BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 BRASIL PCH Demonstrações Contábeis - 2014 11 BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 12 CNPJ nº 07.314.233/0001-08 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO GERAÇÃO DE ENERGIA - O Parque Gerador do Grupo BPCH – composto por 13 Pequenas Centrais Hidrelétricas – possuía em 2014 291MW de capacidade instalada, sendo todos os empreendimentos participantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE. Cabe ressaltar que a capacidade de geração da BRASIL PCH permite atender a demanda de aproximadamente 2,6 milhões de habitantes. No que se refere à Disponibilidade Média Consolidada das PCHs, em 2014 o indicador interno atingiu 99,21%, contra 96,53% em 2013. Todas as PCHs estão submetidas à Portaria MME 463/2009. Em 2014 a PCH Funil teve duas revisões, atingindo o limite de redução de 10% da sua garantia física original. A companhia ajuizou ação questionando a legalidade de tais revisões, ainda em trâmite. COMERCIALIZAÇÃO DA ENERGIA GERADA - A energia comercializada com o PROINFA em 2014 foi de 1.663.524 MWh, inferior ao do exercício de 2013 (1.673.250MWh), em razão das revisões de garantia física. O Faturamento Bruto do exercício de 2014 foi da ordem de R$ 351 milhões SEGURANÇA DO TRABALHO e SAÚDE OCUPACIONAL - Dados os riscos envolvidos nas atividades de geração de energia elétrica, em 2014 manteve-se a avaliação das instalações de todo o Parque Gerador, que culminou com a implementação de adaptações e melhorias, quando necessárias, bem como o aperfeiçoamento das práticas internas de segurança mediante treinamento do quadro de colaboradores. MEIO AMBIENTE – O Grupo BRASIL PCH cumpre os Programas Ambientais e Condicionantes das Licenças de Operação de suas PCHs. Em 2014, foram aplicados aproximadamente R$ 4,3 milhões, o que contribuiu de forma direta para a preservação do entorno das usinas e ampliação do conhecimento científico nas regiões onde estão os empreendimentos. A Monte Serrat transferiu, em 2014, o Sistema de Esgotamento Sanitário da Vila de Mont Serrat, para a Prefeitura Municipal de Comendador Levy Gasparian. RECURSOS HUMANOS - O Grupo BRASIL PCH fechou o exercício de 2014 com 136 colaboradores, número este inferior em 17,08% (28 postos de trabalho) ao exercício anterior. Tal redução decorre de processo de reestruturação. SEGUROS – A empresa mantém seguro para suas operações. Os valores segurados tem por base o laudo de avaliação elabo- BALANÇO PATRIMONIAL INDIVIDUAL E CONSOLIDADO LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Ativos Ativos circulantes Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber Dividendos a receber Adiantamentos a funcionários Impostos a compensar Despesas antecipadas Outros ativos circulantes Total dos ativos circulantes Ativos não circulantes Ativos vinculados - BNDES Impostos e contribuições diferidas Impostos a compensar Depósitos judiciais Investimentos Imobilizado Intangível Diferido Total dos ativos não circulantes Total dos ativos Nota 7 8 12 9 10 23 11 12 13 14 15 Controladora 31/12/14 31/12/13 75.708 136.698 2.268 12 5.375 220.061 2.242 501.325 87 263 28.979 532.896 752.957 Consolidado 31/12/14 31/12/13 Passivos Passivos circulantes Fornecedores 110.139 85.855 124.095 Empréstimos - PETROS 40.091 36.232 Financiamentos - BNDES 132.596 - Obrigações trabalhistas e previdenciárias Impostos e contribuições a recolher 171 156 Provisão para férias e 13º salário 2.453 2.521 2.716 Outras obrigações 13 1.637 961 Receita diferida 4.920 131 Dividendos a pagar Dividendos a pagar ações preferenciais 245.201 135.195 164.291 Total dos passivos circulantes Passivos não circulantes 63.013 65.657 Financiamentos - BNDES 7.290 984 Empréstimos - PETROS 2.242 2.529 2.242 Provisões para compromissos futuros Dividendos a pagar ações preferenciais 11.211 8.895 Total dos passivos não circulantes 551.193 - Total de passivos 145 1.171.028 1.202.913 Patrimônio líquido 355 16.278 19.504 Capital social Reserva de capital 36.553 - Reserva de lucros 590.488 1.271.349 1.300.195 Total do patrimônio líquido 835.689 1.406.544 1.464.486 Total dos passivos e do patrimônio líquido As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. Nota Controladora 31/12/14 31/12/13 Consolidado 31/12/14 31/12/13 641 88.948 145 10 423 2.767 92.934 47 78.059 21 21 172 16.780 4.108 99.208 6.001 88.948 81.150 1.580 2.650 1.290 1.380 112.486 2.767 298.252 8.794 78.059 83.137 326 2.565 1.544 1.069 14.623 16.780 4.108 211.005 533.980 39 534.019 626.953 544.220 14.101 558.321 657.529 416.977 533.980 60.310 1.011.267 1.309.519 494.496 544.220 59.305 14.101 1.112.122 1.323.127 109.032 16.972 126.004 752.957 109.032 16.888 52.240 178.160 835.689 109.032 (12.007) 97.025 1.406.544 109.032 16.888 15.439 141.359 1.464.486 Reserva de retenção de lucros 27.647 (27.647) - Lucros acumulados 70.654 70.654 Total 164.836 (33.175) 70.654 70.654 42.966 (16.780) (7.375) 178.160 (37.315) (22.539) 11.651 11.651 (2.767) (1.186) 126.004 17 16 19 16 17 27 19 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (CONTROLADORA) PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Saldos em 31 de dezembro de 2012 Dividendos pagos Lucro líquido do exercício Outros Resultados Abrangentes Total de Outros Resultados Abrangentes Destinações Reserva legal Reserva retenção de lucros Dividendos mínimos obrigatórios Remuneração de ações preferenciais Saldos em 31 de dezembro de 2013 Resgate de Ações Preferenciais Pagamento de dividendos adicionais Lucro líquido do exercício Outros Resultados Abrangentes Total de Outros Resultados Abrangentes Destinações Reserva legal Reserva especial Dividendos mínimos obrigatórios Remuneração de Ações Preferencias Dividendos Adicionais Propostos Saldos em 31 de dezembro de 2014 Capital social 109.032 109.032 109.032 Reservade capital Reservas de lucros Ágio Reserva legal Dividendos adicionais propostos Reserva especial 16.888 5.741 5.528 (5.528) 16.888 (16.888) - 3.533 9.274 - - 583 7.115 9.857 7.115 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. - 42.966 (20.427) (22.539) - (3.533) (42.966) (16.780) (7.375) 11.651 11.651 - - (583) (2.767) (1.186) (7.115) - rado por empresa especializada para fins de cobertura. TERRAS – Dada sequência ao processo de aquisição de áreas de APP, em cumprimento dos Programas Ambientais TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - Em 2014 foram implantados os módulos de Compras (Portal do Fornecedor) E Estoque e Gestão de Contratos. Novo sistema de telecomunicação interligando o centro de operações e as PCHs foi implantado, com ganhos técnicos/operacionais e financeiros. RESULTADO DO EXERCÍCIO – Em 2014, a BRASIL PCH apurou Lucro Líquido de R$ 11,7 milhões, representando um decréscimo de 83,45% em comparação a 2013 (R$ 70,7 milhões). O resultado do exercício foi influenciado negativamente pela crise que atingiu o Setor Elétrico Nacional. A Geração Operacional de Caixa foi da ordem de R$ 250 milhões, inferior em 3,06% ao montante do exercício de 2013 (R$ 257,9 milhões), destacando o resgate de 100% das Ações Preferenciais. A Administração DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto o lucro por ação) Controladora Consolidado Notas 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 Receita líquida de vendas 20 235.091 310.654 Custos das vendas de energia Pessoal (14.580) (13.098) Meio ambiente (4.630) (4.702) Operação (4.387) (4.594) Manutenção (7.636) (6.741) Taxas setoriais (1.859) (776) Tarifa de uso dos sistemas elétricos de distribuição (TUSD) (4.020) (4.236) Seguros (3.036) (2.406) Depreciação e amortização (35.220) (33.440) Outros custos (2.890) (3.266) (78.258) (73.259) Lucro bruto 156.833 237.395 Despesas operacionais Pessoal 21 (1.795) (2.492) (9.080) (9.343) Administrativas e gerais 21 (290) (180) (5.961) (3.599) Amortização de despesas pré operacionais (7.574) (7.760) Resultado da equivalência patrimonial 12 89.455 165.722 Outras despesas operacionais, líquida 21 (149) (306) (2.561) (5.990) 79.647 154.984 (17.602) (18.932) Lucro antes do resultado financeiro 79.647 154.984 139.231 218.463 Despesas financeiras 22 (80.192) (89.616) (124.703) (140.973) Receitas financeiras 22 12.196 5.286 15.069 12.789 (67.996) (84.330) (109.634) (128.184) Lucro operacional antes do imposto de renda E da contribuição social 11.651 70.654 29.597 90.279 Corrente 23 (13.140) (12.316) Diferido 23 3.016 451 (10.124) (11.865) Lucro líquido do exercício 11.651 70.654 19.473 78.414 Lucro básico e diluído por ação ordinária - R$ 0,1190 0,6480 Quantidade média ponderada de ações 97.898.865 109.031.967 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE INDIVIDUAL E CONSOLIDADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Controladora Consolidado 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 Lucro líquido do exercício 11.651 70.654 19.473 78.414 Outros resultados abrangentes Resultado abrangente do exercício 11.651 70.654 19.473 78.414 Resultado abrangente total do exercício 11.651 70.654 19.473 78.414 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA INDIVIDUAL E CONSOLIDADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Nota Controladora 31/12/14 31/12/13 Consolidado 31/12/14 31/12/13 Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social 11.651 70.654 29.597 90.279 Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas pelas atividades operacionais: Resultado na baixa de ativo imobilizado 13 2.155 3.453 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (CONSOLIDADO) PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Juros sobre empréstimos e financiamentos 22 80.192 89.615 124.672 140.689 Depreciação e amortização 7.741 7.760 34.968 33.440 Reserva de capital Reservas de lucros Equivalência patrimonial 12 (89.455) (165.722) Capital social Ágio Reserva legal Reserva especial Reserva de retenção de lucros Lucros (prejuízos) acumulados Total Constituição do ajuste MRE 112.486 14.623 Saldos em 31 de dezembro de 2012 109.032 16.888 5.741 5.528 27.647 (44.561) 120.275 PIS e COFINS diferido sobre ajuste MRE (4.106) (534) Dividendos pagos (5.528) (27.647) (33.175) Ganho auferido com instrumentos financeiros 20 (4.737) (4.737) Lucro líquido do exercício 78.414 78.414 Constituição de provisão para compromissos futuros 39 (90) Outros Resultados Abrangentes Variações nos ativos e passivos Total de Outros Resultados Abrangentes 78.414 78.414 (Aumento) redução em contas a receber 48 (3.859) 5.852 Destinações Aumento em adiantamento a funcionários (15) (24) Reserva legal 3.533 (3.533) Redução (aumento) em impostos a compensar 185 540 (8.467) 1.083 Reserva retenção de lucros 6.165 (6.165) Redução (aumento) em despesas antecipadas 1 (12) (676) (437) Dividendos mínimos obrigatórios (16.780) (16.780) Aumento em outros ativos circulantes (638) (52) (94) Remuneração de ações preferenciais (7.375) (7.375) Aumento (redução) em impostos e contribuições sobre Saldos em 31 de dezembro de 2013 109.032 16.888 9.274 6.165 141.359 faturamento 816 (450) Resgate de Ações Preferenciais (16.888) (6.165) (14.262) (37.315) Aumento (redução) em fornecedores 594 (35) (2.793) 6.985 Pagamento de dividendos adicionais (22.539) (22.539) Aumento em obrigações trabalhistas e previdenciárias 124 3 1.254 82 Lucro líquido do exercício 19.473 19.473 Aumento (redução) em impostos e contribuições a recolher (11) 2 (876) (18) Outros Resultados Abrangentes (Redução) aumento na provisão para férias e 13º salário (254) 294 Total de Outros Resultados Abrangentes 19.473 19.473 Aumento em outras obrigações 251 28 311 609 Destinações Redução em receita diferida (14.623) Reserva legal 583 (583) Dividendos recebidos 135.221 133.497 Reserva especial Caixa Gerado nas Operações 141.158 136.378 265.711 295.832 Dividendos mínimos obrigatórios (2.767) (2.767) Outros fluxos de caixa das atividades operacionais: Remuneração de Ações Preferencias (1.186) (1.186) Juros pagos sobre empréstimos e financiamentos (51.543) (40.198) (96.179) (91.522) Dividendos Adicionais Propostos Imposto de renda e contribuição social pagos no período (3.804) (12.701) Saldos em 31 de dezembro de 2014 109.032 9.857 (21.864) 97.025 Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 89.615 96.180 165.728 191.609 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. Fluxos de caixa das atividades de investimentos NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Aumento em depósitos judiciais (2.316) (1.380) Redução em ativos vinculados - BNDES 2.644 5.922 1. CONTEXTO OPERACIONAL c) Estimativa de revisão de garantia física para os próximos anos Aquisição de imobilizado (17) (2) (4.763) (21.090) Impacto financeiro esperado A Brasil PCH S.A. (“Companhia”, “Controladora” ou “Brasil PCH”) foi constituída em 23 de março de 2005, com sede na AveCaixa recebido por sinistro de ativo imobilizado 3.900 5.000 Ano % 2016 2017 nida Prudente de Morais, 1250,10º e 11º andar- Coração de Jesus - Belo Horizonte – MG, e iniciou suas operações em 4 de Aquisição de intangível (6) (54) (573) (Não auditado) (Não auditado) abril de 2006, através da PCH Participações S.A., que participa com 100% de 13 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), com Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos (17) (8) (589) (12.121) Bonfante 2015 5 (2.793) (2.164) capacidade total de operação de 291MW, com autorização da ANEEL para geração de energia em 30 anos. Fluxos de caixa das atividades de financiamentos 2015 5 (497) (379) A Brasil PCH em conjunto com suas controladas (“Grupo Brasil PCH” ou “Grupo”), tem como objeto social qualquer atividade Caparaó Dividendos pagos (40.505) (46.787) (40.505) (46.787) 2015 5 (2.227) (1.485) que seja relacionada à administração, à construção, ao planejamento, à operação, à manutenção e ao desenvolvimento de São Pedro Resgate de ações preferenciais 19 (55.524) (55.524) 2015 e 2016 10 (2.600) (2.229) projetos de geração de energia elétrica renovável por meio de PCHs, observando a estrutura prevista em acordo de acionistas, Retiro Velho Financiamentos pagos (28.000) (28.000) (107.350) (107.346) Monte Serrat 2015 10 (3.078) (2.623) e participação em outras companhias, sociedades ou consórcios, como acionista, sócia ou consorciada. Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos (124.029) (74.787) (203.379) (154.133) 2015 e 2016 10 (1.085) (3.624) A contratação de energia gerada pelas 13 controladas indiretas se dá através de contratos de compra e venda firmados por Irara (Redução) aumento no caixa e equivalentes de caixa (34.431) 21.385 (38.240) 25.355 2016 5 (2.714) cada uma das empresas com a Centrais Elétricas Brasileiras (ELETROBRAS) através do Programa de Incentivo às Fontes Alter- Santa Fé 2016 5 (1.760) Demonstração do aumento no caixa e equivalentes de caixa nativas de Energia Elétrica (PROINFA), que determina que a ELETROBRAS seja o agente representante das PCHs na Câmara de São Simão Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 110.139 88.754 124.095 98.740 Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), responsável pela contratação de toda energia gerada, obrigando a celebração de 1.3. Sinistros nas PCHs Bonfante e Monte Serrat Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 75.708 110.139 85.855 124.095 Os sinistros podem ser assim sumarizados: contratos de compra e venda de energia, pelo prazo de 20 anos a contar da data de entrada em operação. Aumento no caixa e equivalentes de caixa (34.431) 21.385 (38.240) 25.355 (i) A unidade geradora da Bonfante ficou indisponível no final de 2012, devido a verificação de danos no multiplicador de Segue-se um resumo informativo das 13 PCHs: As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. velocidade. Em abril de 2013, a unidade geradora retomou parcialmente a produção, após reparos no multiplicador de velo• Funil Energia S.A. (“Funil”) A PCH está localizada no Rio Guanhães, no Município de Dores do Guanhães, em Minas Gerais. Tem capacidade instalada de cidade. Em novembro de 2013, houve nova interrupção da unidade em função da substituição de algumas peças, retomando DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO INDIVIDUAL E CONSOLIDADO a produção em janeiro de 2014, entretanto, em seguida havendo nova paralisação para correção de vazamento no circuito da 22,5 MW e energia anual assegurada de 127,3 GWh, com investimento total de R$91.071, iniciou sua operação comercial em PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) unidade hidráulica de regulação - UHR, devidamente sanada em janeiro de 2014. A controlada indireta recebeu adiantamen4 de março de 2008 e o término de sua autorização se dará em 22 de dezembro de 2029. tos da seguradora que montam em R$ 8.000. Controladora Consolidado • São Joaquim Energia S.A. (“São Joaquim”) (ii) A unidade geradora II da Monte Serrat ficou indisponível no final de 2013, devido a verificações de danos na grade de proNota 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 A PCH está localizada no Rio Benevente, no Município de Alfredo Chaves, no Espírito Santo. Tem capacidade instalada de teção da unidade geradora II, sendo a produção retomada em fevereiro de 2014. A controlada indireta recebeu adiantamento 1. Receita bruta de vendas 243.814 322.421 21MW e energia anual assegurada de 116,3 GWh, com investimento total de R$82.421, e iniciou sua operação comercial em Vendas de mercadorias, produtos e serviços 20 336.940 337.044 da seguradora no montante de R$ 900. 16 de abril de 2008 e o término de sua autorização se dará em 18 de dezembro de 2030. Ajuste do MRE, Aumento e Redução de Energia Assegurada (97.863) (14.623) Em ambos os casos, os valores adiantados pela seguradora para cobrir os gastos já incorridos com os sinistros foram registra• Santa Fé Energética S.A. (“Santa Fé”) Ganho auferido com instrumentos financeiros 4.737 dos como redutores do custo de aquisição dos ativos em que ocorreram os sinistros. A PCH está localizada no Rio Paraibuna, entre os Municípios de Levy Gasparian, no Rio de Janeiro, e Santana do Deserto, 262 455 34.491 33.744 A administração está aguardando a análise final pela seguradora sobre o valor total dos sinistros. Estima-se que os processos 2. Insumos adquiridos de terceiros em Minas Gerais. Tem capacidade instalada de 30MW e energia anual assegurada de 228,6 GWh, com investimento total Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 10.697 9.106 relativos aos sinistros se encerrem ao longo do primeiro semestre de 2015. de R$143.101, e iniciou sua operação comercial em 8 de maio de 2008 e o término de sua autorização se dará em 5 de Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 262 455 23.793 21.865 2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS novembro de 2032. Perda/recuperação de valores ativos 1 2.773 2.1. Declaração de conformidade • Carangola Energia S.A. (“Carangola”) (262) (455) 209.323 288.677 As demonstrações contábeis da Companhia compreendem as demonstrações contábeis consolidadas e individuais da contro- 3. Valor adicionado bruto (1-2) A PCH está localizada no Rio Carangola, no Município de Carangola, em Minas Gerais. Tem capacidade instalada de 15MW ladora preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. 4. Depreciação e amortização 7.741 7.760 35.390 33.440 e energia anual assegurada de 83,8 GWh, com investimento total de R$61.198, e iniciou sua operação comercial em 24 de As práticas contábeis adotadas no Brasil compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os Pronuncia- 5. Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3-4) (8.003) (8.215) 173.933 255.237 junho de 2008 e o término de sua autorização se dará em 22 de dezembro de 2029. 101.651 171.007 15.069 12.789 mentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovadas pelo 6. Valor adicionado recebido em transferência • Jataí Energética S.A. (“Jataí”) Resultado de equivalência patrimonial 12 89.455 165.722 Conselho Federal de Contabilidade (“CFC”) e pelas normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”). A PCH está localizada no Rio Claro, no Município de Jataí, em Goiás. Tem capacidade instalada de 30MW e energia anual 2.2. Bases de elaboração Receitas financeiras 22 12.196 5.285 15.069 12.789 assegurada de 178,3 GWh, com investimento total de R$113.974, e iniciou sua operação comercial em 29 de julho de 2008 e As demonstrações contábeis foram elaboradas com base no custo histórico, exceto por determinados instrumentos financei- 7. Valor adiconado total a distribuir (5+6) 93.648 162.792 189.002 268.026 o término de sua autorização se dará em 18 de dezembro de 2032. 93.648 162.792 189.002 268.026 ros mensurados pelos seus valores justos, conforme descrito nas práticas contábeis a seguir. O custo histórico geralmente é 8. Distribuição do valor adicionado • Bonfante Energética S.A. (“Bonfante”) Pessoal 1.795 2.346 23.660 18.990 baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos. A PCH está localizada no Rio Paraibuna, entre os Municípios de Levy Gasparian, no Rio de Janeiro, e Simão Pereira, em Minas Ativos e passivos são classificados conforme seu grau de liquidez e exigibilidade. Os mesmos são classificados como circulan- Remuneração direta 1.696 2.084 17.202 14.855 Gerais. Tem capacidade instalada de 19MW e energia anual assegurada de 118,0 GWh, com investimento total de R$90.763, tes quando provável que sua realização ou liquidação ocorra nos próximos doze meses. Caso contrário, são demonstrados Benefícios 94 262 5.146 3.069 e iniciou sua operação comercial em 1º de agosto de 2008 e o término de sua autorização se dará em 27 de agosto de 2031. como não circulantes. F.G.T.S 5 1.312 1.066 • Irara Energética S.A. (“Irara”) 7 168 19.242 27.337 Essas demonstrações contábeis são apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações Impostos, taxas e contribuições A PCH está localizada no Rio Doce, no Município de Rio Verde, em Goiás. Tem capacidade instalada de 30MW e energia anual financeiras apresentadas em milhares de reais foram arredondadas para o valor mais próximo, exceto quando indicado de Federais 5 157 19.082 27.162 assegurada de 159,5 GWh, com investimento total de R$118.894, e iniciou sua operação comercial em 5 de setembro de 2008 outra forma. Estaduais 5 56 52 e o término de sua autorização se dará em 24 de setembro de 2032. Municipais 2 6 104 123 2.3. Base de consolidação e investimentos em controladas • Calheiros Energia S.A. (“Calheiros”) 80.195 89.624 126.627 143.285 As demonstrações contábeis consolidadas incluem as demonstrações contábeis da Companhia e de entidades controladas Remuneração de capitais de terceiros A PCH está localizada no Rio Itabapoana, entre os Municípios de Bom Jesus do Itabapoana, no Rio de Janeiro, e São José do diretamente pela Companhia ou indiretamente através de suas controladas. O controle é obtido quando a Companhia: Juros 22 80.192 89.615 124.672 140.689 Calçado, no Espírito Santo. Tem capacidade instalada de 19MW e energia anual assegurada de 95,6 GWh, com investimento • tem poder sobre a investida; Aluguéis 3 8 1.879 1.798 total de R$76.836, e iniciou sua operação comercial em 11 de setembro de 2008 e o término de sua autorização se dará em • está exposta, ou tem direitos, a retornos variáveis decorrentes de seu envolvimento com a investida; Outras 1 76 798 13 de janeiro de 2030. Remuneração de capitais próprios 11.651 70.654 19.473 78.414 • tem a capacidade de usar esse poder para afetar seus retornos. • Caparaó Energia S.A. (“Caparáo) 19 3.953 16.780 3.953 16.780 A Companhia reavalia se retém ou não o controle de uma investida se fatos e circunstâncias indicarem a ocorrência de altera- Dividendos Lucros retidos 7.698 53.874 15.520 61.634 A PCH está localizada no Rio Preto, entre os Municípios de Caiana Feliz, em Minas Gerais, e Dores do Rio Preto, no Espírito San- ções em um ou mais de um dos três elementos de controle relacionados anteriormente. As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. to. Tem capacidade instalada de 4,5MW e energia anual assegurada de 22,8 GWh, com investimento total de R$24.444 e ini- A consolidação de uma controlada começa quando a Companhia obtém o controle sobre a controlada e termina quando a ciou sua operação comercial em 30 de dezembro de 2008 e o término de sua autorização se dará em 29 de dezembro de 2029. Companhia perde o controle sobre a controlada. Especificamente, as receitas e despesas de uma controlada adquirida ou O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do item caso seja provável que os • Monte Serrat Energética S.A. (“Monte Serrat”) alienada durante o exercício são incluídas na demonstração do resultado e outros resultados abrangentes a partir da data em benefícios econômicos incorporados dentro do componente irão fluir para a Companhia e que o seu custo pode ser medido A PCH está localizada no Rio Paraibuna, entre os Municípios de Levy Gasparian, no Rio de Janeiro, e Simão Pereira, em Minas que a Companhia obtém o controle até a data em que a Companhia deixa de controlar a controlada. de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos de manutenção Gerais. Tem capacidade instalada de 25MW e energia anual assegurada de 160,1 GWh, com investimento total de R$132.690, O resultado e cada componente de outros resultados abrangentes são atribuídos aos proprietários da Companhia e às par- no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme incorridos. e iniciou sua operação comercial em 12 de fevereiro de 2009 e o término de sua autorização se dará em 27 de agosto de 2031. ticipações não controladoras. O resultado abrangente total das controladas é atribuído aos proprietários da Companhia e às (d) Depreciação participações não controladoras, mesmo se isso gerar saldo negativo para as participações não controladoras. • São Simão Energia S.A. (“São Simão”) A depreciação, exceto de móveis e utensílios e computadores e periféricos, é calculada a partir do início das operações das A PCH está localizada no Rio Itapemirim, no Município de Alegre, no Espírito Santo. Tem capacidade instalada de 27MW e Quando necessário, as demonstrações contábeis das controladas são ajustadas para adequar suas políticas contábeis àquelas controladas indiretas da Companhia, pelo método linear, às taxas determinadas pela Portaria DNAEE nº 815, de 15 de novemenergia anual assegurada de 133,1 GWh, com investimento total de R$105.342, e iniciou sua operação comercial em 16 de estabelecidas pelo Grupo. bro de 1994, alteradas pelas Resoluções nº 367, de 2 de junho de 2009 e 474, de 7 de fevereiro de 2012, que, no entendimenTodas as transações, saldos, receitas e despesas entre as empresas do Grupo são eliminados integralmente nas demonstra- to da Administração, se aproximam das vidas úteis destes ativos. fevereiro de 2009 e o término de sua autorização se dará em 22 de março de 2031. ções contábeis consolidadas. • São Pedro Energia S.A. (“São Pedro”) A Companhia e suas controladas considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação A PCH está localizada no Rio Jucu Braço Norte, no Município de Domingos Martins, no Espírito Santo. Tem capacidade ins- Nas demonstrações contábeis individuais da Companhia as informações financeiras das controladas diretas e indiretas são em vigor e, conforme avaliação da Administração do que consta na Resolução de autorização para estabelecimento como talada de 30MW e energia anual assegurada de 161,2 GWh, com investimento total de R$133.718, e iniciou sua operação reconhecidas através do método de equivalência patrimonial. produtora independente, concedida pela ANEEL, ao final do prazo dessa autorização que é de 30 anos, caso não seja renova3. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS comercial em 16 de junho de 2009 e o término de sua autorização se dará em 18 de novembro de 2033. da, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação da autorização, As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresen• Retiro Velho Energética S.A. (“Retiro Velho”) considerando, inclusive, as Portarias MME nº 956/10 e nº 197/12, autorizando a prorrogação das PCH’s Pacífico Mascarenhas A PCH está localizada no Rio da Prata, no Município de Aporé, em Goiás. Tem capacidade instalada de 18MW e energia anual tados nessas demonstrações contábeis. e San Juan, respectivamente, por mais 20 anos, condicionada à realização de pequena melhoria operacional, o que a Admiassegurada de 115,2 GWh, com investimento total de R$109.641, e iniciou sua operação comercial em 18 de junho de 2009 (a) Instrumentos financeiros nistração entende demonstrar a evidência concreta de possibilidade de prorrogação de autorização da PCH por mais 20 anos, Os ativos e passivos financeiros são reconhecidos quando uma entidade do Grupo for parte das disposições contratuais dos e o término de sua autorização se dará em 12 de novembro de 2032. entendendo assim estar em linha com um dos requerimentos do CPC-27. As informações sobre capacidade de licença instalada e em operação, energia anual assegurada e quilômetros de extensão, instrumentos. Autorização e indenização (i) Ativos financeiros não derivativos não foram examinadas pelos auditores independentes. A autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica vigorará pelo Em 31 de dezembro de 2014, os números mostram no consolidado capital circulante líquido negativo, no montante de A Companhia e suas controladas reconhecem os empréstimos e recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram prazo de 30 anos (ver Nota explicativa nº 1), podendo ser prorrogada, a critério da ANEEL. Ao final do prazo da respectiva R$163.057 (R$ 46.714 em 31 de dezembro de 2013). No entanto, a Administração entende que não existe risco de inadim- originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor justo por meio do resultado) são autorização, não havendo prorrogação, os bens e instalações vinculados à produção de energia elétrica passarão a integrar plência, visto que parte substancial dos passivos circulantes refere-se às obrigações contraídas junto a instituições financeiras, reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Companhia se torna uma das partes das disposições contratuais o patrimônio da União mediante indenização dos investimentos realizados, desde que previamente autorizados, e ainda não decorrentes de empréstimos e financiamentos, e junto a ELETROBRAS, decorrente do ajuste MRE, sendo que estas obriga- do instrumento. amortizados, apurada por auditoria da ANEEL, ou poderá ser exigido que a Companhia restabeleça, por sua conta, o livre ções estão atualizadas e refletem as obrigações para os próximos 12 meses, enquanto os ativos circulantes demonstram • Empréstimos e recebíveis escoamento das águas. somente as contas a receber levantadas na data das demonstrações contábeis. A Administração prevê a geração de caixa Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. (e) Intangível Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o redecorrente da energia assegurada pelo PROINFA em montante suficiente para liquidar as obrigações de curto prazo da Comconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, Estão registrados ao custo de aquisição, deduzidos da amortização acumulada e perdas por redução do valor recuperável, panhia e de suas controladas. quando aplicáveis. Os ativos intangíveis que possuem vida útil econômica definida, conforme demonstrados na nota exdecrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. 1.1. Mecanismo de Realocação de Energia (“MRE”) plicativa nº 14, são amortizados levando-se em consideração sua vida útil, que reflete o benefício econômico dos referidos • Caixa e Equivalente de caixa As controladas possuem a totalidade da sua capacidade de geração hidrelétrica inserida no MRE, responsável por mitigar Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ativos intangíveis. os riscos hidrológicos entre as usinas hidrelétricas que aderirem ao mesmo. Por força do PROINFA, todos os anos, sempre ou menos a partir da data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas Um ativo intangível é baixado na alienação ou quando não há benefícios econômicos futuros resultantes do seu uso ou alieem setembro, as controladas informam a sazonalização para a ELETROBRAS considerar no Plano Anual do PROINFA do ano nação. Os ganhos ou as perdas resultantes da baixa de um ativo intangível, mensurados como a diferença entre as receitas no pagamento das obrigações de curto prazo. seguinte. líquidas da alienação e o valor contábil do ativo, são reconhecidos no resultado quando o ativo é baixado. (ii) Passivos financeiros não derivativos As contabilizações são realizadas mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE e repassadas a A Companhia e suas controladas reconhecem passivos financeiros inicialmente na data de negociação na qual a Companhia (f) Diferido ELETROBRAS, que, por sua vez, repassa os seus efeitos às companhias do Grupo, no ano seguinte, em 12 parcelas, conforme se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas Registrado ao custo de formação. Na Companhia, a amortização é calculada de forma proporcional em relação a cada controdefinições contratuais. lada indireta (PCHs), desde a data do início de suas operações pelo prazo de dez anos. obrigações contratuais retirada ou cancelada. Por meio do Despacho ANEEL/SEM nº 335/13, de 08/02/13, as empresas titulares de empreendimentos incluídos no MRE A Companhia e suas controladas classificam os passivos financeiros não derivativos na categoria de outros passivos finan- A Companhia optou por manter o saldo do ativo diferido até a sua realização total por meio de amortização. Em atendimento ficaram autorizadas a revisar a sazonalização dos montantes de garantia física para o exercício de 2013, até 15 de fevereiro ceiros. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação ao CPC 43(R1) - Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC 15 a 41, que determina que para fins de demonstrações de 2013. Contudo, a revisão da sazonalização não foi solicitada pela ELETROBRAS às empresas do Grupo. Os efeitos negativos atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método consolidadas, o efeito da manutenção dos saldos de ativo diferido foi eliminado contra as reservas de lucros. da sazonalização ex-post informado pela ELETROBRAS em 31 de dezembro de 2013 foi de R$13.781. Por meio da ABRAGEL, dos juros efetivos. (g) Valor recuperável de ativos foi interposto recurso administrativo junto a ANEEL e a Administração acompanha o assunto junto à associação. O Grupo A Companhia e suas controladas tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: financiamentos, fornecedores e outras No fim de cada exercício, o Grupo revisa o valor contábil de seus ativos tangíveis e intangíveis para determinar se há alguma considerou todos os impactos negativos nas suas demonstrações contábeis de 2013 e 2014. indicação de que tais ativos sofreram alguma perda por redução ao valor recuperável. Se houver tal indicação, o montante contas a pagar. Outro aspecto relevante consiste na aplicação do fator de ajuste das garantias físicas das usinas pertencentes ao MRE. Devido (iii) Capital social recuperável do ativo é estimado com a finalidade de mensurar o montante dessa perda, se houver. Quando não for possível a um regime hidrológico muito desfavorável, a redução da geração em relação as garantias físicas das usinas do grupo foram Ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. estimar o montante recuperável de um ativo individualmente, o Grupo calcula o montante recuperável da unidade geradora em média 33,9% em 2014, com impacto já contabilizado pelo CCE até novembro de R$97.168, e o Grupo projeta o impacto Os dividendos mínimos obrigatórios, conforme definido em estatuto, são reconhecidos como passivo. de caixa à qual pertence o ativo. Quando uma base de alocação razoável e consistente pode ser identificada, os ativos corpototal de R$113.105 para o exercício de 2014, o qual foi provisionado conforme mencionado no parágrafo anterior. rativos também são alocados às unidades geradoras de caixa individuais ou ao menor grupo de unidades geradoras de caixa (iv) Instrumentos financeiros derivativos 1.2. Revisão da Garantia Física O Grupo possui instrumentos financeiros derivativos para administrar a sua exposição à oscilação do Preço de Liquidação para o qual uma base de alocação razoável e consistente possa ser identificada. De acordo com o previsto na Portaria MME 463/2009, a partir do quadragésimo oitavo mês de operação comercial serão revi- das Diferenças - PLD nas compras de energia no mercado de curto prazo, em decorrência dos ajustes do Mecanismo de O montante recuperável é o maior valor entre o valor justo menos os custos na venda ou o valor em uso. Na avaliação do valor sados anualmente e, em seguida, semestralmente, os montantes de garantia física dos empreendimentos que apresentarem Realocação de Energia - MRE, contabilizados a valor justo através do resultado. A nota explicativa nº 9 inclui informações mais em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados ao valor presente pela taxa de desconto, antes dos impostos, desempenho inferior às metas de geração líquida estabelecidas em 80% e 90%, respectivamente. que reflita uma avaliação atual de mercado do valor da moeda no tempo e os riscos específicos do ativo para o qual a estimadetalhadas sobre os instrumentos financeiros derivativos. a) Aumento de garantia física tiva de fluxos de caixa futuros não foi ajustada. (b) Contas a receber de clientes A empresa Jataí Energética S.A., através da Portaria nº 38 de 13 de junho de 2012 do Ministério de Minas e Energia - MME, As contas a receber de clientes são registradas pelo valor faturado menos os impostos retidos na fonte, os quais são conside- Se o montante recuperável de um ativo (ou unidade geradora de caixa) calculado for menor que seu valor contábil, o valor contábil do ativo (ou unidade geradora de caixa) é reduzido ao seu valor recuperável. A perda por redução ao valor recuperáteve sua energia anual assegurada acrescida, fato que gerou aumento no volume de energia vendida ao PROINFA a partir rados créditos tributários, conforme legislação tributária vigente. vel é reconhecida imediatamente no resultado. de 1º de janeiro de 2013 e o respectivo aumento nas receitas auferidas a partir da data de vigência da portaria. Entretanto, (c) Imobilizado ainda ficou pendente de autorização de faturamento no montante de R$407 (tarifa base 2015) que será realizado em 2015, Registrado ao custo histórico de aquisição, formação ou construção (inclusive juros e demais encargos financeiros líquidos), Quando a perda por redução ao valor recuperável é revertida subsequentemente, ocorre o aumento do valor contábil do atireferente aos meses de junho, julho e agosto de 2012. deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas. O custo inclui gas- vo (ou unidade geradora de caixa) para a estimativa revisada de seu valor recuperável, desde que não exceda o valor contábil que teria sido determinado, caso nenhuma perda por redução ao valor recuperável tivesse sido reconhecida para o ativo (ou b) Reduções de garantia física realizadas em 2014 tos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. Garantia física antes da revisão Garantia física após a revisão Impacto financeiro em 2015 Considerando a conclusão das obras e o início das operações em março de 2008, aliado ao custo do imobilizado atender aos unidade geradora de caixa) em exercícios anteriores. A reversão da perda por redução ao valor recuperável é reconhecida (Não auditado) (Não auditado) requerimentos do CPC 27 - Ativo Imobilizado, a Companhia e suas controladas mantiveram o custo histórico como base de imediatamente no resultado. (h) Provisões Bonfante 13,48 MW 12,81 MW (826) mensuração do ativo fixo. Caparaó 2,61 MW 2,48 MW (123) Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são registradas como itens individuais (componen- Uma provisão é reconhecida para obrigações presentes (legal ou presumida) resultante de eventos passados, em que seja possível estimar os valores de forma confiável e cuja liquidação seja provável. Funil 13,12 MW 13,09 MW (2.264) tes principais) de imobilizado. BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 13 CNPJ nº 07.314.233/0001-08 O valor reconhecido como provisão é a melhor estimativa das considerações requeridas para liquidar a obrigação no final de cada período de relatório, considerando-se os riscos e as incertezas relativos à obrigação. Quando a provisão é mensurada com base nos fluxos de caixa estimados para liquidar a obrigação, seu valor contábil corresponde ao valor presente desses fluxos de caixa (em que o efeito do valor temporal do dinheiro é relevante). Quando alguns ou todos os benefícios econômicos requeridos para a liquidação de uma provisão são esperados que sejam recuperados de um terceiro, um ativo é reconhecido se, e somente se, o reembolso for virtualmente certo e o valor puder ser mensurado de forma confiável. (i) Apuração do resultado O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. (j) Receita operacional A receita é mensurada pelo valor justo da contrapartida recebida ou a receber. A receita é reconhecida quando a energia é gerada e a titularidade legal é transferida, conforme determinações legais do contrato de suprimento de energia elétrica, ou seja, todos os riscos e benefícios inerentes são transferidos para o comprador, o valor da receita pode ser mensurado com confiabilidade e os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a Companhia e suas controladas. Receita diferida Os Contratos de Compra e Venda de Energia, celebrados entre as controladas indiretas e a ELETROBRAS, estabelecem que seja apurada em cada ano (período de janeiro a dezembro) o resultado da comercialização no âmbito da CCEE. A parcela de ajuste financeiro resultante dessa apuração será compensada nas faturas mensais do ano subsequente. (k) Receitas financeiras e despesas financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre empréstimos e financiamentos. Custos de empréstimo são mensurados no resultado através do método de juros efetivos. (l) Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda e a contribuição social correntes da Companhia e da controlada direta PCH Participações S.A. são registrados pelo regime de competência e calculados com base nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente de R$240 para imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido, e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% do lucro real. A sistemática fiscal adotada pelas controladas indiretas foi do lucro presumido. Com base nesse critério, o resultado para fins de imposto de renda e contribuição social foi calculado aplicando-se sobre a receita as alíquotas definidas para sua atividade, que são de 8% e 12%, respectivamente. Sobre o resultado presumido foram aplicadas as alíquotas de imposto de renda e contribuição social vigentes na data do encerramento de cada exercício (25% para imposto de renda e 9% para contribuição social). (m) Distribuição de dividendos A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia, quando aplicável, é reconhecida como um passivo nas suas demonstrações no fim do exercício, com base no seu estatuto social. