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Sociedade Brasileira de Cardiologia • ISSN-0066-782X • Volume 104, Nº 1, Supl. 1, Janeiro 2015
Resumo
das
Comunicações
XI CONGRESSO BRASILEIRO
DE CARDIOGERIATRIA
OURO PRETO - MG
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Arquivos Brasileiros de Cardiologia
Volume 104, Nº 1, Suplemento 1, Janeiro 2015
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Resumo das Comunicações
XI CONGRESSO BRASILEIRO
DE CARDIOGERIATRIA
OURO PRETO - MINAS GERAIS
XXIV Congresso da
Sociedade Mineira
de Cardiologia
7 a 9 de agosto |
2014
”Desafios na Abordagem e Tratamento das
Cardiopatias e |Comorbidades nos Idosos”
MINASCENTRO
BELO HORIZONTE |
DIRETORIA DECAGE - GESTÃO 2014/2015
XI CONGRESSO BRASILEIRO DE CARDIOGERIATRIA
PRESIDENTE DO DECAGE
Presidente do Congresso:
José Carlos da Costa Zanon (MG)
Josmar de Castro Alves (RN)
Álvaro Cesar Cattani (PR)
Coordenação Local:
José Maria Peixoto (MG)
Pedro Roussef (MG)
DIR. RELAÇÕES COM AS SOCIEDADES ESTADUAIS
Presidente da Comissão Científica:
Pauto Roberto Pereira Toscano (PA)
VICE PRESIDENTE
Roberto Gamarski (RJ)
DIRETOR DE EVENTOS
Giselle Helena de Paula Rodrigues (SP)
DIRETOR ADMINISTRATIVO
José Carlos da Costa Zanon (MG)
DIRETOR FINANCEIRO
Mauro José Oliveira Gonçalves (PI)
DIRETOR CIENTIFICO
Paulo Roberto Pereira Toscano (PA)
DIRETOR DE COMUNICAÇÃO
Elizabeth da Rosa Duarte (RS)
Comissão Científica:
Abrahão Afiune Neto (GO)
Alberto Liberman (SP)
Claudia F. Gravina Taddei (SP)
Elizabete Vianna de Freitas (RJ)
Ilnei Pereira Filho (SC)
Maurício Wajngarten (SP)
Odilon Gariglio Alvarenga de Freitas (MG)
Roberto Dischinger Miranda (SP)
Roberto Gamarski (RJ)
Ronaldo Fernandes Rosa (SP)
Roberto Alexandre Franken (SP)
Teresa Cristina Rogério da Silva (BA)
Comissão de Temas Livres:
Márcia Cristina Amélia da Silva (PE) – Coordenadora
Amit Nussbacher (SP)
Álvaro César Cattani (PR)
Aristóteles Comte de Alencar Filho (AM)
Elisabeth Rosa Duarte (RS)
Humberto Pierri (SP)
Ilnei Pereira Filho (SC)
Jéssica Myrian de Amorim Garcia (PE)
Kalil Lays Mohallen (RJ)
Mauro José Gonçalves (PI)
Roberto Gamarski (RJ)
Ronaldo Rosa (SP)
Teresa Cristina Rogério da Silva (BA)
”Desafios na Abordagem e Tratamento das Cardiopatias e Comorbidades nos Idosos”
Mensagem do DECAGE
Prezados(as) Colegas,
O Departamento de Cardiogeriatria (DECAGE) da Sociedade Brasileira de Cardiologia, apresenta
com enorme satisfação, as pesquisas originais do seu XI Congresso Brasileiro de Cardiogeriatria, realizado
em Ouro Preto / Minas Gerais.
Agradecemos a comunidade científica pelo envio de expressivo número de temas livres (TL),
consolidando o Congresso como um foro amplo de estímulo à pesquisa, congregação de pesquisadores e
divulgação dos resultados.
Os julgadores da Comissão de Temas Livres avaliaram de maneira cega todas as pesquisas enviadas
e selecionaram 58 para serem apresentadas durante o evento: oito foram para apresentação oral e 50
para apresentações em duas Sessões de Pôsteres.
Na solenidade de encerramento do Congresso, foram premiados os três melhores trabalhos
(primeiro, segundo e terceiro lugares), das duas categorias, com Certificado Especial de Melhor Tema Livre
(com a colocação da premiação), e todos os primeiros autores dos trabalhos premiados, em ambas as
categorias, foram contemplados com a inscrição gratuita para o XII Congresso Brasileiro de Cardiogeriatria
(2015).
Agradecemos o empenho de todos os membros das Comissões, a participação de todos os
pesquisadores e esperamos contar com suas pesquisas no próximo Congresso!
José Carlos da Costa Zanon
Presidente do XI Congresso
Paulo Roberto Pereira Tosacno
Diretor Científico DECAGE
Josmar de Castro Alves
Presidente do DECAGE
TEMAS LIVRES - 08/11/2014
APRESENTAÇÃO ORAL
37458
37704
ANÁLISE CLÍNICA E ECOCARDIOGRÁFICA DE IDOSOS SUBMETIDOS À
REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA PARTICIPANTES DE UM PROGRAMA DE
REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR
RELAÇÃO ENTRE ESCORE DE CÁLCIO E GRAVIDADE DE DOENÇA ATEROSCLERÓTICA
EM IDOSOS AVALIADOS POR TOMOGRAFIA CORONARIANA DE MULTIDETECTORES
NO INSTITUTO DO CORAÇÃO - HCFMUSP
PEDRO R M NEGREIROS DE ALMEIDA, DANIEL ROCHA RABELO, LIANA PATRÍCIA
SILVA LIMA, TATIANA FERREIRA NUNES DE OLIVEIRA FELIX, JEESER ALVES DE
ALMEIDA E GABRIELLE DO VALLE ASSIS
MARCELA CIBIEN BARATELLA, ANA CAROLINA PICCIONI, SOLANGE DE SOUSA
ANDRADE, HUMBERTO PIERRI, NEUZA LOPES, CARLOS EDUARDO ROCHITTE, CESAR
H NOMURA, LÍVIA PERES HUCK E LUIZ FERNANDO ESCOBAR GUZMAN
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, BRASIL - HOSPITAL DAS FORÇAS
ARMADAS DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, BRASIL - FACULDADE ATENAS, PARACATU,
MG, BRASIL.
INSTITUTO DO CORAÇÃO - HCFMUSP, SÃO PAULO, SP, .
Introdução: O infarto agudo do miocárdio (IAM) proporciona mudanças no espessamento da
parede ventricular gerando hipertrofia patológica de substituição por tecido conjuntivo fibroso.
Como tratamento não farmacológico, a reabilitação cardiovascular (RCV) tornou-se uma
terapêutica importante, pois há claros indícios de melhora do estado clínico do cardiopata
ao ingressar neste programa de treinamento físico. A ecocardiografia permite avaliar
minuciosamente as funções diastólica e sistólica do ventrículo esquerdo e a evolução dos
mecanismos adaptativos fisiológicos ou fisiopatológicos por meio de padrões geométricos do
miocárdio. A literatura é categórica em afirmar que a remodelação da hipertrofia adaptativa
ventricular esquerda é um fator marcante de melhora da morbidade e da mortalidade por
eventos cardiovasculares. Métodos: Tratou-se de um estudo descritivo transversal, realizado
no Hospital das Forças Armadas de Brasília (HFA). Participaram da amostra 20 idosos com
média de idade igual a 69,0 ± 6,45 anos e participantes do programa de RCV durante um
período médio de 4,15 ± 1,63 anos. Foram investigadas as variáveis de avaliação física e
valores ecocardiográficos pré e pós RCV. Resultados: Os indivíduos apresentaram índice de
massa corpórea (24,86 ± 3,9) circunferência abdominal (92,98 ± 13,34), relação cintura/quadril
(0,95 ± 0,04), diâmetro diastólico final de ventrículo esquerdo inicial (55,35 ± 6,65) e final (57,65
± 7,26) (p=0,05); parede posterior de ventrículo esquerdo inicial (9,05 ± 1,23) e final (8,00 ±
1,00) (p=0,07); massa ventricular esquerda inicial (232,35 ± 55,46) e final (219,55 ± 61,43)
(p=0,10); fração de ejeção do ventrículo esquerdo em porcentagem inicial (59,40 ± 10,71) e
final (61,67 ± 12,64). Os indivíduos apresentaram melhora expressiva no índice de espessura
relativa do ventrículo esquerdo (ERPVE) inicial (0,33 ± 0,07) e final (0,29 ± 0,04) (p=0,02) sendo
o valor de referência ≤ 0,42 e no índice da massa ventricular esquerda pela superfície corporal
(IMVE) inicial (135,89 ± 15,67) e final (116,61 ± 29,80) (p=0,006) sendo o valor de referência
para homens ≤ 115. Conclusão: A diminuição dos valores nos parâmetros ecocardiográficos
ERPVE e IMVE entre o início e o final da RCV podem indicar uma remodelação ventricular
positiva, com a saída de um padrão de hipertrofia (patológica) excêntrica para uma tendência
ao limite superior da normalidade.
Introdução: A avaliação do escore de cálcio coronariano (ECC) por tomografia computadorizada
de multidetectores (TCMD) tem valor preditor de doença cardiovascular. Em populações de
grandes idosos (≥ 85 anos), há pouca evidência sobre a prevalência de ECC e se existe
correlação entre grau de ECC e carga aterosclerótica. O objetivo do trabalho foi avaliar a
relação entre grau de calcificação e a carga aterosclerótica coronária detectada pela TCMD em
idosos acima de 65 anos. Métodos: Foram 1502 idosos submetidos a TCMD para a avaliação
de presença de DAC, no período de 01/2009 a 04/2012. Nos indivíduos, 239 apresentavam
RM prévia (avaliar a patência dos enxertos) e 128 pacientes haviam feito angioplastia com
stent. Com isso, 1135 idosos realizaram ECC e TCMD. O ECC foi apresentado em unidades
Agatston (A) e distribuídos em 4 grupos: 0, <100, entre 100 e 399, >400 e >1000. A presença
de redução luminal foi considerada com lesões ≥50% e foram classificadas em: sem lesões,
uniarterial, biarterial e triarterial. Os dados foram estratificados em 4 cortes de idade: >65 a 74,
>75 a 79, >80 a 84 e >85 anos. Análise estatística: Qui-quadrado e teste exato de Fisher foram
utilizados para comparar variáveis categóricas. Para as variáveis qualitativas foram calculadas
as frequências absolutas e relativas e para as variáveis quantitativas a media, desvio padrão
e mediana, observados os valores máximo e mínimo. Valores de p<0,05 foram considerados
estatisticamente significativos. Resultados: A idade média: 72,18 ±6,13 anos (48,6% do sexo
feminino). O estudo mostrou que 20% dos idosos submetidos à TCMD não apresentavam
lesão coronariana significativa e aqueles com redução luminal significativa: 69,4% uniarterial,
16,7% biarterial e 10,9% triarterial. O ECC médio foi de 389,9(733,3); os valores mínimos
e máximos foram 0 e 8574,0 e mediana de 90,0. Quartoze pacientes tinham ECC de zero.
A prevalência de ECC por grupos e número de artérias comprometidas foi estratificada por
diferentes faixas etárias. No grupo com idade <74 anos, cerca de 70% apresentavam uma
lesão coronariana grave e nos muito idosos, nenhum indivíduo apresentou ausência de DAC.
Observou-se correlação entre ECC e gravidade de DAC (p<0,001). Essa correlação foi maior
no grupo entre 75-79 anos de idade (p<0,001). Conclusão: Nos idosos, observou-se correlação
entre escore de cálcio e gravidade de doença arterial coronariana. Entretanto, essa correlação
foi maior no grupo entre 75-79 anos de idade.
37815
37871
ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO EM OCTOGENÁRIOS COM SÍNDROME CORONARIANA
AGUDA E AVALIAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS TERAPÊUTICAS E DESFECHOS.
PRESCRIÇÃO DE BETABLOQUEADORES EM IDOSOS COM SÍNDROME CORONARIANA
AGUDA E SUA RELAÇÃO COM DESFECHOS CLÍNICOS.
JESSICA MYRIAN DE AMORIM GARCIA, LUCAS RAMPAZZO DINIZ, RAFAELLA ITALIANO
PEIXOTO, LÍVIA DE KÁSSIA LEAL INTERAMINENSE, VICTOR DO AMARAL DIAS, KEILA
LIMA DE OLIVEIRA DINIZ, VERONICA SOARES MONTEIRO, CAMILA SARTESCHI, PAULO
SERGIO RODRIGUES DE OLIVEIRA E SERGIO TAVARES MONTENEGRO
JESSICA MYRIAN DE AMORIM GARCIA, VICTOR DO AMARAL DIAS, LUCAS RAMPAZZO
DINIZ, RAFAELLA ITALIANO PEIXOTO, LÍVIA DE KÁSSIA LEAL INTERAMINENSE, KEILA
LIMA DE OLIVEIRA DINIZ, CAMILA SARTESCHI, VERONICA SOARES MONTEIRO, SERGIO
TAVARES MONTENEGRO E PAULO SERGIO RODRIGUES DE OLIVEIRA
REAL HOSPITAL PORTUGUÊS DE BENEFICÊNCIA DE PERNAMBUCO, RECIFE, PE,
BRASIL - REALCOR-PROCÁRDIO, RECIFE, PE, BRASIL.
REAL HOSPITAL PORTUGUÊS DE BENEFICÊNCIA DE PERNAMBUCO, RECIFE, PE,
BRASIL - REALCOR-PROCÁRDIO, RECIFE, PE, BRASIL.
Introdução:A doença arterial coronariana nos octogenários apresenta maior incidência e
gravidade. Apesar da sua relevância, a maioria dos ensaios clínicos randomizados que
abordam o risco-benefício da terapia conservadora x invasiva na síndrome coronariana
aguda (SCA), excluem os pacientes muitos idosos. Objetivo: Avaliar o perfil, tratamento e
desfecho dos pacientes octogenários com SCA internados em uma unidade cardiológica
de um hospital terciário do Grande Recife. Métodos: Coorte restrospectiva, através da
análise de dados coletados a partir de prontuário eletrônico dos pacientes octogenários com
SCA, no período de Janeiro a Outubro de 2013. Resultados: A amostra de 50 indivíduos ≥
80anos ( média 85,7), 54% do gênero feminino. Das comorbidades analisadas, 81,3%
eram hipertensos, 82,9% sedentários, 50% dislipidêmicos, 47,8% com DAC prévia, 34%
diabéticos, 22,2% obesos, 18,2% renais crônicos, acidente vascular prévio em 4,2%, 7%
asmáticos, insuficiência cardíaca em 14,6% e 10,5% tabagistas. Encontrou-se dor torácica em
79,6%, dispneia em 26,5% e síncope em 6,1%. Alterações no ECG sugestivas de isquemia
presentes em 43,8% dos pacientes. Elevação da CK-massa e troponina em 63,3 e 67,3%.
Em relação às medicações, o AAS e as estatinas foram as mais prescritas (91,8 e 85,7%).
Já a dupla anti-agregação com clopidogrel ou ticagrelor foi prescrita em 80,7% pacientes,
enquanto que a heparina terapêutica em 65,3%. IECA ou BRA e beta-bloqueador estavam
presentes em 77,6% das prescrições. Ecocardiograma com fração de ejeção ≤45% foi
detectado em 24,3%. O cateterismo cardíaco foi realizado em 33% e após sua realização
45,5% foram submetidos ao tratamento conservador, 51,5% a angioplastia e 3% a cirurgia de
revascularização miocárdica. Evoluíram para o óbito 18% dos pacientes analisados. Conclusão
De acordo com a amostra, no tratamento medicamentoso dos octogenários destaca-se a
prescrição frequente de AAS e estatina, no entanto, a dupla anti-agregação plaquetária e a
anticoagulação plena parecem ser menos prescritas.A estratificação invasiva foi realizada em
cerca de um terço dos octogenários e a terapêutica difinitiva mais frequente foi angioplastia,
seguida da conduta conservadora e cirurgica. A taxa de mortalidade, consoante a literatura,
foi elevada
Introdução: A doença arterial coronariana é a maior causa de mortalidade a nível mundial. O uso
de betabloqueadores (BB) é um dos pilares da terapia da síndrome coronariana aguda (SCA),
com comprovada redução de morbimortalidade, principalmente quando feito precocemente. Em
muitos pacientes de alto risco, especialmente os idosos, essa medicação continua subutilizada.
Objetivo: Avaliar o percentual de prescrição de BB à admissão e a sua relação com
antecedentes, dados clínicos, evolução intra-hospitalar e óbito em idosos com SCA admitidos
em Unidade Coronariana.
Métodos: No período de Janeiro a Outubro de 2013, foram revisados prontuários dos pacientes
idosos (≥60 anos), admitidos por SCA na Unidade Coronariana de um hospital do Recife.
Resultados: Foram incluídos no estudo 185 idosos com SCA, com idade média de 73,4 anos.
Octogenários representaram 26,5% da amostra. O gênero masculino foi responsável por
55,7% dos casos. As principais comorbidades foram hipertensão arterial (78,7%), dislipidemia
(64,3%), DAC prévia (54,6%), e diabetes mellitus (39,5%). As apresentações clínicas mais
frequentes à admissão foram dor torácica (84,3%) e dispneia (24,3%). Em torno de 60%
dos pacientes positivaram marcadores de necrose miocárdica. O percentual de uso de BB à
admissão foi de 73,5%. Fatores relacionados à prescrição do medicamento na admissão foram
asma brônquica (OR= 0,23, p =0,041), dor torácica (OR= 1,15, p= 0,048), sinais de congestão
pulmonar (OR= 0,50, p= 0,041), síncope (OR= 0,18, p= 0,011). A não prescrição de BB esteve
associada ao maior risco de parada cardiorrespiratória (OR= 3,92, p= 0,003), necessidade
de assistência ventilatória mecânica (OR= 2,59, p= 0,002), de< a name=”_GoBack”> uso de
noradrenalina (OR= 2,78, p= 0,005) e de hemotransfusões (OR= 2,15, p= 0,035). A chance
de morte foi três vezes maior nos pacientes que não fizeram uso do medicamento (p=0,004).
Conclusão: Na amostra estudada o percentual de idosos com SCA que não fez uso de
betabloqueador é elevado e a ausência da prescrição deste medicamento pode estar
relacionada a piores desfechos, incluindo óbito.
Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18
1
APRESENTAÇÃO ORAL
Resumos Temas Livres
2
37873
37992
AS ENDOTELINAS NO PROCESSO DE ENVELHECIMENTO TISSULAR DE VALVAS
CARDÍACAS
PERFIL DE RELIGIOSIDADE DE PACIENTES IDOSOS EM AMBULATÓRIO DE
CARDIOGERIATRIA DO INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HC-FMUSP E SUA CORRELAÇÃO
COM DEPRESSÃO E QUALIDADE DE VIDA.
CARLOS AURÉLIO SANTOS ARAGÃO, TANIA MARIA DE ANDRADE RODRIGUES, MANUELA SENA DE
FREITAS, MATEUS SANTANA DE ANDRADE, WILLIASMIN BATISTA DE SOUZA, RENÊ VASCONCELOS
SILVA, JOAO PAULO ANDRADE FONSECA, OLIVIA REGINA LINS LEAL TELES, NICOLAS
NASCIMENTO SANTOS, SYDNEY CORREIA LEÃO E FERNANDA LAYS SOUZA GOES
ROQUE MARCOS SAVIOLI, ANA CAROLINA PICCIONI, MARCELA CIBIEN BARATELLA, LÍVIA
PERES HUCK, LEONARDO PASCHOAL CAMACHO VARONI, ANGELA TERESA BACELAR
ALBUQUERQUE BAMPI, HUMBERTO PIERRI E NEUZA LOPES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE, ARACAJU, SE, BRASIL - UNIVERSITY COLLEGE
LONDON, LONDRES, XX, INGLATERRA.
INSTITUTO DO CORAÇÃO INCOR - HCFMUSP, SÃO PAULO, SP, BRASIL.
Introdução: As endotelinas(ETs) são uma família formada por três isopeptídeos
endógenos (ET-1, ET-2, ET-3) e dois receptores, ETrA e ETrB, os quais possuem
ações opostas: enquanto ETrA leva à vasoconstricção e aumento do inotropismo, o
ETrB leva à vasodilatação através da liberação de Óxido nítrico e prostaciclinas. A ET é
dependente de cálcio extracelular, e está associada à resposta inflamatória encontrada no
envelhecimento, quando ocorre substituição fibrosa e calcificação nas valvas mitral e aórtica.
Metodologia: Trata-se de um estudo experimental e randomizado. Foram coletadas dez valvas
mitrais de indivíduos do Instituto Médico Legal (IML) de Aracaju-SE que foram a óbito por morte
violenta;a amostra foi composta de oito valvas de indivíduos idosos e duas valvas de jovens,
sendo todos do sexo masculino. Inicialmente, foram feitas análise em cortes histológicos
corados em Hematoxilina e Eosina (HE) e em seguida, análise Imunohistoquímica(IHQ).
As valvas foram submetidas a cortes histológicos corados em HE e depois, à fixação em
solução de formalina neutra a 10%, submetidas à descalcificação, embebidas em parafina e
cortadas em micrótomo, com espessura de 4 μm. A coloração da IHQ foi obtida através da
utilização de anticorpos policlonais para ETrA e ETrB com diluição 1:100. Posteriormente,
foi feito cruzamento entre a evidência de Ca2+ nos cortes histológicos corados em HE e a
análise quantitativa da área expressa pela IHQ de cada receptor em relação à área total de
cada lâmina através da utilização do softwere Image J®. As variáveis foram caracterizadas
como média ± desvio padrão, com comparações feitas mediante o teste T pareado, para
aquelas com distribuição normal, sendo considerados significantes os valores de p < 0,05.
Resultados: A análise dos cortes histológicos exibiu calcificação nas oito valvas idosas; não sendo
exibida calcificação nas valvas jovens. Na análise quantitativa, das dez amostras, observou-se
que a expressão IHQ positiva para ET-1 e receptores foi de 18,21 ± 14,96%. Para ETrA e ETrB, as
áreas médias expressas foram respectivamente de 15,06 ± 13,13% e 9,20± 11,09%. A correlação
entre os níveis de ET e a calcificação histológica foi fortemente positiva(R: 0,74; p:0,02).
Conclusão: Os dados sugerem correlação positiva entre a calcificação valvar e os níveis altos
de ET. Portanto, necessita-se de novos estudos para corroborar evidência de ET sérica como
biomarcador da evolução do processo de envelhecimento.
