Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde
Curso de Psicologia
Núcleo 2.8 Comportamental (2015)
Nucleo 2.8 - Teoria e Aplicação em Analise do Comportamento.
24 (Anuais)
CRÉDITOS
:
PROFESSORES
: Deniges M. Regis Neto, Marcos A. de Medeiros, Maria Luisa Guedes,
Paola Almeida, Paula Suzana Gioia .
COORDENADORA
Paola Almeida.
FOCO
: TEÓRICO
JUSTIFICATIVA DA PROPOSTA
- Relação do Núcleo com a formação até o 4º ano
- Inserção no agrupamento (relação com os objetivos do Agrupamento)
Até o 4º ano o aluno teve a oportunidade iniciar a formação teórica básica em Anális e
Experimental do Comportamento. Cumpre agora que ele possa aplicar esse conhecimento
em situações que necessitem da atuação do analista do comportamento. O trabalho prático,
além de rico em termos de possibilidades de ação dentro dessa abordagem , atende a um
modelo que localiza os problemas nas relações dos indivíduos com o mundo , que devem ser
avaliadas e planejadas.
O Núcleo propõe dois tipos de estágio supervisionado:
1- Atendimento clínico, em diferentes campos de atuação.
2- Intervenção em contextos educacionais
O foco do núcleo é o teórico. Propõe-se ao aprofundamento da teoria behaviorista
(comportamental), e a aplicação desta teoria no planejamento de intervenções à pessoas
com necessidades específicas (no contexto clínico ou educacional) e indivíduos com
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desenvolvimento atípico, institucionalizado ou não. Desta forma, o núcleo cria a interface
com os outros 2 focos: o temático e o situacional.
OBJETIVOS DO NÚCLEO
 Criar condições para o aluno aprender a aplicar os princípios de Análise do
Comportamento na avaliação de diferentes situações e contextos.
 Preparar o aluno para atuar, intervindo em diferentes situações através da análise e
manejo de contingências, segundo enfoque do Behaviorismo Radical.
 Ensinar o aluno a avaliar o próprio trabalho, pesqu isando continuamente sua prática.
PROGRAMAS TEÓRICOS DO NÚCLEO
PROGRAMA
1:
Fundamentos teóricos
comportamental
e
possibilidades
da
terapia
(03 créditos)
Profª Maria Luisa Guedes e Paola Almeida
Dado que o Núcleo tem um enfoque behaviorista radical, é necessário que o aluno possa
assumir uma visão de homem compatível com a abordagem e discuta, em sua base, os
conceitos teóricos que norteiam suas práticas.
PROGRAMA 2: Avaliação comportamental de problemas específicos (02
créditos)
Prof Deniges M. Regis Neto e Marcos A. de Medeiros
A disciplina pretende discutir as possibilidades de avaliação e interpretação de condi ções
humanas complexas com base nos conceitos da Análise do Comportamento. Introduz ao
aluno teorias e modelos experimentais para a interpretação das queixas em diversos
âmbitos da vida humana, dando especial atenção às relações estabelecidas entre os
indivíduos e/ou os grupos sociais e seu ambiente.
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Os alunos serão conduzidos na busca pelo reconhecimento de variáveis originadoras e
mantenedoras dos comportamentos que trazem sofrimento para a própria pessoa e/ou outros
membros
de
seu
grupo
social.
Serão
discutidos
os
problemas
comportamentais
frequentemente encontrados pelo analista do comportamento nas situações em que é
solicitado a intervir, conhecendo estratégias de manejo e soluções para as queixas
apresentadas.
PROGRAMA 3: A análise do comportamento na prática
(02 créditos)
Prof. Paola Almeida e Deniges R. Neto
Apresentar aos alunos as características da Analise Aplicada do Comportamento, e propor
práticas que possam auxiliar no desenvolvimento de habilidades técnicas para elaboração
de hipóteses diagnósticas, e o planejamento das intervenções a serem conduzidas nos
estágios.
O programa pretende ainda favorecer a discussão crítica de práticas de intervenção
baseadas no comportamento verbal, e das propostas contemporâneas que traduzem esta
prática.
Estágio Supervisionado
(05 créditos)
O estágio permitirá que o aluno coloque em pratica a teoria proposta e as intervenções
derivadas da mesma. Neste núcleo são propostos 4 modelos de grupos de estágio, a saber:
- Atendimento clínico, que ocorrerão na clínica psicológica “Ana Maria Poppovic”
- Atendimento clínico para crianças com atraso de desenvolvimento ou desenvolvimento
atípico, e seus familiares, que ocorrerá na associação de amigos do Autista (AMA).
- Atendimento clínico que ocorrerá no Ambulatório de Doenças Afetivas e de
Ansiedade (UNIFESP), com clientes diagnosticados com Transtorno Obsessivo
Compulsivo.
