ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA
ESTADO DE MINAS GERAIS
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
GERÊNCIA-GERAL DE SAÚDE E ASSISTÊNCIA
COMISSÃO DE HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO
BRIGADA DE INCÊNDIO
"A EXPERIÊNCIA MAIS ANGUSTIANTE
AO SE DEFRONTAR COM O FOGO
OCORRE QUANDO VOCÊ NÃO SABE
O QUE FAZER PRIMEIRO"
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"O INCÊNDIO OCORRE ONDE A PREVENÇÃO FALHA"
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GERÊNCIA-GERAL DE SAÚDE E ASSISTÊNCIA
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BRIGADA DE INCÊNDIO
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1. INTRODUÇÃO
Há milênios o homem aprendeu a usar o fogo como um
auxiliar de grande utilidade. Porém, por vezes o fogo foge
ao seu controle, transformando-se em um incêndio que lhe
rã
pode causar lesões e prejuízos.
A vida moderna aumenta os riscos de incêndio pela
proliferação de maquinismos eletromecânicos de toda a
espécie, ao passo que cria dificuldades de se escapar de
um local onde lavra um incêndio, pela construção de prédios
cada vez mais altos, e estilos arquitetônicos que favorecem
a propagação do fogo, tais como: paredes externas de vidro,
grandes vãos livres, largo uso de materiais decorativos de
fácil combustão.
Incêndios muitas vezes começam com pequenos focos, passíveis de extinção com um pouco de
.
conhecimento e meios relativamente simples.
Porém onde não há prevenção nem conhecimento, nem meios adequados de prevenção, pode haver
um incêndio de graves conseqüências, como os ocorridos em alguns prédios comerciais do país no
decênio 1970-1980, e que tiveram repercussão mundial.
Por esses motivos é necessário que cada cidadão colabore na prevenção de incêndios e aprenda a se
defender do fogo, em benefício da coletividade e de si próprio.
LI
Tem esta apostila a finalidade de divulgar noções para proteção contra o fogo como prevenir incêndios,
combater pequenos incêndios e escapar dos mesmos.
2- PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO
CARACTERÍSTICA DO FOGO
Uma reação físico-químico exotérmica (combustão), resultante da união do oxigênio e de um combustível
ativado pelo calor. O fogo é a parte visível da reação.
.
3- PROPAGAÇÃO DO FOGO
A propagação do fogo é uma conseqüência de propagação de calor, portanto, os meios de propagação
de ambos são os mesmos, a saber:
a) Condução
a transmissão de calor através de corpos sólidos.
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b) Convecção
É a transmissão de calor através de uma massa fluida (líquido ou gás), na qual se formam correntes
ascendentes, com as partes aquecidas a subir e as partes frias a descer.
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c
As aberturas verticais e horizontais das edificações, tais como poço de elevador, escadas, janelas, etc.,
auxiliam a propagação do fogo e da fumaça pelo processo da convecção. Por isso, em caso de incêndio,
aconselha-se que se fechem portas e janelas ao abandonar o local. Também, pelo mesmo motivo, são
inadequadas as construções com escadas monumentais, tendo uma parte oca no centro, bem como
buracos nos pisos para passagem dos fios elétricos de um andar para outro, pois tais aberturas funcionam,
em caso de incêndio, como chaminés, espalhando rapidamente fogo e fumaça.
c) Radiação
É a transmissão de calor à distância por meio de raios ou ondas, da mesma forma pela qual recebemos
o calor do sol.
.
MÉTODOS DE EXTINÇÃO
Resfriamento
Retira-se o calor
Abafamento
Retira-se o comburente (oxigênio)
Isolamento
Retira-se o combustível
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4— GENERALIDADES SOBRE INCÊNDIO
Incêndio é um fogo em local não desejado e que foge ao controle do homem, causando-lhe lesões e/ou
prejuízos. Os incêndios se classificam conforme sua extensão e natureza.
4.1 - GRAUS DE INCÊNDIOS
a) Princípio de Incêndio
É um pequeno foco de fogo, fácil de ser dominado com meios relativamente simples. Muitos começam
assim.
b) Pequeno, médio ou grande incêndio
Respectivamente, incêndios que atingiram as proporções de um cômodo, de uma casa, ou de uma
edificação
maior que uma casa.
