PNE em Debate 2015 Valorização do Professor no novo Plano Nacional de Educação (Metas 15, 16, 17 e 18). Marco Antonio Marino e Tayana Massari Resumo: O papel do professor para a educação é estratégico e importante isto, pois sua atuação é de agente que transmite o conhecimento, portanto a atuação deste é sempre central nas discussões sobre a educação. De modo que este trabalho se propõe a analisar o Plano Nacional de Educação (PNE), sobretudo as metas relacionadas á valorização dos educadores (metas 15, 16, 17 e 18), que é um referencial das Políticas Publicas educacionais brasileira, que contém as metas que devem ser adotadas pelos municípios, estados e União. Introdução O PNE esta dividido por metas para os próximos 10 (dez) anos 2011 á 2020, sendo esta 20 (vinte) no total, distribuídos em politicas públicas especificas para cada etapa e modalidade (ensino fundamental, ensino médio, superior, entre outros) e os recursos estratégicos para viabiliza-lo (destinação de verba, carreira dos professores, entre outros). O objetivo do PNE é atuar como uma referência universal de politicas públicas, de modo estados, municípios e União busque a universalização da educação básica, a defesa da inclusão e do atendimento às diferenças e a valorização do profissional da educação. Este trabalho está focado nas metas destinado a valorização do professor, descrição das metas atuais e os resultados apresentados até o presente momento. No que tange ao objeto de estudo deste trabalho, a valorização do professor, o PNE de 2001 teve como principal resultado a meta de estabelecer um piso salarial, que deveria ser estipulada em 2001, mas a concretização só acontece em 2009. A mesma lei que criou o piso estipulou que os planos de carreira deveriam ser criados até o fim de 2009. A maioria dos estados já cumpriu a PNE em Debate 2015 etapa, mas a implementação efetiva ainda depende de aprovação nas assembleias legislativas e câmaras municipais. O piso salarial do magistério sofreu reajuste em 13,01% em janeiro de 2015, conforme determina o artigo 5º da Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008. O vencimento inicial dos profissionais do magistério público da educação básica, com formação de nível médio modalidade normal, com jornada de 40 horas semanais, em 2015 é de R$ 1.917,78 e passa a valer a partir de 1º de janeiro. Entre os dois Planos o atual PNE é mais sintético, têm apenas 20 metas e mais claras e estratégias mais definidas, o anterior tinha 295 metas o que dificultou o planejamento e execução das mesmas. 1 Metas, Estratégias e Situação Atual de Implementação. 1.1 A meta 15 Esta meta se dedica em garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, no prazo de 1 (um) ano de vigência deste PNE, política nacional de formação dos profissionais da educação descritos na Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, assegurado que todos os professores e as professoras da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam. Para tal estratégias foram estipuladas para que o governo atuando conjuntamente consiga fazer um planejamento estratégico para diagnosticar a necessidade dos profissionais de educação e da capacidade de atendimento, por parte de instituições públicas e comunitárias de educação superior e defina obrigações recíprocas entre os partícipes. E para consolidar o financiamento estudantil a estudantes matriculados em cursos de licenciatura, ampliar programa permanente de iniciação à docência a estudantes matriculados em cursos de licenciatura. Consolidar e ampliar plataforma eletrônica para organizar a oferta e as matrículas em cursos de formação inicial e continuada de profissionais da educação, bem como para divulgar e atualizar seus currículos eletrônicos. PNE em Debate 2015 Além de implementar programas específicos para formação de profissionais da educação para as escolas do campo e de comunidades indígenas e quilombolas e para a educação especial; para tal é necessário mudanças estruturais no curso promover a reforma curricular dos cursos de licenciatura e estimular a renovação pedagógica implementando diretrizes curriculares, valorizar as práticas de ensino e os estágios implementar cursos e programas especiais para assegurar formação específica na educação superior, Situação Atual da Meta Dos 2.101.408 dos docentes que atuam na Educação Básica do país, 22% não possuem formação adequada (Censo Escolar de 2012). Nesse número se incluem professores sem nível superior ou formados em outras áreas, como engenharia ou saúde. Após 2006, prazo dado às redes públicas e privadas para cumprir a obrigatoriedade do diploma de nível superior para os docentes (LDB/1996), somente os já formados puderam participar de concursos, mas os indicadores só refletem o fato a partir de 2010. Daquele ano até 2012, o número de diplomados cresceu quase 10 pontos percentuais (68,9%, em 2010, a 78,1%, em 2012. Porém, boa