RESPOSTAS — UNIDADE 1
«Da realidade à ficção: a narrativa»
Página 20
ANTES DE LER
1.
1.1 Um rapaz destemido que vai viver aventuras inesquecíveis.
1.2 A fisga relaciona-se com os tempos da infância, ou seja, com as tropelias, a ousadia de enfrentar
o desconhecido ou os inimigos. Assim, este objeto representa a faceta destemida do herói.
Páginas 20-22
«João sem Medo»
1.
1.1 Os habitantes de Chora-Que-Logo-Bebes são pessoas tristes e que se lastimam permanentemente,
conformando-se com a sua sorte.
1.2 Um muro.
1.2.1 Os habitantes receavam a Floresta e o seu mistério, não se atrevendo a enfrentar as criaturas
fantásticas que lá existiam.
2.
2.1 «infelizes chorincas»; «Preferiam choramingar, os maricas!»; «ouvirem com delícia canções
de cemitério ganidas por cantores trajados de luto».
2.2 Heterodiegético e omnisciente.
3.
3.1 O cognome «Sem Medo» revela audácia, coragem e rebeldia.
3.2 Quando o filho lhe disse que ia subir o Muro, a mãe ficou histérica com medo de nunca mais o ver,
alertando-o para os perigos que iria enfrentar.
3.2.1 Não, dado que, no dia seguinte, João Sem Medo lançou-se ao caminho, escalando o Muro.
4.
4.1 O Muro significa o limite, a fronteira entre o conhecido e o desconhecido, o real e o fantástico,
a rotina e a aventura, a prisão e a liberdade.
4.2 O aviso autorizava a entrada a quem não se conformasse com o dia a dia, não tendo medo
de arriscar.
4.3 João Sem Medo foi ajudado por uma «trepadeira providencial», «sentinelas invisíveis» e uma
«trepadeira miraculosa».
4.4 Apesar da sua coragem, João avançava com prudência e receio.
5.
Comparação: «como se as nuvens estivessem forradas de olhos»; hipérbole: «milhares e milhares
de chorões»; adjetivação: «instrumentos plangentes e monótonos».
6.
(1) devassidão; (2) devasso; (3) devassamente; (4) infelicidade; (5) felicitar; (6) infelizmente; (7) lástima;
(8) lastimável; (9) lastimavelmente; (10) deliciar; (11) delicioso; (12) deliciosamente; (13) contradição;
(14) contraditório; (15) contraditoriamente; (16) oculto; (17) ocultar; (18) ocultamente.
7.
(1) construa; (2) construísse; (3) tenha construído; (4) tivesse construído; (5) devasse; (6) devassasse;
(7) tenha devassado; (8) tivesse devassado; (9) ouça; (10) ouvisse; (11) tenha ouvido; (12) tivesse
ouvido; (13) arraste; (14) arrastasse; (15) tenha arrastado; (16) tivesse arrastado; (17) descubra;
(18) descobrisse; (19) tenha descoberto; (20) tivesse descoberto.
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1
Página 23
ANTES DE LER
1.
1.1 Na imagem vemos uma concha de ostra com uma pérola.
1.2 Resposta livre.
1.3 Resposta livre.
Páginas 23-25
«A pérola»
1.
1.1 «Estava prestes a amanhecer quando Kino acordou.»; «As estrelas ainda brilhavam e o dia espalhava
apenas uma desbotada claridade no horizonte […].»
2.
Kino, Juana e Coyotito.
2.1 Kino e Juana são os pais de Coyotito.
2.2 A canção representa para Kino a calma e a harmonia da vida familiar.
3.
3.1 São pobres: «Pisando o chão com os pés descalços e calejados dirigiu-se ao caixote suspenso onde
Coyotito dormia […].»
4.
O aparecimento de um escorpião na corda do caixote do bebé.
4.1 Ambos ficam «petrificados», ou seja, têm medo do que possa acontecer ao seu filho.
4.2 A criança, pelo contrário, «ria-se e estendia a mão para o animal».
4.2.1 Enquanto os adultos tinham consciência do perigo, a criança tem curiosidade e vive a situação
de forma despreocupada.
