Visão por Computador Formação da Imagem Processo Perceptivo Geometria Radiometria Lentes e Sensores José Braz 2003 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo Porquê estudar a visão? Porque é um sentido poderoso que permite: 2.2 Geometria Identificar Objectos 2.3 Radiometria Determinar a posição de Objectos Determinar relações entre Objectos 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 Interagir com o mundo sem contacto físico 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2 Geometria 2.3 Radiometria 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 Array Óptico: A percepção inicia-se não com a imagem na retina mas com um array óptico de raios de luz que chegam ao observador Ausência de representação: A observação do array óptico traduz directamente informação sobre a estrutura do ambiente, do movimento dos objectos e do observador Observador Activo: O observador amostra activamente o array óptico para detectar os invariantes que lhe permitam concluir a sua acção 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2 Geometria 2.3 Radiometria 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 A sistematização do processo perceptivo passa por 3 níveis: Teoria da computação: Construção de modelos matemáticos da relação entre os dados observados (imagens) e as características que se pretende determinar. (estudar aspectos como : O problema tem solução? É ùnica?) Algoritmos e Estruturas de dados Desenhar algoritmos e estruturas de dados que, aplicados aos dados de entrada produzam a saída desejada. ( Com atenção a aspectos como a estabilidade e robustez dos Algs. e Ests.) Implementação: Passar os algoritmos para máquina (série ou paralela) uma 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2 Geometria Percepção de profundidade A percepção do espaço que nos rodeia é possível devido à conjunção de várias pistas visuais: Estereoscopia Movimento Distribuição de Sombras 2.3 Radiometria Texturas (gradientes) Conhecimento Prévio Foco (acomodação) 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2 Geometria 2.2.1 Projecções Geometricas Planas Paralelas Ortogonais Perspectivas Obliquas Multivistas Axonométricas 2.3 Radiometria Isométrica Cavaleira Gabinete Dimétrica Trimétrica Paralela 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 Obliqua Angular 3 pontos de fuga 2 pontos de fuga 1 ponto de fuga 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2 Geometria 2.3 Radiometria 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 2.2.1 Projecções Geometricas Planas As projecções geométricas planas podem distinguir-se em duas grandes classes, quando comparamos a posição dos centros de projecção, definindo-se centro de projecção como o ponto de intersecção de todas as projectantes. Projecção Paralela As projectantes são rectas paralelas, isto é, o centro de projecção está colocado no infinito... Projecção Perspectiva O centro de projecção está situado a uma distancia finita do plano de projecção e todas as projectantes concorrem no centro de projecção 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2.1 Projecções Geometricas Planas Projecção Paralela Objecto b Projectante b' a 2.2 Geometria 2.3 Radiometria a' Projecção Perspectiva Objecto m ge a m I Centro de Projecção no Infinito b a b' Projectante a' Im em ag 2.4 Lentes e Sensores Centro de Projecção José Braz, 2003 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2 Geometria 2.2.2 Projecção Perspectiva Considerando: O Sistema de Coordenadas do Mundo (X,Y,Z) O plano de projecção (U,V) - ortogonal ao eixo Z - deslocado em f da origem de coordenadas do SCM, no eixo dos Z. V Y 2.3 Radiometria (x,y,z) Z f 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 X U 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2.2 Projecção Perspectiva Temos (numa visualização do plano ZY) Y 2.2 Geometria P (x,y,z) f (xp,yp,f) (0,0,0) 2.3 Radiometria Z -Z -Y 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 Plano de Projecção Pretendemos determinar as coordenadas (xp,yp,f) da projecção do ponto P no plano de projecção 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2.2 Projecção Perspectiva Recorrendo à equivalência de triângulos: Y 2.2 Geometria P (x,y,z) f (0,0,0) 2.3 Radiometria Z -Z yp -Y 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 (xp,yp,f) y yf yp f z z xp x xf xp f z z 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2 Geometria 2.3 Radiometria 2.2.2 Projecção Perspectiva Para obtermos a representação matricial da transformação em coordenadas homogeneas x ph ? y ph ? z ph ? wph ? ? ? ? x ? ? ? y ? ? ? z ? ? ? 