parte dos professores da Educação Infantil ainda não tem magistério nem curso superior. O desafio da meta deve ser proporcionar um ganho de qualidade na formação do professor – seja ela inicial ou continuada – fazer com que a Educação PNE em Debate 2015 Básica entre na agenda de prioridade das universidades. Gráfico 1 O indicador (gráfico 1) mostra a porcentagem de professores da Educação Básica com Ensino Superior completo. Em 2013, apenas 74,8% tinham essa PNE em Debate 2015 formação, o que significa que um quarto dos professores lecionavam mesmo sem ter formação superior. Vale ressaltar que os dados por região mostram grande disparidade entre o Norte e o Nordeste, onde há menos docentes com formação adequada, e as outras regiões do Brasil. Gráfico 2 Boa parte dos professores da Educação Infantil ainda não tem magistério nem curso superior, mas também os primeiros anos do ensino fundamental mostram índice baixo. (Gráfico 2) PNE em Debate 2015 A tabela 1 mostra a distribuição dos docentes de educação básica com ensino superior, licenciatura e sem licenciatura, comparando a rede pública e privada. Nota-se que a rede privada tem pior índice. Rede / Pública Ano 2013 Com superior 85,3% 221.573 Com licenciatura 78% 202.463 Sem licenciatura 7,4% 19.110 Fonte: MEC/Inep/DEED/Censo Escolar / Preparação: Todos Pela Educação Rede / Privada Ano Com superior 2013 73% 52.850 Com licenciatura 58,8% 42.580 Sem licenciatura 14,2% 10.270 Fonte: MEC/Inep/DEED/Censo Escolar / Preparação: Todos Pela Educação Tabela 1 Além do fato da rede privada possuir 10% a mais de professores sem curso de nível superior que a rede pública, chama também atenção o fato da parcela que possui curso superior, porém sem licenciatura ser 10% maior na rede privada em relação à pública. PNE em Debate 2015 No gráfico 3, é possível visualizar a porcentagem de professores da educação básica que fizeram curso superior com licenciatura, agregados nacionalmente. Nota-se que 10% dos que possuem superior, não possuem a licenciatura. PNE em Debate 2015 Gráfico 3 Gráfico 4 O indicador (gráfico 4) mostra a porcentagem de professores dos anos finais do Ensino Fundamental regular que tem licenciatura na disciplina em que atua, em nível nacional e desagregado por região. Em 2013, apenas 32,8% tinham a formação adequada. Considera-se professores com formação na disciplina em PNE em Debate 2015 que atua aqueles cuja formação superior é em licenciatura na mesma matéria da disciplina. Observe-se que os piores índices estão concentrados nas regiões Norte e Nordeste. Após 2010 os índices praticamente permanecem estáveis em todas as regiões. PNE em Debate 2015 Gráfico 5 O indicador (gráfico 5) mostra a porcentagem de professores do Ensino Médio regular que tem licenciatura na disciplina em que atua, em nível nacional e desagregada por região. Em 2013, apenas 48,3% tinham a formação PNE em Debate 2015 adequada. Para a construção do indicador foram considerados os professores de matemática, língua portuguesa, história, geografia, química, física, biologia, filosofia, educação física, artes ou língua estrangeira. Considera-se professores com formação na disciplina em que atua aqueles cuja formação superior é em licenciatura na mesma matéria da disciplina. Neste indicador as regiões CentroOeste e Nordeste apresentam os piores índices, com tendência a crescimento na região Norte e Sudeste, quase todas as demais regiões tendem à queda. 1.2 Meta 16: Esta meta propõem formar, em nível de pós-graduação, 50% dos professores da Educação Básica, até o último ano de vigência deste PNE, e garantir a todos os(as) profissionais da Educação Básica formação continuada em sua área de atuação, para isso pretende realizar o planeja em colaboração, o planejamento estratégico para dimensionamento da demanda por formação continuada e fomentar a oferta por parte das instituições públicas de educação superior, de forma orgânica e articulada às políticas de formação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Pretende-se consolidar política nacional de formação de professores da educação básica, definindo diretrizes nacionais, expandir programa de composição de acervo de obras didáticas, paradidáticas, materiais produzidos em Libras e em Braille a serem disponibilizados para os professores e as professoras da rede pública de educação básica. Ampliar e consolidar portal eletrônico para subsidiar a atuação dos professores da educação básica, disponibilizando gratuitamente materiais didáticos e pedagógicos suplementares, ampliar a oferta de bolsas de estudo para pós-graduação dos professores e demais profissionais da educação básica; Situação Atual da Meta Atualmente, apenas 30% dos professores da Educação Básica possuem PósGraduação, segundo dados do Censo Escolar. Superar a deficiência na PNE em Debate 2015 formação inicial de nossos docentes é o grande objetivo desta meta. Nesse sentido, a