i UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO SÓCIO-ECONÔMICO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO CURSO DE MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: POLÍTICAS E GESTÃO INSTITUCIONAL CAUSAS DA EVASÃO NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA IRINEU MANOEL DE SOUZA Florianópolis, 1999 ii CAUSAS DA EVASÃO NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA DISSERTAÇÃO apresentada ao Programa de PósGraduação em Administração da Universidade Federal de Santa Catarina como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Administração. Orientador: Prof. Dr. Nelson Colossi Florianópolis, dezembro de 1999 iii CAUSAS DA EVASÃO NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA Irineu Manoel de Souza Esta dissertação foi julgada adequada para obtenção de título de Mestre em Administração (Área de concentração: Políticas e Gestão Institucional) e aprovada, em sua forma final pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Santa Catarina. ____________________________________________ Prof. Nelson Colossi, Dr. Coordenador Apresentada à Comissão Examinadora, integrada pelos professores: ____________________________________________ Prof. Nelson Colossi, Dr. Orientador ____________________________________________ Prof. Teodoro Rogério Vahl, Dr. Membro ____________________________________________ Prof. Luiz César dos Reis Salvador, Msc. Membro iv “O estado brasileiro não se revelou, ainda, capaz de democratizar o ensino, estando distante da organização de uma educação pública democrática de âmbito nacional”. Dermeval Saviani v AGRADECIMENTOS: Meus sinceros agradecimentos àqueles que, de alguma maneira, contribuíram com a presente dissertação. Desejo agradecer especialmente: A toda minha família; Aos servidores do Departamento de Administração Escolar; Aos servidores do Departamento de Recursos Humanos; Ao Prof. Nelson Colossi, pela orientação e incentivo desde o início do curso até a conclusão da presente dissertação; Ao Prof. Teodoro Rogério Vahl, que também acompanhou a elaboração do presente trabalho; Ao Prof. Luiz César dos Reis Salvador, pela orientação estatística; Aos colegas Ivo Coutinho e Maria Aparecida Bilck, pela ajuda na pesquisa de campo; Ao estudante do Curso de Ciências da Computação Carlos Edmundo, pela digitação e editoração da presente dissertação; À Profa. Clarmi Régis, pela “revisão” da presente dissertação; À Universidade Federal de Santa Catarina. vi SUMÁRIO RESUMO................................................................................................................................... x ABSTRACT ............................................................................................................................ xii 1. INTRODUÇÃO ..................................................................... Erro! Indicador não definido. 1.1. Justificativa e Relevância Do Estudo ...................................................................................................... 3 1.2. Abrangência e Limitações do Estudo ...................................................................................................... 4 1.3. Objetivos da Pesquisa .............................................................................................................................. 5 1.4. Definição do Problema ............................................................................................................................ 5 1.5. Estrutura do Trabalho .............................................................................................................................. 6 2. REVISÃO DA LITERATURA ......................................................................................... 8 2.1. Origens das Universidades ...................................................................................................................... 8 2.1.1. A Universidade no Brasil...................................................................... ........................................... 9 2.2. Papel da Universidade ........................................................................................................................... 10 2.3. Avaliação Institucional .......................................................................................................................... 14 2.4. O Fenômeno da Evasão ......................................................................................................................... 15 2.4.1. Possíveis Causas da Evasão.................................................................. ......................................... 20 2.4.1.1. Fatores Acadêmico-Institucionais.............................................................................................. 26 2.4.1.2. Fatores Sócio-Político-Econômicos ........................................................................................... 29 2.4.1.3. Fatores de Ordem Pessoal .......................................................................................................... 31 3. CAMPO DE ESTUDO DA PESQUISA: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - UFSC ............................................................................................................... 33 4. METODOLOGIA ............................................................................................................ 38 4.1. Justificativa Pela Escolha da Organização ............................................................................................. 38 4.2. Justificativa Pela Escolha dos Participantes .......................................................................................... 38 4.2.1. Identificação da Amostra............................................................................ ......................................... 44 4.3. Caracterização do Período de Realização da Pesquisa de Campo ......................................................... 45 4.3.1. Etapas da Pesquisa de Campo............................................................... ......................................... 45 4.4. Perguntas de Pesquisa ............................................................................................................................ 45 4.5. Configuração dos Instrumentos de Coleta de Conteúdos ...................................................................... 46 4.6. Estruturação da Análise dos Conteúdos................................................................................................. 47 vii 4.7. Definição de Termos ............................................................................................................................. 47 5. IDENTIFICAÇÃO DOS ÍNDICES DE EVASÃO NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UFSC ................................................................................................................................. 50 5.1. Análise dos Índices de Evasão em Relação aos Índices Candidato/Vagas no Vestibular ..................... 54 5.2. Análise do Fenômeno da Evasão em Relação aos Índices de Aproveitamento (desempenho acadêmico) dos alunos evadidos ........................................................................................................................................... 54 6. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DAS CAUSAS DA EVASÃO ............................... 56 6.1. Causas de Evasão nos Cursos de Graduação da UFSC ......................................................................... 56 6.1.1. Causas Que Contribuíram Totalmente ou Muito Para a Evasão Nos Cursos de Graduação da UFSC.................................................................................................................... .......................................... 57 6.1.1.1. Fatores Acadêmico-Institucionais.............................................................................................. 58 6.1.1.2. Fatores Sócio-Político-Econômicos ........................................................................................... 58 6.1.1.3. Fatores de Ordem Pessoal .......................................................................................................... 59 6.1.1.4. Área de Ciências Biológicas e da Saúde .................................................................................... 59 6.1.1.4.1. Fatores Acadêmico Institucionais .................................................................................... 61 6.1.1.4.2. Fatores Sócio-Político-Econômicos .................................................................................. 62 6.1.1.4.3. Fatores de Ordem Pessoal ................................................................................................ 62 6.1.1.5. Área de Ciências Físicas e Tecnológicas ................................................................................... 64 6.1.1.5.1. Fatores Acadêmico Institucionais .................................................................................... 65 6.1.1.5.2. Fatores Sócio-Político-Econômicos .................................................................................. 66 6.1.1.5.3 Fatores de Ordem Pessoal ................................................................................................. 66 6.1.1.6. Área de Ciências Humanas e Artes............................................................................................ 68 6.1.1.6.1. Fatores Acadêmico Institucionais .................................................................................... 69 6.1.1.6.2. Fatores Sócio-Político-Econômicos .................................................................................. 70 6.1.1.6.3. Fatores de Ordem Pessoal ................................................................................................ 70 7. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES ...................................................................... 71 BIBLIOGRAFIA .................................................................................................................... 76 viii LISTA DE TABELAS TABELA I – ÁREA DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE .............................................................. 83 TABELA II – ÁREA DE CIÊNCIAS FÍSICAS E TECNOLÓGICAS ........................................................... 84 TABELA III – ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E ARTES ....................................................................... 86 TABELA IV – TOTAIS DO UNIVERSO DA PESQUISA .............................................................................. 89 TABELA V - EVASÃO (geração pesquisada -70/1 A 90/2) ............................................................................. 90 TABELA VI – ÍNDICE DE EVASÃO EM RELAÇÃO AOS ÍNDICES CANDIDATO/VAGA NO VESTIBULAR (período de 1986 a 1994)................................................................................................... 92 TABELA VII - DESEMPENHO ACADÊMICO DOS ALUNOS EVADIDOS (1970-1990) ........................ 92 TABELA VIII - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA – RELATÓRIO GERAL ................................................................................................. 93 TABELA IX - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA – FATORES ACADÊMICO INSTITUCIONAIS ......................................................... 94 TABELA X - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA – FATORES SÓCIO-POLÍTICO-ECONÔMICOS ..................................................... 94 TABELA XI - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA ............................................................................................................................................ 95 TABELA XII - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA ............................................................................................................................................ 96 TABELA XIII - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA ............................................................................................................................................ 97 TABELA XIV - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA ............................................................................................................................................ 97 TABELA XV - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA ............................................................................................................................................ 98 TABELA XVI - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA ............................................................................................................................................ 99 TABELA XVII - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE ix FREQÜÊNCIA .......................................................................................................................................... 100 TABELA XVIII - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA .......................................................................................................................................... 100 TABELA XIX - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA .......................................................................................................................................... 101 TABELA XX - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA .......................................................................................................................................... 102 TABELA XXI - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA .......................................................................................................................................... 103 TABELA XXII - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA .......................................................................................................................................... 103 TABELA XXIII CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA .......................................................................................................................................... 104 TABELA XXIV - ÍNDICE CANDIDATO/VAGA – CONCURSO VESTIBULAR (Período de 1986 a 1994) ..................................................................................................................................................................... 105 TABELA XXV - ÍNDICE DE APROVEITAMENTO (DESEMPENHO) DOS EVADIDOS .................... 108 TABELA XXVI - TEMPO MÉDIO DE PERMANÊNCIA DOS FORMANDOS ....................................... 113 TABELA XXVII - TEMPO MÉDIO DE PERMANÊNCIA DOS EVADIDOS .......................................... 118 TABELA XXVIII - RELATÓRIO GERAL – CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UFSC ............................ 122 TABELA XXIX - ÁREA DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE: ................................................... 126 TABELA XXX - ÁREA DE CIÊNCIAS FÍSICAS E TECNOLÓGICAS .................................................... 130 TABELA XXXI - ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E ARTES ................................................................ 134 x RESUMO A presente pesquisa teve como finalidade identificar os índices de evasão nos Cursos de Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina, bem como as principais causas desse fenômeno. A opção pelo tema da pesquisa justifica-se pelo fato de os estudos sobre a evasão oferecerem subsídios importantes para a avaliação e para o planejamento das Universidades. O trabalho de investigação da evasão nos Cursos de Graduação da UFSC compreendeu dois estudos: no primeiro, buscou-se identificar os índices de evasão analisando sua relação com os índices candidato/vaga no Concurso Vestibular e com o desempenho acadêmico dos alunos evadidos. Os dados merecedores de atenção apontados pela pesquisa, dizem respeito ao significativo índice de evasão em determinados cursos. Verificou-se que, nos cursos de Administração, Biblioteconomia , Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Ciências Sociais, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Produção Civil, Engenharia de Produção Elétrica, Engenharia de Produção Mecânica, Engenharia Química, Engenharia Sanitária, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras – Português, Letras – Francês, Letras – Inglês, Letras- Italiano, Matemática, Pedagogia e Química, o índice de evasão ultrapassou 50%. Isto significa que mais da metade dos cursos oferecidos pela UFSC apresentam uma evasão superior a 50%. No segundo estudo, que compreende a pesquisa de campo, realizada através de questionários aplicados aos alunos evadidos nos anos de 1996 e 1997, foram identificadas as causas de evasão. A pesquisa mostra que as principais causas de evasão nos Cursos de Graduação da UFSC são: necessidade de trabalhar - 45%; mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional – 43%; por ter sido aprovado em outro vestibular – 32%; dificuldades econômico-financeiras – 31%; insatisfação com o curso – 29%; pouca valorização do diploma no mercado de trabalho – 27%; falta de perspectiva de xi trabalho após a conclusão do curso – 24%; erro na tomada de decisão quanto a escolha do curso – 23%; baixos salários pagos aos graduados no curso – 22%; dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso – 22%; falta de concentração da grade de horário num único turno – 21% e falta de reconhecimento da profissão pela sociedade – 21%. Sintetizando, objetivou-se, com a presente pesquisa, identificar os cursos que apresentam maiores índices de evasão, a correlação da evasão com o desempenho acadêmico dos alunos e com a demanda candidato/vaga no Concurso Vestibular, bem como identificar as principais causas de evasão nos Cursos de Graduação da UFSC. Os estudos permitem o conhecimento do fenômeno da evasão nos Cursos de Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina, sugerindo possíveis mudanças em sua estrutura e funcionamento. Palavra Chave: Evasão; Instituições Universitárias; Administração Universitária. xii ABSTRACT The present study aimed to identify the evasion indexes of the under-graduation courses of the Federal University of Santa Catarina and the causes of such phenomenon. This theme was chosen due to the fact that studies on evasion offer important elements to evaluate and plan the courses offered by universities. The investigation research on evasion in under-graduation courses of UFSC was composed of two studies. The first one aimed to identify the indexes of evasion, analyzing its relation with the indexes candidate/vacancy in the Entrance Exam – Vestibular – and the academic performance of the evaded students. The collected data are related to the significant evasion index in some of the courses offered by UFSC. It was verified that in the courses of Management, Librarianship, Biologic Sciences, Food Engineering, Accounting, Economic Sciences, Social Sciences, Civil Production Engineering, Electric Production Engineering, Mechanic Production Engineering, Chemical Engineering, Sanitary Engineering, Philosophy, Physics, Geography, History, Languages: Portuguese, English, French, Italian, Mathematics, Education, and Chemistry the evasion index was over 50%. It means that more than half of the courses offered by UFSC present an evasion index over 50%.In the second study, that comprehended the field survey, done through questionnaires answered by evaded students in the years of 1996 and 1997, the causes of evasion were identified. The study shows that the main causes of evasion in the undergraduation courses of UFSC are: necessity to work – 45%; interest change, life option and/or professional indecision – 43%; approval in other entrance exams – 32%; financial-economic difficulties – 31%; dissatisfaction with the course – 29%; lack of value of the certificate in the market – 27%; small perspective of a job opportunity – 24%; wrong course choice – 23%; xiii low salaries – 22%; difficulty in doing paid training programs during the course – 22%; classes offered in more than one period of the day – 21% and non-recognition importance of the course by society – 21%. Summarizing, the present study aimed to identify the courses that present high evasion indexes, the correlation of the evasion with the academic performances of the students and the demand candidate/vacancy in the Entrance Exam – Vestibular, as well as to identify the main causes of evasion in under-graduation courses of UFSC. The studies identified the evasion phenomenon in under-graduation courses of the University of Santa Catarina and suggest some possible changes in their structure and functioning. 1 1. INTRODUÇÃO A evasão no Ensino Superior no Brasil é uma problemática cada vez mais evidente, mas tem sido pouco pesquisada, apesar de sua importância. O estudo dos índices e das causas da evasão é uma abundante fonte de dados que não tem se configurado como objeto de interesse para realização de pesquisas relevante. A evasão é um tema polêmico, principalmente nas universidades públicas, onde a procura pelos cursos superiores tem crescido significativamente nos últimos anos. Paradoxalmente, constata-se que vários alunos, após cursar algumas fases na universidade, abandonam o curso, transferem-se para outro curso ou para outra universidade. É de grande relevância para as universidades conhecerem os motivos que levam esses jovens a evadirem-se de seus cursos após terem feito um grande esforço para obterem a tão sonhada classificação no concurso vestibular. Na presente pesquisa, foi realizado levantamento das principais causas da evasão nos Cursos de Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC estudando os fatores acadêmico-institucionais, fatores sócio-político-econômicos e fatores de Ordem Pessoal. Nos fatores acadêmico-institucionais foram observadas as deficiências institucionais, por exemplo, as deficiências de infra-estrutura física, infra-administrativa e de ordem acadêmico (deficiências curriculares e as limitações dos servidores docentes e técnicoadministrativos). Nos fatores sócio-político-econômicos observou-se as causas relacionadas com a conjuntura do país, como, mercado de trabalho, desemprego, a questão financeira e outras 2 situações econômicas que dificultam a continuidade dos estudos de muitos jovens brasileiros. Nos fatores de ordem pessoal estudou-se as causas individuais, que escapam ao controle da Instituição. Entre essas causas estão as referentes à vocação do aluno e problemas de ordem pessoal. No contexto deste trabalho, evasão é entendida como a saída do aluno do curso em que se encontrava matriculado, antes de concluí-lo. A evasão é na realidade um dos maiores problemas que afetam os cursos de graduação. A insatisfação dos alunos nos cursos de graduação culminando com a evasão deve ser uma preocupação permanente dos pesquisadores e administradores universitários. Esse fenômeno é penoso tanto para o aluno quanto para a universidade e conseqüentemente para a sociedade. É muito grande o custo social da evasão. Num país pobre como o Brasil é lamentável a ocorrência dessas perdas discentes. Por mais que se tente contornar o problema reaproveitando as vagas decorrentes da evasão com transferências e outras modalidades de matrícula, dada a complexidade da administração acadêmica, não se consegue recuperar o custo do aluno evadido. A descontinuidade nos estudos é um problema que afeta a educação em todos os níveis escolares e todos os tipos de instituições educacionais, com conseqüências penosas tanto para o aluno quanto para o poder público. Alguns cursos de graduação da UFSC apresentam índices de evasão alarmantes, principalmente os cursos de licenciaturas, refletindo alguma deficiência do sistema educacional brasileiro. Este trabalho tem como objeto de pesquisa a evasão dos alunos nos cursos de graduação na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com vistas a identifica e 3 analisar as causas do problema, para propor alternativas de solução visando elevar o número de estudantes que concluam seus cursos. A preocupação principal da pesquisa será identificar os índices de evasão nos cursos de graduação da UFSC e descobrir as reais causas da evasão, para propor alternativas de solução visando elevar o número de estudantes que concluam seus cursos. 1.1. Justificativa e Relevância Do Estudo A opção pelo tema de pesquisa EVASÃO justifica-se por considerar que o estudo em questão é essencial para o país, para as universidades brasileiras e consequentemente, para a UFSC. Como tema de pesquisa, a EVASÃO tem sido foco de relativamente poucos trabalhos acadêmicos. Neste sentido, considera-se que o estudo da EVASÃO é pertinente, uma vez que poderá vir a contribuir para a identificação de suas reais causas e para a apresentação de propostas alternativas para a minimização do fenômeno. Pretende-se, também, compartilhar os resultados desta pesquisa com os dirigentes e pesquisadores envolvidos nos programas de avaliação das Universidades Brasileiras e especificamente com o Programa de Avaliação da UFSC – PAIUFSC, no sentido de oferecerlhes elementos de contribuição. O fenômeno EVASÃO no ensino fundamental e no ensino médio, bem como nos Cursos de Graduação, tem preocupado educadores e dirigentes de Instituições Públicas e Privadas envolvidas com o processo educacional brasileiro. No ensino superior, a EVASÃO tem sido pouco estudada, em virtude das características do sistema universitário. 