AS ESTRATÉGIAS DE FORTALECIMENTO DO GRUPO FOLCLÓRICO UCRANIANO KALENA SOB A VISÃO DO ESTUDO DA GEOGRAFIA CULTURAL Maricler Wollinger Kovalczuk Mestranda em Geografia - Universidade Estadual do Centro-Oeste Universidade Estadual do Paraná – Campus Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras – União da Vitória/PR Vínculo: professora E-mail: [email protected] Gilmara Zakrzevski Mestranda em Geografia - Universidade Estadual do Centro-Oeste E-mail: [email protected] Liamar Bonatti Zorzanello Mestranda em Geografia - Universidade Estadual do Centro-Oeste E-mail: [email protected] RESUMO A ciência geográfica tem ampliado significativamente seus estudos em campos de abrangência que incluem, não apenas o aspecto físico do espaço, mas as relações sociais, econômicas, políticas, históricas e culturais que neles ocorrem para compreender o todo em suas partes. Agrupadas em territórios, cada área apresenta e corresponde à representação de aspectos simbólicos como, por exemplo, culturais. Os diferentes grupos étnicos buscam manter e alimentar suas tradições a partir de manifestações culturais que lhes conferem identidade utilizando-se de inúmeras atividades como a dança e o ritmo, pelos quais explicitam características peculiares. E, para manter, preservar e fortalecer suas tradições disseminam seu cotidiano de grupo em festas e apresentações culturais imbuídos da conservação de seu patrimônio cultural e dos processos educativos que os mantêm ligados étnica e socialmente. Com base no exposto e articulando Geografia e Cultura, este estudo objetiva compreender as ações estratégicas que possibilitaram ao grupo Folclore Ucraniano Kalena sua sobrevivência e, principalmente, seu fortalecimento no decorrer dos quarenta e quatro anos de existência, em União da Vitória/PR. Reconhece a Geografia, não como uma ciência isolada que desconsidera o contexto, mas como uma ciência de interrelação com diferentes áreas e capaz de estabelecer vínculos dos quais têm obtido resultados de maior qualidade para estudos e pesquisas desenvolvidas, da mesma forma que a Geografia tem servido a outras ciências. Os resultados obtidos a partir da pesquisa bibliográfica, documental e da entrevista, demonstram que um grupo étnico cultural pode manter viva suas tradições mesmo em território distante daquele de sua origem, formando um universo de convivência social e atividades diárias, práticas culturais e sociais encontradas nos referentes socioespaciais e que contribuem para enriquecer a pluralidade e a diversidade cultural de uma nação. Entre essas práticas está o investimento na educação e motivação das crianças para continuidade dos costumes e tradições comprovando-se as possibilidades de vivenciar/existir no território sem desprender-se das origens aplicando sua bagagem sociocultural sobre os lugares com arranjos de comunicação que revelam suas potencialidades. Palavras-chave: comunicação não verbal; formação socioespacial; valorização da cultura popular. 1. INTRODUÇÃO A preservação de aspectos simbólicos de âmbito político, econômico, cultural e ambiental confere benefícios aos grupos sociais pertencentes e inseridos em determinado território. Souza (2003) ao definir território considera a identidade e os atributos socioculturais. Enfatizando essa dimensão, é possível reconhecer na Geografia uma ciência com diferentes ramificações/divisões, embora interligadas como, por exemplo, a Geografia Cultural que embasa este trabalho. Nesse sentido é importante considerar na atual sociedade do século XXI, inserida num cenário de globalização, informatização, inclusão, pluralidade, heterogeneidade e alto nível de busca por conhecimentos, em pesquisa ou investigações da Geografia Cultural (e em todas as suas ramificações e ciências), a utilização do pensamento complexo1, o qual tem se mostrado eficiente na produção de resultados mais concretos, objetivos significativos para a humanidade, pois implica nos diferentes elementos articulados em torno de um tema. Essa ótica, fundamentada na