1- INTRODUÇÃO: Nas últimas décadas tem–se multiplicado na literatura científica estudos que
analisam os efeitos das crenças religiosas na saúde física e mental. A religiosidade diz respeito
ao nível de envolvimento religioso e o quanto este influencia o cotidiano, seus hábitos e sua
relação com o mundo. Esta pode ser classificada como intrínseca (RI), a religião como seu
bem maior, ou extrínseca (RE), a religião como meio utilizado para proporcionar segurança,
consolo, sociabilidade, distração, estatus e auto-absolvição. Numerosas investigações têm
demonstrado associação significativa entre religiosidade, doença cardiovascular e taxas de
mortalidade. A relação entre doença cardiovascular e depressão já é consenso em literatura
médica, sendo considerada como fator preditivo de mau prognóstico. O envolvimento religioso
está relacionado com um menor risco de prevalência de depressão, e o impacto positivo na
saúde mental é mais intenso entre pessoas sob estresse ou em situações de fragilidade,
como os idosos. 2- OBJETIVO: Analisar o perfil religioso dos pacientes em ambulatório de
Cardiogeriatria do Instituto do Coração do HC-FMUSP, correlacionando-o com ocorrência de
depressão, com qualidade de vida e fatores de risco cardiovasculares. 3-METODOLOGIA:
Foram analisados os dados de 100 pacientes, com média de idade de 78 +/- 10 anos, com
diagnóstico cardiológico definido e ausência de distúrbios cognitivos. O perfil de religiosidade foi
analisado através da Escala de PDUREL( Duke Religion Índex Portuguese Version). A análise
da depressão através da Escala de Depressão Geriátrica (GDS-15) e a qualidade de vida
pela SF-8. 4- RESULTADOS: Dados preliminares mostram um grau de religiosidade elevado
na população estudada, tanto da religiosidade extrínseca (índice >3): organizacional (RO) e
não-organizacional (NOR), como na intrínseca (RI – índice >9). Não houve diferença entre
sexo, idade e qualidade de vida. A maioria dos pacientes analisados apresentou depressão
leve e/ou moderada, havendo correlação significativa entre depressão moderada e índices
de baixa RO e religiosidade global. (p<0,001). 5- CONCLUSÃO: Na população estudada, a
religiosidade pode ser considerada como fator protetor para o desenvolvimento de depressão.
38064
38065
ALTERAÇÕES ELETROCARDIOGRÁFICAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM IDOSOS
HIPERTENSOS
CARACTERÍSTICAS ECOCARDIOGRÁFICAS E FUNÇÃO VENTRICULAR
ESQUERDA ENCONTRADA EM CENTENÁRIOS
JULIA PEREIRA AFONSO DOS SANTOS, BÁRBARA CAMPOS ABREU MARINO, MARIA
BEATRIZ MOREIRA ALKMIM, MILENA SORIANO MARCOLINO E ANTONIO LUIZ PINHO
RIBEIRO
ANA PAULA DE CLAUDIA FARIA, NOEMIA DA COSTA, GLAUCO FRANCO SANTANA, JOSE
CARLOS DA COSTA ZANON, LIGIA ARANTES NEVES DE ABREU, LUIZ ANTÔNIO ALVES
DE ABREU, SILAMAR BREDER DE SOUZA E ODILON GARIGLIO ALVARENGA DE FREITAS
REDE DE TELEASSITÊNCIA DE MINAS GERAIS, HOSPITAL DAS CLÍNICA, BELO
HORIZONTE, MG, BRASIL - FACULDADE DE MEDICINA, UNIVERSIDADE FEDERAL DE
MINAS GERAIS, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL.
MINASCOR CENTRO MÉDICO, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL - SANTA CASA DE BELO
HORIZONTE, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL.
Introdução:A população brasileira está processo de envelhecimento e é importante que o sistema
de saúde esteja preparado para esta mudança. Atualmente, as doenças cardiovasculares são
a principal causa de morte. O eletrocardiograma (ECG) é uma ferramenta útil para verificar o
impacto da doença cardiovascular no contexto populacional. Objetivo: Analisar a prevalência das
alterações eletrocardiográficas em pacientes idosos (com 60 anos ou mais), com hipertensão
arterial, atendidos na Atenção Primária. Metodologia: Trata-se de estudo observacional
retrospectivo, que analisou os ECGs de pacientes idosos (acima de 60 anos) realizados no ano
de 2011, e analisados por cardiologistas de uma rede de teleassistência no estado de Minas
Gerais. Para aferir as comorbidades dos pacientes foi utilizada a morbidade referida. Na ocasião,
este serviço atendia a Atenção Primária de 658 municípios em Minas Gerais. Resultados: Foram
analisados 98.560 ECGs de pacientes idosos, 57,2% do sexo feminino e a média de idade foi de
70 anos ± 11,94, com máxima de 105 anos. Desses, 47.181 (47,9%) apresentaram hipertensão
arterial (HAS) como comorbidade. Neste grupo de idosos HAS, a média de idade foi de 70,5
anos ± 12, máxima foi de 100 anos. O sexo feminino ocorreu em 61,1%, 23,3% relataram
história familiar de doença cardiovascular, 16,6 % diabetes mellitus, 8,8% tabagismo e 7,5%
dislipidemia. Os ECGs sem alterações ocorreram em 16.009 (33,9%) (p<0,001). Em relação
às anormalidades dos ECGs, as alterações inespecíficas da repolarização ventricular estavam
presentes em 15.594 ECGs (33%) (p<0,001) e a sobrecarga do átrio esquerdo em 1.687 (3,6%)
(p<0,001). O bloqueio do ramo esquerdo foi encontrado em 1.614 ECGs (3,4%) (p=0,016),
o bloqueio do ramo direito em 2.630 (5,6%) (p=0,001), o hemibloqueio anterior esquerdo em
5.317 (11,3%) (p<0,001), o bloqueio átrio-ventricular total em 58 (0,1%) (p=0,112) e o bloqueio
de segundo grau em 53 (0,1%) (p=0,264). A extrassístole supra ventricular estava presente
em 1.717 exames (3,6%) (p=0,257), extrassístole ventricular em 2.079 (4,4%) (p=0,453) e a
fibrilação atrial em 2.174 (4,6%) (p<0,001). Conclusão: Este estudo em grande amostra de
idosos na Atenção Primária evidenciou que a presença de alterações eletrocardiográficas é
comum. A fibrilação atrial esteve presente em 4,6% desta população.
Introdução: O envelhecimento da população é um fenômeno mundial e são poucos os relatos e séries
de casos levantando os achados ecocardiográficos em centenários. Método: estudo transversal
descritivo de indivíduos com 100 ou mais anos, que realizaram estudo ecodopplercardiográfico e
mapeamento de fluxos a cores entre janeiro/2005 e agosto/2014 em clínica cardiológica de BH/
MG. Obtidas as imagens pelas janelas paraesternal, apical, subcostal e supraesternal; decúbito
lateral esquerdo e dorsal. Análise estatística: variáveis quantitativas expressas em valores médios
e desvio padrão (DP); qualitativas ou categóricas em frequências absolutas e relativas. Utilizado
IBM SPSS versão 19. Resultados: avaliado 06 indivíduos (4 mulheres) com idade média 101,83
+/- 1,6. Observado HAS em 3 paciente (50%), dislipidemia em 2 (33,33%) e diabetes em 1 (16,66%).
Tabela 1 apresenta dados clínicos e parâmetros estruturais. Parâmetros descritivos apresentando
disfunção diastólica leve em 4 pacientes, hipertrofia ventricular esquerda em 2 (leve/moderada) e
estenose aórtica leve em 1 homem. Discussão/Coclusões: nos centenários estudados, a função
sistólica ventricular esquerda encontrava-se dentro dos parâmetros normais, a maioria têm sinais
de disfunção diastólica leve mas sem valvopatias significativas. Há necessidade de estudos
prospectivos avaliando se a baixa incidência de alterações estruturais cardíacas são as responsáveis
direta ou indiretamente pela maior possibilidade de se atingir os 100 anos.
Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18
TEMAS LIVRES - 08/11/2014
APRESENTAÇÃO PÔSTER
Resumos Temas Livres
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ORIGEM ANÔMALA DA ARTÉRIA CORONÁRIA ESQUERDA NO SEIO DE VALSAVA
DIREITO EM UM PACIENTE OCTOGENÁRIO
SÍNDROME DE TIETZE - UM DIAGNOSTICO DIFERENCIAL DA ANGINA DE PEITO
PETRILLO, HENRIQUE H, HERNANDES, LUIZ G Z, LUCCA, LUCIANO L, SOUZA, GEORGIA X M, MAIA,
RENZO A L, MELLO, RICARDO N B, MOREIRA, GUILHERME H, JULIANA DE CASSIA VAZ, NAYANNE
AVILA TEIXEIRA, DANIELLE CHAVES PADILHA DA COSTA E BRIANE MOREIRA DE OLIVEIRA
ROBERTO VELOSO GONTIJO, E LUISA COUTINHO TEIXEIRA
HOSPITAL VILA DA SERRA, NOVA LIMA, MG, BRASIL - FELUMA(INSTITUICAO LUCAS
MACHADO), BELO HORIZONTE, MG, BRASIL.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL.
As anomalias de artérias coronárias (AC) são achados angiográficos nos quais número, origem,
curso e terminações destas são raramente encontradas na população geral, podendo ocorrer
de 1-5% dos pacientes submetidos à arteriografia.O principal objetivo em identificar e classificar
estas anomalias é determinar sua propensão ao desenvolvimento de isquemia miocárdica fixa
ou risco de morte súbita cardíaca, particularmente em indivíduos jovens e saudáveis, onde
constituí a terceira causa de morte súbita. A confirmação de isquemia destas anomalias por
métodos não invasivos apresentam baixa especificidade e sensibilidade.A origem anômala
da AC esquerda (OACE) no seio de valsava direito é rara,com uma incidência estimada de
0,09 a 0,11%, sendo o trajeto interarterial o mais comum.Está frequentemente associada à
morte súbita, sobretudo durante o esforço físico e em adolescentes ou jovens adultos, metade
deles assintomáticos.A angiotomografia cardíaca é um meio complementar de diagnóstico
para avaliação das AC já que apresenta uma elevada resolução espacial, permitindo uma
avaliação tridimensional, com melhor definição da origem e porção proximal destes vasos,
bem como do seu trajeto e relação com restantes estruturas cardíacasRelato octogenária,
M.B.A, feminino,com limitações leves para atividades diárias, sem déficit cognição, portadora
de Hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, tabagista, doença pulmonar obstrutiva crônica,
fibrilação atrial permanente e insuficiência renal crônica não dialítica. Estava evoluindo com
quadro de dor precordial aos leves esforços, sem irradiação, com duração de 15 minutos,
que aliviava em repouso, nega outros sintomasExamesCintilografia de perfusão miocárdica
discreta isquemia estresse-induzida de pequena extensão no segmento apical da parede
infero-lateral,CATE OACE em óstio único da AC direita (ACD)DiscussãoEmbora seja um tema
ainda controverso, existem algumas orientações que preconizam a cirurgia de revascularização
(CRM) coronária na OACE no seio de valsava direito, quando esta tem um trajeto interarterial.
No entanto, este caso clínico apresenta particularidades onde a paciente ultrapassou a faixa
etária mais afetada, possui comorbidades que limitam uma CRM e apresenta limitações leves
para atividades diárias.Consideramos que a relação risco-benefício era favorável a uma atitude
conservadoraNão realizado angiotomografia
A síndrome de Tietze é uma alteração não supurativa, dolorosa e autolimitada das junções
esternocostais, de etiologia desconhecida, que manifesta-se como dor torácica súbita ou gradual
podendo irradiar para os braços e ombros. Tal manifestação é muitas vezes confundida com
dor anginosa, sendo portanto um diagnóstico diferencial de dor torácica. É semelhante a uma
costocondrite, mas difere desta pela presença de edema das articulações acometidas. Dor
espontânea e à palpação na região das inserções das articulações mencionadas, na maioria das
vezes unilateral e única, é o sintoma mais comum. Pode ser intensificada por tosse, espirros e
inspiração profunda. Paciente 40 anos, sexo feminino, casada, motorista, comparece ao Centro
de Saúde com “dor no peito e no ombro esquerdo”. Relata dor na região esternal, há seis
dias, em pontada, aguda, desencadeada com esforço, intensidade 8/10, intermitente, melhora
parcialmente com diclofenaco e repouso. Informa dispneia aos grandes esforços e fadiga.
Diante do quadro, a hipótese inicial foi de angina de peito. À anamnese especial, relatou que
há cerca de 3 dias ocorreu inchaço na região da inserção da 3a e 4a costelas à direita, com
remissão espontânea. Colecistectomia há 10 anos e uso contínuo de omeprazol. Nega doença
cardiovascular precoce na família, tabagismo e etilismo. Analisando-se a probabilidade pré-teste
de doença arterial coronariana por idade, gênero e característica da dor, verificou-se tratar-se
de baixa probabilidade. Ao exame clínico, estava com sinais vitais normais, afebril, eupneica,
e aparelho cardiovascular sem alterações. À palpação do tórax paciente queixou-se de dor na
região da inserção das 3a e 4a costelas. Após a exclusão de diagnósticos diferenciais como
doença do refluxo, cólica biliar, embolismo pulmonar, pneumonia, e a partir deste relato da
paciente após a identificação da dor à palpação, chegou-se ao diagnóstico final da Síndrome
de Tietze. O diagnóstico da síndrome de Tietze é clínico e de exclusão. Deve preencher ambos
os critérios descritos por Landon (1959): aumento rígido e doloroso na região de uma ou mais
junções esternocostais; esse aumento não pode ter estado presente previamente e deve
regredir sem terapia, o que foi observado nesta paciente. A dor normalmente é autolimitada
durando de semanas a meses, podendo cronificar. É provável que esta síndrome seja mais
frequente, mas devido ao desconhecimento de sua existência e pelos sinais e sintomas
comuns é pouco diagnosticada.
37216
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COMPORTAMENTO DA PRESSÃO ARTERIAL EM CENTENÁRIOS, NORMOTENSOS E
HIPERTENSOS, AVALIADOS PELA MONITORIZAÇÃO AMBULATORIAL DA PRESSÃO
ARTERIAL: UMA SÉRIE DE CASOS.
INGESTÃO HABITUAL DE MACRONUTRIENTES INFLUENCIA NÍVEIS DE CITOCINAS
INFLAMATÓRIAS EM IDOSAS
BRUNA FERNANDA GOMES DE MORAIS, LEONARDO ANTUNES MESQUITA, LIGIA ARANTES NEVES
DE ABREU, BERNARDO ARANTES NEVES DE ABREU, GLAUCO FRANCO SANTANA, JOSE CARLOS DA
COSTA ZANON, FRANCISCO DAS CHAGAS LIMA E SILVA E ODILON GARIGLIO ALVARENGA DE FREITAS
PAULA, ROBERTA S, SOUZA, VINÍCIUS C, TOLEDO, JULIANA O, MORAES, CLAYTON
F E NÓBREGA, OTÁVIO T
MINASCOR CENTRO MÉDICO, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL - SANTA CASA DE BELO
HORIZONTE, BELO HORIZONTE, , BRASIL.
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, BRASÍLIA, DF, BRASIL - HOSPITAL DA UNIVERSIDADE
CATÓLICA DE BRASÍLIA, TAGUATINGA, DF, BRASIL.
Introdução: A monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) tem-se mostrado útil no
acompanhamento clínico da hipertensão arterial. Em idosos, o comportamento da pressão
arterial (PA) durante o sono pela MAPA prognostica melhor o aparecimento de eventos
cardiovasculares (CV) do que qualquer outra medida da PA. Entretanto, são raros os estudos
mundiais que avaliam o comportamento da PA em centenários e os dados obtidos pela MAPA.
Objetivo: avaliar o comportamento da PA em centenários normotensos (valores de PA no
consultório = ou <140x90) e hipertensos, e as variáveis obtidas pela MAPA. Métodos: Estudo
coorte, com participação de sete centenários selecionados entre 3.631 pacientes que realizaram
MAPA, entre 01/2011 a 08/2014, em clínica cardiológica especializada BH/MG. Informações
adicionais: comorbidades, fatores de risco, medicações e PA basal. MAPA realizada conforme
preconizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. As variáveis categóricas nominais foram
expressas pelas suas respectivas proporções; variáveis contínuas pela média ± desvio padrão
e a distribuição normalidade. p<0,05. Resultados: A população estudada foi composta de 2
mulheres (28,57%) e 5 homens (71,43%) com idade média de 102,29 anos (100 a 105 anos)
sendo 3 hipertensos. Os resultados encontram-se na tabela 1. Destaques: descenso médio
da PA sistólica de 9% e diastólica de 17% com diferença entre hipertensos e normotensos;
presença de quedas significativas da PA no sono. Discussão/Conclusão: os achados da PA
em centenários e o comportamento da PA pela MAPA precisam de estudos adicionais para
melhor definição de padrões de normalidade e repercursão.
Introdução: Sendo o envelhecimento acompanhado por uma elevação da atividade inflamatória
inespecífica, concomitante a processos patológicos crônicos e determinantes de mortalidade.
Este estudo objetivou verificar se a ingestão habitual de macronutrientes por mulheres
idosas modula níveis circulantes de importantes mediadores inflamatórios envolvidos na
imunossenescência. Métodos: Estudo transversal com amostra de conveniência onde 229
idosas (≥ 60 anos) do Distrito Federal brasileiro foram submetidas a exames laboratoriais
para dosagem sérica das citocinas IL1-α, IL1-β, IL6, IL8, IL10, IL12 e TNFα por ensaio
imunoenzimático específico. Registros alimentares de 3 dias alternados foram decompostos
em ingestão habitual de carboidratos, proteínas e lipídeos (e frações), e no valor energético
total (VET), por paciente. Ademais, foram identificadas condições metabólicas conhecidamente
interferentes sobre o perfil inflamatório: hipercolesterolemia, hipertensão arterial e diabetes.
Resultados: Títulos das citocinas foram normalizados por transformação em log10. Teste de
correlação de Pearson revelou uma associação negativa entre títulos de log10IL6 e ingestão
de carboidratos totais (r= -0,134; P=0,044). Quando ajustados para ocorrência de hipertensão
arterial (que se mostrou influenciar IL6), nossos resultados permaneceram significativos entre
hipertensos (r= -0,145; P=0,043) e normotensos (r= -0,358; P=0,049). Também verificou-se
que log10IL8 apresentou associação positiva com os níveis de ingestão de ácidos graxos (AG)
monoinsaturados (r= 0,150; P=0,024), de AG saturados (r= 0,173; P=0,009) e de colesterol
total (r= 0,223; P=0,001). Os títulos dos demais mediadores inflamatórios não se associaram
com qualquer ingestão. Todas as análises foram controladas para o VET. Conclusões:
Ingestão proporcionalmente maior de carboidratos totais associou-se negativamente com
log10IL6. Nosso resultado deve ser tomado com cautela, pois não permite defender adição
de carboidratos à dieta habitual sob o risco do desenvolvimento de diabetes ou intolerância
à glicose em pacientes idosos. Em contrapartida, maior ingestão de colesterol total e de AG
saturados e monoinsaturados parece correlacionar-se com quadro inflamatório mais intenso,
por elevação de log10IL8, mecanismo pelo qual este padrão de ingestão pode elevar o risco
para doenças crônicas de contributo inflamatório associadas ao envelhecimento
Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18
3
APRESENTAÇÃO PÔSTER
Resumos Temas Livres
37481
37705
HIPERALDOSTERONISMO PRIMÁRIO COMO CAUSA DE HIPERTENSÃO SECUNDÁRIA
ESTRATÉGIAS CLÍNICAS E CIRÚRGICAS PARA REDUZIR TRANSFUSÕES DE SANGUE
ANA CAROLINA BROMENSCHENKEL VASCONCELOS, ANDRÉ MARTINS FARIA E LAIS
MESQUITA ALVES
ANTONIO ALCEU DOS SANTOS, JOSE PEDRO DA SILVA, LUCIANA DA
FONSECA, BAUMGRATZ, J F, VILA, J H A, COSTA, F A A, E LIPPI NETO E STELA, F A M
SANTA CASA DE MISERICÓRDA DE PASSOS, PASSOS, MG, BRASIL.
HOSPITAL BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO, SÃO PAULO, SP, BRASIL.
A hipertensão arterial sistêmica secundária tem prevalência de 3% a 5%, sendo o
hiperaldosteronismo primário (HAP) a sua causa mais comum, com uma taxa de prevalência de
6-10% dos pacientes hipertensos. HAP é uma síndrome que engloba um grupo de desordens
caracterizadas por aumento da secreção autônoma de aldosterona pela glândula adrenal,
independente do controle do sistema renina-angiotensina, causando hipertensão, dano
cardiovascular, supressão de renina plasmática, retenção de sódio, hipocalemia, excreção
urinária excessiva de potássio e alcalose metabólica. Essas doenças são representadas,
principalmente, pela hiperplasia adrenal bilateral idiopática e pelo adenoma unilateral produtor
de aldosterona. O rastreamento do HAP está indicado em indivíduos com hipertensão
arterial sistêmica e hipocalemia espontânea ou grave com doses moderadas de diuréticos,
HAS refratária ao tratamento e em hipertensos com tumor abdominal. A relação aldosterona
sérica/atividade da renina plasmática (A/R) é útil como triagem para HAP, selecionando os
indivíduos que merecem prosseguimento na investigação. Quando confirmado o diagnóstico,
a diferenciação etiológica é essencial para o tratamento adequado dessas condições.
Pós-operatório apresentou melhora dos níveis tensionais. O HAP é importante causa de
hipertensão secundária, tendo sua prevalência crescente na população hipertensa. O conceito
de que é uma doença benigna tem sido refutada e maior morbi-mortalidade cardiovascular
e incidência de eventos cerebrovasculares têm sido encontrada em pacientes com HAP,
salientando a necessidade de investigação precoce, uma vez que as complicações não se
restringem à dificuldade de controle pressórico.
INTRODUÇÃO Desde o século XIX, as transfusões de sangue são utilizadas em grande escala
em todo mundo. As evidências atuais são de um consumo excessivo de sangue alogênico,
diminuição das doações e bancos de sangue com estoques reduzidos. Em virtude do maior
risco de morbimortalidade, verifica-se uma conduta cada vez mais restritiva de transfusão
sanguínea em cirurgias. OBJETIVO Demonstrar que a utilização de um protocolo específico
com estratégias clínicas e cirúrgicas foi capaz de evitar uma transfusão de sangue alogênico
em paciente com anemia crítica após sangramento importante de cirurgia grave e complexa.
MÉTODOS No pré-operatório prescrevemos eritropoietina recombinante humana (r-Hu-EPO
dose 600 UI/kg/semana), além de ferro, ácido fólico e vitamina B12. No intra e pós-operatório
utilizou-se hemodiluição normovolêmica aguda, recuperação sanguínea intraoperatória,
hemostasia meticulosa, além do ácido épsilon aminocapróico, desmopressina, concentrado de
complexo protrombínico, concentrado de fibrinogênio humano, fator VIIa recombinante, r-HuEPO e ventilação hiperóxica. RESULTADOS Um homem de 25 anos foi submetido à cirurgia
de correção de aneurisma de aorta ascendente, troca valvar aórtica por prótese biológica,
reimplante de óstio de coronária direita, seguida de revascularização miocárdica. Devido à
complexidade da cirurgia e complicações graves como hiperpotassemia, arritmia ventricular
grave, assistolia e sangramento excessivo, o tempo total de CEC foi de 315 minutos. Durante
o período grave na unidade de terapia intensiva, mantivemos a ventilação do paciente com
100% de oxigênio (ventilação hiperóxica). No pós-operatório, evoluiu com várias complicações
(pneumonia, insuficiência respiratória, fibrilação atrial, anemia importante (hemoglobina = 2,9
g/dL e plaquetopenia), hemodiálise pela hipercalemia (6,5 mEq/l). Desde o primeiro dia após
a cirurgia, o paciente permaneceu com o seu nível de consciência preservado, sem sinais
de isquemia cerebral e/ou miocárdica, respeitando sua autonomia de recusa de transfusão
de sangue alogênico. Recebeu alta hospitalar sem uso de hemocomponentes (Hb 9,1g/dL).
