Departamento de Electrónica, Telecomunicações e Informática Relatório Final Título do Relatório: Modelos de Negócios conducentes à sustentabilidade de redes regionais de banda larga – Aplicação ao caso das Iniciativas (i) Entre Douro e Vouga Digital e (ii) Viseu Digital Autor(es): João Pedro Duarte Francisco Paulo Fernando Gomes Ferreira Orientador: Prof. Doutor Manuel de Oliveira Duarte Co-Orientadora: Drª Carmen Guimarães Colaborador(es): Engº Alexandre Rios Paulo Engª Joana Maria Tavares Data: 14 de Julho de 2006 Nº 17437 (LEET) Nº 20318 (LEET) Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ (Página em branco) _____________________________________________________________________________________ Página 2 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Agradecimentos Gostaríamos de agradecer a todas as pessoas que contribuíram para a realização deste projecto. Ao Professor Doutor A. Manuel Oliveira Duarte, Orientador do Projecto. A todos do Grupo de Sistemas de Banda Larga (alunos de projectos também), em especial ao Alexandre e à Joana (enquanto esteve no GSBL) pela generosidade e pela ajuda prestada que consideramos, no mínimo, incansável. Às nossas famílias e amigos que ao longo do ano nos apoiaram. Ao Dr. Pedro Paraíso e Eng. Ricardo Ferreira pelas sugestões e ideias que introduziram. João Francisco e Paulo Ferreira _____________________________________________________________________________________ Página 3 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Resumo As iniciativas das Cidades e Regiões Digitais, promotoras nos seus territórios, do desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação, têm um sub-projecto denominado de Rede Camarária, cujo objectivo é equipa-los com uma infra-estrutura de comunicações electrónicas de banda larga. Esta é de vital importância para as iniciativas, pois nela assentarão todos os serviços e aplicações desenvolvidas para melhorar a gestão autárquica, SIG’s, etc… Neste projecto foram contempladas duas iniciativas, Entre Douro e Vouga Digital (EDV) e ViseuDigital, alvo de estudos distintos face ao ponto em que se encontram. Ao caso do EDV, que até agora não foi alvo de qualquer decisão técnica, deverá ser aplicada uma metodologia de referência para o planeamento, baseado num levantamento rigoroso à região, e que resultará num possível guia de implementação sustentada de uma rede naquela região. No caso do ViseuDigital, com a instalação de uma rede de 2.100.000,00€, já com topologias e tecnologias definidas, e que deram origem a diversos constrangimentos, foi efectuado um estudo de modelos de negócio aplicáveis à rede, adaptados aos constrangimentos mencionados. Os modelos de negócio considerados capazes foram dois, e carecia tentar perceber, com base no resultado da simulação dos modelos de negócio, que tipo de entidade melhor poderia gerir a infra-estrutura. Verificou-se que um dos modelos de negócio é o “driver” da rentabilidade da rede, mais concretamente, o “modelo de aluguer de fibra” do município. No final foi possível verificar, no global, e segundo os pressupostos que esta rede será rentável. Perante os resultados, é sugerida a formação de uma empresa intermunicipal para ser a detentora e gestora da infra-estrutura. Adicionalmente, surgiu o projecto de planeamento, obedecendo à política de sustentabilidade económica, de uma rede para a região de Oliveira de Azeméis. Esta denomina-se Rede Comunitária do Aveiro Norte (RCAN) e pretende agregar, à promotora da iniciativa, Escola Aveiro Norte, o vasto número de empresas existentes na região. No final do estudo, comprova-se que a compra do equipamento será sempre recomendável face ao aluguer por 24 ou 36 meses. _____________________________________________________________________________________ Página 4 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Índice Agradecimentos ......................................................................................3 Resumo ....................................................................................................4 1 Introdução........................................................................................15 2 Metodologia .....................................................................................17 3 Projecto de Investimento................................................................19 3.1 Conceito de Projecto .......................................................................................19 3.2 Conceito de Investimento................................................................................20 3.3 Principais Conceitos Económicos Relevantes na Avaliação de Projectos de Investimento................................................................................................................21 3.3.1 3.3.2 3.3.3 3.3.4 3.4 Métodos de Avaliação de Projectos de Investimento ...................................24 3.4.1 3.4.2 3.4.3 3.4.4 4 O método do Valor Actual Líquido (VAL)..........................................................25 O método da Taxa Interna de Rentabilidade......................................................26 Método do Período de Recuperação do Capital Investido..................................27 Comparação entre os Métodos Estudados ..........................................................28 Tecnologias Utilizadas....................................................................29 4.1 Fibra Óptica.....................................................................................................29 4.1.1 4.1.2 5 O Conceito de Valor Actual.................................................................................21 Resultados Ilíquidos ............................................................................................21 Amortizações........................................................................................................22 Noção de Cash-Flow ...........................................................................................23 Introdução............................................................................................................29 Descrição de Diversos Tipos de Fibra.................................................................30 4.2 Feixes Hertzianos.............................................................................................39 4.3 Wi-Fi.................................................................................................................47 4.4 Hyperlan2.........................................................................................................50 4.5 Gigabit Ethernet..............................................................................................54 Entre Douro e Vouga Digital...........................................................58 5.1 Introdução........................................................................................................58 5.2 Estudo de Caso ................................................................................................61 5.2.1 5.3 Topologia de Rede ...............................................................................................61 Aplicação da Metodologia ..............................................................................67 _____________________________________________________________________________________ Página 5 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 6 ViseuDigital......................................................................................69 6.1 Introdução........................................................................................................69 6.1.1 6.2 Planeamento e Implementação ......................................................................70 6.2.1 6.2.2 6.2.3 7 Enquadramento ...................................................................................................70 Rede Intra-camarária (ou Nível 1)......................................................................70 Rede Inter-camarária (ou Nível 2)......................................................................73 Constrangimentos ................................................................................................75 Estudo de Caso ...............................................................................76 7.1 Introdução........................................................................................................76 7.2 Modelos de Negócio.........................................................................................76 7.2.1 Introdução............................................................................................................76 7.3 Região do Dão-Lafões .....................................................................................83 7.4 Aguiar da Beira ...............................................................................................88 7.4.1 7.4.2 7.4.3 7.4.4 7.5 Carregal do Sal ................................................................................................99 7.5.1 7.5.2 7.5.3 7.5.4 7.6 Caracterização da Região..................................................................................120 Descrição da Rede .............................................................................................123 Descrição Geral .................................................................................................125 Discussão de Resultados....................................................................................131 Penalva do Castelo ........................................................................................132 7.8.1 7.8.2 7.8.3 7.8.4 7.9 Caracterização da Região..................................................................................110 Descrição da Rede .............................................................................................112 Descrição Geral .................................................................................................113 Discussão de Resultados....................................................................................119 Nelas................................................................................................................120 7.7.1 7.7.2 7.7.3 7.7.4 7.8 Caracterização da Região....................................................................................99 Descrição da Rede .............................................................................................101 Descrição Geral .................................................................................................103 Discussão de Resultados....................................................................................109 Castro Daire...................................................................................................110 7.6.1 7.6.2 7.6.3 7.6.4 7.7 Caracterização da Região....................................................................................88 Descrição da Rede ...............................................................................................90 Descrição Geral ...................................................................................................92 Discussão de Resultados......................................................................................98 Caracterização da Região..................................................................................132 Descrição da Rede .............................................................................................134 Descrição Geral .................................................................................................136 Discussão de Resultados....................................................................................142 Santa Comba Dão..........................................................................................143 _____________________________________________________________________________________ Página 6 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.9.1 7.9.2 7.9.3 7.9.4 7.10 Sátão............................................................................................................154 7.10.1 7.10.2 7.10.3 7.10.4 7.11 Caracterização da Região..................................................................................154 Descrição da Rede .............................................................................................155 Descrição Geral .................................................................................................157 Discussão de Resultados....................................................................................163 Tábua ..........................................................................................................164 7.11.1 7.11.2 7.11.3 7.11.4 7.12 Caracterização da Região..................................................................................164 Descrição da Rede .............................................................................................165 Descrição Geral .................................................................................................167 Discussão de Resultados....................................................................................173 Tondela .......................................................................................................174 7.12.1 7.12.2 7.12.3 7.12.4 7.13 Caracterização da Região..................................................................................174 Descrição da Rede .............................................................................................176 Descrição Geral .................................................................................................178 Discussão de Resultados....................................................................................184 Vila Nova de Paiva.....................................................................................185 7.13.1 7.13.2 7.13.3 7.13.4 7.14 Caracterização da Região..................................................................................185 Descrição da Rede .............................................................................................187 Descrição Geral .................................................................................................189 Discussão de Resultados....................................................................................195 Viseu............................................................................................................196 7.14.1 7.14.2 7.14.3 7.14.4 7.15 Caracterização da Região..................................................................................196 Descrição da Rede .............................................................................................199 Descrição Geral .................................................................................................201 Discussão de Resultados....................................................................................207 Vouzela .......................................................................................................208 7.15.1 7.15.2 7.15.3 7.15.4 7.16 Caracterização da Região..................................................................................208 Descrição da Rede .............................................................................................211 Descrição Geral .................................................................................................213 Discussão de Resultados....................................................................................219 Resultados Globais ....................................................................................220 7.16.1 7.16.2 8 Caracterização da Região..................................................................................143 Descrição da Rede .............................................................................................145 Descrição Geral .................................................................................................147 Discussão de Resultados....................................................................................153 Apresentação......................................................................................................220 Discussão ...........................................................................................................223 Iniciativa Rede Comunitária Aveiro Norte ................................... 224 8.1 Introdução......................................................................................................224 8.2 Planeamento...................................................................................................224 _____________________________________________________________________________________ Página 7 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 8.3 9 Discussão ........................................................................................................226 Conclusões.................................................................................... 227 10 Lista de Acrónimos .................................................................... 230 11 Referências e Bibliografia ......................................................... 232 12 Anexos ........................................................................................ 234 _____________________________________________________________________________________ Página 8 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Índice de Figuras Figura 1 - Relações entre a Oferta e a Procura no mercado das Telecomunicações ....................18 Figura 2 - Cálculo do Cash-Flow .................................................................................................23 Figura 3 - Interpretação gráfica da Taxa Interna de Rentabilidade (TIR) ....................................26 Figura 4 - Foto do cabo MCS-Drain.............................................................................................30 Figura 5 - Sistemas de Fixações ...................................................................................................31 Figura 6 - Acessórios de Fixação .................................................................................................32 Figura 7 - Pré-formados utilizados na fixação..............................................................................33 Figura 8 - Cabo Instalado em conduta de esgoto..........................................................................33 Figura 9 - Caixa de fusão de cabo MCS Drain com capacidade para 144 fibras .........................34 Figura 10 - Cabo MCS Road ........................................................................................................36 Figura 11 - Esquema da acomodação no asfalto do Cabo MCS Road .........................................37 Figura 12 - Procedimento de Instalação do cabo MCS Road Repartidores Ópticos ....................38 Figura 13 - Repartidor Óptico Corning para 12 fibras .................................................................38 Figura 14 - Evolução ao longo do tempo dos sistemas de Feixes Hertzianos ..............................40 Figura 15 - Vantagens e Desvantagens do feixes vs sistemas de linha ........................................41 Figura 16 - Foto de uma ODU......................................................................................................43 Figura 17 - Foto de uma ODU para operar na faixa dos 15-38GHz.............................................43 Figura 18 - Foto de uma Antena Andrew .....................................................................................44 Figura 19 - Multiplexer SURPASS 70xx .....................................................................................44 Figura 20 - Aplicações do Sistema TMNS...................................................................................45 Figura 21 - Unified User Interface of TNMS-M ..........................................................................46 Figura 22 - Exemplo duma rede SRAL XD com o sistema Netviewer........................................46 Figura 23 - Foto RoamAbout R2 da Enterasys.............................................................................49 Figura 24 - Uma topologia do HIPERLAN/2...............................................................................50 Figura 25 - Cenários possíveis de aplicação do Hiperlan/2..........................................................52 Figura 26 - Foto do RadWin Winlink 1000..................................................................................52 Figura 27 - Alcance do WL-1000 com diversas antenas..............................................................53 Figura 28 - Stack do protocolo Gigabit Ethernet..........................................................................54 Figura 29 - Modelo actual do Gigabit Ethernet............................................................................55 Figura 30 - Camadas Físicas do IEEE 802.3z e 803.3ab..............................................................56 Figura 31 - Gráfico das distâncias em Gigabit Ethernet...............................................................57 Figura 32 - Referencial de Representação das Redes e Serviços de Telecomunicações ..............63 Figura 33 - Estrutura da rede ReferTelecom ................................................................................64 Figura 34 - Diferentes tipos de interligação possíveis..................................................................65 Figura 35 - Distância entre a rede de fibra óptica da NetDouro e as Câmaras Municipais ..........66 Figura 36 - Diagrama de uma rede intra-camarária do ViseuDigital (1)......................................72 Figura 37 - Diagrama de uma rede intra-camarária do ViseuDigital (2)......................................72 Figura 38 - Diagrama da rede inter-camarária do ViseuDigital (1)..............................................73 Figura 39 - Diagrama da rede inter-camarária do ViseuDigital (2)..............................................74 Figura 40 - Mapa da Região do Dão-Lafões ................................................................................86 Figura 41 - Município de Aguiar da Beira ...................................................................................88 Figura 42 - Esquema de Rede de Aguiar da Beira .......................................................................91 Figura 43 - Adesão à Infra-estrutura (Aguiar da Beira) ...............................................................93 Figura 44 - Afectação por elementos de custos (Aguiar da Beira)...............................................95 Figura 45 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Aguiar da Beira) ................96 Figura 46 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Aguiar da Beira) ........96 _____________________________________________________________________________________ Página 9 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Figura 47 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Aguiar da Beira) .......................................................................................................................................97 Figura 48 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Aguiar da Beira) ............................................................................................................................................97 Figura 49 - Município de Carregal do Sal ....................................................................................99 Figura 50 - Esquema de rede de Carregal do Sal .......................................................................102 Figura 51 - Adesão à Infra-estrutura (Carregal do Sal) ..............................................................104 Figura 52 - Afectação por elementos de custos (Carregal do Sal) .............................................106 Figura 53 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Carregal do Sal) ...............107 Figura 54 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos(Carregal do Sal)........107 Figura 55 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Carregal do Sal).........................................................................................................................................108 Figura 56 - Previsão dos custos e receitas acumuladas (Carregal do Sal)..................................108 Figura 57 - Município de Castro Daire.......................................................................................110 Figura 58 - Esquema de rede de Castro Daire ............................................................................113 Figura 59 - Adesão à Infra-estrutura (Castro Daire)...................................................................114 Figura 60 - Afectação por elementos de custos (Castro Daire) ..................................................117 Figura 61 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Castro Daire)....................117 Figura 62 - Previsão do Custo Anual da rede por um Período de 10 Anos (Castro Daire) ........118 Figura 63 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 Anos (Castro Daire)..........................................................................................................................................118 Figura 64 - Previsão dos custos e ceceitas acumuladas por um período de 10 Anos (Castro Daire) ....................................................................................................................................................119 Figura 65 - Município de Nelas..................................................................................................120 Figura 66 - Esquema de rede de Nelas .......................................................................................124 Figura 67 - Adesão à Infra-estrutura (Nelas)..............................................................................126 Figura 68 - Afectação por elementos de custos (Nelas) .............................................................128 Figura 69 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Nelas)...............................129 Figura 70 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Nelas).......................129 Figura 71 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Nelas) ....................................................................................................................................................130 Figura 72 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Nelas)........130 Figura 73 - Município de Penalva do Castelo ............................................................................132 Figura 74 - Esquema de rede de Penalva do Castelo..................................................................135 Figura 75 - Adesão à Infra-estrutura (Penalva do Castelo) ........................................................137 Figura 76 - Afectação por elementos de custos (Penalva do Castelo)........................................139 Figura 77 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Penalva do Castelo) .........140 Figura 78 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Penalva do Castelo) .140 Figura 79 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelo modelo por 10 anos (Penalva do Castelo).......................................................................................................................................141 Figura 80 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Penalva do Castelo).......................................................................................................................................141 Figura 81 - Município de Santa Comba Dão..............................................................................143 Figura 82 - Esquema de rede de Santa Comba Dão ...................................................................146 Figura 83 - Adesão à Infra-estrutura (Santa Comba Dão)..........................................................148 Figura 84 - Afectação por elementos de custos (Santa Comba Dão) .........................................150 Figura 85 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Santa Comba Dão) ...........151 Figura 86 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Santa Comba Dão)...151 Figura 87 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Santa Comba Dão) ...............................................................................................................................152 _____________________________________________________________________________________ Página 10 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Figura 88 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Santa Comba Dão) ............................................................................................................................................152 Figura 89 - Município de Sátão ..................................................................................................154 Figura 90 - Esquema de rede de Sátão .......................................................................................156 Figura 91 - Adesão à Infra-estrutura (Sátão) ..............................................................................158 Figura 92 - Afectação por elementos de custos (Sátão) .............................................................160 Figura 93 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Sátão) ...............................161 Figura 94 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Sátão).......................161 Figura 95 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Sátão) ....................................................................................................................................................162 Figura 96 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Sátão) ........162 Figura 97 - Município de Tábua .................................................................................................164 Figura 98 - Esquema de rede de Tábua ......................................................................................166 Figura 99 - Adesão à Infra-estrutura (Tábua).............................................................................168 Figura 100 - Afectação por elementos de custos (Tábua) ..........................................................170 Figura 101 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Tábua) ............................171 Figura 102 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Tábua)....................171 Figura 103 - Previsão do valor acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Tábua) ..172 Figura 104 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Tábua).....172 Figura 105 - Município de Tondela............................................................................................174 Figura 106 - Esquema de rede de Tondela .................................................................................177 Figura 107 - Adesão à Infra-estrutura (Tondela)........................................................................179 Figura 108 - Afectação por elementos de custos (Tondela) .......................................................181 Figura 109 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Tondela).........................182 Figura 110 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Tondela).................182 Figura 111 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Tondela) ....................................................................................................................................183 Figura 112 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Tondela)..183 Figura 113 - Município de Vila Nova de Paiva..........................................................................185 Figura 114 - Esquema de rede de Vila Nova de Paiva ...............................................................188 Figura 115 - Adesão à Infra-estrutura (Vila Nova de Paiva)......................................................190 Figura 116 - Afectação por elementos de custos (Vila Nova de Paiva) .....................................192 Figura 117 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Vila Nova de Paiva).......193 Figura 118 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Vila Nova de Paiva) ....................................................................................................................................................193 Figura 119 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Vila Nova de Paiva) ...........................................................................................................................194 Figura 120 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Vila Nova de Paiva)..........................................................................................................................................194 Figura 121 - Município de Viseu................................................................................................196 Figura 122 - Esquema de rede de Viseu .....................................................................................200 Figura 123 - Adesão à Infra-estrutura (Viseu)............................................................................202 Figura 124 - Afectação por elementos de custos (Viseu) ...........................................................204 Figura 125 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Viseu).............................205 Figura 126 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Viseu) ....................205 Figura 127 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Viseu) ....................................................................................................................................................206 Figura 128 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Viseu)......206 Figura 129 - Município de Vouzela............................................................................................208 Figura 130 - Esquema de rede de Vouzela .................................................................................212 Figura 131 - Adesão à Infra-estrutura (Vouzela)........................................................................214 _____________________________________________________________________________________ Página 11 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Figura 132 - Afectação por elementos de custos (Vouzela) .......................................................216 Figura 133 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Vouzela).........................217 Figura 134 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Vouzela) ................217 Figura 135 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Vouzela) ....................................................................................................................................218 Figura 136 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Vouzela)..218 Figura 137 - Afectação de cada município nos custos globais...................................................220 Figura 138 - Previsão para 10 anos dos custos diveros custos associados às redes camarárias .220 Figura 139 - Previsão de custos das redes camarárias por um período de 10 anos ....................221 Figura 140 - Previsão de custos da rede inter-camarária por um período de 10 anos ................221 Figura 141 - Previsão do custo total da rede para um período de 10 anos .................................222 Figura 142 - Previsão de custos e receitas globais de toda a rede por um período de 10 anos...222 Figura 143 - Rede Comunitária Aveiro Norte ............................................................................225 _____________________________________________________________________________________ Página 12 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Índice de Tabelas Tabela 1 - Valorizações aplicadas nos modelos de negócio.........................................................82 Tabela 2 - Descrição parcial da rede nível 1 (Aguiar da Beira) ...................................................92 Tabela 3 - Previsão da largura de banda para Aguiar da Beira ....................................................92 Tabela 4 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Aguiar da Beira) ....................................................93 Tabela 5 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Aguiar da Beira) ....................................................93 Tabela 6 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Aguiar da Beira) ...........................94 Tabela 7 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Aguiar da Beira) ...........94 Tabela 8 - Previsão dos custos da rede (Aguiar da Beira)............................................................94 Tabela 9 - Previsão do somatório dos custos (Aguiar da Beira)...................................................95 Tabela 10 - Tabela Resumo do Modelo 1 (Aguiar da Beira) .......................................................98 Tabela 11 - Descrição parcial da rede nível 1 (Carregal do Sal) ................................................103 Tabela 12 - Previsão da largura de banda para Carregal do Sal .................................................103 Tabela 13 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Carregal do Sal).................................................104 Tabela 14 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Carregal do Sal).................................................104 Tabela 15 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Carregal do Sal) ........................105 Tabela 16 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Carregal do Sal)........105 Tabela 17 - Previsão dos custos da rede (Carregal do Sal).........................................................105 Tabela 18 - Previsão do somatório dos custos (Carregal do Sal) ...............................................106 Tabela 19 - Descrição parcial da rede nível 1 (Castro Daire).....................................................113 Tabela 20 - Previsão da largura de banda para Castro Daire......................................................114 Tabela 21 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Castro Daire) .....................................................115 Tabela 22 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Castro Daire) .....................................................115 Tabela 23 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Castro Daire).............................115 Tabela 24 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Castro Daire) ............115 Tabela 25 - Previsão dos custos da rede (Castro Daire) .............................................................116 Tabela 26 - Previsão do somatório dos custos (Castro Daire)....................................................116 Tabela 27 - Descrição parcial da rede nível 1 (Nelas)................................................................125 Tabela 28 - Previsão da largura de banda para Nelas.................................................................125 Tabela 29 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Nelas) ................................................................126 Tabela 30 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Nelas) ................................................................126 Tabela 31 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Nelas)........................................127 Tabela 32 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Nelas)........................127 Tabela 33 - Previsão dos custos da rede (Nelas) ........................................................................127 Tabela 34 - Previsão do somatório dos custos (Nelas) ...............................................................128 Tabela 35 - Descrição parcial da rede nível 1 (Penalva do Castelo) ..........................................136 Tabela 36 - Previsão da largura de banda para Penalva de Castelo............................................136 Tabela 37 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Penalva do Castelo)...........................................137 Tabela 38 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Penalva do Castelo) ..................138 Tabela 39 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Penalva Castelo) .......138 Tabela 40 - Previsão dos custos da rede (Penalva do Castelo)...................................................138 Tabela 41 - Previsão do somatório dos custos (Penalva do Castelo) .........................................139 Tabela 42 - Descrição parcial da rede nível 1 (Santa Comba Dão)............................................147 Tabela 43 - Previsão da largura de banda para Santa Comba Dão .............................................147 Tabela 44 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Santa Comba Dão) ............................................148 Tabela 45 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Santa Comba Dão) ............................................148 Tabela 46 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Santa Comba Dão)....................149 Tabela 47 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Santa Comba Dão)....149 Tabela 48 - Previsão dos custos da rede (Santa Comba Dão) ....................................................149 _____________________________________________________________________________________ Página 13 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Tabela 49 - Previsão do somatório dos custos (Santa Comba Dão) ...........................................150 Tabela 50 - Descrição parcial da rede nível 1 (Sátão) ................................................................157 Tabela 51 - Previsão da largura de banda para Sátão .................................................................157 Tabela 52 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Sátão).................................................................158 Tabela 53 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Sátão).................................................................158 Tabela 54 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Sátão) ........................................159 Tabela 55 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Sátão)........................159 Tabela 56 - Previsão dos custos da rede (Sátão) ........................................................................159 Tabela 57 - Previsão do somatório dos custos (Sátão) ...............................................................160 Tabela 58 - Descrição parcial da rede nível 1 (Tábua)...............................................................167 Tabela 59 - Previsão da largura de banda para Tábua ................................................................167 Tabela 60 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Tábua)................................................................168 Tabela 61 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Tábua)................................................................168 Tabela 62 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Tábua).......................................169 Tabela 63 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Tábua).......................169 Tabela 64 - Previsão dos custos da rede (Tábua) .......................................................................169 Tabela 65 - Previsão do somatório dos custos (Tábua) ..............................................................170 Tabela 66 - Descrição parcial da rede nível 1 (Tondela)............................................................178 Tabela 67 - Previsão da largura de banda para Tondela.............................................................178 Tabela 68 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Tondela) ............................................................179 Tabela 69 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Tondela) ............................................................179 Tabela 70 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Tondela)....................................180 Tabela 71 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Tondela)....................180 Tabela 72 - Previsão dos custos da rede (Tondela) ....................................................................180 Tabela 73 - Previsão do somatório dos custos (Tondela) ...........................................................181 Tabela 74 - Descrição parcial da rede nível 1 (Vila Nova de Paiva)..........................................189 Tabela 75 - Previsão da largura de banda para Vila Nova de Paiva...........................................189 Tabela 76 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Vila Nova de Paiva) ..........................................190 Tabela 77 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Vila Nova de Paiva) ..........................................190 Tabela 78 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Vila Nova de Paiva)..................191 Tabela 79 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Vila Nova de Paiva)..191 Tabela 80 - Previsão dos custos da rede (Vila Nova de Paiva) ..................................................191 Tabela 81 - Previsão do somatório dos custos (Vila Nova de Paiva) .........................................192 Tabela 82 - Descrição parcial da rede nível 1 (Viseu)................................................................201 Tabela 83 - Previsão da largura de banda para Viseu.................................................................201 Tabela 84 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Viseu) ................................................................202 Tabela 85 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Viseu) ................................................................202 Tabela 86 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Viseu) .......................................203 Tabela 87 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Viseu) .......................203 Tabela 88 - Previsão dos custos da rede (Viseu) ........................................................................203 Tabela 89 - Previsão do somatório dos custos (Viseu)...............................................................204 Tabela 90 - Descrição parcial da rede nível 1 (Vouzela)............................................................213 Tabela 91 - Previsão da largura de banda para Vouzela.............................................................213 Tabela 92 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Vouzela) ............................................................214 Tabela 93 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Vouzela) ............................................................214 Tabela 94 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Vouzela) ...................................215 Tabela 95 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Vouzela) ...................215 Tabela 96 - Previsão dos custos da rede (Vouzela) ....................................................................215 Tabela 97 - Previsão do somatório dos custos (Vouzela)...........................................................216 Tabela 98 - Valores da análise económica efectuada para a Rede Comunitária Aveiro Norte ..225 Tabela 99 - Valor da constante de substituição ..........................................................................234 _____________________________________________________________________________________ Página 14 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 1 Introdução No início do Século XXI, novos desafios se colocam às cidades e concelhos de Portugal, pelo que o Estado Português definiu como prioridade nacional o desenvolvimento da Sociedade de Informação e do Conhecimento. Assim sendo, tal desenvolvimento constitui também uma prioridade definida no III Quadro Comunitário de Apoio, pelo que o Programa Operacional da Sociedade de Informação (POSI), aprovado pela Comissão Europeia em Julho de 2000, bem como o Programa Operacional da Sociedade do Conhecimento (POS_C), exercem um papel de dinamização estratégica, disponibilizando apoios financeiros dos Fundos Estruturais (FEDER e FSE) a projectos neste domínio, sendo a taxa de comparticipação na ordem dos 65% a 75% do investimento global, a fundo perdido. A importância estratégica que o Governo conferiu a esta matéria levou à constituição da Unidade de Missão Inovação e Conhecimento (UMIC), entidade responsável pela implementação das políticas da Sociedade da Informação e Governo Electrónico. De forma a alcançar os seus objectivos, a UMIC está actualmente empenhada em instalar, em Portugal, infraestruturas de Banda Larga (as chamadas redes comunitárias) que sirvam um conjunto de utilizadores bem definido. Tais infra-estruturas são determinantes para diversas actividades económicas, bem como para projectos da administração pública, como as Cidades e Regiões Digitais, às quais as regiões do Entre Douro e Vouga (EDV) e do Dão não podem ficar indiferentes, pois apenas desta forma se consegue atingir o objectivo comum de contribuir para a criação da melhoria da qualidade de vida, do ensino, para a prestação de serviços mais eficazes e modernos à comunidade, para o acesso à cultura e ao conhecimento, bem como para a melhoria da competitividade das empresas. Ambas as iniciativas em questão orientaram-se, aquando da sua criação, pelo Guia de Operacionalização Cidades e Regiões Digitais, pelo que não é de estranhar as semelhanças nas designações e nos objectivos da grande maioria dos sub-projectos que compõem o EDV Digital e o ViseuDigital. O nosso trabalho terá como objectivo identificar os possíveis cenários que no futuro deverão ser adoptados pelos Municípios para que a Infra-estrutura seja sustentável, e se possível rentável. Assim sendo, consiste em perceber o que irá acontecer num período de 10 anos. _____________________________________________________________________________________ Página 15 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Após a implementação da Infra-Estrutura, até final de Dezembro de 2006, financiada pelo POS_C e sob a gestão da Lusitânia-ADR, coloca-se a questão: Qual será o futuro da Rede Camarária? Os elevados investimentos, que não obstante o financiamento de 75% a fundo perdido pelo POS_C, representam um esforço enorme para Municípios dado o panorama actual de endividamento das autarquias. Aliado a isto, estamos perante uma infra-estrutura de telecomunicações que, tipicamente, requer elevados custos de manutenção e um investimento contínuo em substituição de material, upgrades tecnológicos, etc. (por outras palavras, um OPEX e CAPEX permanente) sob pena de se assistir à degradação física e tecnológica do equipamento, que conduzirá ao desaparecimento da infra-estrutura. Neste contexto, será que sustentabilidade é garantida por novos fundos de apoio? Este cenário de dependência da União Europeia é bastante imprevisível face ao apoio que já foi efectuado para a instalação. Então será que a infra-estrutura, que inicialmente foi pensada para servir apenas os municípios, tem potencial para servi-los e simultaneamente entrar no negócio dos operadores de telecomunicações? E se existir potencial para o negócio, será possível garantir uma sustentabilidade autónoma e equilibrada com a rentabilização da infra-estrutura de banda larga? É óbvio que para tentar posicionar a rede no mercado das telecomunicações, serão obrigatórios investimentos adicionais, mas o retorno a curto/médio prazo, pode não só cobrir os custos, como gerar receitas para os detentores da infra-estrutura. Se a via do negócio for viável, qual o modelo apropriado e que tipo de entidade irá deter e gerir a infra-estrutura da Rede Camarária? Dentro das várias possibilidades, existe em primeiro lugar a alienação da infraestrutura. Alternativamente poderá ser efectuada uma Parceria Público-Privada (PPP) para gerir a infra-estrutura ou ainda ser criada uma empresa intermunicipal detida exclusivamente pelos municípios. No final desta análise tecno-económica esperaremos obter as respostas para as questões acima colocadas. _____________________________________________________________________________________ Página 16 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 2 Metodologia O trabalho desenvolvido teve por base a metodologia do Referencial Comum, que foi desenvolvida pelo Grupo de Sistemas de Banda Larga (GSBL) do Departamento de Electrónica, Telecomunicações e Informática (DETI) da Universidade de Aveiro (UA) no âmbito do Projecto Cyberal, uma iniciativa do Programa INTERREG III-B (Sudoe). [1] A aplicação desta metodologia assenta nos seguintes pontos: 1. Definição dos locais com necessidades de intervenção (infra-estruturas insuficientes e/ou falta de dinâmica dos mercados) 2. Caracterização dos locais definidos (geografia, demografia, principais actividades sócio-económicas, carências ao nível de serviços, infra-estruturas existentes, etc.) 3. Identificação dos possíveis cenários de oferta de infra-estruturas de acesso e de interligação (operadores de acesso presentes ou com interesse em estabelecer uma presença, empresas com operações afins ao negócio das telecomunicações, etc.) 4. Identificação de soluções de rede candidatas 5. Identificação do enquadramento regulamentar aplicável (leis de concorrência, normalização de tecnologias candidatas, regras de contratação (adjudicação directa/concurso público, etc.)) 6. Possíveis cenários de oferta de serviços de telecomunicações (Quais os actores? Quais as interdependências entre eles?) 7. Negociação com operadores e fornecedores de serviços (Quem é o “dono” do cliente?) 