco; estado nutricional; mortalidade.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
APRESENTAÇÕES ORAIS:
PRINCIPAIS BARREIRAS NO CONTROLE DO DÉFICIT
ENERGÉTICO/PROTÉICO NO PACIENTE COM NUTRIC SCORE >6: UM
COMPILADO NO DOENTE CRÍTICO ONCOLÓGICO E SOB VENTILAÇÃO
MECÂNICA
Autores: Ronaldo Sousa Oliveira Filho, Ana Carolina Tamburrino;Vinicius Somolanji
Trevisani;Vitor Modesto Rosa
Instituição: Ronaldo Sousa Oliveira Filho (Nutricionista da UTI – ICESP);Ana Carolina
Tamburrino (Nutricionista da UTI – ICESP);Vinicius Somolanji Trevisani (Nutricionista,
Coordenador do SND - ICESP);
Vitor Modesto Rosa (Nutricionista, Coordenador do SND - ICESP)
Resumo:
INTRODUÇÂO O Nutrition Risk in Critically ill NUTRIC é uma ferramenta específica para avaliação do risco nutricional
em UTI. OBJETIVO Identificar as principais barreiras no controle do déficit energético/protéico no paciente crítico
NUTRIC score>6 e sob ventilação mecânica(VM). MATERIAL E MÉTODO Estudo prospectivo com pacientes>19 anos,
sob VM e com NE exclusiva>72h. Foram coletados: escores NUTRIC, ASG, Caquexia Fearon et al, APACHE II, SOFA,
dias de UTI, tempo de VM e NE e motivos de pausa. O déficit Kcal/protéico foi compilado no total de dias em NE. Foi
calculado 25kcal/kg e 1,2-1,5g de PTN/kg. A análise estatística foi realizada através do STATA. RESULTADOS Total
de 62 pacientes, 22 foram excluídos, 40 analisados, idade média de 64,65(+10,3)anos, 8,5(+2,8)d de UTI, 8(+2,8)d em
VM, 7(IQ 4:11)d em NE e 52% eram do sexo masculino. Os principais diagnósticos de UTI foram: choque séptico62% e
sepse22%. Em médias, as pontuações foram: NUTRIC 7(+0,7), APACHE 26(+5,2), SOFA 11,5(+2,2), IMC
23,2(+6,2)kg/m², 47% desnutridos(ASGB+C), 70% com caquexia e mortalidade de 52,5%. A NE foi precoce em 77,5%
e %volume prescrito/infundido foi de 89(IQ 63:108). No total, foi visto déficit de -296(+339)kcal e -28(IQ -58:2,95)g/PTN. Os motivos de pausa da NE foram: extubação(EXT) 38%, instabilidade hemodinâmica(IH) 29%,
traqueostomia, diarréia e vômitos, ambos 6,5%. Houve diferença estatisticamente significante entre os déficits
kcal(p<0,003) e PTN(p<0,002) nos subgrupos de pacientes adultos e idosos, ambos desnutridos com caquexia: 358,9(+305)kcal e -33(+14,24)g/PTN; -91,6(+190)kcal e -18,8(+7,96)g/PTN, respectivamente. As principais barreiras
nesses subgrupos foram: EXT 42% e IH 21%.CONCLUSÃO As principais barreiras para pausa da NE em pacientes
com NUTRIC>6 e sob VM foram: EXT e IH. Após análise de subgrupos, foi visto um importante e significativo déficit
kcal/PTN entre os pacientes adultos e idosos, ambos desnutridos e com caquexia. Unitermos Nutrição enteral, paciente
crítico.
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APRESENTAÇÕES ORAIS:
EFEITOS DO JEJUM NOTURNO E DA INGESTÃO ALIMENTAR SOBRE A
CAPACIDADE FUNCIONAL DE PACIENTES INTERNADOS PARA
TRATAMENTO CLÍNICO
Autores: WESLEY SANTANA CORREA DE ARRUDA, DIANA BORGES DOCKNASCIMENTO
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
Resumo:
Introdução: A avaliação da capacidade funcional pela dinamometria, é um método fácil, não invasivo e detecta em curto
período de tempo as alterações do estado nutricional bem como a eficácia da terapia nutricional prescrita.
Objetivo: O presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos do jejum noturno e a ingestão alimentar na
capacidade funcional de pacientes internados para tratamento clínico em um hospital universitário em Cuiabá-MT.
Material e método: Foram estudados 125 pacientes adultos internados para tratamento clínico, de ambos os sexos. Os
pacientes foram classificados pela avaliação subjetiva global e IMC. A avaliação da capacidade funcional foi realizada
pela aferição da Força de Preensão Palmar (FPP) em jejum pela manhã, após-desjejum e após-almoço. Foi verificada
a aceitação alimentar e sua relação com a capacidade funcional. Para a análise estatística dos dados foi utilizado o
programa Statistical Product and Service Solutions (SPSS) 17.0.
Resultados: Dos pacientes internados 57,6% (n=72) apresentaram algum grau de desnutrição. As pacientes do sexo
feminino apresentaram FPP menor que os do sexo masculino. A FPP média do jejum foi menor que após-desjejum
(31,9 ±7,4 vs 32,3 ±7,7; p=0,02), assim como a mínima e a máxima. Houve uma redução da FPP avaliada no jejum
para os pacientes que ingeriram menos de 50% do jantar da noite anterior (28,1±7,9 vs 33,2±6,9; p=0,001), assim
como houve um aumento da força em jejum para os pacientes que ingeriram uma quantidade maior a 50% (33,2±6,9
vs 28,1±7,8; p=0,001) ou 100% (34,3±7,8 vs 31,1±7,2; p=0,04) do jantar. A força de preensão palmar, mínima, média e
máxima, melhorou significativamente após a ingestão do desjejum. Os pacientes com IMC< 21 Kg/m2 apresentaram
FPP menor nos três períodos coletados.
Conclusão: Conclui-se que o jejum noturno por si só já reduz a capacidade funcional, entretanto essa capacidade
melhora após a ingestão do café da manhã.
Unitermos: jejum, capacidade funcional
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APRESENTAÇÕES ORAIS:
ANÁLISE COMPARATIVA DE MÉTODOS DE TRIAGEM NUTRICIONAL DE
PACIENTES HOSPITALIZADOS EM UM HOSPITAL GERAL DE
FORTALEZA-CEARÁ
Autores: Juliana Magalhães de Cunha Rêgo, Tatiane Pereira Lemos, Juliana Magalhães da
Cunha Rêgo, Daniela Mesquita, Thaís Pereira Lemos, Ana Luiza Conceição de Oliveira
Instituição: Centro Universitário Estácio do Ceará - FIC
Resumo:
Introdução: A desnutrição hospitalar, está relacionada ao elevado número de morbidade e mortalidade, por tanto, a
avaliação nutricional e a triagem nutricional são de grande importância para diagnosticar e classificar a desnutrição
hospitalar. Objetivos: Comparar a identificação da desnutrição e do risco nutricional por métodos de triagem nutricional
de pacientes internados em um hospital geral de Fortaleza-CE. Material e Método: Foram avaliados 40 pacientes por
três diferentes métodos de triagem nutricional: Avaliação Nutricional Subjetiva Global (ANSG); Triagem de Risco
Nutricional (NRS-2002); e Instrumento Universal de Triagem de Desnutrição (MUST), hospitalizados nas enfermarias
clínica e cirúrgicas nas 72 horas após a admissão. Foi utilizado o programa SPSS para análise estatística. Resultados:
Cerca de 60% da amostra eram mulheres e 40% homens, onde 77,5% eram adultos e 22,5% eram idosos (p < 0,000).
A média de idade entre os indivíduos foram de 46,72 ±17,50 anos, onde 51 ±18,45 anos eram homens e 43,87 ±16,61
anos eram mulheres. As ferramentas analisadas demonstraram ter diferentes capacidades de detecção do risco
nutricional. A MUST apontou 37,5%, a ANSG encontrou 35%, e a NRS-2002 apresentou 32,5% dos pacientes estavam
em risco nutricional, sem diferença estatística. Conclusão: Os resultados demonstraram que o protocolo MUST foi o
que triou melhor o risco nutricional. Apesar de não ter detectado o maior número de pacientes com desnutrição, a
ANSG sobressaiu-se das demais, pois parece ser a mais completa entre as três ferramentas avaliadas, seu
questionário aborda questões mais detalhadas e objetivas, avaliando melhor e precocemente desnutrição energéticoproteica.
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APRESENTAÇÕES ORAIS:
AVALIAÇÃO DE EFETIVIDADE DO ATENDIMENTO NUTRICIONAL
AMBULATORIAL EM PACIENTES DE COMPLEXO HOSPITALAR PÚBLICO
TERCIÁRIO
Autores: Vitor Modesto Rosa, Vitor Modesto Rosa¹; Glauce Hiromi Yonamine²; Lis Proença
Vieira³; Zulmira Maria Lobato4; Sonia Maria Lopes de Souza Sanches Trecco5; Ronaldo Sousa
Oliveira Filho¹.
Instituição: Vitor Modesto Rosa¹; Glauce Hiromi Yonamine²; Lis Proença Vieira³; Zulmira Maria
Lobato4; Sonia Maria Lopes de Souza Sanches Trecco5; Ronaldo Sousa Oliveira Filho¹.
1Nutricionista ICESP; 2Nutricionista ICr; 3Nutricionista InCor; 4Nutricionista IPq; 5Nutr
Resumo:
Introdução A avaliação da efetividade do atendimento tem como objetivo auxiliar o planejamento e o processo de
tomada de decisões, bem como identificar pontos de melhorias para a reorientação das ações de atenção à saúde.
Objetivos Verificar a efetividade do atendimento nutricional ambulatorial realizado em um complexo hospitalar público
terciário. Materiais e Métodos Foram avaliados pacientes em acompanhamento nutricional ambulatorial com pelo
menos duas consultas num período de 3, 5 ou 6 meses (janeiro à junho de 2015) nos institutos do complexo “Hospital
das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo”: Instituto Central (IC), Instituto da Criança (ICr),
Instituto de Psiquiatria (IPq), Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e Instituto do Coração (InCor). Foi
considerado efetivo os resultados de manutenção e melhora do estado nutricional e os critérios de avaliação foram
perda de peso >5% no IC para pacientes obesos da nefrologia e clínica cirúrgica, variação do escore Z para IMC no ICr
para crianças e adolescentes, variação do IMC e IMC para idade no IPq (Em transtornos alimentares) e InCor (Obesos
cardiopatas) e alteração no resultado da Avaliação Subjetiva Global Produzida Pelo Paciente no ICESP para
oncológicos. Resultados Foram avaliados 1447 pacientes e a efetividade global no complexo foi de 80,5%, sendo
94,4% no IC, 89,2% no ICr, 90,0% no Ipq, 79,1% no ICESP e 84,4% no InCor. Indicando que a orientação nutricional
foi fundamental para o sucesso da intervenção, como encontrado por Baldwin, 2012 em seu estudo que comparou
orientação nutricional versus cuidado usual. Conclusão O plano de cuidado estabelecido pela equipe de nutrição no
complexo contribuiu à melhora e manutenção do estado nutricional dos pacientes, indicando que acompanhar e avaliar
o resultado da intervenção nutricional é fundamental para estabelecer um plano de cuidado nutricional adequado.
Unitermos Efetividade; Estado nutricional, Indicador de Qualidade
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
Perfil da expressão de moléculas de superfície de linfócitos T após
suplementação in vitro com glutamina
Autores: Rosalina Guedes Donato Santos, Rosalina Guedes Donato Santos; Marilda Casela;
Rogério Reis; Marcos Dantas Moraes Freire; Songeli Menezes Freire; André Ney Menezes
Freire
Instituição: 1. Doutorando(a) Programa de Pós Graduação em Pesquisa PPgim ICS-UFBA; 2.
Doutorando(a) do Programa de Órgãos e Sistemas ICS-UFBA; 3. Graduando(a) do curso de
Biotecnologia-UFBA; 4. Doutorando(a) do Programa de Órgãos e Sistemas ICS-UFBA; 5.
Professor(a) Adjunto ICS - UFBA; 6. Professor Titular de Cirurgia – FAMEB-UFBA
Resumo:
Introdução: Alterações metabólicas em individuos com doenças infecciosas podem ocasionar diminuição na ingesta
alimentar, agravando a supressão da imunidade, como ocorre na tuberculose(TB). A glutamina(GLN) é um aminoácido
condicionalmente essencial no organismo humano. Pode estimular linfócitos, cuja atividade é mediada por moléculas
de superfície (cluster of differenciation, CD). No protocolo de nutrição parenteral com cerca de 40-50mM de GLN,
observa-se melhora clínica no paciente desnutrido. Objetivo: Avaliar o efeito da GLN na expressão de moléculas de
superfície em linfócitos T durante a resposta imune in vitro. Metodologia:O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em
pesquisa (nº119/2009).Os participantes voluntários atendidos em um hospital de referência para tuberculose(n=17)
assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.Foram cadastrados no primeiro grupo, pacientes com TB,
com baciloscopia e/ou cultura positiva e/ou Teste Rápido Molecular positivo e no segundo grupo, os pacientes sem
doença,com leitura de teste intradermico (PPD) inferior a 5mm e que não tinham histórico de contato com pacientes
com TB. Foram coletados 6 mL de sangue e aplicados em um kit comercial para diagnóstico in vitro da TB. O kit era
composto por tubos que foram incubados com e sem 40 mM de GLN, por 24 horas em estufa de CO2.Após a
incubação foram realizadas as análises de ativação dos marcadores em linfócitos T totais,T helper e T citotóxico com
um kit comercial usando a Média de Intensidade de Fluorescência(MIF) de CD45, CD3, CD4 e CD8,respectivamente.
As comparações inter e intra grupos foram feitas utilizando o teste de Mann Whitney.Resultados: Nas análises
comparativas realizadas não se observou interferencia significativa da glutamina na intensidade da expressão desses
marcadores nos grupos celulares estudados.Conclusão:A glutamina parece não influenciar na expressão de
marcadores celulares envolvidos na resposta de linfócitos nesse grupo de individuos.
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
Estudo cinético do efeito in vitro da glutamina sobre marcadores de
linfócitos periféricos humanos
Autores: Eula Graciele Amorim Neves, Natalia Maria Bezerra Lucas das Chagas; Zunara
Victória Batista Santana; Catharina braga ferreira dos santos; Songelí Menezes Freire; André
Ney Menezes Freire
Instituição: 1. Graduando(a) do curso de Biotecnologia-UFBA; 2. Grupo de Pesquisa
Laboratório de Imunologia e Biologia Molecular-ICS-UFBA; 3. Grupo de Pesquisa Laboratório
de Imunologia e Biologia Molecular-ICS-UFBA; 4. Graduanda do Curso de Medicina-UFBA; 5.
Professor(a) Adjunto ICS - UFBA; 6. Professor Titular de Cirurgia – FAMEB-UFBA
Resumo:
Introdução: A glutamina (GLN) é utilizada como modelo de tratamento imunomodulador na recuperação de pacientes
desnutridos ou clinicamente debilitados. Atua como fonte energética para as células do sistema imunológico, tem papel
na produção e resposta de linfócitos T (LT) e B (LB) muita vezes via moléculas de superfície(“cluster of differentiation”
,CD). A investigação do estímulo da GLN em menores concentrações pode auxiliar na elucidação de protocolos de
menor custo na imunonutrição. Objetivo: Avaliar em diferentes tempos e concentrações os efeitos da GLN sobre
marcadores celulares in vitro. Métodos: O subprojeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Institucional (n°
119/2008). Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. As amostras adquiridas
para este piloto foram de voluntários saudáveis (n=4), do sexo feminino, com idade entre 19 e 22 anos. Sangue total
heparinizado com as concentrações 1, 2 e 5mM de glutamina foi incubado a 37o C por 6, 12, 18 e 24 horas. A
expressão dos marcadores celulares CD45, CD3, CD4, CD8, CD19 e CD20 foi avaliada em linfócitos por
imunofenotipagem, em citômetro de fluxo e representada pela Média de Intensidade de Fluorescência (MIF). As
comparações foram feitas em relação à expressão dessas moléculas nos diferentes tempos. Resultados: Na cinética
da expressão de marcadores , as medianas de MIF das moléculas estudadas em leucócitos, LT totais, auxiliares e
citotóxicos indicam variação na modulação da expressão nos diferentes tempos e concentrações. Em relação a CD45
em LT totais observa-se uma maior variação nos tempos 6 e 12 horas nas três concentrações. Houve tendência de
aumento na expressão de CD20 em LB na concentração de 1mM em 6, 12 e 18 horas, e aumento de CD19 em 12
horas. Conclusão: A expressão de marcadores de leucócitos, linfócitos totais e LT tende a aumentar precocemente e
em LB a tendência de aumento é mais tardia.
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
Perfil da expressão de moléculas de superfície de linfócitos T após
suplementação in vitro com glutamina
Autores: Rosalina Guedes Donato Santos, Marilda Casela; Rogério Reis; Marcos Dantas
Moraes Freire; Songeli Menezes Freire; André Ney Menezes Freire
Instituição: 1. Doutorando(a) Programa de Pós Graduação em Pesquisa PPgim ICS-UFBA; 2.
Doutorando(a) do Programa de Órgãos e Sistemas ICS-UFBA; 3. Graduando(a) do curso de
Biotecnologia-UFBA; 4. Doutorando(a) do Programa de Órgãos e Sistemas ICS-UFBA; 5.
Professor(a) Adjunto ICS - UFBA; 6. Professor Titular de Cirurgia – FAMEB-UFBA
Resumo:
Introdução: Alterações metabólicas em individuos com doenças infecciosas podem ocasionar diminuição na ingesta
alimentar, agravando a supressão da imunidade, como ocorre na tuberculose(TB). A glutamina(GLN) é um aminoácido
condicionalmente essencial no organismo humano. Pode estimular linfócitos, cuja atividade é mediada por moléculas
de superfície (cluster of differenciation, CD). No protocolo de nutrição parenteral com cerca de 40-50mM de GLN,
observa-se melhora clínica no paciente desnutrido. Objetivo: Avaliar o efeito da GLN na expressão de moléculas de
superfície em linfócitos T durante a resposta imune in vitro. Metodologia:O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em
pesquisa (nº119/2009).Os participantes voluntários atendidos em um hospital de referência para tuberculose(n=17)
assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.Foram cadastrados no primeiro grupo, pacientes com TB,
com baciloscopia e/ou cultura positiva e/ou Teste Rápido Molecular positivo e no segundo grupo, os pacientes sem
doença,com leitura de teste intradermico (PPD) inferior a 5mm e que não tinham histórico de contato com pacientes
com TB. Foram coletados 6 mL de sangue e aplicados em um kit comercial para diagnóstico in vitro da TB. O kit era
composto por tubos que foram incubados com e sem 40 mM de GLN, por 24 horas em estufa de CO2.Após a
incubação foram realizadas as análises de ativação dos marcadores em linfócitos T totais,T helper e T citotóxico com
um kit comercial usando a Média de Intensidade de Fluorescência(MIF) de CD45, CD3, CD4 e CD8,respectivamente.
As comparações inter e intra grupos foram feitas utilizando o teste de Mann Whitney.Resultados: Nas análises
comparativas realizadas não se observou interferencia significativa da glutamina na intensidade da expressão desses
marcadores nos grupos celulares estudados.Conclusão:A glutamina parece não influenciar na expressão de
marcadores celulares envolvidos na resposta de linfócitos nesse grupo de individuos.
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
Efeito da glutamina na produção in vitro de citocinas em indivíduos com
tuberculose
Autores: Rosalina Guedes Donato Santos, Mariana Araújo Pereira; Samanta Queiroz;
Catharina Braga Ferreira dos Santos; Songeli Menezes Freire; André Ney Menezes Freire
Instituição: 1. Doutorando(a) Programa de Pós Graduação em Pesquisa PPgim ICS-UFBA; 2.
Graduando(a) do curso de Biotecnologia-UFBA; 3. Grupo de Pesquisa Laboratório de
Imunologia e Biologia Molecular-ICS-UFBA; 4. Graduanda do curso de Medicina – UFBA; 5.
Professor(a) Adjunto ICS - UFBA; 6. Professor Titular de Cirurgia – FAMEB-UFBA
Resumo:
Introdução: A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa de importância mundial, causada pelo Mycobacterium
tuberculosis (Mtb). A resposta imune contra este patógeno é mediada por citocinas do perfil celular (TH1). O
diagnóstico de Tb é baseado na resposta in vitro a antígenos de Mtb. A glutamina(GLN), um aminoácido essencial,
coadjuvante da resposta celular, é amplamente usada na imunonutrição. Objetivo: Avaliar o efeito da GLN na
produção de citocinas no modelo de estimulo in vitro usado no diagnóstico atual de TB. Metodologia: O projeto foi
aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (nº119/2009) e os participantes voluntários (n=17) atendidos em um
hospital de referência para tuberculose assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram selecionados
os pacientes com TB que tiveram baciloscopia, cultura e/ou Teste Rápido Molecular positivo. No grupo controle (sem
doença), pacientes com teste intradérmico (PPD) inferior a 5mm e sem histórico de contato com indivíduos com TB. O
sangue coletado foi colocado nos tubos do kit de diagnóstico com 40mM de glutamina e incubados por 24 horas em
estufa de CO2. As citocinas de perfil TH1, TH2 e IP-10 foram analisadas por kit em citometria de fluxo. Resultados:
Neste projeto piloto, foi observada que na presença da GLN, há uma tendência à diminuição da concentração da IP10 (citocina induzida por IFN-gama) mais acentuada na condição de estimulo inespecífico (mitogênico) que no
específico (Ag Mtb), em ambos os grupos, controle e TB . A condição basal desta citocina parece não sofrer efeito da
GLN. Da mesma forma, em menor intensidade a GLN exerce o mesmo efeito sobre a produção de IFN-gama.
Enquanto que sobre o TNF observou-se tendência a aumento sob estímulo inespecífico e específico apenas no grupo
TB. Conclusão: A glutamina parece interferir na produção de citocinas inflamatórias do perfil TH1 em células de defesa.
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
Avaliação do Gasto Energético de Repouso em Crianças e Adolescentes
internados em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica - Projeto Piloto.
Autores: Henrique Barbosa de Abreu, Alessandra Barbosa Carneiro; Juliana Mota Nunes;
Sidney Cunha da Silva
Instituição: Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal - SES/DF
Resumo:
Introdução: Crianças internadas em Unidades de terapia Intensiva pediátricas possuem necessidades nutricionais
diferentes das crianças saudáveis, sendo muito complicado estimar com precisão o gasto energético nessa população.
Objetivo: Avaliar o gasto energético de repouso (GER), por meio da Calorimetria Indireta (CI), de pacientes crianças e
adolescentes, que necessitaram de ventilação mecânica e internação em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica
(UTIPED).
Método: O presente estudo consistiu em um estudo clínico, transversal, realizado na Unidade de terapia intensiva do
Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES/DF). O GER foi
avaliado por meio da calorimetria indireta, comparando com o GER calculado por meio da equação de Schofield,
específica para idade e para o sexo. A análise estatística foi realizada por meio do teste t de amostras pareadas.
Resultados: Foram avaliados 07 pacientes, predominantemente do sexo feminino (n= 05; 71,4%), com a média de
idade 5,9 ± 5,7 anos. O motivo principal de internação na unidade foi sequela neurológica (n=03), síndromes genéticas
(n=2) e cardiopatia congênita (n=2). O GER médio foi de 651kcal/dia ± 326 avaliado pela calorimetria indireta. O GER
calculado pela equação de Schofield foi de 768± 358 kcal/dia. Comparando o gasto energético entre a CI e a equação
de Schofield houve diferença estatisticamente significativa (p=0,005), e o Erro Médio de 117 kcal/dia.
Conclusão: A equação de Schofield, recomendada para avaliação do GER nessa população, não está adequada.
Dessa forma, existe a necessidade de implementação, na rotina hospitalar, da avaliação do GER a partir da
calorimetria indireta, ou de criar uma equação preditiva do GER mais precisa para crianças em estado crítico.
Palavras-chave: UTI Pediátrica; ventilação mecânica; gasto energético de repouso; calorimetria indireta;
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO, ESTADO NUTRICIONAL E INGESTA
ALIMENTAR DE PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA EM
HEMODIÁLISE INTERNADOS EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE RECIFEPERNAMBUCO
Autores: Ilanna Marques Gomes da Rocha, Renata Pereira da Silva; Priscila V. Antunes;
Isabelle Maria C. do Nascimento; Liliane A. de Souza; Abel da Costa Neto
Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
Resumo:
INTRODUÇÃO: Pacientes com doença renal crônica em hemodiálise são normalmente acometidos por alterações no
estado nutricional e consumo alimentar, que vem sendo amplamente estudados devido seu impacto na
morbimortalidade desse grupo OBJETIVO: Estudar a ingesta alimentar e o estado nutricional de pacientes renais
crônicos em hemodiálise internados em enfermaria de Hospital Universitário de Recife-PE. Métodos: O estado
nutricional dos 34 pacientes foi estudado através de parâmetros antropométricos e avaliação do consumo alimentar
Resultados: Foram avaliados 34 pacientes durante a primeira e segunda semana de internamento, com média de idade
de 55,3 anos (± 17,55), sendo 66,1% do sexo feminino. Com relação ao tempo de hemodiálise, 64,7% faziam
hemodiálise a mais de 6 meses. O índice de massa corporal médio dos pacientes foi de 24,93 kg/m² (± 5,73) com
classificação de eutrofia, segundo a OMS e com valores adequados para nefropatas, conforme preconiza Martins
(2010). A média de aceitação destes pacientes na primeira e segunda semana foi de 87% e o consumo de energia foi
de 30,1 ± 10,14 kcal/kg/dia, sendo que 67% dos pacientes consumiam mais que as 30 kcal/kg/dia, recomendadas para
este grupo específico. O consumo médio de proteína também apresentou níveis adequados, com valores de 1,13 ±
0,33 g/kg/dia. CONCLUSÃO: Foi observado adequados valores de ingesta alimentar para este grupo de pacientes. O
conhecimento do estado nutricional e consumo alimentar é essencial para definir condutas nutricionais e melhorar a
condição clínica destes. Unitermos: Hemodiálise, estado nutricional, consumo alimentar.
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES COM TERAPIA
NUTRICIONAL PARENTERAL E ENTERAL (TNPE)
Autores: André Santos Alves Araújo, Claudia Satiko Takemura Matsuba, Bernardete Weber
Instituição: Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional- Hospital do Coração-Associação
do Sanatório Sírio-HCor
Resumo:
Introdução: A desnutrição é um processo que se inicia com a ingestão inadequada de nutrientes, alterações
metabólicas e funcionais e prejuízo da composição corporal, força muscular levando ao maior tempo de internação e
custos hospitalares. A desnutrição hospitalar pode ser revertida se for realizado uma terapia nutricional adequada.
Objetivo: Conhecer o perfil epidemiológico dos pacientes submetidos à TNPE. Metodologia: Estudo prospectivo,
realizado num hospital privado do município de São Paulo. A amostra foi de pacientes adultos e pediátricos internados
nas unidades de internação e terapia intensiva, de ambos os sexos. A coleta de dados foi realizada pelos enfermeiros
da EMTN, de janeiro a maio de 2015. Utilizou-se uma ficha clínica e alocação dos dados em planilha Excel.
Resultados: Foram acompanhados 387 pacientes, sendo 283 adultos (73%) e 104 pediátricos (27%), as principais
indicações para terapia nutricional(TN) foram distúrbios do trato respiratório 168 pacientes (43%) e neurológicos com
90 pacientes (23%), as unidades com maior uso foram as terapias intensivas adulto 129 (33%) e pediátrica 72 (18%)
totalizando 201 pacientes (51%). A nutrição enteral foi a mais utilizada com 357 (92%), a sonda enteral com
posicionamento gástrico foi a mais indicada em 242 (67%). A dieta polimérica ocorreu 234 indicações. 100 pacientes
(26%) receberam alta da terapia durante internação, 59 (15%) foram à óbito e 53 (13%) receberam alta hospitalar com
indicação de TN enteral no domicílio.Conclusão: O perfil epidemiológico dos pacientes avaliados é semelhante ao
encontrado na literatura. A terapia mais utilizada foi por sonda enteral em locação gástrica, vindo de encontro com as
recomendações da literatura. A mortalidade dos pacientes em uso de terapia nutricional ficou abaixo do encontrando
nos estudos, porém, as pesquisas que relatam mortalidade referem-se principalmente a pacientes de terapia intensiva.
Unitermos: terapia nutricional, enfermagem, epidemiologia
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE BOMBAS INFUSORAS PARA DIETA
ENTERAL
Autores: Claudia Satiko Takemura Matsuba, André Santos Alves Araújo; Lillian de Carla
Sant'Anna, Paola Carbone; Bernardete Weber
Instituição: Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN)/ Hospital do CoraçãoHCor- Associação do Sanatório Sírio/São Paulo
Resumo:
Introdução: O emprego de bombas de infusão para nutrição enteral tem sido amplo, procurando evitar erros no
gotejamento e otimizar a infusão. Sabe-se que existem dispositivos com designs diferentes e inúmeros recursos
tecnológicos. No entanto, uma avaliação criteriosa deverá ocorrer no período que antecede a introdução de um novo
equipamento. Objetivos: Realizar comparação entre bombas de infusão específicas para dieta enteral e verificar os
principais atributos empregados para seleção destes. Metodologia: Estudo prospectivo, quase experimental, realizado
num hospital privado especializado em cardiologia do município de São Paulo no período de abril a julho de 2013. A
pesquisa envolveu a avaliação de seis diferentes bombas infusoras, seleção da bomba para comparação com a
padronizada anteriormente, treinamento dos profissionais da equipe de enfermagem e a análise dos atributos (
segurança, tempo empregado pela equipe de enfermagem, facilidade de operacionalização, custo e design).
Resultados: Foram acompanhados 144 pacientes-dia com acesso enteral. O indicador de perda de acesso enteral,
manteve-se semelhante quando em comparação a outros períodos (1.45% a 3,17%). Com a bomba selecionada
verificou-se redução de quatro etapas no manuseio da sonda; menor utilização de materiais durante a lavagem da
sonda (de cinco para um); maior rapidez na manipulação (de 1 minuto para 10 segundos na lavagem da sonda),
redução de 50% no turno de funcionários do Lactário e menor manipulação das vias de conexão. Conclusão: Verificouse a diversidade das bombas para dieta enteral com necessidade de adoção de critérios específicos. Percebeu-se
também, que a bomba selecionada poderá garantir maior segurança no processo assistencial, menor descarte de
materiais para o meio-ambiente, otimização do tempo para a equipe de enfermagem e de Lactário, além de não
permitir conexão de equipo intravenoso e promover redução geral de custos.
Unitermos: Bomba infusora, enfermagem, segurança
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
PÔSTERES EM DESTAQUE:
Presença de fatores de risco modificáveis em pacientes com doença
cardiovascular randomizados no Rio Grande do Norte para o Programa
Alimentar Brasileiro Cardioprotetor – DicaBr
Autores: Josilene Maria Ferreira Pinheiro, Letícia Sabino Santos;Luana Riris Maciel de Lima;
Anny Karoliny de O. Cavalcanti;Camila Valdejane Silva de Souzae;Bernardete Weber
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Hospital do Coração (HCor)- São Paulo
Resumo:
Introdução:. Apesar do crescente número de estudos sobre os benefícios e impacto no controle dos fatores de risco
para Doenças Cardiovasculares (DCV), o número de doentes permanece alto. Mesmo entre aqueles em prevenção
secundária, a adesão ao tratamento ainda é baixa. Objetivo: Avaliar a presença de fatores de risco modificáveis para
DCV em pacientes residentes no município de Santa Cruz/RN. Material e Método: Estudo seccional, subestudo do
projeto “Efeito do Programa Alimentar Brasileiro Cardioprotetor na redução de eventos e fatores de risco na prevenção
secundária para doença cardiovascular: Um Ensaio Clínico Randomizado (DicaBr)”, coordenado pelo HCor em parceria
com o Ministério da Saúde/PROADI-SUS. No momento baseline foram coletadas as variáveis: valores bioquímicos,
pressão arterial, dados sobre o estilo de vida, alimentação e medidas antropométricas. Como parâmetros, seguiram-se
as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBD). Os dados foram analisados pelo programa SPSS 20.0.
Resultados: Em um total de 33 pacientes, 81,2% apresentaram valores de circunferência da cintura acima do
recomendado; 15% valores de pressão arterial superior a 140x90mmHg; 59,3% com glicemia entre 100-125mg/dl; 39%
dislipidemia; 58% eram fumantes passivos e 61% sedentários. Quanto à alimentação, 97% evitaram refrigerantes e
sucos artificiais; 91% o sal de adição, 88% bolos e biscoitos recheados, 64% açúcares e 33% café e chá. 27%
preferiram queijo branco, 51% leites magros, 12% peixes. Não houve referências para soja e oleaginosas. Apenas 6%
fizeram as 6 refeições diária. Conclusão: Persistência de fatores de risco modificáveis e não inclusão de alimentos
recomendados pela SBC. Acompanhamento e orientações adequadas às condições socioeconômicas e culturais são
necessários para modificações no estilo de vida e na dieta com alimentos tipicamente regionais, sendo uma das
propostas do DicaBr.
Unitermos: Fatores de Risco, Dieta, Doenças Cardiovasculares.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
PÔSTERES EM DESTAQUE:
Terapia nutricional domiciliar, oferecida a pacientes com HIV/Aids
desnutridos ou em risco nutricional
Autores: Catia de Lima Carvalho, Andrea Zumbini Paulo; Doroteia Aparecida de Melo
Instituição: Instituto de Infectologia Emilio Ribas
Resumo:
Introdução: Entre as vantagens da Assistência Domiciliar destacam-se redução de serviços hospitalares, internações e
tempo de internação. Estudos demonstram consumo alimentar inadequado de pessoas vivendo com HIV/AIDS e
comprometimento do estado nutricional, portanto programas de dispensação de suplementos nutricionais, com
acompanhamento regular, podem trazer benefícios ao tratamento. Objetivo: Aumentar ingestão calórico-proteíca dos
pacientes acompanhados ambulatorialmente, através da dispensação de suplemento nutricional e observar a
ocorrência de casos de internações e reinternações hospitalar. Metodologia: Amostra foi constituída de portadores de
HIV/AIDS, adultos, ambos os sexos, avaliados por índice de massa corpórea (IMC) incluídos abaixo de 18 Kg/m2 para
adultos e abaixo de 21 Kg/m2 em idosos; com contagem de células T CD4 abaixo de 200 e perda de peso acima de
10% em menos de 6 meses. Oferecido ao paciente suplemento nutricional, com 300 calorias/dia. Recrutados no ano de
2014 e acompanhados durante 12 meses, com consultas mensais, para liberar suplemento, avaliar o peso corporal e
observar ocorrência de internação hospitalar. Resultado: Avaliados 87 pacientes, sendo 53% do sexo masculino, idade
média de 48 anos. Na admissão ao programa de dispensação, o IMC médio foi de 17,8 Kg/m2 e após doze meses 18,7
Kg/m2, com média de ganho de peso de 2,3Kg, ressaltando que nenhum paciente perdeu peso durante a participação
no programa. Ao término do estudo, 17% da amostra atingiu IMC acima de 20 Kg/m2, comparados a 42,8% que
apresentavam risco nutricional e 40,2% ainda com algum grau de desnutrição. Em relação á internação 44% da
amostra já passou por internação, porém sem ocorrência de reinternações durante a pesquisa. Conclusão: A
suplementação oferecida foi benéfica para melhora e/ou manutenção do estado nutricional, contribuindo na resposta
nutricional e funcional ao tratamento instituído e não houve casos de internações desta população durante o estudo.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
PÔSTERES EM DESTAQUE:
O USO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO COMO SUPORTE AO
GERENCIAMENTO DO RISCO NUTRICIONAL
Autores: Maria do Socorro Lira Paes Batista, Alinne Moísa Barros da Silva Costa;Hilda Maria
de Lima Silva; Iasmyn Guimarães Rocha; Isabele Rejane de Oliveira Maranhão Pureza;
Glaudir Santos de Barros; Hélvio Chagas Ferro
Instituição: Santa Casa de Misericórdia de Maceió
Resumo:
INTRODUÇÃO:Os sistemas de informação possibilitam as empresas criarem vantagem competitiva através do uso de
tecnologias aplicadas aos processos de negócios. A manutenção do estado nutricional é importante para a
preservação e a recuperação da saúde. Em vista disso, o projeto da TI foi criado para o gerenciamento do controle de
risco nutricional. Neste foram criadas as rotinas de bancos de dados, telas de alertas na prescrição médica, e controle
dos pacientes em uso da terapia nutricional no portal do BI – Business Inteligence.OBJETIVO:O presente trabalho tem
como principal objetivo apresentar uma ferramenta de TI, Mensageiro, aplicada ao gerenciamento do controle do risco
nutricional dos pacientes internados da Santa Casa de Maceió.METODOLOGIA:A Equipe Multidisciplinar de Terapia
Nutricional solicitou a área de desenvolvimento de sistemas a criação de um software para o gerenciamento e controle
do risco nutricional. O mensageiro esta integrado a prescrição médica do paciente. Logo que a nutrição faz a triagem e
classifica o risco nutricional, o sistema dispara a mensagem para o médico, exibe no painel de leitos da unidade de
internação, o paciente com o risco nutricional, como também, exibe na tela do portal do BI. RESULTADOS: Um ano
depois do uso do sistema, houve um aumento de mais de 50% na intervenção precoce dos pacientes internados com
risco nutricional. Foi verificado também a diminuição do número de paciente desnutridos graves em mais de 50% e o
aumento de pacientes em risco nutricional e desnutrição leve. CONCLUSÃO: A ferramenta desenvolvida, Mensageiro,
possibilitou a assistência precoce da EMTN na conduta nutricional dos pacientes triados. O Hospital cresceu em
assistência nutricional com o uso da ferramenta. Contribuiu com o aumento de receita, rotatividade de leitos, como
também, a garantia da segurança do paciente.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
PÔSTERES EM DESTAQUE:
Importância da triagem nutricional na identificação dos pacientes com
indicação de terapia nutricional em um hospital privado acreditado.
Autores: Monique Tavares de Jesus, Nara Nayane Brito Menezes
Larissa Menezes Santos
Veridiana França Ferreira
Luiza de Andrade Barreto
Jamille Cardoso de Amorim
Instituição: CLINICA ESPECIALIZADA DE NUTRIÇÃO - CENUTRI
Resumo:
INTRODUÇÃO: A triagem nutricional torna-se importante para identificação precoce do risco nutricional possibilitando a
adoção de melhor manejo nutricional. A inserção deste método tem sido recomendada e qualquer profissional da
saúde, previamente treinado, está apto a realiza-la. OBJETIVO: Identificar a participação do processo de triagem
nutricional na identificação nutricional e início precoce da terapia nutricional (TN) em pacientes internados em um
hospital particular, acreditado, do município de Aracaju. MÉTODOS: Participaram do estudo os pacientes admitidos no
hospital entre fevereiro de 2014 e fevereiro de 2015. Em até 72h da admissão os pacientes foram submetidos a uma
avaliação realizada por meio da aplicação da ferramenta Nutritional Risk Screening (NRS)2002. Vale ressaltar que os
pacientes que foram admitidos para TN já na admissão não passaram pela triagem nutricional e, portanto, foram
excluídos deste estudo. RESULTADOS: Dos 1506 avaliados, 346 (23%) pacientes tinham indicação para iniciar a TN.
Dos pacientes com indicação 221 (64%) iniciaram com uso de suplemento nutricional. Durante o período do presente
estudo foram admitidos para a TN 1324 pacientes, sendo 16,7% desses identificados pela triagem nutricional.
Considerando apenas os pacientes admitidos para uso de suplemento nutricional 34% (648) foram identificados pela
triagem nutricional. As principais causas para não iniciar a TN nos pacientes com indicação foram a falta de prescrição
pelo médico assistente e curto período de internação do paciente. CONCLUSÃO: Aproximadamente 17% dos
pacientes em risco foram identificados a partir da triagem nutricional e mais de 1/3 dos pacientes com indicação de uso
da suplementação nutricional, foram admitidos a partir deste processo. Deste modo, a triagem nutricional realizada por
meio da NRS 2002 foi decisiva para identificação e intervenção precoce dos pacientes em risco nutricional. Unitermos:
Triagem nutricional; desnutrição; avaliação nutricional
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
Análise nutricional de dietas publicadas em revistas não-científicas e em
redes sociais
Autores: Juliana Teixeira da Silva, Mônica Karoline Barreto Souza
Instituição: Clínica Especializada de Nutrição; HospitalUniversi
Resumo:
Introdução: O padrão de beleza imposto pela sociedade atual valoriza a extrema magreza, pressionando
principalmente as mulheres, para quem a aparência física está relacionada com um valor pessoal e associada com o
sucesso profissional. A mídia influencia a definição do padrão de beleza ideal e comportamento de controle de peso da
população. Semanalmente, revistas de moda e beleza lançam novas edições com anúncios de dietas, cardápios
semanais, depoimentos de ex-obesos, incluindo pessoas famosas, para induzirem o emagrecimento rápido e o alcance
ao tão sonhado corpo magro. Objetivo: Analisar nutricionalmente os cardápios de dietas publicadas em revistas não
científicas e em redes sociais. Material e métodos: Foram incluídas dietas de revistas populares e famosas de duas
editoras diferentes, com preço de até R$ 1,99 e dietas que chamassem à atenção dos usuários das redes sociais.
Foram analisados os seguintes nutrientes: calorias, proteínas, carboidratos, fibras, lipídeos, vitamina C, vitamina B12,
folato, sódio, cálcio e ferro. Resultados: Foram analisadas 31 dietas adquiridas entre Outubro de 2013 e Janeiro de
2014. Com relação às proteínas, 93,55% eram hiperproteicas e aos carboidratos, 58,06% eram hipoglicídicas. Quanto
às gorduras totais e poliinsaturadas, 45,16% e 80,64% estavam inadequadas, respectivamente. A gordura saturada
revelou valores maior que 7% do VCT em 29,03% das dietas. Para as fibras, 58,06% das dietas estavam inadequadas.
Quanto aos micronutrientes, 58,06% estavam com quantidades excessivas de vitamina C, já a vitamina B12, folato,
sódio, cálcio, ferro, 45,16%, 87,1%, 90,33%, 74,2% e 80,67% foram consideradas inadequadas, respectivamente.
Conclusão: Foi possível reforçar que a prática de dietas “milagrosas” compromete o estado nutricional das pessoas,
pois a maioria delas possui quantidade de macro e micronutrientes inadequadas.
Unitermos: Dietas, revistas não-científicas, análise nutricional
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
NUTRIÇÃO ENTERAL EM UMA POPULAÇÃO DE RECÉM-NASCIDOS E
AVALIAÇÃO COM A CURVA DE FENTON.
Autores: Nilcéia Anastácio, Adriana Pinsuti;Mariana Cristina Dizotti Lourenço ; Claudia Tanuri.
Instituição: HOSPITAL MUNICIPAL MATERNIDADE ESCOLA "DR. MÁRIO DE MORAES
ALTENFELDER SILVA" (MATERNIDADE ESCOLA DE VILA NOVA CACHOEIRINHA)
Resumo:
Introdução:A nutrição enteral visa proporcionar ao recém-nascido prematuro crescimento semelhante ao fetal, afim de
promover nutrição adequada para a sobrevida, o crescimento e o desenvolvimento. OBJETIVO: Avaliar a Nutrição
Enteral (NE)em recém nascido ao nascimento abaixo de 28 semanas, e avaliação sobre a Curva de Fenton(CF).
MÉTODO: Estudo retrospectivo em uma população de recém-nascidos com Critérios de Inclusão:1- idade
gestacional menor ou igual de 28 semanas ao nascimento e Critérios de Exclusão : Recém –nascidos sindrômicos ou
malformados; que não foram o primeiro gemelar; e óbitos antes de completarem 36 semanas de vida extra uterina com
idade gestacional corrigida. Foram avaliados o número de dias de vida do início da (NE) e o número de dias de vida
em que atingiu a Nutrição Plena( NP) Foram avaliados os tipos de leite utilizado na NE. E ao final aplicação do peso
do recém nascido na(CF). RESULTADOS : Foram 13 recém-nascidos acompanhados no período de março de 2013
a Março de 2014. O início do fornecimento da nutrição trófica ou mínima foi de definida como sendo de 10 a 20
ml/kg/dia. O início do fornecimento de nutrição trófica variou entre 2 e 6 dias de vida , sendo a média de 3.92 dias. O
alcance da NP plena variou entre 15 e 42 dias de vida, sendo a média de 33,17 , não ocorrendo em 7 recém-nascidos.
As opções de leite fornecido aos recém-nascidos foram: materno, humano, humano aditivado e a fórmula láctea prétermo,sendo que nenhuma delas foi utilizada isoladamente.A associação de leite materno e fórmula e fórmula láctea
pré-termo foi a de maior porcentagem(61,53%) em 8 casos. Quanto à aplicação na CF dos 13 recém-nascidos
avaliados , 12 encontraram se na sua maioria (11) abaixo do percentil 3 da CF para peso e somente um entre os
percentis 3 e 10. Conclusão: Os recém nascidos acompanhados com a NE e avaliados com a CF, 12 encontravamse em situação de restrição de crescimento extrauterino.
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
O DESAFIO DO DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL NO PACIENTE IDOSO.
Autores: FRANCYNE SILVA FERNANDEZ, Maryella Castanheira Nardi; Larissa Barboza
Ramos; Jenifer Cardoso Pereira Bom; André Scazufka Ribeiro; Fabiana Sanches da Mota
Ribeiro
Instituição: UNIVERSIDADE PAULISTA; Centro Universitário Lusíada - Faculdade de Ciências
Médicas de Santos
Resumo:
A utilização de métodos compostos para avaliar o estado nutricional da população idosa tem sido considerada de
grande importância para determinar um diagnóstico adequado, já que existem fatores como, desidratação, diminuição
da massa muscular, aumento da gordura abdominal, sarcopenia e redução da massa óssea, que interferem
diretamente no estado nutricional dessa população. Objetivo: Comparar os resultados entre métodos antropométricos
simples e compostos comumente utilizados na avaliação nutricional de idosos. Metodologia: Estudo transversal em que
foram avaliados indivíduos acima de 60 anos, de ambos os sexos e institucionalizados em um residencial privado. A
avaliação antropométrica contou com a aferição do peso, estatura e, para aqueles que apresentavam limitações físicas,
essas medidas foram estimadas. A partir dessas medidas, o IMC foi calculado. Além disso, a MAN foi utilizada para fins
de comparação. Os dados obtidos estão apresentados em média, DP, mediana e extremos, de acordo com a sua
distribuição. O teste T de student foi utilizado para comparar os grupos e as medidas antropométricas. Resultados:
Foram avaliados 40 idosos (67,5% mulheres; idade: 81,5±9,6 anos). Não houve diferença entre o peso medido (PM) e
o peso estimado (PE) ou entre a altura medida (AM) e estimada (AE) ou entre IMC medido e estimado no grupo dos
homens. Já no gênero feminino, houve diferença significante entre PM e PE (59,4±11 vs 57,3±10,3; p=0,04), porém
tanto o IMC quanto a estatura (medida e estimada) não apresentaram diferença significante. O gênero feminino
apresentou idade superior ao masculino (p<0,05). A MAN identificou que 25% dos avaliados apresentavam risco
nutricional, enquanto de acordo com o IMC somente 11% se encontravam abaixo do peso. Esses achados sugerem
que diferentes métodos devem ser aplicados para a avaliação do estado nutricional do idoso, já que muitos fatores
inerentes ao envelhecimento dificultam sobremaneira um diagnóstico nutricional adequado.
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
TERAPIA NUTRICIONAL INSTITUIDA NO PACIENTE CRÍTICO: ORAL,
ENTERAL OU PARENTERAL ?
Autores: ELIAKIM DO NASCIMENTO MENDES, ELIAKIM DO NASCIMENTO MENDES
ANA CLAUDIA RIBEIRO GONÇALVES
ERIKA RAFAELA MAGALHAES MORAES
PATRICIA DE SOUZA MESQUITA
Instituição: HOSPITAL UDI
Resumo:
INTRODUÇÃO
A avaliação do estado nutricional do paciente hospitalizado é fundamental na medida em que se reconhece a alta
prevalência de risco nutricional neste grupo (World Health Organization; 2004). O quadro clínico do paciente, o tempo
de internação e a resposta ao tratamento são influenciados diretamente pelo estado nutricional. A má nutrição acarreta
o aumento do risco de morbimortalidade e dos custos hospitalares (Crestani et. al., 2011).
OBJETIVO
Analisar o consumo de Terapia Nutricional Oral (TNO), Terapia Nutricional Enteral (TNE) e Terapia Nutricional
Parenteral (TNP) durante internação em Unidade de Terapia Intesiva (UTI).
MATERIAL
Estudo longitudinal, retrospectivo, não invasivo, realizado com dados de Janeiro a Junho de 2015 do Serviço de
Alimentação e Nutrição (SAN) de um Hospital Particular de São Luís, Maranhão, Brasil. Os grupos foram classificados
de acordo com a Terapia Nutricional de base: Oral, Enteral e/ou Parenteral. Foram inclusos no estudo pacientes
críticos em UTI. A analise estatística foi realizada pelo programa EPI info e em planilha Microsoft excel 2010.
RESULTADOS
No primeiro semestre de 2015 foram instituídas 484 Terapias Nutricionais (TN) no paciente crítico, das quais 51,60%
em forma de TNE, 44,20% como TNOO e 4,20% em forma de TNP. No período do estudo foram infundidas 250 TNE,
com média mensal de 41 pacientes, sendo Junho com a maior prevalência. A média mensal de suplementação por
TNO foi de 35 pacientes, sendo maio o mês de maior consumo. Em relação a TNP a média foi de 3,5 pacientes/ mês e
o mês de maior prevalência abril.
CONCLUSAO
Os dados revelaram que o Hospital segue protocolos nutricionais evitando o uso da TNP em comparação a TNE. A
TNE, assim como a TNO, têm menor custo, oferece menor risco microbiológico ao paciente, além de administradas por
vias mais fisiológicas que estimulam o funcionamento adequado do sistema digestivo.
UNITERMOS
TERAPIA NUTRICIONAL – ORAL – ENTERAL – PARENTERAL
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
PÔSTERES EM DESTAQUE:
ASSOCIAÇÃO ENTRE A CAPACIDADE FUNCIONAL E O ESTADO
NUTRICIONAL DE PACIENTES EM LISTA DE ESPERA PARA
TRANSPLANTE HEPÁTICO.
Autores: Ana Beatriz Sá Campos¹; Aline Pelosi Messias¹, Larissa Barbosa Miranda¹; Daniel
Carvalho de Lima¹; Maria Isabel Toulson Davisson Correia¹;
Simone de Vasconcelos Generoso¹.
Instituição: 1UFMG-UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS;
Resumo:
Introdução:A desnutrição em pacientes em lista de espera para transplante hepático(TxH) é altamente
prevalente,repercutindo no aumento da morbimortalidade desses indivíduos.A medida da capacidade funcional está
diretamente relacionada à força e massa muscular podendo desta forma,associar-se ao estado nutricional.
Objetivo:Avaliar se a capacidade funcional,medida pela dinamometria e pelo teste de 6 minutos de
caminhada(TC6),está associada ao estado nutricional em pacientes hepatopatas. Métodos:Estudo observacional,
realizado no período de junho de 2014 a abril de 2015.Participaram pacientes em lista de espera para o
TxH,acompanhados no Ambulatório Bias Fortes do Hospital das Clínicas da UFMG.O estado nutricional foi avaliado
pela Avaliação Global Subjetiva(AGS), a capacidade funcional pela força de preensão manual(dinamômetro,JAMAR©)
e a velocidade da marcha, mensurada durante o TC6.O TC6 foi realizado ao longo de 30m de um corredor reto e
plano.Os pacientes foram instruídos a caminhar a distância máxima em seu ritmo habitual durante seis minutos.A
função muscular reduzida foi classificada pela velocidade da marcha abaixo 1m/s1.As análises estatísticas foram
realizadas utilizando o GraphPadPrism Versão 5.0.Foram utilizados os testes T,Qui quadrado e,o valor de p<0,05.
Resultados:42 pacientes com idade de 52(47-58) anos foram estudados, 62% do sexo masculino.De acordo com
AGS,a desnutrição foi observada em 62% dos pacientes,sendo 27% classificados como gravemente desnutridos. A
capacidade funcional obtida tanto pela força muscular quanto pelo teste de 6 minutos de caminhada apresentou
associação com o estado nutricional(p=0,05).Os pacientes desnutridos tiveram redução na força muscular de 34% e
redução na velocidade de marcha durante o TC6 de 24%(p<0,05). Conclusão:A redução da capacidade funcional
esteve associada com a desnutrição nos pacientes hepatopatas e deveria fazer parte da avaliação rotineira.
Unitermos:Capacidade funcional;Desnutrição;Transplante Hepático
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
PÔSTERES EM DESTAQUE:
INTERVENÇÃO NUTRICIONAL DETERMINA MELHORA NOS
PARÂMETROS ANTROPOMÉTRICOS E BIOQUÍMICOS EM PACIENTES
PORTADORES DE HEPATITE C EM USO DE INIBIDORES DE PROTEASES
Autores: Epifânio Feitosa da Silva Neto, Clívia Giselle Costa Santos;Fabiana Melo Soares;
Mônica Karoline Barreto Souza; Adelson Alves De Oliveira Junior; Márcia Ferreira Cândido de
Souza.
Instituição: Hospital Universitário – UFS/SE
Resumo:
INTRODUÇÃO: O tratamento da Hepatite C com inibidores de protease leva a uma intensa perda de peso, porém, os
estudos comprovaram que a redução ponderal devido ao uso da terapia medicamentosa antiviral, não resultou em
redução da obesidade visceral. OBJETIVO: Avaliar o efeito da intervenção nutricional sobre o perfil nutricional e
metabólico dos pacientes portadores de hepatite C em uso de inibidores de protease. METODOLOGIA: Estudo
transversal com dados antropométricos (peso, altura e Circunferência da Cintura (CC)), clínicos e bioquímicos de
protocolos de nutrição dos portadores do vírus da Hepatite C, assistidos em um hospital universitário. Foram coletados
dados da primeira consulta e após 120 dias da intervenção nutricional realizada pelos nutricionistas do serviço. Foi
utilizada a estatística descritiva e o Teste T pareado de Student para comparação dos dados. RESULTADOS: A
amostra foi composta por 30 pessoas, sendo 73,3 % do gênero masculino. O telaprevir foi o inibidor de protease mais
utilizado pelos portadores de hepatite C (73,3%). As comorbidades mais frequentes foram esteatose hepática (36,7%),
hipertensão arterial (23,3%) e diabetes mellitus tipo II (20%). Após a intervenção nutricional os pacientes apresentaram
uma melhora significativa nos seguintes indicadores antropométricos: peso (p<0,001), IMC (p<0,001), redução dos
percentuais de indivíduos em risco (p=0,002) e risco substancialmente aumentado (p<0,001) de acordo com a CC, e
redução do percentual de indivíduos em risco (p<0,001) segundo a RCEst. Também foi observada redução de
indivíduos sobrepesados (p=0,002) e aumento de eutróficos (p<0,001). Houve melhora significativa na glicemia de
jejum (p=0,014), colesterol total (p<0,001) e LDLc (p<0,001) e piora nos níveis de eritrócitos (p = 0,027). CONCLUSÃO:
A intervenção nutricional proporcionou a melhora dos parâmetros antropométricos e bioquímicos referentes à presença
de obesidade abdominal importantes na evolução das complicações hepáticas.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
PÔSTERES EM DESTAQUE:
INDICADOR DE EFETIVIDADE DA ASSISTENCIA AO PACIENTE EM
TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL E PARENTERAL.
Autores: ELIAKIM DO NASCIMENTO MENDES, ELIAKIM DO NASCIMENTO MENDES
ROSIONE DA SILVA SOBRINHO
LARYSSA FERREIRA CARVALHO
ERIKA ALRIKL CAMPOS ARAUJO
PATRICIA DE SOUZA MESQUITA
KAMILA SAMPAIO MESQUITA BEZERRA
Instituição: HOSPITAL SÃO DOMINGOS
ZILFARMA
Resumo:
INTRODUÇÃO – A avaliação do estado nutricional do paciente hospitalizado é fundamental na medida em que se
reconhece a alta prevalência de risco nutricional neste grupo (World Health Organization; 2004). O quadro clínico do
paciente, o tempo de internação e a resposta ao tratamento são influenciados diretamente pelo estado nutricional. A
má nutrição acarreta o aumento do risco de morbimortalidade e dos custos hospitalares (Crestani et. al., 2011).
OBJETIVO – Analisar o consumo de Terapia Nutricional Oral (TNO), Terapia Nutricional Enteral (TNE) e Terapia
Nutricional Parenteral (TNP) durante internação em Unidade de Terapia Intesiva (UTI).
MATERIAL – Estudo longitudinal, retrospectivo, não invasivo, realizado com dados de Janeiro a Junho de 2015 do
Serviço de Alimentação e Nutrição (SAN) de um Hospital Particular de São Luís, Maranhão, Brasil. Os grupos foram
classificados de acordo com a Terapia Nutricional de base: Oral, Enteral e/ou Parenteral. Foram inclusos no estudo
pacientes críticos em UTI. A analise estatística foi realizada pelo programa EPI info e em planilha Microsoft excel 2010.
RESULTADOS - No primeiro semestre de 2015 foram instituídas 484 Terapias Nutricionais (TN) no paciente crítico,
das quais 51,60% em forma de TNE, 44,20% como TNOO e 4,20% em forma de TNP. No período do estudo foram
infundidas 250 TNE, com média mensal de 41 pacientes, sendo Junho com a maior prevalência. A média mensal de
suplementação por TNO foi de 35 pacientes, sendo maio o mês de maior consumo. Em relação a TNP a média foi de
3,5 pacientes/ mês e o mês de maior prevalência abril.
CONCLUSAO – Os dados revelaram que o Hospital segue protocolos nutricionais evitando o uso da TNP em
comparação a TNE. A TNE, assim como a TNO, têm menor custo, oferece menor risco microbiológico ao paciente,
além de administradas por vias mais fisiológicas que estimulam o funcionamento adequado do sistema digestivo.
UNITERMOS –
TERAPIA NUTRICIONAL – ORAL – ENTERAL – PARENTERAL
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
PÔSTERES EM DESTAQUE:
INDICADORES DE EFICIENCIA DO CONTROLE DE PREVENÇÃO DE
COMPLICAÇÕES PARA PACIENTES GASTROSTOMIZADOS E COM
RISCO DE BRONCOASPIRAÇÃO
Autores: ELIAKIM DO NASCIMENTO MENDES, ELIAKIM DO NASCIMENTO MENDES
ROSIONE DA SILVA SOBRINHO
LARYSSA FERREIRA CARVALHO
ERIKA ALRIKL CAMPOS ARAUJO
LUCIA MARIA DE SOUSA LIMA
SANDRA LÉA LIMA FONTINELE
Instituição: HOSPITAL SÃO DOMINGOS
ZILFARMA
Resumo:
INTRODUÇÃO – Fatores que causam a disfagia podem estar relacionados com a própria doença como
comprometimento da digestão, alteração do anabolismo e catabolismo; ou mesmo com causas circunstanciais como
dor, ambiente hospitalar, tipo de alimentação e ação de medicamentos, que podem colaborar com o agravo do quadro
(Waitzberget al., 2002).
OBJETIVO - Identificar os benefícios de um Programa de prevenção de complicações para gastrostomizados
elaborado por uma equipe multidisciplinar de terapia nutricional (EMTN).
MATERIAL E METODOS
Estudo transversal, realizado no período abril a maio de 2015. A amostra foi composta por 193 pacientes da unidade
de internação clinica e da Unidade de Terapia Intensiva, pacientes gastrostomizados e/ou pacientes em risco de
broncoaspiração. Os critérios de avaliação foram: Pacientes já gastrostomizados, novas gastrostomias,
broncoaspiração. A analise estatística foi realizada pelo programa Epifo 2.0.
RESULTADOS
Pacientes em risco de broncoaspiração internados n= 193. 43,00% foi identificado com alto risco de broncoaspiração.
100,00% dos pacientes com alto risco de broncoaspirar receberam orientações e informativos, não foi registrado
nenhum caso de broncoaspiração no período. No inicio do estudo já havia 31 pacientes internados com gastrostomia e
12 submetidos ao procedimento cirúrgico durante a internação no período analisado. Todos os pacientes e seus
familiares submetidos a gastrostomia receberam orientações e informativos referentes aos riscos do procedimento.
Não houve registro de complicação de broncoapiração.
CONCLUSÃO
Conclui-se que a atuação da equipe multidisciplinar na prevenção de complicação de gastrostomia e do risco de
broncoaspiração são eficazes, reduziu a zero o risco de complicações. O programa de orientação precisa ser aplicado
e seguido pelo paciente e seus familiares, não dependendo apenas da equipe multidisciplinar.
UNITERMOS
BRONCOASPIRAÇÃO; GASTROSTOMIA ; PREVENÇÃO
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
PÔSTERES EM DESTAQUE:
Orientação Nutricional de Alta Hospitalar em Cardiologia: visão do
nutricionista
Autores: Isabela Cardoso Pimentel Mota, Éline Batistella; Maria José dos Santos; Carlos
Daniel Magnoni; Amanda Guerra de Moraes Rego Sousa
Instituição: Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia
Resumo:
A abordagem do nutricionista na internação hospitalar pode facilitar a mudança do padrão alimentar no pós-alta.
Objetivos: identificar as características da orientação nutricional de alta a partir da visão do nutricionista; propor ações
de melhoria para aperfeiçoar o processo. Métodos: Oito nutricionistas assistenciais de instituição pública de referencia
na área de Cardiologia responderam questionário sobre a prática de orientação de alta em relação a: duração;
momento da internação; presença de acompanhante; interesse do paciente; preocupação do profissional em relação a
tom de voz, postura e fisionomia no ato da orientação e ordem de importância de objetivos da orientação. Os
nutricionistas também citaram as maiores dificuldades no processo. Resultados: Houve variabilidade do tempo para
realização da orientação de alta (média 10,6 + 5 min), sendo mais demorada entre pacientes com indicação de uso de
terapia nutricional enteral domiciliar (20 min). Também foi observado tempo médio maior na orientação de alta
realizada na presença de acompanhante (11,5+5,8 min) em relação à ausência de acompanhante (9,2+3,8 min),
apesar de não haver diferença estatística (p=0,571). A orientação nutricional é realizada no momento da alta médica
por 62,5% dos profissionais e 87,5% refere alto grau de interesse dos pacientes. Todos os nutricionistas referiam se
preocupar sempre ou freqüentemente com sua postura, tom de voz e fisionomia ao realizar a orientação. Houve grande
variabilidade na ordem de importância dos objetivos. Grau de instrução do paciente, alta não programada e qualidade
de comunicação foram apontados como obstáculos para orientação nutricional de alta adequada. Conclusão: Existe
grande variabilidade na execução da orientação de alta. Realizar a orientação de alta durante o período de internação
e propor treinamento aos nutricionistas relacionado à comunicação interpessoal podem melhorar o processo.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
PÔSTERES EM DESTAQUE:
ASSOCIAÇÃO ENTRE MORTALIDADE DURANTE A INTERNAÇÃO E
VARIÁVEIS CLÍNICAS, ASG-PPP E MAN EM IDOSOS ONCOLÓGICOS
INTERNADOS.
Autores: Gilvana Nazaré Ribeiro Costa (Especialista em Nutrição Oncológica pela UFPA),
Mariana Gascue de Alencastro (Mestre em Ciências Médicas pela UFRGS); Claudia Maciel
Carneiro (Nutricionista graduada pela UFSC); Maria Emilia de Souza Fabre (Especialista em
Terapia Nutricional Parenteral e Enteral pela SBNPE); Scheila Gevaerd (Especiali
Instituição: Centro de Pesquisas Oncológicas de Florianópolis – CEPON/SC.
Resumo:
Introdução: A desnutrição em pacientes oncológicos relaciona-se à maior morbimortalidade, por isso o diagnóstico
precoce é essencial para melhorar o prognóstico.
Objetivo: Avaliar a associação de variáveis clínicas, da Mini-avaliação Nutricional (MAN) e Avaliação Subjetiva Global
Produzida pelo Próprio Paciente (ASG-PPP) em idosos oncológicos com a mortalidade durante a internação.
Material e Método: Realizado um estudo transversal com idosos (>65 anos) que internaram em um Hospital oncológico
em Florianópolis, SC no período de julho a novembro de 2014. Feita a triagem nutricional nas primeiras 24 horas da
internação e os instrumentos utilizados foram a ASG-PPP e a MAN. As variáveis clínicas (idade, sexo, estadiamento e
tempo de internação) foram coletados do prontuário. Os dados foram tabulados no programa Microsoft Office Excel e
transferidos para o software STATA vs 11.0 para as análises estatísticas. Foi aplicado os testes de Chi² para testar
diferenças entre variáveis de exposição categóricas e Test t para dados independentes ou de Mann Whitney, para
variáveis de exposição contínuas (p<0,05). Mortalidade na internação foi o desfecho investigado.
Resultados: O estudo foi constituído por 92 idosos. A mortalidade durante a internação foi de 29,2% (n=28). Ao
comparar as características entre os sobreviventes e os que morreram, não se observou diferença significativa para
idade média, sexo e estadiamento (p>0,05). Entretanto, os indivíduos que morreram possuíam circunferência da
panturrilha (CP) menor que os sobreviventes (29,3 ±3,7 cm vs. 32,6 ± 4,6 cm: p=0,002) e apresentavam maior
proporção de desnutridos pela ASG-PPP (50% vs 25%; p=0,01). O percentual de perda de peso em 6 meses anterior a
internação apresentou tendência a ser maior nos indivíduos que morreram (10,1 ±10 % vs 6,3 ±6,6 %; p=0,07).
Conclusão: A CP e a desnutrição (ASG-PPP) foram associadas com a mortalidade durante a internação em idosos
oncológicos.
Unitermos: Idoso;Avaliação Nutricional.
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
CONCORDÂNCIA ENTRE ASG-PPP E MAN EM IDOSOS ONCOLÓGICOS
INTERNADOS
Autores: Gilvana Nazaré Ribeiro Costa (Especialista em Nutrição Oncológica pela UFPA),
Mariana Gascue de Alencastro (Mestre em Ciências Médicas pela UFRGS); Claudia Maciel
Carneiro (Nutricionista graduada pela UFSC); Maria Emilia de Souza Fabre (Especialista em
Terapia Nutricional Parenteral e Enteral pela SBNPE); Scheila Gevaerd (Especiali
Instituição: Centro de Pesquisas Oncológicas de Florianópolis – CEPON/SC.
Resumo:
Introdução: A Avaliação Subjetiva Global Produzida pelo Próprio Paciente (ASG-PPP) e a Mini-avaliação Nutricional
(MAN) são instrumentos que colaboram para triagem e diagnóstico nutricionais.
Objetivo: Verificar a concordância nos diagnósticos fornecidos pela ASG-PPP e a MAN.
Material e Método: Realizado um estudo transversal com idosos (>65 anos) que internaram nas Unidades de um
Hospital oncológico em Florianópolis, SC no período de julho a novembro de 2014. A triagem nutricional foi realizada
nas primeiras 24 horas da internação e os instrumentos utilizados foram a ASG-PPP e a MAN. Excluídos os pacientes
com edema bilateral em membros inferiores, paciente em fim de vida e os que não assinaram o termo de
consentimento livre e esclarecido. Os dados foram tabulados no Microsoft Office Excel 2007, calculado o coeficiente
Kappa (intervalo de confiança de 95%) utilizando o software STATA vs 11.0. Testadas características da amostra para
averiguar concordância entre os diagnósticos fornecidos pela MAN e ASG-PPP em grupos específicos.
Resultados: Foram avaliados 96 pacientes, sendo 57,3% do sexo masculino. As proporções de pacientes
diagnosticados com desnutrição e risco de desnutrição pela MAN e ASG-PPP foram, 64,6% e 32,3%, e, 26,0% e
42,7%, respectivamente. A concordância global nos diagnósticos entre os instrumentos foi baixa (51%; Kappa: 0,25;
IC95%: 0,12-0,38), da mesma forma que a concordância nos diagnósticos entre os homens (n=55, Kappa=0,20) e
entre as mulheres (n=41, Kappa=0,30). Já, nos estágios iniciais (I e II) a concordância foi quase nula (n=13;
Kappa=0,03) permanecendo baixa nos estágios avançados (n=55; kappa=0,19). Quanto a idade, as categorias de 60 a
70 e de 71 a 80 anos apresentaram concordância baixa (kappa<0,30).
Conclusão: A ASG-PPP e MAN não apresentaram boa concordância diagnóstica entre idosos oncológicos, nem
mesmo quando as análises foram estratificadas.
Unitermos: Idoso; Avaliação Nutricional.
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
Características dos idosos identificados com risco nutricional internados
em um Hospital Público
Autores: Nayana Cavassim do Nascimento, Caroline Finger Sostisso; Estela Iraci Rabito;
Maria Eliana Madalozzo Schieferdecker
Instituição: Universidade Federal do Paraná
Resumo:
Introdução: A desnutrição é crescente na população idosa e está associada à redução da massa corporal magra, má
cicatrização e maior tempo de hospitalização.
Objetivo: Identificar desnutrição em pacientes idosos com risco nutricional no momento da internação em um hospital
terciário.
Material e Métodos: Estudo retrospectivo, transversal, cuja amostra foi composta de pacientes idosos com idade igual
ou superior a 60 anos, internados no período de 2011 a 2014 nas clinicas médicas (CM) e clinica cirúrgica (CC) de um
Hospital Público terciário. Foram incluídos no estudo pacientes identificados como risco nutricional por meio da
Triagem de Risco Nutricional (NRS – 2002). Foram avaliados: índice de massa corporal (IMC) classificado segundo
critérios de Lipschitz (1994) e porcentagem de perda de peso (%PP) nos seis meses prévios a internação. A análise
dos dados foi efetuada com programa Stata, sendo utilizado o teste Mann - Whitney e correlação de Spearman, com
p<0,05.
Resultados: A amostra foi composta de 522 pacientes, sendo 53,83% (n=281) do sexo masculino com mediana de
idade de 71 anos (60-94). Do total de pacientes 72,03% (n=376) estiveram internados na CM, 28,16% (n=147) e
60,92% (n= 318) eram diabéticos e hipertensos, respectivamente. Com relação ao IMC, 38,12% (n=199) foram
classificados com desnutrição, sendo que as idosas apresentaram IMC superior aos idosos (p<0,05) 23,64kg/m2 (9,3543,8) e 22,73kg/m² (11,64-58,43), respectivamente. Ao analisar-se a %PP, observou-se que 9,38% (n=49) dos
pacientes apresentaram ganho de peso, no entanto 78,72% (n=411) perderam peso, tendo correlação negativa com o
IMC para ambos os gêneros (r=-0,4107/-0,4477; p=0,0001).
Conclusão: A desnutrição é prevalente na população idosa no momento da internação, sendo que pacientes com
menor IMC tendem a apresentar maior %PP.
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
PERDA DE PESO APÓS CIRURGIA ORTOGNÁTICA MONOMAXILAR E
BIMAXILAR
Autores: Rubia D. Thieme, Rubia D. Thieme – Nutricionista. Mestre em Segurança Alimentar e
Nutricional (UFPR)
Leonardo Silva Benato;Ligia de O.Carlos; Rebekka Dietsche;Maria Eliana M. Schieferdecker
Instituição: Universidade Federal do Paraná
Resumo:
Introdução: Cirurgias ortognáticas são procedimentos cirúrgicos mono ou bimaxilares indicados para correção
dedeformidades dento-faciais, como discrepâncias anteroposteriores, mordidas abertas e a maioria das assimetrias.A
perda de peso é o principal efeito colateral edecorre da limitação funcional imediatamente após a cirurgia, a qual
prejudica aingestão alimentar.Objetivo: Comparar o estado nutricional de pacientes submetidos à cirurgia ortognática
mono ou bimaxilar no pré-operatório de dez dias (Pré-OP) e pós-operatório de dez dias (PO/10).Material e
Método:Estudo clínico prospectivo longitudinal com pacientes com deformidade dentofacial divididos em dois grupos:
submetidos à cirurgia monomaxilar e submetidos à cirurgia bimaxilar.Foram aferidos estatura (m), peso atual (Kg),
calculado o Índice de Massa Corporal (IMC) (WHO, 1995;2005). A partir do peso pré-OP e PO/10, foi estimado o
percentual de perda de peso(%PP). A análise estatística foi realizada com ANOVA, Teste de Tukey, Teste de Friedman
e o Teste T para amostras independentes. Considerou-se nível de significância de 95%.Resultados:Foram avaliados 36
pacientes, dos quais 19 (52,8%)eram do sexo femininoe amédia de idade foi de 30,7±9,7anos. Vinte (55,5%)pacientes
foram submetidos acirurgia monomaxilare 16 (44,5%) à cirurgia bimaxilar.O peso pré-OPfoi de 72,8±15,3Kge o IMC de
25,7±4,6Kg/m2, enquanto no PO/10, o peso foi de 69,7±14,9Kg e o IMC 24,6±4,6Kg/m²(p>0,05). O IMC pré-OP e
PO/10, bem como o %PP foram similares entre pacientes submetidos à cirurgia monomaxilar e bimaxilar (p=0,710 e
p=0,074, respectivamente). No PO/10, todos os pacientes apresentaram perda de peso (mediana de %PP de 4,2;
mín=0,9; máx.=8.5). Observou-se %PP superior a 2% para 95% dos pacientes submetidos à cirurgia monomaxilar e
para todos os pacientes submetidos à cirurgia bimaxilar no PO/10 (p>0,05).Conclusão:A perda de peso no PO/10 é
similar entre os pacientes submetidos à cirurgia monomaxilar e bimaxilar.
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
Avaliação deIndicadores de Qualidade em Terapia Nutricional em Unidade
de Terapia Intensiva de Trauma
Autores: Mary Evelyn Pistori, Maria Eliana Madalozzo Schieferdecker; Regina Maria Vilela
Instituição: Departamento de Nutrição. Programa de Pós-graduação em Segurança Alimentar
e Nutricional. Setor de Ciências da Saúde. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, Paraná,
Brasil
Resumo:
Intodução:Pacientes críticos vítimas de trauma apresentam risco de desnutrição independente do estado nutricional
prévio, resultante de alterações fisiológicas e intenso catabolismo proteico. A terapia nutricional pode promover
melhores desfechos clínicos e deve ser avaliada e monitorada frequentemente, a fim de garantir a qualidade do
trabalho e o atendimento às diretrizes estabelecidas.Para tanto são utilizados indicadores de qualidade, os quais
podem ser medidos, no intuito de assegurar a terapia nutricional adequada e contribuir para melhor evolução clínica.
Objetivos: verificar a adequação de indicadores de qualidade (tempo para início da terapia nutricional, tempo para
atingir as necessidades energéticas, adequação energética e proteica, déficit energético cumulativo e fórmula
nutricional infundida) em relação às recomendações propostas na literatura. Material e método:O estudo é
retrospectivo, e inclui dados de 80 pacientes adultos internados em UTI de trauma no período de 2012 a 2013. Os
dados foram descritos como média (± DP), mediana (IC95%) e frequência, e avaliados ao longo dos tempos 7, 14, 21 e
>21dias. Resultados: o tempo para iniciar a terapia nutricional foi 24 horas (IC95% 26,1 – 34,1), sendo considerado
precoce e o tempo para atingir 50% das necessidades energéticas foi de 5 dias (IC95% 5,2 – 6,0). A mediana
defórmula nutricional infundida em relação ao prescrito foi 89,2% (IC95% 86,2 – 89,4), permanecendo adequada
durante todos os períodos estudados. Os pacientes receberam em média 19,1±4,0 kcal/kg e 0,8±0,2g de proteína/kg
de peso, entretanto estes valores apresentaram aumento após a primeira semana. O déficit energético cumulativo
médio foi 11784,7kcal (IC95% 12272,5 – 15656,3). Conclusão:Os tempos para iniciar a terapia nutricional e para atingir
as necessidades energéticas, e a fórmula nutricional infundida estiveram de acordo com as recomendações.
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
CIRCUNFERÊNCIA DO PESCOÇO COMO PREDITOR DE EXCESSO DE
PESO E ALTERAÇÕES LIPIDÊMICAS EM PACIENTES ATENDIDOS EM UM
AMBULATÓRIO DE NUTRIÇÃO
Autores: Ticiane Clair Remacre Munareto Lima, Elenice Oliveira Santos-Filha; Larissa Marina
Santana Mendonça de Oliveira; Márcia Ferreira Cândido de Souza; Hélio Rocha Penalva;
Maria Janaine Menezes dos Santos
Instituição: Hospital Universitário de Sergipe
Resumo:
Introdução: Com a transição nutricional houve um crescente aumento da gordura corporal e da obesidade. Assim, o
excesso de peso se tornou um dos maiores problemas de saúde pública no mundo e está fortemente associado ao
aumento da mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis. Objetivo: Verificar a associação da circunferência do
pescoço com alterações antropométricas e lipidêmicas. Material e Método: Estudo trans¬versal, realizado com
pacientes adultos e idosos, de ambos os gêneros, atendidos em um ambulatório de nutrição. Foram aferidos, dados
antropométricos como circunferência abdominal (CA) (cm), peso (kg) e estatura (m), para a avaliação nutricional.
Foram coletados, além da idade, valores de exames bioquímicos como colesterol total (CT) e frações (HDL-c e LDL-c)
e triglicerídeos (TG) através de prontuários no momento da consulta. O projeto foi aprovado com CAAE Nº.
32346214.8.0000.5546. Para análise estatística foram utilizados valores de médias, desvios padrões, frequências e o
teste de correlação de Pearson, pelo software SPSS versão 20.0 e foi considerado significativo um p<0,05. Resultados:
A população do estudo foi constituída de 178 pacientes atendidos com média de idade de 48,70 ± 16,42 anos. Dentre
esses indivíduos, a maioria era adulta (67,4%) e do sexo feminino (83,7%) e 55,1% possuíam dislipidemia. Na
avaliação nutricional, as médias de IMC e CA foram respectivamente 34,35 ± 9,73 kg/m² e 107,29 ± 20,46 cm. A
maioria (83,1%) apresentava excesso de peso de acordo com o IMC e 90,4% possuíam circunferência abdominal
elevada. Houve correlação positiva e significativa entre CP e IMC (r= 0,662, p<0,001); CP e CA (r=0,703, p<0,001) e
entre CP e TG (r= 0,250, p=0,001) e correlação negativa e significativa entre CP e HDL-c ( r= - 0,178, p=0,017)
Conclusão: A CP aumentada está associada à elevação do IMC e CA bem como o aumento dos triglicerídeos
sanguíneo e diminuição do HDL-c. Unitermos:Antropometria; dislipidemia
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
INDICADORES DE ADIPOSIDADE CORPORAL EM IDOSAS
Autores: Ellem Eduarda Pinheiro dos Santos, Josefa Marcia Barreto Santos; Carolina Cunha
de Oliveira
Instituição: Universidade Federal De Sergipe, Campus Professor Antônio Garcia Filho Departamento de Nutrição.
Resumo:
Introdução: A gordura corporal pode ser identificada pelos indicadores antropométricos como Índice de Conicidade (IC),
Circunferência da Cintura (CC), Índice de Massa Corporal (IMC) e Razão Cintura Estatura (RCEst) ou através de
métodos sofisticados como a biompedância elétrica. Objetivo: Avaliar a relação de indicadores antropométricos com a
gordura corporal em idosas. Métodos: Estudo transversal realizado com 69 idosas participantes do Programa Estância
Ativa, Estância-SE. Os indicadores de adiposidade avaliados foram: IMC, CC, IC e RCEst, classificados conforme
sugerido por NSI (2002), OMS (1997), Valdez (1991) e Pitanga & Lessa (2006), respectivamente. O percentual de
gordura corporal (%GC) foi avaliado pelo exame de bioimpedância (Biodynamics modelo 310e), sendo classificado
conforme proposto por Lohman (1992) para mulheres idosas. Utilizou-se análise descritiva, Teste Exato de Fisher e
Correlação de Pearson, considerando significância p<0,05. Resultados: A média de idade das participantes foi de 66,3
anos (+4,9), estas apresentaram médias de IMC=26,3kg/m² e de CC=90,8cm, valores esses que são superiores aos
pontos de corte sugeridos na literatura. Das idosas com excesso de gordura, avaliado pelo %GC, 40,3% tem excesso
de peso pelo IMC (p=0,043) e 71,9% tem acúmulo de gordura abdominal avaliado pela CC (p=0,037). Dos indivíduos
com %GC excessivo, 80,3% e 74,2% apresentaram RCEst e IC considerados como de excesso, embora sem
significância estatística. As variáveis IMC (r=0,60; p<0,001) e RCEst (r=0,57; p<0,001) apresentaram correlação
moderada com o %GC. Quando avaliado a correlação dos indicadores com a gordura corporal estimada em quilos,
todos apresentaram forte correlação (p<0,05). Conclusão: Mesmo com o envelhecimento, os indicadores
antropométricos apresentam relação com a adiposidade corporal, especialmente quando a gordura é avaliada em
quilos. Dos indicadores avaliados, os que melhor se associaram ao %GC foram IMC e RCEst. Unitermos: Adiposidade;
idosa.
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
ÍNDICES PROGNÓSTICOS E AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL COMO
PREDITORES DE DESFECHOS PÓS-OPERATÓRIOS EM CIRURGIA DO
SISTEMA DIGESTÓRIO E DE PAREDE ABDOMINAL DE IDOSOS
Autores: Caryna Eurich Mazur, Rubia Daniela Thieme; Roberta Emy Maeoka; Antônio Carlos
L. Campos; Maria Eliana M. Schieferdecker
Instituição: Universidade Estadual do Centro-Oeste; Universidade Positivo; Universidade
Federal do Paraná.
Resumo:
Introdução: Idosos desnutridos apresentam maior risco de complicações e mortalidade pós-operatória. O estado
nutricional é verificado por diferentes métodos. Os índices prognósticos nutricionais podem predizer desfecho pósoperatório (PO). Objetivo: Comparar índices prognósticos nutricionais e Avaliação Subjetiva Global (ASG) na predição
de desfechos PO. Material e Método: Estudo clínico, retrospectivo e observacional, com idosos submetidos à cirurgia
do sistema digestório ou de parede abdominal. Diagnóstico clínico, diagnóstico nutricional segundo ASG, peso (Kg),
estatura (m), exames bioquímicos, complicações e mortalidade no PO durante hospitalização foram coletados do
prontuário e do sistema de informação hospitalar. O Índice de Risco Nutricional (IRN), o Índice de Risco Nutricional
Geriátrico (IRNG) e o Índice Nutricional Onodera (OPNI) foram estimados de acordo com equações validadas. A
análise estatística foi descritiva e foi aplicado Teste de qui-quadrado. Considerou-se intervalo de confiança de 95%.
Resultados: Foram incluídos 79 idosos, com média de idade de 70,6±7,6 anos e 58,2% (n=46) do sexo masculino.
Doença oncológica foi observada para 58,2% (n=46), complicações PO para 50,6% (n=40) e mortalidade PO para
21,5% (n=17) dos pacientes. A frequência de complicações e a mortalidade PO foi similar (p>0,05) para os pacientes
classificados com risco nutricional para IRNG e OPNI e desnutrição leve a moderada e desnutrição grave segundo
ASG. O IRN foi capaz de prever complicação PO, sendo que, os desnutridos graves complicaram mais comparado aos
pacientes com desnutrição leve a moderada e aos nutridos (p=0,02), contudo, o IRN não foi preditor de mortalidade
(p=0,24). Conclusão: O IRN é preditor de complicações no PO de idosos hospitalizados submetidos à cirurgia do
sistema digestório ou de parede abdominal, mas, não de mortalidade. O IRNG, o OPNI e a ASG não são capazes de
predizer complicações e óbito no PO.
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
MÉTODOS ATUAIS E CLÁSSICOS DE AVALIAÇÃO NUTRICIONAL EM
DOENTES RENAIS CRÔNICOS
Autores: Caryna Eurich Mazur, Sandra Harmatiuk; Rubia Daniela Thieme; Aline Jabur Castilho
Ferreira
Instituição: Faculdade Campo Real; Universidade Positivo; Clínica Renal de Guarapuava,
Paraná.
Resumo:
Introdução: A doença renal crônica (DRC) pode acarretar alterações no estado nutricional decorrentes da condição
clínica e metabólica, bem como da alimentação inadequada. Objetivo: Comparar métodos clássicos e atuais de
avaliação nutricional em doentes renais crônicos. Métodos: Estudo retrospectivo realizado com dados coletados de
prontuários de pacientes em hemodiálise em uma clínica de doentes renais em Guarapuava, Paraná. O Índice de
massa corporal (IMC), circunferência da cintura (CC) e circunferência muscular do braço (CMB) foram considerados
métodos clássicos; enquanto que o índice de conicidade (IC), índice de risco nutricional (IRN), razão cintura/estatura
(RCE) e bioimpedância elétrica (BIA) com o valor de massa magra (MM) foram avaliados como métodos atuais. Para
análise estatística foram utilizados testes T de Student e qui-quadrado, correlação de Pearson além da regressão
logística simples ajustada com intervalo de confiança de 95%. Resultados: Foram incluídos 52 indivíduos, com média
de idade de 57,9±15,7 anos, sendo 69,3% homens (n=36), 56% (n=29) com hipertensão arterial e 19% (n=9) com
Diabetes Mellitus tipo 2 como doenças correlatas à DRC. Segundo IMC, CMB e IRN, 15,4% (n=8), 44,2% (n=23) e
todos os pacientes estavam em desnutrição e risco nutricional, respectivamente. Segundo a CC, IC, RCE, 50% (n=26),
73,1% (n=38) e 76,9% (n=40) estavam com risco para doenças cardiovasculares, respectivamente. Houve forte
correlação entre CC com RCE (R=0,697; p<0,05), CC e o IC (R=0,514; p<0,05) e MM com CMB (R=0,652; p<0,05).
Entre IMC com IRN (R=0,136; p>0,05) e IRN com CMB (R=0,170; p>0,05) não houve correlação. Conclusão: Há
associação entre parâmetros antropométricos clássicos e atuais de avaliação nutricional (IRN, IC, BIA e RCE)
demonstrando ser tão eficazes em predizer o estado nutricional quanto os métodos clássicos (IMC, CC e CMB) e
podem ser coadjuvantes na avaliação nutricional de doentes renais crônicos.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
PÔSTERES EM DESTAQUE:
Consumo de leite humano ordenhado cru dos recém-nascidos pré-termo
internados em unidade de terapia intensiva neonatal de uma maternidade.
Autores: Yvanna da Cruz Lemos, Damicléa Martins Vasconcelos
Antônia Bruna Franca Gonçalves
Geovanna Pinheiro Campos
Ana Vaneska Passos Meireles
Instituição: Universidade de Fortaleza; Universidade de Fortaleza; Universidade Fortaleza;
Universidade de Fortaleza; Maternidade Escola Assis Chateubriand
Resumo:
Introdução: O aleitamento materno exclusivo é um grande desafio para os recém-nascidos prematuros (RNPT), pois a
maioria não tem o ato de sucção, deglutição e respiração desenvolvida, devido à imaturidade de alguns órgãos. Assim,
se faz necessário manter a alimentação dos neonatos por sondas orogástricas com o leite oriundo da ordenha
mamária, definido como leite ordenhado cru (LHOC) ou o leite humano ordenhado pasteurizado (LHOP). Outra
alternativa da alimentação são as fórmulas lácteas infantis ou específicas. Objetivo: Avaliar o consumo de leite humano
ordenhado cru dos RNPTs internados em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) de uma maternidade.
Materiais e métodos: Trata-se de um estudo de caráter observacional, descritivo e de corte longitudinal, realizado em
uma maternidade de Fortaleza-CE. A coleta de dados deu-se no período de abril a dezembro de 2014 e a amostra foi
composta por 58 RNPT incluídos por conveniência de forma não-probabilística, admitidos nas (UTIN) que se
mantiveram internados por um tempo mínimo de 15 dias e que receberam alimentação por NE ou NPT. Resultados:
Observou-se na evolução dietética que todos os RNPT consumiram LHOC desde os primeiros dias de vida. Entretanto,
a cobertura de 1 a 4 horários de dieta com LHOC prevaleceu nos primeiros 7 dias (51,7%), e quando reavaliamos a
cobertura de 5 a 8 horários de dieta com LHOC houve um pico máximo de contribuição entre o 8º e o 14º dia (27,6%).
A cobertura foi sendo reduzida ao longo dos dias, chegando a 55,2% de ausência de LHOC após 28 dias de vida.
Conclusão: A oferta do LHOC não garantiu 100% da cobertura da demanda em nenhum dos momentos avaliados. Os
possíveis fatores que justifiquem essa redução vão desde o pouco encorajamento dos profissionais de saúde, dor
mediante as repetições da técnica de ordenha, baixa produção láctea, desestímulo por não conseguir atingir as
necessidades do filho, a rigidez do cumprimento dos horários da dieta e o fato de estar em ambiente hospitalar.
