GUIA E AGENDA PARA OS TREINADORES AFRICANOS
OFERECIDO PELA: NIKE
Um Programa: NBA CARES (A NBA IMPORTA-SE)
ÍNDICE
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3
4
5-6
7-8
8
9
10-15
16
17-18
19-20
21-22
23
24-25
26
27-29
30-31
Prefácio
Carta de George Raveling e Doc Rivers
Capítulo 1 – Técnicas de Vida
Ensinar Técnicas de Vida Através do
Desporto
Exemplos de Seminários de Técnicas de
Vida
Capítulo 2 – Ética dos Treinadores
Código de Conduta dos Treinadores
Desportivismo
Ensinar os Fundamentos do Jogo
Capítulo 3 – Recursos dos Treinadores
Orientar um Treino Eficaz
Planos de Treino dos Treinadores
Preparar o Próprio Treino
Preparação para os Treinos e Jogos
Preparação Mental
Como Organizar um Jogo ou Torneio
Preparação para o Dia do Jogo e
Essenciais para Depois do Jogo
Guia de Resolução de Problemas dos
Treinadores
Como Construir uma Tabela
Capítulo 4 –
Aquecimento/Preparação/Condição Física
Preparação e Condição Física
Alongamentos
32-33
33-37
Capítulo 5 – Fundamentos do Basquetebol
Defesa
Fundamentos da Defesa
Várias Estratégias Defensivas
Passe
38
38-40
Fundamentos do Passe
Exercícios de Passe e Dicas
41
42-43
Domínio de Bola
Fundamentos de Drible
Exercícios de Domínio de Bola
44
45-47
Lançamentos
Lançamentos
A Posição Básica do Lançador
Exercícios de Lançamento
48-49
49
Ressaltos
Fundamentos do Ressalto
Exercícios de Ressalto
50
51
52-55
56
57
Ataque
Organizar os 5 jogadores em campo
Duas Abordagens Básicas
Jogadas Ofensivas Básicas
Capítulo 6 – Concentração na Saúde e
Segurança
Situações Médicas
Dicas de Saúde/Nutrição
1
Caro Treinador,
De tempos a tempos, várias pessoas irão perguntar-nos “Quem são as pessoas que tiveram uma
maior influência na vossa vida?” A nossa resposta mantém-se consistente: os nossos pais e os
treinadores de liceu. Cada um ajudou a moldar o nosso carácter, a qualidade da nossa educação,
a nossa paixão pelo desporto e a nossa vontade de nos tornarmos seres humanos melhores. Sob
a orientação dos nossos treinadores, aprendemos muitas lições de vida, que nos foram bastante
úteis em adultos.
Como treinadores, temos uma oportunidade extraordinária de ser alguém que contribui de
forma positiva na vida dos jovens que orientamos. Somos professores e damos-lhes ferramentas.
Somos alguém que ajuda os outros a viver à altura do seu potencial e a concretizar os seus
sonhos. Nunca subestimem o enorme impacto que têm em cada jogador da vossa equipa. O jogo
precisa que todos os treinadores façam a sua parte. Encorajamo-los a ensinarem os vossos alunos
não só a serem vencedores dentro do campo, mas a serem também vencedores no jogo da vida.
Aproveitem bem este excelente recurso que vos foi proporcionado pela Nike e pela NBA. É nossa
esperança que o conhecimento de basquetebol contido aqui será partilhado e divulgado por
todo o vosso continente. Só aí poderemos soltar e inspirar o vasto potencial para o basquetebol
que há em África. Juntem-se a nós nesta diligência, partilhando a vossa paixão, energia e
conhecimentos com os jovens que encontram. E lembrem-se sempre que se não lhes derem o
vosso melhor, não há nenhum motivo para eles em resposta vos darem o seu melhor.
A Nike e a NBA agradecem-vos por tudo o que fazem pela juventude e pelo jogo de basquetebol.
Desejamos-vos a continuação do vosso sucesso e felicidades!
Atentamente,
George Raveling / Direct, Nike Global Basketball / Marketing Desportivo
Glenn ‘Doc’ Rivers / Treinador Principal / Boston Celtics, NBA
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ENSINAR TÉCNICAS DE VIDA ATRAVÉS DO DESPORTO
O jogo de basquetebol proporciona uma forma única de educar jovens adultos sobre os assuntos
importantes que dizem respeito às suas comunidades. Transmitir a informação necessária sobre
saúde e bem-estar, preparação física e educação vai dar aos jovens adultos a oportunidade de
avaliarem as suas acções e tomarem melhores decisões em relação aos seus estilos de vida no
futuro.
Aqui está uma sugestão de plano de acção:
Identificar e escolher os três tópicos mais importantes de saúde e educação enfrentados pela
vossa comunidade.
• Conversar com os responsáveis pela saúde e educação, para identificar correctamente os
assuntos principais.
• Identificar organizações comunitárias e marcar reuniões com elas para discutir estes
assuntos.
• Fazer perguntas aos jovens da comunidade e ouvir as suas opiniões sobre os problemas que
enfrentam.
Falar com os principais agentes do mercado, para trocar opiniões sobre a formação,
conhecimento ou materiais adequados em relação aos três tópicos mais importantes da vossa
comunidade. É importante comunicar a mensagem de forma consistente a todos os jovens
adultos sob a vossa alçada.
• Incorporar mensagens sobre os estilos de vida em cada treino e/ou jogo.
• Convidar representantes de organizações parceiras para falar nesses seminários.
• Depois de cada seminário, pedir ao público que dê a sua opinião sobre o seminário.
• Analisar os dados e determinar por que seminários os jovens se sentem mais atraídos. Poderá
ser preciso adaptar algumas dessas lições para ganhar uma maior atenção do público.
Para mais informação sobre saúde e nutrição, leia as últimas páginas deste guia.
Um Programa NBA Cares (A NBA ImportaImporta-se)
Através da NBA Cares (A NBA Importa-se), a liga, as suas equipas e jogadores assumiram o
compromisso de doar 100 milhões de dólares para beneficência, de prestar um milhão de horas
em serviço comunitário e de criar 250 sítios onde as crianças e as suas famílias possam viver,
aprender ou jogar. A NBA Cares (A NBA Importa-se) trabalha com programas reconhecidos a
nível internacional que servem os jovens e prestam serviços de educação, apoio ao
desenvolvimento dos jovens e familiares, saúde e bem-estar.
3
EXEMPLOS DE SEMINÁRIOS DE TÉCNICAS DE VIDA
EDUQUEM OS VOSSOS JOVENS
Os jovens não se podem proteger se não conhecerem os factos sobre o VIH/SIDA. Os adolescentes
têm de aprender estes factos antes de se tornaram sexualmente activos, e a informação precisa
de ser reforçada regularmente atrás das escolas, comunidades e imprensa.
Se for necessário, mantenham uma educação continuada para a prevenção do VIH/SIDA para
que a informação chegue a cada novo grupo de adolescentes e aumente o conhecimento
existente entre a população em geral.
Usar estes dez passos educacionais para prevenir o VIH/SIDA:
1. Acabar com o silêncio, estigma e vergonha.
2. Providenciar conhecimento e informação aos jovens.
3. Equipar os jovens com técnicas de vida, para que possam colocar o seu conhecimento em
prática.
4. Providenciar cuidados de saúde dirigidos aos jovens.
5. Promover aconselhamento e testes voluntários e confidenciais para despiste do VIH.
6. Trabalhar com jovens e promover a sua participação.
7. Envolver jovens que vivem com o VIH/SIDA.
8. Criar ambientes seguros e de apoio.
9. Tentar chegar aos jovens que estão em maior risco.
10. Fortalecer parcerias e controlar o seu progresso.
Fonte: “Young People and HIV/AIDS, Opportunity in Crisis”. UNICEF, UNAIDS, WHO, 2002.
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CÓDIGO DE CONDUTA DOS TREINADORES
TREINADORES
•
RESPEITAR A REGRA DE OURO
Tratar os jogadores, os seus pais e os oficiais do jogo com respeito. Isso significa que não se
deve gritar, usar sarcasmo ou envergonhar alguém à frente dos outros. Para se conquistar o
respeito dos outros, devemos primeiro respeitá-los.
•
SER O TREINADOR DE TODOS
Como diz o ditado, ‘Não há ninguém mais importante numa equipa’. Deixem todos
contribuir. E isso é válido também para os vossos filhos. Se forem treinadores dos vossos
próprios filhos, assegurem-se que não exigem mais ou menos deles do que dos restantes.
Tratem todos da mesma forma.
•
DAR VALOR AOS TREINADORES-ADJUNTOS
Nenhum treinador de basquetebol de jovens consegue fazer tudo sozinho. Encontrem um ou
dois bons treinadores-adjuntos, dêem-lhes responsabilidades e nunca parem de lhes
agradecer.
•
CONCENTRAR-SE NOS FUNDAMENTOS
Ajudem os vossos jogadores a dominar as bases do basquetebol. As vitórias e derrotas
aparecem e desaparecem, mas só se tem uma oportunidade de desenvolver as técnicas de
um jogador. Não desperdicem essa oportunidade. E lembrem os vossos jogadores que o
espírito combativo é também uma técnica fundamental.
•
ENSINAR - E REFORÇAR – O DESPORTIVISMO
Passem tempo nos treinos e antes dos jogos a explicar à vossa equipa como se deve
comportar depois de uma vitória ou derrota. O bom desportivismo implica que não se deve
dizer disparates nem insultar ninguém. Ensinem os vossos jogadores a desenvolverem uma
relação positiva com os oficiais do jogo. Tenham a coragem de reforçar a importância do
desportivismo se um dos vossos jogadores se portar mal. A chave é essa.
•
PERCEBER AS REGRAS DO JOGO
Leiam os livros de regulamentos. Identifiquem quaisquer políticas especiais que a vossa liga
tenha adoptado. Não podem esperar que os jogadores conheçam as regras, se vocês não as
conhecerem.
•
TER UMA COMUNICAÇÃO POSITIVA COM OS ÁRBITROS
Os árbitros não respondem de forma positiva se tentarem assustá-los ou intimidá-los. Ajam,
em vez disso, como adultos. Façam perguntas se for necessário. Peçam a clarificação de uma
dúvida, no caso de surgir. Estabeleçam o tom correcto para a vossa equipa, nunca discutindo
uma decisão ou denegrindo um árbitro.
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•
PROMOVER A DIVERSÃO
Evitem estar sérios demais. Não fiquem obcecados com as vitórias. Certifiquem-se que
sorriem. Acima de tudo, certifiquem-se que os jovens se estão a divertir. Se não estão, então
é porque os treinadores estão a fazer alguma coisa mal.
•
SER PACIENTE
Os jovens jogadores vão sempre falhar lançamentos. Vão fazer perdas de bola cruciais. Vão
fazer faltas desnecessárias. E precisam de liberdade para cometer erros. O vosso trabalho é
ajudá-los a aprender com esses erros. E para isso é preciso tempo e paciência.
•
FALAR COM OS PAIS E PERCEBER OS SEUS OBJECTIVOS
Falem com os pais logo desde o primeiro treino. Expliquem a vossa filosofia enquanto
treinadores. Se um pai tem uma preocupação em particular, dêem-lhe a oportunidade de a
discutir com vocês. Os pais vão aos jogos para ver os seus filhos jogar. Assegurem-se de que
todos os jogadores têm a oportunidade de dar o seu contributo.
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DESPORTIVISMO
E O DESPORTIVISMO?
O TREINADOR ENSINA ISSO?
Lidar com as vitórias e derrotas é, obviamente, uma parte essencial quando se pratica
desporto, e o basquetebol não é excepção.
Idealmente, as crianças aprendem primeiro a lidar com as vitórias e derrotas com os seus
pais, mesmo antes de terem apertado os atacadores do seu primeiro par de ténis. Mas
enquanto treinadores, cabe-vos a vocês reforçar o comportamento apropriado nas vitórias e
derrotas.
QUANDO GANHAM
Todos os jogadores vos dirão que é mais divertido ganhar do que perder. Mas como
treinadores, devem recordar a vossa equipa de forma veemente que “ganhar com classe” é a
forma como esperam que eles joguem. Assim sendo, se virem um dos vossos jogadores a
insultar ou humilhar um adversário quando a vossa equipa está na frente do marcador,
peçam simplesmente um “desconto de tempo” e chamem o jogador para se sentar ao vosso
lado no banco. Expliquem-lhe que esse comportamento não será tolerado por vocês, e que
se não se conseguir controlar, não voltará a entrar no jogo.
Não se preocupem. Como a grande diversão está em jogar, o jovem vai modificar
rapidamente o seu comportamento, para poder voltar à acção. Se repetir estas acções
ofensivas, voltem a colocá-lo no banco até que aprenda a lição.
QUANDO PERDEM
Muitas vezes, especialmente com os jovens mais novos, uma derrota será acompanhada de
lágrimas de desilusão. Como treinadores, devem perceber que perder no basquetebol é para
muitos jovens uma experiência nova e dolorosa.
Consolem-nos, elogiem-nos pelos seus esforços, mas nunca os embaracem, perguntandolhes porque estão a chorar, dizendo que os jogadores da vossa equipa não choram ou
mandando-os parar de chorar, pois isso é para bebés.
As lágrimas são uma reacção normal para os jovens que acabaram de sentir a dor de uma
derrota. O vosso trabalho é assegurar-lhes que não estavam nos vossos dias, e que jogaram
bem, mas a outra equipa jogou um pouco melhor. Esses são os tipos de pensamentos que
querem que a vossa equipa ouça. Por fim, tenham em conta que para a maioria dos jovens, a
amargura de uma derrota e as lágrimas que a acompanham costumam desaparecer muito
depressa. Na maioria dos casos, os jovens têm tendência a ter uma rápida capacidade de
recuperação no que diz respeito às derrotas. Alguns minutos depois das suas lágrimas
secarem, recuperam rapidamente perguntando qual será a sua próxima actividade do dia.
Quando começam a fazer perguntas destas, sabem que eles já superaram a derrota. E já
agora, treinadores, vocês também devem fazê-lo.
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DICA PARA OS TREINADORES: LIDAR COM OS ÁRBITROS
Como treinadores, têm de lembrar-se que em qualquer jogo que envolve um julgamento
humano, vão haver erros e falhas. Ocasionalmente, os árbitros ver-se-ão envolvidos numa
decisão difícil e controversa. Se saltarem do banco com um ataque de cólera, têm de
perceber que não estão apenas a mandar uma mensagem de falta de desportivismo aos
árbitros, mas estão também a reforçar exactamente o tipo de comportamento que querem
que os vossos jogadores não exibam.
ENSINAR OS FUNDAMENTOS DO JOGO
O primeiro fundamento a instilar nos jovens jogadores é que o basquetebol é um jogo colectivo.
Se há uma lição que querem que eles aprendam acima de tudo, é esta – nenhuma equipa vai
ganhar,
ganhar, a menos que todos os jogadores
jogadores contribuam. Todos têm de aprender a driblar, passar,
defender, ganhar ressaltos e a ser combativos, para a equipa jogar bem e ser bem sucedida.
Deixe
Deixem claro que a menos que todos façam a sua parte, a equipa terá muito poucas hipóteses de
ganhar de forma
forma consistente.
Este é o primeiro passo para se construir uma mentalidade de equipa. Façam com que os
jogadores percebam que a equipa vem sempre antes do individual. Realcem a ideia de que todos
os jogadores são importantes, e que todos têm de contribuir para o esforço de equipa. Mas o que
é mais importante é que têm de acreditar nestas palavras. Não caiam na armadilha de jogar
sempre com os mesmos cinco jogadores e afastar os outros para o lado. Deixem que todos os
jogadores percebam que vão ser chamados para jogar e dar o seu contributo durante todos os
jogos.
