IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO – O IMPOSTO BOM Sumário O Brasil é o maior produtor e exportador de soja. A área plantada cresceu 54% e as exportações cresceram 169% entre os anos de 2000 e 2007. É também o maior exportador de carne bovina. Os preços estão em alta. A produção cresceu. As exportações cresceram 462%. É o maior exportador de ferro. A demanda cresceu 54%. O valor das exportações cresceu 200%. (Fonte: Veja -Edição 2070, de 23/07/08). O Brasil é destaque no comércio exterior, também em outras áreas, porém o País precisa TRIBUTAR AS EXPORTAÇÕES para baixar a inflação e garantir o abastecimento interno, em quantidades suficientes e a preços compatíveis com o custo de produção e não pelos preços estipulados em bolsas internacionais. 1. INTRODUÇÃO Diante das últimas crises mundiais de alimentos, de petróleo, de ferro e de outros produtos, devemos pensar sobre os meios de como evitar que a inflação externa influencie negativamente nossa economia. Propomos, como recurso, a adoção do IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO, por julgarmo-lo eficiente neste mister. Defendemos sua aplicação como forma de reduzir os preços internos e garantir o abastecimento interno sem recorrer a outros artifícios como, por exemplo, a fixação de quotas de exportação. Na Internet, na imprensa ou no meio político não há pessoas que defendam a implantação deste imposto no Brasil. Em um raro texto encontrado, o Imposto de Exportação foi tratado como CONFISCO e sua aplicação não é bem vista. Mas, poderíamos dizer: FELIZ O PAÍS QUE PODE COBRAR O IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO. 2. O EFEITO EXTERNO DA INFLAÇÃO GLOBALIZADA O Brasil tem posição privilegiada em relação ao mundo, neste momento de aumento de inflação globalizada gerada pelo aumento da demanda por commodities. A inflação externa está atingindo o Brasil pelo efeito das altas demandas de produtos agropecuários e minerais. Os juros baixos, no mercado financeiro externo, levam os investidores para o mercado de “commodities” ou bolsas de mercadorias. A especulação aumenta os preços destes produtos. 3. NOSSAS VANTAGENS Destacamos entre nossas vantagens as seguintes: 3.1 Primeiro: Temos terras abundantes e férteis e a maior produtividade mundial em soja. Temos o menor custo de produção. Enquanto os países em desenvolvimento aumentaram a demanda por alimentos, 1 especialmente a China e Índia onde se concentram as maiores populações do Planeta, nós temos condições de aumentar a produção, nas terras já exploradas e em novas terras. 3.2 O Brasil tem a maior reserva mundial de ferro da melhor qualidade. 3.3 Temos o maior rebanho bovino e somos o maior exportador. 3.4 Produzimos o etanol e biodiesel a custo mais baixo no mundo. Então, o que nos falta? EVITAR QUE A INFLAÇÃO EXTERNA ELIMINE NOSSAS VANTAGENS. As vantagens provenientes do comércio internacional devem chegar ao nosso povo como benefício e não como penalidade, pois pagamos, por conta da crise de demanda externa, um preço injusto por nossos produtos que antes custavam bem menos. 4. TAXA SELIC Para conter a alta de preços, em 24 de julho de 2008, a Taxa Selic subiu para 13,75% após ter chegado a 11,25%. A taxa de juro alta não é eficiente no controle da Inflação que é gerada por efeitos externos, pois a inflação atual é globalizada. Nossa proposta é baixar a INFLAÇÃO com a aplicação do IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO. Propomos, conforme raciocínio a seguir, que este imposto seja aplicado a produtos que estão em situações mercadológicas altamente favoráveis e nas quais os exportadores são os grandes beneficiários, nas condições atuais. 5. ADMINISTRAÇÃO DO IMPOSTO O País exportador, ao instituir por Decreto o Imposto de Exportação, estará fazendo por sua condição privilegiada no mercado. Pois, ninguém vai cobrar imposto de produtos que esteja com dificuldade de colocálos a venda no mercado, inviabilizando sua venda. O IMPOSTO é de fácil administração: a alíquota é criada ou reduzida a zero, de um dia para o outro, com vigência imediata. A arrecadação é feita antes da saída dos produtos, cuja exportação é totalmente informatizada e controlada por sistema adequado já existente, o SISCOMEX, sem custos adicionais. 