FOTO: ELISIARIO E. COUTO / INSERT
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 1
SAIU NA IMPRENSA
REDE VIDA
EPTV CAMPINAS
A fonoaudióloga Maria do Carmo
Oliveira Carrasco participou, no dia 21
de outubro, do Programa Tribuna Independente, veiculado pela Rede Vida de
Televisão, abordando o tema “Comunicação Corporativa e Fonoaudiologia
Empresarial”, apontando perspectivas e
novas oportunidades de atuação do fonoaudiólogo no contexto e ambiente
corporativo, assim como o desenvolvimento de tarefas de consultoria, assessoria e treinamento na gestão empresarial e RH na área de comunicação. O programa foi transmitido ao vivo e teve a
participação de telespectadores.
Afiliada da Rede Globo, a EPTV
de Campinas entrevistou a fga. Cláudia Cotes, da ONG Vez da Voz, no dia
3 de dezembro, por ocasião do evento
“Somos Todos Brasileiros”, desenvolvido no parque temático Hopi Hari.
Foram também entrevistados o ator
Marcos Frota (criador e dirigente do
Grande Circo Popular do Brasil) e o desenhista Maurício de Sousa.
SISTEMA CLUBE DE COMUNICAÇÃO
Rede coligada a TV Bandeirantes,
o Sistema Clube de Comunicação, de Ribeirão Preto (SP) contemplou a Fonoaudiologia duplamente no dia 20 de outubro. Às 13 horas, no Programa Clube
Verdade, a fga. Thelma Costa abordou o
Programa de Saúde Auditiva estabelecido pela portaria do Ministério da Saúde
587/04 e as ações que o Conselho Regional de Fonoaudiologia desenvolve
como órgão fiscalizador, na região de
Ribeirão Preto. No mesmo dia, às 15
horas, no Jornal Regional estes temas
foram retomados, ao lado de questões
específicas da Audiologia.
A TRIBUNA E
DIÁRIO OFICIAL DE SANTOS
A programação desenvolvida pela
Secretaria Municipal de Saúde de Santos, com o apoio da Delegacia do CRFa
2ª Região na cidade, em comemoração
ao Dia do Fonoaudiólogo, obteve cobertura dos jornais A Tribuna, que divulgou
a programação e do Diário Oficial de
Santos, que – além de divulgar a programação – noticiou nos dias 9 e 10 de dezembro a apresentação do coral das
crianças inseridas no atendimento fonoaudiológico nos Centros de Valorização da Criança Orla, Centro e Zona Noroeste e o Seminário Fonoaudiologia
para Todos, quando foram apresentados
os resultados dos Programas desenvolvidos pelas fonoaudiólogas na Secretaria de Saúde. A TV Tribuna entrevistou
no dia 5 de dezembro as fgas. Simone
2 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
Carvalho de Oliveira e Glaucia Mazon
Cagnin, abordando os temas apresentados na manhã desse dia a pais de crianças inseridas em creches e EMEIs do
município.
A TRIBUNA
No Dia do Fonoaudiólogo, o jornal A Tribuna, de Santos, publicou na
seção Ponto de Vista artigo da fga. Maria Cristina Jabbur, ex-delegada do CRFa
2ª. Região em Santos. Com o título “Fonoaudiólogo, profissional do presente”,
a profissional relata, como espectadora
e protagonista, a construção da profissão e as conquistas alcançadas, “ganhando a confiança da população e garantindo a sua participação em equipes de saúde pública, promovendo saúde, fazendo
literatura científica e formando novas
gerações de profissionais”.
JORNAL DA TARDE
As características da gagueira foi
o tema abordado pela fonoaudióloga
Ignês Maia Ribeiro em reportagem publicada pelo Jornal da Tarde, de São Paulo, em 17 de dezembro. Em outra reportagem, com o título “A gagueira que não
tem graça”, a fonoaudióloga abordou os
preconceitos ainda existentes, que tornam a pessoa que gagueja motivo de chacota, quando existe possibilidade de remissão para todos os casos.
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
EDITORIAL
Conselho Regional de Fonoaudiologia
do Estado de São Paulo - 2ª. Região
7º Colegiado
Presidente
Sílvia Tavares de Oliveira
Vice-Presldente
Anamy CecÍlia César Vizeu
Diretora-Secretária
Sandra Maria Vieira Tristão de Almeida
Diretora-Tesoureira
Ana Léia Safro Berenstein
Conselheiros
• Ana Léia Safro Berenstein • Anamy Cecília César Vizeu •
Andrea Wander Bonamigo • Claudia Aparecida Ragusa •
Cristina Lemos Barbosa Furia • Diva Esteves • Dulcirene Souza
Reggi • Fernando Caggiano Júnior • Lica Arakawa Sugueno •
Luciana Pereira dos Santos • Márcia Regina da Silva • Maria
Cecília Greco • Mônica Petit Madrid • Roberta Alvarenga Reis •
Sandra Maria Rodrigues Pereira de Oliveira • Sandra Maria
Vieira Tristão de Almeida • Silvia Regina Pierotti • Silvia Tavares
de Oliveira • Thelma Regina da Silva Costa • Yara Aparecida
Bohlsen •
Rua Dona Germaine Burchard, 331
CEP 05002-061 - São Paulo
Fone/Fax: (011) 3873-3788
Site: www.fonosp.org.br
Delegacia Regional da Baixada Santista
Rua Mato Grosso, 380 – cj. 01
CEP 11055-010 - Santos
Fone: (13) 3221-4647 - Fax (13) 3224-4908
E-mail: [email protected]
Delegada: Isabel Gonçalves
Delegacia Regional de Marília
Rua Bahia, 165 - 4 o. andar, sala 43
CEP 17501-080 Marília
Fone/fax: (14) 3413-6417
E-mail: [email protected]
Delegada: Fabiana Martins
Delegacia Regional de Ribeirão Preto
Rua Bernardino de Campos, 1001 - cj. 1303
CEP 14015-130 - Ribeirão Preto
Fone: (16) 632-2555 / Fax: (16) 3941-4220
E-mail. [email protected]
Delegada: Ana Camilla Bianchi Pizarro
Departamentos:
Geral: [email protected]
Cadastro/perfil: [email protected]
Departamento Pessoal: [email protected]
Contabilidade: [email protected]
Eventos: [email protected]
Fiscalização: [email protected]
Jurídico: [email protected]
Registros/Tesouraria: [email protected]
Secretaria: [email protected]
Supervisão: [email protected]
Comissões:
Divulgação: [email protected]
Educação: [email protected]
Ética: [email protected]
Legislação e Normas: legislaçã[email protected]
Licitação: [email protected]
Ouvidoria: [email protected]
Saúde: [email protected]
Convênios Médicos: convê[email protected]
Tomada de Contas: [email protected]
No último dia 9 de dezembro, comemoramos 24 anos de regulamentação da
profissão de Fonoaudiólogo. Pouco tempo, quando comparado a outras profissões. E, em tão pouco tempo, quantos avanços e conquistas a Fonoaudiologia
obteve! Quantos novos mercados de trabalho se abriram, e quanto somos
respeitados hoje por outros profissionais e pela comunidade! Com certeza, para
que a Fonoaudiologia chegasse ao patamar em que se encontra hoje, contou com
a colaboração dos fonoaudiólogos, que utilizaram o seu conhecimento adquirido
e a sua competência para projetar a nossa profissão pelo país afora, e fora dele
também. Na solenidade realizada na Assembléia Legislativa de São Paulo, no dia
8 de dezembro, o Conselho premiou, pelo segundo ano consecutivo, um profissional de destaque, que simboliza todos aqueles que tanto fazem em prol da
nossa profissão. Este ano, a grande homenageada, eleita pelos colegas, foi a fga.
dra. Irene Marchesan, por toda uma vida dedicada ao engrandecimento da
Fonoaudiologia.
Muitos fonoaudiólogos participaram das atividades promovidas pelo
Conselho e por outras Instituições no Brasil inteiro, por ocasião do Dia do
Fonoaudiólogo. Ficamos felizes de perceber que, a cada ano que passa, mais
fonoaudiólogos vêm comemorar conosco. O ano que vem estaremos comemorando novamente, e a data deve estar anotada na nossa agenda desde já, para que
nenhum outro compromisso seja mais importante que a comemoração deste dia.
Volto a agradecer a parceria que o Conselho tem recebido das nossas
entidades de classe: Conselho Federal de Fonoaudiologia, Sociedade Brasileira de
Fonoaudiologia, ABA, Sindicatos e Associações. É através desta parceria que
podemos ser cada vez mais fortes.
