ANO XLV - VITÓRIA-ES, QUINTA-FEIRA, 29 DE SETEMBRO DE 2011 - Nº 6894 – 194 PÁGINAS DPL - Editoração, Composição, Diagramação, Arte Final. Reprografia: Impressão 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 17ª LEGISLATURA ROBERTO CARLOS – PT 1º Secretário WANILDO SARNÁGLIA - PT do B 3º Secretário DEM – Luciano Pereira PDT – Luiz Durão PT do B – Wanildo Sarnáglia RODRIGO CHAMOUN – PSB Presidente THEODORICO FERRAÇO – DEM 1º Vice-Presidente LUZIA TOLEDO – PMDB 2º Vice-Presidente PMDB – Solange Lube PSB – Freitas PPS – Luciano Rezende PT – Claudio Vereza PRP – Dary Pagung PTB – José Carlos Elias GLAUBER COELHO – PR 2º Secretário LUIZ DURÃO – PDT 4º Secretário PR – Gilsinho Lopes PV – Gildevan Fernandes PP – Nilton Baiano MARCELO COELHO (PDT) Líder do Governo SÉRGIO BORGES (PMDB) Vice-Líder do Governo DEM - ATAYDE ARMANI, ELCIO ALVARES, LUCIANO PEREIRA, THEODORICO FERRAÇO E RODNEY MIRANDA. PMDB – LUZIA TOLEDO, DOUTOR HÉRCULES, MARCELO SANTOS, SÉRGIO BORGES E SOLANGE LUBE. PT - CLAUDIO VEREZA, GENIVALDO LIEVORE, LÚCIA DORNELLAS E ROBERTO CARLOS. PR - GILSINHO LOPES, GLAUBER COELHO E JOSÉ ESMERALDO. PSB - RODRIGO CHAMOUN E FREITAS. PDT - DA VITORIA, LUIZ DURÃO E MARCELO COELHO. PV - GILDEVAN FERNANDES E SANDRO LOCUTOR. PRP – DARY PAGUNG E DR. HENRIQUE VARGAS. PT do B – WANILDO SARNÁGLIA. PTB - JOSÉ CARLOS ELIAS. PPS - LUCIANO REZENDE. PP – NILTON BAIANO. COMISSÕES PERMANENTES COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO Presidente: Elcio Alvares (DEM) Vice-Presidente: Claudio Vereza (PT) Efetivos: Theodorico Ferraço (DEM), Dary Pagung (PRP), Gildevan Fernandes (PV), Rodney Miranda (DEM) e Marcelo Santos (PMDB). Suplentes: Atayde Armani (DEM), Lúcia Dornellas (PT), Luzia Toledo (PMDB), Doutor Hércules (PMDB), Luciano Rezende (PPS), Luciano Pereira (DEM) e Freitas (PSB). COMISSÃO DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE Presidente: Sandro Locutor (PV) Vice-Presidente: Theodorico Ferraço (DEM) Efetivos: Luzia Toledo (PMDB), Dary Pagung (PRP) e Luciano Pereira (DEM) Suplentes: Dr. Henrique Vargas (PRP), Marcelo Santos (PMDB), Rodney Miranda (DEM), Doutor Hércules (PMDB) e Solange Lube (PMDB). COMISSÃO DE CULTURA E COMUNICAÇÃO SOCIAL Presidente: Luzia Toledo (PMDB) Vice-Presidente: Claudio Vereza (PT) Efetivos: Sandro Locutor (PV). Suplentes: Dr. Henrique Vargas (PRP), Freitas (PSB), Lúcia Dornellas (PT) Nilton Baiano (PP) e Gilsinho Lopes (PR). COMISSÃO DE EDUCAÇÃO Presidente: Da Vitória (PDT) Vice-Presidente: Solange Lube (PMDB) Efetivos: Marcelo Coelho (PDT), Lúcia Dornellas (PT) e Luiz Durão (PDT). Suplentes: Atayde Armani (DEM), Luciano Rezende (PPS), José Esmeraldo (PR) Nilton Baiano (PP) e Claudio Vereza (PT). COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS Presidente: Genivaldo Lievore (PT) Vice-Presidente: José Carlos Elias (PTB) Efetivos: Atayde Armani (DEM), Dr. Henrique Vargas (PRP) e Solange Lube (PMDB). Suplentes: Marcelo Santos (PMDB), Luiz Durão (PDT), Rodney Miranda (DEM), Gilsinho Lopes (PR) e Doutor Hércules (PMDB). COMISSÃO DE SAÚDE, SANEAMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL Presidente: Doutor Hércules (PMDB) Vice-Presidente: Dr. Henrique Vargas (PRP) Efetivos: Freitas (PSB), Nilton Baiano (PP) e Luciano Rezende (PPS). Suplentes: José Esmeraldo (PR), Luzia Toledo (PMDB), Luciano Pereira (DEM), Solange Lube (PMDB) e Claudio Vereza (PT). COMISSÃO DE AGRICULTURA, DE SILVICULTURA, DE AQUICULTURA E PESCA, DE ABASTECIMENTO E DE REFORMA AGRÁRIA Presidente: Atayde Armani (DEM). Vice-Presidente: Marcelo Coelho (PDT) Efetivos: Luciano Pereira (DEM), Freitas (PSB) e Solange Lube (PMDB). Suplentes: Genivaldo Lievore (PT), Dary Pagung (PRP), Gildevan Fernandes (PV), Dr. Henrique Vargas (PRP) e Theodorico Ferraço (DEM). COMISSÃO DE FINANÇAS, ECONOMIA, ORÇAMENTO, FISCALIZAÇÃO, CONTROLE E TOMADA DE CONTAS Presidente: Sérgio Borges (PMDB) Vice-Presidente: Lúcia Dornellas (PT) Efetivos: Wanildo Sarnáglia (PT do B), Freitas (PSB), Da Vitória (PDT), Atayde Armani (DEM) e José Esmeraldo (PR). Suplentes: Marcelo Coelho (PDT), Solange Lube (PMDB), Sandro Locutor (PV), Dary Pagung (PRP), Gilsinho Lopes (PR), Gildevan Fernandes (PV) e Dr.Henrique Vargas (PRP). COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR Presidente: Dary Pagung (PRP) Vice-Presidente: Gilsinho Lopes (PR) Efetivos: Marcelo Santos (PMDB), Gildevan Fernandes (PV) e Wanildo Sarnáglia (PT do B). Suplentes: Dr.Henrique Vargas (PRP), José Esmeraldo (PR), Luiz Durão (PDT), Sandro Locutor (PV) e Freitas (PSB). COMISSÃO DE SEGURANÇA Presidente: Gilsinho Lopes (PR) Vice-Presidente: Luiz Durão (PDT) Efetivos: Dr. Henrique Vargas (PRP), Nilton Baiano (PP) e Da Vitória (PDT). Suplentes: Wanildo Sarnáglia (PT do B), Dary Pagung (PRP), Gildevan Fernandes (PV), Luciano Pereira (DEM) e Luzia Toledo (PMDB). COMISSÃO DE TURISMO E DESPORTO Presidente: Luciano Rezende (PPS) Vice-Presidente: Luzia Toledo (PMDB) Efetivos: Genivaldo Lievore (PT), Nilton Baiano (PP) e Rodney Miranda (DEM) Suplentes: Solange Lube (PMDB), Claudio Vereza (PT), Sandro Locutor (PV), Doutor Hércules (PMDB) e Marcelo Coelho (PDT). COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO, INCLUSÃO DIGITAL, BIOSSEGURANÇA E PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS Presidente: Lúcia Dornellas (PT) Vice-Presidente: José Carlos Elias (PTB) Efetivos: Suplentes: Genivaldo Lievore (PT), Luciano Pereira (DEM) e Luciano Rezende (PPS). COMISSÃO DE INFRAESTRUTURA, DE DESENVOLVIMENTO URBANO E REGIONAL, DE MOBILIDADE URBANA E DE LOGÍSTICA Presidente: Marcelo Santos (PMDB) Vice-Presidente: Gildevan Fernandes (PV) Efetivos: José Esmeraldo (PR)) e Wanildo Sarnáglia (PT do B). Suplentes: Solange Lube (PMDB), Gilsinho Lopes (PR), Genivaldo Lievore (PT), Atayde Armani (DEM) e Freitas (PSB). COMISSÃO DE POLÍTICA ANTIDROGAS Presidente: Rodney Miranda (DEM) Vice-Presidente: Genivaldo Lievore (PT) Efetivos: Luciano Rezende (PPS), Luciano Pereira (DEM), Gilsinho Lopes (PR), Theodorico Ferraço (DEM) e Claudio Vereza (PT) Suplentes: Elcio Alvares (DEM), Doutor Hércules (PMDB), Wanildo Sarnáglia (PT do B), Marcelo Santos (PMDB), Lúcia Dornellas (PT), Nilton Baiano (PP) e Atayde Armani (DEM). DEPUTADO CORREGEDOR: JOSÉ CARLOS ELIAS DEPUTADO OUVIDOR: FREITAS LIGUE OUVIDORIA: 3382-3846 / 3382-3845 / 0800-2839955 e-mail: [email protected] Publicação Autorizada Atos do Presidente.......................................................................pág. 1 Atos Legislativos.....................................................................pág. 1 a 2 Atos Administrativos................................................................pág. 2 a 4 Atas das Sessões.............................................................pág. 5108 a 5196 Atas das Reuniões das Comissões Parlamentares..........................pág. 903 a 997 Suplemento Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Diário do Poder Legislativo - 1 adicionais abertos para esse fim. ATOS DO PRESIDENTE LEIS LEI Nº 9.709 Declara de utilidade pública a Associação Beneficente Cultural e Recreativa Cristã de Aracruz “Fábrica da Esperança”. O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, faço saber que a Assembleia Legislativa aprovou, o Governador do Estado, nos termos do artigo 66, § 1º da Constituição Estadual sancionou, e eu, Rodrigo Chamoun, seu Presidente, nos termos do § 7º do mesmo artigo, promulgo a seguinte Lei: Art. 1º Fica declarada de utilidade pública a Associação Beneficente Cultural e Recreativa Cristã de Aracruz “Fábrica da Esperança”. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, 28 de setembro de 2011. RODRIGO CHAMOUN Presidente ATOS LEGISLATIVOS § 1º É obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, de verba necessária ao pagamento de seus débitos oriundos de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios judiciários, apresentados até 1º de julho, fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte, quando terão seus valores atualizados monetariamente. § 2º Os débitos de natureza alimentícia compreendem aqueles decorrentes de salários, vencimentos, proventos, pensões e suas complementações, benefícios previdenciários e indenizações por morte ou invalidez, fundadas na responsabilidade civil, em virtude de sentença transitada em julgado. § 3º As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados diretamente ao Poder Judiciário, cabendo ao Presidente do Tribunal de Justiça que proferir a decisão exequenda e determinar o pagamento segundo as possibilidades do depósito, e autorizar, a requerimento do credor, e exclusivamente para o caso de preterimento de seu direito de precedência, o sequestro da quantia necessária à satisfação do débito. § 4º O disposto no “caput” deste artigo, relativamente à expedição dos precatórios, não se aplica aos pagamentos de obrigações definidas em lei como de pequeno valor que a Fazenda Estadual ou Municipal deva fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado. Altera a redação do artigo 106 da Constituição Estadual, que trata de pagamento de precatório. § 5º São vedados a expedição de precatório complementar ou suplementar de valor pago, bem como fracionamento, repartição ou quebra do valor da execução, a fim de que seu pagamento não se faça, em parte, na forma estabelecida no § 4º deste artigo e, em parte, mediante expedição de precatório. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, nos termos do artigo 62, § 3º da Constituição Estadual, promulga a seguinte Emenda ao texto constitucional: § 6º A lei poderá fixar valores distintos para o fim previsto no § 4º deste artigo, segundo as diferentes capacidades das entidades de direito público. Art. 1º O artigo 106 da Constituição Estadual passa a vigorar com a seguinte redação: § 7º Incorrerá em crime de responsabilidade o Presidente do Tribunal de Justiça se, por ato comissivo ou omissivo, retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de precatório. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 66, DE 27 DE SETEMBRO DE 2011 “Art 106. À exceção dos créditos de natureza alimentícia, os pagamentos devidos pela Fazenda Estadual ou Municipal e correspondentes autarquias, em virtude de sentença judiciária, far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos, proibida a designação de casos ou pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos § 8º A Fazenda Estadual, na forma do § 2º deste artigo, disponibilizará prioritariamente os recursos financeiros para a integral liquidação dos créditos de natureza alimentícia, cujos titulares sejam maiores de 65 (sessenta e cinco) anos, de forma que o pagamento integral ocorra em prazo de até 24 (vinte e quatro) meses 2 - Diário do Poder Legislativo contados da data da apresentação respectivos precatórios judiciários. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 dos § 9º Incorrerá em crime de responsabilidade o Secretário de Estado da Fazenda que deixar de cumprir o quanto disposto no § 8º deste artigo.” (NR) Art. 2º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 27 de setembro de 2011. RODRIGO CHAMOUN Presidente ROBERTO CARLOS 1º Secretário GLAUBER COELHO 2º Secretário EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 67, DE 27 DE SETEMBRO DE 2011 Dá nova redação ao Capítulo IV e ao caput do artigo 198 da Constituição do Estado do Espírito Santo. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, nos termos do artigo 62, § 3º da Constituição Estadual, promulga a seguinte Emenda ao texto constitucional: Art. 1º A denominação do Capítulo IV da Constituição do Estado do Espírito Santo passa a ter a seguinte redação: “CAPÍTULO IV DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE, DO JOVEM, DO IDOSO E DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA” Art. 2º O caput do artigo 198 da Constituição do Estado do Espírito Santo passa a ter a seguinte redação: “Art. 198. O Poder Público promoverá o amparo à criança, ao adolescente, ao jovem, à pessoa com deficiência e ao idoso assegurandolhes, no limite de sua competência, o tratamento determinado pela Constituição e pelas leis. (...).” (NR) Art. 3º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 27 de setembro de 2011. RODRIGO CHAMOUN Presidente ROBERTO CARLOS 1º Secretário GLAUBER COELHO 2º Secretário EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 68, DE 27 DE SETEMBRO DE 2011 Dispõe sobre a realização da eleição do Governador e do Vice-Governador do Estado do Espírito Santo. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, nos termos do artigo 62, § 3º da Constituição Estadual, promulga a seguinte Emenda ao texto constitucional: Art. 1º O artigo 79 da Constituição Estadual passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 79. A eleição do Governador e do ViceGovernador do Estado realizar-se-á, simultaneamente, no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao término do mandato governamental vigente.” (NR) Art. 2º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 27 de setembro de 2011. RODRIGO CHAMOUN Presidente ROBERTO CARLOS 1º Secretário GLAUBER COELHO 2º Secretário ATOS ADMINISTRATIVOS ATOS DA MESA DIRETORA ATO Nº 2123 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: CESSAR, a partir de 27.09.2011, os efeitos do Ato nº 2008, publicado em 31.08.2011, que designou DANIELLY DOS SANTOS MAGIONI, para substituir PATRÍCIA BRAVIN, no cargo de Coordenador Especial de Rádio e TV, código CERTV, da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 28 de setembro de 2011. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Diário do Poder Legislativo - 3 RODRIGO CHAMOUN Presidente ROBERTO CARLOS 1º Secretário GLAUBER COELHO 2º Secretário NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, RODRIGO HULLE BORGES, para exercer o cargo em comissão de Auxiliar de Gabinete de Representação Parlamentar, código AXGRP, no gabinete do Deputado Glauber Coelho, por solicitação do próprio Deputado, contida no processo nº 113280/2011. ATO Nº 2124 PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 28 de setembro de 2011. A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, ADRIANA DA SILVA BARROS, para exercer o cargo em comissão de Auxiliar de Gabinete de Representação Parlamentar, código AXGRP, no gabinete do Deputado Glauber Coelho, por solicitação do próprio Deputado, contida no processo nº 113280/2011. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 28 de setembro de 2011. RODRIGO CHAMOUN Presidente ROBERTO CARLOS 1º Secretário GLAUBER COELHO 2º Secretário ATO Nº 2125 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, GABRIELLE SEQUIM ZANETI, para exercer o cargo em comissão de Assessor Sênior da Supervisão Técnico Operacional de Rádio e TV, código ASSORTV, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 28 de setembro de 2011. RODRIGO CHAMOUN Presidente ROBERTO CARLOS 1º Secretário GLAUBER COELHO 2º Secretário ATO Nº 2126 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: RODRIGO CHAMOUN Presidente ROBERTO CARLOS 1º Secretário GLAUBER COELHO 2º Secretário ATO Nº 2127 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: TORNAR SEM EFEITO, o Ato nº 2077, publicado em 15.09.2011, que nomeou LIZIANY DIAS DE SOUZA SENA, para exercer o cargo em comissão de Assessor Sênior da Supervisão Técnico Operacional de Rádio e TV, código ASSORTV, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 28 de setembro de 2011. RODRIGO CHAMOUN Presidente ROBERTO CARLOS 1º Secretário GLAUBER COELHO 2º Secretário ATO Nº 2128 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: TORNAR SEM EFEITO, o Ato nº 2119, publicado em 28.09.2011, que exonerou LIZIANY DIAS DE SOUZA SENA, para exercer o cargo em comissão de Assessor Sênior da Supervisão Técnico Operacional de Rádio e TV, código ASSORTV, da Secretaria da Assembleia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 28 de setembro de 2011. RODRIGO CHAMOUN Presidente ROBERTO CARLOS 1º Secretário GLAUBER COELHO 2º Secretário 4 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 CONFECÇÃO DE MEDALHAS E HOMENAGENS - EXERCÍCIO DE 2011, que teve como resultado: ATOS DO SUBDIRETOR-GERAL AVISO DE RESULTADO DE LICITAÇÃO Pregão Eletrônico Nº 021/2011 A Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, através de seu Pregoeiro e Equipe de Apoio, torna público aos interessados que a Mesa Diretora HOMOLOGOU o Pregão Eletrônico nº 021/2011 Processo nº 111116/2011, referente à CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA Lote único - SANDRA APARECIDA ALVES OLIVEIRA - EPP, no valor total de R$ 80.840,00 (oitenta mil, oitocentos e quarenta reais). Vitória/ES, 28 de setembro de 2011. OCTAVIO LUIZ ESPINDULA Subdiretor-Geral da Secretaria SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL PROGRAMAÇÃO – QUINTA-FEIRA – 29.09.2011 HORA HORÁRIO ALTERNATIVO 08H00 08H20 12H00 12H30 13H00 PROGRAMAS PANORAMA TELEJORNAL QUARTA-FEIRA ESPAÇO PARCERIA CÂMARA MUNICIPAL DE VITÓRIA REPORTAGEM ESPECIAL TRABALHOS DO LEGISLATIVO MUNICIPAL ESPAÇO PARCERIA SBC: DE CORAÇÃO SÍNDROMES CORONÁRIAS AGUDAS ASSEMBLEIA DO CAMPO CRÉDITO RURAL UM DEDO DE PROSA IMPORTÂNCIA DA LEITURA E A BIBLIOTECA PÚBLICA PANORAMA BIOGRAFIA TELEJORNAL QUARTA-FEIRA COSTA PEREIRA 13H30 14H00 14H20 AÇÃO PARLAMENTAR 14H30 15H00 TEMA POLÍCIA MILITAR ATIVIDADE PARLAMENTAR DIVERSOS DIVERSOS ENIO BERGOLI, SECRETÁRIO DE ESTADO DA AGRICULTURA RITA DE CÁSSIA MAIA, DOUTORA EM LITERATURA DIVERSOS RÔMULO MUSIELLO, ATOR E PRODUTOR LUCIANO REZENDE, DEPUTADO ESTADUAL ESPAÇO PARCERIA – TRIBUNAL DE CONTAS DO ESPÍRITO SANTO ES EM DEBATE TRABALHOS DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ES VIOLÊNCIA CONTRA JOVENS EUGÊNIA RAIZER, PESQUISADORA DA UFES LUIZ INÁCIO SILVA DA ROCHA , COORDENADOR DO FEJUNES MUNICÍPIOS CAPIXABAS VILA VELHA DIVERSOS 18H00 18H30 ENTREVISTADOS 19H00 GRAVADO COMISSÃO ESPECIAL PETRÓLEO, GÁS E ENERGIA 21H00 21H30 GRAVADO COMISSÃO PERMANENTE DEFESA DO CONSUMIDOR PANORAMA ES EM DEBATE TELEJORNAL QUINTA-FEIRA VIOLÊNCIA CONTRA JOVENS DIVERSOS EUGÊNIA RAIZER, PESQUISADORA DA UFES LUIZ INÁCIO SILVA DA ROCHA , COORDENADOR DO FEJUNES PERSONALIDADES GUSTAVO WERNERSBACH EXPOLÍTICO GUSTAVO WERNERSBACH, EXPOLÍTICO LUCIANO REZENDE, DEPUTADO ESTADUAL DIVERSOS 22H00 22H30 23H00 23H30 00H00 AÇÃO PARLAMENTAR ATIVIDADE PARLAMENTAR PANORAMA TELEJORNAL QUINTA-FEIRA OPINIÃO MUDANÇA NO CÓDIGO PENAL JOSÉ DARCY ARRUDA, DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 ATAS DAS SESSÕES VIGÉSIMA SÉTIMA SESSÃO SOLENE DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SÉTIMA LEGISLATURA, REALIZADA EM QUATORZE DE SETEMBRO DE 2011. ÀS DEZENOVE HORAS E DEZESSEIS MINUTOS, O SENHOR DEPUTADO NILTON BAIANO OCUPA A CADEIRA DA PRESIDÊNCIA. O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Senhoras e Senhores, Deputados presentes, telespectadores da TV Assembleia, boa noite. É com satisfação que a Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo recebe todos para a sessão solene em homenagem aos Cinquenta anos do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal. A União do Vegetal é uma instituição que se dedica à promoção do bem-estar social e desenvolve um trabalho religioso que agrega valores sociais, humanos e ecológicos. Neste instante é convidado à Mesa o Senhor Deputado Nilton Baiano, que presidirá esta sessão solene e fará os procedimentos regimentais de abertura. O SR. PRESIDENTE – (NILTON BAIANO) – Invocando a proteção de Deus declaro aberta esta sessão solene e procederei à leitura de um versículo da Bíblia. (O Sr. Nilton Baiano lê Salmos 133:1) O SR. PRESIDENTE – (NILTON BAIANO) – Dispenso a leitura da ata da sessão anterior e informo aos Senhores Deputados e demais presentes que esta sessão é solene, em homenagem aos Cinquenta anos do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal,conforme requerimento de minha autoria e do Senhor Deputado José Carlos Elias, aprovado em Plenário. Passo a palavra ao cerimonialista, Senhor Sérgio Sarkis Filho, para que dê continuidade ao rito da sessão. O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) - Convido para compor a Mesa o Senhor Soter Fernandes Lyra, Mestre representante da União do Vegetal no Estado do Espírito Santo; Senhor Eduardo Viana Pessoa de Albuquerque, Mestre-Central da 5.ª Região e representante do Mestre-Geral da União do Vegetal; e Senhor Luciano Rodrigues da Silva, Mestre e Vice-Presidente do Centro Espírita Diário do Poder Legislativo - 5108 Beneficente União do Vegetal no Estado do Espírito Santo. (Tomam assento à referidos convidados) Mesa os O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido todos para, de pé, ouvirmos a execução do Hino Nacional e o do Espírito Santo. (Pausa) (É executado o Hino Nacional e o do Espírito Santo) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Registramos a presença da Senhora Maria de Lourdes Hora, Procuradora do Trabalho, e do Senhor Fábio Coradini, Auditor da Receita Federal. Convido para fazer uso da palavra o Senhor Deputado Nilton Baiano, proponente desta sessão. O SR. NILTON BAIANO – (Sem revisão do orador) – Cumprimento todos os presentes, o Senhor Soter Fernandes Lira, Mestre representante da União do Vegetal no Espírito Santo; o Senhor Eduardo Viana Pessoa de Albuquerque, Mestre Central da 5.ª Região e representante do MestreGeral da União do Vegetal; o Senhor Luciano Rodrigues da Silva, Mestre e Vice-Presidente do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal no Espírito Santo. Minhas senhoras, meus senhores, meus amigos, estamos neste Plenário hoje para homenagear a União do Vegetal. A UDV hoje completa cinquenta anos de ações sociais desenvolvidas em todo o País. Para quem ainda não conhece a UDV, ela é uma instituição religiosa sem fins lucrativos que contribui para o aprimoramento das virtudes intelectuais, morais e espirituais do ser humano. A UDV foi criada em 22 de julho de 1961, pelo seringueiro José Gabriel da Costa, na fronteira do Acre com a Bolívia. O Centro ficou estabelecido, depois de 1965, em Porto Velho e em seguida se expandiu para todo o Brasil e também para o exterior. Hoje a UDV tem mais de trinta mil frequentadores assíduos. São homens e mulheres que procuram fazer o bem e contribuir para atitudes de amor ao próximo. Essa sociedade religiosa possui fundamentos cristãos, exercita a tolerância e o respeito a todos os grupos religiosos, tendo como símbolo da paz, da fraternidade humana, a luz, paz e amor. Além disso, a União do Vegetal pratica várias ações de beneficência, como a alfabetização de jovens e adultos e o auxílio material a pessoas carentes. Só em 2010, o trabalho da UDV resultou 5109 - Diário do Poder Legislativo em mais cento e treze mil atendimentos sociais. O grupo realiza um trabalho bastante relevante também na área ambiental, com atividades de reciclagem, compostagem de lixo, aplicação de sistemas agroflorestais e permaculturais. Além de incentivar o plantio de árvores e a preservação de nascentes e de áreas protegidas por lei. Parabéns a vocês, todos os associados e participantes da União do Vegetal pelos trabalhos que desenvolvem pelo meio ambiente que é tão importante para vida como o trabalho social que esse País é tão carente. Parabéns por esta noite nesta Casa. Que Deus proteja a todos. Obrigado! (Muito bem!) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Neste momento assistiremos à exibição do vídeo institucional da União do Vegetal. (É feita a exibição do vídeo) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SAKIS FILHO) - Neste momento fará uso da palavra, em nome do Mestre-Geral da União do Vegetal, o Mestre Central da 5.ª Região, Senhor Eduardo Viana Pessoa de Albuquerque. O SR. EDUARDO VIANA PESSOA DE ALBUQUERQUE – (Sem revisão do orador) Excelentíssimo Senhor Deputado Nilton Baiano, presidente dos trabalhos desta sessão solene; excelentíssimo senhores integrantes da Mesa, a quem saúdo nesta oportunidade, estendendo essa saudação aos mestres, conselheiros, irmãos do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal, amigos e autoridades presentes. Senhoras e Senhores, sentimo-nos felizes e honrados nessa oportunidade com este evento promovido por esta instância tão relevante da nossa vida pública, a Casa de Leis do Estado do Espírito Santo, em homenagem ao Cinquentenário do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal,inteirados no dia 22 de julho próximo passado e cujas atividades no Espírito Santo são desenvolvidas desde 21 de abril de 1984, com a instalação do núcleo capixaba da União do Vegetal, em Guarapari. O Centro Espírita Beneficente União do Vegetal, também conhecido como União do Vegetal, é uma sociedade religiosa que trabalha pela evolução do ser humano, no sentido de seu desenvolvimento espiritual, buscando no aprimoramento pessoal de seus integrantes o modo de promover a paz no mundo. E, fundamentalmente, propondo que a religação com o sagrado - que nos proporciona a percepção de nossa verdadeira identidade - deve ser a principal Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 orientação de nossas vidas. Uma religação da qual procuramos dar testemunho na convivência com o semelhante, na capacidade de vê-lo como um irmão, irmanados que somos por uma mesma origem. Em nossos rituais fazemos uso de um chá como um sacramento que nos favorece a conexão com o sagrado. Um líquido comprovadamente inofensivo à saúde, comprovadamente não apenas pela constatação de muitos anos de uso regular, como pelo rigor das pesquisas científicas desenvolvidas no Brasil, por nove universidades, entre as quais a Escola Paulista de Medicina, e pela Universidade da Califórnia (EUA); em trabalhos que mobilizaram especialistas em toxicologia, etnobotânica, farmacologia e psiquiatria. Embora obtidas em locais e momentos diferentes, as conclusões das pesquisas coincidiram que os efeitos toxicológicos do chá Hoasca pouco diferem dos da ingestão da água. Isso em termos físicos e psicológicos, já que espiritualmente a experiência subjetiva de cada pessoa é que lhe proporciona a consciência de si. O que permite a cada um perceber o que é necessário mudar para que a tão ansiada paz no mundo comece dentro de si. Aí, a sacralidade do chá. Somos uma irmandade discreta que se coloca como um lugar compatível com as pessoas que compreendem que a verdade espiritual está acima dos monopólios das religiões ou das verdades de cada um. Não entendemos que o ambiente religioso deva ser um palco de disputas pela hegemonia de cada crença. Entendemos, sim, que todos os credos religiosos dignos desse nome são preciosos aliados ao trabalho de regeneração moral do ser humano, que há mais caminhos que levam ao Alto ao proporem a prática fiel do bem. Conviver com o semelhante, aceitando-o, é o desafio de crescimento que nos apresenta. Olharmos com o coração acima de raças, credos, culturas e concepções religiosas se traduz em nossa doutrina um sentimento de acatamento e obediência ao Criador. Somos cristãos reencarnacionistas, temos em Jesus o nosso Salvador, cremos que o espírito humano se aprimora em sucessivas encarnações e a nossa existência material é uma oportunidade preciosa. Uma rica oportunidade de trabalharmos a nossa evolução sempre na perspectiva da solidariedade, por crermos também que o projeto da humanidade é único, é o mesmo para todos. Por isso a paz deve ser uma construção coletiva. O Projeto da humanidade é único, é o mesmo para todos. Por isso a paz deve ser uma construção coletiva. A União do Vegetal nasceu na Floresta Amazônica pelo conhecimento e a inspiração de um homem simples, um seringueiro, Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 José Gabriel da Costa, em 22 de julho de 1961. Essencialmente de tradição oral e, como já dito, discreta, sem fazer uso de publicidade ou qualquer propósito de arrebanhamento de seguidores. Os ensinamentos da União do Vegetal, por sua consistência e a coerência natural dos que os praticam, desde então vem atraindo pessoas principalmente as pessoas que buscam para a sua vida uma aproximação com o Sagrado, com o Criador. Nossa doutrina inspira o homem a mudar a si próprio e, assim, começar a mudar o mundo. Foi assim que os poucos discípulos que receberam do fundador da União do Vegetal, o Mestre Gabriel, os primeiros ensinos, há cinquenta anos, menos de cem pessoas evoluíram para milhares de pessoas que hoje perfilam na União do Vegetal em todo o Brasil e em outros países que se encontram legalmente constituída como, por exemplo: Estados Unidos, Espanha, Portugal e Suiça. Em todos os lugares os conteúdos doutrinários da União do Vegetal são transmitidos na língua portuguesa, propiciando com isso a difusão do nosso idioma e da nossa cultura. Importa ressaltar que em alguns países, e a exemplo do que já ocorreu no Brasil em três oportunidades, o uso de um sacramento como o Chá Hoasca, foi rigorosamente investigado para prevenir equívocos como os que ainda se vê na sociedade brasileira eventualmente onde a desinformação e o preconceito alimentam informações absolutamente inverídicas. Daí também porque a União do Vegetal, no modo mais simples de atestar a seriedade de sua missão, franqueia a qualquer autoridade constituída, médicos e cientistas, o pronto acesso ao chá para que procedam as suas próprias constatações. Nos Estados Unidos, depois de prolongadas investigações a respeito tanto das propriedades químicas do chá quanto dos conteúdos doutrinários da União do Vegetal, a Suprema Corte norte-americana atestou a plena legalidade das atividades da nossa entidade naquele país. No Brasil, em duas situações, em 1986 e 1992, o extinto Conselho Federal de Entorpecentes, promoveu rigorosos levantamentos através de grupos multidisciplinares que examinaram os vários aspectos inerentes ao uso do sacramento da União, tanto físicos, sanitários, emocionais ou mentais, resultando na constatação da plena sanidade física e mental e , sobretudo, sua decisiva contribuição à integração familiar e social dos seus membros. Mais recentemente, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República constituiu um grupo de trabalho interdisciplinar com a mesma finalidade, tendo o referido grupo, ao fim de demoradas investigações, admitido a plena legitimidade do Diário do Poder Legislativo - 5110 uso do sacramento e, no âmbito específico da União do Vegetal, o seu efeito construtivo e regenerativo do ser humano. Não temos registros de sociedades religiosas que tenham sido tão exaustivamente examinadas em seus preceitos e práticas, o que para nós se traduziu em uma preciosa oportunidade de termos a nossa integridade afirmada por testemunhos indiscutíveis no plano da Ciência e da Lei. Com o propósito de aprimoramento espiritual do ser humano a União do Vegetal não faz da discrição uma atitude de reclusão ou anonimato, busca interagir com o seu lugar e o seu tempo, tanto desenvolvendo atividades assistenciais para menores carentes, quanto na alfabetização de adultos. Também mantém uma entidade conservacionista, a Fundação Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico que trabalha na semeadura de uma consciência ambiental como recurso de sobrevivência não do planeta, mas do próprio homem. O Centro Espírita Beneficente União do Vegetal chegou ao Espírito Santo em 1984 e nesses vinte e sete anos de presença no território capixaba vem se ocupando em conscientizar cada um dos seus integrantes que o seu comportamento cotidiano junto aos próximos ou à sociedade é o mais convincente testemunho da sua fé e que o ensino do Mestre, da prática fiel do bem e da constância nos deveres é o caminho que o conduz ao aprimoramento espiritual desejado. Neste momento aproveito para render homenagem especial a um dos discípulos do Mestre José Gabriel da Costa, o Mestre Paixão, pessoa que hoje fez sua derradeira viagem, um verdadeiro mensageiro da paz e a quem devo muito do pouco que sei dessa obra. Que descanse em paz, meu amigo Mestre Paixão! Reitero minha gratidão, nesta oportunidade, pela importância desta homenagem e a minha gratidão ao Mestre e à Direção Geral da União do Vegetal, pela honra de falar de sua obra, desejando que os símbolos da nossa fé sempre estejam presentes na sua vida: a luz, a paz e o amor. Grato a todos. (Muito bem!) (Palmas) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Neste momento fará uso da palavra o Mestre Soter Fernandes Lyra, representante da União do Vegetal no Estado do Espírito Santo. O MESTRE SOTER FERNANDES LYRA – (Sem revisão do orador) – Cumprimento o Senhor Deputado Nilton Baiano em nome da Mesa, formada por grandes amigos: Mestre Luciano Rodrigues da Silva, Vice- 5111 - Diário do Poder Legislativo Presidente do Núcleo Espírita Beneficente União do Vegetal do Espírito Santo, no Município de Guarapari; o Mestre Eduardo Viana Pessoa Albuquerque, Mestre Central da 5.a Região, autoridade máxima na nossa região, pessoa a quem devo bastante na minha caminhada. Gostaria também de cumprimentar os amigos da União do Vegetal que se encontram presentes e das demais comunidades hoasqueiras, em especial o nosso irmão Gustavo Badaró que também faz uso do chá religioso que para nós somos todos irmãos. É uma alegria ter o Senhor conosco, em comemoração aos cinquenta anos da União do Vegetal. Cumprimento a todos os telespectadores que estão nos assistindo por meio da TV Assembleia. Cumprimentos meus amigos presentes, os senhores e as demais autoridades que estão neste recinto. Coube a mim nesta sessão de comemoração dos cinquenta anos da União do Vegetal falar da União no Estado do Espírito Santo, que é a minha terra natal, local onde cresci e me desenvolvi e onde procuro com responsabilidade dentro da minha vida trabalhar para que seja um lugar cada vez melhor. Por isso estamos reunidos falando da União do Vegetal. Senhor Presidente, a União do Vegetal não tem fins lucrativos e os dirigentes não têm remuneração. Todo trabalho é voluntário e tudo o que construímos é fruto dos associados que os senhores estão vendo no plenário desta Assembleia Legislativa. São voluntários da obra do Mestre, que fazem com dedicação um esforço na vida para trabalhar em prol de algo maior. É importante que assim seja, pois assim foi nos ensinado e transmitido pelo nosso Mestre Gabriel, José Gabriel da Costa, que nos ensinou que devemos atender a todos que nos procuram sem distinção, sem preconceito, procurando trabalhar pela pessoa no sentido do seu desenvolvimento espiritual. É o que estamos fazendo no Estado do Espírito Santo: dando continuidade à sua obra, à sua ação beneficente que teve início com o Mestre Gabriel e sua família, junto com os primeiros irmãos, homens de bem que chegaram ao Estado com o vegetal. Estamos com a responsabilidade de continuar esse trabalho de forma lenta e gradual, como sempre foi, sem alvoroço. A União do Vegetal cresce na simplicidade, tendo como foco a evolução espiritual do ser humano. Falar do sentimento de ser um sócio da União do Vegetal e poder trabalhar pelo seu crescimento é falar do crescimento de cada um de nós porque à medida que trabalhamos pela União do Vegetal, crescemos também. Por isso a União do Vegetal não faz propaganda porque não precisa disso. Ela faz uso responsável do chá Hoasca e não Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 aprova a sua utilização fora do contexto religioso, pela seriedade que é trabalhar com o vegetal. Senhoras e senhores, sabemos que esse chá que comungamos em nossos rituais é completamente inofensivo à saúde. Conhecemos essa verdade primeiramente por nós mesmos que o comungamos, pelo benefício que traz Conhecemos esta verdade primeiramente por nós mesmos, pelos benefícios que traz as nossas vidas e na vida da nossa família. E também sabemos dessa verdade pela palavra do Mestre Gabriel, recreador da União do Vegetal, que já falava dos benefícios deste Chá em Porto Velho, nos anos 60. Graças a Deus vivemos no Brasil, em um Estado Democrático de Direito consolidado, que nos garante direito de liberdade religiosa e nos deixa à vontade para vir a esta Casa de Leis, casa do povo capixaba, contar um pouco da nossa história. Senhoras e Senhores, para o trabalho de construção de um mundo melhor, a União do Vegetal tem sob sua responsabilidade a Associação Novo Encanto, que é um braço ecológico da UDV que realiza um relevante trabalho no âmbito da sustentabilidade e da preservação ambiental. No Estado do Espírito Santo realizamos atividades de cunho ecológico, promovendo a educação ambiental por meio de palestras. Nesses vinte e sete anos da nossa história no Estado contamos com ilustres colaboradores, como o Senhor Roberto Kaustsky, já desencarnado, cientista, pessoa importante no Estado, colaborador da Novo Encanto no Estado, e o Senhor Governador Renato Casagrande, que já realizou algumas palestras, para desenvolvermos essas ações sociais. Nossa sociedade não é secreta, mas é discreta, por isso cada vez mais temos esse crescimento gradual, porque ela uma religião cristã, reencarnacionista, que vem reacendendo no coração das pessoas os sagrados ensinos de Jesus, nosso salvador, nos lembrando de que devemos amar o próximo com a nós mesmos, fazendo o bem sem olhar a quem. Há cinquenta anos um baiano, de Coração de Maria, homem simples, humilde, mas com grande visão e um grande amor pela humanidade, criou esse Centro com o pensamento de fazer uma paz no mundo, não pela imposição de uma verdade, mas por um trabalho interno de cada um, por meio do desenvolvimento do moral, intelectual e espiritual do ser humano. É um grande objetivo e uma grande caminhada para se chegar até ele, mas que vem se realizando de forma gradual e visível na nossa sociedade. Por tudo isso e por muitos outros motivos, vejo que esses cinquenta anos da União do Vegetal Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 são uma grande vitória e motivo de festa para cada um e nos enche de esperança. Que o desejo de ordem, respeito e paz venha a crescer no coração de todos, dos que comungam e dos que não comungam o chá conosco, dos que pertencem e dos que ainda não pertencem à União do Vegetal, para que um dia o domínio do mundo seja de paz. Por isso, Senhor Presidente, quero neste momento agradecer de coração ao Mestre Gabriel e a Mestre Pequenina, que recriaram essa União no seio de sua família - mostrando a importância da família para nós e para a sociedade - no início da década de 60, na Região da Amazônia. No entanto, o trabalho do Mestre Gabriel não teria chegado até os grandes centros se não fosse por seus primeiros discípulos. Quero ser grato a todos os mestres da origem e registrar o nome deles nesta Casa de Leis em reconhecimento ao trabalho e por essa obra tão sagrada. Então agradeço aos Mestres: Santos, Pernambuco, Modesto, Manoel Nogueira, Ramos; Hilton, Bartolomeu, Napoleão, Joanico, Messias e Adamir, Mestre Cícero, Mestre Sidon e Paixão que já desencarnaram e que viveram na luta pelo crescimento da União do Vegetal e pelo bem ao próximo. E falo ainda dos Mestres que estão encarnados, lutando pela continuidade dessa obra: Braga, Pequenina, Florêncio, José Luiz, Monteiro, Herculano, Roberto Souto e Bacurau e nosso irmão Nonato, que é um dos baluartes dessa União do Vegetal. Senhoras e Senhores, ainda quero agradecer aos primeiros irmãos da União do Vegetal, que trouxeram essa União do Vegetal para o Estado do Espírito Santo, para que todos pudessem, neste momento comemorar esses cinquenta anos porque construíram os alicerces da UDV em nosso Estado, e foram capazes de sustentar a nossa Casa até os dias de hoje. Sou grato ao Senhor Mestre Roberto; à Senhora Conselheira Carmilde; à Conselheira Auxiliadora, que já desencarnou, aos Irmãos Eduard, Tânia, Cláudia, Antenor, Luilson, José Lúcio, Rosângela, entre outros, por plantar e cuidar para que essa semente formasse a árvore que vemos hoje. Senhor Presidente, chegamos até esta data histórica para a UDV no Estado do Espírito Santo, comemorando os cinquenta anos de fundação do nosso Centro, e os vinte e sete anos de benefícios realizados em solo capixaba, e pelo reconhecimento desta Casa Legislativa agradecemos V. Ex.ª, Senhor Deputado Nilton Baiano, de coração; agradecemos também o reconhecimento desta Casa ao nosso Centro, ao nosso trabalho, e esta singela homenagem, que é única em nossas vidas. Agradeço a todos os Mestres, Conselheiros e a Irmandade da União do Vegetal, porque cada Diário do Poder Legislativo - 5112 um de nós auxilia na continuação dessa história; a Direção-Geral da União do Vegetal; aos irmãos da União do Vegetal do Brasil, mas especialmente aos Senhores, que vêm realizando um trabalho com muito esforço, com muita luta, porque do trabalho voluntário sei e todos sabem que requer um tanto de renúncia de nossa vida, para trabalharmos em prol de algo que é maior do que nós. Sinto-me honrado pela oportunidade de estar nesta Casa, representando a nossa sagrada União Vegetal. E desejo que essa força da União esteja sempre presente em nossas vidas, nos guiando e trazendo-nos luz, paz e amor. São os meus sinceros agradecimentos, Presidente. (Muito bem!) (Palmas) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Ato de grande importância nesta sessão solene, neste momento o Senhor Deputado Nilton Baiano fará a entrega da placa em homenagem aos Cinquenta anos da União do Vegetal. Ao longo de cinco décadas a Instituição desenvolve um trabalho beneficente em prol da humanidade. Convido o Senhor Luciano Rodrigues da Silva, Vice-Presidente da União do Vegetal no Estado do Espírito Santo, para receber a homenagem em nome da Instituição. (O convidado recebe a placa em nome da Instituição) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Dando prosseguimento às homenagens desta noite, o Senhor Deputado Nilton Baiano fará a entrega dos diplomas a todos aqueles que contribuíram para o desenvolvimento da União do Vegetal em nosso Estado. Convido o Senhor Carlos Roberto de Souza Costa, Mestre fundador da União do Vegetal no Espírito Santo, que há 27 anos se dedica à Instituição, defendendo os preceitos humanitários e desenvolvendo um trabalho beneficente, para receber o diploma das mãos do Senhor Deputado Nilton Baiano. (Pausa) (O homenageado diploma) recebe o O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido a Senhora Carmilde Queiroz Oliveira Costa, Conselheira Fundadora da União do Vegetal, que desenvolve um trabalho em prol da família e do crescimento da Instituição, para receber o diploma das mãos do Senhor Deputado Nilton Baiano. (Pausa) 5113 - Diário do Poder Legislativo (A homenageada diploma) Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 recebe o O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido o Senhor Soter Fernandes Lyra, Mestre representante da União do Vegetal no Espírito Santo, pelo trabalho de continuidade da obra, para receber o diploma das mãos de S. Ex.ª. (Pausa) (O homenageado diploma) recebe o O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido o Senhor Eduardo Viana Pessoa de Albuquerque, Mestre Central da 5.ª Região, supervisão dos trabalhos da União do Vegetal no Espírito Santo, para receber o diploma das mãos do Senhor Deputado Nilton Baiano. (Pausa) (O homenageado recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido a Senhora Roseane Motta dos Santos para receber, em nome de sua mãe, a Conselheira Maria Auxiliadora Motta dos Santos (in memoriam), exemplo de dedicação à obra, o diploma e um buquê de flores das mãos do Senhor Deputado Nilton Baiano. (Pausa) (A convidada recebe o diploma e um buquê de flores em nome da homenageada) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Convido para fazer uso da palavra em nome dos homenageados o Senhor Carlos Roberto de Souza Costa, Mestre Fundador da União do Vegetal no Espírito Santo. O SR. CARLOS ROBERTO DE SOUZA COSTA – (Sem revisão do orador) – Senhores que compõem a Mesa, sócios e visitantes que esta noite nos prestigiam, é uma alegria termos a União do Vegetal no Espírito Santo. Há alguns anos começamos esse trabalho como uma semente fértil em um bom solo. Essa semente germinou, formou uma árvore e essa árvore hoje dá sombra, frutos e já estamos nos preparando para termos outra unidade administrativa no Espírito Santo. A proposta da União do Vegetal já foi citada, mas falarei mais alguma coisa sem me estender muito. A União do Vegetal trabalha no sentido de favorecer a felicidade do ser humano, que é o encontro consigo mesmo. A viagem mais comprida que alguém pode fazer é chegar a seu próprio coração e saber quem verdadeiramente ela é. A União do Vegetal propicia essa condição a quem se propõe seriamente a fazer esse trabalho. Não tem nada maior, mais valioso para alguém do que a própria evolução. Saber que chegou à União do Vegetal de um jeito e hoje está melhor, podendo ver que o mundo se torna um local de mais paz, mais alegria porque cada um trabalha para sua própria paz. Estando em paz, estaremos em paz com nossa família, com o próximo, com o amigo, com o irmão, com o vendedor, com o pedinte e assim o mundo se faz melhor. Agradecemos a todos os presentes e desejo que a União do Vegetal continue crescendo para que possamos ter cada vez mais sócios e que essa árvore dê muito mais frutos. Muito obrigado a todos. (Muito bem!) O SR. CERIMONIALISTA – (SÉRGIO SARKIS FILHO) – Neste instante, será cantado o Hino à Bandeira da União do Vegetal pelos sócios Fernando Gomes e Renata Santos. (É entoado o Hino à Bandeira da União do Vegetal) O SR. PRESIDENTE – (NILTON BAIANO) – Cumprimento todos da União do Vegetal, os amigos Renato Paoliello e Eustáquio Palhares, enfim, todos os presentes. Estamos muito contentes por estar presidindo esta sessão solene. Aprendemos muito. Instituições com a União Vegetal, às vezes incompreendida, são muito importantes porque nelas se preza o desenvolvimento do meio ambiente e o amor é colocado à frente de tudo. Algo importante em um país onde se vive com tantas desigualdades sociais, miséria e violência. O movimento ajuda as pessoas. Isso é muito importante. Parabéns a todos vocês. (Pausa) Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente sessão. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, especial, dia 15 de setembro de 2011, às 9h, conforme requerimento do Senhor Deputado Doutor Hércules, aprovado em Plenário, para debater a reintegração das pessoas atingidas por hanseníase, e comunico que haverá sessão ordinária, dia 19 de setembro de 2011, para a qual designo EXPEDIENTE: O que ocorrer. ORDEM DO DIA: Anunciada na octogésima terceira sessão ordinária, realizada em 14 de setembro de 2011. Está encerrada a sessão. Encerra-se a sessão às vinte horas e vinte minutos. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Diário do Poder Legislativo - 5114 VIGÉSIMA NONA SESSÃO ESPECIAL DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SÉTIMA LEGISLATURA, REALIZADA EM QUINZE DE SETEMBRO DE 2011. ÀS NOVE HORAS E TRINTA E SETE MINUTOS, O SENHOR DEPUTADO DOUTOR HÉRCULES, OCUPA A CADEIRA DA PRESIDÊNCIA. A SR.ª CERIMONIALISTA – (MARIA ESPERANÇA ALLEMAND) – Senhoras e Senhores, bom dia. É com satisfação que a Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo recebe todos para a sessão especial para discutir a reintegração das pessoas atingidas pela hanseníase. Neste momento é convidado à Mesa o Senhor Deputado Doutor Hércules, proponente desta sessão, para os procedimentos regimentais de abertura desta sessão. O SR. PRESIDENTE – (DOUTOR HÉRCULES) – Bom dia a todos. Invocando a proteção de Deus, declaro abertos os trabalhos desta sessão e procederei á leitura de um versículo da Bíblia. (O Sr. Doutor Hércules lê Salmos 91:1) O SR. PRESIDENTE – (DOUTOR HÉRCULES) – Dispenso a leitura da ata da sessão anterior. Informo aos Senhores Deputados e demais presentes que esta sessão é especial, para discutir a reintegração das pessoas atingidas pela hanseníase. Concedo a palavra a Senhora Cerimonialista Maria Esperança Allemand, para composição da Mesa. A SR.ª CERIMONIALISTA – (MARIA ESPERANÇA ALLEMAND) – Convido para compor a Mesa o Senhor Aurenir de Souza, Presidente do Movimento de Reintegração de Pessoas Atingidas pela Hanseníase do Espírito Santo; o Senhor Arthur Custódio de Souza, Coordenador Nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase; a Senhora Dora Martins Cyprestes, Assessora Técnica da Fundação Paulista Contra a Hanseníase e o Senhor Venilton Pereira, Presidente da Associação dos ex-internos do Educandário Alzira Bley. (Tomam assento à referidos convidados) Mesa os A SR.ª CERIMONIALISTA – (MARIA ESPERANÇA ALLEMAND) – Estando composta a Mesa, convido todos para, de pé, ouvirmos a execução do Hino Nacional. (É executado o Hino Nacional) A SR.ª CERIMONIALISTA – ( MARIA ESPERANÇA ALLEMAND) – Convido para fazer uso da palavra o Senhor Deputado Doutor Hércules, proponente desta sessão especial. O SR. PRESIDENTE - (DOUTOR HÉRCULES) – Em verdade, deveria eu ter feito um roteiro, ou pelo menos alguma coisa escrita, mas preferi falar de improviso, porque o que falarei naturalmente sairá bem do fundo do coração. Aqui estão pessoas queridas com as quais convivi durante muitos anos, de 1974 a 1984. Mas, apesar de o tempo diminuir a convivência entre mim e essas pessoas, dadas as obrigações que vamos acumulando na vida; desviei muito da presença física, mas em pensamento nunca abandonei esse povo tão querido e tão sofrido, tão esquecido, tão massacrado; enfim, não tenho adjetivos para qualificar o que já aconteceu com todas as senhoras e senhores. Havíamos convidado autoridades, e muitas confirmaram as presenças, mas talvez, dado ao horário difícil, para todos. Convidamos o Doutor Aloízio Faria de Souza, Presidente do Conselho Regional de Medicina; o Senhor Tadeu Marino, Tadeu Marino, Secretário de Estado da Saúde; convidamos também o Doutor Antônio Carlos Paula de Resende, Presidente da Associação Médica do Estado do Espírito Santo; convidamos o Conselho Regional de Enfermagem; convidamos o Sindicato dos Médicos; enfim, foi um rol de convites bem extenso, e muitas autoridades confirmaram presenças. Aqui na Mesa temos a presença do Senhor Venilton Pereira, Presidente da Associação dos exinternos do Educandário Alzira Bley. Para quem não conhece o educandário Alzira Bley, ou conheceu, antes de ser educandário funcionava ali o preventório. Os internos mais antigos do Hospital Doutor Pedro Fontes conhecem, sabem o que é um preventório. Devo explicar isso: as crianças nasciam no hospital onde tinha um centro clínico-cirúrgico funcionando. Após o nascimento a criança, na mesma, hora era afastada da mãe. A mãe não tinha direito nem de amamentar essa criança. As crianças nascidas no hospital Pedro Fontes iam para o preventório; dali, muitos tomavam um rumo, não sabíamos para onde iam. Esse é um dos fatos que nos levaram a realizar essa sessão especial. Aqui está, com muita honra, o nosso querido Arthur Custódio Sousa. Realizamos uma reunião com S. S.ª, estamos buscando e dizemos que é um elo perdido. No vídeo vimos pessoas que conviveram na mesma época no educandário e se reencontraram setenta anos depois. Registramos a presença do Senhor Venilton Pereira; da Senhora Dora Martins Cypreste, ao nosso lado; do Senhor Arthur Custódio Sousa, veio de Brasília, é a segunda vez que vem ao nosso Estado e 5115 - Diário do Poder Legislativo já visitou o Hospital Doutor Pedro Fontes; e da Senhora Aurenir de Souza, presidente do Movimento de Reintegração de Pessoas Atingidas pela Hanseníase no Estado do Espírito Santo. Outras pessoas foram convidadas, não compareceram, mas não é por isso que são menos importantes. Talvez são mais importantes do que nós porque são o foco desta reunião. A finalidade desta sessão especial é somente discutir a reintegração e a procura pelos pacientes. Não debateremos outros assuntos, como a finalidade do hospital e o que faremos com o Educandário Alzira Bley, dentre outros assuntos. Faremos outra sessão para debatermos esses assuntos. Solicitamos que não desviem o foco da nossa reunião ao usarem o microfone para realizarem as perguntas. Registramos também a presença do Senhor Gilberto de Barros, representando a Senhora Melissa Oliveira, gerente da Subsecretaria de Gestão Hospitalar e da Senhora Adelaide Abreu dos Santos, ex-diretora do Hospital Pedro Fontes. Faremos um comentário sobre a Senhora Adelaide Abreu dos Santos, S. S.ª não aceitou compor a Mesa. Solicitamos uma salva de palmas a S. S.ª. (Palmas) (Pausa) A Senhora Adelaide Abreu dos Santos é assistente social, trabalhou conosco e com o Senhor Paulo Valdetaro, que foi convidado para esta sessão, mas justificou sua ausência. Começamos um trabalho no Hospital Pedro Fontes e o Senhor Durval Gueira, presente nesta sessão especial, falou que se lembra de um portão nesse hospital que separava os pacientes dos funcionários. Os pacientes não tinham o direito de chegar até a administração para falarem com um funcionário. Esse portão ficava trancado e passou a ficar aberto. Realizamos a reintegração, com pouco conhecimento de causa, mas realizamos um trabalho e hoje o bairro tem o nome de Padre Matias, antigamente chamado de Pica-Pau Amarelo, pois havia um programa na TV Globo com o mesmo nome. Começamos a ceder glebas, cinquenta metros de frente e de fundo, para que o paciente trabalhasse, fizesse a terapia e buscasse o esposo ou a esposa que estava lá fora. A Senhora Adelaide Abreu dos Santos realizou um estudo social, o Senhor Paulo Valdetaro deu todo o apoio e começamos a buscar as pessoas que estavam fora para realizarmos a reintegração. Hoje a Senhora Adelaide Abreu dos Santos é professora na área de assistente social e reside no Município de Vila Velha. Registramos ainda a presença do Senhor Paulo Sérgio de Oliveira, conselheiro fiscal da Associação dos Ex-Internos do Educandário Alzira Bley; do Senhor José Irineu Ferreira, conselheiro do Conselho Deliberativo da Associação dos ExInternos do Educandário Alzira Bley; do Senhor Heraldo José Pereira, diretor-financeiro da Associação dos Ex-Internos do Educandário Alzira Bley; da Senhora Ilmar Carvalho, Ex-diretora do Educandário Alzira Bley; da Senhora Neuzimar Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Bastos, assistente social do Hospital Pedro Fontes; da Senhora Dilcéia Dias, representando o Senhor Deputado Claudio Vereza; e da Senhora Marizete Altoé Puppin, coordenadora do programa de controle de hanseníase no Estado do Espírito Santo. Também faremos um comentário especial sobre a Senhora Déa Moreira de Medeiros, presente nesta sessão especial, a quem solicitamos uma salva de palmas. (Palmas) (Pausa) A Déia é nossa querida amiga de muito tempo, foi minha professora na Escola de 1.º e 2.º Graus Liceu Muniz Freire, no Município de Cachoeiro de Itapemirim. No dia 30 deste mês, talvez façamos junto com o Senhor Klinger Barbosa Alves, Secretário de Estado da Educação, e com o Senhor Governador Renato Casagrande, a reinauguração deste colégio e espero que S. S.ª esteja presente, pois foi uma grande professora, um baluarte no nosso ensino; também foi diretora do Educandário Alzira Bley. S. S.ª continua sempre aquela menina. Ainda sobre o Hospital Doutor Pedro Fontes, lembro-me que operei algumas pacientes naquele hospital e tive uma briga muito grande com o Padre Matias, que é um santo, quem me dera fosse igual a S. Revma., mas é porque tinha a fé naquilo que pregava e não queria que ligasse as trompas das pacientes. Todos sabem que a hanseníase na mulher grávida tem um avanço de oitenta por cento ou mais do que na mulher que não está grávida. Só tive dois filhos, pois acho que está bom para todo mundo, mas não sou dono da verdade. Costumo dizer que com dois filhos é mais fácil até para atravessar a rua; pegamos a mão de um e de outro e atravessamos. Se tiver três filhos, por exemplo, é preciso chamar outra pessoa para ajudar. Essa é minha filosofia. Além do mais, pode se dedicar mais com apenas dois filhos e dar-lhes mais atenção e mais educação. Mas, a fé do Padre Matias não achava que era assim. Respeitava isso, mas adotava o que achava de verdade. Operei muitas pacientes naquele hospital, não consegui um anestesista para dar anestesia nas minhas pacientes, era eu mesmo quem anestesiava e as operava. O Padre Matias era tão bom que foi enterrado no mesmo cemitério dos pacientes; nasceu na cidade de Leipzig, na Alemanha, numa família abastada e o seu corpo poderia ter sido enviado para aquele País, mas seu desejo era ficar junto aos pacientes. Também levamos o time do Ferroviário, de João Neiva, para jogar na inauguração do campo situado ao lado da delegacia. Aquele campo não funcionava há muito tempo e nós o reformamos. Conseguimos recursos daqui, ajuda dali, os Senhores Paulo Sérgio de Oliveira e Adelaide Abreu dos Santos correndo atrás de recursos e conseguimos gramar o campo e construir o vestiário. O Ferroviário disputava o campeonato estadual e o Padre Carlos, o jogador, era barbudo e eu Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 era muito parecido com ele. Por incrível que pareça eu tinha muito cabelo e a barba grande também. Tem gente que se lembra disso, não é, Durval e Déia? Fizemos um time composto pelos pacientes e funcionários do hospital e jogamos contra o Ferroviário de João Neiva. Guardo essas recordações muito boas daquela época. Ainda hoje falei com o Senhor Paulo Valdetaro, tenho uma fotografia comigo mostrando o Mazinho, o Eduardo, o Erildo, o Paulo, enfim, com vários amigos daquela época em que jogamos futebol. Aquela festa. E a Dona Rosinha? Quem nesta sessão se lembra da Dona Rosinha? Eu ia a todos aniversários da Dona Rosinha, pois ela fazia um bolo fantástico. Nunca tive problema nenhum de pescar lá atrás do Sapá, que depois invadiram. Tem a Cajueiro também, que depois invadiram. Onde hoje estão localizados os bairros Itanhenga e Nova Rosa da Penha não tinha nada, era uma mata onde tirávamos lenha para cozinhar. Lá em baixo, logo atrás, no final, tinha o Senhor José Soares que criava porcos. A sua filha mora em Jacaraípe e de vez em quando entra em contato com a gente. Essas recordações são muito interessantes de resgatar. Muita coisa o tempo leva da memória. A Senhora Dora Martins Cypreste fez uma coisa que a Senhora Adelaide Abreu dos Santos, o Senhor Paulo Sérgio de Oliveira e eu nunca fizemos: registrou muitas coisas importantes que não podemos deixar passar despercebido desta forma. Fico emocionado por ter convivido com tanta gente boa. Os irmãos Pedro e Luiz Carminoti eram cegos e viviam na última casa, lá embaixo, à esquerda, e capinavam o seu quintal. A cegueira hoje é prevenida. A úlcera de córnea, no entorno, traumatizava e arranhava a córnea e a pessoa ficava cega. Hoje o Espírito Santo zerou a fila de transplantes. Domingo vocês verão que terá uma caminhada na Praia da Costa sobre a doação de córnea. O Senhor Governador do Estado estará presente e também o Secretário de Saúde. O Estado do Espírito Santo, hoje, não tem ninguém na fila para fazer transplante de córnea. Inclusive, já mandamos três córneas para outros Estados nesta semana. O Espírito Santo era o penúltimo estado do Brasil em transplante de órgãos. Hoje é o quinto. Agradecemos a população por entender a importância desta doação, mas também o Senhor Adauto Vieira de Almeida que é presidente da ONG Pró-vidas. Ele é um baluarte neste trabalho. Doar órgão é um ato de amor. Ele é um transplantado hepático que fala: meu fígado está aqui, o meu problema está resolvido, tenho que resolver o problema dos outros agora. É tanta gente boa fazendo trabalhos maravilhosos; para esses tiramos o chapéu. Está presente também a Senhora Ilmar Carvalho, viúva de um grande amigo, um baluarte da Saúde, o Doutor Hamilton Machado de Carvalho, que foi nosso chefe. Por favor, peço que fique de pé para ganhar uma salva de palmas. (Palmas) Convido a Senhora Marizete Altoé Puppin para compor à Mesa. (Pausa) Diário do Poder Legislativo - 5116 (A convidada toma assento à Mesa) Concedo a palavra a Senhora Aurenir de Souza, Presidenta do Movimento de Reintegração de Pessoas atingidas pela hanseníase. A SR.ª AURENIR DE SOUZA CASTRO ROCHA – (Sem revisão da oradora) – Bom dia a todos e a todas. Como vocês sabem meu nome é Aurenir de Souza Castro Rocha, Presidenta do Núcleo do Morhan de Cariacica, Espírito Santo. Senhor Deputado Estadual Doutor Hércules Silveira, proponente desta sessão especial de reintegração das pessoas atingidas pela hanseníase, no qual em nome de toda nossa diretoria e as pessoas presentes agradeço por este grande ato. Quero agradecer também ao Senhor Arthur Custódio Souza, Coordenador Nacional do Morhan e a todas as autoridades presentes nesta sessão; a todos internos e ex-internos da colônia Pedro Fontes; aos moradores de Padre Matias, do Educandário Alzira Bley e de Vila Cajueiro. Senhoras e Senhores, estamos nesta sessão especial na qualidade de filhas e filhos que foram separados dos pais compulsoriamente. Queremos também ser reconhecidos diante da autoridade para que tenhamos nossos direitos garantidos, tais como o beneficio dado pelo ex-presidente Lula no que tange à lei referente aos portadores de hanseníase e que a mesma seja mantida pela atual Presidenta, Senhora Dilma Roussef. Gostaria de contar a todos a minha história também, porque fui do Educandário Alzira Bley. Nasci em 1966. Minha mãe me teve na maternidade da colônia Pedro Fontes, que lá existia. Assim que nasci fui diretamente para o Educandário Alzira Bley. Não tive sequer o prazer de sentir o calor de minha mãe, de meu pai, das pessoas queridas diante de mim. Fui para o Educandário e lá fiquei. Quando eu estava com três anos de idade, meu pai teve a permissão de sair da colônia para refazer sua vida. Foi para o Rio de Janeiro, arrumou toda sua vida lá e depois veio me buscar e também o meu irmão, eu com três anos e meu irmão com dois. Depois de vinte e dois anos no Rio de Janeiro, graças a Deus, meu pai voltou a nossa terra natal. Agradeço a todos que estão aqui e peço que ouçam o que cada um de nós falará agora, pois tenho certeza de que cada um dará seu depoimento e mostrará seus sentimentos. É triste nascer e não sentir o calor de sua mãe, de seu pai, não conviver com eles; nas horas em que mais precisamos temos de sair para o Educandário e depois voltar para a companhia dos pais. Ainda voltei com três anos, mas outros voltaram com dez anos, dezessete anos ou mais, e outros nem voltaram, nem sabem que existe um pai, uma mãe, irmãos. Já ouvi muitas histórias. Gostaria de, mais uma vez, agradecer a todos os deputados e demais autoridades. Contamos com o empenho para que seja transformada em realidade esta tão sonhada reivindicação. Vamos juntos lutar para indenizar os filhos que foram separados de seus pais. (Muito bem!) 5117 - Diário do Poder Legislativo O SR. PRESIDENTE – (DOUTOR HÉRCULES) - Concedo a palavra à Senhora Dora Martins Cypreste. A SR.ª DORA MARTINS CYPRESTE – (Sem revisão da oradora) – Bom dia a todos. Já conheço muitos de vocês. Tivemos a possibilidade de trabalhar juntos, enquanto assistente social do Hospital Doutor Pedro Fontes, comunidade que tanto enriqueceu a nossa vida profissional. Enriqueceu e muito! Sempre manifestamos que tudo que somos hoje, enquanto assistente social, agradecemos à experiência obtida nesses quatorze anos no Hospital Doutor Pedro Fontes. Agradecemos o convite. Estamos representando a Fundação Paulista Contra Hanseníase em nome da Doutora Marli Santiago Manini, presidenta dessa fundação, e do Doutor Wagner Nogueira, vice-presidente. Doutora Marli está fora do País e o Doutor Wagner Nogueira nomeou-me para essa tarefa tão boa. Meus parabéns, Doutor Hércules, nosso companheiro! Já foi realizada outra sessão nesta Casa de Leis, muito boa. Na oportunidade, tivemos consolidado o Hospital Doutor Pedro Fontes, que fez um sucesso inclusive em outros Estados. Eles se sentiram motivados para fazer esse resumo dos hospitais contando, um pouco dessa história, a fim de que não fosse perdida. Tem de ser registrada! A Fundação Paulista iniciou as atividades em 1935. Exatamente, quando surgiram as primeiras medidas de controle em nível governamental. Nessa década, entre 30 e 40, foram fundados os primeiros hospitais-colônias. Essa medida de controle era considerada eficiente, isolavam-se os pacientes com hanseníase nesses hospitais. O Hospital Doutor Pedro Fontes foi fundado em 1937. Essa instituição de São Paulo também veio realizar esse trabalho paralelo às ações governamentais, no sentido de dar assistência aos portadores de hanseníase. A Fundação Paulista Contra a Hanseníase é uma organização nãogovernamental, com a finalidade de realizar esse trabalho de apoio e reforço às ações estaduais, municipais quiçá até as ações em âmbito federal. Os recursos financeiros dessa instituição, para conhecimento do Senhor Deputado Doutor Hércules, do Senhor Arthur Custódio de Sousa, da Senhora Marizete Altoé Puppin e demais presentes... A necessidade que temos hoje, no Estado do Espírito Santo, além das ações governamentais temos apenas o Morhan - Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase. Portanto, uma instituição como esta nos dá um reforço muito grande, por meio do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase. Como exemplo, São Paulo teve um salto bastante considerável em função da Fundação Paulista Contra a Hanseníase. Essa instituição sobrevive de doações feitas por pessoas físicas e alugueis de imóveis que conquistou. Tem como finalidade realizar esse trabalho de assistência, até material, com doações de órtese e Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 prótese, sabendo-se que, às vezes, há grande dificuldade dos nossos pacientes, sequelados em decorrência da hanseníase. Trabalha também com divulgação de sinais e sintomas da doença, fazendo panfletos, cartilhas, folders. Trabalha com a capacitação profissional e semi-profissional dos pacientes com hanseníase, dos seus filhos, dos egressos dos hospitais-colônia. A fundação trabalha também com atualização profissional, sempre presente contribuindo, subsidiando os profissionais que queiram se especializar. Trabalha com publicações de tese, de livros. Com essa ajuda nãogovernamental houve um salto nas ações de São Paulo. É importante que tenhamos o Poder Público, contudo também o poder das entidades. Hoje, o foco de atenção da Fundação está voltado para o processo de transformação dos hospitais-colônia. Em São Paulo temos o Hospital Lauro de Souza Lima em Bauru; temos o Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti em Itu; temos um orfanato, um pensionato que abriga aquelas pessoas idosas, que ficaram idosas e que hoje e não teriam como sobreviverem. Portanto, a Fundação faz um trabalho muito presente junto a esses hospitais. É interessante registrar que começamos esse trabalho em São Paulo, perfilizando esses hospitaiscolônias. Como iniciamos esse trabalho? Fizemos levantamentos censitários nesses quatro hospitaiscolônias, e, a partir daí, conseguimos ter o perfil desse morador e dessas colônias. O que encontramos nessas colônias? Um verdadeiro abandono de estrutura física e de pessoas, bem como abandono de estrutura física. Ainda há que se trabalhar com essa questão, agora o abandono das pessoas dói no coração da gente. Nessas colônias, nesta década, encontramos pessoas abandonadas, pessoas idosas e que não tinham como sobreviver. Encontramos tráfico de drogas dentro dessas colônias, muita violência e esse é um reflexo de nosso País. Entretanto, também temos lá uma sociedade da qual não podemos perder de vista essa problemática. E não é uma prioridade ou um reflexo só desses hospitais de São Paulo. Creio também que todos os hospitais em nível de Brasil, trinta e três, estejam passando por essa situação. E é um reflexo das questões sociais. Iniciamos o trabalho e hoje temos de reestruturação desses hospitais, claro, que não é fácil. Trabalhamos de forma bastante rigorosa, entretanto, temos apoio de São Paulo, que é um Estado maior. Claro, é mais evoluído em termos de estrutura financeira, mas precisávamos desse apoio, de uma fundação. Deixo aqui também essa mensagem de que seria tão bom se tivéssemos também esse apoio. Hoje temos dentro desse processo de reestruturação aproximadamente cinquenta e dois projetos sociais e de educação. Encontramos nessas colônias pessoas analfabetas, pessoas que nunca tinham saído dos hospitais-colônias, e os nossos projetos são projetos de qualidade de vida nesses hospitais. A qualidade de vida é fundamental, que é a Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Diário do Poder Legislativo - 5118 cidadania das pessoas. Tinham pessoas que não tinham saído das esferas dos muros dessas colônias. Portanto, esses projetos são projetos de importância para aquelas pessoas que foram alijadas do processo social e do convívio com a sociedade. Os projetos que desenvolvemos nessa Fundação são projetos simples. Por exemplo, temos um projeto que se chama Eu e a Beleza. Quem não quer ser belo? Quem não quer ser bonito? Quem não quer mostrar as unhas bonitas? Tínhamos pacientes que usavam meias nos pés e nas mãos, porque não queriam mostrá-los. Esses são projetos simples e que dão alegrias para essas pessoas. Esses projetos da Fundação, em que a Fundação Paulista Contra Hanseníase subsidia, são projetos que vêm da necessidade dos pacientes, dos usuários. São projetos simples, baratos, mas que estamos obtendo o que acha de mais importante: a ressocialização, essa reintegração social, objeto da nossa discussão nesta Casa hoje. Em função de todo esse trabalho, a Fundação Paulista aprovou minha proposta, como assistente social e a assessora técnica dessa fundação, do Doutor Wagner Nogueira, médico também de São Paulo. Editamos um livro que se chama: Processo de Reestruturação dos Hospitais-Colônias no Estado de São Paulo. Esse livro será lançado em Maceió, em um Congresso Nacional de Hanselogia. Faremos o pré-lançamento no Encontro Nacional do Hanselogia, não é Senhor Arthur Custódio Sousa? Está confirmado e espero que essa educação traga subsídios não só para nós, que trabalhamos nesta luta contra a Hanseníase. Mas que ela traga subsídios também para outras ciências e para outras áreas da saúde que sofreram processo de exclusão social. Penso que eventos dessa natureza, hoje, nesta Casa, acontecendo - agradeço mais uma vez a realização deste evento e espero que tenhamos outros. A cada dia devemos tratar da unificação nossos trabalhos. Estamos nesta sessão especial por um único interesse: reestruturação e maior atenção para os hospitais colônias. E mais: com novo foco de atenção que é a questão da separação dos filhos dos pais que foram isolados compulsoriamente. Deixo registrada a mensagem da Fundação Paulista contra a Hanseníase e muito obrigada em nome da diretoria. (Muito bem!) (Palmas) Moreira, do Hospital Doutor Pedro Fontes, que fez transplante de córnea com sucesso. Para quem não sabe, falarei com mais detalhe: entrópio é a inversão dos cílios, que ficam bem curtinhos raspando a córnea. Com tempo cria uma úlcera de córnea, que faz com que a pessoa perda a visão. Com transplante de córnea, a pessoa passa a enxergar. Acabei de falar dos irmãos Pedro e Luiz Caminotti, que morreram cegos por ignorância da medicina com relação a esse problema e por eles não terem acesso a esse tipo de trabalho. Lembro-me de que ninguém fazia preventivo de câncer de colo de útero nas pacientes do Hospital Doutor Pedro Fontes. Quando trabalhei naquela instituição, tive que fazer esse procedimento mesmo não sendo ginecologista daquele hospital. Eu estava como seu diretor. Depois de dois anos, continuei fazendo o mesmo procedimento, porque quem porque está com hanseníase acha que não terá câncer de colo de útero. Mas deve fazer, sim, o preventivo. A maioria dos médicos que passaram por aquele hospital só receitava creme ginecológico às pacientes. E ficava por isso mesmo. Faço questão de registrar essa minha passagem naquele hospital. Posteriormente franquearemos a palavra a todos. Considerava o meu querido amigo Guido Rodi como vice-prefeito e o Senhor Demerval Geira, já falecido, como prefeito. Brincava com ele dizendo que era o Odorico Paraguaçu, prefeito de Sucupira. Ele gostava muito da brincadeira. Recordo-me de muitas pessoas do Hospital Doutor Pedro Fontes, inclusive dos meninos que se chamavam Hércules, por terem nascido pelas minhas mãos, como o filho da Penha e do Antonio, da Hebe. Lembro-me ainda da Dona Alice Pimentel, mulher brava; do Senhor Luiz Belia. Se for falar de todos de quem me lembro, ficaremos toda a manhã falando dessas pessoas tão queridas, muitas já falecidas. Concedo a palavra ao Senhor Arthur Custódio Sousa, Coordenador do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase -Mohan, que fará uma explanação sobre o importante movimento que vem desenvolvendo em todo o Brasil. O Senhor Arthur Custódio Sousa veio de Brasília. Já participamos de reuniões no Hospital Doutor Pedro Fontes. Nesta data ele nos brinda com a sua presença. (Palmas) O SR. PRESIDENTE – (DOUTOR HÉRCULES) – Obrigado, Senhora Dora Martins Cypreste. Por incrível que pareça, existem muitas situações tão próximas que, infelizmente, muitas pessoas ainda não conhecem. Esta sessão especial é muito importante. Já realizamos outra realizada no Hospital Doutor Pedro Fontes. A situação está se avolumando, está tomando um corpo maior. Com certeza, os Senhores não ficarão totalmente desamparados, como já ficaram por muitos anos. Registro a presença da Senhora Neuzimar Bastos, Assistente Social, e do paciente Marcelino O SR. ARTHUR CUSTÓDIO SOUSA – (Sem revisão do orador) - Bom dia a todos e todas. Tentarei ser breve. Antes de qualquer coisa, agradeço ao Senhor Deputado Doutor Hércules, que na audiência que tivemos no Hospital Doutor Pedro Fontes, atendeu prontamente ao pedido da comunidade de realizar três audiências públicas, sendo essa a primeira. Seria a audiência da questão dos filhos e que isso hoje é uma prioridade para o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Mohan). Em seguida a audiência para discutirmos a situação do Hospital Pedro Fontes, discutir o que 5119 - Diário do Poder Legislativo pode ser aquele aparelho, onde podemos avançar. Acho que a experiência da Fundação Paulista será muito bem vinda nessa audiência, poderíamos combinar para aprofundarmos mais. E uma terceira audiência para discutirmos e apoiarmos o trabalho de acabar com a hanseníase e com o preconceito em relação a essa doença. O preconceito já não deveria mais existir em nosso país, que é o primeiro lugar do mundo em incidência de hanseníase. Agradeço de coração ao Senhor Deputado Doutor Hércules por eu ser prontamente atendido. Com certeza estamos construindo mais uma etapa da história política do país e da história da luta contra uma segregação ocorrida por uma política pública do passado. O Senhor Deputado Doutor Hércules está fazendo parte desse movimento histórico que está nascendo em todas as assembleias legislativas. Foram vinte estados brasileiros que tiveram colônias. A Senhora Dora Martins Cyprestes disse hoje que foram trinta e três colônias ainda existentes, que se localizam em vinte estados. E a meta do Mohan é realizar audiências como esta nos vinte estados. Se não conseguirmos articular a audiência de imediato, como foi o caso do Estado do Espírito Santo, com o apoio do Senhor Deputado Doutor Hércules, faremos via Ordem dos Advogados do Brasil e depois via Defensoria Pública da União, ou seja, vamos abrindo espaços até chegarmos nas assembleias legislativas. O Estado do Espírito Santo não necessitou das outras etapas, viemos direto à Assembleia Legislativa, oitava a realizar esta audiência. Já realizamos a audiência nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo , Pernambuco, Acre, Goiás, Ceará e agora no Espírito santo. Essas audiências têm fortalecido o movimento de indenização dos filhos que foram separados dos pais. E por que fazemos esse movimento? Por que entendemos que é necessária uma indenização do Estado Brasileiro? Na verdade, por dois motivos:o primeiro é que a Lei n.º 11.520, que veio da medida provisória assinada pelo Senhor Presidente Lula em 2007, reconheceu que o Estado Brasileiro errou e foi preconceituoso ao continuar com a política de segregação compulsória depois da cura da hanseníase. A cura ocorreu em meados da década de 40 e depois uma assembleia mundial da ILA (International Leadership Association), recomendou que todos os países acabassem com a segregação e com a separação dos filhos, isso em 1953. O Brasil só acabou com a segregação oficialmente em 1976. Só que quando acabou por portaria, não disse o que fazer com os filhos já separados. Muitos foram para instituições de menores infratores, em alguns estados foram colocados na rua e temos história de mendicância. Então o Estado não falou sobre isso. Inclusive Doutor Wagner Nogueira, citado aqui hoje, tem um artigo mostrando os filhos separados dos pais em 1990. Na década de 80 encontramos o livro de separação dos filhos em Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Goiás. Ou seja, em 1983 ainda existia separação dos filhos. O Estado também errou com os filhos pela separação. Não estamos discutindo sofrimento. Nesta sessão ouviremos histórias e relatos de muito sofrimento. A indenização não é pelo sofrimento, é porque o Estado era signatário da ONU na questão dos direitos humanos e tinha uma lei que segregava uma parcela da sua população. Então o Estado Brasileiro errou e é por isso o motivo da indenização. Quem daqui foi separado dos pais, por favor, levantem os braços. (Pausa) Independe se essa separação levou o filho para um educandário, para um parente ou para a adoção. Isso independe, porque o que estamos discutindo é que o Estado Brasileiro fez uma coisa que na Ordem Jurídica é chamada de alienação parental. O que é alienação parental? É quando alienamos uma pessoa ou do pai ou da mãe ou da figura materna ou da figura paterna. Isso acontece muito nos casos de separação. Quem aqui já passou por separação? Às vezes a mulher fala mal do marido para o filho e isso também é alienação parental. Já passei por separações e conheço bem essas histórias. Já passei por separações e conheço bem essas histórias. Na verdade, o que estou discutindo hoje nesta sessão é a indenização. Senhor Deputado Doutor Hércules, precisamos que esta Casa de Leis prepare, junto com todos os Deputados Estaduais, uma maneira suprapartidária do reconhecimento a esse movimento dos filhos e remeta a degravação desta sessão, ou o instrumento que V.Ex.as acharem mais apropriado, à Ministra de Direitos Humanos, Senhora Maria do Rosário e à Presidenta da República, Senhora Dilma Rousseff, porque a Presidenta Dilma já manifestou que tem vontade política de realizar essa indenização. A Ministra Maria do Rosário, em reunião com o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase - Mohan, disse que já está pronto um decreto para a criação de um grupo de trabalho que terá noventa dias para estudar a situação e decidir como será a indenização porque já existe a vontade política da indenização. Achamos que esse estudo deva ser mais acelerado pois esta discussão já está na Casa Civil e todas as Assembleias Legislativas estão manifestando apoio. Na segundafeira passada obtivemos apoio da Câmara de Vereadores de Salvador, onde fizemos audiência. Com relação a esse nosso movimento político, incluindo Defensoria Pública, OAB, temos realizado audiências em todos os Estados e só faltam cinco Estados, dos vinte, a fazerem algum tipo de manifestação. Gostaríamos de ter o apoio do Senhor Deputado Doutor Hércules e sabemos que o teremos. Queremos também que todos os Deputados Estaduais do Espírito Santo manifestem esse entendimento de que essa indenização é uma medida necessária. Na verdade, nenhum dinheiro vai reparar o que eles passaram. Mas esse é um pedido de desculpas da sociedade brasileira pelo que passaram. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Senhor Deputado Doutor Hércules, pedimos a todos os que estão presentes nesta sessão que não tenham vergonha de suas histórias. Quando tiverem de fazer alguma entrevista, não escondam o rosto porque nenhum dos senhores é bandido, ou seja, ninguém cometeu nenhum crime. Quem cometeu um crime foi o Estado Brasileiro contra os senhores. Quando tiverem que falar, falem das suas histórias porque não são os senhores que devem ter vergonha, mas sim o Estado Brasileiro de ter cometido esse crime contra os senhores de separação dos pais. Registramos a presença da Senhora Fernanda Vianna, representante de uma instituição e nossa parceira que é o Instituto Nacional de Genética Humana e Populacional. Pela primeira vez no Brasil montamos um banco genético de reconhecimento dos filhos separados. Sabemos de muitas histórias de pessoas que nunca mais viram seus irmãos, histórias de mães que nunca mais viram seus filhos. Sabemos de histórias de pessoas que morreram no educandário mas sem que tenhamos atestados de óbito, sem que existam corpos. Na verdade, essas crianças foram adotada, mas era dito para as mães que as crianças morreram. Assim como aconteceu na Argentina com os filhos de desaparecidos políticos e como aconteceu no Japão para a localização dos desaparecidos da guerra, no Brasil também organizamos o primeiro banco genético no Estado do Rio Grande do Sul, de onde a Senhora Fernanda Vianna veio, para colhermos a saliva de pessoas que estão nesta Casa de Leis que tenham irmão desaparecido ou filho desaparecido. Essa saliva será remetida para esse banco genético e quando localizarmos alguém que possa ser aquele irmão ou filho desaparecido, faremos a comparação para confirmar se é mesmo. Essa etapa será muito importante para o processo de indenização. Senhor Deputado Doutor Hércules, o nosso pedido é basicamente esse. Passaremos rapidamente dois filmes e depois daremos início à discussão e ouviremos as histórias do Estado do Espírito Santo. (Palmas) (É feita a exibição dos filmes) O SR. ARTHUR CUSTÓDIO SOUSA – Senhor Presidente, os vídeos falam muito por eles próprios. A fala da Senhora Dora Martins Cipreste foi muito interessante de que temos de aprender com os equívocos passado. Muitas vezes vejo a discussão sobre o crack me lembrando um pouco dos erros que foram cometidos com a hanseníase. Além disso, o Morhan tem recebido algumas críticas sobre esse movimento dos filhos; ah, puxa, a hanseníase está no País e os senhores estão discutindo sobre filhos ao invés de, só hanseníase. É um equivoco pensar assim. Nenhuma política pública dará certa deixando de reparar os erros do passado. Não tem como falar sobre a questão dos filhos sem falar da hanseníase quando falamos para imprensa. Diário do Poder Legislativo - 5120 Neste instante recebi uma notícia por telefone, de que uma deputada do Estado do Piauí, vendo uma matéria na internet sobre a nossa audiência de hoje, ela já quer marcar uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Piauí, para levar a questão dos filhos para lá. Uma coisa leva o sucesso da outra. Parabéns, Senhor Deputado Doutor Hércules, por esta audiência e vamos coroá-la com muito êxito, neste Estado. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (DOUTRO HÉRCULES) – Senhor Arthur Custódio Sousa, parabéns e obrigado. Em nome de todas essas pessoas atingidas por essa violência no passado, comunicaremos às Assembleias Legislativas, que ainda não realizaram nenhuma sessão especial ou audiência, mostrando a importância de buscar esse elo perdido. S. S.ª tem sido um baluarte, visto não esmorecer nessa luta; e nós, naturalmente, estamos fazendo a nossa obrigação. Todos, principalmente aqueles que nos assistem pela TV Assembleia, tentem ajudar esse movimento, não cruzem os braços, você também é responsável por engrossar essa corrente. Esse povo não busca nada mais do que um pedaço seu, o seu sangue que foi arrancado como vimos ali naquele tempo do preventório, me lembro e falava no Hospital Doutor Pedro Fontes, tempos atrás no interior o hanseniano era caçado pela polícia sanitária. Iam até a casa do paciente e muitas vezes não o encontravam, porque havia fugido para o mato. Se não fugisse iria preso ou arrancado da família e levado para o sanatório. Naquela época se caçava nas matas até com cachorro os pacientes, que eram obrigados a ir para o hospital. Isso tudo devido à ignorância da ciência e à estupidez de muita gente que sempre achou que a hanseníase é uma doença que não tem cura e é contagiosa. Muitas pessoas são casadas há mais de trinta, quarenta e cinquenta anos e uma é doente e a outra não. Então, não é dessa forma. O que está escrito na Bíblia não se refere ao doente de hanseníase, mas sim ao pecador. Não se refere à doença. Temos que acabar com esse estigma. Fui vereador por seis vezes, com um mandato pelo Município de Cachoeiro de Itapemirim. Naquele tempo vereador não recebia salário. Trabalhava por amor à camisa e à causa. Fui vereador cinco vezes pelo Município de Vila Velha. Nesta Assembleia Legislativa, no meu segundo mandato de deputado, só quis uma coisa, ser presidente da Comissão de Saúde. Mais nada. Renunciei de participar de todas as comissões para me focar na saúde. Saúde é vida, salvar vidas. A minha luta nesta Casa é contra os acidentes de trânsito, álcool e direção; a favor do transplante de órgãos; Profis, fenda palatina ou lábio leporino; implante coclear realizado em pessoas que apresentam deficiência auditiva neurossensorial bilateral de grau severo e profundo e que não 5121 - Diário do Poder Legislativo obtiveram benefícios com o uso de aparelhos de amplificação sonora individual. Esse implante é feito em Campinas e tenho um colega de turma que faz esse implante no Estado, Doutor Antonio Maciel. Estamos lutando para que o Senhor Governador Renato Casagrande crie uma secretaria ou subsecretaria para atender pessoas com necessidades especiais. S. Ex.ª deu um sinal bom. Alguém falou nesta sessão sobre prótese, mas as pessoas têm que saber onde procurar. Deve haver um lugar específico. O Estado tem a obrigação de fornecer um endereço onde a pessoa possa procurar uma muleta ou uma cadeira de rodas. A Senhora Neuzimar Bastos se lembrou do transplante de córnea, fígado e rim. A pessoa necessitada tem que saber onde procurar. (Pausa) Informo a quem queira se manifestar que use o microfone e se identifique. Está franqueada a palavra. O SR. ARTHUR CUSTÓDIO SOUSA – Senhor Deputado Doutor Hércules, faço um reforço para aquelas pessoas que têm algum irmão ou parente desaparecido, tido como morto, que não tem corpo e nem certidão de óbito. A Senhora Fernanda Vianna depois desta sessão irá recolher material genético, a saliva, que será colocado em um potinho e depois acrescentado em um banco de dados. Ela também ouvirá um pouco da história de cada um para que possamos ter dados suficientes para buscarmos esses parentes. Somente depois irá para o Rio Grande do Sul. Tem alguém no Plenário nesta situação? Pode levantar o braço. Temos algumas pessoas. Obrigado. O SR. VENILTON PEREIRA – Sou presidente da associação dos ex-internos do Educandário Alzira Bley. Em primeiro lugar agradeço essa iniciativa que se faz muito necessária. Lembro-me que na última reunião em Itu o Senhor Arthur Custódio Sousa fez uma observação muito interessante com relação a esse processo de reconhecimento dos filhos separados, dizendo que é preciso se tornar visível essa reivindicação. O que ele quis dizer com tornar visível? Através de ações como essa hoje, por exemplo, e de reuniões que temos feito. Temos um encontro anual dos ex-internos, quando fazemos uma confraternização. Observamos que muitos ex-internos estão passando por muitas dificuldades. Hoje se fala em reintegração. No nosso caso não é reintegração, é integração mesmo. Tem ex-interno que não conseguiu até hoje se integrar, adaptar-se a uma realidade depois de sair do preventório. Por exemplo, ficamos dezoito anos interno, de 1958 até 1976. Saímos do educandário e fomos trabalhar. Tivemos tanta dificuldade de nos integrar Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 no mundo fora do educandário que ainda ficamos dois anos interno, trabalhando, empregado, mas ainda interno no educandário. Então, conhecemos a realidade. E, baseado nessa realidade, tornamos concreto o sonho da criação da associação dos exinternos. Mas o objetivo principal dessa associação é exatamente trabalhar a integração social, profissional e principalmente humana dessas pessoas, que são exinternos criados no educandário, que saíram do educandário, que não conseguiram se integrar e se empregam e desempregam com muita facilidade. Existem casos inclusive de pessoas que viraram mendigos. Estamos acompanhando de perto isso. Essa é a primeira audiência e esperamos que na segunda ou na terceira tenhamos oportunidade de trazer mais ex-internos a esta Casa, para que todos possam conhecer a nossa realidade. O Senhor Arthur Custódio Sousa, como coordenador nacional do Morhan, tem nos ajudado muito. No último encontro em São Paulo, em Itu, ele reforçou que é preciso que o Estado reconheça o mais urgente possível não só a questão financeira, mas reconheça que ao reparar esse dano com certeza proporcionará às pessoas que conhecemos, que estão passando por essas dificuldades, uma nova direção em suas vidas. Fiquei muito feliz em ouvir a Senhora Dora Martins Cypreste dizer da Fundação Paulista contra a Hanseníase, pois não sabia que ela existia. Mas queria lhe fazer um pedido: a Senhora Aurenir de Souza, presidente do Morhan capixaba, Movimento de Reintegração das Pessoas atingidas pela Hanseníase, está precisando de muito apoio para concretizar juridicamente a estrutura. Ela está tendo muita dificuldade. Também fiquei feliz em ver a Senhora Marizete Altoé Puppin, com quem conversei há alguns anos e se não me engano me disse que foi fundadora ou que participou da fundação do Morhan no Espírito Santo. Inclusive fiz parte de uma das eleições no Hospital-Colônia Doutor Pedro Fontes, mas, infelizmente, por uma circunstância não deu andamento o processo. Meu objetivo principal era trabalhar exatamente com ex-internos. Essa iniciativa do Senhor Deputado Doutor Hércules foi muito feliz. É uma pessoa que conhece a realidade do Hospital-Colônia Doutor Pedro Fontes por ter sido diretor. É importante para nós, filhos e internos, ter esses movimentos, essas oportunidades para que a nossa realidade se torne visível. Como o Senhor Arthur Custódio Sousa faz questão de frisar, essa situação precisa se tornar visível para que o Estado, o governo, a população, o mundo conheça a nossa realidade de filho separado ou de interno. Já está concretizada a Associação dos exinternos do Educandário Alzira Bley, da qual somos presidente e o Senhor José Romildo é vicepresidente. Com certeza esse sonho nosso vai se tornar realidade. Precisamos mesmo de apoio do poder público, de entidades ligadas a esse movimento Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 da hanseníase para ajudarmos a esses ex-internos que estão passando dificuldade. O Senhor Deputado Doutor Hércules falou da Senhora Déa Moreira de Medeiros, sua amiga e professora. A Senhora Déa e as Senhoras Ilmar Carvalho e Carmem Lúcia Sant’Ana foram pessoas que deram muito de suas vidas ao Educandário Alzira Bley como presidentes da Sociedade Eunice Weaver, mantenedora do Educandário Alzira Bley. Em todas nossas manifestações e nossas reuniões elas estão sempre presente nos ajudando. Também lembro que não pôde estar presente devido a compromisso médico o Doutor Arildo Gimenes, um profissional da área odontológica, que atuou muito tempo no educandário ajudando a cuidar das crianças. Em nome da associação, levantem as mãos os ex-internos presentes nessa sessão. (Pausa) Tivemos oportunidade de mostrar muito mais ex-internos. Em nossa próxima festa de confraternização faremos questão de estender esse convite as Senhoras Dora Martins Cipreste e Marizete Altoé Puppin, para que possam conhecer os ex-internos. Será uma oportunidade muito boa! Agradecemos imensamente ao Senhor Arthur Custódio de Sousa, que está conosco e conhece a realidade e a dificuldade do nosso Estado. Em nome da associação agradecemos a oportunidade de ter essa primeira audiência; com certeza nas outras faremos esse sonho acontecer. O SR. PRESIDENTE – (DOUTOR HÉRCULES) – Continua franqueada a palavra. A SR.ª ZILMA MANZINI - Bom dia a todos! Vou falar o que aconteceu comigo: tive minha filha no hospital Pedro Fontes e a Senhora Ana Lorenzoni e Senhor Valdir Ferrari, foram à minha casa onde estavam eu, minha mãe e meu pai e pediram a minha filha, que estava com seis meses, dizendo que de dois em dois meses iam trazê-la para eu ver. Naquele tempo não podia ir ao Educandário para vê-la, pois estava separada da gente. Dei minha filha, o nome dela era Luzia, soube que trocaram o nome dela, e depois de três anos de idade não a trouxeram mais. Agora ela está com quarenta e quatro anos. Minha filha está sumida, não sei por onde está andando. Eu dei a minha filha e eles ficaram de trazê-la para eu ver, e desapareceram com ela. Tenho seis filhos contando com essa que está sumida. O nome da senhora é Ana Lorenzoni e Valdir Ferrari que sumiram com a minha filha. Queria que ela fosse encontrada para eu vê-la. Temos saudade do filho, não é? O SR. PRESIDENTE –(DOUTOR HÉRCULES) – Senhora Zilma Manzini, procure a Fernanda Vianna que ela vai colher o material em busca da sua filha. Continua franqueada a palavra. Diário do Poder Legislativo - 5122 O SR. HERALDO – Bom dia. Meu nome é Heraldo, sou ex-interno do Educandário Alzira Bley. Gostaria de parabenizar o Senhor Deputado Doutor Hércules pela iniciativa de realizar essa sessão especial. Em alguns outros estados brasileiros essas reuniões também estão sendo realizadas. Com relação ao nosso Estado a minha pergunta, e para a qual espero obter resposta positiva, é a seguinte: em que as autoridades do nosso Estado podem nos ajudar em relação a essa busca por reparação indenizatória junto ao governo federal? Queremos a mesma oportunidade que estão tendo em alguns outros estados. O SR. PRESIDENTE – (DOUTOR HÉRCULES) – O Estado do Espírito Santo tem dez deputados federais e três senadores. São três senadores para cada estado, no entanto, deputado estadual é proporcional ao número de habitantes, portanto, temos dez deputados federais sendo que cinco são médicos. Conversaremos com a bancada, principalmente dos médicos, verificando no que poderemos ajudar em Brasília, a fim de engrossar mais esse movimento. Com certeza teremos um apoio muito grande. Disseminaremos esse movimento nacional, conforme o Senhor Arthur Custódio de Sousa disse; são oito Assembleias Legislativas que têm esse movimento. Portanto, ficaremos responsável por passar para todas as Assembleias Legislativas que ainda não têm esse movimento para engrossar e tomar corpo essa luta no Brasil inteiro. Assim teremos um trabalho muito bom e com certeza, com êxito. O Senhor Arthur Custódio Sousa falou sobre a OAB, registro que também sou inscrito na OAB, sou formado em Direito, depois cursei Medicina, mas nunca me afastei; estou em dia com a OAB, não tenho prática forense, não é Doutora Déa Moreira de Medeiros? Só tenho direito de advogar, mas tenho uma ligação muito forte com a OAB, sou uma espécie de representante Deputado na OAB. Na Comissão de Direitos Humanos temos uma advogada muito atuante a quem pediremos ajuda. Temos também o Presidente, Doutor Homero Mafra, que tem trabalhado muito no sentido de valorizar os direitos humanos, a prerrogativa dos advogados. Quando falamos em prerrogativas muita gente confunde com privilégio. O advogado não quer privilégio, ele quer prerrogativa, o direito de defender o cidadão. É isso que o advogado faz: defender a sociedade, defender o direito do cidadão. Então vamos levar também esse pleito para a OAB na nossa Seccional Espírito Santo. Tenho certeza de que o Doutor Homero Mafra vai pegar com muita garra essa reivindicação, porque quem viu e ouviu o que foi dito aqui, sabe que é um absurdo continuarmos com essa injustiça, V. S.ªs estão buscando tão pouco! Vejam só a violência que é tirar uma criança do seio 5123 - Diário do Poder Legislativo da mãe e desaparecer com ela! Não tem endereço, não tem certidão, se morreu não sabe onde enterrou, se enterrou. É isso que estamos buscando. Continua franqueada a palavra. O SR. HERALDO JOSÉ PEREIRA – Bom dia a todos. O Senhor Deputado Doutor Hércules estava falando sobre as pessoas que perderam a visão em virtude da hanseníase. Tenho um cunhado, o Raulino - V. Ex.ª o conhece, que trabalhou muito tempo no Hospital Doutor Pedro Fontes- que perdeu a visão, tem o Guido Rodi, que V. Ex.ª sabe que também está lá. Então, gostaria de perguntar ao Senhor Deputado Doutor Hércules como a gente faz para ir a essa associação saber como conseguir um transplante de córnea para eles, pois estão precisando. O meu cunhado perdeu a visão tem pouco tempo, há seis ou oito meses ele parou de enxergar. Ele foi interno naquele hospital, trabalhou muito em prol do mesmo. Por isso queria saber os dados certinhos para conduzi-los até lá e ver como fica. Sobre o pessoal do Educandário Alzira Bley já foi falado; já foi dito como as crianças eram retiradas, como aconteceu com minha irmã que entregou sua criança para outra pessoa tomar conta, que tratou que levaria lá para ela, e nunca mais trouxe a criança, o nome dele é Valdir Ferrari e a mulher é Ana Lorenzoni. Essa é mais fácil para encontrar, não é mesmo? Porque as pessoas do Educandário como eu que estava com doze para treze anos quando fui interno naquele hospital, sei como funcionava aquilo tudo, não é Doutor Hércules? Depois que a gente cresce lá dentro a gente sabe como funcionava. A criança nascia; às vezes a mãe dava à luz e morria. A criança era retirada de lá na mesma hora. A mãe que sobrevivia não podia nem ver o filho que era levado para o educandário logo, não podia ficar porque iria pegar hanseníase. Mas não estava dentro do ventre da mãe? Não podia pegar hanseníase dentro do ventre da mãe? A ignorância era tanta que a pessoa quando saia do ventre da mãe já estava com hanseníase? Antigamente não se falava hanseníase, se falava lepra. O pessoal nem falava porque, como o Senhor Deputado Doutor Hércules sabe, a polícia foi ao local onde morávamos no Município de Castelo e trouxe o meu pai à força. Não viemos porque queríamos. Meu pai teve que deixar a roça de milho, vendeu tudo de um dia para o outro. Quem queria comprar, ao descobrir que meu pai era leproso, não queria mais as terras; ficava com medo de pegar lepra. Ele abandonou tudo. Então, fomos trazidos para o Hospital Doutor Pedro Fontes, graças a Deus. Mas os filhos, no educandário, sofreram muito. Muitos falam: É uma vida boa. Vida boa, não! Não tem nada de vida boa, foi vida de sofrimento para todos nós. Quando cheguei ao Hospital Doutor Pedro Fontes, os filhos eram separados dos pais e iam para um prédio, não sei se o Senhor Deputado Doutor Hércules chegou a conhecer, os meninos não ficavam Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 com os pais; eram separados também. O Senhor Armando Lolina e Dona Teca cuidavam de nós. Fiquei pouco tempo no hospital porque logo meu pai conseguiu uma casinha e nos chamou para morar juntos. Quero falar com o Senhor Deputado Doutor Hércules no sentido de S. Ex.ª conseguir essa reforma para nós. V. Ex.ª, Deputado, falou para não puxarmos assunto sobre o Hospital Doutor Pedro Fontes, mas vamos marcar outro encontro para conversarmos sobre esse e outros assuntos, a fim de melhorarmos a situação. Há cinquenta e um anos estou naquele hospital e nada foi melhorado desde então. Agradeço a V. Ex.ª, de todo meu coração. (Palmas) O SR. PRESIDENTE – (DOUTOR HÉRCULES) – Senhor Durval Gueira, com relação ao seu parente que precisa analisar a visão, procure a Senhora Nelzimar Batista, assistente social do hospital. Ela entrará em contato comigo e eu vou ao Hospital Evangélico ver se realmente há a necessidade de transplante de córnea. De qualquer forma, conseguiremos uma consulta para ele a fim de sabermos qual sua patologia e o que poderemos fazer. Concedo a palavra ao Senhor José Irineu Ferreira. O SR. JOSÉ IRINEU FERREIRA Senhores, bom-dia! Agradeço essa iniciativa do Senhor Deputado Doutor Hércules para que a sociedade capixaba também conheça essa causa que existe há bastante tempo no nosso Estado. Falarei sobre três situações: a hanseníase no Brasil, os filhos separados e a situação do Hospital Doutor Pedro Fontes. Iniciarei pela hanseníase, contando uma pequena estória de quando os pais chegavam ao Hospital Doutor Pedro Fontes até o nascimento da criança, que ia para o Educandário Alzira Bley. Na criação desse hospital as pessoas detectadas com hanseníase eram recolhidas por guardas sanitaristas, que existiam naquela época no Brasil, e levadas ao Hospital Doutor Pedro Fontes. Antes disso o recolhimento do filho para o Educandário Alzira Bley era feito. Antes do recolhimento das pessoas, era feita a demolição da casa e a queima de todo o sítio ou da propriedade dessas pessoas. Imaginem quantos saíram já adultos com seus filhos e quantos foram ainda crianças com hanseníase para o Hospital Doutor Pedro Fontes? Meu pai veio de Mimoso do Sul e a minha mãe de Muqui; foram recolhidos com doze anos de idade com hanseníase e levados para o Hospital Pedro Fontes. Lá cresceram, se conheceram e se casaram; tiveram cinco filhos; dois já se foram. Nasci em uma maternidade próxima ao campo de futebol e à delegacia e sua inauguração, segundo o Senhor Deputado Doutor Hércules, foi feita durante um torneio de futebol. Segundo as informações, as crianças nasciam e os cordões umbilicais eram cortados e enterrados ao Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 lado da própria maternidade, o que era um absurdo. E dali os bebês eram encaminhados para o Educandário Alzira Bley por meio de um pano, sem a mãe ou o pai os tocarem, porque na época era proibido. Isso ocorreu com muitos que nasceram naquela maternidade. Infelizmente, foi um erro cometido pelo Governo Estadual e pelo Governo Federal criar o Hospital Pedro Fontes e os demais hospitais no País, instituições governamentais, de onde os bebês eram arrancados dos pais e levados para o Alzira Bley, educandário considerado uma instituição filantrópica que depende de recursos para se manter. Eu, por exemplo, perdi dois irmãos, Hebert e Teresinha. Disseram que eles morreram por falta de leite materno e que eu tinha sido salvo porque uma lavadeira de dentro da instituição, que tinha um filho criado lá dentro, me amamentou. Saí do Educandário Alzira Bley com dezoito anos, quando procurei saber sobre a certidão de óbito dos meus dois irmãos. Ninguém sabia, nem minha mãe, que conheci depois de muitos anos. E onde estão essas crianças? Essa foi uma estória que aconteceu comigo. Não sabemos a estória das demais crianças que passaram por aquele educandário. As pessoas faziam visitas aos pais no Hospital Pedro Fontes e nessa época a visita era feita por meio de um parlatório, com dois vidros bem grandes. De um lado ficavam os pais e do outro as guardiãs que apontavam e falavam: Olha, seu pai está ali e sua mãe está ali. Mas a criança não tinha agregação nenhuma com o pai e nem amor de pai ou de mãe, porque se ficava na mão de uma guardiã do nascimento aos dezessete anos de idade, quando acontecia o contato com os pais? Que amor você teria pelo pai ou pela mãe? Nenhum. Você estava isolado, na carência de amor do próximo. O que relatei foi uma realidade, sem contar os trabalhos forçados. Quando se completava doze anos existiam atividades que deveriam ser feitas dentro da educação forçada, como fazer capina próximo à instituição, manter a área limpa e manter o jardim, tudo na base do chicote. Se o cabo da enxada tivesse dois metros de altura, eram medidos dez cabos de enxada, para que se capinasse até o final, um serviço que tinha que ser feito. O que temos para falar daria para escrever um livro. Não sabia que a hanseníase era um problema tão sério. Faço parte da coordenação de saúde municipal da Prefeitura de Vitória, buscando informações para saber se o combate à hanseníase realmente é feito. Infelizmente, não é aquilo que dizem. Os indicadores, se você levar ao pé da letra, são absurdos no Brasil. Numa dessas discussões ocorridas nas reuniões soube que de quatro anos para cá o uso do crack é um dos causadores do crescimento da hanseníase no País. Todos sabem que a hanseníase surge por falta de infraestrutura. Imagine-se passando numa grande cracolândia e vendo aquelas pessoas no submundo da sujeira, no meio de ratos, mas não estão Diário do Poder Legislativo - 5124 nem aí, estão doidões e sem se preocupar com as ratazanas. A hanseníase vem daquela situação de sujeira, da falta de infraestrutura, da falta do governo estar presente para combater sua proliferação, para verificar se a hanseníase vem realmente daquele submundo de sujeira e se com isso está provocando o aumento da hanseníase. É um fato que tem de ser estudado, pesquisado, no sentido de ver se o crack está elevando os indicadores da hanseníase no Brasil. Aproveitando a oportunidade, gostaria de pedir ao Senhor Deputado Doutor Hércules, para que dentro da programação anual da Assembleia Legislativa conste no calendário desta Casa o Dia Estadual dos Filhos Separados dos Hansenianos, para que fossem homenageados e assim provocar outras discussões para que no futuro haja a melhoria dessa situação. Quem não conheceu o Senhor Dário Martinelli? Esse cidadão foi Deputado Estadual nesta Casa de Leis, mas foi um dos internos que passou pelo Educandário Alzira Bley. O SR. PRESIDENTE – (DOUTOR HÉRCULES) – Agradeço ao Senhor José Irineu Ferreira as palavras. Quero dizer a V.S.ª que posteriormente vou chamar a minha assessoria para ver se podemos elaborar projeto de lei nesse sentido. O Senhor José Irineu Ferreira é filho do Senhor Osvaldo que tomava conta do correio no Hospital Doutor Pedro Fontes. Além de correios, tinham várias outras coisas que foram desgastadas ao longo do tempo. Concedo a palavra ao Senhor João Rodrigues de Moraes. O SR. JOÃO RODRIGUES DE MORAES – Bom dia a todos. Sou de Belo Horizonte. Após trabalhar me dirigi a esta sessão especial para não me sentir responsável se o movimento em prol dessas pessoas sofridas não desse certo. O meu nome está colocado nesta sessão como João Rodrigues de Moraes, porém, pela manhã, quando cheguei nesta sessão, sentei-me perto da Senhora Irene Maria de Souza Machado, que disse que me conhecia do Educandário Alzira Bley. Como ela viu o meu nome se pronunciado diferente me perguntou: Quem é você? Qual o seu nome? Para ela lembrar, respondi: Sou João Vanildo. Ela perguntou: Por que João Vanildo? Respondi: Porque quando criança era interno do Educandário Alzira Bley e quando as crianças perguntavam meu nome eu dizia que não sabia. Então elas perguntaram: Como é o nome dos outros irmãos dele? E Respondiam: uma é Rita, outra Vanilda, o nome dele deve ser João Vanildo mesmo; é João Vanildo. Aí eu gostei daquilo e pensei: Ôpa! Que bom, me deram um nome: João Vanildo. Mas o meu nome não era João Vanildo. As crianças tentaram me ajudar: Bota um nome nele: João Vanildo. Então quando eu falei João Vanildo ela entendeu e disse: Ah, João Vanildo eu conheço. Mas o João Rodrigues de Moraes ela não conheceu. 5125 - Diário do Poder Legislativo Com dificuldade aprendi a profissão de ajudante de pedreiro e comecei a trabalhar, depois aprendi a trabalhar de pedreiro e sobrevivo assim. O Estado me colocou lá, mas não me deu trabalho, não me deu um meio de vida. Quando saí e fui cuidar de minha família, o Estado não me deu condições para isso. Então será que o Estado poderá me ajudar nesta hora? Eu pergunto: O Estado poderá ajudar essas pessoas que estão com dificuldades? Como outro colega meu, que estudava junto comigo e hoje é mendigo, vive bebendo e caindo; já esteve em minha casa caindo, tentei levantá-lo; ele estava sem forças, não consegui tirá-lo desse tipo de vida e ele continua bebendo. Será que o Estado poderia ajudar essas pessoas? Esse meu amigo estava estudando, tentando conseguir alguma coisa, mas... É um pinguço e não tem ninguém que o ajude. Deixo essa interrogação em nome de todos os que estão aqui: o que o Estado pode fazer em favor dessas pessoas? (Palmas) O SR. ARTHUR CUSTÓDIO DE SOUZA - Senhor Deputado Doutor Hércules, peço a palavra. O SR. PRESIDENTE - (DOUTOR HÉRCULES) – Concedo a palavra ao Senhor Arthur Custódio de Souza. O SR. ARTHUR CUSTÓDIO DE SOUZA - (Sem revisão do orador) - Senhor Deputado, uma curiosidade minha porque sou de outros Estados, ou seja, sou do Rio de Janeiro, mas rodo pelo Brasil todo, e tenho uma curiosidade: na maioria dos Estados que estamos percorrendo ouvimos depoimentos das pessoas falando de um quartinho escuro, debaixo da escada, onde pessoas eram colocadas ali de castigo; falando das surras; do colchão; então eu queria saber se alguém poderia dar um depoimento de como era a vida. Até porque as Senhoras e os Senhores presentes sabem como era a vida, mas nós não, porque não estávamos lá. As pessoas que estão assistindo ao vivo a TV Assembleia neste momento também não sabem como são essas histórias e precisam, nesta audiência, ouvir essas histórias. O Senhor José Irineu Ferreira pontuou bastante sobre a polícia sanitária pegar à força os filhos quando nascidos, que eram tirados da mãe portadora da doença na hora do nascimento. Então é importante saber um pouco como era essa vida, qual era o sentimento dessas pessoas, se podiam ver os pais, quantas vezes por ano os viam e etc. É importante as pessoas saberem sobre isso diretamente dos senhores. Venho esclarecer o assunto que o Senhor José Irineu Ferreira levantou: a questão do crack. Na verdade ocorre o seguinte: o Brasil é hoje primeiro lugar do mundo em incidência de hanseníase, e ela está associada à qualidade de vida da população, sim. Onde há uma pior qualidade de vida há uma maior quantidade de casos da doença. Só que com relação à Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 dependência química, qualquer que seja, é claro que a defesa imunológica diminui; mas não existe nenhum estudo ainda associando isso à questão do crack. Ainda posso dizer mais: é bem provável que a incidência não seja tão alta por conta de que a sobrevida das pessoas que usam o crack é muito pequena e o tempo de incubação da hanseníase é longo. Provavelmente antes da hanseníase constatada o usuário já terá morrido por conta do uso do crack. Apenas fizemos uma elucubração aqui, mas não existe nenhum trabalho sobre isso ainda. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE - (DOUTOR HÉRCULES) – Temos ainda duas pessoas inscritas para falar. Depois franquearemos a palavra àqueles que quiserem dar um testemunho, conforme o que o Senhor Arthur Custódio de Souza falou. Podem fazer uso do microfone. (Pausa) Ouviremos agora a Senhora Nilce Helena de Souza Moraes. (Pausa) Ausente, concedo a palavra à Senhora Carmem Lúcia Peixoto Sant’Anna. Após sua fala, concederei a palavra ao Senhor José Romildo de Abreu. A SR.