5.
Kino tenta apanhar o escorpião, mas o agitar da corda pela criança provoca o ataque do escorpião.
Kino acaba por capturar depois o animal e mata-o com raiva.
6.
a) Metáfora.
b) Comparação.
c) Adjetivação.
6.1 Resposta livre.
7.
a) «Estava prestes a amanhecer»: oração subordinante; «quando Kino acordou»: oração subordinada
adverbial temporal.
b) «Estava a olhar para ele»: oração subordinante; «como sempre estava»: oração subordinada
adverbial comparativa; «quando ele acordava»: oração subordinada adverbial temporal.
c) «Kino conhecia-as»: oração coordenada; «mas nunca mais tinha havido canções novas»: oração
coordenada adversativa.
7.1 «quando»: conjunção subordinativa temporal; «como»: conjunção subordinativa comparativa;
«mas»: conjunção coordenativa adversativa.
8.
a) Predicativo do sujeito.
b) Sujeito composto.
c) Complemento do nome; modificadores.
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2
Página 26
ANTES DE LER
1.
1.1 A capa representa uma jovem que agarra um livro junto ao peito, flutuando.
1.2 Resposta livre.
Páginas 26-29
«Felicidade clandestina»
1.
a) F; b) F; c) F; d) V; e) F; f) F.
1.1 a) […] no Recife.
b) […] e não tinha dinheiro para comprar livros.
c) […] e feia […].
e) […] não começou a lê-lo e só o abriu horas depois.
f) […] a felicidade iria ser sempre clandestina.
2.
2.1 A ação decorre na adolescência da narradora («Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda
éramos achatadas.»), na cidade do Recife («Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde
morávamos […].»).
2.2 Encadeamento.
3.
3.1 Diretamente, «Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados.
Tinha um busto enorme […]». Indiretamente, era má, perversa e gostava de humilhar os mais pobres.
3.1.1 Não gostava de ler e era cruel.
3.2 A narradora era pobre, humilde e gostava de ler.
3.3 A esposa do livreiro tentou remediar o mal de que a narradora tinha sido alvo, emprestando-lhe
o livro da filha por tempo indeterminado.
3.3.1 Resposta livre.
3.4 A narradora ficou tão feliz com o empréstimo do livro que ficou extasiada, aproveitando
ao máximo o momento.
4.
O narrador é autodiegético porque participa na história como personagem principal.
5.
5.1 a) «Ela» só pararia quando a sua maldade se extinguisse e o seu mau caráter ficasse satisfeito.
b) A felicidade nunca esteve presente na sua vida, depreendendo-se que a sua vida foi dura e difícil.
c) A intimidade com o livro era tão grande que a ligação com a narradora assumiu momentos de
grande intimidade.
6.
(a)-(3); (b)-(4); (c)-(1); (d)-(2).
7.
«[…] ela nos entregava em mãos um cartão-postal […]»; «Ela toda era pura vingança, chupando balas
com barulho.»; «Ela nos espiava em silêncio […]».
8.
8.1 mim; eu; me; lo.
8.2 clandestina, delicada e aberto (grau normal); puríssimo (superlativo absoluto sintético).
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3
9.
a) «que havia emprestado o livro a outra menina»: oração subordinada substantiva completiva.
b) «que era tempo indefinido»: oração subordinada substantiva completiva; «enquanto o fel não
escorresse todo de seu corpo grosso»: oração subordinada adverbial temporal.
c) «que não era dada a olheiras»: oração subordinada adjetiva relativa explicativa; «se cavando sob
os meus olhos espantados»: oração subordinada adverbial não finita gerundiva.
d) «que não sabia onde guardara o livro»: oração subordinada substantiva completiva; «onde guardara
o livro»: oração subordinada substantiva relativa.