6. CONDIÇÕES MERCADOLÓGICAS Os produtos que seriam tributados têm custo de produção baixo, em relação ao mercado mundial, que os coloca em condição de competitividade tal que, às vezes, são tributados nos países importadores. Recentemente, o Brasil reclamava da tributação do nosso ETANOL que ao entrar nos EUA é taxado a US$ 0,40 por galão. Por outro lado, no Brasil, sem outra justificativa, já se aplicam aumentos, no mercado interno, pelo simples fato das cotações estarem mais altas no exterior. 7. IMPOSTO X INFLAÇÃO 2 No caso específico da crise de grãos que assola o universo, poderíamos dizer que o Brasil tem posição privilegiada. Esta nossa posição não deverá ser usada como forma de tirar proveito dos demais, criando para aqueles outros uma situação ainda mais perversa, mas aplicando o regulador de mercado, de forma que um determinado produto chegue à China nas mesmas condições que chegará ao Canadá. Isto é alcançado através das COTAÇÕES MUNDIAIS NAS BOLSAS DE “COMMODITIES”. 8. IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO PARA BAIXAR PREÇOS INTERNOS Este objetivo será conseguido pelo seguinte mecanismo: Supondo-se que a soja custe ao produtor R$ 20,00 por saca de 50 kg e, ao mesmo tempo em que atinge R$ 40,00 no mercado internacional. Quais são as observações lógicas que podemos tirar? 8.1 Existe uma margem de lucro muito alta, que o produtor e os intermediários aproveitarão para auferir lucros fabulosos. E o consumidor brasileiro se beneficiará deste lucro? NÃO. Infelizmente, nesta situação, o consumidor brasileiro será prejudicado por comprar a preço internacional. 8.3 O exportador, ao vender no mercador interno ao preço internacional, levará o consumidor brasileiro a pagar por uma crise ou, por outro raciocínio, há um benefício que só os exportadores ou produtores estão desfrutam. 8.4 Supondo-se, agora, a aplicação de uma taxa de IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO de 10% sobre a soja, o produto, no mercado interno, baixaria por lógica, aproximadamente na mesma proporção, trazendo ao consumidor interno este benefício. 9. RECURSOS NATURAIS UTILIZADOS 9.1 Na produção de produtos agropecuários ou na exploração de produtos minerais demandam-se de recursos naturais, que por sua vez, para serem explorados exigem outros investimentos estruturais a serem feitos, em sua maioria, com dinheiro público. 9.2 O simples consumo destes insumos já merece uma reparação em termos de compensação à própria sociedade por meio de intervenções governamentais. Durante décadas o Brasil exportou o minério de ferro a preços vis e às vezes abaixo do próprio custo de exploração e transporte, como forma de aumentar divisas externas. Hoje isto não se justificaria. 10. INFRA-ESTRUTURA UTILIZADA E NOVAS DEMANDAS Os nossos portos fluviais, marítimos e vias férreas não são suficientes para o atendimento satisfatório, em termos de tempo gasto na operação e equipamentos disponíveis para operações mais ágeis e baratas. Novos investimentos custam caro e poderiam ser custeados pela arrecadação do Imposto de Exportação. 3 Nossas estradas, que às vezes inexistem, para transporte de produtos destinados à exportação, poderiam melhorar em quantidade e qualidade, barateando os custos de exportação. A falta de armazéns leva à perda de safra nos campos poderia ser suprida com recursos oriundos do imposto sobre exportados agrícolas. 