Aproveito a oportunidade para agradecer a todos que estiveram junto
conosco no ano de 2005, auxiliando de qualquer forma. Neste ano, obtivemos
muitos ganhos para a Fonoaudiologia, que todos têm acompanhado através da
nossa Revista. Esperamos contar com todos novamente no próximo ano. O ano
de 2006 é um ano de eleições para o Conselho, e desde já, o fonoaudiólogo deve
N° 65 – JANEIRO/FEVEREIRO 2006
ISSN – 1679-3048
Tiragem: 12.200 exemplares
Comissão de Divulgação
Márcia Regina da Silva - Presidente
Diva Esteves
Roberta Alvarenga Reis
Cristina Lemos Barbosa Furia
Luciana Pereira dos Santos
Sandra Maria Rodrigues P. de Oliveira
Editor e jornalista responsável:
Elisiario Emanuel do Couto
MTb 8.226
Produção Editorial e Gráfica:
Insert Consultores em Comunicação Ltda.
Tel. (11) 5524-8762 / e-mail: [email protected]
se organizar para fazer parte desta Instituição tão importante para a Fonoaudiologia. É muito gratificante e motivador trabalhar por objetivos nos quais
acreditamos.
Desejo um ótimo ano para todos, repleto de acontecimentos que nos
tornem melhores como profissionais e, principalmente, como seres humanos. Estamos em um
momento no qual as relações humanas estão
sendo altamente valorizadas. Portanto, vamos ao
Redação:
Rua Dona Germaine Burchard, 331
CEP 05002-061 - São Paulo, SP
Fone/Fax: (011) 3873-3788
E-mail: [email protected]
encontro deste princípio humanitário, valorizando e respeitando o nosso semelhante. Com
Impressão:
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certeza, desta forma nós e a nossa profissão
seremos ainda mais valorizados.
Para anunciar ligue: (11) 3873-3788
As opiniões emitidas em textos assinados são de inteira
responsabilidade de seus autores. O conteúdo desta edição
poderá ser reproduzido, desde que mencionada a fonte, exceto
artigos,fotos ou ilustrações com identificação de autoria, que
necessitam de autorização dos detentores desses direitos.
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
Feliz 2006!
FOTO: RUBENS GAZETA
REVISTA DA
Silvia Tavares de Oliveira
Presidente do CRFa 2a Região
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 3
Premiação aos D
marca Dia do Fonoa
A fonoaudióloga Irene Marche-
homenageadas as fonoaudiólogas
ram ações marcantes na divulgação da
san foi a escolhida pelos profissionais
fonoaudiólogos, em votação realizada
Maria Teresa Pereira Cavalheiro e
Léslie Piccolotto Ferreira, que na
profissão; que criaram, estimularam
ou participaram de ações sociais em
pela Internet, como “Destaque da
Fonoaudiologia 2005”. A revelação do
votação obtiveram o segundo e o
terceiro lugar, respectivamente.
benefício da população; que estiveram
envolvidos em atuações políticas no
resultado foi o ponto alto das comemorações do Dia do Fonoaudiólogo,
O objetivo deste prêmio, criado
pelo Conselho Regional de Fonoaudio-
reconhecimento da Fonoaudiologia ou
ainda que participaram de atividades
realizado em São Paulo, no auditório
da Assembléia Legislativa do Estado,
logia 2ª Região em 2004, é o de
valorizar profissionais que desenvolve-
FOTOS: ELISIARIO E. COUTO / INSERT
na noite de 8 de dezembro. Além da
fga. Irene Marchesan também foram
44--REVISTA
REVISTADA
DAFONOAUDIOLOGIA
FONOAUDIOLOGIA-- 2ª
2ªREGIÃO
REGIÃO
EDIÇÃO
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2006
Destaques do Ano
oaudiólogo em 2005
pioneiras relevantes ou têm desempe-
etapa final as fonoaudiólogas Célia
A mesa que dirigiu o evento comemo-
nhado papel importante na história da
Fonoaudiologia.
Maria Giachetti, Fernanda Papaterra
Limongi, Heliana Campanatti, Ieda
rativo dos 24 anos de regulamentação
da profissão foi composta pela
Dez nomes participaram da
votação . Além de Irene Marchesan,
Russo, Márcia Tiveron de Souza,
Maria Martha Brant da S. Carvalho e
deputada Maria Lúcia Prandi; pela
presidente da Sociedade Brasileira de
Maria Teresa Cavalheiro e Léslie
Piccolotto Ferreira também estiveram
Teresa Momensohn dos Santos.
Fonoaudiologia, fga. Débora Maria
Befi-Lopes; pela vice-presidente do
entre os profissionais destacados na
EDIÇÃO65
65- -JANEIRO/FEVEREIRO
JANEIRO/FEVEREIRO2006
2006
EDIÇÃO
Sindicato dos Fonoaudiólogos de São
REVISTADA
DAFONOAUDIOLOGIA
FONOAUDIOLOGIA- -2ª2ªREGIÃO
REGIÃO- -5 5
REVISTA
FOTO: ELISIARIO E. COUTO / INSERT
particularmente com a abertura de
novos campos de atuação. Na ocasião
agradeceu o envolvimento de inúmeros parceiros nessas conquistas. “Não
apenas estes que comigo dividem a
mesa nesta comemoração, que certamente foram essenciais para este
avanço, mas também todos os fonoaudiólogos que, anonimamente, desbravam novos caminhos em busca da
união e da valorização que todos desejam para a profissão. Vamos continuar
motivados para que a nossa profissão
cresça cada vez mais e este encontro
seja o ponto inicial dessa motivação”.
A deputada estadual Maria Lúcia
Prandi, que há longo tempo vem se
Paulo, fga. Mônica Sasso; pela presidente do Sindicato dos Fonoaudiólo-
gos ao ato comemorativo e destacou
ter sido 2005 um ano de grandes
gos da Baixada Santista, Litoral Sul e
Vale do Ribeira, fga. Sandra Murat;
conquistas para a Fonoaudiologia,
representando o CFFa, pela fga. Mara
Behlau. Também compôs a mesa José
Waldir Gregio, representante da
Secretaria de Educação do município
de São Paulo. A mestre de cerimônias
foi a fga. Sandra Oliveira.
cando o trabalho que vem sendo
realizado pelo CRFa 2a. Região,
“consolidando com luta, estudo e,
acima de tudo, com participação, esta
profissão tão expressiva”.
Bonés e pins comemorativos
foram distribuídos aos fonoaudiólogos
presentes à cerimônia e livros sobre
“Temos que ter paixão pela
Fonoaudiologia. Precisamos estar
Fonoaudiologia foram sorteados.
apaixonados pelo que fazemos”. Com
este apelo em seu pronunciamento, a
Painéis, cartazes e mensagens. Na capital paulista, além das
presidente do CRFa 2ª. Região, fga.
Silva Tavares de Oliveira, agradeceu a
presença de mais de 150 fonoaudiólo-
que a comemoração novamente
ocorresse no local mais tradicional de
São Paulo – a Assembléia Legislativa parabenizou os profissionais, desta-
FOTO: ELISIARIO E. COUTO / INSERT
pela presidente da Academia Brasileira
de Audiologia, fga. Elaine Schochat e,
envolvendo com as questões da
profissão e foi uma das artífices para
Deputada Maria Lúcia Prandi
comemorações do Dia do Fonoaudiólogo na Assembléia Legislativa, foram
Apoio ao Dia do Fonoaudiólogo
A comemoração do Dia do Fonoaudiólogo, realizada na Assembléia Legislativa de São Paulo em 8 de outubro, foi viabilizada com o
apoio da deputada Maria Lúcia Prandi e de empresas que acreditam na Fonoaudiologia. O CRFa 2ª. Região expressa
seu agradecimento a estas empresas que patrocinaram oficialmente o evento. São elas:
O Conselho Regional de Fonoaudiologia também agradece o apoio recebido das editoras PRO-FONO e PULSO EDITORIAL
pela doação de livros, sorteados entre os presentes à comemoração de 2005.
6 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
FOTO: ELISIARIO E. COUTO / INSERT
contratadas inserções em painéis
eletrônicos localizados na av. Rubem
Berta, Bandeirantes, Paulista e
Consolação, alertando a população
para o papel do fonoaudiólogo nas
questões da comunicação. Foram cerca
de 400 inserções durante todo o dia,
repetidas a cada três minutos. Cem
cartazes foram também afixados nos
terminais de ônibus de toda a capital e
mensagens colocadas nos extratos
A presidente do CRFa 2a. Região, fga. Silvia Tavares de Oliveira, destacou as conquistas obtidas em 2005
bancários do Banco do Brasil e da
Caixa Econômica Federal.
Cumprimentos pelo Dia do Fonoaudiólogo
Impossibilitado de comparecer à solenidade comemorativa
mentar as autoridades presentes, expressando votos de uma
do Dia do Fonoaudiólogo na capital paulista, o governador do
Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, encaminhou correspon-
noite agradável a todos e de sucesso crescente em 2006.