ª CARMEM LÚCIA PEIXOTO SANT’ANNA - (Sem revisão da oradora) – Bom dia a todos. Inicialmente cumprimento os componentes da Mesa na pessoa do Senhor Deputado Doutor Hércules; cumprimento com carinho todos os presentes, dizendo que os considero meus amigos. E contarei rapidamente a minha história. Sou assistente social e também fui vítima da discriminação. Quando conheci meu marido também fui vítima da discriminação. Quando conheci meu marido, Senhor Carlos Sant’Anna, muitos devem conhecê-lo, ele trabalhava no Hospital Pedro Fontes desde acadêmico. Foi colega do Senhor Deputado Doutor Hércules. Muitos admiravam, pois eu namorava um rapaz que trabalhava no referido hospital, e me questionavam se eu tinha coragem. Foi assim que conheci o Hospital Pedro Fontes. Quando o meu primeiro filho nasceu, saímos da maternidade e o meu marido o levou ao Hospital Pedro Fontes, para que as irmãs vicentinas o conhecessem. Mais uma vez, as pessoas admiraram porque o meu marido teve coragem de levar o nosso filho naquele local. Aprendi a gostar do Educandário Alzira Bley com o meu marido, porque ele gostava muito do Educandário e do Hospital Pedro Fontes. Ele operava e por muitos anos doou a vida dele pelo Hospital Pedro Fontes. Faço esse depoimento em homenagem ao meu marido, porque ele levava frutas para casa, recebidas dos doentes. E, às vezes, as pessoas perguntavam se eu tinha coragem de comê-las. Participávamos das festas, eles matavam um porco e faziam um churrasco. Chamo as Senhoras Déa Moreira de Medeiros e Ilmar Carvalho, pois foi por meio da Senhora Déa Moreira de Medeiros - que veio do Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Município de Cachoeiro de Itapemirim e gostava muito de trabalhar pelas pessoas - que fui pescada. E me tornei a secretária dela na direção do Educandário Alzira Bley. (Palmas) Estou muito emocionada porque acompanhamos esses meninos com muito amor e carinho. Demos uma parte da nossa vida com muito amor mesmo. Eles nos encontram pelos caminhos da vida e nos abraçam. Queremos muito bem a todos. Estamos contentes com este movimento e dispostas, falo também em nome das Senhoras Déa Moreira de Medeiros e Ilmar Carvalho, a continuarmos nessa luta, porque vivemos essa situação. Somos mães, sabemos o que estão passando e acompanhamos muito por meio dos meninos. Ajudamos numa situação de emergência, quando precisam de um hospital, na construção de uma casa. Enfim, damos apoio moral. Somos mães e sabemos das sequelas que ficam nessas crianças. Sou assistente social e me aposentei pelo Ministério da Saúde. Trabalhei no ambulatório da Pediatria do Inamps. Lá havia um médico, Doutor Paim, que dizia que a maior sequela que uma pessoa podia ter é a da separação. A mãe não poder amamentar o filho é a maior sequela que existe. Presenciamos. Eles foram vítimas dessa situação. Na verdade, por ignorância, talvez até para defendê-los de uma doença, mas ficou essa sequela. Acho esse movimento muito importante. Precisamos dar continuidade e resposta, porque eles merecem. Lembro-me também que a Senhora Dora Martins Cypreste foi minha colega na época em que S. S.ª trabalhou no Hospital Pedro Fontes, e fico contente em ver que continua lutando. Há muitos anos não a via. Coloco-me à disposição, pois estou aposentada, disposta e bem para fazer alguma coisa. Podem contar comigo. O Senhor Venilton Pereira, em sua fala, citou os presidentes. O Doutor Arildo, que justificou a ausência, um grande companheiro. Convidamos o Senhor Alcy Ribeiro, ex-conselheiro, mas ele não pode comparecer. O Senhor Ari Lopes Ferreira, conselheiro amigo da nossa instituição, os está acompanhando na formação jurídica. Os senhores sabem que ele é uma pessoa com quem se pode contar. Lamentou não poder estar presente, pois já tinha um compromisso. É com muito amor e carinho que me manifesto e até estou emocionada. Caso as Senhoras Déa Moreira de Medeiros e Ilmar Carvalho quiserem falar um pouquinho. A SR.ª ILMAR CARVALHO – Um beijo grande para os meus filhos de coração. Que Deus abençoe a todos! O SR. PRESIDENTE – (DOUTOR HÉRCULES) – Muito obrigado e levem o nosso abraço para o Senhor Carlos Sant’Anna, nosso amigo. Concedo a palavra ao Senhor José Romildo de Abreu. Diário do Poder Legislativo - 5126 O SR. JOSÉ ROMILDO DE ABREU – Senhor Presidente Deputado Doutor Hércules, componentes da Mesa e todos os presentes, bom dia. Gostaria de fazer uma ressalva em relação à pergunta que o Senhor Arthur Custódio Sousa mencionou sobre os outros Estados: o Preventório. Não sei se alguém se lembra, peço uma salva de palmas para a Senhora Jandira Scauze (Palmas) que ninguém chamou. Ela é uma excelente pessoa, era quem acolhia as crianças... O SR. PRESIDENTE – (DOUTOR HÉRCULES) – Ela está presente? Não veio. O SR. JOSÉ ROMILDO DE ABREU – Recebia as crianças, era tipo uma encarregada do berçário. Cheguei ao Educandário aos doze anos e sai aos dezesseis. Fui para a Marinha, mas tive amizade e contato com S. S.ª, e via que tratava muito bem as crianças que recebia. Não me recordo se alguém viu alguma violência contra as crianças. Mas tenho certeza que não houve no Educandário Alzira Bley, porque nos outros houve muitas coisas e ficaram muitas sequelas em relação ao recebimento das crianças. Pelo que me consta a Senhora Jandira ainda está lá. Inclusive propusemos levar o Senhor Arthur Custódio Sousa para conhecê-la e, se houver interesse da Casa e da imprensa em registrar esse encontro, ele será um marco histórico que estamos reivindicando. Agradeço a palavra e obrigado a todos. O SR. PRESIDENTE – (DOUTOR HÉRCULES) – Concedo a palavra ao Senhor José Santana. O SR. JOSÉ SANTANA – Bom dia a todos. A minha fala será pouca, porque acompanhei bem atentamente a discussão hoje. Parabenizo V. Ex.ª pela iniciativa de abrir esta Casa de Leis para esta discussão e também por V. Ex.ª ter ido ao encontro que participou. Creio eu, umas cento e cinquenta pessoas, para que daquele dia desse a iniciativa que V. Ex.ª, como um bom Deputado e representante do Estado, abrisse esta Casa para esta discussão. Parabenizo o Senhor Arthur Custódio Sousa pelo seu trabalho. Temos acompanhado muito o seu trabalho em nível de País. Quero resgatar um pouquinho, porque cada um de nós aqui tem uma história, dentro da questão da reintegração dos portadores da hanseníase. Eu, por exemplo, sou do norte do Estado, do Município de Pancas. Meu pai ficou interno no Hospital Doutor Pedro Fontes, por quarenta e dois anos, faleceu agora no mês de janeiro. Quando ele deixou a família lá em Pancas, no Distrito de Vila Verde, eu, por exemplo, estava com oito anos de idade. Mas quando ele começou a apresentar os 5127 - Diário do Poder Legislativo sintomas da hanseníase, estava aproximadamente com quatro anos de idade. Ainda ficou um tempo e quando veio estava com oito anos. Naquele período fiquei lá com meus irmãos. A nossa avó nos acolheu, mas já faleceu há tempo. Ele ficou quarenta e dois anos, se não viesse para o Hospital Pedro Fontes, imediatamente, já não tinha mais história para contar. Meu pai faleceu neste ano, no mês de janeiro com oitenta e seis anos. Tenho certeza que você chegou a conhecer o meu pai, Senhor Euzídio Manoel Santana. A discussão da fala do Senhor Arthur Custódio Sousa, creio que tem que se discutir essa questão, pois todo familiar veio e ficou interna no Educandário Alzira Bley. Talvez o sintoma fosse apresentado não só no senhor, mas na senhora também. O casal veio e houve essa situação em que os filhos tiveram que ficar no educandário, mas no nosso caso foi o meu pai. É preciso saber de que forma. Para terem uma ideia, quando foi descoberto que meu pai estava com hanseníase na região em que nasci, por ordem, na época do Hospital Pedro Fontes, todos tiveram que ir para o Hospital de Barra de São Francisco, que era o hospital mais próximo, para fazer os exames. Todos do Córrego do Alto Peão, quando a notícia se espalhou, tiveram que fazer os exames. Estão no caminho certo! Tudo o que aconteceu hoje não pode parar. Como foi dito: o foco, a referência é a reintegração que envolve uma série de questões sociais. Por exemplo, a própria colônia, tanto dentro, como fora da colônia, que é o bairro chamado de Padre Matias, em memória ao Padre que lá trabalhou , Vila Cajueiro. Essas discussões ainda terão que acontecer. O Senhor Arthur Custódio Sousa conhece muito bem o deslocamento. Sou morador de Nova Rosa da Penha I que no passado, 1982 pertencia a Itanhenga, que no governo do passado foi separado. Moro em Nova Rosa da Penha I, mas acompanho muito bem todos esses acontecimentos. Não tenho vergonha nem receio de dizer que sou filho de um portador de hanseníase e nunca tive problema de convivência. Falo das pouquíssimas oportunidades que temos de ajudar na região. (Palmas!) O SR. PRESIDENTE – (DOUTOR HÉRCULES) – Agradeço ao Senhor José Santana. Naturalmente no segundo ou terceiro passo discutiremos outras políticas para região. Não tinha nenhuma casa quando começamos fazer este trabalho com o Senhor Paulo Valdetaro, de buscar as pessoas que estavam fora do convívio da família, pois estavam separados. A Senhora Adelaide Abreu dos Santos foi à percussora deste trabalho de busca de maridos e esposas que estavam fora e foram para o bairro Padre Matias. Concedo a palavra a Senhora Adelaide Abreu dos Santos. A SR. ADELAIDE ABREU DOS SANTOS – Bom dia a todos. Agradeço V. Ex.ª por sempre me chamar para estar dentro deste contexto. Agradeço a Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Senhora Dora Martins Cypreste por tornar visível todo trabalho que desenvolvemos desde 1974, que chegou em nível nacional e internacional, achei isso maravilhoso. Realmente tem muito segmento da sociedade que precisa ficar visível. E foi muito bom termos tido V. Ex.ª para ajudar. Parabenizo seu trabalho. Estou achando fantástico, porque sempre digo que o lugar onde trabalhei que fui mais feliz foi no hospital Doutor Pedro Fontes. Foi o lugar onde me transformei, onde me deixou ser gente. Hoje vejo que há na sociedade uma carência total dessa história. Fala-se de humanidade e dizem que somos seres humanos, mas não somos mais. Somos seres mercenários ou qualquer outra coisa talvez, menos humanos. Está faltando na sociedade humanidade. E o Senhor Deputado Doutor Hércules, com seu humanismo fora de série, propiciou que todos a sua volta pudessem se desenvolver, trazer esse humanismo à tona e ajudar a todos. Ouço falar de muita gente, mas nunca me esqueci da Anália. Ninguém falou nela aqui. Ela era ótima. Você se lembra, Demerval, da Anália? Não era uma pessoa sensacional? Lembro de todos e da Anália como aquela índia brigona, é uma imagem maravilhosa. Podem contar comigo, porque está no meu coração a causa dos moradores. Inclusive estou sentindo falta de uma associação de moradores, ele denunciou o fato de internos do Educandário Alzira Bley e dos pacientes, dos antigos pacientes, como andam eles? Como estão todos eles? Eles estão amparados? Eles têm apoio do governo? Não sei. Foi só por isso que me levantei para falar. Não gosto muito de ficar em evidência. Mas se eu puder ajudar, contem comigo. Continuo na ativa só como professora, mas não tem problema, nunca deixarei de ser assistente social. (Palmas) O SR. PRESIDENTE – (DOUTOR HÉRCULES) – Obrigado por resgatar essa história, lembrar do nome de pessoas que convivemos naquela época, para não apagar da memória essas pessoas que foram tão importantes nas nossas vidas. Concedo a palavra ao Senhor Arthur Custódio Sousa, para suas considerações finais. O SR. ARTHUR CUSTÓDIO SOUSA – Na verdade, a audiência chegou onde precisávamos, onde queríamos. O Senhor Deputado Doutor Hércules já apresentou uma proposta nova, inclusive que não surgiu em nenhuma outra assembléia. Mas acho que o próximo passo é a busca do apoio desta Casa como um todo para a causa. Podemos trabalhar isso com a assessoria de V. Ex.ª um documento e angariar a assinatura dos outros deputados estaduais para encaminhar à Presidente Dilma Rousseff e à Ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário. O apoio da Bancada federal, alguns estados apontaram um pouco a isso, de se fazer uma mensagem à bancada federal, aos deputados federais e senadores, para que apóiem também essa iniciativa Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 da indenização. Então, sairia da Assembleia Legislativa um pedido para os deputados federais do Espírito Santo para esse apoio. Uma coisa que o deputado disse que seria muito positivo para a ajuda, S. Ex.ª disponibilizou de fazer uma mensagem daqui para as outras assembleias que ainda não fizeram. Então, já tem duas marcadas, uma no Amazonas e outra em Piauí, que será marcada fruto dessa audiência. E alguns estados não fizeram nenhuma iniciativa. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Roraima, Mato Grosso do Sul ainda não tiveram nenhum tipo de iniciativa, nem OAB, câmara de vereadores e defensoria pública. Encaminharei a V. Ex.ª a lista dos estados que ainda não fizeram suas assembléias. Parabéns para todos nós. Na verdade, vou pegar a fala de um companheiro. Há companheiros que tiveram de dar uma saidinha agora porque a Senhora Fernanda Vianna terá de pegar o voo para o Rio Grande do Sul e irá para o Hospital das Clínicas. A Senhora Fernanda já está fazendo a coleta de saliva para o teste de DNA dos filhos desaparecidos. Agradecemos a ela e também o apoio da Universidade do Rio Grande do Sul do Instituto de Genética do Hospital das Clínicas da Universidade Federal e ao Instituto Nacional de Genética Humana e Populacional. Para finalizar dizemos que esse movimento não é do Senhor Arthur Custódio de Sousa, companheiro do Morhan, Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase. Mas esse movimento é nosso, ou seja, é de todo o Morhan porque ele não existe se não houver o Morhan do Estado do Espírito Santo apoiando; se não houver o Morhan do Estado do Rio Grande do Norte apoiando e se não tiverem as pessoas ligadas. E mais do que isso: esse é um movimento dos filhos. Não dá para esperar. Cada chamado deste, se conseguirmos encontrar algum filho desaparecido, Senhor Deputado Doutor Hércules, fica um compromisso nosso de que faremos o reencontro nesta Assembleia Legislativa com V. Ex.ª. Temos de mostrar para a sociedade esses reencontros e os erros cometidos. Esse é um movimento que todos têm de vir juntos e não ficar sentado em casa esperando. Cada assembleia que montarmos, cada reunião realizada nesta Casa de Leis, se conversarmos com a OAB, se formos para algum ato, se colhermos assinaturas explicando à população o que está acontecendo, enfim, tudo o que for feito precisa da participação de todos porque não dá para esperar e dizer: ah! não, fulano lutará por mim ou ciclano vai lutar por mim! Tem de estar todo mundo junto e evitar fofoca. Temos de estabelecer alguns canais que sejam os nossos canais de comunicação. Finalizando, agradecemos mais uma vez ao Senhor Deputado Doutor Hércules o apoio que tem dado a essa causa, ficamos à disposição do que o mandato de V. Ex.ª precisar do Morhan, fazemos essa troca e esperar ainda neste ano a realização da Diário do Poder Legislativo - 5128 próxima discussão sobre a situação do hospital. Com certeza temos muito para auxiliar o Estado do Espírito Santo e a Senhora Marizete Altoé Puppin para eliminar a hanseníase no Estado do Espírito Santo. Muitas iniciativas foram feitas; o Senhor Deputado Doutor Hércules já nos passou um bilhete dizendo que está cheio de ideias e trabalharemos nelas. O SR. PRESIDENTE - (DOUTOR HÉRCULES) – Muito obrigado, Senhor Arthur Custódio de Sousa. Concedo a palavra à Senhora Marizete Altoé Puppin, Coordenadora do Programa de Controle de Hanseníase do Estado. A SR.ª MARIZETE ALTOÉ PUPPIN – (Sem revisão da oradora) - Senhor Presidente Doutor Hércules, pedi a palavra porque como representante do Estado e coordenadora estadual desse programa não poderia sair desta sessão sem manifestar-me. Parabenizamos V. Ex.ª e nos colocamos à disposição para apoiar qualquer iniciativa que é de direito. Portanto, temos obrigação de apoiar. Essa é uma iniciativa de direito por isso sinto-me no papel e no dever de falar que é obrigação nossa participar e de nos inteirar sobre o que está acontecendo. Depois de tantos depoimentos que ouvimos nesta sessão, observamos que a hanseníase deixou tanto sofrimento, tanta marca na sociedade, nas famílias capixabas e brasileiras, assim como o Senhor Arthur Custódio de Sousa mostrou através do vídeo que hanseníase é uma doença que tem cura; realmente avançamos. Que pena que ainda não fizemos tudo porque existe muito a se fazer. Há vinte anos estamos neste Estado - somos militantes na hanseníase há vinte e quatro anos – e avançamos bastante. Lembramo-nos que tinham trinta doentes para cada dez mil habitantes e era muito, ou seja, era uma média de três mil. Hoje ainda somos um Estado que tem muito a fazer, para eliminar. É acabar mesmo com a doença, como disse o Senhor Arthur Custódio de Sousa. Entretanto, acabar com uma doença que tem tantas marcas, como sempre dizemos podemos acabar com o bacilo. No entanto, se não acabarmos com o preconceito, não conseguiremos acabar com a doença. Talvez seja essa a dificuldade tão grande de acelerar o avanço do combate contra a hanseníase. Só assim para confortar o Estado, não avançamos em tudo. Todavia, melhoramos bastante. Hoje são setenta e oito municípios do Estado do Espírito Santo e temos ainda mais de mil casos novos a cada ano. Portanto, precisamos melhorar muito. Precisamos diminuir, diagnosticar e tratar. Mas uma coisa me conforta porque pelo menos, hoje, em setenta e oito municípios, temos serviços e remédios disponíveis para receber esses pacientes a tempo e não deixar sequelas, pelo menos sequelas físicas. Falamos que 5129 - Diário do Poder Legislativo temos de acabar com esse preconceito, com esse estigma para não deixar sequelas psicológicas porque esse é o grande mal dessa doença e talvez seja uma das coisas que temos de militar bastante. Então, iniciativas como esta quando tem alguns ganhos nesse sentido também resgatamos aquilo que gostaríamos de avançar para não deixar também ainda marcas para as próximas gerações. Será bom acabarmos, diminuirmos o preconceito, não é Senhor Arthur Custódio Sousa? Para diminuirmos o estigma da hanseníase não é só matando a bactéria, o bacilo causador da doença não deixaremos tantas marcas para as gerações futuras, para os filhos dos senhores, para os netos, enfim, precisamos ir devagarinho fazendo com que realmente elimine tudo isso e acabe, de fato, com tudo isso. Parabenizamos a Mesa e dizemos que estamos na luta - essa luta é de movimento nacional - e enquanto programa de controle da doença não queremos acabar só com o bacilo, queremos acabar com o preconceito e com o estigma também e só rompendo com essas coisas eliminaremos isso tudo. Obrigada. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (DOUTOR HÉRCULES) – Obrigado, Senhora Marizete Altoé Puppin e Senhor Arthur Custódio Sousa. Temos algumas providências que tomaremos a respeito do que podemos fazer na Assembleia Legislativa. Toda primeira segunda-feira de cada mês temos o espaço na sessão ordinária chamado Tribuna Popular. Não sabemos em qual mês poderemos trazer um representante, mas os senhores escolherão esse representante para falar na Assembleia Legislativa cuja sessão é transmitida ao vivo pela TV Assembleia no canal 12 da NET e na TV Educativa, canal aberto que é do Estado. Temos outra condição que é requerer ao Presidente da Assembleia Legislativa um espaço para que venha alguém gravar um programa neste Estado de cerca de trinta minutos para a pessoa falar sobre esse tema e dar testemunhos. É importante e assim vamos avolumando cada vez mais. Procuraremos o Presidente da OAB, Doutor Homero Mafra porque também estamos trabalhando foi criado no Brasil hoje pelo Doutor Ophir Cavalcante, Presidente Nacional da OAB, a Comissão da Verdade parecido com que estamos fazendo nesta Casa, buscamos os desaparecidos. Temos um colega de infância, Dona Déa Moreira de Medeiros, de Cachoeiro de Itapemirim, Senhor Arildo Valadão que sua esposa desapareceu no Araguaia e até hoje, cerca de quarenta e tantos anos, não tem notícias. A OAB está também empenhada nessa Comissão e queremos inserir a OAB-ES nesse contexto e fazer um apelo ao Presidente Nacional para engrossar nossa fileira. Temos também o Senhor Orlando Bonfim Júnior desaparecido, jornalista que teve repercussão nacional e desapareceu nessa época. Recriamos, pois estava parada, uma Comenda com Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 seu nome para homenagear algumas autoridades, destaques, o Bispo Dom João in memoriam e também o Doutor João Batista Herkenhoff, juiz, um baluarte conhecido por todos do Estado. Esse movimento começou pequeno no Hospital Pedro Fontes. Já tínhamos feito uma sessão homenageando o Pedro Fontes há uns dois anos, não é Senhor Durval Geira? Mas agora com esse encontro no Hospital Pedro Fontes e a sessão de hoje já vamos marcar outra sessão para discutirmos a questão do hospital e depois teremos de discutir as posses, o título de posse das pessoas que têm seus imóveis lá dentro que não sabe se é dono e de quem é. Então, temos de discutir também essa questão e marcaremos outra sessão. Colocamo-nos à disposição de todos. Deveríamos visitar o hospital e vamos marcar o dia e a data para fazermos mais uma reunião preparatória igual a que fizemos dessa lá com a participação dos senhores para uma sessão especial nesta Casa. Algumas pessoas podem falar que estendi muito esta sessão, mas foi muito pouco em razão do que o País fez com os senhores. Todos somos responsáveis. Como deputado e como médico que vi essa luta e a conheço de perto, me vejo na obrigação e no dever de colocar o meu mandato à disposição dos senhores, para que façamos um pouco de justiça. Sei que existem danos que não se recupera, como a violência que foi praticada contra os senhores, os que desapareceram, os que foram enterrados sem atestado de óbito, os restos mortais não se sabe onde estão, e eles não ressuscitarão. Infelizmente, buscaremos o que estiver em nosso alcance efetivamente, a justiça; para que possamos dar um pouco de paz aos senhores que sofreram muito e continuam sofrendo. Agradeço todos os que compõem ou não a Mesa, ao Senhor Arthur Custódio Souza, que tem me atendido prontamente quando ligo. Às vezes telefono ele não pode falar ou vice-versa; passo um torpedo, ele responde de Brasília ou de qualquer lugar do Brasil. Mas, com certeza, vamos melhorar essa situação de todos. Muito obrigado, um abraço a todos. (Palmas!) Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente sessão. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, em 19 de setembro de 2011, para a qual designo EXPEDIENTE: O que ocorrer. ORDEM DO DIA: anunciada na octogésima terceira sessão ordinária, realizada em 14 de setembro de 2011. Está encerrada a sessão. * Encerra-se a sessão às onze horas e cinquenta e oito minutos. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 OCTOGÉSIMA QUARTA SESSÃO ORDINÁRIA DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SÉTIMA LEGISLATURA, REALIZADA EM 19 DE SETEMBRO DE 2011. (De acordo com o registrado no painel eletrônico, à hora regimental, para ensejar o início da sessão, comparecem os Senhores Deputados Atayde Armani, Claudio Vereza, Da Vitória, Dary Pagung, Doutor Hércules, Elcio Alvares, Freitas, Genivaldo Lievore, Glauber Coelho, José Esmeraldo, Luciano Pereira, Luzia Toledo, Marcelo Coelho, Nilton Baiano, Roberto Carlos e Theodorico Ferraço) Diário do Poder Legislativo - 5130 O SR. PRESIDENTE - (ROBERTO CARLOS) – Ata aprovada como lida. Convido o Senhor 2.º Secretário a proceder à leitura da ata da vigésima nova sessão especial, realizada em 15 de setembro de 2011. (Pausa) (O Senhor 2.º Secretário procede à leitura da ata) O SR. PRESIDENTE - (ROBERTO CARLOS) – Ata aprovada como lida. O SR. PRESIDENTE – (GLAUBER COELHO) – Havendo número legal e invocando a proteção de Deus, declaro aberta a sessão. O SR. ATAYDE ARMANI – Senhor Presidente, pela ordem! Requeiro a V. Ex.a um minuto de silêncio em memória do Senhor José Geraldo Macedo, amigo que faleceu no Município de Linhares em razão de um acidente de carro. (Assume a 1.ª Secretaria o Senhor Deputado Roberto Carlos e a 2.ª Secretaria, a convite do Presidente, o Senhor Deputado Dary Pagung) O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Convido todos para se colocarem de pé e prestarem um minuto de silêncio. (Pausa) O SR. PRESIDENTE – (GLAUBER COELHO) – Convido o Senhor Deputado Dary Pagung a proceder à leitura de um versículo da Bíblia. (Pausa) (O Senhor Dary Pagung lê Salmos, 124:8) O SR. PRESIDENTE – (GLAUBER COELHO) – Passo a presidência dos trabalhos ao Senhor Deputado Roberto Carlos. (Pausa) O SR. PRESIDENTE - (ROBERTO CARLOS) – Assumo a presidência dos trabalhos para dar continuidade ao rito da sessão. O SR. 2.º SECRETÁRIO – (DARY PAGUNG) - Passo a 2.ª Secretaria ao Senhor Deputado Glauber Coelho. (Pausa) O SR. PRESIDENTE - (ROBERTO CARLOS) – Convido o Senhor 2.º Secretário a proceder à leitura da ata da nona sessão extraordinária, realizada em 14 de setembro de 2011. (Pausa) (O Senhor 2.º Secretário procede à leitura da ata) O SR. PRESIDENTE - (ROBERTO CARLOS) – Ata aprovada como lida. Convido o Senhor 2.º Secretário a proceder à leitura da ata da vigésima sétima sessão solene, realizada em 14 de setembro de 2011. (Pausa) (O Senhor 2.º Secretário procede à leitura da ata) (A Casa presta a homenagem) O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Convido o Senhor Deputado Glauber Coelho a assumir a 1.ª Secretário e a proceder à leitura do Expediente. (Pausa) O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: PREFEITURA MUNICIPAL DE IUNA OFÍCIO N.º 224/2011 Iúna, 29 de julho de 2011. Assunto: Prestação de contas do mês de julho/2011. Senhor Presidente: Com o presente, estamos enviando prestação de contas dos Royalties do petróleo, referente ao mês de julho/2011. Sem mais para o momento, despedimo-nos. Cordialmente, JOÃO ELIAS ALCURE QUARTO Presidente do Conselho Rua Des. Epaminondas Amaral, 58, Centro, Iúna – ES, Cx. Postal 07 CEP: 29390-000 Telefax (28) 3545-1322 CNPJ: 27.167.394/0001-23 Ao Ex.mo Sr. RODRIGO CHAMOUN Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA 5131 - Diário do Poder Legislativo O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Ciente. Às Comissões de Ciência e Tecnologia e de Finanças. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO OFÍCIO N.º 99/2011 Vitória, 16 de setembro de 2011. Senhor Presidente: Através do presente, solicito a Vossa Senhoria que com base no Art. 23 §1º, III combinado com o Art. 289 §1º do Regimento Interno, justifique minha ausência na Sessão Ordinária do dia 13 de setembro de 2011. Atenciosamente, JOSÉ ESMERALDO Deputado Estadual Ao Ex.mo Sr. RODRIGO CHAMOUN Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Justificada a ausência. À Secretaria. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR MENSAGEM N.º 175/ 2011 Vitória, 15 de setembro de 2011. Senhor Presidente: Encaminho à apreciação dessa Casa Legislativa o anexo Projeto de Lei que tem por objetivo promover ajustes na redação da Lei Estadual n.º 9.459, de 1º de junho de 2010, publicada no Diário Oficial do Estado em 02 de junho de 2010, que criou a Indenização para Aquisição de Fardamento no âmbito da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo - PMES e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo - CBMES e a Indenização para Aquisição de Uniforme no âmbito da Secretaria de Estado da Justiça – SEJUS. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 As alterações propostas visam aperfeiçoar a sistemática de pagamento da indenização em questão, tendo em vista que a redação original do dispositivo fixa mês para pagamento da verba, o que prejudica os agentes públicos que ingressam em momento posterior à data fixada. Assim, proponho que o pagamento seja realizado anualmente, no mês correspondente ao ingresso do agente público, e para os agentes ingressantes no período de 1º de agosto de 2011 até a data de edição da Lei ora proposta, que seja realizado no mês subseqüente ao da publicação desta Lei, como forma de solucionar as questões pendentes. Proponho, ainda, que os agentes públicos contratados por meio de designação temporária, para exercerem as funções de Agente Penitenciário ou Agente de Escolta e Vigilância Penitenciário e os militares da Reserva convocados para o serviço ativo também façam jus ao pagamento da indenização, dispensando aos mesmos tratamento equânime para aquisição de uniforme e fardamento. A proposta também contempla a previsão para que as instituições disciplinem a devolução dos fardamentos e uniformes quando houver vacância do cargo público ou término do contrato de designação temporária. Por todo o exposto, tenho a certeza de que essa Casa de Leis, apreciando o teor do projeto, em anexo, e as razões que o justificam, apoiará e aprovará esta iniciativa, por reconhecer o interesse público que ela traduz. Atenciosamente, JOSÉ RENATO CASAGRANDE Governador do Estado PROJETO DE LEI N.º 314/2011 Altera e inclui dispositivos na lei nº 9.459, de 01 de junho de 2010, que criou a Indenização para Aquisição de fardamento no âmbito da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo – PMES e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo – CBMES e a Indenização para Aquisição de uniforme no âmbito da Secretaria de Estado da Justiça – SEJUS. Art. 1º Os artigos 2°, 4° e 8° da Lei nº 9.459 de 01.06.2010, passam a vigorar com as seguintes alterações: “Art. 2º A Indenização prevista no art. 1º corresponderá a 375 (trezentos e setenta e cinco) Valores de Referência do Tesouro Nacional – VRTEs e será paga anualmente, em parcela única, no mês Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 correspondente ao ingresso servidor em seu cargo. Diário do Poder Legislativo - 5132 do § 1º A indenização prevista no caput deste artigo será paga em triplo, por ocasião da matrícula do militar estadual em curso de formação de oficiais, e em dobro, no mês subseqüente ao que for declarado aspirante a oficial, e ao nomeado oficial, no mês de sua nomeação. § 2º [...]. § 3º Ao militar estadual matriculado em curso de aperfeiçoamento ou habilitação, além da indenização prevista no caput deste artigo, caberá outra no mês subseqüente ao da diplomação do seu respectivo curso com aproveitamento. § 4º [...]. § 5º O agente público contratado por meio de designação temporária para a função de Agente Penitenciário ou Agente de Escolta e Vigilância Penitenciário fará jus ao recebimento da indenização de que trata o caput deste artigo, a qual será paga conjuntamente com a sua primeira remuneração. § 6º O pagamento da indenização será realizado, para o servidor ingressante, conjuntamente com sua primeira remuneração, e, posteriormente, na forma do caput deste artigo. (NR) Art. 4º Em caso de dano do fardamento de militares estaduais ou uniformes de servidores civis em virtude do serviço, ou quando o militar ou o Agente Penitenciário e o Agente de Escolta e Vigilância Penitenciário forem transferidos por necessidade de serviço para outras unidades que exijam fardamento ou uniformes diversos, fará jus a uma indenização complementar. § 1º Ocorrendo a hipótese do dano previsto no caput deste artigo, a pedido do interessado será instaurado o devido processo administrativo, que visará apurar todas as circunstâncias fáticas e de direito atinentes ao fato, e sendo comprovada a existência de nexo causal entre o dano da farda ou uniforme e o exercício da função pública bem como a ausência de culpa ou dolo do requente, poderá ser paga a indenização complementar, após a respectiva conclusão e publicidade da solução. § 2º No caso previsto no § 1°, deverá o militar ou agente proceder a juntada, ao processo administrativo da nota fiscal referente à despesa contraída para compra das peças danificadas, sendo-lhe restituído em valor correspondente a 70% (setenta por cento) do previsto no artigo 2º. § 3º Ocorrendo a hipótese da transferência prevista no caput deste artigo, o militar estadual ou Agente Penitenciário e Agente de Escolta e Vigilância Penitenciário farão jus a uma indenização complementar no valor correspondente a 50% (cinquenta por cento) do previsto no artigo 2º desta Lei. (NR) Art. 8º [...] Parágrafo único. Cada Instituição deverá disciplinar em norma interna a devolução dos fardamentos ou dos uniformes por parte do beneficiário quando for desligado, demitido, licenciado ou excluído do serviço público, no caso de ex-militar e quando houver vacância do cargo ou término do contrato de designação temporária, no caso do ex-agente, estabelecendo prazo e sanção em caso de descumprimento da obrigação.”. (NR) Art. 2º Em qualquer hipótese, o valor total das indenizações para aquisição de fardamento ou uniforme, para cada militar ou Agente Penitenciário e Agente de Escolta e Vigilância Penitenciário, não poderá exceder a 750 (setecentos e cinquenta) VRTEs por ano civil, exceto o previsto no art. 1º desta Lei, no tocante ao Curso de Formação de Oficiais. Art. 3º O militar estadual transferido para a Reserva Remunerada ou Reformado em até 06 (seis) meses após o recebimento da indenização para aquisição de fardamento, devolverá ao erário 50% (cinquenta por cento) do valor recebido. Art. 4º Fica estendido aos militares da Reserva Remunerada convocados ao serviço ativo da PMES e do CBMES o pagamento da presente 5133 - Diário do Poder Legislativo indenização o pagamento da indenização prevista no art. 1º desta Lei. Parágrafo único. Aplica-se o disposto no artigo 3º desta Lei aos militares da Reserva Remunerada de que trata o caput deste artigo. Art. 5º O pagamento da indenização prevista na Lei nº 9.459/2010, para os ingressantes no período de 1º de agosto de 2011 até a data de publicação desta Lei, será realizado na folha de pagamento do mês subsequente ao da publicação desta Lei, sendo vedado o pagamento em duplicidade caso este já tenha sido realizado. Art. 6º As despesas decorrentes da aplicação desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias constantes do orçamento vigente, destinadas a esse fim. Art. 7º Esta Lei entra em vigor a partir da data de sua publicação. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Publique-se. Após o cumprimento do artigo 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça, de Defesa da Cidadania, de Segurança e de Finanças. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR MENSAGEM N.º 176/2011 Vitória, 15 de setembro de 2011. Senhor Presidente: Encaminho à apreciação dessa Casa de Leis o anexo Projeto de Lei Complementar que tem por objetivo alterar o Quadro de Vagas do Departamento de Estradas e Rodagem do Estado do Espírito Santo – DER/ES. O Projeto contempla a criação de 05 (cinco) vagas no cargo de Técnico Operacional e 01 (uma) vaga no cargo de Técnico Superior Operacional, bem como a extinção de 05 (cinco) vagas no cargo de Agente de Suporte II, 04 (quatro) vagas no cargo de Agente Operacional I, 02 (duas) vagas no cargo de Assistente Operacional e 04 (quatro) vagas no cargo de Assistente de Suporte, a fim de promover uma maior adequação do Quadro de Pessoal do DER/ES. O DER/ES atua administrando o sistema rodoviário estadual, sua integração com as rodovias municipais e federais e com os demais modais de transporte, objetivando o atendimento aos usuários no transporte de pessoas e cargas. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Atualmente o DER/ES está com um vasto programa de intervenções no Sistema Rodoviário Estadual, todas relevantes para a população, como as obras urbanas do /Sistema Metropolitano na Grande Vitória – Transcol III, as obras de contenção de encostas em áreas urbanas e a construção de passagens importantes para a melhoria do trânsito urbano, como a recente inaugurada Ponte da Passagem. Neste contexto, a reestruturação do Quadro de Pessoal do DER/ES ora proposta, busca viabilizar que o referido Departamento desenvolva suas atividades com maior eficiência e dinamismo, vez que propicia a alocação de recursos humanos nas áreas de maior fluxo de demandas. A criação das 06 (seis) vagas previstas no projeto acarretará uma despesa anual de R$ 206.100,38 (duzentos e seis mil, cem reais e trinta e oito centavos) E, em contra partida, a extinção das outras 15 (quinze) vagas ensejará uma redução de despesa anual de R$ 215.597,75 (duzentos e quinze mil, quinhentos e noventa e sete reais e setenta e cinco centavos) o que, ao final, acarretará uma economia anual de R$ 9.497,36 (nove mil, quatrocentos e noventa e sete reais e trinta e seis centavos). Em observação às normas da Lei de Responsabilidade Fiscal encaminho, anexo, Declaração de Atendimento ao Limite de Pessoal definido pela LRF, corroborado pelo Relatório de Gestão Fiscal - Demonstrativo da Despesa com Pessoal - Orçamento Fiscal e da Seguridade Social Janeiro/2010 a Dezembro/2010. Pelo exposto aguardo que essa Casa de Leis, apreciando o teor do projeto anexo e as razões que o justificam, apoiará e aprovará esta iniciativa Atenciosamente, JOSÉ RENATO CASAGRANDE Governador do Estado PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N.º 19/2011 Extingue e cria vagas em cargos de provimento efetivo no âmbito do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Espírito Santo – DER-ES. Art. 1º Ficam extintas as vagas de cargos de provimento efetivo do Quadro de Pessoal do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Espírito Santo – DER-ES, descritos no Anexo I desta Lei Complementar, com o respectivo quantitativo. Art. 2º Ficam criadas as vagas de cargos de provimento efetivo no Quadro de Pessoal do DERES, descritos no Anexo II desta Lei Complementar, com o respectivo quantitativo. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Art. 3º O quadro de vagas de cargos efetivos do DER-ES, previsto no Anexo VII da Lei nº 381/2007, passa a ser o constante do anexo III desta Lei Complementar. Diário do Poder Legislativo - 5134 MENSAGEM N.º 177/2011 Vitória, 15 de setembro de 2011. Senhor Presidente: Art. 4º Esta lei complementar entra em vigor na data de sua publicação. ANEXO I, a que se refere o artigo 1º Em R$1,00 VAGAS DE CARGOS EFETIVOS EXTINTAS CARGOS Agente de Suporte II QUANT. VENCIMENTO TOTAL 05 753,22 3.766,10 Agente Operacional I 04 455,23 1.820,92 Assistente Operacional Assistente de Suporte 02 1.287,83 2.575,66 04 1.287,83 TOTAL 15 5.151,32 13.314,00 ANEXO II, a que se refere o artigo 2º Em R$1,00 VAGAS DE CARGOS EFETIVOS CRIADAS CARGOS QUANT. VENCIMENTO TOTAL Técnico Superior Operacional 01 3.882,92 3.882,92 Técnico Operacional TOTAL 05 1.822,42 9.112,10 06 12.995,02 ANEXO III, a que se refere o artigo 3º Em R$1,00 CLASSE I II III IV CARGOS QUANTITATIVO Agente Operacional I Agente de Suporte I Agente Operacional II Agente de Suporte II Assistente Operacional Assistente de Suporte Técnico Operacional Técnico de Suporte Técnico Superior Operacional Técnico Superior de Suporte TOTAL Comunico a essa Casa de Leis que, amparado nos artigos 66, § 2º e 91, IV da Constituição Estadual vetei, totalmente, o Projeto de Lei nº 130/2010, de autoria da Deputada Luzia Toledo por considerá-lo inconstitucional, por vício formal, considerando a usurpação da iniciativa privativa, “in casu”, pertencente ao Chefe do Poder Executivo. O veto que ora aponho ao PL em apreço, está fundamentado no parecer emitido pela douta Procuradoria Geral do Estado, que aprovo e transcrevo: “Da proteção constitucional às pessoas com deficiência. O ordenamento constitucional inaugurado com a Carta Republicana de 1988 introduziu diversos preceitos tendentes a minimizar as desigualdades presentes no tecido social, destacando-se, dentre eles, os que enfocam a inclusão social dos portadores de necessidades especiais, o que pode ser claramente percebido ao longo de seu texto, de onde se extraem inúmeras referências a este grupo, como indicam os dispositivos que abaixo se transcreve: Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: 66 07 14 31 06 13 65 28 78 24 332 REPERCUSSÃO DO PROJETO DE LEI QUE CRIA E EXTINGUE VAGAS EM CARGOS PÚBLICOS NO QUADRO DE PESSOAL DO DER ESPECIFICAÇÃO CUSTO ANUAL CRIAÇÃO DE 05 VAGAS NO CARGO PÚBLICO DE TÉCNICO R$ OPERACIONAL E DE 01 VAGA NO CARGO DE TÉCNICO SUPERIOR 206.100,38 OPERACIONAL EXTINÇÃO DE 05 VAGAS NO CARGO PÚBLICO DE AGENTE DE SUPORTE II, 04 VAGAS NO CARGO DE AGENTE OPERACIONAL I, 02 R$ VAGAS NO CARGO DE ASSISTENTE OPERACIONAL E 04 VAGAS NO 215.597,75 CARGO DE ASSISTENTE DE SUPORTE Previsão de Redução de Despesa de Pessoal Anual - R$ 9.497,36 O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Publique-se. Após o cumprimento do artigo 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça, de Defesa da Cidadania, de Infraestrutura e de Finanças. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR (...) XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência; (...) Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: (...) II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência; (...) Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 5135 - Diário do Poder Legislativo obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (...) VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão; (...) Art. 203. A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social, e tem por objetivos: Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 (...) II - criação de programas de prevenção e atendimento especializado para os portadores de deficiência física, sensorial ou mental, bem como de integração social do adolescente portador de deficiência, mediante o treinamento para o trabalho e a convivência, e a facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação de preconceitos e obstáculos arquitetônicos. § 2º - A lei disporá sobre normas de construção dos logradouros e dos edifícios de uso público e de fabricação de veículos de transporte coletivo, a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência. (...) IV - a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária; (...) Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: (...) III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino; (...) Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. § 1º - O Estado promoverá programas de assistência integral à saúde da criança e do adolescente, admitida a participação de entidades não governamentais e obedecendo os seguintes preceitos: Art. 244. A lei disporá sobre a adaptação dos logradouros, dos edifícios de uso público e dos veículos de transporte coletivo atualmente existentes a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência, conforme o disposto no art. 227, § 2º. De se ver, portanto, que os preceitos que se pretende ver incluídos na legislação estadual por intermédio do Autógrafo examinado, avaliados apenas sob o seu aspecto material, são inteiramente compatíveis com as normas constitucionais que regulam a matéria, posto que com estas não estabelecem qualquer confronto. Da competência legislativa conferida ao Estado para iniciar o processo legislativo Segundo disciplina o Art. 24, inciso XIV, § 3° da Constituição Federal, é concorrente a competência legislativa em matéria atinente a pessoas portadoras de deficiência, ou seja, uma vez editadas normas gerais pela União, os Estados poderão, no exercício da competência legislativa plena ou cumulativa que lhes é assegurada, editar normas que atendam às peculiaridades estaduais, inclusive as normas gerais necessárias, quando ausentes normas gerais prescritas pela União, como se verifica da literal transcrição dos dispositivos comentados: Art. 19. Compete respeitados os estabelecidos na Federal: ao Estado, princípios Constituição (…) V - exercer, no âmbito da legislação Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 concorrente, a competente legislação suplementar e, quando couber, a plena, para atender às suas peculiaridades; (…) Art. 24 - Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: [...] XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência; A possibilidade aberta ao Estado de legislar a respeito da matéria posta nestes autos já foi objeto de análise por parte do Supremo Tribunal Federal, que fixou o entendimento que se extrai dos votos abaixo transcritos, em que se manifestaram, respectivamente, a Ministra Ellen Gracie e o Ministro Carlos Veloso: “O espaço de possibilidade de regramento pela legislação estadual, em casos de competência concorrente abre-se: (1) toda vez que não haja legislação federal, quando então, mesmo sobre princípios gerais, poderá a legislação estadual dispor; e (2) quando, existente legislação federal que fixe os princípios gerais, caiba complementação ou suplementação para o preenchimento de lacunas, para aquilo que não corresponda à generalidade; ou ainda, para a definição de peculiaridades regionais. Precedentes. 6. Da legislação estadual, por seu caráter suplementar, se espera que preencha vazios ou lacunas deixados pela legislação federal (...)”ADI-MC 2396/MS - Julgamento: 26/09/2001. DJ 14-12-2001 PP-00023 "O art. 24 da CF compreende competência estadual concorrente não-cumulativa ou suplementar (art. 24, § 2º) e competência estadual concorrente cumulativa (art. 24, § 3º). Na primeira hipótese, existente a lei federal de normas gerais (art. 24, § 1º), poderão os Estados e o DF, no uso da competência suplementar, preencher os vazios da lei federal de normas gerais, a fim de afeiçoá-la às peculiaridades locais (art. 24, § 2º); na segunda hipótese, poderão os Estados e o DF, inexistente a lei Diário do Poder Legislativo - 5136 federal de normas gerais, exercer a competência legislativa plena ‘para atender a suas peculiaridades’ (art. 24, § 3º). Sobrevindo a lei federal de normas gerais, suspende esta a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário (art. 24, § 4º). A Lei 10.860, de 31-8-2001, do Estado de São Paulo foi além da competência estadual concorrente não-cumulativa e cumulativa, pelo que afrontou a Constituição Federal, art. 22, XXIV, e art. 24, IX, § 2º e § 3º." (ADI 3.098.Julgamento em 24-11-05, DJ de 10-3-06). Da iniciativa para propulsão da norma competência privativa do Chefe do Poder Executivo. Estabelecida a possibilidade de vir a ser editada pelo Estado a norma que se pretende positivar por meio do Autógrafo estudado, é preciso avaliar a quem cabe a iniciativa para sua proposição, visto que o processo legislativo está sujeito ao princípio da simetria constitucional, que é reflexo do princípio federativo e da igualdade constitucional entre os entes, segundo o qual as mesmas regras e princípios aplicáveis à União, como ente federado, serão observadas necessariamente pelos demais entes, ressalvadas apenas as exceções que a própria Constituição determinar, que é a interpretação que se extrai dos preceitos inseridos nos artigos 25 da Constituição da República e 11 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias-ADCT: Art. 25 - Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição. Art. 11 ADCT - Cada Assembléia Legislativa, com poderes constituintes, elaborará a Constituição do Estado, no prazo de um ano, contado da promulgação da Constituição Federal, obedecidos os princípios desta. Não há dúvidas a propósito deste tema, exaustivamente debatido pelo Supremo Tribunal Federal, que fixou o entendimento que se depreende dos termos expostos nos julgados que se transcreve: “PROCESSO LEGISLATIVO. CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. DIREITO DE INICIATIVA. Processo Legislativo: emenda de origem parlamentar, da qual decorreu aumento da despesa prevista, a projeto do Governador do Estado, 5137 - Diário do Poder Legislativo em matéria reservada do Poder Executivo. Inconstitucionalidade, visto serem de observância compulsória pelos Estados as regras básicas do processo legislativo da Constituição Federal - entre as quais as atinentes à reserva de iniciativa dada a sua implicação com o princípio fundamental da separação e independência dos Poderes" (ADI 805-RS. DJ 12-03-1999 PP-00002 EMENT VOL-01942-01 PP-00047) PROCESSO LEGISLATIVO DA UNIÃO: observância compulsória pelos Estados de seus princípios básicos, por sua implicação com o princípio fundamental da separação e independência dos Poderes: jurisprudência do Supremo Tribunal." (ADI nº. 774-RS, rel. Min. Sepúlveda Pertence). PROCESSO LEGISLATIVO: MODELO FEDERAL: iniciativa legislativa reservada: aplicabilidade, em termos, ao poder constituinte dos Estados-membros. 1. As regras básicas do processo legislativo federal são de absorção compulsória pelos Estados-membros em tudo aquilo que diga respeito — como ocorre às que enumeram casos de iniciativa legislativa reservada — ao princípio fundamental de independência e harmonia dos poderes, como delineado na Constituição da República." (ADI nº 276, rel. Sepúlveda Pertence). O conteúdo do Autógrafo examinado pretende impor aos órgãos da administração direta e indireta que integram o Poder Executivo Estadual a observância de prioridade na tramitação de processos administrativos em que sejam parte portadores de deficiência, que a demonstrarão “...juntando laudo médico que será a prova de sua deficiência...”, exigindo-se ainda que tais processos sejam destacados dos demais, por meio de fita adesiva ou carimbo com os dizeres: “TRAMITAÇÃO PREFERENCIAL – PESSOA COM DEFICIÊNCIA” É visível, portanto, que a matéria objeto do Autógrafo ingressa na seara da organização administrativa, obrigando o Executivo a adotar providências para atendimento de seus preceitos, na medida em que a apresentação de um laudo contendo informações técnicas exige avaliação, que somente pode se dar por intermédio de um aparato organizacional capacitado para tal, o que evidentemente resulta em despesas suplementares de pessoal e de meios administrativos. Os dispositivos constitucionais que abordam a temática da iniciativa das leis no campo da Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 organização administrativa estão postos no art. 84, incisos II e VI da Constituição da República, e replicados na Carta Estadual, em observância ao princípio da simetria, como se vê: Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: (...) II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal; (...) VI - dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; (...) Art. 63. (...) Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: (...) III – organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; (...) Evidencia-se, assim, que as disposições do Autógrafo de Lei em apreço não se apresentam compatíveis com as normas constitucionais em referência, tendo em vista que seus dispositivos interferem no funcionamento e na organização da Administração Pública, invadindo a competência atribuída ao Governador do Estado, a quem cabe a deflagração do processo legislativo de normas que afetem o funcionamento dos órgãos administrativos que lhe são subordinados. Releva ainda observar que a interferência do Poder Legislativo na esfera do Poder Executivo vulnera também o princípio constitucional da separação e da harmonia dos Poderes, expresso no artigo 2º Constituição Federal, que visa estabelecer o equilíbrio na atuação dos três Poderes da República, ao vedar a invasão de qualquer deles na esfera dos demais, matéria igualmente pacificada pelo Supremo Tribunal Federal, que identifica afronta ao comando referenciado, quando o Poder Legislativo ingressa na esfera de competência privativa conferida pela Constituição Federal ao Chefe do Poder Executivo: Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 ADI 2305 / ES .EMENTA: INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Arts. 22 e 25 da Lei Complementar n° 176/2000, do Estado do Espírito Santo. Competência legislativa. Administração pública. Procuradoria-Geral do Estado. Organização. Designação de procuradores para atuar noutra Secretaria. Disciplina de processos administrativos. Criação de cargos na Secretaria da Educação. Inadmissibilidade. Matérias de iniciativa exclusiva do Governador do Estado, Chefe do Poder Executivo. Normas oriundas de emenda parlamentar. Irrelevância. Temas sem pertinência com o objeto da proposta do Governador. Aumento de despesas, ademais. Ofensa aos arts. 61, § 1°, inc. II, “a”, “b” e “e”, e 63, inc. I, da CF. Ação julgada procedente. Precedentes. São inconstitucionais as normas que, oriundas de emenda parlamentar, não guardem pertinência com o objeto da proposta do Governador do Estado e disponham, ademais, sobre organização administrativa do Executivo e criem cargos públicos.(Relator: Min. CEZAR PELUSO.Julgamento: 30/06/2011.DJe-150 DIVULG 04-082011 PUBLIC 05-08-2011 EMENT VOL-02560-01 PP-00001 EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ARTIGO 61, § 1º, DA CB/88. COMPETÊNCIA PRIVATIVA. CHEFE DO PODER EXECUTIVO. LEGISLAÇÃO LOCAL. FATOS E PROVAS. SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. O Supremo Tribunal Federal fixou jurisprudência no sentido de que o artigo 61, § 1º, da Constituição do Brasil, confere ao Chefe do Poder Executivo a competência privativa para iniciar os processos de elaboração de textos legislativos que disponham sobre a criação de cargos, funções ou empregos públicos na Administração Direta e Autárquica, o aumento da respectiva remuneração, bem como os referentes a servidores públicos da União e dos Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria. Esta cláusula da reserva de iniciativa, inserta no § 1º do artigo Diário do Poder Legislativo - 5138 61 da Constituição de 1988, é corolário do princípio da harmonia e interdependência entre os Poderes, sendo de compulsória observância pelos entes-federados, inclusive no exercício do poder reformador que lhes assiste. Precedentes. 2. Para dissentir-se do acórdão recorrido seria necessário o reexame de legislação local e de fatos e provas, circunstâncias que impedem a admissão do recurso extraordinário ante os óbices das Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento (DJe-192, PUBLIC 1010-2008, EMENT VOL-02336-08 PP-01730) CAUTELAR. EMENTA: CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE, QUE TEM POR OBJETO A NORMA DO PAR-3. DO ART. 82, SEGUNDO A QUAL "O PAGAMENTO DOS SERVIDORES DO ESTADO SERÁ FEITO, IMPRETERIVELMENTE, ATÉ O 10. DIA UTIL DE CADA MES". Norma que, a um primeiro enfoque, e de ter-se por violadora do princípio da separação dos Poderes, por pretender regular matéria de competência exclusiva do Chefe do Poder Executivo, porque inerente a direção superior da administração estadual, que lhe esta afeta. Presença indisfarçável do "periculum in mora", representado pelos danos que a observância da aludida norma poderá acarretar para o Tesouro do Estado. Cautelar deferida. (Pet 494/RJ. Relator: Min. ILMAR GALVÃO, Julgamento: 27/02/1992, Publicação DJ 03-04-1992, PP04288 – EMENT VOL-01656-01 PP00066, RTJ VOL-00141-02 PP00394)” Diante da apreciação jurídica do projeto de lei em exame, aponho o veto total ao Projeto de Lei nº 130/2010, que deu origem ao Autógrafo de Lei nº 81/2011, após sua aprovação nessa Casa de Leis. Atenciosamente, JOSÉ RENATO CASAGRANDE Governador do Estado O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Ciente. Publique-se. À Comissão de Justiça. Continua a leitura do Expediente. 5139 - Diário do Poder Legislativo O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR MENSAGEM N.º 178/2011 Vitória, 15 de setembro de 2011. Senhor Presidente: Em atenção ao seu OF/SGP Ales/nº 2239, datado de 07.06.2011, em que V. Exª solicita atendimento ao pedido de informação formulado pelo Deputado Glauber Coelho com o Requerimento nº 239/2011, encaminho à Mesa Diretora dessa Casa de Leis cópias reprográficas do OF/SESA/GS/Nº 712/11 e das informações fornecidas pela Gerência de Regulação Assistencial da SESA, constantes de fls. 05 a 10 do processo nº 53704304. Atenciosamente, JOSÉ RENATO CASAGRANDE Governador do Estado O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Ciente. Ao Senhor Deputado Glauber Coelho, por cópia. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE LEI N.º 315/2011 Concede ao Município de Cachoeiro de Itapemirim o Título de Capital Estadual do Mármore. DECRETA: Art. 1º - Fica concedido o Título de Capital Estadual do Mármore ao município de Cachoeiro de Itapemirim. Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 13 de Setembro de 2011. GLAUBER COELHO Deputado Estadual - PR Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Municipal é de extração de minerais, classificando o município de Capital do Mármore e Granito. Devido à importância deste segmento foi criado em 1988 o Centro Tecnológico do Mármore e do Granito - Cetemag, que neste mesmo ano promoveu a 1ª Feira do Mármore e Granito, evento Internacional de negócios que movimenta o mercado contribuindo fortemente com a economia do Estado. Hoje, o Município de Cachoeiro de Itapemirim é o núcleo urbano mais importante do sul do Estado do Espírito Santo, situado a uma distância de 136 km de Vitória, beneficiado por boas rodovias permitindo a concentração e a distribuição de bens e serviços para municípios vizinhos. Cachoeiro de Itapemirim polariza econômica e politicamente um conjunto de 20 municípios, que formam a região macro sul, onde residem 15,7% da população capixaba, ocupando 17,7% do território estadual. Nos últimos anos, Cachoeiro de Itapemirim acelerou o seu processo de modernização ao tornar-se o pólo de desenvolvimento econômico para o sul do Estado do Espírito Santo, sendo o responsável pelo abastecimento de 80% do mercado brasileiro de mármore. A década de 90 ficou marcada economicamente pela indústria de extração, beneficiamento do mármore e granito, acrescentando-se as rochas ornamentais. Este segmento da economia tem sido o maior responsável pela geração de empregos para a população. Estima-se um total de 27.900 empregos diretos nesta região. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça, de Infraestrutura e de Finanças. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE LEI N.º 317/2011 Declara de Utilidade Pública o Instituto Biolago. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica declarado de Utilidade Pública o Instituto Biolago. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 12 de setembro de 2011. JUSTIFICATIVA A partir da década de oitenta até os dias de hoje, o ramo de maior desenvoltura na economia LUIZ DURÃO Deputado Estadual Líder do PDT Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Diário do Poder Legislativo - 5140 JUSTIFICATIVA JUSTIFICATIVA O Instituto Biolago, associação civil sem fins lucrativos, com sede provisória na Avenida Guerino Giuberti, 128, Bairro Colinha, Linhares, destina-se à defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável. Sua área de atuação se concentra nos limites geográficos das regiões de Linhares, Rio Bananal e Sooretama, e dentre os seus objetivos, podemos destacar: a) apoio e desenvolvimento de ações para a defesa, elevação e manutenção da qualidade de vida dos humanos e do meio ambiente: b) recuperação de áreas degradadas como forma de engajamento da população local com o compromisso da preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável da região; c) estimular a pesquisa , ensino e o desenvolvimento; d) congregar as pessoas, especialmente crianças, adolescentes e jovens para o desenvolvimento de atividades culturais, desportivas, comunitárias e artísticas. Diante das considerações acima, conto com o apoio de Vossas Excelências para aprovação do anexo projeto, na forma apresentada. A Empresa Brasil de Comunicação e a ONU Mulheres comemoram, hoje, dia 14 de setembro, os 30 anos do programa de rádio Viva Maria. A data será celebrada com o lançamento do selo personalizado e carimbo comemorativo sobre o Dia Latino-Americano da Imagem da Mulher nos Meios de Comunicação. Em 14 de setembro de 1981, a radialista Mara Régia estreava , pelas ondas da Rádio Nacional, um programa dedicado à luta pelos direitos das mulheres. A Rádio Nacional foi o primeiro veículo de comunicação do país a dar identidade e voz às histórias de tantas e tantas Marias, em uma iniciativa pioneira que contribuiu para tornar o programa Viva Maria referência para o rádio brasileiro. Mais do que o pioneirismo, no entanto, contam hoje as conquistas que o programa ajudou a construir. Dentre elas a criação da primeira Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (DEAM) e do Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal, resultados de vigorosas campanhas públicas impulsionadas pelo Viva Maria. Em 1990, a pretexto de uma reforma administrativa, Mara Régia foi afastada da Rádio Nacional Àquela época realizava-se em San Bernardo, na Argentina, o V Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, do qual participava um grande número de jornalistas e comunicadoras de diferentes países da região. Num gesto de reconhecimento da importância e pioneirismo do programa, elas elegeram o 14 de Setembro, data de lançamento do programa Viva Maria, como “Dia Latino-Americano da Imagem da Mulher nos Meios de Comunicação”. Hoje ele consta do calendário oficial da ONU Mulheres e é comemorado em todos os países da América Latina. De volta à programação da Radio Nacional desde 2004, o Viva Maria vai ao ar de segunda a sexta-feira, em diferentes horários, pela Rádio Nacional da Amazônia, Rádio Nacional de Brasília, Rádio Nacional do Rio de Janeiro e Rádio Nacional do Alto Solimões, e também está disponível para download gratuito na página da Radioagência Nacional. Com formato de reportagens e entrevistas que privilegiam a participação das ouvintes, o programa acompanha desde as políticas públicas relacionadas às mulheres brasileiras às informações sobre a saúde sexual e reprodutiva feminina. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Publique-se. Às Comissões de Justiça e de Assistência Social, na forma do art. 276 do Regimento Interno. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DA DEPUTADA PROJETO DE LEI N.º 318/2011 Institui o "Dia Estadual da Imagem da Mulher nos Meios de Comunicação" no Estado. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica instituído o “Dia Estadual da Imagem da Mulher nos Meios de Comunicação”, no Estado, a ser comemorado anualmente em 14 de setembro de cada ano. Parágrafo único. Quando recair em sábados, domingos e feriados, as comemorações serão realizadas no primeiro dia útil que antecede a data. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Palácio Domingos Martins, 14 de setembro de 2011. LUZIA TOLEDO Deputada Estadual - PMDB O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Publique-se. Às Comissões de Justiça e de Cidadania, na forma do art. 276 do Regimento Interno. Continua a leitura do Expediente. 5141 - Diário do Poder Legislativo O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 341/2011 Parecer do Relator: Proposta de Emenda Constitucional n.º 24/2011 Autor: Deputado Estadual Gildevan Fernandes e outros Deputados Assunto: “Dá nova redação ao artigo 85 da Constituição Estadual, que dispõe sobre a reeleição do Governador.” I - RELATÓRIO 1. Cuida-se nestes autos da análise e emissão de parecer quanto à constitucionalidade da proposição legislativa em epígrafe, de iniciativa do Exmo. Sr. Deputado Gildevan Fernandes e outros, cujo conteúdo, em síntese, dispõe sobre: “Dá nova redação ao artigo 85 da Constituição Estadual que trata da reeleição do Governador”. 2. A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, em exercício do mero juízo de delibação que lhe impõe o Artigo 143 do Regimento Interno – Resolução nº 2.700, de 15 de julho de 2009, publicada no DPL e no DOE de 16 de julho de 2009, proferiu o despacho de fls. 02, no qual admitiu a tramitação da proposição entendendo, prima facie, não existir manifesta inconstitucionalidade. É de se presumir ainda, que tenha sido verificado o cumprimento do requisito formal da iniciativa coletiva em se tratando de PEC, a teor do que dispõe o Art. 62, I, da Constituição Estadual, in verbis. “Art. 62. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I – de um terço, no mínimo, dos membros da Assembleia Legislativa” 3. A proposição foi protocolizada no dia 20 de junho de 2011, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 21 de junho de 2011 e publicada no Diário do Poder Legislativo - DPL, edição do dia 12 de julho de 2011, às páginas 3171 e 3172. 4. Admitida, a proposição seguiu regular tramitação, vindo a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para análise e parecer, na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução nº 2.700/09) 5. Além do articulado legal da proposição e sua justificativa, o processo não está instruído com outros documentos. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 6. Em apertada síntese, são estas as questões de fato e de direito com suporte nas quais passo a emitir o Parecer. II – FUNDAMENTAÇÃO EXAME DA CONSTITUCIONALIDADE DA PROPOSIÇÃO 7. Consoante o clássico ensinamento de Lúcio Bittencourt, "a inconstitucionalidade é um estado – estado de conflito entre uma lei e a Constituição" 1 8. Ocorre que, em nosso ordenamento constitucional vige um complexo sistema de controle da constitucionalidade das leis e atos administrativos. No plano jurídico o sistema de controle de constitucionalidade adotado admite a existência do controle preventivo que se realiza no curso do processo legislativo e, o controle repressivo cuja incidência se dá quando a lei se encontra vigendo. 9. A Constituição Federal de 1988 outorgou o exercício do controle prévio da constitucionalidade ao Poder Legislativo e ao Poder Executivo 2 (quando da emissão de juízo de valor quanto à sanção ou veto do autógrafo de lei aprovado pelo parlamento). 10. Na hipótese em apreço, trata-se do controle preventivo de constitucionalidade no âmbito do processo legislativo, porém exercido pelo Poder Legislativo. Sua característica fundamental consiste no fato de atuar no momento da elaboração da lei, com a finalidade de evitar que sua edição, seja quanto à forma, seja quanto ao conteúdo ofenda a supremacia da Lei Maior. 11. Outra singularidade no sistema de controle preventivo da constitucionalidade no âmbito do Poder Legislativo diz respeito aos agentes legitimados para exercer o controle da constitucionalidade. Assim, quanto ao sujeito controlador, a primeira atuação incumbe aos Procuradores de Estado do Poder Legislativo, cuja atuação oferece o necessário subsídio técnico que irá pautar a atuação futura da Comissão de Constituição e Justiça. 12. A doutrina e jurisprudência distinguem duas espécies de inconstitucionalidade, conforme leciona o eminente constitucionalista José Afonso da Silva: “(a) formalmente, quando tais normas são formadas por autoridades incompetentes ou em desacordo com formalidades ou procedimentos estabelecidos pela constituição; Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 (b) materialmente, quando o conteúdo de tais leis ou atos contraria preceito ou princípio da constituição." 3 14. O exame do controle formal de constitucionalidade deve preferir ao de exame de mérito. A razão dessa prevalência, para fins da análise decorre da sedimentada jurisprudência do Pretório Excelso, segundo a qual, a existência de vício formal de inconstitucionalidade fulmina integralmente o ato ou a lei. 15. Assim, sendo constatado a existência de vício formal de inconstitucionalidade, torna-se despiciendo qualquer exame quanto a constitucionalidade material, posto que ante a constatação do aludido vício formal e insanável a lei estará, irremediavelmente, condenada a ser expungida do mundo jurídico.4 16. Ancorado neste entendimento, passo ao exame da constitucionalidade formal da proposição. 17. Como é cediço, para exame da constitucionalidade do projeto de lei ou Emenda à Constituição impende que se identifique o cerne da questão jurídica de que trata a proposição. Para tanto, deve-se examinar a substância das matérias que se pretende legislar. 18. Na hipótese sob exame, dissecando o teor da Propositura, desde a sua ementa o resultado autoriza concluir que a matéria versa sobre direitos políticos do Governador. 19. O autor da Proposta de Emenda Constitucional pretende alterar o texto do art. 85 da Constituição Estadual, passando a vigorar com a seguinte redação: “Art. 85. O mandato do Governador é de quatro anos, podendo ser reeleito para um único período subsequente.” 20. O próprio autor da proposição da Emenda afirma que seu propósito é o de adequar o texto da Constituição Estadual às normas ditadas pela Constituição Federal, que nesta matéria atinente a reeleição sofreu emenda no Parágrafo 5º, do art. 14. Veja-se o teor da mudança: CAPÍTULO IV DOS DIREITOS POLÍTICOS Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor Diário do Poder Legislativo - 5142 igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: (...) § 5º - São inelegíveis para os mesmos cargos, no período subseqüente, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído nos seis meses anteriores ao pleito. § 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16, de 1997) 21. Dado a natureza do nosso modelo de Estado Federal, em se tratando de direitos políticos, as regras inseridas na Constituição Federal são de “reprodução obrigatória” para Estados, Distrito Federal e Municípios, consoante reiterados julgados do STF. 22. Não há, portanto, no plano formal, qualquer vício de iniciativa. 23. Em suma, a substância do tema veiculado na presente proposição por se tratar de direito político sequer necessitaria estar inserido na ordem jurídica estadual para produzir efeitos como, aliás, demonstra o cotidiano das relações federais no Brasil. Todavia, isto não torna a proposição maculada de qualquer vício. 24. Diante da exegese realizada, no plano da constitucionalidade formal não vislumbro a existência de vício formal que macule a proposição em face da competência ou da iniciativa. 25. Isto posto, sob a ótica da constitucionalidade formal e, mesmo material, entendo que a continuidade da tramitação não representa risco de afronta a supremacia formal da Lei Maior. III – CONCLUSÃO Em face das razões expendidas, entendo que a proposição, nos termos em que se acha redigida é constitucional. Não há óbice intransponível a sua regular tramitação. Diante das razões apresentadas sugiro aos Ilustres Pares a adoção do seguinte parecer: 5143 - Diário do Poder Legislativo PARECER N.º 341/2011 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO, opina pela constitucionalidade e admissibilidade da PEC 24/2011, de autoria do Deputado Gildevan Fernandes e outros, cujo conteúdo, em síntese, dispõe sobre: “Dá nova redação ao artigo 85 da Constituição Estadual que trata da reeleição do Governador”. Sala Rui Barbosa, 13 de setembro de 2011. CLAUDIO VEREZA Presidente MARCELO SANTOS Relator RODNEY MIRANDA THEODORICO FERRAÇO _____________________________________ 1 Carlos Alberto Lúcio BITTENCOURT, O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis, p. 132. 2 Hilda de Souza , em sua obra sobre o processo legislativo afirma:“A Constituição Brasileira optou por atribuir o controle de constitucionalidade, ao longo do processo legislativo, aos Poderes políticos. Ao Parlamento, pelo exame prévio das proposições nas Comissões Técnicas (controle interno) e ao Poder Executivo (controle externo), pelo veto” 3 Curso de Direito Constitucional Positivo. 4 De fato, a inobservância dos esquemas rituais rigidamente impostos pela Carta Magna da República gera a invalidade formal dos atos legislativos editados pelo Poder Legislativo e permite que sobre essa eminente atividade jurídica do Parlamento possa instaurar-se o controle jurisdicional "A infração ao preceito constitucional sobre a feitura da lei tem o efeito de descaracterizá-la como regra jurídica.O Poder Judiciário pode verificar se o ato legislativo atendeu ao processo previsto na Constituição." (RDA 126/117) O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Publique-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 340/2011 Parecer do Relator: Proposta de Emenda Constitucional n.º 27/2011 Autores: Deputado Estadual Atayde Armani e outros Ementa: “Altera o caput e introduz o § 3º no artigo 128 da Constituição Estadual, dispondo sobre a carreira de delegado de polícia”. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Como se vê, a Proposta de Emenda a Constituição do Estado foi lida pela Mesa Diretora no dia 03/08/2011, com parecer preliminar pela devolução, por infringência ao art. 63, parágrafo único, III da Constituição Estadual. Inconformado o Autor da Proposta recorreu à Comissão de Constituição e Justiça, que foi deferido regimentalmente. A presente Proposta de Emenda Constitucional veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, para exame e parecer, na forma do disposto no Art. 41, do Regimento Interno da ALES (Resolução n° 2.700/09). É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO ANÁLISE QUANTO CONSTITUCIONALIDADE FORMAL MATERIAL E ADMISSIBILIDADE PROPOSTA À E DA O órgão do sistema de segurança pública ao qual compete, nos termos do artigo 144, § 4º, da Constituição Federal e ressalvada competência específica da União, as funções de polícia judiciária e de apuração das infrações penais, exceto as de natureza militar. Analisando sob o prisma da constitucionalidade e da legalidade da referida PEC, apresentamos que a Carta Magna Estadual, em seu art. 56, inc. XXVIII c/c art. 61, inc. I e art. 62, inc. I, onde estabelecem os requisitos formais e temporais para que uma emenda possa modificála, verbis: "Art. 56. É de competência exclusiva da Assembleia Legislativa, além de zelar pela preservação de sua competência legislativa em face de atribuição normativa dos outros Poderes: (…) XXVIII Constituição;" emendar esta (...) "Art. 61. O processo legislativo compreende a elaboração de: I - emendas à Constituição; RELATÓRIO A Proposta de Emenda Constitucional n° 027/2011, de autoria do Deputado Atayde Armani e outros, “altera o caput e introduz o § 3º no artigo 128 da Constituição Estadual, dispondo sobre a carreira de delegado de polícia”. (...)” "Art. 62. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I - de um terço, no mínimo, dos membros da Assembleia Legislativa;” Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 § 1º A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sitio que abranja o território do Estado. § 2º A proposta será discutida e votada em dois turnos, considerandose aprovada quando obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos membros da Casa. (com redação dada pela Emenda Constitucional nº 14/1998).” (sem grifos e ênfases no original) Neste aspecto, a proposição se encontra de acordo com os supracitados requisitos, uma vez que foi proposta por, no mínimo, um terço dos membros da Assembleia Legislativa, em época fora da vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou estado de sítio e a sua matéria não foi rejeitada ou havida por prejudicada na respectiva sessão legislativa. Naquilo que pertine à forma de votação da Proposta de Emenda Constitucional em exame, deverá ser observado o prescrito no § 2° do Art. 62, da Constituição Estadual, ou seja, "a proposta será discutida e votada em dois turnos, considerando-se aprovada quando obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos membros da Casa." Ademais, também há limitação ao poder de emendar a Constituição Estadual nas disposições da Constituição Federal, que são de observância obrigatória pelos Estados-membros, conforme preceitua o seu art. 25, § 1°, in verbis: "Art. 25. Os Estados organizamse e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição. § 1° São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedados por esta Constituição." (sem ênfases no original). Contudo, a Carta da República estabelece no Art. 24, §§ 2°, 3° e 4°, a competência suplementar dos Estados para legislarem sobre a presente Propositura, não interferindo, desta forma, na competência privativa da União para legislar sobre normas gerais, verbis: “Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: Diário do Poder Legislativo - 5144 limitar-se-á gerais. a estabelecer normas § 2° - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. § 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. § 4° - A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário." (sem ênfases e grifos no original) Em nosso ordenamento jurídicoconstitucional sua delimitação foi estabelecida no art. 23 da Constituição Federal, onde se apresentam as atividades administrativas que podem ser exercidas de modo paralelo entre a União, Estados, Distrito Federal e Municípios, onde todos os entes federativos atuam em igualdade, sem nenhuma prioridade de um sobre o outro. A competência concorrente é típico caso de repartição vertical de competência em nosso país. Ela se expressa na possibilidade de que sobre uma mesma matéria, diferentes entes políticos atuem de maneira a legislar sobre determinada matéria, adotando-se, em nosso caso, a predominância da União, que irá legislar normas gerais (CF, art. 24, § 1º) e aos Estados estabelece-se a possibilidade, em virtude do poder suplementar, de legislar sobre assuntos referentes aos seus interesses locais (CF, art. 24, § 2º), onde suplementar tem alcance semântico de pormenorização, detalhamento, minudenciamento. Exercer a competência plena ou supletiva significa que os Estados e o Distrito Federal, na ausência de normas gerais editadas pela União, poderão editar as aludidas normas gerais para atender às suas peculiaridades, as quais terão aplicação apenas em seu próprio âmbito territorial. Portanto, disciplinarão matérias de competência concorrente, editando as normas gerais inexistentes. No decorrer do processo histórico, houve uma evidente restrição de competência do Legislativo, com hipertrofia do Executivo, assim como restringiram-se as matérias atribuídas às Assembleias Legislativas, fortalecendo-se o Congresso Nacional. COMPETÊNCIA ONCORRENTE (...) § 1° - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: 5145 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; II - orçamento; III - juntas comerciais; IV - custas dos serviços forenses; V - produção e consumo; VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição; VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico; VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; IX - educação, cultura, ensino e desporto; X - criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas; XI - procedimentos em matéria processual; XII - previdência social, proteção e defesa da saúde; XIII - assistência Defensoria pública; jurídica e XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência; XV - proteção à infância e à juventude; XVI - organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis Como se vê, na Carta Política de 1988, no art. 24, realizou-se verdadeiro modelo de repartição vertical de competências, onde se estabeleceu a competência legislativa concorrente entre a União, os Estados e o Distrito Federal. Cumpre verificar que se constituiu a possibilidade de vários entes atuarem legislativamente sobre a mesma matéria. Deste modo, para não haver conflitos positivos legislativos, instaurando um caos normativo, foi criada regra de divisão de tarefas legislativas. Por isso, os parágrafos do art. 24 prescrevem como será a atuação legislativa de cada um desses entes federados, onde, conforme já relatado, competirá à União expedir normas gerais e, aos Estados e ao Distrito Federal, suplementar as normas gerais da União. É bom examinar com cuidado a proposta de emenda do deputado, que altera o caput e introduz o § 3º no artigo 128 da Constituição Estadual, que integra as carreiras jurídicas de Estado, o cargo de Delegado de Polícia Civil, dando-lhes as mesmas garantias aos Defensores Públicos e Procuradores do Estado, não há afronta às normas constitucionais e nem infraconstitucionais. Já que às carreiras de Defensor Público e Procurador de Estado, são tratadas como carreiras de Estado. Passando, se aprovada a emenda a constar, também, o Delegado de Polícia Civil. Pelo exposto, concluímos que a Proposta de Emenda Constitucional nº 027/2011 de autoria do Deputado Atayde Armani e Outros, é constitucional e, consequentemente, somos pela admissibilidade da propositura, por atender aos pressupostos e preceitos constitucionais vigentes. Desta forma, sugerimos aos demais membros desta Douta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 340/2011 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela REJEIÇÃO do Despacho Denegatório da Mesa Diretora aposto à Proposta de Emenda Constitucional n.º 27/2011, de autoria do DEPUTADO ATAYDE ARMANI E OUTROS. Plenário Rui Barbosa, 06 de setembro de 2011. ELCIO ALVARES Presidente THEODORICO FERRAÇO Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Publique-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 350/2011 Parecer do Relator: Mensagem Governamental n.º 165/2011 Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Autor: Governador do Estado Ementa: “Veto total ao Projeto de Lei n.º 157/2011 de autoria do Deputado Marcelo Santos”. I – RELATÓRIO O presente relatório cuida da análise da proposição legislativa em epígrafe, proveniente do Poder Executivo Estadual, cujo conteúdo, em síntese, versa sobre Veto Total ao Projeto de Lei nº 157/2011, de autoria do Deputado Marcelo Santos, que tem por escopo alterar o caput do artigo 1º e acrescenta dispositivo na Lei nº 6.068/2000, que “obriga as instalações dos Órgãos estaduais, equipamentos urbanos, mobiliários urbanos e locais de acesso público a adaptarem-se as normas da NBR – 9050 da ABNT”. A mensagem foi protocolizada no dia 23 de agosto de 2011, seguiu sua regular tramitação, tendo sido lida no expediente do dia 24 de agosto do corrente ano e, posteriormente, publicada no Diário do Poder Legislativo do dia 25 de agosto de 2011, conforme as folhas 13/19 dos autos. Após juntado o parecer técnico da Procuradoria, a proposta seguiu os trâmites regimentais e, distribuída a esta Comissão na forma do inciso I do artigo 276 do Regimento Interno, cabendo-nos examiná-la e oferecer parecer em conformidade com o que preceitua o inciso I do artigo 41, do Regimento Interno - Resolução n 2.700/09. É o relatório. II – PARECER DO RELATOR Através da Mensagem Governamental nº 165/2011, o Excelentíssimo Senhor Governador do Estado informa a este Poder que vetou totalmente o Projeto de Lei n° 157/2011 de autoria do Deputado Marcelo Santos, por considerá-lo inconstitucional. A propositura em análise, aprovada por esta Casa de Leis, recebeu Veto Total do Chefe do Poder Executivo, cujo assunto visa alterar a Lei Estadual nº 6.068 de 04 de janeiro de 2000, que “obriga as instalações dos órgãos Estaduais, equipamentos urbanos, mobiliários urbanos e locais de acesso público a adaptarem-se às normas da NBR – 9050 da ABNT”, conforme Autógrafo de Lei nº 57/2011, enviado por este Poder em 04 de agosto de 2011. Segundo justificativa do Chefe do Poder Executivo, a Lei nº 10.048/2000 já cuida de regras para priorizar o atendimento às pessoas portadoras de deficiência, assim como aos idosos, gestantes, lactantes e pessoas acompanhadas de criança de colo. A referida norma ainda estabelece as penalidades para no caso do descumprimento dos referidos preceitos. O Chefe do Poder Executivo Estadual, alega ainda em sua mensagem que apesar da iniciativa estar dentre aquelas de competência concorrente para legislar sobre “proteção e integração social das Diário do Poder Legislativo - 5146 pessoas portadoras de deficiência” (Art. 24, XIV), já existe Lei Federal de normas gerais que versa sobre o assunto em tela, ficando desta forma suspensa a eficácia do Projeto de Lei Estadual. Ademais, o Supremo Tribunal Federal, por reiteradas vezes tem entendido que a competência legislativa para dimanar normas desta natureza, pertence aos Municípios, com base no inciso I do artigo 30 da Constituição Federal, que confere a esses entes federados a competência para legislar sobre assunto de interesse local. Neste contexto, o Decreto Federal nº 5.296 de 02 de dezembro de 2004, regulamenta a Lei no 10.048, de 08 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e a Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências, todas tratando do mesmo teor do Projeto de Lei sob análise. No entanto, face ao exposto frisamos o seguinte: A presente proposição prevê alterações em uma lei vigente no ordenamento jurídico, estipulando uma punição pecuniária aos que infringirem os ditames da Lei nº 6.068/00, senão vejamos: Propõe que o caput do artigo 1º da Lei nº 6.068, de 07.01.2000, passe a vigorar com a seguinte redação: “Art. 1º Os prédios onde funcionam órgãos ou entidades públicas, hospitais, bibliotecas, supermercados, escolas, bancos, cinemas, teatros, terminais aeroviários, hidroviários ou rodoviários e demais locais de acesso público, construídos com as especificações contidas na NBR 9050 da ABNT, deverão, obrigatoriamente, procurar oferecer condições de acesso natural ou por meio de rampas às pessoas com deficiência. (...)” (NR) Acrescenta ainda o artigo 3º-A, com a seguinte redação: Art. 3º-A Sem prejuízo das demais sanções previstas na legislação vigente, o não cumprimento do estabelecido nesta Lei sujeita os infratores às seguintes penalidades: I – multa no valor de 2.000 (dois mil) valores de referência do Tesouro Estadual – VRTE's. II – multa prevista no inciso I, cobrada em dobro, nas reincidências subsequentes. 5147 - Diário do Poder Legislativo Por tal razão, entendemos que sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, a referida proposição tem a finalidade de melhorar a acessibilidade dos deficientes físicos aos órgãos públicos, equipamentos urbanos, mobiliários urbanos e locais de acesso público, prevendo a adaptação das regras contidas nas normas estabelecidas pela NBR-9050 da ABNT, visando a aplicação de sanção no caso de descumprimento da Lei. Pela descrição do Projeto, constatamos que se trata de matéria de iniciativa do legislador estadual, estando no exercício de sua competência legislativa prevista no artigo 25, § 1º, da Constituição Federal e artigo 63, caput, da Carta Estadual, in verbis: Constituição Federal “Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição. § 1º São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. (...)” Constituição Estadual “Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembleia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição”. Demais disso, a matéria não interfere na competência privativa do Chefe do Executivo Estadual para legislar sobre organização e atribuições das Secretarias e órgãos da Administração Pública, conforme dispõe o parágrafo único do artigo 63da Constituição Estadual, eis que a Lei Estadual nº 6.068/2000 está em vigor, no entanto, necessita de adaptação à normatização federal atual sobre a matéria e previsão de penalidade para que seja efetivamente cumprida. Desta forma, temos que a Proposição em análise constitui uma norma de eficácia social e jurídica, eis que propõe reproduzir o que já se encontra no ordenamento jurídico pátrio, com a real intenção de tornar a norma aplicada e seguida. Neste passo, entendemos a eficácia social e jurídica, conforme o renomado jurista JOSÉ AFONSO DA SILVA, que define a eficácia social: "(...) designa uma efetiva conduta acorde com a prevista pela norma; refere-se ao fato de que a norma é realmente obedecida e aplicada; Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 nesse sentido, a eficácia da norma diz respeito, como diz Kelsen, ao ‘fato real de que ela é efetivamente aplicada e seguida, da circunstância de uma conduta humana conforme a norma se verificar na ordem dos fatos’. É o que tecnicamente se chama efetividade da norma. Eficácia é a capacidade de atingir objetivos previamente fixados como metas.” E, tratando-se complementa o autor: de normas jurídicas, “a eficácia consiste na capacidade de atingir os objetivos nela traduzidos, que vêm a ser, em última análise, realizar os ditames jurídicos objetivados pelo legislador. Por isso é que se diz que a eficácia jurídica da norma designa a qualidade de produzir em maior ou menor grau, efeitos jurídicos, ao regular, desde logo, as situações, relações e comportamentos de que cogita; nesse sentido, a eficácia diz respeito à aplicabilidade, exigibilidade ou executoriedade da norma, como possibilidade de sua aplicação jurídica.” A ilustre MARIA HELENA DINIZ aponta a seguinte distinção: "Como se vê, a eficácia é condição da validade. A eficácia de uma norma consiste em que esta é, em geral, efetivamente cumprida e, se não cumprida, é aplicada. A validade consiste em que a norma deve ser cumprida, ou, se não o for, deve ser aplicada. Assim, se uma norma proíbe matar animal de uma certa espécie, ao ligar a tal matar uma pena como sanção, perderia sua validade se aquela espécie de animal desaparecesse e, por conseguinte, não fosse possível nem o cumprimento nem a aplicação da norma jurídica.” Porquanto, depreende-se de que o ponto nodal é a adequação da matéria tratada, eis que seu texto normativo não indica nenhuma sanção para o caso do descumprimento da obrigação estatuída. Ausente, pois, o mecanismo de coação e punição aos infratores, que compromete a garantia de observância à conduta que se tenciona ordenar. Discorrendo sobre sanções, Miguel Reale acentua: Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 “Todas as regras, quaisquer que sejam, religiosas, morais, jurídicas ou de etiqueta, são evidentemente emanadas, formuladas, da ou pela sociedade, para serem cumpridas. Não existe regra que não implique certa obediência, ou certo respeito. As regras existem para serem executadas. Se a obediência e o cumprimento são da essência da regra, é natural que todas elas se garantam, de uma forma ou outra, para que não fiquem no papel, como simples expectativas ou promessas. As formas de garantia do cumprimento das regras denominam-se “sanções”. Sanção é, pois, todo e qualquer processo de garantia daquilo que se determina em uma regra.(...)” (Lições Preliminares do Direito, 19 ed., São Paulo, Saraiva: 1991, p. 72). Assim sendo, não há o que objetar quanto à legalidade da propositura em apreço, eis que o legislador estadual pretende dar aplicabilidade e efetividade às normas contidas na Lei nº 6.068/2000 com as adaptações às normas da NBR-9050 da ABNT, obrigando os órgãos públicos e outros já citados a melhorarem a acessibilidade das pessoas com deficiência física. A referida Lei nº 6.068/00, bem como a Lei nº 7.296/02 (que alterou o artigo 4º da referida Lei nº 6.068/00), estão em vigência e, também, são de autoria de Parlamentares deste Poder. Diante do exposto, entendemos que a propositura encontra guarida no Ordenamento Jurídico Pátrio, sendo improcedentes as razões do veto expostas na Mensagem Governamental. Por tal razão, propomos aos Ilustres Pares desta Douta Comissão a aprovação do seguinte Parecer: PARECER N.º 350/2011 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela rejeição do veto total, encaminhado pelo Ex.mo Senhor Governador do Estado, através da Mensagem de Veto n.º 165/2011, aposto ao Projeto Lei n.º 157/2011, de autoria do(a) Exmo(a) Senhor(a) Deputado(a) Marcelo Santos. Plenário Rui Barbosa, 13 de setembro de 2011. CLAUDIO VEREZA Presidente THEODORICO FERRAÇO Relator RODNEY MIRANDA GILDEVAN FERNANDES MARCELO SANTOS Diário do Poder Legislativo - 5148 O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Publique-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 354/2011 RELATÓRIO O presente Projeto de Lei n.º 172/2011, de autoria do Deputado Gilsinho Lopes, tem por escopo extinguir “as concessões ou permissões de serviços públicos estaduais outorgados sem licitação na vigência da Constituição Federal de 1988”. A Proposição foi protocolizada no dia 07 de junho de 2011, lida na Sessão Ordinária do dia 13 do mesmo mês e ano, e publicada no Diário do Poder Legislativo do dia 05 de julho do corrente ano, às fls. 2718 a 2720. Depois de juntado o parecer técnico da Procuradoria, a proposta foi encaminhada a esta Comissão, para análise e elaboração de parecer referente à sua constitucionalidade, legalidade, juridicidade e técnica legislativa, conforme dispõe o dispositivo do art. 41 da Resolução n.º 2.700/2009 (Regimento Interno desta Assembléia Legislativa). É o breve relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Lei nº. 172/2011, de autoria do Deputado Gilsinho Lopes, visa extinguir “as concessões ou permissões de serviços públicos estaduais outorgados sem licitação na vigência da Constituição Federal de 1988”. Assim, observa-se que o presente projeto de lei trata de matéria afeta à União, relativa à licitação e contratação, uma vez que a competência legislativa, nesse caso, é privativa da União, conforme artigo 22, inciso XXVII, da Constituição Federal, in verbis: Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: [...] XXVII - normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia 5149 - Diário do Poder Legislativo mista, nos termos do art. 173, § 1°, III; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) [...] [grifos nosso] Portanto, a União compete legislar sobre normas gerais de licitação e contratação. Nesse diapasão, colaciona-se a seguinte jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, in verbis: Ação direta de inconstitucionalidade: L. Distrital 3.705, de 21.11.2005, que cria restrições a empresas que discriminarem na contratação de mão-de-obra: inconstitucionalidade declarada. 1. Ofensa à competência privativa da União para legislar sobre normas gerais de licitação e contratação administrativa, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais de todos os entes da Federação (CF, art. 22, XXVII) e para dispor sobre Direito do Trabalho e inspeção do trabalho (CF, arts. 21, XXIV e 22, I). 2. Afronta ao art. 37, XXI, da Constituição da República - norma de observância compulsória pelas ordens locais - segundo o qual a disciplina legal das licitações há de assegurar a "igualdade de condições de todos os concorrentes", o que é incompatível com a proibição de licitar em função de um critério - o da discriminação de empregados inscritos em cadastros restritivos de crédito -, que não tem pertinência com a exigência de garantia do cumprimento do contrato objeto do concurso. [grifo nosso]1 Verifica-se, inclusive, que essa competência já foi exercida por meio da Lei Federal nº. 8.987/95, que dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. 175 da Constituição Federal2 , e dá outras providências. Desse modo, a matéria tratada na presente proposição se enquadra em norma geral de licitação e contratação, motivo pelo qual somente a União pode legislar sobre ela. Corroborando essa afirmação, nota-se que a matéria já está prescrita no artigo 43 da citada Lei Federal nº. 8.987/95, in verbis: Art. 43. Ficam extintas todas as concessões de serviços públicos outorgadas sem licitação na vigência da Constituição de 1988. (Vide Lei nº 9.074, de 1995) [grifo nosso] Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Parágrafo único. Ficam também extintas todas as concessões outorgadas sem licitação anteriormente à Constituição de 1988, cujas obras ou serviços não tenham sido iniciados ou que se encontrem paralisados quando da entrada em vigor desta Lei. Nesse sentido, estabelecem os artigos 3º e 20 da Lei Federal nº. 9.074/95, verbis: Art. 3º Na aplicação dos arts. 42, 43 e 44 da Lei no 8.987, de 1995, serão observadas pelo poder concedente as seguintes determinações: I - garantia da continuidade na prestação dos serviços públicos; II - prioridade para conclusão de obras paralisadas ou em atraso; III - aumento da eficiência das empresas concessionárias, visando à elevação da competitividade global da economia nacional; IV - atendimento abrangente ao mercado, sem exclusão das populações de baixa renda e das áreas de baixa densidade populacional inclusive as rurais; V - uso racional dos bens coletivos, inclusive os recursos naturais. Art. 20. As concessões e autorizações de geração de energia elétrica alcançadas pelo parágrafo único do art. 43 e pelo art. 44 da Lei no 8.987, de 1995, exceto aquelas cujos empreendimentos não tenham sido iniciados até a edição dessa mesma Lei, poderão ser prorrogadas pelo prazo necessário à amortização do investimento, limitado a trinta e cinco anos, observado o disposto no art. 24 desta Lei e desde que apresentado pelo interessado: I - plano de conclusão aprovado pelo poder concedente; II - compromisso de participação superior a um terço de investimentos privados nos recursos necessários à conclusão da obra e à colocação das unidades em operação. Parágrafo único. Os titulares de concessão que não procederem de Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 conformidade com os termos deste artigo terão suas concessões declaradas extintas, por ato do poder concedente, de acordo com o autorizado no parágrafo único do art. 44 da Lei no 8.987, de 1995. Assim sendo, verifica-se que a matéria, ora examinada, já foi disposta pela União nas legislações federais citadas, sendo matéria privativa, e, mesmo que pudesse ser disposta em lei estadual, seria a mesma desnecessária, pois já está disposta em lei federal (teria o cunho apenas repetitivo). Além disso, ainda que a matéria pudesse ser disposta em lei estadual, a iniciativa para propor a presente proposição seria privativa do Governador do Estado, consoante o disposto no artigo 63, parágrafo único, inciso III, da Constituição Estadual, ad litteram: Art. 63. [...] Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: [...] III organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; [...] [grifos nosso] Destarte, a presente proposição apresente vício de inconstitucionalidade formal subjetiva (vício de iniciativa), não podendo, por esse motivo seguir seu trâmite. Em conclusão, opinamos pela inconstitucionalidade do Projeto de Lei nº. 172/2011, com fundamento, principalmente, nos artigos 22, inciso XXVII, da Constituição Federal, e, 63, parágrafo único, inciso III, da Constituição Estadual, sugerindo a adoção por esta Douta Comissão, do seguinte: PARECER N.º 354/2011 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela INCONSTITUCIONALIDADE do Projeto de Lei n.º 172/2011, de autoria do Deputado Gilsinho Lopes, que tem por escopo extinguir “as concessões ou permissões de serviços públicos estaduais Diário do Poder Legislativo - 5150 outorgados sem licitação na vigência da Constituição Federal de 1988”. Sala das Comissões, 13 de setembro de 2011. CLAUDIO VEREZA Presidente/Relator THEODORICO FERRACO MARCELO SANTOS RODNEY MIRANDA GILDEVAN FERNANDES ___________________________________ 1 STF, Tribunal Pleno, ADI 3670, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, j. 02/04/2007, DJe-018 Divulg. em 17/05/2007, public. em 18/05/2007, DJ 18/05/2007, p. 64; Ement. vol. 2276-01, p. 110; LEXSTF, v. 29, n. 343, 2007, p. 94-104. 2 Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos. Parágrafo único. A lei disporá sobre: I - o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação, bem como as condições de caducidade, fiscalização e rescisão da concessão ou permissão; II - os direitos dos usuários; III - política tarifária; IV – a obrigação de manter serviço adequado. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Publique-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 346/2011 Parecer do Relator: Projeto de Lei n.º 208/2011 Autor: Deputado Estadual José Esmeraldo Assunto: “Disciplina que nas condições que especifica nos editais de concursos públicos realizados no Espírito Santo vagas para nível superior inclua-se a participação dos tecnólogos e dá outras providências.” I – RELATÓRIO 1. Cuida-se nestes autos da emissão de parecer quanto à constitucionalidade da proposição legislativa em epígrafe, de iniciativa do Exmo. Sr Deputado JOSÉ ESMERALDO cujo conteúdo, em síntese, dispõe sobre a obrigatoriedade de que nos editais de concurso público para acesso aos cargos de nível superior do Estado do Espírito Santo seja assegurada a participação de tecnólogos. 2. A Mesa Diretora da Assembléia Legislativa em exercício do mero juízo de delibação que lhe impõe o Artigo 143 do Regimento Interno – Resolução nº 2.700 de 15 de julho de 2009, publicada no DPL e no DOE de 16 de julho de 2009, proferiu o 5151 - Diário do Poder Legislativo despacho de fls. 2, no qual inadmitiu a tramitação da proposição, entendendo, prima facie, existir manifesta inconstitucionalidade. Alegou a Mesa Diretora violação ao artigo 63, parágrafo único, III e VI, da Constituição Estadual. 3. Inadmitida a proposição, seu autor, inconformado interpôs recurso para apreciação da matéria no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça. Por seu turno, a Mesa Diretora deferiu o pedido de Recurso à Comissão. 4. No âmbito da Procuradoria jurídica a proposição recebeu parecer pela admissibilidade de sua tramitação em face da inexistência de vício de inconstitucionalidade. 5.Além do articulado legal da proposição e sua justificativa, o processo não está instruído com outros documentos. 6. O Projeto veio a esta Comissão de Constituição e Justiça para análise e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução nº 2.700/09). 7. Em apertada síntese, são estas as questões de fato e, de direito com suporte nas quais passo a emitir o Parecer. II – FUNDAMENTAÇÃO EXAME DA CONSTITUCIONALIDADE DA PROPOSIÇÃO 8. Consoante o clássico ensinamento de Lúcio Bittencourt, "a inconstitucionalidade é um estado – estado de conflito entre uma lei e a Constituição"1 9. Ocorre que em nosso ordenamento constitucional, vige um complexo sistema de controle da constitucionalidade das leis e atos administrativos. No plano jurídico, o sistema de controle de constitucionalidade adotado admite a existência do controle preventivo que se realiza no curso do processo legislativo, e o controle repressivo, cuja incidência se dá quando a lei se encontra vigendo. 10. A Constituição Federal de 1988 outorgou o exercício do controle prévio da constitucionalidade ao Poder Legislativo e ao Poder Executivo 2 (quando da emissão de juízo de valor quanto à sanção ou veto do autógrafo de lei aprovado pelo parlamento). 11. Na hipótese em apreço, trata-se do controle preventivo de constitucionalidade no âmbito do processo legislativo, porém exercido pelo Poder Legislativo. Sua característica fundamental consiste no fato de atuar no momento da elaboração da lei, com a finalidade de evitar que sua edição, seja quanto à forma, seja quanto ao conteúdo, ofenda a supremacia da Lei Maior. 12. Outra singularidade no sistema de controle preventivo da constitucionalidade no âmbito do Poder Legislativo diz respeito aos agentes legitimados para exercer o controle da constitucionalidade. Assim, quanto ao sujeito controlador, a primeira atuação incumbe aos Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Procuradores de Estado do Poder Legislativo, cuja atuação oferece o necessário subsídio técnico que irá pautar a atuação futura da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. 13. Em suma, em sede do controle preventivo de constitucionalidade, que se desenvolve na fase de elaboração da lei na defesa da supremacia da Constituição, tem início pela atuação da Procuradoria Jurídica e, em seguida, é exercido pelos próprios agentes participantes do processo legislativo em relação aos projetos de lei e demais proposições de teor normativo. 14. A doutrina e jurisprudência distinguem duas espécies de inconstitucionalidade, conforme leciona o eminente constitucionalista José Afonso da Silva: “(a) formalmente, quando tais normas são formadas por autoridades incompetentes ou em desacordo com formalidades ou procedimentos estabelecidos pela constituição; (b) materialmente, quando o conteúdo de tais leis ou atos contraria preceito ou princípio da constituição."3 15. O exame do controle formal de constitucionalidade deve preferir ao do exame de mérito. A razão dessa prevalência, para fins de análise, decorre da sedimentada jurisprudência do pretório excelso, segundo a qual, a existência de vício formal de inconstitucionalidade fulmina integralmente o ato ou lei. 16. Em decorrência, sendo constatada a existência de vício formal de inconstitucionalidade, torna-se despiciendo qualquer exame quanto a constitucionalidade material, posto que ante a constatação do aludido vício formal e insanável, a lei estará irremediavelmente condenada a ser expungida do mundo jurídico.4 17. Ancorado neste entendimento, passo ao exame da constitucionalidade formal da proposição. 18. Como é cediço, para exame da constitucionalidade do Projeto de Lei, impende que se identifique o cerne da questão jurídica de que trata a proposição. Para tanto, deve-se examinar a substância das matérias que o projeto pretende legislar. 19. Na hipótese sob exame, dissecando o teor do Projeto, desde a sua ementa, o resultado autoriza concluir que a matéria versa sobre o direito de acesso a cargos públicos e não sobre servidores públicos ou estrutura administrativa. 20. Note-se que o autor da proposição destaca com clareza que apenas a formação tradicional de bacharel tem sido contemplada com a previsão editalícia de direito de acesso aos cargos públicos de nível superior. Todavia, destaca o ilustre Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Deputado que hoje a própria legislação do ensino reconhece que a graduação como tecnólogo integra a categoria de formação de nível superior. Ora, como se nota, o conteúdo da proposição embora estreitamente relacionado à gestão pública, limita-se a garantir o acesso aos cargos públicos de forma ampla. Para tanto impõe que os editais assegurem as mesmas condições de igualdade aos tecnólogos. 21. Como se verifica, o projeto não invade as atribuições reservadas do Poder Executivo no que concerne a organização administrativa já que, repitase, cuida, exclusivamente, de assegurar condições iguais de participação nos certames públicos a bacharéis e tecnólogos, ambos, como já dito, integrante da categoria nível superior. 22. Em suma, a substância do tema veiculado na presente proposição não se enquadra na categoria das matérias entregues a iniciativa reservadas ao Poder Executivo e consignadas no Art. 61, § 1º, inciso II, da Constituição Federal, c/c o Art. 63, parágrafo único, da Constituição Estadual. É nítido que o Projeto de Lei de feliz autoria do Ilustre Deputado José Esmeraldo, na sua essência, diz respeito á isonomia, portanto, a igualdade de oportunidades. 23. Diante da exegese realizada, no plano da constitucionalidade formal, não vislumbro a existência de vício formal que macule a proposição em face da competência para exercício da iniciativa legislativa em tema atinente a matéria inserida no projeto. A hipótese, portanto, não configura usurpação de iniciativa do Poder Executivo. 24. Isto posto, sob a ótica da constitucionalidade formal e mesmo material, entendo que a continuidade da tramitação não representa risco de afronta a supremacia formal da Lei Maior. 25. Ademais, verificamos que a espécie normativa adequada para tratar do tema é a lei ordinária, estando o Projeto, neste aspecto, em sintonia com o art. 61, III, da Constituição Estadual. E, o quórum para aprovação da matéria em Plenário e o respectivo processo de votação será na forma regimental, alcançado o quórum para votação de Projetos de Lei, conforme dispõe o art. 200, I e art. 201 do Regimento Interno, Resolução nº 2.700/09. 26. Quanto ao aspecto da técnica legislativa, deixamos ao encargo da Diretoria Legislativa de Redação – DLR, a quem compete oferecer sugestões e opinar sobre a matéria, observando dispositivos contidos na Lei Complementar Federal nº 95/1998, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal nº 107/2001, bem como nos dispositivos do Regimento Interno desta Casa de Leis, Resolução nº 2.700/09. Diário do Poder Legislativo - 5152 não padece do vicio de inconstitucionalidade formal. Não há óbice intransponível a sua regular tramitação. 28. Em consequência, opino pelo provimento do recurso para admitir a tramitação da proposição negando, desse modo, a manutenção do despacho da Mesa Diretora que inadmitiu a tramitação do Projeto de Lei nº 208/2011, de autoria do Excelentíssimo Deputado José Esmeraldo, por suposta inconstitucionalidade que, após detida análise, não identifiquei. 29. Diante das razões apresentadas sugiro aos ilustres pares a adoção do seguinte parecer: PARECER N.º 346/2011 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO, opina pela REJEIÇÃO do despacho denegatório do Presidente da Mesa Diretora, aposto ao Projeto de Lei n.º 208/2011, de autoria do Excelentíssimo Deputado Estadual José Esmeraldo, que torna obrigatória a previsão da participação de tecnólogos nos editais de concurso público para acesso aos cargos de nível superior o Estado do Espírito Santo. Plenário Rui Barbosa, 13 de setembro de 2011. CLAUDIO VEREZA Presidente RODNEY MIRANDA Relator MARCELO SANTOS THEODORICO FERRAÇO ____________________________ 1 Carlos Alberto Lúcio BITTENCOURT, O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis, p. 132. 2 Hilda de Souza , em sua obra sobre o processo legislativo afirma:“A Constituição Brasileira optou por atribuir o controle de constitucionalidade, ao longo do processo legislativo, aos Poderes políticos. Ao Parlamento, pelo exame prévio das proposições nas Comissões Técnicas (controle interno) e ao Poder Executivo (controle externo), pelo veto” 3 Curso de Direito Constitucional Positivo. 4 De fato, a inobservância dos esquemas rituais rigidamente impostos pela Carta Magna da República gera a invalidade formal dos atos legislativos editados pelo Poder Legislativo e permite que sobre essa eminente atividade jurídica do Parlamento possa instaurar-se o controle jurisdicional "A infração ao preceito constitucional sobre a feitura da lei tem o efeito de descaracterizá-la como regra jurídica.O Poder Judiciário pode verificar se o ato legislativo atendeu ao processo previsto na Constituição." (RDA 126/117) O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Publique-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 356/2011 III – CONCLUSÃO 27. Em face das razões expendidas, entendo que a proposição, nos termos em que se acha redigida RELATÓRIO Senhor O Projeto de Lei nº 210/2011, de autoria do Deputado José Esmeraldo, objetiva 5153 - Diário do Poder Legislativo disciplinar a venda eletrônica de produtos e serviços através de sítios de compra coletiva pela internet e estabelece critérios de funcionamento para essas empresas no Estado do Espírito Santo e, para tanto, apresenta outras providências correlatas. O referido Projeto foi protocolizado no dia 05 de julho de 2011. Por sua vez, a Proposição foi lida na Sessão Ordinária do dia 11 de julho de 2011 e publicada no Diário do Poder Legislativo do dia 04 de agosto de 2011, às fls. 3.647 a 3.649. Após, a Proposição Legislativa recebeu encaminhamento para esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, conforme dispõe o art. 41 do Regimento Interno da ALES (Resolução n.º 2.700/2009). Este é o Relatório. PARECER DO RELATOR Conforme acima grifado, Projeto de Lei n.