8. Análise tecno-económica para avaliação das soluções de rede e tomada de decisão 9. Instalação e execução do projecto 10. Indicadores e elementos de avaliação dos resultados do projecto 11. Conclusões e recomendações _____________________________________________________________________________________ Página 17 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Todo o nosso trabalho foi efectuado tendo em conta o objectivo comum de contribuir para o combate à info-exclusão dos cidadãos. Logo, partindo da identificação e caracterização das actuais redes e serviços de comunicação utilizados pelas entidades institucionais da região em causa, foi-nos possível desenvolver um estudo capaz de avaliar em termos tecno-económicos as alternativas de evolução que permitem definir soluções para a implementação de uma rede regional de banda larga. A figura seguinte ilustra de forma clara o compromisso necessário entre a oferta e a procura de modo a estimular o equilíbrio: Figura 1 - Relações entre a Oferta e a Procura no mercado das Telecomunicações _____________________________________________________________________________________ Página 18 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 3 Projecto de Investimento As técnicas de dimensionamento e análise tecno-económicas podem ser estruturadas da seguinte forma: 1.Estudo de Indicadores de Avaliação Económica em Telecomunicações: i. Indicadores de Avaliação de Projectos ii. Indicadores de Avaliação das Empresas 2.Compreensão das políticas reguladoras dos negócios de telecomunicações a nível nacional e comunitário 3.Estudo das tendências de evolução das tecnologias de suporte das redes e serviços de telecomunicações 4.Estudo de diferentes tecnologias de rede passíveis de suportar os serviços de telecomunicações a disponibilizar, consoante os cenários de oferta, tendo em conta diferentes factores, donde se destacam: a envolvente geográfica e demográfica, o contexto sócio-económico, os meios físicos de transmissão disponíveis, as políticas reguladoras vigentes, o tipo de mercados a servir (residencial/ empresarial), etc… 5.Estudo da viabilidade tecno-económica de projectos de telecomunicações tendo por base o trabalho desenvolvido nos pontos anteriores: i. Aplicação de métodos de dimensionamento e avaliação tecnoeconómica a diversos estudos de caso, envolvendo cenários de oferta de serviços de telecomunicações suportados por soluções de redes integradas com requisitos de QoS (Qualidade de Serviço) préestabelecidos ii. Exploração das potencialidades de diversas ferramentas de software para planeamento/análise tecno-económica das redes consideradas 3.1 Conceito de Projecto Para os financeiros e economistas, a expressão projecto é geralmente entendida como o conjunto sistematizado de informações destinadas a fundamentar uma decisão de investimento. _____________________________________________________________________________________ Página 19 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ As fases de um projecto são as seguintes: • Determinação dos objectivos • Escolha do método (ou tecnologia) de combinação dos recursos disponíveis por forma a alcançar os objectivos pretendidos • Determinação das despesas e das receitas associadas à efectivação de tal escolha • Escolha das fontes de recursos • Estudo do enquadramento legal e administrativo do projecto 3.2 Conceito de Investimento Investir corresponde a trocar a possibilidade de satisfação imediata e segura, traduzida num certo consumo, pela satisfação diferida, instantânea ou prolongada, traduzida num consumo superior. Do ponto de vista económico, técnico e financeiro, considera-se investimento, não só a criação ou aquisição de activos fixos por parte de uma empresa, como também todas as operações que tenham por objectivo adquirir ou criar meios que possam ser utilizados permanentemente pela empresa, durante um período de tempo mais ou menos longo, incluindo: 1.Imobilizações (terrenos, infra-estruturas, edifícios, instalações, equipamentos, viaturas) 2.Estudos, projectos, investigação, organização, etc… 3.Direitos, patentes, licenças, marcas, trespasses, etc… 4.Formação do pessoal 5.Títulos de participação 6.Existências necessárias ao funcionamento normal da empresa 7.A diferença entre os créditos concedidos a clientes e os obtidos de fornecedores Os cinco primeiros pontos correspondem ao capital fixo da empresa, enquanto que os dois restantes se referem ao capital circulante. _____________________________________________________________________________________ Página 20 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 3.3 Principais Conceitos Económicos Relevantes na Avaliação de Projectos de Investimento 3.3.1 O Conceito de Valor Actual O Valor Actual, é em economia, um importante indicador na avaliação de investimentos, e pode definir-se como o valor no momento presente, de uma receita ou despesa a realizar no futuro. Referenciando todas as despesas e receitas que se prevêem num projecto de investimento ao ano zero desse projecto, é possível comparar as receitas e despesas, conseguindo-se assim um método de avaliação do projecto. 3.3.2 Resultados Ilíquidos A previsão das receitas e despesas desempenha um importante papel na elaboração dum projecto de investimento. Os proveitos e ganhos incluem, obviamente, todas as parcelas positivas, ou seja, as que entram em caixa: receitas de exploração (vendas de mercadorias, prestação de serviços), proveitos financeiros (por exemplo, resultado de aplicações financeiras) e ganhos extraordinários. Nos custos e nas perdas, podem encontrar-se parcelas que abarcam os custos de mercadorias vendidas e consumidas, subcontratos, fornecimentos e serviços (publicidade e campanhas promocionais), custos com pessoal (remunerações, encargos sociais, benefícios de reforma e outros), amortizações (imobilizações corpóreas e incorpóreas), custos financeiros (por exemplo, juros do capital em dívida) e perdas extraordinárias. _____________________________________________________________________________________ Página 21 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 3.3.3 Amortizações A amortização é a estimativa monetária do grau de “desgaste” ou depreciação a que o bem de capital foi sujeito num determinado período. O investimento permite à entidade promotora do projecto proceder a amortizações, isto é, registar na contabilidade as reintegrações do activo imobilizado (perdas de valor) em função do tempo. Sob o ponto de vista económico, esta prática dá à empresa a possibilidade de reconstruir o montante de fundos iniciais, de modo a renovar o seu activo e conservar um potencial de produção adequado. Por sua vez, as amortizações não estão sujeitas a imposto fiscal, e constituem um custo de exploração, mas não representam uma saída de dinheiro, reflectindo apenas o consumo do factor de produção (imobilizado). As imobilizações incorpóreas, que podem incluir trespasses, licenças de utilização de software e despesas de investigação e desenvolvimento, são amortizadas pelo método das quotas constantes ou pelo método dos dígitos. Os trespasses decorrentes da aquisição de participações financeiras são amortizados a partir da data de aquisição, no período correspondente ao da recuperação esperada para o investimento, que no máximo é de vinte anos. Por seu turno, as imobilizações corpóreas são indexadas ao custo de aquisição ou produção, reavaliado de acordo com as disposições legais em vigor, com base em coeficientes oficiais de desvalorização monetária, abrangendo terrenos e recursos naturais, edifícios e outras construções, equipamento básico, equipamento de transporte, ferramentas e utensílios, equipamento administrativo, etc… As amortizações são calculadas sobre o valor do custo histórico ou reavaliado, a partir do ano de entrada em funcionamento, ou do início de utilização dos bens, de acordo com o método das quotas constantes ou método dos dígitos. As taxas de amortização correspondem, em média, às vidas úteis estimadas. _____________________________________________________________________________________ Página 22 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 3.3.4 Noção de Cash-Flow O Cash-Flow provisional consiste, como aliás decorre do significado da própria expressão, nos fluxos de caixa (tesouraria) da entidade promotora do projecto, a ocorrer durante um determinado período de tempo. Assim, o Cash-Flow compreende as receitas (cash inflows) e os pagamentos (cash outflows) ao longo de um período de tempo bem demarcado, ou seja, os resultados ilíquidos. Se somarmos a isto as amortizações, obtemos o Cash-Flow bruto do projecto de investimento. No entanto, os resultados obtidos estão sujeitos ao imposto sobre o rendimento, pelo que, esta parcela é introduzida no cálculo do Cash-Flow: Cash-Flow = Lucros Líquidos – Investimento em que, Lucros Líquidos = Receitas - Custos Correntes – Impostos e Impostos = Taxa * ( Receitas - Custos correntes - Depreciação) A seguir, mostra-se um esquema de cálculo do cash-flow, de modo a resumir o que foi explicado até este ponto. Figura 2 - Cálculo do Cash-Flow Os Cash-Flow de um projecto de investimento são geralmente calculados sobre uma base anual. Este cálculo é necessário para todos os anos de vida do projecto de _____________________________________________________________________________________ Página 23 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ investimento. Além disso, como um projecto tem consequências de uma certa durabilidade, é conveniente estabelecer com cuidado o perfil de sobrevivência dos Cash-Flow no tempo. Os movimentos de fundos resultantes de um investimento são raramente invariáveis durante o período de vida de um equipamento ou de um produto. Pode acontecer frequentemente que os primeiros Cash-Flow sejam negativos, sobretudo no lançamento de novos produtos. Este escalonamento deve ser levado em consideração na avaliação e selecção de projectos, porque ele pode, por si só, modificar a sua classificação. No contexto dos Cash-Flow, pode designar-se o Cash-Balance como a soma de todos os Cash-Flow. Este parâmetro é igualmente calculado anualmente. 3.4 Métodos de Avaliação de Projectos de Investimento Grande parte dos métodos de avaliação da oportunidade de um investimento delimitado no tempo assenta em critérios de rendibilidade utilizados na análise previsional, apoiados essencialmente no Cash-Flow de exploração. O Cash-Flow de exploração, ou resultado bruto menos impostos, traduz-se pelos montantes que a exploração permite efectivamente libertar para reposição do investimento (via amortizações) e remunerações (via encargos financeiros do capital alheio e resultados a distribuir ao capital próprio). Deve por isso esperar-se, que ao fim do tempo de vida útil de um projecto de investimento, as amortizações e os juros acumulados igualem, pelo menos, o investimento. O que significa que o capital físico realizado através das amortizações foi recuperado, e que o capital financeiro proveniente dos juros foi remunerado à taxa prevista. Todos os critérios de rendibilidade que consideram o factor tempo, fazem-no através da teoria da actualização, que permite concentrar e comparar num determinado momento do projecto, fluxos financeiros de receita e despesas que se prevêem em períodos de tempo bem diferenciados. _____________________________________________________________________________________ Página 24 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 3.4.1 O método do Valor Actual Líquido (VAL) Este critério traduz-se no cálculo do somatório dos Cash-Flow anuais actualizados à taxa escolhida e deduzidos do montante actualizado à mesma taxa dos investimentos. O resultado deste procedimento denomina-se benefício total actualizado e é comum ser referenciado como Net Present Value (NPV). O Valor Actual Líquido (VAL) de um projecto calcula-se pela seguinte fórmula: em que, Rp – Receitas geradas no ano desfasado de p anos em relação ao ano de referência Dp – Despesas correntes de exploração no ano desfasado de p anos em relação ao ano de referência TA – Taxa de actualização Na fórmula anterior, a primeira parcela corresponde ao somatório dos cash-flow anuais (Rp-Dp) de exploração dos n anos de duração do projecto, e a segunda ao somatório das despesas de investimento ao longo dos n anos de duração do projecto, sendo cada uma das parcelas actualizada à taxa TA para o ano zero do projecto. A escolha da taxa de actualização estará relacionada com as taxas de juros estipuladas ou negociadas para o investimento, e também com a taxa de inflação implícita nas previsões de proveitos e custos. Assim, são possíveis duas aproximações: i. Elaborar os cálculos de proveitos e custos a preços constantes de um ano de referência. Assim, a taxa de actualização a utilizar deverá então reflectir o custo do capital e ainda uma margem de risco característica das condições inflacionárias. TA = Custo do capital + Margem de risco _____________________________________________________________________________________ Página 25 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ ii. Elaborar os cálculos de proveitos e custos a preços correntes, admitindo para o efeito, pressupostos de comportamento inflacionário para as várias componentes dos custos e proveitos. A taxa de actualização a utilizar deverá reflectir os custos do capital, a taxa de inflação prevista e a multiplicação de ambas. TA = Custo do capital+Taxa de inflação + (Custo do capital * Taxa de inflação) As taxas de actualização altas penalizam os investimentos capitais intensivos com uma forte concentração nos anos iniciais, e com baixos resultados por períodos prolongados, como é o caso de investimentos em infra-estruturas. Desse modo, serão favorecidos os investimentos virados essencialmente para o consumo ou de curta vida útil. A decisão de investir é favorável se o Valor Actual Líquido for positivo. A comparação de projectos de investimento através deste método, só é útil nos casos em que os projectos têm níveis de investimento e prazos de vida semelhantes. 3.4.2 O método da Taxa Interna de Rentabilidade O objectivo deste método é encontrar a taxa de actualização que permite igualar o somatório dos cash-flows de exploração ao somatório dos investimentos, ou seja, determinar a taxa de actualização para a qual o Valor Actual Líquido (VAL) do projecto é igual a zero. Figura 3 - Interpretação gráfica da Taxa Interna de Rentabilidade (TIR) _____________________________________________________________________________________ Página 26 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ A esta taxa dá-se o nome de Taxa Interna de Rentabilidade (TIR) e corresponde à taxa mais elevada a que o investidor pode contrair um empréstimo para financiar um investimento sem perder dinheiro. Na prática, calcula-se a TIR por processos iterativos, determinando-se por tentativas dois VAL, respectivamente positivo e negativo, correspondentes a dois valores de TA tão próximos quanto possível. Se a TIR do projecto for superior à taxa de actualização, então deve avançar-se para a fase de execução do projecto. A TA (ou de referência) é, em geral, o custo de oportunidade do capital investido, ou seja, o rendimento perdido na alternativa mais rentável do investimento aplicado ao projecto. A taxa de referência mais utilizada é a taxa de juro dos títulos do tesouro, por ser a taxa de juro mais alta e sem riscos, que existe no mercado. Convém não esquecer que os impostos são geralmente pagos no ano seguinte ao de um exercício, pelo que no cálculo da taxa interna de rentabilidade se devem incluir como despesas os impostos devidos no ano seguinte ao último ano da análise. De um modo geral, a TIR permite apreciar os projectos de forma imediata, seleccionando os que se situam acima de um valor estabelecido para taxa de actualização, e eliminando os que se situam abaixo desse nível. Dois projectos podem ter TIR iguais e VAL diferentes, tudo depende da sua intensidade de capital. 3.4.3 Método do Período de Recuperação do Capital Investido “PAY-BACK PERIOD” É critério em que prevalece o factor tempo, procurando-se saber qual é o período de tempo que medeia entre a realização do investimento e a sua recuperação através do cash-flow de exploração acumulado e actualizado. A utilização deste critério é aconselhada quando o projecto de investimento está bem definido no tempo, ou possui uma forte componente de inovação tecnológica que depressa se torna obsoleta. Este método não nos disponibiliza informação acerca da rentabilidade económica do projecto. À luz deste tipo de avaliação, é tão válido um projecto de investimento que produza rendimentos apenas por mais um dia, como qualquer outro que os produza _____________________________________________________________________________________ Página 27 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ por muitos mais anos, desde que, ambos possuam o mesmo tempo de recuperação do investimento. 3.4.4 Comparação entre os Métodos Estudados Os três métodos de avaliação de projectos de investimento aqui estudados, apesar de serem utilizados com o mesmo objectivo, o da avaliação da viabilidade do projecto em estudo segundo os parâmetros previamente acordados, diferem no tipo de análise que efectuam. O VAL e o TIR utilizam critérios de rendibilidade, ao passo que o método do período de recuperação do capital que, como o nome indica, utiliza critérios temporais de recuperação do investimento. Existe portanto, uma complementaridade entre eles e, em conjunto, fornecem indicadores mais seguros para a avaliação dos projectos, do que quando são utilizados isoladamente. _____________________________________________________________________________________ Página 28 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 4 Tecnologias Utilizadas 4.1 Fibra Óptica 4.1.1 Introdução Os requisitos cada vez maiores de largura de banda na área das info-comunicações para transmissão de voz, dados, imagens e vídeos, têm conduzido ao aparecimento de novas redes de fibra óptica, tecnologia por excelência, ideal no que respeita aos ritmos de transmissão suportados. Devido muitas vezes às dificuldades de abertura de condutas pelo método tradicional, nomeadamente em cidades já estruturadas e ao impacto negativo que as obras de construção civil convencionais causam aos utentes das vias, tornou-se necessário desenvolver novas tecnologias para passagem de cabos de fibra óptica. Duas soluções possíveis, e que foram as adoptadas na rede camarária do ViseuDigital, são os cabos de características especiais Micro Cabling System (MCS) Drain e Road fabricados pela Corning, orientados para a instalação em condutas de esgoto/águas pluviais e em rasgos no asfalto, respectivamente. _____________________________________________________________________________________ Página 29 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 4.1.2 Descrição de Diversos Tipos de Fibra 4.1.2.1 Solução MCS Drain Figura 4 - Foto do cabo MCS-Drain Procedimento de Instalação Será utilizada a rede de drenagem para passagem dos cabos com fixação junto às caixas de acesso. As fixações poderão ser feitas pelo sistema horizontal ou vertical, conforme os esquemas seguintes. _____________________________________________________________________________________ Página 30 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Figura 5 - Sistemas de Fixações O sistema de amarração consiste num olhal de fixação e esticador, sendo instalados apoios de curvatura devidamente estudados para protecção do cabo e garantia do raio de curvatura admissível, e ainda para suporte da mangueira de limpeza. _____________________________________________________________________________________ Página 31 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Figura 6 - Acessórios de Fixação _____________________________________________________________________________________ Página 32 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ O cabo será fixo ao esticador por pré-formados de amarração e de segurança. Figura 7 - Pré-formados utilizados na fixação O cabo após passagem e tensionamento, ficará junto às paredes, conforme a foto ilustrativa em baixo. Figura 8 - Cabo Instalado em conduta de esgoto Deverão existir folgas de cabo nas câmaras de acesso de forma a permitir o seu manuseamento em trabalhos de reparação/manutenção. Normalmente é necessária a criação de acessos para o exterior (clientes / caixas de visita), os quais serão executados pelos métodos tradicionais, devendo-se garantir que essas perfurações ficam devidamente seladas. _____________________________________________________________________________________ Página 33 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ A figura seguinte contém a foto de uma caixa de fusão de cabo MCS Drain. Figura 9 - Caixa de fusão de cabo MCS Drain com capacidade para 144 fibras Requisitos de Manutenção Deverá realizar-se, com uma periodicidade anual, uma inspecção contemplando as seguintes actividades e procedimentos: • Verificação e ajuste, se necessário, dos pontos de amarração do cabo no colector da rede de esgotos; • Inspecção visual e rearranjo, se necessário, das saídas do cabo nos colectores para as caixas de visitas exteriores; • Ensaios ópticos de atenuação (reflectometria) às fibras livres, por amostragem e comparação com os últimos ensaios efectuados; • Outros procedimentos de manutenção, conforme utilizado normalmente nas redes de condutas convencionais, se considerado conveniente pelo utilizador. _____________________________________________________________________________________ Página 34 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Conclusões O sistema MCS Drain apresenta, resumidamente, as seguintes características e vantagens: • Rapidez de instalação; • Pequena ocupação de espaço dentro da conduta; • Não necessidade de perfuração da conduta ao longo do seu comprimento devido ao método de fixação; • Instalação em condutas com diâmetro superior a 200mm; • Altos índices de instalação (aproximadamente 1Km/dia); • Possibilidade de manuseamento do cabo de forma a permitir trabalhos de manutenção/reparação da conduta, nomeadamente colocação do mesmo no fundo da conduta com posterior reinstalação nos tensores; • Instalação de vários cabos dependendo dos diâmetros da conduta; • Processos de manutenção simplificados; • Não interferência com operações dentro de condutas; • Utilização de “direitos de via” não usuais. _____________________________________________________________________________________ Página 35 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 4.1.2.2 Solução MCS Road Descrição da solução No MCS Road é utilizada uma nova técnica de assentamento. O cabo é assente numa ranhura fresada no pavimento da faixa de rodagem. Como protecção são assentes sobre o cabo duas borrachas especiais. A restante ranhura livre é enchida com betume. Constituição dos cabos Figura 10 - Cabo MCS Road _____________________________________________________________________________________ Página 36 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Instalação de microcabos Para realizar um assentamento de cabos sem complicações são necessários trabalhos prévios. O decurso do traçado deverá ser percorrido em todo o seu comprimento para o controlo do mesmo e devem ser respeitados os seguintes pontos: • Traçados dos cabos • Raios de desvio e de flexão • Sobreposição das extremidades dos cabos • Protecção do local de obra • Documentação e medição • Plano de posicionamento dos cabos • Assentamento dos cabos Princípio e medição de uma ranhura fresada a) Rectificar o betão, o pavimento e os cantos do passeio com 12mm de largura e 80mm de profundidade. b) Rectificação prévia das vias asfaltadas com 4mm de largura e 80mm de profundidade e fresagem de acabamento com 12mm de largura e 80mm de profundidade. c) Vias asfaltadas a quente podem ser fresadas directamente com 12mm de largura e 80mm de profundidade, não sendo necessária rectificação prévia. Figura 11 - Esquema da acomodação no asfalto do Cabo MCS Road _____________________________________________________________________________________ Página 37 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Procedimento de Instalação Figura 12 - Procedimento de Instalação do cabo MCS Road Repartidores Ópticos Os cabos de fibra óptica entram nos edifícios em fibra óptica standard de conduta, onde serão ligados a repartidores ópticos da Corning, como a figura em baixo demonstra. Figura 13 - Repartidor Óptico Corning para 12 fibras _____________________________________________________________________________________ Página 38 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 4.2 Feixes Hertzianos A expressão Feixes Hertzianos derivou da palavra francesa “Faisceaux hertziens” e era vulgarmente utilizada para definir ligações rádio que operavam nas bandas de frequência superiores a 2GHz. Os sistemas de Feixes Hertzianos (FH) também são designados de feixes de microondas, devido ao pequeno comprimento de onda utilizado. Uma terceira designação pode ser empregue, nomeadamente ligações de rádio de alta capacidade, devido à grande largura de banda disponibilizada pela gama de frequências a que operam estes sistemas. As bandas mais utilizadas actualmente são de 6, 7, 11, 13, 18, 23 e 38 GHz, mas também podem operar nas bandas de 27, 31, e 55 GHz. Este tipo de sistemas caracteriza-se por ligações ponto-a-ponto, onde a propagação é feita em linha de vista, isto é, entre antenas que se “vêem” uma à outra. Esta condicionante obriga a que em muitas situações, sejam instaladas estações intermediárias que funcionam como repetidores. As estações terminais têm de estar situadas em pontos de cota elevada para permitir linha de vista. Por outro lado, têm de estar próximas dos centros de origem e destino do tráfego aos quais estão ligadas, por sistemas suportados em linhas de cobre ou fibra óptica. Na escolha dos locais para as estações repetidoras, procuram-se percursos, também em linha de vista e tão longe quanto possível, para minimizar o seu número. Estas são colocadas em pontos elevados com acesso facilitado e algumas infra-estruturas, nomeadamente o fornecimento fiável de energia eléctrica, o que é muitas vezes incompatível com o primeiro objectivo referido. Os sistemas de Feixes Hertezianos podem ser analógicos ou digitais. _____________________________________________________________________________________ Página 39 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Na figura 14 pode-se observar como esta tecnologia evoluiu ao longo do tempo. Figura 14 - Evolução ao longo do tempo dos sistemas de Feixes Hertzianos Verifica-se que inicialmente os feixes analógicos serviam para a transmissão de telefonia, radiodifusão sonora, dados e também televisão mono e policromática. O aparecimento dos feixes digitais permitiu a utilização das hierarquias digitais plesiócronas (PDH) e mais tarde das hierarquias digitais síncronas (SDH) que são baseadas no módulo síncrono de transmissão de nível 1 (STM-11) a 155.52 Mbit/s. Ao possibilitar ritmos de transmissão STM-1 (e múltiplos de STM-1), será legítimo pensar que os feixes hertzianos competem actualmente com sistemas por fibra óptica. A utilização dos FH é fortemente limitada pela saturação do espectro e por esta razão, a opção entre sistemas de linha ou feixes não deve ser dominada pelo factor custo, de modo a permitir a exploração de feixes em situações em que as vantagens sejam significativas. 1 Synchronous digital hierarchy _____________________________________________________________________________________ Página 40 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ A Figura seguinte mostra as vantagens e desvantagens dos feixes com os sistemas de linha: Figura 15 - Vantagens e Desvantagens do feixes vs sistemas de linha Os requisitos pretendidos para a rede inter-camarária do ViseuDigital, isto é, uma infra-estrutura própria, com uma arquitectura definida e com elevada largura de banda disponível, associada à topologia e morfologia da região do Dão, conduziu a que a opção por sistema de FH fosse a mais adequada para este projecto. O planeamento das ligações depende, para além do equipamento, das condições topográficas e climatéricas da área em questão, dos elementos constituintes da orografia do terreno, do site survey aos locais e das frequências atribuídas pelo organismo regulador ANACOM. Devido à inexistência de frequências atribuídas pela ANACOM foi apresentado um plano de frequências, mencionando a frequência e o canal sugerido para cada ligação, para posterior ratificação. O equipamento rádio utilizado é o SRA 4 (System Radio Access). O SRA 4 é um rádio da Siemens de alta capacidade que pode operar na banda de frequências de 7/8, 11, 13, 15, 18, 23, 26, 28, 32 e 38 GHz. As ligações foram dimensionadas para um tráfego de STM-1 com uma configuração (1+0), i.e., um canal activo e nenhum de reserva. A não existência de redundância na ligação é compensada em certa forma pela configuração em anel da rede. As bandas de funcionamento utilizadas são 7, 11 e 18 GHz. As ligações mais compridas funcionam nas bandas de frequências dos 7GHz e 11GHz, enquanto que para as ligações menos extensas recorre-se à utilização da banda dos 18GHz. _____________________________________________________________________________________ Página 41 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ A elaboração do link budget das ligações2 seguiu a recomendação da ITU-R P.5307/8. Estes cálculos incluem a determinação da atenuação em espaço livre e a atenuação total do sistema considerando o equipamento apropriado. A margem do sistema para BER 10-6 e a indisponibilidade das ligações devida à chuva foram determinadas por forma a ajustar os diâmetros das antenas e estudar a viabilidade da ligação. Outro dos factores que foram tidos em conta foi a taxa de erros da ligação, quantificada através do Severely Errored Second Ratio (SESR). Este é um factor bastante limitativo nas ligações mais longas. O estudo da qualidade da ligação está em conformidade com a recomendação da ITU-T G.826. A disponibilidade das ligações devido a aspectos de propagação (chuva) foi estimada considerando o factor climatérico para Portugal (42 mm/h) e polarização horizontal, que é mais limitativa do que a polarização vertical no cálculo da indisponibilidade devido à chuva. Pode-se adiantar que a indisponibilidade da ligação com o pior caso é de 7,69 min/ano. Em anexo também se encontram as bandas de frequências propostas e o modelo do equipamento rádio para cada ligação. Na escolha da banda de frequências teve-se em consideração o comprimento das ligações e o impacto do diâmetro das antenas. O equipamento rádio apresenta as seguintes características: Apresentar a configuração modular Outdoor Unit (ODU) – Indoor Unit (IDU), interligados por um único cabo coaxial com telealimentação. A ODU é independente da capacidade do feixe. A IDU é independente da frequência de funcionamento. São transportáveis e de fácil instalação. Apresentam possibilidade de gestão local e centralizada. Permitem a utilização de antenas integradas ou separadas da ODU. 2 Os link budgets das ligações encontram-se em anexo, contendo toda a informação relativa aos parâmetros mencionados _____________________________________________________________________________________ Página 42 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Figura 16 - Foto de uma ODU Figura 17 - Foto de uma ODU para operar na faixa dos 15-38GHz A codificação empregue é a Trellis Coded Modulation (TCM) variando entre TCM-32 e TCM-128. _____________________________________________________________________________________ Página 43 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ As antenas utilizadas são da marca Andrew, e os seus diâmetros variam entre os 30 cm e 1.83 m, e cujos ganhos a variam entre 33.1 e os 48 dBi. Figura 18 - Foto de uma Antena Andrew Nas estações estão contemplados equipamentos de multiplexagem SURPASS hiT 70xx séries, que são plataformas SDH da Siemens. Estes equipamentos integrados permitem sistemas STM-1/STM-4 e suportam a mistura de voz (E1) com dados (Fast Ethernet, Layer 2 Switch).3 Figura 19 - Multiplexer SURPASS 70xx 3 A informação técnica detalhada do equipamento encontra-se em anexo _____________________________________________________________________________________ Página 44 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Para a manutenção da infra-estrutura de feixes hertzianos serão utilizados dois sistemas. Para o sistema do rádio é utilizado o Netviewer, enquanto que para os multiplexers será a plataforma TMNS-Core (Telecommunications Management Network System). Figura 20 - Aplicações do Sistema TMNS _____________________________________________________________________________________ Página 45 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Figura 21 - Unified User Interface of TNMS-M Figura 22 - Exemplo duma rede SRAL XD com o sistema Netviewer _____________________________________________________________________________________ Página 46 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 4.3 Wi-Fi O padrão 802.11 define a relação entre clientes sem fios e seus pontos de acesso da rede. Especificamente, isto as camadas Physical (PHY) e de Media Access Control (MAC). Define também o mecanismo de segurança (WEP, Wired Equivalent Privacy) bem como as linhas orientadoras de como deve funcionar o roaming entre os pontos de acesso (APs). A camada de PHY define a transmissão wireless. Três tipos diferentes de transmissões são definidos no standard 802.11: diffuse infrared, o rádio DSSS, o rádio FHSS. Hoje a transmissão mais usada é a transmissão de rádio DSSS. A camada PHY sustenta uma 1 taxa de dados de 1 Mbps, com uma taxa opcional de 2 Mbps tal como na especificação original. A camada do MAC controla o acesso aos meios físicos, que no caso do 802.11, é a transmissão via rádio ou por infravermelhos. Devido à natureza da camada PHY e dos dispositivos que usam normalmente o wireless, a camada de 802.11 MAC executa algumas funções extra (tais como a funcionalidade de roaming vagueando, e consumo/conservação de potência) que normalmente não são fornecidas por uma camada MAC usada em redes com fios (wired). Isto serve para esconder as características físicas do meio wireless relativas às camadas mais elevadas da rede. O MAC tem dois modos principais de operação: o modo distribuído CSMA/CA (carrier sense multiple access with collision avoidance) e o modo coordenado. A modalidade distribuída usa basicamente os mesmos métodos utilizados nas redes Ethernet CSMA/CD (carrier sense multiple Access with collision detection), compartilhando o mesmo fio. O modo coordenado usa um mecanismo centralizado de forma a providenciar suporte para as aplicações que requerem tráfego em tempo real. A especificação 802.11 especifica também o uso opcional da encriptação para segurança, através do WEP. Dado que as redes wired têm uma medida de segurança física que é não é disponibilizada para as redes wireless, a encriptação ou criptografia, é usada para fornecer uma privacidade equivalente, similar a um limite físico (como se fosse uma parede). _____________________________________________________________________________________ Página 47 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ IEEE 802.11b Actualmente, é o padrão mais extensamente reconhecido e utilizado hoje em dia. Em Setembro 1999, o 802.11 High Rate, ou 802.11b, foram aprovados como padrão para altas taxas de transmissão do 802.11, fornecendo taxas de transferência de dados até 11 Mbps ao usar a banda dos 2.4 GHz. As taxas de throughput de dados são geralmente muito menos do que a taxa de dados física da relação devido ao overhead, aos erros e às colisões do MAC. Esta extensão usa CCK com DSSS, e como usa a banda dos 2.4 GHz é inteiramente compatível com as implementações de DSSS para o 802.11. IEEE 802.11g O grupo do 802.11g é uma definição de interface para taxas de transmissão de elevado desempenho, que seja similar ao 802.11b. O 802.11g usa uma tecnologia da Texas Instruments (TI) para taxas de dados até 22 Mbps ou recorrendo à modulação OFDM com DSSS (a mesma tecnologia em 802.11a) para taxas de dados até 54 Mbps. Uma razão principal para a criação deste padrão prendeu-se com o facto do 802.11g fornecer uma taxa de dados mais elevada, sendo compatível e mantendo a interoperabilidade com o actual 802.11b, baseado em DSSS. Este grupo de trabalho teve também algum atraso devido às diferentes políticas entre a Texas Instruments (TI) e a Intersil. A Intersil é actualmente o maior fabricante do chipset 802.11b, e propuseram o uso de OFDM para 802.11g. A Texas Instruments, que também gostaria de se transformar em fornecedor desse chipset, propuseram o uso da sua tecnologia. Assim, na sua arquitectura actual, o standard 802.11g especifica o uso de ambas as tecnologias. _____________________________________________________________________________________ Página 48 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Para a rede do ViseuDigital está contemplado o modelo RoamAbout R2 da Enterasys. Figura 23 - Foto RoamAbout R2 da Enterasys O R2 é um Wireless Access Point com L2, L3 e L4, com capacidade para suportar em simultâneo 250 utilizadores, permitindo no mesmo AP a possibilidade de fazer ligação ponto a ponto (ligação entre edifícios) e em simultâneo ligações entre PC`s e Portáteis. Suporta as tecnologias actuais (802.11a/b/g) e preparado para as futuras normas (802.11f, 802.11i, 802.11h e 802.11e). Com serviços de Layer 2/ e 4 (modelo OSI) de base, possibilita a priorização de aplicações criticas e sensíveis a atrasos como Voice over IP e multicast video. O R2 proporciona filtragem por tipo de protocolo, como também autenticação via RADIUS Server e EAP 802.1x. Oferece software de Gestão, como também a possibilidade de alimentar o AP com corrente através de um Power Adapter. Na concentração elevada de acessos na mesma célula, o LoadBalancing actua de modo a equilibrar os acessos junto de outras células. Permite o Roaming e apresenta um tempo de vida de 900.000 horas (103 anos). O Factor distância é uma das principais limitação das soluções Wireless Lan, sendo muitas vezes condicionante da tecnologia a adoptar. A tecnologia que garante as maiores distâncias é a 802.11b até máximo de 11Mbps, permitindo em condições óptimas, uma distância de cerca de 7km. No entanto para as distâncias máximas corresponde a um débito mínimo, sendo ele de 1Mbps. Estas distâncias têm de ser _____________________________________________________________________________________ Página 49 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ sempre confirmadas em Site Survey. Estas distâncias pressupõem a utilização de Antenas Unidireccionais, dado que as Omindireccionais têm um alcance inferior. Poderá ser adoptada a tecnologia de 802.11g que permite débito até 54 Mbps, sendo no entanto a distância igualmente inferior à de 802.11b. Na tecnologia Wireless LAN existe um factor limitativo que diz respeito ao número de Saltos de Repetição. Este número de saltos é de 4 Acces Point, devendo ser colocado um Swtch Layer 3 ou um Router se existirem mais nós a interligar. 