CONCLUSÃO Otimizar a massa eritrocitária e o estado de coagulação, minimizar a perda
sanguínea, tolerância à anemia e uma ventilação hiperóxica são estratégias clínicas e cirúrgicas,
seguras e eficazes em conservar o sangue autólogo e em evitar o uso de sangue alogênico
quando a transfusão de sangue não é uma opção.
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Nosso paciente apresentava uma história de 20 anos de evolução de hipertensão arterial
com controle satisfatório dos níveis pressóricos até o momento. O quadro de descontrole
pressórico junto com quadro de descompensação cardíaca fez-nos pensar em uma causa de
hipertensão secundária e proceder investigação diagnóstica. Não apresentou hipocalemia,
porém aldosterona plasmática elevada com diminuição da atividade da renina plasmática e
aumento da relação A/R sugeriu diagnóstico de HAP, confirmado através da ressonância de
abdome que mostrou adenoma em adrenal direita.
PERICARDITE CONSTRICTIVA COMO CAUSA DE IC DIREITA
VITAMINA D E INSUFICIÊNCIA CARDÍACA EM IDOSOS
LAYS JOSE MORESCHI, RAISSA COSTA BARCELOS LAGARES, CARLOS ALBERTO FRANCHIN
NETO, AUREO GERALDO FALEIROS FILHO, PEDRO SIDNEI DO PRADO JNIOR, RAYANNA
BARBOSA TOSCANO CRUZ, JORGE MALULY DE CARVA, MARIANI BOCHIA VIRMOND, MARCO
ANTÔNIO PRAÇA DE OLIVEIRA, GUSTAVO IENO JUDAS E SERGIO ALMEIDA DE OLIVEIRA
ARISE GARCIA DE SIQUEIRA GALIL, VINICIUS SALIM GOUVEA, LARA MENEGUELLI
MIRANDA, MAYRA ZANON CASAGRANDE, VICTOR DA SILVA COELHO E MARCUS
GOMES BASTOS
BENEFICENCIA PORTUGUESA, SAO PAULO, SP, BRASIL.
Introdução: A pericardite constrictiva representa o estágio final de um processo inflamatório
envolvendo o pericárdio, tendo como principais etiologias: idiopática, irradiação, pós-cirúrgica,
infecciosa, neoplásica, distúrbios autoimune.
A apresentação clínica é marcada principalmente por sinais e sintomas de insuficiência
cardíaca (IC) direita.
O tratamento definitivo se da pela pericardiectomia cirúrgica.
Relatamos um caso de paciente inicialmente tratado como portador de insuficiência hepática
e que posteriormente foi diagnosticado como hepatopatia congestiva secundária a IC direita
por pericardite constrictiva.
Relato de Caso: E.F., 66 anos, natural de Pompéia-SP
Paciente relatava dispneia aos esforços, edema de membros inferiores +++/4+, anasarca.
Presença de pulso paradoxal, sinal de kusmaul, knock pericárdico.
Exames laboratoriais: alterados. Raio x de tórax: calcificação pericárdica
Ressonância cardíaca: pericardite constrictiva com espessamento pericárdico difuso, com
espessura máxima de 7 mm.
Paciente foi submetido a pericardiectomia com melhora dos sintomas e das alterações
laboratoriais hepáticas.
Conclusão: Destaca-se no caso a importância de pensarmos nos diagnósticos diferenciais de
insuficiência hepática como, por exemplo, a hepatopatia congestiva.
A pericardite constrictiva deve ser lembrada como causa de hepatopatia congestiva por
insuficiência de ventrículo direito.
4
Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18
SERVIÇO DE CONTROLE DA HIPERTENSÃO, DIABETES E OBESIDADE, JUIZ DE FORA,
MG, BRASIL - FUNDAÇÃO IMEPEN, JUIZ DE FORA, MG, BRASIL.
Introdução: A maior longevidade da população tem sido associada ao aumento das condições
crônicas. Dentre elas, a insuficiência cardíaca (IC) tem sua maior prevalência entre os idosos,
com alta morbimortalidade. Alvos terapêuticos adicionais para redução dos agravos decorrentes
da IC, nesta população, tem sido estudados, assim como o incentivo à suplementação da
vitamina D por sua associação com a doença cardiovascular e, especificamente, à IC. Objetivos:
Avaliar características sociodemográficas, clínicas e de exames complementares, incluindo
níveis séricos de vitamina D, entre portadores de IC sistólica, segundo a faixa etária. Métodos:
Estudo transversal, avaliando prontuários de portadores de IC acompanhados em ambulatório
de atenção secundária (SCHDO/ Juiz de Fora/ MG), período de 01/2013 a 08/2013, fração de
ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE)≤50%. Como desfecho clínico, definimos a presença de
hospitalizações secundárias à descompensação da IC, ocorridas nos últimos 12 meses. Como
insuficiência de vitamina D, consideramos valores<30 ng/mL e deficiência, valores<20 ng/mL.
Resultados: Foram avaliados 91 prontuários, com 61,5% de idosos, e média de 69,98±7,70
anos contra 51,09±7,43 anos, de não idosos (p<0,001). Comparando-se características entre
idosos, não idosos e p valor, observamos respectivamente: Os idosos eram mais sedentários
(75%/ 61,8%/ 0,05) e possuíam uma tendência à maior prevalência de retinopatia associada
(40%/ 12,5%/ 0,08). Dados quanto a outros fatores de risco, comorbidades associadas e
avaliações complementares, não apresentaram diferenças estatísticas entre os grupos. No
entanto, ao avaliarmos os níveis séricos de vitamina D, constatamos significante redução de
seus níveis entre os idosos (18,78±7,66/ 23,84±9,65/ 0,01), como também pela categorização
de insuficiência da vitamina (60,7%/ 37,1%/ 0,03). Avaliando os desfechos clínicos, não houve
significância estatística entre os grupos; porém, observamos que 100% destes desfechos,
coincidiram com a deficiência de vitamina D. Conclusão: Os idosos portadores de IC sistólica,
de acompanhamento ambulatorial desta coorte, eram significativamente mais sedentários
e com menores níveis séricos de vitamina D. A presença de desfecho clínico, importante
acelerador da morbimortalidade por IC em idosos apresentou forte relação com a deficiência
da vitamina D, dado que nos sinaliza para uma maior atenção ao manejo deste micronutriente
entre portadores de IC.
APRESENTAÇÃO PÔSTER
Resumos Temas Livres
37741
37742
FATORES ASSOCIADOS A HOSPITALIZAÇÕES NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA SISTÓLICA
DE ACOMPANHAMENTO AMBULATORIAL
PERFIL DE FUMANTES EM GRUPOS DE INTERVENÇÃO PARA A CESSAÇÃO DO TABACO,
SEGUNDO A FAIXA ETÁRIA
ARISE GARCIA DE SIQUEIRA GALIL, LARA MENEGUELLI MIRANDA, MAYRA ZANON
CASAGRANDE, VINICIUS SALIM GOUVEA, VICTOR DA SILVA COELHO E MARCUS
GOMES BASTOS
E F C BANHATO, A G S GALIL, M A FERREIRA, K F F MIRANDA, T S CAMPOS, L F SALLES, A
F C GOMES, J K PINTO, R C G VALENTE, A P CUPERTINO E M G BASTOS
SERVIÇO DE CONTROLE DA HIPERTENSÃO, DIABETES E OBESIDADE, JUIZ DE FORA,
MG, BRASIL - FUNDAÇÃO IMEPEN, JUIZ DE FORA, MG, BRASIL.
CENTRO HIPERDIA DE JUIZ DE FORA, JUIZ DE FORA, MG, BRASIL - FUNDAÇÃO IMEPEN,
JUIZ DE FORA, MG, BRASIL.
Introdução: A hospitalização por descompensação da insuficiência cardíaca (IC) é fator
prognóstico desfavorável, tendo a população idosa, alta prevalência desta comorbidade.
Objetivos: Avaliar o perfil de portadores de IC sistólica e os fatores relacionados à seus
desfechos clínicos. Métodos: Estudo transversal, com portadores de IC em ambulatório de
atenção secundária (SCHDO/ juiz de Fora/ MG), período de 01/2013 a 08/2013, fração de
ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) ≤ 50%. Como desfecho clínico, definimos a presença
de hospitalizações secundárias à descompensações da IC (últimos 12 meses). Doença arterial
declarada (DAD), dano vascular documentado, independente do território afetado; doença renal
crônica (DRC), a taxa de filtração glomerular (TFG) < 60 ml/min; anemia, a hemoglobina sérica
(Hg), com valores < 13g/%, para homens e <12g/%, para mulheres. Como valores anormais, a
circunferência abdominal (CA) > 102 cm, para homens e > 88 cm para mulheres, glicemia > 100
mg/dL, LDL-colesterol > 100 mg/dL e triglicerídes > 150 mg/dL. Como insuficiência de vitamina
D, valores < 30 ng/mL e, para deficiência, < 20 ng/mL. Resultados: Avaliados 91 prontuários, com
população predominantemente feminina (54,9%) e significativamente mais obesa (p<0,001).
A idade foi de 62,7±11,9 anos, e 61,5% eram idosos. O índice de massa corporal (IMC) foi de
30,5±6,5 kg/m2; 68,7% com CA anormal e 70%, sedentários. Como doença de base, 98,8%
eram hipertensos e 50,5%, diabéticos tipo 2. Observamos que 65,9% apresentavam DAD;
65,9%, DRC; 22%, anemia e 83,5%, insuficiência de vitamina D (destes, 61,8%, com níveis
séricos menores que 20 ng/mL). A média da FEVE foi de 40,3±9,4%. Níveis anormais de glicemia
de jejum ocorreram em 57,1%; de LDL-colesterol, 46,1%; de triglicérides, 48,8%. Houve uma
prevalência de 17,2% de desfechos clínicos, correlacionados significativamente, à história
prévia de revascularização miocárdica ou angioplastia coronária (p<0,004), anemia (p<0,006);
menor TFG (p<0,05); menor FEVE (p<0,04) e insuficiência de vitamina D (p<0,01). Conclusão:
Portadores de IC sistólica, de acompanhamento ambulatorial, foram predominantemente
femininos, obesos, sedentários e idosos. Apresentaram importante descontrole metabólico
e alta prevalência de danos vasculares, aliado a uma quase totalidade da amostra, com
insuficiência de vitamina D. Os desfechos clínicos se relacionaram significativamente à alguns
fatores passíveis de correção, como a anemia e a deficiência de vitamina D.
Introdução: O tabagismo é dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças
crônicas, como doença cardiovascular, respiratória, renal e câncer. Segundo VIGITEL (2011),
para adultos, a prevalência de tabagismo foi menor para < 25 anos ou > 65 anos (faixa preditora
de cessação tabágica), em ambos os sexos. Objetivos: comparar o perfil dos usuários com
múltiplas condições crônicas e discutir os principais aspectos sociodemográficos e de saúde
relacionados a eles, de acordo com a faixa etária. Método: Estudo longitudinal avaliando
fumantes em grupos de intervenção para a cessação do tabaco no CHM-JF (MG), período de
05/2012 a 12/2013. Como Grupo 1 (G1), definimos aqueles com 60 anos ou mais (idosos);
como Grupo 2 (G2), aqueles entre 18 e 59 anos (não idosos). Resultados: Dos 94 participantes,
36,2% eram idosos. A idade foi de 65,18±4,54 anos (G1)/ 50,03±7,97 anos (G2) / p=0,001.​​
Estatisticamente significativo no G1: casados ​​ou em união estável (p=0,001) e hipertensos
(p=0,001); no G2: ser mulher (p = 0,012), ter um baixo nível de escolaridade (p=0,001), ser
casado ou manter relações estáveis (p=0,001), ser hipertenso (p=0,001) e ter doença renal
crônica (DRC), p=0,001. Os sintomas depressivos foram de 44,1% (G1)/ 46,6% (G2)/ sem
significância; assim como o teste de Fargestrom (dependência nicotínica) foi de 6,02 ± 2,28
pontos (G1)/ 6,38±2,23 pontos (G2). Estatística de Mann-Whitney (grupos independentes)
sem diferenças significativas para dados ​​sociodemográficos, já a DRC foi significativa entre
os grupos(p=0,015). Quanto ao perfil de fumar, a significância estatística ocorreu em relação
ao tempo do vício (p=0,001). Por outro lado, o consumo diário de cigarros, a dependência
nicotínica e sintomas depressivos, não foram significativos entre os grupos (p=0,161; 0,225;
0,767, respectivamente). Conclusão: Nesta amostra, independentemente da idade, fumantes
eram predominantemente do sexo feminino, com baixo nível de escolaridade, casados ou em
união estável, sedentários e hipertensos. Idosos tiveram maior prevalência de DRC e diabetes
tipo 2, embora estas taxas não foram estatisticamente significativas. A presença de sintomas
depressivos foi alta, independente da idade. A dependência da nicotina elevada entre os dois
grupos, embora não significante estatisticamente foi relevante por apontar o alto risco conferido
aos fumantes, independente da idade. O incentivo à cessação do tabagismo deverá ser de
forma sistemática, incluindo os idosos.
37759
37764
FALÊNCIA CARDÍACA SECUNDÁRIA À SÍNDROME DE REALIMENTAÇÃO APÓS EPISÓDIO
DE HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA
EXPERIÊNCIA EM AMBULATÓRIO DE CARDIOGERIATRIA DO USO DA RIVAROXABANA
EM OCTOGENÁRIOS COM FAC NÃO VALVAR
ALEXANDRE BIFANO SOARES, CAROLINE ALCURE PINTO E CELIO GENELHU SOARES
LÍVIA PERES HUCK, MARCELA CIBIEN BARATELLA, ANA CAROLINA PICCIONI, ANGELA
TERESA BACELAR ALBUQUERQUE BAMPI, ROQUE MARCOS SAVIOLI, HUMBERTO
PIERRI E NEUZA LOPES
HOSPITAL CÉSAR LEITE, MANHUAÇU, MG, BRASIL.
INTITUTO DO CORAÇÃO INCOR - HCFMUSP, SÃO PAULO, SP, BRASIL.
Introdução: Definida como uma manifestação clínica complexa e pouco conhecida na prática
médica, a Síndrome da Realimentação ocorre em consequência da terapia nutricional
inadequada em desnutridos. Caracteriza-se por falência multiorgânica e, geralmente, óbito por
arritmias e/ou falência cardíaca, poucos dias após a realimentação. Secundária a anormalidades
metabólicas cujo processo fisiopatológico inclui distúrbios glicêmicos e hidroeletrolíticos a citar,
principalmente, a hipofosfatemia. Primeiros relatos citados em prisioneiros orientais da segunda
guerra mundial, alimentados após períodos prolongados de jejum.
Introdução: A Fibrilação Atrial (FA) é a arritmia mais frequente da população geriátrica, com
graves consequências na qualidade de vida destes pacientes. Terapias anticoagulantes vêm
sendo utilizadas como profilaxia de eventos tromboembólicos relacionados à FA, porém
ainda é grande o número de pacientes com complicações hemorrágicas e com baixa adesão
ao tratamento. Assim a busca de novos anticoagulantes se torna fundamental e surge como
alternativa para os pacientes acometidos pela fibrilação atrial. Relato de Caso: D.D.O., feminino, 82 anos, branca, Fibrilação atrial crônica, cardiopatia
isquêmica, AVCi prévio e restrita ao leito há 5 anos. Admitida no CTI após hematêmese
volumosa, em uso de Marevam sem controle do RNI (12). Ao exame: desidratada, hipocorada,
muito emagrecida, taquidispneica, Glasgow 11. RCI em 2T, sem sopros, PA 80x60mmHg,
pulsos finos. Após tratamento da hemorragia e 04 dias em jejum, foi reiniciado aporte
nutricional enteral. Paciente encontrava-se estável hemodinamicamente, porém com distúrbios
eletrolíticos incluindo: hipofosfatemia, hipocalemia, hiponatremia e hipomagnesemia sem
correção adequada antes da realimentação. Óbito devido a falência cardíaca após 08 dias
de iniciado a dieta.
Conclusão: Apesar de literatura escassa e ausência de diretrizes, a Síndrome de realimentação
a qual é uma manifestação freqüente em subnutridos e com potencial letal, pode ser evitada
quando abordada de forma correta.
Bibliografia:
Waitzberg, D. L. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. 3ed. São Paulo: Atheneu,
2002. v.1: 385-397.
Silva, J.W.M. Síndrome de Realimentação. International Journal of Nutrology, v.6, n.1, p.
28-35, Jan/Abr 2013.
Objetivos: Relatar a experiência no “mundo real” do uso de Rivaroxabana em pacientes com
idade acima de 80 anos e Fibrilação Atrial Crônica (FAC) não valvar, acompanhados em um
serviço terciário de Cardiogeriatria na cidade de São Paulo. Avaliar a qualidade de vida destes
pacientes, a tolerabilidade e adesão referentes a medicação, além da ocorrência de eventos
adversos maiores (eventos tromboembólicos e sangramentos) e menores.
Casuística e Métodos: Foram selecionados, até o momento, 48 pacientes acima de oitenta
anos de idade, diagnosticados com FAC não valvar em acompanhamento no ambulatório de
Cardiogeriatria do estado de São Paulo. Consideramos como critérios de exclusão: pacientes
com “clearance” de creatinina abaixo de 30 mL/min; pacientes com sangramento ativo
clinicamente significativo; pacientes com doença hepática associada à coagulopatia e risco de
sangramento clinicamente relevante; pacientes recebendo tratamento sistêmico concomitante
com antimicóticos azólicos ou inibidores das proteases do HIV e pacientes com neoplasia ativa.
Resultados: De 300 pacientes recrutados no período de agosto de 2013 a agosto de 2014
com FAC, 48 foram selecionados. Com idade média de 84 +/- 1,8 anos, sendo 73% do sexo
feminino. Destes, 87,5% estão em uso da Rivaroxabana sem efeitos adversos e com uma boa
aceitação. Apenas 6,25% apresentaram eventos maiores (dois óbitos não relacionados ao uso
de anticoagulação e um sangramento menor) e 6,25% de efeitos adversos não relacionados
em bula. Até o momento não houve caso de Acidente Vascular Encefálico.
Conclusão: O uso da Rivaroxabana em octogenários com FAC não valvar tem se mostrado
seguro e é uma boa opção terapêutica.
Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18
5
APRESENTAÇÃO PÔSTER
Resumos Temas Livres
37765
37772
AUSÊNCIA DE ASSOCIAÇÃO ENTRE SÍNDROME METABÓLICA, MARCADORES DE
ESTRESSE OXIDATIVO E CAPACIDADE ANTIOXIDANTE INFLAMATÓRIOS EM IDOSOS
DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA DE PORTO ALEGRE
BLOQUEADOR DE CANAIS DE CÁLCIO E PARKINSONISMO - RELATO DE CASO
CAMILA BITTENCOURT JACONDINO, LAURA SCHLATTER ROSEMBERG, VERA ELISABETH
CLOSS, CARLA SCHWANKE, IRÊNIO GOMES E MARIA GABRIELA VALLE GOTTLIEB
GIOVANA AMARAL CORDEIRO, E FLAVIA LANNA DE MORAES
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL-PUCRS, PORTO
ALEGRE, RS, BRASIL.
HOSPITAL DAS CLÍNICAS - UFMG, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL.
INTRODUÇÃO: A síndrome metabólica (SM), possui uma prevalência elevada na população
idosa, e uma etiologia multifatorial. Estudos têm sugerido que o estresse oxidativo e a atividade
antioxidante desempenham um papel subjacente no desenvolvimento da SM.
INTRODUÇÃO: A Iatrogenia é a síndrome geriátrica com maior potencial de reversibilidade ou
de cura. O desconhecimento das alterações fisiológicas do envelhecimento, da apresentação
atípica das doenças, dificultando o diagnóstico, faz com que intervenções dos profissionais
de saúde levem a iatrogenias, gerando danos importantes, principalmente na funcionalidade
do idoso.
OBJETIVOS: Verificar a associação entre marcadores de estresse oxidativo e capacidade de
redução férrica em uma amostra de idosos com e sem síndrome metabólica.
MÉTODOS: Estudo transversal realizado com 384 idosos atendidos pela Estratégia Saúde da
Família de Porto Alegre. A SM foi diagnosticada pelo critério do Third Report of the National
Cholesterol Education Program (NCEP-ATP III).
Os marcadores de estresse oxidativo investigados foram: Produto avançado da oxidação
proteica (AOPP), Metabólitos do ácido Nítrico (NOX), e a capacidade de redução férrica: Ferric
Reducing ability of plasma (FRAP).
RESULTADOS: A média de idade da amostra foi 68,0±6,7 anos (61-90 anos), sendo 62%
composto por mulheres. A frequência de SM foi significativamente maior no gênero feminino
(68,1% p=0,03).
As médias dos marcadores, NOX, AOPP e FRAP nos idosos sem SM foi NOX (150,70±198,48),
AOPP (123,40±172,95), FRAP (911,58±852), e no grupo com SM foi: NOX (140,48±167,61),
AOPP (105,34±62,19) e FRAP (1118,33±1100,47), respectivamente.
Entretanto, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os marcadores
oxidativos e antioxidante (p>0,05) em ambos os grupos.
CONCLUSÃO: Não foi encontrada associação entre os marcadores investigados com a
síndrome metabólica nessa amostra de idosos.
DESCRIÇÃO DO CASO: MLP, feminino, 78 anos, residente em Belo Horizonte/MG. Avaliada
em domicílio em fevereiro de 2014, com a seguinte demanda: diagnóstico recente de Parkinson,
evoluindo com prostração e discinesia ao uso de Levodopa (suspenso na ocasião). Segundo
familiares, a paciente sempre apresentou tremor pior à direita, que não limitava atividades
laborais.
Cinco meses antes da visita, começou a deambular com ajuda e apresentar bradicinesia. No
dia da avaliação, a paciente estava acamada e com dificuldade para falar e deglutir. Ao serem
verificadas as medicações em uso, foi notado o uso de verapamil há seis anos. Esta droga
teve a dose aumentada pouco antes da piora importante dos sintomas.
Os bloqueadores de canal de cálcio têm potencial efeito causador de parkinsonismo
medicamentoso. Por este motivo, foi suspenso o verapamil. Após 15 dias, a idosa recuperou
parcialmente a mobilidade, conseguindo mudar de decúbito no leito, além de apresentar
melhora da fala/voz e da deglutição.
Foi reiniciada a Levodopa/Benzerazida. Com tais mudanças, idosa apresentou melhora
significativa de todos os sintomas, com recuperação da mobilidade e funcionalidade, progredindo
de 10 para seis na escala analógica de fragilidade em três meses.