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é provisionado na data em que são aprovados pelos acionistas em Assembleia Geral. (n) Demonstração do valor adicionado Essa demonstração tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela Companhia suas controladas, e sua distribuição durante determinado período. A DVA é apresentada pela Companhia e suas controladas como parte de suas demonstrações contábeis e como informação suplementar, nos termos do pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. (o) Lucro por ação O lucro básico por ação foi calculado com base no número médio de ações ordinárias em circulação da Companhia em cada um dos exercícios apresentados. A Companhia não possui instrumentos que poderiam potencialmente diluir o lucro básico por ação, motivo pelo qual o lucro básico por ação é igual ao lucro por ação diluído. (p) Adoção de pronunciamentos contábeis, orientações e interpretações novos e/ou revisados (i) Alterações às IFRSs e as novas interpretações de aplicação obrigatória a partir do exercício Corrente No exercício corrente, a Companhia e suas controladas aplicaram diversas emendas e novas interpretações às IFRSs e aos CPCs emitidas pelo IASB e pelo CPC, que entram obrigatoriamente em vigor para períodos contábeis iniciados em 1º de janeiro de 2014. • Alterações ao CPC 36 (R3), CPC 45 e CPC 35 (R2) - Entidades de Investimento A Companhia aplicou as alterações aos CPC 36 (R3), CPC 45 e CPC 35 (R2) pela primeira vez no exercício corrente. As alterações do CPC 36 (R3) definem uma entidade de investimento e requer que uma entidade que atenda à definição de Entidade de Investimento não consolide suas subsidiárias, mas sim avalie as suas subsidiárias pelo seu valor justo com reflexo no resultado do exercício em suas Demonstrações Contábeis. • Alterações ao CPC 39 - Apresentação de Instrumentos Financeiros Ativos e Passivos Líquidos. Os ajustes do CPC 39 esclarecem os requerimentos relacionados à compensação de ativos financeiros com passivos financeiros. • Alterações ao CPC 01 (R1) - Divulgação de Valor Recuperável de Ativos Não Financeiros. As alterações do CPC 01 (R1) retiram os requerimentos de divulgar o montante recuperável de uma unidade geradora de caixa para a qual o ágio de expectativa de rentabilidade futura (goodwill) ou outro ativo intangível com vida útil indefinida tenha sido alocado quando não tenha ocorrido redução ao valor recuperável de um ativo ou reversão de redução ao valor recuperável relacionado a essa unidade geradora de caixa. • Alterações ao CPC 38 - Novação de Derivativos e Continuidade de Contabilidade de Hedge. As alterações ao CPC 38 retiram a obrigatoriedade de descontinuar a contabilidade de hedge quando um derivativo designado como instrumento de hedge é renovado sob determinadas circunstâncias. • IFRIC 21 - Tributos. O IFRIC 21 endereça o momento de reconhecer um passivo decorrente da obrigação de pagamento de tributos impostos por um governo, A interpretação define tributos e especifica que o fato gerador da obrigação é a atividade que resulta em pagamento do tributo, conforme definido na legislação. A Companhia avaliou todas as novas normas acima resumidas e não identificou efeitos significativos nas demonstrações contábeis. (ii) Normas e interpretações novas e revisadas já emitidas e ainda não adotadas A Companhia não adotou as IFRSs novas e revisadas a seguir, já emitidas e ainda não adotadas: i) IFRS 9 - Instrumentos financeiros (Financial Instruments) - A IFRS 9 emitida em novembro de 2009 introduziu novos requerimentos de classificação e mensuração de ativos financeiros. A IFRS 9 foi alterada em outubro de 2010 para incluir requerimentos para classificação e mensuração de passivos financeiros e para desreconhecimento. Outra revisão da IFRS 9 foi emitida em julho de 2014 e incluiu, principalmente a) requerimentos de impairment para ativos financeiros e b) alterações limitadas para os requerimentos de classificação e mensuração ao introduzir um critério de avaliação a “valor justo reconhecido através de outros resultados abrangentes” (FVTOCI) para alguns instrumentos de dívida simples. ii) IFRS 15 - Receitas de Contratos com clientes - Em maio de 2014, a IFRS 15 foi emitida e estabeleceu um modelo simples e claro para as empresas utilizarem na contabilização de receitas provenientes de contratos com clientes. A IFRS 15 irá substituir o guia atual de reconhecimento da receita presente no IAS 18/CPC 30 (R1) - Receitas, IAS 11/CPC 17 (R1) - Contratos de Construção e as interpretações relacionadas, quando se tornar efetivo. iii) Modificações à IFRS 11/CPC 19 (R2) - Acordo contratual conjunto - As alterações à IFRS 11/CPC 19 (R2) fornecem instruções de como contabilizar a aquisição de um negócio em conjunto que constitua um “negócio”, conforme a definição dada pela IFRS 3/CPC 15 (R1) - Combinação de Negócios. Especificamente, as alterações estabelecem que os princípios relevantes na contabilização de uma combinação de negócios sob a IFRS 3/CPC 15 (R1) e outras normas (como o IAS 36/ CPC 01 (R1) Redução ao Valor Recuperável de Ativos no que se refere ao teste de recuperabilidade de uma unidade geradora de caixa para a qual o goodwill originado na aquisição de um negócio em conjunto foi alocado) devem ser aplicados. iv) Modificações às IAS 16/CPC 27 e IAS 38/CPC 04 (R1) - Esclarecimentos dos métodos de depreciação e amortização aceitáveis - As alterações à IAS 16/CPC 27 proíbem as empresas a usarem o método de depreciação baseada na receita para itens do imobilizado. As alterações da IAS 38/CPC 04 (R1) introduzem a premissa refutável de que a receita não é uma base apropriada para determinar a amortização de um ativo intangível. v) Modificações à IAS 19/CPC 33 (R1) - Plano de Benefício Definido: Contribuição ao empregado - As alterações à IAS 19 / CPC 33 (R1) esclarecem como uma entidade deve contabilizar as contribuições feitas por empregados ou terceiros para planos de benefício definido, dependendo se essas contribuições dependem do número de anos de serviços prestados pelo empregado. vi) Melhoria anual das IFRS de dezembro de 2013 - Ciclo 2011-2013 (Annual Improvements to IFRSs 2011-2013 Cycle) - As Melhorias Anuais às IFRSs para o ciclo 2011-2013 incluem alterações em diversos IFRSs, conforme sumariado abaixo. As alterações na IFRS 3 esclarecem que o IFRS 3 não se aplica na contabilização da formação de todos os tipos de operações compartilhadas na demonstração financeira da empresa de controle compartilhado. As alterações na IFRS 13 esclarecem que o escopo das alternativas de exceções para a mensuração do valor justo de um grupo de ativos financeiros e passivos financeiros em bases compensadas incluem todos os contratos que estão dentro do escopo ou registrados de acordo com a IAS 39 ou IFRS 9, mesmo se os contratos não se enquadrarem na definição de ativos financeiros ou passivos financeiros pela IAS 32. As alterações da IAS 40 esclarece, que a IAS 40 e a IFRS 3 não são mutualmente excludentes e a aplicação de ambas as normas pode ser requerida. vii) Melhoria anual das IFRS de dezembro de 2012 - Ciclo 2010-2012 (Annual Improvements to IFRSs 2010-2012 Cycle) - As Melhorias Anuais às IFRSs para o ciclo 2010-2012 incluem alterações em diversos IFRSs. viii) Em dezembro de 2013, o IASB emitiu uma revisão das normas IFRS 2, IFRS 3, IFRS 8, IFRS 13, IAS 16, IAS 24 e IAS 38. Estas normas são efetivas para períodos anuais iniciando em/ou após 1º de julho de 2014. Considerando as atuais operações da Companhia e de suas controladas, a Administração não espera que essas normas, interpretações e alterações tenham efeitos relevantes sobre as suas demonstrações contábeis a partir de sua adoção. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC ainda não editou todos os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionadas às IFRSs novas e revisadas apresentadas acima. Em decorrência do compromisso do CPC de manter atualizado o conjunto de normas emitido com base nas atualizações feitas pelo International Accounting Standards Board - IASB, é esperado que esses pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC até a data de sua aplicação obrigatória e que seus impactos nas Demonstrações Contábeis da Companhia sejam os mesmos da adoção dos pronunciamentos do IASB descritos acima. 4. GERENCIAMENTO DE RISCO A Companhia e suas controladas avaliaram e consideraram relevante a exposição aos seguintes riscos: • Risco de crédito O risco de crédito refere-se ao risco de uma contraparte não cumprir com suas obrigações contratuais, levando a Companhia e suas controladas indiretas a incorrer em perdas financeiras. As contas a receber de clientes são formadas por um único cliente - ELETROBRAS via contrato de compra de energia pelo prazo de 20 anos. Este fato reduz o risco de perda financeira por motivo de inadimplência. Assim, não há exposição significativa da Companhia e de suas controladas a riscos de crédito ou perdas por redução no valor recuperável relacionadas às contas a receber de clientes, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 8. • Risco de mercado O risco de mercado decorre da possibilidade da Companhia e suas controladas sofrerem ganhos ou perdas decorrentes de oscilações de taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos financeiros. A Companhia e suas controladas avaliam que os riscos das aplicações financeiras de suas disponibilidades são baixos, por serem realizadas em bancos de reconhecida liquidez e remuneradas a taxas de mercado que variam entre 95% a 102% do CDI, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 7. A Companhia e suas controladas administram e mensuram esses riscos através do planejamento de fluxo de caixa realizado. Os passivos financeiros existentes abrangem os saldos de financiamentos obtidos pela Companhia junto a Fundação Petrobras de Seguridade Social - PETROS (IGP-M - índice de reajuste do contrato) e pelas suas controladas ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social -BNDES (TJLP - índice de reajuste do contrato), conforme apresentado nas notas explicativas nº 16 e 17. Uma análise de sensibilidade dos ativos e passivos que representam riscos relevantes para a Companhia está apresentada na nota explicativa nº 24. • Risco operacional O objetivo da Companhia e suas controladas é administrar o risco operacional para evitar a ocorrência de prejuízos financeiros. As controladas indiretas da Companhia realizam as atividades de operação e manutenção das suas usinas de acordo com as práticas do setor elétrico brasileiro, inclusive realizando sistematicamente as atividades de manutenções preventiva e corretiva dos equipamentos eletromecânicos das instalações, bem como o monitoramento das estruturas civis e barragens. Caso ocorram eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade, as controladas indiretas da Companhia contrataram cobertura de seguros de operação sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras, conforme nota explicativa nº 26. • Risco de liquidez A Companhia e suas controladas utilizam o controle do custeio para auxiliar no monitoramento de exigências do fluxo de caixa e na otimização de seu retorno de caixa em investimentos. Todo decêndio é estimado o desembolso em comparação com a sua entrada de caixa. A Companhia não possui operações contratadas em moeda estrangeira. Desta forma, não está sujeita a riscos decorrentes de oscilações de taxas de câmbio. • Gestão de capital A política da Administração é manter uma sólida base de capital para preservar a confiança do investidor, credor e mercado e com isso manter o desenvolvimento futuro do negócio. A Administração monitora o retorno de capital sobre a operação da empresa através do acompanhamento mensal da realização orçamentária aprovada pelo Conselho de Administração. A Administração entende que a exposição da Companhia e de suas controladas diretas e indiretas a riscos é remota, sendo o gerenciamento realizado através de ferramentas de controle, planejamento e orçamento, coordenadas pela Diretoria. • Riscos hidrológicos O suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) é realizado, na sua maior parte, por usinas hidrelétricas. Como o SIN opera em sistema de despacho otimizado e centralizado pelo ONS, cada usina hidrelétrica, incluindo as da Companhia, está sujeita a variações nas condições hidrológicas verificadas, tanto na região geográfica em que opera como em outras regiões do país. A ocorrência de condições hidrológicas desfavoráveis, em conjunto com a obrigação de entrega da energia contratada, poderá resultar em uma exposição da Companhia ao mercado de energia de curto prazo, o que afetaria seus resultados financeiros futuros. Entretanto, a totalidade da capacidade de geração hidrelétrica da Companhia está inserida no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), que mitiga parte do risco hidrológico, alocando-o entre todas as usinas vinculadas ao MRE. 5. PRINCIPAIS JULGAMENTOS CONTÁBEIS E FONTES DE INCERTEZAS NAS ESTIMATIVAS APRESENTADAS Na aplicação das políticas contábeis a Administração deve fazer julgamentos e elaborar estimativas a respeito dos valores contábeis dos ativos e passivos para os quais não são facilmente obtidos de outras fontes. As estimativas e as respectivas premissas estão baseadas na experiência histórica e em outros fatores considerados relevantes. Os resultados efetivos podem diferir dessas estimativas. As estimativas e premissas subjacentes são revisadas continuamente. Os efeitos decorrentes das revisões feitas às estimativas contábeis são reconhecidos no período em que as estimativas são revistas, se a revisão afetar apenas este período, ou também em períodos posteriores se a revisão afetar tanto o período presente como períodos futuros. A seguir são apresentados os principais julgamentos e estimativas efetuadas pela Administração durante o processo de aplicação das políticas contábeis da Companhia e de suas controladas que mais afetam os valores reconhecidos nas demonstrações contábeis: (i) Redução ao valor recuperável dos ativos: a Administração julgou não haver evidências, internas e externas, que justificassem o registro de provisão para redução ao valor recuperável sobre o ativo imobilizado, ativo intangível e ativo diferido. (ii) Vida útil e valor residual dos bens do imobilizado: a Companhia revisa anualmente a vida útil e o valor residual estimado dos bens do ativo imobilizado e intangível com vida útil definida, sendo que as taxas de depreciação e amortização atualmente utilizadas são julgadas representativas das vidas úteis dos mesmos. (iii) Provisões para compromissos futuros: as provisões para compromissos futuros são reconhecidas com base em custos estimados de desapropriação e reflorestamento de áreas próximas às instalações das usinas geradoras de energia elétrica. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como decisões de tribunais, e exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos. (iv) Provisões para contingências: a avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais. (v) Imposto de renda e contribuição social diferidos ativos: são reconhecidos em contrapartida aos efeitos negativos do ajuste de realocação de energia - MRE, registrados nas empresas controladas. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2014, a Controladora não reconheceu o imposto de renda e contribuição social diferidos sobre as diferenças temporárias e saldo de prejuízos fiscais, visto que não há evidências positivas de lucro tributável futuro em montante suficiente para que tais diferenças temporárias dedutíveis possam ser utilizadas. (vi) Receita diferida: reconhecida em contrapartida aos ajustes de realocação de energia, cujo impacto financeiro ocorre no ano seguinte em 12 parcelas. A receita diferida é registrada até o mês de novembro com base em valores divulgados pela CCEE, porém o relatório contendo o mês de dezembro de cada período é disponibilizado após a emissão das demonstrações contábeis e a provisão exige a avaliação dos dados disponíveis até a data do cálculo. A provisão é revisada e ajustada para levar em conta alterações nos dados disponibilizados pela CCEE. (vii) Avaliação dos instrumentos financeiros: a nota explicativa n° 24 oferece informações detalhadas sobre as principais premissas utilizadas na determinação do valor justo dos instrumentos financeiros, bem como a análise de sensibilidade dessas premissas. A Administração acredita que as técnicas de avaliação selecionadas e as premissas utilizadas são adequadas para a determinação do valor justo dos instrumentos financeiros. 6. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS As demonstrações contábeis consolidadas incluem as demonstrações contábeis da sua controlada direta PCH Participações S.A e as de suas controladas indiretas: Bonfante, Calheiros, Caparaó, Carangola, Funil, Irara, Jataí, Monte Serrat, Retiro Velho, Santa Fé, São Joaquim, São Pedro e São Simão; nas quais a participação no capital é de 100%. Descrição dos principais procedimentos de consolidação: • Eliminação da participação no capital, nas reservas e nos lucros acumulados das empresas controladas; • Eliminação dos saldos das contas dos ativos, passivos, despesas e receitas entre as empresas consolidadas. Nas demonstrações contábeis individuais da Companhia as informações financeiras da controlada direta são reconhecidas através do método de equivalência patrimonial. Reconciliação do patrimônio líquido e do resultado entre a controladora e consolidado: Patrimônio líquido 31/12/14 31/12/13 Saldo da controladora 126.004 178.160 Ativo diferido da controladora das controladas baixado somente no consolidado (28.979) (36.801) Saldo do consolidado 97.025 141.359 Resultado Saldo da Controladora 11.651 70.654 Reversão da amortização do diferido 7.822 7.760 Saldo Consolidado 19.473 78.414 7. CAIXA E EQUIVALENTE DE CAIXA Controladora Consolidado 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 Bancos 436 3 671 195 Aplicações financeiras 75.272 110.136 85.184 123.900 75.708 110.139 85.855 124.095 As aplicações financeiras de liquidez imediata em CDB - DI, com risco insignificante de perda de valor, junto aos Bancos do Brasil e Santander, são remuneradas a taxas de mercado que variam entre 95 a 102% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). 8. CONTAS A RECEBER Consolidado 31/12/14 31/12/13 Contas a receber de clientes - ELETROBRAS 40.091 36.232 40.091 36.232 As contas a receber da ELETROBRAS referem-se ao valor da venda da energia gerada pelas controladas indiretas da Companhia (PCHs), líquido dos respectivos impostos retidos na fonte. As PCHs registram o valor a receber referente à energia faturada conforme contratado pelo PROINFA. O período médio de crédito nas contas a receber é de 35 dias. Não são cobrados juros sobre as contas a receber. As suas controladas indiretas não constituíram provisão para créditos de liquidação duvidosa, com base em sua experiência histórica de realização de 100% das contas a receber passadas e da análise da situação financeira atual de seu único devedor - ELETROBRAS, inexistindo contas vencidas na data das demonstrações contábeis. 9. OUTROS ATIVOS CIRCULANTES Controladora Consolidado 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 Contas a receber - contrato de proteção 4.737 4.737 Adiantamentos diversos 153 131 Outras contas a receber 638 30 5.375 4.920 131 Durante o exercício a Companhia contratou instrumento para proteção contra a oscilação do preço da PLD nas compras de energia no mercado de curto prazo, em decorrência dos ajustes do Mecanismo de Realocação de Energia - MRE. Os contratos tinham vigência até dezembro de 2014 e os valores serão recebidos ao longo do exercício de 2015 em 12 parcelas fixas e mensais. 10. ATIVOS VINCULADOS - BNDES O saldo registrado em 31 de dezembro de 2014, refere-se aos recursos recebidos pelas controladas, decorrentes da venda de energia gerada, e que estão vinculados aos contratos firmados com o BNDES. Conforme descrito na nota explicativa nº 16, o BNDES exige como garantia do financiamento a constituição, pelas controladas, de conta de reserva vinculada. Esta conta é uma aplicação financeira no Fundo BB Comercial 17, com taxas que variaram entre 96% e 98%, do CDI, de liquidez imediata e baixo risco, junto ao Banco do Brasil, que é a instituição financeira aprovada pelo BNDES para atuar como administradora das contas. Essa conta deverá ser utilizada para pagamento das parcelas do referido financiamento. 11. DEPÓSITOS JUDICIAIS Algumas controladas da Companhia são autoras de processos judiciais, nos quais reivindicam a posse definitiva de terrenos por desapropriação ou servidão. Estes terrenos estão sendo utilizados nas instalações das PCHs, das linhas de transmissão e de obras para uso público. De acordo com a posição dos advogados, nos processos em que os depósitos atualizados não são suficientes para fazer face as indenizações de terras, as controladas registram uma provisão adicional no passivo, no grupo de provisão para compromissos futuros, em contrapartida com o ativo em processo de aquisição. Quando a posse definitiva desses terrenos for legalmente transferida para as controladas da Companhia, o valor dos respectivos depósitos, quando levantados, será atribuído aos terrenos adquiridos que serão contabilizados como ativo imobilizado dessas controladas. Em 31 de dezembro de 2014, o valor dos depósitos judiciais é de R$11.211 (R$8.895 em 31 de dezembro de 2013). 12. INVESTIMENTOS E PARTES RELACIONADAS A Companhia é controlada pelos acionistas Chipley SP Participações S.A., empresa pertencente à Renova Energia S.A., e Bloco Original (composto pelas empresas BSB Energética S.A. e Eletroriver S.A.). Conforme nota explicativa nº 1, a Companhia detém o controle individual com 100% de participação da PCH Participações S.A. que, por sua vez, controla individualmente, com 100% de participação, as 13 PCHs. Movimentação dos saldos Controladora 31/12/14 31/12/13 No início do exercício 551.193 535.067 Dividendos adicionais recebidos (2.625) (16.640) Destinação de dividendos (136.698) (132.596) Equivalência patrimonial 89.455 165.722 No fim do exercício 501.325 551.193 (a) Informações da controlada direta Os principais saldos patrimoniais da PCH Participações S.A. em 2014 e 2013 são apresentados como segue: 31/12/14 31/12/13 Ativo circulante 22.563 38.890 Ativo não circulante 615.726 645.032 Passivo circulante 136.879 132.729 Passivo não circulante 85 Patrimônio líquido 501.325 551.193 Os principais saldos de resultado da PCH Participações S.A. em 2014 e 2013 são apresentados como segue: 31/12/14 31/12/13 Lucro antes do resultado financeiro 87.073 163.756 Lucro antes dos impostos 90.293 166.654 Lucro líquido 89.455 165.722 (b) Informações das controladas indiretas Os principais saldos patrimoniais das controladas indiretas em 2014 e 2013 são apresentados como segue: 31/12/14 Ativos Ativos não Passivos Passivos Patrimônio circulantes circulantes circulantes não circulantes líquido Bonfante Energética S.A. 2.962 85.886 16.454 34.646 37.748 Calheiros Energia S.A. 3.187 74.479 13.229 30.892 32.322 Caparaó Energia S.A. 770 23.897 3.424 6.807 14.436 Carangola Energia S.A. 2.237 55.507 11.624 20.629 25.491 Funil Energia S.A. 2.925 80.971 16.253 29.619 38.024 Irara Energética S.A. 4.218 115.531 21.275 48.836 49.638 Jataí Energética S.A. 4.481 114.506 22.745 49.336 46.906 Monte Serrat Energética S.A. 5.341 127.819 21.842 50.885 60.433 Retiro Velho Energética S.A. 3.963 112.751 16.939 36.387 63.388 Santa Fé Energética S.A. 9.824 144.689 28.980 61.054 64.479 São Joaquim Energia S.A. 3.904 72.930 15.107 26.232 35.495 São Pedro Energia S.A. 5.636 126.913 21.431 39.064 72.054 São Simão Energia S.A. 3.613 101.511 18.543 42.775 43.806 31/12/13 Ativos Ativos não Passivos Passivos não Patrimônio circulantes circulantes circulantes circulantes líquido Bonfante Energética S.A. 6.300 92.798 11.407 41.002 46.689 Calheiros Energia S.A. 2.608 77.940 12.922 37.624 30.002 Caparaó Energia S.A. 561 24.477 2.933 8.062 14.043 Carangola Energia S.A. 2.362 56.989 8.374 24.670 26.307 Funil Energia S.A. 4.014 83.322 14.274 35.688 37.274 Irara Energética S.A. 4.749 114.621 16.740 54.383 48.247 Jataí Energética S.A. 4.875 115.272 15.002 56.054 49.091 Monte Serrat Energética S.A. 4.877 128.870 16.409 56.443 60.895 Retiro Velho Energética S.A. 3.524 111.252 10.292 39.276 65.208 Santa Fé Energética S.A. 6.198 150.683 11.479 72.016 73.386 São Joaquim Energia S.A. 3.185 74.821 7.801 31.532 38.673 São Pedro Energia S.A. 4.479 129.956 11.025 46.438 76.972 São Simão Energia S.A. 3.675 103.912 11.743 50.573 45.271 Os principais saldos de resultado das controladas indiretas em 2014 e 2013 são apresentados como segue: 31/12/14 Lucro Lucro (prejuízo) Lucro (prejuízo) antes do Receita Lucro (prejuízo) (prejuízo) bruto resultado financeiro antes dos impostos líquido líquida Bonfante Energética S.A. 15.583 10.160 9.859 6.976 6.017 Calheiros Energia S.A. 13.047 7.274 6.302 3.546 3.044 Caparaó Energia S.A. 3.116 1.257 1.179 629 515 Carangola Energia S.A. 11.664 7.081 6.736 4.797 4.380 Funil Energia S.A. 17.928 13.064 12.117 9.231 8.580 Irara Energética S.A. 21.823 14.064 13.382 9.274 8.465 Jataí Energética S.A. 24.015 16.063 14.885 10.997 10.129 Monte Serrat Energética S.A. 21.288 13.530 12.828 8.579 7.565 Retiro Velho Energética S.A. 15.463 8.542 8.155 5.394 4.831 Santa Fé Energética S.A. 29.964 20.858 16.599 12.350 11.067 São Joaquim Energia S.A. 16.031 11.754 10.327 7.865 7.284 São Pedro Energia S.A. 22.010 16.046 14.639 11.109 10.285 São Simão Energia S.A. 18.421 12.192 11.239 7.374 6.677 31/12/13 Lucro Lucro (prejuízo) Lucro antes do Receita (prejuízo) Lucro (prejuízo) (prejuízo) bruto resultado financeiro antes dos impostos líquido líquida Bonfante Energética S.A. 20.799 15.481 13.572 10.292 9.524 Calheiros Energia S.A. 17.216 12.070 11.198 7.944 7.384 Caparaó Energia S.A. 4.088 2.433 2.317 1.606 1.481 Carangola Energia S.A. 15.480 10.959 10.586 8.292 7.779 Funil Energia S.A. 20.392 15.629 13.701 10.317 9.632 Irara Energética S.A. 20.309 7.109 21.193 16.402 15.415 Jataí Energética S.A. 33.301 25.464 24.154 19.708 18.529 Monte Serrat Energética S.A. 29.007 21.902 20.302 15.308 14.276 Retiro Velho Energética S.A. 23.226 17.082 15.923 12.772 11.936 Santa Fé Energética S.A. 42.248 34.454 32.207 27.250 25.805 São Joaquim Energia S.A. 21.570 17.244 15.932 13.094 12.258 São Pedro Energia S.A. 29.636 24.205 23.202 18.971 17.909 São Simão Energia S.A. 24.391 18.375 17.425 13.005 12.101 (c) Transações com partes relacionadas A administração identificou como partes relacionadas à Companhia: suas controladoras, suas controladas diretas e indiretas, seus administradores, conselheiros e demais membros do pessoal-chave da administração e seus familiares, conforme definições contidas no Pronunciamento Técnico CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes Relacionadas. Os principais saldos e transações com partes relacionadas, praticadas em condições contratadas entre as partes, e seus efeitos são assim demonstrados: 31/12/14 31/12/13 Ativo circulante - Outras contas a receber 638 592 638 592 Ativo circulante - Dividendos a receber PCH Par Participações S.A. 136.698 132.596 136.698 132.596 Passivo circulante - Dividendos a pagar Chipley SP Participações S.A. 1.411 8.558 BSB Energética S.A. 949 5.756 Eletroriver S.A. 407 2.466 2.767 16.780 Remuneração da Administração Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 20 de maio de 2014, foi aprovada a remuneração global da Administração da Companhia para o período de janeiro a dezembro de 2014 em, no máximo, R$1.577 (R$2.300 em 31 de dezembro de 2013) na controladora e R$2.860 no Consolidado. A Diretoria da Companhia é formada por quatro diretores com remuneração anual de R$1.539 na Controladora e R$2.821 no Consolidado. 13. IMOBILIZADO (a) Composição do imobilizado Taxa Controladora Consolidado Depr. 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 73.971 73.456 Turbina hidráulica 2,50% 131.696 123.251 Conduto forçado 3,13% 34.991 53.738 Gerador 3,33% 83.507 77.581 Comporta 3,33% 25.040 30.673 Subestação unitária 3,57% 60.062 60.660 Estrutura de tensão 3,57% 24.503 32.200 Casa de força produção hidráulica 2,00% 389.037 371.182 Reservatório, barragem, adutora 2,00% 282.615 297.541 Adiantamento a fornecedores 3.584 17.543 Outras máquinas e equipamentos diversas 3,65% 87 145 62.022 65.088 87 145 1.171.028 1.202.913 A Companhia considera as taxas de depreciação apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e conforme consta na Resolução nº 233, de 27 de junho de 2005, da ANEEL, a qual concede à PCH a autorização para se estabelecer como produtora independente, ao final do prazo dessa autorização, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação de autorização por mais 20 anos. A Companhia e suas controladas monitoram os aspectos trazidos pelo CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos e avaliam o valor recuperável de seus ativos sempre que identificam indícios de que o valor contábil registrado é superior ao retorno esperado por seus investimentos, realizando provisão contábil sempre que necessário. Na data destas demonstrações contábeis, a Administração entendeu que não havia indicação de que algum dos seus ativos tangíveis pudessem ter sofrido desvalorização, uma vez que não se evidenciaram nenhum dos fatores indicativos de perdas conforme pronunciamento CPC 01 (R1). (b) Movimentação Descrição 31/12/13 Adições Baixas Transferências Sinistro 31/12/14 Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 73.456 515 73.971 Turbina hidráulica 160.700 111 (2.343) - (3.000) 155.468 Conduto forçado 43.058 168 321 43.547 Gerador 105.041 41 (5) 105.077 Comporta 31.617 886 (900) 31.603 Subestação unitária 77.362 77.362 Estrutura de tensão 27.805 85 2.212 30.102 Casa de força produção hidráulica 441.305 2.080 443.385 Reservatório, barragem, adutora 317.917 1.878 319.795 Adiantamento a fornecedores 3.584 18 (18) 3.584 Outras máquinas e equipamentos diversas 81.179 760 (22) (2.533) 79.384 1.363.024 6.542 (2.388) - (3.900) 1.363.278 Depreciação (160.111) (32.372) 233 (192.250) 1.202.913 (25.830) (2.155) - (3.900) 1.171.028 Descrição 31/12/12 Adições Baixas Transferências Sinistro 31/12/13 Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 44.961 28.699 (204) 73.456 Turbina hidráulica 157.268 10.403 (1.573) (398) (5.000) 160.700 Conduto forçado 43.119 (61) 43.058 Gerador 103.876 1.223 (58) 105.041 Comporta 32.412 69 (787) (77) 31.617 Subestação unitária 77.684 185 (507) 77.362 Estrutura de tensão 27.344 717 (64) (192) 27.805 Casa de força produção hidráulica 435.149 4.469 (37) 1.724 441.305 Reservatório, barragem, adutora 308.104 13.011 (4) (3.194) 317.917 Adiantamento a fornecedores 17.582 118 (18.075) 3.959 3.584 80.120 3.039 (988) (992) 81.179 Outras máquinas e equipamentos diversas 1.327.619 61.933 (21.528) - (5.000) 1.363.024 (129.731) (31.702) 1.322 (160.111) Depreciação 1.197.888 30.231 (20.206) - (5.000) 1.202.913 14. INTANGÍVEL Controladora Consolidado Taxa Amort. 31/12/2014 31/12/2013 31/12/2014 31/12/2013 Softwares 20% 715 697 1.138 1.084 Medidas compensatórias 17,33% 17.027 16.702 Indenização de terras 1.129 1.301 Legalização de terras 746 928 Amortizações acumuladas (452) (342) (3.762) (511) 263 355 16.278 19.504 As medidas compensatórias referem-se aos programas ambientais constantes nas licenças de operação. Essas licenças têm vigência entre 4 e 10 anos, dependendo da PCH. 15. DIFERIDO Taxa Amortização 31/12/14 31/12/13 Encargos financeiros 10% 75.735 75.735 Amortização acumulada (46.756) (39.182) 28.979 36.553 Os encargos financeiros referem-se aos juros e às atualizações monetárias dos empréstimos obtidos pela Companhia especificamente para financiar os projetos das PCHs. Inicialmente, o projeto de construção das PCHs foi elaborado considerando que essas seriam filiais da Brasil PCH S.A. e não empresas individuais, portanto, os empréstimos foram negociados diretamente pela Companhia. 16. FINANCIAMENTOS - BNDES Consolidado Indexador 31/12/14 31/12/13 BNDES: TJLP + 3,5% a.a. Principal 425.932 437.426 Encargos 72.195 140.207 498.127 577.633 Parcela de curto prazo 81.150 83.137 Parcela de longo prazo 416.977 494.496 498.127 577.633 Em 13 de abril de 2006, as 13 PCHs, visando buscar recursos para implementação do projeto, firmaram contrato de financiamento junto ao BNDES. A dívida (principal e juros) decorrente desse contrato está sendo paga ao BNDES em 144 prestações mensais e sucessivas, cada uma delas no valor do principal e juros atualizados, dividido pelo número de prestações de amortização ainda não vencidas. Vencimentos dos empréstimos apresentados no passivo não circulante Valor Ano 2016 79.348 2017 79.348 2018 79.348 2019 a 2021 178.933 416.977 Movimentação dos financiamentos 31/12/14 31/12/13 Saldo inicial 577.633 657.229 Encargos provisionados 44.480 51.074 Pagamentos (123.986) (130.670) Saldo final 498.127 577.633 As garantias são conforme se segue: (a) Pela Brasil PCH S.A. Oferece em penhor, em caráter irrevogável e irretratável, as ações emitidas pela PCH Participações S.A. de propriedade da Brasil PCH S.A., podendo o BNDES, no caso de inadimplemento da beneficiária, independentemente de qualquer notificação judicial ou extrajudicial, e sem prejuízo do exercício de quaisquer direitos ou medidas judiciais cabíveis, alienar toda e qualquer parte das ações empenhadas em seu favor, por meio de venda amigável, e utilizar o produto da alienação no pagamento das obrigações financeiras decorrentes da presente operação, devendo deduzir todas as despesas e os tributos eventualmente incidentes e entregar aos acionistas o que eventualmente sobejar. (b) Pela PCH Participações S.A. (i) Oferece em penhor, em caráter irrevogável e irretratável, as ações emitidas pelas PCHs de propriedade da PCH Participações S.A., podendo o BNDES, no caso de inadimplemento da beneficiária, independentemente de qualquer notificação judicial ou extrajudicial, e sem prejuízo do exercício de quaisquer direitos ou medidas judiciais cabíveis, alienar toda e qualquer parte das ações empenhadas em seu favor, por meio de venda amigável, e utilizar o produto da alienação no pagamento das obrigações financeiras decorrentes da presente operação, devendo deduzir todas as despesas e os tributos eventualmente incidentes e entregar aos acionistas o que eventualmente sobejar; (ii) Constituição da conta reserva especial vinculada ao que exceder as contas de reservas do serviço da dívida das beneficiárias, proveniente da venda de energia à ELETROBRAS. Estando as contas de reservas das beneficiárias preenchidas, a conta de reserva especial deverá atingir o limite de três vezes o valor da última prestação vencida acumulada para as 13 PCHs. As contas deverão ser abertas em instituição financeira, que atuará como banco administrador de contas, indicada pela beneficiária e aprovada pelo BNDES. (c) Pelas beneficiárias (13 PCHs) (i) Em 13 de abril de 2006, foi pactuado contrato de penhor das ações e vinculação das receitas e outras avenças com o BNDES para assegurar o pagamento de quaisquer obrigações decorrentes desses contratos; (ii) Constituição de conta de reserva do serviço da dívida, proveniente da venda de energia à ELETROBRAS, aberta em instituição financeira (Banco Real S.A.), que atuará como banco administrador de contas, indicada pela Companhia e aprovada pelo BNDES, e deverá atingir o limite de três vezes o valor da última prestação; (iii) A propriedade fiduciária das máquinas e dos equipamentos a serem adquiridos com recursos desta operação. Os financiamentos possuem cláusulas financeiras restritivas (“covenants”), incluindo, entre outros, garantias reais, restrições quanto à mudança, transferência ou cessão de controle societário, incorporação, fusão ou cisão sem prévia anuência do credor. Os covenants de índices financeiros estão apresentados nas Demonstrações Contábeis do exercício de 2014 da PCH PARTICIPAÇÔES (ICSD) e das suas controladas (ICP), sendo todos os índices atendidos em 31 de dezembro de 2014. 