Geografia Cultural, encontra afinidade com a presente proposta, que tem por objeto de estudo o grupo de danças folclóricas ucranianas, “Folclore Ucraniano Kalena”, de União da Vitória/PR, sob o tema “Cultura Ucraniana no Brasil” e objetiva compreender as ações estratégicas que 1 Edgar Morin defende a necessidade de reagrupar saberes para buscar a compreensão do universo; o conhecimento encontra-se adormecido e precisa ser restituído a partir de ações que busquem reagrupar unidade e diversidade; os pesquisadores deveriam inscrever a competência especializada na globalidade, num contexto natural, propondo a hierarquização e a organização do pensamento contemporâneo; deve-se contextualizar cada acontecimento, tendo em vista que nada ocorre separadamente (MORIN, 2000). possibilitaram ao grupo Kalena, não apenas a sobrevivência, mas principalmente, seu fortalecimento em sua existência, desde 1969. Para essa abordagem é relevante considerar aspectos da Geografia Cultural, processo de formação de União da Vitória e a concatenação desses com a constituição histórica e atual do Grupo Kalena, instituído a partir de suas características peculiares que representam a continuidade de um povo inserido num outro território2, distante daquele de origem, mas atuando numa dinâmica de manutenção das tradições, usos e costumes. 2. MATERIAL E MÉTODOS O desenvolvimento deste estudo constou de pesquisa bibliográfica para embasamento teórico, constituída de consulta a material impresso e online; pesquisa documental realizada em documentos pertencentes ao acervo documental do Folclore Ucraniano Kalena. De abordagem exploratória buscou desenvolver e esclarecer conceitos a partir da formulação de questionamento para obtenção de respostas. E como instrumento de pesquisa foi empregado uma entrevista com o presidente do Grupo3. 3. RESULTADOS 3.1 A EVOLUÇÃO DA GEOGRAFIA CULTURAL E SUA PRESENÇA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA No início do século XIX, a Geografia passou a ser concebida como ciência moderna e aproximou-se das ciências naturais com Alexander von Humboldt e Karl Ritter (Geografia Humana), percorrendo as ciências sociais e humanas mediante 2 Falar de território é fazer uma referência implícita à noção de limite que pode ou não ser traçado. É essencial compreender que o espaço é anterior ao território. O território se forma a partir do espaço, é o resultado de uma ação conduzida por um ator sintagmático (ator que realiza um programa) em qualquer nível. Ao se apropriar de um espaço, concreta ou abstratamente [...] o ator “territorializa” o espaço (RAFFESTIN, 1993, p.14). 3 Vilson José Kotviski – Presidente na gestão 2009/2010 e 2013/2014. estudos culturais e econômicos do espaço geográfico associada a outras ciências (SALES, 2010). Essa sintonia corresponde ao interesse pela relação entre espaço e cultura, tradição da ciência geográfica, cujos interesses estão voltados à descrição da superfície terrestre. Entretanto, somente em fins do século XIX as relações sociedade, cultura e natureza se constituíram em objeto principal da atenção de geógrafos como, Friedrich Ratzel (1844-1904); Paul Vidal de La Blache (1845-1918); Otto Schuter (1872-1952), entre outros (ZANATTA, 2008). Em linhas gerais, com uma população superior a 170 milhões de pessoas distribuídas numa superfície de 8,5 milhões de km², a Geografia Cultural dispõe de um amplo espaço para o desenvolvimento de seus estudos e pesquisas. Nesse universo, o trabalho para a Geografia se amplia motivado pela rapidez e intensificação dos processos de transformação econômica, social e cultural modificadores da distribuição espacial da população, bem como dos hábitos, valores e crenças, paisagem cultural e significados conferidos à natureza e às formas produzidas socialmente (CORRÊA e ROSENDAHL, 2005). Desse modo, o estudo da cultura, a partir da expressão de diferentes grupos culturais e atividades específicas como, por exemplo, grupos de danças folclóricas, remete à geografia da pluralidade e diversidade cultural como conteúdo étnico na ocupação de diferentes espaços geográficos, neste caso o município de União da Vitória/PR4, a partir da dinâmica das relações e processos entre a sociedade e o meio no qual estão inseridos. 