ESTÁGIO NO PIBID: UMA EXPERIÊNCIA DE INICIAÇÃO À
DOCÊNCIA NA ESCOLA PÚBLICA
GONÇALVES, Alessandra Sagica1-UFPA
CUNHA, Adriana Valente da2-UFPA
OLIVEIRA, Deivison Ferreira3-UFPA
Grupo de Trabalho - Práticas e Estágios nas Licenciaturas
Agência Financiadora: CAPES
Resumo
Este estudo buscou fazer um relato de experiência do acompanhamento do trabalho do
professor em sala de aula na escola pública, vivenciada por meio da nossa participação como
bolsista no subprojeto interdisciplinar de licenciaturas em matemática, letras e pedagogia do
Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência-PIBID. Para tanto é focalizado que
é por meio do estágio no projeto PIBID que temos o nosso primeiro contato com uma
experiência de iniciação a docência na escola pública. Além disso, neste artigo discorremos
algumas considerações teóricas a respeito da definição da palavra professor, bem como é
realizado um panorama do cotidiano do universo da sala de aula na escola pública destacando
que a sala de aula é o espaço composto por vários alunos, que apresentam modos
diferenciados de comportamento, neste artigo também destacamos o cotidiano de atuação do
professor em sala de aula, destacando que a atuação docente é um trabalho que ocorre
essencialmente no campo da interação e mediação, bem como é destacado que o âmago da
atividade docente é lidar e ensinar em coletividades. Diante da breve descrição do cotidiano
do trabalho do professor em sala de aula, elencamos o que aprendemos com isso durante os
dias de inserção na escola. Há ainda a necessidade de dizer que também relatamos nossa
1
Graduanda do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia da Universidade Federal do Pará do Campus
Universitário de Abaetetuba. Bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência
(PIBID/CAPES). E-mail: [email protected].
2
Graduanda do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia da Universidade Federal do Pará do Campus
Universitário de Abaetetuba. Bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência
(PIBID/CAPES). E-mail: [email protected].
3
Graduando do Curso de Licenciatura Plena em Letras com habilitação em Língua Portuguesa da Universidade
Federal do Pará do Campus Universitário de Abaetetuba. Bolsista do Programa Institucional de Bolsa de
Iniciação à Docência (PIBID/CAPES). E-mail: [email protected].
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primeira experiência de atuação docente em sala de aula. Ainda vale dizer, que neste estudo é
realizado um campo de reflexão a respeito da importância do PIBID na formação inicial de
professores, pois por meio deste projeto temos a oportunidade de estarmos inseridos em
contextos concretos da escola pública, atuando no exercício da atividade docente.
Palavras-chave: Experiência. Professor. Estágio.
Introdução
O presente artigo é um relato das nossas experiências de iniciação a docência em sala
de aula, no contexto da escola pública. Este estudo surgiu a partir das nossas reflexões e
experiências vivenciadas por nós durante a inserção permanente no contexto da sala de aula,
por meio da nossa participação como bolsista no subprojeto interdisciplinar de licenciaturas
em matemática, letras e pedagogia do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à
Docência-PIBID, que permite a nós discentes bolsistas o contato com as reais condições do
cotidiano do trabalho do professor na escola pública. Promovendo, assim, a construção de
uma articulação entre o ensino superior e a educação básica.
Convém dizer que por meio dessa inserção no contexto da escola pública somos
inseridos no contexto escolar e direcionados para fazer o acompanhamento e assessoramento
das atividades didáticos pedagógicas desenvolvidas pelo professor em sala de aula. Vale
destacar, que esta vivência na escola pública é de suma, importância para nós discentes
bolsista, pois possibilita uma maior aproximação e contato com a realidade concreta do
exercício da docência tanto no ensino fundamental maior como no ensino médio.
Em razão disso, Almeida et al (2009.p 36) “o estágio é o momento em que o
graduando tem o primeiro contato com a prática, e a oportunidade de refletir sobre ela,
relacionando-o com o conhecimento adquirido [...]” nesse sentido, por meio do estágio
relacionamos o conhecimento adquirido em sala de aula na graduação com a realidade
vivenciada por nós na escola pública. No entendimento de Simões (1996, p.132) o estágio é
“um período único e significativo na vida pessoal e profissional de qualquer professor [...]”.