4 Os cursos de graduação da UFSC, principalmente os cursos de licenciaturas, a exemplo das demais universidades brasileiras, apresentam elevados índices de EVASÃO. Justifica-se, portanto, a presente pesquisa que busca identificar os reais índices e as possíveis causas da EVASÃO nos cursos de graduação da UFSC. Este, pois, será .o tema central do trabalho. A presente pesquisa foi desenvolvida a partir dos dados constantes do Sistema de Administração Acadêmica da UFSC. Os dados levantados referem-se ao período compreendido entre o primeiro semestre de 1970 ao segundo semestre de 1997. Por outro lado, cumpre destacar o inedetismo da presente pesquisa, que implicou na definição de uma metodologia própria para identificar a evasão e pesquisar suas causas, nos cursos de graduação. Esta dissertação oferece subsídios à Universidade Federal de Santa Catarina e às demais universidades brasileiras, com o objetivo de oportunizar melhor conhecimento de sua realidade. Espera-se, ainda, que sirva para que a comunidade na qual se insere a UFSC reflita sobre o fenômeno evasão. 1.2. Abrangência e Limitações do Estudo A presente pesquisa refere-se à identificação dos índices e às possíveis causas da evasão dos cursos de graduação da UFSC. A pesquisa de campo refere-se aos evadidos no primeiro e segundo semestres de 1996 e primeiro e segundo semestres de 1997. 5 1.3. Objetivos da Pesquisa GERAIS A partir das considerações apresentadas na introdução, esta pesquisa tem como objetivo geral identificar os índices e as possíveis causas da evasão nos cursos de graduação da Universidade Federal de Santa Catarina. ESPECÍFICOS Através dos objetivos específicos, pretende-se: a) identificar os índices de evasão nos cursos de graduação da UFSC; b) conhecer o desempenho acadêmico dos alunos evadidos; c) identificar o tempo de permanência na UFSC dos alunos formados e evadidos; d) investigar as principais causas que levaram os alunos a evadirem-se dos cursos de graduação da UFSC. 1.4. Definição do Problema Considerando-se os elevados índices de evasão nos cursos de graduação da UFSC, o problema de pesquisa deste estudo pode ser assim sintetizado: “Quais os índices e as causas predominantes de evasão nos cursos de graduação da UFSC?” 6 1.5. Estrutura do Trabalho O presente trabalho é composto por sete capítulos, assim distribuídos: O capítulo 1 apresenta uma breve introdução com uma visão geral do tema trabalhado, bem como o problema de pesquisa a ser investigado, o objetivo geral e os específicos a serem atingidos, a justificativa teórico-prática da pesquisa e o delineamento e perspectiva da pesquisa; O capítulo 2 compreende a revisão da literatura especializada sobre o tema, considerada relevante para auxiliar o estudo do problema de pesquisa. Inicialmente, são abordados a origem e o papel da universidade. Em seguida, trata da avaliação institucional nas universidades e do fenômeno da evasão, ressaltando suas concepções e seu impacto nas universidades; O capítulo 3 apresenta um breve histórico e algumas considerações estruturais da Universidade Federal de Santa Catarina, campo de estudo da pesquisa. O capítulo 4 relata a metodologia utilizada na coleta e análise dos conteúdos, contemplando, também, a justificativa pela escolha da organização e dos participantes , o período de realização da pesquisa, as perguntas da pesquisa, a configuração dos instrumentos de coleta de conteúdos e a estruturação da análise de conteúdo; O capítulo 5 relata os índices de evasão nos Cursos de Graduação da UFSC, analisando-os em relação aos índices candidato/vaga no vestibular, bem como em relação aos índices de aproveitamento (desempenho acadêmico). O capítulo 6 apresenta a análise e a interpretação das causas da evasão. É analisada a evasão nos cursos de graduação da UFSC, destacando as principais causas deste fenômeno; No capítulo 7, conclusões, é feita uma análise dos índices e das causas da evasão com 7 base na literatura pesquisada. Apresenta as conclusões da pesquisa, levantando várias questões para aprofundar os estudos referentes à presente temática. 8 2. REVISÃO DA LITERATURA Neste capítulo apresenta-se uma revisão da literatura especializada sobre os temas relacionados à evasão: Origem das Universidades, Papel das Universidades, Avaliação Institucional e Concepções sobre o fenômeno evasão, considerados relevantes para o desenvolvimento da presente dissertação. 2.1. Origens das Universidades Neste tópico é apresentada uma perspectiva histórica da origem das universidades, contextualizando a universidade brasileira. O Ensino Superior nasceu na Antigüidade Clássica, no Ocidente, principalmente na Grécia e em Roma, por volta do século V. Naquela época os discípulos se reuniam em torno de um mestre para obterem conhecimentos. As escolas consideradas de alto nível na época formavam especialistas em Medicina, Filosofia, Retórica e Direito. As primeiras Universidades nasceram no final da Idade Média: Bolonha (1088); Paris (1150); Oxford/Cambridge (século XII); Pádua (1222); Nápoles (1224); Toulouse (1229); Orleans/Praga (século XIII); Pisa (1343); Cracóvia (1364); Viena (1365);Heidelberg (1385); Efurt (1397); Colônia (1388), traduzindo uma reação espontânea, provocada pela incapacidade histórica de as Escolas Catedrais e Monásticas fornecerem uma concepção orgânica articulada sobre o então emergente fenômeno de crescimento das cidades. (SILVA, et al., 1991, p.31). 9 No século XIX, com a industrialização, a Universidade Medieval dá lugar a novas concepções de universidade: . Universidade Francesa - ensino profissional uniforme, confiado a um corpo organizado , tendo como finalidade a estabilidade política do Estado. Napoleão foi seu autor principal; . Universidade Alemã - unidade da pesquisa e do ensino no centro do universo das ciências, tendo como finalidade a aspiração da humanidade à verdade. Seu idealizador foi K. Jaspers; .Universidade Inglesa - educação geral e liberal no meio do saber universal. A finalidade desse modelo é a aspiração do indivíduo ao saber. J.H. Newman foi seu autor principal. O modelo inglês é a terceira concepção de universidade, considerando a ordem de surgimento. Este modelo, idealizado por John Henry Newman, concebe a universidade como meio de educação para uma elite. Newman defendia nas conferências de que participava que a universidade é um lugar de ensino do saber universal. Isto implica que seu objetivo é mais do que o seu avanço, antes de tudo, a difusão e a extensão do saber. A finalidade da universidade é a aspiração do indivíduo ao saber. Os princípios de organização são: uma pedagogia de desenvolvimento intelectual e internato e “tutors”. .Universidade Americana - simbiose da pesquisa e do ensino a serviço da imaginação criadora, tendo como finalidade a aspiração da sociedade ao progresso; .Universidade Soviética - um instrumento funcional de formação profissional e política. A finalidade desse modelo era a edificação da sociedade comunista. (JANNE, 1981, PP.29-40). 2.1.1. A Universidade no Brasil A primeira escola superior brasileira foi criada em 1808: a Escola de Cirurgia e Medicina da Bahia. Somente em 1920, foi criada a primeira Universidade brasileira: a 10 Universidade do Rio de Janeiro, inspirada no modelo francês. O sistema educacional brasileiro passou por várias transformações conjunturais decorrentes das diversas reformas, quais sejam: Reforma Rivadávia (1911); Reforma Carlos Maximiliano ( 1915); Reforma Rocha Vaz (1925); Reforma Francisco Campos (1931); 1a. LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação (1961), culminando com a Reforma Universitária de 1968 e a 2a. LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação (1996). É importante ressaltar que cada reforma procurava manter alguns elementos básicos da estrutura anterior, não ocorrendo, assim, uma ruptura completa com o modelo vigente, excetuando-se a Reforma Universitária de 1968, que rompeu a estrutura acadêmica de Universidade concebida nos moldes existentes, desde a criação das primeiras escolas superiores no Brasil. 2.2. Papel da Universidade Pesquisando a universidade através da história, verifica-se que ela atua junto às forças vivas da sociedade e é reconhecida como pólo de elaboração crítica e difusão do saber. O papel da Universidade é atender às exigências do desenvolvimento do país e aos anseios da sociedade. Para que isso ocorra, a universidade precisa de autonomia, avaliação e indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão. A universidade é produtora de conhecimento universal e compete com a Igreja e com o Estado. As Universidades se comunicam umas com as outras, independentemente das fronteiras políticas e se constituem como comunidades internacionais. As grandes Universidades sempre atraíram estudantes e professores de todas as partes. A universidade visa à internacionalização do conhecimento. 11 JANNE (1981, PP. 35-36) salienta que as universidades francesas, alemãs e inglesas não pararam de se adaptar, ou pelo menos, de tentar adaptar-se a exigências novas resultantes do desenvolvimento das ciências e das técnicas, da modificação da sociedade, notadamente no que concerne à competência dos executivos e dos especialistas, e da demanda social crescente dos jovens que querem ter acesso à Universidade. ANÍSIO TEIXEIRA (1976, p. 236) considera a universidade um centro de saber destinado a aumentar o conhecimento humano, um noviciado de cultura capaz de alargar a mente e amadurecer a imaginação dos jovens para a aventura do conhecimento, uma escola de formação de profissionais e o instrumento mais amplo e mais profundo de elaboração e transmissão da cultura comum brasileira. DARCI RIBEIRO ( 1969, p.35) afirma que a Universidade, mediante o exercício de seu papel específico dentro do ensino superior, contribui para o preenchimento dos requisitos de perpetuação ou alteração da sociedade global. De fato, a Universidade interfere nos destinos da sociedade, pois forma profissionais de alto nível tecnológico para os quadros dirigentes do município, do estado, da nação, com aguda consciência da realidade social, política econômica e cultural. Com efeito, interage com a sociedade, que a gera e sustenta. GILBERTO DE MACEDO em seu livro “A Universidade Dialética” (1987) afirma que, se se meditar sobre o panorama do mundo atual, constatar-se-á a grandeza da função e a responsabilidade da Universidade contemporânea. Nestes últimos cem anos em que a humanidade se transformou mais que nos últimos séculos anteriores, é preciso pensar-se mais e mais na universidade para dirigir a complexa vida social que o próprio homem criou, em permanente mutação. Afirma o referido autor que a Universidade deve ser formativa e criativa. As contradições do mundo moderno, com o avanço incessante da ciência e o progresso técnico, quiçá imprevisível, exigem homens não apenas formados ou 12 informados, mas capazes de se adaptarem a essas mutações e, mais do que isso, assumirem o controle das mesmas. A universidade tem como papel formar homens que vão dirigir o progresso social. A idéia da universidade está indissoluvelmente unida à idéia de desenvolvimento. Não pode haver desenvolvimento sem pessoal de nível universitário. CRISTÓVÃO BUARQUE, em seu artigo “A Universidade nos anos 90: Perspectivas e Compromissos” (1991), imagina a Universidade do Futuro. Uma universidade diferente em todos os aspectos: . A Formação Abrangente - todos serão alunos da universidade. Toda a população disporá dos serviços que o saber universitário cria. A universidade receberá saber criado em todas as partes, por todas as pessoas, e servirá como elemento de intercâmbio para todas as demais. . A Formação Integrada - os cursos universitários formarão as pessoas para liberá-las e não para aprisioná-las em uma profissão. Os profissionais receberão formação em todas as áreas do saber, com uma visão global, onde a especialização não está separada da formação humanista, sobretudo ética. .A Formação Permanente - o diploma será abolido porque ninguém se sentirá formado e porque o saber não será indicado por documento, nem tratado como latifúndio. A formação será permanente para todos os participantes. .O Espaço Aberto - a universidade passará a estar em todo lugar. Todos terão acesso aos novos instrumentos e as novas linguagens permitirão o contato direto entre todos os que participam do processo educacional. A Estrutura Livre - os Departamentos terão que ser substituídos por Organizações informais. Os grupos de participantes serão reunidos em função de interesses do momento. .A Administração Espontânea - o intercâmbio direto entre os participantes passará a ser o principal instrumento de gerência das atividades. 13 .A Universidade em Mutação - a rede universitária será ampliada até as bases mais distantes em outros planetas, ocorrendo, assim, a evolução para novas formas de saber e de aprender, sem a prisão a uma única velha lógica. As constatações e as reflexões até aqui trazidas apontam para a gama de papéis que cabem à UNIVERSIDADE, destacando a importância da pesquisa. Todas as demais atividades da universidade tomarão significado só na medida em que concorram para proporcionar a pesquisa. Cabe à universidade a elaboração de consciência crítica e produção e transmissão de conhecimentos; o afloramento da consciência crítica sobre as urgências da humanidade em geral e da sociedade em particular, dentro das quais está inserida. Ela se faz pela formação e desenvolvimento de inteligências, criativas e produtivas, geradoras de novos conhecimentos e de soluções tecnológicas para a humanidade. Ela se traduz, como construtora da comunidade científica, voltada para o bem-estar da sociedade e da humanidade. A universidade deve refletir a realidade. Deve estar atenta para os desafios da realidade para poder estudá-los, pois a universidade é o lugar do cultivo do espírito, do saber e onde se desenvolvem as mais altas formas da cultura e da reflexão. As constatações e reflexões apontam para a importância de um esforço maciço das universidades, de se avaliarem, justamente para revelarem seus importantes papéis na sociedade. É de fundamental importância que todas as universidades do mundo coloquem suas melhores inteligências a serviço do pensar sobre o futuro da espécie e do planeta. Apesar de todas as crises, a universidade foi a instituição que mais contribuiu para a construção do Brasil. Contribuiu mais que a indústria e que as instituições financeiras públicas e privadas. O papel da universidade num mundo de transformação é entender esse novo mundo, formulando propostas e ajudando na construção do futuro, é a aproximação com o povo; é conviver com as associações, sindicatos e com o setor privado. É também conviver não somente com os 14 países do Primeiro Mundo mas também com as universidades do Terceiro Mundo. 2.3. Avaliação Institucional Para AMORIM (1991), o tema Avaliação Institucional intensificou uma série de discussões a respeito do significado da questão qualidade do trabalho intelectual de produção acadêmica. SOBRINHO (1994) argumentou que pensarmos a universidade como projeto é não entendê-la como instituição pronta e acabada. Para ele, a universidade real se constrói nas contradições, projeta-se no conjunto de situações que lhe são oferecidas e que ajuda a compor, conforme suas condições, sua vontades e escolhas políticas. BUARQUE (1988) acredita que, nas últimas décadas, mais do que em outros períodos de nossa história, a universidade vem passando por momentos de degradação da qualidade de sua produção. Esse descrédito manifesta-se de forma contundente pela crise vivenciada pela ciência e pela perda de credibilidade institucional da universidade. A qualidade, então, é colocada como um crédito importante no contexto institucional da avaliação da universidade, exigência que não provém apenas da comunidade científica que sustenta o rigor da ciência, mas também de toda a sociedade. Para FREITAS (1998), no ensino superior, a avaliação vem sendo utilizada em amplitude, perspectivas e terminologias que se definem a partir do objeto de estudo, como por exemplo, a avaliação de desempenho (docente e discente), a avaliação emancipatória e a avaliação institucional. MEYER JR. (1993:18) define Avaliação Institucional como “um instrumento de gestão necessário para se mensurar os esforços da organização, sua qualidade, utilidade e relevância”. 15 A Avaliação Institucional é, portanto, indispensável para a elevação da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão das Universidades. Esse processo possibilita às Universidades diminuir algumas das disfunções resultantes de sua própria natureza como organização complexa em que o planejamento é dificultado e a hierarquia é indefinida. Com efeito, apesar das dificuldades operacionais, a Avaliação Institucional é fundamental para uma visão fiel das universidades e correção das disfunções, principalmente algumas causadas pelo corporativismo e pelo academicismo. Contudo é importante ressaltar a necessidade da construção de um modelo de Avaliação Institucional que atenda às especificidades da Universidade. Concluindo, observa-se que a Avaliação Institucional é um processo de acompanhamento das atividades acadêmico-administrativas e tem como objetivo a elevação da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão, visando ao atendimento dos reais interesses da sociedade. 2.4. O Fenômeno da Evasão Neste tópico são apresentadas as concepções de evasão, ressaltando algumas de suas definições segundo os principais estudiosos do assunto. A evasão é uma das deficiências do sistema educacional brasileiro. São poucas, no entanto, as pesquisas no Brasil sobre o fenômeno. De qualquer maneira, a preocupação dos estudiosos é descobrir as principais causas da evasão, para proporem alternativas de solução visando elevar o número de estudantes que concluam seus cursos. O fenômeno evasão preocupa as instituições universitárias do Brasil e do mundo. Sua 16 complexidade e abrangência vem sendo, nos últimos anos, objeto de estudos e análises pelos pesquisadores do mundo inteiro. Nos Estados Unidos e na Europa há uma grande preocupação com a evasão. A pesquisadora LATIESA (1992) estudou a evasão nas universidades européias e norte-americanas no período de 1960 a 1986. O estudo apontou que os melhores rendimentos do sistema universitário são apresentados pela Finlândia, Alemanha, Holanda e Suíça, enquanto os piores resultados se verificam nos Estados Unidos, Áustria, França e Espanha. Nos EUA, as taxas de evasão estão em torno de 50%, como acontece em média nas universidades brasileiras. O Professor LAURO GUESSER, do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina (GUESSER, 1984), elaborou uma pesquisa no período de 1977 a 1982 e identificou um índice de evasão nos Cursos de graduação da UFSC em torno de 46%, ou seja, constatou que, de cada 100 alunos, 46 não concluem os cursos em que ingressaram. A pesquisa do Professor GUESSER não esclarece os motivos que levaram esses alunos a desistir de freqüentar a universidade. Contudo ressalta que o significado da perda é estarrecedor, pois, em termos de orçamento, resulta em perda de recursos públicos. Isso acarreta prejuízos tanto para Universidade, como para a Sociedade. Para SANTOS (1986, p. 29), “as universidades públicas e gratuitas devem ter um forte compromisso social. Têm que estar engajadas no processo de desenvolvimento global da sociedade que as mantém. Têm que estar voltadas para objetivos que impliquem a formação de recursos humanos; o exercício da investigação científica e tecnológica; a valorização da cultura e das artes. Mas não é possível prosseguir escondendo a realidade. A Universidade tem suas mazelas internas. Uma delas, que reputamos gravíssima, refere-se às perdas discentes.” 17 No período de 1992 a 1994, os estudos sobre evasão foram intensificados, através do Programa de Avaliação das Universidades Brasileiras – PAIUB, criado pelo Ministério da Educação. Com a mudança de governo, em 1995, o PAIUB perdeu força e o tema evasão passou a não ser mais prioritário para o Ministério da Educação, inibindo as pesquisas sobre o fenômeno pelos pesquisadores brasileiros. A comissão especial, criada pelo MEC em 1994, para estudar a evasão nos cursos de graduação em instituições de ensino superior, após quase 2 (dois) anos de trabalho, encerrou suas atividades sem cumprir a principal finalidade para a qual havia sido criada: pesquisar as causas da evasão nos Cursos de Graduação. Contudo, a citada Comissão elaborou um relatório, mencionando os “Prováveis fatores determinantes do desempenho da graduação: a) Fatores referentes a características individuais do estudante: relativos à habilidade de estudo; relacionados à personalidade; decorrentes da formação escolar anterior; vinculados à escolha precoce da profissão; relacionados à dificuldades pessoais de adaptação à vida universitária; decorrentes da incompatibilidade entre a vida acadêmica e as exigências do mundo do trabalho; decorrentes do desencanto ou da desmotivação dos alunos com cursos escolhidos em segunda ou terceira opção; decorrentes de dificuldades na relação ensinoaprendizagem, traduzidas em reprovações constantes ou na baixa freqüência às aulas; decorrentes da desinformação a respeito da natureza dos cursos; decorrente da descoberta de novos interesses que levam à realização de novo vestibular; b) Fatores Internos às Instituições: peculiares a questões acadêmicas: currículos desatualizados, alongados; rígida cadeia de pré-requisitos, além da falta de clareza sobre o próprio projeto pedagógico do curso; relacionados a questões didático-pedagógicas, por exemplo, critérios impróprios de avaliação do desempenho discente; relacionados à falta de formação pedagógica ou ao desinteresse do docente; vinculados à ausência ou ao pequeno número de programas institucionais para o 18 estudante, como Iniciação Científica, Monitoria, programas PET (Programa Especial de Treinamento), etc.; decorrentes da cultura institucional de desvalorização da docência na graduação; decorrentes de insuficiente estrutura de apoio ao ensino de graduação (laboratórios de ensino, equipamentos de informática, etc.); inexistência de um sistema público nacional que viabilize a racionalização da utilização das vagas, afastando a possibilidade da matrícula em duas universidades; c) Fatores externos às instituições: relativos ao mercado de trabalho; relacionados ao reconhecimento social da carreira escolhida; afetos à qualidade da escola de primeiro e segundo grau; vinculados a conjunturas econômicas específicas; relacionados à desvalorização da profissão, por exemplo, o „caso‟ das Licenciaturas; vinculados a dificuldades financeiras do estudante; relacionados às dificuldades de atualizar-se a universidade frente aos avanços tecnológicos, econômicos e sociais da contemporaneidade; relacionados à ausência de políticas governamentais consistentes e continuadas, voltadas ao ensino de graduação” (Avaliação, 1996). A Comissão encerrou os trabalhos apresentando as seguintes propostas de encaminhamento: “a) Para continuidade dos estudos: Entendemos que a pesquisa sobre diplomação e evasão, apesar de ter avançado de forma substantiva, inclusive estabelecendo uma metodologia única, adotada pelas instituições participantes, ainda pode ser aprofundada e complementada. Para tanto, propomos as seguintes ações: identificar comparativamente os percentuais de diplomação e evasão nos cursos diurnos e noturnos; aplicar a metodologia a gerações incompletas com objetivo de identificar tendências mais recentes de diplomação e evasão; relacionar os percentuais de diplomação e evasão dos respectivos cursos ao nível sócio-econômico dos candidatos ao Concurso Vestibular; realizar pesquisas com egressos para aferir seu grau de satisfação com a formação profissional recebida; realizar pesquisas com evadidos, buscando identificar as razões que os levam a 19 abandonar o curso superior; comparar os índices de diplomação e evasão nos cursos superiores das universidades públicas e privadas brasileiras com os de outras instituições internacionais, objetivando compreender tanto as especificidades do caso brasileiro, quanto as questões comuns ao ensino superior a nível internacional. b) Para melhoria dos índices de desempenho: As instituições de ensino superior que já identificaram as tendências de diplomação e evasão em seus cursos podem, de imediato, desenvolver ações para melhorar seu desempenho, quando necessário. Nesse sentido, sugerimos, dentre outras, as seguintes medidas: flexibilizar os currículos dos cursos e redimensioná-los em termos de menor carga horária; oferecer atividades de apoio pedagógico a estudantes com dificuldades de desempenho; melhorar a formação pedagógica do docente universitário; adotar políticas institucionais que valorizem o ensino de graduação, tais como: destinação de recursos orçamentários exclusivamente para a graduação; estabelecimento de sistema de bolsas para a atividade de ensino; implantação de linha de crédito para projeto de pesquisa ou de melhoria pedagógica em ensino; direcionar recursos orçamentários para reequipamento e manutenção de laboratórios e bibliotecas; valorização da atuação dos docentes nos cursos de graduação; estabelecer mecanismos de apoio psicopedagógico ao estudante; criar ou ampliar programas de bolsas acadêmicas; elaborar projetos de aprimoramento dos cursos; ampliar programas de convênios para estágios dos estudantes junto a empresas, escolas, etc; desenvolver programas de cultura e lazer nas instituições universitárias; ação pedagógica organizada em disciplinas com altas taxas de reprovação; produção de material de divulgação junto aos estudantes de ensino médio, a respeito do perfil dos cursos e das possibilidades de profissionalização a eles vinculadas; definição de um sistema público – legislação e registros acadêmicos – que impeça a duplicidade de inserção dos alunos em cursos oferecidos pelas instituições públicas; atualização dos currículos dos cursos e criação de novos cursos que respondam às mudanças 20 sociais contemporâneas – urbanas, culturais, artísticas, tecnológicas, organizacionais, etc, contemplando por igual o desenvolvimento do cidadão e do profissional;” (Avaliação, 1996). 