.
4.2 - CLASSES DE INCÊNDIOS E PROCESSOS PARA COMBATÊ-LOS
Os incêndios mais comuns são os das três primeiras classes descritas a seguir:
a) Classe A
Incêndios em sólidos fibrosos, que se queimam na superfície e em profundidade, deixando resíduos
após a combustão. São combustíveis mais comumente encontrados: papel, madeira, pano, borracha,
plástico, etc.
Para combatê-lo, o melhor processo é o " resfriamento", com uso de água em
forma de jato contínuo ou neblina ou com soluções aquosas. O "abafamento " não
é muito eficiente porque esse tipo de incêndio se desenvolve também em
profundidade. Há alguns combustíveis dessa classe, como celulose e a nitrocelulose
oj
(empregada antigamente nas películas de cinema) para os quais o "abafamento"
é inócuo, pois, na combustão, eles liberam oxigênio e queimam mesmo em ausência
de ar.
b) Classe B
Incêndio em gases, substâncias graxas e líquidos combustíveis, os quais queimam só na superfície e
não deixam resíduos após a combustão. Exemplos: graxa, cera, gasolina, tinta, álcool, verniz, etc.
Para combatê-lo, emprega-se " abafamento ", com uso de pós químicos, gás carbônico
ou espuma química. Água só pode ser usada nesse tipo de incêndio em forma de
partículas finas, pois em forma de jato contínuo tende a espalhar o fogo. Por esse
motivo, em caso de incêndio em uma panela de gordura no fogão, não se deve jogar
água, mas abafar o fogo com uma tampa ou pano molhado. Observa-se que a"
espuma química "comumente usada não é eficaz para alguns líquidos inflamáveis
como os álcoois.
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c) Classe C
Incêndio em equipamento elétrico ligado ou desligado.
Para combatê-lo, usam-se substâncias condutoras de eletricidade como o pó
químico ou gás carbônico. Água em jato contínuo não deve ser usada, pois conduz
eletricidade devido às suas impurezas, colocando em risco a vida de quem vai
apagar o fogo. Uma das primeiras providências nesse tipo de incêndio é desligar
( ('Ç4,4 o equipamento ou o circuito elétrico afetado. Por esse motivo deve-se colocar,
nos interruptores dos painéis de eletricidade das casas e locais de trabalho,
etiquetas indicando os circuitos elétricos que comandam.
Vale notar que alguns aparelhos elétricos como as televisões, por exemplo,
permanecem com partes energizadas, mesmo após desligá-las da tomada. Conseqüentemente, devese evitar apagar incêndios em equipamentos elétricos com água em jato contínuo, mesmo quando não
ligados.
i7(.
.
d) Classe D
Incêndios não incluídos nas classes anteriores e que requerem técnicas especiais para extinção, tais
como fogo em metais e suas ligas.
Para combatê-los, não servem os agentes extintores comumente usados nas outras
classes de incêndios, pois, ou não apagam ou aumentam o fogo. Por exemplo, a
água, a espuma química e o gás carbônico aumentam o fogo no magnésio em
0 r4
combustão; a água reage violentamente com o sódio ou com o potássio. Para esses
incêndios, usa-se, conforme o caso, areia, grafite, limalha de ferro fundido, pós
: especiais.
TIPO DE EXTINTOR
CLASSES DE
INCÊNDIOSÁguaEspumaCO2Pó Químico
Seco
[IJ
"A"
Madeira
Tecido SimSim
NãoNão
Papel
Fibras
"B"
Gasolina
Tinta
Óleo
Graxa
"C"
Equipamento
Elétrico NãoNãoSimSim
Energizado
NãoSimSimSim
Magnésio
Sim
ZircônioNãoNãoNãoObs: um pó
Titâflio
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COMPORTAMENTO DO COMBURENTE
Quanto maior a presença de oxigênio, mais viva será a combustão.
Nos líquidos:
Não haverá fogo se a concentração de oxigênio for menor que 16%.
Nos sólidos:
Não haverá fogo se a concentração de oxigênio for menor que 13%.
5- CAUSAS E MEDIDAS DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIO
.
O melhor meio de combater incêndios é evitar que eles aconteçam. A maioria dos incêndios não ocorre
por causas naturais (ação de raios, por exemplo) ou provocadas (ação criminosa), mas por descuido.