º 210/2011, de autoria do Senhor Deputado José Esmeraldo, visa dispor que “As empresas que exploram o comércio eletrônico de vendas coletivas, através da internet, deverão manter serviço telefônico de atendimento ao consumidor, gratuito e de acordo com as normas de funcionamento dos chamados call centers”. Para fins de adequação, a normatização ainda prevê outras providências. Quais são elas: i) A hospedagem dos sítios de venda coletiva eletrônica deverá ser de responsabilidade de empresa com sede ou filial em território nacional, sendo obrigatória a identificação, na primeira tela do sítio a informação acerca da empresa responsável pela hospedagem da página eletrônica; ii) As informações sobre a localização da sede física do sítio de vendas coletivas deverá aparecer, nos moldes do artigo anterior, na página principal do endereço da empresa na internet; iii) As ofertas deverão conter no mínimo, as seguintes informações em tamanho não inferior a vinte por cento da letra da chamada para a venda: I) Quantidade mínima de compradores para a liberação da oferta; II) Prazo para a utilização da oferta por parte do comprador, que deverá ser de, no mínimo, 06 (seis) meses; III) Endereço e telefone da empresa responsável pela oferta; IV) Em se tratando se alimentos, deverá constar da oferta informações acerca de eventuais complicações alérgicas e outras complicações que o produto pode causar; V) A informação acerca da quantidade de clientes que serão Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 atendidos por dia e a forma de agendamento para a utilização da oferta por parte dos compradores; VI) A quantidade máxima de cupons que poderão ser adquiridos por cliente, bem como os dias de semana e horários em que o cupom da oferta poderá ser utilizado; iv) Caso o número mínimo de participantes para a liberação da oferta não seja atingido, a devolução dos valores pagos deverá se realizada até 72 (setenta e duas) horas; v) As informações sobre ofertas e promoções somente poderão ser enviadas a clientes pré-cadastrados através do sítio, contendo expressa autorização para o recebimento das informações em sua conta de correio eletrônico; vi) Os impostos de competência Estadual e Municipal serão recolhidos na sede das empresas responsáveis pelo fornecimento do produto ou do serviço, independentemente da localização da sede do sítio responsável pela sua veiculação; vii) Serão responsáveis pela veracidade das informações publicadas a empresa proprietária do sítio de vendas coletivas e o estabelecimento ofertante, respondendo solidariamente por eventuais danos causados ao consumidor; viii) Aplica-se ao comércio coletivo eletrônico, no que couber, o disposto no Código de Defesa do Consumidor. Notadamente, o escopo do Projeto é de grande relevância para o interesse público, daí o seu elevado grau de importância meritória. Com esse mister, a Justificativa do Autor argumenta adequadamente que o escopo é “trazer transparência para o setor de compras coletivas via internet, que foi recém criado no país. O comércio virtual de ‘compras coletivas’ é fato novo. O Brasil assiste a este fenômeno com intensidade desde 2010 e, até o presente momento, nada foi feito para que essa atividade tivesse uma regulamentação, no sentido de proteger o consumidor. É de suma importância que o vínculo criado entre os sites de compra coletiva, estabelecimentos e consumidores sejam transparentes”. Assim, a Proposição possui objetivo que se apresenta como medida apta para que: Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Diário do Poder Legislativo - 5154 (...) o público alvo - consumidor – deve ser informado acerca das condições e detalhes dos produtos e serviços oferecidos, quais as regras para a sua utilização e entrega, enfim, todas as informações necessárias a permitir uma escolha consciente entre participar ou não da ação programada. É evidente que a modalidade é uma inovação do marketing, transformando altos valores gastos em publicidade na TV e no Rádio em ações diretas, oferecendo ao consumidor uma relação próxima ao produto, um “testdrive”, que é feito diretamente no estabelecimento, a preços sempre muito competitivos. Esta inovação, por suas características, é muito salutar, desde que sejam observadas algumas regras simples, que visam proteger o consumidor final, que ao adquirir os produtos e serviços ofertados por estas empresas, está se inserindo em uma grande ação mercadológica e precisa estar ciente disso. Entretanto, sob um diagnóstico jurídico, verifica-se que o objeto normativo do Projeto de Lei nº 210/2011 produz infringência direta a diversos comandos da Constituição Federal. Vejamos: Competência Legislativa Privativa da União A matéria regulamentada pelo Projeto de Lei ora em análise é multidisciplinar, pois alcança vários subsistemas do Direito (Direito Civil, Direito Comercial, Direito de Informática, Direito do Consumidor e Direito Tributário). Nesses talantes, a questão da destinação de patrimônio (Direito Civil) e a definição de requisitos para a prática de “comercio”, mais especificamente Comércio Eletrônico (Direito Comercial) são matérias do campo da Competência Legislativa Privativa da União, conforme regulamenta o art. 22, incisos I e IV, da Constituição Federal. In verbis: Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; (...) IV - águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão; (Negritamos) Confirma o Supremo Tribunal Federal com diversos precedentes, dentre eles pode-se exemplificar: "Ação direta de inconstitucionalidade. Lei estadual que regula obrigações relativas a serviços de assistência médicohospitalar regidos por contratos de natureza privada, universalizando a cobertura de doenças (Lei 11.446/1997, do Estado de Pernambuco). Vício formal. Competência privativa da União para legislar sobre direito civil, comercial e sobre política de seguros (CF, art. 22, I e VII). Precedente: ADI 1.595-MC/SP, Rel. Min. Nelson Jobim, DJ 19-12-2002, Pleno, maioria." (ADI 1.646, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 2-82006, Plenário, DJ de 7-12-2006.) No mesmo sentido: ADI 1.595, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 3-32005, Plenário, DJ de 7-12-2006. (negritos nossos) O fato diagnosticado demonstra cabalmente a invasão do objeto normativo do Projeto de Lei na Competência Legislativa Privativa da União, de forma que se torna formalmente inconstitucional por tal invasão e, ainda, materialmente inconstitucional por desatendimento, consequentemente, do axioma do Princípio da Federação Brasileira – art. 1º, caput, e art. 18 da CR. Cria norma geral em competência legislativa concorrente matéria de Em continuidade, o Projeto de Lei nº 210/2011 regulamenta matéria sobre direito do consumidor e sobre direito tributário, de forma que a sua aplicação tem aptidão de norma geral. Em outros termos, o Projeto possui regulamentação capaz de ser aplicado em qualquer local do Brasil, por não apresentar especificidade ou peculiaridade que limite a sua aplicação no território do Estado do Espírito Santo. A formatação de norma geral em matéria de Competência Legislativa Concorrente é exclusiva da União, de acordo com o que preconiza o art. 24 da CF. Dita a Constituição: Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; 5155 - Diário do Poder Legislativo (...) VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; § 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. (Negritos também nossos) Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 independentemente da localização da sede do sítio responsável pela sua veiculação. Ora, Lei Estadual não pode tratar de matéria sobre impostos municipais. A hipótese é vedada mediante expressa previsão constitucional, primeiro, pela natureza de competência legislativa concorrente do tema em que cabe a União regulamentar o caso; segundo, porque cabe ao Município legislar sobre assuntos de interesse local, sobre a suplementar a legislação federal e a estadual no que couber e, ainda, instituir e arrecadar os tributos de sua competência. Ad litteram: Art. 30. Compete aos Municípios: Nesse sentido, firma o Supremo Tribunal Federal: I - legislar sobre assuntos de interesse local; A competência do Estado para instituir regras de efetiva proteção aos consumidores nasce-lhe do art. 24, incisos V e VIII, c/c o § 2º (...). Cumpre ao Estado legislar concorrentemente, de forma específica, adaptando as normas gerais de ‘produção e consumo’ e de ‘responsabilidade por dano ao (...) consumidor’ expedidas pela União às peculiaridades e circunstâncias locais. E foi o que fez a legislação impugnada, pretendendo dar concreção e efetividade aos ditames da legislação federal correlativa, em tema de comercialização de combustíveis.” (ADI 1.980, voto do Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento em 16-4-2009, Plenário, DJE de 7-82009.) No mesmo sentido: ADI 2.832, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 7-52008, Plenário, DJE de 20-6-2008; ADI 2.334, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 24-4-2003, Plenário, DJ de 30-5-2003. II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; Mais uma vez, o fato diagnosticado demonstra cabalmente a invasão do objeto normativo do Projeto de Lei na Competência da União em matéria de Competência Legislativa Concorrente, de forma que, novamente, se torna formalmente inconstitucional por esta invasão. E, ainda, torna-se também materialmente inconstitucional, por franco desatendimento, consequentemente, do axioma do Princípio da Federação Brasileira – art. 1º, caput, e art. 18 da CR. Invasão do interesse local dos Municípios A Proposição regula, em seu art. 6º, que os impostos de Competência Municipal serão recolhidos na sede das empresas responsáveis pelo fornecimento do produto ou do serviço, III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei; No ponto, a invasão se deu no campo da Competência Legislativa Exclusiva dos Municípios, bem como, resultou novamente em desatendimento do Princípio da Federação Brasileira – art. 1º, caput, e art. 18 da CR. Destarte, resta confirmado mais esta inconstitucionalidade do Projeto de Lei nº 210/2011. Sendo desta forma, perante a análise jurídica, verificam-se do diagnóstico decorrente que, incontestavelmente, a pretensa normatividade da Proposição Legislativa traz vários pontos de antinomia com os preceitos constitucionais da Constituição Federal, desta maneira, restou a mesma ser gravada como formal e materialmente inconstitucional. Em conclusão, o Projeto de Lei n.º 210/2011, de autoria do Senhor Deputado José Esmeraldo, é formalmente inconstitucional. Ex Positis, sugerimos aos Ilustres Pares desta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 356/2011 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela INCONSTITUCIONALIDADE do Projeto de Lei n.º 210/2011, de autoria do Senhor Deputado José Esmeraldo. Plenário Rui Barbosa, 13 de setembro de 2011. CLAUDIO VEREZA Presidente/Relator MARCELO SANTOS RODNEY MIRANDA GILDEVAN FERNANDES THEODORICO FERRAÇO Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Publique-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 343/2011 Parecer do Relator: Projeto de Lei n.º 211/2011 Autor: Deputado Estadual Sérgio Borges Ementa: “Dispõe sobre a instituição de equipe de transição por candidato eleito para o cargo de Governador do Estado ou Prefeito Municipal” I – RELATÓRIO O presente Projeto de Lei, de autoria do Deputado Sérgio Borges, objetiva dispor “sobre a instituição de equipe de transição por candidato eleito para o cargo de Governador do Estado ou Prefeito Municipal”. A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa em exercício do mero juízo de delibação que lhe impõe o Artigo 1431 do Regimento Interno – Resolução nº 2.700, de 15 de julho de 2009, proferiu o despacho de fls. 02 no qual admitiu a tramitação da proposição entendendo, prima facie, inexistir manifesta inconstitucionalidade ou um dos demais vícios previstos na norma regimental. O proponente, em sua justificativa aduz que o objetivo desta proposição é proporcionar aos candidatos eleitos para os cargos de Governador do Estado ou Prefeito Municipal maior acesso às informações necessárias à implementação do seu programa de governo, mediante requisição de documentos acerca da situação financeira, orçamentária, contábil, organizacional, operacional e patrimonial do Estado ou Município, nos moldes já implantados em nível federal através da Lei nº 10.609, de 20 de dezembro de 2002. Admitida a proposição, que foi protocolizada no dia 06 de julho de 2011, seguiu sua regular tramitação, tendo sido lida na Sessão Ordinária do dia 11 de julho de 2011, oportunidade ao qual recebeu despacho do Senhor Presidente desta Casa de Leis admitindo a tramitação após sua publicação, ocorrida regularmente no Diário do Poder Legislativo do dia 04 de agosto de 2011, às fls. 3649. Em apertada síntese, são estas as questões de fato e de direito com suporte nas quais passamos a emitir o presente parecer, de acordo com o inciso I do artigo 41 do Regimento Interno - Resolução 2.700/2009. É o Relatório. Diário do Poder Legislativo - 5156 II – FUNDAMENTAÇÃO DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA JURIDICIDADE, CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E LEGALIDADE Consoante o clássico ensinamento de Lúcio Bittencourt, "a inconstitucionalidade é um estado – estado de conflito entre uma lei e a Constituição”2. Ocorre que em nosso ordenamento constitucional vige um complexo sistema de controle da constitucionalidade das leis e atos administrativos. No plano jurídico, o sistema de controle de constitucionalidade adotado admite a existência do controle preventivo que se realiza no curso do processo legislativo e, o controle repressivo cuja incidência se dá quando a lei se encontra vigendo. A Constituição Federal de 1988 outorgou o exercício do controle prévio da constitucionalidade ao Poder Legislativo e ao Poder Executivo 3 (quando da emissão de juízo de valor quanto à sanção ou veto do autógrafo de lei aprovado pelo parlamento). Na hipótese em apreço, trata-se do controle preventivo de constitucionalidade no âmbito do processo legislativo, porém exercido pelo Poder Legislativo. Sua característica fundamental consiste no fato de atuar no momento da elaboração da lei, com a finalidade de evitar que sua edição seja quanto à forma, seja quanto ao conteúdo, ofenda a supremacia da Lei Maior. Outra singularidade no sistema de controle preventivo da constitucionalidade no âmbito do Poder Legislativo diz respeito aos agentes legitimados para exercer o controle da constitucionalidade. Assim sendo, em sede do controle preventivo de constitucionalidade, que se desenvolve na fase de elaboração da lei a defesa da supremacia da Constituição tem início pela atuação da Procuradoria Jurídica e, em seguida, é exercido pelos próprios agentes participantes do processo legislativo (Deputados) em relação aos projetos de lei e demais proposições de teor normativo. A doutrina e jurisprudência distinguem duas espécies de inconstitucionalidade, conforme leciona o eminente constitucionalista José Afonso da Silva: “(a) formalmente, quando tais normas são formadas por autoridades incompetentes ou em desacordo com formalidades ou procedimentos estabelecidos pela constituição; (b) materialmente, quando o conteúdo de tais leis ou atos contraria preceito ou princípio da constituição." 4 O exame do controle formal de constitucionalidade deve preferir ao de exame de 5157 - Diário do Poder Legislativo mérito. A razão dessa prevalência, para fins da análise, decorre da sedimentada jurisprudência do Pretório Excelso, segundo a qual, a existência de vício formal de inconstitucionalidade fulmina integralmente o ato ou a lei. Em decorrência, sendo constatada a existência de vício formal de inconstitucionalidade, torna-se despiciendo qualquer exame quanto à constitucionalidade material, posto que ante a constatação do aludido vício formal e insanável, a lei estará, irremediavelmente, condenada a ser expungida do mundo jurídico.5 Ancorado neste entendimento, passo ao exame da constitucionalidade formal da proposição. Como é cediço, para exame da constitucionalidade do Projeto de Lei impede que se identifique o cerne da questão jurídica de que trata a proposição. Para tanto, deve-se examinar a substância das matérias que o Projeto contempla. Neste passo, entendemos que a matéria proposta, ou seja, a aprovação da mencionada lei de transição, só é obrigatória se forem criados cargos, como foi feito no âmbito da União, pela Lei nº 10.609/02, posteriormente regulamentada pelos Decretos nº 4.199/02 e nº 4.298/02. Para o processo de transição na esfera federal, devido à sua complexidade e importância, optou-se, de forma correta, pela estruturação de uma transição profissional, em que o eleito tem à sua disposição alguns cargos de confiança, transitórios, exclusivos para o processo de transição, a serem nomeados pelo Presidente em exercício. Ocupam esses cargos as pessoas da equipe de transição, propriamente dita, do Presidente eleito, com a tarefa de organizar as informações para o novo governo e manter o contato e o acesso aos dados da administração que finda. Essa opção tem a vantagem de perenizar e solidificar o processo de transição de governo no Estado e nos Municípios. Assim, ainda que não seja necessário criar cargos, como ocorre na presente proposição, o processo, com a obrigatoriedade de formação de equipes e levantamento de dados, passa a ser um compromisso legal dos próximos gestores. Destarte, a iniciativa de proposição é de competência privativa do Poder Executivo. Na eventualidade de surgirem dificuldades para aprovação da lei, seja por tempo hábil seja por problemas de construção de maioria no Legislativo, sempre há a opção de editar um simples decreto. Atitude válida e eficaz, e que também contribui sobremaneira para o processo de transição democrática. Diante das razões expendidas é inevitável concluir que a proposição padece de vício formal de inconstitucionalidade, conforme dispõe o parágrafo único do artigo 63 da Carta Magna Estadual, como tal, sua tramitação não deve prosperar nesta Casa de Leis. Em decorrência da demonstração inconteste do vício de inconstitucionalidade formal que macula o Projeto de Lei, adotamos a orientação do STF Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 quanto à desnecessidade de apreciação da constitucionalidade material, eis que o aludido vício formal apontado fulmina integralmente a validade da presente proposição. II – CONCLUSÃO Pelas razões supra, concluímos que a proposição contém inconstitucionalidade de natureza formal, razão pela qual deve ser inadmitida a sua tramitação. Por conseguinte, sugerimos aos demais membros desta Comissão a adoção do parecer adiante exposto: PARECER N.º 343/2011 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela INCONSTITUCIONALIDADE, ILEGALIDADE E ANTIJURIDICIDADE do Projeto de Lei n.º 211/2011, de autoria do(a) Exmo(a) Senhor(a) Deputado(a) Sérgio Borges. Plenário Rui Barbosa, 13 de setembro de 2011. CLAUDIO VEREZA Presidente MARCELO SANTOS Relator RODNEY MIRANDA THEODORICO FERRAÇO __________________________________ 1 Diz Art. 143. Não se admitirão proposições: I - sobre assunto alheio à competência da Assembleia Legislativa; II - em que se delegue a outro Poder atribuições do Legislativo; III - antirregimentais; IV - que, aludindo à lei, decreto, regulamento, decisões judiciais ou qualquer outro dispositivo legal, não se façam acompanhar de sua transcrição, exceto os textos constitucionais e leis codificadas; V - quando redigidas de modo a que não se saiba à simples leitura qual a providência objetivada; VI - que, fazendo menção a contratos, concessões, documentos públicos, escrituras, não tenham sido estes juntados ou transcritos; VII - que contenham expressões ofensivas; VIII - manifestamente inconstitucionais; IX - que, em se tratando de substitutivo, emenda ou subemenda, não guardem direta relação com a proposição. 1 Carlos Alberto Lúcio BITTENCOURT, O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis, p. 132. 1 Hilda de Souza , em sua obra sobre o processo legislativo afirma:“A Constituição Brasileira optou por atribuir o controle de constitucionalidade, ao longo do processo legislativo, aos Poderes políticos. Ao Parlamento, pelo exame prévio das proposições nas Comissões Técnicas (controle interno) e ao Poder Executivo (controle externo), pelo veto” 1 Curso de Direito Constitucional Positivo. 1 De fato, a inobservância dos esquemas rituais rigidamente impostos pela Carta Magna da República gera a invalidade formal dos atos legislativos editados pelo Poder Legislativo e permite que sobre essa eminente atividade jurídica do Parlamento possa instaurar-se o controle jurisdicional "A infração ao preceito constitucional sobre a feitura da lei tem o efeito de descaracterizá-la como regra jurídica.O Poder Judiciário pode verificar se o ato legislativo atendeu ao processo previsto na Constituição." (RDA 126/117) Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Publique-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 355/2011 Parecer do Relator: Projeto de Lei n.º 213/2011 Autor: Deputado Estadual Sandro Locutor Ementa: “Estabelece normas para a coleta, reciclagem e destinação final do lixo tecnológico”. RELATÓRIO O Projeto de Lei de autoria do Deputado Estadual Sandro Locutor, tem o objetivo de “estabelecer normas para a coleta, reciclagem e destinação final do lixo tecnológico”. A matéria foi protocolada no dia 06 de julho de 2011, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 11 de julho de 2011, publicada no Diário do Poder Legislativo do dia 04 de agosto de 2011, às páginas 3650 usque 3652. Em sua justificativa o autor aduz que a proteção do meio ambiente e o combate à poluição em qualquer de suas formas, é competência comum da União, dos Estados, Distrito Federal e dos Municípios, conforme previsão do art. 23, IV da Constituição Federal. O Projeto de Lei veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, para exame e parecer, na forma do art. 41, I do Regimento Interno, Resolução nº 2.700/09. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO QUANTO AO ASPECTO DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL, JURIDICIDADE E LEGALIDADE. Como se pode verificar trata-se de Projeto de Lei de autoria do Deputado Estadual Sandro Locutor, com um objetivo nobre e de alta relevância para a sociedade capixaba, que é estabelecer normas para a coleta, reciclagem e destinação final do lixo tecnológico. Sob o prisma da constitucionalidade e legalidade, o Projeto de Lei ora analisado encontra obstáculo jurídico para tramitar regularmente por conter vício de inconstitucionalidade formal, nítida violação ao que prescreve o art. 30, I, da Constituição Federal, que diz: “Art. 30. Compete aos Municípios: Diário do Poder Legislativo - 5158 I – legislar sobre assuntos de interesse local;” Neste contexto, devemos observar que a edição de lei estadual que visa estabelecer normas para a coleta, reciclagem e destinação final do lixo eletrônico, é matéria que se encontra dentro do chamado ‘poder de polícia administrativa’, que conforme conceitua o Código Tributário Nacional, em texto amplo e explicativo em seu art. 78, que diz: "Art. 78. Considera-se poder de polícia a atividade da Administração Pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos." (grifo nosso) O poder de polícia administrativa manifestase tanto através de atos normativos e de alcance geral quanto de atos concretos e específicos, aptos a condicionar e restringir o uso e gozo de bens, atividades e direitos individuais, em benefício da coletividade. Neste passo, a lição do professor Celso Antônio Bandeira de Mello, diz: "A polícia administrativa manifestase tanto através de atos normativos e de alcance geral quanto de atos concretos e específicos. Regulamentos ou portarias – como as que regulam o uso de fogos de artifício ou proíbem soltar balões em épocas de festas juninas -, bem como as normas administrativas que disciplinem horário e condições de vendas de bebidas alcoólicas em certos locais, são disposições genéricas próprias da atividade de polícia administrativa." (Curso de Direito Administrativo, 13ª ed., Ed. Malheiros, págs. 695/696) Em matéria de competência legislativa, rege o princípio da predominância do interesse, sendo da União o tratamento de questões nas quais predominam o interesse nacional e da generalidade dos cidadãos, dos Estados o tratamento das matérias relativas a interesses essencialmente regionais e por fim aos Municípios competem os assuntos de interesse predominantemente locais. 5159 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Confira-se, a respeito, a lição de Hely Lopes Meirelles, in verbis: "O interesse local caracteriza-se pela predominância (e não pela exclusividade) do interesse para o Município, em relação ao do Estado a da União. Isso porque não há assunto municipal que não seja reflexamente de interesse estadual e nacional. A diferença é apenas de grau e não de substância". (Hely Lopes Meirelles, Direito de Construir, 6ª ed., Malheiros, 1993, p. 120) No caso em tela, o interesse pode ser considerado predominantemente de âmbito local, uma vez de que se trata de matéria que predomina o interesse público em proporcionar a proteção ao meio ambiente e combate à poluição, com a coleta do lixo tecnológico, sua reciclagem e destinação final, promovendo desta forma o desenvolvimento sustentável. Ademais, é cediço que todo Município tem seus Códigos de Posturas Municipais, para atender a comunidade, nos quais determinam normas visando a melhoria de vida de todos os cidadãos, organizando e disciplinando a prestação de serviços públicos, o comércio e a indústria, estabelecendo direitos e deveres com relação ao bem-estar, à saúde, à segurança, ao meio ambiente, etc. Comentando o assunto sob a égide da Constituição, Toshio Mukai chega também a essa conclusão: "O Município, no entanto, tem competência para legislar e atuar sobre a proteção ambiental, não com considerações de defesa e proteção da saúde, mas com considerações do exercício do poder de polícia, que é inerente aos três níveis de governo, porque se trata de exercer uma atividade administrativa do Estado com o fim de limitar e condicionar o exercício das liberdades e dos direitos individuais, visando a assegurar, em nível capaz de preservar a ordem pública, o atendimento de valores mínimos da conveniência social, notadamente a segurança, a salubridade, o decoro e a estética" (in, Aspectos jurídicos. Município Paulista. V. 9/11, p.13 et seq., 1978). Da mesma forma é o entendimento jurisprudencial, consolidado pelos vários julgados da Suprema Corte, vejamos o exemplo: “STF - Meio Ambiente. Eletrônico. Competência Lixo do Município para legislar sobre matéria ambiental com vistas a guarnecer, tutelar e atender interesses predominantemente locais, suplementando, complementando e completando a legislação federal e estadual, especialmente para impor medidas de cunho restritivo, se necessário. Porém, ressalvando-se que o Município deverá observar o contido na norma geral federal, ou seja, na Lei Federal n° 9.605/98 quanto às sanções aplicáveis às infrações administrativas ambientais tipificadas, e sua respectiva graduação”. Portanto, entendemos que os municípios têm a competência comum estabelecida no art. 23, incisos VI, de proteger o meio ambiente, combater a poluição em qualquer de suas formas. E que, o art. 30, inciso I, lhes permite legislar sobre interesse local, logo elaborar leis de política municipal de meio ambiente, e pelo art. 30, inciso II, suplementar a legislação federal e estadual no que couber. O art. 225 da Constituição Federal também ajuda a esclarecer que o Município tem o dever de proteger o meio ambiente, uma vez que impõe a todos, ou seja, ao Poder Público (União, Estados e Município) e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Logo, o Município pode legislar sobre proteção ambiental e exercer o poder de polícia administrativa para a coleta do lixo tecnológico. Quanto à iniciativa da matéria em apreço, concluímos por sua subjunção aos preceitos constitucionais constantes do art. 63, caput, da Constituição Estadual, verbis: “Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembleia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Constatada a competência legislativa do Estado, verifica-se também que a espécie normativa adequada para tratar do tema é a lei ordinária, estando o projeto, neste aspecto, em sintonia com o texto do art. 61, III, da Constitucional do Estado. Quanto ao quórum para aprovação da matéria em plenário e o respectivo processo de votação será na forma regimental, alcançado o quórum para votação de Projetos de Lei, conforme dispõe o art. 200, I e art. 201 do Regimento Interno, Resolução nº 2.700/09. Quanto à técnica legislativa, deixamos ao encargo da Diretoria Legislativa de Redação – DLR – Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Diário do Poder Legislativo - 5160 apresentar as sugestões que entender cabíveis, observando as normas estabelecidas na Lei Complementar Federal nº 95/1998, com introduções apresentadas pela Lei Complementar Federal nº 107/2001. Por todo o exposto, concluímos que o Projeto de Lei nº 213/2011, não atende aos pressupostos de constitucionalidade, por vício de origem, consequentemente, inconstitucionalidade formal, por todas as razões acima, não podemos deixar de aconselhar o demais Pares desta Comissão a adoção do seguinte parecer: publicado no Diário do Poder Legislativo, edição do dia 04 de agosto do mesmo ano, às páginas 3652 e 3653. 3. O presente Projeto de Lei veio a esta Comissão de Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do disposto no art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n° 2.700/09). 4. Em apertada síntese, são estas as questões de fato e de direito com suporte nas quais passo a emitir o Parecer. 5. É o relatório. PARECER N.º 355/2011 EXAME DA CONSTITUCIONALIDADE DA PROPOSIÇÃO A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela inconstitucionalidade do Projeto de Lei n.º 213/2011, de autoria do Deputado Sandro Locutor. Plenário Rui Barbosa, 13 de setembro de 2011. CLAUDIO VEREZA Presidente/Relator THEODORICO FERRAÇO MARCELO SANTOS RODNEY MIRANDA GILDEVAN FERNANDES O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Publique-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 353/2011 Parecer do Relator: Projeto de Lei n.º 214/2011 Autor: Deputado Estadual José Esmeraldo Assunto: “Dispõe sobre a garantia de manutenção das construções no Estado do Espírito Santo por cinco anos e dá outras providências” I – RELATÓRIO 1. Cuida-se nestes autos da emissão de parecer quanto à constitucionalidade da proposição legislativa em epígrafe, de iniciativa do Exmo. Sr. Deputado JOSÉ ESMERALDO, cujo conteúdo, em síntese, “dispõe sobre a garantia de manutenção das construções no Estado do Espírito Santo por cinco anos e dá outras providências”. 2. A matéria foi protocolizada no dia 07 de julho de 2011, lida no Expediente da Sessão Ordinária realizada em 11 de julho de 2011 e II – FUNDAMENTAÇÃO 6. Consoante o clássico ensinamento de Lúcio Bittencourt, "a inconstitucionalidade é um estado – estado de conflito entre uma lei e a Constituição" 1 . 7. Ocorre que em nosso ordenamento constitucional, vige um complexo sistema de controle da constitucionalidade das leis e atos administrativos. No plano jurídico, o sistema de controle de constitucionalidade adotado admite a existência do controle preventivo que se realiza no curso do processo legislativo, e o controle repressivo, cuja incidência se dá quando a lei se encontra vigendo. 8. A Constituição Federal de 1988 outorgou o exercício do controle prévio da constitucionalidade ao Poder Legislativo e ao Poder Executivo2 (quando da emissão de juízo de valor quanto à sanção ou veto do autógrafo de lei aprovado pelo parlamento). 9. Na hipótese em apreço, trata-se do controle preventivo de constitucionalidade no âmbito do processo legislativo, porém exercido pelo Poder Legislativo. Sua característica fundamental consiste no fato de atuar no momento da elaboração da lei, com a finalidade de evitar que sua edição, seja quanto à forma, seja quanto ao conteúdo, ofenda a supremacia da Lei Maior. 10. Outra singularidade no sistema de controle preventivo da constitucionalidade no âmbito do Poder Legislativo diz respeito aos agentes legitimados para exercer o controle da constitucionalidade. Assim, quanto ao sujeito controlador, a primeira atuação incumbe aos Procuradores de Estado do Poder Legislativo, cuja atuação oferece o necessário subsídio técnico que irá pautar a atuação futura da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. 11. Em suma, em sede do controle preventivo de constitucionalidade, que se desenvolve na fase de elaboração da lei na defesa da supremacia da Constituição, tem início pela atuação da Procuradoria Jurídica e, em seguida, é exercido pelos próprios agentes participantes do processo legislativo em relação aos projetos de lei e demais proposições de teor normativo. 12. A doutrina e jurisprudência distinguem duas espécies de inconstitucionalidade, conforme 5161 - Diário do Poder Legislativo leciona o eminente constitucionalista José Afonso da Silva: “(a) formalmente, quando tais normas são formadas por autoridades incompetentes ou em desacordo com formalidades ou procedimentos estabelecidos pela constituição; (b) materialmente, quando o conteúdo de tais leis ou atos contraria preceito ou princípio da constituição." 3 13. O exame do controle formal de constitucionalidade deve preferir ao do exame de mérito. A razão dessa prevalência, para fins de análise, decorre da sedimentada jurisprudência do pretório excelso, segundo a qual, a existência de vício formal de inconstitucionalidade fulmina integralmente o ato ou lei. 14. Em decorrência, sendo constatada a existência de vício formal de inconstitucionalidade, torna-se despiciendo qualquer exame quanto à constitucionalidade material, posto que ante a constatação do aludido vício formal e insanável, a lei estará irremediavelmente condenada a ser expungida do mundo jurídico.4 15. Ancorado neste entendimento, passo ao exame da constitucionalidade formal da proposição. 16. Como é cediço, para exame da constitucionalidade do Projeto de Lei, impende que se identifique o cerne da questão jurídica de que trata a proposição. Para tanto, deve-se examinar a substância das matérias que o projeto pretende legislar. 17. Na hipótese sob exame, dissecando o teor do Projeto, desde a sua ementa, há uma duvida suscitada pelo fato do PL não distinguir os destinatários da futura lei. Indaga-se: abrangeria relações contratuais publicas e privadas? Vale dizer : contratos entre particulares e contratos com o poder publico ? Recorrendo aos termos da justificativa convenço-me de que se trata de proposição endereçada as relações entre o poder público e as empresas que vencedoras de licitação firmam contratos para execução de obra. Sendo assim, tenho que a proposição cuida de matéria alusiva a contrato administrativo. Por este motivo, não sendo regra especifica caracterizadora de peculiaridade local, mas sim, bem ao contrario, típica regar geral, entendo que falece a ALES competência para legislar sobre a matéria haja vista as previsões legais prevista na Lei nacional de licitações e contratos lei 8666/93 com sua sucessiva alterações. A competência neste caso seria da União. 19. Diante da exegese realizada, no plano da constitucionalidade formal, vislumbro a existência Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 de vício formal, que macula a proposição em face da usurpação de competência da União. 20. Isto posto, sob a ótica da constitucionalidade formal , entendo que a continuidade da tramitação representa risco de afronta a supremacia formal da Lei Maior. 22. Quanto ao aspecto da técnica legislativa, deixamos ao encargo da Diretoria Legislativa de Redação – DLR, a quem compete oferecer sugestões e opinar sobre a matéria, observando dispositivos contidos na Lei Complementar Federal nº 95/1998, com alterações introduzidas pela Lei Complementar Federal nº 107/2001, bem como nos dispositivos do Regimento Interno desta Casa de Leis, Resolução nº 2.700/09. III – CONCLUSÃO 23. Em face das razões expendidas, entendo que a proposição, nos termos em que se acha redigida padece de vicio de inconstitucionalidade legislativa.Há óbice intransponível a sua regular tramitação. 24. Diante das razões apresentadas sugiro aos ilustres pares a adoção do seguinte parecer: PARECER N.º 353/2011 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO, opina pela inconstitucionalidade do Projeto de Lei n.º 214/2011, de autoria do Excelentíssimo Deputado Estadual José Esmeraldo. Plenário Rui Barbosa, 13 de setembro de 2011. CLAUDIO VEREZA Presidente MARCELO SANTOS Relator RODNEY MIRANDA GILDEVAN FERNANDES THEODORICO FERRAÇO ___________________________________________ 1 Carlos Alberto Lúcio BITTENCOURT, O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis, p. 132. 2 Hilda de Souza , em sua obra sobre o processo legislativo afirma:“A Constituição Brasileira optou por atribuir o controle de constitucionalidade, ao longo do processo legislativo, aos Poderes políticos. Ao Parlamento, pelo exame prévio das proposições nas Comissões Técnicas (controle interno) e ao Poder Executivo (controle externo), pelo veto” 3 Curso de Direito Constitucional Positivo. 4 De fato, a inobservância dos esquemas rituais rigidamente impostos pela Carta Magna da República gera a invalidade formal dos atos legislativos editados pelo Poder Legislativo e permite que sobre essa eminente atividade jurídica do Parlamento possa instaurar-se o controle jurisdicional "A infração ao preceito constitucional sobre a feitura da lei tem o efeito de descaracterizá-la como regra jurídica.O Poder Judiciário pode verificar se o ato legislativo atendeu ao processo previsto na Constituição." (RDA 126/117) O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Publique-se. Continua a leitura do Expediente. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 347/2011 Parecer do Relator: Projeto de Lei n.º 233/2011 Autor: Deputado Estadual José Esmeraldo Ementa: “Dispõe sobre a concessão de nova placa pelo Departamento Estadual de Trânsito - DETRAN ES, ao proprietário de veículo automotor que tiver placa clonada” I – RELATÓRIO 01. O Projeto de Lei em epígrafe, de iniciativa do Exmo. Sr. Deputado José Esmeraldo, tem a seguinte ementa: “Dispõe sobre a concessão de nova placa pelo Departamento Estadual de Trânsito - DETRAN - ES, ao proprietário de veículo automotor que tiver placa clonada” 02. A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa em exercício do mero juízo de delibação que lhe impõe o Artigo 143, do Regimento Interno – Resolução nº 2.700 de 15 de julho de 2009, publicada no DPL e no DOE, de 16 de julho de 2009, proferiu o despacho denegatório de fls. 2, no qual inadmitiu a tramitação da proposição entendendo, prima facie, existir manifesta inconstitucionalidade por infringência a preceito da Carta Estadual. 03. Em decorrência, a proposição foi devolvida ao autor que, irresignado, interpôs recurso à Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, com arrimo no parágrafo único do art. 143, parágrafo único, do RI, por discordar da decisão, e que foi acatado regimentalmente, conforme despacho de fls. 02. 04. Além do articulado legal da proposição e sua justificativa, o processo não está instruído com outros documentos que possam subsidiar a emissão do presente parecer. 05. O Projeto de Lei nº 233/2011, veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, para exame e parecer, conforme dispõe o art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução nº 2.700/09). 06. É relatório II – FUNDAMENTAÇÃO 07. Consoante o clássico ensinamento de Lúcio Bittencourt, Consoante o clássico ensinamento de Lúcio Bittencourt, "a inconstitucionalidade é um estado – estado de conflito entre uma lei e a Constituição". 08. Ocorre que, em nosso ordenamento constitucional vige um complexo sistema de controle da constitucionalidade das leis e atos administrativos. Diário do Poder Legislativo - 5162 No plano jurídico, o sistema de controle de constitucionalidade adotado admite a existência do controle preventivo que se realiza no curso do processo legislativo, e, o controle repressivo cuja incidência se dá quando a lei se encontra vigendo 09. A Constituição Federal de 1988 outorgou o exercício do controle prévio da constitucionalidade ao Poder Legislativo e ao Poder Executivo1 (quando da emissão de juízo de valor quanto à sanção ou veto do autógrafo de lei aprovado pelo parlamento). 10. Na hipótese em apreço, trata-se do controle preventivo de constitucionalidade no âmbito do processo legislativo, porém exercido pelo Poder Legislativo. Sua característica fundamental consiste no fato de atuar no momento da elaboração da lei, com a finalidade de evitar que sua edição seja quanto à forma, seja quanto ao conteúdo, ofenda a supremacia da Lei Maior. 11. Outra singularidade no sistema de controle preventivo da constitucionalidade no âmbito do poder legislativo diz respeito aos agentes legitimados para exercer o controle da constitucionalidade. Assim, quanto ao sujeito controlador, a primeira atuação incumbe aos Procuradores de Estado do Poder Legislativo, cuja atuação oferece o necessário subsídio técnico que irá pautar a atuação futura da Comissão de Constituição e Justiça. 12. Em suma, em sede do controle preventivo de constitucionalidade, que se desenvolve na fase de elaboração da lei a defesa da supremacia da Constituição tem início pela atuação da Procuradoria Jurídica e, em seguida, é exercido pelos próprios agentes participantes do processo legislativo (Deputados) em relação aos projetos de lei e demais proposições de teor normativo. 13. A doutrina e jurisprudência distinguem duas espécies de inconstitucionalidade, conforme leciona o eminente constitucionalista José Afonso da Silva: “(a) formalmente, quando tais normas são formadas por autoridades incompetentes ou em desacordo com formalidades ou procedimentos estabelecidos pela constituição; (b) materialmente, quando o conteúdo de tais leis ou atos contraria preceito ou princípio da constituição." 2 14. O exame do controle formal de constitucionalidade deve preferir ao de exame de mérito. A razão dessa prevalência, para fins da análise, decorre da sedimentada jurisprudência do Pretório Excelso, segundo a qual, a existência de vício formal de inconstitucionalidade fulmina integralmente o ato ou a lei. 15. Assim sendo, constatada a existência de vício formal de inconstitucionalidade, torna-se 5163 - Diário do Poder Legislativo despiciendo qualquer exame quanto à constitucionalidade material, posto que ante a constatação do aludido vício formal e insanável, a lei estará, irremediavelmente, condenada a ser expungida do mundo jurídico.3 16. Ancorado neste entendimento, passo ao exame da constitucionalidade formal da proposição. 17. Como é cediço, para exame da constitucionalidade do Projeto de Lei impende que se identifique o cerne da questão jurídica de que trata a proposição. Para tanto, deve-se examinar a substância das matérias que o projeto contempla. 18. Verifica-se que a Proposta do legislador estadual interfere na competência privativa do Chefe do Executivo, em atribuir medidas administrativas ao órgão do DETRAN-ES, portanto, clara violação ao art. 63, parágrafo único, VI, da Constituição Estadual, que assim dispõe: “Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembleia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: (...) VI – criação, estruturações e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. 19. Em decorrência da demonstração inconteste do vício de inconstitucionalidade formal que macula o Projeto de Lei, adoto aqui a orientação do STF quanto à desnecessidade de apreciação da constitucionalidade material, eis que o aludido vício formal apontado fulmina integralmente a validade da presente proposição. II – CONCLUSÃO 21. Em face das razões expendidas, entendo que a proposição nos termos em que se acha redigida, padece de vício de inconstitucionalidade formal, em consequência, opino pela impossibilidade jurídica da regular tramitação do Projeto de Lei nº 233/ 2011, de autoria do Deputado José Esmeraldo, razão pela qual deve ser inadmitida a sua tramitação regular. 22. Face ao exposto, esta relatoria propõe aos doutos Membros desta Comissão a adoção do seguinte parecer: PARECER N.º 347/2011 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 pela MANUTENÇÃO DO DESPACHO DENEGATÓRIO DO PRESIDENTE DA MESA DIRETORA, aposto ao Projeto de Lei n.º 233/2011, de autoria do Deputado José Esmeraldo. Plenário Rui Barbosa, 13 de setembro de 2011. CLAUDIO VEREZA Presidente RODNEY MIRANDA Relator THEODORICO FERRAÇO MARCELO SANTOS GILDEVAN FERNANDES ___________________________________ 1 Hilda de Souza , em sua obra sobre o processo legislativo afirma:“A Constituição Brasileira optou por atribuir o controle de constitucionalidade, ao longo do processo legislativo, aos Poderes políticos. Ao Parlamento, pelo exame prévio das proposições nas Comissões Técnicas (controle interno) e ao Poder Executivo (controle externo), pelo veto”. 2 Curso de Direito Constitucional Positivo. 3 De fato, a inobservância dos esquemas rituais rigidamente impostos pela Carta Magna da República gera a invalidade formal dos atos legislativos editados pelo Poder Legislativo e permite que sobre essa eminente atividade jurídica do Parlamento possa instaurar-se o controle jurisdicional "A infração ao preceito constitucional sobre a feitura da lei tem o efeito de descaracterizá-la como regra jurídica. O Poder Judiciário pode verificar se o ato legislativo atendeu ao processo previsto na Constituição." (RDA 126/117) O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) –Publique-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 352/2011 RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 243/2011, de autoria do Senhor Deputado José Esmeraldo, objetiva dispor sobre os estágios de ensino médio profissionalizante e superior no Estado do Espírito Santo e, para tanto, apresenta outras providências correlatas. O referido Projeto foi protocolizado no dia 12 de julho de 2011. Por sua vez, a Proposição foi lida na Sessão Ordinária do dia 01 de agosto de 2011 e publicada no Diário do Poder Legislativo do dia 12 do mesmo mês e ano, à fl. 3.901. Após, a Proposição Legislativa recebeu encaminhamento para esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, conforme dispõe o art. 41 do Regimento Interno da ALES (Resolução n.º 2.700/2009). Este é o Relatório. PARECER DO RELATOR Conforme acima grifado, Projeto de Lei n.º 243/2011, de autoria do Senhor Deputado José Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Diário do Poder Legislativo - 5164 Esmeraldo, visa dispor que “o estágio de estudantes dos ensinos médios profissionalizante e superior, a ser ofertado por pessoas jurídicas de Direito Privado e as Instituições de Ensino, observará o disposto na Lei 6.494, de 7 de setembro de 1977 e no Decreto n° 87.497, de 18 de agosto de 1982, e somente será prestado em instituição, entidade ou empresa que tenha condições de proporcionar experiência prática na linha de formação”. Para fins de adequação, a normatização ainda prevê outras providências. Quais são elas: v) Por fim, determina que o descumprimento a jornada definida pela pretensa lei, ensejará à entidade infratora a aplicação de multa de 1.000 VRTEs - Valor de Referência do Tesouro Estadual ou qualquer outro índice que o substitua, por estagiário contratado. Observado, ainda, que a reincidência implicará em perda do direito de concessão de oportunidade de estágio. i) Determina que o estágio a que se refere a pretensa lei terá por fim tanto proporcionar a complementação do ensino e da aprendizagem, a serem planejados, executados, acompanhados e avaliados em conformidade com os currículos, programas e calendários escolares, quanto constituir-se em instrumento de aperfeiçoamento técnico-cultural científico, de relacionamento humano e de integração; Notadamente, o escopo do Projeto é de grande relevância para o interesse público, haja vista o seu elevado grau de importância que tem a experiência adquirida na atividade de estágio. Com esse mister, a Justificativa do Autor argumenta adequadamente que: ii) Define que o estágio será realizado mediante “termo de compromisso”, celebrados a parte concedente e o estudante, com a interveniência da instituição de ensino na qual este estiver matriculado; iii) Impõe que a jornada de atividade em estágio, a ser cumprida pelo estudante, será fixada conforme a especificidade de cada área, não podendo ser superior a trinta horas semanais, e observará as condições definidas pela instituição de ensino em termos de compromisso firmado com a parte concedente da oportunidade de estágio e o estagiário ou seu responsável, consoante a programação didático-pedagógico, referida no artigo 4º da Decreto nº 87.497, de 18 de agosto de 1982, e os seguintes critérios: I – compatibilidade da jornada de atividades de estágio com o horário relativo à estrutura curricular do período considerado; II – pertinência do estágio do estudante as exigências definidas para o curso em tela; e III – definição, pela instituição de ensino, do período adequado para a realização do estágio pelo estudante; iv) Determina que o estágio não cria vínculo empregatício de qualquer natureza; O presente projeto visa normatizar a atividade de estágio realizada pelos estudantes de ensino médio profissionalizante e superior junto às pessoas jurídicas de Direito Privado e as Instituições de Ensino, tendo em vista que a prática utilizada por algumas empresas no estado do Espírito Santo vem prejudicando o desempenho acadêmico dos alunos, pois os mesmos acabam não desenvolvendo os conhecimentos adquiridos em sua área, em razão da elevada carga horária, comumente exigida. Algumas empresas aproveitam da falta de regulamentação da atividade para obter um custo benefício maior se comparado com a admissão de um profissional contratado com carteira assinada e tendo que assumir todos os encargos sociais e trabalhistas. Com a figura do estagiário a empresa fica isenta do pagamento de vários benefícios trabalhistas e sociais, ou seja, para algumas empresas o estagiário acaba sendo utilizado como uma mão de obra barata e com certo grau de profissionalismo equiparando-se, ou em muitas vezes, com qualidade até superior de um empregado quando esse não possui um certo grau de escolaridade. Outro problema enfrentado pelos estudantes está relacionado a carga horária, muitas vezes superior a trinta horas semanais, incompatível com o horário escolar e com pesadas atividades de sua função, provocando um fraco desempenho acadêmico dos 5165 - Diário do Poder Legislativo mesmos. Pelo fato de não conseguir conciliar as duas atividades , muitos acabam priorizando a atividade do estágio somente como fonte de remuneração para manutenção dos custos de seus estudos. O artigo 4º do projeto de lei acima mencionado, visa tentar amenizar essa situação, pois com a redução da carga horária o estudante poderá dar maior ênfase ao que de fato proporcionará sua formação acadêmica. Destarte, resta registrado o elevado grau de importância meritória do Projeto de Lei nº 243/2011. Entretanto, vislumbra-se da análise jurídica do mesmo a existência de diversos pontos antinômicos ao Ordenamento Jurídico. O primeiro ponto em desacordo com a ordem jurídica vigente destaca-se na constatação de que a pretensa normatização determina observância do disposto em lei federal revogada, qual seja: a Lei nº 6.494, de 07 de setembro de 1977. Esta referida lei federal foi revogada integralmente pela Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008 (dispõe sobre a regulamentação do estágio de estudantes). Outrossim, não é possível juridicamente lei estadual repristinar expressamente lei federal, haja vista o contexto de habitarem ordenamentos jurídicos distintos – Princípio da Autonomia dos Entes Federados (Princípio da Federação). O segundo ponto em desacordo com a ordem jurídica brasileira se destaca na ordem contida no dispositivo do art. 5º do Projeto de Lei nº 243/2011: “o estágio não cria vínculo empregatício de qualquer natureza”. Definir qual o labor humano que cria ou não vínculo empregatício corresponde à matéria de Direito Trabalhista e, nesses termos, a competência legislativa para tanto é privativa da União, conforme imprime o inciso I, do art. 22, da CF: Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; Vale dizer que a lei estadual não está constitucionalmente autorizada para tratar de matéria de Direito Trabalhista, salvo a hipótese prevista no parágrafo único, do art. 22, da Constituição da República – sendo que tal situação excepcional da delegação não tipifica o presente caso concreto. In casu, o registro confirma também esta clara inconstitucionalidade de natureza formal do Projeto de Lei nº 243/2011. Em tempo, nota-se que a própria União, por intermédio do art. 3º de sua Lei nº 11.788/2008, já tratou do tema para não configurar o estágio como vínculo empregatício. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 O terceiro ponto de divergência jurídica encontra-se no dispositivo previsto no artigo 6º do Projeto de Lei oram em apreço, pois o mesmo determina que o descumprimento da jornada definida para o estágio ensejaria, à entidade infratora, a aplicação de multa de 1.000 VRTEs - Valor de Referência do Tesouro Estadual ou qualquer outro índice que o substitua - isso por cada estagiário contratado. E, diante da reincidência confirmada, ocorreria ainda a perda do direito de concessão de oportunidade de estágio. Este quadro demonstra inconstitucionalidade pela própria circunstância definida no texto da Proposição normativa, pois, por ser de autoria de parlamentar, não poderia prever aplicação de multa e controle de perda ou não de concessão de oportunidade de estágio das empresas (hipóteses em que necessita de criação de cargos públicos de fiscais ou, pelo menos, função gratificada para o desempenho dessa nova atividade e, ainda, acaba por criar atribuição nova para uma das Secretarias do Poder Executivo Estadual). Em suma, por ser de autoria de Deputado Estadual, o Projeto acaba por definir novas incumbências para órgão público do Poder Executivo Estadual, além disso, impõe também ao Poder Executivo a criação de funções ou cargos públicos para a realização das novas atividades estipuladas. Nesse contexto, o Projeto viola diretamente a esfera de Iniciativa Legislativa Privativa do Chefe do Poder Executivo. Vejamos o que define a Constituição Estadual in verbis: Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: III - organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; VI - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Uníssono a este topoi jurídico, o próprio Supremo Tribunal Federal já se manifestou em casos idênticos e se posicionou no sentido de preservar incontest os Princípios da Reserva de Administração do Poder Executivo e da Separação dos Poderes (ADI-MC 776/RS – Órgão Julgador: Tribunal Pleno – Relator: Ministro Celso de Mello – Julgamento: 23/10/1992. DJ 15-12-2006 PP-00080; ADI-MC Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 2364 – Órgão Julgador: Tribunal Pleno – Relator: Ministro Celso de Mello – Julgamento: 23/10/1992. DJ 15-12-2006 PP-00080. Não obstante, julgando a constitucionalidade de uma lei do Estado do Espírito Santo, o Excelso Pretório ratificou o seu posicionamento, inclusive para concluir que nem na hipótese de sanção haveria convalidação do vício de inconstitucionalidade resultante da usurpação do poder de iniciativa do chefe do Poder Executivo (ADI 2867/ES – Órgão Julgador: Tribunal Pleno – Relator: Ministro Celso de Mello – Julgamento: 03/12/2003. DJ 09-02-2007 PP00016). Em conclusão final, o Projeto de Lei n.º 243/2011, de autoria do Senhor Deputado José Esmeraldo, é material e formalmente inconstitucional. Ex Positis, sugerimos aos Ilustres Pares desta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 352/2011 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela INCONSTITUCIONALIDADE e ILEGALIDADE do Projeto de Lei n.º 243/2011, de autoria do Senhor Deputado José Esmeraldo. Plenário Rui Barbosa, 13 de setembro de 2011. CLAUDIO VEREZA Presidente MARCELO SANTOS Relator RODNEY MIRANDA GILDEVAN FERNANDES THEODORICO FERRAÇO O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Publique-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º 370/2011 Senhor Presidente: O Deputado abaixo assinado, no uso de suas prerrogativas regimentais, requer a V. Exª que encaminhe ao Ex.mo Senhor Secretário de Estado de Saúde, o seguinte pedido de informação: Diário do Poder Legislativo - 5166 internações de Utin no período de janeiro a maio de 2010. Este processo já tem parecer favorável da Procuradoria Estadual, faltando apenas o GERA dar prosseguimento ao Fundo Estadual de Saúde para pagamento. 2.Subvenção: R$ 400.000,00 – referente ao acordo estabelecido com a Srª Gorete e o Dr. Geraldo Queiroz, indenizando o Hospital pelos atendimentos realizados em 2010 por cirurgias de demandas judiciais. Este processo está com o Sr. Claudio – Setor de Contratos da SESA. Sala das Sessões, 12 de setembro de 2011. GLAUBER COELHO Deputado Estadual - PR O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Oficie-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO N.º 371/2011 Senhor Presidente: DOUTOR HÉRCULES, Deputado Estadual, com base no art. 175, § 1º do Regimento Interno, requer a V. Ex.ª a retirada do presente PL 231/2011 de sua autoria, que denomina Maria Virgínia Coser “Zuca Coser”, o Dique Estrada, situada as margens do Rio Jucu, em Vila Velha. Sala das Sessões, 13 de setembro de 2011. DOUTOR HÉRCULES Deputado Estadual - PMDB O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Defiro. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º 372/2011 - Informação sobre os pagamentos dos processos conforme abaixo: Senhor Presidente: 1.Processo: R$ 1.249.536,00 – referente à indenização de O Deputado abaixo assinado, no uso de suas prerrogativas regimentais, com base no Artigo 57, da 5167 - Diário do Poder Legislativo Constituição Estadual, requer a V. Exª, que encaminhe ao Exmº Sr. Henrique Geaquinto Herkenhoff - SECRETÁRIO ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA SOCIAL, depois de ouvido o Plenário, o seguinte PEDIDO DE INFORMAÇÃO: 1) Qual a fundamentação legal para o não pagamento da AJUDA DE CUSTO, prevista no art. 38 da lei nº 2.701, de 21.07.1972, aos militares de OME com sede fora da Região Metropolitana, que foram matriculados no CHS 2010/2011 na PMES. 2) O CAO, o CAS, o CHS e CHC são cursos que habilitam militares estaduais a serem promovidos dentro dos níveis hierárquicos que estruturam a PMES e CBMES. Essa estrutura resulta em uma das bases das Corporações Militares, qual seja, a Hierarquia, com definição clara no § 1º do art. 11 da lei 3.196/78. Neste contexto, tais cursos podem ser considerados de interesse próprio. 3) Qual o motivo para o não pagamento da Indenização de Fardamento, aos militares do CHS 2010/2011, na PMES, no mês anterior a formatura, ou seja, no mês de agosto, nos exatos termos impostos pela Lei 9.459, de 02.06.2010. Sala das Sessões, 12 de setembro de 2011. DA VITÓRIA Deputado Estadual - PDT O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Oficie-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DA DEPUTADA REQUERIMENTO N.º 369/2011 Senhor Presidente: A deputada abaixo assinada requer a V. Ex.ª, nos termos do artigo 305, III, do Regimento Interno c/c artigo 54, II, da Constituição Estadual, licença Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 sem remuneração, para tratar de interesse particular pelo período de 30 dias, contados a partir de 19 de setembro do corrente ano. Sala das Sessões, 19 de setembro de 2011. SOLANGE LUBE Deputada Estadual Líder do PMDB O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Defiro. À Secretaria para providenciar ato de licença. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO S/N.º-2011, do Deputado Glauber Coelho, de voto de pesar pelo falecimento de Vanda Eli Alves. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Transmita-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO S/N.º-2011, do Deputado Doutor Hércules, de voto de pesar pelo falecimento do Senhor Domingos Artur Tavares Vieira. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Transmita-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO S/N.º-2011, do Deputado Sérgio Borges, de voto de pesar pelo falecimento do Senhor Luiz Guilherme Benezath Furtado. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Transmita-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO S/N.º - 2011, do Deputado Sandro Locutor, de voto de pesar pelo falecimento do Senhor José Carlos Bento. (Comparecem os Senhores Deputados Wanildo Sarnáglia, Lúcia Dornellas e Sandro Locutor) O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Transmita-se. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO N.º 366/2011 Senhor Presidente: Solicito o cancelamento da sessão solene em homenagem ao Dia Estadual do Taxista, prevista para Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 o dia 21/09/2011, às 14h, nesta Casa, tendo em vista que na mesma data será realizada uma solenidade sobre o mesmo tema. E. deferimento. Vitória, 13 de setembro de 2011. LUIZ DURÃO Deputado Estadual Líder do PDT O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Em discussão o Requerimento n.º 366/2011, que acaba de ser lido. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-lo, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO N.º 367/2011 Senhor Presidente: DOUTOR HÉRCULES, Deputado Estadual, no uso de suas prerrogativas regimentais, requer a Vossa Excelência que seja cancelada a SESSÃO ESPECIAL para debater sobre “O DIA EM DEFESA DO SISTEMA ÚNICO DE SÁUDE’’, que seria realizada no dia 03 de outubro, segunda feira, às 19h. Sala das Sessões, 14 de setembro de 2011. DOUTOR HÉRCULES Deputado Estadual - PMDB O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Em discussão o Requerimento n.º 367/2011, que acaba de ser lido. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-lo, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO N.º 368/2011 Senhor Presidente: DOUTOR HÉRCULES, Deputado Estadual, no uso de suas prerrogativas regimentais, requer a Vossa Excelência que seja agendada Diário do Poder Legislativo - 5168 SESSÃO ESPECIAL para promoção de debates e palestras alusiva ao “DIA DA CONSCIENTIZAÇÃO DOS DIREITOS DA FAUNA’’, para o dia 03 outubro de 2011, segunda feira, às 19h. Sala das Sessões, 14 de setembro de 2011. DOUTOR HÉRCULES Deputado Estadual O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Em discussão o Requerimento n.º 368/2011, que acaba de ser lido. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-lo, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. O SR. SANDRO LOCUTOR – Senhor Presidente, pela ordem! Gostaríamos de fazer uma citação, repercutindo rapidamente uma matéria veiculada por meio de jornal, que cita a possibilidade de ingresso do Senhor Deputado Federal César Colnago na Secretaria de Agricultura. Fazemos uma colocação em favor do belíssimo trabalho que o atual Secretário da Agricultura, Senhor Enio Bergoli, vem desenvolvendo no Estado do Espírito Santo. Essas especulações são da política, mas fazemos questão de dizer, sem desmerecer o grande trabalho desenvolvido pelo Senhor Deputado Federal César Colnago à frente desta secretaria no passado, que o trabalho do Senhor Enio Bergoli tem que ser reconhecido e respeitado por todos, principalmente pelos partidos que postulam ocupar aquela secretaria de tão importante relevância. Fazemos esta citação porque o Senhor Secretário Enio Bergoli merece o respeito de todos nós por estar à frente da Secretaria de Agricultura, pelo seu trabalho técnico e pelo seu profissionalismo. (Muito bem!) O SR. DOURTOR HÉRCULES – Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra para justificação de voto. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Doutor Hércules. O SR. DOUTOR HÉRCULES – (Sem revisão do orador) – Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, o Senhor Deputado Sandro Locutor fez um pronunciamento que nada tem a ver com o Requerimento n.º 368/2011, de nossa autoria. Fazemos esta explicação para que não haja a impressão de que requeremos a ida do Senhor 5169 - Diário do Poder Legislativo Deputado Federal César Colnago para a Secretaria de Agricultura ou a saída do Senhor Ênio Bergoli da Secretaria de Agricultura. (Muito bem!) O SR. SANDRO LOCUTOR – Senhor Presidente, pela ordem! Gostaria de explicar ao nobre Deputado Doutor Hércules que não discuti a matéria. Pedi a palavra pela ordem! O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Solicito ao Senhor 1.º Secretário que continue a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO INDICAÇÃO N.º 663/2011 Referência: Inclusão da estrada que liga o distrito de Monforte Frio à Piaçu no Programa Caminhos do Campo. Senhor Presidente: O Deputado abaixo assinado, no uso de suas atribuições legais e regimentais, requer a Vossa Excelência, com fundamento nos artigos 141, inciso VIII e 174 do Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, que seja encaminhada ao Exmo. Senhor José Renato Casagrande, Governador do Estado do Espírito Santo a INDICAÇÃO da seguinte matéria: - Seja incluída no Programa Estadual Caminhos do Campo a Estrada que liga o Distrito de Monforte Frio em Conceição do Castelo à Piaçu em Muniz Freire. Prefacialmente, cumpre ressaltar que o trecho em escólio integra a Rodovia Estadual Nicolau Falqueto, cuja pavimentação já foi alvo de proposição por este Deputado por meio da Indicação nº 311/2011. Em que pese tal fato, na solicitação realizada acreditávamos que o fim da Rodovia se dava no distrito de Monforte Frio, não sendo do conhecimento deste parlamentar a continuação da estrada ao Município de Muniz Freire. Assim sendo, a presente indicação visa, na verdade, complementar aquela outrora realizada, no sentido de que seja incluída no Programa Estadual de Pavimentação de Estradas Vicinais toda a Rodovia Nicolau Falqueto, para que, desta forma, possamos efetivamente garantir melhores condições de vida aos populares. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Ademais, o trecho restante, que liga o distrito de Monforte Frio à Piaçu, possui aproximadamente seis quilômetros, fato este que facilita o atendimento à presente, uma vez que se trata de uma via de curta extensão. Por derradeiro, frise-se que a inclusão da Estrada em comento no referido programa estatal é substancial para que, desta forma, chegue à região o tão almejado progresso, com melhorias significativas no escoamento da produção, condições de locomoção, turismo e sustentabilidade. Isto posto, cientes da seriedade e responsabilidade que tem caracterizado vossa atuação no Executivo Estadual, agradecemos antecipadamente o acolhimento desta indicação e aproveitamos para renovar os protestos de elevada estima e consideração. Este, portanto, é o fundamento de nossa indicação. Sala das Sessões, 13 de setembro de 2011. SANDRO LOCUTOR Deputado Estadual – PV O SR. PRESIDENTE – ( ROBERTO CARLOS) – Em discussão a Indicação n.º 663/2011 que acaba de ser lida. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-la, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que a aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovada. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. GABINETE DO DEPUTADO INDICAÇÃO N.º 664/2011 Senhor Presidente: O Deputado abaixo assinado, no uso de suas prerrogativas legais e regimentais, requer de Vossa Excelência, com fundamento no artigo 174 do Regimento Interno, constante da Resolução 2.700 de 16 de julho de 2009, que seja encaminhada ao Excelentíssimo Sr. Governador do Estado do Espírito Santo a INDICAÇÃO do seguinte Projeto de Lei: PROJETO DE LEI N.º /2011 Cria o prêmio “O Pacificador” para condecorar os militares do Estado do Espírito Santo no advento de sua transferência para reserva Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 remunerada, providências. e dá outras A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica criado, no Estado do Espírito Santo, o prêmio “O Pacificador”, destinado a galardoar policiais e bombeiros militares por valiosos serviços prestados à sociedade capixaba. § 1º A outorga do prêmio instituído no “caput” desse artigo dar-se-á, a todos os militares estaduais, quando cumprir na integralidade o tempo de serviço previsto em lei, encontrando-se o praça no comportamento excepcional ou oficial na ótima conduta, e ainda, não havendo em seus assentamentos nenhuma alusão comprovada ao uso de bebida alcoólica em serviço, bem como, jamais tenham cometidos atos que afetaram o pundonor militar e o decoro da classe. § 2º O prêmio instituído por esta lei somente será conferido aos militares estaduais transferidos para a reserva remunerada. Art. 2º O prêmio “O Pacificador” poderá ser instituído na forma de medalha ou placa comemorativa alusiva ao Marechal Luis Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, devendo em qualquer caso ser acompanhado de um diploma. Parágrafo único. A medalha ou Placa prevista no “caput” deste artigo terá forma e dimensão regulamentadas por ato do chefe do poder executivo. Art. 3º A outorga do prêmio previsto nesta Lei acontecerá no QCG da Polícia Militar e QCG do Corpo de Bombeiros Militar, no dia em que ocorrer as comemorações alusivas ao aniversario de cada corporação. Art. 4º Os policiais e bombeiros militares que fizerem jus ao recebimento do prêmio “O Pacificador”, embora estejam na reserva remunerada, deverão comparecer aos eventos devidamente fardados. Art. 5º Todos os militares estaduais, agraciados com o prêmio criado por esta lei, receberão cumulativamente uma única indenização no valor correspondente a 800 (oitocentos) VRTE’s, subsequente ao mês da publicação de sua condição a reserva remunerada. Art. 6º Caberá às Instituições Militares, a que o servidor estiver subordinado, a observância das condições para que o militar seja agraciado com o prêmio estabelecido por esta lei. Diário do Poder Legislativo - 5170 Art. 7º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 14 de setembro de 2011. DA VITÓRIA Deputado Estadual - PDT JUSTIFICATIVA O presente projeto de lei tem o objetivo precípuo de reconhecer a dignidade e a honradez de homens e mulheres que durante anos dedicaram suas vidas em defesa do estado de direito do Espírito Santo, e ainda, a preservação da vida do povo do espíritosantense. Nenhuma outra nomenclatura, que não fosse “O Pacificador”, representaria tão bem as atividades exercidas, tanto pelos policiais militares, quanto pelos bombeiros militares do Espírito Santo. O cidadão vitima de qualquer intempérie que necessite da intervenção da polícia militar ou do bombeiro militar essencialmente espera a chegada de um profissional que possa solucionar seu problema; aguarda, na verdade, a chegada de ninguém menos do um pacificador. O servidor militar é a presença viva do Estado na metrópole e nos mais distantes rincões desta Unidade da Federação. E a ele que a população recorre nos momentos mais difíceis. O servidor militar é um misto de advogado quando orienta; é um médico quando socorre ou quando as circunstâncias o obrigam a realizar um parto numa viatura policial; é um padre ou um pastor evangélico quando aconselha as famílias; é um mecânico quando auxilia a um cidadão com veículo quebrado; é um herói, não importando com a própria vida quando entra em uma casa em chamas para salvar um ser humano ou quando adentra no mar bravio para resgatar pessoas que estejam se afogando. Enfim, estas são as características do verdadeiro servidor público. Embora seja uma opção voluntária, o servidor militar, diferentemente das demais categorias, é aquele que sai de casa deixando sua própria família apreensiva, não sabendo se será alvejado por um disparo de arma de fogo, se findará sua vida num incêndio ou num afogamento, tudo em defesa das famílias dos contribuintes capixabas. Este é um pouco das atribuições de nossos valorosos servidores militares, que ao longo dos anos convivem com a linha tênue entre bem e do mal, portanto, aqueles que superam essa adversidade são dignos de todo reconhecimento ao final de suas carreiras. Estas são as razões que justificam a formulação desta propositura. (Comparece o Senhor Doutor Henrique Vargas) Deputado O SR. PRESIDENTE – ( ROBERTO CARLOS) – Em discussão a Indicação n.º 664/2011 que acaba de ser lida. 5171 - Diário do Poder Legislativo O SR. DA VITÓRIA – Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra para discuti-la. O SR. PRESIDENTE – ( ROBERTO CARLOS) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Da Vitória. O SR. DA VITÓRIA – (Sem revisão do orador) – Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, telespectadores que nos assistem pela TV Assembleia, profissionais de imprensa, demais presentes nas galerias desta Casa, amigos da Polícia Militar representados pelo Sargento Altair Candeias, da Polícia Milita, boa tarde. A Indicação n.º 664/2011, de nossa autoria, cria o prêmio O Pacificador para condecorar os militares do Estado do Espírito Santo no advento de sua transferência para reserva remunerada, e dá outras providências. Portanto, a referida Indicação visa fazer justiça a esses profissionais que trabalharam por trinta ou trinta e cinco anos e que passaram para a inatividade, para a reserva remunerada depois de terem trilhado uma carreira brilhante, principalmente na boa prestação de serviço. Criamos nesta Casa proposta ao Senhor Governador Renato Casagrande, que a encaminhará ao Secretário de Estado da Segurança Pública, respectivamente ao Comandante da Polícia Militar e ao Comandante do Bombeiro Militar. O Art. 1.º diz: Art. 1.º Fica criado, no Estado do Espírito Santo, o prêmio “O Pacificador”, destinado a galardoar policiais e bombeiros militares por valiosos serviços prestados à sociedade capixaba. § 1.º A outorga do prêmio instituído no “caput” desse artigo dar-se-á a todos os militares estaduais, quando cumprir na integralidade o tempo de serviço previsto em lei, encontrandose o praça no comportamento excepcional ou oficial na ótima conduta, e ainda, não havendo em seus assentamentos nenhuma alusão comprovada ao uso de bebida alcoólica em serviço, bem como, jamais tenham cometidos atos que afetaram o pundonor militar e o decoro da classe. Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados existem outras regras registradas nos artigos subsequentes que definem gradativamente a forma de se proceder. Ainda contempla com indenização única de oitocentos VRTEs a cada um desses militares passando à reserva remunerada será homenageado. Não que esse valor seja o maior bem recebido, mas o símbolo do prêmio O Pacificador Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 dará à sociedade a oportunidade de honrar esses profissionais da Polícia Militas e do Corpo de Bombeiros Militar, depois de terem percorrido um tempo enquanto profissional na ativa das referidas corporações pelo excelente serviço prestado. Pedimos a todos os Senhores Deputados deste Plenário que votem favorável a Indicação n.º 664/2011, de nossa autoria. Pedimos o apoio dos Senhores Deputados, porque temos certeza de que a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar são reconhecidos por todos, e assim homenagearemos esses profissionais que passaram com conduta ilibada durante trinta ou trinta e cinco anos a serviço das referidas instituições. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Continua em discussão a Indicação n.º 664/2011. (Pausa) Não havendo mais quem queira discutir, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que a aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovada. Continua a leitura do Expediente. O SR. SANDRO LOCUTOR – Senhor Presidente, pela ordem! Recorro da decisão de V. Ex.ª ao Projeto de Lei n.º 213/2011, cujo Parecer é de n.º 352/2011. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – No momento oportuno acataremos o requerimento de V. Ex.ª. O parecer vai ser lido e publicado primeiramente. O SR. JOSÉ ESMERALDO – Senhor Presidente, pela ordem! Recorro da decisão de V. Ex.ª aos Projetos de Lei n.os 346/2011, 356/2011, 353/2011, 347/2011 e 352/2011. O SR. PRESIDENTE - (ROBERTO CARLOS) – Esses pareceres, Senhor Deputado José Esmeraldo, serão lidos, tornarão a ser votados, e V. Ex.ª poderá, então, se manifestar. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. GABINETE DO DEPUTADO INDICAÇÃO N.º 665/2011 Senhor Presidente: O Deputado abaixo assinado, no uso de suas atribuições regimentais, requer a Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 141, inciso VIII e 174, do Regimento Interno da Assembléia Legislativa do Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Diário do Poder Legislativo - 5172 Estado do Espírito Santo, que seja encaminhada ao Excelentíssimo Senhor Governador do Estado do Espírito Santo a INDICAÇÃO da seguinte matéria: Manancial, em Santa Maria de Jetibá. Palácio Domingos Martins, 13 de setembro de - Prestar atendimento através do PROCON MÓVEL nos municípios da Região Sul, especialmente no município de Cachoeiro de Itapemirim. JUSTIFICATIVA 2011. ATAYDE ARMANI Deputado Estadual - DEM JUSTIFICATIVA GLAUBER COELHO Deputado Estadual - PR A referida proposição tem por objetivo garantir a segurança dos pedestres, motoristas e usuários da rodovia Galerano Afonso Venturine, na comunidade de São Luiz, em Santa Maria de Jetibá. Rotineiramente, naquela comunidade, os veículos têm cruzado a pista em uma velocidade não condizente com as necessidades locais, impedindo constantemente que os moradores tenham a devida segurança para a travessia da rodovia. Isso favorece, inevitavelmente, o risco desnecessário de acidentes que pode e deve ser evitado, a partir da instalação de um redutor eletrônico de velocidade, de uma faixa de pedestres, ou outros mecanismos que venham atender a uma permanente solicitação dessa comunidade. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Em discussão a Indicação n.º 665/2011, que acaba de ser lida. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-la, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que a aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovada. Continua a leitura do Expediente. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Em discussão a Indicação n.º 666/2011, que acaba de ser lida. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-la, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que a aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovada. Continua a leitura do Expediente. É de nosso conhecimento que o projeto PROCON Móvel foi planejado e concebido em parceria com o Governo Federal para atendimento aos municípios da Grande Vitória. Solicitamos um estudo de viabilidade de expansão deste atendimento para que outros municípios possam receber o mesmo atendimento. Sala das Sessões, 13 de setembro de 2011. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. GABINETE DO DEPUTADO INDICAÇÃO N.º 666/2011 Senhor Presidente: O DEPUTADO ESTADUAL ATAYDE ARMANI, no uso de suas prerrogativas legais e regimentais, requer a Vossa Excelência, com fulcro no artigo 174 do Regimento Interno da Assembléia Legislativa, que seja encaminhada ao Excelentíssimo Senhor Governador do Estado do Espírito Santo, a indicação da seguinte obra pública: - Instalação de um redutor eletrônico de velocidade e uma faixa de pedestres na rodovia Galerano Afonso Venturine na localidade de São Luiz, na altura do quilômetro 5, em frente ao posto de combustível O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. GABINETE DO DEPUTADO INDICAÇÃO N.º 667/2011 Senhor Presidente: O Deputado Estadual Luciano Pereira, no uso de suas prerrogativas legais e regimentais, requer a Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 141, inciso VIII e 174 do Regimento Interno da ALES, que seja encaminhada ao Ex.mo Sr. Governador do Estado do Espírito Santo INDICAÇÃO sobre a seguinte matéria: - Recapeamento e sinalização da Rodovia Antimo Beraldo dos Reis, que liga o Município de Pancas ao Distrito de Vila Verde. A presente indicação tem o objetivo de viabilizar a melhor locomoção de veículos pelo trecho acima mencionado. 5173 - Diário do Poder Legislativo O transporte rodoviário é a principal forma de locomoção de pessoas e mercadorias em nosso Estado. Assim, se faz necessária a manutenção periódica de nossas rodovias, para facilitar esse deslocamento de evitar prejuízos decorrentes da má conservação das pistas. Tal medida contribuirá para diminuir o tempo de viagem e o desgaste dos veículos que por ali trafegam. Certo da atuação séria e responsável deste Governador à frente do Executivo desse Estado e conhecedor de sua preocupação com a segurança de nossos cidadãos e o bom acesso a todas as regiões de nosso território, agradecemos a atenção dispensada a este pedido e aproveitamos para renovar protestos de elevada estima e consideração. Sala das Sessões, 15 de agosto de 2011. LUCIANO PEREIRA Deputado Estadual - DEM O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Em discussão a Indicação n.º 667/2011, que acaba de ser lida. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-la, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que a aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovada. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. GABINETE DO DEPUTADO INDICAÇÃO N.º 668/2011 Senhor Presidente: O Deputado Estadual Luciano Pereira, no uso de suas prerrogativas legais e regimentais, requer a Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 141, inciso VIII e 174 do Regimento Interno da ALES, que seja encaminhada ao Exmo. Sr. Governador do Estado do Espírito Santo INDICAÇÃO sobre a seguinte matéria: - Recapeamento e sinalização da Rodovia José Alves de Souza, que liga o logradouro de Franchianii ao Município de Pancas. A presente indicação tem o objetivo de viabilizar a melhor locomoção de veículos pelo trecho acima mencionado. O transporte rodoviário é a principal forma de locomoção de pessoas e mercadorias em nosso Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Estado. Assim, se faz necessária a manutenção periódica de nossas rodovias, para facilitar esse deslocamento de evitar prejuízos decorrentes da má conservação das pistas. Tal medida contribuirá para diminuir o tempo de viagem e o desgaste dos veículos que por ali trafegam. Certo da atuação séria e responsável deste Governador à frente do Executivo desse Estado e conhecedor de sua preocupação com a segurança de nossos cidadãos e o bom acesso a todas as regiões de nosso território, agradecemos a atenção dispensada a este pedido e aproveitamos para renovar protestos de elevada estima e consideração. Sala das Sessões, 15 de agosto de 2011. LUCIANO PEREIRA Deputado Estadual - DEM O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Em discussão a Indicação n.º 668/2011, que acaba de ser lida. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-la, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que a aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovada. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. GABINETE DO DEPUTADO INDICAÇÃO N.º 669/2011 Senhor Presidente: O Deputado Estadual Luciano Pereira, no uso de suas prerrogativas legais e regimentais, requer a Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 141, inciso VIII e 174 do Regimento Interno da ALES, que seja encaminhada ao Ex.mo Sr. Governador do Estado do Espírito Santo INDICAÇÃO sobre a seguinte matéria: - Recapeamento e sinalização da Rodovia Laurindo Barbosa, que liga o Município de Pancas ao Município de Mantenópolis. A presente indicação tem o objetivo de viabilizar a melhor locomoção de veículos pelo trecho acima mencionado. O transporte rodoviário é a principal forma de locomoção de pessoas e mercadorias em nosso Estado. Assim, se faz necessária a manutenção periódica de nossas rodovias, para facilitar esse Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 deslocamento de evitar prejuízos decorrentes da má conservação das pistas. Tal medida contribuirá para diminuir o tempo de viagem e o desgaste dos veículos que por ali trafegam. Certo da atuação séria e responsável deste Governador à frente do Executivo desse Estado e conhecedor de sua preocupação com a segurança de nossos cidadãos e o bom acesso a todas as regiões de nosso território, agradecemos a atenção dispensada a este pedido e aproveitamos para renovar protestos de elevada estima e consideração. Sala das Sessões, 15 de agosto de 2011. LUCIANO PEREIRA Deputado Estadual - DEM O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Em discussão a Indicação n.º 669/2011, que acaba de ser lida. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-la, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que a aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovada. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: Diário do Poder Legislativo - 5174 caráter de urgência, afim de que a Delegacia de Polícia de Iúna permaneça com atendimento em sua própria Comarca, para o bem de toda a população. JUSTIFICATIVA A pretensão visa melhorar o atendimento a população do Município de Iúna, que sofre com problemas na área de segurança pública, principalmente quando precisa registrar ocorrência ou comparecer a unidade policial, onde tem que se deslocar para cidade de Venda Nova do Imigrante e outras da região. O transtorno torna-se pior nos expedientes noturnos e finais de semana. Com a transferência da Delegacia de Polícia para a Comarca do Município de Ibatiba, os problemas afetarão não só a população, mas os órgãos que necessitam da unidade policial. Não podemos concordar que a sociedade e os Poderes Constituídos sofram as conseqüências que tal medida ensejará. Em face disso, mesmo sabendo das dificuldades enfrentadas por este Poder, vimos reivindicar o necessário apoio para que esta iniciativa possa prosperar, alcançando seus objetivos, para bem atender a sociedade capixaba. Palácio Domingos Martins, 13 de setembro de 2011. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. COMISSÃO DE SEGURANÇA GILSINHO LOPES DA VITÓRIA DOUTOR HENRIQUE VARGAS INDICAÇÃO N.º 670/2011 O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Em discussão a Indicação n.º 670/2011, que acaba de ser lida. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-la, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que a aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovada. Continua a leitura do Expediente. Indica a importância da permanência da Delegacia de Polícia de Iúna com atendimento em sua própria Comarca. Senhor Presidente: Os Deputados abaixo assinado, membros da Comissão de Segurança, no uso de suas atribuições regimentais, e considerando a deliberação unanime do Colegiado, na Vigésima Primeira Reunião Ordinária, realizada no dia 05 de setembro do corrente ano, requer a Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 141, inciso VIII e 174 do Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, que seja encaminhada ao Governador do Estado do Espírito Santo, Excelentíssimo Senhor Renato Casagrande, a seguinte INDICAÇÃO: - Que interceda junto ao Secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Espírito Santo, Excelentíssimo Senhor Henrique Herkenhoff para que intervenha em O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. GABINETE DA DEPUTADA INDICAÇÃO N.º 671/2011 Senhor Presidente: A Deputada Estadual LUZIA TOLEDO no uso de suas atribuições Regimentais contidas nos Artigos 141 e 174, aprovada pela Resolução n.º 2.700 de 15/07/2009, requer que seja encaminhada ao Ex.mo Governador do Estado do Espírito Santo, Renato Casagrande, a seguinte 5175 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 INDICAÇÃO O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.082/2011, do Deputado Dary Pagung, de voto de congratulações com o pastor Robson Junior da Silva, presidente da CBN-ES; como o pastor Alcemar Martins, 1.º vice-presidente; com o pastor Charles Rodrigues Silva, 2.º vice-presidente; com o pastor Laurimar Vieira, 3.º vice-presidente; com o pastor Antonio Carlos Batista, 3.º secretário da Igreja e com o pastor Robson Alves dos Santos, secretário-geral de administração, todos da Convenção Batista Nacional, pelos 44 anos da Convenção Batista Nacional.. A Deputada signatária vem, respeitosamente, indicar a V.Ex.ª que seja criada a APA – Área de Proteção Ambiental Marinha do Sul do Estado do Espírito Santo. Considerando a necessidade de ordenar as atividades de conservação e desenvolvimento sustentável da zona costeira marinha do Estado, garantindo a integração da gestão e o equilíbrio ambiental, a manutenção do estoque pesqueiro fundamental para a sobrevivência de populações tradicionais e para a atividade econômica pesqueira; considerando a necessidade de promover o turismo responsável; considerando a existência de áreas com características naturais extraordinárias e ou que abrigam exemplares raros da biota regional e que as ilhas oceânicas e costeiras destinam-se, prioritariamente, à proteção da natureza é que sugere esta deputada que seja criada a APA – Área de Proteção Ambiental Marinha do Sul, que encontra respaldo na Constituição Federal (Art. 255, parágrafo 1º, inciso III) e na Lei 6.985/07/2000, Lei dos Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC, regulamentada pelo Decreto 4.340 de 22/08/2002. As APAs são espaços de planejamento e gestão ambiental de importância regional, demandando um ordenamento territorial orientado para o uso sustentável dos recursos naturais, elaborado por meio de processos participativos da sociedade, que resultem na melhoria da qualidade de vida das comunidades locais. Destacam-se pelo seu potencial de gestões integradas que buscam traduzir na prática o desafio do desenvolvimento sustentável, procurando harmonizar a conservação e a recuperação ambiental e as necessidades humanas. Sugere, ainda, que seja realizada uma Consulta Pública para a criação da referida APA, envolvendo o Governo do Estado e os Ministérios do Meio Ambiente, Pesca e Aquicultura e a Marinha do Brasil. Palácio Domingos Martins, 15 de setembro de 2011. LUZIA TOLEDO Deputada Estadual - PMDB Presidente da Comissão de Cultura e Comunicação Social O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Em discussão a Indicação n.º 671/2011, que acaba de ser lida. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-la, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que a aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovada. Continua a leitura do Expediente. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.082/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.083/2011, do Deputado Dary Pagung, de voto de congratulações com a Assembleia de Deus Ministério Hebrom, pelo culto de abertura da 200.ª AGO – Assembleia Geral Ordinária, que é realizada anualmente pela Convenção Evangélica das Assembleias de Deus do Estado do Rio de Janeiro e outros – CEADER. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.083/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.084/2011, do Deputado Dary Pagung, de voto de congratulações com o Prefeito Edson Figueiredo Magalhães e com o Vice-Prefeito Edvaldo Gomes da Silva, ambos do Município de Guarapari, pela comemoração aos 120 anos de Emancipação Política. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.084/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.086/2011, do Deputado Sandro Locutor, de voto de congratulações com o Senhor Edson Figueiredo Magalhães, Prefeito Municipal de Guarapari, pela comemoração aos 120 anos de Emancipação Política. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.086/2011, que acaba de ser lido. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Diário do Poder Legislativo - 5176 Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.085/2011, do Deputado Dary Pagung, de voto de congratulações com o Senhor Carlos Roberto Casteglione Dias, Prefeito Municipal de Cachoeiro de Itapemirim, pela realização do II Seminário Estadual de Agroecologia. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.090/2011, do Deputado Sandro Locutor, de voto de congratulações com o Senhor Paulo Jorge Santoline Binotti, pela nomeação ao cargo de Chefe do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS no Espírito Santo. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.085/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.090/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.087/2011, do Deputado Sandro Locutor, de voto de congratulações com a Senhora Katia Maria Bobbio Lima, autora da Obra Um Cordel para Vitória, pela publicação da referida obra, que relata, através de poesias, os principais acontecimentos políticos e sociais da cidade de Vitória, ao longo de décadas. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.091/2011, do Deputado Genivaldo Lievore, de voto de congratulações com a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Geraldo Vargas Nogueira, e, em especial, com seus alunos e profissionais da Educação, pelo excelente desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM/2010 no nosso Estado. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.087/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.088/2011, do Deputado Sandro Locutor, de voto de congratulações com o Senhor Javan de Oliveira Silva, Prefeito Municipal de Ibitirama, pela comemoração do 23.º Aniversário de Emancipação Política da Municipalidade. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.088/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.089/2011, do Deputado Sandro Locutor, de voto de congratulações com o Senhor Getúlio Ramos Pimentel, presidente do Sindifiscal, pela Comemoração do II Encontro de Aposentados e Pensionistas do Fisco Estadual. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.089/2011, que acaba de ser lido. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.091/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.092/2011, do Deputado Genivaldo Lievore, de voto de congratulações com o Instituto Federal do Espírito Santo - IFES - Campus Itapina, e, em especial, com seus alunos e profissionais da Educação, pelo excelente desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM/2010 no nosso Estado. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2092/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.093/2011, do Deputado Genivaldo Lievore, de voto de congratulações com o Instituto Federal do Espírito Santo - IFES - Campus Colatina, e, em especial, com seus alunos e profissionais da Educação, pelo excelente desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM/2010 no nosso Estado. 5177 - Diário do Poder Legislativo O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.093/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.094/2011, do Deputado Glauber Coelho, de voto de congratulações com todo o Corpo Docente da Escola Guimarães Rosa, por figurar entre as dez melhores escolas da rede particular de ensino. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.094/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.095/2011, do Deputado Luiz Durão, de voto de congratulações com o Prefeito Edecir Felipe; com o Vice-Prefeito Paulo Roberto Alves Roberti; com o Presidente da Câmara Wanderlei dos Santos e com Senhora Maria Auxiliadora Sperandio Felipe, Secretetária Municipal de ação Social, todos do Município de Vila Valério, pela 15.ª Festa da 3.ª Idade. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.095/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.096/2011, do Deputado Luiz Durão, de voto de congratulações com o Senhor João Felício Scárdua, diretor-geral do Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo – Detran-ES, pelo lançamento do Centro Social e de educação para o trânsito – espaço circular. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.096/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.097/2011, do Deputado Luiz Durão, de voto de congratulações com a Prefeita Norma Ayub Alves; Vice-Prefeita Sandra Peçanha de Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Almeida Marvila e com o Presidente da Câmara Vanderlei Machado Bianchi, todos do Município de Itapemirim, pelas festividades de cento e noventa e seis anos do Município e pela 33.ª Expoagro. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.097/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.098/2011, do Deputado Luiz Durão, de voto de congratulações com o Prefeito Edson Figueiredo Magalhães; com o VicePrefeito Edvaldo Gomes da Silva e com o Presidente da Câmara José Raimundo Dantas, todos do Município de Guarapari, pelos festejos em comemoração de 120 anos de Emancipação Política. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.098/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.099/2011, do Deputado Da Vitória, de voto de congratulações com o Senhor Amadeu Boroto, Prefeito Municipal de São Mateus, pela comemoração dos 467 anos da cidade. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.099/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.100/2011, do Deputado Sandro Locutor, de voto de congratulações com Senhor Amadeu Boroto, Prefeito Municipal de São Mateus, pela comemoração dos 467 anos da cidade. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.100/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.101/2011, do Deputado Sandro Locutor, de voto de congratulações com o Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Senhor Reinaldo Bolão, Presidente da Câmara Municipal de Vitória, pela realização da Sessão Solene em Comemoração ao Cidadão Vitoriense. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.101/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.102/2011, do Deputado Sandro Locutor, de voto de congratulações com o Senhor Ângelo Antônio Corteletti, Prefeito Municipal de Águia Branca, pela realização da solenidade de inauguração do Policiamento Eletrônico, instalado no Município. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.102/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.103/2011, do Deputado Sandro Locutor, de voto de congratulações com a Promotora de Justiça Sandra Maria Ferreira de Souza, dirigente do Centro de Apoio Operacional de Defesa Comunitária – Caco, pela realização do 3.º Encontro Estadual de Desenvolvimento Comunitário – Rede Cidadã. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.103/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.104/2011, do Deputado Sandro Locutor, de voto de congratulações com o Senhor Lastênio Luiz Cardoso, Prefeito Municipal de Baixo Guandu, pela realização da 4ª Expoguandu – Exposição Agropecuária de Baixo Guandu. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.104/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.105/2011, do Deputado Diário do Poder Legislativo - 5178 Sérgio Borges, de voto de congratulações com o Senhor Getúlio Ramos Pimentel, presidente do Sindifiscal-ES – Sindicato do Pessoal do Grupo de Tributação, Arrecadação e Fiscalização – TAF, pela realização do II Encontro de Aposentados e Pensionistas do Fisco Estadual. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.105/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.106/2011, do Deputado Sérgio Borges, de voto de congratulações com o Senhor Edson Figueiredo Magalhães, Prefeito Municipal de Guarapari, pelas comemorações dos 120 de Emancipação Política do Município. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.106/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.107/2011, do Deputado Sérgio Borges, de voto de congratulações com o Senhor Gibson Barcelos Reggiane, pela posse como o Presidente do Sindicato da Indústria de Produtos de Cacau, Balas e Doces e Conservas Alimentícias do Estado do Espírito Santo – Sindicacau e com toda a diretoria para a gestão 2011-2014. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.107/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.108/2011, do Deputado Sérgio Borges, de voto de congratulações com o Senhor Javan de Oliveira Silva, Prefeito Municipal de Ibitirama, pelo XXIII aniversário de Emancipação Política do Município. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.108/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. 5179 - Diário do Poder Legislativo O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.109/2011, do Deputado Sérgio Borges, de voto de congratulações com o Senhor Fernando Zardini, Procurador-Geral de Justiça do Estado do Espírito Santo e com a Senhora Sandra Maria Ferreira de Souza, Promotora de Justiça/Dirigente do Caco, pela realização do 3.º Encontro Estadual de Desenvolvimento Comunitário – Rede Cidadã. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.109/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.110/2011, do Deputado Sérgio Borges, de voto de congratulações com o Governador Renato Casagrande; com o Senhor Fábio Ney Damasceno, Secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas – Setop, e com o Senhor João Felício Scárdua, diretor-geral do Departamento Estadual de Trânsito – Detran –ES, pela realização da Semana Nacional de Trânsito. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.110/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.111/2011, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com a Senhora Nadia Alcure Campos Costa, diretora da Biblioteca Pública do Estado do Espírito Santo, por promover o lançamento do livro Elementos da Economia Capixaba e Trajetória de seu Desenvolvimento. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.111/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.112/2011, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com o Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 professor Arlindo Villaschi, do Departamento de Economia da Universidade Federal do Espírito Santo – UFES, pelo lançamento do livro Elementos da Economia Capixaba e Trajetória de seu Desenvolvimento. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.112/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.113/2011, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com o Senhor Ivan Lauer, Prefeito Municipal de Vila Pavão, extensivo a todos os secretários municipais e funcionários, pela publicação do Livro que conta os 20 anos da história da cidade. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.113/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.114/2011, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com o Senhor João Felício Scárdua, diretor-geral do Departamento Estadual de Trânsito - Detran, extensivo aos demais diretores e funcionários, pelo lançamento do Centro Social de Educação para o Trânsito. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.114/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.115/2011, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com Senhor Juarez Gustavo Pascoal Soares, presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo - ADEMI-ES, extensivo aos demais diretores, pela realização da 18.ª edição do Salão do Imóvel. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Diário do Poder Legislativo - 5180 O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.115/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.119/2011, do Deputado José Esmeraldo, de voto de congratulações com o professor José Roberto Magalhães, diretor da Faculdade Candido Mendes, pela realização da Aula Inaugural do inovador curso de PósGraduação em Jornalismo e Marketing Esportivos. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.116/2011, do Deputado José Esmeraldo, de voto de congratulações com o Senhor Javan de Oliveira Silva, Prefeito Municipal de Ibitirama, pelo aniversário de XXIII de Emancipação Política do Município. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.119/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.116/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.117/2011, do Deputado José Esmeraldo, de voto de congratulações com a Senhora Vera Lucia de Carvalho Demonier, presidenta da Associação da Cultura Italiana de Cariacica, pela realização do 12º Jantar Italiano. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.117/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.118/2011, do Deputado José Esmeraldo, de voto de congratulações com o presidente atual Adonias Martins da Silva e do presidente empossado o Gibson Barcelos Reggiani, do Sindicato da Indústria de Produtos de Cacau e Balas, Doces e Conservas Alimentícias do Estado do Espírito Santo – Sindicacau, pela posse da diretoria que assume a entidade para a gestão 2011-2014. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.118/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.120/2011, do Deputado José Esmeraldo, de voto de congratulações com o Senhor Getúlio Ramos Pimentel, presidente do Sindicato do Pessoal do Grupo de Tributação, Arrecadação e Fiscalização do Espírito Santo – Sindifiscal, pela realização do II Encontro de Aposentados e Pensionistas do Fisco Estadual. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.120/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.121/2011, do Deputado José Esmeraldo, de voto de congratulações com o Senhor Amadeu Boroto, Prefeito Municipal de São Mateus, pelo Aniversário de 467 anos da Cidade. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.121/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.122/2011, do Deputado Claudio Vereza, de voto de congratulações com o Senhor Gilbert Chaudanne e com o Senhor Wilson Coêlho, pela palestra O Sabor do Café é o Saber. O Espírito Santo do Café: uma história de amor e conhecimento. 5181 - Diário do Poder Legislativo O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.122/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.123/2011, do Deputado Claudio Vereza, de voto de congratulações com o Senhor Helder Salomão, Prefeito Municipal de Cariacica, pelo lançamento da campanha Sou Cariacica e Acredito. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.123/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê: REQUERIMENTO N.º 2.124/2011, do Deputado Sandro Locutor, de voto de congratulações com o Monsenhor Antonio Romulo Zagotto, presidente da Santa Casa Cachoeiro, pela realização da Palestra que abordará o tema Doação de Órgãos. (Comparecem os Senhores Deputados Luciano Rezende e Marcelo Santos) O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Em votação o Requerimento n.º 2.124/2011, que acaba de ser lido. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Continua a leitura do Expediente. O SR. 1.º SECRETÁRIO – (GLAUBER COELHO) - Senhor Presidente, informo a V. Ex.ª que não há mais Expediente a ser lido. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Não havendo mais Expediente a ser lido, passa-se à fase das Comunicações. Concedo a palavra ao Senhor Deputado José Esmeraldo. O SR. JOSÉ ESMERALDO – (Sem revisão do orador) – Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, público que nos Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 acompanha das galerias, pela TV Educativa e pela TV Assembleia, taquígrafas, jornalistas, inicialmente saudamos os servidores desta Casa pelo trabalho ordeiro na reivindicação dos 11,98%. Por meio do Sindicato nas pessoas do Senhor Leandro Pereira Machado, do Senhor Gildo Gomes, entre outros, os servidores da Assembleia Legislativa reivindicam ao Poder Público que cumpra com a obrigação de pagá-los. Estaremos com os servidores até o último instante. Não vamos, em hipótese alguma, esmorecer: começamos e terminaremos. Temos certeza, pois acredito que todos neste Plenário têm juízo, que os senhores chegarão ao que é de direito e receberão os 11,98% conforme receberam os funcionários do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas e do Ministério Público, e dentro da lei, sem transgredir a lei. Não serão os funcionários da Assembleia Legislativa, deste Poder tão importante, que ficarão fora desse direito. Saudamos S. S.as pelo trabalho que vêm fazendo, pela forma ordeira de se manifestarem. Quem não aparece não é lembrado, é um ditado importante. Assomamos a esta tribuna também para nos reportar às matas virgens que estão ardendo em chamas na BR-262, entre Pequiá e a região de Domingos Martins. Tiramos algumas fotos, mas até o momento não as tivemos conosco. Gostaríamos de projetá-las a fim de que todos vissem e analisassem o desastre ao meio ambiente e principalmente ao rio Jucu. Senhor Deputado Atayde Armani, sabemos que V. Ex.ª ama aquele rio. E quando dizemos principalmente ao rio Jucu é porque se faltar água nos Municípios de Vila Velha, Cariacica e Viana, que são abastecidos pelo rio Jucu, o bicho vai pegar. Podem ter certeza que do jeito que a coisa está indo não demorará em acontecer. Os primeiros dez anos previstos já não são possíveis, passou-se para oito anos apenas, ou seja, daqui a oito anos o rio caudaloso, aquele rio maravilhoso que sempre víamos ao passarmos pela ponte, brevemente não será mais visto, pois sua vazão está diminuindo vertiginosamente. Senhor Deputado Marcelo Santos, saudamos V. Ex.ª por ter chegado. A sua presença é importante nesta Casa de Leis. Sabemos que está junto aos servidores nas reivindicações pelos 11,98% e inclusive já declarou desta tribuna. É importante que tomemos providência com urgência urgentíssima em relação ao rio Jucu, porque faltará água em Vila Velha, em Viana, em Vitória, na Serra, e em vários outros municípios do Estado do Espírito Santo. Por quê? Porque as matas virgens estão dando lugares a outros tipos de plantações exóticas. Deixo então essa mensagem de que quanto mais rápido as providências forem tomadas nesse sentido, menos o povo sofrerá. (Muito bem!) Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Concedo a palavra ao Senhor Deputado Doutor Hércules. O SR. DOUTOR HÉRCULES – (Sem revisão do orador) – Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, telespectadores da TV Assembleia e da TV Educativa, servidores da Assembleia que estão aqui reivindicando seus direitos recebam nosso abraço, o nosso apoio e podem contar conosco que faremos o que for possível. Assomamos a esta tribuna para registrar, com satisfação, que hoje começa uma atividade importante: a conscientização e a educação para o trânsito. Felizmente, as coisas deverão melhorar, mas demorará muito ainda. O trânsito está matando muitas pessoas. Tem motorista que mata e passa de carro por cima da vítima, como vimos nesse fim de semana. Os cemitérios não estão cabendo mais mortos, as cadeias não servem para quem mata com o carro, porque esse não vai preso e excepcionalmente fica algumas horas detido. Se não houver mudança na lei - o que infelizmente nós deputados estaduais não podemos fazer - não melhorará esse estado de coisa; se não houver a presunção de embriaguez àquele que se recusa a soprar o bafômetro, a impunidade irá se alastrar. Hoje começará um movimento importante de tanto gritarmos nesta tribuna, de tanto o Senhor Fabiano Contarato falar, há dez anos ou mais: Educação no trânsito; atendimento às vítimas de violência de trânsito; atendimento às famílias de vítimas do transito. Se não se incluir a educação para o trânsito na grade curricular do ensino fundamental, do ensino secundário e no de 3.º Grau, nada irá melhorar. Nunca vi nenhum país no mundo crescer se não for por meio da Educação. Sempre comparo a Educação com a profilaxia na minha profissão de médico, por exemplo, na vacinação, porque se você não vacinar, gastará mais para curar ou para enterrar. É assim na medicina e também o é na educação: se você não educar para o trânsito, terá que pagar para enterrar ou curar. É preciso que haja alguma posição mais enérgica de Brasília. Felizmente, o Senador Ricardo Ferraço agora vem batendo muito nessa tecla da mudança na lei. Só assim poderá mudar. Não é só reprimir, porque a repressão é fruto de uma providência, de uma falta de educação que não ocorreu há anos, desde a primeira infância. Então hoje começa um novo ciclo no Estado de educação no trânsito, mas ainda é preciso a inclusão na grade curricular do ensino fundamental, do ensino secundário e de 3.