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LUCAS LUIZ
Vai dar merda, hein...
Um espetáculo de stand-up
LLS
Janeiro de 2013
Um recado para as pessoas que diziam que eu não ia ser ninguém nessa vida - Só tenho uma coisa a dizer:
Vocês estavam certos, não se decepcionaram.
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Pra quem não sabe; eu já fiz ponta de ator num curta-metragem chamado “Gogó da Ema F.C.”
em 2010. Tudo bem, ninguém sabe disso. Mas foi uma participação aclamada, que se vista com
menos preconceito pelos olhos de Hollywood, certamente valeria um Oscar de melhor ator
coadjuvante. Era uma participação de alguns segundos, onde emprestei meu talento ao público,
numa cena dramática em que apitava uma falta e dava um cartão amarelo para um jogador.
Cena de alguns poucos segundos, mas muito sentimento. Cena essa que foi cortada do filme
depois. Bom, é complicado ser bonito, você sofre muito pré-julgamentos nesse meio artístico.
Quer dizer, deve ser difícil ser bonito. Mas garanto que é bem menos complicado que ser feio,
digo por experiência própria. Se está ruim para quem é bonito, imagina pra mim.
Em Minas Gerais s prostitutas terão especialização em línguas. – Puro empreendedorismo. A
propaganda é alma do negócio, já diziam. – Visando o aumento de clientes estrangeiros com a
Copa do Mundo no ano que vem. O curso abrangerá as línguas inglesa, francesa e espanhola;
podendo até ser expandido dependendo da aluna. Agora convenhamos; prostitutas não precisam
saber falar em outra língua, precisam é saber usar a língua na hora do sexo.
Acredito que todos tenham visto nos noticiários, o caso da senhora de 69 anos que foi presa por
tráfico de drogas. Ela tinha vários pés de maconha plantados no terceiro andar de sua humilde
residência. Quando questionada pela policia, ela disse que achava se tratar de tomate, inclusive,
disse que havia perguntado ao seu marido o que era aquela planta, mas não foi alertada por ele
que era uma erva ilegal. O detalhe da história é que o marido dela é deficiente visual. E nem
sequer consegue chegar ao terceiro andar da própria casa. Mas isso são só detalhes, pequenos
detalhes.
“Um milhão de pessoas fumam maconha.” – É o que diz uma... Uma... Porra, como é mesmo o
nome daquilo? Uma... Uma... Aquela coisa de perguntar para as pessoas na... Na... Na...
Caralho, onde passam lá os carros... Na... Na... Na rua! É! Tô felizão, brother.
Isso perguntam na rua, mas perguntam o que Jão? Do que estamos falando? Véi, sei la do que
tava falando, mas tô muito feliz. Ah lembrei, lembrei Jão! Tava falando de pesquisa. Tô
viajando doidão. Olha la, o porco-aranha no teto... Que? Pesquisa? Que pesquisa Jão? Pesquisa
sobre o que? Ah, sei lá doido. Foda-se também, vou ali terminar de fumar meu baseado.
Certas coisas em Guararema me chamam a atenção, o número de secretarias é uma delas. Há
tantos prédios de secretarias na cidade que daqui a pouco esta passando o numero de casas.
Existem tantas secretarias que daqui a pouco vão criar a Secretaria da Secretaria. Os prédios
dessas secretarias surgem do nada, nos mais variados lugares, eu estou até com medo de sair de
casa para trabalhar e quando voltar encontrar construída uma secretaria lá no lugar.
Futebol da várzea tem certas peculiaridades, acontecem coisas engraçadas, por exemplo:
Quando alguém se machuca, toma uma pancada na perna e cai no campo, o que acontece? –
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Mandam entrar correndo com o remédio que cura tudo: a água. A água cura tudo, basta jogar
um pouco no lugar em que está dolorido que o jogador se levanta na hora e volta para a partida
como se nada tivesse acontecido. Essa deve ser a famosa água benta, benzida pelo próprio Jesus.
Tive muitos problemas na pré-escola. (Tenho até vergonha de contar) Eram problemas...