Deste modo, acreditamos que estar inserido no projeto PIBID é um momento impar e bastante
relevante para uma formação acadêmica diferenciada enquanto futuros professores.
É oportuno dizer que por meio do PIBID temos o nosso primeiro contato com a
realidade da prática docente e o cotidiano da sala de aula. Pois, anterior à condição de
discente bolsista no projeto, ainda não tínhamos noção do que era exercer a atividade docente
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na sala de aula. É bem verdade, que durante nosso curso somente tínhamos o embasamento
teórico em relação à atividade docente. É a partir do momento em que nós tornamos
integrantes do Subprojeto Interdisciplinar de Licenciaturas em Matemática, Letras e
Pedagogia do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência-PIBID que
necessariamente, temos nosso primeiro contato com as atividades desenvolvidas pelo
professor em sala de aula bem como os desafios de exercer a docência nos dias atuais.
Em vista disso, é pertinente dizer que “na formação permanente dos professores, o
momento fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática. É pensando criticamente a
prática de ontem que se pode melhorar a próxima prática” Freire (2002.p.18). Com isso,
conhecer a prática e exercer a atividade docente na escola pública por meio do PIBID
contribui para a superação da dicotomia existente entre teoria e prática no processo de
formação inicial de professores.
É necessário pontuar que é do exercício de iniciação a docência e da prática docente
desenvolvida pelo professor na escola pública que iremos tratar neste artigo, baseado nas
observações e acompanhamento do trabalho desenvolvido por este sujeito na escola vinculada
ao projeto.
Etimologia da palavra professor
A etimologia da palavra professor tem origem no latim, que provém de professu que é
ensinar quando se pensa na palavra professor em termos de dicionário define Pasquale (2009,
p.473) “homem que ensina uma ciência” desta forma, o professor é aquele que ensina e algo
para os educandos.
Para Tardif & Lessard (2008, p.42):
[...] a docência é um trabalho socialmente reconhecido, realizado por um grupo de
profissionais específicos, que possuem uma formação longa e especializada [...] e
que atuam num território profissional relativamente bem protegido: não ensina quem
quer; é necessária uma permissão, um credenciamento, um atestado, etc.
Nesse sentido, ser professor requer tempo para ter uma formação acadêmica
aprofundada em um curso de nível superior, para que possa adquirir os embasamentos
teóricos necessários que estudam a temática da educação, de modo que esse curso possa
habilitar o sujeito a ter o grau de professor, contribuindo com esta reflexão Freire (1991, p.58)
diz que “ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro horas da tarde.
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Ninguém nasce educador ou marcado para ser educador [...]”. Desta maneira, entendemos que
ninguém nasce pré-determinado para se educador são as experiências de iniciação a docência
(estágio) na escola e a constante reflexão entre teoria e prática que permitem o estudante do
curso de licenciatura se constituir enquanto sujeito professor.
Neste aspecto, ainda de acordo com Freire (2001, p.43):
Não nasci, porém, marcado para ser um professor assim. Vim me tornando desta
forma no corpo das tramas, na reflexão sobre a ação, na observação atenta a outras
práticas ou à prática de outros sujeitos, na leitura persistente, crítica, de textos
teóricos, não importa se com eles estava de acordo ou não. É impossível ensaiarmos
estar sendo deste modo sem uma abertura crítica aos diferentes e às diferenças, com
quem e com que é sempre provável aprender.
De maneira geral, é por meio do estágio e observação da prática pedagógica de outros
sujeitos que vamos aos poucos constituindo a nossa prática, mais é importante dizer, que esse
processo também envolve uma constante busca de formação por meio da leitura de textos
teóricos para nós fornecer suporte na nossa formação acadêmica. Assim, percebemos que o
projeto PIBID vai de encontro ao que Freire diz, pois por meio dele vivenciamos as práticas
de outros sujeitos e também realizamos momentos de formação com a leitura de textos
teóricos que nos fornecem embasamento para os desafios de ser professor.
O COTIDIANO DA SALA DE AULA
Durante os dias de inserção no contexto da sala de aula, percebemos que este é o
espaço de socialização, da convivência humana e das relações interpessoais. A sala de aula é
composta por vários alunos, que apresentam modos diferenciados de comportamento uns são
mais pacatos outros mais agitados que fazem bagunça na hora da aula do professor, uns
resolvem as atividades propostas pelo professor, outros não, uns fazem pergunta na hora da
explicação do professor sobre determinado assunto com a finalidade de esclarecerem suas
dúvidas, outros preferem não perguntar.