E lembrem-se que se mostrarem confiança na vossa equipa, ela irá responder à altura. Os elogios
não só fazem com que um jogador se sinta bem, como resultam ainda em que eleve o seu nível
de jogo.
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ORIENTAR
ORIENTAR UM TREINO EFICAZ
Todos os bons treinadores, dos escalões de formação à NBA, dir-vos-ão que a melhor forma de
orientar um treino é garantir que está bem organizado. Têm de estar sempre em movimento,
para que os jogadores estejam empenhados e prontos para dar o seu melhor.
Vamos dizer que a vossa sessão de treino típica dura uma hora. Tirem alguns momentos para
separar a hora em blocos de 5 ou 10 minutos. Podem passar os primeiros 5 minutos a correr à
volta do pavilhão. Os 5 minutos seguintes podem ser dedicados a exercícios simples de ginástica,
para que os jogadores estejam bem preparados para começar. Os 10 minutos seguintes podem
ser um exercício de lançamentos na passada com duas filas, e por aí fora.
Comecem e acabem cada bloco de tempo com um apito rápido. Os jovens jogadores vão gostar
disso, porque estarão constantemente em movimento. Se organizarem bem o treino, podem
conseguir muito mais do que poderiam imaginar. Se tiverem de interromper o treino para
ensinar um fundamento ou demonstrar uma jogada, não há problema. Mas tentem aí também
limitar o tempo que vão gastar para fazê-lo. Digam o que querem dizer, sejam sucintos, e
mantenham a acção em movimento! Como recompensa, se quiserem deixar a equipa jogar à
vontade, façam-no no final do treino, e assegurem-se de que todos jogam o mesmo tempo.
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PREPARAÇÃO PARA OS TREINOS – O VOSSO TREINO
PLANO DE TREINO Nº 1 DO TREI
TREINADOR
1. Técnicas de Vida, Seminário
Questões de Saúde (15 Minutos)
É importante começar cada treino falando de técnicas de vida, enquanto ainda têm a
atenção dos vossos jogadores. Discutir as questões de saúde enfrentadas pela vossa
comunidade tornará os vossos jogadores mais cientes destes assuntos. E esperamos que isso
contribua para mantê-los no campo de basquetebol e longe de sarilhos.
Se esperarem para falar depois do treino, os jogadores estarão fatigados e menos atentos.
2. Aquecimento
Aquecimento (10 Minutos)
Façam uma corrida ligeira, para cima e para baixo, em todo o campo (duas vezes), juntos
enquanto equipa.
Escolham sempre um jogador diferente para comandar a corrida, corram de diferentes
maneiras (para trás, de lado, com os pés a tocar no rabo, com os joelhos a vir ao peito, com
saltos gigantes, etc.), e todos têm de acompanhar o ritmo do líder.
Façam voltas rápidas no campo (duas vezes).
Os jogadores estão ofegantes. Estarão receptivos para ouvir durante os alongamentos.
Expliquem os objectivos práticos do dia.
Falem sobre o último jogo e os aspectos em que a equipa precisa de trabalhar.
Exercícios de Aquecimento (10 Minutos)
Minutos)
Exercícios de campo inteiro a fazer passes, lançamentos na passada e aspectos defensivos
(ex.:3 jogadores correm para um lado do campo e o lançador defende a seguir para o outro
lado do campo, numa situação de 2 contra 1).
Sugestão da treinadora Kelly, Treinadora do Ano do prémio JR. NBA/ JR. WNBA:
Fazer um contra-ataque com três jogadores, fazendo exercícios com jogadores numa
formação apertada e usando passes de peito fortes e tensos.
3. Exercícios
Exercício de Drible
Drible/Rotação/Passe (5 Minutos)
Demonstrar o exercício, dando ênfase a uma chamada forte e uma rápida e forte rotação
(quando receber a bola, deve ter as mãos em cima).
Façam grupos de dois com uma bola e façam o exercício de drible, rotação e passe.
Exercício de Lançamento (5 Minutos)
Quando o treinador diz “Partida”, todos têm de correr à volta do pavilhão, fazer um
lançamento em cada cesto e sentar-se no círculo central (este é um exercício de todos
contra todos).
Exercício de Lançamento na Passada (5 Minutos)
Os jogadores começam atrás do cesto, driblam até à linha de lance livre, fazem uma
chamada, rodam e driblam para o lançamento na passada. Cada jogador deve fazer 8
lançamentos.
10
Corridas de estafetas (10 Minutos)
Dividam os jogadores em dois ou três grupos, façam um cone a cerca de 4,5 metros da linha
de fundo, e os jogadores devem correr à volta do cone antes de irem para a fila.
Deverão fazer as seguintes corridas:
o Driblar com a mão direita (a olhar para a frente)
o Driblar com a mão esquerda (a olhar para a frente)
o Driblar com as mãos alternadas
o Driblar, fazer uma chamada, rodar no cone e driblar para o mesmo sítio
o Driblar para trás
Sugestão da treinadora Kelly, Treinadora do Ano do prémio JR. NBA/ JR. WNBA:
Treinar lançamentos com ritmo, fazer 25 lançamentos do mesmo sítio, dar ênfase à
prontidão para lançar, manter o cotovelo debaixo da bola, manter a posição até ter o braço
em cima, pedir ao jogador para imaginar que está a enfiar a mão na bola, concentrar-se na
parte da frente do aro.
Fazer movimentos laterais defensivos, manterem-se em baixo em posição defensiva, realçar
o passo e movimento de arrastamento do pé.
4. Revisão do Ataque
(5 Minutos)
Rever uma parte básica do jogo que já tenham coberto ou rever um grupo de jogadas
organizadas que tenham (ex.:”lançar” e/ou sair da linha de fundo)
(10 Minutos)
Introduzir uma nova parte do jogo ou um novo grupo de jogadas (ex.:”driblar” e/ou sair da
linha lateral)
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Sugestão da treinadora Kelly, Treinadora do Ano do prémio JR. NBA/ JR. WNBA:
Exercício de movimentação no ataque: 2 passadores ficam de lado, da posição de poste
médio, o jogador faz o bloqueio para libertar o companheiro, o companheiro pode subir ou
descer, depois vai para o lado oposto de quem corta para o bloqueio que ele fez, o passador
que está em baixo passa para quem cortou para baixo, o passador que está em cima passa
para quem cortou para cima, e fazem o ataque de ambos os lados.
5. Revisão da Defesa
(10 Minutos)
Rever a defesa individual, zona e pressão campo inteiro.
Sugestão da treinadora Kelly, Treinadora
Treinadora do Ano do prémio JR. NBA/ JR. WNBA:
Os jogadores devem concentrar-se em impedir o passe do poste que está no lado, o poste
deve impedir o corte para o poste baixo, não deixar que o poste receba a bola, e impedir
passes em balão para o poste.
6. Jogo
(10 minutos)
minutos)
5 contra 5 para rever aspectos básicos e jogadas organizadas
(10 minutos)
Jogo controlado com elementos planeados
Sugestão da treinadora Kelly, Treinadora do Ano do prémio JR. NBA/ JR. WNBA:
Jogar 3 contra 3 em meio-campo, dar ênfase aos bons bloqueios e garantir que quem faz o
corte sai ombro a ombro com quem faz o bloqueio. Começar a bola de lado em todas as
jogadas, realçar a importância do posicionamento defensivo (sair na direcção da bola), os
defensores devem avisar os seus companheiros dos bloqueios.
Jogar 3 contra 3 no campo todo, começar o exercício com o lançador na linha de lance livre,
a bola está em jogo assim que é lançada, se entrar, leva-se para fora da linha de fundo e
traz-se rapidamente para o outro lado do campo, realçando a importância da defesa na
linha e também da defesa do base.
Jogar 5 contra 5, rodar a bola no ataque, usar muitos bloqueios cruzados e bloqueios nas
costas, NÃO fazer o bloqueio ao defensor de quem tem a bola, e dar ênfase ao
posicionamento defensivo.
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7. Exercícios para Descontrair
Exercícios de Lançamento
(usar concursos para torná-los mais divertidos).
Sugestão da treinadora Kelly, Treinadora do Ano do prémio JR. NBA/ JR. WNBA:
Os jogadores devem fazer 10 lances livres cada, e não podem falar, para se concentrarem no
lançamento. Todos devem fazer uma flexão de braços por cada lançamento falhado por
alguém da equipa.
PLANO DE TREINO Nº 2 DO TREINADOR
1. Técnicas de Vida, Seminário
Questões de Educação (15 Minutos)
O treino de basquetebol é uma das melhores alturas para lembrarem aos vossos jogadores
que a escola e a educação são as partes mais importantes das suas jovens vidas.
Deixem bem claro para eles que é preciso saírem-se bem nas aulas para serem bem
sucedidos no campo e na vida. Este é um assunto que deve estar sempre a ser realçado.
2. Aquecimento
Aquecimento (10 Minutos)
Façam uma corrida ligeira, para cima e para baixo, em todo o campo (duas vezes), juntos
enquanto equipa. Escolham sempre um jogador diferente para comandar a corrida, corram
de diferentes maneiras (para trás, de lado, etc.). Todos têm de acompanhar o ritmo do líder,
que deve estar a correr a 75%. Façam voltas rápidas no campo (duas vezes).
(10 Minutos)
Os jogadores estão ofegantes. Estarão receptivos para ouvir durante os alongamentos.
Expliquem os objectivos práticos do dia.
Falem sobre o último jogo e os aspectos em que a equipa precisa de trabalhar.
(10 Minutos)
Exercícios de campo inteiro a fazer passes, lançamentos na passada e aspectos defensivos
(ex.:3 jogadores correm para um lado do campo e o lançador defende a seguir para o outro
lado do campo, numa situação de 2 contra 1).
Mudar de exercício a cada 3-5 minutos.
3. Revisão do Ataque
(5 Minutos)
Rever uma parte básica do jogo que já tenham coberto ou rever um grupo de jogadas
organizadas que tenham (ex.:”lançar” e/ou sair da linha de fundo).
(10 Minutos)
Introduzir uma nova parte do jogo ou um novo grupo de jogadas (ex.:”driblar” e/ou sair da
linha lateral)
(15
(15 minutos)
5 contra 5 para rever aspectos básicos e jogadas organizadas
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4. Revisão da Defesa
(10 Minutos)
Rever a defesa individual, zona e pressão campo inteiro.
(10 minutos)
Jogo controlado com elementos planeados
5. Exercícios de Lançamento
(10 Minutos)
Exercícios de lançamentos (usar concursos para torná-los mais divertidos).
PLANO DE TREINO Nº 3 DO TREINADOR
1. Técnicas de Vida, Seminário
Orador convidado (15 Minutos)
Convidem um orador de uma comunidade parceira com quem trabalhem para ir falar para
os vossos jogadores.
Um orador convidado de uma ONG (Organização Não Governamental) pode ser considerado
um especialista para os vossos jogadores. Pedir a alguém que apresente novas informações
vai reiterar a importância da saúde e educação.
2. Aquecimento
Aquecimento (5
(5 Minutos)
Exercícios de corrida – com os pés a tocar no rabo, com os joelhos a vir ao peito, com saltos
gigantes, correr para trás (os jogadores devem fazer estes exercícios em todo o campo –
quando chegam ao lado oposto, eles que façam o mesmo exercício na volta, e troquem
apenas depois).
Exercícios de alongamento – barriga das pernas, tendões dos joelhos, quadricípites, costas,
braços.
3. Concurso de drible
(5 Minutos)
Fazer um concurso de drible, onde cada jogador tem uma bola e tenta roubar a bola aos
outros, enquanto dribla com a sua bola.
(5 Minutos)
Domínio de bola
Driblar com as pontas dos dedos, driblar no mesmo sítio, com a mão direita driblar até ao
meio-campo e voltar, com a mão esquerda driblar até ao meio-campo e voltar, correr
devagar enquanto driblam, correr enquanto driblam.
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4. Exercícios
(10 Minutos)
Exercício de Tripla Ameaça (com Rotação)
Ensinar a posição que é usada (para podermos passar, lançar ou driblar) e demonstrá-la. Os
jogadores devem ficar na linha de fundo em posição de tripla ameaça, e quando ouvirem o
apito fazem dois dribles, chamada e colocam-se na posição de tripla ameaça (subir e descer
o campo duas vezes). Depois sobem e descem outra vez, mas quando fazem a chamada,
devem fazer uma rotação de 360 graus.
(10 minutos)
Exercício de Drible/Rotação/Passe
Demonstrar o exercício, dando ênfase a uma chamada forte, e a uma rotação rápida e forte.
Quando receber a bola, deve ter as mãos em cima.
Façam grupos de dois com uma bola, e façam o exercício de drible, rotação e passe.
(5 minutos)
Exercício de lançamento
Quando o treinador diz “Partida”, todos têm de correr à volta do pavilhão, fazer um
lançamento em cada cesto e sentar-se no círculo central (este é um exercício de todos
contra todos).
(5 minutos)
Exercício de lançamento na passada
Os jogadores começam atrás do cesto, driblam até à linha de lance livre, fazem uma
chamada, rodam e driblam para o lançamento na passada. Cada jogador deve fazer 8
lançamentos.
(10 Minutos)
Corridas de estafetas
Dividam os jogadores em dois ou três grupos, façam um cone a cerca de 5 metros da linha
de fundo, e os jogadores devem correr à volta do cone antes de irem para a fila.
Deverão fazer as seguintes corridas:
o Driblar com a mão direita (a olhar para a frente)
o Driblar com a mão esquerda (a olhar para a frente)
o Driblar com as mãos alternadas
o Driblar, fazer uma chamada, rodar no cone e driblar para o mesmo sítio
o Driblar para trás
5. Jogo
(5 Minutos)
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PREPARAR O PRÓPRIO TREINO
Plano de Treino (Dicas Rápidas)
A próxima página foi concebida para servir como uma amostra prática de um treino, que
poderão usar com a vossa equipa. Se têm grupos de exercícios que preferem, substituam-nos à
vossa vontade. Independentemente da combinação de exercícios que acabam por usar e da
forma como desejam organizar o vosso tempo, o mais importante a reter é que têm de preparar
um treino eficaz. Todos os melhores treinadores lhes dirão que a melhor forma de preparar um
treino é garantir que está bem organizado. Mantenham o treino sempre em movimento, para
que os jogadores estejam sempre activos e se mantenham atentos.
Se prepararem um treino de uma hora, façam antes disso a divisão da hora em segmentos de 5
ou 10 minutos.
• Dediquem os primeiros 5 minutos a CORRER no pavilhão.
• Nos 5 minutos seguintes devem ser feitos ALONGAMENTOS.
• Depois dos alongamentos devem fazer 10 minutos de LANÇAMENTOS NA PASSADA.
• Comecem e acabem cada segmento com um apito.
• Os jovens jogadores gostarão disto porque estão a fazer muitas coisas diferentes num curto
período de tempo.
Se tiverem de interromper o treino para ensinar ou demonstrar um exercício ou técnica, digam o
que têm a dizer, sejam sucintos e mantenham a acção em movimento. Se quiserem deixar a
equipa jogar, talvez possam apresentá-lo como uma recompensa para um trabalho bem feito no
final do treino.
Uma dica final é que a altura ideal para fortalecerem as vossas relações com os jogadores é
durante os exercícios. Aumentem a auto-confiança deles com elogios para os que são óptimos
jogadores e também para os que não são tão bons. Lembrem-se que são treinadores de toda a
equipa.
“Trabalhar em equipa é a coisa mais importante que podem fazer. O trabalho colectivo torna-nos
melhores jogadores e vencedores. O Steve Nash, o Jason Kidd e o Dwayne Wade estão entre os
melhores jogadores do mundo e exemplificam bem o significado de trabalho de equipa.”