Problemas com o intestino. Sendo mais claro, eu cagava na calça. Cagava muito, tipo pra
caralho mesmo. E lógico isso me resultou apelidos, apelidos resultaram em muitos traumas.
Todos esperavam ansiosos, eufóricos para aquelas apresentações para os pais, mas alguns não
podiam participar por problemas de saúde. Então a professora falava: crianças com asma,
crianças com algum problema respiratório e os cagões não podem participar. Eu era o único a
sair do palco. O cheiro era tão forte que era obrigado a ficar sentado na calçada. Não demorava
para minha mãe chegar, então já perguntava – “Lucas cagou na calça de novo?” – Aquilo me
deixava acuado, afinal era só uma criança, chorando eu respondia. - “Mãe, eu só tenho dezesseis
anos.” - Meu trauma é tão grande, que ontem fui numa apresentação do meu primo, e quando a
professora falou: crianças asmáticas, com problemas respiratórios e cagadas formem uma fila
aqui, por favor. Eu envergonhadamente abaixei a cabeça e entrei na fila.
Eu não gosto de gente de lerda, mas gostaria de ressaltar que não é nada pessoal. Não, na
verdade é sim. Muito pessoal. Esse tipo de gente me irrita ao extremo. Irritam-me tanto que
tenho vontade de bater na cara delas. Tem gente que você fala algo e fica te olhando com cara
de idiota sem entender. Passam-se três dias e a pessoa continua ali estática com cara de imbecil.
A informação ainda esta sendo processada, não chegou ao cérebro. Então para que eu possa não
surtar, não pular com os dois pés no peito dela ou mesmo dar uma voadora nela, prefiro
acreditar que ela é usuária de drogas. Sabe, fuma uma maconha vez em quando?! Vez em
quando que digo, é três vezes ao dia. Fuma tanto que já não existem neurônios. Parecem
zumbis. Mas tudo vai por água abaixo quando você descobre que não foi a erva que fez isso e
sim Deus. Deus sacaneou a pessoa, propositalmente. E não dá pra acreditar, tu olha e diz: “Puta
que pariu! Essa porra fuma maconha, não é possível. Sério que esse espermatozóide era o mais
esperto?”
Bom, mudando de assunto, tive uma namorada que... Mentira, eu nunca tive namorada. Digo
uma de verdade sabem? Pois na minha imaginação – hm... – já peguei várias. Só olhar quantas
revistas e quadrinhos pornográficos tenho debaixo da minha cama. Daqueles que excitam
mesmo, você olha e pensa – Mônica sua safada, você e esse seu vestidinho vermelho. Vem cá
com papai. Essa sua calçola que mais parece uma fralda esta me matando. Ai ai ai ai ai assim
você mata o papai – e olha que não sou nerd. Nunca fui o magrelo, que usa óculos e não pega
ninguém na escola. Na verdade, só fui o magrelo que não pega ninguém. Mas não usava óculos.
Talvez por isso tenha desenvolvido tanto a habilidade de me proporcionar prazer que virei
ambidestro. Quer dizer, bato tanta punheta que chegou uma hora que a mão direita não mais me
satisfazia. Era um sexo por pura rotina, sem nenhum prazer. Pessoas casadas sabem bem do que
estou falando. Uma tarde após um banho relaxante me sentei frente a frente com minha mão
direita. Fui direto ao assunto. – “Olha nosso caso já não é o mesmo. O tempo desgastou nossa
relação, não tem mais fogo. Entende? E você começou a ter pelos, não sei por que. E eu não
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gosto de pelos. A verdade é que eu tenho outro alguém.” Foi triste mais necessário, tanto que
hoje elas se dão bem, às vezes fazemos até um ménage. Hora mão direita, hora mão esquerda.
Gretchen diz que esta apaixonada por francês e pode anunciar o 17 casamento. Agora eu me
pergunto o que o padre vai dizer: - “Até que a morte os sepa... Os separe? Não. Não... Até
amanhã, Gretchen” – Essa coisa de não ta fácil pra ninguém, não se aplica a ela.
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