A Cãmara Municipal de São Paulo aprovou requerimento
dência à presidente do CRFa 2ª. Região, em que agradeceu o
convite e transmitiu os cumprimentos, extensivos aos demais
em 22 de novembro, por iniciativa do vereador Wadih Mutran e
outros, em que consignou nos anais daquela casa voto de júbilo e
fonoaudiólogos de nosso Estado. Aproveitou a ocasião para
felicitar os profissionais de destaque de 2005 e para cumpri-
congratulações com o Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª.
Região, pela passagem do Dia do Fonoaudiólogo.
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 7
FOTOS: ELISIARIO E. COUTO / INSERT
Fga. Irene Marchesan é Desta
88- -REVISTA
REVISTADA
DAFONOAUDIOLOGIA
FONOAUDIOLOGIA- - 2ª2ªREGIÃO
REGIÃO
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO
JANEIRO/FEVEREIRO 2006
2006
taque da Fonoaudiologia 2005
“Instituído em 2004, o prêmio
‘Destaque da Fonoaudiologia’ tem o
objetivo de homenagear os fonoaudiólogos que criaram, desenvolveram,
participaram ou estimularam ações
marcantes em benefício da população,
em atuações políticas no reconhecimento da Fonoaudiologia ou em
atividades pioneiras e relevantes da
história da Fonoaudiologia. Uma
profissional preencheu todos esses
requisitos: Irene Marchesan”.
Os aplausos demorados e
entusiasmados da platéia que a
homenageou em pé, corroboraram a
apresentação da fga. Sandra Oliveira,
mestre de cerimônias das comemorações do Dia do Fonoaudiólogo em São
Paulo. A fga. Thelma Costa foi incumbida de apresentar, com a utilização de
fotos garimpadas discretamente nos
arquivos da homenageada, o perfil de
Irene Marchesan.
No total foram 10 as indicações.
Além da vencedora do ano, as fgas.
Maria Teresa Pereira Cavalheiro e
Léslie Piccolotto Ferreira, que na
votação obtiveram o segundo e o
terceiro lugar, respectivamente foram
também destacadas nas homenagens.
O processo de escolha partiu dos
próprios profissionais. Foram inseridos no site do CRFa 2ª. Região todos
os nomes indicados, para que cada
fonoaudiólogo pudesse se manifestar
sobre as indicações, em um processo
de votação única, controlada pelos
números de identificação (IP) dos
computadores utilizados, com a
eliminação de duplicidades.
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
REVISTA
REVISTADA
DAFONOAUDIOLOGIA
FONOAUDIOLOGIA- 2ª
- 2ªREGIÃO
REGIÃO- 9
-9
Formada pela PUC-SP em 1977,
quando a profissão ainda não era
reconhecida, a história de vida profissional de Irene Marchesan se confunde
FOTO: ELISIARIO E. COUTO / INSERT
Irene
Marchesan
com a história da profissão: participou
ativamente da ABF - Associação
Brasileira de Fonoaudiologia (fez parte
de sua diretoria durante seis anos),
assim como da atual Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia – SBFa, por outros
seis anos. Foi presidente do Conselho
Regional 2ª. Região (em sua gestão foi
criada a Casa do Fonoaudiólogo) e
atualmente é presidente do Comitê de
Motricidade Oral da SBFa e fundadora e
vice-presidente da ALDE – Academia
Latino Americana de Disfunções
Estomatognáticas.
Irene defendeu seu mestrado
na PUC de São Paulo em 1989 e, nove
FOTO: ELISIARIO E. COUTO / INSERT
Fernanda Papaterra Limongi. Formada pela
PUC-SP, com pós-graduação nos Estados Unidos,
ministra cursos sobre afasia e gagueira e é umas das
fundadoras e diretora da ONG Ser em Cena, que
desenvolve trabalho voltado para a reintegração de
afásicos e parkinsonianos através da arte.
Célia Maria Giachetti. Com doutorado e
mestrado em Distúrbios da Comunicação Humana pela
UNIFESP, implantou o primeiro serviço sistemático de
Fonogenética no Brasil, no Hospital de Reabilitação de
Anomalias Craniofaciais-HRAC-USP, em Bauru (SP),
onde atualmente é pesquisadora associada.
10 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
FOTO: ELISIARIO E. COUTO / INSERT
FOTO: ELISIARIO E. COUTO / INSERT
Destaque da Fonoaudiologia 2005: as participantes
Heliane Campanatti. Mestre em Lingüística
pela USP, é sócia da Pró-Fono e diretora do Núcleo de
Comunicação Científica da Fonoaudiologia Brasileira
(NCCFBe) do Núcleo de Comunicação Científica de
Cirurgia da Universidade Federal de São Paulo
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
cursos de pós-graduação.
Unicamp. Participou (e continua
participando) de inúmeros simpósios,
cida internacionalmente. “Irene não se
conformava só com as tendências
Há 28 anos Irene Marchesan
trabalha para que a Motricidade
congressos, encontros e acumula
invejáveis 435 apresentações nesses
brasileiras e levava seus discípulos para
a Universidade da Florida, para Portugal
Orofacial tenha o devido valor no
Brasil e também em outros países da
eventos, entre mesas redondas,
conferências e cursos de curta duração.
e realizava cursos de especialização na
Venezuela (e depois no Peru), com o
América Latina. Em congressos
apresenta sempre inovações na área e
Ainda em relação às questões científicas,
outros números dão a grandeza deste
intuito de que os profissionais desses
países obtivessem o tão desejado título
ministra cursos para fonoaudiólogos e
ortodontistas em praticamente todo o
seu envolvimento: já participou de sete
grupos de pesquisa, publicou 14 artigos
de graduação, como nós brasileiros”.
Irene Marchesan conquistou o
Brasil. A partir das aulas e de suas
publicações, mostra a sinergia entre a
científicos, 17 livros (vários deles
traduzidos para o espanhol), 26
registro número um, quando foi criado
o título de especialista em Motricida-
Fonoaudiologia, a Ortodontia e a
Ortopedia Funcional. Um prêmio
capítulos de livros, 11 textos em jornais
e revistas e é consultora ad hoc em várias
de Oral, em 1995. É a especialidade
com o maior número de profissionais,
pelos seus trabalhos e avanços na área
de MO foi concedido em 2005 pelo
revistas da área.
Em 1978 uniu-se a outros
graças ao trabalho por ela desenvolvido. Hoje são 1.032 especialistas no
IAOM – International Association of
Orofacial Myology.
profissionais para criar o CEFAC Centro de Especialização em Fonoaudio-
país, mais da metade formada pelo
CEFAC.
“Aquariana, guerreira, à frente
de seu tempo é realmente uma
logia Clínica, embora ainda sem esse
nome. A fga. Thelma Costa lembrou, em
Preocupada com o atendimento da
população carente, decidiu em 1999
profissional de destaque por suas
ações marcantes na divulgação da
sua apresentação, que Irene Marchesan
caminhava por todo o Brasil para
criar a ONG Cefaquinho, que hoje conta
com a colaboração de 24 profissionais,
Fonoaudiologia, tanto nacional como
internacionalmente, por sua participa-
divulgar a profissão e, nesse périplo, a
fixos e voluntários, além dos alunos dos
ção em ações sociais, por seu envolvi-
FOTO: ELISIARIO E. COUTO / INSERT
Márcia TTiveron
iveron de Souza (ausente). Doutora
em Saúde Ambiental pela USP e mestre em Distúrbios
da Comunicação pela PUC, atua há 15 anos, como
fonoaudióloga do CEREST - Centro de Referência em
Saúde do Trabalhador, da Secretaria de Estado da
Saúde de São Paulo.
Ieda Russo. Doutora em Distúrbios da
Comunicação Humana pela UNIFESP/EPM, é docente
do Departamento de Clínica Fonoaudiológica e do
Programa de Estudos Pós-Graduados em Fonoaudiologia da PUC-SP, diretora e professora do Centro de
Estudos dos Distúrbios da Audição – CEDIAU e
representante no Brasil de importantes associações da
área da Audiologia..
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
Maria Martha Brant S. Car
valho. Fundadora
Carvalho.
e Vice Presidente da Associação X Frágil do Brasil, é
presidente da Aliança Brasileira de Genética e
representante da Genetic Alliance para América
do Sul..
FOTO: ELISIARIO E. COUTO / INSERT
Motricidade Oral passou a ser reconhe-
FOTO: ELISIARIO E. COUTO / INSERT
anos depois, em 1998, seu doutorado na
Teresa Momensohn dos Santos. Com doutorado em Distúrbios da Comunicação Humana pela
UNIFESP, é professora titular dos cursos de Graduação e
Pós Graduação em Fonoaudiologia da PUC-SP e diretora
do IEAA – Instituto de Estudos Avançados da Audição.
