www.arquivosonline.com.br Sociedade Brasileira de Cardiologia • ISSN-0066-782X • Volume 104, Nº 1, Supl. 1, Janeiro 2015 Resumo das Comunicações XI CONGRESSO BRASILEIRO DE CARDIOGERIATRIA OURO PRETO - MG www.arquivosonline.com.br REVISTA DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA - Publicada desde 1948 Diretora Científica Maria da Consolação Vieira Moreira Cardiologia Intervencionista Pedro A. Lemos Epidemiologia/Estatística Editor-Chefe Luiz Felipe P. Moreira Cardiologia Pediátrica/Congênitas Hipertensão Arterial Editores Associados Antonio Augusto Lopes Arritmias/Marcapasso Mauricio Scanavacca Cardiologia Clínica José Augusto Barreto-Filho Métodos Diagnósticos Não-Invasivos Cardiologia Cirúrgica Paulo Roberto B. Evora Pesquisa Básica ou Experimental Carlos E. Rochitte Leonardo A. M. Zornoff Lucia Campos Pellanda Paulo Cesar B. V. Jardim Ergometria, Exercício e Reabilitação Cardíaca Ricardo Stein Primeiro Editor (1948-1953) † Jairo Ramos Conselho Editorial Brasil Aguinaldo Figueiredo de Freitas Junior (GO) Alfredo José Mansur (SP) Aloir Queiroz de Araújo Sobrinho (ES) Amanda G. M. R. Sousa (SP) Ana Clara Tude Rodrigues (SP) André Labrunie (PR) Andrei Sposito (SP) Angelo A. V. de Paola (SP) Antonio Augusto Barbosa Lopes (SP) Antonio Carlos C. Carvalho (SP) Antônio Carlos Palandri Chagas (SP) Antonio Carlos Pereira Barretto (SP) Antonio Cláudio L. Nóbrega (RJ) Antonio de Padua Mansur (SP) Ari Timerman (SP) Armênio Costa Guimarães (BA) Ayrton Pires Brandão (RJ) Beatriz Matsubara (SP) Brivaldo Markman Filho (PE) Bruno Caramelli (SP) Carisi A. Polanczyk (RS) Carlos Eduardo Rochitte (SP) Carlos Eduardo Suaide Silva (SP) Carlos Vicente Serrano Júnior (SP) Celso Amodeo (SP) Charles Mady (SP) Claudio Gil Soares de Araujo (RJ) Cláudio Tinoco Mesquita (RJ) Cleonice Carvalho C. Mota (MG) Clerio Francisco de Azevedo Filho (RJ) Dalton Bertolim Précoma (PR) Dário C. Sobral Filho (PE) Décio Mion Junior (SP) Denilson Campos de Albuquerque (RJ) Djair Brindeiro Filho (PE) Domingo M. Braile (SP) Edmar Atik (SP) Emilio Hideyuki Moriguchi (RS) Enio Buffolo (SP) Eulógio E. Martinez Filho (SP) Evandro Tinoco Mesquita (RJ) Expedito E. Ribeiro da Silva (SP) Fábio Vilas-Boas (BA) Fernando Bacal (SP) Flávio D. Fuchs (RS) Francisco Antonio Helfenstein Fonseca (SP) Gilson Soares Feitosa (BA) Glaucia Maria M. de Oliveira (RJ) Hans Fernando R. Dohmann (RJ) Humberto Villacorta Junior (RJ) Ínes Lessa (BA) Iran Castro (RS) Jarbas Jakson Dinkhuysen (SP) João Pimenta (SP) Jorge Ilha Guimarães (RS) José Antonio Franchini Ramires (SP) José Augusto Soares Barreto Filho (SE) José Carlos Nicolau (SP) José Lázaro de Andrade (SP) José Péricles Esteves (BA) Leonardo A. M. Zornoff (SP) Leopoldo Soares Piegas (SP) Lucia Campos Pellanda (RS) Luís Eduardo Rohde (RS) Luís Cláudio Lemos Correia (BA) Luiz A. Machado César (SP) Luiz Alberto Piva e Mattos (SP) Marcia Melo Barbosa (MG) Maria da Consolação Moreira (MG) Mario S. S. de Azeredo Coutinho (SC) Maurício I. Scanavacca (SP) Max Grinberg (SP) Michel Batlouni (SP) Murilo Foppa (RS) Nadine O. Clausell (RS) Orlando Campos Filho (SP) Otávio Rizzi Coelho (SP) Otoni Moreira Gomes (MG) Paulo Andrade Lotufo (SP) Paulo Cesar B. V. Jardim (GO) Paulo J. F. Tucci (SP) Paulo R. A. Caramori (RS) Paulo Roberto B. Évora (SP) Paulo Roberto S. Brofman (PR) Pedro A. Lemos (SP) Protásio Lemos da Luz (SP) Reinaldo B. Bestetti (SP) Renato A. K. Kalil (RS) Ricardo Stein (RS) Salvador Rassi (GO) Sandra da Silva Mattos (PE) Sandra Fuchs (RS) Sergio Timerman (SP) Silvio Henrique Barberato (PR) Tales de Carvalho (SC) Vera D. Aiello (SP) Walter José Gomes (SP) Weimar K. S. B. de Souza (GO) William Azem Chalela (SP) Wilson Mathias Junior (SP) Exterior Adelino F. Leite-Moreira (Portugal) Alan Maisel (Estados Unidos) Aldo P. Maggioni (Itália) Cândida Fonseca (Portugal) Fausto Pinto (Portugal) Hugo Grancelli (Argentina) James de Lemos (Estados Unidos) João A. Lima (Estados Unidos) John G. F. Cleland (Inglaterra) Maria Pilar Tornos (Espanha) Pedro Brugada (Bélgica) Peter A. McCullough (Estados Unidos) Peter Libby (Estados Unidos) Piero Anversa (Itália) Sociedade Brasileira de Cardiologia Presidente Diretora de Pesquisa SBC/CE - Ana Lucia de Sá Leitão Ramos Angelo Amato V. de Paola Fernanda Marciano Consolim Colombo SBC/CO - Frederico Somaio Neto Vice-Presidente Editor-Chefe dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia SBC/DF - Wagner Pires de Oliveira Junior Sergio Tavares Montenegro Diretor Financeiro Jacob Atié Diretora Científica Maria da Consolação Vieira Moreira Diretor Administrativo Emilio Cesar Zilli Luiz Felipe P. Moreira Assessoria Especial da Presidência SBC/GO - Thiago de Souza Veiga Jardim Fábio Sândoli de Brito SBC/MA - Nilton Santana de Oliveira Coordenadorias Adjuntas Editoria do Jornal SBC Diretor de Qualidade Assistencial Nabil Ghorayeb e Fernando Antonio Lucchese Pedro Ferreira de Albuquerque Coordenadoria de Educação Continuada Diretor de Comunicação Estêvão Lanna Figueiredo Maurício Batista Nunes Coordenadoria de Normatizações e Diretrizes Diretor de Tecnologia da Informação SBC/ES - Marcio Augusto Silva SBC/MG - Odilon Gariglio Alvarenga de Freitas SBC/MS - Mércule Pedro Paulista Cavalcante SBC/MT - Julio César De Oliveira SBC/NNE - Jose Itamar Abreu Costa SBC/PA - Luiz Alberto Rolla Maneschy SBC/PB - Catarina Vasconcelos Cavalcanti SBC/PE - Helman Campos Martins Luiz Carlos Bodanese SBC/PI - João Francisco de Sousa Diretor de Relações Governamentais Coordenadoria de Integração Governamental SBC/PR - Osni Moreira Filho Luiz César Nazário Scala Edna Maria Marques de Oliveira SBC/RJ - Olga Ferreira de Souza Diretor de Relações com Estaduais e Regionais Coordenadoria de Integração Regional SBC/RN - Rui Alberto de Faria Filho José Luis Aziz SBC/RS - Carisi Anne Polanczyk José Carlos Moura Jorge Abrahão Afiune Neto SBC/SC - Marcos Venício Garcia Joaquim Diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular – SBC/Funcor Presidentes das Soc. Estaduais e Regionais Carlos Costa Magalhães SBC/AL - Carlos Alberto Ramos Macias Diretor de Departamentos Especializados SBC/AM - Simão Gonçalves Maduro SBC/SP - Francisco Antonio Helfenstein Fonseca Jorge Eduardo Assef SBC/BA - Mario de Seixas Rocha SBC/TO - Hueverson Junqueira Neves SBC/SE - Fabio Serra Silveira Presidentes dos Departamentos Especializados e Grupos de Estudos SBC/DA - José Rocha Faria Neto SBCCV - Marcelo Matos Cascado GECC - Mauricio Wanjgarten SBC/DECAGE - Josmar de Castro Alves SBHCI - Helio Roque Figueira GEPREC - Glaucia Maria Moraes de Oliveira SBC/DCC - José Carlos Nicolau SBC/DEIC - Dirceu Rodrigues Almeida SBC/DCM - Maria Alayde Mendonça da Silva Grupo de Estudos de Cardiologia Hospitalar - Evandro Tinoco Mesquita GERTC - Clerio Francisco de Azevedo Filho SBC/DCC/CP - Isabel Cristina Britto Guimarães GAPO - Danielle Menosi Gualandro SBC/DIC - Arnaldo Rabischoffsky SBC/DERC - Nabil Ghorayeb GEECG - Joel Alves Pinho Filho Grupo de Estudos de Cardio-Oncologia Roberto Kalil Filho GEEC - Cláudio José Fuganti GECIP - Gisela Martina Bohns Meyer SBC/DFCVR - Ricardo Adala Benfati GEECABE - Mario Sergio S. de Azeredo Coutinho SBC/DHA - Luiz Aparecido Bortolotto GECETI - Gilson Soares Feitosa Filho GECN - Ronaldo de Souza Leão Lima SOBRAC - Luiz Pereira de Magalhães GEMCA - Alvaro Avezum Junior GERCPM - Artur Haddad Herdy GECESP - Ricardo Stein Arquivos Brasileiros de Cardiologia Volume 104, Nº 1, Suplemento 1, Janeiro 2015 Indexação: ISI (Thomson Scientific), Cumulated Index Medicus (NLM), SCOPUS, MEDLINE, EMBASE, LILACS, SciELO, PubMed Av. Marechal Câmara, 160 - 3º andar - Sala 330 20020-907 • Centro • Rio de Janeiro, RJ • Brasil Tel.: (21) 3478-2700 E-mail: [email protected] www.arquivosonline.com.br SciELO: www.scielo.br Departamento Comercial Telefone: (11) 3411-5500 e-mail: [email protected] Produção Editorial SBC - Tecnologia da Informação e Comunicação Núcleo Interno de Publicações Produção Gráfica e Diagramação SBC - Tecnologia da Informação e Comunicação Núcleo Interno de Design Os anúncios veiculados nesta edição são de exclusiva responsabilidade dos anunciantes, assim como os conceitos emitidos em artigos assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores, não refletindo necessariamente a opinião da SBC. Material de distribuição exclusiva à classe médica. 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Resumo das Comunicações XI CONGRESSO BRASILEIRO DE CARDIOGERIATRIA OURO PRETO - MINAS GERAIS XXIV Congresso da Sociedade Mineira de Cardiologia 7 a 9 de agosto | 2014 ”Desafios na Abordagem e Tratamento das Cardiopatias e |Comorbidades nos Idosos” MINASCENTRO BELO HORIZONTE | DIRETORIA DECAGE - GESTÃO 2014/2015 XI CONGRESSO BRASILEIRO DE CARDIOGERIATRIA PRESIDENTE DO DECAGE Presidente do Congresso: José Carlos da Costa Zanon (MG) Josmar de Castro Alves (RN) Álvaro Cesar Cattani (PR) Coordenação Local: José Maria Peixoto (MG) Pedro Roussef (MG) DIR. RELAÇÕES COM AS SOCIEDADES ESTADUAIS Presidente da Comissão Científica: Pauto Roberto Pereira Toscano (PA) VICE PRESIDENTE Roberto Gamarski (RJ) DIRETOR DE EVENTOS Giselle Helena de Paula Rodrigues (SP) DIRETOR ADMINISTRATIVO José Carlos da Costa Zanon (MG) DIRETOR FINANCEIRO Mauro José Oliveira Gonçalves (PI) DIRETOR CIENTIFICO Paulo Roberto Pereira Toscano (PA) DIRETOR DE COMUNICAÇÃO Elizabeth da Rosa Duarte (RS) Comissão Científica: Abrahão Afiune Neto (GO) Alberto Liberman (SP) Claudia F. Gravina Taddei (SP) Elizabete Vianna de Freitas (RJ) Ilnei Pereira Filho (SC) Maurício Wajngarten (SP) Odilon Gariglio Alvarenga de Freitas (MG) Roberto Dischinger Miranda (SP) Roberto Gamarski (RJ) Ronaldo Fernandes Rosa (SP) Roberto Alexandre Franken (SP) Teresa Cristina Rogério da Silva (BA) Comissão de Temas Livres: Márcia Cristina Amélia da Silva (PE) – Coordenadora Amit Nussbacher (SP) Álvaro César Cattani (PR) Aristóteles Comte de Alencar Filho (AM) Elisabeth Rosa Duarte (RS) Humberto Pierri (SP) Ilnei Pereira Filho (SC) Jéssica Myrian de Amorim Garcia (PE) Kalil Lays Mohallen (RJ) Mauro José Gonçalves (PI) Roberto Gamarski (RJ) Ronaldo Rosa (SP) Teresa Cristina Rogério da Silva (BA) ”Desafios na Abordagem e Tratamento das Cardiopatias e Comorbidades nos Idosos” Mensagem do DECAGE Prezados(as) Colegas, O Departamento de Cardiogeriatria (DECAGE) da Sociedade Brasileira de Cardiologia, apresenta com enorme satisfação, as pesquisas originais do seu XI Congresso Brasileiro de Cardiogeriatria, realizado em Ouro Preto / Minas Gerais. Agradecemos a comunidade científica pelo envio de expressivo número de temas livres (TL), consolidando o Congresso como um foro amplo de estímulo à pesquisa, congregação de pesquisadores e divulgação dos resultados. Os julgadores da Comissão de Temas Livres avaliaram de maneira cega todas as pesquisas enviadas e selecionaram 58 para serem apresentadas durante o evento: oito foram para apresentação oral e 50 para apresentações em duas Sessões de Pôsteres. Na solenidade de encerramento do Congresso, foram premiados os três melhores trabalhos (primeiro, segundo e terceiro lugares), das duas categorias, com Certificado Especial de Melhor Tema Livre (com a colocação da premiação), e todos os primeiros autores dos trabalhos premiados, em ambas as categorias, foram contemplados com a inscrição gratuita para o XII Congresso Brasileiro de Cardiogeriatria (2015). Agradecemos o empenho de todos os membros das Comissões, a participação de todos os pesquisadores e esperamos contar com suas pesquisas no próximo Congresso! José Carlos da Costa Zanon Presidente do XI Congresso Paulo Roberto Pereira Tosacno Diretor Científico DECAGE Josmar de Castro Alves Presidente do DECAGE TEMAS LIVRES - 08/11/2014 APRESENTAÇÃO ORAL 37458 37704 ANÁLISE CLÍNICA E ECOCARDIOGRÁFICA DE IDOSOS SUBMETIDOS À REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA PARTICIPANTES DE UM PROGRAMA DE REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR RELAÇÃO ENTRE ESCORE DE CÁLCIO E GRAVIDADE DE DOENÇA ATEROSCLERÓTICA EM IDOSOS AVALIADOS POR TOMOGRAFIA CORONARIANA DE MULTIDETECTORES NO INSTITUTO DO CORAÇÃO - HCFMUSP PEDRO R M NEGREIROS DE ALMEIDA, DANIEL ROCHA RABELO, LIANA PATRÍCIA SILVA LIMA, TATIANA FERREIRA NUNES DE OLIVEIRA FELIX, JEESER ALVES DE ALMEIDA E GABRIELLE DO VALLE ASSIS MARCELA CIBIEN BARATELLA, ANA CAROLINA PICCIONI, SOLANGE DE SOUSA ANDRADE, HUMBERTO PIERRI, NEUZA LOPES, CARLOS EDUARDO ROCHITTE, CESAR H NOMURA, LÍVIA PERES HUCK E LUIZ FERNANDO ESCOBAR GUZMAN UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, BRASIL - HOSPITAL DAS FORÇAS ARMADAS DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, BRASIL - FACULDADE ATENAS, PARACATU, MG, BRASIL. INSTITUTO DO CORAÇÃO - HCFMUSP, SÃO PAULO, SP, . Introdução: O infarto agudo do miocárdio (IAM) proporciona mudanças no espessamento da parede ventricular gerando hipertrofia patológica de substituição por tecido conjuntivo fibroso. Como tratamento não farmacológico, a reabilitação cardiovascular (RCV) tornou-se uma terapêutica importante, pois há claros indícios de melhora do estado clínico do cardiopata ao ingressar neste programa de treinamento físico. A ecocardiografia permite avaliar minuciosamente as funções diastólica e sistólica do ventrículo esquerdo e a evolução dos mecanismos adaptativos fisiológicos ou fisiopatológicos por meio de padrões geométricos do miocárdio. A literatura é categórica em afirmar que a remodelação da hipertrofia adaptativa ventricular esquerda é um fator marcante de melhora da morbidade e da mortalidade por eventos cardiovasculares. Métodos: Tratou-se de um estudo descritivo transversal, realizado no Hospital das Forças Armadas de Brasília (HFA). Participaram da amostra 20 idosos com média de idade igual a 69,0 ± 6,45 anos e participantes do programa de RCV durante um período médio de 4,15 ± 1,63 anos. Foram investigadas as variáveis de avaliação física e valores ecocardiográficos pré e pós RCV. Resultados: Os indivíduos apresentaram índice de massa corpórea (24,86 ± 3,9) circunferência abdominal (92,98 ± 13,34), relação cintura/quadril (0,95 ± 0,04), diâmetro diastólico final de ventrículo esquerdo inicial (55,35 ± 6,65) e final (57,65 ± 7,26) (p=0,05); parede posterior de ventrículo esquerdo inicial (9,05 ± 1,23) e final (8,00 ± 1,00) (p=0,07); massa ventricular esquerda inicial (232,35 ± 55,46) e final (219,55 ± 61,43) (p=0,10); fração de ejeção do ventrículo esquerdo em porcentagem inicial (59,40 ± 10,71) e final (61,67 ± 12,64). Os indivíduos apresentaram melhora expressiva no índice de espessura relativa do ventrículo esquerdo (ERPVE) inicial (0,33 ± 0,07) e final (0,29 ± 0,04) (p=0,02) sendo o valor de referência ≤ 0,42 e no índice da massa ventricular esquerda pela superfície corporal (IMVE) inicial (135,89 ± 15,67) e final (116,61 ± 29,80) (p=0,006) sendo o valor de referência para homens ≤ 115. Conclusão: A diminuição dos valores nos parâmetros ecocardiográficos ERPVE e IMVE entre o início e o final da RCV podem indicar uma remodelação ventricular positiva, com a saída de um padrão de hipertrofia (patológica) excêntrica para uma tendência ao limite superior da normalidade. Introdução: A avaliação do escore de cálcio coronariano (ECC) por tomografia computadorizada de multidetectores (TCMD) tem valor preditor de doença cardiovascular. Em populações de grandes idosos (≥ 85 anos), há pouca evidência sobre a prevalência de ECC e se existe correlação entre grau de ECC e carga aterosclerótica. O objetivo do trabalho foi avaliar a relação entre grau de calcificação e a carga aterosclerótica coronária detectada pela TCMD em idosos acima de 65 anos. Métodos: Foram 1502 idosos submetidos a TCMD para a avaliação de presença de DAC, no período de 01/2009 a 04/2012. Nos indivíduos, 239 apresentavam RM prévia (avaliar a patência dos enxertos) e 128 pacientes haviam feito angioplastia com stent. Com isso, 1135 idosos realizaram ECC e TCMD. O ECC foi apresentado em unidades Agatston (A) e distribuídos em 4 grupos: 0, <100, entre 100 e 399, >400 e >1000. A presença de redução luminal foi considerada com lesões ≥50% e foram classificadas em: sem lesões, uniarterial, biarterial e triarterial. Os dados foram estratificados em 4 cortes de idade: >65 a 74, >75 a 79, >80 a 84 e >85 anos. Análise estatística: Qui-quadrado e teste exato de Fisher foram utilizados para comparar variáveis categóricas. Para as variáveis qualitativas foram calculadas as frequências absolutas e relativas e para as variáveis quantitativas a media, desvio padrão e mediana, observados os valores máximo e mínimo. Valores de p<0,05 foram considerados estatisticamente significativos. Resultados: A idade média: 72,18 ±6,13 anos (48,6% do sexo feminino). O estudo mostrou que 20% dos idosos submetidos à TCMD não apresentavam lesão coronariana significativa e aqueles com redução luminal significativa: 69,4% uniarterial, 16,7% biarterial e 10,9% triarterial. O ECC médio foi de 389,9(733,3); os valores mínimos e máximos foram 0 e 8574,0 e mediana de 90,0. Quartoze pacientes tinham ECC de zero. A prevalência de ECC por grupos e número de artérias comprometidas foi estratificada por diferentes faixas etárias. No grupo com idade <74 anos, cerca de 70% apresentavam uma lesão coronariana grave e nos muito idosos, nenhum indivíduo apresentou ausência de DAC. Observou-se correlação entre ECC e gravidade de DAC (p<0,001). Essa correlação foi maior no grupo entre 75-79 anos de idade (p<0,001). Conclusão: Nos idosos, observou-se correlação entre escore de cálcio e gravidade de doença arterial coronariana. Entretanto, essa correlação foi maior no grupo entre 75-79 anos de idade. 37815 37871 ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO EM OCTOGENÁRIOS COM SÍNDROME CORONARIANA AGUDA E AVALIAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS TERAPÊUTICAS E DESFECHOS. PRESCRIÇÃO DE BETABLOQUEADORES EM IDOSOS COM SÍNDROME CORONARIANA AGUDA E SUA RELAÇÃO COM DESFECHOS CLÍNICOS. JESSICA MYRIAN DE AMORIM GARCIA, LUCAS RAMPAZZO DINIZ, RAFAELLA ITALIANO PEIXOTO, LÍVIA DE KÁSSIA LEAL INTERAMINENSE, VICTOR DO AMARAL DIAS, KEILA LIMA DE OLIVEIRA DINIZ, VERONICA SOARES MONTEIRO, CAMILA SARTESCHI, PAULO SERGIO RODRIGUES DE OLIVEIRA E SERGIO TAVARES MONTENEGRO JESSICA MYRIAN DE AMORIM GARCIA, VICTOR DO AMARAL DIAS, LUCAS RAMPAZZO DINIZ, RAFAELLA ITALIANO PEIXOTO, LÍVIA DE KÁSSIA LEAL INTERAMINENSE, KEILA LIMA DE OLIVEIRA DINIZ, CAMILA SARTESCHI, VERONICA SOARES MONTEIRO, SERGIO TAVARES MONTENEGRO E PAULO SERGIO RODRIGUES DE OLIVEIRA REAL HOSPITAL PORTUGUÊS DE BENEFICÊNCIA DE PERNAMBUCO, RECIFE, PE, BRASIL - REALCOR-PROCÁRDIO, RECIFE, PE, BRASIL. REAL HOSPITAL PORTUGUÊS DE BENEFICÊNCIA DE PERNAMBUCO, RECIFE, PE, BRASIL - REALCOR-PROCÁRDIO, RECIFE, PE, BRASIL. Introdução:A doença arterial coronariana nos octogenários apresenta maior incidência e gravidade. Apesar da sua relevância, a maioria dos ensaios clínicos randomizados que abordam o risco-benefício da terapia conservadora x invasiva na síndrome coronariana aguda (SCA), excluem os pacientes muitos idosos. Objetivo: Avaliar o perfil, tratamento e desfecho dos pacientes octogenários com SCA internados em uma unidade cardiológica de um hospital terciário do Grande Recife. Métodos: Coorte restrospectiva, através da análise de dados coletados a partir de prontuário eletrônico dos pacientes octogenários com SCA, no período de Janeiro a Outubro de 2013. Resultados: A amostra de 50 indivíduos ≥ 80anos ( média 85,7), 54% do gênero feminino. Das comorbidades analisadas, 81,3% eram hipertensos, 82,9% sedentários, 50% dislipidêmicos, 47,8% com DAC prévia, 34% diabéticos, 22,2% obesos, 18,2% renais crônicos, acidente vascular prévio em 4,2%, 7% asmáticos, insuficiência cardíaca em 14,6% e 10,5% tabagistas. Encontrou-se dor torácica em 79,6%, dispneia em 26,5% e síncope em 6,1%. Alterações no ECG sugestivas de isquemia presentes em 43,8% dos pacientes. Elevação da CK-massa e troponina em 63,3 e 67,3%. Em relação às medicações, o AAS e as estatinas foram as mais prescritas (91,8 e 85,7%). Já a dupla anti-agregação com clopidogrel ou ticagrelor foi prescrita em 80,7% pacientes, enquanto que a heparina terapêutica em 65,3%. IECA ou BRA e beta-bloqueador estavam presentes em 77,6% das prescrições. Ecocardiograma com fração de ejeção ≤45% foi detectado em 24,3%. O cateterismo cardíaco foi realizado em 33% e após sua realização 45,5% foram submetidos ao tratamento conservador, 51,5% a angioplastia e 3% a cirurgia de revascularização miocárdica. Evoluíram para o óbito 18% dos pacientes analisados. Conclusão De acordo com a amostra, no tratamento medicamentoso dos octogenários destaca-se a prescrição frequente de AAS e estatina, no entanto, a dupla anti-agregação plaquetária e a anticoagulação plena parecem ser menos prescritas.A estratificação invasiva foi realizada em cerca de um terço dos octogenários e a terapêutica difinitiva mais frequente foi angioplastia, seguida da conduta conservadora e cirurgica. A taxa de mortalidade, consoante a literatura, foi elevada Introdução: A doença arterial coronariana é a maior causa de mortalidade a nível mundial. O uso de betabloqueadores (BB) é um dos pilares da terapia da síndrome coronariana aguda (SCA), com comprovada redução de morbimortalidade, principalmente quando feito precocemente. Em muitos pacientes de alto risco, especialmente os idosos, essa medicação continua subutilizada. Objetivo: Avaliar o percentual de prescrição de BB à admissão e a sua relação com antecedentes, dados clínicos, evolução intra-hospitalar e óbito em idosos com SCA admitidos em Unidade Coronariana. Métodos: No período de Janeiro a Outubro de 2013, foram revisados prontuários dos pacientes idosos (≥60 anos), admitidos por SCA na Unidade Coronariana de um hospital do Recife. Resultados: Foram incluídos no estudo 185 idosos com SCA, com idade média de 73,4 anos. Octogenários representaram 26,5% da amostra. O gênero masculino foi responsável por 55,7% dos casos. As principais comorbidades foram hipertensão arterial (78,7%), dislipidemia (64,3%), DAC prévia (54,6%), e diabetes mellitus (39,5%). As apresentações clínicas mais frequentes à admissão foram dor torácica (84,3%) e dispneia (24,3%). Em torno de 60% dos pacientes positivaram marcadores de necrose miocárdica. O percentual de uso de BB à admissão foi de 73,5%. Fatores relacionados à prescrição do medicamento na admissão foram asma brônquica (OR= 0,23, p =0,041), dor torácica (OR= 1,15, p= 0,048), sinais de congestão pulmonar (OR= 0,50, p= 0,041), síncope (OR= 0,18, p= 0,011). A não prescrição de BB esteve associada ao maior risco de parada cardiorrespiratória (OR= 3,92, p= 0,003), necessidade de assistência ventilatória mecânica (OR= 2,59, p= 0,002), de< a name=”_GoBack”> uso de noradrenalina (OR= 2,78, p= 0,005) e de hemotransfusões (OR= 2,15, p= 0,035). A chance de morte foi três vezes maior nos pacientes que não fizeram uso do medicamento (p=0,004). Conclusão: Na amostra estudada o percentual de idosos com SCA que não fez uso de betabloqueador é elevado e a ausência da prescrição deste medicamento pode estar relacionada a piores desfechos, incluindo óbito. Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18 1 APRESENTAÇÃO ORAL Resumos Temas Livres 2 37873 37992 AS ENDOTELINAS NO PROCESSO DE ENVELHECIMENTO TISSULAR DE VALVAS CARDÍACAS PERFIL DE RELIGIOSIDADE DE PACIENTES IDOSOS EM AMBULATÓRIO DE CARDIOGERIATRIA DO INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HC-FMUSP E SUA CORRELAÇÃO COM DEPRESSÃO E QUALIDADE DE VIDA. CARLOS AURÉLIO SANTOS ARAGÃO, TANIA MARIA DE ANDRADE RODRIGUES, MANUELA SENA DE FREITAS, MATEUS SANTANA DE ANDRADE, WILLIASMIN BATISTA DE SOUZA, RENÊ VASCONCELOS SILVA, JOAO PAULO ANDRADE FONSECA, OLIVIA REGINA LINS LEAL TELES, NICOLAS NASCIMENTO SANTOS, SYDNEY CORREIA LEÃO E FERNANDA LAYS SOUZA GOES ROQUE MARCOS SAVIOLI, ANA CAROLINA PICCIONI, MARCELA CIBIEN BARATELLA, LÍVIA PERES HUCK, LEONARDO PASCHOAL CAMACHO VARONI, ANGELA TERESA BACELAR ALBUQUERQUE BAMPI, HUMBERTO PIERRI E NEUZA LOPES UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE, ARACAJU, SE, BRASIL - UNIVERSITY COLLEGE LONDON, LONDRES, XX, INGLATERRA. INSTITUTO DO CORAÇÃO INCOR - HCFMUSP, SÃO PAULO, SP, BRASIL. Introdução: As endotelinas(ETs) são uma família formada por três isopeptídeos endógenos (ET-1, ET-2, ET-3) e dois receptores, ETrA e ETrB, os quais possuem ações opostas: enquanto ETrA leva à vasoconstricção e aumento do inotropismo, o ETrB leva à vasodilatação através da liberação de Óxido nítrico e prostaciclinas. A ET é dependente de cálcio extracelular, e está associada à resposta inflamatória encontrada no envelhecimento, quando ocorre substituição fibrosa e calcificação nas valvas mitral e aórtica. Metodologia: Trata-se de um estudo experimental e randomizado. Foram coletadas dez valvas mitrais de indivíduos do Instituto Médico Legal (IML) de Aracaju-SE que foram a óbito por morte violenta;a amostra foi composta de oito valvas de indivíduos idosos e duas valvas de jovens, sendo todos do sexo masculino. Inicialmente, foram feitas análise em cortes histológicos corados em Hematoxilina e Eosina (HE) e em seguida, análise Imunohistoquímica(IHQ). As valvas foram submetidas a cortes histológicos corados em HE e depois, à fixação em solução de formalina neutra a 10%, submetidas à descalcificação, embebidas em parafina e cortadas em micrótomo, com espessura de 4 μm. A coloração da IHQ foi obtida através da utilização de anticorpos policlonais para ETrA e ETrB com diluição 1:100. Posteriormente, foi feito cruzamento entre a evidência de Ca2+ nos cortes histológicos corados em HE e a análise quantitativa da área expressa pela IHQ de cada receptor em relação à área total de cada lâmina através da utilização do softwere Image J®. As variáveis foram caracterizadas como média ± desvio padrão, com comparações feitas mediante o teste T pareado, para aquelas com distribuição normal, sendo considerados significantes os valores de p < 0,05. Resultados: A análise dos cortes histológicos exibiu calcificação nas oito valvas idosas; não sendo exibida calcificação nas valvas jovens. Na análise quantitativa, das dez amostras, observou-se que a expressão IHQ positiva para ET-1 e receptores foi de 18,21 ± 14,96%. Para ETrA e ETrB, as áreas médias expressas foram respectivamente de 15,06 ± 13,13% e 9,20± 11,09%. A correlação entre os níveis de ET e a calcificação histológica foi fortemente positiva(R: 0,74; p:0,02). Conclusão: Os dados sugerem correlação positiva entre a calcificação valvar e os níveis altos de ET. Portanto, necessita-se de novos estudos para corroborar evidência de ET sérica como biomarcador da evolução do processo de envelhecimento. 1- INTRODUÇÃO: Nas últimas décadas tem–se multiplicado na literatura científica estudos que analisam os efeitos das crenças religiosas na saúde física e mental. A religiosidade diz respeito ao nível de envolvimento religioso e o quanto este influencia o cotidiano, seus hábitos e sua relação com o mundo. Esta pode ser classificada como intrínseca (RI), a religião como seu bem maior, ou extrínseca (RE), a religião como meio utilizado para proporcionar segurança, consolo, sociabilidade, distração, estatus e auto-absolvição. Numerosas investigações têm demonstrado associação significativa entre religiosidade, doença cardiovascular e taxas de mortalidade. A relação entre doença cardiovascular e depressão já é consenso em literatura médica, sendo considerada como fator preditivo de mau prognóstico. O envolvimento religioso está relacionado com um menor risco de prevalência de depressão, e o impacto positivo na saúde mental é mais intenso entre pessoas sob estresse ou em situações de fragilidade, como os idosos. 2- OBJETIVO: Analisar o perfil religioso dos pacientes em ambulatório de Cardiogeriatria do Instituto do Coração do HC-FMUSP, correlacionando-o com ocorrência de depressão, com qualidade de vida e fatores de risco cardiovasculares. 3-METODOLOGIA: Foram analisados os dados de 100 pacientes, com média de idade de 78 +/- 10 anos, com diagnóstico cardiológico definido e ausência de distúrbios cognitivos. O perfil de religiosidade foi analisado através da Escala de PDUREL( Duke Religion Índex Portuguese Version). A análise da depressão através da Escala de Depressão Geriátrica (GDS-15) e a qualidade de vida pela SF-8. 4- RESULTADOS: Dados preliminares mostram um grau de religiosidade elevado na população estudada, tanto da religiosidade extrínseca (índice >3): organizacional (RO) e não-organizacional (NOR), como na intrínseca (RI – índice >9). Não houve diferença entre sexo, idade e qualidade de vida. A maioria dos pacientes analisados apresentou depressão leve e/ou moderada, havendo correlação significativa entre depressão moderada e índices de baixa RO e religiosidade global. (p<0,001). 5- CONCLUSÃO: Na população estudada, a religiosidade pode ser considerada como fator protetor para o desenvolvimento de depressão. 38064 38065 ALTERAÇÕES ELETROCARDIOGRÁFICAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM IDOSOS HIPERTENSOS CARACTERÍSTICAS ECOCARDIOGRÁFICAS E FUNÇÃO VENTRICULAR ESQUERDA ENCONTRADA EM CENTENÁRIOS JULIA PEREIRA AFONSO DOS SANTOS, BÁRBARA CAMPOS ABREU MARINO, MARIA BEATRIZ MOREIRA ALKMIM, MILENA SORIANO MARCOLINO E ANTONIO LUIZ PINHO RIBEIRO ANA PAULA DE CLAUDIA FARIA, NOEMIA DA COSTA, GLAUCO FRANCO SANTANA, JOSE CARLOS DA COSTA ZANON, LIGIA ARANTES NEVES DE ABREU, LUIZ ANTÔNIO ALVES DE ABREU, SILAMAR BREDER DE SOUZA E ODILON GARIGLIO ALVARENGA DE FREITAS REDE DE TELEASSITÊNCIA DE MINAS GERAIS, HOSPITAL DAS CLÍNICA, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL - FACULDADE DE MEDICINA, UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL. MINASCOR CENTRO MÉDICO, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL - SANTA CASA DE BELO HORIZONTE, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL. Introdução:A população brasileira está processo de envelhecimento e é importante que o sistema de saúde esteja preparado para esta mudança. Atualmente, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte. O eletrocardiograma (ECG) é uma ferramenta útil para verificar o impacto da doença cardiovascular no contexto populacional. Objetivo: Analisar a prevalência das alterações eletrocardiográficas em pacientes idosos (com 60 anos ou mais), com hipertensão arterial, atendidos na Atenção Primária. Metodologia: Trata-se de estudo observacional retrospectivo, que analisou os ECGs de pacientes idosos (acima de 60 anos) realizados no ano de 2011, e analisados por cardiologistas de uma rede de teleassistência no estado de Minas Gerais. Para aferir as comorbidades dos pacientes foi utilizada a morbidade referida. Na ocasião, este serviço atendia a Atenção Primária de 658 municípios em Minas Gerais. Resultados: Foram analisados 98.560 ECGs de pacientes idosos, 57,2% do sexo feminino e a média de idade foi de 70 anos ± 11,94, com máxima de 105 anos. Desses, 47.181 (47,9%) apresentaram hipertensão arterial (HAS) como comorbidade. Neste grupo de idosos HAS, a média de idade foi de 70,5 anos ± 12, máxima foi de 100 anos. O sexo feminino ocorreu em 61,1%, 23,3% relataram história familiar de doença cardiovascular, 16,6 % diabetes mellitus, 8,8% tabagismo e 7,5% dislipidemia. Os ECGs sem alterações ocorreram em 16.009 (33,9%) (p<0,001). Em relação às anormalidades dos ECGs, as alterações inespecíficas da repolarização ventricular estavam presentes em 15.594 ECGs (33%) (p<0,001) e a sobrecarga do átrio esquerdo em 1.687 (3,6%) (p<0,001). O bloqueio do ramo esquerdo foi encontrado em 1.614 ECGs (3,4%) (p=0,016), o bloqueio do ramo direito em 2.630 (5,6%) (p=0,001), o hemibloqueio anterior esquerdo em 5.317 (11,3%) (p<0,001), o bloqueio átrio-ventricular total em 58 (0,1%) (p=0,112) e o bloqueio de segundo grau em 53 (0,1%) (p=0,264). A extrassístole supra ventricular estava presente em 1.717 exames (3,6%) (p=0,257), extrassístole ventricular em 2.079 (4,4%) (p=0,453) e a fibrilação atrial em 2.174 (4,6%) (p<0,001). Conclusão: Este estudo em grande amostra de idosos na Atenção Primária evidenciou que a presença de alterações eletrocardiográficas é comum. A fibrilação atrial esteve presente em 4,6% desta população. Introdução: O envelhecimento da população é um fenômeno mundial e são poucos os relatos e séries de casos levantando os achados ecocardiográficos em centenários. Método: estudo transversal descritivo de indivíduos com 100 ou mais anos, que realizaram estudo ecodopplercardiográfico e mapeamento de fluxos a cores entre janeiro/2005 e agosto/2014 em clínica cardiológica de BH/ MG. Obtidas as imagens pelas janelas paraesternal, apical, subcostal e supraesternal; decúbito lateral esquerdo e dorsal. Análise estatística: variáveis quantitativas expressas em valores médios e desvio padrão (DP); qualitativas ou categóricas em frequências absolutas e relativas. Utilizado IBM SPSS versão 19. Resultados: avaliado 06 indivíduos (4 mulheres) com idade média 101,83 +/- 1,6. Observado HAS em 3 paciente (50%), dislipidemia em 2 (33,33%) e diabetes em 1 (16,66%). Tabela 1 apresenta dados clínicos e parâmetros estruturais. Parâmetros descritivos apresentando disfunção diastólica leve em 4 pacientes, hipertrofia ventricular esquerda em 2 (leve/moderada) e estenose aórtica leve em 1 homem. Discussão/Coclusões: nos centenários estudados, a função sistólica ventricular esquerda encontrava-se dentro dos parâmetros normais, a maioria têm sinais de disfunção diastólica leve mas sem valvopatias significativas. Há necessidade de estudos prospectivos avaliando se a baixa incidência de alterações estruturais cardíacas são as responsáveis direta ou indiretamente pela maior possibilidade de se atingir os 100 anos. Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18 TEMAS LIVRES - 08/11/2014 APRESENTAÇÃO PÔSTER Resumos Temas Livres 34709 37095 ORIGEM ANÔMALA DA ARTÉRIA CORONÁRIA ESQUERDA NO SEIO DE VALSAVA DIREITO EM UM PACIENTE OCTOGENÁRIO SÍNDROME DE TIETZE - UM DIAGNOSTICO DIFERENCIAL DA ANGINA DE PEITO PETRILLO, HENRIQUE H, HERNANDES, LUIZ G Z, LUCCA, LUCIANO L, SOUZA, GEORGIA X M, MAIA, RENZO A L, MELLO, RICARDO N B, MOREIRA, GUILHERME H, JULIANA DE CASSIA VAZ, NAYANNE AVILA TEIXEIRA, DANIELLE CHAVES PADILHA DA COSTA E BRIANE MOREIRA DE OLIVEIRA ROBERTO VELOSO GONTIJO, E LUISA COUTINHO TEIXEIRA HOSPITAL VILA DA SERRA, NOVA LIMA, MG, BRASIL - FELUMA(INSTITUICAO LUCAS MACHADO), BELO HORIZONTE, MG, BRASIL. UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL. As anomalias de artérias coronárias (AC) são achados angiográficos nos quais número, origem, curso e terminações destas são raramente encontradas na população geral, podendo ocorrer de 1-5% dos pacientes submetidos à arteriografia.O principal objetivo em identificar e classificar estas anomalias é determinar sua propensão ao desenvolvimento de isquemia miocárdica fixa ou risco de morte súbita cardíaca, particularmente em indivíduos jovens e saudáveis, onde constituí a terceira causa de morte súbita. A confirmação de isquemia destas anomalias por métodos não invasivos apresentam baixa especificidade e sensibilidade.A origem anômala da AC esquerda (OACE) no seio de valsava direito é rara,com uma incidência estimada de 0,09 a 0,11%, sendo o trajeto interarterial o mais comum.Está frequentemente associada à morte súbita, sobretudo durante o esforço físico e em adolescentes ou jovens adultos, metade deles assintomáticos.A angiotomografia cardíaca é um meio complementar de diagnóstico para avaliação das AC já que apresenta uma elevada resolução espacial, permitindo uma avaliação tridimensional, com melhor definição da origem e porção proximal destes vasos, bem como do seu trajeto e relação com restantes estruturas cardíacasRelato octogenária, M.B.A, feminino,com limitações leves para atividades diárias, sem déficit cognição, portadora de Hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, tabagista, doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrilação atrial permanente e insuficiência renal crônica não dialítica. Estava evoluindo com quadro de dor precordial aos leves esforços, sem irradiação, com duração de 15 minutos, que aliviava em repouso, nega outros sintomasExamesCintilografia de perfusão miocárdica discreta isquemia estresse-induzida de pequena extensão no segmento apical da parede infero-lateral,CATE OACE em óstio único da AC direita (ACD)DiscussãoEmbora seja um tema ainda controverso, existem algumas orientações que preconizam a cirurgia de revascularização (CRM) coronária na OACE no seio de valsava direito, quando esta tem um trajeto interarterial. No entanto, este caso clínico apresenta particularidades onde a paciente ultrapassou a faixa etária mais afetada, possui comorbidades que limitam uma CRM e apresenta limitações leves para atividades diárias.Consideramos que a relação risco-benefício era favorável a uma atitude conservadoraNão realizado angiotomografia A síndrome de Tietze é uma alteração não supurativa, dolorosa e autolimitada das junções esternocostais, de etiologia desconhecida, que manifesta-se como dor torácica súbita ou gradual podendo irradiar para os braços e ombros. Tal manifestação é muitas vezes confundida com dor anginosa, sendo portanto um diagnóstico diferencial de dor torácica. É semelhante a uma costocondrite, mas difere desta pela presença de edema das articulações acometidas. Dor espontânea e à palpação na região das inserções das articulações mencionadas, na maioria das vezes unilateral e única, é o sintoma mais comum. Pode ser intensificada por tosse, espirros e inspiração profunda. Paciente 40 anos, sexo feminino, casada, motorista, comparece ao Centro de Saúde com “dor no peito e no ombro esquerdo”. Relata dor na região esternal, há seis dias, em pontada, aguda, desencadeada com esforço, intensidade 8/10, intermitente, melhora parcialmente com diclofenaco e repouso. Informa dispneia aos grandes esforços e fadiga. Diante do quadro, a hipótese inicial foi de angina de peito. À anamnese especial, relatou que há cerca de 3 dias ocorreu inchaço na região da inserção da 3a e 4a costelas à direita, com remissão espontânea. Colecistectomia há 10 anos e uso contínuo de omeprazol. Nega doença cardiovascular precoce na família, tabagismo e etilismo. Analisando-se a probabilidade pré-teste de doença arterial coronariana por idade, gênero e característica da dor, verificou-se tratar-se de baixa probabilidade. Ao exame clínico, estava com sinais vitais normais, afebril, eupneica, e aparelho cardiovascular sem alterações. À palpação do tórax paciente queixou-se de dor na região da inserção das 3a e 4a costelas. Após a exclusão de diagnósticos diferenciais como doença do refluxo, cólica biliar, embolismo pulmonar, pneumonia, e a partir deste relato da paciente após a identificação da dor à palpação, chegou-se ao diagnóstico final da Síndrome de Tietze. O diagnóstico da síndrome de Tietze é clínico e de exclusão. Deve preencher ambos os critérios descritos por Landon (1959): aumento rígido e doloroso na região de uma ou mais junções esternocostais; esse aumento não pode ter estado presente previamente e deve regredir sem terapia, o que foi observado nesta paciente. A dor normalmente é autolimitada durando de semanas a meses, podendo cronificar. É provável que esta síndrome seja mais frequente, mas devido ao desconhecimento de sua existência e pelos sinais e sintomas comuns é pouco diagnosticada. 