UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE – UNESC
CURSO DE FARMÁCIA
ÁLISON WALNIER PEZENTE
ANÁLISE MICROBIOLÓGICA, FÍSICA E QUÍMICA DA ÁGUA DOS
BEBEDOUROS E TORNEIRAS CONSUMIDA NA E.E.B TIMBÉ DO
SUL, LOCALIZADA NO CENTRO DO MUNICÍPIO DE TIMBÉ DO SUL SC
CRICIÚMA, JUNHO DE 2009
ÁLISON WALNIER PEZENTE
ANÁLISE MICROBIOLÓGICA, FÍSICA E QUÍMICA DA ÁGUA DOS
BEBEDOUROS E TORNEIRAS CONSUMIDA NA E.E.B TIMBÉ DO
SUL, LOCALIZADA NO CENTRO DO MUNICÍPIO DE TIMBÉ DO SUL SC
Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado à disciplina de TCCI, do Curso de
Farmácia da Universidade do Extremo Sul
Catarinense – UNESC, para o cumprimento parcial
desta.
Professor Orientador: Giordana Maciel Dário
CRICIÚMA, JUNHO DE 2009
1 INTRODUÇÃO
A água é uma substância inorgânica composta e de fundamental
importância para existência dos seres vivos, sendo a constituinte mais abundante da
matéria viva chegando a um percentual médio de 75% desta. Atua como solvente
universal dispersando compostos orgânicos e inorgânicos; indispensável às reações
químicas biológicas que se desenvolvem em soluções; veículo de transporte que faz
o intercâmbio das substâncias intra e extracelular; desempenha um papel de grande
relevância como reagente, nas transformações moleculares, (LOPES,1994;
SOARES,1997).
A água circula em nosso planeta continuamente de maneira ininterrupta,
através do ciclo hidrológico. (GARCEZ, 1999). Embora mais de 70% do planeta seja
constituído de água, somente cerca de 3% desta, se encontra disponível para o
aproveitamento humano. (ONU, 2003). Além disso, com a explosão industrial,
urbana, agrícola e o avanço das ciências médicas houve contribuição para o
aumento populacional que, passaram a consumir mais água, tornando-a mais
escassa, (MARTINS,1995).
Devido à escassez de água esta já foi protagonista de vários conflitos
entre muitos países. É o que aconteceu com Turquia e Iraque pelas águas do
Eufrates; Síria, Israel e Jordânia pelas águas do rio Jordão e entre o Brasil,
Argentina e Paraguai, pelas águas do rio Paraná na geração de energia elétrica.
Além da escassez de água disponível, para agravar mais a situação ela está
mundialmente mal distribuída. Brasil, Rússia e China possuem cerca de 60% do
produto. (PHILIPPI, 2005).
Cerca de 11,6% da água doce disponível nos mananciais do planeta,
estão localizados no Brasil, porém assim como acontece mundialmente, esta se
distribui nas regiões de maneira irregular. Enquanto o sudeste brasileiro com 42,65%
da população tem a sua disponibilidade apenas 6% dos recursos hídricos, a região
norte do país que, tem apenas 6,98% da população brasileira conta com 68,50% dos
mesmos recursos (PHILIPPI, 2005; MARTINS, 1995).
Nas regiões metropolitanas do país, tanto no nordeste quanto no sul e
sudeste, o problema da água própria para o consumo humano é ainda mais sério,
fazendo com que, cidades ali localizadas, apelem para bacias hidrográficas vizinhas,
como é o caso de Recife, aonde a água vem de Tapacurá; São Paulo que capta
50% da água no sistema Cantareira distante 50Km da área urbana, e a grande
Florianópolis onde 80% da água é capitada no sistema Cubatão/Pilões distante
aproximadamente 30 Km da região urbana, devido a poluição e contaminação dos
mananciais próximos das cidades. (PHILIPPI, 2005; MARTINS, 1995).
A atividade humana gera resíduos e estes, em contado com o meio
ambiente pode proporcionar efeitos indesejáveis e negativos aos seres vivos. Isto é
o que se chama de poluentes. Dependendo da densidade ou concentração desses
no meio ambiente, resulta no maior ou menor índice de poluição. (BRAGA, 2002).
Os poluentes das águas mais comuns são: os metais (mercúrio), a
radioatividade, poluentes orgânicos refratários como é o caso dos detergentes
sintéticos, defensivos agrícolas, petróleo e os poluentes orgânicos biodegradáveis.
(BRAGA, 2002).
A forma como o homem usa e ocupa o solo se reflete diretamente na
qualidade da água que se encontra a sua disposição. (DI BERNARDO et al, 2002).
Ao interferir no meio ambiente, lançando produtos tóxicos o homem vem alterando o
meio onde vive, proporcionando condições ideais para aparecimento de doenças
tais como: disenteria bacilar, cólera, salmonelose, Ancilostomose, Ascaridíase,
hepatite infecciosa, poliomielite etc, piorando consideravelmente sua qualidade de
vida. (FILHO,1984; BENENSON 1985; MURRAY, 2000).
Quanto maior for à ineficiência do sistema do abastecimento de água,
como coleta de esgoto, falta de informação e conscientização sobre hábitos
higiênicos, maior será a porcentagem de óbitos obtidos, nos países com essas
características, chegando a 70% de todas as mortes e doenças em todo o mundo,
sendo que 2,5 milhões de pessoas morreram de doenças diarréicas em 1996,
(OPAS, 2001, apud PHILIPPI, 2005).
A pesquisa de saneamento básico, realizada no ano 2000 pelo IBGE
mostrou que, 98% dos municípios brasileiros contam com serviço de abastecimento
de água, quase 100% com coleta de lixo, e 52% com coleta de esgoto. No entanto,
apenas 20 % oferecem tratamento e os demais depositam seus resíduos sólidos em
lixões. (IBGE, 2000, apud PHILIPPI, 2005).
A água destinada ao consumo humano tem prioridade aos demais usos e
como não se encontra água pura na natureza, esta deve passar por um conjunto de
etapas denominado tratamento de água afim de que possa ser utilizada pelo
homem, sem que lhe represente risco à saúde. Este é feito, nas estações de
tratamento de água (ETAS). (PHILIPPI, 2005).
Além
do
tratamento
realizado
nas
ETAS
é
necessário
fazer
periodicamente higienização dos reservatórios de água, bebedouros, torneiras e
outros equipamentos para que impurezas presentes nestes, não venham a
comprometer todo o trabalho de potabilidade realizado na água que, chegou em
boas condições pela rede de distribuição, até as residências, e também o custo
gerado.
Os
parâmetros
biológicos,
físicos
e
químicos,
determinam
as
características de potabilidade necessárias para que, a água chegue até a
população de uma maneira mais segura e confiável afim de que, possa ser utilizada
no consumo humano. Esses parâmetros são regulamentados por normas e/ou
padrões definidos em portarias do ministério da saúde. (RICHTER & NETTO, 1999).
Atento as tais questões que, envolva a saúde pública, o presente trabalho
tem por finalidade analisar parâmetros biológicos, físicos e químicos quanto aos
níveis de pH, turbidez, coliformes totais e coliformes fecais. Dos bebedouros e
torneiras da E.E.B. Timbé do Sul/SC.
2 OBJETIVOS
2.1 Objetivo Geral
Investigar a água dos bebedouros e torneiras da Escola Básica Timbé do
Sul, no seu aspecto microbiológico, físico e químico.
2.2 Objetivos Específicos
Avaliar através da análise de superfície das torneiras e bebedouro a
presença de bactérias gram-negativas e gram-positivas ;
Verificar a qualidade microbiológica, físico-química da caixa d’água;
Verificar a qualidade microbiológica, físico-química da água que sai
em suas torneiras e bebedouro, dando prioridade àqueles onde existe maior fluxo
de pessoas;
Comparar os resultados obtidos das análises, físico-química com os
parâmetros da portaria número 518, de 25 de março de 2004 do ministério da
saúde;
Comparar os resultados obtidos das análises, físico-química e
microbiológica com os parâmetros, obtidos pelo SAMAE;
Propor sugestões para que venha melhorar a qualidade da água
consumida no estabelecimento e como conseqüência à qualidade de vida das
pessoas envolvidas nesse processo.
3 METODOLOGIA
Materiais, Equipamentos E Utensílios
Tubos de DBO; swabs; tubos de ensaio; erlenmeyer 250 ml; bureata 25
ml; suporte de bureta; funil; proveta 100 ml; pipeta volumetrica: 5 ml, 50
ml,10ml,1ml,0,1ml; Turbidímetro; tubos de amostra de vidro incolor; cronômetro;
placa de petri; micropipetas 100µL, 1000µL; ponterias de 1000µL; tubos de durham;
bico de bunsen; termômetros; estufa;
espectofotometro; espátulas metálicas;
balança analítica; banho maria; haste de vidro, alça de platina.