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 11
FOTO: ELISIARIO E. COUTO / INSERT
Destaques da Fonoaudiologia de 2005
2005. Da esquerda para a direita, fgas. Maria Martha Brant S. Carvalho, Irene Marchesan, Léslie Piccolotto Ferreira, Ieda Russo,
Maria Teresa Pereira Cavalheiro, Célia Maria Giachetti, Fernanda Papaterra Limongi e Teresa Momensohn. Também foram indicadas, mas não aparecem na foto, as
fgas. Heliane Campanatti e Márcia Tiveron de Souza.
mento em atividades políticas no
destacou a mudança que vem ocorren-
colega que faz alguma coisa pela
reconhecimento da Fonoaudiologia,
por sua participação em atividades
do nos últimos tempos, com as
homenagens que o Conselho Regional
profissão que é de todos nós. Estamos
dando crédito e valorizando a quem se
pioneiras”, concluiu a fga. Thelma
Costa a sua apresentação.
de Fonoaudiologia e também a
Sociedade Brasileira de Fonoaudiolo-
destaca e isto é um marco para a
profissão. Com isso todos nós estamos
gia instituíram, “valorizando o nosso
ganhando e muito...”.
Irene, em seu agradecimento,
12 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
Apresentada pela conselheira
Roberta Alvarenga, a fga. Maria Teresa
Pereira Cavalheiro – a “Bibi”, como é
conhecida por todos os seus companhei-
FOTO: ELISIARIO E. COUTO / INSERT
Maria Teresa
Pereira Cavalheiro
Léslie Piccolotto
Ferreira
Apresentada pela conselheira
Ana Léia Safro Berenstein, que fez
questão de salientar ser uma das
grandes vozes da profissão em nosso
ros de profissão - é mestre em Psicologia Clínica, especialista em Saúde
país, a fga. Léslie Piccolotto Ferreira é
mestre em Lingüística Aplicada a
Pública, presidente da Comissão
Interdisciplinar de Aleitamento Mater-
Línguas pela PUC-SP e doutora em
Distúrbios da Comunicação Humana
no da PUC – Campinas, representante
do curso de Fonoaudiologia da PUC -
Fga. Maria Teresa Pereira Cavalheiro
sua área de atuação, a saúde pública, e
Campinas no Pólo de Educação Permanente em Saúde do Leste Paulista,
que tem proporcionado a integração dos
fonoaudiólogos e o reconhecimento da
gerente da UBS-Escola Jardim Ipausurama (em Campinas, SP), fundadora e
profissão por parte dos usuários. Ela
sempre incentivou a atuação política do
presidente do Comitê de Saúde Pública
da SBFa no período 2001-2003 e
fonoaudiólogo e o empreendedorismo
na defesa da Fonoaudiologia no SUS,
autora de vários artigos e capítulos de
livros sobre saúde pública e educação.
com um olhar não apenas na promoção
e prevenção de saúde, mas também na
A fga. Roberta Alvarenga lembrou
a semeadura persistente de Maria
rebatendo críticas contrárias à inserção
dos profissionais de saúde nas escolas e
buscando novos campos de atuação,
como o atendimento nas UBS. Em sua
apresentação, destacou a atuação no
serviço público em Bragança Paulista e
FOTO: ELISIARIO E. COUTO / INSERT
Teresa para a inserção da Fonoaudiologia nas políticas públicas, sempre
integralidade e na resolutividade, com a
quebra dos paradigmas instituídos”.
pela UNIFESP- EPM, coordenadora e
docente do Curso de Especialização de
Voz da COGEAE-PUC/SP e do GT-Voz
da PUC-SP. É a responsável pela
formação de graduados desde 1973
e, nesse período, formou 35 alunos
em iniciação científica e 52 mestres.
Ministra ainda aulas nos cursos de
especialização da UNIFOR- CE e do
C-PAL no Peru.
A fga. Léslie é diretora do
Comitê de Voz da SBFa, ex-presidente
da SBFa de 2002 a 2003 e do CRFa 2ª.
Região de 1989 a 1992. Ganhadora do
Prêmio Mérito Fonoaudiológico
Mauro Spinelli de 2005, entregue no
13º. Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia, a fga. Léslie é uma das
pioneiras nos estudo da voz. Escreveu
e organizou 16 livros sobre essa
em Mogi Mirim, destacando a sensibilização dos gestores quanto à importância
temática, 27 capítulos e vários artigos
científicos nessa área, além de ter
da equipe de Fonoaudiologia.
“Como docente, Bibi é uma
promovido inúmeras ações relativas à
Fonoaudiologia junto à sociedade (a
profissional sempre atualizada e
disponível, que transmite com simplici-
mais recente delas, a participação na
elaboração do documento Distúrbio de
dade os conteúdos mais complexos de
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
Fga. Léslie Piccolotto Ferreira (à esquerda), em
companhia da fga. Ana Léia Safro Berenstein
Voz Relacionado ao Trabalho).
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 13
FOTO: DELEGACIA DE SANTOS
SANTOS
Semana de atividades
MARÍLIA
FOTO: DELEGACIA DE MARÍLIA
Semana
de palestras
Em comemoração ao Dia do
Fonoaudiólogo, a delegacia de Marília
do CRFa 2ª. Região realizou, em
parceria com a Secretaria de Higiene e
Saúde, uma semana de palestras
informativas sobre a Fonoaudiologia
para funcionários das Unidades
orientações gerais à população.
Outro momento importante
para a divulgação da profissão e
também em comemoração ao Dia do
Fonoaudiólogo, foi a realização de
Happy Hour Cultural, que contou com a
presença do Secretário da Saúde de
Marília, dr. Júlio Zorzeto e palestra
pal de Saúde junto com as fonoaudiólogas. Ela foi iniciada no dia 5 de dezem-
logia para Todos reuniu no dia 9 de
dezembro os profissionais da região
bro, com palestra para 30 pais de
crianças inseridas nas EMEIs e creches
para a apresentação dos programas
desenvolvidos pelas fonoaudiólogas da
do município. No dia seguinte foi
realizada a confraternização de Natal
Secretaria Municipal de Saúde de
Santos: Programa de Saúde da Comuni-
nos Centros de Valorização da Criança
(Orla, Centro e Zona Noroeste) e
cação, Programa de Saúde Vocal do
Professor, Projeto Voz, Saúde Educação,
Triagem Vocal (20 avaliações foram
realizadas no Ambesp/Centro).
Centro de Referência em Saúde Auditiva
e Serfis em Ativa-Idade – Por um
No dia 7 de dezembro foi realizada
triagem auditiva no Centro de Referên-
Envelhecimento Saudável. Nessa mesma
ocasião foram apresentadas propostas
cia em Saúde Auditiva. Nessa ocasião,
99 pessoas foram avaliadas. Os resulta-
de atuação para o próximo ano.
Este seminário marcou o encerra-
dos dessa avaliação apontaram alterações auditivas em 62% dos pacientes
mento da Semana do Fonoaudiólogo
organizada pelo Fórum de Fonoaudiolo-
(em sua maioria na faixa etária de 61 a
80 anos), justificando mais uma vez a
gia da Secretaria Municipal de Saúde
com o apoio da Delegacia de Santos do
importância da atuação do fonoaudiólogo nessas questões.
Conselho Regional de Fonoaudiologia
da 2ª. Região.
Um coral (foto acima) formado por
crianças em tratamento fonoaudiológico
A fga. Gláucia Mazon Cagnin, do
Fórum de Fonoaudiologia, relata que o
(70 ouvintes e 10 com deficiência
auditiva) marcou a programação no
objetivo desta programação foi o de
valorizar os equipamentos da Prefeitura
dia 8 . Nessa apresentação foi utilizada
a Linguagem Brasileira de Sinais
e todo o trabalho da Secretaria Munici-
(Libras).
FOTO: DELEGACIA DE SANTOS
Básicas de Saúde e Unidades de Saúde
da Família do municipio, além de
Em Santos, para marcar o Dia do
Fonoaudiólogo, o seminário Fonoaudio-
com a fonoaudióloga Viviane de
Castro, sobre Disfunção Velofaríngea.
14 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
RIBEIRÃO PRETO
Em comemoração ao Dia do
Fonoaudiólogo e aos 24 anos de
regulamentação da profissão, a
Delegacia de Ribeirão Preto patrocinou
palestra no dia 9 de dezembro sobre
Empreendorismo e Marketing em
Fonoaudiologia, ministrada pela fga.