formação continuada representa um grande aliado. O Gráfico 6 mostra a distribuição nacional e regional dos professores da Educação Básica com Pós-Graduação. Todas as regiões mostram uma tendência ao aumento neste índice. As regiões Norte e Nordeste tem as piores performances e, surpreendentemente, a região Sudeste possui o terceiro pior índice, sedo suplantada pela Centro-Oeste. A região Sul suplanta em muito as demais regiões. O Gráfico 7 divide os professores com Pós-Graduação por etapa de educação, quanto mais básica a etapa piores são os índices alcançados. PNE em Debate 2015 Gráfico 7 PNE em Debate 2015 Gráfico 8 O gráfico 8 faz distinção por rede de ensino. A rede privada é mais uma vez a de pior desempenho, seguida pelas escolas municipais. PNE em Debate 2015 1.3 Meta 17: Esta meta atua na valorização dos profissionais do magistério das redes públicas da Educação Básica, a fim de equiparar o rendimento médio dos(as) demais profissionais com escolaridade equivalente, até o final do 6º ano da vigência deste PNE. Para alcançar o objetivo pretende-se constituir, por iniciativa do Ministério da Educação, um fórum permanente, com representação dos entes federativos e dos trabalhadores da educação, para acompanhamento da atualização progressiva do valor do piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica e realizar o acompanhamento da evolução salarial por meio de indicadores. Além de implementar o planos de Carreira para os (as) profissionais do magistério das redes públicas de educação básica, observados os critérios estabelecidos na Lei no 11.738, de 16 de julho de 2008, com implantação gradual do cumprimento da jornada de trabalho em um único estabelecimento escolar. E ampliar a assistência financeira específica da União aos entes federados para implementação de políticas de valorização dos (as) profissionais do magistério, em particular o piso salarial nacional profissional. Situação Atual da Meta A diferença salarial entre professores e demais profissionais com mesmo nível de instrução é grande. Elevar os salários do magistério é o que pretende a meta. . O piso salarial do magistério foi reajustado em 13,01% em janeiro de 2015, conforme determina o artigo 5º da Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008. O valor do piso para 2015 é de R$ 1.917,78. O vencimento inicial dos profissionais do magistério público da educação básica, com formação de nível médio modalidade normal, com jornada de 40 horas semanais, em 2015 é de R$ 1.917,78 e passa a valer a partir de 1º de janeiro. PNE em Debate 2015 PNE em Debate 2015 Gráfico 10 Os indicadores são calculados com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Para o cálculo considerou-se o rendimento médio dos professores de Educação Básica com estudos de nível superior em PNE em Debate 2015 relação ao rendimento médio de todos os profissionais com Educação Superior. Um percentual maior equivale a uma melhor remuneração do professor em relação à remuneração dos profissionais com o mesmo nível de escolaridade. Até 2004, a Pnad não era realizada na área rural da região Norte. Portanto, até 2003, os dados dessa região são referentes à área urbana unicamente. A partir de 2004, os valores apresentados se referem à área urbana e à área rural. Nota-se, no gráfico 10, que a região que apresenta maior defasagem salarial é a sudeste, seno a Norte, apesar de apresentar oscilações, a que tem melhor equiparação na remuneração. 1.4 Meta 18: Assegurar, no prazo de 2 anos, a existência de planos de Carreira para os(as) profissionais da Educação Básica e Superior pública de todos os sistemas de ensino e, para o plano de Carreira dos(as) profissionais da Educação Básica pública, tomar como referência o piso salarial nacional profissional, definido em lei federal, nos termos do inciso VIII do art. 206 da Constituição Federal. Para alcançar o objetivo da meta espera-se estruturar as redes públicas de educação básica de modo que, até o início do terceiro ano de vigência deste PNE, 90% (noventa por cento), no mínimo, dos respectivos profissionais do magistério e 50% (cinquenta por cento), no mínimo, dos respectivos profissionais da educação não docentes sejam ocupantes de cargos de provimento efetivo e estejam em exercício nas redes escolares a que se encontrem vinculados; Para o acompanhamento da dos resultados pretende-se implantar, nas redes públicas de educação básica e superior, acompanhamento dos profissionais iniciantes; realizar, por iniciativa do Ministério da Educação, a cada 2 (dois) anos a partir do segundo ano de vigência deste PNE, prova nacional para subsidiar os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, mediante adesão, na realização de concursos públicos de admissão de profissionais do magistério PNE em Debate 2015 da educação básica pública; realizar anualmente, a partir do segundo ano de vigência deste PNE, por iniciativa do