Reagentes
Tiossulfato de sódio 10%; ortolidina 0,1%; solução de amido; solução de
Kl; água destilada; Solução de HCl; lactose verde brilhante; caldo lauril sulfato
triptose (LST); caldo de lactose; agar PCA; caldo E.C; corante zircônico-ácido;
solução de arsenito de sódio; reagente e zircônico-spands álcool 70%. Solução de
fluoreto solução de spands.
Métodos
Fazendo uma visita no local, verificou-se que o colégio dispõe de 25
torneiras, 2 bebedouros e 4 caixas d’água. A caixa d’água a ser analisada fica
próximo aos banheiros das meninas, localizada sobre o forro; o bebedouro, no
corredor principal. A torneira (A) será da cozinha; a torneira (B) será do banheiro das
meninas; a torneira (C) dos banheiros dos meninos; as torneiras (D e E) serão
aquelas localizadas no espaço coberto, localizado perto do refeitório. Será
analisados essas torneiras e bebedouro,pois, se localizam em locais onde há maior
número de pessoas que tramitam no colégio.
Os parâmetros biológicos, físico-químicos a serem analisados serão: cloro,
pH, cor, flúor, turbidez e coliformes fecais.
A intenção é de realizar 4 amostras de cada local escolhido,
proporcionando 28 análises, pois, do conjunto universo escolheu-se 5 torneiras, 1
caixa d’água e 1 bebedouro, resultando em 7 locais.
Para coletar as amostras de água em cada local, tanto para análise
microbiológica como para as análises físico-químicas, pretende-se utilizar frascos de
DBO, com capacidade de 250 ml, que deverão ser previamente autoclavados com 8
gotas de solução de tiossulfato de sódio a 10%. Após a coleta do material, este
deverá ser levado ao laboratório de microbiologia da UNESC, onde se pretende
fazer todas as análises em menos de 24horas.
Para a análise de superfície das torneiras comuns e da torneira do
bebedouro, serão usadas swabs e água peptonada, que será colocado dentro de
tubos de ensaio estes autoclavados. Como será feita a análise de superfície de 5
torneiras comuns e 1 torneira do bebedouro, serão utilizados 6 swabs e 6 tubos
contendo contendo água peptonada. Nesta análise observará se há presença de
Streptococcus pyogenes, já que esta bactéria se encontra com maior freqüência na
região oral de crianças e pré-adolescentes.
3.1 Coletas de Água da Caixa da Água
Para a coleta de água da caixa, serão utilizados frascos de DBO, com
capacidade de 250 ml.
Esses frascos serão previamente autoclavados com 8 gotas de solução de
tiossulfato de sódio a 10%, que serão abertos rapidamente, tendo o cuidado de
remover a tampa e a cobertura conjuntamente, não deixando-se que a tampa toque
em qualquer superfície. (Instituto de Tecnologia de Pernambuco, 2007).
Os recipientes serão mergulhados com o auxílio de um cordão estéril,
evitando a coleta da água junto às paredes da caixa da água. (Instituto de
Tecnologia de Pernambuco, 2007).
Será efetuado o enchimento até aproximadamente 200 ml. Não será
lavado o frasco em hipótese alguma. Fechando-se o frasco imediatamente após a
coleta, onde será fixado bem o material protetor ao redor do gargalo do frasco.
(Instituto de Tecnologia de Pernambuco, 2007).
3.2 Torneiras e Bebedouro
Para as torneiras comuns e a do bebedouro, serão utilizados um tubo de
DBO, para cada uma com capacidade de 250 ml e este previamente autoclavado,
com 8 gotas de tiossulfato de sódio a 10% dentro de um saco plástico esterilizado.
(Instituto de Tecnologia de Pernambuco, 2007).
A assepsia das torneiras nos locais da coleta será realizada com álcool
70%, pulverizando-as por dentro e por fora e em seguida flambado-as. (Instituto de
Tecnologia de Pernambuco, 2007).
Para coletar a água das torneiras será assim procedido: abrir-se-ão as
torneiras e se deixará escorrer a água por aproximadamente 2 minutos. Em seguida
coleta-se a mesma enchendo o tubo de DBO. O mesmo procedimento será usado
para a água vinda do bebedouro. (Instituto de Tecnologia de Pernambuco, 2007).
Para a coleta de superfície serão usados swabs, e tubos contendo água
peptonada (uma para cada torneira acima citada). Se determinará a cada torneira
uma área de 3 x 10 cm, ou seja 30 cm2, isto será feito com uma fita métrica que,
depois de ser circundado a torneira, se achará a medida de 3cm de largura por
10cm de comprimento. Far-se-á o esfregaço com o swab e será transferido para o
tubo de ensaio contendo água peptonada. Em seguida será fechado o tubo de
ensaio ficando pronto para ser analisado. (Instituto de Tecnologia de Pernambuco,
2007).
Para a coleta de superfície das torneiras, não serão esterilizadas as
mesmas. (Instituto de Tecnologia de Pernambuco, 2007).
3.3 Determinação Da Turbidez
A determinação da turbidez pelo método nefelométrico, é adotado nas
atividades de controle de poluição da água e de verificação do parâmetro físico nas
águas consideradas potáveis.
O método é baseado na comparação da intensidade de luz espalhada
pela amostra em condições definidas, com a intensidade da luz espalhada por uma
suspensão considerada padrão.
Quanto maior a intensidade da luz espalhada maior será turbidez da
amostra analisada. O turbidímetro é o aparelho utilizado para a leitura, este aparelho
é constituído de um nefelômetro, sendo a turbidez expressa em unidades
nefelométricas de turbidez (UNT).
Com a suspensão padrão de turbidez de 40 UNT, utilizando água
destilada como diluente, realizará as diluições desejadas.
A Calibração do aparelho será de acordo com as instruções do fabricante
e medirá os padrões no turbidímetro, cobrindo todas as faixas de interesse e será
preparado curvas de calibração dentro do interesse das amostras. (MACEDO;2001).
Turbidez Menor Que 40 Unidades
Agitará bem as amostras a fim de dispersar os sólidos. Após o
esaparecimento das bolhas de ar, colocará a amostra no turbodímetro.
(MACEDO;2001).
Turbidez Maior Que 40 Unidades
Diluir a amostra com um ou mais volumes de água isenta de turbidez, de
modo que, as leituras estejam dentro da faixa desejada. (MACÊDO; 2001).
4 pH- Potencial hidrogênio iônico
O aparelho será ligado deixando-o em aquecimento durante 20 minutos;
em seguida o eletrodo será lavado com água destilada enxugando-o com papel
macio, conforme orientação do fabricante. (Manual Prático de Análise de Água,
2006; Macedo, 2001).
As amostras serão levadas ao aparelho sempre lavando o eletrodo com
água destilada e posteriormente enxugando-o com papel macio, após a medida do
pH de cada amostra. (Manual Prático de Análise de Água, 2006; Macedo, 2001).
O pH é um parâmetro muito importante, pois, indica a acidez ou
basicidade das soluções. Através dele podemos ter noção da qualidade de dejetos
industriais lançados na água (Macedo, 2001).
5 Coliformes Totais (Técnica Dos Tubos Múltiplos)
Serão preparadas séries de três contendo caldo lactose verde brilhante
bile (VBB), sendo a primeira série com concentração dupla e as demais de
concentração simples. Inoculará 10 ml da amostra (sem diluição=10o) na primeira
série, 1ml na segunda série 0,1mL na terceira série, Incubará a série de tubos a
32oC por 24 a 48 horas.
Deverá ser realizado o plaqueamento de 1ml da amostra de água em meio
Plate Count Agar (PCA).
Esta técnica se baseia na distribuição binomial empregando-se diluições
até a extinção, para tal utilizam-se tubos de fermentação e pelos resultados positivos
(crescimento e formação de gás) e negativos estimula-se a densidade da população
de coliformes.
O método de tubos múltiplos resulta em um número mais provável (NMP)
que é estimativa do número de coliformes. (MACÊDO; 2001).
5.1 Teste Presuntivo
Possuem
a
função
de
avaliar
a
presença
de
microorganismos
fermentadores de lactose, especialmente os grupos coliformes. Nesta fase irão ser
recuperadas as células estressadas por tratamentos térmicos, pelo congelamento ou
outro motivo qualquer. O teste se baseia na utilização de meio de cultura rico em
nutrientes, que facilita o rápido crescimento dos microrganismos. O meio contém
lauril sulfato que inibe consideravelmente o crescimento da flora acompanhante. O
meio utilizado é o caldo lauril sulfato triptose (Caldo LST), (MACEDO; 2001).