2.4.1. Possíveis Causas da Evasão A complexidade do fenômeno da evasão torna difícil precisar as reais causas que afastam os jovens dos bancos escolares. PAREDES (1994) adverte que: “1 – O fenômeno da evasão é maior do que a percepção que dele se tem; 2 – Os dirigentes universitários subavaliam o fenômeno e indicam causas nem sempre relevantes; 3 – A subavaliação do fenômeno produz decisões inadequadas e até contrárias à maior produtividade do sistema universitário” (p. 18). As causas da evasão podem ser internas, externas e aquelas relacionadas ao aluno. As causas internas são aquelas referentes aos recursos humanos, a aspectos didáticopedagógicos e à infra-estrutura. Já as causas externas são aquelas referentes a aspectos sóciopolítico-econômicos e as causas relacionadas ao aluno são aquelas referentes à vocação e a outros problemas de ordem pessoal. De acordo com ANDERSON (1987), existe um padrão de forças externas e internas que levam ao sucesso e à persistência ou falha ou fadiga do estudante e podem ser descritas como: “Forças Externas: Pais que valorizam o ensino superior e reivindicam sua importância; Colegas de grupos sócio-econômicos semelhantes que têm os mesmos objetivos e valorizam o ensino superior; Valores culturais que enfatizam o aprendizado, alcance intelectual e educação superior; Informação a respeito das oportunidades oferecidas na faculdade – auxílio 21 financeiro, programas de estudo, e oportunidade para o desenvolvimento intelectual e pessoal na faculdade em geral e nas específicas; Professores e conselheiros que expressam a confiança no potencial do aluno e ao seu sucesso na faculdade; Informações sobre os benefícios que examinam os caminhos da educação que irão auxiliar o aluno a afirmar e alcançar seus objetivos pessoais; Exposição de ex-alunos que servirão como modelo para os seguintes. Forças Internas: Habilidades acadêmicas que tornam possível a admissão e realização na faculdade; Motivação para o sucesso e persistência nas tarefas acadêmicas; Interesse em conseguir uma educação de nível superior que promova o desenvolvimento pessoal e intelectual; Operações na carreira – necessidade acadêmica; Prazer no aprendizado levando à satisfação pessoal e intelectual; Autoconfiança para ajustar-se à experiência da faculdade e desafios no aprendizado; Valores que reconhecem a importância do ensino superior; Identificação com pessoal graduado que possa servir de modelos positivos” (p. 45-48). O referido autor afirma ainda que algumas das forças que agem contra a permanência e a realização do estudante são: a) procedimentos institucionais de rotina (registro, matrículas); b) seleção dos cursos apropriados; c) leitura, análise e realização dos testes; d) pesquisa em bibliotecas e material acadêmico escrito dentro de padrões e das exigências do professor; e) atuação em laboratórios, estudos e atividades extra-classe – demonstração de habilidades e motivação. Outros obstáculos podem ser citados (como forças negativas internas): a) falta de recursos materiais que sustentem o aluno na universidade; b) problemas com alojamento, colegas de quarto, transporte; c) conflitos no trabalho; d) demandas sociais; e) rejeição da família ou amigos que não valorizem a formação superior; f) discriminação racial; g) obrigações para com a família. Na Universidade Federal da Bahia, foi realizada, no período de 1979 a 1985, uma pesquisa que revelou existência de evasão em cada semestre, por deliberação própria do 22 aluno. O estudo foi desenvolvido com caráter exploratório, uma vez que não partiu de pressupostos teóricos. A amostra consistiu de alunos de cursos que apresentavam alta taxa de evasão, no período de 6 semestres consecutivos, no período de 1981 a 1983. Na referida pesquisa, ficou constatado que os cursos considerados de alta evasão eram principalmente cursos de licenciatura (58%), onde predominava baixa seletividade e prestígio social. Cursos em que embora haja um elevado nível de qualificação, a posterior remuneração financeira do profissional relacionada com a responsabilidade profissional é baixa (pedagógica, política e social). Um dos indicadores principais da evasão, segundo aquela pesquisa, é o nível sócioeconômico dos evadidos, indivíduos provenientes de camadas sociais baixas, em cursos de baixa seletividade. Analisando as causas da evasão a partir das categorias específicas, concluise que a maior parte dos alunos evadiram-se por problemas pessoais, entre os quais a necessidade de trabalhar constitui-se no motivo principal. De acordo com a referida pesquisa, o motivo da evasão é pessoal, entretanto há uma responsabilidade institucional pela ausência de programas para alunos carentes. Observa-se que os motivos principais de evasão na UFBa, são coincidentes com os apontados na evasão do primeiro e segundo graus, onde a necessidade de trabalhar, devido à precária condição sócio-econômica, predomina. Carvalho (1986) Um estudo sobre evasão no terceiro grau em Curitiba foi desenvolvido por Paredes (1994) envolvendo a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR e a Universidade Federal do Paraná (UFPR). Esse estudo identificou os valores médios da evasão de todos os cursos das duas instituições num período de dez anos (1980-1989). O critério adotado foi o da produtividade dos cursos, mediante o cálculo da relação entre alunos graduados e vagas ofertadas no total do período considerado. A segunda fase da pesquisa consistiu em entrevistas com cerca de 250 ex-alunos, desistentes e com os dirigentes de cada uma das 23 universidades pesquisadas. Identificou-se a correlação entre produtividade/evasão e procura dos cursos por ocasião do vestibular. A pesquisa evidenciou que, na UFPR, os fatores determinantes do rendimento dos cursos seguem “naturalmente” os condicionantes sociais que determinam a maior ou menor procura. Nessa instituição, os cursos noturnos são mais concorridos do que seus equivalentes no diurno e apresentam um rendimento mais baixo. Na PUC, foi constatada a existência de uma intervenção direta da instituição para melhorar a produtividade dos cursos: a) melhorar o desempenho dos alunos que apresentam dificuldades, através de aulas de reforço; b) adequação do número de vagas segundo a demanda do mercado (oferecendo uma ou duas turmas para o mesmo curso): c) fechamento de cursos deficitários e abertura de novos, inéditos na região; d) pressão sutil e implícita da administração, exercida sobre o corpo docente, no sentido de facilitar as aprovações dos alunos. Ficou comprovado, segundo aquela pesquisa, que os mecanismos desenvolvidos para tal finalidade conseguem melhores resultados nos cursos de baixa procura do que naqueles de maior prestígio. Para cursos de evasão baixa ou média, como Medicina, Odontologia, Processamento de Dados, Engenharia Civil, Direito, a procura na UFPR é praticamente o dobro da registrada na PUC. Foi observada uma desvantagem para a PUC na seleção de candidatos - os mais preparados vão para a UFPR - aliada à necessidade de manter o maior número possível de alunos na instituição, para viabilizar economicamente a manutenção dos cursos. Nos casos em que os cursos diurnos apresentam um rendimento em torno de 50%, se forem dadas opções em dois períodos, sem aumento significativo do total de vagas(procura foi superior a 3x1), ocorre uma melhoria na produtividade. Nos casos onde o rendimento é inferior a 40% e a procura inferior a 2 candidatos/vaga, a oferta de mais vagas noturnas não melhoraria a produtividade. A diferença na produtividade entre alunos do diurno e noturno é 24 embasada principalmente naqueles que devem estudar e trabalhar concomitantemente, sem levar em conta a formação básica, que, via de regra, já é inferior, se comparada àqueles que podem somente estudar. Nas duas universidades, os cursos de Medicina e Odontologia apresentam baixa evasão e uma alta seletividade. No outro extremo, encontram-se, em geral, cursos de licenciatura ou da área de ciências exatas, entre eles o de Física, na UFPR, com 90% de evasão no noturno e 82% no diurno. A pesquisa concluiu que, entre outras causas de evasão nas duas instituições podem ser citadas: 1) Opção pelo trabalho; 2) Matrículas simultâneas nas duas instituições por temor de não conseguir vaga; 3) Precipitação de entrar na faculdade, sem informações prévias sobre o conteúdo do curso e prática profissional, provocam matrículas em cursos inadequados às aspirações ou vocações pessoais; 4) Problemas relacionados à qualidade dos cursos (abaixo das expectativas), problemas organizacionais (horários, conteúdos das disciplinas) e conjunturais (greves); 5) Imaturidade que se reflete no aspecto pessoal, com instabilidade familiar (casamentos desfeitos) e na escolha inadequada do curso; 6) Despreparo do aluno, que inviabiliza o acompanhamento do curso, principalmente nos primeiros semestres; 7) “Curso Tampão”: é abandonado tão logo se consiga vaga no curso pretendido; 8) Conhecimento das condições precárias de remuneração no magistério, bem como as dificuldades de colocação profissional, mesmo para profissões tradicionalmente mais prestigiadas, quando comparados com o esforço e investimento necessários 25 para concluir a formação superior; 9) Empregos públicos que oferecem estabilidade, garantias e remuneração nem sempre obtidas com um diploma de terceiro grau. Estudo semelhante foi realizado por um grupo de pesquisadores da UNESP, em 1995, para avaliar o índice de evasão escolar nos cursos de Graduação daquela instituição, tomando como público os ingressantes de 1985 a 1986. O estudo foi dividido em duas etapas: a primeira centrada nos aspectos quantitativos da evasão e repetência por curso e por série: a segunda fase, na explicação das causas desse fenômeno, sob perspectiva qualitativa, abrangendo aspectos estruturais, funcionais e sócio-culturais de cada curso (Bicudo, 1995) O trabalho considera como grupo de estudo os ingressantes a partir de 1985 em cada curso. As transferências internas de período foram consideradas como evasão por se caracterizarem como abandono da turma. Tanto no estudo realizado em Curitiba, como no da UNESP, observaram-se as mesmas tendências nas universidades estudadas, os cursos mais concorridos no vestibular apresentam o menor índice de evasão, Medicina e Odontologia para as três universidades e Medicina Veterinária na UFPR e UNESP. Na outra ponta estão os cursos, principalmente na Área de Exatas, em que se verifica uma evasão entre 90% e 70%, a seguir relacionados em ordem decrescente: Física; Estatística; Matemática; Química (Licenciatura); Ciências de Primeiro Grau (Licenciatura); Letras/Inglês e Filosofia na UFPR. Engenharias de Ilha Solteira; Física e Matemática (Bacharelado/Licenciatura) em Rio Claro; Matemática (Bacharelado/Licenciatura) em São José do Rio Preto na UNESP. A PUC-PR apresenta uma evasão entre 67% e 52% distribuída pelos cursos, em ordem decrescente: Matemática; Artes Cênicas; Química Industrial e Letras. Uma das conclusões a que chegou o estudo da UNESP foi que a evasão ocorre, predominantemente, nos primeiros e segundos anos da série ideal 26 (aquela recomendada em termos da melhor distribuição da grade curricular, para cada curso). A Pró-Reitoria de Planejamento da UFRGS realizou um estudo junto aos alunos, para averiguar as principais causas que determinaram a evasão nos cursos de graduação daquela instituição nos anos de 1985, 1986 e 1987 (Frigo 1991). A pesquisa definiu claramente categorias de evasão: a) evasão definitiva (abandono, desistência definitiva do curso, transferência para outra universidade); b) evasão temporária (trancamento voluntário e ex-officio); c) evasão de curso (passagem de um curso para outro). Os cursos de maior evasão foram Matemática e Física (Ciências Exatas) e Filosofia, Geografia, Letras e Música (Área de Humanas). Algumas das causas apontadas foram: “a colisão de horários entre o curso e a atividade profissional; modificação de interesses pessoais; por haver se decepcionado com o curso; insatisfação com o curso, horários, vagas e professores; precariedade de aparelhos e de material disponível; falta de aptidão para a profissão escolhida; etc.” (FRIGO, 1991, p.25) Na presente pesquisa, o estudo das causas da evasão nos Cursos de Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina foi realizada com a observação dos seguintes fatores: fatores Acadêmico-Institucionais; fatores Sócio-Político-Econômicos e fatores de Ordem Pessoal 2.4.1.1. Fatores Acadêmico-Institucionais Os fatores acadêmico-institucionais compreendem as deficiências da Instituição, como, por exemplo, as disfunções estruturais, de infra-estrutura administrativa e as disfunções de ordem acadêmica, como, por exemplo, as deficiências curriculares e as limitações dos servidores docentes e técnico-administrativos. 27 Sabe-se que a falta de qualidade do ensino também leva muitos alunos a se evadirem do curso. Na avaliação do curso de Psicologia da UFSC, ocorrida em 1995, dos 29 alunos que responderam o questionário de avaliação do curso, 11 consideraram a “Formação Prática” do curso regular e 11 a consideraram “fraca” (Avaliação Institucional da Universidade Federal de Santa Catarina – Subsídio para o Seminário de Avaliação do Curso de Psicologia, 1996, p. 44). Alguns alunos relataram: “Há necessidade de haver prática não só no estágio, mas durante o curso. E, no estágio, ampliar a possibilidade de o aluno ter experiência prática em todas as linhas teóricas, ou seja, que lhe seja dada oportunidade de escolher o estágio supervisionado”; “Alguns professores não gostam do que fazem e, então, são muito fracos. No meu curso de psicologia, as ementas das disciplinas não foram cumpridas. Faltaram-me disciplinas básicas fundamentais, mas que, como não envolviam política, ideologias marxistas, não foram ministradas. Cada professor ensina na disciplina específica e como bem entende!”; “[...] no curso de psicologia, a prática fica restrita ao último ano, nos dois estágios curriculares. Creio que a formação do psicólogo exige mais práticas. O conteúdo teórico é importantíssimo, mas a teoria sem a prática torna-se vazia. – [...]”; “A sensação mais exata hoje, com relação ao curso concluído é a de um grande embuste, isso mesmo. Em contato com profissionais da área na Europa, percebo o quão fraca foi a formação que tive. É, mais ou menos, como sentir-se enganado. O „conto‟ do ensino universitário”; “O curso de psicologia da UFSC precisa passar por uma reforma curricular urgentemente”; “Com relação ao curso de psicologia, acho que há pouco preparo para o exercício da profissão. O campo de atuação em Florianópolis é muito restrito e pouco disponível. Há muitos professores no curso que têm mestrado e doutorado, mas pouca prática. Daí usam cadeiras do curso para ensinar sua tese, quando esta, muitas vezes, não tem nada a ver com a matéria que deveria ser dada”. Para MOREIRA COELHO (1987), as universidades devem abrir em cada curso de 28 graduação um espaço para que o aluno possa complementar a sua formação: “atividades complementares”, que compreendam participação em pesquisas, conferências, seminários, congressos, debates, minicursos, disciplinas de outros cursos de graduação, atividades culturais, etc. Para o autor, a integração curricular deve depender do cumprimento dessas atividades complementares. A Universidade Estadual de Campinas, após estudos e pesquisas, comprovou que os maiores índices de evasão ocorrem nos primeiros anos de estudos. Por esse motivo decidiu investir nos alunos dos semestres iniciais. Iniciou, então, o processo de avaliação através dos professores das primeiras fases do curso. Os estudantes que apresentaram rendimento abaixo da média passaram a receber tratamento diferenciado com o emprego de programas especiais. As pesquisas realizadas na UNICAMP mostram que existe uma ligação direta entre repetência e evasão dos cursos. Outra providência tomada pela UNICAMP é o aumento do número de atividades extracurriculares ,visando a motivar o aluno em relação ao curso (Folha de São Paulo, 29 de maio de 1995 6-3). O MEC, através da Secretaria de Educação Superior SESU, preocupado com as condições nas quais se desenvolvem as atividades de ensino de graduação nas Universidades públicas, criou o Programa de Graduação – PROGRAD, em 1994. Os motivos reais da criação do referido programa foram, o sucateamento dos laboratórios de ensino; a desatualização dos acervos bibliográficos das bibliotecas universitárias; a ausência quase absoluta de investimentos na informatização do ensino e da administração escolar; o esvaziamento dos cursos de licenciatura, em alguns casos com índices de evasão que ultrapassaram 80% do alunado; as dificuldades de funcionamento dos cursos noturnos; a elitização do acesso ao ensino superior, público fundamental; a falta de espaço físico adequado às atividades de ensino (MEC – SESU - 1994). 29 De acordo com o estudo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, referente à evasão naquela universidade em 1984, 60 alunos se evadiram por dificuldades de relacionamento com colegas e/ou professores. Outra causa apontada pelos evadidos daquela universidade foi “Professores com pouco preparo”; “Professores autoritários e intransigentes”; “Insuficiência de professores”, “Ambiente acadêmico pouco acolhedor” (UFRGS, 1984). O estudo de MACHADO (1994), que pesquisou o desempenho acadêmico do curso de matemática da UFSC no período de 1982 a 1991, revela as seguintes causas de evasão relacionadas com fatores acadêmico-institucionais, com base nos questionários respondidos pelos alunos evadidos: incompatibilidade de horário trabalho/estudo, professores incompetentes e que não dão estímulos para continuar o curso; currículo do curso não atende às necessidades para profissionais de 1º e 2º graus; diferença acentuada de currículo quando transferiu-se de outra universidade; mudança de período de funcionamento do curso de vespertino para matutino. Em pesquisa realizada com os evadidos do curso de letras da UFSC, NIEHUES (1996) revela entre outras, as seguintes causas de evasão: currículo com número exagerado de disciplinas e divorciado da realidade; desmotivação generalizada, tanto do corpo docente, quanto do corpo discente; bibliotecas inadequadas; laboratórios deficientes. 2.4.1.2. Fatores Sócio-Político-Econômicos Os fatores sócio-político-econômicos representam as causas relacionadas com a conjuntura do país: mercado de trabalho, desemprego, a questão financeira e outras situações econômicas que dificultam a continuidade dos estudos de milhares de jovens brasileiros. Os fatores Sócio-Político-Econômicos são responsáveis pela evasão de muitos estudantes. 30 As causas referentes a aspectos sócio-político-econômicos referem-se à falta de integração entre a Universidade e as Empresas; o curso não acompanha o ritmo de mudança da sociedade; baixos salários pagos aos graduados no curso; pouca valorização do diploma pelo mercado de trabalho; falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso; dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso; falta de reconhecimento da profissão pela sociedade; dificuldades econômico-financeiras; necessidade de trabalhar. A pesquisa efetuada pela Pró-Reitoria de planejamento da UFRGS (1984) revelou que 103 alunos evadiram-se por “necessidade de trabalho e sentir-se cansado para estudar”, 88 alunos evadiram-se “por ser o curso pouco orientado para o mercado (sendo a maioria desses alunos do curso de Administração) e 27 alunos evadiram-se “pela falta de condições financeiras”. De acordo com o Prof. Macedo, Reitor da UNESP, em artigo publicado na Revista Guia das Profissões (1996, p. 13), “é necessário escolher, além de uma boa escola, um curso que ofereça uma formação holística e que permita, após sua conclusão, aprimorar-se de acordo com as modificações que ocorrem na profissão e as transformações sociais”. O que ocorre na realidade é que as Universidades e as Empresas ainda não aprenderam a conviver. Com efeito, o aluno, a parte mais fraca, torna-se vítima, desistindo do curso por considerar o curso defasado da realidade do mercado. O Prof. José Henrique de Farias, Reitor da Universidade Federal do Paraná, em artigo publicado na Revista do Provão do MEC (1996, p. 33) responde às críticas dos empresários, os quais culpam a universidade pela formação inadequada de profissionais, neles apontando perfil inadequado, falta de especialização e inexperiência, como as falhas mais encontradas. Para o Prof. Farias “a universidade tem que se preocupar com a qualidade acadêmica, pois, do contrário, estará formando o profissional conservador, reacionário e com uma visão muito 31 positivista da vida”. Comentando esse assunto, o Prof. Janne (1981, p. 100) entende que “a função ideal da universidade supõe uma relação de causa-efeito entre as capacidades que os estudantes adquirem na universidade e sua influência, ao terminar os estudos, sobre o desenvolvimento econômico, político, social e cultural da sociedade”. O estudo de CONCEIÇÃO (1998, p. 5) referente à avaliação de desempenho do 2º grau, da evasão e dos graduados no Curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Santa Catarina revela que o “fraco desempenho no segundo grau reflete-se no resultado do vestibular. Além disso, quanto mais fraca esta formação, maior a probabilidade de abandono do curso. Uma explicação é que os alunos com baixa performance no segundo grau teriam maior dificuldade para terminar o curso de Economia. Neste sentido, é lugar comum ouvir-se dos alunos que o curso de Economia da UFSC possibilita uma „fácil‟ entrada, mas é „difícil‟ para sair. Neste sentido, o curso de Economia parece ser uma continuação das dificuldades no curso de segundo grau para a maioria dos alunos ingressantes. Assim, pode-se prever que muitos alunos ficam decepcionados com o seu desempenho no curso, dado que a facilidade da entrada não é seguida pelo nível de exigência das disciplinas.” 2.4.1.3. Fatores de Ordem Pessoal Refere-se a causas individuais, que escapam ao controle da Instituição. São causas referentes à vocação do aluno e causas referentes a outros problemas de ordem pessoal. As causas referentes à vocação são bem conhecidas. O aluno evade-se por ter sido aprovado em outro concurso vestibular; por falta de aptidão para a profissão; por erro na tomada de decisão quanto à escolha do curso; por mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional; por insatisfação com o curso; por estar cursando paralelamente outro 32 curso superior de maior interesse; por matrícula em curso pré-vestibular para prestar vestibular para outro curso; por já possuir outro curso superior. As causas referentes a outros problemas de ordem pessoal são os problemas de saúde; falta de motivação para estudar; desconhecimento prévio a respeito do curso; problemas de adaptação ao sistema universitário; excesso de reprovações em disciplinas; deficiências educacionais acumuladas desde o segundo grau; problemas familiares; mudança de residência/domicílio; por não haver comparecido na época da matrícula; percepção de que a conclusão do curso não faria diferença para a sua vida; falta de apoio da organização onde trabalha. Na pesquisa citada da UFRGS, (1984) 264 alunos evadiram-se por ter havido “modificação de interesses pessoais”; 183 alunos evadiram-se por haverem-se “decepcionado com o curso”; 138 evadiram-se por terem sido “aprovados em outro vestibular”; 128 alunos evadiram-se por “indecisão quanto à escolha da profissão”; 106 alunos evadiram-se “por desconhecimento prévio a respeito do curso”; 102 alunos evadiram-se “por desejo de experimentar um novo curso”; 75 evadiram-se “por falta de aptidão para a profissão”; 61 evadiram-se porque a “proposta do curso não combinava com a atividade profissional”; 60 alunos evadiram-se devido ao “longo percurso até o local das aulas”; 58 alunos evadiram-se por “mudança de residência”; 52 alunos evadiram-se por “falta de preparo para acompanhar o curso”; 37 alunos evadiram-se porque “o curso não combinava com a atividade intelectual, artística e desportiva”; 33 evadiram-se por “motivo de saúde”. 33 3. CAMPO DE ESTUDO DA PESQUISA: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - UFSC Para facilitar o entendimento da presente pesquisa, neste capítulo apresenta-se a evolução histórica, a estrutura e o regime acadêmico do ensino de graduação na UFSC. O ensino superior do Estado de Santa Catarina iniciou-se com a criação da Faculdade de Direito, em 11 de fevereiro de 1932. Organizada inicialmente como instituto livre, foi oficializada por Decreto Estadual em 1935. Na Faculdade de Direito germinou e nasceu a idéia da criação de uma Universidade que reunisse todas as Faculdades existentes na Capital do Estado. Pela Lei 3.849, de 18 de dezembro de 1960, foi criada a Universidade de Santa Catarina, reunindo as Faculdades de Direito, Medicina, Farmácia, Odontologia, Filosofia, Ciências Econômicas, Serviço Social e Escola de Engenharia Industrial, sendo oficialmente instalada em 12 de março de 1962. Posteriormente, iniciava-se a construção do “campus” na ex-fazenda modelo “Assis Brasil”, localizada no Bairro da Trindade, doada à União pelo Governo do Estado (Lei 2.664, de 20 de janeiro de 1961). O Campus Universitário, que atualmente integra cerca de 25.000 pessoas, dispõe de uma infra-estrutura que lhe permite funcionar como uma cidade qualquer. Além de uma Prefeitura responsável pela administração do “campus”, há órgãos de prestação de serviços, hospital, gráfica, biblioteca, creches, centro olímpico, editora, bares e restaurantes, teatro experimental, horto botânico, museu, área de lazer e um Centro de Convivência com agência bancária, serviço de correio, auditório, bar, restaurante, salões de beleza, sala de meios e cooperativa de livros e de material escolar. 