CONCLUSÃO: O mecanismo de desenvolvimento de parkinsonismo em usuários de
bloqueadores de canais de cálcio antivertiginosos já está bem estabelecido. Devemos atentar
para tais efeitos adversos em todos representantes da classe, reconhecendo a possível ação
destas medicações em pacientes com síndrome parkinsoniana, com todas as consequências
deletérias sobre a funcionalidade do idoso.
37777
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CORRELAÇÃO ENTRE FATORES DE RISCO CARDIOMETABÓLICOS, MEDO DE CAIR E
FORÇA MUSCULAR EM IDOSOS
CARDIOMIOPATIA DIABÉTICA
GRAZIELA MORGANA TAVARES SILVA, PÂMELA PISSOLATO SCHOPF, VANUSA
MANFREDINI E MARIA GABRIELA VALLE GOTTLIEB
B A R B A R A S A L D A N H A D E H E R C U L A N O , F L Á V I A S A N TO S G U I M A R Ã E S
MACHADO, MARIANE BRANT ALVES REGO, MARIANA FERNANDES MITRE
AMORIM E MARINA COSTA SOUSA RESENDE
PPG GERONTOLOGIA BIOMÉDICA IGG/PUCRS, PORTO ALEGRE, RS, BRASIL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA (UNIPAMPA), URUGUAIANA, RS, BRASIL.
FACULDADE CIÊNCIAS MÉDICAS DE MINAS GERAIS, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL.
Introdução: os fatores de risco cardiometabólicos são definidos como um conjunto de fatores
de risco cardiovasculares modificáveis, onde a obesidade abdominal, a resistência à insulina,
hiperglicemia, dislipidemia e a hipertensão fazem parte imprescindível nesse conglomerado.
INTRODUÇÃO: Nas últimas décadas, a prevalência do diabetes melito (DM) tem aumentado.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de 180 milhões de pessoas têm DM e
este número será maior que o dobro em 2030. Na população idosa, a DM relaciona-se com
a ocorrência de complicações cardiovasculares, como a miocardiopatia diabética (MCD).
Alguns estudos têm sugerido que os fatores de risco cardiometabólicos estão associados à
função física, principalmente no que diz respeito à força muscular e quedas.
Métodos: estudo transversal realizado com 101 idosos (59 mulheres e 42 homens) com idade
média de 67,54±5,97 anos de idade, atendidos nas Unidades Básicas de Saúde do Município
de Uruguaiana,RS.
As variáveis bioquímicas e antropométricas investigadas foram: glicose, colesterol total,
triglicerídeos, HDL, pressão arterial, circunferência abdominal, índice de massa corporal,
relação cintura/quadril.
Já as relacionadas à função física foram: medo de cair (escala de autoeficácia de quedas-FES
I), força muscular (membros inferiores, através do senta e levanta e de preensão palmar obtido
pela dinamometria), mobilidade (TUG test) e velocidade de marcha (Gait speed).
Resultados: foram encontradas correlações significativas entre glicose e força de membros
inferiores (r= 0,266, p= 0,007), colesterol total, triglicerídeos, HDL com FES I (r= 0,201, p<
0,044; r=0,214, p=0,032; r=-0,256, p=0,010, respectivamente) e relação cintura/quadril com
força de preensão palmar (r=0,243, p=0,016).
Conclusão: os resultados sugerem que existe correlação entre fatores de risco
cardiometabólicos com medo de quedas e força muscular, sendo que a HDL apresenta uma
correlação negativa com a FES I.
OBJETIVO: Realizar revisão literária, com base em artigos das principais de dados, sobre
a MCD na população idosa.DISCUSSÃO: A MCD é resultado de complexas relações entre
anormalidade metabólicas que acompanham o DM e suas conseqüências celulares, levando
à alterações da estrutura e da função cardíaca. Os dois principais distúrbios metabólicos são o
aumento de ácidos graxos livres (AGL) e a hiperinsulinemia (HI). Em condições fisiológicas, a
glicose é o principal carboidrato utilizado pelo coração. Porém, os AGL são substratos preferidos
pelas células cardíacas e correspondem a cerca de 70% do ATP gerado aerobicamente pelo
coração. A alteração predominante no DM é a supressão da utilização de glicose e a utilização
excessiva de AGL associada ao estoque intracelular de lípides.
O aumento dos AGL encurta o potencial de ação e altera o transito intracelular de cálcio. No
miócito, enzimas catalisam a glicólise, e o ATP gerado pela glicólise é utilizado por enzimas
transportadoras de íons. Assim, a inibição da glicólise cardíaca decorrente do aumento da
oxidação de AGL no DM pode alterar o funcionamento enzimático. O acúmulo dos AGL no
interior dos miócitos pode induzir lipotoxicidade e contribuir diretamente para morte celular
por apoptose. Em conseqüência da morte celular, iniciam-se disfunções de contratilidade e
relaxamento do coração. A HI sistêmica pode acentuar a ação da insulina nos tecidos como
o miocárdio, que não manifestam resistência celular à insulina e a HI estimula a hipertrofia
cardíaca. Assim, a hipertrofia cardíaca pode iniciar-se muito precocemente no DM tipo 2, uma
vez que a HI crônica precede a hiperglicemia.
CONCLUSÃO: O diagnóstico definitivo de CD é difícil de ser estabelecido, porque os achados
clínicos e de exames complementares são inespecíficos. Além disso, o quadro clínico e
laboratorial que levam a suspeita de CD pode ser decorrente de co-morbidades, como
hipertensão arterial sistêmica, doença aterosclerótica e obesidade. Portanto, na avaliação
dos pacientes com suspeita clínica, outras possíveis causas de comprometimento miocárdio
devem ser investigadas.
6
Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18
APRESENTAÇÃO PÔSTER
Resumos Temas Livres
37783
37788
DESCRIÇÃO DA FREQUÊNCIA E DE AUSÊNCIA DE ASSOCIAÇÃO DE HIPERTENSÃO,
DIABETE MELLITUS E DE INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO ENTRE IDOSOS QUE
PRATICAM OU NÃO MUSCULAÇÃO
ALTERAÇÃO DO PESO E PERFIL LIPÍDICO DE IDOSOS PORTADORES DE OBESIDADE
GRAVE, QUANDO SUBMETIDOS À DIETA DE MUITO BAIXO VALOR CALÓRICO.
PÂMELA PISSOLATO SCHOPF, DIEGO BRUM ALLENDORF, , BIANCA CARNEIRO
GONÇALVES, CARLOS EUGÊNIO MARTINS TORRES, VERA ELISABETH CLOSS E MARIA
GABRIELA VALLE GOTTLIEB
LEAL, V M M, SANTOS, L F, SILVA, T T R A E BRAGA, S Q
PPG GERONTOLOGIA BIOMÉDICA IGG/PUCRS, PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - PUCRS,
PORTO ALEGRE, RS, BRASIL.
CLINICA DA OBESIDADE, CAMAÇARI, BA, BRASIL.
Introdução: No Brasil observa-se um aumento na expectativa de vida e um crescimento
acelerado e contínuo da população idosa. O fato de avançarmos na idade se torna um
importante condicionante para a manifestação de doenças crônicas, onde merecem destaque
as doenças cardiovasculares. Estas compartilham vários fatores de risco, os quais tendem a
se manifestar simultaneamente, entre eles: hipertensão arterial sistêmica (HAS), dislipidemias,
hiperglicemia, obesidade. Desta forma, a prática de exercício físico, como a musculação, pode
ser um importante aliado tanto na prevenção quanto no tratamento desses fatores de risco e
seus desfechos negativos, tal como o infarto agudo do miocárdio (IAM). Objetivo: descrever
a frequência e possível associação entre HAS, diabete mellitus (DM) e IAM entre idosos que
praticam musculação e os que não praticam esta modalidade. Métodos: Estudo transversal
de uma amostra não probabilística, realizado com 111 idosos divididos em dois grupos: Grupo
musculação: N= 43 idosos que praticam musculação pelo menos 3 vezes na semana com
duração de 90 minutos e que são atendidos na Academia de Musculação e Ginástica do Parque
Esportivo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e Grupo sem musculação:
N= 68 idosos atendidos no Ambulatório do Serviço de Geriatria do Hospital São Lucas da PUCRS
que foram considerados ativos através da aplicação do Questionário Internacional de Atividade
Física (IPAQ). As variáveis investigadas foram HAS, DM, IAM. Resultados: 53,5% dos idosos que
praticam musculação são hipertensos contra 60,3% do grupo que não pratica (p=0,55). 20,9%
do grupo musculação relataram ter DM e 11,8% de idosos do grupo sem musculação referiram
ser portadores de DM (p= 0,27), bem como três idosos (7%) do grupo musculação relataram
já ter sofrido infarto contra nenhum do grupo de idosos que não realizam musculação (0,0%),
(p=0,64). Conclusão: Os resultados mostram que idosos com DM e IAM são mais frequentes
no grupo que pratica musculação. Entretanto, os resultados obtidos sugerem ausência de
associação entre HAS, DM, IAM e musculação nessa amostra não probabilística. Outros
estudos comparando treinamento resistido com treinamento cardiovascular são necessários,
para compreendermos melhor o papel destes exercícios.
Introdução: O envelhecimento está associado à ocorrência das doenças crônicas não
transmissíveis, como as cardiovasculares. A presença de obesidade e comorbidades, a exemplo
da dislipidemia, aumentam significativamente a chance de complicações cardíacas. Métodos:
Trata-se de um ensaio clínico, onde 20 idosos portadores de obesidade grave (IMC > 40 kg/
m²) foram internados na Clinica da Obesidade em Camaçari, Bahia e submetidos a tratamento
dietoterápico com dieta de 800 Kcal, por período de 90 dias. A dosagem de colesterol total,
LDLc, HDLc e TG foi realizada na admissão, 30, 60 e 90 dias após o internamento. Resultados:
Os idosos tinham idade média de 65,45 (DP ± 2,54) anos. Na admissão 55% apresentavam
hipercolesterolemia e o mesmo percentual hipertrigliceridemia. Nos primeiro mês de observação
houve perda de 7,69 (DP ± 3,63)Kg, apenas 10% mantiveram a hipercolesterolemia e 25%
alteração de triglicérides. Após 60 dias a perda de peso média aumentou para 11,57 (DP ±
3,4)Kg, 5% mantiveram hipercolesterolemia e 20% hipertrigliceridemia. Ao final do estudo a
perda foi de 14,72 (DP ± 5,42)Kg. Não havia mais indivíduos com colesterol elevado e apenas
1 idoso (5%) mantinha a hipertrigliceridemia. A alteração de peso e do perfil lipídico durante o
tratamento dietoterápico está evidente na tabela 01.
Apoio: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior-CAPES. Programa
Nacional de Pós Doutorado CAPES
Peso
Colesterol total
LDLc
HDLc
Triglicerides
Admissão
30 dias
107,1(95-124) 99,6(93-114)
202(166-226) 143(121-173)
128(79-151)
74(57-93)
44(40-53)
40(37-49)
170(121-199) 118(92-159)
60 dias
93,4(89 – 112)
135(95-153)
82(61-96)
40(36-47)
135(95-153)
90 dias
88,3(77 – 111)
148 (123-160)
90(61-97)
46(36-51)
88(71-103)
Conclusão: Apesar de toda cautela para promover perda de peso em idosos, o tratamento
dietoterápico, utilizando dieta de muito baixo valor calórico, foi eficaz pra redução do peso e
redução da dislipidemia, podendo ser uma importante estratégia para prevenção de doenças
cardiovasculares em idosos obesos.
37805
37812
ESTUDO DE IDOSOS ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO DE CARDIOGERIATRIA DA SANTA
CASA DE SÃO PAULO
SÍNDROME CORONARIANA AGUDA EM IDOSOS: COMPARAÇÃO ENTRE A ESTRATÉGIA
CONSERVADORA E A INVASIVA
JOAO HENRIQUE RISSATO, RONALDO FERNANDES ROSA, ROBERTO ALEXANDRE
FRANKEN, LINO ROCHA DE ANDRADE E LIANA MARIA BRANDAO GALLETTI MIZIARA
LUCAS RAMPAZZO DINIZ, JESSICA MYRIAN DE AMORIM GARCIA, RAFAELLA ITALIANO
PEIXOTO, LÍVIA DE KÁSSIA LEAL INTERAMINENSE, VICTOR DO AMARAL DIAS, KEILA
LIMA DE OLIVEIRA DINIZ, VERONICA SOARES MONTEIRO, SERGIO TAVARES
MONTENEGRO, PAULO SERGIO RODRIGUES DE OLIVEIRA E CAMILA SARTESCHI
SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO, SÃO PAULO, SP, BRASIL.
Introdução: o envelhecimento aumenta a prevalência de doenças em que a idade é fator de
risco, a exemplo das cardiovasculares, sendo necessário conhecimento das morbidades.
Objetivo: avaliar aspectos epidemiológicos, clínicos e terapêuticos de idosos com doenças
cardiovasculares do ambulatório de Cardiogeriatria da Santa Casa de SP. Métodos: estudo
transversal, revisados 60 prontuários entre 25/09 a 11/11 de 2013, com 65 anos ou mais. Eleitos
aqueles com ao menos 1 doença cardiológica, seguimento regular e presente à consulta no dia
da investigação. Divididos em idosos (até 79 anos) e muito idosos (80 anos ou mais) e por sexo.
Os diagnósticos agrupados por sistemas e os fármacos por classes terapêuticas. Resultados:
pacientes de até 96 anos, classificados 48% como idosos e 52% como muito idosos. Mulheres
representavam 57%, predominando nos 2 subgrupos (54% nos idosos e 58% nos muito
idosos). Todos tinham doença cardiovascular, sendo avaliado as demais. Endocrinológicas
(53%), pneumológicas (30%), reumatológicas (25%), gastroenterológicas (18%), urológicas
e oftalmológicas (13%) e neurológicas (12%). Das cardiológicas, a hipertensão arterial (HAS)
foi a mais prevalente (90%), seguida da dislipidemia (42%), insuficiência coronariana crônica
(33%), insuficiência cardíaca (27%), fibrilação atrial (15%) e valvopatias (5%). Fármacos mais
usados foram os antiplaquetários e anticoagulantes (83%), seguidos de anti-hipertensivos
(82%), hipolipemiantes (67%), diuréticos (63%), betabloqueadores (52%), hipoglicemiantes
(38%) e bloqueador de canal de cálcio (30%). Cerca de 73,3% usavam 5 ou mais drogas.
Discussão: houve maior prevalência de muito idosos, diferente de dados brasileiros, predomínio
de mulheres. Identificado HAS em 90%, enquanto em 1997 eram 67%¹. Com 13,3% de extabagistas, houve apenas 1 diagnóstico de tabagismo, sendo 6% em 1997, refletindo medidas
anti-tabagismo. Anterior média de idade de 74 anos e hoje 79,67. Antes, diuréticos eram mais
prescritos, hoje o AAS. Betabloqueadores representam 52%, e em 1997 apenas 11%, aumento
devido advento de novas drogas para insuficiência cardíaca. Identificado 15% de fibrilação atrial,
enquanto que no estudo EMI¹ a prevalência foi de 5% e no Rotterdam² de 5,5%, presumindo
o aumento da doença e por se tratar de hospital referência.
Referências bibliográficas: 1.Multicenter Study of Elderly Patients in Outpatients Clinics of
Cardiology and Geriatric Brazilian Institutions. 2.The Rotterdam study.
REAL HOSPITAL PORTUGUÊS DE BENEFICÊNCIA DE PERNAMBUCO, RECIFE, PE,
BRASIL - REALCOR-PROCÁRDIO, RECIFE, PE, BRASIL.
Introdução: Apesar de bem definida, a indicação de tratamento invasivo (angioplastia ou
cirurgia) na síndrome coronariana aguda (SCA) parece ser subutilizada em pacientes idosos.
Tal prática pode ser devido à ideia de que sua adoção poderia trazer mais riscos do que
benefícios para esta população.
Objetivo: Comparar estratégias de tratamento (invasiva X conservadora) para SCA em pacientes
idosos em uma unidade coronariana e a sua relação com mortalidade e outros desfechos.
Métodos: Estudo de coorte histórica a partir de coleta de dados em prontuário de indivíduos
acima de 60 anos com quadro de SCA admitidos em uma unidade coronariana da cidade
do Recife. Todos foram submetidos à estratificação invasiva com cateterismo cardíaco e
posteriormente divididos em dois grupos: tratamento clínico e invasivo.
Resultados: A amostra foi composta por 136 pacientes com média de idade de 72,9 anos
(variando de 60 a 99 anos, 24,3% acima de 80 anos). Destes, 59,6% eram do gênero masculino,
74% tinham HAS e 36% DM. A maior parte apresentou dor torácica (86%), apenas 27%
apresentavam supra de ST e 84% não tinham sinais de congestão, na admissão na unidade. Do
total, 41,2% foram tratados clinicamente e 58,8% por técnica invasiva. O tratamento invasivo foi
mais utilizado em pacientes com alteração de marcadores de necrose miocárdica (troponina, p <
0,001; CK-massa, p < 0,001). Já o clínico teve maior correlação em pacientes com antecedente
de doença renal crônica (p = 0,028) e naqueles com bloqueio de ramo esquerdo (p = 0,035).
Não houve significância em outros achados eletrocardiográficos. Pacientes com tratamento
invasivo passaram mais tempo de internados (p = 0,032) e apresentaram maior incidência de
readmissão em unidade coronariana (p = 0,002). Não houve diferença quanto ao número de
óbitos intra-hospitalar entre os grupos.
Conclusão: A presente amostra detectou não haver diferença quanto à mortalidade em
relação aos grupos. No entanto, pacientes tratados de forma invasiva tiveram internamentos
mais prolongados e mais readmissões em UTI. Novos estudos são necessários para melhor
avaliação da estratégia a ser adotada nesta faixa etária.
Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18
7
APRESENTAÇÃO PÔSTER
Resumos Temas Livres
37813
37814
A PRESCRIÇÃO DE ADMISSÃO EM UNIDADE CORONARIANA EM PACIENTES IDOSOS
COM SÍNDROME CORONARIANA AGUDA: HÁ DIFERENÇA ENTRE AS FAIXAS ETÁRIAS?
EVOLUÇÃO CLÍNICA DE PACIENTES IDOSOS INTERNADOS EM UTI CARDIOLÓGICA
COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO COM E SEM DOR TORÁCICA
LUCAS RAMPAZZO DINIZ, JESSICA MYRIAN DE AMORIM GARCIA, RAFAELLA ITALIANO
PEIXOTO, VICTOR DO AMARAL DIAS, LÍVIA DE KÁSSIA LEAL INTERAMINENSE, VERONICA
SOARES MONTEIRO, CAMILA SARTESCHI, PAULO SERGIO RODRIGUES DE
OLIVEIRA, SERGIO TAVARES MONTENEGRO E KEILA LIMA DE OLIVEIRA DINIZ
JESSICA MYRIAN DE AMORIM GARCIA, RAFAELLA ITALIANO PEIXOTO, LUCAS RAMPAZZO
DINIZ, KEILA LIMA DE OLIVEIRA DINIZ, VICTOR DO AMARAL DIAS, LÍVIA DE KÁSSIA LEAL
INTERAMINENSE, VERONICA SOARES MONTEIRO, CAMILA SARTESCHI, SERGIO
TAVARES MONTENEGRO E PAULO SERGIO RODRIGUES DE OLIVEIRA
REAL HOSPITAL PORTUGUÊS DE BENEFICÊNCIA DE PERNAMBUCO, RECIFE, PE,
BRASIL - REALCOR-PROCARDIO, RECIFE, PE, BRASIL.
REAL HOSPITAL PORTUGUÊS DE BENEFICÊNCIA DE PERNAMBUCO, RECIFE, PE,
BRASIL - REALCOR-PROCARDIO, RECIFE, PE, BRASIL.
Introdução: Diretrizes atuais de tratamento de pacientes com síndrome coronariana aguda
(SCA) indicam diversas drogas no intuito de evitar a progressão da lesão coronariana e manter
viabilidade de tecido miocárdico. No entanto, alguns estudos mostram diferenças em relação
à adoção deste tratamento em pacientes idosos.
INTRODUÇÃO: O infarto agudo do miocárdio (IAM) requer a pronta intervenção médica em
pacientes de qualquer idade, principalmente em idosos, grupo com maior risco de morbidade e
mortalidade. Descreve-se que pessoas dessa faixa etária estão menos propensas a apresentar
sintomas de dor torácica típica. Na vigência de IAM, podem manifestar sintomas inespecíficos
como tontura, sudorese, náusea, dispneia e confusão mental. A multimorbidade contribui para
que os sintomas inespecíficos não sejam valorizados como causa base a isquemia cardíaca.
A interpretação inadequada desses sintomas pelo paciente, familiares e médicos pode levar
ao atraso do tratamento adequado e, consequentemente, a piores desfechos. OBJETIVO:
Comparar a clínica, evolução e desfecho entre pacientes com IAM com e sem dor torácica.
MÉTODOS: Estudo realizado através da análise de dados colhidos a partir de prontuário
eletrônico. A amostra (n=107), composta por pacientes idosos (>60 anos) internados em UTI
cardiológica com troponina positiva, no período de Janeiro a Outubro de 2013. Aplicou-se o teste
Qui-Quadrado de Pearson, ou Exato de Fisher, quando necessário. O nível de significância
assumido foi de 5%. RESULTADOS: A maioria dos pacientes era do gênero masculino (57%)
e 30,8% tinha idade superior a 80 anos. A apresentação do IAM com dor torácica na admissão
foi descrita em 85 pacientes (79,4%), enquanto que em 22 pacientes não houve registro de dor
à admissão. Houve associação estatisticamente significante entre sedentarismo e antecedente
de insuficiência cardíaca com a ausência de dor no IAM. Na admissão, foram mais frequentes
no grupo IAM sem dor: queixa de dispneia, ausculta de creptos e sintomas de IC, tendência a
ter síncope, apresentar-se com KILLIP 2 e 3. No grupo IAM sem dor, houve associação positiva
com: fração de ejeção menor que 45%, ocorrência de parada cardiorrespiratória, antibiotioterapia
durante o internamento, uso de noradrenalina e óbito hospitalar.
Objetivo: Comparar a prescrição médica de indivíduos acima de 60 anos com SCA em
unidade coronariana.
Métodos: Estudo transversal a realizado com coleta de dados em prontuário de indivíduos
acima de 60 anos de idade com quadro de SCA admitidos em uma unidade coronariana em
hospital da cidade do Recife. A amostra foi estratificada em três grupos: 60 a 69 anos, 70 a
79 anos e acima de 80 anos. Para estudar a associação das variáveis qualitativas com a faixa
etária foi aplicado o teste Qui-Quadrado de Pearson, ou Exato de Fisher, quando necessário. O nível de significância assumido foi de 5%. Os cálculos estatísticos foram realizados no
software SPSS v.18.0. Resultados: A amostra analisada foi composta por 185 pacientes com
idade média de 73,4 anos variando de 60 a 99 anos, sendo 76 (41,1%) entre 60 a 69 anos,
60 (32,4%) entre 70 a 79 anos e 49 (26,5%) com idade maior ou igual a 80 anos. Do total,
55,7% eram do gênero masculino, 78,7% tinham hipertensão e 39,5% diabetes. A prescrição
dos indivíduos selecionados foi a seguinte: heparina em dose terapêutica em 71,4%, AAS em
90,8%, Clopidogrel em 20,5%, ticagrelor em 58,4%, inibidores de GPIIb/IIIa em 3,8%, estatina
em 90,8%, iECA/BRA em 71,4%, beta-bloqueador em 73,5% e nitrato por via oral em 14,6%.