Ministério da Educação, em regime de colaboração, o censo dos (as) profissionais da educação básica de outros segmentos que não os do magistério; e também estimular a existência de comissões permanentes de profissionais da educação de todos os sistemas de ensino, em todas as instâncias da Federação, para subsidiar os órgãos competentes na elaboração, reestruturação e implementação dos planos de Carreira. Para realizar tais ações o PNE prevê, priorizar o repasse de transferências federais voluntárias, na área de educação, para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios que tenham aprovado lei específica estabelecendo planos de Carreira para os (as) profissionais da educação. Prevendo nos planos de Carreira dos profissionais da educação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, licenças remuneradas e incentivas para qualificação profissional, inclusive em nível de pós-graduação stricto sensu além de considerar as especificidades socioculturais das escolas do campo e das comunidades indígenas e quilombolas no provimento de cargos efetivos para essas escolas. Situação Atual da Meta Assegurar a existência de planos de carreira em todos os sistemas públicos de ensino. Esta meta não possui atualmente nenhum indicador direto de acompanhamento e não foi possível detectar nenhuma fonte de dado para basear um diagnostico da situação atual. 2. Políticas públicas federais relacionadas às metas Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica O decreto 6755 de 29 de janeiro de 2009 instituiu a Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica, com a finalidade de organizar, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito PNE em Debate 2015 Federal e os Municípios, a formação inicial e continuada dos profissionais do magistério para as redes públicas da educação básica. São objetivos da Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação: I. Promover a melhoria da qualidade da educação básica pública; II. Apoiar a oferta e a expansão de cursos de formação inicial e continuada a profissionais do magistério pelas instituições públicas de educação superior; III. Promover a equalização nacional das oportunidades de formação inicial e continuada dos profissionais do magistério em instituições públicas de educação superior; IV. Identificar e suprir a necessidade das redes e sistemas públicos de ensino por formação inicial e continuada de profissionais do magistério; V. Promover a valorização do docente, mediante ações de formação inicial e continuada que estimulem o ingresso, a permanência e a progressão na carreira; VI. Ampliar o número de docentes atuantes na educação básica pública que tenham sido licenciados em instituições públicas de ensino superior, preferencialmente na modalidade presencial; VII. Ampliar as oportunidades de formação para o atendimento das políticas de educação especial, alfabetização e educação de jovens e adultos, educação indígena, educação do campo e de populações em situação de risco e vulnerabilidade social; VIII. Promover a formação de professores na perspectiva da educação integral, dos direitos humanos, da sustentabilidade ambiental e das relações étnico raciais, com vistas à construção de ambiente escolar inclusivo e cooperativo; IX. Promover a atualização teórico metodológica nos processos de formação dos profissionais do magistério, inclusive no que se refere ao uso das tecnologias de comunicação e informação nos processos educativos; e PNE em Debate 2015 X. Promover a integração da educação básica com a formação inicial docente, assim como reforçar a formação continuada como prática escolar regular que responda às características culturais e sociais regionais. O regime de colaboração será concretizado por meio de planos estratégicos formulados pelos Fóruns Estaduais Permanentes de Apoio à Formação Docente, a serem instituídos em cada Estado e no Distrito Federal, com representantes dos Governos Federal, Estadual e Municipais; das instituições públicas de ensino superior; dos profissionais de magistério e representantes dos Conselhos Municipais e Estaduais de Educação. O plano estratégico deverá contemplar: I. Diagnóstico e identificação das necessidades de formação de profissionais do magistério e da capacidade de atendimento das instituições públicas de educação superior envolvidas; II. Definição de ações a serem desenvolvidas para o atendimento das necessidades de formação inicial e continuada, nos diferentes níveis e modalidades de ensino; e III. Atribuições e responsabilidades de cada partícipe, com especificação dos compromissos assumidos, inclusive financeiros. O Ministério da Educação analisará e aprovará os planos estratégicos apresentados e atuará da seguinte forma: I. Concessão de bolsa de estudos e bolsa de pesquisa para professores; e II. Apoio financeiro aos Estados, Distrito Federal, Municípios e as instituições de ensino superior