º Grau. Porque a cada dia vemos a guerra que está acontecendo no trânsito; a cada dia vemos Diário do Poder Legislativo - 5182 avolumar os casos de tragédias envolvendo álcool e direção. Já fizemos quase tudo em relação à Lei Seca, mas muitas pessoas continuam se embriagando nos postos de combustíveis e depois pegando a chave do carro e matando pessoas. É preciso que o político de Brasília faça alguma coisa, porque nós não podemos fazer muito; já tentamos fazer. Continuamos a lutar, a reclamar, a esbravejar, mas na verdade existe a competência da lei. Esta Casa não pode elaborar leis que estejam fora da nossa competência. Mas mesmo sabendo que a lei não é da nossa competência, já fizemos marcar a nossa posição, o nosso desejo de que é preciso parar com essa matança que ocorre porque motoristas misturam álcool e direção. (Muito bem!) (Comparecem os Senhores Deputados Gilsinho Lopes e Luiz Durão) O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Nilton Baiano. O SR. NILTON BAIANO – (Sem revisão do orador) – Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, faremos neste dia duas observações, uma delas é sobre matéria publicada no jornal A Tribuna no último dia 14, que diz: Supermercados vão abrir aos domingos. Fomos autor de um projeto que ainda tramita nesta Casa sobre a abertura de supermercados aos domingos. Só que esta matéria trata-se de abertura de supermercados na terra do nosso querido Deputado Glauber Coelho, ou seja, no Município de Cachoeiro de Itapemirim. Ora, se os donos de supermercados junto com seus empregados entenderam que devem abrir aos domingos, por que não também na Grande Vitória? Senhor Presidente, inclusive o nosso projeto prevê um rodízio, ou seja, um grupo de supermercados abriria num final de semana e o outro grupo abriria no outro final de semana. Com isso a justificativa principalmente por parte dos sindicatos da categoria de que os servidores não têm folga, passariam a ter duas folgas por mês. A população não só quer, mas exige que isso venha a acontecer. Por isso parabenizamos os donos de supermercados do Município de Cachoeiro de Itapemirim, bem como os trabalhadores que prestam serviço nas instituições. O outro assunto é sobre a BR-101. O exdiretor do DNIT declarou para os jornais que andar na BR-101 no Estado do Espírito Santo é mesmo que andar no céu. Essa frase foi dita porque as pessoas que estão falecendo certamente devem ir para o céu. Hoje está insuportável transitar na BR- 5183 - Diário do Poder Legislativo 101, quer seja na parte Sul ou Norte. O Senhor Deputado Luiz Durão pode falar muito bem sobre o tema, porque é do Município de Linhares. O número de carretas circulando é absurdo; a estrada é péssima e com muitos trechos sem sinalização, outros sem acostamentos e outros ainda esburacados, causando grande número de acidentes toda semana, ou seja, praticamente todo dia acontece acidente, com vítima ou não, mas acontece. Recentemente aconteceu um acidente com o irmão do Senhor Deputado Luciano Rezende, que estava com o carro estacionado e uma carreta passou por cima do veículo. Sugerimos aos Deputados Federais e aos Senadores, como é pertinência da Câmara dos Deputados e do Senado, no nosso modo de ver, que elaborem um projeto proibindo o tráfego de carretas nas BRs no horário das 22 h às 4h da manhã ou então que as carretas tenham dois motoristas, como é feito no transporte coletivo de ônibus. Faremos essa indicação aos deputados federais, porque esta matéria é pertinente ao Congresso Nacional. O Sr. Dary Pagung – Senhor Deputado Nilton Baiano, parabenizamo-lo pelo discurso. O trânsito hoje está matando nas BRs 101 e 259. A região Noroeste do Estado do Espírito Santo hoje é conhecida mundialmente como a região do granito. Os blocos de granito que saem daquela região vão para serrarias localizadas no Sul do Estado. Temos também que trabalhar para que as serrarias se instalem nas regiões Norte e Noroeste do Estado e o transporte do granito seja feito por meio das linhas férreas da Vale. Essa medida ajudaria a diminuir as mortes nas estradas do Espírito Santo. O SR. NILTON BAIANO – Agradecemos a V. Ex.ª o aparte, Senhor Deputado Nilton Baiano. Senhor Deputado Roberto Carlos, que ora preside esta sessão, agradecemos a V. Ex.ª a tolerância do tempo. Voltaremos a falar sobre esse tema em outra oportunidade. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Concedo a palavra ao Senhor Deputado Claudio Vereza. O SR. CLAUDIO VEREZA – (Sem revisão do orador) – Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, assomamos a esta tribuna para falar sobre a decisão histórica tomada na última quarta-feira pela 1.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo relativo ao já antigo caso Padre Gabriel Maire. O Desembargador Pedro Valls Feu Rosa pela segunda vez decide dar um voto e esse Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 voto é aprovado, rejeitando a velha e manjada tese do latrocínio, isto é, roubo seguido de morte. Logo que se soube do assassinato do Padre Gabriel Maire, em 23 de dezembro de 1989, numa tardinha de sábado, verificou-se de imediato que nada que lhe pertencia foi roubado: relógio no pulso, bolsa de serviços pastorais no banco traseiro do carro, e o carro ninguém levou, permaneceu intacto. Mas o modus operandi do crime organizado capixaba e dos mandantes é sempre o mesmo: descaracterizam o crime de homicídio e dá-se um jeito de transformar o homicídio em latrocínio, afastando a culpabilidade de mandantes e de outros envolvidos. Pois a decisão tomada na quarta-feira passada revoga, rejeita a tese a partir da perícia da Unicamp e da Polícia Federal de que não houve latrocínio. Pede que o caso seja julgado pelo tribunal do júri, retomando, fazendo uma verdadeira reviravolta num caso que muita gente já havia esquecido, eu não. Eu estava presente mais uma vez. Por diversas vezes acompanhei o falecido e saudoso Doutor Wellington Montenegro Guimarães, advogado da família de Padre Gabriel Maire, um francês lutador, defensor dos direitos humanos. Toda vez que havia audiência no Tribunal eu estava lá, inclusive, antes de ser deputado. Tive a alegria de constatar esse voto histórico concedido pela segunda vez, pelo Doutor Pedro Valls Feu Rosa. Esperamos ver agora o processo retomado. Alguns pensavam que o caso já estava prescrito, visto ter se passado vinte anos, mas ocorreram interrupções no desenrolar da sua tramitação, portanto, o caso ainda não prescreveu. Já recebemos da família do Padre Gabriel Maire e de seus amigos na França, congratulações de acordo com o dito popular: Antes tarde do que nunca! A justiça reconhece que errou em uma etapa longínqua, por longos anos, no entanto agora pede que o caso seja retomado, julgado pelo Tribunal, e que haja nova investigação sobre os possíveis mandantes desse assassinato horrível que abalou completamente a comunidade em 1989. Deixamos registrado nos Anais desta Casa, o final do voto do Desembargador Pedro Valls Feu Rosa: ...diante do exposto dou provimento ao recurso dos assistentes de acusação para anular a sentença; determinando, por conseguinte, que sejam tomadas as providências do art. 413 e seguintes do Código do processo penal. É como voto. Isto é, rejeita o latrocínio e recoloca a questão do homicídio qualificado. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Diário do Poder Legislativo - 5184 Temos cópia do voto dado pelo relator na última quarta-feira. (Muito bem!) Médico é condenado por matar paciente. (Retira-se momentaneamente a Senhora Deputada Luzia Toledo) Jovem de Ribeirão morre após suposto erro médico. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Obrigado Senhor Deputado Claudio Vereza, parabéns pelo pronunciamento. Concedo a palavra ao Senhor Glauber Coelho. O SR. GLAUBER COELHO – (Sem revisão do orador) - Senhor presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, público que nos assiste por meio da TV Assembleia, servidores que acompanham esta sessão nas galerias desta Casa, boa tarde. Reportamo-nos com muita alegria a respeito de uma matéria profundamente jornalística exibida pelo programa Fantástico ontem à noite; uma matéria sobre erros profissionais na área médica, praticados por enfermeiros, auxiliares de enfermagem e técnico de enfermagem - e que poderiam ter acrescentado erros médicos - que veio ao encontro de um projeto de lei que ora apresentamos nesta Assembleia e será discutido na tarde de amanhã na Comissão de Justiça. Aproveitamos a oportunidade para reiterar elogios à matéria brilhante que assistimos, ontem, no programa Fantástico. Os jornalistas foram espetaculares em suas apresentações e ponderações sobre o volume de erros no que tange à aplicação errada de medicamentos, o que tem gerado circunstâncias pavorosas, deprimentes, quiçá mortes em muitas pessoas que usualmente frequentam hospitais no nosso País. E nos hospitais públicos, filantrópicos e privados do Estado do Espírito Santo não é diferente. E mais: hospitais erram na administração de medicamento em trinta por cento dos casos. Alguns dados tirados da internet: Bebê que foi sequestrado em hospital de Ilhéus foi encontrado pela polícia e sequestradoras foram presas. Segurança. Falso médico furta no Hospital de Base. Bebê é sequestrado de hospital por falsa enfermeira. Mãe declara que teve sequestrado em hospital. filho Criança vai parar na UTI, após medicação errada. Menina morre ao receber vaselina ao invés de soro. Senhor Deputado Nilton Baiano, talvez tudo isso pudesse ser amenizado, e muito, se hospitais das redes pública, filantrópica e particular usassem uma pulseira desta que se encontra em nossas mãos; uma pulseira de identificação em todos os pacientes, inviolável e intransferível, resistente à água, não tóxica e hipoalergênica, com sistema de fechamento segura e o seu registro no Ministério da Saúde. Por isso, apresentamos o Projeto de Lei nº 259/2011, que será discutido amanhã, 20 de setembro de 2011, na Comissão de Justiça desta Casa de Leis. Uma pulseira igual a esta poderá reduzir drasticamente a aplicação errada de medicamentos, além de inibir, e muito, o número de sequestro 0de crianças. Poderemos amenizar, e muito, o volume de erros médicos que acontecem em nossos hospitais por meio da utilização de pulseiras para crianças, adultos e idosos. Por isso, de forma muito evidente e contagiante nos congratulamos com o autor da matéria veiculada, ontem, dia 18 de setembro de 2011, no programa Fantástico, porque concordamos em gênero, número e grau. Iremos trabalhar para que essa lei se realize no Estado do Espírito Santo. O Sr. Sandro locutor – Agradecemos ao Senhor Deputado Glauber Coelho o aparte. Parabenizamo-lo pela iniciativa do projeto. Vimos também no Fantástico a matéria e ficamos preocupado porque além desses erros, da baixa qualificação desses profissionais, preocupamo-nos também com estruturas inadequadas, laboratórios ineficientes, falta de profissionais qualificados para instruir esses novos profissionais que todos os anos ingressam no mercado de trabalho, e, principalmente, com a sobrecarga de trabalho, porque devido a esses maus profissionais, há sobrecarga de trabalho. Além disso, o salário pago a esses profissionais em nível de Brasil é muito pequeno e isso dificulta ainda mais a qualidade do serviço. Preocupa-nos muito no que tange à qualificação desses profissionais, pois lidam diretamente com vidas. Na maioria das vezes esses problemas são agravados por ineficácia dos mesmos. 5185 - Diário do Poder Legislativo Felicitamos V. Ex.ª pelo pronunciamento. Agradecemos o aparte que nos foi concedido. O SR. GLAUBER COLEHO – Acolhemos, com satisfação, o aparte do Senhor Deputado Sandro Locutor. Em outra oportunidade assomaremos a esta tribuna novamente. (Muito Bem!) (Comparece o Senhor Deputado Rodney Miranda e retiram-se momentaneamente os Senhores Deputados Luciano Pereira e Freitas) O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Concedo a palavra à Senhora Deputada Luzia Toledo. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Senhor Deputado Da Vitória. O SR. DA VITÓRIA – (Sem revisão do orador) – Senhor Presidente Roberto Carlos, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, aproveitamos a fase das Comunicações para fazer justiça ao Governo do Estado, pela assinatura da Ordem de Serviço da qual participamos hoje, dia 19 de setembro de 2011. Um investimento que será aplicado em frente ao Tancredão, no Centro de Vitória, onde será construído o Centro Integrado de Atendimento Socioeducativo - Ciase. Ali, o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Polícia Militar e a Polícia Civil, terão oportunidade de receber os adolescentes em conflito com a lei que cometeram atos infracionais, ao invés de fazerem algum encaminhamento que não seja somente a privação de liberdade. Já estava passando da hora do Espírito Santo contribuir para as famílias desses jovens infratores. Muitas vezes não somente a restrição de liberdade dará oportunidade a esses jovens se recuperarem. Já no Ciase, com apoio dessas instituições que já têm experiência sobre esse assunto, com o apoio do Senhor Governador Renato Casagrande e dos Secretários de Estado, inclusive destacamos o Secretário de Justiça, Senhor Ângelo Roncalli de Ramos Barros, junto com a Senhora Silvana Gallina, que representa o Iases, a Doutora Patrícia Calmon Rangel, Promotora do Ministério público e o Desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa que estavam presentes representando as demais instituições e nós representando este Poder, não temos dúvida que todos os deputados desta Casa estarão na defesa desse investimento. Senhor Deputado Elcio Alvares, nosso Líder, fazemos esse registro importante. Não dá mais para ficarmos esperando a burocracia da administração pública. O Governo Federal tem que Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 tomar uma decisão com relação ao DNIT em todo o País. No Estado do Espírito Santo não poderia ser diferente. Mais de cinco milhões foram investidos na BR-259, entre os Municípios de João Neiva e Baixo Guandu. Hoje, pela manhã, ficamos surpresos com a resposta do Senhor Halpher Luiggi Mônaco Rosa, Superintendente Regional do DNIT no Estado do Espírito Santo, a uma pergunta que lhe foi feita no programa Bom Dia Espírito Santo, da TV Gazeta. Estava em discussão a gravidade de um buraco no acesso à Segunda Ponte, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, que já ocupa metade da pista. S. S.a disse que a obra deverá começar no início de janeiro próximo. O que o Senhor Halpher Luiggi Mônaco Rosa está pensando? Existem situações que são emergenciais. Não podemos, como representante da sociedade, aceitar essa declaração. A recuperação dessa pista é prioridade, porque o buraco já está provocando muitos acidentes e inclusive ceifando vidas. O Senhor Halpher Luiggi Mônaco Rosa, Superintendente Regional do DNIT no Estado do Espírito Santo, e o Senhor Deputado Federal Paulo Foletto estiveram numa audiência pública na cidade de Colatina para debater e apresentar as soluções para a conclusão das obras da BR-269 e restauro dos acessos e da pista da Segunda Ponte. O pior é que o Senhor Halpher Luiggi Mônaco Rosa chegou com praticamente duas horas de atraso a essa agenda que envolvia autoridades da região. Justificamos a nossa ausência. O Senhor Halpher Luiggi Mônaco Rosa precisa compreender que aceitou trabalhar nessa instituição para servir à sociedade! Não iremos permitir que essa situação permaneça. Além de representante da sociedade, somos cidadão e acompanharemos de perto os fatos para que critérios e prioridades sejam estabelecidos na utilização dos investimentos do Governo. Não temos dúvida que o Senhor Halpher Luiggi Mônaco Rosa ouvirá o clamor não apenas deste Deputado, deste cidadão, mas de muitas pessoas que acreditam no nosso mandato e que ficaram abismadas nesta manhã, com a resposta de S. S.a a uma pergunta do repórter do programa Bom Dia Espírito Santo. Não temos dúvida que deve estar com a consciência pesada com o que disse naquele programa. Mas poderia se retratar e falar que vai a Brasília, que vai respeitar o Município de Colatina, toda a região Noroeste, o Estado do Espírito Santo e o cidadão capixaba, porque o respeitamos e queremos continuar respeitando. Queremos que o Senhor Halpher Luiggi Mônaco Rosa compreenda que o seu cargo no DNIT não é brincadeira, significa representar uma instituição importante para o País; significa tomar decisões emergenciais, com amparo na legislação. Se as leis relativas ao trânsito, à área de transportes, são elaboradas para preservar vidas, no que o Superintendente Regional do DNIT no Estado do Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Espírito Santo está pensando para dizer que o processo licitatório será aberto até o final do ano e que no mês de janeiro possivelmente começará a obra? Acreditamos que quando acontecer uma fatalidade o Senhor Halpher Luiggi Mônaco Rosa acordará. Por isso o estamos alertando no sentido para que comece logo esse trabalho. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Luciano Pereira. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Senhor Deputado Freitas. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Senhor Deputado Genivaldo Lievore. O SR. GENIVALDO LIEVORE – (Sem revisão do orador) – Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, servidores desta Casa de Leis, esta semana é importante para nós, porque pela primeira vez uma mulher irá se pronunciar na abertura da reunião ONU em Nova Iorque. Talvez possamos comparar esse fato com o acontecido em 1934, ou seja, há pouco mais de setenta anos, quando uma mulher se pronunciou também pela primeira vez no Congresso Nacional. O significado da luta das mulheres pela igualdade, pela participação, principalmente no Brasil, foi muito grande. A legislação que permitiu que as mulheres votassem neste País é muito recente, de 1932. E votavam somente as mulheres autorizadas pelos maridos, mulheres viúvas e as independentes financeiramente, época em que era mais difícil mulheres conquistarem autonomia. O significado de a Senhora Presidenta Dilma Rousseff se pronunciar na ONU é importantíssimo para nós, brasileiros e brasileiras. Mas apesar de termos elegido uma mulher presidenta, temos muito que avançar. O Senhor Governador Renato Casagrande assinou o pacto pelo fim da violência contra as mulheres em um evento que contou com a presença da Senhora Iriny Lopes, Secretária da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, e dos movimentos organizados. A Senhora Presidenta Dilma Rousseff em seu discurso na ONU falará principalmente sobre a importância das mulheres na política; da participação da mulher na sociedade e sobre a economia. Irá dizer que o Brasil foi o primeiro País a sair da crise de 2008, que está preparado para enfrentar a crise do capitalismo central em 2011 e também discutirá a ajuda financeira aos países da Europa que estão em dificuldades. Quem imaginaria o Brasil discutindo ajuda financeira aos países europeus. A Senhora Presidenta Dilma Rousseff também informará que mais de quarenta milhões de brasileiros ascenderam de classe social, fato importante para superar a crise econômica, e principalmente vai colocar mais uma vez o Brasil em Diário do Poder Legislativo - 5186 evidência para o mundo, para quase duzentos países, ao falar de um país sustentável. Durante esta semana daremos ênfase a essa importante conquista. Estamos a oito meses da Rio +20 – Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável, onde a ONU discutirá a questão climática, a sustentabilidade e o meio ambiente. Que possamos no Estado do Espírito Santo somar forças para diminuir a violência contra as mulheres; somar forças para que cada vez mais a sociedade respeite a dignidade da pessoa humana. (Muito bem!) O SR. SANDRO LOCUTOR – Senhor Presidente, pela ordem! Na última sexta-feira estivemos em Presidente Kennedy, na comunidade de Santo Eduardo, Colônia de Pescadores Z-14, para discutir assuntos inerentes à pesca daquela região. Havia uma reunião agendada entre a Colônia dos Pescadores Z-14, associação de pescadores de várias regiões de Presidente Kennedy e a empresa Ferrous Resources do Brasil, responsável pela instalação de um grandioso projeto naquela região. Nenhum representante da Ferrous compareceu, por conta de um acidente ocorrido com o engenheiro que representaria a empresa. Recebemos um ofício da Colônia Z-14 solicitando a realização de audiência pública para esclarecer as questões das áreas alagadiças e dos ribeirinhos, que naquela região ainda não estão bem esclarecidas, e as condicionantes para reconhecimento da colônia de pescadores ainda não estão claras. A Comissão de Meio ambiente desta Casa recebeu o convite. Como Presidente da referida Comissão posteriormente convidaremos o Secretário de Estado de Meio Ambiente, o Secretário de Estado da Agricultura, bem como membros da Comissão de Agricultura, de Silvicultura, de Aquicultura e Pesca deste Poder, para realizarmos audiência pública no Município de Presidente Kennedy, Senhor Deputado Glauber Coelho, que é daquela região, porque as questões estão obscuras em relação à Companhia Ferrous Ressources do Brasil e a negociação com a colônia de pescadores daquela região. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Findo o tempo destinado à fase das Comunicações, passa-se à ORDEM DO DIA: Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.o 258/2011, oriundo da Mensagem Governamental n.o 146/2011, que revoga o inciso V do artigo 9º, da Lei nº 9.679/2011, que autoriza o Poder Executivo a realizar contratação temporária de profissionais do magistério para atendimento a instituições filantrópicas sem fins lucrativos. Publicado no DPL do dia 16/08/2011. Pareceres orais da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade; da 5187 - Diário do Poder Legislativo Comissão de Cidadania e da Comissão de Educação, ambos pela aprovação. Na Comissão de Finanças a Deputada Lúcia Dornellas, se prevaleceu do prazo regimental para relatar a matéria na Sessão Ordinária do dia 14/09/2011. (Prazo até o dia 21/09/2011). (COMISSÃO DE FINANÇAS). Discussão em 1.º turno da Proposta de Emenda Constitucional n.º 34/2007, do Deputado Claudio Vereza e outros, que altera a redação do art. 106 da Constituição Estadual, que trata de pagamento de precatório. Publicada no DPL do dia 02/08/2008. Pareceres n.os 23/2011, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e admissibilidade, 07/2011, da Comissão de Finanças, pela aprovação, publicados no DPL do dia 18/08/2011. Quorum para aprovação: 3/5(18 votos) - votação nominal. Discussão em 1.º turno da Proposta de Emenda Constitucional n.º 09/2009, do Deputado Claudio Vereza e outros, que dá nova redação ao artigo 12 da Constituição do Estado, para introduzir a alimentação como direito social. Publicada no DPL do dia 05/11/2009. Pareceres n.os 93/2010, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e admissibilidade; 89/2010, da Comissão de Cidadania, pela aprovação com emenda; 06/2011, da Comissão de Assistência Social, pela aprovação; 03/2011, da Comissão de Finanças, pela aprovação, com emenda e 257/11, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e admissibilidade, com a aglutinação das emendas aprovadas à nova redação, publicados no DPL do dia 29/08/2011. Quorum para aprovação: 3/5(18 votos) - votação nominal. Discussão em 1.º turno da Proposta de Emenda Constitucional n.º 05/2011, do Deputado Sérgio Borges e outros, que dá nova redação ao Capítulo IV e ao Art. 198 da Constituição do Estado do Espírito Santo, que dispõe sobre o tratamento determinado à Família, a criança, ao adolescente, ao jovem, ao idoso e à pessoa com deficiência. Publicada no DPL do dia 21/03/2011. Pareceres n.os 77/2011, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e admissibilidade; 20/2011, da Comissão de Cidadania, 24/2011, da Comissão de Saúde e 25/2011, da Comissão de Finanças, todos pela aprovação, publicados no DPL do dia 15/09/2011. Quorum para aprovação: 3/5(18 votos) votação nominal. Discussão em 1.º turno da Proposta de Emenda Constitucional nº 13/2011, do Deputado Gildevan Fernandes e outros, que dispõe sobre a realização da eleição do Governador e ViceGovernador do Estado do Espírito Santo. Publicada no DPL do dia 05/05/2011. Pareceres n.os 189/2011, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e admissibilidade; 100/2011, da Comissão de Cidadania e 21/2011, da Comissão de Finanças, ambos pela aprovação, publicados no DPL do dia Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 02/09/2011. Quorum para aprovação: 3/5(18 votos) votação nominal. Discussão especial, em 3.ª sessão, do Projeto de Lei n.o 241/2011, do Deputado José Esmeraldo, que proíbe as empresas que exploram locação imobiliária de transferir as contas de água e de energia elétrica para o nome do fiador. Publicado no DPL do dia 12/08/2011. Discussão especial, em 3.ª sessão, do Projeto de Lei n.o 251/2011, do Deputado Gilsinho Lopes, que dispõe sobre o parcelamento extraordinário do IPVA - Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. Publicado no DPL do dia 18/09/2011. Discussão especial, em .1ª sessão, da Proposta de Emenda Constitucional n.o 29/2011, do Deputado Gildevan Fernandes e outros, que modifica o art. 25 da Constituição Estadual, que dispõe sobre a realização da eleição do Prefeito e Vice-Prefeito dos Municípios do Estado do Espírito Santo. Publicada no DPL do dia 31/08/2011. Discussão especial, em 1.ª sessão, da Proposta de Emenda Constitucional n.o 30/2011, do Deputado Gildevan Fernandes e outros, que modifica o art. 85 da Constituição Estadual, que dispõe sobre o mandato do Governador do Estado do Espírito Santo. Publicada no DPL do dia 31/08/2011. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Lei n.o 270/2011, do Deputado José Carlos Elias, que determina que nas peças publicitárias de lançamento imobiliário, deverão constar obrigatoriamente o nome do autor do projeto arquitetônico e/ou urbanístico. Publicado no DPL do dia 31/08/2011. Discussão especial, em 1ª sessão, do Projeto de Lei n.o 272/2011, do Deputado Gilsinho Lopes, que altera a Lei nº 6.999/2001, que dispõe sobre o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores - IPVA, consolidando e atualizando as normas do tributo e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 31/08/2011. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Lei n.o 274/2011, da Deputada Lúcia Dornellas, que torna obrigatório o envio de cópia de adesão aos consumidores, por carta registrada na modalidade de AR (aviso de recebimento). Publicado no DPL do dia 02/09/2011. Discussão especial, em 1ª sessão, do Projeto de Lei n.o 280/2011, do Deputado Gilsinho Lopes, que isenta do pagamento de taxa de 2ª via de documentos furtados ou roubados. Publicado no DPL do dia 02/09/2011. Discussão especial, em 1ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo n.o 87/2011, do Deputado Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Doutor Hércules, que concede Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Benedito Ivonaldo Calheiros Lopes. Publicado no DPL do dia 23/08/2011. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo n.º 87/2011, do Deputado Doutor Hércules, que concede Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor Benedito Ivonaldo Calheiros Lopes. Publicado do DPL do dia 23/08/2011. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Resolução n.o 26/2011, do Deputado Sandro Locutor, que altera a redação do artigo 5º, data da entrega, da Resolução 2.497/2007, que concedeu a Medalha do Mérito Grazielle Loureiro. Publicado no DPL do dia 02/09/2011. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.o 258/2011. Concedo a palavra à Comissão de Finanças, para que esta ofereça parecer oral ao projeto. A SR.ª PRESIDENTA DA COMISSÃO – (LÚCIA DORNELLAS) – Senhor Presidente, na ausência do Presidente, na qualidade de VicePresidenta assumo a presidência da Comissão de Finanças e informo a V. Ex.ª que continuarei me prevalecendo do prazo regimental, requerido na sessão ordinária realizada dia 14 de setembro de 2011, para oferecer parecer ao Projeto de Lei n.º 258/2011. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – É regimental. A SR.ª PRESIDENTA DA COMISSÃO (LÚCIA DORNELLAS) - Devolvo a palavra à Mesa. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Discussão em 1.º turno da Proposta de Emenda Constitucional n.º 34/2007. Em discussão. (Pausa) O SR. CLAUDIO VEREZA – Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra para discutila. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Claudio Vereza. O SR. CLAUDIO VEREZA – (Sem revisão do orador) – Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, esclarecemos aos colegas Deputados que a PEC 34/2007, de nossa autoria, visa o seguinte: Diário do Poder Legislativo - 5188 ...visa adequar a redação da Carta Estadual à Emenda Constitucional 30/2000, que introduziu diversos dispositivos acerca do pagamento dos créditos, em face da Fazenda Pública... Os chamados precatórios. ...A Proposta de Emenda à Constituição ao adequar o texto da Constituição Estadual à Federal e priorizar o crédito de natureza alimentícia cujo titular tenha mais de 65 anos, institui meio eficaz para assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, entre outros, o direito à dignidade, ao respeito, à liberdade, a partir de sua subsistência por meio do fruto do seu próprio trabalho e direitos adquiridos no curso da sua vida funcional. A PEC 34/2007 faz essa adaptação à Constituição Federal e acrescenta esse elemento trazido pelo Estatuto do Idoso, que é a prioridade ao idoso. Pedimos o apoio dos colegas para votarem favorável à proposta de Emenda Constitucional n.º 34/2007, de nossa autoria. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Continua em discussão a Proposta de Emenda Constitucional n.º 34/2007. (Pausa) Não havendo mais quem queira discuti-la, declaro encerrada a discussão. Solicito ao Senhores Deputados que compareçam ao Plenário para registrarem presença nos terminais eletrônicos. Em votação. O Presidente, de ofício, solicita aos Senhores Deputados que registrem presença nos terminais eletrônicos, para efeito de recomposição de quorum para votação. (Pausa) (Procede-se presenças) ao registro das (De acordo com o registrado no painel eletrônico, retiram-se os Senhores Deputados Atayde Armani, Da Vitória, Freitas, Luciano Pereira, Luzia Toledo, Marcelo Santos, Sandro Locutor e Theodorico Ferraço) (Registram presença os Senhores Deputados Claudio Vereza, Dary Pagung, Doutor Henrique Vargas, Doutor Hércules, Elcio Alvares, 5189 - Diário do Poder Legislativo Genivaldo Lievore, Gilsinho Lopes, Glauber Coelho, José Esmeraldo, Lúcia Dornellas, Luciano Rezende, Luiz Durão, Marcelo Coelho, Nilton Baiano, Roberto Carlos, Rodney Miranda e Wanildo Sarnáglia). O SR. PRESIDENTE - (ROBERTO CARLOS) - Registraram presença dezessete Senhores Deputados. Não há quorum para votação, pelo que fica adiada. Discussão em 1.ª turno da Proposta de Emenda Constitucional n.º 09/2009. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. Em votação. Adiada por falta de quorum. Discussão em 1.ª turno da Proposta de Emenda Constitucional n.º 05/2011. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. Em votação. Adiada por falta de quorum. Discussão em 1.ª turno da Proposta de Emenda Constitucional n.º 13/2011. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. Em votação. Adiada por falta de quorum. Discussão especial, em 3.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 241/2011. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue às Comissões Permanentes. Discussão especial, em 3.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 251/2011. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue às Comissões Permanentes. Discussão especial, em 1.ª sessão, da Proposta de Emenda Constitucional n.º 29/2011. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. A proposta segue à 2.ª sessão. Discussão especial, em 1.ª sessão, da Proposta de Emenda Constitucional n.° 30/2011. Em discussão. (Pausa) Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. A proposta segue à 2.ª sessão. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Lei n.° 270/2011. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 2.ª sessão. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Lei n.° 272/2011. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 2.ª sessão. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Lei n.° 274/2011. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 2.ª sessão. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Lei n.° 280/2011. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 2.ª sessão. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo n.° 87/2011. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 2.ª sessão. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Resolução n.° 26/2011. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. O projeto segue à 2.ª sessão. Finda a Ordem do Dia, passa-se à fase do Grande Expediente, dividido em duas partes: Lideranças Partidárias e Oradores Inscritos. Concedo a palavra ao Líder do PDT, Senhor Deputado Luiz Durão. O SR. LUIZ DURÃO – (Sem revisão do orador) – Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, no último sábado estivemos no Município de Sooretama, norte do Estado, onde participamos de várias inaugurações na presença do Senhor Governador Renato Casagrande. S. Ex.ª entregou à população vários maquinários, beneficiando assim homens do campo; e inaugurou o prédio do Centro de Referência de Assistência Social Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 – CRAS, para atender àqueles que tanto necessitam de proteção social básica. De Sooretama, fomos para o Município de Rio Bananal, também norte do Estado, onde se festejava o trigésimo segundo aniversário de emancipação política daquele Município. Durante os festejos foi inaugurada a Casa do Produtor, de grande apoio a todos os agricultores da localidade, e foram entregues vários maquinários, levando assim tranquilidade para o homem do campo trabalhar, pois tanto necessita de melhorias nas estradas para escoar a produção agrícola. Foi um grande presente para os agricultores de Rio Bananal. Mas uma atitude deve ser feita: o retorno de projetos que tanto a nossa população precisa. Fizemos sugestões de projetos por indicação junto ao Governo do Estado e até hoje não tivemos retorno sobre essas indicações. É triste quando lemos nos jornais que um estudante está há mais de cem dias em coma por praticar exercício sem primeiro ter feito um exame clínico. E apresentamos projeto nesse sentido, estabelecendo que todos os estudantes devam ser submetidos a exames clínicos antes de fazer as aulas de educação física. Também por indicação junto ao Governo Estadual, sugerimos a criação de oficinas profissionalizantes para treinamento de apenados que se encontram em regime de progressão de pena nos presídios estaduais. Sabemos da deficiência de sessenta mil carteiras escolares nas escolas públicas, pois estão quebradas, mas são de fácil conserto. Em muitas escolas os alunos estão sentando no chão porque não existe carteira para se sentar. Essas oficinas seriam de grande utilidade. Além de ocupar o tempo daqueles detentos, os estudantes teriam carteiras nas salas de aulas. É preciso deixar de fazer o que fazem hoje: joga-se fora uma carteira quebrada para comprar outra. Precisamos economizar o dinheiro do Estado. E essas oficinas darão retorno necessário para nossas escolas e ainda profissionalizarão aquelas pessoas para, no futuro, ao deixarem os presídios, pelo menos terem como procurar emprego. Ouvimos também o Senhor Deputado Glauber Coelho falando sobre a quantidade de medicamento errado que as enfermeiras às vezes aplicam no paciente. E sabemos da luta dessas enfermeiras, com horário de trabalho extensivo. Inclusive, passam a cometer erros devido ao correcorre dentro dos hospitais, pois o trabalho é intenso. Então também temos um projeto por indicação para que a jornada de trabalho das enfermeiras seja de trinta horas semanais, para que realmente desenvolvam seu trabalho com dignidade e tranquilidade atendendo os enfermos. Temos outro grande projeto para o qual pedimos apoio de todos os Deputados, que diz respeito às crianças. Não adianta fazer o que está sendo feito hoje em termos de melhorias e as crianças continuarem jogadas nas ruas do nosso Estado, com pessoas Diário do Poder Legislativo - 5190 passando por essas crianças como se elas fossem lixo. Mas, amanhã, essas mesmas pessoas podem estar chorando a morte de seu filho, filha, esposo ou esposa, porque da forma como essas crianças estão sendo tratadas hoje, sem respeito nenhum, amanhã não saberão respeitar ninguém. Reunimo-nos com vários pastores que disseram querer abraçar essas crianças, mas não têm recursos para sustentá-las. Então pensando nessas crianças elaboramos o projeto e apresentamos como indicação o programa Bolsa Adoção e o Bolsa Guarda Infantil. Sabíamos que se colocássemos apenas Bolsa Adoção tiraríamos poucas crianças das ruas, mas o Bolsa Guarda Infantil estende-se a todas as entidades. Talvez o Bolsa Guarda Infantil não seja tão bom quanto o Bolsa Adoção, mas é dez mil vezes melhor do que deixar crianças jogadas nas ruas. Na época em que o Governador Renato Casagrande fez uma explanação do seu plano de trabalho, não apareceu projeto para essas crianças. Então pedimos um aparte para falar do projeto para as crianças. E nos garantiram que esse projeto, que não tinha no seu plano de trabalho, seria aproveitado. Conhecendo o Governador como conhecemos, temos certeza que S. Ex.ª determinou que o projeto fosse enviado novamente a esta Casa de Leis para ser votado o mais rápido possível. Infelizmente, até hoje esse projeto não apareceu. Solicitamos ao Secretário com o qual se encontra esse projeto, que tenha um pouco de sensibilidade, que não deixe essas crianças morrerem como estão morrendo, não as deixe passar fome e frio como estão passando. Precisamos cuidar dessas crianças, pois as crianças de hoje são o futuro, são o nosso amanhã. Se não protegermos essas crianças, que futuro teremos? Terminamos nossas palavras pedindo a todos os Deputados e ao Presidente desta Casa que cobrem a apresentação desse projeto. Não podemos deixar nossas crianças virarem aviãozinho na venda droga para sobreviver. Fazemos o apelo para somarmos forças e proteger nosso futuro: as crianças. (Muito bem!) (Comparecem os Senhores Deputados Gildevan Fernandes e Luciano Pereira) O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) - Findo o tempo destinado às Lideranças Partidárias, concedo a palavra ao Senhor Deputado Theodorico Ferraço, orador inscrito. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Senhor Deputado Gilsinho Lopes, orador inscrito. O SR. GILSINHO LOPES – Senhor Presidente, declino. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Tendo S. Ex.ª declinado, concedo a 5191 - Diário do Poder Legislativo palavra à Senhora Deputada Luzia Toledo, oradora inscrita. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Senhor Deputado Doutor Hércules, orador inscrito. O SR. DOUTOR HÉRCULES – (Sem revisão do orador) – Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, já falamos hoje sobre a matança no trânsito. Hoje tem início a Semana do Trânsito e naturalmente iremos participar. Assomamos a esta tribuna para falar sobre matéria publicada no jornal A Gazeta, de domingo, muito bem redigida pela jornalista Cláudia Feliz, com o título Henseníase – Filhos do Preconceito. Na quinta-feira pela manhã esta Casa realizou uma sessão especial sobre esse assunto. Ficamos triste ao ver que em nosso País, por volta de 1983, crianças eram tiradas do seio da mãe e levadas para um lugar denominado Preventório. No Município de Cariacica ainda existe o Educandário Alzira Blay, mas que foi chamado por muitos anos de Preventório e sendo utilizado como tal. Trabalhamos no referido Educandário durante dez anos; convivemos dez anos com aquelas pessoas. Quinta-feira passada, dia 15 de setembro de 2011, nesta Casa de Leis participamos de um dia de muita emoção, quando da realização de sessão especial que teve como tema A reintegração social das pessoas acometidas pela herança da hanseníase, uma doença que num passado recente era cercada pelo preconceito. Na oportunidade pudemos rever amigos, pessoas que conviveram conosco no chamado confinamento. Encontramos a Senhora Geraldina junto com sua filha Maria Aparecida. A filha de Dona Geraldina nasceu no Educandário Alzira Bley, foi retirada imediatamente da mãe, que não pode amamentar a filha. Ouvimos um depoimento triste em que o cidadão relatou que os dois irmãos dele que não puderam ser amamentados morreram. Eram filhos de uma senhora que trabalhava na lavanderia do Preventório. Disse que Só ele sobreviveu porque foi amamentado pela mãe. Ele não sabe para onde levaram seus irmãos, não tem certidão de óbito, não tem nada. Foi assim como muitos que nasciam, eram retirados das mães e depois desapareciam. Estamos em busca para saber. Durante os trabalhos, o coordenador nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase, Senhor Arthur Custódio de Souza, informou que o País ocupa o primeiro lugar do mundo em reincidência de hanseníase e que o direito dos que foram violentamente separados de suas famílias deve ser garantido pelo Governo Federal. Durante a sessão especial profissionais do Instituto Nacional de Genética Médica Populacional – Inagemp, fizeram coleta de material genético, como a saliva dos convidados, com o objetivo de recolhimento de DNA para subsidiar um banco de Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 dados nacional para facilitar a busca dos que foram separados dos parentes. Foi feita a projeção de um filme em que dois amigos de infância, nascidos na mesma época, com setenta de idade, em um sanatório de hanseníase, vulgarmente e agressivamente chamado durante muitos anos de leprosário, vieram a se encontrar. Portanto, é preciso que trabalhemos cada vez mais no sentido de diminuir essa discriminação. Hanseníase não é como muitos falam. Convivi lá durante dez anos, tomava café e fazia as refeições junto dos pacientes. Em 1974, quando fomos trabalhar no Hospital Pedro Fontes havia um portão que separava os pacientes dos funcionários. O paciente não podia chegar até a administração, era proibido. A primeira providência que tomamos como diretor-geral do referido Hospital, junto com a Senhora Adelaide, assistente social, e com o Doutor Paulo Roberto Valdetaro, diretor-clínico, foi abrir o portão do Hospital Pedro Fontes para o paciente poder ter acesso aos funcionários. O bairro Padre Matias foi chamado de Sítio do Pica-Pau Amarelo; foi um bairro que iniciamos. Buscamos os parentes dos pacientes que se encontravam fora, conseguimos fazer uma aproximação e juntar novamente casais que estavam separados. Lembramo-nos muito bem que cedemos uma gleba de cinquenta metros de frente, a fim de que o paciente pudesse ter condições de cultivar. Eles plantavam árvores frutíferas, faziam a roça branca como chamamos no Interior. Eles faziam terapia ao mesmo tempo, porque eles precisavam fazer exercícios, principalmente com as mãos, para a reabsorção óssea. Infelizmente, muitos não sabem que atualmente, com poucos dias após o paciente tomar medicamentos ele se torna negativo; o paciente fica praticamente curado, dependendo só de acompanhamento médico. E tem gente que tem medo, acha que essa doença é incurável e às vezes se esconde. Ouvimos, Senhor Deputado José Esmeraldo, depoimento do Senhor Durval Gueira, que teve seu pai cassado na mata pela polícia para trazê-lo preso para o Hospital Pedro Fontes. Ele era menino quando trouxeram o pai, a mãe e os seus irmãos para o Preventório. Depois, infelizmente, cada um foi para um canto. Ele ainda ficou no Educandário. O Senhor Durval Gueira deu seu depoimento na sessão especial de quinta-feira, dia 15 de setembro de 2011. Realmente ouvimos depoimentos chocantes, horríveis! O Brasil deve muito a essa gente. A ignorância da ciência deve muito a essa gente. Lembramo-nos muito bem dos Senhores Pedro e João Carminoti, dois irmãos cegos, na última casa da avenida, à esquerda do Hospital Pedro Fontes, capinando o quintal. São cegos sabem por quê? Em virtude de úlcera de córnea. Poderia ter sido feito o transplante e não foi. Entrópio é o cílio invertido que arranha a córnea, que traumatiza, Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 infecciona e acaba tornando a pessoa cega. A origem da cegueira dos dois irmãos é essa. Infelizmente quando chegamos lá não tinham feito nada disso. Abrimos o portão e fizemos o seguinte:como eu jogava futebol e naquela época o Padre Carlos jogava na Ferroviária de João Neiva, conseguimos levar o time para jogar dentro da área do hospital contra o time do hospital. O time era formado da seguinte forma: metade era de funcionários e a outra metade era de pacientes, e contra o time profissional da Ferroviária de João Neiva. Conseguimos desmistificar muita coisa no Hospital Pedro Fontes. É um local pelo qual temos paixão. Vamos lá sempree visitamos alguns pacientes como Dona Geraldina. A última vez que estivemos lá foi quando tomamos um café na casa de Dona Geraldina e de sua filha, a Senhora Maria Aparecida Galazzi. Mas também precisamos ver, de perto, o que está acontecendo agora no Hospital Pedro Fontes, de tratamento da hanseníase. É preciso que o Governo Federal se redima da violência que foi praticada contra essas pessoas durante longos e longos anos. O que matou essas pessoas psicologicamente não tem mais conserto. Os que morreram e estão enterrados lá ou em outros lugares também não tem mais jeito. Mas pelo menos deveria haver alguma política efetiva para fazer com que essas pessoas recebam alguma pensão. O ex-presidente Luiz Ignácio Lula da Silva fez isso no último mandato. E oportunamente falaremos mais ainda sobre esse assunto. Quem lê a matéria Hanseníase – Filhos do preconceito – Afastados dos pais ao nascer, eles querem ser indenizados, fica chocado. É matéria publicada no jornal A Gazeta do dia 18 de setembro de 2011, na página oito, da competente jornalista Claudia Feliz. Pedimos aos que ainda não leram que o façam. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Luciano Rezende, orador inscrito. O SR. LUCIANO REZENDE – (Sem revisão do orador) – Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, funcionários da Assembleia Legislativa que nos honra novamente com a presença na galeria do Plenário, jornalistas, amigos que acompanham os trabalhos pela TV Assembleia e pela TVE, inicialmente gostaria de agradecer muito às inúmeras manifestações de solidariedade que recebi por meio de recados pela internet, telefonemas, contatos pessoais, em nome de duas famílias: a minha própria família e da família do policial rodoviário federal Eugênio Paris, colega do meu irmão Altayr Rezende Júnior, ambos vítimas de Diário do Poder Legislativo - 5192 um acidente causado por um motorista embriagado, dentro do aspecto da selvageria no trânsito no Brasil e no Estado do Espírito Santo. Os dois policiais rodoviários federais estavam fazendo durante a madrugada uma ocorrência na chuva, quando foram colhidos por um motorista embriagado que, por essa razão, não conseguiu perceber a movimentação na pista e atropelou os dois, que se jogaram do carro e tiveram lesões graves. O patrulheiro Eugênio Paris já se encontra, graças a Deus, no quarto. Meu irmão ainda está na UTI. Ontem, passamos um dia muito difícil, mas no dia de hoje ele começa a se estabilizar. Tenho certeza de que até o final da semana o terei no quarto totalmente fora de perigo. No dia 9 de fevereiro, nesta Casa de Leis, fiz o primeiro discurso sobre violência no trânsito. No dia de que ontem, tomamos conhecimento pelos jornais de várias famílias acometidas por essa violência. Hoje está em todos os jornais que um pai perdeu sua querida filha de seis anos, colhida na calçada por um motorista bêbado. Hoje é vez da minha família e da família do patrulheiro Eugênio Paris. Amanhã infelizmente outras famílias se juntarão a essa dor. No meu caso, não perdi o ente querido, mas ele sofreu uma lesão grave. As famílias vão se revezando entre lesões graves, sequelas e mortes, nessa roleta russa de selvageria no trânsito. Em uma audiência pública no Detran, em dezembro do ano passado, com a presença do Senhor Deputado Doutor Hércules, antes que eu tomasse posse, discutimos uma série de alternativas para enfrentar esse problema. Estamos iniciando a Semana Nacional do Trânsito. A ONU declarou a década de 2011 a 2020 como a década mundial para a segurança, com o lema: Juntos podemos salvar milhões de vidas. Setenta por cento dos leitos hospitalares atualmente são ocupados por vítimas de trânsito. Os custos para o sistema de Saúde são astronômicos. Esse número de leitos impede que a população seja atendida nos hospitais, agravando a crise hospitalar profunda em que o País vive. O Brasil é o quinto lugar do mundo entre os países que têm a situação mais violenta no trânsito. Se esta comparação for feita com relação à proporção de pessoas por automóveis, o Brasil será o primeiro, porque outro número assusta: os piores países asiáticos e europeus mais violentos têm cinco mortos por cem mil habitantes no trânsito, mas o Brasil tem dezenove mortos por cem mil habitantes no trânsito. Repito: os piores países mais violentos da Ásia e da Europa nesse ranking tenebroso têm cinco mortos por cem mil habitantes no trânsito e o Brasil tem dezenove mortos por cem mil habitantes no trânsito. Três capixabas todos os dias morrem no trânsito. Infelizmente, hoje, segunda-feira, à meia-noite, teremos mais três capixabas mortos em razão da 5193 - Diário do Poder Legislativo violência no trânsito. São mil capixabas por ano; são trinta e cinco mil brasileiros por ano e um milhão e trezentos mil habitantes no Planeta. Essa é uma verdadeira epidemia. Dentro dessa epidemia enfrentamos outra que são os mortos e mutilados em razão das motocicletas: um número ainda mais assustador dentro da epidemia do trânsito. O Brasil gastou, no ano de 2010, 1 bilhão e cem milhões de reais com seguros Dpvat, seguro obrigatório do trânsito. As indenizações por invalidez mostram um caminho de falência do sistema. Trinta e dois por cento das indenizações em 2008 eram por invalidez. Foram quarenta e seis por cento em 2009, Senhor Deputado Gildevan Fernandes. Em 2010, foram sessenta por cento, Senhor Deputado Rodney Miranda. Esse crescimento inviabilizará o sistema de seguros do Dpvat, é só uma questão de observarmos os números. O Dpvat - Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre, é um seguro que nem todos acionam. São pessoas jovens mutilados no trânsito - como é o caso do nosso irmão, Senhor Altayr Rezende Júnior, e do patrulheiro Eugênio Paris, que perdeu sua perna - com idades entre quinze e quarenta e quatro anos, trabalhadores no auge da capacidade produtiva, homens, mulheres e pais que deixam suas famílias desassistidas ou que não poderão assisti-las de forma integral. Quanto custa tudo isso, além de dinheiro, em dor e sofrimento para o país? Senhor Presidente, precisamos partir da indignação para a ação. Temos refletido o problema há muitos meses e achamos que dois eixos são fundamentais para resolvê-lo. O primeiro é acabar com a impunidade no trânsito, o mais emergencial; o outro, em longo prazo, é cumprir o Código Brasileiro de Trânsito e colocar a educação no trânsito não somente em semanas de campanha, mas obrigatoriamente nas escolas nos ensinos fundamental e médio, para que a futura geração tenha a total noção do perigo e na arma em que pode se transformar um automóvel na mão de uma pessoa despreparada. Em relação à impunidade algumas coisas podem ser feitas. O Senhor Senador Ricardo Ferraço, com quem conversamos muito sobre a questão há alguns meses, já encaminhou uma série de mudanças na legislação para ser apreciada no Congresso Nacional. O Senhor Senador Ricardo Ferraço é nosso amigo, um jovem que está sendo brilhante no Senado Federal e já começou a mostrar a que veio, propondo mudanças no que diz respeito à impunidade. A prisão para o motorista que dirige embriagado, em nossa opinião, deve ser imediata e não relacionada à produção ou não de vítimas. E mais importante do que o tempo de prisão é que ela seja seguramente efetuada, sem nenhuma possibilidade de fiança. Ou seja, mandaríamos um sinal de que as pessoas seriam presas, independente de vítimas ou não, mas que não teriam direito a fiança. Isso pode funcionar, porque quando a Lei Seca se iniciou e as prisões foram efetuadas, houve finais de semana no Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Estado com zero de acidentes de trânsito. Infelizmente as pessoas só se movimentam quando o custo para elas passa a ser muito mais alto do que o risco a que elas estão se submetendo e submetendo a sociedade. Outra coisa é o fim das propagandas de bebidas alcoólicas na televisão. Para quem acha que isso é um sonho, o cigarro tinha propagandas veiculadas pela televisão na Década de 70. Não tem mais! E o País está vencendo a batalha contra o cigarro: o número de fumantes está diminuindo e as pessoas ficam cada vez menos motivadas a fazer uso do tabaco. O álcool precisa sofrer esse cerco. Alegam que o fim de propagandas de bebidas alcoólicas inviabilizará o mercado publicitário. Isso não vai acontecer, porque o mercado publicitário se acomodará com outros anúncios, como fez quando os cigarros saíram da programação de propagandas, que eram tão importantes no mercado publicitário como hoje é o álcool. Outra questão importante é o uso do bafômetro. Somos profissionais na área do esporte e já resolvemos um problema parecido no exame antidoping, realizado em atletas para acusar ou não o uso de drogas. Quando um atleta se recusa a fazer exame antidoping, ele é considerado dopado. O bafômetro é absolutamente indispensável, ou seja, não é necessário para que se tenha comprovada a embriaguez na direção. O indivíduo que se recusa a fazer o teste do bafômetro no trânsito, que é um direito, deve ser considerado alcoolizado; se quiser provar o contrário, o Estado disponibilizará o bafômetro para o teste. O bafômetro não precisa ser regra, só precisa ser disponibilizado para quem quer comprovar que não está embriagado. Nos Estados Unidos, por exemplo, as imagens de celular e de câmera dos policiais que captam o andar cambaleante das pessoas, são suficientes para detectar o uso de álcool. Amanhã iniciaremos a Semana Nacional do Trânsito e nos parece que haverá uma solenidade no Palácio Anchieta. Fizemos ao Senhor Governador Renato Casagrande o apelo que já lhe fizemos nesta Casa de Leis em fevereiro, ou seja, as blitz no Espírito Santo acabaram e em fevereiro deste ano pedimos ao Governo do Estado que as blitz voltassem a ser realizadas. Elas ainda não voltaram e se voltaram foram em número insuficiente. O Governador do Estado precisa tomar medidas imediatas, isto é, tem de pensar medidas futuras e acertadas. Sabemos que S. Ex.ª está preocupado com isso e amanhã poderá determinar a volta imediata das blitz na cidade, porque elas têm efeito repressor, efeito psicológico muito importante nesse controle, e manda um sinal para a sociedade de que o Estado está preocupado com essa questão. Isso poderá começar amanhã e será apenas uma das medidas para diminuirmos o ambiente de dor, de sofrimento e de selvageria no trânsito. Senhor Presidente, encerramos humildemente nossas palavras dizendo que os fatos comprovam que Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 não estamos preocupados com essa questão apenas porque uma pessoa da nossa família foi vítima. Desde dezembro do ano passado, antes mesmo de tomarmos posse, participamos de audiências públicas e ações nessa direção. A selvageria no trânsito tomou proporção inaceitável e problemas com situação e com condições inaceitáveis requerem medidas de urgência. Estamos diante de uma crise profunda que trará consequências econômicas para o País, mas que traz agora consequências sociais e humanitárias profundas. É como diz o Doutor Fabiano Contarato, Delegado de Polícia e líder dessa discussão no Espírito Santo: Hoje só é punida no trânsito a família das vítimas. Infelizmente nesta semana sentimos a dor e a profundidade desse sentimento ao ter um irmão na UTI, ver o seu colega com uma perna amputada e não poder fazer absolutamente nada, a não ser cuidar dos feridos e da nossa dor. Esta é a nossa dor nesta semana, mas é a dor de muitas famílias no passado e, infelizmente, no futuro será ainda a dor de outras famílias. Voltaremos a esta tribuna para discutir novamente sobre este assunto na Semana Nacional de Trânsito, que precisa ser espalhada no País como todas as semanas, não somente quando em ações comemorativas, mas introduzir a educação para o trânsito dentro das escolas para enfrentarmos esse grave problema junto com o combate à impunidade no trânsito. Agradecemos ao Presidente Roberto Carlos a tolerância do tempo e a todos a atenção. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Freitas, orador inscrito. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Senhor Deputado José Esmeraldo, orador inscrito. O SR. JOSÉ ESMERALDO – (Sem revisão do orador) – Senhor Presidente, Senhores Deputados, Senhoras Deputadas, funcionários que nos assistem das galerias desta Casa e estão aguardando o pagamento do retroativo aos 11.98% que lhes é de direito e direito é algo que tem de ser cumprido. Com brilhantismo S. S.ªs fazem esse movimento de forma tranqüila. Porém, sempre dizemos que é importante que os funcionários estejam presentes, até mesmo porque o interesse não é só dos Senhores, mas de todos desta Casa de Leis, pois este Parlamento não funciona sem o funcionário. Neste momento voltaremos a falar sobre nossa grande preocupação no que diz respeito às matas nativas. Tivemos oportunidade de trafegar entre os trechos de Pequiá e Marechal Floriano e percebemos que naquela região nasce o rio Jucu em sua totalidade, é importante falar sobre isso, ou seja, Diário do Poder Legislativo - 5194 o rio Jucu nasce passando por Pequiá, Ibatiba, Venda Nova, Marechal Floriano e por vários outros municípios. Quando se passa sobre a ponte em Marechal Floriano, principalmente na divisa de Viana com Domingos Martins, vemos que o rio a cada dia que passa diminui sua vazão. Assomamos várias vezes a esta tribuna para pedir ao Governo do Estado providências antes que falte água. Porque faltará água nos chuveiros das residências daqueles que moram em Vila Velha, Vitória, Cariacica, Serra, e por que não dizer também em outras regiões por onde passam os rios Doce, Itapemirim, Cricaré e Jucu. Esses rios estão diminuindo sua vazão porque as matas nativas estão dando lugar a outro tipo de mata que consideramos mata exótica. Eles derrubam as matas nativas para plantar a exótica, essa é a realidade. Os órgãos públicos deveriam olhar para essa situação que poderá provocar um colapso na Grande Vitória; e dizemos até que esse colapso acontecerá no máximo daqui a oito anos, pois os órgãos públicos estão deixando a coisa andar e não tomam providências. Senhor Presidente, se percorremos o trecho entre Pequiá e a região de Marechal Floriano, ou seja, aquele trecho da BR-262, veremos que as queimadas são intensas, pois são trechos e trechos de queimadas, onde queimam a mata nativa e as árvores exóticas estão do lado, belas e formosas. Podem passar lá no ano que vem onde será plantado esse tipo de árvore que dá retorno financeiro muito grande para os agricultores. Mas repetimos que principalmente a população da Grande Vitória sofrerá, isto é, a população da Grande Vitória terá dificuldade enorme ao chegar em casa e abrir as torneiras, pois as encontrará pingando, se é que vai pingar alguma coisa. Da tribuna deste sodalício pedimos que fosse feito um Plano Diretor Municipal Rural, como tem o Plano Diretor Urbano de Vitória, ou seja, temos o PDU de Vitória que estabelece onde pode e onde não pode construir casas, tipos de comércio, prédios e casas duplex. deveríamos ter também nos municípios o Plano Diretor Municipal Rural, onde a lei tem de ser obedecida, como é obedecido o Plano Diretor Urbano de Vitória. O Plano Diretor Municipal Rural tem que ser implantado nos outros municípios. Temos certeza que as árvores nativas, as matas nativas que ainda existem seriam protegidas, Senhor Deputado Marcelo Coelho, que mora em Aracruz e vê todo dia aquelas matas que vão desaparecendo; são caminhos e caminhos de matas exóticas e a cada dia que passa a vegetação nativa desaparece; onde aquilo é plantado não tem água; ali não passa animal silvestre; nem passarinho pousa ali; e até cobra é difícil passar. Senhor Presidente, fica nosso apelo ao Governador Renato Casagrande, que é engenheiro florestal. Temos certeza que S. Ex.ª, que nasceu em Castelo, um lugar maravilhoso, bonito, repleto de flor, com muitas árvores nativas, tomará providências com urgência urgentíssima para que tenhamos nos municípios, como temos no de Vitória, um Plano 5195 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Diretor Municipal Rural, ou outra nomenclatura. Porque o nome não interessa, pois o que interessa é que seja aprovada, por meio das Câmaras Municipais, uma lei que faça a organização do município, pois são desorganizados e a população é que sofrerá. E carro pipa não resolve problema de ninguém. Nossa região será como é a região Nordeste. Hoje, temos um percentual de mata nativa insignificante, talvez sete por cento ou menos um pouco. E o fogo está queimando. Agora mesmo temos certeza que em grande região do Estado do Espírito Santo estão colocando fogo porque nesses meses de agosto, setembro e outubro, principalmente agosto e setembro são períodos com baixa umidade e a densidade do ar é pouca, o que com certeza facilita as queimadas. A maioria das queimadas na BR-262 e que destrói o rio Jucu é feita por pessoas que sabem o que estão fazendo. Mas estão preparando o caminho para um futuro sombrio, negro. Um futuro promissor, não existe. Estão pensando muito no fazer rapidamente, mas futuramente será um desastre total. Desta tribuna deixamos nosso apelo sobre o Plano Diretor Municipal Rural. Desde nosso primeiro mandato tivemos a oportunidade de falar dele da tribuna desta Casa de Leis. É necessário que o Governador Renato Casagrande procure, com urgência, convencer os prefeitos a não plantar tudo o que querem sem organização, sem uma fórmula inteligente, só pensando no futuro. Na BR-262 existe um lugarzinho denominado mata da onça. Onde há onça? Acabaram as onças. É mais fácil ter onça na cidade do que no Interior, a verdade é essa. Estão acabando com tudo e ninguém faz nada. Estamos nesta tribuna fazendo um apelo ao Governador Renato Casagrande para que convoque os prefeitos e peça a S. Ex.as que façam o Plano Diretor Municipal Rural e organizem os municípios. Com certeza no futuro haverá necessidade de plantar uma quantidade enorme de vegetação nativa, o que não dará certo, pois uma árvore nativa para alcançar o seu tamanho ideal precisa de quarenta a cinquenta anos, mas com uma motosserra se destrói a árvore nativa em menos de trinta segundos. É um absurdo. Estão desmatando em todo o País, mas nos referimos especialmente ao nosso querido Estado do Espírito Santo. Fica registrada a nossa indignação. Senhor Governador Renato Casagrande, engenheiro florestal; Senhor Luiz Carlos Ciciliote, Secretário Chefe da Casa Civil; providenciem com urgência um plano rural de desenvolvimento. O Governador Renato Casagrande tem força para convocar os prefeitos dos municípios que não têm para que façam o Plano Diretor Municipal Rural, para que a nossa população fique feliz e satisfeita. (Muito bem!) (Retira-se momentaneamente Senhor Deputado Nilton Baiano) o O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS ) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Claudio Vereza, orador inscrito. O SR. CLAUDIO VEREZA – (Sem revisão do orador) – Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, inicialmente parabenizaremos dois Deputados por ações ou pronunciamentos. Primeiro parabenizamos o Senhor Deputado Doutor Hércules pela sessão especial realizada neste Plenário sobre hanseníase, que gerou uma belíssima matéria no jornal A Gazeta de ontem, de autoria da jornalista Cláudia Feliz. Foram duas páginas com o histórico da vida dos filhos dos hansenianos e deles próprios; um povo que normalmente é esquecido. Atualmente não há mais colônias nem internamentos, a não ser em casos extremos. Hoje o tratamento é feito na própria unidade de saúde e a pessoa não necessita mais daquelas medidas extremas que eram tomadas antigamente por falta de conhecimento científico da questão. E parabenizamos também o Senhor Deputado Luciano Rezende pelo qualificado pronunciamento sobre a questão do trânsito, com dados, números e propostas concretas para reduzir essa verdadeira guerra que existe no trânsito no mundo inteiro, mas especialmente no Brasil, que tem sua frota crescente a cada dia e com isso complica cada vez mais a situação no trânsito, tanto nas regiões urbanas quanto nas rodovias federais e estaduais. Esse debate tem de ser qualificado. O Governo do Estado criou uma comissão para estudos sobre o trânsito. Sugeri que houvesse uma comissão estadual sobre acidentes com motocicletas, que é outro ingrediente que tem surgido na medida em que esse veículo está mais acessível à população, além do número de veículos que é muito maior. Parabéns aos dois Parlamentares pelas ações. Na trilha do Senhor Deputado José Esmeraldo, gostaria de abordar também um detalhe sobre a questão ambiental. Aliás, lembra a inauguração de uma nova trilha que sai do Vale do Mulembá e vai até a sede central do Parque da Fonte Grande, administrado pela Prefeitura Municipal de Vitória. Aproveito para parabenizar o Prefeito João Coser por esse trabalho, assim como a Senhora Sueli Tonini, Secretária Municipal de Meio Ambiente, um trabalho belíssimo que incentiva a população a conhecer melhor o Parque da Fonte Grande, um patrimônio natural importantíssimo do Município de Vitória e pouco conhecido pelas pessoas. Essa trilha permite o acesso mais facilitado ao Parque da Fonte Grande. Mas, o meu tema é a Reserva Ecológica Estadual de Jacarenema - ou o Parque Municipal Natural de Jacarenema - que tem sido ameaçada por medidas legislativas especialmente da Câmara Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Municipal de Vila Velha com emendas no PDM apresentadas pela Prefeitura de Vila Velha à Câmara Municipal. O tema Jacarenema é da Década de 70, desde aquela época há movimentos para a criação de uma unidade de conservação naquele pouco de restinga que restou. Estou dando ênfase redundante às expressões no litoral capixaba e vilavelhense. A restinga existia da Praia da Costa até Guarapari, mas restaram uns pequenos trechos que foram declarados de preservação permanente ou por iniciativa estadual, como é o caso do Parque Estadual Paulo César Vinha e a Área de Proteção Ambiental Paulo Cesar Vinha, em Setiba, ou por iniciativas municipais, como também é o caso de Jacarenema ou do Parque Municipal da Lagoa Grande, entre outras unidades criadas. Na Constituinte Estadual quando veio ao debate medidas de áreas que deveriam ser preservadas, fui um dos interlocutores do movimento Pró-Jacarenema, que se via ameaçada por uma emenda de um dos colegas deputados que queria retirar a área de Jacarenema do texto constitucional, hoje nas Disposições Transitórias da Constituição Estadual. Fiz um embate com aquele Parlamentar, que prefiro não citar o nome, um amigo meu, na defesa da importância de Jacarenema ser preservada por medida estadual ou municipal. E a minha negociação foi o acréscimo da expressão municipal em 1989. O colega aceitou e o texto foi aprovado, entre diversas outras áreas do Espírito Santo que estão listadas em um dos artigos das Disposições Transitórias da Constituição Estadual. No início da Década de 80 o então Prefeito de Vila Velha, Senhor Américo Bernardes, falecido, decretou para fins de desapropriação ambiental a área de Jacarenema. Logo depois tivemos o Prefeito Vasco Alves, o Prefeito Magno Pires e mais recentemente o Prefeito Max Filho, que ampliou a área constituída pelo Parque Natural Municipal de Jacarenema, absorvendo uma antiga área em que o ex-governador Albuíno Azeredo queria implantar um horto estadual, que infelizmente não foi viabilizado. Então a área inicial pensada na lei estadual vigente, que foi de nossa iniciativa, foi expandida até a margem sul do rio Jucu, permitindo que uma maior extensão fosse garantida dentro do Parque Municipal. O atual Prefeito Neucimar Fraga enviou o projeto do novo PDM para a Câmara Municipal de Vila Velha. Os vereadores, com exceção de dois, fizeram uma verdadeira lambança na área de Jacarenema. Ninguém até hoje entendeu aquelas emendas. A verdade é que as emendas dos vereadores reduziam a área do Parque Municipal, o que é inconstitucional. A legislação federal e a Constituição Estadual não permitem a redução de unidades de preservação. O incrível é que o Prefeito pelo Município de Vila Velha, Senhor Neucimar Fraga, vetou as emendas ilegais apresentadas na Câmara Municipal. O que a Câmara Municipal fez às vésperas do dia 7 de setembro? Derrubou os vetos do Prefeito Neucimar Diário do Poder Legislativo - 5196 Fraga, mantendo a lambança e ameaçando a área de Jacarenema com a sua redução, com a redução da área de amortecimento junto ao trevo entre Rodosol e Darly Santos, exatamente a área mais nobre hoje, porque acaba de ser relançado um shopping, o antigo Barra Sol, em frente à área que o antigo PDM, legal, legítimo, considerava uma área de amortecimento e não permitia ali a construção de prédios e sim apenas área para interesse turístico e comercial. Enfim, a população de Vila Velha tem de se mobilizar. Estamos juntos nesse processo de mobilização em defesa da preservação da Reserva ou do Parque Natural Municipal de Jacarenema, porque as próximas gerações não nos perdoarão se aquela área for detonada seja por meios legais ou ilegais. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Genivaldo Lievore, orador inscrito. O SR. GENIVALDO LIEVORE – Senhor Presidente, declino. O SR. PRESIDENTE – (ROBERTO CARLOS) – Tendo S. Ex.ª declinado, concedo a palavra ao Senhor Deputado Nilton Baiano, orador inscrito. (Pausa) Ausente. Não havendo mais oradores inscritos e nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente sessão. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, solene, hoje, às dezenove horas, conforme requerimento do Deputado Elcio Alvares, aprovado em Plenário, em homenagem aos 35 anos da TV Gazeta, e comunico que haverá sessão ordinária, dia 20 de setembro de 2011, cuja Ordem do Dia é a seguinte: discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.o 258/2011, votação adiada, com discussão encerrada em 1.º turno, das Propostas de Emenda Constitucional n.ºs 34/2007, 09/2009, 05/2011e 13/2011, discussão prévia do Projeto de Lei n.º 183/2011, discussão especial, em 2.ª sessão, das Propostas de Emenda Constitucional n.os 29/2011 e 30/2011, discussão especial, em 2.ª sessão, dos Projetos de Lei n.os 270/2011, 272/2011, 274/2011 e 280/2011, discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo n.o 87/2011 e discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Resolução n.o 26/2011. Está encerrada a sessão. Encerra-se a sessão às dezessete horas e dezesseis minutos. *De acordo com o registrado no painel eletrônico, deixaram de comparecer a presente sessão os Senhores Deputados José Carlos Elias, Rodrigo Chamoun, Sérgio Borges e Solange Lube. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 ATAS DAS REUNIÕES DAS COMISSÕES PARLAMENTARES COMISSÃO DE EDUCAÇÃO. SÉTIMA (A) REUNIÃO ORDINÁRIA DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SÉTIMA LEGISLATURA, REALIZADA EM 03 DE MAIO DE 2011. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Havendo número legal, invocando a proteção de Deus, declaro abertos os trabalhos desta Comissão. Senhoras Deputadas Lúcia Dornellas e Solange Lube, Senhores procuradores, telespectadores da TV Assembleia, jornalistas, Senhoras e Senhores, registramos com satisfação a presença de um amigo, o professor Celso Rodrigues. Aguardamos a chegada do Senhor Klinger Barbosa Alves, Secretário de Estado da Educação, palestrante do dia que falará sobre as perspectivas e desafios da Educação no Estado do Espírito Santo. Hoje é o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, dia importante não só para o Estado do Espírito Santo, mas para todo o mundo. Grandes referências jornalísticas deste País comemoram uma data extremamente importante: a liberdade de imprensa que temos hoje. Mas uma liberdade que precisa ser ampliada cada vez mais. Convido o Senhor Secretário a proceder à leitura da ata da nona reunião extraordinária, realizada no dia 19 de abril de 2011. (Pausa) (O Senhor Secretário procede à leitura da ata) O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Em discussão a ata. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam as Senhoras Deputadas? A SR.ª LÚCIA DORNELLAS – Pela aprovação. A SR.ª SOLANGE LUBE – Pela aprovação. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Aprovada a ata como lida. Solicito ao Senhor Secretário que proceda à leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: EXPEDIENTE: CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS: OFÍCIO N.º 43/2011/GABLD - Do Senhor Deputado Luiz Durão, justificando sua Diário do Poder Legislativo - 903 ausência na reunião ordinária da Comissão de Educação, ocorrida no dia 19 de abril de 2011. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Ciente. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: OFÍCIO N.º 138/2011/GDMC - Do Senhor Deputado Marcelo Coelho, justificando sua ausência nas reuniões da Comissão de Educação, ocorrida às 13h e às 18h5min, no dia 19 de abril de 2011. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Ciente. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: OFÍCIO N.º 070/2011 – GDLD – Da Senhora Deputada Lúcia Dornellas, justificando sua ausência na reunião ordinária da Comissão de Educação, ocorrida no dia 19 de abril de 2011. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Ciente. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: OFÍCIO N.º 072/2011 – GDLD – Da Senhora Deputada Lúcia Dornellas, justificando sua ausência na reunião extraordinária da Comissão de Educação, ocorrida no dia 19 de abril de 2011, às 18h05min. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Ciente. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: OFÍCIO N.º 0540/2011 GABCEE – Do Presidente do Conselho Estadual de Educação, Senhor Artelírio Bolsanello, informando que o conselho está disposto a receber esta comissão em uma de suas reuniões plenárias. Informa que essa reunião ocorre normalmente às quartas-feiras, a partir das 15h. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Solicito ao professor Klinger Barbosa, Secretário 904 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 de Estado da Educação, nosso convidado especial de hoje, que tome assento à Mesa. (Pausa) (Toma assento à Mesa o referido convidado) da reunião, pela importância do Conselho Estadual de Educação. Solicito ao Senhor Secretário que prossiga com a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Registramos a presença dos Senhores Deputados Luiz Durão e Gildevan Fernandes. Estamos diante de um ofício do Senhor Artelírio Bolsanello, presidente do Conselho Estadual de Educação, se colocando à disposição para receber esta Comissão em uma das reuniões plenárias do conselho que ocorrem todas as quartas-feiras, às 15h. Consulto os Senhores Deputados se podemos nesse horário ir ao Conselho Estadual de Educação. (Pausa) A SR.ª SOLANGE LUBE – Presidente, podemos participar porque as ordinárias de quarta-feira ocorrem pela desde que seja marcado com antecedência menos uma semana. Senhor sessões manhã, de pelo O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – A reunião do conselho acontece às 15h, toda quarta-feira. Podemos discutir uma data em consenso com os membros efetivos desta Comissão. A SR.ª LÚCIA DORNELLAS - Podemos participar desde que seja marcada a data com antecedência, conforme disse a Senhora Deputada Solange Lube. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Obrigada, Senhora Deputada Lúcia Dornellas. Sua presença será muito importante. O SR. LUIZ DURÃO – Concordo desde que não seja esta semana, pois já tenho compromisso. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Solicito à assessoria da Comissão que faça a agenda com o presidente do Conselho Estadual de Educação, também convidando o Senhor Deputado Claudio Vereza, que nos honra com sua presença. S. Ex.ª tem um trabalho extremamente importante neste Estado como deputado estadual pelo sexto mandato. S. Ex.ª está conosco hoje para recepcionar o professor Klinger Barbosa, Secretário de Estado da Educação. Da mesma forma, convido também o Senhor Deputado Gildevan Fernandes a participar OFÍCIO N.º 007/2011 - Da Ouvidoria Parlamentar, do Exmo. Senhor Deputado Freitas, Ouvidor Parlamentar, encaminhando demanda dos pais da aluna Ariana Guedes Lima, matriculada na escola estadual de ensino fundamental e médio Professor Renato Pacheco, portadora de deficiência cognitiva e de mobilidade reduzida, para que tome providências quanto ao programa de inclusão da educação especial que, segundo ela, não atende à legislação em vigor. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) Solicito que à assessoria da Comissão encaminhe uma cópia para cada membro efetivo a fim de colocarmos o tema em discussão na próxima reunião ordinária. Com satisfação e carinho registramos a presença do 2.° Secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, Senhor Glauber Coelho. Agradecemos sua presença e o convidamos a fazer parte da Mesa. S. Ex.ª tem efetiva participação nas reuniões ordinárias desta Comissão e, inclusive, foi quem fez o convite ao Secretário de Estado da Educação, Senhor Klinger Marcos Barbosa Alves para comparecer a esta Comissão, conseguiu conciliar horário, tendo em vista que S. Ex.ª já havia agenda programada e que conflitava com a de hoje. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL N.º 02/2011 – ANÁLISE DO MÉRITO. Autor: Deputado Genivaldo Lievore. Ementa: Altera a redação do caput dos artigos 169 e 176, que trata do ensino público. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) Designo relator da Proposta de Emenda Constitucional n.º 02/2011 o Senhor Deputado Luiz Durão. Continua a leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: PROPOSIÇÕES DISTRIBUÍDAS AOS SENHORES DEPUTADOS: Não houve no período. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 PROPOSIÇÕES BAIXADAS PAUTA: Não houve no período. Diário do Poder Legislativo - 905 DE ORDEM DO DIA: O que ocorrer. COMUNICAÇÕES: Presença do Exm.º Senhor Secretário Estadual de Educação, Klinger Marcos Barbosa Alves, para discorrer sobre as propostas para a Educação no Estado do Espírito Santo. Concedo a palavra aos Deputados para que façam sua saudação inicial, cumprimentem os membros desta Comissão e a sociedade do nosso Estado. O SR. CLAUDIO VEREZA – Senhor Presidente, saudamos todos os membros da Comissão e também o Secretário Klinger, que se encontra no anexo do plenarinho, pelo trabalho que vem desenvolvendo. Como temos reunião da Comissão de Justiça daqui a dez minutos, viemos apenas para o início dos trabalhos, pois teremos que nos deslocar para a reunião. A Comissão de Justiça se não trabalhar emperra toda a tramitação dos projetos nesta Casa de Leis. Temos de trabalhar toda semana, como as demais, é claro! Se atrasarmos na Comissão de Justiça, as demais ficam com os trabalhos atrasados. Senhor Presidente, solicitamos uma audiência pública a fim de tratar sobre o tema Educação Especial ou Inclusão Educacional das Pessoas com Deficiência na rede regular de ensino. O processo se iniciou no ano passado; processo difícil de ser implementado. É um período de transição complicado porque envolve toda rede da APAE, da Pestalozzi, das escolas que atuam nessa área, escola oral e auditiva. Porque temos recebido muitas demandas nesta Casa de Leis indagando sobre como o Estado está trabalhando essa área. Sabemos que a audiência do Secretário Klinger, hoje, não especificará esse tema. Então creio seria oportuno que tivéssemos uma audiência, inclusive a ser realizada no Plenário desta Casa para poder comportar os representantes das APAEs, das Pestalozzis, das entidades que trabalham com cegos, surdos e outras áreas de deficiência e assim termos um esclarecimento mais geral. Tivemos audiências sobre isso em meados do ano passado ainda quando estava no início do processo de implantação da inclusão. E repito: é um processo delicado, difícil. A tradição é que há mais de quarenta anos temos uma rede de entidades da sociedade civil que atuam nessa área e agora nessa transição há uma indagação sobre se as entidades vão acabar ou se não vão acabar, porque as entidades estão com problemas. Inclusive na Romaria das Pessoas com Deficiência ocorrida sábado havia faixas que perguntavam assim: E aí, como ficam as entidades? Gostaria que a Comissão de Educação, se possível, agendasse reunião com o Secretário Klinger, mas, na sua impossibilidade, que marcasse com os representantes da Secretaria de Educação que atuam nessa área, para esclarecimento mais geral e detalhado sobre a inclusão das pessoas com deficiência na rede de ensino do Estado do Espírito Santo e assim acompanhar o processo tendo um diálogo entre as entidades, a rede regular, a Sedu, os municípios - é importante que os municípios estejam presentes - e o Secretário de Educação. Portanto, gostaríamos de solicitar da Comissão que agendasse a reunião no Plenário para caber todo mundo envolvido em atividade desse tipo. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Obrigado Senhor Deputado Claudio Vereza. Temos informação da direção da Comissão que já podemos usar o Plenário para a audiência pública. A proposição de V. Ex.ª é acatada por nós e a submetemos à apreciação dos nossos Pares. É bom que seja com a presença do Senhor Klinger Marcos Barbosa Alves, Secretário de Educação. Temos certeza da sua sensibilidade sobre esse tema, porque na APAE de Colatina S. Ex.ª discorreu sobre esse assunto e demonstrou a preocupação que tem com as entidades que estão tendo oportunidade de gerenciar essas novas diretrizes e regras. E está na Secretaria de Educação trabalhando para que o Governo do Estado possa continuar em parceria com essas entidades. O SR. GILDEVAN FERNANDES – Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Gildevan Fernandes. O SR. GILDEVAN FERNANDES – Agradecemos a V. Ex.ª o convite para estar nesta Comissão. Assim como o Senhor Deputado Claudio Vereza, também terei de me ausentar desta reunião em função da reunião da Comissão de Justiça, da qual somos membros. Mas, assim como o Senhor Deputado Claudio Vereza, também quero reforçar, reiterar, robustecer a importância da realização da audiência pública para tratar da Educação Especial, tema importantíssimo, pois se trata de oferecer oportunidade para que a pessoa possa progredir na vida. 906 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 E digo isso até com emoção, pois tenho uma filha que é cega e está concluindo o curso de Direito este ano. Para nossa felicidade e graças a Deus ela foi aprovada, em segundo lugar, no concurso do Tribunal de Justiça. O resultado saiu semana passada. Dou graças a Deus por isso. Ela é muito dedicada e nós, enquanto pais, fizemos a nossa parte. Mas tem um fato muito marcante que é dar oportunidade. Em Pinheiros não tinha escola especial e por eu estar no meio político me movimentei, vim à Sedu e consegui que fosse aberta em Pinheiro a primeira sala para deficientes visuais. Mas muita gente que não tem essa influência, esse desprendimento, fica sem essa oportunidade. Minha filha venceu, graças a Deus, pelo esforço dela, pela educação que demos, mas houve a oportunidade oferecida pelo Poder Público. E é por essa oportunidade que temos de lutar, para que todos a tenham, para que possam avançar em seus estudos e vencer na vida. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Obrigado Senhor Deputado Gildevan Fernandes, que vem reforçar o pedido do Senhor Deputado Claudio Vereza, a quem solicito que só se ausente após a aprovação do seu requerimento, que é de muita importância para esta Comissão. Senhor Deputado Claudio Vereza, já pedi o apoio de V. Ex.ª no início dos trabalhos, até pela experiência que tem, no sentido de continuar com esse entusiasmo, participando desse tema extremamente importante, inclusive estamos muito entusiasmado com o trabalho da Comissão de Educação. Pedimos o apoio de V. Ex.ª para sugerir data e horário, se possível que possamos até aprovar com data a definir, combinada com a Secretaria de Estado da Educação e com os órgãos que V. Ex.as possam sugerir para serem convidados, como a as APAES, Pestalozzis e demais instituições e entidades. Em discussão a proposta. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? A SR.ª LÚCIA DORNELLAS - Pela aprovação. A SR.ª aprovação. SOLANGE LUBE - Pela O SR. LUIZ DURÃO – Pela aprovação. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) A proposta foi aprovada por unanimidade pela Comissão de Educação. Solicito à Secretaria que concilie a agenda desta Comissão em conformidade com a agenda da Secretaria de Estado da Educação. A presença do Secretário de Estado da Educação será muito importante, mas sabemos da dificuldade da agenda de S. Ex.ª. Então, que S. Ex.ª possa designar um especialista na área para representá-lo, caso não consiga estar presente. Os Senhores Deputados Claudio Vereza e Gildevan Fernandes sugerirão os convites para fazermos essa agenda no local a ser definido. Possivelmente no Plenário Dirceu Cardoso. Agradecemos ao Senhor Deputado Nilton Baiano a presença. S. Ex.ª que é membro suplente desta Comissão, já com registro aprovado. Pedimos aos Senhores Membros efetivos desta Comissão e aos convidados que deixemos o Secretário de Estado da Educação se pronunciar para depois fazer os questionamentos. Agradecemos a participação dos Senhores Deputados Claudio Vereza e Gildevan Fernandes. Convido para compor a Mesa o Senhor Deputado Glauber Coelho, Segundo Secretário da Mesa Diretora. (Pausa) (Toma assento à Mesa a referida autoridade) O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) Esta Comissão aprovou uma indicação legislativa, que gerou uma discussão muito forte e que teve o apoio de todos os membros efetivos desta Comissão, sobre a merenda escolar extensiva ao pós-médio profissionalizante. Senhora Deputada Lúcia Dornellas, o Secretário de Estado da Educação klinger Marcos Barbosa Alves anunciou no Palácio Anchieta, na terça-feira da semana passada, que tivemos um anúncio na escola Honório Fraga, em Colatina, que nos cobrou primeiramente. Agradecemos ao Secretário que chegou pela manhã em Aracruz e ficou até a noite. E o convite que articulamos foi da Fundação Castelo Branco, para que pudesse dar uma palestra naquele Município. V. Ex.ª conseguiu atender a esta Comissão e chegou um pouco mais cedo, às 10h. Mas amanheceu no Município de Aracruz; esteve em várias escolas conosco, visitou alunos, ouviu palestras, debateu com professores e ainda deu uma palestra maravilhosa, entusiasmando os professores não só pelo conteúdo que foi fantástico, mas principalmente pela simpatia e relação. V. Ex.ª leva emoção até com o seu sorriso e o seu cumprimento. Ficamos muito satisfeitos, principalmente pela receptividade dos professores que agradeceram a esta Comissão, por meio de vários telefonemas e e-mails. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Fazemos esse registro porque foi uma comemoração não só dos dezesseis mil duzentos e cinquenta e sete alunos, mas de toda sociedade que espera por justiça. E esta Comissão ajudou para que pudéssemos identificar essa necessidade e cobrar o Governo do Estado. Na pessoa do professor klinger Marcos Barbosa Alves, comemoramos. (Pausa) Concedo a palavra ao professor klinger Marcos Barbosa Alves, Secretário de Estado da Educação, para falar sobre as propostas para a educação no Estado do Espírito Santo. O SR. KLINGER MARCOS BARBOSA ALVES – (Sem revisão do orador) Cumprimentamos o Senhor Deputado Da Vitória, Presidente desta Comissão; as Senhoras Deputadas Lúcia Dornellas e Solange Lube, representantes de municípios importantes da Grande Vitória; o Senhor Deputado Glauber Coelho, uma estrela que vem do Sul; o Senhor Deputado Luiz Durão; o Senhor Deputado Nilton Baiano, que esteve conversando conosco, sempre simpático, e o Senhor Fernando Silva, Procurador desta Casa, exdeputado, que revi depois de algum tempo no Município de Colatina e até contei uma historinha sobre a época em que o importunava toda semana na Assembleia Legislativa, quando era líder do Governo, numa época em que estávamos tentando aprovar a legislação estadual de ciência e tecnologia. Ele sofria conosco. Até que um dia falou: Vamos aprovar esse negócio. Esse negócio deve ser muito bom mesmo; ninguém fala nada contra. E chegamos a uma legislação muito boa, que está sendo implantada no Estado atualmente. Peço desculpas pela informalidade de ter comido um sanduíche aqui atrás. Ocorre que tivemos uma reunião muito boa com o Sindicato dos Professores na Sedu, que teve início às 9h30min, e saímos da reunião diretamente para esta Casa de Leis. Amanhã haverá uma assembleia dos professores. Há uma expectativa de avanço em uma série de pontos importantes para os professores. Confesso que saí muito satisfeito da reunião. Acredito que os representantes do sindicado que estavam presentes também saíram satisfeitos. Avançamos bastante dentro de uma linha que o Governador coloca com muita ênfase: a questão do diálogo. Temos que esgotar o diálogo. As indicações são procedentes, mas é necessário saber conjugar um desenho que atenda o interesse do Magistério e o interesse da Educação no Estado. Então, acreditamos que avançamos muito. Para ser sincero, é a sexta reunião que fazemos com o sindicato este ano, envolvendo não só a Sedu, mas também a Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos - Seger, e a Secretaria de Governo. Os professores têm uma pauta muito Diário do Poder Legislativo - 907 longa. Mas, ao longo do ano teremos que desenvolver e discutir cada ponto desses, sem receio. Às vezes são pontos muito complexos, não são de solução simples. Mas, somente no entendimento podemos chegar a soluções que satisfaçam tanto a categoria, quanto o interesse de uma educação boa para o Estado. Devido a isso, comemos um sanduíche natural rapidamente e esperamos estar bem sustentado para participar desta reunião e da nossa conversa. Agradeço a oportunidade e tentarei falar rapidamente sobre alguns pontos importantes no planejamento e na visão que a Sedu está colocando e, ao mesmo tempo, colocar-me à disposição desta Comissão para outras reuniões, outras iniciativas. É nesse espírito de diálogo que precisamos conversar com a Comissão, receber os Deputados e vir aqui, também, para discutir assuntos de interesse da população do Estado do Espírito Santo. Se há uma área em que a população tem uma expectativa muito grande é a da Educação. Sempre colocado isso. A Educação às vezes era considerada importante no discurso, um discurso sempre muito nobre. Mas, a visão que tenho é de que a ficha caiu para a população do Estado com relação à importância da Educação no dia a dia, para os seus filhos, para as crianças, para que tenhamos uma sociedade mais desenvolvida, mais justa e que os nossos jovens estejam à altura de se beneficiar do processo de desenvolvimento do Estado. Passamos por um processo de desenvolvimento que é muito exigente na questão da qualificação profissional. Isso exige uma educação à altura. Todos aqueles que pensam estrategicamente sobre o Estado precisam se preocupar com o resultado do nosso sistema educacional para que esse processo de desenvolvimento retribua aos nossos jovens do Estado, dando a eles uma oportunidade pessoal, familiar e de participação ativa nesse processo de desenvolvimento, pois os requisitos hoje são muito severos. São na verdade requisitos internacionais. O Espírito Santo é um Estado que tem uma vinculação muito grande com processos internacionais de importação - de exportação, de venda e de compra de produtos - é um dos Estados mais dinâmicos no País. Nesse setor nossos jovens são inseridos para disputar as oportunidades de trabalho, não apenas com quem é vizinho aqui, mas com quem disputa esse mercado em nível mundial. Portanto, precisamos ter condições de oferecer a essa moçada oportunidades de eles trabalharem e se desempenharem bem nesse nível. Acredito que por parte da sociedade capixaba, repetindo, caiu a ficha sobre a importância da educação para esse processo de desenvolvimento. Essa demanda é colocada sobre 908 - Diário do Poder Legislativo o Governo Estadual e sobre os Governos Municipais também, pois são os grandes atores da Educação para crianças, jovens e adolescentes no Estado. Esses requisitos são inseridos também no ensino superior, na Universidade Federal do Estado do Espírito Santo, no Ifes e nas entidades particulares. No nosso caso esses requisitos são inseridos mais diretamente sobre a Sedu e as Secretarias Municipais. Um ponto que gosto de mencionar, reconhecendo o trabalho feito, é que na Educação muito foi feito. Ao se chegar à Sedu se vê que muito foi feito com relação às iniciativas e às propostas, tanto na infraestrutura das escolas, como da capacitação de professores, de aberturas de vagas e de projetos. Diria que muito está sendo feito também. Felizmente, ainda há muito por fazer. Até brinco com os profissionais que graças a Deus há muito por fazer, caso contrário correríamos até o risco de estar desempregado. A Educação é sempre desafiadora nesse ponto. São exigências novas que advêm do fato de que o conhecimento está sendo gerado numa velocidade muito grande no mundo inteiro, e isso precisa ser incorporado aos nossos currículos. Há uma revolução científica ocorrendo numa velocidade muito grande, em muitos campos, tais como na área da Engenharia, na área da Nanotecnologia e na área da Biotecnologia. Isso, para citar alguns exemplos que já impactam a economia do Estado do Espírito Santo. Vemos que na área da Agricultura o Estado do Espírito Santo tem uma produção de alto padrão internacional. E graças ao Incaper, existe um corpo técnico de alto valor gerando conhecimentos novos que são agregados à produção agrícola do Estado. Não é necessário mencionar o impacto de novas tecnologias na produção de materiais, por exemplo, que nossas empresas estão fazendo na área da Comunicação, na área da Medicina. Algumas descobertas muito específicas da Física, por exemplo, hoje estão no dia a dia dos nossos hospitais. Sou formado na área de Física e fiz os meus trabalhos de pós-graduação baseados numa área chamada Ressonância Magnética. Ou seja, um trabalho de ficar analisando materiais de física. Num intervalo de tempo muito curto, essa é uma tecnologia que hoje está disponível nos hospitais para os pacientes, e para a população que quer ter acesso a isso. Então, esses avanços muito rápidos no conhecimento científico, trazem um desafio muito grande para nossas escolas. Outro ponto onde há muito por fazer é na agregação de novas tecnologias didáticas, aproveitando-se dessa verdadeira revolução da informática. Dentro de poucos dias, digamos, teremos acesso a esses tabletes que estarão num custo acessível, e que praticamente substituem uma Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 biblioteca inteira de uma escola. Quer dizer, como é que nossos professores apropriarão isso na sala de aula, para que não fique apenas como um elemento curioso, ou divertido? Como é que isso será incorporado no dia a dia da sala de aula, como o quadro negro foi um dia? Esse é um desafio, sob o ponto de vista pedagógico. Temos outros desafios que são também muito importantes e que todos vocês conhecem, deficiências que por mais que o governo anterior ou outros governos tenham trabalhado, ainda temos na nossa rede física, como, às vezes, por questão de escolas construídas há muito tempo, e que infelizmente não tiveram a manutenção apropriada, o próprio prédio da escola, que já não atende mais aos requisitos de hoje. Hoje precisamos ter uma escola que permita o acesso de pessoas deficientes, para que elas sejam incluídas e, às vezes, o prédio não nos dá essa condição. Precisamos de laboratório de Ciências, de uma boa biblioteca, de um auditório, de uma quadra que permita atividades esportivas, e às vezes a escola não tem mais condições de atender a essas demandas. Esses são requisitos colocados pela própria legislação educacional. Esse é um desafio que temos, além de outro importante nessa área da infraestrutura física, que são os municípios do Estado do Espírito Santo, cuja população está crescendo muito e que fazem uma demanda muito grande sobre novas instalações. Isso repercute principalmente no litoral do Estado, com a chegada dos empreendimentos, onde a população está aumentando muito rapidamente. Já mencionamos o desafio da revolução do conhecimento científico e da incorporação de novas metodologias pedagógicas. O desafio da nossa rede física, que inclui carteiras, computadores, novos componentes, novos laboratórios de Ciências - temos uma quantidade minúscula -, é integrar isso numa rede de informática. Semana passada, no Palácio do Governo, o Senhor Governador Renato Casagrande lançou o programa Rede Espírito Santo, rede digital que cobrirá os órgãos do Governo no Estado como um todo. Felizmente a primeira secretaria a aderir a esse programa é a Sedu, que como V. Ex.ª observou é a secretaria que terá a maior participação. Praticamente quase a metade, quase um quarto da rede será ocupada com nossas escolas. Portanto, se Deus quiser até o final do ano teremos mais de quatrocentas escolas integradas nessa rede de alta velocidade. Registrei por meio de uma metáfora no Palácio do Governo: é como sair de uma estrada com uma pista de cada lado para uma estrada com oito pistas, onde andaremos de Ferrari. Isso permitirá uma conexão muito mais rápida, que ajudará não somente nos aspectos administrativos da Sedu, como, por Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 exemplo, matrícula, notas etc. Mas também no intercâmbio muito maior entre diretores, professores, teleconferências, associações de alunos tratando projetos em comum, etc. Esse é um desafio muito grande que temos também e um fio fundamental para qualquer rede escolar: o nosso corpo de professores. Hoje temos cerca de vinte e dois mil professores na rede estadual, e existe um número que é muito difícil: mais da metade desses professores são contratados por designação temporária. São pessoas que trabalham com muito valor, que têm muito conhecimento, são professores que são selecionados por meio de critérios de formação, de currículo e de experiência, mas a figura jurídica desses professores gera muita instabilidade para nós, porque são professores contratados por apenas um ano, e fica muito difícil fazer um planejamento curricular ou de capacitação de professores se aquela pessoa que será objeto de um trabalho nosso só possui contrato de um ano. Essa é uma área onde temos que investir muito na oferta de concursos, para tentarmos reequilibrar essa porcentagem de professores efetivos e em designação temporária. A figura do DT - Designação Temporária, é indispensável. Existem situações de emergência ou de escolas novas ou alguma mudança curricular, onde existe a necessidade de contratação do profissional em Designação Temporária. Mas gera uma instabilidade. Mais da metade dos seus professores está sob essa figura jurídica. Sobre os professores também é necessário um programa permanente de capacitação. Assim como em todas as outras profissões que, hoje, têm praticamente uma educação continuada - qualquer área profissional que olhamos, vemos que isso está ocorrendo no nosso mundo – e os professores também precisam ter essa educação continuada por causa desses motivos que já apresentamos inicialmente. E há aquela questão sempre pendente, que é a da valorização do Magistério por meio de um salário condizente. O Supremo Tribunal Federal acabou de discutir e votar na semana passada a lei do piso, havia arguições de inconstitucionalidade a respeito da lei. Estamos aguardando - esse foi um dos pontos de conversa com o sindicato - a publicação do Acórdão desse julgamento para tomarmos as medidas que a lei considerar adequada para essa valorização dos professores. É sempre bom ressaltar que se olharmos, por exemplo, o quadro de concursos, o salário inicial de um professor qualificado com curso superior infelizmente às vezes fica bastante abaixo de outras áreas. Para quem está administrando e vê o número de professores que temos, quer dizer o Diário do Poder Legislativo - 909 piso relativo da folha de professores no conjunto do orçamento do Estado, é de se reconhecer que realmente qualquer medida de melhoria dos salários dos professores tem um impacto muito grande no orçamento estadual. Isso precisa ser tratado com muita prudência, com muita organização como o nosso Governador diz: Responsabilidade Fiscal. Mas de qualquer maneira é um ponto que merece ser lembrado numa apresentação como essa. Esse é outro desafio que temos. Esses desafios que colocamos, na verdade, são relativos a essa máquina enorme que é o sistema educacional. Estamos com cerca de trezentos mil alunos, quinhentos e oitenta e quatro escolas espalhadas por todo o Estado, isso funciona num trabalho que envolve fim de semana, não tem tempo livre, ficamos à disposição de milhares de pessoas envolvidas, cerca de vinte e cinco mil. É uma máquina grande que precisa ser administrada com eficiência, uma vez que estamos tratando de recursos públicos, tem que ser tratado com cuidado, baseado na legislação. É preferível dar um passo com muita firmeza numa área em que os recursos são tão vultosos do que ficar atirando de maneira dispersa. É de muita responsabilidade. É importante reconhecer que essa máquina toda funciona – não precisamos olhar por cima dela e ver onde queremos chegar – para que na sala de aula o professor e o aluno tenham o melhor processo do ensino aprendizado possível. Não podemos esquecer isso, porque corremos o risco da máquina trabalhar por si mesma. Qual é o nosso objetivo? O nosso objetivo é de que a nossa criança, o nosso jovem tenha acesso a uma melhor educação possível, para esse mundo exigente. Quando estou falando na melhor educação possível, estou dizendo sob o ponto de vista do conhecimento, tem que ser pessoa que tenha habilidade em língua portuguesa, matemática, ciências, artes etc, mas sob o ponto de vista também da construção do cidadão. A escola tem esse papel que se mistura da formação do cidadão e de uma pessoa antenada com o conhecimento mais atualizado que possa existir. Gosto sempre de insistir que na questão do cidadão a escola não é o agente, é necessário compartilhar com outros agentes sociais como a família, a comunidade, as igrejas. Quer dizer, não podemos jogar somente em cima da escola a responsabilidade da construção da cidadania. Quer dizer, a escola é parte disso, mas ela precisa compartilhar isso com esses outros agentes. Então, esse objetivo de chegarmos lá, de olhar o professor e o aluno na sala de aula com recursos; um aluno que tenha transporte, um aluno que tenha merenda, um aluno que tenha uma biblioteca, um aluno que tenha um laboratório funcionando, que a escola esteja limpa; são condições 910 - Diário do Poder Legislativo que precisamos para que ele possa ter acesso a esse conhecimento. Então, são essas condições que diria que são os nossos grandes desafios dentro desse orçamento que temos. Gostaria de mencionar aqui, pontualmente, o que norteia o nosso trabalho. Primeiro, seria a questão do acesso. No ensino fundamental o Espírito Santo já recebe nas suas escolas, seja nos municípios ou no Estado, cerca de 96%, 97% das crianças. Infelizmente, esse número não se reproduz no ensino médio. Se pegarmos a faixa etária das pessoas que deveriam estar fazendo o ensino médio, estamos atendendo acerca de 54% dos jovens. Esse é um número baixo, isso não é uma particularidade do Espírito Santo, é um quadro nacional. Esse é um ponto de preocupação. Temos que aumentar esse acesso e ao mesmo tempo oferecer um ensino de qualidade para essa turma que teve acesso à escola. Sobre isso já me referi. Outro desafio nosso, ao lado desse grande número, é tratar alguns casos específicos da educação. Mencionaria aqui quatro pontos que gostaria que cuidássemos bem. O primeiro diz respeito ao ensino profissional.A nossa sociedade pede isso e temos observado que ao adicionar uma componente profissional ao ensino médio a escola se torna mais atraente para o jovem, a família vê a escola com uma perspectiva melhor. À medida em que o jovem pode fazer o ensino médio por meio de um programa que temos, que se chama Ensino Médio Integrado, e ao mesmo tempo fazer um curso de qualificação , ele se sente mais afinidade pela escola, a família que ele fique ali, porque em geral ela pede para ele sair e procurar um trabalho. Então, temos o desafio de oferecer mais ensino profissional ao longo desse Estado todo. Ensino profissional não é um assunto simples, porque o que pode ser um curso técnico muito interessante para o Município de Ecoporanga, pode não ter sentido nenhum para o Município de Bom Jesus do Norte; um exemplo, pegando dois extremos do Estado, e vice-versa. Além disso, são cursos que exigem instalações apropriadas e fazem um requisito de professores muito específico. Às vezes é muito difícil achar o professor para essas áreas, com um agravante: A nossa legislação não equipara, digamos, um bacharel em engenharia a um licenciado. Então se temos um curso técnico, por exemplo, em eletrotécnica, e contratamos um profissional de engenharia, formado nessa área, para dar aula na escola, o salário dele é a metade do salário do professor. Isso é uma coisa que às vezes as pessoas não sabem, mas a nossa legislação é assim. Isso coloca mais um impedimento sério para se ter bons profissionais para cuidar dessas turmas. Então, nesse campo do ensino profissional – estou tentando ser bem sintético – temos um desafio muito grande e vimos com bons olhos o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico - Pronatec, que a Senhora Presidenta Dilma Rousseff lançou na Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 semana. Acredito que aqui no Espírito Santo precisamos fazer um mutirão- não sei qual outro nome poderíamos dar- mesmo, um juntar de forças para tentarmos trazer para o Espírito Santo uma fatia boa desse programa. Temos conversado sempre com o Senhor Deputado Da Vitória sobre os cursos de qualificação profissional que antecedem ao ensino técnico. Essa é outra área onde precisamos nos firmar também, que é a primeira entrada da pessoa no mercado profissional.E o nosso mercado hoje é muito exigente; quer que o técnico que vai consertar a televisão conheça aquele assunto, que o bombeiro hidráulico conheça aquele assunto, e são oportunidades de trabalho que estão na nossa sociedade, essas pessoas também precisam ser beminformadas. O mercado exige isso, hoje. Outro desafio é a educação no campo. Tenho percebido na Secretaria que esse é um dos maiores desafios qualitativos que temos. Tanto que temos um interior rico em possibilidades; temos pecuária, agricultura, uma diversidade imensa de produção agrícola neste Estado; temos agricultura familiar muito forte no Estado. Precisamos fazer uma educação no campo que seja tecnicamente moderna e que responda a esses desafios. Até porque se esse jovem não for atraído para ficar lá ele virá para Vitória, para a Grande Vitória, para o litoral e ninguém daqui volta para lá. Então, não podemos gerar um estado que seja apenas uma faixa de litoral. Considero que esse é um desafio estratégico para o Espírito Santo. Além do governo, como dar uma educação de qualidade para o campo do Espírito Santo, com essa realidade de produção que temos, com essa característica de agricultura familiar respondendo a essa diversidade de produção? Somos grandes produtores de muitas coisas no País. Santa Maria de Jetibá tem uma produção avícola. No Sul do Estado, de onde venho, tem uma produção de laticínios. No norte tem mamão, café conilon, pimenta do reino. É uma variedade muito grande, muito rica e o Estado precisa manter isso como uma alternativa de crescimento para essas regiões. Esse é outro desafio ao lado da educação profissional. O terceiro desafio decorre daquele número que mencionei dos alunos que não ficam no ensino médio ou não ficam no ensino fundamental, que saem para trabalhar, não concluem o nível de ensino e entram no mercado. Quando veem a realidade do mercado, sentem que tem de voltar para a escola. Mas aí já é um adulto, já está trabalhando, já tem família. E temos para recebêlos para a educação de jovens e adultos. Cerca de cinquenta, sessenta, setenta mil pessoas por ano voltando à escola. São pessoas de difícil retenção na escola. Esse ponto que o Senhor mencionou sobre a merenda pode ser um ponto que ajude a mantê-lo na escola. Eles trabalharam o dia inteiro e precisam ter uma alimentação à noite. Mas são pessoas que vêm e voltam. Precisamos de um currículo moderno para recebê-los, uma forma adequada de tratar esses adultos. Esse é um desafio de uma quantidade imensa. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Se fizermos uma conta de quantas pessoas numa faixa de dezesseis, dezessete até trinta anos que não completaram o curso formal, chegamos a quase um milhão de pessoas no Espírito Santo. Costumo dizer na SEDU que se todos eles reconhecerem que precisam voltar para a escola para estudar será um tsunami na rede educacional. Não temos como receber novecentas mil pessoas de uma só vez. Mas queremos e precisamos que eles voltem. Eles precisam voltar a estudar. Esse é o terceiro desafio grande que coloco: como tratar pedagogicamente de forma adequada esse público que já trabalha, já tem família às vezes e que está sabendo que: Ou eu estudo ou eu estou n’água, porque na porta da minha empresa tem uma porção de gente melhor preparada que eu e que vai disputar comigo. O quarto desafio, muito importante - o Senhor Deputado Claudio Vereza já saiu e até agradeço a S. Ex.ª a menção que fez a esse assunto -: é a respeito de um assunto que numericamente não é tão grande, não envolve um milhão de pessoas, mas conceitualmente é muito difícil para tratar sob o ponto de vista pedagógico, que é o tratamento das pessoas com diferentes dificuldades e deficiências. Esse é um assunto complexo sob o ponto de vista educacional, isto é, não é simples. Exige equipes e escolas muito bem preparadas. O tratamento, às vezes, é quase individualizado. Esse é um desafio sob o ponto de vista educacional muito grande que temos. Repetimos: não é pelo número de pessoas, é pela complexidade educacional envolvida nesse assunto. Concluindo, darei alguns dados do orçamento da Sedu para este ano. Conforme consta no orçamento, está na faixa de um bilhão e trezentos e cinquenta milhões. Nunca tinha visto tanto dinheiro na minha vida! Quando comecei a assinar aqueles papeis, fiquei chocado e o pessoal lá de dentro disseme: professor, esquece que é dinheiro, pensa só no número se não, o senhor não dorme! Quando se chega lá, assina uma folha de pagamento mensal de cinquenta e oito milhões, não tenho nem ideia de quanto dinheiro é esse! Uma pessoa que tem vida de professor, como eu, nunca vi um dinheiro desses na minha vida! Entretanto, esse é o número majoritariamente ocupado com o pagamento dos professores na ativa e dos professores aposentados, destes o pagamento ainda está no âmbito da Sedu. Recebemos a Amunes, na sexta-feira, formamos uma comissão para conversamos a respeito do transporte, um assunto difícil para nós, tanto para a Sedu como para as prefeituras. A solução que existe, hoje, não está satisfatória para nenhum dos dois lados. Temos de trabalhar muito sobre esse assunto. Temos grandes despesas que dizem respeito à merenda, à vigilância nas escolas, à terceirização. Temos uma despesa imensa que está sendo objeto de estudo. Temos algumas despesas ainda com a municipalização; temos um mil quatrocentos e dez professores da rede que estão por conta das prefeituras das escolas que foram municipalizadas. O repasse Diário do Poder Legislativo - 911 seja por meio de pessoal ou de recursos financeiros para este ano para as APAEs e Pestalozzi ficaremos, aproximadamente, com vinte e um ou vinte e dois milhões de reais. Um número expressivo. Esses são os grandes números da Sedu. O restante do orçamento trata-se de manutenção nas escolas. Estamos com um cardápio de obras herdado do Governo Paulo Hartung e todas elas continuam em andamento. Nenhuma obra foi interrompida. No momento estamos elencando obras que são necessárias; depois poderíamos discorrer sobre isso. Inclusive já este ano lançaremos construção de novas escolas. Senhor Presidente Da Vitória, acredito que num painel inicial seria o que gostaria de comentar. Evidentemente há muitas coisas que podem ser perguntadas a respeito de aspectos mais detalhados de um assunto ou outro. Portanto, coloco-me à disposição. Repito os meus agradecimentos pelo convite para estar presente nesta reunião com V. Exª, é um prazer imenso e faz parte do nosso papel de Secretário estar presente perante os Deputados eleitos pela população do Estado do Espírito Santo, prestando conta desses assuntos. Muito obrigado a todos. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Obrigado, Secretário Klinger Marcos Barbosa Alves, que pôde comparecer a esta primeira agenda oficial em visita à Comissão de Educação da Assembleia Legislativa. Neste momento vou franquear a palavra aos Senhores Deputados membros desta Comissão e também aos convidados. Tendo em vista que está previsto encerrarmos esta reunião às 14h30min, não dá para se falar sobre um assunto específico, quanto mais sobre toda a missão que V. Ex.ª tem naquela Secretaria tão importante. Contudo, o ilustre Secretário conseguiu sintetizar uma visão de atuação e também uma linha que tem desenvolvido naquela Secretaria. Com permissão dos membros efetivos, concederei a palavra ao Senhor Deputado Glauber Coelho, que tem uma agenda com a Mesa Diretora às 14h15min. Deputado que também solicitou a presença do Secretário de Estado da Educação, nesta reunião da Comissão de hoje. O SR. GLAUBER COELHO – Inicialmente agradecemos a gentileza e a cordialidade do nosso Presidente Da Vitória por nos convidar para compor esta Mesa. Sentimo-nos muito feliz e honrado. Agradecemos também a presença do nosso querido Secretário de Estado da Educação, Senhor klinger Marcos Barbosa Alves nesta Casa. As vezes que, particularmente, estivemos na Secretaria de Educação fomos muito bem-acolhidos e normalmente quando somos bem recebidos a nossa vontade é voltar mais vezes. Senhor Presidente, nossas pontuações serão rápidas e objetivas. A Escola do Legislativo desta 912 - Diário do Poder Legislativo Casa de Leis é ligada à nossa Secretaria de Educação e sugerimos a Comissão de Educação que em parceria com Escola do Legislativo e Secretaria de Estado de Educação promova um curso, fórum ou seminário de capacitação para gestores escolares. Particularmente temos uma preocupação muito grande com a administração da escola ao abordar diversos temas, conflitos, segurança, tema extremamente pontual e atual. Não sabemos de que forma isso é cadenciado pela Secretaria de Educação. Parece-nos que é feita uma eleição na escola. Professores ou pedagogos podem se candidatar, os pais de alunos participam, mas ficamos muito preocupado com a pessoa que foi escolhida, se está capacitada para administrar uma escola. Que a Escola do Legislativo, a Comissão de Educação e a Secretaria de Estado de Educação pudessem, em parceria, propor isso para o segundo semestre deste ano. Essa é a preocupação que temos com a administração das escolas públicas da rede estadual. Nas oportunidades que tivemos com o professor klinger Marcos Barbosa Alves fizemos algumas indagações e vamos repeti-las nesta Casa para que fique registrado em ata. Ensino religioso nas escolas. Pelas informações que adquirimos, o número de professores capacitados para ministrar essas aulas, é muito pequeno. Como a Secretaria de Estado de Educação está lidando com isso? Já lidou? Vai lidar? Existe curso de capacitação? Como está? Hoje, como está a Fames – Faculdade de Música do Espírito Santo? Qual é o programa? Qual é o projeto que o Governo do Estado tem para essa faculdade que é a menina dos olhos do Estado do Espírito Santo? É importante para nós. São essas sugestões e esses dois questionamentos. Agradeço mais uma vez, esta oportunidade. Obrigado. O SR. PRESIDENTE DA VITÓRIA - O Deputado Glauber Coelho, sou sempre gentil. Registramos, com satisfação, a presença do senhor Joubert Jantorno Filho que representa o nosso professor e Deputado Estadual Senhor Roberto Carlos, 1.º Secretário da Mesa desta Legislatura. Senhor klinger Marcos Barbosa Alves, transmitir o abraço do Senhor Deputado Luciano Rezende que não pôde presente, pois está fazendo exame para ser informado se é ou não conjuntivite. Solicito ao Senhor klinger Marcos Barbosa Alves que se manifeste brevemente sobre o tema, que é longo. Propomos discuti-lo em outra data para que possamos contribuir, uma vez que é muito importante. (Pausa) Concedo a palavra ao Senhor klinger Marcos Barbosa Alves. O SR. KLINGER MARCOS BARBOSA ALVES – Rapidamente então. Em relação à primeira Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 sugestão, feita pelo Senhor Deputado Glauber Coelho, à medida que o diretor é eleito e mesmo para os que estão em atuação a Secretaria oferece várias oportunidades, durante o ano, de atualização, de encontros sobre gestão e pedagógicos. Recebemos uma oferta também de um curso que está disponibilizado para o IFES - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo – nessa linha de gestão. O pessoal do IFES nos disponibilizou o curso. Gostaria de mencionar um ponto, aprovado no planejamento estratégico do Governo, que para mim, desculpem a expressão, é uma menina dos olhos da Sedu, Secretaria de Estado da Educação, se pudermos implantar isso, é o Centro Estadual de Formação do Magistério. Sinceramente, ficarei muito satisfeito se conseguirmos avançar nisso. Um centro bem montado, que o professor se orgulhe de sentir que aquilo é dele, com uma biblioteca boa, com recurso tecnológico, oferecendo educação continuada para os nossos profissionais, em uma programação permanente e contínua. Foi emplacado, dentro do planejamento estratégico do Governo, a instalação desse centro de alto padrão. Não devemos objetivar pouco nisso. O segundo ponto, em relação ao ensino religioso, a dificuldade de professores capacitados, preparados, que entendam o que é o ensino religioso. Não é proselitismo. Essa é uma necessidade que temos. Recebemos a comissão do Conselho de Ensino Religioso do Estado do Espírito Santo, o Coneres, que está com uma proposta de um curso de formação. A proposta é muito bem montada, sob o ponto de vista do conteúdo. Essa proposta vai chegar para nós. Pedimos que elaborassem agora, em forma de projeto, em princípio, para realizarmos junto com a Universidade Federal do Espírito Santo, usando até os recursos de educação à distância, para formar pessoas que possam assumir essa disciplina. Já foi dado andamento para esse assunto. O terceiro ponto é sobre a Fames, Faculdade de Música do Espírito Santo, que merece uma audiência como esta. Tenho um carinho muito grande pela Fames. Desde que trabalhei no Conselho Estadual de Educação e tive acesso à Fames, coloquei um desafio: ser a Faculdade de Música do Estado do Espírito Santo, não só do município de Vitória ou da Grande Vitória, e chegar a todos os municípios, porque temos talento neste Estado todo. De repente não estamos conseguindo peneirar esses talentos. A escola de Música tem pessoal capacitado para peneirar e descobrir essa moçada. É como se estivéssemos descobrindo um crack de futebol. Por que temos tanto crack de futebol? Porque em qualquer cantinho tem um campo para uma pelada. Tem gente praticando, vai um olheiro e vê o garoto jogar. Fiz uma viagem ao Morro de São Paulo, Bahia; Peguei um barco para fazer um passeio, que Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 parou e fomos visitar uma cidadezinha. Nela, deparei-me com um garoto que perguntou: Posso mostrar a cidade para o Senhor? Mostrou-me a cidade e disse: sou irmão do Liédson, que jogava no time do Corinthians. E disse: gente, o Liédson da Silva Muniz saiu desse lugarzinho de duzentos habitantes. Alguém viu esse cara naquele lugar e o levou. Temos talentos assim, em qualquer área: em música, esporte, ciência, em qualquer coisa. Então, como chegar e pegar essa turma? Coloquei esse desafio para a Escola de Música. E apresentaram um projeto de um trabalho envolvendo sessenta municípios do Estado. Estamos buscando viabilizar esse projeto. A Escola de Música precisa de um quadro efetivo. Outro dia, tivemos uma reunião com o diretor e o Secretário de Governo, Senhor Robson Leite, a respeito desse assunto, para fazer concurso, restaurar o quadro efetivo dela para recuperar a capacidade de funcionamento. Rapidamente, seriam pontos; e mereceriam também mudar daquele espaço. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) Senhor Deputado Glauber Coelho, fica registrada a sugestão para que possamos continuar com a presença de V. Ex.ª nesta Comissão que muito contribui. Agradeço essa participação. Peço permissão aos membros efetivos da Comissão para conceder a palavra ao Senhor Deputado Nilton Baiano. (Pausa) Concedo a palavra ao Senhor Deputado Nilton Baiano. O SR. NILTON BAIANO - Senhor Presidente, a preferência não é da Mesa? Mas, seremos rápido, apenas para cumprimentar a V. Ex.ª; as Senhoras Deputadas Lúcia Dornellas, Solange Lube; o Senhor Deputado Luiz Durão e o professor klinger Marcos Barbosa Alves; que também estivemos lá é o atendimento foi acima do esperado. Temos certeza de que o professor klinger Marcos Barbosa Alves realizará um grande trabalho em prol da educação. É preciso. Hoje, se compararmos o Brasil com outros países da América Latina, vamos observar que ele está abaixo. Por exemplo, o Chile. Queremos parabenizá-lo, Senhor Klinger Marcos Barbosa Alves, Secretário de Estado da Educação, por ter enfocado a questão da qualificação e a questão salarial, a questão da valorização. Dois pontos importantes. Por exemplo, nunca estudamos em escola particular, fizemos primário, ginásio e faculdade de Medicina em escola pública, que tinha uma qualificação diferenciada. Entretanto, devemos também observar que ela é excludente. De 2000 até os dias atuais é que as escolas abriram mais vagas e atualmente temos um percentual grande de alunos. Agora, no momento em que entram muitas pessoas sem a devida qualificação, sem recursos, a qualidade da educação realmente diminui. Diário do Poder Legislativo - 913 A questão salarial, a questão da valorização é fundamental para que tenhamos uma educação qualificada. Valorização que passa também pela qualificação e pela avaliação do professor. Volto ao exemplo do Chile, onde há um sistema em que o professor é avaliado a cada quatro meses. Se, dentro desse período, o professor não está dentro do que é exigido, ele é excluído do sistema de educação. Às vezes não é somente ensinar, formar o profissional em médico ou engenheiro. É o que chamamos de aculturamento, ou seja, muitas vezes vemos pessoas com mestrado ou doutorado que, dirigindo, jogam a lata do refrigerante ou da cerveja, que estavam bebendo, na rua. Devemos realmente reformular o ensino, mas para isso o investimento tem que ser muito grande. Mas, Senhor Secretário Klinger Marcos Barbosa Alves, esse debate da educação é importante, porque não mudamos um país se não for por meio da educação. Parabenizamos o Senhor Deputado Da Vitória, Presidente da Comissão, pela direção dos trabalhos. E temos certeza de que o Senhor Governador Renato Casagrande, por meio de V. Ex.a na Secretaria de Educação, fará um grande trabalho nessa área. Meus parabéns. Muito obrigado. O SR. KLINGER MARCOS BARBOSA ALVES – Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Obrigado, Senhor Deputado Nilton Baiano. Concedo a palavra à Senhora Deputada Solange Lube, Vice-Presidente da Comissão de Educação. A SR.a SOLANGE LUBE – Senhor Secretário Klinger Marcos Barbosa Alves, parabenizamos V. Ex.a pela explanação, pela forma séria, compromissada, entusiasmada como assumiu a Secretaria de Estado de Educação. Não temos dúvidas de que a educação no Espírito Santo continuará avançando e que a busca pela melhoria da aprendizagem será cada vez maior. V. Ex.a elencou quatro desafios: primeiro, o ensino profissional; depois a educação no campo; a manutenção dos jovens na escola para conclusão do ensino médio e a educação especial. Pontos muito importantes que nos dão uma segurança do compromisso que tem com a educação no Estado do Espírito Santo. A valorização do magistério, para que possamos melhorar a qualidade do ensino no Estado do Espírito Santo e no Brasil, é um ponto que precisa ser considerado sempre para que realmente tenhamos um atendimento dos nossos alunos. Gostaríamos de saber se no Estado do Espírito Santo há previsão de implantarmos o bônus desempenho para os professores. Em alguns estados já existe essa forma de valorizar o professor. Recebemos uma mãe semana passada em nosso gabinete. A informação que ela teve é que a Sedu iria 914 - Diário do Poder Legislativo fechar uma escola. Queríamos saber, uma vez que é priorizada a educação específica. E, por último, vinte alunos da rede pública terão oportunidade de frequentar o ensino regular ou um curso de inglês em outros países, como o Canadá. Se analisarmos que temos trezentos mil alunos na rede pública e traçarmos um comparativo, constataremos que somente vinte alunos foram selecionados pelo Programa de Intercâmbio 2011, da Secretaria de Estado da Educação, para fazer intercâmbio em outros países. Que mais alunos tenham essa oportunidade do estudo da língua inglesa ou outras. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) Solicitamos a V. Ex.ª, Senhor Klinger Marcos Barbosa Alves, Secretário de Estado da Educação, que anote o registro dos Deputados. (Pausa) Concedo a palavra à Senhora Deputada Lúcia Dornellas. A SR.ª LÚCIA DORNELLAS - Saúdo o Secretário de Estado da Educação, professor Klinger Marcos Barbosa Alves. Conheço o trabalho de V. Ex.ª na área da educação, com o povo do Espírito Santo. O Espírito Santo teve muitos avanços também nessa área durante a gestão do professor Haroldo Corrêa Rocha, que foi nosso professor na universidade, na Secretaria de Estado da Educação. Quanto ao ensino religioso, V. Ex.ª já respondeu. Estou satisfeita com a resposta. Quero apenas desejar um excelente trabalho na Secretaria de Educação, uma das mais importantes pastas. Tenho certeza do excelente trabalho que fará. Sei que ainda é pouco tempo para apresentar resultados concretos, mas sei que, com o compromisso que tem com a sociedade capixaba, ao final o Espírito Santo terá muitos avanços na educação. Tenho certeza de que V. Ex.ª, como professor, tem na pauta a valorização do magistério e a valorização de todos os profissionais da educação. Gostaríamos de fazer apenas uma pergunta: se está no plano do nosso Governador Renato Casagrande e da Secretaria de Educação implantar a gestão democrática nas escolas estaduais? O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) Concedo a palavra ao Senhor Deputado Luiz Durão. O SR. LUIZ DURÃO - Parabenizamos o Secretário pela explanação e pela preocupação de oferecer uma educação melhor para o povo do Estado do Espírito Santo. Em primeiro lugar, gostaríamos de saber se tem prazo para os concursos dos profissionais da educação? Porque um professor, que é contratado, não tem aquele carinho pela sua escola. Não sabe sequer se no próximo ano estará ministrando suas aulas. O professor, sendo concursado, sabe que os anos trabalhados serão naquela escola, tendo, Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 automaticamente, vínculo maior com os alunos e com o próprio estabelecimento. Outro ponto são os cursos profissionalizantes, se a Secretaria já fez um levantamento nos municípios para saber quais cursos podem ser indicados naquele município. Linhares, por exemplo, está recebendo várias indústrias importantíssimas para o Estado, mas muitas vezes teremos que importar profissionais, enquanto essa oportunidade poderia ser dada aos linharenses. Gostaria também de sugerir uma avaliação dos professores de seis em seis meses, para que a Secretaria tenha realmente um conhecimento geral da capacidade de cada professor. Sobre o quinto ponto já fiz, inclusive, um projeto de lei por indicação, mas sugeri ao Senhor Secretário fazer convênio com a Polícia Militar, para que fosse mantido ao menos um policial em cada escola com mais de duzentos alunos. Proteção para os professores, porque estamos vendo muito abuso do aluno em relação ao professor, e para dar condições de segurança aos alunos. No caso da escola de Realengo, no Rio de Janeiro, se um aluno não encontrasse um policial próximo à escola, certamente mais de quarenta alunos teriam sido atingidos, porque o atirador ainda tinha sessenta balas intactas. Então, o policial além de dar segurança aos alunos e aos professores, também coibirá a venda de drogas na frente da escola. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Excepcionalmente estenderemos nosso prazo para que V. Ex.ª tenha mais dez ou quinze minutos para conclusão do pronunciamento, tendo em vista a importância da participação. Passo a presidência dos trabalhos momentaneamente à Senhora Deputada Solange Lube, e retornaremos em seguida para concluir os trabalhos. (Pausa) O SR. KLINGER MARCOS BARBOSA ALVES – Respondendo pela sequência e de forma rápida. Em relação ao bônus/desempenho, a Assembleia Legislativa aprovou, em 2009, uma lei a respeito da implantação do bônus. Estamos trabalhando - e isso também foi motivo da pauta hoje com o sindicato - e a notícia que posso trazer é que em relação ao bônus a Legislação exigia a existência de um decreto regulamentador. Estamos trabalhando nesse decreto e ele está tramitando nas instâncias do governo. O Senhor Governador Renato Casagrande já está ciente e pediu que falássemos com o sindicato que há um compromisso de se pagar o bônus até o mês de julho deste ano, bônus relativo ao desempenho das escolas no ano de 2010. Esse bônus envolve alguns índices que dizem respeito ao desempenho das escolas nos exames anuais que são feitos, tipo o PAEB (Provas de Aferição do Ensino Básico), mas com índice ou Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 alguns números que envolvem, digamos, a situação sócio-cultural da região onde está inserida, para fazer um contraponto ao resultado dela. Então, Senhora Deputada Solange Lube, a notícia é que pagaremos o bônus, pela primeira vez. Já falei com o pessoal que certamente o decreto na sua primeira versão, este ano, pode gerar pontos que sejam merecedores de mais atenção. Mas nossa proposta para o Sindicato é a de que façamos uma comissão, durante o segundo semestre, que irá coletar sugestões de melhorias no decreto para o ano que vem. Sobre o fechamento da escola oral e auditiva realmente não tenho conhecimento sobre o assunto, não chegou ao meu conhecimento. Mas não há que eu saiba, nenhum projeto de fechamento de nenhuma escola que ofereça esse tipo de atendimento. Inclusive, em visita a Colatina, fiquei emocionado ao ver na Escola de 1º e 2º Graus Carolina Pichler, a apresentação de alunos com deficiência auditiva. E confesso que fiquei emocionado. Eles fizeram um esquete teatral muito impressionante. Não é só a sensibilidade educacional, mas uma sensibilidade pessoal. A educação de pessoas com necessidades especiais não atinge a um público de trezentos mil, mas é qualitativamente muito importante pelo tom civilizatório que tem. É dar atenção a pessoas que têm dificuldades, mas de onde se pode desenvolver talentos, porque depois esses alunos terão uma expressão importante na vida. Pessoas com necessidades especiais são merecedoras da atenção de qualquer instituição educacional. Sobre língua estrangeira temos um dilema. Como expandir para toda a rede essa oportunidade de acesso a uma qualificação melhor em língua estrangeira. Esse é um desafio que temos. Temos que nos debruçar sobre programas que usem alternativas tais como educação à distância, algumas outras formas que se possa agregar usando um portal educacional da Sedu; um portal não só informativo, mas educacional, onde tenhamos programas, cursos, aulas etc. e com apoio para que na escola o aluno desenvolva esse aprendizado. E, certamente o ensino de língua estrangeira é um desses portais. O Senhor Deputado Nilton Baiano mencionou o Chile. O Chile fez um programa agressivo e exemplar para a questão do ensino de língua estrangeira. A legislação lá é diferente e assim eles puderam tomar atitudes diferentes; mas mostra que faz parte desse mundo pequeno que temos hoje. Saber outro idioma é uma condição para que a pessoa possa se movimentar pelo mundo, trabalhar. Outro desafio que temos e que diz respeito ao Pupt, que tem sido motivo de debate aqui na Assembleia Legislativa, é como preparar nossos alunos para o Enem e para o vestibular. Temos cerca de trinta mil alunos no ensino médio este ano, e vamos oferecer mil duzentos e cinquenta vagas. Ano passado a Sedu ofereceu mil e duzentas vagas para Diário do Poder Legislativo - 915 treinamento nesse programa especial chamado Universidade Para Todos. É um desafio para nós da Sedu levar isso para todos os cantos do Estado do Espírito Santo. Me olho como um garoto guaçuiense, que é de onde venho, estudante de escola pública, no Ginásio Estadual Anísio Teixeira. Se morasse lá agora estaria fora dos projetos de ensino de língua estrangeira e do Pupt. Mas também gostaria de ter acesso, com certeza, porque era um estudante muito dedicado. Fico imaginando meu correspondente de hoje, lá em Ibitirama, por que ele não pode ter acesso a esses benefícios da escola pública? Temos que trabalhar nesses desafios que são muito grandes porque envolvem muitos recursos. Mas acho quer a saída é usar formas que a tecnologia nos oferece, hoje. Escola democrática, ponto levantado pela Senhora Lúcia Dornellas, é um ponto que o sindicato nos levou; temos uma forma de seleção de diretores hoje que incorpora alguns aspectos de escolha por parte da comunidade escolar, outros que são de seleção para descobrir habilidades e outro que é uma decisão da Sedu. Acredito que esse processo precisa ser aprimorado em várias vertentes, mas há pontos que precisamos trabalhar. Por exemplo: o conselho da escola, que faz parte dessa questão da gestão democrática, que estará envolvido com a questão da escolha dos dirigentes. Outro ponto que discutimos na Secretaria e temos que trabalhar nele, é a questão da gestão no sentido mais amplo, manter uma representação dos diretores de escola na Sedu, pois não têm um caminho direto com a Sedu ou com a Superintendência. Quer dizer, ouvimos os diretores de maneira eventual porque decidimos ouvi-los. Precisamos fazer esse caminho de lá para cá e discutir com o sindicato sobre a escolha dos dirigentes. Temos um modelo que ainda não está formalizado, mas precisamos formalizá-lo e avançar nele. É uma construção que precisa ser feita junto com as escolas, os conselhos de escolas e o sindicato. Essa é a nossa proposta. Como avançar nessa questão vai depender de muita conversa e de muito entendimento com essas representações. Um ponto é certo: a escola precisa ser valorizada, a comunidade precisa reconhecer a escola como um bem dessa comunidade, e não uma coisa do governo que caiu naquele local como um ET. Uma valorização da escola pública passa pela comunidade reconhecê-la como um patrimônio do bairro. E a gestão democrática estar incluída nesse conjunto de providências que podem fazer a comunidade reconhecer: Aquilo ali é um patrimônio nosso, gerido pelo governo e por nós e que está ali para trabalhar para o nosso bem! Na minha visão conceitual, vejo a gestão democrática incluída dentro desse aspecto de valorização da escola pública com uma vida muito forte ligada à comunidade onde a escola está. É curioso no Estado ver em regiões do interior uma afinidade 916 - Diário do Poder Legislativo maior da comunidade com a escola, porque a escola está bem-inserida no local, faz parte da história daquela comunidade, a escola é mais respeitada, os professores são mais respeitados, a escola é melhor cuidada, os alunos tem mais carinho pela escola naturalmente, sem precisar impor isso. E temos um desafio muito grande em relação a essa questão na região da Grande Vitória. Parece que a escola está ali, mas não faz parte daquela cultura, daquela forma de vida; A escola, às vezes, não é vista como o caminho mais adequado para a pessoa fazer o seu projeto de vida; o cidadão procura caminhos alternativos, que às vezes não são projetos de vida, mas projetos de morte. Esse é um ponto conceitualmente muito importante para nós, quer dizer, qual a visão simbólica que se tem da escola pública? Além de ensino de qualidade, o que a escola significa na visão da comunidade? Esse é um ponto que precisamos trabalhar muito ainda. Quanto às questões mencionadas pelo Senhor Deputado Luiz Durão, está prevista a realização de um concurso público para o final deste ano. Ainda há um concurso em aberto do ano passado, cujo prazo se esgota em junho, e ainda cerca de duzentas vagas para preencher. Estamos trabalhando para o preenchimento dessas cerca de duzentas vagas. O processo é complicado. Não adianta mencionar, mas tivemos que fazer uma consulta à PGE sobre a validade dos procedimentos, porque não havia a interpretação de que o concurso estava ou não encerrado. Fizemos uma pergunta à PGE: Como está a situação desse concurso? Podemos ou não fechálo? Sobre curso profissionalizante, estamos fazendo um projeto junto com a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia. Aliás, antes de sair para esta reunião, atendi a um telefonema do Professor Jadir José Pela, Secretário da área, que está no MEC, e trocávamos informações sobre isso. Quanto à avaliação regular dos professores, associado ao bônus, temos certa avaliação dos professores. Essa é uma área que temos ainda que discutir muito com os próprios professores. Sobre a parte de segurança nas escolas, há um programa de patrulha escolar na Grande Vitória. Estamos discutindo com o Secretário de Estado da Segurança Pública e com a Polícia Militar a ampliação desse programa, originalmente para atender parcialmente à Grande Vitória, queremos estendê-lo agora para toda a região metropolitana, e progressivamente, estendê-lo a todas as regiões do Estado. Essa é uma questão muito delicada. O dia a dia nosso na Sedu às vezes é completamente tomado por questões desse tipo, infelizmente, e que tentamos balancear para proteger os professores, proteger os diretores e proteger a comunidade escolar. Não é um assunto simples; é o que diria, mas a saída passa por essas duas Secretarias e estamos trabalhando nessa linha. É uma orientação explícita do Senhor Governador que a Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Sedu trabalhe em conjunto com as secretarias municipais de educação. Temos que compartilhar essa responsabilidade pela educação pública no Espírito Santo. A Sedu não dá conta sozinha, as secretarias municipais não dão conta sozinhas, as prefeituras não dão conta sozinhas. Então, a saída é conversar muito, trabalhar juntos os projetos naquilo que a Sedu puder apoiar. Essa é a determinação explícita de S. Ex.ª. Agradeço a oportunidade e me coloco à disposição dos queridos Deputados para qualquer informação ou qualquer providência necessária. A SR.ª PRESIDENTA – (SOLANGE LUBE) – Mais uma vez agradeço ao Senhor Secretário Klinger Barbosa a presença para fazer essa explanação. Parabenizamos S. Ex.ª mais uma vez pelo trabalho desenvolvido na Sedu, colocando esta Comissão à disposição para, em parceria fazer um trabalho para a melhoria da educação no Estado do Espírito Santo. Informamos que na nossa próxima reunião, que acontecerá no dia 10 de maio, às 13h, representantes das superintendências estarão presentes. Não sei como está a agenda de V. Ex.ª, Senhor Secretário, mas seria interessante a sua presença ou uma representação da Secretaria. Devolvo a Presidência ao Senhor Deputado Da Vitória. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Assumo a Presidência neste momento e dizemos ao Senhor Secretário Klinger Barbosa que temos certeza de que se pudéssemos ficar até às 22h teríamos assunto para tratar com V. Ex.ª, pois cada dia que passa mais entusiasmado ficamos, ainda mais com o carinho, responsabilidade e dedicação que tem tido na Secretaria de Estado da Educação. Agradecemos a presença de V. Ex.ª, que teve a oportunidade de fazer a primeira agenda oficial na Comissão de Educação. Esta Comissão é composta de membros de notabilidade, ex-prefeitos, exsecretários que têm uma história política de dedicação, principalmente voltada para a Educação. Agradecemos aos membros desta Comissão, Senhores Deputados Luiz Durão, Lúcia Dornellas, Solange Lube, Nilton Baiano, e aos Deputados que por aqui passaram, os Senhores Deputados Glauber Coelho, Claudio Vereza, Gildevan Fernandes e Luciano Rezende que nos telefonou e mandou um abraço para V. Ex.ª. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente reunião. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, para a qual designo EXPEDIENTE: O que ocorrer. Está encerrada a reunião. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 COMISSÃO DE EDUCAÇÃO. OITAVA (A) REUNIÃO ORDINÁRIA DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SÉTIMA LEGISLATURA, REALIZADA EM 10 DE MAIO DE 2011. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Havendo número legal e invocando a proteção de Deus, declaro abertos os trabalhos da Comissão de Educação. Cumprimento os presentes, em especial os Deputados membros efetivos desta Comissão, Senhora Deputada Solange Lube, vice-presidente, e Senhor Deputado Luiz Durão, e os superintendentes presentes. Sejam bem-vindos. Esta é uma reunião ordinária da Comissão de Educação. Reservamos este espaço para conversarmos. Cumprimentamos também os Procuradores da Casa, Senhores Matusalém Dias de Moura e Fernando Silva, e a sociedade capixaba que nos assiste através da TV Assembleia. Convido a Senhora Secretária a proceder à leitura da ata da reunião anterior. (Pausa) (A Senhora Secretária procede à leitura da ata) O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Antes de colocar a ata em discussão, registramos a presença do Senhor Deputado Atayde Armani, membro suplente desta Comissão, e do Senhor Deputado Glauber Coelho, 2.º Secretário da Mesa Diretora desta Casa de Leis. Convidamos V. Ex.as para comporem a Mesa. Em discussão a ata. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? A SR.ª SOLANGE LUBE – Pela aprovação. O SR. LUIZ DURÃO – Pela aprovação. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Ata aprovada como lida. Convido a Senhora Secretária a proceder à leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS: OFÍCIO OUV. OP/INT N.º 007/2011 – Do Senhor Deputado Freitas, Ouvidor Geral Parlamentar, encaminhando demanda dos pais da aluna Ariane Guedes Lima, matriculada na EEEFM “Professor Renato Pacheco”, no primeiro ano do ensino médio, portadora de deficiência cognitiva e de mobilidade reduzida, para que sejam tomadas providências quanto ao Programa de Inclusão da Educação Especial, pois não atende às exigências da legislação em vigor. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Ciente. Cópia já encaminhada aos Senhores Deputados efetivos desta Comissão. Continua a leitura do Expediente. Diário do Poder Legislativo - 917 A SR.ª SECRETÁRIA lê: PROPOSIÇÕES RECEBIDAS: PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL N.º 03/2011 – ANÁLISE DO MÉRITO. Autor: Deputado José Carlos Elias. Ementa: Altera a redação do parágrafo único do artigo 176, que trata do ensino público. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Designamos a Senhora Deputada Solange Lube para relatar a Proposta de Emenda Constitucional n.º 03/2011. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: PROPOSIÇÕES DISTRIBUÍDAS SENHORES DEPUTADOS: AOS PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL N.º 02/2011 – ANÁLISE DO MÉRITO. Autor: Deputado Genivaldo Lievore. Ementa: Altera a redação do caput dos artigos 169 e 176, que trata do ensino público. Relator: Deputado Luiz Durão. Entrada na Comissão: 03/05/2011. Prazo do Relator: 17/05/2011. Prazo da Comissão: 24/05/2011. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Como o relator ainda dispõe de prazo regimental e pela importância dos convidados do dia de hoje, superintendentes regionais de Educação do Estado do Espírito Santo, com o aval de todos os Senhores Deputados. Passa-se à ORDEM DO DIA: O que houver. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – De acordo com a informação da assessoria, onze superintendentes estão presentes. É uma honra tê-los nesta reunião. A presença de vocês é muito importante para a Comissão de Educação, que nesta legislatura assumiu trabalhar de forma bem participativa junto às instituições, aos profissionais educadores, principalmente porque temos a obrigação constitucional de trabalharmos pela educação pública estadual. Esta Comissão trabalhará com muita vontade e entusiasmo, mas também buscará subsídios para trabalhar da melhor forma, conhecendo as atividades, as necessidades, as demandas e as sugestões dos professores, educadores e profissionais da educação. Nossa intenção é fazer um diagnóstico, porque essa é a Comissão de mérito desse tema. Para cada período de ano legislativo temos um orçamento para aprovar nesta Casa de Leis. Nada acontece na profissão dos senhores, nada acontece na promoção das atividades dos senhores se não tivermos a chancela do Poder Legislativo. E para debater esse tema esta Comissão é 918 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 a de mérito. Para este ano o orçamento está definido, mas para 2012 devemos discutir bastante o orçamento e aprovarmos de acordo com as sugestões dos senhores e das senhoras. Esse é o motivo do convite a vocês para ouvi-los. A nossa intenção é deslocar a reunião da Comissão para cada superintendência. A Senhora Deputada Solange Lube disse que primeiro deve ser em Cariacica e Viana; e o Senhor Deputado Luiz Durão disse para ser em Linhares logo depois. Queremos de preferência ouvir os diretores das escolas e combinar a data para ouvi-los. É a nossa solicitação. Está franqueada a palavra aos Senhores Deputados que dela quiserem fazer uso. (Pausa) A SR.ª SOLANGE LUBE Presidente, pela ordem! Peço a palavra. – Senhor O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Concedo a palavra à Senhora Deputada Solange Lube. A SR.ª SOLANGE LUBE – Senhor Deputado Da Vitória, presidente da Comissão, Senhores Deputados Atayde Armani, Luiz Durão e Glauber Coelho; superintendentes de educação, o trabalho de vocês é de fundamental importância para o desenvolvimento da educação da rede pública estadual; vocês representam um importante elo entre diretores, pedagogos, professores e a comunidade escolar com a Secretaria de Estado. Muitas vezes são-lhes demandadas questões, como a falta de professores, transporte escolar, merenda escolar, até reclamações a respeito da rede física da escola. Sabemos o quanto é importante até mesmo quando divulgam os programas e os projetos da Sedu. Nesta Comissão ouvimos o professor Klinger Barbosa Alves, Secretário de Estado da Educação, que nos disse sobre quais os planejamentos para a Sedu neste ano, quais são os temas prioritários. Agora é o momento de ouvir os superintendentes para saber o que pensam sobre essa rede de ensino e de que forma esta Comissão pode atuar, de que forma nós deputados podemos atuar para ajudar a melhorar a qualidade do ensino deste Estado. Nesta Comissão somos parceiros, como o Senhor Presidente Da Vitória, sempre muito responsável e educado, disse que iremos nos deslocar para ter essa conversa também com os diretores, para que possamos ter acesso às informações da base. Temos as informações da secretaria, mas queremos saber os anseios da base também para juntos fazer essa interlocução. Agradecemos a todos os Senhores a presença e o atendimento ao convite desta Comissão. Mais uma vez colocamo-nos como parceiros da educação do Estado do Espírito Santo. O SR. PRESIDENTE - (DA VITÓRIA) – Continua franqueada a palavra. (Pausa) O SR. LUIZ DURÃO – Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Luiz Durão. O SR. LUIZ DURÃO – Senhor Presidente Da Vitória, Senhores Deputados Atayde Armani, Solange Lube e Glauber Coelho, a vinda dos convidados é muito importante para esta Comissão; é a forma de tomar conhecimento do que é necessário para que possamos inserir no orçamento o montante adequado para suprir as necessidades da educação. Falei sobre a segurança das escolas. É preciso que cada escola com no mínimo duzentos alunos disponha de segurança na frente desse estabelecimento pronto para proteger os professores, os alunos e evitar a venda de drogas. O segurança não precisa combater o traficante, basta telefonar para que a polícia venha. É a forma que temos para impedir que isso aconteça. Por que estou batendo muito nessa tecla? Porque, no Rio de Janeiro, no episódio de Realengo, se aquele aluno que saiu apavorado não tivesse encontrado um policial próximo, teria morrido mais quarenta crianças, pois ainda havia sessenta balas para atirar. Cobrei do Senhor Klinger Barbosa Alves, Secretário de Estado da Educação, segurança nas escolas. Seria bom que os Senhores também fizessem esse apelo a S. Ex.ª, porque os professores estão também sendo ameaçados pelos próprios alunos, mas não há um guarda para protegê-los. A presença de um guarda na escola previne atitudes assim. É muito importante a vinda de vocês nesta Comissão para que possamos discutir e saber o que é melhor. É do interesse desta Comissão de Educação e dos deputados que a compõem melhorar cada vez mais a educação neste Estado. O SR. PRESIDENTE - (DA VITÓRIA) – Agradeço a participação de V. Ex.ª, Senhor Deputado Luiz Durão. Continua franqueada a palavra. (Pausa) O SR. GLAUBER COELHO – Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Glauber Coelho. O SR. GLAUBER COELHO – Senhor Presidente Da Vitória, agradecemos a oportunidade. V. Ex.ª como sempre elegante e cordial conosco. Senhora e Senhores Deputados; senhoras e senhores, suas motivações nos dão ânimo maior de participar da reunião de trabalho da Comissão de Educação. A primeira delas, não tenha dúvidas, Senhor Deputado Da Vitória, estamos acreditando muito no trabalho que esta Comissão está fazendo em prol do Estado do Espírito Santo. V. Ex.as têm conduzido com brilhantismo, com imparcialidade o trabalho desta Comissão que não é somente importante, mas fundamental para tudo isso que vamos ouvir para que possa ser instrumento para melhorar ainda mais a qualidade do ensino e a qualidade do trabalho de V. S.ªs. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 A última motivação, aproveitando o ensejo, é para fazer um pedido a esta Comissão - estou fazendo por escrito, mas quero também fazer publicamente para que os Senhores acompanhem aquilo que está sendo feito. Recentemente fiz uma visita ao Município de Divino São Lourenço junto com o Subsecretário de Suporte à Educação Josivaldo Barreto de Andrade, e lá recebi um telefonema do Prefeito Itamir de Souza, de Brejetuba, dizendo que a partir de amanhã o transporte escolar no Município será paralisado. Fiquei extremamente preocupado, Senhor Deputado Da Vitória, e estou fazendo o seguinte pedido a V. Ex.ª: Os municípios da região sul do Estado do Espírito Santo estão passando por dificuldades relacionadas ao transporte escolar, problemas vão desde estradas em péssimas condições, algumas sem pavimentação, perdas financeiras pela desatualização da planilha de custo em relação, por exemplo, ao aumento de combustível e da manutenção da frota. Mesmo enfrentando essas inúmeras adversidades, tem uma cooperativa na região sul, a Coope Serrana, que transporta aproximadamente dezesseis mil estudantes. Diante do problema enfrentado, que afeta diretamente a educação pública estadual, solicitamos que seja convidado o presidente da Coope Serrana para que venha a esta Comissão conversar, discutir, debater, e paralelo a isso, a responsável pela merenda escolar no Estado do Espírito Santo para ver de que forma, por empenho da Comissão, podemos buscar um caminho para que isso não aconteça. Tenho recebido ligações de inúmeros prefeitos da região sul do Estado do Espírito Santo manifestando a preocupação e o sentimento, mas acreditando, tendo esperanças de que existe um mecanismo para resolver, para dar solução a esse imbróglio, a esse problema. Essa é a minha segunda motivação de estar junto com os Senhores e Senhoras. Obrigado pela oportunidade e me coloco à disposição de V. Ex.as. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Colocaremos em deliberação a proposta de V. Ex.ª. E parabéns pela atuação na região, Senhor Deputado Glauber Coelho. O SR. PRESIDENTE - (DA VITÓRIA) – Continua franqueada a palavra. (Pausa) O SR. ATAYDE ARMANI Presidente, pela ordem! Peço a palavra. – Senhor O SR. PRESIDENTE - (DA VITÓRIA) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Atayde Armani. O SR. ATAYDE ARMANI – Desejamos uma boa tarde a todos. Cumprimentamos o Senhor Deputado Da Vitória, presidente desta Comissão, os nossos queridos Deputados Luiz Durão e Solange Lube, que nos abandonou na Comissão de Agricultura, mas entendemos, porque não temos como participar de todas as Comissões; o nosso querido Deputado Glauber Coelho, 2.º Secretário da Mesa Diretora, que muito bem representa o Município de Cachoeiro de Itapemirim. Espero que em curto espaço de tempo V. Ex.ª coloque o Ferraço no bolso. Está na hora de Diário do Poder Legislativo - 919 renovação, com todo respeito que temos pelo nosso querido Deputado Theodorico Ferraço. É um prazer imenso estarmos aqui. Fizemos parte desta Comissão durante quatro anos. Conseguimos fazer dela uma Comissão de respeitabilidade na Assembleia Legislativa junto com o então Deputado Vandinho Leite, hoje Secretário de Estado de Esporte. E graças a Deus hoje a Comissão de Educação, como a de Finanças, Justiça, Agricultura, Saúde, Segurança, onde V. Ex.ª também trabalhou muito bem, também são Comissões que têm dado dignidade ao Poder Legislativo. Deixei de fazer a reunião hoje, às 14h, da Comissão de Agricultura neste plenário, para ceder o espaço a V. Ex.ª, para ouvir os superintendentes dos Núcleos Regionais de Educação, porque são eles que estão na ponta e sabem o quanto é difícil administrar uma superintendência no Interior do Estado. É um prazer imenso estar voltando a esta Comissão, hoje, mesmo como suplente, mas a convite de V. Ex.ª estar presente para ouvirmos esses funcionários públicos que muito nos honram com seu trabalho junto ao Governo do Estado. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Obrigado, Senhor Deputado Athayde Armani. Solicitamos ao Senhor Maurício Gomes da Silva e à Senhora Joseane Rodrigues fazer as inscrições. Os pronunciamentos mais importantes hoje são os de vocês. Citarei os nomes e gostaria que levantassem as mãos a fim de serem apresentados a nós Deputados os superintendentes dos Núcleos Regionais, de acordo com as respectivas regiões: de Barra de São Francisco, o Senhor Aldair Antonio Rhein, Avaldio e Maria Julia Sanna; de Cachoeiro Itapemirim, o Senhor Roberto Lopes Brandão; a Senhora Priscila Cibien Baratella; de Santa Teresa; de Cariacica a Senhora Ângela Mericia Cavati; de Colatina, Maricélis Caetano Engerlhade; de Guaçui, Inacellia de Fátima Alves de Oliveira; de Linhares, Alexandre Segóvia de Silveira; de Nova Venécia, Lisdália Langsdorff Santana; de São Mateus, Rosilene Aparecida Bonomo; de Vila Velha, Antonio Carlos Roriz Moraes. Muito obrigado pela presença dos Senhores nesta Comissão. Foi pontuado pelos Deputados o interesse da participação de todos nesta reunião. Cumprimentamos o professor Celso Rodrigues, nosso consultor. Informalmente conversamos com a Senhora Ângela Merícia Cavati, e gostaria que nos informassem sobre a decisão dada pelo Governo sobre a redução da carga horária, pois também foi um pleito desta Comissão, a fim de ser reavaliada pelo Governo. Porque recebemos muitas dessas demandas. E professores que trabalham na Prefeitura e no Governo do Estado com pouco tempo para o almoço. E nos chegou o questionamento da produtividade, se realmente seria produtivo um profissional com essa dificuldade de tempo para o almoço ter ainda de se deslocar para outra escola. Tivemos, na semana passada, a decisão do Governo. Também comemoramos a extensão da merenda para o ensino pós-médio, profissionalizante, 920 - Diário do Poder Legislativo conseguido com o apoio dos Deputados desta Comissão. Fizemos com que esse tema voltasse à superfície do debate e acelerasse a decisão do Governo do Estado. O Secretário decidiu e depois arrumou o recurso. Isso é muito bom! Porque precisamos de resultado rápido, não só para essa injustiça, todavia para acabar com o constrangimento que nos deparamos por eles. Isso nos motivou buscar os superintendentes a fim de não identificarmos problemas fracionados, como esse que identificamos, e que pudéssemos ouvir num contexto geral. Portanto, sugerimos que S. S.as se atenham numa sugestão mais generalizada, a fim de debatermos especificamente as regiões no deslocamento em cada uma das Superintendências. Mencionamos que só as cidades que teriam a sede, entretanto, cada uma delas representa várias cidades. Por exemplo, que em Linhares debatêssemos as peculiaridades daquela região, mas num contexto geral, sobre a atuação em relação à educação estadual. Hoje, pela manhã, no café com o professor Celso Rodrigues, ouvimos a sua preocupação com relação ao analfabetismo. Muitas vezes estamos fazendo esforços para reduzir o analfabetismo no nosso Estado preferível que não existisse - e precisamos acreditar que acontecerá. Ontem, o professor Mário Sérgio, que deu palestra na Rede Tribuna, falou muito em utopia e temos de acreditar, porque se alguém não acredita é porque não quer, mas nós queremos acreditar. E muitas vezes o esforço investido nas pessoas com mais de quarenta e cinco anos de idade. E, na rotatividade que eles mesmos não aproveitam as oportunidades, e temos que ter essa oportunidade para eles, mas focar principalmente para que as pessoas não cheguem aos quarenta anos de idade sem nenhum tipo de informação, sem nenhum tipo de escolaridade e, principalmente, que não seja um analfabeto funcional. Então, que possamos trabalhar nesse sentido. Todas essas sugestões, queremos ouvir dos senhores. Quem dos senhores esteve numa audiência da Comissão de Educação nesta Assembleia Legislativa, levante a mão, por favor? (Pausa) É a primeira vez que todos os Superintendentes Regionais de Educação são convidados pela Comissão de Educação para estar presente e começar um trabalho. O melhor trabalho que aprendi a fazer foi: ouvir o cidadão. Pela ordem de inscrição, concedo a palavra ao Senhor Aldair Antônio Rhein, Superintendente Regional de Educação de Barra de São Francisco. O SR. ALDAIR ANTÔNIO RHEIN - Boa tarde a todos. Cumprimento o Senhor Deputado Da Vitória, Presidente da Comissão de Educação; a Senhora Deputada Solange Lube e os Senhores Deputados Luiz Durão, Glauber Coelho e Atayde Armani; os meus colegas superintendentes, das onze Superintendências que ajudamos a conduzir; e demais presentes. Senhor Presidente, primeiramente gostaria muito de agradecer a oportunidade. E como V. Ex.ª terminou de falar, é a primeira vez que somos convidados a estar presente para ajudar a discutir os Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 problemas da Educação do Espírito Santo. Isso é muito importante porque os problemas não nascem grandes; sempre nascem pequenos e se não tomarmos conta deles enquanto pequenos, teremos grandes crises na área educacional do Estado do Espírito Santo. É muito importante esse acolhimento que estamos sentindo nesta tarde; e mais importante ainda a responsabilidade que nos é dada para que ao voltarmos às nossas origens, de fato, com mais intensidade, possamos exercer nossa função. Algumas coisas foram colocadas aqui, já diante mão, que são problemas que precisamos cuidar. Gostaria de focar no problema que estamos atravessando, um problema grave, principalmente dos Municípios do Interior do Estado do Espírito Santo, como o Deputado Glauber Coelho citou, que é a questão do transporte escolar. O transporte escolar é um problema crônico e histórico do Estado do Espírito Santo e da Nação brasileira. Mas, precisamos ter bastante diálogo e bastante discernimento porque sabemos que é direito do aluno estar na escola todos os dias para ter sua carga horária cumprida. Então, transporte escolar apesar de ser um meio de gerar educação aos nossos capixabas não deixa de ser uma ferramenta importantíssima para que a oferta do ensino seja de fato garantida. Continuando nessa mesma perspectiva, gostaria de colocar que a redução da carga horária, como está sendo discutida e como temos encaminhado - a carga horária já foi aprovada no Congresso Nacional, no Senado, e a partir do ano que vem será de novecentos e sessenta horas. Então, hoje trabalhamos com mil horas e vamos fazer uma pequena adequação. Mas, sabemos que o cansaço do professor e também do aluno... Não é quantidade que se transformará em qualidade; sabemos que depende da contribuição de cada um de nós, se será aula de sessenta minutos, de cinquenta e cinco minutos ou de cinquenta minutos. O que importa é o envolvimento de cada professor, de cada deputado, de cada secretário e, acima de tudo, o envolvimento de cada aluno, de cada família para que a Educação de fato tenha a sua qualidade garantida. Gostaria de colocar a Superintendência Regional de Educação do Município de Barra de São Francisco à disposição de todos os Senhores Deputados. Gostaria de receber a visita desta Comissão para discutirmos com os nossos diretores e técnicos os problemas que temos decorrentes de características regionais, que são diferentes, por isso que existem onze superintendências, cada uma com suas características, com seus problemas mais intensos ou mais freqüentes, mas estamos de braços abertos para ajudar a resolver esses problemas e nos colocamos à disposição com aquilo que estiver ao nosso alcance para contribuir para que todos nós, capixabas, façamos do Espírito Santo um Estado cada vez melhor. Esse é o nosso sentimento. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) Obrigado, companheiro Aldair Antônio Rhein, Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Superintendente Regional de Educação do Município de Barra de São Francisco. Estabelecemos um tempo de cinco minutos para a fala dos superintendentes. (Pausa) Concedo a palavra à Superintendente do Município de Afonso Cláudio, Senhora Maria Júlia Sanna. A SR.ª MARIA JÚLIA SANA – Boa tarde a todos. Cumprimento todos os componentes da Mesa e demais presentes. Agradeço o convite para sermos ouvidos e trazer um pouco da nossa experiência e da nossa visão de algumas coisas que precisam ser alinhadas na Educação no país inteiro. Como o Senhor Aldair já falou que o transporte escolar é um problema crônico, trarei um assunto mais interessante, suponho. Tenho bastante tempo de trabalho na área da Educação e a meu ver o que está precisando no país inteiro é associar a área da Educação com à área da Cultura. O que percebemos nos nossos jovens de hoje é pouca noção da sua própria história, de quem é e aonde quer chegar; pouca perspectiva de futuro. Para eles o futuro é imediato; é quase o dia de hoje. Isso faz com que a grande maioria não faça planos, não trace desafios. Acho que Educação e Cultura têm que andar de braços dados e que os jovens possam expressar a sua cultura, seja como for. Agora, que estou no Interior, e venho de uma grande cidade, sou paulista, percebo a grande diferença que é a vida no Interior, em comunidades menores. As pessoas tendem mais a valorizar a sua história, a sua região, as suas festas. Mas, me parece que isso está se perdendo nos municípios. São poucos os que ainda estão valorizando a sua história, a sua origem. Isso faz diferença. Os meninos ficam bastante perdidos; tentam imitar ao que assistem na TV, em novelas, parecem macaquinhos repetindo ao que assistem, porque não é próprio, não é natural. Não que não possam, não é isso, mas não fica real porque não é a essência do que se vive, não é a essência da sua história e do seu cotidiano. Percebo, em Afonso Claudio, porque tenho participado do Conselho de Segurança da cidade, a chamado do juiz, que os próprios munícipes reclamam do distanciamento de uma geração em relação a outra, como se tivessem apagado toda a que antecedeu. Acredito que seja exatamente isso: a cultura das pessoas não está sendo trabalhada, não está sendo vivida, não está sendo perpetuada. Foi substituída, talvez, pela cultura da TV, generalizando, pois não é só a TV. Percebemos isso também quando fomos fazer um trabalho diferente, de educação no campo. Temos naquela região os pólos de Afonso Cláudio e de Brejetuba, de educação do campo, que é o programa Projovem Campo. E fizemos um projeto bacana, para que aqueles alunos que tenham modelo curricular Diário do Poder Legislativo - 921 diferenciado pudessem entender o que é ser empreendedor na vida que levam, ou seja, uma vida de plantar, etc. Fizemos uma feira do scan por chamada, em que se trocavam produtos entre as pessoas. Obviamente que não havia moeda para não ter recolhimento de impostos, para não ter confusão. Foi fascinante, não só a troca de interesses entre as pessoas. Eu queria uma roupa, queria um sapato. As pessoas queriam o que tinham produzido: a fruta preferida, etc. e tal. Percebe-se que cada um trouxe um pedacinho do seu modo de ser e da sua cultura. Isso me fez pensar que teríamos que valorizar um pouco mais esse tipo de coisa dentro da educação, e que os currículos que temos pelo País inteiro são muito ligados à vida urbana. Não sei se eles servem para todos os locais. O que mais me incomoda, o que mais me inquieta na Educação é isso. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Obrigada, superintendente Maria Júlia, que responde por Afonso Claudio e por cidades vizinhas. (Pausa) Concedo a palavra ao Professor Roberto Lopes Brandão, de Cachoeiro de Itapemirim. O SR. ROBERTO LOPES BRANDÃO – Boa tarde a todos. Agradecemos ao Presidente da Comissão de Educação o convite, Senhor Deputado Da Vitória. Cumprimentamos os Senhores Deputados Atayde Armani, Solange Lube, Luiz Durão, Glauber Coelho. Temos certeza de que o Senhor Deputado Glauber Coelho, de nossa região, ao fazer parte desta Comissão dará um apoio enorme para a região Sul do Estado. O superintendente Aldair registrou muito bem que esta é uma oportunidade extraordinária, por que vivemos o dia a dia de nossas escolas. Nós, verdadeiramente superintendentes, conhecemos o funcionamento da educação do Estado do Espírito Santo. Cada um com as características particulares, como registrou muito bem a Júlia. O deputado disse, inclusive, que depois trataremos essas particularidades. Mas temos regiões muito diferentes, apesar de o Estado ser pequeno, com regiões de montanhas, de litoral, de Interior, de zona urbana. Portanto, essas particularidades não podem ser tratadas da mesma forma. Este é um ponto que temos que discutir. A educação é uma agenda que não pode sair da pauta. Em momento algum! É uma agenda eterna, pois temos muito que fazer. Avançamos muito nesses últimos anos na educação do Estado do Espírito Santo. Mas sabemos que temos que avançar muito mais. Creio que com o apoio da Comissão de Educação, e com o trabalho efetivo da superintendência, junto de nossas escolas venceremos. Registramos, por exemplo, que o transporte é algo que já vem tendo problemas a muitos e muitos anos. O Senhor Deputado Glauber Coelho falou sobre a dificuldade enfrentada por dois municípios. 922 - Diário do Poder Legislativo Hoje, já recebemos e-mail de um diretor reclamando que no seu município não tinha transporte, porque a empresa deu deserta na licitação e nenhuma empresa apareceu. Portanto, os alunos não estão tendo transporte escolar. Esse é um problema crônico que temos que tratar com cuidado. Todos nós, superintendentes, atuamos sobre o transporte escolar, é algo que acompanhamos muito de perto. Só que a solução, muitas vezes, não está em nossas mãos. Damos o apoio necessário, o suporte e o acompanhamento. Mas situações como essa não dependem efetivamente do trabalho da superintendência. A questão da alimentação escolar é praticamente terceirizada em todas as superintendências do Estado. Somente na Grande Vitória, que em alguns municípios a alimentação não foi terceirizada. Esse modelo de terceirização é, em alguns momentos, contestado. Mas ajudou muito aos diretores de escolas mudarem o foco para o aspecto pedagógico da escola. Portanto, o diretor deixa um pouco o aspecto administrativo: de cuidar de merenda escolar, de cuidar de serviço de limpeza, de cuidar de vigilância da escola, para cuidar efetivamente do aspecto pedagógico. Porque esse é um dos grandes problemas que temos em nossas escolas: cuidar da aprendizagem dos nossos alunos. Falamos também nesta Comissão sobre a segurança. Temos dentro das escolas do Estado a segurança patrimonial. Os vigilantes que hoje se encontram nas escolas estaduais, lá estão efetivamente para cuidar do patrimônio da rede pública estadual. A segurança das pessoas ainda não foi contemplada nesse modelo. Contamos efetivamente com a ajuda da Polícia Militar, e com a ajuda em alguns municípios da Guarda Municipal, que tem também nos dado um apoio na região Sul. Mas esse modelo ainda não atende aos anseios das nossas escolas, que se sentem de certa forma desprotegidas com seus alunos tendo problema com a violência. Isso ocorre muito mais na área urbana, mas que já vem refletindo em algumas escolas da zona rural. Esse efeito é um efeito cascata, sabemos que isso ocorre no Estado todo. Mas muito mais... Acredito que até a Priscila, na superintendência de Carapina, enfrenta muito mais esse problema do que os colegas do Interior. Esses são os maiores problemas que enfrentamos hoje. Com relação à carga horária dos professores isso tem sido uma demanda, desde que a carga horária passou para uma hora. Temos dois aspectos a observar: o primeiro é a carga horária do aluno, que deve sim ser ampliada. O segundo é a carga horária do professor que ocorre exatamente como o deputado registrou: ele tem um espaço muito curto entre uma jornada e outra de trabalho. Quer dizer: o professor trabalha no turno matutino e no turno vespertino. Ele não tinha um espaço de tempo para se alimentar e ir para outra escola. Creio que, com essa pequena redução, isso atenderá a uma demanda inicial. Ainda cabe uma Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 discussão. Mas o professor de um lado e o aluno do outro. A jornada do aluno tem que ser mantida. Como o Aldair registrou muito bem, no Senado já foram aprovadas as novecentos e sessenta horas. Ou seja, o Estado está na direção certa: a jornada tem que ser ampliada, até por que a rede privada tem uma jornada ampliada. E por que os alunos da rede pública não poderiam também ter uma jornada ampliada? Oferecer uma educação com um tempo maior. Isso já está provado: quanto maior é o tempo de permanência do aluno na escola, maior é a aprendizagem. Portanto, temos que observar esses dois aspectos: o aspecto do professor, e o aspecto do aluno. Cumprimentamos a Senhora Deputada Luzia Toledo. Era o que tínhamos a dizer. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Agradecemos à Senhora Deputada Luzia Toledo a presença nesta Comissão. A presença dos deputados na Comissão de Educação, hoje, é por causa da presença dos senhores. O Senhor Deputado Marcelo Coelho, membro efetivo desta Comissão, acaba de enviar justificativa, dizendo que está em uma missão com o Governador do Estado e não pode estar presente nesta reunião. (Pausa) Concedo a palavra à Senhora Priscila Cibien Baratella, superintendente de Carapina. A SR.ª PRISCILA CIBIEN BARATELLA – Boa tarde a todos. Cumprimentamos os Senhores Deputados Da Vitória; Solange Lube; Atayde Armani; Glauber Coelho, que estava nesta reunião até a pouco; Luiz Durão, e Luzia Toledo. Como cidadã, antes de tudo, queremos dizer que estamos muito feliz neste momento. Cremos que estamos fazendo história no Estado do Espírito Santo, não é colegas? Como foi dito, cremos que esta foi a primeira vez que fomos convidados a estarmos numa reunião da Comissão de Educação. Este é um passo muito importante, até mesmo como os senhores registraram, é uma questão de conhecer a realidade de cada escola, de cada região. Carapina é uma regional que tem sete municípios, é a maior regional. Ela tem oitenta escolas nos municípios de Vitória, Serra, Fundão, Aracruz, João Neiva, Ibiraçu e Santa Teresa. Imaginem que sofremos um pouquinho de insônia. Há também da Grande Carapina. Os outros colegas que nos antecederam são basicamente do interior. Carapina está na cidade grande, como chamamos a Capital, Município de Serra, que são considerados municípios violentos. Nossa grande preocupação, nossa batalha diária é em relação à violência. Sofremos bastante com a violência, principlamente a proveniente do tráfico de drogas ao redor das escolas, uma questão muito séria que precisamos discutir e trabalhar muito. Temos também alguns problemas relativos ao transporte escolar nos municípios do interior, mas estamos conseguindo administrar. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Assim como colocou a Senhora Maria Júlia Sanna, de Afonso Claudio, penso também que uma das grandes soluções para minimizarmos a questão da segurança nas escolas, seria justamente a parceria com a cultura e com o esporte. Percebemos, em escolas onde isso está bem aflorado, que o índice de violência diminui. Temos um projeto piloto chamado Cultura de Pais, implantado em uma escola de um bairro muito violento do Município de Serra. Em pouco tempo já temos banda, coral, esporte e vemos muita melhora nos índices de violência. Esse projeto já foi implantado em outros estados e tem dado muito certo. Mais uma coisa que gostaria de reforçar é a questão da parceria da Patrulha Escolar por meio da Secretaria de Justiça. Essa patrulha tem feito um trabalho preventivo e educador, que nos ajuda e serve como ferramenta na questão da violência. Basicamente nossas grandes demandas são em relação a isso. Com relação à jornada ampliada para os alunos, concordo com a fala do Senhor Roberto Lopes Brandão quando diz que o aluno não pode perder essa oportunidade. As escolas privadas, na sua maioria, já adotaram a jornada ampliada e os alunos saem mais tarde da escola. O que não podemos é confundir a jornada do professor, que tem sua carga horária determinada por lei, não podendo trabalhar nem mais nem menos do que o previsto. Na grande Vitória sofremos muito com a questão da carga horária ampliada porque muitos professores trabalham tanto nas escolas estaduais quanto nas municipais e o deslocamento de uma escola para outra, muitas vezes feito de ônibus, é muito complicado. Recebemos esse questionamento, mas não podemos pensar que nosso aluno não mereça a carga horária ampliada. Ele merece até muito mais, porque precisa e tem direito a isso. Não podemos retroceder. Devemos pensar na carga horária, respeitando a legislação, mas não podemos perder o foco de que nosso aluno necessita de uma carga horária mais ampliada, isso é fato, até mesmo para conseguirmos reduzir os índices tão altos de violência na Região Metropolitana da Grande Vitória. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Agradecemos à Senhora Priscila Cibien Baratella, superintendente que representa Carapina. A objetividade dos superintendentes serve para termos uma visão geral dos problemas. (Pausa) Concedo a palavra a Senhora Ângela Merícia Cavati, superintendente de Cariacica, Viana, Marechal Floriano e Santa Leopoldina, que foi a primeira a chegar. A SR.ª ÂNGELA MERÍCIA CAVATI Boa tarde a todos. Iria me abster de falar porque estou com problema de rinite e garganta, mas farei o sacrifício apesar de um pouco debilitada. É um prazer estar com V. Ex.as e com nossos colegas, tendo a Diário do Poder Legislativo - 923 oportunidade de expor a dificuldade das nossas SREs. Sou funcionária efetiva do Estado há vinte anos, pedagoga de uma escola do Município de Viana e há quatro anos superintendente. E como a Senhora Priscila Cibien Baratella colocou, os desafios das superintendências da Grande Vitória, no caso a SER, de Cariacica, de Viana, de Marechal Floriano e de Santa Leopoldina são muitos, principalmente no que diz respeito à questão da segurança dos nossos professores e dos nossos alunos. Registro nesta Comissão que foram muitos os nossos avanços nos últimos anos, onde podemos passar uma tarde inteira listando esses avanços, o novo currículo, a terceirização da merenda escolar, avançamos muito também na questão da segurança no Município de Cariacica. Falo que sofri muito no meu primeiro ano de trabalho naquela região. Ligava para o Secretário às onze horas da noite, a meia noite. Conseguimos avançar, mais precisamos avançar um pouquinho mais no que diz respeito à segurança. Não temos muitos problemas com a questão do transporte nos Municípios de Santa Leopoldina e de Marechal Floriano. Com relação à carga horária, temos que avançar na questão do concurso público com carga horária de quarenta horas para o professor. Este é o caminho para o Estado do Espírito Santo e, no caso, para essa regional. Com essa atitude conseguiríamos avançar um pouco mais, porque os professores estariam na unidade de ensino trabalhando em um horário com o aluno e a tarde fazer o seu planejamento com decência e dignidade. Concordo também com os meus colegas no que tange à redução de carga horária dos alunos. Jamais isso pode acontecer! Acho que temos que aumentar essa carga horária talvez para mais duas, três ou quatro horas. O nosso desafio enquanto educação no Estado do Espírito Santo é pensar cada superintendência que tenha as suas características; e cada superintendência dessa pensar com o gestor cada unidade de ensino. Cada unidade de ensino no Município de Cariacica tem suas diferenças e as suas características. Temos que pensar cada uma delas: Nos avanços, aonde precisa melhorar e onde estão as dificuldades? A partir dessa atitude avançaremos mais na questão da educação. Parabenizamos os Senhores Deputados pela iniciativa de dialogar com o grande líder da microrregião, que é com o Diretor. Acho que será uma oportunidade e um avanço dos Senhores ouvirem essas pessoas. Chego até a comentar: Não sei se teria coragem de ser diretor de algumas unidades de ensino; eles são verdadeiros guerreiros. E poderíamos até citar alguns, em Cariacica e mesmo em Viana. Então, ouvir essa liderança é um grande passo desta Casa. Vai dar pano para manga e Senhores trabalharão muito. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Agradeço as palavras da Senhora Ângela Merícia 924 - Diário do Poder Legislativo Cavati, Superintendente do Município de Cariacica. (Pausa) Concedo a palavra à Senhora Maricélis Caetano, Superintendente do Município de Colatina. A SR.ª MARICÉLIS CAETANO – Cumprimento o Presidente desta Comissão, Deputado Da Vitória e demais presentes. Como os Senhores observaram, a minha responsabilidade é grande porque o Presidente desta Comissão é do Município de Colatina. Se eu não identificar onde estão essas possibilidades de conflitos ou anseios, pode passar na minha frente, tenho que trabalhar muito mais. É com grande alegria que estamos, hoje, nesta Comissão, este momento é bom para todos nós, porque fortalece o nosso trabalho enquanto superintendentes e também colaboramos muito com o direcionamento dos trabalhos desta Comissão. Nosso muito obrigado por este momento. Também parabenizo os Senhores Deputados pelo reconhecimento do nosso trabalho. Estarmos, hoje, nesta Comissão como convidada para participar dos trabalhos é porque sabemos que estamos sendo reconhecidos pelo nosso papel, pela nossa responsabilidade nessa regional que assumimos. É com grande prazer que organizamos a nossa vida para estar nesta Comissão. Agradeço aos membros da Comissão o trabalho que vêm realizando e essa demonstração vem por meio da merenda aos alunos da educação profissional. Isso é fruto do trabalho dos Senhores que ouvem o anseio de todos e agradecemos aos deputados pelo empenho porque V. Ex.as vêm realizando um trabalho importante frente à Comissão de Educação. Enquanto Superintendentes Regionais de Educação, pensamos que temos pontos comuns e interagimos muito. Somos um grupo dos onze, estamos sempre juntos e partilhamos muito as nossas vitórias e também as nossas dificuldades. Não vamos ficar repetindo - é certo que temos realidades diferentes e regionalizadas - mas basicamente os nossos pontos são os mesmos. Essa ideia de ir até as Regionais de Ensino é muito positiva porque as pessoas gostam de ser ouvidas. Todos gostamos de ser bem tratados, e ouvir o que o outro tem a dizer é muito importante. Ir à Regional de Ensino, ir aos municípios e conversar com esses grupos também é importante. Acompanhamos em alguns momentos o Presidente desta Comissão, Senhor Deputado Da Vitória, pois já fomos juntos a alguns grupos e dizemos como essa ação é importante e fortalece. Deve ser, sim, tomada como base desse trabalho a ação de ouvir as pessoas. Existem pontos que consideramos relevantes para cada um de nós. Já foi falado sobre transporte, que é essencial, e sobre todas as outras situações. Estenderemos um pouco do que o Senhor Roberto Lopes Brandão disse e demais colegas disseram sobre a carga horária do professor, ou seja, o Senhor Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Roberto Lopes Brandão expressou muito bem sobre a carga horária do aluno e a do professor. Um dos pontos que consideramos relevantes, e até já discutimos, é uma revisão na legislação pertinente ao Magistério, o Estatuto do Magistério, da Lei n.º 46/1994 e da Lei n.º 115/1998, que definem que oitenta por cento da carga horária serão de aulas e vinte por cento de atividades. Mas se o professor tem que dedicar oitenta por cento dessa carga horária em aulas, fica difícil ele conseguir ter o seu planejamento, esse momento que é coletivo e que tanto cobramos, a organização da vida dele é dificultosa, pois ele trabalha em várias redes. Essa questão da carga horária destinada à aula e a outras atividades, que aí correspondem a reuniões, a planejamentos e outras situações, de vinte por cento, pode ser comprometedora. Em todos os momentos em que discutimos com o profissional vem à tona a questão da carga horária do profissional. Entendemos que devemos pensar muito a respeito. Se quisermos a escola como um espaço de aprendizagem, precisamos que os professores tenham formação, preparação. Mas se muitas vezes um professor não teve uma formação adequada em sua parte acadêmica, sua graduação, ele precisa ter essa complementação quando ele está atuando. Portanto, pensamos em formação de profissionais e também em termos professores satisfeitos. Realmente chegamos a um consenso de que a carga horária é insuficiente para terem tempo para estudar, para planejar e ir às salas de aula. O espaço de aprendizagem precisa de profissionais preparados e satisfeitos. Boa tarde e muito obrigada a todos. O SR. PRESIDENTE - (DA VITÓRIA) – Agradecemos à Senhora Maricélis Caetano, Superintendente do Município de Colatina. (Pausa) Concedo a palavra à Senhora Inacélia de Fátima Alves de Oliveira, Superintendente que representa o Município de Guaçuí e cidades vizinhas. A SR.ª INACÉLIA DE FÁTIMA ALVES DE OLIVEIRA – Boa tarde a todos, em especial ao Presidente desta Comissão, Senhor Deputado Da Vitória; à Deputada Solange Lube, aos Deputados Atayde Armani, Luiz Durão, Glauber Coelho, que é do Sul, e à Senhora Deputada Luzia Toledo, grande companheira com quem já visitamos várias escolas em mais de uma ocasião e tivemos oportunidade de estar juntas naquela região. Consideramos de extrema importância estarmos juntos nesta Comissão de Educação e assim cumprimentamos os demais pares e colegas. Lembramo-nos do que nossa colega de profissão, Senhora Priscila Cibien Baratella, disse: juntos fazendo história. Já fomos ouvidos, já conversamos em vários lugares com deputados desta Casa de Leis, mas sempre de forma um pouco mais separada. Agora percebemos esse fortalecimento e isso se traduz em reconhecimento da importância que as Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Superintendências Regionais de Educação têm nesse diálogo com a base. Não somente intermediamos, mas estamos lá acompanhando, assessorando, ouvindo, dialogando, transmitindo os anseios. Então, é de extrema importância. Reforço também e parabenizo a iniciativa de estar com as superintendências. A superintendência que represento engloba doze municípios do extremo sul. Violência e segurança já não são mais temáticas de grandes centros. Estamos numa região limítrofe com os Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais e é um eixo complicado de trabalho. A droga está chegando ao interior com uma força muito grande e talvez tirando das famílias o preparo, as condições de lidar com isso. Então, o papel da escola nesse particular é muito grande. A questão da segurança nas escolas se traduz na questão do vigilante, também das pessoas, mas principalmente no trabalho efetivo desta Casa e das nossas escolas com relação a isso. Algo precisa ser feito. Aí passa pela carga horária do aluno que reforçamos. É importantíssima a carga horária do aluno com qualidade, e aí vários fatores interferem, como formação do professor, a sua autoestima, a sua vontade de trabalhar. No interior, posso dizer pela nossa região, ainda que tenha mais aulas diuturnas, a maioria dos professores hoje circula em mais de uma rede. Na nossa própria rede não foi um fator só de caminhada, mas a questão do transporte escolar também impactou muito e as condições e preparo das escolas. Apoio e defendo a carga horária do aluno, como bem disseram meus colegas, é importantíssimo que se mantenha. O Senado agora deu um avanço muito grande em termos de educação brasileira e precisamos, governo, secretaria, esta Casa, superintendências e escolas, buscar uma melhor forma de organização de modo a garantir o direito legal também dos docentes que lá estão. Esse foco tem que estar perpassando pelos diversos ângulos. O aluno tem direito à aprendizagem, tem direito a uma carga horária maior, a uma carga horária com professores realmente com vontade e condições de trabalhar. Ouvir os diretores será também ouvir os professores na base. É importantíssimo que essa iniciativa se concretize e em nível de superintendência de Guaçuí, nos doze municípios, com certeza vocês ouvirão muito e aí a responsabilidade também desta Casa se amplia. É ouvir, dar o retorno e responder aos anseios dentro das possibilidades. A questão do transporte escolar, como bem disse o Senhor Deputado Glauber Coelho, é uma realidade também na nossa superintendência. Precisamos pensar bem os cartéis existentes. Temos que buscar um mecanismo que viabilize um transporte também de qualidade. Aí é questão de valores e outras condições e situações que existem, porque às vezes são feitas tentativas de calar Diário do Poder Legislativo - 925 diretores, professores e alunos por meio de ameaças para se posicionarem ou transmitir alguma questão. Então, a segurança escolar passa inclusive pelo transporte desses alunos. Às vezes eles não são atendidos com a qualidade devida. Então, é a ausência para licitações, mas é importantíssimo que se pense numa alternativa para sanar essas questões e dar ao aluno as condições de acesso que realmente merece. Como bem disse nosso colega Roberto Lopes Brandão, as superintendências, de modo geral, e aqui falo da nossa, articulam dialogam com as secretarias municipais, ouvimos dentro das nossas possibilidades, mas a maioria dos problemas não é de nossa competência resolver. Então, é importante manter esse diálogo, mas principalmente que seja pensado em conjunto por esta Casa, pela Secretaria, por todas as instituições envolvidas uma forma de se trabalhar melhor a questão de transporte. Defendemos que, enquanto instância regional, precisamos ter melhores condições de estarmos lá acompanhando a nossa reestruturação de trabalho, devemos ter equipes capacitadas e bem compostas, porque estamos ouvindo diretores e precisamos desse suporte. Portanto, considero de extrema relevância ouvir os superintendentes e também em sinal de respeito. Pensando também em possibilidades, a fim de que, possamos junto com vocês termos mais condições de oferecermos o suporte necessário que os gestores precisam. É importantíssimo! Agradecemos a oportunidade de estarmos nesta reunião colocando os nossos anseios e ideias. Colocamo-nos sempre à disposição para ouvi-los, atendê-los fortalecendo cada vez mais a educação como força motriz das transformações. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) Agradecemos a superintendente de Guaçui, Senhora Inacélia de Fátima Alves de Oliveira. (Pausa) Concedo a palavra ao superintendente de Linhares, Senhor Alexandre Segóvia de Silveira. O SR. ALEXANDRE SEGÓVIA DE SILVEIRA – Boa tarde a todos! Cumprimento o Presidente Senhor Deputado Da Vitória, Atayde Armani, Solange Lube, Luiz Durão, Glauber Coelho e Luzia Toledo. Gostaria de corrigir minha colega de Colatina por que ela tem o Presidente, no entanto, tenho dois deputados de Linhares, acredito que a força está maior. Parabenizamos V. Ex.as pela iniciativa maravilhosa, perfeita! A sociedade espera que o Estado devolva o que ela paga de impostos. Só isso! Devolva de forma eficiente! A educação é esse colchão para o desenvolvimento e para a construção da cidadania. Parece fácil, entretanto, a chave para o desenvolvimento da educação está no professor. Precisamos concentrar nossas forças e nossos 926 - Diário do Poder Legislativo recursos nas condições do professor realizar o seu trabalho. Portanto, essa discussão sobre aluno ficar entre novecentos sessenta, novecentos e quarenta, mil e duzentas horas; tem países que é de até mil e duzentas horas. É reconhecido até pela academia que, quanto mais tempo o aluno permanece na escola menor são os índices de prostituição, de analfabetismo, de uso de drogas, de violência contra as crianças e melhora tudo! Porque a criança está na escola. Contudo, para a criança ficar na escola o professor tem de ter condições. Portanto, o problema não perpassa por essa história do professor ter tempo para se alimentar ou de correr para outra escola. Se ganhar um salário que justifique sua permanência na escola, ele ficará. Como fica na universidade, como fica no IFIS Instituições Federais Ensino Superior -; como fica na escola particular. Portanto, é a valorização do salário do professor. Hoje, no Estado do Espírito Santo, o professor ganha o melhor salário da região e acredito que é até do Brasil. Não existe mais a necessidade do professor sair correndo para trabalhar no município, se não me engano ganha-se mil e setecentos reais no Estado e oitocentos reais no município. Algumas vezes, em algumas reuniões com o ex-secretário em algumas escolas, recebemos essas cobranças e o secretário nos disse: então você entrega... e daremos carga horária estendida a você no Estado e não precisará mais sair da escola. Portanto, não precisamos diminuir carga horária de aluno e de professor; precisamos valorizar o local onde a construção do conhecimento se realiza. Dando condições ao professor de trabalhar: biblioteca, laboratório de informática, ginásio de esportes, contra-turno. Tenho certeza de que, se as crianças tiverem aula de capoeira, de dança, balé no período da tarde e também alimentação, ficarão o dia todo na escola. Não só no turno da manhã. Acredito que o foco é esse. Não é de diminuir o trabalho do professor, a fim de que ele trabalhe em cinco escolas em dez municípios, como tem alguns municípios. Na Grande Vitória o professor trabalha em três: Serra, Vila Velha e Cariacica. O professor fica transitando na estrada o tempo todo. Não é isso que precisamos trabalhar. Precisamos trabalhar o professor dentro da sua escola construindo a cidadania e recebendo um salário que compense ele ficar na escola. Hoje, um professor da universidade com doutorado ganha doze mil reais. No IFIS ganha seis mil, um professor com mestrado. Nosso professor ganha mil e setecentos reais por vinte e cinco horas, eles trabalham quarenta horas. Esse é o foco do nosso trabalho, manter os alunos dentro da escola com dignidade, e os professores recebendo salário para isso. Esse é o nosso trabalho. Em nossa regional trabalhamos com três municípios, seis mil alunos, cinquenta escolas e o problema pelo qual passamos dia a dia é o transporte Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 escolar, e esse problema é desde o início do ano. O Estado inteiro precisa de uma solução. Nosso transporte escolar não atende como deveria, os ônibus são velhos. Precisa-se de uma solução geral não só regionalizada como é feito. Essa questão do quilômetro. Linhares é todo plano, praticamente; mas em Guaçuí é tudo morro. Então tem de ser diferenciado mesmo, não tem jeito. Mais uma vez agradeço a V. Ex.as e os parabenizo pela iniciativa. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Agradecemos ao Senhor Alexandre Segóvia de Silveira, Superintendente Regional de Educação de Linhares, bem representado nesta Comissão. (Pausa) Concedo a palavra à Senhora Lisdália Langsdorff Santana, Superintendente Regional de Nova Venécia. A SR.ª LISDÁLIA LANGSDORFF – Boa tarde a todos. Cumprimento os membros da Mesa, os meus colegas, os presentes. Agradeço também a oportunidade de estar nesta Casa. É a primeira vez que participo de uma Comissão nesta Assembleia Legislativa e estou muito feliz por isso. Já participei de audiências acompanhando a Senhora Deputada Luzia Toledo na Região Norte algumas vezes. Temos algumas regionalidades, sim. A minha Regional são dez municípios, muitos deles pequenos e têm sua particularidade de atendimento e há poucos dias fizemos uma prévia sobre a carga horária e, dentro da Superintendência, ficamos nos perguntando: enquanto professor, o profissional pede a redução, o pai não pede. Não tenho, dentro da minha superintendência, nenhum pedido formal de pai pedindo a redução de carga horária, nenhum; tenho do professor. Lembrando dos meus colegas anteriores, que realmente existe uma diferença entre a carga horária do aluno e a do professor e temos de trabalhar para melhorar isso de uma maneira que o aluno, que é o nosso foco principal não saia prejudicado. Vejo que, neste momento valorizando a idéia do professor de pedir a redução da carga horária por questões passadas ele teve o direito de ficar em duas ou três escolas, duas ou três redes, é um profissional quase exclusivo porque é o único que tem essa quantidade de vínculos, os outros profissionais, na maioria das vezes, tem um vínculo, ele trabalha ali, naquele local e ali ele consegue fazer seu horário de almoço e de descanso tranquilamente. O professor, por uma questão de legislação, de direitos de ir de escola para outra, do Interior para a zona urbana, de um município para outro, é o que causa todo o transtorno. Temos de discutir a partir daí. Para otimizar as linhas de transporte, precisamos concentramos os alunos do Interior que moram muito longe da escola, em um único turno; matutino, vespertino ou noturno. Vejo que estamos quase concretizando um trabalho em todas as superintendências que é o Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 georreferenciamento e acredito que ele nos dará algumas soluções para alunos que moram muito distante da escola e que devem ter o mesmo atendimento daquele que mora ao lado da escola. Mas ele precisa ter um suporte maior de transporte, de alimentação que é aí que o pai vai lá nos questionar. Ele não questiona o filho ficar cinco horas na escola, mas a distância que ele mora e às vezes o transporte dá muitas voltas e ele fica tempo excessivo dentro do transporte, e isso que faz com que ele chegue tarde em casa. Mas vejo que com esse trabalho agora, do georreferenciamento, ele pode nos dar indicativos de como solucionar problemas para essas comunidades distantes, para esses locais. Vejo nesse sentido. Reiterando as palavras da Senhora Maricélis Cetano Engelhardt, é necessário rever a qualidade do trabalho do professor, um dos poucos profissionais que não consegue fazer o seu trabalho exclusivo dentro do local de trabalho. A sua carga horária é insuficiente para fazer todo o trabalho necessário dentro da unidade escolar. O professor necessita de levar o trabalho para casa e isso ocasiona, ao longo de vinte e cinco anos, prazo mínimo para se aposentar, no mínimo, um desgaste emocional e físico muito grande, o que se reflete, com certeza, no aluno. O aluno é um pouco rotativo. Falamos que o aluno entra, tem seu primeiro dia de escola e tem um período menor para sair da escola. Esperamos que o aluno saia na idade correta, mas o professor permanece na escola, muitas vezes em três escolas, em duas redes. Quando ele não trabalha em três redes: a estadual, a municipal e particular, dentro do próprio município. Então, o que vemos é que temos um indicativo, sim, de melhoria desse atendimento, aluno/ professor, e que realmente precisamos estar nesses momentos, várias vezes, dialogando e buscando soluções, porque indicativos nós temos. Colocamo-nos à disposição no Município de Nova Venécia para receber esta Comissão. Estamos no extremo Norte, onde há, às vezes, um índice negativo nos resultados, mas temos tentado melhorar e estamos avançando. Estamos à disposição de V. Ex. as e esperamos vir a esta Comissão muitas outras vezes. Obrigada. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) Agradecemos à Lisdália Langsdorff Santana, Superintendente Regional de Educação do Município de Nova Venécia. (Pausa) Concedo a palavra à professora Rogilene Aparecida Bonomo Crispim, representando o Município de São Mateus. A SR.ª ROGILENE APARECIDA BONOMO CRISPIM – Cumprimento o Senhor Deputado Da Vitória, Presidente desta Comissão; demais componentes da Mesa e meus pares. Homologo todas as falas feitas e não serei repetitiva. Diário do Poder Legislativo - 927 Trabalho com quatro municípios, vinte e uma escolas, dezenove mil alunos. Tenho uma especificidade da SRE São Mateus, Superintendência Regional de São Mateus, que são vinte e seis escolas de assentamento, mil cento e quarenta e nove alunos. Precisamos do Senhor Deputado Atayde Armani na Comissão de Agricultura. Precisamos conversar, porque as escolas de assentamento têm um currículo diferenciado. E precisamos fazer uma parceria com as Secretarias de Estado da Educação e da Agricultura para fazer esse atendimento. Colocamos a questão da rede física, que não foi falada. Avançamos nesses últimos anos, mas precisamos avançar mais. Temos situações críticas ainda. Mas vamos mais adiante, que é outra questão que acreditamos que esta Comissão esteja propondo também para discutir, que é a educação especial. Precisamos adequar nossas escolas, a nossa rede física para atender a essa clientela. Isso é urgente, porque os meninos já estão incluídos. Tem uma discussão maior também, que esta Comissão também poderá adotar, que é sobre o quantitativo de alunos em sala de aula. Hoje temos salas de aula com quarenta alunos, trinta e cinco e temos dois ou três alunos com necessidades especiais incluídos. Diríamos que isso é inaceitável para esse aluno que precisa de atendimento especial, para os demais alunos e para o profissional. Precisamos pensar nesse ponto com muito carinho. Já falamos e já apresentamos essa questão na Secretaria de Estado da Educação. É uma discussão urgente por quê? Porque está posta, está na base. Convivemos com isso no cotidiano e chega até nós. Colocamos para esta Comissão que olhem com muito carinho essa questão, porque é uma necessidade premente das nossas escolas. Estamos no extremo Norte, na divisa com a Bahia. É muito complexo. Temos os Municípios de Pedro Canário e Conceição da Barra em que o IDH é baixíssimo. Estamos acima do Rio Doce. Inclusive, ouvimos a fala de representantes do Sul. A questão cultural é diferenciada. Então, precisamos ter um olhar diferenciado também. Agradecemos o convite e colocamos a Superintendência Regional de São Mateus à disposição desta Comissão para discutir esse tema com os diretores de escola. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Obrigado, professora Rogilene Aparecida Bonomo Crispim, Superintendente Regional de Educação do Município de São Mateus. (Pausa) Concedo a palavra ao Professor Antônio Carlos Roriz Morais, que representa a Superintendência Regional de Educação de Vila Velha. 928 - Diário do Poder Legislativo O SR. ANTÔNIO CARLOS RORIZ MORAIS – Cumprimento o Senhor Deputado Da Vitória, Presidente da Comissão de Educação, e os demais Deputados presentes. Um abraço a todos os superintendentes presentes.Vamos trabalhar rápido, porque ficamos por último. Vejamos, a Comissão de Educação precisa ter um trato nesses três itens brilhantemente debatidos pelos outros superintendentes. Um deles é a questão do transporte escolar. A nossa regional responde por Vila Velha, Guarapari, Anchieta, Piúma e Alfredo Chaves. E o grande gargalo é Alfredo Chaves devido ao entorno geográfico daquela região. Há necessidade de rever os pontos da portaria sobre transporte escolar? Sim. Quais? Vamos estudar. Vamos trabalhar. O transporte escolar não tem o seu ponto ótimo, mas também não está aquém do ótimo. Precisa ser revisto. Precisa ser solucionado principalmente no Norte e no Sul do Estado, onde existem os gargalos. Outro ponto, que acreditava que Rogilene Aparecida iria deixar para trabalhar, seria a infraestrutura nas escolas. Teve o seu avanço? Teve. De acordo com o nosso mundo, o Século XXI? Teve. Só que estamos atrasados. Precisamos melhorar a qualidade na infraestrutura das nossas escolas. Quando os membros desta Comissão tiverem o prazer de ir às nossas regionais não se assustem. Teremos escolas em que não é permitido o aprendizado dos alunos pela condição física de infraestrutura. Temos escola sem biblioteca; temos escola sem cantina. Enquanto as outras, as vizinhas, possuem mal uma biblioteca. Então, o fardo desta Comissão é grande. Tiveram a felicidade de nos convidar pela primeira vez. Insistentemente estaremos nesta Casa quando formos chamados. Porque muito há a complementar no trabalho de V. Ex.as. Voltamos a falar: o fardo de V. Ex.as é muito grande. Ao lidar com a educação vamos nos deparar com questões estruturais e não conjunturais, que é o transporte escolar e infraestrutura. Outro ponto, para terminar, é uma revisão na jurisprudência. Na Lei Complementar n.º 46 e na Lei Complementar n.º 115 existem alguns pontos controversos pelo Século XXI, modelo contemporâneo. Precisam ser revistos. Quais os pontos? Vamos estudar quais. Quando da visita as nossas regionais, no diálogo com os regionais, com os nossos técnicos, diretores e professores veremos os grandes gargalos e entraves que esses dois elementos jurídicos, Lei 46 e Lei 115, têm a nos mostrar. Neste momento, agradecemos em nome da nossa Superintendência Regional de Vila Velha e aguardamos ansiosamente a visita da Comissão de Educação. Seremos parceiros e iremos efetuar um trabalho em equipe. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Muito obrigado a todos os superintendentes presentes. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Registramos que sabíamos que esta reunião seria diferente. Realmente, fiquei muito surpreso com a expressão facial dos senhores, demonstrando satisfação. Essa frase nós tínhamos ouvido: É a primeira vez que fomos convidados por esta Comissão. Assim ouvimos do reitor da UFES e do reitor do IFES, quando os visitamos. Neste momento damos a nossa contribuição. Não sou professor, não sou profissional da área, mas sou educador dos meus filhos. É um bom começo. E dessa forma agimos na presença de uma ex-prefeita por dois mandatos e de um ex-prefeito, um ex-secretário de várias pastas e três mandatos de vereador. Tenho que ser humilde, porque estou rodeado de experiência. Muitos profissionais da educação passaram a acreditar no trabalho desta Comissão. É a Comissão que possui mais voluntários no Espírito Santo hoje, porque estão acreditando no nosso trabalho. E quem está resolvendo os problemas são V. S.as. Vamos carregar esse fardo, mas não perguntem se seremos capazes. Temos a missão. E o nosso entusiasmo é mostrar isso. Queremos contribuir. Deus já fez muito por mim; acredito que para todos também. Esperamos retribuir a oportunidade dessa representatividade nobre neste Estado. Esta Comissão pretende se reunir nas diversas cidades em que a superintendência de Educação atua. Nos dias e horários em que as sessões plenárias acontecem fica muito difícil. Temos que fazer isso até para deixar registrado em áudio e em vídeo na nossa TV Assembleia. Sugiro que visitemos a partir das quartasfeiras, as superintendências situadas nos municípios da Grande Vitória, devido à facilidade de deslocamento. E faríamos uma reunião por semana no Interior do Estado, começando a partir deste mês. Faríamos esse trabalho identificando com as senhoras e os senhores horários e dias em consenso. Tivemos o aval dos senhores nas falas nesta reunião. Nem perguntamos se poderiam mobilizar os diretores escolares porque todos sinalizaram positivamente, concordaram e se entusiasmaram com essa participação. Essa deliberação está aprovada. Estaremos in loco nas regiões para discutir com cada superintendente o que fazer para a mobilização desses diretores, toda equipe, para termos a contribuição de todos os que estão diretamente fazendo a gestão dessas unidades de ensino. Peço que os senhores e as senhoras nos antecipem uma pauta. Precisamos ter as informações dentro da peculiaridade de cada região, porque fará parte de um diagnóstico oficial desta Comissão para entregá-la ao Governo do Estado. A cada período de ano legislativo discutiremos temas com quem realmente os vivenciam, os nossos educadores. V. Ex.ªs concordam que seja dessa forma? Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 O SR. LUIZ DURÃO – V. Ex.ª poderia marcar as datas das reuniões junto aos superintendentes para que informem os diretores das escolas, pois sabemos da dificuldade de deslocamento desses diretores. Aproveitaríamos esse dia para fazer a reunião. Gostaríamos que fossem passados os dias, para, de acordo com as datas, marcarmos uma reunião, onde participaríamos com a presença dos diretores. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Ainda não definimos a data. Achamos um pouco arriscado, e talvez até premeditado definir uma data para, por exemplo, junho e julho. Talvez possamos ter dificuldade na previsão legislativa, mas poderemos definir as primeiras agendas. Foi definido que a primeira agenda seria feita em Vitória e, logo após, em Linhares, onde o peso é grande. Qual o melhor dia e horário? (Pausa) Quarta-feira, às 14h. Trabalharemos, se necessário, até as 17h. O SR. ATAYDE ARMANI – Senhor Presidente, pela ordem! Temos sessão na quarta-feira pela manhã, e dependendo do local para onde formos não dará tempo. É melhor agendar para uma quintafeira. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Pela manhã há dificuldade para os superintendentes? Porque para nós, Deputados, não há dificuldade. O local da reunião será definido de acordo com a solicitação de cada localidade, observando o quantitativo de pessoas. E o quantitativo ideal é a totalidade dos diretores, de preferência. Senhor Deputado Atayde Armani, na Grande Vitória temos facilidade na quarta-feira. O SR. ATAYDE ARMANI – Falamos na questão da inviabilidade de se fazer em Cachoeiro de Itapemirim ou São Mateus em uma quarta-feira à tarde, em razão do deslocamento. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Ficariam definidas as reuniões no interior nas quintas-feiras pela manhã e na Grande Vitória nas quartas-feiras, às 14h. Cariacica já fica deliberado, solicitando à Senhora Deputada Solange Lube para definir a data da primeira audiência, na próxima quarta-feira ou de acordo com a disponibilidade de S. Ex.ª. A Deputada registrará em nosso gabinete e daremos todo o apoio. O SR. PROFESSOR MAURÍCIO – Na região de Vila Velha a reunião pode ser realizada em qualquer dia da semana, sem problema. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Lembrando de que de segunda-feira a quarta-feira Diário do Poder Legislativo - 929 pela manhã os Senhores Deputados não têm disponibilidade. A SR.ª PRISCILA CIBIEN BARATELLA – A superintendência de Carapina também está à disposição, em qualquer dia e horário. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Podemos realizar a reunião então na quarta-feira, às 14h, em Carapina e em Vila Velha. Começaremos por Cariacica e, na outra semana, na quinta-feira, em Linhares. Continua franqueada a palavra. (Pausa) A SR.ª LUZIA TOLEDO Presidente, pela ordem! Peço a palavra. – Senhor O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Concedo a palavra à Senhora Deputada Luzia Toledo. A SR.ª LUZIA TOLEDO – Senhor Presidente Da Vitória e demais membros desta Comissão, deixamos para falar por último para ver como V. Ex.ªs estão vendo esse momento. Sou educadora aposentada e acompanho pari passu o que acontece nessa área. Fiquei extremamente feliz com o que ouvi: primeiro, pela participação,segundo, pela garra de cada um, senti uma união muito grande entre os Senhores, o que é extremamente importante para a Educação. Fui diretora, professora, enfim, ocupei vários cargos na Educação, foi o melhor momento da minha vida. Parabenizo não só os Superintendentes Regionais, mas também o Presidente desta Comissão, Deputado da Vitória, e aos demais membros, pelo belo trabalho. Estão falando mal de mim, mas é porque nos anos anteriores eu falava demais na Comissão de Educação e o Deputado Vandinho Leite como Presidente ficava impaciente, mas como S. Ex.ª era também muito educado ficava quieto; e o Senhor Deputado Atayde Armani também mexia muito comigo. Fiquei muito feliz de poder participar destes trabalhos após os trabalhos da Comissão de Meio ambiente. Pelo que ouvi nesta Comissão teremos um bom documento para mostrar para o Governador e para o Secretário de Estado da Educação, porque o que os Superintendentes Regionais mostraram é a proximidade para as pessoas saberem dos problemas que acontecem na base. Parabenizo a nossa Vice-Presidenta Solange Lube; os Senhores Deputados Atayde Armani e Luiz Durão; e os Superintendentes Regionais, por terem acatado o convite da Comissão de Educação. É muito importante estarem aqui mostrando os problemas para que a Casa comece a trabalhar o tema. Nesta Casa se trabalha independente das Comissões, mas é 930 - Diário do Poder Legislativo muito bom ter uma Comissão determinada como é a de Educação. Muito obrigada. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Agradeço as palavras da Senhora Deputada Luzia Toledo. (Pausa) Continua franqueada a palavra. (Pausa) A SR.ª SOLANGE LUBE – Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Concedo a palavra à Senhora Deputada Solange Lube. A SR.ª SOLANGE LUBE – Aproveito esta oportunidade para dizer que no dia 30 de junho, às 9h., com apoio da Comissão de Educação por intermédio do Senhor Deputado Da Vitória, realizaremos uma sessão especial para falar sobre bullying, onde abriremos esse tema para uma discussão mais profunda. No dia 5 de maio foi divulgado no site Folha Vitória que a nossa Capital, Espírito santo, ocupa o quarto lugar no Brasil com maior índice de casos de bullying nas escolas. Dados do IBGE mostram que trinta e cinco por cento dos alunos do Brasil sofreram bullying e no Espírito Santo o índice é de trinta é de trinta e três por cento. Precisamos aprofundar essa discussão. Sabemos que a Secretaria de Estado da Educação tem dado algumas orientações às escolas. Procuramos saber e descobri que eles têm orientação de como agir nessas situações. Como gestores responsáveis, precisamos nos aprofundar nesse tema. Os Senhores receberão convites para participar dessa sessão especial, mas reforçamos que esse assunto é importante, porque além de provocar a baixa estima nas pessoas pode levá-las ao suicídio, como demonstram os profissionais da área psicológica. Queremos contar com a participação, com o envolvimento dos membros contribuindo nessa discussão muito importante para nossos jovens. Mais uma vez agradecemos a presença, nesta Comissão, dos Senhores Superintendentes Regionais, colocando-nos à disposição de todos. Sabemos que temos de investir em Educação, que é investimento de longo prazo, mas quando se trabalha uma criança a partir de cinco anos ela tem muito mais oportunidade de se dar bem, de se desenvolver melhor no mercado profissional do que aquele que não teve assistência. Estudos comprovam. Estamos vendo o quanto as nossas famílias estão desestruturadas, o quanto nossos diretores e professores têm sofrido pressão dos pais querendo que eles coloquem limites em seus filhos, querendo transferir a responsabilidade que é do pai para os professores. Não sabemos como poderemos mudar essa realidade, mas acreditamos que seja por meio da Educação, do ensino público. Acreditamos que enquanto esses pais não se conscientizam e tendo oportunidade de ter essas crianças conosco, Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 estaremos trabalhando para diminuir a violência e o tráfico do futuro. É isso o que justifica. Assim, coloco meu mandato à disposição dos Senhores Superintendentes para trabalhar junto. Também faço parte da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos e quero fazer um trabalho para melhorar a nossa sociedade, para que num futuro próximo eu possa dizer que valeu a pena estar na Assembleia Legislativa, que valeu a pena lutar por um Estado melhor, para que meus netos possam ter muito mais segurança, possam transitar pelas nossas cidades com maior segurança do que a que as crianças nos dias atuais. Muito obrigado por terem aceitado o convite de comparecer a esta reunião, para ajudar a trabalhar em prol deste Estado. Muito obrigada pela oportunidade, Senhor Presidente Da Vitória. O SR. PRESIDENTE - (DA VITÓRIA) – Consideramos que o Regimento Interno não nos permite mais continuar esta reunião, já que se iniciará a sessão ordinária, iremos encerrá-la. Antes, porém, anunciamos que existe no Estado, de autoria da Senhora Deputada Luzia Toledo, a Lei n.º 9.653, que institui o Dia de Conscientização Contra o Bullying, a ser comemorado anualmente no dia 14 de abril. Também deliberamos e aprovamos audiência pública proposta pelo Senhor Deputado Claudio Vereza, para tratarmos da Educação Especial. Encaminharemos o convite a todos os Superintendentes Regionais de Educação e diretores também, em data a ser definida. Com relação à proposta do Senhor Deputado Atayde Armani, deixamos para reflexão dos Senhores, para que possam começar um estudo em relação à Lei n.º 46/1994 e à Lei n.º 115/1998, e as sugestões dos Senhores, para que possamos daqui encaminhar uma proposta ao Governo do Estado, principalmente que nasça com a sugestão de debater isso também regionalmente, com a oportunidade de termos mais tempo para tal. Finalizamos esta reunião manifestando nosso agradecimento e nossa satisfação. Se os Senhores não dissessem nada já estaria muito bom só de vermos o rosto de cada e a oportunidade que nos deram de participar desta reunião. Mas a objetividade e a contribuição na experiência com a Educação e contando para nós de uma forma bem objetiva, a participação dos Senhores junto a essa tão importante função nos dá entusiasmo para carregar esse fardo contribuindo, se Deus quiser, com o melhor para o Estado. Assim terminamos esta audiência pública. Muito obrigado a todos. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente reunião. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, para a qual designo EXPEDIENTE: O que ocorrer. Está encerrada a reunião. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 COMISSÃO DE EDUCAÇÃO. NONA REUNIÃO ORDINÁRIA DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SÉTIMA LEGISLATURA, REALIZADA EM 17 DE MAIO DE 2011. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Havendo número legal, invocando a proteção de Deus, declaro abertos os trabalhos desta Comissão. Saudamos o membro efetivo desta Comissão, Senhor Deputado Luiz Durão; os Procuradores da Casa, Doutores Matusalém Dias de Moura e Fernando Silva; os profissionais de imprensa; a assessoria desta Comissão e todos nos assistem pela TV Assembleia. Aguardarei a chegada do Senhor Deputado Marcelo Coelho para que possamos ler a ata e aprovála, pois S. Ex.ª está a caminho para participar desta reunião. Solicito à Senhora Secretária que proceda à leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: EXPEDIENTE: CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS: OFÍCIO DA OUVIDORIA PARLAMENTAR N.º 007/2011 - Do Senhor Deputado Freitas, Ouvidor-Geral Parlamentar, encaminhando demanda dos pais da aluna Ariane Guedes Lima, matriculada na escola estadual Professor Renato Pacheco, no 1.o ano do ensino médio, portadora de deficiência cognitiva e de mobilidade reduzida, para que sejam tomadas as providências quanto ao programa de inclusão da educação especial, pois não atende às exigências da legislação em vigor. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Ciente. Em votação o Ofício n.º 007/2011, do Senhor Deputado Freitas, Ouvidor-Geral, encaminhando demanda dos pais da aluna Ariane Guedes Lima, matriculada na escola Professor Renato Pacheco, no 1.o ano do ensino médio. Gostaria que o Senhor Deputado Luiz Durão avaliasse e relatasse o Ofício n.º 007/2011. Cumprimento o Senhor Deputado Marcelo Coelho e o convido a se sentar à Mesa. (Toma assento à Mesa a referida autoridade) O SR. LUIZ DURÃO – Faremos a leitura da análise do Ofício n.o 007/201, da Ouvidoria Parlamentar: Objeto O presente documento tem como objeto a análise das incessantes trocas de e-mails que vêm ocorrendo entre Adriana Sperandio, subsecretária de Estado da Diário do Poder Legislativo - 931 Educação Básica e Profissional, e os Genitores da Estudante Ariane Guedes Lima, portadora de necessidades especiais, aluna da escola estadual Professor Renato Pacheco, situada no bairro Jardim Camburi, Vitória, Espírito Santo. Análise A referida troca de e-mails se baseia na luta investida pelos pais da Aluna Ariane Guedes Lima que, como dito acima, é portadora de necessidades especiais e não vem tendo, por parte do Estado, as condições necessárias para o desenvolvimento de seu aprendizado. Não adentraremos no mérito, pois, indiscutível, é a responsabilidade do Estado em fornecer as condições que facilitem aos portadores de necessidades especiais o desenvolvimento de suas atividades, naquilo que diz respeito à sua locomoção e aprendizado, em suma, o completo desenvolvimento de suas aptidões. Isto, pois, existe legislação que prevê a proteção e o amparo às pessoas que se encontram em situações especiais. A Estudante, aqui em foco, não está frequentando as aulas, pois, segundo seus pais, faltam as condições básicas necessárias para que isso aconteça, visto que não lhe vem sendo fornecido o suporte material e nem mesmo humano. Pois falta transporte e pessoa que possa estar presente, acompanhando de perto o seu desenvolvimento, visto sua situação de pessoa especial. Assim, reclamam do Estado a proteção que lhe é inerente, garantida por lei, na qual se inclui sua filha, visto que ela necessita de atendimento especial para que possa se desenvolver plenamente dentro de suas condições e, consequentemente, atingir o seu pleno desenvolvimento. Deste modo, após análise do conteúdo de demanda enviada à Ouvidoria Parlamentar desta Casa Legislativa, e certo de que o caso da Aluna Ariane Guedes Lima não é o único, mas sim, o que trouxe a esta Casa a proposição desta discussão, é 932 - Diário do Poder Legislativo que surge o interesse de saber daquela Subsecretaria: 1). Se há, no âmbito da Secretaria de Educação, um Programa Estadual voltado para proteção, amparo, e desenvolvimento dos alunos com necessidades especiais no Estado do Espírito Santo; 2). Se caso haja o Programa mencionado no item anterior, saber o que é feito na prática; 3). Se o Programa obtém o resultado esperado; 4). Se é possível a demonstração desses resultados; 5). No caso de ausência de um programa nesse sentido, o que se está buscando fazer. Assim, com o intuito de encontrar uma solução mais breve possível para o caso fruto da presente análise, qual seja o da Aluna Ariane Guedes Lima. E a isto, acrescentando a necessidade de saber o que vem sendo feito no âmbito daquela Secretaria a respeito das questões acima colocadas. É que se propõe a presença da Senhora Subsecretária de Educação Básica, Adriane Sperandio, nesta Comissão Permanente de Educação, para que preste as informações necessárias relativas às questões acima colocadas. Tendo, do mesmo modo, como finalidade obter informações daquilo que vem sendo posto em ação, no sentido de visar melhorar as condições de estudo para os portadores de necessidades especiais. É este o resultado da análise que ora passa a ser objeto de análise nesta Comissão de Educação. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Em discussão. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. MARCELO COELHO – Pela aprovação. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) A Presidência acompanha o voto, e o ofício é aprovado à unanimidade na Comissão de Educação. Continua a leitura do Expediente. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO GDGC/N.º 108/2011 – Do Senhor Deputado Glauber Coelho, solicitando que seja convidado por esta Comissão o Presidente da Coope Serrana – Cooperativa de Transporte Sul Serrana Capixaba, Sr. Lusmar Ferreira Silva, para que juntos possam debater e buscar soluções para o Transporte Escolar. O documento sugere ainda que seja convidado o responsável pela Merenda Escolar para uma discussão sobre a qualidade do serviço prestado. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Ciente. Em discussão. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. LUIZ DURÃO – Pela aprovação. O SR. MARCELO COELHO - Pela aprovação. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) A Presidência acompanha o voto, e o ofício é aprovada à unanimidade na Comissão de Educação. Solicito à Secretaria que, em contato com o proponente Senhor Deputado Glauber Coelho, defina a data nesta Comissão, tendo em vista que ela pode se estender. Ou seja, conciliar com a Comissão que tem agenda às 14h subsequente, vendo a disponibilidade do tempo ou fazer em outro Plenário. Solicito ao Senhor Deputado Marcelo Coelho que proceda à leitura da ata da reunião anterior. (O Senhor Marcelo Coelho lê a ata) O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) Em discussão a ata. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-la, declaro encerrada a discussão. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. LUIZ DURÃO - Pela aprovação. O SR. MARCELO COELHO – Pela aprovação. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Aprovada a ata como lida. Agradecemos à assessoria, sempre presente, e ao nosso Procurador Matusalém Dias de Moura, que nos defende. E não podemos perder o espaço do tempo. Continua a leitura do Expediente: Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Diário do Poder Legislativo - 933 A SR.ª SECRETÁRIA lê: A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO OUV. OP/INT N.º 007/2011 – Do Senhor Deputado Freitas, Ouvidor-Geral Parlamentar, encaminhando demanda dos pais da aluna Ariane Guedes Lima, matriculada na EEEFM “Professor Renato Pacheco”, no primeiro ano do ensino médio, portadora de deficiência cognitiva e de mobilidade reduzida, para que sejam tomadas providências quanto ao Programa de Inclusão da Educação Especial, pois não atende às exigências da legislação em vigor. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Ciente. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO CCT/ N.º 010/2011- Da Senhora Deputada Lúcia Dornellas, Presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Inclusão Digital, Biossegurança, Petróleo e Seus Derivados, convidando a Comissão de Educação para participar da Audiência Pública com data provável para dia 26 de maio de 2011, às 19 h, na Câmara Municipal de Linhares, como parceira na elaboração da Carta de Linhares para ser encaminhada ao Governador do Estado do Espírito Santo, Exmo Senhor José Renato Casagrande. A audiência a ser marcada e a carta a ser elaborada, objetiva fazer um ato político em favor da implantação da Universidade Pública Estadual. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Em discussão o convite. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-lo, declaro encerrada a discussão. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. LUIZ DURÃO – Pela Aprovação. O SR. MARCELO COELHO – Pela aprovação. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – A Presidência também vota pela aprovação. Aprovado à unanimidade. Solicito ao Senhor Deputado Luiz Durão que represente e presida esta Comissão nessa audiência pública. Foi aprovada a participação e o convite para audiência em conjunto com a Comissão de Ciência e Tecnologia, presidida pela Senhora Deputada Lúcia Dornellas. A Comissão de Educação participará, e solicito ao Senhor Deputado Luiz Durão que represente a Comissão de Educação nessa data, também o Senhor Deputado Marcelo Coelho e demais deputados. Continua a leitura do Expediente. OFÍCIO N.º 11/2011 – Da EEEFM Professor Carlos Mendes – Novo Brasil – Governador Lindenberg – ES solicitando a ligação da escola ao Ginásio Poliesportivo. O documento informa que os alunos atualmente passam pela rua para realizarem as aulas de educação física ficando expostas aos perigos do transito local. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Ciente. Em votação a Indicação Legislativa da Comissão de Educação ao Governo do Estado do Espírito Santo, tendo em vista que a Comissão de Educação esteve presente in loco, Senhores Deputados Luiz Durão e Marcelo Coelho, numa grande escola no distrito de Novo Brasil, no Município de Governador Lindenberg, próxima a um grande ginásio que serve para os alunos fazerem as atividades físicas. Mas entre a escola e o ginásio tem uma casa, colocando em risco a vida das crianças e dos profissionais educadores no deslocamento, pois têm que passar pela rua. Devido ao quantitativo de crianças muitas vezes os profissionais não dão conta de conduzir todos com segurança. Portanto, esse problema foi identificado pela Diretora Márcia. No fundo dessa casa tem uma área que pode ser desapropriada. Seria um investimento baixíssimo, considerada a importância da área. Apresentamos ao Subsecretário Josivaldo Barreto de Andrade para ver a viabilidade da desapropriação da referida área. O prefeito já se coloca à disposição. Pedi ao viceprefeito para fazer uma análise do valor, até para que a prefeitura possa disponibilizar esse terreno por meio de uma desapropriação com recurso próprio. O governo do Estado faria somente a reforma depois, porque tem um córrego e teria que fechar essa área para que os alunos não corram risco de cair no córrego. Então, fica a nossa proposição de encaminhar uma indicação legislativa ao Governo do Estado para que, em parceria com a prefeitura, analise e empreenda essa passagem ou a desapropriação da casa. Uma das duas alternativas. Em discussão. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-la, declaro encerrada a discussão. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. LUIZ DURÃO – Pela aprovação. O SR. MARCELO COELHO – Pela aprovação. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – A Presidência também vota pela aprovação. Aprovada à unanimidade na Comissão de Educação. Solicito ao Senhor Secretário que prossiga com a leitura do Expediente. 934 - Diário do Poder Legislativo A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO N.º 17/2011 – Da EEEFM Professor Santos Pinto – Governador Lindenberg – ES solicitando o término da quadra de esportes, construção do auditório, instalação de ar condicionado e ampliação e reforma das salas de aula. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Ciente. Também recebemos essa informação oficial por meio desse ofício da diretora da escola. Esses investimentos precisam ser concluídos, tendo em vista que foi construída uma parte da quadra e os alunos não têm condições de utilizar, porque o telhado não está coberto, e o sol é muito forte naquela região, impossibilitando de ser utilizado esse equipamento. Portanto, não há justificativa que nos convença que um investimento como esse fique da forma que está. Com um pouco mais de investimento concluiremos essa obra e daremos esse belíssimo equipamento para que os nossos alunos tenham disciplina completa no que se refere à educação física. Em discussão. (Pausa) O SR. LUIZ DURÃO – Senhor Presidente, pela ordem! Concordo plenamente, porque muitas vezes a falta de vinte por cento para a conclusão de uma obra acaba destruindo tudo. Essa cobertura além de proteger os alunos, protege também a quadra tão necessitada pelos alunos. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Continua em discussão. (Pausa) Não havendo mais quem queira discuti-lo, declaro encerrada a discussão. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. LUIZ DURÃO – Pela aprovação. O SR. MARCELO COELHO – Pela aprovação. O SR. DA VITÓRIA – Aprovado. Continua a leitura do Expediente: A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO N.º 04/2011 - Do Conselho da Escola de Ensino Fundamental Doutor Moacir Avidos, Córrego Moacir, Governador Lindenberg, solicitando empenho para viabilizar o processo de construção da nova escola que se encontra na Sedu. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Ciente. Senhores Deputados Marcelo Coelho, Líder do Governo e Luiz Durão, a Escola de Ensino Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Fundamental Doutor Moacir Avidos - no Córrego Moacir - tem uma história muito bonita e ao mesmo tempo triste. Foi referência estadual quando se aferiu os alunos na sua avaliação anual, teve a oportunidade de estar entre as primeiras colocadas, como também teve aluno que foi destaque nacional. É um grande orgulho essa escola não só para Governador Lindenberg , mas para o Espírito Santo, e com todas aquelas condições físicas,que não dão oportunidade, numa análise rápida de julgar que o aluno possa ter uma boa alfabetização. Acredito que é o esforço dos profissionais que atuam naquela escola por muitos anos. A Diretora da escola e todos os alunos receberam de uma forma maravilhosa esta Comissão, com uma belíssima apresentação. Receberam também o Senhor Josivaldo Barreto Andrade, Subsecretário da Secretaria de Educação; além da Senhora Maricelis Caetano, Superintendente da região.Esteve conosco o Deputado Federal Paulo Foletto que, também, é de Colatina, que logo após teve oportunidade de participar da audiência pública. Fomos contagiados pelo sentimento daqueles profissionais e principalmente pelos alunos. E a única fala reivindicatória foi de uma nova escola, tendo em vista que o Governo passado gerou uma expectativa para aquele Município. O Prefeito e os Vereadores tiveram orientação do então Governador Paulo Hartung, para definir a prioridade de investimento na cidade. E todos, de forma unânime, definiram que aquela escola seria o investimento do Governo do Estado para a cidade. Mediante isso, o prefeito desapropriou onze lotes numa área próxima à escola. Atualmente a Escola de Ensino Fundamental Doutor Moacir Avidos, fica no alto do morro, os alunos portadores de deficiência física não têm condições dignas de se deslocarem, depende sempre da ajuda dos vizinhos; o acesso à escola é muito perigoso, a grande maioria dos alunos que ali estuda mora a três quilômetros da escola, não tendo possibilidade legal de ser amparado pela lei de transporte escolar. O risco dos alunos no deslocamento para a escola é muito grande. Todas essas informações estão sendo materializadas também numa indicação legislativa que vamos propor agora, porque vamos comemorar essa indicação legislativa, Senhor Deputado Luiz Durão. Antecipadamente tivemos um diálogo com o Governador, que estava simpático também em resolver essa demanda, mas ocorreu a infelicidade da chuva no Município de Governador Lindenberg, o que ocasionou a emergência de ter outra obra como prioridade, que é a galeria no centro da cidade, que terá investimento de mais de um milhão de reais. Apresentamos ao Senhor Governador Renato Casagrande que a referida obra é uma emergência não é prioridade da cidade que foi levantada no compromisso de Governo- que não é compromisso de Governador. Quando um Governador assume o Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Governo existe a impessoalidade. S. Ex.ª, por responsabilidade, assume os compromissos do Governador anterior. Enfim, temos o aval de S. Ex.ª. Outro dia o Governador esteve em Marilândia, conversamos - em agenda com o Deputado Federal Paulo Foletto, com o prefeito Geder Camata e os vereadores – e S. Ex.ª firmou o compromisso de receber o projeto de construção da nova escola e poder dar essa obra aquela região. Queremos reafirmar esse pedido - oficialmente, agora – pela Comissão de Educação. Para tanto, a Presidência pede o apoio dos senhores membros da Comissão; do Deputado Luiz Durão, que tem base eleitoral no Município de Governador Lindenberg, muitos amigos e teve muitos votos. Como somos demandados pelos vereadores, nos deslocamos e atendemos aquele Município e identificamos esse problema, enviaremos com urgência essa Indicação Legislativa ao Governo do Estado, para que S. Ex.ª possa, ainda este ano, começar as obras da escola, conforme nossa expectativa. Coloco em discussão a proposta de Indicação Legislativa. Como votam os Senhores Deputados? O SR. LUIZ DURÃO – Na verdade, Senhor Presidente, parabenizo as comunidades de Governador Lindenberg por terem escolhido como prioridade a escola. É a escola que traçará o futuro de seus filhos. Essa foi a melhor escolha que aquela comunidade fez. O atendimento feito pelo Governo, como foi dito, foi uma obra de emergência. Ocorreu uma enchente que quase destruiu Governador Lindenberg. A distância de menos de três quilômetros, o que dificulta ainda é que a maioria dos alunos vai para a escola de bicicleta. E há dificuldade do transporte subir o morro, o que dificulta ainda mais a vida do estudante. Concordo plenamente com o objetivo de fazer o mais rápido possível essa escola. O SR. MARCELO COELHO – Pela aprovação. O SR. PRESIDENTE - (DA VITÓRIA) – A Presidência vota favorável. Aprovada a Indicação Legislativa ao Governo do Estado do Espírito Santo pela Comissão de Educação. Continua a leitura do Expediente. Diário do Poder Legislativo - 935 A SR.ª SECRETÁRIA lê: COMUNICADO N.º 221/2011 – Do Ministério da Educação, informando a liberação de recursos financeiros que especifica. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Ciente. Encaminhe-se à Comissão de Finanças. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO S/N.º-2011 – Do Ministério da Educação, encaminhando relação de convênios que especifica. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Ciente. Encaminhe-se à Comissão de Finanças. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO N.º 158/2011 – GDMC - Do Senhor Deputado Marcelo Coelho, justificando sua ausência na reunião ordinária da Comissão de Educação ocorrida no dia dez de maio de 2011, às 13h. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Ciente. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: PROPOSIÇÕES RECEBIDAS: Não houve no período. PROPOSIÇÕES DISTRIBUÍDAS AOS SENHORES DEPUTADOS: PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL N.º 03/2011 – ANÁLISE DO MÉRITO Autor: Deputado José Carlos Elias. Ementa: Altera a redação do parágrafo único do artigo 176, que trata do ensino público. Relatora: Deputada Solange Lube. Entrada na Comissão: 10/05/2011. Prazo do Relator: 24/05/2011. Prazo da Comissão: 31/05/2011. PROPOSIÇÕES BAIXADAS DE PAUTA: Não houve no período. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Passa-se à ORDEM DO DIA: A SR.ª SECRETÁRIA lê: COMUNICADO N.º 182/2011 – Do Ministério da Educação, informando a liberação de recursos financeiros que especifica. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Ciente. Encaminhe-se à Comissão de Finanças. Continua a leitura do Expediente. PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL N.º 02/2011 – ANÁLISE DO MÉRITO Autor: Deputado Genivaldo Lievore. Ementa: Altera a redação do caput dos artigos 169 e 176, que trata do ensino público. Relator: Deputado Luiz Durão. Entrada na Comissão: 03/05/2011. Prazo do Relator: 17/05/2011. Prazo da Comissão: 24/05/2011. 936 - Diário do Poder Legislativo O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Lidos os ofícios. Temos pronto o relatório da Proposta de Emenda Constitucional n.º 03/2011, de autoria do Senhor Deputado José Carlos Elias? Proponho a esta Comissão, Professor Maurício Gomes da Silva, servidor, que reúna os relatórios dos Deputados, nos dias das reuniões ordinárias desta Comissão, sempre pela manhã, estando com os relatórios prontos. Porque muitas vezes os relatórios estão discutidos, analisados, e precisa-se de certa urgência na aprovação desses projetos, não somente emenda parlamentar, e que possa, se for o caso, ser designado outro relator. Mas que ficasse na coordenação da assessoria da Comissão. Todos os Deputados concordam? (Pausa) Aprovado. Queremos, por um momento, fazer uma discussão com os Deputados sobre a Proposta de Emenda Constitucional n.° 02/2011, de autoria do Senhor Deputado Genivaldo Lievore. Ementa: altera a redação do caput dos artigos n.°s 169 e 176, que tratam do ensino público. O relator é o Senhor Deputado Luiz Durão que ainda está analisando a proposta e tem o tempo que for necessário junto com o Senhor Deputado Marcelo Coelho para discutirem sobre essa relatoria. Registramos que o Município de Vitória recebe, hoje, uma equipe do Jornal Nacional para a segunda reportagem da série que faz análise sobre a situação das instituições de ensinos públicos do nosso País. Ontem todos acompanharam por meio da imprensa, o que é para nós uma satisfação, que Vitória foi sorteada, ao vivo, durante a edição do jornal de maior audiência no Brasil. Acompanha a equipe pela TV Globo o especialista em educação, Senhor Gustavo Iospse. Registramos, com muita satisfação, que recebemos a emissora para essa análise e apontamento de problemas da área de educação de nosso Estado. A reportagem será exibida hoje à noite no Jornal Nacional e contribuirá com o mapeamento da educação estadual que está sendo feito para esta Comissão. Solicitamos que todos acompanhem, pois hoje à noite já teremos as informações no Jornal Nacional, tendo a nossa Capital Vitória como referência a ser discutida em visita às instituições de ensino público da Capital. Será assim também em várias outras capitais do País. Tivemos a sorte de iniciarmos esse trabalho, o que é – repetimos – para nós uma satisfação. Temos alguns minutos ainda e por isso faremos referência também a uma importantíssima reunião que realizamos, hoje, na Comissão Especial de redução à criminalidade. Contamos com a presença de vários profissionais do Ministério Público, do Poder Judiciário, educadores do sistema de internação de menores em conflitos com a lei; sócioeducadores; profissionais da iniciativa privada Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 representando as empresas do nosso Estado. Foi mais um passo desta proposta que estudamos para apresentarmos num grande fórum internacional que será sediado no Estado do Espírito Santo, onde estão envolvidas as instituições que trabalham com a criminalidade, com os internos nas instituições educacionais de menores em conflito com a lei. Mas todas essas pessoas que estão colaborando a fim de identificarmos profissionais no País que trabalham com a justiça restaurativa e com a justiça terapêutica. Estamos convencidos, Senhor Deputado Luiz Durão, de que não existe milagre para reduzir a criminalidade em nosso País, e muito menos em nosso Estado que tem uma referência não muito favorável. Não adianta simplesmente investimentos em equipamentos, em policiamentos, que são extremamente necessários, além de trabalharmos a prevenção, trabalharmos o tratamento na dependência química. Mas mais do que isso: fizemos a proposição, hoje, - deliberamos e aprovamos uma iniciativa nossa aprovada por aquela Comissão - de sugerirmos ao Governo do Estado do Espírito Santo a criação de uma secretaria ou de uma subsecretaria ou sequer uma assessoria especial, no mínimo, para tratar de política sobre drogas. Não dá mais, em nosso entendimento, para isso ser tratado um pouquinho na Secretaria de Justiça, um pouquinho na Secretaria de Segurança, um pouquinho na Secretaria de Saúde, um pouquinho na Secretaria de Assistência Social. Tem de ter uma secretaria específica ou uma subsecretaria com profissionais capacitados para fazerem toda essa interlocução e toda essa junção para identificarem de que forma tratamos esse mal que assola o nosso País que são as drogas. Já inventaram o crack, o oxi. O oxi não é uma droga, é uma bomba química. Não sou especialista na área, mas a informação é de essa droga mata na segunda ou na terceira vez de seu uso. Então, não tem mais como ficar esperando por isso. Os nossos jovens que estão cometendo crime, Senhores Deputados Luiz Durão e Marcelo Coelho, ou melhor, que estão cometendo atos infracionais porque crime é a partir dos dezoito anos, está comprovado que setenta por cento dos atos infracionais são cometidos sob influência da dependência química. Vai dar certo retirar da sociedade e fazer a internação? Somente internar e depois liberar? Não vai. Não tem como dar certo. Ele retornará para lá e vamos investir mais dinheiro nesse jovem, com tributos, com impostos. Então, precisamos internar num tratamento terapêutico. Aí está a nossa defesa em relação à Justiça que já é exemplo muito bem praticado em outros Estados e em outros Países. Fomos à Espanha e identificamos que o investimento feito em adolescentes desse vale a pena porque o jovem sai preparado para ter boa relação em convívio social e praticamente não mais dependente químico porque não só trabalha a saúde dele, mas Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 trabalha também o fortalecimento de sua identidade enquanto cidadão, dá oportunidade de trabalho, de ensino dentro de um contexto de profissionais que realmente podemos ter convicção e certeza que ali ele tem a possibilidade de sair para a sociedade e não retornar. Também se trabalha a família para que na escola de família codependente, que já está sendo praticado em nosso Estado tenha oportunidade de recebê-los e nessa recepção poder ajudá-lo na permanência sem o uso das drogas. Também trabalha a espiritualidade porque não tem como fazer tudo isso sem também fortalecer a espiritualidade desse jovem. Senhor Deputado Luiz Durão, pedimos a V. Exª. o apoio nesta Comissão para que defendamos a Justiça Terapêutica, tema que temos levantado nesta Casa e vamos apresentar esse documento ao Governo do Estado para que ele seja parceiro porque aí sim poderemos reduzir a criminalidade em nosso Estado. Se já está identificado pelos institutos mais sérios do nosso Estado e do nosso País que a causa são as drogas, então vamos tratar aqueles que já estão separados da sociedade porque cometeram ato infracional ou um crime e tratá-los, porque o investimento - se fizer uma análise - será muito menor porque o retorno dele já está comprovado que será infinitamente menor se ele tiver tratamento para dependência química durante o período em que ele estiver internado por ter cometido um ato infracional ou um crime. Coloco para apreciação do Senhor Deputado Luiz Durão e que esta Comissão de Educação esteja integralmente envolvida nessa proposta. O SR. LUIZ DURÃO – Senhor Presidente, somos totalmente a favor e queremos dizer mais: não podemos pensar só em tratar aquele que foi preso. Um dos melhores tratamentos é tirar as crianças das ruas porque elas estão sendo usadas pelos traficantes. Elaboramos a Indicação n.º 63/2011, ao Governador do Estado, para Projeto de Lei que cria os programas Bolsa-Adoção e Bolsa Guarda-Infantil para tirarmos essas crianças das ruas e estamos até hoje aguardando o retorno desse projeto porque isso é uma necessidade, é uma urgência. Passamos por essas crianças nas ruas e elas passam como se fossem animais, estão com fome, com frio, jogadas e sem amparo de ninguém. Automaticamente quem as está amparando? São os traficantes. O único recurso delas é usar o tráfico para sobreviverem. Precisamos criar realmente uma secretaria que se destine a verificar os que estão usando drogas e cercar as crianças antes de fazerem o seu uso. Repetimos que temos de tirar as crianças das ruas. Muito obrigado. Diário do Poder Legislativo - 937 O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Obrigado, Senhor Deputado Luiz Durão. Senhor Deputado Marcelo Coelho, qual a sua posição? O SR. MARCELO COELHO – Concordo plenamente. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Não temos outro ofício ou outro projeto a tratar. Agradecemos o apoio dos senhores deputados para a intenção dessa comissão especial que agora se une à Comissão de Educação, com a aprovação dos seus membros. Somos radicalmente contra a redução da maioridade penal. Não existe sequer um motivo que possa nos convencer, porque a grande maioria dos adolescentes internados atualmente, Senhor Deputado Marcelo Coelho, são de famílias de baixa renda, que não tiveram oportunidade dentro daquilo que dá como regra para que um cidadão possa ter uma boa formação. Sobretudo, uma grande maioria não teve nem família. Para nós, que tivemos na nossa infância, na nossa adolescência uma assistência da nossa família, que nos formou cidadão, não é possível compararmos a nossa vida com a de um jovem, de um adolescente desses e de uma criança dessas. Portanto, não há nada que nos convença que tem que reduzir a maioridade penal de dezoito para dezesseis anos. Esse é um discurso, muitas vezes, para jogar para a sociedade um problema que é de todos. Daqui a uns dias, iremos discutir a redução para quinze, quatorze, treze ou doze anos e não daremos condição alguma para que essas crianças, esses jovens tenham oportunidade de uma formação como cidadão, na ausência de uma família e sem a responsabilidade dos entes públicos. É com o propósito de assistirmos a esses jovens que estão no mundo do crime, em especial por força das drogas, que estamos com essa missão no Poder Legislativo do nosso Estado, para envolver todos os entes: Poder Judiciário, Ministério Público, Poder Legislativo e principalmente o Governo do Estado do Espírito Santo. Finalizamos esta reunião agradecendo aos Senhores Deputados Marcelo Coelho, Líder do Governo, e Luiz Durão, ambos os membros efetivos desta Comissão. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente reunião. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, para a qual designo EXPEDIENTE: O que ocorrer. Está encerrada a reunião. 938 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 COMISSÃO DE EDUCAÇÃO. DÉCIMA REUNIÃO ORDINÁRIA DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SÉTIMA LEGISLATURA, REALIZADA EM 24 DE MAIO DE 2011. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Havendo número legal, invocando a proteção de Deus, declaro abertos os trabalhos desta Comissão. Desejo uma boa tarde a todos. Suspenderemos a leitura da ata da reunião anterior, visto não haver quorum para sua deliberação, e também a leitura do Expediente. Passa-se à ORDEM DO DIA: Suspensa por falta de quorum. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Passa-se à fase das COMUNICAÇÕES: O que houver. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Convido para compor a Mesa os Senhores José Eugênio Fernandes, Rita de Cássia Fernandes e Escarlena Teixeira Pacífico, diretores do projeto Colorir. (Pausa) (Tomam assento à referidos convidados) Mesa os O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Cumprimentamos nossos assessores nesta Comissão, também o Professor Celso Rodrigues, consultor de gabinete e que nos honra com sua presença; o analista Fernando Vailant Sá Prado Carneiro, da Assessoria de Comunicação; o Procurador Fernando Silva; os componentes da TV Assembleia e a sociedade capixaba que nos acompanha neste momento. Hoje, estamos com a presença ilustre de três professores, os Senhores José Eugênio Fernandes; Rita de Cássia Fernandes e Escarlena Teixeira Pacífico, que representam o grandioso Projeto Colorir. Está em nossas mãos uma apresentação desse projeto, com vários livros que foram repassados à Comissão de Educação. Temos referência muito positiva do projeto Colorir, apesar de não conhecermos com profundidade sua aplicação na Grande Vitória. A referência que foi feita essa semana, dia 22 de maio, domingo, no jornal A Gazeta, diz: 31% da população da Grande Vitória foi vítima de bullying. Temos em mãos esse importante projeto e gostaríamos de passar a missão de sua apresentação para a Senhora Rita de Cássia Fernandes, para que possamos conhecê-lo. A SR.ª RITA DE CÁSSIA FERNANDES – Agradecemos ao Presidente desta Comissão de Educação, Senhor Deputado Da Vitória, a oportunidade. Mas passarei a palavra à psicóloga Escarlena Teixeira Pacífico, que dará início a essa apresentação. Estou um pouco nervosa. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Senhora Rita de Cássia Fernandes, quem não fica nervoso é quem não se deixa tomar pela emoção. Os melhores profissionais, aqueles que mais produzem em prol da sociedade, são aqueles que trabalham pela emoção. Concedo a palavra à Senhora Escarlena Teixeira Pacífico. A SR.ª ESCARLENA TEIXEIRA PACÍFICO – Boa tarde ao Senhor Deputado Da Vitória, Presidente da Comissão de Educação e a todos os presentes. Senhor Presidente Da Vitória, o que V. Ex.ª falou dos profissionais da Educação é verdade. Reitero a palavras da Senhora Rita de Cássia Fernandes. Para nós esse momento é muito importante, pois é a oportunidade de estar compartilhando uma experiência que tem dado certo, de enfrentamento da violência escolar. O Projeto Colorir existe há nove anos, perto de completar dez anos, mas somente no ano passado nos tornamos uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, que é composta por nós, diretores, mais um Conselho Fiscal. Temos a missão de desenvolver a consciência social disseminando a cultura da paz, a educação humanista e a educação dos valores nas relações de qualquer natureza atuando no aprimoramento de pessoas e organizações nacionais e internacionais. O que queremos na verdade? Qual é a nossa visão? É ser uma instituição referência por sua atuação ética, transparente e eficiente na aplicação de tecnologia social de criação de valores humanos ampliando a sua atuação e parceria. O projeto Colorir Criando Valores, hoje, está com a imensa oportunidade de mostrar para V. Ex.as e para o Presidente da Comissão de Educação um trabalho sério, que vem trazendo resultados, uma proposta de enfrentamento da violência com resultados mensurados, reconhecidos e legitimado pela comunidade. É proposta que no nosso modo de ver contribui muito com esse enfrentamento. O nosso objetivo será apresentado pela Senhora Rita, Diretora de Relações Institucionais das Oscip´s, para que V. Ex.as tenham conhecimento da história deste projeto, de como Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 surgiu, de como vem acontecendo e mostrar um pouco do que fazemos. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Concedo a palavra à Senhora Rita de Cássia Fernandes. A SR.ª RITA DE CÁSSIA FERNANDES - Para ficar mais a vontade começarei contando uma história entre pai e filho. No momento desse pai ensinar uma grande lição para esse filho, o pai decidiu fazer um passeio com o filho e lhe disse: Filho, iremos para as montanhas, pois lá quero ensinar a melhor e maior lição da sua vida. O filho ficou um tanto intrigado, mas muito curioso para saber exatamente o que aquele pai queria com ele. Pai e filho, então, se prepararam para o tal passeio e lá foram caminhando quando, de repente, o menino passa por entre umas árvores e se arranha. E o menino grita: - Aiiii! Pai, não éramos somente nós dois que estávamos aqui? Parece que escutei uma voz! O pai deixou o filho ainda mais intrigado dizendo: - Não é nada não, filho. Você deve estar escutando algo. Continuaram a caminhar quando, de repente, esse menino acabou tropeçando numa pedra. E gritou: Droga! Pai, você trouxe mais alguém? O pai cada vez mais feliz porque era exatamente aquilo que ele queria conseguir com o filho. E o menino disse: - Pai, você está feliz com tudo isso que está acontecendo comigo? O pai diz: - Vamos continuar o nosso passeio, daqui a pouco você entenderá mais. E o filho, sem entender nada disse: - Parece que tem alguém aí, eu acho que tem, eu quero saber. Drogaaaa!!! Ah, pai, não está dando. E você ainda fica rindo de mim, pai? O que é que está acontecendo? O pai disse: - Meu filho, agora chegou o momento de você aprender a maior lição da sua vida. E o filho retucou: A maior lição da minha vida?E o pai: - Sim, meu filho. Isso o que você está ouvindo, os estudiosos chamam de eco; mas, filho, eu chamo de vida, porque tudo o que você fizer na sua vida voltará para você mesmo, quer ver? - Amoooor! Amooor! Vamos dizer todos: Amooor! Pazzzz! Vidaaaa! É exatamente isso que o projeto Colorir quer propor: a valorização pela vida. Então o projeto Colorir tem o objetivo de contribuir com a redução da violência e a depredação do imóvel escolar. Ele nasceu em 2003 por uma necessidade de uma escola do Município de Serra. Essa escola tinha uma parceria com uma empresa que fazia reformas físicas nessa escola. Mas, começou a perceber que a cada seis meses toda a reforma vinha abaixo. A escola era arrombada; temos aqui algumas fotos que mostram o teto da escola que desabou sobre os alunos, no Diário do Poder Legislativo - 939 Município de Serra. Era aquele ambiente e um pouco pior o que encontramos lá. Então, o Diretor Presidente da empresa Elkem, localizada no Município de Serra, decidiu que deveria ser feito algo que não só reforma física; que parássemos de cuidar das paredes e pensássemos nas pessoas. Fui então convidada para estar na linha de frente desse projeto, junto com o Senhor Eugênio Fernandes que tinha experiência de trabalho na favela de Paraisópolis. E munidos dessa problemática fomos a campo através de pesquisas, conversando com a comunidade, com os profissionais que trabalhavam nessa escola e com os alunos. Percebemos que eles também queriam fazer algo para mudar aquela realidade. A união de todos foi que realmente deu esse resultado. Colorir é um acróstico, formado pelas palavras cooperar, organizar, limpar, orientar, reciclar, influenciar e realizar. Essas palavras são trabalhadas através de histórias, com personagens que foram criados especialmente para esse projeto. A proposta pedagógica do projeto foi inspirada na educação humanista do educador e professor japonês Tsunessaburo Makiguti, que propõe que a criança seja feliz na escola e que desenvolva, então, essa consciência social que possibilita a compreensão de que todo ser humano tem um dever para com a sociedade. Essa felicidade é muito além do que simplesmente a satisfação dos desejos pessoais. Esse professor, em seu livro Educação para uma Vida Criativa, da Editora Record, conta alguns fatos, como por exemplo, que durante a neve, carregava as crianças, as levava para a escola, e aquecia as suas mãos. Trouxemos essa educação humanista por realmente acreditar que o aluno é o principal ator dentro de uma escola. Não somente o aluno, assim como todos os profissionais envolvidos e também a escola. O professor dizia que uma escola não poderia existir sem o tripé: escola, alunos e pais. Não tem como acontecer. O projeto Colorir já passou por doze escolas; nesse ano de 2011 estamos implantando o projeto em uma escola no Município de Vila Velha, pela primeira vez implantando esse projeto fora do Município de Serra. Mas já tivemos algumas atividades pontuais do projeto nos Municípios Vitória e Vila Velha e os resultados são satisfatórios; os dados são todos mensurados. Temos aí os números de escolas. O primeiro ano é o de implantação do projeto e mais um de manutenção do projeto. Nesses nove anos foram vinte e dois mil trezentos e cinquenta alunos atendidos e dois mil cento e cinqüenta profissionais.Participaram dessas atividades seis mil e duzentas pessoas entre pais e comunidades. Tivemos também a participação indireta de dezesseis mil cento e cinquenta pessoas em média. Essa foto mostra os livros que são distribuídos. Sempre dizemos que aluno não lê. Mas, 940 - Diário do Poder Legislativo eles não têm possibilidade. Existe a coleção: Colorido e Sua Turma em Aprendendo a Cooperar, Organizar e Limpar. Esses livros são distribuídos gratuitamente. E é engraçado que os alunos quando chegam à escola no primeiro ano eles já vêm com esses livrinhos como se fossem figurinhas dentro da bolsa. Trouxemos um gráfico de acompanhamento anual para mostrar que tudo é categorizado, como os atos de violência nas escolas. Gostaríamos de mostrar para vocês algumas conquistas importantes. No ano de 2003 reduzimos a evasão escolar e tivemos a superação da meta de aprovação. Em 2004 tivemos a premiação de Serra Dourada com a rádio Escola e o projeto Colorir passa a fazer parte do projeto político pedagógico da escola. Serra Dourada também é indicada, nos jornais, como escola de qualidade. No ano de 2006 fizemos novas parcerias e o material foi sistematizado e aí sim nasce a coleção de livros, pois até então as histórias eram apenas contadas. O projeto Colorir também foi estudo de monografia. No ano de 2007 o projeto Colorir passou também a ser responsabilidade social da Unidade Cabo Industrial e o reconhecimento de outros municípios. Tivemos a oportunidade de fazer palestra nos Municípios de Cariacica e Vila Velha, com relação a responsabilidade social. Participamos do Congresso Internacional BAWB como cases do sucesso. O Projeto foi reconhecido também fora do Brasil. No ano de 2008 tivemos o desenvolvimento do programa voluntariado Elkem; tivemos a concretização do livro Realizar, que foi escrito pelos alunos que fizeram visitas a asilos e levaram essa temática do Colorir para lá. Esse livro fala um pouquinho sobre a história dos idosos do Estado do Espírito Santo e possui dados reais, por meio de um levantamento feito pelos alunos da Escola de André Carloni. Em 2009 o projeto é reconhecido novamente na mídia como um projeto de resultados positivos. Em 2010 tivemos a qualificação como Organização Social Civil de Interesse Público – OSCIP. Neste ano de 2011 tiramos o primeiro lugar no prêmio estadual PSQT do Sesi e da Findes e também o primeiro lugar no prêmio nacional, concorrendo com mil setecentas e dezessete empresas. Gostaria de convidar o professor Eugênio para falar sobre as atividades. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) Parabenizo a professora Rita de Cássia, que fez uma apresentação fantástica. (Pausa) Concedo a palavra ao professor José Eugênio de Castro. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 O SR. JOSÉ EUGÊNIO DE CASTRO – Boa tarde a todos. Será que é possível voltarem ao slide com os índices de violência? A professora Rita de Cássia falou rapidamente e acho importante ressaltarmos quais são esses resultados, porque quando se fala de um projeto que trabalha uma temática que tem sido muito comentada pela mídia, questão da violência, do bulling e pensar que no ano de 2003 o Município de Serra já trabalhava essa temática e diferentemente dos projetos sociais que às vezes oferecem atividades extracurriculares para sanar essas questões da violência, esse projeto Colorir conseguiu construir uma tecnologia para trabalhar essa problemática da violência. Por isso é importante entendermos que não são apenas atividades de contar histórias, teatro e atividades extracurriculares que aconteciam na escola, mas é importante ressaltar que a equipe construiu juntamente com a escola e alunos alguns instrumentos para que pudéssemos fazer essa avaliação. Os senhores estão vendo um gráfico do ano de 2005 a 2008. Não estão inclusos os anos de 2009 e 2010 porque tivemos a crise mundial e nesse período o projeto se manteve vivo, mas não conseguiu fazer a aplicação do programa na íntegra. Por isso, fazemos questão de colocar até o ano de 2008. Mas, se perceberem, aqueles dados que estão do lado direito, como falta de professores, cumprimento de tarefas, falta de material para o aluno, encaminhamento à coordenação, pequenos furtos, depredação, violência verbal e física e o próprio bulling, isso já está sendo levantado no Município de Serra, desde 2005. Quem levanta esses dados? Os alunos são treinados dentro da sala de aula. É feito um aprimoramento com esses alunos, onde identificavam esses sinais de violência que acontecem dentro da sala de aula, e fazem as anotações junto com toda a turma para, que no final do mês, levantar esses dados. Se olharem, isso tudo tem como comprovarmos. São auditorias internas da escola. Em 2005, o alto índice de depredação que tivemos na escola, e olhem em 2008 como houve uma diminuição. Outra tecnologia utilizada foi essa placa, que geralmente as empresas têm, de dias sem acidentes. Temos essas placas implantadas na escola, porém, o nosso índice é o levantamento da violência e da depredação, chegando a cento e dezoito dias de duzentos dias letivos sem ocorrência de violência e depredação. Esse dado é muito significativo, porque duzentos dias letivos, e cento e dezoito dias sem que haja ocorrência significativa de violência numa escola é muito interessante. O bacana, reforçamos, é que esses dados não são dados marqueteiros, ou seja, não estamos aqui para falar do projeto do Município de Serra, bonito e bacana. Mas são dados que foram mensurados pelos próprios alunos. Eles se sentem participantes desse processo inculturando essa filosofia do projeto dentro do Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 contexto da escola e dentro da própria vida. Inclusive, nesse momento, convidamos os Senhores para assistirem um pequeno vídeo que mostrará o relato de um dia desse projeto na escola, onde alguns profissionais, diretor, professor, aluno e também nós, profissionais do projeto, relatamos como acontece no dia a dia. Nosso técnico está preparando o vídeo para ser apresentado. (É feito a apresentação do vídeo) O SR. JOSÉ EUGÊNIO DE CASTRO – Não posso deixar de fazer uma piada: O cabelo continua o mesmo, mas a voz.... Continuando, vimos um pequeno relato em um vídeo gravado em 2009 ou 2008. Esse projeto tem uma continuidade. O que o diferencia dos outros programas existentes é que em 2003, não havia no Estado do Espírito Santo nenhum programa específico que trabalhasse com as questões de violência escolar. Ainda hoje, quando são citados programas relacionados a essa temática, temos o Colorir como referência no Estado do Espírito Santo. Em 2003 só existia em Brasília, um programa de enfrentamento. Vale ressaltar - não sei se os senhores perceberam - que quando a Senhora Rita de Cássia Fernandes mencionou durante o vídeo sobre ocorrências coloridas, sobre uma placa, há poucos dias, em um seminário ouvimos falar sobre justiça restaurativa, lembram-se? Em 2008, a Doutora Janete Pantaleão, em uma reunião conosco, conhecendo o programa, referiu-se a essa metodologia como de prevenção dentro da escola, trabalhando essa justiça restaurativa. Por quê? Porque dentro da escola no momento em que o aluno, às vezes vai para a coordenação - o que chamávamos de resgate desse aluno, muitas vezes era um momento banal, era um presente para esse aluno. Porque ele saía da sala de aula e pegava alguns dias de folga, em casa. Com essa proposta, foi percebido um momento de reflexão daquele problema de conflito dentro da escola. Portanto, o aluno não sai da escola sem que o problema seja, realmente, resolvido. Seja ele entre pares: de aluno e aluno ou entre professor e aluno ou até mesmo com a comunidade escolar, por meio de assembleias. Percebemos que o diálogo, dar a voz aos personagens principais da escola, foi uma forma encontrada a fim de contribuirmos com essa resolução de conflitos. Acredito que tenha diminuído significativamente todo tipo de violência no sentido físico, no sentido verbal, porque o diálogo foi a forma como eles acharam para poder estarem resolvendo todas essas dificuldades. Diário do Poder Legislativo - 941 Os módulos de aplicação do programa são divididos em duas etapas. Então, o primeiro ano quando a escola é adotada, chamamos de um ano de aplicação, e no segundo ano, um ano de manutenção. Toda escola dá certo? Depende das pessoas envolvidas, do gestor, dos professores, porque ele não é um projeto engessado. Não chegamos e falamos assim: toma que o projeto está pronto. Este projeto é construído dentro da escola. Então, se o senhor hoje for às doze escolas, não encontrará o mesmo projeto colorido. Cada escola teve a sua caracterização, personalizou o projeto com as suas necessidades. Então temos, por exemplo, uma escola em Vila Nova de Colares onde o projeto ficou um ano em aplicação e um ano em manutenção. E até hoje eles utilizam essa justiça que chamamos de justiça restaurativa e utilizam a placa. Então, o senhor chega à escola os alunos estão contando a placa, estão envolvidos nessa sensibilização, de que se houver conflito, alguma briga um pouco mais grave na escola, essa placa vai zerar, gerando uma responsabilidade coletiva. É muito interessante como os alunos se sentem coresponsáveis por não zerarem a placa. Quer dizer, não é um problema só meu; é um problema nosso. É importante a formação de uma criança, de um adolescente, essa coletividade. Temos também aí os passos para implantação. Não vamos precisar ler tudo passo a passo. Mas temos desde o início uma reunião com os profissionais da escola. O projeto nunca chega à escola e é aplicado onde os profissionais não o desejam. Geralmente é feito o quê? Os diretores nos convidam para que façamos uma visita a essa escola, e depois fazemos uma sensibilização com os professores. Entramos de sala em sala perguntando para os alunos, depois de apresentar a metodologia e dizer assim: E aí, nós vamos colorir? E os alunos é quem dizem: Nós vamos! Porque se algum deles se manifestarem de forma contrária é respeitado, até que consigamos chegar num momento oportuno na escola. Vamos dar um exemplo. Chegamos numa escola com essa proposta e um aluno nos falou: Como vamos cuidar de uma escola se ela está toda suja e destruída? Então fica uma reflexão para o grupo. Antes de chegar aos alunos e pedir para eles cuidarem da escola, existe alguém que é responsável para deixar o ambiente digno, para que depois eles aprendam a fazer essa reflexão do zelo e o cuidado pelo patrimônio. Então, conseguimos fazer essa intervenção. Na época a Prefeitura fez, realmente, uma reforma nessa escola, depois chegamos com a proposta de preservação. Então, vale também essa reflexão. Depois temos cursos Capri com os professores. Sou professor, e quem é professor sabe disso: não somos preparados para resolver problemas dentro da faculdade. Somos preparados para ensinar conteúdos. Se estiver errado, alguém se manifeste. 942 - Diário do Poder Legislativo Não existem técnicas que são dadas, por exemplo, para um aluno formado em pedagogia para que ele resolva os problemas que acontecem no seu cotidiano dentro da sala de aula. Então, o projeto vem trazendo algumas técnicas para que coordenadores, diretores, gestores e professores possam estar utilizando dessas técnicas para essas resoluções cotidianas de conflito. E eles se sentem autônomos mesmo para estar resolvendo. E você ver que o índice de idas para a coordenação diminui significativamente. Temos aí um mapa dessa disciplina colorida e no início temos a construção das normas. Vocês estão visualizando a escola de Serra Dourada onde teve uma pichação. E nesse mesmo dia fotografamos o passo a passo até chegar à conscientização, onde os alunos fazem a troca de papéis entre vítima e agressor, resolvendo os problemas de conflito que aconteceram nesse dia, e chegando a um final feliz do problema. Convido a Senhora Norma Louzada para finalizar a nossa fala, pois é importante também que uma diretora ou uma gestora fale sobre o problema que vivencia, trazendo também um pouco dos resultados desse programa. Obrigada pela atenção. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Concedo a palavra à Senhora Norma Louzada. A SR.a NORMA LOUZADA – Boa tarde a todos. Cumprimento a todos, na pessoa do Senhor Deputado Da Vitória, Presidente da Comissão de Educação. Assim como V. Ex.a, acredito que tudo no País passa pela educação, porque também sou idealista e fã do nosso saudoso Leonel Brizola e do Senador Cristovam Buarque. Acreditamos que neste País tudo passará pela educação. Estou diretora de uma escola no bairro Central Carapina, que no dia de hoje, 24 de maio, está nas páginas dos jornais pelos graves incidentes que têm acontecido. Tudo no nosso bairro é primeiro lugar: primeiro lugar de foco do mosquito da dengue; primeiro lugar de mulheres infectadas com o vírus HIV, primeiro lugar em gravidez na adolescência e também primeiro lugar na violência. A partir de 2006, foi implantado o projeto. Até então, Senhor Deputado, somente tínhamos o assistencialismo: uma empresa patrocinava o lanche na escola. Foi a partir da chegada do projeto que houve a ruptura entre deixar de dar o peixe e começar a ensinar a pescar. Falei: E agora? Como é que vou fazer. Com que você deixa o assistencialismo e passa a promover a questão da cidadania? Como dizer: Não vou te dar mais o peixe. Agora você vai ter que aprender a pescar? O projeto chegou, o conhecemos e começamos a trabalhá-lo na escola. Como os Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Professores Rita de Cássia Fernandes e José Eugênio Fernandes disseram: primeiro fazemos um consenso, chamamos tanto a comunidade escolar, como a comunidade local e os pais dos alunos, e apresentamos o projeto. Como o Professor José Eugênio Fernandes falou: E aí, vamos colorir? De 2006 a 2011, tenho a grata satisfação de ter, enquanto gestora da escola, esse projeto implantado. Senhor Deputado, puxarei um pouquinha a sardinha para a minha brasa, existe uma escola estadual no bairro Central Carapina, onde ninguém quer estudar. Querem estudar na escola Antônio Vieira de Rezende, da qual estamos na direção. O Senhor Maurício esteve na nossa escola e nos conheceu. Não é o prédio ideal, mas é o real. Se V. Ex.a for nos visitar, verá que todos amam estudar naquela escola. Ela faz a diferença no bairro Central Carapina, porque, com o projeto colorir, com todo o corpo docente, com a comunidade escolar, com todo o entorno, as pessoas se sentem pertencentes à escola. Quando a família, a comunidade escolar, o aluno, se sente pertencente à escola ajuda a não deixar destruí-la, pois o aluno gosta da escola. Quando o aluno gosta da escola, ele tem sucesso. No fim do ano, não existe evasão. A repetência existe, vai existir, mas estamos sempre procurando detectá-la. V. Ex.a, Presidente, e o Senhor Deputado Marcelo Coelho devem ver a alegria que é. Como a Professora Rita de Cássia Fernandes falou: quando os irmãos de alunos começam o primeiro ano, já conhecem todo o material, porque os nossos alunos são multiplicadores, levam para casa aquela sementinha que aprenderam na nossa escola. Então, quando as crianças chegam pequenininhas, falam: “Olha, o tio colorido, a tia colorida”. Porque a nossa escola é sempre colorida. Ao término do trimestre, existe um programa que chamamos de Minha casa também é colorida - que é o projeto Cuida de mim - para o qual chamamos a comunidade e os pais para ouvirem e discutirem a questão da autoestima, da participação na aprendizagem. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Gostaria de fazer uma discussão com os Deputados sobre a Proposta de Emenda Constitucional n.° 02/2011, de autoria do Senhor Deputado Genivaldo Lievore. Ementa: altera a redação do caput dos artigos n.os 169 e 176, que tratam do ensino público. O relator é o Senhor Deputado Luiz Durão que ainda está analisando a proposta e tem o tempo que for necessário junto com o Senhor Deputado Marcelo Coelho para discutirem sobre essa relatoria. Registramos que o Município de Vitória recebe, hoje, uma equipe do Jornal Nacional para a Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 segunda reportagem da série que faz análise sobre a situação das instituições de ensinos públicos do nosso País. Ontem, todos acompanharam por meio da imprensa, o que é para nós uma satisfação, que Vitória foi sorteada, ao vivo, durante a edição do jornal de maior audiência no Brasil. Acompanha a equipe pela TV Globo o especialista em educação, Senhor Gustavo Iospse. Registramos, com muita satisfação, que recebemos a emissora para essa análise e apontamento de problemas da área de educação de nosso Estado. A reportagem será exibida hoje à noite no Jornal Nacional e contribuirá com o mapeamento da educação estadual que está sendo feito para esta Comissão. Solicitamos que todos acompanhem, pois hoje à noite já teremos as informações no Jornal Nacional, tendo a nossa Capital Vitória como referência a ser discutida em visita às instituições de ensino público da Capital. Será assim também em várias outras capitais do País. Tivemos a sorte de iniciarmos esse trabalho, o que é – repetimos – para nós uma satisfação. Temos alguns minutos ainda e por isso faremos referência também a uma importantíssima reunião que realizamos, hoje, na Comissão Especial de redução à criminalidade. Contamos com a presença de vários profissionais do Ministério Público, do Poder Judiciário, educadores do sistema de internação de menores em conflitos com a lei; sócioeducadores; profissionais da iniciativa privada representando as empresas do nosso Estado. Foi mais um passo desta proposta que estudamos para apresentarmos num grande fórum internacional que será sediado no Estado do Espírito Santo, onde estão envolvidas as instituições que trabalham com a criminalidade, com os internos nas instituições educacionais de menores em conflito com a lei. Mas todas essas pessoas que estão colaborando a fim de identificarmos profissionais no País que trabalham com a justiça restaurativa e com a justiça terapêutica. Estamos convencidos, Senhor Deputado Luiz Durão, de que não existe milagre para reduzir a criminalidade em nosso País, e muito menos em nosso Estado que tem uma referência não muito favorável. Não adianta simplesmente investimentos em equipamentos, em policiamentos, que são extremamente necessários, além de trabalharmos a prevenção, trabalharmos o tratamento na dependência química. Mas mais do que isso: fizemos a proposição, hoje, - deliberamos e aprovamos uma iniciativa nossa aprovada por aquela Comissão -, de sugerirmos ao Governo do Estado do Espírito Santo a criação de uma secretaria ou de uma subsecretaria ou sequer uma assessoria especial, no mínimo, para tratar de política sobre drogas. Não dá mais, em nosso entendimento, para isso ser tratado um pouquinho na Secretaria de Justiça, um pouquinho na Diário do Poder Legislativo - 943 Secretaria de Segurança, um pouquinho na Secretaria de Saúde, um pouquinho na Secretaria de Assistência Social. Tem de ter uma secretaria específica ou uma subsecretaria com profissionais capacitados para fazerem toda essa interlocução e toda essa junção para identificarem de que forma tratamos esse mal que assola o nosso País que são as drogas. Já inventaram o crack e o oxi. O oxi não é uma droga, é uma bomba química. Não sou especialista na área, mas a informação é de essa droga mata na segunda ou na terceira vez de seu uso. Então, não tem mais como ficar esperando por isso. Os nossos jovens que estão cometendo crime, Senhores Deputados Luiz Durão e Marcelo Coelho, ou melhor, que estão cometendo atos infracionais porque crime é a partir dos dezoito anos, está comprovado que setenta por cento dos atos infracionais são cometidos sob influência da dependência química. Vai dar certo retirar da sociedade e fazer a internação? Somente internar e depois liberar? Não vai. Não tem como dar certo. Ele retornará para lá e vamos investir mais dinheiro nesse jovem, com tributos, com impostos. Então, precisamos internar num tratamento terapêutico. Aí está a nossa defesa em relação à Justiça que já é exemplo muito bem praticado em outros Estados e em outros Países. Fomos à Espanha e identificamos que o investimento feito em adolescentes desse vale a pena porque o jovem sai preparado para ter boa relação em convívio social e praticamente não mais dependente químico porque não só trabalha a saúde dele, mas trabalha também o fortalecimento de sua identidade enquanto cidadão, dá oportunidade de trabalho, de ensino dentro de um contexto de profissionais que realmente podemos ter convicção e certeza que ali ele tem a possibilidade de sair para a sociedade e não retornar. Também se trabalha a família para que na escola de família codependente, que já está sendo praticado em nosso Estado tenha oportunidade de recebê-los e nessa recepção poder ajudá-lo na permanência sem o uso das drogas. Também trabalha a espiritualidade porque não tem como fazer tudo isso sem também fortalecer a espiritualidade desse jovem. Senhor Deputado Luiz Durão, pedimos a V. Exª. o apoio nesta Comissão para que defendamos a Justiça Terapêutica, tema que temos levantado nesta Casa e vamos apresentar esse documento ao Governo do Estado para que ele seja parceiro porque aí sim poderemos reduzir a criminalidade em nosso Estado. Se já está identificado pelos institutos mais sérios do nosso Estado e do nosso País que a causa são as drogas, então vamos tratar aqueles que já estão separados da sociedade porque cometeram ato infracional ou um crime e tratá-los, porque o investimento - se fizer uma análise - será muito menor porque o retorno dele já está comprovado 944 - Diário do Poder Legislativo que será infinitamente menor se ele tiver tratamento para dependência química durante o período em que ele estiver internado por ter cometido um ato infracional ou um crime. Coloco para apreciação do Senhor Deputado Luiz Durão e que esta Comissão de Educação esteja integralmente envolvida nessa proposta. O SR. LUIZ DURÃO – Senhor Presidente, somos totalmente a favor e queremos dizer mais: não podemos pensar só em tratar aquele que foi preso. Um dos melhores tratamentos é tirar as crianças das ruas porque elas estão sendo usadas pelos traficantes. Fizemos a Indicação n.º 63/2011 ao Governador do Estado para o projeto de lei que cria os programas Bolsa-Adoção e Bolsa Guarda-Infantil para tirarmos essas crianças das ruas e estamos até hoje aguardando o retorno desse projeto porque isso é uma necessidade, é uma urgência. Passamos por essas crianças nas ruas e elas passam como se fossem animais, estão com fome, com frio, jogadas e sem amparo de ninguém. Automaticamente quem as está amparando? São os traficantes. O único recurso delas é usar o tráfico para sobreviverem. Precisamos criar realmente uma secretaria que se destine a verificar os que estão usando drogas e cercar as crianças antes de fazerem o seu uso. Repetimos que temos de tirar as crianças das ruas. No próximo ano colocarei o nosso nome à disposição. Não tenham dúvidas de que - se primeiramente Deus nos permitir chegar à Prefeitura - com certeza instalaremos o projeto Colorir, reformaremos nossas escolas e levarmos motivação às nossas crianças, pois é fundamental esse relacionamento. O professor José Eugênio Fernandes falou sobre o relacionamento. Não há profissional que consiga êxito em sua profissão se não tiver bom relacionamento; se não souber se envolver com os outros. É por isso que nossa vida é um aprendizado constante, Senhora Rita de Cássia Fernandes. A todo o momento estamos aprendendo. V. S.as nos deram uma aula hoje. Parabéns, que Deus continue a abençoar e a fortalecê-los, para que possamos, diretora Norma Louzada, mudar essa realidade em nosso País. Também acreditamos que passamos por momentos muito difíceis, mas não podemos perder a fé. O profissional da Educação é um profissional diferenciado, que trabalha com muito amor. Por isso, meus parabéns a todos. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Senhor Maurício Gomes da Silva, temos a definição da agenda de amanhã, não é? O Senhor Fernando Silva está fazendo uma flexibilização em nossa agenda para que possamos estar no local marcado às 14h30min. A pessoa dita por V. S.ª nos telefonou há pouco solicitando que na agenda da Comissão de Educação pudéssemos, já, definir, na Superintendência de Carapina. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Senhora diretora Norma Louzada, V. S.ª está convidada para a reunião de amanhã. Quando disse estadual, foi porque V. S.ª fez uma comparação. Mas visitaremos a escola estadual também. Possivelmente, talvez, não amanhã; porque teremos uma agenda que nos exigirá bom tempo; também estaremos restringindo o horário para aproveitar a reunião das Diretoras da Região da Superintendência Estadual de Carapina, amanhã. Estamos fazendo um diagnóstico, deliberado e aprovado por esta Comissão. Estamos todas as onze Regiões do Estado para ouvirmos os Professores e Diretores das escolas públicas estaduais. Pela primeira a Comissão de Educação está fazendo isto. Deslocando-se para todo o Estado do Espírito Santo para ouvir as escolas. Esse trabalho começará a partir de amanhã, e acontecerá semanalmente, quinzenalmente, de acordo com a conveniência de nossas agendas da Superintendência de Educação e Diretoras das Escolas. Amanhã às 14h30min, ouviremos as Diretoras Estaduais da Região da Grande Vitória, que tem a sede na Superintendência de Carapina. Portanto, desde já fica aprovada e definida a data. Entraremos em contato com a Senhora Deputada Solange Lube, mas gostaria que todos os Deputados pudessem receber o convite, principalmente os da Grande Vitória, e especialmente os que são do Município de Serra. Esta Comissão trabalha de forma participativa, envolvendo todos os atores que nela atuam principalmente aqueles que têm a obrigação principal. Estaremos no local designado às 14h30min. Antes de finalizar esta reunião, mais uma vez agradecemos a todos. Foi uma das melhores agendas que tivemos nesta Comissão. Muito boa. Defenderemos o Projeto Colori. Vamos conhecê-lo um pouco mais, para defendê-lo melhor. Leremos a apresentação, conversaremos um pouco por telefone, quero estar convidado para uma apresentação, para uma formatura. Que os senhores convidados nos deem essa oportunidade, pois projetos grandiosos como esse precisamos apresentá-los em um contexto geral, também com seus resultados. Se tivermos essas informações nesta Comissão com certeza teremos oportunidade de que outros agentes políticos, legitimados para representar a sociedade possam se comprometer em levar esse projeto adiante, assim como Aracruz, estará recebendo-o a partir do ano de 2013. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente reunião. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, para a qual designo EXPEDIENTE: O que ocorrer. Está encerrada a reunião. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 COMISSÃO DE EDUCAÇÃO. DÉCIMA PRIMEIRA REUNIÃO ORDINÁRIA, DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SÉTIMA LEGISLATURA, REALIZADA EM 31 DE MAIO DE 2011. A SR.ª PRESIDENTA – (SOLANGE LUBE) – Havendo número legal, invocando a proteção de Deus, declaro aberto os trabalhos desta Comissão. Justifico a ausência do Senhor Deputado Da Vitória, Presidente desta Comissão, que por motivo particular não pode estar presente. Cumprimento o Senhor Deputado Luiz Durão, membro desta Comissão; o Senhor Marco Túlio Ferreira, representante da ASAS e diretor do projeto UTEP na Ecociência. Enquanto aguardamos a presença dos outros membros desta Comissão, concedo a palavra ao Senhor Marco Túlio. O SR. MARCO TÚLIO FERREIRA – Meu nome é Marco Túlio, sou representante da ASAS. Podese dizer que sou um microempresário do setor de sustentabilidade. Consegui um projeto bacana, inclusive fui ao Município de Viana, pois o projeto VIPASA fomos nós que trouxemos para cá e parece que hoje está virando uma realidade a indústria naquele Município. O UTEP na Ecociência é outra planta que temos de uma indústria de pneus reciclados, sobre o qual falaremos em momento mais oportuno. Agradeço ao Senhor Deputado Da Vitória, Presidente desta Comissão, que nos deu essa oportunidade; bem como o Senhor Deputado Luiz Durão. Sou meio frágil para falar em público, então desde já peço desculpas por qualquer coisa. Falarei um pouco sobre o projeto Ecoar Mambembe, que foi construído em parceria com o Instituto Estadual de Meio Ambiente – IEMA, mas ainda não conseguimos fazê-lo decolar na prática. O projeto demorou dois anos para ser construído e cada vez fica um pouco melhor. Foram dois anos de luta. No primeiro ano, como precisávamos captar recursos, veio a crise de 2008 e as pessoas acabaram recuando. Depois veio o ano eleitoral e não conseguimos colocá-lo em prática, mas entendemos que é um projeto diferenciado e que pode auxiliar muito a sociedade do nosso Estado. Já existe um projeto que se chama Ecoar, do IEMA, e já fizeram algumas apresentações em várias cidades. E esse é o Projeto Ecoar Mambembe, que é um subprojeto do Ecoar. O Projeto Ecoar Mambembe é iniciativa de educação sócio-ambiental itinerante estruturada a partir da metodologia de educação vivencial. Ecoar Mambembe vem do projeto Ecoar de Educação Ambiental, desenvolvido desde 2008. O Projeto Ecoar já vem capacitando gestores das Secretarias de Estado do Meio Ambiente, da Agricultura, da Saúde e da Educação, além de docentes do ensino fundamental de vinte e cinco municípios capixabas envolvidos na primeira fase. O público primário seriam três comunidades escolares de ensino fundamental, alunos e professores do 1.º ao 9.º ano, de vinte e cinco cidades do Espírito Santo, onde o Ecoar já passou. Perfaz um total de setenta e cinco comunidades Diário do Poder Legislativo - 945 escolares e noventa e seis mil pessoas. Ou seja, trinta mil alunos; sessenta mil familiares e seis mil e quinhentos educadores. O público secundário seria a população das vinte e cinco cidades citadas, que seria em torno de quatrocentos e setenta e três mil pessoas. Mas esse é o piloto. O interesse é fazer em todo o Estado. O projeto tem como objetivo implementar a Política de Educação Ambiental no Estado do Espírito Santo, Lei n.º 6.295/2009, que dá suporte às demandas das escolas do projeto Ecoar; disseminar e fortalecer as ações de educação ambiental no Estado de forma inovadora; oferecer recursos lúdicos e didáticos visando enriquecer o repertório sócio-ambiental da população, agregando os diversos fatores sociais para melhor aproveitamento de sinergias e recursos; estreitar laços com as escolas e comunidades por meio de ações e formação ambiental. Projeto-piloto do Ecoar Mambembe, como já falamos, seriam vinte e cinco cidades, escolhidas da mesma forma que o Ecoar. Iniciamos pelas cidades que tem o menor IDH para depois passar para as outras. Seria: Ecoárea Saíra Apunhalada: Municípios de Afonso Claudio, de Itarana, de Conceição do Castelo, de Laranja da Terra e de Brejetuba. Ecoárea Guanandi: Municípios de Piuma, de Itapemirim, de Anchieta, de Marataízes e de Presidente Kennedy. Ecoárea Centro Norte Serrana: Municípios de Santa Teresa, de São Roque do Canaã, de Santa Maria de Jetibá, de Santa Leopoldina e de Itaguaçu. Ecoárea Pedra do Elefante: Municípios de Vila Pavão, de Águia Branca, de São Gabriel da Palha, de Governador Lindenberg e de Nova Venécia. Ecoárea Córrego do Veado: Municípios de Pinheiro, de Pedro Canário, de Ponto Belo, de Montanha e de Boa Esperança. É importante dizer que o projeto é bastante flexível, isso também pode se modificar de acordo com as necessidades de todos os parceiros envolvidos no projeto. Desenvolvemos esse veículo, Ecoarena, unidade móvel, especialmente projetada para acomodar quatro estações socioambientais. É uma estrutura, posso falar, é a maior do Brasil. Esse veículo já está pronto, abre para os dois lados. Normalmente se vê um veiculo desse com abertura para um lado só, ou que se monta como se fosse um estande. Há pouco tempo, na Feira do Verde, houve um veiculo que a Vale trouxe, que além de abrir só de um lado, demora quase um dia para montar como se fosse um estande. A grande prioridade desse veículo é que tem uma pneumática de avião, um negócio desenvolvido que se monta em três horas e desmonta em duas, favorecendo bastante a corrida entre os municípios. Esse Ecoarena permitiria a realização de quatro diferentes vivências ecopedagógicas, com monitores treinados. Ainda não falei um pouco da ASAS. Tem-se experiência com tenda itinerante, não é veiculo, cabe até mais gente, mas já tem quatrocentos mil crianças e pessoas atendidas no Brasil todo. A ASAS é uma empresa de educação ambiental e tem vinte e cinco anos que está no mercado, com grandes parceiros. Atua principalmente nos Estados de 946 - Diário do Poder Legislativo Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro. Na verdade fui eu quem trouxe para o Estado do Espírito Santo há uns dois anos, e desde então tentamos fazer um projeto diferenciado aqui. No ano passado tivemos a oportunidade de levar ao Palácio do Governo uma das peças futuras, que é o teatro sobre aquecimento global. Depois mostrarei um videozinho para vocês, será melhor do que falar. A capacidade de atendimento seriam seis apresentações por dia, cinco dias úteis por localidade, trinta apresentações por período, ou seja, mil quatrocentos e quarenta alunos e cento e vinte educadores por semana. O projeto também contém uma apresentação de teatro sobre o aquecimento global, no Quintal da Terra, onde no final da apresentação darei uma referencia do que foi apresentado. Contém também um Ecocinema. Não sei se vocês conseguem reparar, mas tem uma pessoa ao lado da tela e com isso podem ver o tamanho. É importante dizer que a ASAS tem uma parceria com a maior distribuidora de filmes da América Latina. Então nessas cidades pequenas poderá passar, inclusive, o filme Avatar, e outros filmes, porque a questão da imagem é muito importante. Tem todo o material de distribuição. Esse material é eco pedagógico e vai para todos que participarem. Tem inclusive a parte do professor e a parte do aluno, para desenvolverem algumas ações e projetos. E podemos monitorar se quiserem. Tem um certificado no final, do lado esquerdo; o menino leva um certificado e vira um ecoprotetor da natureza. Por onde passaram alguns projetos semelhantes os pais comentaram que os meninos agora cuidam mais da casa do que eles, com ações socioambientais. Tem também um site desenvolvido que ainda não está pronto; tem todo o material: uniforme, boné, etc. que é natural de um projeto, como podemos ver na apresentação que está sendo feita. Negociamos a parte comercial do projeto junto com o IEMA. O valor total do projeto seria dois milhões, duzentos e setenta e um mil para um projeto de um ano para passar nos vinte e cinco municípios, em todos os lugares, com todos os custos embutidos, inclusive despesas de funcionários. Ele foi muito bem enxuto até porque está sendo feito há dois anos. Acho que está enxuto demais. Pensamos num volume tal, mas se for atender a quatrocentas mil pessoas de uma vez, se for dividir é bem irrisório em função do que pode levar de cidadania para as cidades. Conseguimos com a ajuda do Instituto IFA trezentos mil. O IEMA ficou de colocar no seu orçamento quatrocentos e vinte e cinco mil reais e o restante captaríamos de empresas privadas com as quais trabalhamos: Vale, ArcelorMittal, Petrobras. Todas têm grande interesse, mas precisam fechar isso politicamente para dar andamento ao projeto. Como temos o teatro conseguimos ano passado colocar esse projeto na Lei Rouanet, que devidos aos incentivos facilitaria às empresas construir esse projeto, pois não precisariam desembolsar de seus caixas. Realmente o caixa de uma empresa dessa não tem tanto recurso. Então, facilita bastante a viabilidade do projeto. Ficaria faltando vontade política. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Existe um cronograma, mas talvez por falta de informação não cheguei a apresentá-lo nesta Casa e nem tentei vir por vias políticas porque o projeto era bastante técnico. Mas, como os políticos estão comprometidos com o sucesso do Espírito Santo, com esse tanto de empresas vindo para este Estado e sendo o nosso crescimento econômico expressivo é interessante lembrar também um pouco da área sócio-ambiental, principalmente para a educação, um dos primórdios da necessidade do nosso Estado. O projeto é mais ou menos isso e o apresentamos para buscar parcerias e construir para o segundo semestre ou para o ano que vem. Chegamos ao final do projeto. Nosso interesse é participar junto. Hoje ele está no IEMA, mas não sei se conseguiram colocar no orçamento a contrapartida deles, mas como o projeto é bastante flexível, digamos assim, existe a possibilidade de buscar parceria e diminuir, desde que não mecham na área técnica; pode-se modificar escolas e as principais necessidades, porque a toda hora isso é mudado normalmente de acordo com o crescimento de cada lugar. Pedimos o apoio de V. Ex.as e os caminhos de como isso poderia ser feito. Muito obrigado. A SR.ª PRESIDENTA – (SOLANGE LUBE) – Agradecemos ao Senhor Marco Túlio Ferreira a apresentação. Sabemos o quanto são importantes os projetos de educação sócio-ambiental. Seria fundamental uma apresentação à Secretaria Estadual de Educação, não sabemos se já o fez. O SR. MARCO TÚLIO FERREIRA – Ainda não, não consegui. A SR.ª PRESIDENTA – (SOLANGE LUBE) – Seria importante para que a Secretaria de Estado da Educação também ajudasse a avaliar e a difundir esse projeto. Apesar de ser um projeto ligado diretamente à área ambiental, sua função, pelo que percebemos, é de capacitar os profissionais da Educação e os alunos por meio de atividade cultural. O SR. MARCO TÚLIO FERREIRA – De vivência lúdica. A SR.ª PRESIDENTA – (SOLANGE LUBE) – O que nós, da Comissão de Educação, poderíamos fazer é agendar essa visita com o Secretário Estadual de Educação para que essa explanação pudesse ser feita. De repente, por meio da Secretaria Estadual possa ser feita uma parceria. Talvez esse seja o caminho. O SR. MARCO TÚLIO FERREIRA – Também acho o melhor caminho. A SR.ª PRESIDENTA – (SOLANGE LUBE) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Luiz Durão. O SR. LUIZ DURÃO – O Senhor Marco Túlio Ferreira foi bem na explanação. Isso é muito importante. Hoje, os responsáveis pelo meio ambiente estão aplicando multas sobre multas. Porém, mais importante Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 do que multar é conscientizar, principalmente as crianças, para que amanhã não sejam multadas. E o caminho certo é a Secretaria de Estado da Educação. Iremos viabilizar uma audiência com o Secretário de Estado da Educação para que o Senhor possa fazer essa explanação. Parabéns. Irá contribuir muito para o futuro deste Estado. O SR. MARCO TÚLIO FERREIRA – Muito obrigado. Farei uma referência da peça de teatro que conseguimos trazer no ano passado. Foi até na Comissão de Ciência e Tecnologia, na época. Pode passar o vídeo. (É feita a apresentação de um vídeo) O SR. MARCO TÚLIO FERREIRA Infelizmente não teve o som, mas só para vocês verem que já tem uma referência e foi bem aceita, inclusive nas avaliações que foram feitas com pessoas que participaram, independente de onde foram, tivemos noventa por cento de ótimo. Então, acho que foi bem avaliado. O SR. LUIZ DURÃO – Acredito que, por meio de algumas prefeituras, talvez também pudesse fazer essas apresentações em praças. Seria uma forma de conscientizar o nosso povo. O SR. MARCO TÚLIO FERREIRA – A ideia, na verdade, era a seguinte: vem o teatro, apresenta para as escolas e algumas pessoas, e avisa que o veículo está chegando. Imaginem esse veículo chegar numa cidade pequena, a festa que é para as famílias. Depois o eco cinema seria para todos, em praça pública, passando algum filme nesse sentido. Então, seriam duas semanas e meia, ou três semanas de apresentação em cada município, dependendo da quantidade de alunos. O SR. LUIZ DURÃO – Está de parabéns. A SR.ª PRESIDENTA – (SOLANGE LUBE) – Não havendo quorum para dar continuidade, solicito à Senhora secretária que proceda à leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS: OFÍCIO GABSL N.º 058/2011 - Da Ex.ma Senhora Deputada Solange Lube, justificando sua ausência em reunião ordinária da Comissão de Educação, realizada no dia 17/05/2011. A SR.ª PRESIDENTA – (SOLANGE LUBE) – Ciente. À Secretaria. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO GABSL N.º 059/2011 – Da Ex.ma Senhora Deputada Solange Lube, justificando sua ausência em reunião ordinária da Comissão de Educação, realizada no dia 24/05/2011. Diário do Poder Legislativo - 947 A SR.ª PRESIDENTA – (SOLANGE LUBE) – Ciente. À Secretaria. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: PROPOSIÇÕES RECEBIDAS: Não houve no período. A SR.ª PRESIDENTA – (SOLANGE LUBE) – Passa-se à fase das comunicações. Registramos que na última quarta-feira esta Comissão, por meio do seu presidente, Senhor Deputado Da Vitória, com a minha presença e da Senhora Deputada Lúcia Dornellas, fez uma visita à superintendência estadual de educação de Cariacica, dirigida pela servidora Ângela Merícia Cavati. Lá tivemos a oportunidade de nos reunir com todos os diretores de escolas do ensino médio dos municípios de Cariacica, Viana, Marechal Floriano e Santa Leopoldina. Na oportunidade, pudemos ouvir todos os diretores, os servidores daquela superintendência, e isso só vem fazer com que possamos melhorar o nosso trabalho nesta Comissão. Foi a primeira visita desta Comissão. Ainda temos dez superintendências para visitar. É importante registrar que o conteúdo da discussão foi muito bom. Foi a primeira vez que esta Comissão se deslocou para visitar uma superintendência. Parabenizamos o Senhor Deputado Da Vitória pelo trabalho que vem desenvolvendo nesta Comissão. É claro que com o apoio de todos nós, mas temos certeza de que assim contribuiremos muito para termos um ensino profissionalizante de qualidade no Estado do Espírito Santo. Registramos também que hoje o Governador do Estado assinou o decreto do Bônus Desempenho para os professores. E a partir de julho serão pagos aqueles profissionais que se destacarem no desenvolvimento das suas atividades. Portanto, serão remunerados de forma diferenciada. Acreditamos que com essa valorização do servidor faremos com que ele produza mais. Não é justo muitos fazerem parte de um contexto em um funcionalismo público e poucos terem comprometimento com a atividade desenvolvida. Portanto, estamos nesta reunião a fim de parabenizar o Governador do Estado Renato Casagrande e também o Secretário de Estado da Educação, professor Klinger Barbosa, por essa decisão: pela implantação desse bônus. Dessa forma poderemos diferenciar a qualidade da educação dos profissionais da educação do Estado do Espírito Santo. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente reunião. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, e para a qual designo EXPEDIENTE: O que ocorrer. Está encerrada a reunião. 948 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 COMISSÃO DE EDUCAÇÃO. DÉCIMA SEGUNDA REUNIÃO ORDINÁRIA DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SÉTIMA LEGISLATURA, REALIZADA EM 07 DE JUNHO DE 2011. O SR. PRESIDENTE - (DA VITÓRIA) Havendo número legal, invocando a proteção de Deus, declaro abertos os trabalhos desta Comissão. Nossos cumprimentos ao Senhor Luiz Durão, nosso companheiro do PDT, membro efetivo desta Comissão; à sociedade capixaba que nos assiste pela TV Assembleia; aos profissionais desta Casa; à Procuradoria; à TV Assembleia e a todos os presentes. Convido o Senhor secretário a proceder à leitura da ata da reunião anterior. (Pausa) (O Senhor secretário procede à leitura da ata) O SR. PRESIDENTE - (DA VITÓRIA) Suspenderemos a discussão e a aprovação da ata, tendo em vista que o Senhor Deputado Marcelo Coelho, do PDT, está a caminho para participar desta reunião e nos ajudar na composição de quorum. Solicito ao Senhor secretário que proceda à leitura do Expediente. O SR. SECRETÁRIO lê: CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS: O que houver. PROPOSIÇÕES RECEBIDAS: Não houve no período. PROPOSIÇÕES DISTRIBUÍDAS AOS SENHORES DEPUTADOS: Não houve no período. PROPOSIÇÕES BAIXADAS PAUTA: Não houve no período. DE ORDEM DO DIA: PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL N. º 02/2011 – Análise do Mérito Autor: Deputado Genivaldo Lievore. Ementa: Altera a redação do caput dos artigos 169 e 176, que trata do ensino público. Relator: Deputado Luiz Durão Entrada na Comissão: 03/05/2011 Prazo do Relator: 17/05/2011 Prazo da Comissão: 24/05/2011 O SR. PRESIDENTE - (DA VITÓRIA) Esta Proposta de Emenda Constitucional n.º 02/2011, ainda está em análise pelo Senhor Deputado Luiz Durão. Passamos para o próximo item: Proposta de Emenda Constitucional n.º 03/2011, de autoria do Senhor Deputado José Carlos Elias. Está na pauta para discussão e votação. Aguardamos a presença de mais um membro desta Comissão para obtermos quorum. Está agendado na pauta a discussão da participação da Comissão de Educação na formatura do Proerd, dia 04 de julho. Chegou às mãos de V.S.as? Aprovaremos hoje a participação da Comissão de Educação, no dia 04 de julho, na Igreja Batista de Jardim da Penha, às 18h. Gostaríamos que a secretaria registrasse a data. A Comissão de Educação fará um trabalho de apresentação a todos os seus membros e ao representante da Senhora Deputada Lúcia Dornellas, presente nesta reunião, sobre a importância dessa participação. O Proerd - Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência é aplicado pela Polícia Militar aos alunos da quarta à sétima série. A Comissão de Educação prestigiará a formatura do Proerd, dia 04 de julho, às 19 horas, na Igreja Batista de Jardim da Penha. Será a maior formatura do ano de 2011 do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência. O Governador Renato Casagrande conhece o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência há algum tempo e, hoje, como Governador do Estado, pretende fazer com que o Proerd seja ampliado no Espírito Santo. S. Ex.ª será convidado para a formatura do Proerd pela comissão organizadora deste evento da Polícia Militar. Gostaríamos de também encaminhar convite a S. Ex.ª bem como ao Vice-Governador Givaldo Vieira; aos Secretários de Estado, especialmente aos da área de Segurança, Assistência Social e Educação, para que conheçam esse projeto de prevenção às drogas, direcionado às crianças do Espírito Santo, porque muitos não o conhecem. O convite para a formatura do Proerd também será feito a todos os Senhores Deputados Estaduais. Aos Senhores Deputados membros da Comissão de Educação, efetivos e suplentes, será feita convocação. O Governador Renato Casagrande estará presente à formatura, inclusive nos pediu que fosse lembrado dessa data. Será um dia importante porque será a maior formatura do Proerd no Estado. Peço à Senhora Josiane Maria Barbosa Rodrigues, secretária desta Comissão, que faça essas anotações. Convidaremos os superintendentes escolares; todos os diretores e representantes de Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 instituições que trabalham com prevenção às drogas. Serão convidados e identificados para que todo cidadão capixaba possa conhecer a magnitude, a profundidade desse projeto, que não é conhecido pelos cidadãos. Só a família de uma criança que passa por um programa como esse terá a certeza de que a criança recebeu informações importantes para sua disciplina e para o modo de reagir caso seja abordada por um traficante na porta da escola. Senhor Deputado Luiz Durão, pai que cuida muito bem de seus filhos, devido à demanda diária não temos tempo - não apenas nós Parlamentares, mas todo cidadão, pois temos que trabalhar, nos dedicar ao trabalho, aos afazeres que são muitos - para levar e buscar as crianças nas escolas. Mas o traficante, a cada dia que passa tem mais tempo para assediar nossas crianças e nossos adolescentes nas portas das escolas. O Proerd visa trabalhar a reação dessas crianças, a segurança delas para se defender dos aliciadores, dos traficantes, que trabalham incansavelmente para aumentar seus clientes, futuros consumidores de drogas. Além de trabalhar a autodefesa dos adolescentes e dos jovens, eles próprios se tornam multiplicadores. Acabam chegando a casa e chamando a atenção dos pais por conta do cigarro que usam de forma tão normal na frente deles. Muitos pais bebem demasiadamente na frente dos filhos, que passam pelo Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência. E esses filhos acabam incentivando seus esses pais a sair desse vício lícito. O álcool e o tabaco, drogas lícitas, fazem um mal muito grande. Quanto mais conseguirmos conscientizar nossos cidadãos, mais atingiremos nosso objetivo. Temos convicção da importância do Proerd em nosso Estado e esta Comissão tem como bandeira também o Proerd. Estaremos nessa formatura que terá aproximadamente setecentos alunos com a primeira turma de pais. Será formada a primeira turma de pais que fizeram o Proerd no Espírito Santo. Serão aproximadamente setenta pais dando um quantitativo de pessoas de mais duas mil e quinhentas pessoas. Será um grande evento, Senhor Deputado Luiz Durão. A presença de V. Ex.ª é muito importante. O Governador do Estado com certeza ficará feliz de ver os Senhores Deputados desta Comissão de Educação defendendo, pois somos defensores do Proerd. Gostaríamos de enfatizar e deliberar, hoje, a participação oficial da Comissão de Educação. Isso está para ser discutido. Estamos aguardando o Senhor Deputado Marcelo Coelho que já é um proerdiano. Estaremos lá com toda a equipe da Comissão e com a TV Assembleia para apresentar para nossos capixabas essa belíssima formatura. Diário do Poder Legislativo - 949 Nossos alunos que passam por um programa desses, muitos dos que fizeram Proerd, há dez, doze, treze, quatorze anos entraram recentemente na Polícia Militar. Eles poderiam ter um futuro diferente. Esses que fizeram Proerd serão instrutores do Proerd na escola, serão pedagogos, orientadores, educadores. Temos que tornar com que nosso Estado... Não é obrigação somente da Polícia Militar, da Polícia Civil, dos professores. Temos que ter multiplicadores para ajudar esse mal que assola e coloca o Estado do Espírito Santo nas primeiras posições em homicídios por cem mil habitantes trazendo uma repercussão ruim da criminalidade do nosso Estado. Estamos comemorando. Serão setecentos formandos; serão setecentos novos multiplicadores no Espírito Santo. Imaginem só se realmente o Governador conseguir ampliar dos quase cinquenta municípios para os setenta oito. Não somente ampliar para os setenta e oito municípios, mas ampliar para todas as escolas que temos educação de quarta a sétima série como falávamos antigamente. Hoje é o ensino fundamental. Esses jovens tendo essa formação, essa informação no início de sua formação escolar, terão a possibilidade de conseguir atingir uma vida profissional segura sem ter experimentado as drogas, mal que nos assola. Colocaremos em discussão a nossa proposta de levarmos a Comissão de Educação, não mais o Senhor Deputado Da Vitória estará presente defendendo, mas a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa – o entusiasta do Proerd chama-se Rodrigo Chamoun, nosso presidente – e o Governador Renato Casagrande. A Comissão de Educação estará com a TV Assembleia mostrando que projetos como esse têm que ser defendidos no nosso Estado. Colocamos em discussão nossa proposta. Sabemos que Linhares participa ativamente desse projeto. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Luiz Durão O SR. LUIZ DURÃO – Senhor Deputado Da Vitória, procuradores, servidores da Assembleia, telespectadores da TV Assembleia, senhores e senhoras, a droga hoje vem destruindo não só as crianças, mas os adolescentes e até os adultos. Hoje, o maior índice de assassinato está relacionado às drogas. Devo adiantar que uns oitenta por cento. Se orientarmos essas crianças inocentes, todas elas têm curiosidade, muitas vezes suas curiosidades são sanadas em escolas por meio do Proerd onde ficam sabendo do mal que as drogas causam. Talvez se não houvesse orientação para as crianças muitas vezes em cima de suas 950 - Diário do Poder Legislativo curiosidades experimentarão essa droga, depois não tem mais retorno. É importante que esses jovens que estão recebendo agora a diplomação do Curso da Proerd - Programa Educacional de Resistências às Drogas e à Violência, sejam incentivados a passarem isso também para os seus colegas. E mais ainda, porque não e própria escola fazer um concurso para que cada um faça a sua explanação sobre o curso para os seus colegas. Fazer tipo uma gincana em cima disso, porque eles se empolgarão e automaticamente amanhã esses próprios alunos também poderão ir a outras escolas falar sobre o Proerd. Esse projeto é muito importante para os nossos alunos, essas crianças indefesas, pelas quais me preocupo muito Inclusive fiz um projeto de lei, por indicação, para que o Governo obrigue as escolas, com mais de duzentos alunos, a colocar um policial em sua porta durante o seu funcionamento com o objetivo de coibir a venda de drogas, de proteger as crianças e também os professores. O que aconteceu no Rio de Janeiro é um exemplo disso, porque se não tivesse um policial perto daquela escola, talvez aquele adolescente tivesse matado mais cinqüenta crianças. Tudo o que pudermos fazer para proteger esses alunos contra as drogas, que hoje são os mais vulneráveis, devemos fazer. Mas esse curso é o principal. O Proerd orienta as crianças a conhecer a droga e rejeitar esse mal que tanto tem acabado com as nossas crianças e adolescentes. A Comissão de Educação deve estar presente, participando, porque é por meio das escolas que traremos segurança para essas crianças. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Agradeço a colaboração do Senhor Deputado Luiz Durão. Não tinha dúvida de que seria desta forma, devido à experiência de V. Ex.ª à frente do Município de Linhares e também no Congresso Nacional, na defesa dos nossos adolescentes, das nossas crianças, da educação. Registro a presença do Senhor Deputado Marcelo Coelho, um experiente parlamentar, que está no seu segundo mandato com Deputado Estadual e que já foi vereador e vice-prefeito do Município de Aracruz. Que Deus dê a V. Ex.ª um brilhante futuro, principalmente para a sociedade do Município de Aracruz que espera muito. Estávamos aguardando a chegada de V. Ex.ª para relatarmos uma proposta de emenda constitucional, de autoria do Senhor Deputado Claudio Vereza. Colocamos uma proposição para ser deliberada: no dia 04 de julho de 2011, uma segunda-feira, às 18h acontecerá a maior formatura Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 do Proerd, realizada na Igreja Batista no bairro de Jardim da Penha. Desta vez com um fato novo, formarão setenta Paz. Em um total de setecentos formandos, dentre eles, setenta Paz fizeram o Proerd para Paz. Contaremos também com a presença do Senhor Governador Renato Casagrande que nos disse que gostaria de estar presente na primeira formatura que acontecesse na Grande Vitória. Então, essa Comissão tem contribuído muito para que esse projeto seja ampliado, já temos o compromisso do Senhor Governador Renato Casagrande e também o compromisso desse Governo para ampliar o projeto para os outros municípios. V. Ex.ª que conhece o Proerd, e é um defensor do Proerd. Estamos fazendo nesta Comissão uma proposição, não que o Senhor Deputado da Vitória somente, possa estar lá nessa formatura, mas também a Comissão de Educação com a participação da TV Assembleia, para vivenciar esse importante projeto que muitas vezes fica subutilizado. O investimento financeiro é mínimo, mas o resultado é grandioso. É um projeto que salva as crianças que estão sendo assediadas pelos traficantes, que a cada dia tem mais tempo do que os pais para ficarem às portas das escolas e colocar mais usuário de drogas, de cocaína, de maconha, de crack, e agora de óxi, porque cada vez se aprende mais no Estado do Espírito Santo. A nossa preocupação é salvar essas crianças, que elas façam esses cursos e conclua-os com aproveitamento. Que ali se torne multiplicadoras e onde estiverem defendam que ações de prevenção as drogas são importantes. Muitas crianças que fizeram esse curso hoje estão nas cadeiras das Polícias Militar e Civil, da educação de vários municípios, alguns são juízes e até políticos, porque o Programa Educacional de Resistência as Drogas e a violência – Proerd existe há mais de quinze anos e esses alunos que passaram por lá estão servindo à sociedade em algumas suas profissões. Esta Comissão não pode ficar aquem desse processo, tem que defender e apresentar ao Estado do Espírito Santo, e este Governo tem que ampliar as suas mais de três mil e quinhentas escolas, muitas vezes não só aplicando-o para a juventude, mas apresentando esse projeto como alternativa de salvar a nossa sociedade. O Senhor Deputado Luiz Durão comentou a sua preocupação com a violência nas escolas, antes de V. Ex.ª chegar. No dia 02 de junho de 2011, uma data importante, é o meu aniversário, V. Ex.ª e o Senhor Deputado Marcelo Coelho enviaram-me um abraço; mas um fato triste foi publicado no jornal A Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Tribuna, de que a diretora de uma escola recebe carta com ameaça. É mais um fato. Toda semana isso acontece. Está virando moda ameaças de alunos, ameaças de visinhos nas escolas, daquele que tem interesse em prejudicar as pessoas, principalmente lá, um local de reunião com muitas pessoas e oportunidades para os vândalos, marginais e essa preocupação o Senhor Deputado Luiz Durão citou nesta Comissão. Com o Proerd, além do ganho, do benefício de formar esse jovem no fortalecimento da sua identidade, na defesa da sua pessoa e também da família na prevenção às drogas, temos um policial fardado dentro da escola, une o útil ao agradável. É uma proposta, uma alternativa; ampliando o Proerd no Estado automaticamente amplia-se a segurança neste Estado. Colocamos essa proposta da Comissão e convidamos todos os Deputados Estaduais e a sociedade para um debate; essa diretora, o sindicato e alguns professores que foram ameaçados para, na sua intimidade, na sua angústia falar conosco e trazer algumas sugestões junto a esse sindicato, no sentido de dar ouvido a esses profissionais. É uma sugestão da Senhora Marcia Maia Bertoli Gomes, nossa assessora, que está nos ajudando também. Gostaríamos que os membros desta Comissão os Senhores Deputados Luiz Durão e Marcelo Coelho, avaliassem. Em discussão a ata. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. LUIZ DURÃO – Pela aprovação. O SR. MARCELO COELHO– Pela aprovação. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) Aprovada a ata como lida. Temos a deliberação da nossa agenda do dia 04 de julho da Comissão de Educação na formatura do Proerd. Em discussão. Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? Diário do Poder Legislativo - 951 Nossa assessoria convidará todos os senhores deputados. Inclusive os deputados membros. Senhoras Deputadas Solange Lube e Lúcia Dornellas para sugerirem também os convidados desta comissão. Semana que vem teremos discussão com a Cooperativa que transporta alunos na região sul, no Município de Cachoeiro de Itapemirim, a pedido do Senhor Deputado Glauber Coelho. Está definida a reunião quarta-feira próxima, às 14h, com todos os diretores na Superintendência Regional de Vila Velha. Temos uma grande agenda. Peço a assessoria para confirmar e encaminhar aos gabinetes dos Senhores Deputados, membros desta comissão, a convocação. E o convite a todos os demais Parlamentares; profissionais de educação do Município de Vila Velha; diretores; TV Assembleia, com o cinegrafista especial que nos filma hoje; procuradoria desta Casa e toda a nossa assessoria. Esperaremos os Senhores Deputados Marcelo Coelho e Luiz Durão terminarem suas diligências sobre o projeto para depois relatarem. Temos audiência pública na Câmara Municipal de Linhares, dia 09 de junho, quintafeira. A proponente é a Senhora Deputada Lúcia Dornellas, Presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia. Esta comissão está fazendo audiência em conjunto ou está só sendo convidada? Aprovamos só a participação não é? Então, já temos a confirmação. Senhor Deputado Luiz Durão já está na agenda de V.Ex.ª? O Senhor professor José Rego da Silva, professor do Centro de Atenção ao Surdo já solicitou essa agenda conosco? Já deliberamos? Deliberaremos agora. Em discussão o convite do Senhor José Rego da Silva que gostaria de debater a inclusão à pessoa surda, no dia 21 de junho de 2011, na reunião ordinária desta Comissão. Em discussão o convite ao professor José Rego da Silva. (Pausa) Não havendo quem queira discutir, declaro encerrada a discussão. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. MARCELO COELHO – Pela aprovação. O SR. MARCELO COELHO - De acordo. O SR. LUIZ DURÃO – Pela aprovação. O SR. LUIZ DURÃO – De acordo. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) Aprovado. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – A Presidência também é pela aprovação. Fica aprovado o convite ao professor José Rego da Silva. (Pausa) 952 - Diário do Poder Legislativo Declaro franqueada a palavra aos Deputados membros efetivos desta Comissão, caso queiram fazer alguma manifestação a mais. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Luiz Durão. O SR. LUIZ DURÃO – Gostaríamos que neste encontro com as diretoras cada um fizesse as denúncias do que os professores e as próprias diretoras estão sofrendo nas salas de aula. No caso de Linhares, várias diretoras nos têm questionado e temos falado para elas que iremos tratar esse assunto na reunião que faremos com todas elas no Município. O caso é mais sério do que estamos pensando. São professoras ameaçadas, professoras atingidas por facas, ameaçadas por armas de fogo. E o pior ainda está acontecendo: existem meninas que estão se envolvendo com traficantes. Esses dias, em Linhares um traficante entrou na sala de aula querendo atingir o colega da sua namorada, porque ele a havia chamado de bonita. Essa aluna falou com o traficante que o cara a estava tentando seduzir. Quer dizer, questões banais. Um cara entrar em uma sala de aula para atingir o colega de sua namorada. A situação é mais séria do que estamos pensando. Temos que levar esse assunto muito a sério. Não deixar acontecer primeiro para depois tomar as devidas providências. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Senhor Deputado Luiz Durão, brilhante sugestão. Também acreditamos que a forma mais rápida de solucionar esse problema é termos essas agendas. Atribuímos à professora Márcia Maia Bertoli Gomes, que nos trouxe a sugestão, a responsabilidade de preparar uma pauta para essas reuniões, onde será colocado esse tema e quando poderemos ouvir os diretores de escola, caso tenham casos seus a relatar e também de alguns profissionais que estejam sob a sua direção. Assim conseguiremos identificar, extrair os fatos que vêm acontecendo para analisar, diagnosticar e junto com as Secretarias de Estado de Educação e de Segurança Pública traçarmos uma estratégia para dar mais segurança aos profissionais de educação do nosso Estado. Tendo em vista que a nossa Comissão está sendo demandada para essa discussão. Então, sugerimos desta forma. Senhor Deputado Marcelo Coelho, aprovamos em reunião extraordinária semana passada que a Comissão de Educação receberá o presidente e o relator da Comissão Especial que discute o Plano Nacional de Educação, acompanhados do vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara Federal, Senhor Deputado Lelo Coimbra. S. Ex.as estarão segunda-feira, às 9h, Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 no Plenário desta Casa, trazendo a discussão do Plano Nacional de Educação que será votado no Congresso Nacional. Um dos mais importantes temas discutidos este ano. Esta Comissão teve o mérito de conseguir essa agenda com a Comissão Especial que discute o Plano Nacional de Educação no Espírito Santo. Nem todos os estados conseguirão. Mas nós conseguimos. E agradecemos o empenho do Senhor Deputado Marcelo Coelho e do Senhor Deputado Luiz Durão. Temos chamado a atenção dos companheiros para que seja feita uma análise na composição das Comissões de Educação em todas as Câmaras Legislativas do nosso Brasil. Em todas podemos ver que há representatividade do PDT. Inclusive, a composição desta Comissão não foi combinada. Foi da vontade dos membros. Três deputados do PDT são membros da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, como estão compondo as Comissões de Educação nas Câmaras de Vereadores, na Câmara Federal. Uma das grandes representações do PDT é o nosso saudoso Jefferson Péres, que foi um exemplo de ética no Senado. A outra é o Senhor Cristovam Buarque. Os membros desta Comissão, e muitos são do PDT, colaborarão com a discussão do Plano Nacional de Educação e teremos nesta Casa a missão constitucional de aprovar o Plano Estadual de Educação. Então, para essa agenda é muito importante a participação de todos os membros da Comissão de Educação. Que a Senhora Deputada Solange Lube possa trazer toda a sua equipe e assim possamos dar uma grande colaboração. Então, fica registrado o anúncio dessa reunião, com a certeza de que daremos uma grande contribuição, porque o conhecimento que obtivermos nos dará subsídios para levarmos o debate sobre o Plano Nacional de Educação para as grandes cidades do Espírito Santo, como Linhares, Aracruz, etc. Agradecemos mais uma vez ao Senhor Deputado Luiz Durão pela assiduidade; ao Senhor Deputado Marcelo Coelho, Líder do Governo, que, apesar de tantas missões, pôde chegar a tempo a esta reunião para que pudéssemos fazer as deliberações. As matérias da pauta de hoje, Proposta de Emenda Constitucional n.º 02/2011, de autoria do Senhor Deputado Genivaldo Lievore, e a Proposta de Emenda Constitucional n.º 03/2011, de autoria do Senhor Deputado José Carlos Elias, ficam sobrestadas. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente reunião. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, para a qual designo EXPEDIENTE: O que ocorrer. Está encerrada a reunião. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 COMISSÃO DE EDUCAÇÃO. DÉCIMA QUARTA REUNIÃO ORDINÁRIA, DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SÉTIMA LEGISLATURA, REALIZADA EM 21 DE JUNHO DE 2011. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Havendo número legal, invocando a proteção de Deus, declaro abertos os trabalhos desta Comissão. Cumprimento todos que se encontram nesta reunião ordinária da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo. Saúdo a sociedade capixaba; os colaboradores desta Comissão; o Senhor Fernando Silva, procurador desta Casa de Leis; os assessores; os servidores da TV Assembleia; o Doutor Djacir Gregório Caversan, o Deja, exprefeito do Município de Marilândia, que hoje nos prestigia. Dispenso a leitura da ata da reunião anterior e das correspondências recebidas. Informo que estamos recebendo o Professor Josué Rego da Silva, que fará uma explanação sobre inclusão de pessoas surdas. Peço à assessoria da Comissão que disponibilize toda logística necessária para o professor. Professor Josué Rego da Silva, seja muito bem-vindo! Fique à vontade! Esta é a Casa do cidadão capixaba onde se trata, principalmente, sobre temas de relevância e importância, como o trazido por V. S.ª nesta tarde. Estaremos sempre na expectativa de aprender com os temas trazidos pelos profissionais e de passar para a sociedade a importância dos projetos como o de V. S.ª. Concedo a palavra ao Professor Josué Rego da Silva. O SR. JOSUÉ REGO DA SILVA – Primeiramente agradeço a oportunidade ao Senhor Deputado Da Vitória, desejando a todos uma boa tarde. Sou professor do Centro de Atenção ao Surdo – Caes, referência no Estado do Espírito Santo, que funciona no bairro Santo Antônio, em Vitória. Na verdade é uma escola de apoio às pessoas surdas. Meus pais são surdos, então minha primeira língua foi a de sinais. Agradeço a oportunidade de falar nesta reunião num momento importante que se discute o Plano Nacional de Educação – PNE. Nosso foco é a meta quatro, que fala sobre diversidade e inclusão de pessoas com deficiência. Para falar de forma que os senhores entendam esse debate é interessante falar um pouco sobre a história dos surdos, que acho que a maioria desconhece. Resumirei rapidamente o que aconteceu até os dias atuais. Em 11 de setembro 1880, em Milão, na Itália, aconteceu o Congresso de Educadores Surdos. Essa foi uma data crucial para a educação dos surdos no Diário do Poder Legislativo - 953 mundo com reflexo no Brasil. Antes disso, existiram educadores surdos e escolas de surdos. Inclusive a primeira escola de surdos foi fundada no Rio de Janeiro, em 1857, o Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES – centro de referência da pessoa com surdez no Brasil, antes do Congresso. Em 1880, no Congresso de Educadores Surdos, aconteceu uma votação histórica em que pessoas ouvintes – quando digo ouvintes refiro-me a pessoas que não sinalizam ou utilizam outra modalidade de comunicação como oral e auditiva; os surdos utilizam a modalidade visual e espacial – decidiram pelos surdos. Disseram que a língua de sinais seria excluída. Foram cento e sessenta e quatro educadores de todo o mundo; quatro deles pessoas surdas, que foram excluídas do processo de votação. Pessoas decidiram pelos surdos proibindo a língua de sinais, sua língua natural. O reflexo disso foi cem anos de defasagem educacional, porque os surdos foram inseridos nas escolas e obrigados a falar. Outra problemática: delegaram funções clínicas ao invés de pedagógicas aos professores, que eram obrigados a fazer os surdos falarem. Foram cem anos de defasagem educacional. Depois disso, surgiram várias pesquisas. A partir de 1960, começou uma nova visão da língua de sinais, por meio das pesquisas, dos fundamentos e das vivências. Hoje, nos dias atuais, vivemos o bilingüismo, ou seja, tem a linguagem dos sinais e a linguagem na modalidade escrita. Para os surdos só interessa a modalidade escrita. Surgiram vários documentos internacionais. Podemos citar a Declaração de Salamanca, de 1994, da Espanha, que reconhece a língua de sinais, reconhece a cultura, reconhece a vivência e a experiência do sujeito surdo. Em 2006, a convenção da ONU para as pessoas portadoras de deficiências também reconheceu que o sujeito surdo tem uma língua específica, tem uma vivência e tem uma cultura. O Brasil reconhece esse documento. No Brasil, há a Lei de Libras, de 2002, reconhecendo a língua de sinais como a primeira língua do sujeito surdo, e o português escrito como a segunda língua. Depois vem o decreto que regulamenta, obriga e inclui a disciplina Libras no ensino superior. A palavra Libras significa Língua Brasileira de Sinais. O último senso do IBGE acusou mais de sete milhões de pessoas surdas no Brasil, usuárias da língua de sinais. Vários documentos internacionais e nacionais reconhecem a língua de sinais, a cultura e o sujeito surdo. Nos dias atuais, falando agora sobre a educação do surdo, apesar de todo esse reconhecimento e de toda essa defasagem educacional pelo qual passou, no ano passado, em 954 - Diário do Poder Legislativo Brasília, tivemos a votação da PNE, na presença de representantes dos surdos do Brasil, e simplesmente, novamente, as questões surdas foram excluídas desse documento. Tivemos um segundo congresso em Milão. Também lá os surdos foram excluídos. As propostas surdas simplesmente sumiram ou entraram em forma de moção, mas havia propostas do Brasil todo. O Espírito Santo também participou. A partir daí, começou uma mobilização nacional para debater a PNE. No mês passado, dias 19 e 20 de maio, tivemos uma manifestação em Brasília, com a participação de quatro mil surdos do Brasil; um grupo do Espírito Santo também esteve presente. Nessa ocasião fui nomeado líder da comunidade surda para discutir. Estivemos também na reunião da Comissão de Educação do Senado Federal e debatemos a causa. Quais são os questionamentos da comunidade surda? A meta quatro, a principal, fala em universalizar o atendimento educacional a partir de quatro anos a essa pessoa com deficiência. Existem leis internacionais e nacionais que reconhecem a língua de sinais como a primeira língua desse sujeito. Noventa e cinco por cento dos pais das pessoas surdas não sabem a língua de sinais. Não quer dizer que todo surdo sabe a língua de sinais. Como toda língua tem um período crítico do aprendizado. Só se aprende uma língua se houver contato com outro par linguístico. O surdo também tem essa diferença, porque necessita saber a língua de sinais. Inclusive, vários doutores e mestres surdos fazem pesquisas nessa área. É comprovado, tanto que existem leis dizendo que a primeira língua do surdo é a de sinais. O plano diz que essa pessoa tem que ter um atendimento escolar, a partir de quatro anos. Mas como ficará esse sujeito surdo, se ele faz um, dois, três e quatro anos e normalmente sua família não sabe a língua de sinais? A pessoa surda tem que esperar até os quatro anos de idade para frequentar uma escola que se diz inclusiva e contar com profissionais para recebê-lo e colocá-lo na primeira ou na segunda série, sendo que não sabe nenhuma língua e terá que aprender uma segunda. A maioria fala português. Então, o problema do surdo é de linguística. Se matricular um sujeito surdo numa escola com todos os profissionais que visa a legislação, temos que entender que ele tem um atraso educacional não porque não é capaz, mas porque fala outra língua; ele é um estrangeiro no próprio país, essa é a verdade. É questão linguística do surdo e esses são os questionamentos da comunidade surda. Isso é defendido por vivência. E posso falar porque meus pais são surdos, acompanhei o processo de oralização. Minha mãe repetiu da primeira a quarta série durante vinte Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 anos, sendo que era obrigada a falar, sendo que em todo esse tempo nem cinco por cento ela aprendeu a falar, porque primeiro delegaram funções clínicas a professores e, segundo, a questão é de linguística. Psicolinguística estuda a questão neuro; não é questão de patologia, não é questão da surdez. Entra numa questão de língua. É uma diferença. Então quando falamos em educação com igualdade para o sujeito surdo ele entra em desvantagem, porque tem de ter uma educação com equidade, respeitando sua diferença, sua língua, sua cultura, os direitos humanos, pois é de direito ter essa opção de escolha de língua. E as políticas atuais não contemplam o sujeito surdo. Vivenciamos isso a cada dia em escolas. Trabalhamos no Centro de Atendimento ao Surdo CAS. A diretora, que é surda, é pedagoga, está presente. Vivenciamos surdos com atraso educacional porque os familiares não sabem a língua de sinais e são colocados em escolas que muitas vezes não têm profissionais para atendê-los e simplesmente estão ali fazendo figuração, não vendo a especificidade do sujeito, o que é a diferença, o que é a língua que ele não compartilha com a maioria. Esses são alguns questionamentos da comunidade surda. Esse debate é importante, porque a maioria das pessoas não conhece realmente o que é um sujeito surdo, o que ele almeja. Hoje estão vivendo um neo-oralismo, um novo oralismo. O surdo tem cem anos de defasagem educacional, de proibições, de métodos fracassados e hoje essa política não contempla o sujeito surdo pela sua diferença, pelo seu respaldo legal, por lei. Por isso está havendo um questionamento, uma discussão em nível nacional, estamos trazendo isso para o debate estadual e está vindo na Comissão de Educação deixar um pouco do que é a educação de surdo, para discutirmos e debatermos a melhor forma de atender a esse sujeito. Agora nos deparamos com o fechamento do Instituto Nacional de Educação de Surdos Ines, que foi fundado em 1957, referência nacional em educação de surdos e também histórico. Muitas pessoas acham que a língua é universal. Ela não é universal, é nacional. Ela tem sua variação linguística. Quem for ao Município de Colatina verá que tem lá uma comunidade surda; tem associações que converso; e existem alguns sinais, como se fossem gírias. O Ines foi o principal precursor, difusor da língua de sinais. A nossa língua é oriunda da francesa e daqui líderes surdos que estudaram nessa escola foram para o Brasil todo e difundiram a língua de sinais. E surgiu um boato que o MEC está fechando esse instituto, porque diz que escola de surdo é segregacionista. Esse é o termo utilizado. Tem que ser inclusão. Só que quando a pessoa fala dessa forma realmente Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 desconhece o que é um sujeito surdo, o que é sua cultura, o que é comunidade, o que é chegar numa escola de surdos e ver crianças surdas sinalizando como se fossem ouvintes no seu ambiente linguístico. Então essa defasagem educacional que aconteceu estamos prestes a vivenciar novamente se não repensarmos a forma que foi pautada, que foi colocada essa inclusão do sujeito surdo no ambiente escolar. Se não for respeitada a sua diferença linguística vamos vivenciar uma defasagem educacional que aconteceu há cem anos, que foi traumatizante para os surdos. Se os sujeitos surdos atuais não mudarem, não olharem essa política como realmente tem de ser, com equidade, respeitando a diferença dos surdos, vivenciaremos esse atraso educacional depois de tantas lutas. A língua foi proibida. A mãe do meu pai lhe batia quando usava a língua de sinais. Meus pais apanhavam realmente. Batiam-lhes nas mãos. Vivenciar tudo isso nos faz abrir o debate. É até triste lembrar como foi. Só vivenciando, conhecendo essa língua, conhecendo o que a comunidade quer e a riqueza dessa língua de sinais para saber o quanto é importante. O que estou falando agora poderia ser transmitido pela língua de sinais normalmente. Existem pesquisas, inclusive, gostaria de citar uma que saiu agora do Fernando Cesar Capovilla, PHD em linguistica pela USP, e quem coordena o maior programa de pesquisa de educação de surdos com verbas federais. Foi comprovado que o surdo aprende significativamente em um ambiente linguístico favorável, onde tenha o seu par linguístico e tenha profissionais qualificados. Senhores Deputados, são os questionamentos que trouxe a fim de debatermos um pouco sobre a atual política da educação de surdos e abrir diálogo sobre o assunto. O SR. PRESIDENTE - (DA VITÓRIA) Agradecemos ao professor Josué Rego da Silva a brilhante e emocionada explanação, na companhia do decano Luiz Durão, também do PDT, e membro efetivo desta Comissão. Com muito carinho cumprimentamos a diretora do Centro de Atenção ao Surdo, Senhora Eliane Telles de Bruim, pedagoga da instituição. Agradecemos a presença de S. S.as. E confessamos, com muita humildade, que conhecíamos muito pouco do tema. O SR. JOSUÉ REGO DA SILVA - Senhor Deputado Da Vitória, temos a presença da Senhora Eliane Telles, de um companheiro surdo que trabalha na empresa Garoto; da minha mãe que também é surda, portanto, estarei traduzindo. O SR. PRESIDENTE - (DA VITÓRIA) Gostaria que os convidasse a entrar e sentar conosco. Por meio de sua voz os ouviremos. Diário do Poder Legislativo - 955 Senhor Deputado Luiz Durão, o motivo da emoção do professor Josué Rego da Silva é porque está chegando a sua mãe que, que por meio de sinais nos desejou boa tarde. Transmita-lhes que estamos recebendo-os com muito carinho, satisfação e alegria. Sejam muito bem-vindos a esta Comissão. Não sabemos se tempos atrás a Assembleia Legislativa, por meio da Comissão de Educação, teve oportunidade de contato com capixabas portadores de deficiência auditiva. Entretanto, de um tempo para cá esta Comissão tem sido altamente participativa, não somente com a normalidade do ensino entre as solicitações que mais são demandadas nesta Casa de Leis, contudo, busca atingir todas as pessoas, principalmente as que mais necessitam. Portanto, na defesa da professora Marcia Maia Bertoli Gomes, que conhece o nosso professor Josué Rego, conseguimos entender a profundidade e importância desse tema. Cumprimentamos o Senhor Carlos Renato Oliveira, que representa a Senhora Deputada Lúcia Dornellas; e a Juliana Voss sempre presente, representando a Senhora Deputada Solange Lube, nossa vice-presidente. Senhor Deputado Luiz Durão, o motivo da emoção do Professor Josué Rego da Silva é sua mãe e seu pai, que são surdos. Inclusive, durante vinte anos sua mãe teve dificuldades no aprendizado, repetindo até a quarta série, num relato feito por ele, que fez com que acreditemos que estar nessa militância, liderando esse movimento tão importante no momento espetacular, que é o momento em que vamos definir as regras no País. Ontem, V. Ex.