37216 37435 COMPORTAMENTO DA PRESSÃO ARTERIAL EM CENTENÁRIOS, NORMOTENSOS E HIPERTENSOS, AVALIADOS PELA MONITORIZAÇÃO AMBULATORIAL DA PRESSÃO ARTERIAL: UMA SÉRIE DE CASOS. INGESTÃO HABITUAL DE MACRONUTRIENTES INFLUENCIA NÍVEIS DE CITOCINAS INFLAMATÓRIAS EM IDOSAS BRUNA FERNANDA GOMES DE MORAIS, LEONARDO ANTUNES MESQUITA, LIGIA ARANTES NEVES DE ABREU, BERNARDO ARANTES NEVES DE ABREU, GLAUCO FRANCO SANTANA, JOSE CARLOS DA COSTA ZANON, FRANCISCO DAS CHAGAS LIMA E SILVA E ODILON GARIGLIO ALVARENGA DE FREITAS PAULA, ROBERTA S, SOUZA, VINÍCIUS C, TOLEDO, JULIANA O, MORAES, CLAYTON F E NÓBREGA, OTÁVIO T MINASCOR CENTRO MÉDICO, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL - SANTA CASA DE BELO HORIZONTE, BELO HORIZONTE, , BRASIL. UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, BRASIL - HOSPITAL DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA, TAGUATINGA, DF, BRASIL. Introdução: A monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) tem-se mostrado útil no acompanhamento clínico da hipertensão arterial. Em idosos, o comportamento da pressão arterial (PA) durante o sono pela MAPA prognostica melhor o aparecimento de eventos cardiovasculares (CV) do que qualquer outra medida da PA. Entretanto, são raros os estudos mundiais que avaliam o comportamento da PA em centenários e os dados obtidos pela MAPA. Objetivo: avaliar o comportamento da PA em centenários normotensos (valores de PA no consultório = ou <140x90) e hipertensos, e as variáveis obtidas pela MAPA. Métodos: Estudo coorte, com participação de sete centenários selecionados entre 3.631 pacientes que realizaram MAPA, entre 01/2011 a 08/2014, em clínica cardiológica especializada BH/MG. Informações adicionais: comorbidades, fatores de risco, medicações e PA basal. MAPA realizada conforme preconizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. As variáveis categóricas nominais foram expressas pelas suas respectivas proporções; variáveis contínuas pela média ± desvio padrão e a distribuição normalidade. p<0,05. Resultados: A população estudada foi composta de 2 mulheres (28,57%) e 5 homens (71,43%) com idade média de 102,29 anos (100 a 105 anos) sendo 3 hipertensos. Os resultados encontram-se na tabela 1. Destaques: descenso médio da PA sistólica de 9% e diastólica de 17% com diferença entre hipertensos e normotensos; presença de quedas significativas da PA no sono. Discussão/Conclusão: os achados da PA em centenários e o comportamento da PA pela MAPA precisam de estudos adicionais para melhor definição de padrões de normalidade e repercursão. Introdução: Sendo o envelhecimento acompanhado por uma elevação da atividade inflamatória inespecífica, concomitante a processos patológicos crônicos e determinantes de mortalidade. Este estudo objetivou verificar se a ingestão habitual de macronutrientes por mulheres idosas modula níveis circulantes de importantes mediadores inflamatórios envolvidos na imunossenescência. Métodos: Estudo transversal com amostra de conveniência onde 229 idosas (≥ 60 anos) do Distrito Federal brasileiro foram submetidas a exames laboratoriais para dosagem sérica das citocinas IL1-α, IL1-β, IL6, IL8, IL10, IL12 e TNFα por ensaio imunoenzimático específico. Registros alimentares de 3 dias alternados foram decompostos em ingestão habitual de carboidratos, proteínas e lipídeos (e frações), e no valor energético total (VET), por paciente. Ademais, foram identificadas condições metabólicas conhecidamente interferentes sobre o perfil inflamatório: hipercolesterolemia, hipertensão arterial e diabetes. Resultados: Títulos das citocinas foram normalizados por transformação em log10. Teste de correlação de Pearson revelou uma associação negativa entre títulos de log10IL6 e ingestão de carboidratos totais (r= -0,134; P=0,044). Quando ajustados para ocorrência de hipertensão arterial (que se mostrou influenciar IL6), nossos resultados permaneceram significativos entre hipertensos (r= -0,145; P=0,043) e normotensos (r= -0,358; P=0,049). Também verificou-se que log10IL8 apresentou associação positiva com os níveis de ingestão de ácidos graxos (AG) monoinsaturados (r= 0,150; P=0,024), de AG saturados (r= 0,173; P=0,009) e de colesterol total (r= 0,223; P=0,001). Os títulos dos demais mediadores inflamatórios não se associaram com qualquer ingestão. Todas as análises foram controladas para o VET. Conclusões: Ingestão proporcionalmente maior de carboidratos totais associou-se negativamente com log10IL6. Nosso resultado deve ser tomado com cautela, pois não permite defender adição de carboidratos à dieta habitual sob o risco do desenvolvimento de diabetes ou intolerância à glicose em pacientes idosos. Em contrapartida, maior ingestão de colesterol total e de AG saturados e monoinsaturados parece correlacionar-se com quadro inflamatório mais intenso, por elevação de log10IL8, mecanismo pelo qual este padrão de ingestão pode elevar o risco para doenças crônicas de contributo inflamatório associadas ao envelhecimento Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18 3 APRESENTAÇÃO PÔSTER Resumos Temas Livres 37481 37705 HIPERALDOSTERONISMO PRIMÁRIO COMO CAUSA DE HIPERTENSÃO SECUNDÁRIA ESTRATÉGIAS CLÍNICAS E CIRÚRGICAS PARA REDUZIR TRANSFUSÕES DE SANGUE ANA CAROLINA BROMENSCHENKEL VASCONCELOS, ANDRÉ MARTINS FARIA E LAIS MESQUITA ALVES ANTONIO ALCEU DOS SANTOS, JOSE PEDRO DA SILVA, LUCIANA DA FONSECA, BAUMGRATZ, J F, VILA, J H A, COSTA, F A A, E LIPPI NETO E STELA, F A M SANTA CASA DE MISERICÓRDA DE PASSOS, PASSOS, MG, BRASIL. HOSPITAL BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO, SÃO PAULO, SP, BRASIL. A hipertensão arterial sistêmica secundária tem prevalência de 3% a 5%, sendo o hiperaldosteronismo primário (HAP) a sua causa mais comum, com uma taxa de prevalência de 6-10% dos pacientes hipertensos. HAP é uma síndrome que engloba um grupo de desordens caracterizadas por aumento da secreção autônoma de aldosterona pela glândula adrenal, independente do controle do sistema renina-angiotensina, causando hipertensão, dano cardiovascular, supressão de renina plasmática, retenção de sódio, hipocalemia, excreção urinária excessiva de potássio e alcalose metabólica. Essas doenças são representadas, principalmente, pela hiperplasia adrenal bilateral idiopática e pelo adenoma unilateral produtor de aldosterona. O rastreamento do HAP está indicado em indivíduos com hipertensão arterial sistêmica e hipocalemia espontânea ou grave com doses moderadas de diuréticos, HAS refratária ao tratamento e em hipertensos com tumor abdominal. A relação aldosterona sérica/atividade da renina plasmática (A/R) é útil como triagem para HAP, selecionando os indivíduos que merecem prosseguimento na investigação. Quando confirmado o diagnóstico, a diferenciação etiológica é essencial para o tratamento adequado dessas condições. Pós-operatório apresentou melhora dos níveis tensionais. O HAP é importante causa de hipertensão secundária, tendo sua prevalência crescente na população hipertensa. O conceito de que é uma doença benigna tem sido refutada e maior morbi-mortalidade cardiovascular e incidência de eventos cerebrovasculares têm sido encontrada em pacientes com HAP, salientando a necessidade de investigação precoce, uma vez que as complicações não se restringem à dificuldade de controle pressórico. INTRODUÇÃO Desde o século XIX, as transfusões de sangue são utilizadas em grande escala em todo mundo. As evidências atuais são de um consumo excessivo de sangue alogênico, diminuição das doações e bancos de sangue com estoques reduzidos. Em virtude do maior risco de morbimortalidade, verifica-se uma conduta cada vez mais restritiva de transfusão sanguínea em cirurgias. OBJETIVO Demonstrar que a utilização de um protocolo específico com estratégias clínicas e cirúrgicas foi capaz de evitar uma transfusão de sangue alogênico em paciente com anemia crítica após sangramento importante de cirurgia grave e complexa. MÉTODOS No pré-operatório prescrevemos eritropoietina recombinante humana (r-Hu-EPO dose 600 UI/kg/semana), além de ferro, ácido fólico e vitamina B12. No intra e pós-operatório utilizou-se hemodiluição normovolêmica aguda, recuperação sanguínea intraoperatória, hemostasia meticulosa, além do ácido épsilon aminocapróico, desmopressina, concentrado de complexo protrombínico, concentrado de fibrinogênio humano, fator VIIa recombinante, r-HuEPO e ventilação hiperóxica. RESULTADOS Um homem de 25 anos foi submetido à cirurgia de correção de aneurisma de aorta ascendente, troca valvar aórtica por prótese biológica, reimplante de óstio de coronária direita, seguida de revascularização miocárdica. Devido à complexidade da cirurgia e complicações graves como hiperpotassemia, arritmia ventricular grave, assistolia e sangramento excessivo, o tempo total de CEC foi de 315 minutos. Durante o período grave na unidade de terapia intensiva, mantivemos a ventilação do paciente com 100% de oxigênio (ventilação hiperóxica). No pós-operatório, evoluiu com várias complicações (pneumonia, insuficiência respiratória, fibrilação atrial, anemia importante (hemoglobina = 2,9 g/dL e plaquetopenia), hemodiálise pela hipercalemia (6,5 mEq/l). Desde o primeiro dia após a cirurgia, o paciente permaneceu com o seu nível de consciência preservado, sem sinais de isquemia cerebral e/ou miocárdica, respeitando sua autonomia de recusa de transfusão de sangue alogênico. Recebeu alta hospitalar sem uso de hemocomponentes (Hb 9,1g/dL). CONCLUSÃO Otimizar a massa eritrocitária e o estado de coagulação, minimizar a perda sanguínea, tolerância à anemia e uma ventilação hiperóxica são estratégias clínicas e cirúrgicas, seguras e eficazes em conservar o sangue autólogo e em evitar o uso de sangue alogênico quando a transfusão de sangue não é uma opção. 37729 37740 Nosso paciente apresentava uma história de 20 anos de evolução de hipertensão arterial com controle satisfatório dos níveis pressóricos até o momento. O quadro de descontrole pressórico junto com quadro de descompensação cardíaca fez-nos pensar em uma causa de hipertensão secundária e proceder investigação diagnóstica. Não apresentou hipocalemia, porém aldosterona plasmática elevada com diminuição da atividade da renina plasmática e aumento da relação A/R sugeriu diagnóstico de HAP, confirmado através da ressonância de abdome que mostrou adenoma em adrenal direita. PERICARDITE CONSTRICTIVA COMO CAUSA DE IC DIREITA VITAMINA D E INSUFICIÊNCIA CARDÍACA EM IDOSOS LAYS JOSE MORESCHI, RAISSA COSTA BARCELOS LAGARES, CARLOS ALBERTO FRANCHIN NETO, AUREO GERALDO FALEIROS FILHO, PEDRO SIDNEI DO PRADO JNIOR, RAYANNA BARBOSA TOSCANO CRUZ, JORGE MALULY DE CARVA, MARIANI BOCHIA VIRMOND, MARCO ANTÔNIO PRAÇA DE OLIVEIRA, GUSTAVO IENO JUDAS E SERGIO ALMEIDA DE OLIVEIRA ARISE GARCIA DE SIQUEIRA GALIL, VINICIUS SALIM GOUVEA, LARA MENEGUELLI MIRANDA, MAYRA ZANON CASAGRANDE, VICTOR DA SILVA COELHO E MARCUS GOMES BASTOS BENEFICENCIA PORTUGUESA, SAO PAULO, SP, BRASIL. Introdução: A pericardite constrictiva representa o estágio final de um processo inflamatório envolvendo o pericárdio, tendo como principais etiologias: idiopática, irradiação, pós-cirúrgica, infecciosa, neoplásica, distúrbios autoimune. A apresentação clínica é marcada principalmente por sinais e sintomas de insuficiência cardíaca (IC) direita. O tratamento definitivo se da pela pericardiectomia cirúrgica. Relatamos um caso de paciente inicialmente tratado como portador de insuficiência hepática e que posteriormente foi diagnosticado como hepatopatia congestiva secundária a IC direita por pericardite constrictiva. Relato de Caso: E.F., 66 anos, natural de Pompéia-SP Paciente relatava dispneia aos esforços, edema de membros inferiores +++/4+, anasarca. Presença de pulso paradoxal, sinal de kusmaul, knock pericárdico. Exames laboratoriais: alterados. Raio x de tórax: calcificação pericárdica Ressonância cardíaca: pericardite constrictiva com espessamento pericárdico difuso, com espessura máxima de 7 mm. Paciente foi submetido a pericardiectomia com melhora dos sintomas e das alterações laboratoriais hepáticas. Conclusão: Destaca-se no caso a importância de pensarmos nos diagnósticos diferenciais de insuficiência hepática como, por exemplo, a hepatopatia congestiva. A pericardite constrictiva deve ser lembrada como causa de hepatopatia congestiva por insuficiência de ventrículo direito. 4 Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18 SERVIÇO DE CONTROLE DA HIPERTENSÃO, DIABETES E OBESIDADE, JUIZ DE FORA, MG, BRASIL - FUNDAÇÃO IMEPEN, JUIZ DE FORA, MG, BRASIL. Introdução: A maior longevidade da população tem sido associada ao aumento das condições crônicas. Dentre elas, a insuficiência cardíaca (IC) tem sua maior prevalência entre os idosos, com alta morbimortalidade. Alvos terapêuticos adicionais para redução dos agravos decorrentes da IC, nesta população, tem sido estudados, assim como o incentivo à suplementação da vitamina D por sua associação com a doença cardiovascular e, especificamente, à IC. Objetivos: Avaliar características sociodemográficas, clínicas e de exames complementares, incluindo níveis séricos de vitamina D, entre portadores de IC sistólica, segundo a faixa etária. Métodos: Estudo transversal, avaliando prontuários de portadores de IC acompanhados em ambulatório de atenção secundária (SCHDO/ Juiz de Fora/ MG), período de 01/2013 a 08/2013, fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE)≤50%. Como desfecho clínico, definimos a presença de hospitalizações secundárias à descompensação da IC, ocorridas nos últimos 12 meses. Como insuficiência de vitamina D, consideramos valores<30 ng/mL e deficiência, valores<20 ng/mL. Resultados: Foram avaliados 91 prontuários, com 61,5% de idosos, e média de 69,98±7,70 anos contra 51,09±7,43 anos, de não idosos (p<0,001). Comparando-se características entre idosos, não idosos e p valor, observamos respectivamente: Os idosos eram mais sedentários (75%/ 61,8%/ 0,05) e possuíam uma tendência à maior prevalência de retinopatia associada (40%/ 12,5%/ 0,08). Dados quanto a outros fatores de risco, comorbidades associadas e avaliações complementares, não apresentaram diferenças estatísticas entre os grupos. No entanto, ao avaliarmos os níveis séricos de vitamina D, constatamos significante redução de seus níveis entre os idosos (18,78±7,66/ 23,84±9,65/ 0,01), como também pela categorização de insuficiência da vitamina (60,7%/ 37,1%/ 0,03). Avaliando os desfechos clínicos, não houve significância estatística entre os grupos; porém, observamos que 100% destes desfechos, coincidiram com a deficiência de vitamina D. Conclusão: Os idosos portadores de IC sistólica, de acompanhamento ambulatorial desta coorte, eram significativamente mais sedentários e com menores níveis séricos de vitamina D. A presença de desfecho clínico, importante acelerador da morbimortalidade por IC em idosos apresentou forte relação com a deficiência da vitamina D, dado que nos sinaliza para uma maior atenção ao manejo deste micronutriente entre portadores de IC. APRESENTAÇÃO PÔSTER Resumos Temas Livres 37741 37742 FATORES ASSOCIADOS A HOSPITALIZAÇÕES NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA SISTÓLICA DE ACOMPANHAMENTO AMBULATORIAL PERFIL DE FUMANTES EM GRUPOS DE INTERVENÇÃO PARA A CESSAÇÃO DO TABACO, SEGUNDO A FAIXA ETÁRIA ARISE GARCIA DE SIQUEIRA GALIL, LARA MENEGUELLI MIRANDA, MAYRA ZANON CASAGRANDE, VINICIUS SALIM GOUVEA, VICTOR DA SILVA COELHO E MARCUS GOMES BASTOS E F C BANHATO, A G S GALIL, M A FERREIRA, K F F MIRANDA, T S CAMPOS, L F SALLES, A F C GOMES, J K PINTO, R C G VALENTE, A P CUPERTINO E M G BASTOS SERVIÇO DE CONTROLE DA HIPERTENSÃO, DIABETES E OBESIDADE, JUIZ DE FORA, MG, BRASIL - FUNDAÇÃO IMEPEN, JUIZ DE FORA, MG, BRASIL. CENTRO HIPERDIA DE JUIZ DE FORA, JUIZ DE FORA, MG, BRASIL - FUNDAÇÃO IMEPEN, JUIZ DE FORA, MG, BRASIL. Introdução: A hospitalização por descompensação da insuficiência cardíaca (IC) é fator prognóstico desfavorável, tendo a população idosa, alta prevalência desta comorbidade. Objetivos: Avaliar o perfil de portadores de IC sistólica e os fatores relacionados à seus desfechos clínicos. Métodos: Estudo transversal, com portadores de IC em ambulatório de atenção secundária (SCHDO/ juiz de Fora/ MG), período de 01/2013 a 08/2013, fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) ≤ 50%. Como desfecho clínico, definimos a presença de hospitalizações secundárias à descompensações da IC (últimos 12 meses). Doença arterial declarada (DAD), dano vascular documentado, independente do território afetado; doença renal crônica (DRC), a taxa de filtração glomerular (TFG) < 60 ml/min; anemia, a hemoglobina sérica (Hg), com valores < 13g/%, para homens e <12g/%, para mulheres. Como valores anormais, a circunferência abdominal (CA) > 102 cm, para homens e > 88 cm para mulheres, glicemia > 100 mg/dL, LDL-colesterol > 100 mg/dL e triglicerídes > 150 mg/dL. Como insuficiência de vitamina D, valores < 30 ng/mL e, para deficiência, < 20 ng/mL. Resultados: Avaliados 91 prontuários, com população predominantemente feminina (54,9%) e significativamente mais obesa (p<0,001). A idade foi de 62,7±11,9 anos, e 61,5% eram idosos. O índice de massa corporal (IMC) foi de 30,5±6,5 kg/m2; 68,7% com CA anormal e 70%, sedentários. Como doença de base, 98,8% eram hipertensos e 50,5%, diabéticos tipo 2. Observamos que 65,9% apresentavam DAD; 65,9%, DRC; 22%, anemia e 83,5%, insuficiência de vitamina D (destes, 61,8%, com níveis séricos menores que 20 ng/mL). A média da FEVE foi de 40,3±9,4%. Níveis anormais de glicemia de jejum ocorreram em 57,1%; de LDL-colesterol, 46,1%; de triglicérides, 48,8%. Houve uma prevalência de 17,2% de desfechos clínicos, correlacionados significativamente, à história prévia de revascularização miocárdica ou angioplastia coronária (p<0,004), anemia (p<0,006); menor TFG (p<0,05); menor FEVE (p<0,04) e insuficiência de vitamina D (p<0,01). Conclusão: Portadores de IC sistólica, de acompanhamento ambulatorial, foram predominantemente femininos, obesos, sedentários e idosos. Apresentaram importante descontrole metabólico e alta prevalência de danos vasculares, aliado a uma quase totalidade da amostra, com insuficiência de vitamina D. Os desfechos clínicos se relacionaram significativamente à alguns fatores passíveis de correção, como a anemia e a deficiência de vitamina D. Introdução: O tabagismo é dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, como doença cardiovascular, respiratória, renal e câncer. Segundo VIGITEL (2011), para adultos, a prevalência de tabagismo foi menor para < 25 anos ou > 65 anos (faixa preditora de cessação tabágica), em ambos os sexos. Objetivos: comparar o perfil dos usuários com múltiplas condições crônicas e discutir os principais aspectos sociodemográficos e de saúde relacionados a eles, de acordo com a faixa etária. Método: Estudo longitudinal avaliando fumantes em grupos de intervenção para a cessação do tabaco no CHM-JF (MG), período de 05/2012 a 12/2013. Como Grupo 1 (G1), definimos aqueles com 60 anos ou mais (idosos); como Grupo 2 (G2), aqueles entre 18 e 59 anos (não idosos). Resultados: Dos 94 participantes, 36,2% eram idosos. A idade foi de 65,18±4,54 anos (G1)/ 50,03±7,97 anos (G2) / p=0,001. Estatisticamente significativo no G1: casados ou em união estável (p=0,001) e hipertensos (p=0,001); no G2: ser mulher (p = 0,012), ter um baixo nível de escolaridade (p=0,001), ser casado ou manter relações estáveis (p=0,001), ser hipertenso (p=0,001) e ter doença renal crônica (DRC), p=0,001. Os sintomas depressivos foram de 44,1% (G1)/ 46,6% (G2)/ sem significância; assim como o teste de Fargestrom (dependência nicotínica) foi de 6,02 ± 2,28 pontos (G1)/ 6,38±2,23 pontos (G2). Estatística de Mann-Whitney (grupos independentes) sem diferenças significativas para dados sociodemográficos, já a DRC foi significativa entre os grupos(p=0,015). Quanto ao perfil de fumar, a significância estatística ocorreu em relação ao tempo do vício (p=0,001). Por outro lado, o consumo diário de cigarros, a dependência nicotínica e sintomas depressivos, não foram significativos entre os grupos (p=0,161; 0,225; 0,767, respectivamente). Conclusão: Nesta amostra, independentemente da idade, fumantes eram predominantemente do sexo feminino, com baixo nível de escolaridade, casados ou em união estável, sedentários e hipertensos. Idosos tiveram maior prevalência de DRC e diabetes tipo 2, embora estas taxas não foram estatisticamente significativas. A presença de sintomas depressivos foi alta, independente da idade. A dependência da nicotina elevada entre os dois grupos, embora não significante estatisticamente foi relevante por apontar o alto risco conferido aos fumantes, independente da idade. O incentivo à cessação do tabagismo deverá ser de forma sistemática, incluindo os idosos. 37759 37764 FALÊNCIA CARDÍACA SECUNDÁRIA À SÍNDROME DE REALIMENTAÇÃO APÓS EPISÓDIO DE HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA EXPERIÊNCIA EM AMBULATÓRIO DE CARDIOGERIATRIA DO USO DA RIVAROXABANA EM OCTOGENÁRIOS COM FAC NÃO VALVAR ALEXANDRE BIFANO SOARES, CAROLINE ALCURE PINTO E CELIO GENELHU SOARES LÍVIA PERES HUCK, MARCELA CIBIEN BARATELLA, ANA CAROLINA PICCIONI, ANGELA TERESA BACELAR ALBUQUERQUE BAMPI, ROQUE MARCOS SAVIOLI, HUMBERTO PIERRI E NEUZA LOPES HOSPITAL CÉSAR LEITE, MANHUAÇU, MG, BRASIL. INTITUTO DO CORAÇÃO INCOR - HCFMUSP, SÃO PAULO, SP, BRASIL. Introdução: Definida como uma manifestação clínica complexa e pouco conhecida na prática médica, a Síndrome da Realimentação ocorre em consequência da terapia nutricional inadequada em desnutridos. Caracteriza-se por falência multiorgânica e, geralmente, óbito por arritmias e/ou falência cardíaca, poucos dias após a realimentação. Secundária a anormalidades metabólicas cujo processo fisiopatológico inclui distúrbios glicêmicos e hidroeletrolíticos a citar, principalmente, a hipofosfatemia. Primeiros relatos citados em prisioneiros orientais da segunda guerra mundial, alimentados após períodos prolongados de jejum. Introdução: A Fibrilação Atrial (FA) é a arritmia mais frequente da população geriátrica, com graves consequências na qualidade de vida destes pacientes. Terapias anticoagulantes vêm sendo utilizadas como profilaxia de eventos tromboembólicos relacionados à FA, porém ainda é grande o número de pacientes com complicações hemorrágicas e com baixa adesão ao tratamento. Assim a busca de novos anticoagulantes se torna fundamental e surge como alternativa para os pacientes acometidos pela fibrilação atrial. Relato de Caso: D.D.O., feminino, 82 anos, branca, Fibrilação atrial crônica, cardiopatia isquêmica, AVCi prévio e restrita ao leito há 5 anos. Admitida no CTI após hematêmese volumosa, em uso de Marevam sem controle do RNI (12). Ao exame: desidratada, hipocorada, muito emagrecida, taquidispneica, Glasgow 11. RCI em 2T, sem sopros, PA 80x60mmHg, pulsos finos. Após tratamento da hemorragia e 04 dias em jejum, foi reiniciado aporte nutricional enteral. Paciente encontrava-se estável hemodinamicamente, porém com distúrbios eletrolíticos incluindo: hipofosfatemia, hipocalemia, hiponatremia e hipomagnesemia sem correção adequada antes da realimentação. Óbito devido a falência cardíaca após 08 dias de iniciado a dieta. Conclusão: Apesar de literatura escassa e ausência de diretrizes, a Síndrome de realimentação a qual é uma manifestação freqüente em subnutridos e com potencial letal, pode ser evitada quando abordada de forma correta. Bibliografia: Waitzberg, D. L. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. 