Chris Paul – New Orleans Hornets
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PREPARAÇÃO PARA OS TREINOS E JOGOS
O primeiro passo é aprender as regras e políticas individuais da vossa liga. Apesar de isso parecer
muito simples, devem entender que para muitas ligas jovens, as regras são feitas à medida da
idade do jogador. Podem haver regras específicas em relação ao tempo de jogo e aos tipos de
defesas que são permitidas. Como treinadores, é essencial que participem nas reuniões de
organização da pré-época, e que leiam e compreendam as regras da liga. (Certifiquem-se que os
vossos treinadores-adjuntos também percebem as regras!)
Por falar em treinadorestreinadores-adjuntos, percebam que eles serão inestimáveis à medida que a época
avança.
Para além de vos ajudarem a orquestrar as sessões de treinos e a conceber as estratégias para o
jogo, podem ser um elemento de aproximação entre vocês e os jogadores. Muitas vezes, os
jovens (e ocasionalmente os seus pais) vão abordar um treinador-adjunto primeiro, com um
problema ou uma preocupação. Não há qualquer problema. Mas garantam que há uma linha de
comunicação aberta entre vocês e os treinadores-adjuntos. Como treinadores, nunca quererão
ser os últimos a saber de um problema com um dos vossos jogadores.
A vossa equipa poderá também ter pais que se ofereçam para fazer telefonemas a avisar das
mudanças de horários e para indicar o caminho para os jogos, que organizem as bebidas para o
intervalo, que planeiem a festa de fim de época, etc. Um voluntário assim vai poupar-lhe
incontáveis horas de trabalho adicional, para que possa concentrar-se em orientar a equipa.
A reunião de equipa mais importante da época deverá realizarrealizar-se antes do primeiro treino.
Sejam bem explícitos com os pais, explicando-lhes que a presença nesta reunião é obrigatória!
Se algum pai não puder ir à reunião, certifiquem-se que passam tempo a falar ao telefone antes
do primeiro treino. Usem esta sessão para se apresentarem, para apresentarem a equipa técnica e
os pais voluntários às outras Mães e Pais. Preparem-se e distribuam uma folha com os contactos
telefónicos e anotem aqui quaisquer peculiaridades entre as regras da liga, que vão afectar a
vossa equipa e a vossa filosofia de treinos.
Esta pode ser a única altura no decurso da época em que falam das vossas expectativas e
também das expectativas dos pais. Criem documentos com o calendário de jogos, o plantel da
equipa (completo com nomes e telefones dos pais) e indicações dos caminhos para os jogos fora.
Informem os pais das horas a que esperam que os jogadores cheguem para os jogos e treinos. Se
tiverem equipamentos para distribuir, usem também esta altura para fazê-lo. Já agora, a reunião
completa não deverá demorar mais de 20 ou 30 minutos. Deverá ser rápida e sucinta. Uma
última dica: informem-se se alguma criança tem algum problema médico especial de que deva
ter conhecimento. Da vossa perspectiva, recolham todos os detalhes importantes necessários
para lidar com uma crise durante um treino ou um jogo.
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E quanto a treinarem os vossos filhos? Não há problema, desde que sigam algumas sugestões
básicas. Em primeiro lugar, falem com as vossas filhas ou filhos, para ver se isso não é um
problema para eles. Na sua maioria, as crianças adoram a ideia de jogar sob o comando técnico
da Mãe ou do Pai. Mas em alguns casos, a criança vai dizer que não. Se isso acontecer, podem
perguntar porque se sentem assim, mas a decisão final deverá ser sempre deles. Pois afinal, é a
equipa dela ou dele, e não a vossa.
Partindo do princípio que os vossos filhos aceitam a ideia de vos ter como treinadores,
relembrem-nos que têm de tratá-los como a qualquer outro jogador da equipa. Não há favores
especiais nem vão jogar mais tempo porque são vossos filhos. Sejam muito claros e garantam
que também cumprem essa norma.
“Vou manter a equipa tranquila ao longo do ano, quer ganhemos ou percamos, desde
entremos em campo todas as noites e sejamos competitivos.”
Bill Laimbeer – Treinador das Detroit Shock (WNBA)
que
O QUADRO
Quer estejam a fazer um diagrama de exercícios durante o treino ou a dar instruções de
posicionamento durante um jogo, um quadro onde se possa escrever e apagar é sempre uma
ferramenta muito útil e popular.
O APITO
Usem-no. Não abusem dele. O vosso apito pode ser uma ferramenta muito eficaz para orientar
um treino, mas o seu uso excessivo poderá diminuir o seu efeito.
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PREPARAÇÃO
PREPARAÇÃO MENTAL
1. CONFIANÇA
Já foi observado muitas vezes: os vossos jogadores vão falhar 100% dos lançamentos que
não fazem… motivem-nos a continuar a lançar. Acreditem nos vossos jogadores e no seu
talento. Como? Revejam com eles as melhores jogadas que fizeram. Simulem essas jogadas e
apontem de forma precisa o que eles fizeram e mostrem-lhes como o fizeram.
2. PREPARAÇÃO ANTES DO JOGO
Antes do jogo, sugiram aos vossos jogadores que tirem um momento para desanuviar a
cabeça e para organizarem os seus pensamentos. Concentrem os pensamentos deles no jogo
que têm pela frente… depois têm apenas de entrar em campo, dar o seu melhor e
divertirem-se! Eles conseguem!
3. NERVOSOS?
E devem estar! Digam aos vossos jogadores que até é bom que estejam um pouco nervosos
antes do jogo. Os melhores jogadores ficam sempre com um nó no estômago antes de
jogarem. Assim sendo, se eles tiverem as palmas da mão um pouco suadas, o seu coração
estiver a bater um pouco mais depressa e estiverem com dificuldades para estar sentados
quietos, isto são bons sinais!
4. NÃO AMALDIÇOEM OS VOSSOS ERROS, APRENDAM COM ELES
O basquetebol, tal como a maioria dos desportos com uma forte componente técnica, é um
jogo de ajustes. Se os lances livres de um jogador estão sempre a bater no aro, é preciso
ajudá-los a fazer o ajuste no seu lançamento. Se estão com dificuldades a defender o seu
adversário, façam esse ajuste. Se o jogador que estão a defender dribla sempre a bola do
lado direito, ajudem-nos a fazer esse ajuste na sua forma de defender. Quanto melhor e mais
depressa aprenderem a fazer ajustes, melhor e mais consistente se tornará o seu jogo.
“A atitude é mesmo muito importante no basquetebol. Os treinadores adoram jogadores com
boas atitudes, porque são fáceis de ensinar quando as coisas correm bem e também quando as
coisas correm mal.”
Vince Carter – New Jersey Nets
5. O ESPÍRITO COMBATIVO É GRATUITO… MAS NÃO É BARATO
Treinadores: observem os vossos jogadores com atenção, para que eles nunca saiam do
campo admitindo que não deram o seu melhor. Para garantir que o fazem, lembrem-nos que
têm de ter espírito combativo. A verdade é que todos podem lutar, não é preciso nenhum
talento especial, é apenas preciso esforço, e isso faz normalmente toda a diferença.
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6. CORRAM NO CAMPO
Como sabem, o sucesso dos vossos jogadores é muitas vezes alcançado pela impressão que
um jovem deixa quando sai do banco e entra no jogo, simplesmente por causa do esforço
que impõe quando está no campo. Lembrem a vossa equipa que quando entrarem em
campo, têm de correr e dar o seu melhor!
7. ELES SÃO TODOS COMPANHEIROS DE EQUIPA
É muito simples. Não faz diferença quão talentoso um jogador é. Um jogador sozinho não
consegue derrotar os cinco jogadores da outra equipa. Isso nunca vai acontecer. Ensinem a
vossa equipa a aprender a confiar e a dar valor uns aos outros. Se trabalharem juntos, a
experiência será seguramente positiva para toda a equipa.
8. O RELÓGIO ESTÁ A ANDAR
Digam à vossa equipa que depende deles aproveitar ao máximo o tempo que passam no
campo. Nunca adiem o desenvolvimento do seu talento. O relógio de cada experiência no
basquetebol está constantemente a avançar e ninguém pode pedir descontos de tempo!
9. VAMOS VER A GRAVAÇÃO
Os vossos jogadores querem melhorar a sua técnica? Peçam aos pais para gravarem quando
a equipa estiver a disputar um jogo. Depois sentem-se e façam uma análise do que os vossos
jogadores fizeram bem… e mais importante ainda, os aspectos em que precisam de trabalhar.
Verem-se na televisão vai dar-lhes uma ideia muito mais clara de como podem melhorar o
seu jogo. Perguntem-lhes quantas vezes já viram os grandes jogadores na televisão e quanto
aprenderam de vê-los a jogar. Imaginem tudo quanto ainda podem aprender sobre o seu
jogo se se puderem ver também em acção numa gravação.
20
COMO ORGANIZAR UM JOGO OU TORNEIO
TORNEIO
A melhor forma de fazerem com que a época corra bem, permitindopermitindo-vos assim concentrar a
vossa energia em orientar a equipa, é estarem bem preparados para a época que têm pela frente.
Antes de conhecerem os vossos jogadores, antes da bola ser mandada ou ar ou de ser feito um
único lançamento, devem ter um calendário com todos os jogos que vão disputar e com todos os
treinos que vão conduzir durante o ano inteiro. Geralmente, dois treinos e um jogo por semana é
um bom número, tanto no que diz respeito a reservar tempo de pavilhão como a conseguir um
compromisso da família em relação ao tempo. Incluam com o calendário uma carta dirigida aos
pais, onde seja realçada a vossa filosofia e também as expectativas que têm em relação ao
desportivismo e à participação durante a época. Os pais, e os jogadores, vão precisar de ouvir e
ver o que é esperado deles em termos de competição, bom desportivismo, pontualidade, etc.
Assim que souberem os nomes dos jogadores que estão na vossa equipa, devem ligar aos pais
pessoalmente para se apresentarem. Digam-lhes quando é o primeiro treino e expliquem que
nesse dia falarão sobre os vossos planos para toda a época. Isso também dará uma oportunidade
aos pais de exprimirem de forma privada os seus pontos de vista e preocupações sobre a época e
as expectativas que têm para as suas crianças. Peçam aos pais para irem ao treino no primeiro
dia, para que possam conhecê-los cara a cara e reiterar o que esperam dos jogadores da vossa
equipa, dos pais e de vocês próprios durante a época. É bom para os pais ouvirem as vossas
expectativas em relação a isto, uma vez que os pais terão um grande impacto na disponibilidade
dos vossos jogadores para treinar e nas atitudes para dar disciplina e autoridade. Esta é também
uma boa altura para avaliar o entusiasmo dos pais para se oferecerem para ajudar, para dar
boleia aos jogadores, para arranjarem formas de comunicar entre si e para outras ajudas
administrativas.
O número ideal para uma equipa de basquetebol jovem é de dez (10) jogadores. Mais de dez
pode ser muito injusto para todos os envolvidos. As necessidades de equipamento para o
basquetebol são simples. Os jogadores precisam de dois calções, um par de ténis (de preferência
de basquetebol) e uma bola. Deve haver uma bola para cada jogador ou para cada grupo de dois
jogadores na equipa. Se não têm bolas suficientes para treinar, encorajem vivamente os vossos
jogadores a trazerem uma bola de casa, se tiverem. Os jogadores devem também ser encorajados
a trazer água de casa e a identificarem as garrafas.
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Formas de ajudar para os pais:
ÁRVORE TELEFÓNICA – Peçam a um dos directores ou pais que prepare uma árvore telefónica,
onde vocês ligarão a uma pessoa designada, que dará início a uma fiável cadeia de comunicação
para o resto da equipa.
TRANSPORTE PARA OS TREINOS – Um pai designado pode ajudar a organizar o esquema de
boleias, para garantir que todos os jovens têm boleia para o treino e depois para casa, no final
do treino.
HORÁRIO DE TRANSPORTE PARA OS JOGOS FORA – É uma óptima ideia ter um ponto de
encontro central quando a vossa equipa tem jogos fora.
EQUIPAMENTOS E UNIFORMES – Peçam a um dos directores ou pais que organize uma noite de
inscrições numa loja desportiva local, para que os jogadores se inscrevam para a equipa e
recebam os equipamentos ao mesmo tempo.
JANTARES DE EQUIPA, ANGARIAÇÕES DE DINHEIRO E TODAS ESSAS COISAS – A maioria das
equipas de formação precisa de angariar dinheiro para uma coisa ou outra, e qualquer equipa
que se preze vai fazer pelo menos um jantar durante a época. Um dos directores ou pais deve
ficar encarregue da organização destes eventos, e deverão aproveitar os talentos e os
conhecimentos dos outros pais da equipa também.
PREPARAÇÃO DE LANCHES – Os jogadores podem ficar com fome quando o treino ou jogo é
imediatamente a seguir à escola, e um lanche ligeiro pode dar-lhes energia para mergulharem de
cabeça no basquetebol.
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PREPARAÇÃO PARA O DIA DO JOGO
ANTES DO JOGO
1. Cheguem cedo ao pavilhão (antes de qualquer jogador).
2. Tragam o equipamento dos jogadores, o vosso bloco de notas e o quadro para
escreverem as jogadas.
3. Estejam preparados e saibam de antemão quem vai entrar no 5 inicial e como planeiam
fazer as substituições, de modo a que todos tenham bastante tempo de jogo.
4. Preparem bem a fase de aquecimento.
5. Pensem no discurso que farão à equipa antes do jogo.
6. Pensem como irão utilizar os descontos de tempo durante o jogo.
7. Preparem jogadas para os últimos segundos, tanto para situações ofensivas como
defensivas.
8. Estejam disponíveis para motivar a vossa equipa durante o aquecimento, jogo e pósjogo.
DEPOIS DO JOGO
Independentemente do resultado do jogo, há sempre muitas coisas a ter em conta no final do
encontro.
1. Cumprimentem a equipa adversária.
2. Tenham um discurso simples e sucinto no final do jogo.
3. Dêem os parabéns à vossa equipa pelo que de bom fez e avaliem o seu desempenho.
4. Avaliem jogadas e posturas da equipa que estiveram à altura do que se esperava, e
recomendem aos vossos jogadores os aspectos em que precisam de trabalhar, individual
e colectivamente, para melhorarem em jogos futuros.
5. Peçam aos jogadores para fazerem a sua leitura de jogo.
6. Dêem ênfase à importância da participação e do trabalho de equipa.
O aspecto mais importante da conversa no final do jogo é manter o moral elevado,
independentemente do desfecho da partida. No final deste discurso, façam o grito da equipa e
lembrem aos jogadores quando e onde será o próximo jogo e/ou treino.
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GUIA DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS DOS TREINADORES
DISCIPLINA
Não faz sentido ter uma longa lista de regras. Os melhores treinadores dão verdadeira
importância a apenas algumas. Por exemplo, ser pontual em todos os treinos e jogos. Se um
jogador não puder estar presente, deverá avisar alguns dias antes. Façam saber à vossa equipa
que esperam sempre um comportamento correcto, e que se não demonstrarem um espírito
combativo, assumirão que estão cansados e substitui-los-ão.
Se um jogador jovem tiver um comportamento incorrecto durante um treino ou jogo, ponha-o a
ver os outros jogar. Passem a mensagem que não jogará novamente enquanto não compreender
e aderir às vossas regras.
O DONO DA BOLA
Especialmente nos escalões jovens, há por vezes jogadores que gostam de ter o controlo da bola
e fazer todos os lançamentos. Caso sintam que isso acontece, falem com o jovem em questão e
digam-lhe que ele é um grande jogador, que dribla e lança muito bem, mas que se se tornasse
exímio na arte de descobrir e passar para os companheiros libertos, a equipa ganharia muito com
isso. Este tipo de abordagem reconhece e confirma o talento do jogador, mas também sugere
que neste desporto, a equipa está sempre em primeiro lugar.
