Comportamento de Compra do Consumidor de Moda Íntima Vando Nunes da Silva – PUC Minas Guanhães – [email protected] João Carlos Oliveira Caetano – PUC Minas Guanhães – [email protected] Érika de Cássia Oliveira Caetano – PUC Minas Serro – [email protected] Resumo: Observa-se a grande importância das organizações em conhecerem os fatores que moldam o comportamento de compra dos seus clientes, bem como a sua real necessidade de consumo e os critérios que norteiam a sua decisão de compra. Neste contexto o presente artigo consiste em um estudo sobre a moda íntima feminina da cidade de Guanhães/MG, onde pretende identificar o comportamento de compra desses consumidores, bem como os critérios utilizados para decisão de compra. Para tal, foi realizada a pesquisa do tipo descritiva, através dos métodos de pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo. Os resultados afirmam que os fatores que mais influenciam na decisão de compra da população pesquisada são os aspectos visuais, design, a qualidade e o conforto identificado nos produtos da moda íntima. Palavras-chave: Comportamento de compra. Decisão de compra. Moda íntima. Consumidor Feminino Abstract: Note the importance of organizations know the factors that shape the buying behavior of their customers, as well as their actual consumption needs and criteria that guide your purchasing decision. In this context, this article presents a study on female underwear fashion city Guanhães / MG, which aims to identify the buying behavior of the consumers as well as the criteria for purchasing decisions. To this end, descriptive research, using the methods of literature and field research was conducted. The results argue that the factors that most influence the purchase decision of the surveyed population are visual aspects, design, quality and comfort identified in the intimate apparel products. Keywords: Purchasing behavior. Purchase decision. Underwear. Female Consumer 1. INTRODUÇÃO Conhecer o perfil e os hábitos de compra dos clientes contribui para que a organização desenvolva estratégias eficientes para desenvolver produtos e serviços direcionados a atender as necessidades e desejos dos consumidores. Entretanto a organização tende a se tornar mais competitiva frente ao concorrente em um cenário mercadológico cada vez mais exigente e competitivo. No mercado contemporâneo, esse cenário de competitividade é ainda mais claro dado aos novos entrantes no mercado, com projetos, tecnologias e processo inovadores de gestão. Outro fator preponderante é o aumento significativo do poder de compra feminino nas últimas décadas. Isso eleva o índice do consumo e a participação feminina para o desenvolvimento social e econômico da sociedade. Desta forma torna o mercado mais complexo e motiva as organizações a terem estratégias diversas em prol da permanência e, sobretudo, sustentabilidade dos negócios no mercado. Nos tempos mais remotos, a mulher carregava o mito do Éden (Eva, pecado original) e sendo vista como imagem de saberes e poderes ligados à sedução. Com isso, a moda representa uma arma de sedução preferida por esse público, tendo um papel indispensável os produtos da moda íntima ou lingerie. Dessa forma, com o passar dos anos, a lingerie passou a ser determinante e a sua utilização passou a ser sinônimo de conforto, elegância e sedução. (BACHA; STREHLAU; VIEIRA (2010)). Diante do exposto tendo como base os princípios enunciados na fundamentação teórica, procede-se um estudo sobre o comportamento de compra feminino de moda íntima de Guanhaes - MG. O estudo evidenciou os fatores que moldam o comportamento de compra desses consumidores, identificando os aspectos mais relevantes que motivam essa população à decisão de comprar um produto da moda íntima. 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR O comportamento do consumidor são seus pensamentos, sentimentos, ações e as influências sobre os mesmos que determinam as mudanças. O estudo do comportamento do consumidor concentra-se em grande parte no processo de compra e nas forças interdisciplinares que o modelam. Assim, entende-se que os critérios e as ações dos consumidores são norteados a partir de variáveis ambientais diversas, pois o comportamento dos consumidores não assume formas homogêneas e nem permanentes (CHURCHILL, JR; PETER, 2007). Nesse sentido, Rocha e Christensen citado por Minadeo (2008), falam sobre a contribuição de diferentes ciências para comportamento do consumidor. Entre elas, está a Psicologia, a Sociologia, a Antropologia; o que caracteriza este estudo como uma das áreas mais complexas do marketing. O comportamento do consumidor consiste em um termo abrangente o qual se refere ao processo da tomada de decisão de compra, levando em consideração que a compra é uma atitude humana, decidida pelo próprio consumidor. Os autores ainda destacam que, embora exista um forte componente social no ser humano, as pessoas compram bens e serviços não apenas para satisfação de suas