Conhecendo-se as causas mais comuns do incêndio, pode-se tomar medidas preventivas para evitálas.
5.1 - CAUSAS MAIS COMUNS DE INCÊNDIO
a) Eletricidade
Calor resultante de instalações em mau estado ou sobrecarregadas, curto-circuitos, mau contato, etc.
Esta é uma das mais freqüentes causas de incêndio.
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b)Superfícies Aquecidas
Calor produzido por aquecedores, lâmpadas, velas de cera, ferro elétrico, etc., próximos de combustíveis
sólidos (papéis, panos), vapores inflamáveis e explosivos.
.
c) Cigarros e Palitos de Fósforo
Um grande número de incêndios ocorre por mau hábito de algumas pessoas, de atirar, a esmo, pontas
de cigarros e palitos de fósforo acesos, pela janela de veículos e dos edifícios, no chão ou em cestos de
papéis. Fumantes descuidados são uma das causas mais comuns de incêndio.
d) Buchas de Balão e Fogos de Artifícios
Inúmeros incêndios têm sido causados em matas e edificações por esses perigosos artefatos.
e)Gases Comprimidos
Instalações deficientes, manuseio inadequado e vazamento de botijões de gás confinados.
f) Operações de Chama Aberta
Soldas e outras operações com chama aberta e desprendimento de fagulhas, feitas sem o devido cuidado,
junto a materiais combustíveis e inflamáveis, em recipientes que contiverem inflamáveis, etc.
g) Fagulhas de Chaminés e Incineradores
Aparelhos mau regulados omitindo fagulhas nas proximidades de material combustível. Lixo combustível
acumulado junto ao incinerador inflamado por pontas de cigarro ou fagulhas.
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h)Atrito
Superaquecimento e centelhas em maquinismos mal conservados causados por falta de lubrificação,
choques entre peças, etc.
i) Desobediência às Proibições de Fumar
Cigarros acesos em depósitos de inflamáveis, almoxarifados de materiais combustíveis, etc.
j) Acúmulo de Material Combustível em Local Inadequado
Materiais combustíveis amontoados em local inadequado como porões, sótão, hall de escadas, desvão
de casas, corredores, casas de máquinas, subestações elétricas, etc., sujeitos a se incendiarem com
pontas de cigarros por problemas de eletricidade.
.
k)Combustão Espontânea
Certos materiais entram em combustão ao ter contato com o ar, sem interferência de fonte de calor
("combustão espontânea"). Alguns o fazem instantaneamente como o fósforo branco, outros oxidam-se
lentamente, aquecendo-se até que atinjam sua temperatura de ignição, quando entram em combustão
(exemplo: panos e estopas sujos de óleo, tinta ou graxa; sisal e juta úmidos etc). Muitos incêndios
ocorrem por falta de cuidados no trato com esses materiais.
1) Falta de Cuidados na Estocagem e Uso de Produtos Químicos perigosos
Inflamáveis em recipientes inadequados e destampados, guardados próximos de fontes de calor e faíscas;
produtos químicos que reagem violentamente entre si, como oxidantes e inflamáveis, amônia e cloro,
estocados juntos (" estocagem promíscua"), etc.
m)Brincadeiras de Criança
Fósforos, isqueiros ou líquidos inflamáveis deixados ao alcance das crianças.
n) Colisão de Veículos
Derramamento de combustível de tanques de veículos acidentados, inflamados por pontas de cigarros,
faíscas de atrito ou curto-circuito resultantes do acidente.
.
5.2 RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA PREVENÇÃO DE INCÊNDIO
As recomendações a seguir se aplicam aos lares, locais de trabalho e outras áreas. Os líquidos inflamáveis
e gases comprimidos, pelo seu perigo em potencial, e por serem largamente usados, mesmo nas
residências, serão tratados a parte, mais adiante.
a) Manter as instalações elétricas em bom estado para evitar sobrecarga, mau contato e curto-circuitos.
