Exame disponível em http://www.iave.pt. Resolução do Teste Intermédio de Física e Química A (11.º ano), 2014 (12-2) Resolução do Exame de Física e Química A (11.º ano), 2015, 1.ª Fase Grupo I 1. cotação: 5 (D) “O calor é a energia que se transfere entre corpos em contacto, como resultado de uma diferença de temperatura entre eles”. 2. cotação: 5 A transferência de energia pode ser sob a forma de calor, trabalho ou radiação: — energia transferida ou recebida pelo sistema, como trabalho = 300 J; — energia transferida ou cedida para o exterior, como calor = 400 J. A variação de energia interna do sistema é: ΔU = + Erecebida − Ecedida 1.2.cotação: 5 2.3. cotação: 5 (A) Assume-se que em cada um dos pontos P e Q da roda há uma partícula. A aceleração de qualquer dessas partículas é aceleração centrípeta e depende da velocidade angular e do raio da trajetória (ac = ω2 r). O raio onde estão as partículas P e Q roda com uma certa velocidade angular. A partícula no ponto P encontra-se a uma maior distância em relação ao centro da roda do que a partícula no ponto Q. Portanto, o valor da aceleração centrípeta da partícula no ponto P (o ponto mais afastado do centro) é superior ao da partícula no ponto Q, porque o valor da aceleração centrípeta é diretamente proporcional ao valor do raio r da trajetória. (C) De acordo com a equação do movimento, o ciclista I move-se com velocidade constante de 7,0 m/s. De acordo com a 1.ª lei de Newton, se um corpo se move com velocidade constante (energia cinética constante), a resultante das forças que lhe estão aplicadas é nula (sendo também nulo o trabalho da resultante das forças aplicadas). = +300 J − (400 J) 2. = 300 J − 400 J = −100 J 2.1.cotação: 10 2,11× 103 J × 10 °C kg × °C = 8440 J = 8,44 × 103 J = 8,44 kJ Forneceu-se uma quantidade maior de energia, 92,0 kJ. Desta quantidade, 8,44 kJ foi utilizado para aumentar a temperatura da amostra de gelo de –10,0 ºC para 0,0 ºC. Para a fusão, sobra: 92,0 kJ – 8,44 kJ = 83,56 kJ Do enunciado, sabe-se que para fundir 1,0 kg de gelo necessitam-se de 3,34 × 105 J = 3,34 × 102 kJ = 334 kJ Portanto, a energia que sobra do aquecimento, 83,56 kJ, permite a fusão de: m 1,0 kg = 334 kJ 83,56 kJ m = 0,250 kg Como a amostra de gelo tem 0,400 kg, a massa de gelo que não fundiu foi: 0,400 kg – 0,250 kg = 0,150 kg Quando se inicia a subida a energia mecânica é (considerando que a base está à altura h nula): 1 Em = m v 2 + m g h = 2000 J + 0 J 2 4. cotação: 5 (C) De acordo com a lei de Stefan-Boltzmann, a potência total irradiada por um corpo (taxa temporal de emissão de radiação) é diretamente proporcional: — à emissividade da superfície do corpo; — à área da superfície do corpo; — à quarta potência da temperatura absoluta (temperatura termodinâmica) da superfície do corpo. Grupo II 1. 1.1. cotação: 5 (A) 50 rotações 50 rotações = 60 s 1 min 50 rotações = 50 × 2π rad 50 × 2π rad ω= 60 s 2π × 50 = rad s−1 60 588 m 84 s Neste gráfico da calculadora, o eixo horizontal (x) representa o tempo decorrido t e o eixo vertical (y) representa a coordenada x dos ciclistas no referencial indicado. O instante t em que os ciclistas se cruzam é tal que: 7,0 t = 800 − 0,030 t 2 0,030 t 2 + 7,0 t − 800 = 0 Resolvendo a equação, obtém-se: ( −7,0 ± 7,02 − 4 × 0,030 × −800 t= ) 2 × 0,030 s = 84 s (a solução negativa não tem sentido físico) Ao fim de 84 s, os ciclistas estão ambos na coordenada: xC = 7,0 m/s × 84 s = 588 m I ( 1 m v2 2 1 2000 = × 80 × v 2 2 Ec = 2 × 2000 80 = 7,1 m/s 3. cotação: 15 = 0,400 kg × Energia cinética com que se