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- Atendimento aos alunos e professores de institu ições de ensino publica e/ou
particulares (Escola Ginbernal) de São Paulo..
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Núcleo 2.8 Comportamental (2015)
PROGRAMA 1: Fundamentos Teóricos e Possibilidades da Terapia
Comportamental
CRÉDITOS
: 03 (Semestrais)
PROFESSORA
: Maria Luisa Guedes e Paola Almeida
OBJETIVOS:
Este curso pretende criar condições para que o aluno possa:
 Aprofundar seu conhecimento acerca da proposta do Behaviorismo Radical para as
questões da subjetividade.
 Discutir e avaliar as possibilidades de intervenções em diferentes contextos a partir
dos princípios teóricos do behaviorismo radical
CONTEÚDO:
1. O Conceito de Homem na perspectiva behaviorista
2. Behaviorismo Radical e a subjetividade do homem.
3. Características da Terapia Comportamental e das práticas educacionais
sustentadas promovidas pelo analista do comportamento.
FORMAS DE AVALIAÇÃO:
O aluno será avaliado pela participação nas aulas e pelo desempenho na preparação e
execução de seminários e também em provas escritas individuais.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
Skinner, B.F (1989,1991) Questões recentes na Análise do Comportamento Cap 1, 7 e 8.
Campinas Ed Papirus
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Núcleo 2.8 Comportamental (2015)
Skinner, B.F (1989,1991) Ciencia e Comportamento Humano. Cap X. São Paulo, Ed Martins
Fontes.
Skinner, B.F (1974, 1982) Sobre o Behaviorismo. Cap 4. São Paulo, Ed Cultrix, Ed USP.
Skinner, B. F. (1972). Tecnologia do ensino. Tradução de Rodolpho Azzi. São Paulo: EPU.
(Trabalho original publicado em 1968).
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Núcleo 2.8 Comportamental (2015)
PROGRAMA 2: Avaliação comportamental de problemas específicos
CRÉDITOS
: 02 (Semestrais)
PROFESSORA
: Denigés M. Regis Neto e Marcos de Medeiros
OBJETIVOS:
Fornecer subsídios para o aluno a analisar as contingências dos problemas
específicos e avaliar o impacto que têm sobre os comportamentos do próprio indivíduo
e dos membros do grupo. Ainda bus ca habilitar o aluno a manejar técnicas para a
solução de tais problemas no contexto individual ou grupal.
Considerando a grande procura por Terapia Comportamental nas modalidades
individual e em grupo, bem como a grande desenvolvimento de pesquisas e a
crescente prática nesta área, o curso fornecerá subsídios teóricos e práticos para que
o aluno possa:
 fazer a análise das contingências que estão envolvidas,
 planejar e efetuar a intervenção terapêutica (o que ocorrerá no estágio)
 avaliar as intervenções utilizadas e seu próprio comportamento como terapeuta.
CONTEÚDO:
 Habilidades básicas para intervenção em terapia comportamental : técnicas de
observação e entrevista inicial.
 Terapia analítico-funcional
 Estratégias de mudança do comportamento: o autom onitoramento.
FORMAS DE AVALIAÇÃO:
O aluno será avaliado pela participação nas aulas e pelo desempenho na preparação e
execução de seminários. Também será avaliado por provas escritas individuais.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
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FERSTER, C. B.; CULBERSTON, S., & PERROT-BORREN, M. C. (1982) Princípios do
Comportamento. São Paulo: Hucitec-Edusp. (Publicação original 1968)
Hunziker, Maria Helena L. (2006). Estudo experimental da depressão. Em Guilhardi, H. J. &
Aguirre, N. C. de (Orgs.). Sobre Comportamento e Cognição: Vol. 18. Expondo a variabilidade.
Santo André: Esetec
Rosenfarb, I, S.(1992) Uma interpretação analítico comportamental da relação terapêutica.
Psychological Records
Silva, Maria T. A.; Guerra, Luís Guilherme G. C. (2002). Modelos animais de psicopatologia:
fundamentos conceituais. Em Guilhardi, H. J., Madi, M. B. B. P., Queiroz, P. P., & Scoz, M. C.
(Orgs.). Sobre comportamento e cognição: Vol. 9. Santo André: Esetec
Kanter, J. W., Cautilli, J. D., Busch A. M., & Baruch, D. E. (2005). Toward a comprehensive
functional analysis of depressive behavior: Five environmental factors and a possible sixth and
seventh. The Behavior Analyst Today, 6(1), 65-81.
Kohlenberg, R.J.; Tsai, M. - Psicoterapia analítica funcional: criando relações terapêuticas
intensas e curativas. ESEtec, Santo André, 2004.