17. EMPRÉSTIMOS - CCBS - PETROS Indexador 31/12/14 31/12/13 Cédulas de Crédito Bancário (CCBs): IGP-M + 9,9% a.a. Principal 204.800 232.800 Encargos 418.128 389.479 Total 622.928 622.279 Parcela de curto prazo - CCB - Petros 88.948 78.059 Parcela de longo prazo - CCB - Petros 533.980 544.220 Total 622.928 622.279 Em 28 de fevereiro de 2007, no montante de R$192.000, em 28 de agosto de 2008, no montante de R$50.000 e em 30 de junho de 2008, no montante de R$38.000, o Conselho de Administração da Companhia aprovou a emissão de CCBs de longo prazo em favor do Banco ABN AMRO Real S.A., que foram transferidas pelo Banco ABN AMRO Real S.A. à Fundação Petros, com o objetivo principal de substituir a dívida de curto prazo anteriormente contratada através de Notas Promissórias. Estas CCBs serão pagas em dez parcelas anuais de principal e juros, amortizadas pelo Sistema de Amortização Constante (SAC), a partir de 12 de março de 2012, considerados os quatro anos de carência. Vencimentos dos financiamentos apresentados no passivo não circulante Valor Ano 2016 63.630 2017 63.630 2018 63.630 2019 a 2022 343.090 533.980 Movimentação dos financiamentos 31/12/14 31/12/13 Saldo inicial 622.279 600.862 Encargos provisionados 80.192 89.615 Pagamentos (79.543) (68.198) Saldo final 622.928 622.279 As garantias são conforme se segue: (i) Penhor sobre as ações ordinárias de emissão da Brasil PCH S.A., nos termos do Aditivo do Contrato de Penhor celebrado entre Chipley SP Participações S.A, a Eletroriver S.A e a BSB Energética S.A., o Banco ABN AMRO Real S.A. e a Brasil PCH S.A.; (ii) Após o período de construção, deverá utilizar os valores recebidos a título de dividendos, em razão de sua participação na PCH Participações S.A., preferencialmente para o integral pagamento de todos os valores devidos de acordo com essa Cédula, nas datas de vencimento. 18. CONTINGÊNCIAS A Companhia e as suas controladas são parte em ações judiciais e processos administrativos perante tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal de suas operações, as quais envolvem questões tributárias, trabalhistas, aspectos cíveis, ambientais e de caráter comercial. Conforme mencionado na nota explicativa 11, as controladas são parte em ações cíveis que tramitam em juízo correspondem às questões relativas à definição do valor das indenizações dos direitos de passagem aos proprietários de terras e a posse definitiva de terrenos. Os valores envolvidos, normalmente, são depositados em juízo e reconhecidos como custo do imobilizado e intangível. Na avaliação dos consultores jurídicos, baseada em experiências com processos de naturezas semelhantes, as suas controladas indiretas são parte de processos judiciais natureza tributária, cível, trabalhista e administrativa, que apresentam risco possível de desembolso futuro no valor de R$7.451 e, portanto, não foram provisionadas, sendo apenas evidenciado em notas explicativas. Existe uma ação de execução fiscal da Prefeitura Municipal de Alfredo Chaves contra a PCH São Joaquim no valor de R$1.403, classificada pelo advogado como perda possível, relativo a débitos fiscais de responsabilidade de uma construtora, quando do período das obras. A São Joaquim tem como garantia desta obrigação um contrato de confissão de dívida fiscal, onde esta construtora se responsabiliza por qualquer prejuízo desta execução fiscal. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2014, a Companhia e suas controladas não receberam qualquer notificação de órgãos públicos das esferas fiscal, ambiental ou regulatória que pudesse resultar em penalidades futuras. 19. PATRIMÔNIO LÍQUIDO (a) Capital social Em 14 de junho de 2013 e 1º de novembro de 2013, foram assinados o Contrato de Compra e Venda de Ações entre os acionistas PETROBRAS (detentor de 49% ON) e JOBELPA (detentora de 2% ON) do capital da Brasil PCH com a CEMIG Geração e transmissão S.A., que após cedeu o seu direito à Chipley SP Participações S.A. (“Chipley”). Em 29 de novembro de 2013, o CADE aprovou a operação. Em 14 de fevereiro de 2014 foi realizada a liquidação financeira desta transação. Em 31 de dezembro de 2014, o capital social subscrito e integralizado é de R$109.032 e está representado por 94.187.831 ações ordinárias, conforme demonstrado a seguir: Acionista Quantidade de ações ON % Chipley SP Participações S.A. 48.035.794 51,00% Eletroriver S.A. 32.306.426 34,30% BSB Energética S.A. 13.845.611 14,70% 94.187.831 100% Resgate das ações preferenciais A Administração da Companhia, através da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 20 de março de 2014, deliberou pelo resgate da totalidade das ações preferenciais de classe A e B, integralmente pertencentes à Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras), como demonstrado abaixo: Descrição Valor Liquidação dos passivos não circulantes referentes a dividendos provisionados 18.209 Liquidação mediante utilização da reserva de capital 16.888 Liquidação mediante utilização da reserva de lucros 20.427 55.524 A liquidação financeira desta transação ocorreu em 20 de março de 2014. (b) Reservas Reserva legal Constituída à razão de 5% do lucro líquido do exercício, antes de qualquer outra destinação, a qual não excederá 20% do capital social. Reserva especial Constituída com o objetivo de registrar a destinação dos resultados da Companhia até que o seu fluxo de caixa futuro permita tal distribuição sem riscos financeiros relevantes durante o período da concessão nos termos do artigo 202 da Lei nº 6.404/76, parágrafo 4º e 5º. Esta reserva foi integralmente consumida durante o exercício de 2013. Reserva de Retenção de Lucros A reserva de retenção de lucros representa o lucro líquido não distribuído após constituição da reserva legal e cálculo dos dividendos obrigatórios. Conforme estatuto estes valores aguardam deliberação em Assembleia para sua destinação. (c) Dividendos O Estatuto Social determina a distribuição de um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado na forma do artigo 202 da Lei nº 6.404/76. Lucro do Exercício 11.651 (583) (-) Reserva Legal (=) Base de cálculo dos dividendos mínimos obrigatórios 11.068 Dividendos obrigatórios 2.767 Remuneração das ações preferenciais 1.186 Dividendos adicionais propostos 7.115 No exercício de 2014, foram pagos R$ 22.539 como dividendos adicionais. 20. RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 31/12/14 31/12/13 Receita operacional bruta: Vendas de energia elétrica 336.940 337.044 Ajuste de MRE (97.863) (14.623) Ganho auferido com instrumentos financeiros 4.737 243.814 322.421 Deduções à receita operacional: PIS (1.552) (2.096) COFINS (7.171) (9.671) (8.723) (11.767) Receita operacional líquida 235.091 310.654 21. INFORMAÇÕES SOBRE A NATUREZA DAS DESPESAS RECONHECIDAS NA DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO Controladora Consolidado 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 Despesas com pessoal 1.795 2.492 9.080 9.343 Serviços de terceiros 142 283 2.250 2.139 Taxas de alterações contratuais - BNDES (a) 1.483 Arrendamentos e aluguéis 3 8 1.339 1.360 Outras despesas 201 89 1.468 3.123 Viagens 4 1.022 361 Publicação 93 102 960 829 Resultado na baixa de ativos imobilizados (b) 1.777 2.234 2.978 17.602 18.932 (a) As taxas referem-se aos custos incorridos com alterações contratuais junto ao BNDES e registro dos aditivos em cartório realizados em 2014. (b) O resultado na baixa de ativos imobilizados realizada em 2013 refere-se aos valores da baixa do multiplicador de velocidade da Bonfante Energética, baixa da grade de proteção da Monte Serrat e baixa da linha de transmissão de Retiro Velho para a ENERSUL. 22. RESULTA Despesas fina Despesas ban Juros e atualiz Outras despes Receitas finan Rendimentos Outras receita Resultado fina 23. IMPOSTO A Companhia conciliação da buição social d Lucro contábi (-) Exclusões p Ganho de equ Base de apura Alíquota nom Crédito de IRP Crédito não co Efeito total de Lucro contábi Imposto de Re Efeito da base IRPJ/CSLL não Outros ajustes IR/CSLL do pe A Controlador função de não pelo qual não 24. INSTRUM Os valores con Ativos finance Empréstimos Caixa e equiva Contas a receb Depósitos jud Valor justo po Ativos vincula Outros ativos Passivos finan Outros passivo Fornecedores Empréstimos Dividendos a p Dividendos a p A Administraç ções pelos seu pois: (a) As taxas co para transaçõ (b) O vencime Aos Acionistas Belo Horizont Examinamos a Controladora as respectivas caixa para o e Responsabilid A administraç dividuais e co ela determino independente Responsabilid Nossa respon conduzida de exigências étic que as demon Uma auditoria gações aprese incluindo a av fraude ou erro Senhores Aci aproximadam Ativos Ativos circula Caixa e equiva Contas a rece Dividendos a Adiantamento Impostos a co Despesas ante Adiantamento Total dos ativ Ativos não cir Ativos vincula Impostos e co Depósitos jud Investimentos Imobilizado Intangível Total dos ativ Total dos ativ Receita líquid Custos das ve Pessoal Meio ambien Operação Manutenção Taxas setoriai Tarifa de uso Seguros Depreciação e Outros custos Lucro bruto Despesas ope Pessoal Administrativ Resultado da Outras despe Lucro antes d Despesas fina Receitas finan Lucro operaci contribuição Corrente Diferido Lucro líquido Lucro básico e Quantidade m Lucro líquido Outros resulta Resultado abr Resultado abr 1. Contexto o A PCH Particip anônima de c Horizonte - M A Companhia de Sociedade construção, a renovável por sociedades ou A contratação das empresas de Energia El Comercializaç contratos de c Segue-se um • Funil Energi A PCH está loc 22,5 MW e en 4 de março de • São Joaquim A PCH está lo 21MW e ener 16 de abril de • Santa Fé Ene A PCH está lo em Minas Ge de R$143.101 novembro de • Carangola E A PCH está lo energia anual de 2008 e o té • Jataí Energé A PCH está lo assegurada de o término de • Bonfante En A PCH está loc BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 CNPJ nº 07.314.233/0001-08 31/12/13 73.456 160.700 43.058 105.041 31.617 77.362 27.805 441.305 317.917 3.584 81.179 1.363.024 (160.111) 1.202.913 ado 31/12/2013 1.084 16.702 1.301 928 (511) 19.504 s licenças têm 31/12/13 75.735 (39.182) 36.553 hia especificao que essas sela Companhia. do 14 31/12/13 437.426 140.207 577.633 83.137 494.496 577.633 o de financia44 prestações ções de amorValor 79.348 79.348 79.348 178.933 416.977 31/12/13 657.229 51.074 (130.670) 577.633 ropriedade da er notificação da e qualquer agamento das ventualmente a PCH Particier notificação da e qualquer agamento das ventualmente neficiárias, proe reserva espeverão ser aberpelo BNDES. com o BNDES ta em instituiaprovada pelo 22. RESULTADO FINANCEIRO Resultado financeiro 23. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL A Companhia calculou o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro líquido com base no regime do lucro real. A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue: Controladora 31/12/14 31/12/13 Lucro contábil antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social 11.651 70.654 (-) Exclusões permanentes Ganho de equivalência patrimonial (89.455) (165.722) Base de apuração do lucro real (77.804) (95.068) Alíquota nominal 34% 34% Crédito de IRPJ e CSLL sob prejuízo fiscais e base negativa 26.453 32.323 Crédito não constituído (26.453) (32.323) Efeito total de IRPJ e CSLL no resultado Consolidado 31/12/14 31/12/13 Lucro contábil antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social 29.597 90.279 Imposto de Renda e Contribuição Social as taxas de 34% (10.063) (30.695) Efeito da base de cálculo das empresas tributadas pelo lucro presumido 23.736 48.504 IRPJ/CSLL não constituídos (23.798) (29.685) Outros ajustes permanentes 1 11 IR/CSLL do período (10.124) (11.865) A Controladora possui prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social, no montante acumulado de R$507 milhões. Em função de não haver expectativa futura de geração de base tributária, a recuperação desses créditos fiscais é remota, motivo pelo qual não foram constituídos créditos fiscais diferidos sobre tais valores. 24. INSTRUMENTO FINANCEIROS Os valores contábeis apresentados como ativos e passivos financeiros são assim demonstrados por categoria: Controladora Consolidado 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 Ativos financeiros: Empréstimos e recebíveis mensurados ao custo amortizado: Caixa e equivalentes de caixa 75.708 110.139 85.855 124.095 Contas a receber de clientes 40.091 36.232 Depósitos judiciais 11.211 8.895 Valor justo por meio do resultado: Ativos vinculados - BNDES 63.013 65.657 Outros ativos circulantes 4.737 4.737 Passivos financeiros: Outros passivos mensurados ao custo amortizado: Fornecedores 641 47 6.001 8.794 Empréstimos e financiamentos 622.928 622.279 1.121.055 1.199.912 Dividendos a pagar 2.767 16.780 16.780 Dividendos a pagar ações preferenciais 18.209 18.209 A Administração entende que os instrumentos financeiros representados acima, os quais são reconhecidos nas demonstrações pelos seus valores contábeis, não apresentam variações significativas em relação aos respectivos valores de mercado, pois: (a) As taxas contratadas dos empréstimos e financiamentos são próximas às taxas de juros atualmente praticadas no mercado para transações de natureza semelhante, e/ou; (b) O vencimento de parte substancial dos saldos ocorre em datas próximas às das demonstrações contábeis. A Companhia está exposta a riscos relacionados a taxas de juros em função de financiamentos contratados na Controladora (IGPM) e nas controladas (TJLP). Em conformidade com o CPC 40 - Instrumentos Financeiros, é apresentado a seguir o quadro de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros de exposição a riscos de taxas de juros da Companhia, objetivando evidenciar um eventual desembolso futuro, de acordo com as premissas detalhadas. Na data de encerramento do exercício, a Administração estimou um cenário provável de variação das taxas de juros CDI (10,81%) e TJLP (5,5%), IGPM (5,7%) de acordo com a data de vencimento de cada operação. Tais taxas foram estressadas em 25% e 50%, servindo de parâmetro para os cenários possível e remoto, respectivamente. Controladora Cenário II Cenário III Exposição Cenário I (Deterioração (Deterioração Operação Risco Impacto 31/12/14 (Provável) de 25%) de 50%) Aplicações financeiras Baixa do CDI Resultado 75.708 8.184 10.228 12.280 Empréstimos - Petros Alta do IGPM Resultado (622.928) (35.507) (44.415) (53.260) Exposição líquida (547.220) (27.323) (34.187) (40.980) Consolidado Cenário II Cenário III Exposição Cenário I (Deterioração (Deterioração Operação Risco Impacto 31/12/14 (Provável) de 25%) de 50%) Aplicações financeiras Baixa do CDI Resultado 85.855 9.281 11.599 13.926 Ativos Vinculados ao BNDES Baixa do CDI Resultado 63.013 6.812 8.513 10.221 Empréstimos - BNDES Alta da TJLP Resultado (498.127) (27.397) (34.271) (41.095) Empréstimos - Petros Alta do IGPM Resultado (622.928) (35.507) (44.415) (53.260) Exposição líquida (972.187) (46.811) (58.574) (70.208) Devido a atividade de suas controladas, a Companhia fica exposta a riscos hidrológicos que afetam a geração de energia elétrica. Durante o exercício de 2014 a Controladora firmou instrumentos para proteger parcela das oscilações do Preço de Liquidação das Diferenças “PLD” nas compras energia no mercado de curto prazo, conforme apresentado abaixo: Data de Data de PLD Volume Descrição início vencimento Referência Referência Contrato de proteção contra risco de base 01/08/2014 31/12/2014 R$ 598,50 MWh 5 MW médios Contrato de proteção contra risco de base 01/08/2014 31/10/2014 R$ 628,00 MWh 10 MW médios Desta forma, nos meses em que o PLD médio foi superior ao PLD de referência, a Companhia obteve ganhos nestes instrumentos. Por outro lado, nos meses em que houve a situação contrária, a Companhia apurou perdas. Em 2014, a Companhia obteve um ganho líquido de R$4.737, que será liquidado em 12 parcelas mensais ao longo do exercício de 2015. 25. BENEFÍCIOS A EMPREGADOS (a) Seguro de vida A Companhia possui a política de seguro de vida a todos os seus funcionários, onde o custo é totalmente pago pela Companhia. Os seguros são realizados a nível de grupo e o custo é integralmente pago pela Controladora, sendo que em 31 de dezembro de 2014 foi pago a importância de R$40 (R$27 em 31 de dezembro de 2013). (b) Seguro saúde e odontológico O seguro saúde e odontológico é oferecido aos funcionários, de acordo com os critérios definidos na política da Companhia, onde a mesma contribui com a maior parte do custo no plano completo e o colaborador contribui com um valor simbólico, que varia conforme a remuneração individual. O plano oferecido abarca apenas os colaboradores, para os dependentes a Companhia tem a política de negociar um valor diferenciado com débito em folha de pagamento e a responsabilidade da administração limita-se ao montante de contraprestação a pagar à título de seguro saúde e odontológico. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes ao custo de Seguro Saúde pagos pela Companhia foram de R$393 (R$260 em 31 de dezembro de 2013). (c) Benefícios pós-emprego A Companhia não concede benefícios pós-emprego, tais como complemento de aposentadoria e seguro, nem remuneração com base em participações em ações de seus administradores. (d) Promoção por tempo de serviço A Companhia concede prêmio aos colaboradores pelo tempo de serviço prestado, mediante a aprovação da diretoria. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes a promoção por tempo de serviço pagos pela Companhia foram de R$ 224 (R$128 em 31 de dezembro de 2013). 26. COBERTURA DE SEGURO Seguro Directors & Officers (D&O) A Companhia contratou, para ela e suas controladas (direta e indiretas), a cobertura de seguro para pagamento e/ou reembolso das quantias devidas ou a pagar a terceiros a título de reparação de danos, estipuladas por tribunal cível ou por acordo aprovado pela seguradora, com vigência até 14 de junho de 2015 e cobertura no montante de R$20.000, considerado suficiente para cobrir eventuais sinistros. Seguro de responsabilidade civil As 13 PCHs, controladas indiretas da Companhia, contrataram cobertura de seguro no valor de R$20.000 com vigência até 28 de abril de 2015 para indenizações por danos civis, em sentença judicial transitada em julgado ou em acordo autorizado pela seguradora, de risco de poluição e/ou contaminação ambiental (súbita e acidental), danos corporais e/ou materiais sofridos Aos Acionistas e Administradores da Brasil PCH S.A. Belo Horizonte - MG Examinamos as demonstrações contábeis individuais e consolidadas da Brasil PCH S.A. (“Companhia”), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2014, e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis individuais e consolidadas anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2014, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase Depreciação dos bens do ativo imobilizado destinados à geração de energia elétrica no regime de produção independente Conforme descrito nas notas explicativas nº 3.d e 13, os bens do imobilizado da atividade de geração de energia no regime de produção independente são depreciados pelo seu prazo estimado de vida-útil, considerando-se os fatos e circunstâncias que estão mencionados nas referidas notas. À medida que novas informações ou decisões do órgão regulador ou do poder concedente sejam conhecidas, o atual prazo de depreciação desses ativos poderá ou não ser alterado. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto. Outros assuntos Demonstração do valor adicionado Examinamos, também, as demonstrações individuais e consolidadas do valor adicionado (DVA), referentes ao exercício findo Controladora 31/12/14 31/12/13 Despesas financeiras: Despesas bancárias Juros e atualizações monetárias sobre empréstimos e financiamentos Outras despesas Receitas financeiras: Rendimentos de aplicações em renda fixa Outras receitas Consolidado 31/12/14 31/12/13 (80.192) (80.192) (1) (89.615) (89.616) (13) (124.672) (18) (124.703) (20) (140.689) (264) (140.973) 7.098 361 12.196 (67.996) 5.014 272 5.286 (84.330) 14.623 446 15.069 (109.634) 12.083 706 12.789 (128.184) por terceiros, danos morais diretamente decorrentes de danos materiais e/ou corporais causados a terceiros, considerado pela Administração como suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de suas atividades. Seguro de operação Em 27 de abril de 2014, com vigência até 27 de junho de 2015, as controladas indiretas, renovaram a cobertura de seguro para riscos operacionais sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras no montante de R$170.000 e lucros cessantes no montante de R$342.514, considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. A avaliação da Administração quanto à adequação das coberturas dos seguros das controladas não foi examinada pelos auditores independentes. 27. COMPROMISSOS (a) Licença de Implantação - Para cumprir as exigências da Licença de Implantação, a Companhia e suas controladas precisam ainda adquirir aproximadamente 643,08 hectares para plantio das áreas de preservação permanente - APP no entorno dos reservatórios, a serem adquiridas até 2018, com base nos PACUERAS aprovados. Foi estimado um desembolso da ordem de R$16.632, para aquisição destas áreas. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (b) Existem ainda 1.058,66 hectares a serem reflorestadas que aguardam aprovação dos respectivos PACUERAS pelos agentes licenciadores competentes. Foi estimado um desembolso da ordem de R$10.447, para os próximos exercícios, após aprovação dos agentes licenciadores. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (c) Resta pendente a quitação a Compensação Ambiental (Lei nº 9.985/2000 - SNUC), pela empresa Carangola Energia R$383 que, de momento, dependem de deliberação do agente Licenciador quanto ao pleito de pagamento, e assinatura de convênio, respectivamente. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (d) Licença de Operação - Todas as Licenças de Operação estão válidas e em vigor. Para atendimento dos programas ambientais nelas previstos, foi estimado um gasto total até o prazo de vigência da licença, em R$17.223. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (e) Indenização de terras - A Companhia e suas controladas registram as obrigações à título de indenização de terras, em montante apurado pela diferença entre o valor do depósito judicial, atualizado monetariamente, e o valor estimado pelo perito nomeado no processo. Em 31 de dezembro de 2014, a provisão monta em R$ 14.055 e foi registrada no passivo não circulante. (f) Legalização de terras - A Companhia e suas controladas possuem contratos particulares de compra e venda de imóveis próprios e de servidão em imóveis de terceiros, cujos registros de propriedade definitiva e de averbação, no Registro Geral de Imóveis - RGI ainda precisam ser regularizadas, com um gasto estimado em R$1.310. A regularização dessas terras se estenderá até junho de 2015, em função das peculiaridades de cada situação. Em dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (g) Honorários de êxito - A Companhia constituiu provisão para pagamentos de honorários advocatícios, por possuir ações cíveis, trabalhistas e Tributárias com provável chance de êxito, com gastos estimados em R$ 260. Em dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. 28. TRANSAÇÕES NÃO ENVOLVENDO CAIXA Em 2014, a Companhia e suas controladas realizaram as seguintes transações que não geraram efeitos de caixa e que, portanto, não estão refletidas na demonstração dos fluxos de caixa. • Compensação de tributos a recolher com impostos retidos no faturamento, no montante de R$ 8.375. • Constituição de ativo imobilizado no montante de R$1.124 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. • Baixa de ativo intangível no montante de R$1.911 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. 29. EVENTOS SUBSEQUENTES Em 29 de janeiro de 2015, através da portaria nº 30 do Ministério de Minas e Energia - MME, foi deliberado a revisão da garantia física de algumas empresas do Grupo, conforme abaixo demonstrado: Empresa Garantia física antes da revisão Garantia física após a revisão (Não auditado) (Não auditado) Bonfante 12,81 MW 12,17 MW Caparaó 2,48 MW 2,36 MW Monte Serrat 18,28 MW 17,37 MW Retiro Velho 13,15 MW 12,49 MW São Pedro 18,41 MW 17,49 MW Os impactos financeiros esperados foram divulgados pela Administração na nota explicativa nº 1.2. 30. AUTORIZAÇÃO PARA CONCLUSÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS A emissão das demonstrações contábeis foi autorizada pelo Conselho de Administração em 10 de fevereiro de 2015. Composição do Conselho de Administração Carlos Mathias Aloysius Becker Neto - Presidente Paulo Celso Guerra Lage - Vice-Presidente Gilberto José Cardoso - Conselheiro Luiz Alberto Benevides Barbosa - Conselheiro Composição da Diretoria Márcio Barata Diniz - Diretor Edvaldo Alves de Santana - Diretor Contador Bruno da Silva Rodrigues - CRC RJ - 116272/O-6 RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ão. ais, restrições a anuência do 2014 da PCH 014. em 31 de dezembro de 2014, preparadas sob a responsabilidade da administração da Companhia. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Auditoria das demonstrações contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2013 Em 24 de janeiro de 2014, emitimos relatório de auditoria com ressalva sobre as demonstrações contábeis da Companhia para o exercício findo em 31 de dezembro de 2013, contendo qualificação quanto a apresentação das ações preferenciais resgatáveis como parte de seu patrimônio líquido, no montante de R$24.000 mil, as quais, no nosso entendimento, deveriam estar registradas no passivo circulante e não circulante por não serem caracterizadas como instrumentos patrimoniais. Conforme descrito na nota explicativa nº 19, durante o exercício de 2014, a Administração resgatou a totalidade das ações preferenciais de classe A e B. Consequentemente, a qualificação relacionada com o referido assunto para as demonstrações contábeis referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2014 não é mais necessária e, portanto, nossa opinião constante deste relatório não contém modificação para o exercício corrente. Belo Horizonte, 10 de fevereiro de 2015 DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Auditores Independentes CRC-2SP 011.609/O-8 F/MG Leonardo Fonseca de Freitas Maia Contador CRC-1MG 079.276/O-7 CNPJ nº 07.628.569/0001-45 31/12/13 232.800 389.479 622.279 78.059 544.220 622.279 0 e em 30 de CCBs de longo dação Petros, ssórias. ão Constante Valor 63.630 63.630 63.630 343.090 533.980 31/12/13 600.862 89.615 (68.198) 622.279 hor celebrado asil PCH S.A.; articipação na m essa Cédula, s e órgãos gostas, aspectos zo corresponde terras e a omo custo do s suas controesentam risco idenciado em or de R$1.403, utora, quando cal, onde esta er notificação ções entre os EMIG Geração ro de 2013, o or 94.187.831 % 51,00% 34,30% 14,70% 100% 14, deliberou Brasileiro S.A. Valor 18.209 16.888 20.427 55.524 ederá 20% do uturo permita i nº 6.404/76, e cálculo dos nação. RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, O Parque Gerador é composto por 13 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) controladas diretamente, com capacidade instalada total do grupo em 291 MW, e energia comercializada total anual de 1.663,57 GWh, beneficiando aproximadamente 2,5 milhões de pessoas. A receita bruta de vendas em 2014 foi de R$ 336,9 milhões, apresentando um lucro líquido na ordem de R$ 89,7 milhões. Ativos Ativos circulantes Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber Dividendos a receber Adiantamentos a funcionários Impostos a compensar Despesas antecipadas Adiantamentos diversos Total dos ativos circulantes Ativos não circulantes Ativos vinculados - BNDES Impostos e contribuições diferidas Depósitos judiciais Investimentos Imobilizado Intangível Total dos ativos não circulantes Total dos ativos Nota 7 8 11 9 10 11 12 13 BALANÇO PATRIMONIAL INDIVIDUAL E CONSOLIDADO LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Controladora Consolidado Passivos 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 Passivos circulantes Fornecedores 207 19 10.146 13.956 Financiamentos - BNDES 40.091 36.232 Obrigações trabalhistas e previdenciarias 22.111 38.614 Impostos e contribuições a recolher 169 156 Provisão para férias e 13º salário 245 257 253 262 Outras obrigações 1.625 948 Receita diferida Dividendos a pagar 245 133 Total dos passivos circulantes 22.563 38.890 52.529 51.687 Passivos não circulantes Financiamentos - BNDES 31.501 32.873 63.012 65.657 Provisões para compromissos futuros 7.577 984 Total dos passivos não circulantes 11.211 8.895 Total dos passivos 584.225 612.159 Patrimônio líquido - 1.170.939 1.202.766 Capital social 16.015 19.149 Reserva de lucros 615.726 645.032 1.268.754 1.297.451 Total do patrimônio líquido Total dos passivos e do patrimônio líquido 638.289 683.922 1.321.283 1.349.138 Nota 14 16 14 24 16 Controladora 31/12/14 31/12/13 Consolidado 31/12/14 31/12/13 181 136.698 136.879 49 84 132.596 132.729 5.350 81.151 1.434 2.640 1.290 1.663 112.486 136.698 342.712 8.747 83.137 304 2.543 1.544 937 14.623 132.596 244.431 85 85 136.964 132.729 416.977 60.269 477.246 819.958 494.496 59.266 553.762 798.193 402.375 98.950 501.325 638.289 402.375 402.375 402.375 148.818 98.950 148.570 551.193 501.325 550.945 683.922 1.321.283 1.349.138 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto o lucro por ação) Controladora Consolidado Notas 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 Receita líquida de vendas 17 230.354 310.654 Custos das vendas de energia Pessoal (14.580) (13.098) Meio ambiente (4.630) (4.702) Operação (4.382) (4.594) Manutenção (7.589) (6.740) Taxas setoriais (1.859) (776) Tarifa de uso dos sistemas elétricos de distribuição (TUSD) (4.020) (4.236) Seguros (3.037) (2.406) Depreciação e amortização (35.671) (33.192) Outros custos (2.899) (3.267) (78.667) (73.011) Lucro bruto 151.687 237.643 Despesas operacionais Pessoal 18 (34) (37) (7.285) (6.850) Administrativas e gerais 18 (1.720) (135) (5.670) (3.419) Resultado da equivalência patrimonial 11 88.839 164.029 Outras despesas operacionais, líquida 18 (12) (101) (1.998) (5.685) 87.073 163.756 (14.953) (15.954) Lucro antes do resultado financeiro 87.073 163.756 136.734 221.689 Despesas financeiras 19 (13) (44.511) (51.357) Receitas financeiras 19 3.220 2.911 7.604 7.503 3.220 2.898 (36.907) (43.854) Lucro operacional antes do imposto de renda e da 90.293 166.654 99.827 177.835 contribuição social Corrente 20 (838) (932) (13.140) (12.315) Diferido 20 3.016 450 (838) (932) (10.124) (11.865) Lucro líquido do exercício 89.455 165.722 89.703 165.970 Lucro básico e diluído por ação ordinária - R$ 0,27 0,51 Quantidade média ponderada de ações 327.813.400 327.813.400 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE INDIVIDUAL E CONSOLIDADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Controladora Consolidado 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 Lucro líquido do exercício 89.455 165.722 89.703 165.970 Outros resultados abrangentes 89.455 165.722 89.703 165.970 Resultado abrangente do exercício 89.455 165.722 89.703 165.970 Resultado abrangente total do exercício As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (CONTROLADORA) PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Reservas de lucros Dividendos Reserva de Lucros Capital Reserva adicionais Reserva retenção de Acumulalucros dos social legal propostos especial Total Saldos em 31 de dezembro de 2012 402.375 22.455 - 5.528 104.710 - 535.068 Dividendos pagos - (5.528) (104.710) - (110.238) Lucro líquido do exercício - 165.722 165.722 Outros resultados abrangentes Total de outros resultados abrangentes - 165.722 165.722 Destinações Reserva legal - 8.286 (8.286) Reserva retenção de lucros Dividendos a pagar (39.359) (39.359) 118.077 - (118.077) Dividendos adicionais propostos 402.375 30.741 118.077 - 551.193 Saldos em 31 de dezembro de 2013 Dividendos adicionais provisionados - (118.077) - (118.077) Lucro líquido do exercício 89.455 89.455 Outros resultados abrangentes Total de outros resultados abrangentes 89.455 89.455 Destinações Reserva legal - 4.473 (4.473) Dividendos a pagar - (21.246) (21.246) 63.736 - (63.736) Dividendos adicionais propostos 402.375 35.214 63.736 - 501.325 Saldos em 31 de dezembro de 2014 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (CONSOLIDADO) PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Reservas de lucros Dividendos Reserva de Lucros Capital Reserva adicionais Reserva retenção (prejuízos) Total social legal propostos especial de lucros Acumulados Saldos em 31 de dezembro de 2012 402.375 22.455 5.528 104.710 (496) 534.572 Dividendos pagos - (5.528) (104.710) - (110.238) Lucro líquido do exercício 165.970 165.970 Outros resultados abrangentes Total de outros resultados abrangentes 165.970 165.970 Destinações Reserva legal 8.286 (8.286) Dividendos a pagar (39.359) (39.359) 118.077 (118.077) Dividendos adicionais propostos 402.375 30.741 118.077 (248) 550.945 Saldos em 31 de dezembro de 2013 Pagamento de dividendos adicionais - (118.077) - (118.077) Lucro líquido do exercício 89.703 89.703 Outros resultados abrangentes Total de outros resultados abrangentes 89.703 89.703 Destinações Reserva legal 4.473 (4.473) Dividendos a pagar (21.246) (21.246) 63.736 (63.736) Dividendos adicionais propostos 402.375 35.214 63.736 - 501.325 Saldos em 31 de dezembro de 2014 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA INDIVIDUAL E CONSOLIDADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Controladora Consolidado 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social 90.293 166.654 99.827 177.835 Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas pelas atividades operacionais: Resultado na baixa de ativo imobilizado 2.154 3.364 Rendimentos de ativos vinculados - BNDES (3.213) (2.618) (6.432) Juros sobre empréstimos e financiamentos 44.479 51.074 Depreciação e amortização 35.671 33.192 Equivalência patrimonial (88.839) (164.029) Constituição do ajuste MRE 112.486 14.623 PIS e COFINS diferido sobre ajuste MRE (4.106) (534) Constituição de provisão para compromissos futuros 85 Variações nos ativos e passivos Contas a receber 10 (3.859) 5.852 Impostos a compensar (220) 55 9 544 Adiantamento a funcionários (13) (25) Despesas antecipadas (677) (425) Adiantamentos diversos (112) (95) Depósitos judiciais (2.316) (1.380) Impostos e contribuições diferidas 529 (450) Fornecedores (3.397) 7.020 Obrigações trabalhistas e previdenciárias 1.130 79 Impostos e contribuições a recolher (264) 20 (9.239) (21) Provisão para férias e 13º salário (254) 294 Outras obrigações 97 84 726 574 Receita diferida (14.623) Provisão para compromissos futuros (308) 133.276 128.680 Dividendos recebidos Caixa gerado pelas operações 131.215 128.856 251.675 291.521 Outros fluxos de caixa das atividades operacionais: Juros pagos sobre empréstimos e financiamentos (44.636) (51.324) (391) (932) (3.804) (11.920) Imposto de renda e contribuição social pagos no período 130.824 127.924 203.235 228.277 Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de investimentos Resgate de ativos vinculados - BNDES 4.585 5.539 9.077 5.922 Caixa recebido por sinistro de ativo imobilizado 3.900 5.000 Aquisição de imobilizado (5.417) (22.119) (36) (267) Aquisição de intangível 4.585 5.539 7.524 (11.464) Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas) atividades de investimentos Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Dividendos pagos (135.221) (133.497) (135.221) (133.497) (79.348) (79.346) Financiamentos pagos (135.221) (133.497) (214.569) (212.843) Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos 188 (34) (3.810) 3.970 Aumento (redução) no caixa e equivalentes de caixa Demonstração do aumento no caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 19 53 13.956 9.986 207 19 10.146 13.956 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 188 (34) (3.810) 3.970 Aumento (redução) no caixa e equivalentes de caixa As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO INDIVIDUAL E CONSOLIDADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Controladora Consolidado Nota 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 1. Receita bruta de vendas 239.077 322.421 Vendas de mercadorias, produtos e serviços 17 336.940 337.044 Ajuste do MRE, Aumento e Redução de Energia Assegurada - (97.863) (14.623) 2. Insumos adquiridos de terceiros 1.707 200 34.023 33.289 Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 10.697 9.106 Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 1.707 200 23.323 21.410 Perda/recuperação de valores ativos 3 2.773 3. Valor adicionado bruto (1-2) (1.707) (200) 205.054 289.132 4. Depreciação e amortização 35.671 33.192 (1.707) (200) 169.383 255.940 5. Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3-4) 6. Valor adicionado recebido em transferência 92.059 166.940 7.604 7.503 Resultado de equivalência patrimonial 11 88.839 164.029 Receitas financeiras 19 3.220 2.911 7.604 7.503 7. Valor adiconado total a distribuir (5+6) 90.352 166.740 176.987 263.443 8. Distribuição do valor adicionado 90.352 166.740 176.987 263.443 Pessoal 34 31 21.865 16.643 Remuneração direta 34 28 15.506 12.770 Benefícios 3 5.052 2.807 F.G.T.S 1.307 1.066 846 962 19.235 27.169 Impostos, taxas e contribuições Federais 845 955 19.077 27.005 Estaduais 1 56 47 Municipais 1 6 102 117 17 25 46.432 53.661 Remuneração de capitais de terceiros Juros 19 44.479 51.074 Aluguéis 14 12 1.876 1.790 Outras 3 13 77 797 Remuneração de capitais próprios 89.455 165.722 89.455 165.970 Dividendos a pagar 16 21.246 39.359 21.246 39.359 Lucros retidos 68.209 126.363 68.209 126.611 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Gerais. Tem capacidade instalada de 19MW e energia anual assegurada de 118,0 GWh, com investimento total de R$90.763, obrigações para os próximos 12 meses, enquanto os ativos circulantes demonstram somente as contas a receber levantadas na 1. Contexto operacional A PCH Participações S.A. (“Companhia” ou “PCH Participações”) foi constituída em 22 de setembro de 2005 como sociedade e iniciou sua operação comercial em 1º de agosto de 2008 e o término de sua autorização se dará em 27 de agosto de 2031. data das demonstrações contábeis. A Administração prevê a geração de caixa decorrente da energia assegurada pelo PROINFA ado na forma em montante suficiente para liquidar as obrigações de curto prazo da Companhia e de suas controladas. anônima de capital fechado, com sede na Avenida Prudente de Morais, 1250, 10º e 11º andares, Coração de Jesus, Belo • Irara Energética S.A. (“Irara”) A PCH está localizada no Rio Doce, no Município de Rio Verde, em Goiás. Tem capacidade instalada de 30MW e energia anual 1.1. Mecanismo de Realocação de Energia (“MRE”) 11.651 Horizonte - MG e iniciou suas operações em 4 de abril de 2006. assegurada de 159,5 GWh, com investimento total de R$118.894, e iniciou sua operação comercial em 5 de setembro de 2008 As controladas possuem a totalidade da sua capacidade de geração hidrelétrica inserida no MRE, responsável por mitigar A Companhia tem como objeto social a implementação de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), seja diretamente ou através (583) os riscos hidrológicos entre as usinas hidrelétricas que aderirem ao mesmo. Por força do PROINFA, todos os anos, sempre 11.068 de Sociedades de Propósito Específico (SPEs), bem como toda e qualquer atividade que seja relacionada à administração, à e o término de sua autorização se dará em 24 de setembro de 2032. em setembro, as controladas informam a sazonalização para a ELETROBRAS considerar no Plano Anual do PROINFA do ano 2.767 construção, ao planejamento, à operação, à manutenção e ao desenvolvimento de projetos de geração de energia elétrica • Calheiros Energia S.A. (“Calheiros”) A PCH está localizada no Rio Itabapoana, entre os Municípios de Bom Jesus do Itabapoana, no Rio de Janeiro, e São José do seguinte. renovável por meio de PCHs, observando a estrutura prevista em acordo de acionistas, e participação em outras companhias, 1.186 Calçado, no Espírito Santo. Tem capacidade instalada de 19MW e energia anual assegurada de 95,6 GWh, com investimento As contabilizações são realizadas mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE e repassadas a 7.115 sociedades ou consórcios, como acionista, sócia ou consorciada. A contratação de energia gerada pelas 13 controladas se dá através de contratos de compra e venda firmados por cada uma total de R$76.836, e iniciou sua operação comercial em 11 de setembro de 2008 e o término de sua autorização se dará em ELETROBRAS, que, por sua vez, repassa os seus efeitos às Companhias do Grupo, no ano seguinte, em 12 parcelas, conforme definições contratuais. das empresas com a Centrais Elétricas Brasileiras (ELETROBRAS) através do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas 13 de janeiro de 2030. Por meio do Despacho ANEEL/SEM nº 335/13, de 08/02/13, as empresas titulares de empreendimentos incluídos no MRE 31/12/13 de Energia Elétrica (PROINFA), que determina que a ELETROBRAS seja o agente representante das PCHs na Câmara de • Caparaó Energia S.A. (“Caparáo) 337.044 Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), responsável pela contratação de toda energia gerada, obrigando a celebração de A PCH está localizada no Rio Preto, entre os Municípios de Caiana Feliz, em Minas Gerais, e Dores do Rio Preto, no Espírito ficaram autorizadas a revisar a sazonalização dos montantes de garantia física para o exercício de 2013, até 15 de fevereiro Santo. Tem capacidade instalada de 4,5MW e energia anual assegurada de 22,8 GWh, com investimento total de R$24.444 de 2013. Contudo, a revisão da sazonalização não foi solicitada pela ELETROBRAS às empresas do Grupo. Os efeitos negativos contratos de compra e venda de energia, pelo prazo de 20 anos a contar da data de entrada em operação. (14.623) e iniciou sua operação comercial em 30 de dezembro de 2008 e o término de sua autorização se dará em 29 de dezembro da sazonalização ex-post informado pela ELETROBRAS em 31 de dezembro de 2013 foi de R$13.781. Por meio da ABRAGEL, - Segue-se um resumo informativo das 13 PCHs: de 2029. foi interposto recurso administrativo junto a ANEEL e a Administração acompanha o assunto junto à associação. O Grupo 322.421 • Funil Energia S.A. (“Funil”) considerou todos os impactos negativos nas suas demonstrações contábeis de 2013 e 2014. A PCH está localizada no Rio Guanhães, no Município de Dores do Guanhães, em Minas Gerais. Tem capacidade instalada de • Monte Serrat Energética S.A. (“Monte Serrat”) (2.096) 22,5 MW e energia anual assegurada de 127,3 GWh, com investimento total de R$91.071, iniciou sua operação comercial em A PCH está localizada no Rio Paraibuna, entre os Municípios de Levy Gasparian, no Rio de Janeiro, e Simão Pereira, em Minas Outro aspecto relevante consiste na aplicação do fator de ajuste das garantias físicas das usinas pertencentes ao MRE. Devido Gerais. Tem capacidade instalada de 25MW e energia anual assegurada de 160,1 GWh, com investimento total de R$132.690, a um regime hidrológico muito desfavorável, a redução da geração em relação as garantias físicas das usinas do grupo foram 4 de março de 2008 e o término de sua autorização se dará em 22 de dezembro de 2029. (9.671) e iniciou sua operação comercial em 12 de fevereiro de 2009 e o término de sua autorização se dará em 27 de agosto de 2031. em média 33,9% em 2014, com impacto já contabilizado pelo CCE até novembro de R$97.168, e o Grupo projeta o impacto (11.767) • São Joaquim Energia S.A. (“São Joaquim”) total de R$113.105 para o exercício de 2014, o qual foi provisionado conforme mencionado no parágrafo anterior. 310.654 A PCH está localizada no Rio Benevente, no Município de Alfredo Chaves, no Espírito Santo. Tem capacidade instalada de • São Simão Energia S.A. (“São Simão”) 21MW e energia anual assegurada de 116,3 GWh, com investimento total de R$82.421, e iniciou sua operação comercial em A PCH está localizada no Rio Itapemirim, no Município de Alegre, no Espírito Santo. Tem capacidade instalada de 27MW e 1.2. Revisão da Garantia Física ULTADO energia anual assegurada de 133,1 GWh, com investimento total de R$105.342, e iniciou sua operação comercial em 16 de De acordo com o previsto na Portaria MME 463/2009, a partir do quadragésimo oitavo mês de operação comercial 16 de abril de 2008 e o término de sua autorização se dará em 18 de dezembro de 2030. ado fevereiro de 2009 e o término de sua autorização se dará em 22 de março de 2031. serão revisados anualmente e, em seguida, semestralmente, os montantes de garantia física dos empreendimentos que 31/12/13 • Santa Fé Energética S.A. (“Santa Fé”) • São Pedro Energia S.A. (“São Pedro”) apresentarem desempenho inferior às metas de geração líquida estabelecidas em 80% e 90%, respectivamente. A PCH está localizada no Rio Paraibuna, entre os Municípios de Levy Gasparian, no Rio de Janeiro, e Santana do Deserto, 9.343 A PCH está localizada no Rio Jucu Braço Norte, no Município de Domingos Martins, no Espírito Santo. Tem capacidade a) Aumento de garantia física em Minas Gerais. Tem capacidade instalada de 30MW e energia anual assegurada de 228,6 GWh, com investimento total 2.139 - de R$143.101, e iniciou sua operação comercial em 8 de maio de 2008 e o término de sua autorização se dará em 5 de instalada de 30MW e energia anual assegurada de 161,2 GWh, com investimento total de R$133.718, e iniciou sua operação A empresa Jataí Energética S.A., através da Portaria nº 38 de 13 de junho de 2012 do Ministério de Minas e Energia - MME, comercial em 16 de junho de 2009 e o término de sua autorização se dará em 18 de novembro de 2033. teve sua energia anual assegurada acrescida, fato que gerou aumento no volume de energia vendida ao PROINFA a partir novembro de 2032. 1.360 • Retiro Velho Energética S.A. (“Retiro Velho”) de 1º de janeiro de 2013 e o respectivo aumento nas receitas auferidas a partir da data de vigência da portaria. Entretanto, 3.123 • Carangola Energia S.A. (“Carangola”) 361 A PCH está localizada no Rio Carangola, no Município de Carangola, em Minas Gerais. Tem capacidade instalada de 15MW e A PCH está localizada no Rio da Prata, no Município de Aporé, em Goiás. Tem capacidade instalada de 18MW e energia anual ainda ficou pendente de autorização de faturamento no montante de R$407 (tarifa base 2015) que será realizado em 2015, assegurada de 115,2 GWh, com investimento total de R$109.641, e iniciou sua operação comercial em 18 de junho de 2009 e referente aos meses de junho, julho e agosto de 2012. energia anual assegurada de 83,8 GWh, com investimento total de R$61.198, e iniciou sua operação comercial em 24 de junho 829 o término de sua autorização se dará em 12 de novembro de 2032. b) Reduções de garantia física realizadas em 2014 1.777 de 2008 e o término de sua autorização se dará em 22 de dezembro de 2029. As informações sobre capacidade de licença instalada e em operação, energia anual assegurada e quilômetros de extensão, Garantia física antes da Garantia física após a Impacto financeiro 18.932 • Jataí Energética S.A. (“Jataí”) não foram examinadas pelos auditores independentes. A PCH está localizada no Rio Claro, no Município de Jataí, em Goiás. Tem capacidade instalada de 30MW e energia anual revisão revisão em 2015 os em cartório assegurada de 178,3 GWh, com investimento total de R$113.974, e iniciou sua operação comercial em 29 de julho de 2008 e Em 31 de dezembro de 2014, os números consolidados mostram capital circulante líquido negativo, no montante de R$290.183 (Não auditado) (Não auditado) (Não auditado) (R$192.744 em 31 de dezembro de 2013). No entanto, a Administração entende que não existe risco de inadimplência, visto Bonfante 13,48 MW 12,81 MW (826) dor de veloci- o término de sua autorização se dará em 18 de dezembro de 2032. que parte substancial dos passivos circulantes refere-se às obrigações contraídas junto a instituições financeiras, decorrentes de Caparaó 2,61 MW 2,48 MW (123) e Retiro Velho • Bonfante Energética S.A. (“Bonfante”) A PCH está localizada no Rio Paraibuna, entre os Municípios de Levy Gasparian, no Rio de Janeiro, e Simão Pereira, em Minas financiamentos, e junto a ELETROBRAS, decorrente do ajuste MRE, sendo que estas obrigações estão atualizadas e refletem as Funil 13,12 MW 13,09 MW (2.264) BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 15 CNPJ nº 07.628.569/0001-45 c) Estimativa de revisão de garantia física para os próximos anos Ano % Impacto financeiro esperado 2016 2017 (Não auditado) (Não auditado) (2.793) (2.164) (497) (379) (2.227) (1.485) (2.600) (2.229) (3.078) (2.623) (1.085) (3.624) (2.714) (1.760) Bonfante 2015 5 Caparaó 2015 5 São Pedro 2015 5 Retiro Velho 2015 e 2016 10 Monte Serrat 2015 10 Irara 2015 e 2016 10 Santa Fé 2016 5 São Simão 2016 5 1.3. Sinistros nas PCHs Bonfante e Monte Serrat Os sinistros podem ser assim sumarizados: (i) A unidade geradora da Bonfante ficou indisponível no final de 2012, devido a verificação de danos no multiplicador de velocidade. Em abril de 2013, a unidade geradora retomou parcialmente a produção, após reparos no multiplicador de velocidade. Em novembro de 2013, houve nova interrupção da unidade em função da substituição de algumas peças, retomando a produção em janeiro de 2014, entretanto, em seguida havendo nova paralisação para correção de vazamento no circuito da unidade hidráulica de regulação - UHR, devidamente sanada em janeiro de 2014. A controlada recebeu adiantamentos da seguradora que montam em R$ 8.000. (ii) A unidade geradora II da Monte Serrat ficou indisponível no final de 2013, devido a verificações de danos na grade de proteção da unidade geradora II, sendo a produção retomada em fevereiro de 2014. A controlada recebeu adiantamento da seguradora no montante de R$ 900. Em ambos os casos, os valores adiantados pela seguradora para cobrir os gastos já incorridos com os sinistros foram registrados como redutores do custo de aquisição dos ativos em que ocorreram os sinistros. A administração está aguardando a análise final pela seguradora sobre o valor total dos sinistros. Estima-se que os processos relativos aos sinistros se encerrem ao longo do primeiro semestre de 2015. 2. Apresentação das demonstrações contábeis 2.1. Declaração de conformidade As demonstrações contábeis da Companhia compreendem as demonstrações contábeis consolidadas e individuais da controladora preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. As práticas contábeis adotadas no Brasil compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (“CFC”) e pelas normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”). 2.2. Bases de elaboração As demonstrações contábeis foram elaboradas com base no custo histórico, exceto por determinados instrumentos financeiros mensurados pelos seus valores justos, conforme descrito nas práticas contábeis a seguir. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos. Ativos e passivos são classificados conforme seu grau de liquidez e exigibilidade. Os mesmos são classificados como circulantes quando provável que sua realização ou liquidação ocorra nos próximos doze meses. Caso contrário, são demonstrados como não circulantes. Essas demonstrações contábeis são apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações financeiras apresentadas em milhares de reais foram arredondadas para o valor mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. 2.3. Base de consolidação e investimentos em controladas As demonstrações contábeis consolidadas incluem as demonstrações contábeis da Companhia e de entidades controladas diretamente pela Companhia ou indiretamente através de suas controladas. O controle é obtido quando a Companhia: • tem poder sobre a investida; • está exposta, ou tem direitos, a retornos variáveis decorrentes de seu envolvimento com a investida; • tem a capacidade de usar esse poder para afetar seus retornos. A Companhia reavalia se retém ou não o controle de uma investida se fatos e circunstâncias indicarem a ocorrência de alterações em um ou mais de um dos três elementos de controle relacionados anteriormente. A consolidação de uma controlada começa quando a Companhia obtém o controle sobre a controlada e termina quando a Companhia perde o controle sobre a controlada. Especificamente, as receitas e despesas de uma controlada adquirida ou alienada durante o exercício são incluídas na demonstração do resultado e outros resultados abrangentes a partir da data em que a Companhia obtém o controle até a data em que a Companhia deixa de controlar a controlada. O resultado e cada componente de outros resultados abrangentes são atribuídos aos proprietários da Companhia e às participações não controladoras. O resultado abrangente total das controladas é atribuído aos proprietários da Companhia e às participações não controladoras, mesmo se isso gerar saldo negativo para as participações não controladoras. Quando necessário, as demonstrações contábeis das controladas são ajustadas para adequar suas políticas contábeis àquelas estabelecidas pelo Grupo. Todas as transações, saldos, receitas e despesas entre as empresas do Grupo são eliminados integralmente nas demonstrações contábeis consolidadas. Nas demonstrações contábeis individuais da Companhia as informações financeiras das controladas são reconhecidas através do método de equivalência patrimonial. 3. Resumo das principais práticas contábeis As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas demonstrações contábeis. (a) Instrumentos financeiros Os ativos e passivos financeiros são reconhecidos quando uma entidade do Grupo for parte das disposições contratuais dos instrumentos. i. Ativos financeiros não derivativos A Companhia e suas controladas reconhecem os empréstimos e recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Companhia se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. • Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. • Caixa e Equivalente de caixa Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas no pagamento das obrigações de curto prazo. ii. Passivos financeiros não derivativos A Companhia e suas controladas reconhecem passivos financeiros inicialmente na data de negociação na qual a Companhia se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retirada ou cancelada. A Companhia e suas controladas classificam os passivos financeiros não derivativos na categoria de outros passivos financeiros. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. A Companhia e suas controladas tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: financiamentos, fornecedores, dividendos a pagar e outros passivos. A Companhia não opera com instrumentos financeiros derivativos. iii. Capital social Ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. Os dividendos mínimos obrigatórios, conforme definido em estatuto, são reconhecidos como passivo. (b) Contas a receber de clientes As contas a receber de clientes são registradas pelo valor faturado menos os impostos retidos na fonte, os quais são considerados créditos tributários, conforme legislação tributária vigente. (c) Imobilizado Registrado ao custo histórico de aquisição, formação ou construção (inclusive juros e demais encargos financeiros líquidos), deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas. O custo inclui gastos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. Considerando a conclusão das obras e o início das operações em março de 2008, aliado ao custo do imobilizado atender aos requerimentos do CPC 27 - Ativo Imobilizado, a Companhia e suas controladas mantiveram o custo histórico como base de mensuração do ativo fixo. Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são registradas como itens individuais (componentes principais) de imobilizado. O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do item caso seja provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do componente irão fluir para a Companhia e que o seu custo pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme incorridos. (d) Depreciação A depreciação, exceto de móveis e utensílios e computadores e periféricos, é calculada a partir do início das operações das controladas da Companhia, pelo método linear, às taxas determinadas pela Portaria DNAEE nº 815, de 15 de novembro de 1994, alteradas pelas Resoluções nº 367, de 2 de junho de 2009 e 474, de 7 de fevereiro de 2012, que, no entendimento da Administração, se aproximam das vidas úteis destes ativos. A Companhia e suas controladas consideram essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e, conforme avaliação da Administração do que consta na Resolução de autorização para estabelecimento como produtora independente, concedida pela ANEEL, ao final do prazo dessa autorização que é de 30 anos, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação da autorização, considerando, inclusive, as Portarias MME nº 956/10 e nº 197/12, autorizando a prorrogação das PCH’s Pacífico Mascarenhas e San Juan, respectivamente, por mais 20 anos, condicionada à realização de pequena melhoria operacional, o que a Administração entende demonstrar a evidência concreta de possibilidade de prorrogação de autorização da PCH por mais 20 anos. Autorização e indenização A autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica vigorará pelo prazo de trinta anos (ver Nota explicativa nº 1), podendo ser prorrogada, a critério da ANEEL. Ao final do prazo da respectiva autorização, não havendo prorrogação, os bens e instalações vinculados à produção de energia elétrica passarão a integrar o patrimônio da União mediante indenização dos investimentos realizados, desde que previamente autorizados, e ainda não amortizados, apurada por auditoria da ANEEL, ou poderá ser exigido que a Companhia restabeleça, por sua conta, o livre escoamento das águas. (e) Intangível Estão registrados ao custo de aquisição, deduzidos da amortização acumulada e perdas por redução do valor recuperável, quando aplicáveis. Os ativos intangíveis que possuem vida útil econômica definida, conforme demonstrados na nota explicativa nº 13, são amortizados levando-se em consideração sua vida útil, que reflete o benefício econômico dos referidos ativos intangíveis. Um ativo intangível é baixado na alienação ou quando não há benefícios econômicos futuros resultantes do seu uso ou alienação. Os ganhos ou as perdas resultantes da baixa de um ativo intangível, mensurados como a diferença entre as receitas líquidas da alienação e o valor contábil do ativo, são reconhecidos no resultado quando o ativo é baixado. (f) Valor recuperável de ativos No fim de cada exercício, o Grupo revisa o valor contábil de seus ativos tangíveis e intangíveis para determinar se há alguma indicação de que tais ativos sofreram alguma perda por redução ao valor recuperável. Se houver tal indicação, o montante recuperável do ativo é estimado com a finalidade de mensurar o montante dessa perda, se houver. Quando não for possível estimar o montante recuperável de um ativo individualmente, o Grupo calcula o montante recuperável da unidade geradora de caixa à qual pertence o ativo. Quando uma base de alocação razoável e consistente pode ser identificada, os ativos corporativos também são alocados às unidades geradoras de caixa individuais ou ao menor grupo de unidades geradoras de caixa para o qual uma base de alocação razoável e consistente possa ser identificada. O montante recuperável é o maior valor entre o valor justo menos os custos na venda ou o valor em uso. Na avaliação do valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados ao valor presente pela taxa de desconto, antes dos impostos, que reflita uma avaliação atual de mercado do valor da moeda no tempo e os riscos específicos do ativo para o qual a estimativa de fluxos de caixa futuros não foi ajustada. Se o montante recuperável de um ativo (ou unidade geradora de caixa) calculado for menor que seu valor contábil, o valor contábil do ativo (ou unidade geradora de caixa) é reduzido ao seu valor recuperável. A perda por redução ao valor recuperável é reconhecida imediatamente no resultado. Quando a perda por redução ao valor recuperável é revertida subsequentemente, ocorre o aumento do valor contábil do ativo (ou unidade geradora de caixa) para a estimativa revisada de seu valor recuperável, desde que não exceda o valor contábil que teria sido determinado, caso nenhuma perda por redução ao valor recuperável tivesse sido reconhecida para o ativo (ou unidade geradora de caixa) em exercícios anteriores. A reversão da perda por redução ao valor recuperável é reconhecida imediatamente no resultado. (g) Provisões Uma provisão é reconhecida para obrigações presentes (legal ou presumida) resultante de eventos passados, em que seja possível estimar os valores de forma confiável e cuja liquidação seja provável. O valor reconhecido como provisão é a melhor estimativa das considerações requeridas para liquidar a obrigação no final de cada período de relatório, considerando-se os riscos e as incertezas relativos à obrigação. Quando a provisão é mensurada com base nos fluxos de caixa estimados para liquidar a obrigação, seu valor contábil corresponde ao valor presente desses fluxos de caixa (em que o efeito do valor temporal do dinheiro é relevante). Quando alguns ou todos os benefícios econômicos requeridos para a liquidação de uma provisão são esperados que sejam recuperados de um terceiro, um ativo é reconhecido se, e somente se, o reembolso for virtualmente certo e o valor puder ser mensurado de forma confiável. (h) Apuração do resultado O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. (i) Receita operacional A receita é mensurada pelo valor justo da contrapartida recebida ou a receber. A receita é reconhecida quando a energia é gerada e a titularidade legal é transferida, conforme determinações legais do contrato de suprimento de energia elétrica, ou seja, todos os riscos e benefícios inerentes são transferidos para o comprador, o valor da receita pode ser mensurado com confiabilidade e os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a Companhia e suas controladas. Receita diferida Os Contratos de Compra e Venda de Energia, celebrados entre as controladas e a ELETROBRAS, estabelecem que seja apurada em cada ano (período de janeiro a dezembro) o resultado da comercialização no âmbito da CCEE. A parcela de ajuste financeiro resultante dessa apuração será compensada nas faturas mensais do ano subsequente. (j) Receitas financeiras e despesas financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre financiamentos e financiamentos. Custos de financiamentos são mensurados no resultado através do método de juros efetivos. (k) Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda e a contribuição social correntes da Companhia e de suas controladas são registrados pelo regime de competência e calculados com base nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente de R$240 para imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido, e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% do lucro real. A sistemática fiscal adotada pelas controladas foi do lucro presumido. Com base nesse critério, o resultado para fins de imposto de renda e contribuição social foi calculado aplicando-se sobre a receita as alíquotas definidas para sua atividade, que são de 8% e 12%, respectivamente. Sobre o resultado presumido foram aplicadas as alíquotas de imposto de renda e contribuição social vigentes na data do encerramento de cada exercício (25% para imposto de renda e 9% para contribuição social). (l) Demonstração do valor adicionado Essa demonstração tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela Companhia suas controladas, e sua distribuição durante determinado período. A DVA é apresentada pela Companhia e suas controladas como parte de suas demonstrações contábeis e como informação suplementar, nos termos do pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. (m) Lucro por ação O lucro básico por ação foi calculado com base no número médio de ações ordinárias em circulação da Companhia em cada um dos exercícios apresentados. A Companhia não possui instrumentos que poderiam potencialmente diluir o lucro básico por ação, motivo pelo qual o lucro básico por ação é igual ao lucro por ação diluído. (n) Adoção de pronunciamentos contábeis, orientações e interpretações novos e/ou revisados (i) Alterações às IFRSs e as novas interpretações de aplicação obrigatória a partir do exercício Corrente No exercício corrente, a Companhia e suas controladas aplicaram diversas emendas e novas interpretações às IFRSs e aos CPCs emitidas pelo IASB e pelo CPC, que entram obrigatoriamente em vigor para períodos contábeis iniciados em 1º de janeiro de 2014. • Alterações ao CPC 36 (R3), CPC 45 e CPC 35 (R2) - Entidades de Investimento A Companhia aplicou as alterações aos CPC 36 (R3), CPC 45 e CPC 35 (R2) pela primeira vez no exercício corrente. As alterações do CPC 36 (R3) definem uma entidade de investimento e requer que uma entidade que atenda à definição de Entidade de Investimento não consolide suas subsidiárias, mas sim avalie as suas subsidiárias pelo seu valor justo com reflexo no resultado do exercício em suas Demonstrações Contábeis. • Alterações ao CPC 39 - Apresentação de Instrumentos Financeiros Ativos e Passivos Líquidos. Os ajustes do CPC 39 esclarecem os requerimentos relacionados à compensação de ativos financeiros com passivos financeiros. • Alterações ao CPC 01 (R1) - Divulgação de Valor Recuperável de Ativos Não Financeiros. As alterações do CPC 01 (R1) retiram os requerimentos de divulgar o montante recuperável de uma unidade geradora de caixa para a qual o ágio de expectativa de rentabilidade futura (goodwill) ou outro ativo intangível com vida útil indefinida tenha sido alocado quando não tenha ocorrido redução ao valor recuperável de um ativo ou reversão de redução ao valor recuperável relacionado a essa unidade geradora de caixa. • Alterações ao CPC 38 - Novação de Derivativos e Continuidade de Contabilidade de Hedge. As alterações ao CPC 38 retiram a obrigatoriedade de descontinuar a contabilidade de hedge quando um derivativo designado como instrumento de hedge é renovado sob determinadas circunstâncias. • IFRIC 21 - Tributos. O IFRIC 21 endereça o momento de reconhecer um passivo decorrente da obrigação de pagamento de tributos impostos por um governo, A interpretação define tributos e especifica que o fato gerador da obrigação é a atividade que resulta em pagamento do tributo, conforme definido na legislação. A Companhia avaliou todas as novas normas acima resumidas e não identificou efeitos significativos nas demonstrações contábeis. (ii) Normas e interpretações novas e revisadas já emitidas e ainda não adotadas A Companhia não adotou as IFRSs novas e revisadas a seguir, já emitidas e ainda não adotadas: i) IFRS 9 - Instrumentos financeiros (Financial Instruments) - A IFRS 9 emitida em novembro de 2009 introduziu novos requerimentos de classificação e mensuração de ativos financeiros. A IFRS 9 foi alterada em outubro de 2010 para incluir requerimentos para classificação e mensuração de passivos financeiros e para desreconhecimento. Outra revisão da IFRS 9 foi emitida em julho de 2014 e incluiu, principalmente a) requerimentos de impairment para ativos financeiros e b) alterações limitadas para os requerimentos de classificação e mensuração ao introduzir um critério de avaliação a “valor justo reconhecido através de outros resultados abrangentes” (FVTOCI) para alguns instrumentos de dívida simples. ii) IFRS 15 - Receitas de Contratos com clientes - Em maio de 2014, a IFRS 15 foi emitida e estabeleceu um modelo simples e claro para as empresas utilizarem na contabilização de receitas provenientes de contratos com clientes. A IFRS 15 irá substituir o guia atual de reconhecimento da receita presente no IAS 18/CPC 30 (R1) - Receitas, IAS 11/CPC 17 (R1) - Contratos de Construção e as interpretações relacionadas, quando se tornar efetivo. iii) Modificações à IFRS 11/CPC 19 (R2) - Acordo contratual conjunto - As alterações à IFRS 11/CPC 19 (R2) fornecem instruções de como contabilizar a aquisição de um negócio em conjunto que constitua um “negócio”, conforme a definição dada pela IFRS 3/CPC 15 (R1) - Combinação de Negócios. Especificamente, as alterações estabelecem que os princípios relevantes na contabilização de uma combinação de negócios sob a IFRS 3/CPC 15 (R1) e outras normas (como o IAS 36/ CPC 01 (R1) Redução ao Valor Recuperável de Ativos no que se refere ao teste de recuperabilidade de uma unidade geradora de caixa para a qual o goodwill originado na aquisição de um negócio em conjunto foi alocado) devem ser aplicados. iv) Modificações às IAS 16/CPC 27 e IAS 38/CPC 04 (R1) - Esclarecimentos dos métodos de depreciação e amortização aceitáveis - As alterações à IAS 16/CPC 27 proíbem as empresas a usarem o método de depreciação baseada na receita para itens do imobilizado. As alterações da IAS 38/CPC 04 (R1) introduzem a premissa refutável de que a receita não é uma base apropriada para determinar a amortização de um ativo intangível. v) Modificações à IAS 19/CPC 33 (R1) - Plano de Benefício Definido: Contribuição ao empregado - As alterações à IAS 19 / CPC 33 (R1) esclarecem como uma entidade deve contabilizar as contribuições feitas por empregados ou terceiros para planos de benefício definido, dependendo se essas contribuições dependem do número de anos de serviços prestados pelo empregado. vi) Melhoria anual das IFRS de dezembro de 2013 - Ciclo 2011-2013 (Annual Improvements to IFRSs 2011-2013 Cycle) - As Melhorias Anuais às IFRSs para o ciclo 2011-2013 incluem alterações em diversos IFRSs, conforme sumariado abaixo. As alterações na IFRS 3 esclarecem que o IFRS 3 não se aplica na contabilização da formação de todos os tipos de operações compartilhadas na demonstração contábil da empresa de controle compartilhado. As alterações na IFRS 13 esclarecem que o escopo das alternativas de exceções para a mensuração do valor justo de um grupo de ativos financeiros e passivos financeiros em bases compensadas incluem todos os contratos que estão dentro do escopo ou registrados de acordo com a IAS 39 ou IFRS 9, mesmo se os contratos não se enquadrarem na definição de ativos financeiros ou passivos financeiros pela IAS 32. As alterações da IAS 40 esclarece, que a IAS 40 e a IFRS 3 não são mutualmente excludentes e a aplicação de ambas as normas pode ser requerida. vii) Melhoria anual das IFRS de dezembro de 2012 - Ciclo 2010-2012 (Annual Improvements to IFRSs 2010-2012 Cycle) - As Melhorias Anuais às IFRSs para o ciclo 2010-2012 incluem alterações em diversos IFRSs. viii) Em dezembro de 2013, o IASB emitiu uma revisão das normas IFRS 2, IFRS 3, IFRS 8, IFRS 13, IAS 16, IAS 24 e IAS 38. Estas normas são efetivas para períodos anuais iniciando em/ou após 1º de julho de 2014. Considerando as atuais operações da Companhia e de suas controladas, a Administração não espera que essas normas, interpretações e alterações tenham efeitos relevantes sobre as suas demonstrações contábeis a partir de sua adoção. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC ainda não editou todos os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionadas às IFRSs novas e revisadas apresentadas acima. Em decorrência do compromisso do CPC de manter atualizado o conjunto de normas emitido com base nas atualizações feitas pelo International Accounting Standards Board IASB, é esperado que esses pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC até a data de sua aplicação obrigatória e que seus impactos nas Demonstrações Contábeis da Companhia sejam os mesmos da adoção dos pronunciamentos do IASB descritos acima. 4. Gerenciamento de risco A Companhia e suas controladas avaliaram e consideraram relevante a exposição aos seguintes riscos: • Risco de crédito O risco de crédito refere-se ao risco de uma contraparte não cumprir com suas obrigações contratuais, levando a Companhia e suas controladas a incorrer em perdas financeiras. As contas a receber de clientes são formadas por um único cliente ELETROBRAS via contrato de compra de energia pelo prazo de 20 anos. Este fato reduz o risco de perda financeira por motivo de inadimplência. Assim, não há exposição significativa da Companhia e de suas controladas a riscos de crédito ou perdas por redução no valor recuperável relacionadas às contas a receber de clientes, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 8. • Risco de mercado O risco de mercado decorre da possibilidade da Companhia e suas controladas sofrerem ganhos ou perdas decorrentes de oscilações de taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos financeiros. A Companhia e suas controladas avaliam que os riscos das aplicações financeiras de suas disponibilidades são baixos, por serem realizadas em bancos de reconhecida liquidez e remuneradas a taxas de mercado que variam entre 95% a 102% do CDI, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 7. A Companhia e suas controladas administram e mensuram esses riscos através do planejamento de fluxo de caixa realizado. Os passivos financeiros existentes abrangem os saldos de financiamentos obtidos pelas suas controladas junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social -BNDES (TJLP - índice de reajuste do contrato), conforme apresentado na nota explicativa nº 14. Uma análise de sensibilidade dos ativos e passivos que representam riscos relevantes para a Companhia está apresentada na nota explicativa nº 21. • Risco operacional O objetivo da Companhia e suas controladas é administrar o risco operacional para evitar a ocorrência de prejuízos financeiros. As controladas da Companhia realizam as atividades de operação e manutenção das suas usinas de acordo com as práticas do setor elétrico brasileiro, inclusive realizando sistematicamente as atividades de manutenções preventiva e corretiva dos equipamentos eletromecânicos das instalações, bem como o monitoramento das estruturas civis e barragens. Caso ocorram eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade, as controladas da Companhia contrataram cobertura de seguros de operação sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras, conforme nota explicativa nº 23. • Risco de liquidez A Companhia e suas controladas utilizam o controle do custeio para auxiliar no monitoramento de exigências do fluxo de caixa e na otimização de seu retorno de caixa em investimentos. Todo decêndio é estimado o desembolso em comparação com a sua entrada de caixa. A Companhia não possui operações contratadas em moeda estrangeira. Desta forma, não está sujeita a riscos decorrentes de oscilações de taxas de câmbio. • Gestão de capital A política da Administração é manter uma sólida base de capital para preservar a confiança do investidor, credor e mercado e com isso manter o desenvolvimento futuro do negócio. A Administração monitora o retorno de capital sobre a operação da empresa através do acompanhamento mensal da realização orçamentária aprovada pelo Conselho de Administração. A Administração entende que a exposição da Companhia e de suas controladas a riscos é remota, sendo o gerenciamento realizado através de ferramentas de controle, planejamento e orçamento, coordenadas pela Diretoria. • Riscos hidrológicos O suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) é realizado, na sua maior parte, por usinas hidrelétricas. Como o SIN opera em sistema de despacho otimizado e centralizado pelo ONS, cada usina hidrelétrica, incluindo as das controladas, está sujeita a variações nas condições hidrológicas verificadas, tanto na região geográfica em que opera como em outras regiões do país. A ocorrência de condições hidrológicas desfavoráveis, em conjunto com a obrigação de entrega da energia contratada, poderá resultar em uma exposição da Companhia ao mercado de energia de curto prazo, o que afetaria seus resultados financeiros futuros. Entretanto, a totalidade da capacidade de geração hidrelétrica da Companhia está inserida no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), que mitiga parte do risco hidrológico, alocando-o entre todas as usinas vinculadas ao MRE. 5. Principais julgamentos contábeis e fontes de incertezas nas estimativas apresentadas Na aplicação das políticas contábeis a Administração deve fazer julgamentos e elaborar estimativas a respeito dos valores contábeis dos ativos e passivos para os quais não são facilmente obtidos de outras fontes. As estimativas e as respectivas premissas estão baseadas na experiência histórica e em outros fatores considerados relevantes. Os resultados efetivos podem diferir dessas estimativas. As estimativas e premissas subjacentes são revisadas continuamente. Os efeitos decorrentes das revisões feitas às estimativas contábeis são reconhecidos no período em que as estimativas são revistas, se a revisão afetar apenas este período, ou também em períodos posteriores se a revisão afetar tanto o período presente como períodos futuros. A seguir são apresentados os principais julgamentos e estimativas efetuadas pela Administração durante o processo de aplicação das políticas contábeis da Companhia e de suas controladas que mais afetam os valores reconhecidos nas demonstrações contábeis: (i) Redução ao valor recuperável dos ativos: a Administração julgou não haver evidências, internas e externas, que justificassem o registro de provisão para redução ao valor recuperável sobre o ativo imobilizado e ativo intangível. (ii) Vida útil e valor residual dos bens do imobilizado: a Companhia revisa anualmente a vida útil e o valor residual estimado dos bens do ativo imobilizado e intangível com vida útil definida, sendo que as taxas de depreciação e amortização atualmente utilizadas são julgadas representativas das vidas úteis dos mesmos. (iii) Provisões para compromissos futuros: as provisões para compromissos futuros são reconhecidas com base em custos estimados de desapropriação e reflorestamento de áreas próximas às instalações das usinas geradoras de energia elétrica. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como decisões de tribunais, e exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos. (iv) Provisões para contingências: a avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais. (v) Imposto de renda e contribuição social diferidos ativos: são reconhecidos em contrapartida aos efeitos negativos do ajuste de realocação de energia - MRE, registrados nas empresas controladas. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2014, a Controladora não reconheceu o imposto de renda e contribuição social diferidos sobre as diferenças temporárias e saldo de prejuízos fiscais, visto que não há evidências positivas de lucro tributável futuro em montante suficiente para que tais diferenças temporárias dedutíveis possam ser utilizadas. (vi) Receita diferida: reconhecida em contrapartida aos ajustes de realocação de energia, cujo impacto financeiro ocorre no ano seguinte em 12 parcelas. A receita diferida é registrada até o mês de novembro com base em valores divulgados pela CCEE, porém o relatório contendo o mês de dezembro de cada período é disponibilizado após a emissão das demonstrações contábeis e a provisão exige a avaliação dos dados disponíveis até a data do cálculo. A provisão é revisada e ajustada para levar em conta alterações nos dados disponibilizados pela CCEE. (vii) Avaliação dos instrumentos financeiros: a nota explicativa n° 21 oferece informações detalhadas sobre as principais premissas utilizadas na determinação do valor justo dos instrumentos financeiros, bem como a análise de sensibilidade dessas premissas. A Administração acredita que as técnicas de avaliação selecionadas e as premissas utilizadas são adequadas para a determinação do valor justo dos instrumentos financeiros. 