Uns respeitam as datas de entrega dos trabalhos solicitados pelo professor; outros
burlam essas datas ou não fazem o trabalho e ficam sem conceito. Uns estudam para as
provas; outros não, uns deixam o aparelho celular no modo silencioso; outros não estão
nenhum pouco preocupado se o telefone tocar e isso vir a atrapalhar a aula do professor. Uns
moram na cidade; outros moram no campo. Uns pedem permissão para poder ir ao banheiro
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ou tomar água; outros não pedem permissão nenhuma entram e saem da sala de aula quando
querem.
Uns gostam de sentar na primeira fila; outros preferem fazer parte da galera do fundão,
uns gostam de ler livros; outros não, uns frequentam assiduamente à biblioteca da escola;
outros não. Uns são mais dedicados outros; não levam muito a sério seus estudos. Uns vão à
escola realmente para estudar; outros vão à escola para ficar perambulando pelos corredores e
espaços pedagógicos da escola.
Uns adoram ser o centro de atenção dos alunos da turma; outros não, uns são meninas;
outros são meninos, uns estudam para serem os futuros professores, engenheiros, enfermeiros;
outros só querem concluir o ensino médio e conseguir um emprego.
Uns sofrem bullyng no espaço da sala de aula; outros praticam o bullyng, Uns brigam
e criam conflitos entre os alunos na sala de aula; outros não, uns gostam de matemática;
outros têm aversão à matemática, uns são roqueiros; outros não, uns participam e se envolvem
nas atividades da escola; outros não. Uns tem zelo pelo ambiente escolar; outros depredam as
carteiras e picham as paredes da escola. Uns organizam seus cadernos de acordo com cada
disciplina; outros não. Uns entendem com mais facilidade o assunto explicado pelo professor;
outros não. Uns se maquiam durante a aula; outros enviam mensagem ou acessam o facebook
pelo celular. Uns sentam próximos aos seus grupos de amigos fora das filas; outros preferem
se manter na ordem em que a fila da cadeira esta organizada.
É pertinente dizer que no cotidiano da sala de aula na escola vinculada ao PIBID,
notamos que existem vários tipos de professores tem uns que são amados pelos alunos, outros
são odiados e temidos pelos educandos. Em relação a isso Freire (1996, p. 20) descreve que:
O professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, sério, o
professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o
professor mal-amado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático,
racionalista, nenhum desses passa pelos alunos sem deixar sua marca.
É bem verdade que no universo da escola e da sala de aula existem vários professores
que se enquadram nas categorias descritas por Freire. E que necessariamente deixam marcas
nas vidas dos alunos sejam elas boas marcas que façam com que o aluno diga que aquele
professor ensinava de uma forma bem interessante, criativa e diferenciada ou marcas ruins do
tipo que fazem com que o aluno tenha temor pelo professor.
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Desta maneira, esta é uma breve descrição do cotidiano da sala de aula na escola
pública, permeado pelas diversidades de alunos e pela variedade de situações que acontecem
num único espaço chamado sala de aula.
O COTIDIANO DE ATUAÇÃO DO PROFESSOR NA SALA DE AULA
Durante os dias de acompanhamento do trabalho do professor em sala de aula na
escola vinculada ao PIBID, percebemos que no cotidiano de sua atuação, este antes de iniciar
sua aula sempre faz uma saudação de bom dia, boa tarde ou boa noite direcionada para seus
alunos, esclarece a temática a ser estudada no referido dia de aula. Além disso, é bom lembrar
que este faz a chamada dos alunos para verificar se todos estão presentes em sua aula, escreve
no quadro magnético o conteúdo a ser ensinado em sua aula, ou às vezes somente pede para
os alunos consultarem o livro e resolver os exercícios que ele direciona.
Explica para os alunos da turma o conteúdo, durante a explanação do conteúdo este
chamam atenção dos alunos que não estão atentos a sua aula. Em seguida, aplica uma
atividade para verificar o aprendizado dos mesmos, durante a realização da atividade este
auxilia os alunos a resolver tais exercícios esclarecendo as dúvidas dos alunos pertinentes ao
assunto. Corrige no quadro magnético juntamente com os alunos as atividades propostas. Dar
visto nos cadernos dos alunos que resolveram as atividades. Soluciona os conflitos entre
alunos que acontecem na sala de aula, quando este não consegue controlar a situação
conflituosa, encaminha os mesmos para a sala da coordenação pedagógica.