4.4 Hyperlan2 O HIPERLAN/2 foi desenvolvido especificamente para infra estruturas wired (Ethernet) fornecendo um acesso Wireless de curta escala para redes IP, ATM e UMTS. O HIPERLAN/2 opera na banda de frequência dos 5 GHz. Uma topologia típica do HIPERLAN/2 é apresentada na figura seguinte. Figura 24 - Uma topologia do HIPERLAN/2 Os terminais móveis (MTs) comunicam com um ponto de acesso (AP) num momento em relação a interface ar. Quando um MT é identificado na rede (pode ser visto como um login), passa a comunicar no tempo apenas com um único AP. _____________________________________________________________________________________ Página 50 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ A HIPERLAN/2 apresenta uma elevada taxa de transmissão, a camada física estende-se até 54 Mbit/s e a camada 3 até 25 Mbit/s. Para conseguir isto, a HIPERLAN/2 utiliza a modulação denominada por Orthogonal Frequency Digital Multiplexing (OFDM) para transmitir sinais analógicos. Na rede HIPERLAN/2, os dados são transmitidos entre os terminais móveis os pontos de acesso usando funções de sinalização que são estabelecidas a priori. As ligações são multiplexadas no tempo sobre a interface ar. Existem dois tipos de ligações, ponto-a-ponto e ponto-multiponto. A ligação ponto-aponto é bidireccional enquanto que a ligação ponto-multiponto é unidireccional no sentido do terminal móvel. Além disso há também um canal dedicado através do qual a transmissão alcança todos os terminais do ponto de acesso. Em HIPERLAN/2, a cada conexão pode ser atribuída um nível simples de prioridade ou um QoS específico em termos da largura de banda, atraso, jitter, bitrate, etc… A rede HIPERLAN/2 suporta autenticação e encriptação. Tanto o AP como o MT podem autenticar-se um ao outro para acesso autorizado à rede ou um operador de rede válido. A encriptação pode ser usada em conexões estabelecidas para proteger os ataques à rede. Em HIPERLAN, a cada nó de comunicação é dado um HIPERLAN ID (HID) e um Nó ID (NID). A combinação destes dois ID’s identifica excepcionalmente toda a estação, e restringe a maneira como se pode conectar a outras nós de HIPERLAN. Todos os nós com o mesmo HID põem comunicar entre si usando um mecanismo de router dinâmico denominado Intra-HIPERLAN Forwarding. Na Europa, identificam-se as bandas 5150-5350, 5470-5725 MHz (455 MHz no total) e 17.1-17.3 GHz para o uso de HIPERLAN/2. No entanto a banda dos 17 GHz não é habitual usar-se visto que se destina a aplicações com fins militares. Além disso a performance não é mesma que na banda dos 5 GHz. São exigidos DFS (Dynamic Frequency Selection) e TPC (Transmitter Power Control) em uplink e downlink. A arquitectura da HIPERLAN/2 é facilmente adaptada e integrada com uma variedade de redes fixas. Todas as aplicações que funcionam sobre uma infra-estruturas fixas podem também funcionar sobre uma rede HIPERLAN/2. A figura seguinte mostra as mais utilizadas. _____________________________________________________________________________________ Página 51 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Figura 25 - Cenários possíveis de aplicação do Hiperlan/2 O equipamento considerado para um dos modelos de negócio foi o RadWin WinLink1000. Figura 26 - Foto do RadWin Winlink 1000 Este equipamento opera nos 5.6GHz e disponibiliza interfaces ethernet e E1.Também permite disponibilizar 48Mbps Half-Duplex para a distância de 3,5 a 4Km, devendo esta ficar pelos 12Mbps Full-Duplex. _____________________________________________________________________________________ Página 52 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ A antena fica “acoplada” à unidade outdoor, possibilitando assim que as perdas no cabo de interligação das duas unidades, indoor unit (IDU) e outdoor unit (ODU), não tenha influência no desempenho da ligação. Desta forma são possíveis comprimentos de cabo entre a antena (ODU) e a IDU de mais de 100m. Funcionalidades • Banda dos 5,6GHz (isenta de licenciamento) • Até 48Mbps (27Mbps IP) • Interfaces Ethernet e E1, para tráfego de dados e voz • Ligação Indoor-Outdoor via cabo UTP • Alcances até 12Km com antena integrada Este equipamento também permite utilizar antenas exteriores como alternativa à antena integrada. A seguinte figura permite visualizar as performances com as diferentes antenas. Figura 27 - Alcance do WL-1000 com diversas antenas _____________________________________________________________________________________ Página 53 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 4.5 Gigabit Ethernet O Gigabit Ethernet assenta em cima do protocolo Ethernet, e produz um aumento de dezes a velocidade de Fast Ethernet, ou seja, 1000Mbps. Este protocolo, standarizado em Junho de 1998, permite que a mudança para redes a gigabit seja pouco complexa, dado que este se baseia no protocolo Ethernet amplamente difundido hoje em dia. Para permitir o aumento da velocidade de 100 Mbps Fast Ethernet para 1 Gbps, houve que proceder a várias alterações na interface. Assim, ficou definido que o protocolo Gigabit Ethernet será em tudo idêntico ao Ethernet acima da camada Data Link. O desafio de alcançar a velocidade de 1 Gbps foi ganho com a junção das tecnologias IEE 802.3 Ethernet com a ANSI X3T11 Fibre Channel. Na figura 28 são exibidas as componentes de cada tecnologia que foram utilizadas para formar o protocolo Gigabit Ethernet. Figura 28 - Stack do protocolo Gigabit Ethernet _____________________________________________________________________________________ Página 54 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ A junção destas duas tecnologias permite ao standard tirar vantagem da tecnologia da interface física de alta velocidade do Fiber Channel, mantendo ao mesmo tempo o formato da frame do IEEE 802.3 Ethernet, e assim garantir a compatibilidade com equipamentos já instalados. Tal como a Fast Ethernet, também usa o full ou halfduplex carrier sense multiple Access collision detect (CSMA/CD). Este cenário ajuda a minimizar a complexidade tecnológica e reflecte-se numa tecnologia estável que pode ser rapidamente desenvolvida. O modelo actual do Gigabit Ethernet está exibido na figura 27. Figura 29 - Modelo actual do Gigabit Ethernet O standard definido pelo IEEE para Gigabit Ethernet é o 802.3z para os casos em que os dados são transmitidos em fibra óptica, e 802.3ab para os casos em que o meio de propagação são cabos de par entrançado. _____________________________________________________________________________________ Página 55 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Na figura seguinte é possível verificar as diferenças ao nível da camada física. Figura 30 - Camadas Físicas do IEEE 802.3z e 803.3ab Na transmissão em fibra óptica, são suportados dois standards de lasers: o 1000BASE-SX (Short wavelenght laser) e o 1000BASE-LX (Long wavelenght laser). As fibras ópticas multimodo suportam ambos os tipos, enquanto que as monomodo foram optimizadas para trabalhar só com LX. Ambos aproveitam os efeitos de atenuação em diferentes comprimentos de onda, mas os lasers LX permitem percorrer distâncias maiores que os SX. A desvantagem é o preço dos LX que é bastante superior aos SX. _____________________________________________________________________________________ Página 56 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ O gráfico seguinte mostra as distâncias suportadas consoante o tipo de cabo, o tipo de laser e o diâmetro da fibra: Figura 31 - Gráfico das distâncias em Gigabit Ethernet _____________________________________________________________________________________ Página 57 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 5 Entre Douro e Vouga Digital 5.1 Introdução Devido à rápida evolução da nossa sociedade para Sociedade da Informação, em consequência das transformações económico-sociais introduzidas pelas Tecnologias da Informação e da Comunicação, decidiram as autarquias do Entre Douro e Vouga delegar na ADReDV (Agência de Desenvolvimento Regional do Entre Douro e Vouga) a missão de dinamizar um consórcio de instituições locais e regionais no sentido de promover uma candidatura ao Programa “Portugal Digital” com o objectivo comum de contribuir para a criação da melhoria da qualidade de vida, do ensino, da prestação de serviços à comunidade, do acesso à cultura e ao conhecimento, bem como da melhoria da competitividade das empresas dos Concelhos da região. Sendo a ADReDV uma Associação de direito privado, sem fins lucrativos (financiada e apoiada maioritariamente pelo FEDER - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e pelo FSE - Fundo Social Europeu), tem apostado numa estratégia de desenvolvimento económico, social e cultural da região, orientada para a actividade produtiva, através do apoio às estratégias empresariais e da consideração de outros factores decisivos, como sejam a inovação e a competitividade, o reforço dos serviços avançados às empresas e para a valorização da qualificação das pessoas, através da realização de acções de formação profissional. As suas principais funções são a promoção de iniciativas com impacto regional, a promoção externa da região e a criação de redes de informação em associação com outros actores regionais, públicos e privados. Assim, apresentam-se primeiro os sub-projectos que independentemente da forma como foram (ou serão) implementados, pretendem servir de forma semelhante a respectiva região. Posteriormente são apresentados os sub-projectos únicos de cada iniciativa. _____________________________________________________________________________________ Página 58 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ ¾ Dinamização Regional Portal da região → Divulgar e descobrir a região (através de áreas como Conhecimento, Turismo, Notícias locais, Ambiente, Desporto e Lazer) Portal Empresarial → Informar sobre as actividades económicas da região, a oferta de produtos e serviços das empresas e indústria, e a sua localização (através de cartografia geo-referenciada). Portal das Comunidades Empresariais → Criar, acumular e difundir o conhecimento para aumentar a competitividade do tecido empresarial local, e promover os sistemas de inovação regionais Portal Participar na Região → Promover a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação, pela disponibilização de ferramentas que promovam a cidadania electrónica e facilitem a criação e alojamento de comunidades virtuais. Permitir o alojamento de páginas pessoais de eleitos para cargos políticos e sítios Web de escolas do 1º ciclo ¾ Governo Electrónico Local em Banda Larga → Modernizar os canais de comunicação dentro das instituições promotoras, bem como na gestão da relação destas com os munícipes e população da região, quer através da disponibilização de informações sobre os Concelhos integrantes da região digital, quer através da disponibilização de serviços públicos on-line por parte das autarquias. Em suma, pretende-se aumentar a Qualidade de Serviço (QoS) que as autarquias podem proporcionar aos seus munícipes, através de: Sites de Internet Autárquicos Serviços on-line Intranet Autárquica em Banda Larga Compras electrónicas ¾ Acessibilidades Pontos Municipais de Banda Larga → Acesso gratuito aos serviços da região digital por parte dos munícipes, massificando o acesso às TIC’s. ¾ Infra-estruturas Plataforma Tecnológica Regional Rede Camarária em Banda Larga _____________________________________________________________________________________ Página 59 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ São sub-projectos exclusivos do EDV Digital: ¾ Candidatura/Gestão Candidatura e Estudos prévios Gestão e Coordenação ¾ Outros Projectos Projectos Piloto → Promover e desenvolver as Tecnologias de Informação e Comunicação em sectores relevantes para a região Sensibilização e Mobilização Como complemento, são também apresentados 2 projectos de Formação Profissional: ¾ Formação-acção em Gestão da Informação e da Comunicação para empresas Colmatar as necessidades do tecido empresarial da região ao nível da gestão da informação e da comunicação, através da promoção de 3 cursos de formação-acção, um por ano, direccionados para munícipes do EDV, enquanto cidadãos comuns, quadros técnicos, gestores ou empresários, nomeadamente em como implementar um sistema de informação numa PME. Utilização da Internet e do Correio Electrónico como instrumentos de trabalho no dia-a-dia. As tecnologias de informação mais usadas e suas estruturas genéricas. As aplicações empresariais: ERP, ASP, CRM, Data Quality, Workplace, Data Warehouse, Outsourcing. Criação duma estrutura de apoio formativo aos participantes, com conteúdos de formação à distância ¾ Formação em Tecnologias de Informação e de Comunicação Formação de animadores do EDV digital. Formação para professores do ensino pré-escolar e do 1º ciclo. Formação para profissionais das autarquias e juntas de freguesia. Formação para micro-empresas. Formação para empresários agrícolas. Animação extra-curricular para estudantes _____________________________________________________________________________________ Página 60 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 5.2 Estudo de Caso 5.2.1 Topologia de Rede Para levar a cabo o trabalho proposto, e atingir os resultados esperados acima descritos é necessário seguir uma metodologia baseada no Referencial Comum, pois só assim é possível efectuar um estudo do dimensionamento da rede do EDV. São de seguida apresentados mais detalhadamente as especificações das diversas etapas a seguir: 1º. Identificar a actual situação em termos de redes e serviços de comunicação usados pelas entidades institucionais do EDV, pela obtenção de informação relativa à geografia, demografia e principais actividades sócio-económicas, etc. Quanto à caracterização das redes e serviços em uso, temos que ter em conta: • Organização, estrutura, tipologia • Interligações proprietárias e ligações alugadas a operadores • Soluções Técnicas: 1.Meios Físicos 2.Tecnologias de transmissão, transporte, etc. 3.Equipamentos (Activos/Passivos) Deverão ser igualmente considerados os custos associados à exploração das actuais redes e serviços. 2º. Efectuar uma previsão da evolução das necessidades de serviços e infraestruturas de telecomunicações, começando inicialmente pelos municípios, passando depois para o tecido empresarial, e finalmente para os privados: • Serviços e Qualidade de Serviço • Taxas de adesão/penetração • Investimento em Equipamentos e em Instalações de rede • Custos associados à operação e manutenção das infra-estruturas de rede a implementar _____________________________________________________________________________________ Página 61 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 3º. Considerar várias alternativas para a arquitectura de rede e serviços a adoptar, tendo em conta a integração de soluções avançadas (tecnologias ópticas com alta densidade de comprimentos de onda (DWDM) transportando tráfego IP, Voice over Internet Protocol (VoIP), etc.) e soluções já consolidadas (mecanismos de transmissão e transporte em fibra óptica do tipo GigaBit Ethernet, tecnologias ADSL no cobre, etc.) 1. Identificação de possíveis soluções de rede (Figura 32) • Rede Nuclear (Core Network – Transporte e Interligação) i. Meio Físico: Cobre, fibra ou rádio ii. Tecnologias de Transmissão e Transporte: SDH vs Gigabit Ethernet • Distribuição i. Meio Físico: Cobre, fibra ou rádio ii. Tecnologias de distribuição • Acesso i. Cobre (ADSL, RDIS, cabo) ii. Fibra (Gigabit Ethernet, SDH, PDH) iii. Rádio (Wi-Fi, Wi-Max, Hiperlan, LMDS) _____________________________________________________________________________________ Página 62 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Figura 32 - Referencial de Representação das Redes e Serviços de Telecomunicações 2. Identificação do enquadramento regulamentar aplicável 3. Identificação dos possíveis cenários de oferta de infra-estruturas de acesso e de interligação (operadores de acesso presentes ou com interesse em estabelecer uma presença, empresas com operações afins ao negócio das telecomunicações, etc.). Por exemplo: - Grupo PT - Novis - NetDouro - Refer (Linha do Vouga e do Norte) - ONI - Transgás - CaboVisão - AR Telecom - RádioMóvel _____________________________________________________________________________________ Página 63 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Figura 33 - Estrutura da rede ReferTelecom 4. Proposta do Plano de Interligação de Edifícios Camarários • Proposta de arquitecturas e topologias • Identificação de possíveis soluções técnicas • Diagramas físicos e lógicos das alternativas e soluções para a interligação dos edifícios camarários em cada município • Reestruturação de circuitos existentes 5. Proposta de Interligação das Redes de Banda Larga Camarárias e Regional do EDV às redes dos operadores públicos de serviços • Proposta de arquitecturas e topologias • Identificação de possíveis soluções técnicas • Identificação de possíveis soluções organizacionais 6. Ligação de cada município à Plataforma Tecnológica Regional (PTR) e à Internet _____________________________________________________________________________________ Página 64 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Os diferentes tipos de interligações anteriormente referidos estão ilustrados a seguir: Figura 34 - Diferentes tipos de interligação possíveis 7. Proposta de actualizações, substituições ou aquisições de equipamentos de acordo com as alternativas consideradas 8. Avaliação da utilização de VoIP 9. Proposta de planeamento (Plano de 1ª instalação e faseamento do rool-out) 4º. Desenvolver um Plano estratégico de racionalização das comunicações das entidades referidas: 1. Definição de níveis e qualidades de serviços necessários 2. Sugestões e estimativas de redução de custos operacionais 3. Planos de migração, voz e dados, indicadores de impacto financeiro (ROI) 4. Expectativas de sustentabilidade da estrutura a instalar em cada alternativa • Planos de criação de competências internas e contratação externa para garantir os níveis de serviço indicados • Sugestões e estimativas de fontes de financiamento e de sustentabilidade • Modelos de exploração da infra-estrutura _____________________________________________________________________________________ Página 65 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Figura 35 - Distância entre a rede de fibra óptica da NetDouro e as Câmaras Municipais Tendo em conta estes valores, é provável que se apliquem diferentes soluções técnicas dependendo do município em causa, pelo que se deverá efectuar uma análise detalhada de cada um dos locais de instalação. _____________________________________________________________________________________ Página 66 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 5.3 Aplicação da Metodologia Considerando todas as características da região do Entre Douro e Vouga, e tendo em conta a população jovem, a sua receptividade às novas tecnologias, e a necessidade urgente de recuperar o atraso em formação e qualificação da população activa, conjugadas com a necessidade de incentivar o sector de serviços na região e a diversidade e riqueza que esta tem para oferecer, resultam num potencial único para a implementação de um projecto integrado como o EDV Digital. Assim sendo, o maior objectivo deste projecto será captar todo o potencial da região, em áreas como o conhecimento, a intervenção social, o empreendedorismo, a intervenção institucional, a cultura ou o ambiente, que se encontra espalhado por iniciativas e locais dispersos, e conjugá-lo num único espaço digital que reúna as valências e forças dos diferentes actores regionais, tendo em conta que a mais valia deste projecto passa pela projecção de uma imagem coerente, coesa e organizada da região que se deseja digital. Apresentam-se a seguir as diversas fases do projecto EDV Digital: ¾ Concepção da arquitectura tecnológica ¾ Produção e consolidação dos conteúdos para cada site criado ¾ Implementação dos sites ¾ Testar a sua utilização ¾ Medir a percentagem de população servida pelos sites criados ¾ Acções de Divulgação e Mobilização ¾ Desenvolvimento da parte de exploração comercial dos mesmos para criar condições de sustentabilidade económica Em termos de indicadores de monitorização para avaliação de cada sub-projecto temos: ¾ Nº de sites ¾ Nº de utilizadores ¾ Percentagem de cobertura da população servida por cada sub-projecto ¾ Nº de postos de trabalho criados pelo projecto _____________________________________________________________________________________ Página 67 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ ¾ Nº de equipamentos instalados ¾ Nº de entregáveis de cada sub-projecto ¾ Taxas de execução financeira em consonância com o orçamento previsto ¾ Nº de acções de divulgação na área da Sociedade da Informação Outra tarefa a realizar prende-se com a determinação dos valores associados ao investimento em causa, à operação e manutenção de um Datacenter e da rede, nomeadamente os custos relacionados com a sua gestão, e por quem deverá ser feita. Nessa altura já podemos também analisar qual será o tipo de ligação mais vantajosa em cada caso, e o que se deve alugar (apenas a linha, ou todo o circuito) pois os valores variam em função da distância e do débito em causa. Podemos então efectuar uma análise de sensibilidade e risco associado, utilizando uma ferramenta (ex. Folha Excel do Projecto TONIC). Devido a possíveis constrangimentos, deve ser feita uma apresentação clara e acessível dos objectivos e missão do projecto EDV Digital, a cada uma das entidades promotoras, executantes dos sub-projectos, aos destinatários de cada projecto e ao público em geral. Como em qualquer projecto, existem factores condicionantes ao seu desenvolvimento: ¾ Insuficiente mobilização e envolvimento dos parceiros ¾ Fraca adesão de utilizadores dos Portais ¾ Falta de representatividade dos actores económicos e sociais regionais ¾ Incapacidade de integração e correlação de todos os sub-projectos propostos ¾ Insuficiente geração de receitas que permitam a sustentabilidade financeira de cada sub-projecto ¾ Os ritmos inerentes à estrutura de funcionamento de cada uma das organizações envolvidas Todos estes aspectos devem ser alvo de um estudo de forma a definir claramente quais as possibilidades de negócio de uma rede deste género. _____________________________________________________________________________________ Página 68 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 6 ViseuDigital 6.1 Introdução Praticamente todo o enquadramento legal mencionado para o EDV, pode ser aplicado à Lusitânia – Agência de Desenvolvimento Regional, entidade criada para promover e desenvolver o projecto ViseuDigital. Dentro dos objectivos traçados para a Lusitânia pode-se destacar os de promover a região e seus recursos, melhorar e assegurar a coordenação, a comunicação e a cooperação entre os actores regionais de desenvolvimento e todo o sistema de desenvolvimento local, regional e nacional e equilibrar os diferentes interesses das diversas sub-regiões e os diferentes promotores de desenvolvimento regional. Adicionalmente aos projectos referência, o ViseuDigital também contempla: ¾ DãoDigital → Promover a introdução do E-Business no sector do vinho do Dão; Disponibilizar e promover informação relativa a este produto e as suas características fundamentais; Divulgar informação de carácter útil para os consumidores deste produto, tais como propriedades agrícolas, processos de vinificação, classificação e ranking de vinhos, relacionamento de castas e vinhos com a gastronomia, características específicas de manuseamento e consumo dos diferentes produtos vitícolas ¾ Museu Virtual → Incrementar as acessibilidades num ambiente global; Integração sistémica necessária in building com vista à incorporação permanente de soluções multimédia; Desenvolvimento de modelos tridimensionais das peças de valor cultural relevante existentes no espólio regional; Implementação do conceito “Knowledegman” como meio preferencial de exibição de conteúdos multimédia; Desenvolvimento de exposições virtuais; Implementar o conceito de tutor virtual na cultura digital; Promover a introdução do E-Business no sector da Cultura _____________________________________________________________________________________ Página 69 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 6.1.1 Enquadramento O projecto ViseuDigital contempla o sub-projecto Rede Camarária cujo objectivo é dotar os 12 municípios aderentes a esta iniciativa com uma infra-estrutura de telecomunicações de banda larga. Por questões de operacionalidade dividiu-se este sub-projecto em dois grupos denominados rede nível 1, ou intra-camarária, e rede nível 2, ou inter-camarária. A rede nível 1 consiste no conjunto de 12 redes maioritariamente em fibra óptica que interligarão vários edifícios camarários dentro de cada município. A rede nível 2 é uma rede em tecnologia rádio de alta capacidade (feixes hertzianos) que fará a ligação dos 12 municípios a um datacenter localizado em Viseu, e que funcionará como ISP para a rede camarária. A instalação desta rede estará a cargo da empresa SIEMENS S.A. enquanto que o provider de conectividade será a NOVIS. Estão contemplados cerca de 100 edifícios camarários mais 19 estações de rádio, cobrindo áreas geográficas tipicamente pouco atractivas para os operadores de telecomunicações. 6.2 Planeamento e Implementação 6.2.1 Rede Intra-camarária (ou Nível 1) Caracteriza-se por doze infra-estruturas maioritariamente em tecnologia de fibra óptica (FO) que darão cobertura a aproximadamente 100 edifícios camarários distribuídos pelos 12 municípios. No caso do ViseuDigital não será aproveitada nenhuma fibra escura que eventualmente possa existir no subsolo dos municípios, quer isto dizer que, toda a fibra que irá interligar os edifícios será instalada de raiz. _____________________________________________________________________________________ Página 70 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Idealmente os cabos de FO seriam aplicados em tubos enterrados no solo devidamente condicionados com caixas de acesso para manutenção, reparação etc. Devido muitas vezes às dificuldades de abertura de condutas pelo método tradicional, nomeadamente em cidades já estruturadas e ao impacto negativo que as obras causam aos utentes das vias, irão ser utilizados, para além do cabo “normal”, dois tipos de cabo que permitem contornar estas dificuldades. São eles o MCS-Drain e o MCSRoad. O MCS-Drain é um tipo de cabo apropriado para instalação nas redes de condutas de águas pluviais e de esgoto, enquanto que o MCS-Road foi concebido para instalação no asfalto, mais concretamente, num rasgo estreito efectuado no alcatrão que é tapado após colocação do cabo. O constrangimento orçamental obriga a que as ligações em fibra óptica das redes intra-municipais tenham tipologia de espinha dorsal, contemplando os edifícios propostos pelos municípios e onde a redundância de caminho não é requisito prioritário. Os edifícios que por questões estratégicas/visibilidade deviam ser integrados na rede mas cujas ligações por fibra óptica revelaram-se, ou muito caras ou de difícil exequibilidade, optou-se pela utilização de ligações Wi-Fi ponto-a-ponto a 54Mbits (norma 802.11g). Pontualmente foram utilizadas ligações wireless para questões de redundância. Ao nível técnico foram considerados os seguintes pressupostos para todos os municípios: • Todos os edifícios interligados por fibra óptica (FO) devem ser contemplados com um mínimo de 2 pares. • O percurso que vai desde o ponto de chegada da rede de inter-camarária até ao local de agregação de tráfego no respectivo município não pode ser alvo de qualquer constrangimento de largura de banda, sendo disponibilizado para tal, um mínimo de 3 pares de fibra óptica. _____________________________________________________________________________________ Página 71 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Estão representados nas figuras seguintes dois exemplos da topologia das redes acima descritas: Figura 36 - Diagrama de uma rede intra-camarária do ViseuDigital (1) Figura 37 - Diagrama de uma rede intra-camarária do ViseuDigital (2) _____________________________________________________________________________________ Página 72 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 6.2.2 Rede Inter-camarária (ou Nível 2) A rede inter-camarária visa estabelecer uma rede entre treze municípios do distrito de Viseu e um DataCenter. A rede será composta por dezanove estações perfazendo vinte ligações de feixes hertzianos bidireccionais com capacidade STM-1 (155Mbps), a operarem em conformidade com a as frequências atribuídas pelo organismo regulador ANACOM nas bandas de 7, 11 e 18 GHz, e que formarão uma topologia baseada em dois anéis, descrita nas figuras seguintes. Castro D’aire São Macário Oliveira de Frades VNova Paiva (REP) Sra. Castelo Vousela S.Pedro Sul Santa Luzia Satão Sra. Castelo Mangualde Carregal do Sal Caramulo Viseu (Data Center) Nelas Penalva Castelo Viseu (Loja Cidadão) Tábua VNova Paiva Tondela Aguiar da Beira Estações c/ extracção de tráfego Estações s/ extracção de tráfego Figura 38 - Diagrama da rede inter-camarária do ViseuDigital (1) _____________________________________________________________________________________ Página 73 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Figura 39 - Diagrama da rede inter-camarária do ViseuDigital (2) As ligações terão uma configuração (1+0) dado que a maioria das ligações pertencem ao anel, e serão implementados nós de multiplexagem SDH (Synchronous Digital Hierarchy) responsáveis pelo mecanismo de redundância de anel. O equipamento de rádio é SRA 4. Trata-se de um sistema concebido para redes de acesso de operadores de telecomunicações capaz de suportar tráfego de voz, vídeo e dados. Este equipamento tem também como característica suportar upgrades até velocidades de STM-4. _____________________________________________________________________________________ Página 74 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Os equipamentos de gestão da rede previstos serão o sistema NetViewer para os rádios e o sistema TNMS-M para os multiplexeres. 6.2.3 Constrangimentos Pode-se adiantar que o principal motivo que originou a tomada de decisões foi a disponibilidade orçamental para este sub-projecto. É sabido que a tecnologia de fibra óptica apresenta melhores desempenhos e menos problemas que uma tecnologia de rádio. Assim é possível prever que a opção dos feixes hertzianos na rede core resulte em limitações de velocidade de transmissão e problemas inerentes às tecnologias de propagação em meio não guiado. Relativamente à rede intra-camarária, o reduzido número de fibras por site poderá ser um obstáculo para conseguir atrair operadores de telecomunicações ao negócio. Outro factor preocupante é a inexistência, em muitos casos, de redundância de caminho que poderá exigir investimentos adicionais de forma a tornar a rede apelativa a possíveis parceiros. _____________________________________________________________________________________ Página 75 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7 Estudo de Caso 7.1 Introdução Neste capítulo será efectuado o estudo da região, dos modelos de negócio e resultados económicos, para o ViseuDigital. 7.2 Modelos de Negócio 7.2.1 Introdução Para identificar o melhor cenário, dos mencionados no ponto 4.3, para o futuro da rede do ViseuDigital, foi efectuado um estudo de vários modelos de negócio aplicáveis à infra-estrutura. Para o surgimento de ideias válidas no âmbito deste trabalho, procedeu-se a uma recolha de informação que passou por consultas aos operadores de telecomunicações, às empresas e organismos públicos ligados ao ramo das telecomunicações, e pelo estudo de case studies4 implementados com sucesso no estrangeiro. Das várias modalidades analisadas destacam-se o aluguer da infra-estrutura de fibra e/ou da infra-estrutura de feixes hertzianos aos operadores, o fornecimento de acesso à Internet aos parques industriais, ao mercado empresarial ou ao mercado residencial. Após analisadas as implicações de cada modelo (e possíveis vertentes) ao nível da importância estratégica para a região do Dão, da exequibilidade, investimento necessário, mercado alvo, ROI, manutenção, etc, houve a necessidade de excluir algumas hipóteses. No final chegou-se a dois possíveis modelos de negócio: “modelo de aluguer de fibra” e “modelo de fornecimento de Internet aos Parques Industriais”, doravante denominados por Modelo 1 e Modelo 2, respectivamente. 4 Cyberal, Brodband Canada _____________________________________________________________________________________ Página 76 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Estes serão aplicados à infra-estrutura, onde serão analisados os custos de implementação, custos de material, custos de conectividade, tarifários, receitas, rentabilidade, break-even, entre outras variáveis. Segue-se a descrição de cada modelo: 7.2.1.1 Modelo 1 – Aluguer da Infra-Estrutura de Fibra Óptica a Operadores de Telecomunicações O Modelo 1 baseia-se no aluguer da Infra-estrutura das redes intra-camarárias (nível 1) do ViseuDigital aos operadores. Neste modelo é concedido ao operador, o acesso a todo o backbone da rede (maioritariamente constituída por fibra óptica) do município, i.e., é-lhe dada a possibilidade de chegar a todos os locais abrangidos pela infra-estrutura. O panorama actual das infra-estruturas de telecomunicações dentro das localidades da região do Dão é bastante redutor pois, à excepção do incumbente, tipicamente, as redes dos operadores passam na periferia dos centros urbanos. Assim, este modelo de negócio será especialmente atractivo para os operadores, pelo facto da infra-estrutura do ViseuDigital atravessar o interior dos municípios e contemplar algumas principais vias residenciais dos mesmos. Aliando a medida OLL (Oferta desagregada do Lacete Local), imposta pela comunidade europeia, à existência de alternativas para chegar com a rede de acesso às áreas residenciais, leva-nos a reiterar que este modelo será bastante interessante para os operadores, que actualmente têm como única opção, o aluguer de circuitos dedicados ao incumbente. Dentro do modelo 1 prevê-se que a largura de banda disponível será limitada e que dependerá directamente do montante pago pelo operador. Também se pode acrescentar que, por base, este aluguer é efectuado, e valorizado, município a município. _____________________________________________________________________________________ Página 77 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Durante a análise deste modelo de negócio, considerou-se dividi-lo em duas vertentes, uma para as redes nível 1 e outra para a rede nível 2 (ou inter-camarária). No entanto, a largura de banda desta rede (155 Mbits) prevê-se escassa no que concerne ao possível negócio, pois é necessário salvaguardar o bom funcionamento das aplicações pertencentes ao ViseuDigital e aos municípios. Escalar a capacidade da rede de feixes para STM-2 ou superior (relembra-se que esta poderá chegar até velocidades STM-4, ou 622Mbits) de forma a criar as condições necessárias para a rentabilização, revela-se num aumento de custos acentuadíssimo. Por outro lado, os índices de adesão previstos não são muito animadores, pois como já foi referido, o problema dos operadores não é chegar às localidades, mas sim, entrar dentro delas e penetrar no mercado residencial. O impacto destes dois constrangimentos (CAPEX elevado e baixo índice de adesão) para esta possível vertente do modelo de negócio fazia prever um ROI bastante complicado. Pelos motivos acima mencionados optou-se por não considerar válida esta vertente de negócio. Resta acrescentar que ao excluir a rentabilização da rede nível 2 do negócio, foram também postos de parte quaisquer cenários de aluguer híbridos, i.e., aluguer da fibra e do rádio simultaneamente. 7.2.1.2 Modelo 2 – Fornecimento de Ligação e Acesso à Internet aos Parques Industriais O segundo modelo de negócio considerado para a rede do ViseuDigital, consiste no fornecimento de ligação e acesso de Internet aos parques industriais da região do Dão. A partir de pontos estratégicos da rede camarária, far-se-á, para cada parque industrial, uma ligação rádio de banda larga (em tecnologia Hiperlan/2), que será posteriormente distribuída às empresas interessadas, pela entidade gestora de cada parque. _____________________________________________________________________________________ Página 78 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ A opção de delegar na entidade gestora do parque a comercialização do acesso à Internet prendeu-se com a prática cada vez mais comum nos parques industriais, que é incumbir a entidade gestora de competências para negociar a procura agregada e assim obter os benefícios inerentes de uma rede colaborativa. Todos os custos relacionados com a instalação e manutenção destas novas ligações serão suportados pela entidade responsável da infra-estrutura do ViseuDigital, cabendo aos clientes o pagamento mensal do aluguer da ligação de acesso à Internet. Contribuiu para esta decisão a presença marcante do sector industrial no território, assim como a escassa oferta de ligações à Internet para as indústrias localizadas nos parques. Após um levantamento no território, onde foram aferidos alguns pressupostos necessários para agregar os parques à rede do ViseuDigital, como por ex. linhas de vista entre pontos da rede camarária e o parque, dimensão e número de empresas existentes no parque, foram considerados 19 parques industriais albergando no seu todo cerca de 300 empresas. 7.2.1.3 Informação Adicional Foi atrás mencionado da possibilidade de se proceder ao estudo de modelos de negócio baseados no fornecimento de Internet ao mercado empresarial e residencial dentro dos municípios. Estes modelos não foram considerados pelos motivos que passamos a apresentar: Sabendo que a infra-estrutura da rede camarária equivale ao backbone de um operador, para alcançar o mercado residencial/empresarial seria necessário proceder à desagregação desta rede. _____________________________________________________________________________________ Página 79 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Esta desagregação poderia ser efectuada através de várias formas que vão desde o recurso aos lacetes locais do incumbente, passando pela utilização de tecnologia Wi-Fi (802.11g), ou recorrendo à tecnologia WiMax, etc… Apesar da directiva europeia que impõe regras na Oferta desagregada do Lacete Local5 (OLL) de forma a garantir a sã concorrência no mercado das telecomunicações, tal opção não foi considerada válida pois os custos inerentes são bastante elevados para uma entidade com uma estrutura de pequena dimensão como será a detentora da rede camarária. As regras e valores praticados no acesso ao lacete local são tipicamente, soluções viáveis para operadores de média/grande dimensão. A segunda opção considerada passava pelo recurso ao Wi-Fi de forma a alcançar o cliente final. Esta solução demonstrou não ser viável, pois sendo esta uma banda não licenciada, as ligações já existentes nos meios urbanos (cuja tendência é aumentar), seriam potenciais causadoras de interferências, colocando em causa a qualidade do serviço. Também para calcular um valor realista do investimento, e respectiva arquitectura adequada, seria uma tarefa complexa pois as topologias das cidades obrigariam a bastantes surveys de modo a aferir a qualidade do sinal em toda a localidade sob pena de se anunciar a disponibilização do serviço em zonas sem possibilidade de cobertura. A opção do WiMax (802.16) não foi considerada visto tratar-se de uma tecnologia em fase de maturação e onde a atribuição da Licença de Utilização pelo organismo regulador, ANACOM, assim como o pagamento das respectivas taxas, visto tratar-se de uma frequência licenciada, são neste momento obstáculos bastante relevantes. _____________________________________________________________________________________ Página 80 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.2.1.4 Cálculo do índice de adesão e valorizações dos modelos Sabendo que a percentagem de população que actualmente tem acesso à Internet é de aproximadamente 30% (segundo um estudo publicado pelo INE), e que dos que não têm acesso, 58% afirmam não terem interesse pela tecnologia (o que representa aproximadamente 40% da população), facilmente se pode prever que dentro de alguns anos a população com acesso à Internet rondará os 60%. Tendo em conta indicadores de análises efectuadas, que revelam elevadas taxas de crescimento, prevê-se que estas tendam a aumentar nos anos mais próximos, mas a médio prazo as mesmas abrandarão. Assim sendo, e de modo a facilitar a nosso estudo, considerámos uma variação linear para a adesão à infra-estrutura, com um crescimento anual de 10%, pois prevemos que os 60% da população com acesso à Internet será atingido dentro de 10 anos. Adicionalmente, tivemos como base a “Informação Estatística do 4º trimestre de 2005” publicada pela Anacom, onde nos foi possível verificar que a percentagem de clientes de Banda Larga é de 11,5%. Logo, a partir deste indicador chegámos à conclusão que a relação entre a percentagem de população com acesso à Internet e clientes de Banda Larga é aproximadamente 3. Assim sendo, considerando que a actual largura de banda média por ligação é de 1 Mbps, e tendo como amostra a população de cada Concelho, através da fórmula seguinte foi-nos possível obter a previsão da largura de banda (Mbps) necessária daqui a 10 anos: (Previsão Internet da daqui Percentagem a 10 Anos de – População que Percentagem de terá acesso População à que actualmente tem acesso à Internet) * População do Concelho * Percentagem de Clientes de Banda Larga / (Relação existente entre Percentagem de População e Clientes) Os cálculos conducentes aos preços abaixo apresentados tiveram por base uma complexa pesquisa no mercado, pois estamos a falar de valores que não estão propriamente acessíveis ao público. 5 Unbundled Access to the local loop _____________________________________________________________________________________ Página 81 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Outra nota importante é que no modelo de negócio 1, o ViseuDigital aluga infraestrutura mas não fornece conectividade, o que provoca uma redução nos valores praticados. A tabela em baixo mostra as valorizações que foram aplicadas nos dois modelos. Largura de Banda Equipamento de Suporte Modelo 1 1 Gb Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Fibra Óptica Modelo 2 4 Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Link Wireless PTP 6 Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Link Wireless PTP 10 Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Link Wireless PTP Ligação e Acesso à Internet 155 Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção SDH Rádio 64 Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção SDH Rádio Valor Mensal (s/IVA) 50.000,00 € 400,00 € 1.100,00 € 3.000,00 € 30.000,00 € 18.000,00 € Tabela 1 - Valorizações aplicadas nos modelos de negócio No modelo 2, considerou-se que parques industriais que possuam até 16 empresas deveriam ser servidos com ligações de 4 Mbps, parques com 17 a 25 empresas com ligações de 6 Mbps, e para parques com mais de 25 empresas ligações de 10 Mbps. _____________________________________________________________________________________ Página 82 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.3 Região do Dão-Lafões • Geografia A região Dão-Lafões situa-se na zona central de Portugal, praticamente equidistante do Atlântico e da fronteira com Espanha, num ponto estratégico de confluência de vias. A cerca de 90 km de Aveiro, Coimbra ou Covilhã, 130 km de Vilar Formoso, 300 km de Lisboa e 120 km do Porto, pode chegar-se à região pelos eixos rodoviários IP5-A25 ou IP3, pela rede de estradas nacionais ou pela principal linha internacional de caminhosde-ferro, a linha da Beira Alta (estações de Nelas e Mangualde). O distrito de Viseu é um dos mais montanhosos do País, dele fazendo parte os maciços das serras da Lapa (com 953m de altura), Leomil (com 1008m), Montemuro (com 1382m), Caramulo (com 1071m), e algumas ramificações da Estrela (com 1991m, a mais alta de Portugal). A parte norte e nordeste é atravessada pelas serras da Lapa, Leomil e Montemuro para Norte das quais se estende a bacia hidrográfica do rio Douro e seus afluentes. A área ocidental do distrito é dividida pelo rio Vouga, sobressaindo a norte as serras de S. Macário, Arada e Gralheira e a sul as serras das Talhada e Caramulo. A sul e sudeste localiza-se a bacia do rio Mondego e a do seu afluente rio Dão. • Geologia Dadas as características geológicas da região, nela são abundantes as águas termais, cujas propriedades terapêuticas são conhecidas há muito tempo. Nascendo a temperaturas elevadas nas camadas profundas da terra, estas águas puras, química e mineralogicamente ricas, têm propriedades que as tornam especialmente indicadas para diversas terapias – reumatismos, artroses, doenças dos aparelhos respiratórios e digestivo, problemas dermatológicos. Graças à qualidade da água, aos equipamentos e técnicas de tratamento utilizados e ao profissionalismo das pessoas que nelas _____________________________________________________________________________________ Página 83 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ trabalham, as estâncias termais oferecem hoje, também, uma interessante alternativa para uns dias de repouso, associando saúde, bem-estar e lazer. A rocha predominante no distrito é o granito, que corresponde a mais de 3/4 da área. A oeste granitos alcalinos; a norte, leste e sul granitos profiróides que caracterizam o maciço antigo e o chamado "Planalto de Viseu". Cerca de 19% do restante da área é ocupado por formações de quartzitos e gneisses. Os solos situam-se na mancha do grande grupo de solos pardo-acizentados podzolizados, sendo na maior parte graníticos, podendo ocorrer litossolos e argiluviados, nas zonas planas. No revestimento botânico impera o pinheiro bravo, constituindo uma das maiores manchas de pinhal da Europa. • Clima O clima do Distrito se bem que com variantes devido a factores climáticos como altitude e orientação de vertentes é, segundo a classificação racional de THORNTHWAITE, dos tipos A (super húmido) Caramulo e B4 (muito húmido) Viseu; segundo a classificação de KOPPEN o clima é mediterrânico com estação seca bem demarcada, se bem que curta (Julho e Agosto), coincidindo com o aumento da temperatura. As temperaturas do ar médias anuais em Viseu, situam-se próximas dos 13º C, sendo os meses mais frios Janeiro e Dezembro (6º C), e os mais quentes Julho e Agosto (20º C). A insolação em todo o distrito cifra-se entre as 2.400 a 2.600 horas / ano. A média anual da humidade relativa do ar no distrito tem valores compreendidos entre 70% e 83%. O vento dominante é de oeste (Caramulo), de noroeste (S. Pedro do Sul) e de este (Viseu). A evapotransporação potencial ajustada (necessidade de água) tem médias anuais próximas dos 700mm, no entanto, a evapotransporação real ronda os 560mm. Nesta região verifica-se também a ocorrência de geada, a partir dos fins de Setembro até aos fins de Maio. _____________________________________________________________________________________ Página 84 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ • Nível Sócio-Económico Em 1991 a população activa no distrito de Viseu correspondia a cerca de 249.300 residentes representando 62,7% da população. Com o desenvolvimento SocioEconómico, o sector Terciário que representa 25,6% em 1981 atinge 40% da população em 1991. O sector Secundário representava 28,7% contra 23,8% em 1981. O sector Primário empregava 32,3%, contra os 50,5% em 1981. Estes indicadores reflectem também profundas assimetrias entre os concelhos do interior com elevada percentagem da população no sector primário e os concelhos urbanos de Viseu e Lamego já dependentes do sector terciário. Quanto aos Grupos de Profissões, o destaque vai para "Trabalhadores da Agricultura" com 26,7%, "Trabalhadores da Produção Industrial e Artesãos" com 19,7% e "Trabalhadores não qualificados da Agricultura, Indústria, Comércio e Serviços" com 18,9%. • Economia A nível económico, o distrito de Viseu possui uma elevada aptidão agrícola, produzindo trigo, milho, centeio, batatas, legumes e frutos. Contudo, a cultura mais intensa é a da vinha, com a particularidade de produzir vinhos licorosos a norte, verdes na região de Lafões e maduros no Dão. Pela sua importância económica, é de salientar o Vinho do Dão como das mais importantes actividades agrícolas. Pertence a 28 freguesias a área demarcada do Vinho do Dão e abrange uma superfície de 3.214ha, com uma produção média, em anos normais, de cerca de 500.000 hectolitros de vinho. A pecuária e a agricultura estão bastante desenvolvidas, e encontram-se igualmente indústrias de madeira, marcenaria, cerâmica, metalomecânica e produtos alimentares. A área demarcada "Queijo Serra da Estrela" abrange também o Distrito de Viseu. _____________________________________________________________________________________ Página 85 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ • Educação Com o desenvolvimento da região, também o nível de escolaridade da população tem aumentado. De acordo com a Direcção Regional de Educação, do Instituto Politécnico e da Universidade Católica, estavam matriculados cerca de 79.376 alunos nos diversos estabelecimentos do Distrito. Em 1991, a taxa de analfabetismo era de 15,2%, ou seja superior à do Continente (12,7%), concentrando-se com maior intensidade nos concelhos do interior e mais distantes da sede do Distrito. • Mapa No mapa seguinte podemos verificar a localização dos concelhos, e a sua área: Figura 40 - Mapa da Região do Dão-Lafões _____________________________________________________________________________________ Página 86 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ De Salientar também que a maneira afável e generosa de receber os seus visitantes faz o encanto desta região. Seja nos núcleos urbanos ou fora deles, em estabelecimentos hoteleiros, em casas de turismo no espaço rural ou parques de campismo e caravanismo, as opções são múltiplas e variadas, cada uma com o seu encanto e todas com a hospitalidade de quem recebe com gosto os visitantes. Segundo um estudo sobre Sustentabilidade e Qualidade de Vida, realizado pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa com dados relativos ao ano de 2001, os concelhos de Viseu e Nelas, juntamente com Mangualde e Resende, obtiveram o lugar de destaque com a classificação máxima. O estudo baseou-se em três objectivos estratégicos (preservar o capital natural e paisagístico; preservar o capital humano e social; capacitar o capital humano e social), a partir dos quais se definiram dez domínios de observação: actividades económicas; educação e formação; habitação e vizinhança; mercado de trabalho; ocupação e uso do solo; participação, integração e cultura; população e famílias; rendimento e consumo; saúde; transportes e comunicações. _____________________________________________________________________________________ Página 87 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.4 Aguiar da Beira Figura 41 - Município de Aguiar da Beira Freguesias: 13 Área: 206,9 Km² População (2001): 6.247 Densidade Populacional: 30,3 Hab/Km² Web: http://www.cm-aguiardabeira.pt 7.4.1 Caracterização da Região • Geografia O concelho de Aguiar da Beira pertence à sub-região Dão-Lafões e ergue-se a 781m de altitude. Na encosta da Serra da Lapa, a região de Aguiar da Beira é caracterizada pelos grandiosos maciços graníticos, enormes rochedos que contornam e desenham o terreno. _____________________________________________________________________________________ Página 88 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ • Património Natural O negro da pedra é colorido pelas grandes manchas de vegetação. Uma beleza agreste e austera típica das regiões do planalto Beirão. Neste contexto, sítios de luxuriante vegetação, como as famosas Termas da Cavaca, revelam e realçam toda a grandiosidade, originalidade e riqueza da natureza destas terras altas, que fazem de Aguiar da Beira uma região de grande riqueza histórica e patrimonial. É uma paisagem de contraste, uma natureza rica e surpreendente que interessa descobrir em todo o seu esplendor. As cascatas enriquecem com o seu sussurro o ambiente de verdes variados que se desenham na encosta formando um cenário natural de beleza singular. • História As importantes ocupações humanas que remontam a épocas pré-históricas deixaram no concelho um legado construído que permite uma viagem através da evolução histórica, da forma de viver e da cultura de um povo. Existe ainda no concelho muito património arquitectónico e histórico de grande valor como, as ruínas do antigo Castelo, que remontam ao período do bronze final, uma ponte Românica, Sepulturas Antropomórficas, Casas Brasonadas, Cruzeiros (donde se destaca o pelourinho Manuelino) e Fontes (nomeadamente o poço com ameias), o santuário da Senhora da Lapa e a torre do relógio. • Economia A economia assenta na agro-pecuária, exploração de minas de urânio e águas termais. _____________________________________________________________________________________ Página 89 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.4.2 Descrição da Rede Sites / Tecnologia 1. Câmara Municipal / FO 2. Biblioteca / FO 3. Cinema / FO 4. Espaço Internet / FO 5. Piscinas / FO 6. Oficinas / Wireless Ponto de Intersecção com rede inter-camarária Depósito de Água Ponto de Agregação Câmara Municipal Redundância Não tem Detalhes Adicionais Não tem _____________________________________________________________________________________ Página 90 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Esquema da Rede Figura 42 - Esquema de Rede de Aguiar da Beira _____________________________________________________________________________________ Página 91 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.4.3 Descrição Geral A seguinte tabela contêm a descrição de parte do material, e respectivo custo, da implementação levada a cabo: Equipamento Quantidade Preço Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 24 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 6 