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
METABÓLICAS DA DIETA DE MULHERES COM EXCESSO DE PESO
Autores: Maria Conceição de Oliveira*, Rosely Sichieri**
Instituição: *DEPARTAMENTO DE SAÚDE COLETIVA-DSC, FACULDADE DE MEDICINAFM. UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS-UFAM
**INSTITUTO DE MEDICINA SOCIAL-IMS. UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO - UERJ
Resumo:
Objetivo:Avaliar modificações do AF em protocolos nutricionais adicionado de frutas ou aveia para redução do peso
corporal de mulheres. Métodos:O AF foi avaliado em mulheres com sobrepeso recebendo intervenção dietética
adicionada de frutas ou aveia. Em julho de 2015 realizou-se análise secundária do ensaio clínico randomizado
NCTAPPLEBR–NCT01723007-linicalTrial.gov conduzido em um Serviço de Saúde,Estado do Rio de JaneiroBrasil(2001). Após duas semanas de estabilização com dieta sem suplemento, porém adequadas para perda de um
quilograma de peso\mês, 49 mulheres, idades entre 30-50 anos, IMC>25(kg\m2) foram alocadas para adicionarem
entre as refeições três maçãs(densidade=0,63kcal\g), três peras(densidade=0,64kcal\g) ou três biscoitos de
aveia(densidade=0,63kcal\g). Permaneceram por dez semanas. O AF foi obtido por equação de predição, aplicando
reactância e resistência avaliadas no seguimento. Demais variáveis de desfecho clínico por antropometria, análise
dietética e bioquímica(sg) foram introduzidas no ajuste da modelagem estatística,SAS®. Resultados:O AF inicial
mostrou-se na faixa de anabolismo (5-15graus) entre os grupos, com médias de 6,57+-0,47;6,26+-0,47;6,52+-0,54
(pera,maçã,aveia,respectivamente). Entretanto, pós-tratamento a pera reduziu o AF(Beta=-0,03;P=0,01). Enquanto, a
maçã e aveia não mostraram modificações significantes (Beta=+0,005;P=0,66). Porém, maçã mostrou um beta positivo
indicando um leve aumento do AF pós-tratamento, mas não significativo. As variáveis peso corporal,calorias da
dieta,hemoglobina,reactância e resistência interagiram no modelo e permaneceram significativas(P<00,5), mas não foi
observado com as demais variáveis(P>0,05). Importante percentual explicativo(R2~58%) da associação AF e
mudanças metabólicas advindas da aplicação do protocolo nutricional foi estatisticamente decisivo(P=0,0005).
Conclusão:O ângulo de fase é um parâmetro sensível, fornece informações a nível de membrana celular para
protocolos nutricionais.
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
Avaliação da Desnutrição Nosocomial em Pacientes submetidos Cirurgia
Cardíaca Eletiva
Autores: Luiza Maria Pinheiro Cipriano, Luiza Maria Pinheiro Cipriano; Michelle Ribeiro Silva;
Maria José dos Santos; Isabela C. Pimentel; Carlos Daniel Magnoni; Lenita G. Borba;
Instituição: INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA
Resumo:
INTRODUÇÃO: O risco nutricional e a desnutrição estão relacionados a uma evolução pós-operatória desfavorável.
OBJETIVO: Avaliar a desnutrição nosocomial em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca eletiva. MATERIAL E
METODO: Estudo prospectivo, com avaliação de 35 pacientes, com idade entre 20 e 59 anos. No 1 ou 2º dia da
internação e após o 7º dia do pós operatório foi aplicada a Avaliação Subjetiva Global(ANSG) e realizada
antropometria. RESULTADOS: A maioria dos pacientes apresentou excesso de peso no pré-operatório pelo Índice de
Massa Corporal(IMC), porém houve uma diminuição significativa no pós-cirurgico. Entretanto, nenhum paciente
apresentou diagnóstico de desnutrição a partir do IMC. Os valores da Circunferência do Braço(CB), Adequação da
Circunferencia do Braço(ACB), Área Gordurosa do Braço(AGB), Adequação da Área Gordurosa do Braço
apresentaram diminuição estatisticamente significativa no pós operatório. O mesmo foi observado nas medidas de
Dobra Cutânea do Bíceps(DCB), Dobra Cutânea do Tríceps (DCT) e Espessura do Músculo Adutor do Polegar(EMAP)
a ANSG determinou bom estado nutricional em ambos os períodos, porém mostrou aumento do risco nutricional no pós
operatório. Não houve mudanças significativas relacionadas ao peso no pós-operatória, porem essas alterações foram
significativas do ponto de vista clínica. A EMAP foi a medida com maior significância estatística para mensurar a
desnutrição da amostra. Já o aumento do escore da ANSG no pós cirúrgico, sugere a interferência da internação no
surgimento de complicações nutricionais. A amostra que compõe o estudo não apresentava doenças que
comprometem o estado nutricional, e apesar desta característica mostraram diminuição de peso e medidas durante a
internação. Pressupõe-se que se a amostra fosse composta por indivíduos nutricionalmente suscetíveis, a condição
nutricional seria pior. CONCLUSÃO: O processo cirúrgico induz a desnutrição, independente do estado nutricional do
indivíduo.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
PÔSTERES EM DESTAQUE:
Avaliação da Ingestão Alimentar e sua Relação com a Desnutrição
Nosocomial em um Hospital de Cardiologia: Estudo NutriDia Brasil
Autores: Lenita Gonçalves De Borba, Camila M. Hattori
Regina G. Plata
Maria J. Santos
Isabela C. Pimentel
Carlos D. Magnoni
Instituição: INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA
Resumo:
INTRODUÇÃO: O estudo NutriDia Brasil, é vinculado ao Nutrition Day(www.nutritionday.org), iniciado na Europa/2006
com o objetivo de avaliar em um único dia, unidades hospitalares para evidenciar os problemas nutricionais dos
pacientes.OBJETIVO: Avaliar o consumo alimentar em pacientes internados para tratamento clínico. MATERIAL E
MÉTODOS: O estudo foi do tipo transversal, com questionário padronizado. As variáveis coletadas através do
prontuário e pelo relato do paciente foram exportadas para o programa Statistical Package for Social Sciences(SPSS) e
a amostra foi caracterizada através de frequências relativas e absolutas e por valores de máximo, mínimo e média.
RESULTADOS: A coleta foi realizada no dia 07/11/2013, onde foram incluídos 103 pacientes, sendo 50,5% do gênero
masculino e 61,16%, idosos. A média do Índice de Massa Corporal (IMC) em adultos foi de 24,57kg/m² e, idosos, de
26,02 kg/m². O tempo médio de internação foi de 21 dias, onde 100% recebiam alimentação via oral e 32% estavam
em uso de suplemento completo ou módulo via oral. O relato de redução do consumo alimentar na semana anterior
ocorreu em 57,3% dos casos, quantificado por 26,2% como abaixo do normal, metade do normal em 18,4% e, um
quarto do normal ou nada, em 12,6%. Com relação ao apetite, foi relatada redução em 61,2%, justificado por ausência
de apetite sem motivo(19,4%), presença de náuseas(4,9%) e outros motivos(12,6%).No relato do consumo do almoço
na data da coleta, observou-se que 61,2% não consumiram toda a refeição, justificado por falta de apetite(29,1%),
porção maior ao seu hábito (14,6%), sabor ruim(9,7%),náuseas(7,8%),jejum(2,9%),odor ruim da
refeição(2,9%),cansaço(1,9%) e dependência de outra pessoa para conseguir se alimentar (1,0%).
CONCLUSÃO:Evidenciou-se o relato de baixa aceitação alimentar, sendo este, um importante fator de risco
nutricional com impacto sobre o desfecho clinico, influenciando no tempo de internação, custos hospitalares ,
morbidade e mortalidade.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
PÔSTERES EM DESTAQUE:
Qual a prevalência de inadequação de micronutrientes após 1 ano de
Gastroplastia com desvio intestinal em Y-de-Roux?
Autores: Marília Rizzon Zaparolli, Magda Rosa Ramos da Cruz; Caroline Frehner; Alcides José
Branco-Filho; Maria Eliana Madalozzo Schieferdecker; Antônio Carlos Ligocki Campos
Instituição: Universidade Federal do Paraná - UFPR; Pontifícia Universidade Católica do
Paraná - PUCPR
Resumo:
Pacientes submetidos à Gastroplastia com desvio intestinal em Y-de-Roux apresentam alto risco de desenvolver
deficiências de micronutrientes em decorrência das alterações anatômicas e fisiológicas. As principais deficiências
envolvem ferro, vitamina B12, cálcio, selênio e zinco. O objetivo desse estudo é avaliar a prevalência de inadequação
de micronutrientes provenientes da alimentação ao longo do primeiro ano de pós-operatório. Trata-se de estudo clínico
observacional longitudinal, realizado em uma Clínica de Referência em Cirurgia Bariátrica. Foram analisados dados de
consumo alimentar de 95 pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. Os dados de consumo alimentar foram coletados a
partir de recordatórios 24 horas (3 meses, 6 meses e 1 ano de pós-operatório), aplicados por uma única Nutricionista,
seguindo padronização de coleta. Para estimativa de consumo usual e prevalência de inadequação foi utilizado o
software Multiple Source Method (MSM). Os valores usuais de micronutrientes foram comparados com as EARs,
conforme gênero e faixa etária. Para análise estatística foi utilizado o software SPSS. Em um ano de pós-operatório,
as prevalências de inadequação foram: cálcio(99.5%), cálcio-idosas(99.2%), zinco-homens(60.26%), zincomulheres(100%), ferro-homens(83.39%), ferro-mulher adulta(100%), ferro-mulher idosa(67%), selênio(100%) e
vitamina B12(0%). A vitamina B12 foi o micronutriente que apresentou média dos três períodos de pós-operatório (2.48
±0.004) maior do que a recomendação. Os resultados mostram déficits na ingestão alimentar de micronutrientes
provenientes da alimentação, o que indica ingestão insuficiente de alimentos fontes. Na maioria das vezes, o consumo
de fontes de micronutrientes apresenta-se baixo desde o pré-operatório, comprometendo os níveis plasmáticos.
Portanto, faz-se necessário acompanhamento nutricional, com orientações dietéticas e suplementação nutricional
individualizada.
Unitermos: Cirurgia bariátrica; micronutrientes
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PÔSTERES EM DESTAQUE:
Consumo alimentar de proteína durante o primeiro ano de pós-operatório
de cirurgia bariátrica: qual a prevalência de inadequação?
Autores: Marília Rizzon Zaparolli, Magda Rosa Ramos da Cruz; Caroline Frehner; Alcides José
Branco-Filho; Maria Eliana Madalozzo Schieferdecker; Antônio Carlos Ligocki Campos
Instituição: Universidade Federal do Paraná - UFPR; Pontifícia Universidade Católica do
Paraná - PUCPR
Resumo:
A proteína destaca-se por ser o macronutriente com maior potencial de deficiência no pós-operatório de cirurgia
bariátrica. Isso pode ser justificado pela mudança anatômica e fisiológica, as quais modificam a produção de pepsina,
ocasionando maior dificuldade na digestibilidade e consequentemente no consumo de fontes proteicas. O objetivo
deste estudo é avaliar a prevalência de inadequação de proteína proveniente da alimentação ao longo do primeiro ano
de pós-operatório. Trata-se de estudo clínico observacional longitudinal, realizado em uma clínica de referência em
cirurgia bariátrica. Foram analisados dados do consumo alimentar de 95 pacientes submetidos à gastroplastia com
desvio intestinal em Y-de-Roux. Os dados de consumo alimentar foram coletados a partir de recordatórios 24 horas (
com 3, 6 e 12 meses de pós-operatório), aplicados por uma única nutricionista. Para estimativa de consumo usual e
prevalência de inadequação foi utilizado o método Multiple Source Method (MSM). Foi utilizado como valor de
referência 60g/dia. Para análise estatística foi utilizado o software SPSS. Com 3 meses de pós-operatório, o consumo
proteico era de 43.4±12.2g/dia, com 6 meses a ingestão era de 47.7±12 g/dia, aumentando para 55.7±12.4 g/dia aos
12 meses. A ingestão usual de proteína foi de 46,37g ±5,05 e a prevalência de inadequação de 98,9% no decorrer do
primeiro ano de pós-operatório. A ingestão de proteínas por meio da alimentação mostrou-se insuficiente no primeiro
ano de pós-operatório. Portanto, o acompanhamento nutricional deve estabelecer plano dietético adequado, baseado
nas porções diárias propostas pela pirâmide alimentar adaptada para cirurgia bariátrica, além de iniciar precocemente
terapia nutricional oral com módulos proteicos, evitando a deficiência desse macronutriente. Unitermos: cirurgia
bariátrica, ingestão proteica.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
PÔSTERES EM DESTAQUE:
CORRELAÇÃO ENTRE DOIS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO NUTRICIONAL E
ASSOCIAÇÃO COM MORTALIDADE EM UMA UTI PÚBLICA DO DISTRITO
FEDERAL- DF
Autores: Leid Dayane Costa Lindoso, Beatriz Resende Goulart; Guilherme Duprat Ceniccola;
Simone Sotero Mendonça; Franciele Maciel Campos
Instituição: Hospital Regional da Asa Norte - DF; Hospital de Base do Distrito Federal.
Resumo:
INTRODUÇÃO: O diagnóstico precoce do estado nutricional permite traçar terapia nutricional adequada visando reduzir
a morbi-mortalidade na UTI.
OBJETIVOS: Realizar avaliação nutricional em pacientes de UTI com os métodos ASG e AND/ASPEN, observar a
concordância entre os métodos e a associação com mortalidade em 28 dias.
MATERIAIS E MÉTODOS: Os métodos ASG e AND/ASPEN foram aplicados em até 72h da admissão na UTI. Para a
aplicação foram obtidos dados referidos pelos familiares e através do prontuário eletrônico. O Projeto foi aprovado pelo
Comitê de Ética em Pesquisa CAAE: 38309914.0.0000.5553. Os dados descritivos serão expostos como média e
desvio padrão. A correlação entre os métodos de avaliação foi analisada pela Correlação de Spearrman e Kappa. As
associações entre os métodos de diagnóstico do estado nutricional com mortalidade foram analisadas pelo teste Chiquadrado.
RESULTADOS: Foram acompanhados 33 pacientes, sendo 51,5% do sexo feminino, idade 55,84 ± 12,73 anos,
APACHE II de 25,30 ± 10,02, SOFA de 9,9 ± 4,76, o que indica a gravidade dos pacientes estudados que
apresentaram mortalidade em 28 dias de 42,42%. Segundo ASG e AND/ASPEN, 69,69% e 66,66% estavam
desnutridos, respectivamente. Houve excelente correlação entre os métodos de avaliação (Kappa 0.933, p< 0,001). A
mortalidade em 28 dias foi maior entre os pacientes diagnosticados desnutridos pela ASG (p= 0,015, RR = 5,65, IC
0.85 – 37.54), enquanto que utilizando o método da AND/ASPEN houve apenas uma tendência da desnutrição estar
relacionada à maior mortalidade (p= 0,51, RR 3.0 IC 0.80 – 11.12).
CONCLUSÃO: Os dois métodos avaliados para diagnóstico de desnutrição em adultos apresentaram excelente
correlação entre eles e boa aplicabilidade na UTI. A Associação dos métodos de diagnóstico de desnutrição e
mortalidade em UTI encontrada é promissora e pode ser melhor estudada em um estudo observacional de maior
escala.
PALAVRAS CHAVES: Avaliação nutricional; Unidade de Terapia Intensiva.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
PÔSTERES EM DESTAQUE:
Perfil nutricional de idosos oncológicos em terapia nutricional enteral em
uma unidade de internação do Sistema Único de Saúde
Autores: Renata Breda Martins, Nutricionista, Residente Multiprofissional do Programa de
Residência Multiprofissional em Saúde (PREMUS)/PUCRS, Renata Breda Martins,
Nutricionista, Residente Multiprofissional do Programa de Residência Multiprofissional em
Saúde (PREMUS)/PUCRS; Tamires Sayuri Saito Lang, Nutricionista, Residente
Multiprofissional PREMUS/PUCRS; Daniela de Souza Motta Marchi, Nutric
Instituição: Hospital São Lucas/Pontifícia Universidade Católica (PUCRS); Hospital São
Lucas/PUCRS; Hospital São Lucas; Hospital São Lucas; PUCRS/Faculdade de Enfermagem,
Nutrição e Fisioterapia (FAENFI)
Resumo:
Introdução: A crescente incidência de doenças crônicas não transmissíveis, o câncer, especialmente em idosos, passa
a ocupar um espaço relevante no cenário epidemiológico mundial. O idoso oncológico apresenta risco elevado de
desnutrição devido ao impacto da doença e aos efeitos dos tratamentos. Visto que o estado nutricional interfere
diretamente na evolução clínica, torna-se importante a terapia nutricional enteral (TNE) em muitos casos. Objetivo:
Identificar o perfil nutricional de idosos oncológicos em TNE em uma unidade de internação do Sistema Único de
Saúde. Material e método: Estudo transversal. Critérios de inclusão: idade ≥ 60 anos, diagnóstico de câncer e início de
TNE durante a internação, admitidos entre maio de 2014 a julho de 2015. Variáveis analisadas: sexo, idade, índice de
massa muscular (IMC) e avaliação do risco nutricional através da Mini Avaliação Nutricional - Versão Reduzida® (MNAVR®). A classificação do IMC utilizada foi: <22Kg/m² magreza, 22-27Kg/m² eutrofia e ≥27Kg/m² excesso de peso.
Utilizou-se o programa SPSS 17.0 para a análise estatística. Realizou-se análise descritiva das variáveis com
freqüência, média e desvio padrão. Este estudo é secundário a um projeto previamente aprovado em Comitê de Ética
em Pesquisa. Resultados: Foram estudados 110 idosos, sendo 61 (55,5%) homens. A média de idade foi 69,9±7,5
anos. Segundo o IMC, 44,0% (48) apresentaram eutrofia e 23,9% (26) magreza. Conforme a triagem da MNA-VR®,
69,3% (61) apresentaram risco de desnutrição e desnutrição. Conclusão: Os idosos apresentaram-se em sua maioria
eutróficos pelo IMC. Em contrapartida, pela MNA-VR®, a maioria apresentou risco de desnutrição e desnutrição. Tendo
em vista todas as complicações envolvidas no decorrer do desenvolvimento do câncer, o uso de TNE auxilia na
prevenção, manutenção e recuperação do estado nutricional destes pacientes.
Palavras-chave: terapia nutricional enteral, idoso, oncológico.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
PÔSTERES EM DESTAQUE:
Uso de terapia nutricional enteral em idosos atendidos em uma unidade
de internação
Autores: Renata Breda Martins, Nutricionista, Residente Multiprofissional do Programa de
Residência Multiprofissional em Saúde (PREMUS)/PUCRS, Maria Lúcia Oliveira Rossés,
Nutricionista, Especialista em Nutrição Parenteral e Enteral pela Sociedade Brasileira de
Nutrição Parenteral e Enteral-SBNPE; Daniela de Souza Motta Marchi, Nutricionista,
Especialista em saúde do idoso pelo Programa de Resi
Instituição: Hospital São Lucas/Pontifícia Universidade Católica (PUCRS); Hospital São Lucas;
Hospital São Lucas; Hospital São Lucas/PUCRS; PUCRS/Faculdade de Enfermagem, Nutrição
e Fisioterapia (FAENFI)
Resumo:
Introdução: O envelhecimento é caracterizado por mudanças fisiológicas, além de processos e mecanismos de
doenças que podem contribuir para a piora do estado nutricional. A terapia nutricional enteral (TNE) é uma técnica
terapêutica utilizada para fornecer nutrientes de forma efetiva aos pacientes incapacitados de alimentar-se por via oral.
Porém, para sua indicação é necessário considerar o quadro clínico, os desejos dos pacientes e familiares, o
prognóstico, as opções de tratamento disponíveis e seus riscos-benefícios. Objetivo: Identificar uso de TNE em idosos
atendidos em uma unidade de internação. Material e Método: Estudo transversal. Foram incluídos idosos internados de
maio de 2014 a julho de 2015. Foi verificada a presença de risco nutricional através da Mini Avaliação Nutricional Versão Reduzida® (MNA-VR®), índice de massa corporal (IMC) e uso de TNE durante a internação. A classificação do
IMC utilizada foi: <22Kg/m² magreza, 22-27Kg/m² eutrofia e ≥27Kg/m² excesso de peso. A análise estatística foi
realizada no programa SPSS versão 17.0. Utilizou-se análise descritiva das variáveis com freqüência, média e desvio
padrão. Este estudo é secundário a um projeto previamente aprovado em Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: A
amostra foi composta de 1422 idosos, sendo 772 (54,3%) homens. A média de idade foi 70,6±7,8 anos. Conforme a
triagem da MNA-VR®, 476 (46,7%) apresentaram estado nutricional normal, 379 (37,2%) risco de desnutrição e 165
(16,2%) desnutrição. Foi identificado que 155 (10,9%) pacientes utilizaram TNE, e destes, 64 (41,3%) foram
classificados com risco de desnutrição e desnutridos pela MNA-VR® e/ou IMC. Conclusão: Foi evidenciado um
número reduzido de uso de TNE na amostra. Em contrapartida, a maioria foi classificada com risco de
desnutrição/desnutrição. Sendo assim, a integração multiprofissional e avaliação do prognóstico podem justificar a não
necessidade de TNE nestes pacientes, por ser um método invasivo.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
PÔSTERES EM DESTAQUE:
Necessidade proteica estimada versus oferta na primeira semana de
terapia nutricional enteral em uma unidade de terapia intensiva.
Autores: Taylini Samistraro Bamberg, Daiane Limberger
Wandyra P. Mendes Temporini
Catherine Z. Carvalho
Eridan R. de Mello Berté
Rossane Serafim Matos
Instituição: Hospital Ministro Costa Cavalcanti; Nutrimedical
Resumo:
Introdução: O catabolismo proteico é inevitável em pacientes críticos, aumentando o risco de morbimortalidade.
Diversos fatores, somados a oferta proteica inadequada, influenciam no processo de desnutrição, já que a proteína é
elemento fundamental na doença grave.
Objetivo: Averiguar a adequação proteica entre oferta e necessidades estimadas de pacientes em terapia nutricional
enteral (TNE) durante a primeira semana de internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Material e Método: Estudo observacional e retrospectivo de pacientes admitidos em UTI, por período de 6 meses,
recebendo TNE exclusiva por mais de 7 dias. As necessidades proteicas foram estimadas com base nos guidelines
ASPEN (2013) e DITEN (2011). Para coleta de dados, foi utilizado prontuário eletrônico.
Resultados: Foram analisados 36 pacientes, de julho a dezembro de 2014, com idade média de 61 anos. As principais
especialidades médicas admitidas foram oncologia (38,8%), seguida de neurologia (16,6%), nefrologia (11,1%) e
cardiologia (11,1%). Nos primeiros 7 dias, 63,8% dos pacientes atingiram as necessidades proteicas estimadas. Dos
36,1% que não receberam a meta, 30,7% foi por estase gástrica de alto débito, 15,4% por jejum para procedimento
cirúrgico, 15,4% por falhas no registro de infusão da dieta, 30,7% eram pacientes obesos com necessidades proteicas
de 2-2,5g/kg/dia e 7,7% não receberam o volume total de dieta prescrito. Foi observado média de oferta proteica
atingida de 1,5g/kg/dia nos primeiros 5 dias de terapia. Como desfecho clínico, 69,4% foram de alta da unidade e
30,6% foram à óbito.
Conclusão: Os valores proteicos atingidos com TNE nesta UTI estão adequados conforme os guidelines, que
recomendam aporte proteico de 1,2-2g/kg. Evidenciou-se que os pacientes que não receberam a meta proposta,
apresentaram intercorrências ou possuíam necessidades proteicas elevadas, que dificultaram a progressão da terapia.
Unitermos: terapia intensiva, nutrição enteral, oferta proteica.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
PÔSTERES EM DESTAQUE:
APLICABILIDADE DO USO DE ESPESSANTES COMO PLACEBO EM
ENSAIOS CLÍNICOS DE INVESTIGAÇÃO DE ÍNDICE GLICÊMICO E CARGA
GLICÊMICA DE ALIMENTOS
Autores: Ayana Florencio de Meneses, Tatiana Uchôa Passos; Helena Alves de Carvalho
Sampaio; Antônio Augusto Ferreira Carioca, Soraia Pinheiro Machado Arruda, Laís Marinho
Aguiar
Instituição: Universidade Estadual do Ceará
Resumo:
Introdução: Ensaios clínicos vêm avaliando o efeito glicêmico de diversos alimentos, a partir da comparação com
efeitos de placebos. No entanto, muitos placebos utilizados possuem carboidrato em sua composição, de forma que
isso pode interferir nos achados. Espessantes podem ser uma alternativa como placebo, desde que se conheça seu
índice glicêmico e carga glicêmica. Objetivo: Avaliar o índice glicêmico e a carga glicêmica de um espessante para
possível utilização como placebo em ensaios clínicos. Materiais e Método: Foi adotado o protocolo da FAO/WHO
(1998). Selecionou-se 10 voluntários saudáveis para realização de testes de determinação de curvas glicêmicas
durante 4 semanas consecutivas. Nas 3 primeiras, as curvas foram relativas à ingestão de glicose (50g) diluída em
água (500ml). Na última semana, testou-se o espessante em quantidade recomendada pelo fabricante (1,2g). Todos os
voluntários ficaram em jejum de 10-12 horas para realização dos testes. As curvas foram realizadas com medições da
glicemia em jejum e após a ingestão do item testado aos 15, 30, 45, 60, 90 e 120 minutos. Calculou-se a área média
sob a curva com a glicose e dividiu-se o valor pela área sob a curva com o espessante, para determinação do índice
glicêmico (IG). A carga glicêmica (CG) foi identificada por meio do produto do carboidrato glicêmico do espessante, em
gramas, pelo IG determinado, dividido por 100, conforme Burani (2006). A categorização de IG e CG foi segundo
Brand-Miller, Foster-Powell e Colagiuri (2003) e Burani (2006), respectivamente. Resultado: O IG do espessante foi
baixo (6) e a CG foi zero, o que confirma este produto como de baixíssimo impacto glicêmico. Conclusão: O
espessante investigado possui baixo efeito glicêmico e é seguro quanto à utilização como placebo para ensaios
clínicos que busquem a determinação de impacto de diferentes alimentos sobre a glicemia. Unitermos: ensaio cínico,
placebo, diabetes.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
PÔSTERES EM DESTAQUE:
INFLUÊNCIA DO AUMENTO DO CONSUMO DE ALIMENTOS COM ALTOS
TEORES DE LIPÍDEOS NO TEOR DE GORDURA DO LEITE MATERNO DE
MÃES DE RECÉM-NASCIDOS PREMATUROS DE MUITO BAIXO PESO
Autores: NILCÉIA ANASTÁCIO, Amanda Solimani Teixeira ; Silvana da Silva.
Instituição: Hospital Municipal Maternidade Escola " Mário de Moraes Altenfelder Silva "(
Maternidade Escola de Vila Nova Cachoeirinha).
Resumo:
Introdução: O fornecimento de lipídios ao recém-nascido prematuro de baixo peso (RNPTMBP),por meio de leite
materno, é essencial, tanto para seu ganho de peso, como para garantir o crescimento adequado de seu cérebro e sua
função
neuronal.Sabe-se que a concentração de lipídeos do leite materno é influenciada pela dieta
materna.OBJETIVO: Verificar se o aumento do consumo de alimentos com altos teores de gordura , por mães de
recém-nascidos prematuros muito baixo peso (RNPTMBP),influencia no teor lipídico do leite materno.MÉTODO: Estudo
prospectivo de intervenção alimentar realizado no período de 21 dias, com mães de (RNPTMBP), internados na UTI
Neonatal Os critérios de inclusão 1- mães que assinaram o Têrmo de Consentimento Livre e Esclarecido 2concordar em consumir ao alimentos oferecidos com alto teor de gorduras mono e poliinsaturadas (Castanhas , noz,
azeite de oliva e abacate(400ml/semanal) com um total de 60,6gramas por 100ml diários.. As amostras de leite
humano, coletadas antes da intervenção e após uma ,duas e três semanas de intervenção, foram analisadas em teste
crematócrito (pelo aparelho Centrifuga /Hematocrita)Este aparelho mediu a porcentagem de gordura no leite e valor
energético. (kcal). Resultados: Foram estudadas duas mães
, com idades de 16 e 17 anos
respectivamente.Comparando o leite coletado antes da intervenção com o leite coletado após 21 dias de intervenção,
foi observado aumento de 4,1% gramas de gordura (2,75% /6,83%) no leite da mãe A e na mãe B um aumento de
4,7% gramas (2,75% para 7,40%) no teor de gordura . Quanto ao valor energético houve aumento de 39,8 kcal/100
ml no leite da mãe A (59,7/100ml para 99,5 kcal/100ml) e de 45,5 kcal/100ml de ( 59,7 kcal/100ml para 105,2
kcal/100ml)no valor energético, mostras das mães B. Conclusões: Houve aumento no teor de gordura e valor
energético nas amostras de leite das mães que consumiram 60,6gramas /100ml/diários.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Resposta inflamatória e estado nutricional de pacientes críticos na
unidade de terapia intensiva de um hospital geral de Fortaleza-CE
Autores: , Juliana Magalhães da Cunha Rêgo, Thaís Pereira Lemos, Juliana Magalhães da
Cunha Rêgo, Daniela Mesquita, Tatiane Pereira Lemos, Ana Luiza Conceição de Oliveira.
Instituição: Centro Universitário Estácio do Ceará - FIC
Resumo:
Introdução: Pacientes críticos são aqueles que apresentam comprometimento dos sistemas fisiológicos com perda da
autorregulação corporal por consequência ocorre depleção da gordura subcutânea, intenso catabolismo proteico e
prejuízo na absorção de macro e micronutrientes, decorrente do processo inflamatório que determina de forma
expressiva a depleção do estado nutricional, resultando em quadros clínicos negativos e na morbimortalidade desses
pacientes graves. Objetivos: Avaliar a resposta inflamatória, imunológica e o estado nutricional de pacientes críticos
internados na Unidade de Terapia intensiva (UTI) de um Hospital Geral em Fortaleza–CE. Material e Método: Foram
acompanhados 12 pacientes críticos, de ambos os sexos a partir de 20 anos completos durante sete dias de internação
na UTI para monitoramento antropométrico, exames físicos, resposta imunológica e resposta inflamatória. Resultados:
Encontrou-se a maioria dos pacientes com desnutrição leve a modera e com parâmetros da resposta inflamatória
positivos para a síndrome da resposta inflamatória sistêmica, pois foram observados quadros de hipotermia,
taquipnéia, taquicardia e leucocitose que estava presente em 67,50% dos adultos e 69,44% dos idosos, sem diferença
estatística, demonstrando uma resposta imunológica exacerbada. Conclusão: Com o processo inflamatório e a
depleção do sistema imunológico, o estado nutricional sofre depleção em curto prazo já que a injúria tecidual mobiliza
toda a reserva de gordura e musculatura na tentativa de reparar os tecidos lesionados, ocorrendo uma série de
alterações fisiológicas que leva a quadros de desnutrição energético-proteica e uma piora no prognóstico da
intervenção terapêutica do paciente crítico.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL VERSUS QUALIDADE
DIETÉTICA DE PORTADORES DO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA
HUMANA EM BELÉM - PA.
Autores: ALDAIR DA SILVA GUTERRES (Doutora), Rozinéia de Nazaré Alberto Miranda
(Doutora); Rosileide de Souza Torres (Mestre); Kelly Layla da Silva Guterres (Especialista);
Liamar da Silva Couto (Especialista); Maria do Socorro Dias e Dias (Especialista);
Instituição: Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB); Universidade Federal do
Pará (UFPA).
Resumo:
Introdução: A infecção pelo Vírus da imunodeficiência humana (HIV) que leva à síndrome da imunodeficiência
adquirida, requer maior vigilância do estado nutricional e dietético por afetar o sistema imunológico. Objetivo: Avaliar o
estado nutricional e a qualidade dietética de pacientes infectados pelo HIV em Belém - PA. Metodologia: Tratou-se de
um estudo de intervenção nutricional realizado no ambulatório de um serviço de referência em doenças infecciosas e
parasitárias. De caráter descritivo e prospectivo composto por duas consultas consecutivas com intervalo de quatro
meses, realizadas no período entre julho e novembro de 2014. A amostra foi composta por 63 adultos, de ambos os
sexos que atenderam os critérios de inclusão e exclusão. Foi utilizado um protocolo padronizado contendo parâmetros
antropométricos como: Índice de Massa Corporal (IMC) e Circunferência do Braço (CB). Para a avaliação dietética foi
utilizado o Questionário de frequência alimentar. Esta pesquisa seguiu a Resolução 466/2012 do CNS/MS, sob
protocolo nº 516.962/2014. Resultados: Houve prevalência do sexo masculino (55,6%) na primeira e última consultas.
A média do IMC encontrado foi respectivamente de 23,28 (DP±}3,82 kg/m²) e 23,91 (DP±}3,79 kg/ m²) demonstrando
eutrofia no período. Entre a primeira e a última consulta a adequação da CB apresentou um aumento de 86,30
(DP±}13,66%) para 89,10 (DP±}12,67%) referindo-se à desnutrição e o %G antes e após a orientação foi
respectivamente 24,27 (DP±}7,69%) e 24,43 (DP±}7,46%). O consumo de alimentos saudáveis foi observado na última
consulta, porém não atingiu as recomendações da pirâmide alimentar ficando abaixo do recomendado. Conclusão: A
adesão à dieta e hábitos saudáveis são de fundamental importância na busca da adequação e melhora nos perfis
antropométricos e dietéticos. O acompanhamento nutricional contribui positivamente para melhorar a saúde e o estilo
de vida dos pacientes infectados pelo HIV. Palavras chave: Avaliação Nutricional; HIV.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
PADRÃO NUTRICIONAL E ALIMENTAR DE IDOSOS COM HIV-1/AIDS
ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO DE UM CENTRO DE REFERÊNCIA EM
DOENÇAS INFECCIOSAS EM BELÉM-PA.
Autores: ALDAIR DA SILVA GUTERRES (Doutora), Rosileide de Souza Torres (Mestre); Kelly
Layla da Silva Guterres (Especialista); Lilian Pereira da Silva Costa (Especialista); Maria do
Socorro Dias e Dias (Especialista); Maysa Rodrigues Pithan (Especialista).
Instituição: Hospital Universitário João de Barros Barreto; Universidade Federal do Pará.
Resumo:
Introdução: Estuda-se o estado nutricional e o padrão alimentar para melhorar a qualidade de vida de idosos com HIV1/AIDS conforme presença de anormalidades metabólicas e co-morbidades presentes. Objetivo: Avaliar o padrão
nutricional e consumo alimentar de idosos portadores de HIV-1/AIDS atendidos no ambulatório de um hospital público
de referência em Belém - Pará. Metodologia: Estudo transversal, descritivo e retrospectivo, com análise antropométrica
de peso, altura, índice de massa corpórea (IMC), prega cutânea tricipital (PCT), circunferência do braço (CB) e
dietéticas. Amostra composta por 13 indivíduos na faixa etária >60 a 74 anos, amostra referente a todos os
cadastrados no programa. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos, protocolo nº
186.128/2013. Resultados: Em relação ao sexo, 38% do gênero feminino e 64% masculino. De acordo com o IMC,
38% apresentaram desnutrição e 31% apresentou sobrepeso e eutrofia. Adequação de PCT correspondeu a 67% de
desnutrição grave, CB prevalente de 50% de desnutrição e 33% de eutrofia. Referente ao padrão alimentar 47%
afirmaram consumo diário do grupo de cereais e tubérculos, 45% alegaram consumo diário do grupo de leite e
derivados e 38% relataram consumo diário do grupo das frutas, verduras e legumes caracterizando um bom padrão
alimentar. Do grupo de carnes, frango, peixe e ovos, 73% reportaram consumo semanal, entretanto, 43% afirmaram
consumo diário de açúcares e gorduras e 43% relataram consumir raramente ou não consumir os alimentos do grupo
de feijão e soja caracterizando um erro alimentar. Observou-se significância estatística entre o IMC com o CB p valor <
0,0003 e IMC com o PCT p valor < 0,001161 Conclusão: Sugere-se a implementação diferenciada de estratégias
nutricionais e da saúde geral, com medidas para diminuir as deficiências e alterações nutricionais em idosos com
HIV1/AIDS.
Unitermos: Idosos, avaliação nutricional, antropometria, HIV-1/AIDS.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
RISCO DE OBESIDADE E AVALIAÇÃO DO PERFIL LIPÍDICO DE
PACIENTES INFECTADOS PELO HIV EM TRATAMENTO AMBULATORIAL
EM BELÉM-PA.
Autores: ALDAIR DA SILVA GUTERRES (Doutora), Kelly Layla da Silva Guterres
(Especialista); Lilian Pereira da Silva Costa (Especialista); Elenise da Silva Mota (Mestre);
Rosileide de Souza Torres (Mestre); Rozinéia de Nazaré Alberto Miranda (Doutora).
Instituição: Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB)/ Universidade Federal do
Pará (UFPA).
Resumo:
Introdução: A obesidade e a dislipidemia têm sido apontadas como doenças desencadeadoras de cardiopatias nos
pacientes infectados pelo Vírus da imunodeficiência humana (HIV). Objetivo: Avaliar o risco de obesidade e o perfil
lipídico de pacientes infectados pelo HIV em tratamento ambulatorial em Belém-PA. Metodologia: Tratou-se de um
estudo descritivo e transversal com 130 adultos de ambos os sexos, atendidos entre agosto e dezembro de 2013. A
pesquisa foi aprovada pelo CEP sob o protocolo nº 186.128/ 2013 de acordo com a NR 466/12 do MS. Utilizou-se o
Índice de Massa Corpórea (IMC), a Circunferência da Cintura (CC), Lipoproteína de baixa densidade (HDL),
Lipoproteína de alta densidade (LDL) e triglicerídeos (TG). O tratamento estatístico deu-se através do teste T de
Student utilizando-se o software Bio Estat 5.0, foi considerada significância <0,05. Resultados: Na avaliação dos
exames bioquímicos por sexo, foram encontradas as seguintes medias: masculino (HDL: 39.71; LDL: 103.12; TG:
192.62); feminino: (HDL: 44.58; LDL: 119.68; TRIG: 180.35). Na associação do IMC com os exames bioquímicos, baixo
peso observou-se as seguintes médias (HDL: 34,8; LDL: 89,0; TRIG: 156,3); nos eutróficos as médias foram: (HDL:
44,5; LDL: 109,2; TRIG: 161,8), para sobrepeso foram: (HDL: 48,0; LDL: 101,1; TRIG: 245,8) e para obesidade foram:
(HDL: 48,0; LDL: 135,1; TRIG: 180,6). As associações entre IMC e bioquímica como de CC e exames bioquímicos,
mostraram significância estatística com p valor <0,0001. Os resultados demonstraram prevalência de eutrofia, porém
observou-se um significativo percentual de sobrepeso, demonstrando o risco cardiovascular, podendo estar
relacionado ao uso da terapia antirretroviral e à uma alimentação inadequada. Conclusão: Ressalta-se a importância da
orientação nutricional, através da qual é possível educar para uma nutrição adequada que controle a dislipidemia e a
obesidade a fim de reduzir os riscos cardiovasculares. Unitermos: Obesidade; HIV.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil antropométrico e laboratorial de pacientes diabéticos
encaminhados para acompanhamento nutricional
Autores: Aline Santos Monteiro, Karina Gama;Catharina Paiva;Priscila Moreira;
Cristiane Kovacs; Daniel Magnoni
Instituição: Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia
Resumo:
Título: Perfil antropométrico e laboratorial de pacientes diabéticos encaminhados para acompanhamento nutricional.
Introdução: Uma epidemia de diabetes mellitus (DM) está em curso. Atualmente, estima-se que a população mundial
com diabetes é da ordem de 382 milhões de pessoas e que deverá atingir 471 milhões em 2035.
Objetivo: Avaliar o perfil dos pacientes diabéticos encaminhados ao ambulatório de nutrição em um Instituto de
Cardiologia da cidade de São Paulo.
Metodologia: Estudo transversal descritivo, com coleta de dados primários de 52 pacientes de ambos os gêneros,
foram coletados dados antropométricos e de exames laboratoriais, sendo tabulados e analisados através do programa
Microsoft Office Excel e SPSS.
Resultados: Do total, 67.3 % são mulheres, idade média de 63.8 anos (± 8,7 anos). Nos dados antropométricos, 80%
são obesos e 100% sedentários sendo que 94,1% apresentou circunferência abdominal muito elevada. Os exames
laboratoriais mostram alterações em 98% dos pacientes na hemoglobina glicada >8.3mg/dL, 58% triglicérides >181
mg/dL, 27% colesterol total >170mg/dl e 96% HDL-Colesterol <60mg/dL, 64% LDL-Colesterol > 95,2mg/dL.
Conclusão: Os resultados apontaram desordens metabólicos importantes em relação as metas do perfil glicídico,
lipídico e antropométrico, reforçando a importância do acompanhamento nutricional e mudança de estilo de vida neste
pacientes com alto risco para doença cardiovascular. A educação nutricional com intervenções baseadas em dieta
equilibrada e perda de peso é considerada terapia fundamental para melhora desses pacientes.
Unitermos: Diabetes, obesidade e doença cardiovascular.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
CAUSAS DE SAÍDA INADVERTIDA DE SONDA NASOENTERAL
RELACIONANDO COM IDADE E PATOLOGIA EM PACIENTES
ASSISTIDOS EMTN DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE MACEIÓ.
Autores: Alinne Moísa Barros da Silva Costa, Maria do Socorro Lira Paes Batista; Iasmyn
Guimarães Rocha; Hilda Maria de Lima Silva ; Hélvio Chagas Ferro ; José Wellington Menezes
da Silva.
Instituição: Santa Casa de Misericórdia de Maceió
Resumo:
Introdução:O conceito de controle de qualidade dos cuidados em instituições hospitalares é um tema cada vez mais
discutido. Um dos indicadores acompanhados pela terapia nutricional são as perdas de sondas não planejadas, onde
as perdas das mesmas, leva a um evento adverso onde temos que determinar as causas das perdas, realizar plano de
ação visando a diminuição desses eventos. Objetivo:Avaliar as principais causas de retirada não planejada da sonda,
analisando as perdas por retirada pelo paciente com sua idade e patologia, tendo como base os planos de melhoria
realizados no período do estudo. Métodos:Trata-se de um estudo, transversal, retrospectivo, realizado no ano de 2014,
o indicador utilizado foi a taxa de retirada não planejada da sonda nasoenteral (SNE). Os dados foram coletados
através da visita clínica diária e banco de dados da EMTN. Para o cálculo do percentual de perdas de sonda foi
utilizado o n° total de perdas de SNE, o n° de SNE retiradas pelo próprio pacientes, relacionando esses com a
patologia e a idade. Resultados: Fizeram parte do estudo 888 pacientes, sendo o total de 142 ocorrências de retiradas
não planejada, com percentual anual de 1,38% de perdas de sonda. As causas de perda de sonda foram: 52%(74/142)
por retirada pelo próprio paciente, destes (50%) apresentavam delirium, (21%) doenças neurologias. Das perdas de
SNE retiradas pelo próprio paciente foi observado que (62%) apresentavam idade igual ou maior 60 anos. Em seguida
de 30,9% (44/142) por saída acidental, 11,1%(16/142) por obstrução da mesma e 6%(8/142) por sonda danificada.
Conclusão:Observamos que a maioria das perdas de sonda são por retirada pelo próprio paciente seguida de saída
acidental. As medidas preventivas utilizadas foram orientação a equipe de enfermagem, entrega de folder aos
acompanhantes e medidas preventivas com restrição das mãos com atadura “luva de Box”. Unitermos:Nutrição enteral
; perda de sonda; indicadores de qualidade.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL: ADEQUAÇÃO ENTRE VOLUME E
CALORIAS PRESCRITOS E ADMINISTRADOS EM PACIENTE ADULTOS
INTERNADOS NO HOSPITAL SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE
MACEIÓ
Autores: alinne Moísa Barros da silva Costa, Maria do Socorro Lira Paes Batista; Iasmyn
Guimarães Rocha ; Hilda Maria de Lima Silva; Isabele Rejane de Oliveira Maranhão Pureza;
Isabela Luna Amaral.
Instituição: Santa Casa de Misericórdia de Maceió
Resumo:
Introdução:O monitoramento diário da oferta nutricional real é um instrumento para a identificação das causas
responsáveis pela administração abaixo do planejado.Isto permite que sejam estabelecidas estratégias para aumentar
a eficiência da terapia nutricional e melhorar a qualidade na assistência. Objetivo: Comparar os registros de volume e
calorias infundidos com aqueles prescritos na terapia nutricional enteral e identificar fatores que prejudicaram a
administração da nutrição enteral.Materiais e métodos: O estudo teve caráter observacional, retrospectivo, durante 6
meses, no ano de 2014, após aprovação do comitê de ética da instituição. Foram incluídos 177 pacientes adultos de
ambos os sexos recebendo dieta enteral exclusiva por pelo menos 5 dias consecutivos.Os dados coletados incluíram
volume de dieta prescrita e infundida, kcal prescrita e kcal infundida, e os principais motivos de interrupção da dieta..
Resultados: A média de gasto energético total (GET) igual a kcal 1813,53± 22,14kcal. O volume médio de dieta
prescrita foi de 983,19ml±70,37ml e o volume médio infundido foi de 771,4ml± 59,36ml, correspondendo a 78,45% de
adequação. A média de kcal prescrita foi de 1561,34±124,31kcal e infundida foi de 1339,92±95,82 kcal,
correspondendo a 85,81% de adequação. Quando comparado ao GET as kcal infundidas correspondem a 74,98% das
necessidades estimada.Os principais motivos de interrupção de dieta foram o cumprimento da rotina hospitalar, jejum
para realização de exames ou procedimentos cirúrgicos, problemas mecânicos com a sonda. Além disso, algumas
vezes, o volume efetivamente infundido não é devidamente registrado em prontuário. Conclusão: Os valores calóricos
atin¬gidos com TNE neste serviço estão adequados confor¬me dados da literatura (>70% GET). Fatores que
interferiram na administração da NE podem ser minimizados se houver planejamento adequado para a interrupção e
reintrodução da dieta. Unitermos: terapia nutricional; volume prescrito; volume infundido.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
ESTILO DE VIDA E CARACTERIZAÇÃO NUTRICIONAL DE MULHERES
USUÁRIAS DO PROGRAMA ACADEMIA DA CIDADE
Autores: Amanda Menezes Reis, Rebeca Rocha de Almeida;Karen Pricyla Cruz
Santos;Larissa Menezes Santos;Ticiane Clair Munareto Lima;Márcia Ferreira Cândido de
Souza
Instituição: Hospital Universitário de Sergipe
Resumo:
INTRODUÇÃO: Os hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e condições sócio-econômicas desfavoráveis
representam fatores de risco para o desenvolvimento de obesidade. OBJETIVO: Descrever o perfil nutricional e o estilo
de vida de mulheres usuárias de um polo da Academia da Cidade. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo
transversal. Para a avaliação nutricional foram coletadas medidas de peso, altura,circunferência da cintura (CC) e
circunferência do pescoço (CP). Foi utilizado um questionário sobre prática de atividade física (PAF), tabagismo,
etilismo, ingestão hídrica (IH), hábito intestinal. Para analise dos dados utilizou-se o programa SPSS® versão 20.0. Foi
utilizado o teste Pearson, sendo considerado nível de significância de 5%. A amostra do estudo foi constituída de 22
participantes do gênero feminino com média de idade de 49,09 ± 9,79 anos. O IMC, CC e CP apresentaram médias de
31,52 ± 5,14 kg/m²; 97,68 ± 9,87 cm; 35,14 ± 2,85 cm, respectivamente, estando 36,4% com sobrepeso de acordo com
o índice de massa corporal e 50% com obesidade e a frequência de obesidade central foi 95,45 % pela CC 50 %,.
Destes, 100% participavam das atividades do PAC mais de 4 vezes por semana, 4,5 % eram tabagistas, 13,6 %
etilistas e 18,2 % relataram ter constipação intestinal. Com relação aos hábitos alimentares, se constatou que 45,5%
dos participantes não se alimentavam antes da PAF, 22,7% não se alimentavam após a PAF e a IH encontrava-se
adequada na grande maioria dos avaliados (54,5%). Foi observado que o IMC se correlacionou positivamente com CC
(r=0,796; p <0,001;), CP (r=0,675; p <0,001) e peso (r= 0,951; p < 0,001). CONCLUSÃO: Conclui-se que há um
elevado percentual de usuárias com sobrepeso e obesidade, apesar dos usuários realizarem regularmente atividade
física e que o IMC se correlacionou positivamente com a CC, CP e peso. Além disso, havia um consumo reduzido de
álcool e fumo entre eles.
Obesidade, avaliação nutricional e estilo de vida.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Reganho ponderal em pacientes de cirurgia bariátrica após 24 meses de
pós-operatório
Autores: Amanda Menezes Reis, Márcia Ferreira Cândido de Souza;Epifânio Feitosa da Silva
Neto; Rebeca Rocha de Almeida; Karen Pricyla Cruz Santos; Larissa Menezes Santos
Instituição: Hospital Universitário de Sergipe
Resumo:
INTRODUÇÃO: Apesar dos benefícios observados para redução do excesso de peso com a cirurgia bariátrica, o
reganho ponderal é observado em subgrupos de pacientes que ocorre a partir de dois anos após a operação.
OBJETIVO: Avaliar a taxa de reganho ponderal em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. MATERIAIS E
MÉTODOS: Trata-se de um estudo realizado com pacientes do programa de cirurgia bariátrica assistidos no serviço de
ambulatório de um Hospital Universitário. A coleta de dados foi realizada por meio de pesquisas nos prontuários e
protocolos utilizados na assistência aos pacientes submetidos à cirurgia bariátrica com tempo de pós-operatório igual
ou superior a vinte e quatro meses. Foram coletadas os seguintes dados: idade, sexo, tempo de pós-operatório, peso,
altura, IMC, percentual de perda do excesso de peso (% PEP), percentual de reganho de peso. Para análise dos dados
utilizou-se o programa SPSS® , versão 20.0. Foi utilizado teste de Wilcoxon, sendo considerado o nível de significância
de 5% (p≤0,05). RESULTADOS: A população do estudo foi composta por 27 pacientes sendo 85,19% do sexo
feminino. A média de idade dos pacientes foi 45 ± 10,32 anos. Na admissão dos pacientes, a média de peso foi 141,1 ±
26,7 kg e IMC foi 54,9 ± 9,0 kg/m² e no momento da liberação para cirurgia a média de peso observada foi 131,6 ± 27,9
kg e de IMC foi de 51,3 ± 9,9 kg/m². Foram significativas as reduções de peso e IMC entre o momento de liberação
para cirurgia e o momento atual. O percentual de perda de excesso de peso observado na população do estudo foi
64,92 %, sendo que 37,04 % dos pacientes apresentaram reganho de peso significativo. CONCLUSÃO: A cirurgia
bariátrica promove redução adequada do excesso de peso corporal, com reganho ponderal significativo após dois anos
de pós-operatório, o tempo pós- operatório foi um dos fatores determinantes para a ocorrência do reganho de
peso.UNITERMOS: cirurgia bariátrica, obesidade, reganho ponderal.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
TERAPIA NUTRICIONAL PRÉ-OPERATÓRIA EM PACIENTES COM
TUMORES DO TRATO GASTRINTESTINAL E DE CABEÇA E PESCOÇO
Autores: Ana Carolina Cantelli Pereira, Thaís Manfrinato Miola
Instituição: A.C. Camargo Cancer Center
Resumo:
Introdução:O estado nutricional (EN) é um dos fatores que mais influenciam nos resultados pós-operatórios. A resposta
orgânica ao trauma operatório tem maiores repercussões e influencia negativamente nos resultados em pacientes
desnutridos ou em risco de desnutrição. Objetivos:Verificar o EN pré e pós-operatório, tempo de liberação de dieta no
pós-operatório e complicações pós-operatórias em pacientes com tumores do trato gastrintestinal e cabeça e pescoço
que realizaram terapia nutricional no pré-operatório. Materiais e métodos:Trata-se de um estudo retrospectivo, com
coleta de dados de junho de 2014 a junho de 2015 em pacientes com tumores do trato gastrintestinal e cabeça e
pescoço que utilizaram 400-600ml de suplemento nutricional imunomodulador por 5-10 dias no pré-operatório.
Observou-se o EN pré e pós-operatório, tempo para liberação de dieta no pós-operatório e número de complicações
pós-operatórias. A avaliação antropométrica foi realizada pelo cálculo do índice de massa corporal. Adultos foram
classificados segundo a Organização Mundial de Saúde, 1997 e idosos pela Organização Pan-Americana de Saúde,
2002. Avaliou-se a circunferência do braço, prega cutânea triciptal e circunferência muscular do braço.
Resultados:Avaliou-se 77 pacientes, em que 20,7% tiveram a cirurgia suspensa, 2,5% foram a óbito antes do
procedimento, 5,1% não tinham tempo hábil para iniciar a suplementação e 6,4% não haviam sido submetidos à
cirurgia. Incluiu-se 50 pacientes. Destes, 62% utilizaram o suplemento. A recuperação do EN e a manutenção ocorreu
em 9,7% e 45,2% dos casos, respectivamente. A piora do EN ocorreu em 45,2% dos pacientes. A liberação de dieta
em até 72 horas da cirurgia ocorreu em 77,4% dos casos. Não se observou complicações em 61,2% dos casos.
Conclusão:O estudo mostrou que o uso do suplemento imunomodulador no pré-operatório pode auxiliar na
manutenção e recuperação do EN bem como reduzir complicações pós-operatórias. Unitermos:estado nutricional,
imunonutrição
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Análise comparativa de Índice de Massa Corporal (IMC) e albumina de
pacientes submetidos à esofagectomia em um hospital oncológico.
Autores: Ana Carolina Ferreira Félix, Bethânia Estevam Moreira Cabral;
Instituição: Fundação Cristiano Varella – Hospital do Câncer de Muriaé.
Resumo:
INTRODUÇÃO: O câncer de esôfago é uma neoplasia com incidência crescente, com taxas de mortalidade próximas
às taxas de incidência. A esofagectomia é o tratamento cirúrgico padrão para tumor ressecável. O estado nutricional de
pacientes submetidos à cirurgia pode estar inadequado devido a redução da ingestão alimentar, ao aspecto emocional,
à resposta metabólica ao trauma e as potenciais complicações cirúrgicas.OBJETIVO: Verificar e comparar os valores
de índice de massa corporal (IMC) e albumina de pacientes submetidos à esofagectomia. MATERIAL E MÉTODO:
Tratou-se de um estudo de caráter observacional, realizado entre os anos de 2013 e 2015 em um hospital oncológico
da cidade de Muriaé – MG. Verificou-se em prontuários e avaliações nutricionais os valores de IMC e albumina de
pacientes submetidos à esofagectomia. RESULTADOS: Ao analisar os resultados referentes a 18 prontuários foi
possível verificar que a média de idade dos pacientes submetidos à esofagectomia foi de aproximadamente 54 anos
(38-66), sendo 72,2% do sexo masculino e 27,7% feminino. Quanto à mediana do IMC, o valor encontrado foi de
aproximadamente 23 kg/m², que demonstra eutrofia de acordo com este parâmetro. Quando verificados os valores de
albumina, de acordo com os parâmetros laboratoriais, a mediana evidenciada foi de aproximadamente 3g/dL, resultado
abaixo do valor de referência, demonstrando algum grau de risco nutricional ou desnutrição. CONCLUSÃO: O método
de avaliação nutricional deve ser completo, não utilizando apenas um parâmetro de diagnóstico, visto que o estado
nutricional pode interferir no tratamento. Os valores de IMC e albumina demonstraram que a avaliação clínica e
nutricional deve ser completa, considerando a sensibilidade de cada método. A atuação do nutricionista é fundamental
para adequação do estado nutricional, enfatizando o preparo pré operatório favorecendo a recuperação do paciente
cirúrgico.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação da satisfação da imagem corporal em estudantes universitárias
dos cursos de Nutrição e Farmácia e a relação da mesma com o Indice de
massa corporal (IMC)
Autores: Ana Claudia Alves Marques Mariano, Daniele Fernandes Ribeiro;Susana Ortiz Costa;
Mariana Catta-Preta
Instituição: Centro Universitário Augusto Motta; Centro Universitário Celso Lisboa
Resumo:
Introdução: Os Transtornos alimentares ocorrem com maior frequência no sexo feminino, principalmente em
adolescentes e adultos jovens. Muitas vezes, indivíduos com transtornos alimentares apresentam insatisfação com a
sua imagem corporal e esta parece estar relacionada com o índice de massa corporal (IMC). Objetivo: Comparar a
percepção da imagem corporal entre universitárias do curso de nutrição e farmácia, investigando a relação da
satisfação da imagem corporal com o IMC. Material e Método: Para avaliar a imagem corporal foi utilizado o
questionário autopreenchível Body Shape Questionaire – BSQ. O IMC foi calculado mediante a informação de peso e
altura dada pelas estudantes, sendo este calculado pela equação de Quetelet (IMC = Peso/Altura). Resultados: Das
206 estudantes do curso de nutrição, 53,39% não apresentaram insatisfação com a imagem corporal, 27,18%
mostraram insatisfação leve, 15,04% insatisfação moderada e 4,368% insatisfação grave. Das168 estudantes de
farmácia, 45,23% não apresentavam insatisfação corporal, 27,97% insatisfação leve, 16,94% insatisfação moderada e
7,14% insatisfação grave. Comparando o IMC entre os dois cursos, pode-se observar que no curso de nutrição 3,88%
estavam abaixo do peso, 67,46% estavam eutróficas, 19,90% com sobrepeso e 8,73% com obesidade. No curso de
farmácia, 3,57% estavam desnutridas, 55,35% estavam eutróficas, 28,67% com sobrepeso e 12,50% com obesidade.
Em ambos os cursos existe uma alta correlação entre a classificação do IMC e a insatisfação da imagem corporal.
Conclusão: Existe relevante insatisfação corporal nas universitárias, não havendo diferença significativa entre o cursos
quando considerado a ausência de insatisfação, insatisfação leve e moderada. Estar com desnutrição ou sobrepeso
gera insatisfação com a imagem corporal e esta é mais preponderante nas estudantes com o excesso de peso.
Unitermos: Transtorno alimentar, imagem corporal.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
APLICAÇÃO DA TRIAGEM DE RISCO NUTRICIONAL EM PACIENTES
ADULTOS HOSPITALIZADOS EM UM HOSPITAL MUNICIPAL DE SÃO
PAULO
Autores: Ana Lúcia Pereira Moreira, Fabiana Corrêa Fernandes; Regina Yaeko Shirasu
Yoshihara; Luciene Aparecida de Oliveira; Maria das Dores S. dos Santos Bello
Instituição: Ana Lúcia Pereira Moreira, Fabiana Corrêa Fernandes e Regina Yaeko Shirasu
Yoshihara - Hospital Municipal Dr. Carmino Caricchio (HMCC)
Luciene Aparecida de Oliveira e Maria das Dores S. dos Santos Bello - Líder Brasileira em
Grupos de Serviços (LBGS)
Resumo:
Introdução – Pacientes desnutridos apresentam maiores índices de morbimortalidade e maior número de complicações
durante a hospitalização. A triagem nutricional visa identificar indivíduos desnutridos ou em risco de desnutrição e
assim subsidiar a adequação da terapia nutricional contribuindo para a redução de desfechos clínicos negativos.
Objetivo – Identificar o risco nutricional em pacientes adultos hospitalizados em um hospital municipal de São Paulo.
Métodos – Estudo de corte transversal realizado entre junho e dezembro de 2014. A amostra constituiu-se de pacientes
com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos, internados por diferentes motivos clínicos ou cirúrgicos. Os
pacientes foram avaliados de acordo com a NRS 2002, com intervalo máximo de 72 horas após a internação. O projeto
foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa e todos os participantes assinaram o TCLE. Resultados – Foram
avaliados 400 pacientes no período, sendo 63,5% do sexo masculino e 36,5% do sexo feminino. Dentre os pacientes,
37% eram idosos (≥ 60 anos). Verificou-se que 21,3% dos pacientes apresentaram risco nutricional, destes 58,8%
eram idosos. Em relação ao IMC, 63,5% apresentaram IMC ≤ 20,5 com maior prevalência na população de idosos
(62%). A perda de peso não intencional foi referida por 67% dos pacientes e a redução na ingestão de alimentos por
43,5%. No que concerne à gravidade da doença as patologias mais prevalentes foram às doenças crônicodegenerativas, pneumo, vascular e trauma leve. Quanto ao escore do estado nutricional, 32,9% dos pacientes
apresentaram alto risco nutricional. Conclusão – Observou-se elevado percentual de risco nutricional, principalmente
nos pacientes idosos, reforçando a importância de estratégias de atenção a fim de minimizar complicações na
hospitalização. A triagem nutricional foi eficiente na indicação do risco nutricional, auxiliando na adequação da terapia
nutricional dos pacientes com risco. Unitermos: Desnutrição. Estado Nutricional.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
EVOLUÇÃO ANTROPOMÉTRICA ASSOCIADA A DOENÇA DE CRIANÇAS
MENORES DE CINCO ANOS HOSPITALIZADAS
Autores: Ana Lúcia Pires Augusto, Bruna Carvalho Fontes; Desirée Ortwein; Ana Luiza
sant'Anna da Costa Silva e Ana Karolina Moriel
Instituição: Faculdade de Nutrição - Universidade Federal Fluminense
Resumo:
INTRODUÇÃO
Crianças menores de cinco anos apresentam alta vulnerabilidade nutricional, especialmente em estados mórbidos.
OBJETIVO
Avaliar a evolução antropométrica de crianças menores de cinco anos internadas na Pediatria do Hospital Universitário
Antônio Pedro no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2013.
MATERIAL E MÉTODO
Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, sendo a coleta de dados realizada com base em prontuários de 75
crianças menores de 5 anos hospitalizadas no período de janeiro de 2011 até dezembro de 2013. Foram realizadas
análises antropométricas segundo a OMS 2006 para índices altura/idade (A/I), peso/idade (P/I) e peso/altura (P/A),
circunferências do braço e muscular do braço (CB e CMB) e dobra cutÂnea triciptal (DCT). Usou-se testes do quiquadrado e o "t".
RESULTADOS
Os diagnósticos mais prevalentes foram os da pneumopatias (29,3%) e acomentimentos do trato digestório (20%). A
maioria era de menores de 6 meses (27, 36%). À internação, houve alta prevalência de déficit de P/I, A/I, PC/I e DCT/I,
52%, 45,33%, 41,7% e 40%, respectivamente, e maior adequação de P/A, CB/I e CMB/I, com prevalência de 48%,
44% e 44%, respectivamente. Não houve diferenças entre as freqüências de internação e alta (p>0,05). Os menores de
um ano apresentaram variações de z-score mais negativas para P/I, P/A, A/I e DCT/I em comparação com os maiores
e valores de z-score menores do que os das maiores de 1 ano assim como as portadoras de acometimentos digestivos
(p<0,05).
CONCLUSÃO
A desnutrição foi frequente no contexto estudado, em especial em menores de 1 ano, e portadoras de transtornos
digestivos, afirmando, a maior vulnerabilidade conferida às crianças pequenas frente à hospitalização. Estudos
prospectivos com abordagem clínico-nutricional tornam-se necessários, para minimização dos riscos.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
PERFIL ANTROPOMÉTRICO E DIETÉTICO DE CRIANÇAS PORTADORAS
DE CARDIOPATIAS CONGÊNITAS INTERNADAS NO HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO ANTÔNIO PEDRO, NITERÓI, RJ.
Autores: Ana Lúcia Pires Augusto, Letícia Araújo da Motta; Vitória Cristina Gomes da Silva;
Bruna Carvalho Fontes; Ana Karolina Moriel; Ana Luiza Sant'anna da Costa Silva
Instituição: Faculdade de Nutrição - Universidade Federal Fluminese
Resumo:
Introdução: As Cardiopatia Congênitas (CC) compreendem um amplo espectro de doenças, que resultam em altas
taxas de mortalidade infantil, provocam altos índices de hospitalização e necessitam de cuidados nutricionais
específicos. Objetivo: Avaliar o perfil antropométrico e dietético e a prevalência dos tipos de CC de crianças internadas
no Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP). Metodologia: Estudo descritivo, retrospectivo e transversal e a coleta
de dados perinatais, antropométricos, clínicos e dietéticos foi realizada a partir de prontuários de 17 crianças de 0 a 5
anos portadoras de CC internadas no período de Janeiro de 2008 até Junho de 2013. Resultados: A prevalência de
realização de pré-natal foi de 91,7%. A Comunicação Interventricular (CIV) foi a cardiopatia mais freqüente, (25,8%), a
segunda cardiopatia mais prevalente foi a Coarctação da Aorta (16,13%). Em relação ás crianças nascidas a termo
foram encontradas 55,5% (N=5, de 9 crianças no total) das crianças com peso para idade inferior ao Escore-Z -1 à
internação e à alta foi de 71,43%. Foi feita análise da variação de z-score para peso/idade entre a internação e a alta,
havendo 4crianças (53%) com variação positiva e 3 crianças com variação negativa (47%). O percentual de
Aleitamento Materno foi constante na internação, e na alta (23,5%; N=4). Existiu uma diferença significante entre os
tipos de dieta consumidos na internação e na alta (p<0,01). A taxa calórica e proteica de internação para aqueles que
usavam fórmula láctea exclusivamente de 130,9Kcal/Kg/dia e 2,72g/Kg/dia , e na alta de 135,7Kcal/Kg/dia e
2,87g/Kg/dia. Conclusão: A desnutrição prevalente em crianças com CC hospitalizadas aponta para a necessidade de
estudos prospectivos para propor estratégias de abordagem clínico-nutricional.
Palavras-chave: cardiopatia congênita; avaliação nutricional; crianças
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Análise dos custos da terapia nutricional de uma cooperativa privada de
saúde
Autores: Ana Luiza Conceição de Oliveira, Ana Luiza Conceição de Oliveira, Laiza de Queiroz
Russo, Ana Maria de Oliveira Monteiro, Andreza Valeska Fernandes da Silva Castro, Luanna
Santos de Moura Lima, Andiara Aguiar Muniz, Nara larissa Frota Menezes
Instituição: Centro Universitário Estácio do Ceará - FIC.
Resumo:
A terapia Nutricional é um conjunto de procedimentos que visa à recuperação e/ou manutenção do estado nutricional
do paciente, por meio da Nutrição Enteral e Parenteral. Os custos com a terapia nutricional são elevados, sendo
importante o acompanhamento do uso para controle, sendo realizado por equipe de necessária a auditoria
especializada em de nutrição, utilizando que proporciona estratégias para otimização dos serviços priorizando , tendo
como finalidade a qualidade, eficácia e principalmente a redução de custos. O objetivo deste trabalho é analisar os
custos destinados à terapia nutricional em pacientes hospitalizados em rede privada de uma cooperativa de saúde. Foi
realizado estudo descritivo, retrospectivo e de abordagem quantitativa, em uma amostra que envolve os pacientes em
uso da TN no período de janeiro a junho de 2015. Os dados foram retirados de arquivos da cooperativa e de
ferramentas criadas pela equipe, que inclui uma ficha de acompanhamento diário, preenchidas de acordo com as
visitas diárias, e tabelas no programa Microsoft Excel 2013, nas quais visa-se o controle e a redução dos valores
utilizados durante este período. Foram analisados e calculados as médias da quantidade de pacientes em uso de TN
no período (m=164), o custo total (m= R$ 272.330,13) e o custo estimado por usuário (m=R$ 1.691,41) e calculado
posteriormente a porcentagem relacionando a quantidade total de clientes Unimed Fortaleza (m=350.883) e os internos
nos hospitais credenciados (m=3.123), com a quantidade de pacientes acompanhados em uso (m=0,05% e 5,25%,
respectivamente). Assim, tendo em vista a importância da TN e seu custo elevado, é relevante uma equipe
especializada no trabalho de seguimento para o uso racional, obtendo melhores resultados, otimização de custos e
posteriormente redução de custos.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Comparação do volume total infundido x volume prescrito de dieta enteral
em pacientes internados em um hospital particular
Autores: Ana Luiza Ferraz Viana, Clarissa de Oliveira Soares Peixoto; Rachel Cardoso de
Faria
Instituição: Hospital Geral Dr. Beda
Resumo:
Introdução:
Uma realidade no ambiente hospitalar é a diferença entre o valor de dieta prescrito pelo profissional de Terapia
Nutricional Enteral (TNE) e o valor infundido. O monitoramento dessa infusão é de extrema importância não só porque
todas as necessidades calóricas e de macro e micronutrientes estão sendo administradas ao paciente através dessa
via, mas também pelo fato da dieta influenciar diretamente no desfecho da doença do paciente.
Objetivo:
Quantificar o percentual da diferença de dieta prescrita e dieta infundida em pacientes com no mínimo sete dias de
internação.
Material e Método:
Foram avaliados, no período de janeiro a junho de 2015, 39 pacientes internados em um hospital particular, com idade
entre 41 e 99 anos. Foi feita a média entre os valores de dieta prescrita e de dieta efetivamente infundida durante uma
semana. Foram utilizadas as fichas de evolução nutricional.
Resultados:
Foi encontrado um total de 10,3% de pacientes que receberam acima de 100% da dieta prescrita, 58,9% receberam
entre 90-99%, 25,6% receberam entre 80-89%, 5,2% receberam entre 50-70%. Como indicador de qualidade usamos
80% de dieta infundida. 94,8% dos pacientes receberam acima de 80% da dieta prescrita.
Conclusão:
Apesar da constante necessidade de interrupções na TNE ocorridas no ambiente hospitalar, fato que pode estar
relacionado a: rotina de enfermagem, procedimentos cirúrgicos ou não-cirúrgicos, intubação e extubação orotraqueal,
intolerância à dieta com presença de vômitos, distensão abdominal ou resíduo gástrico maior que 200ml, os resultados
encontrados para avaliar o volume de dieta infundida mostrou que o sistema de prescrição e monitoramento da dieta
infundida está de acordo com o indicador de qualidade utilizado neste trabalho.
Unitermos:
Dieta prescrita, dieta infundida, controle de qualidade.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
TEMPO DE JEJUM PRÉ E PÓS OPERATÓRIO DE PACIENTES
CARDIOPATAS EM CIRURGIA ELETIVA E SEU IMPACTO NUTRICIONAL
Autores: Ana Margaret N. G. F. Soares, Tamires maurício Barreiro
Joice Correia Maia de Amorim
Instituição: Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia
Resumo:
INTRODUÇÃO – O jejum pré-operatório foi criado pela necessidade de evitar complicação, como a cianose,
taquicardia, taquipnéia, obstrução das vias aéreas pela aspiração de conteúdo gástrico. Mas novos estudos mostram
que esse tempo pode ser reduzido. OBJETIVOS - Descrever o tempo de jejum no período pré e pós operatório para
cirurgia eletiva. Analisar as relações entre o tempo de jejum pré e pós operatório e variáveis clínicas (peso) e de
composição corporal índice de massa corpórea (IMC), circunferência do braço (CB), circunferência da panturrilha (CP)
e espessura do músculo adutor do polegar (EMAP). METODOLOGIA: Foram validados 44 indivíduos para o presente
estudo, que realizaram cirurgia cardíaca eletiva, idade de 18 a 70 anos, de ambos os gêneros. Para avaliação
nutricional foram utilizadas as medidas CB, CP, EMAP, e IMC; classificação de risco nutricional pela NRS-2002 e o
tempo de jejum (pré, intra e pós operatório). Coleta de dados feita por meio de prontuários médicos de pacientes
internados para cirurgia eletiva. Foram selecionados pacientes com reavaliação feitas no quarto dia do pós operatório.
RESULTADOS: A população em estudo predominante foram do gênero feminino (n=26). Porém dentre os indivíduos
com presença de risco nutricional, os homens apresentaram maior risco nutricional. Foram realizadas as correlações
entre as medidas antropométricas, tempo de jejum e o risco nutricional. O EMAP se mostrou a medida mais eficiente
na mudança da composição corporal, pois é uma variável independente das demais, sua correlação com as outras
medidas é fraca porém significante. Conclusão - No pré operatório o tempo de jejum excedeu o descrito em literatura e
protocolo da instituição. No pós operatório o tempo de jejum prolongado na cirurgia cardíaca eletiva de grande porte,
teve um impacto importante no tempo de internação dos pacientes que foram admitidos com risco nutricional ou
desnutrição, e, antropometricamente, houve redução significativa apenas da EMAP.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Integridade celular como ferramenta para diagnóstico do estado
nutricional de pacientes oncológicos cirúrgicos.
Autores: Ana Maria dos Santos Rodrigues, Fernanda de C. Pazzini Maia; Alice de Castro
Valgas; Mel Maria Assunção Gomes; Simone de V. Generoso; Maria Isabel T.D. Correia
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Resumo:
INTRODUÇÃO: A desnutrição apresenta elevada prevalência em pacientes oncológicos e está associada ao aumento
da morbimortalidade. Entretanto, não há consenso sobre qual a melhor ferramenta para diagnóstico nutricional dessa
população. OBJETIVO: Avaliar se o ângulo de fase padronizado (AFP) avaliado no pré operatório pode ser utilizado
como ferramenta para diagnóstico nutricional. METODOLOGIA: Trata-se de estudo observacional transversal
desenvolvido de dezembro de 2012 a fevereiro de 2015 no Hospital das Clínicas de Minas Gerais. Os pacientes
internados foram submetidos à avaliação nutricional pré-operatória. Foi utilizado avaliação global subjetiva (AGS) e
percentual de perda de peso (%PPP). A bioimpedância elétrica foi utilizada para determinar ângulo de fase (AF) que
posteriormente, foi usado para cálculo do AFP (AFP = AF observado– AF médio para idade e sexo / desvio padrão
para idade e sexo). Resultados abaixo de -1,65 foram classificados como risco de desnutrição. Os dados foram
analisados no programa SPSS, versão 19. Significância estatística foi considerada para valores de p< 0,05.
RESULTADO: Foram avaliados 155 pacientes, sendo 57,4% do sexo masculino com idade de 60,9 ±12,6 anos. Perda
de peso grave foi observada em 41,6% e o risco de desnutrição estava presente em 40,6% dos pacientes por meio do
AFP. Pacientes desnutridos e com perda de peso grave apresentaram menor AFP (p<0,05). Correlação negativa
ocorreu entre AFP e %PPP (r= -0,214, p= 0,008). Associação foi verificada entre AFP, desnutrição (p= 0,022) e perda
- 0,46 a
0,08); 0,18 (0,04 a 0,54), respectivamente. CONCLUSÕES: O AFP pode ser utilizado como ferramenta adicional para
diagnóstico nutricional, porém não deve ser interpretado de forma isolada na avaliação nutricional de pacientes
oncológicos cirúrgicos.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
CONSUMO ALIMENTAR DE PACIENTES HEMATOLÓGICOS EM
QUIMIOTERAPIA SUPLEMENTADOS COM DIFERENTES DOSES DE
GLUTAMINA VIA ORAL
Autores: Ana Paula Perillo Ferreira Carvalho, Aggda Rosa Peixoto
Marina Brito Campos
Malaine Morais Alves
Nayanne Duarte Carvalho
Izabela Zibetti de Albuquerque
Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás
Resumo:
Introdução: Os efeitos adversos da quimioterapia podem alterar o consumo alimentar de pacientes com neoplasia
hematológica, devido aos sintomas gastrointestinais causados. Estima-se que a glutamina atua na modulação de
sintomas como náuseas, vômitos, anorexia, diarreia e mucosite, podendo ser benéfica durante a quimioterapia.
Objetivo: Avaliar o efeito da suplementação de glutamina no consumo alimentar de pacientes com neoplasias
hematológicas. Material e Método: ensaio clínico randomizado, cego, com pacientes adultos com diagnóstico de
Leucemias Agudas e Linfomas Hodgkin e não-Hodgkin. Os pacientes foram sorteados e divididos em dois grupos, um
com dose de 0,3g/Kg/dia (Grupo A)1, e outro com 0,65g/Kg/dia (Grupo B)2. Foi oferecida L-glutamina livre, dividida em
três períodos do dia, com diluição em 100 mL de água em temperatura ambiente imediatamente antes do consumo
durante 30 dias consecutivos. O consumo da glutamina foi monitorado
por comunicação telefônica aos
pacientes ambulatoriais e visitas no leito. O consumo alimentar foi avaliado por meio de Recordatório Alimentar de 24
horas por três dias não consecutivos antes e após a intervenção. Resultados: 17 pacientes foram avaliados, oito no
grupo A e nove no grupo B. O R24h demonstrou que não houve mudança entre os grupos nos valores médios de
consumo entre grupos, para energia/dia (p=0,240), energia Kg/dia (p=0,085), proteína/dia (p=0,324), gramas de
proteína/Kg/dia (p=0,080), carboidratos (p=0,541), lipídios (p=0,487) e fibras (p=0,481). Conclusão: A suplementação
de glutamina via oral em diferentes doses não modificou o consumo alimentar de pacientes em quimioterapia, porém
considera-se que a manutenção do consumo alimentar seja benéfica, por contribuir na tolerância ao tratamento.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES ADMITIDOS EM UM HOSPITAL
PUBLICO DO NATAL
Autores: ANDREA CALINE FERREIRA DE ARAÚJO, CAROLIE CATHERINNE FIGUEIRÊDO
DE CARVALHO; CÉLIA REGINA BARBOSA DE ARAÚJO; THAÍS ARAÚJO DE MEDEIROS
BORGES; MARIA ELISA RODRIGUES DIÓGENES DE FREITAS; ADA MOURA LEITE
Instituição: HOSPITAL MONSENHOR WALFREDO GURGEL; CENTRO UNIVERSITÁRIO DO
RIO GRANDE DO NORTE (UNI – RN)
Resumo:
INTRODUÇÃO: A DETECÇÃO PRECOCE DO RISCO NUTRICIONAL E DA DESNUTRIÇÃO, PODE SER DECISIVA
PARA A SOBREVIDA DO PACIENTE (OLIVEIRA; ROCHA; SILVA, 2008), VISTO QUE ALGUMAS VEZES A MORTE
NÃO É CONSEQUÊNCIA DA DOENÇA DE BASE, MAS SIM DO DEFICIT NUTRICIONAL RELACIONADO A
EVOLUÇÃO DO QUADRO DO CLINICO
OBJETIVO: ESSE TRABALHO TEVE COMO OBJETIVO AVALIAR E TRAÇAR O PERFIL NUTRICIONAL DOS
PACIENTES ADMITIDOS EM ATE 72 HORAS EM UM HOSPITAL DA REDE PÚBLICA DE NATAL – RN .
MATERIAL E MÉTODO: A COLETA FOI REALIZADA NA ENFERMARIA DE EMERGÊNCIA OBSERVAÇÃO II,
DURANTE 10 DIAS. PARA A AVALIAÇÃO FOI UTILIZADO O FORMULÁRIO MINI NUTRITIONAL ASSESSMENT
MNA®. DA NESTLÉ. PARA OBTENÇÃO DO PESO, FOI UTILIZADA BALANÇA DIGITAL PORTÁTIL LINHA CORPO
COM CAPACIDADE PARA 150KG, A ALTURA DO JOELHO E AS CIRCUNFERÊNCIAS FORAM MENSURADAS
ATRAVÉS DE FITA MÉTRICA INELÁSTICA COM PRECISÃO PARA MILÍMETROS. PARA OS CRITÉRIOS DE
AVALIAÇÃO DO IMC FOI UTILIZADO OS PONTOS DE CORTE DE ACORDO COM A OMS (1995) E PARA OS
IDOSOS UTILIZOU-SE COMO PARÂMETRO DE COMPARAÇÃO LIPSCHITZ (1994). AO FINAL OS DADOS FORAM
TABULADOS NO PROGRAMA MICROSOFT EXCEL. MATERIAL E MÉTODO:
FORAM AVALIADOS 31 ADULTOS E 29 IDOSOS, COM IDADES 41,5±16,5 E 76,5±16,5 ANOS
RESPECTIVAMENTE. A AMOSTRA FOI CONSTITUÍDA POR 25 (42%) MULHERES E 35 (58%) HOMENS. OS
RESULTADOS APONTARAM PREVALÊNCIA DE ADULTOS COM ESTADO NUTRICIONAL NORMAL 68% (N=21), E
MENOR INCIDÊNCIA DE DESNUTRIDOS 13% (N=04), NA POPULAÇÃO IDOSA ESTE ULTIMO CORRESPONDEU
A 24% (N=7), ENQUANTO QUE 38% (N=11) ESTAVAM SOB RISCO DE DESNUTRIÇÃO, OS DEMAIS FORAM
CLASSIFICADOS EM ESTADO NUTRICIONAL NORMAL.
CONCLUSÃO: CONCLUI-SE QUE HÁ UMA QUANTIDADE DE DESNUTRIDOS OU EM RISCO NUTRICIONAL
SIGNIFICANTE, SENDO NECESSÁRIO TOMAR MEDIDAS DE INTERVENÇÃO PRECOCE.
UNITERMOS: RISCO NUTRICIONAL, MINI AVALIAÇÃO NUTRICIONAL MNA®, DESNUTRIÇÃO
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
PERFIL NUTRICIONAL PELO MÉTODO ASG (AVALIAÇÃO SUBJETIVA
GLOBAL) EM PACIENTES ADMTIDOS EM UM HOSPITAL DA REDE
PÚBLICA DE NATAL – RN
Autores: ANDREA CALINE FERREIRA DE ARAÚJO, ANA CAROLINA ARAÚJO DE
CARVALHO; CÉLIA REGINA BARBOSA DE ARAÚJO; THAÍS ARAÚJO DE MEDEIROS
BORGES; ADA MOURA LEITE; GEYSA KARINA DOS SANTOS PESSOA
Instituição: NUTRICIONISTA DO HOSPITAL MONSENHOR WALFREDO GURGEL;
ACADÊMICA DE PÓS GRADUAÇÃO DO CENTRO UNIVERSITÁRIO DO RIO GRANDE DO
NORTE ( UNI – RN); DOCENTE DO CURSO DE NUTRIÇÃO DO CENTRO UNIVERSITÁRIO
DO RIO GRANDE DO NORTE (UNI – RN); NUTRICIONISTA DO HOSPITAL M
Resumo:
INTRODUÇÃO:
O INTERESSE NA AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL EM PACIENTES HOSPITALIZADOS VEM SENDO
DESPERTADO, COM A CONSTATAÇÃO DE GRANDE INCIDÊNCIA DE DESNUTRIÇÃO ENTRE OS PACIENTES
INTERNADOS NA MAIORIA DOS HOSPITAIS. A DESNUTRIÇÃO HOSPITALAR TEM SIDO ASSOCIADA Á MAIOR
FREQUÊNCIA DE COMPLICAÇÕES E AUMENTO DA MORTALIDADE, RESULTANDO EM INTERNAÇÃO
HOSPITALAR MAIS PROLONGADA E MAIOR CUSTO (SANTOS et al.,2010).
COM O PROPOSITO DE COMPLEMENTAR OS MÉTODOS USUAIS DE AVALIAÇÃO NUTRICIONAL, VÁRIOS
AUTORES TÊM UTILIZADO A AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL (ASG) COMO UMA OPÇÃO PARA DETECÇÃO DE
PACIENTES COM RISCO DE DESNUTRIÇÃO (YAMAUTI et al.,2006).
A ASG É UM MÉTODO CLÍNICO DE AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL, E DIFERENCIA - SE DOS DEMAIS
UTILIZADOS NA PRATICA CLÍNICA POR ENGLOBAR, NÃO APENAS ALTERAÇÕES DE COMPOSIÇÃO
CORPORAL, MAS TAMBÉM ALTERAÇÕES FUNCIONAIS DO PACIENTE. (SANTOS et al., 2010).
OBJETIVO:
TRAÇAR O PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES ADMITIDOS EM ATÉ 72 HORAS EM UM HOSPITAL DA REDE
PÚBLICA DE NATAL – RN.
MATERIAL E MÉTODO:
A COLETA FOI REALIZADA NA ENFERMARIA DE EMERGÊNCIA, NO PERÍODO DE 10 DIAS, O MÉTODO
UTILIZADO FOI A AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL (ASG). AO FINAL OS DADOS FORAM TABULADOS NO
PROGRAMA MICROSOFT EXCEL.
REUSLTADOS:
FORAM AVALIADOS 31 ADULTOS E 29 IDOSOS, COM IDADES 41,5±16,5 E 76,5±16,5 ANOS
RESPECTIVAMENTE. A AMOSTRA FOI CONSTITUÍDA POR 25 (42%) MULHERES E 35 (58%) HOMENS.
OS RESULTADOS APONTARAM QUE 44,57% DO GÊNERO MASCULINO E 40,80% DO GÊNERO FEMININO
ENCONTRAM – SE NUTRIDOS, ENQUANTO 10,28% E 7,20% DOS HOMENS E MULHERES RESPECTIVAMENTE
APRESENTAM DESNUTRIÇÃO MODERADA E 5,14% DO GÊNERO MASCULINO E 12% DO FEMININO
ENCONTRAM – SE GRAVEMENTE DESNUTRIDOS.
CONCLUSÃO:
ATRAVÉS DOS RESULTADOS OBTIDOS, É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA O DIAGNÓSTICO PRÉVIO DA
DESNUTRIÇÃO, SENDO NECESSÁRIO TOMAR MEDIDAS DE INTERVENÇÃO PRECOCE.
UNITERMOS:
TRIAGEM NUTRICIONAL, AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL, PERFIL NUTRICIONAL, DESNUTRIÇÃO
HOSPITALAR.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil Nutricional de Pacientes com Neoplasias do Sistema Digestório e
Órgãos Anexos
Autores: Anna Paula Anunciação Cardoso, Maria Paula Carvalho Leitão
Antonio Carlos Ricardo Braga Junior
Instituição: Universidade Federal da Bahia, Instituto Multidisciplinar em Saúde, Campus Anísio
Teixeira.
Resumo:
Introdução: O câncer é considerado um problema de saúde pública mundial. As condições clínicas, imunológicas e
nutricionais podem comprometer o estado nutricional do paciente oncológico, com implicações prognósticas. Objetivo:
Avaliar o perfil nutricional de pacientes com neoplasias do sistema digestório e órgãos anexos atendidos pela Unidade
de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia de Vitória da Conquista, Bahia. Materiais e Métodos: Estudo
transversal, realizado com 61 pacientes. O diagnóstico nutricional foi realizado através de avaliação antropométrica e
laboratorial. Foram avaliadas características socioeconômicas, demográficas, hábitos comportamentais, antecedentes
familiares, tratamento e seus efeitos adversos. A análise estatística foi realizada por meio do R Development Core
Team 2012 e as associações foram consideradas estatisticamente significantes com valor de p inferior a α=0,05.
Resultados: As neoplasias de reto, cólon, estômago e esôfago foram as mais representadas. Dos pacientes, 60,6% já
haviam sido submetidos há algum tratamento anterior; e 80,3% estavam em uso de quimioterapia. A maioria não fazia
uso de bebidas alcoólicas e fumo. Diagnosticou-se desnutrição e perda de peso em, respectivamente, 44,3% e 42,6%
dos pacientes. As neoplasias de reto, cólon, pâncreas e seio paranasal/laringe/hipofaringe foram as mais observadas
em pacientes desnutridos. Dentre os pacientes que apresentaram os exames, 47,5% encontravam-se anêmicos; dentre
estes, 26,2% estavam desnutridos, 4,9% com alteração nos níveis do volume corpuscular médio e 18,1%, nos níveis
de creatinina. Conclusão: Desnutrição, anemia, estadiamento avançado da doença e frequente submissão dos
pacientes a tratamentos antineoplásicos são fatores que contribuíram para pior prognóstico nutricional desses
pacientes. São necessários mais estudos na área de Nutrição Oncológica, além da promoção da assistência alimentar
e nutricional. Unitermos: Sistema Digestório; Neoplasia; Estado Nutricional.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
CORRELAÇÃO DA HIPOVITAMINOSE D COM ALTERAÇÕES NO ÍNDICE
DE MASSA CORPORAL DE INDIVÍDUOS SAUDÁVEIS
Autores: Arabella Varjão Damaceno Vital, Carlos Fernando da Costa Mattedi;
Ramara Kadija Fonseca Santos.
Instituição: Centro Universitário de Rio Preto -SP;
Escola de Medicina da Santa Casa de Misericórdia de Vitória -ES;
Faculdade de Tecnologia e Ciências - Itabuna - BA.
Resumo:
Introdução: A hipovitaminose D tem sido correlacionada com doenças crônicas não ósseas, inclusive a obesidade. Há
receptores de vitamina D no corpo humano com efeitos em genes envolvidos com a mineralização óssea e com
processos metabólicos. A deficiência de Vitamina D, às vezes é assintomática e pode ser avaliada pela concentração
sérica da 1,25(OH)2D. A vitamina D modula direta ou indiretamente 3% do genoma humano, envolvidos com o
crescimento, diferenciação e apoptose celular, regulação do sistema imunológico, cardiovascular, musculoesquelético,
ações no metabolismo e na insulina. Objetivo: Analisar a correlação da hipovitaminose D com alterações no Índice de
Massa Corporal (IMC) de indivíduos saudáveis. Metodologia: Analisados prontuários de 37 pacientes de ambos os
sexos, excluídos 4 prontuários de pacientes com idade inferior a 19 e superior a 60 anos e/ou que fizeram reposição
hormonal, e uso de suplementação de vitamina D ou cálcio. O ponto de corte usado como índice de normalidade de
valores séricos de Vitamina D foi de 30 a 80 mg/dL; 20 a 30 mg/dL insuficiência; abaixo de 20 mg/dL deficiência.
Resultados: 82% eram de indivíduos do sexo feminino; não foram identificados indivíduos com baixo peso, 41% foram
considerados eutróficos e 59% sobrepeso ou obeso. Considerando o nível sérico de vitamina D 9% dos avaliados
apresentavam níveis adequados, 59% níveis insuficientes e 32% níveis deficientes. O registro de sintomas indica que
todos os indivíduos que apresentavam níveis insuficientes e deficientes de vitamina D, relataram cansaço, irritabilidade
e sonolência. Conclusão: Indivíduos com níveis reduzidos de vitamina D, apresentam alteração do peso e sintomas
característicos da deficiência desta vitamina, porém não foi possível afirmar se a deficiência de vitamina D é fator
causa ou consequência do sobrepeso ou obesidade. Estudos mais aprofundados seriam necessários, a fim de
esclarecer esta complexa correlação. Unitermos: Hipovitaminose D; Nutrição; Obesidade.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
ANÁLISE DO VOLUME PRESCRITO VERSUS VOLUME INFUNDIDO EM
UMA UNIDADE SEMI-INTENSIVA DE UM HOSPITAL PARTICULAR EM
SALVADOR, BAHIA.
Autores: ARUANI VIEIRA BRITO, Gabriela Cabral1; Nívea Casé1; Rita Frumento1; Vivian
Nascimento2; Nely Rabelo1,3. 1Nutricionista, Especialista em Nutrição Clínica; 2Nutricionista,
Especialista em Terapia Nutricional; 3Coordenadora Serviço de Nutrição.
Instituição: Hospital Aliança, Salvador-Ba.