É necessário salientar que durante os dias de inserção na sala de aula, verificamos que
o trabalho docente é essencialmente um trabalho interativo, pois o processo de trabalho do
educador não ocorre de forma isolada. Ministrar aulas é um trabalho interativo, em virtude de
que o professor tem que estar interagindo a todo o momento com seus alunos. A esse respeito
Tardif e Lessard (2008, p. 67).
[...] os docentes lidam, primeiramente, com coletividades, com grupos, e não com
indivíduos considerados um a um. Sendo uma profissão de relações humanas, a
docência distingue-se assim da maioria das outras ocupações em que a relação com
os clientes são individualizados, privadas, secretas. Com efeito, mesmo sendo
realizado num ambiente fechado, o objeto do trabalho docente é coletivo e público.
O professor, agindo só, lida, contudo com um outro coletivo.
Desta maneira, entendemos por meio do estágio na sala de aula no projeto PIBID, que
o âmago da atividade docente é lidar e ensinar com coletividades, constantemente este sujeito
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estar interagindo com os alunos em sala de aula. Além disso, a atuação do professor ocorre no
campo da interação e mediação. Com isso, Loureiro (2004 p. 82-83) enfatiza que,
[...] essa mediação se dá como atividade relacional no ensino, ou seja, o professor
surge como mediador da relação ativa do aluno com o saber, considerando seus
conhecimentos experiências prévios. Nesse sentido, toda aprendizagem requer
mediação e o professor tem um importante papel na mediação da relação
epistemológica [...].
Em síntese, o professor é o grande mediador da escola, pois tramita entre instâncias
hierarquicamente constituídas entre as quais estabelece pontes, atua fora e dentro de
sala de aula, medeia todo o processo ensino-aprendizagem ao trabalhar o
conhecimento no processo formativo dos alunos e procede à mediação entre os
significados do saber do mundo atual e aqueles dos contextos nos quais formas
produzidas.
Complementando isso, Saint Onge (2001, p.26) diz que: “O professor serve de
mediador entre o saber do aluno e o saber relativo à disciplina ou ao conteúdo do curso. Ele
deve dirigir a “construção” do saber do aluno e verificar a compreensão desse saber no
decorrer da aprendizagem”. Necessariamente, durante os dias de inserção na sala de aula
verificamos que a partir dessa perspectiva o professor é um mediador entre o saber referente à
sua disciplina e o saber do aluno.
Além disso, a inserção no contexto da sala de aula vivenciando a prática docente
permite conhecer as peculiaridades inerentes ao ato de ensinar que envolve o ensinar a pensar,
saber comunicar-se e saber pesquisar para que seja formado um educando capaz de refletir e
questionar sobre sua realidade de acordo com Freire (1996, p.21):
Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua
produção ou a sua construção. Quando entro em uma sala de aula devo estar sendo
um ser aberto a indagações, a curiosidade, às perguntas dos alunos, a sua inibições;
um ser crítico e inquiridor, inquieto em face da tarefa que tenho- a de ensinar e não
de transferir conhecimento.
Nesta perspectiva, o ensinar vai além do transferir conhecimento para os educandos
como se estes, fossem apenas depósitos de informações, ensinar é criar mecanismos para uma
produção de conhecimento coerente que envolva o ensinar a pensar, saber comunicar-se e
saber pesquisar para que seja formado um educando capaz de refletir e questionar sobre sua
realidade. Vale dizer que ser professor envolve uma capacidade de instigar e estimular as
indagações e perguntas dos alunos na sala de aula para que possa esta formando um aluno
curioso pelo saber. Diante disso, nós dias de estágios na sala de aula percebemos que ser
professor exige uma capacidade intelectiva e cognitiva bastante aguçada para que este
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desenvolva um processo de ensino aprendizagem que faça com que o aluno também seja um
construtor do conhecimento.