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 24 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 24 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Ensaios de ligação óptica, incluindo entrega do respectivo relatório Execução de fusões e terminação de fibras Instalação de cabo em parede com aplicação de tubo de ferro galvanizado Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 24 fibras monomodo Documentação e cadastro da obra Opcional 1 505 240 930 290 90 914 135 60 11 11 138 138 100 5 1 Tabela 2 - Descrição parcial da rede nível 1 (Aguiar da Beira) 7.4.3.1 Previsões Para se fazer um estudo de uma implementação deste género é necessário fazer-se uma previsão sobre o comportamento, o desgaste, a evolução, o custo, dessa mesma implementação num determinado período de tempo. Para este estudo de caso considerou-se que um período de dez anos seria o mais indicado para se obter indicadores suficientes para a realização de uma análise criteriosa e bem estruturada. População Residente no Concelho Percentagem de População que actualmente tem acesso à Internet Previsão da Percentagem de População que terá acesso à Internet daqui a 10 Anos Previsão da Largura de Banda (Mbits) Utilizada daqui a 10 Anos 6.247 30% 60% 79 Tabela 3 - Previsão da largura de banda para Aguiar da Beira _____________________________________________________________________________________ Página 92 de 251 365,00 € 2.474,50 € 1.248,00 € 18.135,00 € 5.800,00 € 1.890,00 € 17.823,00 € 2.700,00 € 1.230,00 € 2.970,00 € 5.280,00 € 3.450,00 € 2.484,00 € 450,00 € 1.450,00 € 1.100,00 € 5.367,50 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Neste gráfico é possível observar-se a adesão por parte da população de Aguiar de Beira ao serviço de acesso à informação. y = 7,8682x Largura de Banda (Mbits) Adesão à Infra-estrutura R2 = 1 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Series1 Linear 0 2 4 6 8 10 12 Anos Figura 43 - Adesão à Infra-estrutura (Aguiar da Beira) Nas tabelas seguintes observa-se a previsão da evolução do número de futuros usuários para os dois modelos, no período considerado. Para o Modelo 1: Operadores Indice de Adesão Anual dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária (valores médios), em Largura de Banda (Gb Adesão dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária ao longo dos anos, em Largura de Banda (Gbits) 0 0,0000 0,0000 1 0,0077 0,0077 2 0,0077 0,0154 3 0,0077 0,0231 4 0,0077 0,0307 Anos 5 0,0077 0,0384 6 0,0077 0,0461 7 0,0077 0,0538 8 0,0077 0,0615 9 0,0077 0,0692 10 0,0077 0,0768 6 0 1 7 0 1 8 0 1 9 0 1 10 0 1 Tabela 4 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Aguiar da Beira) Para o Modelo 2: Entidade(s) Gestora(s) do(s) Parque(s) Industrial(ais) Indice de Adesão Anual dos Parques Industriais (valores médios), em Número de Parques Industriais Adesão dos Parques Industriais ao longo dos anos, em Número de Parques Industriais 0 0 0 1 1 1 2 0 1 3 0 1 4 0 1 Anos 5 0 1 Tabela 5 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Aguiar da Beira) A adesão de novos usuários, ao longo dos anos, implica a introdução de mais material, para além do desgaste e possível substituição do já existente. _____________________________________________________________________________________ Página 93 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Para se poder observar esta situação de uma forma quantitativa criou-se uma tabela que demonstra a evolução da implementação/substituição de material na rede durante o período de previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Número de unidades) Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 Anos 5 4 6 7 8 9 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 24 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 6 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 24 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 24 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 24 fibras monomodo 1 505 240 930 290 90 914 135 60 11 11 5 1 0,05 36,07 17,14 46,50 14,50 4,50 45,70 6,75 3,00 0,55 0,55 0,36 0,07 0,05 36,07 17,14 46,50 14,50 4,50 45,70 6,75 3,00 0,55 0,55 0,36 0,07 0,05 36,07 17,14 46,50 14,50 4,50 45,70 6,75 3,00 0,55 0,55 0,36 0,07 0,05 36,07 17,14 46,50 14,50 4,50 45,70 6,75 3,00 0,55 0,55 0,36 0,07 0,05 36,07 17,14 46,50 14,50 4,50 45,70 6,75 3,00 0,55 0,55 0,36 0,07 0,05 36,07 17,14 46,50 14,50 4,50 45,70 6,75 3,00 0,55 0,55 0,36 0,07 0,05 36,07 17,14 46,50 14,50 4,50 45,70 6,75 3,00 0,55 0,55 0,36 0,07 0,05 36,07 17,14 46,50 14,50 4,50 45,70 6,75 3,00 0,55 0,55 0,36 0,07 0,05 36,07 17,14 46,50 14,50 4,50 45,70 6,75 3,00 0,55 0,55 0,36 0,07 0,05 36,07 17,14 46,50 14,50 4,50 45,70 6,75 3,00 0,55 0,55 0,36 0,07 Tabela 6 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Aguiar da Beira) Na tabela seguinte encontra-se essa previsão de implementação/substituição de material quantificada em euros. De referir que teve-se em consideração a depreciação do valor de mercado do material no decorrer dos anos da previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Em Euros) Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 4 Anos 5 6 7 8 9 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 24 fibras monomodo do cabo fixação do cabo fixação do cabo Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 24 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 24 fibras monomodo 365,00 € 2.474,50 € 1.248,00 € 18.135,00 € 5.800,00 € 1.890,00 € 17.823,00 € 2.700,00 € 1.230,00 € 2.970,00 € 5.280,00 € 1.450,00 € 1.100,00 € 17,34 € 167,91 € 84,69 € 861,41 € 275,50 € 89,78 € 846,59 € 128,25 € 58,43 € 141,08 € 250,80 € 98,39 € 74,64 € 16,43 € 159,08 € 80,23 € 816,08 € 261,00 € 85,05 € 802,04 € 121,50 € 55,35 € 133,65 € 237,60 € 93,21 € 70,71 € 15,51 € 150,24 € 75,77 € 770,74 € 246,50 € 80,33 € 757,48 € 114,75 € 52,28 € 126,23 € 224,40 € 88,04 € 66,79 € 14,60 € 141,40 € 71,31 € 725,40 € 232,00 € 75,60 € 712,92 € 108,00 € 49,20 € 118,80 € 211,20 € 82,86 € 62,86 € 13,69 € 132,56 € 66,86 € 680,06 € 217,50 € 70,88 € 668,36 € 101,25 € 46,13 € 111,38 € 198,00 € 77,68 € 58,93 € 12,78 € 123,73 € 62,40 € 634,73 € 203,00 € 66,15 € 623,81 € 94,50 € 43,05 € 103,95 € 184,80 € 72,50 € 55,00 € 11,86 € 114,89 € 57,94 € 589,39 € 188,50 € 61,43 € 579,25 € 87,75 € 39,98 € 96,53 € 171,60 € 67,32 € 51,07 € 10,95 € 106,05 € 53,49 € 544,05 € 174,00 € 56,70 € 534,69 € 81,00 € 36,90 € 89,10 € 158,40 € 62,14 € 47,14 € 10,04 € 97,21 € 49,03 € 498,71 € 159,50 € 51,98 € 490,13 € 74,25 € 33,83 € 81,68 € 145,20 € 56,96 € 43,21 € 9,13 € 88,38 € 44,57 € 453,38 € 145,00 € 47,25 € 445,58 € 67,50 € 30,75 € 74,25 € 132,00 € 51,79 € 39,29 € Tabela 7 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Aguiar da Beira) Por fim, na tabela seguinte, encontra-se a previsão do total dos custos da rede para o período de dez anos. Nesta previsão teve-se em consideração não só o custo da manutenção da rede, com a devida actualização do seu custo ao longo dos anos. Previsão dos Custos da Rede para um Periodo de 10 anos Custos 0 Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) 64.616,26 € Custos com Manutenção da Rede de Aguiar da Beira 6.041,44 € Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 76.262,62 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 4.824,28 € Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 18.000,00 € Despesa Actual do Município de Aguiar da Beira em Comunicações e Acessos à Internet -6.000,00 € Custos Totais da Rede (s/Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial e Equipamento Activ 163.744,60 € Custos com Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € Custos com Manutenção do Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € Custos com Implementação/Substituição de Equipamento Activo 34.330,58 € Custos com Manutenção do Equipamento Activo 3.433,06 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet ao longo dos anos 169.744,60 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação POSI) ao longo dos 76.556,29 € Custos da Rede em Equipamento Activo com Manutenção ao longo dos anos 37.763,64 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 114.319,93 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 114.319,93 € Anos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 3.223,98 € 3.054,30 € 2.884,61 € 2.714,93 € 2.545,25 € 2.375,56 € 2.205,88 € 2.036,20 € 1.866,51 € 1.696,83 € 6.198,52 € 6.355,60 € 6.512,68 € 6.669,75 € 6.826,83 € 6.983,91 € 7.140,99 € 7.298,06 € 7.455,14 € 7.612,22 € 4.586,95 € 4.345,53 € 4.104,11 € 3.862,69 € 3.621,28 € 3.379,86 € 3.138,44 € 2.897,02 € 2.655,60 € 2.414,18 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 18.468,00 € 18.936,00 € 19.404,00 € 19.872,00 € 20.340,00 € 20.808,00 € 21.276,00 € 21.744,00 € 22.212,00 € 22.680,00 € -6.156,00 € -6.312,00 € -6.468,00 € -6.624,00 € -6.780,00 € -6.936,00 € -7.092,00 € -7.248,00 € -7.404,00 € -7.560,00 € 31.145,72 € 31.203,70 € 31.261,68 € 31.319,65 € 31.377,63 € 31.435,60 € 31.493,58 € 31.551,56 € 31.609,53 € 31.667,51 € 1.630,70 € 1.544,88 € 1.459,05 € 1.373,22 € 1.287,40 € 1.201,57 € 1.115,74 € 1.029,92 € 944,09 € 858,26 € 2.400,84 € 2.461,68 € 2.522,52 € 2.583,36 € 2.644,20 € 2.705,04 € 2.765,88 € 2.826,72 € 2.887,56 € 2.948,40 € 1.630,70 € 1.544,88 € 1.459,05 € 1.373,22 € 1.287,40 € 1.201,57 € 1.115,74 € 1.029,92 € 944,09 € 858,26 € 3.522,32 € 3.611,58 € 3.700,84 € 3.790,10 € 3.879,36 € 3.968,62 € 4.057,87 € 4.147,13 € 4.236,39 € 4.325,65 € 207.046,32 € 244.562,02 € 282.291,70 € 320.235,35 € 358.392,98 € 396.764,58 € 435.350,16 € 474.149,72 € 513.163,25 € 552.390,76 € 113.858,01 € 151.373,71 € 189.103,39 € 227.047,04 € 265.204,67 € 303.576,27 € 342.161,85 € 380.961,41 € 419.974,94 € 459.202,45 € 42.916,66 € 48.073,11 € 53.233,00 € 58.396,32 € 63.563,07 € 68.733,25 € 73.906,87 € 79.083,92 € 84.264,41 € 89.448,33 € 156.774,67 € 199.446,82 € 242.336,39 € 285.443,36 € 328.767,74 € 372.309,53 € 416.068,73 € 460.045,34 € 504.239,35 € 548.650,78 € 42.454,74 € 42.672,15 € 42.889,56 € 43.106,97 € 43.324,38 € 43.541,79 € 43.759,20 € 43.976,61 € 44.194,02 € 44.411,43 € Tabela 8 - Previsão dos custos da rede (Aguiar da Beira) _____________________________________________________________________________________ Página 94 de 251 Total 89.220,30 € 75.095,14 € 111.268,28 € 53.067,05 € 223.740,00 € -74.580,00 € 477.810,76 € 12.444,84 € 26.746,20 € 46.775,42 € 42.672,91 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.4.3.2 Considerações Finais Em seguida estão apresentados os somatórios dos custos com a manutenção, implementação/substituição, taxas das bandas licenciadas, ligação e acesso de 64 Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção: Previsão para 10 Anos dos Custos relacionados com: Implementação/Substituição de Material Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 247.264,00 € 117.768,05 € 141.512,12 € 223.740,00 € Tabela 9 - Previsão do somatório dos custos (Aguiar da Beira) Visualização da afectação de cada elemento, acima descrito, no custo total da rede na previsão de custos durante um período de dez anos. Afectação por Elementos de Custo Implementação/Substituição de Material 31% 34% Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas 19% 16% Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 44 - Afectação por elementos de custos (Aguiar da Beira) _____________________________________________________________________________________ Página 95 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Abaixo encontra-se um gráfico que demonstra a previsão dos custos anuais com a manutenção, Implementação/substituição de matéria, custos das taxas das bandas licenciadas, e ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção durante um período de 10 anos: Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (IntraCamarária) Custos com Manutenção da Rede de Aguiar da Beira Valor Previsão de Custos da Rede por um Período de 10 Anos 70.000,00 € 60.000,00 € 50.000,00 € 40.000,00 € 30.000,00 € 20.000,00 € 10.000,00 € 0,00 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Anos Figura 45 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Aguiar da Beira) O gráfico abaixo representa o custo total anual da rede com equipamento, manutenção, taxas e acesso à Internet, considerando a comparticipação do POS_C. Previsão do Custo Anual da rede por um Período de 10 Anos 140.000,00 € 120.000,00 € Valor 100.000,00 € 80.000,00 € 60.000,00 € 40.000,00 € 20.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 46 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Aguiar da Beira) _____________________________________________________________________________________ Página 96 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Em baixo, pode-se verificar o retorno expectável, para os dois cenários, num período de 10 anos. Previsão do Valor Total Acumulado a Cobrar pelos Modelos 1 e 2 por um Período de 10 Anos 500.000,00 € Valor 400.000,00 € Modelo 1 Modelo 2 Modelo 1 + 2 300.000,00 € 200.000,00 € 100.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 47 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Aguiar da Beira) No gráfico seguinte observa-se a relação entre os custos e as receitas no período considerado: Valor Previsão dos Custos e Receitas Acumuladas por um Período de 10 Anos 700.000,00 € 600.000,00 € 500.000,00 € 400.000,00 € 300.000,00 € 200.000,00 € 100.000,00 € 0,00 € Custos Totais Receitas Totais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 48 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Aguiar da Beira) _____________________________________________________________________________________ Página 97 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.4.4 Discussão de Resultados Para o caso de Aguiar da Beira, salta imediatamente à vista que, para o período de tempo considerado, não se verifica o Break-Even. Este facto é originado pelo facto de Aguiar da Beira ser um Município pequeno, logo a taxa de adesão prevista, segundo os pressupostos definidos, é baixa, o que reflecte receitas pouco elevadas. Da análise do gráfico anterior, podemos observar que a longo prazo, verificar-se-á o Break-Even, pois a tendência é a aproximação da curva das receitas à curva das despesas. Analisando a tabela seguinte verifica-se que a diferença entre custos e receitas atinge o máximo no sétimo ano, atenuando-se a partir desse momento. Também se pode constatar em todos os municípios, que os custos são bastante elevados no ano zero, e tendem a estabilizar num valor muito inferior ao inicial (ver Figura 46). MODELO 1 0 Custo Anual da Rede para o Município (s/Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial e Eq 171.785,06 € Valor a Cobrar aos Operadores 0,00 € Custo Total da Rede para o Município ao longo dos anos 171.785,06 € Valor Total a Cobrar aos Operadores ao longo dos anos 0,00 € Diferença entre o Custo Total da Rede para o Município e o Valor Total a Cobrar aos Operadores ao longo dos anos 171.785,06 € Anos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 39.186,19 € 39.244,16 € 39.302,14 € 39.360,11 € 39.418,09 € 39.476,07 € 39.534,04 € 39.592,02 € 39.649,99 € 39.707,97 € 4.730,17 € 9.700,07 € 14.909,71 € 20.359,08 € 26.048,19 € 31.977,04 € 38.145,62 € 44.553,94 € 51.201,99 € 58.089,78 € 210.971,24 € 250.215,41 € 289.517,54 € 328.877,66 € 368.295,75 € 407.771,81 € 447.305,85 € 486.897,87 € 526.547,87 € 566.255,84 € 4.730,17 € 14.430,24 € 29.339,95 € 49.699,03 € 75.747,23 € 107.724,27 € 145.869,89 € 190.423,83 € 241.625,82 € 299.715,60 € 206.241,08 € 235.785,17 € 260.177,59 € 279.178,62 € 292.548,52 € 300.047,54 € 301.435,96 € 296.474,04 € 284.922,05 € 266.540,24 € Tabela 10 - Tabela Resumo do Modelo 1 (Aguiar da Beira) _____________________________________________________________________________________ Página 98 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.5 Carregal do Sal Figura 49 - Município de Carregal do Sal Freguesias: 7 Área: 116,9 Km² População (2001): 10.411 Densidade Populacional: 90,3 Hab/Km² Web: http://www.cm-csal.pt 7.5.1 Caracterização da Região • Geografia O concelho de Carregal do Sal fica situado num amplo maciço antigo do Planalto Beirão, na denominada plataforma do Mondego, entre as Serras da Estrela e do Caramulo, tendo como fronteiras naturais, a Norte, o Rio Dão e, a Sul, o Mondego. Orograficamente é um Concelho sem grandes elevações, salientando-se as suas vertentes suaves para os vales daqueles importantes recursos fluviais, nas quais predominam as densas manchas graníticas características desta região. É limitado a _____________________________________________________________________________________ Página 99 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ nordeste pelo concelho de Nelas, a sueste por Oliveira do Hospital e por Tábua, a oeste por Santa Comba Dão e a noroeste por Tondela. • Clima O concelho tem um clima ameno e de belas paisagens e, servido, como é, por boas vias de comunicação e excelentes acessibilidades, revela-se, cada vez mais, como um destino certo e um lugar aprazível, tanto para viver como para passar férias. • Património Arqueológico A actual área geográfico-administrativa que integra o concelho de Carregal do Sal é, pela sua génese geomorfológica e orográfica, um espaço que viria a proporcionar excelentes condições naturais de fixação humana, já desde o período Pré-histórico, sendo, no presente, um facto comprovado pelo elevado e diversificado número de testemunhos arqueológicos inventariados atribuíveis aos Períodos Neolítico, Calcolítico e Idade do Bronze, passando pelos vestígios de ocupação romana, até à Idade Média. • História Até ao início do século XIX este município tinha a designação de Currelos, freguesia onde se localiza a sede. O seu topónimo derivou de uma planta ciperácea denominada de "carrega", ao tempo muito abundante na região, tendo mais tarde sido acrescentado "sal", devido à grande quantidade de cloreto de sódio que era armazenado em tulhas de madeira num local ainda hoje designado de Salinas. • Economia A agricultura foi, desde sempre, um meio de sobrevivência por excelência, mas a evolução dos tempos e os desafios do dia a dia remeteram para segundo plano este _____________________________________________________________________________________ Página 100 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ tipo de actividade que é ainda o meio de subsistência mas da população com mais de cinquenta anos. Apenas dois produtos assumem, ainda hoje, uma significativa importância: o azeite e o famoso Vinho do Dão, de relevo no núcleo da Zona demarcada onde se situa. No que diz respeito aos serviços, é possível afirmar-se já que o concelho está bem servido. Relativamente ao comércio, oferece já uma vasta gama de produtos aos habitantes satisfazendo praticamente todas as necessidades impostas pela sociedade e que asseguram uma maior e melhor qualidade de vida. Recentemente, a rede viária foi melhorada com a construção do Itinerário Complementar – IC12 (Variante do Carregal do Sal da Estrada Nacional 234) e, em termos municipais, foram igualmente construídas diversas estradas que aproximaram, significativamente, as povoações das várias freguesias e abertos inúmeros caminhos florestais. 7.5.2 Descrição da Rede Sites / Tecnologia 1 - Câmara Municipal / FO 2 - Pavilhão Gimnodesportivo / FO 3 - Museu / FO 4 - Loja do Cidadão / FO 5 - Biblioteca / FO Ponto de Intersecção com rede inter-camarária Câmara Municipal Ponto de Agregação Câmara Municipal _____________________________________________________________________________________ Página 101 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Redundância Será formado um anel com a ligação Wireless (a 54Mbits) já existente entre a Biblioteca e a Câmara Municipal. Detalhes Adicionais As piscinas municipais e as oficinas já se encontram interligadas à Câmara Municipal por wireless a 11Mbits e embora não estejam representadas no diagrama de rede, também farão parte da rede camarária. Já está em funcionamento no largo da biblioteca um hotspot providenciado pela Câmara Municipal. Esquema da Rede Figura 50 - Esquema de rede de Carregal do Sal _____________________________________________________________________________________ Página 102 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.5.3 Descrição Geral A seguinte tabela contêm a descrição de parte do material, e respectivo custo, da implementação levada a cabo: Equipamento Quantidade Preço Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 16 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 6 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 16 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 16 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Ensaios de ligação óptica, incluindo entrega do respectivo relatório Execução de fusões e terminação de fibras 1 210 200 120 310 100 215 100 245 10 8 128 128 Tabela 11 - Descrição parcial da rede nível 1 (Carregal do Sal) 7.5.3.1 Previsões Para se efectuar um estudo de uma implementação deste género é necessário fazerse uma previsão sobre o comportamento, o desgaste, a evolução, o custo, dessa mesma implementação num determinado período de tempo. Para este estudo de caso considerou-se que um período de dez anos seria o mais indicado para se obter indicadores suficientes para a realização de uma análise criteriosa e bem estruturada. População Residente no Concelho Percentagem de População que actualmente tem acesso à Internet Previsão da Percentagem de População que terá acesso à Internet daqui a 10 Anos Previsão da Largura de Banda (Mbits) Utilizada daqui a 10 Anos 10.411 30% 60% 131 Tabela 12 - Previsão da largura de banda para Carregal do Sal _____________________________________________________________________________________ Página 103 de 251 365,00 € 1.029,00 € 1.020,00 € 2.340,00 € 6.200,00 € 2.040,00 € 4.192,50 € 2.000,00 € 4.949,00 € 2.700,00 € 3.840,00 € 3.200,00 € 2.304,00 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ No gráfico seguinte, é possível observar-se a adesão por parte da população de Carregal do Sal ao serviço de acesso à informação: Largura de Banda (Mbits) Adesão à Infra-estrutura y = 13,113x R2 = 1 140 120 100 80 Series1 60 Linear 40 20 0 0 2 4 6 8 10 12 Anos Figura 51 - Adesão à Infra-estrutura (Carregal do Sal) Nas tabelas seguintes observa-se a previsão da evolução do número de futuros usuários para os dois modelos, no período considerado. Para o Modelo 1: Operadores Indice de Adesão Anual dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária (valores médios), em Largura de Banda (Gb Adesão dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária ao longo dos anos, em Largura de Banda (Gbits) 0 0,0000 0,0000 1 0,0128 0,0128 2 0,0128 0,0256 3 0,0128 0,0384 4 0,0128 0,0512 Anos 5 0,0128 0,0640 6 0,0128 0,0768 7 0,0128 0,0896 8 0,0128 0,1024 9 0,0128 0,1153 10 0,0128 0,1281 7 0 2 8 0 2 9 0 2 10 0 2 Tabela 13 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Carregal do Sal) Para o Modelo 2: Entidade(s) Gestora(s) do(s) Parque(s) Industrial(ais) Indice de Adesão Anual dos Parques Industriais (valores médios), em Número de Parques Industriais Adesão dos Parques Industriais ao longo dos anos, em Número de Parques Industriais Anos 0 0 0 1 1 1 2 0 1 3 1 2 4 0 2 5 0 2 6 0 2 Tabela 14 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Carregal do Sal) A adesão de novos usuários, ao longo dos anos, implica a introdução de mais material, para além do desgaste e possível substituição do já existente. _____________________________________________________________________________________ Página 104 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Para se poder observar esta situação de uma forma quantitativa criou-se uma tabela que demonstra a evolução da implementação/substituição de material na rede durante o período de previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Número de unidades) Anos Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 16 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 6 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 16 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 16 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 24 fibras monomodo 1 210 200 120 310 100 215 100 245 10 8 6 1 0,05 15,00 14,29 6,00 15,50 5,00 10,75 5,00 12,25 0,50 0,40 0,43 0,07 0,05 15,00 14,29 6,00 15,50 5,00 10,75 5,00 12,25 0,50 0,40 0,43 0,07 0,05 15,00 14,29 6,00 15,50 5,00 10,75 5,00 12,25 0,50 0,40 0,43 0,07 0,05 15,00 14,29 6,00 15,50 5,00 10,75 5,00 12,25 0,50 0,40 0,43 0,07 0,05 15,00 14,29 6,00 15,50 5,00 10,75 5,00 12,25 0,50 0,40 0,43 0,07 0,05 15,00 14,29 6,00 15,50 5,00 10,75 5,00 12,25 0,50 0,40 0,43 0,07 0,05 15,00 14,29 6,00 15,50 5,00 10,75 5,00 12,25 0,50 0,40 0,43 0,07 0,05 15,00 14,29 6,00 15,50 5,00 10,75 5,00 12,25 0,50 0,40 0,43 0,07 0,05 15,00 14,29 6,00 15,50 5,00 10,75 5,00 12,25 0,50 0,40 0,43 0,07 0,05 15,00 14,29 6,00 15,50 5,00 10,75 5,00 12,25 0,50 0,40 0,43 0,07 Tabela 15 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Carregal do Sal) Na tabela seguinte encontra-se essa previsão de implementação/substituição de material quantificada em euros. De referir que teve-se em consideração a depreciação do valor de mercado do material no decorrer dos anos da previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Em Euros) Anos Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 16 fibras monomodo do cabo fixação do cabo fixação do cabo Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 16 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 24 fibras monomodo 365,00 € 1.029,00 € 1.020,00 € 2.340,00 € 2.040,00 € 6.510,00 € 4.192,50 € 2.000,00 € 4.949,00 € 2.700,00 € 3.840,00 € 1.740,00 € 1.100,00 € 17,34 € 69,83 € 69,21 € 111,15 € 96,90 € 309,23 € 199,14 € 95,00 € 235,08 € 128,25 € 182,40 € 118,07 € 74,64 € 16,43 € 66,15 € 65,57 € 105,30 € 91,80 € 292,95 € 188,66 € 90,00 € 222,71 € 121,50 € 172,80 € 111,86 € 70,71 € 15,51 € 62,48 € 61,93 € 99,45 € 86,70 € 276,68 € 178,18 € 85,00 € 210,33 € 114,75 € 163,20 € 105,64 € 66,79 € 14,60 € 58,80 € 58,29 € 93,60 € 81,60 € 260,40 € 167,70 € 80,00 € 197,96 € 108,00 € 153,60 € 99,43 € 62,86 € 13,69 € 55,13 € 54,64 € 87,75 € 76,50 € 244,13 € 157,22 € 75,00 € 185,59 € 101,25 € 144,00 € 93,21 € 58,93 € 12,78 € 51,45 € 51,00 € 81,90 € 71,40 € 227,85 € 146,74 € 70,00 € 173,22 € 94,50 € 134,40 € 87,00 € 55,00 € 11,86 € 47,78 € 47,36 € 76,05 € 66,30 € 211,58 € 136,26 € 65,00 € 160,84 € 87,75 € 124,80 € 80,79 € 51,07 € 10,95 € 44,10 € 43,71 € 70,20 € 61,20 € 195,30 € 125,78 € 60,00 € 148,47 € 81,00 € 115,20 € 74,57 € 47,14 € 10,04 € 40,43 € 40,07 € 64,35 € 56,10 € 179,03 € 115,29 € 55,00 € 136,10 € 74,25 € 105,60 € 68,36 € 43,21 € 9,13 € 36,75 € 36,43 € 58,50 € 51,00 € 162,75 € 104,81 € 50,00 € 123,73 € 67,50 € 96,00 € 62,14 € 39,29 € Tabela 16 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Carregal do Sal) Por fim, na tabela seguinte, encontra-se a previsão do total dos custos da rede para o período de dez anos. Nesta previsão teve-se em consideração não só o custo da manutenção da rede, com a devida actualização do seu custo ao longo dos anos. Previsão dos Custos da Rede para um Periodo de 10 anos Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) 33.825,50 € 1.706,24 € 1.616,44 € 1.526,63 € 1.436,83 € 1.347,03 € 1.257,23 € 1.167,43 € 1.077,62 € Custos com Manutenção da Rede de Carregal do Sal 3.247,57 € 3.332,01 € 3.416,44 € 3.500,88 € 3.585,32 € 3.669,75 € 3.754,19 € 3.838,63 € 3.923,06 € Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 76.262,62 € 4.586,95 € 4.345,53 € 4.104,11 € 3.862,69 € 3.621,28 € 3.379,86 € 3.138,44 € 2.897,02 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 18.000,00 € 18.468,00 € 18.936,00 € 19.404,00 € 19.872,00 € 20.340,00 € 20.808,00 € 21.276,00 € 21.744,00 € Despesa Actual do Município de Carregal do Sal em Comunicações e Acessos à Internet -7.200,00 € -7.387,20 € -7.574,40 € -7.761,60 € -7.948,80 € -8.136,00 € -8.323,20 € -8.510,40 € -8.697,60 € Custos Totais da Rede (s/Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial e Equipamento Activ 128.959,96 € 25.530,27 € 25.564,28 € 25.598,30 € 25.632,32 € 25.666,33 € 25.700,35 € 25.734,37 € 25.768,38 € Custos com Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € 4.110,00 € 184,95 € 8.569,35 € 657,60 € 616,50 € 575,40 € 534,30 € 493,20 € Custos com Manutenção do Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € 2.400,84 € 2.461,68 € 5.045,04 € 5.166,72 € 5.288,40 € 5.410,08 € 5.531,76 € 5.653,44 € Custos com Implementação/Substituição de Equipamento Activo 27.900,83 € 1.325,29 € 1.255,54 € 1.185,79 € 1.116,03 € 1.046,28 € 976,53 € 906,78 € 837,02 € Custos com Manutenção do Equipamento Activo 2.790,08 € 2.862,63 € 2.935,17 € 3.007,71 € 3.080,25 € 3.152,79 € 3.225,34 € 3.297,88 € 3.370,42 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet ao longo dos anos 136.159,96 € 169.077,43 € 202.216,12 € 235.576,02 € 269.157,14 € 302.959,47 € 336.983,02 € 371.227,79 € 405.693,77 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação POSI) ao longo dos 46.315,18 € 79.232,65 € 112.371,34 € 145.731,24 € 179.312,36 € 213.114,69 € 247.138,24 € 281.383,01 € 315.848,99 € Custos da Rede em Equipamento Activo com Manutenção ao longo dos anos 30.690,91 € 34.878,83 € 39.069,53 € 43.263,03 € 47.459,31 € 51.658,39 € 55.860,25 € 60.064,91 € 64.272,35 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 77.006,10 € 114.111,48 € 151.440,87 € 188.994,27 € 226.771,67 € 264.773,08 € 302.998,49 € 341.447,92 € 380.121,34 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 77.006,10 € 37.105,38 € 37.329,39 € 37.553,40 € 37.777,40 € 38.001,41 € 38.225,42 € 38.449,42 € 38.673,43 € Custos 9 987,82 € 4.007,50 € 2.655,60 € 4.824,28 € 22.212,00 € -8.884,80 € 25.802,40 € 452,10 € 5.775,12 € 767,27 € 3.442,96 € 440.380,97 € 350.536,19 € 68.482,59 € 419.018,78 € 38.897,44 € Tabela 17 - Previsão dos custos da rede (Carregal do Sal) _____________________________________________________________________________________ Página 105 de 251 10 898,02 € 4.091,94 € 2.414,18 € 4.824,28 € 22.680,00 € -9.072,00 € 25.836,42 € 411,00 € 5.896,80 € 697,52 € 3.515,50 € 475.289,39 € 385.444,61 € 72.695,61 € 458.140,22 € 39.121,44 € Total 46.846,78 € 40.367,28 € 111.268,28 € 53.067,05 € 223.740,00 € -89.496,00 € 385.793,39 € 16.604,40 € 48.629,88 € 38.014,88 € 34.680,73 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.5.3.2 Considerações Finais Em seguida estão apresentados os somatórios dos custos com a manutenção, implementação/substituição, taxas das bandas licenciadas, ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção: Previsão para 10 Anos dos Custos relacionados com: Implementação/Substituição de Material Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 196.129,94 € 75.048,01 € 141.512,12 € 223.740,00 € Tabela 18 - Previsão do somatório dos custos (Carregal do Sal) Visualização da afectação de cada elemento, acima descrito, no custo total da rede na previsão de custos durante um período de dez anos. Afectação por Elementos de Custo Implementação/Substituição de Material 31% 35% Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas 22% 12% Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 52 - Afectação por elementos de custos (Carregal do Sal) _____________________________________________________________________________________ Página 106 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Abaixo encontram-se dois gráficos que demonstram a previsão dos custos anuais com a manutenção, Implementação/substituição de matéria, custos das taxas das bandas licenciadas, e ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção durante um período de 10 anos. Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Previsão de Custos da Rede por um Período de 10 Anos Custos com Manutenção da Rede de Carregal do Sal 40.000,00 € Valor 30.000,00 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 20.000,00 € 10.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 53 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Carregal do Sal) O gráfico abaixo representa o custo total anual da rede com equipamento, manutenção, taxas e acesso à Internet, considerando a comparticipação do POS_C. Valor Previsão do Custo Anual da rede por um Período de 10 Anos 90.000,00 € 80.000,00 € 70.000,00 € 60.000,00 € 50.000,00 € 40.000,00 € 30.000,00 € 20.000,00 € 10.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 54 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos(Carregal do Sal) _____________________________________________________________________________________ Página 107 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Em baixo, pode-se verificar o retorno expectável, para os dois cenários, num período de 10 anos. Previsão do Valor Total Acumulado a Cobrar pelos Modelos 1 e 2 por um Período de 10 Anos 1.000.000,00 € Valor 800.000,00 € Modelo 1 Modelo 2 Modelo 1 + 2 600.000,00 € 400.000,00 € 200.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 55 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Carregal do Sal) No gráfico seguinte observa-se a relação entre os custos e as receitas no período considerado: Previsão dos Custos e Receitas Acumuladas por um Período de 10 Anos 1.000.000,00 € Valor 800.000,00 € 600.000,00 € Custos Totais 400.000,00 € Receitas Totais 200.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 56 - Previsão dos custos e receitas acumuladas (Carregal do Sal) _____________________________________________________________________________________ Página 108 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.5.4 Discussão de Resultados Em Carregal do Sal atinge-se o ponto de equilíbrio no sétimo ano de funcionamento. Apesar de ser um dos municípios mais pequenos, com baixa taxa de adesão ao modelo 1, o facto de possuir dois parques industriais, alavanca as receitas no período considerado. _____________________________________________________________________________________ Página 109 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.6 Castro Daire Figura 57 - Município de Castro Daire Freguesias: 22 Área: 379,1 Km² População (2001): 16.990 Densidade Populacional: 44,4 Hab/Km² Web: http://www.cm-castrodaire.pt 7.6.1 Caracterização da Região • Geografia O concelho de Castro Daire encontra-se situado no cume dum monte a 588m de altitude, na vertente meridional da Serra de Montemuro, sob a profunda e verdejante margem direita do Rio Paiva. O conjunto Vale-Planalto-Serra conferem-lhe uma paisagem de rara beleza. Tem uma posição estratégica, porque está no ponto de passagem obrigatória entre o vale meridional do Rio Douro e do Rio Vouga. _____________________________________________________________________________________ Página 110 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ • Património Arquitectónico No que concerne ao património arquitectónico edificado na freguesia evidenciam-se insígnias de um passado aristocrático, nomeadamente, a casa dos Fidalgos da Cerca, do século XVIII, que é referenciada por Camilo no “Amor de Perdição”, e a Casa brasonada dos Aguilares. Havia várias pontes romanas, entre elas, a Ponte Pedrinha, demolida em 1877 construindo-se a que ainda hoje possui a mesma designação e onde se encontrou uma lápide podendo data-la da altura do imperador Caio Júlio César. • História Sabe-se que aqui habitaram Romanos devido ao aparecimento de documentos epigráficos. O seu topónimo tem origem num antigo castro que se encontrava na parte mais alta deste lugar. • Economia Relativamente às actividades económicas do concelho, têm especial destaque a Agricultura e Pecuária, a Indústria de transformação de madeira, Hotelaria, Serralharias de alumínio, Fábricas de têxteis, Indústria de panificação, Construção Civil, Comércio e Serviços. Existem no concelho várias cooperativas de artesanato e artesãos, assim como um Parque Industrial. _____________________________________________________________________________________ Página 111 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.6.2 Descrição da Rede Sites / Tecnologia 1 - Câmara Municipal / FO 2 - Piscinas / FO 3 - Gabinete de Acção Social / FO 4 - Biblioteca / FO 5 - Espaço Internet / FO 6 - Museu / FO 7 - Armazéns / FO 8 - Extensão dos Armazéns / FO Ponto de Intersecção com rede inter-camarária Piscinas Ponto de Agregação Câmara Municipal Redundância Não tem Detalhes Adicionais Está em aberto uma eventual ligação wireless para as termas do Carvalhal _____________________________________________________________________________________ Página 112 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Esquema da Rede Figura 58 - Esquema de rede de Castro Daire 7.6.3 Descrição Geral A seguinte tabela contêm a descrição de parte do material, e respectivo custo, da implementação levada a cabo: Equipamento Quantidade Preço Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 36 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 24 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Ensaios de ligação óptica, incluindo entrega do respectivo relatório Execução de fusões e terminação de fibras Instalação de cabo em parede com aplicação de tubo de ferro galvanizado Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 18 fibras monomodo 1 600 100 1044 476 920 9 9 152 152 100 8 1 Tabela 19 - Descrição parcial da rede nível 1 (Castro Daire) _____________________________________________________________________________________ Página 113 de 251 365,00 € 2.940,00 € 540,00 € 20.880,00 € 9.996,00 € 17.940,00 € 2.430,00 € 4.320,00 € 3.800,00 € 2.736,00 € 450,00 € 2.320,00 € 850,00 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.6.3.1 Previsões Para se fazer um estudo de uma implementação deste género é necessário fazer-se uma previsão sobre o comportamento, o desgaste, a evolução, o custo, dessa mesma implementação num determinado período de tempo. Para este estudo de caso considerou-se que um período de dez anos seria o mais indicado para se obter indicadores suficientes para a realização de uma análise criteriosa e bem estruturada. População Residente no Concelho Percentagem de População que actualmente tem acesso à Internet Previsão da Percentagem de População que terá acesso à Internet daqui a 10 Anos Previsão da Largura de Banda (Mbits) Utilizada daqui a 10 Anos 16.990 30% 60% 214 Tabela 20 - Previsão da largura de banda para Castro Daire No gráfico seguinte, é possível observar-se a adesão por parte da população de Castro Daire ao serviço de acesso à informação: Largura de Banda (Mbits) Adesão à Infra-estrutura y = 21,399x + 5E-14 R2 = 1 250 200 150 Series1 100 Linear 50 0 0 2 4 6 8 10 12 Anos Figura 59 - Adesão à Infra-estrutura (Castro Daire) _____________________________________________________________________________________ Página 114 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Nas tabelas seguintes observa-se a previsão da evolução do número de futuros usuários para os dois modelos, no período considerado. Para o Modelo 1: Operadores Indice de Adesão Anual dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária (valores médios), em Largura de Banda (Gb Adesão dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária ao longo dos anos, em Largura de Banda (Gbits) 0 0,0000 0,0000 1 0,0209 0,0209 2 0,0209 0,0418 3 0,0209 0,0627 4 0,0209 0,0836 Anos 5 0,0209 0,1045 6 0,0209 0,1254 7 0,0209 0,1463 8 0,0209 0,1672 9 0,0209 0,1881 10 0,0209 0,2090 Tabela 21 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Castro Daire) Para o Modelo 2: Anos Entidade(s) Gestora(s) do(s) Parque(s) Industrial(ais) 0 0 0 Indice de Adesão Anual dos Parques Industriais (valores médios), em Número de Parques Industriais Adesão dos Parques Industriais ao longo dos anos, em Número de Parques Industriais 1 1 1 2 0 1 3 0 1 4 0 1 5 0 1 6 0 1 7 0 1 8 0 1 9 0 1 10 0 1 9 10 Tabela 22 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Castro Daire) A adesão de novos usuários, ao longo dos anos, implica a introdução de mais material, para além do desgaste e possível substituição do já existente. Para se poder observar esta situação de uma forma quantitativa criou-se uma tabela que demonstra a evolução da implementação/substituição de material na rede durante o período de previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Número de unidades) Anos Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 36 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 24 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 18 fibras monomodo 1 600 100 1044 476 920 9 9 8 1 0,05 42,86 7,14 52,20 23,80 46,00 0,45 0,45 0,57 0,07 0,05 42,86 7,14 52,20 23,80 46,00 0,45 0,45 0,57 0,07 0,05 42,86 7,14 52,20 23,80 46,00 0,45 0,45 0,57 0,07 0,05 42,86 7,14 52,20 23,80 46,00 0,45 0,45 0,57 0,07 0,05 42,86 7,14 52,20 23,80 46,00 0,45 0,45 0,57 0,07 0,05 42,86 7,14 52,20 23,80 46,00 0,45 0,45 0,57 0,07 0,05 42,86 7,14 52,20 23,80 46,00 0,45 0,45 0,57 0,07 0,05 42,86 7,14 52,20 23,80 46,00 0,45 0,45 0,57 0,07 0,05 42,86 7,14 52,20 23,80 46,00 0,45 0,45 0,57 0,07 0,05 42,86 7,14 52,20 23,80 46,00 0,45 0,45 0,57 0,07 Tabela 23 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Castro Daire) Na tabela seguinte encontra-se essa previsão de implementação/substituição de material quantificada em euros. De referir que teve-se em consideração a depreciação do valor de mercado do material no decorrer dos anos da previsão: Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Em Euros) Equipamento Total da Rede (Transporte) Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 11,86 € 136,50 € 25,07 € 678,60 € 324,87 € 583,05 € 78,98 € 140,40 € 107,71 € 39,46 € 10,95 € 126,00 € 23,14 € 626,40 € 299,88 € 538,20 € 72,90 € 129,60 € 99,43 € 36,43 € 10,04 € 115,50 € 21,21 € 574,20 € 274,89 € 493,35 € 66,83 € 118,80 € 91,14 € 33,39 € 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 36 fibras monomodo fixação do cabo fixação do cabo Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 18 fibras monomodo 365,00 € 2.940,00 € 540,00 € 20.880,00 € 9.996,00 € 17.940,00 € 2.430,00 € 4.320,00 € 2.320,00 € 850,00 € 17,34 € 199,50 € 36,64 € 991,80 € 474,81 € 852,15 € 115,43 € 205,20 € 157,43 € 57,68 € 16,43 € 189,00 € 34,71 € 939,60 € 449,82 € 807,30 € 109,35 € 194,40 € 149,14 € 54,64 € 15,51 € 178,50 € 32,79 € 887,40 € 424,83 € 762,45 € 103,28 € 183,60 € 140,86 € 51,61 € 14,60 € 168,00 € 30,86 € 835,20 € 399,84 € 717,60 € 97,20 € 172,80 € 132,57 € 48,57 € 13,69 € 157,50 € 28,93 € 783,00 € 374,85 € 672,75 € 91,13 € 162,00 € 124,29 € 45,54 € 12,78 € 147,00 € 27,00 € 730,80 € 349,86 € 627,90 € 85,05 € 151,20 € 116,00 € 42,50 € Tabela 24 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Castro Daire) _____________________________________________________________________________________ Página 115 de 251 9,13 € 105,00 € 19,29 € 522,00 € 249,90 € 448,50 € 60,75 € 108,00 € 82,86 € 30,36 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Por fim, na tabela seguinte, encontra-se a previsão do total dos custos da rede para o período de dez anos. Nesta previsão teve-se em consideração não só o custo da manutenção da rede, com a devida actualização do seu custo ao longo dos anos: Previsão dos Custos da Rede para um Periodo de 10 anos Custos 0 Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) 62.581,00 € Custos com Manutenção da Rede de Castro Daire 5.704,49 € Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 76.262,62 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 4.824,28 € Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 18.000,00 € Despesa Actual do Município de Castro Daire em Comunicações e Acessos à Internet -8.400,00 € Custos Totais da Rede (s/Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial e Equipamento Activ 158.972,39 € Custos com Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € Custos com Manutenção do Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € Custos com Implementação/Substituição de Equipamento Activo 49.041,32 € Custos com Manutenção do Equipamento Activo 4.904,13 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet ao longo dos anos 167.372,39 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (Considerando a Comparticipação POS 79.634,91 € Custos da Rede em Equipamento Activo com Manutenção ao longo dos anos 53.945,45 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 133.580,36 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 133.580,36 € 1 3.107,97 € 5.852,81 € 4.586,95 € 4.824,28 € 18.468,00 € -8.618,40 € 28.221,61 € 4.110,00 € 2.400,84 € 2.329,46 € 5.031,64 € 204.212,40 € 116.474,91 € 61.306,55 € 177.781,47 € 44.201,11 € 2 2.944,40 € 6.001,13 € 4.345,53 € 4.824,28 € 18.936,00 € -8.836,80 € 28.214,53 € 184,95 € 2.461,68 € 2.206,86 € 5.159,15 € 241.263,73 € 153.526,24 € 68.672,56 € 222.198,80 € 44.417,34 € Anos 3 4 5 2.780,82 € 2.617,24 € 2.453,66 € 6.149,44 € 6.297,76 € 6.446,08 € 4.104,11 € 3.862,69 € 3.621,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 19.404,00 € 19.872,00 € 20.340,00 € -9.055,20 € -9.273,60 € -9.492,00 € 28.207,45 € 28.200,37 € 28.193,29 € 174,68 € 164,40 € 154,13 € 2.522,52 € 2.583,36 € 2.644,20 € 2.084,26 € 1.961,65 € 1.839,05 € 5.286,65 € 5.414,16 € 5.541,67 € 278.526,38 € 316.000,35 € 353.685,64 € 190.788,90 € 228.262,87 € 265.948,16 € 76.043,47 € 83.419,29 € 90.800,00 € 266.832,37 € 311.682,15 € 356.748,16 € 44.633,56 € 44.849,79 € 45.066,01 € 6 2.290,09 € 6.594,40 € 3.379,86 € 4.824,28 € 20.808,00 € -9.710,40 € 28.186,21 € 143,85 € 2.705,04 € 1.716,45 € 5.669,18 € 391.582,25 € 303.844,77 € 98.185,63 € 402.030,40 € 45.282,24 € 7 2.126,51 € 6.742,71 € 3.138,44 € 4.824,28 € 21.276,00 € -9.928,80 € 28.179,13 € 133,58 € 2.765,88 € 1.593,84 € 5.796,68 € 429.690,19 € 341.952,71 € 105.576,15 € 447.528,86 € 45.498,46 € 8 1.962,93 € 6.891,03 € 2.897,02 € 4.824,28 € 21.744,00 € -10.147,20 € 28.172,06 € 123,30 € 2.826,72 € 1.471,24 € 5.924,19 € 468.009,44 € 380.271,96 € 112.971,58 € 493.243,55 € 45.714,69 € 9 1.799,35 € 7.039,35 € 2.655,60 € 4.824,28 € 22.212,00 € -10.365,60 € 28.164,98 € 113,03 € 2.887,56 € 1.348,64 € 6.051,70 € 506.540,02 € 418.802,54 € 120.371,92 € 539.174,46 € 45.930,91 € Tabela 25 - Previsão dos custos da rede (Castro Daire) 7.6.3.2 Considerações Finais Em seguida estão apresentados os somatórios dos custos com a manutenção, implementação/substituição, taxas das bandas licenciadas, ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção. Previsão para 10 Anos dos Custos relacionados com: Implementação/Substituição de Material Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 264.386,81 € 131.865,22 € 141.512,12 € 223.740,00 € Tabela 26 - Previsão do somatório dos custos (Castro Daire) _____________________________________________________________________________________ Página 116 de 251 10 Total 1.635,78 € 86.299,74 € 7.187,66 € 70.906,86 € 2.414,18 € 111.268,28 € 4.824,28 € 53.067,05 € 22.680,00 € 223.740,00 € -10.584,00 € -104.412,00 € 28.157,90 € 440.869,92 € 102,75 € 5.404,65 € 2.948,40 € 26.746,20 € 1.226,03 € 66.818,80 € 6.179,21 € 60.958,36 € 545.281,92 € 457.544,44 € 127.777,16 € 585.321,60 € 46.147,14 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Visualização da afectação de cada elemento, acima descrito, no custo total da rede na previsão de custos durante um período de dez anos. Afectação por Elementos de Custo Implementação/Substituição de Material 29% 35% Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas 19% 17% Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 60 - Afectação por elementos de custos (Castro Daire) Abaixo encontram-se dois gráficos que demonstram a previsão dos custos anuais com a manutenção, Implementação/substituição de matéria, custos das taxas das bandas licenciadas, e ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção durante um período de 10 anos. Valor Previsão de Custos da Rede por um Período de 10 Anos Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Custos com Manutenção da Rede de Castro Daire 70.000,00 € 60.000,00 € 50.000,00 € 40.000,00 € 30.000,00 € 20.000,00 € 10.000,00 € 0,00 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 61 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Castro Daire) _____________________________________________________________________________________ Página 117 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ O gráfico abaixo representa o custo total anual da rede com equipamento, manutenção, taxas e acesso à Internet, considerando a comparticipação do POS_C. Valor Previsão do Custo Anual da rede por um Período de 10 Anos 160.000,00 € 140.000,00 € 120.000,00 € 100.000,00 € 80.000,00 € 60.000,00 € 40.000,00 € 20.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 62 - Previsão do Custo Anual da rede por um Período de 10 Anos (Castro Daire) Em baixo, pode-se verificar o retorno expectável, para os dois cenários, num período de 10 anos. Previsão do Valor Total Acumulado a Cobrar pelos Modelos 1 e 2 por um Período de 10 Anos 1.200.000,00 € Valor 1.000.000,00 € Modelo 1 Modelo 2 Modelo 1 + 2 800.000,00 € 600.000,00 € 400.000,00 € 200.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 63 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 Anos (Castro Daire) _____________________________________________________________________________________ Página 118 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ No gráfico seguinte observa-se a relação entre os custos e as receitas no período considerado. Previsão dos Custos e Receitas Acumuladas por um Período de 10 Anos 1.200.000,00 € Valor 1.000.000,00 € 800.000,00 € Custos Totais Receitas Totais 600.000,00 € 400.000,00 € 200.