necessidades, mas para que possam projetar imagens favoráveis junto aos demais grupos existentes no mercado consumidor. O comportamento do consumidor é relacionado a um processo de aprendizagem, ou seja, uma adaptação entre o consumidor e o meio ambiente; e esse processo de adaptação está vinculado às mudanças comportamentais do consumidor. (KARSAKLIAN, 2000). Kotler (2000) destaca que comportamento do comprador é influenciado por um processo de estímulo e resposta. Assim, os estímulos ambientais e de marketing penetram no consciente do comprador, e suas características junto a seus processos de decisão levam a certa decisões de compras. Para Cobra (2009), atender as necessidades e desejos dos consumidores por meio de produtos e serviços é o grande objetivo do marketing. Para tanto, torna-se fundamental conhecer os desejos, as necessidades e até mesmo as fantasias dos clientes. O não entendimento de forma profunda às suas motivações, necessidades e preferências pode ser uma manobra perigosa. Logo, é recomendável estudar de forma minuciosa o comportamento de compra de cada agrupamento de consumidores com características similares. Isso contribui para indicações seguras acerca do comprador, permitindo assim o desenvolvimento de outros produtos bem como o preço o qual se propõe a pagar. Os consumidores, a todo o momento, tomam diversas decisões de compras. Por isso, as empresas buscam, através de pesquisas, identificar o processo das decisões para entender o que, como, quando, quanto e por que os consumidores compram, ou seja, busca informações em torno dos critérios que levam os consumidores a consumir. (KOTLER; ARMSTRONG, 2007). Segundo Las Casas e Outros (2011), o mercado contemporâneo é caracterizado como complexo e competitivo. Diante disso, o marketing se direciona ao consumidor em busca de alternativas para trazer satisfação a suas necessidades e desejos, devido à grande importância do bom entendimento do comportamento do consumidor. Dessa forma, para que os profissionais do marketing consigam resultados eficientes, deve-se buscar de forma contínua informações sobre o comportamento destes clientes, fazendo previsões dos comportamentos futuros, flexibilizando-se em direção a estes e propondo melhor atendimento e satisfação. Machline e Outros (2011) destacam a importância de conhecer bem seus clientes, e com isso transformar seus consumidores em clientes, haja vista que consumidores remetem ao indivíduo de forma geral, que busca adquirir bens ou serviços para atender suas necessidades pessoais. Em se tratando dos clientes, refere-se à pessoa ou comércio em que se submetem a um processo de troca com uma determinada empresa ou organização. Diante do exposto, percebe-se que o sistema mercadológico passa por contínuas mudanças. Isso leva os profissionais do marketing à busca permanente por métodos e estratégias que levam as organizações a vantagens competitivas, dentre estas o conhecimento profundo do comportamento dos consumidores. Somente a partir do entendimento das ações destes compradores rumo as suas decisões de compra, torna-se possível que os profissionais do marketing direcionem seus esforços em prol de uma prestação de serviço eficiente e inovadora para seus clientes. 2.2 FATORES QUE AFETAM O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR O comportamento de compra do consumidor é delineado por diversos fatores, como culturais, sociais, pessoais e psicológicos. Os fatores culturais, por sua vez, exercem a maior e a mais profunda influência, devido ao seu conjunto de valores e crenças que são aprendidos e disseminados dentre os diversos grupos existentes em uma sociedade (KOTLER, 2000). A cultura pode ser entendida como um “complexo de valores e comportamentos aprendidos que são compartilhados por uma sociedade e destinam-se a aumentar sua probabilidade de sobrevivência.” (Churchill, Jr e Peter, 2007, p.154) Para os autores (CHURCHILL, JR; PETER, 2007), A cultura é um dos meios utilizados para que uma sociedade possa influenciar o comportamento dos indivíduos, quando uma pessoa expressa que valoriza determinadas coisas, demonstrando através de costumes práticas que reflitam esses valores, elas estão expressando sua cultura. Portanto, a probabilidade de sucesso dos profissionais do marketing está diretamente relacionada ao quanto eles conseguem agradar os valores culturais do seu público-alvo. A “cultura é um comportamento, o complexo de padrões de comportamentos, de crenças, de instituições e outros valores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade”. Percebe-se que a cultura se dá através da junção de um conjunto de valores diversos desenvolvidos de forma coletiva a partir dos costumes de uma sociedade. Quando aprendidos, são transmitidos de formas múltiplas entre os grupos existentes no meio social. (LAS CASAS, 2010, p. 193) Nesse contexto, pode-se perceber o quanto “é importante estudar a cultura para se obter uma expectativa de comportamento de determinado