5.2 Teste Confirmativo (Coliformes Totais).
Irá ser utilizado o Caldo Verde Brilhante Lactose Bile 2%, preparado
conforme especificação do fabricante, que contém dois inibidores (Bile e Verde
Brilhante) do crescimento da microflora acompanhante, especialmente bactérias
gram positivas, e a lactose, como único carboidrato. Assim, a produção de gás nos
tubos, nas condições do teste, indica que houve desenvolvimento de bactérias gram
negativas que fermentaram lactose, características do grupo coliforme, sendo
observada a produção de gás no interior dos tubos de fermentação (tubos de
Durham), (MACÊDO; 2001).
5.3 Padrão de referência
Segundo Portaria de no 1469 de 29 de Dezembro 2000, do M.S. (Brasil,
2001) no capitulo IV, o Padrão de Potabilidade, no Art. 11, a água potável deve estar
em conformidade com o padrão microbiológico conforme a Tabela 1, a seguir.
Quadro 1: Padrão Microbiológico De Potabilidade Da Água Para Consumo Humano
Parâmetro
Vmp
Água Para Consumo Humano
Escherichia coli ou coliformes Ausência em 100 ml
termotolerantes
Água na saída do tratamento
Coliformest totais
Ausência em 100 ml
Água tratada no sistema de distribuição (reservatórios e rede)
Escherichia coli ou coliformes Ausência em 100 ml
termotolerantes
Coliformes totais
Sistemas que analisam 40 ou mais amostras
por mês:
Ausência em 100 ml em 95% das amostras
examinadas no mês;
Sistemas que analisam menos de 40
amostras por mês:
Apenas uma amostra poderá apresentar
mensalmente resultado positivo em 100 ml.
Fonte: Portaria No 1469, de 29 de Dezembro 2000
5.4 Confirmação
Para cada tubo de caldo E.C ou VBB incubado será semeado tubos
correspondentes com caldo triptona. Incubar a 44,5oC por 24 horas. Após a
incubação adicionará a cada tubo 0,2 a 0,3 ml do reativo de Kovacs.
O
resultado
deve
ser
considerado
positivo
quando
houver
desenvolvimento e um anel vermelho escuro na superfície do líquido (presença de
indol).
Para confirmação da técnica VRB-MG, gotejar sobre as colônias com
fluorescência azul claro 10-20µL de reativo de Kovacs. Uma coloração vermelha
após 2-10 segundos indica a formação de indol, (MACÊDO; 2001).
6.CRONOGRAMA
Atividade
Pesquisa Biográfica
Testes Microbiológicos
Testes Físicos e Químicos
Análises Conclusivas
Entrega do TCC e Defesa
Ago
X
X
X
Set
X
X
X
Out
X
Nov
X
7 ORÇAMENTO
As matérias utilizadas para análise da água gerarão um custo de
R$286,60. Financiado pelo Departamento do curso de Farmácia da Universidade do
Extremo Sul Catarinense - UNESC.
Equipamentos e materiais (aqueles que não contêm valor estimado na
tabela de Orçamento) não gerarão custo para o Departamento de Farmácia da
UNESC, uma vez que já fazem parte da estrutura presente nos laboratórios de
Microbiologia e Química da UNESC.
Tabela de Orçamento
Total
Quantidade
solicitada
7
28
7
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
7
1
1
1
7
1
1
1
1
1
1
1
1
1
18,2g
56g
31,08g
75,6g
200g
460 ml
135,5g
172 ml
700 ml
Descrição: Equipamentos,
Materiais e Reagentes
Tubos de dbo
Swabs
Tubos de ensaio
Erlenmeyer 250 ml
Bureta 25ml
Suporte de bureta
Funil
Proveta 100ml
Pipeta volumetrica: 5ml
Pipeta volumetrica 50ml
Pipeta volumetrica 10ml
Pipeta volumetrica 1ml
Pipeta volumetrica 0,1ml
Turbidímetro
Tubo de amostra de vidro incolor
Cronômetro
Placa de petri
Micropipetas 100µl
Micropipetas 1000µl
Ponteiras de 1000µl
Tubos de durham
Bico de bunsen
Termômetro
Estufa
Espectofotometro
Espatulas etálicas
Balança analítica
Banho maria
Haste de vidro
Alça de platina
Caldo de lactose
Caldo verde brilhante
Caldo ec
Pca ágar
Tiossulfato de sódio
Arsenito de sódio
Fluoreto de sódio
Reagente de spands
Álcool
Custo total (em
Reais)
R$ 3,64
R$ 65,86
R$ 31,35
R$ 68,80
R$ 7,80
R$ 21,52
R$ 22,17
R$ 33,86
R$ 4,55
R$ 286,60
REFÊRENCIAS
BENENSON, A, B.; Control of communicable diaseases in man. 14ed American
Public Health, 1985
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n 1469 de 29 de dezembro de 2000. Normas
e padrões de potabilidade da água para o consumo humano. Disponível em: < http://
www.anvisa.gov.br/legis/index.htm> Acessado em: 15 de maio de 2009.
BRAGA, B. Introdução à engenharia ambiental. São Paulo: Prentice Hall, 2002
DI BERNARDO, L.; DI BERNARDO, A.; CENTURIONE, F.; PAULO, L. Ensaios de
tratabilidade de água e dos resíduos gerados em estações de tratamento de
água. São Carlos, SP: Rima, 2002.
FILHO, D. F. Tecnologia de Água. 3a edição. São Paulo: NOBEL,1984
GARCEZ, L. N. Elementos de Engenharia Hidráulica e Sanitária 2a edição. São
Paulo: Edições CETOP, 1997.
ITEP - Instituto de Tecnologia de Pernambuco. INSTRUÇÃO DE TRABALHO
COLETA DE ÁGUA PARA ANÁLISES MICROBIOLÓGICAS, 2007. Disponível em;
www.ITEP.br; último acesso: 13 de Junho de 2009.
MACÊDO, J. A. Águas & Águas . São Paulo; editora Varela, 2001
MURRAY, P. R. Microbiologia Médica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000
PHILIPPI, J. A.; PELICIONI, M. Educação ambiental e sustentabilidade. Barueri,
SP: Manole, 2005.
RICHTER, C. A.; NETTO, J. M. Tratamento de água: Tecnologia atualizada. São
Paulo: Editora Edgar Blucher Ltda,1999
SÔNIA, L. Biologia Volume 1. São Paulo: Editora Saraiva, 1994
SOARES, J. L. BIOLOGIA. São Paulo: Editora Scipione, 1997
Cadernos de Saúde Pública
Mensal. Brasil. Rio de Janeiro -19
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3. PUBLICAÇÃO DE ENSAIOS CLÍNICOS
3.1 Artigos que apresentem resultados parciais ou integrais de ensaios clínicos
devem obrigatoriamente ser acompanhados do número e entidade de registro do
ensaio clínico.
3.2 Essa exigência está de acordo com a recomendação da BIREME/OPAS/OMS
sobre o Registro de Ensaios Clínicos a serem publicados a partir de orientações da
Organização Mundial da Saúde - OMS, do International Committee of Medical
Journal Editors (www.icmje.org) e do Workshop ICTPR.
3.3 As entidades que registram ensaios clínicos segundo os critérios do ICMJE são:
* Australian New Zealand Clinical Trials Registry (ANZCTR)
* ClinicalTrials.gov
* International Standard Randomised Controlled Trial Number (ISRCTN)
* Nederlands Trial Register (NTR)
* UMIN Clinical Trials Registry (UMIN-CTR)
* WHO International Clinical Trials Registry Platform (ICTRP)
4. FONTES DE FINANCIAMENTO
4.1 Os autores devem declarar todas as fontes de financiamento ou suporte,
institucional ou privado, para a realização do estudo.
4.2 Fornecedores de materiais ou equipamentos, gratuitos ou com descontos,
também devem ser descritos como fontes de financiamento, incluindo a origem
(cidade, estado e país).
4.3 No caso de estudos realizados sem recursos financeiros institucionais e/ou
privados, os autores devem declarar que a pesquisa não recebeu financiamento
para a sua realização.
5. CONFLITO DE INTERESSES
5.1 Os autores devem informar qualquer potencial conflito de interesse, incluindo
interesses políticos e/ou financeiros associados a patentes ou propriedade, provisão
de materiais e/ou insumos e equipamentos utilizados no estudo pelos fabricantes.
6. COLABORADORES
6.1 Devem ser especificadas quais foram as contribuições individuais de cada autor
na elaboração do artigo.