Resumo:
Introdução: A terapia nutricional (TN) é importante para recuperação e desfecho clínico do paciente hospitalizado,
desta forma a adequação entre terapia nutricional enteral (TNE) prescrita e infundida é fundamental para evolução
deste, sendo um indicador de qualidade de efetividade em TN. Objetivo: Avaliar a adequação do volume prescrito (VP)
versus volume infundido (VI) e os fatores intervenientes à infusão do volume recebido por pacientes em TNE. Material
e Método: Corte transversal, realizado no mês de junho de 2015, em Unidade Semi-Intensiva de um hospital particular
em Salvador-Ba, com pacientes em TNE exclusiva. Coletados dados demográficos, clínicos e motivo da indicação da
TNE. O VI diário foi coletado através de um formulário e o percentual do VP versus VI foi calculado conforme o DITEN
(2011). Dados analisados no programa SPSS versão 20.0. Resultados: Avaliados 11 pacientes, sendo 54.5% do sexo
masculino, com idade entre 18 e 87 anos. O número de dias de acompanhamento variou de 1 a 14 dias. Quanto ao
diagnóstico clínico, a maioria possuía alguma doença pulmonar (72.7%) e neurológica (54.5%). A ventilação mecânica
(45.5%) foi o principal motivo para indicação de TNE, seguido da baixa ingestão via oral (27.3%). Em média 87.5% da
quantidade de volume de dieta prescrita foi infundida, sendo que 27.3% dos pacientes receberam 100% do VP e
apenas 01 recebeu abaixo de 50%. Dentre as causas de discrepância entre o VP e o VI, 60% foram por causas não
justificadas e, 40% à instabilidade hemodinâmica. Conclusão: O percentual de adequação do VP versus VI está dentro
do recomendado, porém observou-se baixa frequência de pacientes com 100% de adequação. Causas não justificadas
são ainda um dos principais motivos de discrepância entre o VP e VI, ressaltando a importância da educação
continuada e determinação de protocolos para identificação de possíveis falhas nas tarefas, contribuindo para melhora
do serviço em TN. Unitermos: terapia nutricional, indicador de qualidade.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação do Estado Nutricional e Consumo Alimentar de Indivíduos com
Insuficiência Cardíaca Crônica Atendidos no Ambulatório do Hospital
Universitário Clementino Fraga Filho
Autores: AVANY FERNANDES PEREIRA, Luiza Berguinins Scancetti
Ednoan Oliveira
Joyce Tavares
Janete de Azevedo Bonsanto
Marcelo Iorio Garcia
Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Resumo:
Introdução: A Insuficiência Cardíaca Crônica (ICC) é uma síndrome clínica e progressiva com etiologia multifatorial.
Objetivo: Avaliar a adequação dietética e o perfil antropométrico de indivíduos com ICC atendidos no ambulatório do
Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF). Material e métodos: O estudo avaliou 59 pacientes atendidos
no período de março a novembro de 2014. A avaliação antropométrica constou de medidas de peso, estatura e
perímetro da cintura. Na avaliação do consumo alimentar aplicou-se o questionário de freqüência do consumo
alimentar (QFCA) e recordatório 24h, analisados no Diet Pro 5.0i. A análise estatística considerou o cálculo das
médias, desvio padrão e frequências para caracterizar a amostra, utilizando o programa Microsoft Office Excel 2007.
Resultados: Foram avaliados 59 indivíduos com maior prevalência de adultos do sexo masculino (51%), com média de
idade de 56 anos de idade, com predominância de casados (57%), com ensino fundamental completo (47%) e renda
familiar superior a 2 salários mínimos, não fumantes e com frequência de etilismo de 1 a 2 vezes/semana. O IMC
médio foi de 30,4 kg/m² (DP±6,8), caracterizando obesidade grau I. A classificação da doença foi de grau I e II para
cerca de 80% dos indivíduos. Em relação ao estado nutricional dos indivíduos, observou-se a prevalência de
sobrepeso (39%) e obesidade (46%). O PC foi classificado como risco muito elevado para complicações metabólicas
em 88,5% das mulheres e 55,6% dos homens. Observou-se que 61% dos pacientes apresentavam ingestão energética
abaixo da recomendada. A dieta foi inadequada para carboidratos (30,5%), proteínas (28,8%) e lipídios (67,8%). O
consumo médio de micronutrientes foi inadequado para cálcio, magnésio e potássio. Conclusão: Os indivíduos com
ICC apresentaram excesso de peso corporal e hiperadiposidade abdominal conferindo maior risco de complicações
associadas à doença. Unitermos: Insuficiência Cardíaca, dieta e estado nutricional.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
EFEITO DA INTERVENÇÃO DIETÉTICA COM DIETA DASH NOS FATORES
DE RISCO CARDIOVASCULAR EM INDIVÍDUOS EM PROGRAMA DE
REABILITAÇÃO CARDÍACA
Autores: AVANY FERNANDES PEREIRA, Carolina Aurelio Vasconcelos
Márcia Soares da Mota e Silva Lopes
Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Resumo:
Introdução: O padrão alimentar Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) apresenta efeitos benéficos na
melhora da saúde cardiovascular. Objetivo: verificar o efeito desta dieta nos fatores de risco cardiovascular em
cardiopatas de um programa de reabilitação cardíaca. Material e Método: Foram criados o grupo de estudo (GE) selecionados para intervenção com dieta DASH e grupo controle (GC) - sem acompanhamento nutricional regular,
ambos com prescrição de atividade física regular do programa. O GE recebeu intervenção nutricional com dieta padrão
DASH por 12 semanas e o GC recebeu intervenção com restrição calórica. Foram submetidos a avaliação
antropométrica (peso, estatura, perímetro da cintura), bioquímica (perfil lipêmico e glicídico) e pressórica. A análise
estatística contemplou cálculos de médias e desvio padrão e teste T student. O nível de significância estatística foi de
p<0,005. Resultados: Ao início do estudo, todos os pacientes apresentaram controle pressórico, glicêmico e lipídico,
porém em todos se destacava a obesidade abdominal, os indivíduos do grupo controle apresentavam peso corporal
mais elevado (GE = 78,58±9,56kg versus GC = 90,24±12,57, p =0,029) e IMC indicativo de sobrepeso. Após 12
semanas de estudo, não se observou benefícios relacionados ao controle glicêmico ou melhora do perfil lipídico em
ambos os grupos. Contudo, notou-se tendência a diminuição dos valores tensionais no GE e redução do perímetro de
cintura (início = 97,01± 9,61cm e final = 94,44±9,74cm com ∆ % = - 2,65% e p = 0,003) apenas no grupo submetido à
intervenção dietética. Conclusão: O acompanhamento nutricional regular com adoção do padrão alimentar saudável, tal
como a dieta DASH, é capaz de gerar controle sobre fatores de risco cardiovascular. Unitermos: DASH, reabilitação
cardíaca e fatores de risco
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SESSÃO DE PÔSTERES:
RELAÇÃO ENTRE A GLICEMIA E O COLESTEROL DIETÉTICO DE
PACIENTES DIABÉTICOS TIPO 2 ATENDIDOS POR UMA UNIDADE DE
REFERÊNCIA DE FORTALEZA-CE
Autores: Ayana Florencio de Meneses, Ana Jessica Nascimento de Oliveira; Laís Marinho
Aguiar; Helena Alves de Carvalho Sampaio; Antônio Augusto Ferreira Carioca; Soraia Pinheiro
Machado Arruda
Instituição: Universidade Estadual do Ceará
Resumo:
Introdução: O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença de grande e crescente prevalência mundial. Estudos reforçam que
a prevalência de diabetes está aumentando paralelamente à prevalência de excesso de peso, o que ressalta a
associação destes aumentos a mudanças desfavoráveis na dieta e na atividade física. Objetivos: Verificar se existe
relação entre o teor de colesterol da dieta e o nível de glicemia dos portadores de DM tipo 2. Material e Métodos: Tratase de um estudo transversal, desenvolvido em um serviço de referência no atendimento a diabéticos e hipertensos.
parte de uma pesquisa financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Participaram do estudo 32 pacientes com DM tipo 2. A coleta de dados dietéticos foi realizada por meio de recordatório
alimentar (2) de 24 horas. As medidas caseiras foram convertidas em gramas com auxílio da tabela de Pinheiro et al.
(2005) e a análise nutricional foi realizada através do software DietWin Profissional 2.0. A glicemia foi classificada em
compensada (<130 mg/dl) e descompensada (>130 mg/dl) (SBD, 2009) e a quantidade de colesterol do consumo
habitual dos participantes foi calculada e comparada com a quantidade preconizado pela SBD que é de < 200 mg/dia.
Para análise estatística, utilizou-se o teste qui quadrado, considerando p < 0,05 como significante. Resultados: Em
relação aos pacientes que tinham consumo de colesterol adequado 5 (50,0%) tiveram glicemia compensada e 5
(50,0%) glicemia descompensada. Com consumo acima do recomendado de colesterol, 9 (40,9%) dos pacientes
apresentaram glicemia compensada e 13 (59,1%) tiveram glicemia descompensada (p=0,015). Conclusões: No
presente estudo o consumo elevado de colesterol associou-se ao pior controle glicêmico dos pacientes avaliados.
Unitermos: diabetes mellitus, glicemia, colesterol.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
RELAÇÃO ENTRE A INGESTÃO DIETÉTICA DE FIBRAS E A GLICEMIA DE
PACIENTES DIABÉTICOS TIPO 2 ATENDIDOS POR UMA UNIDADE DE
REFERÊNCIA DE FORTALEZA-CE
Autores: Ayana Florencio de Meneses, Ana Jessica Nascimento de Oliveira; Laís Marinho
Aguiar; Helena Alves de Carvalho Sampaio; Antônio Augusto Ferreira Carioca; Soraia Pinheiro
Machado Arruda
Instituição: Universidade Estadual do Ceará
Resumo:
Introdução: O Diabetes Mellitus (DM) é doença de grande e crescente prevalência mundial. Paralelamente, este
crescimento se associa ao excesso de peso e mudanças desfavoráveis na dieta e na atividade física. Objetivos:
Verificar se existe relação entre a ingestão de fibras da dieta e a glicemia dos portadores de DM tipo 2. Material e
Métodos: Trata-se de um estudo transversal, desenvolvido em um centro de referência no atendimento a pacientes
diabéticos e hipertensos. Participaram do estudo 32 pacientes com DM tipo 2. A coleta de dados dietéticos foi realizada
por meio de recordatório alimentar de 24 horas, realizado em dois dias distintos, sendo um de final de semana. As
medidas caseiras foram convertidas em gramas com auxílio da tabela de Pinheiro et al. (2005) e a análise nutricional
foi realizada utilizando-se o software DietWin Profissional 2.0. A glicemia foi classificada em compensada (<130 mg/dl)
e descompensada (>130 mg/dl) (SBD, 2009) e a quantidade de fibra do consumo habitual dos participantes foi
calculada e comparada com a quantidade preconizado pela SBD (2009) que é de no mínimo 20g por dia. Para análise
estatística, utilizou-se o teste qui quadrado e t de Student, considerando p < 0,05 como significante. Resultados: Dentre
os pacientes com glicemia compensada, 6 (42,9%) ingeriam quantidade adequada de fibras e 8 (57,1%), inadequada.
Dentre aqueles com glicemia descompensada, a fibra dietética estava adequada em 6 (33,3%) e inadequada em 12
(66,7%). Não houve diferença entre os grupos, nem considerando as médias (p = 0,286), nem considerando as
categorias (p = 0,712). Conclusão: Diferente do esperado, no grupo estudado a ingestão de fibras não foi associada à
glicemia, mas há necessidade de estudos subsequentes com maior amostra e é recomendável se estratificar o tipo de
fibra, a fim de se ter uma conclusão mais acurada do quadro apresentado. Unitermos: Diabetes Mellitus, fibras,
glicemia.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Ingestão alimentar e uso de suplementos nutricionais por praticantes de
musculação do município de Itaúna- MG
Autores: Bárbara Fonte Boa de Oliveira¹, Ana Luiza Gonçalves Nogueira¹, Lucilene Rezende
Anastácio², Cíntia Tarabal Oliveira¹
Instituição: ¹Curso de Nutrição, Universidade de Itaúna
²Departamento de Nutrição, Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Resumo:
Introdução: Tendo em vista a preocupação crescente com a nutrição adequada à prática de exercícios físicos, torna-se
importante a investigação das escolhas alimentares, da ingestão de suplementos dietéticos e dos fatores associados a
praticantes de musculação. Objetivos: O objetivo deste trabalho foi avaliar a ingestão alimentar e a utilização de
suplementos dietéticos por praticantes de musculação. Métodos: Trata-se de estudo transversal no qual indivíduos
adultos praticantes de musculação em academias da região centro-sul do município de Itaúna-MG foram entrevistados.
Os entrevistados responderam à questionário semi-estruturado sobre uso de suplementos e o consumo alimentar foi
avaliado considerando-se o recordatório de 24 horas. A ingestão alimentar e de suplementos foi comparada às
recomendações de energia e macronutrientes preconizadas pela diretriz da Sociedade Brasileira de Medicina do
Esporte. Resultados: Foram avaliados 125 praticantes de musculação (média de idade 28,1±7,7 anos; 43,2% do sexo
masculino). O uso de suplementos foi observado em 64,6% e a maioria os utilizada com intuito de aumentar a massa
muscular (92,7% dos homens e 54,8% das mulheres). Quanto à distribuição dos macronutrientes, os carboidratos
representaram 46,0% da composição da dieta; as proteínas, 24,9% e os lipídeos, 29,1%. Grande parte dos indivíduos
avaliados ingeria menos energia do que o recomendado (73,6%), carboidrato (87,2%) e lipídeos (40,8%) e mais
proteínas (48,8%). As proteínas provenientes da alimentação dos entrevistados corresponderam à 89,7% do total
ingerido. Conclui-se que grande parte dos avaliados faz uso de suplementos, os quais não contribuem para a
adequação nutricional, especialmente de energia e carboidratos. A ingestão acima das recomendações para proteínas
ocorre não apenas com uso de suplementos, mas também em virtude da alimentação.
Palavras chaves: alimentação, suplementação, academias
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SESSÃO DE PÔSTERES:
APLICAÇÃO DE DOIS MÉTODOS DE TRIAGEM NUTRICIONAL E
ASSOCIAÇÃO COM MORTALIDADE EM UMA UTI PÚBLICA DO DISTRITO
FEDERAL- DF
Autores: Beatriz Resende Goulart, Leid Dayane Costa Lindoso; Guilherme Duprat Ceniccola;
Simone Sotero Mendonça; Franciele Maciel Campos
Instituição: Hospital Regional da Asa Norte - DF e Hospital de Base do Distrito Federal.
Resumo:
INTRODUÇÃO: O risco nutricional identifica pacientes que se beneficiariam da terapia nutricional reduzindo o risco de
complicações relacionadas com a má nutrição. O Risco Nutricional no Paciente Crítico (NUTRIC) é a primeira triagem
desenvolvida especificamente para esses pacientes.
OBJETIVOS: Realizar triagem nutricional em pacientes de UTI com os métodos NRS-2002 e NUTRIC e avaliar a
associação com mortalidade em 7 e 28 dias.
MATERIAIS E MÉTODOS: Os métodos de triagem nutricional NRS-2002 e NUTRIC foram aplicados em até 72 horas
da admissão na UTI por profissional treinado para a aplicação. Esse projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em
Pesquisa CAAE 21788413.2.0000.5553. Os dados descritivos estão expostos como média e desvio padrão. As
associações entre idade, APACHE II, SOFA, NUTRIC com mortalidade foram avaliadas utilizando o teste MannWhitney U para amostras não paramétricas. A associação entre o alto risco nutricional do NUTRIC e mortalidade foi
avaliada pelo Chi-quadrado.
RESULTADOS: Foram acompanhados 33 pacientes, 51,5% feminino, 55,84 ±12,73 anos, APACHE II de 25,30 ±10,02,
SOFA de 9,9 ±4,76. Todos os pacientes apresentaram risco nutricional pela NRS-2002, já o NUTRIC revelou alto risco
nutricional em 72,7%. A mortalidade em 7 dias foi de 15,2% e se associou diretamente a idade (p= 0,03), APACHE II
(p= 0,022) e NUTRIC (p= 0,005). A mortalidade de 28 dias foi de 42,4% e esteve diretamente associada ao NUTRIC (p
< 0,001), APACHE II (p < 0,001), e SOFA (p= 0,005). O alto risco nutricional pelo NUTRIC se associou positivamente
com a mortalidade em 28 dias (p= 0,002).
CONCLUSÃO: Todos os pacientes estudados apresentavam risco nutricional segundo a NRS-2002 e 72,7% conforme
o NUTRIC. A utilização do NUTRIC permitiu melhor diferenciação de risco nutricional comparada a NRS na população
estudada nesse estudo piloto, inclusive com valores mais altos entre os que foram a óbito.
PALAVRAS CHAVES: Triagem nutricional; Unidade de Terapia Intensiva.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
ESTADO NUTRICIONAL E PREVALÊNCIA DE SINDROME METABÓLICA
COMO FATORES PREDISPONENTES PARA DOENÇAS
CARDIOVASCULARES
Autores: BIANCA ABREU DOS SANTOS DE OLIVEIRA, CAMILA NUNES DE SOUZA;
DÉBORA PEREIRA DE AURÉLIO; MARTA MARQUES DAVID; MICHELE KELLY BACCHI;
TATIANA FERREIRA.
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL
Resumo:
INTRODUÇÃO: A Síndrome Metabólica (SM) é um transtorno complexo representado por um conjunto de fatores de
risco cardiovasculares, sendo caracterizada pela presença de 3 ou mais dos seguintes fatores: triglicérides > 150mg/dl,
HDL < 50mg/dl em homens e < 40mg/dl em mulheres, glicemia de jejum > 110mg/dl e aumento da circunferência
abdominal (> 102 cm nos homes e > 88 cm nas mulheres). É importante destacar que a SM aumenta a mortalidade
geral em cerca de 1,5 vezes, e em associação com as doenças cardiovasculares aumentam em cerca de 2,5 vezes.
OBJETIVO: Avaliar o estado nutricional e a prevalência de síndrome metabólica em pessoas acometidas por doenças
cardiovasculares. MÉTODOS: Estudo descritivo por meio de levantamento de dados secundários de pacientes que
foram acometidos por eventos cardiovasculares, acompanhados no ambulatório de um hospital universitário de Campo
Grande - MS, no período de 12 meses. RESULTADOS: Foram acompanhados 34 pacientes de ambos os sexos,
apresentando prevalência do sexo masculino (52,9%) e idade acima de 60 anos (61,8%). Do público assistido 55,9%
foram diagnosticados com SM, destes 84,2% encontravam-se acima do peso adequado, onde a Doença Arterial
Coronariana (84,2%) e o Infarto Agudo do Miocárdio (57,9%) foram os eventos cardiovasculares que mais acometeram
estes pacientes. CONCLUSÃO: Diante do exposto, a associação do estado nutricional com a SM, estabelece uma
condição predisponente, senão complicantes para o acometimento desses eventos cardiovasculares. Para tal ressaltase que a terapia nutricional destes pacientes será decisiva para reduzir essas alterações metabólicas a qual estão
expostos, diminuindo então, os riscos à recidiva desses eventos e sua consequente mortalidade.
UNITERMOS: Terapia nutricional. Alteração Metabólica. Eventos Cardiovasculares.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
NUTRIÇÃO ENTERAL PRECOCE NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA:
PREVALÊNCIA E CAUSAS DE INTERRUPÇÃO
Autores: Bianca Abreu dos Santos de Oliveira, Teresa Cristina Abranches Rosa; Andreia
Gomes Martins João; Janayna Pereira de Sales; Patrícia Aparecida Nunes Siqueira.
Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS - Campo Grande/ MS;
Universidade Catolica Dom Bosco - UCDB - Campo Grande/ MS.
Resumo:
INTRODUÇÃO: A nutrição enteral precoce (NEP), ou seja, em até 72 horas após internação, é de suma importância
para pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), por ser um fator para promoção de saúde,
diminuição do estresse fisiológico e manutenção da imunidade, acarretando um menor tempo de internação hospitalar.
Diante disso, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a infusão da NEP em pacientes interna¬dos em UTI com
terapia nutricional enteral (TNE) exclusiva e identificar as causas de interrupção da mesma. MATERIAL E MÉTODOS:
Estudo descritivo por meio de levantamento de dados secundários de pacientes internados na UTI adulto de um
hospital filantrópico de Campo Grande - MS, no período de maio a junho de 2014. RESULTADOS: Foram
acompanhados 58 pacientes, de ambos os sexos, com prevalência do sexo masculino (60,3%) e idade média de
60,22±18,34 anos. As doenças respiratórias (25,9%) e vasculares (20,7%) foram as principais causas de internação. O
tempo médio de internação foi 12,47±1,64 dias, o tempo médio de infusão da dieta após a internação na UTI foi
1,5±0,16 dias, onde 93,1% dos pacientes receberam NEP. A instabilidade hemodinâmica (27,6%) e a diarreia (15,5%)
foram os principais motivos de interrupção da TNE. CONCLUSÃO: Observou-se predominância dos pacientes que
receberam NEP, sendo as maiores causas de interrupção a instabilidade hemodinâmica e a diarreia. Uma dificuldade
encontrada foi a impossibilidade de contabilizar as calorias administradas, o que seria de grande relevância e
importância na discussão dos resultados obtidos, bem como, para estabelecimento de indicadores de qualidade da
TNE da referida instituição. Sugere-se, então, mais estudos como este para conhecer o perfil dos pacientes admitidos
em UTI, assim como a qualidade dos processos no setor, suas fragilidades e potencialidades, evidenciando a
importância da Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional. Unitermos:Terapia Nutricional;Terapia Intensiva.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
NUTRIÇÃO ENTERAL PRECOCE NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA:
PREVALÊNCIA E CAUSAS DE INTERRUPÇÃO
Autores: Bianca Abreu dos Santos de Oliveira, Teresa Cristina Abranches Rosa; Andreia
Gomes Martins João; Janayna Pereira de Sales; Patrícia Aparecida Nunes Siqueira.
Instituição: Universidade Federal de Mato Grasso do Sul - UFMS - Campo Grande/MS
Universidade Católica Dom Bosco - UCDB - Campo Grande/MS
Resumo:
INTRODUÇÃO: A nutrição enteral precoce (NEP), ou seja, em até 72 horas após internação, é de suma importância
para pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), por ser um fator para promoção de saúde,
diminuição do estresse fisiológico e manutenção da imunidade, acarretando um menor tempo de internação hospitalar.
Diante disso, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a infusão da NEP em pacientes interna¬dos em UTI com
terapia nutricional enteral (TNE) exclusiva e identificar as causas de interrupção da mesma. MÉTODOS: Estudo
descritivo por meio de levantamento de dados secundários de pacientes internados na UTI adulto de um hospital
filantrópico de Campo Grande - MS, no período de maio a junho de 2014. RESULTADOS: Foram acompanhados 58
pacientes, de ambos os sexos, com prevalência do sexo masculino (60,3%) e idade média de 60,22±18,34 anos. As
doenças respiratórias (25,9%) e vasculares (20,7%) foram as principais causas de internação. O tempo médio de
internação foi 12,47±1,64 dias, o tempo médio de infusão da dieta após a internação na UTI foi 1,5±0,16 dias, onde
93,1% dos pacientes receberam NEP. A instabilidade hemodinâmica (27,6%) e a diarreia (15,5%) foram os principais
motivos de interrupção da TNE. CONCLUSÃO: Observou-se predominância dos pacientes que receberam NEP, sendo
as maiores causas de interrupção a instabilidade hemodinâmica e a diarreia. Uma dificuldade encontrada foi a
impossibilidade de contabilizar as calorias administradas, o que seria de grande relevância e importância na discussão
dos resultados obtidos, bem como, para estabelecimento de indicadores de qualidade da TNE da referida instituição.
Sugere-se, então, mais estudos como este para conhecer o perfil dos pacientes admitidos em UTI, assim como a
qualidade dos processos no setor, suas fragilidades e potencialidades, evidenciando a importância da assistência
prestada pela Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Escala de Analogia Visual do Apetite: ferramenta de apoio no
acompanhamento de pacientes obesos submetidos à gastroplastia
Autores: Bruna Borges de Paula Souza, Geruza Baima de Oliveira Rodrigues; Gláucia Posso
Lima; Helena Alves de Carvalho Sampaio; Francisco José Maia Pinto; Cleide Carneiro
Instituição: Universidade Estadual do Ceará; Núcleo do Obeso do Ceará; Universidade
Estadual do Ceará; Universidade Estadual do Ceará; Universidade Estadual do Ceará;
Universidade Estadual do Ceará
Resumo:
Introdução: A Escala de Analogia Visual (EAV) de apetite é um instrumento de avaliação da sensação de saciedade e
desejo alimentar. Objetivo: Avaliar se esta ferramenta pode ser útil na prevenção de ganho de peso indesejável ou da
redução da perda ponderal esperada em pacientes submetidos à gastroplastia. Material e Método: Estudo longitudinal,
onde trinta pacientes submetidos à gastroplastia, selecionados aleatoriamente, tiveram seu apetite aferido no primeiro
e terceiro mês após a realização da cirurgia, com padronização do horário de aferição. Na EAV de apetite utilizada
(Flint at al., 2000) constavam 8 questões referentes à sensação subjetiva de fome (1), saciedade (2), plenitude (3) e
desejo de comer alimentos em geral (4) ou específicos - doce (5), salgado (6), temperado (7) e gorduroso (8). A
escala, para cada item, tem o comprimento de 100mm, com numeração de 0 a 10, onde o próprio paciente assinala
uma linha vertical no ponto onde considera estar sua sensação de apetite para o item avaliado. Os valores referentes
aos dois períodos foram comparados pelo teste t de Student (p < 0,05). Resultados: Houve diferença estatisticamente
significante, entre os períodos analisados, no tocante às questões 2 (p < 0,001), 3 (p < 0,001), 5 (p < 0,001), 6 (p <
0,001), 7 (p < 0,001) e 8 (p = 0,033). No primeiro mês, houve estabilidade das sensações referentes a todos os itens,
compatível com ausência de vontade de ingerir alimentos. Aos três meses houve menor plenitude e saciedade e maior
desejo de comer alimentos específicos. Este fato pode se traduzir em uma maior busca quantitativa por estes
alimentos, favorecendo ganho ponderal ou redução da velocidade de perda ponderal. Conclusão: a EAV de apetite
utilizada é uma ferramenta que pode ser útil ao acompanhamento deste tipo de paciente, direcionando as estratégias
da equipe para uma maior efetividade em curto, médio e longo prazo.
Palavras-chave: fome; escala analógica visual de apetite; obesidade; gastroplastia.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Helicobacter pylori e dieta: analisando o índice e a carga glicêmica
dietética de pacientes positivos e negativos.
Autores: Bruna Borges de Paula Souza, Raissa Lima; Daianne Cristina Rocha; Helena Alves
de Carvalho Sampaio; José Ruver Lima Herculano Júnior; Soraia Machado
Instituição: Universidade Estadual do Ceará; Universidade Estadual do Ceará; Universidade
Estadual do Ceará; Universidade Estadual do Ceará; Universidade Estadual do Ceará;
Universidade Estadual do Ceará
Resumo:
INTRODUÇÃO: A infecção pelo Helicobacter pylori é importante problema de saúde pública. Algumas pesquisas tem
relacionado a presença da bactéria com modificações na dieta. OBJETIVO: Avaliar o índice e a carga glicêmica
dietética de pacientes H. pylori positivos e negativos. METODOLOGIA: A amostra do estudo foi de 123 participantes,
sendo 68 negativos e 55 positivos quanto a bactéria. Foram excluídos portadores de neoplasia gástrica, pela possível
influência nos marcadores avaliados; idosos e crianças; pessoas que apresentavam sangramento digestivo; além das
pessoas que faziam uso de medicação à base de inibidor de bomba de prótons. A coleta de dados abrangeu realização
de exame endoscópico com biópsia e entrevista. Foram realizados dois recordatórios alimentares de 24 horas, sendo
que uma das duas ocasiões reportou-se ao consumo em um dia de final de semana. Os dados, fornecidos em medidas
caseiras, foram transformados em gramas mediante padronização da Tabela de medidas referida para os alimentos
consumidos no Brasil. O Índice Glicêmico das refeições consumidas seguiu o protocolo proposto pela FAO/WHO
Expert Consultation e a carga glicêmica diária foi determinada conforme Lau et al.. Considerou-se adequada uma dieta
com baixo IG (≤ 55) e baixa CG (< 80). Utilizou-se teste t de Student para comparação dos dados (p < 0,05).
RESULTADOS: A média do índice glicêmico dos pacientes positivos foi 63,2 e dos pacientes negativos 65,6, ambos
considerados inadequados, sem diferença significante (p = 0,061). A média da carga glicêmica foi 95,97 para
pacientes positivos e para pacientes negativos foi 106,2, ambas também inadequadas, sem diferença significante entre
os grupos (p = 0,205). CONCLUSÃO: Não foi detectada relação entre infecção pelo H. pylori e estes indicadores
dietéticos (índice glicêmico e carga glicêmica), mas há necessidade de mais estudos sobre o tema, pois a exploração
do mesmo ainda é escassa.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Terapia nutricional enteral em pacientes críticos: vias de acesso,
administração e meta nutricional
Autores: Bruna Borges de Paula Souza, Lúcia de Fátima Oliveira Côrtes; Andressa Eslayne
Caldas Sales; Suellen Lima Silva; Maria Yasmin Paz Teixeira; Maria Luísa Pereira de Melo
Instituição: Universidade Estadual do Ceará; Hospital Geral de Fortaleza; Universidade
Estadual do Ceará; Universidade Estadual do Ceará; Universidade Estadual do Ceará;
Universidade Estadual do Ceará
Resumo:
Introdução:A Terapia Nutricional Enteral (TNE) é muito utilizada para a manutenção ou recuperação do estado
nutricional do paciente crítico, geralmente impossibilitado de atingir a sua demanda nutricional através da ingestão oral.
A TNE adequada e precoce é importante na diminuição do estresse fisiológico e manutenção da imunidade.Objetivo:
Esta pesquisa objetivou verificar as vias de acesso, a fórmula utilizada e a adequação da meta nutricional de pacientes
críticos sob terapia nutricional enteral.Material e Método: Trata-se de um estudo transversal e descritivo realizado
durante 65 dias na UTI de um Hospital de referência da cidade de Fortaleza, englobando 33 pacientes que utilizaram
TNE exclusiva por período mínimo de 72 horas e foram acompanhados até descontinuação dessa terapia, óbito ou alta
da unidade. Os dados foram obtidos através de fichas de evolução médica, nutricional e anotações diárias da equipe
de enfermagem. Resultados: Os pacientes, em maioria (63,64%) receberam TNE através de sonda nasogástrica com
média de 20,67 ± 15,19 dias, enquanto 33,33% receberam alimentação com sonda em posicionamento pós-pilórico e
3,03% recebeu por jejunostomia. Quanto à formulação empregada, mais da metade dos pacientes (55%) receberam
fórmula do tipo polimérica padrão. Verificou-se que dos 24 (72,73%) pacientes que iniciaram a TNE nas primeiras 24
horas de internação, apenas 2 (6,06%) não atingiram a meta nutricional. Porém, dos 9 (27,27%) pacientes que
iniciaram a TNE após 48 horas, 15,15% conseguiram atingir a meta planejada, com média de 12,40 ± 3,29 dias.
Conclusão: Conclui-se que a sonda nasogástrica e a fórmula polimérica foram os recursos mais utilizados na TNE.
Verificou-se que quase metade da amostra alcançou a meta no período recomendado pelas diretrizes para TNE,
mostrando a necessidade de se adotar protocolos que estabeleçam a rotina na UTI, e identifiquem os principais pontos
limitantes para minimizar os problemas encontrados.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
TERAPIA FARMACOLÓGICA OFF - LABEL EM PACIENTES COM
SÍNDROME DO INTESTINO CURTO
Autores: Bruna Zanchet de Godoy, Márcia Lúcia de Mário Marin;Maria Carolina Gonçalves
Dias; Vanusa Barbosa Pinto;Lucila Pedroso da Cruz
Instituição: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Resumo:
Introdução: O medicamento é considerado off-label quando passa a ser utilizado de formas diferentes da autorizada
pelo órgão regulatório de um país. A Síndrome do Intestino Curto (SIC) é uma condição crônica com significativa
morbidade e mortalidade, ocorrendo como resultado de uma ou várias ressecções cirúrgicas.
Objetivo: Identificar nos medicamentos prescritos para pacientes com SIC, a ocorrência de indicação de uso off label.
Material e Método: Estudo retrospectivo, aprovado pelo comitê de ética de um hospital público universitário, realizado
em 2012. Foi efetuado um levantamento individual de informações, mediante consulta nos prontuários dos pacientes
em terapia nutricional domiciliar, com SIC, atendidos no ambulatório do hospital, pela Equipe Multiprofissional de
Terapia Nutricional (EMTN), com no mínimo três consultas registradas em prontuário. Os medicamentos foram
classificados em licenciados (registrados na Agência de Vigilância Sanitária) e não licenciados (manipulados na
farmácia do hospital). Para os medicamentos licenciados foram observados os que não tinham indicação de uso nas
bulas, sendo uso off label. Os dados foram organizados em planilhas Excell® para análise estatística.
Resultados: Foram avaliados os prontuários de 37 pacientes, 23 medicamentos distintos, destes 17 medicamentos
licenciados, com 257 indicações para uso oral, sendo 183/257 (71%) de acordo com as bulas e 74/257 (29%) com
indicações diferentes das bulas, de forma off label para: omeprazol 31(12,1%); ciprofloxacino 5(1,95%); metronidazol
2(0,8%); amitriptilina 3(1,2%); carbonato de cálcio 15(5,8%); enzimas pancreáticas 18(7,9%) e encontrados 6/23
medicamentos não licenciados.
Conclusão: Embora na prática clínica, os medicamentos com indicação off label sejam relevantes, estudos
controlados, duplo-cego são necessários para comprovar se existem evidências que justifiquem o uso desses
medicamentos.
Unitermos: síndrome do intestino curto, medicamentos.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil nutricional de pacientes cardiopatas em atendimento nutricional
ambulatorial
Autores: Camila Pereira Dourado, Vanessa Cristina Ferreira de Oliveira Fagundes; Bernadete
Weber; Marta Marques David
Instituição: Universidade Federal de Mato-Grosso-do-Sul
Resumo:
Introdução: o número de indivíduos com sobrepeso seja em países desenvolvidos ou em desenvolvimento tem
aumentado consideravelmente. Existe uma correlação entre o índice de massa corporal (IMC) elevado com fatores de
risco para o desenvolvimento de doença cardiovascular (DCV), principalmente nos que concentram maior parte de
gordura na região abdominal (EVANGELISTA, 2014). O planejamento da intervenção deve considerar o contexto social
e as necessidades dos diferentes grupos populacionais, pois atinge várias faixas etárias e ambos os sexos (SBC,
2013). Objetivo: identificar o perfil nutricional de cardiopatas em atendimento ambulatorial. Material e Método: estudo
realizado com indivíduos de 45 anos ou mais com diagnóstico de DCV, na cidade de Campo Grande, Mato Grosso do
Sul, em um ambulatório público. Realizou-se a avaliação antropométrica, obtendo-se as variáveis de peso, estatura e
circunferência da cintura (CC) e utilizou-se o IMC para a classificação do estado nutricional, com os pontos de corte
propostos pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 1995) para adultos e pela Organização Pan-Americana da
Saúde (OPAS, 2002) para idosos. Realizou-se estatística descritiva através do programa BioEstat 5.3 e aplicou-se o
teste Exato de Fisher. O nível de significância aceito foi de p<0,05. Resultados: Dos 34 indivíduos avaliados, 50%
(n=17) eram do gênero feminino e 50% (n=17) masculino, 13 adultos e 21 idosos, com média de idade de 61,2±9,39
anos de idade. Em relação ao IMC, observou-se que 58,8% (n=20) estavam dentro dos parâmetros para sobrepeso e
obesidade, com média de 29,8±5,09 Kg/m2, visto que o número de mulheres era maior quando comparado aos
homens (p=0,2960). Verificou-se ainda que 67,6% (n=23) encontravam-se com a CC elevada, sendo maior o número
de mulheres quando comparado a homens (p=0,0024). Conclusão: O excesso de peso foi evidente nos sujeitos com
DCV, bem como a CC elevada, sobretudo em mulheres.
Unitermos: cardiopatia; sobrepeso.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
INADEQUAÇÃO DO POSICIONAMENTO DA CABECEIRA DO LEITO DE
PACIENTE EM NUTRIÇÃO ENTERAL EM ENFERMARIAS DE CLÍNICA
MÉDICA E NEUROLOGIA
Autores: Carla Andreia Dalponte (especialista), Juliana Ventura Damaceno (especialista);
Laura Stahl (mestranda); Helan Nara Nik Pereira Alves (especialista); Sergio Renato de
Almeida Couto (médico); Patrícia Souza Lima (farmacêutica).
Instituição: Associação Beneficente Campo Grande - Santa Casa (MS)
Resumo:
Introdução: As infecções hospitalares têm influência direta no prognostico dos pacientes, no seu tempo de
permanência e nos custos com a assistência. A pneumonia (PNM) é uma infecção geralmente de origem aspirativa das
secreções das vias áreas superiores ou do conteúdo de refluxo do trato gastrintestinal. Manter a cabeceira do leito
elevada entre 30 e 45° evita a broncoaspiração, especialmente nos pacientes com sonda nasoenteral. Sugere-se
baixar a cabeceira somente quando necessário como nos casos de mudança de decúbito, higiene corporal e
fisioterapia, 30 minutos após o termino da dieta, com reposicionamento logo em seguida. Diante do exposto é valido
investigar o posicionamento da cabeceira do leito dos pacientes em uso de NE. Objetivo: Investigar se o ângulo da
cabeceira do leito de pacientes em uso de nutrição enteral encontra-se acima de 30º. Metodologia: Pesquisa descritiva,
exploratória realizada em um hospital filantrópico de maio a julho de 2015, na qual o ângulo dos leitos de pacientes em
NE internados na enfermaria de clínica médica e neurologia foram aferidos por meio de goniômetro, no período
matutino durante as visitas de rotina da equipe. Resultados: No período do estudo foram atendidos pela Equipe
Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) da instituição 146 pacientes na enfermaria de clínica médica e
neurologia. Foram realizadas 128 medições, pelas quais se obteve que apenas 38% (n=49) dos leitos encontravam-se
com a cabeceira posicionada em angulo maior que 30º, enquanto o restante 62% (n=79) encontravam-se em angulo
inferior a 30º no momento da aferição. Conclusão: Os pacientes atendidos na instituição não estão sendo mantidos na
posição recomendada indicando a necessidade de educação continuada da equipe assistencial direta, portanto como
plano de ação, iniciar-se-á processo de treinamento para os mesmos, acompanhado pela EMTN, como seguimento
deste estudo. Unitermos: Pneumonia Aspirativa; Nutrição Enteral.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
AVALIAÇÃO DE RISCO CARDIOVASCULAR BASEADO EM MEDIDAS
ANTROPOMETRICAS EM FUNCIONARIOS DE UM HOSPITAL
PARTICULAR.
Autores: Carla Tripári Coelho, Clarissa de Oliveira Soares Peixoto; Thaís Portugal Monteiro;
Ivia Rodrigues Gomes
Instituição: Hospital Unimed
Resumo:
Introdução: Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são a principal causa de
óbito no mundo e alguns fatores relacionados a este quadro podem ser prevenidos ou até reversíveis. A obesidade é
um desses. Objetivo: Verificar o risco cardiovascular dos funcionários de um Hospital particular, através de medidas
antropométricas, com o objetivo de avaliar a saúde do colaborador e criar estratégias de tratamento dos que estiverem
com alto risco, diminuindo assim, o absenteísmo por doença.Materiais e métodos: Foram incluídos no estudo
funcionários dos setores administrativos e assistenciais que tiveram aferidos o peso, a altura, circunferência abdominal
e pressão arterial. Resultados: Foram avaliados 153 colaboradores, sendo 125 mulheres e 28 homens, com idades
entre 21 e 54 anos. Dos homens 89,2% apresentavam circunferência abdominal menor que 102 cm e 10,8% maior que
102 cm. As mulheres 65% apresentavam circunferência abdominal menor que 88 cm e 32% maior que 88 cm. Em
relação ao Índice de Massa Corpórea (IMC) 0,65% encontravam-se desnutridos; 25,49% eutróficos; 35,96% com
sobrepeso; 30,06% com obesidade grau I e 7,84% com obesidade grau II; 0% de obesidade grau III. Quando
associamos os dados de IMC à circunferência abdominal para avaliar risco cardiovascular temos 24,85% dos eutróficos
não apresentavam risco de doença cardiovascular; daqueles com sobrepeso 34,64% apresentavam risco aumentado e
3,26% risco alto; dos obesos 17% com risco alto e 26,14% risco muito alto. Quanto à pressão arterial 10,4%
encontravam-se hipertensos (pressão arterial maior ou igual a 140x90 mmHg).Conclusão: A maioria dos funcionários
avaliados (75,15%) apresentava algum nível de risco para doença cardiovascular segundo critérios da OMS. Diante
disso, os autores que em conjunto com a Medicina Preventiva deste hospital vão desenvolver estratégias de atuação
para estimular o tratamento e a prevenção da obesidade. Unitermos: Obesidade, Doença Cardiovascular.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
CARACTERIZAÇÃO DE UM PROGRAMA GOVERNAMENTAL DE
FORNECIMENTO DE FÓRMULAS DE TERAPIA DE NUTRIÇÃO ENTERAL
DOMICILIAR
Autores: CAROLINA REBELO GAMA, Douglas dos Santos Moreira; Camila dos Santos
Ribeiro Leal; Isabella Maria de Araújo Costa Amaral; Mônica Cristina Altaf Julien de Sousa;
Wesley Magalhães Maciel; Fábio Vinícius Pires Micas da Silva
Instituição: SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL
Resumo:
INTRODUÇÃO: O Programa de Terapia de Nutrição Enteral Domiciliar (PTNED) da Secretaria de Estado de Saúde do
Distrito Federal (SES-DF) é um programa de fornecimento de fórmulas para fins especiais para uso em domicílio,
regulamentado pela Portaria nº 94/2009, que atende atualmente 2404 pacientes. OBJETIVO: Caracterizar o PTNED da
SES-DF. MÉTODOS: Análise de informações da Portaria nº 94/2009 e de dados gerados pelo sistema de regulação de
produtos da SES. RESULTADOS: O PTNED atende pacientes com indicação de dieta via enteral (SNG/SNE, GTT e
JTT) e alguns casos de suplementação oral, tais como: fibrose cística, epidermólise bolhosa congênita, erros inatos de
metabolismo, doenças disabsortivas, alergia à proteína do leite de vaca, desnutridos portadores de DRC, SIDA, câncer
e idosos desnutridos. Para cadastro, é necessário que o paciente seja atendido por equipe multidisciplinar da SES-DF,
composta por médico, nutricionista e assistente social, além de comprovar residência no Distrito Federal. Para
continuidade, o paciente deve ser acompanhado por nutricionista a cada três meses e por médico a cada seis meses.
O Programa fornece cerca de 50 produtos, entre fórmulas enterais e infantis, módulos, suplementos, equipos e frascos,
cujos descritivos são definidos pela Comissão de Padronização em Nutrição, instância colegiada, de natureza
consultiva e deliberativa junto à SES-DF. Os produtos são dispensados na Central de Nutrição Domiciliar (CNUD) em
quantidade suficiente para um mês. Os recursos do PTNED são oriundos do Ministério da Saúde. De 2012 a junho de
2015, houve 46.567 atendimentos na CNUD. Observou-se um aumento de 39% em 2013 e 28% em 2014.
CONCLUSÃO: O PTNED é um programa de fornecimento de fórmulas nutricionais, atualmente em expansão, que tem
por finalidade auxiliar a terapêutica nutricional e melhorar a qualidade de vida dos pacientes inscritos no programa.
UNITERMOS: terapia nutricional, programa domiciliar
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Triagem e identificação da desnutrição em adultos internados em um
Hospital Público
Autores: Caroline Finger Sostisso, Nayana Cavassim do Nascimento; Estela Iraci Rabito;
Maria Eliana Madalozzo Schieferdecker
Instituição: Universidade Federal do Paraná
Resumo:
Introdução: A desnutrição hospitalar é uma doença multifatorial e está associada ao aumento de morbidade e
mortalidade. Objetivo: Identificar a prevalência da desnutrição em pacientes adultos com risco nutricional no momento
da internação em um hospital terciário. Material e Métodos: Estudo retrospectivo, transversal, cuja amostra foi
composta de pacientes adultos com idade entre 18 e 59 anos, internados no período de 2011 a 2014 nas clinicas
médicas (CM) e clinica cirúrgica (CC) de um Hospital Público terciário. Foram incluídos no estudo pacientes
identificados como risco nutricional por meio da Triagem de Risco Nutricional (NRS – 2002). Foram avaliados: índice de
massa corporal (IMC) classificado segundo critérios da Organização Mundial da Saúde(1997), prevalência de
desnutrição segundo a avaliação subjetiva global (ASG) e porcentagem de perda de peso (%PP) nos seis meses
prévios a internação. A análise dos dados foi efetuada através de estatística descritiva e correlação de Spearman, com
p<0,05. O programa utilizado foi o Stata.Resultados: A amostra foi composta de 606 pacientes, sendo 53,3% (n=323)
do sexo masculino com mediana de idade de 45 anos (18-59). Do total de pacientes 73,27% (n=444) estiveram
internados na CM,16,83% (n=102) eram diabéticos e 21,22% (n= 171) hipertensos. De acordo com o IMC a maior parte
da amostra, 48,01% (n=291), foi classificada com eutrofia, porém ao serem avaliados por meio da ASG 23,43%
(n=142) e 17,15% (n=104) dos pacientes foram classificados com desnutrição moderada e grave, respectivamente. Ao
analisar-se a %PP, observou-se que 15% (n=91) dos pacientes apresentaram ganho de peso, no entanto 76,4%
(n=463) perderam peso, tendo correlação negativa com o IMC para ambos os gêneros (r=-0,443/-0,4895; p=0,0001).
Conclusão: A desnutrição esteve presente em menos da metade dos pacientes identificados com risco nutricional pela
triagem no momento da internação, no entanto, pacientes com IMC menor tendem a apresentar maior %PP.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Características e adequação da Nutrição Enteral por sonda ofertada aos
pacientes da enfermaria pediátrica de um hospital universitário.
Autores: Caroline Pereira de Carvalho, Vanessa de Paiva Melo; Virgínia Williane de Lima
Motta; Ana Gabriella Costa Lemos da Silva; Josilene Maria Ferreira Pinheiro; Geovanna Torres
de Paiva.
Instituição: Hospital Universitário Onofre Lopes- Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Resumo:
Introdução: A Nutrição Enteral (NE) tem um papel fundamental no tratamento de pacientes pediátricos em risco
nutricional que não conseguem obter nutrientes necessários por via oral, favorecendo uma melhor possibilidade de
recuperação e a diminuição da morbimortalidade hospitalar. Objetivos: Avaliar as características das dietas enterais e o
aporte adequado de energia ofertada aos pacientes com NE por sonda. Material e Método: Estudo descritivo, de corte
transversal, realizado no período de agosto de 2014 a julho de 2015 com pacientes internados na enfermaria pediátrica
de um hospital universitário no município de Natal/RN. As variáveis contínuas e nominais foram compostas pelos dados
antropométricos (peso e estatura), socioculturais (sexo, idade) e características das dietas ofertadas (complexidade de
nutrientes, energia, proteínas, via de administração). A análise descritiva e inferencial foi realizada pelo programa
software spss versão 20.0. Resultados: Em um total de 1119 pacientes hospitalizados, 29 (2,6%) receberam NE sonda.
Destes, 17 eram do sexo masculino, com idade que variou de 1 mês a 15 anos (mediana de 13 anos). 13/27
encontrava-se com peso adequado para idade (Z escore entre -2 e +2DP), 10/27 com baixo peso ( Z escore < -2DP) e
4/27 com muito baixo peso ( Z escore < -3DP). Quanto às características da NE, observou-se que 16 eram
oligoméricas, 21 hipercalóricas e 21 normoproteicas, sem apresentar qualquer associação estatística com o estado
nutricional do paciente (p>0,05). A via de acesso predominante foi a nasogástrica (13/29) e 17 pacientes não
receberam o aporte energético inicialmente estimado. Conclusão: Os resultados apontam para a necessidade de novas
estratégias de avaliação, evolução e administração da dieta para as necessidades energéticas serem atingidas
satisfatoriamente e promover melhor recuperação do paciente.
Unitermos: Nutrição Enteral, Pediatria
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SESSÃO DE PÔSTERES:
DETERMINAÇÃO DO CONSUMO DE DIETAS DO SETOR DE NUTRIÇÃO
ENTERAL DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE ALTA COMPLEXIDADE.
Autores: Caroline Pereira de Carvalho, Simone Ferreira Montenegro de Cerqueira; Vanessa
de Paiva Melo; Virgínia Williane de Lima Motta; Helena Cristina Dantas; Rosana de Oliveira
Silva Firmino Machado
Instituição: Hospital Universitário Onofre Lopes- Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Resumo:
Introdução: A administração de suporte nutricional enteral é um dos procedimentos que geram faturamento elevado
para as unidades hospitalares devido, em especial, ao alto custo das dietas industrializadas, o que se faz necessário
um gerenciamento adequado dos recursos para a provisão da co-terapêutica em questão. Objetivo: Determinar o
quantitativo do consumo médio mensal de dietas enterais e suplementos orais. Material e Método: Estudo descritivo
observacional realizado no setor de nutrição enteral, no período de janeiro e junho de 2015 de um hospital universitário
no município de Natal, Nordeste, Brasil. A partir dos cadastros diários das prescrições foi coletados dados acerca do
quantitativo de dietas enterais e suplementos orais prescritos e manipulados. Resultados: Observou-se uma média
diária de 23 prescrições de dietas enterais no primeiro semestre de 2015. A via de administração mais indicada foi a
nasoenteral (72,61%), seguida da gastrostomia (10%), jejunostomia (7,39%), nasogástrica (6,43%) e orogástrica
(3,61%). Verificou-se também uma média diária de 38 prescrições de suplementos orais. Conclusão: A partir dos
resultados obtidos, percebe-se que a manipulação de suplementos orais é maior do que a dieta enteral. Tais achados
revelam-se como importantes norteadores para alocação de recursos a serem investidos na terapia nutricional enteral,
objetivando a recuperação do estado nutricional dos pacientes, bem como, direcionam o setor de nutrição enteral para
criação de ferramentas e estratégias de monitoramento essenciais para o serviço.
Unitermos: Nutrição Enteral; Sonda.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
CALORIAS E PROTEINAS INFUNDIDAS X PRESCRITAS DE DIETA
ENTERAL EM IDOSOS HOSPITALIZADOS
Autores: Carollyna Miquelin Martinkoski, Fernanda Dalpicolo
Lilian de Carla Sant'Anna
Rosana Perim Costa
Instituição: Associação do Sanatório Sírio - Hospital do Coração
Resumo:
Introdução: Os idosos hospitalizados apresentam maior risco de desnutrição, pois as alterações nutricionais aumentam
o tempo de internação, a incidência de infecções, as úlceras por pressão e as taxas de rehospitalização. A oferta da
nutrição enteral deve ser avaliada e monitorada diariamente, porque tão importante quanto à prescrição adequada às
necessidades do paciente é a constatação de que o paciente receberá o que lhe foi prescrito. Objetivo: Avaliar as
calorias e proteínas infundidas versus prescritas de dieta enteral em idosos hospitalizados em unidades de internação
de um hospital particular da cidade de São Paulo. Metodologia: A coleta de dados foi realizada a partir de dados das
prescrições, das fichas de admissão e evolução da enfermagem e pela ficha de avaliação nutricional do setor de
nutrição. Resultados: A casuística desta pesquisa compôs-se de 82 pacientes idosos hospitalizados com terapia
nutricional exclusiva, sendo 59% do gênero feminino. A média de idade dos pacientes foi de 84,5 ± 8,8 anos. Em
relação ao estado nutricional, 55% estavam desnutridos. Em relação à dieta, 93% fizeram uso de dieta polimérica e
apenas 7% de oligomérica. 60% dos idosos fizeram uso de SNE, em contra partida 39% faziam uso de GTT. A maioria
dos idosos apresentou adequação maior que 93% em relação ao volume, calorias e proteínas. Conclusão: Os dados
obtidos mostram que a maioria dos idosos apresentou adequação satisfatória da terapia nutricional enteral em relação
ao volume, calorias e proteínas. Os esforços no sentido de garantir a tolerância do suporte nutricional por via enteral
são essenciais para que a meta nutricional estabelecida seja alcançada, proporcionando melhor qualidade de vida aos
pacientes.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
ANÁLISE DO CUSTO-BENEFÍCIO DE FÓRMULAS DE TERAPIA
NUTRICIONAL DOMICILIAR
Autores: Caryna Eurich Mazur, Marcia Maria Arenhart Soares; Rubia Daniela Thieme; Maria
Eliana Madalozzo Schieferdecker
Instituição: Universidade Estadual do Centro-Oeste; Universidade Federal do Paraná;
Universidade Positivo
Resumo:
Introdução: A Terapia Nutricional Enteral em domicílio (TNED) é modalidade de cuidado em nutrição. Benefícios
associados a menor custo são desejados nesta terapia. Objetivo: Verificar o custo-benefício das categorias de fórmulas
utilizadas em TNED de indivíduos pós Acidente Vascular Cerebral (AVC). Material e Método: Estudo transversal, com
indivíduos pós AVC em TNED categorizados segundo fórmula recebida: Fórmula com alimentos (FA), industrializada
(FI) e mista (FM). Foram verificados renda per capita, tempo do AVC e de TNED, Índice de Massa Corporal (IMC),
Avaliação Subjetiva Global (ASG), ingestão adequação dietética por meio de recordatório de 24 horas. Foram
avaliados os custos da fórmula e para os benefícios, a ausência de readmissões hospitalares e complicações
relacionadas à TNED nos últimos 6 meses. A análise de custo-benefício foi realizada pela razão do custo pelo
benefício. Foram aplicados os testes de Kruskal-Wallis e Mann-Whitney, com significância de 5%. Resultados: Foram
avaliados 38 indivíduos, com idade média de 75±12 anos, sendo 65,8% (n=25) mulheres, com renda mediana de 0,8
salários mínimos. Segundo IMC, 84% (n=32) apresentaram magreza e pela ASG, todos apresentaram desnutrição. A
FI foi administrada em 45% (n=17) dos doentes. A categoria da fórmula enteral não influenciou o estado nutricional e a
adequação energética (p>0,05). As complicações acometeram 92% (n= 35) dos doentes. Para os indivíduos com FA, o
tempo de diagnóstico de AVC foi de 84 meses e de TNED de 36 meses, superior aos que usavam FI (24 e 13 meses) e
FM (37 e 23 meses)(p<0,05). O grupo FM apresentou maior frequência de readmissões hospitalares (p<0,05). O custo
das FI foi três vezes maior comparada ao custo da FA, e 1,8 vezes maior comparada a FM (p>0,05). A FA apresentou
menor razão custo-benefício (9,3) comparado (p<0,05) à FM (20,3) e FI (34). Conclusão: A FA apresenta melhor custobenefício. A categoria de fórmula não é determinante exclusivo no sucesso da TNED.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
ASSOCIAÇÃO ENTRE ESTADO NUTRICIONAL E PESO AO NASCER DE
CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 1
ATENDIDOS EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA PEDIÁTRICA NO
NORDESTE DO BRASIL
Autores: CATARINA TENÓRIO DE CERQUEIRA, Catarina Tenório Cerqueira¹;Larissa de
Andrade Viana²;Eliziane Costa da Silva¹; Marry Aneyts de Santana Cirilo¹;Ana Clara de França
Nunes¹;Bárbara Cristina Luz Silva¹.
Instituição: ¹Residente em Nutrição Clínica-IMIP
²Mestre em Nutrição-UFPE
Resumo:
Introdução: O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é o distúrbio crônico mais frequente na infância, sendo a avaliação do
estado nutricional das crianças e adolescentes primordial para o tratamento da mesma. Objetivo: Avaliar o estado
nutricional de crianças e adolescentes portadores de DM1, correlacionando com o peso ao nascer (PN) e o tempo de
diagnóstico da doença. Métodos: Estudo de caráter transversal, com 55 pacientes, idade entre 6 meses e 18 anos,
atendidos em um hospital de referência pediátrica no Recife. Um formulário próprio foi desenvolvido para obter os
dados socioeconômicos e demográficos. O banco dados foi estruturado em planilha no Excel. Os valores dos
indicadores antropométricos foram calculados através do software AnthroPlus®, utilizando-se o programa SPSS® para
análise estatística, com nível de significância= p< 0,05. Resultados: Dos avaliados, 50,9% eram pertencentes ao sexo
feminino e 49,1% ao sexo masculino. A mediana da idade foi de 10 anos (IQ 6-12). O maior percentual da amostra era
proveniente do interior do estado (52,7%), quando comparados àqueles que residem na região metropolitana
(47,3%).Observou-se que a maior parte da amostra não apresentou DM em seus antecedentes familiares (76,4%). O
PN foi questionado, 67,3% apresentaram PN adequado. Obteve-se que a maioria se apresentou eutrófica (76,9%), e
quando correlacionado o PN e o estado nutricional atual, apresentaram-se desnutridos os que nasceram com o peso
adequado. Quanto ao diagnóstico do DM1 nesses pacientes, identificou-se que todos apresentavam diagnóstico
recente (no máximo há três anos), o que poderia explicar a perda de peso pela patologia. A associação estatística
entre PN e peso atual não obteve significância (p=0,463). Conclusão: Os achados do preste estudo permitem concluir o
tempo de diagnóstico do DM1 pode influenciar no estado nutricional dos pacientes, tendo em vista que a perda de peso
é considerada um dos sintomas do DM1.Unitermos:Diabetes; Estado Nutricional.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
O ALEITAMENTO MATERNO COMO COADJUVANTE NA PREVENÇÃO DO
DIABETES MELLITUS TIPO 1: UMA ANÁLISE DESCRITIVA
Autores: CATARINA TENÓRIO DE CERQUEIRA, Catarina Tenório Cerqueira¹;Larissa de
Andrade Viana²;Eliziane Costa da Silva¹; Marry Aneyts de Santana Cirilo¹;Ana Clara de França
Nunes¹;Bárbara Cristina Luz Silva¹.
Instituição: ¹Residente em Nutrição Clínica - Instituto de Medicina Integrado Prof. Fernando
Figueira (IMIP);
²Mestre em Nutrição-Universidade Federal de Pernambuco(UFPE)
Resumo:
Descritores: Aleitamento materno; Diabetes mellitus; leite materno.
Introdução: Evidências científicas sugerem que o Aleitamento Materno Exclusivo é um fator de proteção ao
desenvolvimento do Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), uma doença multifatorial onde os fatores ambientais ocupam lugar
de destaque no seu desenvolvimento, sendo notória a importância do AME como promotor de saúde e fator preventivo
ao desenvolvimento do DM1. Objetivo: Analisar, através da literatura, evidências atuais entre o AME e a prevenção
e\ou desenvolvimento do DM1. Métodos: Estudo de caráter transversal descritivo realizado com 55 pacientes, com
idade entre 6 meses e 18 anos, atendidos em um hospital de referência no Estado de Pernambuco. Os dados foram
obtidos através da aplicação de um formulário próprio com os participantes e seus respectivos responsáveis. O banco
de dados foi estruturado em planilha no Excel (2010). Na análise estatística utilizou-se programa SPSS®, utilizando-se
o teste de Kolmogorov-Smirnov. Resultados: Analisou-se um grupo de 55 diabéticos tipo 1, sendo 28 do sexo feminino
e 27 do sexo masculino. A mediana da idade dos participantes foi de 10 anos (IQ 6-12). Verificou-se que 55% das
genitoras não possuíam escolaridade de nível fundamental completa, sendo que apenas 2% concluíram o nível
superior. Observou – se que 23,7% possuíam antecedentes familiares de primeiro grau. 94,5% haviam recebido (LM),
sendo que apenas 7,3% das crianças foram aleitadas exclusivamente por mais de seis meses de vida. 9,1% receberam
de maneira exclusiva o LM até o 1º mês de vida e 36,4% receberam entre o 1º e o 4º mês. 32,7% receberam o AME
entre o quarto e o sexto mês. 14,5% não receberam LM exclusivo. Conclusão: O presente estudo vem reforçar que a
gênese da interrupção precoce do AME pode estar relacionada com o desenvolvimento do DM1. Tendo em vista os
aspectos analisados, destacamos a importância da realização de estudos e atividades que auxiliem na decisão e na
duração do AME.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Identificação do estado nutricional, fatores comportamentais e consumo
alimentar de pacientes vivendo com aids.
Autores: Catia de Lima Carvalho, Tania Fernandes Pereira Masteguim
Instituição: Instituto de Infectologia Emilio Ribas
Resumo:
INTRODUÇÃO: O estado nutricional de indivíduos com Aids podem sofrer influencias da progressão da doença e
deficiências nutricionais. OBJETIVO: Identificar consumo alimentar, nutricional e comportamental de portadores com
Aids. MÉTODOS: Estudo retrospectivo, de adultos com Aids, ambos sexos, atendidos no Emilio Ribas, em 2013,
avaliados através do peso, idade, sexo, tabaco, etilismo, exercício, hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia,
colesterol, HDL, LDL, triglicérides, glicose, CD4, carga viral, número de refeições, frequência de frutas, leguminosas,
hortaliças, cereais integrais e refinados, carnes, laticínios, doces, e ingestão hídrica. Estado nutricional, adotou-se o
Índice de Massa Corpórea (IMC). RESULTADOS: Avaliados 42 pacientes, sendo 55% do sexo feminino, idade média
51 anos, 50% apresentavam-se eutróficos comparados a 36% com sobrepeso. Da amostra 91% dos indivíduos não
faziam uso de tabaco e nem bebida alcoólica e 64% não realizavam exercício. Identificados 52% de pacientes sem
comorbidades, comparados a 36% portadores de lipodistrofia e 2% com diabetes, hipertensão arterial e dislipidemia.
Quanto aos exames foram observados uma média de CD4 de 624 células, 91% com carga viral não detectada, 67%
com níveis de colesterol normal, 93% de HDL alterado, 69% de LDL normal, 61,9% de triglicérides alterado e 90% de
glicose normal. A frequência alimentar, demonstrou bom consumo diário de laticínios 73,8%, frutas 62%, leguminosas
59,6%, hortaliças 64,2%, carnes 85,7%, ingestão hídrica até 1400ml/dia 54,8%, alto consumo de cereais refinados 81%
e realizavam de 3 a 4 refeições (45,2%). CONCLUSÃO: Observado predomínio de eutrofia, porém com elevação de
sobrepeso. Os indivíduos não apresentavam dependência de álcool e tabaco, níveis adequados de colesterol e
glicemia, porém elevados de triglicérides. Quanto aos grupos alimentícios demonstraram ter consumo adequado de
fontes proteicas, vitaminas e minerais. Unitermos: Aids; alimentar
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA
BARIÁTRICA, ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO DE
NUTRIÇÃO/OBESIDADE DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO EVANGÉLICO DE
CURITIBA
Autores: Cinthia Cordeiro, Elise Obayashi Tanaami; Simone Malim Simas; Renata Stuart
Bianco; Daniela Pacher; Camila Gabrielle Schewinski
Instituição: Hospital Universitário Evangélico de Curitiba
Resumo:
INTRODUÇÃO: A obesidade GIII é uma doença com alta morbi-mortalidade, sendo a gastroplastia uma opção eficaz.
OBJETIVOS: Correlacionar o estado nutricional dos obesos atendidos no ambulatório de Nutrição/Obesidade,
conforme sexo e idade no pré-operatório; Relacionar o tempo de pós-operatório (PO), a perda de peso (PP) e
circunferência abdominal (CA) após a cirurgia; Verificar o número de pacientes que conseguiram perder peso durante o
período pré-operatório, assim como a porcentagem de PP obtida até o momento da liberação para a cirurgia.
METODOLOGIA: estudo de caráter transversal, retrospectivo, quantitativo, realizado com pacientes submetidos a
cirurgia bariátrica de Fobi-Capella atendidos no ambulatório de Nutrição/Obesidade de 01/2010 à 07/2013, a fim de dar
continuidade ao trabalho realizado neste mesmo local no ano de 2011, utilizando antropometria (IMC), circunferência
abdominal (CA),% da perda de peso (% PP)e de CA (% CA). Os resultados foram classificados conforme critérios
estabelecidos pela OMS 1998 para IMC, IDF 2005 para CA. Para a análise estatística forma utilizados o teste de
médias, o teste "T" para verificar %PP e as correlações de Pearson e Spearman. RESULTADOS: 59 pacientes, sendo
55 mulheres e 4 homens. 7% dos pacientes ganharam peso no pré-operatório e 2% emagreceram. O IMC após 1 ano
da cirurgia foi inferior ao IMC pré cirurgia (P menor 0,05). 57% dos pacientes deixaram de ser obesos e 98% reduziram
de categoria de obesidade no PO. CONCLUSÃO: Em todas as análises não houve diferença entre grupos de idades (P
< 0.05). IMC e CA foram correlacionados após um ano de cirurgia p < 0.0001. Em média os pacientes emagreceram
33% e a CA reduziu 26% após 1 ano. O trabalho foi satisfatório, pois os objetivos de PP e redução da CA foram
alcançados.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
PREVALÊNCIA DE RISCO NUTRICIONAL EM PACIENTES COM
NEOPLASIAS UROLÓGICAS E GINECOLÓGICAS DE UM HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO
Autores: Claudia Porto Sabino Pinho, Glaucia Queiroz Morais; Aline Rafaelly Apolônio da
Silva; Midori Cabral Sugaya; Lidiana de Souza Holanda; Natália Mayara Menezes de Souza
Instituição: Hospital das Clínicas - UFPE
Resumo:
Introdução: O câncer representa um grave problema de saúde pública. Entre as mulheres, o câncer ginecológico é uma
neoplasia de grande incidência e o câncer urológico está entre os tumores malignos mais frequentes nos homens,
sendo que seu aparecimento e evolução podem estar relacionados a fatores dietéticos e antropométricos.
Objetivo: Verificar a prevalência do Risco Nutricional (RN) em pacientes com câncer urológico e ginecológico
internados em um hospital universitário do Nordeste brasileiro.
Material e Método: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, com coleta de dados do acompanhamento de
69 pacientes de ambos os sexos, adultos e idosos, internados em um hospital universitário no período de agosto de
2014 a maio de 2015. Foram analisadas variáveis como sexo, idade, estado nutricional e comorbidades associadas.
Para coleta de dados foi utilizada a ferramenta Nutritional Risk Screening (NRS 2002), sendo considerado risco escore
≥ 3. A análise estatística foi realizada através do software SPSS, versão 13.0.
Resultados: A média de idade foi de 64,5±13,39 anos e predomínio do sexo masculino (56,5%). Os cânceres de
próstata, vesical e de mama foram os mais prevalentes, representando 39,1%, 17,4% e 10,1% respectivamente. Na
avaliação nutricional, 39,7% apresentaram excesso de peso e 27,9% desnutrição, sendo 13,2% portadores de Diabetes
Mellitus (DM) e 45,6% Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS). O risco nutricional foi similar entre os sexos (p=0,569) em
adultos e idosos (p= 0,074), superior entre os desnutridos 42,1% (p=0,019). O risco nutricional também não se
associou ao DM (p=0,443) e a HAS (p=0,566).
Conclusão: Nesta população, o risco nutricional foi prevalente em pacientes desnutridos, sendo similar em homens e
mulheres independente da etiologia oncológica.
Palavras-chave: câncer, ginecologia, urologia
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Comparação entre a dieta prescrita e infundida em pacientes de UTI Geral
conforme os métodos de infusão (contínua versus intermitente)
Autores: Claudia Regina Felicetti Lordani, Michelle Varaschim; Péricles Duarte; Thaís Frank;
Tarcisio Lordani; Eliani Frizon
Instituição: Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP); Universidade FEderal
Fronteira Sul (UFFS)
Resumo:
INTRODUÇÃO: Terapia nutricional enteral constitui possibilidade terapêutica amplamente adotada para os pacientes
críticos, apesar disso, ainda há desafios para que sua prescrição e administração sejam adequadas, especialmente
devido as intercorrências sofridas. OBJETIVO: Comparar o volume de dieta infundido com o prescrito conforme os
métodos de infusão(contínua e intermitente) e identificar os principais motivos para interrupção em cada um dos
métodos. MÉTODOS: Estudo de coorte em que foram acompanhados, por 10 dias consecutivos, adultos internados em
UTI Geral de um hospital escola entre janeiro e junho de 2015 em uso de nutrição enteral exclusiva. Os pacientes
foram divididos em trauma (infusão contínua)e não-trauma(infusão intermitente)conforme protocolo interno da
instituição. Foram coletados dados de gênero, idade, causa de internamento, método de infusão. Diariamente foram
coletados volume prescrito/infundido e intercorrências informadas no relatório de enfermagem. Os dados foram
analisados pelo programa Stata. RESULTADOS: Participaram do estudo 208 pacientes; 62,1% grupo infusão contínua
e 37,9% intermitente. Apesar da população heterogênea, todos iniciaram o suporte nutricional até 48 horas após
admissão. A média de infusão de dieta nos grupos contínuo e intermitente foi de 75,7% e 72,4% do valor prescrito, não
havendo diferença estatística. A infusão contínua atingiu 93,6% da prescrição no sexto dia de TNE enquanto a infusão
contínua atingiu 97,1% no oitavo dia de TNE. As principais intercorrências foram estase gástrica (33,4%) e diarreia
(24,3%) em ambos os grupos, sem relevância estatística. O jejum para procedimento foi mais observado no grupo da
infusão contínua (40,3%)(p<0,004). CONCLUSÃO: Não houve diferença entre os métodos de infusão, em ambos, a
oferta energética não atingiu 100% da prescrição. As intercorrências e o jejum motivaram a interrupção da NE em
ambos os grupos.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
CONTRIBUINDO COM ESTRATÉGIAS DE MINIMIZAÇÃO DE EVENTOS
ADVERSOS EM TERAPIA NUTRICIONAL NA PEDIATRIA
Autores: Claudia Satiko Takemura Matsuba, André Santos Alves de Araújo; Lillian de Carla
Sant’Anna Macedo; Bernardete Weber
Instituição: Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) do Hospital do CoraçãoAssociação do Sanatório Sirio/HCor
Resumo:
Introdução: A terapia nutricional (TN) tem sido reconhecida amplamente pelos seus benefícios por meio da utilização
de dispositivos visando a otimização da oferta proteico-calórica. No entanto, esta prática não está isenta de
intercorrências, necessitando de monitoramento contínuo nos processos assistenciais e estratégias na minimização de
riscos e eventos adversos. Objetivo: Estabelecer uma análise crítica e desenvolver conjunto de ações visando mitigar o
risco de conexão acidental da dieta enteral ao cateter intravenoso. Metodologia: Estudo transversal desenvolvido entre
o período de 2010 a 2011, na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrico de um hospital privado especializado
em cardiologia do município de São Paulo. Foram adotadas três ferramentas gerenciais: observação e discussão do
cenário pelo Brainstorming; análise crítica do risco pelo Diagrama de Ishikawa e elaboração das estratégias por meio
do 5W2H. Resultados: Elaborou-se um conjunto de oito ações preventivas e um fluxo envolvendo todos os dispositivos
adotados. No que se refere à estrutura, selecionou-se uma bomba de infusão exclusiva diferenciada da intravenosa;
uma sonda enteral de dupla via e um extensor de coloração diferenciada. No processo elaborou-se POPs
recomendando o uso de tarja rosa nas bombas e frascos/seringas de dieta enteral e dupla checagem entre equipe de
enfermagem e lactário no recebimento do frasco e na instalação da dieta enteral, além da documentação em
prontuário. Conclusão: Esta pesquisa demonstrou a importância da análise de risco em todas as etapas da terapia
nutricional. As ações preventivas permitiram mitigar o risco de conexão acidental à linha intravenosa, sendo um
processo dinâmico e contínuo para garantir a segurança daquele que recebe e daquele que administra a terapia. Por
meio deste desenho foi possível demonstrar aos profissionais envolvidos as possíveis falhas no processo e barreiras
adotadas, permitindo expandir para outras áreas na instituição.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação da Desnutrição Hospitalar na enfermaria cirúrgica de um
Hospital Universitário
Autores: Cristina Gama Matos Pereira, José Machado Neto; Marco Antônio Nunes Prado,
Lúcia Elide Dantas Almeida
Instituição: Hospital Universitário - Universidade Federal deSergipe
Resumo:
Introdução: A desnutrição hospitalar (DH) acarreta aumento no tempo de internação, inclusive em UTI e nos custos
hospitalares. O IBRANUTRI (1996) mostrou uma taxa de DH no Brasil de 48%. Em 2012, estimou-se que a DH
brasileira ainda é de 27,5%. No paciente cirúrgico a DH implica em aumento de complicações pós-operatórias como
deiscências de sutura, fístulas, hérnias e infecções. Objetivo: Avaliação das principais afecções diagnosticadas e o uso
de Terapia Nutricional (TN) no pré-operatório dos pacientes com DN em uma enfermaria Cirúrgica de um hospital
universitário. Método: estudo observacional, descritivo, transversal, cuja coleta de dados foi realizada no primeiro
semestre de 2015 nas primeira 48 horas após a admissão do paciente. Como ferramenta para a triagem nutricional,
utilizou-se o Nutricional Risk Screening (NRS-2002). Variáveis estudadas: diagnóstico clínico, estado nutricional e o
uso de terapia nutricional (TN). Resultados: Avaliaram-se 100 indivíduos, destes 37 foram classificados como em risco
nutricional ou desnutridos (RND). O grupo RND apresentou IMC médio dentro da normalidade (23,6Kg/m2). Com
predomínio de doença do trato digestório em 86,5% dos pacientes (45,9% benigna e 40,5% maligna). Apenas 56,7%
estavam em uso de alguma forma de TN pré operatória especialmente por via oral em 71,6%. Nutrição parenteral não
foi utilizada. Observou-se ainda que, no grupo RND, 76,9% dos pacientes com IMC abaixo da normalidade faziam uso
de TN, enquanto que apenas 50% daqueles com IMC> 20,5Kg/m2 a utilizaram. Conclusões: 1- A DH foi de 37% neste
estudo. 2- Nos pacientes RND houve uma predominância marcante do diagnóstico de patologia cirúrgica do sistema
digestório, neoplásica ou não. 3- A triagem nutricional é uma ferramenta importante para o diagnóstico precoce e uso
da terapia nutricional adequada em paciente cirúrgico, especialmente em Cirurgia do Aparelho Digestivo.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
TN em paciente crítico: Avaliação dos eventos relacionados à dificuldade
para atingir meta calórico-proteica em hospital privado do Nordeste
Autores: Cristina Gama Matos Pereira, Nara Nayane Brito Menezes; Maria Bergivânia de
Jesus OLiveira; Laíse Reimão Barreto; Lorena Sales de Albuquerque; Fernanda Noronha de
Góis
Instituição: EMTN do Hospital São Lucas (Aracaju-SE)
Resumo:
INTRODUÇÃO: O pacientes crítico em uso de TN (Terapia Nutricional) apresenta frequentemente dismotilidade no
tubo digestório, especialmente gástrica, com consequentes complicações. O tempo para atingir o VET (valor estimado
total) é um indicador de qualidade da TN. Estudo multicêntrico em CTIs europeus mostrou que na primeira semana de
TN o VET é atingido em apenas 60% dos pacientes. OBJETIVO: Avaliar o perfil do paciente crítico cujo VET não foi
atingidoaria Bergivânia de Jesus Oliveira até o 5º dia de TN em um hospital privado. MÉTODO: Estudo observacional,
prospectivo, transversal, realizado de abril de 2014 a junho de 2015, com todos os pacientes críticos em TN admitidos
na instituição. Variáveis: gravidade clínica (com instabilidade hemodinâmica), DVA (droga vasoativa), sepse ou
infecção grave, idade superior a 60 anos, vômitos, RG (resíduo gástrico), diarreia, controle glicêmico difícil, IRA
(insuficiência renal aguda ou agudizada), jejum (exames ou procedimentos), VET atingido até o 10º dia, SNEPP(sonda
pós-pilórica), NP (nutrição parenteral), mortalidade. RESULTADOS: Avaliaram-se 253 pacientes, dos quais 82
(32,4%) não atingiram o VET até o 5º dia. Destes, 51,2% eram idosos, 45,1% apresentaram instabilidade
hemodinâmica, com uso de DVA em 35,3%. Havia sepse em 41,4% dos indivíduos e IRA em 15,8%. RG: 51,2%.
Hiperglicemia: 11%. Vômitos: 7,3%. Diarreia: 4,8%. Apenas 6,0% dos pacientes não atingiram o VET devido a
períodos de jejum. Em 50% dos casos o VET foi atingido até o 10º dia de TN. SNEPP foi usada em 20,7% e NP
apenas em 1,2%. Observou-se que 18,3% dos pacientes foram a óbito antes de atingir o VET. CONCLUSÕES: -Cerca
de 2/3 dos pacientes críticos atingiram o VET até o 5º dia de TN; -Daqueles cujo VET não foi atingido, metade eram
idosos, e 1/5 dos indivíduos foi a óbito sem atingi-lo; -O evento relacionou-se principalmente a instabilidade, infecção e
DVA; -O RG foi a complicação da TNE mais comum; -SNEPP foi utilizada em 1/5 dos casos.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação de risco nutricional de mulheres que trabalham no plantão
noturno de um hospital de urgência de Sergipe
Autores: Cynthia Barbosa Albuquerque dos Santos, Juliane de Jesus Souza;Tatiane Mota
Santos;Vânia dos Santos Reis; Tatiana Maria Palmeira dos Santos;Andreza Melo de Araújo
Instituição: Universidade Tiradentes
Resumo:
INTRODUÇÃO: Mulheres que trabalham à noite, além do vínculo empregatício, realizam afazeres domésticos, o que
compromete o processo saúde-doença. Indivíduos com privação de sono apresentam alterações no padrão hormonal,
predispondo a uma ingestão calórica aumentada, consumo de alimentos com baixa qualidade nutricional e contribuindo
para a obesidade e doenças cardiovasculares.
OBJETIVO: Correlacionar a influência do turno de trabalho sobre o estado nutricional de mulheres que trabalham à
noite em um hospital de Sergipe.
MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo transversal descritivo com 185 funcionárias. A avaliação do estado nutricional foi
realizada através de dados de peso, altura, Índice de Massa Corporal-IMC, % Adequação da Circunferência do Braço%Adq.CB, circunferência da cintura–CC e circunferência do pescoço- Cpesc. Os dados dietéticos foram coletados por
meio de questionário sobre alimentação estabelecido pelo Guia alimentar para população brasileira do Ministério da
Saúde.
RESULTADOS: A média de idade foi de 39±14,14 anos. Segundo o IMC, 67,02% apresentaram excesso de peso. Já
pelo % Adq.CB, a maioria apresentou eutrofia (52,43%) e 34,59% estavam com excesso de peso. 64,86%
apresentaram risco de doenças cardiovasculares pela CC, contrariamente, 69,73% não apresentaram risco pela
CPesc. 71,35% apresentaram percentual de gordura muito elevada segundo o somatório das pregas. O inquérito
alimentar mostrou que, 70,81% devem ficar atentas à alimentação, pois muitas consumiam alimentos industrializados,
pouca fibras, faziam apenas as três refeições principais, bebiam pouca água e possuíam baixo nível de atividade física.
CONCLUSÃO: A maioria das mulheres que trabalham à noite está com diagnóstico nutricional alterado e com risco de
desenvolver doenças cardiovasculares, obesidade e outras doenças crônicas não transmissíveis.
Palavras-chaves: estado nutricional, mulheres
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Dislipidemia em crianças e adolescentes associadas à antropometria e
perfil lipídico
Autores: Cynthia Barbosa Albuquerque dos Santos, Nayara Lima dos Santos; Roseanne
Sampaio Barreto Silva; Talita Lima Góes; Andreza Melo de Araújo; Tatiana Maria Palmeira dos
Santos
Instituição: Universidade Tiradentes
Resumo:
Introdução: Na infância e adolescência a dislipidemia vem preocupando os profissionais da saúde devido ao aumento
da obesidade. Na dislipidemia há aumento de colesterol total (CL), triglicerídeo (TRG) e LDL ou redução da HDL
séricos. As alterações podem ser genética, resultado de ingestão de gorduras e carboidratos ou de doenças como
obesidade. Conhecer o estado nutricional desde a infância é essencial para auxiliar no tratamento das dislipidemias
através de um padrão dietético saudável e com prática de exercícios físicos.
Objetivo: Verificar a relação entre a antropometria, exames bioquímicos e antecedentes familiares com a dislipidemia
em crianças e adolescentes.
Material e Método: Estudo transversal com indivíduos entre 5 a 16 anos, atendidos em um Centro de Especialidade da
Infância através de dados de prontuário de janeiro a outubro de 2014. As variáveis foram: dados pessoais, histórico
familiar, peso, altura e IMC e exames bioquímicos (CL, LDL-C, HDL-C e TRG). O diagnóstico nutricional foi feito pela
relação IMC/I.
Resultados: Foram 103 pacientes, sendo 50,9% meninas, com média de ± 10 anos. Observou-se um maior percentual
da amostra com obesidade grave (34,9%) e obesidade (28,3%). Em relação ao histórico familiar, o grupo com maior
percentual de dislipidemia foi avô ou avó (26,4%). Ao relacionar o IMC/I com CT, apresentaram colesterol alto 17% dos
pacientes eutróficos e obesos e 15,1% daqueles com obesidade grave. Em relação ao IMC/I com HDL, os menores
níveis foram obtidos nos obesos graves (17%). Comparando IMC/I e LDL, 8,5% dos pacientes eutróficos, obesos e
com obesidade grave apresentaram níveis elevados. O maior percentual de TRG elevados foi entre os obesos (11,3%).
Conclusão: As crianças e adolescentes com alteração no diagnóstico nutricional estavam com dislipidemias. O
acompanhamento nutricional deve ser enfatizado desde a infância para evitar desordens nutricionais na vida adulta.
Unitermos: dislipidemias, estado nutricional
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Estado nutricional de pacientes críticos em terapia enteral internados em
uma unidade de terapia intensiva de Aracaju, SE
Autores: Cynthia Barbosa Albuquerque dos Santos, Thamiris Thatiele Rodrigues de
Melo;Mônica Araújo Espinheira; Viviana Melo Ferreira; Renata Isabel Tenório Araújo
Instituição: Universidade Tiradentes; Hospital de Urgência de Sergipe
Resumo:
INTRODUÇÃO: O paciente crítico possui riscos de déficit nutricional, devido a fatores como ohipercatabolismo e a
oferta nutricional inadequada, podendo levar ao aumento de complicações, além de aumentar o tempo de permanência
no hospital. Conhecer o estado nutricional do paciente crítico auxilia na abordagem adequada da terapia nutricional,
diminui as complicações clínicas, o custo e o tempo de permanência na unidade.
OBJETIVO: Determinar o estado nutricional dos pacientes internados na unidade de terapia intensiva do hospital de
urgência de Sergipe.
MATERIAL E MÉTODO: Estudo transversal, feito com 147 pacientes em uso de dieta enteral, de ambos os sexos, com
idade entre 19 e 59 anos, entre abril e dezembro de 2014. Os dados antropométricos obtidos foram: altura e peso
estimados, altura do joelho, circunferência do braço (CB) e IMC. As informações do motivo de internamento, sexo e
idade foram coletados do prontuário. As variáveisencontram30 (20,41%) feminino. 85 (57,84%) estavam internados a mais de 15 dias, 40 (27,20%) entre 6 a 15 dias e 22 (14,96%)
menos que 5 dias. O politraumatismo foi o motivo de internamento de 87 (59,18%) dos pacientes. Segundo o IMC e a
CB,79 (53,74%) e 66 (44,90%) estavam eutróficos, respectivamente. De acordo com o IMC7 (4,76%) estavam com
algum grau de magreza, o excesso de peso acometeu61 (41,50%) e de acordo com a CB a desnutrição acometeu 49
(33,33%) pacientese o excesso de peso prevaleceu em 18 (12,25%).
CONCLUSÃO:Os indivíduos internados encontram-se, em sua maioria eutróficos pelos parâmetros utilizados,
entretanto o alto grau catabólico do paciente crítico pode levar ao agravamento do seu estado nutricional.
UNITERMOS: Terapia enteral; pacientes críticos, estado nutricional
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Nutrição enteral da unidade de terapia intensiva de um hospital público de
Sergipe: prescrição X administração
Autores: Cynthia Barbosa Albuquerque dos Santos, Angélica Gomes de Lima;Angie Márjore
Gomes Marques;Andreza Melo de Araújo;Tatiana Maria Palmeira dos Santos
Instituição: Universidade Tiradentes
Resumo:
INTRODUÇÃO: O uso de dieta enteral é frequente nos pacientes de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Apesar da
importância da adequada ingestão de nutrientes e energia, diferenças entre o volume, caloria e proteína prescritos e os
administrados têm sido demonstrada, contribuindo para que não se alcance suas necessidades nutricionais (NN).
Esforços para controlar a infusão da nutrição enteral em doses plenas constitui o melhor método para suprir as NN do
paciente enfermo.
OBJETIVO: Analisar se há diferença entre a prescrição e administração da dieta dos pacientes em terapia enteral
internados na UTI de um Hospital Público de Sergipe, associando aos indicadores de qualidade.
MATERIAL E MÉTODOS: Estudo transversal com 51 pacientes, com média de 45,45±18,68 anos, sendo 84,3% do
sexo masculino. Coletaram dados de prontuário: data de internação, sexo, idade, diagnóstico, presença de dejeções e
constipação, tipo de dieta recebida, tempo de jejum e volume administrado. O peso foi estimado pela Altura do Joelho e
Circunferência do Braço. A análise da ingestão alimentar teve como parâmetro o volume infundido ≥90% do volume
diário total planejado.
RESULTADOS: Não houve correlação do estado nutricional (EN) com o tempo de internamento (p=0,120). Os
indicadores de qualidade não apresentaram significância em relação ao EN dos pacientes: diarreia (p=0,038),
constipação (p=0,226) e jejum (p=0,405). 54,9% da amostra apresentou dieta hipoproteica (<0,8g/kg/dia) e com
calorias reduzidas (infundida) em relação às suas necessidades (86%). 47% apesentou volume infundido ≥90% em
relação ao volume planejado. Houve associação entre o valor calórico prescrito e o infundido (p=0,000).
CONCLUSÃO: A amostra apresentou pior EN com o maior tempo de internamento; reduzida quantidade de proteína e
calorias infundidas em relação às suas necessidades e diferença estatística entre o programado e o infundido.
Palavras chaves: Estado Nutricional. Dieta Enteral
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil nutricional de pacientes atendidos em um ambulatório de nutrição
de um Centro de Especialidades Médicas de Aracaju, SE.
Autores: Cynthia Barbosa Albuquerque dos Santos, Tatiana Maria Palmeira dos Santos1;Isis
Caroline de Barros Rios1;Fernanda Correia da Silva2;Flávia Silva Santos2;Ivana Laysa
Oliveira2
Instituição: 1.docentes do curso de nutrição da Universidade Tiradentes;2.graduandas do
curso de nutrição da Universidade Tiradentes
Resumo:
Introdução: O perfil nutricional mostra a proporção em que as necessidades fisiológicas por nutrientes estão sendo
atingidas, podendo levar a desnutrição ou excesso de peso. Vários são os métodos para se chegar a um diagnóstico
nutricional, como a medidas antropométricas que auxiliam em um diagnóstico clínico eficaz, contribuindo para a
compreensão da situação nutricional do paciente de forma simples, barata e confiável. Objetivo: Traçar o perfil
nutricional de adultos atendidos em um centro de especialidades médicas de Aracaju, SE. Materiais e Métodos: Estudo
transversal, realizado com base em levantamentos de dados dos prontuários dos pacientes atendidos em um
ambulatório de nutrição, no período de agosto de 2014 a maio de 2015. Foram excluídos os prontuários que não
possuíam dados antropométricos. Os indicadores antropométricos usados foram: índice de massa corporal (IMC),
circunferência da cintura (CC), percentual de adequação da circunferência do braço (AdeqCB) e percentual de
adequação da prega cutânea tricipital (AdeqPCT), classificados segundo a organização mundial de saúde. Resultados:
Participaram 91 indivíduos, entre 20 e 58 anos, 82% mulheres e 18% homens. Segundo o IMC, 20% eram eutróficos,
76% possuíam excesso de peso (sobrepeso/obesidade), 4% possuíam baixo peso. Em relação a CC 68% estavam
com valores acima do ideal (elevado ou muito elevado) e 32% estavam normais. A AdeqCB mostrou que 30% estavam
com sobrepeso, 33% eutróficos, 25% obesos e 12% eram desnutridos. A AdeqPCT mostrou 63% com
sobrepeso/obesidade, 16% eutrofia, 21% algum grau de desnutrição. Conclusão: Segundo os parâmetros
antropométricos há uma prevalência de pacientes com excesso de peso, há uma relação significativa entre os
parâmetros avaliados mostrando a eficiência do uso dessas medidas em ambulatórios para auxiliar no diagnóstico
nutricional.
Unitermos: estado nutricional; antropometria
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Prevalência de constipação e estado nutricional de mulheres atendidas
em um ambulatório de Aracaju, SE
Autores: Cynthia Barbosa Albuquerque dos Santos, Tatiana Maria Palmeira dos
Santos;Fernanda Correia da Silva;Flávia Silva Santos;Ivana Laysa Oliveira
Instituição: Universidade Tiradentes
Resumo:
Introdução: a constipação consiste em um problema crônico e são vários os fatores que a comentem, como: gênero,
idade, ingestão de medicamentos, perda de mobilidade, fraqueza das musculaturas abdominais e pélvicas e a ingestão
alimentar e hídrica. A constipação acomete mais mulheres que homens, bem como mais os idosos do que os mais
jovens. Sabe-se que, muitas vezes, a ingestão de açúcar simples, gordura saturadas, alimentos pobres em fibras e
baixo volume de água ingerido são variáveis que levam a obstipação intestinal.