34 Numa área de um milhão de metros quadrados, a UFSC tem 187.452 metros quadrados de área construída. A esta área do “campus” foram acrescidos dois milhões de metros quadrados representados por manguezais que servem para a pesquisa e preservação de espécies marinhas. Através de um convênio com o Ministério da Marinha, a UFSC, em 1979, obteve a concessão da Ilha de Anhatomirim, com uma área de 45.000 metros quadrados, onde está instalada a Fortaleza de Santa Cruz. Em 1990, o Ministério da Marinha transferiu a guarda da Fortaleza de Santo Antônio, localizada na Ilha de Ratones Grande. Nas duas ilhas vêm sendo desenvolvidos trabalhos de pesquisa na área de Aqüicultura e de Mamíferos Aquáticos. A UFSC assumiu também, em 1992, a Fortaleza de São José da Ponta Grossa, ao norte da ilha de Santa Catarina. Nas três fortalezas, restauradas pela UFSC, com recursos da Fundação Banco do Brasil, vêm sendo desenvolvidos trabalhos de Turismo Educativo com a participação de estudantes universitários. Com a reforma universitária, foram extintas as Faculdades e a Universidade adquiriu a estrutura departamental (Decreto 64.824, de 15 de julho de 1969). Atualmente, após a mudança estrutural ocorrida em 19 de dezembro de 1996 com a alteração do estatuto e regimento geral, que extinguiu o CEPE e as Coordenadorias de Cursos de Graduação, a Universidade Federal de Santa Catarina está estruturada em Órgãos Deliberativos Centrais, Órgãos Executivos Centrais, Órgãos Deliberativos Setoriais e Órgãos Executivos Setoriais. – ÓRGÃOS DELIBERATIVOS CENTRAIS: .Conselho Universitário - Cun - Órgão supremo de deliberação em matéria de administração e política Universitária, é composto por representantes do corpo docente, discente, dos servidores técnicos e administrativos e da comunidade. 35 .Conselho de Curadores - CC - O Conselho de Curadores é o órgão deliberativo e consultivo em matéria de fiscalização econômica e financeira da Universidade. – ÓRGÃOS EXECUTIVOS CENTRAIS .Reitoria - Órgão executivo e coordenador da administração superior da Universidade, exercida pelo Reitor, nomeado pelo Presidente da República. O mandato é de 4 anos. Composição: .Vice-Reitoria - É exercida pelo Vice-Reitor, nomeado pelo Reitor, tendo atribuições permanentes, previstas no Estatuto e Regimento da Universidade, além de ser o substituto do Reitor nas suas faltas e impedimentos. .Pró-Reitorias - São órgãos que auxiliam o Reitor no exercício de suas tarefas executivas, sendo-lhes delegadas atribuições concernentes às respectivas áreas de atuação. A atual estrutura prevê cinco Pró-Reitorias: Pró-Reitoria de Ensino de Graduação, Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, Pró-Reitoria de Assuntos da Comunidade Universitária e Pró-Reitoria de Administração. .e 2 Secretarias Especiais: Secretaria Especial de Planejamento e Secretaria Extraordinária de Informática. - ÓRGÃOS DELIBERATIVOS SETORIAIS: .CONSELHOS DAS UNIDADES - São os órgãos máximos deliberativos e consultivos das administrações das Unidades Universitárias. .DEPARTAMENTOS - Os Departamentos , como Subunidades Universitárias, constituem a menor fração dos Centros, para todos os efeitos de organização administrativa, didáticocientífica, bem como de administração de pessoal. - ÓRGÃOS EXECUTIVOS SETORIAIS .DIRETORIAS DE CENTROS - As Diretorias de Centros são responsáveis pela direção, 36 coordenação, fiscalização das atividades das Unidades. .CHEFIAS DE DEPARTAMENTOS - As Chefias de Departamentos são responsáveis pela direção, coordenação, fiscalização das atividades das Subunidades. A UFSC possui 58 Departamentos e 2 Coordenadorias Especiais, os quais integram 11 Unidades Universitárias. São oferecidos 28 Cursos de Graduação, com 51 Habilitações, 29 Cursos de Mestrado e 10 Cursos de Doutorado. O acesso aos Cursos de Graduação da Universidade é feito através de Concurso Vestibular, cabendo ao Conselho Universitário, ouvida a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação e as Unidades Universitárias, fixar o número de vagas para a matrícula inicial nos diversos Cursos. A matrícula nos Cursos de Graduação é feita por disciplina, ou bloco de disciplinas, nas Secretarias dos Colegiados dos respectivos Cursos, nos prazos fixados pelo Calendário Escolar, observadas a compatibilidade de horários e pré-requisitos, cabendo ao Departamento de Administração Escolar o controle administrativo central. A duração do Curso é fixada em horas-aula, e a carga horária, mínima e máxima, por período letivo, é determinada pelo Colegiado do Curso, observados os prazos mínimos e máximos de integralização do currículo, fixados pelo Conselho Nacional de Educação. Entende-se por Currículo Mínimo o núcleo de matérias fixadas pelo então Conselho Federal de Educação, atual Conselho Nacional de Educação, considerado o mínimo indispensável para uma adequada formação profissional. Matérias, na conceituação daquele Conselho, são campos de conhecimento fixados ou relacionados pelos Conselhos de Educação. Conseqüentemente, Disciplinas de Currículo Mínimo representam aquelas disciplinas oriundas do desdobramento das matérias fixadas pelo referido Conselho. Entende-se por Currículo Pleno o conjunto das disciplinas integrantes das matérias do 37 currículo mínimo e das disciplinas obrigatórias e optativas cuja integralização dá direito ao Diploma. Disciplinas Obrigatórias são aquelas consideradas, pelo Colegiado do Curso, como imprescindíveis para a formação dos alunos. Disciplinas Optativas são aquelas oferecidas com o objetivo de complementar, aprofundar ou atualizar conhecimentos ministrados no Curso. As disciplinas optativas são de escolha do aluno, observados os critérios estabelecidos pelo Colegiado do Curso. O Sistema de Administração Acadêmica é descentralizado, através do Departamento de Administração Escolar, interligando os Departamentos e os Centros. 38 4. METODOLOGIA Tendo apresentado, nos capítulos anteriores, a fundamentação teórica relativa à evasão enquanto campo de estudo desta pesquisa, neste capítulo, é descrita a metodologia utilizada na coleta e análise dos conteúdos. Inicialmente apresenta-se a justificativa pela escolha da organização e pela escolha dos participantes. Em seguida, são relatados o período de realização da pesquisa, as perguntas de pesquisa, a configuração dos instrumentos de coleta de conteúdos e a estruturação da análise de conteúdos. 4.1. Justificativa Pela Escolha da Organização A opção pelo desenvolvimento desta pesquisa na UFSC deu-se em razão da inexistência de pesquisas sobre as causas da evasão envolvendo ex-alunos evadidos, a fim de que se possa traçar perspectivas de ações a serem empreendidas pela universidade, que venham a contribuir para a minimização desse fenômeno. Sendo servidor técnico-administrativo da UFSC, tendo atuado na área de Administração Acadêmica e, atualmente, na área de Recursos Humanos, pressuponho que os resultados desta pesquisa, além de ampliar minha qualificação profissional, contribuirão para a elevação da qualidade da UFSC. 4.2. Justificativa Pela Escolha dos Participantes Os atores sociais envolvidos nesta pesquisa foram os ex-alunos evadidos dos cursos de 39 graduação da UFSC. O universo para pesquisa foi escolhido da seguinte forma: Após a identificação dos índices de evasão nos Cursos de Graduação da UFSC, obtida através da análise do fluxo de entrada e saída dos alunos nos cursos no período compreendido entre o primeiro semestre de 1970 ao segundo semestre de 1997 (A identificação dos índices de evasão será aprofundada no capítulo 5), escolheram-se como universo para a presente pesquisa os alunos que se evadiram dos cursos de graduação da UFSC no primeiro e segundo semestre de 1996 (96.1 e 96.2) e no primeiro e segundo semestre de 1997 (97.1 e 97.2). A escolha desses semestres para a pesquisa deu-se pelos seguintes motivos: - Iniciou-se a pesquisa de campo em 1998. - No ano de 1998 ocorreu uma greve, sendo este então o motivo de escolha dos semestres 96.1, 96.2, 97.1, 97.2. Após escolher os semestres a serem pesquisados, classificaram-se os cursos de graduação nas 3 (três) grandes áreas adotadas pela Comissão do Concurso Vestibular da UFSC – COPERVE: Área de Ciências Biológicas e da Saúde, Área de Ciências Físicas e Tecnológicas, Área de Ciências Humanas e Artes. O universo da pesquisa compreendeu 4.095 ex-alunos evadidos, assim distribuídos por área e curso: Ciências Biológicas e da Saúde Ciências Físicas e Tecnológicas Ciências Humanas e Artes TOTAL 1996 1997 TOTAL POR ÁREA 198 206 404 726 690 1416 1164 1111 2275 2088 2007 4095 40 Na área de Ciências Biológicas e da Saúde, que compreende os cursos de Agronomia, Ciências Biológicas, Enfermagem, Farmácia – Análise Clínicas, Farmácia – Tecnologia de Alimentos, Medicina, Nutrição e Odontologia, evadiram-se no período compreendido entre o primeiro de 1996 e o segundo semestre de 1997, 404 alunos. Os cursos desta área de conhecimento que apresentaram o maior número de alunos evadidos foram Agronomia – 87 alunos, Farmácia – Análises Clínicas – 81 alunos, Ciências Biológicas (Licenciatura e Bacharelado) – 75. Por outro lado, os cursos que apresentaram menor número de alunos evadidos foram Odontologia – 13 alunos, Nutrição – 20 alunos e Medicina – 26 alunos. Conforme demonstra a TABELA I, no primeiro semestre de 1996, 20 alunos evadiram-se do curso de Agronomia, 20 alunos evadiram-se do curso Ciências Biológicas (Licenciatura e Bacharelado) e 16 alunos evadiram-se do curso de Farmácia – Análise Clínicas. No mesmo semestre (96.1) apenas 1 aluno evadiu-se do curso de Odontologia, 2 alunos evadiram-se do curso de Nutrição e 5 alunos evadiram-se do curso de Medicina. Da mesma forma, no segundo semestre de 1997, enquanto que 21 alunos evadiram-se do curso de Agronomia, 19 alunos evadiram-se do curso de Farmácia – Análise Clínicas e 17 alunos evadiram-se do curso de Ciências Biológicas (Licenciatura e Bacharelado), apenas 2 alunos evadiram-se do curso de Odontologia, 2 alunos evadiram-se do curso de Nutrição e 3 alunos evadiram-se do curso de Medicina. Finalmente, enquanto 28 alunos evadiram-se do curso de Agronomia no primeiro semestre de 1997, apenas 4 alunos evadiram-se do curso de Odontologia, 7 alunos evadiram-se do curso de Medicina e 11 alunos evadiram-se do curso de Nutrição nesse mesmo período. A TABELA I contém o número de alunos evadidos de todos os cursos da área de Ciências Biológicas e da Saúde no primeiro e segundo semestre de 1996 e primeiro e segundo semestre de 1997. 41 Na área Ciências Físicas e Tecnológicas, que compreende os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Ciência da Computação, Engenharia Civil, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Controle e Automação Industrial, Engenharia de Produção Civil, Engenharia de Produção Elétrica, Engenharia de Produção Mecânica, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Engenharia Sanitária, Física – Licenciatura e Bacharelado Diurno, Física – Licenciatura Noturno, Física Bacharelado, Matemática – Licenciatura Diurno, Matemática – Licenciatura e Bacharelado Diurno, Matemática – Licenciatura e Bacharelado Noturno, Matemática – Licenciatura Noturno, Matemática e Computação Científica, Química, evadiram-se no período compreendido entre o primeiro de 1996 e o segundo semestre de 1997, 1416 alunos. Os cursos que apresentaram o maior número de alunos evadidos nessa área foram os cursos de Matemática (Licenciatura Diurno, Licenciatura e Bacharelado Diurno, Licenciatura e Bacharelado Noturno, Licenciatura Noturno) e Matemática e Computação Científica – 266 alunos, Física (Licenciatura – Noturno, Bacharelado e Licenciatura e Bacharelado Diurno) – 214 alunos e Química 192 alunos. O curso que apresentou o menor número de alunos evadidos nesse mesmo período foi o curso de Engenharia de Controle e Automação – 21 alunos. Comparando-se os alunos evadidos no primeiro semestre de 1996 verifica-se que enquanto no curso de Química evadiram-se 72 alunos, no mesmo período evadiram-se apenas 5 alunos no Curso de Engenharia de Controle e Automação. Observa-se também a existência de um grande número de alunos evadidos nos cursos de Engenharia, destacando-se o curso de Engenharia Sanitária o que apresenta maior número de alunos evadidos no período pesquisado. Finalmente, cabe destacar que os cursos da área de Ciências Físicas e Tecnológicas apresentam número de alunos evadidos bem superior aos cursos da área de Ciências Biológicas e da Saúde. A TABELA II contém o número de alunos evadidos de todos os cursos da área de Ciências Físicas e Tecnológicas no 42 primeiro e segundo semestre de 1996 e primeiro e segundo semestre de 1997. Na área de Ciências Humanas e Artes que compreende os cursos de Administração Diurno, Administração Noturno, Biblioteconomia, Ciências Contábeis Diurno, Ciências Contábeis Noturno, Ciências Econômicas Diurno, Ciências Econômicas Noturno, Ciências Sociais Diurno, Ciências Sociais Noturno, Comunicação Social – Habilitação: Jornalismo, Direito Diurno, Direito Noturno, Educação Física, Filosofia Bacharelado Noturno, Filosofia Diurno, Filosofia Noturno, Geografia Bacharelado Diurno, Geografia Diurno, Geografia Licenciatura Noturno, Geografia Noturno, História Diurno, História Noturno, Letras Bacharelado Português/Alemão, Letras Bacharelado Português/Inglês, Letras Licenciatura Alemão, Letras Licenciatura Português, Letras Licenciatura Português/Espanhol, Letras Licenciatura Português/Francês, Letras Licenciatura Português/Inglês, Letras Licenciatura Português/Italiano, Pedagogia, Pedagogia – Habilitação: Deficiência Auditiva, Pedagogia – Habilitação: Deficiência Mental, Pedagogia – Habilitação: Educação Pré-Escolar, Pedagogia – Habilitação: Orientação Educacional, Pedagogia – Habilitação: Supervisão Escolar, Pedagogia – Magistério, Psicologia, Serviço Social, evadiram-se no período compreendido entre o primeiro semestre de 1996 e segundo de semestre de 1997, 2275 alunos. Os cursos dessa área de conhecimento que apresentaram a maior número de alunos evadidos foram Ciências Econômicas – Noturno – 141 alunos, Ciências Econômicas – Diurno – 186 alunos, Letras – Licenciatura Português/Francês – 113 alunos, Filosofia – Noturno – 102 alunos e Filosofia – Diurno – 98 alunos. Já os cursos que apresentaram menor número de alunos evadidos nesse mesmo período foram Comunicação Social – Jornalismo – 29 alunos, Direito Diurno – 36 alunos. Conforme demonstra a TABELA III, no primeiro semestre de 1996, 41 alunos evadiram-se do curso de Ciências Econômicas – Noturno, 36 alunos evadiram-se do 43 curso de Filosofia – Noturno, 28 alunos evadiram-se do curso de Filosofia – Diurno e 26 alunos evadiram-se do curso de Economia – Diurno. No mesmo semestre (96.1) apenas 6 alunos evadiram-se de Comunicação Social – Jornalismo e 8 alunos evadiram-se do curso de Direito – Diurno. Da mesma forma, enquanto no segundo semestre de 1996, 35 alunos evadiram-se do curso de Ciências Econômicas – Diurno, 30 alunos evadiram-se do curso de Letras – Licenciatura Português/Francês, 29 alunos evadiram-se do curso de Ciências Econômicas – Noturno, apenas 7 alunos evadiram-se do curso de Direito – Diurno e 8 alunos evadiram-se do curso de Comunicação Social – Jornalismo. Por outro lado, enquanto no segundo semestre de 1997, 36 alunos evadiram-se do curso de Ciências Econômicas – Diurno, 33 alunos evadiram-se de Ciências Econômicas – Noturno, 29 alunos evadiram-se do curso de Filosofia – Diurno e 25 alunos evadiram-se do curso de Letras – Licenciatura Português/Francês, apenas 8 alunos evadiram-se do curso de Comunicação Social – Jornalismo e 10 alunos do curso de Direito – Diurno. Os cursos de Filosofia – Bacharelado Noturno, Geografia – Bacharelado Diurno, Geografia – Licenciatura Noturno, Pedagogia – Habilitações Deficiência Auditiva, Deficiência Mental, Educação Pré-Escolar, Orientação Educacional, Supervisão Escolar e Magistério, aparecem com baixo número de alunos evadidos, por serem cursos em extinção, não estando mais ocorrendo vestibular para os mesmos. Conseqüentemente, são cursos com número reduzido de alunos, pois estão matriculados apenas alunos remanescentes. Por este motivo não é possível estabelecer comparação com os demais cursos. A TABELA III contém o número de alunos evadidos de todos os cursos da área de Ciências Humanas e Artes no primeiro e segundo semestre de 1996 e primeiro e segundo semestre de 1997. 44 4.2.1. Identificação da Amostra Inicialmente, o plano de amostragem foi elaborado para que as conclusões pudessem ser estabelecidas por área (Ciências Biológicas e da Saúde; Ciências Físicas e Tecnológicas; Ciências Humanas e Artes), e, também, na totalidade do universo alcançado pela pesquisa. Utilizando-se o modelo da distribuição amostral das proporções, adotando uma margem de erro de 6%, com 90% de probalidade, os 404 evadidos da área de Ciências Biológicas e da Saúde poderiam ser representados por uma amostra de 128. Com a mesma margem de erro e probalidade, os 1416 evadidos da área de Ciências Físicas e Tecnológicas poderiam ser representados por uma amostra de 165, enquanto os 2275 evadidos da área de Ciências Humanas e Artes seriam representados por uma amostra de 173. Com as quantidades assim determinadas, totalizando uma amostra geral de 466 evadidos, os resultados gerais da pesquisa poderiam ser analisados com uma margem de erro de 3,6%, com 90% de probalidade. A seleção de amostras foi realizada por sorteio aleatório, com a utilização de um programa auxiliar de computador. Entretanto, apesar de todos os esforços em concretizar o plano de amostragem inicial, incluindo suplementação de amostras, retornaram apenas 37 questionários da área de Ciências Biológicas e da Saúde, 42 da área de Ciências Físicas e Tecnológicas e 74 da área de Ciências Humanas e Artes, totalizando 153 questionários. Com estas quantidades, só é possível estabelecer conclusões mais precisas em relação ao todo, onde os 153 evadidos passaram a representar a população geral de 4095 com uma margem de erro de 6,5%, com 90% de probalidade. Os resultados tabulados em relação a cada área podem representar tendências de maior ou menor concentração de respostas em 45 determinadas alternativas, sem o rigor estatístico previamente estabelecido. 4.3. Caracterização do Período de Realização da Pesquisa de Campo Esta pesquisa foi realizada no período compreendido entre os meses de novembro de 1998 e dezembro de 1999. 4.3.1. Etapas da Pesquisa de Campo Definidos os critérios de seleção dos cursos e dos ex-alunos a serem alcançados, a pesquisa de campo desenvolveu-se a partir das seguintes etapas: 1ª etapa – elaboração do questionário 2ª etapa – identificação dos pesquisados 3ª etapa – localização dos endereços 4ª etapa – encaminhamento dos questionários 4.4. Perguntas de Pesquisa As perguntas de pesquisa são a operacionalização do problema de pesquisa, ou seja, indicam os principais aspectos de interesse do pesquisador no contexto estudado (ALVES, 1991). Definido o problema de pesquisa, ou seja, “Quais as possíveis causas da evasão nos cursos de graduação da UFSC?”, foram formuladas as seguintes perguntas: 46 a) Quais os índices de evasão nos cursos de graduação da UFSC? b) Qual o desempenho acadêmico dos alunos evadidos? c) Qual o tempo de permanência no curso dos alunos formados e evadidos? d) Quais as principais causas que levaram os alunos a evadirem-se dos cursos de graduação? 4.5. Configuração dos Instrumentos de Coleta de Conteúdos - Fontes Secundárias: Análise do comportamento acadêmico através do Sistema de Administração Acadêmica da UFSC. - Fontes Primárias: Questionário com perguntas fechadas. Para a formulação do roteiro do questionário foi consultada a leitura sobre o tema, buscando identificar as causas da evasão na percepção dos ex-alunos evadidos, obtendo-se um questionário composto de 49 perguntas agrupadas em três fatores determinantes: - Acadêmico-Institucionais; - Sócio-Político-Econômicos e - de Ordem Pessoal. Para cada questão foi apresentada uma escala de 1 a 5 onde o ex-aluno deveria indicar o grau de importância da causa especificada na pergunta para a sua decisão de evasão do curso freqüentado na UFSC. (ver TABELA XXVIII) Cabe registrar que, antes mesmo da aplicação efetiva dos instrumentos, efetuou-se 47 uma aplicação piloto com 30 (trinta) ex-alunos evadidos, a fim de garantir a relevância e a efetividade desses instrumentos frente aos objetivos propostos pela pesquisa. 4.6. Estruturação da Análise dos Conteúdos Para a análise do conteúdo da presente pesquisa, foram estabelecidas as seguintes etapas: 1ª etapa – Análise dos dados estatísticos (comportamento acadêmico) e dos questionários Nesta etapa foi realizada a leitura de todo o material coletado, com vistas à obtenção de uma visão global da pesquisa. Este material foi codificado, ou seja, cada participante recebeu um número e uma legenda, de acordo com o seu curso. 2ª etapa – Tabulação dos dados Nesta etapa foram tabulados os dados, identificando-se as causas da evasão. 3ª etapa – Estruturação da Redação A redação está dividida em seções, de acordo com as categorias estabelecidas, contemplando a análise e interpretação das causas da evasão, conforme pode-se constatar no capítulo 6. 4.7. Definição de Termos Para haver um melhor entendimento, estabeleceram-se aqui os significados, definições e abrangência dos termos empregados na pesquisa: 48 Formas de ingresso nos cursos de graduação da UFSC CONCURSO VESTIBULAR – Consiste no ingresso mediante Concurso Seletivo e Classificatório, aberto a candidatos que tenham concluído o ensino de segundo grau ou estudos equivalentes. TRANSFERÊNCIA DE OUTRA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR – Consiste na transferência de alunos de outras Instituições de Ensino Superior, nacionais ou estrangeiras, para a UFSC. RETORNO DE GRADUADO – Consiste no Retorno de Graduado que pretende ingressar em novo Curso, ou nova habilitação do mesmo Curso, condicionado à existência de vaga e ao requerimento no prazo previsto pelo Calendário Escolar. PROGRAMA DE ESTUDANTE CONVÊNIO – Consiste na admissão de estudantes estrangeiros, oriundos de países que mantém Convênios Culturais com o Brasil, independente do Concurso Vestibular. MATRÍCULA CORTESIA - Consiste na admissão de estudante dependente de representantes do Corpo Diplomático e Consular, independente do Concurso Vestibular. TRANSFERÊNCIA INTERNA – É o ingresso do aluno no curso através de transferência de outro curso da própria Universidade. Formas de egresso nos cursos de graduação da UFSC EVASÃO - É a saída do aluno do curso em que se encontrava matriculado, antes de concluí-lo. EVASÃO OCORRIDA NO TEMPO MÉDIO DO CURSO - É calculada considerando-se o número de alunos que ingressaram e número de alunos que saíram de um determinado Curso nos semestres correspondentes ao tempo médio deste Curso, estabelecido pelo Conselho Federal de Educação. 49 ABANDONO - Ocorre quando o aluno não efetua matrícula ou trancamento para o período letivo seguinte. DESISTÊNCIA OFICIAL - É o cancelamento da matrícula pelo aluno através de requerimento. JUBILAÇÃO - Ocorre quando o aluno não conseguiu concluir o curso dentro do prazo máximo fixado pelo então Conselho Federal de Educação, não lhe tendo sido concedida prorrogação do prazo junto ao Colegiado do respectivo curso. TRANSFERÊNCIA PARA OUTRA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR - É a saída do aluno da UFSC para outra Instituição através de requerimento formal. TRANSFERÊNCIA INTERNA - É a saída do curso através de transferência para outro curso da própria Universidade. ELIMINADO - É a exclusão pela UFSC do nome do aluno do cadastro do curso, por quaisquer outros motivos, que não as situações acima mencionadas. 50 5. IDENTIFICAÇÃO DOS ÍNDICES DE EVASÃO NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UFSC É necessário conhecer a evasão efetiva existente em cada curso, o índice de reprovação, bem como o número de semestres utilizados na conclusão dos cursos. Os dados primários desta pesquisa referem-se ao período compreendido entre o primeiro semestre de 1970 e o segundo semestre de 1997. Com esses dados foram definidas as gerações pesquisadas. Essas gerações variaram de acordo com o tempo máximo de duração e o comportamento acadêmico de cada curso. Na presente pesquisa, definiu-se como geração o grupo de alunos de um determinado Curso que ingressam num determinado semestre. Definiu-se EVASÃO como sendo a saída do aluno do curso, antes de concluí-lo. Além da EVASÃO no curso, definiram-se também as seguintes modalidades: EVASÃO NA INSTITUIÇÃO, como sendo a saída do aluno da Universidade sem concluir um dos cursos oferecidos, e EVASÃO NAS INSTITUIÇÕES, como sendo a saída do aluno de uma das instituições de ensino superior sem concluir um dos cursos oferecidos. Foram criadas as seguintes fórmulas para identificação de índices de evasão: a) Índice de Evasão nos Cursos de Graduação IEC = onde, IGP - FGP x 100 IGP IEC = Índice de Evasão no Curso IGP = Total de Ingresso das Gerações Pesquisadas FGP = Formandos das Gerações Pesquisadas 51 b) Índice de Evasão na Instituição IEI = IGP - FGP - TIGP x 100 IGP onde, IEI = Índice de Evasão na Instituição IGP = Índice das Gerações Pesquisadas FGP = Formandos das Gerações Pesquisadas TIGP = Transferências Internas das Gerações Pesquisadas TEGP = Transferências Externas nas Gerações Pesquisadas c) Evasão nas Instituições de Ensino Superior IEIES = IGP - FGP - TIGP - TEGP IGP X 100 onde, IEIES = Índice de Evasão das IES IGP = Índice das Gerações Pesquisadas FGP = Formados nas Gerações Pesquisadas TIGP = Transferências Internas nas Gerações Pesquisadas TEGP= Transferências Externas das Gerações Pesquisadas MG = Total de Matriculados da Geração Pesquisada Na presente pesquisa, foi aplicada apenas a fórmula: IEC = IGP - FGP x 100 IGP pois o estudo referiu-se somente à evasão nos cursos de graduação da UFSC. 52 Para delinear-se o quadro sobre evasão, consideraram-se essenciais as seguintes informações: Cursos de Graduação ministrados pela UFSC, com duração mínima, média e máxima, período de funcionamento e número de vagas oferecidas no Concurso Vestibular. Comportamento Acadêmico nos Cursos de Graduação no período compreendido entre o primeiro semestre de 1970 e o segundo semestre de 1997 (fluxo de entrada e saída dos alunos). No plano descritivo, o procedimento de coleta de dados permitiu um exame a respeito do que efetivamente está ocorrendo com os alunos que ingressam na UFSC. Os índices de Evasão dos cursos de graduação foram calculados nas gerações compreendidas entre o primeiro semestre de 1970 e o segundo semestre de 1990. A TABELA V mostra as gerações pesquisadas em cada curso. Aplicando-se a fórmula acima, calculou-se a EVASÃO nos Cursos de graduação da UFSC conforme se observa na TABELA V. Com a apresentação dos resultados da pesquisa, por curso, é possível perceberem-se os desvios que há entre os ingressos e os egressos formados e não formados (EVASÃO). Analisando-se o fluxo de entradas e saídas dos alunos do curso de Administração Noturno (TABELA V), nas gerações compreendidas entre o segundo semestre de 1979 e o primeiro semestre de 1984, constata-se o seguinte: dos 470 alunos que ingressaram no período, 222 concluíram o curso e 248 saíram do curso sem concluí-lo. Nota-se que a EVASÃO somente foi calculada quando todos os alunos das gerações pesquisadas saíram do Curso, sendo que os alunos com matrícula trancada não foram considerados evadidos, pois a saída do Curso é apenas temporária. Aplicando-se a fórmula mencionada obtém-se a evasão no referido curso. 