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 64 - Previsão dos custos e ceceitas acumuladas por um período de 10 Anos (Castro Daire) 7.6.4 Discussão de Resultados Em Castro Daire verifica-se que a rede começa a dar lucro a partir do oitavo ano. O motivo prende-se com a taxa de adesão que é significativa, pois é das localidades mais povoadas dos municípios em análise. O único parque industrial existente não contribui decisivamente para este fenómeno (ver Figura 63 - Previsão do Valor Total Acumulado a Cobrar pelos Modelos 1 e 2 por um Período de 10 Anos). _____________________________________________________________________________________ Página 119 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.7 Nelas Figura 65 - Município de Nelas Freguesias: 9 Área: 125,7 Km² População (2001): 14.283 Densidade Populacional: 115,4 Hab/Km² Web: http://www.cm-nelas.pt 7.7.1 Caracterização da Região • Geografia O concelho de Nelas encontra-se situado defronte da Serra da Estrela a noroeste da margem direita do Rio Mondego, entre o Mondego e o Dão, faz fronteira com Mangualde a nascente e Carregal do Sal a poente. _____________________________________________________________________________________ Página 120 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ • Património Natural No concelho situa-se igualmente a estância Termal das Caldas da Felgueira, famosa pelas suas águas sulfurosas. Localizada em pleno meio rural e rodeada por deslumbrantes paisagens, as Caldas da Felgueira são um convite a um local quase paradisíaco, que conjuga saúde, descanso e lazer. • Património Arquitectónico Nas diversas freguesias do concelho existem várias casas e solares, assim como capelas e igrejas, que pelo seu valor histórico são dignas de uma visita. • História Foi no reinado de Dª Maria II, que por Decreto de 9 de Dezembro de 1852 foi mandado reunir os Concelhos de Senhorim (com sede em Vilar Seco) e Canas de Senhorim num único concelho com o nome de Nelas. Foi a partir desse dia, que o concelho iniciou uma crescente afirmação, beneficiando de uma privilegiada situação geográfica, no cruzamento das estradas, que da fronteira conduz ao litoral e de Viseu liga à Serra da Estrela, e também da passagem do caminho-de-ferro. Este factor geográfico, aliado ao dinamismo das suas gentes, fizeram com que Nelas, durante todo o séc. XX, assumisse a primazia industrial no Distrito de Viseu. Primeiro, com os Fornos Eléctricos e as Minas da Urgeiriça, em Canas de Senhorim, na actualidade, após a decadência daquelas empresas, com o surto de industrialização de Nelas. _____________________________________________________________________________________ Página 121 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ • Economia Como já foi referido, Nelas é servida por uma estação da Linha da Beira Alta, factor importante o desenvolvimento local e de certo modo relevante para a implantação de estruturas produtivas tais como a silvicultura, a pecuária e os derivados da madeira, resinas e lacticínios. Mas os recursos do solo não se excedem à floresta, porquanto o concelho é excelente produtor de vinhos Dão, azeite e frutas. O município de Nelas está assim virado para o futuro, procurando aproveitar todas as potencialidades que a região do Dão, de que é o coração, lhe pode proporcionar. Existem no concelho três Zonas Industriais, onde estão sedeadas empresas de grande potencial económico e que proporcionam uma elevada taxa de emprego na região. A seguir apresenta-se uma pequena descrição de cada uma: • Z.E. nº1: Situada a norte da vila, abrange terrenos das freguesias de Nelas, Vilar Seco e Senhorim. Apresenta uma área de aproximadamente de 110ha, e cerca de 60 lotes de dimensões variáveis. Graças à sua proximidade à linha ferroviária da Beira Alta e ao IP5, apresenta uma localização privilegiada que lhe permite uma acessibilidade fácil a todo o País e à Europa. • Z.E. nº2: Situada a sul da vila, possui uma área com cerca de 100ha. A rede viária de acesso a este parque é a EN234 • Z.E. nº3: Situada na freguesia de Canas de Senhorim, apresenta uma área com cerca de 54ha, e tem um Plano de Pormenor constituído por 23 lotes _____________________________________________________________________________________ Página 122 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.7.2 Descrição da Rede Sites / Tecnologia 1 - Câmara Municipal / FO 2 - Pavilhão / FO 3 - Piscinas / FO 4 - Biblioteca / FO 5 - Cine Teatro/ FO 6 - Armazém / FO 7 - Escola Música / FO 8 - Espaço Internet / FO 9 - Edifício Multiusos / FO Ponto de Intersecção com rede inter-camarária Câmara Municipal Ponto de Agregação Edifício Multiusos Redundância Não tem Detalhes Adicionais Não tem _____________________________________________________________________________________ Página 123 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Esquema da Rede Figura 66 - Esquema de rede de Nelas _____________________________________________________________________________________ Página 124 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.7.3 Descrição Geral A seguinte tabela contêm a descrição de parte do material, e respectivo custo, da implementação levada a cabo: Equipamento Quantidade Preço Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 36 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 6 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Ensaios de ligação óptica, incluindo entrega do respectivo relatório Execução de fusões e terminação de fibras Instalação de cabo em parede com aplicação de tubo de ferro galvanizado Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 24 fibras monomodo 1 520 100 150 1100 210 166 11 11 188 188 100 9 1 Tabela 27 - Descrição parcial da rede nível 1 (Nelas) 7.7.3.1 Previsões Para se fazer um estudo de uma implementação deste género é necessário fazer-se uma previsão sobre o comportamento, o desgaste, a evolução, o custo, dessa mesma implementação num determinado período de tempo. Para este estudo de caso considerou-se que um período de dez anos seria o mais indicado para se obter indicadores suficientes para a realização de uma análise criteriosa e bem estruturada. População Residente no Concelho Percentagem de População que actualmente tem acesso à Internet Previsão da Percentagem de População que terá acesso à Internet daqui a 10 Anos Previsão da Largura de Banda (Mbits) Utilizada daqui a 10 Anos 14.283 30% 60% 180 Tabela 28 - Previsão da largura de banda para Nelas _____________________________________________________________________________________ Página 125 de 251 365,00 € 2.548,00 € 540,00 € 2.925,00 € 22.000,00 € 4.095,00 € 3.320,00 € 2.970,00 € 5.280,00 € 4.700,00 € 3.384,00 € 450,00 € 2.610,00 € 1.100,00 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Neste gráfico é possível observar-se a adesão por parte da população de Nelas ao serviço de acesso à informação. Largura de Banda (Mbits) Adesão à Infra-estrutura y = 17,99x - 5E-14 R2 = 1 200 150 100 Series1 Linear 50 0 0 2 4 6 8 10 12 -50 Anos Figura 67 - Adesão à Infra-estrutura (Nelas) Nas tabelas seguintes observa-se a previsão da evolução do número de futuros usuários para os dois modelos, no período considerado. Para o Modelo 1: Operadores Indice de Adesão Anual dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária (valores médios), em Largura de Banda (Gb Adesão dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária ao longo dos anos, em Largura de Banda (Gbits) 0 0,0000 0,0000 1 0,0176 0,0176 2 0,0176 0,0351 3 0,0176 0,0527 4 0,0176 0,0703 Anos 5 0,0176 0,0878 6 0,0176 0,1054 7 0,0176 0,1230 8 0,0176 0,1405 9 0,0176 0,1581 10 0,0176 0,1757 6 0 2 7 0 2 8 0 2 9 0 2 10 0 2 Tabela 29 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Nelas) Para o Modelo 2: Entidade(s) Gestora(s) do(s) Parque(s) Industrial(ais) Indice de Adesão Anual dos Parques Industriais (valores médios), em Número de Parques Industriais Adesão dos Parques Industriais ao longo dos anos, em Número de Parques Industriais Anos 0 0 0 1 1 1 2 1 2 3 0 2 4 0 2 5 0 2 Tabela 30 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Nelas) A adesão de novos usuários, ao longo dos anos, implica a introdução de mais material, para além do desgaste e possível substituição do já existente. _____________________________________________________________________________________ Página 126 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Para se poder observar esta situação de uma forma quantitativa criou-se uma tabela que demonstra a evolução da implementação/substituição de material na rede durante o período de previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Número de unidades) Anos Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 36 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 6 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 24 fibras monomodo 1 520 100 150 1100 210 166 11 11 9 1 0,05 37,14 7,14 7,50 55,00 10,50 8,30 0,55 0,55 0,64 0,07 0,05 37,14 7,14 7,50 55,00 10,50 8,30 0,55 0,55 0,64 0,07 0,05 37,14 7,14 7,50 55,00 10,50 8,30 0,55 0,55 0,64 0,07 0,05 37,14 7,14 7,50 55,00 10,50 8,30 0,55 0,55 0,64 0,07 0,05 37,14 7,14 7,50 55,00 10,50 8,30 0,55 0,55 0,64 0,07 0,05 37,14 7,14 7,50 55,00 10,50 8,30 0,55 0,55 0,64 0,07 0,05 37,14 7,14 7,50 55,00 10,50 8,30 0,55 0,55 0,64 0,07 0,05 37,14 7,14 7,50 55,00 10,50 8,30 0,55 0,55 0,64 0,07 0,05 37,14 7,14 7,50 55,00 10,50 8,30 0,55 0,55 0,64 0,07 0,05 37,14 7,14 7,50 55,00 10,50 8,30 0,55 0,55 0,64 0,07 Tabela 31 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Nelas) Na tabela seguinte encontra-se essa previsão de implementação/substituição de material quantificada em euros. De referir que teve-se em consideração a depreciação do valor de mercado do material no decorrer dos anos da previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Em Euros) Anos Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 10,95 € 109,20 € 23,14 € 87,75 € 660,00 € 122,85 € 99,60 € 89,10 € 158,40 € 111,86 € 47,14 € 10,04 € 100,10 € 21,21 € 80,44 € 605,00 € 112,61 € 91,30 € 81,68 € 145,20 € 102,54 € 43,21 € 9,13 € 91,00 € 19,29 € 73,13 € 550,00 € 102,38 € 83,00 € 74,25 € 132,00 € 93,21 € 39,29 € Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 36 fibras monomodo do cabo fixação do cabo Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 24 fibras monomodo 365,00 € 2.548,00 € 540,00 € 2.925,00 € 22.000,00 € 4.095,00 € 3.320,00 € 2.970,00 € 5.280,00 € 2.610,00 € 1.100,00 € 17,34 € 172,90 € 36,64 € 138,94 € 1.045,00 € 194,51 € 157,70 € 141,08 € 250,80 € 177,11 € 74,64 € 16,43 € 163,80 € 34,71 € 131,63 € 990,00 € 184,28 € 149,40 € 133,65 € 237,60 € 167,79 € 70,71 € 15,51 € 154,70 € 32,79 € 124,31 € 935,00 € 174,04 € 141,10 € 126,23 € 224,40 € 158,46 € 66,79 € 14,60 € 145,60 € 30,86 € 117,00 € 880,00 € 163,80 € 132,80 € 118,80 € 211,20 € 149,14 € 62,86 € 13,69 € 136,50 € 28,93 € 109,69 € 825,00 € 153,56 € 124,50 € 111,38 € 198,00 € 139,82 € 58,93 € 12,78 € 127,40 € 27,00 € 102,38 € 770,00 € 143,33 € 116,20 € 103,95 € 184,80 € 130,50 € 55,00 € 11,86 € 118,30 € 25,07 € 95,06 € 715,00 € 133,09 € 107,90 € 96,53 € 171,60 € 121,18 € 51,07 € Tabela 32 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Nelas) Por fim, na tabela seguinte, encontra-se a previsão do total dos custos da rede para o período de dez anos. Nesta previsão teve-se em consideração não só o custo da manutenção da rede, com a devida actualização do seu custo ao longo dos anos: Previsão dos Custos da Rede para um Periodo de 10 anos Custos 0 1 2 3 4 Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) 47.753,00 € 2.406,66 € 2.279,99 € 2.153,32 € 2.026,66 € Custos com Manutenção da Rede de Nelas 4.615,53 € 4.735,54 € 4.855,54 € 4.975,55 € 5.095,55 € Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 76.262,62 € 4.586,95 € 4.345,53 € 4.104,11 € 3.862,69 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 18.000,00 € 18.468,00 € 18.936,00 € 19.404,00 € 19.872,00 € Despesa Actual do Município de Nelas em Comunicações e Acessos à Internet -7.800,00 € -8.002,80 € -8.205,60 € -8.408,40 € -8.611,20 € Custos Totais da Rede (s/Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial e Equipamento Activ 143.655,43 € 27.018,62 € 27.035,74 € 27.052,86 € 27.069,98 € Custos com Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € 4.110,00 € 8.589,90 € 698,70 € 657,60 € Custos com Manutenção do Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € 2.400,84 € 4.923,36 € 5.045,04 € 5.166,72 € Custos com Implementação/Substituição de Equipamento Activo 55.801,65 € 2.650,58 € 2.511,07 € 2.371,57 € 2.232,07 € Custos com Manutenção do Equipamento Activo 5.580,17 € 5.725,25 € 5.870,33 € 6.015,42 € 6.160,50 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet ao longo dos anos 151.455,43 € 186.476,85 € 221.718,18 € 257.179,44 € 292.860,62 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação POSI) ao longo dos 49.586,00 € 84.607,42 € 119.848,76 € 155.310,02 € 190.991,19 € Custos da Rede em Equipamento Activo com Manutenção ao longo dos anos 61.381,82 € 69.757,64 € 78.139,05 € 86.526,04 € 94.918,61 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 110.967,82 € 154.365,06 € 197.987,81 € 241.836,06 € 285.909,80 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 110.967,82 € 43.397,25 € 43.622,75 € 43.848,25 € 44.073,75 € Anos 5 1.899,99 € 5.215,55 € 3.621,28 € 4.824,28 € 20.340,00 € -8.814,00 € 27.087,10 € 616,50 € 5.288,40 € 2.092,56 € 6.305,59 € 328.761,72 € 226.892,29 € 103.316,75 € 330.209,05 € 44.299,24 € 6 1.773,33 € 5.335,56 € 3.379,86 € 4.824,28 € 20.808,00 € -9.016,80 € 27.104,22 € 575,40 € 5.410,08 € 1.953,06 € 6.450,67 € 364.882,73 € 263.013,31 € 111.720,48 € 374.733,79 € 44.524,74 € 7 1.646,66 € 5.455,56 € 3.138,44 € 4.824,28 € 21.276,00 € -9.219,60 € 27.121,34 € 534,30 € 5.531,76 € 1.813,55 € 6.595,76 € 401.223,67 € 299.354,24 € 120.129,79 € 419.484,03 € 44.750,24 € 8 1.519,99 € 5.575,57 € 2.897,02 € 4.824,28 € 21.744,00 € -9.422,40 € 27.138,45 € 493,20 € 5.653,44 € 1.674,05 € 6.740,84 € 437.784,52 € 335.915,10 € 128.544,68 € 464.459,78 € 44.975,74 € 9 1.393,33 € 5.695,57 € 2.655,60 € 4.824,28 € 22.212,00 € -9.625,20 € 27.155,57 € 452,10 € 5.775,12 € 1.534,55 € 6.885,92 € 474.565,30 € 372.695,87 € 136.965,15 € 509.661,02 € 45.201,24 € Tabela 33 - Previsão dos custos da rede (Nelas) _____________________________________________________________________________________ Página 127 de 251 10 2.867,20 € 5.815,57 € 2.414,18 € 4.824,28 € 22.680,00 € -9.828,00 € 28.773,24 € 411,00 € 5.896,80 € 1.395,04 € 7.031,01 € 513.166,53 € 411.297,11 € 145.391,20 € 556.688,31 € 47.027,28 € Total 67.720,12 € 57.371,09 € 111.268,28 € 53.067,05 € 223.740,00 € -96.954,00 € 416.212,53 € 17.138,70 € 51.091,56 € 76.029,75 € 69.361,45 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.7.3.2 Considerações Finais Em seguida estão apresentados os somatórios dos custos com a manutenção, implementação/substituição, taxas das bandas licenciadas, ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção. Previsão para 10 Anos dos Custos relacionados com: Implementação/Substituição de Material Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 255.018,15 € 126.732,54 € 141.512,12 € 223.740,00 € Tabela 34 - Previsão do somatório dos custos (Nelas) Visualização da afectação de cada elemento, acima descrito, no custo total da rede na previsão de custos durante um período de dez anos. Afectação por Elementos de Custo Implementação/Substituição de Material 30% 34% Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas 19% 17% Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 68 - Afectação por elementos de custos (Nelas) _____________________________________________________________________________________ Página 128 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Abaixo encontram-se dois gráficos que demonstram a previsão dos custos anuais com a manutenção, Implementação/substituição de matéria, custos das taxas das bandas licenciadas, e ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção durante um período de 10 anos. Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Previsão de Custos da Rede por um Período de 10 Anos Custos com Manutenção da Rede de Nelas Valor 60.000,00 € 50.000,00 € 40.000,00 € 30.000,00 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 20.000,00 € 10.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 69 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Nelas) O gráfico abaixo representa o custo total anual da rede com equipamento, manutenção, taxas e acesso à Internet, considerando a comparticipação do POS_C. Previsão do Custo Anual da rede por um Período de 10 Anos 140.000,00 € 120.000,00 € Valor 100.000,00 € 80.000,00 € 60.000,00 € 40.000,00 € 20.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 70 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Nelas) _____________________________________________________________________________________ Página 129 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Em baixo, pode-se verificar o retorno expectável, para os dois cenários, num período de 10 anos. Previsão do Custo Total Acumulado a Cobrar pelos Modelos 1 e 2 por um Período de 10 Anos 1.200.000,00 € Valor 1.000.000,00 € 800.000,00 € Modelo 1 Modelo 2 Modelo 1 + 2 600.000,00 € 400.000,00 € 200.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 71 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Nelas) No gráfico seguinte observa-se a relação entre os custos e as receitas no período considerado. Previsão dos Custos e Receitas Acumuladas por um Período de 10 Anos 1.200.000,00 € Valor 1.000.000,00 € 800.000,00 € Custos Totais Receitas Totais 600.000,00 € 400.000,00 € 200.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 72 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Nelas) _____________________________________________________________________________________ Página 130 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.7.4 Discussão de Resultados A rede Nelas apresenta um resultado curioso que é o modelo 2 ser mais rentável que o modelo 1 até ao ano 6. A causa disto são os dois parques industriais existentes que originam maiores receitas que o aluguer de fibra, cuja infra-estrutura é das mais caras. O break-even dá-se no ano 7, o que é um resultado positivo. _____________________________________________________________________________________ Página 131 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.8 Penalva do Castelo Figura 73 - Município de Penalva do Castelo Freguesias: 13 Área: 134,2 Km² População (2001): 9.019 Densidade Populacional: 65,3 Hab/Km² Web: http://www.cm-penalvadocastelo.pt 7.8.1 Caracterização da Região • Geografia O concelho de Penalva do Castelo ergue-se a 393m de altitude, e encontra-se situado na margem direita do rio Dão e na margem esquerda do rio Coja, seu afluente. _____________________________________________________________________________________ Página 132 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ • Património Arquitectónico Do património do concelho, destaque-se a belíssima Casa da Ínsua, mandada construir no séc. XVII por Luís Albuquerque, que possui no exterior o Jardim Inglês. • História Aqui, houve outrora uma torre, ou castelo que vigiava a passagem do rio Dão. • Economia A economia municipal assenta na agricultura, agro-pecuária, silvicultura e indústria alimentar, destacando-se ainda o papel da administração local. Na região são típicos a gastronomia e o artesanato. No concelho existem cerca de 80 produtores artesanais de “Queijo Serra da Estrela”, sendo actualmente produzidas sobretudo na margem esquerda do rio Dão, anualmente, dezenas de toneladas de queijo, com uma crescente procura por parte dos consumidores. O logótipo de Penalva do Castelo representa a “trilogia de excelência produtiva” do concelho: a maça Bravo de Esmolfe, o queijo artesanal de Gemil (Serra da Estrela) e o vinho “Dão de Penalva”. Em virtude da especificidade e das suas qualidades, estamos perante produtos que, aliados à riqueza do património histórico-cultural, desempenham um importante papel na sustentabilidade e desenvolvimento do concelho. _____________________________________________________________________________________ Página 133 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.8.2 Descrição da Rede Sites / Tecnologia 1 - Câmara Municipal / FO 2 - Piscinas / FO 3 - Biblioteca / FO 4 - Mercado / Wireless 5 - Edifício velho da Câmara / Wireless 6 - Espaço Internet / Wireless Ponto de Intersecção com rede inter-camarária Piscinas Ponto de Agregação Câmara Municipal Redundância Não tem Detalhes Adicionais Os três saltos existentes entre a biblioteca e o espaço Internet fazem prever algum constrangimento de largura de banda neste último edifício _____________________________________________________________________________________ Página 134 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Esquema da Rede Figura 74 - Esquema de rede de Penalva do Castelo _____________________________________________________________________________________ Página 135 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.8.3 Descrição Geral A seguinte tabela contêm a descrição de parte do material, e respectivo custo, da implementação levada a cabo: Equipamento Quantidade Preço Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 12 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 24 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 6 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de ligação, incluindo abertura e tapamento de vala (30 x 80) com aplicação de monotubo de 40mm Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Ensaios de ligação óptica, incluindo entrega do respectivo relatório Execução de fusões e terminação de fibras Instalação de cabo em parede com aplicação de tubo de ferro galvanizado Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 24 fibras monomodo 1 230 100 170 400 310 110 6 210 6 96 96 100 3 1 Tabela 35 - Descrição parcial da rede nível 1 (Penalva do Castelo) 7.8.3.1 Previsões Para se fazer um estudo de uma implementação deste género é necessário fazer-se uma previsão sobre o comportamento, o desgaste, a evolução, o custo, dessa mesma implementação num determinado período de tempo. Para este estudo de caso considerou-se que um período de dez anos seria o mais indicado para se obter indicadores suficientes para a realização de uma análise criteriosa e bem estruturada. População Residente no Concelho Percentagem de População que actualmente tem acesso à Internet Previsão da Percentagem de População que terá acesso à Internet daqui a 10 Anos Previsão da Largura de Banda (Mbits) Utilizada daqui a 10 Anos 9.019 30% 60% 114 Tabela 36 - Previsão da largura de banda para Penalva de Castelo _____________________________________________________________________________________ Página 136 de 251 365,00 € 1.150,00 € 520,00 € 3.315,00 € 8.000,00 € 6.045,00 € 2.200,00 € 1.620,00 € 9.975,00 € 2.880,00 € 2.400,00 € 1.728,00 € 450,00 € 870,00 € 1.100,00 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Neste gráfico é possível observar-se a adesão por parte da população de Penalva do Castelo ao serviço de acesso à informação. Largura de Banda (Mbits) Adesão à Infra-estrutura y = 11,36x R2 = 1 120 100 80 60 Series1 40 Linear 20 0 0 2 4 6 8 10 12 Anos Figura 75 - Adesão à Infra-estrutura (Penalva do Castelo) Nas tabelas seguintes observa-se a previsão da evolução do número de futuros usuários para os dois modelos, no período considerado. Para o Modelo 1: Operadores Indice de Adesão Anual dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária (valores médios), em Largura de Banda (Gb Adesão dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária ao longo dos anos, em Largura de Banda (Gbits) 0 0,0000 0,0000 1 0,0111 0,0111 2 0,0111 0,0222 3 0,0111 0,0333 4 0,0111 0,0444 Anos 5 0,0111 0,0555 6 0,0111 0,0666 7 0,0111 0,0777 8 0,0111 0,0887 Tabela 37 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Penalva do Castelo) A adesão de novos usuários, ao longo dos anos, implica a introdução de mais material, para além do desgaste e possível substituição do já existente. _____________________________________________________________________________________ Página 137 de 251 9 0,0111 0,0998 10 0,0111 0,1109 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Para se poder observar esta situação de uma forma quantitativa criou-se uma tabela que demonstra a evolução da implementação/substituição de material na rede durante o período de previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Número de unidades) Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 Anos 5 4 6 7 8 9 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 12 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 24 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 6 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de ligação, incluindo abertura e tapamento de vala (30 x 80) com aplicação de monotubo de 40mm Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 24 fibras monomodo 1 230 100 170 400 310 110 6 210 6 3 1 0,05 16,43 7,14 8,50 20,00 15,50 5,50 0,30 10,50 0,30 0,21 0,07 0,05 16,43 7,14 8,50 20,00 15,50 5,50 0,30 10,50 0,30 0,21 0,07 0,05 16,43 7,14 8,50 20,00 15,50 5,50 0,30 10,50 0,30 0,21 0,07 0,05 16,43 7,14 8,50 20,00 15,50 5,50 0,30 10,50 0,30 0,21 0,07 0,05 16,43 7,14 8,50 20,00 15,50 5,50 0,30 10,50 0,30 0,21 0,07 0,05 16,43 7,14 8,50 20,00 15,50 5,50 0,30 10,50 0,30 0,21 0,07 0,05 16,43 7,14 8,50 20,00 15,50 5,50 0,30 10,50 0,30 0,21 0,07 0,05 16,43 7,14 8,50 20,00 15,50 5,50 0,30 10,50 0,30 0,21 0,07 0,05 16,43 7,14 8,50 20,00 15,50 5,50 0,30 10,50 0,30 0,21 0,07 0,05 16,43 7,14 8,50 20,00 15,50 5,50 0,30 10,50 0,30 0,21 0,07 Tabela 38 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Penalva do Castelo) Na tabela seguinte encontra-se essa previsão de implementação/substituição de material quantificada em euros. De referir que teve-se em consideração a depreciação do valor de mercado do material no decorrer dos anos da previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Em Euros) Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 4 Anos 5 6 7 8 9 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 12 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 24 fibras monomodo do cabo fixação do cabo Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de ligação, incluindo abertura e tapamento de vala (30 x 80) com aplicação de monotubo de 40mm Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 24 fibras monomodo 365,00 € 1.150,00 € 520,00 € 3.315,00 € 8.000,00 € 6.045,00 € 2.200,00 € 1.620,00 € 9.975,00 € 2.880,00 € 870,00 € 1.100,00 € 17,34 € 78,04 € 35,29 € 157,46 € 380,00 € 287,14 € 104,50 € 76,95 € 473,81 € 136,80 € 59,04 € 74,64 € 16,43 € 73,93 € 33,43 € 149,18 € 360,00 € 272,03 € 99,00 € 72,90 € 448,88 € 129,60 € 55,93 € 70,71 € 15,51 € 69,82 € 31,57 € 140,89 € 340,00 € 256,91 € 93,50 € 68,85 € 423,94 € 122,40 € 52,82 € 66,79 € 14,60 € 65,71 € 29,71 € 132,60 € 320,00 € 241,80 € 88,00 € 64,80 € 399,00 € 115,20 € 49,71 € 62,86 € 13,69 € 61,61 € 27,86 € 124,31 € 300,00 € 226,69 € 82,50 € 60,75 € 374,06 € 108,00 € 46,61 € 58,93 € 12,78 € 57,50 € 26,00 € 116,03 € 280,00 € 211,58 € 77,00 € 56,70 € 349,13 € 100,80 € 43,50 € 55,00 € 11,86 € 53,39 € 24,14 € 107,74 € 260,00 € 196,46 € 71,50 € 52,65 € 324,19 € 93,60 € 40,39 € 51,07 € 10,95 € 49,29 € 22,29 € 99,45 € 240,00 € 181,35 € 66,00 € 48,60 € 299,25 € 86,40 € 37,29 € 47,14 € 10,04 € 45,18 € 20,43 € 91,16 € 220,00 € 166,24 € 60,50 € 44,55 € 274,31 € 79,20 € 34,18 € 43,21 € 9,13 € 41,07 € 18,57 € 82,88 € 200,00 € 151,13 € 55,00 € 40,50 € 249,38 € 72,00 € 31,07 € 39,29 € Tabela 39 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Penalva Castelo) Por fim, na tabela seguinte, encontra-se a previsão do total dos custos da rede para o período de dez anos. Nesta previsão teve-se em consideração não só o custo da manutenção da rede, com a devida actualização do seu custo ao longo dos anos. Previsão dos Custos da Rede para um Periodo de 10 anos Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) 44.492,28 € 2.268,53 € 2.149,13 € 2.029,74 € 1.910,34 € 1.790,95 € 1.671,55 € 1.552,15 € 1.432,76 € 1.313,36 € Custos com Manutenção da Rede de Penalva do Castelo 4.682,03 € 4.803,76 € 4.925,49 € 5.047,23 € 5.168,96 € 5.290,69 € 5.412,42 € 5.534,16 € 5.655,89 € 5.777,62 € Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 76.262,62 € 4.586,95 € 4.345,53 € 4.104,11 € 3.862,69 € 3.621,28 € 3.379,86 € 3.138,44 € 2.897,02 € 2.655,60 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 18.000,00 € 18.468,00 € 18.936,00 € 19.404,00 € 19.872,00 € 20.340,00 € 20.808,00 € 21.276,00 € 21.744,00 € 22.212,00 € Despesa Actual do Município de Penalva do Castelo em Comunicações e Acessos à Internet -6.600,00 € -6.771,60 € -6.943,20 € -7.114,80 € -7.286,40 € -7.458,00 € -7.629,60 € -7.801,20 € -7.972,80 € -8.144,40 € Custos Totais da Rede (s/Equipamento Activo) 141.661,20 € 28.179,92 € 28.237,23 € 28.294,55 € 28.351,87 € 28.409,19 € 28.466,51 € 28.523,82 € 28.581,14 € 28.638,46 € Custos com Implementação/Substituição de Equipamento Activo 34.099,17 € 1.619,71 € 1.534,46 € 1.449,21 € 1.363,97 € 1.278,72 € 1.193,47 € 1.108,22 € 1.022,98 € 937,73 € Custos com Manutenção do Equipamento Activo 3.409,92 € 3.498,57 € 3.587,23 € 3.675,89 € 3.764,55 € 3.853,21 € 3.941,86 € 4.030,52 € 4.119,18 € 4.207,84 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet ao longo dos anos 125.436,92 € 137.097,16 € 148.519,32 € 159.703,40 € 170.649,39 € 181.357,30 € 191.827,13 € 202.058,88 € 212.052,55 € 221.808,13 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação POSI) ao longo dos 47.122,93 € 82.074,45 € 117.254,88 € 152.664,23 € 188.302,50 € 224.169,69 € 260.265,80 € 296.590,82 € 333.144,77 € 369.927,63 € Custos da Rede em Equipamento Activo com Manutenção ao longo dos anos 37.509,09 € 42.627,37 € 47.749,07 € 52.874,17 € 58.002,69 € 63.134,61 € 68.269,95 € 73.408,69 € 78.550,85 € 83.696,41 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 84.632,02 € 124.701,82 € 165.003,95 € 205.538,41 € 246.305,19 € 287.304,31 € 328.535,75 € 369.999,52 € 411.695,62 € 453.624,04 € 41.231,44 € 41.463,77 € 41.696,10 € 41.928,43 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 84.632,02 € 40.069,80 € 40.302,13 € 40.534,46 € 40.766,79 € 40.999,11 € Custos Tabela 40 - Previsão dos custos da rede (Penalva do Castelo) _____________________________________________________________________________________ Página 138 de 251 10 1.193,96 € 5.899,36 € 2.414,18 € 4.824,28 € 22.680,00 € -8.316,00 € 28.695,78 € 852,48 € 4.296,50 € 231.325,63 € 406.939,41 € 88.845,39 € 495.784,79 € 42.160,75 € Total 61.804,75 € 58.197,61 € 111.268,28 € 53.067,05 € 223.740,00 € -82.038,00 € 426.039,68 € 46.460,12 € 42.385,27 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.8.3.2 Considerações Finais Em seguida estão apresentados os somatórios dos custos com a manutenção, implementação/substituição, taxas das bandas licenciadas, ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção. Previsão para 10 Anos dos Custos relacionados com: Implementação/Substituição de Material Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 219.533,14 € 100.582,88 € 141.512,12 € 223.740,00 € Tabela 41 - Previsão do somatório dos custos (Penalva do Castelo) Visualização da afectação de cada elemento, acima descrito, no custo total da rede na previsão de custos durante um período de dez anos. Afectação por Elementos de Custo Implementação/Substituição de Material 32% 32% Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas 21% 15% Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 76 - Afectação por elementos de custos (Penalva do Castelo) _____________________________________________________________________________________ Página 139 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Abaixo encontram-se dois gráficos que demonstram a previsão dos custos anuais com a manutenção, Implementação/substituição de matéria, custos das taxas das bandas licenciadas, e ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção durante um período de 10 anos. Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Previsão de Custos da Rede por um Período de 10 Anos Custos com Manutenção da Rede de Penalva do Castelo 50.000,00 € Valor 40.000,00 € 30.000,00 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 20.000,00 € 10.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 77 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Penalva do Castelo) O gráfico abaixo representa o custo total anual da rede com equipamento, manutenção, taxas e acesso à Internet, considerando a comparticipação do POS_C. Previsão do Custo Anual da rede por um Período de 10 Anos 100.000,00 € Valor 80.000,00 € 60.000,00 € 40.000,00 € 20.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 78 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Penalva do Castelo) _____________________________________________________________________________________ Página 140 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Em baixo, pode-se verificar o retorno expectável, para o único cenário, num período de 10 anos. Previsão do Valor Total Acumulado a Cobrar pelo Modelo 1 por um Período de 10 Anos 500.000,00 € Valor 400.000,00 € 300.000,00 € Modelo 1 200.000,00 € 100.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 79 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelo modelo por 10 anos (Penalva do Castelo) No gráfico seguinte observa-se a relação entre os custos e as receitas no período considerado: Valor Previsão dos Custos e Receitas Acumuladas por um Período de 10 Anos 700.000,00 € 600.000,00 € 500.000,00 € 400.000,00 € 300.000,00 € 200.000,00 € 100.000,00 € 0,00 € Custos Totais Receitas Totais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 80 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Penalva do Castelo) _____________________________________________________________________________________ Página 141 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.8.4 Discussão de Resultados Em Penalva do Castelo só é considerado o modelo 1, pois é o único município onde não existe qualquer parque industrial. Face a isto, verifica-se que o ponto de equilíbrio não é atingido em 10 anos, mas que a tendência, tal como em Aguiar da Beira, é atingir esse ponto. _____________________________________________________________________________________ Página 142 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.9 Santa Comba Dão Figura 81 - Município de Santa Comba Dão Freguesias: 9 Área: 112,0 Km² População (2001): 12.473 Densidade Populacional: 110,7 Hab/Km² Web: http://www.cm-santacombadao.pt 7.9.1 Caracterização da Região • Geografia Santa Comba Dão é a cidade sede do concelho, situada na margem direita do rio Dão, que lhe deu o nome, perto da confluência deste com o rio Mondego. O concelho é limitado a norte pelo concelho de Tondela, a leste pelo de Carregal do Sal, a sueste pelo de Tábua, a sul pelo de Penacova e a oeste pelo de Mortágua. _____________________________________________________________________________________ Página 143 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ A nível de acessibilidades, o concelho encontra-se bem servido, pois ocupa uma posição central, situando-se no meio do nó de ligação das principais vias rodoviárias entre o interior e o litoral e deste à Europa. (IP3; IC6; IC12; EN2; EN234; EN234-6). Possui igualmente uma estação ferroviária da Linha da Beira Alta, onde efectuam paragem os comboios intercidades, sud-expresso e regionais, pois trata-se duma ligação nacional e internacional. Possui ainda um heliporto, localizado nos Bombeiros Voluntários, licenciado e operacional 24 horas por dia, para dar o apoio necessário a qualquer situação de emergência. • História Foi neste concelho que a 28 de Abril de 1889 nasceu António de Oliveira Salazar. • Economia Em paralelo com os sectores do turismo e da agricultura, a industria é também um factor económico decisivo para o desenvolvimento harmonioso do concelho. Dadas as características geográficas do concelho e as condicionantes impostas pelas diversas linhas de água que a todo o custo era necessário preservar de fontes poluentes, criaram-se três pólos de desenvolvimento, que dada a sua localização e exposição permitem a criação de unidades de várias dimensões sem impacto negativo no ambiente. São eles os Pólos: • da Catraia: Situado à esquerda do troço do IP3 (Viseu - Santa Comba Dão), entre o cruzamento da Catraia e o entroncamento do Pregoinho/Gestosa, com uma área de cerca de 60.000 m2, com 15 lotes, com áreas compreendidas entre os 3.000 e os 5.000 m2, encontram-se aqui instaladas empresas dos ramos de construção civil e obras públicas, aditivos para rações de animais, ferragens, calçado, carpintaria, fibra de vidro e de componentes para automóvel • das Lameiras: Situado também no IP3, mas no troço Santa Comba Dão Coimbra, com uma área já disponível de cerca de 100.000 m2 e com acesso _____________________________________________________________________________________ Página 144 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ directo a esta via, encontrando-se aqui instaladas empresas dos ramos de louça sanitária, portas de segurança, transportes públicos de mercadorias e moagem de minerais • da Guarita: Situado entre a Guarita e a Cancela, à margem do IC12, com uma área de cerca de 55.000 m2 com acesso directo à EN234 e desta, a dois quilómetros de distância, à rede geral de distribuição do IC12, IP3 e IC6, estão a fixar-se em regime de instalação unidades de madeiras Assistimos hoje, a uma grande vitalização de toda a actividade económica no sector secundário, para a qual têm contribuído os incentivos dados pela autarquia, ao nível da disponibilidade dos lotes nos diversos pólos industriais. O empenho da autarquia e os factores referidos, permitem um crescimento cada vez mais sustentado e de maior qualidade dos sectores comercial e industrial do concelho. 7.9.2 Descrição da Rede Sites / Tecnologia 1 - Câmara Municipal / FO 2 - Biblioteca / FO 3 - Gabinete de Apoio ao Técnico (GAT) / FO 4 - Casa da Cultura / FO 5 - Novo Edifício dos Serviços Técnicos / FO 6 - Junta de Freguesia / FO 7 - Piscinas / Wireless Ponto de Intersecção com rede intercamarária Casa da Cultura Ponto de Agregação Câmara Municipal _____________________________________________________________________________________ Página 145 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Redundância Não tem Detalhes Adicionais Este município entrou mais tarde neste sub-projecto mas celeridade imposta ao processo permitiu-lhe alcançar a fase de desenvolvimento dos restantes. Esquema de Rede Figura 82 - Esquema de rede de Santa Comba Dão _____________________________________________________________________________________ Página 146 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.9.3 Descrição Geral A seguinte tabela contêm a descrição de parte do material, e respectivo custo, da implementação levada a cabo: Equipamento Quantidade Preço Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Acessórios para Fibra em câmara (inclui bucha quimica) Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 12 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 36 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 24 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 36 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Ensaios de ligação óptica, incluindo entrega do respectivo relatório Execução de fusões e terminação de fibras Furo em parede com espessura até 1m, para passagem de rede estruturada Instalação de cabo em parede com aplicação de tubo de ferro galvanizado Rasgo da caixa de juntas para edifício (abrir rasgo até 45cm de profundidade + colocação de tubo PVC 40cm + fechar asfalto) Rasgo entre caixas 45cm profundidade (abrir vala de 45cm para colocar tubo de PVC 110 + fechar asfalto) Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 72 fibras monomodo 10 1 600 100 600 100 100 8 8 178 178 6 100 76 45 5 1 Tabela 42 - Descrição parcial da rede nível 1 (Santa Comba Dão) 7.9.3.1 Previsões Para se fazer um estudo de uma implementação deste género é necessário fazer-se uma previsão sobre o comportamento, o desgaste, a evolução, o custo, dessa mesma implementação num determinado período de tempo. Para este estudo de caso considerou-se que um período de dez anos seria o mais indicado para se obter indicadores suficientes para a realização de uma análise criteriosa e bem estruturada. População Residente no Concelho Percentagem de População que actualmente tem acesso à Internet Previsão da Percentagem de População que terá acesso à Internet daqui a 10 Anos Previsão da Largura de Banda (Mbits) Utilizada daqui a 10 Anos 12.473 30% 60% 157 Tabela 43 - Previsão da largura de banda para Santa Comba Dão _____________________________________________________________________________________ Página 147 de 251 1.200,00 € 365,00 € 3.000,00 € 540,00 € 12.600,00 € 2.200,00 € 2.000,00 € 2.160,00 € 3.840,00 € 4.450,00 € 3.204,00 € 534,00 € 450,00 € 2.888,00 € 1.575,00 € 1.450,00 € 1.700,00 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Neste gráfico é possível observar-se a adesão por parte da população de Santa Comba Dão ao serviço de acesso à informação. Largura de Banda (Mbits) Adesão à Infra-estrutura 180 160 140 120 100 80 60 40 20 0 -20 0 y = 15,71x - 5E-14 R2 = 1 Series1 Linear 2 4 6 8 10 12 Anos Figura 83 - Adesão à Infra-estrutura (Santa Comba Dão) Nas tabelas seguintes observa-se a previsão da evolução do número de futuros usuários para os dois modelos, no período considerado. Para o Modelo 1: Operadores Indice de Adesão Anual dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária (valores médios), em Largura de Banda (Gb Adesão dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária ao longo dos anos, em Largura de Banda (Gbits) 0 0,0000 0,0000 1 0,0153 0,0153 2 0,0153 0,0307 3 0,0153 0,0460 4 0,0153 0,0614 Anos 5 0,0153 0,0767 6 0,0153 0,0921 7 0,0153 0,1074 8 0,0153 0,1227 9 0,0153 0,1381 10 0,0153 0,1534 Tabela 44 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Santa Comba Dão) Para o Modelo 2: Entidade(s) Gestora(s) do(s) Parque(s) Industrial(ais) Indice de Adesão Anual dos Parques Industriais (valores médios), em Número de Parques Industriais Adesão dos Parques Industriais ao longo dos anos, em Número de Parques Industriais 0 0 0 1 1 1 2 0 1 3 0 1 4 0 1 Anos 5 0 1 6 0 1 7 0 1 8 0 1 Tabela 45 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Santa Comba Dão) A adesão de novos usuários, ao longo dos anos, implica a introdução de mais material, para além do desgaste e possível substituição do já existente. _____________________________________________________________________________________ Página 148 de 251 9 0 1 10 0 1 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Para se poder observar esta situação de uma forma quantitativa criou-se uma tabela que demonstra a evolução da implementação/substituição de material na rede durante o período de previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Número de unidades) Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 Anos 5 4 6 7 8 9 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Acessórios para Fibra em câmara (inclui bucha quimica) Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 12 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 36 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 24 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 36 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 72 fibras monomodo 10 1 600 100 600 100 100 8 8 5 1 0,50 0,05 42,86 7,14 30,00 5,00 5,00 0,40 0,40 0,36 0,07 0,50 0,05 42,86 7,14 30,00 5,00 5,00 0,40 0,40 0,36 0,07 0,50 0,05 42,86 7,14 30,00 5,00 5,00 0,40 0,40 0,36 0,07 0,50 0,05 42,86 7,14 30,00 5,00 5,00 0,40 0,40 0,36 0,07 0,50 0,05 42,86 7,14 30,00 5,00 5,00 0,40 0,40 0,36 0,07 0,50 0,05 42,86 7,14 30,00 5,00 5,00 0,40 0,40 0,36 0,07 0,50 0,05 42,86 7,14 30,00 5,00 5,00 0,40 0,40 0,36 0,07 0,50 0,05 42,86 7,14 30,00 5,00 5,00 0,40 0,40 0,36 0,07 0,50 0,05 42,86 7,14 30,00 5,00 5,00 0,40 0,40 0,36 0,07 0,50 0,05 42,86 7,14 30,00 5,00 5,00 0,40 0,40 0,36 0,07 Tabela 46 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Santa Comba Dão) Na tabela seguinte encontra-se essa previsão de implementação/substituição de material quantificada em euros. De referir que teve-se em consideração a depreciação do valor de mercado do material no decorrer dos anos da previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Em Euros) Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 4 Anos 5 6 7 8 9 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Acessórios para Fibra em câmara (inclui bucha quimica) Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 12 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 36 fibras monomodo fixação do cabo fixação do cabo Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 72 fibras monomodo 1.200,00 € 365,00 € 3.000,00 € 540,00 € 12.600,00 € 2.200,00 € 2.000,00 € 2.160,00 € 3.840,00 € 1.450,00 € 1.700,00 € 57,00 € 17,34 € 203,57 € 36,64 € 598,50 € 104,50 € 95,00 € 102,60 € 182,40 € 98,39 € 115,36 € 54,00 € 16,43 € 192,86 € 34,71 € 567,00 € 99,00 € 90,00 € 97,20 € 172,80 € 93,21 € 109,29 € 51,00 € 15,51 € 182,14 € 32,79 € 535,50 € 93,50 € 85,00 € 91,80 € 163,20 € 88,04 € 103,21 € 48,00 € 14,60 € 171,43 € 30,86 € 504,00 € 88,00 € 80,00 € 86,40 € 153,60 € 82,86 € 97,14 € 45,00 € 13,69 € 160,71 € 28,93 € 472,50 € 82,50 € 75,00 € 81,00 € 144,00 € 77,68 € 91,07 € 42,00 € 12,78 € 150,00 € 27,00 € 441,00 € 77,00 € 70,00 € 75,60 € 134,40 € 72,50 € 85,00 € 39,00 € 11,86 € 139,29 € 25,07 € 409,50 € 71,50 € 65,00 € 70,20 € 124,80 € 67,32 € 78,93 € 36,00 € 10,95 € 128,57 € 23,14 € 378,00 € 66,00 € 60,00 € 64,80 € 115,20 € 62,14 € 72,86 € 33,00 € 10,04 € 117,86 € 21,21 € 346,50 € 60,50 € 55,00 € 59,40 € 105,60 € 56,96 € 66,79 € 30,00 € 9,13 € 107,14 € 19,29 € 315,00 € 55,00 € 50,00 € 54,00 € 96,00 € 51,79 € 60,71 € Tabela 47 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Santa Comba Dão) Por fim, na tabela seguinte, encontra-se a previsão do total dos custos da rede para o período de dez anos. Nesta previsão teve-se em consideração não só o custo da manutenção da rede, com a devida actualização do seu custo ao longo dos anos: Previsão dos Custos da Rede para um Periodo de 10 anos Anos Custos 0 1 2 3 4 5 6 Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) 32.005,76 € 1.683,48 € 1.594,87 € 1.506,27 € 1.417,67 € 1.329,06 € 1.240,46 € Custos com Manutenção da Rede de Santa Comba Dão 4.016,58 € 4.121,01 € 4.225,44 € 4.329,87 € 4.434,30 € 4.538,73 € 4.643,16 € Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 76.262,62 € 4.586,95 € 4.345,53 € 4.104,11 € 3.862,69 € 3.621,28 € 3.379,86 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 18.000,00 € 18.468,00 € 18.936,00 € 19.404,00 € 19.872,00 € 20.340,00 € 20.808,00 € Despesa Actual do Município de Santa Comba Dão em Comunicações e Acessos à Internet -7.800,00 € -8.002,80 € -8.205,60 € -8.408,40 € -8.611,20 € -8.814,00 € -9.016,80 € Custos Totais da Rede (s/Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial e Equipamento Activ 127.309,23 € 25.680,91 € 25.720,52 € 25.760,13 € 25.799,74 € 25.839,34 € 25.878,95 € Custos com Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € 4.110,00 € 184,95 € 174,68 € 164,40 € 154,13 € 143,85 € Custos com Manutenção do Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € 2.400,84 € 2.461,68 € 2.522,52 € 2.583,36 € 2.644,20 € 2.705,04 € Custos com Implementação/Substituição de Equipamento Activo 49.206,61 € 2.337,31 € 2.214,30 € 2.091,28 € 1.968,26 € 1.845,25 € 1.722,23 € Custos com Manutenção do Equipamento Activo 4.920,66 € 5.048,60 € 5.176,54 € 5.304,47 € 5.432,41 € 5.560,35 € 5.688,28 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet ao longo dos anos 135.109,23 € 168.792,94 € 202.719,06 € 236.887,59 € 271.298,52 € 305.951,87 € 340.847,62 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação POSI) ao longo dos 24.576,30 € 58.260,01 € 92.186,13 € 126.354,66 € 160.765,60 € 195.418,94 € 230.314,69 € Custos da Rede em Equipamento Activo com Manutenção ao longo dos anos 54.127,27 € 61.513,18 € 68.904,02 € 76.299,77 € 83.700,44 € 91.106,04 € 98.516,55 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 78.703,57 € 119.773,19 € 161.090,15 € 202.654,43 € 244.466,04 € 286.524,98 € 328.831,25 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 78.703,57 € 41.069,62 € 41.316,95 € 41.564,28 € 41.811,61 € 42.058,94 € 42.306,27 € 7 1.151,85 € 4.747,59 € 3.138,44 € 4.824,28 € 21.276,00 € -9.219,60 € 25.918,56 € 133,58 € 2.765,88 € 1.599,21 € 5.816,22 € 375.985,78 € 265.452,86 € 105.931,99 € 371.384,85 € 42.553,60 € 8 1.063,25 € 4.852,02 € 2.897,02 € 4.824,28 € 21.744,00 € -9.422,40 € 25.958,17 € 123,30 € 2.826,72 € 1.476,20 € 5.944,16 € 411.366,35 € 300.833,43 € 113.352,35 € 414.185,77 € 42.800,93 € 9 974,65 € 4.956,45 € 2.655,60 € 4.824,28 € 22.212,00 € -9.625,20 € 25.997,78 € 113,03 € 2.887,56 € 1.353,18 € 6.072,10 € 446.989,33 € 336.456,40 € 120.777,62 € 457.234,03 € 43.048,26 € Tabela 48 - Previsão dos custos da rede (Santa Comba Dão) _____________________________________________________________________________________ Página 149 de 251 10 886,04 € 5.060,89 € 2.414,18 € 4.824,28 € 22.680,00 € -9.828,00 € 26.037,39 € 102,75 € 2.948,40 € 1.230,17 € 6.200,03 € 482.854,72 € 372.321,79 € 128.207,82 € 500.529,61 € 43.295,59 € Total 44.853,36 € 49.926,04 € 111.268,28 € 53.067,05 € 223.740,00 € -96.954,00 € 385.900,72 € 5.404,65 € 26.746,20 € 67.044,01 € 61.163,82 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.9.3.2 Considerações Finais Em seguida estão apresentados os somatórios dos custos com a manutenção, implementação/substituição, taxas das bandas licenciadas, ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção. Previsão para 10 Anos dos Custos relacionados com: Implementação/Substituição de Material Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 223.165,64 € 111.089,86 € 141.512,12 € 223.740,00 € Tabela 49 - Previsão do somatório dos custos (Santa Comba Dão) Visualização da afectação de cada elemento, acima descrito, no custo total da rede na previsão de custos durante um período de dez anos. Afectação por Elementos de Custo Implementação/Substituição de Material 32% 32% Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas 20% 16% Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 84 - Afectação por elementos de custos (Santa Comba Dão) _____________________________________________________________________________________ Página 150 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Abaixo encontram-se dois gráficos que demonstram a previsão dos custos anuais com a manutenção, Implementação/substituição de matéria, custos das taxas das bandas licenciadas, e ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção durante um período de 10 anos. Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Valor Previsão de Custos da Rede por um Período de 10 Anos Custos com Manutenção da Rede de Santa Comba Dão 35.000,00 € 30.000,00 € 25.000,00 € 20.000,00 € 15.000,00 € 10.000,00 € 5.000,00 € 0,00 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 85 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Santa Comba Dão) O gráfico abaixo representa o custo total anual da rede com equipamento, manutenção, taxas e acesso à Internet, considerando a comparticipação do POS_C. Previsão do Custo Anual da rede por um Período de 10 Anos 100.000,00 € Valor 80.000,00 € 60.000,00 € 40.000,00 € 20.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 86 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Santa Comba Dão) _____________________________________________________________________________________ Página 151 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Em baixo, pode-se verificar o retorno expectável, para os dois cenários, num período de 10 anos. Previsão do Valor Total Acumulado a Cobrar pelos Modelos 1 e 2 por um Período de 10 Anos 1.000.000,00 € Valor 800.000,00 € Modelo 1 Modelo 2 Modelo 1 + 2 600.000,00 € 400.000,00 € 200.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 87 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Santa Comba Dão) No gráfico seguinte observa-se a relação entre os custos e as receitas no período considerado: Previsão dos Custos e Receitas Acumuladas por um Período de 10 Anos 1.000.000,00 € Valor 800.000,00 € 600.000,00 € Custos Totais Receitas Totais 400.000,00 € 200.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 88 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Santa Comba Dão) _____________________________________________________________________________________ Página 152 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.9.4 Discussão de Resultados Este Município é um caso típico de um município com um nível populacional intermédio, e um parque industrial. Assim, verifica-se que a rede de Santa Comba Dão começa a gerar lucro a partir do oitavo ano. _____________________________________________________________________________________ Página 153 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.10 Sátão Figura 89 - Município de Sátão Freguesias: 12 Área: 201,9 Km² População (2001): 13.144 Densidade Populacional: 66,5 Hab/Km² Web: http://www.cm-satao.pt 7.10.1 Caracterização da Região • Geografia O concelho do Sátão é tipicamente rural, e encontra-se a 600m de altitude, na região demarcada do rio Dão, vinho de sabores fortes e cor intensa. Faz parte da região do Planalto da Beira Alta, e tem como concelhos limítrofes: Moimenta da Beira, Sernancelhe e Vila Nova de Paiva a norte, Penalva de Castelo a sul, Aguiar da Beira a este, e Viseu a oeste. _____________________________________________________________________________________ Página 154 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ • Património Natural O património cultural e natural existente no concelho do Sátão pode ser admirado através das seguintes rotas turísticas: Rota Arqueológica, Rota do Sol, Terras do Alto Vouga, Terras do Paiva e Estrada do Nascente. • História Este Concelho está repleto de histórias, quer sobre os seus monumentos, quer sobre a sua formação. É um dos mais antigos de Portugal, tendo o seu nome origem num dos rios da região, rio Sátão. • Economia A economia municipal assenta na indústria extractiva, na agro-pecuária, na silvicultura, na indústria alimentar e na produção vinícola, destacando-se ainda o papel da administração local. 7.10.2 Descrição da Rede Sites / Tecnologia 1 - Câmara Municipal / FO 2 - Biblioteca / FO 3 - Oficinas / FO 4 - Piscinas / FO 5 - Espaço Internet / FO 6 - Bombeiros Municipais / FO 7 - Cinema / FO 8 - Cadeia / FO _____________________________________________________________________________________ Página 155 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Ponto de Intersecção com rede inter-camarária Oficinas Ponto de Agregação Câmara Municipal Redundância Não tem Detalhes Adicionais Não tem Esquema da Rede Figura 90 - Esquema de rede de Sátão _____________________________________________________________________________________ Página 156 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.10.3 Descrição Geral A seguinte tabela contêm a descrição de parte do material, e respectivo custo, da implementação levada a cabo: Equipamento Quantidade Preço Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 6 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 24 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Ensaios de ligação óptica, incluindo entrega do respectivo relatório Execução de fusões e terminação de fibras Instalação de cabo em parede com aplicação de tubo de ferro galvanizado Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 24 fibras monomodo 1 400 290 305 430 250 12 12 183 183 100 5 1 Tabela 50 - Descrição parcial da rede nível 1 (Sátão) 7.10.3.1 Previsões Para se fazer um estudo de uma implementação deste género é necessário fazer-se uma previsão sobre o comportamento, o desgaste, a evolução, o custo, dessa mesma implementação num determinado período de tempo. Para este estudo de caso considerou-se que um período de dez anos seria o mais indicado para se obter indicadores suficientes para a realização de uma análise criteriosa e bem estruturada. População Residente no Concelho Percentagem de População que actualmente tem acesso à Internet Previsão da Percentagem de População que terá acesso à Internet daqui a 10 Anos Previsão da Largura de Banda (Mbits) Utilizada daqui a 10 Anos 13.144 30% 60% 166 Tabela 51 - Previsão da largura de banda para Sátão _____________________________________________________________________________________ Página 157 de 251 365,00 € 1.960,00 € 5.655,00 € 6.100,00 € 9.030,00 € 4.875,00 € 3.240,00 € 5.760,00 € 4.575,00 € 3.294,00 € 450,00 € 1.450,00 € 1.100,00 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Neste gráfico é possível observar-se a adesão por parte da população de Sátão ao serviço de acesso à informação. Adesão à Infra-estrutura y = 16,555x - 5E-14 2 R =1 Largura de Banda (Mbits) 200 150 Series1 100 50 Linear 0 -50 0 2 4 6 8 10 12 Anos Figura 91 - Adesão à Infra-estrutura (Sátão) Nas tabelas seguintes observa-se a previsão da evolução do número de futuros usuários para os dois modelos, no período considerado. Para o Modelo 1: Operadores Indice de Adesão Anual dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária (valores médios), em Largura de Banda (Gb Adesão dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária ao longo dos anos, em Largura de Banda (Gbits) 0 0,0000 0,0000 1 0,0162 0,0162 2 0,0162 0,0323 3 0,0162 0,0485 4 0,0162 0,0647 Anos 5 0,0162 0,0808 6 0,0162 0,0970 7 0,0162 0,1132 8 0,0162 0,1293 9 0,0162 0,1455 10 0,0162 0,1617 Tabela 52 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Sátão) Para o Modelo 2: Entidade(s) Gestora(s) do(s) Parque(s) Industrial(ais) Indice de Adesão Anual dos Parques Industriais (valores médios), em Número de Parques Industriais Adesão dos Parques Industriais ao longo dos anos, em Número de Parques Industriais Anos 0 0 0 1 1 1 2 0 1 3 0 1 4 0 1 5 0 1 6 0 1 7 0 1 8 0 1 Tabela 53 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Sátão) A adesão de novos usuários, ao longo dos anos, implica a introdução de mais material, para além do desgaste e possível substituição do já existente. _____________________________________________________________________________________ Página 158 de 251 9 0 1 10 0 1 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Para se poder observar esta situação de uma forma quantitativa criou-se uma tabela que demonstra a evolução da implementação/substituição de material na rede durante o período de previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Número de unidades) Anos Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 6 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 24 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 24 fibras monomodo 1 400 290 305 430 250 12 12 5 1 0,05 28,57 14,50 15,25 21,50 12,50 0,60 0,60 0,36 0,07 0,05 28,57 14,50 15,25 21,50 12,50 0,60 0,60 0,36 0,07 0,05 28,57 14,50 15,25 21,50 12,50 0,60 0,60 0,36 0,07 0,05 28,57 14,50 15,25 21,50 12,50 0,60 0,60 0,36 0,07 0,05 28,57 14,50 15,25 21,50 12,50 0,60 0,60 0,36 0,07 0,05 28,57 14,50 15,25 21,50 12,50 0,60 0,60 0,36 0,07 0,05 28,57 14,50 15,25 21,50 12,50 0,60 0,60 0,36 0,07 0,05 28,57 14,50 15,25 21,50 12,50 0,60 0,60 0,36 0,07 0,05 28,57 14,50 15,25 21,50 12,50 0,60 0,60 0,36 0,07 0,05 28,57 14,50 15,25 21,50 12,50 0,60 0,60 0,36 0,07 Tabela 54 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Sátão) Na tabela seguinte encontra-se essa previsão de implementação/substituição de material quantificada em euros. De referir que teve-se em consideração a depreciação do valor de mercado do material no decorrer dos anos da previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Em Euros) Anos Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10,95 € 84,00 € 169,65 € 183,00 € 270,90 € 146,25 € 97,20 € 172,80 € 62,14 € 47,14 € 10,04 € 77,00 € 155,51 € 167,75 € 248,33 € 134,06 € 89,10 € 158,40 € 56,96 € 43,21 € 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo do cabo fixação do cabo fixação do cabo Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 24 fibras monomodo 365,00 € 1.960,00 € 5.655,00 € 6.100,00 € 9.030,00 € 4.875,00 € 3.240,00 € 5.760,00 € 1.450,00 € 1.100,00 € 17,34 € 133,00 € 268,61 € 289,75 € 428,93 € 231,56 € 153,90 € 273,60 € 98,39 € 74,64 € 16,43 € 126,00 € 254,48 € 274,50 € 406,35 € 219,38 € 145,80 € 259,20 € 93,21 € 70,71 € 15,51 € 119,00 € 240,34 € 259,25 € 383,78 € 207,19 € 137,70 € 244,80 € 88,04 € 66,79 € 14,60 € 112,00 € 226,20 € 244,00 € 361,20 € 195,00 € 129,60 € 230,40 € 82,86 € 62,86 € 13,69 € 105,00 € 212,06 € 228,75 € 338,63 € 182,81 € 121,50 € 216,00 € 77,68 € 58,93 € 12,78 € 98,00 € 197,93 € 213,50 € 316,05 € 170,63 € 113,40 € 201,60 € 72,50 € 55,00 € 11,86 € 91,00 € 183,79 € 198,25 € 293,48 € 158,44 € 105,30 € 187,20 € 67,32 € 51,07 € 9,13 € 70,00 € 141,38 € 152,50 € 225,75 € 121,88 € 81,00 € 144,00 € 51,79 € 39,29 € Tabela 55 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Sátão) Por fim, na tabela seguinte, encontra-se a previsão do total dos custos da rede para o período de dez anos. Nesta previsão teve-se em consideração não só o custo da manutenção da rede, com a devida actualização do seu custo ao longo dos anos. Previsão dos Custos da Rede para um Periodo de 10 anos Anos 0 1 2 3 4 5 6 Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) 39.535,00 € 1.969,72 € 1.866,05 € 1.762,38 € 1.658,71 € 1.555,04 € 1.451,38 € Custos com Manutenção da Rede de Sátão 3.924,03 € 4.026,05 € 4.128,08 € 4.230,10 € 4.332,13 € 4.434,15 € 4.536,18 € Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 76.262,62 € 4.586,95 € 4.345,53 € 4.104,11 € 3.862,69 € 3.621,28 € 3.379,86 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 18.000,00 € 18.468,00 € 18.936,00 € 19.404,00 € 19.872,00 € 20.340,00 € 20.808,00 € Despesa Actual do Município de Sátão em Comunicações e Acessos à Internet -7.200,00 € -7.387,20 € -7.574,40 € -7.761,60 € -7.948,80 € -8.136,00 € -8.323,20 € Custos Totais da Rede (s/Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial e Equipamento Activ 135.345,92 € 26.487,80 € 26.525,54 € 26.563,27 € 26.601,01 € 26.638,75 € 26.676,48 € Custos com Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € 4.110,00 € 184,95 € 174,68 € 164,40 € 154,13 € 143,85 € Custos com Manutenção do Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € 2.400,84 € 2.461,68 € 2.522,52 € 2.583,36 € 2.644,20 € 2.705,04 € Custos com Implementação/Substituição de Equipamento Activo 52.487,60 € 2.493,16 € 2.361,94 € 2.230,72 € 2.099,50 € 1.968,29 € 1.837,07 € Custos com Manutenção do Equipamento Activo 5.248,76 € 5.385,23 € 5.521,70 € 5.658,16 € 5.794,63 € 5.931,10 € 6.067,57 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet ao longo dos anos 142.545,92 € 176.420,92 € 210.520,86 € 244.845,74 € 279.395,55 € 314.170,30 € 349.169,98 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação POSI) ao longo dos 47.092,65 € 80.967,65 € 115.067,59 € 149.392,46 € 183.942,28 € 218.717,02 € 253.716,71 € Custos da Rede em Equipamento Activo com Manutenção ao longo dos anos 57.736,36 € 65.614,75 € 73.498,39 € 81.387,27 € 89.281,41 € 97.180,79 € 105.085,42 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 104.829,01 € 146.582,40 € 188.565,98 € 230.779,74 € 273.223,68 € 315.897,82 € 358.802,13 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 104.829,01 € 41.753,39 € 41.983,58 € 42.213,76 € 42.443,95 € 42.674,13 € 42.904,32 € Custos 7 1.347,71 € 4.638,20 € 3.138,44 € 4.824,28 € 21.276,00 € -8.510,40 € 26.714,22 € 133,58 € 2.765,88 € 1.705,85 € 6.204,03 € 384.394,60 € 288.941,33 € 112.995,31 € 401.936,64 € 43.134,50 € 8 1.244,04 € 4.740,23 € 2.897,02 € 4.824,28 € 21.744,00 € -8.697,60 € 26.751,96 € 123,30 € 2.826,72 € 1.574,63 € 6.340,50 € 419.844,16 € 324.390,89 € 120.910,44 € 445.301,32 € 43.364,69 € 9 1.140,37 € 4.842,25 € 2.655,60 € 4.824,28 € 22.212,00 € -8.884,80 € 26.789,70 € 113,03 € 2.887,56 € 1.443,41 € 6.476,97 € 455.518,66 € 360.065,38 € 128.830,81 € 488.896,20 € 43.594,87 € Tabela 56 - Previsão dos custos da rede (Sátão) _____________________________________________________________________________________ Página 159 de 251 10 1.036,70 € 4.944,28 € 2.414,18 € 4.824,28 € 22.680,00 € -9.072,00 € 26.827,43 € 102,75 € 2.948,40 € 1.312,19 € 6.613,44 € 491.418,09 € 395.964,82 € 136.756,44 € 532.721,26 € 43.825,06 € Total 54.567,10 € 48.775,67 € 111.268,28 € 53.067,05 € 223.740,00 € -89.496,00 € 401.922,09 € 5.404,65 € 26.746,20 € 71.514,36 € 65.242,09 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.10.3.2 Considerações Finais Em seguida estão apresentados os somatórios dos custos com a manutenção, implementação/substituição, taxas das bandas licenciadas, ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção. Previsão para 10 Anos dos Custos relacionados com: Implementação/Substituição de Material Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 237.349,73 € 114.017,75 € 141.512,12 € 223.740,00 € Tabela 57 - Previsão do somatório dos custos (Sátão) Visualização da afectação de cada elemento, acima descrito, no custo total da rede na previsão de custos durante um período de dez anos. Afectação por Elementos de Custo Implementação/Substituição de Material 31% 33% Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas 20% 16% Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 92 - Afectação por elementos de custos (Sátão) _____________________________________________________________________________________ Página 160 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Abaixo encontram-se dois gráficos que demonstram a previsão dos custos anuais com a manutenção, Implementação/substituição de matéria, custos das taxas das bandas licenciadas, e ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção durante um período de 10 anos. Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Previsão de Custos da Rede por um Período de 10 Anos Custos com Manutenção da Rede de Sátão 50.000,00 € Valor 40.000,00 € 30.000,00 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 20.000,00 € 10.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 93 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Sátão) O gráfico abaixo representa o custo total anual da rede com equipamento, manutenção, taxas e acesso à Internet, considerando a comparticipação do POS_C. Previsão do Custo Anual da rede por um Período de 10 Anos 120.000,00 € 100.000,00 € Valor 80.000,00 € 60.000,00 € 40.000,00 € 20.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 94 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Sátão) _____________________________________________________________________________________ Página 161 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Em baixo, pode-se verificar o retorno expectável, para os dois cenários, num período de 10 anos. Valor Previsão do Valor Total Acumulado a Cobrar pelos Modelos 1 e 2 por um Período de 10 Anos 800.000,00 € 700.000,00 € 600.000,00 € 500.000,00 € 400.000,00 € 300.000,00 € 200.000,00 € 100.000,00 € 0,00 € Modelo 1 Modelo 2 Modelo 1 + 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 95 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Sátão) No gráfico seguinte observa-se a relação entre os custos e as receitas no período considerado: Valor Previsão dos Custos e Receitas Acumuladas por um Período de 10 Anos 800.000,00 € 700.000,00 € 600.000,00 € 500.000,00 € 400.000,00 € 300.000,00 € 200.000,00 € 100.000,00 € 0,00 € Custos Totais Receitas Totais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 96 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Sátão) _____________________________________________________________________________________ Página 162 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.10.4 Discussão de Resultados Para o município de Sátão observa-se que o ponto de equilíbrio é atingido quase no ano 10. Este atraso na geração de lucros é causado pelo modelo 2 que só dá prejuízo no período considerado. _____________________________________________________________________________________ Página 163 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.11 Tábua Figura 97 - Município de Tábua Freguesias: 15 Área: 199,8 Km² População (2001): 12.602 Densidade Populacional: 62,3 Hab/Km² Web: http://www.cm-tabua.pt 7.11.1 Caracterização da Região • Geografia O concelho de Tábua pertence à sub-região Pinhal Interior Norte, sendo limitado a norte pelo concelho de Carregal do Sal, a leste por Oliveira do Hospital, a sul por Arganil, a oeste por Penacova e a noroeste por Santa Comba Dão. Situado no alto Mondego, Tábua é um concelho irrigado e fértil. _____________________________________________________________________________________ Página 164 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ • Património Natural A beleza deste concelho, não dispensa uma vista panorâmica, aproveitando os desníveis da paisagem, como no Outeiro de S. Miguel. • História Aldeias de Xisto e velhos solares e palacetes, conservam memórias passadas. O nome de Tábua deve-se provavelmente, a uma ponte de tábuas que existiu em tempos do condado Portucalense. 7.11.2 Descrição da Rede Sites / Tecnologia 1 - Câmara Municipal / FO 2 - Biblioteca / FO 3 - Oficinas / FO 4 - Piscinas / FO 5 - Espaço Internet / Wireless Ponto de Intersecção com rede inter-camarária Câmara Municipal Ponto de Agregação Câmara Municipal Redundância Existirá na Biblioteca e nas Oficinas por intermédio de ligações wireless a 54 Mbits. Para as piscinas será aproveitada para efeitos de redundância uma ligação wireless a 11Mbits já existente. _____________________________________________________________________________________ Página 165 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Detalhes Adicionais Não tem Esquema da Rede Figura 98 - Esquema de rede de Tábua _____________________________________________________________________________________ Página 166 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.11.3 Descrição Geral A seguinte tabela contêm a descrição de parte do material, e respectivo custo, da implementação levada a cabo: Equipamento Quantidade Preço Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Opcional Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo 370 Cabo FO Conduta, 12 fibras monomodo 50 Cabo MCS Drain, 6 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação 590 Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de 50 Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente 100 Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente 80 Caixa de junta para ligação de fibras ópticas 6 Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica 6 Ensaios de ligação óptica, incluindo entrega do respectivo relatório 66 Execução de fusões e terminação de fibras 66 Instalação de cabo em parede com aplicação de tubo de ferro galvanizado 100 Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo 4 Repartidor óptico equipado para terminação de 18 fibras monomodo 1 Tabela 58 - Descrição parcial da rede nível 1 (Tábua) 7.11.3.1 Previsões Para se fazer um estudo de uma implementação deste género é necessário fazer-se uma previsão sobre o comportamento, o desgaste, a evolução, o custo, dessa mesma implementação num determinado período de tempo. Para este estudo de caso considerou-se que um período de dez anos seria o mais indicado para se obter indicadores suficientes para a realização de uma análise criteriosa e bem estruturada. População Residente no Concelho Percentagem de População que actualmente tem acesso à Internet Previsão da Percentagem de População que terá acesso à Internet daqui a 10 Anos Previsão da Largura de Banda (Mbits) Utilizada daqui a 10 Anos 12.602 30% 60% 159 Tabela 59 - Previsão da largura de banda para Tábua _____________________________________________________________________________________ Página 167 de 251 365,00 € 1.813,00 € 250,00 € 11.505,00 € 1.000,00 € 1.950,00 € 1.600,00 € 1.620,00 € 2.880,00 € 1.650,00 € 1.188,00 € 450,00 € 1.160,00 € 850,00 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Neste gráfico é possível observar-se a adesão por parte da população de Tábua ao serviço de acesso à informação. Largura de Banda (Mbits) Adesão à Infra-estrutura y = 15,873x + 5E-14 R2 = 1 200 150 Series1 100 Linear 50 0 0 2 4 6 8 10 12 Anos Figura 99 - Adesão à Infra-estrutura (Tábua) Nas tabelas seguintes observa-se a previsão da evolução do número de futuros usuários para os dois modelos, no período considerado. Para o Modelo 1: Operadores Indice de Adesão Anual dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária (valores médios), em Largura de Banda (Gb Adesão dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária ao longo dos anos, em Largura de Banda (Gbits) 0 0,0000 0,0000 1 0,0155 0,0155 2 0,0155 0,0310 3 0,0155 0,0465 4 0,0155 0,0620 Anos 5 0,0155 0,0775 6 0,0155 0,0930 7 0,0155 0,1085 8 0,0155 0,1240 9 0,0155 0,1395 10 0,0155 0,1550 6 0 1 7 0 1 8 0 1 9 0 1 10 0 1 Tabela 60 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Tábua) Para o Modelo 2: Entidade(s) Gestora(s) do(s) Parque(s) Industrial(ais) Indice de Adesão Anual dos Parques Industriais (valores médios), em Número de Parques Industriais Adesão dos Parques Industriais ao longo dos anos, em Número de Parques Industriais 0 0 0 1 1 1 2 0 1 3 0 1 4 0 1 Anos 5 0 1 Tabela 61 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Tábua) A adesão de novos usuários, ao longo dos anos, implica a introdução de mais material, para além do desgaste e possível substituição do já existente. _____________________________________________________________________________________ Página 168 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Para se poder observar esta situação de uma forma quantitativa criou-se uma tabela que demonstra a evolução da implementação/substituição de material na rede durante o período de previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Número de unidades) Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 Anos 5 4 6 7 8 9 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 12 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 6 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 18 fibras monomodo 370 50 590 50 100 80 6 6 4 1 26,43 3,57 29,50 2,50 5,00 4,00 0,30 0,30 0,29 0,07 26,43 3,57 29,50 2,50 5,00 4,00 0,30 0,30 0,29 0,07 26,43 3,57 29,50 2,50 5,00 4,00 0,30 0,30 0,29 0,07 26,43 3,57 29,50 2,50 5,00 4,00 0,30 0,30 0,29 0,07 26,43 3,57 29,50 2,50 5,00 4,00 0,30 0,30 0,29 0,07 26,43 3,57 29,50 2,50 5,00 4,00 0,30 0,30 0,29 0,07 26,43 3,57 29,50 2,50 5,00 4,00 0,30 0,30 0,29 0,07 26,43 3,57 29,50 2,50 5,00 4,00 0,30 0,30 0,29 0,07 26,43 3,57 29,50 2,50 5,00 4,00 0,30 0,30 0,29 0,07 26,43 3,57 29,50 2,50 5,00 4,00 0,30 0,30 0,29 0,07 Tabela 62 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Tábua) Na tabela seguinte encontra-se essa previsão de implementação/substituição de material quantificada em euros. De referir que teve-se em consideração a depreciação do valor de mercado do material no decorrer dos anos da previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Em Euros) Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 4 Anos 5 6 7 8 9 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 12 fibras monomodo do cabo fixação do cabo Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 18 fibras monomodo 1.813,00 € 250,00 € 11.505,00 € 1.000,00 € 1.950,00 € 1.600,00 € 1.620,00 € 2.880,00 € 1.160,00 € 850,00 € 123,03 € 16,96 € 546,49 € 47,50 € 92,63 € 76,00 € 76,95 € 136,80 € 78,71 € 57,68 € 116,55 € 16,07 € 517,73 € 45,00 € 87,75 € 72,00 € 72,90 € 129,60 € 74,57 € 54,64 € 110,08 € 15,18 € 488,96 € 42,50 € 82,88 € 68,00 € 68,85 € 122,40 € 70,43 € 51,61 € 103,60 € 14,29 € 460,20 € 40,00 € 78,00 € 64,00 € 64,80 € 115,20 € 66,29 € 48,57 € 97,13 € 13,39 € 431,44 € 37,50 € 73,13 € 60,00 € 60,75 € 108,00 € 62,14 € 45,54 € 90,65 € 12,50 € 402,68 € 35,00 € 68,25 € 56,00 € 56,70 € 100,80 € 58,00 € 42,50 € 84,18 € 11,61 € 373,91 € 32,50 € 63,38 € 52,00 € 52,65 € 93,60 € 53,86 € 39,46 € 77,70 € 10,71 € 345,15 € 30,00 € 58,50 € 48,00 € 48,60 € 86,40 € 49,71 € 36,43 € 71,23 € 9,82 € 316,39 € 27,50 € 53,63 € 44,00 € 44,55 € 79,20 € 45,57 € 33,39 € 64,75 € 8,93 € 287,63 € 25,00 € 48,75 € 40,00 € 40,50 € 72,00 € 41,43 € 30,36 € Tabela 63 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Tábua) Por fim, na tabela seguinte, encontra-se a previsão do total dos custos da rede para o período de dez anos. Nesta previsão teve-se em consideração não só o custo da manutenção da rede, com a devida actualização do seu custo ao longo dos anos Previsão dos Custos da Rede para um Periodo de 10 anos Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) 31.080,28 € 1.640,28 € 1.553,94 € 1.467,61 € 1.381,28 € 1.294,95 € 1.208,62 € 1.122,29 € 1.035,96 € Custos com Manutenção da Rede de Tábua 3.476,46 € 3.566,85 € 3.657,24 € 3.747,63 € 3.838,02 € 3.928,40 € 4.018,79 € 4.109,18 € 4.199,57 € Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 76.262,62 € 4.586,95 € 4.345,53 € 4.104,11 € 3.862,69 € 3.621,28 € 3.379,86 € 3.138,44 € 2.897,02 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 18.000,00 € 18.468,00 € 18.936,00 € 19.404,00 € 19.872,00 € 20.340,00 € 20.808,00 € 21.276,00 € 21.744,00 € Despesa Actual do Município de Tábua em Comunicações e Acessos à Internet -7.200,00 € -7.387,20 € -7.574,40 € -7.761,60 € -7.948,80 € -8.136,00 € -8.323,20 € -8.510,40 € -8.697,60 € Custos Totais da Rede (s/Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial e Equipamento Activ 126.443,64 € 25.699,15 € 25.742,59 € 25.786,03 € 25.829,47 € 25.872,91 € 25.916,35 € 25.959,79 € 26.003,23 € Custos com Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € 4.110,00 € 184,95 € 174,68 € 164,40 € 154,13 € 143,85 € 133,58 € 123,30 € Custos com Manutenção do Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € 2.400,84 € 2.461,68 € 2.522,52 € 2.583,36 € 2.644,20 € 2.705,04 € 2.765,88 € 2.826,72 € Custos com Implementação/Substituição de Equipamento Activo 27.669,42 € 1.314,30 € 1.245,12 € 1.175,95 € 1.106,78 € 1.037,60 € 968,43 € 899,26 € 830,08 € Custos com Manutenção do Equipamento Activo 2.766,94 € 2.838,88 € 2.910,82 € 2.982,76 € 3.054,70 € 3.126,64 € 3.198,58 € 3.270,53 € 3.342,47 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet ao longo dos anos 133.643,64 € 166.729,99 € 200.046,98 € 233.594,61 € 267.372,88 € 301.381,79 € 335.621,34 € 370.091,53 € 404.792,36 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação POSI) ao longo dos 46.461,11 € 79.547,46 € 112.864,46 € 146.412,09 € 180.190,36 € 214.199,27 € 248.438,82 € 282.909,01 € 317.609,84 € Custos da Rede em Equipamento Activo com Manutenção ao longo dos anos 30.436,36 € 34.589,54 € 38.745,49 € 42.904,20 € 47.065,68 € 51.229,93 € 55.396,95 € 59.566,73 € 63.739,28 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 76.897,47 € 114.137,01 € 151.609,94 € 189.316,29 € 227.256,04 € 265.429,20 € 303.835,76 € 342.475,73 € 381.349,11 € 37.939,75 € 38.173,16 € 38.406,56 € 38.639,97 € 38.873,38 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 76.897,47 € 37.239,53 € 37.472,94 € 37.706,35 € Custos 9 949,63 € 4.289,96 € 2.655,60 € 4.824,28 € 22.212,00 € -8.884,80 € 26.046,67 € 113,03 € 2.887,56 € 760,91 € 3.414,41 € 439.723,83 € 352.541,30 € 67.914,59 € 420.455,89 € 39.106,78 € Tabela 64 - Previsão dos custos da rede (Tábua) _____________________________________________________________________________________ Página 169 de 251 10 863,30 € 4.380,34 € 2.414,18 € 4.824,28 € 22.680,00 € -9.072,00 € 26.090,11 € 102,75 € 2.948,40 € 691,74 € 3.486,35 € 474.885,94 € 387.703,41 € 72.092,67 € 459.796,08 € 39.340,19 € Total 43.598,17 € 43.212,45 € 111.268,28 € 53.067,05 € 223.740,00 € -89.496,00 € 385.389,94 € 5.404,65 € 26.746,20 € 37.699,58 € 34.393,09 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.11.3.2 Considerações Finais Em seguida estão apresentados os somatórios dos custos com a manutenção, implementação/substituição, taxas das bandas licenciadas, ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção. Previsão para 10 Anos dos Custos relacionados com: Implementação/Substituição de Material Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 192.566,03 € 77.605,54 € 141.512,12 € 223.740,00 € Tabela 65 - Previsão do somatório dos custos (Tábua) Visualização da afectação de cada elemento, acima descrito, no custo total da rede na previsão de custos durante um período de dez anos. Afectação por Elementos de Custo Implementação/Substituição de Material 30% 36% Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas 22% 12% Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 100 - Afectação por elementos de custos (Tábua) _____________________________________________________________________________________ Página 170 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Abaixo encontram-se dois gráficos que demonstram a previsão dos custos anuais com a manutenção, Implementação/substituição de matéria, custos das taxas das bandas licenciadas, e ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção durante um período de 10 anos. Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Previsão de Custos da Rede por um Período de 10 Anos Custos com Manutenção da Rede de Tábua Valor 35.000,00 € 30.000,00 € 25.000,00 € 20.000,00 € 15.000,00 € 10.000,00 € 5.000,00 € 0,00 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 1 2 3 4 5 6 7 8 Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 9 10 11 Anos Figura 101 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Tábua) O gráfico abaixo representa o custo total anual da rede com equipamento, manutenção, taxas e acesso à Internet, considerando a comparticipação do POS_C. Valor Previsão do Custo Anual da rede por um Período de 10 Anos 90.000,00 € 80.000,00 € 70.000,00 € 60.000,00 € 50.000,00 € 40.000,00 € 30.000,00 € 20.000,00 € 10.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 102 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Tábua) _____________________________________________________________________________________ Página 171 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Em baixo, pode-se verificar o retorno expectável, para os dois cenários, num período de 10 anos. Valor Previsão do Valor Total Acumulado a Cobrar pelos Modelos 1 e 2 por um Período de 10 Anos 800.000,00 € 700.000,00 € 600.000,00 € 500.000,00 € 400.000,00 € 300.000,00 € 200.000,00 € 100.000,00 € 0,00 € Modelo 1 Modelo 2 Modelo 1 + 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 103 - Previsão do valor acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Tábua) No gráfico seguinte observa-se a relação entre os custos e as receitas no período considerado: Valor Previsão dos Custos e Receitas Acumuladas por um Período de 10 Anos 800.000,00 € 700.000,00 € 600.000,00 € 500.000,00 € 400.000,00 € 300.000,00 € 200.000,00 € 100.000,00 € 0,00 € Custos Totais Receitas Totais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 104 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Tábua) _____________________________________________________________________________________ Página 172 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.11.4 Discussão de Resultados Neste caso, o break-even ocorre no nono ano de funcionamento da rede. Também neste caso, o atraso da obtenção de lucro é causado pelo modelo 2 que nunca chega a gerar lucro. _____________________________________________________________________________________ Página 173 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.12 Tondela Figura 105 - Município de Tondela Freguesias: 26 Área: 371,2 Km² População (2001): 31.152 Densidade Populacional: 83,6 Hab/Km² Web: http://www.cmtondela.com 7.12.1 Caracterização da Região • Geografia Tondela está situada junto à ribeira de Agnes (afluente do rio Dão) no vale de Besteiros, que durante séculos designou este concelho. Localiza-se na confluência da plataforma do Mondego com um dos relevos que constituem as chamadas Montanhas Ocidentais: a serra do Caramulo, que funcionam como a fronteira natural entre as Beiras Litoral e Alta. Esta confluência dá origem a uma paisagem diversificada: a planura do Vale de Besteiros, extremamente irrigada _____________________________________________________________________________________ Página 174 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ pelos cursos de água em oposição à parede granítica que é a serra do Caramulo, fruto da sua natureza neo-tectónica. • Património Arquitectónico O concelho é também já conhecido pelo seu vastíssimo património arquitectónico, grandes obras ornamentam interiormente grande parte dos nossos monumentos, obras essas conhecidas por todo o país. • História A Arte Rupestre também marca presença no concelho, em Molelinhos, na necrópole de Paranhos, na Alagoa, na Laja das Côcas, etc. O nome de Tondela provém, segundo uma lenda, do facto de haver uma mulher que vigiava do cimo dos montes os movimentos dos Mouros, e tocava numa “trompa” alertando do perigo. Assim, ao “tom dela”, o povo juntava-se para os enfrentar. • Economia A sua economia gira em torno da agro-pecuária e da avicultura. Mantém-se ainda o fabrico artesanal de objectos de barro preto, cestos e esteiras. Existem no concelho várias Zonas Industriais: Tondela, Lajedo e Vilar de Besteiros. Devido ao seu desenvolvimento foi elevada a cidade a 18 de Dezembro de 1987. O concelho e a região modernizaram-se. Construíram-se modernas infra-estruturas e a oferta turística consolidou-se e fortificou-se, graças ao vasto património natural, arqueológico e edificado. _____________________________________________________________________________________ Página 175 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.12.2 Descrição da Rede Sites / Tecnologia 1 - Câmara Municipal / FO 2 - Associação Cultural e Recreativa de Tondela (ACERT) / FO 3 - Cultura e Desporto / FO 4 - Biblioteca / FO 5 - Pavilhão de Tondela / FO 6 - Auditório / FO 7 - Piscinas de Tondela / FO 8 - Turismo / FO 9 - Solar Santana / FO 10 -Espaço Internet / FO 11 -Oficinas / Wireless 12 -Pavilhão de Campo Besteiros / Wireless 13 -Piscinas de Campo Besteiros / Wireless 14 -Pavilhão do Caramulo / Wireless Ponto de Intersecção com rede inter-camarária ACERT Ponto de Agregação Câmara Municipal Redundância Não tem Detalhes Adicionais Para chegar via wireless aos sites do Caramulo e do Campo Besteiros há a necessidade de colocar um repetidor na estação repetidora de feixes hertzianos prevista para o Caramulo. Também o constrangimento de largura de banda poderá fazer-se sentir em virtude dos quase 8 Kms em linha recta que separam a torre da ACERT da estação do Caramulo. _____________________________________________________________________________________ Página 176 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Esquema da Rede Figura 106 - Esquema de rede de Tondela _____________________________________________________________________________________ Página 177 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.12.3 Descrição Geral A seguinte tabela contêm a descrição de parte do material, e respectivo custo, da implementação levada a cabo: Equipamento Quantidade Preço Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo ADSS, 6 fibras monomodo, incluindo os acessórios mecânicos de fixação do cabo Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 12 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 48 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 24 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluindo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 36 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixaçã Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 36 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Ensaios de ligação óptica, incluindo entrega do respectivo relatório Execução de fusões e terminação de fibras Instalação de cabo em parede com aplicação de tubo de ferro galvanizado Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 38 fibras monomodo 1 170 1436 100 240 489 325 825 410 226 60 13 13 328 328 100 12 1 Tabela 66 - Descrição parcial da rede nível 1 (Tondela) 7.12.3.1 Previsões Para se fazer um estudo de uma implementação deste género é necessário fazer-se uma previsão sobre o comportamento, o desgaste, a evolução, o custo, dessa mesma implementação num determinado período de tempo. Para este estudo de caso considerou-se que um período de dez anos seria o mais indicado para se obter indicadores suficientes para a realização de uma análise criteriosa e bem estruturada. População Residente no Concelho Percentagem de População que actualmente tem acesso à Internet Previsão da Percentagem de População que terá acesso à Internet daqui a 10 Anos Previsão da Largura de Banda (Mbits) Utilizada daqui a 10 Anos 31.152 30% 60% 392 Tabela 67 - Previsão da largura de banda para Tondela _____________________________________________________________________________________ Página 178 de 251 365,00 € 850,00 € 7.036,40 € 500,00 € 1.344,00 € 9.780,00 € 6.825,00 € 18.150,00 € 7.995,00 € 4.520,00 € 1.290,00 € 3.510,00 € 6.240,00 € 8.200,00 € 5.904,00 € 450,00 € 3.480,00 € 1.250,00 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Neste gráfico é possível observar-se a adesão por parte da população de Tábua ao serviço de acesso à informação. Largura de Banda (Mbits) Adesão à Infra-estrutura y = 39,237x + 1E-13 R2 = 1 450 400 350 300 250 200 150 100 50 0 Série1 Linear 0 2 4 6 8 10 12 Anos Figura 107 - Adesão à Infra-estrutura (Tondela) Nas tabelas seguintes observa-se a previsão da evolução do número de futuros usuários para os dois modelos, no período considerado. Para o Modelo 1: Anos Operadores Indice de Adesão Anual dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária (valores médios), em Largura de Banda (Gb Adesão dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária ao longo dos anos, em Largura de Banda (Gbits) 0 0,0000 0,0000 1 0,0383 0,0383 2 0,0383 0,0766 3 0,0383 0,1150 4 0,0383 0,1533 5 0,0383 0,1916 6 0,0383 0,2299 7 0,0383 0,2682 8 0,0383 0,3065 9 0,0383 0,3449 10 0,0383 0,3832 6 0 2 7 0 2 8 0 2 9 0 2 10 0 2 Tabela 68 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Tondela) Para o Modelo 2: Entidade(s) Gestora(s) do(s) Parque(s) Industrial(ais) Indice de Adesão Anual dos Parques Industriais (valores médios), em Número de Parques Industriais Adesão dos Parques Industriais ao longo dos anos, em Número de Parques Industriais Anos 0 0 0 1 1 1 2 0 1 3 1 2 4 0 2 5 0 2 Tabela 69 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Tondela) A adesão de novos usuários, ao longo dos anos, implica a introdução de mais material, para além do desgaste e possível substituição do já existente. _____________________________________________________________________________________ Página 179 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Para se poder observar esta situação de uma forma quantitativa criou-se uma tabela que demonstra a evolução da implementação/substituição de material na rede durante o período de previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Número de unidades) Anos Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 0,05 17,00 102,57 7,14 17,14 24,45 16,25 41,25 20,50 11,30 3,00 0,65 0,65 0,86 0,07 0,05 17,00 102,57 7,14 17,14 24,45 16,25 41,25 20,50 11,30 3,00 0,65 0,65 0,86 0,07 4 5 6 7 8 9 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo ADSS, 6 fibras monomodo, incluindo os acessórios mecânicos de fixação do cabo Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 12 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 48 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 24 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluindo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 36 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 36 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 38 fibras monomodo 1 170 1436 100 240 489 325 825 410 226 60 13 13 12 1 0,05 17,00 102,57 7,14 17,14 24,45 16,25 41,25 20,50 11,30 3,00 0,65 0,65 0,86 0,07 0,05 17,00 102,57 7,14 17,14 24,45 16,25 41,25 20,50 11,30 3,00 0,65 0,65 0,86 0,07 0,05 17,00 102,57 7,14 17,14 24,45 16,25 41,25 20,50 11,30 3,00 0,65 0,65 0,86 0,07 0,05 17,00 102,57 7,14 17,14 24,45 16,25 41,25 20,50 11,30 3,00 0,65 0,65 0,86 0,07 0,05 17,00 102,57 7,14 17,14 24,45 16,25 41,25 20,50 11,30 3,00 0,65 0,65 0,86 0,07 0,05 17,00 102,57 7,14 17,14 24,45 16,25 41,25 20,50 11,30 3,00 0,65 0,65 0,86 0,07 0,05 17,00 102,57 7,14 17,14 24,45 16,25 41,25 20,50 11,30 3,00 0,65 0,65 0,86 0,07 0,05 17,00 102,57 7,14 17,14 24,45 16,25 41,25 20,50 11,30 3,00 0,65 0,65 0,86 0,07 Tabela 70 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Tondela) Na tabela seguinte encontra-se essa previsão de implementação/substituição de material quantificada em euros. De referir que teve-se em consideração a depreciação do valor de mercado do material no decorrer dos anos da previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Em Euros) Equipamento Total da Rede (Transporte) Anos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 12,78 € 59,50 € 351,82 € 25,00 € 67,20 € 342,30 € 238,88 € 635,25 € 279,83 € 158,20 € 45,15 € 122,85 € 218,40 € 174,00 € 62,50 € 11,86 € 55,25 € 326,69 € 23,21 € 62,40 € 317,85 € 221,81 € 589,88 € 259,84 € 146,90 € 41,93 € 114,08 € 202,80 € 161,57 € 58,04 € 10,95 € 51,00 € 301,56 € 21,43 € 57,60 € 293,40 € 204,75 € 544,50 € 239,85 € 135,60 € 38,70 € 105,30 € 187,20 € 149,14 € 53,57 € 10,04 € 46,75 € 276,43 € 19,64 € 52,80 € 268,95 € 187,69 € 499,13 € 219,86 € 124,30 € 35,48 € 96,53 € 171,60 € 136,71 € 49,11 € 9,13 € 42,50 € 251,30 € 17,86 € 48,00 € 244,50 € 170,63 € 453,75 € 199,88 € 113,00 € 32,25 € 87,75 € 156,00 € 124,29 € 44,64 € Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico 365,00 € Cabo ADSS, 6 fibras monomodo, incluindo os acessórios mecânicos de fixação do cabo 850,00 € Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo 7.036,40 € Cabo FO Conduta, 12 fibras monomodo 500,00 € Cabo FO Conduta, 48 fibras monomodo 1.344,00 € fixação do cabo 9.780,00 € fixação do cabo 6.825,00 € Cabo MCS Drain, 36 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação 18.150,00 € Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente 7.995,00 € Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente 4.520,00 € Cabo MCS Road, 36 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente 1.290,00 € Caixa de junta para ligação de fibras ópticas 3.510,00 € Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica 6.240,00 € Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo 3.480,00 € Repartidor óptico equipado para terminação de 38 fibras monomodo 1.250,00 € 17,34 € 80,75 € 477,47 € 33,93 € 91,20 € 464,55 € 324,19 € 862,13 € 379,76 € 214,70 € 61,28 € 166,73 € 296,40 € 236,14 € 84,82 € 16,43 € 76,50 € 452,34 € 32,14 € 86,40 € 440,10 € 307,13 € 816,75 € 359,78 € 203,40 € 58,05 € 157,95 € 280,80 € 223,71 € 80,36 € 15,51 € 72,25 € 427,21 € 30,36 € 81,60 € 415,65 € 290,06 € 771,38 € 339,79 € 192,10 € 54,83 € 149,18 € 265,20 € 211,29 € 75,89 € 14,60 € 68,00 € 402,08 € 28,57 € 76,80 € 391,20 € 273,00 € 726,00 € 319,80 € 180,80 € 51,60 € 140,40 € 249,60 € 198,86 € 71,43 € 13,69 € 63,75 € 376,95 € 26,79 € 72,00 € 366,75 € 255,94 € 680,63 € 299,81 € 169,50 € 48,38 € 131,63 € 234,00 € 186,43 € 66,96 € Tabela 71 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Tondela) Por fim, na tabela seguinte, encontra-se a previsão do total dos custos da rede para o período de dez anos. Nesta previsão teve-se em consideração não só o custo da manutenção da rede, com a devida actualização do seu custo ao longo dos anos: Previsão dos Custos da Rede para um Periodo de 10 anos Custos 0 1 2 Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) 79.587,68 € 4.178,91 € 3.958,96 € Custos com Manutenção da Rede de Tondela 8.377,88 € 8.595,71 € 8.813,53 € Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 76.262,62 € 4.586,95 € 4.345,53 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 18.000,00 € 18.468,00 € 18.936,00 € Despesa Actual do Município de Tondela em Comunicações e Acessos à Internet -9.600,00 € -9.849,60 € -10.099,20 € Custos Totais da Rede (s/Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial e Equipamento Activ 177.452,46 € 30.804,24 € 30.779,10 € Custos com Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € 4.110,00 € 184,95 € Custos com Manutenção do Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € 2.400,84 € 2.461,68 € Custos com Implementação/Substituição de Equipamento Activo 65.479,34 € 3.110,27 € 2.946,57 € Custos com Manutenção do Equipamento Activo 6.547,93 € 6.718,18 € 6.888,43 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet ao longo dos anos 187.052,46 € 227.706,30 € 268.584,60 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação POSI) ao longo dos 81.316,00 € 121.969,83 € 162.848,14 € Custos da Rede em Equipamento Activo com Manutenção ao longo dos anos 72.027,27 € 81.855,72 € 91.690,72 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 153.343,27 € 203.825,56 € 254.538,86 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 153.343,27 € 50.482,29 € 50.713,30 € 3 3.739,02 € 9.031,36 € 4.104,11 € 4.824,28 € 19.404,00 € -10.348,80 € 30.753,97 € 8.569,35 € 5.045,04 € 2.782,87 € 7.058,67 € 309.687,37 € 203.950,90 € 101.532,26 € 305.483,17 € 50.944,31 € 4 3.519,08 € 9.249,18 € 3.862,69 € 4.824,28 € 19.872,00 € -10.598,40 € 30.728,83 € 657,60 € 5.166,72 € 2.619,17 € 7.228,92 € 351.014,60 € 245.278,14 € 111.380,36 € 356.658,49 € 51.175,32 € Anos 5 3.299,14 € 9.467,01 € 3.621,28 € 4.824,28 € 20.340,00 € -10.848,00 € 30.703,70 € 616,50 € 5.288,40 € 2.455,48 € 7.399,17 € 392.566,29 € 286.829,83 € 121.235,00 € 408.064,83 € 51.406,34 € 6 3.079,19 € 9.684,83 € 3.379,86 € 4.824,28 € 20.808,00 € -11.097,60 € 30.678,56 € 575,40 € 5.410,08 € 2.291,78 € 7.569,41 € 434.342,45 € 328.605,99 € 131.096,19 € 459.702,18 € 51.637,35 € 7 2.859,25 € 9.902,66 € 3.138,44 € 4.824,28 € 21.276,00 € -11.347,20 € 30.653,42 € 534,30 € 5.531,76 € 2.128,08 € 7.739,66 € 476.343,08 € 370.606,62 € 140.963,92 € 511.570,54 € 51.868,36 € 8 2.639,31 € 10.120,48 € 2.897,02 € 4.824,28 € 21.744,00 € -11.596,80 € 30.628,29 € 493,20 € 5.653,44 € 1.964,38 € 7.909,90 € 518.568,16 € 412.831,70 € 150.838,21 € 563.669,91 € 52.099,37 € 9 2.419,37 € 10.338,31 € 2.655,60 € 4.824,28 € 22.212,00 € -11.846,40 € 30.603,15 € 452,10 € 5.775,12 € 1.800,68 € 8.080,15 € 561.017,72 € 455.281,26 € 160.719,04 € 616.000,30 € 52.330,38 € Tabela 72 - Previsão dos custos da rede (Tondela) _____________________________________________________________________________________ Página 180 de 251 10 2.199,42 € 10.556,13 € 2.414,18 € 4.824,28 € 22.680,00 € -12.096,00 € 30.578,02 € 411,00 € 5.896,80 € 1.636,98 € 8.250,40 € 603.691,73 € 497.955,27 € 170.606,42 € 668.561,69 € 52.561,40 € Total 111.479,33 € 104.137,08 € 111.268,28 € 53.067,05 € 223.740,00 € -119.328,00 € 484.363,73 € 16.604,40 € 48.629,88 € 89.215,60 € 81.390,82 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.12.3.2 Considerações Finais Em seguida estão apresentados os somatórios dos custos com a manutenção, implementação/substituição, taxas das bandas licenciadas, ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção. Previsão para 10 Anos dos Custos relacionados com: Implementação/Substituição de Material Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 311.963,21 € 185.527,90 € 141.512,12 € 223.740,00 € Tabela 73 - Previsão do somatório dos custos (Tondela) Visualização da afectação de cada elemento, acima descrito, no custo total da rede na previsão de custos durante um período de dez anos. Afectação por Elementos de Custo Implementação/Substituição de Material 26% 36% Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas 16% 22% Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 108 - Afectação por elementos de custos (Tondela) _____________________________________________________________________________________ Página 181 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Abaixo encontram-se dois gráficos que demonstram a previsão dos custos anuais com a manutenção, Implementação/substituição de matéria, custos das taxas das bandas licenciadas, e ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção durante um período de 10 anos. Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Previsão de Custos da Rede por um Período de 10 Anos Custos com Manutenção da Rede de Tondela 100.000,00 € Valor 80.000,00 € 60.000,00 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 40.000,00 € 20.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 109 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Tondela) O gráfico abaixo representa o custo total anual da rede com equipamento, manutenção, taxas e acesso à Internet, considerando a comparticipação do POS_C. Valor Previsão do Custo Anual da rede por um Período de 10 Anos 180.000,00 € 160.000,00 € 140.000,00 € 120.000,00 € 100.000,00 € 80.000,00 € 60.000,00 € 40.000,00 € 20.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 110 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Tondela) _____________________________________________________________________________________ Página 182 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Em baixo, pode-se verificar o retorno expectável, para os dois cenários, num período de 10 anos. Previsão do Valor Total Acumulado a Cobrar pelos Modelos 1 e 2 por um Período de 10 Anos 2.000.000,00 € Valor 1.500.000,00 € Modelo 1 Modelo 2 Modelo 1 + 2 1.000.000,00 € 500.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 111 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Tondela) No gráfico seguinte observa-se a relação entre os custos e as receitas no período considerado: Previsão dos Custos e Receitas Acumuladas por um Período de 10 Anos 2.000.000,00 € Valor 1.500.000,00 € Custos Totais Receitas Totais 1.000.000,00 € 500.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 112 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Tondela) _____________________________________________________________________________________ Página 183 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.12.4 Discussão de Resultados O elevado número de habitantes é o principal responsável da obtenção do BreakEven no quinto ano de funcionamento da rede. Outro factor interessante é o lucro gerado pelo modelo 2, logo a seguir ao segundo ano de actividade. Isto acontece em função de existirem dois parques industriais, albergando bastantes empresas. _____________________________________________________________________________________ Página 184 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.13 Vila Nova de Paiva Figura 113 - Município de Vila Nova de Paiva Freguesias: 7 Área: 175,5 Km² População (2001): 6.141 Densidade Populacional: 36,0 Hab/Km² Web: http://www.cm-vilanovadepaiva.pt 7.13.1 Caracterização da Região • Geografia Situado a sul da Serra da Nave, e atravessado pelos rios Paiva e Côvo, o concelho de Vila Nova de Paiva ergue-se a 780m de altitude e tem um encanto natural em que se misturam as paisagens de montanhas, os vales que acompanham o percurso dos rios, as praias fluviais e as zonas florestais. _____________________________________________________________________________________ Página 185 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ • Património Arquitectónico É a beleza da vila, com os seus monumentos e lugares que ilustram outros tempos – como a ponte Romana, a cruz Romana-Bizantina, a capela de santo António, a Praça do Município e o Largo da Feira, a Igreja Matriz (séc. XVIII) e os jardins, as construções e os equipamentos mais recentes, que revelam uma aposta no desenvolvimento socio-económico respeitando o legado património natural e cultural. • História Existem inúmeros vestígios da passagem dos diferentes povos por terras de Castelo de Paiva. • Educação Na última década, o concelho registou um crescimento populacional, contrariando a tendência verificada nos últimos cinquenta anos, onde apresentou um decréscimo de 32%. Tal aumento deve-se à capacidade atractiva implementada, baseada em factores sociais nomeadamente, combate ao analfabetismo, abandono escolar e aumento dos níveis de qualificação. Vila Nova de Paiva é um concelho com uma oferta cultural variada e integrada, possuindo diversos equipamentos: Museu, Auditório, Biblioteca Municipal e Arquivo instalados num moderno e arrojado edifício. • Economia Neste concelho tradicionalmente predominava o sector agrícola, que tem vindo progressivamente a perder população activa em detrimento do sector secundário e terciário, sendo este último o que tem maior expressividade em termos de empregabilidade (52%). Este fenómeno deve-se em parte, à globalização da economia _____________________________________________________________________________________ Página 186 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ de mercados e a criação nos últimos anos de infra-estruturas industriais e comerciais no Município. Foi então criado o Parque Industrial de Vale do Forno, que conjugado com a beneficiação da rede viária e a aposta na qualificação e valorização de recursos humanos locais contribuiu para a criação de apreciável dinâmica de micro-empresas, que é atestada pela procura de loteamento complementar, sendo correntes os trabalhos da 2ª fase e a elaboração de projecto para uma 3ª. 7.13.2 Descrição da Rede Sites / Tecnologia 1 - Câmara Municipal / FO 2 - Biblioteca / FO 3 - Espaço Internet / FO 4 - Auditório / FO 5 - Piscinas / FO 6 - Arquivo / FO 7 - Associação de Apoio à criança / FO 8 - Armazéns / FO 9 - Viveiros de Cairiga / Wireless Ponto de Intersecção com rede intercamarária Armazéns Ponto de Agregação Câmara Municipal Redundância Não tem _____________________________________________________________________________________ Página 187 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Detalhes Adicionais Os Viveiros de Cairiga revelaram ser um local indicado para instalar um repetidor para rede nível 2. Deste modo aproveitar-se-á a torre para alojar a antena wi-fi que fará a ligação dos viveiros à rede de Vila Nova de Paiva Esquema da Rede Figura 114 - Esquema de rede de Vila Nova de Paiva _____________________________________________________________________________________ Página 188 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.13.3 Descrição Geral A seguinte tabela contêm a descrição de parte do material, e respectivo custo, da implementação levada a cabo: Equipamento Quantidade Preço Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 6 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 16 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 24 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 36 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Ensaios de ligação óptica, incluindo entrega do respectivo relatório Execução de fusões e terminação de fibras Instalação de cabo em parede com aplicação de tubo de ferro galvanizado Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 38 fibras monomodo 320 334 353 514 200 396 25 156 11 11 220 220 120 7 1 Tabela 74 - Descrição parcial da rede nível 1 (Vila Nova de Paiva) 7.13.3.1 Previsões Para se fazer um estudo de uma implementação deste género é necessário fazer-se uma previsão sobre o comportamento, o desgaste, a evolução, o custo, dessa mesma implementação num determinado período de tempo. Para este estudo de caso considerou-se que um período de dez anos seria o mais indicado para se obter indicadores suficientes para a realização de uma análise criteriosa e bem estruturada. População Residente no Concelho Percentagem de População que actualmente tem acesso à Internet Previsão da Percentagem de População que terá acesso à Internet daqui a 10 Anos Previsão da Largura de Banda (Mbits) Utilizada daqui a 10 Anos 6.141 30% 60% 77 Tabela 75 - Previsão da largura de banda para Vila Nova de Paiva _____________________________________________________________________________________ Página 189 de 251 1.568,00 € 6.513,00 € 7.060,00 € 10.485,60 € 4.200,00 € 7.722,00 € 500,00 € 3.354,00 € 2.970,00 € 5.280,00 € 5.500,00 € 3.960,00 € 540,00 € 2.030,00 € 1.250,00 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Neste gráfico é possível observar-se a adesão por parte da população de Vila Nova de Paiva ao serviço de acesso à informação. Largura de Banda (Mbits) Adesão à Infra-estrutura 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 -10 0 y = 7,7347x - 2E-14 R2 = 1 Series1 Linear 2 4 6 8 10 12 Anos Figura 115 - Adesão à Infra-estrutura (Vila Nova de Paiva) Nas tabelas seguintes observa-se a previsão da evolução do número de futuros usuários para os dois modelos, no período considerado. Para o Modelo 1: Operadores Indice de Adesão Anual dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária (valores médios), em Largura de Banda (Gb Adesão dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária ao longo dos anos, em Largura de Banda (Gbits) 0 0,0000 0,0000 1 0,0076 0,0076 2 0,0076 0,0151 3 0,0076 0,0227 4 0,0076 0,0302 Anos 5 0,0076 0,0378 6 0,0076 0,0453 7 0,0076 0,0529 8 0,0076 0,0604 9 0,0076 0,0680 10 0,0076 0,0755 7 0 1 8 0 1 9 0 1 10 0 1 Tabela 76 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Vila Nova de Paiva) Para o Modelo 2: Entidade(s) Gestora(s) do(s) Parque(s) Industrial(ais) Indice de Adesão Anual dos Parques Industriais (valores médios), em Número de Parques Industriais Adesão dos Parques Industriais ao longo dos anos, em Número de Parques Industriais 0 0 0 1 1 1 2 0 1 3 0 1 4 0 1 Anos 5 0 1 6 0 1 Tabela 77 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Vila Nova de Paiva) A adesão de novos usuários, ao longo dos anos, implica a introdução de mais material, para além do desgaste e possível substituição do já existente. _____________________________________________________________________________________ Página 190 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Para se poder observar esta situação de uma forma quantitativa criou-se uma tabela que demonstra a evolução da implementação/substituição de material na rede durante o período de previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Número de unidades) Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 Anos 5 4 6 7 8 9 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 6 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 16 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 24 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 36 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 38 fibras monomodo 320 334 353 514 200 396 25 156 11 11 7 1 22,86 16,70 17,65 25,70 10,00 19,80 1,25 7,80 0,55 0,55 0,50 0,07 22,86 16,70 17,65 25,70 10,00 19,80 1,25 7,80 0,55 0,55 0,50 0,07 22,86 16,70 17,65 25,70 10,00 19,80 1,25 7,80 0,55 0,55 0,50 0,07 22,86 16,70 17,65 25,70 10,00 19,80 1,25 7,80 0,55 0,55 0,50 0,07 22,86 16,70 17,65 25,70 10,00 19,80 1,25 7,80 0,55 0,55 0,50 0,07 22,86 16,70 17,65 25,70 10,00 19,80 1,25 7,80 0,55 0,55 0,50 0,07 22,86 16,70 17,65 25,70 10,00 19,80 1,25 7,80 0,55 0,55 0,50 0,07 22,86 16,70 17,65 25,70 10,00 19,80 1,25 7,80 0,55 0,55 0,50 0,07 22,86 16,70 17,65 25,70 10,00 19,80 1,25 7,80 0,55 0,55 0,50 0,07 22,86 16,70 17,65 25,70 10,00 19,80 1,25 7,80 0,55 0,55 0,50 0,07 Tabela 78 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Vila Nova de Paiva) Na tabela seguinte encontra-se essa previsão de implementação/substituição de material quantificada em euros. De referir que teve-se em consideração a depreciação do valor de mercado do material no decorrer dos anos da previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Em Euros) Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 Anos 5 4 6 7 8 9 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo do cabo fixação do cabo fixação do cabo fixação do cabo Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 36 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 38 fibras monomodo 1.568,00 € 6.513,00 € 7.060,00 € 10.485,60 € 4.200,00 € 7.722,00 € 500,00 € 3.354,00 € 2.970,00 € 5.280,00 € 2.030,00 € 1.250,00 € 106,40 € 309,37 € 335,35 € 498,07 € 199,50 € 366,80 € 23,75 € 159,32 € 141,08 € 250,80 € 137,75 € 84,82 € 100,80 € 293,09 € 317,70 € 471,85 € 189,00 € 347,49 € 22,50 € 150,93 € 133,65 € 237,60 € 130,50 € 80,36 € 95,20 € 276,80 € 300,05 € 445,64 € 178,50 € 328,19 € 21,25 € 142,55 € 126,23 € 224,40 € 123,25 € 75,89 € 89,60 € 260,52 € 282,40 € 419,42 € 168,00 € 308,88 € 20,00 € 134,16 € 118,80 € 211,20 € 116,00 € 71,43 € 84,00 € 244,24 € 264,75 € 393,21 € 157,50 € 289,58 € 18,75 € 125,78 € 111,38 € 198,00 € 108,75 € 66,96 € 78,40 € 227,96 € 247,10 € 367,00 € 147,00 € 270,27 € 17,50 € 117,39 € 103,95 € 184,80 € 101,50 € 62,50 € 72,80 € 211,67 € 229,45 € 340,78 € 136,50 € 250,97 € 16,25 € 109,01 € 96,53 € 171,60 € 94,25 € 58,04 € 67,20 € 195,39 € 211,80 € 314,57 € 126,00 € 231,66 € 15,00 € 100,62 € 89,10 € 158,40 € 87,00 € 53,57 € 61,60 € 179,11 € 194,15 € 288,35 € 115,50 € 212,36 € 13,75 € 92,24 € 81,68 € 145,20 € 79,75 € 49,11 € 56,00 € 162,83 € 176,50 € 262,14 € 105,00 € 193,05 € 12,50 € 83,85 € 74,25 € 132,00 € 72,50 € 44,64 € Tabela 79 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Vila Nova de Paiva) Por fim, na tabela seguinte, encontra-se a previsão do total dos custos da rede para o período de dez anos. Nesta previsão teve-se em consideração não só o custo da manutenção da rede, com a devida actualização do seu custo ao longo dos anos: Previsão dos Custos da Rede para um Periodo de 10 anos Custos 0 1 2 3 4 Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) 57.050,25 € 2.892,40 € 2.740,17 € 2.587,94 € 2.435,71 € Custos com Manutenção da Rede de Vila Nova de Paiva 5.752,95 € 5.902,52 € 6.052,10 € 6.201,68 € 6.351,25 € Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 76.262,62 € 4.586,95 € 4.345,53 € 4.104,11 € 3.862,69 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 18.000,00 € 18.468,00 € 18.936,00 € 19.404,00 € 19.872,00 € Despesa Actual do Município de Vila Nova de Paiva em Comunicações e Acessos à Internet -6.000,00 € -6.156,00 € -6.312,00 € -6.468,00 € -6.624,00 € Custos Totais da Rede (s/Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial e Equipamento Activ 155.890,09 € 30.518,15 € 30.586,08 € 30.654,00 € 30.721,93 € Custos com Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € 4.110,00 € 184,95 € 174,68 € 164,40 € Custos com Manutenção do Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € 2.400,84 € 2.461,68 € 2.522,52 € 2.583,36 € Custos com Implementação/Substituição de Equipamento Activo 55.669,42 € 2.329,58 € 2.206,97 € 2.084,36 € 1.961,75 € Custos com Manutenção do Equipamento Activo 5.566,94 € 5.711,68 € 5.856,42 € 6.001,16 € 6.145,90 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet ao longo dos anos 161.890,09 € 198.564,24 € 235.462,32 € 272.584,32 € 309.930,25 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação POSI) ao longo dos 56.822,84 € 93.496,99 € 130.395,07 € 167.517,07 € 204.863,00 € Custos da Rede em Equipamento Activo com Manutenção ao longo dos anos 61.236,36 € 69.277,62 € 77.341,01 € 85.426,53 € 93.534,18 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 118.059,20 € 162.774,61 € 207.736,07 € 252.943,60 € 298.397,18 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 118.059,20 € 44.715,41 € 44.961,47 € 45.207,52 € 45.453,58 € Anos 5 2.283,48 € 6.500,83 € 3.621,28 € 4.824,28 € 20.340,00 € -6.780,00 € 30.789,86 € 154,13 € 2.644,20 € 1.839,14 € 6.290,64 € 347.500,11 € 242.432,85 € 101.663,96 € 344.096,82 € 45.699,64 € 6 2.131,24 € 6.650,41 € 3.379,86 € 4.824,28 € 20.808,00 € -6.936,00 € 30.857,78 € 143,85 € 2.705,04 € 1.716,53 € 6.435,38 € 385.293,89 € 280.226,64 € 109.815,88 € 390.042,51 € 45.945,70 € 7 1.979,01 € 6.799,98 € 3.138,44 € 4.824,28 € 21.276,00 € -7.092,00 € 30.925,71 € 133,58 € 2.765,88 € 1.593,92 € 6.580,13 € 423.311,60 € 318.244,35 € 117.989,92 € 436.234,27 € 46.191,75 € 8 1.826,78 € 6.949,56 € 2.897,02 € 4.824,28 € 21.744,00 € -7.248,00 € 30.993,64 € 123,30 € 2.826,72 € 1.471,31 € 6.724,87 € 461.553,23 € 356.485,98 € 126.186,10 € 482.672,08 € 46.437,81 € 9 1.674,55 € 7.099,14 € 2.655,60 € 4.824,28 € 22.212,00 € -7.404,00 € 31.061,56 € 113,03 € 2.887,56 € 1.348,70 € 6.869,61 € 500.018,80 € 394.951,55 € 134.404,41 € 529.355,95 € 46.683,87 € Tabela 80 - Previsão dos custos da rede (Vila Nova de Paiva) _____________________________________________________________________________________ Página 191 de 251 10 Total 1.522,32 € 79.123,84 € 7.248,71 € 71.509,12 € 2.414,18 € 111.268,28 € 4.824,28 € 53.067,05 € 22.680,00 € 223.740,00 € -7.560,00 € -74.580,00 € 31.129,49 € 464.128,29 € 102,75 € 5.404,65 € 2.948,40 € 26.746,20 € 1.226,09 € 73.447,76 € 7.014,35 € 69.197,09 € 538.708,29 € 433.641,03 € 142.644,85 € 576.285,88 € 46.929,93 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.13.3.2 Considerações Finais Em seguida estão apresentados os somatórios dos custos com a manutenção, implementação/substituição, taxas das bandas licenciadas, ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção. Previsão para 10 Anos dos Custos relacionados com: Implementação/Substituição de Material Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 263.839,88 € 140.706,21 € 141.512,12 € 223.740,00 € Tabela 81 - Previsão do somatório dos custos (Vila Nova de Paiva) Visualização da afectação de cada elemento, acima descrito, no custo total da rede na previsão de custos durante um período de dez anos. Afectação por Elementos de Custo Implementação/Substituição de Material 29% 35% Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas 18% 18% Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 116 - Afectação por elementos de custos (Vila Nova de Paiva) _____________________________________________________________________________________ Página 192 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Abaixo encontram-se dois gráficos que demonstram a previsão dos custos anuais com a manutenção, Implementação/substituição de matéria, custos das taxas das bandas licenciadas, e ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção durante um período de 10 anos. Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Previsão de Custos da Rede por um Período de 10 Anos Custos com Manutenção da Rede de Vila Nova de Paiva 60.000,00 € Valor 50.000,00 € 40.000,00 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 30.000,00 € 20.000,00 € 10.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 117 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Vila Nova de Paiva) O gráfico abaixo representa o custo total anual da rede com equipamento, manutenção, taxas e acesso à Internet, considerando a comparticipação do POS_C. Previsão do Custo Anual da rede por um Período de 10 Anos 140.000,00 € 120.000,00 € Valor 100.000,00 € 80.000,00 € 60.000,00 € 40.000,00 € 20.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 118 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Vila Nova de Paiva) _____________________________________________________________________________________ Página 193 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Em baixo, pode-se verificar o retorno expectável, para os dois cenários, num período de 10 anos. Previsão do Valor Total Acumulado a Cobrar pelos Modelos 1 e 2 por um Período de 10 Anos 500.000,00 € Valor 400.000,00 € Modelo 1 Modelo 2 Modelo 1 + 2 300.000,00 € 200.000,00 € 100.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 119 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Vila Nova de Paiva) No gráfico seguinte observa-se a relação entre os custos e as receitas no período considerado: Valor Previsão dos Custos e Receitas Acumuladas por um Período de 10 Anos 700.000,00 € 600.000,00 € 500.000,00 € 400.000,00 € 300.000,00 € 200.000,00 € 100.000,00 € 0,00 € Custos Totais Receitas Totais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 120 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Vila Nova de Paiva) _____________________________________________________________________________________ Página 194 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.13.4 Discussão de Resultados Dada a população muito reduzida, era expectável que este município gerasse prejuízo independentemente da existência de um parque industrial. Nesta rede, à semelhança das outras na mesma situação, prevê-se que o BreakEven seja atingido a longo prazo. _____________________________________________________________________________________ Página 195 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.14 Viseu Figura 121 - Município de Viseu Freguesias: 34 Área: 507,1 Km² População (2001): 93.501 Densidade Populacional: 190,9 Hab/Km² Web: http://www.cm-viseu.pt 7.14.1 Caracterização da Região • Geografia A cidade de Viseu ergue-se a 494 m de altitude e tem uma posição quase central em relação ao Distrito e ao Município localizando-se no designado "Planalto de Viseu". Este é também o maior concelho do distrito. É envolvida por um sistema montanhoso constituído a norte pelas Serras de Leomil, Montemuro e Lapa, a noroeste a Serra do _____________________________________________________________________________________ Página 196 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Arado, a sul e sudoeste as Serras da Estrela e Lousã, e a oeste a Serra que mais directamente influencia esta área, a do Caramulo. O Município caracteriza-se por uma superfície irregular com altitudes compreendidas entre os 400 e os 700 metros. A maior extensão do Município é composta por granitos, sendo esta rocha a principal responsável na formação dos solos existentes. Em menor percentagem ocorrem formações quartezitas e gneisses do pré-câmbrico e arcaico. • Clima Situado numa zona de transição, o Concelho apresenta um conjunto de micro-climas, pelo que o seu clima é caracterizado pela existência de elevadas amplitudes térmicas, com Invernos rigorosos e húmidos e verões quentes e secos. As temperaturas do ar médias anuais em Viseu, situam-se próximas dos 13º C, sendo os meses mais frios Janeiro e Dezembro (6º C), e os mais quentes Julho e Agosto (20º C). O vento dominante é de oeste (Caramulo), de noroeste (S. Pedro do Sul) e de este (Viseu). Em Viseu, o número médio de dias de geada é de cerca de 59, sendo que a primeira pode ocorrer em fins de Setembro e a última em fins de Maio. • Património Arquitectónico Viseu é uma cidade histórica, que possui um património monumental e artístico riquíssimo. De destacar a Sé Catedral, um dos mais belos monumentos religiosos do País, que misturar vários estilos arquitectónicos (gótico, manuelino, barroco); o Museu Grão Vasco, instalado no antigo Paço Episcopal, e recheado de obras do artista que lhe deu o nome, é uma das principais galerias de pintura do País; e tantos outros edifícios da zona histórica são testemunhos da antiguidade e importância da cidade. Designada de cidade jardim, Viseu possui espaços verdes bem tratados, preservados do avanço do betão, onde se destacam pelas suas características e dimensão, os Parques de Aquilino Ribeiro e do Fontelo, a par de jardins e recantos ajardinados. _____________________________________________________________________________________ Página 197 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ • História As suas origens perdem-se na bruma dos tempos: "Antiqua et Nobilissima", Viseu é uma cidade milenar, onde habitaram homens da pré-história, Celtas e Lusitanos, Romanos, Suevos, Godos e Muçulmanos. Destes povos, destacam-se os Lusitanos, e Viriato, o pastor/guerreiro, símbolo da resistência à ocupação romana. Foram os Romanos que edificaram a Cava do Viriato, uma cerca fortificada octogonal, com 2000 m de perímetro. • Economia No final dos anos 80, já o peso institucional do sector terciário era grande, com 65% das empresas e 67% dos estabelecimentos, a grande maioria dos quais dedicados ao comércio a retalho. Viseu é uma cidade eminentemente comercial, aberta ao investimento e à industrialização, antevendo-se que nos próximos anos, seja uma das três regiões nacionais com desenvolvimento nos sectores dos serviços e da indústria. Os lentos movimentos de expansão da década de 80, que libertaram a economia da sua expressão local e regional, conduziram a uma estrutura relativamente estável, assente em pequenas e médias empresas que, sem abandonarem os sectores tradicionais, inovaram o bastante para evitar roturas perturbadoras. Foi assim que actividades tradicionais como as artes gráficas, a serralharia e o mobiliário aparecem preservados sob a forma de artesanato, ou desenvolvidas em modernas unidades industriais. A melhoria das acessibilidades e a inevitável centralidade ibérica e europeia vêm acelerando, nos últimos tempos, o desenvolvimento industrial do concelho, pelo que existem vários Parques Industriais, nas redondezas da cidade, nomeadamente: • Coimbrões: Situado nas freguesias de São João de Lourosa e Fragosela, tem 130 lotes, e ocupa uma área total de 609.437m2. Apresenta uma boa rede viária, servida pelas EN231, EN16, e pela ligação IP3/IP5. Apesar de se encontrar totalmente ocupado, não existem possibilidades de expandir a sua área _____________________________________________________________________________________ Página 198 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ • Mundão: Situado numa área territorial delimitada e com características de condomínio empresarial, é gerido por uma sociedade gestora, GestinViseu Parques Empresariais de Viseu, S.A. com 3 accionistas, CMV (Câmara Municipal de Viseu), AIRV e AEF. Trata-se de uma zona de localização empresarial ajustada aos novos imperativos de ordenamento do território e de qualificação ambiental, visando criar condições que permitam melhorar a competitividade das empresas, nomeadamente através da exploração de sinergias ou de economias de escala na sua localização • Lordosa: Com uma área aproximada de 300ha, encontra-se previsto em PDM, estando neste momento a proceder-se à elaboração do respectivo Plano de Pormenor A alta tecnologia eléctrica e electrónica, os veículos, os químicos, as telecomunicações, o software informático e a I&D são actividades promissoras identificadas num estudo económico elaborado pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA). 7.14.2 Descrição da Rede Sites / Tecnologia 1 - Câmara Municipal / FO 2 - Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento (SMAS) / FO 3 - Edifício Rua das Bocas / FO 4 - Casa Amarela / FO 5 - Biblioteca Municipal / FO 6 - Loja do Cidadão / FO 7 - Assembleia Municipal / FO 8 - Solar dos Condes / FO 9 - Mercado Municipal / FO 10 -Bombeiros Municipais / FO 11 -Terminal de Camionagem / FO 12 -Casa da Ribeira / FO _____________________________________________________________________________________ Página 199 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 13 -Pavilhão Multiusos / FO Ponto de Intersecção com rede inter-camarária Biblioteca Municipal Ponto de Agregação Pavilhão Multiusos Redundância Infra-estrutura de fibra óptica com topologia em anel cobrindo edifícios críticos tais como o da Câmara Municipal e o Pavilhão Multiusos. Detalhes Adicionais A redundância de caminho, acima referida, reflectiu um claro acréscimo do custo final da rede de Viseu. Incluir a Biblioteca Municipal (ponto de intersecção com a rede intercamarária) neste anel resultava numa despesa adicional tão acentuada que foi excluída pelo Município. Esquema da Rede Figura 122 - Esquema de rede de Viseu _____________________________________________________________________________________ Página 200 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.14.3 Descrição Geral A seguinte tabela contêm a descrição de parte do material, e respectivo custo, da implementação levada a cabo: Equipamento Quantidade Preço Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19 " para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 12 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 24 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 48 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 84 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 6 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 36 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 24 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 36 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Ensaios de ligação óptica, incluindo entrega do respectivo relatório Execução de fusões e terminação de fibras Instalação de cabo em parede com aplicação de tubo de ferro galvanizado Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 56 fibras monomodo 1 700 100 1040 690 150 1487 3216 1420 1050 320 140 80 24 24 548 548 100 10 1 Tabela 82 - Descrição parcial da rede nível 1 (Viseu) 7.14.3.1 Previsões Para se fazer um estudo de uma implementação deste género é necessário fazer-se uma previsão sobre o comportamento, o desgaste, a evolução, o custo, dessa mesma implementação num determinado período de tempo. Para este estudo de caso considerou-se que um período de dez anos seria o mais indicado para se obter indicadores suficientes para a realização de uma análise criteriosa e bem estruturada. População Residente no Concelho Percentagem de População que actualmente tem acesso à Internet Previsão da Percentagem de População que terá acesso à Internet daqui a 10 Anos Previsão da Largura de Banda (Mbits) Utilizada daqui a 10 Anos 93.501 30% 60% 1.178 Tabela 83 - Previsão da largura de banda para Viseu _____________________________________________________________________________________ Página 201 de 251 365,00 € 3.430,00 € 500,00 € 5.408,00 € 3.864,00 € 930,00 € 28.996,50 € 64.320,00 € 31.240,00 € 20.475,00 € 6.400,00 € 2.870,00 € 1.720,00 € 6.480,00 € 11.520,00 € 13.700,00 € 9.864,00 € 450,00 € 2.900,00 € 1.600,00 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Neste gráfico é possível observar-se a adesão por parte da população de Viseu ao serviço de acesso à informação. Largura de Banda (Mbits) Adesão à Infra-estrutura y = 117,77x - 4E-13 R2 = 1 1400 1200 1000 800 Series1 600 Linear 400 200 0 -200 0 2 4 6 8 10 12 Anos Figura 123 - Adesão à Infra-estrutura (Viseu) Nas tabelas seguintes observa-se a previsão da evolução do número de futuros usuários para os dois modelos, no período considerado. Para o Modelo 1: Operadores Indice de Adesão Anual dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária (valores médios), em Largura de Banda (Gb Adesão dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária ao longo dos anos, em Largura de Banda (Gbits) 0 0,0000 0,0000 1 0,1150 0,1150 2 0,1150 0,2300 3 0,1150 0,3450 4 0,1150 0,4600 Anos 5 0,1150 0,5750 6 0,1150 0,6900 7 0,1150 0,8050 8 0,1150 0,9201 9 0,1150 1,0351 10 0,1150 1,1501 6 0 4 7 0 4 8 0 4 9 0 4 10 0 4 Tabela 84 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Viseu) Para o Modelo 2: Entidade(s) Gestora(s) do(s) Parque(s) Industrial(ais) Indice de Adesão Anual dos Parques Industriais (valores médios), em Número de Parques Industriais Adesão dos Parques Industriais ao longo dos anos, em Número de Parques Industriais Anos 0 0 0 1 1 1 2 0 1 3 1 2 4 1 3 5 1 4 Tabela 85 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Viseu) A adesão de novos usuários, ao longo dos anos, implica a introdução de mais material, para além do desgaste e possível substituição do já existente. _____________________________________________________________________________________ Página 202 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Para se poder observar esta situação de uma forma quantitativa criou-se uma tabela que demonstra a evolução da implementação/substituição de material na rede durante o período de previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Número de unidades) Anos Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19 " para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 12 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 24 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 48 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 84 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 6 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 36 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 24 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 36 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 56 fibras monomodo 1 700 100 1040 690 150 1487 3216 1420 1050 320 140 80 24 24 10 1 0,05 50,00 7,14 74,29 49,29 10,71 74,35 160,80 71,00 52,50 16,00 7,00 4,00 1,20 1,20 0,71 0,07 0,05 50,00 7,14 74,29 49,29 10,71 74,35 160,80 71,00 52,50 16,00 7,00 4,00 1,20 1,20 0,71 0,07 0,05 50,00 7,14 74,29 49,29 10,71 74,35 160,80 71,00 52,50 16,00 7,00 4,00 1,20 1,20 0,71 0,07 0,05 50,00 7,14 74,29 49,29 10,71 74,35 160,80 71,00 52,50 16,00 7,00 4,00 1,20 1,20 0,71 0,07 0,05 50,00 7,14 74,29 49,29 10,71 74,35 160,80 71,00 52,50 16,00 7,00 4,00 1,20 1,20 0,71 0,07 0,05 50,00 7,14 74,29 49,29 10,71 74,35 160,80 71,00 52,50 16,00 7,00 4,00 1,20 1,20 0,71 0,07 0,05 50,00 7,14 74,29 49,29 10,71 74,35 160,80 71,00 52,50 16,00 7,00 4,00 1,20 1,20 0,71 0,07 0,05 50,00 7,14 74,29 49,29 10,71 74,35 160,80 71,00 52,50 16,00 7,00 4,00 1,20 1,20 0,71 0,07 0,05 50,00 7,14 74,29 49,29 10,71 74,35 160,80 71,00 52,50 16,00 7,00 4,00 1,20 1,20 0,71 0,07 0,05 50,00 7,14 74,29 49,29 10,71 74,35 160,80 71,00 52,50 16,00 7,00 4,00 1,20 1,20 0,71 0,07 Tabela 86 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Viseu) Na tabela seguinte encontra-se essa previsão de implementação/substituição de material quantificada em euros. De referir que teve-se em consideração a depreciação do valor de mercado do material no decorrer dos anos da previsão: Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Em Euros) Anos Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19 " para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 12 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 24 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 48 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 84 fibras monomodo do cabo Cabo MCS Drain, 12 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de Cabo MCS Drain, 36 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Road, 6 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 12 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 24 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Cabo MCS Road, 36 fibras monomodo, para aplicação em rasgo no pavimento ou entubado debaixo de calçada existente Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 56 fibras monomodo 365,00 € 3.430,00 € 500,00 € 5.408,00 € 3.864,00 € 930,00 € 28.996,50 € 64.320,00 € 31.240,00 € 20.475,00 € 6.400,00 € 2.870,00 € 1.720,00 € 6.480,00 € 11.520,00 € 2.900,00 € 1.600,00 € 17,34 € 232,75 € 33,93 € 366,97 € 262,20 € 63,11 € 1.377,33 € 3.055,20 € 1.483,90 € 972,56 € 304,00 € 136,33 € 81,70 € 307,80 € 547,20 € 196,79 € 108,57 € 16,43 € 220,50 € 32,14 € 347,66 € 248,40 € 59,79 € 1.304,84 € 2.894,40 € 1.405,80 € 921,38 € 288,00 € 129,15 € 77,40 € 291,60 € 518,40 € 186,43 € 102,86 € 15,51 € 208,25 € 30,36 € 328,34 € 234,60 € 56,46 € 1.232,35 € 2.733,60 € 1.327,70 € 870,19 € 272,00 € 121,98 € 73,10 € 275,40 € 489,60 € 176,07 € 97,14 € 14,60 € 196,00 € 28,57 € 309,03 € 220,80 € 53,14 € 1.159,86 € 2.572,80 € 1.249,60 € 819,00 € 256,00 € 114,80 € 68,80 € 259,20 € 460,80 € 165,71 € 91,43 € 13,69 € 183,75 € 26,79 € 289,71 € 207,00 € 49,82 € 1.087,37 € 2.412,00 € 1.171,50 € 767,81 € 240,00 € 107,63 € 64,50 € 243,00 € 432,00 € 155,36 € 85,71 € 12,78 € 171,50 € 25,00 € 270,40 € 193,20 € 46,50 € 1.014,88 € 2.251,20 € 1.093,40 € 716,63 € 224,00 € 100,45 € 60,20 € 226,80 € 403,20 € 145,00 € 80,00 € 11,86 € 159,25 € 23,21 € 251,09 € 179,40 € 43,18 € 942,39 € 2.090,40 € 1.015,30 € 665,44 € 208,00 € 93,28 € 55,90 € 210,60 € 374,40 € 134,64 € 74,29 € 10,95 € 147,00 € 21,43 € 231,77 € 165,60 € 39,86 € 869,90 € 1.929,60 € 937,20 € 614,25 € 192,00 € 86,10 € 51,60 € 194,40 € 345,60 € 124,29 € 68,57 € 10,04 € 134,75 € 19,64 € 212,46 € 151,80 € 36,54 € 797,40 € 1.768,80 € 859,10 € 563,06 € 176,00 € 78,93 € 47,30 € 178,20 € 316,80 € 113,93 € 62,86 € 9,13 € 122,50 € 17,86 € 193,14 € 138,00 € 33,21 € 724,91 € 1.608,00 € 781,00 € 511,88 € 160,00 € 71,75 € 43,00 € 162,00 € 288,00 € 103,57 € 57,14 € Tabela 87 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Viseu) Por fim, na tabela seguinte, encontra-se a previsão do total dos custos da rede para o período de dez anos. Nesta previsão teve-se em consideração não só o custo da manutenção da rede, com a devida actualização do seu custo ao longo dos anos: Previsão dos Custos da Rede para um Periodo de 10 anos Custos 0 Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) 193.018,50 € Custos com Manutenção da Rede de Viseu 17.796,67 € Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 76.262,62 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 4.824,28 € Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 18.000,00 € Despesa Actual do Município de Viseu em Comunicações e Acessos à Internet -12.000,00 € Custos Totais da Rede (s/Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial e Equipamento Activ 297.902,06 € Custos com Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € Custos com Manutenção do Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € Custos com Implementação/Substituição de Equipamento Activo 130.958,68 € Custos com Manutenção do Equipamento Activo 13.095,87 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet ao longo dos anos 309.902,06 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação POSI) ao longo dos 111.848,23 € Custos da Rede em Equipamento Activo com Manutenção ao longo dos anos 144.054,55 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 255.902,78 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 255.902,78 € 1 9.547,67 € 18.259,38 € 4.586,95 € 4.824,28 € 18.468,00 € -12.312,00 € 43.374,28 € 4.110,00 € 2.400,84 € 6.220,54 € 13.436,36 € 365.588,34 € 167.534,51 € 163.711,45 € 331.245,95 € 75.343,17 € 2 9.045,16 € 18.722,09 € 4.345,53 € 4.824,28 € 18.936,00 € -12.624,00 € 43.249,06 € 184,95 € 2.461,68 € 5.893,14 € 13.776,85 € 421.461,40 € 223.407,57 € 183.381,44 € 406.789,01 € 75.543,06 € 3 8.542,65 € 19.184,80 € 4.104,11 € 4.824,28 € 19.404,00 € -12.936,00 € 43.123,85 € 8.569,35 € 5.045,04 € 5.565,74 € 14.117,35 € 477.521,25 € 279.467,42 € 203.064,53 € 482.531,95 € 75.742,94 € 4 8.040,15 € 19.647,52 € 3.862,69 € 4.824,28 € 19.872,00 € -13.248,00 € 42.998,63 € 13.316,40 € 7.750,08 € 5.238,35 € 14.457,84 € 533.767,88 € 335.714,05 € 222.760,71 € 558.474,77 € 75.942,82 € Anos 5 7.537,64 € 20.110,23 € 3.621,28 € 4.824,28 € 20.340,00 € -13.560,00 € 42.873,42 € 18.289,50 € 10.576,80 € 4.910,95 € 14.798,33 € 590.201,30 € 392.147,47 € 242.470,00 € 634.617,47 € 76.142,70 € 6 7.035,13 € 20.572,94 € 3.379,86 € 4.824,28 € 20.808,00 € -13.872,00 € 42.748,21 € 2.301,60 € 10.820,16 € 4.583,55 € 15.138,82 € 646.821,51 € 448.767,68 € 262.192,37 € 710.960,05 € 76.342,58 € 7 6.532,62 € 21.035,66 € 3.138,44 € 4.824,28 € 21.276,00 € -14.184,00 € 42.622,99 € 2.137,20 € 11.063,52 € 4.256,16 € 15.479,32 € 703.628,50 € 505.574,67 € 281.927,85 € 787.502,52 € 76.542,46 € 8 6.030,11 € 21.498,37 € 2.897,02 € 4.824,28 € 21.744,00 € -14.496,00 € 42.497,78 € 1.972,80 € 11.306,88 € 3.928,76 € 15.819,81 € 760.622,28 € 562.568,45 € 301.676,42 € 864.244,86 € 76.742,35 € 9 5.527,60 € 21.961,08 € 2.655,60 € 4.824,28 € 22.212,00 € -14.808,00 € 42.372,56 € 1.808,40 € 11.550,24 € 3.601,36 € 16.160,30 € 817.802,84 € 619.749,01 € 321.438,08 € 941.187,09 € 76.942,23 € Tabela 88 - Previsão dos custos da rede (Viseu) _____________________________________________________________________________________ Página 203 de 251 10 5.025,09 € 22.423,80 € 2.414,18 € 4.824,28 € 22.680,00 € -15.120,00 € 42.247,35 € 1.644,00 € 11.793,60 € 3.273,97 € 16.500,79 € 875.170,19 € 677.116,36 € 341.212,84 € 1.018.329,20 € 77.142,11 € Total 265.882,32 € 221.212,55 € 111.268,28 € 53.067,05 € 223.740,00 € -149.160,00 € 726.010,19 € 54.334,20 € 84.768,84 € 178.431,20 € 162.781,64 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.14.3.2 Considerações Finais Em seguida estão apresentados os somatórios dos custos com a manutenção, implementação/substituição, taxas das bandas licenciadas, ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção. Previsão para 10 Anos dos Custos relacionados com: Implementação/Substituição de Material Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 555.581,80 € 383.994,19 € 141.512,12 € 223.740,00 € Tabela 89 - Previsão do somatório dos custos (Viseu) Visualização da afectação de cada elemento, acima descrito, no custo total da rede na previsão de custos durante um período de dez anos. Afectação por Elementos de Custo Implementação/Substituição de Material 17% 43% 11% Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas 29% Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 124 - Afectação por elementos de custos (Viseu) _____________________________________________________________________________________ Página 204 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Abaixo encontram-se dois gráficos que demonstram a previsão dos custos anuais com a manutenção, Implementação/substituição de matéria, custos das taxas das bandas licenciadas, e ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção durante um período de 10 anos. Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Previsão de Custos da Rede por um Período de 10 Anos Custos com Manutenção da Rede de Viseu 250.000,00 € 200.000,00 € Valor 150.000,00 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 100.000,00 € 50.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 125 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Viseu) O gráfico abaixo representa o custo total anual da rede com equipamento, manutenção, taxas e acesso à Internet, considerando a comparticipação do POS_C. Previsão do Custo Anual da rede por um Período de 10 Anos 300.000,00 € 250.000,00 € Valor 200.000,00 € 150.000,00 € 100.000,00 € 50.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 126 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Viseu) _____________________________________________________________________________________ Página 205 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Em baixo, pode-se verificar o retorno expectável, para os dois cenários, num período de 10 anos. Previsão do Valor Total Acumulado a Cobrar pelos Modelos 1 e 2 por um Período de 10 Anos 6.000.000,00 € Valor 5.000.000,00 € 4.000.000,00 € Modelo 1 Modelo 2 Modelo 1 + 2 3.000.000,00 € 2.000.000,00 € 1.000.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 127 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Viseu) No gráfico seguinte observa-se a relação entre os custos e as receitas no período considerado: Previsão dos Custos e Receitas Acumuladas por um Período de 10 Anos 6.000.000,00 € Valor 5.000.000,00 € 4.000.000,00 € Series1 Series2 3.000.000,00 € 2.000.000,00 € 1.000.