6.2 Lembramos que os critérios de autoria devem basear-se nas deliberações do
International Committee of Medical Journal Editors, que determina o seguinte: o
reconhecimento da autoria deve estar baseado em contribuição substancial
relacionada aos seguintes aspectos: 1. Concepção e projeto ou análise e
interpretação dos dados; 2. Redação do artigo ou revisão crítica relevante do
conteúdo intelectual; 3. Aprovação final da versão a ser publicada. Essas três
condições devem ser integralmente atendidas.
7. AGRADECIMENTOS
7.1 Possíveis menções em agradecimentos incluem instituições que de alguma
forma possibilitaram a realização da pesquisa e/ou pessoas que colaboraram com o
estudo mas que não preencheram os critérios para serem co-autores.
8. REFERÊNCIAS
8.1 As referências devem ser numeradas de forma consecutiva de acordo com a
ordem em que forem sendo citadas no texto. Devem ser identificadas por números
arábicos sobrescritos (Ex.: Silva 1). As referências citadas somente em tabelas e
figuras devem ser numeradas a partir do número da última referência citada no
texto. As referências citadas deverão ser listadas ao final do artigo, em ordem
numérica, seguindo as normas gerais dos Requisitos Uniformes para Manuscritos
Apresentados a Periódicos Biomédicos (http://www.nlm.nih.gov/citingmedicine/).
8.2 Todas as referências devem ser apresentadas de modo correto e completo. A
veracidade das informações contidas na lista de referências é de responsabilidade
do(s) autor(es).
9. NOMENCLATURA
9.1 Devem ser observadas as regras de nomenclatura zoológica e botânica, assim
como abreviaturas e convenções adotadas em disciplinas especializadas.
10. ÉTICA EM PESQUISAS ENVOLVENDO SERES HUMANOS
10.1 A publicação de artigos que trazem resultados de pesquisas envolvendo seres
humanos está condicionada ao cumprimento dos princípios éticos contidos na
Declaração de Helsinki (1964, reformulada em 1975, 1983, 1989, 1996 e 2000), da
World Medical Association.
10.2 Além disso, deve ser observado o atendimento a legislações específicas
(quando houver) do país no qual a pesquisa foi realizada.
10.3 Artigos que apresentem resultados de pesquisas envolvendo seres humanos
deverão conter uma clara afirmação deste cumprimento (tal afirmação deverá
constituir o último parágrafo da seção Metodologia do artigo).
10.4 Após a aceitação do trabalho para publicação, todos os autores deverão
assinar um formulário, a ser fornecido pela Secretaria Editorial de CSP, indicando o
cumprimento integral de princípios éticos e legislações específicas.
10.5 O Conselho Editorial de CSP se reserva o direito de solicitar informações
adicionais sobre os procedimentos éticos executados na pesquisa.
11. PROCESSO DE SUBMISSÃO ONLINE
11.1 Os artigos devem ser submetidos eletronicamente por meio do sítio do Sistema
de Avaliação e Gerenciamento de Artigos (SAGAS), disponível em:
http://www.ensp.fiocruz.br/csp/index.html. Outras formas de submissão não serão
aceitas. As instruções completas para a submissão são apresentadas a seguir. No
caso de dúvidas, entre em contado com o suporte sistema SAGAS pelo e-mail: [email protected].
11.2 Inicialmente o autor deve entrar no sistema SAGAS. Em seguida, inserir o
nome do usuário e senha para ir à área restrita de gerenciamento de artigos. Novos
usuários do sistema SAGAS devem realizar o cadastro em "Cadastre-se" na página
inicial. Em caso de esquecimento de sua senha, solicite o envio automático da
mesma em "Esqueceu sua senha? Clique aqui".
11.3 Para novos usuários do sistema SAGAS. Após clicar em "Cadastre-se" você
será direcionado para o cadastro no sistema SAGAS. Digite seu nome, endereço, email, telefone, instituição.
12. ENVIO DO ARTIGO
12.1 A submissão online é feita na área restrita de gerenciamento de artigos
http://www.ensp.fiocruz.br/csp/index.html. O autor deve acessar a "Central de Autor"
selecionar o link "Submeta um novo artigo".
12.2 A primeira etapa do processo de submissão consiste na verificação às normas
de publicação de CSP. O artigo somente será avaliado pela Secretaria Editorial de
CSP se cumprir todas as normas de publicação.
12.3 Na segunda etapa são inseridos os dados referentes ao artigo: título, título
corrido, área de concentração, palavras-chave, informações sobre financiamento e
conflito de interesses, resumo, abstract e agradecimentos, quando necessário. Se
desejar, o autor pode sugerir potenciais consultores (nome, e-mail e instituição) que
ele julgue capaz de avaliar o artigo.
12.4 O título completo (no idioma original e em inglês) deve ser conciso e
informativo, com no máximo 150 caracteres com espaços.
12.5 O título corrido poderá ter máximo de 70 caracteres com espaços.
12.6 As palavras-chave (mínimo de 3 e máximo de 5 no idioma original do artigo)
devem constar na base da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), disponível:
http://decs.bvs.br/.
12.7 Resumo. Com exceção das contribuições enviadas às seções Resenha ou
Cartas, todos os artigos submetidos em português ou espanhol deverão ter resumo
na língua principal e em inglês. Os artigos submetidos em inglês deverão vir
acompanhados de resumo em português ou em espanhol, além do abstract em
inglês. O resumo pode ter no máximo 1100 caracteres com espaço.
12.8 Agradecimentos. Possíveis agradecimentos às instituições e/ou pessoas
poderão ter no máximo 500 caracteres com espaço.
12.9 Na terceira etapa são incluídos o(s) nome(s) do(s) autor(es) do artigo,
respectiva(s) instituição(ões) por extenso, com endereço completo, telefone e e-mail,
bem como a colaboração de cada um. O autor que cadastrar o artigo
automaticamente será incluído como autor de artigo. A ordem dos nomes dos
autores deve ser a mesma da publicação.
12.10 Na quarta etapa é feita a transferência do arquivo com o corpo do texto e as
referências.
12.11 O arquivo com o texto do artigo deve estar nos formatos DOC (Microsoft
Word), RTF (Rich Text Format) ou ODT (Open Document Text) e não deve
ultrapassar 1 MB.
12.12 O texto deve ser apresentado em espaço 1,5cm, fonte Times New Roman,
tamanho 12.
12.13 O arquivo com o texto deve conter somente o corpo do artigo e as referências
bibliográficas. Os seguintes itens deverão ser inseridos em campos à parte durante
o processo de submissão: resumo e abstract; nome(s) do(s) autor(es), afiliação ou
qualquer outra informação que identifique o(s) autor(es); agradecimentos e
colaborações; ilustrações (fotografias, fluxogramas, mapas, gráficos e tabelas).
12.14 Na quinta etapa são transferidos os arquivos das ilustrações do artigo
(fotografias, fluxogramas, mapas, gráficos e tabelas), quando necessário. Cada
ilustração deve ser enviada em arquivo separado clicando em "Transferir".
12.15 Ilustrações. O número de ilustrações deve ser mantido ao mínimo, sendo
aceito o máximo de cinco (fotografias, fluxogramas, mapas, gráficos e tabelas).
12.16 Os autores deverão arcar com os custos referentes ao material ilustrativo que
ultrapasse esse limite e também com os custos adicionais para publicação de figuras
em cores.
12.17 Os autores devem obter autorização, por escrito, dos detentores dos direitos
de reprodução de ilustrações que já tenham sido publicadas anteriormente.
12.18 Tabelas. As tabelas podem ter 17cm de largura, considerando fonte de
tamanho 9. Devem ser submetidas em arquivo de texto: DOC (Microsoft Word), RTF
(Rich Text Format) ou ODT (Open Document Text). As tabelas devem ser
numeradas (números arábicos) de acordo com a ordem em que aparecem no texto.
12.19 Figuras. Os seguintes tipos de figuras serão aceitos por CSP: Mapas,
Gráficos, Imagens de satélite, Fotografias e Organogramas, e Fluxogramas.
12.20 Os mapas devem ser submetidos em formato vetorial e são aceitos nos
seguintes tipos de arquivo: WMF (Windows MetaFile), EPS (Encapsuled PostScript)
ou SVG (Scalable Vectorial Graphics). Nota: os mapas gerados originalmente em
formato de imagem e depois exportados para o formato vetorial não serão aceitos.
12.21 Os gráficos devem ser submetidos em formato vetorial e serão aceitos nos
seguintes tipos de arquivo: XLS (Microsoft Excel), ODS (Open Document
Spreadsheet), WMF (Windows MetaFile), EPS (Encapsuled PostScript) ou SVG
(Scalable Vectorial Graphics).