Não usar "benjamins", instalações improvisadas para uso demorado, fios e tomadas em mau estado,
fios passando debaixo de tapetes ou disjuntores por ligações diretas com arames e moedas. Somente
mandar efetuar reparos, reformas e modificações em instalações elétricas, por profissionais ou firmas
habilitadas.
b) Desligar aparelhos elétricos após utilizá-los. Muitos incêndios se originaram de ferros elétricos
esquecidos acesos. Ao desligar uma tomada, puxar pelo conector e não pelo fio.
c) Não atirar a esmo pontas de cigarro e palitos de fósforo acesos e nem depositá-los em cestos de
papéis. Cada pessoa deve habituar-se a apagá-los depois do uso e a partir o fósforo em dois, antes de
jogá-lo fora.
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d) Se sair de casa e deixá-la desocupada, fechar as janelas, mesmo se for um apartamento em andar
elevado. Caso a mesma fique vazia por um período prolongado, fechar o registro de gás e a chave geral
elétrica. Não deixar crianças trancadas sozinhas em casa.
e) Recolher o lixo das cestas de papel separadamente do lixo dos cinzeiros. Colocar água na parte
inferior dos cinzeiros de chão feitos de plástico e com aberturas laterais para papéis e copos de café.
f) Obedecer às proibições de fumar e não fumar nos seguintes locais, mesmo que não haja avisos nesse
sentido: nos elevadores, casas de comércio, ônibus, cinemas, depósitos de materiais combustíveis,
postos de gasolina, oficinas de pinturas, oficinas de usinagem, salas de computadores e outros locais de
maior risco de incêndios e explosões. Também não se deve fumar na cama, pois o fumante pode
adormecer e o cigarro iniciar um incêndio.
g) Não deixar fósforos e isqueiros ao alcance das crianças.
.
h) Ao cozinhar, deixar os cabos das panelas para o lado de dentro do fogão para evitar incêndios e
queimaduras.
i) Não soltar balões nem fogos de artifício. Além do risco de provocar incêndio, estes últimos podem
explodir acidentalmente na mão do usuário, queimando-o e mutilando-o.
j) Não deixar lâmpadas, aquecedores, velas e outras fontes de calor perto de cortinas, papéis e outros
materiais combustíveis. Nas áreas de estocagem, o topo da pilha de material combustível deve distar no
mínimo 50 cm das lâmpadas.
k) Não acumular detritos e material imprestável combustível em locais inadequados como porões, sótãos,
áreas de circulação, casas de máquinas, etc. Sucata combustível deve ser descartada sem demora.
Guardar estopas e panos sujos de óleo, graxa ou tinta em latas fechadas e sem furos antes de jogá-los
fora, para evitar ignição espontânea.
1) Não usar incineradores para queimar lixo, o que não só contribui para evitar incêndios mas, também,
para diminuir a poluição ambiental.
m) Evitar acúmulo de pó em ambientes mal ventilados, devido aos riscos de explosões.
n) Prover manutenção adequada aos equipamentos como lubrificação, revisão periódica, etc.
o) Não fazer uso excessivo de materiais de fácil combustão para compor ambientes, como: tapetes e
cortinas de tecido sintético, revestimento de madeira ou cortiça nas paredes divisórias de papelão ou
madeira, teto falso de papelão, etc.
p) Ter cuidado com baterias de chumbo-ácido, como as utilizadas nos automóveis, que liberam um gás
explosivo ao funcionar (o hidrogênio). Não fumar em locais onde elas estejam funcionando ou sendo
recarregadas. Ao lidar com elas, manter o rosto afastado das tampas. Verificar, de tempos em tempos,
se os orifícios das tampas estão desentupidos.
q) Após utilizar uma fogueira na mata, em passeios, "camping", etc., jogar água na mesma e cobrí-la
com areia.
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r) Não colocar panos tampando os orifícios de ventilação de aparelhos de televisão, nem posicioná-los
com sua tampa traseira muito próxima de paredes ou móveis, a fim de permitir adequada dissipação de
calor. Não colocar copos com líquido em cima desses aparelhos para evitar que derramamentos acidentais
causem curto-circuitos e incêndios nos mesmos.
s) Em operações de chama aberta e/ou desprendimento de fagulhas, como soldagem de corte a maçarico,
feitos com equipamento portátil, fora de locais previstos para esta finalidade. Ter cuidados especiais
como: permissão prévia por escrito, separação de outras áreas com anteparos resistentes ao fogo,
distância de combustíveis e inflamáveis, etc.