9.1
a) «a outra menina»: complemento indireto.
b) «tempo indefinido»: predicativo do sujeito.
c) «as olheiras»: complemento direto e sujeito da oração gerundiva.
d) «o livro»: complemento direto.
Página 30
ANTES DE LER
1.
1.1 Ganham particular destaque os óculos, a boca e o cabelo.
1.2 A estratégia tem que ver com o exagero dos traços físicos.
1.3 Caricaturas.
1.4 A expressão do rosto, os óculos e a atitude pensativa.
2. Resposta livre.
Páginas 30-33
«História para crianças»
1.
O primeiro momento ocupa os três primeiros parágrafos. O segundo momento diz respeito ao restante
texto.
2.
As personagens são o narrador e o Ricardo, mantendo uma relação de amizade.
2.1 O narrador, tal como o Ricardo, acha que a escrita de uma obra com visibilidade literária exige
tempo e dedicação para atingir a perfeição. No entanto, na perspetiva do narrador, é mais fácil contar
como seria essa obra do que escrevê-la.
2.1.1 O narrador adota uma postura humilde, dizendo que se limita a contar uma história para crianças,
simples e com uma moral.
2.1.1.1 Vai contar como seria essa história.
3.
1; 5; 7; 2; 4; 6; 8; 3; 9.
4.
Narração — «Em certa altura, chegou ao limite das terras até onde se aventurara sozinho.»; Descrição
— «[…] e outras vezes metendo por bosques de altos freixos onde havia clareiras macias sem rasto
de gente ou bicho, e ao redor um silêncio que zumbia, e também um calor vegetal, um cheiro de caule
sangrado de fresco como uma veia branca e verde.»
4.1 Na narração, predominam os verbos; na descrição, destacam-se os adjetivos.
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4
5.
a) Quanto maior e mais parecida for a nossa experiência com as situações observadas, melhor
as compreendemos.
b) A simplicidade e, sobretudo, a moral transmitida pela história contada seriam imprescindíveis
para a educação dos jovens, futuros homens…
c) A partir daquele ponto da história começava o desconhecido, fruto da imaginação do autor.
6.
6.1 Resposta livre.
7.
7.1 «rasa» (charneca); «ralo» (mato); «seco» (mato); «insólita» (colina); «redonda» (colina); «voltada»
(tigela).
8.
8.1 (C); 8.2 (A); 8.3 (D).
Página 34
ANTES DE LER
1.
1.1 Um carro vermelho (Nash).
1.2 Anos 50.
1.3 Convívio familiar ou entre amigos (passeio, pesca, lazer).
Páginas 34-37
«Um silêncio refulgente»
1.
1.1 (B); 1.2 (C); 1.3 (B); 1.4 (C).
2.
2.1 «O meu avô guiava e eu sentado ao lado dele, com um volante de plástico, fingia que guiava
também.»; «Estive apaixonado por ela até aos doze anos […].».
2.2 A relação que se estabelece entre o avô e o neto é de grande cumplicidade e afeto.
3.
3.1 No percurso há paragens em Saragoça, Barcelona, Paris, Berna, Roma e Pádua.
3.2 O momento mais emocionante foi em Pádua, junto ao túmulo de Santo António.
3.3 O avô não gostava que o neto escrevesse, era algo que «o alarmava».
4.
4.1 «Se eu fosse jacaré estava rico.»; «Não vá isso pegar-se e eu acabar pisa-papéis do marido
da costureira.» Resposta livre.
5.
Discurso de primeira pessoa; utilização de um registo de língua cuidado, com preocupações literárias;
interesse para o público leitor de Lobo Antunes.
6.
Resposta livre.
7.
7.1 (B); 7.2 (C); 7.3 (A); 7.4 (A); 7.5 (D).
8.
Pediu-lhe para lhe prometer que quando tivesse um filho o levaria ali.
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5
Página 38
ANTES DE LER
1.
(1) cartoon; (2) Tom Sawyer; (3) mascarilha; (4) super-herói; (5) galeão; (6) animados; (7) bem;
(8) espadachim; (9) príncipe; (10) Tarzan; (11) Julieta; (12) contar; (13) fantasmas; (14) espanhóis;
(15) animados; (16) bem; (17) espadachim; (18) príncipe; (19) canal; (20) chover; (21) mal.