Não houve diferença estatística entre as faixas etárias para nenhuma das drogas analisadas,
apenas tendência a menor uso de iGPIIb/IIIa em pacientes acima de 70 anos (p = 0,056). Não
houve diferença estatística em relação a mortalidade entre os grupos (p = 0,066).
8
Conclusão:Apesar de, na prática clínica, haver a tendência a poupar idosos de terapia indicadas
na SCA o presente estudo mostra não ter ocorrido diferença quanto às drogas prescritas
tampouco quanto a mortalidade intra-hospitalar nos grupos estudados.
CONCLUSÃO: Em idosos, a ausência de dor típica em síndromes coronarianas agudas está
associada a maior número de intercorrências durante o internamento e maior mortalidade.
Postula-se que o atraso no diagnóstico causado pela apresentação atípica dos sintomas possa
ser a causa para o pior desfecho. É necessário o aumento do índice de suspeição clínica para
que a terapia seja otimizada nesses pacientes.
37830
37831
CONTROVÉRSIAS NO TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA EM
CENTENÁRIOS. RELATO DE CASO PACIENTE DE 102 ANOS, EM TRATAMENTO DE
HAS HÁ 08 ANOS.
PREVALÊNCIA DE HIPERTENSÃO ARTERIAL RESISTENTE EM AMBULATÓRIO DE
CARDIOGERIATRIA
QUEIROZ, M T, JOSE ANTONIO GORDILLO DE SOUZA, LILIAN MARIANE CORREIA BRESQUE, ROBERTO
DISCHINGER MIRANDA, JULLYANA CHRYSTINA FERREIRA TOLEDO E EDUARDO
BRANDAO ELKHOURY
IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO, SÃO PAULO, SP, BRASIL HOSPITAL GERIÁTRICO E DE CONVALESCENTES DOM PEDRO II, SÃO PAULO, SP, BRASIL.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO -UNIFESP - EPM, SÃO PAULO, SP, BRASIL.
Com o crescimento da população de idosos, ente eles os centenários, e a alta prevalência
de doença arterial, especialmente a hipertensão arterial sistêmica (HAS), tornou-se relevante
discutir o papel dos anti-hipertensivos nessa faixa etária. Embora seja esperado um aumento
dos níveis pressóricos proporcional com a idade, níveis de pressão sistólica acima de 140
mmHg e /ou de pressão diastólica superior a 90 mmHg não devem ou podem ser consideradas
fisiológicas aos idosos. O caso relatado e de C. A., do sexo masculino, 102 anos (D.N.:
10/07/1912), branco, natural e procedente de São Paulo/SP, com antecedentes pessoais de
Oligofrênia, HAS e hipertrigliceridemia. Institucionalizado no HGCDP II desde 13 de janeiro
de 1937. Prática jardinagem e atividades de fisioterapia como exercícios físicos. Realiza
trabalho na oficina de memória e relacionamentos. Evoluindo com níveis pressóricos entre
PAS: 150 - 140 mmHg e PAD: 100 - 90 mmHg, com episódios de crise hipertensiva, PA: 180
x 100 no dia 02/08/2006, relatado no prontuário. Assim, aos 94 anos de idade, foi introduzido
hidroclorotiazida 25 mg pela manhã (diurético tiazídico). Na época com clearense de creatinina
de 22 mL/min (creatinina sérica: 1,5 e Peso estimado: 51 Kg). Evoluindo com normalização dos
níveis pressóricos (PAS: 130 - 100 mmHg e PAD: 80 - 70 mmHg) permaneceu com mesma
dose e medicação. Realizado manobra de Osler, preconizada por Messerlii, para descarte de
possível pseudo-hipertensão, negativa. Atualmente, em uso regular da medicação, crearanse de
creatinina de 19 mL/min (creatinina sérica: 1,43 e Peso estimado: 52 Kg) e níveis normotensos.
Não existe estudos especifico com o tratamento de pacientes nonagenários e/ou centenários,
investigação, critérios diagnósticos e tratamento, se baseia em todos os idosos com idade
igual ou superior a 60 anos. O tratamento não medicamentoso e mudança no estilo de vida,
continua primordial no êxito e devem ser explicados detalhadamente, sendo que a participação
da equipe multidisciplinar aumenta o sucesso do tratamento. As evidencias dos benefícios do
tratamento da HAS no idoso, incluindo aqueles com mais de 80 anos, são inequívocas. Controle
adequado da HAS no paciente idoso resulta em maior redução absoluta na mortalidade total,
mortalidade cardiovascular, acidente vascular encefálico, eventos coronarianos, insuficiência
cardíaca, insuficiência renal e demência.
Introdução: A hipertensão arterial resistente tem sua definição como o não controle da pressão
arterial (PA), apesar do uso de três classes de anti-hipertensivos sinérgicos, dentre eles,
preferencialmente, um diurético, utilizados em doses otimizadas, ou o controle da PA em uso
de quatro classes.
Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18
A idade avançada é um dos seus principais fatores de risco. A importância do diagnóstico
correto é pelo fato desta popilação apresentar risco cardiovascular aumentado, apresentar
mais comorbidades e apresentar maior risco de hipertensão secundária. Métodos: A população estudada foi composta por idosos acompanhados no ambulatório de
Cardiologia da Disciplina de Geriatria e Gerontologia (DIGG) da Escola Paulista de Medicina
da Universidade Federal de São Paulo - EPM/UNIFESP. Os dados foram obtidos através de análise do prontuário, constituindo assim um estudo
transversal e observacional. Foram utilizamos os dados obtidos do prontuário de todos os
pacientes hipertensos atendidos no período de outubro de 2012 a outubro de 2013.
Resultados: Dos 201 pacientes estudados na amostra 135 (67,2%) eram do sexo feminino,
a média de idade foi de 80 ± 6,3 anos. Na amostra foram encontrados 49 (24,3%) indivíduos
com critérios para hipertensão resistente.
Conclusão: A prevalência de hipertensão resistente na população geriátrica é muito importante
e subestimada. Devemos estar atentos a este diagnóstico para que possamos avaliar e tratar
de forma mais adequada esta população para reduzir os riscos de morbidade e mortalidade
desta população. A monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) deve ser realizada como rotina nesta
população para melhorar o diagnóstico. A abordagem multiprofissional com avaliações da equipe
de enfermagem, de nutrição e da educação física devem ser realizadas de forma rotineira nesta
população para melhora da aderência e os resultados do tratamento.
APRESENTAÇÃO PÔSTER
Resumos Temas Livres
37842
37846
POLIÚRIA COMO MANIFESTAÇÃO CLÍNICA INICIAL DA FIBRILAÇÃO ATRIAL.
COMPARAÇÃO DE VARIÁVEIS ANTROPOMÉTRICAS ENTRE IDOSOS CONSIDERADOS
ATIVOS PELO IPAQ E PRATICANTES DE TREINAMENTO RESISTIDO
ANA LUIZA RUSSO PIUZANA, MONICA HERMONT FALEIROS, JOS LUCCA NETO E RITA
DE CASSIA LACERDA DE PAULA
DIEGO BRUM ALLENDORF, PÂMELA PISSOLATO SCHOPF, ÂNGELA KEMEL ZANELLA, ,
BIANCA CARNEIRO GONÇALVES, CARLOS EUGÊNIO MARTINS TORRES, LUIS EDUARDO
PEIXOTO ROSA DOS SANTOS, VERA ELISABETH CLOSS E MARIA GABRIELA VALLE GOTTLIEB
HOSPITAL MATER DEI, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL.
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, PORTO ALEGRE,
RS, BRASIL.
Fibrilação atrial (F.A.) é uma arritmia freqüente em idosos e nos portadores de insuficiência
cardíaca. A F.A. classifica-se em inicial, paroxística, persistente e permanente, de acordo com
sua ocorrência. Paroxística é aquela que termina espontaneamente, sem necessidade de
cardioversão química ou elétrica. A primeira apresentação de um epsódio de F.A. pode ser uma
complicação embólica ou exacerbação de insuficiência cardíaca, mas a maioria dos pacientes
referem palpitações, dor torácica, dispnéia, fadiga, tontura ou síncope. Alguns indivíduos
relatam poliúria no início do episódio ou por ocasião do término, em decorrência da liberação do
peptídeo natriurético do tipo B (BNP). O BNP funciona como marcador da distensão miocárdica,
correlacionando-se seguramente com a pressão diastólica final do ventrículo esquerdo. Durante
os episódios de paroxismos das arritmias atriais há um aumento na liberação de BNP, o que
acarreta um aumento reflexo da diurese levando à poliúria.
O caso descrito torna-se interessante pois descreve uma apresentação clínica não usual da
F.A. e sua relação direta com os níveis sanguíneos de BNP.
Introdução: As modificações de composição corporal são um das características mais marcantes
que ocorrem ao longo do envelhecimento. Experimenta-se nesta fase um ganho aproximado de
7,5% do peso corporal por década, além da redução da força muscular em aproximadamente
2% ano. Estas condições de aumento de massa gorda e redução de massa magra estão
frequentemente associadas à inatividade física. O aumento da gordura, principalmente
abdominal é fator de risco para doenças cardiovasculares (DCV). Neste contexto, o treinamento
resistido é utilizado, também como uma forma de reduzir ou prevenir os efeitos negativos do
aumento de gordura corporal associada ao envelhecimento e as DCVs. Métodos: estudo
transversal não probabilístico, realizado com 114 idosos divididos em dois grupos: Grupo
musculação: N= 43 idosos que praticam treinamento resistido pelo menos 3 vezes na semana,
duração de 90 minutos e que são atendidos na Academia de Musculação e Ginástica do
Parque Esportivo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Grupo
sem musculação: N= 71 idosos atendidos no Ambulatório do Serviço de Geriatria do Hospital
São Lucas da PUCRS que foram considerados ativos através da aplicação do Questionário
Internacional de Atividade Física (IPAQ). As variáveis antropométricas investigadas foram:
Índice de massa corporal (IMC), Índice de massa muscular (IMM), circunferências da cintura;
braço; coxa; panturrilha, dobras cutâneas da coxa, panturrilha, tríceps, bíceps e abdome e
espessura de gordura muscular e massa muscular dos músculos: gastrocnêmio, vasto lateral
e tríceps braqueial. Todas as variáveis foram ajustadas para sexo, idade e condições de saúde.
Resultados: foram encontradas diferenças significativas entre as variáveis IMM (<0,001),
circunferência do braço (p=0,005), dobras cutânea bicipital (p=<0,001); espessura de gordura
do tríceps braquial (p= 0,001); vasto lateral (p=0,020) e espessura de massa muscular do
tríceps braquial(p=<0,001); vasto lateral(p=<0,001) e gastrocnêmio medial(p=<0,001) entre os
grupos. Conclusão: Idosos que praticam treinamento resistido apresentam menores médias da
circunferência e dobra cutânea do braço, espessura de gordura muscular e maiores médias
de IMM e de espessura de massa muscula do que idosos que não praticam. Desta forma, o
treinamento resistido se configura com uma prática física eficiente para a redução da gordura
corporal e aumento de massa magra podendo atuar como fator protetor para as DCVs.
37847
37851
Paciente S.C.A., 72 anos, masculino, leucodérmico, portador de hipertensão arterial sistêmica,
hipertrofia ventricular esquerda, hiperplasia prostática benigna vinha apresentando nos últimos
meses, F.A. paroxística, cuja principal manifestação clínica era poliúria, com grande impacto
na sua qualidade de vida. Por esse motivo, foi optado pela tentativa de cardioversão apesar
do aumento biatrial moderado ao ecocardiograma. Fazia uso domiciliar de enalapril, diltiazem
e rivaroxabano. Quando em ritmo sinusal (R.S.), apresentava BNP de 299 mg/dl, mas durante
o período de F.A. atingia valores de 848 mg/dl.
Foi admitido em nosso serviço eletivamente para estudo eletrofisiológico e realização de
ablação de circuito arritmogênico por cateter de radiofrequência. Procedimento realizado sem
intercorrências e com retorno ao R.S. Apresentou recorrência da F.A. nas 1ªs 24h, atribuída à
processo inflamatório local pós ablação e não teve sucesso inicial na tentativa de cardioversão
química com antiarrítmico. Entretanto após 48h apresentou reversão espontânea para R.S.
e recebeu alta hospitalar em uso de rivaroxabano, amiodarona e bisoprolol. Não apresentou
recorrência ambulatorial da arritmia, poliúria ou nova elevação do BNP.
RELATO DE CASO - SÍNDROME DO ROUBO DA SUBCLÁVIA
AVALIAÇÃO DOS FATORES DE RISCO PARA DIABETES MELLITUS ENTRE IDOSOS
DE MARIANA-MG
JOSE ANTONIO GORDILLO DE SOUZA, ROBERTO DISCHINGER MIRANDA, LILIAN
MARIANE CORREIA BRESQUE, JULLYANA CHRYSTINA FERREIRA TOLEDO, EDUARDO
BRANDAO ELKHOURY E EGLI BELINAZZI QUADRADO
ADEMAR GONÇALVES CAIXETA NETO, LILIAM FIGUEIREDO RIBAS, PRISCILA OLIVEIRA
BARBOSA E ANDRÉA CAIXETA GONÇALVES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO -UNIFESP - EPM, SÃO PAULO, SP, BRASIL.
SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL - HOSPITAL DE
CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA, UBERLÂNDIA, MG, BRASIL.
Introdução: A Síndrome do Roubo da Subclávia é um fenômeno de fluxo reverso na artéria
vertebral ipsilateral à uma estenose significativa ou oclusão da artéria subclávia. A maior
parte das estenoses de artéria subclávia são assintomáticas e descobertas incidentalmente.
Quando sintomas ocorrem, podem ser decorrentes de isquemia do braço acometido ou
isquemia vertebrobasilar. Introdução: A urbanização e o acelerado processo de envelhecimento, associados a alterações
no estilo de vida, dentre as quais destacam-se padrão alimentar inadequado, sedentarismo,
tabagismo e alcoolismo justificam as elevadas prevalências diabetes mellitus (DM) no mundo.
Caso: Paciente feminina de 78 anos com os segintes diagnósticos - Hipertensão arterial,
Dislipidemia, Doença pulmonar obstrutiva crônica, tabagista, artrose de mãos e coluna,
obstrução arterial periférica, depressão, glaucoma. Paciente vem em consulta de rotina com sintomas de tontura, vertigem, desequilíbrio e dor
de característica neuropática em braço esquerdo. Durante a consulta foi verificada diferença
de pressão arterial entre o braço ditreito e o braço esquerdo. PA msup dir-146X84 PA msup
esq- 102X62. Com estes achados foram realizados exames de investigação.
Ultrassom doppler de carótidas e vertebrais - inversão do fluxo de artéria vertebral esquerda.
Palcas carotídeas bilaterais sem estenoses significativas.
Ultrassom doppler arterial de membro superior esquerdo - suspeita de estenose crítica de artéria
subclávia esquerda com fluxo descendente na artéria vertebral esquerda.
Angiotomografia de aorta e subclávias - oclusão de subclávia esquerda proximal com
enchimento distal por vertebral esquerda. Programada angioplastia de artéria subclávia pela equipe de cirurgia vascular. Realiazada
angioplastia com stent de subclávia esquerda com sucesso angiográfico. Paciente recebeu
alta hospitalar com melhora completa das queixas de tontura, desequilíbrio e dores em braço
esquerdo. Conclusão: Este caso mostra a importância da medida da pressão arterial nos dois braços
de rotina como recomenda a última diretriz de hipertensão arterial da SBC. Esta paciente se
beneficiou do diagnóstico e tratamento corretos tendo melhora importante em sua qualidade
de vida após o procedimento realizado.
Neste contexto, o objetivo do trabalho foi avaliar o perfil dos fatores de risco para DM entre
idosos cadastrados no Hiperdia de Mariana-MG.
Métodos: Trata-se de estudo epidemiológico de delineamento transversal realizado nos meses
de novembro e dezembro de 2012, com 87 pacientes (73 mulheres e 14 homens), faixa etária
entre 61 e 91 anos, atendidos em uma Estratégia de Saúde da Família de Mariana-MG.
Foram coletados dados secundários de idade, gênero, etnia, tabagismo, alcoolismo, índice
de massa corporal e nível de atividade física, obtidos a partir de prontuários clínicos do
Hiperdia do município.
Para descrever o perfil da amostra segundo as variáveis estudadas foi feita a distribuição
de frequência das variáveis categóricas com valores de frequência percentual, e estatística
descritiva das varáveis contínuas com valores de média e desvio padrão.
Resultados: A idade média dos pacientes foi de 69.2 ± 6.7 anos, sendo 83.9% dos indivíduos
do gênero feminino.
Houve predomínio de pacientes negros (52.3%), sedentários (53.4%) e com excesso de
peso (69.4%).
Foram observadas baixas prevalências de tabagismo (5.7%) e alcoolismo (3.4%).
Conclusão: A amostra foi constituída predominantemente por indivíduos do gênero feminino,
sedentários, com excesso de peso e que se auto declararam negros.
Por outro lado, fatores como alcoolismo e tabagismo parecem não ser relevantes para o
desenvolvimento do diabetes mellitus nesta população.
Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18
9
APRESENTAÇÃO PÔSTER
Resumos Temas Livres
37858
37860
AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS HIPOCOLESTEROLEMIANTES POR
PACIENTES IDOSOS CADASTRADOS NO HIPERDIA DE MARIANA-MG
AVALIAÇÃO DOS MEDICAMENTOS ANTIHIPERTENSIVOS UTILIZADOS POR PACIENTES
IDOSOS CADASTRADOS NO HIPERDIA DE MARIANA-MG
LILIAM FIGUEIREDO RIBAS, ADEMAR GONÇALVES CAIXETA NETO, PRISCILA OLIVEIRA
BARBOSA E ANDRÉA CAIXETA GONÇALVES
LILIAM FIGUEIREDO RIBAS, ADEMAR GONÇALVES CAIXETA NETO, PRISCILA OLIVEIRA
BARBOSA E ANDRÉA CAIXETA GONÇALVES
SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL - HOSPITAL DE
CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA, UBERLÂNDIA, MG, BRASIL.
SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL - HOSPITAL DE
CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA, UBERLÂNDIA , MG, BRASIL.
Introdução: A hipertensão arterial (HA) e o diabetes mellitus (DM) são doenças crônicas não
transmissíveis altamente prevalentes, que representam importante problema de saúde pública
em todo mundo e estão constantemente interligadas por possuírem mecanismos etiológicos
e fisiopatológicas comuns.
Introdução: A hipertensão arterial representa um dos mais importantes problemas de saúde
pública no mundo, com prevalências superiores a 60% na população com idade superior a 65
anos. Possui caráter multifatorial, associada a alterações genéticas, metabólicas e humorais,
com consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais. O
tratamento medicamentoso da hipertensão visa à redução da morbi mortalidade cardiovascular.
Neste contexto, o objetivo do trabalho foi avaliar o perfil de utilização de antihipertensivos por
idosos do Hiperdia de Mariana-MG.
As dislipidemias associadas à obesidade contribuem para o desenvolvimento da HA e do DM,
por meio da ativação do sistema renina-angiotensina, da redução da disponibilidade de óxido
nítrico, da disfunção endotelial e da resistência insulínica, respectivamente. Neste contexto,
o objetivo do trabalho foi avaliar a utilização de medicamentos hipocolesterolemiantes por
pacientes hipertensos e diabéticos cadastrados no Hiperdia de Mariana-MG.
Métodos: Trata-se de estudo epidemiológico de delineamento transversal, realizado entre os
meses de novembro e dezembro de 2012, com 87 pacientes idosos (14 homens e 73 mulheres),
faixa etária entre 61 e 91 anos, atendidos em uma Estratégia de Saúde da Família de Mariana,
Minas Gerais. Foram coletados dados secundários de gênero, idade e medicamentos utilizados
obtidos a partir de prontuários clínicos do Hiperdia do município. Para descrever o perfil da
amostra segundo as variáveis estudadas foi feita a distribuição de freqüência da variável
categórica com valores de frequência percentual, e estatística descritiva da variável contínua
com valores de média e desvio padrão.
Resultados: A idade média dos pacientes foi de 69.2 ± 6.7 anos, sendo 83.9% dos indivíduos
do gênero feminino. Aproximadamente um quarto dos indivíduos avaliados (25.6%) utilizava
alguma medicação para o controle de dislipidemias.
Métodos: Trata-se de estudo epidemiológico de delineamento transversal, realizado nos meses
de novembro e dezembro de 2012, com 87 pacientes idosos (14 homens e 73 mulheres), faixa
etária entre 61 e 91 anos, atendidos em uma Estratégia de Saúde da Família de MarianaMG. Foram coletados dados secundários sobre medicamentos utilizados obtidos a partir de
prontuários clínicos do Hiperdia do município. Para descrever o perfil da amostra segundo as
variáveis estudadas foi feita a distribuição de frequência da variável categórica com valores
de frequência percentual, e estatística descritiva da variável contínua com valores de média
e desvio padrão.
Resultados: A idade média dos pacientes foi de 69.2 ± 6.7 anos, sendo 83.9% dos indivíduos
do gênero feminino. As classes de medicamentos antihipertensivos utilizadas foram diuréticos
(57.4%), inibidores da enzima conversora da angiotensina (33.3%), bloqueadores do receptor
AT1 (19.5%), bloqueadores dos canais de cálcio (13.8%), betabloqueadores (12.6%) e agonistas
alfa-2 de ação central (9.1%).
Conclusão: Tais achados são preocupantes, visto a possibilidade destes indivíduos
desenvolverem a síndrome metabólica, a qual está associada à elevada morbi mortalidade
cardiovascular. As estatinas foram os fármacos de escolha entre 100% dos pacientes que
faziam uso de hipocolesterolemiantes.
Conclusão: As classes de antihipertensivos mais utilizados por esta população foram os
diuréticos, os inibidores da enzima conversora da angiotensina e os bloqueadores do
receptor AT1.
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AVALIAÇÃO DA CORRELAÇÃO DE DIFERENTES INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS
COM A GLICEMIA ENTRE PACIENTES IDOSOS CADASTRADOS NO HIPERDIA DE
MARIANA-MG
ESTUDO QUANTITATIVO DA EXPRESSÃO GÊNICA DA ENDOTELINA-1 NA FISIOLOGIA
DO ENVELHECIMENTO VALVAR.
ADEMAR GONÇALVES CAIXETA NETO, LILIAM FIGUEIREDO RIBAS, PRISCILA OLIVEIRA
BARBOSA E ANDRÉA CAIXETA GONÇALVES
CARLOS AURÉLIO SANTOS ARAGÃO, TANIA MARIA DE ANDRADE RODRIGUES, MANUELA SENA
DE FREITAS, MATEUS SANTANA DE ANDRADE, WILLIASMIN BATISTA DE SOUZA, OLIVIA REGINA
LINS LEAL TELES, NICOLAS NASCIMENTO SANTOS, JOAO PAULO ANDRADE FONSECA, SYDNEY
CORREIA LEÃO, DARIO GONÇALVES DE MOURA NETO E RENÊ VASCONCELOS SILVA
SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL - HOSPITAL DE
CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA, UBERLÂNDIA, MG, BRASIL.