TRABALHAR A BOLA
Por vezes a vossa equipa está a jogar tão bem, que a equipa adversária simplesmente não
consegue fazer-lhe oposição. Vocês sabem bem antes do jogo acabar, que a vitória está
garantida, e por muitos pontos. Deverão deixar que os vossos jogadores aumentem ainda mais a
diferença no marcador? Não, isso não é um bom desportivismo. Pensem como se sentiriam se
fossem o treinador da outra equipa, ou até se tivessem filhos a jogar nessa equipa! Peçam um
desconto de tempo e digam à equipa para passar a bola, pelo menos, 5 ou 6 vezes antes de fazer
um lançamento. Não deixarão de querer que trabalhem bastante, mas esse trabalho incidirá
especialmente na vertente do passe.
FÉRIAS
Peçam aos pais uma lista com os dias em que os filhos não poderão jogar devido a férias com a
família. Isso ajudá-los-á bastante a preparar a calendarização. Mais ainda, não serão apanhados
desprevenidos com falta de jogadores antes de um jogo, porque não sabiam quem estaria
ausente.
PONTUALIDADE
Têm o direito de esperar que os vossos jogadores sejam pontuais nos treinos e jogos. Se um dos
jogadores mostrar problemas constantes nesse sentido, perguntem-lhe porque isso acontece. Se
o jogador não apresentar um motivo válido, falem com os pais. Expliquem aos pais que se não
conseguirem que o filho ou filha cheguem a horas aos treinos e jogos, não terão outra opção
senão reduzir-lhe o tempo de jogo, pois seria injusto para com os jogadores pontuais se tal não
acontecesse. Poderá parecer um pouco ríspido, mas trata-se de uma lição básica de
responsabilidade para com a equipa.
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PAIS INTROMETIDOS
O que fazer quando os pais querem dar-vos o seu ponto de vista? Primeiro, deixem-nos falar.
Dêem-lhes 10 minutos sem os interromperem. Não digam absolutamente nada e deixem-nos
discursar à vontade. Após esses 10 minutos, olhem-nos nos olhos, agradeçam-lhes por terem
partilhado a sua opinião e digam-lhes que terão em conta as suas sugestões e comentários.
Outra sugestão: se houver um pai que acha que seria melhor treinador que vocês, é fácil,
convidem-no para ser vosso adjunto. O convite surpreendê-lo-á e provavelmente fará com que o
deixe trabalhar mais à vontade. E quem sabe talvez possa vir a ser um bom adjunto?
DERROTAS
O que fazer se a vossa equipa não estiver a ganhar? Uma época marcada pelas derrotas é sem
dúvida mais desafiante para um treinador. Mas faz parte do vosso trabalho serem os maiores
apoiantes da vossa equipa. Deverão manter-se inabaláveis e confiantes. Encontrem os aspectos
que consideraram positivos e enalteçam-nos junto da equipa. Façam-lhes saber que estão a
melhorar colectivamente, e que mesmo perdendo, estão a aperfeiçoar as suas técnicas. Uma
outra nota sobre as derrotas: lembrem-se sempre que apesar de os jovens jogadores não
gostarem de perder, conseguem superar melhor e mais depressa essa contrariedade do que os
seus pais.
NERVOSISMO ANTES DO JOGO
Jogadores jovens podem ficar nervosos e ansiosos antes de uma partida importante, ao ponto de
ficarem quase paralisados no apito inicial. Quando derem por isso, a outra equipa já tem uma
vantagem confortável e os vossos jogadores só agora estão a começar a recompor-se.
Tenham cuidado para não serem a fonte desse nervosismo antes do jogo. Por vezes são os
treinadores que ficam tão ansiosos antes dos jogos, que influenciam o comportamento dos
jovens. Façam um favor a vocês próprios e à vossa equipa. “Usem” um sorriso antes de um jogo.
Tentem parecer descontraídos, digam piadas e não se preocupem se os jogadores estão
motivados para a partida. Se necessário, eles estarão preparados.
INCOMPATIBILIDADES NO CALENDÁRIO
Alguns atletas poderão participar noutros desportos colectivos ou noutras actividades durante a
época de basquetebol, o que poderá causar conflitos ocasionais. Poderão manter-se pacientes e
flexíveis em relação a estas situações, desde que os pais dos jogadores os avisem com
antecedência. Muita da animosidade que surge destes conflitos deve-se ao facto do treinador só
ser informado destes problemas no próprio dia do treino ou jogo em que há essa
incompatibilidade. E isso não é justo para ninguém.
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COMO CONSTRUIR UMA TABELA
Não é preciso um pavilhão da NBA para jogar basquetebol. A beleza do basquetebol é que requer
apenas um cesto e uma bola para se poder desfrutar o jogo. Os cestos de basquetebol podem
facilmente ser feitos com materiais que temos em casa. Um cesto é feito com três componentes
chave: uma tabela, um cesto e um sítio alto para pendurar o cesto.
Passos para
para construir uma
uma tabela caseira
caseira
1. Encontrar uma
uma tabela.
tabela. Têm de procurar algo robusto o suficiente para aguentar um cesto,
mas que não seja muito grande, para não se tornar pouco manejável. Uma tabela de
tamanho médio é um quadrado de 91,44 cm por 91,44 cm. Contraplacado ou acrílico fazem
boas tabelas. Procurem algo que seja robusto e durável, para que não se rache ou parta com
facilidade, quando for atingida repetidamente por uma bola de basquetebol.
2. Fazer um cesto. Identificar um metal circular ou um anel de plástico pesado, com
aproximadamente 45,72 cm de diâmetro. As tampas de latas de lixo metálicas são excelentes
fontes, bem como as grades de plástico pesado de leite (quadradas), os vasos metálicos para
flores (tirar o fundo do vaso, deixando um anel oco), os quadros para as rodas das bicicletas
de criança (remover os raios) e as varas de ferro flexíveis (moldadas em forma circular). Para
a rede, usar velhos atacadores de sapatos, redes de pesca, guita, correntes metálicas ou outro
material flexível que possa ser facilmente atado a um aro. Fazer isto do tamanho
regulamentar, para que a bola possa passar facilmente pelo aro e pela rede.
3. Prender a tabela. Prender o cesto com segurança à parte inferior da tabela, usando
parafusos ou cavilhas.
4. Prender a tabela
tabela com o cesto a um poste, árvo
árvore, edifício ou outra superfície
superfície elevada.
Escolham um local onde haja espaço suficiente para jogar e lançar. Coloquem a tabela em
segurança, de forma a que o cesto fique elevado a 3,048 metros do chão. O aro deve ficar
paralelo ao chão. Certifiquem-se que usam pregos pesados (madeira para madeira),
parafusos e cavilhas, ou outros materiais fortes que garantam que a tabela não fique em
risco de cair e/ou de se mover.
5. DivirtamDivirtam-se. Comecem a jogar!
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PREPARAÇÃO E COND
CONDIÇÃO FÍSICA
Preparação em casa – dicas de preparação física para os vossos jogadores
Conselho especializado de Greg Brittenham, treinador-adjunto / Desenvolvimento de jogadores –
New York Knicks.
Reservem algum tempo desde cedo para explicar aos vossos jogadores que cuidarem dos seus
corpos fora do campo vai ajudá-los muito quando estiverem no campo. Os exercícios
pliométricos são uma das formas que pode ajudar. Se forem implementados correctamente, são
seguros, divertidos de fazer e são de grande utilidade para ajudar os jogadores de basquetebol a
desenvolverem a sua rapidez, velocidade, agilidade e capacidade de impulsão.
O motivo principal para se implementarem exercícios pliométricos é aumentar o poder explosivo
do jogador. O que estes exercícios têm de melhor é que são fáceis de fazer e requerem muito
pouco equipamento. Quando estão a fazer os exercícios, concentrem-se na velocidade e rapidez,
e não na altura a que um jogador está a saltar. Aqui estão alguns exercícios para que a sua
equipa possa começar. O treino pliométrico completo não deverá durar mais de 15 a 20 minutos.
SALTAR À CORDA: Saltar à corda é um exercício pliométrico de impacto reduzido e é uma forma
óptima de introduzir os músculos dos jogadores à velocidade exigida quando estão a fazer os
exercícios correctamente. Os jogadores devem saltar à corda durante cerca de 5 a 7 minutos
para se soltarem. Lembrem-se de dizer-lhes que saltem em bicos dos pés.
CORRER NA CAIXA: Os jogadores usam uma pequena caixa de madeira resistente ou um degrau
de escada, com uma altura máxima de 25 cm. Começam com o pé direito na caixa/degrau e o pé
esquerdo no chão. Saltam e trocam de pés simultaneamente, para que o pé esquerdo fique agora
na caixa e o pé direito no chão. Repetem este movimento imediatamente (sem parar). Fazem 10
a 20 trocas e depois descansam 1 ou 2 minutos. Fazem este exercício 3 ou 5 vezes. Este é um
bom exercício para desenvolver a velocidade nas corridas e a capacidade de saltar.
SALTAR NA CAIXA: Os jogadores começam com os mesmos pés na mesma caixa/degrau. As suas
pontas dos pés ficam na ponta do degrau (os calcanhares não estão assentes, ficam para fora do
degrau). Dão um salto para trás e fazem o contacto com o chão com os dois pés ao mesmo
tempo. Voltam a saltar imediatamente para o degrau. Concentrem-se na velocidade com que
conseguem saltar para o chão e novamente para o degrau. Descansam 1 ou 2 segundos e depois
repetem 10 a 15 vezes para completar o set. Descansam 1 a 2 minutos entre sets. Fazem este
exercício 3 a 5 vezes. Este exercício vai ajudá-los a melhorar a capacidade de saltar na vertical.
SALTAR COM A TOALHA: Estender uma toalha no chão. Vai formar um rectângulo. Começam
num canto da toalha e fazem um salto com as duas pernas à volta das pontas da toalha, de
forma a tocar nos quatro cantos do rectângulo. Fazem 3 a 8 voltas completas (uma volta em que
tocam nos 4 cantos), e depois repetem o movimento na direcção oposta 3 a 8 vezes. Descansam
1 a 2 minutos. Fazem este exercício 3 a 5 vezes. Este exercício vai ajudá-los a melhorar a
agilidade.
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SALTOS LATERAIS: Agora peguem na mesma toalha e enrolem-na de forma a que se pareça com
um tubo. Coloquem um pouco de fita adesiva para manter a sua forma. Colocam a toalha
enrolada no chão e colocam-se ao lado da toalha. Saltam em posição lateral sobre a toalha. No
instante em que sentirem os pés a tocar no chão do outro lado da toalha, saltam imediatamente
de volta para a posição inicial. Repetem os saltos até que tenham completado 6 a 10 voltas (uma
volta é saltar da posição inicial para o outro lado e novamente para a posição inicial).
EXERCÍCIO DOS PONTOS: 1. Quatro pontos (usem pedaços de tinta adesiva) estão colocados no
chão num rectângulo de 0,6 m por 1 metro. Um quinto ponto é colocado no centro do
rectângulo. 2. Um jogador coloca os pés em cima dos dois pontos de baixo. 3. O jogador salta
para a frente, juntando os pés no ponto do meio e continua, saltando agora com as pernas
abertas para os dois pontos de cima. 4. O jogador salta imediatamente para trás, repetindo o
padrão. Para cima e para baixo é uma volta completa. Façam vários sets de 8 a 10 voltas
completas por jogador.
TREINAR COM INTEGRIDADE
Para se ser saudável e competitivo, é preciso evitar o álcool e as drogas. Isso inclui as ‘drogas
recreativas’ e as drogas que se destinam a ‘melhorar’ o rendimento. Certas drogas específicas
podem ter efeitos sérios. Os esteróides, por exemplo, podem conduzir a problemas graves de
saúde, incluindo rupturas de tendões, órgãos danificados e risco aumentado de cancro no fígado,
ataque cardíaco ou trombose.
As drogas e o álcool diminuem o tempo de reacção, turvam o discernimento e podem alterar
funções corporais críticas. Ao longo do tempo afectam ainda os químicos cerebrais, o que pode
reduzir o prazer que se tira de coisas como o desporto.
Todos os atletas gostam de viver o momento, estar atentos e desfrutar o jogo. Façam escolhas
inteligentes e evitem as drogas!
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5 DICAS DIÁRIAS PARA OS TREINADORES TEREM ESTILOS DE VIDA SAUDÁVEIS
1. Bebam mais água e limitem o consumo de outras bebidas que possam ter muito açúcar e
calorias de que não necessitam. Não podem esperar que os jogadores sejam capazes de
evitar o consumo destas bebidas se vocês não o fizerem.
2. Sejam positivos. Não falem do vosso peso nem se mandem abaixo à frente dos vossos
jogadores. Não querem que eles pensem que um estilo de vida saudável tem apenas a
ver com o peso. E tentem não se queixar de como detestam fazer exercícios ou comer
alimentos saudáveis. Eles ouvem tudo!
3. Concentrem-se no porquê e no como. Saber porque é importante ser saudável vai
conduzir a uma mudança significativa. Quando aprenderem alguma coisa nova ou
tenham uma pequena dica que funciona com vocês, partilhem-na com os vossos
jogadores.
4. Comecem a andar. Usem as escadas em vez do elevador. Estacionem o carro no fundo do
parque de estacionamento e andem, em vez ficarem às voltas à procura de um lugar
mais próximo.
5. Não recompensem as crianças com comidas. Doces e salgados como recompensa
encorajam maus hábitos alimentares. Encontrem outras formas de celebrar os bons
comportamentos ou feitos.
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AQUECIMENTO
Uma rotina de aquecimento apropriada é uma boa forma de reduzir lesões, como distensões ou
roturas musculares. O aquecimento destina-se a aumentar a temperatura do corpo e levá-los a
suar um pouco. Uma pequena corrida pelo campo ou alguns dos exercícios de passes em todo o
campo podem ser suficientes. Contudo, o aquecimento deve incluir alongamentos, em especial
alongamentos que se concentrem nos tendões de Aquiles, nas virilhas, dos tendões da curva do
joelho e nos quadricípites.
Alongamentos das virilhas
Sentados no chão, os jogadores devem juntas a planta dos pés. Na medida do possível, aproximar
ao máximo os joelhos do chão. Tal como acontece com todos os alongamentos, os jogadores não
devem forçar os joelhos na direcção do chão nem fazer movimentos rápidos. A ideia é alongar
lentamente o interior das pernas, junto das virilhas.
Alongamentos dos tendões da curva do joelho
Os jogadores devem deitar-se de costas com um joelho dobrado, e o pé bem assente no chão.
Devem manter ao mesmo tempo a outra perna esticada, levantando-a no ar. Levantem as duas
mãos, agarrem a parte de trás do joelho e lentamente puxem a perna na direcção do corpo o
máximo possível, mas sem forçar demais. Depois repitam o movimento com a outra perna.
30
Alongamentos dos quadricípites
Deitados de barriga para baixo, a cara encostada ao chão e a mão direita debaixo da orelha
direita, com a mão esquerda puxem a perna esquerda. O pé dessa perna deverá puxar para trás,
na direcção da nádega esquerda. Repitam o movimento com a outra perna, virando a cara para a
direita e colocando a mão esquerda debaixo da orelha esquerda. Agarrem com o braço direito o
tornozelo da perna direita e puxem na direcção da nádega direita.
Alongamentos dos
dos músculos da barriga das pernas
De frente para uma parede, inclinem-se para a frente colocando as palmas das duas mãos da
parede. Coloquem o pé direito ligeiramente à frente do esquerdo, afastados à largura dos
ombros. Inclinem-se para a parede, mantendo o pé direito bem assente no chão. O calcanhar do
pé esquerdo deve estar ligeiramente levantado, o que permite que seja feito o alongamento do
tendão existente atrás do tornozelo, o tendão de Aquiles. Repitam o alongamento com o outro
pé.