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 128 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Viseu) _____________________________________________________________________________________ Página 206 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.14.4 Discussão de Resultados O município de Viseu é de todos os aqui estudados, aquele que apresenta maior lucro no final dos 10 anos, e aquele que atinge o ponto de equilíbrio mais cedo, aproximadamente no quarto ano. Estes resultados são facilmente justificáveis pela grande densidade populacional, que seguindo os pressupostos para o cálculo dos índices de adesão, prevê o aluguer de bastante largura de banda. Também os quatro parques industriais, associados ao elevado número de empresas, contribui para o resultado encontrado. Relativamente ao modelo 1, é importante acautelar, que as premissas que nos fizeram chegar ao índice de adesão podem conter uma margem de erro significativa para este município, face aos operadores já existentes em Viseu, que poderá originar um interesse no aluguer, abaixo do previsto neste estudo. _____________________________________________________________________________________ Página 207 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.15 Vouzela Figura 129 - Município de Vouzela Freguesias: 12 Área: 193,7 Km² População (2001): 11.916 Densidade Populacional: 61,0 Hab/Km² Web: http://www.cm-vouzela.pt 7.15.1 Caracterização da Região • Geografia O concelho de Vouzela encontra-se situado no coração de Lafões, a 350m de altitude, na margem esquerda do Rio Vouga, tendo à sua direita a Serra da Gralheira, e ao seu lado esquerdo a Serra do Caramulo. A vila é pequena, mas encontra-se servida por boas vias de comunicação, ligada por camionagem a todo o concelho, possuindo transportes rápidos para os grandes centros e dotada de todas as infra-estruturas que tornam a vida cómoda e calma. _____________________________________________________________________________________ Página 208 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ • Património Natural O verde exuberante de que se veste o concelho é feito de arvoredos de folha caduca, castanheiros e carvalhos e da dominância do pinheiro bravo e do eucalipto. • Património Arquitectónico De uma forma harmoniosa, as construções de granito e madeira encaixam no verde das paisagens. Vouzela é símbolo de uma região rica em património arqueológico e arquitectónico. No centro da bonita vila, podemos encontrar a elegante Igreja Matriz, classificada como Monumento Nacional. Trata-se dum dos mais interessantes exemplares da arte medieval da Beira Alta, originária do séc. XIII, e construída na sólida pedra granítica da região, revela características de transição entre os estilos românico e gótico. • História Os vestígios materiais deixados pelo homem revelam-nos uma ocupação muito antiga, desde a pré-história, sinal da atracção que este espaço exerceu sobre diferentes povos e civilizações que aqui se fixaram. As condições favoráveis que o meio proporcionou e a facilidade de acesso ao mar, sobretudo pelo vale do rio Vouga, foram certamente, factores determinantes dessa escolha. A história do concelho de Vouzela não se pode dissociar da de Lafões, dado que, por motivos geográficos, ambas fazem parte de um todo. A posição central da vila conferiulhe até aos fins do séc. XIX um certo destacamento em relação aos outros concelhos. Actualmente, o concelho de Lafões reparte-se grosso modo por três concelhos: Oliveira de Frades, São Pedro do Sul e Vouzela. De origem muito remota, como atestam os inúmeros monumentos megalíticos, o concelho é um autêntico manual de história, onde cada canto conta um pouco do passado, do que foi e é o Homem como essência! _____________________________________________________________________________________ Página 209 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Por todos os lados, surgem paisagens inesquecíveis, e monumentos que recordam velhos tempos, outros passeios que podem levar-nos a aldeias bem características, ricas em património e folclore. • Economia É economicamente dependente das indústrias têxteis e transformação das madeiras. Existem no concelho dois Parques Empresariais: Monte Cavalo e Campia. É uma terra rica de culinária, com a célebre Vitela de Lafões e o seu agradável vinho verde (Vinho de Lafões), a doçaria regional, onde têm lugar cimeiro os folares e os inigualáveis Pastéis de Vouzela, terras de tradições e de lendas, pletóricas de belezas naturais que, conjuntamente com as comodidades da época de que muito se orgulham, se oferecem ao turista e ao visitante para lhes proporcionar umas férias agradáveis e uns aprazíveis fins-de-semana. A proximidade ao mar e o verde das suas paisagens, fazem com que Vouzela seja considerada a Princesa de Lafões, e a vila mais airosa da Beira. _____________________________________________________________________________________ Página 210 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.15.2 Descrição da Rede Sites / Tecnologia 1 - Câmara Municipal / FO 2 - Biblioteca / FO 3 - Piscinas / FO 4 - Parque de Campismo / FO 5 - Pavilhão / FO 6 - Espaço Internet / FO 7 - Museu / Wireless 8 - Ludoteca / Wireless 9 - Cine Teatro / Wireless 10 -Armazéns / Wireless Ponto de Intersecção com rede inter-camarária Monte da Nossa Senhora do Castelo de Vouzela Ponto de Agregação Câmara Municipal Redundância Não tem Detalhes Adicionais A Biblioteca e as Piscinas já se encontram interligadas à Câmara Municipal por cabos com seis pares de fibra óptica. O facto da estação de feixes hertzianos localizar-se numa zona florestal levanta alguns condicionantes no encaminhamento da fibra óptica, pois a tecnologia tipicamente utilizada neste projecto (por esgotos/águas pluviais ou por asfalto) não é adequada para esta situação. Neste âmbito, foram equacionadas alternativas. Ponderou-se na colocação de postes de madeira, ou na instalação de tubo no subsolo, sendo esta _____________________________________________________________________________________ Página 211 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ última a metodologia adoptada. Será então necessário instalar tubo numa extensão de aproximadamente 3 Km’s. De forma a não disparar o valor final da rede, este trabalho será executado pelos recursos humanos afectos à Câmara de Vouzela. Esquema da Rede Figura 130 - Esquema de rede de Vouzela _____________________________________________________________________________________ Página 212 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.15.3 Descrição Geral A seguinte tabela contêm a descrição de parte do material, e respectivo custo, da implementação levada a cabo: Equipamento Quantidade Preço Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 12 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 24 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 6 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Drain, 24 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluindo os acessórios mecânicos de Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Ensaios de ligação óptica, incluindo entrega do respectivo relatório Execução de fusões e terminação de fibras Instalação de cabo em parede com aplicação de tubo de ferro galvanizado Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 24 fibras monomodo 1 260 660 2610 370 1400 15 15 270 270 100 5 1 Tabela 90 - Descrição parcial da rede nível 1 (Vouzela) 7.15.3.1 Previsões Para se fazer um estudo de uma implementação deste género é necessário fazer-se uma previsão sobre o comportamento, o desgaste, a evolução, o custo, dessa mesma implementação num determinado período de tempo. Para este estudo de caso considerou-se que um período de dez anos seria o mais indicado para se obter indicadores suficientes para a realização de uma análise criteriosa e bem estruturada. População Residente no Concelho Percentagem de População que actualmente tem acesso à Internet Previsão da Percentagem de População que terá acesso à Internet daqui a 10 Anos Previsão da Largura de Banda (Mbits) Utilizada daqui a 10 Anos 11.916 30% 60% 150 Tabela 91 - Previsão da largura de banda para Vouzela _____________________________________________________________________________________ Página 213 de 251 365,00 € 1.274,00 € 3.300,00 € 13.572,00 € 7.215,00 € 29.400,00 € 4.050,00 € 7.200,00 € 6.750,00 € 4.860,00 € 450,00 € 1.450,00 € 1.100,00 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Neste gráfico é possível observar-se a adesão por parte da população de Vouzela ao serviço de acesso à informação. y = 15,008x - 5E-14 R2 = 1 Largura de Banda (Mbits) Adesão à Infra-estrutura 160 140 120 100 80 60 40 20 0 -20 0 Series1 Linear 2 4 6 8 10 12 Anos Figura 131 - Adesão à Infra-estrutura (Vouzela) Nas tabelas seguintes observa-se a previsão da evolução do número de futuros usuários para os dois modelos, no período considerado. Para o Modelo 1: Operadores Indice de Adesão Anual dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária (valores médios), em Largura de Banda (Gb Adesão dos Operadores à Infra-estrutura da Rede Intra-Camarária ao longo dos anos, em Largura de Banda (Gbits) 0 0,0000 0,0000 1 0,0147 0,0147 2 0,0147 0,0293 3 0,0147 0,0440 4 0,0147 0,0586 Anos 5 0,0147 0,0733 6 0,0147 0,0879 7 0,0147 0,1026 8 0,0147 0,1173 9 0,0147 0,1319 10 0,0147 0,1466 6 0 3 7 0 3 8 0 3 9 0 3 10 0 3 Tabela 92 - Previsão de adesão no Modelo 1 (Vouzela) Para o Modelo 2: Entidade(s) Gestora(s) do(s) Parque(s) Industrial(ais) Indice de Adesão Anual dos Parques Industriais (valores médios), em Número de Parques Industriais Adesão dos Parques Industriais ao longo dos anos, em Número de Parques Industriais Anos 0 0 0 1 1 1 2 0 1 3 1 2 4 1 3 5 0 3 Tabela 93 - Previsão de adesão no Modelo 2 (Vouzela) A adesão de novos usuários, ao longo dos anos, implica a introdução de mais material, para além do desgaste e possível substituição do já existente. _____________________________________________________________________________________ Página 214 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Para se poder observar esta situação de uma forma quantitativa criou-se uma tabela que demonstra a evolução da implementação/substituição de material na rede durante o período de previsão. Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Número de unidades) Anos Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 4 0,05 18,57 47,14 186,43 18,50 70,00 0,75 0,75 0,36 0,07 0,05 18,57 47,14 186,43 18,50 70,00 0,75 0,75 0,36 0,07 0,05 18,57 47,14 186,43 18,50 70,00 0,75 0,75 0,36 0,07 0,05 18,57 47,14 186,43 18,50 70,00 0,75 0,75 0,36 0,07 5 6 7 8 9 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 12 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 24 fibras monomodo Cabo MCS Drain, 6 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluíndo os acessórios mecânicos de fixação Cabo MCS Drain, 24 fibras monomodo, para instalação em esgoto/águas pluviais, incluindo os acessórios mecânicos de Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 24 fibras monomodo 1 260 660 2610 370 1400 15 15 5 1 0,05 18,57 47,14 186,43 18,50 70,00 0,75 0,75 0,36 0,07 0,05 18,57 47,14 186,43 18,50 70,00 0,75 0,75 0,36 0,07 0,05 18,57 47,14 186,43 18,50 70,00 0,75 0,75 0,36 0,07 0,05 18,57 47,14 186,43 18,50 70,00 0,75 0,75 0,36 0,07 0,05 18,57 47,14 186,43 18,50 70,00 0,75 0,75 0,36 0,07 0,05 18,57 47,14 186,43 18,50 70,00 0,75 0,75 0,36 0,07 Tabela 94 - Previsão de Substituição/Introdução de material (Vouzela) Na tabela seguinte encontra-se essa previsão de implementação/substituição de material quantificada em euros. De referir que teve-se em consideração a depreciação do valor de mercado do material no decorrer dos anos da previsão: Previsão Anual de Implementação/Substituição de Material (Em Euros) Anos Equipamento Total da Rede (Transporte) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10,95 € 54,60 € 141,43 € 581,66 € 216,45 € 882,00 € 121,50 € 216,00 € 62,14 € 47,14 € 10,04 € 50,05 € 129,64 € 533,19 € 198,41 € 808,50 € 111,38 € 198,00 € 56,96 € 43,21 € 10 Rede Nível 1 (Intra-Camarária) Infra-estrutura Fibra Óptica Armário de parede 19" para instalação de repartidor óptico Cabo FO Conduta, 6 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 12 fibras monomodo Cabo FO Conduta, 24 fibras monomodo do cabo fixação do cabo Caixa de junta para ligação de fibras ópticas Caixa de visita exterior para instalação em passeio (0,60 x 0,75 x 1,00) com aro e tampa metálica Repartidor de parede equipado para terminação de 6 fibras monomodo Repartidor óptico equipado para terminação de 24 fibras monomodo 365,00 € 1.274,00 € 3.300,00 € 13.572,00 € 7.215,00 € 29.400,00 € 4.050,00 € 7.200,00 € 1.450,00 € 1.100,00 € 17,34 € 86,45 € 223,93 € 920,96 € 342,71 € 1.396,50 € 192,38 € 342,00 € 98,39 € 74,64 € 16,43 € 81,90 € 212,14 € 872,49 € 324,68 € 1.323,00 € 182,25 € 324,00 € 93,21 € 70,71 € 15,51 € 77,35 € 200,36 € 824,01 € 306,64 € 1.249,50 € 172,13 € 306,00 € 88,04 € 66,79 € 14,60 € 72,80 € 188,57 € 775,54 € 288,60 € 1.176,00 € 162,00 € 288,00 € 82,86 € 62,86 € 13,69 € 68,25 € 176,79 € 727,07 € 270,56 € 1.102,50 € 151,88 € 270,00 € 77,68 € 58,93 € 12,78 € 63,70 € 165,00 € 678,60 € 252,53 € 1.029,00 € 141,75 € 252,00 € 72,50 € 55,00 € 11,86 € 59,15 € 153,21 € 630,13 € 234,49 € 955,50 € 131,63 € 234,00 € 67,32 € 51,07 € 9,13 € 45,50 € 117,86 € 484,71 € 180,38 € 735,00 € 101,25 € 180,00 € 51,79 € 39,29 € Tabela 95 - Previsão de Substituição/Introdução de material em Euros (Vouzela) Por fim, na tabela seguinte, encontra-se a previsão do total dos custos da rede para o período de dez anos. Nesta previsão teve-se em consideração não só o custo da manutenção da rede, com a devida actualização do seu custo ao longo dos anos: Previsão dos Custos da Rede para um Periodo de 10 anos Custos 0 1 2 3 4 Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (Intra-Camarária) 75.378,28 € 4.082,83 € 3.867,94 € 3.653,06 € 3.438,17 € Custos com Manutenção da Rede de Vouzela 7.828,20 € 8.031,74 € 8.235,27 € 8.438,80 € 8.642,34 € Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 76.262,62 € 4.586,95 € 4.345,53 € 4.104,11 € 3.862,69 € Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € 4.824,28 € Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 18.000,00 € 18.468,00 € 18.936,00 € 19.404,00 € 19.872,00 € Despesa Actual do Município de Vouzela em Comunicações e Acessos à Internet -7.800,00 € -8.002,80 € -8.205,60 € -8.408,40 € -8.611,20 € Custos Totais da Rede (s/Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial e Equipamento Activ 174.493,38 € 31.990,99 € 32.003,42 € 32.015,85 € 32.028,28 € Custos com Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € 4.110,00 € 184,95 € 8.569,35 € 13.316,40 € Custos com Manutenção do Equipamento Sem Fios para "Difusão Distante da Rede" até ao Parque Industrial 0,00 € 2.400,84 € 2.461,68 € 5.045,04 € 7.750,08 € Custos com Implementação/Substituição de Equipamento Activo 54.206,61 € 2.574,81 € 2.439,30 € 2.303,78 € 2.168,26 € Custos com Manutenção do Equipamento Activo 5.420,66 € 5.561,60 € 5.702,54 € 5.843,47 € 5.984,41 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet ao longo dos anos 182.293,38 € 222.287,17 € 262.496,19 € 302.920,43 € 343.559,91 € Custos da Rede em Equipamento Passivo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação POSI) ao longo dos 56.350,25 € 96.344,04 € 136.553,06 € 176.977,31 € 217.616,79 € Custos da Rede em Equipamento Activo com Manutenção ao longo dos anos 59.627,27 € 67.763,68 € 75.905,52 € 84.052,77 € 92.205,44 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 115.977,52 € 164.107,72 € 212.458,58 € 261.030,08 € 309.822,23 € Custos Totais da Rede com Equipamento Passivo e Activo com Manutenção, Taxas e Acesso à Internet (c/Comparticipação PO 115.977,52 € 48.130,20 € 48.350,85 € 48.571,50 € 48.792,15 € Anos 5 3.223,28 € 8.845,87 € 3.621,28 € 4.824,28 € 20.340,00 € -8.814,00 € 32.040,71 € 1.387,13 € 7.932,60 € 2.032,75 € 6.125,35 € 384.414,62 € 258.471,49 € 100.363,54 € 358.835,03 € 49.012,80 € 6 3.008,40 € 9.049,40 € 3.379,86 € 4.824,28 € 20.808,00 € -9.016,80 € 32.053,14 € 1.294,65 € 8.115,12 € 1.897,23 € 6.266,28 € 425.484,55 € 299.541,43 € 108.527,05 € 408.068,48 € 49.233,45 € 7 2.793,51 € 9.252,94 € 3.138,44 € 4.824,28 € 21.276,00 € -9.219,60 € 32.065,57 € 1.202,18 € 8.297,64 € 1.761,71 € 6.407,22 € 466.769,72 € 340.826,59 € 116.695,99 € 457.522,58 € 49.454,10 € 8 2.578,63 € 9.456,47 € 2.897,02 € 4.824,28 € 21.744,00 € -9.422,40 € 32.077,99 € 1.109,70 € 8.480,16 € 1.626,20 € 6.548,16 € 508.270,11 € 382.326,99 € 124.870,35 € 507.197,34 € 49.674,75 € 9 2.363,74 € 9.660,00 € 2.655,60 € 4.824,28 € 22.212,00 € -9.625,20 € 32.090,42 € 1.017,23 € 8.662,68 € 1.490,68 € 6.689,10 € 549.985,74 € 424.042,61 € 133.050,12 € 557.092,74 € 49.895,40 € Tabela 96 - Previsão dos custos da rede (Vouzela) _____________________________________________________________________________________ Página 215 de 251 10 2.148,86 € 9.863,54 € 2.414,18 € 4.824,28 € 22.680,00 € -9.828,00 € 32.102,85 € 924,75 € 8.845,20 € 1.355,17 € 6.830,03 € 591.916,59 € 465.973,47 € 141.235,32 € 607.208,79 € 50.116,05 € Total 106.536,70 € 97.304,58 € 111.268,28 € 53.067,05 € 223.740,00 € -96.954,00 € 494.962,59 € 33.116,33 € 67.991,04 € 73.856,51 € 67.378,82 € Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.15.3.2 Considerações Finais Em seguida estão apresentados os somatórios dos custos com a manutenção, implementação/substituição, taxas das bandas licenciadas, ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção. Previsão para 10 Anos dos Custos relacionados com: Implementação/Substituição de Material Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção 291.661,48 € 164.683,39 € 141.512,12 € 223.740,00 € Tabela 97 - Previsão do somatório dos custos (Vouzela) Visualização da afectação de cada elemento, acima descrito, no custo total da rede na previsão de custos durante um período de dez anos. Afectação por Elementos de Custo Implementação/Substituição de Material 27% 36% Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas 17% 20% Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 132 - Afectação por elementos de custos (Vouzela) _____________________________________________________________________________________ Página 216 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Abaixo encontram-se dois gráficos que demonstram a previsão dos custos anuais com a manutenção, Implementação/substituição de matéria, custos das taxas das bandas licenciadas, e ligação e acesso de 64Mbits Full-Duplex sem taxa de contenção durante um período de 10 anos. Custos com Implementação/Substituição de Material da Rede Nível 1 (IntraCamarária) Previsão de Custos da Rede por um Período de 10 Anos Custos com Manutenção da Rede de Vouzela 80000 Valor 60000 40000 Custos com Taxas da Rede Nível 2 (Inter-Camarária) 20000 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Custos de Ligação e Acesso à Internet a 64Mbits Full-Duplex, s/Taxa de Contenção Figura 133 - Previsão de custos da rede por um período de 10 anos (Vouzela) O gráfico abaixo representa o custo total anual da rede com equipamento, manutenção, taxas e acesso à Internet, considerando a comparticipação do POS_C. Previsão do Custo Anual da rede por um Período de 10 Anos 140.000,00 € 120.000,00 € Valor 100.000,00 € 80.000,00 € 60.000,00 € 40.000,00 € 20.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 134 - Previsão do custo anual da rede por um período de 10 anos (Vouzela) _____________________________________________________________________________________ Página 217 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Em baixo, pode-se verificar o retorno expectável, para os dois cenários, num período de 10 anos. Previsão do Valor Total Acumulado a Cobrar pelos Modelos 1 e 2 por um Período de 10 Anos 6.000.000,00 € Valor 5.000.000,00 € 4.000.000,00 € Modelo 1 Modelo 2 Modelo 1 + 2 3.000.000,00 € 2.000.000,00 € 1.000.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 135 - Previsão do valor total acumulado a cobrar pelos dois modelos por 10 anos (Vouzela) No gráfico seguinte observa-se a relação entre os custos e as receitas no período considerado: Previsão dos Custos e Receitas Acumuladas por um Período de 10 Anos 1.200.000,00 € Valor 1.000.000,00 € 800.000,00 € Custos Totais Receitas Totais 600.000,00 € 400.000,00 € 200.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 136 - Previsão de custos e receitas acumuladas por um período de 10 anos (Vouzela) _____________________________________________________________________________________ Página 218 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.15.4 Discussão de Resultados Os resultados no município de Vouzela mostram que os três parques industriais existentes, que começam a gerar lucro a partir do segundo ano, não são suficientes para antecipar o Break-Even. Isto justifica-se pelo custo elevado da infra-estrutura de fibra óptica, quer na implementação, como na manutenção. Como foi verificado até agora, o modelo 1 é o dominante no impacto económico da rede, o que retarda o ponto de equilíbrio para o sétimo ano. _____________________________________________________________________________________ Página 219 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.16 Resultados Globais 7.16.1 Apresentação Afectação de Cada Município nos Custos Globais 8% 9% 7% 14% 8% 8% 8% 7% 9% 7% 8% 7% Aguiar da Beira Carregal do Sal Castro Daire Nelas Penalva do Castelo Santa Comba Dão Sátão Tábua Tondela Vila Nova de Paiva Viseu Vouzela Figura 137 - Afectação de cada município nos custos globais Previsão para 10 Anos dos Custos relacionados com: Implementação/Substituição de Material Manutenção Taxas das Bandas Licenciadas Ligação e Acesso à Internet 3.258.459,79 € 1.729.621,54 € 1.698.145,45 € 2.684.880,00 € Figura 138 - Previsão para 10 anos dos custos diveros custos associados às redes camarárias _____________________________________________________________________________________ Página 220 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Previsão de Custos da Rede por um período de 10 Anos Ligação e Acesso à Internet Taxas das Bandas Licenciadas Implementação/ Substituição de Material Manutenção 3.500.000 € 3.000.000 € 2.500.000 € 2.000.000 € 1.500.000 € 1.000.000 € 500.000 € 0€ Figura 139 - Previsão de custos das redes camarárias por um período de 10 anos Previsão de Custos da Rede Nível 2 por um Período de 10 Anos Custos com Manutenção/Substituição de Material da Rede Nível 2 (InterCamarária) Custos com Manutenção da Rede Inter-Camarária 1.000.000,00 € Valor 800.000,00 € 600.000,00 € 400.000,00 € 200.000,00 € 0,00 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 140 - Previsão de custos da rede inter-camarária por um período de 10 anos _____________________________________________________________________________________ Página 221 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Previsão do Custo Total da Rede para um período de 10 Anos 2.500.000 € Valor 2.000.000 € 1.500.000 € 1.000.000 € 500.000 € 0€ 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 141 - Previsão do custo total da rede para um período de 10 anos Valor Previsão dos Custos e Receitas Globais Acumuladas por um Período de 10 Anos 16.000.000,00 € 14.000.000,00 € 12.000.000,00 € 10.000.000,00 € 8.000.000,00 € 6.000.000,00 € 4.000.000,00 € 2.000.000,00 € 0,00 € Custos Totais Globais Receitas Totais Globais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Anos Figura 142 - Previsão de custos e receitas globais de toda a rede por um período de 10 anos _____________________________________________________________________________________ Página 222 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 7.16.2 Discussão Da análise dos gráficos pode-se chegar a várias conclusões no que respeita à globalidade da rede. A primeira é que os municípios de Viseu, seguido do de Tondela e de Vouzela, são os que apresentam maiores custos para a rede global. Também se verifica que a substituição/implementação de material é o factor que mais contribui para as despesas, seguido da ligação de conectividade para toda a rede. A manutenção e as taxas apresentam custos semelhantes no final dos 10 anos. O break-even atinge-se no oitavo ano, que é um resultado ao nível dos verificados na realidade do mundo das telecomunicações. Se dividirmos o lucro global final de 4.448.692,01€, pelo intervalo de 10 anos, obtemse 444.869,20€ de lucros por ano. Não obstante os municípios gerarem lucro ou prejuízo, se dividirmos estes lucros equitativamente pelos doze municípios, resulta num lucro anual de 37.072,43€ por município, que correspondem a 3.089,37€ mensais. Com este valor podemos afirmar que o negócio aqui estudado poderá ser, a médio longo prazo, uma interessante fonte de rendimentos para as autarquias. _____________________________________________________________________________________ Página 223 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 8 Iniciativa Rede Comunitária Aveiro Norte 8.1 Introdução No decorrer do projecto surgiu a oportunidade de efectuar uma nova análise tecnoeconómica de uma nova rede denominada por Rede Comunitária Aveiro Norte (RCAN). O motivo que deu origem a esta iniciativa foi a necessidade em fazer chegar à Escola Superior Aveiro Norte e a todas as unidades de formação de Programa Aveiro Norte, os serviços existentes na rede da Universidade de Aveiro, de forma a colmatar as carências que hoje se verificam. No entanto, o grande potencial que esta região apresenta para futuros projectos que possam vir a ser desenvolvidos em parceria com todo o conselho empresarial, aliado a um panorama pouco risonho no que toca a infra-estruturas de telecomunicações, motivou que o projecto se estendesse ao às empresas da região. Deste alargamento poderá resultar o fornecimento de acesso à Internet às empresas localizadas em zonas industriais não cobertas pelos operadores, como garantir a sustentabilidade equilibrada da infra-estrutura. 8.2 Planeamento Reunidos todos os "players" e condições necessárias para o arranque do projecto, iniciaram-se os trabalhos de planeamento da infra-estrutura, assim como o impacto económico da mesma. Tendo em conta as necessidades em termos de largura de banda optou-se por considerar ligações Ponto-Multiponto com 10 Mbps de Largura de Banda. _____________________________________________________________________________________ Página 224 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Após um levantamento das localizações dos parques industriais, das infra-estruturas existentes, linhas de vista e das necessidades de largura de banda para cada local, chegou-se à topologia abaixo indicada: Figura 143 - Rede Comunitária Aveiro Norte Da análise económica obtivemos os seguintes resultados: Ligação Largura de Banda Infra-estrutura Wireless ESAN - Z.I.OAZ (P-MP) ESAN - Z.I.Vale de Cambra (P-P...P-MP) ESAN - Z.I.Carregosa, Farrapa e Rocio (P-P…P-P…P-MP) 10 Mbps 10 Mbps 10 Mbps Infra-estrutura Fibra Óptica Cabo FO Conduta, 24 fibras monomodo Ensaios de ligação óptica, incluindo entrega do respectivo relatório Execução de fusões e terminação de fibras Repartidor óptico equipado para terminação de 24 fibras monomodo Constantes de desgaste Const_Lento Const_Medio Const_Rapido Preço P.P. 5.500,00 € 9.500,00 € 13.500,00 € Manutenção Mensalidade (24 Meses) 83,00 € 122,00 € 206,00 € 260,00 € 456,00 € 685,00 € Mensalidade (36 Meses) 174,00 € 304,00 € 457,00 € Instalação Tempo de Desgaste do Material Valor da const. T. desgaste Lento Lento Lento 0,05 0,05 0,05 Medio 0,071428571 Medio 0,071428571 750,00 € 750,00 € 750,00 € 5,20 € 25,00 € 18,00 € 1.100,00 € Valor 0,05 0,071428571 0,1 Cenário ESAN - Z.I.OAZ (P-MP) 1- Compra c/Manutenção de 24 Meses 2- Compra c/Manutenção de 36 Meses 3- Aluguer por 24 Meses 4- Aluguer por 36 Meses 5- Compra s/Manutenção Preço P.P. 5.500,00 € 5.500,00 € Cenário ESAN - Z.I.Vale de Cambra (P-P…P-MP) 1- Compra c/Manutenção de 24 Meses 2- Compra c/Manutenção de 36 Meses 3- Aluguer por 24 Meses 4- Aluguer por 36 Meses 5- Compra s/Manutenção Preço P.P. 9.500,00 € 9.500,00 € Cenário ESAN - Z.I.Carregosa, Farrapa e Rocio (P-P…P-MP) 1- Compra c/Manutenção de 24 Meses 2- Compra c/Manutenção de 36 Meses 3- Aluguer por 24 Meses 4- Aluguer por 36 Meses 5- Compra s/Manutenção Preço P.P. 13.500,00 € 13.500,00 € Combinação dos Cenários das 3 Ligações 1- Compra c/Manutenção de 24 Meses 2- Compra c/Manutenção de 36 Meses 3- Aluguer por 24 Meses 4- Aluguer por 36 Meses 5- Compra s/Manutenção Manut (24M) Manut (36M) 1.992,00 € 2.988,00 € Instalação Mensalidade (24) 750,00 € 750,00 € 6.240,00 € Instalação Mensalidade (24) 750,00 € 750,00 € 10.944,00 € Instalação Mensalidade (24) 750,00 € 750,00 € 16.440,00 € Mens (36M) 6.264,00 € 5.500,00 € Manut (24M) Manut (36M) 2.928,00 € 4.392,00 € Mens (36M) 10.944,00 € 9.500,00 € 13.500,00 € Manut (24M) Manut (36M) 4.944,00 € 7.416,00 € Mens (36M) 16.452,00 € Total 7.492,00 € 8.488,00 € 6.990,00 € 7.014,00 € 5.500,00 € Relação entre Cenários 1:3 2:4 4:5 Percentagem 7,18% 21,02% 27,53% Diferença 502,00 € 1.474,00 € 1.514,00 € Meses p/Atingir valor Compra 2 9 - Total 12.428,00 € 13.892,00 € 11.694,00 € 11.694,00 € 9.500,00 € Relação entre Cenários 1:3 2:4 4:5 Percentagem 6,28% 18,80% 23,09% Diferença 734,00 € 2.198,00 € 2.194,00 € Meses p/Atingir valor Compra 2 8 - Total 18.444,00 € 20.916,00 € 17.190,00 € 17.202,00 € 13.500,00 € Relação entre Cenários 1:3 2:4 4:5 Percentagem 7,29% 21,59% 27,42% Diferença 1.254,00 € 3.714,00 € 3.702,00 € Meses p/Atingir valor Compra 2 9 - Valor 38.364,00 € 43.296,00 € 35.874,00 € 35.910,00 € 28.500,00 € Tabela 98 - Valores da análise económica efectuada para a Rede Comunitária Aveiro Norte _____________________________________________________________________________________ Página 225 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Como se pode verificar foram considerados 5 possíveis cenários: 1 – Compra c/Manutenção de 24 Meses 2 – Compra c/Manutenção de 36 Meses 3 – Aluguer por 24 Meses (Manutenção incluída) 4 – Aluguer por 36 Meses (Manutenção incluída) 5 – Compra s/Manutenção 8.3 Discussão Analisando os resultados obtidos, facilmente se verifica que o aluguer por 24 meses não apresenta qualquer interesse face ao valor do aluguer por 36 meses, que apresenta valores similares ao fim do período de tempo considerado. Relacionando os cenários de Compra e Aluguer foi-nos possível verificar que a Compra também é preferível em detrimento do Aluguer, pois para que se atinja o valor da compra considerando os valores do aluguer bastam apenas mais 9 meses além do máximo período de aluguer considerado (36 Meses). Assim sendo podemos concluir afirmando que este tipo de Redes Comunitárias, poderá ter algum sucesso num futuro próximo, pois mesmo para um pequeno número de Empresas que se queira unir para formar a sua própria Infra-estrutura, poderá daí retirar rentabilidade. _____________________________________________________________________________________ Página 226 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 9 Conclusões A análise efectuada para o Entre Douro e Vouga Digital, consistiu em seguir a metodologia do Referencial Comum para identificar um conjunto de procedimentos, que se revelaram eficazes em projectos anteriores desta natureza. O resultado deste estudo poderá servir de base para garantir a sustentabilidade de um investimento numa infra-estrutura de telecomunicações, cujo objectivo principal é o combate à infoexclusão verificado na região. Para o ViseuDigital, foram identificados modelos de negócio com vista a sustentabilidade da rede. Com vista a análise dos modelos de negócio, foi efectuadao um estudo tecno-económico por um período de 10 anos, dos custos e receitas da Infraestrutura existente. Tal estudo teve por base os pressupostos definidos para o cálculo dos índices de adesão e valorização a cobrar. Com base nesse estudo verificou-se que a Infra-estrutura é sustentável, e ficou claro que o “modelo de aluguer da fibra” é significativamente mais rentável que o “modelo fornecimento de acesso à Internet aos Parques Industriais”, em virtude de ser um serviço mais atractivo para o mercado dos Operadores e não necessitar de investimentos adicionais para a sua implementação. A rede global atinge o break-even no oitavo ano de funcionamento. Este valor pode ser considerado realista tendo em conta o ROI típico dos investimentos em infraestruturas de telecomunicações, que ocorre, tipicamente, a médio prazo. Da mesma forma, o caso de Viseu poderá não verificar o break-even ao quarto ano, se tivermos em conta que os operadores já possuem infra-estruturas neste município, que poderá dar origem a uma taxa de adesão inferior à calculada. Os municípios terão uma rentabilidade global de 4.448.692,01€, ao fim de 10 anos, o que equivale a uma receita “média” mensal 37.072,43€. Não obstante os municípios gerarem lucro ou prejuízo, se dividirmos estes lucros equitativamente pelos doze municípios, resulta numa receita “média” mensal de 3.089,37€ por município. Com este valor podemos afirmar que o negócio aqui estudado poderá ser, a médio longo prazo, uma interessante fonte de rendimentos para as autarquias. _____________________________________________________________________________________ Página 227 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Com base nestes resultados, podemos então averiguar quais as vantagens e desvantagens dos possíveis cenários a adoptar pelos municípios para a “gerência” da infra-estrutura: A alienação de todo o património da infra-estrutura tem como única vantagem (e que à primeira vista poderá parecer tentadora), o imediato encaixe financeiro proveniente da venda duma infra-estrutura destas dimensões. Este cenário dá origem a uma desvantagem que poderá comprometer seriamente o desenvolvimento tecnológico da região, pois os municípios ficariam “reféns” do novo proprietário, dada a necessidade de utilização da infra-estrutura para o funcionamento das aplicações desenvolvidas. Face ao risco de a médio/longo prazo a despesa do aluguer superar a receita proveniente da venda, este não parece um cenário muito favorável. A criação de uma PPP com um parceiro com experiência e know-how no ramo das telecomunicações, reflecte-se, certamente, numa exploração muito eficaz de todo o potencial da Infra-Estrutura, logo, mais rentabilidade. Em contrapartida, uma parceria deste género, com uma empresa tipicamente orientada ao lucro, poderá conduzir à deturpação das premissas que deram origem à infra-estrutura, i.e., o desenvolvimento da região através do fornecimento de banda larga às zonas carenciadas, o combate à info-exclusão, etc... Resta assim, o cenário da empresa intermunicipal que é, na nossa opinião, o mais favorável para a formação da entidade proprietária/gestora. Esta seria detida exclusivamente pelos municípios, ou seja, as autarquias aderentes ao projecto, que garantiria desde logo, total autonomia para garantir a salvaguarda do bom funcionamento de aplicações de gestão autárquica (SIG’s), mesmo das suas WAN’s, e aplicações VoIP, GigabitEthernet, etc... _____________________________________________________________________________________ Página 228 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Em suma, com base na metodologia do Referencial Comum, foi-nos possível obter os seguintes resultados: No EDV, através da metodologia do Referencial Comum, foi-nos possível criar um conjunto de procedimentos, para levar a cabo um estudo de implementação e sustentabilidade de uma infra-estrutura de rede. No ViseuDigital, que já tinha as topologias e arquitecturas definidas, e cujo “driver” decisor tinha sido a disponibilidade orçamental, revelou-se um grande desafio conseguir ultrapassar os constrangimentos e encontrar formas de garantir a sustentabilidade. Na RCAN, que face ao estado embrionário do projecto, foi alvo de um estudo mais aligeirado, facilmente se observa que o potencial de crescimento deste projecto é enorme, e o impacto resultante poderá modificar definitivamente o actual cenário da região de Oliveira de Azeméis. Face ao apresentado, é nossa convicção que os objectivos propostos foram alcançados. _____________________________________________________________________________________ Página 229 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 10 Lista de Acrónimos 5GSG ACU ADSE ADSL ANACOM AP ATM BL BSA BSS BSU COFDM CPE CSMA/CA CSMA/CD CT DAB DFS DMT DSLAM DSSS EAP EC EMC ESA ESS FCC FDM FHSS FSK FTTx GPRS HDSL IDSL IDU IEEE IP ISDN ISM ISP LAN LED LMSC LT MAC MDF miniRAM 5 GHz Globalization Study Group Alarm Control Unit Placas de Extensão Asymmetric Digital Subscriber Lines Autoridade Nacional de Comunicações Access Point Modo de Transferência Assíncrona Banda Larga Basic Service Area Basic Service Set Base Station Unit Coded Frequency Division Multiplexing Customer Premisses Equipment Carrier Sense Multiple Access with Collision Avoidance Carrier Sense Multiple Access with Collision Detection Craft Terminal Digital AudioBroadcasting Dynamic Frequency Selection Discrete Multitone Digital Subscriber Line Direct Sequence Spread Spectrum Extensible Authentication Echo Cancellation Electro-Magnetic Coupling Extend Service Area Extend Service Set Federal Communications Commission Frequency Division Multiplexing Frequency Hopping Spread Spectrum Frequency-Shift Keying Fiber To The ... General Packet Radio Service High Bit Rate Digital Subscriber Line ISDN Digital Subscriber Line Indoor Unit Institute of Electrical and Electronics Engineers Internet Protocol Integrated Services Digital Network Industrial, Scientific and Medical Internet Service Provider Local Area Network Light Emition Diode Metropolitan Area Networks Standards Committee Line Termination Media Access Control Main Distribution Frame Mini Remote Access Multiplexer _____________________________________________________________________________________ Página 230 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ MMAC NC NEP n-QAM NT ODU OFDM OLT ONU PDH PHY PLC PON POTS PSTN QoS RADSL RAM RDIS ROM SANT SDH SDSL SESR SNR STM TA TPC TI TIR TIC TKIP TRU UPS USB VAL VDSL VoIP WLAN WEP Wi-Fi Multimedia Mobile Access Communications Network Connector Network Element Processor N-state Quadrature Amplitude Modulation Network Termination Outdoor Unit Orthogonal Frequency Division Multiplexing Optical Line Termination Optical Network Unit Plesiochronous Digital Hierarchy Camada Physical Power Line Communication Passive Optical Network Plain Old Telephony Service Public Switched Telephone Network Quality of Service Rate Adaptative Digital Subscriber Line Random Access Memory Rede Digital com Integração de Serviço (ISDN) Read Only Memory Unidade de Terminação de Rede Synchronous Digital Hierarchy Symmetric Digital Subscriber Line Severely Errored Second Ratio Relação Sinal Ruído Synchronous Transfer Mode Taxa de Actualização Transmission Power Control Texas Instruments Taxa Interna de Rentabilidade Tecnologias de Informação e Comunicação Temporal Key Integrity Protocol Top Rack Unit Uninterruptible Power Supply Universal Serial Bus Valor Actual Líquido Very High Speed Digital Subscriber Line Voz sobre IP Wireless Local Area Network Wired Equivalent Privacy Tecnologia Wireless _____________________________________________________________________________________ Página 231 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 11 Referências e Bibliografia [1] A. Manuel de Oliveira Duarte, João A. Camizão Rocha, José Pedro Borrego, Fernando M. Valente Ramos, Daniel Martins e José Pereira Marques, “Cyberal – Referencial Comum, Novembro 2003”, Universidade de Aveiro [2] Alexandre Paulo, Nuno Garrinhas, “Serviços IP em Redes Heterogéneas: Análise Tecno-Económica”, Relatório de Projecto, Universidade de Aveiro, Julho 2004 [3] “Guia de operacionalização Cidades e Regiões Digitais”, Setembro 2003 [4] “Broadband Services BusinessModels and Technologies for Community Networks”, Jonh Wiley and Sons [5] "(www.anacom.pt)” [6] "(www.ine.pt)” [7] "(www.cisco.com)” [8] "(www.anmp.com)” [9] "(www.cm-aguiardabeira.pt)” [10] "(www.cm-csal.pt)” [11] "(www.cm-castrodaire.pt)” [12] "(www.cm-nelas.pt)” [13] "(www.cm-penalvadocastelo.pt)” [14] "(www.cm-santacombadao.pt)” _____________________________________________________________________________________ Página 232 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ [15] "(www.cm-satao.pt)” [16] "(www.cm-tabua.com)” [17] "(www.cmtondela.com)” [18] "(www.cm-vilanovadepaiva.pt)” [19] "(www.cm-viseu.pt)” [20] "(www.cm-vouzela.pt)” [21] "(www.amr-planaltobeirao.pt)” [22] "(www.posc.mctes.pt)” [23] "(www.edvdigital.pt)” [24] "(www.refertelecom.pt)” Nota: Todos os links foram visitados no dia de entrega do presente relatório, estando todos a funcionar nessa data _____________________________________________________________________________________ Página 233 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ 12 Anexos Anexo1 – Curva de Substituição do Equipamento Nesta tabela pretende-se salientar a relevância que tem o desgaste do equipamento. Neste sentido, atribuiu-se aos equipamentos vários tipos de níveis de desgastes, a que fazem corresponder uma constante de substituição de equipamento (C) respectivamente. Nesta análise, onde o estudo é feito a 10 anos, supôs-se que haveria equipamentos com vários níveis de substituição. Os níveis estão escalonados em três tipos, lento, médio e rápido. No nível lento pretende-se que o equipamento tenha a probabilidade máxima de substituição de 50% ao fim de 10 anos, no nível médio pretende-se que o equipamento tenha a probabilidade de substituição de 70% ao fim de 10 anos, e finalmente quando um equipamento tem a probabilidade de substituição rápida, este terá 100% de probabilidade de ser substituído ao fim de 10 anos. Constantes de desgaste Const_Lento Const_Medio Const_Rapido Valor 0,05 0,071428571 0,1 Tabela 99 - Valor da constante de substituição _____________________________________________________________________________________ Página 234 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Anexo2 – Especificações do material • Cabo MCS-Road _____________________________________________________________________________________ Página 235 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ Página 236 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ • Cabo MCS-Drain _____________________________________________________________________________________ Página 237 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ Página 238 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ • System Radio Access (SRA)4 _____________________________________________________________________________________ Página 239 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ • Multiplexer SURPASS hiT 7030 _____________________________________________________________________________________ Página 240 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ • Netviewer _____________________________________________________________________________________ Página 241 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ • Wireless Access Point RoamAbout R2 _____________________________________________________________________________________ Página 242 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ Página 243 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ • RadWin WL1000 _____________________________________________________________________________________ Página 244 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ Página 245 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Anexo3 – Informação das Ligações de Feixes Hertzianos Nesta tabela encontram-se presentes as bandas de frequências propostas e o modelo do equipamento rádio para cada ligação. Na escolha da banda de frequências teve-se em consideração o comprimento das ligações e o impacto do diâmetro das antenas. Nas ligações mais compridas são propostas as bandas de frequências dos 7GHz e 11GHz, enquanto que para as ligações menos extensas sugere-se a utilização da banda dos 18GHz. Comprimento Banda Capacidade Ligação [km] [GHz] Modelo Radio Rx Potência Threshold TX @ 10-6 [dBm] [dBm] Nome Site 1 Nome Site 2 R Caramulo Tábua 25.03 11 STM-1 SRA 4 HD-11 WB 21 -72 R Caramulo Carregal do Sal 19.92 11 STM-1 SRA 4 HD-11 WB 21 -72 R Caramulo Tondela 8.81 18 STM-1 SRA 4 ND-18 WB 18 -77.5 R Santa Luzia Data Center 8.19 18 STM-1 SRA 4 ND-18 WB 18 -77.5 R Caramulo Data Center 26.44 7 STM-1 SRA 4 HD-7 WB 23 -71.5 Carregal do Sal R Santa Luzia 30 7 STM-1 SRA 4 HD-7 WB 23 -71.5 R Santa Luzia Nelas 19.14 11 STM-1 SRA 4 HD-11 WB 21 -72 R Santa Luzia R Sra Castelo Mangualde 18.13 11 STM-1 SRA 4 HD-11 WB 21 -72 R Sra Castelo Mangualde Satão 15.2 11 STM-1 SRA 4 HD-11 WB 21 -72 R Sra Castelo Mangualde Penalva 7.74 18 STM-1 SRA 4 ND-18 WB 18 -77.5 R Sra Castelo Mangualde Aguiar da Beira 28.25 7 STM-1 SRA 4 HD-7 WB 23 -71.5 R V Nova Paiva Satão 8.71 18 STM-1 SRA 4 ND-18 WB 18 -77.5 R V Nova Paiva V Nova Paiva 4.38 18 STM-1 SRA 4 ND-18 WB 18 -77.5 R Sao Macario V Nova Paiva 28.06 7 STM-1 SRA 4 HD-7 WB 23 -71.5 Oliveira Frades R Sao Macario 20.28 7 STM-1 SRA 4 HD-7 WB 23 -71.5 R Sao Macario Castro DAire 11.59 11 STM-1 SRA 4 HD-11 WB 21 -72 R Sra Castelo Vouzela S Pedro Sul 5.04 18 STM-1 SRA 4 ND-18 WB 18 -77.5 R Sra Castelo Vouzela R Santa Luzia 15 11 STM-1 SRA 4 HD-11 WB 21 -72 Oliveira Frades R Sra Castelo Vouzela 7.59 18 STM-1 SRA 4 ND-18 WB 18 -77.5 Viseu (Loja Cidadão) Data Center 3.19 18 STM-1 SRA4 ND-18 WB 18 -77.5 _____________________________________________________________________________________ Página 246 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ A tabela seguinte resume as características das antenas para cada ligação: Site 1 Site 2 Site 1 Diâmetro Diâmetro Modelo Antena Antena Antena [m] [m] Site 2 Modelo Antena Site 1 Site 2 Ganho Ganho Antena Antena [dBi] [dBi] Nome Site 1 Nome Site 2 R Caramulo Tábua 1.83 1.22 VHP6-107 VHP4-107 43.6 40.5 R Caramulo Carregal do Sal 1.83 1.22 VHP6-107 VHP4-107 43.6 40.5 R Caramulo Tondela 1.83 1.22 VHP6-180A VHP4-180A 48 44.6 R Santa Luzia Data Center 1.22 1.22 VHP4-180A VHP4-180A 44.6 44.6 R Caramulo Data Center 1.22 1.83 VHP4-71 VHP6-71 36.4 40 Carregal do Sal R Santa Luzia 1.83 1.83 VHP6-71 VHP6-71 40 40 R Santa Luzia Nelas 1.22 1.83 VHP4-107 VHP6-107 40.5 43.6 R Santa Luzia R Sra Castelo Mangualde 1.22 1.83 VHP4-107 VHP6-107 40.5 43.6 R Sra Castelo Mangualde Satão 1.22 1.22 VHP4-107 VHP4-107 40.5 40.5 R Sra Castelo Mangualde Penalva 1.22 1.22 VHP4-180A VHP4-180A 44.6 44.6 R Sra Castelo Mangualde Aguiar da Beira 1.83 1.22 VHP6-71 VHP4-71 40 36.4 R V Nova Paiva Satão 1.22 1.22 VHP4-180A VHP4-180A 44.6 44.6 R V Nova Paiva V Nova Paiva 0.61 0.61 VHP2-180B VHP2-180B 38.7 38.7 R Sao Macario V Nova Paiva 1.83 1.22 VHP6-71 VHP4-71 40 36.4 Oliveira Frades R Sao Macario 1.22 1.22 VHP4-71 VHP4-71 36.4 36.4 R Sao Macario Castro DAire 1.22 1.22 VHP4-107 VHP4-107 40.5 40.5 R Sra Castelo Vouzela S Pedro Sul 0.61 0.61 VHP2-180B VHP2-180B 38.7 38.7 R Sra Castelo Vouzela R Santa Luzia 1.22 1.22 VHP4-107 VHP4-107 40.5 40.5 Oliveira Frades R Sra Castelo Vouzela 1.22 0.76 VHP4-180A VHP2.5-180 44.6 41.2 Viseu (Loja Cidadão) Data Center 0.3 0.61 VHP1-180 33.1 38.7 VHP2-180B _____________________________________________________________________________________ Página 247 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Na tabela seguinte estão presentes os azimutes de cada ligação, a altura de cada infra-estrutura e altura da instalação das antenas em cada estação: Site 1 Site 1 Site 2 Altura Azimute Azimute Torre (°) (°) [m] Site 2 Site 1 Altura Altura Torre Antena [m] [m] Site 2 Altura Antena [m] Nome Site 1 Nome Site 2 R Caramulo Tábua 149.1 329.2 45 20 15 20 R Caramulo Carregal do Sal 131.08 311.2 45 15 20 15 R Caramulo Tondela 113.4 293.46 45 19 10 19 R Santa Luzia Data Center 157.52 337.54 30 6 30 6 R Caramulo Data Center 71.09 251.29 45 6 30 6 Carregal do Sal R Santa Luzia 13.31 193.36 15 30 15 27 R Santa Luzia Nelas 162.29 342.34 30 15 25 15 R Santa Luzia R Sra Castelo Mangualde 120.64 300.76 30 20 27 20 R Sra Castelo Mangualde Satão 0.2 180.2 20 25 15 25 R Sra Castelo Mangualde Penalva 23.61 203.63 20 10 12 10 R Sra Castelo Mangualde Aguiar da Beira 35.54 215.67 20 25 20 25 R V Nova Paiva Satão 164.24 344.26 25 25 25 25 R V Nova Paiva V Nova Paiva 43.31 223.33 25 25 25 25 R Sao Macario V Nova Paiva 94.1 274.32 20 25 20 25 Oliveira Frades R Sao Macario 31.41 211.49 20 20 20 20 R Sao Macario Castro DAire 74.84 254.92 20 10 15 10 R Sra Castelo Vouzela S Pedro Sul 29.16 209.18 45 6 15 6 R Sra Castelo Vouzela R Santa Luzia 99.86 279.98 45 30 22 30 Oliveira Frades R Sra Castelo Vouzela 88.32 268.38 20 45 20 18 Viseu (Loja Cidadão) Data Center 137.32 317.34 23 6 23 6 _____________________________________________________________________________________ Página 248 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Os resultados do Link Budget obtidos para cada ligação encontram-se presentes nas tabelas seguintes. O FFM (Flat Fading Margin) corresponde a uma margem do sistema para o desvanecimento. A indisponibilidade da ligação devido à chuva, corresponde ao tempo em minutos, que a ligação estará indisponível devido a este efeito. O SESR (Severely Errored Second Ratio) corresponde ao número de segundos com erros graves no sinal recebido, para o pior mês. Free Site 1 Site 2 Atmospheric Site 1 Site 2 Net Path Space RX Signal EIRP EIRP Absorption Loss Loss Loss [dB] Loss [dBm] [dBm] [dBm] Loss [dB] [dB] [dB] [dB] Nome Site 1 Nome Site 2 R Caramulo Tábua 64.1 61 58.71 141.42 0.39 0.5 0.5 -37.71 R Caramulo Carregal do Sal 64.1 61 56.65 139.44 0.31 0.5 0.5 -35.65 R Caramulo Tondela 65.28 61.88 46.23 136.81 0.58 0.72 0.72 -28.23 R Santa Luzia Data Center 61.88 61.88 48.95 136.16 0.54 0.72 0.72 -30.95 R Caramulo Data Center 59 62.6 63.27 138.6 0.27 0.4 0.4 -40.27 Carregal do Sal R Santa Luzia 62.6 62.6 60.8 139.7 0.3 0.4 0.4 -37.8 R Santa Luzia Nelas 61 64.1 56.29 139.09 0.30 0.5 0.5 -35.29 R Santa Luzia R Sra Castelo Mangualde 61 64.1 55.80 138.62 0.29 0.5 0.5 -34.80 R Sra Castelo Mangualde Satão 61 61 57.33 137.09 0.24 0.5 0.5 -36.33 R Sra Castelo Mangualde Penalva 61.88 61.88 48.43 135.67 0.51 0.72 0.72 -30.43 R Sra Castelo Mangualde Aguiar da Beira 62.6 59 63.86 139.17 0.29 0.4 0.4 -40.86 R V Nova Paiva Satão 61.88 61.88 49.52 136.70 0.58 0.72 0.72 -31.32 R V Nova Paiva V Nova Paiva 55.98 55.98 55.07 130.74 0.29 0.72 0.72 -37.07 R Sao Macario V Nova Paiva 62.6 59 63.8 139.11 0.29 0.4 0.4 -40.8 Oliveira Frades R Sao Macario 59 59 64.5 136.29 0.21 0.4 0.4 -41.5 R Sao Macario Castro DAire 61 61 54.92 134.73 0.18 0.5 0.5 -33.92 R Sra Castelo Vouzela S Pedro Sul 55.98 55.98 56.34 131.96 0.33 0.72 0.72 -38.34 R Sra Castelo Vouzela R Santa Luzia 61 61 57.21 136.98 0.24 0.5 0.5 -36.21 Oliveira Frades R Sra Castelo Vouzela 61.88 58.48 51.65 135.51 0.5 0.72 0.72 -33.65 Viseu (Loja Cidadão) Data Center 50.38 55.98 57.84 127.99 0.21 0.72 0.72 -39.74 _____________________________________________________________________________________ Página 249 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ Nome Site 1 Nome Site 2 FFM [dB] SESR [wm] Indisponibilidade R Caramulo Tábua 34.29 2.53E-06 5.58 R Caramulo Carregal do Sal 36.35 5.91E-07 3.12 R Caramulo Tondela 49.27 1.78E-09 6.27 R Santa Luzia Data Center 46.55 4.46E-09 6.4 R Caramulo Data Center 31.23 3.75E-06 0.1 Carregal do Sal R Santa Luzia 33.7 1.49E-05 0.08 R Santa Luzia Nelas 36.71 1.22E-06 2.80 R Santa Luzia R Sra Castelo Mangualde 37.20 7.33E-06 2.40 R Sra Castelo Mangualde Satão 35.67 4.11E-06 1.96 R Sra Castelo Mangualde Penalva 47.07 5.47E-09 5.38 R Sra Castelo Mangualde Aguiar da Beira 30.64 2.45E-05 0.13 R V Nova Paiva Satão 45.98 1.14E-08 7.69 R V Nova Paiva V Nova Paiva 40.43 1.17E-09 1.91 R Sao Macario V Nova Paiva 30.7 1.32E-05 0.13 Oliveira Frades R Sao Macario 30 1.38E-06 0.05 R Sao Macario Castro DAire 38.08 2.70E-08 0.75 R Sra Castelo Vouzela S Pedro Sul 39.16 1.40E-09 3.31 R Sra Castelo Vouzela R Santa Luzia 35.79 7.24E-07 1.88 Oliveira Frades R Sra Castelo Vouzela 43.85 1.09E-07 6.55 Viseu (Loja Cidadão) Data Center 37.66 3.36E-09 0.84 [min/year] _____________________________________________________________________________________ Página 250 de 251 Relatório de Projecto _____________________________________________________________________________________ A tabela seguinte ilustra a atribuição das bandas de frequências, dos canais e da polarização sugerida para cada ligação: Nome Site 1 Nome Site 2 Site 1 Ch ID Site 2 Ch ID Site 1 TX Freq (MHz) Site 2 TX Freq (MHz) Polarização R Caramulo Tábua 1l 1h 10735 11225 Vertical R Caramulo Carregal do Sal 3l 3h 10815 11305 Horizontal R Caramulo Tondela 1l 1h 17755 18765 Vertical R Santa Luzia Data Center 1l 1h 17755 18765 Vertical R Caramulo Data Center 3l 3h 7498 7666 Vertical Carregal do Sal R Santa Luzia 1l 1h 7442 7610 Vertical R Santa Luzia Nelas 1h 1l 11225 10735 Vertical R Santa Luzia R Sra Castelo Mangualde 5h 5l 11385 11385 Vertical R Sra Castelo Mangualde Satão 1h 1l 11225 10735 Horizontal R Sra Castelo Mangualde Penalva 1h 1l 18765 17755 Vertical R Sra Castelo Mangualde Aguiar da Beira 1h 1l 7610 7442 Vertical R V Nova Paiva Satão 3h 3l 18875 17865 Horizontal R V Nova Paiva V Nova Paiva 1l 1h 17755 18765 Horizontal R Sao Macario V Nova Paiva 3h 3l 7666 7498 Vertical Oliveira Frades R Sao Macario 1h 1l 7610 7442 Vertical R Sao Macario Castro DAire 3h 3l 11305 10815 Horizontal R Sra Castelo Vouzela S Pedro Sul 3h 3l 18875 17865 Horizontal R Sra Castelo Vouzela R Santa Luzia 3l 3h 10815 11305 Vertical Oliveira Frades R Sra Castelo Vouzela 1l 1h 17755 18765 Vertical Viseu (Loja Cidadão) Data Center 3l 3h 17865 18875 Horizontal _____________________________________________________________________________________ Página 251 de 251