Introdução: A obesidade é uma condição caracterizada pelo excesso de tecido adiposo no
organismo, a qual está associada ao surgimento de doenças crônicas. Diferentes indicadores
antropométricos são utilizados para a triagem nutricional e cardiovascular de populações.
Neste contexto, o objetivo do trabalho foi avaliar a correlação da circunferência da cintura (CC),
da relação cintura-estatura (RCE) e do índice de massa corporal (IMC) com a glicemia entre
pacientes do Hiperdia de Mariana-MG.
Métodos: Estudo epidemiológico de delineamento transversal foi realizado nos meses de
novembro e dezembro de 2012, com 87 pacientes idosos (14 homens e 73 mulheres), faixa
etária entre 61 e 91 anos, atendidos em uma Estratégia de Saúde da Família de Mariana-MG.
Foram coletados dados secundários de glicemia, CC, RCE e IMC.
A análise estatística foi realizada no Predictive Analytics SoftWare Statistics (PASW 17.0).
A normalidade dos dados foi verificada através do teste de Kolmogorov-Smirnov. Análise
bivariada de Pearson foi utilizada para determinar a correlação da CC, RCE e IMC com a
glicemia, estipulando valor alfa de p<0,05.
Resultados: Houve predomínio do gênero feminino (83.9%), com idade média de 69.2 ± 6.7
anos, CC de 99.49±10.18cm, RCE de 0.64±0.06, IMC de 29.93±4.81kg/m² e glicemia de
162.75±61.80mg/dL. Não foram observadas correlações da glicemia com a CC (r=-0.058;
p=0.642), a RCE (r=0.008; p=0.950) e o IMC (r=-0.096; p=0.388).
Conclusão: Nenhum indicador antropométrico se correlacionou com a glicemia, divergindo de
diferentes estudos disponíveis na literatura.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE, ARACAJU, SE, BRASIL - UNIVERSITY COLLEGE
LONDON, LONDRES, XX, INGLATERRA.
Introdução:O processo de envelhecimento vem sendo correlacionado com a ação do subtipo
1 de endotelina (ET-1) e de seus receptores (ETrA e ETrB). A ET é dependente de cálcio
extracelular, e está associada à resposta inflamatória encontrada no envelhecimento, quando
ocorre substituição fibrosa e calcificação nas valvas mitral e aórtica.
Métodos: Trata-se de um estudo experimental e randomizado que pretende analisar, através
do PCRreal time(reação de cadeia de polimerase em tempo real), a expressão gênica da ET1em valvas mitrais de pacientes idosos (Acima de 60 anos) de ambos os sexos submetidos
à troca valvar.
Foram coletadas sete valvas mitrais em dois hospitais de Aracaju/SE. Cada valva sofreu
fragmentação, originando três segmentos que foram submetidos à extração de RNA total. Em
seguida, cada amostra de RNA total foi quantificada pela espectrofotometria. Através da reação
de Transcriptase Reversa, foi obtido o cDNA total de cada amostra e a partir dele, realizou-se
a técnica de amplificação do fragmento alvo por PCR em tempo real, com a quantificação de
cada amostra.Análise estatística:Os dados foram tabulados e analisados pelo programa do
aparelho CFX96 Real Time System (BIORAD®), e os cálculos da expressão relativa foram
realizados pelo método do Delta Ct.
Resultados: As concentrações médias de ácido nucléico (RNA total) e de cDNAf oram
respectivamente de 27,21±30,26 ng/ul e de 609,4±80,60ng/ul. Os valores médios de
absorbância em 260 e 280nm foram respectivamente de 0,67±0,74 UA (A260) e de 0,33±0,36 UA
(A280). Já a proporção A260/A280 foi de 1,91±0,20.Das sete amostras coletadas, observou-se
a expressão de ET-1 em todas elas, sendo que quantitativamente, a expressão gênica média
relativa para ET-1 foi de62,85±25,63%.
Conclusões: A ET-1 está relacionada com a vasoconstricção e com processos inflamatórios
presentes no envelhecimento valvar, portanto, sua expressão já era esperada, confirmando
assim, o seu envolvimento na homeostase cardiovascular .
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APRESENTAÇÃO PÔSTER
Resumos Temas Livres
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O IDOSO PORTADOR DE DOENÇA CARDIOVASCULAR: PERCEPÇÕES DE RESIDENTES
EM PSICOLOGIA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
AVALIAÇÃO DA CORRELAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA COM A PRESSÃO
ARTERIAL ENTRE PACIENTES IDOSOS CADASTRADOS NO HIPERDIA DE MARIANA-MG
RODRIGUES, S P, MATOS, V B, HENRIQUES, M A, CAMPOS, H K E PARREIRAS, P S
ADEMAR GONÇALVES CAIXETA NETO, LILIAM FIGUEIREDO RIBAS, PRISCILA OLIVEIRA
BARBOSA E ANDRÉA CAIXETA GONÇALVES
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL.
SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO, OURO PRETO, MG, BRASIL - HOSPITAL DE
CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA, UBERLÂNDIA, MG, BRASIL.
Introdução: A Residência Multiprofissional em Saúde (RMS) é um programa de pós-graduação
lato sensu que tem como diferencial o treinamento em serviço. É orientada pelos princípios
e diretrizes do SUS e abrange no mínimo três profissões da área da saúde. No Hospital das
Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC/UFMG), a RMS iniciou-se em 2010
e subdivide-se nos eixos Saúde do Idoso e Saúde Cardiovascular. A Psicologia trabalha a
partir de conhecimentos e técnicas que visam a melhoria da assistência integral ao paciente.
Objetiva-se relatar a percepção das residentes em Psicologia do HC/UFMG em relação ao
trabalho com pacientes idosos com doenças cardiovasculares. Métodos: Relato de experiência
das residentes em Psicologia do HC/UFMG com pacientes idosos cardiopatas em seus diversos
cenários de atuação, que incluem a Unidade Básica de Saúde, ambulatórios, enfermarias
e Centros de Terapia Intensiva desse hospital geral. Resultados: A partir do conceito de
saúde estabelecido pela Organização Mundial de Saúde, que se relaciona com o bem-estar
biopsicossocial, pensa-se em um modelo de avaliação multidimensional do idoso que destaca a
funcionalidade, a autonomia e independência no cuidado de si e de sua vida. A funcionalidade
está relacionada ao funcionamento integrado da cognição, do humor, da comunicação,
questões trabalhadas pela Psicologia na RMS. No âmbito da Saúde Cardiovascular com
pacientes idosos, a cronicidade e o impacto das polipatologias e dos aspectos subjetivos
são determinantes, podendo desencadear efeitos limitadores. Assim, os efeitos psicológicos
decorrentes da cardiopatia devem ser acompanhados, uma vez que o estresse experimentado
com o adoecimento e a forma como o indivíduo lida com a situação podem ser determinantes
para sua sobrevida e qualidade de vida. Conclusões: O cuidado ao idoso envolve um trabalho
interdisciplinar, tanto nas ações de promoção de saúde e prevenção de doenças, quanto
nas curativas, paliativas ou reabilitadoras. O trabalho do psicólogo traz contribuições tanto
na elucidação de diagnósticos referentes à incapacidade cognitiva quanto na intervenção
psicoterápica junto a pacientes e familiares, justificadas pelas alterações de cognição e humor
do idoso e por questões psicossociais. Embora os profissionais dividam-se nos eixos Saúde
do Idoso e Saúde Cardiovascular, percebemos que a troca de experiências e parcerias nas
conduções dos casos tem sido enriquecedora para a equipe multiprofissional como um todo.
Introdução: A obesidade abdominal está relacionada com o desenvolvimento de inúmeras
doenças crônicas, dentre as quais destaca-se a hipertensão arterial.
Neste contexto, o objetivo do trabalho foi avaliar a correlação da circunferência da cintura (CC)
com a pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD).
Métodos: Estudo epidemiológico de delineamento transversal foi realizado nos meses de
novembro e dezembro de 2012, com 87 pacientes idosos (14 homens e 73 mulheres), faixa
etária entre 61 e 91 anos, atendidos em uma Estratégia de Saúde da Família de Mariana-MG.
Foram coletados dados secundários de CC, PAS e PAD.
A análise estatística foi realizada no Predictive Analytics SoftWare Statistics (PASW 17.0).
A normalidade dos dados foi verificada através do teste de Kolmogorov-Smirnov. Análise
bivariada de Speaman foi utilizada para determinar a correlação da CC com a PAS e a PAD,
estipulando valor alfa de p<0,05.
Resultados: Houve predomínio do gênero feminino (83.9%), com idade média de 69.2 ± 6.7
anos, CC de 99.49±10.18cm, PAS de 129.52±12.84mmHg e PAD de 77.91±8.07mmHg. Foi
observada correlação fraca da PAD com a CC (r=0.311; p=0.010), a qual não se correlacionou
com a PAS (r=0.140; p=0.259).
Conclusão: A CC se correlacionou apenas com a PAD nesta população.
Mais estudos se fazem necessários para investigar melhor tal questão, visto que a obesidade
abdominal está associada com a fisiopatologia de diferentes doenças cardiovasculares.
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CIRURGIA DE ANEURISMA DE AORTA ASCENDENTE E ARCO AÓRTICO COM PERFUSÃO
ANTERÓGRADA E HIPOTERMIA PROFUNDA: UM RELATO DE CASO
GERENCIAMENTO INTERDISCIPLINAR DE PACIENTES DE ALTA COMPLEXIDADE:
EXISTEM RESULTADOS FAVORÁVEIS EM PACIENTES IDOSOS?
JOSE MARIA PEIXOTO, MARINA GUIMARAES DUTRA, MARCELO GUIMARAES
DUTRA E PRISCILA REJANY BALBINO CASTRO
RAFAEL SOUZA DA SILVA, DAILIANE LUZIA MARGOTO NASCIMENTO, MARCIO HENRIQUE
DE ALVARENGA NASCIMENTO, ANDERSON LUIS DE ALVARENGA NASCIMENTO, LEONARDO
ASSANTE GUAZZELLI, CAROLINE ASSANTE GUAZZELLI E ELISANGELA AUGUSTA DE SOUSA
HOSPITAL VITALLIS, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL - HOSPITAL VERA CRUZ, BELO
HORIZONTE, MG, BRASIL.
Objetivo:Relato de caso de paciente assintomática com aneurisma de aorta que realizou
cirurgia de correção.Método:Informações através do prontuário,e revisão da literatura.
Conclusão:Levanta-se a discussão acerca do aneurisma de aorta e do procedimento cirúrgico
realizado. Aneurisma de aorta é o aumento maior que 50% do diâmetro de determinado
segmento da artéria.Constitui importante causa de morbimortalidade cardiovascular.1Relato
de caso: ELS,sexo feminino,73 anos,não tabagista.Assintomática,exame físico sem alterações.
Ecocardiograma Trastorácico:aorta com calibre normal na raiz e severa dilatação em sua porção
ascendente medindo cerca de 51mm (Fig1).Angiotomografia de tórax:ectasia acentuada de
aorta ascendente e do arco aórtico.Nível de artéria pulmonar: 58mm.(Fig2).Cirurgia:Feito
canulação da artéria axilar direita para manter fluxo cerebral pela carótida direita.Circulação
Extra Corpórea mantida por 134 minutos.Hipotermia profunda à 19 graus,parada circulatória
total de 2 minutos.Início da perfusão cerebral seletiva anterógrada (PSA), mantida por 51
minutos..Realizado prótese de tubo reto dacron 24 à aorta distal. Recortado botão na aorta
envolvendo vasos da base.Estes foram implantados à prótese(Fig3).A indicação cirúrgica
em pacientes assintomáticos é pelo diâmetro do aneurisma,de 60mm.A primeira substituição
da aorta ascendente com sucesso foi realizada por Cooley e DeBakey.Mas esta tinha como
complicações injúrias isquêmicas neurológicas e hemorragias peri-operatórias, elevando a
taxa de óbitos.2.Kazui et al, demonstrou bons resultados com PSA dos vasos aóticos, e esta
técnica passou a ser utilizada.2,5Griepp ET al, difundiu a hipotermia profunda e a parada
circulatória em cirurgias de arco aórtico6.Foram estudados sítios de canulação do sistema
arterial. Artéria femoral foi inicialmente o sítio preferido, porem complicações contraindicaram
essa via3,5.A abordagem do tronco braquicefálico, artérias carótidas, axilares e subclávias são
as de escolha2,3.A proteção neurológica oferecida durante o hipofluxo ou da parada circulatória
total determina o sucesso no pós-operatório.O uso de hipotermia profunda reduz os riscos
de sangramento excessivo.5.É importante para a sobrevida do paciente a indicação cirúrgica
no tempo adequado.O tipo cirúrgico depende de diversos fatores, mas se tem descrito que
a hipotemia profunda associada a PSA diminui complicações como disfunções neurológicas
e reduz a mortalidade
PREVENT SENIOR, SAO PAULO, SP, BRASIL.
INTRODUÇÃO A assistência à saúde ao idoso tornou-se prioridade, tendo em vista o
aumento progressivo da expectativa de vida observado nas últimas décadas.A ocorrência de
comorbidades é um preditor independente de risco hospitalização e morte em qualquer faixa
etária. Com o intuito de intervir especificamente na população portadora de multicomorbidades,
foi criado um programa especializado constituido por profissionais de diferentes áreas com
a finalidade de proporcionar melhoria em qualidade de vida e redução de desfechos clínicos
negativos. OBJ: Redução de internação hospitalar,(enfermaria e UTI) e redução de idas ao
PS. Tal analise ocorreu sobre 8 hosp de rede propria. O período de avaliação:1/1/2014 a
30/6/2014. MAT E MÉTODOS A inclusão de pacientes foi feita a partir da Classificação da
escala de Boult, sendo inclusos somente os pacientes de muito alto risco. PAcientes com risco
alto e intermediário, porém com o acometimento do sistema renal, respiratório ou neurológico,
poderiam ser reclassificados com elevação em um estagio de sua gravidade por Boult. Se
atingisse risco muito elevado, poderiam ser inclusos no projeto. O periodo de 1/1/2014 a
30/6/2014. ANAL. ESTATÍSTICA SPSS, versão 9.0; p< 0,05. (IC 95%).RESULTADOS Foram
avaliados 3143 pacientes, inseridos no programa desde janeiro de 2014, sendo maioria do
sexo feminino (61,1%).A maioria dos pacientes é portador de obesidade (47,7%), sendo que
apenas 16,3% estavam abaixo do peso ideal.Dados do perfil da população: HAS 81%;DM
42%;cardiopatias isquêmicas (revasc cirurgicos ou nao, e infartos) 30%; IC sistólicas (FEVE <
50%) 15,8%; AVC 12,5%; DPOC 10%, Demencia 11%.A análise dos desfecho de internação e
idas ao PS, durante o período estudo, mostrou uma modificação estatisticamente significativa e
favorável ao período de controle intensivo multidisciplinar. Houve uma redução do número de
internações em 65,3% em UTI e 61,1% para unidades de enfermaria. E para o número de idas
ao Ps, podemos observar uma redução de 36,5% (p<0,01). CONCLUSÃO O presente estudo
mostra impacto positivo sobre os resultados de internação hospitalar e idas ao pronto socorro.
Com os dados aqui demonstrados, é possível afirmar que a gestão intensiva interdisciplinar
em população idosa trás real benefício sobre a saúde desses pacientes a curto prazo. Será
necessário o acompanhamento desta população a longo prazo para descobrir se há impacto
igualmente positivo sobre mortalidade.
Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18
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APRESENTAÇÃO PÔSTER
Resumos Temas Livres
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COPA DO MUNDO DE FUTEBOL COMO DESENCADEADOR DE EVENTOS
CARDIOVASCULARES NA POPULAÇÃO IDOSA
COMPLICAÇÕES E MORTALIDADE EM NONAGENÁRIOS INTERNADOS EM UTI
CARDIOLÓGICA
RAFAEL SOUZA DA SILVA, DAILIANE LUZIA MARGOTO NASCIMENTO, ANDERSON
LUIS DE ALVARENGA NASCIMENTO, MARCIO HENRIQUE DE ALVARENGA
NASCIMENTO, DORALICE HENRIQUE DE FREITAS E ELISANGELA AUGUSTA DE SOUSA
ANGELA TERESA BACELAR ALBUQUERQUE BAMPI, MARCELA CIBIEN BARATELLA, ANA
CAROLINA PICCIONI, ROQUE MARCOS SAVIOLI, HUMBERTO PIERRI, NEUZA
LOPES E SILVIA H G LAGE
PREVENT SENIOR, SAO PAULO, SP, BRASIL.
INSTITUTO DO CORAÇÃO INCOR - HCFMUSP, SÃO PAULO, SP, BRASIL.
Introdução:A DAC permanece sendo uma das principais causas de morbimortalidade no
mundo. Entretanto, muito se discute ainda no entorno dos fatores desencadeantes, ou
seja,os”gatilhos”. O foco desse estudo é tentar relacionar as partidas de futebol como sendo
um gatilho para eventos isquêmicos miocárdicos. Mat e Métodos-descritivo-observacional,
cujos dados foram provenientes do censo hospitalar.Foram analisados:tempo de hosp, diag
de admissão,análise de marcadores de necrose miocárdica e ECG,tto insitituído bem como
analise de comorbidades.Foram definidos como exposição o período da Copa do Mundo de
Futebol de 12/6 a 13/7 de 2014, incluindo dois períodos que chamamos de “período controle”,
que foi 09 dias antes e depois da Copa.Critérios de inclusão e de exclusão. Inclusos pacientes
com mais de 60 anos, internados por SCA. Foram exclusos: admissões em Ps sem diag
confirmado de SCA. Análise estatística:SPSS (Poisson, qui-quadrado e ANOVA) o valor de p
< 0,05 e intervalo de confiança de 95%. Resultados:Foram avaliadas 98 internações por SCA,
sendo um predomínio de sexo feminino (55%). A idade média foi de 72,7 a (60 a 97). Do total
de admissões hospitalares, tiveram o diag de IAMCSST um total de 24,5% das internações.
Os IAMSST e angina instável representaram 53% e dor precordial atípicas e angina de esforço
constituiram 22,5% dos eventos. Em relação as comorbidades na população estudada, a HAS
foi a de maior prevalência (91%), seguido da DM (40%) e DAC pregressa (28,5%). O tabagismo
foi prevalente em 14% da população estudada. Apenas 35,7% dos pctes faziam uso de algum
anti agreg plaq. O CATE foi feito em 79,5% dos casos, sendo realizado ATC em 37% dos casos
e CRM em 15% dos casos. A taxa de óbito hospitalar foi de 9,2%. A complicação pós SCA
mais comum foi o choque cardiogênico (13%), acompanhado da BCP (10,2%) e distúrbios do
ritmo cardíaco (8%).Qdo avaliamos os 98 eventos cardíacos ocorridos durante o período do
estudo não houve modificação da apresentação quanto a incidência, tento em vista a análise
comparativa com os períodos chamados de “período controle”. Essa não diferença do número
de eventos infartos entre os períodos avaliados manteve-se sem modificação significativamente
estatística mesmo quando se corrigiu a análise estratificada por gênero. Conclusão: Concluimos
que os jogos de Copa do Mundo de Futebol realizada no Brasil não foi considerado como um
gatilho para desencadear SCA na população estudada.
Introdução: Com envelhecimento da população e aumento da expectativa de vida, ocorre um
um aumento no número de grande idosos em UTI. Consequentemente se faz necessários
analisar as indicações de internação, complicações e taxa de mortalidade dos pacientes ≥ 90
anos internados em Uti geral de um Hospital cardiológico.
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Resultados: No referido período, foram incluídos 63 pacientes, sendo 41 (65,1%) mulheres e 22
(34,9%) homens, todos com idade ≥ 90 anos. No mesmo período tivemos 1380 atendimentos
no Pronto Socorro (PS) e 750 internações em enfermaria de pacientes acima de 90 anos. Em
relação a procedência, 20 (31,7%) foram da enfermaria , 35 (55,5%) do PS e 8( 12,8%) de
outros lugares. No mesmo período tivemos um total de 3134 pacientes admitidos na UTI, sendo
os pacientes ≥ 90 anos 2% dos pacientes admitidos. Das patologias da admissão tivemos 2
(3,2%) com Tromboembolismo pulmonar, 2 (3,2%) com Doença pulmonar obstrutiva crônica
descompensada, 4 (6,3%) com Hemorragia digestiva alta, 17(26,9%) com bronco pneumonia
(BCP) comunitária, 2 (3,2%) com abdome agudo inflamatório, 5 (7,9%) com BCP nosocomial,
7 (11,1%)com traqueobronquite comunitária, 17 (65,9%) com infecção do trato urinário, e 7
(11,1%) com Acidente vascular cerebral. Durante a internação 9(14,2%) pacientes apresentaram insuficiência renal aguda, 30 (47,7%) necessitaram de droga vasoativa, 7 (11,1%) apresentaram
encefalopatia metabólica na UTI e 20 (31,7%) pacientes necessitaram de ventilação mecânica.
Nenhum paciente fez uso de Balão intra-aortico. O tempo médio de internação foi de 12,9 ±14,7
dias e 15 óbitos (23,8%) na UTI. Conclusão: Os nonagenários admitidos na UTI apresentaram baixa taxa de mortalidade,
sugerindo que a idade por si só, não deve ser um critério de contra indicação para internação
em UTI.
SINDROME DE HEYDE E DOENÇA CORONARIANA: DESAFIO TERAPÊUTICO
RELATO DE CASO - RECORRÊNCIA DA CARDIOMIOPATIA DE TAKOTSUBO: ASSOCIAÇÃO
COM HIPOTIREOIDISMO E RECUPERAÇÃO TARDIA DA FUNÇÃO VENTRICULAR
BÁRBARA CAMPOS ABREU MARINO, ROBERTA DE ALVARENGA BATISTA, WALTER
RABELO, FERNANDO ANTONIO ROQUETE REIS FILHO, MARCOS ANTONIO
MARINO E ROBERTO LUIZ MARINO
CAMILA PEREIRA DE CARVALHO, CRISTIANE GUEDES PITA E GEORGE PAULO COBE
FONSECA
HOSPITAL MADRE TERESA, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL.
Introdução: A síndrome de Heyde é a associação entre estenose aórtica (EA), coagulopatia
adquirida e anemia devido ao sangramento gastrointestinal (SGI) por angiodisplasia. Sua
frequência é maior em idosos. A resolução da anemia, usualmente, ocorre após a troca valvar. Nesses pacientes a intervenção
cirúrgica convencional apresenta alto risco e o implante de prótese aórtica percutânea (TAVI)
pode ser uma alternativa.
Relato de Caso: Paciente do sexo masculino, 84 anos, hipertenso, dislipidêmico, diabético,
portador de anemia ferropriva com história prévia de hemorragia digestiva alta e EA grave
com indicação cirúrgica.