segmento, e com isso contribui para desenvolvimento de produtos e serviços mais adaptados aos tipos de valores e crenças do público-alvo”. (LAS CASAS, 2010, p.194). A população tende a se tornar cada vez mais diversificada. Para entender os diferentes grupos é importante entender suas várias subculturas, ou seja, “segmento dentro da cultura que compartilha valores e padrões de comportamentos distintos da cultura geral.” (CHURCHILL; PETER, 2007, p. 156). Para Kotler (2000), as subculturas são classificadas a partir das nacionalidades, regiões, grupos raciais e regiões geográficas; cada cultura é constituída dessas subculturas que fornecem identificação e socialização mais específicas para seus membros. Esses grupos de pessoas partilham os mesmos sistemas de valores pautados em experiências de vida em comum, que, por sua vez, formam segmentos de mercados cada vez mais importantes. Isso leva os profissionais do marketing a desenvolverem produtos e programas cada vez mais sob medida para suas necessidades. A sociedade humana também passa por um processo de estratificação social, na qual os grupos de pessoas se dividem por vias de regras e interesses, formando então as classes sociais que são divisões basicamente homogêneas. Os grupos normalmente são hierarquizados e todos tendem a seguir os mesmos gostos, costumes, valores, interesses e comportamentos similares. (KOTLER; KELLER, 2007). Segundo Las Casas (2009), as classes sociais determinam diferenças no comportamento dos indivíduos; as classes mais altas tendem a apresentar certas tendências ou modismo o qual uma classe mais baixa dificilmente acompanharia. Entretanto, é possível salientar que esses atributos se dão apenas pelo poder aquisitivo e do capital, e não aos valores culturais e intelectuais dos indivíduos. Os fatores sociais desempenham diversas influências no comportamento de compra dos consumidores, dado que, o indivíduo não vive de forma isolada. Logo, a sociedade se constitui por diversos grupos com comportamentos similares. Nesse sentido, Kotler e Armstrong (2007), descrevem os fatores sociais como pequenos grupos, famílias, papéis e status, sendo estes grandes influenciadores no comportamento de compra dos consumidores. Quando o grupo exerce uma influência direta em um individuo é conhecido como grupo de associação; já uma influência indireta no comportamento e atitudes das pessoas é conhecida como grupo de referência; agem como referência a pessoas de grupos aos quais não pertencem. Os profissionais do marketing buscam identificar esse grupo de referência no seu público-alvo, pela forte influência que ele exerce nas pessoas no comportamento e no estilo de vida. (KOTLER; KELLER, 2007). Para Kotler e Keller (2007), a família representa a mais importante organização de compras de produtos de consumo na sociedade, sendo que há dois grupos de famílias de influência na sua vida de comprador. A família de orientação, representado pelos pais e irmãos; e a família de proteção, sendo os cônjuges e filhos, que representam maior influência direta no comportamento de compras dos consumidores. Nesse sentido, Las Casas (2010) destaca a família como o fator principal e responsável por integrar as pessoas à sociedade; por esse motivo são fortes influenciadores devido a ações constantes que praticamente moldam o comportamento pelo processo de socialização. Cada pessoa participa de vários grupos sociais, família, clubes e organizações. O papel e o status da pessoa determinarão a sua posição em cada grupo. Sendo que o papel será as atividades por ela desempenhadas, e cada papel carrega um status. Assim, um diretor de marketing possui mais status do que um gerente de vendas; e um gerente de vendas possui mais status do que uma auxiliar de escritório. As pessoas buscam produtos que comunicam seu papel e status na sociedade. (KOTLER; KELLER, 2007). As decisões de compras também são influenciadas por determinadas características pessoais como, por exemplo, a idade, o estágio do ciclo de vida, ocupação, situação financeira, estilo de vida, personalidade e autoimagem (KOTLER, 2000). As pessoas, ao longo da sua existência, mudam continuamente seus bens e serviços que compram de acordo com o seu ciclo de vida. Churchill, Jr. e Peter (p.162, 2007) salientam que o ciclo de vida da família pode ser definido como um “conjunto de estágios pelos quais as famílias passam e que influenciam suas necessidades e a capacidade de satisfazê-las.” Normalmente, os gastos com roupas, comidas, móveis e lazer é relacionado com a idade. À medida que os membros da família amadurecem, a decisão de compra é influenciada pelo ciclo de vida da família. Assim, o profissional de marketing define seu público-alvo com base no estágio e ciclo de vida da família, desenvolvendo campanhas apropriadas para cada estágio. A ocupação de uma pessoa na sociedade também influencia no comportamento de compra. “Um operário compra roupas de trabalho, sapatos de trabalho e marmitas. Um presidente de