11. DÍVIDA X IMPOSTO X LUCRO 11.1 A DIVIDA dos produtores rurais está sendo renegociada pelo Governo. E muito justo! E as negociações estão sendo encaminhadas politicamente em termos satisfatórios aos agricultores. Durante alguns anos estes valentes produtores sustentaram o preço baixo dos produtos agrícolas. Na época denominou-se de ÂNCORA VERDE. Neste período tivemos taxas baixas de inflação à custa de preços favoráveis de produtos agropecuários e hortifrutigranjeiros. Estes PRODUTORES foram explorados e sacrificados deixando de pagar suas dívidas e não tinham outras saídas senão colocar seus produtos no mercado interno a PREÇOS ABAIXO DO CUSTO DE PRODUÇÃO. A EXPORTAÇÃO também não lhes era favorável, pois o preço internacional também estava baixo. Faz justiça dar aos mesmos as condições para pagamento sem aviltar seus lucros atuais que serão necessários para as boas safras futuras. Tudo isto não impede que parte dos lucros excessivos revertase em imposto, beneficiando o consumidor interno e aos próprios produtores. A assistência aos camponeses, produção de adubos, melhoria nas vias rodoviárias e ferroviárias poderiam ser benefícios dirigidos aos produtores. 11.2 O IMPOSTO, que se propõe seja aplicado, poderia reverter-se em obras e financiamentos que beneficiarão aos próprios produtores agrícolas, tais como investimentos em infra-estrutura, estradas, ampliação de portos, armazéns, etc. Tudo isto trará benefício à sociedade brasileira como um todo. 11.3 O LUCRO obtido pelos exportadores será o suficiente para manutenção do interesse no agronegócio, pois o IMPOSTO será bem dosado, uma vez que o Governo pode aumentar e diminuir a taxa, de acordo com as condições mercadológicas. 12. FERRO – UM CASO ESPECÍFICO Este produto merece um comentário especial, neste momento, tendo em vista sua importância na economia interna do País. Apesar do aumento de 50% neste ano, ocorre escassez no mercado. 12.1. Há poucos meses, os jornais noticiaram que uma grande mineradora nacional fechara negócios com importadores asiáticos, pelos quais estariam elevando seus preços, de forma a obter cerca de 10 bilhões de dólares adicionais em seus lucros anuais. Junto com esta notícia, um determinado jornal falava de que nós brasileiros iríamos sofrer reajustes representativos nos produtos do ramo. A verdade não poderia ser diferente. 12.2. Em julho, a imprensa noticiava que um novo aumento estava sendo programado, por uma razão simples: nossos preços estavam baixos em relação aos preços internacionais e isto poderia levar ao fato de 4 distribuidores nacionais comprarem aço brasileiro para revender a consumidores estrangeiros. É um caso especial em que o IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO assumiria o papel de elemento regulador. E, nós consumidores não teríamos que arcar com mais este aumento. Depois desta notícia, o ferro já sofreu alta por mais de uma vez. 12.3 Por simulação, imaginemos a taxação no Imposto de Exportação, à alíquota de 20%, como efeito imediato, os preços do mercado interno estariam mais baixos porque uma parte deste lucro fabuloso seria transferida para o Governo sob forma de imposto. O exportador receberia por sua exportação o preço internacional, porém, pagaria 20% sobre esta venda externa, no momento da saída. O exportador manteria o mesmo interesse na venda interna, ao preço de 80% do mercado mundial. Os adquirentes de automóveis e de imóveis agradeceriam. 12.4. As perspectivas de crescimento na área de siderurgia são realmente animadoras para o Brasil. Vários projetos de siderúrgicas estão sendo aprovados ao mesmo tempo. Em Marabá, no Pará, a Vale tem projeto implantar até 2012 uma siderúrgica de US$ 3,3 bilhões, podendo chegar a US$ 20 bilhões.(Fonte: Istoé Dinheiro, de 20/08/08, pág. 66). Há projetos semelhantes para o Pernambuco, Ceará e Maranhão. É importante considerar a geração de mão-de-obra de cada projeto, o valor agregado ao minério do ferro. A Vale investirá no Brasil mais de US$40 bilhões até 2012. A exportação de matériaprima oferece poucos empregos e por isso deveria ser tributada. 13 13.1 FERRO E MERCADO INTERNACIONAL Tivemos notícias de aumento de imposto de exportação sobre ferro e aço, na Índia e China. Não seremos pioneiros. Em 13 de junho de 2007, a Agência Estado publicou: “A Índia elevou o imposto sobre exportação de minério de ferro e também aumentou as tarifas sobre exportação de produtos de aço longo, em um esforço par conter a inflação no país”. “O imposto de exportação sobre minério de ferro passa a ser de 15% do valor exportado, independentemente do conteúdo”. 