.
t) Nas oficinas de usinagem, não fumar, trabalhar com ferramentas bem afiadas, guardar cavacos em
recipientes metálicos fechados e, no caso de trabalhos com metal, ter por perto baldes com areia ou
com pó extintor. No caso do magnésio e suas ligas, deve-se ainda ter o cuidado de não usar fluídos do
corte à base de água. Nas oficinas maiores, convém ter mantas incombustíveis colocadas em locais
estratégicos.
5.3 - CUIDADOS ESPECIAIS COM INFLAMÁVEIS E PRODUTOS QUÍMICOS
PERIGOSOS
.
a) Manter recipientes para inflamáveis (álcool, éter, acetona, mertiolate, querosene, etc.) longe de fontes
de calor, chamas ou faíscas; guardá-los tampados quando não em uso; deixá-los fora do alcance das
crianças; tê-los em casa somente em quantidades pequenas; não fumar ao utilizá-los; usá-los só em
locais bem ventilados.
b) Não usar inflamáveis para fins de limpeza de ambientes. Não jogar inflamáveis nos ralos.
c) Não dissolver cera com gasolina. Ao encerar um cômodo, abrir portas e janelas para ventilação.
d)Trocar imediatamente de roupa se esta for atingida por respingos de inflamáveis.
e) Não enfrentar a crise do petróleo com expedientes perigosos e ilegais como: estocar combustível
para veículos dentro de casa, transportar combustível em vasilhames nos veículos, mandar substituir o
tanque de combustível do veículo por outro de maior capacidade. Isso é válido para os combustíveis
automotivos mais em uso no país: gasolina, álcool e óleo diesel. Este último teve recentemente sua
formulação alterada, com ponto de fulgor menor que o valor medido anteriormente, o que o torna bem
mais perigoso.
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f) Não avivar as chamas de braseiros jogando álcool ou outros inflamáveis em cima deles.
g) Evitar o uso de fogareiros a gás, a álcool ou a gasolina nas residências, e não utilizá-los nos locais de
trabalho.
h) Não fumar perto de veículos acidentados ou onde houver forte cheiro de combustível.
.
i) Evitar ao máximo o uso de inflamáveis dentro de escritórios, fábricas, depósitos, procurando substituílos por líquidos combustíveis ou, de preferência, não combustíveis. Se não for possível evitar seu emprego,
tomar as seguintes precauções: manter nos locais de uso o necessário apenas para um dia de trabalho;
para transportar ou guardar quantidade entre 112 litro e 20 litros, usar recipientes especiais à prova de
explosão; para guardar quantidades entre 20 e 200 litros, colocar os recipientes dentro de armários de
aço de construção especial (paredes duplas de 1 ,3mm de espessura, porta com fechadura e soleira
levantada, respiros laterais, etc.).
Locais para estocagem de inflamáveis em grande quantidade devem ter construção especial: instalação
elétrica à prova de explosão, que evita faíscas nos interruptores e luminárias; vasilhames de fornecimento
de inflamável aterrados eletricamente, para evitar faíscas de eletricidade estática formadas pelo atrito ao
se despejar o líquido; construção resistente ao fogo; piso inclinado para um dreno, etc.
j) Colocar, nos recipientes de substâncias perigosas (ácidos, corrosivos, inflamáveis, tóxicos, etc.), um
rótulo de advertência com o nome do conteúdo e precauções necessárias. Recipientes vazios desses
materiais devem ficar tampados. Eles devem ser transportados internamente em recipientes tampados
e em carrinhos apropriados.
k) Manter separadas substâncias perigosas que reagem violentamente entre si, e observar outros cuidados
para armazenamento das mesmas, conforme o caso. Não guardar juntas, substâncias oxidantes (ácido
nítrico) com inflamáveis como o álcool, cloro com amônia, cloro com acetona, iodo com amônia, oxidantes
com enxofre, etc. Não deixar solventes clorados perto de fontes de calor e de radiações de soldagem.
[1
5.4 - CUIDADOS ESPECIAIS COM GASES COMPRIMIDOS
a) Manusear botijões de gás com cuidado, evitando que caiam e sofram pancadas. Guardá-los em
locais limpos, bem ventilados, livres de óleo e graxa, protegidos contra chuva, sol e outras fontes de
calor. Botijões de gás doméstico não devem ficar juntos do fogão, mas fora da cozinha e conectados
com tubulações metálicas. Cilindros de gases industriais devem ficar em posição vertical e firmemente
atados para não caírem.