empresa comprará ternos caros, passagem de avião, títulos de clubes exclusivos e barcos luxuosos.” (KOTLER, 2000, p. 190). Segundo Kotler e Armstrong (2007), o profissional de marketing, que trabalha com bens sensíveis à renda, busca entender a tendência relativa à renda pessoal, a poupança e taxa de juros. Já que a situação financeira das pessoas afeta suas escolhas em relação a determinado produtos. À medida que um indicador econômico sinaliza um recesso, esses profissionais buscam reposicionar seus produtos ou rever seus preços. Entretanto pode-se ressaltar que quanto ao estilo de vida vai além da classe social e da personalidade da pessoa e descreve todo um padrão de ação com o mundo. O estilo de vida de uma pessoa é o padrão de vida expresso por atividades, interesses e opiniões, ou seja, o estilo de vida representa a pessoa por inteiro, interagindo com seu ambiente. (KOTLER; ARMSTRONG, 2007). Outro fator relevante são os fatores psicológicos, que para Giglio (2005), são teorias racionais sobre o comportamento do consumidor, ou seja, os seres humanos detêm a capacidade de pensar e agir de forma racional. Com isso, consegue diferenciar dentre as inúmeras alternativas que possui e se comportar de forma consciente no seu processo de decisão. Os principais fatores psicológicos preponderantes que influenciam as escolhas de compra de uma pessoa consistem na motivação, percepção, aprendizagem e crenças e atitudes (KOTLER, 2000). De acordo com Kotler e Armstrong (2007), uma pessoa em determinados momentos pode sentir diversas necessidades; algumas dessas identificadas como biológicas, oriundas de estado físico como a fome, sede ou desconforto. Outras são as necessidades psicológicas como reconhecimento, estima e integração. Para uma necessidade se tornar um motivo, é necessário que ela atinja um alto nível de intensidade, sendo um motivo ou impulso, uma necessidade suficientemente forte para que uma pessoa busque satisfazê-la. Um ser humano motivado está pronto para agir. A maneira como ele age é influenciado por sua percepção da situação. A percepção é a “forma de ver e de moldar o mundo é conseguida através da percepção. Ela é um processo pelo qual o indivíduo seleciona, organiza e interpreta a informação que recebe do ambiente.” (LAS CASAS, 2010, p. 200). A percepção é o “processo por meio do qual uma pessoa seleciona, organiza e interpreta as informações recebidas para criar uma imagem significativa do mundo.” (KOTLER, 2000, p.195). Entretanto quando um indivíduo age normalmente, ele desenvolve certos aprendizados. A aprendizagem “são mudanças no comportamento de uma pessoa surgida graças a experiências”. [...] (KOTLER; ARMSTRONG, 2007, p.124). A maior parte do comportamento humano é adquirida através das vivências ao longo do tempo, ou seja, o comportamento é plenamente aprendido. Os teóricos da aprendizagem acreditam que ela é produzida por meio da interação de impulsos, estímulos, sinais, respostas e esforços. Sendo o impulso um forte estímulo interno que impede a ação, pois os sinais são estímulos menores que determinam quando, onde e como uma pessoa reage. (KOTLER, 2000). Neste sentido as crenças e atitudes são adquiridas pelas pessoas no ato de fazer e aprender. Isso acaba influenciando o comportamento de compra. Uma crença é entendida como pensamento que uma pessoa mantém a respeito de alguma coisa, haja vista que podem ter como base conhecimento, opinião ou fé, logo as crenças estabelecem imagens de marcas e produtos. Já que as pessoas agem de acordo com essas imagens, os fabricantes se interessam por essas crenças que as pessoas levam a respeito dos seus produtos e serviços. Quando uma compra é inibida por uma crença equivocada, os fabricantes lançam campanhas propondo correções com intuito de despertar novamente o desejo de compra dos consumidores. (KOTLER, 2000, p. 196). 2.3 MULHER E MODA ÍNTIMA Segundo Kotler e Keller (2007), a mulher moderna do século XXI é resultado de muitas lutas, conquistas e revoluções sociais existentes ao longo da história, sendo que muitos desafios foram superados por elas em todo o mundo. Só em 1827, foi aprovada a lei para as mulheres frequentarem a escola elementar; em 1879, para estudarem em instituições de ensino superior; somente em 1893, em nova Zelândia, as mulheres tiveram direito ao voto; no Brasil, este direito só foi promulgado em 1893. Ainda segundo o autor, em tempos atuais, a mulher moderna apresenta-se como agente multifacetado de mudanças e vem assumindo cada vez mais responsabilidades. Há quem diga que estas são a alma do terceiro setor, e quando investe-se em educação, por exemplo, na verdade o investimento reverte na formação da família inteira, pois a imagem feminina submete a autoconfiança, independência, sensibilidade, voltada para o próximo e espiritualizada. Percebe-se que os novos papéis femininos transformam as relações de trabalho e de consumo, deixando marcas irreversíveis em toda a estrutura social. Dentre elas, na