53 Observa-se em todos os cursos, que a situação que mais contribuiu para a Evasão foi o Abandono, que representa 37,02 % da Evasão na totalidade dos cursos. Constata-se, na presente pesquisa, a ocorrência de altíssimos índices de evasão nos cursos de graduação da UFSC. Analisando-se a TABELA V, constata-se um índice de mais de 50% de evasão nos cursos de Administração - Noturno (52,76%), Biblioteconomia (55,80%), Biblioteconomia Ext. (53,70%), Biologia Bacharelado Ext. (61,86%), Biologia Licenciatura Ext. (66,43%), Ciências Contábeis - Diurno (53,89%), Ciências Econômicas Noturno (60,52%), Ciências Econômicas - Diurno (58,33%), Ciências Sociais - Noturno (69,91%), Ciências Sociais - Diurno (77,13%), Eng. Alimentos (75,69%), Eng. Produção Civil (71,25%), Eng. Produção Elétrica (70,66%), Eng. Produção Mecânica (73,58%), Eng. Química (57,61%), Eng. Sanitária (67,22%), Filosofia - Noturno –Bacharelado Ext. (85,71%), Filosofia - Diurno - Licenciatura Ext. (79,74%), Física - Diurno - Licenciatura Ext. (91,50%), Física - Diurno - Bacharelado Ext. (90,98%), Geografia - Noturno – Licenciatura (96,00%), Geografia - Diurno – Bacharelado (65,44%), Geografia Ext. Licenciatura (64,65%), História Noturno Bacharelado Ext. (88,71%), História - Diurno Licenciatura Ext. (64,28%), Letras – L. Portuguesa Ext. (54,54%), Letras - Português Ext. (60,79%), Letras – Português/Francês (84,56%), Letras – L. Lit. Francesa Ext (83,17%), Letras – Português/Inglês (78,94%), Letras – L. Lit. Inglesa. Ext (62,67%), Letras – Português/Italiano (87,67%), Matemática - Diurno (55,55%), Matemática Bach Ext. (97,90%), Matemática Licenciatura Ext. (74,69%), Pedagogia Def. Aud. (56,57%), Pedagogia Orient. Educ. (56,60%), Pedagogia Admin. Ext. (71,72%), Química Bacharelado Ext. (69,07%), Química Licenciatura Ext. (89,80%). Tal resultado significa que mais da metade dos cursos de graduação da UFSC possuem evasão superior a 50%. 54 5.1. Análise dos Índices de Evasão em Relação aos Índices Candidato/Vagas no Vestibular Analisando-se os índices de evasão (TABELA V) e os índices Candidato/Vaga nos Concursos Vestibulares no período de 1986 a 1994 (TABELA VI), constata-se que os Cursos que apresentam maior evasão são os menos procurados no Concurso Vestibular, senão vejamos: o curso de Física Bacharelado – Diurno apresenta índice de evasão de 90,58 e o índice candidato/vaga (1994) foi de 1,2; o curso de Filosofia Noturno apresenta índice de evasão de 85,71 e o índice candidato/vaga (1994) foi de 1,4; o curso de Geografia Bacharelado apresenta índice de evasão de 65,4 e o índice candidato/vaga (1994) foi de 1,4; o curso de Letras Francês e Português apresenta índice de evasão de 84,56 e o índice candidato/vaga (1994) foi de 1,2; o curso de Letras Italiano e Português apresenta índice de evasão de 87,67 e o índice candidato/vaga (1994) foi de 0,9. 5.2. Análise do Fenômeno da Evasão em Relação aos Índices de Aproveitamento (desempenho acadêmico) dos alunos evadidos Pesquisando-se os históricos escolares dos alunos evadidos dos cursos de graduação da UFSC no período compreendido entre o primeiro semestre de 1970 e o segundo semestre de 1990 constata-se que os mesmos apresentam baixo desempenho acadêmico. A TABELA VII mostra os índices de aproveitamento dos alunos evadidos no referido período. Numa análise comparativa entre a evasão (TABELA V) e o desempenho acadêmico (TABELA VI) constata-se que os Cursos em que os alunos apresentam menor desempenho são os mesmos que apresentam alta Evasão, senão vejamos: o curso de Física Bacharelado – 55 Diurno apresenta índice de evasão de 90,58 e o índice aproveitamento dos alunos evadidos foi de 3,98; o curso de Filosofia Noturno apresenta índice de evasão de 85,71 e o índice aproveitamento dos alunos evadidos foi de 4,02; o curso de Geografia Bacharelado apresenta índice de evasão de 65,4 e o índice aproveitamento dos alunos evadidos foi de 4,51; o curso de Letras Francês e Português apresenta índice de evasão de 84,56 e o índice aproveitamento dos alunos evadidos foi de 3,99; o curso de Letras Italiano e Português apresenta índice de evasão de 87,67 e o índice aproveitamento dos alunos evadidos foi de 3,28. A TABELA VI mostra a demanda de candidatos interessados nos cursos de graduação da UFSC que se inscreveram nos concursos vestibulares no período de 1986 a 1994. As TABELAS XXVI e XXVII mostram o tempo médio de permanência dos formandos e dos evadidos nos cursos de graduação da UFSC no período de 1970 a 1990. 56 6. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DAS CAUSAS DA EVASÃO Neste capítulo será apresentada a síntese das respostas dos evadidos que devolveram devidamente preenchidos os questionários enviados. Foram encaminhados 465 questionários. Destes, retornaram 153 questionários devidamente preenchidos, onde os evadidos informam as causas da evasão. Dos evadidos que responderam os questionários, 37 pertenciam a área de Ciências Biológicas e Saúde (24% do total), 42 pertenciam a área de Ciências Físicas e Tecnológicas (28% do total) e 74 pertenciam a área de Ciências Humanas e Artes, (48% do total). Os questionários foram respondidos por 80 evadidos do sexo masculino (52%) e 73 evadidos do sexo feminino (48%). 6.1. Causas de Evasão nos Cursos de Graduação da UFSC Conforme já definimos anteriormente, evasão é aqui entendida como a saída do aluno do curso em que se encontrava matriculado antes de concluí-lo. A saída do aluno do curso antes de sua conclusão normalmente ocorre em virtude de transferir-se para outra instituição de ensino superior; em virtude de seu desinteresse pelo curso ou impossibilidade de continuar a freqüentá-lo, resultando no abandono do curso; em virtude de obter transferência para outro curso da UFSC; em virtude de ter esgotado o prazo máximo permitido na legislação vigente para concluí-lo; também pela desistência oficial, em função de ter sido classificado em outro concurso vestibular ou por qualquer outro motivo; ou, ainda, em virtude de ter sido eliminado do cadastro de alunos da UFSC por quaisquer outros 57 motivos, exceto as situações acima mencionadas. 6.1.1. Causas Que Contribuíram Totalmente ou Muito Para a Evasão Nos Cursos de Graduação da UFSC A pesquisa revelou que as causas que contribuíram decisivamente para a evasão nos cursos de graduação da UFSC foram necessidade de trabalhar; mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional; ter sido aprovado em outro vestibular; dificuldades econômico-financeiras; insatisfação com o curso; pouca valorização do diploma no mercado de trabalho; falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso; erro na tomada de decisão quanto à escolha do curso; baixos salários pagos aos graduados no curso; dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso; falta de concentração da grade de horário num único turno e falta de reconhecimento da profissão pela sociedade. Constata-se que estas causas correspondem a percentuais que variam entre 21% a 45%. Constata-se, também, que a maioria das causas apontadas com índice de evasão superior a 23% estão relacionadas com fatores econômicos, como, por exemplo, necessidade de trabalhar - 45%, dificuldades econômico-financeiras - 32%, pouca valorização do diploma no mercado de trabalho - 27%, falta de perspectiva de trabalho após o curso - 24%. Ressalta-se que como causa de evasão foi mínima a contribuição de questões como: falta e impontualidade dos professores, aparece apenas com 1%; salas de aula com excesso de alunos 2%; falta de segurança no campus 2%, conforme atestam os dados apontados. Essas constatações poderão ser melhor visualizadas na TABELA VIII. 58 6.1.1.1. Fatores Acadêmico-Institucionais Analisando as causas da evasão relacionadas com os Fatores Acadêmico-Institucionais constata-se que as maiores causas são: falta de concentração da grade de horário num único turno (21%); cadeia rígida de pré-requisitos (16%); currículo inadequado às exigências/interesse do mercado de trabalho (15%); falta de articulação entre teoria e prática (15%); o curso não oferece boa formação prática (14%); currículo com carga horária em excesso (12%); critérios inadequados de avaliação do aluno (10%) e atitude negativa expressa pelos professores em relação aos alunos do curso (10%). Observa-se que as causas que apresentam índices mais elevados são aquelas relacionadas com aspectos didático-pedagógicos , com exceção do item 1.1.6. – Atitude negativa expressa pelos professores em relação aos alunos do curso, que se refere a Recursos Humanos. A pesquisa revelou que as causas referentes à infra-estrutura pouco contribuíram para a evasão. A falta de equipamentos de informática e laboratórios deficientes foram as causas referentes à infra-estrutura que apresentaram índices mais elevados , 9% e 7% respectivamente. 6.1.1.2. Fatores Sócio-Político-Econômicos Os Fatores Sócio-Político-Econômicos são responsáveis pela evasão de grande parte dos alunos alcançados pela pesquisa, alunos que se evadiram da UFSC no período de 1996 a 1997. As causas que apresentam índices mais elevados, acima de 30%, são: necessidade de trabalhar (45%) e dificuldades econômico-financeiras (31%). As demais causas 59 apresentam também índices elevados, como, por exemplo: pouca valorização do diploma pelo mercado de trabalho (27%); falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso (24%); baixos salários pagos aos graduados no curso (22%); dificuldades em realizar estágios remunerados durante o curso (22%); falta de reconhecimento da profissão pela sociedade (21%). As causas que apresentaram índices menores foram: falta de integração entre a universidade e as empresas (16%) e o curso não acompanha o ritmo de mudanças da sociedade (14%). 6.1.1.3. Fatores de Ordem Pessoal As causas relacionadas com Fatores de Ordem Pessoal também apresentam grande influência no fenômeno evasão nos curso de graduação da UFSC. Dentre elas, as que foram apontadas com maiores índices são: mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional (43%); por ter sido aprovado em outro vestibular (32%); insatisfação com o curso (29%) e erro na tomada de decisão quanto à escolha do curso (23%). Ressalta-se que essas causas são todas relacionadas à vocação. As causas relacionadas à vocação com índices menores foram: matrícula em curso pré-vestibular para prestar vestibular para outro curso (13%) e por já possuir outro curso superior (7%). 6.1.1.4. Área de Ciências Biológicas e da Saúde Avaliando os dados da pesquisa referentes à área de Ciências Biológicas e da Saúde constatou-se que as causas que contribuíram decisivamente para a evasão foram: mudança de 60 interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional; necessidade de trabalhar; falta de concentração da grade de horário num único turno; dificuldades econômico-financeiras; por ter sido aprovado em outro vestibular; erro na tomada de decisão quanto à escolha do curso; pouca valorização do diploma no mercado de trabalho; insatisfação com o curso; excesso de reprovação em disciplinas; falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso; dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso; falta de aptidão para a profissão. Verifica-se que estas causas correspondem a percentuais que variam de 22% a 49%. Verifica-se, também, que, como ocorre na análise geral da evasão, a maioria das causas apontadas na TABELA XII estão relacionadas com fatores econômicos, como, por exemplo: necessidade de trabalhar 43%; falta de concentração da grade de horário num único turno 35%; dificuldades financeiras 32%; pouca valorização do diploma no mercado de trabalho 24%; dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso 22%. Constata-se, na comparação acima mencionada, que a causa que mais contribui para a evasão na área de Ciências Biológicas e da Saúde não é a necessidade de trabalhar, que também aparece alta, com 43%, mas sim a “Mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional” que aparece com 49%. Observa-se, ainda, na área de Ciências Biológicas e da Saúde, que pouco contribuem para a evasão: a falta e impontualidade dos professores, apenas 3%; atitude negativa expressa pelos professores em relação aos alunos do curso, 3%; salas de aula com excesso de alunos, 3%. Desatualização sobre o conteúdo das disciplinas por parte dos professores e falta de segurança no campus não tiveram nenhuma incidência na evasão, pois aparecem com 0%. Ao comparar a área de Ciências Biológicas e da Saúde com a totalidade das áreas, verifica-se que itens como: o curso não oferece uma boa formação prática e atitude negativa expressa pelos professores em relação aos alunos do curso, apresentam valores 61 inferiores, com 8% e 3% respectivamente, enquanto no âmbito geral dos cursos eles são iguais a 14% e 10% respectivamente. Observa-se, ainda, que, enquanto na totalidade do cursos 14% dos evadidos apresentaram como causa relevante o excesso de reprovações em disciplinas, na área de Ciências Biológicas e da Saúde, esta causa foi apontada por um percentual de 24% dos evadidos. Estas constatações poderão ser melhor visualizadas na TABELA XII. 6.1.1.4.1. Fatores Acadêmico Institucionais A pesquisa revelou que as causas com percentuais mais elevados, que contribuíram totalmente e muito para a evasão relacionadas aos Fatores Acadêmico-Institucionais referentes à área de Ciências Biológicas e da Saúde foram: falta de concentração da grade de horário num único turno (35); currículo com carga horária em excesso (16%); cadeia rígida de pré-requisitos (16%); falta de articulação entre teoria e prática (14%); currículo inadequado às exigências/interesses do mercado de trabalho (11%); critérios inadequados de avaliação do aluno (11%) e laboratórios deficientes (11%). Observa-se que, das causas acima arroladas, todas são referentes a aspectos didáticopedagógicos, com exceção do item 1.3.5 – laboratórios deficientes. Por outro lado, constata-se que nenhum aluno pesquisado da referida área apontou que contribuíram totalmente ou muito para a evasão a desatualização sobre o conteúdo das disciplinas por parte dos professores e a falta de segurança no campus. Apenas 1 aluno informou que contribuíram totalmente ou muito para sua evasão: faltas e impontualidades dos professores; atitude negativa expressa pelos professores em relação aos alunos do curso e salas de aula com excesso de alunos. 62 6.1.1.4.2. Fatores Sócio-Político-Econômicos Analisando-se as causas de evasão relacionadas aos Fatores Sócio-PolíticoEconômicos na área de Ciências Biológicas e da Saúde, constata-se que tais causas efetivamente exercem grande influência no fenômeno evasão na referida área. As causas que aparecem na pesquisa com percentuais mais altos, acima de 20% são: necessidade de trabalhar (43%); dificuldades econômico-financeiras (32%); pouca valorização do diploma no mercado de trabalho (24%); falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso (22%) e dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso (22%). Constata-se que as causas falta de integração entre a Universidade e as Empresas e o curso não acompanha o ritmo de mudanças da sociedade apresentaram menor influência nesta área, ambos aparecem com 11%. 6.1.1.4.3. Fatores de Ordem Pessoal Constata-se através da pesquisa que as causas relacionadas a Fatores de Ordem Pessoal que mais contribuíram para a evasão na área de Ciências Biológicas e Saúde foram: mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional (49%); por ter sido aprovado em outro vestibular (32%); erro na tomada de decisão quanto a escolha do curso (27%); insatisfação com o curso (24%); excesso de reprovação em disciplinas (24%); falta de aptidão para a profissão (22%); percepção de que a conclusão do curso não faria diferença na sua vida (19%); desconhecimento prévio a respeito do 63 curso(19%). Por outro lado, as causas: por já possuir outro curso superior (5%); problemas de saúde (5%); falta de apoio da organização onde trabalha (5%); problemas familiares (5%); mudança de residência/domicílio (5%); por não haver comparecido na época da matrícula (5%); foram apontadas por apenas 2 evadidos como causas que contribuem totalmente ou muito para a evasão na referida área. Observa-se, também, que as 5 causas que mais contribuem para a evasão na área em análise são todas referentes à vocação. 64 6.1.1.5. Área de Ciências Físicas e Tecnológicas Analisando os dados da pesquisa referentes à área de Ciências Físicas e Tecnológicas, constata-se que as causas que contribuíram totalmente ou muito para a evasão foram: por ter sido aprovado em outro vestibular; necessidade de trabalhar; mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional; dificuldades econômico-financeiras; erro na tomada de decisão quanto à escolha do curso; matrícula em curso pré-vestibular para prestar vestibular para outro curso; falta de aptidão para a profissão; insatisfação com o curso; deficiências educacionais acumuladas desde o segundo grau; estar cursando paralelamente outro curso superior de maior interesse. Observa-se que estas causas correspondem a percentuais que variam entre 17% a 48%. Observa-se, também, que, como ocorre na totalidade dos cursos, na área de Ciências Físicas e Tecnológicas são significativas as causas de evasão relacionadas com fatores econômicos: necessidade de trabalhar - 45%, dificuldades econômico-financeiras - 33%. Destacam-se também as causas referentes à vocação, como, por exemplo: por ter sido aprovado em outro vestibular - 48%; mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional - 45%; erro na tomada de decisão quanto à escolha do curso - 24%; matrícula em curso pré-vestibular para prestar vestibular para outro curso - 24%; falta de aptidão para a profissão - 21%; insatisfação com o curso - 19%. Comparando-se com a área de Ciências Biológicas e da Saúde, verifica-se que naquela os índices eram mais baixos, senão vejamos: por ter sido aprovado em outro vestibular - 32% e em virtude da matrícula em curso prévestibular para prestar vestibular para outro curso - 14%. Observando-se os dados da pesquisa, verifica-se que, como se constata na totalidade dos cursos e na área de Ciências Biológicas e da Saúde, o item Salas de aula com excesso de alunos pouco influenciou na evasão (2%). Observa-se, também, que o item faltas e impontualidades dos professores não 65 teve nenhuma participação na evasão do curso na área de Ciências Físicas e Tecnológicas (0%), repetindo o ocorrido na totalidade dos cursos, que apresenta um baixo percentual de 1%, e na área de Ciências Biológicas e da Saúde, de 3%. Por outro lado, enquanto na totalidade dos cursos os evadidos apresentam como causas relevantes a falta de apoio da administração do curso (8%) e a falta de motivação para estudar (6%) e na área de Ciências Biológicas e da Saúde registram-se 8% em ambos os itens, na área de Ciências Físicas e Tecnológicas a falta de apoio da administração do curso foi apontada apenas por 2% dos alunos evadidos e a falta de motivação para estudar não teve influência na evasão, pois apresentou índice 0%. Estas constatações poderão ser melhor visualizadas na TABELA XVI. 6.1.1.5.1. Fatores Acadêmico Institucionais Analisando-se as causas que contribuíram totalmente ou muito para a evasão na área de Ciências Física e Tecnológicas, causas estas relacionadas a Fatores AcadêmicoInstitucionais, observa-se que as causas que aparecem com índice mais elevado, ou seja, superior a 10% são: falta de concentração da grade de horário num único turno (14%); atitude negativa expressa pelos professores em relação ao curso (12%); currículo inadequado às exigências/interesses do mercado de trabalho (12%); cadeia rígida de pré-requisitos (12%); falta de articulação entre teoria e prática (12%); falta de didática dos professores (10%); atitude negativa expressa pelos professores em relação aos alunos do curso (10%); currículo com carga horária em excesso (10%) e o curso não oferece boa formação prática (10%). Contudo, comparados os resultados desses mesmos fatores com os resultados 66 apontados na totalidade dos cursos e com a área de Ciências Biológicas e da Saúde, observase o seguinte: enquanto a causa “falta de concentração da grade de horário num único período” aparece com 14% na área de Ciências Físicas e Tecnológicas, na totalidade dos cursos aparece com 21%, sendo que este percentual na área de Ciências Biológicas e da Saúde é de 35%, mais que o dobro. Observa-se, ainda, que nenhum aluno da área de Ciências Físicas e Tecnológicas informou que contribuíram totalmente ou muito para a evasão “faltas e impontualidades dos professores”. 6.1.1.5.2. Fatores Sócio-Político-Econômicos Analisando-se as causas que contribuíram totalmente ou muito para a evasão na área de Ciências Físicas e Tecnológicas, causas estas relacionadas a Fatores Sócio-PolíticoEconômicos, constatamos que as causas que mais se destacaram foram: necessidade de trabalhar (45%) e dificuldades econômico-financeiras (33%). A causa que aparece em seguida “baixos salários pagos aos graduados no curso” apresenta índice de 14%, bem menor do que o índice registrado na área de Ciências Biológicas e da Saúde. As demais causas apresentam percentuais quase uniformes que variam entre 10% a 14%. 6.1.1.5.3 Fatores de Ordem Pessoal A pesquisa revela que as causas que contribuíram totalmente ou muito para a evasão na Área de Ciências Físicas e Tecnológicas, relacionadas aos Fatores de Ordem Pessoal, que 67 mais se destacaram foram: por ter sido aprovado em outro vestibular (48%); mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional (45%); erro na tomada de decisão quanto a escolha do curso (24%); matrícula em curso pré-vestibular para prestar vestibular para outro curso (24 %); falta de aptidão para a profissão (21%). Observa-se que todas as causas citadas acima são referentes à vocação. As causas desconhecimento prévio a respeito do curso; problemas familiares; mudança de residência/domicílio; por não haver comparecido na época da matrícula; por já possuir outro curso superior; problemas de saúde pouco contribuíram para a evasão na área em análise, pois apresentaram um percentual entre 5 % a 7%. Quanto à causa falta de motivação para estudar, observa-se que não contribuiu para a evasão, pois apresentou índice de 0%. 68 6.1.1.6. Área de Ciências Humanas e Artes Analisando-se os dados da pesquisa referentes à área de Ciências Humanas e Artes, constatou-se que as causas que contribuíram decisivamente para a evasão foram: necessidade de trabalhar; mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional; insatisfação com o curso; pouca valorização do diploma no mercado de trabalho; falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso; dificuldades econômico-financeiras; baixos salários pagos aos graduados no curso; dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso; falta de reconhecimento da profissão pela sociedade; por ter sido aprovado em outro vestibular; estar cursando paralelamente outro curso superior de maior interesse; falta de integração entre a Universidade e as Empresas. Observa-se que estas causas correspondem a percentuais que variam entre 22% e 46%. Observa-se, também, como nas demais áreas e na totalidade dos cursos, que a maioria das causas de evasão se relacionam com fatores econômicos: necessidade de trabalhar - 46%; pouca valorização do diploma no mercado de trabalho - 35%; falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso - 30%; dificuldades econômicofinanceiras - 28%; baixos salários pagos aos graduados no curso - 27%; dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso - 27%. Observa-se que os itens faltas e impontualidades dos professores e salas de aula com excesso de alunos apresentam-se com percentuais iguais, se comparados com os resultados da totalidade dos cursos, 1% e 3%, respectivamente, não interferindo nas causas de evasão. Comparando-se a área de Ciências Humanas e Artes com as outras áreas, observa-se que questões relacionadas com a vocação, como “por ter sido aprovado em outro vestibular” e “matrícula em curso pré-vestibular para prestar vestibular para outro curso”, apresentaram os menores percentuais da pesquisa, 23% e 7% respectivamente, nos itens mencionados, encontrando-se no quadro geral os percentuais 69 de 32% e 13%. Ao comparar a área de Ciências Humanas e Artes com a totalidade das áreas, verifica-se que questões relacionadas com a profissão como: pouca valorização do diploma no mercado de trabalho; falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso; baixos salários pagos aos graduados no curso; dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso; falta de reconhecimento da profissão pela sociedade, apresentam os maiores percentuais para as causas de evasão. Contudo observa-se que na área de Ciências Humanas e Artes além das causas relacionadas a fatores econômicos e vocacionais, destacaram-se causas ligadas a Fatores Acadêmico-Administrativos, como, por exemplo: currículo inadequado às exigências/interesses do mercado de trabalho 19%; o curso não oferece boa formação prática 19%; sendo estes percentuais de 11% e 8% para a área de Ciências Biológicas e da Saúde e de 12% e 10% para a área de Ciências Físicas e Tecnológicas. Estas constatações poderão ser melhor visualizadas na TABELA XX. 6.1.1.6.1. Fatores Acadêmico Institucionais Observa-se na presente pesquisa que as causas referentes a Fatores AcadêmicoInstitucionais que contribuíram muito ou totalmente para a evasão na Área de Ciências Humanas e Artes foram currículo inadequado ás exigências/interesses do mercado de trabalho (19%); o curso não oferece boa formação prática (19%); falta de concentração da grade de horário num único turno (18%); cadeia rígida de pré-requisitos (18%); falta de articulação entre teoria e prática (18%). No entanto as causas desatualização sobre o conteúdo das disciplinas por parte dos professores, bibliotecas inadequadas; falta de segurança no campus; salas de aula inadequadas (aspectos físicos e didáticos); laboratórios deficientes; salas de aulas com excesso de alunos; faltas e impontualidades 70 dos professores pouco contribuíram para evasão na Área de Ciências Humanas e Artes. 