31
FUNDAMENTOS DO BASQUETEBOL: DEFESA
A defesa pode não ser a parte mais espectacular do basquetebol, mas é tão ou mais importante
que o ataque. No entanto, um dos grandes mitos de uma boa defesa é que os jogadores devem
ser rápidos e velozes para serem defensores eficazes. Mas na verdade, a melhor defesa é jogada
com antecipação e consciência do que se passa em campo, um bom equilíbrio corporal e um
conhecimento profundo dos fundamentos. Uma boa defesa também exige grandes esforços.
Querem mais provas?
O antigo jogador do Boston Celtics, Bill Russell, é considerado um dos melhores defensores de
todos os tempos. Russell não marcava muitos pontos e media apenas 2,04 m, mas muitos
consideram que foi o principal responsável por os Celtics terem ganho 11 títulos em 12 anos.
Russell era tão dominante, enquanto defensor e ressaltador, que não precisava de marcar muitos
pontos para os Celtics comandarem o jogo.
A posição perfeita
Para estarem em equilíbrio e prontos para iniciar o movimento, devem flectir as pernas. Não
devem permanecer direitos, porque perdem o equilíbrio. E não conseguem movimentar-se
rapidamente, para travar o movimento do adversário, se não estiverem com as pernas flectidas.
Devem manter as pernas afastadas à largura dos ombros e flectir ligeiramente os joelhos, com o
rabo bem em baixo. Se os pés estiverem juntos, não vão conseguir mover-se rapidamente em
nenhuma direcção.
Usar as mãos e os pés
Quando estão na posição correcta, a defesa fazfaz-se com as mãos e os pés. Quando o atacante
estiver a driblar, mantenham uma mão em baixo, na direcção da bola e a outra em cima, para
evitar um possível passe ou lançamento ao cesto. Quando o atacante parar o drible, devem
levantar os dois braços. O mesmo acontece quando o jogador que estamos a defender não tem a
bola (devem manter os braços no ar para evitar que receba o passe).
Devem ter em atenção a cintura do jogador atacante que está à vossa frente, principalmente se
ele tiver a bola. Porquê? Porque a cintura não se mexe. Os olhos, a cabeça, os ombros e os braços
mexem-se antes de o jogador decidir que direcção tomar. Mas a cintura permanece intacta até o
jogador se mover. Se estiverem a observar as outras partes do corpo, facilmente serão
enganados. O jogador atacante pode fingir o que quiser, mas não vai a lado nenhum até todo o
corpo se mover. Por isso, mantenham-se atentos à cintura do adversário.
Devem acompanhar o atacante deslizando para os lados sem cruzarem as pernas. Os pés devem
permanecer abertos à largura dos ombros e o peso deve recair sobre a base dos pés. E não
deixem que os pés se toquem enquanto deslizam.
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Devem estar atentos a tudo o que se passa à vossa volta. Se o jogador que estiverem a defender
não tiver a posse da bola, devem afastar-se um pouco e prestar atenção ao resto do jogo.
Devem manter-se sempre entre o vosso jogador e o cesto. Para além disso, devem estudar o
jogador que estão a defender. Ver se gosta de driblar só numa direcção e que mão usa para
driblar? Os jogadores mais novos usam quase sempre a mesma mão quando estão a driblar.
Devem tentar forçar o jogador adversário a seguir a direcção oposta ou a usar a mão mais fraca.
ESTRATÉGIAS
ESTRATÉGIAS DEFENSIVAS
Existem duas estratégias defensivas básicas no basquetebol: a defesa individual e a defesa zona.
Cada uma delas tem uma vantagem diferente, que é facilmente explicada aos mais jovens. Por
exemplo, na defesa individual cada jogador deve defender um jogador da equipa adversária. No
início do jogo, cada jogador procura o jogador que está mais próximo da equipa adversária. Se
for óbvio que há uma diferença grande entre ambos, devem trocar de jogadores na primeira
oportunidade.
A melhor maneira de ensinar os jovens a não esquecerem quem defendem é decorando o
número do jogador adversário. Quando começarem as substituições, o jogador que abandonar o
campo deve dizer ao companheiro de equipa que o substitui o número de quem deve defender,
para evitar confusões, quando o jogo recomeçar.
Defesa Individual
Na defesa individual, o defensor tenta ocupar o espaço em torno do adversário, durante a sua
deslocação, o que implica muito movimento. O importante para o defensor é manter-se entre o
atacante e o cesto, caso contrário o atacante terá espaço para lançar, passar a bola ou ganhar o
ressalto.
Devem ensinar aos jogadores que a defesa individual exige um esforço máximo. Para além de
permanecer com o jogador atacante, o defensor tem de estar na posição defensiva correcta, com
os joelhos ligeiramente flectidos e mãos no ar, prontas para roubar a bola. Para se mover
correctamente, o defensor deve aprender a deslocar-se para os lados e também para a frente ou
para trás.
Para os jogadores mais novos, o movimento de deslocação pode demorar algum tempo a
aprender. Devem treinar este movimento regularmente nos treinos. Os jogadores devem colocarse em posição defensiva com as mãos no ar e depois deslocarem-se para a direita, para a
esquerda, para trás e para a frente. Aproveitem para demonstrar o exercício correctamente e
reforcem que devem permanecer na posição correcta. Ao fim de algum tempo, tornar-se-á um
hábito regular.
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Normalmente, os treinadores optam pela defesa zona quando querem obrigar a equipa
adversária a lançar de meia e longa distância. Na verdade, o que o treinador quer dizer é:
“Tentem lançar à frente dos defensores, porque se falharem o lançamento, estaremos numa
óptima posição para ganhar o ressalto.”
Exercício de defesa
Negar a bola
Formar uma linha única na cabeça da área restritiva (o círculo por cima da linha de lance livre).
O primeiro jogador na linha é o defensor e o jogador seguinte é o atacante. O treinador segura a
bola enquanto o jogador atacante tenta libertar-se e abrir uma linha de passe. O defensor está a
treinar a posição defensiva correcta, enquanto mantém uma mão no ar para tentar fechar a
linha de passe e impedir o passe do treinador.
Defesa Zona
Numa defesa zona, cada defensor tem a tarefa de defender uma certa área ou zona, em
oposição a um jogador individual. Contra uma defesa zona, os jogadores atacantes vêem-se
forçados a passar a bola em volta do perímetro da defesa. Devem ensinar os vossos jogadores a
manterem sempre as mãos no ar, para poderem bloquear e interceptar passes feitos pela equipa
adversária.
Quando a bola entra numa área específica da defesa, o defensor deve imediatamente tentar
evitar que o atacante lance ou passe a bola. Às vezes, dependendo do tipo de zona que está a ser
usado, dois defensores podem rodear ou encurralar o jogador adversário que tem a posse da
bola. Com duas pessoas à volta, a mexerem constantemente os braços e com as mãos na cara do
adversário, fazer um bom passe ou lançar ao cesto torna-se virtualmente impossível.
A defesa zona destaca as capacidades de ressalto sólidas e leva a equipa adversária a reduzir a
percentagem de lançamentos de curta distância.
Devem ter em mente que em muitas competições de iniciados não é permitida a defesa zona,
porque poucos jogadores desenvolveram os lançamentos de meia e longa distância. Mas
entretanto, tornam-se muito populares quando os jovens chegam aos escalões juvenis. (Já agora,
às vezes os treinadores optam por alternar entre a defesa individual e zona durante o jogo. Isto
tem como objectivo confundir e empatar momentaneamente a equipa adversária.)
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Defesa 11-3-1: Um jogador, normalmente o jogador mais rápido da equipa, está no topo da área
restritiva, outros três estão ao longo da linha de lance livre e por fim um jogador mais alto está
por baixo do cesto. O jogador da frente tenta forçar o adversário com a bola a virar para a
direita ou para a esquerda, onde vai surgir outro defensor para o encurralar.
Defesa 22-1-2: Dois jogadores, normalmente os bases, estão acima da linha de lance livre, um
jogador, normalmente o poste, está no meio, e os outros dois jogadores, normalmente os
extremos, estão ao lado da área restritiva, mais perto do cesto. O objectivo, como em todas as
defesas zona, é fazer dois jogadores caírem sobre o jogador com bola, obrigando-o a ir para uma
zona onde convergem dois defensores.
Defesa 22-3: Dois jogadores, normalmente os bases, estão acima da linha de lance livre, com os
outros três jogadores espalhados numa linha que passa no meio da área restritiva.
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Exercício de Defesa 1
Deslocação para os lados
Criar duas filas, uma do lado direito da área restritiva e outra do lado esquerdo. O primeiro
jogador da fila assume a posição defensiva. O segundo jogador dribla em ziguezague pelo
campo, dribla três vezes no lado direito, com a mão direita, e três vezes no lado esquerdo, com a
mão esquerda, usando o drible cruzado para passar a bola da mão direita para a esquerda e
assim em diante, ao longo do campo. O defensor desliza de um lado para o outro, mantendo-se
sempre em frente do jogador com a bola.
Exercício de Defesa 2
Rolar a Bola
Benefício: Desenvolve a força total das pernas, a resistência muscular, a técnica defensiva e a
técnica de jogo.
1. Os jogadores estão virados para o cesto na parte de trás da linha de lance livre, numa
posição defensiva ainda mais baixa.
2. Para maior desenvolvimento da força, os jogadores devem tentar baixar-se um pouco
mais para além da posição defensiva normal.
3. O treinador faz rolar três bolas para sítios diferentes, uma de cada vez.
4. O jogador desloca-se em posição defensiva em direcção a cada bola, apanha-a e
devolve-a ao treinador.
5. Devem iniciar com exercícios de 15 segundos, que depois aumentam para trinta
segundos e terminam com exercícios de 1 minuto.
Dica: Os jogadores devem manter sempre as costas direitas, evitar cruzar os pés e manter uma
posição defensiva correcta.
Exercício de Defesa 3
“Dois contra um”
um” ao poste
Observem o Shaquille O’Neal. É praticamente impossível um jogador pará-lo sozinho e por isso
muitas equipas decidiram que farão o que for preciso para evitar que o Shaquille os derrote.
Obrigam-no a estar sem a bola.
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Como é feito:
O “dois contra um” começa normalmente com o defensor a defender o passador. Um base
adversário passa a bola para o poste, que já está a ser defendido, normalmente por trás. O
defensor que estava com o passador vem em auxílio do poste da sua equipa, enquanto os
companheiros de equipa rodam, evitando que alguém fique livre para poder lançar ao cesto. O
“dois contra um” pode variar, as equipas podem optar por fazê-lo assim que o passe é feito,
assim que o jogador em rotação recebe o passe ou quando inicia um movimento. A defesa deve
estar sempre pronta para o caso do jogador conseguir sair do “dois contra um” e passar a bola ao
jogador liberto.
Exercício de Defesa 4
Pressão Campo Inteiro
Pressão é aquilo que os defensores fazem. Pressionam o adversário para que cometa erros. Esta é
uma jogada em que a defesa pode gerar o ataque, porque as equipas esperam marcar
lançamentos fáceis no seguimento de perdas de bola, que eles forçam com a pressão imposta.
Como é feita:
As equipas pressionam quando os adversários não possuem um bom domínio da bola.
Normalmente, o base controla a bola e por isso a defesa vai tentar roubar-lhe a bola. A intenção
é levar os vossos adversários a fazerem algo que não querem fazer, como passar bola mais cedo
do que o planeado ou fazer um passe forçado. A pressão evita que a equipa adversária controle o
ritmo do jogo. Os defensores vão tentar perturbar o passe para dentro, cobrindo os adversários
no interior da área restritiva e fazendo “dois contra um” ao jogador com a bola. Pressionar
requer muita energia e só as equipas velozes e bem preparadas o fazem. As equipas variam o
tipo de pressão para manterem os adversários desconcentrados.
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FUNDAMENTOS DO BASQUETEBOL: PASSE
Existem dois tipos de passe, o passe de peito e o passe picado, que todos os jogadores devem
saber fazer. Mas antes que possam avançar nessa fase, têm de saber o básico.
O passe de peito deve tornar-se um hábito em todos os treinos. Devem ensinar os jogadores a
segurar a bola com as duas mãos e a direccionarem-na para o companheiro de equipa, lançando
a bola, a partir do peito, com as duas mãos. E o companheiro de equipa também deve agarrar a
bola no ar, com as duas mãos.
O passe picado é muito semelhante ao passe de peito. A bola é lançada com as duas mãos e é
direccionada a um companheiro de equipa, mas desta vez, a bola toca no chão uma vez antes da
recepção. O que torna este passe um pouco mais difícil é o facto do passe picado normalmente
ser feito para um jogador em movimento. Assim sendo, o jogador que faz o passe tem de
antecipar com precisão a velocidade do companheiro de equipa.
Exercício de passe 1
Fazer duas filas de jogadores e colocá-los lado a lado na linha de fundo. Ao soar do apito, eles
devem começar a correr, sempre paralelos entre si, enquanto passam a bola um para o outro. É
importante que alternem os passes, de peito e picado, e que sejam rápidos. Quando se
aproximarem da linha de fundo oposta, o último a receber a bola deve terminar o exercício com
um lançamento na passada. A chave do exercício é fazer passes rápidos.
Exercício de passe 2
Passe com duas bolas e deslocação
Benefício: Melhora a coordenação de mãos e olhos, a reacção, a capacidade de resposta, a
rapidez, o trabalho de pés, a resistência muscular e a forma física.
1. Todos os jogadores, excepto o jogador A, devem fazer uma fila com um metro e meio de
distância entre si.
2. O jogador A está dentro do campo, separado dos outros entre 3 a 4 metros e meio, e de
frente para o jogador B, que está na fila.
3. Usem duas bolas. O jogador A segura uma bola e o jogador B, que está na fila, segura na
outra bola.
4. Para começarem o exercício, o jogador A faz um passe de peito ao jogador C e começa a
deslocar-se para o lado direito, ao mesmo tempo que recebe quase simultaneamente um
passe de peito do jogador B.
5. O jogador A, depois de receber o passe do jogador B, passa a bola ao jogador D e
continua a deslocar-se para a direita e recebe mais um passe do jogador C.
6. O jogador A continua a deslocar-se e a passar a bola ao próximo jogador, ao mesmo
tempo que recebe um passe do jogador anterior.
7. O jogador A continua a fazer o exercício e quando chegar ao fim da fila, repete
imediatamente o exercício na direcção oposta.
8. Só completamos uma volta ao fazermos o exercício nas duas direcções. Os jogadores
devem fazer entre 2 a 5 voltas e depois trocar de posição com os companheiros de
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equipa. O próximo jogador a fazer o exercício, ocupa a posição do jogador A e inicia o
exercício, e o mesmo acontece ao resto da equipa.
Dica: Podem alterar o exercício, fazendo o passe picado em vez do passe de peito.
Exercício de passe 3
Passes rápidos
Benefício: Desenvolve o trabalho de pés, melhora a recepção do passe e a concentração.
1. Colocar cinco barreiras (toalhas enroladas), com um metro de distância entre si, numa
linha recta.
2. O jogador A coloca-se no fim da recta, de frente para o treinador X.
3. Um jogador de cada vez, começa dando um passo lateral sobre a primeira toalha. O
jogador move-se da esquerda para a direita e dá dois passos laterais rápidos sobre cada
toalha, mantendo as mãos no ar e prontas para receber o passe.
4. O treinador X passa a bola ao jogador A, em diferentes alturas, durante a sua
movimentação. O jogador A recebe a bola e devolve-a ao treinador, enquanto continua
a dar passos rápidos sobre cada toalha. Apenas uma perna deve estar em cada lado da
toalha. E cada jogador deve fazer vários sets de 3 a 5 voltas.