moda, que também junto à imagem feminina, passam por transformações e ganha destaques em todo o cenário mundial. Nos primórdios dos tempos, a vestimenta normalmente era apenas simples material para cobrir o corpo. Tanto para os homens quanto para as mulheres, por muitos séculos, ela foi padronizada como túnicas. Somente a partir do século XIII, que as vestimentas passaram por um pequeno avanço, pois as roupas eram confeccionadas com tecidos grossos e a peça íntima com tecidos mais finos, já que estas ficavam em contato direto com a pele e com isso tinha como objetivo de proteção. (THOMASS, apud LAFETÁ; ALFINITO, 2013). Nesse sentido, Lipovetsky citado por Lafetá e Alfinito (2013) destacam que a moda surgiu na sociedade ocidental nos séculos XIV e meados do XV, seguindo uma busca constante pelo novo. Dessa forma, neste período, surge a diferença entre moda feminina e masculina e a sociedade em um todo se torna mais vaidosa. Tendo então como característica intrínseca da moda o efêmero e a fantasia estética. A história da moda íntima, de acordo com Fields citado por Bacha, Strehlau e Vieira (2010), revela que as mulheres não mostram apenas seus corpos, mas que de certa forma contribuem para mudanças econômicas, políticas e sociais. Com isso, o estudo sobre o comportamento da compra de moda íntima feminina pelas mulheres não pode ser desvinculado do feminismo. No século XIX, ainda se via a mulher como frágil e cheia de pudor. No entanto, já se percebia um pouco de erotismo nas vestimentas, pois a comunicação destas com o meio externo se dava praticamente pelas roupas. No cotidiano, as mulheres usavam roupas cobrindo todo o corpo; já nas festas despiam o colo, os braços, definiam a cintura e as ancas, devido ao fato de simbolizar a fertilidade. (THOMASS, apud LAFETÁ; ALFINITO, 2013). Percebe-se que por meio da moda identificam-se os hábitos e o comportamento de uma época. O desenvolvimento do mundo da moda seguiu, ao longo dos tempos, as revoluções históricas; normalmente, envolvendo o lado social da mulher. Nesta época, já se tornou possível de percepção a diferença tanto na moda íntima quanto no vestuário feminino que passou a ser mais prático. (THOMASS, apud LAFETÁ; ALFINITO, 2013). No Brasil, considera-se a presença de uma cultura na qual o corpo e a moda são elemento primordial do estilo de vida. (GOLDENBERG, apud BANCHA; STREHLAU; VIEIRA, 2010). Com base na ditadura estética da moda, pode-se considerar como marca cultural da atualidade; nasce na moda um universo de significados e a expressão de subjetividade é compartilhada entre os grupos de pessoas e como isso é codificado no corpo como significado. Uma vez que perante a sociedade o corpo só ganha existência por meio de fabricação social (BRANDINI, apud BANCHA; STREHLAU; VIEIRA, 2010). A esse respeito, Sabino citado por Lafetá e Alfinito (2013), define a moda íntima ou lingerie como um conjunto de peças íntimas conhecido como sutiã, calcinha, corpete, cintaliga e outros. Esta terminologia é de origem francesa, de onde vem da palavra linge que quer dizer roupas ou vestimentas. A moda de roupas íntima surgiu a partir dos tecidos brancos de algodão e linho que eram usados para higiene pessoal. Assim, a maioria dos lingeries eram na cor branca. Antes, também, a sociedade feminina já provia de roupas de baixo; usavam cintas, tecidos para proteger os seios, normalmente eram todos feitos de algodão, linho e lã (PEREIRA; BUENO apud LAFETÁ; ALFINITO 2013). No século XX, as roupas assumem grande relevância em seu contexto e ganham conotação e indicativo para estilo de vida e personalidade. Na época, para tanto, trocar de roupa era o mesmo que mudar de atitude. A roupa, com isso, passa a ser dita como o primeiro bem de consumo disponível; as pessoas passaram a buscar mais recurso social e econômico com o objetivo de se adequar à realidade desejada (CRANE, apud LAFETÁ; ALFINITO 2013). Nesse sentido, Castarede citado por Lafetá e Alfinito (2013) destacam que, com o desaparecimento das armações, deu-se lugar para lingerie mais erótica, visto que o corpo feminino passa a ser mais exposto em cabarés parisienses. No entanto, no século XIX, surge o cancã e o strip-tease, cujo intuito era o poder da sedução. Com isso, a moda íntima ganha conotação erótica, surgindo outros modelos de roupa de baixo como o baby-doll e outros, sendo que estas passam a ser de protetoras a provocativas, fetiche sexual. Contudo, percebe-se, ao longo dos tempos, um avanço significativo da monda íntima feminina, passando de um simples objeto de se cobrir o corpo, ou seja, vestimenta usada para proteção da pele, para uma moda que define o estilo de vida, a personalidade e atitude nas mulheres. Com isso, vem ganhando consonância e destaque cultural, econômico, político e social no cenário mundial. 