2.
Remete para o universo da infância.
2.1 Resposta livre.
2.1.1 Resposta livre.
Páginas 38-42
«Subsídios para a biografia de António Lobo Antunes»
1.
4; 10; 1; 6; 8; 3; 11; 5; 9; 2; 7.
2.
2.1 A referência ao avô deve-se ao facto de ambos terem o hábito de observar as coisas em silêncio.
3.
3.1 Depois das aulas, o narrador sentava-se num banco na Avenida da Liberdade entre dois
reformados a observar em silêncio o que o rodeava.
3.2 A noite é mágica, transportando-o para o universo do cinema e da fantasia.
4.
4.1 Esther Williams, Joan Fontaine e Lana Turner.
4.2 Lana Turner, tendo o narrador fantasiado que estava noivo dela, pela sua sensualidade e beleza.
4.3 Onze anos.
5.
5.1 O narrador assistiu ao filme Os Dez Mandamentos, com Anne Baxter.
5.2 Com indiferença.
5.3 Não, uma vez que ficou decepcionado com a sua personalidade noutro filme.
6.
6.1 O texto é um contributo («Subsídios») para o conhecimento da vida do autor.
7.
7.
7.1 (D); 7.2 (A); 7.3 (C); 7.4 (D); 7.5 (A); 7.6 (B).
Página 43
ANTES DE LER
1.
1.1 Ternura; carinho; amor.
2.
O título remete para a Idade Média.
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Páginas 43-49
«A aia»
1.
1.1 8; 2; 10; 4; 6; 13; 11; 3; 12; 7; 1; 9; 5.
1.2 Encadeamento, dado que os acontecimentos narrados sucedem-se cronologicamente.
2.
2.1 Situação inicial — do 1.º ao 6.º parágrafo (apresentação das personagens e contextualização do
leitor, quanto ao tempo e espaço); desenvolvimento — do 7.º ao 16.º parágrafo (peripécias: rapto,
morte do escravozinho e do tio bastardo, salvação do príncipe); desenlace — 17.º ao 20.º parágrafo
(desfecho da narrativa: suicídio da aia).
3.
3.1 Fechada, porque se conhece o destino final de todas as personagens.
4.
4.1 Aia (principal); rainha (secundária); bastardo (secundária); crianças (secundárias); pajens, rebeldes,
multidão (figurantes).
4.2 Quanto à composição, é redonda, dado que é dotada de complexidade psicológica. Podemos, no
entanto, afirmar que a aia age sempre segundo as suas convicções religiosas. Caracterização direta:
«bela e robusta»; «leal escrava»; «Nascida naquela casa real, ela tinha a paixão, a religião dos seus
senhores. Nenhum pranto correra mais sentidamente do que o seu pelo rei morto»; «Pertencia,
porém, a uma raça que acredita que a vida da Terra se continua no Céu».
4.3 (1) nasceram na mesma noite; ambos eram amamentados pela aia; a rainha amava os dois; os seus
olhos «reluziam como pedras preciosas»; a aia acarinhava-os do mesmo modo. (2) «tinha o cabelo
louro e fino»; berço «magnífico e de marfim entre brocados»; seria o futuro rei. (3) «tinha o cabelo
negro e crespo»; berço «pobre e de verga»; seria o futuro servo do rei.
4.4 (1) «moço»; «formoso». (2) «valente»; ambicioso; «alegre»; sonhador. (3) «desgrenhada».
(4) «solitária e triste»; sofredora; «desventurosa»; «mãe ditosa». (5) «de face mais escura que
a noite»; «homem enorme»; «face flamejante». (6) «depravado e bravio»; «consumido de cobiças
grosseiras»; «tio cruel»; «faminto do trono».
5.