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b) Manter instalações de gás em bom estado para evitar vazamentos. Não usar fósforos para verificar
vazamentos, somente água e sabão. Se houver vazamento em um cilindro de gás, removê-lo para um
local seguro.
c) Se um cômodo apresentar forte cheiro de gás, abrir todas as portas e janelas para ventilá-lo e não
ligar nem desligar interruptores de luz ou ventiladores, nem acender fósforos.
d) Acender a chama piloto dos aparelhos a gás antes de ligá-los. Ao acender um torno de fogão, riscar
primeiro o fósforo e abrir o gás depois.
e) Ter cuidados com isqueiros a gás que tem um fluido combustível liquefeito sobre pressão. Não guardálos perto de fonte de calor, não portá-los em atividades onde há calor e desprendimento de faíscas,
como: soldagem, esmerilhamento, trabalhos de eletricidade, trabalhos com fornos e fogões, etc. Não
perfurá-los, não jogá-los fora no incinerador e não carregá-los em viagem de avião.
.
f) Não fumar ou usar aerosóis, não perfurá-los ou jogá-los no incinerador.
g) Evitar que.óleos ou graxas entrem em contato com oxigênio comprimido, pois isso pode provocar uma
explosão.
h) Guardar cilindros de gases industriais cheios separados dos vazios.
i) Deixar consertos e modificações de gás comprimido para firmas especializadas.
5.5 - CUIDADOS COM O MONÓXIDO DE CARBONO
Os cuidados com o fogão não devem se limitar a impedir combustões indesejáveis, mas também evitar
a exposição de pessoas a concentrações perigosas de monóxido de carbono nas combustões normais.
a) Não usar aparelhos de combustão em ambientes confinados e mal ventilados.
b) Não usar empilhadeiras motor de explosão em áreas fechadas, exceto se equipadas com purificadores
de gases de descarga.
c) Manter o sistema de escapamento de veículos em boas condições para evitar vazamentos nas cabines
dos mesmos.
d) Não trafegar em um automóvel com todas as janelas hermeticamente fechadas ou com a tampa
traseira aberta.
e) Nos cômodos com aparelhos a gás, abrir os basculantes ao utilizá-los. Nos banheiros com aquecedores
a gás, as portas devem ter venezianas na parte de baixo ou uma fresta maior que a normal.
6— MEIOS DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO
6.1 - INSTRUÇÃO E TREINAMENTO
Conforme disse um prevencionista, o melhor equipamento de segurança de um estabelecimento é o
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e
funcionário cuidadoso, consciencioso e bem treinado. Uma excelente instalação contra incêndio
não funcionará, quando necessário, se não houver quem saiba operá-la, se não for adequadamente
conservada, ou se for tornada inoperante por ignorância e desinteresse dos usuários.
Por outro lado, a experiência demonstra que os primeiros cinco minutos de um incêndio são
cruciais para sua extinção. Se ele não for dominado no início e se encontrar condições propícias,
como as que existem em inúmeros prédios onde se concentra muita gente, ele poderá causar
grandes tragédias. Infelizmente, nem sempre o Corpo de Bombeiros de uma cidade pode atingir o
local de um incêndio em tão pouco tempo.
Devido a esses motivos, é necessário que as pessoas se cosncientizem dos perigos do fogo, que
aprendam a prevenir e se comportar nesses tipos de acidentes. Além disso, nos aglomerados
humanos, como edifícios de escritórios, de comércio, residências ou fabris, é importante que o
pessoal permanente seja treinado para combater pequenos incêndios, verificar periodicamente se
os equipamentos contra fogo estão em ordem, e retirar os ocupantes do local em segurança, no
caso de sinistro.
Daí se proceder a formação de grupos de atuação contra incêndio em muitos estabelecimentos,
os quais, além de agir em situações de emergência, devem, periodicamente, instruir os demais
ocupantes do local quanto à Prevenção de Incêndios, combate ao fogo e comportamento em
casos de sinistro.