Exercício de passe 4
Vermelho e azul
Benefício: Desenvolve a reacção, a capacidade de resposta, a velocidade, a união, a coordenação
de mãos e olhos e a técnica de passe.
1. Dividir a equipa em dois grupos (A e B).
2. Os jogadores do grupo A colocam-se na linha de fundo, a metro e meio ou 3 metros de
distância entre si.
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3. Os jogadores do grupo B fazem par com os jogadores do grupo A, mas colocam-se atrás
deles, a 4 metros e meio de distância. Os jogadores do grupo A estão de costas voltadas
para os jogadores do grupo B.
4. Quando o treinador disser “Vermelho” todos os jogadores do grupo A dão meia volta,
para a direita, e ficam voltados para os jogadores do grupo B. (Se o treinador disser
“Azul”, os jogadores do grupo A viram para a esquerda.)
5. Logo após o treinador dizer “Vermelho” ou “Azul”, cada jogador do grupo B faz um passe
de peito para o seu par do grupo A. Os jogadores do grupo A devolvem a bola
imediatamente e viram as costas de novo à espera da nova ordem do treinador.
Certifiquem-se que os passes não são feitos cedo demais.
6. Devem fazer este exercício 10 vezes e os grupos devem alternar os papéis.
Dica: Os jogadores do grupo A devem concentrar-se em virar o corpo todo 180 graus (e não
apenas as mãos e a cabeça). Os jogadores devem iniciar a rotação com os pés na linha de fundo e
terminar com os pés na linha fundo, depois de fazerem a rotação.
Exercício de passe 5
2 passadores e um defensor no meio
O jogador 1 e o jogador 2 estão a 3 ou 4 metros de distância entre si. O jogador 1 tem a bola. O
jogador 3 é o defensor e está entre o jogador 1 e o 2. O jogador 3 defende o jogador 1 e tenta
evitar o passe do jogador 1 para o jogador 2. O jogador 1 trabalha as fintas de passe e deixa para
trás a defesa para passar a bola. Quando o jogador 2 recebe a bola, o jogador 3 corre para o
jogador 2 para evitar o passe deste para o jogador 1. O jogador 2 deve esperar que o jogador 3
chegue ao pé dele, antes de tentar fazer o passe. O jogador 3 mantém-se no meio e defende os
passes até conseguir 3 intercepções. Os jogadores alternam entre si para que todos defendam os
passes.
Exercício de passe 6
Outro exercício de passe excelente
Este é outro exercício excelente de passe e recepção, com a inclusão da técnica de visão
periférica. Um jogador está virado de frente para um grupo de 5 jogadores, alinhados lado a lado
a cerca de 4 metros de distância. Neste exercício usam-se duas bolas. O jogador que está sozinho
tem uma bola e um dos jogadores que está à sua frente tem outra. O jogador que está sozinho
deve sempre passar a bola para o lado oposto de onde recebeu o passe. Este exercício contribui
para exercitar a visão periférica. O passe rápido fortalece os músculos dos dedos, dos pulsos e
dos braços. Assim que o jogador que está sozinho cometer um erro, é substituído por outro que
está na fila.
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FUNDAMENTOS DO BASQUETEBOL: DOMÍNIO DE BOLA
Como acontece com todas as técnicas de basquetebol, a única forma de melhorar o drible é com
a prática. Com o treino do drible, os jogadores tornam-se igualmente aptos a driblarem com as
duas mãos. Com os jovens, quanto mais novos os encorajarem a driblar com as duas mãos,
melhor eles driblarão.
Devem lembrar os jovens que treinar o drible só durante o treino não é suficiente. Se querem,
realmente, dominar esta técnica de basquetebol básica, devem treinar também fora dos treinos.
Podem treinar o drible enquanto estão a conversar com os amigos em casa, no parque ou no
jardim, ou mesmo enquanto estão a ver televisão.
Quanto mais se habituarem à bola, mais facilmente se tornam capazes de driblar sem olhar para
a bola. Devem lembrar os jogadores que isto demora algum tempo, e que não se devem
desmotivar com a frustração inicial de driblar uma bola de basquete.
Conselhos básicos para driblar uma bola de basquetebol
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Usem as pontas dos dedos para driblar e nunca a palma da mão;
Mantenham sempre os joelhos flectidos enquanto driblam;
Mantenham sempre a mão livre levantada, enquanto estão a ser defendidos;
Driblem a bola ao lado do corpo, nunca driblem a bola à frente do corpo
repetidamente;
Habituem-se a driblar a bola com força;
Mantenham sempre a cabeça levantada enquanto driblam;
Driblem sempre com um objectivo.
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Exercício de Domínio de Bola 1
Colocar quatro ou cinco cadeiras ou cones no meio do campo. Um jogador de cada vez tenta
driblar o mais depressa possível enquanto contorna as cadeiras. Este exercício obriga os
jogadores a usar as duas mãos, enquanto mantêm a cabeça levantada e não olham para a bola.
Exercício de Domínio de Bola 2
Driblar com uma mão
Benefício: Melhora a técnica de drible, rapidez e controlo.
1. Formar um grupo de 6 a 8 jogadores e colocá-los lado a lado na linha de fundo, cada um
com a sua bola.
2. Os jogadores driblam depressa com a mão direita até ao meio campo, com a bola à sua
frente, e não permitindo que salte mais alto que a sua cintura, enquanto mantêm
sempre o controlo.
3. No meio-campo, os jogadores fazem uma chamada, mas continuam a driblar e dão um
passo para trás, com a perna direita, enquanto mantêm as pernas flectidas, as costas
direitas e o braço esquerdo levantado para proteger a bola.
4. Com os joelhos flectidos, os ombros para a frente e o braço esquerdo levantado para
proteger a bola, os jogadores driblam para trás (drible de protecção) até à linha de lance
livre.
5. Na linha de lance livre, dão um passo para trás com o pé esquerdo e cruzam o drible
para a mão esquerda.
6. Os jogadores driblam depressa até à linha de fundo do lado oposto, com a mão esquerda.
Dica: Para driblarem mais depressa, a bola não deve saltar mais alto que a vossa cintura. Para o
drible protegido, a bola deve saltar abaixo dos joelhos e os jogadores não devem cruzar os pés.
Exercício de Domínio de Bola 3
Drible com duas bolas
Benefício: Melhora a coordenação, a concentração e o controlo da bola com as duas mãos.
Nota: O próximo exercício requer que o jogador use duas bolas.
Drible rápido:
rápido Os jogadores colocam-se na linha de fundo e usando duas bolas driblam depressa
em direcção à linha de fundo oposta, enquanto mantêm as duas bolas à sua frente e a saltar
mais baixo do que a sua cintura.
Metralhadora:
Metralhadora Os jogadores colocam-se na linha de fundo, com as costas direitas, os joelhos
flectidos e a driblarem as bolas simultaneamente abaixo dos joelhos. Os jogadores devem
começar por fazer este exercício parados no mesmo sítio, mas à medida que progridem devem
começar a andar, a correr e por fim a correr depressa até ao meio-campo e regressar.
Alto e baixo:
baixo Os jogadores colocam-se na linha de fundo, com as costas direitas, os joelhos
flectidos e a driblarem duas bolas ao mesmo tempo, uma abaixo do nível do joelho e outra ao
nível dos ombros. Os pés devem ficar afastados, à largura dos ombros. Os jogadores devem
alternar de mãos para melhorarem a técnica de drible com as duas mãos.
Dica:: Os jogadores devem sempre driblar com as pontas dos dedos e não com as palmas das
mãos.
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Exercício de Domínio de Bola 4
Controlo de bola
Benefício: Desenvolve um melhor controlo de bola, a coordenação do tronco e o tempo de
resposta.
Nota: Nestes exercícios, a bola não deve tocar no chão.
Arcos à volta das
das pernas:
pernas Com as pernas e os pés juntos, os jogadores devem flectir ligeiramente
os joelhos e rodar a bola em volta das pernas.
Arcos à volta da
da cintura:
cintura Os jogadores rodam a bola em volta da cintura, o mais depressa
possível, enquanto mantêm o controlo da bola.
Oitos:
Oitos Os jogadores afastam as pernas, flectem os joelhos ligeiramente e movem a bola em volta
das pernas, como se desenhassem o número oito, enquanto mantêm o controlo da bola. Quando
fazem este exercício devem manter a cabeça erguida!!! Se não o fizerem, não progridem! Sejam
pacientes, vão perder muitas vezes o controlo da bola no início, mas depois de muito treinarem,
vão perceber que é um exercício que vos ajuda muito! Boa sorte e dêem sempre o vosso melhor.
Dica: Os jogadores devem ser encorajados a rodar a bola o mais depressa possível, enquanto
mantêm o controlo da bola. Devem mudar a bola de direcção periodicamente. Devem começar
com exercícios de 15 segundos para cada lado e aumentar a duração até um minuto ou dois.
Exercício de Domínio de Bola 5
Drible atrás das costas:
costas Devem driblar, o mais depressa possível até ao primeiro cone. Quando se
aproximarem do cone, o corpo deve estar à frente da bola. Devem puxar rapidamente a bola
com os pulsos, os dedos e os braços atrás das costas para mudarem de direcção. A bola deve
subir à altura da cintura. Quando a bola mudar de direcção, usam a mão livre e o corpo para
proteger a bola. Continuem em movimento, a trocar de mãos e a driblarem atrás das costas até
ao último cone. E por fim, terminam com um lançamento na passada.
Exercício de Domínio de Bola 6
Rei do círculo: Coloquem dois jogadores a driblar no círculo central, no meio campo. Os dois
devem tentar roubar a bola um ao outro, enquanto mantêm o drible. Para tornarem o exercício
ainda mais interessante, apitem a cada 10 ou 15 segundos, para que os jogadores mudem o
drible para a outra mão.
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FUNDAMENTOS DO BASQUETEBOL: LANÇAMENTO
Todos os grandes lançadores fazem o mesmo movimento, seja num lance livre ou num
lançamento em suspensão. Ao nos posicionarmos correctamente para o lançamento,
melhoramos a nossa pontaria, e com o tempo ficaremos aptos a lançar com precisão de
distâncias mais longas.
No entanto, no início devem concentrar-se em executar as técnicas de lançamento adequadas a
uma curta distância. Uma forma de criar maus hábitos de lançamento acontece quando
começam logo a fazer lançamentos de longa distância. Não estão a treinar, mas sim a brincar.
Treinar um lançamento correcto acaba por ser o fundamento mais importante no basquetebol,
porque essa técnica deve tornar-se automática antes do jogador se poder tornar uma grande
ameaça no ataque. É por isso que o lançamento, mais do que qualquer outra técnica, exige
repetição.
Passo a Passo
O movimento básico de um lançador
Devem colocar o corpo virado para o cesto, dividindo igualmente o peso pelos dois pés, e flectir
os joelhos. Se lançarem com a mão direita, o pé direito deve estar um pouco mais à frente do
que o pé esquerdo, na direcção do cesto.
1. Devem colocar a bola na posição de lançamento, ou seja, colocá-la nas pontas dos dedos da
mão lançadora, como se fossem um empregado de mesa a segurar um tabuleiro. Devem usar
a mão livre como guia e nada mais. Devem flectir os joelhos e iniciar o lançamento com a
bola abaixo da cabeça.
2. Devem fixar o alvo com os olhos. Alguns jogadores olham para a parte de trás do aro, outros
concentram-se num ponto mesmo à frente do aro. Escolham o que quiserem, mas escolham
um alvo. Usem a outra mão como guia. Está ali apenas para ajudar a equilibrar a bola na
posição correcta. Não tentem lançar a bola com as duas mãos. Se a outra mão estiver muito
afastada, à frente da bola, será mais difícil lançar correctamente. Devem praticar estes
passos até se tornarem automáticos.
3. Com o vosso “sistema de orientação” em ordem, empurrem a bola para cima na direcção do
cesto, até que o braço se estenda completamente e o cotovelo estique. Dobrem depois o
pulso num movimento para baixo. Lembrem-se de manter o cotovelo do braço que lança
alinhado com o corpo. Dessa forma, o vosso braço terá de subir mesmo na vertical, o que
aumenta a vossa precisão.
4. Quando a bola sai da mão, deve rolar pelas pontas dos dedos, produzindo uma ligeira
rotação inversa. O dedo médio é normalmente o que faz o último contacto com a bola.
Lembrem-se de lançar a bola com as pontas dos dedos e não com as palmas das mãos.
Treinem, usando estas técnicas perto do cesto. Devem manter sempre esta sequência. É por
isso que é importante treinar de uma distância curta no início. Quando estes fundamentos se
tornarem automáticos, conseguirão agarrar na bola depois de um drible ou de receberem o
passe de um companheiro de equipa, e fazer de imediato esta sequência básica, sem terem
de pensar em cada movimento.
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Exercício de Lançamento 1
Exercício com as costas direitas
Deitem-se de costas no chão e treinem o movimento do lançamento para o ar. Se usarem a
técnica adequada, a bola deverá descer na mesma direcção. Se for para um lado ou para o outro,
vejam como está a vossa mão guia. Certifiquem-se que estão a esticar bem o braço para cima e
que o pulso se está a dobrar num movimento para baixo.
Exercício de Lançamento 2
Exercício de lançamento da cadeira
Coloquem uma cadeira a cerca de 2 metros do cesto. Sentem-se e treinem o lançamento com
apenas uma mão. Sentados na cadeira, serão obrigados a esticar completamente o braço e a
fazer depois o movimento correcto do pulso. Se não conseguirem empregar a técnica correcta, a
bola não chegará à tabela, e muito menos ao aro.
Se observarem os melhores lançadores em acção, notarão que eles param, saltam e lançam, tudo
isto num movimento fluido. Não têm de pensar naquilo que estão a fazer nem como estão a
fazê-lo. Isto porque treinaram o movimento de lançamento durante tanto tempo, que se tornou
uma parte automática do seu jogo.
E esse é o objectivo também para vocês.
Exercício de Lançamento 3
Saltar, passar, lançar
Benefício: Experiência em complexidade de tarefas, enquanto se melhora a concentração,
explosividade das pernas, coordenação de mãos e olhos, e técnicas básicas de lançamento.
1. Coloquem três barreiras (toalhas enroladas) numa linha, afastadas a cerca de um metro
entre si, de frente para o cesto. A distância entre a última toalha e o cesto deve ser uma
distância que permita um lançamento em suspensão confortável para o jogador.
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2. Para começar o exercício, os jogadores (A) fazem uma fila de frente para o cesto, atrás
das toalhas.
3. O primeiro jogador (A1) salta rapidamente sobre cada uma das três toalhas (os jogadores
devem saltar com os dois pés ao mesmo tempo). Quando o jogador (A1) passa por cima
da terceira toalha, o jogador (A1) recebe um passe do treinador (X), quando o jogador
está já para cá da terceira toalha. Os jogadores devem fazer o contacto no chão já na
posição de lançamento apropriada (quem lança com a mão direita, com o pé direito
ligeiramente adiantado, pé esquerdo um pouco para trás, joelhos flectidos, costas
direitas e cabeça para cima).
4. Depois de fazer a chamada, o jogador (A1) faz de imediato um lançamento em
suspensão, depois afasta-se do treinador (X) e vai para o final da fila de jogadores (A).
5. O treinador (X) deve fazer a rotação das posições de lançamento, colocando as três
toalhas em diferentes ângulos em relação ao cesto.
Dica: alguns exercícios de lançamentos e para melhorar a condição física, podem ser mais difíceis
para jogadores que ainda não têm as técnicas de lançamento muito refinadas. Podem tentar ter
um treinador-adjunto ou simplesmente um ajudante à mão, para ir buscas as bolas que são
lançadas e passá-las ao treinador, que poderá assim passá-las mais depressa aos jogadores.