5.1 «Era uma vez»; «A lua cheia (…) começava a minguar»; «havia anos»; «agora»; «noite de verão»;
«um dia»; «Ora uma noite, noite de silêncio e de escuridão»; «E nesse instante»; «nesse céu fresco de
madrugada»; «e já o Sol se erguia, e era tarde»; «onde subiam os primeiros raios do Sol». Sendo assim,
podemos concluir que a ação decorre durante a noite, dando-se o desfecho trágico ao amanhecer.
6.
6.1 «reino»; «num castelo sobre os montes»; «casa real»; «palácio»; «no cimo das serras»; «galeria»
do palácio; «câmara»; «pátios»; «entre o palácio e a cidadela»; «câmara dos tesouros».
6.2 Espaço de grande riqueza e esplendor, onde «reluziam, cintilavam, refulgiam os escudos de ouro,
as armas marchetadas, os montões de diamantes, as pilhas de moedas, os longos fios de pérolas,
todas as riquezas daquele reino, acumuladas por cem reis durante vinte séculos». É neste espaço
que a aia vai agarrar num «punhal de um velho rei, todo cravejado de esmeraldas, e que valia uma
província», pondo com ele termo à sua vida.
7.
7.1 Presença — heterodiegético (não participa na ação; discurso na 3.ª pessoa); focalização —
omnisciente (conhece profundamente a história, inclusive o interior das personagens).
© Santillana • Entre Nós e as Palavras • Português 10.o ano
7
8.
8.1 Narração — «Depois houve um gemido, um corpo tombando molemente, sobre lajes, como um
fardo. Descerrou violentamente a cortina. E além, ao fundo da galeria, avistou homens, um clarão de
lanternas, brilhos de armas… Num relance tudo compreendeu — o palácio surpreendido, o bastardo
cruel vindo roubar, matar o seu príncipe!» Descrição — «Do chão de rocha até às sombrias abóbadas,
por toda a câmara, reluziam, cintilavam, refulgiam os escudos de ouro, as armas marchetadas, os
montões de diamantes, as pilhas de moedas, os longos fios de pérolas, todas as riquezas daquele
reino, acumuladas por cem reis durante vinte séculos.»
8.2 (1) avanço; (2) pausa; (3) nomes; (4) verbos; (5) perfeito; (6) indicativo; (7) adjetivos; (8) verbos;
(9) imperfeito; (10) indicativo.
9.
a) A utilização repetida do advérbio coloca em destaque o enorme sofrimento da mulher, enquanto
rainha, esposa e mãe.
b) A maneira como o tio é descrito acentua o seu mau caráter, dado que todos os seus comportamentos
são motivados pela cobiça, ambição e ódio.
c) Por um lado, a frase realça o caráter malévolo e traiçoeiro do tio; por outro, acentua a fragilidade
e a inocência do príncipe.
10.
(a)-(5); (b)-(3); (c)-(6); (d)-(2); (e)-(4); (f)-(1).
11.
11.1 (C); 11.2 (B); 11.3 (C).
12.
«temeroso»; «bastardo»; «depravado»; «bravio»; «consumido»; «grosseiras»; «bela»; «robusta»;
«louro»; «fino»; «negro»; «crespo»; «preciosas»; «magnífico»; «pobre»; «leal»; «igual».
12.1 «depravado e bravio» — realça o mau caráter do tio bastardo.
13.
(a)-(4); (b)-(3); (c)-(1); (d)-(2).
Página 50
ANTES DE LER
1.
1.1 Há uma relação de procura constante, como se se tratasse da sua própria identidade.
1.2 Resposta livre.
Páginas 50-57
«A palavra mágica»
1.
1.1 Situação inicial (1.º parágrafo, ll. 1-12): apresentação da personagem que vai estar na origem
da discussão em torno da palavra «inócuo»; desenvolvimento (ll. 13-163): conjunto de peripécias
relacionadas com as diferentes conotações da palavra «inócuo»; desenlace (últimos quatro parágrafos,
ll. 164-181): apesar de ser esclarecido o significado da palavra «inócuo», as pessoas continuaram
a atribuir-lhe outros valores.