Objetivo: Identificar o estado nutricional e a prevalência de constipação em mulheres atendidas em um ambulatório de
nutrição de Aracaju, SE.
Material e método: estudo transversal e descritivo através de dados de prontuário de mulheres atendidas em um
ambulatório de nutrição no período de agosto de 2014 a maio de 2015. O estado nutricional foi identificado através do
índice de massa corporal (IMC) e considerou-se constipação quando o indivíduo passa três ou mais dias sem
evacuação e possui dificuldade para evacuar conforme o preconizado pelo guia da organozação mundial de
gastroenterologia. Os dados foram tabulados no Excel® e analisados no SPSS®
Resultados: Participaram do estudo 82 mulheres com idade de 20 a 59 anos (37,80± 11,20). De acordo com o IMC,
constatou-se que 45,36% (n=39) eram obesas, em seus variados grau, 26,74% (n=23) estavam com sobrepeso,
23,25% (n=20) eutróficas e 4,65% desnutridas. A constipação foi observada em 32,56% (n=28) do total de mulheres
atendidas e 67,44% (n=58) não relataram problemas de hábito intestinal. Não houve relação significativa entre o estado
nutricional e a presença de constipação em mulheres (p>0,05).
Conclusão: A maioria das mulheres atendidas apresentou excesso de peso (sobrepeso ou obesidade). Neste estudo
não houve relação significativa entre o estado nutricional e a presença de constipação.
Unitermos: constipação; mulheres; estado nutricional
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Relação entre circunferência da cintura e índice de massa corporal em
mulheres de um ambulatório de nutrição de Aracaju, SE
Autores: Cynthia Barbosa Albuquerque dos Santos, Tatiana Maria Palmeira dos Santos1;Isis
Caroline de Barros Rios1;Fernanda Correia da Silva2;Flávia Silva Santos2;Ivana Laysa
Oliveira2
Instituição: Universidade Tiradentes
Resumo:
INTRODUÇÃO: A obesidade e o excesso de peso consistem em um desequilíbrio crônico entre o consumo alimentar e
o gasto energético, podendo desenvolver fatores de risco cardiovasculares como diabetes, hipertensão e dislipidemias,
bem como doenças cardíacas, além de certos tipos de cânceres. Para diagnosticar a obesidade existem alguns
métodos indiretos como as medidas antropométricas, destacando-se o índice de massa corporal (IMC) e a
circunferência da cintura (CC) que são métodos de baixo custo, simples e confiável.
OBJETIVO: Relacionar o índice de massa corporal e a circunferência da cintura de mulheres atendidas em um
ambulatório de nutrição da cidade de Aracaju, SE.
MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo transversal, descritivo realizado através da análise dos protocolos dos pacientes
adultos do sexo feminino atendidos em um ambulatório de nutrição da cidade de Aracaju, SE no período de agosto de
2014 a maio de 2015. Como ponto de corte para o IMC e a CC foram usados os parâmetros estabelecidos pela
Organização Mundial de Saúde.
RESULTADOS: Foram atendidas 82 mulheres entre 20 e 59 anos com média de idade 37,80± 11,20 anos. Dentre as
mulheres estudadas, foi observado que 62 (75,6%) estavam com CC elevada e 60 (73,2%) com excesso de peso
(sobrepeso/obesidade) de acordo com o IMC. Houve uma relação significativa entre esses parâmetros (p< 0,05).
CONCLUSÃO: Houve uma alta prevalência de obesidade e excesso de peso entre as mulheres atendidas neste
ambulatório através do IMC e da CC. A presença de dois ou mais indicadores de fatores de risco intensifica a
necessidade de um acompanhamento nutricional diferenciado com estes pacientes a fim de evitar agravos mais sérios
em decorrência deste diagnóstico nutricional.
UNITERMOS: circunferência da cintura, obesidade, índice de massa corporal
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
ADEQUAÇÃO CALÓRICO-PROTEICA E FATORES ASSOCIADOS EM
PACIENTES CRÍTICOS
Autores: DANIELA DE ARAÚJO MEDEIROS DIAS, Liana Lima Viana
Mariana de Melo Alves Santana
Instituição: Hospital das Clínicas de Goiás
Resumo:
Objetivos: Analisar o percentual de adequação calórico-proteica em pacientes críticos recebendo nutrição enteral
exclusiva e verificar fatores associados.
Materiais e Métodos: Estudo longitudinal, realizado em abril à novembro de 2014 nas unidades de terapia intensiva de
um hospital escola de Goiânia. Participaram pacientes de ambos os sexos, com idade ≥ 18 anos e em uso de terapia
nutricional enteral exclusiva. Avaliou-se no período de 14 dias: porcentagem de adequação calórica e proteica;
condições clínicas; complicações gastrointestinais; e motivo de interrupção da dieta. Considerou-se adequado um
percentual de adequação calórico e proteica ≥ 80%. Realizou-se teste Qui-quadrado ou exato de Fisher com nível de
significância de 5%.
Resultados: A amostra foi composta por 38 pacientes sendo 55,26% do sexo masculino e 44,74% do sexo feminino,
com idade média de 61,71 ± 14,72 anos. Dos pacientes, 44,74% estavam adequados quanto a calorias e 31,58%
quanto a proteínas. Encontrou-se frequência de % proteica significativamente maior nos pacientes com mais de 14 dias
de internação (p = 0,013), ao passo que a frequência de adequação calórica foi maior nos pacientes com volume
residual gástrico < 400 mL (p = 0,010).
Conclusão: As necessidades nutricionais dos pacientes deste estudo não foram alcançadas, acarretando um déficit do
estado nutricional e favorecendo desfechos desfavoráveis. Os fatores associados a inadequação calórico e proteica
estão relacionados principalmente ao volume residual gástrico e ao tempo de internação. Ressalta-se a necessidade
da elaboração de protocolos de suporte nutricional enteral que vise medidas e treinamentos para garantir um aporte
nutricional adequado durante o período de internação.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil Nutricional de pacientes internados em hospital particular de alta
complexidade: Resultados no Nutri dia Brasil 2014
Autores: DANIELA DE ARAÚJO MEDEIROS DIAS, Cynara Oliveira Cardoso Wascheck
Instituição: Hospital Do Coração Anis Rassi
Resumo:
Introdução: A desnutrição hospitalar é responsável pelo aumento da morbimortalidade e o impacto nos custos
hospitalares. Diante da necessidade de conhecimento sobre os cuidados nutricionais dos pacientes, surgiu o Nutrition
Day. O Nutrition Day (NutriDia Brasil) é um projeto multicêntrico que visa avaliar uma ou várias unidades de um mesmo
hospital, evidenciando os problemas nutricionais que os pacientes possam apresentar.
Objetivo: Avaliar o perfil nutricional dos pacientes em um hospital particular de Alta Complexidade da cidade de
Goiânia, GO.
Método: Estudo de caráter descritivo e retrospectivo, com protocolo de coleta de dados segundo o NutriDia Brasil, com
dados coletados em um único dia, em novembro de 2014. Foram aplicados 4 questionários, sendo: (1) a respeito da
instituição, unidade de internação e seus recursos humanos, (2) referente às informações do paciente (estado
nutricional, medicações, terapia nutricional, diagnóstico e co-morbilidades, tempo de internação hospitalar (3) e (4)
questionários referentes ao consumo alimentar e aceitação da dieta. Reavaliou-se o desfecho clínico dos mesmos após
30 dias.
Resultados: A amostra incluiu 45 pacientes das Unidade de Internação, desses 56,2% eram homens, 43,8% eram
adultos e 46,2% idosos. A média do IMC dos pacientes foi de 24,7±4,0 kg/m² e a média de idade de 58 anos. 23%
relataram perda de peso nos últimos três meses, sendo que destes 14% perderam 0-3 kg. Com relação ao consumo
alimentar, 15% relataram comer menos que o habitual devido a inapetência. O uso de terapia nutricional esteve
presente em 20% dos avaliados. O tempo médio de permanência hospitalar foi de 12 dias, sendo que 97% obtiveram
alta para domicílio e 12% foram readmitidos na instituição em 30 dias.
Conclusão: Pode-se conhecer o perfil nutricional dos pacientes internados e com isso auxiliar na otimização dos
cuidados nutricionais prestados com a implementado da sistematização do plano de cuidado nutricional.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
ASSOCIAÇÃO ENTRE IMC E ATIVIDADE FÍSICA EM IDOSAS DIABÉTICAS
TIPO 2
Autores: Daniella Claudia de França Cavalcanti, Mikaella Carla de França Cavalcanti¹; Maria
Goretti Pessoa de Araújo Burgos²; Poliana Coelho Cabral³
Instituição: ¹ Acadêmica de Nutrição – DN, UFPE
² Profª Adjunta Ph.D - DN, UFPE
³ Profª Adjunta Doutora - DN,UFPE
Resumo:
Introdução: É consenso na literatura que o exercício promove efeitos benéficos na prevenção e tratamento do diabetes
Mellitus (DM). Estilo de vida inadequado, com ênfase na alimentação e atividade física (AF), vem sendo associado ao
aumento da prevalência do DM tipo 2. Durante o tratamento a AF é um importante aliado da dieta, para bom controle
da glicemia, de lipídeos, do peso corporal e das comorbidades. Objetivo: Verificar a associação entre IMC e atividade
física em idosas diabéticas tipo 2. Materiais e métodos: Estudo observacional, com análise de 170 prontuários de
idosas portadoras de DM tipo 2 sem uso de insulina, atendidas pelo Ambulatório de Nutrição do Núcleo de Atenção ao
Idoso/Universidade Federal de Pernambuco, Recife,PE. Foram avaliados: idade, IMC e atividade física, considerada
quando realizada durante 150 minutos semanais ou mais, independente do tipo da atividade. A normalidade do IMC
para idosos foi entre 22-27 kg/m², e excesso de peso >27 kg/m² (Lipschitz, DA., 1994). Os dados foram analisados no
software SPSS versão 13.0, utilizando o teste de Fisher. Resultados: As pacientes apresentaram idade média de 74,1
(± 1,0) anos, com variação de 60-86 anos. A AF era realizada por 46,48% do grupo, com predomínio de atividades
aeróbicas. Dentre as sedentárias 59,34% apresentaram excesso de peso, sem associação estatisticamente significante
(p=0.849) entre o IMC e a realização da AF. Conclusões: O grupo apresentou excesso de peso sem associação com a
realização de atividade física.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
INDICE DE MASSA CORPORAL E HIPERTENSÃO ARTERIAL EM IDOSAS
DIABÉTICAS
Autores: Daniella Claudia de França Cavalcanti, Mikaella Carla de França Cavalcanti¹; Maria
Goretti Pessoa de Araújo Burgos²; Poliana Coelho Cabral³
Instituição: ¹ Acadêmica de Nutrição – DN, UFPE
² Profª Adjunta Ph.D - DN, UFPE
³ Profª Adjunta Doutora - DN,UFPE
Resumo:
Introdução: Hipertensão arterial (HAS) e diabetes Mellitus (DM) são condições clínicas que frequentemente se
associam. O tratamento da HAS é particularmente importante nos pacientes diabéticos, tanto para a prevenção da
doença cardiovascular (DCV), quanto para minimizar a progressão da doença renal e da retinopatia diabética. A
correlação entre o diabetes e a hipertensão é bem estreita, pois ambas têm fatores de risco, origem e complicações
semelhantes, além de serem doenças crônicas muitas vezes assintomáticas. A HAS, sob o ponto de vista
epidemiológico, é considerada três vezes mais frequente em diabéticos do que na população em geral. Objetivos:
Correlacionar a hipertensão com o índice de massa corporal (IMC). Materiais e métodos: Estudo observacional com
análise de 170 prontuários de pacientes idosas diabéticas tipo 2 sem uso de insulina, atendidas pelo Ambulatório de
Nutrição do Núcleo de Atenção ao Idoso/Universidade Federal de Pernambuco, Recife,PE. Foram analisadas: idade,
IMC e presença de HAS, com ou sem uso de medicações. A HAS foi considerada quando diagnosticada pelo geriatra
e/ou cardiologista com valores acima de 130 mmHg x 80 mmHg e registrada em prontuário. A normalidade do IMC
considerada para idosos foi entre 22-27 kg/m², e excesso de peso >27 kg/m² (Lipschitz, DA., 1994). Os dados foram
analisados no software SPSS versão 13.0, utilizando o teste de Fisher. Resultados: O grupo era formado por 170
idosas, com idade média de 74,1 (± 1,0) anos e variação de 60-86 anos; 133 (78,23%) apresentavam HAS, com
excesso de peso presente em 79%. Houve associação positiva estatisticamente significante (p=0,009) entre IMC e
presença de HAS, ou seja, as mulheres com excesso de peso apresentaram uma maior frequência de HAS (84,1%)
quando comparadas as mulheres sem excesso de peso (62,9%). Conclusão: Na amostra estudada foi predominante o
excesso de peso, associado à presença de HAS, independente do uso de medicação.Unitermos: Idosas
diabéticas;hipertensão arterial
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SESSÃO DE PÔSTERES:
AVALIAÇÃO DE FATORES QUE PODEM INTERFERIR NO TEMPO DE
INTERNAÇÃO EM PACIENTES HOSPITALIZADOS
Autores: Danielle Almeida Sena, Nathalia Thamires Campos Silva; Marianna Barreto Silva;
Anne Karolyne dos Santos Silva; Cynthia Barbosa Albuquerque; Tatiana Maria Palmeira dos
Santos
Instituição: UNIT; UNIT; HUSE; UNIT; UNIT
Resumo:
Introdução: A desnutrição é um desequilíbrio metabólico, proveniente da diminuição da ingestão de alimentos ou jejum,
acompanhado de aumento das necessidades energéticas, e carência de micro e macro nutrientes. É consenso, que
quanto maior o tempo de internação, maior possibilidade de o paciente se desnutrir, consequentemente, maior a
permanência hospitalar, acarretando em maior impacto financeiro para o serviço de saúde. Sendo assim, pacientes em
risco nutricional têm um tempo de hospitalização de 50% maior do que pacientes saudáveis, além de que, a
hospitalização ≥15 dias está associada o risco três vezes maior de desnutrição. Objetivo: Avaliar quais os fatores que
interferem no tempo de internação em pacientes hospitalizados. Material e Método: Estudo transversal, realizado com
176 pacientes, adultos e idosos, de ambos os gêneros, internados em um hospital de urgência. Foram coletados os
seguintes dados: idade, gênero, tempo de internação (<15 dias e ≥15 dias), peso e altura para cálculo do Índice de
Massa Corporal (IMC). Os testes estatísticos utilizados foram de Qui-quadrado de Pearson ou o Exato de Fisher. A
margem de erro utilizada nas decisões dos testes estatísticos foi de 5,0%. Resultados: A idade média dos participantes
foi de 49,54±18,06 anos, dos quais 104 (59,1%) são do gênero masculino e 72 (40,9%) do gênero feminino. Analisando
o IMC x tempo de internação, os pacientes internados <15 dias, apresentaram menor desnutrição 21,4% e maior
eutrofia 43,5% comparado aos pacientes que ficaram internados ≥15 dias, que apresentaram 31,1% desnutrição e
37,8% eutrofia (p=0,417). Quanto à idade os pacientes adultos mostraram menor tempo de internação<15 dias 67,9%
do que os pacientes idosos 32,1%( p=0,50). Conclusão: Pode-se afirmar, neste estudo, que o estado nutricional e a
faixa etária dos pacientes são fatores diretamente relacionados ao tempo de internação.
Unitermos: Pacientes hospitalizados, Tempo de internação, estado nutricional.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES RENAIS
CRÔNICOS SUBMETIDOS À HEMODIÁLISE NA CIDADE DE ARACAJU
Autores: Danielle Almeida Sena, Nathalia Thamires Campos Silva; Marianna Barreto Silva;
Flávia Aldagisa Freire Rocha; Cynthia Barbosa Albuquerque; Tatiana Maria Palmeira dos
Santos
Instituição: UNIT; UNIT; UNIT; Aracaju-SE; UNIT; UNIT
Resumo:
Introdução: A insuficiência renal crônica (IRC) pode ser definida como uma síndrome complexa, que se caracteriza pela
perda lenta, progressiva e irreversível das funções renais. Um dos métodos de tratamento é a hemodiálise (HD) que
apesar de trazer benefícios, resulta em uma série de alterações no organismo que podem prejudicar a condição
nutricional destes pacientes. Objetivo: Avaliar o estado nutricional de pacientes em hemodiálise na cidade de Aracaju
(SE). Material e Método: Estudo transversal, realizado com 55 pacientes renais, adultos e idosos, de ambos os
gêneros, em tratamento de HD. Foram coletados os seguintes dados: idade, gênero, tempo que realiza HD (≤ 12
meses, 13 a 36 meses, 37 a 60 meses e ≥ 61 meses), Avaliação Subjetiva Global (ASG), específica para pacientes
renais, dados antropométricos, peso seco (obtido após sessão de HD) e altura para cálculo do Índice de Massa
Corporal (IMC). Os testes estatísticos utilizados foram de Qui-quadrado de Pearson ou o Exato de Fisher. A margem
de erro utilizada nas decisões dos testes estatísticos foi de 5,0%. Resultados: A amostra foi composta por 55
pacientes, com idade média de 56,95 ± 12,83 anos, dos quais 37 (67,3%) são do gênero masculino e 18 (32,7%) do
gênero feminino. Na análise dos dados, segundo a faixa etária, observou-se segundo a ASG que 61,8% estavam
eutróficos e 38,2% com desnutrição leve (p=0,49); enquanto no IMC 43,6% dos pacientes eram eutróficos, 45,5%
excesso de peso e 10,9% magreza (p=049). Também não houve correlação (p=0,57) entre tempo de diálise e estado
nutricional. Conclusão: Dentre os métodos nutricionais empregados para avaliar o estado nutricional de pacientes em
HD, a ASG que é um método simples, de baixo custo e de alta aplicabilidade na prática clínica, foi o que detectou o
maior número de pacientes com desnutrição.
Unitermos: Insuficiência renal crônica, Estado nutricional.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Uso de ervas e especiarias na dieta hipossódica, a fim de melhorar a
palatabilidade das sopas ofertadas aos pacientes de um hospital privado
do interior paulista.
Autores: Denise Mastelini Ross Teixeira,
Instituição: Hospital UNIMED de Limeira
Resumo:
No ambiente hospitalar a alimentação tem um papel primordial na recuperação do paciente, assumindo um papel
terapêutico juntamente com todo tratamento médico.
O que se observa no ambiente hospitalar é que a ingestão alimentar é influenciada por vários fatores como: patologia
instalada, inapetência, tratamento medicamentoso, condição psicológica, prescrição dietética e a gastronomia ofertada.
O objetivo deste trabalho foi verificar a melhora da palatabilidade das sopas hipossódicas ao utilizar um tempero
funcional de ervas e especiarias.
Antes da análise sensorial os participantes preencheram o termo de consentimento livre e esclarecido. Os pacientes
receberam duas amostras de sopa não identificadas. Uma amostra com a sopa original preparada de rotina na unidade
e a outra amostra a sopa acrescida do tempero de ervas. Após a degustação os pacientes ou acompanhantes
preencheram a escala hedônica de análise sensorial avaliando a aparência, o aroma e sabor das amostras.
Observou-se que a inclusão de ervas e especiarias melhorou a palatabilidade da preparação, tornando-a mais atraente
e aromática, a amostra com a adição de ervas e especiarias foi melhor aceita em relação a amostra tradicional.
Foi possível visualizar a importância da gastronomia com a dietoterapia dentro do ambiente hospitalar. É fundamental
aliar a teoria à pratica para os melhores resultados aos pacientes, visando uma melhor aceitação alimentar e
consequentemente uma rápida recuperação.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil de pacientes cadastrados em um programa governamental de
fornecimento de fórmulas para terapia nutricional domiciliar, Distrito
Federal, 2015
Autores: Douglas dos Santos Moreira, Carolina Rebelo Gama; Camila dos Santos Ribeiro
Leal; Isabella Maria de Araújo Costa Amaral; Mônica Cristina Altaf Julien de Sousa; Wesley
Magalhães Maciel; Bárbara Ferreira dos Santos; Fábio Vinícius Pires Micas da Silva
Instituição: Gerência de Nutrição – Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal
Resumo:
Introdução: O Programa de Terapia de Nutrição Enteral Domiciliar (PTNED) da SES-DF visa fornecer fórmulas para
uso domiciliar, é regulamentado pela Portaria 94/2009 e atende pacientes com indicação de dieta enteral (sonda ou
ostomia) e alguns casos de via oral (VO): alergia à proteína do leite de vaca (APLV), câncer gastrintestinal, cabeça e
pescoço, idosos desnutridos, entre outros. Atendendo atualmente 2404 pacientes. Objetivo: Descrever o perfil dos
usuários cadastrados no PTNED de abril a junho de 2015. Método: Estudo transversal. Os pacientes são avaliados a
cada 3 meses por nutricionistas da SES-DF, responsáveis pela prescrição nutricional em formulário específico
(informações demográficas, clínicas e nutricionais) enviado à Gerência de Nutrição, onde os dados são reunidos e
analisados. Foram cadastrados 324 pacientes, 6 excluídos (dados incompletos), 318 elegíveis. Os dados foram
analisados no SPSS 22.0. Resultados: Maior % de crianças de 0 a 2 anos (32,1%) e idosos (41,5%); 55,3% atendidos
na mesma região em que residiam; via de administração utilizada: oral 48,1%, sondas 34,9% e ostomias 17%; 57,2%
encontravam-se desnutridos; principais doenças: APLV (26,7%), câncer (18,8%), sequela de AVE (12,9%), doenças
demenciais (11%). Protocolos de avaliação nutricional mais utilizados: curvas de crescimento (25,8%), avaliação
subjetiva global (14,2%) e mini avaliação nutricional (11,6%). Principais fórmulas prescritas: polimérica adulto (45,6%),
suplemento VO adulto (11,6%), infantil extensamente hidrolisada (20,8%) e infantil de aminoácidos livres (9,4%).
Conclusão: O perfil dos pacientes mostra elevado número de prescrições por VO (elevado % de APLV) e que o
fornecimento de fórmula enteral polimérica para adultos contempla quase a metade dos pacientes. Estudo em
andamento. Serão avaliadas a evolução clínico-nutricional e redução da reinternação hospitalar promovidos pelo
Programa. Unitermos: terapia nutricional domiciliar; perfil pacientes; programa governamental
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação de risco multidisciplinar uma importante ferramenta na triage
nutricional de pacientes hospitalizados
Autores: Drielle Bottairi, Kathucia Franco Ferreira dos Santos
Julieta Regina Moraes
Silvia Maria Fraga Piovacari
Vera Silvia Frangela
Instituição: Hospital Insraelita Albert Einstein.
Resumo:
Estudo exploratório, transversal e prospectivo, em um hospital geral de São Paulo, no periodo de quarto meses, com
participação de 65 adultos entrevistados em até 24 horas após admissão, atendidos nas unidades de cardiologia,
ortopedia, gastroclínica, unidade de terapia semi intensive e terapia intensive. A aplicação dos instrumentos deu-se por
entrevista direta com o paciente. Para análise dos resultados, as frequências absoluta e relative foram calculados pelo
Excel.
O instrumento padrão do hospital identificou maior número de pacientes com risco de desnutrição (78,8% versus
12,3%, respectivamente), justificando-se pela inclusão de maior número de variáveis de risco nutricional definidas pela
literatura. Os instrumentos apresentavam fatores interferentes comuns: treinamento adequado, presença de ascite ou
edema e peso atual não atualizado no prontuário, sendo o padrão tem a vantage de não necessitar da memória do
paciente sobre seus antecedents, pois essas informações estão contempladas no prontuário.
Pode-se verificar que o instrumento padrão utilizado pelo hospital é eficiente, complete, rápido e de fácil aplicabilidade,
indicando-se a continuidade de seu uso.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
ESTIMATIVA DE INGESTÃO DE SÓDIO DE PACIENTES INTERNADOS EM
UM HOSPITAL GERAL DE SERGIPE
Autores: Drielle Natacha dos Santos Gois, Jéssica Moura de Oliveira; Evelyn Horanyi Silva
Costa Vasvary ; Gizele Rodrigues dos Santos Dória; Andreza Melo de Araújo ; Tatiana Maria
Palmeira dos Santos.
Instituição: Universidade Tiradentes
Resumo:
Introdução: O sódio tem papel fundamental no nosso corpo, pois ele é responsável pelo equilíbrio de água no
organismo, contração muscular e impulsos nervosos. Alguns estudos associam o consumo elevado de sódio ao
desenvolvimento de hipertensão arterial sistêmica, doenças vasculares e cardíacas, insuficiência renal e hepática,
câncer gástrico, osteoporose, asma e obesidade.
Objetivo: Verificar o consumo alimentar de sódio em pacientes hospitalizados utilizando como instrumento de avaliação
o Recordatório de 24 horas (R24h).
Material e método: A pesquisa foi realizada com 105 pacientes internados, adultos e idosos de ambos os sexos. Foi
aplicado o R24h, o qual fornece um panorama geral do que é ingerido, comparando a média da ingestão de nutrientes
e energia.
Resultados:
Amostra com idade média de 50,83±18,17 anos, sendo 58,1% do sexo masculino. Foram diagnosticados 13,33% dos
pacientes com Insuficiência Renal Crônica, os quais apresentaram ingestão média de sódio de 1387,49±607,99 mg/dia,
valor inferior à recomendação para pacientes renais de 2000mg a 2300mg/dia. Já os pacientes com Insuficiência
Cardíaca-IC (4,76%) obtiveram média de 983,29±498,59 mg/dia de sódio, quando a recomendação é de 800mg/dia. As
demais patologias (traumas-33,33%; neoplasias-9,52%; acidente vascular cerebral-5,71%; patologias intestinais4,76%; diabetes mellitus/hipertensão arterial-2,86% e outros-25,71%) apresentaram média de 1128,65±540,19 mg/dia
valor inferior à quantidade máxima saudável segundo a Organização Mundial de Saúde de 2000mg/dia. Não houve
associação entre o Valor Energético Total (VET) diário e consumo de sódio diário (p=0,742).
Conclusão: Foi observado um consumo de sódio abaixo da média da população brasileira de 4700mg/dia segundo a
Pesquisa de Orçamento Familiar (POF 2008-2009).
Unitermos: sódio, adultos, idosos.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Prevalência de fator de risco cardiovascular em Pacientes infectados pelo
vírus da imunodeficiência humana no estado de Sergipe
Autores: Drielle Natacha dos Santos Gois, DANIELLE BARROS DA SILVA;THAYSE
MONTEIRO FRANCO; VERÔNICA RIBEIRO DOS SANTOS;JUSSIMARA MENDONÇA;
TATIANA MARIA PALMEIRA DOS SANTOS
Instituição: Universidade Tiradentes
Resumo:
A AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é caracterizada por uma disfunção grave e progressiva do sistema
imunológico do indivíduo infectado pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). O uso da chamada terapia
antirretroviral altamente ativa (HAART) mostrou-se altamente eficaz na redução da morbimortalidade associada à
infecção pelo vírus HIV, entretanto o uso da HAART pelos portadores do HIV pode induzir complicações metabólicas
graves, como resistência à insulina e doenças cardiovasculares.
Objetivo: Estudar a prevalência de fator de risco cardiovascular (FRCV) em adultos infectados pelo vírus do HIV e em
uso de HAART.
Metodologia: Estudo transversal com 107 pessoas adultas, de ambos os sexos, portadores do HIV no estado de
Sergipe. Foram coletados os seguintes dados: prática de atividade física, morbidades, circunferência da cintura (CC);
triglicerídeos (TG), glicemia de jejum, HDL (high density lipoprotein) e LDL (low density lipoprotein). A obesidade
abdominal foi medida pela CC. Os níveis lipídicos e glicêmicos foram classificados conforme as diretrizes específicas.
Foi utilizado o teste de Qui-quadrado e significância de 5,0%.
Resultados: A idade média dos pacientes foi de 42,39±2,12 anos, dos quais 73 (57,2%) eram do gênero masculino.
Em relação aos FRCV observou-se que 59,8% eram sedentárias; 19,2% tinham hipercolesterolemia; 22,9%
hipertrigliricidemia (p=0,001); e 50% com valor do HDL inadequado; 4,7% estavam com LDL elevado; 15,8% eram
hipertensos; 14,4% apresentaram hiperglicemia (p=0,001) e 40,8% apresentaram risco cardiovascular
substancialmente aumentado pela CC.
Conclusão: A HAART propicia o desenvolvimento de alterações metabólicas associadas ao HIV. Tais alterações
metabólicas elevam o risco de complicações cardiovasculares, cujo manejo adequado constitui grande desafio aos
pesquisadores e clínicos que tratam pacientes infectados pelo HIV com drogas antirretrovirais.
Unitermos: fator de risco cardiovascular, HIV, AIDS.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Relação Entre Perfil Antropométrico e Prevalência de Doenças Crônicas
não Transmissíveis em Praticantes de Atividade Física
Autores: Drielle Natacha dos Santos Gois, Camilla Gonçalves dos Santos ; Francielle Santos
Meireles do Nascimento
Instituição: Universidade Tiradentes
Resumo:
Introdução: Atualmente, sabe-se que é a localização abdominal de gordura (obesidade central) que se mostra mais
associada a distúrbios metabólicos e riscos cardiovasculares como dislipidemias, hipertensão arterial e diabetes
mellitus. Medidas regionais de obesidade, entre as quais a circunferência da cintura, é capaz de fornecer estimativas
de gordura centralizada que, por sua vez, está relacionada à quantidade de tecido adiposo visceral. Assim, essas
medidas vêm sendo largamente utilizadas em estudos de base populacional como indicadores da gordura abdominal.
Objetivo: Dessa, forma o presente estudo teve com objetivo avaliar a relação entre índice de massa corporal (IMC) e
CC e a prevalência de Doenças Crônicas não transmissíveis (DCNTs).
Matérias e métodos: A pesquisa foi realizada com 15 mulheres com idade entre 48 e 77 anos que participavam do
Programa Academia da Cidade há pelo menos seis meses. Foram coletados altura e peso utilizando uma balança
médica antropométrica mecânica (Welmy®) e CC usando fita antropométrica inelástica (Prime Neo®), também foram
aplicados questionados se possuíam alguma DCNT e se fazia ou não tratamento medicamentoso.
Resultados: Contudo, a partir da coleta de dados e posteriormente analisadas identificamos que 60% da amostra
estavam eutrófica, 33,3% com sobrepeso e 6,7% com baixo peso em relação ao IMC e quanto a CC 40% apresentou
risco elevado para DCNTs. Quando questionadas sobre DCNTs 46,7% apresentaram uma ou mais DCNTs, porém
cerca de 60% faziam tratamento medicamentoso DCNTs ou má circulação, de acordo com os questionários aplicados
eles estavam se sentindo melhor quando começaram a pratica atividade física.
Conclusão: Foi possível concluir com os resultados do presente estudo que, a uma forte correlação entre IMC, CC
elevados e prevalência de DCNTs, sendo a atividade física indispensável no tratamento e prevenção e promoção à
saúde.
Unitermos: Perfil Antropométrico, Prevalência de Doenças Crônicas não transmissíveis.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil antropométrico, bioquímico e uso de suplemento nutricional em
pacientes nefropatas em tratamento dialítico em um hospital universitário
do Recife-PE.
Autores: Edilene Maria de Oliveira, Amanda Moreira de Andrade Silva1; Gina Araújo Martins
Feitosa1; Mellina Neyla de Lima Albuquerque; Claudia Porto Sabino Pinho.
Instituição: Hospital da Clínicas de Pernambuco – UFPE
Resumo:
INTRODUÇÃO:A Doença Renal Crônica caracteriza-se por lesões progressivas e irreversíveis que podem exigir a
instituição da Terapia Substitutiva Renal.Recomenda-se a suplementação nutricional oral com o intuito de reduzir as
perdas nutricionais.OBJETIVO: avaliar o perfil antropométrico bioquímico e o uso de suplemento nutricional de
pacientes em hemodiálise em um hospital universitário do Recife-PE. METODOLOGIA:Estudo transversal em
pacientes do programa de hemodiálise do Hospital das Cínicas -UFPE.Foram coletados dados de peso seco,altura e
circunferência braquial (CB),albumina, ureia, creatinina, e uso de suplemento nutricional. Os dados foram tabulados no
Excel
e
avaliados
através
do
software
Statistical
Package
for
the
Social
Sciences
versão13.RESULTADOS:Participaram 69 indivíduos (50,7% mulheres) idade média 51,8 anos (+15,52).Segundo o
Índice de Massa Corporal (IMC) foi observado predomínio significativo de sobrepeso/obesidade(29,0%).Magreza leve a
moderada foi identificada em 5 indivíduos (7,2%).Utilizando a CB foi observada prevalência superior tanto de
desnutrição leve a moderada (31,3%) quanto de sobrepeso/obesidade (34,3%). Foi identificado elevado percentual de
indivíduos com hipoalbuminemia (76,9%). Além disso, 27,3% e 27,5% dos pacientes avaliados apresentaram
concentrações sanguíneas baixas de ureia e creatinina respectivamente. Destaca-se que apenas 27 pacientes (39,1%)
(IC95%:). utilizavam suplementação nutricional tendo esses indivíduos médias de IMC (p=0,000) e CB (p=0,000)
significantemente inferiores àquelas observadas nos indivíduos que não utilizavam nenhum tipo de suplemento
nutricional.CONCLUSÃO:O excesso de peso foi predominante,contudo a desnutrição observada pela CB bem como a
hipoalbuminemia merecem atenção. Assim sugere-se a necessidade de introdução oportuna de suplementação
nutricional desses pacientes prevenindo a deterioração precoce do estado nutricional.
UNITERMOS: ANTROPOMÉTRIA, DIALISE, SUPLEMENTAÇÃO.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
ANTROPOMETRIA E FORÇA DE PREENSÃO PALMAR EM
HEMODIALISADOS DE UMA CLÍNICA PARTICULAR NA CIDADE DE
MACEIÓ-AL
Autores: Edilene Maria de Oliveira1, Jean Marcos da Silva;2 Amanda Kelly de Medeiros
Sena2;Ana Adélia Cavalcante Hordonho2; Monique Maria Lucena Suruagy do Amaral,2.
Instituição: 1-Universidade Federal de Pernambuco- UFPE 2- Centro Universitário- Cesmac
Resumo:
Introdução: O tratamento hemodialítico aumenta a prevalência de distúrbios nutricionais, que afeta o prognostico clínico
dessa população, de modo que esses indivíduos necessitam de um acompanhamento nutricional que avalie os
distúrbios nutricionais sofridos com o decorrer dos anos. Objetivo: avaliar o perfil antropométrico e sua associação com
a força de preensão palmar de pacientes renais crônicos submetidos à hemodiálise em uma clínica particular em
Maceió-AL. MÉTODOLOGIA: Trata-se de um estudo transversal do tipo prospectivo realizado com 67 indivíduos de
ambos os gêneros todos maiores de 18 anos. Foram coletados dados sociodemográficos, antropométricos: peso seco,
altura, índice de massa corporal, circunferência muscular do braço, e dinanometria. Os dados foram tabulados e
analisados para cálculo de média e desvio padrão e as variáveis quantitativas analisadas através do teste “t” de
Student. Resultados: A amostra foi composta por 67 indivíduos dos quais 54% são do gênero masculino. A idade
média de 48,31±14,10. Quanto a avaliação antropométrica foi diagnosticado que o IMC médio foi de 22,64±4,24 kg/m².
Destes 55% foram classificados como estróficos, 24% desnutridos,21% sobrepeso/obesidade. A circunferência
muscular do braço revelou que 60% possuíam desnutrição leve a moderada, e 40% apresentou eutrófia. Com relação a
força de preensão palmar os valores médios obtidos foram de 25,14±10,17kgf, a população masculina apresentou
média de 30,15±10,5 kgf, as mulheres os valores médios foram de 19,32±5,80 kgf, sendo observada diferença
significante entre os gêneros (p0,001). Conclusão:A avaliação antropométrica permite concluir que houve diferenças
significativas entre o IMC, e a circunferência muscular do braço. Houve correlação fraca e positiva entre o IMC e a
força de preensão palmar. Além disso, foi observado que força de preensão palmar estava reduzida em maiores
proporções na população feminina.
UNITERMOS: ANTROPOMÉTRIA, HEMODIALÍSE, DINANOMETRIA.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Do paciente estável ao crítico: o que conseguimos alcançar de nutrição
enteral?
Autores: ELIAKIM DO NASCIMENTO MENDES, ELIAKIM DO NASCIMENTO MENDES
ROSIONE DA SILVA SOBRINHO
PATRICIA DE SOUZA MESQUITA
LUCIA MARIA DE SOUSA LIMA
KAMILA SAMPAIO MESQUITA BEZERRA
SANDRA LÉA LIMA FONTINELE
Instituição: HOSPITAL SAO DOMINGOS
ZILFARMA
Resumo:
INTRODUÇÃO –
Adam e Batson (1997) que analisaram cinco UTI da Inglaterra, obtiveram a média de necessidades de energia
prescrita variando entre 76% e 100%. As evidências provenientes de ensaios clínicos e metanálises também parecem
corroborar a hipótese de que quanto maior a oferta da TNE melhores serão os desfechos (Marik, 2002).
OBJETIVO
Monitorar os indicadores da Terapia Nutricional Enteral em pacientes internados em Hospital Particular de São Luis e
avaliar eficácia da Terapia instituída.
MATERIAL E METODOS
Estudo transversal, realizado em um Hospital Particular de São Luís. Os dados foram coletados da ficha de
acompanhamento nutricional e dos registros em prontuários eletrônicos. Foram inclusos no estudo pacientes, sob
terapia nutricional enteral exclusiva. Os critérios de exclusão foram: internação inferior a 72 horas, uso da TNE inferior
a 72 horas. Os dados foram trabalhados em planilha do programa Microsoft 2012 e comparados estatisticamente no
EPIinfo versão 2.0.
RESULTADOS
Foram inclusos nesse estudo 166 pacientes em Terapia Nutricional Enteral internados na Unidade de Internação (UI) e
na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A média de relação prescrito/infundido (%) foi de 69,51% sendo 75,01% na UTI
e 60,69% na UI. A média de calória prescrita/VET foi de 86,95%, sendo 88,72% na UTI e 84,11% na UI. A média de
relação Necessidade protéica/proteína prescrita foi de 88,82%, sendo 89,84 % na UTI e 86,93% na UI. 73,00% dos
pacientes alcançaram a meta calórica na UTI em até 72 horas. 61,00% dos pacientes da UI alcançaram a meta calórica
em até 5 dias. 63,00% dos pacientes mantiveram a média glicêmica inferior a 150mg/dL.
CONCLUSÃO
Este estudo permitiu realizar uma comparação da terapia nutricional instituída na a UI e UTI. Verificou-se que a
atenção no paciente crítico na UTI em relação ao alcance das necessidades, tanto calóricas quanto proteicas foi mais
eficaz.
UNITERMOS
TERAPIA NUTRICIONAL; UNIDADE DE INTERNAÇÃO; CALORIAS
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
JEJUM ASSOCIADO A TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL NO PACIENTE
CRÍTICO.
Autores: ELIAKIM DO NASCIMENTO MENDES, ELIAKIM DO NASCIMENTO MENDES
ANA CLAUDIA RIBEIRO GONÇALVES
ERIKA RAFAELA MAGALHAES MORAES
PATRICIA DE SOUZA MESQUITA
Instituição: HOSPITAL UDI
Resumo:
INTRODUÇÃO –
O quadro clínico do paciente, o tempo de internação e a resposta ao tratamento são influenciados diretamente pelo
estado nutricional. A má nutrição acarreta o aumento do risco de morbimortalidade e dos custos hospitalares(Crestani
et. al., 2011).
OBJETIVO
Analisar dados de pacientes submetidos a jejum alimentar internados em um Hospital particular de São Luís.
MATERIAL
O presente estudo é do tipo longitudinal retrospectivo não invasivo realizado com dados de Janeiro a Junho de 2015 de
um Hospital Particular de São Luís. A amostra foi composta 387 pacientes, classificados pelo motivo do jejum: cirurgia,
instabilidade hemodinâmica, exames e procedimentos, residuo gástrico elevado, extravio de dieta, aguardando
liberação médica, extubação, obstrução de sonda, diarréia/vomito/pancreatite e sem justificativa. A analise estatística
foi realizada no Microsoft Excel 2010.
RESULTADOS
Os motivos de jejum apresentados no período do estudo em paciente críticos foram, Instabilidade hemodinâmica
(42,10%), exames e procedimentos simples (29,00%), procedimentos cirúrgicos (6,90%), resíduo gástrico elevado
(5,70%), pancreatite (3,90%) aguardando liberação medica (2,80%), vômitos (2,30%). 69,00 % dos pacientes em jejum
na UTI estavam sob Terapia nutricional enteral. 13,40% dos motivos de jejuns apresentados tiveram causas relacionas
a complicações gastrintestinais e mecânicas do paciente em nutrição enteral.
CONCLUSAO
O número de jejuns de pacientes em internação hospitalar está decrescendo, podendo estar associado com as
condutas sugeridas no projeto ACERTO. A abordagem nutricional na internação precisa ser revista visando a
diminuição de complicações devido o jejum alimentar e acelerando a recuperação do paciente.
UNITERMOS
JEJUM – TERAPIA NUTRICIONAL - INTERNAÇÃO
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação da eficácia do treinamento da enfermagem mediante
mensuração de indicadores de qualidade em terapia nutricional.
Autores: ELIZABETE RAMOS KANZAWA, Dulcinéia Gonçalves, Helena Mitsuko Kishi, Neusa
Harumi Segoshi, Diogo O. Toledo, Maria Angela de Souza
Instituição: IAMSPE – Hospital do Servidor Público Estadual - FMO/ Serviço Nutrologia/São
Paulo/Brasil
Resumo:
INTRODUÇÃO: Os pacientes em terapia nutricional (TN) devem ser monitorados de forma sistemática, tendo como
resultado a recuperação clínica com qualidade, redução de custos e diminuição do tempo de permanência. Resultados
estes possíveis de mensuração por meio de IQ em TN. Nesse processo, a atuação da equipe de enfermagem é de
extrema importância, pois constitui o maior grupo profissional dentro da equipe de saúde, permanecendo 24 horas
junto ao paciente, sendo cada vez mais exigida nos conhecimentos de dietas, insumos e participação de treinamentos,
desempenhando papel fundamental no alcance da qualidade da assistência em TN.OBJETIVO: Avaliar o impacto do
treinamento e da implantação do protocolo de assistência de enfermagem em TN através de IQ.MATERIAL E
MÉTODO: Trata-se de um estudo exploratório e descritivo, com abordagem quantitativa, desenvolvido com os
pacientes internados. Após aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa, foram estudados 2.622 pacientes com idade ≥18
anos em TN ENTERAL, no durante o período de abril 2014 a março 2015. Foram utilizados formulários contendo
dados pertinentes a pesquisa para registro dos IQ, para analise dos dados foi utilizado estatística descritiva. Para
calculo das taxas dos IQ aplicou-se as formulas do Projeto Diretrizes 2000 e as metas utilizadas com bases na
literatura científica e na experiência dos autores.
RESULTADOS: Foram atingidas as metas dos IQ definidas pela equipe: perda de sonda nasogástrica meta < 2%,
diarréia < 10%, período superior a 72 horas de jejum < 15%, infecção do cateter intravenoso < 2,5%, diferença entre o
volume prescrito e o volume infundido da nutrição enteral < 10% e o retorno para alimentação oral >
30%.CONCLUSÃO: A utilização de IQ em TN mostrou que o treinamento e a elaboração do protocolo de enfermagem
foram eficazes; impactando nos custos e resultando na melhoria dos cuidados de enfermagem, na segurança e na
qualidade da assistência aos pacientes em TN.UNITERMOS: indicadores, enfermagem
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
PESO FLUTUANTE E RISCO CARDIOVASCULAR: DESEMPENHO DE
INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS EM MULHERES OBESAS
ASSISTIDAS EM NÍVEL AMBULATORIAL NUM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
DO NORDESTE.
Autores: Epifânio Feitosa da Silva Neto, Fabiana Melo Soares; Josevaldo Rodrigues Campos;
Márcia Ferreira Cândido de Souza.
Instituição: Hospital Universitário – UFS/SE
Resumo:
INTRODUÇÃO: O peso flutuante (PF) tem sido associado com o aumento do risco para a síndrome metabólica, doença
cardíaca coronariana e com a redução da qualidade de vida, independente do Índice de Massa Corporal. OBJETIVO:
Avaliar o desempenho de diferentes pontos de corte do índice de conicidade (índice C), da razão cintura-quadril (RCQ),
da circunferência de cintura (CC) e da razão cintura-estatura (RCEst) para discriminar risco coronariano elevado (RCE)
em mulheres com excesso de peso e obesidade, assistidas no ambulatório de nutrição do Hospital Universitário (HU).
METODOLOGIA: Estudo transversal com dados antropométricos (peso, altura, Circunferência da Cintura (CC),
Circunferência do Quadril (CQ)), clínicos e bioquímicos de protocolos de mulheres com excesso de peso e obesidade,
assistidas no ambulatório de nutrição do HU. Foram coletados os dados de 3 consultas com a nutricionista do serviço.
Foi utilizada a estatística descritiva e o Teste T pareado de Student para comparação dos dados. RESULTADOS: A
amostra foi composta por 64 mulheres com a média de idade de 49,3 ± 10,7 anos. O PF foi identificado em 32,8 % da
população do estudo, sendo que, 76,20 % destas pacientes eram sedentárias e 90,48% eram obesas. A Doença
Crônica Não Transmissível mais frequente no grupo de pacientes que apresentaram PF foi à hipertensão arterial
(66,7%), sendo a dislipidemia menos frequente (38,10%). De acordo com o IMC a obesidade grau 2 se apresentou
elevada em todos os índices, estando em maior número na segunda consulta com 76%, em relação a CC o risco
manteve-se elevado em especial na consulta 1 com 95,4%. O RCQ apresentou maior risco nas consultas 1 e 2 com
98,4%, enquanto que pelo RCest 100% dos pacientes apresentaram o referido risco, mostrando uma maior
sensibilidade deste último indicador. Já o IC apresentou risco elevado na consulta 3 com 98,4%. CONCLUSÃO: o
RCest foi o indicador que apresentou o melhor poder discriminatório, seguido por CC,IC e RCQ.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
PESO FLUTUANTE E RISCO CARDIOVASCULAR: DESEMPENHO DE
INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS EM MULHERES OBESAS
ASSISTIDAS EM NÍVEL AMBULATORIAL NUM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
DO NORDESTE.
Autores: Epifânio Feitosa da Silva Neto, Fabiana Melo Soares; Josevaldo Rodrigues Campos;
Márcia Ferreira Cândido de Souza.
Instituição: Hospital Universitário – UFS/SE
Resumo:
INTRODUÇÃO: O peso flutuante (PF) tem sido associado com o aumento do risco para a síndrome metabólica, doença
cardíaca coronariana e com a redução da qualidade de vida, independente do Índice de Massa Corporal. OBJETIVO:
Avaliar o desempenho de diferentes pontos de corte do índice de conicidade (índice C), da razão cintura-quadril (RCQ),
da circunferência de cintura (CC) e da razão cintura-estatura (RCEst) para discriminar risco coronariano elevado (RCE)
em mulheres com excesso de peso e obesidade, assistidas no ambulatório de nutrição do Hospital Universitário de
Sergipe (HU). METODOLOGIA: Estudo transversal com dados antropométricos (peso, altura, Circunferência da Cintura
(CC), Circunferência do Quadril (CQ)), clínicos e bioquímicos de protocolos de mulheres com excesso de peso e
obesidade, assistidas no ambulatório de nutrição do HU. Foram coletados os dados de 3 consultas com a nutricionista
do serviço. Foi utilizada a estatística descritiva e o Teste T pareado de Student para comparação dos dados.
RESULTADOS: A amostra foi composta por 64 mulheres com a média de idade de 49,3 ± 10,7 anos. O PF foi
identificado em 32,8 % da população do estudo, sendo que, 76,20 % destas pacientes eram sedentárias e 90,48%
eram obesas. A Doença Crônica Não Transmissível mais frequente no grupo de pacientes que apresentaram PF foi à
hipertensão arterial (66,7%), sendo a dislipidemia menos frequente (38,10%). De acordo com o IMC a obesidade grau
2 se apresentou elevada em todos os índices, estando em maior número na segunda consulta com 76%, em relação a
CC o risco manteve-se elevado em especial na consulta 1 com 95,4%. O RCQ apresentou maior risco nas consultas 1
e 2 com 98,4%, enquanto que pelo RCest 100% dos pacientes apresentaram o referido risco, mostrando uma maior
sensibilidade deste último indicador. Já o IC apresentou risco elevado na consulta 3 com 98,4%. CONCLUSÃO: o
RCest foi o indicador que apresentou o melhor poder discriminatório, seguido por CC,IC e RCQ.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Prevalência de Síndrome Metabólica diagnosticada pelo critério NCEPATP III em pacientes com doenças crônicas não transmissíveis.
Autores: Epifânio Feitosa da Silva Neto, Fabiana Melo Soares;Nayane Santiago
Barreto;Josiane Rodrigues de Barros;Amanda Passos de Souza;Márcia Maria Macedo de Lima
Instituição: Hospital Universitário – UFS/SE
Resumo:
Introdução: Síndrome metabólica (SM), é uma anormalidade no metabolismo que inclui resistência à insulina,
hiperinsulinemia, intolerância à glicose, dislipidemia e hipertensão arterial sistêmica (HAS). Objetivo: Analisar a
frequência do diagnóstico de SM em pacientes portadores de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) internados
em um Hospital Universitário. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal realizado no Hospital Universitário da
Universidade Federal de Sergipe com amostra composta por pacientes internados, portadores de doenças crônicas
não transmissíveis (doenças cardiovasculares, neoplasias, diabetes mellitus e doença respiratória crônica). Os dados
foram coletados através de busca ativa diária durante os meses de setembro a dezembro de 2014, referentes a dados
pessoais, fatores de risco para DCNT, pressão arterial, exames laboratoriais: colesterol total, HDL, triglicerídeos,
glicemia de jejum e antropometria: peso, altura, índice de massa corpórea (IMC), circunferência da cintura (CC). Para a
classificação com SM foi utilizado os critérios do National Cholesterol Education Program (NCEP-ATP III). As análises
dos dados foram realizadas utilizando o software Microsoft Excel 2013. O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética
em Pesquisa do HU/UFS (CAAE: 16895213.5.0000.5546). Resultados: Foram incluídos 42 pacientes, 26 (62%) do
sexo feminino, com idade média de 57,7±14,4 anos. A prevalência de SM foi 42,85%, segundo os critérios do NCEPATPIII, sendo 37,5% no sexo masculino e 46,1% no sexo feminino. Desses, as doenças mais prevalentes foram
diabetes mellitus tipo 2 e HAS ambas corresponderam a 52,4% e neoplasia 50%. Conclusão: A prevalência de SM na
amostra foi alta. Pacientes portadores de DCNTs representam um grupo de risco potencial para o desenvolvimento de
SM, requerendo importante atenção dos profissionais de saúde quanto a identificação da síndrome nesse grupo,
utilizando critérios internacionais padronizados.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
RISCO CARDIOVASCULAR EM PARTICIPANTES DE UM PROJETO
COMUNITÁRIO NO NORDESTE
Autores: Fabiana Melo Soares, Josiane Rodrigues de Barros;
Amanda Passos de Souza;
Alex André Ferreira Queiroz;
Ana Elisabeth Leal Varjão;
Márcia Maria Macedo de Lima
Instituição: Hospital Universitário – UFS/SE
Resumo:
Introdução: As doenças cardiovasculares (DCV) apresentam as maiores taxas de mortalidade no Brasil e no mundo,
correspondendo a cerca de 30% dos óbitos nas diversas faixas etárias. A obesidade é um dos diversos fatores de risco
para as DCV. Objetivo: Avaliar o risco cardiovascular em participantes de um projeto comunitário, através de
indicadores antropométricos. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, de natureza quantitativa, com
participantes adultos do projeto de extensão Saúde na Comunidade: Uma abordagem multiprofissional, realizado entre
os meses de agosto a dezembro de 2014. Para a obtenção das informações a respeito do estado nutricional foram
coletados os dados antropométricos: peso, altura e circunferência da cintura (CC). Com o emprego desses dados, a
situação nutricional foi avaliada através dos indicadores antropométricos: circunferência da cintura, índice de massa
muscular (IMC), índice de conicidade (Índice C) e a razão cintura/estatura (RCEst). Foi realizada a estatística descritiva
e as médias e desvios-padrões dos variáveis. O estudo foi previamente aprovado pelo comitê de ética. Resultados:
Foram avaliados 79 participantes, com média de idade 55,9±15,6 anos, sendo 68% do sexo feminino. Nas mulheres os
valores médios encontrados foram: IMC 26,93±4,9 (kg/m²), CC 88,84± 11,56 (cm), RCEst 0,57± 0,08, IC 1,26 ±0,1.
Nos homens IMC 26,87±4,68 (kg/m²), CC 89,01± 11,46 (cm), RCEst 0,57± 0,08, IC 1,26 ±0,1. Não havendo diferenças
estatísticas significativas entre os grupos para estas variáveis. Conclusão: Todos os indicadores antropométricos (IMC,
CC, RCEst, IC) encontram-se alterados em ambos os sexos, sendo que no sexo masculino o CC é uma exceção.
Estes resultados demonstram um risco cardiovascular relevante para o grupo estudado.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação da excreção da proteína urinária em doentes reanis crônicos
em tratamento conservador
Autores: Fernanda Cassullo Amparo, Priscila Moreira, Karina Gama, Catharina Paiva, Aline
Monteiro, Renata Alves, Daniel Magnoni, Cristiane Kovacs
Instituição: Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia
Resumo:
Introdução: Sabe-se que uma das principais etiologias para Doença Renal Crônica (DRC) é a presença de Diabetes
Mellitus (DM). Aproximadamente, 60% de pacientes com DM, desenvolvem a DRC. Dados esses que comprovam a
necessidade do controle da doença, para evitar complicações como a DRC, entre outras. Objetivos: Avaliar a ingestão
e excreção de proteínas por pacientes com DRC. Métodos: Foram incluídos 187 pacientes (mediana de idade de 60,3
anos [64,4-86,8] anos; 64,4% homens) com DRC em tratamento conservador. Avaliou-se a ingestão protéica através
do inquérito alimentar e excreção de proteína pelo Protein Nitrogen Appearance (PNA) e ureia urinária. Os pacientes
foram divididos em diabéticos (DM) e não diabéticos (NDM), 73 (39%) e 114 (61%), respectivamente. Resultados: A
hemoglobina glicada (HbA1c) correlacionou-se positivamente com PNA (r=0,29; P<0,01), e negativamente com uréia
(r= -0,28; P<0,01) e PTN/kg/dia (r= -0,24; P=0,01). Os pacientes foram divididos em dois grupos conforme a mediana
da HbA1c com ponto de corte de 6,5%. A correlação tem grande significância estatística nos pacientes não diabéticos
que apresentam maior ingestão e excreção de proteínas. Porém no grupo de diabéticos, os medicamentos em uso
podem mascarar a excreção de proteínas pelos rins. Conclusão: Os dados encontrados sugerem que os pacientes
diabéticos avaliados tiveram melhor adesão ao tratamento, refletindo diretamente no controle da glicemia e
compensação das doenças associadas.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
COMPARAÇÃO DE INDICADORES NUTRICIONAIS DE PACIENTES
ADULTOS E IDOSOS DE DUAS CLINICAS CIRURGICA DISTINTAS
Autores: FERNANDA CRISTINA ALVES DE LIMA, Ester Gomes de Moraes Escher;
Mariana Frigo de Moraes
Instituição: Hospital do Servidor Publico Estadual
Resumo:
A avaliação do estado nutricional no paciente cirúrgico é fundamental na modulação da resposta orgânica. A
identificação do estado nutricional é feita através da identificação do risco nutricional (NRS-2002) e antropometria. O
objetivo desse trabalho foi comparar o resultado da triagem nutricional e o IMC entre duas clínicas cirúrgicas distintas,
cirurgia geral e urologia. Trata-se de um estudo observacional e retrospectivo, com coleta de dados secundários,
realizado com 1008 pacientes, 505 da cirurgia geral e 503 da urologia. Durante o período de janeiro a maio de 2015.
Dos pacientes analisados 671 eram idosos sendo a maioria (50,3%) da urologia, e 337 adultos, dos quais 51,03% na
cirurgia geral. A média de idade encontrada foi semelhante nas 2 clínicas, tanto adultos quanto idosos. Do total da
amostra em ambas as clinicas a maioria era do sexo masculino. O risco nutricional esteve presente em 51% dos
pacientes avaliados, com prevalência (80,7%) nos idosos e nos pacientes internados na cirurgia geral (57,2%).
Segundo o IMC 22,8% da amostra estava desnutrida sendo que a maioria (92,1%) era idoso e estava na cirurgia geral.
38,6% dos pacientes apresentaram sobrepeso e obesidade, sendo que (53,8%) estavam na urologia. Através da
analise dos resultados pôde se perceber que o tipo de cirurgia realizada reflete no estado nutricional, pois os principais
procedimentos cirúrgicos realizados na cirurgia geral são conseqüências de câncer do trato gastro intestinal que
demanda um maior requerimento nutricional quando comparado a cirurgias urológicas. Outro fator determinante do
estado nutricional é a idade, pôde-se perceber a prevalência de idosos nas duas clinicas. Conclui-se que houve
diferenças entre as clinicas cirúrgicas em relação à faixa etária, risco nutricional e diagnóstico nutricional segundo IMC.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
ELABORAÇÃO DE UM PROTOCOLO DE IMUNONUTRIÇÃO NA
ENFERMARIA DE CIRURGIA GERAL E ONCOLÓGICA.
Autores: FERNANDA CRISTINA ALVES DE LIMA, Mariana Frigo de Moraes
Jose Francisco farah
Instituição: Hospital do Servidor Público Estadual
Resumo:
Pacientes desnutridos ou não se beneficiam de uma Terapia Nutricional imunológica pré operatória por 5-14 dias. Nas
últimas décadas, houve grande progresso em relação à compreensão da influência dos nutrientes sobre o mecanismo
imunológico. O ajuste desta resposta tem um papel fundamental no sistema imunológico, mediante a denominada
reação inflamatória e a liberação de uma série de mediadores comuns por parte das células imunologicamente ativas.
Os imunonutrientes são: arginina, ácidos graxos, Omega 3, nucleotídeos, glutamina, vitaminas A, C e E e os minerais
Zinco e Selênio. Objetivo:elaboração de um protocolo para a realização de imunonutrição pré cirúrgica de pacientes
com câncer do trato gastrointestinal através de suplementação específica. Métodos: A criação do protocolo foi
realizada primeiramente através de consulta de bibliografia recente e posterior aplicação como projeto piloto.
Resultado:Paciente internou na enfermaria de cirurgia geral para cirurgia eletiva; a nutricionista aplica a triagem
nutricional (NRS-2002) em até 48 horas; se o paciente apresentar risco nutricional a nutricionista faz avaliação
nutricional completa, determina as necessidades nutricionais do paciente e inicia a suplementação oral com
imunonutrientes por no mínimo 7 dias; se na triagem o paciente não apresentar risco nutricional, este receberá a
suplementação oral por no mínimo 5 dias. O projeto piloto foi aplicado em 10 pacientes, 5 com risco nutricional e 5 sem
risco nutricional. Do grupo com risco nutricional, 1 paciente precisou de Unidade de Terapia Intensiva e ficou internado
mais de 10 dias; do grupo sem risco nenhum precisou de UTI e nem ficou internado mais de 10 dias. Nenhum óbito foi
constatado. Conclusão: A aplicação do projeto piloto mostrou-se viável demonstrando benefícios ao paciente cirúrgico
como diminuição de complicação e do tempo de internação.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
ELABORAÇÃO DE UM PROTOCOLO DE IMUNONUTRIÇÃO NA
ENFERMARIA DE CIRURGIA GERAL E ONCOLÓGICA.
Autores: FERNANDA CRISTINA ALVES DE LIMA, Mariana Frigo de Moraes;
Jose Francisco Farah
Instituição: Hospital do Servidor Publico Estadual
Resumo:
Pacientes desnutridos ou não se beneficiam de uma Terapia Nutricional imunológica pré operatória por 5-14 dias. Nas
últimas décadas, houve grande progresso em relação à compreensão da influência dos nutrientes sobre o mecanismo
imunológico. O ajuste desta resposta tem um papel fundamental no sistema imunológico, mediante a denominada
reação inflamatória e a liberação de uma série de mediadores comuns por parte das células imunologicamente ativas.
Os imunonutrientes são: arginina, ácidos graxos, Omega 3, nucleotídeos, glutamina, vitaminas A, C e E e os minerais
Zinco e Selênio. Objetivo:elaboração de um protocolo para a realização de imunonutrição pré cirúrgica de pacientes
com câncer do trato gastrointestinal através de suplementação específica. Métodos: A criação do protocolo foi
realizada primeiramente através de consulta de bibliografia recente e posterior aplicação como projeto piloto.
Resultado:Paciente internou na enfermaria de cirurgia geral para cirurgia eletiva; a nutricionista aplica a triagem
nutricional (NRS-2002) em até 48 horas; se o paciente apresentar risco nutricional a nutricionista faz avaliação
nutricional completa, determina as necessidades nutricionais do paciente e inicia a suplementação oral com
imunonutrientes por no mínimo 7 dias; se na triagem o paciente não apresentar risco nutricional, este receberá a
suplementação oral por no mínimo 5 dias. O projeto piloto foi aplicado em 10 pacientes, 5 com risco nutricional e 5 sem
risco nutricional. Do grupo com risco nutricional, 1 paciente precisou de Unidade de Terapia Intensiva e ficou internado
mais de 10 dias; do grupo sem risco nenhum precisou de UTI e nem ficou internado mais de 10 dias. Nenhum óbito foi
constatado. Conclusão: A aplicação do projeto piloto mostrou-se viável demonstrando benefícios ao paciente cirúrgico
como diminuição de complicação e do tempo de internação.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Caracterização de idosos com risco de disfagia em um hospital de longa
permanência.
Autores: Fernanda de Cassia Zanardo, Beatriz Paiva Bueno Almeida
Juliana Tobias Pizzi Schiave
Carla Helena Junqueira Braga Bevilacqua
Instituição: Centro de Atenção Integral a Saúde - CAIS-SR; Pontifícia Universidade Católica PUC-SP; Centro de Atenção Integral a Saúde - CAIS-SR;Centro de Atenção Integral a Saúde CAIS-SR
Resumo:
INTRODUÇÃO: O risco disfagia é comumente presente entre idosos de instituiç es de longa permanência, com risco
aumentado na presença de doenças neuropsiquiátricas. A alteração da consistência e a dificuldade em alimentar-se
contribuem para aumento dos casos de desnutrição. OBJETIVO: Caracterizar o perfil dos idosos institucionalizados,
encaminhados para avaliação da Fonoaudiologia, no período de janeiro de 2014 a julho de 2015. MATERIAL E
MÉTODO: Foram revisados os prontuários clínicos dos idosos avaliados, caracterizando estado nutricional segundo
Índice de Massa Corporal (IMC) e score do Nutritional Risk Screening (NRS) no momento da avaliação, aspectos da
avaliação fonoaudiológica e intervenções. Os dados foram classificados a partir de estatística descritiva.
RESULTADOS: Foram avaliados 12 idosos, com idade de 72,7 ± 9,4 anos, sendo 83% do sexo feminino. Apenas um
idoso não teve o diagnóstico confirmado. A classificação do IMC na data da avaliação indicou prevalência de baixo
peso e eutrofia, com 50% de risco nutricional leve segundo NRS. A queixa principal foi presença de engasgos (83%).
Durante avaliação, 42% apresentavam dificuldade de deglutição com líquidos, 58% apresentaram sinais de penetração
laríngea e alto risco de penetração laringotraqueal, em 42% dos casos o manejo do paciente durante alimentação
estava inadequado. Como conduta, 33% necessitaram de modificação da consistência. A suplementação nutricional foi
acrescida a todos os pacientes para adequação do valor calórico. A introdução de espessante foi necessária em 50%
dos casos avaliados. A apresentação das refeições e o tamanho do talher foram modificados, em consenso com
equipe multiprofissional, visando reduzir o número de engasgos, melhorar a palatabilidade e aceitação das
preparações. CONCLUSÃO: O acompanhamento multiprofissional para detecção e intervenção precoce da disfagia
entre idosos, contribui para adequação do aporte nutricional, especialmente em hospitais de longa permanência.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Caracterização do estado nutricional de moradores de um hospital de
longa permanência.
Autores: Fernanda de Cassia Zanardo, Juliana Tobias Pizzi Schiave
Carla Helena Junqueira Braga Bevilacqua
Instituição: Centro de Atenção Integral à Saúde - CAIS-SR
Resumo:
INTRODUÇÃO: O processo de envelhecimento, associado à comorbidades e aspectos relacionados à
institucionalização podem influenciar nos hábitos alimentares e aceitação das refeições, com consequente
comprometimento do estado nutricional. OBJETIVO: Caracterizar o estado nutricional dos moradores de um hospital de
longa permanência, a partir da classificação do Índice de Massa Corporal (IMC) segundo parâmetros para idade,
adequação de circunferências corporais e score do Nutritional Risk Screening (NRS). MATERIAL E MÉTODO: Foi feita
a aferição de peso corporal, altura, circunferência do braço e da panturrilha, classificados de acordo com percentis de
adequação; classificação do IMC e preenchimento do NRS. Para os moradores acamados foi feita estimativa de peso
corporal e altura. Os dados foram classificados a partir de estatística descritiva (média, desvio padrão e percentis).
RESULTADOS: Foram avaliados 149 moradores, sendo 63% do sexo feminino, com idade média de 62,9±14,9 anos
para homens e 69,5±13,5 para mulheres. Entre os homens, a média de IMC é de 25,4±5,2 kg/m², sendo 38,2%
classificados em eutrofia; média da circunferência da panturrilha de 32,1±3,8 cm (58% em eutrofia), média da
circunferência do braço de 27,1±5,2 cm (35% em eutrofia e desnutrição leve); 72% não apresentam risco nutricional
segundo NRS. Já entre as mulheres, a média de IMC é de 27,1±6,4 kg/m², com maioria em obesidade (33%); média da
circunferência da panturrilha de 30,9±5,2 cm (52% em eutrofia), média da circunferência do braço de 28,9±5,2 cm (81%
em eutrofia); 51% não apresentam risco nutricional segundo NRS. CONCLUSÃO: A maioria dos moradores não
apresenta risco nutricional, porém, a maioria das mulheres encontra-se obesa. A avaliação nutricional e a participação
do nutricionista nas equipes multidisciplinares são fundamentais para promoção da saúde entre indivíduos
institucionalizados.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
ANÁLISE DE FATORES ATROPOMÉTRICOS ASSOCIADOS AO RISCO DE
DESENVOLVIMENTO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES E SUAS
CORRELAÇÕES
Autores: Fernanda Semião Garcia Pedra, Raquel Musso Dalla de Freitas; Rayane Castellar
Carvalho;Rizia Caniçali Silva Felix; Marcelo Eliseu Sipioni; Elaine Cristina Viana.
Instituição: Universidade Vila Velha
Resumo:
Introdução: Fatores como sedenterismo, hábito de fumar, hábitos alimentares, sobrepeso, obesidade, circunferência da
cintura elevada, estresse, dislipidemia e história familiar, são fatores que podem potencializar o risco de
desenvolvimento de doneças cardiovaculares (DCV) (Cuppari, 2005).
Objetivo: Analisar fatores antropométricos associados ao risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares de
funcionários de uma Universidade Particular do Estado do Espírito Santo e suas correlações.
Material e Métodos: Foram incluídos na análise 77 funcionários administrativos de ambos os sexos. Foram coletados e
calculados dados antropométricos e de composição corporal como circunferência de cintura (CC), circunferência de
quadril (CQ), perímetro do pescoço (PP) (Ben-Noun; Sohar; Laor, 2001), percentual de gordura corporal (%GC)
(aparelho Body fat 906) (Lukaski, 1985), IMC (Peso/(altura2)) (WHO, 1998), índice de conicidade (IC=circunferência da
cintura (cm)/0,109 x √(peso (kg)/estatura)) (Valdez, 1991; Valdez, Seidell, 1993) e o índice de adiposidade corporal
(IAC=Perímetro do Quadril (cm) – 18/Altura x √altura (m)) (Bergman; Stefanovski, 2011). Foi utilizado o teste de
correlação de person (Sigma 3.0) para verificação da correlação entre as variáveis antropométricas. Adotou-se p<0,05
como nível de significancia.
Resultados: Verificou-se que 61% eram mulheres. A idade média do grupo foi de 38,09±11,03 anos. Verificou-se
positiva porém fraca correlação (r=0,417) porém altamente significante (p<0,01) entre o IMC com o PP, sendo
identificados para IMC≥25kg/m2 média de 36,48±3,99 cm de PP. Não observou-se correlação significante entre CC e
PP (r=0,762; p=8,83), CC e IC (r=0,888; p=5,58) e entre %GC e o IAC (r=0,773; p=1,88).
Conclusão: Embora os parâmetros antropométricos possam identificar isoladamente risco para DCVs e suas
complicações metabólicas, a análise de correlação não demonstou um mesmo comportamento para a maioria
parâmetros avaliados na população estudada.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
COMPARAÇÃO ENTRE DIFERENTES MÉTODOS DE AVALIAÇÃO
NUTRICIONAL DE PACIENTES ADULTOS PORTADORES DE FIBROSE
CÍSTICA
Autores: Fernanda Semião Garcia Pedra, Luaynne Demoner de Freitas
Instituição: Universidade Vila Velha
Resumo:
Introdução: Os pacientes portadores de fibrose cística (FC) apresentam necessidades nutricionais aumentadas. Vários
são os fatores que levam a desnutrição do paciente fibrocístico. O acompanhamento do estado nutricional é um fator
essencial para qualidade de vida e sobrevida do paciente. Objetivo: avaliar o estado nutricional de indivíduos adultos
portadores de fibrose cística atendidos na grande Vitória- ES e avaliar a concordância entre diferentes parâmetros de
classificação do estado nutricional para pacientes em idade adulta. Material e Método: Consiste em um trabalho
retrospectivo, onde foram coletados dados os seguintes dados dos prontuários: peso, idade, sexo,altura e IMC. A
classificação do estado nutricional foi feita baseando-se no Consenso Europeu FC e pela Sociedade Brasileira de
Nutrição Enteral e Parenteral (SBNPE). Foram excluídos da análise estatística indivíduos idosos. Para a comparação
da classificação estado nutricional foi feita uma análise comparativa dos dados utilizando o Teste de Concordância –
KAPPA. Resultados: Foram avaliados 35 indivíduos com idade entre 18 e 75 anos, sendo que a idade média foi de 33
anos ± 15,5, IMC médio de 21,77 kg/m² ± 3,7. O total de indivíduos do sexo feminino era de 57,9%. De acordo com o
Consenso Europeu de FC e encontrou-se os seguintes resultados: 73,5% eutroficos, 11,8% magreza. De acordo com
os parâmetros sugeridos pela SBNPE, 75,1% dos indivíduos foram classificados como desnutridos e 24,9% como
eutróficos. Para análise da concordância entre os dois métodos de classificação do estado nutricional foram avaliados
29 pacientes adultos. Houve maior prevalência de desnutrição quando avaliamos os indivíduos pela SBNPE. O grau de
concordância entre os métodos foi baixa (k=0,097).Conclusão: É preciso estabelecer uma forma diferenciada de
classificar o estado nutricional de indivíduos fibrocísticos, pois alguns métodos podem a subestimar a desnutrição nesta
população. Unitermos: Fibrose cística, estado nutricional.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
PREVALENCIA DE FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE
DOENÇAS CARDIOVASCULARES EM FUNCIONARIOS DE UMA
UNIVERSIDADE PARTICULAR DO ESPÍRITO SANTO
Autores: Fernanda Semião Garcia Pedra, Dayanni Lírio Machado,Drielly Neves Daltoé,
Patrícia Cristina Gonçalves,Ana Maria Bartels Rezende, Elaine Cristina Viana.
Instituição: Universidade Vila Velha
Resumo:
Introdução: Estima-se que as doenças cardiovasculares levará ao aumento da incapacidade ajustada para os anos de
vida de 85 milhões de pessoas em todo o mundo até 2020 levando a uma diminuição da produtividade global. Objetivo:
Analisar a prevalência de fatores de risco para o desenvolvimento de DCV entre os funcionários de uma Universidade
Particular Espírito Santo. Material e Métodos: Foram incluídos 74 funcionários de ambos os sexos. Foi calculado o
escore de Framingham sendo considerado baixo risco o escore inferior a 10%, intermediário entre 10 e 20% e superior
a 20%, alto risco. A pressão arterial e circunferência da cintura (CC) foram aferidas. Foi calculado o índice de massa
corporal (IMC) e os indivíduos foram classificados de acordo com a WHO (1998). Na avaliação bioquímica avaliou-se
colesterol total e frações e glicemia de jejum. Foi realizada análise descritiva dos dados. Resultados: Verificou-se que
62% eram mulheres. A idade média foi de 38,22±10,87 anos. Entre os indíviduos 50% relataram praticar exercícios
físicos. Quanto a classificação da pressão arterial 28% apresentaram algum grau de hipertensão. Dos funcionários
63% relataram histórico familiar de doença que predispõe a DCV. Quanto a dislipidemia, as mais prevalêntes foram a
do tipo mista (20%), 18% HDL baixo. Para glicemia de jejum 14% apresentaram hiperglicemia. Pelo IMC a prevalência
de eutroficos e com sobrepeso foi a mesma (41%), obesidade grau I 12% e grau II 4%. Pela CC 39% das mulheres
apresentaram algum risco de complicações metabólicas e entre os homens 18%. Pelo escore de Framingham
identificou-se 5% com risco intermediário e 2% com alto risco. Conclusão: Os dados demonstraram baixo risco de
infarto e morte em 10 anos entre os funcionários, contudo, observou-se importante presença de doenças metabólicas
associadas ao excesso de peso e DCV, bem como a presença isolada de hipertensão arterial e de excesso de peso.
Unitermos: avaliação nutricional, doença cardiovascular.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Procedimento para validação da manipulação de bolsas adulto e
pediátrica de nutrição parenteral
Autores: Flávia Roberta Silvestre Gomes, Naira Rose do Nascimento Ferreira
Paixão;Edmundo Matos de Andrade; Otávio Ribeiro da Silva Júnior;Malone Santos Pinheiro
Instituição: Clínica Especializada de Nutrição - CENUTRI
Resumo:
Introdução: A terapia nutricional é uma modalidade de tratamento cujo objetivo é fornecer, de forma artificial, energia e
também nutrientes em quantidade e qualidade adequadas para suprir as necessidades diárias do paciente. A
administração é realizada por via endovenosa o que potencializa o risco de infecção para o paciente, pois tratam-se de
vias potenciais para a entrada de microrganismos. O processo de manipulação de nutrição parenteral (NP) é
considerado uma operação de alto risco, uma vez que envolve manipulações numerosas e complexas. Vale ressaltar
que o produto final não pode sofrer esterilização terminal e o resultado da análise microbiológica da bolsa só é
conhecida após a infusão no paciente. Objetivo: O objetivo deste trabalho é validar o procedimento de manipulação da
bolsa de nutrição parenteral. Material e métodos: A metodologia empregada na validação foi o emprego do teste
simulado (media fill), utilizando também os controles positivos e negativos. Foi utilizado o meio de cultura BHI - Brain
Heart Infusion durante a simulação da manipulação da bolsa de NP, com o auxílio de equipo, agulhas e seringas
estéreis e descartáveis. Para o controle positivo, foi utilizado cepa de Staphylococcus aureus (ATCC 25923).
Resultados: Após 15 dias de avaliação das bolsas, foi verificada que não houve crescimento microbiano que seria
indicado pela presença de turvação nas 18 bolsas manipuladas. Quanto à bolsa utilizada como controle negativo
também não foi observada turvação, o que garante a esterilidade do meio de cultura. Na bolsa utilizada como controle
positivo foi verificada uma nítida turvação após 24hs de inoculação do S. aureus que persistiu durante todo o tempo de
avaliação. Conclusão: Conclui-se que é possível validar o preparo da NP através da metodologia empregado no
estudo. É importante ressaltar que o controle microbiológico é de suma importância no processo de preparo da NP.
Unitermos: nutrição parenteral, validação.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil antropométrico de pacientes com síndrome da imunodeficiência
adquirida
Autores: Flávia Silva Santos, Danielle Barros da Silva; Thayse Monteiro Franco; Verônica
Ribeiro dos Santos; Jussimara Mendonça; MSc. Tatiana Maria Palmeira dos Santos
Instituição: (UNIT); (UNIT); (UNIT); (UNIT); Aracaju-SE; (UNIT)
Resumo:
INTRODUÇÃO: A síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) caracteriza-se pela presença de quadros de
infecções oportunistas devido à diminuição na capacidade imune do organismo, uma vez que o vírus da
imunodeficiência humana (HIV) infecta células importantes do sistema imunológico. Sabe-se que para os indivíduos
que vivem com HIV/AIDS, um bom estado nutricional auxilia na manutenção do sistema imunológico, ou seja, ajuda
garantir as defesas do organismo contra infecções.
OBJETIVO: Conhecer o perfil antropométrico dos pacientes portadores do HIV/AIDS atendidos no Centro de
Especialidades Médicas de Aracaju (CEMAR).
MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo transversal com 120 pessoas portadores do HIV/AIDS, que recebe atendimento do
CEMAR. A antropometria foi realizada através das medidas de peso, estatura e Circunferência da Cintura (CC). O peso
e a estatura foram utilizados para o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Foram utilizados os testes de quiquadrado ou exato de Fisher com erro de 5,0%.
RESULTADOS: Foram avaliados 120 indivíduos com idade media de 43,1±8,06 anos. Destes indivíduos 73 (60,8%)
eram do sexo masculino e 61 (50,8%) tinha lipodistrofia. Segundo o tempo de descoberta da doença, 48 pacientes
(40%) tinham mais de 10 anos diagnosticados. De acordo com o IMC (p=0,001), 61 (50,8%) dos pacientes atendidos
foram classificados como eutróficos e 56 (46,7%) com excesso de peso. O percentual de pacientes com risco de
doenças cardiovasculares pela CC (p=0,94) foi de 40,8%.
CONCLUSÃO: É evidente a necessidade de continuar investindo em iniciativas que previnam e tratem os desvios
nutricionais nessa população. Além disso, o elevado índice de excesso de peso encontrado aponta para uma nova
realidade no cenário dos pacientes HIV positivos, sendo de grande relevância mais estudos para evidenciar se tal
tendência é apenas decorrente de fatores sazonais ou se repete com demais portadores do estado.
Palavras-chave: HIV/AIDS, antropometria.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
ANÁLISE DE INDICADORES DE QUALIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL
EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE UM HOSPITAL PÚBLICO
DO DISTRITO FEDERAL
Autores: Flávio Teixeira Vieira, Nutricionista, Polyana Rodrigues, Nutricionista; Gisliane
Santos, Nutricionista; Martina Lopes, Nutricionista
Instituição: Hospital Regional de Ceilândia; Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal
Resumo:
INTRODUÇÃO: Protocolos específicos e indicadores de efetividade são as principais formas de se mensurar a
qualidade e os resultados da Terapia Nutricional (TN). Os indicadores de qualidade (IQ) em TN são utilizados por uma
instituição para determinar o desempenho de funções, processos e resultados através do tempo. OBJETIVO: Analisar
a conformidade de IQ de uma Unidade de Terapia Intensiva adulta (UTI) de um hospital público do DF. MATERIAL E
MÉTODO: Dentre os IQ comumente estudados foram definidos os 3 que melhor se adaptavam à realidade da
assistência nutricional, além do estabelecimento da meta a ser atingida, com base na literatura, pela Equipe
Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN). Os dados foram coletados pela equipe de nutrição do hospital
diariamente no ano de 2014. Para a definição da porcentagem anual do IQ foi utilizada média simples e para a sua
comparação com a meta definida, o teste t (p<0,05). RESULTADOS: O primeiro IQ observado foi Porcentagem de
pacientes com avaliação nutricional, o qual demonstrou estar acima da meta estabelecida de 80% (p<0,001), sendo
92,02% (DP ± 2,65). O segundo IQ analisado foi Porcentagem de pacientes em TN com metas nutricionais
estabelecidas, que também foi visto estar acima da meta definida de 80% (p<0,001), com 82,46% (DP ±4,61). O
terceiro IQ verificado foi Porcentagem de pacientes com diarreia em TN enteral, constatando-se estar de acordo com a
meta traçada, menor que 10% (p<0,001), encontrou-se 5,41% (DP ± 2,1). CONCLUSÃO: As iniciativas públicas,
quando referentes à assistência à saúde, são baseadas em qualidade e segurança. Portanto, como a UTI analisada
possui os 3 IQ observados de acordo com as metas estabelecidas pela literatura, sugere uma boa qualidade na
assistência nutricional e que as condutas estão sendo executadas de forma cada vez mais eficaz e de acordo com os
protocolos estabelecidos pela EMTN. UNITERMOS: Terapia Nutricional, Indicadores de Qualidade, Unidade de Terapia
Intensiva.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
INDICADORES DE QUALIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL EM UMA
UNIDADE DE CLÍNICA MÉDICA DE UM HOSPITAL PÚBLICO DO DISTRITO
FEDERAL
Autores: Flávio Teixeira Vieira, Nutricionista, Polyana Rodrigues, Nutricionista; Gisliane
Santos, Nutricionista; Martina Lopes, Nutricionista
Instituição: Hospital Regional de Ceilândia; Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal.
Resumo:
INTRODUÇÃO: Indicadores de efetividade e protocolos específicos são os principais meios de se mensurar os
resultados e a qualidade da Terapia Nutricional (TN). Os indicadores de qualidade (IQ) em TN são utilizados por uma
organização para delimitar a performance de processos, resultados ao longo do tempo e funções. OBJETIVO: Verificar
a conformidade de IQ em Unidade de Clínica Médica (CM) de um hospital público do DF. MATERIAL E MÉTODO:
Dentre os IQ comumente estudados foram definidos os 3 que melhor se adaptavam à realidade da assistência
nutricional, além do estabelecimento da meta a ser atingida com base na literatura pela Equipe Multiprofissional de
Terapia Nutricional (EMTN). Os dados foram coletados pela equipe de nutrição do hospital diariamente no ano de
2014. Para a definição do percentual anual do IQ foi utilizada média simples e para a sua comparação com a meta
definida o teste t (p<0,05). RESULTADOS: O primeiro IQ analisado foi Porcentagem de pacientes com avaliação
nutricional, o qual demonstrou estar acima da meta estabelecida de 80% (p<0,001), com 95,32%(DP ± 3,60). O
segundo IQ verificado foi Porcentagem de pacientes em TN com metas nutricionais estabelecidas, encontrou-se
73,44%(DP ±11,79), estando em desacordo com a meta definida de 80% (p=0,08). O terceiro IQ observado foi
Porcentagem de pacientes com diarreia em TNE. O resultado encontrado foi de 8,32%(DP ± 5,55), constatando-se
estar inadequado com a meta traçada, menor que 10% (p=0,318). CONCLUSÃO: A partir da avaliação nutricional são
estabelecidas as metas nutricionais, que são relevantes por reduzir os riscos e complicações com a TN, garantindo
melhor eficácia, sendo a EMTN responsável pela fiscalização de sua determinação. A diarreia é uma afecção
multifatorial, necessitando uma análise em conjunto pela equipe assistencial e o cumprimento de protocolo
desenvolvido pela EMTN para garantir que a TN seja satisfatória. UNITERMOS: Terapia Nutricional, Indicadores de
Qualidade, Clínica Médica.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
CORRELAÇÃO ENTRE VARIÁVEIS CLÍNICAS E ASG-PPP E MAN COM O
TEMPO DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR
Autores: Gilvana Nazaré Ribeiro Costa (Especialista em Nutrição Oncológica pela UFPA),
Mariana Gascue de Alencastro (Mestre em Ciências Médicas pela UFRGS); Claudia Maciel
Carneiro (Nutricionista graduada pela UFSC); Maria Emilia de Souza Fabre (Especialista em
Terapia Nutricional Parenteral e Enteral pela SBNPE); Scheila Gevaerd (Especiali
Instituição: Instituição: Centro de Pesquisas Oncológicas de Florianópolis – CEPON/SC
Resumo:
Introdução: Estudos sugerem que a desnutrição é um precedente de patologias e mortes em idosos, além de prolongar
o tempo de permanência em hospitais.
Objetivo: Correlacionar os escores da MAN e da ASG-PPP, bem como, a circunferência da panturrilha com o tempo de
internação.
Material e Método: Realizado um estudo transversal com idosos (> 65 anos) que internaram em um Hospital oncológico
em Florianópolis, SC no período de julho a novembro de 2014. Feita a triagem nutricional nas primeiras 24 horas da
internação e os instrumentos utilizados foram a ASG-PPP e a MAN. Excluídos pacientes com edema bilateral em
membros inferiores, paciente em fim de vida e os que não assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.
Dados demográficos (datas da internação, da alta e do óbito) foram coletados do prontuário. Os dados foram tabulados
no programa Microsoft Office Excel e analisados no Software STATA vs. 11.0. A simetria na distribuição dos dados foi
testada pelo teste de Shapiro Wilk e o coeficiente de correlação de Spearman foi calculado para testar a associação
entre as variáveis de exposição e desfecho (dias de internação).
Resultados: Foram avaliados 96 pacientes, porém 29,2% morreram durante a internação, sendo excluídos das
análises. O tempo médio de internação foi de 8,7 dias (mínimo de 1 e máximo de 38 dias). Foi observado uma fraca
correlação entre os valores aferidos da circunferência da panturrilha (CP) e o tempo de internação (r = -0,03; p=0,783);
correlação negativa fraca entre o escore da MAN e o tempo de internação (r = -0,28; p=0,021) e uma correlação
positiva moderada entre o escore da ASG-PPP e o tempo de internação (r = 0,51; p<0,001).
Conclusão: O escore da ASG-PPP apresentou uma correlação positiva e significativa com o tempo de internação,
porém a MAN e a CP apresentaram uma fraca correlação negativa com o tempo e internação.
Unitermos: Idoso; Avaliação Nutricional.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Associação da Idade e Alteração na Taxa de Fenilalanina e Estado
Nutricional de Pacientes acompanhados no serviço de referência em
triagem neonatal do Estado da Paraíba
Autores: Gina Araújo Martins Feitosa - Especialista em Saúde Pública, Vanessa Meira Cintra
Ribeiro - Especialista em economia da saúde/ Especialista em gestão pelo programa nacional
de alimentação e nutrição/Mestranda em Saúde Coletiva; Raquel Bezerra Barbosa de Moura Especialista em Saúde Pública; Giana Carla Lins de Alb
Instituição: Complexo de Pediatria Arlinda Marques – João Pessoa, PB – Brasil.
Resumo:
Introdução: O estado da Paraíba atende aos portadores de fenilcetonúria (PKU) em um serviço de referência desde
2005. A PKU faz parte das doenças metabólicas (autossômica recessiva), sendo resultado da atividade deficiente da
enzima fenilalanina hidroxilase ou do seu co-fator. Objetivos: Avaliar o perfil nutricional atual dos pacientes da Paraíba,
bem como a associação entre idade e alteração da taxa de fenilalanina sanguínea. Material e Método: A amostra foi
composta por 11 pacientes. Observou-se os dados das fichas de atendimento relativos à primeira e a última consulta:
idade, gênero, estado nutricional (OMS, 2006 e 2007) considerando peso para idade (P/I), estatura para idade (E/I),
peso para estatura (P/E - < 5 anos) e índice de massa corporal para idade (IMC/I - >5 anos) e taxa de fenilalanina
sanguínea. Os dados coletados foram analisados posteriormente no Statistical Package for the Social Sciences (SPSS)
21.0 observando frequência e teste de Qui-Quadrado (nível de significância de p < 0,05). Resultados: A maioria dos
pacientes estão na faixa etária de 2 a 6 anos (62,5%), fase de desenvolvimento neuropsicomotor, cujo controle da
fenilalanina é de fundamental importância. A média de fenilalanina da última consulta foi de 10,65 (±5,98). A maioria
dos pacientes encontra-se em estado nutricional adequado, sendo P/I (83,7%), E/I (83,7%), IMC/I (67,4%) e P/E
(55,8%). Observou-se ainda a hipótese da associação entre idade e níveis aumentados de fenilalanina e inferiu-se que
há significância estatística (p< 0,005), estando a maior associação (80%) no grupo escolar (7 a 9 anos de idade).
Conclusão: Apesar do estado nutricional adequado, a taxa média de controle sanguíneo da fenilalanina dos pacientes
encontra-se acima do recomendado (6 mg/dL) e a associação estatística do aumento da taxa ao aumento da idade
reforçam a importância da adesão ao tratamento por parte dos pacientes e cuidadores. Unitermos: Fenilcetonúria,
criança, estado nutricional.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
ESTADO NUTRICIONAL E A OCORRÊNCIA DE ÓBITOS EM PACIENTES
INTERNOS NA UTI PEDIÁTRICA DE UM HOSPITAL INFANTIL DE
REFERÊNCIA DO ESTADO DA PARAÍBA
Autores: Gina Araújo Martins Feitosa - Especialista em Saúde Pública, Edcleide Oliveira dos
Santos Olinto - Especialista em nutrição clínica, fundamentos metabólitos e nutricionais;
Antônia Cecília Duarte Alves; Raquel Bezerra Barbosa de Moura - Especialista em Saúde
Pública; Vanessa Meira Cintra Ribeiro - Especialista em e
Instituição: Complexo de Pediatria Arlinda Marques – João Pessoa, PB – Brasil
Resumo:
Introdução: Há uma forte relação da desnutrição com o aumento do tempo de internação e morbimortalidade. Estudos
mostram que pacientes desnutridos podem ter até vinte vezes mais complicações que os eutróficos. Em pacientes
críticos, há tendência ao catabolismo, resultando na perda de massa magra que quando atinge 40%, geralmente é
letal. Objetivos: Avaliar a frequência da desnutrição em pacientes pediátricos internados em Unidade de Terapia
Intensiva (UTI) e correlacionar o estado nutricional com a ocorrência de óbito e o tempo de internação. Material e
Métodos: Amostra foi composta por 36 pacientes internos na UTI de um hospital pediátrico, no período de janeiro a
junho de 2015. Foram coletadas das fichas de avaliação e acompanhamento nutricional as variáveis gênero, idade (I),
período de internamento na UTI, data de alta ou óbito, além do peso (P) e circunferência braquial (CB). Para a
avaliação nutricional foram utilizados os indicadores P/I e CB/I e as classificações recomendadas pela Organização
Mundial de Saúde (2006) e Blackburn e Thornton (1979). Os dados foram analisados no Statistical Package for the
Social Sciences (SPSS) 21.0 e para a associação das variáveis foi utilizado o teste de Qui-Quadrado, considerando
diferença estatística quando o valor de p < 0,05. Resultados: Os pacientes em sua maioria eram do gênero masculino
(52,8%) e com menos de 2 anos (47,2%). Houve uma frequência importante de déficit nutricional, segundo o indicador
P/I (46,9%), e CB/I (54,2%). A frequência de déficit nutricional, independente do indicador utilizado, foi maior entre os
pacientes que ficaram mais tempo internados, no entanto, essa relação não se confirmou estatisticamente (p>0,05).