6.1.1.6.2. Fatores Sócio-Político-Econômicos Nota-se na pesquisa em questão que as causas relativas a fatores externos são aquelas que mais provocam evasão. Analisado-se o relatório da Área de Ciências Humanas e Artes, em relação aos Fatores Sócio-Político-Econômicos constata-se que praticamente todas as causas tiveram uma participação efetiva na evasão. O menor índice foi 19% e o maior 46%. 6.1.1.6.3. Fatores de Ordem Pessoal A presente pesquisa demonstra que as causas que contribuíram totalmente e muito para evasão na Área de Ciências Humanas e Artes, relacionadas a Fatores de Ordem Pessoais, com maiores índices foram mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional (39%); insatisfação com o curso (36%); por ter sido aprovado em outro vestibular (23%); estar cursando paralelamente outro curso superior de maior interesse (23%). Por outro lado, a causa problemas familiares apresentou um índice de apenas 3%, praticamente não interferindo na evasão na área em análise. 71 7. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES Para a apresentação das considerações finais do presente trabalho, inicialmente retorna-se aos objetivos e às perguntas de pesquisa. Apresentando-se as conclusões, expõemse algumas sugestões para futuros estudos na área. O presente trabalho teve como objetivo a identificação dos índices e as possíveis causas que levaram os alunos a evadirem-se dos curso de graduação da UFSC. Definiram-se as seguintes perguntas de pesquisa: a) Quais os índices de evasão nos cursos de graduação? b) Qual o desempenho acadêmico dos alunos evadidos? c) Qual o tempo de permanência no curso dos alunos formados e evadidos? d) Quais as principais causas que levaram os aluno a evadirem-se dos cursos de graduação? Entende-se que os objetivos do trabalho foram atingidos, tendo sido respondidas todas as perguntas de pesquisa. Foi definido o que se entende por evasão nos cursos de graduação da UFSC e foi criada uma fórmula para identificar a evasão nos diversos cursos. Identificaram-se os cursos com altos índices de evasão, como, por exemplo, Filosofia (85,71%), Física (81,50%), Geografia (96%), História (88,71), Letras (86%) ,Matemática (97,90%) e Química (89,80%). Os cursos de Odontologia, Medicina e Direito Diurno são os cursos que apresentam os menores índices de evasão na UFSC. A pesquisa revelou que os alunos evadidos são aqueles que apresentam um baixo desempenho acadêmico. Verificou-se também que o tempo médio de permanência dos alunos 72 evadidos é de 4,6 semestres, tempo este equivalente ao necessário para conclusão de aproximadamente 50 % de um curso de graduação. A relevância da pesquisa contudo, pelo seu ineditismo, foi a identificação das principais causas da evasão nos cursos de graduação da UFSC. Conforme relatado no capítulo 6, a pesquisa revelou serem elas: Necessidade de Trabalhar - 45%; Mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional – 43%; Por ter sido aprovado em outro vestibular – 32%; Dificuldades econômico-financeiras – 31%; Insatisfação com o curso – 29%; Pouca valorização do diploma no mercado de trabalho – 27%; Falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso – 24%; Erro na tomada de decisão quanto a escolha do curso – 23%; Baixos salários pagos aos graduados no curso – 22%; Dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso – 22%; Falta de concentração da grade de horário num único turno – 21% e Falta de reconhecimento da profissão pela sociedade – 21%. As constatações relatadas acima, tanto no que se refere aos altos índices de evasão nos cursos de licenciaturas, como o baixo desempenho acadêmico dos alunos evadidos e as principais causas da evasão justificam uma reflexão profunda sobre a situação econômica e social do país. Entende-se que se faz necessária uma pesquisa bem mais ampla do que esta. Os altos índices de evasão nos cursos de licenciatura, por exemplo, mostram que há um desinteresse pelo exercício do magistério, o que é lamentável, pois é enorme o número de crianças e jovens fora da escola. Sabe-se que um dos fatores que influenciam negativamente o 73 exercício do magistério, além da falta de prioridade dos governos, na questão estrutural e conseqüente insuficiência de salas de aulas e laboratórios necessários e adequados, são os salários pagos, principalmente na rede estadual e municipal. As medidas governamentais valorizam os salários das chamadas carreiras especiais, auditores, analistas de controle, assistentes jurídicos, fiscais de tributos, em detrimento dos profissionais responsáveis pela educação. Observa-se, entretanto, que, além das causas relacionadas a fatores externos - a aspectos sócio-político-econômicos e causas relacionadas com o Aluno - um grande número de estudantes evadem-se em virtude de causas relacionadas a fatores internos, são os Fatores Acadêmico-Institucionais, conforme demonstra a pesquisa. São as causas referentes a Recursos Humanos, a Aspectos Didático-Pedagógicos e à infra estrutura. As causas internas que mais contribuem para evasão, conforme comprova a pesquisa são: Falta de concentração da grade de horário num único turno – 21%; Cadeia rígida de pré-requisitos – 16%; Currículo inadequado às exigências/interesses do mercado de trabalho – 15%; Falta de articulação entre teoria e prática – 15%; O curso não oferece boa formação prática – 14%; Currículo com carga horária em excesso – 12%; Critérios inadequados de avaliação do aluno – 10%; Atitude negativa expressa pelos professores em relação aos alunos do curso – 10%; Falta de didática dos professores – 9%; Desmotivação dos professores – 9% e Atitude negativa expressa pelos professores em relação ao curso – 9%. 74 Com a conclusão da presente pesquisa é possível recomendar e sugerir algumas ações, a fim de minimizar e compensar os índices de evasão nos cursos de graduação da UFSC: ampliação dos programas de capacitação na UFSC; criação de um núcleo de formação pedagógica; criação de programas especiais de valorização dos servidores docentes e técnico-administrativos; criação de colegiado pleno de curso de graduação (colegiado formado por todos os professores que ministram disciplinas no curso, visando maior envolvimento dos professores com o curso); reestruturação do Concurso Vestibular, excluindo a 2a opção; reestruturação da UFSC através de unidades acadêmicas, incluindo em tais unidades (atuais subunidades) as funções de ensino de graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão; criação de cursos especiais, de bacharelado em Ciências Humanas e Artes, Ciências Físicas e Tecnológicas e Ciências Biológicas e da Saúde, visando a um melhor aproveitamento das vagas disponíveis nas diversas disciplinas da UFSC; priorização de contratação de professores para as fases iniciais; Viabilização de ingresso, sem vestibular, em cursos de licenciatura aos professores da rede Estadual e Municipal; Criação de curso pré-vestibular gratuito, mantido pela UFSC, destinado a alunos de baixo poder aquisitivo; Criação de programa conjunto entre universidades, associações profissionais e secretarias de educação, para orientar os alunos em relação aos cursos universitários; Criação de programa de acompanhamento destinado à orientação sobre 75 atividades culturais, bolsas, seminários, estágios, etc., aos alunos das fases iniciais dos cursos de graduação; aperfeiçoamento e ampliação do programa de bolsas aos alunos dos cursos de graduação. 76 BIBLIOGRAFIA ALMEIDA JUNIOR, A. 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de Produção Mecânica Engenharia Elétrica Engenharia Mecânica Engenharia Química Engenharia Sanitária Física – Licenciatura e Bacharelado Diurno Semestre Nº de Alunos Evadidos 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 19 13 18 9 13 17 24 18 18 20 29 15 11 9 9 12 5 3 7 6 6 6 9 11 9 8 11 11 7 4 16 7 32 32 27 19 26 22 27 15 14 19 12 8 39 26 29 17 24 24 4 7 Totais 59 72 82 41 21 32 39 34 110 90 53 111 59 85 TABELA II – ÁREA DE CIÊNCIAS FÍSICAS E TECNOLÓGICAS Nome do Curso Física – Licenciatura Noturno Física Bacharelado Matemática – Licenciatura Diurno Matemática – Licenciatura e Bacharelado Diurno Matemática – Licenciatura e Bacharelado Noturno Matemática – Licenciatura Noturno Matemática e Computação Científica Química TOTAL DA ÁREA Semestre Nº de Alunos Evadidos 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 13 21 26 23 10 21 20 21 28 16 52 25 23 5 1 1 11 1 10 18 24 25 2 5 9 10 72 44 48 28 Totais 83 72 121 30 12 77 26 192 1416 86 TABELA III – ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E ARTES Nome do Curso Administração Diurno Administração Noturno Biblioteconomia Ciências Contábeis Diurno Ciências Contábeis Noturno Ciências Econômicas Diurno Ciências Econômicas Noturno Ciências Sociais Diurno Ciências Sociais Noturno Comunicação Social – Habilitação: Jornalismo Direito Diurno Direito Noturno Educação Física Semestre Nº de Alunos Evadidos 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 24 14 20 24 16 23 24 29 13 9 12 16 11 18 17 11 19 25 21 11 26 35 39 36 41 29 38 33 25 14 23 15 20 14 14 15 6 8 7 8 8 7 11 10 12 20 13 10 21 20 23 11 Totais 82 92 50 57 76 136 141 77 63 29 36 55 75 87 TABELA III – ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E ARTES Nome do Curso Filosofia Bacharelado Noturno Filosofia Diurno Filosofia Noturno Geografia Bacharelado Diurno Geografia Diurno Geografia Licenciatura Noturno Geografia Noturno História Diurno História Noturno Letras Bacharelado Português/Alemão Letras Bacharelado Português/Inglês Letras Licenciatura Alemão Letras Licenciatura Português Letras Licenciatura Português/Espanhol Letras Licenciatura Português/Francês Semestre Nº de Alunos Evadidos Totais 1996.1 1996.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1997.1 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1 2 28 23 18 29 36 18 30 18 1 20 16 16 10 3 15 8 24 10 13 17 18 29 22 13 17 13 10 11 18 4 14 4 14 7 30 19 9 16 22 27 16 21 13 14 18 20 16 30 32 25 3 98 102 1 62 3 57 77 65 43 39 74 86 65 103 88 TABELA III – ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E ARTES Nome do Curso Letras Licenciatura Português/Inglês Letras Licenciatura Português/Italiano Pedagogia Pedagogia – Habilitação: Deficiência Auditiva Pedagogia – Habilitação: Deficiência Mental Pedagogia – Habilitação: Educação Pré-Escolar Pedagogia – Habilitação: Orientação Educacional Pedagogia – Habilitação: Supervisão Escolar Pedagogia – Magistério Psicologia Serviço Social Semestre Nº de Alunos Evadidos 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 1996.1 1996.2 1997.1 1997.2 26 14 19 15 25 13 21 23 12 2 4 7 9 9 2 6 12 1 2 16 8 7 1 3 8 4 3 11 3 4 5 1 2 19 14 16 19 22 13 19 8 Totais 74 82 25 26 15 32 18 23 3 68 62 TOTAL DA ÁREA 2275 TOTAL GERAL 4095 89 TABELA IV – TOTAIS DO UNIVERSO DA PESQUISA Ciências Biológicas e da Saúde Ciências Físicas e Tecnológicas Ciências Humanas e Artes TOTAL 1996 1997 TOTAL POR ÁREA 198 206 404 726 690 1416 1164 1111 2275 2088 2007 4095 90 TABELA V - EVASÃO (geração pesquisada -70/1 A 90/2) CURSO Geração Total de Forma- EVASÃO Pesquisada ingressos turas Nº absoluto Percentual Administração – Noturno 79/2 a 84/1 470 222 248 52,76 Administração – Diurno 80/2 a 85/1 451 255 196 43,45 Arquitetura e Urbanismo 79/2 a 84/1 459 301 158 34,42 Biblioteconomia 84/1 a 86/1 181 080 101 55,80 Biblioteconomia Ext. (311) 80/1 a 86/1 270 125 145 53,70 Biologia Bacharelado Ext. 82/1 a 89/2 236 090 146 61,86 Biologia Licenciatura Ext. 84/1 a 89/2 143 048 095 66,43 Ciência da Computação 81/2 a 86/1 411 259 12 36,98 Ciênc. Contábeis - Noturno 80/2 a 85/1 429 233 196 45,68 Ciênc. Contábeis - Diurno 80/1 a 84/2 475 219 256 53,89 Ciênc. Economic. - Noturno 80/2 a 85/1 456 180 276 60,52 Ciênc. Economic. - Diurno 79/2 a 84/1 504 210 294 58,33 Ciênc. Sociais - Noturno 80/1 a 85/2 226 068 158 69,91 Ciênc. Sociais - Diurno 79/1 a 85/2 293 067 226 77,13 Comunicação Social 81/1 a 85/2 231 141 090 38,96 Direito – Noturno 82/1 a 86/2 353 298 055 15,58 Direito – Diurno 83/1 a 87/2 371 299 072 19,40 Educação Física Ext. (407) 85/2 a 87/2 416 322 094 22,59 Enfermagem 83/2 a 88/1 366 235 131 35,79 Engenharia Civil 79/2 a 84/1 525 317 208 39,61 Eng. De Alimentos 82/1 a 87/1 144 035 109 75,69 Eng. Produção Civil 80/1 a 84/2 160 046 114 71,25 Eng. Produção Elétrica 80/2 a 85/1 150 044 106 70,66 Eng. Produção Mecân. 80/1 a 84/2 159 042 117 73,58 Eng. Elétrica 80/1 a 84/2 513 295 218 42,49 Eng. Mecânica 79/2 a 84/1 522 296 226 43,29 Eng. Química 81/1 a 86/2 151 064 087 57,61 Eng. Sanitária 82/1 a 86/2 238 078 160 67,22 Farmácia (102) 73/1 a 77/2 515 397 118 22,91 Farmácia Anal. Clin. 82/2 a 87/1 38 286 152 34,70 Filosofia/N –BachareladoExt. (323) 81/1 a 87/1 329 047 202 85,71 Filosofia/D - Licenciatura Ext. (307) 83/1 a 87/2 232 047 185 79,74 91 TABELA V - EVASÃO (geração pesquisada -70/1 A 90/2) CURSO Geração Total de Forma- EVASÃO Pesquisada ingressos turas Nº absoluto Percentual Física – Diurno - Licenciatura Ext. (206) 80/2 a 85/1 212 018 194 91,50 Física – Diurno - Bacharelado Ext. (002) 82/1 a 88/1 244 022 222 90,98 Geografia - Noturno – Licenciatura 83/1 a 85/2 125 005 120 96,00 Geografia - Diurno – Bacharelado 80/2 a 86/1 246 085 161 65,44 Geografia Ext. Licenciatura (305) 81/2 a 89/2 116 041 075 64,65 História/N Bacharelado Ext. (322) 84/1 a 89/1 195 022 173 88,71 História/D Licenciatura Ext. (306) 85/1 a 89/2 126 045 081 64,28 Letras-Port.L.L.Port 83/2 a 88/1 238 120 118 49,57 Letras-Líng. Port. Ext.(403) 73/2 a 78/1 121 055 066 54,54 Letras-Port. Ext. (402) 73/2 a 78/1 352 138 214 60,79 Letras-Port. Francês 84/1 a 88/2 149 023 126 84,56 Letras-L.Lit.Franc. Ext(406) 73/1 a 78/1 107 018 089 83,17 Letras-Port. Inglês 84/1 a 88/2 285 060 225 78,94 Letras-L.Lit. Ingl. Ext(405) 73/2 a 78/1 209 078 131 62,67 Letras-Port. Italiano 85/1 a 89/2 146 018 128 87,67 Matemática - Diurno (218) 82/1 a 86/1 027 012 015 55,55 Matemática Bach Ext. (004) 82/2 a 87/2 143 003 140 97,90 Matemática Licenciatura Ext. (204) 82/2 a 87/2 249 063 186 74,69 Medicina 81/2 a 86/1 514 468 046 08,94 Nutrição 82/1 a 87/2 200 115 085 42,50 Odontologia 82/2 a 87/1 458 429 029 06,33 Pedagogia Def. Aud. 83/1 a 88/1 076 033 043 56,57 Pedagogia Def. Mental 84/1 a 89/1 104 053 051 49,03 Pedagogia Ed. Pré Esc. 82/2 a 89/1 151 099 052 34,43 Pedagogia Magist. 2º Grau 85/2 a 90/2 115 061 054 46,95 Pedagogia Orient. Educ. 84/2 a 89/2 106 046 060 56,60 Pedagogia Superv. Esc. 83/1 a 89/2 132 079 053 40,15 Pedagogia Ext. (308) 73/2 a 77/2 304 173 131 43,09 Pedagogia Admin. Ext.(313) 80/2 a 86/1 145 041 104 71,72 Psicologia 80/2 a 85/1 343 217 126 36,73 Química Bacharelado Ext. (003) 83/2 a 87/2 194 060 134 69,07 Química Licenciatura Ext. (205) 82/2 a 87/1 206 021 185 89,80 Serviço Social 82/1 a 86/2 348 230 118 33,90 92 TABELA VI – ÍNDICE DE EVASÃO EM RELAÇÃO AOS ÍNDICES CANDIDATO/VAGA NO VESTIBULAR (período de 1986 a 1994) Curso Índice médio do Vestibular-94 Índice/Evasão Física Bacharelado - Diurno 1,2 90,58 Filosofia Noturno 1,4 85,71 Geografia Bacharelado 1,4 65,4 Letras Francês e Português 1,2 84,56 Letras Italiano e Português 0,9 87,67 TABELA VII - DESEMPENHO ACADÊMICO DOS ALUNOS EVADIDOS (19701990) Curso Índice/Aproveitamento Índice/Evasão Física Bacharelado Diurno 3,98 90,58 Filosofia Noturno 4,02 85,71 Geografia Bacharelado 4,51 65,4 Letras Francês e Português 3,99 84,56 Letras Italiano e Português 3,28 87,67 93 TABELA VIII - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA – RELATÓRIO GERAL RELATÓRIO GERAL GRAU DE CONTRIBUIÇÃO: (1+2) 1 – CONTRIBUIU TOTALMENTE PARA A EVASÃO 2 – CONTRIBUIU MUITO PARA EVASÃO ITEM CAUSA F 2.1.9 Necessidade de trabalhar 69 3.1.4 Mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional 66 3.1.1 Por ter sido aprovado em outro vestibular 49 2.1.8 Dificuldades econômico-financeiras 47 3.1.5 Insatisfação com o curso 44 2.1.4 Pouca valorização do diploma no mercado de trabalho 41 2.1.5 Falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso 36 3.1.3 Erro na tomada de decisão quanto a escolha do curso 35 2.1.3 Baixos salários pagos aos graduados no curso 33 2.1.6 Dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso 33 1.2.1 Falta de concentração da grade de horário num único turno 32 2.1.7 Falta de reconhecimento da profissão pela sociedade 32 3.1.2 Falta de aptidão para a profissão 27 3.1.6 Estar cursando paralelamente outro curso superior de maior interesse 27 3.2.6 Deficiências educacionais acumuladas desde o segundo grau 26 2.1.1 Falta de integração entre a Universidade e as Empresas 25 3.2.10 Percepção de que a conclusão do curso não faria diferença na sua vida 25 1.2.4 Cadeia rígida de pré-requisitos 24 1.2.2 Currículo inadequado às exigências/interesses do mercado de trabalho 23 1.2.8 Falta de articulação entre teoria e prática 23 2.1.2 O curso não acompanha o ritmo de mudanças da sociedade 22 3.2.5 Excesso de reprovação em disciplinas 22 1.2.7 O curso não oferece boa formação prática 21 3.1.7 Matrícula em curso pré-vestibular para prestar vestibular para outro curso 20 1.2.3 Currículo com carga horária em excesso 19 3.2.11 Falta de apoio da organização onde trabalha 17 3.2.8 Mudança de residência/domicílio 17 1.2.5 Critérios inadequados de avaliação do aluno 16 3.2.3 Desconhecimento prévio a respeito do curso 16 1.1.6 Atitude negativa expressa pelos professores em relação aos alunos do curso 15 3.2.4 Problemas de adaptação ao sistema universitário 15 3.2.9 Por não haver comparecido na época da matrícula 15 1.1.3 Falta de didática dos professores 14 1.1.4 Desmotivação dos professores 14 1.1.5 Atitude negativa expressa pelos professores em relação ao curso 14 1.3.6 Falta de equipamentos de informática 14 1.1.7 Falta de apoio da Administração do Curso 13 3.2.1 Problemas de saúde 12 1.2.6 O curso não oferece boa formação teórica 11 3.1.8 Por já possuir outro curso superior 11 1.3.5 Laboratórios deficientes 10 3.2.2 Falta de motivação para estudar 9 1.3.4 Bibliotecas inadequadas 8 1.3.3 Salas de aula inadequadas (aspectos físicos e didáticos) 7 3.2.7 Problemas familiares 7 1.1.2 Desatualização sobre o conteúdo das disciplinas por parte dos professores 6 1.3.1 Falta de segurança no campus 4 1.3.2 Salas de aula com excesso de alunos 4 1.1.1 Faltas e impontualidades dos professores 2 % 45% 43% 32% 31% 29% 27% 24% 23% 22% 22% 21% 21% 18% 18% 17% 16% 16% 16% 15% 15% 14% 14% 14% 13% 12% 11% 11% 10% 10% 10% 10% 10% 9% 9% 9% 9% 8% 8% 7% 7% 7% 6% 5% 5% 5% 4% 3% 3% 1% 94 TABELA IX - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA – FATORES ACADÊMICO INSTITUCIONAIS RELATÓRIO GERAL 1. FATORES ACADÊMICO-INSTITUCIONAIS ITEM 1.2.1 1.2.4 1.2.2 1.2.8 1.2.7 1.2.3 1.2.5 1.1.6 1.1.3 1.1.4 1.1.5 1.3.6 1.1.7 1.2.6 1.3.5 1.3.4 1.3.3 1.1.2 1.3.1 1.3.2 1.1.1 GRAU DE CONTRIBUIÇÃO: (1+2) 1 – CONTRIBUIU TOTALMENTE PARA A EVASÃO 2 – CONTRIBUIU MUITO PARA EVASÃO CAUSA F Falta de concentração da grade de horário num único turno 32 Cadeia rígida de pré-requisitos 24 Currículo inadequado às exigências/interesses do mercado de trabalho 23 Falta de articulação entre teoria e prática 23 O curso não oferece boa formação prática 21 Currículo com carga horária em excesso 19 Critérios inadequados de avaliação do aluno 16 Atitude negativa expressa pelos professores em relação aos alunos do curso 15 Falta de didática dos professores 14 Desmotivação dos professores 14 Atitude negativa expressa pelos professores em relação ao curso 14 Falta de equipamentos de informática 14 Falta de apoio da Administração do Curso 13 O curso não oferece boa formação teórica 11 Laboratórios deficientes 10 Bibliotecas inadequadas 8 Salas de aula inadequadas (aspectos físicos e didáticos) 7 Desatualização sobre o conteúdo das disciplinas por parte dos professores 6 Falta de segurança no campus 4 Salas de aula com excesso de alunos 4 Faltas e impontualidades dos professores 2 % 21% 16% 15% 15% 14% 12% 10% 10% 9% 9% 9% 9% 8% 7% 7% 5% 5% 4% 3% 3% 1% TABELA X - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA – FATORES SÓCIO-POLÍTICOECONÔMICOS RELATÓRIO GERAL 2. FATORES SÓCIO-POLÍTICO-ECONÔMICOS ITEM 2.1.9 2.1.8 2.1.4 2.1.5 2.1.3 2.1.6 2.1.7 2.1.1 2.1.2 GRAU DE CONTRIBUIÇÃO: (1+2) 1 – CONTRIBUIU TOTALMENTE PARA A EVASÃO 2 – CONTRIBUIU MUITO PARA EVASÃO CAUSA F Necessidade de trabalhar 69 Dificuldades econômico-financeiras 47 Pouca valorização do diploma no mercado de trabalho 41 Falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso 36 Baixos salários pagos aos graduados no curso 33 Dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso 33 Falta de reconhecimento da profissão pela sociedade 32 Falta de integração entre a Universidade e as Empresas 25 O curso não acompanha o ritmo de mudanças da sociedade 22 % 45% 31% 27% 24% 22% 22% 21% 16% 14% 95 TABELA XI - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA RELATÓRIO GERAL 3. FATORES DE ORDEM PESSOAL GRAU DE CONTRIBUIÇÃO: (1+2) 1 – CONTRIBUIU TOTALMENTE PARA A EVASÃO 2 – CONTRIBUIU MUITO PARA EVASÃO ITEM CAUSA F 3.1.4 Mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional 66 3.1.1 Por Ter sido aprovado em outro vestibular 49 3.1.5 Insatisfação com o curso 44 3.1.3 Erro na tomada de decisão quanto a escolha do curso 35 3.1.2 Falta de aptidão para a profissão 27 3.1.6 Estar cursando paralelamente outro curso superior de maior interesse 27 3.2.6 Deficiências educacionais acumuladas desde o segundo grau 26 3.2.10 Percepção de que a conclusão do curso não faria diferença na sua vida 25 3.2.5 Excesso de reprovação em disciplinas 22 3.1.7 Matrícula em curso pré-vestibular para prestar vestibular para outro curso 20 3.2.11 Falta de apoio da organização onde trabalha 17 3.2.8 Mudança de residência/domicílio 17 3.2.3 Desconhecimento prévio a respeito do curso 16 3.2.4 Problemas de adaptação ao sistema universitário 15 3.2.9 Por não haver comparecido na época da matrícula 15 3.2.1 Problemas de saúde 12 3.1.8 Por já possuir outro curso superior 11 3.2.2 Falta de motivação para estudar 9 3.2.7 Problemas familiares 7 % 43% 32% 29% 23% 18% 18% 17% 16% 14% 13% 11% 11% 10% 10% 10% 8% 7% 6% 5% 96 TABELA XII - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA RELATÓRIO DA ÁREA: ÁREA DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE ITEM 3.1.4 2.1.9 1.2.1 2.1.8 3.1.1 3.1.3 2.1.4 3.1.5 3.2.5 2.1.5 2.1.6 3.1.2 2.1.3 3.2.10 3.2.3 1.2.3 1.2.4 2.1.7 3.2.6 1.2.8 3.1.7 1.2.2 1.2.5 1.3.5 2.1.1 2.1.2 3.2.4 1.1.4 1.1.7 1.2.7 1.3.6 3.1.6 3.2.2 1.1.3 1.1.5 1.2.6 1.3.3 1.3.4 3.1.8 3.2.1 3.2.11 3.2.7 3.2.8 3.2.9 1.1.1 1.1.6 1.3.2 1.1.2 1.3.1 GRAU DE CONTRIBUIÇÃO: (1+2) 1 - CONTRIBUIU TOTALMENTE PARA A EVASÃO 2 - CONTRIBUIU MUITO PARA EVASÃO CAUSA F Mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional 18 Necessidade de trabalhar 16 Falta de concentração da grade de horário num único turno 13 Dificuldades econômico-financeiras 12 Por Ter sido aprovado em outro vestibular 12 Erro na tomada de decisão quanto a escolha do curso 10 Pouca valorização do diploma no mercado de trabalho 9 Insatisfação com o curso 9 Excesso de reprovação em disciplinas 9 Falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso 8 Dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso 8 Falta de aptidão para a profissão 8 Baixos salários pagos aos graduados no curso 7 Percepção de que a conclusão do curso não faria diferença na sua vida 7 Desconhecimento prévio a respeito do curso 7 Currículo com carga horária em excesso 6 Cadeia rígida de pré-requisitos 6 Falta de reconhecimento da profissão pela sociedade 6 Deficiências educacionais acumuladas desde o segundo grau 6 Falta de articulação entre teoria e prática 5 Matrícula em curso pré-vestibular para prestar vestibular para outro curso 5 Currículo inadequado às exigências/interesses do mercado de trabalho 4 Critérios inadequados de avaliação do aluno 4 Laboratórios deficientes 4 Falta de integração entre a Universidade e as Empresas 4 O curso não acompanha o ritmo de mudanças da sociedade 4 Problemas de adaptação ao sistema universitário 4 Desmotivação dos professores 3 Falta de apoio da Administração do Curso 3 O curso não oferece boa formação prática 3 Falta de equipamentos de informática 3 Estar cursando paralelamente outro curso superior de maior interesse 3 Falta de motivação para estudar 3 Falta de didática dos professores 2 Atitude negativa expressa pelos professores em relação ao curso 2 O curso não oferece boa formação teórica 2 Salas de aula inadequadas (aspectos físicos e didáticos) 2 Bibliotecas inadequadas 2 Por já possuir outro curso superior 2 Problemas de saúde 2 Falta de apoio da organização onde trabalha 2 Problemas familiares 2 Mudança de residência/domicílio 2 Por não haver comparecido na época da matrícula 2 Faltas e impontualidades dos professores 1 Atitude negativa expressa pelos professores em relação aos alunos do curso 1 Salas de aula com excesso de alunos 1 Desatualização sobre o conteúdo das disciplinas por parte dos professores 0 Falta de segurança no campus 0 % 49% 43% 35% 32% 32% 27% 24% 24% 24% 22% 22% 22% 19% 19% 19% 16% 16% 16% 16% 14% 14% 11% 11% 11% 11% 11% 11% 8% 8% 8% 8% 8% 8% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 3% 3% 3% 0% 0% 97 TABELA XIII - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA RELATÓRIO DA ÁREA: ÁREA DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE 1. FATORES ACADÊMICO-INSTITUCIONAIS ITEM 1.2.1 1.2.3 1.2.4 1.2.8 1.2.2 1.2.5 1.3.5 1.1.4 1.1.7 1.2.7 1.3.6 1.1.3 1.1.5 1.2.6 1.3.3 1.3.4 1.1.1 1.1.6 1.3.2 1.1.2 1.3.1 GRAU DE CONTRIBUIÇÃO: (1+2) 1 - CONTRIBUIU TOTALMENTE PARA A EVASÃO 2 - CONTRIBUIU MUITO PARA EVASÃO CAUSA F Falta de concentração da grade de horário num único turno 13 Currículo com carga horária em excesso 6 Cadeia rígida de pré-requisitos 6 Falta de articulação entre teoria e prática 5 Currículo inadequado às exigências/interesses do mercado de trabalho 4 Critérios inadequados de avaliação do aluno 4 Laboratórios deficientes 4 Desmotivação dos professores 3 Falta de apoio da Administração do Curso 3 O curso não oferece boa formação prática 3 Falta de equipamentos de informática 3 Falta de didática dos professores 2 Atitude negativa expressa pelos professores em relação ao curso 2 O curso não oferece boa formação teórica 2 Salas de aula inadequadas (aspectos físicos e didáticos) 2 Bibliotecas inadequadas 2 Faltas e impontualidades dos professores 1 Atitude negativa expressa pelos professores em relação aos alunos do curso 1 Salas de aula com excesso de alunos 1 Desatualização sobre o conteúdo das disciplinas por parte dos professores 0 Falta de segurança no campus 0 % 35% 16% 16% 14% 11% 11% 11% 8% 8% 8% 8% 5% 5% 5% 5% 5% 3% 3% 3% 0% 0% TABELA XIV - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA RELATÓRIO DA ÁREA: ÁREA DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE 2. FATORES SÓCIO-POLÍTICO-ECONÔMICOS ITEM 2.1.9 2.1.8 2.1.4 2.1.5 2.1.6 2.1.3 2.1.7 2.1.1 2.1.2 GRAU DE CONTRIBUIÇÃO: (1+2) 1 - CONTRIBUIU TOTALMENTE PARA A EVASÃO 2 - CONTRIBUIU MUITO PARA EVASÃO CAUSA F Necessidade de trabalhar 16 Dificuldades econômico-financeiras 12 Pouca valorização do diploma no mercado de trabalho 9 Falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso 8 Dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso 8 Baixos salários pagos aos graduados no curso 7 Falta de reconhecimento da profissão pela sociedade 6 Falta de integração entre a Universidade e as Empresas 4 O curso não acompanha o ritmo de mudanças da sociedade 4 % 43% 32% 24% 22% 22% 19% 16% 11% 11% 98 TABELA XV - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA RELATÓRIO DA ÁREA: ÁREA DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE 3. FATORES DE ORDEM PESSOAL GRAU DE CONTRIBUIÇÃO: (1+2) 1 - CONTRIBUIU TOTALMENTE PARA A EVASÃO 2 - CONTRIBUIU MUITO PARA EVASÃO ITEM CAUSA F 3.1.4 Mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional 18 3.1.1 Por ter sido aprovado em outro vestibular 12 3.1.3 Erro na tomada de decisão quanto a escolha do curso 10 3.1.5 Insatisfação com o curso 9 3.2.5 Excesso de reprovação em disciplinas 9 3.1.2 Falta de aptidão para a profissão 8 3.2.10 Percepção de que a conclusão do curso não faria diferença na sua vida 7 3.2.3 Desconhecimento prévio a respeito do curso 7 3.2.6 Deficiências educacionais acumuladas desde o segundo grau 6 3.1.7 Matrícula em curso pré-vestibular para prestar vestibular para outro curso 5 3.2.4 Problemas de adaptação ao sistema universitário 4 3.1.6 Estar cursando paralelamente outro curso superior de maior interesse 3 3.2.2 Falta de motivação para estudar 3 3.1.8 Por já possuir outro curso superior 2 3.2.1 Problemas de saúde 2 3.2.11 Falta de apoio da organização onde trabalha 2 3.2.7 Problemas familiares 2 3.2.8 Mudança de residência/domicílio 2 3.2.9 Por não haver comparecido na época da matrícula 2 % 49% 32% 27% 24% 24% 22% 19% 19% 16% 14% 11% 8% 8% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 99 TABELA XVI - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA RELATÓRIO DA ÁREA: ÁREA DE CIÊNCIAS FÍSICAS E TECNOLÓGICAS GRAU DE CONTRIBUIÇÃO: (1+2) 1 – CONTRIBUIU TOTALMENTE PARA A EVASÃO 2 – CONTRIBUIU MUITO PARA EVASÃO ITEM CAUSA F % 3.1.1 Por ter sido aprovado em outro vestibular 20 48% 2.1.9 Necessidade de trabalhar 19 45% 3.1.4 Mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional 19 45% 2.1.8 Dificuldades econômico-financeiras 14 33% 3.1.3 Erro na tomada de decisão quanto a escolha do curso 10 24% 3.1.7 Matrícula em curso pré-vestibular para prestar vestibular para outro curso 10 24% 3.1.2 Falta de aptidão para a profissão 9 21% 3.1.5 Insatisfação com o curso 8 19% 3.2.6 Deficiências educacionais acumuladas desde o segundo grau 8 19% 3.1.6 Estar cursando paralelamente outro curso superior de maior interesse 7 17% 1.2.1 Falta de concentração da grade de horário num único turno 6 14% 2.1.3 Baixos salários pagos aos graduados no curso 6 14% 2.1.4 Pouca valorização do diploma no mercado de trabalho 6 14% 2.1.5 Falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso 6 14% 2.1.7 Falta de reconhecimento da profissão pela sociedade 6 14% 1.1.5 Atitude negativa expressa pelos professores em relação ao curso 5 12% 1.2.2 Currículo inadequado às exigências/interesses do mercado de trabalho 5 12% 1.2.4 Cadeia rígida de pré-requisitos 5 12% 1.2.8 Falta de articulação entre teoria e prática 5 12% 2.1.1 Falta de integração entre a Universidade e as Empresas 5 12% 2.1.6 Dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso 5 12% 3.2.10 Percepção de que a conclusão do curso não faria diferença na sua vida 5 12% 3.2.5 Excesso de reprovação em disciplinas 5 12% 1.1.3 Falta de didática dos professores 4 10% 1.1.6 Atitude negativa expressa pelos professores em relação aos alunos do curso 4 10% 1.2.3 Currículo com carga horária em excesso 4 10% 1.2.7 O curso não oferece boa formação prática 4 10% 2.1.2 O curso não acompanha o ritmo de mudanças da sociedade 4 10% 3.2.11 Falta de apoio da organização onde trabalha 4 10% 3.2.4 Problemas de adaptação ao sistema universitário 4 10% 1.3.5 Laboratórios deficientes 3 7% 3.2.3 Desconhecimento prévio a respeito do curso 3 7% 3.2.7 Problemas familiares 3 7% 3.2.8 Mudança de residência/domicílio 3 7% 3.2.9 Por não haver comparecido na época da matrícula 3 7% 1.1.2 Desatualização sobre o conteúdo das disciplinas por parte dos professores 2 5% 1.1.4 Desmotivação dos professores 2 5% 1.2.5 Critérios inadequados de avaliação do aluno 2 5% 1.2.6 O curso não oferece boa formação teórica 2 5% 1.3.3 Salas de aula inadequadas (aspectos físicos e didáticos) 2 5% 1.3.4 Bibliotecas inadequadas 2 5% 1.3.6 Falta de equipamentos de informática 2 5% 3.1.8 Por já possuir outro curso superior 2 5% 3.2.1 Problemas de saúde 2 5% 1.1.7 Falta de apoio da Administração do Curso 1 2% 1.3.1 Falta de segurança no campus 1 2% 1.3.2 Salas de aula com excesso de alunos 1 2% 1.1.1 Faltas e impontualidades dos professores 0 0% 3.2.2 Falta de motivação para estudar 0 0% 100 TABELA XVII - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA RELATÓRIO DA ÁREA: ÁREA DE CIÊNCIAS FÍSICAS E TECNOLÓGICAS 1. FATORES ACADÊMICO-INSTITUCIONAIS ITEM 1.2.1 1.1.5 1.2.2 1.2.4 1.2.8 1.1.3 1.1.6 1.2.3 1.2.7 1.3.5 1.1.2 1.1.4 1.2.5 1.2.6 1.3.3 1.3.4 1.3.6 1.1.7 1.3.1 1.3.2 1.1.1 GRAU DE CONTRIBUIÇÃO: (1+2) 1 - CONTRIBUIU TOTALMENTE PARA A EVASÃO 2 - CONTRIBUIU MUITO PARA EVASÃO CAUSA F Falta de concentração da grade de horário num único turno 6 Atitude negativa expressa pelos professores em relação ao curso 5 Currículo inadequado às exigências/interesses do mercado de trabalho 5 Cadeia rígida de pré-requisitos 5 Falta de articulação entre teoria e prática 5 Falta de didática dos professores 4 Atitude negativa expressa pelos professores em relação aos alunos do curso 4 Currículo com carga horária em excesso 4 O curso não oferece boa formação prática 4 Laboratórios deficientes 3 Desatualização sobre o conteúdo das disciplinas por parte dos professores 2 Desmotivação dos professores 2 Critérios inadequados de avaliação do aluno 2 O curso não oferece boa formação teórica 2 Salas de aula inadequadas (aspectos físicos e didáticos) 2 Bibliotecas inadequadas 2 Falta de equipamentos de informática 2 Falta de apoio da Administração do Curso 1 Falta de segurança no campus 1 Salas de aula com excesso de alunos 1 Faltas e impontualidades dos professores 0 % 14% 12% 12% 12% 12% 10% 10% 10% 10% 7% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 2% 2% 2% 0% TABELA XVIII - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA RELATÓRIO DA ÁREA: ÁREA DE CIÊNCIAS FÍSICAS E TECNOLÓGICAS 2. FATORES SÓCIO-POLÍTICO-ECONÔMICOS ITEM 2.1.9 2.1.8 2.1.3 2.1.4 2.1.5 2.1.7 2.1.1 2.1.6 2.1.2 GRAU DE CONTRIBUIÇÃO: (1+2) 1 - CONTRIBUIU TOTALMENTE PARA A EVASÃO 2 - CONTRIBUIU MUITO PARA EVASÃO CAUSA F Necessidade de trabalhar 19 Dificuldades econômico-financeiras 14 Baixos salários pagos aos graduados no curso 6 Pouca valorização do diploma no mercado de trabalho 6 Falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso 6 Falta de reconhecimento da profissão pela sociedade 6 Falta de integração entre a Universidade e as Empresas 5 Dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso 5 O curso não acompanha o ritmo de mudanças da sociedade 4 % 45% 33% 14% 14% 14% 14% 12% 12% 10% 101 TABELA XIX - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA RELATÓRIO DA ÁREA: ÁREA DE CIÊNCIAS FÍSICAS E TECNOLÓGICAS 3. FATORES DE ORDEM PESSOAL GRAU DE CONTRIBUIÇÃO: (1+2) 1 - CONTRIBUIU TOTALMENTE PARA A EVASÃO 2 - CONTRIBUIU MUITO PARA EVASÃO ITEM CAUSA F 3.1.1 Por ter sido aprovado em outro vestibular 20 3.1.4 Mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional 19 3.1.3 Erro na tomada de decisão quanto à escolha do curso 10 3.1.7 Matrícula em curso pré-vestibular para prestar vestibular para outro curso 10 3.1.2 Falta de aptidão para a profissão 9 3.1.5 Insatisfação com o curso 8 3.2.6 Deficiências educacionais acumuladas desde o segundo grau 8 3.1.6 Estar cursando paralelamente outro curso superior de maior interesse 7 3.2.10 Percepção de que a conclusão do curso não faria diferença na sua vida 5 3.2.5 Excesso de reprovação em disciplinas 5 3.2.11 Falta de apoio da organização onde trabalha 4 3.2.4 Problemas de adaptação ao sistema universitário 4 3.2.3 Desconhecimento prévio a respeito do curso 3 3.2.7 Problemas familiares 3 3.2.8 Mudança de residência/domicílio 3 3.2.9 Por não haver comparecido na época da matrícula 3 3.1.8 Por já possuir outro curso superior 2 3.2.1 Problemas de saúde 2 3.2.2 Falta de motivação para estudar 0 % 48% 45% 24% 24% 21% 19% 19% 17% 12% 12% 10% 10% 7% 7% 7% 7% 5% 5% 0% 102 TABELA XX - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA RELATÓRIO DA ÁREA: ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E ARTES GRAU DE CONTRIBUIÇÃO: (1+2) 1 - CONTRIBUIU TOTALMENTE PARA A EVASÃO 2 - CONTRIBUIU MUITO PARA EVASÃO ITEM CAUSA F 2.1.9 Necessidade de trabalhar 34 3.1.4 Mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional 29 3.1.5 Insatisfação com o curso 27 2.1.4 Pouca valorização do diploma no mercado de trabalho 26 2.1.5 Falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso 22 2.1.8 Dificuldades econômico-financeiras 21 2.1.3 Baixos salários pagos aos graduados no curso 20 2.1.6 Dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso 20 2.1.7 Falta de reconhecimento da profissão pela sociedade 20 3.1.1 Por ter sido aprovado em outro vestibular 17 3.1.6 Estar cursando paralelamente outro curso superior de maior interesse 17 2.1.1 Falta de integração entre a Universidade e as Empresas 16 3.1.3 Erro na tomada de decisão quanto à escolha do curso 15 1.2.2 Currículo inadequado às exigências/interesses do mercado de trabalho 14 1.2.7 O curso não oferece boa formação prática 14 2.1.2 O curso não acompanha o ritmo de mudanças da sociedade 14 1.2.1 Falta de concentração da grade de horário num único turno 13 1.2.4 Cadeia rígida de pré-requisitos 13 1.2.8 Falta de articulação entre teoria e prática 13 3.2.10 Percepção de que a conclusão do curso não faria diferença na sua vida 13 3.2.6 Deficiências educacionais acumuladas desde o segundo grau 12 3.2.8 Mudança de residência/domicílio 12 3.2.11 Falta de apoio da organização onde trabalha 11 1.1.6 Atitude negativa expressa pelos professores em relação aos alunos do curso 10 1.2.5 Critérios inadequados de avaliação do aluno 10 3.1.2 Falta de aptidão para a profissão 10 3.2.9 Por não haver comparecido na época da matrícula 10 1.1.4 Desmotivação dos professores 9 1.1.7 Falta de apoio da Administração do Curso 9 1.2.3 Currículo com carga horária em excesso 9 1.3.6 Falta de equipamentos de informática 9 1.1.3 Falta de didática dos professores 8 3.2.1 Problemas de saúde 8 3.2.5 Excesso de reprovação em disciplinas 8 1.1.5 Atitude negativa expressa pelos professores em relação ao curso 7 1.2.6 O curso não oferece boa formação teórica 7 3.1.8 Por já possuir outro curso superior 7 3.2.4 Problemas de adaptação ao sistema universitário 7 3.2.2 Falta de motivação para estudar 6 3.2.3 Desconhecimento prévio a respeito do curso 6 3.1.7 Matrícula em curso pré-vestibular para prestar vestibular para outro curso 5 1.1.2 Desatualização sobre o conteúdo das disciplinas por parte dos professores 4 1.3.4 Bibliotecas inadequadas 4 1.3.1 Falta de segurança no campus 3 1.3.3 Salas de aula inadequadas (aspectos físicos e didáticos) 3 1.3.5 Laboratórios deficientes 3 1.3.2 Salas de aula com excesso de alunos 2 3.2.7 Problemas familiares 2 1.1.1 Faltas e impontualidades dos professores 1 % 46% 39% 36% 35% 30% 28% 27% 27% 27% 23% 23% 22% 20% 19% 19% 19% 18% 18% 18% 18% 16% 16% 15% 14% 14% 14% 14% 12% 12% 12% 12% 11% 11% 11% 9% 9% 9% 9% 8% 8% 7% 5% 5% 4% 4% 4% 3% 3% 1% 103 TABELA XXI - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA RELATÓRIO DA ÁREA: ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E ARTES 1. FATORES ACADÊMICO-INSTITUCIONAIS ITEM 1.2.2 1.2.7 1.2.1 1.2.4 1.2.8 1.1.6 1.2.5 1.1.4 1.1.7 1.2.3 1.3.6 1.1.3 1.1.5 1.2.6 1.1.2 1.3.4 1.3.1 1.3.3 1.3.5 1.3.2 1.1.1 GRAU DE CONTRIBUIÇÃO: (1+2) 1 - CONTRIBUIU TOTALMENTE PARA A EVASÃO 2 - CONTRIBUIU MUITO PARA EVASÃO CAUSA F Currículo inadequado às exigências/interesses do mercado de trabalho 14 O curso não oferece boa formação prática 14 Falta de concentração da grade de horário num único turno 13 Cadeia rígida de pré-requisitos 13 Falta de articulação entre teoria e prática 13 Atitude negativa expressa pelos professores em relação aos alunos do curso 10 Critérios inadequados de avaliação do aluno 10 Desmotivação dos professores 9 Falta de apoio da Administração do Curso 9 Currículo com carga horária em excesso 9 Falta de equipamentos de informática 9 Falta de didática dos professores 8 Atitude negativa expressa pelos professores em relação ao curso 7 O curso não oferece boa formação teórica 7 Desatualização sobre o conteúdo das disciplinas por parte dos professores 4 Bibliotecas inadequadas 4 Falta de segurança no campus 3 Salas de aula inadequadas (aspectos físicos e didáticos) 3 Laboratórios deficientes 3 Salas de aula com excesso de alunos 2 Faltas e impontualidades dos professores 1 % 19% 19% 18% 18% 18% 14% 14% 12% 12% 12% 12% 11% 9% 9% 5% 5% 4% 4% 4% 3% 1% TABELA XXII - CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA RELATÓRIO DA ÁREA: ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E ARTES 2. FATORES SÓCIO-POLÍTICO-ECONÔMICOS ITEM 2.1.9 2.1.4 2.1.5 2.1.8 2.1.3 2.1.6 2.1.7 2.1.1 2.1.2 GRAU DE CONTRIBUIÇÃO: (1+2) 1 - CONTRIBUIU TOTALMENTE PARA A EVASÃO 2 - CONTRIBUIU MUITO PARA EVASÃO CAUSA F Necessidade de trabalhar 34 Pouca valorização do diploma no mercado de trabalho 26 Falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso 22 Dificuldades econômico-financeiras 21 Baixos salários pagos aos graduados no curso 20 Dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso 20 Falta de reconhecimento da profissão pela sociedade 20 Falta de integração entre a Universidade e as Empresas 16 O curso não acompanha o ritmo de mudanças da sociedade 14 % 46% 35% 30% 28% 27% 27% 27% 22% 19% 104 TABELA XXIII CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE EVASÃO EM ORDEM DECRESCENTE DE FREQÜÊNCIA RELATÓRIO DA ÁREA: ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E ARTES 3. FATORES DE ORDEM PESSOAL GRAU DE CONTRIBUIÇÃO: (1+2) 1 - CONTRIBUIU TOTALMENTE PARA A EVASÃO 2 - CONTRIBUIU MUITO PARA EVASÃO ITEM CAUSA F 3.1.4 Mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional 29 3.1.5 Insatisfação com o curso 27 3.1.1 Por ter sido aprovado em outro vestibular 17 3.1.6 Estar cursando paralelamente outro curso superior de maior interesse 17 3.1.3 Erro na tomada de decisão quanto à escolha do curso 15 3.2.10 Percepção de que a conclusão do curso não faria diferença na sua vida 13 3.2.6 Deficiências educacionais acumuladas desde o segundo grau 12 3.2.8 Mudança de residência/domicílio 12 3.2.11 Falta de apoio da organização onde trabalha 11 3.1.2 Falta de aptidão para a profissão 10 3.2.9 Por não haver comparecido na época da matrícula 10 3.2.1 Problemas de saúde 8 3.2.5 Excesso de reprovação em disciplinas 8 3.1.8 Por já possuir outro curso superior 7 3.2.4 Problemas de adaptação ao sistema universitário 7 3.2.2 Falta de motivação para estudar 6 3.2.3 Desconhecimento prévio a respeito do curso 6 3.1.7 Matrícula em curso pré-vestibular para prestar vestibular para outro curso 5 3.2.7 Problemas familiares 2 % 39% 36% 23% 23% 20% 18% 16% 16% 15% 14% 14% 11% 11% 9% 9% 8% 8% 7% 3% 105 TABELA XXIV - ÍNDICE CANDIDATO/VAGA – CONCURSO VESTIBULAR (Período de 1986 a 1994) CURSOS 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 Agronomia 8,5 9,4 6,4 5,6 3,8 4,6 4,0 3,0 4,2 Biologia 4,2 4,3 3,9 4,4 3,6 3,0 3,6 2,8 3,7 Enfermagem 3,8 4,4 3,0 4,0 3,2 4,0 2,8 3,8 4,1 Farmácia - Análises Clínicas 4,7 4,8 4,5 4,5 5,8 6,5 ,2 7,1 11,4 Farmácia – Tec. dos Alimentos 2,1 2,6 2,1 1,9 3,6 3,4 4,8 3,9 8,6 Medicina 12,9 16,3 14,8 17,1 16,3 17,7 27,7 19,7 31,7 Nutrição 5,3 Odontologia 11,8 15,3 15,1 14,7 15,0 16,8 20,1 17,1 22,4 Arquitetura e Urbanismo 4,7 8,5 7,8 7,3 10,5 Ciências da Computação 13,9 14,1 10,3 12,2 11,8 11,7 8,9 9,8 12,4 Engenharia Civil 3,5 4,9 4,7 5,1 5,2 6,5 4,8 5,8 6,0 Engenharia Elétrica 5,2 6,9 6,5 5,8 5,3 6,5 5,8 4,4 5,6 Engenharia Mecânica 4,7 6,5 7,2 8,5 7,9 9,0 8,2 6,3 7,9 - - - - 7,1 7,2 7,1 9,1 13,4 Eng. de Produção Civil 2,1 2,2 1,9 3,7 3,1 3,5 3,5 2,8 5,2 Eng. de Produção Elétrica 2,6 2,0 3,5 4,4 4,1 3,4 3,8 3,5 3,8 Eng. de Produção Mecânica 2,8 3,4 4,1 4,7 6,1 5,4 5,4 4,3 6,5 Engenharia de Alimentos 3,5 2,7 2,4 3,6 4,2 2,1 4,6 2,5 6,5 Engenharia Química 5,4 6,3 6,0 7,6 7,4 4,3 4,6 3,4 5,5 Engenharia Sanitária 2,6 2,6 2,0 2,3 1,4 3,6 1,5 2,7 1,3 Física 1,3 1,4 1,0 1,3 1,4 0,9 1,2 0,9 - Física – Bacharelado – Diurno - - - - - - - - 1,2 Física – Licenciatura – Noturno - - - - - - - - 1,1 Eng. de Controle e Automação 4,2 6,8 4,5 7,4 5,0 8,0 5,6 8,0 6,9 5,4 4,9 10,9 106 TABELA XXIV - ÍNDICE CANDIDATO/VAGA – CONCURSO VESTIBULAR (Período de 1986 a 1994) CURSOS 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 Matemática – Bacharelado - Noturno 2,0 1,8 2,2 1,4 1,2 1,5 0,8 1,0 0,9 Matemática – Licenciatura - Noturno 3,5 3,3 2,2 1,4 1,2 2,9 1,4 1,6 2,1 Matemática e Computação Científica - - - - - - - - 3,6 Química 1,1 1,7 1,1 1,0 1,5 1,8 1,2 1,0 1,2 Administração – Diurno 5,3 6,6 5,0 5,7 6,8 7,3 5,0 4,9 5,9 Administração – Noturno 10,6 12,3 8,1 9,5 10,0 8,9 5,2 7,8 7,7 Biblioteconomia – Noturno 3,2 4,1 2,4 2,5 2,6 1,6 1,5 1,3 1,1 Ciências Contábeis – Diurno 3,5 3,6 2,9 3,3 3,6 4,2 2,6 3,7 3,8 Ciências Contábeis – Noturno 7,5 8,8 6,7 6,9 6,4 7,3 4,2 5,8 6,0 Ciências Sociais – Diurno 2,2 3,7 2,4 2,0 2,0 1,8 2,1 0,9 3,0 Ciências Sociais – Noturno 5,9 6,8 4,4 4,6 4,0 3,0 2,0 2,5 1,6 Direito – Diurno 8,9 11,7 9,8 10,4 10,5 11,9 10,6 12,5 17,5 Direito – Noturno 14,6 18,8 14,6 16,4 14,1 19,2 11,4 16,6 176 Economia – Diurno 3,1 3,4 2,5 2,3 2,8 3,1 1,7 2,3 1,9 Economia – Noturno 6,6 5,8 38 4,7 5,0 4,2 3,0 2,8 3,8 Filosofia – Diurno 4,1 4,4 3,0 1,2 1,5 1,7 1,8 0,9 2,0 Filosofia – Noturno 1,8 2,6 1,4 2,4 2,4 2,7 1,6 1,7 1,4 Geografia – Bacharelado 2,8 3,6 2,3 1,9 1,5 2,6 1,3 1,2 1,4 Geografia – Licenciatura - Noturno 6,3 8,3 4,3 2,9 3,0 3,6 1,3 1,6 2,2 História – Bacharelado - Diurno 2,0 3,1 3,2 2,7 2,5 2,4 1,8 1,9 1,7 História – Licenciatura - Noturno 3,9 4,4 3,2 2,7 2,5 4,3 1,9 2,5 2,1 107 TABELA XXIV - ÍNDICE CANDIDATO/VAGA – CONCURSO VESTIBULAR (Período de 1986 a 1994) CURSOS 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 Pedagogia – Supervisão Escolar 4,7 8,7 - 3,0 2,7 4,1 2,7 2,3 1,2 Pedagogia – Orientação Educacional 8,1 - 4,9 3,9 3,7 4,4 - 1,8 2,7 - 10,7 5,4 3,7 - 3,7 2,6 - - Pedagogia – Educação Pré-Escolar 9,3 10,4 5,5 5,5 5,1 5,5 3,9 3,5 4,3 Pedagogia – Deficiência Auditiva 1,4 4,6 2,2 - 1,6 6,5 1,4 2,2 - Pedagogia – Deficiência Mental 3,3 5,6 2,7 4,9 1,4 - 1,4 1,9 - Psicologia 11,4 16,5 11,8 11,2 11,0 10,2 7,8 8,6 10,0 Serviço Social 6,3 5,3 2,1 2,7 2,6 Jornalismo 11,9 14,2 10,0 12,1 10,5 11,5 9,1 11,9 13,2 Educação Física – Feminino 6,4 7,1 4,8 4,5 - - - - - Educação Física – Masculino 4,8 5,3 3,1 4,1 - - - - - - - - - 4,4 4,9 2,8 3,0 3,9 Letras – Português 2,7 3,7 2,7 1,9 2,1 1,9 2,2 1,6 2,0 Letras – Alemão e Lit. - Diurno 2,0 1,2 1,6 1,3 0,9 2,1 0,5 0,8 - Letras – Alemão e Literatura - - - - - - 0,4 1,1 - Letras – Espanhol e Português 2,8 3,0 2,4 1,1 1,7 1,6 0,8 1,4 0,9 Letras – Francês e Português 1,9 2,2 1,4 2,0 1,9 1,4 1,0 0,5 1,2 Letras - Inglês e Português 4,3 4,3 3,2 3,0 2,7 3,7 1,6 2,7 3,7 - - - - - - 3,0 3,8 - 1,3 1,2 1,9 1,0 0,8 3,1 0,5 1,0 0,9 Letras - Inglês/Port. – Bacharelado – Noturno Letras – Alemão - - - - - - - - 5,2 - - - - - - - - 0,7 Letras – Alemão e Português - - - - - - - - 1,0 Pedagogia – Magistério Educação Física Letras - Inglês e Lit. – Noturno Letras - Italiano e Português 7,8 4,5 5,2 3,8 108 TABELA XXV - ÍNDICE DE APROVEITAMENTO (DESEMPENHO) DOS EVADIDOS (Geração Pesquisada - 1970 A 1990) Curso Índice de Aproveitamento Administração 5.85 Administração Noturno 5.57 Agronomia 4.95 Arquitetura e Urbanismo 5.21 Biblioteconomia 5.48 Biblioteconomia Noturno 3.56 Biologia Bacharelado 4.83 Biologia Licenciatura 5.37 Ciências Biológicas 4.10 Ciências Contábeis 5.60 Ciências Contábeis Noturno 5.46 Ciências da Computação 5.10 Ciências Econômicas. Noturno 4.79 Ciências Econômicas 5.19 Ciências Sociais – Diurno 5.31 Ciências Sociais – Noturno 4.55 Comunicação Social – Jornalismo 5.09 Cursos da Área Ciências. Biológicas 6.01 Cursos da Área Ciências Físicas 5.11 Cursos da Área Ciências Humanas 4.49 Cursos da Área de Artes e Comun. 5.21 109 TABELA XXV - ÍNDICE DE APROVEITAMENTO (DESEMPENHO) DOS EVADIDOS (Geração Pesquisada - 1970 A 1990) Curso Índice de Aproveitamento Direito 6.34 Direito Noturno 5.60 Educação Física 4.91 Educação Física - Tec. Desp. 1.60 Educação Física Masculino e Feminino 3.92 Enfermagem 5.18 Engenharia Civil 4.63 Eng. de Alimentos 3.82 Eng. de Contr. e Autom. Ind. 6.12 Eng. Produção Civil 3.78 Eng. Produção Elétrica 4.24 Eng. Produção Mecânica 4.22 Eng. Elétrica – Energia 5.64 Eng. Elétrica – Telecom. 6.46 Eng. Elétrica 5.24 Eng. Mecânica 5.15 Eng. Química 4.93 Eng. Sanitária 4.05 Farmácia 6.61 Farmácia Análises Clínicas 5.96 Farmácia Tecnologia de Alimentos 5.75 110 TABELA XXV - ÍNDICE DE APROVEITAMENTO (DESEMPENHO) DOS EVADIDOS (Geração Pesquisada - 1970 A 1990) Curso Índice de Aproveitamento Filosofia 3.99 Filosofia (Noturno) 4.02 Filosofia –Bacharelado 4.38 Filosofia – Licenciatura 4.81 Física 3.07 Física – Bacharelado 3.98 Física – Licenciatura 4.71 Física – Licenciatura (Noturno) 3.89 Geografia (Noturno) 3.74 Geografia – Bacharelado 4.51 Geografia – Licenciatura (Noturno) 4.21 Geografia – Licenciatura 5.58 História 3.41 História Bacharelado 4.58 História Licenciatura 5.35 Letras- Latim 5.10 Letras - Língua Portuguesa 6.78 Letras – Português 6.07 Letras - Alemão Bacharelado (Noturno) 8.94 Letras – Língua Alemã e Literatura Alemã 4.46 111 TABELA XXV - ÍNDICE DE APROVEITAMENTO (DESEMPENHO) DOS EVADIDOS (Geração Pesquisada - 1970 A 1990) Curso Índice de Aproveitamento Letras – Português e Alemão Bacharelado 3.66 Letras – Português e Espanhol 4.15 Letras – Português e Francês 3.99 Letras – Português e Inglês 4.76 Letras – Português e Italiano 3.28 Letras – Português e Literatura Brasileira 4.53 Língua e Literatura Alemã 4.16 Língua e Literatura Francesa 6.09 Língua e Literatura Inglesa 6.29 Matemática 3.00 Matemática Bacharelado 3.78 Matemática Licenciatura 4.95 Matemática e Computação Científica 3.35 Matemática Licenciatura (Diurno) 4.05 Matemática Licenciatura (Noturno) 3.85 Medicina 5.89 Nutrição 5.36 Odontologia 5.80 112 TABELA XXV - ÍNDICE DE APROVEITAMENTO (DESEMPENHO) DOS EVADIDOS (Geração Pesquisada - 1970 A 1990) Curso Índice de Aproveitamento Pedagogia 7.09 Pedagogia Administração Escolar 5.47 Pedagogia Deficiência Auditiva 5.36 Pedagogia Deficiência Mental 5.03 Pedagogia Educação Pré-Escolar 5.80 Pedagogia Magistério 2º Grau 5.10 Pedagogia Orientação Educação 5.09 Pedagogia Supervisão Escolar 5.41 Psicologia 6.31 Química 3.55 Química Bacharelado 4.10 Química Licenciatura 5.12 Secretariado 6.23 Serviço Social 6.23 MÉDIA 4.99 113 TABELA XXVI - TEMPO MÉDIO DE PERMANÊNCIA DOS FORMANDOS (Geração Pesquisada - 1970 A 1990) Curso Formandos Feminino Masculino Permanência Total Média Administração 241 265 506 8.52 Administração Noturno 114 309 423 9.88 Agronomia 98 526 624 9.48 Arquitetura e Urbanismo 329 281 610 10.64 Biblioteconomia 112 7 119 6.76 Biblioteconomia Noturno 142 29 171 8.90 Biologia Bacharelado 63 50 113 8.54 Biologia Licenciatura 85 40 125 8.88 Ciências Biológicas 28 32 60 6.42 Ciências da Computação 165 428 593 8.04 Ciências Contábeis 168 256 424 8.86 Ciências Contábeis Noturno 108 337 445 9.72 Ciências Econômicas Noturno 62 266 328 11.26 Ciências Econômicas 117 200 317 9.90 Ciências Sociais – Noturno 67 43 110 9.14 Ciências Sociais – Diurno 83 35 118 9.88 Comunicação Social – Jornalismo 189 115 304 8.28 Direito – Noturno 139 483 622 8.96 Direito – Diurno 334 394 728 9.38 114 TABELA XXVI - TEMPO MÉDIO DE PERMANÊNCIA DOS FORMANDOS (Geração Pesquisada - 1970 A 1990) Curso Formandos Feminino Masculino Permanência Total Média Educação Física 294 269 563 5.92 Educação Física - Tec. Desp. 31 27 58 1.04 Educação Física Masc. e Fem. 31 14 45 6.74 Enfermagem 456 96 552 7.36 Engenharia Civil 115 584 699 10.18 Eng. de Alimentos 49 29 78 10.48 Eng. Produção Civil 28 67 95 10.42 Eng. Produção Elétrica 2 74 76 11.02 Eng. Produção Mecânica 2 70 72 11.38 Eng. Elétrica – Energia 0 8 8 14.24 Eng. Elétrica – Telecom. 