selecionadas. O Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica consolida a Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica e busca formar professores que atuam na educação básica e ainda não são graduados e prevê um regime de colaboração entre União, estados e PNE em Debate 2015 municípios, para a elaboração de um plano estratégico de formação inicial para os professores que atuam nas escolas públicas. A ação faz parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), em vigor desde abril de 2007. São instituições de educação superior – universidades federais, universidades estaduais e institutos federais – envolvidas na oferta de cursos. Os cursos serão oferecidos tanto na modalidade presencial como a distância, pela Universidade Aberta do Brasil (UAB). A formação inicial abrange três situações: 1. Professores que ainda não têm formação superior (primeira licenciatura); 2. Professores já formados, mas que lecionam em área diferente daquela em que se formaram (segunda licenciatura); e 3. Bacharéis sem licenciatura, que necessitam de estudos complementares que os habilitem ao exercício do magistério. Os cursos de primeira licenciatura têm carga horária de 2.800 horas mais 400 horas de estágio supervisionado. Os de segunda licenciatura têm carga horária de 800 horas para cursos na mesma área de atuação ou 1.200 horas para cursos fora da área de atuação. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), antes responsável somente por cursos de pós-graduação, passou a assumir a responsabilidade pela formação do magistério. O plano nacional de formação de professores não tem a ver com as vagas regulares ofertadas pelas universidades ou institutos federais em seu processo seletivo normal, nem com o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), já que esses se referem à formação de novos professores e não daqueles que já tem atuado como professores. PNE em Debate 2015 Uma outra etapa é o Plano de Formação Continuada. A formação continuada é destinada a aprofundar aspectos do currículo, aperfeiçoando a prática docente e a reflexão sobre sua ação pedagógica. A formação continuada ocorre, entre outras formas, pela realização de cursos de extensão, aperfeiçoamento e especialização, que também podem ser presenciais ou a distância (via UAB). Desde 2012, a oferta de cursos de formação continuada de professores é construída a partir da elaboração do Plano de Formação Continuada de cada escola. Consiste de quatro fases: 1) Fase I – Escola > elaboração do Plano de Formação Continuada no “PDE (Plano de Desenvolvimento da Escola) Interativo”, módulo de planejamento da gestão escolar disponível no SIMEC. Esta parte será de responsabilidade de diretores e professores e ocorre nos meses de fevereiro a abril de cada ano. 2) Fase II – Secretaria Municipal ou Estadual > validação dos planos das escolas no âmbito do estado ou município. Esta etapa estará a cargo da equipe do PAR de cada Secretaria de Educação e ocorre nos meses de abril e maio. 3) Fase III – Fórum Estadual Permanente de Apoio à Formação Docente > elaboração do Plano Estratégico de Formação do Estado. As reuniões para construção do Plano Estratégico devem acontecer nos meses de maio e junho. O Fórum Permanente de Apoio à Formação docente é o órgão criado em 2009, pela Política Nacional de Formação dos Profissionais do Magistério (Decreto 6.755/09). 4) Fase IV – Ministério da Educação > aprovação do Plano Estratégico de cada estado pelo Comitê Gestor Nacional, para posterior transferência de recursos para as Instituições de Ensino Superior que irão ofertar os cursos. PNE em Debate 2015 O Comitê Gestor Nacional da Formação Inicial e Continuada é responsável pela formulação, coordenação e avaliação das ações e programas do Ministério da Educação (MEC), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), no âmbito da Política Nacional de Formação de Profissionais da Educação Básica. Atuação da CAPES O decreto 6755/2009 também disciplinou a atuação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, CAPES. “A CAPES incentivará a formação de profissionais do magistério para atuar na educação básica, mediante fomento a programas de iniciação à docência e concessão de bolsas a estudantes matriculados em cursos de licenciatura de graduação plena nas instituições de educação superior.” Por este decreto a CAPES fica responsável pela formação e aperfeiçoamento de professores da educação básica. O objetivo é assegurar a qualidade da formação dos professores que atuarão ou que já estejam em exercício nas escolas públicas, além de integrar a educação básica e superior visando à qualidade do ensino público, tem como objetivo expandir a oferta e melhorar a qualidade nos cursos de formação dos docentes. A CAPES é apenas a financiadora dos programas, sendo alguns: PIBID - Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência O PIBID é uma iniciativa