3ed. São Paulo: Atheneu, 2002. v.1: 385-397. Silva, J.W.M. Síndrome de Realimentação. International Journal of Nutrology, v.6, n.1, p. 28-35, Jan/Abr 2013. Objetivos: Relatar a experiência no “mundo real” do uso de Rivaroxabana em pacientes com idade acima de 80 anos e Fibrilação Atrial Crônica (FAC) não valvar, acompanhados em um serviço terciário de Cardiogeriatria na cidade de São Paulo. Avaliar a qualidade de vida destes pacientes, a tolerabilidade e adesão referentes a medicação, além da ocorrência de eventos adversos maiores (eventos tromboembólicos e sangramentos) e menores. Casuística e Métodos: Foram selecionados, até o momento, 48 pacientes acima de oitenta anos de idade, diagnosticados com FAC não valvar em acompanhamento no ambulatório de Cardiogeriatria do estado de São Paulo. Consideramos como critérios de exclusão: pacientes com “clearance” de creatinina abaixo de 30 mL/min; pacientes com sangramento ativo clinicamente significativo; pacientes com doença hepática associada à coagulopatia e risco de sangramento clinicamente relevante; pacientes recebendo tratamento sistêmico concomitante com antimicóticos azólicos ou inibidores das proteases do HIV e pacientes com neoplasia ativa. Resultados: De 300 pacientes recrutados no período de agosto de 2013 a agosto de 2014 com FAC, 48 foram selecionados. Com idade média de 84 +/- 1,8 anos, sendo 73% do sexo feminino. Destes, 87,5% estão em uso da Rivaroxabana sem efeitos adversos e com uma boa aceitação. Apenas 6,25% apresentaram eventos maiores (dois óbitos não relacionados ao uso de anticoagulação e um sangramento menor) e 6,25% de efeitos adversos não relacionados em bula. Até o momento não houve caso de Acidente Vascular Encefálico. Conclusão: O uso da Rivaroxabana em octogenários com FAC não valvar tem se mostrado seguro e é uma boa opção terapêutica. Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18 5 APRESENTAÇÃO PÔSTER Resumos Temas Livres 37765 37772 AUSÊNCIA DE ASSOCIAÇÃO ENTRE SÍNDROME METABÓLICA, MARCADORES DE ESTRESSE OXIDATIVO E CAPACIDADE ANTIOXIDANTE INFLAMATÓRIOS EM IDOSOS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA DE PORTO ALEGRE BLOQUEADOR DE CANAIS DE CÁLCIO E PARKINSONISMO - RELATO DE CASO CAMILA BITTENCOURT JACONDINO, LAURA SCHLATTER ROSEMBERG, VERA ELISABETH CLOSS, CARLA SCHWANKE, IRÊNIO GOMES E MARIA GABRIELA VALLE GOTTLIEB GIOVANA AMARAL CORDEIRO, E FLAVIA LANNA DE MORAES PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL-PUCRS, PORTO ALEGRE, RS, BRASIL. HOSPITAL DAS CLÍNICAS - UFMG, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL. INTRODUÇÃO: A síndrome metabólica (SM), possui uma prevalência elevada na população idosa, e uma etiologia multifatorial. Estudos têm sugerido que o estresse oxidativo e a atividade antioxidante desempenham um papel subjacente no desenvolvimento da SM. INTRODUÇÃO: A Iatrogenia é a síndrome geriátrica com maior potencial de reversibilidade ou de cura. O desconhecimento das alterações fisiológicas do envelhecimento, da apresentação atípica das doenças, dificultando o diagnóstico, faz com que intervenções dos profissionais de saúde levem a iatrogenias, gerando danos importantes, principalmente na funcionalidade do idoso. OBJETIVOS: Verificar a associação entre marcadores de estresse oxidativo e capacidade de redução férrica em uma amostra de idosos com e sem síndrome metabólica. MÉTODOS: Estudo transversal realizado com 384 idosos atendidos pela Estratégia Saúde da Família de Porto Alegre. A SM foi diagnosticada pelo critério do Third Report of the National Cholesterol Education Program (NCEP-ATP III). Os marcadores de estresse oxidativo investigados foram: Produto avançado da oxidação proteica (AOPP), Metabólitos do ácido Nítrico (NOX), e a capacidade de redução férrica: Ferric Reducing ability of plasma (FRAP). RESULTADOS: A média de idade da amostra foi 68,0±6,7 anos (61-90 anos), sendo 62% composto por mulheres. A frequência de SM foi significativamente maior no gênero feminino (68,1% p=0,03). As médias dos marcadores, NOX, AOPP e FRAP nos idosos sem SM foi NOX (150,70±198,48), AOPP (123,40±172,95), FRAP (911,58±852), e no grupo com SM foi: NOX (140,48±167,61), AOPP (105,34±62,19) e FRAP (1118,33±1100,47), respectivamente. Entretanto, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os marcadores oxidativos e antioxidante (p>0,05) em ambos os grupos. CONCLUSÃO: Não foi encontrada associação entre os marcadores investigados com a síndrome metabólica nessa amostra de idosos. DESCRIÇÃO DO CASO: MLP, feminino, 78 anos, residente em Belo Horizonte/MG. Avaliada em domicílio em fevereiro de 2014, com a seguinte demanda: diagnóstico recente de Parkinson, evoluindo com prostração e discinesia ao uso de Levodopa (suspenso na ocasião). Segundo familiares, a paciente sempre apresentou tremor pior à direita, que não limitava atividades laborais. Cinco meses antes da visita, começou a deambular com ajuda e apresentar bradicinesia. No dia da avaliação, a paciente estava acamada e com dificuldade para falar e deglutir. Ao serem verificadas as medicações em uso, foi notado o uso de verapamil há seis anos. Esta droga teve a dose aumentada pouco antes da piora importante dos sintomas. Os bloqueadores de canal de cálcio têm potencial efeito causador de parkinsonismo medicamentoso. Por este motivo, foi suspenso o verapamil. Após 15 dias, a idosa recuperou parcialmente a mobilidade, conseguindo mudar de decúbito no leito, além de apresentar melhora da fala/voz e da deglutição. Foi reiniciada a Levodopa/Benzerazida. Com tais mudanças, idosa apresentou melhora significativa de todos os sintomas, com recuperação da mobilidade e funcionalidade, progredindo de 10 para seis na escala analógica de fragilidade em três meses. CONCLUSÃO: O mecanismo de desenvolvimento de parkinsonismo em usuários de bloqueadores de canais de cálcio antivertiginosos já está bem estabelecido. Devemos atentar para tais efeitos adversos em todos representantes da classe, reconhecendo a possível ação destas medicações em pacientes com síndrome parkinsoniana, com todas as consequências deletérias sobre a funcionalidade do idoso. 37777 37780 CORRELAÇÃO ENTRE FATORES DE RISCO CARDIOMETABÓLICOS, MEDO DE CAIR E FORÇA MUSCULAR EM IDOSOS CARDIOMIOPATIA DIABÉTICA GRAZIELA MORGANA TAVARES SILVA, PÂMELA PISSOLATO SCHOPF, VANUSA MANFREDINI E MARIA GABRIELA VALLE GOTTLIEB B A R B A R A S A L D A N H A D E H E R C U L A N O , F L Á V I A S A N TO S G U I M A R Ã E S MACHADO, MARIANE BRANT ALVES REGO, MARIANA FERNANDES MITRE AMORIM E MARINA COSTA SOUSA RESENDE PPG GERONTOLOGIA BIOMÉDICA IGG/PUCRS, PORTO ALEGRE, RS, BRASIL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA (UNIPAMPA), URUGUAIANA, RS, BRASIL. FACULDADE CIÊNCIAS MÉDICAS DE MINAS GERAIS, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL. Introdução: os fatores de risco cardiometabólicos são definidos como um conjunto de fatores de risco cardiovasculares modificáveis, onde a obesidade abdominal, a resistência à insulina, hiperglicemia, dislipidemia e a hipertensão fazem parte imprescindível nesse conglomerado. INTRODUÇÃO: Nas últimas décadas, a prevalência do diabetes melito (DM) tem aumentado. Segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de 180 milhões de pessoas têm DM e este número será maior que o dobro em 2030. Na população idosa, a DM relaciona-se com a ocorrência de complicações cardiovasculares, como a miocardiopatia diabética (MCD). Alguns estudos têm sugerido que os fatores de risco cardiometabólicos estão associados à função física, principalmente no que diz respeito à força muscular e quedas. Métodos: estudo transversal realizado com 101 idosos (59 mulheres e 42 homens) com idade média de 67,54±5,97 anos de idade, atendidos nas Unidades Básicas de Saúde do Município de Uruguaiana,RS. As variáveis bioquímicas e antropométricas investigadas foram: glicose, colesterol total, triglicerídeos, HDL, pressão arterial, circunferência abdominal, índice de massa corporal, relação cintura/quadril. Já as relacionadas à função física foram: medo de cair (escala de autoeficácia de quedas-FES I), força muscular (membros inferiores, através do senta e levanta e de preensão palmar obtido pela dinamometria), mobilidade (TUG test) e velocidade de marcha (Gait speed). Resultados: foram encontradas correlações significativas entre glicose e força de membros inferiores (r= 0,266, p= 0,007), colesterol total, triglicerídeos, HDL com FES I (r= 0,201, p< 0,044; r=0,214, p=0,032; r=-0,256, p=0,010, respectivamente) e relação cintura/quadril com força de preensão palmar (r=0,243, p=0,016). Conclusão: os resultados sugerem que existe correlação entre fatores de risco cardiometabólicos com medo de quedas e força muscular, sendo que a HDL apresenta uma correlação negativa com a FES I. OBJETIVO: Realizar revisão literária, com base em artigos das principais de dados, sobre a MCD na população idosa.DISCUSSÃO: A MCD é resultado de complexas relações entre anormalidade metabólicas que acompanham o DM e suas conseqüências celulares, levando à alterações da estrutura e da função cardíaca. Os dois principais distúrbios metabólicos são o aumento de ácidos graxos livres (AGL) e a hiperinsulinemia (HI). Em condições fisiológicas, a glicose é o principal carboidrato utilizado pelo coração. Porém, os AGL são substratos preferidos pelas células cardíacas e correspondem a cerca de 70% do ATP gerado aerobicamente pelo coração. A alteração predominante no DM é a supressão da utilização de glicose e a utilização excessiva de AGL associada ao estoque intracelular de lípides. O aumento dos AGL encurta o potencial de ação e altera o transito intracelular de cálcio. No miócito, enzimas catalisam a glicólise, e o ATP gerado pela glicólise é utilizado por enzimas transportadoras de íons. Assim, a inibição da glicólise cardíaca decorrente do aumento da oxidação de AGL no DM pode alterar o funcionamento enzimático. O acúmulo dos AGL no interior dos miócitos pode induzir lipotoxicidade e contribuir diretamente para morte celular por apoptose. Em conseqüência da morte celular, iniciam-se disfunções de contratilidade e relaxamento do coração. A HI sistêmica pode acentuar a ação da insulina nos tecidos como o miocárdio, que não manifestam resistência celular à insulina e a HI estimula a hipertrofia cardíaca. Assim, a hipertrofia cardíaca pode iniciar-se muito precocemente no DM tipo 2, uma vez que a HI crônica precede a hiperglicemia. CONCLUSÃO: O diagnóstico definitivo de CD é difícil de ser estabelecido, porque os achados clínicos e de exames complementares são inespecíficos. Além disso, o quadro clínico e laboratorial que levam a suspeita de CD pode ser decorrente de co-morbidades, como hipertensão arterial sistêmica, doença aterosclerótica e obesidade. Portanto, na avaliação dos pacientes com suspeita clínica, outras possíveis causas de comprometimento miocárdio devem ser investigadas. 6 Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18 APRESENTAÇÃO PÔSTER Resumos Temas Livres 37783 37788 DESCRIÇÃO DA FREQUÊNCIA E DE AUSÊNCIA DE ASSOCIAÇÃO DE HIPERTENSÃO, DIABETE MELLITUS E DE INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO ENTRE IDOSOS QUE PRATICAM OU NÃO MUSCULAÇÃO ALTERAÇÃO DO PESO E PERFIL LIPÍDICO DE IDOSOS PORTADORES DE OBESIDADE GRAVE, QUANDO SUBMETIDOS À DIETA DE MUITO BAIXO VALOR CALÓRICO. PÂMELA PISSOLATO SCHOPF, DIEGO BRUM ALLENDORF, , BIANCA CARNEIRO GONÇALVES, CARLOS EUGÊNIO MARTINS TORRES, VERA ELISABETH CLOSS E MARIA GABRIELA VALLE GOTTLIEB LEAL, V M M, SANTOS, L F, SILVA, T T R A E BRAGA, S Q PPG GERONTOLOGIA BIOMÉDICA IGG/PUCRS, PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - PUCRS, PORTO ALEGRE, RS, BRASIL. CLINICA DA OBESIDADE, CAMAÇARI, BA, BRASIL. Introdução: No Brasil observa-se um aumento na expectativa de vida e um crescimento acelerado e contínuo da população idosa. O fato de avançarmos na idade se torna um importante condicionante para a manifestação de doenças crônicas, onde merecem destaque as doenças cardiovasculares. Estas compartilham vários fatores de risco, os quais tendem a se manifestar simultaneamente, entre eles: hipertensão arterial sistêmica (HAS), dislipidemias, hiperglicemia, obesidade. Desta forma, a prática de exercício físico, como a musculação, pode ser um importante aliado tanto na prevenção quanto no tratamento desses fatores de risco e seus desfechos negativos, tal como o infarto agudo do miocárdio (IAM). Objetivo: descrever a frequência e possível associação entre HAS, diabete mellitus (DM) e IAM entre idosos que praticam musculação e os que não praticam esta modalidade. Métodos: Estudo transversal de uma amostra não probabilística, realizado com 111 idosos divididos em dois grupos: Grupo musculação: N= 43 idosos que praticam musculação pelo menos 3 vezes na semana com duração de 90 minutos e que são atendidos na Academia de Musculação e Ginástica do Parque Esportivo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e Grupo sem musculação: N= 68 idosos atendidos no Ambulatório do Serviço de Geriatria do Hospital São Lucas da PUCRS que foram considerados ativos através da aplicação do Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ). As variáveis investigadas foram HAS, DM, IAM. Resultados: 53,5% dos idosos que praticam musculação são hipertensos contra 60,3% do grupo que não pratica (p=0,55). 20,9% do grupo musculação relataram ter DM e 11,8% de idosos do grupo sem musculação referiram ser portadores de DM (p= 0,27), bem como três idosos (7%) do grupo musculação relataram já ter sofrido infarto contra nenhum do grupo de idosos que não realizam musculação (0,0%), (p=0,64). Conclusão: Os resultados mostram que idosos com DM e IAM são mais frequentes no grupo que pratica musculação. Entretanto, os resultados obtidos sugerem ausência de associação entre HAS, DM, IAM e musculação nessa amostra não probabilística. Outros estudos comparando treinamento resistido com treinamento cardiovascular são necessários, para compreendermos melhor o papel destes exercícios. Introdução: O envelhecimento está associado à ocorrência das doenças crônicas não transmissíveis, como as cardiovasculares. A presença de obesidade e comorbidades, a exemplo da dislipidemia, aumentam significativamente a chance de complicações cardíacas. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico, onde 20 idosos portadores de obesidade grave (IMC > 40 kg/ m²) foram internados na Clinica da Obesidade em Camaçari, Bahia e submetidos a tratamento dietoterápico com dieta de 800 Kcal, por período de 90 dias. A dosagem de colesterol total, LDLc, HDLc e TG foi realizada na admissão, 30, 60 e 90 dias após o internamento. Resultados: Os idosos tinham idade média de 65,45 (DP ± 2,54) anos. Na admissão 55% apresentavam hipercolesterolemia e o mesmo percentual hipertrigliceridemia. Nos primeiro mês de observação houve perda de 7,69 (DP ± 3,63)Kg, apenas 10% mantiveram a hipercolesterolemia e 25% alteração de triglicérides. Após 60 dias a perda de peso média aumentou para 11,57 (DP ± 3,4)Kg, 5% mantiveram hipercolesterolemia e 20% hipertrigliceridemia. Ao final do estudo a perda foi de 14,72 (DP ± 5,42)Kg. Não havia mais indivíduos com colesterol elevado e apenas 1 idoso (5%) mantinha a hipertrigliceridemia. A alteração de peso e do perfil lipídico durante o tratamento dietoterápico está evidente na tabela 01. Apoio: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior-CAPES. Programa Nacional de Pós Doutorado CAPES Peso Colesterol total LDLc HDLc Triglicerides Admissão 30 dias 107,1(95-124) 99,6(93-114) 202(166-226) 143(121-173) 128(79-151) 74(57-93) 44(40-53) 40(37-49) 170(121-199) 118(92-159) 60 dias 93,4(89 – 112) 135(95-153) 82(61-96) 40(36-47) 135(95-153) 90 dias 88,3(77 – 111) 148 (123-160) 90(61-97) 46(36-51) 88(71-103) Conclusão: Apesar de toda cautela para promover perda de peso em idosos, o tratamento dietoterápico, utilizando dieta de muito baixo valor calórico, foi eficaz pra redução do peso e redução da dislipidemia, podendo ser uma importante estratégia para prevenção de doenças cardiovasculares em idosos obesos. 37805 37812 ESTUDO DE IDOSOS ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO DE CARDIOGERIATRIA DA SANTA CASA DE SÃO PAULO SÍNDROME CORONARIANA AGUDA EM IDOSOS: COMPARAÇÃO ENTRE A ESTRATÉGIA CONSERVADORA E A INVASIVA JOAO HENRIQUE RISSATO, RONALDO FERNANDES ROSA, ROBERTO ALEXANDRE FRANKEN, LINO ROCHA DE ANDRADE E LIANA MARIA BRANDAO GALLETTI MIZIARA LUCAS RAMPAZZO DINIZ, JESSICA MYRIAN DE AMORIM GARCIA, RAFAELLA ITALIANO PEIXOTO, LÍVIA DE KÁSSIA LEAL INTERAMINENSE, VICTOR DO AMARAL DIAS, KEILA LIMA DE OLIVEIRA DINIZ, VERONICA SOARES MONTEIRO, SERGIO TAVARES MONTENEGRO, PAULO SERGIO RODRIGUES DE OLIVEIRA E CAMILA SARTESCHI SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO, SÃO PAULO, SP, BRASIL. Introdução: o envelhecimento aumenta a prevalência de doenças em que a idade é fator de risco, a exemplo das cardiovasculares, sendo necessário conhecimento das morbidades. Objetivo: avaliar aspectos epidemiológicos, clínicos e terapêuticos de idosos com doenças cardiovasculares do ambulatório de Cardiogeriatria da Santa Casa de SP. Métodos: estudo transversal, revisados 60 prontuários entre 25/09 a 11/11 de 2013, com 65 anos ou mais. Eleitos aqueles com ao menos 1 doença cardiológica, seguimento regular e presente à consulta no dia da investigação. Divididos em idosos (até 79 anos) e muito idosos (80 anos ou mais) e por sexo. Os diagnósticos agrupados por sistemas e os fármacos por classes terapêuticas. Resultados: pacientes de até 96 anos, classificados 48% como idosos e 52% como muito idosos. Mulheres representavam 57%, predominando nos 2 subgrupos (54% nos idosos e 58% nos muito idosos). Todos tinham doença cardiovascular, sendo avaliado as demais. Endocrinológicas (53%), pneumológicas (30%), reumatológicas (25%), gastroenterológicas (18%), urológicas e oftalmológicas (13%) e neurológicas (12%). Das cardiológicas, a hipertensão arterial (HAS) foi a mais prevalente (90%), seguida da dislipidemia (42%), insuficiência coronariana crônica (33%), insuficiência cardíaca (27%), fibrilação atrial (15%) e valvopatias (5%). Fármacos mais usados foram os antiplaquetários e anticoagulantes (83%), seguidos de anti-hipertensivos (82%), hipolipemiantes (67%), diuréticos (63%), betabloqueadores (52%), hipoglicemiantes (38%) e bloqueador de canal de cálcio (30%). Cerca de 73,3% usavam 5 ou mais drogas. Discussão: houve maior prevalência de muito idosos, diferente de dados brasileiros, predomínio de mulheres. Identificado HAS em 90%, enquanto em 1997 eram 67%¹. Com 13,3% de extabagistas, houve apenas 1 diagnóstico de tabagismo, sendo 6% em 1997, refletindo medidas anti-tabagismo. Anterior média de idade de 74 anos e hoje 79,67. Antes, diuréticos eram mais prescritos, hoje o AAS. Betabloqueadores representam 52%, e em 1997 apenas 11%, aumento devido advento de novas drogas para insuficiência cardíaca. Identificado 15% de fibrilação atrial, enquanto que no estudo EMI¹ a prevalência foi de 5% e no Rotterdam² de 5,5%, presumindo o aumento da doença e por se tratar de hospital referência. Referências bibliográficas: 1.Multicenter Study of Elderly Patients in Outpatients Clinics of Cardiology and Geriatric Brazilian Institutions. 2.The Rotterdam study. REAL HOSPITAL PORTUGUÊS DE BENEFICÊNCIA DE PERNAMBUCO, RECIFE, PE, BRASIL - REALCOR-PROCÁRDIO, RECIFE, PE, BRASIL. Introdução: Apesar de bem definida, a indicação de tratamento invasivo (angioplastia ou cirurgia) na síndrome coronariana aguda (SCA) parece ser subutilizada em pacientes idosos. Tal prática pode ser devido à ideia de que sua adoção poderia trazer mais riscos do que benefícios para esta população. Objetivo: Comparar estratégias de tratamento (invasiva X conservadora) para SCA em pacientes idosos em uma unidade coronariana e a sua relação com mortalidade e outros desfechos. Métodos: Estudo de coorte histórica a partir de coleta de dados em prontuário de indivíduos acima de 60 anos com quadro de SCA admitidos em uma unidade coronariana da cidade do Recife. Todos foram submetidos à estratificação invasiva com cateterismo cardíaco e posteriormente divididos em dois grupos: tratamento clínico e invasivo. Resultados: A amostra foi composta por 136 pacientes com média de idade de 72,9 anos (variando de 60 a 99 anos, 24,3% acima de 80 anos). Destes, 59,6% eram do gênero masculino, 74% tinham HAS e 36% DM. A maior parte apresentou dor torácica (86%), apenas 27% apresentavam supra de ST e 84% não tinham sinais de congestão, na admissão na unidade. Do total, 41,2% foram tratados clinicamente e 58,8% por técnica invasiva. O tratamento invasivo foi mais utilizado em pacientes com alteração de marcadores de necrose miocárdica (troponina, p < 0,001; CK-massa, p < 0,001). Já o clínico teve maior correlação em pacientes com antecedente de doença renal crônica (p = 0,028) e naqueles com bloqueio de ramo esquerdo (p = 0,035). Não houve significância em outros achados eletrocardiográficos. Pacientes com tratamento invasivo passaram mais tempo de internados (p = 0,032) e apresentaram maior incidência de readmissão em unidade coronariana (p = 0,002). Não houve diferença quanto ao número de óbitos intra-hospitalar entre os grupos. Conclusão: A presente amostra detectou não haver diferença quanto à mortalidade em relação aos grupos. No entanto, pacientes tratados de forma invasiva tiveram internamentos mais prolongados e mais readmissões em UTI. Novos estudos são necessários para melhor avaliação da estratégia a ser adotada nesta faixa etária. Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18 7 APRESENTAÇÃO PÔSTER Resumos Temas Livres 37813 37814 A PRESCRIÇÃO DE ADMISSÃO EM UNIDADE CORONARIANA EM PACIENTES IDOSOS COM SÍNDROME CORONARIANA AGUDA: HÁ DIFERENÇA ENTRE AS FAIXAS ETÁRIAS? EVOLUÇÃO CLÍNICA DE PACIENTES IDOSOS INTERNADOS EM UTI CARDIOLÓGICA COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO COM E SEM DOR TORÁCICA LUCAS RAMPAZZO DINIZ, JESSICA MYRIAN DE AMORIM GARCIA, RAFAELLA ITALIANO PEIXOTO, VICTOR DO AMARAL DIAS, LÍVIA DE KÁSSIA LEAL INTERAMINENSE, VERONICA SOARES MONTEIRO, CAMILA SARTESCHI, PAULO SERGIO RODRIGUES DE OLIVEIRA, SERGIO TAVARES MONTENEGRO E KEILA LIMA DE OLIVEIRA DINIZ JESSICA MYRIAN DE AMORIM GARCIA, RAFAELLA ITALIANO PEIXOTO, LUCAS RAMPAZZO DINIZ, KEILA LIMA DE OLIVEIRA DINIZ, VICTOR DO AMARAL DIAS, LÍVIA DE KÁSSIA LEAL INTERAMINENSE, VERONICA SOARES MONTEIRO, CAMILA SARTESCHI, SERGIO TAVARES MONTENEGRO E PAULO SERGIO RODRIGUES DE OLIVEIRA REAL HOSPITAL PORTUGUÊS DE BENEFICÊNCIA DE PERNAMBUCO, RECIFE, PE, BRASIL - REALCOR-PROCARDIO, RECIFE, PE, BRASIL. REAL HOSPITAL PORTUGUÊS DE BENEFICÊNCIA DE PERNAMBUCO, RECIFE, PE, BRASIL - REALCOR-PROCARDIO, RECIFE, PE, BRASIL. Introdução: Diretrizes atuais de tratamento de pacientes com síndrome coronariana aguda (SCA) indicam diversas drogas no intuito de evitar a progressão da lesão coronariana e manter viabilidade de tecido miocárdico. No entanto, alguns estudos mostram diferenças em relação à adoção deste tratamento em pacientes idosos. INTRODUÇÃO: O infarto agudo do miocárdio (IAM) requer a pronta intervenção médica em pacientes de qualquer idade, principalmente em idosos, grupo com maior risco de morbidade e mortalidade. Descreve-se que pessoas dessa faixa etária estão menos propensas a apresentar sintomas de dor torácica típica. Na vigência de IAM, podem manifestar sintomas inespecíficos como tontura, sudorese, náusea, dispneia e confusão mental. A multimorbidade contribui para que os sintomas inespecíficos não sejam valorizados como causa base a isquemia cardíaca. A interpretação inadequada desses sintomas pelo paciente, familiares e médicos pode levar ao atraso do tratamento adequado e, consequentemente, a piores desfechos. OBJETIVO: Comparar a clínica, evolução e desfecho entre pacientes com IAM com e sem dor torácica. MÉTODOS: Estudo realizado através da análise de dados colhidos a partir de prontuário eletrônico. A amostra (n=107), composta por pacientes idosos (>60 anos) internados em UTI cardiológica com troponina positiva, no período de Janeiro a Outubro de 2013. Aplicou-se o teste Qui-Quadrado de Pearson, ou Exato de Fisher, quando necessário. O nível de significância assumido foi de 5%. RESULTADOS: A maioria dos pacientes era do gênero masculino (57%) e 30,8% tinha idade superior a 80 anos. A apresentação do IAM com dor torácica na admissão foi descrita em 85 pacientes (79,4%), enquanto que em 22 pacientes não houve registro de dor à admissão. Houve associação estatisticamente significante entre sedentarismo e antecedente de insuficiência cardíaca com a ausência de dor no IAM. Na admissão, foram mais frequentes no grupo IAM sem dor: queixa de dispneia, ausculta de creptos e sintomas de IC, tendência a ter síncope, apresentar-se com KILLIP 2 e 3. No grupo IAM sem dor, houve associação positiva com: fração de ejeção menor que 45%, ocorrência de parada cardiorrespiratória, antibiotioterapia durante o internamento, uso de noradrenalina e óbito hospitalar. Objetivo: Comparar a prescrição médica de indivíduos acima de 60 anos com SCA em unidade coronariana. Métodos: Estudo transversal a realizado com coleta de dados em prontuário de indivíduos acima de 60 anos de idade com quadro de SCA admitidos em uma unidade coronariana em hospital da cidade do Recife. A amostra foi estratificada em três grupos: 60 a 69 anos, 70 a 79 anos e acima de 80 anos. Para estudar a associação das variáveis qualitativas com a faixa etária foi aplicado o teste Qui-Quadrado de Pearson, ou Exato de Fisher, quando necessário. O nível de significância assumido foi de 5%. Os cálculos estatísticos foram realizados no software SPSS v.18.0. Resultados: A amostra analisada foi composta por 185 pacientes com idade média de 73,4 anos variando de 60 a 99 anos, sendo 76 (41,1%) entre 60 a 69 anos, 60 (32,4%) entre 70 a 79 anos e 49 (26,5%) com idade maior ou igual a 80 anos. Do total, 55,7% eram do gênero masculino, 78,7% tinham hipertensão e 39,5% diabetes. A prescrição dos indivíduos selecionados foi a seguinte: heparina em dose terapêutica em 71,4%, AAS em 90,8%, Clopidogrel em 20,5%, ticagrelor em 58,4%, inibidores de GPIIb/IIIa em 3,8%, estatina em 90,8%, iECA/BRA em 71,4%, beta-bloqueador em 73,5% e nitrato por via oral em 14,6%. Não houve diferença estatística entre as faixas etárias para nenhuma das drogas analisadas, apenas tendência a menor uso de iGPIIb/IIIa em pacientes acima de 70 anos (p = 0,056). Não houve diferença estatística em relação a mortalidade entre os grupos (p = 0,066). 8 Conclusão:Apesar de, na prática clínica, haver a tendência a poupar idosos de terapia indicadas na SCA o presente estudo mostra não ter ocorrido diferença quanto às drogas prescritas tampouco quanto a mortalidade intra-hospitalar nos grupos estudados. CONCLUSÃO: Em idosos, a ausência de dor típica em síndromes coronarianas agudas está associada a maior número de intercorrências durante o internamento e maior mortalidade. Postula-se que o atraso no diagnóstico causado pela apresentação atípica dos sintomas possa ser a causa para o pior desfecho. É necessário o aumento do índice de suspeição clínica para que a terapia seja otimizada nesses pacientes. 37830 37831 CONTROVÉRSIAS NO TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA EM CENTENÁRIOS. RELATO DE CASO PACIENTE DE 102 ANOS, EM TRATAMENTO DE HAS HÁ 08 ANOS. PREVALÊNCIA DE HIPERTENSÃO ARTERIAL RESISTENTE EM AMBULATÓRIO DE CARDIOGERIATRIA QUEIROZ, M T, JOSE ANTONIO GORDILLO DE SOUZA, LILIAN MARIANE CORREIA BRESQUE, ROBERTO DISCHINGER MIRANDA, JULLYANA CHRYSTINA FERREIRA TOLEDO E EDUARDO BRANDAO ELKHOURY IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO, SÃO PAULO, SP, BRASIL HOSPITAL GERIÁTRICO E DE CONVALESCENTES DOM PEDRO II, SÃO PAULO, SP, BRASIL. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO -UNIFESP - EPM, SÃO PAULO, SP, BRASIL. Com o crescimento da população de idosos, ente eles os centenários, e a alta prevalência de doença arterial, especialmente a hipertensão arterial sistêmica (HAS), tornou-se relevante discutir o papel dos anti-hipertensivos nessa faixa etária. Embora seja esperado um aumento dos níveis pressóricos proporcional com a idade, níveis de pressão sistólica acima de 140 mmHg e /ou de pressão diastólica superior a 90 mmHg não devem ou podem ser consideradas fisiológicas aos idosos. O caso relatado e de C. A., do sexo masculino, 102 anos (D.N.: 10/07/1912), branco, natural e procedente de São Paulo/SP, com antecedentes pessoais de Oligofrênia, HAS e hipertrigliceridemia. Institucionalizado no HGCDP II desde 13 de janeiro de 1937. Prática jardinagem e atividades de fisioterapia como exercícios físicos. Realiza trabalho na oficina de memória e relacionamentos. Evoluindo com níveis pressóricos entre PAS: 150 - 140 mmHg e PAD: 100 - 90 mmHg, com episódios de crise hipertensiva, PA: 180 x 100 no dia 02/08/2006, relatado no prontuário. Assim, aos 94 anos de idade, foi introduzido hidroclorotiazida 25 mg pela manhã (diurético tiazídico). Na época com clearense de creatinina de 22 mL/min (creatinina sérica: 1,5 e Peso estimado: 51 Kg). Evoluindo com normalização dos níveis pressóricos (PAS: 130 - 100 mmHg e PAD: 80 - 70 mmHg) permaneceu com mesma dose e medicação. Realizado manobra de Osler, preconizada por Messerlii, para descarte de possível pseudo-hipertensão, negativa. Atualmente, em uso regular da medicação, crearanse de creatinina de 19 mL/min (creatinina sérica: 1,43 e Peso estimado: 52 Kg) e níveis normotensos. Não existe estudos especifico com o tratamento de pacientes nonagenários e/ou centenários, investigação, critérios diagnósticos e tratamento, se baseia em todos os idosos com idade igual ou superior a 60 anos. O tratamento não medicamentoso e mudança no estilo de vida, continua primordial no êxito e devem ser explicados detalhadamente, sendo que a participação da equipe multidisciplinar aumenta o sucesso do tratamento. As evidencias dos benefícios do tratamento da HAS no idoso, incluindo aqueles com mais de 80 anos, são inequívocas. Controle adequado da HAS no paciente idoso resulta em maior redução absoluta na mortalidade total, mortalidade cardiovascular, acidente vascular encefálico, eventos coronarianos, insuficiência cardíaca, insuficiência renal e demência. Introdução: A hipertensão arterial resistente tem sua definição como o não controle da pressão arterial (PA), apesar do uso de três classes de anti-hipertensivos sinérgicos, dentre eles, preferencialmente, um diurético, utilizados em doses otimizadas, ou o controle da PA em uso de quatro classes. Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18 A idade avançada é um dos seus principais fatores de risco. A importância do diagnóstico correto é pelo fato desta popilação apresentar risco cardiovascular aumentado, apresentar mais comorbidades e apresentar maior risco de hipertensão secundária. Métodos: A população estudada foi composta por idosos acompanhados no ambulatório de Cardiologia da Disciplina de Geriatria e Gerontologia (DIGG) da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo - EPM/UNIFESP. Os dados foram obtidos através de análise do prontuário, constituindo assim um estudo transversal e observacional. Foram utilizamos os dados obtidos do prontuário de todos os pacientes hipertensos atendidos no período de outubro de 2012 a outubro de 2013. Resultados: Dos 201 pacientes estudados na amostra 135 (67,2%) eram do sexo feminino, a média de idade foi de 80 ± 6,3 anos. Na amostra foram encontrados 49 (24,3%) indivíduos com critérios para hipertensão resistente. Conclusão: A prevalência de hipertensão resistente na população geriátrica é muito importante e subestimada. Devemos estar atentos a este diagnóstico para que possamos avaliar e tratar de forma mais adequada esta população para reduzir os riscos de morbidade e mortalidade desta população. A monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) deve ser realizada como rotina nesta população para melhorar o diagnóstico. A abordagem multiprofissional com avaliações da equipe de enfermagem, de nutrição e da educação física devem ser realizadas de forma rotineira nesta população para melhora da aderência e os resultados do tratamento. APRESENTAÇÃO PÔSTER Resumos Temas Livres 37842 37846 POLIÚRIA COMO MANIFESTAÇÃO CLÍNICA INICIAL DA FIBRILAÇÃO ATRIAL. COMPARAÇÃO DE VARIÁVEIS ANTROPOMÉTRICAS ENTRE IDOSOS CONSIDERADOS ATIVOS PELO IPAQ E PRATICANTES DE TREINAMENTO RESISTIDO ANA LUIZA RUSSO PIUZANA, MONICA HERMONT FALEIROS, JOS LUCCA NETO E RITA DE CASSIA LACERDA DE PAULA DIEGO BRUM ALLENDORF, PÂMELA PISSOLATO SCHOPF, ÂNGELA KEMEL ZANELLA, , BIANCA CARNEIRO GONÇALVES, CARLOS EUGÊNIO MARTINS TORRES, LUIS EDUARDO PEIXOTO ROSA DOS SANTOS, VERA ELISABETH CLOSS E MARIA GABRIELA VALLE GOTTLIEB HOSPITAL MATER DEI, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL. PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, PORTO ALEGRE, RS, BRASIL. Fibrilação atrial (F.A.) é uma arritmia freqüente em idosos e nos portadores de insuficiência cardíaca. A F.A. classifica-se em inicial, paroxística, persistente e permanente, de acordo com sua ocorrência. Paroxística é aquela que termina espontaneamente, sem necessidade de cardioversão química ou elétrica. A primeira apresentação de um epsódio de F.A. pode ser uma complicação embólica ou exacerbação de insuficiência cardíaca, mas a maioria dos pacientes referem palpitações, dor torácica, dispnéia, fadiga, tontura ou síncope. Alguns indivíduos relatam poliúria no início do episódio ou por ocasião do término, em decorrência da liberação do peptídeo natriurético do tipo B (BNP). O BNP funciona como marcador da distensão miocárdica, correlacionando-se seguramente com a pressão diastólica final do ventrículo esquerdo. Durante os episódios de paroxismos das arritmias atriais há um aumento na liberação de BNP, o que acarreta um aumento reflexo da diurese levando à poliúria. O caso descrito torna-se interessante pois descreve uma apresentação clínica não usual da F.A. e sua relação direta com os níveis sanguíneos de BNP. Introdução: As modificações de composição corporal são um das características mais marcantes que ocorrem ao longo do envelhecimento. Experimenta-se nesta fase um ganho aproximado de 7,5% do peso corporal por década, além da redução da força muscular em aproximadamente 2% ano. Estas condições de aumento de massa gorda e redução de massa magra estão frequentemente associadas à inatividade física. O aumento da gordura, principalmente abdominal é fator de risco para doenças cardiovasculares (DCV). Neste contexto, o treinamento resistido é utilizado, também como uma forma de reduzir ou prevenir os efeitos negativos do aumento de gordura corporal associada ao envelhecimento e as DCVs. Métodos: estudo transversal não probabilístico, realizado com 114 idosos divididos em dois grupos: Grupo musculação: N= 43 idosos que praticam treinamento resistido pelo menos 3 vezes na semana, duração de 90 minutos e que são atendidos na Academia de Musculação e Ginástica do Parque Esportivo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Grupo sem musculação: N= 71 idosos atendidos no Ambulatório do Serviço de Geriatria do Hospital São Lucas da PUCRS que foram considerados ativos através da aplicação do Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ). As variáveis antropométricas investigadas foram: Índice de massa corporal (IMC), Índice de massa muscular (IMM), circunferências da cintura; braço; coxa; panturrilha, dobras cutâneas da coxa, panturrilha, tríceps, bíceps e abdome e espessura de gordura muscular e massa muscular dos músculos: gastrocnêmio, vasto lateral e tríceps braqueial. Todas as variáveis foram ajustadas para sexo, idade e condições de saúde. Resultados: foram encontradas diferenças significativas entre as variáveis IMM (<0,001), circunferência do braço (p=0,005), dobras cutânea bicipital (p=<0,001); espessura de gordura do tríceps braquial (p= 0,001); vasto lateral (p=0,020) e espessura de massa muscular do tríceps braquial(p=<0,001); vasto lateral(p=<0,001) e gastrocnêmio medial(p=<0,001) entre os grupos. Conclusão: Idosos que praticam treinamento resistido apresentam menores médias da circunferência e dobra cutânea do braço, espessura de gordura muscular e maiores médias de IMM e de espessura de massa muscula do que idosos que não praticam. Desta forma, o treinamento resistido se configura com uma prática física eficiente para a redução da gordura corporal e aumento de massa magra podendo atuar como fator protetor para as DCVs. 37847 37851 Paciente S.C.A., 72 anos, masculino, leucodérmico, portador de hipertensão arterial sistêmica, hipertrofia ventricular esquerda, hiperplasia prostática benigna vinha apresentando nos últimos meses, F.A. paroxística, cuja principal manifestação clínica era poliúria, com grande impacto na sua qualidade de vida. Por esse motivo, foi optado pela tentativa de cardioversão apesar do aumento biatrial moderado ao ecocardiograma. Fazia uso domiciliar de enalapril, diltiazem e rivaroxabano. Quando em ritmo sinusal (R.S.), apresentava BNP de 299 mg/dl, mas durante o período de F.A. atingia valores de 848 mg/dl. Foi admitido em nosso serviço eletivamente para estudo eletrofisiológico e realização de ablação de circuito arritmogênico por cateter de radiofrequência. Procedimento realizado sem intercorrências e com retorno ao R.S. Apresentou recorrência da F.A. nas 1ªs 24h, atribuída à processo inflamatório local pós ablação e não teve sucesso inicial na tentativa de cardioversão química com antiarrítmico. Entretanto após 48h apresentou reversão espontânea para R.S. e recebeu alta hospitalar em uso de rivaroxabano, amiodarona e bisoprolol. Não apresentou recorrência ambulatorial da arritmia, poliúria ou nova elevação do BNP. RELATO DE CASO - SÍNDROME DO ROUBO DA SUBCLÁVIA AVALIAÇÃO DOS FATORES DE RISCO PARA DIABETES MELLITUS ENTRE IDOSOS DE MARIANA-MG JOSE ANTONIO GORDILLO DE SOUZA, ROBERTO DISCHINGER MIRANDA, LILIAN MARIANE CORREIA BRESQUE, JULLYANA CHRYSTINA FERREIRA TOLEDO, EDUARDO BRANDAO ELKHOURY E EGLI BELINAZZI QUADRADO ADEMAR GONÇALVES CAIXETA NETO, LILIAM FIGUEIREDO RIBAS, PRISCILA OLIVEIRA BARBOSA E ANDRÉA CAIXETA GONÇALVES UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO -UNIFESP - EPM, SÃO PAULO, SP, BRASIL. SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL - HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA, UBERLÂNDIA, MG, BRASIL. Introdução: A Síndrome do Roubo da Subclávia é um fenômeno de fluxo reverso na artéria vertebral ipsilateral à uma estenose significativa ou oclusão da artéria subclávia. A maior parte das estenoses de artéria subclávia são assintomáticas e descobertas incidentalmente. Quando sintomas ocorrem, podem ser decorrentes de isquemia do braço acometido ou isquemia vertebrobasilar. Introdução: A urbanização e o acelerado processo de envelhecimento, associados a alterações no estilo de vida, dentre as quais destacam-se padrão alimentar inadequado, sedentarismo, tabagismo e alcoolismo justificam as elevadas prevalências diabetes mellitus (DM) no mundo. Caso: Paciente feminina de 78 anos com os segintes diagnósticos - Hipertensão arterial, Dislipidemia, Doença pulmonar obstrutiva crônica, tabagista, artrose de mãos e coluna, obstrução arterial periférica, depressão, glaucoma. Paciente vem em consulta de rotina com sintomas de tontura, vertigem, desequilíbrio e dor de característica neuropática em braço esquerdo. Durante a consulta foi verificada diferença de pressão arterial entre o braço ditreito e o braço esquerdo. PA msup dir-146X84 PA msup esq- 102X62. Com estes achados foram realizados exames de investigação. Ultrassom doppler de carótidas e vertebrais - inversão do fluxo de artéria vertebral esquerda. Palcas carotídeas bilaterais sem estenoses significativas. Ultrassom doppler arterial de membro superior esquerdo - suspeita de estenose crítica de artéria subclávia esquerda com fluxo descendente na artéria vertebral esquerda. Angiotomografia de aorta e subclávias - oclusão de subclávia esquerda proximal com enchimento distal por vertebral esquerda. Programada angioplastia de artéria subclávia pela equipe de cirurgia vascular. Realiazada angioplastia com stent de subclávia esquerda com sucesso angiográfico. Paciente recebeu alta hospitalar com melhora completa das queixas de tontura, desequilíbrio e dores em braço esquerdo. Conclusão: Este caso mostra a importância da medida da pressão arterial nos dois braços de rotina como recomenda a última diretriz de hipertensão arterial da SBC. Esta paciente se beneficiou do diagnóstico e tratamento corretos tendo melhora importante em sua qualidade de vida após o procedimento realizado. Neste contexto, o objetivo do trabalho foi avaliar o perfil dos fatores de risco para DM entre idosos cadastrados no Hiperdia de Mariana-MG. Métodos: Trata-se de estudo epidemiológico de delineamento transversal realizado nos meses de novembro e dezembro de 2012, com 87 pacientes (73 mulheres e 14 homens), faixa etária entre 61 e 91 anos, atendidos em uma Estratégia de Saúde da Família de Mariana-MG. Foram coletados dados secundários de idade, gênero, etnia, tabagismo, alcoolismo, índice de massa corporal e nível de atividade física, obtidos a partir de prontuários clínicos do Hiperdia do município. Para descrever o perfil da amostra segundo as variáveis estudadas foi feita a distribuição de frequência das variáveis categóricas com valores de frequência percentual, e estatística descritiva das varáveis contínuas com valores de média e desvio padrão. Resultados: A idade média dos pacientes foi de 69.2 ± 6.7 anos, sendo 83.9% dos indivíduos do gênero feminino. Houve predomínio de pacientes negros (52.3%), sedentários (53.4%) e com excesso de peso (69.4%). Foram observadas baixas prevalências de tabagismo (5.7%) e alcoolismo (3.4%). Conclusão: A amostra foi constituída predominantemente por indivíduos do gênero feminino, sedentários, com excesso de peso e que se auto declararam negros. Por outro lado, fatores como alcoolismo e tabagismo parecem não ser relevantes para o desenvolvimento do diabetes mellitus nesta população. Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18 9 APRESENTAÇÃO PÔSTER Resumos Temas Livres 37858 37860 AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS HIPOCOLESTEROLEMIANTES POR PACIENTES IDOSOS CADASTRADOS NO HIPERDIA DE MARIANA-MG AVALIAÇÃO DOS MEDICAMENTOS ANTIHIPERTENSIVOS UTILIZADOS POR PACIENTES IDOSOS CADASTRADOS NO HIPERDIA DE MARIANA-MG LILIAM FIGUEIREDO RIBAS, ADEMAR GONÇALVES CAIXETA NETO, PRISCILA OLIVEIRA BARBOSA E ANDRÉA CAIXETA GONÇALVES LILIAM FIGUEIREDO RIBAS, ADEMAR GONÇALVES CAIXETA NETO, PRISCILA OLIVEIRA BARBOSA E ANDRÉA CAIXETA GONÇALVES SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL - HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA, UBERLÂNDIA, MG, BRASIL. SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL - HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA, UBERLÂNDIA , MG, BRASIL. Introdução: A hipertensão arterial (HA) e o diabetes mellitus (DM) são doenças crônicas não transmissíveis altamente prevalentes, que representam importante problema de saúde pública em todo mundo e estão constantemente interligadas por possuírem mecanismos etiológicos e fisiopatológicas comuns. Introdução: A hipertensão arterial representa um dos mais importantes problemas de saúde pública no mundo, com prevalências superiores a 60% na população com idade superior a 65 anos. Possui caráter multifatorial, associada a alterações genéticas, metabólicas e humorais, com consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais. O tratamento medicamentoso da hipertensão visa à redução da morbi mortalidade cardiovascular. Neste contexto, o objetivo do trabalho foi avaliar o perfil de utilização de antihipertensivos por idosos do Hiperdia de Mariana-MG. As dislipidemias associadas à obesidade contribuem para o desenvolvimento da HA e do DM, por meio da ativação do sistema renina-angiotensina, da redução da disponibilidade de óxido nítrico, da disfunção endotelial e da resistência insulínica, respectivamente. Neste contexto, o objetivo do trabalho foi avaliar a utilização de medicamentos hipocolesterolemiantes por pacientes hipertensos e diabéticos cadastrados no Hiperdia de Mariana-MG. Métodos: Trata-se de estudo epidemiológico de delineamento transversal, realizado entre os meses de novembro e dezembro de 2012, com 87 pacientes idosos (14 homens e 73 mulheres), faixa etária entre 61 e 91 anos, atendidos em uma Estratégia de Saúde da Família de Mariana, Minas Gerais. Foram coletados dados secundários de gênero, idade e medicamentos utilizados obtidos a partir de prontuários clínicos do Hiperdia do município. Para descrever o perfil da amostra segundo as variáveis estudadas foi feita a distribuição de freqüência da variável categórica com valores de frequência percentual, e estatística descritiva da variável contínua com valores de média e desvio padrão. Resultados: A idade média dos pacientes foi de 69.2 ± 6.7 anos, sendo 83.9% dos indivíduos do gênero feminino. Aproximadamente um quarto dos indivíduos avaliados (25.6%) utilizava alguma medicação para o controle de dislipidemias. Métodos: Trata-se de estudo epidemiológico de delineamento transversal, realizado nos meses de novembro e dezembro de 2012, com 87 pacientes idosos (14 homens e 73 mulheres), faixa etária entre 61 e 91 anos, atendidos em uma Estratégia de Saúde da Família de MarianaMG. Foram coletados dados secundários sobre medicamentos utilizados obtidos a partir de prontuários clínicos do Hiperdia do município. Para descrever o perfil da amostra segundo as variáveis estudadas foi feita a distribuição de frequência da variável categórica com valores de frequência percentual, e estatística descritiva da variável contínua com valores de média e desvio padrão. Resultados: A idade média dos pacientes foi de 69.2 ± 6.7 anos, sendo 83.9% dos indivíduos do gênero feminino. As classes de medicamentos antihipertensivos utilizadas foram diuréticos (57.4%), inibidores da enzima conversora da angiotensina (33.3%), bloqueadores do receptor AT1 (19.5%), bloqueadores dos canais de cálcio (13.8%), betabloqueadores (12.6%) e agonistas alfa-2 de ação central (9.1%). Conclusão: Tais achados são preocupantes, visto a possibilidade destes indivíduos desenvolverem a síndrome metabólica, a qual está associada à elevada morbi mortalidade cardiovascular. As estatinas foram os fármacos de escolha entre 100% dos pacientes que faziam uso de hipocolesterolemiantes. Conclusão: As classes de antihipertensivos mais utilizados por esta população foram os diuréticos, os inibidores da enzima conversora da angiotensina e os bloqueadores do receptor AT1. 37876 37877 AVALIAÇÃO DA CORRELAÇÃO DE DIFERENTES INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS COM A GLICEMIA ENTRE PACIENTES IDOSOS CADASTRADOS NO HIPERDIA DE MARIANA-MG ESTUDO QUANTITATIVO DA EXPRESSÃO GÊNICA DA ENDOTELINA-1 NA FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO VALVAR. ADEMAR GONÇALVES CAIXETA NETO, LILIAM FIGUEIREDO RIBAS, PRISCILA OLIVEIRA BARBOSA E ANDRÉA CAIXETA GONÇALVES CARLOS AURÉLIO SANTOS ARAGÃO, TANIA MARIA DE ANDRADE RODRIGUES, MANUELA SENA DE FREITAS, MATEUS SANTANA DE ANDRADE, WILLIASMIN BATISTA DE SOUZA, OLIVIA REGINA LINS LEAL TELES, NICOLAS NASCIMENTO SANTOS, JOAO PAULO ANDRADE FONSECA, SYDNEY CORREIA LEÃO, DARIO GONÇALVES DE MOURA NETO E RENÊ VASCONCELOS SILVA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL - HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA, UBERLÂNDIA, MG, BRASIL. Introdução: A obesidade é uma condição caracterizada pelo excesso de tecido adiposo no organismo, a qual está associada ao surgimento de doenças crônicas. Diferentes indicadores antropométricos são utilizados para a triagem nutricional e cardiovascular de populações. Neste contexto, o objetivo do trabalho foi avaliar a correlação da circunferência da cintura (CC), da relação cintura-estatura (RCE) e do índice de massa corporal (IMC) com a glicemia entre pacientes do Hiperdia de Mariana-MG. Métodos: Estudo epidemiológico de delineamento transversal foi realizado nos meses de novembro e dezembro de 2012, com 87 pacientes idosos (14 homens e 73 mulheres), faixa etária entre 61 e 91 anos, atendidos em uma Estratégia de Saúde da Família de Mariana-MG. Foram coletados dados secundários de glicemia, CC, RCE e IMC. A análise estatística foi realizada no Predictive Analytics SoftWare Statistics (PASW 17.0). A normalidade dos dados foi verificada através do teste de Kolmogorov-Smirnov. Análise bivariada de Pearson foi utilizada para determinar a correlação da CC, RCE e IMC com a glicemia, estipulando valor alfa de p<0,05. Resultados: Houve predomínio do gênero feminino (83.9%), com idade média de 69.2 ± 6.7 anos, CC de 99.49±10.18cm, RCE de 0.64±0.06, IMC de 29.93±4.81kg/m² e glicemia de 162.75±61.80mg/dL. Não foram observadas correlações da glicemia com a CC (r=-0.058; p=0.642), a RCE (r=0.008; p=0.950) e o IMC (r=-0.096; p=0.388). Conclusão: Nenhum indicador antropométrico se correlacionou com a glicemia, divergindo de diferentes estudos disponíveis na literatura. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE, ARACAJU, SE, BRASIL - UNIVERSITY COLLEGE LONDON, LONDRES, XX, INGLATERRA. Introdução:O processo de envelhecimento vem sendo correlacionado com a ação do subtipo 1 de endotelina (ET-1) e de seus receptores (ETrA e ETrB). A ET é dependente de cálcio extracelular, e está associada à resposta inflamatória encontrada no envelhecimento, quando ocorre substituição fibrosa e calcificação nas valvas mitral e aórtica. Métodos: Trata-se de um estudo experimental e randomizado que pretende analisar, através do PCRreal time(reação de cadeia de polimerase em tempo real), a expressão gênica da ET1em valvas mitrais de pacientes idosos (Acima de 60 anos) de ambos os sexos submetidos à troca valvar. Foram coletadas sete valvas mitrais em dois hospitais de Aracaju/SE. Cada valva sofreu fragmentação, originando três segmentos que foram submetidos à extração de RNA total. Em seguida, cada amostra de RNA total foi quantificada pela espectrofotometria. Através da reação de Transcriptase Reversa, foi obtido o cDNA total de cada amostra e a partir dele, realizou-se a técnica de amplificação do fragmento alvo por PCR em tempo real, com a quantificação de cada amostra.Análise estatística:Os dados foram tabulados e analisados pelo programa do aparelho CFX96 Real Time System (BIORAD®), e os cálculos da expressão relativa foram realizados pelo método do Delta Ct. Resultados: As concentrações médias de ácido nucléico (RNA total) e de cDNAf oram respectivamente de 27,21±30,26 ng/ul e de 609,4±80,60ng/ul. Os valores médios de absorbância em 260 e 280nm foram respectivamente de 0,67±0,74 UA (A260) e de 0,33±0,36 UA (A280). Já a proporção A260/A280 foi de 1,91±0,20.Das sete amostras coletadas, observou-se a expressão de ET-1 em todas elas, sendo que quantitativamente, a expressão gênica média relativa para ET-1 foi de62,85±25,63%. Conclusões: A ET-1 está relacionada com a vasoconstricção e com processos inflamatórios presentes no envelhecimento valvar, portanto, sua expressão já era esperada, confirmando assim, o seu envolvimento na homeostase cardiovascular . 10 Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18 APRESENTAÇÃO PÔSTER Resumos Temas Livres 37878 37881 O IDOSO PORTADOR DE DOENÇA CARDIOVASCULAR: PERCEPÇÕES DE RESIDENTES EM PSICOLOGIA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO AVALIAÇÃO DA CORRELAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA COM A PRESSÃO ARTERIAL ENTRE PACIENTES IDOSOS CADASTRADOS NO HIPERDIA DE MARIANA-MG RODRIGUES, S P, MATOS, V B, HENRIQUES, M A, CAMPOS, H K E PARREIRAS, P S ADEMAR GONÇALVES CAIXETA NETO, LILIAM FIGUEIREDO RIBAS, PRISCILA OLIVEIRA BARBOSA E ANDRÉA CAIXETA GONÇALVES HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL. SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL - HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA, UBERLÂNDIA, MG, BRASIL. Introdução: A Residência Multiprofissional em Saúde (RMS) é um programa de pós-graduação lato sensu que tem como diferencial o treinamento em serviço. É orientada pelos princípios e diretrizes do SUS e abrange no mínimo três profissões da área da saúde. No Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC/UFMG), a RMS iniciou-se em 2010 e subdivide-se nos eixos Saúde do Idoso e Saúde Cardiovascular. A Psicologia trabalha a partir de conhecimentos e técnicas que visam a melhoria da assistência integral ao paciente. Objetiva-se relatar a percepção das residentes em Psicologia do HC/UFMG em relação ao trabalho com pacientes idosos com doenças cardiovasculares. Métodos: Relato de experiência das residentes em Psicologia do HC/UFMG com pacientes idosos cardiopatas em seus diversos cenários de atuação, que incluem a Unidade Básica de Saúde, ambulatórios, enfermarias e Centros de Terapia Intensiva desse hospital geral. Resultados: A partir do conceito de saúde estabelecido pela Organização Mundial de Saúde, que se relaciona com o bem-estar biopsicossocial, pensa-se em um modelo de avaliação multidimensional do idoso que destaca a funcionalidade, a autonomia e independência no cuidado de si e de sua vida. A funcionalidade está relacionada ao funcionamento integrado da cognição, do humor, da comunicação, questões trabalhadas pela Psicologia na RMS. No âmbito da Saúde Cardiovascular com pacientes idosos, a cronicidade e o impacto das polipatologias e dos aspectos subjetivos são determinantes, podendo desencadear efeitos limitadores. Assim, os efeitos psicológicos decorrentes da cardiopatia devem ser acompanhados, uma vez que o estresse experimentado com o adoecimento e a forma como o indivíduo lida com a situação podem ser determinantes para sua sobrevida e qualidade de vida. Conclusões: O cuidado ao idoso envolve um trabalho interdisciplinar, tanto nas ações de promoção de saúde e prevenção de doenças, quanto nas curativas, paliativas ou reabilitadoras. O trabalho do psicólogo traz contribuições tanto na elucidação de diagnósticos referentes à incapacidade cognitiva quanto na intervenção psicoterápica junto a pacientes e familiares, justificadas pelas alterações de cognição e humor do idoso e por questões psicossociais. Embora os profissionais dividam-se nos eixos Saúde do Idoso e Saúde Cardiovascular, percebemos que a troca de experiências e parcerias nas conduções dos casos tem sido enriquecedora para a equipe multiprofissional como um todo. Introdução: A obesidade abdominal está relacionada com o desenvolvimento de inúmeras doenças crônicas, dentre as quais destaca-se a hipertensão arterial. Neste contexto, o objetivo do trabalho foi avaliar a correlação da circunferência da cintura (CC) com a pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD). Métodos: Estudo epidemiológico de delineamento transversal foi realizado nos meses de novembro e dezembro de 2012, com 87 pacientes idosos (14 homens e 73 mulheres), faixa etária entre 61 e 91 anos, atendidos em uma Estratégia de Saúde da Família de Mariana-MG. Foram coletados dados secundários de CC, PAS e PAD. A análise estatística foi realizada no Predictive Analytics SoftWare Statistics (PASW 17.0). A normalidade dos dados foi verificada através do teste de Kolmogorov-Smirnov. Análise bivariada de Speaman foi utilizada para determinar a correlação da CC com a PAS e a PAD, estipulando valor alfa de p<0,05. Resultados: Houve predomínio do gênero feminino (83.9%), com idade média de 69.2 ± 6.7 anos, CC de 99.49±10.18cm, PAS de 129.52±12.84mmHg e PAD de 77.91±8.07mmHg. Foi observada correlação fraca da PAD com a CC (r=0.311; p=0.010), a qual não se correlacionou com a PAS (r=0.140; p=0.259). Conclusão: A CC se correlacionou apenas com a PAD nesta população. Mais estudos se fazem necessários para investigar melhor tal questão, visto que a obesidade abdominal está associada com a fisiopatologia de diferentes doenças cardiovasculares. 37883 37894 CIRURGIA DE ANEURISMA DE AORTA ASCENDENTE E ARCO AÓRTICO COM PERFUSÃO ANTERÓGRADA E HIPOTERMIA PROFUNDA: UM RELATO DE CASO GERENCIAMENTO INTERDISCIPLINAR DE PACIENTES DE ALTA COMPLEXIDADE: EXISTEM RESULTADOS FAVORÁVEIS EM PACIENTES IDOSOS? JOSE MARIA PEIXOTO, MARINA GUIMARAES DUTRA, MARCELO GUIMARAES DUTRA E PRISCILA REJANY BALBINO CASTRO RAFAEL SOUZA DA SILVA, DAILIANE LUZIA MARGOTO NASCIMENTO, MARCIO HENRIQUE DE ALVARENGA NASCIMENTO, ANDERSON LUIS DE ALVARENGA NASCIMENTO, LEONARDO ASSANTE GUAZZELLI, CAROLINE ASSANTE GUAZZELLI E ELISANGELA AUGUSTA DE SOUSA HOSPITAL VITALLIS, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL - HOSPITAL VERA CRUZ, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL. Objetivo:Relato de caso de paciente assintomática com aneurisma de aorta que realizou cirurgia de correção.Método:Informações através do prontuário,e revisão da literatura. Conclusão:Levanta-se a discussão acerca do aneurisma de aorta e do procedimento cirúrgico realizado. Aneurisma de aorta é o aumento maior que 50% do diâmetro de determinado segmento da artéria.Constitui importante causa de morbimortalidade cardiovascular.1Relato de caso: ELS,sexo feminino,73 anos,não tabagista.Assintomática,exame físico sem alterações. Ecocardiograma Trastorácico:aorta com calibre normal na raiz e severa dilatação em sua porção ascendente medindo cerca de 51mm (Fig1).Angiotomografia de tórax:ectasia acentuada de aorta ascendente e do arco aórtico.Nível de artéria pulmonar: 58mm.(Fig2).Cirurgia:Feito canulação da artéria axilar direita para manter fluxo cerebral pela carótida direita.Circulação Extra Corpórea mantida por 134 minutos.Hipotermia profunda à 19 graus,parada circulatória total de 2 minutos.Início da perfusão cerebral seletiva anterógrada (PSA), mantida por 51 minutos..Realizado prótese de tubo reto dacron 24 à aorta distal. Recortado botão na aorta envolvendo vasos da base.Estes foram implantados à prótese(Fig3).A indicação cirúrgica em pacientes assintomáticos é pelo diâmetro do aneurisma,de 60mm.A primeira substituição da aorta ascendente com sucesso foi realizada por Cooley e DeBakey.Mas esta tinha como complicações injúrias isquêmicas neurológicas e hemorragias peri-operatórias, elevando a taxa de óbitos.2.Kazui et al, demonstrou bons resultados com PSA dos vasos aóticos, e esta técnica passou a ser utilizada.2,5Griepp ET al, difundiu a hipotermia profunda e a parada circulatória em cirurgias de arco aórtico6.Foram estudados sítios de canulação do sistema arterial. Artéria femoral foi inicialmente o sítio preferido, porem complicações contraindicaram essa via3,5.A abordagem do tronco braquicefálico, artérias carótidas, axilares e subclávias são as de escolha2,3.A proteção neurológica oferecida durante o hipofluxo ou da parada circulatória total determina o sucesso no pós-operatório.O uso de hipotermia profunda reduz os riscos de sangramento excessivo.5.É importante para a sobrevida do paciente a indicação cirúrgica no tempo adequado.O tipo cirúrgico depende de diversos fatores, mas se tem descrito que a hipotemia profunda associada a PSA diminui complicações como disfunções neurológicas e reduz a mortalidade PREVENT SENIOR, SAO PAULO, SP, BRASIL. INTRODUÇÃO A assistência à saúde ao idoso tornou-se prioridade, tendo em vista o aumento progressivo da expectativa de vida observado nas últimas décadas.A ocorrência de comorbidades é um preditor independente de risco hospitalização e morte em qualquer faixa etária. Com o intuito de intervir especificamente na população portadora de multicomorbidades, foi criado um programa especializado constituido por profissionais de diferentes áreas com a finalidade de proporcionar melhoria em qualidade de vida e redução de desfechos clínicos negativos. OBJ: Redução de internação hospitalar,(enfermaria e UTI) e redução de idas ao PS. Tal analise ocorreu sobre 8 hosp de rede propria. O período de avaliação:1/1/2014 a 30/6/2014. MAT E MÉTODOS A inclusão de pacientes foi feita a partir da Classificação da escala de Boult, sendo inclusos somente os pacientes de muito alto risco. PAcientes com risco alto e intermediário, porém com o acometimento do sistema renal, respiratório ou neurológico, poderiam ser reclassificados com elevação em um estagio de sua gravidade por Boult. Se atingisse risco muito elevado, poderiam ser inclusos no projeto. O periodo de 1/1/2014 a 30/6/2014. ANAL. ESTATÍSTICA SPSS, versão 9.0; p< 0,05. (IC 95%).RESULTADOS Foram avaliados 3143 pacientes, inseridos no programa desde janeiro de 2014, sendo maioria do sexo feminino (61,1%).A maioria dos pacientes é portador de obesidade (47,7%), sendo que apenas 16,3% estavam abaixo do peso ideal.Dados do perfil da população: HAS 81%;DM 42%;cardiopatias isquêmicas (revasc cirurgicos ou nao, e infartos) 30%; IC sistólicas (FEVE < 50%) 15,8%; AVC 12,5%; DPOC 10%, Demencia 11%.A análise dos desfecho de internação e idas ao PS, durante o período estudo, mostrou uma modificação estatisticamente significativa e favorável ao período de controle intensivo multidisciplinar. Houve uma redução do número de internações em 65,3% em UTI e 61,1% para unidades de enfermaria. E para o número de idas ao Ps, podemos observar uma redução de 36,5% (p<0,01). CONCLUSÃO O presente estudo mostra impacto positivo sobre os resultados de internação hospitalar e idas ao pronto socorro. Com os dados aqui demonstrados, é possível afirmar que a gestão intensiva interdisciplinar em população idosa trás real benefício sobre a saúde desses pacientes a curto prazo. Será necessário o acompanhamento desta população a longo prazo para descobrir se há impacto igualmente positivo sobre mortalidade. Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18 11 APRESENTAÇÃO PÔSTER Resumos Temas Livres 37998 38037 COPA DO MUNDO DE FUTEBOL COMO DESENCADEADOR DE EVENTOS CARDIOVASCULARES NA POPULAÇÃO IDOSA COMPLICAÇÕES E MORTALIDADE EM NONAGENÁRIOS INTERNADOS EM UTI CARDIOLÓGICA RAFAEL SOUZA DA SILVA, DAILIANE LUZIA MARGOTO NASCIMENTO, ANDERSON LUIS DE ALVARENGA NASCIMENTO, MARCIO HENRIQUE DE ALVARENGA NASCIMENTO, DORALICE HENRIQUE DE FREITAS E ELISANGELA AUGUSTA DE SOUSA ANGELA TERESA BACELAR ALBUQUERQUE BAMPI, MARCELA CIBIEN BARATELLA, ANA CAROLINA PICCIONI, ROQUE MARCOS SAVIOLI, HUMBERTO PIERRI, NEUZA LOPES E SILVIA H G LAGE PREVENT SENIOR, SAO PAULO, SP, BRASIL. INSTITUTO DO CORAÇÃO INCOR - HCFMUSP, SÃO PAULO, SP, BRASIL. Introdução:A DAC permanece sendo uma das principais causas de morbimortalidade no mundo. Entretanto, muito se discute ainda no entorno dos fatores desencadeantes, ou seja,os”gatilhos”. O foco desse estudo é tentar relacionar as partidas de futebol como sendo um gatilho para eventos isquêmicos miocárdicos. Mat e Métodos-descritivo-observacional, cujos dados foram provenientes do censo hospitalar.Foram analisados:tempo de hosp, diag de admissão,análise de marcadores de necrose miocárdica e ECG,tto insitituído bem como analise de comorbidades.Foram definidos como exposição o período da Copa do Mundo de Futebol de 12/6 a 13/7 de 2014, incluindo dois períodos que chamamos de “período controle”, que foi 09 dias antes e depois da Copa.Critérios de inclusão e de exclusão. Inclusos pacientes com mais de 60 anos, internados por SCA. Foram exclusos: admissões em Ps sem diag confirmado de SCA. Análise estatística:SPSS (Poisson, qui-quadrado e ANOVA) o valor de p < 0,05 e intervalo de confiança de 95%. Resultados:Foram avaliadas 98 internações por SCA, sendo um predomínio de sexo feminino (55%). A idade média foi de 72,7 a (60 a 97). Do total de admissões hospitalares, tiveram o diag de IAMCSST um total de 24,5% das internações. Os IAMSST e angina instável representaram 53% e dor precordial atípicas e angina de esforço constituiram 22,5% dos eventos. Em relação as comorbidades na população estudada, a HAS foi a de maior prevalência (91%), seguido da DM (40%) e DAC pregressa (28,5%). O tabagismo foi prevalente em 14% da população estudada. Apenas 35,7% dos pctes faziam uso de algum anti agreg plaq. O CATE foi feito em 79,5% dos casos, sendo realizado ATC em 37% dos casos e CRM em 15% dos casos. A taxa de óbito hospitalar foi de 9,2%. A complicação pós SCA mais comum foi o choque cardiogênico (13%), acompanhado da BCP (10,2%) e distúrbios do ritmo cardíaco (8%).Qdo avaliamos os 98 eventos cardíacos ocorridos durante o período do estudo não houve modificação da apresentação quanto a incidência, tento em vista a análise comparativa com os períodos chamados de “período controle”. Essa não diferença do número de eventos infartos entre os períodos avaliados manteve-se sem modificação significativamente estatística mesmo quando se corrigiu a análise estratificada por gênero. Conclusão: Concluimos que os jogos de Copa do Mundo de Futebol realizada no Brasil não foi considerado como um gatilho para desencadear SCA na população estudada. Introdução: Com envelhecimento da população e aumento da expectativa de vida, ocorre um um aumento no número de grande idosos em UTI. Consequentemente se faz necessários analisar as indicações de internação, complicações e taxa de mortalidade dos pacientes ≥ 90 anos internados em Uti geral de um Hospital cardiológico. 38042 38044 Resultados: No referido período, foram incluídos 63 pacientes, sendo 41 (65,1%) mulheres e 22 (34,9%) homens, todos com idade ≥ 90 anos. No mesmo período tivemos 1380 atendimentos no Pronto Socorro (PS) e 750 internações em enfermaria de pacientes acima de 90 anos. Em relação a procedência, 20 (31,7%) foram da enfermaria , 35 (55,5%) do PS e 8( 12,8%) de outros lugares. No mesmo período tivemos um total de 3134 pacientes admitidos na UTI, sendo os pacientes ≥ 90 anos 2% dos pacientes admitidos. Das patologias da admissão tivemos 2 (3,2%) com Tromboembolismo pulmonar, 2 (3,2%) com Doença pulmonar obstrutiva crônica descompensada, 4 (6,3%) com Hemorragia digestiva alta, 17(26,9%) com bronco pneumonia (BCP) comunitária, 2 (3,2%) com abdome agudo inflamatório, 5 (7,9%) com BCP nosocomial, 7 (11,1%)com traqueobronquite comunitária, 17 (65,9%) com infecção do trato urinário, e 7 (11,1%) com Acidente vascular cerebral. Durante a internação 9(14,2%) pacientes apresentaram insuficiência renal aguda, 30 (47,7%) necessitaram de droga vasoativa, 7 (11,1%) apresentaram encefalopatia metabólica na UTI e 20 (31,7%) pacientes necessitaram de ventilação mecânica. Nenhum paciente fez uso de Balão intra-aortico. O tempo médio de internação foi de 12,9 ±14,7 dias e 15 óbitos (23,8%) na UTI. Conclusão: Os nonagenários admitidos na UTI apresentaram baixa taxa de mortalidade, sugerindo que a idade por si só, não deve ser um critério de contra indicação para internação em UTI. SINDROME DE HEYDE E DOENÇA CORONARIANA: DESAFIO TERAPÊUTICO RELATO DE CASO - RECORRÊNCIA DA CARDIOMIOPATIA DE TAKOTSUBO: ASSOCIAÇÃO COM HIPOTIREOIDISMO E RECUPERAÇÃO TARDIA DA FUNÇÃO VENTRICULAR BÁRBARA CAMPOS ABREU MARINO, ROBERTA DE ALVARENGA BATISTA, WALTER RABELO, FERNANDO ANTONIO ROQUETE REIS FILHO, MARCOS ANTONIO MARINO E ROBERTO LUIZ MARINO CAMILA PEREIRA DE CARVALHO, CRISTIANE GUEDES PITA E GEORGE PAULO COBE FONSECA HOSPITAL MADRE TERESA, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL. Introdução: A síndrome de Heyde é a associação entre estenose aórtica (EA), coagulopatia adquirida e anemia devido ao sangramento gastrointestinal (SGI) por angiodisplasia. Sua frequência é maior em idosos. A resolução da anemia, usualmente, ocorre após a troca valvar. Nesses pacientes a intervenção cirúrgica convencional apresenta alto risco e o implante de prótese aórtica percutânea (TAVI) pode ser uma alternativa. Relato de Caso: Paciente do sexo masculino, 84 anos, hipertenso, dislipidêmico, diabético, portador de anemia ferropriva com história prévia de hemorragia digestiva alta e EA grave com indicação cirúrgica. Ecocardiograma transtóracico (ECOTT): EA, área valvar 0,65cm2 gradiente médio de 34 mmHg e máximo de 56mmHg, fração de ejeção (FEVE) de 66%. Coronariografia mostrou lesões graves em descendente anterior (DA) e em circunflexa (CX). O heart time optou por realizar angioplastia de DA e CX com duplo stent farmacológico e posteriormente TAVI. Evoluiu com episódios de melena no pré-operatório sem repercussão e sem necessidade de hemotransfusão, a endoscopia digestiva alta (EDA) não apresentou sinais de sangramento ativo e evidenciou angiodisplasia gástrica.Submetido à angioplastia com implante de duplo stent farmacológico de terceira geração, após procedimento, apresentou episódio de melena com repercussão hemodinâmica e necessidade de hemotransfusão. Após três semanas de internação foi submetido à TAVI (COREVALVE n° 29) com boa evolução intra-hospitalar e sem novos episódios de sangramento, recebeu alta com AAS, clopidogrel e pantoprazol por três meses. Apresenta-se estável com boa evolução ambulatorial. Conclusão: A síndrome de Heyde deve ser suspeitada nos pacientes com sangramento gastrointestinal e estenose aórtica grave. A intervenção cirúrgica é o tratamento de escolha. Na atualidade a TAVI apresenta-se como uma alternativa para esses pacientes devido ao alto risco para cirurgia convencional. 12 Métodos: Estudo retrospectivo realizado em 63 pacientes com idade≥ 90 anos, no banco de dados da UTI de um hospital terciário cardiológico em São Paulo no período de agosto de 2008 a setembro 2013. Nesse estudo, verificamos as indicações de UTI, as comorbidades e a taxa de mortalidade mais freqüentes. Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18 HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ONOFRE LOPES, NATAL, RN, BRASIL - INSTITUTO DE CARDIOLOGIA DE NATAL, NATAL, RN, BRASIL. INTRODUÇÃO: A cardiomiopatia de Takotsubo (CT) caracteriza-se por uma disfunção transitória dos segmentos apical e médio do ventrículo esquerdo (VE) que simula um infarto agudo do miocárdio na ausência de doença arterial coronariana obstrutiva. Estima-se uma taxa de 3-4% de recorrência anual para CT. O objetivo deste relato é descrever um caso de recorrência de CT associada ao hipotireoidismo e recuperação tardia da função ventricular. DESCRIÇÃO DO CASO: Mulher, 63 anos, hipertensa, eutireoidea pós tireoidectomia total por bócio multinodular há 11 anos, em uso diário de Losartan 100 mg e Syntroid 100 mcg. Procurou pronto-socorro com palpitações taquicárdicas após estresse emocional. Evoluiu com dor torácica anginosa que cedeu com nitrato, apresentando no eletrocardiograma (ECG) supra-ST de V2 a V4 e cateterismo cardíaco (CATE) com coronárias normais e hipocinesia apical à ventriculografia. Ecocardiograma transtorácico (ETT) realizado 3 meses após sem alterações da contratilidade segmentar, mostrando a reversibilidade da disfunção ventricular. No seguimento ambulatorial apresentava fibrilação atrial paroxística em uso de Ritmonorm® 300 mg/dia e ECG com progressão lenta de R antero-septal. Deu entrada em serviço de emergência 1 ano e 8 meses após o primeiro evento com quadro de astenia, sonolência, náuseas e vômitos, além de angina. O ECG da entrada evidenciou bloqueio de ramo esquerdo, revertido por completo após nitrato sublingual. As enzimas cardíacas estavam normais, apresentava de alterado TSH (em torno de 20). A paciente foi submetida a novo CATE, havendo balonamento médio apical à ventriculografia e coronárias sem lesões obstrutivas. ETT desse período revelou acinesia médio apical e fração de ejeção de 55%. A ressonância nuclear magnética cardíaca realizada mostrou hipocinesia de todas as paredes dos segmentos médio-apical, sem realce tardio do contraste. Clinicamente, a paciente evoluiu com melhora progressiva dos sintomas, porém ainda com alteração da contratilidade segmentar, sendo acompanhada ambulatorialmente há 3 anos. CONCLUSÕES: A recorrência da CT é descrita na literatura atualmente a uma taxa média anual de 1,5%. O prognóstico é bom, com recuperação da função ventricular em 4 semanas, diferente do caso relatado no qual houve persistência da alteração do VE após esse período. A CT deve ser lembrada no diagnóstico diferencial em mulheres pós-menopausadas com dor torácica, podendo ter como fator precipitante hipotireoidismo, apesar de incomum. APRESENTAÇÃO PÔSTER Resumos Temas Livres 38046 38051 IMPACTO DE MEDIDAS HIGIENO-DIETÉTICAS NO DESMAME DE ANTI-HIPERTENSIVOS EM PACIENTES IDOSOS, OBESOS E HIPERTENSOS INTERNADOS PARA TRATAMENTO DA OBESIDADE CARDIODESFRIBRILADOR IMPLANTÁVEL (CDI) NA DOENÇA DE CHAGAS: O QUE FAZER NA VIGÊNCIA DE GRANDE QUANTIDADE DE CHOQUES APROPRIADOS COM TRATAMENTO CLÍNICO OTIMIZADO? ISA SALZANI, YURI DIAS E SERGIO DE QUEIROZ BRAGA LIVIA ARAUJO PEREIRA, EVERTON ARANTES MELO, PEDRO FERNANDES DE OLIVEIRA CAMPOS, NADIR PRISCILA SILVA DA CRUZ, THIAGO DA ROCHA RODRIGUES E ROBERTA VALERIO DE ARAUJO NAVES CLÍNICA DA OBESIDADE, CAMAÇARI, BA, BRASIL. Introdução: A Obesidade tem sido descrita como fator de risco independente para eventos agudos cardiovasculares , e está diretamente relacionada a hipertensão. Objetivo: Avaliar a eficácia e segurança das medidas higieno-dietéticas para o tratamento da obesidade no tratamento da hipertensão em pacientes acima de 60 anos. Métodos: Realizado um estudo transversal dos pacientes obesos hipertensos e maiores que 60 anos internados há mais de 30 dias para emagrecimento na Clínica da Obesidade em Camaçari-BA, no Ano de 2014. Assim foram avaliados 10 pacientes, todos do sexo feminino com idades entre 60 a 75 anos, com IMC variando entre 38,3 a 52,3. Quanto a terapia anti-hipertensiva utilizada a admissão: 7 utilizavam Bloqueadores dos receptores de angiotensina II(BRA), 7 utilizavam Diuréticos, 1 utilizava Bloqueador do canal de cálcio, 5 utilizavam Beta-bloqueadores, 4 utilizavam antihipertensivos de ação central(Clonidina), 1 utilizava vaso dilatadores de ação direta(Hidralazina)e 1 utilizava Inibidor de enzima conversora de angiotensina. Resultados: Todos os pacientes emagreceram com uma media e perda ponderal mensal oscilando entre 2,6% a 7,6%. Dos 10 pacientes estudados 8 tiveram sucesso em algum grau de desmame de antihipertensivos (seja por redução da dose ou suspensão de anti-hipertensivo associado), dentre esses 8, 2 conseguiram manter controle dos níveis tensionais após desmame total de anti-hipertensivos. Conclusão: Medidas higieno-dietéticas são seguras e eficazes para o tratamento da hipertensão em idosos obesos HOSPITAL FELÍCIO ROCHO, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL. Introdução: A miocardiopatia chagásica é uma doença relativamente comum no nosso meio. A fisiopatologia consiste basicamente na inflamação dos miócitos acometidos pelo Trypanosoma cruzi com posterior desenvolvimento de fibrose entre as fibras musculares. Esses focos de fibrose tornam-se substratos anatômicos para desencadear e perpetuar arritmias potencialmente letais como taquicardia ventricular (TV) e fibrilação ventricular (FV). Em razão dos inúmeros focos arritmogênicos, a resolução completa das arritmias pela ablação é difícil. Com isso, os pacientes chagásicos com CDI cursam com maior quantidade de choques apropriados. Em pacientes com tratamento clínico otimizado e com grande quantidade de choques apropriados do CDI deve-se tentar algumas alternativas para reduzir a quantidade de choques, visto que os mesmos são deletérios para o tecido miocárdico e pioram a qualidade de vida. Dentre as alternativas, existe a ablação de focos de TV ou FV, denervação cardíaca simpática esquerda e o transplante cardíaco. Relato de caso: D.F.A.S., 66 anos, sexo feminino, portadora de miocardiopatia chagásica com diagnóstico há mais de 10 anos, com marcapasso/CDI (implantado em 02/2006); fibrilação atrial e bloqueio atrioventricular total, dependente do marcapasso; e doença renal crônica não dialítica, estágio IV. Em uso de amiodarona 600mg/dia, carvedilol 25mg/dia, enalapril 5mg/ dia, furosemida 40mg/dia e varfarina 1 mg/dia. Digoxina suspensa após intoxicação. De 2008 até agosto/2014 apresentou 23 episódios de choques apropriados. Comparando os dados das telemetrias do CDI, pode-se observar TV/FV de morfologias diferentes o que implica em vários focos arritmogênicos. Discussão: No último ano, apresentou 04 internações, por descompensação clínica mesmo em tratamento otimizado. Existe outras alternativas viáveis para reduzir o número de choques e melhorar a qualidade de vida? A ablação de focos arritmogênicos é difícil e com grande chance de insucesso, visto que são inúmeros em razão da fibrose miocárdica. O transplante cardíaco tem contra-indicação relativa devido à disfunção renal importante. A denervação cardíaca simpática esquerda é muito utilizada em casos refratários de síndrome do QT longo e TV catecolaminérgica, porém, não há estudos suficientes nesse caso específico. 38055 38056 USO DO CPAP COMO ALTERNATIVA DE TRATAMENTO A PACIENTES PORTADORES DE PARALISIA DIAFRAGMÁTICA BILATERAL QUALIDADE DA DIETA E ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES EM REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR E METABÓLICA KARINA VIEIRA R IGNACCHITI PIMENTEL, LETÍCIA SIMÕES BRION DE OLIVEIRA, GABRIELLA MACIEL FIAMONCINI E JOSE MARIA PEIXOTO SOPHIA HELENA CAMARGOS MOREIRA, DAYANNE RAMOS DE OLIVEIRA, MAYANA RODRIGUES DOS SANTOS RIBEIRO E DIRCE RIBEIRO DE OLIVEIRA UNIVERSIDADE JOSÉ DO ROSÁRIO VELLANO - UNIFENAS, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL. Introdução: A paralisia diafragmática pode se manifestar unilateralmente ou bilateralmente, sendo a última uma enfermidade menos freqüente que pode estar associada a diversas condições como: poliomielite, esclerose múltipla e complicações de cirurgias cardíacas. Trata-se de condição clínica grave, de alta morbidade e de prognóstico desfavorável. INTRODUÇÃO: A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa, progressiva, sendo a via final comum a maior parte das cardiopatias. Entre as medidas não-farmacológicas preconizadas para o tratamento, destaca-se o seguimento de uma dieta equilibrada com baixo teor de sódio e o controle do peso, nem sempre visualizados nessa população. OBJETIVO: Avaliar a qualidade da dieta e sua relação com o perfil antropométrico de indivíduos com IC em Reabilitação Cardiovascular e Metabólica (RCM). A literatura é carente de informações a respeito do tratamento eficaz para a paralisia diafragmática bilateral (PDB), sugerindo a ventilação mecânica como opção terapêutica, mas não apresenta conclusões sobre a eficácia da técnica. O objetivo do estudo é relatar um caso em que foi utilizado o Continous Positive Airway Pressure (CPAP) como opção terapêutica da PDB como complicação de pós-operatório de revascularização miocárdica. Descrição do caso: JP, masculino, 63 anos, portador de hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia, hipotireoidismo e ex-tabagista, foi atendido no ambulatório de cardiologia do Centro de Estudos e Atenção à Saúde da Comunidade (CEASC) - UNIFENAS, Belo Horizonte, em abril de 2012. Relatava que há cinco meses havia sido submetido à cirurgia de revascularização miocárdica quando apresentou como complicação um quadro de PDB. Apesar de possuir boa função ventricular esquerda, passou a evoluir com grave quadro de dispneia aos esforços e ao decúbito, que lhe obrigava a dormir assentado. Estes sintomas não melhoraram apesar da fisioterapia respiratória que havia sido indicada. Em outubro de 2012, foi encaminhado ao ambulatório de pneumologia sendo indicado o uso do CPAP. Após um período de adaptação, retornou à cardiologia bem adaptado ao equipamento e com significativa melhora da dispneia e da qualidade do sono, conseguindo dormir em decúbito, algo que não ocorria desde a cirurgia. Conclusão: Neste paciente o uso do CPAP foi capaz de aliviar os sintomas de dispneia, melhorar sua qualidade de vida e favorecer o retorno de uma noite de sono confortável. Apesar de ser uma condição clínica incomum, o CPAP deve ser lembrado como uma opção terapêutica a pacientes portadores de PDB. METODOLOGIA: Amostra: Pacientes de alto risco cardiovascular, encaminhados para acompanhamento nutricional, ambos os sexos, idade superior a 18 anos e inseridos no programa de RCM do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Peso e estatura foram aferidos durante a consulta inicial e o IMC foi calculado para a classificação do estado nutricional. O Índice de Qualidade da Dieta Revisado (IQDR) foi calculado a partir de dois recordatórios alimentares de 24 horas (R24h) coletados durante a primeira e segunda consultas, com intervalo de 7 a 14 dias entre as duas coletas. RESULTADOS: Foram avaliados 23 pacientes (69,56% homens) com idade média de 63,13 ± 9,82 anos. Encontrou-se valor médio de IMC =29,31 ± 4,78 kg/m², sendo o excesso de peso observado em 82,6% dos pacientes. O IQD-R médio foi de 63,76 ± 11,79 pontos, verificando-se menores escores para os componentes “Frutas integrais” (1,46 ± 1,27), “Cereais integrais” (0,0 (0,0 – 3,38)), “Leite e derivados” (4,28 ± 3,34) e Sódio (3,66 ± 3,55). Correlação limítrofe foi encontrada apenas entre o componente “Frutas integrais” e IMC no sexo feminino. CONCLUSÃO: Os menores escores obtidos na análise por componentes apontam para o consumo de frutas, cereais integrais e lácteos abaixo do recomendado, além da ingestão excessiva de sódio. Associado a isso, a relação positiva encontrada entre “frutas integrais” e IMC no sexo feminino, ainda que de significância limítrofe, demonstra a necessidade de intervir na alimentação desses pacientes, estimulando o desenvolvimento de hábitos alimentares mais saudáveis e reduzindo o risco para novos eventos cardiovasculares nessa população. Palavras chave: Insuficiência cardíaca; dieta; estado nutricional Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18 13 APRESENTAÇÃO PÔSTER Resumos Temas Livres 38059 38060 O PERIGO DE “SÓ RENOVAR A RECEITA” DE PACIENTES GERIÁTRICOS EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE (UBS) DA AMAZÔNIA OCIDENTAL INSUFICIÊNCIA SOCIAL: UMA CONTRAINDICAÇÃO AO USO DE ANTICOAGULANTES ORAIS EVERTON ALMEIDA DE SOUZA, RAFAELA RODRIGUES GOMES, PAULA TAMIRES LENES DA SILVA SANTOS CARV, NATALIA GOMES CORREA E LUIS MARCELO ARANHA CAMARGO CARLOS AURÉLIO SANTOS ARAGÃO, MILENA DOS SANTOS BARROS, FERNANDA MENDONÇA RAMOS, MANUELA SENA DE FREITAS, DANIELLE MELO SACRAMENTO, ANTONIO CARLOS SOBRAL SOUSA, MATEUS SANTANA DE ANDRADE, WILLIASMIN BATISTA DE SOUZA, TANIA MARIA DE ANDRADE RODRIGUES, JOAO PAULO ANDRADE FONSECA E FERNANDA LAYS SOUZA GOES MAIS MÉDICOS PARA O BRASIL, PORTO VELHO, RO, BRASIL - FACULDADE SÃO LUCAS, PORTO VELHO, RO, BRASIL - INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOMÉDICAS 5 - USP, MONTE NEGRO, RO, BRASIL. INTRODUÇÃO: A Atenção Básica à Saúde fundamenta-se na prevenção, cuidado, acompanhamento, tratamento e reabilitação dos pacientes, sendo a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde. É rotina nas práticas da ABS, os pacientes que procuram o serviço com a alegação “Só vim renovar a receita”, mais comum ainda são os profissionais que realizam tal prática sem assistir corretamente o paciente. O alargamento do ápice da pirâmide etária brasileira nas últimas décadas, configuram uma nova realidade na área da saúde pública, levando consequentemente a um aumento na prevalência das doenças crônicas não transmissíveis. Entre elas a hipertensão arterial (HA) é a mais importante, já que acomete mais de 60% da população idosa. O correto acompanhamento destes pacientes com o uso de terapia farmacológica e não farmacológica são importantes para o controle da pressão arterial e a consequente redução dos riscos de eventos cardiovasculares a estes pacientes, possibilitando um envelhecimento mais digno a este grupo populacional. METODOS: Estudo transversal, com amostragem não aleatória e por conveniência, que avaliou clinicamente 148 pacientes geriátricos, hipertensos de áreas descobertas que procuravam a UBS José Adelino, região periférica de Porto Velho, Rondônia, para renovarem suas receitas, no período de março a agosto de 2014. Todos os pacientes foram agendados e avaliados por médico da atenção básica. RESULTADOS: Dos 148 pacientes avaliados, 113 (76,3%) estavam sem um atendimento médico há mais de 6 meses e buscavam a UBS apenas para renovar suas receitas. Um total de 75 (50,6%) não procurava um profissional médico há mais de 12 meses. De todos os pacientes avaliados, 124 (83,7%) apresentavam controle inadequado da pressão arterial; 39 (26,3%) apresentavam lesão de órgão alvo, até então não diagnosticado; 101 (68,2%) relataram nunca terem sido orientados sobre hábitos de vida saudavel; 35 (23,6%) apresentavam algum efeito colateral referente à medicação anti-hipertensiva empregada. CONCLUSÃO: O ato de renovar receitas dos pacientes na atenção básica, sem uma correta avaliação/acompanhamento, constitui uma grande falha aos princípios da ABS ao mesmo tempo em que compromete o sucesso terapêutico que possibilitaria uma redução dos eventos cardiovasculares e uma melhor qualidade de vida a estes pacientes. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE, ARACAJU, SE, BRASIL. Introdução:A anticoagulação oral(ACO) é capaz de prevenir eventos embólicos. No entanto, a ACO está associada a efeitos potencialmente fatais, como o AVC hemorrágico. Devido às complicações hemorrágicas, é imprescindível controle clínico-laboratorial rigoroso.Questões socioeconômicas, como baixa renda, não adesão ao tratamento,insuficiência da atenção primária à saúde, são empecilhos no acompanhamento clínico-laboratorial desses pacientes. A literatura afirma que a falta desse acompanhamento contraindica o uso de ACO. Caso:JLS, feminino,73 anos, aposentada,natural de Indiaroba-SE e reside em Umbaúba-SE, hipertensa, ex-tabagista (20 maços\ano),deu entrada na Enfermaria de Clínica Médica do HU\UFS por quadro de Esquistossomose, a qual foi tratada com Praziquantel. Apresentava, também,dispneia (Classe funcional II) associada a palpitações frequentes. Ao exame: Bom estado geral, hipoc orada(++\4+),FC:62bpm;FR:16 ipm; SpO2: 98%(Ar ambiente);PA:140x90 mmHg (deitada) e 120x90 mmHg (em pé);Ausculta respiratória com creptos úmidos difusos e bilaterais;Ausculta cardíaca com bulhas arrítmicas, hipofonéticas em 2 tempos e sopro holossistólico em foco tricúspide.Abdome com Hepatoesplenomegalia,à palpação. MMII com edema simétrico(++\4+) e perfundidos. O laboratório detectou anemia e plaquetopenia moderadas e funções hepática e renal preservadas. Ao ECG: Fibrilação atrial (FA); Ao ECO transtorácico:Aumento biatrial importante (AE: 50,2 ml e AD: 46,4 ml), função sistólica preservada com disfunção diastólica intermediária; Insuficiência tricúspide importante e Hipertensão pulmonar discreta .Radiografias de tórax normais e À USG abdominal:Fibrose periportal e esplenomegalia leve.A paciente é portadora de FA permanente e aumento biatrial importante,sem tratamento prévio. A mesma não tinha contraindicações clássicas à ACO,porém devido a histórico de baixa adesão ao tratamento,baixa renda e ineficácia da atenção primária à saúde onde reside,o acompanhamento com regularidade de Tempo de protrombina \INR é impossível, inviabilizando terapêutica preconizada pelos Guidelines atuais.Por isso,a conduta foi controle de frequência cardíaca com Atenolol 25 mg\dia e tembém, uso AAS 100 mg\dia;e para controle pressórico, otimizou-se com Losartana 100 mg\dia e Anlodipino 5 mg\dia. Enfim,a paciente teve alta hospitalar com quadro otimizado. Conclusão: A insuficiência social ilustrada no caso,limita o controle clínico e laboratorial do paciente,tornando-se uma contraindicação ao uso de ACO. 38061 38062 AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA E DE CONSUMO ALIMENTAR EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DE UM HOSPITAL PÚBLICO DE BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS, BRASIL. ASSOCIAÇÃO ENTRE HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS), ANTROPOMETRIA E ATIVIVIDADE FÍSICA EM IDOSOS MAYANA RODRIGUES DOS SANTOS RIBEIRO, DAYANNE RAMOS DE OLIVEIRA, SOPHIA HELENA CAMARGOS MOREIRA E DIRCE RIBEIRO DE OLIVEIRA PÂMELA PISSOLATO SCHOPF, DIEGO BRUM ALLENDORF, ÂNGELA KEMEL ZANELLA, , BIANCA CARNEIRO GONÇALVES, CARLOS EUGÊNIO MARTINS TORRES, VERA ELISABETH CLOSS, ALVARO CLAUDIO JUNIOR E MARIA GABRIELA VALLE GOTTLIEB UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL. PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, PORTO ALEGRE, RS, BRASIL. Introdução: O perfil de consumo alimentar e o estado nutricional de pacientes com insuficiência cardíaca (IC) exibem reconhecida importância dentre os fatores associados à etiologia e à progressão da patologia. Introdução: Estudos epidemiológicos têm demonstrado que o sedentarismo constitui um fator de risco independente para doenças cardiovasculares e metabólicas, estando fortemente relacionado com o desenvolvimento da obesidade abdominal e hipertensão. O sedentarismo constitui um problema de saúde pública, em função de sua associação com a obesidade e com piores indicadores de saúde na fase adulta, uma vez que, com o avançar da idade se observa um declínio dos gastos energéticos diários em decorrência de uma menor atividade física. Com isso a obesidade, principalmente a abdominal, tem um papel crucial no desenvolvimento de algumas doenças cardiovasculares, dentre elas a hipertensão arterial sistêmica (HAS). Objetivo: Avaliar o perfil antropométrico e de consumo alimentar de pacientes com IC em reabilitação cardiovascular (RCV) encaminhados para atendimento nutricional ambulatorial em um hospital público de Belo Horizonte – MG. Metodologia: Estudo incluindo 27 pacientes com IC, atendidos entre março de 2013 e abril de 2014. O consumo alimentar foi avaliado por meio de questionário de frequência alimentar incluindo 33 alimentos. Avaliou-se: índice de massa corporal (IMC), Circunferência da Cintura (CC), e Razão CinturaEstatura (RCE). Resultados: Verificou-se baixa ingestão diária de folhosos (55,6%), legumes (48,1%), frutas (51,8%) leite (51,8%) e seus derivados (41,1%) e consumo semanal elevado de frituras (33,3%). Para o grupo das carnes, frequência ≤3 vezes na semana foi encontrada para o consumo de frango (63,0%), seguido por ovos (51,9%), carne bovina (48,1%) e peixes (33,3%). Foi verificada na amostra prevalência elevada de excesso de peso (85,2%) e adiposidade abdominal aumentada avaliada pelo CC (77,8%) e RCE (96,3%). Conclusão: Os resultados do presente trabalho refletem consumo inadequado de hortaliças, frutas, lácteos e frituras, o que contribui para a elevada prevalência de excesso de peso e adiposidade abdominal aumentada nessa população. Palavras-chave: Insuficiência Cardíaca; Dieta; Nutrição; Antropometria. Métodos: estudo transversal não probabilístico, realizado com 111 idosos divididos em dois grupos: Grupo HAS: N= 64 idosos com idade média de 71,78±7,25 anos e Grupo controle N= 47 idosos, com idade média de 70,02±7,08 anos. As variáveis investigadas foram: peso, IMC, circunferência da cintura (CC) e panturrilha (CP), pressão arterial, número de medicamentos e atividade física (Questionário Internacional de Atividade Física, IPAQ). Resultados: foram encontradas diferenças significativas entre as variáveis CC= 92,42±12,02 e 85,61±10,91(p= 0,003), CP= 38,02±3,30 e 36,06±3,46 (p= 0,003) e número de medicamentos= 4,49±2,43 e 2,89±1,79 (p=0,001) entre o Grupo HAS e o Grupo Controle respectivamente. Embora não tenham sido encontradas diferenças significativas entre os grupos nas variáveis relacionadas ao IPAQ verificou-se que o Grupo HAS permanece maior tempo sentado por dia: 294,76±225,05 (minutos) e 205,22±161,59 (minutos) (p=0,23) em comparação ao grupo controle. Também se observou que despendem menos dias em atividades moderadas, 16,10±8,83 e 20,61±9,94 (p= 0,01). Conclusão: Os idosos diagnosticados com HAS apresentam maiores médias de CC e CP, número de medicamentos consumidos diariamente e menores médias de tempo despendido em atividades físicas moderadas. Sugerindo que idosos com HAS são mais obesos e sedentários conferindo maior risco cardiovascular. Apoio: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior-CAPES. Programa Nacional de Pós Doutorado da CAPES. 14 Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18 APRESENTAÇÃO PÔSTER Resumos Temas Livres 38063 38067 CORRELAÇÃO DE FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR, ACHADOS LABORATORIAIS E FRAÇÃO DE EJEÇÃO EM QUASE CENTENÁRIOS E CENTENÁRIOS. AVALIAÇÃO DA CORRELAÇÃO DE DISTÚRBIOS DA CONDUÇÃO ATRIOVENTRICULAR E SINTOMAS EM IDOSOS E EXTREMO IDOSOS SUBMETIDOS A ELETROCARDIOGRAFIA DINÂMICA PELO MÉTODO HOLTER LIGIA ARANTES NEVES DE ABREU, BERNARDO ARANTES NEVES DE ABREU, LEONARDO ANTUNES MESQUITA, BRUNA FERNANDA GOMES DE MORAIS, GLAUCO FRANCO SANTANA, JOSE CARLOS DA COSTA ZANON, LUIZ ANTÔNIO ALVES DE ABREU, FRANCISCO DAS CHAGAS LIMA E SILVA E ODILON GARIGLIO ALVARENGA DE FREITAS MINASCOR CENTRO MÉDICO, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL - SANTA CASA DE BELO HORIZONTE, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL. Introdução: O estudo de indivíduos excepcionalmente longevos pode nos dar informações relevantes sobre os determinantes do envelhecimento bem sucedido. Existem poucos estudos de centenários ou quase centenários avaliando o perfil de risco cardiovascular (RCV) e sua correlação com achados laboratoriais e a fração de ejeção (FE). Métodos: estudo coorte, retrospectivo, através de coleta de dados de prontuários de indivíduos com 95 anos ou mais, atendidos em clínica cardiológica entre 10/2006 a 04/2014. Avaliado: idade, sexo, medicações em uso, fatores RCV, exames laboratoriais (perfil lipídico, glicemia, hemograma, leucograma) e FE ao ecodopplercardiograma. Análise estatística: média/desvio-padrão; análise exploratória dos dados, frequências absolutas e relativas, teste t de Student, análise multivariada. Pacote estatístico IBM SPSS v19; p<0,05. Resultados: Total 21 indivíduos (15 mulheres= 71,43%, idade média 96,68 ± 2,62 (máx 104). Uso medicações cardiológicas= 19 (90,48%). Fatores RCV informados: diabetes=9,52%; hipercolesterolemia=47,62%; tabagismo= 9,52%; hipertensão arterial (HAS)=76,19%; história de cardiopatia=19,5. Tabela 1 apresenta resultados. Nas mulheres LDL, triglicérides, TSH, leucócitos totais eram significativamente mais elevados. Nos homens, HDL, VLDL, glicemia de jejum, creatinina eram significativamente mais altos. A FE, colesterol total, hemoglobina e hematócrito não tiveram diferenças significativas. Três pacientes com FE inferior 50% (duas mulheres e 1 homem). Discussão/Conclusão: Observado alta prevalência HAS, história cardiopatia e hipercolestorelomia. A FE mostrou-se preservada na maioria dos pacientes. Há necessidade de estudos prospectivos para determinar o impacto dos fatores sobre a morbi-mortalidade nesta faixa etária. NOEMIA DA COSTA, ANA PAULA DE CLAUDIA FARIA, LIGIA ARANTES NEVES DE ABREU, BERNARDO ARANTES NEVES DE ABREU, LEONARDO ANTUNES MESQUITA, BRUNA FERNANDA GOMES DE MORAIS, JOSE CARLOS DA COSTA ZANON, GLAUCO FRANCO SANTANA E ODILON GARIGLIO ALVARENGA DE FREITAS MINASCOR CENTRO MÉDICO, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL - SANTA CASA DE BELO HORIZONTE, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL. Introdução: A utilização da eletrocardiografia dinâmica de 24 horas pelo método Holter (Holter) no diagnóstico das arritmias e bloqueios atrioventriculares (BAVs) é consagrada pela literatura. Existem poucos estudos atuais correlacionando a sintomatologia dos pacientes idosos a ocorrência de bloqueios ao Holter e suscitam de investigação. Objetivos: Determinar a correlação de sintomas e distúrbios da condução atrioventricular observados no Holter em idosos. Método: estudo retrospectivo, coorte, de 4612 exames Holter, ambos sexos, de setembro de 2011 a julho de 2014. Seleção participantes: com 75 anos ou mais: 1198 indivíduos (689 mulheres e 509homens). Análise estatística: software estatístico IBM/SPSS, com p<0,05. Resultados: média de 87,56 anos, 319 exames com BAV de primeiro grau, 129 BAV de segundo grau Mobitz tipo 1, 43 BAV Mobitz tipo 2, BAV tipo 2:1 em 51 e, BAV total em 56 exames. Sintomas (20,2% dos exames) sendo os mais frequentes associados ao BAV: tontura (34,3%), cansaço/fadiga (20,8%), “falta de ar” (dispnéia - em 11%); síncope (3%); “palpitação/ taquicardi” (19,2%). O BAV de primeiro grau não esteve correlacionado signficativamente a sintomas; outros bloqueios apresentaram graus de variados associação: “tontura” apresentou maior grau de associação a BAV de I e II graus, “faiga” e “falta de ar” a BAVT e tipo 2:1. A tabela 1 apresenta o resumo das associações dos sintomas aos achados do Holter e sua incidência por sexo. Discussão / Conclusão: Observado que a maioria do exames não apresentavam sintomas. Quando presentes, a sintomatologia era a mais diversa possível. O valor diagnóstico de Holter em participantes com idades entre 75 e mais velhos mostrou-se efetivo e, apresenta uma correlação de sintomas com padrão próprio para a idade. Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18 15 ÍNDICE REMISSIVO POR AUTOR E Nº DO TEMA D A A F C GOMES - 37742 A G S GALIL - 37742 A P CUPERTINO - 37742 ADEMAR GONÇALVES CAIXETA NETO - 37851, 37858, 37860, 37876, 37881 ALEXANDRE BIFANO SOARES - 37759 ALVARO CLAUDIO JUNIOR - 38062 ANA CAROLINA BROMENSCHENKEL VASCONCELOS - 37481 ANA CAROLINA PICCIONI - 37704, 37764, 37992, 38037 ANA LUIZA RUSSO PIUZANA - 37842 ANA CLAUDIA DE PAULA FARIA - 38065, 38067 ANDERSON LUIS DE ALVARENGA NASCIMENTO - 37894, 37998 ANDRÉ MARTINS FARIA - 37481 ANDRÉA CAIXETA GONÇALVES - 37851, 37858, 37860, 37876, 37881 ÂNGELA KEMEL ZANELLA - 37846, 38062 ANGELA TERESA BACELAR ALBUQUERQUE BAMPI - 37764, 37992, 38037 ANTONIO ALCEU DOS SANTOS - 37705 ANTONIO CARLOS SOBRAL SOUSA - 38060 ANTONIO LUIZ PINHO RIBEIRO - 38064 ARISE GARCIA DE SIQUEIRA GALIL - 37740, 37741 AUREO GERALDO FALEIROS FILHO - 37729 B BÁRBARA CAMPOS ABREU MARINO - 38042, 38064 BARBARA SALDANHA DE HERCULANO - 37780 BAUMGRATZ, J F - 37705 BERNARDO ARANTES NEVES DE ABREU - 37216, 38063, 38067 BIANCA CARNEIRO GONÇALVES - 37783, 37846, 38062 BRAGA, S Q - 37788 BRIANE MOREIRA DE OLIVEIRA - 34709 BRUNA FERNANDA GOMES DE MORAIS - 37216, 38063, 38067 C CAMILA BITTENCOURT JACONDINO - 37765 CAMILA PEREIRA DE CARVALHO - 38044 CAMILA SARTESCHI - 37812, 37813, 37814, 37815, 37871 CAMPOS, H K - 37878 CARLA SCHWANKE - 37765 CARLOS ALBERTO FRANCHIN NETO - 37729 CARLOS AURÉLIO SANTOS ARAGÃO - 37873, 37877, 38060 CARLOS EDUARDO ROCHITTE - 37704 CARLOS EUGÊNIO MARTINS TORRES - 37783, 37846, 38062 CAROLINE ALCURE PINTO - 37759 CAROLINE ASSANTE GUAZZELLI - 37894 CELIO GENELHU SOARES - 37759 CESAR H NOMURA - 37704 COSTA, F A A - 37705 CRISTIANE GUEDES PITA - 38044 16 Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18 DAILIANE LUZIA MARGOTO NASCIMENTO - 37894, 37998 DANIEL ROCHA RABELO - 37458 DANIELLE CHAVES PADILHA DA COSTA - 34709 DANIELLE MELO SACRAMENTO - 38060 DARIO GONÇALVES DE MOURA NETO - 37877 DAYANNE RAMOS DE OLIVEIRA - 38056, 38061 DIEGO BRUM ALLENDORF - 37783, 37846, 38062 DIRCE RIBEIRO DE OLIVEIRA - 38056, 38061 DORALICE HENRIQUE DE FREITAS - 37998 E E F C BANHATO - 37742 E LIPPI NETO - 37705 EDUARDO BRANDAO ELKHOURY - 37831, 37847 EGLI BELINAZZI QUADRADO - 37847 ELISANGELA AUGUSTA DE SOUSA - 37894, 37998 EVERTON ALMEIDA DE SOUZA - 38059 EVERTON ARANTES MELO - 38051 F FERNANDA LAYS SOUZA GOES - 37873, 38060 FERNANDA MENDONÇA RAMOS - 38060 FERNANDO ANTONIO ROQUETE REIS FILHO - 38042 FLAVIA LANNA DE MORAES - 37772 FLÁVIA SANTOS GUIMARÃES MACHADO - 37780 FRANCISCO DAS CHAGAS LIMA E SILVA - 37216, 38063 G GABRIELLA MACIEL FIAMONCINI - 38055 GABRIELLE DO VALLE ASSIS - 37458 GEORGE PAULO COBE FONSECA - 38044 GIOVANA AMARAL CORDEIRO - 37772 GLAUCO FRANCO SANTANA - 37216, 38063, 38065, 38067 GRAZIELA MORGANA TAVARES SILVA - 37777 GUSTAVO IENO JUDAS - 37729 H HENRIQUES, M A - 37878 HERNANDES, LUIZ G Z - 34709 HUMBERTO PIERRI - 37704, 37764, 37992, 38037 I IRÊNIO GOMES - 37765 ISA SALZANI - 38046 ÍNDICE REMISSIVO POR AUTOR E Nº DO TEMA J M J K PINTO - 37742 JEESER ALVES DE ALMEIDA - 37458 JESSICA MYRIAN DE AMORIM GARCIA - 37812, 37813, 37814, 37815, 37871 JOAO HENRIQUE RISSATO - 37805 JOAO PAULO ANDRADE FONSECA - 37873, 37877, 38060 JORGE MALULY DE CARVA - 37729 JOS LUCCA NETO - 37842 JOSE ANTONIO GORDILLO DE SOUZA - 37831, 37847 JOSE CARLOS DA COSTA ZANON - 37216, 38063, 38065, 38067 JOSE MARIA PEIXOTO - 37883, 38055 JOSE PEDRO DA SILVA - 37705 JULIA PEREIRA AFONSO DOS SANTOS - 38064 JULIANA DE CASSIA VAZ - 34709 JULLYANA CHRYSTINA FERREIRA TOLEDO - 37831, 37847 M A FERREIRA - 37742 M G BASTOS - 37742 MAIA, RENZO A L - 34709 MANUELA SENA DE FREITAS - 37873, 37877, 38060 MARCELA CIBIEN BARATELLA - 37704, 37764, 37992, 38037 MARCELO GUIMARAES DUTRA - 37883 MARCIO HENRIQUE DE ALVARENGA NASCIMENTO - 37894, 37998 MARCO ANTÔNIO PRAÇA DE OLIVEIRA - 37729 MARCOS ANTONIO MARINO - 38042 MARCUS GOMES BASTOS - 37740, 37741 MARIA BEATRIZ MOREIRA ALKMIM - 38064 MARIA GABRIELA VALLE GOTTLIEB - 37765, 37777, 37783, 37846, 38062 MARIANA FERNANDES MITRE AMORIM - 37780 MARIANE BRANT ALVES REGO - 37780 MARIANI BOCHIA VIRMOND - 37729 MARINA COSTA SOUSA RESENDE - 37780 MARINA GUIMARAES DUTRA - 37883 MATEUS SANTANA DE ANDRADE - 37873, 37877, 38060 MATOS, V B - 37878 MAYANA RODRIGUES DOS SANTOS RIBEIRO - 38056, 38061 MAYRA ZANON CASAGRANDE - 37740, 37741 MELLO, RICARDO N B - 34709 MILENA DOS SANTOS BARROS - 38060 MILENA SORIANO MARCOLINO - 38064 MONICA HERMONT FALEIROS - 37842 MORAES, CLAYTON F - 37435 MOREIRA, GUILHERME H - 34709 K K F F MIRANDA - 37742 KARINA VIEIRA R IGNACCHITI PIMENTEL - 38055 KEILA LIMA DE OLIVEIRA DINIZ - 37812, 37813, 37814, 37815, 37871 L L F SALLES - 37742 LAIS MESQUITA ALVES - 37481 LARA MENEGUELLI MIRANDA - 37740, 37741 LAURA SCHLATTER ROSEMBERG - 37765 LAYS JOSE MORESCHI - 37729 LEAL, V M M - 37788 LEONARDO ANTUNES MESQUITA - 37216, 38063, 38067 LEONARDO ASSANTE GUAZZELLI - 37894 LEONARDO PASCHOAL CAMACHO VARONI - 37992 LETÍCIA SIMÕES BRION DE OLIVEIRA - 38055 LIANA MARIA BRANDAO GALLETTI MIZIARA - 37805 LIANA PATRÍCIA SILVA LIMA - 37458 LIGIA ARANTES NEVES DE ABREU - 37216, 38063, 38065, 38067 LILIAM FIGUEIREDO RIBAS - 37851, 37858, 37860, 37876, 37881 LILIAN MARIANE CORREIA BRESQUE - 37831, 37847 LINO ROCHA DE ANDRADE - 37805 LIVIA ARAUJO PEREIRA - 38051 LÍVIA DE KÁSSIA LEAL INTERAMINENSE - 37812, 37813, 37814, 37815, 37871 LÍVIA PERES HUCK - 37704, 37764, 37992 LUCAS RAMPAZZO DINIZ - 37812, 37813, 37814, 37815, 37871 LUCCA, LUCIANO L - 34709 LUCIANA DA FONSECA - 37705 LUIS EDUARDO PEIXOTO ROSA DOS SANTOS - 37846 LUIS MARCELO ARANHA CAMARGO - 38059 LUISA COUTINHO TEIXEIRA - 37095 LUIZ ANTÔNIO ALVES DE ABREU - 38063, 38065 LUIZ FERNANDO ESCOBAR GUZMAN - 37704 Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18 N NADIR PRISCILA SILVA DA CRUZ - 38051 NATALIA GOMES CORREA - 38059 NAYANNE AVILA TEIXEIRA - 34709 NEUZA LOPES - 37704, 37764, 37992, 38037 NICOLAS NASCIMENTO SANTOS - 37873, 37877 NÓBREGA, OTÁVIO T - 37435 NOÊMIA DA COSTA - 38065, 38067 O ODILON GARIGLIO ALVARENGA DE FREITAS - 37216, 38063, 38065, 38067 OLIVIA REGINA LINS LEAL TELES - 37873, 37877 P PÂMELA PISSOLATO SCHOPF - 37777, 37783, 37846, 38062 PARREIRAS, P S - 37878 PAULA TAMIRES LENES DA SILVA SANTOS CARV - 38059 PAULA, ROBERTA S - 37435 PAULO SERGIO RODRIGUES DE OLIVEIRA - 37812, 37813, 37814, 37815, 37871 17 ÍNDICE REMISSIVO POR AUTOR E Nº DO TEMA PEDRO FERNANDES DE OLIVEIRA CAMPOS - 38051 PEDRO R M NEGREIROS DE ALMEIDA - 37458 PEDRO SIDNEI DO PRADO JNIOR - 37729 PETRILLO, HENRIQUE H - 34709 PRISCILA OLIVEIRA BARBOSA - 37851, 37858, 37860, 37876, 37881 PRISCILA REJANY BALBINO CASTRO - 37883 Q QUEIROZ, M T - 37830 R R C G VALENTE - 37742 RAFAEL SOUZA DA SILVA - 37894, 37998 RAFAELA RODRIGUES GOMES - 38059 RAFAELLA ITALIANO PEIXOTO - 37812, 37813, 37814, 37815, 37871 RAISSA COSTA BARCELOS LAGARES - 37729 RAYANNA BARBOSA TOSCANO CRUZ - 37729 RENÊ VASCONCELOS SILVA - 37873, 37877 RITA DE CASSIA LACERDA DE PAULA - 37842 ROBERTA DE ALVARENGA BATISTA - 38042 ROBERTA VALERIO DE ARAUJO NAVES - 38051 ROBERTO ALEXANDRE FRANKEN - 37805 ROBERTO DISCHINGER MIRANDA - 37831, 37847 ROBERTO LUIZ MARINO - 38042 ROBERTO VELOSO GONTIJO - 37095 RODRIGUES, S P - 37878 RONALDO FERNANDES ROSA - 37805 ROQUE MARCOS SAVIOLI - 37764, 37992, 38037 S SANTOS, L F - 37788 SERGIO ALMEIDA DE OLIVEIRA - 37729 SERGIO DE QUEIROZ BRAGA - 38046 SERGIO TAVARES MONTENEGRO - 37812, 37813, 37814, 37815, 37871 SILAMAR BREDER DE SOUZA - 38065 SILVA, T T R A - 37788 SILVIA H G LAGE - 38037 SOLANGE DE SOUSA ANDRADE - 37704 SOPHIA HELENA CAMARGOS MOREIRA - 38056, 38061 SOUZA, GEORGIA X M - 34709 SOUZA, VINÍCIUS C - 37435 STELA, F A M - 37705 SYDNEY CORREIA LEÃO - 37873, 37877 T T S CAMPOS - 37742 TANIA MARIA DE ANDRADE RODRIGUES - 37873, 37877, 38060 TATIANA FERREIRA NUNES DE OLIVEIRA FELIX - 37458 18 Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18 THIAGO DA ROCHA RODRIGUES - 38051 TOLEDO, JULIANA O - 37435 V VANUSA MANFREDINI - 37777 VERA ELISABETH CLOSS - 37765, 37783, 37846, 38062 VERONICA SOARES MONTEIRO - 37812, 37813, 37814, 37815, 37871 VICTOR DA SILVA COELHO - 37740, 37741 VICTOR DO AMARAL DIAS - 37812, 37813, 37814, 37815, 37871 VILA, J H A - 37705 VINICIUS SALIM GOUVEA - 37740, 37741 W WALTER RABELO - 38042 WILLIASMIN BATISTA DE SOUZA - 37873, 37877, 38060 Y YURI DIAS - 38046