Ana Carolina Carlini. A palestra foi
realizada no Centro de Convenções
SANTA ISABEL
Palestras e orientações
marcam Dia do Fonoaudiólogo
FOTO: PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA ISABEL
Debate sobre
Empreendedorismo
e Marketing em
Fonoaudiologia
Ribeirão Preto, seguida de happy-hour
no próprio local. O tema foi selecionado em resposta à solicitação de
profissionais e docentes da região
atendida pela Delegacia, que abrange
231 municípios e 1200 profissionais.
Estiveram presentes 96 profissionais e estudantes que, além de
comemorar e encontrar colegas,
tiveram oportunidade de refletir e
discutir sobre a inserção do profissional no mercado, as estratégias de
marketing e o posicionamento do
fonoaudiólogo como profissional
FOTO: DEL. DE RIBEIRÃO PRETO
empreendedor.
Com o mesmo tema – “Fonoaudiologia: Ciência da Comunicação Humana”
– e dois enfoques distintos – um voltado para formadores de opinião do
município de Santa Isabel e outro para agentes comunitários de Saúde – o dia do
Fonoaudiólogo foi comemorado na Secretaria Municipal de Saúde de Santa
Isabel, nas dependências da UBS I. As duas palestras foram apresentadas pela
fga. Cláudia Lima de Oliveira, no dia 9 de dezembro.
Na primeira compareceram os secretários de Educação e de Saúde do
município, o presidente do Conselho Tutelar, integrantes da Comissão Municipal de Saúde, vereadores, gestores de saúde, professores e diretores da rede
municipal e estadual de ensino.
A tônica da palestra girou em torno das possibilidades de atuação do
fonoaudiólogo na Saúde Pública e sua inserção nos programas desenvolvidos no
município. Hoje a prefeitura conta com fonoaudiólogos atuando em ambulatórios, em Unidades Básicas de Saúde, na Educação – inclusive a Especial – e na
Saúde Mental.
O evento foi viabilizado graças ao
patrocínio das empresas Bernafon –
Aparelhos Auditivos, CAS Produtos
Médicos/Siemens, Centro Auditivo
Trivox eHotel Portucali e dos cursos de
Fonoaudiologia da Fundação Educacional de Fernandópolis, Uniara e
A segunda palestra, direcionada para agentes comunitários de saúde, teve
o objetivo de esclarecer o papel do fonoaudiólogo nas ações de promoção e
prevenção da Saúde relacionadas aos distúrbios da comunicação. Aberta para
perguntas, muitas das dúvidas apresentadas relacionaram-se com as patologias
atendidas pela Fonoaudiologia.
No intervalo entre as duas palestras foi montado um plantão de orientação à população sobre as questões fonoaudiológicas, na entrada da Unidade
Básica de Saúde, com distribuição de material informativo fornecido pelo CRFa.
Unifran.
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 15
COMISSÃO DE ÉTICA
COMISSÃO DE ORIENTAÇÃO E FISCALIZÇÃO
Permitido uso de “Doutor”
antes do nome do fonoaudiólogo!
O CFFa revogou a Recomendação 01/1999 que
dispõe sobre a utilização do Título de Doutor pelos
do profissional perante a sociedade.
Em 1993 o Conselho de Fisioterapia e Terapia
profissionais fonoaudiólogos.
Conforme a referida recomendação, o título de
Ocupacional editou a Decisão 04/93 onde recomenda que seus profissionais usem o título de Doutor
Doutor só deveria ser utilizado por profissionais
que tivessem realizado Curso de Doutorado. Porém,
por se tratar de um direito legítimo e incontestável.
Seguindo a mesma posição, com a Resolução
após ampla discussão e pesquisa realizada em
Conselhos de outras profissões, o CFFa decidiu
256/2001, o Conselho de Enfermagem autoriza o
uso de Título de Doutor pelos enfermeiros.
permitir o uso de Doutor antes do nome do Fonoaudiólogo, no uso comercial e corriqueiro relaciona-
Podemos observar que a utilização da expressão Doutor não fere nenhum preceito ético, haja
do ao âmbito profissional.
O Doutor é um termo comumente utilizado
vista que não caracteriza uso indevido de titulação
que o profissional não possui. O Código de Ética da
pelo povo brasileiro para aquele que está acima, que
sabe mais, que é instruído. Segundo Dicionário de
Fonoaudiologia é claro quando em seu Art. 7º. diz
que consiste infração ética: utilizar títulos acadê-
Língua Portuguesa Aurélio, Doutor não é só aquele
que completou o Doutorado, é também aquele se
micos que não possua ou de especialidades para as
quais não esteja habilitado. Ou seja, para a utiliza-
diplomou numa universidade, é um homem muito
douto, sábio, erudito.
ção do título de Professor Doutor é necessário o
Curso de Doutorado.
O uso do título de Doutor na Medicina e na
Odontologia é uma praxe comum, onde observamos
Portanto, está autorizado o uso da terminologia Doutor, de forma social, antes do nome do
um enaltecimento da capacidade técnica-científica
Fonoaudiólogo!
16 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
ONG voltada à equoterapia contrata
fonoaudióloga para sua implantação
A fonoaudióloga Daniela C.S.
Pereira foi selecionada para efetuar
a adequação do espaço físico, a
escolha da equipe a ser contratada e
a sistematização do programa para
a prestação de serviços na área de
Saúde e Educação do Centro de
FOTO: DANIELA C. S. PEREIRA
SÉTIMA
REPORTAGEM
DE UMA
SÉRIE
Equoterapia Santa Albertina, uma
ONG em implantação no Haras
Santa Albertina, no município de
Buri, na região sul do estado de
equoterapia no Brasil.
“Inicialmente, acreditei que
seria um centro simples - relata a
fonoaudióloga – mas, com alguns
dias de trabalho, pude verificar a
grandiosidade do projeto, que
incluirá, além do espaço da equoterapia, também um setting equoterápi-
FOTO:DANIELA C.S. PEREIRA
S.Paulo. De acordo com seu relato,
esta é uma ONG pioneira na área de
diólogos para criar, dirigir e implantar novos projetos, em complemento
ao tratamento das patologias de voz,
fala, linguagem e audição. “Temos o
poder da comunicação, que está
presente em todos os projetos que
visem o bem estar do indivíduo e da
coletividade a qual ele pertence”.
co, a ‘bichoterapia’, a hortoterapia e
um espaço de esportes da natureza,
que compreende a prática de técnicas
verticais, acqua-raid e caminhada
em trilhas adaptadas para deficientes”. Além de Buri, o projeto entusiasmou as prefeituras e APAEs de
quatro cidades vizinhas - Paranapanema, Capão Bonito, Angatuba e
Campina do Monte Alegre - que
já aderiram ao programa ou estão
em processo de negociação de
parcerias.
“Estamos trabalhando muito,
com o intuito de projetar um espaço
agradável e funcional para deficientes, tendo como objetivo principal o
tratamento terapêutico e pedagógico”.
Para a fga. Daniela sua contra-
Seguridade aprova
equoterapia para
usuários do SUS
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou o Projeto de
Lei 5499/05, do Senado Federal, que inclui a equoterapia entre os
serviços especializados oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O método terapêutico utiliza a equitação no tratamento de portadores
de deficiências físicas e mentais.
A relatora da matéria, deputada Maninha (PSOL-DF), argumentou
que o método possui base científica “e torná-lo disponível como
instrumento terapêutico pelo SUS é um importante avanço na busca da
reabilitação e da integração da pessoa portadora de deficiência”. O PL
5499 modifica a Lei 7853/89, que assegura direitos às pessoas portadoras de deficiência.
tação reforça o potencial dos fonoauEDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 17
Pesquisador aponta novo
para combater a perda
Donald Henderson desenvolve pesquisas na Universidade de B
identificar mudanças temporárias do limiar auditivo para, e
administrar a droga LNAC a essas pessoas,antes de sua ex
observar a redução da incidência de perda a
Nos últimos anos, duas descobertas sobre o
mecanismo da morte celular por exposição ao ruído
mudaram a forma como as pesquisas passaram a ser
desenvolvidas.
A primeira foi a de que a perda auditiva é causada
por radicais livres que lesam a orelha interna e a segunda, de que as células morrem de uma forma programada
- apoptose.
O interesse em descobrir ou conhecer melhor a
forma como o ruído provoca alterações auditivas tem
sido objeto de pesquisas há muitos anos. Um dos pesquisadores que mais intensamente tem se dedicado a esses
estudos é o canadense Donald Henderson, da Universidade de Buffalo (no estado de Nova York, Estados Unidos),
com resultados que permitem entender melhor esta
condição.