1.2 1.ª sequência narrativa: 31; «inócuo»; pobre diabo.
2.ª sequência narrativa: 36; «inoque»; Silvestre.
3.ª sequência narrativa: 42; «inoque»; que não quer trabalhar, lombeiro, vadio.
© Santillana • Entre Nós e as Palavras • Português 10.o ano
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4.ª sequência narrativa: 50; «inoque»; bêbedo, ordinário, vadio; mulher do Paulino.
5.ª sequência narrativa: 59; «inoque»; trampolineiro, ladrão dos finos; alguém da aldeia.
6.ª sequência narrativa: 64; «inoque»; devasso, assassino de caçadeira.
7.ª sequência narrativa: 77; «inoque»; Perdigão.
8.ª sequência narrativa: 89; «noque»; nome feio; caldeireiro.
9.ª sequência narrativa: 92; «noque»; parricida; ajudante do caldeireiro
10.ª sequência narrativa: 100; escroque, souteneur.
11.ª sequência narrativa: 105; «inoque»; colega do filho do Gomes.
12.ª sequência narrativa: 125; «noque»; ladrão.
13.ª sequência narrativa: 135; «inócuo»; guarda-livros.
14.ª sequência narrativa: 143; «inócuo»; que não faz dano, inofensivo.
1.3 Encadeamento, dado que as peripécias se sucedem cronologicamente.
2.
2.1 Uma discussão entre o Silvestre e o Ramos da loja acerca dos salários dos trabalhadores: «Ora
um domingo, o Silvestre ensarilhou-se […] numa disputa colérica com o Ramos da loja.»; «— E eu
a ligar-lhe. […] Um inócuo é o que você é.».
2.2 Não, porque «também o Ramos não via o fundo ao significado de “inócuo”».
2.2.1 Num diálogo aceso de folhetim.
3.
3.1 «Viúvo, sem filhos, dono de umas leiras herdadas, o que mais parecia inquietá-lo era a maneira
de alijar bem depressa os dinheiros das rendas. Semeava tão facilmente as economias, que ninguém
via naquilo um sintoma de pena ou de justiça — mesmo da velha —, mas apenas um desejo urgente
de comodidade. Dar aliviava. […] As moedas rolavam-lhe para dentro da algibeira e com o mesmo
impulso fatal rolavam para fora, deixando-lhe, no sítio, a paz.»; «[…] você é um pobre diabo, Silvestre.
[…] Você é um bom […]. Anda no mundo por ver andar os outros.».
3.2 Resposta livre.
4.
4.1 Espaço rural (pessoas da aldeia: simples; iletradas).
4.2 Juiz e advogado (magistrados); todas as outras personagens pertencem ao povo.
5.
5.1 «um domingo»; «nesse dia»; «tempos depois»; «logo»; «num dia de arraial»; «num dia de feira»;
«pela tarde»; «Longos meses»; «um dia»; «uma vez»; «à noite»; «longo tempo»; «mais tarde»;
«amanhã»; «dias depois»; «nessa noite».
5.2 Resposta livre (largo período de tempo, dado que a palavra «inócuo» circulou «longos meses»
pela aldeia).
6.
6.1 Heterodiegético; omnisciente; objetivo. O narrador relata os acontecimentos na terceira pessoa
do singular («[…] o Silvestre ensarilhou-se, sem querer, numa disputa colérica com o Ramos da loja.»);
conhece todos os factos da história, incluindo os pensamentos, intenções e falas das personagens
(«Também o Ramos não via o fundo ao significado de «inócuo». Topara por acaso a palavra, num
diálogo aceso de folhetim, e gostara logo dela, por aquele sabor redondo a moca grossa de ferro,
cravada de puas.»); discurso onde as marcas do narrador são praticamente inexistentes, parecendo
que os vários eventos se narram a si próprios («Ora tempos depois apareceu na aldeia um sujeito
de gabardina, a vender drogas para todas as moléstias dos pobres. Pedra de queimar carbúnculos,
unguentos de encoirar, solda para costelas quebradas. Vendeu todo o sortido. Mas logo às primeiras
experiências, as drogas falharam. Houve pois necessidade de marcar a ferro aquela roubalheira
de gabardina e unhas polidas.»).