12.22 As imagens de satélite e fotografias devem ser submetidas nos seguintes
tipos de arquivo: TIFF (Tagged Image File Format) ou BMP (Bitmap). A resolução
mínima deve ser de 300dpi (pontos por polegada), com tamanho mínimo de 17,5cm
de largura.
12.23 Os organogramas e fluxogramas devem ser submetidos em arquivo de texto
ou em formato vetorial e são aceitos nos seguintes tipos de arquivo: DOC (Microsoft
Word), RTF (Rich Text Format), ODT (Open Document Text), WMF (Windows
MetaFile), EPS (Encapsuled PostScript) ou SVG (Scalable Vectorial Graphics).
12.24 As figuras devem ser numeradas (números arábicos) de acordo com a ordem
em que aparecem no texto.
12.25 Títulos e legendas de figuras devem ser apresentados em arquivo de texto
separado dos arquivos das figuras.
12.26 Formato vetorial. O desenho vetorial é originado a partir de descrições
geométricas de formas e normalmente é composto por curvas, elipses, polígonos,
texto, entre outros elementos, isto é, utilizam vetores matemáticos para sua
descrição.
12.27 Finalização da submissão. Ao concluir o processo de transferência de todos
os arquivos, clique em "Finalizar Submissão".
12.28 Confirmação da submissão. Após a finalização da submissão o autor receberá
uma mensagem por e-mail confirmando o recebimento do artigo pelos CSP. Caso
não receba o e-mail de confirmação dentro de 24 horas, entre em contato com a
secretaria editorial de CSP por meio do e-mail: [email protected].
13. ACOMPANHAMENTO DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DO ARTIGO
13.1 O autor poderá acompanhar o fluxo editorial do artigo pelo sistema SAGAS. As
decisões sobre o artigo serão comunicadas por e-mail e disponibilizadas no sistema
SAGAS.
14. ENVIO DE NOVAS VERSÕES DO ARTIGO
14.1 Novas versões do artigo devem ser encaminhadas usando-se a área restrita de
gerenciamento de artigos http://www.ensp.fiocruz.br/csp/index.html do sistema
SAGAS, acessando o artigo e utilizando o link "Submeter nova versão".
15. PROVA DE PRELO
15.1 Após a aprovação do artigo, a prova de prelo será enviada para o autor de
correspondência por e-mail. Para visualizar a prova do artigo será necessário o
programa Adobe Reader. Esse programa pode ser instalado gratuitamente pelo site:
http://www.adobe.com/products/acrobat/readstep2.html.
15.2 A prova de prelo revisada e as declarações devidamente assinadas deverão
ser encaminhadas para a secretaria editorial de CSP por e-mail
([email protected]) ou por fax +55(21)2598-2514 dentro do prazo de 72
horas após seu recebimento pelo autor de correspondência.
Cadernos de Saúde Pública
Rua Leopoldo Bulhões 1480
Rio de Janeiro RJ 21041-210 Brasil
[email protected]
© 2009 Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz.
ÁLISON WALNIER PEZENTE
ANÁLISE MICROBIOLÓGICA, FÍSICA E QUÍMICA DA ÁGUA DOS
BEBEDOUROS E TORNEIRAS CONSUMIDA NA E.E.B TIMBÉ DO
SUL, LOCALIZADA NO CENTRO DO MUNICÍPIO DE TIMBÉ DO SUL
- SC
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao
Curso de Farmácia da Universidade do Extremo Sul
Catarinense – UNESC, como requisito parcial para
a obtenção do grau de Farmacêutico Generalista.
________________________________________________________________
Prof. Msc. Marilucia Rita Pereira
BANCA EXAMINADORA
_______________________________________________________________
Prof. Msc. Giordana Maciel Dário – UNESC - Orientadora
_______________________________________________________________
Prof. Dra. Tatiana Barichello – UNESC
_______________________________________________________________
Prof. Msc. Eduardo João Agnes – UNESC
CRICIÚMA, NOVEMBRO DE 2009
ANÁLISE MICROBIOLÓGICA, FÍSICA E QUÍMICA DA ÁGUA DOS
BEBEDOUROS E TORNEIRAS CONSUMIDA NA E.E.B TIMBÉ DO
SUL, LOCALIZADA NO CENTRO DO MUNICÍPIO DE TIMBÉ DO SUL
- SC
Álison Walnier PEZENTE1, Giordana Maciel DÁRIO2.
1
Acadêmico do Curso de Farmácia da Universidade do Extremo Sul Catarinense -
UNESC.
2
Professor Orientador do Curso de Farmácia da Universidade do Extremo Sul
Catarinense- UNESC.
Universidade do Extremo Sul Catarinense – Unidade Acadêmica de Ciências da
Saúde - Curso de Farmácia – Criciúma – SC Brasil.
Correspondência: Álison Walnier Pezente, Rua Padre Cícero, nº 75, Edifício Valéria,
apartamento 102, Centro, Criciúma – SC, CEP 88802-150, Brasil. E-mail:
[email protected]
RESUMO
Atento as questões que, envolva a saúde pública, o presente trabalho tem por
finalidade analisar parâmetros biológicos, físicos e químicos quanto aos níveis de
pH, turbidez, coliformes totais e termotolerantes da água que sai do bebedouro,
torneiras e caixa d`água da Escola Educação Básica de Timbé do Sul/SC. Após as
realizações dos testes, estes foram comparados com laudos fornecidos pelo
SAMAE, cujo órgão, segue orientações da portaria Nº 518 de 25 de março de 2004
do Ministério da Saúde. Foram analisadas também as bactérias presentes nas
superfícies das torneiras e bebedouro uma vez constatado que parte da população
apresentava hábitos anti-higiênicos como colocar a boca nas torneiras ao beber
água. Como resultado de superfície das torneiras e bebedouro observou-se a
presença de bactérias (gram-negativa) e bactérias (gram-positiva). Quanto os níveis
de pH e Turbidez os valores foram, 6,5 à 7,5 e 0,47 à 4,64 respectivamente. Ao
analisar os níveis de coliformes totais e termotolerantes os resultados foram
negativos demonstrando ausência em 100ml de água. Considerando dessa forma
que a água consumida na Escola Educação Básica de Timbé do Sul é potável.
Palavras chaves: Água; Saneamento básico; Poluição das águas e saúde pública;
águas de abastecimento; Padrões de potabilidade
ABSTRACT
Attentive to issues that involve public health, this study is to analyze the biological
parameters, physical and chemicals for pH levels, turbidity, total coliforms and
thermotolerant of water from the water cooler, taps and water box d `School of Basic
Education Timbé do Sul / SC. After the achievements of the tests, they were
compared with reports provided by SAMAE, whose body, following guidelines of the
ordinance No. 518 of March 25, 2004 the Ministry of Health was also analyzed the
bacteria on the surfaces of taps and trough once it is established that part of the
population had unsanitary habits and paste in the mouth when drinking water taps.
As a result of the surface trough and taps showed the presence of bacteria (gramnegative) and bacteria (gram-positive). The levels of pH and turbidity values were
6.5 to 7.5 and 0.47 to 4.64 respectively. By analyzing the levels of total and
thermotolerant coliforms were negative showing the absence in 100ml of water.
Whereas so that the water consumed in the School of Basic Education Timbé South
is drinkable.
Key words: Water, Sanitation, Water pollution and public health, water supply,
Standards of potability.
1 INTRODUÇÃO
A água é uma substância de fundamental importância para existência dos
seres vivos. Sendo assim, conhecer o seu papel nos processos vitais, climáticos e
suas propriedades físicas e químicas, despertaria a consciência para que se
aproveite de forma racional esse recurso1,2,3, uma vez que de toda a água existente
no planeta apenas 2,493% é doce e menos de 1% é de fácil acesso para o
consumo humano1.
Com o aumento populacional, aumentou também a demanda por água
doce, potável e esta tende a diminuir cada vez mais. Além disso, a atividade
humana gera resíduos e estes, em contato com o meio ambiente podem vir a poluir
e contaminar parte da mesma, e como conseqüência disso possibilitar o
aparecimento de organismos patogênicos, tornando-a um veículo transmissor de
doenças4,5.
A água destinada ao consumo humano tem prioridade aos demais usos e
como não se encontra água pura na natureza, esta deve passar por um conjunto de
etapas denominado tratamento de água afim de que possa ser utilizada pelo
homem, sem que lhe represente risco à saúde. Este é feito nas estações de
tratamento de água (ETAS)6. Além disso é necessário fazer periodicamente
higienização
dos
reservatórios
de
água,
bebedouros,
torneiras
e
outros
equipamentos para que impurezas presentes nestes, não venham a comprometer
todo o trabalho de potabilidade realizado na água que, chegou em boas condições
pela rede de distribuição, até as residências, e também o custo gerado.