Em entrevista à Revista da Fonoaudiologia em 16 de
setembro de 2005, quando esteve no Brasil para participar do I Simpósio Internacional em Saúde Ocupacional e
Fonoaudiologia realizado em São Paulo sob o patrocínio
do IEAA - Instituto de Estudos Avançados da Audição e
da Abraphset - Associação Brasileira dos Profissionais de
Higiene e Segurança do Trabalho, Henderson destacou
que “o conhecimento das lesões provocadas pelos
radicais livres e o conhecimento das apoptoses trouxeram pistas muito fortes para direcionar e realizar as
pesquisas para prevenir a perda auditiva. Atualmente já
estamos em um estágio em que sabemos muito sobre
como as células morrem e sobre as condições que
levam a essa morte celular. E sabemos também como
FOTO: ELISIARIO E. COUTO / INSERT
protegê-las”.
O pesquisador Donald Hendderson reconhece que
há muito tempo se sabe que o ruído em excesso causa
perda auditiva. “Há mais de dez anos, as pesquisas
realizadas sobre a audição e perda auditiva eram focalizadas, no que poderíamos chamar de trabalhos descritivos: quantidade de som, quais freqüências são atingidas
e quais as características do indivíduo o tornam
suscetível”.
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
18 -- REVISTA
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
vos caminhos
da auditiva
de Buffalo com duas propostas:
a, em uma segunda etapa,
a exposição ao ruído e
a auditiva.
Do ponto de vista da Biologia, Henderson salienta
que os estudos eram sempre voltados para quantas
células ciliadas eram perdidas e que tipo de lesão ocorria.
“Obviamente, o objetivo era de descrever o fenômeno, ao
invés de entendê-lo”, destaca ele.
Há muitos anos Henderson desenvolve pesquisas na
área auditiva. Há seis anos atrás, aos 67 anos de idade,
quando estava prestes a se aposentar, uma descoberta o
fez adiar esta sua pretensão, para continuar seus estudos: a de que os radicais livres provocavam danos no
sistema auditivo e, no ano seguinte, que as células
morriam devido à apoptose.
“Com isso pudemos ter um quadro bem claro de que
o conhecimento que detínhamos era apenas uma condição para a perda auditiva. Foi, pessoalmente, ‘um
momento de sorte’ estar atuante no momento em que
estas descobertas ocorreram e ter a oportunidade de
desenvolver as pesquisas e produzir alguma coisa
realmente útil”.
Embora possa ser encarada como uma generalização
muito forte, Henderson não tem dúvida em assegurar
que as pessoas têm uma perda auditiva ‘moderna’, que
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 19
pode ser atribuída, entre outras
pessoas serão necessárias no futuro.
LNAC, a essas pessoas identificadas
causas, ao ruído e às drogas medicamentosas... “Estas descobertas
“Não estamos, ainda, no estágio de
fazer aplicação clínica regular e,
na etapa anterior, antes de sua
exposição ao ruído e observar se ela
mudaram, fundamentalmente, como
encaramos a forma como o sistema
acreditamos que ainda é muito cedo
para dizer ‘isto é o que você deve
reduz a incidência de perda auditiva.
O LNAC já provou que é uma droga
auditivo atua, como o utilizamos e
como podemos recuperá-lo”.
fazer’, mas cremos estar no momento de selecionar situações específicas
segura e por isso teremos condições
de usá-la em alguns músicos e
O pesquisador, no momento
atual, se pergunta como poderá
com profissionais que participam
dos congressos científicos, para que
mineiros, expostos a níveis de ruído
extremamente elevados”.
desenvolver técnicas que possam ser
usadas clinicamente. “No laboratório
em ensaios experimentais bem
controlados possamos prevenir a
O LNAC não é, no entanto, a
única droga que Henderson pretende
isto não é um problema – nossos
experimentos foram conduzidos em
perda auditiva.”
Henderson hoje desenvolve as
testar. Outra, desenvolvida por ele
em Buffalo é a sua favorita, mas
cobaias (não trabalhamos com
pessoas, nunca) - mas na vida real, a
pesquisas na Universidade de
Buffalo em conjunto com um
nunca foi testada em humanos.
“Antes será necessário apresentá-la
prática clínica é o nosso desafio. O
problema que enfrentamos está no
audiologista. “Estamos trabalhando
com duas propostas. A primeira
ao mundo científico e realizar estudos profundos em animais de dife-
fato de que necessitamos de parcerias para fazer estes estudos”.
busca identificar ‘orelhas’ que
apresentem mudanças temporárias
rentes espécies (e não apenas em
ratos, como já fizemos), para com-
Donald Henderson não é
médico mas sim psicólogo e, portan-
de limiar. A segunda etapa, que
deverá ser iniciada no próximo
provar a ausência de toxicidade. Só
depois disso é que poderemos solici-
to, não pode receitar medicamentos,
mas algumas intervenções com
outono norte-americano é a de
administrar uma droga, denominada
tar autorização para ensaio em humanos em um ambiente controlado”
20 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
PANORAMA
AÇÕES DESENVOLVIDAS PELO CRFa 2a. REGIÃO
Mais de 60 fonoaudiólogos do
Estado de São Paulo participaram do I
Fórum de Saúde Auditiva, promovido
pelo Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região na Casa do Fonoaudió-
FOTO: CLÁUDIA RAGUSA
I Fórum de Saúde Auditiva
troca experiências e discute propostas
logo, em 3 de dezembro.
O I Fórum de Saúde Auditiva
teve o objetivo de aproximar os
fonoaudiólogos envolvidos nos
serviços para a troca de experiências,
esclarecimento de dúvidas e levantamento de propostas para o acompanhamento e implementação da
CEMA (São Paulo).
Sandra Maria Freitas Murat Paiva dos
Ministério da Saúde.
A caracterização destes serviços,
A última mesa - “Políticas
Públicas de Saúde Auditiva - A
Santos, do Sindicato dos Fonoaudiólogos da Baixada Santista (SP) e Renata
sua integração à rede de assistência, as
ações educativas efetuadas ou possí-
Importância do Controle Social” foi
coordenada pela fga. Sandra Maria
Megale, do Conselho Regional de
Fonoaudiologia 2a Região.
veis de realização e o processo de
seleção de AASI foram alguns dos
Vieira Tristão de Almeida, com a
participação da fga. Angelina Maria de
Além de atualizar informações
entre os presentes, o evento também
tópicos abordados neste primeiro
fórum, ao lado de discussões sobre a
Oliveira, da Câmara Técnica do
Ministério da Saúde; de Paulo Vieira,
possibilitou a reflexão do papel de
cada um no controle e acompanha-
execução da terapia fonoaudiológica.
Três mesas compuseram o
do Conselho Municipal da Pessoa
Deficiente, e das fgas. Cláudia Silva
mento da Política Nacional de Saúde
Auditiva. No final do encontro, foi
Fórum. A primeira, coordenada pela
fga. Thelma Costa, abordou as
Pagotto Cassavia, do Conselho
Municipal de Saúde de São Paulo (SP),
sugerido que novo fórum seja realizado em 2006.
“Políticas Públicas de Saúde Auditiva Controle e Regulação” e contou com a
participação das fgas. Érika Pisaneschi, do Ministério da Saúde e Mirna
Reni Marchioni Tedesco, da Secretaria
Municipal de Saúde de São Paulo.
FOTO: CLÁUDIA RAGUSA
política de Saúde Auditiva, tendo em
vista as Portarias 587 e 589, do
A segunda mesa, “Experiências
dos Serviços do Estado de São Paulo”,
foi coordenada pela fga. Cláudia
Aparecida Ragusa e contou com o
envolvimento das fgas. Débora
Ferrari, do “Centrinho” de Bauru e
Fernanda Pedroso Gonçalves, do
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 21
PANORAMA
Trabalhar sim,
adoecer não
Com o tema “Trabalhar sim, adoecer não” aconteceu, nos dias 29 e 30 de
setembro e 1o de outubro de 2005, na sede da APCD – Santana, a 3a Conferência Municipal de Saúde do Trabalhador, cujas propostas e discussões
foram divididas em três eixos temáticos, a saber:
Palestra enfatiza
papel do
fonoaudiólogo na
Saúde Pública
O CRFa. 2a Região foi convidado a participar de mesa redonda
I - Integralidade no SUS, Intersetorialidade e Transversalidade;
promovida pela Universidade Metodista de São Paulo (Rudge Ra-
II - Como incorporar a saúde dos trabalhadores nas políticas de desenvolvimento sustentável no país?;
mos, SP), em 13 de setembro de
2005, para um público formado
III - Como efetivar e ampliar o controle social em saúde dos trabalhadores?
Este debate visou consolidar a política de saúde do trabalhador para o
município de São Paulo, bem como contribuir para as propostas da Política
Nacional na Saúde do Trabalhador.
A Conferência foi convocada por três Ministérios: da Saúde, do Trabalho
e Emprego e da Previdência Social, visando garantir a integralidade das ações
do Estado que, no momento, encontram-se diluídas nestes três ministérios
do governo.