6. Demonstrações contábeis consolidadas As demonstrações contábeis consolidadas incluem as demonstrações contábeis de suas controladas: Bonfante, Calheiros, Caparaó, Carangola, Funil, Irara, Jataí, Monte Serrat, Retiro Velho, Santa Fé, São Joaquim, São Pedro e São Simão; nas quais a participação no capital é de 100%. Descrição dos principais procedimentos de consolidação: • Eliminação da participação no capital, nas reservas e nos lucros acumulados das empresas controladas; • Eliminação dos saldos das contas dos ativos, passivos, despesas e receitas entre as empresas consolidadas. Nas demonstrações contábeis individuais da Companhia as informações financeiras das controladas são reconhecidas através do método de equivalência patrimonial. Controladora Consolidado 7. Caixa e equivalentes de caixa: 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 Caixa 5 Bancos 121 4 234 187 86 15 9.912 13.764 Aplicações financeiras 207 19 10.146 13.956 As aplicações financeiras de liquidez imediata em CDB - DI, com risco insignificante de perda de valor, junto aos Bancos do Brasil e Santander, são remuneradas a taxas de mercado que variam entre 95% a 102% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). 8. Contas a receber: Consolidado 31/12/14 31/12/13 40.091 36.232 ELETROBRAS 40.091 36.232 As contas a receber da ELETROBRAS referem-se ao valor da venda da energia gerada pelas controladas da Companhia (PCHs), líquido dos respectivos impostos retidos na fonte. As PCHs registram o valor a receber referente à energia faturada conforme contratado pelo PROINFA. O período médio de crédito nas contas a receber é de 35 dias. Não são cobrados juros sobre as contas a receber. As suas controladas não constituíram provisão para créditos de liquidação duvidosa, com base em sua experiência histórica de realização de 100% das contas a receber passadas e da análise da situação financeira atual de seu único devedor ELETROBRAS, inexistindo contas vencidas na data das demonstrações contábeis. 9. Ativos vinculados - BNDES O saldo registrado em 31 de dezembro de 2014, refere-se aos recursos recebidos pelas controladas, decorrentes da venda de energia gerada, e que estão vinculados aos contratos firmados com o BNDES. Conforme descrito na nota explicativa nº 14, o BNDES exige como garantia do financiamento a constituição, pelas controladas, de conta de reserva vinculada. Esta conta é uma aplicação financeira no Fundo BB Comercial 17, com taxas que variaram entre 96% e 98%, do CDI, de liquidez imediata e baixo risco, junto ao Banco do Brasil, que é a instituição financeira aprovada pelo BNDES para atuar como administradora das contas. Essa conta deverá ser utilizada para pagamento das parcelas do referido financiamento. 10. Depósitos judiciais Algumas controladas da Companhia são autoras de processos judiciais, nos quais reivindicam a posse definitiva de terrenos por desapropriação ou servidão. Estes terrenos estão sendo utilizados nas instalações das PCHs, das linhas de transmissão e de obras para uso público. De acordo com a posição dos advogados, nos processos em que os depósitos atualizados não são suficientes para fazer face as indenizações de terras, as controladas registram no passivo uma provisão adicional em contrapartida com o ativo em processo de aquisição. Quando a posse definitiva desses terrenos for legalmente transferida para as controladas da Companhia, o valor dos respectivos depósitos, quando levantados, será atribuído aos terrenos adquiridos que serão contabilizados como ativo imobilizado dessas controladas. Em 31 de dezembro de 2014, o valor dos depósitos judiciais é de R$11.211 (R$8.895 em 31 de dezembro de 2013). 11. Investimentos e partes relacionadas O controle da Companhia é exercido pela Brasil PCH S.A. que, por sua vez, é controlada pelos acionistas Chipley SP Participações S.A., empresa pertencente à Renova , e Bloco Original (composto pelas empresas BSB e Eletroriver S.A). Conforme já comentado na Nota Explicativa nº 1, a PCH Participações detém o controle individual com 100% de participação nas 13 PCHs. Movimentação dos saldos Controladora 31/12/14 31/12/13 No início do exercício 612.159 585.671 Equivalência patrimonial 88.839 164.029 Dividendos a receber (22.111) (38.614) Dividendos recebidos (94.662) (98.927) No fim do exercício 584.225 612.159 (a) Informações das controladas Os principais saldos patrimoniais das controladas em 2014 e 2013 são apresentados como segue: 31/12/14 Ativos Ativos não Passivos Passivos Patrimônio circulantes circulantes circulantes não circulantes líquido Bonfante 2.962 85.886 16.454 34.646 37.748 Calheiros 3.187 74.479 13.229 30.892 32.322 Caparaó 770 23.897 3.424 6.807 14.436 Carangola 2.237 55.507 11.624 20.629 25.491 Funil 2.925 80.971 16.253 29.619 38.024 Irara 4.218 115.531 21.275 48.836 49.638 Jataí 4.481 114.506 22.745 49.336 46.906 Monte Serrat 5.341 127.819 21.842 50.885 60.433 Retiro Velho 3.963 112.751 16.939 36.387 63.388 Santa Fé 9.824 144.689 28.980 61.054 64.479 São Joaquim 3.904 72.930 15.107 26.232 35.495 São Pedro 5.636 126.913 21.431 39.064 72.054 São Simão 3.613 101.511 18.543 42.775 43.806 31/12/13 Ativos Ativos não Passivos Passivos não Patrimônio circulantes circulantes circulantes circulantes líquido Bonfante 6.300 92.798 11.407 41.002 46.689 Calheiros 2.608 77.940 12.922 37.624 30.002 Caparaó 561 24.477 2.933 8.062 14.043 Carangola 2.362 56.989 8.374 24.670 26.307 Funil 4.014 83.322 14.274 35.688 37.274 Irara 4.749 114.621 16.740 54.383 48.247 Jataí 4.875 115.272 15.002 56.054 49.091 Monte Serrat 4.877 128.870 16.409 56.443 60.895 Retiro Velho 3.524 111.252 10.292 39.276 65.208 Santa Fé 6.198 150.683 11.479 72.016 73.386 São Joaquim 3.185 74.821 7.801 31.532 38.673 São Pedro 4.479 129.956 11.025 46.438 76.972 São Simão 3.675 103.912 11.743 50.573 45.271 Os principais saldos de resultado das controladas em 2014 e 2013 são apresentados como segue: 31/12/14 Receita Lucro (prejuízo) Lucro (prejuízo) antes do Lucro (prejuízo) Lucro (prejuízo) líquida bruto resultado financeiro antes dos impostos líquido Bonfante 15.583 10.160 9.859 6.976 6.017 Calheiros 13.047 7.274 6.302 3.546 3.044 Caparaó 3.116 1.257 1.179 629 515 Carangola 11.664 7.081 6.736 4.797 4.380 Funil 17.928 13.064 12.117 9.231 8.580 Irara 21.823 14.064 13.382 9.274 8.465 Jataí 24.015 16.063 14.885 10.997 10.129 Monte Serrat 21.288 13.530 12.828 8.579 7.565 Retiro Velho 15.463 8.542 8.155 5.394 4.831 Santa Fé 29.964 20.858 16.599 12.350 11.067 São Joaquim 16.031 11.754 10.327 7.865 7.284 São Pedro 22.010 16.046 14.639 11.109 10.285 São Simão 18.421 12.192 11.239 7.374 6.677 31/12/13 Receita Lucro (prejuízo) Lucro (prejuízo) antes do Lucro (prejuízo) Lucro (prejuízo) líquida bruto resultado financeiro antes dos impostos líquido Bonfante 20.799 15.481 13.572 10.292 9.524 Calheiros 17.216 12.070 11.198 7.944 7.384 Caparaó 4.088 2.433 2.317 1.606 1.481 Carangola 15.480 10.959 10.586 8.292 7.779 Funil 20.392 15.629 13.701 10.317 9.632 Irara 20.309 7.109 21.193 16.402 15.415 Jataí 33.301 25.464 24.154 19.708 18.529 Monte Serrat 29.007 21.902 20.302 15.308 14.276 Retiro Velho 23.226 17.082 15.923 12.772 11.936 Santa Fé 42.248 34.454 32.207 27.250 25.805 São Joaquim 21.570 17.244 15.932 13.094 12.258 São Pedro 29.636 24.205 23.202 18.971 17.909 São Simão 24.391 18.375 17.425 13.005 12.101 (b) Transações com partes relacionadas A Administração identificou como partes relacionadas à Companhia: sua controladora, suas controladas, seus administradores, conselheiros e demais membros do pessoal-chave da administração e seus familiares, conforme definições contidas no Pronunciamento Técnico CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes Relacionadas. Os principais saldos e transações com partes relacionadas, praticadas em condições contratadas entre as partes, e seus efeitos são assim demonstrados: 31/12/14 31/12/13 Dividendos a receber Bonfante 1.429 2.262 Calheiros 1.223 5.141 Caparaó 633 1.056 Carangola 1.040 2.492 Funil 2.038 3.048 Irara 2.011 6.634 Jataí 2.406 5.626 Monte Serrat 1.797 5.414 Retiro Velho 1.147 2.835 Santa Fé 2.629 São Joaquim 1.730 1.181 São Pedro 2.443 1.241 1.585 1.685 São Simão 22.111 38.614 Dividendos a pagar 136.698 132.596 Brasil PCH S.A. 136.698 132.596 Outras obrigações 181 Santa Fé 181 Remuneração da Administração Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 05 de março de 2014, foi aprovada a remuneração global da Administração da Companhia para o período de janeiro a dezembro de 2014 em, no máximo, R$34 (R$65 em 2013) na Controladora e R$1.282 (R$910 em 2013 no Consolidado). 12. Imobilizado (a) Composição do imobilizado Consolidado Taxa Depreciação Depreciação Custo acumulada 31/12/14 31/12/13 Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 73.971 73.971 73.456 Turbina hidráulica 2,50% 155.467 (23.772) 131.695 123.251 Conduto forçado 3,13% 43.547 (8.556) 34.991 53.738 Gerador 3,33% 105.078 (21.571) 83.507 77.581 Comporta 3,33% 31.603 (6.563) 25.040 30.673 Subestação unitária 3,57% 77.362 (17.300) 60.062 60.660 Estrutura de tensão 3,57% 30.102 (5.599) 24.503 32.200 Casa de força produção hidráulica 2,00% 443.385 (54.348) 389.037 371.182 Reservatório, barragem, adutora 2,00% 319.795 (37.180) 282.615 297.541 Adiantamento a fornecedores 3.584 3.584 17.543 Outras maquinas e equipamentos 3,65% 78.790 (16.856) 61.934 64.941 1.362.684 (191.745) 1.170.939 1.202.766 A Companhia considera as taxas de depreciação apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e conforme consta na Resolução nº 233, de 27 de junho de 2005, da ANEEL, a qual concede à PCH a autorização para se estabelecer como produtora independente, ao final do prazo dessa autorização, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação de autorização por mais 20 anos. A Companhia e suas controladas monitoram os aspectos trazidos pelo CPC 01 (R1) - Redução ao Valor Recuperável de Ativos e avaliam o valor recuperável de seus ativos sempre que identificam indícios de que o valor contábil registrado é superior ao retorno esperado por seus investimentos, realizando provisão contábil sempre que necessário. Na data destas demonstrações contábeis, a Administração entendeu que não havia indicação de que algum dos seus ativos tangíveis pudessem ter sofrido desvalorização, uma vez que não se evidenciaram nenhum dos fatores indicativos de perdas conforme pronunciamento CPC 01 (R1). (b) Movimentação Descrição 31/12/13 Adições Baixas Transferências Sinistros 31/12/14 Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 73.456 515 73.971 Turbina hidráulica 160.700 110 (2.343) - (3.000) 155.467 Conduto forçado 43.058 168 321 43.547 Gerador 105.041 41 (4) - 105.078 Comporta 31.617 886 (900) 31.603 Subestação unitária 77.362 77.362 Estrutura de tensão 27.805 85 2.212 30.102 Casa de força produção hidráulica 441.305 2.080 - 443.385 Reservatório, barragem, adutora 317.917 1.878 - 319.795 Adiantamento a fornecedores 3.584 18 (18) 3.584 Outras máquinas e equipamentos diversas 80.586 760 (23) (2.533) 78.790 1.362.431 6.541 (2.388) - (3.900) 1.362.684 Depreciação (159.665) (32.314) 234 - (191.745) 1.202.766 (25.773) (2.154) - (3.900) 1.170.939 Descrição 31/12/12 Adições Baixas Transferências Sinistros 31/12/13 Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 44.961 28.699 (204) 73.456 Turbina hidráulica 157.268 10.403 (1.573) (398) (5.000) 160.700 Conduto forçado 43.119 (61) 43.058 Gerador 103.876 1.223 (58) - 105.041 Comporta 32.412 69 (787) (77) 31.617 Subestação unitária 77.684 185 (507) 77.362 Estrutura de tensão 27.344 717 (64) (192) 27.805 Casa de força produção hidráulica 435.149 4.469 (37) 1.724 - 441.305 Reservatório, barragem, adutora 308.104 13.011 (4) (3.194) - 317.917 Adiantamento a fornecedores 17.582 118 (18.075) 3.959 3.584 Outras máquinas e equipamentos diversas 78.748 3.729 (899) (992) 80.586 1.326.247 62.623 (21.439) - (5.000) 1.362.431 Depreciação (128.578) (32.320) 1.233 - (159.665) 1.197.669 30.303 (20.206) - (5.000) 1.202.766 Consolidado 13. Intangível: Taxa Amortização 31/12/14 31/12/13 Softwares 20% 423 387 Medidas compensatórias - licenças de operação 10 a 25% 17.027 16.702 Indenização de terras 1.129 1.301 Legalização de terras 745 928 Amortizações acumuladas (3.309) (169) 16.015 19.149 (a) Movimentação Descrição 31/12/13 Adições Baixas 31/12/14 Softwares 387 36 423 Medidas compensatórias - licenças de operação 16.702 325 17.027 Indenização de terras 1.301 (172) 1.129 Legalização de terras 928 (183) 745 19.318 361 (355) 19.324 Amortizações (169) (3.357) 217 (3.309) 19.149 (2.996) (138) 16.015 As medidas compensatórias referem-se aos programas ambientais constantes nas licenças de operação. Essas licenças têm vigência entre 4 e 10 anos, dependendo da PCH. Consolidado 14. Financiamentos: Indexador 31/12/14 31/12/13 BNDES: TJLP + 3,5% a.a. Principal 496.325 575.673 1.803 1.960 Encargos 498.128 577.633 Parcela de curto prazo 81.151 83.137 416.977 494.496 Parcela de longo prazo 498.128 577.633 Em 13 de abril de 2006, as 13 PCHs, visando buscar recursos para implementação do projeto, firmaram contrato de financiamento junto ao BNDES. A dívida (principal e juros) decorrente desse contrato está sendo paga ao BNDES em 144 prestações mensais e sucessivas, cada uma delas no valor do principal e juros atualizados, dividido pelo número de prestações de amortização ainda não vencidas. Vencimentos dos financiamentos apresentados no passivo não circulante Ano Valor 2016 79.348 2017 79.348 2018 79.348 178.933 2019 a 2021 416.977 Movimentação dos financiamentos 31/12/14 31/12/13 Saldo inicial 577.633 657.229 Encargos provisionados 44.479 51.074 (123.984) (130.670) Pagamentos 498.127 577.633 As garantias são conforme se segue: a) Pela PCH Participações S.A. (i) Oferece em penhor, em caráter irrevogável e irretratável, as ações emitidas pelas PCHs de propriedade da PCH Participações S.A., podendo o BNDES, no caso de inadimplemento da beneficiária, independentemente de qualquer notificação judicial ou extrajudicial, e sem prejuízo do exercício de quaisquer direitos ou medidas judiciais cabíveis, alienar toda e qualquer parte das ações empenhadas em seu favor, por meio de venda amigável, e utilizar o produto da alienação no pagamento das obrigações financeiras decorrentes da presente operação, devendo deduzir todas as despesas e os tributos eventualmente incidentes e entregar aos acionistas o que eventualmente sobejar; (ii) Constituição da conta reserva especial vinculada ao que exceder as contas de reservas do serviço da dívida das beneficiárias, proveniente da venda de energia à ELETROBRAS. Estando as contas de reservas das beneficiárias preenchidas, a conta de reserva especial deverá atingir o limite de três vezes o valor da última prestação vencida acumulada para as 13 PCHs. As contas deverão ser abertas em instituição financeira, que atuará como banco administrador de contas, indicada pela beneficiária e aprovada pelo BNDES. b) Pelas benefi (i) Em 13 de ab para assegura (ii) Constituiçã instituição fina pelo BNDES, e (iii) A propried Os financiame quanto à mud credor. Os cov Índ Com vistas a a em 31 de deze 15. Contingên A Companhia governamenta aspectos cívei Conforme me às questões r definitiva de imobilizado e Na avaliação controladas s possível de de notas explicati Existe uma aç classificada pe do período da construtora se Nas controlad em função do foi classificada Durante o exe de órgãos púb 16. Patrimôni (a) Capital soc Em 31 de de representado PCH S.A.. (b) Reservas Reserva legal Constituída à capital social. Reserva espec Constituída co tal distribuição parágrafo 4º e Reserva de Re A reserva de dividendos ob (c) Dividendos O estatuto so do artigo 202 Lucro do Exer (-) Reserva Leg (=) Base de cá Dividendos m No exercício d 17. Receita op Receita opera Vendas de e Ajuste de M Deduções à re PIS COFINS Receita opera 18. Informaçõ Despesas com Serviços de te Taxas de alter Arrendamento Publicações Resultado na Outras despes (a) As taxas re realizados em Aos Acionistas PCH Participaç Belo Horizont Examinamos a como Control e as respectiv caixa para o e Responsabilid A administraç individuais e c ela determino independente Responsabilid Nossa respon conduzida de exigências étic que as demon Senhores Acio GWh, benefic apresentando BALANÇO Ativos Ativos circula Caixa e equiva Contas a rece Despesas ant Impostos a re Adiantamento Total dos ativ Ativos não cir Ativos vincula Impostos e co Depósitos jud Imobilizado Intangível Total dos ativ Total dos ativ Passivos Passivos circu Fornecedores Financiament Obrigações tr Impostos e co Provisão para Receita diferid Dividendos a Outros passiv Total dos pass Passivos não Financiament Provisões par Total dos pass Total dos pass Patrimônio lí Capital social Reserva de lu Total do patri Total dos pas Saldos em 31 Transferência Lucro líquido Outros resulta Resultado abr Destinações d Reserva legal Dividendos m Dividendo ad Saldos em 31 Pagamento d Pagamento d Lucro líquido Outros resulta Resultado abr Destinações d Reserva legal Dividendos m Dividendos a Saldos em 31 1. Contexto o ções S.A. e ind com sede na tem como ob hidráulico de exercer todas fico. A Compa elétrica, conce funcionar com de Janeiro, e S 1,25 km de ex Elétrica (PROI na Câmara de a celebração d de agosto de energia gerad anual assegur foi publicada esse montant energia anual zembro de 20 (R$5.107 em 3 parte substan financiamento obrigações pa na data das d PROINFA em de Energia - M por mitigar os sempre em se BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 16 CNPJ nº 07.628.569/0001-45 Patrimônio líquido 37.748 32.322 14.436 25.491 38.024 49.638 46.906 60.433 63.388 64.479 35.495 72.054 43.806 Patrimônio líquido 46.689 30.002 14.043 26.307 37.274 48.247 49.091 60.895 65.208 73.386 38.673 76.972 45.271 ro (prejuízo) líquido 6.017 3.044 515 4.380 8.580 8.465 10.129 7.565 4.831 11.067 7.284 10.285 6.677 ro (prejuízo) líquido 9.524 7.384 1.481 7.779 9.632 15.415 18.529 14.276 11.936 25.805 12.258 17.909 12.101 ministradores, s contidas no e seus efeitos 31/12/13 2.262 5.141 1.056 2.492 3.048 6.634 5.626 5.414 2.835 1.181 1.241 1.685 38.614 132.596 132.596 - ministração da ora e R$1.282 ado 31/12/13 73.456 123.251 53.738 77.581 30.673 60.660 32.200 371.182 297.541 17.543 64.941 1.202.766 egislação em orização para valor residual ais 20 anos. ável de Ativos é superior ao os seus ativos vos de perdas s ) ) ) ) 31/12/14 73.971 155.467 43.547 105.078 31.603 77.362 30.102 443.385 319.795 3.584 78.790 1.362.684 (191.745) 1.170.939 31/12/13 73.456 160.700 43.058 105.041 31.617 77.362 27.805 441.305 317.917 3.584 80.586 1.362.431 (159.665) 1.202.766 idado 31/12/13 387 16.702 1.301 928 (169) 19.149 31/12/14 423 17.027 1.129 745 19.324 (3.309) 16.015 licenças têm do 31/12/13 575.673 1.960 577.633 83.137 494.496 577.633 contrato de NDES em 144 de prestações Valor 79.348 79.348 79.348 178.933 416.977 31/12/13 657.229 51.074 (130.670) 577.633 Participações ão judicial ou uer parte das as obrigações e incidentes e da dívida das preenchidas, da para as 13 indicada pela b) Pelas beneficiárias (13 PCHs) (i) Em 13 de abril de 2006, foi pactuado contrato de penhor das ações e vinculação das receitas e outras avenças com o BNDES para assegurar o pagamento de quaisquer obrigações decorrentes desses contratos; (ii) Constituição de conta de reserva do serviço da dívida, proveniente da venda de energia à ELETROBRAS, aberta em instituição financeira (Banco Real S.A.), que atuará como banco administrador de contas, indicada pela Companhia e aprovada pelo BNDES, e deverá atingir o limite de três vezes o valor da última prestação; (iii) A propriedade fiduciária das máquinas e dos equipamentos a serem adquiridos com recursos desta operação. Os financiamentos possuem cláusulas financeiras restritivas (“covenants”), incluindo, entre outros, garantias reais, restrições quanto à mudança, transferência ou cessão de controle societário, incorporação, fusão ou cisão sem prévia anuência do credor. Os covenants de índices financeiros são os seguintes: Descrição Condição requerida ICP - patrimônio líquido / total do ativo Percentual superior a 20% Índice de Cobertura do Serviço da Dívida (ICSD) Índice igual ou superior a 1,3 Com vistas a atender cláusula do contrato de financiamento com o BNDES, o Índice de Cobertura do Serviço da Dívida (ICSD) em 31 de dezembro de 2014 é de 1,3 (1,9 em 31 de dezembro de 2013). 15. Contingências A Companhia e as suas controladas são parte em ações judiciais e processos administrativos perante tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal de suas operações, as quais envolvem questões tributárias, trabalhistas, aspectos cíveis, ambientais e de caráter comercial. Conforme mencionado na nota explicativa 10, as controladas são parte em ações cíveis que tramitam em juízo correspondem às questões relativas à definição do valor das indenizações dos direitos de passagem aos proprietários de terras e a posse definitiva de terrenos. Os valores envolvidos, normalmente, são depositados em juízo e reconhecidos como custo do imobilizado e intangível. Na avaliação dos consultores jurídicos, baseada em experiências com processos de naturezas semelhantes, as suas controladas são parte de processos judiciais natureza tributária, cível, trabalhista e administrativa, que apresentam risco possível de desembolso futuro no valor de R$6.601 e, portanto, não foram provisionadas, sendo apenas evidenciado em notas explicativas. Existe uma ação de execução fiscal da Prefeitura Municipal de Alfredo Chaves contra a PCH São Joaquim no valor de R$1.403, classificada pelo advogado como perda possível, relativo a débitos fiscais de responsabilidade de uma construtora, quando do período das obras. A São Joaquim tem como garantia desta obrigação um contrato de confissão de dívida fiscal, onde esta construtora se responsabiliza por qualquer prejuízo desta execução fiscal. Nas controladas há uma ação movida pela ABRAGEL (Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa) contra a ELETROBRAS em função dos valores retidos indevidamente, seguindo a resolução CNPE nº 003/2013, somando um valor total de R$4.817, foi classificada pelos advogados como ganho possível. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2014, a Companhia e suas controladas não receberam qualquer notificação de órgãos públicos das esferas fiscal, ambiental ou regulatória que pudesse resultar em penalidades futuras. 16. Patrimônio líquido (a) Capital social Em 31 de dezembro 2014 e de 2013, o capital social subscrito e integralizado é de R$402.375 respectivamente e está representado por 327.813.400 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal pertencentes em sua totalidade à Brasil PCH S.A.. (b) Reservas Reserva legal Constituída à razão de 5% do lucro líquido do exercício, antes de qualquer outra destinação, a qual não excederá 20% do capital social. Reserva especial Constituída com o objetivo de registrar a destinação dos resultados da Companhia até que o seu fluxo de caixa futuro permita tal distribuição sem riscos financeiros relevantes durante o período da concessão nos termos do artigo 202 da Lei nº 6.404/76, parágrafo 4º e 5º. Reserva de Retenção de Lucros A reserva de retenção de lucros representa o lucro líquido não distribuído após constituição da reserva legal e cálculo dos dividendos obrigatórios. Conforme estatuto estes valores aguardam deliberação em Assembleia para sua destinação. (c) Dividendos O estatuto social determina a distribuição de um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado na forma do artigo 202 da Lei nº 6.404/76. Lucro do Exercício 89.455 (-) Reserva Legal (4.473) (=) Base de cálculo dos dividendos mínimos obrigatórios 84.982 Dividendos mínimos obrigatórios 21.246 No exercício de 2014, foram pagos R$ 2.625 como dividendos adicionais. Consolidado 17. Receita operacional líquida: 31/12/14 31/12/13 Receita operacional bruta: Vendas de energia elétrica 336.940 337.044 (97.863) (14.623) Ajuste de MRE 239.077 322.421 Deduções à receita operacional: PIS (1.552) (2.096) (7.171) (9.671) COFINS (8.723) (11.767) Receita operacional líquida 230.354 310.654 18. Informações sobre a natureza das despesas reconhecidas na demonstração do resultado Controladora Consolidado 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 Despesas com pessoal 34 37 7.285 6.850 Serviços de terceiros 3 99 2.046 1.856 Taxas de alterações contratuais - BNDES (a) 1.470 1.282 Arrendamentos e aluguéis 15 12 1.327 1.292 Publicações 88 99 817 727 Resultado na baixa de ativos imobilizados (b) 2.154 3.123 Outras despesas 156 26 42 2.106 1.766 273 14.953 15.954 (a) As taxas referem-se aos custos incorridos com alterações contratuais junto ao BNDES e registro dos aditivos em cartório realizados em 2014. Aos Acionistas e Administradores da PCH Participações S.A. Belo Horizonte - MG Examinamos as demonstrações contábeis individuais e consolidadas da PCH Participações S.A. (“Companhia”), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2014, e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. (b) O resultado na baixa de ativos imobilizados realizada em 2013 refere-se aos valores da baixa do multiplicador de velocidade da Bonfante, baixa da grade de proteção da Monte Serrat e baixa da linha de transmissão de Retiro Velho para a ENERSUL. 19. Resultado financeiro: Controladora Consolidado 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 Despesas financeiras: Despesas bancárias (12) (19) Juros e atualizações monetárias sobre financiamentos (44.479) (51.074) Outras despesas pulverizadas (13) (20) (264) (13) (44.511) (51.357) Receitas financeiras: Rendimentos de aplicações em renda fixa 3.213 2.618 7.525 7.069 Outras receitas 7 293 79 434 3.220 2.911 7.604 7.503 Resultado financeiro 3.220 2.898 (36.907) (43.854) 20. Imposto de renda e contribuição social A Companhia calculou o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro líquido com base no regime do lucro real. A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue: Controladora 31/12/14 31/12/13 Lucro contábil antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social 90.293 166.654 (-) Exclusões permanentes Ganho de equivalência patrimonial (88.839) (164.029) Base de apuração do lucro real 1.454 2.625 Alíquota nominal 34% 34% IRPJ e CSLL (494) (893) Outros ajustes (344) (40) Total (838) (932) Consolidado 31/12/14 31/12/13 Lucro contábil antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social 90.827 177.835 Imposto de Renda e Contribuição Social as taxas de 34% (33.941) (60.464) Efeito da base de cálculo das empresas tributadas pelo lucro presumido 23.736 48.504 Outros ajustes permanentes 81 95 IR/CSLL do período (10.124) (11.865) 21. Instrumentos financeiros Os valores contábeis apresentados como ativos e passivos financeiros são assim demonstrados por categoria: Controladora Consolidado 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 Ativos financeiros: Empréstimos e recebíveis mensurados ao custo amortizado: Caixa e equivalentes de caixa 207 19 10.146 13.956 Contas a receber 40.901 36.232 Dividendos a receber 22.111 38.614 Depósitos judiciais 11.211 8.895 Valor justo por meio do resultado: Ativos vinculados - BNDES 31.501 32.873 63.012 65.657 Passivos financeiros: Outros passivos mensurados ao custo amortizado: Fornecedores 5.350 8.747 Financiamentos 498.128 577.633 Dividendos a pagar 136.698 132.596 136.698 132.596 Outras obrigações 181 84 1.663 937 A Administração entende que os instrumentos financeiros representados acima, os quais são reconhecidos nas demonstrações pelos seus valores contábeis, não apresentam variações significativas em relação aos respectivos valores de mercado, pois: (a) As taxas contratadas dos financiamentos são próximas às taxas de juros atualmente praticadas no mercado para transações de natureza semelhante, e/ou; (b) O vencimento de parte substancial dos saldos ocorre em datas próximas às das demonstrações contábeis. A Companhia está exposta a riscos relacionados a taxas de juros em função de financiamentos contratados vinculados ao TJLP. Em conformidade com o CPC 40 - Instrumentos Financeiros, é apresentado a seguir o quadro de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros de exposição a riscos de taxas de juros da Companhia, objetivando evidenciar um eventual desembolso futuro, de acordo com as premissas detalhadas. Na data de encerramento do exercício, a Administração estimou um cenário provável de variação das taxas de juros CDI (10,81%) e TJLP (5,5%), de acordo com a data de vencimento de cada operação. Tais taxas foram estressadas em 25 e 50%, servindo de parâmetro para os cenários possível e remoto, respectivamente. Controladora Cenário II Cenário III Exposição Cenário I (Deterioração (Deterioração de 25%) de 50%) 31/12/14 (Provável) Operação Risco Impacto Aplicação Financeira Baixa do CDI Resultado 86 9 12 14 Ativos Vinculados ao Baixa do CDI Resultado 31.501 3.405 4.257 5.108 Exposição liquida 31.587 3.415 4.268 5.122 Consolidado Cenário II Cenário III Exposição Cenário I (Deterioração (Deterioração de 25%) de 50%) 31/12/14 (Provável) Operação Risco Impacto Aplicações financeiras Baixa do CDI Resultado 9.912 1.071 1.339 1.607 Ativos Vinculados ao BNDES Baixa do CDI Resultado 63.012 6.812 8.515 10.218 Financiamentos Alta da TJLP Resultado (498.128) (27.397) (34.246) (41.096) Exposição líquida (425.203) (19.514) (24.392) (29.271) 22. Benefícios a empregados (a) Seguro de vida A Companhia possui a política de seguro de vida a todos os seus funcionários, onde o custo é totalmente pago pela Companhia. RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis individuais e consolidadas anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2014, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase Depreciação dos bens do ativo imobilizado destinados à geração de energia elétrica no regime de produção independente Conforme descrito nas notas explicativas nº 3.d e 12, os bens do imobilizado da atividade de geração de energia no regime Os seguros são realizados a nível de grupo e o custo é integralmente pago pela Controladora. (b) Seguro saúde e odontológico O seguro saúde e odontológico é oferecido aos funcionários, de acordo com os critérios definidos na política da Companhia, onde a mesma contribui com a maior parte do custo no plano completo e o colaborador contribui com um valor simbólico, que varia conforme a remuneração individual. O plano oferecido abarca apenas os colaboradores, para os dependentes a Companhia tem a política de negociar um valor diferenciado com débito em folha de pagamento e a responsabilidade da administração limita-se ao montante de contraprestação a pagar à título de seguro saúde e odontológico. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes ao custo de Seguro Saúde pagos pela Companhia foram de R$393 (R$260 em 31 de dezembro de 2013). (c) Benefícios pós-emprego A Companhia não concede benefícios pós-emprego, tais como complemento de aposentadoria e seguro, nem remuneração com base em participações em ações de seus administradores. (d) Promoção por tempo de serviço A Companhia concede prêmio aos colaboradores pelo tempo de serviço prestado, mediante a aprovação da diretoria. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes a promoção por tempo de serviço pagos pela Companhia foram de R$ 224 (R$128 em 31 de dezembro de 2013). 23. Cobertura de seguro Seguro Directors & Officers (D&O) A Companhia contratou, para ela e suas controladas, a cobertura de seguro para pagamento e/ou reembolso das quantias devidas ou a pagar a terceiros a título de reparação de danos, estipuladas por tribunal cível ou por acordo aprovado pela seguradora, com vigência até 14 de junho de 2015 e cobertura no montante de R$20.000, considerado suficiente para cobrir eventuais sinistros. Seguro de responsabilidade civil As 13 PCHs, controladas da Companhia, contrataram cobertura de seguro no valor de R$20.000 com vigência até 28 de abril de 2015 para indenizações por danos civis, em sentença judicial transitada em julgado ou em acordo autorizado pela seguradora, de risco de poluição e/ou contaminação ambiental (súbita e acidental), danos corporais e/ou materiais sofridos por terceiros, danos morais diretamente decorrentes de danos materiais e/ou corporais causados a terceiros, considerado pela Administração como suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de suas atividades. Seguro de operação Em 27 de abril de 2014, com vigência até 27 de junho de 2015, as controladas, renovaram a cobertura de seguro para riscos operacionais sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras no montante de R$170.000 e lucros cessantes no montante de R$342.514, considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. A avaliação da Administração quanto à adequação das coberturas dos seguros das controladas não foi examinada pelos auditores independentes. 24. Compromissos (a) Licença de Implantação - Para cumprir as exigências da Licença de Implantação, a Companhia e suas controladas precisam ainda adquirir aproximadamente 643,08 hectares para plantio das áreas de preservação permanente - APP no entorno dos reservatórios, a serem adquiridas até 2018, com base nos PACUERAS aprovados. Foi estimado um desembolso da ordem de R$16.632, para aquisição destas áreas. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (b) Existem ainda 1.058,66 hectares a serem reflorestadas que aguardam aprovação dos respectivos PACUERAS pelos agentes licenciadores competentes. Foi estimado um desembolso da ordem de R$10.447, para os próximos exercícios, após aprovação dos agentes licenciadores. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (c) Resta pendente a quitação a Compensação Ambiental (Lei nº 9.985/2000 - SNUC), pela empresa Carangola Energia R$383 que, de momento, dependem de deliberação do agente Licenciador quanto ao pleito de pagamento, e assinatura de convênio, respectivamente. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (d) Licença de Operação - Todas as Licenças de Operação estão válidas e em vigor. Para atendimento dos programas ambientais nelas previstos, foi estimado um gasto total até o prazo de vigência da licença, em R$17.223. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (e) Indenização de terras - A Companhia e suas controladas registram as obrigações à título de indenização de terras, em montante apurado pela diferença entre o valor do depósito judicial, atualizado monetariamente, e o valor estimado pelo perito nomeado no processo. Em 31 de dezembro de 2014, a provisão monta em R$14.055 e foi registrada no passivo não circulante. (f) Legalização de terras - A Companhia e suas controladas possuem contratos particulares de compra e venda de imóveis próprios e de servidão em imóveis de terceiros, cujos registros de propriedade definitiva e de averbação, no Registro Geral de Imóveis - RGI ainda precisam ser regularizadas, com um gasto estimado em R$1.310. A regularização dessas terras se estenderá até junho de 2015, em função das peculiaridades de cada situação. Em dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (g) Honorários de êxito - A Companhia constituiu provisão para pagamentos de honorários advocatícios, por possuir ações cíveis, trabalhistas e Tributárias com provável chance de êxito, com gastos estimados em R$ 219. Em dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. 25. Transações não envolvendo caixa Em 2014, a Companhia e suas controladas realizaram as seguintes transações que não geraram efeitos de caixa e que, portanto, não estão refletidas na demonstração dos fluxos de caixa. • Constituição de ativo imobilizado no montante de R$1.124 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. • Constituição de ativo intangível, líquida das baixas, no montante de R$187 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. 26. Evento subsequente Em 29 de janeiro de 2015, através da portaria nº 30 do Ministério de Minas e Energia - MME, foi deliberado a revisão da garantia física de algumas empresas da Grupo, conforme abaixo demonstrado: Empresa Garantia física antes da revisão Garantia física após a revisão (Não auditado) (Não auditado) Bonfante 12,81 MW 12,17 MW Caparaó 2,48 MW 2,36 MW Monte Serrat 18,28 MW 17,37 MW Retiro Velho 13,15 MW 12,49 MW São Pedro 18,41 MW 17,49 MW Os impactos financeiros esperados foram divulgados pela Administração na nota explicativa nº 1.2. 27. Autorização para conclusão das demonstrações contábeis A emissão das demonstrações contábeis foi autorizada pelo Conselho de Administração em 10 de fevereiro de 2015. Márcio Barata Diniz - Diretor Composição da Diretoria Edvaldo Alves de Santana - Diretor Contador - Bruno da Silva Rodrigues - CRC RJ - 116272/O-6 de produção independente são depreciados pelo seu prazo estimado de vida-útil, considerando-se os fatos e circunstâncias que estão mencionados nas referidas notas. À medida que novas informações ou decisões do órgão regulador ou do poder concedente sejam conhecidas, o atual prazo de depreciação desses ativos poderá ou não ser alterado. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto. Outros assuntos Demonstração do valor adicionado Examinamos, também, as demonstrações individuais e consolidadas do valor adicionado (DVA), referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2014, preparadas sob a responsabilidade da administração da Companhia. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Belo Horizonte, 10 de fevereiro de 2015 DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Auditores Independentes CRC-2SP 011.609/O-8 F/MG Leonardo Fonseca de Freitas Maia Contador CRC-1MG 079.276/O-7 CNPJ nº 06.982.746/0001-24 RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Senhores Acionistas, A PCH Bonfante com capacidade instalada total de 19MW, e energia comercializada anual de 115,89 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto o lucro por ação) GWh, beneficiando aproximadamente 180 mil de pessoas. A receita bruta de vendas em 2014 foi de R$ 22,7 milhões, Nota 31/12/14 apresentando um lucro líquido na ordem de R$ 6,0 milhões. Receita líquida de vendas 14 15.583 Custos das vendas de energia BALANÇO PATRIMONIAL LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Pessoal (842) Ativos Nota 31/12/14 31/12/13 Meio ambiente (134) Operação (260) Ativos circulantes (675) Caixa e equivalentes de caixa 5 376 3.753 Manutenção (119) Contas a receber de clientes 6 2.450 2.466 Taxas setoriais Tarifa de uso dos sistemas elétricos de distribuição (TUSD) (173) Despesas antecipadas 122 71 (229) Impostos a recuperar 2 - Seguros (2.824) Adiantamentos diversos 12 10 Depreciação e amortização Outros custos (167) Total dos ativos circulantes 2.962 6.300 (5.423) Ativos não circulantes 10.160 Ativos vinculados - BNDES 7 2.332 2.436 Lucro bruto Despesas operacionais 15 Impostos e contribuições diferidas 17 535 95 Pessoal (75) Depósitos judiciais 25 25 (180) Imobilizado 8 82.114 88.752 Administrativas e gerais Outras despesas operacionais, líquidas (46) Intangível 9 747 1.490 (301) Total dos ativos não circulantes 85.753 92.798 Lucro antes do resultado financeiro 9.859 Total dos ativos 88.715 99.098 Resultado financeiro 16 Passivos Nota 31/12/14 31/12/13 Despesas financeiras (3.270) Passivos circulantes Receitas financeiras 387 Fornecedores 249 1.348 (2.883) Financiamentos 11 6.035 6.181 Lucro operacional antes do imposto de renda e da Obrigações trabalhistas e previdenciárias 54 13 contribuição social 6.976 Impostos e contribuições a recolher 475 110 Imposto de renda e contribuição social 17 Provisão para férias e 13º salário 70 72 Corrente (1.160) Receita diferida 7.956 1.417 Diferido 201 Dividendos a pagar 13 1.429 2.262 (959) Outros passivos 53 4 Lucro líquido do exercício 6.017 Total dos passivos circulantes 16.321 11.407 Lucro básico e diluído por ação ordinária - R$ 0,28 Passivos não circulantes Financiamentos 11 30.500 36.268 Quantidade média ponderada de ações 21.297.498 Provisões para compromissos futuros 21 4.146 4.734 Total dos passivos não circulantes 34.646 41.002 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE PARA O EXERCÍCIO Total dos passivos 50.967 52.409 FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Patrimônio líquido 13 31/12/14 Capital social 27.745 27.745 Lucro líquido do exercício 6.017 Reserva de lucros 10.003 18.944 Outros resultados abrangentes Total do patrimônio líquido 37.748 46.689 Resultado abrangente do exercício 6.017 Total dos passivos e do patrimônio líquido 88.715 99.098 Resultado abrangente total do exercício 6.017 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Reservas de lucros Capital Reserva Dividendos Reserva Reserva de social legal adicionais propostos especial retenção de lucros Saldos em 31 de dezembro de 2012 27.745 1.585 552 7.117 Transferência de dividendos para retenção de lucros - AGO/AGE de 05/03/13 2.428 Lucro líquido do exercício Outros resultados abrangentes Resultado abrangente total do exercício Destinações do resultado do exercício Reserva legal 476 Dividendos mínimos obrigatórios Dividendo adicional proposto 6.786 Saldos em 31 de dezembro de 2013 27.745 2.061 6.786 552 9.545 Pagamento de dividendos contra reserva especial (552) Pagamento de dividendos adicionais propostos (6.786) (6.191) Lucro líquido do exercício Outros resultados abrangentes Resultado abrangente total do exercício Destinações do resultado do exercício Reserva legal 301 Dividendos mínimos obrigatórios Dividendos adicionais propostos 4.287 Saldos em 31 de dezembro de 2014 27.745 2.362 4.287 3.354 31/12/13 20.799 (781) (184) (309) (992) (37) (166) (183) (2.469) (197) (5.318) 15.481 (63) (207) (1.639) (1.909) 13.572 (3.761) 481 (3.280) 10.292 (848) 80 (768) 9.524 0,45 21.297.498 31/12/13 9.524 9.524 9.524 Lucros acumulados 9.524 9.524 Total 36.999 2.428 9.524 9.524 (476) (2.262) (6.786) 6.017 6.017 (2.262) 46.689 (552) (12.977) 6.017 6.017 (301) (1.429) (4.287) - (1.429) 37.748 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 1. Contexto operacional: A Bonfante Energética S.A. (“Companhia” ou “Bonfante”) é uma subsidiária direta da PCH Participações S.A. e indireta da Brasil PCH S.A., e foi constituída em 10 de agosto de 2004 como sociedade anônima de capital fechado, com sede na Avenida Prudente de Morais, 1250,10º e 11º andar- Coração de Jesus - Belo Horizonte - MG. A Companhia tem como objeto social o propósito específico (Sociedade de Propósito Específico - SPE) de implantar e explorar o potencial hidráulico de Pequena Central Hidrelétrica (PCH) e comercializar energia elétrica nela gerada. A Companhia poderá, ainda, exercer todas as ações que possam, direta ou indiretamente, no todo ou em parte, ser vinculadas ao seu propósito específico. A Companhia possui autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica, concedida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) através das Resoluções nºs 357/2001 e 132/2005, para funcionar como PCH pelo prazo de 30 anos e está localizada no Rio Paraibuna, entre os Municípios de Levy Gasparian, no Rio de Janeiro, e Simão Pereira, em Minas Gerais, com capacidade de licença instalada de 19 MW e uma linha de transmissão de 1,25 km de extensão. A contratação de energia gerada é feita pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), que determina que a Centrais Elétricas Brasileiras (ELETROBRAS) seja o agente representante das PCHs na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), responsável pela contratação de toda energia gerada, obrigando a celebração de contratos de compra e venda de energia, pelo prazo de 20 anos a contar do mês de agosto de 2008. Em 1º de agosto de 2008, através do Despacho ANEEL nº 2.865, a Companhia obteve autorização para iniciar a comercialização da energia gerada, com potência instalada de 19 MW, atingindo, assim, sua capacidade total em operação de 19 MW e energia anual assegurada de 118,0 GWh ano. O término de sua autorização se dará em 27 de agosto de 2031. Em 28 de julho de 2014, foi publicada a Portaria MME nº 187, revisando o valor da garantia física da PCH Bonfante para 112,2 GWh ano, passando esse montante a viger a partir de 1º de janeiro de 2015. As informações sobre capacidade de licença instalada e em operação, energia anual assegurada e quilômetros de extensão, não foram examinadas pelos auditores independentes. Em 31 de dezembro de 2014, os números mostram no balanço patrimonial capital circulante líquido negativo, no montante de R$13.359 (R$5.107 em 31 de dezembro de 2013). No entanto, a Administração entende que não existe risco de inadimplência, visto que parte substancial dos passivos circulantes refere-se às obrigações contraídas junto a instituições financeiras, decorrentes de financiamentos, e junto a ELETROBRAS, decorrente do ajuste MRE, sendo que estas obrigações estão atualizadas e refletem as obrigações para os próximos 12 meses, enquanto os ativos circulantes demonstram somente as contas a receber levantadas na data das demonstrações contábeis. A Administração prevê a geração de caixa decorrente da energia assegurada pelo PROINFA em montante suficiente para liquidar as obrigações de curto prazo da Companhia. 1.1. Mecanismo de Realocação de Energia - MRE: A Companhia tem a totalidade da sua capacidade de geração hidrelétrica inserida no MRE, responsável por mitigar os riscos hidrológicos entre as usinas hidrelétricas que aderirem ao mesmo. Por força do PROINFA, todos os anos, sempre em setembro, a Companhia informa a sazonalização para a ELETROBRAS considerar no Plano Anual do PROINFA do ano seguinte. As contabilizações são realizadas mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE e repassadas ao Agente de Comercialização do PROINFA (ELETROBRAS), que, por sua vez, por força contratual repassa os seus efeitos à Companhia, no ano seguinte, em 12 parcelas, conforme definições contratuais. Por meio do Despacho ANEEL/ SEM nº 335/13, de 08/02/13, as empresas titulares de empreendimentos incluídos no MRE ficaram autorizadas a revisar a sazonalização dos montantes de garantia física para o exercício de 2013, até 15 de fevereiro de 2013. Contudo, a revisão da sazonalização não foi solicitada pela ELETROBRAS à empresa. Os efeitos negativos da sazonalização ex-post informado pela ELETROBRAS em 31 de dezembro de 2013 foi de R$1.492. Por meio da ABRAGEL, foi interposto recurso administrativo junto a ANEEL e a Administração acompanha o assunto junto à associação. A Companhia considerou todos os impactos negativos nas suas demonstrações contábeis de 2013 e 2014. Outro aspecto relevante consiste na aplicação do fator de ajuste da garantia física da usina pertencente ao MRE. Devido a um regime hidrológico muito desfavorável a redução de geração em relação à garantia física da usina Bonfante é em média 46,6% em 2014, com impacto já contabilizado pela CCEE até novembro de R$7.030, e a Companhia projeta o valor de R$8.080 para o exercício de 2014, o qual foi provisionado conforme mencionado no parágrafo anterior. 1.2. Revisão da Garantia Física: De acordo com o previsto na Portaria MME 463/2009, a partir do quadragésimo oitavo mês de operação comercial serão revisados anualmente e, em seguida, semestralmente, os montantes de garantia física dos empreendimentos que apresentarem desempenho inferior às metas de geração líquida estabelecidas em 80 e 90%, respectivamente. Foi publicada em 28 de julho de 2014 a Portaria n° 187 do Ministério de Minas e Energia - MME, que deliberou a revisão para menor da garantia física da Companhia, em 5% e passando de 13,48 MW para 12,81 MW. O impacto financeiro esperado para o exercício de 2015 será R$ 826. A Companhia estima que nos próximos anos ela sofrerá novas revisões de garantia física, conforme apresentado abaixo: Impacto financeiro esperado Ano % 2016 2017 (Não auditado) (Não auditado) 2015 5 (2.793) (2.164) 1.3. Sinistro PCH Bonfante Energética S.A.: A unidade geradora da Bonfante ficou indisponível no final de 2012, devido a verificação de danos no multiplicador de velocidade. Em abril de 2013, a unidade geradora retomou parcialmente a produção, após reparos no multiplicador de velocidade. Em novembro de 2013, houve nova interrupção da unidade em função da substituição de algumas peças, retomando a produção em janeiro de 2014, entretanto, em seguida havendo nova paralisação para correção de vazamento no circuito da unidade hidráulica de regulação - UHR, devidamente sanada em janeiro de 2014. A Companhia recebeu adiantamentos da seguradora que montam em R$ 8.000. Os valores adiantados pela seguradora para cobrir os gastos já incorridos com os sinistros foram registrados como redutores do custo de aquisição dos ativos em que DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 31/12/14 Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social 6.976 Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas pelas atividades operacionais: Constituição do ajuste MRE 7.956 PIS e COFINS diferido sobre ajuste MRE (290) Resultado na baixa de imobilizado 1.173 Juros e atualizações monetárias 3.027 Depreciação e amortização 2.824 Variação nos ativos e passivos operacionais: Contas a receber 16 Despesas antecipadas (51) Impostos a recuperar (2) Adiantamentos a funcionários Adiantamentos diversos (2) Impostos e contribuições diferidas 51 Fornecedores (1.099) Obrigações trabalhistas e previdenciárias 41 Outros passivos 49 Impostos e contribuições a recolher (563) Provisão para férias e 13º salário (2) Receita diferida (1.417) Provisão para compromissos futuros (27) Caixa gerado pelas operações 18.660 Outros fluxos de caixa das atividades operacionais: Juros pagos sobre financiamentos (3.277) Imposto de renda e contribuição social pagos no período (232) Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 15.151 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Resgate de ativos vinculados - BNDES 343 Aquisição de imobilizado e intangivel (177) Caixa recebido em sinistros de ativos imobilizados 3.000 Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas) atividades de investimentos 3.166 Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Financiamentos pagos (5.903) Dividendos pagos (15.791) Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos (21.694) Aumento (redução) em caixa e equivalentes de caixa (3.377) Variação no caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 3.753 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 376 Aumento (redução) em caixa e equivalentes de caixa (3.377) 31/12/13 10.292 1.417 (52) 1.573 3.757 2.469 429 (31) 12 3 (7) 382 1 (39) (54) 15 20.167 (3.776) (763) 15.628 214 (8.223) 5.000 (3.009) (5.903) (3.520) (9.423) 3.196 557 3.753 3.196 DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO REFERENTE AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Nota 31/12/14 31/12/13 1. Receita bruta de vendas 14 16.174 21.587 Vendas de mercadorias, produtos e serviços 22.713 23.004 Ajuste do MRE, Aumento e Redução de Energia Assegurada (6.539) (1.417) 2. Insumos adquiridos de terceiros 1.825 3.755 Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 650 597 Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 1.175 1.627 Perda / recuperação de valores ativos 1.531 3. Valor adicionado bruto (1-2) 14.349 17.832 4. Depreciação e amortização 2.824 2.469 5. Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3-4) 11.525 15.363 6. Valor adicionado recebido em transferência 387 481 Receitas financeiras 16 387 481 7. Valor adicionado total a distribuir (5+6) 11.912 15.844 8. Distribuição do valor adicionado 11.912 15.844 Pessoal 917 694 Remuneração direta 684 540 Benefícios 188 109 F.G.T.S 45 45 Impostos, taxas e contribuições 1.575 1.762 Federais 1.564 1.747 Estaduais 6 7 Municipais 5 8 Remuneração de capitais de terceiros 3.403 3.864 Juros 16 3.266 3.757 Aluguéis 131 103 Outras 6 4 Remuneração de capitais próprios 6.017 9.524 Dividendos a pagar 13 1.429 2.262 Lucros retidos 4.588 7.262 ocorreram os sinistros. A administração está aguardando a análise final pela seguradora sobre o valor total dos sinistros. Estima-se que o processo relativo ao sinistro se encerre ao longo do primeiro semestre de 2015. 2. Apresentação das demonstrações contábeis: 2.1. Declaração de conformidade: As demonstrações contábeis da Companhia foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. As práticas contábeis adotadas no Brasil compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (“CFC”) e pelas normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”). 2.2. Bases de elaboração: As demonstrações contábeis foram elaboradas com base no custo histórico, exceto por determinados instrumentos financeiros mensurados pelos seus valores justos, conforme descrito nas práticas contábeis a seguir. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos. Ativos e passivos são classificados conforme seu grau de liquidez e exigibilidade. Os mesmos são classificados como circulantes quando provável que sua realização ou liquidação ocorra nos próximos doze meses. Caso contrário, são demonstrados como não circulantes. (a) Moeda funcional e moeda de apresentação: Essas demonstrações contábeis são apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações financeiras apresentadas em milhares de reais foram arredondadas para o valor mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. (b) Uso de estimativas e julgamentos: A preparação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. 3. Resumo das principais práticas contábeis: As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas demonstrações contábeis. (a) Instrumentos financeiros: (i) Ativos financeiros não derivativos: A Companhia reconhece os empréstimos e recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Companhia se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. • Empréstimos e recebíveis: Empréstimos e recebíveis BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 17 CNPJ nº 06.982.746/0001-24 são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. • Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas no pagamento das obrigações de curto prazo. (ii) Passivos financeiros não derivativos: A Companhia reconhece passivos financeiros inicialmente na data de negociação na qual a Companhia se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retirada ou cancelada. A Companhia classifica os passivos financeiros não derivativos na categoria de outros passivos financeiros. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. A Companhia tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: financiamentos, fornecedores, dividendos a pagar e outras contas a pagar. A Companhia não opera com instrumentos financeiros derivativos. (iii) Capital social: Ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. Os dividendos mínimos obrigatórios, conforme definido em estatuto, são reconhecidos como passivo. (b) Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes são registradas pelo valor faturado menos os impostos retidos na fonte, os quais são considerados créditos tributários, conforme legislação tributária vigente. (c) Imobilizado: Registrado ao custo histórico de aquisição, formação ou construção (inclusive juros e demais encargos financeiros líquidos), deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas. O custo inclui gastos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. Considerando a conclusão das obras e o início das operações em agosto de 2008, aliado ao custo do imobilizado atender aos requerimentos do CPC 27 - Ativo Imobilizado, a Companhia manteve o custo histórico como base de mensuração do ativo fixo. Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são registradas como itens individuais (componentes principais) de imobilizado. O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do item caso seja provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do componente irão fluir para a Companhia e que o seu custo pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme incorridos. (d) Depreciação: A depreciação, exceto de móveis e utensílios e computadores e periféricos, é calculada a partir do início da operação da Companhia, pelo método linear, às taxas determinadas pela Portaria DNAEE nº 815, de 15 de novembro de 1994, alteradas pelas Resoluções nº 367, de 2 de junho de 2009 e 474, de 7 de fevereiro de 2012. A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e, conforme avaliação da Administração do que consta na Resolução de autorização para estabelecimento como produtora independente, concedida pela ANEEL a Bonfante, ao final do prazo dessa autorização que é de 30 anos, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação da autorização, considerando inclusive as Portarias MME nº 956/10 e nº 197/12, autorizando a prorrogação das PCH’s Pacífico Mascarenhas e San Juan, respectivamente, por mais 20 anos, condicionada à realização de pequena melhoria operacional, o que a Administração entende demonstrar a evidência concreta de possibilidade de prorrogação de autorização da PCH por mais 20 anos, entendendo assim estar em linha com um dos requerimentos do CPC 27. Autorização e indenização: A autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica vigorará pelo prazo de trinta anos (ver Nota explicativa nº 1), podendo ser prorrogada, a critério da ANEEL. Ao final do prazo da respectiva autorização, não havendo prorrogação, os bens e instalações vinculados à produção de energia elétrica passarão a integrar o patrimônio da União mediante indenização dos investimentos realizados, desde que previamente autorizados, e ainda não amortizados, apurada por auditoria da ANEEL, ou poderá ser exigido que a Companhia restabeleça, por sua conta, o livre escoamento das águas. (e) Intangível: Registrado ao custo de formação. A amortização é calculada, pelo método linear, a contar da data do início do prazo de vigência de cada evento. (f) Valor recuperável de ativos: O imobilizado e intangível têm o seu valor recuperável avaliado, no mínimo, anualmente caso haja indicadores de perda de valor. A Companhia não apurou nenhuma indicação de perda que requeresse a contabilização de provisão para ajuste desses ativos ao seu valor de recuperação. (g) Provisões: Uma provisão é reconhecida para obrigações presentes (legal ou presumida) resultante de eventos passados, em que seja possível estimar os valores de forma confiável e cuja liquidação seja provável. O valor reconhecido como provisão é a melhor estimativa das considerações requeridas para liquidar a obrigação no final de cada período de relatório, considerando-se os riscos e as incertezas relativos à obrigação. Quando a provisão é mensurada com base nos fluxos de caixa estimados para liquidar a obrigação, seu valor contábil corresponde ao valor presente desses fluxos de caixa (em que o efeito do valor temporal do dinheiro é relevante). Quando alguns ou todos os benefícios econômicos requeridos para a liquidação de uma provisão são esperados que sejam recuperados de um terceiro, um ativo é reconhecido se, e somente se, o reembolso for virtualmente certo e o valor puder ser mensurado de forma confiável. (h) Apuração do resultado: O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. (i) Receita operacional: A receita é mensurada pelo valor justo da contrapartida recebida ou a receber. A receita é reconhecida quando a energia é gerada e a titularidade legal é transferida, conforme determinações legais do contrato de suprimento de energia elétrica, ou seja, todos os riscos e benefícios inerentes são transferidos para o comprador, o valor da receita pode ser mensurado com confiabilidade e os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a Companhia. Receita diferida: Os Contratos de Compra e Venda de Energia, celebrados entre as controladas indiretas e a ELETROBRAS, estabelecem que seja apurada em cada ano (período de janeiro a dezembro) o resultado da comercialização no âmbito da CCEE. A parcela de ajuste financeiro resultante dessa apuração será compensada nas faturas mensais do ano subsequente. (j) Receitas financeiras e despesas financeiras: As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre financiamentos. Custos de financiamento são mensurados no resultado através do método de juros efetivos. (k) Imposto de renda e contribuição social: A sistemática fiscal adotada pela Companhia foi do lucro presumido. Com base nesse critério, o resultado para fins de imposto de renda e contribuição social da Companhia foi calculado aplicando-se sobre a receita as alíquotas definidas para sua atividade, que são de 8% e 12%, respectivamente. Sobre o resultado presumido foram aplicadas as alíquotas de imposto de renda e contribuição social vigentes na data do encerramento de cada exercício (25% para imposto de renda e 9% para contribuição social). (l) Demonstração do valor adicionado: Essa demonstração tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela Companhia e sua distribuição durante determinado período e é apresentada pela Companhia como parte de suas demonstrações contábeis e como informação suplementar às demonstrações contábeis, nos termos do pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. (m) Lucro por ação: O lucro básico por ação foi calculado com base no número médio de ações ordinárias em circulação da Companhia em cada um dos exercícios apresentados. A Companhia não possui instrumentos que poderiam potencialmente diluir o lucro básico por ação, motivo pelo qual o lucro básico por ação é igual ao lucro por ação diluído. (n) Adoção de pronunciamentos contábeis, orientações e interpretações novos e/ou revisados: (i) Alterações às IFRSs e as novas interpretações de aplicação obrigatória a partir do exercício corrente: No exercício corrente, a Companhia aplicou diversas emendas e novas interpretações aos CPCs emitidos pelo CPC, que entram obrigatoriamente em vigor para períodos contábeis iniciados em 1º de janeiro de 2014. • Alterações ao CPC 39 - Apresentação de Instrumentos Financeiros Ativos e Passivos Líquidos. Os ajustes do CPC 39 esclarecem os requerimentos relacionados à compensação de ativos financeiros com passivos financeiros. • Alterações ao CPC 01 (R1) - Divulgação de Valor Recuperável de Ativos Não Financeiros. As alterações do CPC 01 (R1) retiram os requerimentos de divulgar o montante recuperável de uma unidade geradora de caixa para a qual o ágio de expectativa de rentabilidade futura (goodwill) ou outro ativo intangível com vida útil indefinida tenha sido alocado quando não tenha ocorrido redução ao valor recuperável de um ativo ou reversão de redução ao valor recuperável relacionado a essa unidade geradora de caixa. • Alterações ao CPC 38 - Novação de Derivativos e Continuidade de Contabilidade de Hedge. As alterações ao CPC 38 retiram a obrigatoriedade de descontinuar a contabilidade de hedge quando um derivativo designado como instrumento de hedge é renovado sob determinadas circunstâncias. A alteração também esclarece que qualquer mudança no valor justo do derivativo designado como instrumento de hedge derivativo que ocorra em decorrência da novação deve ser incluída na avaliação e mensuração da efetividade do hedge. • IFRIC 21 - Tributos: O IFRIC 21 endereça o momento de reconhecer um passivo decorrente da obrigação de pagamento de tributos impostos por um governo, A interpretação define tributos e especifica que o fato gerador da obrigação é a atividade que resulta em pagamento do tributo, conforme definido na legislação. A interpretação disponibiliza instruções de como diferentes acordos tributários devem ser contabilizados e, principalmente esclarece que o aproveitamento de uma vantagem econômica ou questões de continuidade na preparação das demonstrações contábeis não implicam em uma obrigação presente da companhia em pagar um tributo cujo fato gerador ocorrerá em uma operação futura. A Companhia avaliou todas as novas normas acima resumidas e não identificou efeitos significativos nas demonstrações contábeis. (ii) Normas e interpretações novas e revisadas já emitidas e ainda não adotadas: A Companhia não adotou as IFRSs novas e revisadas a seguir, já emitidas e ainda não adotadas: a) IFRS 9 - Instrumentos Financeiros; b) IFRS 15 - Receitas de Contratos com clientes; c) Modificações à IFRS 11/CPC 19 (R2) - Acordo contratual conjunto; d) Modificações às IAS 16/CPC 27 e IAS 38/CPC 04 (R1) - Esclarecimento dos métodos de depreciação e amortização aceitáveis; e) Modificações às IAS 16 / CPC 27 e IAS 41 / CPC 29 - Agricultura: Plantas produtivas; f) Modificações à IAS 19/CPC 33 (R1) - Plano de Benefício Definido: Contribuição do Empregado; g) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2010-2012; h) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2011-2013. Considerando as atuais operações da Companhia, a Administração não espera que essas normas, interpretações e alterações tenham efeitos relevantes sobre as suas demonstrações contábeis a partir de sua adoção. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC ainda não editou todos os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionadas às IFRSs novas e revisadas apresentadas acima. Em decorrência do compromisso do CPC de manter atualizado o conjunto de normas emitido com base nas atualizações feitas pelo International Accounting Standards Board - IASB, é esperado que esses pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC até a data de sua aplicação obrigatória e que seus impactos nas Demonstrações Contábeis da Companhia sejam os mesmos da adoção dos pronunciamentos do IASB descritos acima. 4. Gerenciamento de risco: A Companhia avaliou e considerou relevante a exposição aos seguintes riscos: • Risco de crédito: O risco de crédito refere-se ao risco de uma contraparte não cumprir com suas obrigações contratuais, levando a Companhia a incorrer em perdas financeiras. As contas a receber de clientes são formadas por um único cliente - ELETROBRAS via contrato de compra de energia pelo prazo de 20 anos. Este fato reduz o risco de perda financeira por motivo de inadimplência. Assim, não há exposição significativa da Companhia a riscos de crédito ou perdas por redução no valor recuperável relacionadas às contas a receber de clientes, conforme apresentado na Nota Explicativa nº6. • Risco de mercado: Decorre da possibilidade da Companhia sofrer ganhos ou perdas decorrentes de oscilações de taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos financeiros. A Companhia avalia que os riscos das aplicações financeiras de suas disponibilidades são baixos, por serem realizadas em bancos de reconhecida liquidez e remuneradas a taxas de mercado que variam entre 97% a 98% do CDI, conforme apresentado na Nota Explicativa nº5. A Companhia administra e mensura esses riscos através do planejamento de fluxo de caixa realizado. Os passivos financeiros existentes abrangem basicamente saldos de financiamentos obtidos pela Companhia junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme apresentado na Nota Explicativa nº 11. Uma análise de sensibilidade dos ativos e passivos que representam riscos relevantes para a Companhia está apresentada na Nota Explicativa nº 18. • Risco operacional: O objetivo da Companhia é administrar o risco operacional para evitar a ocorrência de prejuízos financeiros. A Companhia realiza as atividades de operação e manutenção da sua usina de acordo com as práticas do setor elétrico brasileiro, inclusive realizando sistematicamente as atividades de manutenção preventiva e de manutenção corretiva dos equipamentos eletromecânicos das instalações, bem como o monitoramento das estruturas civis e barragens. Caso ocorram eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade, a Companhia contratou uma cobertura de seguros de operação sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras, conforme Nota Explicativa nº 20. • Risco de liquidez: A Companhia utiliza o controle do custeio para auxiliar no monitoramento de exigências do fluxo de caixa e na otimização de seu retorno de caixa em investimentos. Todo decêndio é estimado o desembolso em comparação com a sua entrada de caixa. A Companhia não possui operações contratadas em moeda estrangeira. Desta forma, não está sujeita a riscos decorrentes de oscilações de taxas de câmbio. • Gestão de capital: A política da Administração é manter uma sólida base de capital para preservar a confiança do investidor, credor e mercado e com isso manter o desenvolvimento futuro do negócio. A Administração monitora o retorno de capital sobre a operação da empresa através do acompanhamento mensal da realização orçamentária aprovada pelo Conselho de Administração. A Administração entende que a exposição da Companhia a riscos é remota, sendo o gerenciamento realizado através de ferramentas de controle, planejamento e orçamento, coordenadas pela Diretoria. • Riscos hidrológicos: O suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) é realizado, na sua maior parte, por usinas hidrelétricas. Como o SIN opera em sistema de despacho otimizado e centralizado pelo ONS, cada usina hidrelétrica, incluindo a da Companhia, está sujeita a variações nas condições hidrológicas verificadas, tanto na região geográfica em que opera como em outras regiões do País. A ocorrência de condições hidrológicas desfavoráveis, em conjunto com a obrigação de entrega da energia contratada, poderá resultar em uma exposição da Companhia ao mercado de energia de curto prazo, o que afetaria seus resultados financeiros futuros. Entretanto, a totalidade da capacidade de geração hidrelétrica da Companhia está inserida no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), que mitiga grande parte do risco hidrológico, alocando-o entre todas as usinas vinculadas ao MRE.” 5. Caixa e equivalentes de caixa: 31/12/14 31/12/13 Bancos 2 6 Aplicações financeiras 374 3.747 376 3.753 As aplicações financeiras de liquidez imediata em CDB - DI, com risco insignificante de perda de valor, junto aos Bancos do Aos Acionistas e Administradores da Bonfante Energética S.A.Belo Horizonte - MG. Examinamos as demonstrações contábeis da Bonfante Energética S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2014, e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis: A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados Brasil e Santander, são remuneradas a taxas de mercado que variam entre 97% a 98% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). 6. Contas a receber: Refere-se ao valor da venda da energia gerada pela Companhia, líquido dos respectivos impostos retidos na fonte. A Companhia registra o valor a receber referente à energia contratada pelo PROINFA. O período médio de crédito nas contas a receber é de 35 dias e não são cobrados juros sobre as contas a receber. A Companhia não constitui provisão para créditos de liquidação duvidosa, com base em sua experiência histórica de realização de 100% das contas a receber passadas e da análise da situação financeira atual de seu único devedor - ELETROBRAS, inexistindo contas a receber vencidas na data das demonstrações contábeis. 7. Ativos vinculados - bndes: O saldo registrado em 31 de dezembro de 2014, refere-se a recursos recebidos pela Companhia decorrentes da venda de energia gerada e que estão vinculados ao BNDES. Conforme descrito na Nota Explicativa nº 11, o BNDES exige como garantia do financiamento a constituição de conta de reserva vinculada. Esta conta é uma aplicação financeira, no Fundo BB Comercial 17, com taxas que variaram entre 96,% e 98%, do CDI, de liquidez imediata e baixo risco junto ao Banco do Brasil, que é a instituição financeira aprovada pelo BNDES para atuar como administradora das contas. Essa conta deverá ser utilizada para pagamento das parcelas do referido financiamento. 8. Imobilizado: (a) Composição do imobilizado: Taxa Depreciação Descrição Depreciação Acumulada Custo 31/12/14 31/12/13 Direitos sobre imóveis de terceiros e Terrenos 5.749 5.749 5.823 Turbina hidráulica 2,50% 15.869 (2.846) 13.023 17.822 Gerador 3,33% 11.358 (2.346) 9.012 9.390 Comporta 3,33% 5.848 (1.178) 4.670 4.865 Subestação unitária 3,57% 8.682 (1.961) 6.721 7.031 Casa de força produção hidráulica 2,00% 27.791 (3.541) 24.250 24.629 Reservatório, barragem, adutora 2,00% 15.431 (1.734) 13.697 13.959 6.307 (1.315) 4.992 5.233 Outras Maquinas e Equipamentos 3,65% 97.035 (14.921) 82.114 88.752 A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e conforme consta na Resolução nº 132/2005 da ANEEL, a qual concede à PCH a autorização para se estabelecer como produtora independente, ao final do prazo dessa autorização, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação de autorização por mais 20 anos. A Companhia monitora os aspectos trazidos pelo CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos e avaliam o valor recuperável de seus ativos sempre que identificam indícios de que o valor contábil registrado é superior ao retorno esperado por seus investimentos, realizando provisão contábil sempre que necessário. Na data destas demonstrações contábeis, a Administração entendeu que não havia indicação de que algum dos seus ativos tangíveis pudessem ter sofrido desvalorização, uma vez que não se evidenciaram nenhum dos fatores indicativos de perdas conforme pronunciamento CPC 01 (R1). (b) Movimentação: Descrição 31/12/13 Adições Baixas Sinistros 31/12/14 Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 5.823 (74) 5.749 Turbina hidráulica 20.042 (1.173) (3.000) 15.869 Gerador 11.358 11.358 Comporta 5.848 5.848 Subestação unitária 8.682 8.682 Casa de forca produção hidráulica 27.617 174 27.791 Reservatório, barragem, adutora 15.405 26 15.431 Outras Maquinas e Equipamentos 6.304 3 6.307 101.079 203 (1.248) (3.000) 97.035 Depreciação (12.327) (2.594) (14.921) 88.752 (2.391) (1.248) (3.000) 82.114 Descrição 31/12/12 Adições Baixas Sinistros 31/12/13 Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 3.554 2.269 5.823 Turbina hidráulica 19.050 7.565 (1.573) (5.000) 20.042 Gerador 10.969 389 11.358 Comporta 5.848 5.848 Subestação unitária 8.671 11 8.682 Casa de força produção hidráulica 27.462 155 27.617 Reservatório, barragem, adutora 14.389 1.016 15.405 Adiantamento a fornecedores 1.075 (1.075) Outras Maquinas e Equipamentos 6.291 13 6.304 97.309 11.418 (2.648) (5.000) 101.079 Depreciação (9.999) (2.516) 188 (12.327) 87.310 8.902 (2.460) (5.000) 88.752 9. Intangível: Taxa amortização 31/12/14 31/12/13 Medidas compensatórias - licença de operação 20% 697 1.220 Indenização de terras 20% 280 270 Amortização acumulada (230) 747 1.490 Refere-se aos programas ambientais constantes nas licenças de operação e provisão para processo de indenização de terras. Movimentação: Descrição 31/12/13 Adições Baixas 31/12/14 Medidas compensatórias - licença de operação 1.220 (523) 697 Indenizações de terras 270 10 280 1.490 10 (523) 977 Amortização acumulada (230) (230) 1.490 (220) (523) 747 10. Transações com partes relacionadas: A Administração identificou como partes relacionadas à Companhia: sua controladora, suas coligadas, seus administradores, conselheiros e demais membros do pessoal-chave da administração e seus familiares, conforme definições contidas no Pronunciamento Técnico CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes Relacionadas. Os principais saldos e transações com partes relacionadas, praticadas em condições contratadas entre as partes, e seus efeitos são assim demonstrados: Outros passivos: 31/12/14 31/12/13 Brasil PCH S.A. 47 47 Dividendos a pagar PCH Par Participações S.A. 1.429 2.262 1.429 2.262 Remuneração da Administração: Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 20 de maio de 2014, foi aprovada a remuneração global da Administração da Companhia para o período de janeiro a dezembro de 2014 em, no máximo, R$62 (R$65 em 2013). A Diretoria da Companhia é composta por dois diretores com remuneração anual de R$62. 11. Financiamentos: Indexador 31/12/14 31/12/13 BNDES TJLP + 3,5% a.a. Principal 36.402 42.305 Encargos 132 144 36.535 42.449 Circulante Não circulante 6.035 6.181 30.500 36.268 36.535 42.449 Em 13 de abril de 2006, a Companhia, visando buscar recursos para implementação do projeto, firmou contrato de financiamento junto ao BNDES. A dívida (principal e juros) decorrente desse contrato está sendo paga ao BNDES em 144 prestações mensais e sucessivas, cada uma delas no valor do principal e juros atualizados da dívida divididos pelo número de prestações de amortização ainda não vencidas. Vencimentos dos financiamentos apresentados no passivo não circulante: 2016 5.903 2017 5.903 2018 5.903 2019 a 2021 12.791 30.500 Movimentação dos financiamentos 31/12/14 31/12/13 Saldo inicial 42.449 48.371 Encargos provisionados 3.266 3.757 Pagamentos (9.180) (9.679) Saldo Final 36.535 42.449 As garantias concedidas são apresentadas conforme a seguir: (i) Em 13 de abril de 2006, foi pactuado contrato de penhor das ações e vinculação das receitas e outras avenças com o BNDES para assegurar o pagamento de quaisquer obrigações decorrentes desses contratos; (ii) Constituição de conta de reserva vinculada, proveniente da venda de energia à ELETROBRAS. A conta foi aberta no Banco do Brasil S.A., que atua como banco administrador de contas, indicado pela Companhia e aprovado pelo BNDES, e deverá atingir o limite de três vezes o valor da última prestação; (iii) A propriedade fiduciária das máquinas e dos equipamentos a serem adquiridos com recursos dessa operação. Vencimento antecipado dos financiamentos: Os financiamentos possuem cláusulas financeiras restritivas (“covenants”), incluindo, entre outros, garantias reais, restrições quanto à mudança, transferência ou cessão de controle societário, incorporação, fusão ou cisão sem prévia anuência do credor. Os covenants de índices financeiros são os seguintes: Descrição Condição requerida ICP - patrimônio líquido / total do ativo Percentual superior a 20% Manter aplicado quantia correspondente a 3 (três) vezes o valor da Conta reserva última parcela vencida de principal e juros Com vistas a atender cláusula do contrato de financiamento com o BNDES, segue-se o demonstrativo do Índice de Capitalização Próprio (ICP), calculado conforme contrato, em 31 de dezembro de 2014: Patrimônio líquido 37.748 Total do ativo 88.715 ICP 42,55% A Administração acompanha o atendimento das cláusulas estabelecidas e entende que a Companhia atendeu todas as cláusulas financeiras restritivas acima em 31 de dezembro de 2014. 