Se, no Brasil, muitos estabelecimentos fabris dispõem de Brigadas Internas de Incêndio bem
treinadas e equipadas, o mesmo não é comum nos grandes estabelecimentos comerciais. É um
erro. Nas fábricas pode haver maior risco potencial de incêndio, porém, nos edifícios comerciais
em geral é mais difícil escapar de um desses sinistros. Fábricas, comumente, só têm um pavimento
com várias saídas para fora. Nos arranha-céus comerciais ocorre o contrário: muitos andares e,
em geral, uma só saída— uma escada não protegida contra o fogo que, em caso de incêndio, pode
constituir uma fonte de propagação de calor e fumaça, em vez de um caminho de fuga.
6.3 - GRUPOS INTERNOS CONTRA INCÊNDIO
.
A constituição desses grupos varia conforme o tamanho do estabelecimento. Podem ser poucas
pessoas no caso de edifícios residenciais (porteiros, zeladores), ou alguns grupos especializados,
no caso de fábricas, escritórios, lojas, hotéis, etc. O importante é que todos sejam regulamente
treinados por profissionais habilitados e, por sua vez, instruam periodicamente os demais usuários
do local. Em alguns países, prevenção e treinos contra incêndio fazem parte dos currículos das
escolas elementares.
É recomendável que, pelo menos uma vez por ano, os usuários de um prédio comercial ou fabril
façam treinos de abandono de área e recebam noções de combate ao fogo. No caso de prédios
comerciais em vias movimentadas, nem sempre é conveniente fazer treino de abandono geral,
porém, pode-se fazê-lo por andar ou andares até o "hall" de entrada, para não criar tumulto na via
pública.
O treino e a instrução periódicos são a melhor forma de evitar um terrível inimigo que costuma
aparecer nos incêndios e outros sinistros: o pânico, que leva as pessoas a ações irracionais,
podendo lhes causar a morte muito antes de se esgotarem os recursos de salvamento. O tempo
consumido nesses treinamentos é um investimento compensador, posto que antes de mais nada
protege um bem de valor inestimável: a vida humana.
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
GERÊNCIA-GERAL DE SAÚDE E ASSISTÊNCIA
COMISSÃO DE HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO
BRIGADA DE INCÊNDIO
6.4- RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES SOBRE EQUIPAMENTOS CONTRA INCÊNDIO
a) Manter os caminhos de fuga em caso de incêndio (corredores, "halls", escadas, saídas) livres e
desimpedidos. Materiais indevidamente colocados nessas áreas dificultam o fluxo de pessoas e auxiliam
a propagação do fogo.
b) Verificar semanalmente se as portas corta-fogo, que devem ficar fechadas, estão vedando perfeitamente,
e se estão livres de calços indevidamente colocados para mantê-las abertas. Existem portas corta-fogo,
do tipo industrial, que ficam normalmente abertas e se fecham automaticamente sob determinada
temperatura ambiente, pela fusão de um elemento fusível e ação de um contrapeso. Deve-se verificar se
não há objetos impedindo seu fechamento.
c) Manter livre o acesso a hidrantes, extintores e pontos de desligamento de energia elétrica: do contrário
pode não ser possível usá-los quando mais se precisar deles.
.
d) Não usar casas de máquinas, poços de elevadores, cubículos de eletricidade, caixas de mangueiras
de incêndio e pisos falsos de computador como depósito de lixo ou área de estocagem.
e) Verificar semanalmente se a válvula geral dos hidrantes de incêndio está aberta e se a reserva d'água
de incêndio está completa. Não usar tais reservas para outros fins que não o combate ao fogo.
f) Não pintar bulbos de "sprinklers". Verificar semanalmente se as válvulas de manobra destes estão
abertas e manter distância de 90 cm entre os "sprinklers" e o topo de materiais estocados.
g) Testar semanalmente motobombas de incêndio e sistemas de alto-falantes.
.
h) Prover manutenção periódica nos equipamentos contra incêndio. Por exemplo:
• extintores - inspeção visual mensal; pesagem semestral de extintores de gás carbônico; recarga anual
nos demais tipos; e teste hidrostático qüinquenal em fornecedor credenciado. A data de recarga deve
ser indicada em uma etiqueta afixada no aparelho pelo fornecedor.
mangueiras - escovagem e reenrolamento bimestral; encher d'água e lavar semestralmente; teste de
pressão anual em fornecedor credenciado.