O Conselho Regional de Fonoaudiologia 2a Região, membro integrante
do Fórum dos Conselhos de Fiscalização da Área da Saúde, participou da
conferência, tendo como representantes as fonoaudiólogas Cibele Siqueira e
Claudia Pagotto Cassavia, que contribuíram para a construção do texto
coletivo do município de São Paulo.
As representantes do CRFa. 2 a Região destacaram a aprovação das
seguintes propostas pontuais:
■
inclusão do distúrbio da voz relacionado ao trabalho, no rol de
doenças relacionadas ao trabalho, junto ao INSS;
■
inclusão de outros profissionais de saúde na Comissão de Perícia da
Previdência Social, para avaliar recursos negados de nexos causais relacionados ao trabalho;
inclusão de reabilitação biopsicossocial, realizadas por equipes
multidisciplinares, nos centros de referência em saúde do trabalhador;
■
realização, pelo Ministério da Previdência Social, de concurso público
para profissionais de saúde peritos da Previdência Social.
■
Nos dias 14, 15 e 16 de outubro, as representantes do CRFa. 2a Região
também estiveram presentes na etapa estadual da III Conferência de Saúde
do Trabalhador, ocasião em que foram consolidadas, em nível estadual, as
propostas apresentadas anteriormente.
22 - REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO
por alunos dos cursos de Fonoaudiologia e de Psicologia da instituição. Nessa mesa redonda, o CRFa.
foi representado pela fonoaudióloga Sandra Oliveira.
Em companhia da professora Cecília Bonini, da PUC-SP, as
duas profissionais abordaram as
questões relacionadas à integralidade na Saúde. Enquanto a profa.
Cecília Bonini abordou a história
da Saúde Pública e a necessidade da
inclusão de fonoaudiólogos e psicólogos no Programa de Saúde da
Família (PSF), a fga. Sandra Oliveira dirigiu seu enfoque para as ações
políticas que o CRFa tem desenvolvido em prol da Saúde Pública, destacando o Programa de Saúde Auditiva, o Projeto de Lei sobre o Ato
Médico, o papel das Organizações
Sociais e o envolvimento nas decisões relacionadas à saúde do trabalhador. Em sua apresentação, a
representante do CRFa. mostrou a
mudança do perfil do profissional,
que, além de reabilitar, também
promove a saúde e previne alterações, lembrando a necessidade desse profissional manter-se sempre
atualizado.
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
AÇÕES DESENVOLVIDAS PELO CRFa 2a. REGIÃO
DELEGACIA DE RIBEIRÃO PRETO
Presença ativa em eventos
Durante o ano de 2005, a Delegacia de Ribeirão Preto do CRFa 2ª. Região
Saúde com o prefeito Welson Gasparini,
de Ribeirão Preto, para demonstrar
subdelegada Marília Montoro C. dos
Santos aos formandos do Curso de
participou ativamente em dezenas de
eventos na região. A seguir, um resumo
apoio à Prefeitura e Secretaria da Saúde
pelos projetos de modificações do
Fonoaudiologia da Unorp – Universidade do Norte Paulista (São José do Rio
desse envolvimento dos representantes
do Conselho Regional de Fonoaudiolo-
sistema.
Preto), Fundação Educacional de
Votuporanga e Fundação Educacional de
gia naquela região.
21 de janeiro - Solenidade de
colação de grau dos formandos do curso
de Fonoaudiologia da Unifran –
Universidade de Franca. Na ocasião, a
12 de agosto - Palestra da delegada
Ana Camilla Bianchi Pizarro aos
funcionários da Fundação Educandário
Cel. Quito Junqueira - Colégio Camillo
de Mattos sobre Higiene Vocal”.
12 de setembro - Participação em
subdelegada Marília Montoro C. dos
Santos fez a entrega dos documentos
reunião com os Conselhos de Classe de
nível superior para discussão de
profissionais aos formandos.
assuntos a serem levados na reunião do
Conselho Municipal de Saúde.
15 de março - Palestra da subdelegada Marília Montoro C. dos Santos
sobre Ética Profissional aos alunos do 1º
ano do Curso de Fonoaudiologia da
15 de setembro - Participação da
delegada Ana Camilla Bianchi Pizarro
FMRP-USP
em reunião mensal do Conselho
Municipal de Saúde
29 de junho - Participação em
reunião do Conselho Municipal de
27 de outubro - Palestras da
delegada Ana Camilla Bianchi Pizarro e
Fernandópolis
22 de novembro - Palestras da
delegada Ana Camilla Bianchi Pizarro
aos formandos do Curso de Fonoaudiologia da Unaerp – Universidade de
Ribeirão Preto
25 de novembro - Palestras da
delegada Ana Camilla Bianchi Pizarro
aos formandos do Curso de Fonoaudiologia da Uniara – Centro Universitário
de Araraquara
Ainda em novembro estavam
previstas participações em reuniões do
Conselho Regional de Serviço Social e
Conselho Municipal de Saúde da
Prefeitura de Ribeirão Preto.
Políticas públicas para o município de São Paulo
O Conselho Regional de
FonoaudiologAia 2ª. Região
de São Paulo.
O objetivo do encontro foi
situação de risco: crianças, idosos,
moradores de rua) e proteção
participou de reunião realizada
pelo Fórum Cristão de Ação Social
promover a articulação entre o
setor público e entidades filantró-
social básica.
Para a implementação das
em 17 de outubro, na Câmara
Municipal de São Paulo, quando foi
picas da sociedade civil, ligadas às
igrejas, que realizam atividades de
ações a Prefeitura da capital
paulista adotou dois programas:
apresentado pelo Secretário
Municipal de Assistência e Desen-
assistência social. Em sua apresentação, o secretário de Assistência e
São Paulo Protege, direcionado aos
albergues, abrigos especiais e
volvimento Social de São Paulo, dr.
Floriano Pesaro, um relato das
Desenvolvimento Social mencionou aspectos ligados à proteção
moradias provisórias e Ação
Família, com o objetivo de fortale-
políticas públicas que estão sendo
implementadas para o município
social especial (que compreende
ações direcionadas às pessoas em
cer o convívio social no local de
moradia.
EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 23
No espírito natalino, a ONG Vez
da Voz, presidida pela fga. Cláudia
Cotes, levou ao Shopping Boa Vista, na
zona sul da capital paulista, no dia 10
de dezembro, um Papai Noel surdo e
FOTO: VEZ DA VOZ
Surpresas natalinas
no Shopping Boa Vista
negro (representado pelo ator surdo
Sandro Pereira) para brincar com as
crianças e adultos durante o último
evento de inclusão social realizado
pela entidade em S.Paulo em 2005.
Voluntários da ONG Vez da Voz e
de instituições como a Fundação
Dorina Nowill para Cegos, Feneis
(Federação Nacional de Educação e
Integração dos Surdos), Associação
Guainumbi, EMEI Anne Sulivan,
Espaço Livre, Fundação Educar, Apae
Limeira, Humaniza e PUC/SP participaram do evento, que recebeu o apoio
do CRFa 2ª. Região e também da
subprefeitura de Santo Amaro.
A Secretaria Especial da Pessoa
com Deficiência e Mobilidade Reduzida da prefeitura de São Paulo, Mara
Gabrilli, prestigiou o evento e o Jornal
da Record, da TV Record, deu notícia
Cartas
Fiquei muito contente em
encontrar uma matéria sobre ONGs
exatamente quando fui contratada por
uma. O NAS (Núcleo de Ação Social) é
uma instituição associada à FEAC
(Federação das Entidades Assistenciais
de Campinas) e sua proposta é atender e
fortalecer as famílias carentes da região
em que se localiza.Apesar das dificuldades em arrecadar verbas, faz questão de
manter uma fonoaudióloga no quadro da
entidade.
O maior enfoque da Fonoaudiologia, desde o início da instituição, tem
sido para as oficinas de aprendizagem.
No entanto, muitos outros projetos estão
sendo criados. Parabéns e obrigada por
essa reportagem que nos trouxe novas
perspectivas e otimismo.
Fga. Rita de Cássia Dias Alves
Campinas (SP)
do evento em seu programa noturno.