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7.
7.1 Resposta livre.
7.2 Resposta livre.
8.
(1) O Silvestre era uma pessoa pacata, não sendo conflituoso; (2) gastar todo o dinheiro em vinho;
(3) não ter preocupações; (4) não o tomassem por parvo; (5) engolir em seco; sem reação.
9.
(1) desfazer-se de…; (2) valor elevado; (3) bicos de ferro; (4) discussão; (5) salário diário; (6) trapaceiro;
intrujão; (7) pedófilo; (8) genuíno; puro; (9) ódio; (10) sem fôlego; ofegante; (11) maldição;
imprecação; (12) coragem; (13) lançou-lhe; (14) fúria; (15) eficiente.
10.
10.1 O juiz repetiu que não havia nada a fazer e que o homem lhe tinha chamado, corretamente,
«pessoa incapaz de fazer mal a alguém». O advogado, mais tarde, quando se voltou ao assunto, opôs
que havia a intenção e o sentido que toda a gente ligava à palavra. O juiz insistiu que nada havia
a fazer e que «inócuo» era «inofensivo», até nova ordem.
11.
11.1 (1) «— Mas há a intenção […] Há o sentido que toda a gente liga à palavra.»; «— Cultive-se
o “inócuo”. Salvemo-lo, para nos salvarmos.»; «— Coisas ruins, meu filho. Herege, homem sem religião
e mais coisas más.»; «— Que importa o que dizem? […] Podem chamar-me inoque ou “inócuo”, que
não ligo. Agora sei o que quer dizer.»;
(2) «— Lá ver isso, velhinho. O combinado foram cinco tostões.»; «— […] Quem lhe encomendou
o sermão?».
Páginas 66-69
TESTE FORMATIVO
GRUPO I
Parte A
1.
(a)-(4); (b)-(5); (c)-(3); (d)-(1); (e)-(2).
2.
2.1 (C); 2.2 (D); 2.3 (B).
3.
(A)-(E)-(B)-(F)-(C)-(D).
Parte B
4.
Jacinto. Une-os uma relação de amizade.
5.
É inconstante no amor (volúvel); pessimista (pouco ambicioso); civilizado e materialista: «Do amor
só experimentara o mel — esse mel que o amor invariavelmente concede a quem o pratica, como
as abelhas, com ligeireza e mobilidade. Ambição, sentira somente a de compreender bem as ideias
gerais, e a "ponta do seu intelecto" […] não estava ainda romba nem ferrugenta… […] Era ele, de todos
os homens que conheci, o mais complexamente civilizado — ou antes aquele que se munira da mais
vasta soma de civilização material, ornamental e intelectual.»
© Santillana • Entre Nós e as Palavras • Português 10.o ano
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6.
O espaço que se destaca é a biblioteca. Tem duas grandes salas com as paredes forradas, bem
iluminada. Continha milhares de volumes de livros: «Só sistemas filosóficos (e com justa prudência,
para poupar espaço, o bibliotecário apenas colecionara os que irreconciliavelmente se contradizem)
havia mil oitocentos e dezassete!»
7.
7.1 O espaço era tão confortável que o corpo cedia à leitura e adormecia.
8.
8.1 Jacinto não era feliz, vivia num espaço luxuoso, mas sem vida, sem alegria, onde a cultura pairava
e nem mesmo a civilização modificava o seu estado de espírito.
Parte C
9.
Resposta livre.
GRUPO II
1.
a) Adjetivação.
b) Comparação.
c) Enumeração.
2.
2.1 (A); 2.2 (A); 2.3 (B).
© Santillana • Entre Nós e as Palavras • Português 10.o ano
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RESPOSTAS — UNIDADE 1 «Da realidade à ficção: a