Houve também uma tendência não validada (p>0,05) de associação de óbito com os menores de 2 anos e com o
déficit nutricional. Conclusão: O lactente e a criança com déficit nutricional parecem estar vulneráveis a piores
desfechos clínicos. Unitermos: criança, déficit nutricional, óbito.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
ESTADO NUTRICIONAL E CARACTERÍSTICAS DA ALIMENTAÇÃO DE
PACIENTES COM COMPROMETIMENTO NEUROLÓGICO
ACOMPANHADAS EM AMBULATÓRIO DE NUTRIÇÃO DE UM HOSPITAL
PEDIÁTRICO DE REFERÊNCIA DO ESTADO DA PARAÍBA
Autores: Gina Araújo Martins Feitosa - Especialista em Saúde Pública, Susy Mary Souto de
Oliveira - Doutorado em Produtos naturais e sintéticos bioativos; Ana Cláudia Vieira Gomes Especialista em Nutrição Clínica e Mestre em Nutrição pela UFPE; Giana Carla Lins de
Albuquerque Meireles - Nutricionista da Residência Multipr
Instituição: Complexo de Pediatria Arlinda Marques - João Pessoa/PB – Brasil
Resumo:
Introdução: As doenças neurológicas podem afetar a criança em vários aspectos do desenvolvimento físico e
psicossocial, comprometendo o estado nutricional e, consequentemente, a qualidade de vida. Objetivos: Avaliar o
estado nutricional e identificar as características da alimentação de crianças e adolescentes com comprometimento
neurológico. Metodologia: Trata-se de estudo transversal realizado com 30 pacientes, com comprometimento
neurológico, assistidos pelo ambulatório de nutrição de um hospital pediátrico do estado da Paraíba. Foram coletados
dados da primeira consulta e para a avaliação do estado nutricional, utilizou-se o IMC para idade (IMC/I), peso para
idade (P/I) e a altura para idade (A/I), com pontos de corte específicos para os casos de paralisia cerebral (PC). Já para
a circunferência do braço para idade (CB/I) utilizou-se o mesmo ponto de corte em todos os pacientes. Após a coleta,
analisaram-se os dados no Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) 21.0 e para associação das variáveis foi
utilizado o teste Qui-Quadrado, considerando diferença estatisticamente significativa quando o valor de p foi< 0,05.
Resultados: A média de idade foi 82,0 ± 57,1 meses, em sua maioria do gênero masculino (60%) e com diagnóstico de
PC isolado (63,3%). Quanto ao estado nutricional,de acordo com o IMC/I, P/I e A/I, 31,6%, 23,1% e 12%,
respectivamente, apresentavam desnutrição.A freqüência de déficit foi maior quando da análise da CB/I (61,5%). A
dieta oferecida foi do tipo polimérica (90%), administrada por via oral (46,7%) e sonda (50%), sendo 43,3% por
gastrostomia. Quando correlacionado o tipo da doença e as variáveis demográficas com a presença de déficit
nutricional, verificou-se que não houve diferença significativa (p>0,05). Conclusão: Devido à freqüência de déficit
nutricional, confirma-se a necessidade de um acompanhamento nutricional dos pacientes pediátricos acometidos por
essas doenças. Unitermos: Paralisia cerebral; estado nutricional; crianças.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Nutrição ambulatorial: perfil de pacientes que abandonam o tratamento
Autores: gina roberta borsetto dos santos, jose roberto tinte
Instituição: hospital são bernardo
Resumo:
O excesso de gordura corporal vem crescendo gradativamente em quase todos os países do mundo e com isso as
doenças associadas ao problema, aliado a isso o atendimento nutricional em ambulatório tem apresentado maior
procura a cada ano, porém um percentual significativo dos pacientes que iniciam o tratamento abandonam o mesmo
antes de receber alta, frente a isso o presente estudo de propôs a coletar dados de 331 pacientes que se enquadram
neste abandono precoce de tratamento a fim de delinear seu perfil. Analisou-se para determinar o perfil destes
pacientes com relação a sexo, faixa etária, estado nutricional, motivo da procura ao atendimento, patologias
relacionadas, prática de atividade física, objetivos específicos de cada paciente e o número de retornos ao ambulatório.
Concluiu-se que o perfil predominante de pacientes que procuraram e abandonaram o tratamento dietoterápico
ambulatorial precocemente foi composto por pacientes de sexo feminino, em faixa etária entre 31 a 59 anos (55%), o
principal motivo de procura pelo tratamento se deu em busca de reeducação alimentar para perda de peso (32%),
seguido de percentual importante de procura para ajuste alimentar para tratamento de hipertensão e dislipidemia.
Observamos prevalência de sedentariedade em 85% do público atendido e ainda que 46% dos pacientes
compareceram apenas à primeira consulta, o que confirma o abandono precoce ao tratamento proposto.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
TÍTULO: Pacientes Submetidos à Gastrostomia Endoscópica Percutanea
em um Hospital de Salvador- Ba
Autores: Giovanna Lúcia Oliveira Bonina Costa, Iana Conceição da Silva; Pryscilla Alves
Ferreira; Marcos Dantas Moraes Freire; Caroline dos Santos Feitosa; André Ney Menezes
Freire
Instituição: Serviço de Nutrição Enteral e Parenteral (SENEP), Hospital Santa Izabel Santa
Casa de Misericórdia da Bahia; Faculdade de Tecnologia e Ciências, Salvador-Bahia;
Departamento de Anestesiologia e Cirurgia, Faculdade de Medicina da Bahia, Universidade
Federa
Resumo:
Introdução: A Gastrostomia Endoscópica Percutânea (PEG) consiste na introdução de uma sonda na cavidade gástrica
através da parede abdominal, com a ajuda da Endoscopia Digestiva Alta, que permite a administração de alimentos,
líquidos e medicações em pacientes com disfagia secundária a diversas razoes. Corresponde a um procedimento
seguro e rápido com uma duração aproximada de 20 minutos. Objetivo: Avaliar o perfil de pacientes submetidos à
realização de gastrostomia endoscópica percutânea (PEG). Material e Método: Realizou-se um estudo transversal com
levantamento de todos os pacientes adultos que foram submetidos à PEG e que eram acompanhados pelo Serviço de
Nutrição Enteral e Parenteral (SENEP) no Hospital Santa Izabel – HSI, no período de janeiro de 2013 a abril de 2014.
Os dados foram tabulados no SPSS versão 13.0. Foi avaliado a quantidade de procedimentos realizados, a idade, o
diagnóstico clínico e nutricional e também o destino dos pacientes em análise. Resultados: Foram acompanhados 189
pacientes. Destes, 56,6% (107) eram do sexo feminino, com idade média de 74,5 ± 16,13 anos. Em relação ao
diagnóstico clínico a amostra foi constituída por 85,7% (162) de pacientes neurológicos, seguidos de 13,2% (25) de
pacientes oncológicos e 5% (1) de pacientes cardíacos e seguidos dos nefropatas com o mesmo percentual. O
diagnóstico de desnutrição foi evidenciado em 87,8% (165) dos casos. Observou–se que 85,2% (161) dos pacientes
tiveram alta hospitalar, 11,1% (21) evoluíram para óbito e 3,7% (7) permanecem internados em uso de terapia
nutricional. Identificou-se 9,5% (18) de infecções relacionadas à gastrostomia. Conclusão: Observou-se que os
pacientes acometidos por sequelas neurológicas foram os principais candidatos a PEG. E uma baixa taxa de infecção
estava relacionada ao procedimento em análise.
Unitermos: Gastrostomia endoscópica percutânea, Infecção, Terapia Nutricional Enteral
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Uso de Imunomodulação e Evolução Clínica de Pacientes em Uso de
Terapia Nutricional Enteral
Autores: Giovanna Lúcia Oliveira Bonina Costa, Iana Conceição da Silva; Rosane Lopes
Moura; Pryscilla Alves Ferreira; Marcos Dantas Moraes Freire; André Ney Menezes Freire
Instituição: Serviço de Nutrição Enteral e Parenteral (SENEP), Hospital Santa Izabel Santa
Casa de Misericórdia da Bahia; Faculdade de Tecnologia e Ciências, Salvador-Bahia;
Departamento de Anestesiologia e Cirurgia, Faculdade de Medicina da Bahia, Universidade
Feder
Resumo:
Introdução: Evidências sólidas apoiam o conceito de que o aporte de nutrientes com um foco específico pode melhorar
a resposta clínica por modular a resposta metabólica. Objetivo: Avaliar o uso da dieta imunomuduladora e a evolução
clínica de pacientes em uso de terapia nutricional enteral. Material e Método: Estudo transversal com levantamento de
todos os pacientes adultos que fizeram uso de TNE com a fórmula imunomoduladora (arginina, nucleotídeos, ácidos
graxos ômega 3) modulado com glutamina 0,5 g/Kg, via sonda ou ostomia, acompanhados pelo Serviço de Nutrição
Enteral e Parenteral (SENEP) no Hospital Santa Izabel (HSI), no período de janeiro de 2014 a maio de 2015. O uso da
dieta imunomoduladora foi considerada adequada quando ≥ 7 dias. Esses grupos foram comparados em relação ao
desfecho clínico (alta ou óbito). Os dados foram analisados no SPSS 17.0. Resultados: Foram analisados 73 pacientes
com 66,5 ± 17,3 anos, 36 (53,4%) eram do gênero masculino e 50 (68,5%) desnutridos. Quanto ao diagnóstico clínico,
25 (34,2%) eram pacientes oncológicos, seguidos de 23 (31,5%) neurológicos. O tempo de uso de dieta
imunomoduladora foi de 16,0 ± 21,3 dias. Do total de pacientes, 39 (53,4%) fizeram uso de dieta imunomoduladora por
tempo adequado e 34 (46,6%) não fizeram. Na comparação destes grupos em relação ao desfecho clínico, observouse que aqueles que fizeram uso adequado da imunomodulação apresentaram um número maior de altas e menor de
óbitos, 26 (66,7%) e 11 (28,2%), quando comparado ao outro grupo, 17 (50,0%) e 15 (44,1%), respectivamente (p =
0,3). Dois pacientes permaneceram internados em ambos os grupos. Conclusão: Apesar de não haver diferença
estatística entre os grupos, em termos absolutos, observamos que o uso adequado da dieta imunomoduladora pode
ser um dos fatores relevantes no que se refere ao desfecho clínico, com uma maior taxa de alta hospitalar e menor
taxa de óbito.
Unitermos: Terapia Nutricional Enteral; Imunonutrição; Evolução Clínica.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Programa de orientação nutricional e qualidade de vida para o trabalhador
noturno
Autores: Glaucia Fernanda Corrêa Gaetano Santos, Paula de Carvalho Morelli Oliveira; Silvia
Maria Fraga Piovacari; Claudia Regina Laselva
Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein
Resumo:
Objetivo Detectar o estado nutricional e consumo alimentar habitual dos colaboradores de um grande hospital do
período noturno. Realizar intervenção nutricional e incorporar hábitos saudáveis e fracionamento da dieta para
melhorar a qualidade de vida. Método Estudo do tipo transversal realizado com 52 funcionários de ambos os sexos. A
coleta de dados foi realizada por meio de questionário de frequência alimentar, para a avaliação nutricional utilizou-se
peso e estatura para o cálculo do IMC e a circunferência da cintura para a verificação do risco de doenças
cardiovasculares. Após foi elaborado material de intervenção nutricional com apresentação de palestras sobre
alimentação, fracionamento e qualidade de vida. No segundo ciclo: “Orientaç es sobre a prevenção do diabetes e
obesidade” foi aplicado um termômetro do bem estar, para avaliar se houve melhora da ingesta alimentar. Resultado O
risco de doenças cardiovasculares está presente em mais de 46% dos colaboradores. Quanto à alimentação a grande
maioria dos participantes faz 01 ou 02 refeições/dia, a principal o desjejum, sem o fracionamento ideal e mais de 60%
consomem diariamente alimentos fontes de proteínas, leite e derivados e de legumes e verduras, o que caracteriza
uma dieta hiperporteica, mais termogênica. A privação do sono é comum entre os trabalhadores noturnos, está
associado a comportamentos que são deletérios para a saúde, como a diminuição de atividade física, sendo que 90,4%
são sedentários e a prática alimentar inadequada leva ao aumento de ganho de peso. Após a aplicação do termômetro
do bem estar observamos que mais de 29% dos participantes mudaram os hábitos alimentares, ingerindo mais frutas,
legumes e verduras por dia e mais de 23% iniciaram alguma atividade física. Conclusão Sono reparador, alimentação
equilibrada e exercício físico são segredos para um estilo de vida saudável. Unitermo alimentação, trabalhador noturno,
orientação nutricional.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
SEJA VOCÊ A EXPERIÊNCIA DO PACIENTE: PROGRAMA DE CICLOS DE
TREINAMENTOS COMPORTAMENTAIS PARA OS COPEIROS
HOSPITALARES DO PERÍODO NOTURNO.
Autores: Glaucia Fernanda Corrêa Gaetano Santos, Paula de Carvalho Morelli
Oliveira;Claudia Regina Laselva;Silvia Maria Fraga Piovacari
Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein
Resumo:
Objetivo: Visando a necessidade e o lançamento do Escritório de Experiência, o setor de nutrição elaborou um projeto
de treinamentos comportamentais para a equipe de copa, a fim de sensibilizar o funcionário frente às necessidades dos
clientes. Método: Participaram do projeto 13 copeiros de um grande hospital, em São Paulo. Foi avaliado o perfil dos
profissionais e a necessidade de intervenção. Eles precisavam entender o que é o escritório de experiência do paciente
e o novo modelo de atendimento; A postura frente ao cliente, gestos e ações. E o paciente oncológico: necessidade de
saber entender. Após traçar a problemática, foi elaborado material de treinamento. No 1º ciclo: “Fanáticos pelo
paciente. Seja você a experiência do paciente”. No 2º: “O corpo fala – Treinamento comportamental”. Por último, “O
paciente oncológico: sensibilização e contribuição do copeiro hospitalar no processo de melhoria da aceitação
alimentar”. Resultado: O superar expectativa, atender bem e ser cordial estavam na lista de prioridade. Podemos
mostrar aos copeiros através dos treinamentos qual a importância no processo de melhora do paciente durante a sua
internação, e que de acordo com a clínica Cleveland devemos compreender a necessidade dos pacientes, tornando
todos cuidadores, sem distinção de cargo, incorporando a mudança de atendimento, e tornar a experiência do paciente
única na instituição desde a prevenção à alta. Demostramos que o importante é ter a sensibilidade de coloca-se no
lugar do outro, perceber os seus momentos, atentar-se a linguagem corporal, para que possamos ter melhor controle
sobre as situações. Diante dessas ações, os copeiros foram avaliados através de questionários descrevendo de que
forma podem agir para uma melhor experiência do paciente. Conclusão: Cuidar é ter como meta a recuperação,
prevenção, manutenção e a promoção da saúde do individuo e sua integralidade. O papel da instituição é oferecer
assistência mais humanizada. Unitermo: Paciente e Nutrição
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
TRIAGEM NUTRICIONAL EM PACIENTES HOSPITALIZADOS:
CONCORDÂNCIA ENTRE DOIS INSTRUMENTOS
Autores: Glaucia Queiroz Morais, Gleyce Kelly de Araújo Bezerra; Gabriela Yandra Fernandes
Souza; Midori Cabral Sugaya; Natália Mayara Menezes de Souza; Lidiana de Souza Holanda
Instituição: Hospital das Clínicas - UFPE; Universidade Federal de PPernambuco
Resumo:
Introdução: A triagem nutricional é definida como um processo para identificação de desnutrição ou risco de
desnutrição. Triagens existentes, nas suas diferentes formas, procuram características associadas com problemas
nutricionais como mudanças dietéticas, percentual de perda de peso, IMC, gravidade da doença e outros. O processo
de triagem deve ser rápido, simples e adequado para pacientes e profissionais de saúde, além de ter boa sensibilidade
para detectar desnutrição, mesmo que sua especificidade seja baixa.
Objetivo: Avaliar a prevalência de risco nutricional e a concordância segundo dois instrumentos de triagem (Nutritional
Risk Screening NRS-2002 e o Malnutrition Screening Universal Tool-MUST) em pacientes hospitalizados
Material e método: Estudo do tipo transversal, observacional realizado entre os meses de abril a junho/2015 com 122
pacientes adultos, admitidos nas enfermarias de Clínica Médica, Cirurgia Geral, Ginecologia e Urologia. Foram
aplicados 2 métodos validados para triagem nutricional a NRS-2002 e o MUST nas primeiras 24h de admissão
hospitalar por um profissional de nutrição. A análise estatística foi feita através do software SPSS, versão 13.0 e o
índice Kappa foi empregado para avaliar a concordância entre os instrumentos.
Resultados: Foram avaliados 122 pacientes, com média de idade de 50,1(±16,4) anos e predomínio do sexo
feminino(64,8%) e dos indivíduos adultos(69,7%). A prevalência de desnutrição foi 13,1% e 44,3% de excesso de peso.
O risco nutricional foi evidenciado em 41,8% segundo o MUST e 24,6% conforme o NRS. A concordância entre os dois
instrumentos de triagem foi 62,4%, sendo 53,3% no sexo feminino e 79,7% no sexo masculino. Nos adultos a
concordância foi 52,6% e nos idosos, 83,1%.
Conclusão: No presente estudo encontramos uma concordância moderada entre os instrumentos de triagem nutricional
MUST e NRS, além de uma prevalência de risco nutricional similar a outros estudos.
Unitermos: must, nrs, triagem nutricional
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
DÉFICIT ESTATURAL EM NUTRICIONISTAS DO ESTADO DE
PERNAMBUCO
Autores: Gleyce Kelly de Araújo Bezerra, Luciana Vasconcelos da Rocha Alves; Nathalia
Karolyne de Andrade Silva; Gabriella Yandra Fernandes Souza; Jailma Santos Monteiro;
Poliana Coelho Cabral
Instituição: Departamento de Nutrição - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Resumo:
Introdução: O déficit estatural ainda se constitui em um problema de saúde pública na nossa população. Objetivo:
Avaliar a ocorrência de baixa estatura em nutricionistas do sexo feminino do estado de Pernambuco. Material e
Métodos: Estudo transversal com 237 nutricionistas, avaliadas através de um questionário online. Para o diagnóstico
de baixa estatura, como não há um referencial para adultos, foram utilizados como pontos de corte os valores que
correspondem ao escore z -1 e escore z -2 na idade de 19 anos das novas curvas da OMS (2007), o que corresponde
a 1,56m e 1,51m respectivamente. A análise estatística foi realizada no programa SPSS e o estudo foi aprovado pelo
Comitê de Ética da Universidade Federal de Pernambuco (CAAE: 13380613.4.0000.5208). Resultados: A altura média
da amostra foi de 1,63m ± 0,06, valor igual a mediana da distribuição do padrão de referência e bem superior à média
observada pela Pesquisa de Orçamento Familiar (POF 2008-2009) para mulheres adultas do Nordeste brasileiro. O
percentual de déficit encontrado foi de 7,0% (escore z -1) e 0,8% (escore z -2), quando o valor esperado, em uma
população saudável é de 15,9% e 2,3% respectivamente. No estudo comparativo da altura por faixa etária, não foi
evidenciado diferencial estatisticamente significante entre as mulheres até 44 anos e igual ou superior a 45 anos.
Conclusões: Os dados demonstram que a baixa estatura não se constitui em um problema para o subgrupo avaliado,
evidenciando um passado nutricional adequado o que pode ser um reflexo do bom nível socioeconômico de onde
esses profissionais são oriundos.
Unitermos: déficit estatural; estado nutricional
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
ESTADO NUTRICIONAL E AUTOIMAGEM CORPORAL: UM ESTUDO EM
NUTRICIONISTAS DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Autores: Gleyce Kelly de Araújo Bezerra, Evilaine Ramos de Siqueira; Naiara Aquino Lins da
Paz; Nathalia Karolyne de Andrade Silva; Misma Maheli da Silva; Poliana Coelho Cabral
Instituição: Departamento de Nutrição - Universidade Federal de Pernambuco
Resumo:
Introdução: A imagem corporal é a maneira como o indivíduo vê o seu corpo e tem se tornado um assunto relevante,
visto que a sociedade valoriza um padrão em que o corpo feminino deve ser magro, essa pressão é maior nas
profissionais que lidam com o peso, como as nutricionistas. Objetivo: Avaliar a discrepância entre a classificação
nutricional e a autoimagem corporal em nutricionistas do sexo feminino do estado de Pernambuco. Material e Métodos:
Estudo transversal com 237 nutricionistas, avaliadas através de um questionário online. Para avaliar o estado
nutricional foi utilizado o índice de massa corporal com a classificação da OMS, 1995 e as informações relacionadas à
imagem corporal foram obtidas utilizando-se a escala de silhueta proposta por STUNKARD et al (1983). O modelo
conceitual considerou a possível associação entre o estado nutricional real e a autoimagem. A análise estatística foi
realizada no programa SPSS. Para verificar associações entre as variáveis, foi aplicado o teste do qui-quadrado. O
estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de Pernambuco (CAAE:13380613.4.0000.5208).
Resultados: Quanto ao estado nutricional avaliado pelo IMC o baixo peso (BP) foi de 3,8%, a eutrofia 73,5%, 16,7%
apresentaram excesso de peso (EP) e 6,0% obesidade. Resultado bem interessante quando comparado aos dados
das mulheres brasileiras nas quais o excesso de peso ultrapassa a casa dos 50,0%. Não foi encontrado diferencial
estatisticamente significante entre o estado nutricional e a autoimagem. 3,4%; 15,6% e 6,8% dos profissionais se viam
com BP, EP e obesidade respectivamente. Conclusão: A baixa frequência de excesso de peso e a concordância entre
o estado nutricional e a autoimagem demonstram a preocupação e o cuidado dessas mulheres com sua condição
nutricional além do correto diagnóstico, um reflexo da profissão.
Unitermos: Autoimagem corporal; estado nutricional
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
CARACTERIZAÇÃO DOS PACIENTES ADMITIDOS PELA EMTN EM UM
HOSPITAL PARTICULAR DE ARACAJU-SE
Autores: Heloisa Mendonça Bernini Soares da Silva, Lorena Sales de Albuquerque; Fernanda
Noronha de Gois; Thais Alves dos Santos; Nara Nayane Brito Menezes; Adriana Ferreira
Rebouças
Instituição: Cenut
Resumo:
Introdução: O inicio da terapia nutricional (TN) tem demostrado inúmeras vantagens para o paciente hospitalizado. A
desnutrição é muito prevalente no ambiente hospitalar e estes pacientes possuem maior risco de mortalidade e
também maior tempo de internação. Objetivo:Caracterizar o perfil de pacientes assistidos pela Equipe Multidisciplinar
de Terapia Nutricional (EMTN) em hospital da rede privada de Aracaju –SE.Métodos:Participaram do estudo todos os
pacientes admitidos pela EMTN no período de março de 2014 à março de 2015. Foi realizada coleta de dados em
prontuário e todos os pacientes foram submetidos à Avaliação Subjetiva Global (ASG) e exame físico no momento da
admissão. Foram excluídos da amostra os pacientes menores de 18 anos. A análise estatística dos dados baseou-se
em média simples e porcentagem.Resultados:O estudo inclui 1350 pacientes, destes 63,9% apresentavam em risco
nutricional, 24,5% com desnutrição leve a moderada e 9,7% desnutrição grave. A via de administração da TN
predominante foi a via enteral, tendo 48% dos pacientes feito uso de dietas enterais por sondas e 48% suplementação
nutricional via oral. No grupo estudadoas enfermidades mais prevalentes foramasdoenças cardíacas (19,6%),
respiratórias (13,5%), geniturinárias (11,7%) e neoplásicas (11,7%). As doenças neurológicas representaram 8% do
total de pacientes.Conclusão:Estes achados retratam a maior freqüência de pacientes em risco nutricional na terapia
nutricional, mostrando a eficiência da equipe em identificar precocemente o risco nutricional. Conhecer a população
atendida possibilita ummelhor planejamento e tratamento nutricional para estes enfermos.Unitermos: Equipe
multidisciplinar; Terapia Nutricional; Diagnóstico nutricional.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
EVENTOS ADVERSOS EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL
Autores: Heloisa Mendonça Bernini Soares da Silva, Maria Bergivania de Jesus Olivera; Leila
Ferreira dos Santos; Veridiana Ferreira França; Luiza de Andrade Barreto; Juliana Teixeira da
Silva
Instituição: Cenut; São Lucas; Cenut; Cenut; Cenut; Cenut
Resumo:
INTRODUÇÃO: A terapia nutricional tem um papel fundamental em indivíduos enfermos. Além da doença de base,
algumas práticas contribuem para a desnutrição dos pacientes durante a internação, dentre elas destacam-se os
eventos adversos.OBJETIVO:Avaliar as principais causas de eventos adversos em terapia nutricional enteral de um
hospital privado acreditado, de Aracaju, Sergipe.MÉTODOS:Trata-se de um estudo de caráter exploratório e descritivo,
com abordagem quantitativa, tendo como unidade de análise relatórios institucionais referentes a eventos adversos em
terapia nutricional enteral, ocorridos entre janeiro e junho de 2015.RESULTADOS:Neste período, foram acompanhados
pela Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional 738 pacientes no hospital. Um total de 9604 avaliações foram
realizadas com registro de 181 eventos adversos, relacionados à terapia nutricional enteral. Dentre estes, 50,83%
estavam relacionados à perda de Sonda Nasoenteral (SNE), destacando-se tracionamento (49,68%), seguido de
exteriorização (23%) e deslocamento (1,84%) de sonda. 19,81% das adversidades corresponderam a administração da
dieta pela equipe de enfermagem divergente da prescrição nutricional e 10,99% estiveram relacionadas a obstrução de
sonda. Das obstruções, 80% foram ocasionadas por medicamentos, e 20% por lavagem inadequada. Suspeita de
broncoaspiração ocorreu em 10,99% dos eventos apurados, sendo 70% destes confirmados. Outros eventos
representaram 18,56% dos casos, dentre estes pode ser citado dietas enterais talhadas e atraso na instalação ou troca
da dieta. CONCLUSÃO:A terapia nutricional é peça fundamental nos cuidados dispensados ao paciente, devido às
evidências científicas que comprovam que o estado nutricional interfere diretamente na sua evolução clínica. Nesse
sentido, é indispensável a conscientização de todos os agentes envolvidos, inclusive, sobre importância do sucesso da
mesma.UNITERMOS: evento adverso; terapia nutricional; nutrição enteral.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
OCORRÊNCIA DE OBSTRUÇÃO E PERDA DE SONDA NASOENTERAL EM
UM HOSPITAL PARTICULAR DE SERGIPE.
Autores: Heloisa Mendonça Bernini Soares da Silva, Corina Fontes Oliveira Barreto; Thamires
Fernanda Silva Vasconcelos; Maria Bergivânia Jesus Oliveira; Leila Ferreira dos Santos; Thais
Alves dos Santos
Instituição: Cenut
Resumo:
INTRODUÇÃO: A terapia nutricional enteral (TNE) tem sido cada vez mais reconhecida como fator importante na
manutenção ou recuperação do estado nutricional de doentes. Tal terapia requer o uso de sondas nasoenterais, as
quais necessitam de cuidados especiais para que se consiga evitar complicações relacionadas ao seu uso, como
obstruções e até mesmo perdas.OBJETIVO: Investigar a ocorrência de obstrução e perda de sonda nasoenteral em um
hospital particularde Aracaju, Sergipe. MÉTODOS:Trata-se de um estudo transversal, realizado no período de janeiro a
junho de 2015. Foram analisados relatórios institucionais referentes às ocorrências relacionadas à obstrução de sonda
nasoenteral e sua consequente perda em pacientes em uso de terapia nutricional. Para elaboração dos relatórios foram
utilizados pareceres das equipes de enfermagem e farmácia. A análise estatística dos dados baseou-se em média
simples e porcentagem. RESULTADOS: Dos 738 pacientes em TNE no período, 20 apresentaram perda de sonda
nasoenteral por obstrução, totalizando 2,7%. Dos casos de obstrução citados, 75%relacionaram-se a administração
e/ou diluição de medicamentos, sendo 73,3% referente ao fármaco Sorcal. Dentre outras causas encontradas de
obstrução e perda de sonda, destaca-se a manipulação inadequada da sonda, com representatividade de 15% dos
casos, seguidos da ausência de hidratação do paciente e viscosidade do resíduo gástrico, ambos correspondentes a
5%. Em todos os casos, apenas um episódio foi considerado inevitável pela equipe multiprofissional. CONCLUSÃO:O
compromisso da equipe de enfermagem para com o manejo da terapia nutricional enteral torna-se imprescindível para
que se consiga evitar possíveis causas de obstruções e garantir o suprimento adequado das necessidades nutricionais
dos pacientes internados. Unitermos: obstrução de sonda; terapia nutricional; nutrição enteral.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Frequência de Infecção de Cateter Venoso Central em Pacientes em
Terapia Nutricional Parenteral
Autores: Iana Conceição da Silva, Giovanna Lúcia Oliveira Bonina Costa; Pryscilla Alves
Ferreira; Marcos Dantas Moraes Freire; Franco Andres Del Pozo; André Ney Menezes Freire
Instituição: Serviço de Nutrição Enteral e Parenteral (SENEP), Hospital Santa Izabel Santa
Casa de Misericórdia da Bahia; Faculdade de Tecnologia e Ciências, Salvador-Bahia; Escola
Bahiana de Medicina e Saúde Pública; Faculdade de Medicina da Bahia, Universidade Fed
Resumo:
Introdução: O uso de cateter venoso central (CVC) tem como objetivos a reposição de fluidos e a nutrição parenteral. O
risco de infecção está relacionado com o estado imunológico dos pacientes, com o tipo de cateter, localização,
manipulação, tempo de permanência e tipo de solução infundida. Objetivo: Avaliar a frequência de infecção de CVC em
pacientes em uso de Terapia Nutricional Parenteral (TNP). Material e Método: Estudo transversal com todos os
pacientes adultos que fizeram uso de TNP, via CVC (acesso não exclusivo a esta terapia), acompanhados pelo Serviço
de Nutrição Enteral e Parenteral (SENEP) no Hospital Santa Izabel (HSI), no período de janeiro de 2014 a maio de
2015. Foram avaliados o número de dias de uso de CVC para TNP, a quantidade de acessos centrais trocados e a
presença ou não de bacteremia. Os dados foram tabulados no SPSS 17.0. Resultados: Foram acompanhados 422
pacientes. Destes, 52,6% eram do sexo masculino, com idade média de 60,7 ± 18,6 anos. O total de dias de uso de
CVC foi de 6,5 dias. Observou–se que 66,4% dos pacientes tiveram alta hospitalar, 29,9% faleceram e 3,8%
permanecem internados em uso de TNP. Do total da amostra avaliada, 17,1% tiveram o cateter enviado para cultura
por suspeita de infecção, destes 5,5% apresentaram bacteremia e 11,6% tiveram culturas negativas. A frequência de
infecção do CVC foi de 3,5‰ e aqueles sem bacteremia foi de 7,4‰. A contaminação mais frequente foi por
Staphylococcus epidermidis (60,9%), Klebsiella pneumoniae (13%), Candidaparapsilosis (8,7%), Proteusmirabilis
(8,7%), Enterococcus faecalis (4,3%), Pseudomonas aeruginosae (4,3%) e Serratia marcescens (4,3%). Conclusão:
Observou-se que os índices de infecção do CVC encontram-se dentro dos valores recomendados pelo ILSI Brasil
2010. O controle de infecção de CVC é um item importante de acompanhamento, que avalia a qualidade da terapia
nutricional parenteral.
Unitermos: Terapia Nutricional Parenteral; Infecção; Cateter Venoso Central.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil Nutricional de Pacientes Hospitalizado com Câncer em Terapia
Nutricional
Autores: Iasmyn Guimarães Rocha, Alinne Moísa Barros da Silva Costa; Hilda maria de lima
Silva; José Wellington Menezes da Silva; Maria do Socorro Lira Paes Batista; André Araújo
Peixoto
Instituição: Santa Casa de Misericórdia de Macéio
Resumo:
INTRODUÇÃO: Considerada uma patologia multicausal crônica, o câncer atualmente é um grande problema de saúde
pública, A anorexia, perda do apetite, são sintomas comuns nos pacientes com câncer, uma das principais metas na
terapia nutricional é a prevenção de um estado de depleção.OBJETIVO :Considerando que a avaliação do estado
nutricional é uma das principais metas na terapia nutricional, este trabalho visa avaliar o perfil nutricional de pacientes
oncológicos hospitalizados em uso de terapia nutricional. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo transversal,
observacional, analítico realizado com 20 pacientes, no qual foi analisado o diagnóstico clínico, diagnóstico nutricional,
comorbidades, as estimativas das necessidades calórica/proteica, a via de acesso da terapia nutricional e a relação do
estado nutricional com o tipo de neoplasia. RESULTADOS: Caracterizando a amostra quanto aos tipos de neoplasias,
observou-se como mais presentes o câncer de laringe, pulmão e esôfago. Analisando as vias de acesso utilizadas pela
terapia nutricional, foi possível observar que a suplementação via oral é a mais utilizada. Diante do que foi encontrado,
destaca-se que a desnutrição é bastante presente nesses pacientes, principalmente quando relacionados com as
neoplasias de cabeça e pescoço, aparelho digestivo e hematológico. CONCLUSÃO: Diante dos dados apresentados,
ressalta-se a importância do acompanhamento e da interpretação da avaliação nutricional dos pacientes com câncer, a
fim de conhecer e manter o estado nutricional, melhorar a recuperação e preservar a qualidade de vida nesses
pacientes.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES HIPERTENSOS ATENDIDOS EM
AMBULATÓRIO DE CARDIOLOGIA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Autores: Ilanna Marques Gomes da Rocha, Thales Cabral de A. Pequeno; Priscila V. Antunes;
Isabelle Maria C. do Nascimento; José Fernande Maras de Oliveira; Maria da Conceição
Chaves de Lemos
Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
Resumo:
Introdução: Os fatores de risco cardiovasculares como obesidade e hipertensão arterial sistêmica (HAS) necessitam
ser analisados, pois as doenças cardiovasculares representam efetivamente um problema de saúde pública. As
alterações do estilo de vida poderão contribuir para a gênese da doença cardiovascular evidenciado por vários estudos.
Objetivo: Correlacionar o estado nutricional aos fatores de risco associados de pacientes hipertensos atendidos no
ambulatório de Cardiologia de um hospital universitário de Pernambuco. Material e métodos: Estudo transversal,
utilizou a correlação de Pearson e Spearman, epidemiológico descritivo, tipo série de casos com amostra de 113
indivíduos. Participaram hipertensos, de ambos os sexos, a partir dos 20 anos, entre o período de julho a setembro de
2013. Variáveis como: idade, estado nutricional e exames laboratoriais foram identificadas. Resultados: O sexo
feminino representava 79,6%, 53,1% com idade ≥ 60 anos, 58,1% com renda per capta inferior a 1 salário mínimo e
65,8% referiram 1° e o 2° grau de estudo incompletos. Apresentava excesso de peso 67,3%, circunferência da cintura
e circunferência do pescoço de risco cardiovascular em 65,5%. Houve correlação positiva dos níveis pressóricos com
creatinina, glicemia de jejum e triglicerídeo e negativa com o colesterol HDLc. O colesterol total e LDLc correlacionouse positivamente com o IMC. Observou-se diminuição do HDLc conforme o aumento da circunferência da cintura, do
pescoço e IMC. Não se observou associação entre estado nutricional e hábitos alimentares. Conclusão: As altas
prevalências de excesso de peso, aumento da circunferência do pescoço e da circunferência da cintura estiveram
presentes nos pacientes hipertensos, indicando a necessidade de rever as intervenções nutricionais nesta população.
Unitermos: Hipertensão; doenças cardiovasculares; estado nutricional
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SESSÃO DE PÔSTERES:
TRIAGEM DE RISCO E DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL DE PACIENTES
HOSPITALIZADOS
Autores: Ilanna Marques Gomes da Rocha, Natália Mayara M. Souza, Glaucia Queiroz Morais,
Midori C. Sugaya, Claudia Porto S. Pinho, Lidiana de Souza Holanda
Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
Resumo:
Introdução: A desnutrição é um achado comum em pacientes hospitalizados, sendo agravada muitas vezes pela falta
de diagnóstico e pela conduta adotada durante o tratamento hospitalar. Tão importante quanto diagnosticá-la é detectar
o risco nutricional na admissão hospitalar, sendo este preditor de complicações como maiores taxas de infecção, maior
tempo de internação hospitalar e mortalidade.
Objetivo: Identificar pacientes com risco nutricional e desnutrição segundo Triagem de Risco Nutricional NRS-2002.
Material e Método: Estudo do tipo transversal, observacional, retrospectivo, com coleta de dados da ferramenta de
triagem nutricional NRS-2002 de 997 pacientes, com idade superior a 18 anos admitidos em um hospital universitário
no período de agosto/2014 a maio/2015. Foram inclusos os pacientes submetidos à triagem de risco nutricional
realizado pelo Serviço de Nutrição em até 24h após a admissão hospitalar, nas enfermarias de ginecologia, urologia,
ortopedia, neurologia e transplante renal. A análise estatística foi feita através do software SPSS, versão 13.0.
Resultados: Foram avaliados 997 pacientes, com média de idade de 53,7±16,5 anos, e predomínio do sexo feminino
(57,1%). A prevalência de HAS e DM foi 33,6% e 17,7%, respectivamente. A prevalência de desnutrição foi 11,9% e o
excesso de peso foi 47,9%. O risco nutricional foi observado em 11% dos pacientes. Dentre os critérios que
contribuíram para o risco, verificou-se que a perda de peso (22,1%) e a baixa ingestão (20,1%) foram os aspectos mais
prevalentes. O risco nutricional foi mais prevalente no sexo feminino (p=0,028), em idosos (p<0,001), nos desnutridos
(p<0,001) e em hipertensos (p=0,032).
Conclusão: No presente estudo foi observada reduzida prevalência de pacientes em risco nutricional e desnutridos,
devido ao perfil dos pacientes, cujas patologias não acometem diretamente o trato digestivo levando
conseqüentemente a grandes perdas de peso.
Unitermos: NRS, desnutrição, triagem.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
RISCO NUTRICIONAL E SUA ASSOCIAÇÃO COM IDADE E TEMPO DE
INTERNAÇÃO EM PACIENTES INTERNADOS NO PRONTO SOCORRO DE
UM HOSPITAL PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL
Autores: Ingrid Marcondes Zago, Hellen Luciane Silva Pereira; Renata Gomes Marques
Pedroso; Laís da Silva Lima.
Instituição: Hospital Regional de Santa Maria, Brasília, Distrito Federal.
Resumo:
Introdução: A triagem nutricional (TN) é o procedimento que busca identificar indivíduos desnutridos ou em risco de
desnutrição com o propósito de verificar a necessidade de uma avaliação detalhada e intervenção nutricional.
Pacientes em risco nutricional correlacionam-se com maior risco de morbimortalidade. Objetivo: Correlacionar risco
nutricional com idade e tempo de internação hospitalar de pacientes internados no Pronto Socorro (PS) de um hospital
público do Distrito Federal. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal analítico, realizado com 390 pacientes
internados no PS do hospital no período de março a maio de 2015. Foi aplicado para TN a Nutritional Risk Screening
(NRS 2002) e os pacientes foram classificados como “com risco” e “sem risco” nutricional de acordo com os escores
obtidos pelo método. Os dados dos pacientes foram obtidos mediante prontuário eletrônico e acompanhados durante o
tempo de internação na clínica do PS. Utilizou-se para análises estatísticas o teste t de student, considerando
significância de p<0,05. Resultados: A amostra constituiu-se por 57% do sexo masculino com média de idade de 47,92
anos (±21,86). Pacientes que foram classificados sem risco nutricional (RN) tiveram tempo médio de internação de
7,18 (±10,31) dias, enquanto os classificados com risco permaneceram 14,20 (±13,29) dias, sendo a diferença
estatisticamente significante (p<0,001). Observou-se que o grupo sem risco também apresentou idade média menor
(43,6 ±20,2 anos) em comparação ao grupo com risco (63,99±20,61 anos), com diferença significativa entre os grupos
(p<0,001). Conclusão: Pacientes com RN apresentaram maior tempo de internação e idade quando comparados aos
sem RN. A TN torna-se primordial para identificar e monitorar o estado nutricional, principalmente em pacientes com
idade avançada. Dessa maneira, intervir precocemente com terapia nutricional pode minimizar os riscos de
morbimortalidade e diminuir o tempo de permanência hospitalar desta população.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Estado Nutricional Nos Pacientes Com Lúpus Eritematoso Sistêmico De
Um Hospital Universitário De Pernambuco
Autores: Isabelle Maria Cabral do Nascimento, Ilanna Marques Gomes Rocha;Thales Cabral
de Arruda Pequeno;Emília Karol Carvalho de Lima;Priscila Vieira Antunes;Aline Rafaelly
Apolônio Silva
Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
Resumo:
Introdução: Pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) podem apresentar alterações nutricionais
desencadeadas pela doença ou tratamento, e essas condições podem interferir no prognóstico. No entanto, estas
alterações parecem se associar à presença de fatores de risco cardiovasculares, como hipertensão e diabetes, em
uma frequência maior que na população geral. Objetivo: Associar o estado nutricional (EN) de pacientes lúpicos com as
variáveis demográficas, clínicas e laboratoriais. Materiais e Métodos: Estudo transversal, observacional, com análise
retrospectiva de dados do acompanhamento de pacientes lúpicos internados em hospital universitário no período de
2013 a 2015. Foram avaliadas variáveis demográficas (sexo, idade), clínicas (presença de hipertensão ou diabetes),
laboratoriais (níveis séricos de uréia e creatinina) e nutricionais (EN), este último foi classificado a partir dos pontos de
corte da Organização Mundial de Saúde (1995) para adulto e conforme Lipshitiz (1994) para idosos. A análise
estatística foi realizada através do teste qui-quadrado e software SPSS, versão 13.0. Resultados: Avaliados 93
pacientes lúpicos, com média de idade de 38,19 ±10,14 anos e predomínio do sexo feminino (95,7%). A maioria não
apresentou comorbidades (65,6%), porém, 29% possuíam hipertensão e 2,2% diabetes. A média de IMC foi
27,04±21,34 kg/m², sendo 9,7% desnutridos e 49,5% com excesso de peso. Além disso, 44,1% tiveram perda e 29%
ganho de peso. Quanto aos exames laboratoriais, 62,4% e 59,1% apresentaram níveis de creatinina e uréia normais,
respectivamente. Foi encontrada uma relação significativa entre o excesso de peso e a hipertensão em 34,8%
(p=0,032) da amostra. Conclusão: O excesso de peso esteve presente na maioria dos pacientes lúpicos, sendo a
hipertensão a comorbidade mais prevalente. Além disso, houve uma correlação positiva e significativa entre o excesso
de peso e a hipertensão. Unitermos: estado nutricional, lúpus eritematoso sistêmico.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil Nutricional De Pacientes Hepatopatas Crônicos Internados No
Hospital Universitário De Recife - PE
Autores: Isabelle Maria Cabral do Nascimento, Ilanna Marques Gomes Rocha;Danielli Belém
Cavalcanti;Liliane Alexandre de Souza;Priscila Vieira Antunes;Claudia Porto Sabino Pinho
Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
Resumo:
Introdução: O estado Nutricional (EN) é considerado importante fator prognóstico para hepatopatas crônicos.
Desnutrição é frequentemente encontrada nessa população, estando associada com uma maior incidência de
complicações e aumento no tempo de internamento hospitalar. Objetivo: Analisar a prevalência de hepatopatas
desnutridos e associar as variáveis demográficas, clínicas e nutricionais. Materiais e Métodos: Estudo transversal,
observacional, com análise retrospectiva de dados do acompanhamento de pacientes hepatopatas internados em
hospital universitário no período de 2010 a 2015. Foram avaliadas variáveis demográficas (sexo, idade), clínicas
(etiologia da hepatopatia) e nutricionais (estado nutricional, uso de suporte nutricional, uso de fórmula específica para
hepatopata). O EN foi classificado a partir dos pontos de corte propostos pela Organização Mundial de Saúde (1995)
para adulto e conforme Lipshitiz (1994) para idosos. A análise estatística foi realizada através do software SPSS,
versão 13.0. Resultados: Foram avaliados 211 pacientes hepatopatas, com média de idade de 59,3 ±14,4 anos e
predomínio do sexo masculino (62,1%). A etiologia viral e alcoólica foram as mais frequentes (46,% e 18,0%,
respectivamente). A média de IMC foi 23,8±5,3 kg/m², sendo 29,9% da amostra desnutrida e 26,5% com excesso de
peso. O uso de suporte nutricional oral (SNO) foi uma estratégia adotada em 42,7%, sendo que 72,2% destes fizeram
uso de suplementação específica para hepatopata. A utilização de SNO foi superior entre os desnutridos (p=0,009).
Não houve diferença estatisticamente significante na prevalência de desnutrição segundo a etiologia da hepatopatia
(p=0,083). Conclusão: Desnutrição esteve presente em grande parte dos hepatopatas. O SNO foi utilizado como
estratégia para recuperação do EN e de forma preventiva para os pacientes que provavelmente apresentaram algum
risco nutricional. Unitermos: desnutrição, hepatopatias, estado nutricional.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil Nutricional E Fatores De Risco Cardiovascular Em Pacientes
Atendidos No Ambulatório De Diabetes De Um Hospital Universitário De
Recife PE
Autores: Isabelle Maria Cabral do Nascimento, Thales Cabral de Arruda Pequeno;Emília Karol
Carvalho de Lima;Priscila Vieira Antunes;Aline Rafaelly Apolônio Silva;Maria da Conceição
Chaves de Lemos
Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
Resumo:
Introdução: Prevalência do Diabetes Mellitus (DM) do tipo 2 é três a sete vezes maior em obesos do que em indivíduos
de peso adequado, pessoas com Índice da Massa Corpórea (IMC) >35 Kg/m2 são 20 vezes mais propensos a
desenvolver diabetes. Nestes observa-se altos níveis de LDL-colesterol e baixos níveis de HDL-colesterol, associada
ao risco cardiovascular. Objetivo:Avaliar o perfil nutricional e os fatores de risco cardiovascular em pacientes
diabéticos. Materiais e Métodos: Estudo transversal, observacional, com análise retrospectiva de dados do
acompanhamento de pacientes diabéticos atendidos ambulatorialmente em hospital universitário no ano de 2013.
Foram avaliadas variáveis demográficas (sexo e idade), laboratoriais (glicose de jejum–GJ) e antropométricos (IMC;
circunferência do pescoço- CP; e circunferência da cintura-CC), o IMC foi classificado através da Organização Mundial
de Saúde (1995) para adulto e Lipshitiz (1994) para idosos. Análise estatística foi realizada através do teste quiquadrado e software SPSS, versão 10.0. Resultados: Avaliados 56 pacientes diabéticos, com média de idade de
64,96±10,04 anos e predomínio do sexo feminino (83,9%). Média de IMC foi 30,46±4,89 kg/m², sendo 48,2% e 32,1%
com excesso de peso e obesidade, respectivamente. A CC aumentada e muito aumentada foi de 10,7% e 76,8%
respectivamente. Em relação ao perfil lipídico o colesterol total estava elevado em 62,5%, LDL–colesterol em 32,1%,
HDL-colesterol estava diminuído em 32,1% e triglicerídeos aumentado foi 41,1%. Quanto ao CP, 75% estavam em
risco cardiovascular. Média da GJ foi de 130,12 mg/dl. Foi encontrada uma relação direta e significativa da GJ com o
sexo feminino (p=0,001) e pacientes de risco quanto ao PC (p=0,05). Conclusão: Foram encontrados maiores valores
de GJ nos pacientes com a CP aumentada, houve relação estatística positiva com pacientes com GJ elevada e
observou-se que o perfil lipídico e CC estavam alteradas. Unitermos: diabetes mellitus, estado nutricional.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil da Terapia Nutricional Enteral Através de Aplicativo WEB em uma
Unidade de Terapia Intensiva Oncológica.
Autores: Isadora Hueb Barata de Oliveira, Isadora Hueb Barata de Oliveira1 ; Naira Garcia
Soares1; Lilian Lopes Pinheiro1; Rosana Ducatti Souza Almeida2; Jerusa Márcia Toloi3.
Instituição: 1 Nutricionista Residente do Hospital de Câncer de Barretos (HCB).
2 Médica Coordenadora da EMTN do HCB.
3 Nutricionista Coordenadora da Residência de Nutrição do HCB.
Resumo:
Introdução: Pacientes oncológicos críticos apresentam o metabolismo exarcebado. A terapia nutricional enteral é uma
possibilidade terapêutica de manutenção ou recuperação do estado nutricional, para isso, faz-se muito importante o
acompanhamento diário desses pacientes.
Objetivo: Descrever a terapia nutricional de pacientes internados acompanhados através de um aplicativos da WEB em
uma unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital oncológico.
Material e Método: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivos, realizado em um hospital oncológico terciário,
no período de Maio de 2014 à Junho de 2015. Foram analisados dados de 268 pacientes incluídos diariamente em um
aplicativo da WEB para monitoramento da terapia nutricional enteral (TNE).
Resultados: Dos 268 pacientes, 57% (n=153) eram do sexo masculino com idade acima de 60 anos, admitidos por
motivos cirúrgicos e clínicos. A dieta enteral liquida polímerica com 1,2 a 1,3 Kcal/ml, sem lactose, sem sacarose, sem
frutose, hiperproteica (Teor proteico maior a 18% do Valor Energético Total (VET)) e normolipídica foi ofertada para
75% (n=201) dos pacientes, o uso médio de TNE foi de 6,55 dias. A necessidade calórica foi alcançada por 67% dos
pacientes, sendo atingida no 27° dia e a oferta protéica em 49% dos pacientes, que alcançaram no 24° dia de oferta.
Em relação à classificação do risco nutricional (NRS 2002) 81% apresentavam risco nutricional e 19% sem risco.
Quanto ao índice de massa corporal (IMC), a maioria estava na faixa de normalidade (eutrofia e sobrepeso).
Conclusão: Com o aplicativo da WEB pode ser feito o acompanhamento diário dos pacientes oncológicos internados na
UTI norteando as condutas nutricionais para ajudar no alcance das metas calóricas e protéicas. Com isso, foi
observado que a maioria dos pacientes internados tinham risco nutricional, porem forma classificados com eutrofia ou
sobrepeso pelo IMC.
Unitermos:terapia nutriconal enteral, aplicativo web
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação Do Consumo Alimentar De Indivíduos Eutróficos Através Da
Pirâmide Alimentar Brasileira
Autores: Izolda Virginia Santos Pereira, Larissa Marina Santana Mendonça De Oliveira;
Raynná Santos Silveira; Karine Santos Lima; Márcia Ferreira Cândido De Souza
Instituição: Hospital Universitário de Sergipe
Resumo:
Introdução: A Pirâmide Alimentar é um instrumento de orientação nutricional utilizado visando a saúde do indivíduo e
prevenção de doenças. Objetivo: Avaliar o consumo alimentar de indivíduos eutróficos de acordo com a pirâmide
alimentar brasileira. Material e Método: Foi realizado um estudo transversal com pacientes adultos e idosos, de ambos
os gêneros no ambulatório de Nutrição. Foram coletados dados referentes ao consumo alimentar (recordatório de 24
horas registrados em protocolos do serviço), dados antropométricos como circunferência da abdominal - CA (cm), peso
(kg), estatura (m) e calculado o Índice de Massa Corporal (IMC). Também foram coletados dados referentes a
prevalência de comorbidades. Para análise estatística dos dados foram realizados os testes de frequência, t-student,
média e desvio padrão utilizando software SPSS® versão 20.0 Resultados: A população foi composta por 77
pacientes, com média de IMC de 22,67±1,85 kg/m² em adultos, e 24,83±1,44 kg/m² em idosos, sendo 71,4% do sexo
feminino e CA com média de 89,23±6,26 cm para homens e 89,00±8,74 cm entre as mulheres. Dentre os participantes
50,6% possuíam hipertensão (HAS), 53,2% diabetes mellitus (DM) e 41,6% dislipidemias. Em relação a adequação do
consumo alimentar por porções da pirâmide alimentar, foram observadas inadequações no consumo de porções dos
grupos de cereais, pães, tubérculos e raízes (4,10±2,08) hortaliças (0,92±1,20), produtos lácteos (0,93±1,03),
leguminosas (1,29±2,07), óleos e gorduras (0,12±0,42), açúcares e doces (0,71±2,75). Os grupos frutas, carnes e
ovos apresentaram porções de acordo com o indicado na pirâmide. Conclusão: Apesar da eutrofia, houve alta
prevalência de doenças crônicas não transmissíveis, elevado risco cardiovascular de acordo com CA e inadequação do
consumo alimentar. Não foram encontradas diferenças entre as adequações no consumo quando comparados homens
e mulheres. Unitermos: consumo alimentar, avaliação nutricional.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Consumo De Gordura Saturada Em Pacientes Atendidos No Ambulatório
De Nutrição
Autores: Izolda Virginia Santos Pereira, Larissa Marina Santana Mendonça De
Oliveira;Raynná Santos Silveira;Karine Santos Lima;Márcia Ferreira Cândido De Souza
Instituição: Hospital Universitário de Sergipe; Universidade Tiradentes; Universidade
Tiradentes; Hospital Universitário de Sergipe
Resumo:
Introdução: O consumo de gordura saturada está relacionado com o aumento do LDL-c plasmático e do risco
cardiovascular. Objetivo: Avaliar o consumo de gordura saturada em pacientes atendidos no ambulatório de Nutrição.
Material e Método: Estudo transversal com adultos e idosos, de ambos os gêneros, atendidos no ambulatório de
Nutrição. Foram coletados dados antropométricos como circunferência abdominal CA (cm), peso (kg), estatura (m) e
calculado o Índice de Massa Corporal (IMC). Também foram coletados dados clínicos e bioquímicos sobre colesterol
total (CT) e frações (HDL-c e LDL-c), triglicerídeos (TG) e glicemia de jejum (GJ). O consumo de gordura saturada foi
calculado segundo recordatório de 24 horas registrado em protocolos do serviço. Para análise estatística foram
realizados testes de frequência, t-student, média e desvio padrão no software SPSS® versão 20.0. Resultados: O
estudo foi realizado com 77 pacientes eutróficos com idade média de 55,78±15,11 anos, sendo 55,8% adultos e 71,4%
do gênero feminino. A média de IMC foi de 22,67±1,85 kg/m² em adultos, e 24,83±1,44 kg/m² em idosos, CA de
89,00±8,73 cm no gênero feminino e 89,23±6,26 cm no gênero masculino. A população apresentou uma média de
consumo gordura saturada de 10,95±8,04 g, representando 6,94±3,18% em relação ao valor de consumo energético
diário. Os exames bioquímicos apresentaram médias de 180,44 ±50,1 mg/dL para CT, 103,1±46,42 mg/dL para LDL-c,
45,09±12,25 mg/dL para HDL-c no gênero masculino, 52,11±15,69 no gênero feminino, TG de 121,94±65,34 mg/dL e
GJ de 114,78±51,76 mg/dL. Na população, 53,2% possuíam diabetes mellitus, 50,6% hipertensão arterial e 41,6%
apresentavam dislipidemia. Conclusão: A população apresentou consumo de gordura saturada dentro das
recomendações. Entretanto, observou-se alta prevalência de DM, HAS, dislipidemia e elevada circunferência
abdominal no gênero feminino, indicando risco cardiovascular. Os dados bioquímicos indicaram alterações em LDL-c e
glicemia de jejum.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Prevalência De Dislipidemias, Uso De Hipolipemiantes E Alterações
Lipêmicas Em Indivíduos Eutróficos
Autores: Izolda Virginia Santos Pereira, Larissa Marina Santana Mendonça De Oliveira;
Raynná Santos Silveira; Karine Santos Lima; Márcia Ferreira Cândido De Souza
Instituição: Universidade Tiradentes; Hospital Universitário de Sergipe; Universidade
Tiradentes; Universidade Tiradentes; Hospital Universitário de Sergipe
Resumo:
Introdução: O processo de industrialização, transição epidemiológica e nutricional e mudanças nos hábitos de vida são
responsáveis pelo aumento na prevalência de dislipidemias. Objetivo: Identificar a prevalência de dislipidemia, uso de
hipolipemiantes e alterações nos índices lipêmicos em indivíduos eutróficos. Material e Método: Estudo transversal com
pacientes eutróficos de ambos os gêneros atendidos no ambulatório de Nutrição. Foram coletados dados clínicos
(comorbidades e uso de hipolipemiantes), antropométricos (Circunferência Abdominal CA (cm), peso (kg), estatura (m),
sendo os dois últimos utilizados para o calculo do Índice de Massa Corporal (IMC)) e bioquímicos (colesterol total (CT)
e frações (HDL-c e LDL-c) e triglicerídeos (TG)) através de protocolos de nutrição e prontuários no momento da
consulta. As informações foram analisadas através do cálculo da frequência, média, desvio-padrão e teste t de Student.
Foi utilizado o software SPSS® versão 20.0. Resultados: A população foi constituída por 78 pacientes eutróficos com
média de idade de 55,92±15,07 anos, 55,1% adultos e 71,8% mulheres. Dentre os participantes, 41% possuíam
dislipidemias (DLP), 29,5% faziam uso de hipolipemiantes, sendo o uso mais prevalente nas mulheres (78,26 %). Na
avaliação nutricional, a média de IMC foi de 22,67±1,85 kg/m² em adultos e 24,88±1,45 em idosos e CA de 87,2±13,11
cm no gênero feminino e 89,23±6,26 cm no masculino. Os participantes mostraram alteração em LDL-c 104,13±46,14
mg/dL. As demais variáveis bioquímicas CT (180,88 ± 50,82 mg/dL), TG (121,26±65,2 mg/dL) e HDL-c (52,71±16,19
mg/dL para mulheres e 45,09±12,25 mg/dL para homens) não apresentaram alterações. Conclusão: A população
apresentou prevalência elevada de DLP e uso de hipolipemiantes. Risco aumentado para doenças cardiovasculares
segundo valores de CA e valores aumentados de LDL-c. O acompanhamento nutricional é fundamental para melhora
do perfil lipídico. Unitermos: dislipidemias, avaliação nutricional
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil Socioeconômico, Antropométrico E Bioquímico De Pacientes
Candidatos A Cirurgia Bariátrica Atendidos No Ambulatório De Nutrição
De Um Hospital Universitário.
Autores: Jamiles Francisca dos Santos, Maria Janaine Menezes dos Santos - Graduanda em
nutrição; Izolda Virginia Santos Pereira - Graduanda em nutrição; Márcia Ferreira Cândido de
Souza - Nutricionista.
Instituição: Universidade Tiradentes - UNIT; Universidade Tiradentes - UNIT; Universidade
Tiradentes - UNIT; Hospital Universitário - HU.
Resumo:
Introdução: O conhecimento do perfil de pacientes candidatos à cirurgia bariátrica influenciará no sucesso do
tratamento pré-operatório e redução das complicações pós-operatórias. Objetivo: Identificar o perfil socioeconômico,
antropométrico e bioquímico de pacientes candidatos à cirurgia bariátrica atendidos em um hospital universitário.
Métodos: Estudo transversal com pacientes adultos de ambos os gêneros. Foram coletados dados socioeconômicos
(escolaridade e faixa salarial), dados antropométricos (peso, altura para cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC),
circunferência abdominal (CA)), dados bioquímicos (lipidograma e glicemia de jejum), dados clínicos (presença de
hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes melittus (DM) e dislipidemia). Para analise estatística foi utilizado o
programa SPSS® versão 18.0. Resultados: A amostra foi composta por 36 pacientes com média de idade 48,4±12,1
anos, sendo 77,8% do gênero feminino. Em relação à escolaridade, prevaleceu o nível médio completo em 33,3% da
amostra e a renda média familiar mensal foi 1,00±0,98 salário. A maioria dos pacientes (83,3%) possuía uma média de
3,0±1,7 dependentes. Na avaliação nutricional, as médias de IMC e CA foram respectivamente 49,3±9,5 kg/m² e
129,5±18,5 cm. A média de glicemia foi 93,4±28,22, CT 158±41,9, LDL 95,8±38,6 encontrando-se dentro dos
parâmetros. A média de HDL para homens foi 39,6±6,5 e para mulheres 45,4±9,9, ou seja, abaixo das recomendações.
Foi constatado que 83,3% dos pacientes possuíam HAS, 50% dislipidemia e 36,1% DM. Conclusão: A população
apresentou baixo poder aquisitivo, porem, o nível de escolaridade possibilita em tese o entendimento do cardápio
proposto. A CA e o IMC se apresentaram elevados, bem como, a prevalência de HAS e dislipidemia. O HDL de
homens e mulheres apresentou-se abaixo do recomendado. Os pacientes avaliados possuem um perfil de risco, sendo
importante a intervenção nutricional específica para esse grupo. Unitermos: Obesidade, perfil de saúde.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
COMPARAÇÃO ENTRE INSTRUMENTOS DE DIAGNÓSTICO
NUTRICIONAL EM PACIENTES CLÍNICOS HOSPITALIZADOS:
RESULTADOS PRELIMINARES
Autores: Jamille Santos Oliveira, Mariana Petitto; Juliana Frossard Ribeiro Mendes.
Instituição: Hospital de Base do Distrito Federal
Resumo:
Introdução A desnutrição é prevalente no ambiente hospitalar, sendo o acurado diagnóstico nutricional importante para
uma intervenção precoce.Objetivo Comparar dois instrumentos de diagnóstico nutricional. Método Estudo prospectivo,
observacional. A amostra foi composta por pacientes clínicos de um hospital terciário público do Distrito Federal, com
idade ≥ 18 anos. O estado nutricional foi diagnosticado em até 48 horas após a admissão pela ASG (Avaliação
Subjetiva Global)e recomendação para identificação e documentação da desnutrição em adultos da AND/ASPEN
(Academia Americana de Nutrição e Dietética/Sociedade Americana de Nutrição Parenteral e Enteral).A análise
estatística foi realizada no software SPSS, versão 19.0. A normalidade dos dados foi testada pelo teste de KolmogorovSmirnov. A acurácia do instrumento foi obtida por meio da curva ROC. A concordância dos diagnósticos entre os
instrumentos foi avaliada pelo coeficiente de kappa. Foi considerado estatisticamente significativo p-valor <
0,05.Resultados Na amostra de 47 pacientes predominaram indivíduos do sexo masculino (70%), entre 18 a 59 anos
(70%), com câncer (59%). Muitos pacientes relataram na admissão ingestão alimentar reduzida (63%) e perda
ponderal recente (68%). A prevalência de desnutrição foi de 72%. A concordância entre os instrumentos é excelente (k
0,83) e significativa (p-valor0,00) quando estratificamos os diagnósticos em “não desnutrido” e “desnutridos”. Ao
estratificarem “não desnutrido”, “desnutrido moderado/não grave” e desnutrido grave”, a concordância entre os
instrumentos se torna moderada (k 0,51), mantendo-se significativa (p-valor 0,00). Em relação a ASG, o instrumento da
AND/ASPEN teve acurácia de 93%, sensibilidade de 94%, especificidade de 8%, valor preditivo positivo de 97% e
negativo de 84%. Conclusão O instrumento de diagnóstico da desnutrição proposto pela AND/ASPEN apresenta boa
concordância e acurácia comparado a ASG. Unitermos avaliação nutricional, desnutrição.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
GANHO PONDERAL EM GESTANTES ATENDIDAS EM UM HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO DO NORDESTE BRASILEIRO
Autores: JORGIANE DE SOUZA CAMASSARI, MARIA GORETTI PESSOA DE ARAÚJO
BURGOS¹; MIKAELLA CARLA DE FRANÇA CAVALCANTI²
Instituição: 1-PROFESSORA Ph.D - Departamento de Nutrição, UFPE; 2-ACADÊMICA DE
NUTRIÇÃO, UFPE
Resumo:
A gestação é um período de extrema importância nutricional, sendo considerado um importante indicador de
prognóstico do nascimento saudável a termo. O peso pré-gestacional e o ganho ponderal gestacional, são indicadores
amplamente utilizados na avaliação do estado nutricional da gestante. Objetivo: Caracterizar em gestantes de alto risco
o estado nutricional pré-gestacional, gestacional e ganho ponderal. Metodologia: Estudo descritivo, de corte
transversal, realizado com 80 gestantes atendidas no Centro Obstétrico do Hospital das Clínicas/UFPE, em Recife
Pernambuco. Os dados foram coletados, em duas etapas, na primeira, foi aplicado um questionário para coleta da
antropometria e a segunda ocorreu por meio de consulta ao cartão da gestante e prontuário, para coleta de
informações referentes à idade gestacional e evolução ponderal. O estado nutricional foi avaliado pelo índice de massa
corporal (IMC) pré-gestacional (segundo IOM, 1990) e, ao final da gestação, com classificação segundo a OMS 1995.
Os dados foram consolidados e analisados, utilizando o teste de ANOVA para avaliar diferença entre os grupos.
Resultados: O estado nutricional pré-gestacional mostrou uma alta prevalência de eutrofia (42,5%), seguido de
sobrepeso (30%), obesidade (18,75%) e baixo peso (8,75%), com diferença estatística entre eles de p< 0,005.
Enquanto o IMC ao final da gravidez teve uma maior prevalência de sobrepeso (33,75%), seguido de eutrofia (30%),
obesidade (23,75%) e baixo peso (12,5%), com diferença de p< 0,005. Com relação ao ganho ponderal gestacional, a
maioria apresentou ganho de peso excessivo (40%), seguido de ganho adequado (32,5%) e abaixo do recomendado
(27,5%). Conclusão: Foi evidenciado alta frequência de excesso de peso, com ganho ponderal significativo durante o
3º e 4º trimestre de gestação. Este quadro evidencia a necessidade de atendimento nutricional. Unitermos: Estado
nutricional pré-gestacional; estado nutricional ao final da gestação; ganho de peso gestacional
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Facilitadores da mamada na primeira hora de vida do recém-nascido:
Chamada Neonatal – Rio Grande do Norte.
Autores: Josilene Maria Ferreira Pinheiro, Lorena dos Santos Tinoco; Adriana Souza Silva da
Rocha; Maísa Paulino Rodrigues; Clelia de Oliveira Lyra; Maria Angela Fernandes Ferreira
Instituição: Pós Graduação de Saúde Coletiva - Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Resumo:
Introdução: A prática da mamada na primeira hora de vida, ainda na sala de parto, quando a mãe e o recém-nascido
estão bem, é uma das recomendações da OMS, UNICEF, MS e o passo 4 da Iniciativa Hospital Amigo da Criança para
fortalecer o vínculo mãe-bebê e contribuir para redução da mortalidade infantil. Objetivo: Identificar os fatores que
possam contribuir para a prática da mamada na primeira hora de vida. Material e Método: Estudo transversal realizado
a partir do banco de dados da pesquisa nacional de base populacional intitulada “Chamada Neonatal: avaliação da
atenção ao pré-natal e aos menores de um ano nas regi es Norte e Nordeste”, que aconteceu nos nove municípios
prioritários para o Pacto de Redução da Mortalidade Infantil e Neonatal no Rio Grande do Norte, com 837 pares
mãe/filho. Resultados: A frequência da mamada na primeira hora de vida foi de 64,8%. Dentre os fatores que
facilitaram a prática, estando associados significativamente, destacam-se a idade da mãe superior a 20 anos (p<
0,038), Orientação sobre aleitamento materno no pré-natal (p< 0,047), avaliação da qualidade do parto boa (p< 0,017),
auto avaliação do parto muito boa (p< 0,038). Já em relação aos recém-nascidos, facilitaram o sexo feminino (p<
0,018), nascerem com peso adequado (p< 0,038) e Idade Gestacional maior que 37 semanas (p< 0,011). Não houve
associação significativa com a escolaridade, renda, e local de nascimento. Conclusão: A baixa frequência da mamada
na primeira hora de vida poderá ser modificada através de práticas contínuas de atendimento integral a gestante, com
melhora da qualidade do pré-natal e parto para um melhor nascimento, proporcionando melhores condições de vida
para o recém-nascido.
Unitermos: Aleitamento Materno, Recém-Nascido.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
AVALIAÇÃO DO CUSTO DA TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL
FORNECIDA POR UM SERVIÇO DE ATENDIMENTO DOMICILIAR DE UM
HOSPITAL PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autores: Jozelaine Aparecida Nascimento, Fernanda Lina Torihara
Instituição: Hospital Servidor Público Estadual
Resumo:
Com o envelhecimento da população há o aumento de doenças crônico-degenerativas, crescendo o número de
pessoas que necessitam de cuidados contínuos, com maior utilização de medicamentos, dos serviços de saúde e
necessidade de hospitalização. Umas das propostas para diminuir os gastos com a saúde é o serviço de atendimento
domiciliar (SAD), no qual, por exemplo, o custo da terapia nutricional em casa tende a ser menor quando comparada a
utilizada durante a hospitalização. O objetivo principal do trabalho é avaliar o custo médio das dietas enterais
industrializadas fornecidas pela instituição para os pacientes atendidos pelo SAD de um Hospital Público do Estado de
São Paulo. Além de caracterizar a população através da faixa etária, verificar a média de calorias e descrever as
principais vias de administração das dietas. Trata-se de um estudo retrospectivo e quantitativo, realizado com 75
pacientes inscritos no SAD em uso de terapia nutricional enteral industrializada fornecida pelo hospital, no período de
janeiro a dezembro de 2014. As informações para determinação das necessidades calóricas foram coletadas durante a
visita da nutricionista e os dados secundários foram obtidos do prontuário do paciente. Verificou-se que houve
prevalência do gênero feminino (75%) e a média de idade foi de 78 anos para os homens e 81 anos para as mulheres.
Sendo que, a maioria da população (73% dos homens e 59% das mulheres) utilizam a gastrostomia como via de
alimentação. A média de calorias foi de 1852 para idosos e 1412 para adultos. O custo total/ano com o fornecimento de
dieta enteral industrializada foi de R$ 205.000,00 tendo como custo médio diário por paciente R$ 21,00. Os resultados
coincidem com outros estudos que demonstraram média de valor da terapia nutricional enteral domiciliar industrializada
de R$ 19,88 à R$ 36,75. Essa terapia mostrou-se válida dentro de um serviço de atendimento domiciliar, trazendo
benefícios para o paciente, cuidador e para a instituição.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Indicadores de Qualidade em Terapia Nutricional como ferramenta de
monitoramento da assistência nutricional prestada ao paciente cirúrgico
Autores: Julia Sommerlatte Manzoli de Sa, Norma Marshall
Instituição: 1Programa de Residência em Nutrição Clínica, Hospital Regional da Asa Norte,
Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, Brasília – DF
Resumo:
INTRODUÇÃO: A Terapia Nutricional além de corrigir a desnutrição, poderá também contribuir para a redução de
complicações pós-operatórias. A implantação da gestão de qualidade pode reduzir intercorrências deste processo.
OBJETIVO: O objetivo do estudo foi monitorar a assistência nutricional em pacientes hospitalizados cirúrgicos por meio
dos Indicadores de Qualidade em Terapia Nutricional (IQTN).
MATERIAL E MÉTODO: Estudo de caráter longitudinal observacional e analítico, realizado de Março-Maio/2014. Os
dados foram coletados via prontuário a partir de avaliações registradas pelos nutricionistas. A partir destes dados foram
calculados indicadores para posterior avaliação da evolução da assistência nutricional. Foi feita análise descritiva dos
dados; para análise estatística foi utilizado Teste T de Student (p<0,05) e análise percentual dos resultados.
RESULTADOS: Foram avaliados 208 pacientes no total, sendo que desses 37 (25,5%) estavam em TN. Ao final dos
três meses tais indicadores atingiram meta de referência utilizada para comparação dos dados: Triagem Nutricional
(87,7%), Avaliação Subjetiva Global (75%), Frequência de dias de adequação energética (87%), Frequência dias com
oferta calórica menor do que o prescrito (9,7%); outros tiveram resultados inferiores a meta apesar da melhora
observada durante o estudo: Jejum Digestório (37,5%), Perda de Proteínas Viscerais (37,5%). Observou-se piora dos
resultados ao longo da pesquisa com ênfase no terceiro mês no indicador de Frequência de diarréia (25%). Houve
manutenção do nível de excelência para processos como aplicação de IMC e registro da estimativa das necessidades
nutricionais (100%).
CONCLUSÕES: Concluiu-se que o uso de IQTN é viável e os resultados sugerem que estes sejam uma ferramenta útil
para monitoramento da assistência nutricional em pacientes cirúrgicos. No entanto são necessários planos de ação
para melhoria de alguns processos.
UNITERMOS: Indicadores de qualidade, terapia nutricional.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação do benefício da nutrição enteral precoce em pacientes com
síndrome da imunodeficiência adquirida internados na unidade de terapia
intensiva
Autores: Juliana Petrochelli Banzato, Caetano Soraggi Neto; Meire Marchi Pereira; Andrea
Zumbini Paulo; Roberta Nemer Camargo
Instituição: Instituto de Infectologia Emilio Ribas
Resumo:
Introdução: O suporte nutricional enteral é indicado para prevenir a desnutrição e suas complicações. Nos pacientes
críticos, a desnutrição associa-se a um estado de estresse catabólico podendo progredir para resposta inflamatória
sistêmica, aumento de complicações infecciosas, disfunção de múltiplos órgãos e mortalidade. Diretrizes recomendam
terapia nutricional precoce no paciente estabilizado hemodinamicamente. Objetivo: Avaliar os benefícios da introdução
da nutrição enteral precoce em pacientes com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) internados na unidade
de terapia intensiva (UTI) de um hospital publico de referência em infectologia. Metodologia: 34 pacientes internados na
UTI, com idades entre 18 e 59 anos, em uso de nutrição enteral exclusiva. Nos grupos de recebimento precoce e tardio
foram avaliados aspectos clínicos e antropométricos. Resultados: O estudo apresentou pacientes com idade média de
41,29 ± 1,68 anos, predominantemente do sexo masculino (58,82%), com peso inicial de 52,00 ± 1,74. No momento da
internação 55,88% apresentaram desnutrição. O tempo médio de internação na UTI foi de 13,85 ± 2,16 dias,
mortalidade de 44,11% e SOFA de 9,82 ± 0,46. Em 61,32% dos pacientes, a nutrição enteral foi iniciada precocemente,
porém não houve associação significativa com os parâmetros clínicos como: tempo de internação, mortalidade, SOFA
e com os parâmetros nutricionais. No grupo tardio houve uma tendência quanto a maiores valores de PCR no momento
de internação e uma relação desses valores quando comparados ao primeiro e ao décimo dia de internação.
Conclusão: Esses pacientes receberam em sua maioria terapia nutricional precoce, porém já chegaram com um quadro
de desnutrição agravado, altos níveis inflamatórios e disfunção orgânica. A nutrição enteral precoce não apresentou
relação com mortalidade e tempo de internação. Unitermos: Terapia Nutricional, Dieta enteral precoce
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Identificação do Risco Nutricional em Pacientes Hospitalizados por meio
da Nutrition Risck Screening (NRS-2002).
Autores: Juliana Teixeira da Silva, Emanuelle de Carvalho Bittencourt; Larissa Monteiro Costa;
Vagner Roberto de Jesus Santos; Adriana Ferreira Rebouças
Instituição: Clínica Especializada de Nutrição - Cenutri
Resumo:
Introdução: O suporte nutricional em pacientes hospitalizados tem por objetivo preservar a massa magra corporal,
manter a função imune e evitar complicações. A avaliação do estado nutricional possibilita a adoção de intervenções
nutricionais adequadas, visando à recuperação e/ou manutenção da sua saúde. Objetivo: Identificar a ocorrência de
risco nutricional em pacientes hospitalizados, por meio da Nutrition Risk Screening (NRS-2002). Métodos: Estudo
transversal feito com 574 pacientes adultos internados no Hospital particular de Aracaju-SE, realizado através da
aplicação do instrumento de triagem NRS 2002. Foram motivos de exclusão desta amostra o internamento inferior a 24
horas e superior a 72 horas, pacientes com a incapacidade em completar o protocolo da triagem nutricional, paciente
com idade inferior a 18 e superior à 99 anos. Para tabulação e análise estatística dos dados, foi utilizado o software
SPSS versão 11.0. Na análise descritiva foi utilizada para as variáveis contínuas com distribuição normal média e
desvio padrão e para as variáveis categóricas a frequência. O teste de qui-quadrado foi utilizado para inferência,
adotando-se nível de significância < 5% (p<0,05). Resultados: Entre os 574 pacientes, a idade média dos indivíduos foi
de 63,7±18,3 anos, sendo 217(37,8%) adultos e 357(62,2%) idosos. O gênero feminino representou 319(55,5%) da
amostra. O risco nutricional foi identificado em 28,1% dos pacientes avaliados. Dentre as principais doenças
encontradas verifica-se que a ocorrência de risco nutricional foi significativamente maior (p=0,018) entre os pacientes
com doenças infecciosas 25(41,7%) e neurológicas 21(42,0%). Conclusão: Mostrou-se clara a importância da triagem
nutricional em pacientes hospitalizados, pois 28,1% dos pacientes encontrava-se em risco nutricional. Demonstrando
que a patologia pré existe e a idade do indivíduo podem afetar no estado nutricional do paciente. Unitermos: NRS2002, Avaliação Nutricional, Triagem Nutricional
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Probióticos e prevenção da diarreia associada à antibioticoterapia em
pacientes em uso de terapia nutricional enteral
Autores: Juliana Teixeira da Silva, NAYARA VARJÃO DE OLIVEIRA; BÁRBARA VIEIRA
RODRIGUES TRINDADE; TAMARA MOURA TAVARES; VIVIANE MARTINS BARROS;
JAMILE CARDOSO DE AMORIM
Instituição: CENTRO ESPECIALIZADO DE NUTRIÇÃO - CENUTRI
Resumo:
Introdução: O tempo prolongado e o uso de mais de um antimicrobiano, bem como idade inferior a seis anos e superior
a 65, cirurgias gastrointestinais, doenças graves, imunossupressão e tempo de hospitalização prolongado constituemse fatores de risco para a ocorrência de diarreia associada a antibióticos. Tendo em vista os efeitos benéficos que os
probióticos exercem sobre a microbiota intestinal, a administração destes em pacientes sob o uso de antibióticos tem
sido associada à redução na incidência de diarreia em crianças e adultos. Objetivo: Analisar a eficácia do uso de
probióticos na prevenção de diarreia associada à antibioticoterapia em pacientes em uso de terapia nutricional enteral
(TNE), internados em hospital particular na cidade de Aracaju, Sergipe. Materiais e Métodos: Trata-se de um trabalho
de caráter prospectivo, randomizado, o qual avaliou um total de 27 pacientes em TNE em uso de antibióticos de amplo
espectro. Os pacientes foram divididos em dois grupos por meio de um sorteio aleatório. O grupo intervenção iniciou o
uso de probiótico contendo 4 cepas em até 24h após o início do antibiótico e manteve seu uso até 7 dias após o
termino do tratamento medicamentoso. O grupo controle não fez uso de probiótico em nenhum momento do tratamento
com antibióticos. A analise estatística utilizou a média e desvio padrão na análise descritiva das variáveis contínuas e
o teste t para inferência, e o teste de qui-quadrado para inferência quando em se tratando de variáveis categóricas. Foi
adotado nível de significância < 5%. Resultados: Foi encontrada uma associação entre o uso de probióticos e a
redução da incidência de diarreia (p=0,03), no entanto não houve diferença estatisticamente significativa na média de
duração da diarreia entre os grupos. Conclusão: O uso de probióticos mostrou-se uma medida eficaz para prevenção
de diarreia em pacientes sob antibioticoterapia. Unitermos: probióticos, diarreia, antibioticoterapia.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Análise e caracterização das necessidades nutricionais de pacientes em
terapia nutricional exclusive, em risco de desenvolver úlcera por pressão,
internados em unidade Semi Intensiva
Autores: Julieta Regina Moraes, Kathucia Franco Ferreira dos Santos
Silvia Maria Fraga Piovacari
Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein
Resumo:
Estudo transversal, retrospectivo, com 142 pacientes, sendo 141 idosos, em uso de terapia nutricional (TNE), no
período de novembro de 2014 a janeiro de 2015. Os dados foram coletados nos prontuários de pacientes classificados
em risco de desenvolver ou com presença de úlcera por pressão (UP), e também peso, altura, tipo de TNE, registros
volume infundido da dieta enteral, emprego de modulo enteral protéico complementar, adequação das necessidades
calóricas e proteícas, classificação de risco de UP (escala de Braden, 2007). A TNE foi classificada segundo densidade
calorica. Foram utilizados os parâmetros de IMC, classificados segundo OMS (2008) para adultos e OPAS (2202) para
idosos. O banco de dados foi elaborado no software Excel 2010. Da amostra analisada, quanto à classificação do
estado nutricional, 25 dos pacientes apresentavam IMC para baixo peso (17,6%), 78 eutróficos (55%), nenhum em
sobrepeso e 39 obesos (27,4%). Em relação à TNE observou-se 90,6% de adequação calórica e 91,1% de adequação
protéica dos paciente em risco ou presença de UP. Recebiam TN hiperprotéica (exclusiva ou associada ao módulo
proteico). Os motivos encontrados de inadequação da meta nutricional foram: não autorização de aumento de volume
enteral ou formula enteral normocalórica solicitada pela equipe médica (39,7%), TNE em protocol de progressão
enteral (33,3%), jejum para cirurgia (9,4%), pausa para fonoterapia (4,8%), intolerância do paciente à progressão de
volume (4,8%), jejum para exams (3,2%), distensão abdominal (3,2%) e perda de sonda acidental (1,6%). Dos
pacientes que apresentavam presença UP, todos recebiam TNE hipercalórica e hiperproteica, exceto n=1 (6,6%)
paciente recebia fórmula enteral exclusiva para insuficiência renal crônica devido tratamento conservador.
De acordo com os resultados observados, podemos concluir que os pacientes internados que apresentavam risco para
desenvolver UP, em sua maioria são idosos, eutróficos e recebem TNE hiperproteica.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Tempo de liberação de jejum x gravidade clínica em UTI Pediátrica de um
hospital privado em São Paulo
Autores: Karen Cristine Martins da Silva, Juliana dos Santos Marques;Fernanda Rodrigues
Alves;Larissa Lins;Katia Jarandilha dos Santos
Instituição: Hospital Samaritano de São Paulo
Resumo:
Introdução:A nutrição adequada é fundamental para promover o crescimento e o desenvolvimento adequado da
criança, garantindo melhores condições de saúde. Durante a internação hospitalar muitas crianças são submetidos a
diversos procedimentos para os quais necessitam permanecer sem ingerir nada por via oral ou enteral durante algum
tempo. Esse período de privação de ingestão é também conhecido como jejum.Objetivo: Este estudo teve por objetivo
avaliar o tempo de permanência em jejum de acordo com a gravidade clinica dos pacientes internados na unidade de
terapia intensiva pediátrica.Material e Método:Estudo retrospectivo, em pacientes internados na unidade de terapia
intensiva pediátrica, de ambos os sexos e com idade entre 2 meses a 17 anos. A coleta de dados iniciou-se no 1º dia
de internação até o momento de liberação da dieta. O acompanhamento foi realizado no período de Janeiro a Abril de
2015. As informações foram obtidas atráves de prontuário eletrônico (Sistema Tasy).Resultados: Foram avaliadas 155
crianças de diversos diagnósticos clínicos. Dessas 21 ficaram de jejum por um período maior de 24 horas,
representando 13,5% do total. Os diagnósticos observados foram: hematemêse;crise convulsiva; sepse
grave;ileocistoplastia;exérese
de
tumor;traqueoplastia;insuficiência
respiratória;broncoespasmo;transplante
renal;abdome agudo obstrutivo;convulsão;anemia falciforme;politrauma;laparotomia. Dentre os diagnósticos
observados, foi identificado uma maior incidência de sepse grave 9,5% e transplante renal 23,8%.Conclusões: A
avaliação dos dados mostram que na unidade de terapia intensiva pediátrica houve 13,5% de jejum em 24h, sendo
observada maior incidência em diagnósticos como sepse grave e transplante renal, portanto a análise por diagnostico
clinico se faz necessária. Esta estratificação refina os dados para melhor entendimento do perfil nutricional das
crianças, permitindo diagnósticos e introdução de terapias nutricionais assertivos.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA DE IDOSOS INTERNADOS EM UMA
UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
Autores: Katiane Schmitt Dalmonte, Katiele Baelz; Leticia Lopes Fischborn; Francieli Rossoni
da Silva; Fabiana Assmann Poll; Carolina Testa Antunes.
Instituição: Hospital Santa Cruz - Residência Multiprofissional em Saúde;
Resumo:
Introdução: A antropometria é amplamente utilizada na avaliação do estado nutricional por ser um método pouco
invasivo, possuir procedimentos de fácil entendimento e baixo custo. Objetivo: Avaliar o perfil antropométrico de idosos
internados em uma Unidade de Terapia Intensiva – UTI, de um hospital de ensino do interior do Rio Grande do Sul/RS.
Material e Método: Trata-se de um estudo descritivo retrospectivo e quantitativo com 163 pacientes idosos ingressantes
na UTI. Os dados foram retirados da ficha de avaliação nutricional utilizada pelo serviço de nutrição entre os anos de
2013 e 2014. Para estabelecer o estado nutricional (EN) foi realizado o índice de massa corporal (IMC) obtido pelo
peso e altura estimados pela fórmula de Chumlea (1985) e a classificação do IMC por Lipschitz (1994). Os dados foram
armazenados e analisados em uma planilha do Microsoft Office Excel 2007. Resultados: Foram avaliados os dados de
163 idosos, sendo que 3,06% estavam sem avaliação antropométrica. A idade média foi de 72,2 anos (DP ± 8,2 anos).
Destes 41,71% (n=68) eram mulheres e 58,29% (n=95) eram homens. Em relação à avaliação antropométrica, a média
de peso foi de 68,92 Kg, sendo que 20,24% (n=34) encontravam-se com magreza, 39,26% (n=64) em eutrofia e
35,58% (n=60) com excesso de peso. A média de IMC para as mulheres foi de 25,93 Kg/m² (eutrofia) e para os
homens de 25,78 kg/m² (eutrofia), semelhante em ambos os sexos. Conclusão: Essa avaliação demonstra que
prevaleceu o EN de eutrofia seguido do excesso de peso. Cabe-se destacar, que em função do paciente estar
criticamente enfermo faz-se o uso de fórmulas de estimativa, que são ferramentas válidas nessa situação, mas podem
não refletir precisamente no EN do paciente, muitas vezes superestimando os valores encontrados de peso corporal.
No entanto, são medidas úteis para o monitoramento do paciente ao longo da internação avaliando a eficácia da
terapia nutricional prescrita.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil antropométrico e causas de internação de pacientes em uso de
terapia nutricional enteral de um hospital escola.
Autores: Katiane Schmitt Dalmonte, Leticia Lopes Fischborn; Francieli Rossoni da Silva;
Katiele Baelz; Kelly Labres Figueiredo; Fabiana Assmann Poll
Instituição: Hospital Santa Cruz - Residência Multiprofissional em Saúde
Resumo:
Introdução: A terapia nutricional enteral (TNE) é utilizada em grande frequência em ambiente hospitalar, especialmente
na unidade de terapia intensiva. Indica-se que início da nutrição enteral seja precoce, ou seja, nas primeiras 24 a 48
horas após admissão hospitalar, assim que o paciente estiver hemodinamicamente estável. Para isso, se faz
necessária a avaliação do estado nutricional dos pacientes no momento da internação. Objetivos: Verificar o perfil
antropométrico de pacientes submetidos à TNE, internados em uma UTI no período de março à maio de 2015, através
da classificação do Índice de Massa Corporal (IMC) e Circunferência do Braço (CB), bem como os principais motivos
da internação. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo em pacientes internados em uma
UTI, nas primeiras 48 horas de admissão em uso de TNE. Os dados foram retirados do formulário específico de
avaliação nutricional. Foram coletadas medidas antropométricas para estimativa de peso, estatura e CB. Resultados:
Foram avaliados 68 pacientes, dentre esses, 75% idosos. Nos adultos a eutrofia prevaleceu em 47,05% dos pacientes
corroborando com a classificação da CB, que indicou eutrofia em 58,82%. Em relação a população idosa, verificou-se
que 50,98% estava eutrófica no momento da internação, seguindo do excesso de peso (37,25%). Os principais motivos
de internação foram cirurgias (23,52%), problemas cardíacos (22,05%) seguido de outras causas diversas. Conclusão:
A maioria dos pacientes em relação ao IMC e CB apresentam eutrofia, no momento da admissão na UTI. Levando-se
em consideração que as maiores causas de internação são por motivos cirúrgicos e problemas cardíacos, pode-se
sugerir a baixa prevalência de doenças catabólicas, favorecendo a presença de eutrofia e excesso de peso entre eles.
Sendo assim, o início precoce da terapia nutricional se mostra importante para manutenção do estado nutricional dos
pacientes.
Unitermos: avaliação antropométrica, nutrição enteral.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Desfecho clinico de pacientes admitidos em Unidade de Terapia Intensiva
(UTI) segundo percentual protéico atingido com terapia nutricional.