para o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores para a educação básica. O programa concede bolsas a alunos de licenciatura participantes de projetos de iniciação à docência, desenvolvidos por Instituições de Educação Superior (IES) em parceria com escolas de educação básica da rede pública de ensino. Trata-se basicamente um projeto que busca a permanência do discente nos cursos de licenciatura, PNE em Debate 2015 Entre 2009 e 2013 foram concedidas 90.254 bolsas, segundo dados da CAPES. Sendo distribuídas desta forma por região: Norte – 9.103 bolsas, Nordeste – 28.019 bolsas, Centro-Oeste – 8.894 bolsas, Sudeste – 25.381 bolsas, e Sul – 18.857 bolsas. Os projetos devem promover a inserção dos estudantes no contexto das escolas públicas desde o início da sua formação acadêmica para que desenvolvam atividades didático-pedagógicas sob orientação de um docente da licenciatura e de um professor da escola. As Instituições de Educação Superior interessadas em participar do PIBID devem apresentar à Capes seus projetos de iniciação à docência conforme os editais de seleção publicados. Podem se candidatar IES públicas e privadas com e sem fins lucrativos que oferecem cursos de licenciatura. As instituições aprovadas pela Capes recebem cotas de bolsas e recursos de custeio e capital para o desenvolvimento das atividades do projeto. Os bolsistas do PIBID são escolhidos por meio de seleções promovidas por cada IES. Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica - PARFOR O Parfor iniciou sua trajetória na Capes, em 2009, com a oferta de cursos formação inicial e continuada, nas modalidades presencial e a distância, por meio da Plataforma Freire. A partir de 2011, a formação continuada ficou sob responsabilidade do MEC, sendo ofertada no âmbito da Rede Nacional de Formação Continuada (Renafor). A Capes permaneceu com a oferta de formação inicial e continuada, na modalidade a distância, por meio da DED; e a PNE em Debate 2015 DEB com a ação emergencial da oferta de formação inicial, na modalidade presencial. As duas Diretorias ficaram responsáveis pela gestão da Plataforma Freire. No final de 2012, os cursos de formação inicial e continuada, na modalidade a distância passaram a ser ofertados e geridos, exclusivamente, por meio do sistema do Sistema de Gestão da Universidade Aberta do Brasil. A Plataforma Freire passou, então, a realizar exclusivamente a gestão dos cursos de formação inicial na modalidade presencial. Essa trajetória institucional transformou o Parfor em um programa cuja ação fomenta a oferta de cursos de Licenciatura, Segunda Licenciatura e Formação Pedagógica para professores em serviço. O Parfor fomenta a oferta de turmas especiais em cursos regulares das IES, destinados, exclusivamente aos professores em exercício na rede pública de educação básica nas seguintes modalidades: I. Licenciatura – para docentes ou tradutores intérpretes de Libras em exercício na rede pública da educação básica que não tenham formação superior ou que mesmo tendo essa formação se disponham a realizar curso de licenciatura na etapa/disciplina em que atua em sala de aula; II. Segunda licenciatura – para professores licenciados que estejam em exercício há pelo menos três anos na rede pública de educação básica e que atuem em área distinta da sua formação inicial, ou para profissionais licenciados que atuam como tradutor intérprete de Libras na rede pública de Educação Básica; e III. Formação pedagógica – para docentes ou tradutores intérpretes de Libras graduados não licenciados que se encontram no exercício da docência na rede pública da educação básica. Entre 2009 e 2013, foi ofertado no Parfor um total de 244.065 vagas. Deste total 70,09% são cursos de Primeira Licenciatura, 26,59% de Segunda Licenciatura e 3,32% de Formação Pedagógica. Sendo regionalmente PNE em Debate 2015 distribuídas desta forma: Norte 48,86%, Nordeste 38,18%, Centro-Oeste 1,38%, Sul 7,76% e Sudeste 3,81% A CAPES também financia alguns programas de pós-graduação: Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT) É desenvolvido pela Diretoria de Educação a Distância da CAPES em apoio à Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) na constituição de uma Rede Nacional para a oferta do programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT) informa que receberá as propostas de adesão ao referido programa, para oferta no âmbito do Sistema UAB, em atendimento a Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica, Decreto Nº 6.755, de 29 de janeiro de 2009. Tem como objetivos: • Promover a formação continuada de professores das redes públicas de educação, no nível de pós-graduação stricto sensu na área de Matemática com uso de tecnologias da educação a distância; • Instituir uma rede nacional para oferta do programa de Mestrado Profissional em Matemática, integrado por Instituições de Ensino Superior participantes