Usando duas bolas de basquetebol conseguirão também fazer estes exercícios mais depressa.
Melhores práticas: Quanto mais vezes um jogador fizer um exercício e quanto menos tempo
ficar parado a olhar para os outros, melhor. Tentem dividir a equipa em grupos de 3 ou 4
jogadores cada para fazer o exercício (com um treinador), se puderem. Usem o máximo possível
do campo e o máximo de tabelas disponíveis. Façam com que os jogadores completem o
exercício o máximo de vezes possível. Se tiverem de fazer exercícios com toda a equipa a ser
apenas um grupo, mantenham os jogadores que estão à espera na fila atentos, perguntando-lhes
o que estão a ver os companheiros a fazer bem ou mal, enquanto os jogadores que estão à sua
frente completam os exercícios.
Exercício de Lançamento 4
Lançar
Lançar e deslizar
Benefício: Desenvolve as técnicas bases do lançamento, passe e ressalto, bem como a técnica da
posição defensiva, e fortalece as pernas.
46
Nota: Este é um exercício para 6 jogadores (de cada vez): 2 lançadores (A1)(A2), 2 passadores
(B1)(B2) e 2 ressaltadores (C1)(C2).
1. Os lançadores (A1)(A2) começam nos extremos direito e esquerdo da linha de lance livre,
prontos para receber os passes dos passadores (B1)(B2), que estão posicionados fora da
área restritiva. Os ressaltadores (C1)(C2) estão debaixo do cesto, junto à linha de fundo.
2. Os jogadores (A1)(A2) recebem os passes dos jogadores (B1)(B2), fazem o lançamento e
correm para a linha de fundo. Os jogadores (A1)(A2) assumem uma posição defensiva, e
deslizam em direcção às linhas laterais direita e esquerda ao longo da linha de fundo. O
jogador (A1) coloca o pé direito na linha lateral e faz a rotação, deixando o pé esquerdo
para trás. O jogador (A2) faz o mesmo no canto esquerdo, colocando o pé esquerdo na
linha lateral e deixando o pé direito para trás. Os jogadores (A1)(A2) correm depois de
volta para os extremos direito e esquerdo da linha de lance livre, com as mãos
levantadas e prontas para receber os passes dos jogadores (B1)(B2). Os jogadores
(A1)(A2) recebem os passes, enquadram-se com o cesto, lançam e repetem o exercício.
3. Depois de 5 a 10 voltas completas, os lançadores (A1)(A2) tornam-se os ressaltadores
(C1)(C2), os ressaltadores (C1)(C2) tornam-se os passadores (B1)(B2), que por sua vez se
tornam os lançadores (A1)(A2). Os jogadores devem fazer o exercício de ambos os lados
do campo.
Competição de lançamentos em equipa
Dividam a equipa em dois grupos, um em cada lado do campo. Ambas as equipas começam a 3 a
5 metros do lado direito ou esquerdo do cesto. O primeiro jogador da fila lança. Se falhar, o
jogador seguinte lança do mesmo sítio, e todo o grupo avança para a próxima posição, assim que
alguém marca da primeira posição. A equipa vencedora é o grupo que conseguir concretizar os
10 lançamentos: do canto, entre o canto e a linha de lance livre, na linha de lance livre, entre o
canto e a linha de lance livre oposta e no canto oposto, para um lado e outro, primeiro que a
outra equipa.
47
FUNDAMENTOS DO BASQUETEBOL: RESSALTO
Muitos treinadores acreditam que ganhar ressaltos é a chave para se ganhar jogos.
No ataque, ganhar um ressalto depois de um lançamento falhado dá a nossa equipa uma
segunda oportunidade de marcar. Por outro lado, quando se ganha um ressalto defensivo, um
jogador está a limitar o adversário a apenas uma oportunidade de lançar ao cesto. Essas
“segundas oportunidades” podem fazer a diferença entre ganhar ou perder um jogo.
Os bons ressaltadores não são necessariamente os jogadores mais altos ou os que melhor saltam
no campo. É óbvio que os jogadores maiores e com mais impulsão estão em vantagem, mas tal
como acontece quando estamos a defender, o posicionamento e os fundamentos podem fazer
com que qualquer jogador seja um ressaltador eficaz. Na verdade, se usarem a técnica de forma
apropriada, podem manter qualquer jogador afastado do cesto e numa posição que não lhe
permitirá ganhar ressaltos.
Pensem que o lançamento não vai entrar
Partam sempre do princípio que o lançador vai falhar. Não importa quem está a lançar ou de
onde vem o lançamento, estejam sempre preparados para ganhar o ressalto quando há um
lançamento falhado. Lembrem-se que até os grandes lançadores falham metade dos seus
lançamentos tentados.
Bloqueio defensivo
Assim que a bola se aproxima do cesto, têm de colocar-se em posição de ganhar o ressalto.
Fiquem à frente do jogador que estão a defender e virem-se para o cesto, ficando entre o vosso
adversário e o cesto. Podem usar uma “rotação inversa” para passar para a frente do vosso
adversário, se estiverem de costas voltadas para o cesto quando o lançamento é feito. Rodem
sobre um pé quando há um lançamento. Por exemplo, podem colocar o pé direito no chão,
voltar-se sobre esse pé e trazer a perna esquerda para perto do corpo, de modo a ficarem de
frente para o cesto. Isto permite-lhes ficar numa boa posição para ir ao ressalto, mantendo ao
mesmo tempo o vosso adversário atrás de vocês. Façam contacto com o vosso adversário, para
que possam movimentar-se com ele. Mantenham-se equilibrados, ficando com as pernas
afastadas e os joelhos ligeiramente flectidos.
Concentrem-se na trajectória da bola e prestem atenção aos ângulos. Com o vosso jogador atrás,
é mais fácil aproximarem-se da bola com mais rapidez.
Quando a bola vem a descer, subam com força. Isso significa manter as pernas afastadas, para
que possam continuar equilibrados enquanto saltam para cima. Subam com ambas as mãos
levantadas, e assim que as pontas dos dedos tocarem na bola, agarrem-na bem. Desçam com a
bola no mesmo movimento com que subiram. Protejam a bola imediatamente, para que os
adversários não consigam dar-lhe uma palmada, e sejam rápidos a passá-la ou a subir para o
lançamento.
48
Começar (e finalizar) o contracontra-ataque
A melhor forma de começar um contra-ataque é ganhando um ressalto defensivo, e fazendo um
passe longo rápido para um companheiro de equipa. Lembrem-se de não reter a bola e ficar ali
parados. Em vez disso, devem levantar imediatamente a cabeça e disparar a bola para um
companheiro de equipa liberto, que já está a correr para a frente, e depois comecem também
vocês a correr. Acompanhem o contra-ataque, de forma a ficarem numa boa posição para
ganhar o ressalto ofensivo do outro lado do campo, se a vossa equipa falhar o lançamento.
Treinem o segundo lançamento no ataque
Coloquem-se a um metro do cesto e atirem a bola à tabela. Dirijam-se para a bola quando ela
está a descer, e segurem-na bem com as duas mãos. Lembrem-se de manter os braços
levantados, para a bola ficar bem no ar e afastada do vosso corpo. Mantendo a bola nesta
posição, desçam e subam imediatamente para colocar a bola no cesto.
Exercício de treino
Três jogadores, um no extremo esquerdo da linha de lance livre, um no meio da linha de lance
livre e outro no extremo direito da linha de lance livre, assumem uma posição defensiva. Outros
três jogadores colocam-se à frente dos defensores, na posição de ataque. O treinador lança a
bola e os jogadores que estão a defender treinam o bloqueio defensivo aos atacantes, e os seis
jogadores têm de tentar ganhar o ressalto.
49
FUNDAMENTOS DO BASQUETEBOL: ATAQUE
Com os jogadores mais jovens,
jovens, aconselhamos a que ensinem duas abordagens básicas: o contracontraataque e o ataque padrão em metade do campo. Cada sistema tem as suas vantagens e
desvantagens.
Organizar os cinco jogadores no campo
Se vão ensinar basquetebol, devem posicionar os vossos jogadores de forma apropriada. Vamos
aqui rever rapidamente as cinco posições no campo:
1. O primeiro base: Este jogador controla a bola, quando a equipa avança no campo e se
prepara para fazer as suas jogadas ofensivas. O primeiro base é quase como o
quarterback de uma equipa de futebol americano. Os primeiros bases devem ter um
excelente domínio de bola e devem ser capazes de ver o campo todo, e isso implica
conseguirem driblar sem olhar para a bola. Um primeiro base talentoso, que consegue
ainda fazer bons lançamentos em suspensão e fortes entradas para o cesto, é essencial
para o sucesso da equipa.
2. O base lançador: Para além de ter um bom domínio de bola, este jogador é normalmente
o melhor lançador e marcador da equipa. Este jogador é também chamado de “segundo
base”. O base lançador é normalmente o jogador mais atlético da equipa, em campo.
3. O extremo: O extremo é normalmente o jogador mais versátil em campo. Tanto é forte
no jogo “interior” como no jogo “exterior”. Deve ter a técnica necessária para lançar e
driblar bem a bola, ao mesmo tempo que usa o seu tamanho e força para lutar por
ressaltos debaixo do cesto. Não se deixem enganar pelo nome.
4. O extremoextremo-poste: Este jogador é conhecido como o principal ressaltador da equipa em
ambos os lados do campo. Na defesa, os extremos-postes podem dar início ao contraataque, ganhando o ressalto e fazendo um passe rápido para um dos bases. Grande e
forte, o extremo-poste pode não ser o jogador mais elegante da equipa, mas a sua
presença é sempre sentida.
5. O poste: para ser bem sucedida seja a que nível for, uma equipa precisa normalmente de
um poste talentoso debaixo do cesto. Tradicionalmente, o poste é o jogador mais alto da
equipa. O trabalho do poste é ser o pilar da defesa da equipa e ganhar ressaltos em
ambos os lados do campo. Adicionalmente, o poste é o principal marcador de pontos da
equipa debaixo da tabela.
50
Ataque: O contracontra-ataque
Para se conseguir fazer um contra-ataque rápido e eficaz, é preciso uma equipa que tenha uma
grande velocidade de pés, esteja em óptima forma e que seja muito boa a ganhar ressaltos
defensivos e a fazer os passes longos para os bases. Neste tradicional ataque rápido, a ideia é sair
da tabela tão depressa, que a equipa ganha literalmente a corrida contra os adversários no
campo, conseguindo assim lançamentos fáceis.
É claro que tudo isto depende da capacidade da equipa de correr, passar e ganhar ressaltos. Na
prática, têm de trabalhar-se estes fundamentos, bem como os passes longos e a energia.
Infelizmente, um contra-ataque rápido é desmontado facilmente se a outra equipa for
combativa e recuperar na defesa, obrigando assim a equipa a trabalhar o ataque em metade do
campo. As equipas que treinam exclusivamente o jogo de contra-ataque, têm muitas vezes
dificuldades em gerir um ataque padrão mais lento, e isso pode causar-lhes muitos problemas.
Ataque: O ataque padrão em metade do campo
Se decidirem trabalhar com jogadas organizadas, podem dedicar uma boa parte do treino a
explicar como cada jogada funciona. Deixem-nos conhecer as jogadas primeiro, depois treinemnas muitas vezes, até que se tornem automáticas. É o vosso base que controla o ataque. E deve
ser capaz de comandar uma jogada concebida para libertar um dos jogadores para o
lançamento, ou para manter a bola em movimento de jogador em jogador, até que surja a
oportunidade de fazer um lançamento quase certo.
É claro que os treinadores inteligentes ensinam aos seus jogadores o contra-ataque e o ataque
em metade do campo. Deixam os seus jogadores fazerem um contra-ataque rápido, se surgir essa
oportunidade, mas também os preparam para fazer uma jogada organizada, se o contra-ataque
não se concretizar.
Dica no ataque
Para além de trabalharem os fundamentos do basquetebol, tentem sempre ensinar algumas
jogadas básicas durante o treino. Tragam os jogadores para ao pé do quadro e desenhem lá
algumas jogadas ofensivas específicas. Por exemplo, a jogada tradicional de “passe e corte” pode
ser explicada com um diagrama, e depois com vocês a demonstrarem como se faz em conjunto
com os treinadores-adjuntos. A seguir, deixem os jogadores treinar essa jogada.
Mostrem-lhes como funciona um bloqueio. Primeiro com um diagrama, depois sendo vocês e os
adjuntos a demonstrarem na prática como se faz. Quando os jogadores dominam estes jogadas
básicas, podem introduzir uma jogada ou duas nas sessões de treino seguintes. Reservem tempo
em cada treino para que os jogadores possam rever a jogada, antes de a executar a grande
velocidade. Certifiquem-se que todos os jogadores sabem como fazer as jogadas. Podem até
divertir-se, deixando que sejam os vossos jogadores a decidir que nomes querem dar às jogadas.
51
ContraContra-ataque
Uma equipa ofensiva procura sempre lançamentos fáceis. Uma forma de consegui-los é rodar a
bola depressa pelo campo, antes dos defensores da outra equipa poderem posicionar-se no
campo. Os contra-ataques acontecem quase sempre depois de uma equipa falhar um
lançamento de campo ou um lance livre. A equipa que ganha a posse de bola roda-a
rapidamente pelo campo, e procura conseguir uma vantagem numérica de jogadores, como dois
contra um defensor ou três contra dois.
Como se faz:
A equipa que sai em contra-ataque deve colocar a bola no centro do campo, enquanto outros
jogadores da equipa atacante correm pelas linhas laterais, ao lado da pessoa que está a driblar.
Quem leva a bola deve parar perto da linha de lance livre. Se os defensores optarem por
defender os que estão a correr nas linhas, surgirá uma abertura para um lançamento de 5
metros. Mas se um defensor vier tentar roubar a bola a quem está a driblar, um dos jogadores
que está a correr pelas linhas ficará liberto para receber o passe e fazer o lançamento na
passada.
Passe e corte
O passe e corte pode ser trabalhado por dois jogadores atacantes quaisquer, e é muito eficaz
contra defensores preguiçosos e pouco agressivos. Mas também pode suplantar defensores que
ficam próximos demais do jogador que estão a defender.
Como se faz:
Esta jogada funciona mesmo da forma como soa: um jogador “passa” a bola ao companheiro de
equipa e depois “corta” para o cesto. O jogador com bola passa para um companheiro de equipa,
e de seguida corta rapidamente para o cesto, geralmente depois de fintar que vai para o outro
lado. Esta jogada é eficaz, porque o defensor poderá virar-se para seguir a bola, ou poderá
descontrair depois do jogador que ele está a defender ter feito o passe.
52
Bloqueio e corte
John Stockton e Karl Malone, antigos companheiros de equipa nos Utah Jazz, são famosos por
executar o bloqueio e corte na perfeição. A jogada pode ser tão eficaz, que mesmo quando os
defensores sabem que vai acontecer, o bloqueio e corte pode ainda ser difícil de travar.
Tenham em mente que o bloqueio e corte é usado quase exclusivamente contra defesas
individuais agressivas. A jogada pode ser executada por dois jogadores atacantes quaisquer. Há
três opções para o bloqueio e corte, e todas são concebidas para criar um lançamento fácil para
o ataque, depois de ser feito o bloqueio a um dos dois defensores.
Bloqueio e corte para fazer o lançamento em suspensão
1. O base, 1, dribla a bola para um dos lados do campo, onde outro atacante, 4, está
isolado, ou sozinho com o seu defensor. Em qualquer uma destas opções, o jogador
isolado do lado esquerdo é o extremo-poste, 4.
2. O base, 1, leva o seu defensor para a esquerda. Ao fazer isto, o seu companheiro de
equipa, 4, avança na mesma direcção para fazer o bloqueio.