Os
parâmetros
biológicos,
físicos
e
químicos,
determinam
as
características de potabilidade necessárias para que, a água chegue até a
população de uma maneira mais segura e confiável afim de que, possa ser utilizada
no consumo humano. Esses parâmetros são regulamentados por normas ou
padrões definidos em portarias do Ministério da Saúde7.
Atento as tais questões que, envolva a saúde pública, o presente trabalho
tem por finalidade analisar parâmetros biológicos, físicos e químicos quanto aos
níveis de, pH, turbidez, coliformes totais e coliformes fecais. Do bebedouro,
torneiras e caixa d`água da E.E.B. Timbé do Sul/SC.
2 METODOLOGIA
O local de estudo e retirada das amostras foi a Escola de Educação Básica
de Timbé do Sul situada no centro da cidade de Timbé do Sul, sede municipal e
possui aproximadamente 1000 alunos, correspondendo 20% da população total.
Primeiramente foi feita uma visita no local, verificando a disponibilidade de
25 torneiras, 2 bebedouros e 4 caixas d’água. A caixa d’água analisada fica próxima
ao banheiro feminino localizada sobre o forro determinada por sorteio; o bebedouro,
no corredor principal. A torneira (A) foi da cozinha; a torneira (B) foi do banheiro
feminino; a torneira (C) do banheiro masculino; as torneiras (D e E) foram aquelas
localizadas no espaço coberto, perto do refeitório. Foram analisados essas
torneiras e bebedouro considerando o maior fluxo de pessoas.
Realizou-se a análise de superfície, pois, através das visitas feitas no local,
observou-se que parte da população apresentava hábitos considerados antihigiênicos, tais como, colocar as torneiras dentro da boca, ao tomar água. O
objetivo maior desta análise é mostrar à população e em especial aquelas ali
diretamente envolvidas nesse processo que, embora as superfícies desses
representem estarem limpas, elas podem conter milhares de bactérias patogênicas
e sendo assim contribuir desse modo para mudanças de hábitos higiênicos.
Posteriormente foram realizadas as coletas de superfícies das torneiras e
bebedouro para a análise de percentagem de bactérias gram-negativa e grampositiva; coleta da água das torneiras, bebedouro e caixa d`água para realização
dos testes, físico-químico (pH e turbidez), e microbiológicos, (coliformes totais e
termotolerantes).
Para a coleta da água utilizada, em todas as análises, foram usados
frascos de DBO, com capacidade de 250ml, previamente autoclavados com 8 gotas
de solução de tiossulfato de sódio a 10%, abertos rapidamente, tendo o cuidado de
remover a tampa e a cobertura conjuntamente, não deixando que a mesma tocasse
em qualquer superfície. Os meios foram cheios até aproximadamente 200ml,
fechando-os imediatamente após a coleta, onde se fixou bem o material protetor ao
redor do gargalo dos mesmos. Em seguida foram colocados em caixas de isopor,
contendo gelo, encaminhando-os ao laboratório para efetuar as análises propostas
onde em menos de 24 horas foram feitas as análises8,9,10.
As coletas foram realizadas nos dias: 8, 16, 23 e 30 de setembro de 2009,
entre 15 e 16 horas.9,10.
Os
materiais
das
coletas
chegavam
ao
laboratório
da
UNESC
aproximadamente uma hora e meia, após a coleta e em seguida foram iniciadas as
análises, onde os materiais necessários para que as mesmas fossem efetuadas era
preparado um dia anterior9,10.
Após as realizações dos testes, estes foram comparados com laudos
fornecidos pelo SAMAE, cujo órgão, segue orientações da portaria Nº 518 de 25 de
março de 2004 do Ministério da Saúde.
Os resultados obtidos pelo SAMAE eram das análises de águas coletadas
na torneira próxima ao hidrômetro do colégio compreendidos entre 14/01/2009 à
02/08/2009, realizado pela empresa Hidraquímica, localizada em Orleans-SC.
2.1 Análise das superfícies das torneiras e bebedouro
Foram feitos os esfregaços individualmente com swabs da parte anterior de
cada torneira na saída da água, e os mesmos transferidos para o tubo de ensaio
especifico para cada um, contendo água peptonada. Em seguida fechou-se o tubo
de ensaio ficando pronto para ser analisados. Na coleta de superfície das torneiras
e bebedouro, os mesmos não foram sanitizadas 8,9,10.
Para contagem das bactérias de superfície das torneiras e bebedouro
foram utilizadas Placas de Nutrilab® onde em uma das faces havia os meios Plate
Count Agar e na outra Violet Red Bile Agar. Deixou-se que os meios adquirissem a
temperatura ambiente no momento do uso, conforme orientação do fabricante e
posteriormente aplicaram-se os meios sobre a superfície das torneiras e
bebedouro, e em seguida adaptou-se novamente a tampa no vial, fechando-a.
Estas foram postas na estufa a 35oC por 48 horas, após foi observado o
crescimento das colônias em cada meio. Os resultados foram obtidos através da
divisão do número de colônias contadas por 8,5 determinando dessa forma
UFC/cm2 de superfície.
Para identificar das bactérias (gram-negativas) e (gram-positiva) das
superfícies das torneiras e bebedouro foi utilizado um teste de triagem utilizando o
meio cromogênio, previamente preparado conforme orientação do fabricante. Após,
homogeneizado foi adicionado às placas deixando resfriar em temperatura
ambiente. Em seguida foram mantidos em refrigeração em temperatura de 2-8o C.
Durante a execução dos testes, deixou-se que as placas e a amostra adquirissem a
temperatura ambiente. Posteriormente foram introduzidos os swabs sobre a
superfície do meio, levando as placas à estufa a temperatura de 35oC por 24 horas.
Após 24 horas foi visualizado o desenvolvimento da cor do meio e das colônias,
onde cada cor afirmava o tipo de bactéria, gram-negativa ou gram-positiva.
As coletas de água das torneiras e bebedouro para as análises foram
realizadas da seguinte forma: primeiramente foram feitos as assepsias com álcool
70% pulverizando-as por dentro e por fora e em seguida flambado-as com isqueiro;
logo após abriu-se as mesmas deixando-as escorrer a água por aproximadamente
dois minutos e em seguida, encheu-se os tubos8,9,10.
2.2 Coleta de Água da Caixa d`Água
Os recipientes foram mergulhados com o auxílio de um cordão estéril,
evitando a coleta da água junto às paredes da mesma. Os frascos foram cheios, e
posteriormente fechados com o material protetor ao redor do gargalo8,9,10.
2.3 Técnica dos Tubos Múltiplos para a Análise Microbiológica.
Para
a
identificação
dos
microorganismos
(coliformes
totais
e
termotolerantes), utilizou-se a técnica dos tubos múltiplos ou técnica do número
mais provável, utilizando como meio de cultura a lactose, sendo que as bactérias
usam este meio como fonte de energia e como resultado se obtém a formação de
gás dentro dos tubos utilizados9,10.
2.3.1 Teste Presuntivo
Foram preparadas séries de três tubos, contendo caldo lactosado. Inoculou
10ml da amostra na primeira série, 1ml na segunda e 0,1ml na terceira série.
Incubou-se a série de tubos a 32ºC por 24 horas. Após esse tempo se fez-se as
leituras dos tubos, onde se observou a formação de gás e turbidez admitindo-se a
positividade9,10.
2.3.2 Teste Confirmativo
Com a ajuda de uma alça bacteriológica, retirou-se dos tubos, que deram
positivo para coliforme, uma aliquota e replicou nos tubos contendo meio verde
brilhante (VBB) e Escherichia coli (E.C) individualmente. Posteriormente os tubos
de VBB foram encaminhados ate a estufa onde permaneceram a uma temperatura
de 32ºC por 48 horas. Já os tubos que continham o E.C, foram levados até o
banho-maria a 44,5ºC por 48 horas. As amostras foram avaliadas após tempo de
incubação9,10.
Para a interpretação das análises foram utilizadas as informações contidas
no Quadro 1 do Número Mais Provável anexado abaixo.