UMA EXPERIÊNCIA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA
Durante os dias de inserção na escola pública, por meio do estágio no projeto PIBID
tivemos a oportunidade de ministrar aulas de biologia e física como nossa contribuição para
auxiliar os alunos do Ensino Médio nas Olimpíadas Brasileiras de Biologia e Física no ano de
2013. Foi uma parceria do nosso Subprojeto Interdisciplinar em Licenciaturas em Pedagogia
Letras e Matemática PIBID com o Laboratório Multidisciplinar da escola vinculada ao
PIBID. Na qual nós bolsistas, tínhamos a responsabilidade de organizar algumas aulas para
estas Olimpíadas.
As temáticas das aulas para a olimpíada de biologia eram classificação dos seres vivos
e genética.
Já as aulas de física as temáticas eram termologia, dilatação dos sólidos,
calorimetria, termodinâmica, as leis da refração e os espelhos planos e esféricos, ondulatória,
eletricidade e física moderna. Como a escola vinculada ao PIBID possui no total de onze
bolsistas das áreas de Pedagogia, Letras Habilitação Língua Portuguesa e Habilitação em
Espanhol, Matemática e Ciências Naturais. Ficamos organizados em dupla sendo ambos de
áreas diferenciadas para elaborar as aulas. No decorrer da nossa preparação para a construção
das aulas de biologia e física, a princípio encontramos algumas dificuldades, pois a nossa
primeira dificuldade foi que nós somos de cursos de Licenciaturas em Pedagogia, Letras,
Matemática e que necessariamente nosso objeto de estudo não era o estudo da vida ou
fenômenos físicos (exceto o curso de Ciências Naturais que estudam um pouco a respeito
dessas temáticas). A princípio tínhamos uma indagação como elaborar uma aula interessante
que faça com que os alunos entendam que os saberes estudados nos livros didáticos estão
bastantes presentes no cotidiano e na realidade do educando. De maneira, que os alunos
permaneçam atentos às aulas.
No decorrer da nossa organização para as aulas estudamos em equipe (com os onze
bolsistas do PIBID vinculados nesta escola) os assuntos listados anteriormente do ensino
médio. Pesquisamos em livros de biologia e física, web sites, assistimos a vídeo-aulas com
demonstrações de experiências de física. Discutimos a metodologia de ensino a ser utilizada
para o processo de ensino aprendizagem dos alunos, a avaliação para verificar o aprendizado
do conteúdo pelos alunos. Bem como, cada dupla elaborou um plano de aula para sua
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respectiva aula elencando o conteúdo a ser ensinado, a metodologia utilizada, a forma de
avaliação e o tempo utilizado para executar sua aula.
Na realização da nossa primeira aula biologia a principio estávamos um pouco
nervosos, pois era a primeira vez em que estávamos atuando como professor. A sensação que
se tinha era de ser naquele momento ser um professor que realmente ajudasse os alunos na
assimilação do conhecimento. Embora, fosse um conteúdo que não era de nossa área de
estudo, tínhamos que utilizar os mecanismos que havíamos pesquisado como recursos
metodológicos para facilitar o aprendizado do aluno e tornar a aula interessante. Para tanto,
nesta aula, utilizamos data show, slide com imagem que permitissem um maior entendimento
do conteúdo exemplificando e associando o conteúdo com o dia-a-dia do aluno e vídeos (com
parodia musical4 do assunto de classificação dos seres vivos e genética).
Convém dizer, que uma das situações que podemos fazer uma analogia com o
cotidiano do aluno na aula de biologia foi no assunto de classificação dos seres vivos que
trouxemos imagens exemplificando o conceito abordado na classificação do Reino Plantea no
quesito classificação dos vegetais mostramos algumas plantas criptogramas e fanerógamas
para que os alunos visualizem de perto estes tipos de vegetais.
Já na aula de física no assunto transmissão de calor utilizamos exemplificações do
cotidiano nas quais está presente a convecção, condução e a irradiação um dos exemplos
mostrados foi o da irradiação que dizia o seguinte: a grade de cor preta que se coloca atrás das
geladeiras tem a função de trocar calor com o ambiente, evitando que o aparelho estrague,
pelo mesmo motivo são pretos os radiadores de automóveis, os aquecedores de água a energia
solar também são pintados de preto para absorver a maior quantidade possível de calor. Com
esse exemplo, que é apenas um dos quais foram apresentados na nossa aula verificamos que
quando o aluno consegue visualizar que aquele conhecimento aprendido em sala de aula
possui uma relação com situações do cotidiano ele fica mais interessado na aula e
evidentemente tem um maior entendimento do assunto.