1 Sabemos que: 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 xf xp y p yf z zp f z wp 1 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2.2 Projecção Perspectiva Multiplicando: x p xf 2.2 Geometria z zp f z wp 1 y p yf z Pelo factor homogéneo 2.3 Radiometria f Obtemos os valores no sistema de coordenadas homogéneo: 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 x ph x z ph z y ph y wph z f 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2 Geometria 2.2.2 Projecção Perspectiva Sabemos que: x ph x z ph z y ph y wph z f Então a matriz de transformação é: 2.3 Radiometria 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 x ph 1 y 0 ph z ph 0 wph 0 0 0 1 0 0 1 0 1 f 0 x 0 y 0 z 0 1 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2 Geometria 2.3 Radiometria 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 2.2.2 Projecção Perspectiva O valor das coordenadas no sistema de coordendas do mundo é xp x ph yp y ph zp z ph w ph w ph wph w ph z f 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.3.1 Brilho Como determinar o brilho de um ponto na imagem? 2.2 Geometria Brilho da imagem versus Brilho da cena (superfície/mundo real) Brilho = f (radiância, irradiância) 2.3 Radiometria 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2 Geometria 2.3 Radiometria 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 2.3.2 Irradiância (E) Fluxo que atravessa uma (incide numa) superficie por unidade de área [W m-2]. Fluxo: potência radiante, ou seja a quantidade de energia por unidade de tempo que atravessa uma (incide numa) superficie [Js-1 = W] O escurecimento de uma película fotográfica depende da irradiância. Fala-se em irradiância ambiente. A irradiância da imagem depende da radiância da superficie e do sistema óptico E= f (L, SO) 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.3.3 Radiância (intensidade especifica) Potência emitida por unidade de área num cone de direcção com angulo sólido unitário. 2.2 Geometria (Quociente entre a intensidade observada num certo elemento de superficie, numa dada direcção, e a area da projecção ortogonal deste elemento de superficie num plano perpendicular àquela direcção) 2.3 Radiometria A radiância de uma superfície depende, normalmente, do ângulo de observação. Fala-se em radiância da superfície ou do objecto. 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2 Geometria 2.4.1 Modelo de Camera pinhole Situação ideal: modelo de câmara pontual (pinhole) Só a luz vinda do furo atinge o plano de imagem Cada ponto na imagem corresponde a um único ponto 3D 2.3 Radiometria O 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 Eixo óptico 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.4.2 Problema da Câmara pin-hole Se a abertura do “pinhole” é infinitesimal não chega luz suficiente ao plano da imagem 2.2 Geometria 2.3 Radiometria 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 Se aumentarmos a abertura do furo dá-se refracção no bordo e a luz é espalhada por toda a imagem: um ponto é projectado num círculo! 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2 Geometria 2.3 Radiometria 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 2.4.3 Lentes A solução para o problema da câmara pinhole passa pelo recurso a lentes A utilização de lentes permite: 1. A mesma projecção da câmara pontual 2. Captar uma quantidade de luz não nula. (Quanto maior a lente maior o angulo sólido que ocupa quando vista do objecto) 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2 Geometria 2.4.4 Lente Ideal O raio que passa pelo centro da lente não é deflectido Os restantes raios intersectam-se num ponto único, juntamente com o raio central 1 1 1 z z f f distância focal (parâmetro da lente) Só é focado um plano! 2.3 Radiometria 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 Z’ Z 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2 Geometria 2.4.5 Focagem de um Plano Um ponto a distância Z1 só ficará focado se deslocarmos o plano de imagem em: Z’1 Z1 2.3 Radiometria Z’ 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 Z f f ( Z Z1) ( Z1 Z ) Z1 f Z f 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.4.6 Circulo de Confusão Se uma lente estiver focada para a distância Z, os pontos a uma distância Z’ originam círculos de diâmetro: Z’ 2.2 Geometria δ d 2.3 Radiometria 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 Z δ = (d/Z’)|Z’-Z| 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2 Geometria 2.3 Radiometria 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 2.4.7 Circulo de Confusão A Profundidade de campo é o intervalo de distâncias bem focadas, ou seja quando o círculo de confusão é menor do que a resolução do sensor de imagem A Profundidade de campo depende do sensor, e é tanto menor quanto maior a abertura da lente 2. Formação da Imagem 2.1 Processo Perceptivo 2.2 Geometria 2.4.8 Sensores – Eficiência Quântica O fluxo incidente de electrões gera pares electrão- lacuna Alguns fotões atravessam o sensor sem o afectar, outros são reflectidos ou perdem energia de várias formas. q() - A Eficiência Quântica é a relação entre o fluxo de fotões incidente e o fluxo de electrões dele resultante. 2.3 Radiometria Depende da energia do fotão (), do material do sensor e do método de medição de corrente. Tubos de vácuo q() - baixo 2.4 Lentes e Sensores José Braz, 2003 Fotografia q() – baixo CCD’s q() - elevado