Quadro1 - Número Mais Provável para água tratada
Número de Tubos NMP/100ml Intervalo de Confiança (95%)
Positivos
Valores Aproximados
Mínimo
Máximo
0
<1,1
0
3,0
1
1,1
0,03
5,9
2
2,2
0,26
8,1
3
3,6
0,69
10,6
4
5,1
1,3
13,4
5
6,9
2,1
16,8
6
9,2
3,1
21,1
7
12,0
4,3
27,1
8
16,1
5,9
36,8
9
23,0
8,1
59,5
10
>23,0
13,5
Infinito
Fonte: 11
Quadro 2 - Padrão microbiológico de potabilidade da água para consumo humano
Escherichia coli ou
coliformes
termotolerantes
Ausência em 100ml
Coliformes totais
Sistemas que analisam menos de 40 amostras
por mês: Apenas uma amostra poderá apresentar
mensalmente resultados positivos em 100ml.
Fonte: 12
Para a aprovação das amostras de água utilizou-se, o padrão
microbiológico de potabilidade da água para consumo humano (Quadro 2) do
sistema de distribuição (reservatórios e redes). O município de Timbé do Sul se
enquadra no sistema que analisa menos de 40 amostra por mês segundo a portaria
Nº 518 de 25 de março de 2004. Neste caso apenas uma amostra poderá
apresentar mensalmente resultado positivo de coliformes totais em 100ml.
Em relação aos coliformes termotolerantes ou Escherichia coli não pode
apresentar nenhuma positividade por 100ml da amostra da água a ser analisada.
2.4 Contagem de Bactérias Utilizando o Meio Plate Count Agar (PCA_Ágar)
Foi transferido, 1ml de todas as amostras para as placas estas previamente
autoclavadas. Abriram-se as placas e adicionou o meio de cultura, previamente
fundido e estabilizado em banho-maria a 44ºC, homogeneizou-se o conteúdo da
placa em movimentos circulares moderados, em torno de 10 vezes consecutivas.
Após a solidificação, incubou-se a 35ºC durante 48horas. Posteriormente fez-se a
contagem das colônias. Os valores obtidos na contagem foram expressos em
Unidades Formadoras de Colônia (UFC/ml)9,10.
2.5 Turbidez
A turbidez das amostras foi determinada através de um aparelho
denominado Turbidímetro. Este foi previamente ligado e calibrado com uma solução
padrão de acordo com as instruções do fabricante9,10.
2.6 pH (Potencial Hidrogênio Iônico)
A medida do pH das amostras realizou-se através do aparelho potenciômetro, sendo
previamente calibrado.
3 RESULTADOS
Ao analisar as superfícies, utilizando-se as Placas de Nutrilab® obteve-se
os valores de bactérias expresso no Quadro 3.
Quadro 3 - Contagem de bactérias da superfície por cm2.
TA
TB
TC
TD
TE
Bebedouro
1,0.103
4,7.106
2,5.103
6,0.105
4,2.104
1,2.103
Quadro 4 Percentagem de bactérias gram-negativa e gram-positiva nas
torneiras
Torneiras
TA;TB1;TD
TB2, TC, TE, Bebedouro
Bactérias
%
Bactérias gram-negativa
42,8
Bactérias gram-positiva
57,1
Em relação à caixa d`água analisada observou-se que a mesma é
constituída de amianto incluindo sua tampa, onde mesmo fechada resta ainda
frestas por onde entram determinados insetos. Observou-se também que no fundo
da mesma se encontrava uma leve camada de partículas. Sua localização é de
difícil acesso, estando ela próximo ao telhado, onde em dias de sol a temperatura
se torna muita elevada. Em torno desta destaca-se ainda a localização de madeiras
próprias da construção dificultando ainda mais sua limpeza.
Como resultado da análise de água a mesma demonstrou positividade para
coliformes. Porém com ausência de coliformes totais e termotolerantes para 100ml
de água.
Ao se determinar UFC/ml da água pelo método PCA-ágar se obteve
resultados distintos para as diferentes semanas como visualizado no Quadro 5.
Quadro 5 - UFC da água através do meio PCA-ágar
1 semana
8/9/2009
2 semana
16/9/2009
3 semana
23/9/2009
4 semana
30/9/2009
TA
24 UFC/ml
1 UFC/ml
17 UFC/ml
23 UFC/ml
TB
28 UFC/ml
3 UFC/ml
9 UFC/ml
42 UFC/ml
TC
2 UFC/ml
1 UFC/ml
65 UFC/ml
32 UFC/ml
TD
5 UFC/ml
2 UFC/ml
25 UFC/ml
20 UFC/ml
TE
21 UFC/ml
1 UFC/ml
8 UFC/ml
27 UFC/ml
Bebedouro
16 UFC/ml
3 UFC/ml
32 UFC/ml
29 UFC/ml
Caixa d’água
8 UFC/ml
2 UFC/ml
68 UFC/ml
65 UFC/ml
Os resultados para a turbidez e ao pH das amostras avaliadas encontramse expressos no quadro 6 e 7.
Quadro 6 - pH
TA
TB
TC
TD
TE
Bebedouro
Caixa d’água
1 semana
8/9/2009
7,02
7,24
6,98
6,96
7,35
7,5
7,05
2 semana
16/9/2009
6,5
7,25
7,04
7,27
7,23
7,15
7,11
3 semana
23/9/2009
6,95
6,88
7,09
7,47
7,07
7,18
6,90
4 semana
30/9/2009
6,76
6,95
7,03
7,15
7,12
7,20
7,08
Quadro 7 - Turbidez
TA
TB
TC
TD
TE
Bebedouro
Caixa d’água
1 semana
8/9/2009
2,81
2,54
2,56
2,70
3,78
2,02
4,03
2 semana
16/9/2009
1,42
0,98
1,70
1,78
1,28
1,51
2,93
3 semana
23/9/2009
1,40
0,61
0,60
0,55
0,47
0,95
1,65
4 semana
30/9/2009
1,90
1,37
2,35
2,78
1,84
1,45
4,64
4 DISCUSSÃO
No teste de superfície foi encontrado à percentagem de bactérias gramnegativa e gram-positiva.
Nas torneiras A, B e D foram encontrada um percentual de 42,8% de
bactérias gram-negativa onde as mesmas são compostas por uma única camada
de peptideoglicana, espaço periplasmico, membrana externa, conteúdo de
lipopolissacarídeo, que lhes confere a propriedade de patogenicidade, conteúdo de
lipídeos e lipoproteínas, possuem flagelos, apresentam principalmente endotoxinas
e são altamente sensíveis à estreptomicina, ao cloranfenicol e à tetraciclina. A
virulência destes microorganismos varia muito entre as espécies, dentre estas
destaca-se:
A Klebsiella sp se divide em dois grupos: K. pneumoniae e a K. oxytoca. A
primeira causa infecção do trato urinário e bacteremia, especialmente em pacientes
hospitalizados; a segunda causa a peneumonia lombar necrotizante em indivíduos,
envolvido com alcoolismo, diabete ou doença pulmonar obstrutiva crônica13,14.
A Enterobacter sp se divide em duas espécies: E. cloacae e E. aerogenes.
Estão relacionadas com infecções do trato urinário e infecções hospitalares.
Distribui-se amplamente em humanos, animais, água, esgoto e solo13,14.
A espécie de Serratia sp que mais está envolvida com infecções em seres
humanos é a S. marcescens, que podem causar infecções extra-intestinais, no trato
respiratório inferior e urinário13,14.
A torneira B se destaca por ter apresentado positividade tanto pra bactérias
gram-negativa quanto para bactérias gram-positiva.
Já as torneiras B, C, E e bebedouro deram um percentual de 57,1% para
bactérias gram-positiva estas são compostas por múltiplas camadas de
peptidioglicano, ácido teicóicos, apresentam estrutura flagelar, produzem toxinas
principalmente exotoxinas, são resistente à ruptura física e também por ruptura da
parede celular por lisozimas, são altamente sensíveis à penicilina e às
sulfonamidas, apresentam sensibilidade a detergentes aniônicos e resistência à
azida sódica e ao ressecamento. Dentre as espécies de bactérias gram-positivas
mais importante que podem causar danos patológicos estão: Sthaphylococcus
aureus e Sthaphylococcus saprophyticus.
O primeiro produz muitas toxinas que aumenta o poder de infecção da
bactéria. Podem causar infecções de cortes cirúrgicos e possui uma habilidade
muito grande em desenvolver resistência aos antibióticos como a penicilina. O
mesmo também produz uma enterotoxina que causa vômitos e náuseas. Muito
comum nas intoxicações alimentares. São encontradas nas secreções nasais e
sobre a pele. A segunda espécie o S. saprophyticus está relacionado com infecções
no trato urinário, especial cistite em mulheres13,14.