3. METODOLOGIA Neste capítulo, abordaremos sobre a metodologia da pesquisa estudada, que consiste na classificação do tipo de pesquisa, método de abordagem e a metodologia utilizada no estudo, que norteou a pesquisa quanto ao tipo de estudo, população a ser avaliada, tipo de instrumento utilizado, bem como os procedimentos para a coleta de dados e análise dos resultados. Para o estudo em questão, foi utilizado o tipo de pesquisa descritiva que “(...) têm como objetivo a descrição das características de determinada população”. (GIL, 2010.p.27). Dado que este estudo consiste em identificar o comportamento de compra do consumidor de moda íntima feminina, ou seja, estudar e descrever as características deste grupo específico da sociedade. De acordo com Gil (2010), o método de pesquisa, objetiva-se explicar os meios no qual a pesquisa se fundamenta, ou seja, esta pesquisa ocorre a partir de pesquisa bibliográfica. Entretanto para obter uma melhor observação dos fatos, foi utilizado também o método de abordagem de pesquisa de campo, dado que, as informações referentes ao problema foram coletadas no ambiente da ocorrência, ou seja, no ambiente natural onde ocorre o problema do estudo em questão. (VERGARA, 2006). Na etapa da coleta de dados é que ocorre o início das atividades para o recolhimento das informações, a partir dos métodos escolhidos para realização da pesquisa. (MATTAR, 2008). Tendo como base o instrumento utilizado na pesquisa, o questionário, este foi aplicado de forma aleatória na cidade de Guanhães/MG, a abordagem foi feita diretamente a população onde o mesmo foi respondido de acordo com o grau de concordância das respondentes. Os dados coletados foram apresentados de forma quantitativa, sendo que a pesquisa quantitativa busca avaliar de forma detalhada os dados, normalmente dispõe de formas estatísticas para identificar as diferenças estatísticas relevantes em maiores ou menores usuários. (MALHOTRA, 2004; MCDANIEL, GATES, 2005). A unidade amostral utilizada na pesquisa foi a amostra não probabilística por acessibilidade, composta por 190 mulheres que responderam ao questionário aplicado pelo próprio pesquisador. A população estudada foi subdividida a partir da seguinte faixa etária, até 25 anos de 26 a 35 anos e acima de 35 anos, o que proporcionaram diagnósticos mais detalhados sobre as características de compra dos consumidores. 4. ANÁLISE DOS RESULTADOS Neste capítulo será apresentada a análise dos dados coletados a partir da pesquisa empreendida. Para a pesquisa de campo, foi elaborado um questionário estruturado que abordou de forma mais aprofundada uma ênfase nos aspectos que influenciam os consumidores de moda íntima feminina. As informações trazidas pelo questionário nos relatam que: GRÁFICO 01 - Mesmo quando não tenho necessidade, adquiro um produto da moda íntima por impulso, simplesmente por gostar da peça. 76% 80% 70% 57% 60% 48% 50% 40% 30% 37% 32% concordo concordo parci al mente 24% 20% di s cordo 20% 6% 10% 0% 0% até 25 anos 26 a 35 anos aci ma de 35 anos Fonte: Dados da pesquisa Com relação ao gráfico 01, percebe-se que, entre as mulheres com até 25 anos, 20% concordam que ao gostarem de um produto de moda íntima compram por impulso, mesmo sem necessidade; 48% concordam parcialmente e 32% discordam. Com idade entre 26 e 35 anos, 57% concordam, 6% concordam parcialmente e 37% discordam. Entre as mulheres com mais de 35 anos, 0% concorda, 76% concordam parcialmente e 24% discordam. Dessa forma, através destes resultados, nota-se que as mulheres entre 26 e 35 anos são mais propícias a comprar uma moda íntima por impulso; já às mulheres com idade acima de 35 anos têm menos possibilidades de adquirir produtos da moda íntima por impulso. GRÁFICO 02 -A qualidade da moda íntima é fundamental para minha decisão de compra. 90% 83% 80% 70% 60% 56% 52% 50% 40% 30% 20% 36% 27% 17% 10% 17% concordo concordo parci al mente di scordo 12% 0% 0% até 25 anos 26 a 35 anos aci ma de 35 anos Fonte: Dados da pesquisa De acordo com Churchill Jr. e Peter (2010), uma das estratégias que podem afetar na tomada de decisão de compra dos consumidores são as novidades dos produtos, sua complexidade e sua qualidade percebida. O gráfico 02 demonstra o quanto a qualidade de um produto da moda íntima é importante na decisão de compra da mulher. Entre as mulheres com até 25 anos, 56% concordam que a qualidade é fundamental para sua decisão da compra, 27% concordam parcialmente e 17% discordam. Para as mulheres entre 26 e 35 anos, 83% concordam, 0% concorda parcialmente e 17% discordam. Já com acima de 35 anos, 52% concordam, 36% concordam parcialmente e 12% discordam. Percebe-se, a partir da informações colhidas, que em todas as faixas etárias a qualidade do produto da moda íntima é considerada pelas mulheres como um fator que influencia nas suas decisões de compras. GRÁFICO 03- O conforto da moda íntima é fundamental para minha decisão de compra. 80% 74% 72% 68% 70% 60% 50% 40% 30% 32% 22% 20% 10% 6% 19% concordo concordo parci al mente di s cordo 7% 0% 0% até 25 anos 26 a 35 anos aci ma de 35 anos Fonte: Dados da pesquisa Percebe-se, no gráfico 03, informações referentes ao quanto o conforto de uma moda íntima é fundamental para decisão de compra das mulheres. 