Autores: Kelini Souza de Lemos, Jonas Cortez Moreira Junior;
Raisa Lana Silva de Morais;
Luana Julia Guimaraes da Silva;
Lorena Lobato Rodrigues da Cunha;
Lais Caroline Ferreira Cardoso.
Instituição: Nutriterapica - EMTN
Resumo:
Introdução: A terapia nutricional enteral (TNE) surge como uma possibilidade terapêutica de manutenção ou
recuperação do estado nutricional nos indivíduos que apresentam o trato gastrintestinal íntegro para o processo
digestório, sendo a alternativa para viabilizar o aporte nutricional com ênfase no percentual proteico infundido, o que
segundo a literatura demonstra um melhor prognóstico para os pacientes, incluindo menor mortalidade na Unidade de
Terapia Intensiva (UTI). Objetivo: Diante disso este estudo buscou analisar a adequação proteica em terapia nutricional
enteral empregada em pacientes admitidos na UTI relacionando com o desfecho clinico. Material e método: Trata-se de
um estudo retrospectivo realizado com pacientes da UTI de um hospital particular de Belém do Pará. A coleta de dados
foi realizada de novembro de 2014 à junho de 2015 com pacientes de ambos os sexos, admitidos na UTI e que
permaneceram com TNE por no mínimo 3 dias e máximo 30 dias, sendo a meta proteica de 80%. Todos os pacientes
fora desses critérios foram excluídos. Resultados: Participaram 85 pacientes, onde 51,7% atingiu a meta proteica
mensal. A frequência de óbito se manteve alta tanto no grupo dos que atingiram a meta (68,3%), quanto no grupo que
não atingiu (75%). Essa frequência alta de mortalidade ocorreu devido a gravidade clinica dos pacientes. Foi observado
maior numero de alta nos pacientes que atingiram meta (31,7%) em relação aos que não atingiram (25%). Conclusão:
O estado clinico do paciente tem papel central no desfecho do caso podendo a oferta adequada de proteínas contribuir
para melhora clinica. Unitermos: Adequação protéica;
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
INDICADORES DE QUALIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL DE UM
HOSPITAL PRIVADO DA CIDADE DO SALVADOR-BA.
Autores: LAILA HOHLENWERGER SANTANA CARNEIRO, SUZANA MARCIA MOREIRA
SANTOS
SARA MOREIRA ANUNCIAÇÃO
LARISSA FERNANDES PEREIRA
SUZANE PEREIRA DE CARVALHO
LAYNE CARLA GOONZAGA OLIVEIRA
Instituição: HOSPITAL PORTUGUÊS
Resumo:
Introdução: A Terapia Nutricional (TN) é uma importante ferramenta utilizada para o tratamento de indivíduos enfermos.
Visando garantir a qualidade do serviço prestado e segurança ao paciente hospitalizado torna-se imprescindível
instituir e monitorar indicadores de qualidade em um serviço de TN. Objetivo: Expor as metas e resultados
correspondentes aos indicadores de qualidade em TN enteral (TNE) em um hospital privado de Salvador – BA.
Métodos: Estudo tranversal, de caráter retrospectivo, realizado com um total de 3453 pacientes de ambos os sexos,
com idade igual ou superior a 18 anos, no período de junho a julho de 2015. Os resultados foram obtidos através do
programa Microsoft Office Excel. Resultados: O referido Serviço de TN é constituído de cinco indicadores de qualidade:
frequência de perda inadvertida de sonda nasoenteral (SNE), incidência de diarréia, alcance da meta calórica em até
72h, taxa de volume infundido versus volume prescrito e orientação de alta hospitalar. Durante o período foi observado
que os pacientes acompanhados pela Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN) apresentaram uma média
2,8% de perda de SNE (meta: até 4%) e uma incidência de diarréia relacionada à TNE de 4,2% (meta: até 7%). Dos
pacientes avaliados, 96% alcançaram sua meta calórica (meta: 95%) em até 72h e 83% tiveram seguimento da
prescrição nutricional quanto à infusão de dieta (meta: 83%). Quanto à orientação nutricional, 97,4 % (meta: 90%) dos
pacientes em TNE tiveram alta orientada. Conclusão: Observou-se que a EMTN vem cumprindo com suas metas,
inferindo que na população estudada sua efetividade no tratamento ao paciente hospitalizado vem sendo satisfatória.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
INDICADORES DE QUALIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL EM UMA
UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE UM HOSPITAL PÚBLICO DO
DISTRITO FEDERAL
Autores: Larissa Vaz Gonçalves, Polyana Alves Rodrigues
Instituição: Hospital Regional de Ceilândia; Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal
Resumo:
Introdução: Alguns indicadores de qualidade de terapia nutricional são utilizados como medida de avaliação em saúde,
visando identificar estratégias para diminuição das não conformidades relacionadas à nutrição, fazendo com que
melhore a qualidade na assistência nutricional. Objetivo: Avaliar a adequação da terapia nutricional em relação ao
alcance das metas proteicas e calóricas numa UTI de hospital público. Material e método: Trata-se de um estudo
observacional descritivo, realizado em prontuários de pacientes internados na UTI do Hospital Regional de Ceilândia,
DF. A coleta foi de janeiro a março de 2013 e de junho a novembro de 2014. Foram avaliados os dados da primeira
avaliação nutricional (até 3° dia de internação) e da reavaliação (7 a 10 dias posteriores à avaliação). Os indicadores
de qualidade em terapia nutricional analisados foram: alcance das metas calóricas e protéicas. A meta de alcance
segundo a EMTN era de > 80%. Resultados: A amostra foi composta por 108 pacientes. Na primeira avaliação a média
tanto caloria quanto proteina estavam em desacordo com a meta (51,12% +-42,58, 41,19% +- 41,55, p <0,001). Já na
segunda avaliação ficaram de acordo com a meta (90,37% +-24,52, 94,62% +- 29,37, p <0,001). Esse resultado era
esperado pois na primeira avaliação haviam pacientes instáveis e em dieta zero (20,4%). Também é comum pacientes
criticos apresentarem gastroparesia e risco de síndrome da realimentação, necessitando, muitas vezes, de evolução
dietética lenta. Conclusão: As metas nutricionais não estavam de acordo com a meta nos 3 primeiros dias de
internação, porém na segunda avaliação as metas estavam de acordo com o preconizado pela EMTN.
Unitermos: Terapia Nutricional, Unidade de Terapia Intensiva, Indicadores de Qualidade.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE PESO REFERIDO E PESO AFERIDO DE
SERVIDORES DE UM HOSPITAL PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL.
Autores: LAURA SILVA DE ABREU, Brenda Gabriela Pinheiro Martins; Lais da Silva Lima;
Fabio de Resende Batista.
Instituição: Hospital Regional de Santa Maria – DF.
Resumo:
Introdução: A avaliação é um processo sistemático, sendo o primeiro passo da
assistência nutricional, tendo o objetivo de identificar problemas ligados à nutrição,
sendo constituída de coleta, verificação e interpretação de dados para tomada de
decisões referentes à natureza e à causa de problemas nutricionais1. A antropometria é
uma das ferramentas mais utilizadas na prática clínica, por ser um método nãoinvasivo,
de baixo custo e universalmente aplicável2. A coleta das medidas implica em
tempo de execução, treinamento, além de dificuldades de transporte do equipamento3.
Sujeitos acamados não podem ter tais medidas aferidas, demandando a utilização de
equipamentos caros ou de estimativas4. Objetivo: Avaliar a correlação entre o peso
referido e peso aferido de indivíduos adultos. Material e Método: A pesquisa foi
realizada com servidores de um Hospital Público do Distrito Federal. Os participantes
foram convidados para participar de uma oficina de estimativa de peso, entretanto, não
foram informados que seriam pesados. Questionou-se a cada um o seu peso atual
referido (PR) e posteriormente cada indivíduo foi pesado em balança digital para
verificação do peso aferido (PA). A correlação entre o PR e PA foi realizada utilizando
o coeficiente de correlação de Pearson e estabelecido um nível de significância de
p≤0,05. Para as análises, foi utilizado o PASW 18. Resultados: A amostra foi composta
por 16 servidores (n=16), dentre homens (n=12) e mulheres (n=4). O PA médio entre os
homens foi de 78,12±12,42 e o PR foi de 78,53±11,48, com forte correlação positiva
(r=0,96, p≤0,001). Entre as mulheres, PA médio foi de 63,05±8,04 e o PR foi de
61,53±8,52, também com forte correlação positiva (r=0,94, p≤0,05). Conclusão: O peso
referido apresentou forte correlação com o peso aferido, o que sugere que o nutricionista
pode utilizá-lo como referência na impossibilidade de realizar a antropometria com peso
aferido.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Análise da Adequação de Micronutrientes da Dieta Enteral Artesanal
usada em
uma Unidade Hospitalar do Distrito federal
Autores: LAURA SILVA DE ABREU, Brenda Gabriela Pinheiro Martins; Fabio de Resende
Batista; Lais da Silva Lima
Instituição: Hospital Regional de Santa Maria – DF
Resumo:
Introdução:Há alguns anos se reconhece a associação entre desnutrição e pior evolução clínica do paciente
grave.Todavia, atribui-se este fato à gravidade do paciente e a desnutrição é considerada consequência e não causa1.
A Terapia Nutricional visa a atenuação dos efeitos catabólicos da doença sobre o corpo humano, para isso, se faz uso
de fórmulas nutricionais específicas. As dietas industrializadas são preferidas, visto que diminuem a manipulação no
preparo e, com isso, a possibilidade de contaminação2,3.Porém, devido ao seu custo mais elevado, muitos pacientes
não podem fazer uso destas fórmulas, optando por dietas enterais artesanais4
. Objetivo: Analisar e comparar a adequação de micronutrientes da dieta enteral industrializada e da artesanal
utilizadas em uma Unidade Hospitalar do Distrito Federal.Material e Método: Foi realizada análise através dos
programas DietWin e Microsoft Excel 2013 de micronutrientes da dieta enteral industrializada e artesanal, ambas
padronizadas em uma Unidade Hospitalar do Distrito
Federal. Resultado: Ambas dietas ofertavam 1700kcal. Em relação aos micronutrientes,
percebe-se que na dieta enteral artesanal houve uma adequação inferior a 70% das DRIs da vitamina K, Se, Mg, Cu,
Mn e Cr, já na dieta industrializada, apenas o K e Cl
apresentaram valores abaixo do percentual citado. A fibra alimentar não atingiu as recomendações em nenhuma das
dietas, 6g na artesanal (15% de adequação) e 0g na industrializada. Conclusão: A dieta enteral industrializada
apresenta melhor adequação dos micronutrientes em relação à dieta enteral artesanal.A ausência de fibras na dieta
industrializada analisada pode ser facilmente corrigida com a escolha de uma fórmula contendo esta substância.O uso
de dietas industrializadas, apesar de mais seguras, são mais onerosas, tornando-se inviável para alguns pacientes,
deixando-os mais suscetíveis a carências nutricionais. Unitermos:Terapia Nutricional, Micronutrientes,Dieta Artesanal e
Industrializada
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DE TERAPIA NUTRICIONAL: COMO ESTÁ
O CONHECIMENTO A RESPEITO DESTA.
Autores: Laura Stahl (mestranda), Maruska Dias Soares (mestre); Thiago Martins Quirino
(especialista).
Instituição: Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (HUMAP-EBSERH) – Campo
Grande (MS)
Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) – Campo Grande (MS)
Resumo:
Introdução: Os avanços da Terapia Nutricional (TN) tornou o envolvimento de profissionais das diferentes áreas da
saúde, no cuidado nutricional, fundamental e foram criadas as equipes de suporte nutricional. No Brasil, com a
implementação da portaria MS/SNVS 272/1998, foi estabelecida a configuração formal da equipe direcionada ao
manejo da TN. Objetivo: Identificar o nível de conhecimento dos profissionais de diferentes áreas da saúde sobre a
importância e atuação da Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN). Metodologia: Pesquisa transversal,
descritiva realizada em um hospital universitário, de outubro a dezembro de 2014, após aprovação pelo Comitê de
Ética (Protocolo nº 7902182/14). Neste estudo, 169 profissionais de diferentes áreas da saúde, foram convidados a
responder questionamentos acerca do conhecimento sobre a EMTN, e quais as atribuições desta. As respostas foram
categorizadas em: Correta (3); Parcialmente Correta (2); Incorreta (1); Não Sabe (0). O critério para classificação no
nível satisfatório foi mais de 50% das respostas na categoria 3 . Resultados: Sobre conhecer EMTN, 42% disseram sim
e 58% não. O conhecimento de residentes de medicina em relação aos demais profissionais foi significativamente
menor (p<0,0001). Quanto às atribuições da equipe, 68% responderam “não sei”; 2%, 26% e 4% tiveram sua resposta
classificada nas categorias 1; 2; e 3 respectivamente; demonstrando nível de conhecimento insatisfatório. Conclusão:
O nível de conhecimento dos profissionais de diferentes áreas da saúde sobre EMTN é insatisfatório. Desta forma,
mesmo que não exista uma EMTN formalizada na instituição, é necessário que os profissionais de saúde envolvidos
com o manejo da TN estejam cientes da importância desta equipe no cuidado hospitalar, uma vez que, na prática,
atuam enquanto equipe, devendo haver uma capacitação e constante aperfeiçoamento dos conhecimentos na área de
TN. Unitermos: Terapia nutricional; Equipe multiprofissional.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
A PERCEPÇÃO DOS IDOSOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO
ALIMENTAR E NUTRICIONAL NO AUTOCUIDADO.
Autores: Layanne Nascimento Fraga, Ellem Eduarda Pinheiro dos Santos; Gleice Kelly Rabelo
Sousa; Jaqueline Antônia de Jesus Santos; Syvia Karoline Silva Santos; Carolina Cunha de
Oliveira
Instituição: Universidade Federal De Sergipe, Campus Professor Antônio Garcia Filho Departamento de Nutrição.
Resumo:
Introdução: O envelhecimento populacional nos países em desenvolvimento acontece de forma acelerada.
Simultaneamente, a população idosa aumenta sem suporte para melhoria da qualidade de vida e as doenças crônicas
são persistentes. A Educação Alimentar e Nutricional (EAN), que visa promover a autonomia na formação de hábitos
alimentares saudáveis, considerando as condições biopsicossociais do idoso, é uma das atividades promovidas para
mudar este cenário. Objetivo: Identificar a percepção dos idosos em relação a EAN no autocuidado. Material e Método:
As atividades de EAN foram aplicadas por etapas em um dia a 45 idosos participantes do Programa Estância Ativa,
Estância/SE, com os Termos de Consentimento Livre e Esclarecido assinados. A princípio, foram realizadas palestras
sobre a importância da alimentação saudável para o idoso e sobre obesidade, englobando informações sobre diabetes
e hipertensão. Em seguida, os idosos participaram do jogo denominado “Mito ou verdade”. Por fim, foi entregue um
folder sobre alimentação saudável e aplicou-se um questionário para avaliar a importância das atividades de EAN
desenvolvidas e o impacto do conhecimento adquirido no autocuidado. Resultados: Todos os idosos participaram,
julgando as atividades importantes tanto para adoção de hábitos alimentares mais saudáveis, quanto para a prevenção
da obesidade, diabetes e hipertensão. Quando questionados sobre a importância da alimentação saudável para o
envelhecimento ativo alegaram que: “Com a alimentação saudável e a prática de atividade física vivemos melhor e com
mais saúde”; “É importante para ter uma velhice boa, com mais disposição”; “É importante para evitar mais doenças”.
Conclusão: As estratégias de promoção de EAN voltadas para idosos é crucial no autocuidado, pois são capazes de
esclarecer a importância da adoção de hábitos alimentares mais saudáveis nesta faixa etária, dando-lhes assim
autonomia cotidiana. Unitermos: Idoso; Educação Alimentar e Nutricional.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE FRUTOS DA CAATINGA SERGIPANA
Autores: Layanne Nascimento Fraga, Camila de Jesus Santos; José Thiago do Carmo Santos;
Emanuelle Dias da Costa; Elma Regina Silva de Andrade Wartha; Izabela Maria Montezano de
Carvalho.
Instituição: Universidade Federal De Sergipe, Campus Professor Antônio Garcia FilhoDepartamento de Nutrição.
Resumo:
Introdução: Uma das áreas da pesquisa em Nutrição que tem se destacado nos últimos anos é o estudo de compostos
bioativos em alimentos, particularmente frutas e vegetais. Pesquisas recentes atribuem ao consumo regular destes
alimentos como parte de uma dieta equilibrada, a redução do risco de ocorrência de doenças crônicas não
transmissíveis. Objetivo: Avaliar a capacidade antioxidante de extratos etanólicos das polpas do umbu, pitomba e
mangaba, frutos da caatinga Sergipana. Material e Método: O extrato de cada fruto foi preparado por percolação
exaustiva, utilizando-se o solvente etanol. Diferentes concentrações (1,0mg/mL; 0,5mg/mL; 0,25mg/mL; e 0,125mg/mL)
dos extratos foram diluídas para a análise. A atividade antioxidante foi determinada utilizando-se o radical estável 2,2difenil-1-picrilhidrazil (DPPH•). Nesta forma, o radical DPPH• absorve luz ultravioleta na faixa de 515 nm, e desaparece
sob redução pelo composto antioxidante. Os resultados da atividade antioxidante foram avaliados através do % de
redução do radical DPPH e estatisticamente pelo teste Tukey, p<0,05. Resultados: Todos os frutos apresentaram maior
% de redução do radical DPPH nas concentrações de 1mg/mL, a mangaba (36,75±4,12), umbu (14,47±2,61) e pitomba
(9,97±2,28). Dos frutos analisados a mangaba apresentou atividade antioxidante significativamente maior em relação à
pitomba e ao umbu, em 3 concentrações do extrato: 1mg/mL (36,75±4,12), 0,5mg/mL(19,32±7,91) e
0,25mg/mL(19,77). Em ordem decrescente de atividade antioxidante encontra-se: mangaba>umbu>pitomba.
Conclusão: A partir dos resultados obtidos, conclui-se que os frutos da caatinga sergipana têm potencial antioxidante, a
mangaba se destacou por apresentar maior percentual de captura do radical DPPH. Mais estudos a fim de se
conhecer melhor sobre os compostos presentes nestes alimentos são necessários. Unitermos: Antioxidantes; Frutos da
caatinga.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Caracterização das dietas enterais prescritas para pacientes internados
em um Hospital Universitário de alta complexidade encaminhados ao
Serviço de Atendimento Domiciliar
Autores: Leiciane Martins de Andrade, Geovanna Torres de Paiva; Niethia Regina Dantas de
Lira; Simone Ferreira Montenegro de Cerqueira; Helena Cristina Dantas; Amanda Bárbara
Rodrigues
Instituição: Hospital Universitário Onofre Lopes
Resumo:
Introdução: A Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (TNED) é indicada para pacientes que apresentam redução na
ingestão oral abaixo das necessidades para manter seu estado nutricional e de hidratação. A fim de garantir esta
assistência nutricional, o Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) complementa à internação hospitalar com foco na
assistência humanizada e integrado às redes de atenção disponíveis na rede pública de saúde. Objetivo: Descrever as
características das dietas enterais prescritas para pacientes internados em um hospital universitário encaminhados ao
Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD). Método: Estudo descritivo dos pareceres nutricionais emitidos no período de
2013 a 2015 para os pacientes encaminhados ao SAD. Foram coletados dados acerca do suporte nutricional enteral
proposto para atender as demandas nutricionais dos mesmos. Resultados: Observou-se que a maioria dos pacientes
era do gênero feminino, que a média de idade era 60 anos, apresentavam 57 kg e 1,61 de estatura e que 37%
apresentavam diagnóstico nutricional de magreza grau I. Quanto às necessidades energéticas, os pacientes
necessitavam de uma média de 1842 kcal, sendo ofertadas 1728 kcal, o que representava 94% das necessidades
ofertadas. Quanto às características das dietas enterais, observou-se que 100% eram poliméricas e 68%
hipercalóricas, A via de administração predominante foi a gastrostomia (40,7%), com a Bomba de Infusão média de 60
mL/h, administrada em 2 etapas, com densidade de 1,4 kcal/mL. Conclusão: É necessário que os pacientes
hospitalizados sejam avaliados para que se determine a indicação da terapia nutricional domiciliar por uma equipe
multiprofissional antes da transferência para o domicílio, proporcionando assim a garantia da continuidade dos
cuidados à saúde.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
PERFIL ANTROPOMÉTRICO DE PACIENTES PEDIÁTRICOS EM TERAPIA
NUTRICIONAL ENTERAL INTERNADOS EM UM HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO DE ALTA COMPLEXIDADE
Autores: Leiciane Martins de Andrade, Caroline Pereira de Carvalho; Vanessa de Paiva Melo;
Virgínia Williane de Lima Motta; Ana Gabriella Costa Lemos da Silva;
Geovanna Torres de Paiva
Instituição: Hospital Universitário Onofre Lopes
Resumo:
Introdução: O estado nutricional está intimamente ligado às condições de saúde, principalmente nas fases iniciais da
vida. Na sua avaliação utilizam-se alguns parâmetros antropométricos para determinar o crescimento e as proporções
corporais de um indivíduo, como a aferição do peso e comprimento/estatura, visando estabelecer atitudes de
intervenção. Objetivo: Traçar o perfil antropométrico dos pacientes pediátricos em terapia nutricional enteral internados
em um Hospital Universitário. Material e Método: Estudo descritivo, de corte transversal, realizado com crianças e
adolescentes internados na enfermaria pediátrica de um hospital universitário no município de Natal, Nordeste- Brasil.
Foram coletados dados antropométricos de 29 pacientes em terapia nutricional enteral hospitalizados entre agosto de
2014 a julho de 2015. O procedimento estatístico foi realizado com auxílio do Excel e do software SPSS versão 20.0.
Os dados para as características da população do estudo foram apresentados por meio de frequência simples:
porcentagem, média (m), desvio-padrão (DP) e mediana. Resultados: Observou-se entre as crianças < 2 anos, que a
maioria apresentou muito baixo peso e estatura para a idade, perfazendo uma média de um mês de internação
hospitalar. Entre os adolescentes, com média de 13 anos de idade e 11 dias de internação, a média do IMC/Idade foi
de 14 kg/m², caracterizando magreza na maioria deles. Com relação aos pacientes neuropatas, com média de 7 anos
de idade e em torno de 4 dias de internação, a maioria apresentou baixo peso e estatura para a idade. Observou-se
também que o diagnóstico mais prevalente foi crise convulsiva (30%). Conclusão: Os resultados apontam que a maior
parte dos pacientes pediátricos internados apresentavam dados antropométricos inadequados com a idade, o que
ressalta a importância de uma terapia nutricional apropriada. Unitermos: criança, antropometria, nutrição enteral.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
IMPACTO DO ESTADO NUTRICIONAL EM IDOSOS CARDIOPATAS
Autores: Lenita Gonçalves De Borba, Lenita g. Borba; Roberta M. Savino; Thyanna C.L.C.
Christovão; Maria José dos Santos; Isabela C. Pimentel; Carlos Daniel Magnoni
Instituição: Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia
Resumo:
INTRODUÇÃO: A prevalência da desnutrição oscila entre 30 a 60% dos pacientes hospitalizados. OBJETIVO:
Caracterizar o perfil nutricional de idosos sob e estratificar de acordo com a especialidade médica. MATERIAL E
METODO: Estudo com delineamento transversal, realizado no período março a maio de 2013 referentes à pacientes
idosos internados em hospital público especializado em cardiologia, nos anos de 2009 a 2012, de ambos os gêneros.
A identificação da amostra foi realizada através da “Planilha de Indicadores de Qualidade do Serviço de Nutrição(SN)”.
As variáveis estudadas foram gênero, faixa etária, especialidades médicas(EM) e índice de massa corporal(IMC)
coletados através da fixa para avaliação do risco nutricional pelo modelo Nutrition Risk Screening(NRS/2002). Para
diagnóstico nutricional foi considerado o IMC da Organização Pan-Americana de Saúde(OPAS-2002). Considerou-se
para classificação do estado nutricional(EN) desnutrição(grau I, II e III), Eutrofia, Sobrepeso e Obesidade(grau I, II e III).
RESULTADOS: A amostra foi composta por 8245 pacientes idosos com média de idade de 70 anos, predominando o
gênero feminino(58,60%). O EN foi estratificado em grupos etários, verificou-se, que os indivíduos acima de 90 anos
apresentaram maior prevalência de desnutrição e, entre 60 a 69 anos, obesidade. Ao analisar de forma combinada o
EN e o gênero, os percentuais de desnutrição(60,00%), eutrofia(62,10%) e sobrepeso(59,10%) segundo o sexo, foram
respectivamente maior em mulheres enquanto nos homens, predominou a obesidade(51,10%). O EN estratificado
entre as EM variou para desnutrição entre 13,1 a 40,9%; eutrofia, 26,1 a 54,3%; sobrepeso, 8,8 a 20,9% e, obesidade
entre 5,7 a 23,3%. CONCLUSÃO: Conclui-se a importância da estratificação das EM para o diagnóstico do EN em
idosos, assim como a distribibuição da idade por década e gênero. Estabelecer o padrão do EN destes pacientes,
pode subestimar ou superestimar a característica nutricional real da população.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
UTILIZAÇÃO DE SIMBIÓTICOS PARA O TRATAMENTO DE DIARREIA E
CONSTIPAÇÃO EM PACIENTES INTERNADOS EM UM HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO DO NORDESTE BRASILEIRO
Autores: Lidiana de Souza Holanda, Natália Mayara Menezes de Souza; Claudia Porto Sabino
Pinho; Glaucia Queiroz Morais; Aline Rafaelly Apolônio da Silva; Midori Cabral Sugaya
Instituição: Hospital das Clínicas - UFPE
Resumo:
Introdução: O trato gastrointestinal abriga uma complexa população de microrganismos que constituem a microbiota
intestinal e infecções, inflamações ou outras condições podem prejudicar seu bom funcionamento. Um produto referido
como simbiótico é aquele no qual estão combinados carboidratos não digeríveis que estimulam seletivamente a
proliferação e atividade de bactérias benéficas e microrganismos vivos, administrados em quantidades adequadas, que
conferem benefícios à saúde do hospedeiro.
Objetivo: Avaliar a utilização de simbióticos no tratamento de diarreia e constipação em pacientes internados em um
hospital universitário do Nordeste brasileiro.
Material e Método: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, com coleta de dados do acompanhamento de
43 pacientes de ambos os sexos que fizeram uso de simbiótico até 3 vezes ao dia, internados no período de janeiro a
maio de 2015. O simbiótico adotado no serviço contem L. acidophilus SD 5221, L. paracasei SD 5275, L. rhamnosus
SD 5675, B. lactis SD 5674 (todos com 109 Unidades Formadoras de Colônia) e frutoligossacarídeo (5,5g). Para a
coleta de dados foi utilizado um banco de dados a partir de informações coletadas nos arquivos do sondário do referido
hospital. A analise estatística foi realizada através do software SPSS, versão 13.0.
Resultados: A média de idade dos pacientes foi 63,3±13,1 anos e predomínio do sexo feminino (65,1%). A prevalência
do uso do simbiótico por constipação foi 40% e por diarreia, 60%. A média de tempo do uso do simbiótico foi 9,3±5,6
dias, sendo 10,1±5,5 dias para diarreia e 9,0±6,2 para constipação (p=0,590). O tempo de uso do simbiótico foi similar
entre os sexos (p=0,850) e em adultos e idosos (p=0,484).
Conclusão: A utilização de simbiótico mostrou-se eficaz no tratamento da diarreia e da constipação em adultos e idosos
de ambos os sexos, independente da quantidade utilizada no período de aproximadamente 10 dias.
Unitermos: simbiótico, diarreia, constipação
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Uso de Aplicativo WEB para Monitoramento da Terapia Nutricional: Relato
de Experiência.
Autores: Lilian Pinheiro Lopes, Isadora Hueb Barata de Oliveira1; Naira Garcia Soares1;
Rosana Ducatti Souza Almeida2; Jerusa Márcia Toloi3
Instituição: 1Nutricionista Residente do Hospital de Câncer de Barretos (HCB).
2 Médica Coordenadora da EMTN do HCB.
3 Nutricionista Coordenadora da Residência de Nutrição do HCB.
Resumo:
Introdução: O tratamento oncológico cursa com alterações do estado nutricional, neste cenário, a terapia nutricional
visa a reversão do declínio nutricional. Aplicativos WEB são ferramentas virtuais capazes de armazenar dados da
evolução clínica, gerando indicadores de qualidade e desempenho.
Objetivo: Relatar a experiência de utilização de um aplicativo WEB para acompanhamento e monitorização de
pacientes em terapia nutricional enteral (TNE) e parenteral (TNP).
Metodologia: Estudo observacional, retrospectivo, realizado em um hospital oncológico terciário, no período de maio de
2014 a junho de 2015. Foram analisados dados de pacientes incluídos em um aplicativo WEB para monitoramento da
TNE e TNP.
Resultados: Dos 635 pacientes, 64,8% eram do sexo masculino, idosos, admitidos por motivos cirúrgicos (55,2%),
onde 69% utilizaram TNE. A especialidade em maior uso de terapia nutricional foi do digestivo alto (N=222), seguida do
digestivo baixo (N=67) e Neurocirurgia (N=63). Os principais motivos de internação foram esofagectomia, infecção e
insuficiência respiratória. O índice de massa corporal predominante foi de 22 a 24kg/m², a perda ponderal grave foi
evidenciada em 42,8% dos pacientes admitidos por motivos clínicos, 32 % apresentaram escore 4 pelo NRS 2002.
Aqueles que utilizaram TNE (N=520), 31% atingiram meta calórica igual/maior que 25kcal/kg/dia e 39% meta proteica
igual/maior que 1g/kg/dia no 15º dia, com desfecho de alta hospitalar (53%), seguido do óbito (23%) e retorno a dieta
oral (17%). Em relação aos que fizeram uso de TNP (N=166), 18% atingiram aporte calórico igual/maior que
25kcal/kg/dia e 16% aporte proteico igual/maior que 1g/kg/dia no 9º dia, com desfecho de alta hospitalar (37%), retorno
da dieta oral (39%) e óbito (17%).
Conclusão: O paciente oncológico hospitalizado está em constante risco nutricional, necessitando de acompanhamento
e monitorização frequente da terapia nutricional.
Unitermos: Terapia Nutricional; Oncologia
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação De Risco Nutricional Através Da Ferramenta STRONGkids Em
Pacientes Pediátricos Internados Em Hospital Universitário De Recife - PE
Autores: Liliane Alexandre de Souza, Ylka Anny Couto Oliveira Barboza; Karla da Silva Lima;
Tuane Rodrigues de Carvalho; Ilanna Marques Gomes Da Rocha; Isis Suruagy Correia Moura
Instituição: Hospital Das Clínicas Da Universidade Federal De Pernambuco
Resumo:
Introdução: A triagem de risco nutricional é uma ferramenta prática na detecção dos fatores de risco associados à
desnutrição. Quando diagnosticado risco nutricional precoce pode-se realizar uma intervenção de forma eficaz para
tratamento e prevenção das deficiências nutricionais. Objetivo: Avaliar o risco nutricional em pacientes pediátricos
internados através da ferramenta de triagem STRONGkids. Materiais e métodos: Estudo transversal, realizado em um
hospital universitário em Recife-PE, com dados da triagem de risco nutricional STRONGkids, do período de agosto de
2014 a junho de 2015 com pacientes internados em enfermaria pediátrica, de ambos os sexos e idade entre 01 mês a
17 anos. O estado nutricional infantil foi classificado a partir dos pontos de corte propostos pela Organização Mundial
de Saúde (2006; 2007) e a ferramenta STRONGkids foi classificada em baixo (igual a 0), médio (1 - 3) e alto risco (4 5). Utilizou-se o programa SPSS versão 21 para análise dos dados. Foram realizadas estatísticas descritivas para
classificar o perfil dos pacientes e o risco nutricional e correlação de Pearson para correlação das variáveis risco
nutricional e IMC, com significância de p <0,05. Resultados: Foram avaliados 330 com média de idade 77,78 ± 59,09
meses, sendo 74 pacientes em 2014 e 256 em 2015, com prevalência do sexo masculino 65,3% (48) em 2014 e 53,7%
(137) em 2015. Entre os motivos de internamento, predominaram as doenças respiratórias 24,2% (80), cirurgias
ortopédicas 11,2% (37) e doenças renais 10,6% (35). Quanto ao risco nutricional houve prevalência 64,5% para baixo,
32%,1% médio e 3,3% alto risco. Verificou-se que os pacientes que apresentaram menor IMC possuíam maior risco
nutricional (p<0,01). Conclusão: A STRONGkids mostrou-se uma ferramenta relevante para a aplicação na prática
clínica, uma vez que houve uma correlação com os resultados apresentados pela antropometria. Unitermos: Triagem,
desnutrição, pediatria.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil Nutricional De Pacientes Pediátricos Em Uso De Suporte Nutricional
Internados Em Hospital Universitário De Recife - PE
Autores: Liliane Alexandre de Souza, Karla da Silva Lima; Ylka Anny Couto Oliveira Barboza;
Tuane Rodrigues de Carvalho; Priscila Vieira Antunes; Isis Suruagy Correia Moura
Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
Resumo:
Introdução: A avaliação do estado nutricional (EN) em crianças hospitalizadas, muitas vezes, é negligenciada,
contribuindo para a ocorrência de complicações e hospitalizações prolongadas. Objetivo: Avaliar o perfil de pacientes
pediátricos em uso de suporte nutricional internados em hospital universitário. Materiais e métodos: Estudo transversal,
retrospectivo, realizado em hospital universitário de Recife-PE, através de fichas acompanhamento nutricional, no
período de 2014 a junho de 2015 com pacientes internados na pediatria, de ambos os sexos e com idade de 1 a 18
anos que utilizaram suporte nutricional oral, enteral ou parenteral. As variáveis analisadas foram peso, idade, altura,
IMC, circunferência do braço (CB), ganho de peso e tempo de suporte nutricional. O EN foi classificado a partir dos
pontos de corte propostos pela OMS (2006; 2007) e a ferramenta STRONGkids para avaliar o risco nutricional. Utilizouse o programa SPSS versão 21 e as correlações bivariáveis através dos coeficientes R de Pearson e Rô de Spearman,
considerando significância p <0,05. Resultado: Foram avaliados 38 pacientes, sendo prevalente o sexo masculino
(57,9%), com idade média de 92,0 ± 53,7 meses. A desnutrição foi observada em 18,4% (IMC/I). A CB evidenciou
desnutrição em 23,5% dos casos. O risco nutricional apresentou-se alto em 36,8%, médio em 34,2% e baixo em 28,9%
dos casos. Os motivos dos internamentos foram: febre a esclarecer (13,2%), doenças respiratórias (13,2%) e cirurgias
ortopédicas (10,5%). O período de suporte e o ganho de peso, assim como o ganho de peso e período de
internamento, obtiveram correlação positiva (p = 0,000). Ambos os coeficientes CB e IMC/I apresentaram correlação
negativa com o risco nutricional (p = 0,003). Conclusão: O uso do suporte nutricional promoveu o ganho de peso,
contribuindo para a melhora do EN nos pacientes, demonstrando a importância do seu início precoce. Unitermos:
Suporte nutricional, pediatria, estado nutricional.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil Nutricional De Pacientes Pediátricos Portadores De Paralisia
Cerebral Internados Em Um Hospital Universitário De Recife - PE
Autores: Liliane Alexandre de Souza, Tuane Rodrigues de Carvalho; Ylka Anny Couto Oliveira
Barboza; Karla da Silva Lima; Isabelle Maria Cabral do Nascimento; Isis Suruagy Correia
Moura
Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
Resumo:
Introdução: Distúrbios nutricionais e de crescimento são problemas de saúde frequentes em pacientes pediátricos com
paralisia cerebral (PC) e tornam-se um desafio na prática clínica. Objetivo: Avaliar o perfil nutricional de pacientes
pediátricos com PC. Materiais e métodos: Estudo transversal, retrospectivo, realizado na pediatria de um hospital
universitário de Recife-PE, mediante a análise de fichas de acompanhamento nutricional. Foram avaliados pacientes
de ambos os sexos, com idade de 2 a 18 anos internados de janeiro a junho/2015. As variáveis avaliadas foram IMC/I,
A/I, P/I (GMFCS, 2007), estatura estimativa de Stevenson (1985): comprimento do joelho (CJ), comprimento da tíbia
(CT) e comprimento superior do braço (CSB); altura recumbente (AR), circunferência do braço (CB), ganho de peso
(GP), via de administração de dieta, motivo e tempo de internamento. Utilizou-se o programa SPSS versão 21,
correlações bivariadas paramétricas Rô de Spearman. Resultados: Foram avaliados 12 pacientes, 58,3% do sexo
masculino, com idade média de 100,91±41,69 meses. As principais causas de internamento foram confecção de
gastrostomia (50%), desnutrição (25%) e realização de exames (16,7%). Houve desnutrição em 58,3%, risco nutricional
8,3% e excesso de peso 8,3% (IMC/I). O P/I foi baixo em 58,3% e E/I foi baixa em 8,3%. O tempo de internamento
variou de 1 a 55 dias (média= 15,25±16,3). A estimativa de estatura CT foi o mais utilizado (66,6%) e apresentou
correlação positiva com a AR (p=0,04). A CB identificou desnutrição em 16,7% dos casos. Quanto as vias de
alimentação 60% eram via enteral, 30% via oral e 10% via mista (oral e parenteral). O GP foi significativo e variou de 1
a 24,2% (média=4,2±6,8; p=0,018). Conclusão: O baixo peso foi um achado importante nos pacientes com PC tanto
pelo IMC/I quanto pelo P/I, porém durante o internamento foi verificado um GP significativo o que demonstrou melhora
no estado nutricional. Unitermos: Paralisia cerebral, pediatria, antropometria.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Indicadores de qualidade em Lactário – acompanhamento de 5 anos
Autores: Lillian de Carla Sant´Anna, Carollyna Miquelin Martinkoski; Terezinha Perricci Chella;
Adriana Maria da Silva Félix; Priscila Fernanda da Silva; Rosana Perim Costa
Instituição: Hospital do Coração - HCor
Resumo:
Introdução: Os indicadores de qualidade podem ser utilizados para avaliar e direcionar a execução dos processos em
Lactário. Diversos estudos demonstram a importância da prática da higienização das mãos, porém, sabe-se que a taxa
de adesão aos profissionais de saúde é em média 50%. Para promover a gestão desta área, deve haver padronização
dos indicadores quanto ao conceito, objetivo estratégico, justificativa, fórmula, freqüência, coleta de dados e meta a ser
atingida. Objetivo: Relatar a gestão e o acompanhamento de indicadores de qualidade em Lactário. Metodologia:
Estudo transversal com registro de coleta de dados prospectiva, realizado no Lactário de um hospital privado
especializado em cardiologia, em São Paulo (SP), no período de janeiro de 2011 a junho de 2015. Os processos
realizados pelas lactaristas foram acompanhados diariamente por meio da aplicação do check list, a fim de encontrar
as não conformidades presentes no Lactário. O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HCor.
Resultados: Para atingir a eficiência na gestão, o acompanhamento dos indicadores deve seguir alguns critérios, com
destaque à coleta e análise dos dados. As médias atingidas foram de 74%, 91%, 94%, 93% e 94% para o indicador de
Taxa de adesão à higienização das mãos nos anos de 2011 à 2015. Em relação à Taxa de não conformidades
encontradas no Check list, as médias foram de 10%, 3%, 4%, 3% e 2%. As lactaristas recebiam mensalmente o
panorama geral do indicador por meio do Quadro de Gestão à Vista. As ações foram estabelecidas e monitoradas por
planos de melhorias do setor junto ao Serviço de Controle de Infecção Hospitalar. Conclusão: O acompanhamento dos
indicadores de qualidade garante a eficiência dos processos realizados no Lactário. Com isso, as ações estabelecidas
são monitoradas por planos de melhorias, proporcionando maior qualidade para o setor e segurança para os pacientes.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
PERFIL DOS USUÁRIOS DE FÓRMULAS ENTERAIS DISPENSADAS NO
RIO GRANDE DO SUL
Autores: Lisiane Pacheco Berwanger, Denise Macedo de Miranda; Helio Miguel Lopes Simão;
Carolina Gomes Pinto
Instituição: Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul
Resumo:
INTRODUÇÃO: Nos casos em que os indivíduos apresentam o trato gastrointestinal íntegro e funcionante, a nutrição
enteral é a terapia nutricional preconizada em pessoas cujas demandas nutricionais estejam parcialmente ou
totalmente não supridas através de alimentação via oral. No Rio Grande do Sul (RS) o fornecimento de dietas enterais
é realizado conforme critérios do Protocolo de Dispensação de Fórmulas Nutricionais Especiais. OBJETIVO: Conhecer
o perfil dos usuários de dietas enterais dispensadas no RS. METODOLOGIA: Estudo transversal descritivo, com
análise dos dados, dos processos de dietas liquidas enterais normocalóricas e hipercalóricas de usuários a partir de
10 anos de idade, em tratamento até 10 de julho de 2015. Dados coletados do sistema de Administração de
Medicamentos (AME). Variáveis do estudo: idade e sexo dos usuários, CID’s e Coordenadoria Regional de Saúde
(CRS) de origem. Os dados foram transcritos para uma planilha eletrônica. RESULTADOS: Analisados 4172
processos, 1534 são de usuários com dieta normocalórica e 2638 dieta hipercalórica, 55% do sexo feminino. 74% são
de usuários a partir de 60 anos. As doenças neurologias responderam por 43% e as neoplasias por 20% das patologias
mais prevalentes. Seis, das dezenove CRS responderam por 70% dos usuários. CONCLUSÃO: O estudo permitiu
conhecer o perfil dos usuários, onde as doenças mais prevalentes encontradas estão associadas às Doenças
Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que representam a principal e crescente causa de mortalidade e de
incapacidade no mundo inteiro, segundo dados da OMS. Considerado relevante tema de saúde pública, requer uma
organização, com profissionais capacitados para o enfrentamento do mesmo. UNITERMOS: Nutrição enteral;
Dispensação de fórmulas
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Causas das interrupções em terapia nutricional enteral: acompanhamento
de um hospital privado em São Paulo
Autores: Lizandra Traldi Mendonça Sanches, Fernanda Alves Rodrigues; Fernanda Totti;
Larissa Lins; Maysa Magalhães; Simone Raiher
Instituição: Hospital Samaritano; Imen - Instituto de Metabolismo e Nutrição
Resumo:
Introdução: Apesar da importância da adequada ingestão de nutrientes e energia, os pacientes frequentemente
recebem um valor energético inferior as suas necessidades. Os fatores que impedem a efetiva administração da
terapia nutricional enteral (TNE) permitem a adoção de medidas visando o aporte calórico-protéico adequado. Objetivo:
Avaliar a adequação da TNE de pacientes internados adultos e idosos que recebem nutrição exclusivamente por via
enteral e identificar as causas de interrupção da administração da TNE. Método: Estudo de caráter observacional e
prospectivo, com pacientes que recebiam TNE exclusiva, sendo eles de ambos os sexos e com idade entre 18 e 85
anos, internados em hospital privado na cidade de São Paulo. A coleta de dados iniciou-se no primeiro dia da
introdução da dieta enteral e o acompanhamento foi realizado até o momento da descontinuação da terapia nutricional,
alta ou óbito do paciente. O acompanhamento foi realizado de 01 a 31 de janeiro de 2015. A análise das causas das
interrupções da administração foram verificadas através das informações obtidas atráves de prontuário eletrônico
(Sistema Tasy. Resultados: Foram coletados 1109 registros diários de infusão durante o período. As causas das
interrupções da TNE foram: falhas de anotação 33%; exames 28%; procedimentos cirúrgicos 15%; perda de sonda
nasoenteral 13%; intercorrências do trato gastrointestinal 7% e sem motivos 4%.Conclusões: Garantir o aporte
energético é primordial para assistência nutricional prestada aos pacientes em uso terapia nutricional enteral. O déficit
energético e proteico pode contribuir para a desnutrição hospitalar. A principal causa detectada da não administração
da TNE foram as falhas de anotação. O acompanhamento contínuo desses dados é fundamental para melhorar a
administração da terapia nutricional e sinalizar as equipes envolvidas. Unitermos: meta calórica, terapia nutricional
enteral, necessidades nutricionais.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil nutricional e consumo alimentar de crianças internadas em um
hospital pediátrico.
Autores: Lorena dos Santos Tinôco, Adriana Rodrigues Bezerra
Joanna de Ângelis da Costa Barros Gomes
Instituição: Hospital Maria Alice Fernandes;Centro Universitário do Rio Grande do Norte
Resumo:
Introdução: A avaliação do estado nutricional de crianças internadas é uma medida essencial para identificação de
prognóstico nutricional em âmbito hospitalar. O método antropométrico diagnostica o estado nutricional para assim
poder planejar a conduta nutricional adequada. Através da investigação da ingestão dietética podem-se formular
medidas capazes de promover mudanças desejáveis no com¬portamento alimentar, sendo utilizada como indicador
capaz de detectar situações de risco na alimentação. Objetivo: Avaliar o perfil antropométrico e alimentar de crianças
hospitalizadas. Métodos: Estudo transversal descritivo, com 106 crianças em idade pré-escolar internadas em um
hospital pediátrico. Para aferição de peso e altura foram utilizados balança plataforma, infantometro e estadiômetro. A
avaliação antropométrica seguiu indicadores preconizados pela Organização Mundial de Saúde e classificou-se em
escore Z. Para avaliação a ingestão dietética foi aplicado um questionário de frequência alimentar do Sistema de
Vigilância Alimentar e Nutricional contendo perguntas fechadas. Resultados: No estudo 66,98% da população
encontravam-se eutróficos, 3,77% apresentaram déficit nutricional e 16,26% excesso de peso. O tempo de
internamento foi ≤ 10 dias, a hospitalização era decorrente de 25,47% das crianças com pneumonia 6,13% asma e
5,19% cansaço. Nessa população 51,79% receberam aleitamento até completar um ano de idade. Observou-se que
48,11% delas faziam seis refeições ao dia, incluindo alimentos de boa qualidade, 82,08% ingere feijão todos os dias,
91,51% comem proteína nas refeições principais e os lanches são compostos por 71,70% de frutas. Conclusões: A
maioria das crianças apresentavam estado nutricional normal, proporcionando assim um resultado satisfatório no que
se refere a melhora no prognóstico. A ingestão dietética mostrou-se favorável, o que contribuiu para um estado
nutricional satisfatório. Unitermos: Perfil nutricional. Hospitalização. Avaliação antropométrica.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Necessidades nutricionais e seus níveis de adequação em pacientes
críticos submetidos à Terapia Nutricional Enteral
Autores: Luanna Santos de Moura Lima, Lúcia de Fátima Oliveira Côrtes; Maria Luísa Pereira
de Melo; Jade Maria Gordiano da Silva; Gissely Maria Ribeiro de Souza; Nayranne Hivina
Carvalho Tavares.
Instituição: Universidade Estadual do Ceará; Hospital Geral de Fortaleza; Universidade
Estadual do Ceará; Universidade Estadual do Ceará; Universidade Estadual do Ceará;
Universidade Estadual do Ceará.
Resumo:
Introdução: A Terapia Nutricional Enteral (TNE) é um método eficaz de alimentação para a manutenção da integridade
da mucosa gastrointestinal e à resposta imunológica sistêmica de pacientes críticos. Objetivo: Estimar o gasto
energético total, o tempo de alcance da meta nutricional e as principais causas de interrupção da TNE em pacientes de
uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um Hospital de referência de Fortaleza. Metodologia: O estudo foi realizado
durante 65 dias em pacientes em uso de TNE exclusiva, no mínimo, 72 horas. A necessidade energética foi estimada
através da fórmula de Harris – Benedict (1919). Foi considerado adequado um percentual maior que 90% para
cobertura da oferta calórica. Resultados: As necessidades energéticas médias calculadas foram de 26,57 ± 2,37
Kcal/Kg/dia para homens e 25,91 ± 3,02 Kcal/Kg/dia para mulheres. Observou-se que 72,73% dos pacientes iniciaram
a nutrição enteral nas primeiras 48 horas após admissão e que 6,06% não atingiram a meta nutricional. A presença de
resíduo gástrico, seguida de extubação, instabilidade hemodinâmica, obstrução de sonda foram alguns dos fatores
importantes para a interrupção da dieta. Através da análise dos tempos de internação com TNE e de ingestão de mais
de 90% da dieta prescrita, foi constatado que para 48,49% dos pacientes a diferença entre os dois tempos variou de
um a sete dias, enquanto que para 30,30% essa diferença foi de oito a 14 dias e, de 15 a 21 dias para 18,18% do
grupo. Apenas para um (3,03%) paciente a diferença foi superior a três semanas. Conclusão: Concluiu-se que o tempo
para atingir a meta nutricional e o tempo que o paciente fica em jejum é alto, conduta que pode levar à debilitação do
paciente. Assim, vê-se a importância do nutricionista em averiguar a administração da TNE para que possam ser
evitadas intercorrências ou prejuízos ao doente, garantindo sua correta reabilitação.
Palavras - chave: Terapia Nutricional; Adequação; Intercorrências.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Prevalência da hipercalcemia e hiperfosfatemia e estado nutricional em
pacientes renais crônicos em uma clínica particular de Fortaleza, Ceará.
Autores: Luanna Santos de Moura Lima, Ana Cecília de Lima Santos; Juliana Magalhães da
Cunha Rêgo; Ana Luiza Conceição de Oliveira
Instituição: Universidade Estadual do Ceará; Centro Universitário Estácio do Ceará - Fic;
Centro Universitário Estácio do Ceará - Fic; Centro Universitário Estácio do Ceará - Fic.
Resumo:
Introdução: É alarmante o crescimento de pacientes acometidos com doença renal crônica (DRC). No Brasil, a DRC
recebe maior atenção no seu último estágio, deixando a prevenção de lado, aumentando, assim, o gasto com a saúde
pública no país. A perda da função renal desequilibra não só o perfil nutricional, como também uma série de fatores,
devido à concentração inadequada de solutos e acúmulo de substâncias tóxicas não eliminadas pela urina.
Independente de sua etiologia, as principais comorbidades, como desnutrição, alterações hormonais e alterações do
metabolismo do cálcio e do fósforo devem ser estudadas e, principalmente, prevenidas para uma melhor qualidade de
vida do paciente. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, onde 36 pacientes, de ambos os sexos, com 46,35
anos foram entrevistados. O estudo avaliou medidas antropométricas para avaliar o estado nutricional, exames
laboratoriais, para diagnosticar hipercalcemia e/ou hiperfosfatemia e questionário social econômico, para delineamento
do perfil dos pacientes. Resultados: Dentre os pacientes avaliados, a média de IMC foi de 24,12 kg/m², caracterizando
eutrofia. Analisando os percentuais de adequação de CMB, notou-se que este esteve dentro da normalidade para os
homens; entretanto, 35% das mulheres apresentaram-se com sobrepeso/obesidade. O uso de quelante de fósforo foi
citado por 80% dos pacientes, confirmado pelos níveis de fósforo sob controle na maioria dos casos(66,7%). Os níveis
de cálcio e paratormônio estavam normais em 50% e elevados 63,9% respectivamente. Conclusão: Conclui-se que a
maioria dos pacientes acometidos de DRC, estão eutróficos, com controle de fósforo sérico pelo uso de quelante, e o
paratormônio elevado, podendo trazer complicações no estado de saúde desse paciente.
Palavras-chave: Doença Renal Crônica, Cálcio, Fósforo e Paratormônio.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL: A VISÃO DE UMA UNIDADE
PEDIÁTRICA
Autores: Luciana Corrêa Aguiar, Nara Lúcia Andrade Lopes Segadilha; Lilian Maria Sobreira
Tanaka; Juliana Moreira Martins Brascher; Bruna Barbosa de Oliveira Veloso
Instituição: Hospital Copa D'Or
Resumo:
Introdução: A terapia nutricional adequada contribui para a recuperação de crianças enfermas e demonstra a qualidade
do atendimento prestado. Objetivos: Avaliar o tempo para atingir o aporte calórico pleno (ACP), e o percentual da dieta
prescrita que foi efetivamente infundida (PI) após o início da terapia nutricional enteral (TNE), em crianças
hospitalizadas. Material e Métodos: Análise retrospectiva de pacientes internados em uma unidade pediátrica. Variáveis
analisadas: sexo, faixa etária (menor que 1 ano: A; 1 a 4 anos e 11 meses: B; 5 a 9 anos e 11 meses: C; e 10 a 14
anos e 11 meses: D), estado nutricional (desnutrição: DE, eutrofia: EU ou sobrepeso: SO), diagnóstico de internação
(clínico ou cirúrgico), vias de acesso para a TNE (cateter enteral: CE ou gastrostomia: GTT), formulação enteral
prescrita (polimérica: P ou oligomérica: O), tempo para ACP < ou = a 3 dias ou > que 3 dias, e PI (> ou = a 90% ou <
90%). Resultados: Foram analisados dados de 30 crianças, 16 (53,3%) masculinos e 14 (46,7%) femininos, sendo 14
(46,7%) A, 9 (30%) B e 7 (23,4%) C+D. Do total, 20 (66,7%) eram EU, 9 (30%) DE e 1 (3,3%) SO, sendo 23 (76,7%)
clínicos e 7 (23,3%) cirúrgicos, onde 18 (60%) tinham CE e 12 (40%) GTT. Dietas P foram prescritas para 14 pacientes
(46,7%) e O para 16 (53,3%), 1 criança (3,3%) iniciou TNE com O e foi modificada para P. Para 17 (56,7%) crianças, o
tempo para ACP foi < ou = a 3 dias, para 10 (33,3%) > que 3 e 3 (10%) não receberam o ACP no período do estudo.
Para 11 crianças o PI foi > ou = a 90% (96,2±4%) e para 19 foi < 90% (82,6±6%), com diferença significativa,
p=0,0001. Conclusão: A dificuldade em ofertar os requerimentos nutricionais de crianças hospitalizadas com a TNE é
descrita na literatura. Nesse trabalho, observamos que mais de 50% das crianças conseguiram receber o ACP em até
3 dias após o início da TNE, no entanto o PI foi significativamente < que 90% no período. Unitermos: Pediatria, terapia
nutricional enteral, aporte calórico pleno
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Sarcopenia, obesidade e obesidade sarcopênica em pacientes
submetidos ao transplante hepático: estudo prospectivo da composição
corporal
Autores: Lucilene Rezende Anastácio¹, Kiara Gonçalves Dias Diniz²; Agnaldo Soares Lima³;
Maria Isabel Toulson Davisson Correia³; Eduardo Garcia Vilela²
Instituição: ¹Departamento de Nutrição, Universidade Federal do Triângulo Mineiro; ² Instituto
Alfa de Gastroenterologia, Universidade Federal de Minas Gerais; ³ Programa de PósGraduação em Saúde do Adulto, Universidade Federal de Minas Gerais
Resumo:
Introdução: Sarcopenia consiste em grave depleção muscular. Estudos revelam que a sarcopenia é altamente
prevalente após o transplante hepático (TxH) e é considerada fator de risco para morbi-mortalidade. Depois do TxH,
estudos apontam para a continuidade da sarcopenia e, como os pacientes ganham muito peso após a operação, isso
poderia resultar em obesidade sarcopênica. Objetivos: verificar de forma prospectiva mudanças na composição
corporal e prevalência de sarcopenia, obesidade e obesidade sarcopênica em pacientes submetidos ao TxH em longo
prazo. Material e Métodos: Pacientes foram avaliados em dois momentos em relação à composição corporal: em 2008
e 2012, em média 3,9±3,2 e 7,5±3,1 anos após o TxH. Dados de composição corporal foram obtidos utilizando-se
bioimpedância elétrica. Índice de massa magra (IMM) e de massa gorda (IMG) foram calculados e os pacientes
classificados em: sarcopenia (IMM baixo e IMG normal), obesidade (IMM normal e IMG alto) e obesidade sarcopênica
(IMM baixo e IMG alto). Teste t pareado e Mc Nemar foram utilizados com auxílio do software SPSS versão 17.0.
Resultados: Foram avaliados 113 pacientes (53,1±13,2 anos; 58,4% homens). IMM diminuiu (17,6±2,5 para
17,1±3,6kg/m²; p=0,112) e IMG aumentou (7,8±3,4 para 8,3±3,9kg/m²; p=0,032) ao longo dos anos após TxH.
Prevalência de sarcopenia (18,9% para 21,6%), obesidade (30,4% para 34,8%) e obesidade sarcopênica (0,0% para
1,8%) aumentaram ao longo dos anos, mas não significativamente. Menos da metade (44,2%) dos pacientes
submetidos ao TxH em longo-prazo (2012) tinham composição corporal normal. Conclusão: A massa magra diminuiu
e a massa gorda aumentou ao longo dos anos em pacientes submetidos ao TxH. Sarcopenia e obesidade foram
altamente prevalentes nesses pacientes e têm incidido ao longo dos anos após a operação, no entanto, obesidade
sarcopência não é uma realidade entre esses pacientes.
Unitermos: Transplante hepático, composição corporal, obesidade, sarcopenia
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil clínico-nutricional de idosos críticos de um hospital público do
estado de Sergipe
Autores: Ludmilla Rodrigues Muterle, Alaide Rodrigues dos Santos; Thaíslaine Cunha
Almeida;Amanda Lima Nascimento;Rosângela Santos de Jesus;Andrea Porto de Lima
Instituição: Hospital de Urgência de Segipe;Hospital de Urgência de Sergipe;Universidade
Tiradentes;Universidade Tiradentes;Hospital de Urgência de Sergipe;Hospital de Urgência de
Sergipe
Resumo:
INTRODUÇÃO: O aumento da longevidade nas últimas décadas tem trazido grandes desafios ao sistema de saúde
pública. Os idosos apresentam características distintas e tendem a consumir mais serviços de saúde, com
permanência hospitalar mais prolongada e maior vulnerabilidade do ponto de vista nutricional. OBJETIVO: Avaliar o
perfil dos pacientes idosos internados unidades de terapia intensiva (UTI) de hospital público de Sergipe em uso de
terapia nutricional enteral. MATERIAL E MÉTODO: Estudo transversal retrospectivo, realizado entre abril e dezembro
de 2014, em duas UTIs totalizando 54 leitos, de um hospital público. Foram utilizadas fichas de acompanhamento
diário da equipe de nutrição com dados de caracterização da população do estudo e antropometria como circunferência
do braço (CB) e altura do joelho. Medidas de peso e estatura foram calculadas através de fórmulas preditivas de
Chumlea et al, 1988. A análise descritiva foi realizada em programa Excel® versão 2013. RESULTADOS: Foram
acompanhados 215 pacientes, destes 58 (27%) eram idosos, 60% eram do sexo masculino. Principais causas de
hospitalização: outras causas 41,3% (24); acidente vascular encefálico 32,8% (19); politrauma, trauma crânio
encefálico e sepse apresentaram individualmente 5,2% (3); diabetes descompensada, amputação de membro inferior e
doença renal crônica 3,4% (2) cada. O diagnóstico nutricional segundo o índice de massa corporal encontrado foi: 55%
(32) eutrofia, 26% (15) sobrepeso e 19% (11) magreza. Ao considerar o diagnóstico antropométrico com base na CB,
obteve-se: eutrofia 53,5% (23), magreza 34,9% (15) e 11,6% (5) excesso de gordura. CONCLUSÃO: A maioria
apresenta diagnóstico nutricional inicial adequado e doença incapacitante, o que mostra a necessidade da avaliação e
monitoramento nutricional periódico em virtude do risco nutricional inerente aos cuidados intensivos.
UNITERMOS: Avaliação Nutricional, Idoso, Unidade de Terapia Intensiva
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação da adequação do volume prescrito versus infundido em
pacientes com terapia enteral exclusiva de uma Unidade de Terapia
Intensiva.
Autores: Márcia Dantas de Souza Castro, Leilany Suelle dos Santos Viana; Mônica Araújo
Espinheira; Lays Stefany da Conceição Santos; Thaíslaine Cunha Almeida
Instituição: Hospital de Urgência de Sergipe; Universidade Tiradentes
Resumo:
Introdução: Os pacientes graves internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estão predispostos ao
hipercatabolismo proteico, intolerância a glicose. Essa resposta de fase aguda expõe o paciente a riscos nutricionais.
Objetivo: avaliar o percentual de adequação do volume infundido em relação ao prescrito e se as necessidades
energéticas (NEE) foram atingidas até o quarto dia de internamento. Métodos: Foi realizado um levantamento
retrospectivo do protocolo nutricional de acompanhamento diário dos pacientes hospitalizados na UTI em Terapia
Nutricional Enteral (TNE) exclusiva, no período de maio a dezembro 2014. Os pacientes receberam formula enteral via
Sonda, sendo administradas em bomba de infusão no período de 22h. Resultados: Foram acompanhados 54 pacientes
de ambos os sexos, sendo 74% do sexo masculino e a faixa etária entre 19 e 85 anos de idade. As principais hipóteses
diagnósticas na admissão na UTI foram trauma crânio encefálico (38%), eventos neurocardiovasculares (23%) e
choque séptico (16%). A média de internamento foi de 27,3 dias (DP ±15,9), já a média de dias de uso de dieta enteral
foi de 24,7 dias (DP±16,6). A média das NEE foi de 2291,95kcal±49,26 para pacientes do sexo masculino (SM) e
2088,89kcal ±103 para pacientes do sexo feminino (SF). O percentual de adequação da média do volume infundido/
volume prescrito foi de 90,98% ± 17,67 para pacientes do SM e 90,17% ± 18,49 para pacientes do SF. No quarto dia
de TNE foi constatada a adequação das NEE em 85,1% ± 4,6 dos pacientes do SM e 92,4% ±10,58 dos pacientes do
SF. Conclusão: Os valores calóricos atingidos com a TNE nesta UTI estão adequados conforme preconização da
literatura, apesar do estado clínico e metabólico dos pacientes e dos procedimentos realizados que interferem
diretamente na tolerância e tempo de infusão da TNE. O devido treinamento e padronização das rotinas contribuem
para maximização da oferta calórica para os pacientes.
Unitermos: terapia nutricional, nutrição enteral.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E NUTRICIONAIS DE PACIENTES COM
ALTA HOSPITALAR EM USO DE TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL
Autores: Maria Cristina Zanchim, Tatiana Rodrigues; Jaqueline Souza; Simone Araújo; Camila
Mohr
Instituição: Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), Passo Fundo (RS)
Resumo:
Introdução: A aplicação adequada da Terapia Nutricional Enteral (TNE) tem sido empregada como um importante fator
na promoção da saúde, redução de infecções, período de hospitalização e prevenção de complicações.
Objetivo: Identificar as características clínicas e nutricionais de pacientes com alta hospitalar em uso de TNE.
Material e Método: Estudo transversal, realizado com dados de pacientes com alta em uso de TNE, acompanhados
pela Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional, de janeiro de 2013 a junho de 2015, em Passo Fundo (RS). As
variáveis utilizadas foram: faixa etária, gênero, procedência, motivo da internação, via de acesso e orientação para
administração da dieta. O diagnóstico nutricional foi determinado por nutricionistas, através de avaliação subjetiva,
antropométrica e laboratorial.
Resultados: Receberam alta hospitalar 1403 pacientes em uso de TNE, sendo 47 a média mensal. Quanto ao gênero,
55,8% eram homens e 67,9% idosos. Com relação às especialidades médicas, destacam-se internações para
tratamento clínico (28,6%), neurológico (24,7%) e oncológico (13,3%). A hospitalização pelo Sistema Único de Saúde
foi prevalente (72%) e 50,2% era procedente de outras cidades da região Sul. Referente a posição do cateter para
nutrição, observou-se como via preferencial a sonda nasoenteral (54,7%), seguido pelas ostomias (45,3%). Quanto ao
diagnóstico nutricional dos que foram avaliados, verificou-se que 40% classificavam-se com desnutrição moderada,
30,2% desnutrição grave e 22,7% desnutrição leve. Do total de pacientes em uso de TNE, 85% obtiveram orientação
para a administração da dieta no domicílio no momento da alta hospitalar realizada pelo nutricionista.
Conclusão: Pôde-se concluir que é frequente a ocorrência de desnutrição em doentes internados, sendo a educação
para um cuidado especializado a nível domiciliar fundamental para recuperação e/ou manutenção do estado nutricional
do paciente.
Unitermos: Terapia Nutricional. Alta Hospitalar.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Ligação Domiciliar após Orientação de Alta Hospitalar à Pacientes em
Terapia Nutricional Enteral: Experiência de um Hospital Referência
Autores: Maria Cristina Zanchim, Tatiana Rodrigues; Jaqueline Souza; Simone Araújo; Camila
Mohr
Instituição: Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), Passo Fundo (RS)
Resumo:
Introdução: Os cuidados em Terapia Nutricional Enteral (TNE) no domicílio são cada vez mais comuns. Capacitar para
a administração segura é fundamental para evitar complicações e reinternações.
Objetivo: Descrever o processo de ligações domiciliares após orientação de alta hospitalar à pacientes em TNE.
Material e Método: Estudo transversal, realizado com dados da Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional de um
hospital de Passo Fundo (RS), de fevereiro de 2014 a junho de 2015. A amostra foi composta por 110 pacientes em
TNE, orientados pelo nutricionista, sem uso prévio desta terapia. As ligações foram realizadas após 72 horas da alta,
sendo coletadas informações como: característica da fórmula utilizada; volume; armazenamento; hidratação; decúbito;
intercorrências; uso de fármacos; esclarecimento de dúvidas e avaliação da orientação.
Resultados: Da amostra, 54% eram homens e a idade média de 65,7 ± 20,7 anos. Quanto a via de acesso, 65,4%
utilizavam sonda nasoenteral e 33,6% gastrostomia. A característica da dieta predominante foi hipercalórica e
normoproteica (52,7%), com volume médio de 995ml/dia. A hidratação foi verificada em 62,7%, sendo a infusão média
de 462ml/dia. Da amostra, 92,7% referiram decúbito adequado na administração da dieta. Quanto à eventos adversos,
53,6% não apresentaram intercorrências, 35,5% alterações gastrointestinais, 8,2% saída inadvertida e 2,7%
complicações mecânicas. O uso de medicamentos foi identificado em 70%, com administração adequada em 84,2%.
Em 24,5% das ligações foram esclarecidas dúvidas referente ao armazenamento da fórmula, diluição de
medicamentos, dentre outras. Quanto à avaliação da orientação na alta, 81,8% a considerou ótima ou boa.
Conclusão: Concluiu-se que as orientações foram eficazes na redução de eventos adversos e as ligações
possibilitaram esclarecimento de dúvidas, além de formar vínculo com a instituição através do serviço de nutrição.
Unitermos: Terapia Nutricional Enteral; Ligação Domiciliar.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Ação da fibra alimentar associada a uma oferta hídrica adequada, na
regulação da microbiota intestinal em pacientes acamados assistidos em
Home Care
Autores: Maria da Conceição Davim, Thereza Cristina Tavares Silva de Oliveira; Caroline
Medeiros Machado
Instituição: Nutrivida Home Care LTDA
Resumo:
Introdução: A constipação intestinal é frequente, acometendo um elevado número de indivíduos, é uma condição em
que o mesmo apresenta sintomas que o impedem de realizar uma eliminação intestinal satisfatória. Uma dieta
adequada em fibras, associada a um consumo hídrico aumentado, propicia uma melhora no alívio da constipação
intestinal . Objetivo: Estudar a associação entre o consumo de fibra alimentar com uma hidratação adequada e a
ocorrência de constipação em pacientes acamados acompanhados em domicílio. Método: Esta foi uma pesquisa de
caráter transversal, envolvendo a análise dos dados de 59 pacientes em acompanhamento domiciliar por uma empresa
de home care em Natal/RN de dezembro de 2007 a julho de 2015 alimentando-se exclusivamente por sonda
nasoenteral (SNE), gastrostomia (GTM) ou jejunostomia (JTM), tendo sido excluídos menores de 18 anos. Foram
utilizados os dados dos relatórios nutricionais, tabulados no EXCEL, a fim de se obter a oferta diária de fibras e
hídratação de cada paciente, tendo sido estes comparados com as recomendações de acordo com a Dietary
Reference Intake (DRI). Os dados foram apresentados sob forma de valores absolutos e percentuais. Resultados:
Foram acompanhados 59 pacientes adultos e idosos com idade média de 78 ± 16,73 anos, predominante do sexo
feminino (66%). A maioria (86%) receberam dieta polimérica, sendo 44% administrada por bomba de infusão e apenas
15% por gavagem, via GTM em 68% dos pacientes. Com relação à função intestinal, o maior parte (41%) apresentou
evacuações regulares, 27% irregular, 25% constipação e 7% diarréia. Na ingestão de fibras e aporte hídrico, verificouse que a maioria dos pacientes (80% e 97%), respectivamente, demonstraram um consumo acima de 50% das
recomendações. Conclusão: O presente trabalho, nos mostra a eficácia da fibra alimentar como componente nutricional
importante no equilíbrio funcional da microbiota intestinal, auxiliando no controle da constipação, quando associada a
hidratação adequada.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE PACIENTES FENILCETONÚRICOS
Autores: Maria Fernanda Piffe Tomasi Baldez da Silva, Giselle Barreto Barcelos; Josiane
Nogueira Soares; Erlane Marques Ribeiro.
Instituição: Centro Universitário Estácio do Ceará; entro Universitário Estácio do Ceará; entro
Universitário Estácio do Ceará; Hospital Infantil Albert Sabin.
Resumo:
INTRODUÇÃO: A fenilcetonúria é uma doença genética decorrente do defeito na enzima fenilalanina-hidroxilase que
impede a conversão hepática da fenilalanina (FAL) em tirosina, causando acumulo de FAL, que se torna toxico no
organismo, resultando em danos cerebrais. Sua dietoterapia deve ser hipoproteica, proveniente de formula metabólica,
consequentemente com elevado consumo de carboidrato simples e gordura. Objetivo deste trabalho foi avaliar o
estado nutricional de fenilcetonúricos. MÉTODO: O presente estudo é quantitativo, realizado no Hospital Infantil Albert
Sabin, responsável pelo atendimento de crianças fenilcetonúricas. O período foi de 21 de novembro de 2014 a 29 de
julho de 2015, participando 28 pacientes de ambos os sexos, com faixa etária de 0 a 18 anos e que faziam uso de
fórmula metabólica. Foi coletado o peso e altura com balança e estadiometro próprios do hospital para cálculo do
Índice de Massa Corporal (IMC). RESULTADOS: Avaliando IMC por idade 68% da amostra apresentou eutrofia,
enquanto 32% foram classificados com sobrepeso; avaliando o crescimento 93% estava com altura adequada para
idade, contra 7% com baixa estatura para idade. CONCLUSÃO: Os fenilcetonúricos possuem hábitos alimentares
restritos, com isso há um elevado consumo de carboidrato simples e gordura, tornando-os um grupo vulnerável ao
excesso de peso. A dietoterapia é uma medida importante para manter o estado de saúde do portador, não só em
relação aos níveis de fenilalanina, mas também em seu estado nutricional. Os pacientes, em sua maioria, estão se
desenvolvendo adequadamente para idade, mas se faz necessário manter um acompanhamento do estado nutricional
e intervenção para com aqueles que estão com sobrepeso e baixa estatura para idade, pois esses fatores podem
afetar seu crescimento normal contribuindo para outras patologias.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
RELAÇÃO ENTRE RECORDATORIO ALIMENTAR DOS
FENILCETONURICOS E ESCOLARIDADE DOS PAIS E/OU
RESPONSÁVEIS.
Autores: Maria Fernanda Piffe Tomasi Baldez da Silva, Giselle Barreto Barcelos; Josiane
Nogueira Soares; Erlane Ribeiro Marques.
Instituição: Centro Universitário Estácio do Ceará
Resumo:
Introdução: A fenilcetonúria é uma doença genética que pode ocasionar retardo mental quando não tratada, ocorre pelo
defeito na enzima fenilalanina hidroxilase, que converte a fenilalanina em tirosina. Seu tratamento consiste em dieta
especial isenta ou em baixas quantidades de fenilalanina. O objetivo deste trabalho foi relacionar a escolaridade dos
pais e/ou responsáveis com a conduta dietoterápica dos pacientes. Material e Método: O presente estudo é descritivo
quantitativo realizado no Serviço de Referencia em Triagem Neonatal do Estado do Ceará, responsável pelo
atendimento de crianças fenilcetonúricas. O período foi de 21 de novembro de 2014 a 22 de julho de 2015.
Participaram pacientes que fazem uso de fórmula metabólica e que assinaram o Termo de Consentimento, junto com
seus responsáveis. Foi aplicado um questionário que avalia o nível de conhecimento e recordatório alimentar 24 horas,
a medida que aos pacientes que compareciam ao hospital para consulta de rotina. Resultados: O recordatório foi
dividido em sem transgressões, leves e altas, de acordo com os alimentos e a frequência destes. Transgressões altas
foram relatadas em 21%, sendo que 60% possuía pais com Ensino Médio Incompleto (EMI), 20% alfabetizado e 20%
com Ensino Médio Completo (EMC). Leves em 38%, sendo que 37% destes possuía ambos os pais com EMI, 27%
com EMC, 18% possui ao menos um responsável com EMI, e 18% com pelo menos um responsável com EMC; 41%
não relataram transgressões, destes 10% com ambos os pais alfabetizados, 18% com EMC, 18% com nível superior,
36% com pelo menos um dos responsáveis com EMC e 18% com um dos responsáveis com ensino superior.
Conclusão: Consideramos importante o nível de conhecimento e conscientização dos pais para adesão da dieta por
parte dos pacientes, tendo em vista que aqueles que mais transgrediram o tratamento possuíam baixa escolaridade.
PALAVRAS-CHAVE: fenilcetonúria, escolaridade dos pais e transgressão dietoterápica.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Caracterização de riscos microbiológicos na administração de dietas
enterais
Autores: Maria Izabel de Souza Taboada, Maria Raquel Hidalgo Campos;Ana Paula Perillo
Ferreira Carvalho
Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás; Faculdade de Nutrição da
Universidade Federal de Goiás
Resumo:
Introdução: A terapia de nutrição enteral compreende um conjunto de procedimentos para manutenção e recuperação
do estado nutricional de pacientes incapazes de alimentarem-se por via oral. É associada a diversos tipos de
complicações, como a contaminação por micro-organismos patogênicos, que constitui causa de infecção hospitalar.
Objetivo: caracterizar riscos microbiológicos na administração de dietas enterais. Material e métodos: estudo
transversal no qual foram obtidas 280 amostras, sendo 140 de dietas enterais, no momento anterior à sua infusão,
além da última porção a ser infundia antes da substituição do equipo, e, 140 amostras da água utilizada no enxague do
equipo de infusão das dietas antes e após esta operação. Para análise microbiológica utilizaram-se os padrões
microbiológicos vigentes para dietas enterais e água. Aplicou-se checklist para avaliar o nível de conformidade quanto
à administração de dietas enterais frente à legislação sanitária. Resultados: A contagem de coliformes a 35ºC, além do
limite permitido, ocorreu em 75% das dietas analisadas após a sua administração e não foi detectada presença de E.
coli. Nas amostras de água, foi identificada presença de coliformes totais em 97% após o enxague do equipo, além da
presença de Pseudomonas aeruginosa em 91% das mesmas. Os testes sign e Wilcoxon não apresentaram
significância estatística ao associar as variáveis do checklist com as referentes às dietas enterais e água. Entretanto,
foi possível observar que os procedimentos preconizados pela legislação, relativos à administração de dietas enterais,
não foram atendidos em sua totalidade. Conclusão: Caracterizaram-se como riscos microbiológicos na administração
de dietas enterais, a contagem de micro-organismos indicadores de qualidade higienicossanitária acima do limite
permitido em legislação em dietas enterais e o perfil microbiológico impróprio da água após enxágüe dos
equipos.Palavras-chave: nutrição enteral, infecção hospitalar, contaminação.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação Bioquímica E Prevalência De Doenças Crônicas Não
Transmissíveis Em Pacientes Assistidos No Hospital Universitário
Autores: Maria Janaine Menezes dos Santos, Hélio Rocha Penalva - Graduando em nutrição;
Ticiane Clair Remacre Munareto Lima - Residente do Hospital Universitário; Jamiles Francisca
dos Santos - Graduanda em nutrição; Márcia Ferreira Cândido de Souza – Nutricionista
Instituição: Universidade Tirandentes - UNIT; Hospital Universitário - HU; Universidade
Tirandentes - UNIT;Hospital Universitário - HU.
Resumo:
Introdução Atualmente aumenta-se a prevalência de fatores de risco para doenças crônicas devido ao envelhecimento
da população e à propagação de fatores de risco associados à globalização. Objetivo Avaliar os parâmetros
bioquímicos e verificar a prevalência de doenças crônicas não transmissíveis em indivíduos assistidos em um hospital
universitário. Método Estudo trans¬versal, realizado com pacientes adultos e idosos, de ambos os gêneros, atendidos
em um ambulatório de nutrição. No momento da consulta, foram coletadas informações como sexo, idade, dados
clínicos (presença de hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM) e dislipidemia). Valores de exames
bioquímicos como colesterol total (CT), frações (HDL-c e LDL-c), triglicerídeos (TG) e glicemia em jejum através de
prontuários. O projeto foi aprovado com CAAE Nº. 32346214.8.0000.5546. Para análise estatística foram utili¬zados
valores de médias, desvios padrões e frequências pelo software SPSS versão 20.0. Resultados A amostra foi
composta por 174 pacientes com média de idade de 48,57 ± 16,19 anos sendo 83,3% do gênero feminino. Das
comorbidades foi constatado que 52,9 % possuíam HAS, 48,3 % apresentaram DM e 44,3% tinham dislipidemia. Dos
dados bioquímicos, foi constatado que o Colesterol total, LDL-c e triglicerídeos encontraram-se com média de
(192,4±44,4 mg/dl); (121,5±43,1 mg/dl); (141,3±76,4 mg/dl) respectivamente, estando dentro dos pontos de corte
preconizados. Quanto o HDL-c a média nos homens (43,2 ± 13,7 mg/dl) estava dentro da normalidade, enquanto para
mulheres (47,9±12,3 mg/dl) abaixo do preconizado. Os valores para glicemia (114,5± 79,7 mg/dl) apresentou acima do
valor ideal. Conclusão A amostra coletada apresentou um alto índice de HAS. A maioria da população apresentou
alterações bioquímicas de HDL-c para mulheres, e glicemia de jejum, o que demonstra a importância de uma
intervenção nutricional. Unitermos Saúde pública. Doenças crônicas.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação nutricional de pacientes renais em tratamento dialítico
atendidos em um hospital de urgência de Aracaju, SE
Autores: Maria Jaqueline Almeida Rodrigues, Cynthia Barbosa Albuquerque dos Santos;Elvia
Mirelly de Andrade Oliveira;
Amanda Lima Nascimento;
Janine Silva Nascimento Leal
Instituição: Universidade Tiradentes;Universidade Tiradentes;Universidade
Tiradentes;Nefroclínica
Resumo:
INTRODUÇÃO: A nutrição exerce papel fundamental na avaliação e no tratamento das doenças renais, consiste em
um dos distúrbios mais predominantes em indivíduos em terapia hemodialítica, estando associada com o aumento dos
índices de morbimortalidade.
OBJETIVO: Avaliar o estado nutricional de pacientes em hemodiálise de um Hospital Público de Sergipe.
MATERIAIS E MÉTODO: Estudo transversal com 34 pacientes em hemodiálise no mês de março de 2015. O estado
nutricional foi avaliado por meio de antropometria (IMC, circunferência do braço (CB), circunferência muscular do braço
(CMB) e prega cutânea triciptal (PCT)), avaliação subjetiva global modificada (ASGm) e exames bioquímicos. O estilo
de vida foi avaliado através de entrevista. O consumo alimentar foi analisado através do recordatório 24 horas.
RESULTADOS: Participaram 20 adultos (58,82%) e 14 idosos (41,18%), com média de 55,88 ± 15,85 anos, sendo a
maioria do sexo masculino (61,76%). Os resultados mostraram que as medidas de IMC, CB, e PCT, estavam abaixo do
percentil 50 em 52,94%, 73,53% e 79,41% dos pacientes, respectivamente. A CMB apresentou-se adequada em 55%
dos pacientes adultos e abaixo do percentil 50 em 57,14% da população idosa. A ASGm apontou risco nutricional e
desnutrição leve em 88,24% da população estudada. Os dados bioquímicos encontraram-se normais, com exceção da
creatinina, que apresentou média abaixo do valor de referência, (6,13 ± 2,32). Apenas 2 (5,88%) pacientes praticavam
atividade física, 15 (44,12%) eram ex-etilistas e 11 (32,35%) ex-tabagistas. A ingestão média de calorias e proteína foi
inadequada com média de 15,84 ± 6,13 cal/kg de peso e 0,65 ± 0,35g/kg, respectivamente.
CONCLUSÃO: O parâmetro subjetivo e antropométrico apontou alto grau de desnutrição entre esses indivíduos
associado a um consumo alimentar inadequado, apontando certo risco nutricional.
Unitermos: estado nutricional, hemodiálise
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Análise da Compatibilidade na Adição de Módulo Proteico em Dieta
Enteral Industrializada do Tipo Padrão
Autores: Maria Thereza Baptista Wady, Juliana Janeiro Schmidt; Josiane Roberto Domingues
Instituição: Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil.
Resumo:
Introdução: Nos hospitais públicos brasileiros, em função das oscilações no abastecimento de produtos para dietas
enterais, decorrentes das políticas públicas de compras, ainda é frequente a utilização de adição de módulos
nutricionais em dietas enterais industrializadas como estratégia para se obter fórmulas adequadas às necessidades
dos pacientes, porém a modificação de dietas industrializada de forma empírica pode causar adulteração dos padrões
físico químicos das formulações originais podendo torná-las inadequadas para utilização na prática clínica. O pH, a
osmolalidade e a viscosidade das dietas enterais são característica determinantes na escolha e na aceitação da
Terapia Nutricional empregada.
Objetivos: Avaliar as alterações físico-químicas ocorridas em uma formulação de dieta enteral industrializada líquida,
do tipo padrão, após o acréscimo de módulo proteico.
Material e Métodos: Para a obtenção de uma dieta hiperproteica que ofereça, aproximadamente, 2g de proteína por kg
de peso corporal, adicionou-se 18 g de caseinato de cálcio em 282 ml de uma formulação enteral líquida do tipo padrão
(normal com relação a distribuição de nutrientes) e verificou-se as alterações de viscosidade por meio de viscosímetro,
osmolalidade através de crioscópio eletrônico e pH por pHmetro.
Resultados: A adição de caseinato de cálcio na formulação estudada promoveu aumento estatisticamente significativo
(p<0,05) na osmolalidade e na viscosidade da fórmula só não interferindo no pH da mesma, quando em comparação
com a sua versão original.
Conclusão: A modificação da dieta industrializada aqui estudada alterou de forma insatisfatória os padrões físicoquímicos originais da formulação, tornando-a inadequada para utilização na prática clínica
Unitermos: Dieta Enteral, Dieta Hiperproteica, Módulos Nutricionais
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação da Adequação da Oferta Proteica para Pacientes em Nutrição
Enteral Internados numa Unidade de Terapia Intensiva
Autores: Maria Thereza Baptista Wady, Diego Jorge Pereira; Luis Guilhermo Coca Velarde
Instituição: Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil.
Resumo:
Introdução: A adequada nutrição do paciente é uma estratégia terapêutica proativa, que pode reduzir a gravidade da
doença, diminuir as complicações, o tempo de permanência na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), melhorar o
resultado do tratamento, bem como minimizar custos, porém, deve ser instituída de forma adequada para atingir estes
objetivos.
Objetivo: Avaliar a adequação do aporte nutricional proteico de pacientes em Terapia Nutricional Enteral (TNE)
internados numa UTI.
Metodologia: Estudo do tipo coorte retrospectivo, sendo os dados obtidos através do cadastro de pacientes atendidos
pela Equipe de Terapia Nutricional entre agosto de 2013 e outubro de 2014, utilizando exclusivamente TNE. As
necessidades proteicas foram obtidas tendo como referência a diretriz da Sociedade Europeia de Nutrição Enteral e
Parenteral (ESPEN, 2006), Foram coletados: dados antropométricos, dia do início da TNE e dia em que atingiu o
aporte proteico. Foram calculados os déficits proteicos médios diários e cumulativos. Os dados foram analisados no
programa estatístico SPSS versão 18.0.
Resultados: Foram obtidos 74 pacientes com a idade média de 63 anos (DP±15,7), sendo 61% homens. O Tempo
médio para se atingir as necessidades proteicas foi de 12,5 dias (DP± 14,4), a mediana do déficit proteico total foi de
489,8g, sendo o déficit médio diário de 20,1g (DP± 22,1). Somente 13,5% dos pacientes atingiram as necessidades
proteicas no tempo recomendado (7 dias), sendo a média do percentual de adequação proteica neste dia de 74,6%
(DP± 28,4).
Conclusão: A TNE instituída nos pacientes internados na referida UTI não atendeu as recomendações preconizadas
pelas diretrizes institucionalizadas, com relação ao aporte proteico, sendo encontrados déficits diários e cumulativos
acima do relatado pela literatura.
Unitermos: Terapia Nutricional Enteral. Paciente Crítico. Aporte Proteico
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação da Circunferência da Cintura em de Pacientes com o
Diagnóstico de Doença Inflamatória Intestinal em Tratamento
Ambulatorial
Autores: Maria Thereza Baptista Wady, Natascha da Silva Caldeira; Ariane Maia Coelho de
Assis; Romélia de Oliveira Santos; Lígia Maria Rizzuto; Monique Karenine e Souza
Instituição: Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil
Resumo:
Introdução: Doença Inflamatória Intestinal (DII) é a denominação genérica de um conjunto de enfermidades
caracterizadas por ativação crônica da resposta inflamatória no epitélio intestinal e cujas duas principais formas são a
Doença de Crohn (DC) e a Retocolite Ulcerativa (RCU). Ultimamente, com a utilização da terapia imunobiológica, a
desnutrição deixou de ser prevalente nessa população e vem aumentando o número de pacientes com sobrepeso e
obesidade. Esse quadro é preocupante, pois dados recentes sugerem que a secreção de adipocinas pró inflamatórias
pelo tecido adiposo branco mesentérico pode estar envolvida na patogênese da DII. A circunferência da cintura (CC) é
um método validado e consagrado para avaliação da obesidade abdominal (OA). Objetivo: Avaliar a incidência de OA,
através da CC, em pacientes com DIl em tratamento ambulatorial. Material e Método: Foram incluídos na pesquisa
pacientes adultos, de ambos os sexos, atendidos no ambulatório de Nutrição e DII no período de setembro de 2014 a
agosto de 2015 e que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram excluídos da amostra os
voluntários que apresentavam condições que interferem na composição corporal. A metodologia de mensuração e a
classificação das medidas foram realizadas de acordo com as recomendações da OMS 1997. Resultados: Foram
avaliados 95 pacientes, sendo 60% mulheres e 59% com Doença de Crohn. Foi constatado predomínio de obesidade
abdominal (58%), em ambas as formas da doença, sendo em 64% dos pacientes com RCU e em 54% dos pacientes
com DC. Este resultado foi conferido pelas mulheres, uma vez que, no grupo dos homens encontramos o mesmo
número de pacientes eutróficos e com obesidade abdominal (n=19). Conclusão: Encontramos alta incidência de
obesidade abdominal nos pacientes com DII aqui estudados, independente da forma da doença, mas com predomínio
no sexo feminino.
Unitermos: Circunferência da cintura - Doença Inflamatória Intestinal
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação da ingestão oral e correlação com o estado nutricional e tempo
de internação em pacientes de um hospital privado do Rio de Janeiro
Autores: Mariana Catta-Preta, Thais s. da Fonte; Hellen N Valentim; Adriana da Silveira Leal
Instituição: Centro Universitário Augusto Motta; Centro Universitário Celso Lisboa
Resumo:
Introdução: A desnutrição hospitalar é uma realidade. É importante compreender os fatores e combatê-los. Ela pode
ocorrer por diversos fatores e por isso a avaliação nutricional e acompanhamento da ingestão alimentar são de grande
importância. Objetivo: Avaliar a ingestão da refeição de consistência branda (B) ou pastosa (P) no almoço de pacientes
internados e correlacionar à ingestão alimentar com o estado nutricional (EN) e o tempo de internação. Metodologia:
No período de um mês, 206 dietas ingeridas por 26 pacientes idosos foram avaliadas, sendo 16 mulheres (F) e 10
homens (M), divididos em 4 grupos (FB, MB, FP, MP). Para determinação do EN foi realizada avaliação antropométrica
com índice de massa corporal (IMC). Para determinar a ingestão, foi realizada pesagem de cada porção ofertada
(acompanhamento, guarnição, proteína e salada) e calculado o valor nutricional utilizando-se dados da Tabela TACO.
Essa pesagem foi feita apenas em uma refeição, pois todas seguiam um padrão de quantidade. Após a ingestão do
paciente, cada sobra da refeição era novamente pesada de forma individual. Os dados foram tabulados e avaliados
pelo one way anova com post teste Tukey. Resultado: O IMC médio foi de 26,29 ±0,94 kg/m2 não havendo diferença
entre os grupos. O tempo médio de internação foi de 9,93 ±3,01 dias não havendo diferença entre os grupos. Com
relação à ingestão não foram evidenciadas diferenças entre os grupos. A média de ingestão calórica foi de 86,23%, de
91,94% de proteína, 93,88% de lipídio e 85,95%de carboidratos. A correlação entre a ingestão e o IMC não foi
significativa, entretanto ao correlacionar o tempo de internação com o percentual de ingestão, se observou uma
correlação negativa, forte e significativa em ambos os gêneros. Conclusão: A ingestão alimentar intra-hospitalar está
mais relacionado ao tempo de internação do que o IMC e a consistência da dieta ofertada. Palavras-chave: (Ingestão
de alimentos, Internação hospitalar, Dietoterapia)
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil Clínico e dietoterápico dos pacientes de um serviço privado de
atendimento domiciliar do sul do Brasil.