13.2 No dia 19 de julho de 2007, o DIÁRIO DO NORDESTE (Fortaleza-CE) publicou o seguinte: “PREÇO DO AÇO DEVE SUBIR PELA 4ª VEZ ESTE ANO”. São Paulo. “Depois de três reajustes no preço do aço neste ano, que somaram cerca de 50%, ainda há espaço para uma quarta rodada de aumentos no mercado brasileiro”. De acordo com o INDA (Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço): “Tecnicamente há espaço para o aumento, porque os preços no mercado internacional seguem elevados”. 5 “O preço está alto em relação ao passado, mas ainda está barato perto do mercado externo”. “De acordo com Freire, caso as usinas não aumentem os preços, é possível que os distribuidores passem a comprar aço no Brasil para vender ao exterior”. Vimos nos parágrafos acima todo o raciocínio financeiro para a mecânica dos aumentos. A conclusão que se tira é que teremos que pagar mais esta conta, enquanto as siderúrgicas continuarão na escalada de lucros crescentes, acumulando mais riquezas, em detrimento das dificuldades dos pequenos e médios consumidores nacionais. 14. EXPORTADORES E ACIONISTAS Os acionistas não poderão alegar que seus negócios estarão sendo prejudicados, no mercado interno. Todo Governo tem suas políticas de preços a administrar, bem como sua política tributária. Alguns produtos já estão se tornando escassos no mercado. O lucro das empresas produtoras continua elevadíssimo e, portanto há margem para tributar, até mesmo, com o fim de regular o estoque no mercado. 15. IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO - TRADIÇÃO BRASILEIRA. O Brasil tem experiências de utilização do Imposto de Exportação sobre produtos cuja saída do País não era de interesse. Citamos, por exemplo, o couro bovino in natura ou salgado. O couro industrializado ou semi-acabado já não é tributado. 16. PETROBRAS Algumas pessoas hão de questionar: E a PETROBRAS por que não vende seus produtos mais baratos no Brasil? Por que nosso petróleo tem de custar o mesmo preço das bolsas internacionais? A resposta é resumidamente: A PETROBRAS é uma empresa multinacional. A PETROBRAS tem ações negociadas em bolsas internacionais e ainda tem empresas e investimentos grandes fora do País. Mas, mesmo assim a PETROBRAS não estaria imune de ser tributada de forma semelhante. 16.1 PETROBRAS – CRIAÇÃO DE NOVA ESTATAL PARA O PETRÓLEO OU AUMENTO DA PARTICIPAÇÃO SOCIAL DO GOVERNO NA ESTATAL – NOVA OPÇÃO: TRIBUTAR AS EXPORTAÇÕES. O Governo terá que tomar a mais importante medida econômica na história da PETROBRAS ou talvez do Brasil, optando por uma destas alternativas acima destacadas. Sugeríamos, neste momento crucial, uma nova opção: TRIBUTAR AS EXPORTAÇÕES DE PETRÓLEO E DERIVADOS. 16.2 A justificativa governamental é a destinação de recursos à educação, porém não seria a única. Consideramos um grande progresso na história o Governo estar abrindo os olhos para evitar que as jazidas de Petróleo 6 sejam entregues à PETROBRAS, sem qualquer retorno representativo para a sociedade brasileira, a não ser os poucos que investem em ações da Estatal e os municípios próximos às reservas petrolíferas. Perguntaríamos: O que a PETROBRAS pagou para ter o direito de exploração das novas jazidas que são patrimônio da União, por Lei? 16.3 No meio de tantas opiniões, até mesmo de pessoas mais fatalistas que dizem que, em se criando uma nova empresa, a PETROBRAS poderia vir a falir, defendemos a TRIBUTAÇÃO DA EXPORTAÇÃO como uma forma pacífica e fácil de administrar. Com a implantação do IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO, o Governo poderia definir os percentuais para o momento presente e, futuramente, administrar estas alíquotas conforme o comportamento do mercado mundial. Acreditamos que evitaríamos desdobramentos dos traumas e conflitos já instalados. A Petrobrás continuaria tendo excelentes lucros e nós poderíamos sonhar com combustíveis mais baratos e o povo receberia os benefícios oriundos da verba do Imposto de Exportação. 