do Sistema Universidade Aberta do Brasil e de Instituições Públicas de Ensino Superior que objetivam integração à UAB. PROFIS O Programa de Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física — MNPEF (ProFis) é, como sugere o título, um programa nacional de caráter profissionalizante voltado a professores de ensino médio e fundamental com vistas a melhorias para o ensino de física no país. É uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Física (SBF) e será por ela coordenado. Neste momento inicial, conta também com a participação de várias instituições de PNE em Debate 2015 ensino superior que constituem 21 polos regionais onde ocorrerão as atividades de ensino e desenvolvimento do Programa. Os 21 polos onde serão desenvolvidas atividades curriculares estão espalhados em todas as regiões do país, mas a grade curricular será basicamente a mesma em todos Programa de Mestrado Profissional em Ensino de História (PROFHISTÓRIA) O Mestrado Profissional em História (ProfHistória) oferecido em rede nacional é um programa de pós-graduação stricto sensu em formato semipresencial em Ensino de História, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação (MEC). Coordenado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), ele tem como objetivo proporcionar formação continuada aos docentes de História da Educação Básica, com o objetivo de dar qualificação certificada para o exercício da profissão, contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino. Poderão participar do Exame Nacional de Acesso ao ProfHistória candidatos portadores de diploma de curso superior de Licenciatura devidamente registrados no Ministério da Educação, que estejam ministrando aulas de História em qualquer ano da Educação Básica (Ensino Fundamental e Ensino Médio). Programa de Mestrado Profissional em Artes (PROFARTES) O Prof-Artes é um programa de mestrado profi ssional (stricto sensu) em Artes, com área de concentração em Ensino de Artes, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação (MEC). Coordenado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), o ProfArtes tem o objetivo de proporcionar formação continuada a docentes de Artes da educação básica pública, propondo discussões sobre o papel do ensino da arte na escola e na comunidade. PNE em Debate 2015 O curso tem uma estrutura semipresencial, com a oferta de duas disciplinas de fundamentação a distância, três disciplinas obrigatórias e três optativas, além da realização de trabalho de conclusão orientado de forma presencial. Para participar do Prof-Artes, os candidatos deverão ser docentes da educação básica pública (ensino fundamental e ensino médio), portadores de diploma de nível superior reconhecidos pelo MEC e devem estar ministrando aulas de artes (Artes Cênicas, Artes Visuais e Música) em escolas ou museus. Programa de Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS) O Programa de Mestrado Profissional em Letras (Profletras), oferecido em rede nacional, é um curso de pós-graduação stricto sensu que conta com a participação de instituições de ensino superior públicas no âmbito do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) e é coordenado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O programa tem como objetivo, a médio prazo, a formação de professores do ensino fundamental no ensino de língua portuguesa em todo o território nacional. O público-alvo do Profletras é constituído por docentes de todas as gerações de egressos de cursos de graduação em letras e que lecionam língua portuguesa no ensino fundamental. 3. Principais desafios para a implantação das metas Baseado na análise do Observatório do PNE, podemos traça os seguintes desafios para a implantação das metas: É preciso que a Educação Básica entre na agenda de prioridade das universidades. Os currículos das licenciaturas pouco tratam das práticas de ensino e são distantes da realidade da escola pública. De modo geral, a formação continuada se propõe a tampar os buracos deixados pela inicial. Há um descompasso visível entre a formação oferecida pelas universidades e a prática na sala de aula. Estudos da Fundação Carlos Chagas (FCC) mostram que muitas faculdades de Pedagogia não dão ao universitário o embasamento PNE em Debate 2015 teórico necessário para lidar com as diferentes etapas da aprendizagem. Já as Licenciaturas estão preocupadas em trabalhar o conteúdo das disciplinas e esquecem as didáticas. É clara a necessidade de criar uma maior oferta de vagas e programas de incentivo para a formação de professores nas regiões Norte e Nordeste. É importante que o MEC cumpra seu papel de fiscalizador, assegurando uma qualidade mínima para os cursos de pós-graduação ofertados. Levantamento realizado pela revista Nova Escola com os dados divulgados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no fim de 2010 sobre os 165 programas de mestrado e doutorado nas