Fonoaudiólogos participam da comemoração
dos 115 anos do bairro de Vila Prudente
Fonoaudiólogos participaram, ao
lado de dentistas, médicos, psicólogos
como, por exemplo, o teste de diabetes, ao lado de palestras sobre temas
tivos cedidos pelo Conselho Regional
de Fonoaudiologia 2ª Região. De
e professores de evento idealizado pela
subprefeitura de Vila Prudente, na
referentes à saúde, entre outras atividades ligadas a informação e lazer.
acordo com o relato das fonoaudiólogas, as pessoas que apresentaram
zona leste de São Paulo, em comemoração aos 115 anos do bairro. A
No estande da Fonoaudiologia, coordenado pelas fonoaudiólogas
alguma alteração foram encaminhadas
para avaliação mais completa em
comemoração ocorreu no dia 15 de
outubro, no Shopping Central Plaza, e
Daniela Ferreira Damaso e Isis
Ferreira Bressan , foram realizadas
instituições de ensino (clínica-escola),
hospitais públicos ou entidades que
teve como objetivo oferecer à população serviços de utilidade pública,
orientações, avaliações fonoaudiológicas e distribuição de folhetos informa-
não cobram pelo atendimento ou o
fazem por um valor simbólico.
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EDIÇÃO 65 - JANEIRO/FEVEREIRO 2006
SENSIBILIZAÇÃO DE DOCENTES E DISCENTES
Oficina em Campinas discutirá SUS
A cidade de Campinas abrigará,
Como o estado de São Paulo
O fgo. Fábio Lessa expõe o
de 2 a 4 de fevereiro de 2006, a 2a
Oficina Regional de Sensibilização
concentra o maior número de
universidades, os organizadores
objetivo das oficinas: “sensibilizar
discentes e docentes da Fonoaudiolo-
de Docentes e Discentes de Fonoaudiologia para o Sistema Único de
decidiram realizar um evento
específico para a região, com o apoio
gia, visando estimular competências
dos que atuam na graduação, para
Saúde (SUS). No total, estão previstas quatro oficinas regionais. A
do CRFa 2 a Região. Quem o coordena
é a fga. Maria Teresa Pereira Cava-
refletir, articular e argumentar
sobre a integralidade na atenção à
primeira foi realizada em Recife
(PE), de 24 a 26 de novembro de
lheiro, da PUC-Campinas. Os
critérios para inscrição, vagas e
saúde da população, na perspectiva
da formação profissional em nível
2005 e outras se sucederão em
Goiânia (GO), de 16 a 18 de março
demais detalhes encontram-se no
site da SBFa (www.sbfa.org.br).
de graduação”.
Os ativadores de processos
de 2006 e Itajaí (SC), de 13 a 15 de
abril de 2006. As datas para estas
Estas oficinas foram uma
conquista da Sociedade Brasileira de
serão selecionados pelos coordenadores regionais, respeitando critéri-
outras oficinas aguardam confirmação definitiva.
Fonoaudiologia, através do fgo.
Fábio Lessa, que desenvolveu o
os técnicos em relação ao perfil
profissional (ser fonoaudiólogo e
A Oficina Nacional, que encerrará o ciclo, está prevista para a
projeto e recebeu a aprovação do
Ministério da Saúde e recursos
professor de Fonoaudiologia ou
trabalhador do SUS com experiência
cidade de São Paulo (SP), nos dias 19
e 20 de maio de 2006.
financeiros da OPAS - Organização
Pan-Americana de Saúde.
em condução de processos de
dinâmicas de grupo).
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REVISTA DA FONOAUDIOLOGIA - 2ª REGIÃO - 25
Ações preventivas em Santa Isabel
são coordenadas por fonoaudióloga
Como resultado do planejamento
coordenado pela fga. Cláudia Lima
tipo de atuação preventiva não estava
ocorrendo no município e a participação
espera que demorem demais ou atuações
que envolvam maior complexidade, e
Oliveira, dois projetos de ações preventivas em Saúde – um deles voltado para
intensa da Fonoaudiologia veio reforçar
a importância do nosso trabalho para a
portanto, mais tempo terapêutico, o que
não é viável em serviço público”
gestantes e outro na área de puericultura
– estão sendo implantados, desde agosto
comunidade”.
Ciente dessa dificuldade, Cláudia
procurou se orientar na pouquíssima
de 2005, no âmbito da Secretaria de
Saúde do município de Santa Isabel, no
Efeito multiplicador. Fonoaudióloga radicada na cidade de Santa
literatura que encontrou para implantar grupos terapêuticos. “Estes grupos
Vale do Paraíba paulista, com grande
receptividade por parte da população
Isabel (SP), atuando há cerca de 10 anos
em Saúde Pública e há três anos na UBS,
foram criados após levantar a demanda atendida (deveria ser uma manifes-
atendida.
Estes projetos ocorrem através da
Cláudia deseja – ao divulgar o trabalho
que é realizado no município – que estas
tação primária, e ter uma grande
ocorrência na população). Assim,
atuação do Ambulatório de Fonoaudiologia da Unidade Básica de Saúde I
ações se multipliquem em outros locais e
mostrem este campo de atuação em que
determinei os grupos: linguagem
infantil, linguagem adulto, sistema
“Prefeito Ilário Dassiê” e se materializa
através de um ciclo de 25 palestras, que
o fonoaudiólogo tem muito a contribuir.
“Vejo o respeito e a confiança que a
sensório-motor infantil e adulto,
alterações fonéticas/fonológicas
se estendeu até o mês de dezembro.
“Inicialmente contávamos com a adesão
população deposita na Fonoaudiologia,
em grande parte conquistados através
infantil e adulto, e fluência infantil”.
“Estes grupos têm demonstrado
apenas de palestrantes fonoaudiólogos e
da área de Enfermagem. Com o passar
destes projetos”.
Para a fonoaudióloga, “devido à
grande evolução, pois ao se tratar a
comunicação, nada melhor que o grupo,
do tempo e com os resultados alcançados, sensibilizamos outros profissionais
imensa demanda terapêutica dos
serviços públicos, aliado a necessidade
em que a comunicação entre os indivíduos é muito rica”, destaca a
e hoje contamos com o envolvimento de
assistentes sociais, nutricionistas e
de se implantar (e gerir) propostas
preventivas, o fonoaudiólogo se sente
fonoaudióloga. ”Além disso, as altas
estão sendo mais rápidas, e os pacientes
fisioterapeutas”, relata Cláudia. “Este
acuado na tentativa de evitar filas de
não aguardam em fila de espera, o que
tem trazido satisfação dos clientes”
Apenas em alguns casos o atendimento
continua sendo realizado individualmente, como pacientes afásicos, ou
bebês com alterações.
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CEV participa de case empresarial
premiado pela ADVB
Um case empresarial, envolvendo a atuação fonoaudiológica foi um dos
vencedores em 2005 do 13º Top de Recursos Humanos da ADVB – Associação dos
Dirigentes de Venda e Marketing do Brasil, que selecionou 12 projetos entre 89
inscritos.
O prêmio foi conquistado pela Alphaville Urbanismo com o case “AlphaVille
Urbanismo, Valores e Saúde: Mens Sana in Corpore Sano” e foi o resultado de um
trabalho que apostou na valorização do capital intelectual da empresa, por meio de
ações de aproximação de todos os colaboradores, com o objetivo de encurtar os
caminhos da comunicação interna. Uma das consultorias contratadas para implementar esse projeto foi a da CEV, sob direção da fonoaudióloga Mara Behlau, que
desenvolveu o programa “Consultoria de Qualidade em Comunicação”, de comunicação organizacional, direcionado a gerentes e diretores. Esse programa tinha como
objetivo transferir para a linguagem o mesmo padrão de excelência que a empresa
praticava em seus empreendimentos. Segundo depoimento do diretor de marketing
da empresa, Marcelo Puntel, “os funcionários passaram a transmitir com maior
homogeneidade a postura da empresa a parceiros e clientes”.
ONG Vez da Voz é premiada
por ações de voluntariado
A ONG Vez da Voz recebeu o diploma Mérito Herbert de Souza - Betinho em
solenidade realizada no dia 6 de dezembro na Câmara Municipal de Campinas (SP).
A titulação, entregue pelo presidente da Câmara, vereador Dario Saadi, foi concedida
em reconhecimento ao trabalho prestado ao município na área do voluntariado.
O Diploma de Mérito Herbert de Souza – Betinho é outorgado às pessoas e
entidades que tenham se destacado de forma exemplar no trabalho voluntário, no
município de Campinas e fora dele. “A pessoa do voluntário merece uma homenagem, uma honraria que estimule a cada dia este trabalho tão digno e desprovido de
interesse material”, afirmou a carta que acompanhou o diploma, escrita pela
vereadora Delegada Teresinha. O CRFa 2ª Região congratula-se com a fga. Cláudia
Cotes por esta justa homenagem.
Agradecimento
O Conselho Regional de Fonoaudiologia expressa seu agradecimento às empresas
que reconheceram a importância dos Happy Hours Culturais realizados em 2005 em São
Paulo, Ribeirão Preto e Marília. Este apoio foi fundamental para o sucesso alcançado.
HAPPY HOUR EM SÃO PAULO
HAPPY HOUR EM MARÍLIA
HAPPY HOUR EM RIBEIRÃO PRETO
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