72% das respondentes com até 25 anos concordam que o conforto é fundamental para decidir pela compra, 22% concordam parcialmente e 6% discordam. Já entre 26 e 35 anos, 74% concordam com a afirmativa, 19% concordam parcialmente e 7% discordam. Acima de 35 anos, 68% concordam, 32% concordam parcialmente e 0% discorda. Dessa forma, o conforto do produto da moda íntima é um fator relevante para as mulheres de todas as idades, ou seja, exerce muita influência na decisão de compra das mulheres. GRÁFICO 04- A marca da moda íntima é fundamental para minha decisão de compra. 80% 68% 70% 60% 53% 50% 44% 36% 40% 30% 20% concordo 31% 24% 24% concordo parci al mente di s cordo 12% 8% 10% 0% até 25 anos 26 a 35 anos aci ma de 35 anos Fonte: Dados da pesquisa Com relação à importância da marca de moda íntima para decisão de compra da mulher com idade até 25 anos, 12% concordam, 53% concordam parcialmente e 36% discordam. Entre 26 e 35 anos, 24% concordam, 31% concordam parcialmente e 44% discordam. Acima de 35 anos, 8% concordam, 24% concordam parcialmente e 68% discordam. Percebe-se que, a partir da informações descritas, em todas as faixas etárias, a marca da moda íntima pouco influencia a mulher na sua decisão de compra. Nota-se também que quando as mulheres vão ficando mais velhas, tende-se a se influenciar menos quanto à marca dos produtos da moda íntima. GRÁFICO 05- A sensualidade e praticidade de um produto da moda íntima são fundamentais para minha decisão de compra. 70% 63% 56% 60% 50% 44% 40% 36% 44% 34% concordo 30% concordo parci al mente 20% di s cordo 20% 10% 3% 0% 0% até 25 anos 26 a 35 anos aci ma de 35 anos Fonte: Dados da pesquisa No Gráfico 05, nota-se o quanto os aspectos da sensualidade e a praticidade da moda íntima são fundamentais para as mulheres na decisão de compra. Com até 25 anos, 20% concordam, 44% concordam parcialmente e 36 % discordam. Entre as mulheres com 26 a 35 anos, 63% concordam, 34% concordam parcialmente e 34% discordam. Acima de 35 anos, 0% concorda, 66% concordam parcialmente e 44% discordam. Nota-se que as mulheres entre 26 e 35 anos têm maior preferência pela moda íntima com maior sensualidade e praticidade, representando 63% das respondentes. Ou seja, a sensualidade e praticidade são fatores capazes de influenciar nas suas decisões de compra. Já as mulheres acima de 35 anos são poucas influenciadas na decisão de compra pela sensualidade e a praticidade da moda íntima. GRÁFICO 06- Compro moda íntima de luxo para o dia a dia e não apenas para momentos especiais 70% 64% 60% 52% 50% 44% 46% 42% 40% concordo 30% 24% 20% 6% 10% concordo parci al mente di s cordo 12% 10% 0% até 25 anos 26 a 35 anos aci ma de 35 anos Fonte: Dados da pesquisa De acordo com o gráfico, as mulheres com até 25 anos concordam em 42% das respondentes que compram moda íntima de luxo para o dia a dia e não apenas para momentos especiais; 52% concordam parcialmente e 6% discordam. Entre 26 a 35 anos, 10% concordam, 44% concordam parcialmente e 46% discordam. Acima de 35 anos, 24% concordam, 12% concordam parcialmente e 64% discordam. Nota-se que as mulheres mais novas estão mais propícias a comprar uma moda íntima de luxo para o uso do dia a dia, do que as mulheres mais velhas. GRÁFICO 07 - Quais os fatores que mais influenciam na sua decisão de compra de um produto da moda íntima? 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 47% 60% 50% 40% 31% 20% 0% 0%0% 4% 28% 0% 0% 19% 0% até 25 anos os tu rc m un es st e ân . .. cia sf in an ce ira s es ta do em oc io na l ci re nç as ,c su as c Gr u po s de Fa m íli am ig os a 26 a 35 anos Fonte: Dados da pesquisa acima de 35 anos Mostra-se no gráfico 07 quais dos fatores que mais influenciam as mulheres na suas decisões de compra de produtos da moda íntima. Para as mulheres com até 25 anos, a família é representado com 0% das respondentes; as respondentes entre 26 e 35 anos, 0%; acima de 35 anos, também 0%. Para as mulheres com faixa etária até 25 anos, o grupo de amigos exerce influência na sua decisão de compra em 4% da respondentes; com idade de 26 a 35 anos, 0%; acima 35 anos, 0%. As circunstâncias financeiras para mulheres com até 25 anos representam 20% das respondentes; entre 26 e 35 anos, 50%; acima de 35 anos, representam 60%. O estado emocional influencia da decisão das mulheres com até 25 anos em 28% das respondentes; 19%, entre 26 e 35 anos, e 0%, acima de 35 anos. De acordo com as informações obtidas no gráfico, nota-se que as crenças, costumes e atitudes são os fatores que mais influenciam as mulheres na decisão de compra da moda íntima. A mulher mais nova, com idade até 25 anos (28% das respondentes), tende a se influenciar mais pelo estado emocional que as demais faixas etárias. Percebe-se também que, à medida que a mulher envelhece, tende-se a ser mais influenciada pela circunstância financeira em relação às mulheres mais novas. GRÁFICO 08 - O preço baixo é indispensável para minha decisão de compra de uma moda íntima. 