17. O IMPOSTO JUSTO. Defendemos esta idéia, por considerarmos este imposto como justo, pois recai sobre grandes empresas, que, por sua vez, estão auferindo lucros altíssimos e estão por isso em condições de contribuir para o desenvolvimento social do País e contribuindo também para a redução da inflação. Há anos, ouvimos comentários e propostas para tributação de grandes fortunas, mas na prática, pouco se fez até hoje. Esta seria uma forma de tributar os grandes, uma vez que os pequenos produtores não são os maiores beneficiários destes ganhos mercadológicos. É uma forma de compartilhamento da riqueza e dos benefícios do momento favorável. A ausência do Imposto de Exportação leva ao agravamento dos níveis de concentração de renda. 18. CONCENTRAÇÃO DE RENDA O governo deve procurar mecanismo de distribuição dos benéficos do crescimento nacional, especialmente neste momento em que a economia mundial continua com crescimento mais acelerado. Se nos despreocuparmos com estes critérios de política de crescimento, considerando que o importante é deixar crescer para depois repartir o bolo, poderemos chegar tarde demais, quando alguns mercados internos já estarão altamente prejudicados por recessão setorial. É assim que podemos observar a inflação ameaçando os consumidores brasileiros, que sob o efeito de maior demanda externa por produtos que produzimos, em ritmo crescente e muito forte, mas mesmo assim temos que pagar por eles os preços que as bolsas internacionais estipulam. 19. INVESTIDORES INTERNACIONAIS Várias atividades no Brasil estão atraindo investidores externos e alguns nacionais estão se transformando em transnacionais. Isto é bom, porém é preciso controle. Um destes controles mais eficientes seria a tributação, pois se 7 estrangeiros exploram recursos como solo agrícola, água e projetos de irrigação não é justo que aqui só deixem os salários de seus empregados. Algumas cidades têm se formado em torno de certa atividade agrícola ou mineradora, mas os salários e royalties pagos não são suficientes para compensar os demais recursos explorados. Algumas destas cidades, quando bem administradas, trazem aos cidadãos melhores padrões em relação a outras que não têm a mesma sorte de contar com este tipo de recursos. Será justo ver uma cidade com recursos de royalties em volume tão altos que os prefeitos não têm idéia como empregá-los e por isso cometem várias aberrações com o dinheiro público? É uma concentração de recursos que não faz justiça. Portanto mais uma vez o Imposto de Exportação seria uma forma de arrecadar e distribuir de forma mais racional os recursos da riqueza gerada pelo mercado externo. Nas cidades formadas no entorno de áreas agrícolas altamente produtivas, o padrão de vida é bom somente onde há também industrialização ou combinação de outras atividades. Recentemente, circulou uma notícia que um investidor americano deseja se instalar no Tocantins para produzir álcool, aplicando mais de um bilhões de dólares. Outras notícias falam sobre chineses e japoneses procurando adquirir terras no Brasil. Indagamos: Qual seria o retorno financeiro para o Brasil? Se não for através do Imposto de Exportação, como se poderia obter uma compensação real pelo uso de nossos recursos naturais e demais estruturas, quando uma empresa se tem por objetivo a produção para exportação? 20 CONCLUSÃO O Governo deveria analisar as condições de mercado e aplicar alíquotas de Imposto de Exportação sobre produtos, que tenham as condições adequadas, a exemplo do que fazem outros países. Podemos citar a Argentina que vem tirando grande parte de suas receitas fiscais do Imposto de Exportação. Seus combustíveis custam tem custos baixos apoiados pela tributação na exportação. As jazidas de petróleo recém descobertas só deveriam ser passadas à PETROBRAS, com a taxação das exportações. A Índia adotou o imposto sobre o ferro para garantir o abastecimento interno. Não devemos exagerar na dose, mas poderíamos começar com percentuais modestos. Antonio Coelho Cardoso [email protected] Fone: 85-3241-1080 , 85-8852-1080 Rua Manuel Firmino Sampaio – 50/702 – ce3p 60.810-015-Guararapes Fortaleza – CE. Filiado à DS FORTALEZA – CE. TESE VERSANDO SOBRE o Art. 6º , inciso I, do REGULAMENTO PARA APRESENTAÇÃO DE TESES E PROPOSTAS DE ALTERAÇÃO ESTATUTÁRIA. 8