3. Depois do bloqueio ser feito, o base, 1, dribla para perto e à volta do seu companheiro
de equipa, 4, numa tentativa de atrair o defensor para o bloqueio.
4. Quando o jogador ofensivo, 4, sente que o defensor do base fica preso no seu bloqueio,
abre para o canto. O base, 1, que parece poder ter um corredor aberto para o cesto ou
espaço para fazer o lançamento, atrai a atenção dos dois defensores, e passa
rapidamente para o seu companheiro de equipa, 4, que fica liberto para o lançamento.
53
Bloqueio e corte para receber a bola debaixo do cesto
Passos 1, 2 e 3 são iguais aos de cima.
4. Em vez de abrir para o canto para fazer o lançamento em suspensão, o jogador atacante,
4, corta para o cesto depois de fazer o bloqueio. Os defensores são normalmente
apanhados desprevenidos a olhar para o jogador com bola, neste caso o base, 1.
5. O base faz um passe pelo meio dos defesas, normalmente um passe picado, para o seu
companheiro de equipa, 4, que fica assim com um lançamento fácil.
Bloqueio e corte para fazer uma entrada para o cesto
1. O base, 1, e o seu companheiro de equipa, 4, vão para o mesmo sítio do campo.
2. O base, 1, espera que o bloqueio seja feito, depois atrai o seu defensor para o bloqueio.
O base, 1, precisa simplesmente que o seu defensor seja atrasado pelo bloqueio. Mesmo
a mais breve hesitação do defensor pode abrir um corredor para o cesto para o base, 1.
3. O base continua a driblar e aproxima-se o máximo possível do seu companheiro de
equipa, 4, que faz o bloqueio. Se o defensor do base for apanhado no bloqueio, o base,
1, entra para o cesto.
54
Dica: Fazer um bloqueio
Uma das jogadas mais bem sucedidas que uma equipa pode fazer é o “bloqueio e corte”. A chave
para esta jogada é o “bloqueio”. Quando é feito um “bloqueio” bem sucedido, o jogador atacante
que o faz, bloqueia eficazmente um defensor de outro atacante. Isto permite que o seu
companheiro de equipa que está a atacar fique liberto e corra para um sítio vazio no campo,
para poder receber o passe e fazer um lançamento fácil. Ou, se tiver a bola, pode deixar o
defensor para trás e fazer o lançamento sem oposição. Para fazer um bloqueio, é preciso
antecipar para onde um defensor vai, antes mesmo dele se começar a movimentar. Assim que
estiver em posição, deve afastar as pernas, mantendo as mãos e cotovelos perto do corpo,
limitando-se a ficar quieto. Se se mexer e/ou usar as mãos para ajudar a fazer o bloqueio ao
defensor, será averbada uma falta pessoal. Quando se consegue fazer um bom bloqueio, os
companheiros de equipa terão muito mais facilidades em marcar.
O passe nas costas do adversário
O passe nas costas do adversário é particularmente eficaz contra defesas individuais agressivas. É
concebido especificamente para explorar tácticas agressivas dos defensores que estão a defender
os jogadores sem bola. O passe nas costas do adversário pode ser executado por dois atacantes
quaisquer, em qualquer sítio do campo, e é ainda mais eficaz contra uma defesa pressão em
campo inteiro.
1. Quando o base, 1, passa a linha de meio-campo e tenta organizar o ataque, um
companheiro de equipa, 2, dá dois passos rápidos para a esquerda. (Diagrama 1)
2. O companheiro de equipa, 2, faz estes dois passos rápidos, sabendo que o defensor
agressivo vai tentar impedir que a bola chegue até ele. (Diagrama 1)
3. Quando o defensor o acompanha, o jogador atacante, 2, corta para o cesto. (Diagrama 2)
4. Um centésimo de segundo depois do atacante, 2, cortar, o base, 1, faz o passe para ele.
Como a jogada pode desenvolver-se rapidamente, usem um passe de peito ou picado, o
que fizer chegar a bola mais depressa ao jogador que está a cortar para o cesto (2).
(Diagrama 2)
55
CONCENTRAÇÃO NA SAÚDE E SEGURANÇA
Uma das maiores responsabilidades de um treinador é estar preparado para qualquer situação
médica. No basquetebol, as lesões mais comuns são joelhos esfolados, entorses nos tornozelos e
talvez até uma cabeça partida. Para lidar com estas lesões, é preciso ter sempre à mão um estojo
de primeiros-socorros bem equipado. Um estojo destes deverá incluir sacos de gelo prontos a
usar, algumas ligaduras elásticas, desinfectantes, pensos de vários tamanhos, gotas para os olhos,
bolas de algodão, etc. É responsabilidade vossa voltar a encher o estojo de primeiros-socorros
depois de cada jogo. Não há nada pior que procurar um saco de gelo, só para descobrir que
usaram o último no jogo anterior.
Para além disso, antes da época começar, é também boa ideia verificar junto dos treinadoresadjuntos ou dos pais, para ver se têm conhecimentos de prestação de serviços de primeirossocorros. Lembramos ainda que deverá trazer sempre consigo um telefone portátil, para o caso
de ser preciso fazer uma chamada de emergência.
Podem ainda ter jogadores com necessidades especiais. Vejam junto dos pais dos jogadores como
devem abordar estas necessidades especiais. Por exemplo, se um jogador sofrer de asma, devem
saber onde guarda a sua bomba inaladora. Ou se um jogador tiver diabetes, devem saber como
os pais querem que lidem com quaisquer potenciais crises. A chave aqui é fazerem o vosso
trabalho de casa. Quanto melhor preparados estiverem, mais fácil e seguro será o vosso trabalho.
No que diz respeito a prevenir lesões, lembrem os jogadores e os pais sobre a necessidade de usar
equipamento de protecção. Por exemplo, os óculos de protecção tornaram-se populares como
uma forma de evitar lesões de uma cotovelada acidental ou de um dedo errante no ressalto. As
protecções para os dentes também se tornaram muito populares junto dos jovens atletas.
As jóias, como colares e brincos, normalmente não são permitidas nas ligas de formação.
Revejam os regulamentos da liga antes do primeiro jogo, e vejam o que diz em relação ao uso de
jóias. Mesmo que a liga não tenha regulamentos em relação a este assunto, continua a ser boa
ideia sugerir aos vossos jogadores que se abstenham de usar todos os objectos que possam ser
perigosos para os seus adversários ou para si próprios.
D.G.C.E.
D.G.C.E.
Para a maioria dos inchaços, feridas e arranhadelas, o gelo é sempre a melhor solução. Quando
alguém se lesiona, ponham gelo imediatamente durante 15 minutos, e se necessário, continuem
a usar o gelo ocasionalmente nos dias seguintes.
A abordagem D.G.C.E. é a melhor. D de Descanso; G de Gelo; C de Compressão – ligar a lesão
com uma ligadura elástica para diminuir o inchaço; e E para Elevação – colocar o membro
lesionado mais acima do que o coração.
Depois de um dia ou dois de D.G.C.E., muitas entorses, luxações e outras lesões vão começar a
sarar.
Contudo, se a dor ou o inchaço não diminuírem ao fim de 48 horas, marquem uma consulta no
médico.
56
DICAS DE SAÚDE E NUTRIÇÂO
Os jogadores de basquetebol precisam de comer pelo menos três refeições, mais um ou dois
lanches, todos os dias. Os lanches devem ser reforços saudáveis e convenientes à sua dieta,
especialmente quando são escolhidos alimentos e bebidas com poucas calorias e ricos em fibras.
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Líquidos
Pães e Vegetais Amiláceos
Vegetais
Frutas
Leite e Iogurte (escolher variedades com poucas calorias)
Carnes (magras) e Substitutos de Carne
Comer com moderação alimentos ricos em Gorduras Saturadas e Óleos, Açúcares e
Doces. Estes alimentos estão na pequena ponta superior da pirâmide. Estejam cientes
que os alimentos que contêm suplementos de gorduras e açúcares escondidos estão já
noutros grupos alimentares da pirâmide.
Cada um destes tipos de grupos alimentares providencia alguns, mas não todos os nutrientes
essenciais que os atletas necessitam. É preciso consumir todos os tipos de alimentos para se
conseguir ter o máximo de energia e um rendimento elevado.
Experimentem ingerir estes lanches uma a duas horas antes do treino ou jogo.
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Barras energéticas ou de cereais
Sandes de manteiga de amendoim
Iogurte e Fruta
Gatorade (Bebida energética)
Maçã cozida com açúcar
Bolachas de água e sal com fatias de queijo
Uma taça de leite magro com cereais
“É importante que os jovens vão para a rua e joguem. Devem beber líquidos, e comer vegetais e
frutas. Quando lhes apetece um lanche, agarrem numa maçã, laranja ou banana.”
Bruce Bowen – San Antonio Spurs
57
Os atletas aprendem a maior parte das suas informações sobre nutrição com os treinadores e
pais. Os jogadores ouvem por vezes mais um treinador do que um professor ou pai. Ajudá-los a
tomar decisões alimentares acertadas vai dar-lhes a capacidade de jogarem ao seu melhor
nível. Uma forma de melhorar a prestação de um jogador é garantir que vem treinar e jogar
com gasolina no depósito.
O que os vossos jogadores comem vai determinar a forma como jogam
Os músculos são como os motores de um carro… se os alimentarmos com o tipo de combustível
errado, nem sequer conseguirão sair da garagem, quanto mais correr no campo para marcar um
simples lançamento na passada.
Digam aos vossos jogadores que os seus músculos precisam de carbohidratos para poderem
correr para cima e para baixo no campo. É a melhor fonte de combustível para os jogadores de
basquetebol, e precisam de certificar-se que os comem antes, durante e depois dos jogos e
treinos.
Alimentos como cereais integrais (marcas com pouco açúcar) e pão integral e quaisquer tipos de
frutas e vegetais dão aos jogadores o combustível de que necessitam para jogar mais tempo e
com mais intensidade, bem como as vitaminas e os minerais de que precisam para crescer fortes
e altos.
Os carbohidratos, como doces e refrigerantes, fazem os jogadores sentir que têm energia, mas
como têm grandes concentrações de açúcar, podem fazer cair um jogador como um afundanço.
Devem evitar comer doces, bolos e beber refrigerantes antes dos treinos e jogos.
58
JR. NBA / JR. WNBA
Missão:
A missão da JR. NBA e JR. WNBA, patrocinada pela Gatorade e Nike, é encorajar a participação e
apoiar o basquetebol de formação através de programas para jogadores, pais, treinadores e
oficiais.
Objectivos do programa:
• Apoiar e encorajar a participação, desenvolvimento das técnicas e fundamentos e do
trabalho de equipa.
• Educar os jogadores, pais e treinadores em relação aos valores do jogo, incluindo
desportivismo, espírito de equipa, carácter, liderança e a importância de um estilo de
vida activo, saudável e seguro.
Todo o conteúdo do Guia dos Treinadores foi providenciado pela JR. NBA / JR. WNBA.
Resumo da JR. NBA / JR. WNBA
•
A embaixadora da WNBA Cares, Jennifer Azzi, realça a importância de se ser saudável,
num clinic de basquetebol da JR. NBA / JR. WNBA.
•
Os treinadores convidados Bill Walton e Jennifer Azzi, com a Selecção Nacional da JR.
NBA / JR. WNBA no fim-de-semana All-Star.
•
Clyde Drexler, Hilton Armstrong, Andrea Stinson e Katrina McClain numa Homenagem
num Campo de Férias da JR. NBA / JR. WNBA em Pass Christian, no Mississippi.
•
Equipas da Final da Gatorade Series da JR. NBA / JR. WNBA, a mostrarem um grande
desportivismo depois de um jogo.
59
TREINO
JOGOS E EXERCÍCIOS DIVERTIDOS
Eliminatório
Objectivo: Encorajar o desenvolvimento dos lançamentos de lance livre e o seguimento da
jogada quando se falham lançamentos, especialmente em situações de grande pressão.
1. Os jogadores fazem uma fila única na linha de lance livre. Os dois primeiros têm uma
bola.
2. Um de cada vez, os jogadores fazem lances livres, e se marcarem, vão buscar a bola e
passam-na ao próximo jogador sem bola da fila, ou então ganham o ressalto e fazem
um lançamento na passada.
3. O próximo jogador com bola pode lançar assim que a bola saia das mãos do jogador que
está à sua frente. A situação de pressão é criada quando dois jogadores estão a tentar
lançar simultaneamente da linha de lance livre ou a fazer o lançamento na passada a
seguir.
4. Se o “segundo” jogador concretizar primeiro o seu lançamento, o primeiro jogador fica
de fora até ao final do exercício.
5. Com este processo de eliminação, restará apenas um jogador no final do exercício.
60
Rei do Campo
Objectivo: o objectivo deste exercício é promover os fundamentos do drible (cabeça levantada,
contacto com as pontas dos dedos e proteger a bola). Adicionalmente, presta-se atenção para
eliminar um domínio de bola incorrecto (transporte e dribles).
1. Usando metade do campo, digam aos jogadores para se espalharem. Cada jogador tem
uma bola.
2. Enquanto estão a driblar, os jogadores tentam controlar a sua bola ao mesmo tempo que
tentam impedir o drible dos outros.
3. Perder o domínio da bola implica a eliminação do jogador do exercício.
4. Os jogadores eliminados treinam técnicas de domínio de bola no outro lado do campo.
5. À medida que o jogo avança, os parâmetros do jogo ficam mais reduzidos.
61
INFORMAÇÃO DA EQUIPA
Treinador-Adjunto:
Telefone:
Treinador-Adjunto:
Telefone:
Nome do Jogador:
Nome dos Pais:
Telefone:
Contacto de Emergência:
Nome do Jogador:
Nome dos Pais:
Telefone:
Contacto de Emergência:
Nome do Jogador:
Nome dos Pais:
Telefone:
Contacto de Emergência:
Nome do Jogador:
Nome dos Pais:
Telefone:
Contacto de Emergência:
Nome do Jogador:
Nome dos Pais:
Telefone:
Contacto de Emergência:
Nome do Jogador:
Nome dos Pais:
Telefone:
Contacto de Emergência:
Nome do Jogador:
Nome dos Pais:
Telefone:
Contacto de Emergência:
Nome do Jogador:
Nome dos Pais:
Telefone:
Contacto de Emergência:
Nome do Jogador:
Nome dos Pais:
Telefone:
Contacto de Emergência:
Nome do Jogador:
Nome dos Pais:
Telefone:
Contacto de Emergência:
Nome do Jogador:
Nome dos Pais:
Telefone:
Contacto de Emergência:
Nome do Jogador:
Nome dos Pais:
Telefone:
Contacto de Emergência:
62
IMPRESSO INFORMATIVO
Por favor,
favor, preencha este impresso, corte pelo picotado, e devolvadevolva-o para:
NBA Basketball Operations International
15th Floor, NBA, Olympic Tower, 645 Fifth Ave.,
New York, NY, 10022 USA
Fax: +1+1-212212-980980-6935
Apelido_______________________________________________________________________
Apelido________________________________________________
_______________________
Primeiro Nome_________________________________________________________________
Data de Nascimento____________________________________________________________
Nacionalidade_________________________________________________________________
Nacionalidade_________________________________________________________________
Morada/Código Postal/Cidade_____________________________________________________
_____________________________________________________________________________
País__________________________________________________________________________
Endereço
Endereço de EE-Mail_____________________________________________________________
Número de Telefone_____________________________________________________________
Número de Telemóvel___________________________________________________________
Morada do Trabalho_____________________________________________________________
Trabalho_____________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
Número de Telefone do Trabalho___________________________________________________
Profissão______________________________________________________________________
Profissão______________________________________________________________________
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1313-18
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TRADUÇÃO: VANESSA COSTA PAJCZER
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