ª participou de uma discussão, das mais concorridas que a Assembleia Legislativa pôde proporcionar nos últimos tempos. Acredito que neste ano não tivemos nenhuma com aproximadamente seiscentas pessoas de todo segmento da sociedade, mas pessoas representativas. Tivemos o depoimento da Senhora Eliane Telles de Bruim, portadora de deficiência auditiva, que emocionou todos naquele evento. Não me lembrava de onde tinha visto aquele rosto, mas estava bem gravado em minha mente e suas palavras foram de muita emoção para todos. Compreendemos a importância de nos aprofundarmos nesse tema. Já estamos aumentando o nosso conhecimento sobre a importância desta Casa, que é legítima para ouvir; e desta Comissão, foro competente e contínuo para defender esse tema. Senhor Deputado Luiz Durão, com o apoio de V. Ex.ª propomos defender esse tema em nossos discursos, a cada dia, com mais propriedade e conhecimento, e realizar um foro de discussão com 956 - Diário do Poder Legislativo os portadores de deficiência auditiva. Que encaminhemos, com nossos técnicos da Comissão, Professora Márcia Maia Bertoli Gomes, relato de todas as informações sugeridas pelo Senhor Josué Rego da Silva, que já esteve em Brasília em movimento com quatro mil surdos e conhece o sentimento dos nossos amigos e amigas portadores dessa deficiência no País. Que por meio da Comissão de Educação pudéssemos fazer um documento e submetê-lo à aprovação nesta Comissão e depois encaminhá-lo à Comissão Especial, na Câmara Federal, que apresentará o Plano Nacional de Educação. Acho que esse é o caminho porque vamos apresentar a defesa da sociedade capixaba em relação a essa demanda que, nesta Casa, está nos sendo apresentada. Jamais poderia conseguir materializar um documento bom e completo se não fosse ouvindo os que mais necessitam. Então, a nossa proposta é que façamos esse foro de discussão e coloquemos nossos técnicos, no decorrer da semana e do mês... Temos expectativa de até setembro para aprovação desse plano, mas ele tem de ser aprovado de acordo com a vontade popular e a necessidade dos nossos cidadãos no contexto geral. Não podemos deixar ninguém de fora, principalmente os que mais necessitam da atenção do Governo do Estado. E com a expectativa de um orçamento maior, que no mínimo seja investido sete por cento do Produto Interno Bruto, como é a expectativa de todos, aproximadamente oitenta bilhões no orçamento do Governo do Estado... Não tenho dúvidas de que poderemos alcançar todos os cidadãos em nosso País, especialmente aqueles que mais precisam de educação por conta de alguma deficiência. E nesta Casa estamos encontrando uma oportunidade de defender parte da sociedade que precisa dessa atenção. Senhor Deputado Luiz Durão, propomos que V. Ex.ª encampe conosco essa luta e que possamos apresentá-la aos outros vinte e oito Senhores Deputados desta Casa. Esse documento será submetido à aprovação nesta Comissão e depois discutido em Plenário para que ganhe na superfície do debate a importância desse investimento nos que necessitam, principalmente os deficientes auditivos. Gostaria de contar com o apoio de V. Ex.ª, até pela sensibilidade que tem, dado o desafio e superação ocorridos em sua família; um grande exemplo transmitido nesta Casa por meio do seu trabalho e da sua emoção. Então, Senhor Deputado Luiz Durão, não é por acaso que estamos nesta reunião. V. Ex.a deixou seu almoço e veio comendo um lanche para estar presente a esta reunião. Pedimos o apoio de V. Ex.a, membro de um partido que defende a Educação, para fazer com que todos os vinte e oito Senhores Deputados Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 sintam a mesma emoção que nós ao ouvir as palavras do nosso Professor Josué Rego. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Luiz Durão. O SR. LUIZ DURÃO – Damos as boas vindas ao Senhor Deputado Da Vitória; a todos que participaram desta reunião; ao Professor Josué Rego; aos Senhores e às Senhoras presentes. Sabemos das dificuldades que passa um deficiente porque temos um em nossa família. Parabenizamos esta Comissão que na hora certa trouxe a explanação do Professor Josué Rego para tratar desse tema e juntos tentarmos provar para todos os Senhores Deputados a necessidade de dar o suporte necessário para que os deficientes auditivos estudem e prossigam até se formar, com professores especializados. De modo que o Senhor Presidente tem todo o nosso apoio. Temos certeza de que alcançaremos nossos objetivos, porque sabemos das dificuldades que devem ser superadas por todos os Senhores Deputados por meio de suas ações. Contem com nosso apoio. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Obrigado, Senhor Deputado Luiz Durão. Já tinha convicção de que não seria diferente. Participo aos nossos convidados a nossa proposta, porque a nossa condução será de acordo com a vontade dos Senhores, de abrir, a partir deste momento, um foro contínuo de discussão para criar uma proposta a ser encaminhada ao Plano Nacional de Educação. Concedo a palavra ao Professor Josué Rego. O SR. JOSUÉ REGO DA SILVA – Esta é uma cópia do documento da Federação Nacional de Integração dos Surdos – Fenais, que trata do questionamento sobre a educação dos surdos. Algumas das propostas da PNE, como falei, foram excluídas. O documento tem as propostas dos surdos e as que foram modificadas. A Comissão pode trabalhar com esse documento e montar outro. Já existe um documento em esfera nacional e podemos trabalhar um na esfera estadual. Existe a cópia do Decreto de Libras que respalda todos esses indivíduos e os anseios da comunidade. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – A proposta que o Governo Federal encaminhou à Câmara dos Deputados não contempla o debate e a discussão que chegou para nós. Mas, contempla os interesses dos nossos amigos capixabas? O SR. JOSUÉ REGO DA SILVA – Sim, com certeza. Contempla a educação que a comunidade surda almeja. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Então, o trabalho proposto por mim já está vencido? Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Diário do Poder Legislativo - 957 O SR. JOSUÉ REGO DA SILVA – Não. O SR. LUIZ DURÃO – Parabenizamos todos os presentes, que lutam com seus direitos para o direito de todos. A Comissão de Educação está lutando por dias melhores para todos os brasileiros com deficiência auditiva. Parabenizamos pela atitude que nos dá o suporte necessário para que juntos somemos forças para trazer tranquilidade para todos vocês. Quero abrir a palavra para o Professor Josué Rego, para suas considerações. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) Já está materializado. Com esse material, encurtamos as nossas ações. Vamos apenas aprovar o encaminhamento da Comissão sobre o que interessa aos deficientes auditivos. O SR. JOSUÉ REGO DA SILVA – Acho interessante continuar esse debate, porque trazemos também anseios do nosso Estado, a nossa realidade. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Tivemos nesta reunião a apresentação do Professor Josué Rego da Silva, que abreviou para nós o estudo e todo o debate longo em Brasília que tivemos. Entendemos que já temos o que buscávamos. Continua a nossa proposta. Temos um prazo para isso. Estabelecemos uma data. Temos um recesso do dia 17 ao dia 30 de julho de 2011. Portanto, a partir de hoje abrimos a discussão, onde elegemos a professora Márcia, que já tem o contato direto com os técnicos da Comissão para avaliar esse material e a necessidade de complementação da proposta da Comissão de Educação. Submeteremos essa proposta aos Senhores Deputados. Mas antes gostaria de sugerir que a Comissão produzisse vinte cópias desse documento que está em nossas mãos e o encaminhasse a cada um dos gabinetes dos Senhores Deputados Estaduais desta Assembleia Legislativa. Ou seja, sugerindo que eles apresentassem sugestões até o dia 15 de agosto de 2011, para fazermos a deliberação e a aprovação do que nós, capixabas, queremos para a comunidade dos surdos. Estamos propondo que, às 18h01min de hoje, estejamos com uma audiência extraordinária aberta para aprovar esse encaminhamento. Tendo em vista que compreendemos a importância desse tema, não perderemos mais nenhum minuto. Como não podemos aprovar até o término da sessão ordinária desta Casa de Leis, faremos uma sessão extraordinária às 18h01min, já com os documentos prontos para colher assinaturas, para aprovarmos esse encaminhamento que está sendo feito. Submeteremos à aprovação desse fórum criado hoje pelos membros desta Comissão de Educação. As pessoas que mais entendem do assunto são as que vivenciam a dificuldade de não ouvir. Todos estão de acordo? (Pausa) Aprovado. Valeu a pena a participação do Senhor Josué Rego da Silva. Estamos feliz em recebê-lo e apresentar à sociedade capixaba essa comunidade que tanto busca igualdade e condição de vida. Pronunciaremo-nos na sessão ordinária de hoje. Referendaremos o que aprovamos nesta reunião aos Senhores Deputados e à sociedade capixaba, que sem dúvida apoia tema tão relevante como este. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Luiz Durão. O SR. JOSUÉ REGO DA SILVA – Em nome da comunidade surda, agradeço a oportunidade de estar nesta Comissão, a minha mãe, a esses surdos antigos que passaram pelo processo de moralização. Quero terminar com uma fala de uma autora surda muito interessante: Temos direito à igualdade sempre que a diferença nos inferioriza, mas temos direito a diferença sempre que a igualdade nos descaracteriza. O cidadão surdo é surdo, tem identidade, cultura e orgulho de ser surdo. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) – Parabéns pelo filho, parabéns pela luta. Que Deus continue abençoando os senhores ricamente e que continuem entusiasmados em ajudar o próximo. Concedo a palavra à companheira Eliane Telles de Bruim. A SR.ª ELIANE TELLES DE BRUIM – Boa-tarde. Agradeço a presença da comunidade surda. Fiquei muito feliz pela oportunidade de estar nesta Comissão, porque as pessoas não conhecem a história dos surdos, não conhecem a comunidade surda e nem os sinais de libras. Precisamos lutar pelos nossos direitos. É muito importante esta oportunidade que estão nos dando. Nasci ouvinte, minha comunicação é por intermédio dos sinais. Se o intérprete não estivesse aqui, não conseguiria entender o que os Senhores estão falando. Essa abertura de estar nesta Comissão me deixa emocionada e feliz. Que Deus nos abençoe para que consigamos alcançar o objetivo da comunidade surda. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) Agradecemos as palavras da nossa querida Professora Eliane Telles de Bruim. Temos mais uma participação. Com quem vamos falar? O SR. JOSUÉ REGO DA SILVA – Com a Fernanda, instrutora de línguas de sinais do CAS. Inclusive está com a camisa da Escola para Surdos. Ela percebe que os surdos precisam desse apoio escolar porque as portas estão se fechando, as pessoas não olham, não entendem esse valor da cultura surda. Vemos que hoje está tendo difusão da língua de sinais sem interesse dessa cultura da língua. Precisamos desse desenvolvimento para dar uma melhor educação para os surdos. 958 - Diário do Poder Legislativo Por lei, a maioria dos surdos usa a língua dos sinais, de extrema importância. L2 é o português na modalidade escrita. Sou oralizada porque o modo de comunicação da minha família foi essa, mas trabalho por intermédio da língua de sinais na comunidade surda. O meu caso se parece um pouco com o da Senhora Eliane Telles de Bruim, mas ela é mais oralizada. Oralizo pouco por causa do método educacional. Emociona-me muito estar presente neste espaço que está entendendo realmente a importância da Comissão de Educação. A luta vai continuar para mostrar que a comunidade surda tem também o seu valor e a educação é muito importante para todos nós. O CAS trabalha com cursos e com apoio, mas esse apoio precisamos para a educação dos surdos por causa da defasagem educacional. Se não tem ensino, como o surdo se desenvolverá? Existem surdos que não sabem que são surdos. Estão excluídos, trancados dentro de casa. É importante essa difusão da língua dos sinais para o desenvolvimento do cidadão surdo e da educação bilíngue. Fomos a Brasília e vimos que a luta dos surdos está forte, vimos que realmente estão decididos. A comunidade surda capixaba foi ser representada também para mostrar uma educação melhor e com qualidade. O SR. PRESIDENTE – (DA VITÓRIA) Parabéns! Mais uma vez estou surpreso. Antes de concluir os trabalhos, gostaria de dizer para a Professora Márcia Maia Bortoli Gomes que ontem fui abordado pelo Senhor Rodolpho Luiz Dalla Bernardina, Presidente da Federação das Apaes do Estado do Espírito Santo. Também é outra luta desta Comissão para fazer com que as pessoas portadoras de necessidades especiais do Estado possam ter realmente um tratamento digno, possa ter justiça na oportunidade de receber os recursos do Governo do Estado em igualdade. Defendemos as Apaes e Pestalozzi, que têm profissionais capacitados para poder inserir essas pessoas dentro de uma realidade da sociedade. Objetivamos que estejam inseridas no contexto social. E somente quem conhece uma pessoa portadora de necessidade especial, que são os professores, educadores, pais dos alunos podem nos informar. Ontem ele tinha algumas propostas para discutir com o Governo do Estado, mesmo o Governo participando ativamente, ajudando. Mas algumas ações precisam ser implementadas. Solicito que também seja colocado no documento, que será deliberado e aprovado às 18h01min, o convite para que ele esteja presente na próxima audiência – caso não tenhamos nenhuma agenda - junto com alguns diretores de Apaes e Pestalozzi, com a representante no Estado das Pestalozzi e também com a Presidente da Associação Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 dos Autistas no Estado do Espírito Santo. Que sejam chamadas as três representatividades, além das pessoas que eles queiram chamar. Gostaríamos que na primeira agenda – sendo confirmado pelo Senhor Deputado Luiz Durão – convidar, pela necessidade do exercício do orçamento que já está sendo aplicado e dos investimentos que já estão em execução sendo disponibilizados pelo Governo do Estado. Que possamos equalizar e sugerir outros documentos nesse momento ao Governo do Estado. Submeto à deliberação e aprovação, para que na próxima agenda liberada desta Comissão esteja aqui os Presidentes da Federação das Apaes, das Pestalozzi e dos Autistas. Como vota o Senhor Deputado Luiz Durão? O SR. LUIZ DURÃO – Pela aprovação. O SR. JOSUÉ REGO DA SILVA – Senhor Deputado Da Vitória, V. Ex.ª me concede a palavra? O SR. PRESIDENTE - (DA VITÓRIA) – A palavra é sempre de V.S.ª. O SR. JOSUÉ REGO DA SILVA Lembramos que no movimento de Brasília, ocorrido no dia 19, participaram todos os segmentos de portadores de necessidades especiais. Sexta-feira foi o dia específico da comunidade surda. Estamos engajados contra a proposta de fechar a educação da Escola de Surdos, fechar o Instituto de Cegos, as Apaes. Esse é um questionamento. Na quinta-feira foram todos os portadores de necessidades especiais; na sexta-feira foi voltado para a comunidade surda. Não é contra a inclusão. A inclusão, realmente, com qualidade, com equidade, com respeito às diferenças, à língua e à cultura. O SR. PRESIDENTE - (DA VITÓRIA) – Obrigado, Professor Josué Rego da Silva, representando aqui o Centro de Atendimento aos Surdos do Estado do Espírito Santo – CAS/ES, também junto com os diretores, professores e instrutores da língua dos surdos em nosso Estado. Muito obrigado pela presença. Nosso abraço. Esta Comissão pertence aos senhores. V.S.as podem, a qualquer tempo, estar conosco nos orientando, nos ensinando conforme será a nossa forma de caminhar em defesa da comunidade dos surdos de nosso Estado do Espírito Santo. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente reunião. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, para a qual designo: EXPEDIENTE: O que ocorrer. Está encerrada a reunião. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 COMISSÃO DE AGRICULTURA, DE SILVICULTURA, DE AQUICULTURA E PESCA, DE ABASTECIMENTO E DE REFORMA AGRÁRIA. SÉTIMA (A) REUNIÃO ORDINÁRIA, DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SÉTIMA LEGISLATURA, REALIZADA EM 26 DE ABRIL DE 2011. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Havendo número legal, invocando a proteção de Deus, declaro abertos os trabalhos da Comissão de Agricultura, de Silvicultura, de Aquicultura e Pesca, de Abastecimento e de Reforma Agrária. Dispenso a leitura da ata da reunião anterior, considerando-a aprovada como redigida. (Pausa) Agradecemos a presença do Senhor Antonio Elias de Souza, que muito nos honra, representando o Senhor Enio Bergoli, Secretário de Estado da Agricultura. Convido o Senhor Antonio Elias de Souza, para compor a Mesa. (Pausa) (Toma assento à Mesa o referido convidado) O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) - Agradecemos a honrosa presença do Senhor Brício Alves dos Santos Júnior, superintendente da Conab; do Senhor Abdo Gomes, presidente do Sindicato Rural de Viana; do Senhor José Arnaldo de Alencar, superintendente do Ministério da Agricultura; do Senhor Esthério Colnago, presidente da OCB. V. S.ª tem feito um grande trabalho, e com fé em Deus. Parabéns pela sua reeleição ontem. Que Deus lhe ilumine. Fizemos o pouco que pude para que V.S.ª se reelegesse, inclusive conversando com o pessoal da Unimed, em Linhares, na pessoa do Doutor Telmo. Tive uma longa conversa com ele e, graças a Deus, V.S.ª foi reeleito. Foi uma reeleição mais do que merecida. Agradecemos também a presença do Senhor Nélio Hand, secretário-executivo da Aves/ASES, duas cooperativas. A presença de V. S.ª nos honra. Estivemos reunidos na Coopeavi. Está presente ainda o Senhor Fabrício Quintanilha, assessor do Senhor Deputado Federal Lelo Coimbra. Senhor Fabrício Quintanilha, gosto muito dos Senhores Deputados Lelo Coimbra e César Colnago, e de todos os demais deputados federais. Mas ontem recebi um e-mail dizendo da falta de interesse dos nossos parlamentares federais em relação à discussão do Código Florestal Brasileiro. Fizemos um pronunciamento durante a sessão de ontem nesta Casa, até certo ponto foi um repúdio sobre a questão. Não podemos apenas votar o Código Florestal; temos que acompanhar os trabalhos que envolvem sua votação. Votar o Código é uma coisa; acompanhar sua tramitação é outra. O e-mail que recebi diz que os Deputados Federais representantes do Estado do Espírito Santo não estão demonstrando interesse no acompanhamento dos trabalhos em torno do Código Florestal. Disse ontem da tribuna desta Casa de Leis que a maioria deles não acompanha o desenrolar da Diário do Poder Legislativo - 959 votação do Código Florestal, e a grande parte da votação deles veio do agricultor. Fiz essa fala de repúdio ontem, com todo o respeito que lhes é devido. Peço que V. S.ª, Senhor Fabrício Quintanilha, transmita ao Senhor Deputado Lelo Coimbra o recado que estou dando, porque de fato não está demonstrando interesse sobre a questão. Não estamos brincando com esse tema. Sei que o Senhor Deputado César Colnago está fazendo um bom trabalho, mas esperamos que seja um bom trabalho em prol da agricultura. Agradecemos a presença do Senhor Amaíde Motta, presidente da Associação de Produtores Rurais da Ceasa; da Senhora Fabiana Krause, assessora de comunicação da Aves/ASES; do Senhor Jadir Souza Dalgobbo, produtor e empresário de Viana; da Senhora Kerley Mesquita de Souza, assistente da Superintendência da Conab; e do Senhor Alfredo Geraldo Coser, produtor de Viana. Senhor Fabrício Quintanilha, vou ler o e-mail que recebi do Senhor Júlio da Silva Rocha, que diz: Brasília - agência Congresso. O debate sobre o novo Código Florestal parece não interessar aos deputados capixabas. Nenhum dos dez parlamentares do Espírito Santo participou, até o momento, da discussão sobre o tema, que ocorre na Câmara dos Deputados. A matéria deverá ser votada na Câmara em junho, quando entra em vigor o decreto que pune proprietários rurais que descumprirem a medida. Ambientalistas e ruralistas travam um embate na Casa. O e-mail diz outras coisas, como a questão das Áreas de Preservação Permanentes – APP’s. Temos que fazer um movimento, sou uma pessoa de uma bandeira só, não tenho duas bandeiras, vou fazer um movimento no sentido de que esses Deputados se interessem pela causa. A nossa bancada é muito pequena, é pouco significativa, mas os Deputados não podem ficar de braços cruzados, em hipótese nenhuma, muito pelo contrário. Vou começar a bater nessa tecla, não podemos brincar com isso. (Pausa) Convido a Senhora Secretária a proceder à leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: EXPEDIENTE: CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS: CONVITE – Do Senhor José Carnieli, presidente da Veneza, para a solenidade de inauguração da Fazenda Experimental Veneza, que será realizada no dia 30 de abril, sábado, às 09h30min, no Córrego do Cavalo, s/n – Km 18, Serra de Cima – Nova Venécia. 960 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Encaminhar cópia aos Senhores membros da Comissão. Registramos, com satisfação, a presença do Senhor Volmar Loss, consultor de agronegócio. (Pausa) Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO/PRES/FAES/N.º 029/2011 – Do Senhor Júlio da Silva Rocha Júnior, presidente da Federação da Agricultura – FAES, agradecendo o recebimento do Ofício nº 050/2011- GAB/DEP/AA, informando sobre o projeto de lei que denomina Doutor Nyder Barboza de Menezes, a Ceasa norte, no Município de São Mateus. O SR. PRESIDENTE – ARMANI) – Ciente. Arquive-se. Continua a leitura do Expediente. (ATAYDE A SR.ª SECRETÁRIA lê: CONVITE – Do Senhor Deputado Luciano Pereira, para uma audiência que irá debater o Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) do Governo Federal, que será realizada no dia 29 de abril, às 09h, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de São Francisco. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Ciente. Encaminhar cópias aos Senhores membros da Comissão. Parabenizamos o Senhor Deputado Luciano Pereira pela realização da audiência. O SR. LUCIANO PEREIRA – Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Luciano Pereira. O SR. LUCIANO PEREIRA – Senhor Presidente e Senhores membros da Comissão de Agricultura, agradeço a presença do nosso amigo Esthério Sebastião Colnago, e dos Senhores José Arnaldo de Alencar, Brício Alves Santos Júnior, Volmar Loss, Fabrício Quintanilha, Antonio Elias de Souza, Nélio Hand e Abdo Gomes, que muito enriquecem nosso debate. No mês de abril, aconteceu uma reunião no sindicato, em Barra de São Francisco, que ficou lotado de pessoas confiantes no programa de habitação rural. Quem está puxando essa bandeira é o Senhor Nodir Colombo, nosso amigo de São Gabriel da Palha. No dia 29 de abril, sexta-feira, pela manhã, S. S.ª estará novamente discutindo conosco, propondo a construção de duzentas habitações para o município de Barra de São Francisco, por meio do Governo Federal. Estamos conversando com os produtores, que estão muito animados e querem fazer parte desse projeto grandioso de melhoria na habitação popular. Queria passar essa informação para a Comissão de Agricultura. Se tudo correr bem, faremos essas construções, Senhor Presidente, dando mais oportunidades ao homem do campo se fixar no interior, para não mudar para as periferias da Capital. Produtor rural tem que ficar em sua terra produzindo o café, o feijão e o milho, por exemplo. Vemos o Norte do Estado crescer por meio da agricultura. V. Ex.ªs, por intermédio do ex-governador Paulo Hartung, fizeram um trabalho muito grande, apoiando o agricultor com máquinas para a nossa região: tratores, resfriadores de leite, secadores de café, máquinas de pilar café. O homem do campo está entusiasmado para produzir e não podemos desestimular o homem do campo; temos que animá-lo e fazer com que permaneça no interior, produzindo mais. Cito um exemplo da comunidade de Bom Jesus, no Município de Água Doce do Norte. Quando começamos a fazer um trabalho nessa localidade, os agricultores começaram a tirar quatrocentos litros de leite. E um resfriador de leite proporcionou a organização dos produtores. Para minha surpresa, quando no Natal, estive naquela localidade e vi que esses produtores já possuem quatro resfriadores de leite, tirando nove mil litros de leite. Dois centavos do valor do litro de leite ficam para a Associação. Eles não precisaram do governo lá. Então, é assim que fazemos para o homem do campo ficar no Interior. Todo dia 20 o dinheiro do leite é depositado na continha dele e ele permanece lá. E lá não é igual à cidade de Linhares, que é plana, lá é ponta de pedra. E vemos exemplos de produtores de leite que tiram em propriedades com dois três alqueires de terra, quinhentos, seiscentos litros de leite. São esses que temos de apoiar, de estender a mão. Sinto-me muito honrado e feliz em participar desta Comissão, de ter participado do governo passado e deste governo com muita vontade de trabalhar para o homem do campo. Podem contar com o compromisso do Deputado Luciano Pereira. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: CORRESPONDÊNCIA CC 0012-11 – PRESI – Dos Senhores Esthério Sebastião Colnago e Carlos André Santos de Oliveira, presidente e superintendente, respectivamente, requerendo apoio dos deputados membros da Comissão junto à Anvisa, solicitando agilidade no processo de registro da manteiga light, com baixo teor de colesterol na marca Selita. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Ciente. À secretaria da Comissão para análise. Enviei cópia a todos os membros da Comissão. Acho um absurdo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Ministério da Agricultura ao querer ceder esse registro à cooperativa. Foi dito às entidades, aqui presente, que deram ok quanto à questão da manteiga light com baixo teor de colesterol. Gostaria que o Senhor Esthério Sebastião Colnago, juntamente com o Senhor José Roberto, elaborassem um documento Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Diário do Poder Legislativo - 961 aos ministérios. Comprometo-me a colher a assinatura não só dos membros da Comissão de Agricultura, mas, se possível, a de todos os Deputados Estaduais. Dá a entender que é uma falta de consideração com o sistema de cooperativismo do Estado do Espírito Santo. Então contem conosco. Façam o documento que colheremos as assinaturas. (Pausa) Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: PROPOSIÇÕES RECEBIDAS: Não há. PROPOSIÇÕES DISTRIBUÍDAS SENHORES DEPUTADOS: AOS PROJETO DE LEI N.º 34/2010. Autora: Deputada Luzia Toledo. Ementa: Dispõe sobre a validade e a substituição de recipientes para envase de água mineral comercializados no Estado e dá outras providências. Relator: Deputado Atayde Armani. Proposições baixadas de pauta: Não houve no período. O SR. PRESIDENTE ARMANI) – Passa-se à – (ATAYDE ORDEM DO DIA: AUDIÊNCIA PÚBLICA – Objetivo: debater a instalação dos silos da Conab, no Município de Viana. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Concedo a palavra ao Senhor José Arnaldo de Alencar, superintendente do Ministério da Agricultura, para falar sobre o ofício da Selita. O SR. JOSÉ ARNALDO DE ALENCAR – Cumprimentando o Deputado Atayde Armani, cumprimento os demais membros da Comissão. Como o Ministério da Agricultura foi citado me senti na obrigação de explicar o que realmente está acontecendo. Existe uma legislação de rotulagem. Quando você vai fazer o cumprimento dessa rotulagem - hoje mais ainda - a Anvisa, que é outro órgão que também trabalha nessa linha, exige que determinados ingredientes sejam definidos por ela ou liberados por ela, para que o Ministério possa fazer a liberação do rótulo. Nesse caso específico o que aconteceu foi isso. Em 25 de outubro foi feito um pedido da rotulagem. Foi feita análise pelos colegas, que inclusive atendem à Selita, e faltou exatamente dizer - embora o documento diga que tem laudo técnico, mas não é bem isso, pois a questão é a Anvisa - que aquele ingrediente não faz mal à saúde. Porque tem a questão das boas práticas e tudo isso. Então a Selita tem que ter um documento da Anvisa dizendo que aquilo ali pode ser realmente utilizado. Aí vem para o Ministério que imediatamente libera. Nunca precisou de liberação, portanto, não é preciso redigir esse documento. Porque fui pego de surpresa. Quando li, pensei: considero-me representante do cooperativismo. Liguei imediatamente para o Senhor Esthério Colnago, preocupado com isso, e fui ver o que aconteceu. Ontem, liguei para o Zito, com quem conversamos também. Depois que o Ministério da Agricultura indeferiu a solicitação, exigindo essas outras questões, a Selita não encaminhou ao Ministério a documentação necessária. Por isso, o Ministério está esperando ate o momento que ela envie. Inclusive tenho um documento do técnico da Selita dizendo que a empresa não enviou à Anvisa isso. Deixou por conta da empresa, esperando que ela, que produziu o ingrediente dextrina modificada, fizesse isso e não o fez. Quando vimos essa nota no jornal nos preocupamos. Porque dá a entender que o Ministério da Agricultura não está querendo fazer a liberação dos rótulos para a Selita ou para qualquer outra empresa e não é isso. Houve aí uma falha de informação, queremos deixar claro. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Senhor José Arnaldo de Alencar, agradecemos S. S.ª, pois se a coisa está nesta situação, evitará até o nosso trabalho. Disse isso não é porque gosto de colocar o carro à frente dos bois, entretanto, não gosto de dormir de touca. Se existe uma demanda para a Comissão, com certeza ela irá à frente, não vai parar. Não é o que acontece normalmente dentro da classe política, entretanto, na Comissão de Agricultura tem acontecido religiosamente. Registramos a presença do Senhor Ivan Paulo Vizzotto, Secretário de Agricultura de Viana; do Senhor José Pedro da Silva, presidente do Sindicato Rural de Afonso Claudio; do Senhor Samuel Lopes Fontes, analista e técnico da Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB, que nos honram com suas presenças. (Pausa) Concedo a palavra ao Senhor Abdo Gomes, Presidente do Sindicato Rural de Viana e um dos representantes da Federação da Agricultura no Estado do Espírito Santo. O SR. ABDO GOMES - Boa tarde, Presidente Atayde Armani e demais membros desta Comissão de Agricultura. Há um tempo fomos demandados pela Prefeitura de Vitória, que pretendia ocupar a área pertencente ao antigo IBC – Instituto Benjamin Constante - onde está instalada a Conab. Soou um movimento no sentido de que a Conab identificasse uma área a fim de ser feita a permuta. Nesse meio tempo surgiu a possibilidade de o Estado do Espírito Santo sediar um conjunto de silos, trabalho esse demandado pelo superintendente da Conab no Estado, Doutor Brício Alves Santos Júnior, e contou com o apoio da OCB, da Federação da Agricultura e de demais entidades. Fez-se um documento dizendo da importância desse empreendimento no Estado e foi dado andamento. Posteriormente, o Doutor Brício Alves Santos Junior esteve em Viana dizendo que o Município havia sido o escolhido para sediar esses silos. Estamos buscando apoio a fim de fazermos com que esse empreendimento aconteça o mais breve possível, uma vez que o Estado do Espírito Santo é 962 - Diário do Poder Legislativo altamente dependente do milho, produto largamente usado na fabricação de ração. Temos os setores da AVES e da ASES área de leite, que seriam beneficiados. Temos uma dificuldade muito grande para trazer esses produtos para o nosso Estado, haja vista que a AVES e a ASES pretendem expandir seus negócios no Estado. O pequeno agricultor também poderá adquirir o milho em pequenas quantidades, conforme nosso superintendente já nos disse. Pois venderá também produtos ensacados, o que possibilitaria o pequeno produtor comprar um, dois, três, dez sacos de milho, com preço diferenciado. A ideia é que unamos esforços nesta Comissão. Sem contar que para o Município de Viana seria muito bom também ter esses silos. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Senhor Abdo Gomes, muito obrigado pelas informações. (Pausa) Concedo a palavra ao Senhor Brício Alves Santos Júnior, Superintendente da Conab – Companhia Nacional de Abastecimento, no Espírito Santo. O SR. BRÍCIO ALVES SANTOS JÚNIOR – Boa tarde, Senhor Presidente Atayde Armani; Senhores Deputados Freitas e Luciano Pereira; Senhor Antônio Elias de Souza, meu grande amigo; demais representantes da OCB/ES; Nélio Hand; Abdo Gomes; José Arnaldo; Senhor Fabrício Quintanilha, representante do Deputado Federal Lelo Coimbra; demais técnicos presentes, Senhoras e Senhores, farei um breve relato da situação do Espírito Santo em relação ao milho. O Senhor Nélio Hand tem nos acompanhado, assim como o Senhor Esthério Colnago e técnicos da Secretaria de Agricultura, e sabem que o Estado do Espírito Santo é altamente dependente do cereal milho. No último levantamento nosso, o Espírito Santo vai produzir um pouco do que sessenta mil toneladas milho/ ano; na Conab fazemos a safra de sementes, grãos e fazemos esses levantamentos: estimativa e produção. E o Espírito Santo, só nos setores de avicultura, bovinocultura e suinocultura, consome anualmente em torno de seiscentas mil toneladas/ano. Temos um déficit de quinhentas e quarenta mil toneladas/ano. O Espírito Santo não tem topografia, então não temos como atender nem cinquenta por cento dessa demanda. E as condições climáticas, nossos técnicos estão presentes, não nos favorece produzir. Então, devido à topografia e custo elevado, sem mecanização o custo aumenta. Temos o Centro-Oeste – Goiás e Mato Grosso, como o grande celeiro do Brasil. Em 2010 a Conab apresentou uma Carteira de Projetos para o período 20ll a 2015, solicitada pelo Ministro da Agricultura, na época era o Senhor Reinhold Stephanes; e o Presidente da Conab na época era o atual Ministro da Agricultura, Senhor Wagner Rossi. Quando S. Ex.ª apresentou essa carteira estava atento: eu e o Deputado Lelo Coimbra. A nossa superintendência foi a primeira a apresentar proposição de construção de silos, especialmente silo graneleiro para o Estado do Espírito Santo, pois além Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 de o nosso Estado ser altamente dependente, tem muito milho que passa por aqui via portos. Nós que fazemos pagamento dessas subvenções e, por meio da nossa superintendência, exportamos ano passado oitocentas mil toneladas de milho, que passaram pelo Espírito Santo via portos, vindos pela ferrovia e inclusive de navios, embarcados em Paranaguá e descendo em Vitória para daqui serem exportados. Então, passaram pelo Espírito Santo seiscentas mil toneladas para consumo interno e oitocentas mil toneladas para exportação. Conversei com o Senhor Wagner Rossi, na época meu Presidente, atualmente Ministro da Agricultura, que disse: apresenta a proposição! Então, conversei com o Senhor Deputado Lelo Coimbra; fomos a Brasília e apresentamos a proposição sobre a viabilidade econômica de instalar no Espírito Santo esses silos. S. Ex.ª só me pediu uma coisa: Arruma a área. A Conab constrói no Espírito santo se tiver uma área. Isso aí, todo Governo Federal faz; só é difícil quando tem um projeto já fechado. Então, apresentou essa carteira e está aqui. Inclusive, essa carteira tem o mapa do Estado do Espírito Santo e a localização Viana. Por que Viana? Nossos colegas de Brasília - demandei o nosso departamento de Engenharia – vieram; o Senhor Ivan Paulo Vizzotto, Secretário da Agricultura do Município de Viana está presente; A Prefeita do Município Viana, Senhora Ângela Maria Sias, pontuou com o Secretário algumas áreas; vimos algumas áreas e foi detectada uma, com excelente logística, porque um investimento como esse tem que ter desvio ferroviário próximo aos portos porque esse empreendimento servirá de abastecimento interno no Estado e nas remoções de cabotagem. Temos uma grande unidade armazenadora em Uberlândia, com uma capacidade para duzentos e cinquenta mil toneladas. Esse milho virá de Uberlândia para o Estado do Espírito Santo via trem, por ferrovia. Chega ao Estado do Espírito Santo, no caso, no Município de Viana, e daqui abastecemos a nossa unidade armazenadora, localizadas no Município de Colatina. Estamos abrindo outra no Município de Cachoeiro de Itapemirim, com capacidade para trinta mil toneladas. No Município de Colatina temos em torno de quarenta e tantos. Hoje atendemos com milho, dois mil e novecentos pequenos agricultores das regiões Norte e Noroeste, com o programa Venda Balcão. Quando assumi a Conab em 2009, atendíamos em torno de mil e duzentos produtores. Fiz um trabalho de socialização dos programas nos municípios. Passamos o consumo anual de seis mil toneladas para doze mil toneladas. Agora, estamos removendo para no Município de Colatina quinze mil toneladas. O aviso de frete sairá amanhã, para essa remoção. E já estão programadas para o Município de Cachoeiro de Itapemirim dez mil toneladas. O meu trabalho, o meu planejamento estratégico quando assumi aquela Companhia em 2009 foi para resolver o problema do abastecimento Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 de milho no Estado do Espírito Santo, porque eu sabia, e o Senhor Nélio Hand sabe muito bem disso, que se déssemos apoio aos segmentos avicultura, suinocultura e bovinocultura, teríamos emprego, renda e sustentabilidade dos setores. Só as áreas de avicultura, suinocultura e bovinocultura geram em torno de duzentos e vinte mil empregos no Estado do Espírito Santo. Se não tiver o milho, a maioria das empresas que trabalham direta e indiretamente com essas culturas fecham suas portas. Estou passando esses dados para que V. Ex.ªs tenham noção da importância do milho no Estado do Espírito Santo. Os suínos e aves geram em torno de trinta mil empregos diretos e noventa mil indiretos. São noventa mil famílias envolvidas na área de suínos e aves. Na bovinocultura de leite temos em nosso Estado sete mil cooperados, oitenta e cinco por cento são pronafeanos. São mil e duzentos empregos diretos e três mil e seiscentos indiretos. Quando fizemos esse levantamento e a viabilidade técnica e econômica do investimento, o atual Ministro da Agricultura, na época Presidente da Conab, Senhor Wagner Rossi, encaminhou a carteira no dia 22 de março de 2010, de todo investimento daquela Companhia em nível nacional. E um dos investimentos era no Estado do Espírito Santo. Então, Senhores Deputados e demais presentes, a importância de envidarmos esforços para viabilizar esta área e contemplarmos o Estado do Espírito Santo, ou seja, resolvermos de uma vez por todas essa dependência, porque agora a produção de milho aumentou. O Senhor Nélio Hand tem me questionado, temos conversado com nossos colegas em Brasília, inviabiliza o investimento na avicultura. E a avicultura terá um crescimento de corte em torno de cem por cento; a suinocultura, em torno de trinta por cento. Hoje temos dois abatedouros: um no norte - a Protenorte; e outro no sul - a Uniaves. Cada um abate setenta e cinco mil frangos e o do sul já está exportando. A importância desse investimento, no Estado do Espírito Santo, é trazer garantia e sustentabilidade para esses setores. Em relação ao extinto IBC, fui chamado a Brasília, com o ex-presidente da Conab, o Senhor Alexandre Magno de Aguiar, pela secretária do Palácio do Planalto, porque havia uma demanda da Prefeitura de Vitória, para resolver o problema do extinto IBC, dos armazéns da Conab. Eles tinham interesse de fazer permuta. Então foi acordado em Brasília: Saímos, sim, entregamos as chaves, mas com a área em nome da Conab e um armazém equivalente em área estática, para atender à política cafeeira e os programas sociais do governo. Porque, enquanto eu estiver na Conab, brigarei pela agricultura. Não abro mão, por isso trabalhei. Entrei em 01 de abril de 2009, montei o planejamento estratégico da Conab do Espírito Santo com todos os técnicos e meus colegas. Está presente o meu assistente, Senhor Kelly Mesquita. Montei esse planejamento estratégico, ampliei o consumo de Diário do Poder Legislativo - 963 milho no Norte e Noroeste e estou indo para Cachoeiro. Estou fazendo esse grande investimento tentando viabilizar os silos do Município de Viana e também essa permuta. Então, foi acordada em Brasília, entre mim, a Dr.a Marisete - Presidente -, e a Prefeitura. Inclusive fui demandado pela Prefeitura e dei resposta. Houve o termo de compromisso que já está no departamento da Prefeitura de Vitória, porque ela é que têm interesse nos galpões. Então com isso, Senhor Deputado Atayde Armani, a Conab está aguardando. Como é um ano de retenção de investimento, há atrasos. Os Senhores têm acompanhado o novo governo, da Senhora Presidenta Dilma Rousseff. Essa questão da Prefeitura é que está avançando devagar, mas estamos abertos ao diálogo e a qualquer informação. Já existem documentos na Prefeitura. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Obrigado, Senhor Brício Alves Santos Júnior. Registramos que o Senhor Fabrício Quintanilha, assessor do Deputado Federal Lelo Coimbra, está respondendo a comentário que diz que fizemos. Ele diz que o Senhor Deputado Lelo Coimbra esteve com o Secretário Estadual de Meio Ambiente, há dez dias, e no dia hoje, à tarde esteve com o Senhor Júlio da Silva Rocha, da Faes, de quem é esse e-mail. (Pausa) Está franqueada a palavra para quem dela quiser fazer uso. (Pausa) O SR. NÉLIO HAND – Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Concedo a palavra ao Senhor Nélio Hand, Secretário Executivo da Aves e Ases. O SR. NÉLIO HAND – Boa tarde, Senhor Deputado Atayde Armani, Presidente da Comissão de Agricultura e demais membros presentes. Não precisamos relatar a importância que possui esse trabalho que está sendo conduzido pela Conab, para o qual o Secretário de Agricultura do Município de Viana, Senhor Ivan Paulo Vizzotto, com o apoio da Federação tem buscado apoio para que possamos efetivar esse projeto. Ressalto apenas um aspecto interessante que é o formato de remoção que podemos viabilizar com a instalação dessas estruturas em Viana. E um formato de transporte por nós da avicultura, bem como da suinocultura e, também, da pecuária de leite é subutilizada, que é o transporte ferroviário. Não conseguimos, vimos tentando Presidente, por cerca de dez anos, viabilizar esse modelo, e não tem funcionado em função de custos. Não existe um concorrente no sistema. E isso dificulta para que possamos ter acesso a esse modal. 964 - Diário do Poder Legislativo Todos sabem que o sistema de transporte rodoviário para o Espírito Santo é deficitário, é problemático em função da topografia, das condições de estradas. E aliada a essa necessidade de termos mecanismos de armazenamento de estoques públicos, aqui no Espírito Santo, pela dependência dos setores de produtos fora do Estado, temos também essa questão da possibilidade de transportar esse produto pelo sistema férreo. Vou usar um jargão que é usado no meio da avicultura e suinocultura, pelo menos em relação a essa problemática. Vemos anualmente cerca de cinco milhões de toneladas de soja, mais um milhão de toneladas de milho, passando debaixo das nossas barbas, com transporte ferroviário que vão para exportação, e não conseguimos puxar um caroço desse produto para que possa ser utilizado nas nossas atividades. E a partir do momento em que tivermos esses dois fatores, um mecanismo para servir pelo menos de pulmão, para fazer um estoque estratégico em relação ao milho principalmente, e tivermos essa melhoria quanto ao transporte, quanto à remoção, teremos uma maior tranqüilidade em relação a esse produto milho, que é tão importante para as nossas atividades aqui no Estado. Queremos dizer que as associações estão sempre à disposição, que estão apoiando. Estamos buscando de todas as maneiras apoiarem a Superintendência, a Prefeitura, a Federação da Agricultura que está puxando esse processo. E dizer Deputado, que é um processo que também deve ser apoiado pelo Governo do Estado, pela Assembleia, pela Comissão de Agricultura porque é de suma importância. O Senhor Brício Alves Santos Júnior já citou os números de empregos e de renda. Temos também sempre disponíveis. É o que movimenta essas duas atividades junto também com a pecuária leiteira. E agradecer a abertura desse espaço para discussão desse assunto e nos colocar sempre à disposição. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) - Muito obrigado, Senhor Nélio Hand, Secretário Executivo da Aves e Ases. (Pausa) Continua franqueada a palavra. (Pausa) O SR. FREITAS – Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) - Concedo a palavra ao Senhor Deputado Freitas. O SR. FREITAS - Muito obrigado, Senhor Presidente. Queremos cumprimentá-lo, bem como o Senhor Deputado Luciano Pereira que nem vimos sair; cumprimentar o Senhor Brício Alves Santos Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Júnior; o Senhor Antônio Elias de Souza que está aqui do lado; o Senhor Abdo Gomes que falou; o Senhor Nélio Hand; o Senhor Esthério Sebastião Colnago; enfim a todos vocês. Agradeço a presença nesta Comissão de Agricultura, e rapidamente faremos uma fala a respeito do tema. Senhor Presidente, pensamos que é muito importante discutir e fazer uma audiência pública com esse tema na nossa Comissão. Este assunto esteve presente durante todo o mandato passado, 2007 a 2010, com o senhor sendo um puxador constantemente, observando o gargalo que são aqueles armazéns em Jardim da Penha, e sem encontrar caminhos. Observamos que encontramos o caminho, a aceitação da Conab, da transferência, da entrega, como foi deixado claro aqui na fala do Senhor Brício Alves Santos Júnior. Agora, desde que tenha o terreno para serem construídos outros armazéns. A fala do Senhor Nélio Hand mostrou a necessidade de os armazéns estarem localizados, e bem localizados, em Viana. Achamos que para o imbróglio está simples de se encontrar uma solução. E a solução é a aquisição de um terreno. Quando teremos um espaço nobríssimo, de praticamente um alqueire de terra, dentro de uma área urbana supervalorizada como o de Jardim da Penha? Achamos que a Prefeitura de Vitória e o Governo do Estado querem. Precisamos conduzir esse assunto, a partir dessa audiência com a presença da representatividade do Secretário de Agricultura na pessoa do Senhor Antônio Elias. A finalidade desta Comissão também é essa: conduzir junto com o Governo do Estado e chamar a Prefeitura de Vitória para a mesa, para o diálogo. Temos muito interesse neste assunto e temos que encontrar a resolutividade para uma série de situações importantes para o setor produtivo da agricultura no Estado do Espírito Santo. Senhor Presidente, o nosso pronunciamento fala da necessidade de se adquirir o terreno para a Conab, com todo o nosso apoio. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Depois de ouvirmos todos os pronunciamentos e procuramos ouvir democraticamente todas as partes, vez que esse assunto já estava bastante adiantado junto ao Prefeito João Coser e junto à comunidade, faremos a seguinte proposta: pediremos ao Senhor Fabrício, que representa a comunidade de Jardim da Penha; ao Senhor Brício Alves Santos Júnior; ao Senhor Abdo Gomes; ao Senhor Nélio Hand, Secretário Executivo da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves), para fazermos uma equipe e marcarmos logo uma audiência com o Secretário de Estado da Agricultura, Senhor Ênio Bergoli, porque achamos que não deveríamos passar por cima de S. Ex.ª até porque é uma questão ligada à agricultura. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Pedimos aos assessores da Comissão que façam uma listagem de, no máximo, dez pessoas que tenham interesse maior e estejam mais diretamente ligados ao assunto, desde a comunidade de Jardim da Penha até as entidades, a Prefeitura dos Municípios de Vitória e Viana e a Federação da Agricultura no sentido de já termos uma demanda com o Secretário Ênio Bergoli e por meio de S. Ex.ª chegarmos ao Governo do Estado. Moramos no Município de Linhares, e para nossa felicidade tantas empresas estão se instalando no nosso município, que é até de assustar às vezes. A última que se está instalando é uma, que terá uma fábrica, entre outras, com um investimento de dois bilhões de reais. É muita coisa. Somente a área comprada corresponde a quarenta alqueires de terra, perto de uma lagoa maravilhosa entre os Municípios de Linhares e Aracruz que é a Lagoa do Aguiar. A Lorenge está fazendo um investimento em Linhares no valor de trezentos e cinquenta e seis milhões de reais. Citamos apenas dois dos investimentos, mas ainda temos as cinco termoelétricas que se instalarão em Linhares; o investimento da Petrobras; o investimento do gás, entre tantas outras coisas. Vemos o setor público e a coisa pública com uma facilidade imensa de fazer essas coisas e não vemos o setor público com facilidade para fazer as coisas para a área da agricultura, que gera muito mais emprego, que segura o homem no campo e está ajudando um Estado que é agrícola. Não vemos essa facilidade dentro das coisas públicas quando se briga pelas coisas dentro da questão pública, seja no Governo do Estado, seja nas prefeituras, encontramos grandes dificuldades. Parece que a agricultura é o patinho feio da coisa porque na prefeitura o orçamento destinado à agricultura é de menos de dois por cento, enquanto o gabinete de um prefeito recebe seis, sete ou oito por cento do orçamento. Temos todo respeito pelo Governador Renato Casagrande e pelo ex-governador Paulo Hartung, mas o orçamento do Estado destinado à Secretaria de Agricultura é de pouco mais de quatro por cento, apesar de ter melhorado muito. Falaríamos à tarde inteira sobre o assunto. Parece que a agricultura é o patinho feio da coisa. Não sabemos o porquê e gostaríamos de saber, pois o maior gerador de emprego deste Estado é a agricultura. Temos o costume de falar sempre, nas reuniões no Interior junto com o Deputado Freitas e com os Parlamentares ligados a esta Comissão, sobre a união, ou seja, temos que nos unir, parar de ser idiotas e parar de dar poder a pessoas que não têm a defesa da nossa bandeira. Essa bandeira é de quem gosta de agricultura, de quem respira agricultura, de quem sabe que a agricultura é o primeiro comércio do mundo; o ser humano começou com a agricultura e a primeira preocupação de todo ser humano é alimentar o seu filho e assim por diante. Diário do Poder Legislativo - 965 Não tem porque estarmos de braços cruzados e subjugados principalmente dentro da coisa pública a essas pessoas. Está presente nesta Comissão o Brício Alves dos Santos, o Abdo Gomes, o Nélio Hand, o Esthério Colnago, Antonio Elias de Souza, que representa a Secretaria de Agricultura – SEAG, todos sabemos que isso é benéfico para todos: para o bairro Jardim da Penha, para os Senhores que produzem, que precisam do milho, é benéfico para a CONAB, enfim, é benéfico para todos. Por que não acontecer? Por causa de alguns milhõezinhos no Governo do Estado? Numa Prefeitura de Viana e de Vitória? O que é esse dinheiro para eles em relação à área de terra? Deram uma área de terra para a AVEG, em Linhares, de oito alqueires de terra ao lado da BR-101, que não sabemos nem quanto vale, hoje, aquela terra. Mas não arrumam dois alqueires de terra para colocar os galpões da CONAB. O patinho feio é a agricultura e temos que demonstrar ao Governo, seja o Governo do Estado, o Governo Federal, os nossos prefeitos que a agricultura não é o patinho feio, agricultura é o pato bonito. Só temos que demonstrar para ele e é isso que esperamos e os Senhores contem conosco. Antes de encerrarmos, fazemos dois rápidos registros. Nesta semana a empresa Tristão da Café Cafuso, Real Café, completa quarenta anos de sua fundação no Estado do Espírito Santo. Parabenizamos o grupo Tristão, Senhor Jônice Tristão, o grande fundador do grupo; o Senhor José Ribeiro Tristão, por esses quarenta anos de luta na cafeicultura. Se existem grandes plantações de café conilon no Norte do Estado, eles foram os grandes incentivadores e financiadores de muito plantio de café. Hoje na Comissão de Cidadania fizemos um registro – queremos que o cameramen dê um close aqui – de que começará no dia 30 de abril até o dia 08 de maio a 22.ª Festa Pomerana em Santa Maria de Jetibá, o Município mais pomerano do Brasil. A cultura em primeiro lugar. Gostaríamos que as pessoas conhecessem a sua cultura; haverá uma semana de festa, o casamento que o pomerano faz terá toda essa encenação, sem falar de comida. Registramos isso porque de fato é uma bonita festa e já tivemos o privilégio de participar de duas. Vamos tocar esse barco para frente. O Prefeito João Coser já disse determinadas vezes que é extremamente favorável que se faça isso, até porque S. Ex.ª vai ganhar uma área de terra maravilhosa dentro de um bairro muito bom. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente reunião. Antes, porém convoco os Senhores para a próxima, ordinária, para a qual designo EXPEDIENTE: O que ocorrer. Está encerrada a presente reunião. 966 - Diário do Poder Legislativo COMISSÃO DE AGRICULTURA, DE SILVICULTURA, DE AQUICULTURA E PESCA, DE ABASTECIMENTO E DE REFORMA AGRÁRIA. OITAVA (A) REUNIÃO ORDINÁRIA, DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SÉTIMA LEGISLATURA, REALIZADA EM 17 DE MAIO DE 2011. O SR. PRESIDENTE – (MARCELO COELHO) - Havendo número legal, de acordo com o artigo 55, inciso III, do Regimento Interno, invocando a proteção de Deus, declaro abertos os trabalhos desta Comissão. Dispenso a leitura da ata da reunião anterior e solicito à Senhora Secretária que procede à leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: EXPEDIENTE: CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS: OFÍCIO GDMC N.º 140/11 – Do Senhor Deputado Marcelo Coelho, Vice-Presidente da Comissão, justificando sua ausência, nas reuniões dos dias 19/04 e 26/04/11. O SR. PRESIDENTE – (MARCELO COELHO) - Ciente. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO/IDAF/DIPRE/N.º 234/10 – Do Senhor Aladim Fernando Cerqueira, encaminhando cópia do Convênio nº 01/2010, celebrado entre o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo – IDAF e a Prefeitura Municipal de Alfredo Chaves, que tem por objeto a integração de rotinas para a realização de atividades inerentes as atribuições do IDAF e de competência da Prefeitura. O SR. PRESIDENTE – (MARCELO COELHO) - Ciente. Encaminhar cópia à Prefeitura, ao Sindicato Patronal Rural, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e após à Comissão de Finanças. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: CORRESPONDÊNCIA CC0013 - 11. PRESI – Dos Senhores Esthério Colnago e Carlos André Santos de Oliveira, Presidente e Superintendente da OCB/ES, respectivamente, Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 solicitando apoio desta Comissão para interceder junto a Arcelor Mittal para a manutenção da empresa fornecedora de polpa de frutas, Pulp Fruit, que há mais de dez anos fornece para empresa e está para ser substituída por uma empresa da Bahia. O SR. PRESIDENTE – (MARCELO COELHO) - Ciente. Registramos a presença do Senhor Ady Brunini, Presidente da Cooperativa de Valorização, Incentivo e Desenvolvimento, Agropecuária Sustentável – Coopervidas, que na fase das Comunicações prestará informações sobre o assunto tratado na Correspondência nº 0013-11, já mencionado no Expediente. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: CONVITE - Do Sebrae/ES em parceira com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial e o Projeto de Apoio à Inserção Internacional das PME Brasileiras convidam juntamente com a FAES, SEAG, Incaper, OCB/ES, Sescoop/ES e Senar para o Workshop dos Setores de Frutas, Alimentos e Produção Orgânica no Brasil, que será realizado no dia 19/05/11, de 09 às 17h, no Hotel Bristol Century Plaza. O SR. PRESIDENTE – (MARCELO COELHO) - Ciente. Favor encaminhar cópia aos Deputados membros desta Comissão. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO GDLP N.º 069/11 – Do Senhor Deputado Luciano Pereira, membro efetivo da Comissão, justificando sua ausência na reunião do dia 12/04/11. O SR. PRESIDENTE – (MARCELO COELHO) - Ciente. Favor constar em ata. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: CI N. º 112/2011 – Da Supervisão da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos, enviando as cartilhas sobre Direitos Humanos produzida pela Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal. O SR. PRESIDENTE – (MARCELO COELHO) - Ciente. À Secretaria da Comissão. Continua a leitura do Expediente. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 A SR.ª SECRETÁRIA lê: GDCC-DF OF Nº 045/2011 – Do Senhor César Colnago, Deputado Federal, tratando da reformulação do Código Florestal Brasileiro, em tramitação na Câmara dos Deputados, aproveitando para informar a agenda desenvolvida pelo nobre Deputado na discussão do novo Código Florestal até o mês de abril de 2011, e colocando seu gabinete a disposição da Comissão. O SR. PRESIDENTE – (MARCELO COELHO) - Ciente. À Secretaria da Comissão. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: OF/SEAG/GS/0597/2011 – Do Senhor Ênio Bergoli, Secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca – SEAG, informando a indicação dos servidores que representarão a SEAG na Comissão de Agricultura: Fábio Ahnert e Antonio Elias Souza da Silva, titular e suplente, respectivamente. O SR. PRESIDENTE – (MARCELO COELHO) - Ciente. À Secretaria da Comissão. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: CONVITE – Do Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca - Seag, para a reunião técnica sobre Registro e Extensão de uso de Agroquímicos no Espírito Santo, que será realizada no dia 18 de maio, quarta-feira, no Auditório da Seag, 3.º andar. O SR. PRESIDENTE – (MARCELO COELHO) - Ciente. Favor encaminhar cópia aos Deputados membros desta Comissão. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: CONVITE - Do Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca- SEAG, do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – Incaper, para o Encontro de Pescadores e Pescadoras e Políticas Públicas, que será realizado, no dia 20 de maio, das 08h às 16h30min, no Salão do Júri do Fórum de Marataízes. Diário do Poder Legislativo - 967 O SR. PRESIDENTE – (MARCELO COELHO) - Ciente. Favor encaminhar cópia aos Deputados membros desta Comissão. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO FAVESU 051/2011 - Dos Senhores Argeo João Uliana e José Puppin, presidente da AVES e da ASES, respectivamente e do Sr. Nélio Hand, coordenador institucional, convidando para a 1.ª Feira de Avicultura e Suinocultura Capixaba – Favesu, que será realizada de 09 a 11 de junho, e também para as oficinas específicas que acontecerão na sexta-feira, 27 de maio, encaminhando em anexo a programação completa do evento e a ficha de inscrição. O SR. PRESIDENTE – (MARCELO COELHO) - Ciente. Favor encaminhar cópia aos Deputados membros desta Comissão. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: CONVITE – Da OCB - ES para a cerimônia solene de posse dos Conselheiros do Sistema OCB - Sescoop/ES e lançamento da Frencoop Estadual, que será realizada no dia 30 de maio, às 10h, no Cerimonial MS Buffet, Santa Luzia, Vitória. O SR. PRESIDENTE – (MARCELO COELHO) - Ciente. Favor encaminhar cópia aos Deputados membros desta Comissão. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: CONVITE – Do Senhor Paulo Roberto Siqueira, gerente da CEPLAC - ES, para o Seminário sobre o Cultivo do Cacaueiro, que será realizado no dia 24 de maio, a partir das 07h30min, na Universidade Aberta do Brasil - UAB, localizada na Avenida Presidente Costa e Silva, 155, Bairro Novo Horizonte, Linhares. O SR. PRESIDENTE – (MARCELO COELHO) - Ciente. Favor encaminhar cópia aos Deputados membros desta Comissão. PROPOSIÇÕES RECEBIDAS: Não houve no período. PROPOSIÇÕES DISTRIBUÍDAS AOS SENHORES DEPUTADOS: Não houve no período. 968 - Diário do Poder Legislativo PROPOSIÇÕES BAIXADAS PAUTA: Não houve no período. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 DE O SR. PRESIDENTE – (MARCELO COELHO) – Passa-se à ORDEM DO DIA: PROJETO DE LEI N.º 34/2010 Autora: Deputada Luzia Toledo. Ementa: Dispõe sobre a validade e a substituição de recipientes para envase de água mineral comercializados no Estado e dá outras providências. Relator: Deputado Atayde Armani. Prazo do Relator: 26/04/2011. O SR. PRESIDENTE – (MARCELO COELHO) – A Senhora Deputada Luzia Toledo apresentou uma emenda, aprovada em Plenário no dia 11 de maio de 2011, porém esta ainda não chegou à Comissão de Agricultura. Desta forma, o processo fica sobrestado, aguardando a chegada da emenda para fazermos o relato. Passa-se à ORDEM DO DIA: O que houver. O SR. PRESIDENTE – (MARCELO COELHO) – Passa-se à fase das COMUNICAÇÕES: Antes de ouvirmos o Senhor Ady Brunini, Presidente da Cooperativa de Valorização, Incentivo e Desenvolvimento, Agropecuária Sustentável - COOPERVIDAS, registramos a presença do Senhor Antônio Elias de Souza, representando a Secretaria de Estado da Agricultura; do Senhor Esthério Colnago, Presidente da OCB/ES; da Senhora Yara Vieira Brunini, colaboradora da Coopervidas; do Senhor Samuel Lopes Fontes, analista técnico da OCB/ES, e da Senhora Theresa Raquel Trancoso, analista técnico da OCB/ES. Queremos justificar a ausência do Senhor Deputado Atayde Armani, Presidente da Comissão da Agricultura. Por motivos de saúde não pôde comparecer a esta reunião. Mandou um abraço. (Pausa) Concedo a palavra ao Senhor Ady Brunini. O SR. ADY BRUNINI – Primeiramente agradecer esse momento ao Senhor Deputado Marcelo Coelho, ao Senhor Deputado Freitas, ao Senhor Deputado Atayde Armani, que sempre nos atendeu com muita presteza, e a esta Casa de uma forma geral. É com muito respeito que estamos nesta Casa com a fala do agricultor familiar e tentaremos ser o mais objetivo possível para que possamos poupar o tempo de todos, mas que não percamos esse momento com a finalidade de trazer uma preocupação. Sou o Presidente da Coopervidas. Recebemos grandes parcerias até hoje, por meio do Governo do Estado. Temos um agradecimento e um reconhecimento enorme pelo que o Poder Público, o Governo do Estado, investiu. Hoje temos um polo de acerola reconhecido pelo Governo do Estado. O décimo primeiro polo. O papel do Incaper foi fundamental para estruturar tudo. A OCB teve um papel muito relevante no nosso crescimento. Quando todos somam forças acreditamos que conseguimos ter um objetivo e chegar mais longe. Procuramos parcerias com indústrias locais do Espírito Santo, agroindústrias. Não temos uma fábrica própria, mas fizemos a nossa cooperativa e graças a Deus tudo isso vem num ritmo crescente e com a preocupação de não diminui-lo, venho, respeitosamente, fazer um apelo para sensibilizar a diretoria de grandes empreendimentos, como no caso da ArcelorMittal, para a qual encaminhamos uma carta, pois gostaríamos de ter acesso a um diálogo. Não é questão de imposição, longe disso, acreditamos que o que não puder ser construído com diálogo não poderá ser de outra maneira. É com esse pensamento que tentamos uma reunião com essa diretoria para que possamos conversar, entender o processo dentro da ArcelorMittal, e quem sabe, permanecer numa parceria de dez anos, que já acontece com a fábrica Pulp Fruit, que é o comprador principal dos produtores, dos agricultores familiares da Coopervidas, do Sul do Espírito Santo. É claro que temos uma preocupação muito grande com o relacionamento dessa indústria que é a nossa maior compradora; queremos acelerar e continuar o processo. É neste sentido que venho fazer um apelo nesta Comissão, para tentarmos acesso à diretoria com a intenção de conversar, de criar um diálogo, e a partir daí, quem sabe, uma empresa genuinamente do Estado do Espírito Santo, agricultores familiares do Sul do Estado e do centro. Para que continuemos nessa escalada com total apoio como temos recebido até hoje. Realmente a nossa palavra nesta Comissão é de gratidão. Se existe algo que aconteceu de bom foi todo esse apoio, inclusive do Governo do Estado, via Incaper/Seag, Sistema OCB/ES e outros. Temos essa grande preocupação. Por isso estamos nesta Comissão de Agricultura, esta Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Casa tentando esse acesso, para que possam interceder, mas com muita responsabilidade, porque não queremos discutir a soberania da empresa- porque isso não se discute-. O que gostaríamos, realmente, é encontrar uma oportunidade para que os agricultores do Espírito Santo permaneçam crescendo no ritmo que estamos conseguindo, e sem dúvidas cheguemos a ser uma grande cooperativa, fortificada com esse apoio. Com esse intuito deixo, hoje, esse apelo nesta Comissão. Falo também em nome do território Sul Litorâneo, formado por nove Municípios do Sul do Estado, numa política pública que saiu da Presidência da Casa Civil e hoje é sucesso - com dificuldades, como qualquer outra política pública. Na reunião, ontem, autorizaram-me também dar as boas-vindas a esta Casa. Ao finalizar minha fala gostaria de fazer um agradecimento por tudo que a nossa cooperativa tem recebido, visando o lado social das empresas. O Estado do Espírito Santo está se tornando um grande pólo industrial, estamos em pleno processo, acredito que essa é a hora do diálogo. É isso que estamos procurando, não para impor e nem para querer ser melhor do que ninguém, mas com o intuito realmente de participar do crescimento do Estado de forma igualitária, principalmente para o agricultor familiar. Volto a repetir que somos uma cooperativa de agricultores familiares, preocupa-nos muito a forma de crescimento. Estamos lutando para que a agricultura não morra, principalmente a familiar, pois realmente existe um fator de vulnerabilidade, vai depender das nossas conversações, o grau que conseguirmos avançar nessas discussões sobre o social e o econômico. É com esse intuito que peço aos Senhores, com todo respeito, que nos ajudem no que puder ser feito. Gostaríamos muito de uma reunião com essa diretoria, com o setor relativo a essa empresa terceirizada, da ArcelorMittal. Neste sentido o que puder ser feito, em nome dos agricultores do Sul do Estado, em nome do Território Sul Litorâneo, fico agradecido e gratificado. Essa é a nossa intenção nesta Comissão. O SR. PRESIDENTE – (MARCELO COELHO) – Muito bem, Senhor Ady Brunini. Sabemos do trabalho que V.S.ª tem feito como Presidente da Coopervidas, principalmente para atender o nosso homem do campo, aquele que vive na sua base, da agricultura familiar. Neste momento, estou substituindo o Senhor Deputado Atayde Armani, Presidente desta Comissão; Parlamentar apaixonado pela agricultura, como nós também somos. Sabemos que é por intermédio do homem do campo, com o apoio que o Governo do Estado tem dado; num primeiro momento pelo ex-governador Paulo Hartung, agora, no segundo momento pelo Governador Renato Casagrande, que avançaremos ainda mais. Diário do Poder Legislativo - 969 Posso adiantar que o que depender desta Comissão será feito. Peço ao Senhor José Roberto que faça essa ponte. Da forma como V.S.ª colocou, Senhor Ady Brunini, o parabenizo pelo diálogo, bom senso e pela solicitação de uma melhor conversa. E é isso que faremos; não tenha dúvida de que estaremos presentes para apoiá-lo, junto com a OCB/ES e a Seag. (Pausa) Concedo a palavra ao Senhor Esthério Colnago, Presidente da OCB/ES. O SR. ESTHÉRIO COLNAGO – Aos Senhores Deputados Marcelo Coelho e Freitas um abraço do sistema cooperativista do Estado do Espírito Santo. Acompanhamos a Coopervidas desde o início de suas primeiras reuniões. É uma cooperativa consolidada, que tem raízes, e que presta um serviço relevante a seus associados. É um pólo constituído pelo Governo, e tem uma comercialização que significa quase 30% do que é produzido lá. Mas, de uma hora para outra essa negociação foi cortada, foi desfeita. É uma cooperativa formada por pequenos produtores tradicionais e de orgânicos, essa é outra característica muito forte dessa cooperativa, e tem parceria com a IS ANSI, da ArcelorMittal, que foi cortada de forma muito abrupta, e eles não tiveram tempo de se organizar nessa comercialização; são produtos alimentares e perecíveis. Solicitamos que V.Ex.as façam o for possível ser feito. Esta Comissão sempre foi parceira das cooperativas, sempre foi parceira dos agricultores principalmente do agricultor familiar. Por isso, pedimos que os Senhores que analisem com carinho esse pleito, para que possamos realmente abrir um canal de diálogo, para recebermos, pelo menos, um NÃO. Até hoje não recebemos um NÃO; a comercialização foi cortada, sem nos dizerem os motivos. Em nome do cooperativismo do Estado do Espírito Santo, agradecemos essa oportunidade, e dizemos, como das outras vezes, que esperamos que essa Comissão nos dê apoio, e faça o impossível para reatarmos esse diálogo e, principalmente, para voltarmos ao projeto principal da cooperativa, que é valorizar o produtor do Estado do Espírito Santo. Hoje, estão sendo valorizados produtos que vêm de fora, de outro Estado, inclusive da Bahia, sendo que aqui em nosso Estado há mais de cem famílias de pequenos produtores de agricultura familiar, e é um pólo do Estado do Espírito Santo. Na certeza de que esta Comissão olhará com carinho é que agradecemos a oportunidade. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE - (MARCELO COELHO) – Nós é que agradecemos, Senhor Esthério Colnago, Presidente da OCB/ES, pode ter 970 - Diário do Poder Legislativo certeza de nossa dedicação e empenho nessa reivindicação, que é justa. Está franqueada a palavra. (Pausa) O SR. FREITAS – Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra. O SR. PRESIDENTE - (MARCELO COELHO) – Concedo a palavra ao Senhor Deputado Freitas. O SR. FREITAS – Senhor Presidente Marcelo Coelho, nobre Líder do Governo nesta Assembleia Legislativa, que hoje preside esta Comissão de Agricultura. Cumprimentando V. Ex.ª cumprimento todos os demais presentes à reunião desta Comissão, e de maneira especial o Senhor Esthério Colnago, Presidente da OCB/ES, hoje muito bem acompanhado e assessorado pela Senhora Theresa Raquel Trancoso e pelo Samuel Lopes Fontes. Cumprimentamos o Senhor Ady Brunini, Presidente da Coopervidas; Yara Vieira Brunini; Senhor Antônio Elias de Souza, que representa o Senhor Enio Bergoli, Secretário de Estado de Agricultura; enfim, todos os funcionários da Comissão de Agricultura. Senhor Presidente, o problema pelo qual passa a Coopervidas, bem endossada pelo Senhor Esthério Colnago, junto a esta Comissão, juntamente com o Senhor Carlos André de Oliveira, Superintendente da OCB/ES, e que essa Comissão sempre esteve de mãos dadas com a OCB/ES e neste momento não se furtará de fazêlo, de ser companhia sempre verdadeira e muito resolutiva, de muitos resultados para todos nós neste momento difícil de negociação da Coopervidas com a ArcelorMittal. Penso que o que o Senhor Governador Renato Casagrande estabelece para o Estado neste momento, o combate às desigualdades regionais e sociais, vai ao encontro da consolidação dessa negociação, dessa comercialização da Coopervidas com a ArcelorMittal. Acho que precisaria ter uma justificativa para a não continuidade dessa negociação. Uma pareceria de dez anos não pode em hipótese alguma terminar sem comunicação prévia, sem diálogo, sem porquês. Existe algo obscuro. Esta Comissão, por meio do presidente, Senhor Deputado Atayde Armani se posicionará. Talvez elabore um ofício à ArcelorMittal solicitando pelo menos uma aproximação a fim de entendermos os motivos pelos quais essa comercialização deixará de ser feita. A ArcelorMittal, como uma empresa multinacional, com o tamanho da sua representatividade no Estado do Espírito Santo, da sua responsabilidade social, em hipótese alguma dará um tratamento unilateral e deixar a Cooperativa de Valorização, Incentivo e Desenvolvimento Agropecuário Sustentável - Coopervidas, sem a devida satisfação. Por interveniência da Comissão de Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Agricultura, poderemos ter um desenrolar mais claro dessa negociação. Poderemos ter um diálogo mais amplo com a Coopervidas, e por meio da Comissão de Agricultura elaborar um ofício a fim de que essa cooperativa fortaleça seus cooperados, que são os pequenos agricultores, fortalecendo a comercialização para a merenda escolar. O Estado pode adquirir essas poupas de frutas e tudo mais que a cooperativa produz como forma de fortalecimento do cooperativismo. Vivemos uma situação parecida; mais dramática em Cristal do Norte, onde a única empresa compradora da Cristalcoop fechou as portas, deixando os cooperados, produtores de cana-de-açúcar, numa situação social dramática. Com muito diálogo e com a participação do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, da Comissão de Agricultura desta Casa e da diretoria da cooperativa, conseguiremos encontrar caminhos. Na última reunião que fizemos vislumbramos a possibilidade de reabertura da usina, para moer cana ainda este ano, num prazo de noventa dias, com algumas condicionantes que o Governo está receptivo para análise. Imaginávamos uma situação muito mais adversa, mas estamos conseguindo o diálogo. A situação está mais fácil e encontraremos caminhos a fim de solucioná-la. Esperamos participar dessa negociação. O SR. PRESIDENTE – (MARCELO COELHO) – Obrigado, Senhor Deputado Freitas, amigo, grande liderança do Norte do Estado, defensor do agronegócio. Vimos o empenho de V. Ex.ª não só nas questões ligadas à agricultura bem como relacionadas aos diversos problemas do cidadão capixaba. V. Ex.ª tem sido grande companheiro do Governo. Agradecemos a presença de todos, e mais uma vez ao Senhor Ady Brunini e a Dona Yara. Tenham certeza do nosso empenho e dedicação às justas e corretas reivindicações dos senhores. Não temos dúvidas de que conseguiremos êxito, assim como esta Comissão teve muitas conquistas em favor da agricultura capixaba. Trabalharemos para que a Coopervidas cada dia mais se sustente e se fortaleça atendendo principalmente à nossa agricultura familiar. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente reunião. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, para a qual designo EXPEDIENTE: O que ocorrer. Está encerrada a reunião. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 COMISSÃO DE AGRICULTURA, DE AQUICULTURA E PESCA, DE ABASTECIMENTO E REFORMA AGRÁRIA. NONA REUNIÃO ORDINÁRIA, DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SÉTIMA LEGISLATURA, REALIZADA EM 31 DE MAIO DE 2011. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Havendo número legal, invocando a proteção de Deus, declaro abertos os trabalhos desta Comissão. O Presidente informa que dispensará a leitura da ata e que aprova a mesma como escrita. (Pausa) Convidamos a fazer parte da Mesa o Senhor Fábio Ahnert, subsecretário de Desenvolvimento Agropecuário da Seag. (Pausa) (Toma assento à Mesa o referido convidado) O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) - Solicito à Senhora secretária que proceda à leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: EXPEDIENTE: CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS: CA 0141-11. PRESI – Dos Senhores Esthério Colnago e Carlos André Santos de Oliveira, presidente e superintendente da OCB-ES respectivamente, em resposta ao Ofício CA n.º 347/11, indicando os representantes da entidade na Comissão de Agricultura: Samuel Lopes Fontes, como titular, e Theresa Raquel Trancoso, como suplente. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Ciente. À Secretaria da Comissão. Registramos a presença dos Senhores Antônio Elias, Assessor Técnico da Seag, amigo de longa data, que hoje nos honra com sua presença; Samuel Lopes Fontes, analista da OCB; e da Senhora Theresa Raquel Trancoso, analista técnica da OCB. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO CIRC. N.º 005/11 – GMF – Da Comissão de Agricultura, Pecuária e de Políticas Rural, Agrária e Pesqueira do Mato Grosso do Sul, encaminhando release da reunião realizada por aquela Comissão, onde foi discutido o aumento abusivo do preço da vacina contra a febre aftosa e, como se trata de questão nacional, solicitando que o Estado participe de ações conjuntas para a solução do problema. Diário do Poder Legislativo - 971 O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Ciente. À Secretaria da Comissão para análise. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: CORRESPONDÊNCIA – Do Senhor Amaide Motta, presidente da Associação dos Produtores Rurais – Ceasa/ES, encaminhando reivindicações, visando beneficiar os associados, demais trabalhadores e em consequência melhor qualidade de serviço para os lojistas e atendimento aos usuários. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Ciente. Encaminhar correspondência ao Secretário de Estado da Agricultura. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: CONVITE – Da Senhora Sara Hoppe, Coordenadora da Comissão da Produção Orgânica no Espírito Santo, para a 7ª Semana dos Alimentos Orgânicos, que será realizada de 30 de maio a 04 de junho, conforme programação. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Ciente. Encaminhar cópia aos membros da Comissão. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: OF SCV N.° 279/2011- Do Exmo. Senhor Luiz Carlos Ciciliotti, Secretário-Chefe da Casa Civil, em atenção ao Oficio CA n.° 768/2011, informando que conforme publicado no Diário Oficial de 21/03/2011, o Decreto n.º 2707-R, referente à redução para zero da contribuição do ICMS do leite líquido. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Ciente. Agradecemos ao Senhor Governador Renato Casagrande a assinatura deste importante decreto para a cadeia produtiva do leite do nosso Estado. Deixamos registrado o empenho efetivo de todos os membros desta Comissão de Agricultura junto ao Governo do Estado no sentido de obtermos essa redução do ICMS do leite para as nossas cooperativas. PROPOSIÇÕES RECEBIDAS: Não houve no período. PROPOSIÇÕES DISTRIBUIDAS AOS SENHORES DEPUTADOS: Não houve no período. PROPOSIÇÕES BAIXADAS DE PAUTA: Não houve no período. 972 - Diário do Poder Legislativo ORDEM DO DIA: PROJETO DE LEI N.º 34/2010 Autora: Deputada Luzia Toledo Ementa: Dispõe sobre a validade e a substituição de recipientes para envase de água mineral comercializados no Estado e dá outras providências. Relator: Deputado Atayde Armani. Não relataremos o referido projeto nesta reunião, pelo que permanecerá na pauta. Passamos à fase das Comunicações: Senhores membros desta Comissão e demais presentes, estivemos no Cerimonial MS Buffet, ontem, com muita satisfação, na posse do Senhor Esthério Colnago à Presidência da OCB/ES e de toda a sua diretoria, assim como da Frente Parlamentar do Cooperativismo da Assembleia Legislativa. Teve início ontem e irá até 04 de junho de 2011, no Hortomercado, a 7.ª Semana dos Alimentos Orgânicos. Estavam presentes o Senhor Enio Bergoli da Costa, Secretário de Estado de Agricultura. Também no dia de ontem foi inaugurado, na Avenida nossa Senhora da Penha, a agência do Sicoob/ES. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Luciano Pereira. O SR. LUCIANO PEREIRA – Senhor Presidente Atayde Armani; Senhores membros da Comissão de Agricultura; Senhores Fábio Ahnert, Antônio Elias de Souza, Samuel Lopes Fontes e Senhora Theresa Raquel Trancoso, que farão um trabalho conosco nesta Comissão de Agricultura; Senhor José Roberto Silva Hernandes e Senhoras Ana Paula Gatti e Luciana Rocha Maia de Oliveira, que desempenham bem seu trabalho nesta Comissão, boa-tarde. Em função da rouquidão e da gripe, queremos dizer apenas que estamos na Região acompanhando a colheita de café. Ficamos muito feliz sexta-feira, Senhor Antônio Elias, quando fomos a Mantenópolis e vimos um agricultor saltando de alegria ao receber setecentos reais por uma saca de café arábica despolpada. Mas, ficamos triste porque as sacas de café estão indo para fora do Brasil. Um comprador da França já mandou quatrocentos mil reais para um produtor rural que está comprando café, despolpando-o e exportando-o para a França. Ficamos feliz porque o produtor está ganhando mais, é o que queremos; mas ficamos triste porque esse café de qualidade não está ficando em nosso Brasil, para o consumo do nosso povo. Aguardaremos a palestra do Senhor Fábio Ahnert, que tanto nos ajudou no IEMA. Muito obrigado. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Registramos, com satisfação, a presença do Senhor Edson Berger, ex-prefeito de Santa Maria de Jetibá, que nos honra com sua presença. O Senhor Fábio Ahnert, Subsecretário de Desenvolvimento Agropecuário da Secretaria de Estado de Agricultura, fará a narrativa da sua experiência como diretor de Recursos Hídricos do IEMA/Seama e de como será sua atuação na Secretaria de Estado da Agricultura, pois faz parte da equipe do Secretário de Estado de Agricultura Enio Bergoli da Costa, que hoje se encontra em São Paulo participando de um encontro sobre café. Acho que é o único deste ano sobre café. Inclusive, falei com S. Ex.ª hoje cedo. Registro que o Senhor Governador Renato Casagrande assinará, não sei se um termo de compromisso, mas assinará um documento, no Palácio Anchieta, sobre a recuperação florestal do Estado do Espírito Santo. Será o lançamento do Programa de Ampliação da Cobertura Florestal. Farei o possível e o impossível para estar presente nesse evento de grande importância. Recebi um recado do Senhor Paulo Roberto Siqueira, de Linhares, que estamos sendo agraciados com um prêmio em Itabuna, Bahia, na Ceplac de Itabuna, pelo trabalho que esta Comissão fez em prol da recuperação da lavoura de cacau nas margens do Rio Doce. Não poderei estar presente, já falei com S. S.ª, mas tentarei mandar algum representante. Senhor Deputado Luciano Pereira, a Comissão de Agricultura foi agraciada com um prêmio em Itabuna, que é praticamente a sede da Ceplac hoje no Brasil. Então, na próxima semana falaremos mais sobre esse assunto. Concedo a palavra ao Senhor Fábio Ahnert. O SR. FÁBIO AHNERT – Cumprimento o Senhor Deputado Atayde Armani, Presidente desta Comissão; o Senhor Deputado Luciano Pereira e demais Deputados que integram a Comissão de Agricultura; o nosso colega Senhor Antônio Elias de Souza e Roberto. Temos um trabalho bem intenso desde a época que estava no IEMA. Para mim é uma honra e um desafio muito importante fazer parte da equipe da Agricultura e ter uma relação mais intensa com esta Comissão, com o sistema Agropecuário de Aquicultura e Pesca do Estado do Espírito Santo. Nasci no interior, vim da roça, até os quinze anos ajudei meu pai a colher café. Vivi momentos importantes da problemática da bacia do Rio Guandu, mais especificamente no Município de Afonso Claudio. Ali, foi então que começou mais efetivamente a minha história na área Ambiental. Entrei na Seama em 1999, não existia o IEMA ainda. O IEMA depois foi criado, em 2001. Passei a integrar o quadro de servidor público de carreira do IEMA. Isso é motivo de orgulho para mim. Gosto de ser servidor público, gosto de ser servidor público, sou servidor público. Gosto da causa pública e gosto da Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 causa relacionada ao Meio Ambiente e à Agricultura, que fez parte da maior experiência de vida que até então mantenho. No IEMA atuei muito na área de Recursos Hídricos. Entendo, tanto da experiência prática, como da acadêmica também, que a água é um insumo fundamental para a produção agrícola de qualquer região. Sem água em quantidade, e em qualidade adequada dificilmente se tem uma condição possível de promover incremente de qualidade e de quantidade em qualquer produto agrícola. O Estado do Espírito Santo vive um quadro em que a maior parte dos nossos rios são pequenos, em extensão; são rios pequenos em termos de volume de vazão. À exceção dos rios Doce e Itapemirim, lá no Sul; mais ao Norte do Estado, existe o Rio São Mateus. Portanto, são rios mais caudalosos, que até que cruzam mais de um Estado. Todos os afluentes e as nascentes que alimentam esses rios são pequenos. Isso implica numa situação em que têm muitas regiões do Estado, principalmente naquelas regiões onde o regime de chuva é menor – a região Norte do Estado do Espírito Santo se enquadra nessa região de regime de chuva menor – você tem aí uma complexidade maior para fazer a gestão da oferta de água. É importante que, tanto a área técnica da parte ambiental da gestão de recursos hídricos, ela entenda a dinâmica, o tempo e a necessidade do sistema agrícola com relação à utilização da água. Aí já me refiro a todos os aspectos legais, que no Brasil houve um avanço importante em termos de legislação. A legislação em termos de recursos hídricos hoje é uma legislação que está vigente no País, está vigente no Estado do Espírito Santo. Ela traz esse desafio de compatibilizarmos o atendimento à legislação. Ou seja, fazer uma boa gestão de recursos hídricos, com o olhar em termos de agilidade, de velocidade para aquilo que o sistema agrícola precisa. Não adianta apenas ficar criando papel, regra, burocracia, e não criar um sistema de gestão efetiva na prática. Em resumo, o que quero dizer é o seguinte: onde as coisas estão funcionando bem, deixem elas funcionarem bem. Adote ali um sistema de controle mínimo do uso da água. Mas deixem as coisas funcionarem bem. Nas regiões onde há conflito, aí você administra ali, ou seja, caso a caso. A legislação de recursos hídricos é recente em termos de regulamentação no Estado do Espírito Santo. Hoje o instrumento mais intenso na área de recursos hídricos é a outorga. O produtor rural hoje se depara com essa necessidade. Se ele precisa de um financiamento no banco, o banco vai exigir dele a outorga para o uso da água e do licenciamento ambiental. Precisamos agir com inteligência, e aí me refiro à capacidade de gestão, à capacidade de ousadia. Quando digo que naquelas regiões onde as coisas estão funcionando bem, deixem-nas funcionando bem. Aí os bancos também têm que entender isso, desburocratização, para dar cada vez mais velocidade a isso. A outorga, assim como o Diário do Poder Legislativo - 973 licenciamento ambiental, eles não podem ser um instrumento de obstáculo, ou de entrave. Eles têm que ser um instrumento de contribuição para a boa gestão do negócio. Creio que só se consegue transformar isso usando uma boa dose de criatividade, usando uma boa dose de boa vontade e de ousadia nesse sentido. Não é atropelar a legislação. Mas é usar ferramentas informatizadas que conseguem dar uma agilidade maior, é utilizar o bom senso na desburocratização e na aplicação da margem de flexibilidade que toda legislação dá aos órgãos ambientais, aos gestores de recursos hídricos para se ter esse instrumento como um aliado, e não como um obstáculo. Hoje, me refiro à infraestrutura hídrica, Senhores Deputados Atayde Armani e Luciano Rezende, como uma das obras que considero principais no que diz respeito a auxiliar na reservação de água. São as barragens, mas no meio rural. Se elas forem bem projetadas, a locação dessas barragens, linhas de financiamento ou de crédito adequadas para isso, e recursos dos governos federal, estadual e por que não do municipal, em alguns casos. Outra coisa que gostaria de destacar em proprietários rurais: o meio rural de forma geral pode ser, boa parte dos casos é um grande prestador de serviços ambientais. Além de produtos agrícolas, pecuários, da pesca, e da aquicultura começam a discutir isso. O valor econômico dos serviços ambientais se esforça para ter um bom cuidado com a propriedade rural. Ele se esforça para ter ali um sistema de irrigação adequado. Então, eles estão economizando água, eles se esforçam para ter ali um cuidado maior com a cerca. Às vezes, com a recuperação de alguns fragmentos econômicos. Isso tem um valor econômico, porque essa atitude de um, somada à atitude de alguns ou de muitos é o que dá condições de chegar água, por exemplo, à Grande Vitória. Há um projeto de lei nacional que ainda está tramitando na Câmara dos Deputados para criar uma lei nacional de pagamento para os serviços ambientais. Achamos que esse é o caminho. Quando se fala de exigência, de cumprimento de regras, em qualquer outra atividade produtiva, tem que se colocar na balança também a capacidade de geração de serviços ambientais... Tem muita bagagem nesse tema e muito a contribuir. Isso em virtude das experiências que estão ainda muito dispersas e muito pontuais no País. Acreditamos que podemos avançar nesse sentido. Sustentabilidade é uma coisa que não está separada, pois o rural é a agricultura, mas também é meio ambiente. Se quisermos ter sustentabilidade, principalmente em grandes cidades, temos que valorizar e priorizar o meio ambiente. Temos que reconhecer isso também financeiramente. O Estado do Espírito Santo tem hoje um Fundo, que é o Fundágua que utiliza recursos para o mecanismo de pagamento para os serviços ambientais; mas esse Fundo precisa ser mais 974 - Diário do Poder Legislativo dinamizado, precisa ganhar mais escala, como eu disse. Esse Programa de Recuperação Florestal toca um pouquinho nessa questão. Era isso que queria falar, para não tomar muito mais o tempo e dizer que fiquei muito agradecido pela oportunidade de participar desta reunião da Comissão de Agricultura. Coloco-me como um aprendiz, pois tenho bastante disposição para aprender, conhecer mais o sistema agrícola do Estado do Espírito Santo e contribuir um pouco com minha experiência que vem do IEMA nessas questões mais relacionadas à área ambiental de recursos hídricos. Tenham em mim uma pessoa com bastante vontade e motivação para ajudar, para contribuir, sentar e dialogar. Lembro-me muito bem de uma fala do Governador do Estado, Senhor Renato Casagrande, no discurso de sua posse e S. Ex.ª já repetiu essa fala várias vezes: Governar para quem tem muito é fácil. O difícil é governar para quem tem pouco; o difícil é governar para quem está em dificuldade; o difícil é governar para muitos produtores que estão no rural enfrentando dificuldades, quer sejam elas de ordem financeira ou quer sejam elas de ordem outra. Governar para essas pessoas menos assistidas é o grande diferencial e o grande desafio desse Governo. O Governador Renato Casagrande enfrentará isso com bastante disposição e com bastante força. Eu me coloco como um técnico de carreira do Estado para ajudar no que for preciso na área da agricultura. Muito obrigado e estamos à disposição. O SR. PRESIDENTE - (ATAYDE ARMANI) - Agradecemos ao Senhor Fábio Ahnert as explicações. Já estamos no término do tempo, mas gostaríamos de dizer que nada mais do que justo - até parabenizamos antecipadamente o Governo Renato Casagrande - do que se fazer um programa de recuperação florestal e ambiental bancado pelo Governo. Falamos isso como proprietário rural, como filho de um proprietário rural, porque o Governo gastou milhões de reais neste País para fazer o programa Pro-várzea - milhões, milhões, não foi pouco dinheiro - criando o que hoje tanto se fala que são as APPs. O Pro-várzea acabou com as poucas vegetações que existiam às margens dos rios. Nada mais do que justo, hoje, do que o Governo fazer o inverso e investir para que o proprietário recupere as margens dos seus rios. E esse programa não deveria ser do Governo do Estado; mas deveria ser do Governo Federal, verba federal, para que os nossos proprietários fizessem a recuperação ambiental que tanto os ambientalistas querem, bancada pelo Governo, porque foi o Governo que investiu para fazer o Pro-várzea, desmatando a pequena capoeira que já existia às margens dos rios. Parabenizamos o Governador Renato Casagrande e estaremos no Palácio Anchieta, se Deus quiser, na próxima sexta-feira. Se pudermos usar da palavra falaremos isso porque é importante a água, o Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 ar e a floresta porque precisamos desses elementos, pois somos seres vivos, ou seja, precisamos do ar, da água, da floresta. Mas também precisamos da alimentação que é primordial. Costumamos dizer que a primeira coisa que um ser vivo faz com o seu filho é alimentá-lo. A primeira coisa que um bebê faz quando nasce é procurar o seio da mãe para se alimentar. A primeira coisa se chama alimento. Mas precisamos do ar, da água e da floresta. E nada mais do que justo do que o Governo financiar dentro da metragem que foi aprovada no Código Florestal. Nada mais do que justo do que o Governo financiar isso. Senhor Fábio Ahnert, V. S.ª pode contar conosco. Gostaríamos que V.S.ª estivesse nessas reuniões sempre conosco, se não presente materialmente, mas espiritualmente, no sentido de continuarmos esse trabalho. Nossa causa é justa e isso é importante. A causa do agricultor é justa, digna e essa é a grande força que temos. Por isso é importante estarmos de mãos dadas: os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário ao lado dos agricultores. Como o Senhor Deputado Luciano Rezende falou há pouco, é triste sabermos que hoje se vende uma saca de café por setecentos reais e que desta mesma saca farão, com certeza, milhares de reais, porque um cafezinho na Europa hoje, não sei ao certo, mas gira em torno de treze, quatorze, quinze dólares. Então, se esse café está indo para lá, Deus sabe quanto faturarão em uma saca de café. É por isso que às vezes temos que lutar e brigar. Senhor Fábio Ahnert, que Deus o ilumine para que faça um grandioso trabalho com a excelente equipe do Secretário de Agricultura, Senhor Enio Bergoli, começando pelo Senhor Antônio Elias da Silva e tantos outros que lá trabalham, pessoas da maior competência, da maior dignidade e que tratam dos assuntos relacionados à agricultura com o maior carinho e amor. Senhor Fábio Ahnert, que Deus o ilumine e que V. S.ª venha somar nessa equipe, cada vez mais engrandecendo o Estado do Espírito Santo que, de fato, é um grande Estado. Vejo muito falar sobre o petróleo e o gás do Município de Linhares, fala-se em exportações e em outras coisas mais, mas o povo do Espírito tem que se orgulhar porque nosso Estado é agrícola. Não tenho dúvida disso, é esse nosso orgulho. Nada emprega tanto neste Estado quanto a agricultura. Senhor Fábio Ahnert, Senhor Antônio Elias da Silva, todos, obrigado pela presença e uma boa tarde. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente reunião. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, e para a qual designo EXPEDIENTE: O que ocorrer. Está encerrada a reunião. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 COMISSÃO DE AGRICULTURA, DE SILVICULTURA, DE AQUICULTURA E PESCA, DE ABASTECIMENTO E DE REFORMA AGRÁRIA. DÉCIMA REUNIÃO ORDINÁRIA, DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SÉTIMA LEGISLATURA, REALIZADA EM 07 DE JUNHO DE 2011. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Havendo número legal, invocando a proteção de Deus, declaro abertos os trabalhos desta Comissão. Registramos a presença do presidente da OCB, Senhor Esthério Colnago, e do Senhor Dalmo Nogueira da Silva, que fará uma explanação a respeito do panorama e das perspectivas da fruticultura capixaba. S. S.ª é um conhecedor dessa área. Agradecemos desde já a presença de S. S.ªs. Registramos também a presença dos Senhores Deputados Freitas e Marcelo Coelho. Solicito à Senhora Secretária que proceda à leitura da ata da reunião anterior. (A Senhora Secretária procede à leitura da ata) O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Não há quorum para discussão e votação da ata, pelo que fica adiada. Solicito a Senhora secretária que proceda à leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: EXPEDIENTE: CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS: Convite – Do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural - Incaper e da Prefeitura de Colatina, para o 1.º Fórum de Meio Ambiente – “Cultivando Ideias para o Futuro”, que será realizado de 07 a 08 de junho, no Auditório do Sanear, no Município de Colatina. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Ciente. Favor encaminhar cópia aos demais Deputados. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: Convite – Do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural - Incaper e da Cooabriel, para o V Noroeste Café Conilon, que será realizado no dia 10 de junho, no Viveiro da Cooabriel, no Município de São Domingos do Norte. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Ciente. Favor encaminhar cópia aos demais Deputados. Continua a leitura do Expediente. Diário do Poder Legislativo - 975 A SR.ª SECRETÁRIA lê: Ofício Favesu 051/2011 - Dos Senhores Argeo João Uliana e José Puppin, Presidente da AVES e da ASES, respectivamente, e do Senhor Nélio Hand, Coordenador Institucional da 1.ª Favesu, convidando para a 1.ª Feira de Avicultura e Suinocultura Capixaba – Favesu, que será realizada de 09 a 11 de junho, e também para as oficinas específicas que acontecerão na sexta-feira, 27 de maio, encaminhando em anexo a programação completa do evento e a ficha de inscrição. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Ciente. Favor encaminhar cópia aos demais Deputados. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: REQUERIMENTO N.º 176/2011, da Exma. Senhora Solange Lube, Deputada Estadual, requerendo sua renúncia como membro efetivo da Comissão de Agricultura. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) - Ciente. Encaminhar correspondência ao Presidente da Assembleia Legislativa, para indicação de um novo membro. A Senhora Deputada Solange Lube, por motivo de outros compromissos e por também participar da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos, achou por bem se retirar desta Comissão. Conversaremos com o Presidente da Casa para indicação de um novo membro. Continua a leitura do Expediente: A SR.ª SECRETÁRIA lê: Convite: Da Senhora Célia Kiefer, coordenadora do programa Habitação Rural de Interesse Social e do programa Valorização da Juventude Rural, da Seag, para a IV Olimpíada da Agricultura Familiar, no dia 12 de junho, a partir das 10h, no parque de exposições de São Gabriel da Palha. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) - Ciente. Favor encaminhar cópia aos demais membros da Comissão. Continua a leitura do Expediente: A SR.ª SECRETÁRIA lê: PROPOSIÇÕES RECEBIDAS: Não houve no período. PROPOSIÇÕES SOBRESTADAS: PROJETO DE LEI N.º 34/2010 Autora: Deputada Luzia Toledo Ementa: Dispõe sobre a validade e a substituição de recipientes para envase de água mineral comercializados no Estado e dá outras providências. Relator: Deputado Atayde Armani. 976 - Diário do Poder Legislativo PROPOSIÇÕES BAIXADAS DE PAUTA: Não houve no período. ORDEM DO DIA: O que ocorrer: COMUNICAÇÕES: O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) - Encontra-se presente o nosso querido amigo, Senhor Dalmo Nogueira da Silva, gerente estadual de fruticultura da Seag, que fará uma apresentação sobre o Panorama e a Perspectiva da Fruticultura Capixaba. Concedo a palavra ao Senhor Dalmo Nogueira da Silva. O SR. DALMO NOGUEIRA DA SILVA Boa tarde a todos. É uma satisfação muito grande estar na Comissão de Agricultura para mais uma reunião. Falaremos um pouco e com muita honra sobre o panorama da fruticultura capixaba, uma atividade estratégica para o Estado. O Governo do Estado tem sido parceiro muito grande para os produtores e os técnicos do agronegócio capixaba. Inicialmente, falaremos sobre os antecedentes. Todos sabem que o café é, foi e será por muitos anos a principal atividade agrícola do Espírito Santo. O ciclo do café surgiu fortemente em meados da década de 60. Com a erradicação dos cafezais iniciaram-se os primeiros plantios de frutas, principalmente, abacaxi, banana e laranja na região centro-serrana e na região litorânea sul deste Estado. Posteriormente, a fruticultura teve os seus encaminhamentos aumentados, principalmente no Norte do Estado, a partir da década de 80, principalmente com o plantio de maracujá, coco e mamão. Essas culturas deram impulso muito grande no desenvolvimento dessa região, notadamente, devido ao Pró-várzeas, que liberava áreas antes ocupadas com o plantio de arroz. A partir da década de 90, ocorreram os plantios de outras fruticulturas muito importantes para a economia estadual atual, conforme veremos a seguir. Após o ano 2000, o cenário começou a mudar. Faltava, então, uma indústria de poupa de frutas importante para o nosso Estado, haja vista que já havia a segunda maior indústria de suco pronto para beber do Brasil, que era a Sucos Mais, posteriormente vendida à Coca-cola. Em junho de 2002, foi inaugurada, em Linhares, a Sucos Mais. Para quem não sabe a Sucos Mais processa poupa; não processa a fruta in natura. Em 2003, quando assumi essa gerência no Governo Paulo Hartung, fizemos o Pedeag, o Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba. Posteriormente, em 2007, foi revisado e chamado de novo Pedeag, onde se estabeleceu metas e ações regionalizadas. E foi criado, então, polos de fruticulturas no Estado do Espírito Santo. Esses polos foram criados para simplesmente organizar a produção, evitando, por exemplo, supersafras de produtos e a falta de outros. Em novembro de 2007, foi inaugurada a Trop Frutas do Brasil, no Município de Linhares. Essa indústria é o elo na produção de frutas do Estado Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 porque processa fruta, completando o elo da cadeia produtiva do nosso Estado. Posteriormente, chegaram a Pepsico do Brasil e a Ducoco, por exemplo. Mostra que o parque industrial capixaba cresceu. Além disso, existe uma série de pequenas e médias indústrias muito importantes para o Estado do Espírito Santo; são mais de vinte e três pequenas e médias indústrias muito importantes porque absorvem a produção regional, compra muitas frutas diretamente de produtores. Um fato espetacular que o Estado tem e muitas vezes nem conhecemos. Outro dado importante do cenário atual da fruticultura é o mercado in natura. Se os Senhores não sabem, na região Sudeste é comercializado mais de sessenta por cento da produção de frutas do País e o Estado do Espírito Santo está numa localização estratégica. Então, temos a região Sudeste como o estômago do Brasil para se abastecer. Além disso, a renda média da população tem crescido muito. Aumentando o poder aquisitivo da população das classes C, D e E aumenta-se o consumo de frutas. Outro dado importante, como todos sabem, com o envelhecimento da população, o apelo pelo consumo de frutas é grande, visando a uma alimentação mais saudável. Se pensar no tempo, há quinze anos não se encontrava suco pronto nos supermercados; hoje, praticamente, encontramos sucos de todas as frutas. Conforme falamos, o café é extremamente importante para o Estado, mas é preciso diversificar a produção agrícola porque a fruticultura gera em média dois empregos por hectare. Na cultura do morando, por exemplo, existem até vinte e cinco pessoas por hectare. Mas a média está em torno de dois empregos por hectare. Já falamos na localização geográfica estratégica. Estamos na região Sudeste e num raio de mil quilômetros temos os principais mercados do País. Quanto à vocação, conforme disse o Senhor Enio Bergoli, Secretário de Estado da Agricultura e de Gerenciamento de Projetos do Governo, o nosso Estado é um apanhado em termos de clima, de solo e de topografia porque temos temperaturas que favorecem a produção de frutas tropicais, subtropicais e de clima temperado. No Estado do Espírito Santo, pode-se produzir praticamente todas as frutas. Outro dado interessante, como a topografia é bastante variável, também permite a produção do abacaxi e do coco, na região litorânea; até a cultura do abacate e da tangerina, nas regiões mais declivosas, enfim, o nosso Estado é bastante interessante para a produção de frutas. Além de que o Espírito Santo junto com Santa Catarina são os dois estados brasileiros que apresentam características de pequenas propriedades de agricultura familiar. Isso é extremamente importante, numa logística relativamente boa. É lógico que a BR 101 e a BR 262 precisam ser duplicadas, mas o escoamento da produção é relativamente fácil. Outro fato interessante são os arranjos produtivos locais; são aquelas organizações entre produtores, cooperativas, associação de produtores, assistência técnica, agentes financeiros, ou seja, são os arranjos que se fazem para a produção e comercialização de determinadas frutas. Hoje há Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 referência de produção de diversos cultivos: quando se fala em goiaba, lembra-se do Norte, da região de Pedro Canário; quando se fala em mamão, lembra-se de Linhares, Jaguaré, São Mateus e Pinheiros. Outra coisa importante, 2025 no Planejamento Estratégico do Governo, na questão da interiorização do desenvolvimento. O Estado do Espírito Santo, todos sabem, tem sua economia muito concentrada na região da Grande Vitória e no litoral. É preciso interiorizar, desenvolver o Interior. E a fruticultura serve perfeitamente para isso. É um resumo bastante simplório da importância econômica da fruticultura para o Estado. O Estado hoje tem oitenta e cinco mil hectares de frutas, incluindo aí o cacau, com mais de vinte mil hectares plantados; a produção é de 1,3 milhões de toneladas; o valor bruto da produção anual é de seiscentos bilhões de reais; geração de empregos e ocupações é em torno de sessenta mil; é a terceira atividade capixaba mais importante, perdendo para o café e para a produção animal. O Estado é um parque agroindustrial completo, conforme já dissemos. E temos experiência exportadora: o Estado do Espírito Santo está à frente, porque temos experiência bastante interessante na exportação de mamão. Para quem não sabe o Estado do Espírito Santo já exportou quase oitenta por cento do mamão do País. Hoje exportamos cerca de cinquenta por cento, e o motivo da queda foi principalmente em virtude da variação cambial: com a desvalorização do real, as exportações ficaram menos interessantes. E um mercado crescente, conforme dissemos, da região Sudeste e do próprio Estado do Espírito Santo. Bom, essa foi uma parte rápida da apresentação para mostrar o valor relativo da produção agropecuária capixaba. E mostramos muito bem que o café é a principal atividade agrícola do Estado, com cerca de quarenta a quarenta e quatro por cento ao ano. É essa parte verde que V. Ex.as veem no slide. A produção animal, por volta de vinte e um por cento do valor bruto da produção agropecuária. E a fruticultura, com dezesseis por cento. Aí chamo a atenção para o seguinte: a produção animal são seiscentos mil hectares para gerar vinte e um por cento da renda agrícola; a fruticultura, com três por cento da área, gera dezesseis por cento. Daí a importância da fruticultura. Bem, essa é uma passada rápida do Parque Agroindustrial que já está instalado no Estado: a Suco Mais, suco pronto para beber; a Trop Brasil, polpa asséptica; a Pepsico, que é água de coco; a White Martins também. Há diversos produtos oriundos do coco. Hoje a Ducoco importa cem por cento dos seus produtos de outros Estados. E temos outras pequenas fábricas e médias fábricas de polpa de fruta congelada. Coloquei na transparência um número que é interessante mostrar, da demanda de uma indústria. Só da Trop Brasil, ela tem a manga, dezesseis mil quinhentos e oitentas toneladas de manga para produzir polpa; de maracujá, cinco mil toneladas; de goiaba são três mil toneladas. Aí faço uma referência interessante: a manga no Estado do Espírito Santo Diário do Poder Legislativo - 977 participava, há quatro anos, com zero; praticamente não existia manga para a indústria, mas ano passado o Estado já fechou com duas mil e quinhentas toneladas de manga para a indústria. A nossa previsão para este ano é de três mil e quinhentos a quatro mil toneladas. Ou seja, no caso da manga existe um espaço ainda muito grande para crescer. No caso do maracujá o Estado do Espírito Santo já produz o suficiente para abastecer a Trop Frutas do Brasil. No caso da goiaba, esse ano a produção capixaba deve bater a casa das mil e seiscentas toneladas, portanto, o Estado ainda tem espaço para crescer na cultura da goiaba também. Já com relação às culturas de abacaxi, caju, mamão e pêssego, esses números não foram definidos pela fábrica, porque ainda falta produção. Porque o nosso abacaxi, conforme todos sabem, é o abacaxi pérola, voltado para mercado de mesa. É um dos abacaxis mais saborosos do País. Estamos desenvolvendo produções mais voltadas para a indústria. Assim que tiver produção suficiente, a fábrica fabricará esses sucos. Outra coisa importante é que o mamão - as toneladas de mamão-, para vingar no mercado, se a venda foi boa, a perspectiva é de que o volume com mamão seja maior do que o da goiaba, para ser processado. Portanto, será uma excelente oportunidade para o Estado do Espírito Santo. Esses são nossos polos de frutas: mamão, maracujá, manga, abacaxi, banana, goiaba, acerola, tangerina, coco, uva, morango e outros. Esses outros estão em fase de estudo: pêssego e frutas vermelhas. Essas frutas vermelhas são amora, framboesa... Além desses pólos, que são especializados, temos três pólos que chamamos de diversificados, no litoral Sul, no Caparaó e no Noroeste. O que queremos com isso? Os jornais de hoje falam que no noroeste temos uva, tangerina, acerola, cupuaçu. São pólos diversificados para atender à demanda da pequena indústria. Outras frutas interessantes para atender ao mercado de polpa de frutas congeladas e para suprir a demanda da merenda escolar e do Programa de Aquisição de Alimentos do Governo Federal, são açaí, graviola, pinha, acerola, caju, cupuaçu, frutas vermelhas, araçaúna. São oportunidades de negócios para o pequeno produtor muito importante, principalmente para atender a esses segmentos que citamos. Na parte esquerda da tela temos o mamão solo ou mamão havaí, que é predominante na região de Linhares; é o forte do Estado do Espírito Santo. E na direita temos o mamão formosa, que é da região de Pinheiros. Esses dois tipos somam cerca de quinhentos e cinquenta mil toneladas por ano. É a maior produção de mamão do Espírito Santo. O mamão é a principal fruta. Com relação ao pólo de coco, ele é produzido na região litorânea norte e alguma coisa no sul. A produção de coco está mais espalhada no Estado do Espírito Santo. Esta foto à direita é interessante porque mostra o caminhão que está indo para Porto Seguro, na Bahia. Às vezes estamos na Bahia e tomamos água de coco do Espírito Santo. O nosso Estado é o segundo maior produtor de coco anão do País. Embora a Bahia tenha coco demais, 978 - Diário do Poder Legislativo seja o primeiro produtor, mas produz muito coco seco. Com relação ao coco anão, o Espírito Santo está mais bem posicionado no ranking. A produção de goiaba fica na região de Pedro Canário, Cristal do Norte. Tivemos um problema lá com nematóides e já estamos driblando essa situação. A Secretaria de Estado da Agricultura atuou rápido. Já estamos implantando, diversificando a produção local com abacaxi e maracujá e agora vamos entrar também com o caju. Para os Senhores terem ideia, aqui mostra já o processamento de frutas lá na Trop Frutas do Brasil. A gente plantou com quatro anos e hoje estamos produzindo cerca de mil e seiscentas toneladas. Polo de morango - são pequenas propriedades, são áreas muito curtas, muito pequenas, mas muito importantes. Hoje o Estado tem cerca de cento e oitenta hectares de plantio de morango espalhados na região serrana, principalmente em Santa Maria de Jetibá, que é o primeiro produtor do Espírito Santo, e Domingos Martins, na região de Tijuco Preto. Mais embaixo mostra a cobertura na cultura do morango, uma tecnologia nova que tem aumentado a produção. O produtor está extremamente satisfeito com a rentabilidade da cultura. Polo de manga - à esquerda está a muda que a Secretaria de Estado da Agricultura compra e repassa para os produtores por intermédio do Incaper; e à direita é o resultado do plantio feito em 2004 e que já está começando a entrar em produção. Senhor Esthério Colnago, essa é nossa manga ubá na região noroeste. E aqui chamo atenção para duas coisas: esse caminhão carregado de manga com essa caixa verde foi um projeto que desenvolvemos na Seag, de fornecimento de caixas para cooperativas e associação de produtores que não tinham como escoar a produção. Então é um sucesso absoluto e real. Isso foi em Pancas, essa manga era praticamente perdida e hoje é destinada para o Brasil e o produtor sendo muitíssimo bem-remunerado. Polo de maracujá – chamo a atenção para duas coisas: primeiro a produtividade capixaba é uma das maiores do Brasil. Segundo, vocês estão vendo doze pessoas trabalhando num mini packing house, casa de embalagens para o maracujá. Ou seja, gera muito emprego e renda. É o que precisamos aqui no Estado, interiorizar o desenvolvimento. Pó de abacaxi. Hoje estamos lançando a variedade Vitória; desenvolvendo essa cultura principalmente no Norte do Estado, pensando num futuro breve para a indústria. Este é um panorama da lavoura na Região de Marataízes; aqui é o Abacaxi Vitória, na Região de Linhares. Banana prata. Estamos com duas variedades: Japira e Vitória, resistentes à principal doença da banana. Isso é importante porque o Espírito Santo sai na frente em relação aos outros Estados do Brasil. Se chegar a doença chamada sigatoka negra no Brasil, a tendência é acabar inclusive com os bananais de banana prata. Mas, o Espírito Santo sai na frente porque já temos variedades resistentes. Pó de uva. Muita gente desconhece que pertinho de nós, uma hora e quinze viagem... Estas Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 fotos são de Santa Teresa, na Região da Tabocas. Já é uma realidade. Isto foi num dia de campo, estava chovendo; são fotos de Santa Teresa. Estive em São Mateus com o Senhor Deputado Freitas e fiquei impressionado com a lavoura de uva que vi. Nunca vi nada igual. Fiquei impressionado. Então, o Espírito Santo nos surpreende porque tem potencial; é só acreditar e valorizar. Pó de caju. Está em estudo. Para se ter uma ideia, essa propriedade em Linhares, que inclusive foi vendida, era de um médico. Lá se produzia esse caju de forma extremamente artesanal. Um pé de caju igual a esse aqui chegava a dar duzentos quilos de caju. Mas são culturas de pé-franco, totalmente sem nenhuma tecnologia. E hoje temos tecnologia para produzir vinte toneladas por hectare só do pseudofruto e cerca de mil e duzentos a mil e quinhentos quilos de castanha, que é uma ótima alternativa. Bem, as principais estratégias da Secretaria de Agricultura são: consolidar os polos existentes e implantar novos; investir na tecnologia e na capacitação de mão-de-obra, porque plantar fruta exige tecnologia. capacitar essa mão-de-obra. Lembro-me da importância do Senar, do Sebrae e da OCB-ES que têm sido parceiros espetaculares no polo de frutas no Espírito Santo. Com relação a estimular a formalização de contrato entre cooperativas e indústrias. A OCB-ES tem sido um grande parceiro nesse aspecto também. Produzir frutas para o mercado in natura industrial. O produtor de fruta tem sempre que ficar de olho nos dois mercados, nunca num só porque o certo é produzir para os dois mercados. É necessário fortalecer o sistema de formação de mercado. Hoje em dia temos de passar mais informação, não é só preço; implantar os comitês gestores. Amanhã mesmo estarei em São Mateus numa reunião do comitê gestor do coco, para discutir junto com todos os parceiros - OCB-ES, Sebrae e Senar - a formalização de contrato entre as indústrias e os produtores rurais. Fortalecer as parcerias - felizmente, na Secretaria de Agricultura temos ótimos parceiros e mais recentemente a Comissão de Agricultura tornou-se um excelente parceiro nosso - e criar polos regionais diversificados. Bem, um panorama ligeiro das mudas que foram distribuídas para o Estado do Espírito Santo de 2003 a 2010: foram distribuídas dois milhões e quatrocentas mil mudas de frutas, sendo que a maioria delas é de abacaxi, porque se tratar de mudas clonais e que estão sendo multiplicadas na Região Norte do Estado; todas essas foram objeto de estudos prévios pelo Pedeag. Este ano de 2011 todos os processos já foram abertos. Estamos comprando mais cento e cinquenta mil mudas de abacaxi e vinte mil de acerola para atender a Região de Piúma, Anchieta e Iconha; cento e cinquenta mil mudas clonais de cacau, tolerantes a vassoura de bruxa, para atender a Região de Linhares. Estamos com viveiro pronto e é o processo que está mais adiantado, daqui a uns quinze, vinte Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 dias já estamos adquirindo da biofábrica da Bahia essas mudas de cacau. Estamos comprando trinta mil mudas de laranja para a Região de Jerônimo Monteiro, preferencialmente; dez mil mudas de tangerina para a Região Serrana do Estado, que tem um polo de tangerina; trinta mil mudas de manga para a Região Noroeste; dez mil mudas de coco para a Região Litoral Norte do Espírito Santo; goiaba para todo Estado, principalmente para a Região de Cristal do Norte. Com relação ao caju, falta uma definição. Estaremos fazendo uma visita a Fortaleza, daqui a uns quinze ou vinte dias, para conhecermos o processamento da castanha, porque também queremos trazer essa novidade para o Estado. Consolidar os polos existentes e fomentar novos pólos; ampliar as parcerias; organizar e capacitar os fruticultores; conquistar novos mix de mercado. Não podemos nos acomodar com os mercados que temos; temos que estar sempre procurando novos mercados e aumentar a oferta de frutas para a indústria. Conforme disse e mostrei, existe uma demanda muito forte por parte da indústria não atendida ainda pelos produtores capixabas. É preciso melhorar as nossas rodovias, duplicar aeroporto e porto. Tem que sair do papel. Precisamos atuar fortemente nessa logística e implantar pólos, diversificar regionais, conforme falei: Caparaó, Noroeste e Litoral Sul. E a meta é transformar o pólo do Espírito Santo num pólo diversificado de produção e industrialização de frutas. Deixo aqui essa mensagem: quem planta confiança, colhe conquistas. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Obrigado, Senhor Dalmo Nogueira da Silva, a quem convido para sentar-se à Mesa e agradecemos a explanação.A palavra está franqueada. O SR. ESTÉRIO COLNAGO – Gostaríamos de parabenizar a Comissão por trazer esse assunto tão importante. Parabenizar também o doutor Dalmo Nogueira da Silva, porque temos visto que as cooperativas têm atuado na fruticultura, gerando muito emprego e renda. Achamos que esse é o futuro na agricultura familiar, principalmente no Espírito Santo. E tem trazido sucesso e gerado oportunidade para as pessoas ganharem dinheiro. Isso é fundamental, porque o agricultor para ficar na roça precisa ter qualidade de vida e, principalmente, ganhar dinheiro. Acho que essa é a nossa função principal, nós que somos lideranças, pessoas preocupadas com o agricultor. Parabenizamos a Comissão de Agricultura, na pessoa do Presidente Atayde Armani, e o doutor Dalmo Nogueira da Silva pelas informações. Esses pólos são realmente muito importantes para o Estado do Espírito Santo. Estamos no caminho certo. É assim que se faz, ou seja, dar oportunidade às pessoas de permanecerem no campo com qualidade de vida. Isso é o principal. Temos de fazer com que as pessoas fiquem felizes e ganhando dinheiro no campo. Diário do Poder Legislativo - 979 O SR. DALMO NOGUEIRA - V. Ex.ª tem razão. É por isso que apostamos na fruticultura como uma atividade estratégica para o nosso Estado. E está de parabéns o nosso planejamento na Seag, o novo Pedeag. Realmente, estamos vislumbrando a possibilidade de desenvolvimento da fruticultura no interior, por isso creditamos nessa atividade. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Antes de encerrar a reunião, agradecemos as presenças do Senhor Dalmo Nogueira da Silva, do Senhor Estério Colnago, dos membros desta Comissão, dos jornalistas, da doutora Edna, de todos que aqui compareceram. Parabenizamos o Senhor Dalmo Nogueira da Silva. De fato o trabalho de fruticultura do nosso Estado está indo muito bem. Tenho participado de quase todos os eventos e essa questão do cacau mesmo foi uma briga desta Comissão. O governo se envolveu nisso e, temos a certeza de que ao longo do tempo estaremos recuperando grande parte da lavou cacaueira nas margens do Rio Doce, para não dizer só de Linhares, porque tem Linhares, Colatina e uma parte de Marilândia. Vamos recuperar e clonar o cacau para ser resistente à epidemia Vassoura de Bruxa. Senhor Dalmo Nogueira da Silva, o senhor falou sobre o caju, no Pontal de Ipiranga, na propriedade do Doutor Jaques Mazzei. Acredito muito num polo de caju às margens da nossa orla, no Sul ou no Norte. Sugiro que haja o referido polo mais no Norte, porque o clima é mais quente. É uma fruta necessária, e por incrível que pareça é toda aproveitada. Usa-se para suco, utiliza-se a amêndoa e o bagaço. Parabenizo o Senhor Dalmo Nogueira da Silva por esse trabalho que exerce na Gerência Estadual de Fruticultura da Seag. Em mãos um convite que diz: Sugiro convidá-lo para data futura debater o assunto, dada a sua importância. Temos que estar envolvidos principalmente nessa questão da área do pólo do caju. Neste fim de semana estivemos em Regência, e vimos que naquela região há muita terra que não dá para pasto, porque são terrenos arenosos e não produzem outra cultura. Agora, se forem para plantação de caju, com certeza serão bem aceitos. É uma fruta que temos que investir, porque produz um dos sucos mais vendidos. A produção de caju está toda no Nordeste do Estado. Praticamente não temos quase nenhuma produção na região Sudeste, sendo que é uma das frutas mais consumidas. Agradeço a presença a todos. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente reunião. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, para a qual designo EXPEDIENTE: O que ocorrer. Está encerrada a reunião. 980 - Diário do Poder Legislativo COMISSÃO DE AGRICULTURA, DE SILVICULTURA, DE AQUICULTURA E PESCA, DE ABASTECIMENTO E DE REFORMA AGRÁRIA. DÉCIMA PRIMEIRA REUNIÃO ORDINÁRIA, DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SÉTIMA LEGISLATURA, REALIZADA EM 14 DE JUNHO DE 2011. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Havendo número legal, invocando a proteção de Deus, declaro abertos os trabalhos desta Comissão. Solicito à Senhora Secretária que proceda à leitura da ata da reunião anterior. (A Senhora Secretária procede à leitura da ata) O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Em discussão a ata. (Pausa) Em votação. Aprovada a ata como lida. Registramos a presença da Senhora Theresa Raquel Trancoso, analista técnica da OCB, e também do Senhor Abdo Gomes, representante da FAES e presidente do Sindicato Rural de Viana. Solicito à Senhora Secretária que proceda à leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS: OFÍCIO N.º 099/11 – GAB/DEP/AA – Do Exm.º Senhor Deputado Atayde Armani, justificando sua ausência na reunião da Comissão, realizada em 17/05/11. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) - Ciente. Constar em ata. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO INTERNO – GDLP n.º 089/11 – Do Exm.º Senhor Deputado Luciano Pereira, justificando sua ausência na reunião da Comissão, realizada em 07/06/11. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) - Ciente. Constar em ata. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO GDF/ALES/N.º 037/11 – Do Exm.º Senhor Deputado Freitas, justificando sua ausência na reunião da Comissão, realizada em 31/05/11. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) - Ciente. Constar em ata. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO GDMC N.º 178/11 – Do Exm.º Senhor Deputado Marcelo Coelho, justificando sua ausência na reunião da Comissão, realizada em 31/05/11. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) - Ciente. Constar em ata. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO INTERNO – GDLP N.º 090/2011 – Do Exm.º Senhor Deputado Luciano Pereira, justificando sua ausência na reunião da Comissão, realizada em 17/05/11. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) - Ciente. Constar em ata. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: E-mail – Do Senhor Murilo Antônio Pedroni, da área técnica da Federação de Agricultura, convidando para a reunião do Conselho de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da FAES – COMARH, em conjunto com o Conselho Superior de Meio Ambiente da FINDES – CONSUMA, que será realizada no dia 20 de junho, às 14h30min, na sede da FAES. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) - Ciente. Encaminhar cópia aos demais membros da Comissão. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: PROPOSIÇÕES RECEBIDAS: Não houve no período. PROPOSIÇÕES DISTRIBUÍDAS RELATORES: Não houve no período. AOS PROPOSIÇÕES BAIXADAS DE PAUTA: Não houve no período. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Passa-se à Ordem do Dia. Projeto de Lei n.º 34/2010, de autoria da Senhora Deputada Luzia Toledo, que dispõe sobre a validade e a substituição de recipientes para envase de água mineral comercializados no Estado e dá outras providências. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Tinha avocado o projeto para relatar, mas designo novo relator o Senhor Deputado Luciano Pereira. O SR. LUCIANO PEREIRA – Senhor Presidente e Senhores membros da Comissão de Agricultura, o Projeto de Lei n.º 34/2010, de autoria da Senhora Deputada Luzia Toledo, dispõe sobre a validade e a substituição de recipientes para envase de água mineral comercializados no âmbito do Estado do Espírito Santo. A proposição foi protocolada no dia 09 de fevereiro de 2010. O projeto foi analisado inicialmente pela Comissão de Constituição e Justiça que opinou pela sua constitucionalidade. A Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos, após análise, concluiu pela aprovação da emenda modificativa 01/2010, supressiva 02/2010, modificativa 03/2010, supressiva 04/2010 e modificativa 05/2010. Como justificativa à apresentação do projeto a autora apresenta pontos relevantes para proteção e prevenção da saúde dos consumidores de água mineral, garantindo a qualidade do produto. A iniciativa atende ao requisito estabelecido pelo Departamento Nacional de Produção Mineral, DNPM. No projeto original as adequações seguiram a Portaria n.º 387/2008 do DNPM, porém a mesma sofreu alterações por meio da Portaria n.º 358/2009. Razão pela qual a nobre Deputada apresentou as emendas supracitadas. Diante de novas alterações que ocorreram por meio da Portaria n.° 128/2011, a nobre Deputada entendeu ser pertinente apresentar as emendas. Nesse contexto o projeto de lei ora em análise encontra-se dentro das normas atuais que regem o assunto. Face ao exposto, Senhor Presidente, sugerimos aos ilustres pares a adoção do seguinte parecer: a Comissão de Agricultura, de Sivilcutura, de Aquicultura e Pesca, de Abastecimento e de Reforma Agrária é pela aprovação do Projeto de Lei n.º 34/2010, com emenda substitutiva n.º 01/2011. O SR. PRESIDENTE - (ATAYDE ARMANI) - Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. FREITAS – Com o relator. O SR. PRESIDENTE - (ATAYDE ARMANI) - A Presidência acompanha o voto do relator. Aprovado o parecer à unanimidade. Informo aos Senhores Deputados que na reunião do dia 21 de junho contaremos com a presença dos Senhores Evair Vieira de Melo e Aureliano Nogueira, Diretor-Presidente e DiretorTécnico do Incaper, respectivamente, que falarão sobre o trabalho desenvolvido pelo Incaper no setor agropecuário capixaba. Senhores Deputados, não sei se foi passado cópia à V. Ex.as, mas a Presidente Dilma Rousseff Diário do Poder Legislativo - 981 prorrogou o Decreto n.° 7.497, de 09 de junho de 2011. O prazo da averbação da reserva legal venceria no dia 11 de junho. O prazo foi prorrogado de acordo com o art. 155, que entrará em vigor em 11 de dezembro de 2011. Portanto, até o dia 11 de dezembro, dará condições de realização sobre o código que já foi aprovado na Câmara dos Deputados e falta ser aprovado no Senado. O motivo dessa prorrogação foi para tranquilizar os Senadores na discussão que terão ao longo desse período sobre o Código Florestal. Concedo a palavra ao Senhor Abdo Gomes, representante da Faes - Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo, e Presidente do Sindicato Rural de Viana. O SR. ABDO GOMES – Boa-tarde, Senhor Presidente, Senhores Deputados Luciano Pereira e Freitas e demais funcionários de apoio desta Comissão. É com satisfação que recebemos a notícia de que na última quinta-feira o Governador declinou que estaria assumindo o compromisso da aquisição do terreno para que os silos da Conab sejam instalados no Estado do Espírito Santo, mais precisamente no município de Viana. Será uma contribuição muito grande para o setor de avicultura, suinocultura e pecuária de leite. É mais uma conquista desta Comissão que vem trabalhando no sentido de fazer com que isso se torne realidade. Agradecemos o apoio da Comissão, visto que é mais uma vitória, também, dos nossos agricultores. Se me permitem, gostaria de sugerir uma reunião novamente com o Secretário de Estado da Agricultura para decidirmos o próximo passo que devemos dar para que esse terreno seja adquirido. Estive várias vezes nesta Comissão falando sobre isso e não gostaria de novamente tocar no assunto. Mas, lamentavelmente, os furtos de animais, de bombas e de tantos implementos agrícolas continuam acontecendo em nosso Estado. Recentemente, um criador de gado de elite teve vinte e sete receptoras furtadas; animais que continham em seus ventres embriões de alto valor. Calcula-se que esse produtor teve um prejuízo da ordem de duzentos mil reais. Dependendo do porte do produtor, um acontecimento desse o tira da atividade. Já estou sendo repetitivo neste assunto, mas não tem como mais ficar de braços cruzados esperando e vendo nossos produtores serem massacrados dessa forma. Na divisa dos Municípios de Guarapari e Viana, um casal de idosos foi amarrado. Por sorte, por volta de 22h, chegou o genro deles que conseguiu libertá-los; senão passariam a noite amarrados dentro de um paiol e não sabemos as consequências disso. Precisamos do apoio das autoridades para que possamos combater esse tipo de violência que o homem do campo vem sofrendo! Não obstante a isso, as drogas avançam em sentido ao campo, e precisamos tornar realidade a criação de uma polícia específica para dar proteção ao homem do campo. 982 - Diário do Poder Legislativo O SR. PRESIDENTE - (ATAYDE ARMANI) – Obrigado, Senhor Abdo Gomes. Estivemos também, na última sexta-feira, acompanhando o Senhor Governador Renato Casagrande, primeiramente, na Escola Agrícola de São João de Petrópolis, localizada entre os municípios de São Roque do Canaã e de Santa Teresa, mas a escola fica localizada em Santa Teresa. Conhecemos o programa do leite chamado Balde Cheio. Visitamos as propriedades e o Governador em todos os momentos foi incisivo, em primeiro lugar, que continuará elaborando o orçamento do Estado da forma que vem sendo feito ao longo dos últimos anos, ou seja, com sessenta por cento do investimento no interior do Estado e quarenta por cento na Grande Vitória. S. Ex.ª garantiu isso às pessoas presentes, entre elas este deputado e a Senhora Deputada Luzia Toledo. Depois seguimos para a reunião do PPA, no Município de Santa Teresa. De lá fomos ao Município de Marechal Floriano participar da 1.ª Feira da Avicultura e Suinocultura do Estado do Espírito Santo. Uma feira em âmbito nacional. Havia pessoas de várias partes do Brasil e do Estado do Espírito Santo. Participamos de uma reunião particular com a presença do Doutor Júlio da Silva Rocha Junior da Faes – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo; do Senhor Brício Alves Junior, Superintendente da Conab no Estado do Espírito Santo. E o Senhor Governador Renato Casagrande foi incisivo em dizer que doará a área de terra para a construção do silo em nosso Estado. S. Ex.ª mencionou em pronunciamento à Mesa e também em particular junto aos presidentes das Associações dos Suinocultores e Avicultores, repito, foi incisivo em garantir que o Estado fará a doação da área de terra. Portanto, foi uma vitória dos Deputados desta Comissão, de S. S.ª com certeza, que vem lutando por isso por longa data e, não temos dúvidas, da agricultura do nosso Estado. Precisamos de lugar para armazenar milho, soja para podermos crescer na questão da criação de aves e de suínos em nosso Estado. Não temos como crescer se não houver uma tranquilidade de estocamento de alimentos para eles. Um dos melhores locais para esse fim é o que foi determinado no Município de Viana, devido à ferrovia e à rodovia. Parabenizamos o Senhor Abdo Gomes, os meus pares, visto que é uma luta nossa de longa data. E hoje, graças a Deus, o Senhor Governador Renato Casagrande, na sua bondade em prol dos produtores de aves e suínos no Estado, colocou-se extremamente favorável à compra da área e já autorizou a entrega da documentação a S. Ex.ª a fim de dar o devido andamento - isso deve ser aprovado por esta Casa de Leis - para a compra dessa área de terra para instalação dos silos e dos galpões. Ontem, faríamos um pronunciamento da tribuna desta Casa de Leis, no entanto, não fizemos. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Mas, deixamos nosso pedido aos assessores da Comissão, Senhores Evandro Santana dos Anjos e José Roberto Silva Hernandes, pois precisamos montar um documento que será assinado por esta Comissão, e outro assinado pelos Senhores Deputados do Plenário, a fim de enviarmos ao Presidente do Senado Federal e aos Presidentes das Comissões de Agricultura e de Meio Ambiente do Senado Federal, solicitando que o Senado aprove o Código Florestal de acordo como foi aprovado na Câmara dos Deputados. Já fizemos esse pedido pessoalmente, refazemos neste momento publicamente, registrando, pois precisamos desse documento o mais rápido possível. O teor do referido documento será elaborado por vocês, que devem contatar o Presidente da Federação de Agricultura e todas as pessoas envolvidas nessa questão. Temos de iniciar um movimento no Senado Federal a fim de que ele aprove esse código de acordo com o que foi aprovado na Câmara dos Deputados. Temos certeza de que os Senhores Deputados fizeram o melhor. O relatório do Senhor Deputado Federal Aldo Rebelo foi o melhor possível, tanto para a questão ambiental quanto para a questão produtiva do nosso país. Não temos dúvida nenhuma quanto a isso. Infelizmente, não fizemos esse pronunciamento ontem. Tomamos a liberdade de fazê-lo neste momento a fim de iniciarmos um movimento. Como fizemos anteriormente na Câmara dos Deputados, começaremos agora a fazer no Senado Federal. Se preciso for, convocaremos os Senhores Deputados desta Comissão de Agricultura para irmos à Comissão de Agricultura do Senado Federal, solicitar aos Senadores que aprovem o Código Florestal. Além disso, mandar uma cópia também aos Senadores do Estado do Espírito Santo, Senhores Ricardo Ferraço, Ana Rita e Magno Malta. Não é a Comissão de Agricultura, mas os agricultores do Estado do Espírito Santo, os produtores do Estado do Espírito Santo, os trabalhadores rurais do Estado do Espírito Santo. Tenho rodado pelo interior. Sábado agora rodei o dia todo pelo interior. Não tenho dúvida nenhuma que nenhum deles é contrário ou fala alguma coisa do que foi aprovado na Câmara dos Deputados. Então, é uma obrigação nossa, como representante dessa classe sofrida do Estado, que é a classe do produtor, do trabalhador rural e estamos brigando para que o Senado aprove o que a Câmara dos Deputados aprovou em matéria de Código Florestal. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente reunião. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, e para a qual designo EXPEDIETNE: O que ocorrer. Está encerrada a reunião. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 COMISSÃO DE AGRICULTURA, DE AQUICULTURA E PESCA, DE ABASTECIMENTO E REFORMA AGRÁRIA. DÉCIMA SEGUNDA REUNIÃO ORDINÁRIA, DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SÉTIMA LEGISLATURA, REALIZADA EM 21 DE JUNHO DE 2011. O SR. PRESIDENTE - (ATAYDE ARMANI) – Havendo número legal, invocando a proteção de Deus, declaro abertos os trabalhos desta Comissão. Antes da leitura, discussão e aprovação da ata da reunião anterior, agradecemos a presença das seguintes autoridades: Senhor Deputado Genivaldo Lievore, que preside a Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos desta Casa de Leis, suplente desta Comissão de Agricultura, que muito nos honra com sua presença; Senhor Evair Vieira de Melo, que posteriormente nos fará uma palestra sobre o Programa do Incaper para o Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar do Estado do Espírito Santo, e do Senhor Aureliano Nogueira da Costa, Diretor-Técnico do Incaper. Nós e o Senhor Esthério Colnago, Presidente da OCB, estivemos no último sábado no Município de Santa Maria de Jetibá, dando ordem de serviço para uma estrada de suma importância para o setor hortifrutigranjeiro do Estado do Espírito Santo. Uma ordem de serviço para a reabertura e a recuperação da estrada de Santa Leopoldina a Santa Maria de Jetibá. Parabenizamos o Senhor Governador Renato Casagrande pela ordem de serviço dessa obra. É uma obra de suma importância, no valor de quarenta e um milhões de reais, que dará melhores condições ou oxigenará melhor uma das veias de transmissão de todos os produtos produzidos na região de Santa Leopoldina a Santa Maria de Jetibá, a Itaguaçu, a Itarana e a outras. Agradecemos também aos Senhores Luiz Antônio Bassani, chefe do Departamento de Planejamento do Incaper; Abdo Gomes, representante da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo e Presidente do Sindicato Rural de Viana Patronal-SRVP; Brício Alves Santos Júnior, Superintendente Regional da Companhia Nacional de Abastecimento – Conab; Reginaldo Lima, Coordenador-Geral de Formação e Gestão do Sibrater; espero, Reginaldo que tenhamos tempo para lhe conceder alguns minutos depois; Senhora Denise Garragiel, consultora do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA; Senhores Kleber Petan, da Unicamp e Wilson Mazalla Neto, também da Unicamp, por nos honrar com as suas presenças. Muito obrigado, por comparecerem a esta reunião. Informamos à Secretaria desta Comissão que a ata da reunião anterior será aprovada como redigida. Solicito à Senhora Secretária que proceda à leitura do Expediente. Diário do Poder Legislativo - 983 A SR.ª SECRETÁRIA lê: CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS: CONVITE – Do Incaper e da Prefeitura Municipal de Jaguaré para o Dia Especial Café Conilon, que será realizado em 24 de junho, na Comunidade da Abóbora, Município de Jaguaré. O SR. PRESIDENTE - (ATAYDE ARMANI) – Ciente. Favor encaminhar cópia aos demais membros desta douta Comissão. Neste momento, junta-se a nos o nosso querido Deputado Freitas, membro efetivo desta Comissão. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: PROPOSIÇÕES RECEBIDAS: Não houve no período. PROPOSIÇÕES DISTRIBUÍDAS RELATORES: Não houve no período. AOS PROPOSIÇÕES BAIXADAS DE PAUTA: Não houve no período. ORDEM DO DIA: O que ocorrer. COMUNICAÇÕES: Presença dos Senhores Evair Vieira de Melo e Aureliano Nogueira da Costa, Diretor-Presidente e Diretor-Técnico do Incaper, respectivamente, que apresentarão o Programa do Incaper para o Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar do Espírito Santo. O SR. PRESIDENTE - (ATAYDE ARMANI) – Neste momento comparece o Deputado Luciano Pereira, também membro efetivo desta Comissão. Recebi várias críticas esta semana por intermédio de um jornal eletrônico quanto à questão do Atayde Armani em relação ao Agronegócio, e gostaria de dizer neste momento que: muito pelo contrário, sempre fui, sou e continuarei a ser um defensor ferrenho da agricultura familiar. O Agronegócio na atualidade é um mal necessário à grande produção de alimentos, de soja, de milho, e assim por diante. Só no Estado do Espírito Santo temos uma produção elevada. Visitamos uma granja no sábado passado com dois milhões e tantas mil galinhas. Não tem como um agricultor familiar sustentar um negócio desse. Mas a agricultura familiar é de extrema necessidade. Somos defensor. Meu avó era um agricultor familiar. Hoje meu pai não é um grande agricultor, pode-se dizer um médio agricultor. Mas tenho muitos vizinhos da agricultura familiar. E nasci em um local, no meu querido distrito de São Rafael, onde a agricultura familiar é cem por cento. Tenho vários tios, primos que são agricultores familiares. Por isso, sou defensor ferrenho e, quero dizer a essa pessoa que defendo sim a agricultura, 984 - Diário do Poder Legislativo defendo sim o novo Código Florestal que dê sustentabilidade a nossa agricultura, mas também que se preocupe com o meio ambiente, com muitos erros que fizemos. Nesta Comissão, quem convive nesse meio, sabe que um dos grandes erros - e participei desse erro quando vereador do município de Linhares - o ProVárzea, um erro bancado pelo Governo Federal e financiado pelo mesmo. Só emprestava o dinheiro se fizesse o tal do Pro-Várzea. Foi uma das piores coisas que fizeram. Mas foi feito. Então, esse jornalista, não sabe nossa história, do nosso passado, da nossa vida e daquilo que somos. Que Deus o ilumine e que o coloque em um bom lugar. Desabafamos porque gostaríamos que ele percorresse conosco o interior do Estado para saber o quanto somos defensor do agricultor e do pequeno agricultor. Sabemos que ele não aguentará. Concedo a palavra ao Senhor Evair Vieria de Melo, diretor-presidente do Incaper. O SR. EVAIR VEIRA DE MELO Agradecemos ao Senhor Presidente Atayde Armani; em primeiro lugar. Registramos a presença forte de V. Ex.ª no interior do Estado do Espírito Santo, no seu primeiro e agora no segundo mandato. Isso é muito importante. Este Estado confunde literalmente a zona urbana e a rural. Hoje, vimos no jornal A Gazeta a mídia brasileira dando um destaque muito grande a esse tema. Neste momento, só colhendo café neste Estado, têm aproximadamente trezentas mil pessoas. E defendemos nesta reunião os interesses dessas pessoas. Mais de trezentos mil capixabas, muitos deles de coração, porque vêm de Estados vizinhos como Minas Gerais ou Bahia; estão no nosso território colhendo café. Esse é um retorno que volta para a própria sociedade. E o Estado do Espírito Santo é o que, proporcionalmente, mais empregou pessoas oficialmente para a colheita do café, em relação aos registros nacionais, hoje. Queremos também fazer um registro da presença V. Ex. ª, Senhor Presidente Atayde Armani, no primeiro e segundo mandatos, da importância de V. Ex.ª para o interior do Estado do Espírito Santo. V. Ex.ª me permita não me referir à agricultura, mas ao interior que é onde se confunde o rural. Saudamos o Deputado Genivaldo Lievore, da nossa querida Colatina e região, representando o nosso querido noroeste do Estado com o Deputado Luciano Pereira, da nossa parceria, compreensão, sempre somos parceiros, e do Deputado Freitas também, nosso companheiro de bom tempo do serviço público, que coloca o mandato à disposição do interior do Estado do Espírito Santo. Uma agenda de quatro senhores deputados que compõem a Mesa, podemos fazer um depoimento como gestor de empresa pública desde o mandato passado. V. Ex.as estão ajudando a desentortar o desenvolvimento deste Estado com o mandato. Isso é significativo e tem nosso reconhecimento. Saudamos o Senhor Esthério Colnago, e em seu nome saudamos todos os outros representantes deste Estado; o Senhor Brício Alves dos Santos Júnior, superintendente da Conab, pelo trabalho feito por S.S.ª Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 em trazer grandes notícias para este Estado; o Senhor Esthério Colnago que lidera o serviço de cooperativas. Hoje o Brasil mostra que as cooperativas conseguiram se organizar e se estruturar como empresas realmente consolidadas; veio o progresso. E o Senhor Esthério Colnago está liderando no Espírito Santo, que não é casa de grandes cooperativas, mas de boas cooperativas, o que faz muita diferença. Saúdo todos os presentes e o Senhor Reginaldo, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, do qual somos muito parceiros, integrados, e que muito tem contribuído para o crescimento deste Estado, dando oportunidade a milhares de brasileiros, no nosso caso, a milhares de capixabas. Saúdo todos, toda equipe presente na pessoa do Doutor Aureliano Nogueira da Costa, Diretor Técnico do Incaper, que apresentará alguns dados referentes ao Incaper. Registro, na condição de dirigente dessa autarquia, o carinho recebido dos Senhores Deputados e as cobranças oportunas. Pelo menos com relação aos quatro Senhores Deputados aqui presentes sempre fomos parceiros, aliados e companheiros a fim de que juntos pudéssemos levar oportunidades a muitos capixabas. Passo a palavra ao Doutor Aureliano Nogueira da Costa, para a apresentação dos trabalhos desenvolvidos até agora e dos desafios propostos para os anos seguintes. No final, junto ao Doutor Aureliano Nogueira da Costa, farei o encerramento da apresentação. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Obrigado, Senhor Evair Vieira de Melo, Diretor Presidente do Incaper. Registro a presença, que nos honra, do Senhor Kerley Mesquita, Assistente da Superintendência da Conab. Concedo a palavra ao Doutor Aureliano Nogueira da Costa. O SR. AURELIANO NOGUEIRA DA COSTA – Boa-tarde. Em nome do Presidente desta Comissão, Senhor Deputado Atayde Armani, cumprimento toda Mesa e técnicos presentes e agradeço o convite para participar desta reunião. Além de ser pesquisador de carreira há vinte e oito anos no Incaper, sou cearense nato e cidadão capixaba, a partir do título a mim concedido pelo Senhor Deputado Atayde Armani e do qual muito me orgulho. É um grande desafio mostrar o programa atual do Incaper no Estado do Espírito Santo, sua diversidade e competitividade em quinze minutos. Como fomos convidados para falar sobre o desenvolvimento sustentável e a agricultura familiar, reunimos apenas algumas informações mais pertinentes e relevantes para tratarmos desses temas no momento. Esse slide mostra os membros da diretoria executiva. O Incaper é um instituto bastante enxuto na parte de gestão. Temos como presidente o Senhor Evair Vieira de Melo e eu como diretor técnico. Temos os Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Departamentos de Recursos Humanos; o Financeiro, que não é diretoria e sim departamento; o de Operação Técnica, cujo chefe é o Senhor Ricardo Batista; o de Planejamento e Capitação de Recursos, cujo chefe é o Senhor Luiz Antônio Bassani, que está presente, acompanhado pela equipe técnica e demais visitantes. O Incaper é uma instituição muito dinâmica. Hoje estamos recebendo o Ministério de Desenvolvimento Agrário com uma grande proposta para avaliar, para conhecer o nosso trabalho. Ontem estávamos no campo com outra equipe. Esse dinamismo já é rotina do Incaper. É uma porta de entrada para comunicação com o setor de agronegócio. Em 1956 tínhamos a Acares, que tratava da parte de extensão. Em 1973 tivemos a Emcapa Empresa Capixaba de Pesquisa Agropecuária; e em 1974 a Emespe. A Acares deu origem à Emater em 1975, que absorveu a Emespe. Em 1999 houve aquele grande exemplo, que hoje é caso de sucesso, comemorando já os dez anos da fusão da pesquisa com a extensão. Atualmente o Estado do Espírito Santo tem todo esse trabalho inovador no sentido de trabalhar a geração de ciência, tecnologia, inovação e sua aplicação para o pequeno produtor de base familiar. Hoje, transformado em autarquia, que é o Incaper. A missão do Incaper é contribuir para o desenvolvimento rural sustentável do Espírito Santo com ações no âmbito da pesquisa, assistência técnica e extensão rural aos pescadores e agricultores de base familiar. Lembrando que os pescadores hoje são nosso grande mercado, uma grande área de trabalho e amplidão de atitudes. Nosso programa de desenvolvimento passa pela seguinte base: agricultura de base familiar é o foco; agroecologia, que trata o desenvolvimento sustentável e atividades agroecológicas orgânicas, processamentos mínimos e toda parte de artesanato; pecuária de corte e de leite; olericultura, que é a produção de hortaliças, verduras e a parte de floricultura, principalmente na região serrana; fruticultura é exemplo de sucesso, que são os pólos de fruticulturas lançados pelo Incaper e gerenciado com toda participação das entidades parceiras. Cafeicultura não precisa nem lembrar, porque o Espírito Santo é referência nacional e internacional nesse tema; aquicultura e pesca; silvicultura, o Governo lançou agora o Programa de Recuperação da Cobertura Vegetal, onde a base técnica é toda estabelecida dentro do Incaper; apoio e fomento às atividades agrícolas e à questão do meio ambiente. Então, é essa diversidade de temas que faz do Incaper o forte e ao mesmo tempo uma instituição que hoje vem cumprindo muito bem o seu papel. Quantos somos no Incaper? Se olharmos para o Incaper como instituição pública estadual que trata de pesquisa, geração de ciência e tecnologia e aplicação dos seus resultados, veremos que no ano de 2004, que foi uma referência, quando o Estado vinha passando por toda aquela crise, éramos em número de Diário do Poder Legislativo - 985 quinhentos e vinte e oito funcionários, lembrando que temos fazendas experimentais onde temos funcionários de campo. Hoje, em 2011, temos esse desafio, porque o quadro do Incaper chegou a um momento onde vários funcionários estão se aposentando e ficamos com esse contingente mínimo, limitado. E a nossa titulação é uma coisa que chama a atenção porque é a única instituição do Estado que hoje apresenta um quadro com vinte e oito doutores, dezesseis por cento; um contingenciamento de vinte e sete por cento de mestres; quarenta e oito por cento de especialistas; e, com graduação, vinte e sete por cento. Então, esse é o nosso quadro de formação profissional. A evolução do quadro de orçamento do Incaper tem mostrado, cada dia mais, que somos enxutos em nossas propostas e temos buscado parcerias com órgãos federais. Hoje temos o PAC Embrapa, com valor em torno de dezoito milhões; temos com o Ministério do Desenvolvimento Agrário projetos da ordem de doze milhões de reais. Então, estamos sempre alinhados àquela questão do Governo Estadual, colocando a política pública da instituição pública para o Governo Federal. Essa é a nossa forma de parceria. Onde o Incaper atua? Principalmente em todo o Estado do Espírito Santo. Atendemos ações fora do Estado, inclusive fora do país, mas prioritariamente as nossas ações são em cada município. Estamos divididos em quatro regiões: Região 1 - que é a Região Norte do Estado, com um centro regional no Município de Linhares que atende os Municípios de São Mateus, Aracruz, Jaguaré e Sooretama; Região 2 - que é a Região Noroeste, cuja sede está localizada no Município de Colatina, onde também temos um centro que reúne todas essas informações e que trata a expertise daqueles municípios; Região 3 - que fica na Região CentroSerrana e trabalha toda a caracterização da região das montanhas, com clima e cultura diferentes; Região 4 que envolve um pouco do Caparaó, cuja sede está localizada no Município de Cachoeiro de Itapemirim e onde também trabalhamos pesquisa, assistência técnica e extensão rural. É assim que o Incaper atua; lembrando que temos uma base física em cada município, o que tem sido um grande ponto favorável da capilaridade e da mobilização que o Incaper tem em todo o Estado do Espírito Santo. Estamos, em média, com mais de dez eventos diários, dadas as atividade que ocorrem nos diversos segmentos da economia capixaba. Qual o nosso público assistido? Esse é um resumo. O público é assim: agricultores de base familiar, em torno de quarenta mil; assentados, dois mil novecentos e seta e dois; quilombolas, seiscentos e vinte e dois; indígenas, duzentos; pescadores novecentos e oitenta e nove; e outros agricultores e outros públicos. Lembrando que esses não são números repetidos, são números que efetivamente são assistidos sem repetição. Recentemente fizemos intervenções junto aos quilombolas. Amanhã teremos uma reunião na Secretaria da Fazenda para avançar, para que eles consigam vender o produto no Programa de Aquisição de Alimentos – PAA. O nosso foco está nas ações de associativismo, de cooperativismo. Não trabalhamos 986 - Diário do Poder Legislativo muito com essa questão de assistência individual e sim de assistência em grupo, até porque temos um número limitado de técnicos. As principais metodologias utilizadas na assistência técnica e extensão rural são das seguintes formas: primeiro, as visitas. Essas são visitas feitas nas propriedades. Temos uma sequência dos últimos quatro anos, de 2007 a 2010. Em 2007 quarenta e quatro mil e em 2010 chegamos a trinta e cinco mil oitocentos e oitenta e cinco. Isso é em parte pela melhoria do aprimoramento do método e também do foco e outras metodologias. Essas são as reuniões realizadas com o meio rural. Vemos neste slide as excursões técnicas. É uma tecnologia que usamos muito; fazemos, junto aos outros produtores, as vitrines tecnológicas. Quando a tecnologia já está quase no ponto de ir ao campo, testamos junto aos produtores e convidamos toda aquela comunidade e vizinhança para conhecer aquele resultado, no local. Essa a forma que você transfere, porque o produtor acredita muito naquilo que ele vê, ao vivo e em cores. Essa é uma metodologia que usamos. Cursos e oficinas também fazem parte da capacitação. Por isso, estamos sendo convidados para integrar à discussão da educação superior no Estado. Temos essa expertise que os extensionistas também têm. Temos os encontros técnicos que envolvem comunidades, associativismo e também os dias de campos que todos conhecem. É uma tecnologia que usamos, onde todos os resultados práticos das pesquisas da associação são repassados de forma bem dinâmica para os produtores de base familiar. Esse é um resumo que mostra as séries nos últimos quatro anos. Essa é a distribuição dos nossos projetos. Olhem só, uma instituição do porte do Incaper com o quadro técnico reduzido, fomos capazes de produzir e coordenar cento e trinta e cinco projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, em 2010. Eles são distribuídos nessas áreas: pecuária, atividades não agrícolas, agricultura orgânica, cafeicultura que sempre há um contingenciamento maior em função, até, da área cultivada; ali tem café arábico e café conilon; olericultura, agricultura familiar que já temos onze por cento de projetos específicos nessa área; pesca; aqüicultura; fruticultura com vinte e um por cento e a silvicultura. Diante de todos esses programas não adianta produzir só tecnologia. Recentemente o Incaper fez, comandado pelo nosso presidente. Reunimos a nossa programação de pesquisa, de assistência técnica e extensão rural, por município. É uma verificação para que de fato o que está sendo produzido está sendo repassado e de que forma está sendo repassado. Senhor Deputado Atayde Armani, por atender todo o Estado do Espírito Santo, e por ser do Município de Linhares, onde tive o prazer de morar durante doze anos, trouxe em mãos e entrego a V. Ex.ª, o programa de assistência técnica e extensão rural de Linhares para que veja o dinamismo e a especificidade que tem com cada área e os programas feitos para isso. Essas são as tecnologias geradas de 2000 a 2010. Variedade de café conilon e café Vitória Incaper Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 8142. A variedade de milho capixaba que é esse milho que está fazendo maior sucesso. É um produto muito utilizado na agricultura de base familiar. As bananas Japira e Vitória que são resistentes as doenças e também tem sido um grande sucesso. Por elas serem resistentes e de alta produtividade se utiliza muito menos insumos agrícolas. Ela é muito utilizada em cultivos agroecológicos. O abacaxi Vitória é uma representatividade da fruticultura do Espírito Santo. É resistente à fusariose. Tem o inhame São Bento, o mamão Rubi lançamento feito recentemente na fazenda de Sooretama. É o primeiro mamão lançado pelo Incaper do grupo formosa. A poda programada de ciclo de café. Isso foi mostrado. Estivemos na Cooabriel, no viveiro e fizemos um dia de campo. O sistema approach que garante a exportação. Por muito tempo o Espírito Santo era o único Estado fornecedor de mamão para os Estados Unidos. Conseguimos e até hoje somos gerentes desse sistema no Espírito Santo. O plantio em linha do café conilon, é uma das outras tecnologias. Essa questão do galinheiro móvel que também é uma tecnologia de baixo custo que foi desenvolvida para o agricultor de base familiar. Esse é o exemplo. Mas, Temos todo um arsenal de publicação. Essa é a nossa referência em mamão. Nossos técnicos estão publicando nas diversas culturas. Reuni algumas. A cultura da goiaba, a banana orgânica, a cultura do maracujá. Tem o nosso livro do café conilon que é um grande sucesso solicitado por todos. O desenvolvimento da agricultura familiar passar por ações bem-integradas. Primeiro, Proater (Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Incaper) – instrumento que norteia as ações de assistência técnica e extensão rural. É uma construção baseada no diagnóstico. Literalmente consultamos o nosso público alvo. Eles participam. Isso é uma construção coletiva desse planejamento participativo de agricultores, lideranças, gestores públicos e técnicos de cada município. Ai, só mostrando que isso é feito por região e tem todo valor. O número de famílias assistidas é de setenta mil que é a recomendação do MDA. A participação do Incaper com vinte e duas mil famílias em trinta e um por cento; e consideramos em média duas pessoas assistidas que pertencem à mesma família. Portanto, foram assistidas quarenta e quatro mil pessoas em 2010. Esse é um relato de grande transparência que mostra a importância do trabalho que o Incaper desenvolve. O número de técnico de campo: a recomendação do MDA, Ministério do Desenvolvimento Agrário, é em torno de setecentos e o Incaper participa com cento e sessenta e três. O Ministério do Desenvolvimento Agrário, que trabalha as extensões de assistência técnica e extensão rural para o agricultor de base familiar, recomenda a relação de um técnico para cada cem famílias. Então, mantendo essa relação e considerando a capacidade assistiva do Incaper, restringimos a esse trabalho que estamos focando muito a questão da qualidade, não só o número. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Esses são nossos orçamentos gerais. Hoje já temos essa participação em torno de quase 1,2 bilhões de reais. E nosso orçamento de serviços em relação ao orçamento de segurança pública – só uma comparação, pois sabemos que se não gerarmos riquezas e agregarmos valor ao produto no meio rural vai invariavelmente afetar a questão da segurança pública - isso mostra que se formos comparar, seríamos 2,34 por cento do que se gasta com segurança pública, sem falar da quantidade de valor e inclusão social que o Incaper gera no sistema. Os principais parceiros internacionais: Nestlé, Cirad. Parceiros nacionais: Ministério do Desenvolvimento Agrário, que se faz presente aqui; Ministério da Agricultura, Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Integração Nacional, Ministério da Ciência e Tecnologia, Finep, CNPQ, Ministério do Desenvolvimento Social, Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Fundes, Fundo de Desenvolvimento; Embrapa, Funcafé, várias universidades. Temos também nossos parceiros estaduais, todas as instituições diretas e indiretamente são parceiras do Incaper, Governo do Estado, Secretaria de Estado da Agricultura, por meio do Idaf, Ceasa, Iema, Instituto Jones dos Santos Neves, prefeituras municipais e suas secretarias, Sebrae e Senar, Serviço Nacional de Aprendizagem rural; Sect, Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia; Funcitec, Fundação de Ciência e Tecnologia; Fapes, Fundação de Administração e Pesquisa EconômicoSocial; Sedes, Secretaria de Desenvolvimento; Aderes, Bandes, Banestes, sindicatos, cooperativas o Senhor Esthério Colnago está presente e sabe desse trabalho -, associações e movimentos sociais, setor privado e a Assembleia Legislativa. Na semana passada fizemos uma reunião com o projeto Sossego. O Incaper, com toda a tecnologia das caixas secas, retenção de água no solo, melhorando a disponibilidade de água, trabalhando as tecnologias para aqueles produtores da região de Itarana e Itaguaçu. Isso mostra a importância que o Incaper exerce nos diversos segmentos da economia. É uma instituição que temos todo prazer e nos sentimos honrado em estar nesta Casa apresentando esses resultados, porque todos nossos técnicos têm trabalhado muito para obter esses resultados. Então, intensificar o relacionamento interinstitucional no âmbito do governo estadual é uma das nossas metas também. A integração e comprometimento para o desenvolvimento sustentável está escrito no nosso processo. O pontapé para que as políticas públicas atuem de forma efetiva e mais consistente no Espírito Santo é o que mais perseguimos. Trabalhar as oportunidades para a agricultura familiar também não deixamos escapar. E fazer chegar as políticas públicas aos pequenos produtores rurais em todas as suas classes sociais de todas as formas, independente de raça, cor e conhecimento, estamos junto com esse povo. Fortalecer o Pronaf, Programa Nacional de Agricultura Familiar, em todos os municípios do Diário do Poder Legislativo - 987 Espírito Santo. Fazemos, elaboramos e acompanhamos esses projetos. E promover também a implantação das políticas públicas na área de comercialização de produção da agricultura familiar, que é o PAA, Programa de Aquisição de Alimentos; o PNAE, Programa Nacional de Alimentação Escolar. Então, tudo isso faz parte desse processo. Temos sempre o foco nos resultados que faz parte dessa nossa dinâmica. Enfim, organizar, planejar e divulgar as políticas públicas para atender aos produtores rurais. É simplesmente uma síntese de tudo que já foi dito anteriormente. Dessa forma é um resumo do que o Incaper vem fazendo nesses anos e o orgulho que temos em estar apresentando, mesmo de forma resumida, o dinamismo que é essa instituição hoje no Estado. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) - Agradeço a palestra do nosso querido Aureliano Nogueira da Costa. Registramos a presença do Senhor Luiz Carlos Prezoti Rocha, nosso Carlinho borboleta, daqui a um tempo irão chamá-lo de Carlinho butterfly, nosso Diretor-Presidente da Ceasa-ES, que nos honra com sua presença. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Genivaldo Lievore. O SR. GENIVALDO LIEVORE – Saudamos o Senhor Presidente Atayde Armani, nosso colega na Comissão de Defesa da Cidadania, com quem sempre estamos reunidos na parte da manhã discutindo assuntos também importantes para o Espírito Santo; o Senhor Deputado Freitas; os Senhores Evair Vieira de Melo; Aureliano Nogueira da Costa, ao qual agradeço a brilhante apresentação; Bricio Alves Santos Junior, representando da Conab; os representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da OCB-ES. Sejam bem vindos a esta reunião. Sabemos da importância da agricultura familiar na geração de emprego e na produção de alimentos. Também temos grande participação não só no meu município como nos Municípios da Região Noroeste e sabemos da importância da agricultura familiar na geração de emprego e renda e também para incentivo das próprias cidades. Senhor Deputado Atayde Armani, V. Ex.ª que também percorre os caminhos do campo deve ter percebido a alegria do agricultor, mas não só porque melhorou o preço do café e a produtividade. Estivemos recentemente em Vila Valério e verificamos que o Senhor Ozílio Partelli, um agricultor familiar, tornou-se pesquisador e está agora, não só para a produtividade, mas para a qualidade do café. S. S.ª realizou uma pesquisa importante e que será publicada. Estamos dando apoio, junto com o Centro de Comércio de Café. E isso é importante para o agricultor familiar, 988 - Diário do Poder Legislativo pesquisador. Então, o que realmente precisamos, tanto do Governo Federal quanto dos Governos Municipais e Estadual, é de um trabalho voltado para o agricultor familiar. Os recursos: vimos como que inversamente proporcional se investe, por necessidade, na segurança pública. Mas, se aumentasse o investimento na agricultura familiar, consequentemente não se gastaria tanto no sistema penitenciário, com policiais e outras coisas mais, porque geraria emprego e qualidade de vida. Então, temos que trabalhar nesse sentido. O Governo do Estado, em seu planejamento estratégico tem essa prioridade. O Governador Renato Casagrande tem compromisso e nas suas propostas está a descentralização do desenvolvimento econômico para realmente ter políticas públicas para fortalecer a agricultura familiar. Senhor Presidente, parabenizamos V. Ex.ª pelo convite feito ao Senhor Evair Vieira de Melo e pela importante e enriquecedora apresentação feita, que muito nos ajudará nos debates nesta Casa de Leis. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Obrigado, Senhor Deputado Genivaldo Lievore. Nosso tempo infelizmente é curto demais! Registro, com satisfação, a presença da Senhora Maria Eterna, voluntária do Incaper, que trabalha com plantas medicinais. Ouvi falar do Acares e lembrei-me do início do Clube 4-S no Brasil - saber, sentir, saúde e servir. Fui um membro desse clube em São Rafael. Participei desse programa quando criança. Quando lançaram o livro comemorativo aos cinquenta anos do Incaper, no início do livro estava essa questão da Acares. O Senhor Deputado Freitas não sabe disso, pois é de Minas Gerais. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Freitas. O SR. FREITAS – Cumprimento o Senhor Presidente Atayde Armani, agradecendo a S. Ex.ª o registro de que somos de Minas Gerais; e o Senhor Deputado Genivaldo Lievore. Tenho muita honra de ter nascido em Minas Gerais e uma alegria imensa pela opção de morar em terras capixabas e ter conquistado tantos companheiros. Fazemos a observação, Senhor Presidente, de que quem faz um setor forte é o seu próprio trade. Ficamos muito feliz mesmo, e é importante que os Senhores saibam disso, de observar que esta Comissão e o setor da agricultura têm um trade muito forte. A presença dos Senhores participando ativamente dos nossos trabalhos traz energia positiva, traz a certeza de que o nosso Presidente está conduzindo esta Comissão no caminho certo. O nosso envolvimento com os Senhores faz com que tenhamos a possibilidade de não errar; de ter responsabilidade de trabalhar cada dia mais a serviço de todo o setor; de observar o Incaper e a OCB-ES sempre presentes; de ter a Secretaria de Agricultura dando total apoio ao nosso trabalho; de ter a presença, nesta reunião, do Senhor Brício Alves Santos Junior, Superintendente Regional da Conab, com sua equipe; de ter toda a equipe do Incaper presente; enfim, de ter a presença da Dona Maria Eterna, voluntária do Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Incaper, nos visitando nesta reunião. Isso mostra o quanto é forte o setor agrícola no nosso Estado. Cumprimentamos todos os Senhores e, de forma especial, o Senhor Aureliano Nogueira da Costa, Diretor Técnico do Incaper, pela apresentação rápida e objetiva. Ficamos feliz quando o Senhor tratou das parcerias que já existem com os órgãos federais e, ao final, do objetivo de intensificar as políticas do Governo do Estado e do Governo Federal. Já fizemos uma observação ao Senhor Evair Vieira de Melo, Diretor Presidente do Incaper, e ao Senhor Enio Bergoli, Secretário de Agricultura, de que existe no Município de São Mateus a extensão da Universidade Federal do Espírito Santo, o Centro Universitário Norte do Espírito Santo, com curso de Agronomia. E também que foi adquirido pelo Governo do Estado junto às empresas Susano e Fíbria e doado para a Fazenda Experimental do Centro Universitário Norte do Espírito Santo, aproximadamente cento e noventa hectares. Essa fazenda já está implantada e funcionando. Ficamos sonhando que talvez pudesse ser a oportunidade do Norte ter mais um centro regional, por meio de uma parceria do Incaper com o Centro Universitário naquela fazenda de aproximadamente cento e noventa hectares. Podemos mensurar o que podemos ganhar na Incaper para aquela região, com mais esse centro. A Universidade está de portas abertas para essa parceria. Temos conversado com pessoas da Universidade e, outro dia, tivemos a oportunidade de visitar, com o Secretário e com o Senhor Dalmo, uma experiência realizada pelo Professor Márcio Paulo Czepak, de Florianópolis, que fez concurso na Ufes para ser professor universitário em São Mateus. No edital dizia que, uma vez aprovado, o professor faria opção de ficar dez anos no município, para poder sedimentar a sua participação naquele Centro Universitário. O Professor Márcio fez uma experiência com variedades de uva que impressionou a todos, inclusive a ele mesmo, porque a plantação de uva necessita de variações de temperatura. E não imaginávamos que tivéssemos uma variação tão boa de temperatura no Município de São Mateus, que está distante quinze quilômetros do mar, com uma brisa muito fria durante a madrugada. O que o Professor Márcio está produzindo na segunda safra no Município de São Mateus está batendo o recorde de produção do Nordeste. Certamente esses hectares de experiência naquele município terão a maior produção de uva do Brasil. Isso é somente um exemplo. O Município de São Mateus, por algumas ocasiões, já obteve o maior PIB agrícola do Estado. Então, estamos falando do quanto os senhores podem sentir a veemência desse pedido, da possibilidade da parceria com o Centro Universitário de São Mateus, para que possamos ter lá, mais uma base de experiência do Incaper no nosso Estado. Nestas observações, agradeço a oportunidade de participar e a todos do setor agrícola. Reforço a fala inicial do Presidente, Senhor Deputado Atayde Armani, endossando-o na sua luta, no seu trabalho, na sua determinação, quando propôs essa Comissão de Agricultura. Fico sem entender, eu, que cheguei a este Estado em 1994, um Estado Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 genuinamente agrícola, que tem no brasão um ramo de café e que durante tantos anos da história do Legislativo não tinha uma Comissão de Agricultura permanente para discutir o que é a sustentabilidade de longo prazo neste Estado. Passamos por vários ciclos de desenvolvimento econômico, mas permanentemente a agricultura é o ciclo que gera a maior produção e que dá sustentação econômica permanente ao Estado do Espírito Santo. Parabéns, Deputado Atayde Armani. É uma alegria imensa participar desta Comissão com V. Ex.ª. Deve-se fazer com as pessoas que conversam fiado o que fazem os grandes maestros, reger de costa para eles. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI) – Agradeço as palavras do Deputado Freitas e também as do Deputado Genivaldo Lievore, que muito nos honraria com sua presença todas às terças-feiras, porque também é um homem do campo. Concedo a palavra ao Senhor Brício Alves Santos Junior, que tem uma comunicação a fazer em relação à Conab, que apresenta a agricultura familiar em Bruxelas. O SR. BRÍCIO ALVES SANTOS JUNIOR – Boa tarde a todos. Cumprimentamos o Senhor Deputado Presidente Atayde Armani; os Senhores Deputados Genivaldo Lievore e Freitas; os Senhores Esthério Colnago; Evair Vieira de Melo, Diretor-Presidente do Incaper; Luiz Carlos Prezote Rocha (Carlinhos); Kerley Mesquita de Souza, assistente da Conab e demais companheiros presentes. Hoje recebemos o convite e para a nossa felicidade soubemos que hoje e amanhã a Conab apresenta a agricultura familiar em Bruxelas, Europa. A Conab tem um programa que ampara bem a agricultura familiar, o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos). Apresentarei alguns dados importantes desse programa. Na nossa gestão, de 2009 até abril de 2010, saímos de seis para vinte e seis municípios de atuação; investimos cerca de quatorze milhões no PAA, o que significa quatro mil e quinhentos reais por família, que devem estar em associações ou cooperativas; nossa previsão é investir dezessete milhões até 2014 no Estado do Espírito Santo, em quarenta e cinco municípios capixabas. Só para se ter uma idéia nesses dois anos foram contemplados mil e trezentos agricultores familiares e vinte entidades filantrópicas, porque no PAA fazemos a compra dos municípios por meio das associações e cooperativas e doamos no próprio município, inclusive no Noroeste e no Norte do Estado. São trezentos e setenta e oito entidades beneficiadas; cento e vinte e seis mil pessoas em risco alimentar atendidas; três milhões e novecentos mil quilos de alimentos doados nos municípios. Temos uma presença forte e compramos desde o pão caseiro, folhagens, raízes, uvas, lichias e muitas polpas. O Senhor Deputado Genivaldo Lievore Diário do Poder Legislativo - 989 presenciou que só no Município de Colatina fiz doação de dezessete toneladas de polpas de diversas frutas para serem distribuídas na merenda escolar. É a Conab presente. Além do programa do PAA, temos o programa forte que atendemos o agricultor familiar, que é o Venda a Balcão de Milho, onde o agricultor pode comprar de uma a quatrocentos e cinquenta sacas de milho por mês, dependendo do seu rebanho. Em Colatina já estamos atendemos cerca de dois mil e novecentos pequenos agricultores; vamos abrir no Município de Cachoeiro de Itapemirim um espaço de trinta mil toneladas para atender a região Sul capixaba, Caparaó e o Norte Fluminense. Na Grande Vitória temos a nossa unidade armazenadora no bairro Jardim da Penha, onde temos café e alimentos. Já doamos alimentos para setenta e quatro Municípios capixabas; todas as entidades filantrópicas da Grande Vitória receberam alimentos para a sua sustentabilidade. O SR. FREITAS – Senhor Presidente, pela ordem! Senhor Brício Alves Santos Júnior, o Município de São Mateus está dentro do programa? O SR. BRÍCIO ALVES SANTOS JÚNIOR - Tranquilo. Vou até falar o valor. Associação dos Pequenos Agricultores do ES (Apages), aqueles agricultores que têm aqueles peixes tanque-rede no rio Cricaré; quarenta e cinco agricultores, oitenta e cinco mil reais. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI ) – Obrigado Senhor Bricio Alves Santos Júnior e Freitas. Senhores Deputados, informo que na próxima semana teremos, nesta Comissão, a presença do Senhor Alcestes Ramos Filho, gerente de aquicultura e pesca da Seag, que apresentará o planejamento da gerência para o ano de 2011. Concedo a palavra ao Senhor Evair Vieira de Melo para as considerações finais. O SR. EVAIR VIEIRA DE MELO – Senhor Presidente, gostaria de dizer para o Deputado Freitas que o Incaper tem uma equipe que trabalha revezada. Olha, estou muito bem representado com o Senhor Aureliano Nogueira da Costa; se não tiver S.S.ª na hora, tem os Senhores Luiz Antônio Bassani a Jaqueline Sanz. Quanto ao nosso comprometimento, o Incaper é a porta de entrada para muitas demandas do Governo, no interior do Estado. A determinação do nosso Governador é de que nos integremos cada vez mais com as políticas públicas, com todos os nossos agentes operadores, sejam da sociedade civil organizada e muitas vezes desorganizadas, também porque ora ficaram excluídos do processo de organização do Estado; portanto o Incaper tem essa missão importante. Com a volta do MDA, levará o nosso reconhecimento à extensão. Também a Unicamp está presente com dois técnicos nos acompanhando e vão analisar nossos trabalhos. O Incaper vai sim, se esforçar para cumprir o que o governo determinou, que é colocar 990 - Diário do Poder Legislativo este Estado em um lugar de destaque, e mais do que isso, oportunizar muitos capixabas que não tiveram ao longo da sua história a oportunidade de sonhar com um Espírito Santo cada vez melhor. O Deputado Freitas falava da uva, eu falava do café. Hoje, S. Ex.ª me passou uma mensagem, na hora do almoço, dizendo que um agricultor familiar do Município de Alto Rio Novo colheu, hoje, exatamente duzentos e dez sacas de café por hectare. O agricultor que tem cinco hectares de café, no terceiro ano, na sua segunda colheita, colheu exatamente trinta e nove litros de café por planta, o que dá duzentos e dez sacas de café por hectare. Isso mostra o que a ciência, a tecnologia, a extensão e a transferência, que a assistência técnica está fazendo para que muitos pais de famílias possam educar seus filhos, comprar uma bicicleta, reformar a sua casa, sonhar com uma dignidade melhor porque a paz do campo também se faz com mais renda rural. Pedimos aos Senhores que se algum dia chegar e logo chegarão, para que possa ser reforçado os planos do Incaper que receberá novos profissionais, novas estruturas para continuar dando dignidade aos que neste Estado nasceram e por inteligência fizeram opção de morar. Podem ter certeza de que o Estado do Espírito Santo tem essa afinidade de acolher a todos. O meu agradecimento aos senhores deputados desta Comissão pelo carinho com a agricultura, com o Incaper e com todo sistema no Espírito Santo. Neste ano o Incaper realizará cerca de quinhentos eventos; de reuniões a eventos maiores. O convite já veio para esta Casa, se algum dos senhores puderem participar, será uma alegria recebê-los no empenho de dar o depoimento do carinho de V. Ex.as para com essa instituição que retribui à sociedade capixaba. Obrigado. O SR. PRESIDENTE – (ATAYDE ARMANI ) – Agradeço as palavras do Senhor Evair Veira de Melo e o parabenizo pelo trabalho que tem feito à frente do Incaper. Infelizmente, ultimamente estamos sendo considerado o Judas de todos os problemas. Gostamos de dizer o seguinte: a grande discussão que existe na questão do meio ambiente não é revelada. Vivemos em um planeta, não em uma nave. De um lado temos o Oceano Índico; o Oceano Atlântico, que nos separa da Europa; do outro lado o Oceano Pacífico. E vivemos em um cantinho. No Globo Terrestre o Brasil está em um cantinho; foi desmembrado da África e está ali naquele canto do Globo. E consideram-nos como o Judas na questão ambiental do planeta. Mas não se discute a extração do petróleo, a extração do minério de ferro, a extração do carvão mineral; não discutem isso. Esse é o grande problema ambiental do planeta. Retira-se determinado elemento do seio da terra e o transforma em energia não renovável, jogando os resíduos no espaço e criando um problema na camada de ozônio. E o agricultor, que produz duzentas e dez sacas por hectare de determinado produto é considerado o culpado pela destruição da camada de ozônio, e não as grandes Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 empresas que extraem o petróleo, que extraem o gás, que extraem o minério de ferro, que extraem o carvão mineral lá na Europa, muito acima da América do Norte. Nós, aqui no cantinho do Globo Terrestre, que preservamos sessenta por cento das nossas florestas, somos considerados os grandes culpados pela questão ambiental do planeta. Senhor Luiz Carlos Prezote Rocha, aquele que produz duzentas e dez sacas por hectare é considerado culpado de poluir o meio ambiente. Mas, as empresas multinacionais que extraem petróleo, gás, minério de ferro e carvão mineral não são consideradas culpadas. Essa discussão nem vem à baila. E consideram culpado aquele que produz morango em Santa Maria de Jetibá, que produz café em Linhares, que produz goiaba em Pedro Canário; que planta cana para produzir o álcool, energia renovável. Esses são considerados culpados. Nós somos os culpados e eles não. Sabemos que eles têm dinheiro para bancar um monte de gente para ficar gritando no meio da rua que o culpado é o pequeno agricultor; que o culpado é aquele que planta e que produz nesse país e nesse Estado, mas continuaremos lutando. Lutamos em defesa do agricultor e continuaremos lutando. Deixa falar! Muitos se julgam defensores do meio ambiente, mas na realidade estão contra o meio ambiente, como ouvimos nesta Casa o pronunciamento do Senhor José Sarney Filho em defesa do meio ambiente. Mas, S. Ex.ª, que é do PV, Partido Verde, participa das maiores mineradoras do Amapá. Vamos ao Amapá ver in loco o que a família Sarney está fazendo. Vamos lá! E nós é que somos o Judas! Mas continuaremos sendo o Judas, Senhor Evair Vieira de Melo, porque acreditamos em pessoas como o Senhor, como os Senhores Esthério Colnago e Luiz Carlos Prezote Rocha, o Carlinhos, que defendem o meio ambiente e sabem que precisam continuar fazendo a agricultura que fazemos em nosso Estado. Precisamos preservar sim; precisamos recuperar as nascentes sim; mas temos que ter a dignidade de falar que temos que produzir alimentos, pois a primeira coisa que um ser vivo faz para com o seu filho é alimentá-lo, senão ele morre. É por isso que continuaremos defendendo essas pessoas. E é por isso que quando outras pessoas falam de nós, falam com desdém, com inveja, porque não têm o caráter e a dignidade de defender as coisas de defendemos. E continuaremos defendendo sim, não tenham dúvida disso. Agradeço a presença de todos. Desculpem-me o desabafo, mas meu pai tem oitenta e um anos de idade e está na lavoura, colhendo café. Meu avô morreu com oitenta e nove anos e era agricultor. Desculpem-me, não tenho nem palavras, mas uns porcarias falando de nós... Não dá para aceitar isso. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente reunião. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, e para a qual designo EXPEDIENTE: O que ocorrer. Está encerrada a reunião. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 COMISSÃO DE AGRICULTURA, DE AQUICULTURA E PESCA, DE ABASTECIMENTO E REFORMA AGRÁRIA. DÉCIMA TERCEIRA REUNIÃO ORDINÁRIA, DA PRIMEIRA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SÉTIMA LEGISLATURA, REALIZADA EM 28 DE JUNHO DE 2011. O SR. PRESIDENTE – (GENIVALDO LIEVORE) – Havendo número legal, invocando a proteção de Deus, declaro abertos os trabalhos desta Comissão. Senhor Deputado Luciano Pereira, seja bemvindo. Dispenso a leitura da ata da sessão anterior, visto ainda não termos quorum para sua aprovação. Solicito à Senhora Secretária que proceda à leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS: OFÍCIO SEAG N.º 800/2011 – Do Senhor Enio Bergoli da Costa, Secretário de Estado da Agricultura, encaminhando cópia dos termos aditivos abaixo relacionados: - Termo Aditivo n.º 341/2010 com o Município de Santa Leopoldina; - Termo Aditivo n.º 345/2010 com o Município de Conceição do Castelo; - Termo Aditivo n.º 01/2011 com a Empresa JC Nobre Refrigeração ME; - Termo Aditivo n.º 13/2011 com a Empresa Construtora P.J Ltda; - Termo Aditivo n.º 18/2011 com o Município de Divino São Lourenço; - Termo Aditivo n.º 27/2011 com o Município de João Neiva; - Termo Aditivo n.º 28/2011 com o Município de Boa Esperança; - Termo Aditivo n.º 29/2011 com o Município de Pedro Canário; - Termo Aditivo n.º 30/2011 com o Município de Ibiraçu; - Termo Aditivo n.º 31/2011 com o Município de Ibiraçu; - Termo Aditivo n.º 32/2011 com o Município de Pinheiros; - Termo Aditivo n.º 33/2011 com a Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel – Cooabriel; - Termo Aditivo n.º 34/2011 com o Município de Muniz Freire; - Termo Aditivo n.º 35/2011 com a Empresa Reis Magos Construtora e Incorporadora S.A; - Termo Aditivo n.º 36/2011 com o Município de São Gabriel da Palha; - Termo Aditivo n.º 37/2011 com o Município de Santa Maria de Jetibá; Diário do Poder Legislativo - 991 - Termo Aditivo n.º 38/2011 com o Município de Guaçuí; - Termo Aditivo n.º 39/2011 com o Município de Santa Leopoldina; - Termo Aditivo n.º 40/2011 com o Município de Pancas; - Termo Aditivo n.º 41/2011 com o Município de Água Doce do Norte; - Termo Aditivo n.º 42/2011 com o Município de Água Doce do Norte; - Termo Aditivo n.º 43/2011 com o Município de Conceição do Castelo; - Termo Aditivo n.º 44/2011 com a Empresa Zorzal Terraplanagem e Locações Ltda; - Termo Aditivo n.º 45/2011 com o Município de Boa Esperança; - Termo Aditivo n.º 46/2011 com o Município de Irupi; - Termo Aditivo n.º 47/2011 com a Empresa Construtora Moraes Ltda; - Termo Aditivo n.º 48/2011 com a Empresa Construtora R. Monteiro Ltda; - Termo Aditivo n.º 50/2011 com o Município de Guaçuí; - Termo Aditivo n.º 51/2011 com o Município de Bom Jesus do Norte; - Termo Aditivo n.º 53/2011 com o Município de Cachoeiro de Itapemirim; - Termo Aditivo n.º 56/2011 com a Empresa Zorzal Terraplanagem e locações ltda; - Termo Aditivo n.º 57/2011 com a Empresa Construtora R. Monteiro Ltda; - Termo Aditivo n.º 58/2011 com a Empresa Pelicano Construções Ltda; - Termo Aditivo n.º 59/2011 com o Município de Cachoeiro de Itapemirim; - Termo Aditivo n.º 60/2011 com a Empresa RDJ Engenharia Ltda; - Termo Aditivo n.º 61/2011 com a Empresa PHD Construções e Pavimentações Ltda; - Termo Aditivo n.º 62/2011 com a Empresa Engenharia e Construtora Araribóia Ltda; - Termo Aditivo n.º 63/2011 com a Empresa Cheim Transportes S.A; - Termo Aditivo n.º 64/2011 com a Empresa Construtora P.J Ltda; - Termo Aditivo n.º 65/2011 com a Empresa PHD Construções e Pavimentações Ltda; - Termo Aditivo n.º 66/2011 com a Empresa ERGGLUZ Engenharia Ltda; - Termo Aditivo n.º 67/2011 com a Empresa Pavibrás Engenharia Ltda; - Termo Aditivo n.º 68/2011 com o Município de Conceição do Castelo; - Termo Aditivo n.º 70/2011 com o Município de Vargem Alta; - Termo Aditivo n.º 71/2011 com o Município de Venda Nova do Imigrante; - Termo Aditivo n.º 72/2011 com o Município de São Gabriel da Palha; - Termo Aditivo n.º 73/2011 com o Município de Afonso Cláudio; 992 - Diário do Poder Legislativo - Termo Aditivo n.º 74/2011 com o Município de Muqui; - Termo Aditivo n.º 75/2011 com o Município de Iúna; - Termo Aditivo n.º 76/2011 com o Município de Ponto Belo; - Termo Aditivo n.º 77/2011 com o Município de Piúma; - Termo Aditivo n.º 79/2011 com o Município de Linhares; - Termo Aditivo n.º 80/2011 com a Empresa Pelicano Construções Ltda; - Termo Aditivo n.º 81/2011 com a Empresa Serrabetume Engenharia Ltda; - Termo Aditivo n.º 82/2011 com a Empresa Konstral Construtora e Conservadora Andrade Ltda; - termo Aditivo n.º 84/2011 com a Empresa RDJ Engenharia Ltda; - Termo Aditivo n.º 86/2011 com o Município de Marilândia; - Termo Aditivo n.º 87/2011 com o Município de Itapemirim; - Termo Aditivo n.º 88/2011 com o Município de Ecoporanga; - Termo Aditivo n.º 89/2011 com o Município de Santa Leopoldina. O SR. PRESIDENTE – (GENIVALDO LIEVORE) – Ciente. Encaminhar cópia às Prefeituras, Sindicato Patronal Rural, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e, logo após, à Comissão de Finanças. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO GMDC N.º 181/2011 – Do Senhor Deputado Marcelo Coelho, justificando sua ausência na reunião da Comissão realizada em 21/06/2011. O SR. PRESIDENTE – (GENIVALDO LIEVORE) – Ciente. Favor constar em ata. PROPOSIÇÕES RECEBIDAS: Não houve no período. PROPOSIÇÕES DISTRIBUÍDAS AOS RELATORES: Não houve no período. PROPOSIÇÕES BAIXADAS DE PAUTA: Não houve no período. ORDEM DO DIA: O que ocorrer. COMUNICAÇÕES: Hoje contamos com a presença do Senhor Alcestes Ramos Filho, Gerente de Aquicultura e Pesca da Secretaria de Estado da Agricultura, Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Abastecimento, Aquicultura e Pesca- SEAG, que apresentará o Planejamento da Gerência para o ano de 2011. Seja V.S.ª bem-vindo a esta Comissão, cujo Presidente, Senhor Deputado Atayde Armani, encontra-se em atividade externa neste momento, mas certamente chegará a tempo de participar desta reunião. Temos também a satisfação de receber o Senhor Antônio Elias de Souza, Assessor Técnico da SEAG, que também representa o Senhor Secretário Enio Bergoli da Costa. Seja bem-vindo. Concedo a palavra a V.S.ª, Senhor Alcestes Ramos Filho, para que possa apresentar a esta Comissão o Planejamento da Gerência para o ano de 2011. O SR. ALCESTES RAMOS FILHO – Boa tarde a todos. Primeiramente agradecemos o convite, em nome do Senhor Secretário Enio Bergoli da Costa, Secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca; e agradecemos também a presença do Senhor Antônio Elias, nosso assessor técnico na Secretaria de Estado. Farei a apresentação institucional: O meu nome é Alcestes Ramos Filho. Sou Gerente de Pesca e Aquicultura do Estado, ligado à Secretaria de Estado da Agricultura; sou tecnólogo em Aquicultura, e gestor público. Falaremos um pouco sobre Políticas Públicas da Pesca e Aquicultura nesta Comissão de Agricultura, de Aquicultura e Pesca, de Abastecimento e de Reforma Agrária desta Assembleia Legislativa: foi-nos feito o convite, por isso estamos presente. Trabalharemos a Importância da pesca e da aquicultura no Estado do Espírito Santo; a gerência de agricultura e pesca e o planejamento da polícia pesqueira Estadual. Com relação à importância da pesca e da aquicultura no Estado do Espírito Santo, colocamos essas informações para que tenham uma visão do que acontece hoje na questão pesqueira capixaba. Postos de trabalho gerados em 2005: onze mil quinhentos e dezessete; postos de trabalho diretos da aquicultura: cinco mil; postos de trabalho dos dois setores: aquicultura e pesca: dezesseis mil quinhentos e dezessete; produção anual: dezoito mil toneladas; produção anual da aquicultura: quatro mil e cem toneladas; e em 2005 estávamos com a produção de vinte e duas mil e cem toneladas de pescado. Situação estimada para este ano de 2011 com relação aos postos de trabalho: vinte e cinco mil postos de trabalho diretos; só na aquicultura são mais cinco mil, totalizando trinta mil postos de trabalho. Produção anual: para este ano a nossa previsão é de vinte e três mil toneladas, o que gera em torno de 104 milhões de reais no mercado. Produção anual de aquicultura: de quatro toneladas foi elevada para seis mil toneladas, num valor de vinte e cinco milhões de reais. Portanto, é um total de vinte e nove mil toneladas para 2011 é a expectativa da Secretaria de Estado. A situação pretendida para 2025 é aumentar o consumo de 1,4 para 8,4. Postos de trabalho, na pesca e aquicultura, aumentaríamos para trinta e cinco mil Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 postos de trabalho. A produção anual de pesca para cem mil toneladas; a produção anual de aquicultura para quinze mil toneladas; e a produção total de cento e quinze mil toneladas. Outra informação que gostaríamos de passar, é que dos vinte e sete Estados produtores que representam no Governo Federal, o Estado do Espírito Santo está em décimo quarto lugar, com um pouquinho abaixo de cinquenta mil toneladas/ano de pescado. A estrutura que temos hoje no contexto pesca e aquicultura capixaba, são nove associações ligadas à aquicultura, vinte e cinco ligadas à pesca. Temos uma cooperativa, que é Ceaq, do Município de São Domingos do Norte; temos duas cooperativas ligadas à pesca, que é a cooperativa do Município de Vila Velha e a Comita, do Município de Itapemirim. Com relação à colônia de pescadores temos quatorze no Estado; temos duas federações de entidades do setor: Federação das Colônias e Federação das Associações de Pesca. Comunidades pesqueiras: temos quarenta e oito; e dois fóruns estaduais: Fórum de Secretários Municipais de Pesca e Aquicultura e Fórum Capixaba de Pesca e Aquicultura. As grandes potencialidades do setor no Estado do Espírito Santo são os pólos de tilapicultura no Sul do Estado e sul Caparaó capixaba, com alguns municípios que já estão produzindo como Cachoeiro de Itapemirim, Muniz Freire, Domingos Martins, Brejetuba, Iúna, Muqui e Mimoso do Sul, sendo que nesses municípios existe uma associação capixaba de aquicultores, que é uma estrutura que temos em Muniz Freire, onde beneficia e agrega valor ao pescado. Os municípios envolvidos são: São Domingos do Norte, Governador Lindenberg, Nova Venécia, São Gabriel da Palha, Alegre, Jerônimo Monteiro e Guarapari. Lá também temos a cooperativa de Aquicultores do Estado do Espírito Santo que também tem uma estrutura de beneficiamento onde agrega valor ao pescado no norte. Lembrando ainda que nosso orgulho é sermos o maior produtor de camarão do Brasil. Setenta por cento do mercado de camarão de água doce advém dos produtores de Nova Venécia, São Domingos do Norte e Governador Lindenberg. Outro pólo importante que está começando a se estruturar agora é o pólo linharense norte capixaba, região do baixo Rio Doce. São sessenta e nove lagoas no contexto; onze mil e setecentos e vinte e quatro hectares de lâmina d’água; o clima semi-árido excelente para a psicultura; a Lagoa Juparanã é a maior, com seis mil hectares, estimativa de produção de cem mil toneladas. Não sabemos se os Senhores se lembram quando falamos em cem toneladas no total, isso sem contar com o Município de Linhares, porque sobe para duzentas toneladas/ano a produção do Estado do Espírito Santo. Para quem não conhece, esse mapinha mostra as lagoas; esta maior é a Lagoa Juparanã. São sessenta e nove lagoas dentro dela. Diário do Poder Legislativo - 993 Dentro desse contexto geral com relação à questão da pesca e aquicultura no Estado, e a criação da Gerência de Aquicultura e Pesca em 2009, com apoio da Comissão de Agricultura que foi muito importante, ouviu-se o setor, trouxe o debate para esta Assembleia Legislativa e, graças a Deus, foi criada a gerência estadual, um movimento importante de desenvolvimento para o setor pesqueiro e aquícola capixaba. Nossa missão é promover o desenvolvimento sustentável, integrado às atividades pesqueiras neste Estado do Espírito Santo, em todas as suas modalidades, possibilitando o incremento dos benefícios sociais e econômicos do setor, visando o bem estar das gerações presentes e futuras. Os objetivos gerais da gerência é prestar assessoria na formulação de políticas e diretrizes do Governo, gestão institucional setorial, essa articulação entre órgãos, entidades, em nível municipal, estadual e federal, e gestão de projetos estratégicos da Secretaria de Agricultura e a gestão de projetos estratégicos da secretaria. Objetivos estratégicos da APES; aumentar o volume da produção de forma sustentável; ampliar o número de pessoas envolvidas no processo produtivo e suas rendas; incrementar a produtividade e a qualidade do pescado; aumentar a participação de produtos pesqueiros e aquícolas e o consumo de pescado no mercado interno. Isso tudo advém desse norteador que são: o novo Pedeag 2007/2025; o Plano de Aquicultura e Pesca do Ministério da Pesca; o macrodiagnóstico da aqüicultura; os dois livros da aqüicultura, sobre a produção e o mercado e impactos da aquicultura. Esses documentos forneceram informações e nortearam todo o planejamento estratégico que estamos tocando em 2011. A Gerência: promover o desenvolvimento com sustentabilidade e inclusão social; desenvolver o conjunto da cadeia produtiva; garantir a competitividade do setor; realizar a gestão pesqueira e aquícola de forma compartilhada e integrada ao desenvolvimento territorial; promover a integração das políticas públicas entre os diferentes níveis de governo e fortalecer a organização do setor por meio do associativismo e cooperativismo. Estamos trabalhando na ação Pacto Estadual Pesqueiro. Assumi a gerência em fevereiro de 2011 e nesses seis meses visitamos todos os municípios produtores, conversamos com prefeitos e com todas as pessoas do setor porque acho importante ouvi-los e passar informações a eles. Isso é muito importante porque, por incrível que pareça, há municípios onde não existe política adequada para o setor e o setor às vezes é dos mais importantes para o município, mas é meio jogado de lado. Estamos fazendo esse trabalho, falando sobre a criação das secretarias municipais de pesca ou fortalecendo as estruturas já existentes. Às vezes não há como criar uma secretaria de pesca e aquicultura no município, mas ele já tem a secretaria de agricultura. Então, que a fortaleça, crie uma gerência, 994 - Diário do Poder Legislativo um departamento, contrate um técnico. É para isso que estamos trabalhando. Elaboração de projetos e implantação de planos municipais. É importante os municípios terem seus planos municipais a fim de nortear o Governo do Estado e o Federal com relação a recursos federais e estaduais, à própria emenda parlamentar federal e estadual. Criação dos conselhos municipais ou também seus fortalecimentos com a criação de câmaras técnicas nos conselhos já existentes. Muitas vezes os municípios possuem conselho municipal de desenvolvimento rural sustentável e, ao invés de criar outro conselho, pois, às vezes, as mesmas pessoas estão nos mesmos conselhos, é preferível criar uma câmara técnica no conselho e trabalhar a questão do setor econômico local. Criação do comitê gestor para tocar os planos municipais. Investimentos prioritários. Estamos trabalhando muito a questão da infraestrutura logística; assistência técnica e extensão pesqueira; apoio ao licenciamento ambiental; apoio à estatística pesqueira e aquícola; inclusão do pescado no mercado institucional; serviço de acesso à cidadania; alfabetização e formação continuada; habitação e saneamento. Outro mote é o orçamento, os PPAs. Estamos no início da organização dos PPAs em âmbito estadual e municipal. Estamos correndo contra o tempo, conversando com as pessoas para que invistam no PPA dos municípios. É importante porque, senão, não há de onde tirar dinheiro para investir no setor pesqueiro ou aquícola local. Também estamos conversando muito sobre os repasses federais e estaduais. Não podia deixar de citar alguns parceiros. São vários, mas achei importante destacar alguns como: Sebrae, prefeituras municipais, Ufes, UVV, Comissão de Agricultura da ALES, Idaf, Iema, ACA, Seag, Incaper, Ministério da Pesca, Faes, Senar, Fosempa, Fórum dos Secretários Municipais de Pesca, Fórum Capixaba, Federação das Associações de Pescadores, Federação das Colônias de Pescadores, Nutriave, CTA, Ifes, Imapa por meio da Conab e o Instituto Goiamum. Há mais parceiros, mas achei melhor citar apenas esses, para mantê-los presentes, junto ao trabalho. No planejamento de política pesqueira que estamos pregando na Seag, estamos trabalhando cinco programas: gestão da política pesqueira e aquícola; desenvolvimento sustentável da pesca; desenvolvimento sustentável da aquícultura; pesquisa e técnica, pois sem elas não se consegue trabalhar desenvolvimento em nenhum setor, tem que haver pesquisa e assistência técnica; monitoramento e controle da pesca. Estamos assinando um convenio com o Ministério da Pesca para trabalhar a questão da logística pesqueira capixaba. Temos que saber o que está sendo produzido, o que está saindo, a quantidade de nota fiscal, o que está gerando esse produto. A infraestrutura da pesca e aquicultura é a questão da infraestrutura em si. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 De fevereiro para cá estamos tocando vinte cinco ações desenvolvidas em dezesseis municípios. Colocamos essas fotos, pois a maioria é agricultura familiar. Oitenta por cento das propriedades que estamos trabalhando, investindo, são propriedades familiares. Vemos uma das beneficiadoras que temos no Estado. Nosso carro-chefe é a tilápia e o camarão de água doce. Falarei um pouco sobre algumas ações. Das vinte e cinco, coloquei algumas para vocês terem uma noção de como está nosso planejamento da política pesqueira. O Plano Estadual de Desenvolvimento da Aquicultura e Pesca que estamos trabalhando desde fevereiro é um plano criado no Estado para os próximos quatros anos. A ideia desse plano não é, vamos dizer assim, fixo. A ideia é trabalhar anualmente o replanejamento desse plano. As coisas vão mudando e não se pode ficar quatro anos com um plano fixo. Vamos trabalhar anualmente uma reunião de replanejamento em cima do plano com o setor pesqueiro. Espero que seja neste espaço aqui, na Comissão de Agricultura. Adequação da Política Tributária Estadual. Isso é um passo importante. Temos um problema sério. Se o Estado não se movimentar, e graças a Deus estamos movimentando isso, pelo diagnóstico feito pelo Sebrae recentemente, nos próximos cinco anos fecha toda a indústria pesqueira capixaba. Hoje, o imposto mais caro do Brasil é o capixaba. Nossa indústria paga dezessete por cento de ICMS enquanto que no Rio de Janeiro o interno é isento. Quando você pega o peixe e joga para o Espírito Santo eles pagam sete por cento. O pescado capixaba é mais caro ou para fora ou para dentro. Por isso falei para o cara do restaurante ontem: esse peixe está muito caro. Se você come uma moqueca no Rio de janeiro você paga trinta reais. Se você comer aqui a mesma moqueca, pagará cem reais, pois está embutido. Contratamos uma empresa de consultoria tributária que está terminando a proposta. Apresentaremos ao Governo e à Assembleia essa proposta. Implantação do Plano Estadual de Aproveitamento de Resíduos, outro gargalo que temos. Estamos fazendo um trabalho junto a Nutriave, a Fapesa que é de Anchieta, uma empresa capixaba. Estamos fazendo um trabalho para tentar pegar o resíduo de pescado, agregar valor a ele e colocar na farinha de osso que é uma matéria- prima importante para a ração. Com certeza, diminuirá muito a questão do custo de ração para os nossos produtores. Programa Aquicultura Legal, programa importante de regularização das propriedades rurais ligadas ao setor. Fizemos uma revisão do programa há uns quatro, cinco meses. Estava tendo algum problema jurídico do programa. Fizemos uma revisão junto com o Iema e o Idaf. Iniciaremos no segundo semestre o trabalho da Aquicultura Legal, um programa que é referência em âmbito nacional. Fomos um dos primeiros estados do Brasil a ter um programa específico para legalização de estruturas de aquicultura e pesca no país. Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Implantação do PLDM - Plano Local de Desenvolvimento da Maricultura, outro programa importante. O projeto e o diagnóstico já ficaram prontos. Já disponibilizamos isso ao Ministério da Pesca. Investimento de oitocentos a um milhão de reais do Ministério da Pesca junto com o recurso do Governo do Estado em que faremos marinhas em certos pontos em nosso litoral. Vamos criar sururu, ostra em cativeiro dentro dos parques aquícolas. Aracruz, Anchieta, Guarapari e São Mateus são alguns municípios propícios a trabalharem com PLDM. Iniciaremos esse projeto no início do ano que vem. Este ano estamos nos trâmites do Ministério da Pesca. O Programa Mangue Vivo é um programa de repovoamento e monitoramento do caranguejo uçá, uma parceria da Seag e da Prefeitura Municipal de Cariacica. Estamos fazendo o repovoamento dos caranguejos em todo manguezal cariaciquense. É um programa importante de recuperação ambiental e também de produção. Programa apicultura em manguezais, estamos fazendo um trabalho junto com o Instituto Goiamum em três comunidades do Município de São Mateus com sessenta famílias envolvidas, onde trabalhamos a produção de mel e a produção do própolis vermelho, o mais caro que existe no mercado. O manguezal do Estado do Espírito Santo é muito rico em espécie e produz o própolis vermelho, já existe um estudo indicando isso. Estamos com três áreas de produção de apicultura no manguezal, até para agregar valor aos catadores de caranguejo e estamos trabalhando esse projeto, que se iniciou no mês passado, e estamos com uma expectativa muito grande de colocar esse projeto nos outros seis municípios do Estado que tem manguezal. Estamos elaborando o Seminário Estadual de Desenvolvimento Aquicultura e Pesca, que será realizado no dia 11 e 12 de agosto de 2011 dentro da GranExpo. Dia 11 de agosto de 2011 será uma tarde toda especial com relação às políticas públicas. Estamos viabilizando a vinda do Secretário de Estado da Pesca e Aquicultura do Pará, o primeiro Estado do Brasil a ter uma Secretaria de Estado de Pesca, que trará sua experiência e também do Senhor Luiz Sérgio Oliveira, Ministro da Pesca e Aquicultura, entre outras autoridades. Dia 12 de agosto de 2011 trabalharemos a parte técnica, onde traremos quatro pesquisadores: dois, do Instituto de Pesca de São Paulo; e dois, da Universidade Estadual Paulista – Unesp. Grandes especialistas na área de carcinicultura, de tilápias e de pesca marinha. Daremos uma geral para a comunidade com os pesquisadores em relação à parte técnica do processo. Outro trabalho que temos feito, e sempre falamos isso, é a gestão, porque trabalhamos muito com articulação, com dialogar muito, porque nosso setor, o pesqueiro e aquícola capixaba precisa de muito diálogo, pois é muito desarticulado. Então, Diário do Poder Legislativo - 995 estou fazendo um trabalho de formiguinha mesmo. Essas reuniões... passamos pelos dezesseis municípios que produzem ou que têm alguma interação com o setor. Conversamos com pescadores artesanais, com os aquicultores, com os empresários e armadores de pesca. Hoje tive contato com a Presidenta da Associação de Empresários, e ela me disse que a associação está se transformando em Sindicato de Pesca da Indústria Pesqueira. Quer dizer, nossa indústria pesqueira é pequena, mas é importante. Hoje por exemplo, temos a Empresa Atum do Brasil, uma das maiores exportadoras de pescado do Brasil. Temos também a Zippilima, uma grande empresa também. Essas duas empresas juntas têm hoje cerca de seiscentos funcionários e são empresas de renome em âmbito nacional e internacional. Eles estão conseguindo se organizar e estão criando o Sindicato da Indústria Pesqueira em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo – Findes, que está dando uma grande consultoria para eles nessa questão. Os pesquisadores técnicos extensionistas, estão fazendo questão de trabalhar junto com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – Incaper, que é a nossa empresa vinculada, estamos trabalhando com pesquisadores de universidades, buscando informação. Esse vermelhinho aí são os pescadores amadores e esportivos, com os quais ainda não tive tempo de conversar. Mas o farei porque é um elo da cadeia que não pode ficar de fora. Portanto, trabalharemos com eles também. Outra ação importante é o estudo que levantará qual a capacidade de suporte e ordenamento de cinco lagoas do Município de Linhares, que tem na verdade sessenta e nove lagoas. Mas dentre elas só trabalharemos cinco, porque o custo desse estudo é muito elevado, é de duzentos mil reais por cada estudo. Ou seja, cada lagoa doce custa duzentos mil reais para ser estudada. O investimento é muito alto, mas importantíssimo para o setor, porque definirá onde plotaremos as infraestruturas de produção no Estado, principalmente no Município de Linhares. Implantação de seis entrepostas estruturadas com fábrica de gelo e câmara de armazenamento, estamos trabalhando isso esse ano, e até o final do ano entregaremos tudo; dois mercados e feiras públicas reestruturados e revitalizados; duas unidades de desembarque de pescados; implantação do laboratório de pós larva de camarão, esse é a menina dos olhos do Estado do Espírito Santo porque será o primeiro laboratório público de pós larva de camarão do Brasil, com recursos dos Governos Federal e Estadual. Fizemos questão de com esse histórico orçamentário rápido a gente trabalhando com esses valores, um milhão e cem e oitocentos e setenta de custo em investimentos da Seag. Orçamento de 2010 2011. Algumas emendas parlamentares que trabalhamos são duzentos e trinta mil de emendas da Comissão de Agricultura, um milhão e cem. Trabalhamos agora o PPA 2011. A previsão de orçamento anual é de dois milhões e cem mil reais. Total de seis milhões e trezentos mil reais, mais os convênios, as emendas da bancada federal e 996 - Diário do Poder Legislativo emenda estadual que trabalharemos no decorrer desses quatro anos. No geral, passamos essas informações. Agradecemos mais uma vez o espaço. Estaremos na Secretaria à disposição da comissão. Agradeço a todos. O SR. PRESIDENTE – (GENIVALDO LIEVORE) – Agradecemos ao Senhor Alcestes Ramos Filho pela apresentação do planejamento. Agradecemos as participações aos Deputados Glauber Coelho e Rodrigo Chamoun. Registramos a presença da Senhora Marta Maria Figueiredo Abaurre Quintão, assessora de planejamento do Idaf. Seja bem-vinda. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Marcelo Coelho para suas considerações. O SR. MARCELO COELHO – Boa tarde a todos. Saúdo o Senhor Presidente Genivaldo Lievore e nosso representante do sul do Estado, Senhor Deputado Glauber Coelho. Parabenizo o Senhor Alcestes Ramos Filho por sua explanação. Esse é um setor importante. Sabe da cadeia produtiva do nosso Estado. Vemos que a nossa Secretaria de Estado de Agricultura está com olhos voltados para esse setor. Como você bem disse, uma cadeia que gera oportunidades de trabalho e de muita renda para o nosso capixaba. É importante essa política forte do Governo de apoio, de incentivo, de planejamento e da divisão sobre o setor. Cumprimento também o meu amigo Senhor Antônio Elias, representante da Seag, é um técnico extraordinário; a Senhora Marta Maria Figueiredo Abaurre Quintão, é um prazer, é a assessora de planejamento do Idaf. Estive um dia desses, com a nossa diretora Senhora Denise Cadete e fiquei muito impressionado com a visão e com modelo que ela quer implantar no Idaf. Parabenizo as mulheres, elas realmente estão mandando no Brasil e no Idaf não é diferente; a todos os funcionários da Casa e a todos os amigos. Senhor Alcestes Ramos Filho fiz algumas anotações e farei alguns pedidos. Fiquei impressionado, hoje o setor tem oitenta por cento das propriedades na agricultura familiar das pequenas propriedades do Espírito Santo. Isso é fundamental. Essa política tributária que vocês falaram que já estão fazendo uma proposta, em nome do Presidente que não está presente, mas sei do compromisso de S. Ex.ª com o setor e também o Senhor Deputado Atayde Armani que não pôde estar presente por ter um compromisso no Palácio Anchieta junto com o Governador Renato Casagrande, mas não tenho dúvida que toda a secretaria e todos os membros dessa comissão estarão unidos nessa proposta importante para, principalmente, atendermos os capixabas com produtos de qualidade e com preço mais acessível. Por isso, pode ter certeza do empenho dessa comissão com o apoio a essa proposta importante de levarmos ao nosso Governador e Secretário da Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Fazenda para sensibilizarmos e conseguir esse avanço para cadeia produtiva. Realmente o Senhor Alcestes Ramos Filho colocou que os manguezais no Espírito Santo têm um potencial extraordinário, não só na questão da produtividade da ostra, sururu, enfim, uma série de opções que esse ambiente proporciona. Refiro-me e faço um pedido ao manguezal no Município de Aracruz, Piraquê-Açu, que tem um potencial extraordinário não só na oportunidade de renda, mas também um potencial que ainda não foi explorado na sua questão do turismo. É um manguezal belíssimo. E o Caranguejo-Uça do Piraquê-Açu foi sempre reconhecido em nosso Estado e até mesmo fora. Um caranguejo com um sabor extraordinário e tamanho considerado, infelizmente, no momento não temos mais esse caranguejo como referência, em função, acredito, não de um planejamento organização ou de uma conscientização dos catadores de caranguejo. Fica o nosso pedido a fim de que possa leválo ao secretário e podermos construir com o município, um projeto para cuidarmos do Rio Piraquê-Açu que também abrange o Rio PiraquêMirim, que é de uma beleza extraordinária. Gostaríamos que houvesse uma política para reconstruir esse produto, a fim de que continue sendo uma referência o Piraquê-Açu. E, somente por meio do Governo do Estado, junto com a prefeitura; junto com os Ribeirinhos; junto das comunidades tradicionais: os pescadores amadores, que poderemos refazer essa condição. Essa é a nossa solicitação a fim de que inclua em sua pauta, em seu planejamento o Manguezal Piraquê-Açu que abrange o PiraquêMirim. O pescado em âmbito de mar nos preocupa, pois somos filho da comunidade de Barra do Riacho, comunidade de pescadores de uma pesca artesanal, ou seja, amadores. Hoje, o nosso litoral está infestado das traineiras e dos grandes arrastões. As traineiras, para terem uma ideia, em uma boa arredada captura em torno de oitenta a cem toneladas de peixes. Senhor Alcestes Ramos Filho, observamos diante dessa pesca forte, principalmente, esses barcos do sul do país e também grande parte do litoral paulista, vêm para o litoral capixaba explora e deixa os nossos pescadores, os capixabas sem o produto, visto que fazem uma limpeza, um arrastão no mar, capturando todo o pescado. O camarão que ainda é uma pesca mais agressiva, porque pega não só o camarão, como também, os pequenos peixes, e esses que vêm no balão morrem; e são jogados fora de forma violenta. Repito: fica, portanto, o nosso pedido, principalmente, olhe essas duas questões levando-as ao secretário, para encontrarmos um caminho melhor a fim de atendermos os pescadores capixabas, pois sabemos das dificuldades que hoje eles vivem no dia a dia normal. Foi um prazer ouvi-lo, e saber que a Secretaria de Agricultura continua firmando os Vitória-ES, quinta-feira, 29 de setembro de 2011 interesses, principalmente desse setor que tanto precisa do apoio do Governo do Estado. Leve o nosso abraço ao Secretário de agricultura Senhor Enio Bergoli da Costa. O SR. PRESIDENTE – (GENIVALDO LIEVORE) – Muito obrigado Senhor Deputado Marcelo Coelho. Concedo a palavra ao Senhor Glauber Coelho. O SR. GLAUBER COELHO - Saudamos o Senhor Deputado Genivaldo Lievori, ora na Presidência desta Comissão, e agradeço pela oportunidade de fazer uso da palavra; pela nossa sorte saudar o Senhor Deputado Marcelo Coelho, porque tivemos a oportunidade de trazer o mesmo sobrenome que S. Ex.ª, Consideramo-nos, extremamente, abençoado por esse motivo. Cumprimento ao nosso amigo cachoeirense Alcestes Ramos Filho, de quem gosto, respeito, confio, acredito, sabemos do seu conhecimento na área, tanto é que recebeu o convite do Governo do Estado a fim de se juntar a um esforço muito maior e mais amplo que é a Secretaria de Estado da Agricultura, e em seu nome estendemos a nossa saudação aos profissionais que o acompanham Senhores Antônio Elias de Souza e Marta Figueiredo Abaurre Quintão. Muito obrigado pela presença de S. S.as. Senhor Presidente, gostaria de passar às mãos de V. Ex.ª um discurso que fizemos nesta reunião e suplentes, uma Secretaria especial que tenha status de Ministério para cuidar da pesca e pela importância já se transformou em Ministério da Pesca. O mundo atualmente discute a alimentação para as pessoas nos próximos anos. Até o ano 2050 haverá nove milhões de pessoas no mundo que precisarão ser alimentadas. Como foi bem demonstrado, não temos a cultura do consumo da pesca. Mesmo com tanta água, há a necessidade de água para a manutenção das lavouras. Seriam necessários projetos para conciliar e para gerar mais renda e emprego. Ontem, domingo, houve uma eleição importante em que o brasileiro José Graziano da Silva foi eleito Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – FAO. Felizmente, o Brasil tem várias experiências de erradicação da fome e da miséria. O Governo do Estado tem políticas públicas, por exemplo: o Programa Incluir para acabar com a miséria e as questões da alimentação porque se o cidadão não se alimenta, não há como demonstrar a importância desse setor para a economia capixaba e para a geração de emprego e renda. Senhor Alcestes Ramos Filho, quando o Senhor falou sobre o resíduo do pescado, chamou a minha atenção. Foi organizado no Espírito Santo, no lugar em que nasci, Povoação de Baunilha – que alguns chamam de Barracão de Baunilha –, uma associação que produzia adubo orgânico de folhagens, chamado proteon, produzido com resíduos Diário do Poder Legislativo - 997 de pescado. Depois se formou uma cooperativa. Não sei se os Senhores têm conhecimento. Aquela indústria está desativada. O Ministério do Meio Ambiente investiu mais de um milhão de reais nesse projeto. Precisamos discutir esse tema. Foram investimentos públicos altíssimos nessa cooperativa que parou de funcionar por vários problemas. Mas esse adubo é produzido por meio do pescado. Se houver aumento dessa produção, precisaremos dar um destino adequado, mais adequado que se produzir adubo orgânico como folhagem. Isso foi encaminhado para várias experiências: uma experiência inédita com muitas visitas. Precisamos resgatar essa produção e não procurar culpado: A ou B. Precisamos discutir essa questão. A importância dessas políticas me veio à memória quando o Senhor falou dos resíduos. Senhor Deputado Marcelo Coelho, Líder do Governo nesta Casa, a questão tributária é fundamental. Vamos estudá-la para dar competitividade para o empresário local, pois com a tributação de sete para dezessete não há como concorrer com as outras empresas. Em nome do Presidente desta Comissão, Senhor Deputado Atayde Armani, agradeço aos Senhores Alcestes Ramos Filho; Marta Figueiredo Abaurre Quintão, representante da Diretora do Idaf; e Antônio Elias a presença. Muito obrigado a todos. Concedo a palavra ao Senhor Alcestes Ramos Filho. O SR. ALCESTES RAMOS FILHO – Agradeço ao Senhor Atayde Armani a oportunidade de estar presente nesta reunião. Temos muita coisa para conversar ainda. No decorrer do ano, se a programação da Comissão solicitar a nossa presença, retornaremos com mais ações e mais trabalho que estamos realizando com o Idaf, o Iema e os outros parceiros do setor pesqueiro. Todo o setor pesqueiro é que agradece esta oportunidade. O SR. PRESIDENTE – (GENIVALDO LIEVORE) – Nós é quem agradecemos. Este Poder Legislativo é parceiro para o desenvolvimento do Estado do Espírito Santo. Comunico que na próxima semana a Comissão de Agricultura receberá a analista técnica da Unidade de Atendimento ao Agronegócio do Sebrae, Senhora Karina Moreira Nolasco de Carvalho, que apresentará as principais diretrizes do programa de apicultura do Sebrae para o Estado do Espírito Santo. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente reunião. Antes, porém, convoco os Senhores membros para a próxima, ordinária, e para a qual designo EXPEDIENTE: O que ocorrer. Está encerrada a reunião. HINO NACIONAL BRASILEIRO Poema: Joaquim Osório Duque Estrada Música: Francisco Manuel da Silva I Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante, E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante. Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte! Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, A imagem do Cruzeiro resplandece. Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, E o teu futuro espelha essa grandeza. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil II Deitado eternamente em berço esplendido Ao som do mar e a luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América, Iluminado ao sol do Novo Mundo! Do que a terra mais garrida Teus risonhos lindos campos têm mais flores; “Nossos bosques têm mais vida”, “Nossa vida” no teu seio “mais amores”. Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, de amor eterno seja símbolo O lábaro que ostentas estrelado, E diga o verde-louro desta flâmula -Paz no futuro e glória no passado. Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil! HINO DO ESPÍRITO SANTO Música: Arthur Napoleão Letra: Pessanha Póvoa Surge ao longe a estrela prometida Que a luz sobre nós quer espalhar; Quando ela ocultar-se no horizonte, Há de o sol nossos feitos lumiar. Nossos braços são fracos, que importa? Temos fé, temos crença a fartar. Suprem a falta de idade e da força Peitos nobres, valentes, sem par. Estribilho Salve, oh povo espírito-santense. Herdeiro de um passado glorioso, Somos nós a falange do presente Em busca de um futuro esperançoso. Saudemos nossos pais e mestres, A Pátria, que estremece de alegria, Na hora em que seus filhos, reunidos, Dão exemplo de amor e de harmonia. Venham louros, coroas, venham flores Ornar os troféus da mocidade. Se as glórias do presente forem poucas, Acenai para nós – Posteridade! Estribilho Salve, oh povo espírito-santense. Herdeiro de um passado glorioso, Somos nós a falange do presente Em busca de um futuro esperançoso. Saudemos nossos pais e mestres, A Pátria, que estremece de alegria, Na hora em que seus filhos, reunidos, Dão exemplo de amor e de harmonia. Venham louros, coroas, venham flores Ornar os troféus da mocidade. Se as glórias do presente forem poucas, Acenai para nós – Posteridade! Surge ao longe a estrela prometida Que a luz sobre nós quer espalhar; Quando ela ocultar-se no horizonte, Há de o sol nossos feitos lumiar. DIRETORIAS DO PODER LEGISLATIVO SECRETARIA GERAL DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA PAULO MARCOS LEMOS SECRETÁRIO-GERAL DA MESA CARLOS EDUARDO CASA GRANDE PROCURADOR-GERAL JULIO CESAR BASSINI CHAMUN SECRETÁRIO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL ARTHUR WERNERSBACH NEVES CHEFE DE GABINETE DA PRESIDÊNCIA ALTAMIRO ENÉSIO SCOPEL SUBDIRETOR-GERAL OCTAVIO LUIZ ESPINDULA SUBPROCURADOR-GERAL PAULO DA SILVA MARTINS DIRETORIAS LEGISLATIVAS DIRETOR DAS COMISSÕES PARLAMENTARES MARCELO SIANO LIMA DIRETOR DE PROCESSO LEGISLATIVO MARCUS FARDIN DE AGUIAR DIRETOR DE REDAÇÃO RICARDO WAGNER VIANA PEREIRA DIRETOR DA PROCURADORIA MÁRIO CÉSAR MAIA GAMA DIRETOR DE RECURSOS HUMANOS FABIANO BUROCK FREICHO DIRETOR DE TAQUIGRAFIA PARLAMENTAR MARILUCE SALAZAR BOGHI DIRETOR DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO JONSTON ANTÔNIO CALDEIRA DE SOUZA JÚNIOR DIRETOR DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO ADRIANA DOS SANTOS FERREIRA FRANCO RIBEIRO DIRETOR DA CONSULTORIA TEMÁTICA JORGE ANTÔNIO FERREIRA DE SOUZA DIRETOR DE INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA LUIZ CARLOS CASOTTI DIRETOR DE FINANÇAS GUSTAVO LISBOA CRUZ