Autores: Mariana Marroni Burmeister, Gabriela Guerra Baião
Instituição: Hospitalar ATS (Atenção Total à Saúde)
Resumo:
Introdução: O atendimento domiciliar é definido como uma assistência clínica, com o objetivo recuperar ou manter o
nível de saúde, funcionalidade e comodidade do paciente. Objetivo: apresentar o perfil clínico e dietoterápico dos
pacientes atendidos em um serviço privado de atendimento domiciliar do sul do Brasil. Método: Estudo observacional,
descritivo de população adulta no período de 1/2015-6/2015. As vias de alimentação foram via oral (VO), sonda
nasoenteral (SNE), gastrostomia (GTT) e VO com à enteral. Avaliadas a patologia, idade, sexo, acamados ou não,
presença ou não de úlcera por pressão (UP), dieta, valor calórico e protéico. Resultados: Total de 38 pacientes entre
31 e 100 anos (média 73 anos). Destes 81,3% ≥ 60 anos, mais da metade (54,83%) ≥ 80 anos. Prevalece o sexo
feminino (60,53%). 89,47% são acamados. A patologia classificada em neurológico (68,42%), trauma (15,79%), senil
(7,89%), metabólica (2,63%), respiratória (2,63%) e cardiovascular (2,63%). Dos pacientes que recebem dieta enteral,
a média de calorias/dia é de 1643,23kcal e de proteínas de 66,25g. Utilizadas dietas enteral de 1,5 ou 1,2 Kcal/ml, com
ou sem fibras, dieta enteral com módulo de proteína, dieta enteral artesanal e dieta VO. 18,42% recebiam dieta
exclusiva VO; 81,58% dieta enteral. Destes 12,9% dieta com 1.2kcal/ml; 6,45% com dieta 1.2kcal/ml com fibras;
32,26% dieta 1.5kcal/ml; 41,93% dieta 1.5kcal/ml com fibras; 3,22% dieta 1.5kcal/ml módulo protéico e 3,22% dieta
enteral artesanal. A alimentação VO foi 18,42%, SNE 13,16%, GTT 57,89% e VO associada a enteral (10,52%).
15,79% apresentam UP. Conclusão: o perfil clínico dietoterápico do grupo predomina idosos, sexo feminino, acamados
(±90%), com doença crônica, neurológicos, com dieta enteral de 1.5kcal/ml com fibras, baixo % de pacientes com UP.
O consumo energético está abaixo dos valores de referência devido ao fator atividade (acamado) e o de proteínas
acima da referência. Unitermos: atendimento domiciliar e dietoterapia.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES COM
CARDIOMIOPATIA DILATADA INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA
INTENSIVA DE UM HOSPITAL ESPECIALIZADO
Autores: MARIANA VOLANTE GENGO, HELENICE MOREIRA DA COSTA; LARISSA
CANDIDO ALVES TAVARES; SILVIA GELÁS LAGE; LILIANE KOPEL
Instituição: INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE
MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (INCOR-HCFMUSP)
Resumo:
Introdução: A desnutrição em pacientes com insuficiência cardíaca (IC) relaciona-se ao pior prognóstico e menor
sobrevida. Valores de ângulo de fases (AF) obtidos por impedância bioelétrica (IB) quando reduzidos são associados à
menor integridade celular. Na IC valores baixos estão relacionados à pior classe funcional, mau prognóstico e
caquexia. Objetivo: Avaliar o estado nutricional de pacientes com cardiomiopatia dilatada classe funcional III e IV
internados em Unidade de Terapia Intensiva Clínica de Adultos de hospital referência e buscar associações com
mortalidade. Materiais e Métodos: Foi realizada pesquisa prospectiva, observacional, onde os pacientes foram
submetidos à avaliação antropométrica (peso, altura, índice de massa corpórea, prega cutânea triciptal e circunferência
muscular do braço), avaliações bioquímicas (proteínas totais, albumina, perfil lipídico), IB e acompanhamento da
mortalidade. Resultados: Analisou-se 19 pacientes que permaneceram na unidade até compensação clínica. Do total,
26,3% receberam alta, 15,8% transplantaram o coração, 26,3% foram a óbito e 31,6% permanecem internados.
Quanto: ao IMC, 32% apresentaram baixo peso; PCT e CMB 36,8% e 66,7% de desnutrição, respectivamente.
Verificou-se que 58% apresentaram valores de proteínas totais reduzidos, 79% hipoalbuminemia e 79% alterações no
perfil lipídico. Quanto ao AF, 36,8% apresentaram valores menor ou igual a 4,5⁰, e dentre esses, todos estavam
hemodinamicamente instáveis com altas doses de drogas vasoativas, 42,8% com baixo peso, 28,5% desnutridos
quanto à PCT, 42,9% desnutridos quanto à CMB; 57,1% evoluíram ao óbito. Pacientes com valores de AF maiores de
4,5⁰ apresentaram melhor estado nutricional e prognóstico, com 8,3% de mortalidade. Conclusão: Podemos observar
no estudo que AF igual ou menor que 4,5⁰ foi associado à desnutrição e coincidiram com maior mortalidade.
Unitermos: Insuficiência cardíaca, Impedância bioelétrica, Cardiomiopatia Dilatada.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Circunferência da cintura e relação cintura/estatura como parâmetros na
avaliação do excesso de peso em pacientes hospitalizados
Autores: Marianna Barreto Silva, Danielle Almeida Sena; Nathalia Thamires Campos Silva;
Andreza Melo de Araujo; Cynthia Barbosa Albuquerque; Tatiana Maria Palmeira dos Santos
Instituição: UNIVERSIDADE TIRADENTES - UNIT;UNIVERSIDADE TIRADENTES - UNIT;
UNIVERSIDADE TIRADENTES - UNIT;UNIVERSIDADE TIRADENTES - UNIT;
UNIVERSIDADE TIRADENTES - UNIT;UNIVERSIDADE TIRADENTES - UNIT.
Resumo:
INTRODUÇÃO: A antropometria é um método utilizado com mais frequência na prática clinica, sendo capaz de
predizer o risco nutricional, além de delinear a amplitude dos problemas nutricionais. A circunferência da cintura (CC) é
um parâmetro utilizado na mensuração da distribuição centralizada de tecido adiposo, que nos permite obter o índice
de risco de doenças cardiovasculares (DCV). A relação cintura-estatura (RCEST) é empregada partindo do
pressuposto de que, para uma determinada altura existe uma quantidade aceitável de gordura na região central do
corpo, sendo também considerado útil para identificar risco cardiovascular.
OBJETIVO: Avaliar o risco cardiovascular por meio da medida da CC e da RCEST em pacientes adultos e idosos
internados em um Hospital de Urgências de Sergipe.
MATERIAL E MÉTODO: Foi realizado um estudo transversal com 96 pacientes adultos e idosos, de ambos os sexos,
no qual foi aferida a CC dos pacientes e a RCEST obtida por meio da razão entre a cintura e altura. Os pontos de corte
para classificar a CC foram: ≥80cm para mulheres e ≥90 cm para homens e a RCEST acima de 0,50 cm foram
classificados como risco à saúde. Foram utilizados os testes de qui-quadrado ou exato de Fisher. A margem de erro
adotada foi de 5,0%.
RESULTADOS: A amostra foi composta por 68 (70,8%) adultos e 28 idosos (29,2%). A média de idade foi de
48,21±17,44 anos e 60 (62,5%) pacientes eram do gênero masculino. A análise feita entre RCEST e CC apresentou
resultado significativo (p=0,001). Foi observado que 53 (55,2%) apresentavam CC elevada (p<0,001), já quando
avaliados pela RCEST (p=0,29) esse percentual aumentou para 62 (64,6%).
CONCLUSÃO: O estudo apresentou uma prevalência relevante do risco de DCV entre os avaliados. A RCEST quando
comparada com a circunferência da cintura mostra-se mais sensível na identificação do risco de doenças
cardiovasculares.
Unitermos: Circunferência da cintura; relação cintura/estatura, doenças cardiovasculares
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
COMPARAÇÃO DO USO DO ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA (IMC) COMO
INDICADOR DE AVALIAÇÃO NUTRICIONAL QUANDO COMPARADO COM
A AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL (ASG) e MINI AVALIAÇÃO
NUTRICIONAL (MAN)
Autores: Marianna Barreto Silva, Danielle Almeida Sena; Nathalia Thamires Campos Silva;
Andreza Melo de Araujo; Cynthia Barbosa Albuquerque; Tatiana Maria Palmeira dos Santos.
Instituição: UNIVERSIDADE TIRADENTES - UNIT;UNIVERSIDADE TIRADENTES - UNIT;
UNIVERSIDADE TIRADENTES - UNIT;UNIVERSIDADE TIRADENTES - UNIT;
UNIVERSIDADE TIRADENTES - UNIT;UNIVERSIDADE TIRADENTES - UNIT.
Resumo:
INTRODUÇÃO: A desnutrição é frequente em pacientes hospitalizados. Diversos estudos correlacionam à desnutrição
hospitalar com o aumento na frequência de complicações clínicas e mortalidade. A identificação da desnutrição é
essencial para o tratamento global do paciente internado. O índice de massa corpórea (IMC) é frequentemente utilizado
como indicador antropométrico, devido a sua simplicidade e boa correlação entre a gordura corpórea e os riscos de
morbimortalidade. Já a Avaliação Subjetiva Global (ASG) é aplicada com o objetivo e identificar e classificar a
desnutrição crônica ou já instalada. OBJETIVO: Investigar o uso do IMC como indicador de risco nutricional e comparar
seus resultados com o da ASG e MAN em pacientes de um hospital geral de Sergipe. MATERIAL E MÉTODO: Estudo
transversal com 149 pacientes adultos e idosos. Foi realizada antropometria (peso e altura) para cálculo do IMC e
aplicado a ASG para adultos e MAN para idosos para classificação do estado nutricional. Foi realizado o teste de quiquadrado entre as variáveis. A margem de erro utilizada nas decisões dos testes estatísticos foi de 5,0%.
RESULTADOS: A amostra apresentou média de idade de 50,24±18,17, sendo 57,72% do sexo masculino. As análises
feitas entre ASG e MAN com IMC apresentou resultado significativo (p=0,001). Foi observado que quando avaliados
pelo IMC, apenas 26,84% apresentavam baixo peso, já quando avaliados pela ASG/MAN esse percentual aumentou
para 48,32%. Observou-se diferença estatística entre idosos e adultos com o estado nutricional pelo IMC (p=0,001) e
com a ASG/MAN (p= 0,001). Dos 48 pacientes idosos da amostra, 50% apresentavam desnutrição pelo IMC e 88,64%
pela MAN. CONCLUSÃO: Pode-se concluir que houve relação dos resultados de diagnóstico nutricional entre o IMC
com as avaliações subjetivas, embora estas apresentem segundo dados da literatura, resultados mais sensíveis a
alterações do estado nutricional para depleção. Unitermos: IMC; ASG; MAN.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
COMPARAÇÃO ENTRE INSTRUMENTOS DE TRIAGEM NUTRICIONAL EM
PACIENTES CLÍNICOS HOSPITALIZADOS: RESULTADOS PRELIMINARES
Autores: Marília Nogueira de Lima, Adlyene Muniz da Silva Cruz; Juliana Frossard Ribeiro
Mendes
Instituição: Programa de Residência em Nutrição Clínica do Hospital de Base do DF
Resumo:
Introdução A triagem do risco nutricional tem sido reconhecida como importante estratégia na detecção de
desequilíbrios nutricionais, que aumentam a morbimortalidade e pioram o prognóstico, fornecendo subsídios para
intervenções terapêuticas. Objetivo Comparar dois instrumentos de triagem nutricional. Método Estudo prospectivo,
observacional e de acurácia. A amostra foi composta por pacientes clínicos de um hospital terciário público do Distrito
Federal, com idade ≥ 18 anos, com expectativa de permanência hospitalar maior que 24 horas. O risco nutricional foi
avaliado em até 48 horas após a admissão por meio do MST (Malnutrition Screening Tool) e do NRS (Nutritional Risk
Screening). A análise estatística foi realizada no software SPSS, versão 19.0. A normalidade dos dados foi testada pelo
teste de Kolmogorov-Smirnov. A acurácia do instrumento foi obtida por meio da curva ROC. A concordância das
classificações entre os instrumentos foi avaliada pelo coeficiente de kappa. Foi considerado estatisticamente
significativo p-valor < 0,05. Resultados Na amostra de 47 pacientes predominaram indivíduos do sexo masculino
(70%), entre 18 a 59 anos (70%), com câncer (59%). Muitos pacientes relataram na admissão ingestão alimentar
reduzida (63%) e perda ponderal recente (68%), sendo a maioria grave (75%). A prevalência do risco nutricional foi de
63,8% pelo MST e de 70,2% pelo NRS. A concordância entre os instrumentos é substancial (k 0,66) e significativa (pvalor 0,00) quando estratificamos as classificaç es em “sem risco nutricional” e “com risco nutricional”. Em relação a
MST, o instrumento da NRS teve acurácia de 82%, sensibilidade de 93%, especificidade de 29%, valor preditivo
positivo de 84% e negativo de 85%. Conclusão O instrumento de triagem nutricional NRS apresenta substancial
concordância e melhor sensibilidade comparada a MST. Unitermos avaliação nutricional, risco nutricional.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Caracterização sociodemográfica e comportamento alimentar de obesos
candidatos à cirurgia bariátrica em um centro especializado de saúde
complementar
Autores: Marília Rizzon Zaparolli, Gisele Farias; Danusa Cristina Yanes do Amaral; Joliane
Matveichuk do Prado; Cintia Dilay; José Knopfholz
Instituição: Universidade Federal do Paraná - UFPR
Resumo:
O conhecimento dos perfis sociodemográfico e alimentar do candidato à cirurgia bariátrica é de grande importância,
assegurando a atuação direcionada da equipe multidisciplinar, contribuindo para um resultado seguro e eficaz no pósoperatório. O objetivo do estudo é realizar a caracterização sociodemográfica e identificar o comportamento alimentar
de pacientes no pré-operatório. Trata-se de um estudo transversal, realizado com dados de prontuários da consulta de
admissão em um centro especializado. Foram coletados dados sociodemográficos (sexo, idade, estado civil,
escolaridade, grau de obesidade e comorbidades) e do comportamento alimentar (fracionamento da dieta, síndrome da
fome noturna – SFN, preferência alimentar, períodos de maior apetite, uso de medicamentos – laxativos, diuréticos ou
anorexígenos e indução ao vômito). A análise estatística foi realizada com o software SPSS. Foram avaliados 70
pacientes (84.3% mulheres), com idade mediana de 36 (21-58) anos. Em relação ao estado civil, 77.1% eram casados.
Apenas 28.6% dos pacientes possuía ensino superior completo. O IMC médio foi de 41.35 kg/m2 (35.1-56.10) e 68.6%
foram classificados com obesidade mórbida. Quanto as comorbidades, 38.6% apresentavam Diabetes Mellitus tipo 2,
44.3% Hipertensão Arterial Sistêmica, 22.8% Dislipidemia e 18.6% Apnéia. Analisando o comportamento alimentar, os
pacientes faziam em média 5 (3-7) refeições/dia, sem presença de SFN. 55.7% relataram referência por salgados,
enquanto que 40% apresentaram preferência por doces. Em 20% da amostra, o apetite era maior pela manhã, 44.3% à
tarde e 35.7% à noite. Nenhum paciente relatou uso de laxantes, diuréticos ou indução à vômitos, entretanto 11.4%
usavam anorexígenos. Conclui-se que a caracterização é fundamental para o planejamento dietético individualizado e
adequado à condição atual do paciente, uma vez que o excesso de peso e a presença de comorbidades são
indicativos de risco nutricional. Unitermos: cirurgia bariátrica, obesidade
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SESSÃO DE PÔSTERES:
AVALIAÇÃO DO EFEITO DA ACEITAÇÃO DA DIETA HOSPITALAR SOBRE
O ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES ADULTOS DE UM HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO
Autores: Marina Costa Salgado, Camilla Emanuelle Vieira de Melo; Márcia Ferreira Cândido
de Souza; Larissa Monteiro Costa; Marla de Cerqueira Alves; Jackeline Silveira Araújo
Instituição: Hospital Universitário de Sergipe
Clinese (Clínica de Nefrologia de Sergipe)
Resumo:
Introdução: Em circunstâncias adversas, como a hospitalização, o estado nutricional pode ser afetado por alterações
na ingestão, resultando em desequilíbrio nutricional. Objetivo: Avaliar o efeito da aceitação da dieta hospitalar sobre o
estado nutricional de pacientes hospitalizados. Material e Método: Estudo transversal com 57 pacientes adultos
internados em um hospital universitário. Os pacientes foram avaliados em dois momentos: durante as primeiras 48
horas da admissão e 7 dias após a primeira avaliação. Foi aplicada a Avaliação Subjetiva Global (ASG) e o Índice de
Massa Corporal (IMC) nos dois momentos. Resultados: Foram estudados 57 pacientes com média de idade de 40,4 ±
11,7, sendo que 65,5% eram do sexo masculino. Do total de pacientes, 43,1% possuíam doenças metabólicas, 41,4%
doenças infecto-contagiosas e 15,5% eram pacientes cirúrgicos. De acordo com a ASG inicial, a desnutrição grave foi
encontrada em 19% dos pacientes, desnutrição leve a moderada em 32,8% e 48,3% da população estudada estava
bem nutrida. Os resultados da ASG final mostraram que 15,5% dos pacientes estavam com desnutrição grave, 20,7%
com desnutrição leve a moderada e 63,8% bem nutridos. Houve melhora significativa de pacientes bem nutridos de
acordo com ASG (p = 0,02). O IMC inicial apresentou uma média de 20,88 kg/m² e o IMC final 20,87 kg/m², sem
diferença significativa entre os dois momentos da avaliação. Com relação à aceitação da dieta hospitalar, 84,5% dos
pacientes apresentaram boa aceitação e 15,5% uma aceitação regular durante a hospitalização. Nenhum paciente
descreveu a aceitação como péssima. Do total (49) de pacientes que apresentaram uma boa aceitação da dieta, 67,3%
foram classificados como bem nutridos de acordo com a ASG final. Conclusão: A boa aceitação da dieta hospitalar foi
observada em pacientes que estavam bem nutridos ou que evoluíram para esse estado nutricional ao final do estudo.
Unitermos: estado nutricional, dieta, hospitalização.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Caracterização do estado nutricional de crianças hospitalizadas em um
Hospital Universitário
Autores: Marina Costa Salgado, Larissa Monteiro Costa; Marla de Cerqueira Alves; Vitor
Teixeira Nascimento; Márcia Ferreira Cândido de Souza; Valtércia dos Santos Santana
Instituição: Hospital Universitário de Sergipe
Universidade Federal de Sergipe
Resumo:
Introdução: O estado nutricional de crianças hospitalizadas, independentemente de sua condição inicial, está associado
a maiores custos hospitalares e maior probabilidade de complicações, aumentando o tempo de internamento. Objetivo:
Caracterizar o estado nutricional de crianças internadas na ala pediátrica de um Hospital Universitário. Métodos: A
amostra foi composta por 103 crianças, com idade de 12 meses a 8 anos, de ambos os gêneros, internadas na ala
pediátrica de um Hospital Universitário, no período de setembro de 2014 a março de 2015, aplicou-se o protocolo da
pediatria, foram aferidos peso e estatura e o estado nutricional foi avaliado a partir dos índices antropométricos
peso/estatura (P/E), estatura/idade (E/I), peso/idade (P/I) e índice de massa corporal/idade (IMC/I). Para associação do
estado nutricional com o tempo de internação optou-se pelo índice P/I. No processamento e análise dos dados utilizouse o software o SPSS, o ANTHRO com padrão do NCHS, segundo o escorre z. Na análise estatística, foi utilizado o
teste Qui quadrado de Pearson e intervalo de confiança de 95% (p<0,05). Resultados: Das crianças avaliadas, 35,7%
eram do gênero masculino. Houve maior número de internações em crianças menores de 5 anos (57,8%). Verificou-se
que 73,2% (n= 75) estavam com o peso adequado para idade, os demais (n= 28) apresentavam baixo peso ou muito
baixo peso, as crianças menores de 60 meses passaram mais tempo internadas. Conclusão: A avaliação do presente
estudo mostra que a perda de peso é mais relevante em crianças menores, por isso a avaliação da faixa etária se faz
necessária, assim como o tempo de internamento visto que a associação de ambas obteve um valor significativo.
Unitermos: estado nutricional, pediatria, hospitalização.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Prevalência de doenças crônicas não transmissíveis e caracterização
nutricional de pacientes assistidos em um Hospital Universitário
Autores: Marina Costa Salgado, Hellyne Isabel Marques Barbosa; Hisys Ravelly Santos de
Souza; Márcia Ferreira Cândido de Souza; Larissa Monteiro Costa; Marla de Cerqueira Alves
Instituição: Hospital Universitário de Sergipe
Universidade Federal de Sergipe
Resumo:
Introdução: As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) tem fatores causais comuns, como o estilo de vida
ocidental e o perfil nutricional inadequado. Seus principais fatores de risco apontam a necessidade de ação
multidisciplinar e políticas que visem à promoção da saúde. Objetivo: Determinar a prevalência de doenças crônicas
não transmissíveis (DCNT) e o perfil nutricional de pacientes assistidos em um Hospital Universitário (HU). Material e
Método: Estudo transversal com pacientes assistidos no ambulatório do HU, de ambos os sexos, adultos e idosos. Foi
realizada a avaliação antropométrica (peso, altura, circunferência abdominal (CA) e circunferência do pescoço (CP) e
coletados os dados bioquímicos e clínicos dos prontuários dos pacientes. Resultados: Foram avaliados 491 pacientes,
com idade média de 45,26 + 15,28 anos, sendo 81% do sexo feminino. A média de peso foi 88,1 + 27,74 kg, IMC 34,50
± 10,0 kg/m², CA 110,43 ± 20,60 cm, CP 37,03 ± 4,68 cm. Com relação aos exames bioquímicos foi observada uma
média de glicemia de jejum de 107,2 ± 47,7 mg/dl; colesterol total 189,3 ± 45,5 mg/dl; LDL 119,2 ± 43,16 mg/dl e o HDL
apresentou um valor médio para homens de 45,63 ± 13,34 mg/dl e para mulheres de 48,58 ± 11,29 mg/dl. A frequência
de prevalência das principais DCNT foi a seguinte: Hipertensão Arterial (50,9%), Diabetes Mellitus (38,1%) e
Dislipidemia (29,5%). Conclusão: Foram observados elevados índices de hipertensão e diabetes. Em relação aos
dados antropométricos, os pacientes apresentaram também uma elevada média de peso e o IMC. Além disso, a CA
apresentou-se substancialmente aumentada. Considerando os exames bioquímicos, a glicemia de jejum apresentou-se
acima da referência. A elevada prevalência de DCNT na população do estudo indica a necessidade de intervenção
multidisciplinar e políticas de saúde que previnam esse tipo de perfil de risco na população.
Unitermos: avaliação nutricional; doenças crônicas.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Ingestão alimentar de magnésio e cálcio na pré-eclâmpsia: um estudo
preliminar
Autores: Maryze Valéria Dantas Lima, Vivianne de Sousa Rocha
Instituição: Universidade Federal de Sergipe
Resumo:
Introdução: A pré-eclâmpsia (PE) é considerada uma das mais graves complicações hipertensivas da gestação. Apesar
da PE não ter causa conhecida, a deficiência de cálcio e magnésio tem sido associada a diversas condições presentes
nessa síndrome, como o aumento da pressão arterial, vasoconstrição, o estresse oxidativo e a disfunção endotelial.
Objetivo geral: Avaliar a ingestão alimentar de cálcio e magnésio na pré-eclâmpsia.
Metodologia: Participaram desse estudo 38 gestantes diagnosticadas pelo serviço médico com pressão arterial ≥
140/90 mmHg, proteinúria ≥ 0,3g em 24h, a partir 20ª semana gestacional. Foram excluídas as mulheres que
apresentaram: hipertensão crônica e/ou gestacional, diabetes, doença cardiovascular e as fumantes. Peso (kg) e altura
(m) foram aferidos para avaliação do IMC gestacional, segundo Atalah (1997). Para avaliação da ingestão alimentar foi
aplicado um questionário quantitativo de frequência alimentar (QQFA) validado para gestante. A composição química
dos alimentos presentes no QFFA foi feita usando a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO). Os dados
obtidos de ingestão de Ca e Mg foram ajustados pela energia através método residual e posteriormente, analisado
quanto adequação da ingestão alimentar pelas Dietary Reference Intakes.
Resultados: A média de idade e semanas gestacionais foi de 26 (7,9) anos e 33 (3,8), respectivamente. Sessenta e oito
por cento delas estavam acima do peso. A média de ingestão dietética de Mg foi de 210,99 (33,20) mg/dL, com 97%
das gestantes abaixo do percentil 15 de adequação da ingestão alimentar. O consumo alimentar de Ca foi de 631,73
(197,17) mg/dL, sendo 82% das gestantes com valor abaixo da Estimated Averange Reference.
Conclusão: As gestantes com PE estudadas apresentam elevados percentuais de inadequação alimentar de Ca e Mg,
esses minerais desempenham importantes funções para controle do tônus muscular e a deficiência alimentar podem
ter contribuído para a fisiopatologia da PE.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Ingestão de micronutrientes e fatores de risco para o Diabetes Mellitus
Gestacional: um estudo preliminar
Autores: Maryze Valéria Dantas Lima, Vivianne de Sousa Rocha
Instituição: Universidade Federal de Sergipe
Resumo:
Introdução: O Diabetes Melitus Gestacional (DMG) é considerado o distúrbio metabólico mais comum na gestação. A
baixa ingestão de minerais, como cálcio (Ca) magnésio (Mg) e zinco (Zn) está associada a prejuízo da função
secretória das células beta pancreáticas; diminuição à sensibilidade a insulina; e redução do metabolismo da glicose.
Objetivo geral: Avaliar a ingestão alimentar de Ca, Mg e Zn e fatores de risco na DMG.
Metodologia: Participaram do estudo 20 gestantes com glicemia de jejum e TTOG > 85 mg/dL entre 20ª-24ª semana
gestacional ou > 100 mg/dL, em qualquer período da gravidez. Foram excluídas as que apresentaram: hipertensão
crônica e/ou gestacional, diabetes prévio, doença cardiovascular, as fumantes, e, as usavam suplemento mineral. Um
questionário
estruturado
foi
aplicado
para
obter
informações
gestacionais.
http://www.scielosp.org/img/revistas/csp/v25n5/21t1.gif Peso (kg) e altura (m) foram aferidos. Para avaliação da
ingestão alimentar foi aplicado um questionário quantitativo de frequência alimentar. Os dados de ingestão dos
micronutrientes foram analisados pela TACO e ajustadas por energia pelo método residual. A adequação da ingestão
alimentar foi realizada como descrito pelas Dietary Reference Intakes.
Resultados: A média de idade foi de 32 anos. Cerca de 70% tinham menos 4 anos de escolaridade, 30% relataram
história familiar de diabetes e 80% apresentaram sobrepeso/obesidade, segundo IMC gestacional. As médias de
ingestão (mg/dL) de Ca, Mg e Zn foram de 614,08 (187,34), 208,85 (20,97) e 13, 00 mg/dL (3,48), respectivamente.
Apenas 3 % tiveram ingestão acima da EAR de Ca e 80 % para Zn.
Conclusão: As gestantes apresentaram elevado percentual da tríade de fatores de risco para DMG: maior idade, IMC e
história familiar da doença. A inadequação da ingestão alimentar foi observada para Ca e Mg, sendo que esses
minerais desempenham importantes funções para a regulação da insulina, e controle glicêmico.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Tempo de início de terapia nutricional enteral e permanência em unidade
de terapia intensiva em pacientes críticos
Autores: Mayara camila de Lima canuto, Caterine Cristine de Vasconcelos Quintiliano
Cabral;Amanda Lima Nascimento;Karolina Rafaela Costa Reis;Lays Stefany da Conceição
Santos
Instituição: Hospital de urgência de Sergipe;Hospital de urgência de Sergipe;UNIT;UNIT;UNIT
Resumo:
INTRODUÇÃO: A Terapia Nutricional Enteral (TNE) é fundamental ao paciente crítico, devido às evidências que
comprovam que o estado nutricional interfere em sua evolução. O suporte nutricional enteral em pacientes graves em
Unidade de Terapia Intensiva (UTI) deve ser iniciado precocemente, primeiras 24-48 horas iniciais após a admissão e
estabilização hemodinâmica, precedendo às repostas hipermetabólica e hipercatabólica que se instalam nas primeiras
72 horas após a lesão. OBJETIVO: Avaliar o impacto da introdução precoce de TNE na redução do tempo de
permanência de pacientes críticos em uma UTI. MATERIAL E MÉTODO: Estudo transversal com pacientes de duas
UTIs de um hospital de urgência, durante abril a dezembro de 2014. Coletaram-se dados de 79 pacientes, adultos e
idosos, de ambos os sexos, em uso de TNE. As variáveis verificadas no Protocolo de Acompanhamento Nutricional
foram idade, sexo, data de admissão e de início da TNE e alta da UTI. Excluíram-se os pacientes que foram à óbito.
Comparou-se o tempo médio de permanência entre o grupo que recebeu nutrição enteral precoce (NEP) - iniciada até
48 horas da admissão, com os pacientes que tiveram seu início tardio. RESULTADOS: A idade média foi 40,63±15,76
anos, prevalecendo pacientes do sexo masculino (81%) e adultos (87,35%). A NEP ocorreu em 65 pacientes (82,27%)
enquanto 14 (17,72%) tiveram início tardio. O tempo médio de permanência em dias na UTI não obteve diferenças
significativas, sendo pouco menor nos pacientes com NEP (23,55±14,35) em relação aos que tiveram início tardio
(24,85±21,04). CONCLUSÃO: Foi encontrada alta frequência de NEP, o que pode ser relacionado a atuação da Equipe
Multidisciplinar de Terapia Nutricional no hospital, identificando e conscientizando os demais profissionais quanto aos
seus benefícios. Apesar do tempo médio de internação ter sido menor nos pacientes com NEP, este tempo não foi
significativo neste estudo.
UNITERMOS: Nutrição Enteral Precoce; paciente crítico; UTI
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
INTERCORRÊNCIAS NA ADMINISTRAÇÃO DA TERAPIA NUTRICIONAL
Autores: Meire Marchi Pereira, Andrea Zumbini Paulo; Roberta Nemer Camargo
Instituição: Instituto de Infectologia Emilio Ribas
Resumo:
Introdução: O uso de protocolos em terapia nutricional enteral (TNE) é essencial para evitar os riscos ou a desnutrição
durante a internação hospitalar. Objetivo: Levantar as causas que levaram a interromper a administração adequada da
TNE em pacientes com doenças infecciosas de um hospital público. Material e Método: Foram levantadas as
intercorrências no período de janeiro a junho de 2015 e excluídos pacientes que receberam TNE menor que sete dias.
Os motivos que desencadearam as pausas da administração da TNE foram agrupados de acordo com sua etiologia.
Resultados: Os principais motivos encontrados foram: 45,86% relacionado a complicações de distúrbios no trato
gastrointestinal, 30,44% jejum para procedimentos e exames, 5,31% saída inadvertida de sonda, 0,49% falhas na
administração e 16,9% falha no registro (sem informação). Conclusão: A maioria das pausas encontradas estava
relacionada com complicações do trato gastrointestinal nos pacientes internados com doenças infecciosas e jejum para
procedimentos. Ajuste nos protocolos com a equipe multidisciplinar e médica é fator primordial para que a TNE seja
adequada aos pacientes.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Aplicação de indicadores de qualidade em terapia nutricional domiciliar
Autores: Meiryellen da Silva Correia, Nutricionista e Especialista em nutrição clínica,
Nutricionista Tahina Santos Pessoa; Nutricionista Rose Carla M. Amorim Vieira; Nutricionista
Emanuelle Lins Bastos; NUtricionista MAyara Roberta Fernandes Vieira; Nutricionista Lívia
Raphaela da Silva Cerqueira
Instituição: CENTRO ESPECIALIZADO DE NUTRIÇÃO DE MACEIO-AL (CENUTRI)
Resumo:
Introdução: Terapia Nutricional enteral domiciliar (TNED) é a prestação de assistência nutricional no domicílio. É uma
prática segura, quando bem indicada, planejada e monitorada adequadamente, através de indicadores de qualidade
que permitem a mensuração da qualidade dos serviços prestados.
Objetivo: Analisar indicadores nutricionais de pacientes em Home Care que receberam nutrição enteral.
Material e Método: Estudo retrospectivo e observacional desenvolvido com 30 pacientes em internamento domiciliar e
terapia nutricional enteral exclusiva, de janeiro a junho de 2015. Analisou-se os valores médios e de adequação
percentual de energia e proteínas calculados, prescritos e administrados. Foram aplicados os indicadores de qualidade
propostos pelo International Life Sciences Institute (ILSI) Brasil, sendo expressos em metas percentuais.
Os fatores responsáveis pela não conformidade na administração planejada foram classificados como causas internas
relacionadas ao serviço, por exemplo, perda de sonda e presença de diarreia.
Para tabulação e análise estatística dos dados, foi utilizado aplicativo Excel 2007, considerando para as variáveis
contínuas a média e desvio padrão e para as variáveis categóricas frequência simples.
Resultados: O valor médio de energia e proteína administrados no período correspondem, respectivamente, a 88,05%
e 92,7% do prescrito.
A adequação de calorias administrada/prescrita diminuiu de 87% em janeiro para 85,1% em fevereiro, havendo
aumento progressivo de percentual nos meses subsequentes. NO caso da proteína, esta, manteve-se acima de 90%
nos três primeiros meses, diminuindo para 89,8% em abril e nos meses seguintes acima de 90%.
Conclusão: Os indicadores de qualidade permitem monitorar a evolução da qualidade da assistência nutricional.
Verificou-se a melhora da oferta nutricional, pois houve redução nas interrupções da TNED por fatores internos
relacionados ao serviço.
Unitermos: Terapia nutricional; Home Care
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil clínico e nutricional dos pacientes atendidos em um Home Care na
cidade de MAceió-Al
Autores: Meiryellen da Silva Correia, Nutricionista e Especialista em nutrição clínica,
Instituição: Centro Especializado de Nutrição de MAceió (CENUTRI)
Resumo:
Introdução: A assistência domiciliar pode ser definida como um conjunto de procedimentos hospitalares possíveis de
serem realizados na residência do paciente por uma equipe multidisciplinar baseada no diagnóstico e na realidade que
o mesmo se encontra, visando a promoção, manutenção e reabilitação deste.
Objetivo: Descrever o perfil dos pacientes atendidos por programa de internação domiciliar em Maceió.
Material e Método: Realizou-se uma análise descritiva das informações contidas em banco de dados dos 34 pacientes
em internamento domiciliar no mês de abril de 2015. Foram analisados dados referentes a idade, sexo, doenças de
base, presença de úlcera por pressão, estado nutricional e vias de acesso da terapia nutricional. Para tabulação e
análise estatística foi utilizado aplicativo Excel 2007, as variáveis qualitativas foram apresentadas em frequências
relativas (percentuais) e as quantitativas/numéricas utilizou-se médias medianas e desvios-padrão.
Resultados: Verificou-se que 53% dos pacientes eram do sexo masculino e 47% do sexo feminino, destes, 62% idosos
e 38% adultos. Destes pacientes, 91% estavam em terapia nutricional, sendo 74,2% em terapia nutricional enteral
exclusiva, 19,3% em terapia nutricional oral e 6,5% em terapia nutricional mista (enteral e oral). A via de acesso para
alimentação mais utilizada foi a gastrostomia (48,4%). A doença neurológica foi a mais frequente (73,5%). Observou-se
que 97% estavam em risco nutricional, 11,8% apresentavam úlcera por pressão e 29,4% recebiam tratamento
preventivo para lesões de pele.
Conclusão: Os dados apontam que a maioria dos pacientes atendidos eram do sexo masculino e em risco nutricional,
sendo a doença neurológica de maior prevalência. A via de alimentação predominante foi por gastrostomia e 11,8%
apresentam lesão de pele, com predominância na região sacra.
Unitermos: Home Care, Terapia Nutricional
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Análise do consumo proteico e de Aminoácidos de Cadeia Ramificada em
pacientes hepatopatas.
Autores: Mel Mariá Assunção Gomes, Aline Pelosi Messias;Ana Beatriz Sá Campos; Marina
Luiza Lima Costa; Larissa Miranda Barbosa; Viviane Aparecida de Souza Lacerda
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Resumo:
Introdução: A doença hepática crônica induz alterações no metabolismo das proteínas (PTN), assim como de
aminoácidos, ambas relacionadas ao grau de comprometimento hepático, os quais podem precipitar a encefalopatia
hepática (EH). Objetivo: Avaliar se há associação entre o consumo de PTN e de aminoácidos de cadeia ramificada
(AACR) com a presença de EH em hepatopatas. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo e transversal realizado
em pacientes que aguardam transplante hepático. A análise do consumo de PTN e dos AACR foi realizada de acordo
com os recordatórios alimentares de 24 Horas, relatados pelos pacientes, por meio do Software NutWin, utilizando a
tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. O peso foi obtido na avaliação antropométrica e os demais
dados foram coletados da anamnese nutricional. Para avaliação da adequação alimentar foram consideradas as
recomendações da Sociedade Americana de Nutrição Enteral e Parenteral, 2007. Foi utilizado o teste T do Software
Statistical Package for Social Sience (SPSS) versão 19.0 para as análises estatísticas. Resultados: Foram avaliados 26
pacientes com idade média de 53,81±9,21 anos, 69,23% do sexo masculino, com MELD (grau de acometimento
hepático) médio de 13±6,2. Do total, 80,7%, 73,7%, 76,95%, e 61,5% apresentaram edema, EH, varizes esofágicas e
ascite, nos últimos 06 meses, respectivamente. A média de consumo calórico foi de 1454,23±586,48Kcal
(17,64±12,3Kcal/Kg de peso/dia) e de PTN de 55,24±31,7g (0,83±0,48g/Kg de peso/dia) e de AACR de 10,93±5,4 mg.
Mostrando inadequação calórica em 73,07% dos pacientes e proteica em 80,7%. Não foi encontrado associação entre
EH e consumo de PTN e AACR (p>0,05). Conclusão: O baixo consumo de PTN não influenciou na incidência de EH,
assim como o consumo de AACR apresentado pelos pacientes. Estes dados mostram que a restrição proteica não é
uma medida profilática para a encefalopatia.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação da aceitação alimentar de pacientes em pós operatório de
transplante renal e hepático
Autores: Michelle Leite Oliveira Salgado, Ana Lucia Salgado Potenza; Silvia Maria Fraga
Piovacari;Julia F. Freitas Guimarães;Vera Silvia Frangella;Glaucia Fernanda Correa Gaetano
Santos
Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, Brasil
Resumo:
Introdução:O consumo alimentar e o acompanhamento nutricional de pacientes transplantados é importante para
direcionar a assistência nutricional e proporcionar a precoce recuperação cirúrgica.Objetivo:Avaliar a aceitação
alimentar de pacientes no pós operatório de transplante renal e hepático, assim como possíveis fatores de interferência
desta aceitação.Materiais e métodos:Realizada em uma unidade de transplantes em São Paulo, entre agosto e
setembro de 2014. Pesquisa exploratória, quantitativa, descritiva, conclusiva, de campo e transversal. Incluíram-se ao
estudo pacientes no pós operatório imediato e tardio (5º, 6º, 7º dia de internação) de transplantes renal e hepático, de
ambos os sexos, sem restrição de idade ou diagnóstico médico. Excluíram-se pacientes em terapia nutricional enteral e
parenteral.Resultados e discussão:A amostra totalizou 7 pacientes, com média de idade de 53 anos (DP ±14,20) sendo
4 mulheres(57,1%) e 3 homens(42,8%). O pós operatório de transplante imediato e tardio foi de 57,1% (n=4) e 42,8%
(n=3), respectivamente. A média da aceitação alimentar em relação às necessidades alimentares nos pacientes de
pós-operatório imediato foi 79% e tardio de 85,6%, sendo que a oscilação da aceitação no pós imediato foi influenciado
pelas náuseas e no pós tardio pelo período prolongado de internação, o que pode causar aversão a dieta
hospitalar.Conclusão:A aceitação alimentar dos pacientes transplantados renais e hepáticos tende a melhorar
conforme evolução do quadro clínico e recuperação da cirurgia. Estratégias de gastronomia e indicação de
suplementação devem ser observadas para melhorar a aceitação dos pacientes contribuindo para a recuperação do
pos operatorio.
Unitermos Pós-operatório de transplante, Transplante renal, Transplante hepático.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
ASSOCIAÇÃO ENTRE ÍNDICE DE MASSA CORPORAL E ALTERAÇÕES
DO HÁBITO INTESTINAL EM IDOSAS DIABÉTICAS
Autores: MIKAELLA CARLA DE FRANÇA CAVALCANTI, DANIELLA CLÁUDIA DE FRANÇA
CAVALCANTI; MARIA GORETTI PESSOA DE ARAÚJO BURGOS; POLIANA COELHO
CABRAL
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO - UFPE
Resumo:
Introdução: O envelhecimento da população é um fenômeno de amplitude mundial. A condição de nutrição é um
aspecto importante nesse contexto, visto que os idosos apresentam condições peculiares que comprometem seu
estado nutricional, dentre elas, destacam-se as alterações intestinais. Diminuição do tônus muscular e da função
motora do cólon, assim como o uso indiscriminado e abusivo de laxantes, pode culminar nessas alterações. Objetivo:
Verificar a associação entre o índice de massa corporal (IMC) e alterações do hábito intestinal em idosas diabéticas.
Materiais e métodos: Estudo observacional com análise de 170 prontuários de pacientes idosas diabéticas tipo 2
atendidas pelo Ambulatório de Nutrição do Núcleo de Atenção ao Idoso/Universidade Federal de Pernambuco. Foram
consideradas as variáveis: idade, IMC e hábito intestinal. O hábito intestinal foi estratificado em normal, diarréia (fezes
líquido-pastosas com mais de 3 episódios ao dia), constipação (fezes em formato de cíbalos e/ou intervalo entre as
evacuações maior ou igual a 3 dias). A normalidade do IMC foi considerada entre 23-28 kg/m² para idosos (OPAS,
2002). Os dados foram consolidados e analisados no software SPSS versão 13.0, utilizando o teste qui-quadrado.
Resultados: Dentre os 170 prontuários avaliados, 3 não apresentavam informações sobre o hábito intestinal das
pacientes, portanto, foram excluídos. Na amostra estudada, a idade média foi de 74,1 (± 1,0) anos. O excesso de peso
(IMC > 28kg/m²) foi constatado em 79%. Constipação, diarréia e normalidade do trato intestinal foram constatadas em
24%, 1,2% e 74,9%, respectivamente. Não houve associação significante entre o IMC e o hábito intestinal (p=0.633).
Conclusões: Na amostra de idosas diabéticas estudadas foi encontrado, em sua grande maioria, um hábito intestinal
normal, e independente do IMC.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
ÍNDICE DE MASSA CORPORAL E ASSOCIAÇÃO COM A OBESIDADE
ABDOMINAL EM IDOSAS DIABÉTICAS TIPO 2
Autores: MIKAELLA CARLA DE FRANÇA CAVALCANTI, DANIELLA CLÁUDIA DE FRANÇA
CAVALCANTI; MARIA GORETTI PESSOA DE ARAÚJO BURGOS; POLIANA COELHO
CABRAL
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO - UFPE
Resumo:
Introdução: O desenvolvimento de doenças metabólicas como a diabetes Mellitus é mais preocupante entre os idosos,
pois as complicações decorrentes da doença interagem com o declínio funcional. Como uma medida eficaz e simples
para o controle dessa doença, destaca-se o monitoramento do estado nutricional, utilizando-se medidas
antropométricas, como o índice de massa corporal (IMC) e a circunferência abdominal (CA). Objetivo: Verificar a
associação entre o índice de massa corporal e a obesidade abdominal em idosas diabéticas tipo 2. Materiais e
métodos: Estudo observacional com análise de 170 prontuários de pacientes idosas diabéticas tipo 2 atendidas pelo
Ambulatório de Nutrição do Núcleo de Atenção ao Idoso/Universidade Federal de Pernambuco. Foram consideradas as
variáveis: idade, IMC e CA. A obesidade abdominal foi considerada quando a CA teve valor maior ou igual a 88 cm,
enquanto a normalidade do IMC entre 23-28 kg/m² para idosos (OPAS, 2002). Os dados foram consolidados e
analisados no software SPSS versão 13.0, utilizando o teste de Fisher. Resultados: Dentre os 170 prontuários
avaliados, 45 não apresentavam informações sobre a CA, portanto, foram excluídos. Na amostra estudada, a idade
média foi de 74,1 (± 1,0) anos. O excesso de peso (IMC > 28kg/m²) e obesidade abdominal (CA ≥ 88cm) foram
constatados em 79% e 81,6%, respectivamente. A associação entre o IMC e a CA foi estatisticamente significante
(p=0.000). Conclusões: Neste grupo de idosas diabéticas tipo 2, houve associação positiva entre IMC e a CA; as
pacientes com excesso de peso apresentaram uma maior frequência de CA com risco muito elevado quando
comparadas as pacientes sem excesso de peso. Denota-se, portanto, a importância da realização de avaliação
antropométrica nas consultas destes diabéticos.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Associação entre sedentarismo e hipertensão arterial em idosos
assistidos em um Hospital Universitário
Autores: Mônica Karoline Barreto Souza, Rammyze Ferreira Lima;Márcia Ferreira Cândido de
Souza;Fabiana Melo Soares;Adelson Alves de Oliveira Junior;Epifânio Feitosa da Silva Neto
Instituição: Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe
Resumo:
Introdução: Estudos mostram que alterações próprias do envelhecimento tornam o indivíduo mais susceptível ao
desenvolvimento da hipertensão arterial sistêmica (HAS). A HAS é um fator de risco cardiovascular modificável e uma
das principais causas de mortalidade nessa fase.
Objetivo: Identificar se há associação entre o sedentarismo e a hipertensão arterial em idosos assistidos em um
Hospital Universitário.
Material e métodos: Estudo transversal com pacientes de ambos os gêneros, com idade igual ou superior a 60 anos.
Foram incluídos os pacientes portadores com cintura abdominal acima de 88 cm para mulheres ou acima de 102 cm
para homens, dislipidemia, hipertensão e/ou diabetes melittus. E foram excluídos os pacientes que apresentaram
condições que interferissem realização das medidas antropométricas, com edema, ascite, amputados, portadores de
síndromes genéticas e gestantes. Para análise estatística foram utilizadas as frequências, médias e desvios padrão.
Para avaliar a associação entre o sedentarismo e a hipertensão arterial foi utilizado o Teste Qui Quadrado de Pearson.
Resultados: Foram analisados 137 idosos, com idade média de 67,3 ± 6,8 anos, sendo 82,5% do sexo feminino. A
média de peso encontrada foi 74,81 ± 17,56 kg e de IMC foi 30,75 ± 7,22 kg/m², sendo que 32,8% da população
apresentou algum grau de obesidade. A circunferência abdominal apresentou média de 105,59 ± 14,97 cm. Do total de
idosos estudados, 87 (61,3%) foram classificados como sedentários e 92 (67,2%) como hipertensos. Foi encontrada
uma associação positiva entre sedentarismo e hipertensão arterial nesse estudo (p<0,049).
Conclusão: Foi encontrado associação positiva entre sedentarismo e hipertensão arterial na população estudada.
Unitermos: Sedentarismo; hipertensão arterial; idosos.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Indicadores antropométricos e fatores de risco cardiovascular em
pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2 atendidos no ambulatório
de nutrição de um hospital universitário
Autores: Mônica Karoline Barreto Souza, Márcia Ferreira Cândido de Souza;Fabiana Melo
Soares;Adelson Alves de Oliveira Junior;Epifânio Feitosa da Silva Neto;Juliane de Jesus Souza
Instituição: Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe
Resumo:
Introdução: A obesidade tem sido apontada como um dos principais fatores de risco para o diabetes mellitus tipo 2 (DM
2). Objetivo: Analisar os indicadores antropométricos e os fatores de risco cardiovascular em portadores de DM 2.
Metodologia: Estudo transversal, realizado com portadores de DM 2, atendidos no ambulatório de nutrição de um
hospital universitário. A antropometria foi realizada através do peso, altura, Índice de Massa Corporal (IMC) e da
Circunferência abdominal (CA). Para os fatores de risco cardiovascular foram analisados os exames bioquímicos
(Colesterol total, LDL, HDL, triglicerídeos, glicose pós prandial e hemoglobina glicosilada). A estatística foi realizada
através das médias, desvio-padrões, frequências e Teste Qui Quadrado de Pearson. Resultados: A amostra foi
composta por 104 diabéticos, com média de idade de 56±10 anos. A população apresentou IMC médio de 32,15 kg/m²
± 7,40, sendo que 30,8% tinham sobrepeso e 55,8% tinham algum grau de obesidade. Com relação a CA, foram
encontrados valores médios de 108,5±20,1 para o sexo masculino e 106,7±17,3 para o sexo feminino. Com relação
aos exames bioquímicos, os resultados obtidos foram: HDL 44,59 mg/dl ± 15,72 para o sexo masculino e 48,72 md/dl ±
14,94 para o sexo feminino; colesterol total 175,99 md/dl ± 41,36, Triglicérides médio 134,56 mg/dl ± 75,96, sendo que
30,8% da população apresentou hipertrigliceridemia e 22,1% tinham hipercolesterolemia. Foram encontrados os
valores médios de glicose pós prandial 170,96 mg/dl ± 89,34, e hemoglobina glicada 8,28 ± 2,32%. Verificou-se
associação positiva entre glicemia de jejum e IMC (p < 0,019) e entre glicemia de jejum e CA (p < 0,01).Conclusão: Os
resultados do estudo mostram associação positiva entre o DM 2 e o IMC e a CA, bem como, fatores de risco
cardiovascular como CA elevada, HDL abaixo da referência para homens e alterações de glicemia e hemoglobina
glicosilada.Unitermos: diabetes tipo 2, avaliação nutricional, risco cardiovascular
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Músculo adutor do polegar e sua relação com o prognóstico nutricional
de pacientes submetidos a cirurgia cardíaca
Autores: Mônica Karoline Barreto Souza, Juliana Teixeira da Silva;Márcia Ferreira Cândido de
Souza;Fabiana Melo Soares;Adelson Alves de Oliveira Junior;Epifânio Feitosa da Silva Neto
Instituição: Centro Especializado de Nutrição - Cenutri; Hospital Universitário da Universidade
Federal de Sergipe
Resumo:
Introdução: A espessura do músculo adutor do polegar tem sido utilizada para avaliar o
compartimento muscular, por ser uma técnica simples, não invasiva, rápida e de baixo custo. Além disso, esse músculo
transmite segurança na avaliação do estado nutricional, podendo, assim, ser parte da avaliação de pacientes
cirúrgicos.
Objetivo: Avaliar a possível relação entre o músculo adutor do polegar e o prognóstico nutricional de pacientes
submetidos a cirurgia cardiovascular.
Material e método: Foi realizada uma avaliação nutricional no dia anterior à data marcada para cirurgia, em que foram
coletados dados clínicos e antropométricos, entre eles a espessura do músculo adutor do polegar. No pós-operatório,
observou-se a ocorrência de complicações infecciosas, não infecciosas e de óbito.
Resultados: Foram estudados 164 pacientes, predominando o sexo masculino. Desses 164 pacientes, 112 (68,3%)
foram submetidos a revascularização do miocárdio, 49 (29,9%) a troca de valva e três (1,8%) a ambos os
procedimentos. A idade associou-se significativamente com as complicações infecciosas (p=0,05), com as não
infecciosas (p<0,001) e com o óbito (p=0,01). O índice de massa corpórea não se associou de forma significativa com
as complicações infecciosas (p=0,35), entretanto, houve associação desse índice com as complicações não
infecciosas (p=0,009) e com o óbito (p=0,01). A média do músculo adutor do polegar foi maior nos pacientes que não
tiveram complicações e entre os pacientes sobreviventes.
Conclusões: O músculo adutor do polegar tem se mostrado um bom parâmetro de avaliação nutricional. Salienta-se a
necessidade de estudos com populações específicas, em maior número, para confirmar os resultados.
Unitermos: Complicações pós-operatórias, cirurgia torácica, avaliação nutricional.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Músculo adutor do polegar e sua relação com o prognóstico nutricional
de pacientes submetidos a cirurgia cardíaca
Autores: Mônica Karoline Barreto Souza, Juliana Teixeira da Silva; Márcia Ferreira Cândido de
Souza;Fabiana Melo Soares;Adelson Alves de Oliveira Junior;Epifânio Feitosa da Silva Neto
Instituição: Clínica Especializada de Nutrição - Cenutri; Hospital Universitário da Universidade
Federal de Sergipe
Resumo:
Introdução: A espessura do músculo adutor do polegar tem sido utilizada para avaliar o
compartimento muscular, por ser uma técnica simples, não invasiva, rápida e de baixo custo. Além disso, esse músculo
transmite segurança na avaliação do estado nutricional, podendo, assim, ser parte da avaliação de pacientes
cirúrgicos.
Objetivo: Avaliar a possível relação entre o músculo adutor do polegar e o prognóstico nutricional de pacientes
submetidos a cirurgia cardiovascular.
Material e método: Foi realizada uma avaliação nutricional no dia anterior à data marcada para cirurgia, em que foram
coletados dados clínicos e antropométricos, entre eles a espessura do músculo adutor do polegar. No pós-operatório,
observou-se a ocorrência de complicações infecciosas, não infecciosas e de óbito.
Resultados: Foram estudados 164 pacientes, predominando o sexo masculino. Desses 164 pacientes, 112 (68,3%)
foram submetidos a revascularização do miocárdio, 49 (29,9%) a troca de valva e três (1,8%) a ambos os
procedimentos. A idade associou-se significativamente com as complicações infecciosas (p=0,05), com as não
infecciosas (p<0,001) e com o óbito (p=0,01). O índice de massa corpórea não se associou de forma significativa com
as complicações infecciosas (p=0,35), entretanto, houve associação desse índice com as complicações não
infecciosas (p=0,009) e com o óbito (p=0,01). A média do músculo adutor do polegar foi maior nos pacientes que não
tiveram complicações e entre os pacientes sobreviventes.
Conclusões: O músculo adutor do polegar tem se mostrado um bom parâmetro de avaliação nutricional. Salienta-se a
necessidade de estudos com populações específicas, em maior número, para confirmar os resultados.
Unitermos: Complicações pós-operatórias, cirurgia torácica, avaliação nutricional.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Evolução Nutricional de pacientes em uso de Terapia Nutricional
Domiciliar
Autores: Monique Tavares de Jesus, Juliana Teixeira da Silva
Nara Nayane Brito Menezes
Larissa Menezes Santos
Ana Lilia Sousa Gama
Erlaine Soares do Nascimento Gomes
Instituição: Clinica Especializada de Nutrição- CENUTRI
Resumo:
Introdução: As dietas enterais podem ser oferecidas por meio da utilização de produtos industrializados ou elaboradas
a partir de alimentos in natura. A escolha desta ou aquela dieta depende, em grande parte, do acesso e dos recursos
financeiro disponíveis. Objetivo: Comparar a evolução nutricional entre os pacientes em terapia nutricional domiciliar
(TND) que fazem uso de dieta industrializada e os que usam dieta artesanal com módulo de nutrientes. Metodologia:
Foi realizada a comparação entre a avaliação nutricional inicial e final dos pacientes em TND. Foram excluídos da
amostra os pacientes que apresentaram qualquer fator que interferisse na tolerância da dieta proposta. Todos os
pacientes foram acompanhados regularmente por um nutricionista e tiveram suas necessidades nutricionais
programadas supridas com o plano alimentar proposto. Para análise estatística, foi utilizado o software SPSS e o teste
T de Student foi utilizado para inferência, adotando-se nível de significância < 5%. Resultado: O grupo de pacientes
que fez uso de nutrição enteral industrializada foi composto por 9 pacientes e o grupo artesanal por 11 pacientes. Não
houve diferença estatisticamente significante entre a idade média(p=0,34) e o tempo de TNE(p=0,70) nos dois grupos.
A diferença média entre o % de adequação da CMB(p=0,001) e CB(p=0,02) inicial e final foi maior no grupo que fazia
uso da TNE industrializada. Para as variáveis ganho ponderal(p=0,07), IMC(p=0,15) e % de adequação da
PCT(p=0,43) não foi observada diferença estatisticamente significante. Conclusão: O uso de dietas industrializadas
pareceu influenciar na manutenção e ganho de massa muscular provavelmente por ser mais difícil prover uma oferta
proteica adequada com o uso de dietas artesanais, mesmo que estas sofram modulação com suplementos nutricionais.
Entretanto, estudos com um maior número de pacientes se faz necessário para corroborar estes resultados. Unitermos:
Terapia nutricional; avaliação nutricional; desnutrição
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES EM TERAPIA NUTRICIONAL
DOMICILIAR
Autores: Monique Tavares de Jesus, Nara Nayane Brito Menezes
Larissa Menezes Santos
Ana Lilian Sousa Gama
Erlaine Soares do Nascimento Gomes
Vagner Roberto de Jesus Santos
Instituição: CLINICA ESPECIALIZADA DE NUTRIÇÃO-CENUTRI
Resumo:
Introdução: A terapia nutricional em ambiente domiciliar contribui para a recuperação do estado de saúde do paciente,
além de apresentar menor custo quando comparada à nutrição enteral hospitalar. Entretanto, para haja sucesso na
condução da terapia nutricional desses pacientes é necessário conhecer sua condição nutricional prévia. Objetivo:
identificar o perfil nutricional de pacientes em Terapia Nutricional Enteral sob atendimento domiciliar de uma clínica
especializada em nutrição do município de Aracaju/SE. Métodos: Pacientes, adultos e idosos de ambos os gêneros, em
uso de dieta enteral domiciliar foram submetidos à avaliação clínico-nutricional em até 48 horas do início da
intervenção. Foram adotados como parâmetros para o diagnóstico nutricional a patologia de base, condição clínica,
idade, circunferência do braço (CB), circunferência muscular do braço (CMB), prega cutânea tricipital (PCT),
circunferência da panturrilha (CP) e o Índice de Massa Corporal (IMC). Resultados: Foram 20 pacientes, com idade
média de 78,34±15,0 anos, sendo a maioria do gênero feminino (60%). Em relação a patologia de base, houve um
destaque para as doenças neurológicas (85%) e como comorbidade associada 50% apresentam hipertensão. Com
base nas CB, CP, CMB e PCT, a maioria dos pacientes (55%) apresentava algum grau de desnutrição, com
distribuição de 25% em desnutrição Leve, 15% em desnutrição moderada e 15% em desnutrição grave. Os demais
(45%) apresentaram diagnóstico nutricional classificado em risco nutricional. De acordo com o IMC 40% dos pacientes
apresentam algum grau de desnutrição. Conclusão: A alta prevalência de pacientes desnutridos com suporte
nutricional enteral em domicilio aponta para a necessidade de se instituir políticas e diretrizes com enfoque na
assistência multiprofissional destes pacientes, a fim de evitar complicações clínicas e reinternações hospitalares.
Unitermos: Terapia nutricional domiciliar; diagnóstico nutricional.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Prevalência de anemia em pacientes com síndrome da imunodeficiência
adquirida no estado de Sergipe
Autores: MSc. Tatiana Maria Palmeira dos Santos, MSc. José Alfredo dos Santos Júnior;
Danielle Barros da Silva; Thayse Monteiro Franco; Verônica Ribeiro dos Santos; Jussimara
Mendonça
Instituição: UNIT; CESMAC; UNIT; UNIT; UNIT; Aracaju-SE
Resumo:
Introdução: A infecção pelo HIV (síndrome da imunodeficiência adquirida) além do comprometimento imunológico está
associada a uma grande variedade de anormalidades hematológicas, sendo a anemia a alteração hematológica mais
frequente. A prevalência de anemia pode variar de 1,3% a 95%, dependendo do estágio da doença. Além disso, em
vários estudos a anemia foi relacionada à redução da qualidade de vida e ao menor tempo de sobrevivência em HIVpositivo
Objetivo: Estudar a frequência de anemia pelo indicador hematológico hemoglobina em pacientes com o HIV atendidos
em uma Casa de Assistência em Aracaju-SE
Materiais e Métodos: Estudo transversal com 116 pessoas, adultas e idosas, de ambos os sexos, portadores do
HIV/AIDS no estado de Sergipe. A avaliação laboratorial foi realizada por meio de exames bioquímicos, realizados na
rotina do atendimento, tais como valores de hemoglobina (Hb), e contagem de linfócitos TCD4+ inferior a 200
céls./mm³ indicou maior severidade da doença. Foram considerados exames laboratoriais realizados até 6 meses antes
da coleta de dados. A anemia foi diagnosticada com Hb < 13,0 g/dL para homens, e Hb < 12,0 g/dL, para mulheres. Foi
utilizado o teste de Qui-quadrado de Pearson e margem de erro de 5,0%.
Resultados: A idade média dos pacientes foi de 43,11 ± 8,06 anos, dos quais 76 (65,5%) eram do gênero masculino.
Neste estudo, 52 (39,1%) da amostra foram considerados anêmicos (p=0,001), este dado está de acordo com
evidências de estudos recentes em indivíduos HIV-positivo que têm relatado que a anemia é uma das manifestações
hematológicas mais comuns. Não foi verificada uma associação entre baixos níveis de linfócitos TCD4+ e a incidência
de anemia (p = 0,101).
Conclusão: A partir dos dados encontrados nesta pesquisa pode-se constatar que a frequência de anemia foi elevada,
fato que serve de alerta, pois está associada ao aumento da necessidade de hospitalizações e mortalidade.
Unitermos: Anemia, HIV.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Prevalência de desnutrição segundo a avaliação nutricional subjetiva em
pacientes hospitalizados
Autores: MSc. Tatiana Maria Palmeira dos Santos, Jéssica Moura de Oliveira; Evelyn Horanyi
Silva Costa Vasvary; Gizele Rodrigues dos Santos Dória;Esp. Andreza Melo de Araujo; Esp.
Cynthia Barbosa Albuquerque
Instituição: UNIT;UNIT;UNIT;UNIT;UNIT;UNIT.
Resumo:
Introdução: A avaliação nutricional engloba métodos subjetivos e objetivos, examinados detalhadamente por
profissionais experientes. Em contrapartida, a triagem nutricional é o instrumento que busca identificar indivíduos
desnutridos ou em risco de desnutrição, com o objetivo de verificar se é necessária uma avaliação nutricional adicional.
Portanto, o rastreamento nutricional identifica indivíduos que estão mal nutridos ou que em risco de desenvolver
desnutrição, e que podem se beneficiar de suporte nutricional específico. Para tanto, é necessária a aplicação de uma
ferramenta simples, efetiva e validada para utilização em hospital.
Objetivo: verificar a prevalência de desnutrição em pacientes internados em um hospital de urgências de Aracaju-SE.
Material e método: A pesquisa foi realizada com 175 pacientes internados, adultos e idosos, de ambos os gêneros. Os
tipos de triagem aplicados foram Avaliação Nutricional Subjetiva Global (ANSG), para os pacientes adultos, e Mini
Avaliação Nutricional (MAN) para os idosos. A margem de erro utilizada nas decisões dos testes estatísticos foi de
5,0%.
Resultados: os pacientes tinham idade média de 49,49±18,15 anos, sendo 116 (67,4%) adultos e 56 (32,6%) idosos,
onde do total da amostra 104 (60,5%) eram do gênero masculino. Pela classificação da ANSG, foram considerados
bem nutridos 79 (68,10%), 37 (31,9%) com desnutrição leve/moderada/grave (p<0,001). Na classificação da MAN, 47
(83,9%) estavam desnutridos (p<0,001).
Conclusão: Houve relação dos resultados de diagnóstico nutricional das avaliações subjetivas, corroborando com os
dados da literatura que relatam que possuem resultados mais sensíveis a alterações do estado nutricional para
depleção. A prevalência de risco nutricional foi alta nos pacientes, principalmente diagnosticada através da MAN.
Unitermos: Desnutrição, ANSG, MAN.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Prevalência de lipodistrofia associada à síndrome da imunodeficiência
adquirida em pacientes adultos do estado de Sergipe: relação com
síndrome metabólica
Autores: MSc. Tatiana Maria Palmeira dos Santos, Danielle Barros da Silva; Thayse Monteiro
Franco; Verônica Ribeiro dos Santos; Jussimara Mendonça; Esp. Niedja Cristina Paciência
Torres
Instituição: UNIT; UNIT;UNIT;UNIT; Aracaju-SE, UFAL
Resumo:
Introdução: A lipodistrofia associada ao HIV (LAHIV) acomete 40% a 50% dos pacientes infectados pelo vírus, mas sua
prevalência no Brasil é desconhecida. A síndrome metabólica (SM) e a LAHIV compartilham algumas características
comuns, como distribuição anormal de gordura corpórea, resistência à insulina, anormalidades lipídicas e,
possivelmente, aumento de risco cardiovascular.
Objetivo: avaliar a prevalência de LAHIV entre adultos brasileiros infectados pelo HIV, bem como sua relação com a
presença de SM.
Materiais e Métodos: Estudo transversal com 116 adultos, de ambos os sexos, portadores do HIV no estado de
Sergipe. O diagnóstico da lipodistrofia foi obtido através da avaliação clínica (acúmulo de gordura abdominal, mamas
ou região dorso cervical e perda de gordura subcutânea dos membros, face e nádegas) e confirmação no prontuário do
paciente analisado. O possível diagnóstico da SM foi realizado de acordo com o National Cholesterol Education
Program (NCEP). Foi utilizado o teste de Qui-quadrado de Pearson e margem de erro de 5,0%.
Resultados: A idade média dos pacientes foi de 43,11 ± 8,06 anos, dos quais 76 (65,5%) eram do gênero masculino.
Aproximadamente a metade dos pacientes (50,8%) tinha lipodistrofia física e (26,7%) foram diagnosticados com SM.
Não foram registradas diferenças significativas (p>0,05) entre os que tinham ou não lipodistrofia com as variáveis
(idade, gênero e SM).
Conclusão: Portanto, a detecção da LAHIV deve fazer parte do acompanhamento clínico dos pacientes infectados pelo
HIV, tendo em vista sua alta prevalência. Da mesma forma, a presença de SM deve ser ativamente pesquisada, visto
que é tão comum em infectados por HIV quanto na população geral.
Unitermos: síndrome metabólica, lipodisdrofia, HIV.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
GASTO ENERGÉTICO DE REPOUSO EM PACIENTES IDOSOS GRAVES
Autores: Nara Lúcia Andrade Lopes, Eduardo Eiras Moreira da Rocha; Lilian Maria Sobreira
Tanaka; *Wilza Arantes Ferreira Peres; Nívea da Silva Tavares; Karla Lopes Pereira Gomes;
Rodolfo Eduardo de Andrade Espinoza
Instituição: Hospital Copa D'or - RJ
*Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
Resumo:
Introdução: Com o aumento da expectativa de vida, cresce o número de idosos admitidos nas unidades de terapia
intensiva (UTI). O envelhecimento está associado à perda de massa corporal magra e ganho de tecido adiposo,
modificando o gasto energético desses pacientes. Objetivo: Comparar o gasto energético de repouso (GER) medido
pela calorimetria indireta (CI) entre pacientes idosos (I) e muito idosos (MI) em ventilação mecânica (VM) e terapia
nutricional, internados em UTI. Métodos: Estudo retrospectivo, observacional e analítico, comparando o GER medido
pela CI (GERm) de I graves com idade entre 60 a 79 anos e, MI graves com 80 anos ou mais. O aporte calórico pleno
dos pacientes foi otimizado nas 24h que antecederam a realização da CI e aqueles com critérios de elegibilidade foram
recrutados consecutivamente dentre os que estavam nas UTIs. A estatística utilizada foi paramétrica, com nível de
significância em 5%. Resultados: Noventa e sete pacientes com 60 anos ou mais foram incluídos no estudo, sendo 49
(50,5%) I (homens/mulheres: 22/27, com 68,91±6,2 anos e 72,85±5,03 anos, respectivamente), com diferença
significativa na média de idade (p=0,018) e 48 (49,5%) MI (homens/mulheres: 27/21, com 84,9±3,9 anos e 84,7±3,8
anos, respectivamente), sem diferença significativa na média de idade (p=0,820). Não houve diferença significativa no
índice de massa corporal (IMC) médio de pacientes não obesos (IMC<30 Kg/m2) entre os grupos I e MI, p=0,698,
porém houve diferença entre I e MI para os obesos (IMC>30 Kg/m2), p=0,001. A média do GERm para I e MI em
kcal/dia (1683,1±416,9 e 1450,7±284,1 kcal/dia, respectivamente) e kcal/kg peso (23,1±5,7 e 20,9±3,7 kcal/kg peso,
respectivamente) foi significativamente diferente entre os grupos, p=0,002 e p=0,030, respectivamente. Conclusão: No
grupo analisado, observou-se uma redução do GER com o avançar da idade, quando comparados I e MI, tanto em
kcal/dia quanto em kcal/kg/peso.
Palavras-chave: Gasto Energético de Repouso, Idoso
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
ANEMIA E DEPLEÇÃO MUSCULAR EM PACIENTES INTERNADOS EM UM
HOSPITAL GERAL DE URGÊNCIAS DE SERGIPE
Autores: Nathalia Thamires Campos Silva, Esp. Andreza Melo de Araujo; Danielle Almeida
Sena; MSc José Alfredo dos Santos Júnior; Esp. Cynthia Barbosa Albuquerque; MSc. Tatiana
Maria Palmeira dos Santos.
Instituição: UNIT; UNIT; UNIT; CESMAC; UNIT; UNIT.
Resumo:
INTRODUÇÃO: A desnutrição é ocasionada pelo aumento da necessidade calórico-proteica, inadequado consumo de
nutrientes com consequentes alterações da composição corporal e das funções fisiológicas. A desnutrição no âmbito
hospitalar é fator de risco para piora da evolução clínica. Dessa forma, a avaliação nutricional com métodos
antropométricos, avaliação física e comprometimento de exames bioquímicos, que detectam redução nas taxas de
proteínas plasmáticas contribuem ao diagnóstico nutricional.
OBJETIVOS: Verificar a prevalência de anemia e a depleção muscular em pacientes internados em um hospital geral
de Sergipe.
MATERIAL E MÉTODO: Estudo transversal com 153 pacientes, dos quais 60,13% são do gênero feminino, com idade
média de 50,27 ± 18,06 anos. Foram coletados dados de hemoglobina (Hb) e hematócrito (Ht) de prontuário. Os pontos
de corte adotados foram: Hb <12g/dL para mulheres e <13g/dL para homens e Ht <36% para mulheres e <39 para
homens. Para avaliar a depleção muscular foi utilizado a medida da circunferência do braço (CB), avaliada em %
Adequação da CB (%Adq.CB) considerando-se depleção valores abaixo de 90% de adequação. Para a análise
estatística foi utilizado o teste de qui-quadrado de Pearson, com nível de significância de p <0,05.
RESULTADOS: A prevalência de anemia foi de 83,66% sem diferenças de significância entre os sexos. A maior parte
da amostra foi classificada com desnutrição (61,44%) pelo %Adq.CB. Não houve diferença estatística positiva entre
estado nutricional e reserva muscular pela CB (p=0,153). No entanto, foi observado que dos pacientes desnutridos,
78% apresentavam anemia; dos eutróficos, 32% e com os excesso de peso, 25%, representando percentuais
importantes para a prevalência de anemia em pacientes hospitalizados.
CONCLUSÃO: A presença de anemia apresentou alta prevalência em pacientes internados embora não associada à
depleção de massa magra pelo %Adq.CB.
Unitermos: Pacientes hospitalizados. Avaliação nutricional. Anemia.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
CONSUMO ALIMENTAR E AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE PACIENTES EM
HEMODIÁLISE
Autores: Nathalia Thamires Campos Silva, Danielle Almeida Sena; Esp. Andreza Melo de
Araujo; Marianna Barreto Silva; Esp. Cynthia Barbosa Albuquerque; MSc. Tatiana Maria
Palmeira dos Santos
Instituição: UNIT; UNIT; UNIT; UNIT; UNIT; UNIT.
Resumo:
INTRODUÇÃO: A Doença Renal Crônica (DRC) prejudica o funcionamento de alguns órgãos, desestabilizando a
homeostase corporal. Algumas complicações que acometem os portadores dessa doença é a desnutrição, e a
alteração no metabolismo de minerais, principalmente, hiperfosfatemia e hipercalemia associada ao risco de morte. O
emprego de métodos diferentes para avaliação do estado nutricional é de suma importância para gerar uma avaliação
global. OBJETIVO: Verificar o consumo alimentar e o estado nutricional de pacientes com DRC em hemodiálise (HD).
MATERIAL E MÉTODO: Amostra composta por 53 pacientes, adultos e idosos, em HD. O estado nutricional foi
avaliado por meio de parâmetros antropométricos (Índice de massa corporal-IMC, %Adequação Circunferência do
braço- %AdeqCB e Avaliação Subjetiva Global- ASG) e o consumo alimentar foi verificado através do Recordatório
Alimentar de 24h. Foi adotado nível de significância 5%. RESULTADOS: Os pacientes tinham idade média de
59,52±6,61 anos, de acordo com o IMC 46,6% tinham excesso de peso e apenas 11,11% baixo peso. Quando
avaliados pela ASG, 28,9% apresentaram desnutrição e pela %AdeqCB, 45,3% apresentaram baixo peso. O consumo
de energia foi de 18,3±9,78kcal/kg/dia e todos os pacientes consumiam menos que as 35kcal/kg/dia recomendadas
para essa população. O consumo médio de proteína (PTN) foi 0,92±0,48g/kg/dia, sendo que 60% dos pacientes
consumiam menos que 1,1g/kg/dia e 26,66% consumiam acima de 1,2g/kg/dia. A média de consumo de fósforo (P+) foi
de 661,51±278,25(mg/dia) e a de potássio (K+) foi de 36,36±18,59(mEq/dia) ambos abaixo das recomendações, 800100mg de P+ e 50-70mEq/dia de K+, respectivamente. Houve correlação entre todos os parâmetros que avaliam o
estado nutricional (ASG, %Adq.CB e IMC) com PTN/kg (p=0,000) e com Kcal/dia (p=0,000). CONCLUSÃO: A
desnutrição foi frequente na população do estudo e o reduzido consumo alimentar pode contribuir para essa condição.
Unitermos: Hemodiálise. Avaliação nutricional.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
DESNUTRIÇÃO E OUTROS FATORES DE RISCO PARA DOENÇA
CARDIOVASCULAR DE PACIENTES EM HEMODIÁLISE
Autores: Nathalia Thamires Campos Silva, Esp. Andreza Melo de Araujo; Danielle Almeida
Sena; Marianna Barreto Silva (UNIT - e-mail: [email protected] ), Esp. Cynthia
Barbosa Albuquerque; MSc. Tatiana Maria Palmeira dos Santos.
Instituição: UNIT; UNIT; UNIT; UNIT; UNIT; UNIT.
Resumo:
INTRODUÇÃO: Pacientes em hemodiálise (HD) apresentam elevada ocorrência de processos inflamatórios e
desnutrição, contribuindo para o mau prognóstico da doença renal crônica (DRC). Além disso, o risco cardiovascular
(RCV) é responsável por 50% dos óbitos nos pacientes em HD, sendo superior ao da população geral. Vários autores
demonstram que a razão cintura-estatura (RCEst) apresenta forte correlação com os fatores de risco cardiovascular.
OBJETIVO: Verificar a ocorrência de desnutrição e outros fatores de risco para doença cardiovascular em pacientes
que realizam hemodiálise. MATERIAL E MÉTODO: Estudo transversal, envolvendo 53 pacientes que fazem
hemodiálise em uma clínica especializada. O estado nutricional foi avaliado por meio da Avaliação Subjetiva Global
(ASG). Para analisar os fatores de risco tradicionais para doença cardiovascular foi utilizado o índice RCEst possuindo
pontos de corte de 0,52cm para o sexo masculino e 0,53cm para o sexo feminino, a ocorrência de etilismo, tabagismo,
sedentarismo, hipertensão, diabetes, glicemia, e investigação de hábitos alimentares. Para a análise estatística foi
utilizado o teste de qui-quadrado de Pearson, com nível de significância de p <0,05. RESULTADOS: A média de idade
foi de 56,77±12,95, sendo 55,6% adultos. Nessa população, 45,8% dos pacientes encontrava-se com baixo peso. Ao
avaliar o RCV pela RCest, 50,94% dos pacientes apresentaram risco substancialmente aumentado. Não houve
associação entre estado nutricional pela ASG e RCV pela RCets (p=0,465). Foi observado que 49,1% da amostra
eram hipertensos, 32,1% possuía Diabéticos, nenhum era fumante e 73,6% não praticava atividade física.
CONCLUSÃO: A desnutrição ainda é frequente em pacientes em HD. No presente estudo não houve associação do
RCV com o estado nutricional. Foi observada a ocorrência de fatores de risco para DCV na população estudada.
Unitermos: Desnutrição. Hemodiálise. Risco Cardiovascular.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
CONSUMO ALIMENTAR DE PACIENTES COM DOENÇAS CRÔNICAS NÃO
TRANSMISSÍVEIS INTERNADOS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Autores: NAYANE SANTIAGO BARRETO, Nayane Santiago Barreto; Fabiana Melo Soares;
Rosângela Santos de Jesus; Márcia Maria Macedo Lima; Larissa Francelina Silva; Rebeca
Christel dos Santos Félix
Instituição: Hospital Universitário – UFS/SE
Resumo:
Introdução: Estudos têm analisado o papel da dieta na gênese das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). É
crescente o interesse na investigação sobre o consumo de grupos de alimentos saudáveis e não saudáveis. Objetivo:
Identificar o consumo alimentar de pacientes em um Hospital Universitário e associar com variáveis sociodemográficas.
Metodologia: Estudo transversal realizado em um HU entre junho e dezembro de 2013 com 132 pacientes adultos e
idosos com DCNT (Infarto, Acidente Vascular Cerebral, Câncer, Diabetes e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica).
Foram coletados dados pessoais e de consumo alimentar médio semanal. Foi considerado fator de proteção para
DCNT o consumo regular em 5 ou mais dias na semana de frutas, legumes e verduras e feijão e fator de risco o
consumo regular de refrigerante e doces em 5 ou mais dias na semana. Utilizou-se estatística descritiva e analítica
(Teste qui-quadrado) e calculadas razões de prevalências. Resultados: A idade média de 60 anos (±14 anos) e 69%
eram do sexo feminino. O consumo regular de frutas foi relatado por 71,4% das mulheres e por 48,8% dos homens,
enquanto que o de legumes e verduras foi relatado por 61,1% das mulheres e 58,5% dos homens. Já o de feijão,
esteve presente em 87,8% no sexo masculino e 86,8% no feminino. Os homens consomem refrigerante mais
regularmente (14,6% X 5,5%) e as mulheres consomem doces (13,2% X 7,3%). Foram encontrados valores
significativamente maiores para o consumo de frutas nas mulheres (p=0,01) e de refrigerante nos homens (p=0,01).
Considerando a faixa etária, o consumo regular de frutas e hortaliças foi referido por 67% dos idosos e 58% dos
adultos; o de feijão foi maior nos idosos (88% versus 86%), bem como de refrigerante (11% versus 5%), enquanto que
de doces foi maior nos adultos (15,5% versus 8%), mas não foram observadas diferenças significativas. Conclusão: As
mulheres e os idosos apresentaram maiores prevalências de comportamento alimentar considerado protetor para
DCNT.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Indicadores de qualidade da terapia nutricional em uma Unidade de
Terapia Intensiva de um hospital público do Distrito Federal
Autores: Niaranjan Cunha de Queiroz,
Instituição: Hospital Regional do Gama - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal
Resumo:
Introdução: O manejo adequado da Terapia Nutricional (TN) em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é fundamental para
a evolução clínica satisfatória dos pacientes, minimizando os danos da desnutrição e a morbimortalidade. Objetivo:
avaliar os indicadores de qualidade da TN: tempo de jejum para início da TN, percentual da TN prescrita efetivamente
infundido e tempo para atingir o suporte pleno, em uma UTI de um hospital público do Distrito Federal. Material e
Método: Analisados 331 pacientes em TN enteral e/ou parenteral exclusivas, entre junho/2012 e julho/2015. Coleta
feita diariamente nos registros de enfermagem, em formulário próprio pelo nutricionista da unidade. Resultados: Com
relação ao tempo de jejum: 141 pacientes (42,6%) iniciaram a TN no dia da admissão 139 (41,99%) no segundo dia de
internação; 27 (8,16%) no terceiro; 10 (3,02%) no quarto; e 14 (4,23%) após o quinto dia. Logo 280 pacientes (84,59%)
tiveram a TN implementada em até 48 horas após a internação. No que se refere ao percentual de TN prescrita,
efetivamente infundida: 52 pacientes (15,71%) receberam 100% do prescrito; 160 (48,34%) de 99,9 a 90%; 71
(21,45%) de 89,9 a 80%; 14 (13,29%) de 79,9 a 50%; e 4 (1,2%) de 49,9 a 0%. Isto evidencia que 282 pacientes
(85,49%) receberam pelo menos 80% da TN prescrita, e apenas 48 pacientes (14,5%) menos de 80%. O tempo médio
para atingir o suporte pleno, foi de 3,01±2,21 dias. Conclusão: Os resultados encontrados mostram que a TN foi
iniciada em tempo adequado e, em média, foi atingido suporte pleno no terceiro dia de internação, como preconizado
pela literatura. O percentual de adequação de TN efetivamente infundido foi satisfatório, entretanto cerca de 15% dos
pacientes ainda recebem um volume menor que 80% do prescrito. Ressalta-se que esta inadequação é influenciada
por fatores, como interrupções para procedimentos e exames, ou por complicações gastrointestinais, por saída da
sonda em TN enteral, dentre outros. Unitermos: Indicadores, Terapia Nutricional
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Intercorrências relacionadas à Terapia Nutricional em Unidade de Terapia
Intensiva
Autores: Niaranjan Cunha de Queiroz,
Instituição: Hospital Regional do Gama - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal
Resumo:
Introdução: Em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) as intercorrências relacionadas à Terapia Nutricional (TN)
imputam dificuldades quanto a indicação e evolução da mesma. Complicações gastrointestinais e controle glicêmico
inadequado interferem no manejo da TN. Objetivos: Mensurar a ocorrência de diarreia/constipação; vômitos e de
controle glicêmico insatisfatório em pacientes que receberam TN enteral e ou parenteral exclusiva, em um hospital
público do Distrito Federal. Material e Métodos: Analisados 331 pacientes entre junho/2012 e julho/2015. Parâmetros
de avaliação: diarréia - presença de três ou mais evacuações líquidas por dia; constipação - ausência de evacuação
por três dias ou mais; hiperglicemia - glicemia capilar (GC) maior que 180mg/dL e hipoglicemia - GC menor que
70mg/dL. Coleta feita diariamente nos registros de enfermagem, em formulário próprio, pelo nutricionista da unidade.
Resultados: A ocorrência de diarreia foi constatada em 124 pacientes (37,46%) e a de constipação em 226 pacientes
(68,28%). A ocorrência de vômito foi vista em 82 pacientes (24,77%); destes 59 (71,9%) tiveram resíduo gástrico maior
que 200ml em algum momento da internação. Ressalta-se que não há protocolo de checagem de resíduo gástrico
nesta UTI e, na presença de vômitos, a TN é por vezes interrompida sem critérios estabelecidos para o seu retorno.
Com relação ao controle glicêmico, 273 pacientes (82,48%) apresentaram hiperglicemia e 167 pacientes (50,45%)
hipoglicemia; o que ratifica o controle glicêmico deficitário. Conclusão: Estas intercorrências são frequentes por razões,
como antibioticoterapia, desnutrição, infecção e pelo próprio quadro clínico, porém, poderiam ser minimizadas com a
implementação de protocolos, treinamento da equipe, acompanhamento e supervisão da TN. Assim seria possível
garantir melhor tolerância à TN e consequentemente, manutenção ou recuperação do estado nutricional dos pacientes,
além de melhor evolução clínica. Unitermos: TN, intercorrências
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SESSÃO DE PÔSTERES:
ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES HOSPITALIZADOS DE UMA
INSTITUIÇÃO DO EXTREMO SUL CATARINENSE
Autores: Nicole Bento Bazzi, Denise Maccarini Tereza; Liz Corrêa Fabre;
Instituição: Hospital Unimed Criciúma
Resumo:
Introdução: O estado nutricional de um paciente hospitalizado interfere na sua evolução clínica, uma vez que a
desnutrição aumenta a morbimortalidade e piora o prognóstico. Objetivo: O objetivo do presente artigo foi avaliar o
estado nutricional de pacientes hospitalizados de uma instituição do extremo sul catarinense. Materiais e Métodos: O
estudo teve um delineamento retrospectivo do tipo transversal. A amostra foi composta por 769 prontuários de
pacientes adultos e idosos, de ambos gêneros, internados em uma Instituição de saúde de um município do Extremo
Sul Catarinense no período de janeiro a julho de 2015. Realizou-se a avaliação do risco nutricional através da
Nutritional Risk Screening 2002 (NRS), e a avaliação do estado nutricional realizada através do índice de massa
corpórea (IMC) Resultados: Dos pacientes avaliados (n=550) 71,52% eram do sexo feminino, (n=219) 28,48% eram do
sexo masculino, (n=232) 30,03% eram idosos e (n=537) 69,97% eram adultos. Segundo a NRS (n=128) 18,85% dos
pacientes encontravam-se em risco nutricional e (n=641) 81,15% dos pacientes foram classificados como sem risco
nutricional. A avaliação antropométrica pelo IMC demonstrou que (n=238) 31% dos pacientes apresentaram IMC
normal, (n=238) 31% sobrepeso, (n=224) 29% obesidade e (n=69) 9% baixo peso. Conclusão: O perfil nutricional dos
pacientes estudados foi caracterizado pela alta prevalência sobrepeso/obesidade concomitantes no grupo estudado.
Esta realidade parece traduzir, em nível hospitalar, a situação de transição nutricional e alimentar vivida em nosso país
na atualidade. Os resultados evidenciam a importância da utilização de mais de um método de triagem e avaliação
nutricional em pacientes internados em unidades hospitalares, para obter-se maior precisão na avaliação.
Unitermos: estado nutricional, obesidade, desnutrição
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Estado nutricional e tempo de jejum em pacientes submetidos a cirurgias
colorretais eletivas
Autores: Nicole Bento Bazzi, Viviam Leal; Humberto Fenner Lyra Júnior; José Mauro dos
Santos; Marilyn Golçalves Ferreira Kuntz; Lúcia Andréia Zanetti Ramos Zeni
Instituição: Programa de Residência Integrada Multiprofissional em Saúde em Alta
Complexidade da Universidade Federal de Santa Catarina; Nutricionista do Hospital
Universitário Professor Ernani Polydoro de São Thiago da Universidade Federal de Santa
Catarina; Médico d
Resumo:
Introdução: O estado nutricional é um dos fatores independentes mais importantes nos resultados pós-operatórios em
cirurgias eletivas. Objetivos: Avaliar o estado nutricional pré-operatório e o tempo de jejum pós-operatório em pacientes
submetidos à cirurgias colorretais eletivas. Material e Métodos: Estudo transversal, com avaliação de pacientes
submetidos às cirurgias colorretais eletivas. Realizou-se avaliação do risco nutricional através da Nutritional Risk
Screening 2002 (NRS) e a avaliação do estado nutricional através da Avaliação Subjetiva Global (ASG), parâmetros
antropométricos e o período de jejum pós-operatório. Resultados: Foram avaliados 30 pacientes admitidos no serviço
de coloproctologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina, com média de idade de
51,13±2,88 anos, sendo a maioria do sexo masculino (56,8%) e com o diagnóstico de doença maligna (56,6%).
Segundo a NRS 50% dos pacientes encontravam-se em risco nutricional e pela ASG 30% foram classificados como
moderadamente desnutridos. Ao avaliar a associação entre o diagnóstico clínico de malignidade da doença colorretal e
a avaliação do estado nutricional com os demais parâmetros antropométricos, foi estatisticamente significativa para a
perda de peso. O tempo de jejum pós-operatório foi de 3,2 ± 0,31 dias. Conclusão: A amostra apresentou desnutrição
especialmente nos pacientes com doença maligna. A perda de peso pode ser considerada um importante parâmetro
nutricional nos pacientes com doença maligna. O tempo de jejum no pós-operatório foi maior que vinte e quatro horas.
Unitermos: estado nutricional, jejum pós-operatório e cirurgias colorretais
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação da Nutrição Parenteral em uma população de recém - nascidos
menores ou iguais ao nascimento de semanas de 28 semanas.
Autores: Nilcéia Anastácio, Adriana Pinsuti ;Mariana Cristina Dizotti Lourenço; Claudia Tanuri
Instituição: Hospital Municipal Maternidade Escola " Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva"
(Maternidade Escola de Vila Nova Cachoeirinha)
Resumo:
INTRODUÇÃO A alimentação parenteral endovenosa é indicada nos casos em que não há possibilidade de uso da via
enteral, seja pela não obtenção das necessidades metabólicas e nutricionais exigidas , seja pela imaturidade do trato
gastro intestinal.Deve-se introduzi-la nas primeiras 24 horas de vida.OBJETIVO: Avaliar a Nutriçao Parenteral em
recém- com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas.MÉTODO: Estudo retrospectivo com recém-nascidos
apresentando como Critérios de Inclusão:1- idade gestacional menor ou igual de 28 semanas ao nascimento. Critérios
de Exclusão : Recém –nascidos sindrômicos ou malformados; aqueles que não foram o primeiro gemelar; e óbitos
antes de completarem 36 semanas de vida extra uterina com idade gestacional corrigida. Assim todos os recémnascidos foram submetidos a Nutrição Parenteral. Foram avaliados as horas de início da Nutrição Parenteral (NP) o
número de dias de NP e número de dias de vida em que atingiu a NP e seu alcance quando igual a 100cal/kg/dias.