3.2 IMIGRANTES NA FORMAÇÃO SOCIOESPACIAL DE UNIÃO DA VITÓRIA/PR: GRUPO KALENA O processo de formação e urbanização do município de União da Vitória/PR contou com a vinda de imigrantes de diferentes etnias, vindos em espaços e tempos diferenciados. Por volta de 1881, influenciados pelo Coronel Amazonas, chegou a então Freguesia de União da Vitória (União da Vitória, atualmente), a primeira leva 4 Fundado em 27 de março de 1890, o Município foi desmembrado de Palmas, em 13 de março de 1908; localiza-se a 238 km de Curitiba, Capital do Estado; sua área é de 720,005 km²; possui, aproximadamente, 52.176 habitantes; densidade: 72,0 hab/km²; altitude: 752 metros e clima subtropical (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social - IPARDES, 2012). de imigrantes alemães (vinte e quatro famílias); em 1892, desembarcam os primeiros imigrantes poloneses; em 1896, chegam os primeiros imigrantes ucranianos; em 1897 chegam os primeiros imigrantes italianos e, o ano de 1910, consta como data de desembarque dos primeiros imigrantes sírio-libaneses (SEBBEN, 1992). Esses imigrantes contribuíram para o desenvolvimento econômico, social, político e cultural do Município, não só enriquecendo a diversidade, mas mantendo viva a cultura de cada etnia. E, uma referência pontual desse exposto, é o Folclore Ucraniano Kalena, representado por meio da dança que reproduz e representa os costumes tradicionais do povo ucraniano. A data de sua fundação figura como marco histórico de União da Vitória/PR: “1969 – fundado o Grupo Folclórico Ucraniano ‘KALENA’, sob a orientação do Padre Wolodymyr Barabacz” (SEBBEN, 1992, p. 122). A entidade está vinculada ao Clube Ucraniano de União da Vitória – PR e consta como Utilidade Pública Municipal de União da Vitória/PR, Lei n.º 2146-94; Utilidade Pública Estadual (Paraná), Lei n.º 12631 de 12/07/1999; Utilidade Pública Municipal de Porto União/SC, Lei n.º 2594 de 06/04/2001 (Folclore Ucraniano Kalena, 2013). Suas atividades tiveram origem no impulso natural dos jovens descendentes de ucranianos, ávidos por preservar a cultura trazida da longínqua terra de seus antepassados. Seu histórico constitui-se da contínua e ininterrupta busca de crescimento e aprimoramento por meio de cursos (nacionais e internacionais) de dança folclórica ucraniana. Atualmente, com 44 (quarenta e quatro) anos, o Grupo conta com mais de cem integrantes, distribuídos entre grupo infantil, juvenil, adulto, corpo coreográfico e diretoria (KOTVISKI, 2013). Suas danças sugerem as atividades de trabalho, vida em família e interação social, grupos de amizade e lazer do dia a dia do povo ucraniano. Entre as maiores conquistas do Grupo, destaca-se: Primeiro Lugar no Festival Internacional de Foz do Iguaçu; Primeiro Lugar no 17º Festival de Danças de Joinville (o maior evento do gênero na América Latina); premiado pelo Ministério da Cultura com o ‘Prêmio Culturas Populares’, em 2008. O Grupo também realizou (e continua realizando) apresentações locais e regionais como, por exemplo, em Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Curitiba, Foz do Iguaçu, Porto Alegre, Canoas, São Paulo, Florianópolis, Joinville, Blumenau, Jaraguá do Sul, Lages, Capinzal, São Bento do Sul, Rodeio, Indaial e outras; O Grupo Kalena, em 2010, realizou sua primeira turnê internacional pela Ucrânia e Estados Unidos da América. É primeiro grupo folclórico ucraniano do Brasil a se apresentar na Ucrânia, onde participou do 3º Festival Internacional de Folclore Etnovyr na cidade de Lviv, por ocasião das comemorações do 19º Aniversário da Independência da Ucrânia; apresentou-se também no Kultshytsi Fest (Sambir – Oeste da Ucrânia) e nos Estados Unidos da América participou do 34º Baltimore Ukrainian Festival. O Kalena é considerado um dos mais importantes atrativos