Ecocardiograma transtóracico (ECOTT): EA, área valvar 0,65cm2 gradiente médio de 34 mmHg
e máximo de 56mmHg, fração de ejeção (FEVE) de 66%. Coronariografia mostrou lesões
graves em descendente anterior (DA) e em circunflexa (CX). O heart time optou por realizar
angioplastia de DA e CX com duplo stent farmacológico e posteriormente TAVI.
Evoluiu com episódios de melena no pré-operatório sem repercussão e sem necessidade de
hemotransfusão, a endoscopia digestiva alta (EDA) não apresentou sinais de sangramento
ativo e evidenciou angiodisplasia gástrica.Submetido à angioplastia com implante de duplo
stent farmacológico de terceira geração, após procedimento, apresentou episódio de melena
com repercussão hemodinâmica e necessidade de hemotransfusão.
Após três semanas de internação foi submetido à TAVI (COREVALVE n° 29) com boa evolução
intra-hospitalar e sem novos episódios de sangramento, recebeu alta com AAS, clopidogrel e
pantoprazol por três meses. Apresenta-se estável com boa evolução ambulatorial.
Conclusão: A síndrome de Heyde deve ser suspeitada nos pacientes com sangramento
gastrointestinal e estenose aórtica grave. A intervenção cirúrgica é o tratamento de escolha.
Na atualidade a TAVI apresenta-se como uma alternativa para esses pacientes devido ao alto
risco para cirurgia convencional.
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Métodos: Estudo retrospectivo realizado em 63 pacientes com idade≥ 90 anos, no banco
de dados da UTI de um hospital terciário cardiológico em São Paulo no período de agosto de
2008 a setembro 2013. Nesse estudo, verificamos as indicações de UTI, as comorbidades e
a taxa de mortalidade mais freqüentes.
Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ONOFRE LOPES, NATAL, RN, BRASIL - INSTITUTO DE
CARDIOLOGIA DE NATAL, NATAL, RN, BRASIL.
INTRODUÇÃO: A cardiomiopatia de Takotsubo (CT) caracteriza-se por uma disfunção transitória
dos segmentos apical e médio do ventrículo esquerdo (VE) que simula um infarto agudo do
miocárdio na ausência de doença arterial coronariana obstrutiva. Estima-se uma taxa de 3-4%
de recorrência anual para CT. O objetivo deste relato é descrever um caso de recorrência de
CT associada ao hipotireoidismo e recuperação tardia da função ventricular. DESCRIÇÃO DO
CASO: Mulher, 63 anos, hipertensa, eutireoidea pós tireoidectomia total por bócio multinodular
há 11 anos, em uso diário de Losartan 100 mg e Syntroid 100 mcg. Procurou pronto-socorro
com palpitações taquicárdicas após estresse emocional. Evoluiu com dor torácica anginosa
que cedeu com nitrato, apresentando no eletrocardiograma (ECG) supra-ST de V2 a V4 e
cateterismo cardíaco (CATE) com coronárias normais e hipocinesia apical à ventriculografia.
Ecocardiograma transtorácico (ETT) realizado 3 meses após sem alterações da contratilidade
segmentar, mostrando a reversibilidade da disfunção ventricular. No seguimento ambulatorial
apresentava fibrilação atrial paroxística em uso de Ritmonorm® 300 mg/dia e ECG com
progressão lenta de R antero-septal. Deu entrada em serviço de emergência 1 ano e 8 meses
após o primeiro evento com quadro de astenia, sonolência, náuseas e vômitos, além de
angina. O ECG da entrada evidenciou bloqueio de ramo esquerdo, revertido por completo
após nitrato sublingual. As enzimas cardíacas estavam normais, apresentava de alterado TSH
(em torno de 20). A paciente foi submetida a novo CATE, havendo balonamento médio apical
à ventriculografia e coronárias sem lesões obstrutivas. ETT desse período revelou acinesia
médio apical e fração de ejeção de 55%. A ressonância nuclear magnética cardíaca realizada
mostrou hipocinesia de todas as paredes dos segmentos médio-apical, sem realce tardio do
contraste. Clinicamente, a paciente evoluiu com melhora progressiva dos sintomas, porém
ainda com alteração da contratilidade segmentar, sendo acompanhada ambulatorialmente há
3 anos. CONCLUSÕES: A recorrência da CT é descrita na literatura atualmente a uma taxa
média anual de 1,5%. O prognóstico é bom, com recuperação da função ventricular em 4
semanas, diferente do caso relatado no qual houve persistência da alteração do VE após esse
período. A CT deve ser lembrada no diagnóstico diferencial em mulheres pós-menopausadas
com dor torácica, podendo ter como fator precipitante hipotireoidismo, apesar de incomum.
APRESENTAÇÃO PÔSTER
Resumos Temas Livres
38046
38051
IMPACTO DE MEDIDAS HIGIENO-DIETÉTICAS NO DESMAME DE ANTI-HIPERTENSIVOS
EM PACIENTES IDOSOS, OBESOS E HIPERTENSOS INTERNADOS PARA TRATAMENTO
DA OBESIDADE
CARDIODESFRIBRILADOR IMPLANTÁVEL (CDI) NA DOENÇA DE CHAGAS: O QUE
FAZER NA VIGÊNCIA DE GRANDE QUANTIDADE DE CHOQUES APROPRIADOS COM
TRATAMENTO CLÍNICO OTIMIZADO?
ISA SALZANI, YURI DIAS E SERGIO DE QUEIROZ BRAGA
LIVIA ARAUJO PEREIRA, EVERTON ARANTES MELO, PEDRO FERNANDES DE OLIVEIRA
CAMPOS, NADIR PRISCILA SILVA DA CRUZ, THIAGO DA ROCHA RODRIGUES E ROBERTA
VALERIO DE ARAUJO NAVES
CLÍNICA DA OBESIDADE, CAMAÇARI, BA, BRASIL.
Introdução: A Obesidade tem sido descrita como fator de risco independente para eventos
agudos cardiovasculares , e está diretamente relacionada a hipertensão.
Objetivo: Avaliar a eficácia e segurança das medidas higieno-dietéticas para o tratamento da
obesidade no tratamento da hipertensão em pacientes acima de 60 anos.
Métodos: Realizado um estudo transversal dos pacientes obesos hipertensos e maiores que
60 anos internados há mais de 30 dias para emagrecimento na Clínica da Obesidade em
Camaçari-BA, no Ano de 2014.
Assim foram avaliados 10 pacientes, todos do sexo feminino com idades entre 60 a 75 anos,
com IMC variando entre 38,3 a 52,3. Quanto a terapia anti-hipertensiva utilizada a admissão: 7 utilizavam Bloqueadores dos
receptores de angiotensina II(BRA), 7 utilizavam Diuréticos, 1 utilizava Bloqueador do
canal de cálcio, 5 utilizavam Beta-bloqueadores, 4 utilizavam antihipertensivos de ação
central(Clonidina), 1 utilizava vaso dilatadores de ação direta(Hidralazina)e 1 utilizava Inibidor
de enzima conversora de angiotensina.
Resultados: Todos os pacientes emagreceram com uma media e perda ponderal mensal
oscilando entre 2,6% a 7,6%.
Dos 10 pacientes estudados 8 tiveram sucesso em algum grau de desmame de antihipertensivos (seja por redução da dose ou suspensão de anti-hipertensivo associado),
dentre esses 8, 2 conseguiram manter controle dos níveis tensionais após desmame total
de anti-hipertensivos.
Conclusão: Medidas higieno-dietéticas são seguras e eficazes para o tratamento da hipertensão
em idosos obesos
HOSPITAL FELÍCIO ROCHO, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL.
Introdução: A miocardiopatia chagásica é uma doença relativamente comum no nosso meio. A fisiopatologia consiste basicamente na inflamação dos miócitos acometidos pelo Trypanosoma
cruzi com posterior desenvolvimento de fibrose entre as fibras musculares. Esses focos de
fibrose tornam-se substratos anatômicos para desencadear e perpetuar arritmias potencialmente
letais como taquicardia ventricular (TV) e fibrilação ventricular (FV). Em razão dos inúmeros
focos arritmogênicos, a resolução completa das arritmias pela ablação é difícil. Com isso, os
pacientes chagásicos com CDI cursam com maior quantidade de choques apropriados. Em
pacientes com tratamento clínico otimizado e com grande quantidade de choques apropriados
do CDI deve-se tentar algumas alternativas para reduzir a quantidade de choques, visto que
os mesmos são deletérios para o tecido miocárdico e pioram a qualidade de vida. Dentre as
alternativas, existe a ablação de focos de TV ou FV, denervação cardíaca simpática esquerda
e o transplante cardíaco.
Relato de caso: D.F.A.S., 66 anos, sexo feminino, portadora de miocardiopatia chagásica com
diagnóstico há mais de 10 anos, com marcapasso/CDI (implantado em 02/2006); fibrilação
atrial e bloqueio atrioventricular total, dependente do marcapasso; e doença renal crônica não
dialítica, estágio IV. Em uso de amiodarona 600mg/dia, carvedilol 25mg/dia, enalapril 5mg/
dia, furosemida 40mg/dia e varfarina 1 mg/dia. Digoxina suspensa após intoxicação. De 2008
até agosto/2014 apresentou 23 episódios de choques apropriados. Comparando os dados
das telemetrias do CDI, pode-se observar TV/FV de morfologias diferentes o que implica em
vários focos arritmogênicos.
Discussão: No último ano, apresentou 04 internações, por descompensação clínica mesmo em
tratamento otimizado. Existe outras alternativas viáveis para reduzir o número de choques e
melhorar a qualidade de vida? A ablação de focos arritmogênicos é difícil e com grande chance
de insucesso, visto que são inúmeros em razão da fibrose miocárdica. O transplante cardíaco
tem contra-indicação relativa devido à disfunção renal importante. A denervação cardíaca
simpática esquerda é muito utilizada em casos refratários de síndrome do QT longo e TV
catecolaminérgica, porém, não há estudos suficientes nesse caso específico.
38055
38056
USO DO CPAP COMO ALTERNATIVA DE TRATAMENTO A PACIENTES PORTADORES DE
PARALISIA DIAFRAGMÁTICA BILATERAL
QUALIDADE DA DIETA E ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES EM REABILITAÇÃO
CARDIOVASCULAR E METABÓLICA
KARINA VIEIRA R IGNACCHITI PIMENTEL, LETÍCIA SIMÕES BRION DE
OLIVEIRA, GABRIELLA MACIEL FIAMONCINI E JOSE MARIA PEIXOTO
SOPHIA HELENA CAMARGOS MOREIRA, DAYANNE RAMOS DE OLIVEIRA, MAYANA
RODRIGUES DOS SANTOS RIBEIRO E DIRCE RIBEIRO DE OLIVEIRA
UNIVERSIDADE JOSÉ DO ROSÁRIO VELLANO - UNIFENAS, BELO HORIZONTE, MG,
BRASIL.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL.
Introdução: A paralisia diafragmática pode se manifestar unilateralmente ou bilateralmente,
sendo a última uma enfermidade menos freqüente que pode estar associada a diversas
condições como: poliomielite, esclerose múltipla e complicações de cirurgias cardíacas. Trata-se
de condição clínica grave, de alta morbidade e de prognóstico desfavorável.
INTRODUÇÃO: A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa, progressiva,
sendo a via final comum a maior parte das cardiopatias. Entre as medidas não-farmacológicas
preconizadas para o tratamento, destaca-se o seguimento de uma dieta equilibrada com baixo
teor de sódio e o controle do peso, nem sempre visualizados nessa população. OBJETIVO:
Avaliar a qualidade da dieta e sua relação com o perfil antropométrico de indivíduos com IC
em Reabilitação Cardiovascular e Metabólica (RCM).
A literatura é carente de informações a respeito do tratamento eficaz para a paralisia
diafragmática bilateral (PDB), sugerindo a ventilação mecânica como opção terapêutica, mas
não apresenta conclusões sobre a eficácia da técnica. O objetivo do estudo é relatar um caso
em que foi utilizado o Continous Positive Airway Pressure (CPAP) como opção terapêutica da
PDB como complicação de pós-operatório de revascularização miocárdica.
Descrição do caso: JP, masculino, 63 anos, portador de hipertensão arterial, diabetes mellitus,
dislipidemia, hipotireoidismo e ex-tabagista, foi atendido no ambulatório de cardiologia do Centro
de Estudos e Atenção à Saúde da Comunidade (CEASC) - UNIFENAS, Belo Horizonte, em abril
de 2012. Relatava que há cinco meses havia sido submetido à cirurgia de revascularização
miocárdica quando apresentou como complicação um quadro de PDB. Apesar de possuir boa
função ventricular esquerda, passou a evoluir com grave quadro de dispneia aos esforços e
ao decúbito, que lhe obrigava a dormir assentado.
Estes sintomas não melhoraram apesar da fisioterapia respiratória que havia sido indicada. Em
outubro de 2012, foi encaminhado ao ambulatório de pneumologia sendo indicado o uso do
CPAP. Após um período de adaptação, retornou à cardiologia bem adaptado ao equipamento
e com significativa melhora da dispneia e da qualidade do sono, conseguindo dormir em
decúbito, algo que não ocorria desde a cirurgia.
Conclusão: Neste paciente o uso do CPAP foi capaz de aliviar os sintomas de dispneia, melhorar
sua qualidade de vida e favorecer o retorno de uma noite de sono confortável. Apesar de ser
uma condição clínica incomum, o CPAP deve ser lembrado como uma opção terapêutica a
pacientes portadores de PDB.
METODOLOGIA: Amostra: Pacientes de alto risco cardiovascular, encaminhados para
acompanhamento nutricional, ambos os sexos, idade superior a 18 anos e inseridos no
programa de RCM do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Peso
e estatura foram aferidos durante a consulta inicial e o IMC foi calculado para a classificação
do estado nutricional. O Índice de Qualidade da Dieta Revisado (IQDR) foi calculado a partir
de dois recordatórios alimentares de 24 horas (R24h) coletados durante a primeira e segunda
consultas, com intervalo de 7 a 14 dias entre as duas coletas.
RESULTADOS: Foram avaliados 23 pacientes (69,56% homens) com idade média de 63,13 ±
9,82 anos. Encontrou-se valor médio de IMC =29,31 ± 4,78 kg/m², sendo o excesso de peso
observado em 82,6% dos pacientes. O IQD-R médio foi de 63,76 ± 11,79 pontos, verificando-se
menores escores para os componentes “Frutas integrais” (1,46 ± 1,27), “Cereais integrais” (0,0
(0,0 – 3,38)), “Leite e derivados” (4,28 ± 3,34) e Sódio (3,66 ± 3,55). Correlação limítrofe foi
encontrada apenas entre o componente “Frutas integrais” e IMC no sexo feminino.
CONCLUSÃO: Os menores escores obtidos na análise por componentes apontam para o
consumo de frutas, cereais integrais e lácteos abaixo do recomendado, além da ingestão
excessiva de sódio. Associado a isso, a relação positiva encontrada entre “frutas integrais” e
IMC no sexo feminino, ainda que de significância limítrofe, demonstra a necessidade de intervir
na alimentação desses pacientes, estimulando o desenvolvimento de hábitos alimentares
mais saudáveis e reduzindo o risco para novos eventos cardiovasculares nessa população.
Palavras chave: Insuficiência cardíaca; dieta; estado nutricional
Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18
13
APRESENTAÇÃO PÔSTER
Resumos Temas Livres
38059
38060
O PERIGO DE “SÓ RENOVAR A RECEITA” DE PACIENTES GERIÁTRICOS EM UMA
UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE (UBS) DA AMAZÔNIA OCIDENTAL
INSUFICIÊNCIA SOCIAL: UMA CONTRAINDICAÇÃO AO USO DE ANTICOAGULANTES
ORAIS
EVERTON ALMEIDA DE SOUZA, RAFAELA RODRIGUES GOMES, PAULA TAMIRES LENES
DA SILVA SANTOS CARV, NATALIA GOMES CORREA E LUIS MARCELO ARANHA CAMARGO
CARLOS AURÉLIO SANTOS ARAGÃO, MILENA DOS SANTOS BARROS, FERNANDA MENDONÇA
RAMOS, MANUELA SENA DE FREITAS, DANIELLE MELO SACRAMENTO, ANTONIO CARLOS
SOBRAL SOUSA, MATEUS SANTANA DE ANDRADE, WILLIASMIN BATISTA DE SOUZA, TANIA MARIA
DE ANDRADE RODRIGUES, JOAO PAULO ANDRADE FONSECA E FERNANDA LAYS SOUZA GOES
MAIS MÉDICOS PARA O BRASIL, PORTO VELHO, RO, BRASIL - FACULDADE SÃO LUCAS, PORTO
VELHO, RO, BRASIL - INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOMÉDICAS 5 - USP, MONTE NEGRO, RO, BRASIL.
INTRODUÇÃO: A Atenção Básica à Saúde fundamenta-se na prevenção, cuidado,
acompanhamento, tratamento e reabilitação dos pacientes, sendo a principal porta de entrada
do Sistema Único de Saúde. É rotina nas práticas da ABS, os pacientes que procuram o
serviço com a alegação “Só vim renovar a receita”, mais comum ainda são os profissionais
que realizam tal prática sem assistir corretamente o paciente. O alargamento do ápice da
pirâmide etária brasileira nas últimas décadas, configuram uma nova realidade na área da
saúde pública, levando consequentemente a um aumento na prevalência das doenças crônicas
não transmissíveis. Entre elas a hipertensão arterial (HA) é a mais importante, já que acomete
mais de 60% da população idosa. O correto acompanhamento destes pacientes com o uso
de terapia farmacológica e não farmacológica são importantes para o controle da pressão
arterial e a consequente redução dos riscos de eventos cardiovasculares a estes pacientes,
possibilitando um envelhecimento mais digno a este grupo populacional.
METODOS: Estudo transversal, com amostragem não aleatória e por conveniência, que avaliou
clinicamente 148 pacientes geriátricos, hipertensos de áreas descobertas que procuravam a
UBS José Adelino, região periférica de Porto Velho, Rondônia, para renovarem suas receitas,
no período de março a agosto de 2014. Todos os pacientes foram agendados e avaliados por
médico da atenção básica.
RESULTADOS: Dos 148 pacientes avaliados, 113 (76,3%) estavam sem um atendimento médico
há mais de 6 meses e buscavam a UBS apenas para renovar suas receitas. Um total de 75
(50,6%) não procurava um profissional médico há mais de 12 meses. De todos os pacientes
avaliados, 124 (83,7%) apresentavam controle inadequado da pressão arterial; 39 (26,3%)
apresentavam lesão de órgão alvo, até então não diagnosticado; 101 (68,2%) relataram nunca
terem sido orientados sobre hábitos de vida saudavel; 35 (23,6%) apresentavam algum efeito
colateral referente à medicação anti-hipertensiva empregada.
CONCLUSÃO: O ato de renovar receitas dos pacientes na atenção básica, sem uma correta
avaliação/acompanhamento, constitui uma grande falha aos princípios da ABS ao mesmo
tempo em que compromete o sucesso terapêutico que possibilitaria uma redução dos eventos
cardiovasculares e uma melhor qualidade de vida a estes pacientes.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE, ARACAJU, SE, BRASIL.
Introdução:A anticoagulação oral(ACO) é capaz de prevenir eventos embólicos. No entanto,
a ACO está associada a efeitos potencialmente fatais, como o AVC hemorrágico. Devido às
complicações hemorrágicas, é imprescindível controle clínico-laboratorial rigoroso.Questões
socioeconômicas, como baixa renda, não adesão ao tratamento,insuficiência da atenção
primária à saúde, são empecilhos no acompanhamento clínico-laboratorial desses pacientes.
A literatura afirma que a falta desse acompanhamento contraindica o uso de ACO. Caso:JLS,
feminino,73 anos, aposentada,natural de Indiaroba-SE e reside em Umbaúba-SE, hipertensa,
ex-tabagista (20 maços\ano),deu entrada na Enfermaria de Clínica Médica do HU\UFS por
quadro de Esquistossomose, a qual foi tratada com Praziquantel. Apresentava, também,dispneia
(Classe funcional II) associada a palpitações frequentes. Ao exame: Bom estado geral, hipoc
orada(++\4+),FC:62bpm;FR:16 ipm; SpO2: 98%(Ar ambiente);PA:140x90 mmHg (deitada) e
120x90 mmHg (em pé);Ausculta respiratória com creptos úmidos difusos e bilaterais;Ausculta
cardíaca com bulhas arrítmicas, hipofonéticas em 2 tempos e sopro holossistólico em foco
tricúspide.Abdome com Hepatoesplenomegalia,à palpação. MMII com edema simétrico(++\4+)
e perfundidos. O laboratório detectou anemia e plaquetopenia moderadas e funções
hepática e renal preservadas. Ao ECG: Fibrilação atrial (FA); Ao ECO transtorácico:Aumento
biatrial importante (AE: 50,2 ml e AD: 46,4 ml), função sistólica preservada com disfunção
diastólica intermediária; Insuficiência tricúspide importante e Hipertensão pulmonar discreta
.Radiografias de tórax normais e À USG abdominal:Fibrose periportal e esplenomegalia
leve.A paciente é portadora de FA permanente e aumento biatrial importante,sem tratamento
prévio. A mesma não tinha contraindicações clássicas à ACO,porém devido a histórico de
baixa adesão ao tratamento,baixa renda e ineficácia da atenção primária à saúde onde
reside,o acompanhamento com regularidade de Tempo de protrombina \INR é impossível,
inviabilizando terapêutica preconizada pelos Guidelines atuais.Por isso,a conduta foi controle
de frequência cardíaca com Atenolol 25 mg\dia e tembém, uso AAS 100 mg\dia;e para controle
pressórico, otimizou-se com Losartana 100 mg\dia e Anlodipino 5 mg\dia. Enfim,a paciente teve
alta hospitalar com quadro otimizado. Conclusão: A insuficiência social ilustrada no caso,limita
o controle clínico e laboratorial do paciente,tornando-se uma contraindicação ao uso de ACO.
38061
38062
AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA E DE CONSUMO ALIMENTAR EM PACIENTES COM
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DE UM HOSPITAL PÚBLICO DE BELO HORIZONTE, MINAS
GERAIS, BRASIL.
ASSOCIAÇÃO ENTRE HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS), ANTROPOMETRIA
E ATIVIVIDADE FÍSICA EM IDOSOS
MAYANA RODRIGUES DOS SANTOS RIBEIRO, DAYANNE RAMOS DE OLIVEIRA, SOPHIA
HELENA CAMARGOS MOREIRA E DIRCE RIBEIRO DE OLIVEIRA
PÂMELA PISSOLATO SCHOPF, DIEGO BRUM ALLENDORF, ÂNGELA KEMEL ZANELLA, ,
BIANCA CARNEIRO GONÇALVES, CARLOS EUGÊNIO MARTINS TORRES, VERA
ELISABETH CLOSS, ALVARO CLAUDIO JUNIOR E MARIA GABRIELA VALLE GOTTLIEB
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL.
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, PORTO ALEGRE,
RS, BRASIL.