Diante disso, percebemos que ser professor requer um planejamento para que este
possa planejar sua aula de acordo com o tempo estabelecido se for, por exemplo, de uma hora
ou duas horas este deve planejar a sua aula de acordo com duração do tempo estipulado.
Também aprendemos que em toda aula o professor deve elaborar um plano de aula, pois é
este que vai lhe dar direcionamento e organização de como esta estruturada sua aula.
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Somente utilizamos a parodia musical nas aulas de biologia.
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Também aprendemos que a avaliação é sim um critério interessante e primordial para que o
professor possa ter um diagnóstico do que consegue ensinar para os alunos. Vale dizer que a
avaliação é um momento que deve acontecer tanto para avaliar o aprendizado do aluno como
também avaliação da prática do professor em sala de aula pelos alunos, nesse sentido, Freire
(1996, p. 26) diz que:
[...] vou fazendo a avaliação do meu próprio fazer com os educandos. O ideal é que,
cedo ou tarde, se invente uma forma pela qual os educandos possam participar da
avaliação. É que o trabalho do professor é o trabalho do professor com os alunos e
não do professor consigo mesmo.
Desta maneira, percebemos que para nós que estamos iniciando a careira docente é
necessário esse momento de avaliação entre o aluno e o professor a respeito do que ele esta
ensinando de formar a esclarecer e marcar o que os alunos estão achando da forma de ensinar
do professor.
Na nossa aulas como avaliação utilizamos um teste para verificar o conteúdo
assimilado dos alunos bem como fizemos uma avaliação oral ( no qual pedimos para o aluno
dizer sua opinião sobre a nossa aula, com críticas, sugestões etc.) da nossa prática docente
perguntado para os mesmos o que acharam da metodologia de ensino adotada nas aulas entre
outras questões.
Considerações Finais
Pelo exposto, ressaltamos que por meio do estágio no projeto PIBID temos a
oportunidade de estarmos tendo uma experiência de iniciação à docência na escola pública e a
partir disso, estamos adquirindo experiências de muito aprendizado quanto ao conhecimento
da profissão de ser professor. Dessa forma, o impacto do PIBID na nossa formação inicial é
dado de maneira direta, pois o projeto PIBID, em si é um espaço continuo de constante
formação, aprendizado, reflexões e problematizações. Para tanto, focalizamos que o estágio
no projeto PIBID de estar inserido e conhecendo a realidade da escola pública bem como a
atuação docente é o amago da formação inicial de professores.
Em síntese, essa experiência de iniciação a docência ainda que na condição de
graduando no contexto da sala de aula, permite conhecer as particularidades inerentes ao ato
de ensinar, o cotidiano da sala de aula, a atuação do professor em sala de aula bem como
permite que nós bolsistas atuemos também como professor.
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É primordial essa experiência de iniciação à docência na graduação, pois durante o
nosso curso somente temos estágios de curta duração de um ou dois dias e não de longa
duração de um ano como o PIBID proporciona. Convêm dizer, que essa experiência na escola
servirá de suporte para nossas vidas profissionais, vale dizer que por meio desta experiência
estamos adquirindo uma riqueza imensa de aprendizagem segundo Dewey (1980 p.113) a
experiência,
Experiência não é, portanto, alguma coisa que se oponha à natureza, pela qual se
experimente, ou se prove a natureza. Experiência é uma fase da natureza, é uma
forma de interação, pela qual os dois elementos que nela entram-situação e agente
são modificados.
Nesse sentido, essa experiência de sermos bolsistas no projeto PIBID é uma fase que
estar acontecendo durante a nossa graduação, da qual nós temos a oportunidade de aprender,
refletir e problematizar a respeito da escola pública bem como da atuação do professor na
escola. É interessante destacar, que nessa experiência nós somos bastante modificados, pois
no momento em que tivermos atuando na escola já teremos uma base de como é o contexto da
escola pública bem como o ambiente laboral docente, e isso permitirá a nós desenvolver a
nossa função de forma coerente e reflexiva com a teoria e a prática, aprendendo assim, por
meio das nossas experiências no estágio no projeto PIBID a ser professor.
REFERÊNCIAS
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SAINT-ONGE, Michel. O ensino na escola: o que é como se faz. 2ºed. São Paulo: Edições
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