1 7 8 15.12 Eng. Elétrica 34 600 634 10.18 Eng. Mecânica 16 696 712 10.36 Eng. Química 45 84 129 9.82 Eng. Sanitária 69 123 192 10.40 Farmácia 2 4 6 12.32 Farmácia Análises Clínicas 379 249 628 7.88 Farmácia Tecnologia de Alimentos 138 53 191 7.74 115 TABELA XXVI - TEMPO MÉDIO DE PERMANÊNCIA DOS FORMANDOS (Geração Pesquisada - 1970 A 1990) Curso Formandos Permanência Feminino Masculino Total Média Filosofia 0 3 3 4.00 Filosofia (Noturno) 0 2 2 7.00 Filosofia –Bacharelado 25 32 57 10.06 Filosofia – Licenciatura 46 48 94 7.40 Física 3 18 21 5.38 Física – Licenciatura (Noturno) 5 5 10 6.10 Física – Licenciatura 6 18 24 8.40 Física – Bacharelado 1 29 30 8.00 Geografia 1 1 2 1.00 Geografia (Noturno) 9 5 14 6.56 Geografia – Licenciatura 19 22 41 9.80 Geografia – Bacharelado 65 70 135 7.44 Geografia – Licenciatura (Noturno) 62 76 138 6.68 História 38 47 85 4.54 História (Noturno) 0 1 1 3.00 História Bacharelado 48 26 74 8.04 História Licenciatura 62 57 119 7.60 116 TABELA XXVI - TEMPO MÉDIO DE PERMANÊNCIA DOS FORMANDOS (Geração Pesquisada - 1970 A 1990) Curso Formandos Permanência Feminino Masculino Total Média Letras – Língua Portuguesa 1 0 1 13.00 Letras – Português 1 1 2 16.00 Letras – Língua Alemã e Lit. Alemã 1 5 6 5.82 Letras - Port. e Alemão Bacharelado 18 2 20 8.40 Letras - Port. e Espanhol 36 5 41 7.48 Letras - Port. e Francês 30 10 40 8.22 Letras - Port. e Inglês 131 30 161 8.32 Letras - Port. e Italiano 27 7 34 8.20 Letras - Port. e Lit. Bras. 244 81 325 4.94 Matemática 26 24 50 8.24 Matemática Bacharelado 1 3 4 6.24 Matemática Licenciatura 32 21 53 7.90 Matemática e Comp. Científica 0 3 3 5.66 Matemática Licenciatura (Diurno) 13 16 29 6.36 Matemática Licenciatura (Noturno) 10 6 16 4.24 Medicina 353 730 1083 11.46 Nutrição 11 14 195 8.86 Odontologia 413 535 948 8.22 117 TABELA XXVI - TEMPO MÉDIO DE PERMANÊNCIA DOS FORMANDOS (Geração Pesquisada - 1970 A 1990) Curso Formandos Permanência Feminino Masculino Total Média Pedagogia Deficiência Auditiva 74 11 85 7.46 Pedagogia Deficiência Mental 89 8 97 7.26 Pedagogia Educação Pré-Escolar 160 11 171 6.82 Pedagogia Magistério 2º Grau 90 18 108 6.56 Pedagogia Orientação Educacional 95 13 108 7.36 Pedagogia Supervisão Escolar 11 21 134 7.02 Pedagogia Administração Escolar 35 6 41 8.00 Psicologia 366 73 439 9.98 Química 18 50 68 3.86 Química Bacharelado 42 38 80 6.96 Química Licenciatura 18 13 31 7.24 Serviço Social 493 11 504 7.58 118 TABELA XXVII - TEMPO MÉDIO DE PERMANÊNCIA DOS EVADIDOS Curso Formandos Feminino Masculino Permanência Total Média Administração 120 261 381 7.06 Administração Noturno 80 380 460 7.80 Agronomia 68 241 309 5.76 Arquitetura e Urbanismo 160 185 345 7.88 Biblioteconomia 53 16 69 4.74 Biblioteconomia Noturno 221 223 444 2.86 Biologia Bacharelado 74 71 145 5.72 Biologia Licenciatura 100 71 171 6.80 Ciências Biológicas 88 112 200 3.24 Ciências da Computação 94 247 341 7.78 Ciências Contábeis 142 295 437 7.10 Ciências Contábeis Noturno 91 330 421 7.02 Ciências Econômicas Noturno 130 549 679 6.76 Ciências Econômicas 180 441 621 6.24 Ciências Sociais - Noturno 125 147 272 5.50 Ciências Sociais - Diurno 154 114 268 5.80 Comunicação Social – Jornalismo 85 99 184 6.04 Direito – Noturno 39 200 239 6.08 Direito – Diurno 65 95 160 8.58 Educação Física 77 116 193 4.96 Educação Física – Tec. Desp. 21 53 74 1.20 Educação Física Masc. e Fem. 41 62 103 2.16 119 TABELA XXVII - TEMPO MÉDIO DE PERMANÊNCIA DOS EVADIDOS Curso Formandos Feminino Masculino Permanência Total Média Enfermagem 234 103 337 3.84 Engenharia Civil 84 445 529 7.24 Eng. de Alimentos 105 122 227 5.10 Eng. Produção Civil 39 188 227 5.80 Eng. Produção Elétrica 12 182 194 7.26 Eng. Produção Mecânica 6 191 197 7.46 Eng. Elétrica 23 473 496 7.52 Eng. Mecânica 7 466 473 7.30 Eng. Química 31 109 140 6.60 Eng. Sanitária 100 309 409 5.28 Farmácia Análises Clínicas 168 153 321 6.46 Farmácia Tecnologia de Alimentos 161 144 305 6.34 Filosofia 82 110 192 1.74 Filosofia (Noturno) 51 127 178 2.08 Filosofia –Bacharelado 69 197 266 5.58 Filosofia – Licenciatura 111 171 282 3.86 Física 50 295 35 2.22 Física – Licenciatura (Noturno) 37 210 247 4.48 Física – Licenciatura 41 184 225 3.80 Física – Bacharelado 6 35 41 3.20 120 TABELA XXVII - TEMPO MÉDIO DE PERMANÊNCIA DOS EVADIDOS Curso Formandos Feminino Masculino Permanência Total Média Geografia 22 35 57 0.50 Geografia (Noturno) 17 26 43 3.04 Geografia – Licenciatura 10 24 34 7.66 Geografia – Bacharelado 111 217 328 4.44 Geografia – Licenciatura (Noturno) 68 171 239 3.28 História 79 188 267 2.32 História (Noturno) 6 17 23 1.64 História Bacharelado 127 127 254 4.92 História Licenciatura 77 90 167 5.88 Letras - Alemão Bacharelado (Noturno) 30 17 47 0.84 Letras – Port. e Inglês Bacharelado 8 7 15 2.00 Letras –Língua Alemã e Lit. Alemã 55 63 118 1.46 Letras – Português e Alemã Bacharelado 84 76 160 3.20 Letras - Português e Espanhol 123 116 239 2.86 Letras – Português e Francês 186 109 295 3.42 Letras – Português e Inglês 372 117 549 4.66 Letras – Português e Italiano 117 135 252 2.84 Letras - Português e Lit. Brasileira 181 128 309 3.70 Matemática 131 344 475 2.82 Matemática Bacharelado 40 86 126 4.14 Matemática Licenciatura 77 94 171 5.24 121 TABELA XXVII - TEMPO MÉDIO DE PERMANÊNCIA DOS EVADIDOS Curso Formandos Feminino Masculino Permanência Total Média Matemática e Comp. Científica 9 40 49 2.82 Matemática Licenciatura (Diurno) 30 38 68 4.44 Matemática Licenciatura (Noturno) 23 34 57 3.94 Medicina 28 71 99 6.80 Nutrição 96 25 121 5.32 Odontologia 27 42 69 7.76 Pedagogia Deficiência Auditiva 74 34 108 3.30 Pedagogia Deficiência Mental 97 20 117 4.06 Pedagogia Educação Pré-Escolar 88 18 106 3.16 Pedagogia Magistério 2º Grau 82 27 109 3.38 Pedagogia Orientação Educacional 81 25 106 3.62 Pedagogia Supervisão Escolar 70 30 100 3.30 Pedagogia Administração Escolar 39 21 60 4.94 Psicologia 198 85 283 7.12 Química 143 265 408 2.26 Química Bacharelado 71 101 172 5.22 Química Licenciatura 84 116 200 4.86 Serviço Social 247 44 291 4.14 122 TABELA XXVIII - RELATÓRIO GERAL – CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UFSC LEGENDA 1 - CONTRIBUIU TOTALMENTE (DE FORMA DECISIVA) PARA A EVASÃO. 2 - CONTRIBUIU MUITO PARA A EVASÃO 3 - CONTRIBUIU REGULARMENTE PARA A EVASÃO 4 - CONTRIBUIU POUCO PARA A EVASÃO 5 - NÃO CONTRIBUIU PARA A EVASÃO OU NÃO SE APLICA 6 - NÃO RESPONDEU 1. FATORES ACADÊMICO-INSTITUCIONAIS 1.1 1.1.1 1.1.2 CAUSAS REFERENTES A RECURSOS HUMANOS Faltas e impontualidades dos professores 1.1.3 Desatualização sobre o conteúdo das disciplinas por parte dos professores Falta de didática dos professores 1.1.4 Desmotivação dos professores 1.1.5 Atitude negativa expressa pelos professores em relação ao curso Atitude negativa expressa pelos professores em relação aos alunos do curso Falta de apoio da Administração do Curso 1.1.6 1.1.7 1.2 1.2.3 CAUSAS REFERENTES A ASPECTOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS Falta de concentração da grade de horário num único turno Currículo inadequado às exigências/interesses do mercado de trabalho Currículo com carga horária em excesso 1.2.4 Cadeia rígida de pré-requisitos 1.2.5 1.2.6 Critérios inadequados de avaliação do aluno O curso não oferece boa formação teórica 1.2.7 O curso não oferece boa formação prática 1.2.8 Falta de articulação entre teoria e prática 1.2.1 1.2.2 1 2 3 4 5 6 F % F % F % F % F % F % 0 0 3 2 2 1 6 4 4 3 6 4 2 1 3 2 12 8 8 5 10 7 9 6 8 5 9 6 19 12 16 10 8 5 13 8 25 17 28 18 32 21 26 17 20 13 14 9 118 77 110 72 88 58 96 63 109 71 111 73 0 0 0 0 0 0 1 1 2 1 0 0 F % 5 3 8 5 14 9 19 13 107 70 0 0 1 2 3 4 5 6 F % F % 13 9 10 7 19 12 13 9 15 10 22 14 19 12 25 16 84 55 81 53 3 2 2 1 F % F % F % F % F % F % 8 5 8 5 5 3 6 4 13 8 11 7 11 7 16 10 11 7 5 3 8 5 12 8 11 7 14 9 25 16 12 8 21 14 26 17 23 15 21 14 19 13 24 16 23 15 22 14 99 65 91 60 92 60 105 68 87 57 81 53 1 1 3 2 1 1 1 1 1 1 1 1 123 1.3 1.3.1 CAUSAS REFERENTES À INFRAESTRUTURA Falta de segurança no campus 1.3.2 Salas de aula com excesso de alunos 1.3.3 1.3.4 Salas de aula inadequadas (aspectos físicos e didáticos) Bibliotecas inadequadas 1.3.5 Laboratórios deficientes 1.3.6 Falta de equipamentos de informática F % F % F % F % F % F % 1 2 3 4 5 6 2 1 1 1 4 3 1 1 5 3 5 3 2 1 3 2 3 2 7 5 5 3 9 6 5 3 7 4 17 11 9 6 15 10 17 11 10 7 23 15 19 12 25 16 24 16 20 13 134 88 119 78 110 72 111 72 104 68 102 67 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 124 2. FATORES SÓCIO-POLÍTICO-ECONÔMICOS 2.1 2.1.8 CAUSAS REFERENTES A ASPECTOS SÓCIO-POLÍTICO-ECONÔMICOS Falta de integração entre a Universidade e as Empresas O curso não acompanha o ritmo de mudanças da sociedade Baixos salários pagos aos graduados no curso Pouca valorização do diploma no mercado de trabalho Falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso Dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso Falta de reconhecimento da profissão pela sociedade Dificuldades econômico-financeiras 2.1.9 Necessidade de trabalhar 2.1.1 2.1.2 2.1.3 2.1.4 2.1.5 2.1.6 2.1.7 F % F % F % F % F % F % F % F % F % 1 2 3 4 5 6 12 8 11 7 16 10 19 12 20 13 15 10 13 9 29 19 51 33 13 9 11 7 17 11 22 14 16 11 18 12 19 12 18 12 18 12 19 12 15 10 19 12 18 12 23 15 20 13 17 11 17 11 8 5 23 15 22 14 24 16 21 14 20 13 17 11 18 12 13 8 9 6 86 56 94 62 76 50 73 48 74 48 83 54 84 55 76 50 66 43 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 2 1 0 0 1 1 125 3. FATORES DE ORDEM PESSOAL 3.1 3.1.1 CAUSAS REFERENTES À SUA VOCAÇÃO Por ter sido aprovado em outro vestibular 3.1.2 Falta de aptidão para a profissão 3.1.3 Erro na tomada de decisão quanto à escolha do curso Mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional Insatisfação com o curso 3.1.4 3.1.5 3.1.6 3.1.7 3.1.8 3.2 Estar cursando paralelamente outro curso superior de maior interesse Matrícula em curso pré-vestibular para prestar vestibular para outro curso Por já possuir outro curso superior 3.2.1 CAUSAS REFERENTES A OUTROS PROBLEMAS DE ORDEM PESSOAL Problemas de saúde 3.2.2 Falta de motivação para estudar 3.2.3 Desconhecimento prévio a respeito do curso Problemas de adaptação ao sistema universitário Excesso de reprovação em disciplinas 3.2.4 3.2.5 3.2.6 3.2.7 Deficiências educacionais desde o segundo grau Problemas familiares 3.2.8 Mudança de residência/domicílio 3.2.9 Por não haver comparecido na época da matrícula Percepção de que a conclusão do curso não faria diferença para sua vida Falta de apoio da organização onde trabalha 3.2.10 3.2.11 acumuladas F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % 1 2 3 4 5 6 44 29 16 10 22 14 48 31 22 14 23 15 17 11 7 4 5 3 11 7 13 9 18 12 22 14 4 2 3 2 4 3 0 0 6 4 22 14 18 12 21 14 1 1 3 2 1 1 6 4 21 14 10 7 14 9 16 11 3 2 4 3 4 3 97 63 96 63 84 55 53 35 69 45 119 78 123 80 135 88 1 1 3 2 2 1 2 1 3 2 3 2 3 2 2 1 1 2 3 4 5 6 9 6 11 7 8 5 5 3 5 3 7 5 13 8 20 13 5 4 12 8 11 7 3 2 14 9 9 6 4 3 11 7 8 5 9 6 6 4 2 1 5 3 4 3 2 1 24 16 19 12 9 6 8 5 8 5 9 6 7 4 4 3 14 9 6 4 1 1 11 7 14 9 20 13 12 8 13 8 9 6 3 2 2 1 9 6 5 3 137 89 92 60 102 67 113 74 115 75 116 76 112 73 116 76 138 90 112 73 126 82 1 1 1 1 1 1 2 1 2 2 1 1 1 1 1 1 2 1 1 1 1 1 126 TABELA XXIX - ÁREA DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE: LEGENDA 1 - CONTRIBUIU TOTALMENTE (DE FORMA DECISIVA) PARA A EVASÃO. 2 - CONTRIBUIU MUITO PARA A EVASÃO 3 - CONTRIBUIU REGULARMENTE PARA A EVASÃO 4 - CONTRIBUIU POUCO PARA A EVASÃO 5 - NÃO CONTRIBUIU PARA A EVASÃO OU NÃO SE APLICA 6 - NÃO RESPONDEU 1. FATORES ACADÊMICO-INSTITUCIONAIS 1.1 1.1.1 1.1.2 CAUSAS REFERENTES A RECURSOS HUMANOS Faltas e impontualidades dos professores 1.1.3 Desatualização sobre o conteúdo das disciplinas por parte dos professores Falta de didática dos professores 1.1.4 Desmotivação dos professores 1.1.5 Atitude negativa expressa pelos professores em relação ao curso Atitude negativa expressa pelos professores em relação aos alunos do curso Falta de apoio da Administração do Curso 1.1.6 1.1.7 1.2 1.2.3 CAUSAS REFERENTES A ASPECTOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS Falta de concentração da grade de horário num único turno Currículo inadequado às exigências/interesses do mercado de trabalho Currículo com carga horária em excesso 1.2.4 Cadeia rígida de pré-requisitos 1.2.5 1.2.6 Critérios inadequados de avaliação do aluno O curso não oferece boa formação teórica 1.2.7 O curso não oferece boa formação prática 1.2.8 Falta de articulação entre teoria e prática 1.2.1 1.2.2 1 2 3 4 5 6 F % F % F % F % F % F % 0 0 0 0 0 0 2 5 0 0 1 3 1 3 0 0 2 5 1 3 2 5 0 0 2 5 1 3 7 19 2 5 2 5 5 13 5 14 8 21 10 27 8 22 4 11 3 8 29 78 28 76 18 49 23 62 28 76 28 76 0 0 0 0 0 0 1 3 1 3 0 0 F % 1 3 2 5 5 14 3 8 26 70 0 0 1 2 3 4 5 6 F % F % 7 19 1 3 6 16 3 8 5 14 5 13 7 19 7 19 12 32 21 57 0 0 0 0 F % F % F % F % F % F % 4 11 4 11 2 5 0 0 2 5 2 5 2 5 2 5 2 5 2 5 1 3 3 8 5 14 5 13 5 14 1 3 2 5 3 8 6 16 7 19 5 14 7 19 8 22 8 22 20 54 18 49 23 62 27 73 24 65 21 57 0 0 1 3 0 0 0 0 0 0 0 0 127 1.3 1.3.1 CAUSAS REFERENTES À INFRAESTRUTURA Falta de segurança no campus 1.3.2 Salas de aula com excesso de alunos 1.3.3 1.3.4 Salas de aula inadequadas (aspectos físicos e didáticos) Bibliotecas inadequadas 1.3.5 Laboratórios deficientes 1.3.6 Falta de equipamentos de informática F % F % F % F % F % F % 1 2 3 4 5 6 0 0 1 3 1 3 0 0 1 3 0 0 0 0 0 0 1 3 2 5 3 8 3 8 0 0 0 0 4 11 3 8 2 5 2 6 3 8 4 11 4 11 8 22 9 24 6 16 34 92 32 86 27 72 24 65 22 60 26 70 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 128 2. FATORES SÓCIO-POLÍTICO-ECONÔMICOS 2.1 2.1.8 CAUSAS REFERENTES A ASPECTOS SÓCIO-POLÍTICO-ECONÔMICOS Falta de integração entre a Universidade e as Empresas O curso não acompanha o ritmo de mudanças da sociedade Baixos salários pagos aos graduados no curso Pouca valorização do diploma no mercado de trabalho Falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso Dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso Falta de reconhecimento da profissão pela sociedade Dificuldades econômico-financeiras 2.1.9 Necessidade de trabalhar 2.1.1 2.1.2 2.1.3 2.1.4 2.1.5 2.1.6 2.1.7 F % F % F % F % F % F % F % F % F % 1 2 3 4 5 6 2 5 1 3 3 8 4 11 3 8 4 11 4 11 6 16 8 22 2 5 3 8 4 11 5 13 5 14 4 11 2 5 6 16 8 22 5 14 2 5 6 16 4 11 4 10 8 21 7 19 3 8 1 3 7 19 5 14 6 16 8 22 5 14 4 11 5 14 4 11 2 5 21 57 26 70 18 49 16 43 20 54 17 46 19 51 18 49 18 48 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 129 3. 3.1 FATORES DE ORDEM PESSOAL 3.1.1 CAUSAS REFERENTES À SUA VOCAÇÃO Por ter sido aprovado em outro vestibular 3.1.2 Falta de aptidão para a profissão 3.1.3 Erro na tomada de decisão quanto à escolha do curso Mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional Insatisfação com o curso 3.1.4 3.1.5 3.1.6 3.1.7 3.1.8 3.2 Estar cursando paralelamente outro curso superior de maior interesse Matrícula em curso pré-vestibular para prestar vestibular para outro curso Por já possuir outro curso superior 3.2.1 CAUSAS REFERENTES A OUTROS PROBLEMAS DE ORDEM PESSOAL Problemas de saúde 3.2.2 Falta de motivação para estudar 3.2.3 Desconhecimento prévio a respeito do curso Problemas de adaptação ao sistema universitário Excesso de reprovação em disciplinas 3.2.4 3.2.5 3.2.6 3.2.7 Deficiências educacionais desde o segundo grau Problemas familiares 3.2.8 Mudança de residência/domicílio 3.2.9 Por não haver comparecido na época da matrícula Percepção de que a conclusão do curso não faria diferença para sua vida Falta de apoio da organização onde trabalha 3.2.10 3.2.11 acumuladas F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % 1 2 3 4 5 6 10 27 3 8 3 8 11 30 2 5 3 8 4 11 1 3 2 5 5 13 7 19 7 19 7 19 0 0 1 3 1 3 0 0 1 3 3 8 2 5 5 14 0 0 1 3 1 3 1 3 4 11 4 11 5 13 7 19 0 0 2 5 0 0 24 65 23 62 19 51 11 30 14 38 33 89 28 75 33 88 0 0 1 3 1 3 1 3 2 5 1 3 1 3 1 3 1 2 3 4 5 6 2 5 2 5 0 0 0 0 1 3 1 3 4 11 3 8 1 3 2 5 1 3 0 0 5 14 2 6 3 8 6 16 3 8 5 13 3 8 1 3 0 0 1 3 0 0 3 8 6 16 2 5 2 5 3 8 1 3 3 8 0 0 1 3 1 3 0 0 3 8 3 8 4 11 1 3 3 8 2 5 0 0 0 0 2 5 1 3 35 95 24 65 26 70 28 76 27 73 27 73 25 68 28 76 35 94 32 87 33 88 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 130 TABELA XXX - ÁREA DE CIÊNCIAS FÍSICAS E TECNOLÓGICAS LEGENDA 1 - CONTRIBUIU TOTALMENTE (DE FORMA DECISIVA) PARA A EVASÃO. 2 - CONTRIBUIU MUITO PARA A EVASÃO 3 - CONTRIBUIU REGULARMENTE PARA A EVASÃO 4 - CONTRIBUIU POUCO PARA A EVASÃO 5 - NÃO CONTRIBUIU PARA A EVASÃO OU NÃO SE APLICA 6 - NÃO RESPONDEU 1. FATORES ACADÊMICO-INSTITUCIONAIS 1.1 1.1.1 1.1.2 CAUSAS REFERENTES A RECURSOS HUMANOS Faltas e impontualidades dos professores 1.1.3 Desatualização sobre o conteúdo das disciplinas por parte dos professores Falta de didática dos professores 1.1.4 Desmotivação dos professores 1.1.5 Atitude negativa expressa pelos professores em relação ao curso Atitude negativa expressa pelos professores em relação aos alunos do curso Falta de apoio da Administração do Curso 1.1.6 1.1.7 1.2 1.2.3 CAUSAS REFERENTES A ASPECTOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS Falta de concentração da grade de horário num único turno Currículo inadequado às exigências/interesses do mercado de trabalho Currículo com carga horária em excesso 1.2.4 Cadeia rígida de pré-requisitos 1.2.5 1.2.6 Critérios inadequados de avaliação do aluno O curso não oferece boa formação teórica 1.2.7 O curso não oferece boa formação prática 1.2.8 Falta de articulação entre teoria e prática 1.2.1 1.2.2 1 2 3 4 5 6 F % F % F % F % F % F % 0 0 0 0 0 0 1 2 1 2 2 5 0 0 2 5 4 10 1 2 4 10 2 5 3 7 3 7 4 10 5 12 0 0 3 7 6 14 8 19 10 23 9 22 6 14 4 9 33 79 29 69 24 57 26 62 31 74 31 74 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 F % 0 0 1 2 5 12 5 12 31 74 0 0 1 2 3 4 5 6 F % F % 2 4 2 5 4 10 3 7 4 10 4 10 4 10 6 14 27 64 25 59 1 2 2 5 F % F % F % F % F % F % 0 0 0 0 1 2 2 5 3 7 3 7 4 10 5 12 1 2 0 0 1 2 2 5 2 4 4 10 6 15 5 12 8 19 8 19 4 10 5 12 5 12 4 10 4 10 9 22 31 74 27 64 28 67 30 71 25 60 19 45 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 131 1.3 1.3.1 CAUSAS REFERENTES À INFRAESTRUTURA Falta de segurança no campus 1.3.2 Salas de aula com excesso de alunos 1.3.3 1.3.4 Salas de aula inadequadas (aspectos físicos e didáticos) Bibliotecas inadequadas 1.3.5 Laboratórios deficientes 1.3.6 Falta de equipamentos de informática F % F % F % F % F % F % 1 2 3 4 5 6 0 0 0 0 0 0 0 0 1 2 1 2 1 2 1 2 2 4 2 5 2 5 1 2 1 2 1 2 4 10 1 2 7 17 7 17 4 10 8 19 4 10 5 12 3 7 4 10 36 86 32 77 32 76 34 81 29 69 29 69 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 132 2. FATORES SÓCIO-POLÍTICO-ECONÔMICOS 2.1 2.1.8 CAUSAS REFERENTES A ASPECTOS SÓCIO-POLÍTICO-ECONÔMICOS Falta de integração entre a Universidade e as Empresas O curso não acompanha o ritmo de mudanças da sociedade Baixos salários pagos aos graduados no curso Pouca valorização do diploma no mercado de trabalho Falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso Dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso Falta de reconhecimento da profissão pela sociedade Dificuldades econômico-financeiras 2.1.9 Necessidade de trabalhar 2.1.1 2.1.2 2.1.3 2.1.4 2.1.5 2.1.6 2.1.7 F % F % F % F % F % F % F % F % F % 1 2 3 4 5 6 1 2 3 7 2 5 3 7 4 9 2 5 3 7 9 21 16 38 4 10 1 2 4 9 3 7 2 5 3 7 3 7 5 12 3 8 2 5 5 12 5 12 5 12 8 19 6 14 0 0 5 12 1 2 6 14 5 12 8 19 5 12 5 12 3 7 6 14 2 5 1 2 29 69 28 67 23 55 26 62 23 55 28 67 30 72 21 50 21 50 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 133 3. FATORES DE ORDEM PESSOAL 3.1 3.1.1 CAUSAS REFERENTES À SUA VOCAÇÃO Por ter sido aprovado em outro vestibular 3.1.2 Falta de aptidão para a profissão 3.1.3 Erro na tomada de decisão quanto à escolha do curso Mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional Insatisfação com o curso 3.1.4 3.1.5 3.1.6 3.1.7 3.1.8 3.2 Estar cursando paralelamente outro curso superior de maior interesse Matrícula em curso pré-vestibular para prestar vestibular para outro curso Por já possuir outro curso superior 3.2.1 CAUSAS REFERENTES A OUTROS PROBLEMAS DE ORDEM PESSOAL Problemas de saúde 3.2.2 Falta de motivação para estudar 3.2.3 Desconhecimento prévio a respeito do curso Problemas de adaptação ao sistema universitário Excesso de reprovação em disciplinas 3.2.4 3.2.5 3.2.6 3.2.7 Deficiências educacionais desde o segundo grau Problemas familiares 3.2.8 Mudança de residência/domicílio 3.2.9 Por não haver comparecido na época da matrícula Percepção de que a conclusão do curso não faria diferença para sua vida Falta de apoio da organização onde trabalha 3.2.10 3.2.11 acumuladas F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % 1 2 3 4 5 6 19 45 6 14 9 21 17 40 4 10 6 15 8 19 2 5 1 2 3 7 1 2 2 5 4 10 1 2 2 5 0 0 0 0 2 5 7 17 8 19 7 16 1 2 1 2 0 0 2 5 6 14 4 10 3 7 3 7 2 5 1 2 1 2 20 48 25 60 21 50 12 29 24 57 32 76 30 72 39 93 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 2 3 4 5 6 2 5 2 5 3 7 0 0 0 0 2 5 5 12 7 17 2 5 3 7 2 5 0 0 3 7 1 2 0 0 3 7 2 5 0 0 1 2 1 2 0 0 1 2 0 0 8 19 4 10 2 5 4 10 1 3 4 10 2 5 0 0 7 17 1 2 0 0 3 7 4 10 7 17 2 5 4 9 3 7 0 0 1 2 2 5 1 2 40 95 26 62 30 71 32 76 32 76 33 78 30 71 32 76 37 89 30 71 37 89 0 0 0 0 0 0 1 2 1 2 0 0 0 0 0 0 1 2 0 0 0 0 134 TABELA XXXI - ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E ARTES LEGENDA 1 - CONTRIBUIU TOTALMENTE (DE FORMA DECISIVA) PARA A EVASÃO. 2 - CONTRIBUIU MUITO PARA A EVASÃO 3 - CONTRIBUIU REGULARMENTE PARA A EVASÃO 4 - CONTRIBUIU POUCO PARA A EVASÃO 5 - NÃO CONTRIBUIU PARA A EVASÃO OU NÃO SE APLICA 6 - NÃO RESPONDEU 1. FATORES ACADÊMICO-INSTITUCIONAIS 1.1 1.1.1 1.1.2 CAUSAS REFERENTES A RECURSOS HUMANOS Faltas e impontualidades dos professores 1.1.3 Desatualização sobre o conteúdo das disciplinas por parte dos professores Falta de didática dos professores 1.1.4 Desmotivação dos professores 1.1.5 Atitude negativa expressa pelos professores em relação ao curso Atitude negativa expressa pelos professores em relação aos alunos do curso Falta de apoio da Administração do Curso 1.1.6 1.1.7 1.2 1.2.3 CAUSAS REFERENTES A ASPECTOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS Falta de concentração da grade de horário num único turno Currículo inadequado às exigências/interesses do mercado de trabalho Currículo com carga horária em excesso 1.2.4 Cadeia rígida de pré-requisitos 1.2.5 1.2.6 Critérios inadequados de avaliação do aluno O curso não oferece boa formação teórica 1.2.7 O curso não oferece boa formação prática 1.2.8 Falta de articulação entre teoria e prática 1.2.1 1.2.2 1 2 3 4 5 6 F % F % F % F % F % F % 0 0 3 4 2 3 3 4 3 4 3 4 1 1 1 1 6 8 6 8 4 5 7 10 3 4 5 7 8 11 9 12 6 8 5 6 14 19 12 16 12 16 9 12 10 14 7 10 56 76 53 72 46 62 47 64 50 68 52 70 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 F % 4 5 5 7 4 5 11 15 50 68 0 0 1 2 3 4 5 6 F % F % 4 5 7 10 9 12 7 10 6 8 13 17 8 11 12 16 45 61 35 47 2 3 0 0 F % F % F % F % F % F % 4 5 4 6 2 3 4 5 8 11 6 8 5 7 9 12 8 11 3 4 6 8 7 10 4 5 5 7 14 19 6 8 11 15 15 20 13 18 9 12 9 12 13 18 11 15 5 7 48 65 46 62 41 55 48 65 38 51 41 55 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 135 1.3 1.3.1 CAUSAS REFERENTES À INFRAESTRUTURA Falta de segurança no campus 1.3.2 Salas de aula com excesso de alunos 1.3.3 1.3.4 Salas de aula inadequadas (aspectos físicos e didáticos) Bibliotecas inadequadas 1.3.5 Laboratórios deficientes 1.3.6 Falta de equipamentos de informática F % F % F % F % F % F % 1 2 3 4 5 6 2 3 0 0 3 4 1 1 3 4 4 5 1 1 2 3 0 0 3 4 0 0 5 7 4 5 6 8 9 12 5 7 6 8 8 11 3 4 11 15 11 15 12 16 12 16 10 13 64 87 55 74 51 69 53 72 53 72 47 64 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 136 2. FATORES SÓCIO-POLÍTICO-ECONÔMICOS 2.1 2.1.8 CAUSAS REFERENTES A ASPECTOS SÓCIO-POLÍTICO-ECONÔMICOS Falta de integração entre a Universidade e as Empresas O curso não acompanha o ritmo de mudanças da sociedade Baixos salários pagos aos graduados no curso Pouca valorização do diploma no mercado de trabalho Falta de perspectiva de trabalho após a conclusão do curso Dificuldade em realizar estágios remunerados durante o curso Falta de reconhecimento da profissão pela sociedade Dificuldades econômico-financeiras 2.1.9 Necessidade de trabalhar 2.1.1 2.1.2 2.1.3 2.1.4 2.1.5 2.1.6 2.1.7 F % F % F % F % F % F % F % F % F % 1 2 3 4 5 6 9 12 7 9 11 15 12 16 13 18 9 12 6 8 14 19 27 37 7 9 7 9 9 12 14 19 9 12 11 15 14 19 7 9 7 9 12 16 8 11 8 11 9 12 11 15 6 8 10 14 9 12 6 8 10 14 12 17 10 14 8 11 10 13 10 14 7 9 7 10 6 8 36 49 40 54 35 47 31 42 31 42 38 51 35 47 37 50 27 37 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 2 3 0 0 1 1 137 3. FATORES DE ORDEM PESSOAL 3.1 3.1.1 CAUSAS REFERENTES À SUA VOCAÇÃO Por ter sido aprovado em outro vestibular 3.1.2 Falta de aptidão para a profissão 3.1.3 Erro na tomada de decisão quanto à escolha do curso Mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional Insatisfação com o curso 3.1.4 3.1.5 3.1.6 3.1.7 3.1.8 3.2 Estar cursando paralelamente outro curso superior de maior interesse Matrícula em curso pré-vestibular para prestar vestibular para outro curso Por já possuir outro curso superior 3.2.1 CAUSAS REFERENTES A OUTROS PROBLEMAS DE ORDEM PESSOAL Problemas de saúde 3.2.2 Falta de motivação para estudar 3.2.3 Desconhecimento prévio a respeito do curso Problemas de adaptação ao sistema universitário Excesso de reprovação em disciplinas 3.2.4 3.2.5 3.2.6 3.2.7 Deficiências educacionais desde o segundo grau Problemas familiares 3.2.8 Mudança de residência/domicílio 3.2.9 Por não haver comparecido na época da matrícula Percepção de que a conclusão do curso não faria diferença para sua vida Falta de apoio da organização onde trabalha 3.2.10 3.2.11 acumuladas F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % F % 1 2 3 4 5 6 15 20 7 9 10 14 20 27 16 22 14 19 5 7 4 6 2 3 3 4 5 7 9 12 11 15 3 4 0 0 3 4 0 0 3 4 12 16 8 11 9 12 0 0 1 1 0 0 3 4 11 15 2 3 6 8 6 8 1 1 1 1 3 4 53 72 48 65 44 59 30 41 31 42 54 73 658 8 63 85 1 1 2 3 1 1 1 1 1 1 2 3 2 3 1 1 1 2 3 4 5 6 5 7 7 9 5 7 5 7 4 5 4 6 4 5 10 13 2 3 7 9 8 11 3 4 6 8 6 8 1 1 2 3 3 4 4 5 2 3 0 0 5 7 2 3 2 3 13 18 9 12 5 7 2 3 4 6 4 5 2 3 4 6 6 8 4 5 1 1 5 7 7 10 9 12 9 12 6 8 4 5 3 4 1 1 5 7 3 4 62 84 42 57 46 62 53 72 56 76 56 75 57 79 56 76 66 89 50 68 56 76 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1