turísticos de Porto União-SC e União da Vitória-PR (KOTVISKI, 2013) (Cf. anexo 01 e anexo 02). No decorrer da pesquisa para a realização deste estudo, o qual constou de muitas leituras sobre material bibliográfico e documentos, reportagens do acervo cultural do Grupo em questão, participação em atividades (shows, ensaios, reuniões, palestras), observação, conversas informais com os componentes do grupo e familiares, público simpatizante e entrevista concedida por Kotviski (2013), Presidente atual do Grupo Kalena, foi possível alcançar o objetivo proposto. Ou seja, compreendeu-se que as ações estratégicas desenvolvidas pelo grupo garantindo sua continuidade através do tempo e fortalecimento da equipe, correspondem a inúmeros fatores associados, dos quais se destaca: Força de vontade de todos em manter viva a tradição; Demonstração de interesse nos ensaios e nas apresentações; Participação ativa em eventos (encontros, reuniões, congressos) diversos realizados pelo grupo ou dos quais é participante; Responsabilidade na busca e realização de cursos (dança, confecção de trajes); Participação em diferentes atividades, inclusive para angariar fundos destinados à manutenção do grupo; Respeito aos valores e aos princípios da comunidade ucraniana; Lealdade e cooperação entre os integrantes da comunidade, e outros aspectos culturais e sociais. Embora os itens elencados sejam de significativa importância, os resultados dessa pesquisa demonstraram claramente que o fator de maior relevância na concepção da comunidade ucraniana, é o investimento na educação das crianças para que desenvolvam o gosto pelas tradições de seus antepassados e preservem sua cultura com respeito e valorização às tradições (Anexo 03: Show realizado dia 25 de outubro de 2013, às 20h30min, no Cine Teatro Luz em União da Vitória/PR). Para isso, muitas iniciativas podem ser consideradas fundamentais, porém, um dos caminhos encontrados revela que, além da presença da família, é vital o incentivo e o apoio para que participem dos grupos de dança infantil, crescendo e se desenvolvendo no interior das manifestações culturais dessa etnia, postergando sua participação no grupo na juventude e idade adulta, numa sequência de aprendizados e participação ativa nessa dinâmica cultural. As explicitações permitem inferir as múltiplas possibilidades de abordar a cultura de um povo sob diferentes âmbitos: território, espaço, temporalidade e ações para a preservação de tradições e peculiaridades que, no conjunto, enriquecem o meio no qual estão inseridos e reservam para si e para o contexto global a continuidade de seus costumes e o respeito pela diversidade presente e plural no Brasil. Observa-se no contexto da análise realizada que a ocupação de um território gera raízes e promove identidade, conforme observa Souza (2003, p. 84): [...] um grupo não pode ser mais compreendido sem o seu território, no sentido em que a identidade sociocultural das pessoas estaria inarredavelmente ligada aos atributos do espaço concreto (natureza, patrimônio, paisagem). E mais: os limites do território não seriam, é bem verdade, imutáveis [...] mas cada espaço, seria, enquanto território, território durante todo o tempo, pois apenas a durabilidade poderia, é claro, ser geradora de identidade socioespacial, identidade na verdade não apenas com o espaço físico, concreto, mas com o território, por tabela, como o poder controlador desse território. O estudo das culturas disseminadas em diferentes espaços evidenciam as características e a identidade de grupos e locais, tornando-se, efetivamente em relação à cultura, parte do patrimônio histórico da humanidade e objeto de estudo da Geografia dado seu caráter de transformação e pluralidade/diversidade que imprimem aos espaços novas formas de coexistência, desenvolvimento e sociabilidade. CONSIDERAÇÕES Desde o início do desenvolvimento do presente estudo, o interesse se concentrou, no âmbito da Geografia, nos determinantes culturais, históricos e sociais no registro, pesquisa e