Resultados: Foram 13 recém-nascidos acompanhados no período de março de 2013 a Março de 2014, sendo10
(76,9%) recém-nascido adequado para idade gestacional(AIG)e 3 (23,08%) Pequeno para Idade Gestacional. A
Composição da Nutrição Parenteral , em g/kg/dia, de 3,0 a 4,0 média(3,69) , em se tratando dos aminoácidos; 5,0 a
11,0 ( média 8,35), dos carboidratos e 2,0 a 3,5 ( média 2,71), dos lipídeos. O início da nutrição parenteral variou entre
6 e 72horas de vida, com a média de 35,62 com desvio padrão de 23,12 horas. O tempo de uso variou entre 5 e 42
dias, com a média de 17,23 com desvio padrão de mais ou menos de 12,15. O alcance de 100 cal/kg/dia, quando
atingido, variou de 7 a 16 dias, com a média de 7,97 com desvio padrão de mais ou menos 4,27 dias. Três recém
nascidos não atingiram o número citado. CONCLUSÃO:A Nutrição Parenteral na população estudada apresentou
bons resultados para 10 recém nascidos.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
SELEÇÃO DA NUTRIÇÃO ENTERAL HIPERGLICEMIA: PRINCIPAIS
CRITÉRIOS E INFLUÊNCIA DO MARKETING
Autores: Nutricionista Vanessa Cristina Ferreira de Oliveira Fagundes, Mestre Carina de
Aquino Paes.
Instituição: Universidade Federal do Mato Grosso do Sul; Faculdade Bezerra de Araújo.
Resumo:
Introdução: em pacientes hospitalizados com doenças agudas é comum a hiperglicemia de estresse. A medida que
pesquisadores compreendem as vias metabólicas especificas das doenças, surge a possibilidade de manipula-las com
nutrientes específicos. A diversidade de produtos destinados ao suporte nutricional, possibilita uma nutrição mais
completa. Portanto, buscar conhecer melhor estes produtos e sua aplicabilidade de forma acertada é fundamental
(MUELLER; BLOCH, 2010). Objetivo: identificar os critérios adotados por nutricionistas na escolha e utilização das
fórmulas enterais na hiperglicemia. Material e Método: estudo descritivo de caráter quantitativo. Participaram do estudo
nutricionistas, atuantes na área hospitalar, egressos de uma faculdade privada, no Município do Rio de Janeiro. Para
análise estatística utilizou-se o software BioEstat 5.3 e aplicou-se o teste Exato de Fisher, considerando o nível de
significância p<0,05. Resultado: participaram 15 nutricionistas, os critérios apontados ao escolher a nutrição enteral na
hiperglicemia foram: fonte de carboidrato 86,7% (n=13), presença de fibras 86,7% (n=13), percentual de carboidrato
66,7% (n=10), fonte e percentual de lipídeos 26,7% (n=4), densidade calórica 20% (n=4), osmolaridade 13,3% (n=2). A
fórmula enteral apontada como a mais utilizada 73,3% (n=11), apresentava em sua composição carboidratos com
baixo índice glicêmico. As formulas enterais mais conhecidas foram as mais utilizadas e com representantes
comerciais mais presentes nas unidades hospitalares (p=0.0007). Conclusão: a veiculação de informações relativas as
fórmulas enterais, quando bem conduzidas, são instrumentos valiosos, tanto para quem as comercializam como para
os que se beneficiarão dessas informações no momento da seleção da fórmula mais adequada, sendo a presença de
fibras, a fonte e percentual de carboidratos, os fatores apontados como mais relevantes no estudo.
Unitermos: Hiperglicemia; Nutrição Enteral.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
NÍVEL DE CONHECIMENTO A CERCA DA ALIMENTAÇÃO PARA O
DIABÉTICO IDOSO
Autores: Paloma Travassos de Queiróz Coutinho, Rafaella de Andrade Silva; Maria Goretti
Pessoa de Araújo Burgos
Instituição: Universidade Federal de Pernambuco
Resumo:
INTRODUÇÃO: A educação em saúde é considerada como parte integrante do tratamento das doenças crônicas. É
através dela que o indivíduo consegue adaptar seu modo de vida frente à nova situação que a doença lhe impõe. O
processo educativo é complexo e envolve várias fases em seu desenvolvimento. Entre estas, inclui-se o entendimento
e conhecimento de conteúdos, como passo precedente e motivador da mudança de hábitos de vida que é etapa final e
conclusiva do processo educacional.
OBJETIVO: Avaliar o nível de conhecimento a cerca da alimentação em diabéticos idosos.
METODOLOGIA: Estudo observacional realizado no Núcleo de Atenção ao Idoso (NAI) em uma Universidade Federal
do Nordeste Brasileiro. Os participantes avaliados foram idosos que iniciavam o programa de Educação Alimentar e
Nutricional em Diabetes na Terceira Idade. Os dados foram levantados através de um questionário abordando o
conhecimento relacionado ao diabetes mellitus e sua dieta.
RESULTADOS: Resultados: Foram avaliados 36 pacientes no 1º dia do programa de educação nutricional. Em relação
ao fracionamento das refeições 72,2% dos idosos referiram ter conhecimento de que é necessário fazer seis refeições
diariamente, 63,8% responderam corretamente quais os alimentos devem ser preferidos pelos diabéticos, entretanto
mais da metade do grupo teve resposta inadequada sobre a “importância de uma alimentação saudável”, “tabus
alimentares” e “uso de chás no tratamento do diabetes.
CONCLUSÃO: Foi detectado baixo nível de conhecimento sobre alimentação e nutrição evidenciando a importância de
programas direcionados a este tema, nesta população.
UNITERMOS: hábitos alimentares, idoso, diabetes mellitus.
Título resumido: EDUCAÇÃO EM DIABÉTCOS IDOSOS
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação do consumo alimentar de portadores e não portadores de
lesões orais
Autores: Patrícia Cândido Alves, Mariana Dantas Cordeiro, graduanda em nutrição; Dayanna
Magalhães dos Reis, graduanda em nutrição; Renata Cristina Machado Mendes, graduanda
em nutrição; Marina de Paula Mendonça, graduanda em nutrição; Helena Alves de Carvalho
Sampaio, doutorado em farma
Instituição: Universidade Estadual do Ceará
Resumo:
Lesões orais comprometem a mastigação, essencial para o consumo de uma dieta balanceada, adequado início da
digestão e aproveitamento do conteúdo nutricional dos alimentos. Assim, objetivou-se avaliar o consumo alimentar de
portadores e não portadores de lesões orais atendidos em serviço odontológico de referência. O estudo envolveu 100
pacientes, divididos em dois grupos: 49 pacientes sem lesão, grupo 1 (G1) e 51 com lesão, grupo 2 (G2). O consumo
alimentar foi obtido a partir de Questionário de Frequência Alimentar específico (MATARAZZO et al., 2006). A ingestão
diária dos alimentos foi inserida no software DietWin Profissional 2.0 para análise de energia, carboidratos, proteínas,
lipídeos, fibras, colesterol, ferro, cálcio, sódio e vitamina A. Os usuários assinaram um termo de consentimento livre e
esclarecido e a pesquisa iniciou-se após aprovação em comitê de ética em pesquisa com seres humanos. A análise
estatística foi efetuada pelos testes Shapiro-Wilk e t de Student ou Mann-Whitney, ao nível de significância de 5%. A
maioria (70%) era do sexo feminino, sem diferença na distribuição por sexo em ambos os grupos (p = 0,322). A idade
média do G1 e G2 foi, respectivamente 35,1 (1,9) anos e 43,9 (1,9) anos (p = 0,001). O G1 teve maior ingestão de
energia [1148,9 (57,1) Kcal x 987,9 (48,2) Kcal; p = 0,035]; carboidratos [150,4 (9,6)g x 125,9 (8,4)g; p = 0,035);
lipídeos totais [26 (1,7)g x 21,1 (1,4)g; p = 0,017]; gordura saturada [10,4 (0,8)g x 8,3 (0,6)g; p = 0,029]; colesterol
[260,5 (14,1)mg x 228,4 (11,4)mg; p = 0,039]; cálcio [370,1 (35,7)mg x 271,5 (30,8)mg; p = 0,022]; ferro [3,5 (0,2)mg x
3,0 (0,2); p = 0,043]; e sódio [688,4 (44,8)mg x 569,3 (41,1)mg; p = 0,026]. Não houve diferença no consumo de
proteínas, lipídeos mono e poli-insaturados, fibras e vitamina A. O consumo da maioria dos macronutrientes e
micronutrientes avaliados foi menor no G2, podendo refletir influência das lesões e demandando ações de intervenção.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Caracterização dos Pacientes Assistids por Terapia Nutricional Enteral
em uma Unidade de Terapia Intensiva
Autores: Patrícia Cândido Alves, Lúcia de Fátima Oliveira Côrtes, nutricionista; Brena Custódio
Rodrigues, graduanda em nutrição; Felipe Costa Lima Jatai, graduando em nutrição; Maria
Raquel Lima Lacerda, graduanda em nutrição; Maria Luísa Pereira de Melo, doutora em
nutrição.
Instituição: Hospital Geral de Fortaleza; Universidade Estadual do Ceará.
Resumo:
A Terapia Nutricional Enteral (TNE) torna-se importante para a evolução nutricional de pacientes críticos com
impossibilidade da utilização da via oral. Objetivou-se caracterizar os pacientes atendidos numa Unidade de Terapia
Intensiva (UTI) de Fortaleza-Ceará, conforme sexo, idade, peso, causa de internação e complicações relacionadas à
TNE. Estudo transversal e descritivo, de caráter prospectivo, realizado durante 65 dias na UTI clínica de um Hospital de
Fortaleza-Ceará. Foram incluídos no estudo todos os pacientes que fizeram uso de TNE exclusiva por período mínimo
de 72 horas; e acompanhados até descontinuação dessa terapia, óbito ou alta da unidade. Durante o período de coleta
foram admitidos 63 pacientes na unidade, porém 30 (47,62%) pacientes não entraram no estudo, pois não atendiam
aos critérios de inclusão. Assim, a análise incluiu 33 (52,38%) pacientes com idade média de 52,33 ± 19,53 anos
(variando entre 20 e 91 anos), dos quais 19 (57,60%) eram do sexo masculino e 14 (42,40%) do sexo feminino. O peso
ideal calculado para esses pacientes foi de 65,52 ± 9,49 Kg para homens e 60,87 ± 10,03 Kg para mulheres. O
principal diagnóstico de internação foi relacionado à causa neurológica (14; 42,42%), seguido por sepse (11; 33,33%).
Outras enfermidades observadas foram doenças vasculares, pulmonares, renais e digestivas, representando 8
(24,25%) pacientes. Em relação a incidência de complicações foi constatada a presença de constipação em 29
(87,88%) pacientes. Por outro lado, a incidência de diarreia foi observada em 8 (24,24%) pacientes, com a presença de
três a sete episódios por dia. Nenhuma dessas complicações implicou na interrupção da dieta dos pacientes e,
portanto, não prejudicou o objetivo da TNE. Os resultados são relevantes, visto que caracterizar os pacientes é de
fundamental importância a fim de conhecer o público-alvo em busca de melhorar a conduta nutricional de acordo com
as incidências observadas.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Sensação Subjetiva de Apetite X Ingestão Alimentar em Portadores e não
Portadores de Helicobacter Pylori
Autores: Patrícia Cândido Alves, Karen Matos Timbó, graduanda em nutrição; Bruna Borges
de Paula Souza, graduanda em nutrição; Helena Alves de Carvalho Sampaio; doutorado em
farmacologia; Daianne Cristina Rocha, doutoranda em saúde pública.
Instituição: Universidade Estadual do Ceará
Resumo:
Introdução: A infecção por Helicobacter pylori pode influenciar a ingestão e homeostase calórica. Objetivo: Investigar a
sensação subjetiva de apetite e a ingestão energética dos pacientes portadores e não portadores da H. pylori.
Metodologia: Estudo realizado em duas unidades de saúde que atendem pacientes do SUS. A amostra foi composta de
34 pacientes; presença do microorganismo verificada através de biópsia endoscópica e teste da urease. A ingestão
alimentar foi investigada através de dois recordatórios de 24h e o apetite foi analisado pela Visual Analogue Scale, que
contém 8 perguntas. As anotações foram realizadas antes das refeições e foram incluídos pacientes que faziam 3
refeições diárias (desjejum – D, Almoço – A, e Jantar - J). Análise estatística pelo teste t de Student (p < 0,05).
Resultado: As médias da escala, entre positivos e negativos, foram, respectivamente: Pergunta 1 (fome) – D: 4 e 4,8;
A: 3, 9 e 5,4; J: 5,2 e 6,1. Pergunta 2 (saciedade) - D: 4,8 e 2,3; A: 3,3 e 3; J: 4,4 e 2,9. Pergunta 3 (plenitude) - D: 4,2 e
8,2; A: 4,5 e 3; J: 4,5 e 3,1. Pergunta 4 (vontade de comer) – D: 4,5 e 4,1; A: 6,2 e 5,5; J: 4,3 e 5. Pergunta 5 (vontade
de doce) – D: 7,5 e 7; A: 8,8 e 7, 9; J: 8,2 e 6,9. Pergunta 6 (vontade de salgado) – D: 6,4 e 5,8; A: 6,7 e 6,4; J: 6,5 e
5,4. Pergunta 7 (vontade de temperado – D: 7,44 e 7,18; A: 4,16 e 3,31; J: 6,98 e 4,55. Pergunta 8 (vontade de
gorduroso) – D: 8,1 e 8; A: 7,5 e 7,2; J: 8,2 e 7,9. As médias de ingestão calórica entre positivos e negativos foram,
respectivamente - D: 298,15 e 292,68. A: 650,08 e 661,9 e J: 391,20 e 501,98. Não houve diferença estatística nos
achados dos dois grupos. Conclusão: No grupo estudado, a presença da infecção não alterou ingestão energética e
sensação subjetiva de apetite.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil antropométrico dos pacientes idosos acompanhados pelo serviço
integrado de atendimento domiciliar de um hospital militar no município
do Rio de Janeiro
Autores: PATRICIA HANAKO RIBEIRO SATO, TIAGO CAMPOS ARMENTANO; LIVIA
AZEVEDO BAHIA; ANA LUCIA DA SILVA MOREIRA DE ALMEIDA; GISELE MENDES DE
SOUZA E MELLO.
Instituição: HOSPITAL NAVAL MARCÍLIO DIAS (exceto a co-autora Lívia)
Resumo:
Introdução: O envelhecimento envolve modificações fisiológicas, como a redução de massa magra (MM), aumento do
percentual de gordura e alteração da capacidade funcional (CF). A antropometria representa uma importante
ferramenta para identificar e monitorizar o estado nutricional. Objetivo: Avaliar o perfil antropométrico dos pacientes
idosos acompanhados pelo serviço integrado de atendimento domiciliar de um hospital militar. Material e método:
Estudo transversal, retrospectivo, entre janeiro de 2014 a junho de 2015, com análise de 75 prontuários. Os pacientes
foram submetidos à avaliação nutricional (AN), incluindo história clínica, anamnese alimentar e antropometria [peso,
estatura, circunferência do braço (CB) e panturrilha (CP). Os dados foram consolidados em planilha e analisou-se:
frequência simples e percentual, média e desvio padrão. Resultados: A amostra de 75 pacientes, sendo 42 (56%)
mulheres e 33 (44%) homens, com idade média de 82,8 anos. Destes, 12 (16%) apresentavam idade <75 anos e 63
(84%) ≥ 75 anos. As comorbidades mais comuns: 56 (74,6%) apresentavam hipertensão arterial sistêmica, 26 (34,6%)
diabetes mellitus, 50 (66,6%) demência e 34 (45,3%) úlcera por pressão. Para o IMC observou-se: 25 (33,3%) com
IMC < 22 Kg/m², 38 (50,6%) com IMC ≥ 22 e < 27 Kg/m² e 12 (16%) com IMC ≥ 27 Kg/m². A média da CB foi 25,4 cm ±
4,8 e CP 27,2 cm ± 4,9. A CP ≤ 31 cm foi encontrada em 62 pacientes (82,6%). Referente ao PCN, 49 (65,3%)
receberam dieta via oral com suplementação e 26 (34,7%) dieta enteral via catéter ou gastrostomia. Conclusão: O risco
de desnutrição é crescente em pacientes idosos. A CP é um dos principais indicadores de reserva de MM e está
associada à CF, mostrando a importância da AN precoce e instituição do PCN.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL DE PACIENTES SUBMETIDOS À
RADIOTERAPIA EM HOSPITAL PÚBLICO DO NORDESTE BRASILEIRO
Autores: Paula Acevedo Souza dos Santos, Rafaella de Andrade Silva; Paloma Travassos de
Queiróz Coutinho; Maria Goretti Pessoa de Araújo Burgos
Instituição: Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Hospital de Câncer de Pernambuco
(HCP)
Resumo:
INTRODUÇÃO: O câncer é a segunda principal causa de morte no mundo. A radioterapia (RT) como forma de
tratamento oncológico pode causar efeitos colaterais, interferindo negativamente no estado nutricional dos pacientes.
OBJETIVO: Avaliar o estado nutricional de pacientes em tratamento radioterápico.
METODOLOGIA: Estudo realizado através da coleta de dados antropométricos em pacientes oncológicos de ambos os
sexos, com idade > 18 anos submetidos à radioterapia (RT) ambulatorial. Para classificar o estado nutricional segundo
o IMC, foi adotada a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS, 1997) para os adultos (< 60 anos) e
Lipschitz (1994) para idosos. O %PP foi classificado segundo a proposta de Blackburn & Bristian (1977).
RESULTADOS: Foram avaliados 50 pacientes, sendo 80% do sexo feminino e a maioria com idade entre 40-59 anos
(52%). As neoplasias mais frequentes foram: mama (52%),
útero (24%), língua (10%), laringe (6%), tireoide (4%). De acordo com o IMC estavam desnutridos 7,2% dos adultos e
13,6% dos idosos, 39,3% dos adultos estavam eutróficos e 50% dos idosos, 53,5% dos adultos com excesso de peso e
nos idosos 36,4%. Com relação ao %PP, 40% apresentaram perda grave maior que 10%; 20% perderam de 5% a 10%
e 40% apresentaram perda de peso inferior a 5%. O tempo de perda de peso variou entre 2 e 3 meses (36,3%).
CONCLUSÃO: A neoplasia de mama apresentou elevada prevalência e, de acordo com o IMC, o sobrepeso foi
predominante neste grupo, o que aponta maiores chances de casos desta neoplasia em pessoas com excesso de
peso. Ao mesmo tempo ocorreu perda ponderal significante a incidência de desnutrição pelo IMC foi reduzida,
mostrando que este método não é um bom indicador para avaliação nutricional nesta patologia.
UNITERMOS: avaliação nutricional, câncer, radioterapia.
Título resumido: DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL DURANTE RADIOTERAPIA
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Creatinina Sérica Elevada e Seus Fatores Associados: Um Estudo Em
Pacientes Internados Em Um Hospital Universitário de Recife-PE
Autores: Priscila Vieira Antunes, Poliana C. Cabral; Ilanna Marques G. da Rocha; Isabelle
Maria C. do Nascimento; Liliane A. de Souza; Claudia Porto S. Pinho
Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
Resumo:
Introdução:A creatinina sérica (CS), além de marcador da função renal, também associa-se ao estado nutricional (EN)
refletindo indiretamente a massa magra do indivíduo. Objetivo: Avaliar a elevação da CS e seus fatores associados em
pacientes adultos internados em um hospital universitário de Recife–PE. Materiais e Métodos: Estudo observacional,
com análise de prontuários e fichas nutricionais dos pacientes internados no período de janeiro a julho de 2015. Foram
avaliadas as variáveis sexo, idade, etnia, diagnóstico, creatinina, sérica, peso, altura e IMC. A CS foi considerada
elevada com valores acima de 1,2mg/dL. O EN foi classificado pela Organização Mundial de Saúde (1995) para adultos
e conforme Lipschitz (1994) para idosos. A análise estatística foi realizada no programa SPSS versão 13.0. Para
verificar associações entre as variáveis, foi aplicado o teste do qui-quadrado. O estudo foi aprovado pelo Comitê de
Ética da Universidade Federal de Pernambuco (CAAE: 40210614.5.0000.5208). Resultados: Foram avaliados 272
pacientes, com média de idade de 52,4 ±16,2 anos, sendo 59,9% adultos, maior proporção do sexo feminino (53,3%),
média do IMC de 25,8±8,3 kg/m² e etnia prevalente parda (48,3%). A CS teve valor médio de 0,79±0,30 mg/dL, 14,7%
da amostra apresentaram valores elevados sendo significativamente associado com o sexo masculino (p < 0 ,001),
com a faixa etária dos idosos (p < 0,001) e com hipertensão e diabetes mellitus (p=0,044). Quanto ao IMC na faixa de
obesidade o valor de p foi limítrofe, p=0,053, ou seja, podemos falar em tendência do aumento da creatinina com
valores elevados de IMC. Conclusão: Foram encontradas associações entre o sexo masculino, população mais idosa e
com presença de comorbidades, nessa população sem diagnóstico de doença renal. Tais achados endossam o
cuidado que se deve ter com estes grupos que apresentam maior fator de risco para uma possível disfunção.
Unitermos: Creatinina, estado nutricional, pacientes internados
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil Nutricional De Pacientes Com SIDA Internados Em Um Hospital
Universitário De Recife-PE
Autores: Priscila Vieira Antunes, Érika Patrícia B. Silva; Lidiana de S. Holanda; Cláudia Porto
S. Pinho; Ilanna Marques G. Da Rocha; Isabelle Mª C. Do Nascimento.
Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
Resumo:
Introdução: A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), causada pelo vírus HIV, caracteriza-se pela destruição
progressiva da imunidade celular. Uma das implicações mais comuns é a desnutrição, causada por aumento do gasto
energético, infecções oportunistas, má absorção e diminuição da ingestão alimentar. Objetivo: Descrever o perfil
nutricional de pacientes com SIDA internados e correlacioná-lo ao tempo de diagnóstico da doença e adesão ao
tratamento anti-retroviral. Métodos: Estudo observacional, retrospectivo, com coleta de dados do acompanhamento de
36 pacientes internados no período de janeiro/2013 a junho/2015. Foram analisadas variáveis como sexo, idade,
história da doença, adesão ao tratamento anti-retroviral (TARV), índice de massa corporal (IMC), circunferência do
braço (CB) e prega cutânea triciptal (PCT). A analise estatística foi realizada através do software SPSS, versão 13.0.
Resultados: A média de idade foi de 37,7±12,7 anos, sendo 61,1% do sexo masculino. O uso irregular da TARV foi
verificado em 67,9% da amostra. Cerca de 60% dos pacientes apresentavam tempo de diagnóstico ≥5 anos. A
prevalência de desnutrição segundo IMC, CB e PCT foi de 38,9%, 88,9% e 88,9%, respectivamente. A média das
medidas antropométricas não apresentou diferença significativa quanto ao tempo de diagnóstico ou adesão ao
tratamento. Quanto ao sexo, as mulheres apresentaram média de PCT significativamente superior aos homens
(p=0,022). Conclusão: Observou-se elevada prevalência de desnutrição segundo a antropometria, não associada ao
tempo de diagnóstico ou adesão à TARV. Os achados diferem da literatura que aponta um melhor estado nutricional à
adesão medicamentosa. Análises com amostras maiores e avaliação de outros fatores que podem repercutir no estado
nutricional, como nível de ingestão e contagem CD4, seriam relevantes para descrever com maior precisão a causas
da desnutrição em pacientes com SIDA. Unitermos: SIDA, TARV, desnutrição
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Prevalência De Risco Nutricional Em Pacientes Pré-Cirúrgicos Internados
Em Um Hospital Universitário Recife-PE
Autores: Priscila Vieira Antunes, Denise S. C. de Lima; Ilanna Marques G. da Rocha; Isabelle
Mª C. do Nascimento; Ricardo da S. Duarte; Claudia Porto S.Pinho
Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
Resumo:
Introdução: Cirurgias em geral afetam o estado nutricional (EN) dos pacientes. Pacientes desnutridos têm 2 a 3 vezes
maiores riscos de desenvolver complicações cirúrgicas. É importante detectar o risco nutricional(RN), pois esses
precisam de terapia nutricional pré-operatória que reduz o risco de complicações cirúrgicas. Objetivo: Analisar a
prevalência de RN em pacientes internados em uma enfermaria de cirurgia geral em um hospital universitário de
Recife–PE. Métodos: Estudo transversal, retrospectivo, de dados de triagem nutricional, usando a NRS-2002, de
pacientes internados no período de janeiro a julho de 2015. Foram avaliadas variáveis demográficas (sexo, idade),
clínica (diagnósticos) e nutricionais (RN e EN). O EN foi classificado pela Organização Mundial de Saúde (1995) para
adulto e conforme Lipschitz (1994) para idosos. Foi considerado RN quando o resultado do escore foi ≥ 3. A análise
estatística foi realizada através do software SPSS, versão 13.0. Resultados: Foram avaliados 299 pacientes, com
média de idade de 50,8 ±16,4 anos, sendo 66,2% de adultos e mulheres (58,2%). As patologias mais frequentes foram
hernioplastia (19,3%) e colelitíase (21%). A prevalência de RN foi 23,7%. A média do IMC foi 26,8 ± 6,7 kg/m², sendo
11,7% da amostra pacientes desnutridos e 49,2% de excesso de peso. O RN foi superior em idosos (p < 0,001), em
desnutridos (p < 0,001) e similar entre os sexos (p=0,930). No entanto, um percentual significativo de pacientes
eutróficos (27,4%) e com excesso de peso (8,8%) também apresentou RN. Conclusão: Observou-se uma moderada
prevalência de pacientes com RN, justificado pelo maior percentual de pacientes internados para cirurgias de pequeno
porte, pois essa população em sua maioria possuem EN preservado. Mesmo os pacientes eutróficos e sobrepesos
apresentaram RN, mostrando a importância da avaliação e monitorização nutricional desses pacientes rotineiramente.
Unitermos: Risco nutricional, estado nutricional, pacientes internados.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
AVALIAÇÃO DA TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL EM UNIDADES DE
TERAPIA INTENSIVA DE UM HOSPITAL PÚBLICO TERCIÁRIO –
INDICADORES DE SEGURANÇA E QUALIDADE
Autores: RAFAEL PINTO LOURENÇO, IZA MARIA FRAGA LOBO;
ALAIDE GUILHERME SANTOS;
LUCIANA VILAS BOAS MONTE GOIS;
FABIANA MELO SOARES;
NAYANE SANTIAGO BARRETO
Instituição: Hospital Universitário – UFS/SE
Resumo:
Introdução: A terapia nutricional (TN) refere-se a um conjunto de procedimentos que visa reconstituir ou manter o
estado nutricional de um indivíduo. Todas as referidas etapas da TN devem ser planejadas de acordo com indicadores
bem estabelecidos. Esses indicadores identificam oportunidades de melhoria do serviço de nutrição, no que tange a
qualidade da assistência e a segurança do paciente relacionada à terapia nutricional enteral. Objetivo: Avaliar os
indicadores de qualidade de terapia nutricional enteral das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital público,
monitorando a Terapia Nutricional Enteral (TNE) nos pacientes em duas UTIs adultos. Métodos: Trata-se de um estudo
descritivo prospectivo comparativo de pacientes em terapia enteral admitidos em duas UTIs adultas (UTI-AD) no
período de 1 de julho a 30 novembro de 2014. Resultados: Foram estudados no total 245 pacientes, sendo 128 na UTII, 117 na UTI-II, não houve diferenças estatisticamente sig¬nificantes entre as UTIs para as variáveis idade,
distri¬buição de sexo, óbito, alta, aspectos referentes à TNE, tempo de permanência na UTI e tempo para atingir a
meta nutricional excetuando-se o diagnóstico de admissão. Os indicadores de jejum e diarreia não estavam de acordo
com as metas propostas. O tempo de jejum aumentado sofreu interferência de elementos como a obstrução da sonda
e retardo na realização do raio-X de confirmação. Conclusão: Os indicadores de avaliação da qualidade e desempenho
do serviço de nutrição enteral das duas UTIs mostraram-se abaixo dos referenciais e metas estabelecidas. Este estudo
permitiu a elaboração de um plano de ação de melhorias discutido com o serviço para trabalhar por avanços na
segurança e qualidade.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
PERFIL ANTROPOMÉTRICO DE DIABÉTICOS TIPO 2
NA TERCEIRA IDADE
Autores: Rafaela Rodrigues de Albuquerque Coelho¹, Maria Goretti Pessoa de Araújo Burgos²;
Daniella Cláudia de França Cavalcanti³; Mikaella Carla de França Cavalcanti³
Instituição: 1. Residente de Nutrição – HC/UFPE
2. Profª Adjunta Ph.D - DN,UFPE
3. Acadêmica de Nutrição, UFPE
Resumo:
Introdução: O processo de envelhecimento leva a alterações corporais, que são importantes de serem avaliadas do
ponto de vista nutricional. Para avaliar o estado nutricional dos pacientes, a antropometria é um importante indicador,
fornecendo informações de medidas físicas e composição corporal. Objetivo: Avaliar parâmetros antropométricos em
idosos diabéticos tipo 2 antes da orientação nutricional. Metodologia: Estudo transversal, constituído por 107
indivíduos, de ambos os sexos, atendidos no Núcleo de Assistência ao Idoso – NAI/UFPE/PROIDOSO. As variáveis
antropométricas estudadas foram: peso (Lipschitz, 1994; WHO, 1995), circunferência da cintura (WHO, 1997) e
circunferência da panturrilha (Yamatto, 2007). Utilizou-se para as análises estatísticas o software SPSS, versão 18.0.
Na verificação da associação estatística foram aplicados os testes de Qui-quadrado, Exato de Fisher e ANOVA para
comparação de médias, sendo apresentado seu respectivo valor de p para verificação da existência de significância
estatística. O nível de significância adotado para a rejeição da hipótese nula foi de 5%.Resultados: Os pacientes
estavam entre 60-69 anos (54,2%), maioria do sexo feminino (74,8%) e procedência da cidade do Recife (74,8%). O
IMC médio foi de 28,32 ± 3,95, com peso médio de 68,23 ± 9,09 e estatura média de 1,55 ± 0,07. A maioria
apresentava excesso de peso independente de faixa etária e sexo. A média da CC ficou em 96,98 ± 4,55, sendo 72,9%
com risco muito aumentado de doenças metabólicas relacionadas à obesidade e nenhum em eutrofia. A circunferência
da panturrilha apresentou média de 36,45 ± 2,51 em ambos os sexos, evidenciando 96,3% de eutrofia por esse
parâmetro. Conclusão: Diante dos resultados encontrados nesta pesquisa e da grande relevância clínica do tema, é
importante que futuros estudos sejam conduzidos com maior número de voluntários, utilizando diferentes métodos de
avaliação nutricional nessa população.
Unitermos: Diabetes tipo 2; Antropometria
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SESSÃO DE PÔSTERES:
AVALIAÇÃO DA PREVALÊNCIA DE DESNUTRIÇÃO E TEMPO DE
PERMANÊNCIA HOSPITALAR EM PACIENTES CIRÚRGICOS
Autores: Raysa Manuelle Santos Rocha - Mestranda e Especialista em Saúde do Adulto e
Idoso, Suelen Dalbosco Lins - Mestranda e Especialista em Saúde do Adulto e Idoso; Larissa
Costa Pereira - Especialista em Saúde do Adulto e Idoso; Márcia Ferreira Cândido de Souza Mestrado
Instituição: Hospital Universitário de Sergipe
Resumo:
Introdução: Apesar das implicações da desnutrição no prognóstico de pacientes cirúrgicos serem amplamente
discutidas, a desnutrição ainda é subnotificada e, por consequência, subtratada. Com a finalidade de desenvolver um
método de rastreamento nutricional de fácil e rápida execução, Ulíbarri et al elaboraram em 2005 uma ferramenta
denominada Controlling Nutritional Status (CONUT), a qual utiliza parâmetros analíticos. Objetivo: Avaliar a prevalência
de desnutrição em pacientes cirúrgicos de um hospital universitário e sua associação com tempo de permanência
hospitalar. Material e Método: Estudo transversal realizado com adultos e idosos, de ambos os sexos, internados em
uma Clínica Cirúrgica de setembro de 2013 a outubro de 2014. A avaliação do estado nutricional foi realizada por meio
da ferramenta CONUT, através de albumina sérica, colesterol total e contagem total de linfócitos nas primeiras 48
horas de hospitalização. Para análise estatística dos dados foi utilizado o programa SPSS (Statistical Package forthe
Social Science) versão 18.0. Foi aplicado O teste Correlação de Pearson, nível de significância 5%. O estudo foi
aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Sergipe. Resultado: Foram avaliados 34
pacientes com média de idade de 54,35 anos. O tempo médio de internação foi 14,5 ± 10,5 dias, com mínimo de 1 dia
e máximo de 41 dias. De acordo com o CONUT, 50% dos pacientes estudados encontravam-se em desnutrição
moderada-grave no momento da admissão. Observou-se correlação entre estado nutricional e tempo de permanência
hospitalar, no qual os pacientes desnutridos apresentaram tempo de internamento maior do que os nutridos (p<0,001; r
= 0,661). Conclusão: Os resultados do estudo demonstraram que a desnutrição pré-operatória é associada a maior
tempo de internação hospitalar.
Unitermos: Desnutrição; Cirurgia; Estado Nutricional.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
CONCENTRAÇÃO PLASMÁTICA DE MARCADORES DE RISCO PARA
DESNUTRIÇÃO EM PACIENTES CIRÚRGICOS
Autores: Raysa Manuelle Santos Rocha - Mestranda e Especialista em Saúde do Adulto e
Idoso, Suelen Dalbosco Lins - Mestranda e Especialista em Saúde do Adulto e Idoso; Larissa
Costa Pereira - Especialista em Saúde do Adulto e Idoso; Márcia Ferreira Cândido de Souza Mestrado
Instituição: Hospital Universitário de Sergipe
Resumo:
Introdução: No ambiente cirúrgico é necessário que os métodos de avaliação nutricional sejam capazes de detectar
precocemente as alterações do equilíbrio nutricional do meio interno celular. Estas podem ser aferidas por meio das
mudanças na concentração de marcadores de risco plasmáticos, como albumina, colesterol total e contagem total de
linfócitos. Os quais compõem a ferramenta Controlling Nutritional Status (CONUT) para avaliação nutricional. Objetivo:
Verificar os níveis médios de concentração plasmática dos parâmetros analíticos albumina, contagem total de linfócitos
e colesterol total. Material e Método: Estudo transversal com adultos e idosos, de ambos os sexos, internados na
Clínica Cirúrgica de um Hospital Universitário de setembro de 2013 a outubro de 2014. A avaliação do estado
nutricional foi realizada por meio do CONUT, nas primeiras 48 horas de hospitalização. O estudo foi aprovado pelo
Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Sergipe. Resultado: Foram avaliados 34 pacientes com média
de idade de 54,35 anos. Observou-se valor médio de albumina em 3,05±0,74g/dl, sendo 44,1% dos pacientes
classificados com níveis de risco moderado-grave para esse parâmetro. Com relação ao colesterol plasmático,
verificou-se média em 171,03±55,21 mg/dl e 32,3% da população do estudo apresentou valores séricos indicativos de
risco moderado-grave. A maioria da amostra, 64,7%, apresentou contagem plasmática de linfócitos normal e média de
1874,52±614,20 /ml. Conclusão: Encontrou-se valores de albumina abaixo da referência e é importante ressaltar a
função da albumina nos processos de recuperação tecidual. Cerca de um terço da população do estudo apresentou
valores séricos de colesterol total que a classificou na faixa de risco moderado-grave, sendo esse marcador utilizado
como parâmetro de depleção calórica. A utilização dos linfócitos na avaliação nutricional é controversa, em relação à
população idosa.
Unitermos: Desnutrição; Cirurgia; Estado Nutricional
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES ONCOLÓGICOS ASSISTIDOS
PELO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E PELA REDE DE SAÚDE
SUPLEMENTAR
Autores: Raysa Manuelle Santos Rocha - Mestranda e Especialista em Saúde do Adulto e
Idoso, Suelen Dalbosco Lins - Mestranda e Especialista em Saúde do Adulto e Idoso; Larissa
Costa Pereira - Especialista em Saúde do Adulto e Idoso; Márcia Ferreira Cândido de Souza Mestrado
Instituição: Hospital Universitário de Sergipe
Resumo:
Introdução: A utilização dos serviços de saúde está ligada a característica da oferta e à conduta das pessoas frente à
morbidade e aos serviços1. Assim sendo, torna-se fundamental avaliar o nível de desnutrição de pacientes oncológicos
em diferentes tipos de assistência à saúde e programar o mais precocemente a intervenção e o acompanhamento
nutricional. Objetivo: Avaliar o estado nutricional de pacientes oncológicos assistidos pelo SUS e pela Rede de Saúde
Suplementar (RS). Material e Método: Estudo transversal realizado no ambulatório de oncologia de um hospital público
(SUS) e em uma clínica de oncologia da Rede Suplementar de Saúde, na cidade de Aracaju (SE), onde os pacientes
foram submetidos às avaliações clínica e antropométrica (peso, altura, Índice de Massa Corporal (IMC) e
Circunferência do Braço (CB) com 30 dias de intervalo entre as avaliações inicial e final. Resultados: A maioria dos
pacientes (64,7%) era do sexo feminino, com idade média 69,94± 7,37 anos para o grupo do SUS e 61,35± 11,45 anos
para o grupo da RS, sendo o diagnóstico mais frequente, a neoplasia do trato gastrointestinal em ambos os grupos
(76,47% no grupo SUS e 41,17% no grupo RS). De acordo com o IMC foi encontrado um maior número de pacientes
com desnutrição no SUS (p=0,04) e de pacientes eutróficos na RS (p= 0,05) nos dois momentos da avaliação. De
acordo com a CB, observou-se na avaliação inicial um maior número de pacientes com depleção moderada no SUS e
eutrofia na RS e na avaliação final um maior número de pacientes com depleção discreta no SUS e eutrofia na RS.
Conclusão: Foi observado um percentual significativamente maior de desnutrição nos pacientes do SUS do que nos
pacientes da RS, de acordo com a avaliação do IMC e CB.
Unitermos: desnutrição; oncologia; estado nutricional
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil Nutricional dos Pacientes Internos de Hospitais de Grande Porte de
Manaus-AM
Autores: Roberta Flores Marquezine Fragas, Maria Conceição de Oliveira
Instituição: Universidade Federal Do amazonas
Fundação Oswaldo Cruz
Resumo:
OBJETIVO: Avaliar o perfil nutricional de pacientes internos em hospitais de grande porte da rede pública da cidade de
Manaus/AM; e a frequência de registros de peso ou outras informações relevantes para o estado nutricional, nos
prontuários médicos. MÉTODOS: Estudo transversal que envolveu 397 pacietntes, de ambos os sexos e idade superior
a 18 anos, internados em três hospitais públicos de Manaus, Amazonas, Brasil. Foi realizada avaliação antropométrica
(índice de massa corpórea e circunferência do braço) e avaliação subjetiva global. Esta última foi o método de
diagnóstico principal. Informações adicionais do estado nutricional dos pacientes obtidas nos prontuários médicos. Para
análises de frequência, foi utilizado o programa Epi Info 7.0. RESULTADOS: Observou-se 35,26% dos participantes
diagnosticados com desnutrição conforme a avaliação subjetiva global e com destaque naqueles internados por
patologias neurológicas e gastrointestinais. Dentre os indivíduos identificados como desnutridos, ~14% estavam
recebendo suplemento nutricional. Prevaleceu idosos, recebendo até dois salários mínimos e com baixo nível de
escolaridade. Considerando a amostra total, observou-se que em 11% dos prontuários havia anotações do peso
corporal ou outras informações sobre o estado nutricional dos pacientes. CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que
desnutrição no meio hospitalar é importante, e deveria receber maior atenção dos serviços de saúde, sendo por vezes
negligenciada e subtratada.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
INÍCIO DA TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL EM PACIENTES
INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE UM HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO DA REGIÃO SUL DO BRASIL
Autores: Roberta Luisa Müller, Luana Pucci de Lima; Sara Masiero
Instituição: I Nutricionistas residentes do programa de Residência Integrada Multiprofissional
em Saúde do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC –
Florianópolis (SC), Brasil.
Resumo:
Introdução: Em pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) a depleção nutricional é frequente e
ocorre devido ao hipermetabolismo e hipercatabolismo, favorecido pela restrição ao leito e pela oferta inadequada de
nutrientes.¹ A Terapia Nutricional Enteral (TNE) precoce pode retardar este processo, diminuindo infecções,
melhorando cicatrização, prevenindo úlceras por pressão e assim, reduzindo a morbimortalidade, o tempo de
internação hospitalar (IH) e o custo do tratamento.2 Objetivo: Avaliar a precocidade do início da TNE na UTI adulto do
Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago (HU/UFSC). Métodos: Estudo observacional transversal, cujos
dados foram coletados das fichas de avaliação e controle nutricional do Serviço de Nutrição e Dietética do HU, do
período de maio de 2014 a julho de 2015. Foram incluídos todos os indivíduos que necessitaram de TNE durante a
internação, excluindo-se os que utilizaram outras vias de nutrição previamente à enteral. Os dados foram registrados e
analisados no programa Microsoft Office Excel 2010. Resultados: A amostra constituiu-se de 175 pacientes com idade
média de 56 (± 16,8) anos, com prevalência de indivíduos do sexo masculino (51,4%) e adultos (52%). O tempo médio
de IH foi de 14,6 (± 15,7) dias, superior ao encontrado em outros estudos 3,4,5. Em relação ao desfecho, 38,9% dos
pacientes evoluíram para óbito e 61,1% para alta da UTI, acima das taxas de mortalidade encontradas na literatura,
que vão de 5,4 a 33% 4,6,7,8. A TNE é considerada precoce quando iniciada em até 48 horas após a internação9. Na
amostra aproximadamente 2/3 dos pacientes (66,3%) iniciaram a TNE dentro do tempo recomendado, porém a média
de dias para seu início foi de 2,3 dias. Conclusão: A TNE não é iniciada precocemente na UTI do HU, podendo estar
associada ao tempo prolongado de internação na unidade e alta taxa de mortalidade encontrada no estudo. Unitermos:
terapia nutricional enteral precoce; unidade de terapia intensiva;
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Função intestinal e antibioticoterapia em Unidade de Terapia Intensiva
Autores: RONYLMA MAGNA SILVA LACERDA, ROSANA BARCELLOS VIEIRA DUQUE ;
MARCOS ANDRÉ DUQUE
Instituição: Hospital Regional de Taguatinga - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito
Federal
Resumo:
Introdução: Estudos já comprovaram a relação estabelecida entre antibioticoterapia (ATB) e diarreia em pacientes
hospitalizados em unidades de terapia intensiva (UTI), podendo tal quadro dificultar a manutenção e/ ou recuperação
do estado nutricional, além de espoliar pacientes que, muitas vezes, já encontram-se desnutridos. Objetivo: Avaliar a
relação entre função gastrointestinal e ATB em pacientes da UTI de um hospital público do Distrito Federal. Material e
Método: Foram avaliados 59 pacientes internados de junho/2014 a julho/2015, que receberam terapia nutricional (TN)
enteral e/ou parenteral. A diarreia foi definida como a presença de três ou mais evacuações volumosas e com fezes
amolecidas por dia; constipação definiu-se como a ausência de evacuação por mais de três dias. Os dados foram
coletados em formulário próprio,diariamente, pelo nutricionista assistente. Resultados: Do total da amostra, 31
pacientes (51,54%) apresentaram diarreia e 48 (81,36%) constipação. Com relação ao uso de antibiótico, 56 pacientes
(95%) submeteram-se à ATB, dentre estes 30 (53,57%) apresentaram diarréia e 44 (78,57%) apresentaram
constipação. Entre os pacientes que tiveram diarreia em 25 (44,64%) a diarreia aconteceu após ATB. Conclusão: Os
resultados encontrados revelaram que a frequência de constipação foi maior entre os pacientes que receberam
antibiótico, sendo este mais um obstáculo a ser vencido nos pacientes internados em UTI. Esses dados
surpreenderam, pois confrontam o descrito na literatura, já que há uma associação previamente estabelecida entre
ATB e diarréia. Porém demonstrou que dentre os pacientes que tiveram diarreia na grande maioria esta intercorrência
aconteceu após uso de antibiótico. Este achado corrobora a importância de se ter uma equipe multidisciplinar de
terapia nutricional (EMTN) estabelecida e atuante, a fim de minimizar tais complicações advindas de um suporte
nutricional mal empregado e assistido. Unitermos: antibioticoterapia, diarréia , constipação
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Indicadores de qualidade da terapia nutricional em um hospital público do
Distrito Federal
Autores: RONYLMA MAGNA SILVA LACERDA, ROSANA BARCELLOS VIEIRA DUQUE;
MARCOS ANDRÉ DUQUE
Instituição: Hospital Regional de Taguatinga - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito
Federal
Resumo:
Os danos da desnutrição estão associados a maior morbimortalidade de pacientes graves, portanto, a terapia
nutricional (TN) é fundamental para a evolução clínica satisfatória desses pacientes. Nesse contexto, indicação e
controle adequados da TN são necessários. Objetivo: avaliar em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um
hospital da rede pública do Distrito Federal, os seguintes indicadores de qualidade da TN: tempo de jejum para início
da TN, número de dias para atingir o suporte pleno (SP), e percentual da TN prescrita, efetivamente infundido.
Métodos: foram avaliados 59 pacientes em TN enteral e/ou parenteral, de junho/2014 a julho/2015. Dados coletados
diariamente, em formulário próprio, pelo nutricionista assistente. Resultados: Com relação ao tempo de jejum para o
início da TN: 23 pacientes (38,98%) iniciaram a TN no dia da admissão; 13 (22,03%) ficaram um dia em jejum; 10
(16,95%) dois dias; 3 (5,08%) três dias e 10 (16,95%) mais de três dias. Esses dados demonstram que 46 pacientes
(77,96%) tiveram a TN implementada em até 48h horas após a internação. A média de tempo gasto para atingir o SP,
foi de 5,4 dias, sendo que 16 pacientes (27,12%) não atingiram o SP, por óbito ou alta. No tocante ao percentual de TN
prescrita, efetivamente infundida: 9 pacientes (15,25%) receberam 100% do prescrito durante a internação; 37
(62,71%) de 99,9 a 90%; 7 (11,86%) de 89,9 a 80% e 6 pacientes (10,17%) recebeu de 79,9 a 50% do prescrito. Isto
evidencia que 46 pacientes (77,96%) receberam 90% ou mais da TN e 13 pacientes (22,03%) menos de 90%.
Conclusão: Os dados coletados demonstram que, os pacientes tiveram acesso à TN em tempo adequado e com bom
percentual de infusão da dieta prescrita. Entretanto, a maioria atingiu o SP apenas no quinto dia de TN, fato que pode
estar relacionado à pior evolução clínica e denota que a TN, apesar de indicada e prescrita corretamente, não é
implementada efetivamente, necessitando de treinamento da equipe e implementação de protocolos.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Intercorrências relacionadas ao suporte nutricional na ausência de equipe
multidisciplinar de terapia nutricional atuante
Autores: RONYLMA MAGNA SILVA LACERDA, ROSANA BARCELLOS VIEIRA DUQUE;
MARCOS ANDRÉ DUQUE
Instituição: Hospital Regional de Taguatinga - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito
Federal
Resumo:
As intercorrências relacionadas à terapia nutricional (TN), aliadas à ausência de uma equipe multidisciplinar de terapia
nutricional (EMTN), exercem dificuldades quanto à indicação, manutenção e evolução da TN de pacientes internados
em unidades de terapia intensiva (UTI). Complicações gastrointestinais e um controle glicêmico (CG) insatisfatório
influenciam a tolerância e a evolução da TN prescrita para estes pacientes. Objetivos: Avaliar a ocorrência de
diarreia/constipação; vômitos e de CG insatisfatório em pacientes nutridos exclusivamente por TN enteral e ou
parenteral em uma UTI da rede pública do Distrito Federal. Métodos: Foram avaliados 59 pacientes no período de
junho/2014 a julho/2015. A diarreia foi definida como três ou mais evacuações liquidas por dia; constipação como
ausência de evacuação por mais de três dias; hiperglicemia foi estabelecida como glicemia maior que 180mg/dL e, por
fim, a hipoglicemia como glicemia menor que 70mg/dL. Os dados foram coletados diariamente nos registros de
enfermagem, pelo nutricionista assistente. Resultados: A presença de diarreia foi constatada em 31 pacientes
(52,54%); já a presença de constipação ocorreu em 48 (81,36%). A ocorrência de vômito foi constatada em 26
pacientes (44,07%); destes todos apresentaram resíduo gástrico (RG) maior que 200ml em algum momento da
internação. Ressalta-se que não há protocolo de verificação de RG nesta UTI e, na presença de vômitos, a TN é, por
vezes interrompida sem critérios estabelecidos para o seu retorno. Com relação ao CG, 48 pacientes (81,36%)
apresentaram hiperglicemia, e 41 (69,49%) hipoglicemia, dados que ratificam o CG deficitário nesta UTI. Conclusão: As
intercorrências apresentadas acima são frequentes nestes pacientes, por diversos fatores, como uso de
antibioticoterapia, desnutrição e pelo próprio quadro clínico, entretanto, poderiam ser minimizadas através da atuação
da EMTN, com a implementação de protocolos, treinamento da equipe, acompanhamento e supervisão da TN.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
INCIDÊNCIA DE EVENTOS ADVERSOS RELACIONADOS AO USO DE
TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
Autores: ROSÂNGELA SANTOS DE JESUS, PAULO HENRIQUE SANTOS ANDRADE;
LUDMILLA RODRIGUES MUTERLE; LUCIANA VILAS BOAS M. GOES; ALAIDE GUILHERME
DOS SANTOS; IZA MARIA FRAGA LOBO
Instituição: HOSPITAL DE URGÊNCIAS DE SERGIPE
Resumo:
INTRODUÇÃO:Terapia nutricional enteral é o conjunto de procedimentos terapêuticos destinados à manutenção ou
recuperação do estado nutricional. O uso inadequado pode gerar riscos ao paciente, por isso o monitoramento é
indispensável à prevenção de danos, promovendo segurança ao paciente.OBJETIVO:Determinar a incidência dos
eventos adversos relacionados ao uso de terapia nutricional enteral em pacientes internados em Unidade de Terapia
Intensiva(UTI).MATERIAL E MÉTODO: Estudo longitudinal prospectivo, realizado entre abril e junho de 2015, em UTI
cirúrgica de um hospital público de Aracaju-SE com 27 leitos. Para avaliação dos eventos adversos utilizou-se a
proposta da força-tarefa de nutrição clínica do International Life Science Institute – Brasil (ILSI-Brasil) de 2008. Os
indicadores de qualidade utilizados foram: i) frequência de jejum superior a 24 horas;ii) diarreia; iii) constipação;iv)
saída inadvertida de sonda;v) obstrução de sonda; vi)hipo e hiperglicemia;vii) broncoaspiração. A análise estatística
descritiva foi realizada no programa Excel® versão 2013.RESULTADOS:Foram acompanhados 101 pacientes com
idade média de 46,8 anos [desvio padrão (σ): 20,2 anos] e uma média de dias de internamento de 20,6dias (σ: 18,0
dias). Dentre os eventos adversos encontrados, superiores a meta proposta pela ILSI-Brasil, encontravam-se a
constipação, 81,2% (82); o jejum digestório superior a 24 horas, 68,3% (69); e a hipoglicemia, 66,3% (67). Entre
aquelas adequadas a esta meta estavam: a hiperglicemia 76,2% (77); saída inadvertida de sonda 50,5% (51);
obstrução de sonda 5,9% (6); e diarreia 5,9% (6). Nenhum paciente apresentou broncoaspiração.CONCLUSÃO:A
incidência dos eventos adversos à terapia nutricional foi traçada. A constipação, o jejum e a hipoglicemia foram
eventos recorrentes. Fazem-se necessários novos estudos prospectivos que avaliem a associação destes eventos ao
desfecho clínico do paciente com intuito de adequação das metas pré-existentes à realidade local.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
ADEQUAÇÃO DE INGESTÃO DE MICRONUTRIENTES NO PRÉ E PÓSOPERATÓRIO DE CIRURGIA ORTOGNÁTICA
Autores: RUBIA DANIELA THIEME, LIGIA DE O. CARLOS; REBEKKA DIETSCHE;
LEONARDO SILVA BENATO; MARIA ELIANA M. SCHIEFERDECKER
Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR)
Resumo:
Introdução: O pós-operatório (PO) de cirurgias ortognáticas (CO) pode dificultar a ingestão alimentar, o alcance das
necessidades nutricionais e a recuperação PO. Objetivo: Avaliar a ingestão de micronutrientes e comparar os períodos
pré-operatório (pré-OP) e PO de CO. Material e Método: Estudo prospectivo longitudinal, com adultos no pré-OP (préOP) de 10 dias e no PO de dez (PO/10) e 90 dias (PO/90) de CO. A avaliação alimentar foi realizada por meio de
recordatório de 24 horas. O software Avanutri® foi utilizado para estimativa da ingestão de zinco (Zn), cálcio (Ca),
magnésio (Mg), ferro (Fe) e vitamina C. A ingestão foi comparada à Recommended Dietary Allowances, valores da
Dietary Reference Intakes. Foi realizada análise estatística descritiva, Teste de Friedman e o Teste de Q de Cochran
(Teste McNemar), com intervalo de confiança de 95%. Resultados: Foram avaliados 27 adultos, sendo 16 (59,3%)
mulheres, com média de idade de 30,7±10,8 anos. A mediana de ingestão de Zn (mg) foi 8,6, 2,7 e 7,1 (p=0,002); de
Ca (mg) 391,9, 640,2 e 601,0 (p<0,001); de Mg (mg) 146,4, 127,4 e 161,4 (p=0,06); de Fe (mg) 10,3, 4,9 e 13,2
(p=0,000); e de vitamina C (mg), 59,8, 56,4 e 51,6 (p=0,482), no pré-OP, PO/10 e PO/90, respectivamente. A
inadequação às recomendações de Zn foi observada em 92,6% dos pacientes no PO/10, comparada à 51,9% no préOP e 57,7% no PO/90 (p=0,002). Houve menor ingestão de Ca no pré-OP comparado ao PO/10 (p=0,001) e ao PO/90
(p=0,002), mas foi similar no PO/10 e PO/90 (p=0,239). No pré-OP, PO/10 e PO/90 houve inadequação da ingestão de
Ca (p=0,062). A frequência de inadequação de Mg (p=0,368) e vitamina C (p=0,327) foi similar nos três momentos. No
pré-OP e no PO/90, a ingestão de Fe foi superior ao PO/10 (p<0,05). A frequência de adequação de Fe foi maior no
PO/90 comparado ao PO/10 (p=0,016). Conclusão: A inadequação de Zn e Fe é maior no PO/10. Há inadequação de
Ca, Mg e vitamina C nos três momentos, mas, a ingestão de Ca é maior no PO/10.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
INFUSÃO DE NUTRIÇÃO ENTERAL CONTÍNUA POR 18 HORAS EM
PACIENTES ADULTOS INTERNADOS EM UMA UNIDADE DE TERAPIA
INTENSIVA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO EM MANAUS, AMAZONAS
Autores: Sarah Almeida Cordeiro, Polliana dos Santos Pinto; Veronica Chasse Thurler Micchi;
Eliana Kezia Queiroz de Souza; Maria Conceição de Oliveira
Instituição: Universidade Federal do Amazonas; Hospital Universitário Getúlio Vargas
Resumo:
Introdução: A terapia nutricional enteral (TNE) é a estratégia mais utilizada para prevenir ou tratar a desnutrição por
ingestão insuficiente. Desta forma, tão importante quanto à prescrição da TNE, adequada às necessidades do
paciente, é a certeza de que este, efetivamente, receberá o volume prescrito. Objetivos: Avaliar o percentual de infusão
da TNE contínua, por 18 horas, em pacientes adultos internados na unidade de terapia intensiva (UTI) de um Hospital
Universitário. Métodos: O estudo foi do tipo descritivo, observacional de caráter prospectivo. Participaram pacientes de
ambos os sexos, internados durante o mês de maio de 2015. Incluíram-se aqueles com uso de TNE exclusiva por no
mínimo de 72h. Foram excluídos aqueles com contraindicação de TNE ou que receberam dieta parenteral ou oral
concomitante. As dietas foram administradas em sistema fechado por infusão contínua com previsão de 18h/dia. Foram
coletados os dados diariamente através dos registros da enfermagem, de acordo com o volume de TNE administrada.
A coleta de dados iniciou-se no primeiro dia de infusão da TNE, e o acompanhamento dos pacientes foi realizado até o
momento da descontinuação por óbito ou alta da unidade. Os dados estatísticos foram tabulados em planilha do
Microsoft Excel 2007. Resultados: Foram observados um total de 15 pacientes, a média de idade foi de 58 anos e a
maioria das patologias eram relacionadas ao sistema neurológico. Constatou-se que o percentual de infusão de TNE
contínua atingiu a média geral de 87,52%. Do total estudado, 13 obtiveram a média de infusão acima de 80% e apenas
3 obtiveram média inferior a esse valor. Conclusão: Sendo assim, a média do percentual de infusão de TNE obtida,
está acima dos resultados encontrados em grande parte dos estudos semelhantes, fato que nos desperta pistas para a
reflexão sobre a qualidade da assistência aos pacientes nestes espaços assistenciais. Unitermos: Nutrição enteral,
unidade de terapia intensiva.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Correlação entre Índice de Massa Corporal e complicações em pósoperatório de cirurgia ortopédica de joelho
Autores: Silvana Maria Seleme, Jennifer Thuany Partika, Milena Cunha Bogéa, Nayara Lays
Dalpiaz, Isabella Mercedes Baggio
Instituição: Nutropar
Resumo:
OBJETIVO: Avaliar a correlação entre o IMC e a taxa de retorno por complicações em PO de cirurgia ortopédica de
joelho. MÉTODO: Estudo observacional do tipo prospectivo, descritivo e de natureza quantitativa. Os dados foram
coletados no prontuário eletrônico de um hospital particular de Curitiba-PR. Foram incluídos no estudo todos os
prontuários de pacientes avaliados pela triagem Nutricional Risk Screening (NRS 2002) feita por nutricionistas, em 24h
no pré operatório de cirurgias ortopédicas de janeiro/2014 a março/2015. Coletadas as seguintes informações: peso,
altura, índice de massa corporal (IMC) e se houve retorno no pós-operatório. Foi considerado o critério da Organização
Mundial da Saúde (OMS) para análise do padrão físico dos pacientes, o qual leva em consideração o cálculo do IMC
(peso kg/altura²). Os dados foram registrados e agrupados com auxílio do Excel®. RESULTADOS: Observou-se que
dos 201 avaliados, 26,86% eram eutróficos, 42,78% sobrepeso e 30,34% obesos. Nota-se que o retorno no pósoperatório foi maior no grupo com obesidade em relação ao grupo eutrófico, porém não há evidência significativa, no
teste Qui Quadrado de Pearson, ao nível de significância de 0,05. Esses dados discordam de Silva et al., que observou
um aumento linear significativo conforme o IMC na prevalência de dor lombar crônica em uma população adulta e,
ainda, que a “carga extra” que a estrutura osteomusculoarticular é obrigada a sustentar pode alterar o equilíbrio
biomecânico do corpo e, assim, aumentar o risco de dor lombar crônica em pessoas com sobrepeso e
obesidade.CONCLUSÃO: Não houve correlação significativa entre obesidade e retorno hospitalar por complicações no
pós operatório. No entanto, pode ter ocorrido um viés haja visto que uma parte da amostra pode ter retornado em
outras instituições de saúde.Unitermos: obesidade, complicações, joelho
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
COMPARAÇÃO DA AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA EM PACIENTES
INTERNADOS EM DIFERENTES POSIÇÕES CORPORAIS.
Autores: SILVIA MARIA CUSTÓDIO DAS DORES, Guilhermo Coca-Velarde; Mariana Righi;
Tamara Castro
Instituição: Universidade Federal Fluminense
Resumo:
Introdução: A estimativa do peso através de equações de predição pode ser desenvolvida a partir de medidas
antropométricas. As técnicas antropométricas quase sempre envolvem posições ortostáticas, permanecendo a dúvida
sobre a acurácia dessas medidas na posição de decúbito. Objetivo: Investigar a concordância das medidas
antropométricas aferidas nas posições ortostática e decúbito. Métodos: Mediram-se as dobras cutâneas com
adipômetro Lange®, as circunferências com fita métrica inelástica e comprimentos da perna e do braço com
antropômetro cescorf de haste móvel. Utilizou-se Bland & Altman para avaliar a concordância das medidas.
Resultados: Na amostra, constituída de 55 pacientes sendo 69% mulheres e 31% homens, com de idade de 69,5 anos,
7% apresentaram baixo peso (IMC<18,5), 38% IMC adequado (18,5-24,9), 29% sobrepeso (25-30) e 26% obesidade
(IMC>30). O valor médio de IMC da população foi de 25,98 kg/m2 ± 5,7 kg/m2. Não houve diferença estatística
significante entre os valores medidos do comprimento do braço, dobra subescapular, tricipital e bicipital, nas diferentes
posições, porém existiu diferença entre as médias nas variáveis circunferência do braço, circunferência de cintura e
braço e dobra supra-ilíaca. O teste de concordância revelou grandes discrepâncias no intervalo de confiança,
sugerindo baixa concordância entre as medidas de dobras cutâneas. Quanto às circunferências e comprimentos
observou-se o inverso, ou seja, apesar das diferenças significantes entre as médias, constatou-se valores menores de
discrepâncias, quando comparadas às dobras, resultados esses clinicamente aceitáveis. Conclusão: Os resultados
indicam dificuldade no uso das dobras cutâneas em pacientes acamados, enquanto o uso de comprimentos e
circunferências parece satisfatório.
Palavras-chave: Avaliação nutricional; antropometria; posição corporal.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
FREQUÊNCIA DE DIARREIA EM PACIENTES COM TERAPIA
NUTRICIONAL ENTERAL (TNE) NUM HOSPITAL PRIVADO DE
SALVADOR-BA
Autores: SUZANA MARCIA MOREIRA SANTOS, LAILA HOHLENWERGER SANTANA
CARNEIRO
SARA MOREIRA ANUNCIAÇÃO
LARISSA FERNANDES PEREIRA
SUZANE PEREIRA DE CARVALHO
LAYNE CARLA GONZAGA OLIVEIRA
Instituição: HOSPITAL PORTUGUES
Resumo:
INTRODUÇÃO:A Organização Mundial de Saúde (OMS) define diarreia como a ocorrência de 3 ou mais dejeções
líquidas,em quantidade moderada ou grande em 24 h. Esta pode ser de causa multifatorial: Infecções,doenças do Trato
Gastrointestinal(TGI), antibioticoterapia(ATB),dietas hiperosmolares, uso de procinéticos/laxantes, dentre outros.
OBJETIVO:Verificar a frequência de diarreia de pacientes em TNE internados num hospital privado de Salvador-BA e
os principais fatores relacionados. METODOLOGIA: Estudo transversal, realizado entre janeiro-junho de 2015, sendo a
amostra composta por pacientes ≥ 18 anos, com diarreia após início da TNE. Como possíveis fatores causais, foram
coletadas as variáveis: Início de TNE ≤72h; uso de fórmula hipertônica; ATB ; Hipoalbuminemia; Laxantes;
Procinéticos e/ou Inibidores de Bomba de Prótons (IBP); Quimioterapia; Doenças do TGI; Diarreia Infecciosa;
Pacientes Imunodeficientes. Os dados foram tabulados no Programa Microsoft Excel (2010) e foi utilizado o percentual
para a exposição dos dados. RESULTADOS:Estudo composto por 702 pacientes, sendo a frequência de diarreia: 9,8%
(69 casos), enquadrado portanto no que é preconizado pela literatura(≤ 10%). A maior prevalência de diarreia está nas
unidades intensivas (49,3%) e semi-intensiva (27,5%). Em relação aos principais fatores associados: 41,3% usaram
ATB; 20,7% em uso de procinéticas e/ou IBP;18,2% tinham Apache ≥ 15; 4,9% alguma doença do TGI; 3,3%
Hipoalbuminemia; 3,31% BH > 2L em 24h; 2,5% tiveram Diarreia Infecciosa e uso de Laxantes (2,48%); 1,65% tinham
Imunodeficiência e estava relacionada ao início de TNE ≤ 72h (1,7%). Neste semestre, não foi encontrado nenhum
caso de diarreia por uso de dietas hipertônicas. CONCLUSÃO: A frequência de diarreia neste hospital está dentro do
recomendado pela literatura, sendo mais frequente nas unidades críticas. O uso de ATB, de medicamentos e o Apache
≥15 foram os fatores que mais estavam associados com as causas de diarreia.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL DE PACIENTES SUBMETIDOS À
QUIMIOTERAPIA EM HOSPITAL PÚBLICO DO NORDESTE BRASILEIRO
Autores: Tamires Regina da Silva Cunha, Rafaella de Andrade Silva; Paloma Travassos de
Queiróz Coutinho; Maria Goretti Pessoa de Araújo Burgos
Instituição: Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Hospital de Câncer de Pernambuco
(HCP)
Resumo:
INTRODUÇÃO: Vários estudos têm relatado elevada prevalência de desnutrição em pacientes com câncer. A
constatação da doença em fase avançada e a agressividade dos tratamentos antineoplásicos, constituem as principais
causas da desnutrição nesses pacientes.
OBJETIVO: Avaliar o estado nutricional de pacientes em tratamento quimioterápico.
METODOLOGIA: Estudo realizado através da coleta de dados antropométricos em pacientes oncológicos de ambos os
sexos, com idade > 18 anos submetidos à quimioterapia (QT) ambulatorial.
RESULTADOS: Foram avaliados 53 pacientes, sendo 71,7% do sexo feminino e a maioria com idade entre 40-59 anos
(43,4%). As neoplasias mais frequentes foram: mama (47,1%), linfoma (9,4%), reto (7,5%), útero (7,5%), pulmão
(5,7%), estômago (3,8%) e próstata (3,8%). De acordo com o IMC estavam desnutridos 6% dos adultos e 5% dos
idosos, 39,4% dos adultos estavam eutróficos e 65% dos idosos, 54,6% dos adultos com excesso de peso e nos idosos
30%. Com relação ao %PP, 38,4% apresentaram perda grave maior que 10%; 38,4% perderam de 5% a 10% e 23,2%
apresentaram perda de peso inferior a 5%. O tempo de perda de peso variou entre 4 e 6 meses (37,1%).
CONCLUSÃO: A elevada prevalência de excesso de peso, segundo o IMC, e, de câncer de mama na população
estudada sugere uma associação positiva no aumento da ocorrência deste tipo de câncer em obesos, no entanto, não
se recomenda a utilização apenas do IMC para avaliação do estado nutricional, em virtude da não diferenciação da
composição corporal. O %PP revelou maior acurácia para detectar desnutrição. A associação de indicadores para
avaliar o estado nutricional permite um melhor diagnóstico nutricional, para adequar a conduta dietoterápica.
UNITERMOS: avaliação nutricional, câncer, quimioterapia.
Título resumido: DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL DURANTE QUIMIOTERAPIA
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Índice de massa corporal, circunferência cintura, índice de conicidade,
circunferência pescoço e relação cintura/estatura: o que usar para
indicação de risco à saúde
Autores: Tatiana Maria Palmeira dos Santos, Cynthia Barbosa Albuquerque dos
Santos;Fernanda Correia da Silva;Flávia Silva Santos
Instituição: Universidade Tiradentes
Resumo:
INTRODUÇÃO: A obesidade e o sobrepeso são reconhecidos pela comunidade científica como um dos maiores
problemas de saúde pública que mais cresce em todo o mundo. Dentre os métodos existentes para detectar o excesso
de peso, destacam-se os métodos antropométricos como bons instrumentos para determinar a composição corporal,
devido às vantagens de não serem invasivos, são de fácil execução, possuem baixo custo e alta confiabilidade.
OBJETIVO: Comparar os indicadores antropométricos para discriminar o de melhor poder preditivo para diagnosticar o
excesso de peso em funcionárias de um hospital da rede pública na cidade de Aracaju, SE.
MATERIAL E MÉTODO: Estudo transversal com 184 mulheres adultas funcionárias de um hospital de urgência de
Sergipe. Foi realizada a avaliação antropométrica em todos os voluntários, para mensuração das medidas: Índice de
Massa Corporal (IMC), circunferência da cintura (CC), Índice de Conicidade (IC), circunferência pescoço (CP) e
Relação Cintura/Estatura (RCEst). Foram utilizados os testes qui-quadrado de Pearson e o Exato de Fisher e o nível de
significância adotado foi de 5%.
RESULTADOS: A idade média das pacientes foram 39,42±7,86 anos. Ao avaliar os resultados da antropometria para
excesso de peso; IMC: 125 (68,3%), CC: 120 (65,6%), IC: 95 (51,9%) e RCEst: 124 (67,8%), em função da
classificação da CP 56 (30,6%) foi verificado significância (p<0,001) entre todas as variáveis para o grupo estudado,
indicando que são medidas úteis para identificar adultos do sexo feminino com excesso de peso.
CONCLUSÃO: Com os resultados obtidos neste estudo, ficou evidenciada a existência de forte correlação entre as
variáveis: IMC, RCEst, CC, IC segundo a classificação da CP. Acredita-se que a associação de dois marcadores
antropométricos pode ser uma ferramenta valiosa para estudos epidemiológicos e de saúde.
Unitermos: Antropometria; excesso de peso
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SESSÃO DE PÔSTERES:
Níveis de ingestão de micronutrientes hematopoiéticos em pacientes
idosos hospitalizados
Autores: Tatiana Maria Palmeira dos Santos, Cynthia Barbosa Albuquerque;Camilla
Gonçalves dos Santos;Crislayne Oliveira Costa;Yasmim Prado Alves;Flávia Silva Santos
Instituição: Universidade Tiradentes
Resumo:
Introdução: Dentre as alterações hematológicas que mais acometem os idosos, a mais prevalente durante o
envelhecimento é a anemia, pois está associada, ao declínio cognitivo, ao aumento do risco de infecções e à
mortalidade. As anemias podem ser causadas por deficiência de vários nutrientes como, por cianobobalamina (B12),
Ferro (Fe) e ácido fólico (B9). Esses nutrientes participam de diferentes reações no organismo e, suas deficiências,
podem acarretar prejuízos à saúde muitas vezes irreversíveis. Objetivo: avaliar a ingestão de micronutrientes
relacionados à hematopoiese e determinar a prevalência de anemia em pacientes internados em um hospital de
urgência de Sergipe. Métodos: Estudo transversal com 57 pacientes idosos de ambos os gêneros. Foram coletados
dados de hemoglobina (Hb) de prontuário. Os pontos de corte adotados foram: Hb <12g/dL para mulheres e <13g/dL
para homens. Para cada paciente, foi determinada a ingestão diária de ferro, vitamina B12 e ácido fólico por meio do
inquérito dietético de 24Horas. Para avaliação da adequação quanto à ingestão destes nutrientes foi utilizado a DRI
(2002), como parâmetro de comparação. Foi adotado nível de significância de p <0,05. Resultados: A idade média foi
de 69,91±7,61 anos. A prevalência de anemia foi de 86,70%. A média de consumo de Fe foi de 9,15±5,40(mg/dia), de
B9 foi de 175,21±68,61(mcg/dia) e de B12 foi de 3,59±2,21mcg/dia. Os percentuais de inadequações da ingestão
destes nutrientes foram: 45% para o Fe; 54% para B12 e 100% para B9. Houve diferença de significância entre os
sexos apenas para ingestão de B12 (p<0,001). Não foi observada relação entre consumo destes nutrientes e anemia
(p>0,05). Conclusão: A manutenção dos níveis de B12, B9 e Fe em idosos são fundamentais para o bom
desenvolvimento mental e síntese da hemoglobina sanguínea. Porém, as avaliações destes micronutrientes não
apresentaram correlação com a incidência de anemia.
Unitermos: anemia, idoso
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
ACEITAÇÃO DE DIETAS HOSPITALARES, PERFIL NUTRICIONAL E
TEMPO DE PERMANÊNCIA DE INDIVÍDUOS HOSPITALIZADOS NO
PRONTO SOCORRO DE UM HOSPITAL PÚBLICO DE NATAL-RN
Autores: THAÍS ARAÚJO DE MEDEIROS BORGES, ANFREA CALINE FERREIRA DE
ARAÚJO
CÉLIA REGINA BARBOSA DE ARAÚJO
PAULA ANGELA BESSA FREITAS DE OLIVA
ANNA LARISSA CORTÊS DA SILVA
Instituição: HOPSITAL MONSENHOR WALFREDO GURGEL
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
Resumo:
INTRODUÇÃO:
UMA INGESTÃO ALIMENTAR INADEQUADA CONTRIBUI PARA DESNUTRIÇÃO NO AMBIENTE HOSPITALAR. A
REDUÇÃO DA INGESTÃO ALIMENTAR É RELATADA ENTRE OS PACIENTES HOSPITALIZADOS, E PODE ESTAR
RELACIONADO À INSATISFAÇÃO COM AS DIETAS,
OBJETIVOS: VERIFICAR O GRAU DE ACEITAÇÃO DAS DIETAS HOSPITALARES, OFERECIDAS EM UM
HOSPITAL PÚBLICO DE NATAL-RN E CARACTERIZAR OS PACIENTES INTERNADOS
METODOLOGIA: ESTUDO DESENVOLVIDO EM UM HOSPITAL PÚBLICO, NO MUNICÍPIO DE NATAL, SENDO
100% SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS). PARTICIPARAM DA AMOSTRA, 42 PACIENTES INTERNADOS NO
PRONTO SOCORRO. PARA PESQUISA APLICOU-SE QUESTIONÁRIO QUANTITATIVO E QUALITATIVO COM
PERGUNTAS SOBRE ACEITAÇÃO, APARÊNCIA, TEMPERATURA, SABOR. AS DIETAS DE MAIOR INCIDÊNCIA
FORAM CLASSIFICADAS: DIETA LIVRE, BRANDA, BRANDA HIPOSSÓDICA, LÍQUIDA PASTOSA. A
CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL FORAM UTILIZADOS OS PARAMETROS DA OMS, 1995 E OPAS,
2002. PARA AVALIAR O TEMPO DE PERMANENCIA DOS PACIENTES UTILIZOU-SE A FERRAMENTA KANBAN,
NO SISTEMA DE CORES: VERDE (24H), AMARELO (48H) E VERMELHO (72HORAS).
RESULTADOS: DOS AVALIADOS, 62% ERAM DO GÊNERO MASCULINO E 38% FEMININO, COM MÉDIA DE
IDADE DE 48 ANOS. A MÉDIA DE PERMANÊNCIA DE INTERNAÇÃO VERIFICADA FOI: VERDE (43%), AMARELO
(26%) E VERMELHO (31%). COM RELAÇÃO A DIETA, DESTACAM-SE 45% DOS PACIENTES EM DIETA LIVRE,
26% EM DIETA HIPOSSÓDICA E 17% EM DIETA HIPOSSÓDICA PARA DIABETES. QUANTO A CLASSIFICAÇÃO
DO IMC, A PREVALÊNCIA FOI DE EXCESSO DE PESO (42%), SEGUIDO POR EUTROFIA (33%). NO QUESITO
SATISFAÇÃO, 79% ESTAVAM SATISFEITOS COM A APARÊNCIA, 93% COM A TEMPERATURA E 88% COM O
SABOR.
CONCLUSÃO: OS RESULTADOS MOSTRAM GRAU DE SATISFAÇÃO DOS PACIENTES. A TEMPERATURA E A
APARÊNCIA FORAM OS ASPECTOS DE MAIOR SATISFAÇÃO. MEDIDAS PARA MELHORIA DA PALATABILIDADE
DEVEM SER CONSIDERADAS A FIM DE EVITAR PREJUÍZOS NO ESTADO NUTRICIONAL.
UNITERMOS: SATISFAÇÃO, DIETAS, ESTADO NUTRICIONAL
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SESSÃO DE PÔSTERES:
ASSOCIAÇÃO ENTRE INGESTÃO PROTÉICA E CAPACIDADE
FUNCIONAL DE PACIENTES CANDIDATOS AO TRANSPLANTE
HEPÁTICO
Autores: Thales Antônio da Silva, Michelle Carvalho de Oliveira;
Yani Glaucia Gomide Mizubuti;
Helem Sena Ribeiro;
Simone de Vasconcelos Generoso;
Maria Isabel Toulson Davisson Correia;
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
Resumo:
Introdução: A desnutrição é problema comumente encontrado em pacientes com doença hepática crônica (DHC),
sendo a inadequação no padrão de consumo proteico um dos possíveis fatores para tal. Objetivos: Avaliar o consumo
proteico, o estado nutricional e a funcionalidade muscular de pacientes portadores de DHC. Métodos: Estudo
transversal, realizado com pacientes em lista de espera para transplante hepático no período de julho de 2014 a julho
de 2015. Informações sobre ingestão alimentar foram obtidas pelo registro alimentar de 3 dias.Consumo calórico e
proteico foram quantificados pelo programa DIETPRO5i®. O estado nutricional foi avaliado por meio da avaliação
global subjetiva (AGS) e a funcionalidade muscular por dinamometria. Para avaliação da adequação alimentar foram
consideradas as recomendações da Sociedade Americana de Nutrição Enteral e Parenteral, 2007. Os dados foram
analisados por teste T e Pearson com auxílio do software SPSS, utilizando nível de significância de 5%. Resultados:
Foram avaliados 29 pacientes, com idade média 53,8±9,2 anos, sendo 55,2% do sexo masculino. Suspeita de
desnutrição ou desnutrição foi encontrada em 62,1% dos pacientes segundo a AGS. A média do consumo calórico
(17,64 ± 12,13 Kcal/Kg de peso) e proteico (0,83g/Kg±0,48) revelou inadequação em 69,6% dos pacientes. Os valores
médios obtidos pela dinamometria foram de 25,69±11,45 Kg, sendo que 51,7% dos pacientes encontravam-se abaixo
ou no percentil 10. Houve associação entre ingestão proteica e funcionalidade muscular (p=0,02), sem que, no entanto,
mesma relação tenha sido encontrada com estado nutricional (p>0,05). Conclusão: Embora a ingestão proteica não
tenha sido associada ao estado nutricional, a mesma relacionou-se positivamente com a funcionalidade muscular,
indicando necessidade de intervenção nutricional.
Unitermos: Transplante hepático, estado nutricional, funcionalidade muscular
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Perfil nutricional de pacientes críticos em uso de Terapia Nutricional
Enteral de um hospital público de Aracaju,SE
Autores: Thamiris Thatiele Rodrigues de Melo, Cynthia Barbosa Albuquerque dos
Santos;Mônica Araújo Espinheira; Viviana Melo Ferreira; Lays Stefany da Conceição Santos
Instituição: Universidade Tiradentes; Hospital de Urgência de Sergipe
Resumo:
INTRODUÇÃO:Pacientes críticos necessitam de um intenso cuidado na oferta de nutrientes devido a estados
hipercatabólicos, que comumente levam a prejuízos nutricionais. Desta forma é indispensável o conhecimento do perfil
dos mesmos, visando à conduta nutricional mais adequada.
OBJETIVO: Caracterizar o perfil nutricional dos pacientes em terapia nutricional enteral (TNE) da unidade de terapia
intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Sergipe.
MÉTODO: Trata-se de um estudo transversal e descritivo, composto por pacientes adultos e idosos em TNE internados
no período de abril a dezembro de 2014.Os dados foram coletados a partir das fichas de acompanhamento do serviço
de nutrição. As variáveis avaliadas foram: sexo, idade, tempo de permanência na unidade, diagnóstico clínico e estado
nutricional. A classificação do estado nutricional foi feita a partir do IMC e da circunferência do braço (CB). Os dados
foram tabulados no Excel e as variáveis foram
RESULTADOS: A amostra foi composta por 219 pacientes, sendo 73,97% do sexo masculino. A média de idade foi
44,67+ 17,69 anos. O tempo médio de internação foi 22,16 + 17,65 dias, sendo que 55,71% deles permaneceram na
unidade por mais de 15 dias, 27,39% entre 6 e 15 dias e 16,8% por menos de 5 dias.O diagnóstico mais frequente foi o
politraumatismo (42%). Segundo o IMC 8,7% dos pacientes apresentaram baixo peso, 54,10% estavam eutróficos e
37,20% com excesso de peso. De acordo com a CB 35,36% apresentaram desnutrição, 51,91% eutrofia e 12,7%
excesso de peso.
CONCLUSÃO:Foi constatada prevalência de desnutrição na população estudada segundo a CB.O estado nutricional
influencia na evolução clínica do paciente, assim como o tempo de hospitalização, por esse motivo destaca-se a
importância de uma intervenção nutricional adequada, objetivando prevenir ou corrigir agravos nutricionais.
Palavras-chaves: perfil nutricional, terapia nutricional,desnutrição hospitalar.
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SESSÃO DE PÔSTERES:
ASSOCIAÇÃO ENTRE INGESTÃO DE CAFÉ E ALTERAÇÕES NO PERFIL
GLICEMICO DE PACIENTES ASSISTIDOS PELO AMBULATÓRIO DE
NUTRIÇÃO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Autores: Ticiane Clair Remacre Munareto Lima, Elenice Oliveira Santos-Filha; Larissa Marina
Santana Mendonça de Oliveira; Izolda Virginia; Santos Pereira; Karine Santos Lima; Raynná
Santos Silveira
Instituição: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPEHU/UFS
Resumo:
Introdução: Estudos mostram que o consumo moderado de café tem sido associado à melhora da tolerância à glicose,
assim como a redução do risco em desenvolver diabetes melitus tipo II. Objetivo: Verificar a associação entre a
ingestão de café e alterações no perfil glicêmico de pacientes. Material e Método: Estudo trans¬versal, realizado com
pacientes adultos e idosos, de ambos os gêneros, atendidos em um ambulatório de nutrição. Os dados do consumo de
café foram coletados através de recordatório alimentar de 24 h e foram classificados de acordo com o consumo ou não
dessa bebida. A ingestão de café foi considerada baixa até 100 ml, moderada de 100 ml a 400 ml e alta a partir de 400
ml. Os dados como idade e valores de glicemia de jejum (GJ) foram coletados através de prontuários no momento da
consulta. Para análise estatística foram utili¬zados valores de médias, desvios padrões, frequências e o teste T
independente, pelo software SPSS versão 20.0 e foi considerado um nível de significância de 5%. Resultados: A
população do estudo foi constituída de 77 pacientes com média de idade de 55,8 ± 15,1 anos. Dentre esses indivíduos,
a maioria era de adultos (55,8%) e do sexo feminino (71,4%). Na avaliação nutricional, a média de IMC entre os
adultos foi 22,68 ± 1,85 kg/m² e entre idosos foi 24,83 ± 1,44 kg/m². Quanto ao consumo de café 60 indivíduos
consumiam (77.9%) e 17 não consumiam (22,1%). A média de consumo desta bebida foi 53,67 ml ± 28,33 ml, sendo
considerada baixa. A média da GJ foi 122,15 ± 55,36 mg/dl entre os que consumiam café e de 88,76 ± 22,39 mg/dl
entre os que não consumiam, sendo significativamente maior (p=0,018) entre aqueles que consumiam esse tipo de
bebida. Conclusão: O consumo de café não se relacionou com um melhor perfil glicêmico na população estudada,
porém a quantidade de consumo foi considerada baixa podendo não ter influencia sobre esse parâmetro bioquímico.
Unitermos: Café, glicemia, hábitos alimentares
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
TEMPO DE INTERNAMENTO E EVOLUÇÃO NUTRICIONAL EM PACIENTES
CRÍTICOS
Autores: Ticiane Clair Remacre Munareto Lima, Elenice Oliveira Santos-Filha ; Larissa Marina
Santana Mendonça de Oliveira, Márcia Ferreira Cândido de Souza
Instituição: Hospital Universitário de Sergipe- HU/UFS
Resumo:
Introdução: O estado nutricional de pacientes hospitalizados influi em sua evolução clinica e a má nutrição calóricoprotéica contribui para redução da imunidade, aumentando o risco de infecções, bem como diminuição da cicatrização,
aumento do tempo de permanência hospitalar e da mortalidade em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Objetivo:
Avaliar o impacto do tempo de internamento no estado nutricional de pacientes críticos. Material e Método: Foi
realizado um estudo transversal com pacientes adultos e idosos, de ambos os gêneros, internados em uma UTI,
assistidos pela equipe de nutrição hospitalar. Foram coletados dados antropométricos (peso, Circunferência do Braço
(CB) e Circunferência da Panturrilha (CP)) até 48 horas de admissão e a última avaliação nutricional no período de
internamento. Para analise dos dados utilizou-se o programa SPSS versão 20.0. Foi utilizado o teste T-pareado, sendo
considerado significante p< 0,05. Resultados: Foram avaliados 25 pacientes críticos adultos e idosos com idade média
de 57,28 ± 20,53 anos, sendo 64,0% do sexo feminino. A mediana do tempo de internamento foi de 12 dias, variando
entre 1 e 44 dias. Na avaliação antropométrica inicial, as médias de Peso, CB e CP foram respectivamente 62,84 ±
14,87 kg, 27,74 ± 5,25 cm e 31,74 ± 4,34 cm. O percentual de adequação da CB no primeiro momento foi de 92,33 ±
17,30%. As médias de Peso (60,97 ± 17,31 kg), CB (27,22 ± 6,22 cm) e CP (31,55 ± 4,33 cm) não variaram no
segundo momento. Ao comparar o estado nutricional na admissão e no segundo momento não foi observada
significância estatística para as variáveis estudadas: Peso (p= 0,21), CB (p=0,21) e CP (0,91). Conclusão: Na
população estudada não foram encontradas mudanças no estado nutricional dos pacientes durante o tempo de
internamento na UTI. A estabilidade nos parâmetros nutricionais avaliados pode estar associada aos cuidados de
acompanhamento da equipe de nutrição hospitalar. Unitermos: Pacientes Críticos, Estado Nutricional.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Avaliação do Indicador de Dias de Administração de Terapia Nutricional
Enteral com Aporte Proteico Insuficiente
Autores: Yohanne Lopes de Almeida,
Instituição: Escola de Saúde Pública do Ceará; Instituto Doutor José Frota
Resumo:
Introdução: Indivíduos sujeitos ao trauma sofrem uma série de alterações metabólicas, como exemplo, o
hipermetabolismo e o hipercatabolismo. Assim, a Terapia Nutricional (TN) desempenha papel importante no processo
de cura do paciente hospitalizado. Monitorar o aporte proteico ao paciente crítico deve estar dentro da rotina do serviço
de nutrição a fim de evitar perdas catabólicas excessivas nos pacientes. Objetivo: Conhecer a incidência de pacientes
em TN enteral que recebem aporte proteico insuficiente nas unidades de internação para pacientes graves. Material e
método: Os dados coletados de prontuário foram: nome, diagnóstico, gasto energético basal e total, meta proteica,
valores calóricos e proteicos diários. Foram coletados dados referentes a 7 dias de internação de 10 pacientes em TN
enteral que estavam internados na unidade. Para o cálculo do indicador foi utilizada a seguinte fórmula: (A x B/ C x D) x
100. Onde (A) são os dias com aporte proteico insuficiente, (B) o total de pacientes com aporte insuficiente, (C) os dias
do período avaliado e (D) os pacientes que recebem TN no período avaliado. Resultado: Visto que o aporte proteico
inadequado é aquele inferior a 25% do estimado pelas necessidades proteicas, obtivemos um percentual de 17,14% de
pacientes com TN enteral com aporte proteico inadequado, a partir dos valores: A = 4, B = 3, C = 7 e D = 10. Esse
resultado nos mostra uma meta adequada, pois a literatura recomenda que este indicador esteja acima de 10%.
Conclusão: O fornecimento proteico aos pacientes da unidade de internação encontra-se dentro dos parâmetros
adequados. Melhor classificação poderia ser obtida se não houvesse grande diversidade de diagnósticos pois, cada
caso demanda uma conduta nutricional específica com metas proteicas avaliadas e evoluídas de forma individualizada.
Unitermos: avaliação nutricional, indicador nutricional.
ANAIS – XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO
SESSÃO DE PÔSTERES:
Introdução e duração da Nutrição Parenteral e Nutrição Enteral em
Recém-nascidos Pré-termo internados em Unidade de Terapia Intensiva
Neonatal de uma maternidade de Fortaleza/CE.
Autores: Yvanna da Cruz Lemos, Damicléa Martins Vasconcelos
Antônia Bruna Franca Gonçalves
Geovanna Pinheiro Campos
Ana Vaneska Passos Meireles
Instituição: Universidade de Fortaleza;Universidade de Fortaleza; Universidade de
Fortaleza;Universidade de Fortaleza; Maternidade Escola Assis Chateubriand
Resumo:
Introdução: O manejo nutricional do recém-nascido pré-termo (RNPT) representa um desafio para a equipe
multiprofissional, pois essas crianças apresentam características de crescimento e desenvolvimento peculiares,
diminuição das reservas orgânicas, metabolismo acelerado, maior risco de infecções e complicações, além da
capacidade reduzida de adaptação à sobrecarga hidroeletrolítica. Existem algumas controvérsias sobre qual o alimento
ideal para os RNPT, quando deve ocorrer o início da nutrição enteral (NE), em quais situações se deve usar a nutrição
parenteral (NPT), qual o volume adequado e as formas de incrementar o aporte nutricional. Objetivo: Avaliar o tempo
de início e a duração da terapia NE e NPT dos RNPT. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo de caráter
observacional, descritivo e de corte longitudinal, realizado em uma maternidade de Fortaleza-CE. A coleta de dados
deu-se no período de abril a dezembro de 2014 e a amostra foi composta por 58 RNPT, incluídos por conveniência de
forma não-probabilística, admitidos nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) que se mantiveram internados
por um tempo mínimo de 15 dias e que receberam alimentação por NE ou NPT, sendo estes divididos pela
classificação do peso ao nascer. Resultados: O início da NP prevaleceu a utilização nas primeiras horas de vida
(n=44;75,9%) no grupo dos RNPT de muito baixo peso e extremo baixo peso, exceto em 41,7% dos RNPT de baixo
peso que iniciaram com 72 horas de vida. O tempo médio de uso da NPT foi de 13±10 dias. Já ao avaliar o início da
dieta enteral podemos observar que aconteceu de forma precoce, nas primeiras 24 horas de vida (n=43;74,1%), sendo
que apenas os RNPT do grupo de extremo baixo peso 45,5% (n=5), tiveram início apenas nas primeiras 48 horas.
Conclusão: O início precoce do suporte nutricional aconteceu em todos os RNPT estudados, possibilitando uma oferta
nutricional precoce e um impacto positivo para o crescimento e desenvolvimento dos recém-nascidos.
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