76% 80% 70% 64% 60% 53% 50% concordo 40% 30% 24% 24% 19% 20% 10% 29% concordo parci al mente di scordo 12% 0% 0% até 25 anos 26 a 35 anos aci ma de 35 anos Fonte: Dados da pesquisa Preço é a "quantidade de dinheiro, bens ou serviços que deve ser dada para se adquirir a propriedade ou o uso de um produto" (CHURCHILL, 2000. p. 314). O gráfico 08 demonstra o percentual de mulheres que consideram o preço baixo indispensável para decisão de compra de produtos da moda íntima. Nesse sentido, percebe-se que entre as mulheres com até 25 anos, 6% concordam, 26% concordam parcialmente e 67% discordam. Em relação às mulheres com 26 a 35 anos, 29% concordam, 24% concordam parcialmente e 47% discordam. Já aquelas acima de 35 anos, 24% concordam, 28% concordam parcialmente e 48% discordam. Dessa forma, percebe-se que, em todas as faixas etárias, as mulheres demostram em sua maioria que não são sensíveis ao preço quando se trata de produtos da moda íntima. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo mostrou que conhecer o comportamento do consumidor é complexo por envolver um conjunto de fatores que podem exercer profunda influência no seu comportamento de compra, em frequência e tempo distinto no seu ciclo de vida. Atualmente, esse tema vem sendo muito discutido no mercado e ganhando importância para as organizações, pois se trata de um estudo capaz de identificar as reais necessidades dos consumidores e atender de forma precisa suas necessidades e desejos. Este fenômeno é relevante no mercado contemporâneo e constitui um desafio incondicional para as organizações e os profissionais do marketing, que direcionam grande parte dos seus esforços na busca de informações sobre os critérios de compra dos consumidores, o que credenciará a empresa eficiência do desenvolvimento de produtos e na prestação de serviços, consequentemente aquisição de mais poder competitivo no mercado. Os resultados mostram que as mulheres não são sensíveis ao preço baixo identificado nos produtos da moda íntima, como indica os 76% das mulheres com até 25 anos que discordam que o preço baixo seja indispensável para decisão de compra; 53% entre 26 e 35 anos também discordam; e 64% de discordância das mulheres acima de 35 anos. Verificou-se também que as mulheres em todas as faixas etárias concordam que o conforto e a qualidade identificados na moda íntima são fatores determinantes para suas decisões de compras; quanto aos produtos com maior sensualidade são mais preferidos pelas mulheres com idades entre 26 e 35 anos representadas por 63% das respondentes, sendo estas as mais propícias à compra por impulso. Ou seja, mesmo sem necessidade 57% das respondentes afirmam que podem comprar simplesmente por gostar da peça. Na análise percebe-se também que a marca dos produtos da moda íntima, não são relevantes na decisão de compra das mulheres, mas a moda íntima de luxo para o uso do dia a dia é mais atrativa para as mulheres com até 25 anos representados por 42% das respondentes. Quanto aos fatores capazes de influenciar nas decisões de compras, a mulher mais jovem com idade até 25 anos é mais influenciada pelo estado emocional a qual representa 28%, sendo que as mulheres mais velhas acima de 35 anos são influenciadas pela circunstância financeira representado com 60% das respondentes. As crenças e costumes influenciam as mulheres com idade até 25 anos 47% das respondentes; as mulheres entre 26 e 35 anos 31%; já com idades acima de 35 anos influenciam 40% das respondentes. O comportamento feminino poderá ser influenciado por diversos fatores, sendo alguns com mais ou menos intensidade que outros, como indicam os dados da pesquisa, as mulheres não são influenciadas pelo preço baixo dos produtos da moda íntima e nem por marcas conceituadas, mas a qualidade e o conforto são preponderantes para suas decisões de compras. Portanto, ambiciona-se que este artigo contribua para ampliação da compreensão da importância de se conhecer o comportamento de compra do consumidor feminino de moda íntima em todos os aspectos conceituais e práticos. REFERÊNCIAS BACHA, Maria de Lourdes; TREHLAU, Vivian Iara; VIEIRA, Laís Duarte. Compra de lingerie por mulheres: Uma proposta de segmentação baseada em arquétipos. REMark Revista Brasileira de Marketing, São Paulo, v. 9, n. 3, p 69-97, set./dez. 2010. CHURCHILL, JR. Gilberto A.; PETER, J. Paul. Marketing: Criando valor para seus clientes. São Paulo: Saraiva, 2000. CHURCHILL, JR. Gilberto A.; PETER, J. Paul. Criando valor para seus clientes. 8 ed. São Paulo: Saraiva, 2007. CHURCHILL, JR. Gilberto A.; PETER, J. Paul. Criando valor para os clientes. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2010. COBRA, Marcos. Administração de marketing no Brasil. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. GIGLIO, Ernesto Michelangelo. O comportamento do consumidor. 3. ed. 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