6.5 - AVALIAÇÕES SUCINTAS
É recomendável que cada pessoa esteja ciente dos recursos e deficiências contra incêndio dos prédios
em que trabalha ou habita, principalmente os meios de fuga. Quanto mais perigoso o local nesse aspecto,
maior cuidado deve haver na prevenção de incêndios e mais preparados devem estar seus usuários.
7—AÇÃO INDIVIDUAL
A seguir, alguns conselhos para se escapar de um prédio vítima de incêndio, onde não há um plano de
ação para tais casos:
a) Se notar indício de incêndio (fumaça, cheiro de queimado, estalidos, etc.) aproxime-se a uma distância
segura para ver o que está queimando e a extensão do fogo.
b) Dê o alarme pelo meio disponível aos responsáveis pela administração do prédio e telefone para o
Corpo de Bombeiros.
O INCÊNDIO OCORRE ONDE A PREVENÇÃO FALHA'
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c) Se você tiver noções de combate ao fogo, ataque-o usando o extintor apropriado, baldes de água,
areia, mantas, etc.. Não use água em eletricidade, nem sobre líquidos e graxas combustíveis. Se o fogo
for em aparelho ou instalação elétrica, procure desligá-los. Se houver mais de uma pessoa no local, o
combate ao fogo e o alarme devem ser simultâneos.
d) Se não souber combater o fogo ou não puder dominá-lo, saia do local fechando todas as portas e
janelas atrás de si, mas sem trancá-las, desligando a eletricidade e alertando os demais ocupantes do
andar. Não perca tempo tentando salvar objetos, salve sua vida.
e) Mantenha-se vestido, afrouxando apenas a gravata, pois a roupa protege o corpo contra o calor e
desidratação. Fique calmo e procure evitar o pânico das demais pessoas.
f) Procure alcançar o térreo usando a escada, sem correr. Só suba se for impossível descer, pois a
tendência do fogo é subir. Não use o elevador, pois poderá ficar preso nele.
.
g) Se suas vestes se incendiarem, não corra, pois isso faz aumentar o fogo, oxigenando-o. Role no chão
e procure se envolver com uma toalha ou cortina, para abafá-lo.
h) Se ficar preso em meio à fumaça, ponha uma toalha ou lenço molhado cobrindo o nariz e a boca e
ande rastejando, pois o ar perto do chão é mais respirável. Se possível molhe suas roupas e cabelos.
1) Ao passar de um cômodo para outro, toque na porta e observe suas frestas antes de abri-Ia. Se estiver
quente ou se a fumaça estiver saindo pelas f restas sob pressão não abra. Vede as frestas e, se possível,
resfrie-a.
Se estiver fria e não houver fumaça, abra usando-a como escudo e só penetre no outro cômodo se tiver
certeza de poder atravessá-lo e de que este é o caminho certo e mais rápido e seguro para sua fuga.
.
j) Se não puder sair do pavimento, mantenha-se junto ao chão e próximo de uma janela. Atire para fora
o que pode queimar facilmente (papéis, tapetes, cortinas, etc.), mas com cuidado para não machucar
quem está na rua combatendo o fogo. Se houver fumaça no cômodo, deixe-a escapar abrindo uma
janela, ou quebrando o vidro, se ela for fixa. Se houver fumaça, só do lado de fora do cômodo, não abra
a janela. Coloque um móvel perto de si para servir de anteparo contra o calor.
k) Ao se ver encurralado em um cômodo ou terraço, não se debruce demasiadamente para fora para
respirar, pois poderá ficar tonto e cair. Não salte para outro prédio que aparentemente está à distância
de um pulo, pois o espaço é maior do que parece e você poderá se despencar para o solo.
1) Se ficar encurralado em um banheiro, coloque um pano molhado no nariz, molhe-se bem e vede a
porta com panos ou papéis molhados. Encha a pia ou banheira de água e vá molhando paredes e porta
com ela.
m) Se ficar encurralado em um terraço, use telhas de amianto, folhas de metal, paredes ou qualquer
outra coisa como barreira para se defender do calor irradiado.
n) Se conseguir sair do prédio, não retorne antes do fogo ser totalmente debelado.
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