inicia a subida: 2000 J. Nesta posição, a velocidade era: v= A energia interna do sistema diminuiu 100 J. 400 g = 0,400 kg de gelo inicialmente a –10,0 °C. A fusão ocorre a 0,0 ºC. A temperatura dessa amostra de gelo deve aumentar 10,0 ºC. Para ter esse aumento de temperatura é necessário fornecer a energia Q, como calor: Q = m c Δt 3. cotação: 15 ) xC = 800 − 0,030 × 842 m = 588 m II As coordenadas do ponto no gráfico em que as duas funções têm o mesmo valor é, pois, t = 84 s (eixo horizontal do gráfico, eixo do tempo decorrido) e x = 588 m (eixo vertical do gráfico, eixo da coordenada de posição). 2.2. cotação: 5 (D) De acordo com a equação do movimento, o ciclista II (considerado como partícula) move-se no sentido negativo do eixo Ox, iniciando o movimento na posição x = 800 m e com velocidade inicial nula. O ciclista está a acelerar no sentido negativo do eixo, com uma aceleração de magnitude (1/2) a = 0,030, donde: a = 0,060 (m/s)/s = 0,060 m/s2. Sendo o movimento acelerado, os vetores velocidade e aceleração apontam para o mesmo lado. Quando atinge a altura de 3,0 m, em que o ciclista vai à velocidade de 3,5 m/s, a energia mecânica vale: 1 Em = m v 2 + m g h 2 1 = 80 × 3,52 + 80 × 10 × 3,0 2 = 2890 J A velocidade do ciclista diminuiu na subida, de 7,1 m/s para 3,5 m/s. Mas a energia mecânica (energia cinética + energia potencial) aumentou de 2000 J para 2890 J. Se apenas atuasse a força gravítica, que é uma força conservativa [uma força diz-se conservativa se o trabalho dessa força estiver associado a uma variação de energia potencial], a energia mecânica na altura de 3,0 m devia ser também 2000 J, o valor da energia mecânica no início do plano. Portanto, a energia mecânica aumentou 890 J, de 2000 J para 2890 J, devido ao trabalho de forças não conservativas (neste caso, a força exercida pelo ciclista, a que se opuseram as forças de resistência do e de atrito). A variação de energia mecânica é, por definição, igual ao trabalho das forças não conservativas. O trabalho das forças não conservativas é, pois, igual a 890 J. Portanto: Wforças não conserv. = Fnão conserv. × d × cos α 890 = Fnão conserv. × 68 × cos α O ângulo α, ângulo entre a soma das forças não conservativas e o deslocamento, tem de ser nulo, para que o lado direito desta equação seja também positivo: 890 = Fnão conserv. × 68 × cos0º 890 = Fnão conserv. × 68 × 1 Donde, a intensidade da soma das forças não conservativas é: Fnão conserv. = 13,1 N 2. 2. 1. 2.1. cotação: 5 2.1 cotação: 10 1.1. cotação: 5 Número de moléculas de F2 nessa mistura: Grupo III (B) A figura indica que o período é igual a 3 divisões no eixo horizontal do osciloscópio. Como a frequência é de 330 Hz, o período é: 1 T= f 1 = 330 Hz = 0,0030 s Portanto, 3 divisões correspondem a 3,0 ms. Logo, 1 divisão corresponde a 1,0 ms 1.2. cotação: 5 (D) A intensidade de um sinal está relacionada com a amplitude do sinal, não com a frequência/período do sinal. 2. cotação: 5 (D) ( U = U max sin 2πf t ) 2πf = 8,80 × 102 π 8,80 × 102 2 = 440 Hz 1 T= 440 Hz f = = 2,27 × 10−3 s Número de átomos de F: 2 × 3,01 × 1022 átomos = 6,02 × 1022 átomos 2.2. cotação: 10 Massa molar das moléculas de fluor, F2: 19,00 g/mol × 2 = 38,0 g/mol Massa molar das moléculas de cloro, Cl2: 35,45 g/mol × 2 = 70,9 g/mol Massa de fluor na mistura: 38,0 g/mol × 5,00 × 10–2 mol = 1,90 g Massa de cloro na mistura: 70,9 g/mol × 8,00 × 10–2 mol = 5,67 g Massa total da mistura: 1,90 g + 5,67 g = 7,57 g Quantidade total da mistura: Volume da amostra: 13,00 × 10–2 mol × 22,4 L/mol = 2,91 L Densidade da mistura: massa densidade = volume 7,57 g = 2,91 L 7,57 g = 2,91 dm 3 g = 2,60 3 dm 3. A variação de pressão proveniente do som atinge a membrana que oscila. A membrana está ligada à bobina que também vai oscilar, em torno do íman. O fluxo magnético passa a variar (porque a área da bobina sujeita ao campo magnético varia) o que induz uma força eletromagnética que leva ao aparecimento de uma corrente elétrica. 