áreas de Educação e Ensino revelou que 40% deles são considerados de nível bom - o que equivale à nota 4, numa escala de 1 a 7. Outros 38% foram classificados como “regulares”. Apenas 20% obtiveram nota acima de 5. A instituição de diferentes medidas pelo governo federal a partir dos anos 2000, como a Rede Nacional de Formação Continuada de Professores de Educação Básica (2004) e a Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica (2009), indicam que o MEC vem assumindo postura de responsabilização do poder público pelo desempenho e pela carreira dos professores da educação básica; acena ainda como horizonte para a instituição de um sistema nacional de educação. Essa questão reveste-se de especial complexidade dado o tamanho continental do País e o regime de pluralidade entre os entes federados, que incluem União, estados e municípios. Porém a oferta de vagas para a formação de nada adiantará se não houver procura, portanto é de extrema urgência que se resgate, através da valorização, a procura pela carreira de professor. O artigo “Remuneração e características do trabalho docente no Brasil: um aporte” de Thiago Alves e José Marcelino de Rezende Pinto, realizado a partir de estudo dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios e do Censo Escolar de 2009, trás uma série de considerações importantes para dimensionar os desafios destas metas do PNE. PNE em Debate 2015 A primeira delas é que boa parte dos professores brasileiros tem a docência como atividade principal e fonte de sustento, trabalha basicamente em redes públicas e aufere rendimentos que estão abaixo daquele obtido por profissionais com nível de formação equivalente. O piso salarial do magistério foi reajustado em 13,01% em janeiro de 2015, conforme determina o artigo 5º da Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008. O valor do piso para 2015 é de R$ 1.917,78. O vencimento inicial dos profissionais do magistério público da educação básica, com formação de nível médio modalidade normal, com jornada de 40 horas semanais, em 2015 é de R$ 1.917,78 e passa a valer a partir de 1º de janeiro. A segunda é que considerando a meta constante na proposta do novo PNE, de que os rendimentos dos professores se aproximem daqueles recebidos por profissionais com nível de formação equivalente, isso significa praticamente dobrar os atuais salários médios da profissão. Como o salário dos professores responde por mais da metade dos custos de uma rede de ensino, isso implica ampliar de forma significativa os gastos públicos com educação no país. Os autores alertam também para o fato de que os dados indicam também a importância de deliberar de forma definitiva sobre a constitucionalidade da fixação em lei federal de um patamar mínimo de horas a serem contempladas nos planos de carreira docente e que correspondam às atividades de planejamento, preparação de aulas, visitas às famílias e correção de provas e trabalhos. Por último cabe o alerta para a complexidade de se elaborar regras nacionais que levem em consideração tantas disparidades regionais, tanto em temos de cultura local, quanto em questões sociais e econômicas. 4. Artigos e fontes de pesquisa ALVES, Thiago ; PINTO ,José Marcelino de Rezende. Remuneração e características do trabalho docente no Brasil: um aporte. Cadernos de Pesquisa, V41, Nº 143, maio/agosto de 2011. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/cp/v41n143/a14v41n143.pdf PNE em Debate 2015 SCHEIBE, Leda. Valorização E Formação Dos Professores Para A Educação Básica: Questões Desafiadoras Para Um Novo Plano Nacional De Educação. Educ. Soc., Campinas, v. 31, n. 112, p. 981-1000, jul.-set. 2010 981. Disponível em http://www.cedes.unicamp.br Agliardi, D.A. Welter, C.B. Pierosan, M. O Novo Plano Nacional Decenal De Educação E As Políticas Educacionais De Estado: Velhas Metas Novos Desafios. IX ANPED Sul, Seminário de Pesquisa em Educação Região Sul 2012. Disponível em < http://www.ucs.br/etc/conferencias/index.php/anpedsul/9anpedsul/paper/viewFil e/3210/178> Moço, A, Balanço do Plano Nacional de Educação (PNE) 2001-2010. Disponível em < http://revistaescola.abril.com.br/politicaspublicas/legislacao/pne-plano-nacional-de-educacao-537431.shtml> acesso em 10 de agosto de 2015 as 13:47 Planejando a Próxima Década, Conhecendo as 20 Metas do Plano Nacional de Educação, disponível em http://www.pne.mec.gov.br/images/pdf/pne_conhecendo_20_metas.pdf Decreto nº 6755 - http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007- 2010/2009/decreto/d6755.htm Observatório PNE - http://www.observatoriodopne.org.br/ Sistema Nacional de Informação - http://sinafor.mec.gov.br Todos pela Educação - www.todospelaeducacao.org.br CAPES - http://www.capes.gov.br/ - Relatório de gestão da DEB – Diretoria de Formação de Professores da Educação Básica em: http://www.capes.gov.br/images/stories/download/bolsas/2562014-relatrorioDEB-2013-web.pdf