Scheurell quer difundir uso de PA em carro Mas não era só em poliamida o interesse de divulgação da Basf. Também da linha Elastollan de TPU (poliuretano termoplástico) havia dois novos grades. O 785 10HPM melhorou o seu desempenho sob compressão, em altas temperaturas e ainda sua resistência a combustíveis e químicos. “Ele tem uma textura parecida com o couro e é ideal para cabos usados em sistemas antilock de segurança”, afirmou o técnico da área de TPU da Basf, Brad Martin, completando ainda que o novo grade substitui com muito mais eficiência a borracha e os TPEs. O segundo grade era o 1185A, livre de halogênio, de baixa geração de fumaça, excelente para uso contínuo como fio ou cabo em ambientes até 150ºC, como em motores de carros. “Ele tem ainda excelente resistência à abrasão, robustez, flexibilidade para baixas temperaturas e resistência a fungos”, completou Martin. A também germânica Lanxess destacou em seu estande a terceira geração de sua tecnologia híbrida de compósitos que permite a construção de peças automotivas externas de metal e plástico. Pela primeira vez, a tecnologia utiliza chapas de um ultraleve PA 6 (Durethan) reforçado com fibra de vidro (30%), injetado dentro da peça frontal metálica do Audi A8, substituindo o alumínio. “O plástico, além de distribuir melhor a força de um impacto, pesa 20% menos do que o seu equivalente, economizando combustível”, disse o gerente de negócios, Andreas Scheurell. Segundo o gerente, embora a tecnologia por enquanto seja usada apenas na Alemanha, a ideia é expandir esses avanços por todo o mundo, inclusive o Brasil. “Temos contatado todas as montadoras instaladas no Brasil para difundir o uso da poliamida nos carros”, disse. “E o mercado automotivo lá está se desenvolvendo, com diversificação, e podemos em breve introduzir pelo menos a 2ª geração das peças híbridas”, disse. E em 2013, segundo ele, a Lanxess tem planos de passar a produzir todas as resinas necessárias para isso em Porto Feliz-SP, como a PA 6, PA 66 e o PBT. Para ele, as chapas de náilon incluídas na tecnologia híbrida são um passo muito importante para o desenvolvimento de carros mais eficientes em termos de consumo de combustível. “Elas tornam os carros muito mais leves, mas mesmo assim com igual, ou melhor, resistência mecânica. Os esforços de pesquisa e vendas da Lanxess para incluir mais plástico no carro envolvem aplicações nos compartimentos de air bag, suportes dos motores, estruturas das portas, pedais e para-choques. Verdes – No mesmo pavilhão das resinas, havia uma área dedicada a alternativas sustentáveis, o chamado Sustainability Pavilion. Ele era até patrocinado pela Braskem, que mantinha também no local um pequeno estande para divulgar mais o seu plástico de matéria-prima renovável. Várias empresas mostravam, sobretudo, soluções de materiais ecoamigáveis, como bioplásticos e plásticos biodegradáveis. Dentre elas, a brasileira Extrusa-Pack, considerada a segunda maior transformadora de sacolas plásticas do Brasil, apresentava sua parceria com a também brasileira TIV Plásticos, representante de um aditivo biodegradável da norte-americana EcoLogic. “É um dos únicos produtos que criam um masterbatch de PE, PP e PS para produzir sacolas biodegradáveis em ambiente anaeróbico”, explicou o diretor da TIV, Tamas Vero. Segundo ele, o produto tem componentes orgânicos que abrem a cadeia molecular da superfície do plástico para permitir que os micróbios, no ambiente anaeróbico, também atraídos por componentes do aditivo no masterbatch, degradem a sacola. “Em um ano, conforme teste em laboratório independente, sem precisar de oxigênio ou compostagem, eles se biodegradam”, disse Vero. O produto já foi testado e aprovado em testes laboratoriais com PET, PE, PP/BOPP, PS, PVC e EVA. Ao final da decomposição, transformase em húmus e libera traços de metano. Vero (esq.) e Paulo uniram forças para oferecer ao mercado sacola biodegradável 24 NPE.indd 24 PLÁSTICO MODERNO - maio, 2012 14/05/2012 17:15:45