Introdução: O perfil de consumo alimentar e o estado nutricional de pacientes com insuficiência
cardíaca (IC) exibem reconhecida importância dentre os fatores associados à etiologia e à
progressão da patologia.
Introdução: Estudos epidemiológicos têm demonstrado que o sedentarismo constitui um fator
de risco independente para doenças cardiovasculares e metabólicas, estando fortemente
relacionado com o desenvolvimento da obesidade abdominal e hipertensão. O sedentarismo
constitui um problema de saúde pública, em função de sua associação com a obesidade e com
piores indicadores de saúde na fase adulta, uma vez que, com o avançar da idade se observa
um declínio dos gastos energéticos diários em decorrência de uma menor atividade física.
Com isso a obesidade, principalmente a abdominal, tem um papel crucial no desenvolvimento
de algumas doenças cardiovasculares, dentre elas a hipertensão arterial sistêmica (HAS).
Objetivo: Avaliar o perfil antropométrico e de consumo alimentar de pacientes com IC em
reabilitação cardiovascular (RCV) encaminhados para atendimento nutricional ambulatorial
em um hospital público de Belo Horizonte – MG.
Metodologia: Estudo incluindo 27 pacientes com IC, atendidos entre março de 2013 e abril
de 2014. O consumo alimentar foi avaliado por meio de questionário de frequência alimentar
incluindo 33 alimentos.
Avaliou-se: índice de massa corporal (IMC), Circunferência da Cintura (CC), e Razão CinturaEstatura (RCE).
Resultados: Verificou-se baixa ingestão diária de folhosos (55,6%), legumes (48,1%), frutas
(51,8%) leite (51,8%) e seus derivados (41,1%) e consumo semanal elevado de frituras (33,3%).
Para o grupo das carnes, frequência ≤3 vezes na semana foi encontrada para o consumo de
frango (63,0%), seguido por ovos (51,9%), carne bovina (48,1%) e peixes (33,3%).
Foi verificada na amostra prevalência elevada de excesso de peso (85,2%) e adiposidade
abdominal aumentada avaliada pelo CC (77,8%) e RCE (96,3%).
Conclusão: Os resultados do presente trabalho refletem consumo inadequado de hortaliças,
frutas, lácteos e frituras, o que contribui para a elevada prevalência de excesso de peso e
adiposidade abdominal aumentada nessa população.
Palavras-chave: Insuficiência Cardíaca; Dieta; Nutrição; Antropometria.
Métodos: estudo transversal não probabilístico, realizado com 111 idosos divididos em dois
grupos: Grupo HAS: N= 64 idosos com idade média de 71,78±7,25 anos e Grupo controle N=
47 idosos, com idade média de 70,02±7,08 anos. As variáveis investigadas foram: peso, IMC,
circunferência da cintura (CC) e panturrilha (CP), pressão arterial, número de medicamentos
e atividade física (Questionário Internacional de Atividade Física, IPAQ). Resultados: foram
encontradas diferenças significativas entre as variáveis CC= 92,42±12,02 e 85,61±10,91(p=
0,003), CP= 38,02±3,30 e 36,06±3,46 (p= 0,003) e número de medicamentos= 4,49±2,43 e
2,89±1,79 (p=0,001) entre o Grupo HAS e o Grupo Controle respectivamente. Embora não
tenham sido encontradas diferenças significativas entre os grupos nas variáveis relacionadas
ao IPAQ verificou-se que o Grupo HAS permanece maior tempo sentado por dia: 294,76±225,05
(minutos) e 205,22±161,59 (minutos) (p=0,23) em comparação ao grupo controle. Também
se observou que despendem menos dias em atividades moderadas, 16,10±8,83 e 20,61±9,94
(p= 0,01).
Conclusão: Os idosos diagnosticados com HAS apresentam maiores médias de CC e CP,
número de medicamentos consumidos diariamente e menores médias de tempo despendido em
atividades físicas moderadas. Sugerindo que idosos com HAS são mais obesos e sedentários
conferindo maior risco cardiovascular.
Apoio: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior-CAPES. Programa
Nacional de Pós Doutorado da CAPES.
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Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18
APRESENTAÇÃO PÔSTER
Resumos Temas Livres
38063
38067
CORRELAÇÃO DE FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR, ACHADOS LABORATORIAIS
E FRAÇÃO DE EJEÇÃO EM QUASE CENTENÁRIOS E CENTENÁRIOS.
AVALIAÇÃO DA CORRELAÇÃO DE DISTÚRBIOS DA CONDUÇÃO ATRIOVENTRICULAR E
SINTOMAS EM IDOSOS E EXTREMO IDOSOS SUBMETIDOS A ELETROCARDIOGRAFIA
DINÂMICA PELO MÉTODO HOLTER
LIGIA ARANTES NEVES DE ABREU, BERNARDO ARANTES NEVES DE ABREU, LEONARDO
ANTUNES MESQUITA, BRUNA FERNANDA GOMES DE MORAIS, GLAUCO FRANCO
SANTANA, JOSE CARLOS DA COSTA ZANON, LUIZ ANTÔNIO ALVES DE ABREU, FRANCISCO
DAS CHAGAS LIMA E SILVA E ODILON GARIGLIO ALVARENGA DE FREITAS
MINASCOR CENTRO MÉDICO, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL - SANTA CASA DE BELO
HORIZONTE, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL.
Introdução: O estudo de indivíduos excepcionalmente longevos pode nos dar informações
relevantes sobre os determinantes do envelhecimento bem sucedido. Existem poucos estudos
de centenários ou quase centenários avaliando o perfil de risco cardiovascular (RCV) e sua
correlação com achados laboratoriais e a fração de ejeção (FE). Métodos: estudo coorte,
retrospectivo, através de coleta de dados de prontuários de indivíduos com 95 anos ou mais,
atendidos em clínica cardiológica entre 10/2006 a 04/2014. Avaliado: idade, sexo, medicações
em uso, fatores RCV, exames laboratoriais (perfil lipídico, glicemia, hemograma, leucograma)
e FE ao ecodopplercardiograma. Análise estatística: média/desvio-padrão; análise exploratória
dos dados, frequências absolutas e relativas, teste t de Student, análise multivariada. Pacote
estatístico IBM SPSS v19; p<0,05. Resultados: Total 21 indivíduos (15 mulheres= 71,43%, idade
média 96,68 ± 2,62 (máx 104). Uso medicações cardiológicas= 19 (90,48%). Fatores RCV
informados: diabetes=9,52%; hipercolesterolemia=47,62%; tabagismo= 9,52%; hipertensão
arterial (HAS)=76,19%; história de cardiopatia=19,5. Tabela 1 apresenta resultados. Nas
mulheres LDL, triglicérides, TSH, leucócitos totais eram significativamente mais elevados.
Nos homens, HDL, VLDL, glicemia de jejum, creatinina eram significativamente mais altos.
A FE, colesterol total, hemoglobina e hematócrito não tiveram diferenças significativas. Três
pacientes com FE inferior 50% (duas mulheres e 1 homem). Discussão/Conclusão: Observado
alta prevalência HAS, história cardiopatia e hipercolestorelomia. A FE mostrou-se preservada
na maioria dos pacientes. Há necessidade de estudos prospectivos para determinar o impacto
dos fatores sobre a morbi-mortalidade nesta faixa etária.
NOEMIA DA COSTA, ANA PAULA DE CLAUDIA FARIA, LIGIA ARANTES NEVES
DE ABREU, BERNARDO ARANTES NEVES DE ABREU, LEONARDO ANTUNES
MESQUITA, BRUNA FERNANDA GOMES DE MORAIS, JOSE CARLOS DA COSTA
ZANON, GLAUCO FRANCO SANTANA E ODILON GARIGLIO ALVARENGA DE FREITAS
MINASCOR CENTRO MÉDICO, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL - SANTA CASA DE BELO
HORIZONTE, BELO HORIZONTE, MG, BRASIL.
Introdução: A utilização da eletrocardiografia dinâmica de 24 horas pelo método Holter (Holter)
no diagnóstico das arritmias e bloqueios atrioventriculares (BAVs) é consagrada pela literatura.
Existem poucos estudos atuais correlacionando a sintomatologia dos pacientes idosos a
ocorrência de bloqueios ao Holter e suscitam de investigação.
Objetivos: Determinar a correlação de sintomas e distúrbios da condução atrioventricular
observados no Holter em idosos.
Método: estudo retrospectivo, coorte, de 4612 exames Holter, ambos sexos, de setembro de
2011 a julho de 2014.
Seleção participantes: com 75 anos ou mais: 1198 indivíduos (689 mulheres e 509homens). Análise estatística: software estatístico IBM/SPSS, com p<0,05.
Resultados: média de 87,56 anos, 319 exames com BAV de primeiro grau, 129 BAV de segundo
grau Mobitz tipo 1, 43 BAV Mobitz tipo 2, BAV tipo 2:1 em 51 e, BAV total em 56 exames. Sintomas (20,2% dos exames) sendo os mais frequentes associados ao BAV: tontura
(34,3%), cansaço/fadiga (20,8%), “falta de ar” (dispnéia - em 11%); síncope (3%); “palpitação/
taquicardi” (19,2%).
O BAV de primeiro grau não esteve correlacionado signficativamente a sintomas; outros
bloqueios apresentaram graus de variados associação: “tontura” apresentou maior grau de
associação a BAV de I e II graus, “faiga” e “falta de ar” a BAVT e tipo 2:1. A tabela 1 apresenta
o resumo das associações dos sintomas aos achados do Holter e sua incidência por sexo.
Discussão / Conclusão: Observado que a maioria do exames não apresentavam sintomas.
Quando presentes, a sintomatologia era a mais diversa possível.
O valor diagnóstico de Holter em participantes com idades entre 75 e mais velhos mostrou-se
efetivo e, apresenta uma correlação de sintomas com padrão próprio para a idade.
Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18
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ÍNDICE REMISSIVO
POR AUTOR E Nº DO TEMA
D
A
A F C GOMES - 37742
A G S GALIL - 37742
A P CUPERTINO - 37742
ADEMAR GONÇALVES CAIXETA NETO - 37851, 37858, 37860,
37876, 37881
ALEXANDRE BIFANO SOARES - 37759
ALVARO CLAUDIO JUNIOR - 38062
ANA CAROLINA BROMENSCHENKEL VASCONCELOS - 37481
ANA CAROLINA PICCIONI - 37704, 37764, 37992, 38037
ANA LUIZA RUSSO PIUZANA - 37842
ANA CLAUDIA DE PAULA FARIA - 38065, 38067
ANDERSON LUIS DE ALVARENGA NASCIMENTO - 37894, 37998
ANDRÉ MARTINS FARIA - 37481
ANDRÉA CAIXETA GONÇALVES - 37851, 37858, 37860, 37876,
37881
ÂNGELA KEMEL ZANELLA - 37846, 38062
ANGELA TERESA BACELAR ALBUQUERQUE BAMPI - 37764,
37992, 38037
ANTONIO ALCEU DOS SANTOS - 37705
ANTONIO CARLOS SOBRAL SOUSA - 38060
ANTONIO LUIZ PINHO RIBEIRO - 38064
ARISE GARCIA DE SIQUEIRA GALIL - 37740, 37741
AUREO GERALDO FALEIROS FILHO - 37729
B
BÁRBARA CAMPOS ABREU MARINO - 38042, 38064
BARBARA SALDANHA DE HERCULANO - 37780
BAUMGRATZ, J F - 37705
BERNARDO ARANTES NEVES DE ABREU - 37216, 38063, 38067
BIANCA CARNEIRO GONÇALVES - 37783, 37846, 38062
BRAGA, S Q - 37788
BRIANE MOREIRA DE OLIVEIRA - 34709
BRUNA FERNANDA GOMES DE MORAIS - 37216, 38063, 38067
C
CAMILA BITTENCOURT JACONDINO - 37765
CAMILA PEREIRA DE CARVALHO - 38044
CAMILA SARTESCHI - 37812, 37813, 37814, 37815, 37871
CAMPOS, H K - 37878
CARLA SCHWANKE - 37765
CARLOS ALBERTO FRANCHIN NETO - 37729
CARLOS AURÉLIO SANTOS ARAGÃO - 37873, 37877, 38060
CARLOS EDUARDO ROCHITTE - 37704
CARLOS EUGÊNIO MARTINS TORRES - 37783, 37846, 38062
CAROLINE ALCURE PINTO - 37759
CAROLINE ASSANTE GUAZZELLI - 37894
CELIO GENELHU SOARES - 37759
CESAR H NOMURA - 37704
COSTA, F A A - 37705
CRISTIANE GUEDES PITA - 38044
16
Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18
DAILIANE LUZIA MARGOTO NASCIMENTO - 37894, 37998
DANIEL ROCHA RABELO - 37458
DANIELLE CHAVES PADILHA DA COSTA - 34709
DANIELLE MELO SACRAMENTO - 38060
DARIO GONÇALVES DE MOURA NETO - 37877
DAYANNE RAMOS DE OLIVEIRA - 38056, 38061
DIEGO BRUM ALLENDORF - 37783, 37846, 38062
DIRCE RIBEIRO DE OLIVEIRA - 38056, 38061
DORALICE HENRIQUE DE FREITAS - 37998
E
E F C BANHATO - 37742
E LIPPI NETO - 37705
EDUARDO BRANDAO ELKHOURY - 37831, 37847
EGLI BELINAZZI QUADRADO - 37847
ELISANGELA AUGUSTA DE SOUSA - 37894, 37998
EVERTON ALMEIDA DE SOUZA - 38059
EVERTON ARANTES MELO - 38051
F
FERNANDA LAYS SOUZA GOES - 37873, 38060
FERNANDA MENDONÇA RAMOS - 38060
FERNANDO ANTONIO ROQUETE REIS FILHO - 38042
FLAVIA LANNA DE MORAES - 37772
FLÁVIA SANTOS GUIMARÃES MACHADO - 37780
FRANCISCO DAS CHAGAS LIMA E SILVA - 37216, 38063
G
GABRIELLA MACIEL FIAMONCINI - 38055
GABRIELLE DO VALLE ASSIS - 37458
GEORGE PAULO COBE FONSECA - 38044
GIOVANA AMARAL CORDEIRO - 37772
GLAUCO FRANCO SANTANA - 37216, 38063, 38065, 38067
GRAZIELA MORGANA TAVARES SILVA - 37777
GUSTAVO IENO JUDAS - 37729
H
HENRIQUES, M A - 37878
HERNANDES, LUIZ G Z - 34709
HUMBERTO PIERRI - 37704, 37764, 37992, 38037
I
IRÊNIO GOMES - 37765
ISA SALZANI - 38046
ÍNDICE REMISSIVO
POR AUTOR E Nº DO TEMA
J
M
J K PINTO - 37742
JEESER ALVES DE ALMEIDA - 37458
JESSICA MYRIAN DE AMORIM GARCIA - 37812, 37813, 37814,
37815, 37871
JOAO HENRIQUE RISSATO - 37805
JOAO PAULO ANDRADE FONSECA - 37873, 37877, 38060
JORGE MALULY DE CARVA - 37729
JOS LUCCA NETO - 37842
JOSE ANTONIO GORDILLO DE SOUZA - 37831, 37847
JOSE CARLOS DA COSTA ZANON - 37216, 38063, 38065, 38067
JOSE MARIA PEIXOTO - 37883, 38055
JOSE PEDRO DA SILVA - 37705
JULIA PEREIRA AFONSO DOS SANTOS - 38064
JULIANA DE CASSIA VAZ - 34709
JULLYANA CHRYSTINA FERREIRA TOLEDO - 37831, 37847
M A FERREIRA - 37742
M G BASTOS - 37742
MAIA, RENZO A L - 34709
MANUELA SENA DE FREITAS - 37873, 37877, 38060
MARCELA CIBIEN BARATELLA - 37704, 37764, 37992, 38037
MARCELO GUIMARAES DUTRA - 37883
MARCIO HENRIQUE DE ALVARENGA NASCIMENTO - 37894, 37998
MARCO ANTÔNIO PRAÇA DE OLIVEIRA - 37729
MARCOS ANTONIO MARINO - 38042
MARCUS GOMES BASTOS - 37740, 37741
MARIA BEATRIZ MOREIRA ALKMIM - 38064
MARIA GABRIELA VALLE GOTTLIEB - 37765, 37777, 37783, 37846,
38062
MARIANA FERNANDES MITRE AMORIM - 37780
MARIANE BRANT ALVES REGO - 37780
MARIANI BOCHIA VIRMOND - 37729
MARINA COSTA SOUSA RESENDE - 37780
MARINA GUIMARAES DUTRA - 37883
MATEUS SANTANA DE ANDRADE - 37873, 37877, 38060
MATOS, V B - 37878
MAYANA RODRIGUES DOS SANTOS RIBEIRO - 38056, 38061
MAYRA ZANON CASAGRANDE - 37740, 37741
MELLO, RICARDO N B - 34709
MILENA DOS SANTOS BARROS - 38060
MILENA SORIANO MARCOLINO - 38064
MONICA HERMONT FALEIROS - 37842
MORAES, CLAYTON F - 37435
MOREIRA, GUILHERME H - 34709
K
K F F MIRANDA - 37742
KARINA VIEIRA R IGNACCHITI PIMENTEL - 38055
KEILA LIMA DE OLIVEIRA DINIZ - 37812, 37813, 37814, 37815, 37871
L
L F SALLES - 37742
LAIS MESQUITA ALVES - 37481
LARA MENEGUELLI MIRANDA - 37740, 37741
LAURA SCHLATTER ROSEMBERG - 37765
LAYS JOSE MORESCHI - 37729
LEAL, V M M - 37788
LEONARDO ANTUNES MESQUITA - 37216, 38063, 38067
LEONARDO ASSANTE GUAZZELLI - 37894
LEONARDO PASCHOAL CAMACHO VARONI - 37992
LETÍCIA SIMÕES BRION DE OLIVEIRA - 38055
LIANA MARIA BRANDAO GALLETTI MIZIARA - 37805
LIANA PATRÍCIA SILVA LIMA - 37458
LIGIA ARANTES NEVES DE ABREU - 37216, 38063, 38065, 38067
LILIAM FIGUEIREDO RIBAS - 37851, 37858, 37860, 37876, 37881
LILIAN MARIANE CORREIA BRESQUE - 37831, 37847
LINO ROCHA DE ANDRADE - 37805
LIVIA ARAUJO PEREIRA - 38051
LÍVIA DE KÁSSIA LEAL INTERAMINENSE - 37812, 37813, 37814,
37815, 37871
LÍVIA PERES HUCK - 37704, 37764, 37992
LUCAS RAMPAZZO DINIZ - 37812, 37813, 37814, 37815, 37871
LUCCA, LUCIANO L - 34709
LUCIANA DA FONSECA - 37705
LUIS EDUARDO PEIXOTO ROSA DOS SANTOS - 37846
LUIS MARCELO ARANHA CAMARGO - 38059
LUISA COUTINHO TEIXEIRA - 37095
LUIZ ANTÔNIO ALVES DE ABREU - 38063, 38065
LUIZ FERNANDO ESCOBAR GUZMAN - 37704
Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18
N
NADIR PRISCILA SILVA DA CRUZ - 38051
NATALIA GOMES CORREA - 38059
NAYANNE AVILA TEIXEIRA - 34709
NEUZA LOPES - 37704, 37764, 37992, 38037
NICOLAS NASCIMENTO SANTOS - 37873, 37877
NÓBREGA, OTÁVIO T - 37435
NOÊMIA DA COSTA - 38065, 38067
O
ODILON GARIGLIO ALVARENGA DE FREITAS - 37216, 38063,
38065, 38067
OLIVIA REGINA LINS LEAL TELES - 37873, 37877
P
PÂMELA PISSOLATO SCHOPF - 37777, 37783, 37846, 38062
PARREIRAS, P S - 37878
PAULA TAMIRES LENES DA SILVA SANTOS CARV - 38059
PAULA, ROBERTA S - 37435
PAULO SERGIO RODRIGUES DE OLIVEIRA - 37812, 37813, 37814,
37815, 37871
17
ÍNDICE REMISSIVO
POR AUTOR E Nº DO TEMA
PEDRO FERNANDES DE OLIVEIRA CAMPOS - 38051
PEDRO R M NEGREIROS DE ALMEIDA - 37458
PEDRO SIDNEI DO PRADO JNIOR - 37729
PETRILLO, HENRIQUE H - 34709
PRISCILA OLIVEIRA BARBOSA - 37851, 37858, 37860, 37876, 37881
PRISCILA REJANY BALBINO CASTRO - 37883
Q
QUEIROZ, M T - 37830
R
R C G VALENTE - 37742
RAFAEL SOUZA DA SILVA - 37894, 37998
RAFAELA RODRIGUES GOMES - 38059
RAFAELLA ITALIANO PEIXOTO - 37812, 37813, 37814, 37815, 37871
RAISSA COSTA BARCELOS LAGARES - 37729
RAYANNA BARBOSA TOSCANO CRUZ - 37729
RENÊ VASCONCELOS SILVA - 37873, 37877
RITA DE CASSIA LACERDA DE PAULA - 37842
ROBERTA DE ALVARENGA BATISTA - 38042
ROBERTA VALERIO DE ARAUJO NAVES - 38051
ROBERTO ALEXANDRE FRANKEN - 37805
ROBERTO DISCHINGER MIRANDA - 37831, 37847
ROBERTO LUIZ MARINO - 38042
ROBERTO VELOSO GONTIJO - 37095
RODRIGUES, S P - 37878
RONALDO FERNANDES ROSA - 37805
ROQUE MARCOS SAVIOLI - 37764, 37992, 38037
S
SANTOS, L F - 37788
SERGIO ALMEIDA DE OLIVEIRA - 37729
SERGIO DE QUEIROZ BRAGA - 38046
SERGIO TAVARES MONTENEGRO - 37812, 37813, 37814, 37815, 37871
SILAMAR BREDER DE SOUZA - 38065
SILVA, T T R A - 37788
SILVIA H G LAGE - 38037
SOLANGE DE SOUSA ANDRADE - 37704
SOPHIA HELENA CAMARGOS MOREIRA - 38056, 38061
SOUZA, GEORGIA X M - 34709
SOUZA, VINÍCIUS C - 37435
STELA, F A M - 37705
SYDNEY CORREIA LEÃO - 37873, 37877
T
T S CAMPOS - 37742
TANIA MARIA DE ANDRADE RODRIGUES - 37873, 37877, 38060
TATIANA FERREIRA NUNES DE OLIVEIRA FELIX - 37458
18
Arq Bras Cardiol 2015; 104(1 Supl.1): 1-18
THIAGO DA ROCHA RODRIGUES - 38051
TOLEDO, JULIANA O - 37435
V
VANUSA MANFREDINI - 37777
VERA ELISABETH CLOSS - 37765, 37783, 37846, 38062
VERONICA SOARES MONTEIRO - 37812, 37813, 37814, 37815,
37871
VICTOR DA SILVA COELHO - 37740, 37741
VICTOR DO AMARAL DIAS - 37812, 37813, 37814, 37815, 37871
VILA, J H A - 37705
VINICIUS SALIM GOUVEA - 37740, 37741
W
WALTER RABELO - 38042
WILLIASMIN BATISTA DE SOUZA - 37873, 37877, 38060
Y
YURI DIAS - 38046
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