3.1. Grupo IV 1.1.cotação: 5 (C) Os átomos de um mesmo elemento químico têm sempre igual número de protões mas podem ter diferente número de neutrões. Os átomos do isótopo cloro-37 têm mais dois neutrões do que os átomos do isótopo cloro-35. 1.2. cotação: 5 (D) A configuração eletrónica do cloro é: (1s)2 (2s)2 (2p)6 (3s)2 (3p)5. A orbital de valência de menor energia é a 3s que se caracteriza por ter: — número quântico principal n = 3; — número quântico secundário, l = 0; — número quântico magnético, ml = 0. início 2,56 × 10–3 mol variação 2,56 × 10–3 mol – 1,46 × 10–3 mol = 1,10 × 10–3 mol equilíbrio O átomo de hidrogénio (Z = 1) tem 1 eletrão de valência e o átomo de cloro (Z = 17) tem 7 eletrões de valência, isto é, 7 eletrões no último nível de energia. Portanto, a molécula de HCl tem 8 eletrões de valência. 1.4 Removendo um eletrão de um átomo de cloro, Cl, forma-se o ião positivo Cl+. 0 mol 2 × 1,10 × 10–3 mol 2,20 × 10–3 mol neq 1,46 × 10–3 mol 2,20 × 10–3 mol 2 46 = ⎡⎣ HI ⎤⎦ eq ⎡⎣ I 2 ⎤⎦ × ⎣⎡ H 2 ⎤⎦ eq 46 = eq ⎛ 2,20 × 10−3 ⎞ ⎟ ⎜ 1 ⎠ ⎝ 2 1,46 × 10−3 neq × 1 1 (2,20 × 10 ) 2 −3 = 1,46 × 10−3 × neq Donde, a quantidade de H2 no equilíbrio é: (2,20 × 10 ) = 2 −3 neq 1,46 × 10−3 = 7,21× 10−5 mol 2.2 cotação: 10 A constante de equilíbrio diminui com o aumento da temperatura. A concentração do produto está a diminuir, pelo que a reação inversa é favorecida. Deste modo, pode concluir-se que a reação inversa é endotérmica e a reação direta é exotérmica. Pode concluir-se ainda que a energia absorvida na quebra das ligações é inferior à energia libertada na formação das ligações. Grupo VI 3.2. 1. cotação: 5 (B) O cloro e o iodo estão ambos no grupo 17 da tabela periódica. O iodo está localizado num período abaixo do cloro. O raio atómico tende a aumentar ao longo de um grupo, pelo que o raio atómico do iodo deve ser superior ao do cloro. É de prever que o comprimento da ligação H–I seja superior ao da ligação H–Cl. (A) A bureta é colocada num suporte adequado sobre o balão de erlenmeyer de modo a determinar o volume de solução titulante. 2. cotação: 10 Para o NaOH, tem-se: c= Grupo V 1. cotação: 5 (B) O número de oxidação do iodo passa de 0 a –1, ou seja, sofre uma redução e, por isso, é o agente oxidante. 1,00 × 10−1 mol dm 3 = n V n 24,60 × 10−3 dm 3 n = 2,46 × 10−3 mol No equilíbrio, a quantidade de HCl iguala a de NaOH. Assim, para o HCl, vem: n c= V = 1.3. (B) A configuração eletrónica do flúor é: (1s)2 (2s)2 (2p)5 A configuração eletrónica do cloro é: (1s)2 (2s)2 (2p)6 (3s)2 (3p)5 Ambos apresentam uma orbital p semipreenchida. ni Portanto, a constante de equilíbrio é dada por: 5,00 × 10–2 mol + 8,00 × 10–2 mol = 13,00 × 10–2 mol 3. cotação: 10 1. I 2 (g) + H 2 (g) ! 2 HI(g) 6,022 × 1023 5,00 × 10 mol × = 3,01× 1022 moléculas mol −2 2,46 × 10−3 mol 50,0 × 10−3 dm 3 = 4,92 × 10−2 mol/dm 3 3. 3.1 cotação: 5 Erro relativo, em percentagem: 25,00 − 24,60 × 100 25,00 3.2 cotação: 10 Há uma variação brusca de pH no ponto de equivalência. A zona de viragem do indicador está contida nessa zona de variação brusca de pH, pelo que se pode utilizar o indicador referido.