Em relação aos testes microbiológicos analisados na água observou-se
formação de unidades formadoras de colônias em meio PCA-ágar em todas as
amostras
e
locais
pesquisados,
apresentando
significativas
variações,
principalmente na segunda semana. A explicação mais provável está relacionada
com o meio PCA-ágar, onde se presume que o mesmo se encontrava numa
temperatura superior ao ideal, danificando parte da flora bacteriana. Mesmo assim
todos os testes ficaram dentro dos padrões aceitáveis da portaria que determina o
valor máximo de 500UFC/ml12.
Observando o Quadro 2 os números de coliformes se encontram dentro
dos padrões aceitáveis. Sendo que houve ausência de coliformes totais e
termotolerantes em 100ml de água. Este resultado vem de encontro com as
análises feitas pelo SAMAE, onde os resultados deram também ausência para
coliformes totais e termotolerantes em todas as amostras por eles analisadas,
embora as análises fossem feitas em dias diferentes.
O termo coliforme inclui não somente a Escherichia coli, mas também
outros organismos que tem o mesmo habitat. Porém, esta habita exclusivamente o
intestino grosso sendo utilizada como indicador de contaminação fecal15,16, e
segundo Macedo17, (2004) a Escherichia coli é causadora de gastroenterite. A
ausência de coliformes termotolerantes na água sob a ótica bacteriológica permite
dizer que, a mesma é potável, pois esta implica em maior resistência em meio
aquático, em relação às demais bactérias patogênicas intestinais. Entretanto a
presença dos mesmos, em meio aquático indica poluição fecal e possível existência
de
microorganismos
patogênicos
potencialmente
causadores
de
doenças
intestinais, tendo como veículo de transmissão várias fontes tais como: água e
insetos.10
Quanto maior for à ineficiência do sistema do abastecimento de água,
coleta de esgotos falta de informação e conscientização sobre hábitos higiênicos,
maior será a porcentagem de óbitos obtidos. Nos países com essa característica
cerca de um quarto dos 4,8 bilhões de pessoas no mundo continua sem acesso a
fontes de água adequadas, enquanto metade deste total não está servida por
serviços apropriados de saneamento. Ocorrem, no mundo, 4 bilhões de casos de
diarréia por ano, com 2,2 milhões de mortes, a maioria entre crianças de até cinco
anos. Água segura, higiene e saneamento adequados podem reduzir de um quarto
a um terço os casos de doenças diarréicas18.
Os resultados obtidos do pH ficaram dentro dos limites permitidos pela
portaria do Ministério da Saúde, que define valores normais entre 6,0 a 9,5, com
relação aos resultados do SAMAE esses ficaram entre 6,82 a 7,83, dando maior
credibilidade aos resultados obtidos no laboratório da UNESC, embora realizados
em dias diferentes. Este parâmetro é muito importante, pois, indica a acidez ou
basicidade das soluções. Através dele pode-se ter noção da qualidade de dejetos
industriais lançados na água. Em condições de pH baixo as águas tendem a ser
corrosivas, pois a acidez ataca metais, superfícies de cimento e amianto. Às águas
com pH alto são básicas, provocando muitas vezes incrustações nos matérias que
entre em contato com ela17.
A presença de Bactérias, argilas, planquitons em suspensão na água leva
partículas em suspensão e alteram a penetração da luz provocando a sua difusão e
absorção, sendo este fato conhecido como turbidez17. Os valores encontrados
ficaram dentro do aceitável pela portaria que define normais valores entre 0 à 5UT e
quando comparado aos resultados obtidos pelo SAMAE, que variaram entre 0,87 a
2,2 UT, embora realizados em dias diferentes, verificou-se a concordância entre os
valores.
5 CONCLUSÃO
Embora, a E.E.B de Timbé do Sul receba água tratada do SAMAE, foi
importante a realização dessa pesquisa, para a comparação dos parâmetros
estabelecidos pela portaria Nº518 de 25 de Março de 2004, adotada pelo SAMAE e
a água consumida na Escola, após passar pela tubulação, caixas d`água e
torneiras, uma vez que essa pesquisa jamais tinha sido realizada. Ficou evidente
que os padrões analisados estão de acordo com a portaria citada acima, ou seja, a
água se encontra adequada para o consumo humano no seu aspecto físico-químico
e microbiológico pesquisados.
Mesmo estando dentro do resultado esperado, recomenda-se que sejam
feitas algumas alterações tais como a retirada das caixas de água localizada em
cima do forro do colégio, colocando-as, num local de fácil acesso para limpa-las;
substituir as caixas de água de amianto por caixas de PVC, embora estudos
realizados não comprovem o desenvolvimento de doenças quando se refere a
amianto e água19, conscientizar a população que usufrui esse espaço para, adotar
hábitos higiênicos adequados, uma vez que foi observado que parte dessa
população põe a torneira dentro da boca, ao tomar água.
Ressaltar também a importância de se lavar as mãos quando for manipular
as torneiras, uma vez que elas são as maiores fontes de contaminação das
mesmas
20
; usar utensílios descartáveis ao tomar água, sempre que possível e por
fim, incentivar as autoridades responsáveis pela Escola da importância de se fazer
periodicamente a lavagem das caixas, filtros dos bebedouros e limpeza das
torneiras. Destaca-se que durante as coletas para as análises, o funcionário
responsável pela limpeza desses utensílios mencionou ciência e operacionalização
das práticas de higiene impostas pelo ministério da saúde.
Os resultados das avaliações físico-químicas e de observação se fez
necessário, pois desta forma pode-se assegurar que em relação a potabilidade da
água disponível para consumo, tanto os funcionários quanto ao alunos ou
quaisquer pessoas que dela usufruir, poderão estar seguros em relação a
problemática oriunda a falta de controle de tratamento. Por outro lado, a
conscientização do uso correto de torneiras e bebedouros para a coleta da água
para consumo deve ser realizada, uma vez que se observou um percentual de
bactérias (gram-negativas) e (gram-positivas) possivelmente patogênicas, mesmo
que de forma subjetiva, em suas superfícies.
REFÊRENCIAS
1. Aguiar C, Lima V, Epoglou A. Higienização e Potabilidade da Água: a Água como
Tema Gerador de Conceitos, Em Extensão , Uberlândia, V.7, 2008
2. Sônia L. Biologia Volume Único. São Paulo: Editora Saraiva, 2006
3. Soares JL. Biologia. São Paulo: Editora Scipione, 1997
4. Braga B. Introdução à Engenharia Ambiental. São Paulo: Prentice Hall, 2002
5. Sá LL, Jesus IM, Santos EO, et al. Qualidade microbiológica da água para
consumo humano em duas áreas contempladas com intervenções de saneamento Belém do Pará, Brasil. Epidemiol. Serv. Saúde v.14, n.3 Brasília set. 2005
6. Philippi, J. A.; Pelicioni, M. Educação Ambiental e Sustentabilidade. Barueri, SP:
Manole, 2005.
7. Richter CA, Netto JM. Tratamento de água: Tecnologia atualizada. São Paulo:
Editora Edgar Blucher Ltda,1999
8. Itep - Instituto De Tecnologia De Pernambuco. Instrução de Trabalho Coleta de
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9. Funasa - Fundação Nacional de Saúde. Manual Prático de Análise de Água, 2006.
Disponível em: <http://www.funasa.gov.br>. Acesso em: 26 ago. 2009
10. Macêdo JÁ. Águas & Águas. São Paulo; editora Varela, 2001
11. Apha - American Public Health Association New York. Standard Methods for the
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12. Brasil – Ministério da Saúde. Portaria MS n. 8 de 25 de março de 2004.
13. Strohl WA, Rouse H, Fisher BD. Microbiologia ilustrada. Porto Alegre: Artmed,
2004
14. Tortora GJ, Funke BR, Case CL. Microbiologia. 6. ed Porto Alegre: Artmed, 2000
15. Levinson W, Jawetz E. Microbiologia médica e imunologia. 7. ed Porto Alegre:
Artmed, 2005
16. Jawetz E, Melnick J, Adelberg E. et al. Microbiologia médica. 22. ed Rio de
Janeiro: McGraw-Hill, 2005
17. Macêdo JA. Águas & Águas. 2. ed. atual e rev São Paulo: Varela, 2004
18. Unicef - Who. Programa de Monitoramento do Suprimento de Água e
Saneamento: Almost half the World´s people have no acceptable means of
sanitation. Disponível em:
<http://www.who.int/water_sanitation_health/GDWQ/Chemicals/fluoridesum.htm>.
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19. Inca - Instituto Nacional do Câncer. Amianto, 2009, disponível em:
<http://www.inca.gov.br>. Acesso em: 12 nov. 2009
20. Revista Crescer. Torneiras de cozinha têm mais bactérias que válvulas de
descarga, 2006. Disponível em: <http://www.revistacrescer.globo.com.br>. Acesso
em: 24 out. 2009
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