Zamignani, Denis Roberto; Banaco, Roberto Alves. Um panorama analítico-comportamental
sobre os transtornos de ansiedade. Rev. bras.ter. comport. cogn., São Paulo, v. 7, n. 1, jun.
2005
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PROGRAMA 3: A Análise do Comportamento na prática
CRÉDITOS
PROFESSOR
: 02 (Semestrais)
: Paola Almeida e Deniges R. Neto
OBJETIVOS:
Criar condições para que o aluno aprenda a observar e descrever contingências de
reforçamento dos problemas comportamentais apresentados nas situações práticas
dos estágios
CONTEÚDO:
-
Características da Análise Aplicada do Comportamento.
-
Obtenção de dados – observação e registro de dados, entre vistas.
-
Planejamento de intervenções – analise de contingencias comportamentais.
-
Modelos de intervenção baseado em práticas verbais - controle por regras e as
propostas atuais de mudança comportamental
FORMA DE AVALIAÇÃO:
O aluno será avaliado pela par ticipação nas aulas e pelo desempenho na preparação
em atividades de aula. Também será avaliado por provas escritas individuais.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
Baer, D.M; Wolf, M.M & Riesley T.R. (1968) Some current dimensions of applied behavior analysis.
Journal of Applied Baehavior Analysis, 1, 91-7
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Fagundes, A.J.F.M (1992) Descrição, definição e registro do comportamento. São Paulo: EDICON.
Costa e Marinho (2002) Um modelo de apresentação de análise funcional do comportamento. Revista Estudos de
Psicologia, PUC-Campinas, v 19, n 3,
Guilhardi, H.J ; Betini, M.E.S e Camargo, M.C.S. Aumento de frequência de respostas acadêmicas para alterar a
lentidão e eliminar comportamentos inadequados em um aluno de primeiro grau. Disponível em
http://www.terapiaporcontingencias.com.br/ Acesso em 10 de maio de 2011
Hübner, M.M (1999) Contingências e regras familiares que minimizam problemas de estudo: a família pró-saber. Em
Kerbauy, R. R., & Wielenska, R. C. (Orgs). Sobre comportamento e cognição: Vol. 4. Psicologia comportamental e
cognitiva: da reflexão teórica à diversidade da aplicação. Santo André: Esetec.
Sudo,C.H; Souza, S.R e Costa, C.E (2006) Instrução e modelação no treinamento de mães no auxílio à tarefa escolar.
Revista Brasileira de Psicologia Comportamental e Cognitiva. Vol. VIII, nº 1, 059-072
Sturmey, P. – Functional analysis in clinical psychology. John Wiley & Sons Press, Chichester, England, 1996..
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Supervisão de Estágio
CRÉDITOS
: 05 (Semestrais)
PROFESSORES
: Deniges, Marcos de Medeiros, Maria Luisa Guedes, Paola
Almeida.
OBJETIVOS:
Permitir o treino do aluno na avaliação de crianças, adolescentes e adultos, favorecendo a
identificação de contingências que envolvem comportamentos que serão alvo de
i n t e r v e n ç ã o , a s s i m c o m o d é f i ci t s com port am ent ai s especí f i cos. Pret ende -se, t am bém ,
instrumentalizar o aluno para o manejo de problemas humanos com enfoque clínico e/ou
educacional, avaliando criticamente seu papel profissional dentro destes contextos.
ATIVIDADES PREVISTAS PARA OS ALUNOS:
 seleção de indivíduos para intervenção;
 seleção de famílias ou profissionais envolvidos nos ambientes relevantes para as
intervenções
 condução de entrevistas e observação dos comportamentos dos indivíduos selecionados
para intervenção;
 análise da queixa em diferentes momentos do processo terapêutico;
 condução e avaliação, junto com o professor, das intervenções planejadas;
 leituras de textos pertinentes às problemáticas específicas dos clientes e/ou
profissionais, não contempladas nos Programas;
FORMA DE AVALIAÇÃO:
A avaliação será feita com base na presença e conduta do aluno durante o estágio,
priorizando as habilidades técnicas e comportamentos éticos relativos ao atendimento.
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INSTITUIÇÃO E CLIENTELA:
*Clínica Psicológica “Ana Maria Poppovic ”: Indivíduos, famílias e/ou casais que buscam
atendimento terapêutico;
*Associação de amigos do Autista (AMA). Crianças com Desenvolvimento Atípico:
portadores autismo.
“Programa de Doenças Afetivas e Ansiedade” (Prodaf). Grupo de atendimento a
pacientes com Transtorno Obsessivo Compulsivo.
“Escola Ginbernal de Educação Infantil”. Grupo de atendimento a professores e crianças
encaminhadas por queixas de dificuldades acadêmicas ou sociais.
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