análise das ações do Grupo Folclórico Ucraniano Kalena, não apenas como um atrativo turístico ou grupo de danças, mas como integrante da cultura dos povos presente em espaços e tempos históricos diferentes e diversos. Observa-se que o Brasil, um país de concentrada heterogenia, apresenta processos históricos que envolvem a sociedade e a natureza por excelência. Assim, dessa associação resulta um sistema cultural permeado por valores morais, éticos, hábitos e vivências com significados explicitados em sistemas simbólicos representativos, seja na dança, nos ritos ou na arte, na economia, política ou religião. Essa caracterização define o espaço e a forma como os indivíduos o constroem e dele participam, convivem e atuam. Portanto, o estudo proposto objetivando compreender as ações estratégicas que possibilitaram ao grupo Folclore Ucraniano Kalena sua sobrevivência e, principalmente, seu fortalecimento no decorrer dos quarenta e quatro anos de existência, em União da Vitória/PR, implicou no entendimento de que o caráter cultural para a Geografia induz ao espaço social como elemento constituído de noções subjetivas e culturais que reforçam valores e contribuem para a formação identidária dos povos como importante aspecto na manutenção do mosaico cultural brasileiro. REFERÊNCIAS CORRÊA, R. L.; ROSENDAHL, Z. R. J. 2005. Geografia Cultural no Brasil. Disponível em: <http://www.anpege.org.br/downloads/revista2/geografia_brasileira.pdf>. Acesso em 20 set. 2013. Anpege. (2): 99-102. FOLCLORE UCRANIANO KALENA. 2013. Acervo documental. Lei n.º 2146-94, Utilidade Pública Municipal de União da Vitória/PR; Lei n.º 12631 de 12/07/1999, Utilidade Pública Estadual (Paraná), e Lei n.º 2594 de 06/04/2001, Utilidade Pública Municipal de Porto União/SC. 38p. KOTVISKI, V. J. 2013. Entrevista concedida a Maricler Wollinger Kovalczuk. União da Vitória, 20 set. 2013. MORIN, E. 2000. Da necessidade de um pensamento complexo. Trad. De Juremir Machado da Silva. (org.). Para navegar no século XXI. Porto Alegre: Sulinas, EDIPUCRS. 120p. PARANÁ. 2012. Caderno Estatístico Município de União da Vitória. IPARDES – Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e social. 2012. Disponível em: <http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/cadernos_municipios/uniaod avitoria2012.pdf>. Acesso em: 10 mar. 2013. 30p. RAFFESTIN, C. 1993. Por uma geografia do poder. Tradução de Maria Cecilia França. São Paulo: Ática. 269p. SALES, E. J. C. G. 2010. A teoria geográfica nos estudos do turismo: elementos teórico-metodológicos. In: GODOY, P. R. T. de. História do Pensamento Geográfico e Epistemologia em Geografia. São Paulo: Cultura Acadêmica. 277289. SEBBEN, U. A. Um estudo da História de União da Vitória. 1. Ed. União da Vitória: Gráfica Uniporto, 1992. SOUZA, M. J. L. O território: sobre espaço e poder, autonomia e desenvolvimento. In: CASTRO, I. E. et al. (Org.). Geografia: conceitos e temas. 6. Ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003, p.77-116. ZANATTA, B. A. 2008. A Abordagem Cultural na Geografia. Temporis(ação).(UEG), v. 1. p.249-262. Disponível em: <http://www.nee.ueg.br/seer/index.php/temporisacao/article/view/28/45>. Acesso em: 30 set. 2013. 12p. ANEXOS Anexo 01: Grupo Kalena – indicado como atração turística – sugestão de roteiro Fonte: Gazeta do Povo, 2013. Fonte: GAZETA DO POVO. Sugestão de Roteiros por Internautas: Grupo Kalena. Disponível em: <http://www2.gazetadopovo.com.br/rotasedestinos/Files/Pic/b75884599f1450f41e75f 54d802fb415.jpg>. Acesso em: 20 set. 2013. Anexo 02: Grupo Folclórico Ucraniano Kalena Fonte: Secretaria de Turismo de Porto União da Vitória, 2012. Fonte: SECRETARIA DE TURISMO DE PORTO UNIÃO DA VITÓRIA. Grupo Folclórico Ucraniano Kalena. Disponível em: <http://www.turismoportouniaodavitoria.com.br/portouniao/index.php/features/grupos -folcloricos/39-ucraniano-kalena>. Acesso em: 10 out. 2013. Anexo 03: Show do Grupo Folclórico Ucraniano Kalena em 25/10/2013 Fonte: Pesquisa, 2013. Fonte: Pesquisa, 2013. Fonte: Pesquisa, 2013.