12. Contingências: A Companhia é parte em ações judiciais e processos administrativos perante tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal de suas operações, as quais envolvem questões tributárias, trabalhistas, aspectos cíveis, ambientais e de caráter comercial. A Companhia é parte em ações cíveis que tramitam em juízo correspondem às questões relativas à definição do valor das indenizações dos direitos de passagem aos proprietários de terras e a posse definitiva de terrenos. Os valores envolvidos, normalmente, são depositados em juízo e reconhecidos como custo do imobilizado e intangível. Existe na Companhia uma ação movida pela ABRAGEL (Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa) contra a ELETROBRAS em função dos valores retidos indevidamente seguindo a resolução CNPE nº 003/2013, no valor total de R$332, classificada pelo advogado como ganho possível. Com base na posição de seus assessores jurídicos, não há processos envolvendo a Companhia em que a probabilidade de perda seja classificada como possível e/ou provável. Dessa forma, nenhuma provisão para contingências foi constituída. 13. Patrimônio líquido: (a) Capital social: Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, o capital social subscrito e integralizado é de R$27.745 e está representado por 21.297.498 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal pertencentes em sua totalidade à PCH Participações S.A.. (b) Reservas: Reserva legal: Constituída à razão de 5% do lucro líquido do exercício, antes de qualquer outra destinação, a qual não excederá 20% do capital social. Reserva especial: Constituída com o objetivo de registrar a destinação dos resultados da Companhia até que o seu fluxo de caixa futuro permita tal distribuição sem riscos financeiros relevantes durante o período da concessão nos termos do artigo 202 da Lei nº 6.404/76, parágrafo 4º e 5º. Reserva de retenção de lucros: A reserva de retenção de lucros representa o lucro líquido não distribuído após constituição da reserva legal e cálculo RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações contábeis anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2014, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase: Depreciação dos bens do ativo imobilizado destinados à geração de energia elétrica no regime de produção independente. Conforme descrito nas notas explicativas nº 3.d e 8, os bens do imobilizado da atividade de geração de energia no regime de produção independente são depreciados pelo seu prazo estimado de vida-útil, considerando-se os fatos e circunstâncias que estão mencionados nas referidas notas. dos dividendos obrigatórios. Conforme estatuto estes valores aguardam deliberação em Assembleia para sua destinação. (c) Dividendos: O Estatuto Social determina a distribuição de um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado na forma do artigo 202 da Lei nº 6.404/76. Os dividendos referentes ao exercício de 2014 foram calculados conforme segue: Lucro do Exercício 6.017 (=) Base de cálculo 6.017 (-) Reserva Legal (5%) (301) (=) Base de cálculo dos dividendos 5.716 Dividendos mínimos obrigatórios 1.429 No exercício de 2014, foram pagos dividendos adicionais referentes aos resultados apurados em exercícios passados, no montante de R$13.529. 14. Receita operacional líquida: 31/12/14 31/12/13 Receita operacional bruta: Venda de energia elétrica 22.713 23.004 Ajuste de MRE (6.539) (1.417) 16.174 21.587 Deduções à receita operacional: PIS (106) (141) COFINS (485) (647) (591) (788) Receita operacional líquida 15.583 20.799 15. Informações sobre a natureza das despesas reconhecidas na demonstração do resultado: 31/12/14 31/12/13 Pessoal 75 63 Viagens 18 41 Publicações 47 49 Aluguéis 99 118 Serviços de terceiros 28 78 Outras despesas 34 29 Baixa de ativos imobilizados por sinistro (*) 1.531 301 1.909 (*) Refere-se aos valores da baixa do multiplicador de velocidade, em decorrência de sinistro. 16. Resultado financeiro: 31/12/14 31/12/13 Despesas financeiras: Juros e atualizações monetárias sobre financiamentos (3.266) (3.757) Outras despesas (4) (4) (3.270) (3.761) Receitas financeiras: Rendimentos de aplicações em renda fixa 386 480 Descontos obtidos 1 1 387 481 (2.883) (3.280) 17. Imposto de renda e contribuição social: A Companhia calculou o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro líquido com base no regime do lucro presumido. A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue: 31/12/14 31/12/13 IR (*) CSLL IR (*) CSLL Receita bruta 22.712 22.712 23.004 23.004 Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% Rendimentos e ganhos de aplicação financeira 1.426 1.426 481 481 Base de cálculo 3.243 4.151 2.321 3.241 Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% Imposto sobre o resultado 811 373 580 292 Diferença de alíquota (24) (24) Imposto sobre a receita operacional 787 373 556 292 IRPJ / CSLL DIFERIDO Receita ajuste MRE (6.538) (6.538) (1.417) (1.417) Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% Base de cálculo (523) (785) (113) (170) Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% Outros ajustes 1 (27) (10) Imposto diferido sobre o resultado (130) (71) (55) (25) Imposto Total 657 302 501 267 (*) Até o limite de R$240 mil a alíquota do IR é de 15%. 18. Instrumentos financeiros: Os valores contábeis apresentados como ativos e passivos financeiros são assim demonstrados por categoria: 31/12/14 31/12/13 Ativos financeiros: Empréstimos e recebíveis mensurados ao custo amortizado: Caixa e equivalentes de caixa 376 3.753 Contas a receber de clientes 2.450 2.466 Depósitos judiciais 25 25 Valor justo por meio do resultado: Ativos vinculados - BNDES 2.332 2.436 Passivos financeiros: Outros passivos mensurados ao custo amortizado: Fornecedores 249 1.348 Financiamentos 36.535 42.449 Dividendos a pagar 1.429 2.262 A Administração entende que os instrumentos financeiros representados acima, os quais são reconhecidos nas demonstrações pelos seus valores contábeis, não apresentam variações significativas em relação aos respectivos valores de mercado, pois: (a) As taxas contratadas dos financiamentos são próximas às taxas de juros atualmente praticadas no mercado, e/ou; (b) O vencimento de parte substancial dos saldos ocorre em datas próximas às dos balanços. A Companhia está exposta a riscos relacionados a taxas de juros em função de financiamentos contratados vinculados a TJLP. Em conformidade com o CPC 40 - Instrumentos Financeiros, é apresentado a seguir o quadro de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros de exposição a riscos de taxas de juros da Companhia, objetivando evidenciar um eventual desembolso futuro, de acordo com as premissas detalhadas. Na data de encerramento do exercício, a Administração estimou um cenário provável de variação das taxas de juros CDI (10,81%) e TJLP (5,5%), de acordo com a data de vencimento de cada operação. Tais taxas foram estressadas em 25 e 50%, servindo de parâmetro para os cenários possível e remoto, respectivamente. Cenário II Cenário III Exposição Cenário I (Deterioração (Deterioração 31/12/14 (Provável) de 25%) de 50%) Operação Risco Impacto Aplicação Financeira 374 Baixa do CDI Resultado 40 51 61 Ativos Vinculados ao BNDES 2.332 Baixa do CDI Resultado 252 315 378 Financiamentos BNDES (36.535) Alta da TJLP Resultado (2.009) (2.511) (3.014) (1.717) (2.145) (2.575) 19. Benefícios a empregados: (a) Seguro de vida: A Companhia possui a política de seguro de vida a todos os seus funcionários, onde o custo é totalmente pago pela Companhia. Os seguros são realizados a nível de grupo e o custo integralmente é pago por sua controladora. (b) Seguro saúde: O seguro saúde é oferecido aos funcionários, de acordo com os critérios definidos na política da Companhia, onde a mesma contribui com a maior parte do custo no plano completo e o colaborador contribui com um valor simbólico, que varia conforme a remuneração individual. O plano de saúde oferecido abarca apenas os colaboradores, para os dependentes a Companhia tem a política de negociar um valor diferenciado com débito em folha de pagamento. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes ao custo de Seguro Saúde pagos pela Companhia foram de R$9 (R$9 em 31 de dezembro de 2013). (c) Promoção por tempo de serviço: A Companhia concede prêmio aos colaboradores pelo tempo de serviço prestado, mediante a aprovação da diretoria. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes a promoção por tempo de serviço pagos pela Companhia foram de R$24 (não houve pagamentos em 2013). (d) Benefícios pós-emprego: A Companhia não concede benefícios pós-emprego, tais como complemento de aposentadoria, seguro e assistência médica, nem remuneração com base em participações em ações de seus administradores. 20. Cobertura de seguro: Seguro de responsabilidade civil: A Companhia contratou cobertura de seguro para indenizações por danos civis no montante de R$1.365, com vigência até 28 de abril de 2015, decorrentes de sentença judicial transitada em julgado ou de acordo autorizado pela seguradora, de risco de poluição e/ou contaminação ambiental (súbita e acidental), danos corporais e/ou materiais sofridos por terceiros, danos morais diretamente decorrentes de danos materiais e/ou corporais causados a terceiros, considerada pela Administração como suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. Seguro de operação: Em 27 de abril de 2014, com vigência até 27 de junho de 2015, a Companhia renovou a cobertura de seguro para riscos operacionais sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras no montante de R$11.603, considerado suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotados, devida à sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria de demonstrações contábeis, consequentemente não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. 21. Compromissos: (a) Licença de Implantação - Para cumprir as exigências da Licença de Implantação, a Companhia precisa ainda adquirir aproximadamente 65,43 hectares para plantio das áreas de preservação permanente - APP no entorno dos reservatórios, a serem adquiridas até 2017, com base no Plano ambiental de conservação e uso do entorno de reservatório artificial - PACUERA aprovado. Foi estimado um desembolso da ordem de R$1.963 para aquisição destas áreas. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (b) Existem ainda 65,44 hectares a serem reflorestadas que aguardam aprovação dos respectivos PACUERAS pelos agentes licenciadores competentes. Foi estimado um desembolso da ordem de R$883 para os próximos exercícios, após aprovação dos agentes licenciadores. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (c) Licença de Operação - Todas as licenças de operação estão válidas e em vigor. Para atendimento dos programas ambientais nelas previstos, a empresa estima um gasto anual até o prazo de vigência da licença, em R$699. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (d) Legalização de terras - A Companhia possui contratos particulares de compra e venda de imóveis próprios e de servidão em imóveis de terceiros, cujos registros de propriedade definitiva e de averbação, no Registro Geral Imóveis ainda precisam ser regularizadas, com um gasto estimado em R$88. A regularização dessas terras se estenderá até junho de 2015, em função das peculiaridades de cada situação. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (e) Indenização de terras - A Companhia registra as obrigações à título de indenização de terras, em montante apurado pela diferença entre o valor do depósito judicial, atualizado monetariamente, e o valor estimado pelo perito nomeado no processo. Em 31 de dezembro de 2014, a provisão monta em R$513 e foi registrada no passivo não circulante. 22. Transações não envolvendo caixa: Em 2014, a Companhia realizou as seguintes transações que não geraram efeitos de caixa e que, portanto, não estão refletidas na demonstração dos fluxos de caixa: • Adição de ativo imobilizado no montante de R$ 26 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. • Baixa de ativo imobilizado no montante de R$74 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. • Baixa de ativo intangível no montante de R$513 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. 23. Evento subsequente: Em 29 de janeiro de 2015, através da portaria nº 30 do Ministério de Minas e Energia - MME, foi deliberado a revisão a menor da garantia física da Companhia, em 5% e passando de 12,81 MW para 12,17 MW. 24. Autorização para conclusão das demonstrações contábeis: A emissão das demonstrações contábeis foi autorizada pelo Conselho de Administração em 10 de fevereiro de 2015. Walter Nunes Seijo Neto - Diretor Composição da Diretoria Edvaldo Alves de Santana - Diretor Contador - Bruno da Silva Rodrigues - CRC RJ - 116272/O-6 À medida que novas informações ou decisões do órgão regulador ou do poder concedente sejam conhecidas, o atual prazo de depreciação desses ativos poderá ou não ser alterado. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto. Outros assuntos: Demonstração do valor adicionado: Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2014, preparada sob a responsabilidade da administração da Companhia. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Belo Horizonte, 10 de fevereiro de 2015 DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Auditores Independentes CRC-2SP 011.609/O-8 F/MG Leonardo Fonseca de Freitas Maia Contador CRC-1MG 079.276/O-7 CNPJ nº 07.063.914/0001-40 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto o lucro por ação) Senhores Acionistas, A PCH Calheiros com capacidade instalada total de 19 MW, e energia comercializada anual de 94.04 Nota 31/12/14 31/12/13 GWh, beneficiando aproximadamente 145 mil de pessoas. A receita bruta de vendas em 2014 foi de R$ 18,9 milhões, Receita líquida de vendas 14 13.047 17.216 apresentando um lucro líquido na ordem de R$ 3,0 milhões. Custos das vendas de energia BALANÇO PATRIMONIAL LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Pessoal (1.083) (999) (Valores expressos em milhares de reais - R$) Meio ambiente (400) (262) Ativos Nota 31/12/14 31/12/13 Operação (398) (394) Ativos circulantes Manutenção (357) (299) Caixa e equivalentes de caixa 5 1.029 513 Taxas setoriais (104) (37) Contas a receber de clientes 6 2.044 2.012 Tarifa de uso dos sistemas elétricos de distribuição (TUSD) (755) (740) Adiantamentos a funcionários 8 23 Seguros (197) (155) Despesas antecipadas 106 60 Depreciação e amortização (2.368) (2.173) Total dos ativos circulantes 3.187 2.608 Outros custos (111) (87) Ativos não circulantes (5.773) (5.146) Ativos vinculados - BNDES 7 2.150 2.245 Lucro bruto 7.274 12.070 Impostos e contribuições diferidas 412 61 Despesas operacionais 15 Depósitos judiciais 231 219 Pessoal (803) (709) Imobilizado 8 70.168 72.332 Administrativas e gerais (134) (101) Intangível 9 1.518 3.083 Outras despesas operacionais, líquidas (35) (62) Total dos ativos não circulantes 74.479 77.940 (972) (872) Total dos ativos 77.666 80.548 Lucro antes do resultado financeiro 6.302 11.198 Passivos Nota 31/12/14 31/12/13 Resultado financeiro 16 Passivos circulantes Despesas financeiras (3.058) (3.507) Fornecedores 1.026 929 Receitas financeiras 302 253 Financiamentos - BNDES 11 5.515 5.651 (2.756) (3.254) Obrigações trabalhistas e previdenciárias 117 27 Lucro operacional antes do imposto de renda e Impostos e contribuições a recolher 159 155 da contribuição social 3.546 7.944 Provisão para férias e 13º salário 79 125 Imposto de renda e contribuição social 17 Outros passivos 52 - Corrente (663) (640) Receita diferida 6.281 894 Diferido 161 80 Dividendos a pagar 10 1.223 5.141 (502) (560) Total dos passivos circulantes 14.452 12.922 Lucro líquido do exercício 3.044 7.384 Passivos não circulantes Lucro básico e diluído por ação ordinária - R$ 0,15 0,37 Financiamentos - BNDES 11 28.753 34.018 Quantidade média ponderada de ações 19.807.560 19.807.560 Provisões para compromissos futuros 21 2.139 3.606 Total dos passivos não circulantes 30.892 37.624 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Total dos passivos (Valores expressos em milhares de reais - R$) 45.344 50.546 Patrimônio líquido 13 31/12/14 31/12/13 Capital social 23.402 23.402 Lucro líquido do exercício 3.044 7.384 Reserva de lucros 8.920 6.600 Outros resultados abrangentes Total do património líquido 32.322 30.002 Resultado abrangente do exercício 3.044 7.384 Total dos passivos e do património líquido 77.666 80.548 Resultado abrangente total do exercício 3.044 7.384 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Fluxos de caixa das atividades operacionais 31/12/14 31/12/13 Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social 3.546 7.944 Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas pelas atividades operacionais: Resultado na baixa do ativo imobilizado 318 5 Juros e atualizações monetárias 2.838 3.505 Depreciação e amortização 2.368 2.173 Constituição do ajuste MRE 6.281 894 PIS e COFINS diferido sobre ajuste MRE (229) (34) Variações nos ativos e passivos operacionais Contas a receber (32) 378 Impostos a compensar 46 Despesas antecipadas (46) (27) Adiantamentos a funcionários 15 (11) Impostos e contribuições diferidas 39 (27) Depósitos judiciais (12) (5) Fornecedores 97 (24) Obrigações trabalhistas e previdenciárias 90 3 Outros passivos 52 (53) Impostos e contribuições a recolher (469) (1) Provisão para férias e 13º salário (46) Receita diferida (894) Provisões para compromissos futuros (154) Caixa gerado pelas operações 13.762 14.766 Outros fluxos de caixa das atividades operacionais: Juros pagos sobre empréstimos e financiamentos (3.068) (3.522) Imposto de renda e contribuição social pagos no período (190) (561) Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 10.504 10.683 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Resgate de ativos vinculados - BNDES 315 196 Aquisição de imobilizado (270) (112) Caixa líquido (aplicado nas) gerado pelas atividades de investimentos 45 84 Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Dividendos pagos (4.642) (5.070) Financiamentos pagos (5.391) (5.392) Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos (10.033) (10.462) Aumento em caixa e equivalentes de caixa 516 305 Variação no caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 513 208 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 1.029 513 Aumento em caixa e equivalentes de caixa 516 305 Saldos em 31 Dividendos pa Lucro líquido d Outros resulta Resultado abr Destinações Reserva lega Dividendos a Dividendos a Saldos em 31 Lucro líquido d Outros resulta Resultado abr Destinações Reserva lega Dividendos m Dividendos a Saldos em 31 1. Contexto Participações capital fechad A Companhia explorar o po Companhia p vinculadas ao produtora ind Resoluções nº entre os Mun capacidade d gerada é feita Centrais Elétr Energia Elétri compra e ven através do De obteve autor potência insta de 95,6 GWh. instalada e em independente R$11.265 (R$ inadimplência financeiras, d estão atualiza somente as co decorrente d Companhia. 1 hidrelétrica in mesmo. Por ELETROBRAS Câmara de C (ELETROBRAS parcelas, con titulares de em física para o e ELETROBRAS de 2013 foi d acompanha o contábeis de pertencente a da usina Calh Companhia p parágrafo ant contábeis da adotadas no Orientações e Federal de C elaboração: A instrumentos histórico gera classificados c que sua realiz (a) Moeda fun funcional da C valor mais pr demonstraçõ julgamentos, passivos, rece de uma man estimativas s políticas cont apresentados Companhia re outros ativos inicialmente instrumento. calculáveis qu quaisquer cus custo amortiz • Caixa e equ vencimento o de alteração n A Companhia das disposiçõ contratuais re passivos finan de transação através do mé fornecedores Capital social definido em e registradas p conforme leg (inclusive juro recuperável ( Considerando aos requerim ativo fixo. Qua (componente contábil do it Companhia e por outro é b incorridos. (d) do início da o novembro de Companhia c conforme ava independente renovada, o v autorização, c Mascarenhas o que a Admi por mais 20 a autorização p prazo de trin respectiva au passarão a in autorizados, restabeleça, p é calculada, p ativos: O imo perda de valo ajuste desses (legal ou pres liquidação se liquidar a obr Quando a pro corresponde alguns ou tod recuperados d ser mensurad o regime con recebida ou a determinaçõe transferidos p associados à t entre as con dezembro) o será compen financeiras ab do método d financiament social: A siste de imposto d para sua ativi imposto de re 9% para cont riqueza criada parte de suas termos do pr ação foi calcu apresentados pelo qual o lu e interpretaçõ exercício corre pelo CPC, que ao CPC 39 - A requerimento Divulgação de divulgar o mo futura (goodw ao valor recu caixa. • Altera retiram a obr de hedge é re justo do deriv incluída na av reconhecer u define tributo definido na l contabilizado continuidade pagar um trib resumidas e revisadas já e não adotadas 11/CPC 19 (R2 métodos de d produtivas; f) as IFRSs - Mel Considerando alterações te Pronunciame às IFRSs nova de normas em esses pronun impactos nas descritos acim • Risco de cré levando a Com - ELETROBRA motivo de ina valor recuper mercado: Dec incidentes so disponibilidad que variam en esses riscos at saldos de fin (BNDES), con representam objetivo da C realiza as ativ BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 18 CNPJ nº 07.063.914/0001-40 destinação. (c) cício, ajustado forme segue: 6.017 6.017 (301) 5.716 1.429 passados, no 31/12/13 23.004 (1.417) 21.587 (141) (647) (788) 20.799 31/12/13 63 41 49 118 78 29 1.531 1.909 anceiro: 31/12/13 (3.757) (4) (3.761) 480 1 481 (3.280) sobre o lucro fiscais combiue: 2/13 CSLL 23.004 12% 481 3.241 9% 292 292 (1.417) 12% (170) 9% (10) (25) 267 entados como 31/12/13 3.753 2.466 25 2.436 1.348 42.449 2.262 as demonstras de mercado, ercado, e/ou; stá exposta a de com o CPC financeiros de acordo com as e variação das ram estressa- Cenário III Deterioração de 50%) 61 378 (3.014) (2.575) eus funcionántegralmente m os critérios o colaborador abarca apenas bito em folha o Saúde pagos anhia concede ndo em 31 de de R$24 (não go, tais como em ações de rtura de segus de sentença ção ambiental ntes de danos ventuais sinis7 de junho de e estrutura de a de sua ativiemonstrações os: (a) Licença oximadamenem adquiridas aprovado. Foi este valor foi provação dos R$883 para os registrado no atendimento ça, em R$699. A Companhia os registros de asto estimado a situação. Em anhia registra udicial, atualiovisão monta anhia realizou ção dos fluxos ompromissos omissos futumissos futuros. gia - MME, foi W. 24. Autoripelo Conselho r cidas, o atual onada a esse or adicionado ministração da mente e, em emonstrações 14 31/12/13 7.944 5 3.505 2.173 894 (34) 378 46 (27) (11) (27) (5) (24) 3 (53) (1) 14.766 (3.522) (561) 10.683 196 (112) 84 (5.070) (5.392) (10.462) 305 208 513 305 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Reservas de lucros Capital social Reserva legal Reserva de retenção de lucro Dividendos adicionais propostos Reserva especial Saldos em 31 de dezembro de 2012 23.402 970 4.650 477 Dividendos pagos (4.650) (477) Lucro líquido do exercício Outros resultados abrangentes Resultado abrangente total do exercício Destinações Reserva legal 369 Dividendos adicionais propostos 5.261 Dividendos a pagar Saldos em 31 de dezembro de 2013 23.402 1.339 5.261 Lucro líquido do exercício Outros resultados abrangentes Resultado abrangente total do exercício Destinações Reserva legal 152 Dividendos mínimos obrigatórios Dividendos adicionais propostos 2.168 Saldos em 31 de dezembro de 2014 23.402 1.491 7.429 - Lucros acumulados 7.384 7.384 Total 29.499 (5.127) 7.384 7.384 (369) (5.261) (1.754) 3.044 3.044 (1.754) 30.002 3.044 3.044 (152) (724) (2.168) - (724) 32.322 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 1. Contexto operacional: A Calheiros Energia S.A. (“Companhia” ou “Calheiros”) é uma subsidiária direta da PCH inclusive realizando sistematicamente as atividades de manutenção preventiva e de manutenção corretiva dos Participações S.A. e indireta da Brasil PCH S.A., e foi constituída em 16 de agosto de 2004 como sociedade anônima de equipamentos eletromecânicos das instalações, bem como o monitoramento das estruturas civis e barragens. Caso capital fechado, com sede na Avenida Prudente de Morais, 1250,10º e 11º andar- Coração de Jesus - Belo Horizonte - MG. ocorram eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade, a Companhia contratou uma cobertura de seguros A Companhia tem como objeto social o propósito específico (Sociedade de Propósito Específico - SPE) de implantar e de operação sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras, conforme Nota Explicativa nº 20. • Risco de liquidez: A explorar o potencial hidráulico de Pequena Central Hidrelétrica (PCH) e comercializar energia elétrica nela gerada. A Companhia utiliza o controle do custeio para auxiliar no monitoramento de exigências do fluxo de caixa e na otimização de Companhia poderá, ainda, exercer todas as ações que possam, direta ou indiretamente, no todo ou em parte, ser seu retorno de caixa em investimentos. Todo decêndio é estimado o desembolso em comparação com a sua entrada de vinculadas ao seu propósito específico. A Companhia possui autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como caixa. A Companhia não possui operações contratadas em moeda estrangeira. Desta forma, não está sujeita a riscos produtora independente de energia elétrica, concedida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) através das decorrentes de oscilações de taxas de câmbio. • Gestão de capital: A política da Administração é manter uma sólida base Resoluções nºs 12/2000 e 235/2005, para funcionar como PCH pelo prazo de 30 anos e está localizada no Rio Itabapoana, de capital para preservar a confiança do investidor, credor e mercado e com isso manter o desenvolvimento futuro do entre os Municípios de Bom Jesus do Itabapoana, no Rio de Janeiro, e São José do Calçado, no Espírito Santo, com negócio. A Administração monitora o retorno de capital sobre a operação da empresa através do acompanhamento capacidade de licença instalada de 19 MW e uma linha de transmissão de 32 km de extensão. A contratação de energia mensal da realização orçamentária aprovada pelo Conselho de Administração. A Administração entende que a exposição gerada é feita pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), que determina que a da Companhia a riscos é remota, sendo o gerenciamento realizado através de ferramentas de controle, planejamento e Centrais Elétricas Brasileiras (ELETROBRAS) seja o agente representante das PCHs na Câmara de Comercialização de orçamento, coordenadas pela Diretoria. • Risco Hidrológico: O suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional Energia Elétrica (CCEE), responsável pela contratação de toda energia gerada, obrigando a celebração de contratos de (SIN) é realizado, na sua maior parte, por usinas hidrelétricas. Como o SIN opera em sistema de despacho otimizado e compra e venda de energia, pelo prazo de 20 anos a contar do mês de setembro de 2008. Em 11 de setembro de 2008, centralizado pelo ONS, cada usina hidrelétrica, incluindo a da Companhia, está sujeita a variações nas condições através do Despacho ANEEL nº 2.431, e em 24 de setembro de 2008, através do Despacho ANEEL nº 3.534, a Companhia hidrológicas verificadas, tanto na região geográfica em que opera como em outras regiões do País. A ocorrência de obteve autorização para iniciar a comercialização da energia gerada nas unidades 1 e 2, respectivamente, ambas com condições hidrológicas desfavoráveis, em conjunto com a obrigação de entrega da energia contratada, poderá resultar em potência instalada de 9,5 MW, atingindo, assim, sua capacidade total em operação de 19 MW e energia anual assegurada uma exposição da Companhia ao mercado de energia de curto prazo, o que afetaria seus resultados financeiros futuros. de 95,6 GWh. O término de sua autorização se dará em 13 de janeiro de 2030. As informações sobre capacidade de licença Entretanto, a totalidade da capacidade de geração hidrelétrica da Companhia está inserida no Mecanismo de Realocação instalada e em operação, energia anual assegurada e quilômetros de extensão, não foram examinadas pelos auditores de Energia (MRE), que mitiga parte do risco hidrológico, alocando-o entre todas as usinas vinculadas ao MRE. independentes. Em 31 de dezembro de 2014, os números mostram capital circulante líquido negativo, no montante de 5. Caixa e equivalentes de caixa: 31/12/14 31/12/13 R$11.265 (R$10.314 em 31 de dezembro de 2013). No entanto, a Administração entende que não existe risco de Bancos 2 4 inadimplência, visto que parte substancial dos passivos circulantes refere-se às obrigações contraídas junto a instituições Aplicações financeiras 1.027 509 financeiras, decorrentes de financiamentos, e junto a ELETROBRAS, decorrente do ajuste MRE, sendo que estas obrigações 1.029 513 estão atualizadas e refletem as obrigações para os próximos 12 meses, enquanto os ativos circulantes demonstram As aplicações financeiras de liquidez imediata em CDB - DI, com risco insignificante de perda de valor, junto aos somente as contas a receber levantadas na data das demonstrações contábeis. A Administração prevê a geração de caixa Bancos do Brasil e Santander são remuneradas a taxas de mercado que variam entre 97% a 102% do Certificado de decorrente da energia assegurada pelo PROINFA em montante suficiente para liquidar as obrigações de curto prazo da Depósito Interbancário (CDI). 6. Contas a receber: Refere-se ao valor da venda da energia gerada pela Companhia, Companhia. 1.1. Mecanismo de Realocação de Energia: A Companhia tem a totalidade da sua capacidade de geração líquido dos respectivos impostos retidos na fonte. A Companhia registra o valor a receber referente à energia hidrelétrica inserida no MRE, responsável por mitigar os riscos hidrológicos entre as usinas hidrelétricas que aderirem ao contratada pelo PROINFA. O período médio de crédito nas contas a receber é de 35 dias e não são cobrados juros mesmo. Por força do PROINFA, todos os anos, sempre em setembro, a Companhia informa a sazonalização para a sobre as contas a receber. A Companhia não constitui provisão para créditos de liquidação duvidosa, com base em ELETROBRAS considerar no Plano Anual do PROINFA do ano seguinte. As contabilizações são realizadas mensalmente pela sua experiência histórica de realização de 100% das contas a receber passadas e da análise da situação financeira Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE e repassadas ao Agente de Comercialização do PROINFA atual de seu único devedor - ELETROBRAS, inexistindo contas a receber vencidas na data das demonstrações (ELETROBRAS), que, por sua vez, por força contratual repassa os seus efeitos à Companhia, no ano seguinte, em 12 contábeis. 7. Ativos vinculados - BNDES: O saldo registrado em 31 de dezembro de 2014, refere-se a recursos parcelas, conforme definições contratuais. Por meio do Despacho ANEEL/SEM nº 335/13, de 08/02/13, as empresas recebidos pela Companhia decorrentes da venda de energia gerada e que estão vinculados ao BNDES. Conforme titulares de empreendimentos incluídos no MRE ficaram autorizadas a revisar a sazonalização dos montantes de garantia descrito na Nota Explicativa nº 11, o BNDES exige como garantia do financiamento a constituição de conta de física para o exercício de 2013, até 15 de fevereiro de 2013. Contudo, a revisão da sazonalização não foi solicitada pela reserva vinculada. Esta conta é uma aplicação financeira, no Fundo BB Comercial 17, com taxas que variaram ELETROBRAS à companhia. Os efeitos negativos da sazonalização ex-post informado pela ELETROBRAS em 31 de dezembro entre 96% e 98% do CDI, de liquidez imediata e baixo risco junto ao Banco do Brasil, que é a instituição financeira de 2013 foi de R$829. Por meio da ABRAGEL, foi interposto recurso administrativo junto a ANEEL e a Administração aprovada pelo BNDES para atuar como administradora das contas. Essa conta deverá ser utilizada para pagamento acompanha o assunto junto à associação. A Companhia considerou todos os impactos negativos nas suas demonstrações das parcelas do referido financiamento. 8. Imobilizado: (a) Composição do imobilizado contábeis de 2013 e 2014. Outro aspecto relevante consiste na aplicação do fator de ajuste da garantia física da usina Taxa média de Custo de Depreciação 31/12/14 31/12/13 pertencente ao MRE. Devido a um regime hidrológico muito desfavorável a redução de geração em relação à garantia física Descrição depreciação % aquisição acumulada Líquido Líquido da usina Calheiros é em média 42,1% em 2014, com impacto já contabilizado pela CCEE até novembro de R$ 5.229 e a Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 1.948 1.948 2.069 Companhia projeta o valor de R$ 6.319 para o exercício de 2014, o qual foi provisionado conforme mencionado no Turbina hidráulica 2,50% 9.757 1.521 8.236 8.480 parágrafo anterior. 2. Apresentação das demonstrações contábeis: 2.1. Declaração de conformidade: As demonstrações Gerador 3,33% 8.353 1.765 6.588 6.866 contábeis da Companhia foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. As práticas contábeis Comporta 3,33% 2.512 531 1.981 2.064 adotadas no Brasil compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os Pronunciamentos, as Subestação unitária 3,57% 7.103 1.607 5.496 5.750 Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovadas pelo Conselho Estrutura de tensão 3,57% 3.558 442 3.116 3.116 Federal de Contabilidade (“CFC”) e pelas normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”). 2.2. Bases de Casa de força produção hidráulica 2,00% 34.764 4.417 30.347 30.982 elaboração: As demonstrações contábeis foram elaboradas com base no custo histórico, exceto por determinados Reservatório, barragem, adutora 2,00% 9.813 1.217 8.596 8.853 instrumentos financeiros mensurados pelos seus valores justos, conforme descrito nas práticas contábeis a seguir. O custo Adiantamento a fornecedores 100 100 100 histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos. Ativos e passivos são Outros maquinas e equipamentos 3,65% 5.055 1.295 3.760 4.052 classificados conforme seu grau de liquidez e exigibilidade. Os mesmos são classificados como circulantes quando provável 82.963 12.795 70.168 72.332 que sua realização ou liquidação ocorra nos próximos doze meses. Caso contrário, são demonstrados como não circulantes. A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e (a) Moeda funcional e moeda de apresentação: Essas demonstrações contábeis são apresentadas em reais, que é a moeda conforme consta na Resolução nº 235, de 27 de junho de 2005, da ANEEL, a qual concede à PCH a autorização para funcional da Companhia. Todas as informações financeiras apresentadas em milhares de reais foram arredondadas para o se estabelecer como produtora independente, ao final do prazo dessa autorização, caso não seja renovada, o valor valor mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. (b) Uso de estimativas e julgamentos: A preparação das residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação de autorização demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil exige que a Administração faça por mais 20 anos. A Companhia monitora os aspectos trazidos pelo CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, e avaliam o valor recuperável de seus ativos sempre que identificam indícios de que o valor contábil registrado é passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas superior ao retorno esperado por seus investimentos, realizando provisão contábil sempre que necessário. Na data de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as destas demonstrações contábeis, a Administração entendeu que não havia indicação de que algum dos seus ativos estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. 3. Resumo das principais práticas contábeis: As tangíveis pudessem ter sofrido desvalorização, uma vez que não se evidenciaram nenhum dos fatores indicativos de políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios perdas conforme pronunciamento CPC 01 (R1). (b) Movimentação apresentados nessas demonstrações contábeis. (a) Instrumentos financeiros: (i) Ativos financeiros não derivativos: A 31/12/13 Adições Baixas 31/12/14 Companhia reconhece os empréstimos e recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os Descrição 2.069 197 (318) 1.948 outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos Turbina hidráulica 9.757 9.757 inicialmente na data da negociação na qual a Companhia se torna uma das partes das disposições contratuais do Gerador 8.353 8.353 instrumento. • Empréstimos e recebíveis: Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou 2.512 2.512 calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de Comporta 7.103 7.103 quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo Subestação unitária Estrutura de tensão 3.558 3.558 custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. 34.705 59 34.764 • Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com Casa de força produção hidráulica 9.877 131 (195) 9.813 vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação. Os quais são sujeitos a um risco insignificante Reservatório, barragem, adutora Adiantamento a fornecedores 100 100 de alteração no valor, e são utilizadas no pagamento das obrigações de curto prazo. (ii) Passivos financeiros não derivativos: 5.041 14 5.055 A Companhia reconhece passivos financeiros inicialmente na data de negociação na qual a Companhia se torna uma parte Outros 83.075 401 (513) 82.963 das disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações (10.743) (2.052) (12.795) contratuais retirada ou cancelada. A Companhia classifica os passivos financeiros não derivativos na categoria de outros Depreciação 72.332 (1.651) (513) 70.168 passivos financeiros. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos 31/12/12 Adições Baixas Transferências 31/12/13 de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado Descrição 1.720 349 2.069 através do método dos juros efetivos. A Companhia tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: financiamentos, Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 9.809 5 (57) 9.757 fornecedores, dividendos e outras contas a pagar. A Companhia não opera com instrumentos financeiros derivativos. (iii) Turbina hidráulica 8.350 3 8.353 Capital social: Ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. Os dividendos mínimos obrigatórios conforme Gerador 2.509 3 2.512 definido em estatuto são reconhecidos como passivo. (b) Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes são Comporta 7.103 7.103 registradas pelo valor faturado menos os impostos retidos na fonte, os quais são considerados créditos tributários, Subestação unitária 3.558 3.558 conforme legislação tributária vigente. (c) Imobilizado: Registrado ao custo histórico de aquisição, formação ou construção Estrutura de tensão 34.647 61 (3) 34.705 (inclusive juros e demais encargos financeiros líquidos), deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor Casa de força produção hidráulica 9.671 206 9.877 recuperável (impairment) acumuladas. O custo inclui gastos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. Reservatório, barragem, adutora 1.545 (1.505) 60 100 Considerando a conclusão das obras e o início das operações em setembro de 2008, aliado ao custo do imobilizado atender Adiantamento a fornecedores 5.038 8 (5) 5.041 aos requerimentos do CPC 27 - Ativo Imobilizado, a Companhia manteve o custo histórico como base de mensuração do Outros 83.950 635 (1.510) 83.075 ativo fixo. Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são registradas como itens individuais (8.700) (2.043) (10.743) (componentes principais) de imobilizado. O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no valor Depreciação 75.250 (1.408) (1.510) 72.332 contábil do item caso seja provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do componente irão fluir para a Taxa amortização 31/12/14 31/12/13 Companhia e que o seu custo pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto 9. Intangível: Software 20% 1 1 por outro é baixado. Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme 12,5% 1.425 2.616 incorridos. (d) Depreciação: A depreciação, exceto de móveis e utensílios e computadores e periféricos, é calculada a partir Medidas compensatórias - licença de operação 159 142 do início da operação da Companhia, pelo método linear, às taxas determinadas pela Portaria DNAEE nº 815, de 15 de Indenização de terras 250 325 novembro de 1994, alteradas pelas Resoluções nº 367, de 2 de junho de 2009 e 474, de 7 de fevereiro de 2012. A Legalização de Terras (317) (1) Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e, Amortização acumulada 1.518 3.083 conforme avaliação da Administração do que consta na Resolução de autorização para estabelecimento como produtora (a) Movimentação independente, concedida pela ANEEL a Calheiros, ao final do prazo dessa autorização que é de 30 anos, caso não seja 31/12/13 Adições Baixas 31/12/14 renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação da Descrição 1 1 autorização, considerando inclusive as Portarias MME nº 956/10 e nº 197/12, autorizando a prorrogação das PCH’s Pacífico Software Medidas compensatórias licença de operação 2.616 (1.191) 1.425 Mascarenhas e San Juan, respectivamente, por mais 20 anos, condicionada à realização de pequena melhoria operacional, 142 17 159 o que a Administração entende demonstrar a evidência concreta de possibilidade de prorrogação de autorização da PCH Indenizações de terras 325 (75) 250 por mais 20 anos, entendendo assim estar em linha com um dos requerimentos do CPC 27. Autorização e indenização: A Legalização de Terras 3.084 17 (1.266) 1.835 autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica vigorará pelo (1) (321) 5 (317) prazo de trinta anos (ver Nota explicativa no.1), podendo ser prorrogada, a critério da ANEEL. Ao final do prazo da Amortização acumulada 3.083 (304) (1.261) 1.518 respectiva autorização, não havendo prorrogação, os bens e instalações vinculados à produção de energia elétrica passarão a integrar o patrimônio da União mediante indenização dos investimentos realizados, desde que previamente As medidas compensatórias referem-se aos programas ambientais constantes nas licenças de operação. Essas licenças autorizados, e ainda não amortizados, apurada por auditoria da ANEEL, ou poderá ser exigido que a Companhia têm vigência de 10 anos. 10. Transações com partes relacionadas: A Administração identificou como partes relacionadas à restabeleça, por sua conta, o livre escoamento das águas. (e) Intangível: Registrado ao custo de formação. A amortização Companhia: sua controladora, suas coligadas, seus administradores, conselheiros e demais membros do pessoal-chave da é calculada, pelo método linear, a contar da data do início do prazo de vigência de cada evento. (f) Valor recuperável de administração e seus familiares, conforme definições contidas no Pronunciamento Técnico CPC 05 (R1) - Divulgação sobre ativos: O imobilizado e intangível têm o seu valor recuperável avaliado, no mínimo, anualmente caso haja indicadores de Partes Relacionadas. Os principais saldos e transações com partes relacionadas, praticadas em condições contratadas entre perda de valor. A Companhia não apurou nenhuma indicação de perda que requeresse a contabilização de provisão para as partes, e seus efeitos são assim demonstrados: 31/12/14 31/12/13 ajuste desses ativos ao seu valor de recuperação. (g) Provisões: Uma provisão é reconhecida para obrigações presentes (legal ou presumida) resultante de eventos passados, em que seja possível estimar os valores de forma confiável e cuja Outros passivos 41 liquidação seja provável. O valor reconhecido como provisão é a melhor estimativa das considerações requeridas para Brasil PCH S.A. 41 liquidar a obrigação no final de cada período de relatório, considerando-se os riscos e as incertezas relativos à obrigação. Quando a provisão é mensurada com base nos fluxos de caixa estimados para liquidar a obrigação, seu valor contábil Dividendos a pagar 1.223 5.141 corresponde ao valor presente desses fluxos de caixa (em que o efeito do valor temporal do dinheiro é relevante). Quando PCH Par Participações S.A. 1.223 5.141 alguns ou todos os benefícios econômicos requeridos para a liquidação de uma provisão são esperados que sejam recuperados de um terceiro, um ativo é reconhecido se, e somente se, o reembolso for virtualmente certo e o valor puder Remuneração da Administração: Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 20 de maio de 2014, foi aprovada a ser mensurado de forma confiável. (h) Apuração do resultado: O resultado das operações é apurado em conformidade com remuneração global da Administração da Companhia para o período de janeiro a dezembro de 2014 em, no máximo, R$69 o regime contábil de competência. (i) Receita operacional: A receita é mensurada pelo valor justo da contrapartida (R$65 em 2013). A Diretoria da Companhia é composta por dois diretores com remuneração anual de R$ 69. recebida ou a receber. A receita é reconhecida quando a energia é gerada e a titularidade legal é transferida, conforme 11. Financiamentos: Indexador 31/12/14 31/12/13 determinações legais do contrato de suprimento de energia elétrica, ou seja, todos os riscos e benefícios inerentes são BNDES: TJLP + 3,5% a.a. transferidos para o comprador, o valor da receita pode ser mensurado com confiabilidade e os benefícios econômicos Principal 34.144 39.535 associados à transação fluirão para a Companhia. Receita diferida: Os Contratos de Compra e Venda de Energia, celebrados Encargos 124 134 entre as controladas indiretas e a ELETROBRAS, estabelecem que seja apurada em cada ano (período de janeiro a 34.268 39.669 dezembro) o resultado da comercialização no âmbito da CCEE. A parcela de ajuste financeiro resultante dessa apuração Circulante 5.515 5.651 será compensada nas faturas mensais do ano subsequente. (j) Receitas financeiras e despesas financeiras: As receitas Não circulante 28.753 34.018 financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras. A receita de juros é reconhecida no resultado, através 34.268 39.669 do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre financiamentos. Custos de Em 13 de abril de 2006, a Companhia, visando buscar recursos para implementação do projeto, firmou contrato de financiamentos são mensurados no resultado através do método de juros efetivos. (k) Imposto de renda e contribuição financiamento junto ao BNDES. A dívida (principal e juros) decorrente desse contrato está sendo paga ao BNDES em 144 social: A sistemática fiscal adotada pela Companhia foi do lucro presumido. Com base nesse critério, o resultado para fins prestações mensais e sucessivas, cada uma delas no valor do principal e juros atualizados da dívida divididos pelo número de de imposto de renda e contribuição social da Companhia foi calculado aplicando-se sobre a receita as alíquotas definidas prestações de amortização ainda não vencidas. Vencimentos dos financiamentos apresentados no passivo não circulante: para sua atividade, que são de 8% e 12%, respectivamente. Sobre o resultado presumido foram aplicadas as alíquotas de 2016 5.391 imposto de renda e contribuição social vigentes na data do encerramento de cada exercício (25% para imposto de renda e 2017 5.391 9% para contribuição social). (l) Demonstração do valor adicionado: Essa demonstração tem por finalidade evidenciar a 2018 5.391 riqueza criada pela Companhia e sua distribuição durante determinado período e é apresentada pela Companhia como 2019 a 2021 12.580 parte de suas demonstrações contábeis e como informação suplementar às demonstrações contábeis financeiros, nos 28.753 termos do pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. (n) Lucro por ação: O lucro básico por Movimentação dos financiamentos: 31/12/14 31/12/13 ação foi calculado com base no número médio de ações ordinárias em circulação da Companhia em cada um dos exercícios Saldo inicial 39.669 45.078 apresentados. A Companhia não possui instrumentos que poderiam potencialmente diluir o lucro básico por ação, motivo Encargos provisionados 3.058 3.505 pelo qual o lucro básico por ação é igual ao lucro por ação diluído. (o) Adoção de pronunciamentos contábeis, orientações Pagamentos (8.459) (8.914) e interpretações novos e/ou revisados: (i) Alterações às IFRSs e as novas interpretações de aplicação obrigatória a partir do Saldo final 34.268 39.669 exercício corrente. No exercício corrente, a Companhia aplicou diversas emendas e novas interpretações aos CPCs emitidos As garantias concedidas são apresentadas conforme a seguir: (i) Em 13 de abril de 2006, foi pactuado contrato de penhor pelo CPC, que entram obrigatoriamente em vigor para períodos contábeis iniciados em 1º de janeiro de 2014. • Alterações das ações e vinculação das receitas e outras avenças com o BNDES para assegurar o pagamento de quaisquer obrigações ao CPC 39 - Apresentação de Instrumentos Financeiros Ativos e Passivos Líquidos. Os ajustes do CPC 39 esclarecem os decorrentes desses contratos; (ii) Constituição de conta de reserva vinculada, proveniente da venda de energia à requerimentos relacionados à compensação de ativos financeiros com passivos financeiros. • Alterações ao CPC 01 (R1) - ELETROBRAS. A conta foi aberta no Banco do Brasil S.A., que atua como banco administrador de contas, indicado pela Divulgação de Valor Recuperável de Ativos Não Financeiros. As alterações do CPC 01 (R1) retiram os requerimentos de Companhia e aprovado pelo BNDES, e deverá atingir o limite de três vezes o valor da última prestação; (iii) A propriedade divulgar o montante recuperável de uma unidade geradora de caixa para a qual o ágio de expectativa de rentabilidade fiduciária das máquinas e dos equipamentos a serem adquiridos com recursos dessa operação. Vencimento antecipado futura (goodwill) ou outro ativo intangível com vida útil indefinida tenha sido alocado quando não tenha ocorrido redução dos financiamentos: Os financiamentos possuem cláusulas financeiras restritivas (“covenants”), incluindo, entre outros, ao valor recuperável de um ativo ou reversão de redução ao valor recuperável relacionado a essa unidade geradora de garantias reais, restrições quanto à mudança, transferência ou cessão de controle societário, incorporação, fusão ou caixa. • Alterações ao CPC 38 - Novação de Derivativos e Continuidade de Contabilidade de Hedge. As alterações ao CPC 38 cisão sem prévia anuência do credor. Os covenants de índices financeiros são os seguintes: retiram a obrigatoriedade de descontinuar a contabilidade de hedge quando um derivativo designado como instrumento Descrição da cláusula restritiva Condição requerida de hedge é renovado sob determinadas circunstâncias. A alteração também esclarece que qualquer mudança no valor ICP - patrimônio líquido / total do ativo Percentual superior a 20% justo do derivativo designado como instrumento de hedge derivativo que ocorra em decorrência da novação deve ser incluída na avaliação e mensuração da efetividade do hedge. • IFRIC 21 - Tributos: O IFRIC 21 endereça o momento de Manter aplicado quantia correspondente a 3 (três) vezes o Conta reserva reconhecer um passivo decorrente da obrigação de pagamento de tributos impostos por um governo, A interpretação valor da última parcela vencida de principal e juros define tributos e especifica que o fato gerador da obrigação é a atividade que resulta em pagamento do tributo, conforme Com vistas a atender cláusula do contrato de financiamento com o BNDES, segue-se o demonstrativo do Índice de definido na legislação. A interpretação disponibiliza instruções de como diferentes acordos tributários devem ser Capitalização Próprio (ICP), calculado conforme contrato, em 31 de dezembro de 2014: contabilizados e, principalmente esclarece que o aproveitamento de uma vantagem econômica ou questões de Patrimônio líquido 32.322 continuidade na preparação das demonstrações contábeis não implicam em uma obrigação presente da companhia em Total do ativo 77.666 pagar um tributo cujo fato gerador ocorrerá em uma operação futura. A Companhia avaliou todas as novas normas acima ICP 41,62% resumidas e não identificou efeitos significativos nas Demonstrações Contábeis. (ii) Normas e interpretações novas e A Administração acompanha o atendimento das cláusulas estabelecidas e entende que a Companhia atendeu todas as revisadas já emitidas e ainda não adotadas. A Companhia não adotou as IFRSs novas e revisadas a seguir, já emitidas e ainda cláusulas financeiras restritivas acima em 31 de dezembro de 2014. 12. Contingências: A Companhia é parte em ações não adotadas: a) IFRS 9 - Instrumentos Financeiros; b) IFRS 15 - Receitas de Contratos com clientes; c) Modificações à IFRS judiciais e processos administrativos perante tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal de suas 11/CPC 19 (R2) - Acordo contratual conjunto; d) Modificações às IAS 16/CPC 27 e IAS 38/CPC 04 (R1) - Esclarecimento dos operações, as quais envolvem questões tributárias, trabalhistas, aspectos cíveis, ambientais e de caráter comercial. A métodos de depreciação e amortização aceitáveis; e) Modificações às IAS 16 / CPC 27 e IAS 41 / CPC 29 - Agricultura: Plantas Companhia é parte em ações cíveis que tramitam em juízo correspondem às questões relativas à definição do valor produtivas; f) Modificações à IAS 19/CPC 33 (R1) - Plano de Benefício Definido: Contribuição do Empregado; g) Modificações das indenizações dos direitos de passagem aos proprietários de terras e a posse definitiva de terrenos. Os valores as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2010-2012; h) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2011-2013. envolvidos, normalmente, são depositados em juízo e reconhecidos como custo do imobilizado e intangível. Na avaliação Considerando as atuais operações da Companhia a Administração não espera que essas normas, interpretações e dos consultores jurídicos, baseada em experiências com processos de naturezas semelhantes, a Calheiros é parte de alterações tenham efeitos relevantes sobre as suas demonstrações contábeis a partir de sua adoção. O Comitê de processos judiciais natureza cível que apresentam risco possível de desembolso futuro no valor de R$459 e, portanto, Pronunciamentos Contábeis - CPC ainda não editou todos os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionadas não foram provisionadas, sendo apenas evidenciado em notas explicativas. Parte deste valor é composto por uma ação às IFRSs novas e revisadas apresentadas acima. Em decorrência do compromisso do CPC de manter atualizado o conjunto movida pela ABRAGEL (Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa) contra a ELETROBRAS em função dos valores de normas emitido com base nas atualizações feitas pelo International Accounting Standards Board - IASB, é esperado que retidos indevidamente seguindo a resolução CNPE nº 003/2013, no valor total de R$ 270. Com base na posição de seus esses pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC até a data de sua aplicação obrigatória e que seus assessores jurídicos, não há processos envolvendo a Companhia em que a probabilidade de perda seja classificada como impactos nas Demonstrações Contábeis da Companhia sejam os mesmos da adoção dos pronunciamentos do IASB provável. Dessa forma, nenhuma provisão para contingências foi constituída. 13. Patrimônio líquido: (a) Capital social: descritos acima. 4. Gerenciamento de risco: A Companhia avaliou e considerou relevante a exposição aos seguintes riscos: Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, o capital social subscrito e integralizado é de R$23.402 e está representado por • Risco de crédito: O risco de crédito refere-se ao risco de uma contraparte não cumprir com suas obrigações contratuais, 19.807.560 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal pertencentes em sua totalidade à PCH Participações S.A. levando a Companhia a incorrer em perdas financeiras. As contas a receber de clientes são formadas por um único cliente (b) Reservas: Reserva legal: Constituída à razão de 5% do lucro líquido do exercício, antes de qualquer outra destinação, - ELETROBRAS via contrato de compra de energia pelo prazo de 20 anos. Este fato reduz o risco de perda financeira por a qual não excederá 20% do capital social. Reserva especial: Constituída com o objetivo de registrar a destinação dos motivo de inadimplência. Assim, não há exposição significativa da Companhia a riscos de crédito ou perdas por redução no resultados da Companhia até que o seu fluxo de caixa futuro permita tal distribuição sem riscos financeiros relevantes valor recuperável relacionadas às contas a receber de clientes, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 6. • Risco de durante o período da concessão nos termos do artigo 202, parágrafo 4º e 5º da Lei nº 6.404/76. Reserva de retenção de mercado: Decorre da possibilidade da Companhia sofrer ganhos ou perdas decorrentes de oscilações de taxas de juros lucros: A reserva de retenção de lucros representa o lucro líquido não distribuído após constituição da reserva legal e incidentes sobre seus ativos e passivos financeiros. A Companhia avalia que os riscos das aplicações financeiras de suas cálculo dos dividendos obrigatórios. Conforme estatuto estes valores aguardam deliberação em Assembleia para sua disponibilidades são baixos, por serem realizadas em bancos de reconhecida liquidez e remuneradas a taxas de mercado destinação. (c) Dividendos: O Estatuto Social determina a distribuição de um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido que variam entre 97% a 102% do CDI, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 5. A Companhia administra e mensura do exercício, ajustado na forma do artigo 202 da Lei nº 6.404/76. Os dividendos referentes ao exercício de 2014 foram esses riscos através do planejamento de fluxo de caixa realizado. Os passivos financeiros existentes abrangem basicamente calculados conforme segue: saldos de financiamentos obtidos pela Companhia junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Lucro do Exercício 3.044 (BNDES), conforme apresentado na Nota Explicativa nº 11. Uma análise de sensibilidade dos ativos e passivos que (=) Base de cálculo 3.044 representam riscos relevantes para a Companhia está apresentada na Nota Explicativa nº 18. • Risco operacional: O (-) Reserva Legal (152) objetivo da Companhia é administrar o risco operacional para evitar a ocorrência de prejuízos financeiros. A Companhia (=) Base de cálculo do dividendos 2.892 realiza as atividades de operação e manutenção da sua usina de acordo com as práticas do setor elétrico brasileiro, Dividendos mínimos obrigatórios 724 DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO REFERENTE AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Nota 31/12/14 31/12/13 1. Receita bruta de vendas 14 13.548 17.868 Vendas de mercadorias, produtos e serviços 18.935 18.762 Ajuste do MRE (5.387) (894) 2. Insumos adquiridos de terceiros 2.388 2.059 Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 1.164 1.016 Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 1.224 1.043 3. Valor adicionado bruto (1-2) 11.160 15.809 4. Depreciação e amortização 2.368 2.173 5. Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3-4) 8.792 13.636 6. Valor adicionado recebido em transferência 302 253 Receitas financeiras 16 302 253 7. Valor adicionado total a distribuir (5+6) 9.094 13.889 8. Distribuição do valor adicionado 9.094 13.889 Pessoal 1.886 1.420 Remuneração direta 1.312 1.113 Benefícios 431 221 F.G.T.S 143 86 Impostos, taxas e contribuições (1) 1.020 1.511 Federais 1.014 1.500 Estaduais 1 2 Municipais 5 9 Remuneração de capitais de terceiros 3.144 3.574 Juros 16 3.057 3.505 Aluguéis 80 68 Outras 7 1 Remuneração de capitais próprios 3.044 7.384 Dividendos 13 724 1.754 Lucros retidos 2.320 5.630 14. Receita operacional líquida: Receita operacional bruta: Venda de energia elétrica Ajuste de MRE Deduções à receita operacional: PIS COFINS Receita operacional líquida 15. Informações sobre a natureza das despesas reconhecidas na demonstração do resultado Despesas com pessoal administrativo Arrendamentos e aluguéis Publicações Serviços de terceiros Outras despesas 16. Resultado financeiro: Despesas financeiras: Juros e atualizações monetárias sobre financiamentos Outras despesas Receitas financeiras: Rendimentos de aplicações em renda fixa Outras receitas 31/12/14 31/12/13 18.935 (5.387) 13.548 18.762 (894) 17.868 (87) (414) (501) 13.047 (116) (536) (652) 17.216 31/12/14 803 80 43 17 29 972 31/12/14 31/12/13 709 68 48 27 20 872 31/12/13 (3.057) (1) (3.058) (3.505) (2) (3.507) 286 252 16 1 302 253 (2.756) (3.254) Resultado financeiro 17. Imposto de renda e contribuição social: A Companhia calculou o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro líquido com base no regime do lucro presumido. A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue: 31/12/14 31/12/13 IR(*) CSLL IR(*) CSLL Receita bruta 18.935 18.935 18.762 18.762 Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% Rendimentos e ganhos de aplicação financeira 302 302 253 253 Base de cálculo 1.817 2.574 1.754 2.504 Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% Imposto sobre o resultado 454 233 439 225 Diferença de alíquota (24) (24) Imposto sobre a receita operacional 430 233 415 225 IRPJ / CSLL DIFERIDO Receita ajuste MRE (5.387) (5.387) (894) (894) Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% Base de cálculo (431) (646) (72) (107) Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% Outros ajustes (5) (39) (13) Imposto diferido sobre o resultado (103) (58) (57) (23) Imposto Total 327 175 358 202 (*) Até o limite de R$240 mil a alíquota do IR é de 15%. 18. Instrumentos financeiros: Os valores contábeis apresentados como ativos e passivos financeiros são assim demonstrados por categoria: 31/12/14 31/12/13 Ativos financeiros: Empréstimos e recebíveis mensurados ao custo amortizado: Caixa e equivalentes de caixa 1.029 513 Contas a receber de clientes 2.044 2.012 Depósitos judiciais 231 219 Valor justo por meio do resultado: Ativos vinculados - BNDES 2.150 2.245 Passivos financeiros: Outros passivos mensurados ao custo amortizado: Fornecedores 1.026 929 Financiamentos 34.268 39.669 Dividendos a pagar 1.223 5.141 A Administração entende que os instrumentos financeiros representados acima, os quais são reconhecidos nas demonstrações pelos seus valores contábeis, não apresentam variações significativas em relação aos respectivos valores de mercado, pois: (a) As taxas contratadas dos financiamentos são próximas às taxas de juros atualmente praticadas no mercado, e/ou; (b) O vencimento de parte substancial dos saldos ocorre em datas próximas às dos balanços. A Companhia está exposta a riscos relacionados a taxas de juros em função de financiamentos contratados vinculados ao TJLP. Em conformidade com o CPC 40 - Instrumentos Financeiros, é apresentado a seguir o quadro de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros de exposição a riscos de taxas de juros da Companhia, objetivando evidenciar um eventual desembolso futuro, de acordo com as premissas detalhadas. Na data de encerramento do exercício, a Administração estimou um cenário provável de variação das taxas de juros CDI (10,81%) e TJLP (5,5%), de acordo com a data de vencimento de cada operação. Tais taxas foram estressadas em 25 e 50%, servindo de parâmetro para os cenários possível e remoto, respectivamente. Cenário II Exposição Cenário I (Deterioração Cenário III (DeteOperação Risco Impacto (Provável) 31/12/14 de 25%) rioração de 50%) Baixa do Aplicação Financeira 1.027 CDI Resultado 111 139 166 Ativos Vinculados ao Baixa do BNDES 2.150 CDI Resultado 232 290 348 (1.885) (2.356) (2.827) Financiamentos BNDES (34.268) Alta da TJLP Resultado (1.542) (1.927) (2.313) 19. Benefícios a empregados: (a) Seguro de vida: A Companhia possui a política de seguro de vida a todos os seus funcionários, onde o custo é totalmente pago pela Companhia. Os seguros são realizados a nível de grupo e o custo integralmente é pago por sua controladora. (b) Seguro saúde: O seguro saúde é oferecido aos funcionários, de acordo com os critérios definidos na política da Companhia, onde a mesma contribui com a maior parte do custo no plano completo e o colaborador contribui com um valor simbólico, que varia conforme a remuneração individual. O plano de saúde oferecido abarca apenas os colaboradores, para os dependentes a Companhia tem a política de negociar um valor diferenciado com débito em folha de pagamento. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes ao custo de Seguro Saúde pagos pela Companhia foram de R$39 (R$24 em 31 de dezembro de 2013). (c) Benefícios pós-emprego: A Companhia não concede benefícios pós-emprego, tais como complemento de aposentadoria, seguro e assistência medica, nem remuneração com base em participações e ações de seus administradores. (d) Promoção por tempo de serviço: A Companhia concede prêmio aos colaboradores pelo tempo de serviço prestado, mediante a aprovação da diretoria. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 não ocorreu pagamento de valores referente à promoção por tempo de serviço, no entanto em 31/12/2013 os valores correspondentes pagos pela Companhia foram de R$ 20 (não houve pagamentos em 2013). 20. Cobertura de seguro: Seguro de responsabilidade civil: A Companhia contratou cobertura de seguro para indenizações por danos civis no montante de R$1.113, com vigência até 28 de abril de 2015, decorrentes de sentença judicial transitada em julgado ou de acordo autorizado pela seguradora, de risco de poluição e/ou contaminação ambiental (súbita e acidental), danos corporais e/ou materiais sofridos por terceiros, danos morais diretamente decorrentes de danos materiais e/ou corporais causados a terceiros, considerado pela Administração como suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. Seguro de operação: Em 27 de abril de 2014, com vigência até 26 de junho de 2015, a Companhia renovou a cobertura de seguro para riscos operacionais sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras no montante de R$9.463, considerado suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotados, devida à sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria de demonstrações contábeis, consequentemente não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. 21. Compromissos: (a) Licença de Implantação - Para cumprir as exigências da Licença de Implantação, a Companhia precisa ainda adquirir aproximadamente 10,58 hectares para plantio das áreas de preservação permanente - APP no entorno dos reservatórios, a serem adquiridas até 2018, com base nos Plano ambiental de conservação e uso do entorno de reservatório artificial - PACUERA aprovados. Foi estimado um desembolso da ordem de R$118, para aquisição destas áreas. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (b) Existem ainda 11,8 hectares a serem reflorestadas que aguardam aprovação dos respectivos PACUERAS pelos agentes licenciadores competentes. Foi estimado um desembolso da ordem de R$110, para os próximos exercícios, após aprovação dos agentes licenciadores. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (c) Licença de Operação - Todas as Licenças de Operação estão válidas e em vigor. Para atendimento dos programas ambientais nelas previstos, a empresa estima um gasto anual até o prazo de vigência da licença, em R$1.425. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (d) Indenização de terras - A Companhia registra as obrigações à título de indenização de terras, em montante apurado pela diferença entre o valor do depósito judicial, atualizado monetariamente, e o valor estimado pelo perito nomeado no processo. Em 31 de dezembro de 2014, a provisão monta em R$159 e foi registrada no passivo não circulante. (e) Legalização de terras - A Companhia possui contratos particulares de compra e venda de imóveis próprios e de servidão em imóveis de terceiros, cujos registros de propriedade definitiva e de averbação, no RGI ainda precisam ser regularizadas, com um gasto estimado em R$327. A regularização dessas terras se estenderá até junho de 2015, em função das peculiaridades de cada situação. Em dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. 22. Transações não envolvendo caixa: Em 2014, a Companhia realizou as seguintes transações que não geraram efeitos de caixa e que, portanto, não estão refletidas na demonstração dos fluxos de caixa: • Adição de ativo imobilizado no montante de R$ 131 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. • Baixa de ativo imobilizado no montante de R$195 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. • Baixa de ativo intangível no montante de R$1.249 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. 23. Autorização para conclusão das demonstrações contábeis: A emissão das demonstrações contábeis foi autorizada pelo Conselho de Administração em 10 de fevereiro de 2015. Composição da Diretoria Abelardo Martins de Mello - Diretor Edvaldo Alves de Santana - Diretor Contador - Bruno da Silva Rodrigues - CRC RJ - 116272/O-6 RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Acionistas e Administradores da Calheiros Energia S.A. Belo Horizonte - MG. Examinamos as demonstrações contábeis da Calheiros Energia S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2014, e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis: A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações contábeis anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2014, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase: Depreciação dos bens do ativo imobilizado destinados à geração de energia elétrica no regime de produção independente: Conforme descrito nas notas explicativas nº 3.d e 8, os bens do imobilizado da atividade de geração de energia no regime de produção independente são depreciados pelo seu prazo estimado de vida-útil, considerando-se os fatos e circunstâncias que estão mencionados nas referidas notas. À medida que novas informações ou decisões do órgão regulador ou do poder concedente sejam conhecidas, o atual prazo de depreciação desses ativos poderá ou não ser alterado. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto. Outros assuntos: Demonstração do valor adicionado: Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2014, preparada sob a responsabilidade da administração da Companhia. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Belo Horizonte, 10 de fevereiro de 2015 DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Auditores Independentes CRC-2SP 011.609/O-8 F/MG Leonardo Fonseca de Freitas Maia Contador CRC-1MG 079.276/O-7 BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 19 CNPJ nº 07.063.924/0001-86 RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Senhores Acionistas, A PCH Caparaó com capacidade instalada total de 4,5 MW, e energia comercializada anual de 22,27 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto o lucro por ação) GWh, beneficiando aproximadamente 34 mil pessoas. A receita bruta de vendas em 2014 foi de R$ 4,5 milhões, apresentando Nota 31/12/14 31/12/13 um lucro líquido na ordem de R$ 0,1 milhões. Receita líquida de vendas 14 3.116 4.088 Custos das vendas de energia BALANÇO PATRIMONIAL LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Pessoal (138) (173) (Valores expressos em milhares de reais - R$) (210) (61) Nota 31/12/14 31/12/13 Meio ambiente Operação (311) (297) Ativos Manutenção (202) (200) Ativos circulantes (38) (21) Caixa e equivalentes de caixa 5 252 65 Taxas setoriais (84) (76) Contas a receber de clientes 6 486 480 Tarifa de uso dos sistemas elétricos de distribuição (TUSD) Seguros (56) (42) Despesas antecipadas 32 16 Depreciação e amortização (769) (714) Total dos ativos circulantes 770 561 (51) (71) Outros custos Ativos não circulantes (1.859) (1.655) Ativos vinculados - BNDES 7 468 487 Lucro bruto 1.257 2.433 Impostos e contribuições diferidas 98 14 15 Imobilizado 8 22.834 23.260 Despesas operacionais (32) (85) Intangível 9 497 716 Pessoal (31) (24) Total dos ativos não circulantes 23.897 24.477 Administrativas e gerais (15) (7) Outras despesas operacionais, líquidas Total dos ativos 24.667 25.038 (78) (116) Nota 31/12/14 31/12/13 Lucro antes do resultado financeiro 1.179 2.317 Passivos Resultado financeiro 16 Passivos circulantes Despesas financeiras (663) (764) Fornecedores 52 384 113 53 Receitas financeiras Financiamentos - BNDES 11 1.206 1.236 (550) (711) Obrigações trabalhistas e previdenciárias 5 6 629 1.606 Lucro operacional antes do imposto de renda e da contribuição social Impostos e contribuições a recolher 40 40 Imposto de renda e contribuição social 17 Provisão para férias e 13º salário 4 17 Corrente (153) (131) Outros passivos 27 39 6 Diferido Receita diferida 1.457 194 (114) (125) Dividendos a pagar 633 1.056 515 1.481 Lucro líquido do exercício Total dos passivos circulantes 3.424 2.933 Lucro básico e diluído por ação ordinária - R$ 0,10 0,28 Passivos não circulantes 5.245.272 5.245.272 Quantidade média ponderada de ações Financiamentos - BNDES 11 6.193 7.346 Provisões para compromissos futuros 21 614 716 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Total dos passivos não circulantes 6.807 8.062 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Total dos passivos 10.231 10.995 31/12/14 31/12/13 Patrimônio líquido 13 Lucro líquido do exercício 515 1.481 Capital social 12.741 12.741 Reserva de lucros 1.695 1.302 Outros resultados abrangentes 515 1.481 Total do patrimônio líquido 14.436 14.043 Resultado abrangente do exercício Total dos passivos e do patrimônio líquido 24.667 25.038 Resultado abrangente total do exercício 515 1.481 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Reservas de lucros Dividendos Adicionais Reserva de retenção Propostos de lucros Outros resultados abrangentes Capital social Reserva legal Reserva especial Lucros acumulados Saldos em 31 de dezembro de 2012 12.741 173 178 903 Dividendos pagos (178) (903) Lucro líquido do exercício 1.481 Outros resultados abrangentes Resultado abrangente do exercício 1.481 Destinações Reserva legal 74 (74) Dividendos adicionais propostos 1.055 (1.055) Dividendos minimos obrigatorios (352) Saldos em 31 de dezembro de 2013 12.741 247 1.055 Lucro líquido do exercício 515 Outros resultados abrangentes Resultado abrangente do exercício 515 Destinações Reserva legal 26 (26) Dividendos mínimos obrigatórios (122) Dividendos adicionais propostos 367 (367) Saldos em 31 de dezembro de 2014 12.741 273 1.422 - Total 13.995 (1.081) 1.481 1.481 (352) 14.043 515 515 (122) 14.436 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 1. Contexto operacional: A Caparaó Energia S.A. (“Companhia” ou “Caparaó”) é uma subsidiária direta da PCH Participações S.A. e indireta da Brasil PCH S.A., e foi constituída em 16 de agosto de 2004 como sociedade anônima de capital fechado, com sede na Avenida Prudente de Morais, 1250, 10º e 11º andares, Coração de Jesus, Belo Horizonte - MG. A Companhia tem como objeto social o propósito específico (Sociedade de Propósito Específico - SPE) de implantar e explorar o potencial hidráulico de Pequena Central Hidrelétrica (Caparaó) e comercializar energia elétrica nela gerada. A Companhia poderá, ainda, exercer todas as ações que possam, direta ou indiretamente, no todo ou em parte, ser vinculadas ao seu propósito específico. A Companhia possui autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica, concedida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) através das Resoluções nºs 369/1999 e 233/2005, para funcionar como PCH pelo prazo de 30 anos e está localizada no Rio Preto, entre os Municípios de Caiana Feliz, em Minas Gerais, e Dores do Rio Preto, no Espírito Santo, com capacidade de licença instalada de 4,5 MW e uma linha de transmissão de 10,5 km de extensão. A contratação de energia gerada é feita pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), que determina que a Centrais Elétricas Brasileiras (ELETROBRAS) seja o agente representante das PCHs na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), responsável pela contratação de toda energia gerada, obrigando a celebração de contratos de compra e venda de energia, pelo prazo de 20 anos a contar do mês de dezembro de 2008. Em 30 de dezembro de 2008, através do Despacho ANEEL nº 4.828, a Companhia obteve autorização para iniciar a comercialização da energia gerada nas unidades 1 e 2, respectivamente, ambas com potência instalada de 2,25 MW, atingindo, assim, sua capacidade total em operação de 4,5 MW e energia anual assegurada de 22,9 GWh. O término de sua autorização se dará em 29 de dezembro de 2029. As informações sobre capacidade de licença instalada e em operação, energia anual assegurada e quilômetros de extensão, não foram examinadas pelos auditores independentes. Em 31 de dezembro de 2014, os números mostram capital circulante líquido negativo, no montante de R$2.654 (R$2.372 em 31 de dezembro de 2013). No entanto, a Administração entende que não existe risco de inadimplência, visto que parte substancial dos passivos circulantes refere-se às obrigações contraídas junto a instituições financeiras, decorrentes de financiamentos, e junto a ELETROBRAS, decorrente do ajuste MRE, sendo que estas obrigações estão atualizadas e refletem as obrigações para os próximos 12 meses, enquanto os ativos circulantes demonstram somente as contas a receber levantadas na data das demonstrações contábeis. A Administração prevê a geração de caixa decorrente da energia assegurada pelo PROINFA em montante suficiente para liquidar as obrigações de curto prazo da Companhia. 1.1. Mecanismo de Realocação de Energia - MRE: A Companhia tem a totalidade da sua capacidade de geração hidrelétrica inserida no MRE, responsável por mitigar os riscos hidrológicos entre as usinas hidrelétricas que aderirem ao mesmo. Por força do PROINFA, todos os anos, sempre em setembro, a Companhia informa a sazonalização para a ELETROBRAS considerar no Plano Anual do PROINFA do ano seguinte. As contabilizações são realizadas mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE e repassadas ao Agente de Comercialização do PROINFA (ELETROBRAS), que, por sua vez, por força contratual repassa os seus efeitos à Companhia, no ano seguinte, em 12 parcelas, conforme definições contratuais. Por meio do Despacho ANEEL/ SEM nº 335/13, de 08/02/13, as empresas titulares de empreendimentos incluídos no MRE ficaram autorizadas a revisar a sazonalização dos montantes de garantia física para o exercício de 2013, até 15 de fevereiro de 2013. Contudo, a revisão da sazonalização não foi solicitada pela ELETROBRAS à companhia. Os efeitos negativos da sazonalização ex-post informado pela ELETROBRAS em 31 de dezembro de 2013 foi de R$188. Por meio da ABRAGEL, foi interposto recurso administrativo junto a ANEEL e a Administração acompanha o assunto junto à associação. A Companhia considerou todos os impactos negativos nas suas demonstrações contábeis de 2013 e 2014. Outro aspecto relevante consiste na aplicação do fator de ajuste da garantia física da usina pertencente ao MRE. Devido a um regime hidrológico muito desfavorável a redução de geração em relação à garantia física da usina Caparaó é em média 37,2% em 2014, com impacto já contabilizado pela CCEE até novembro de R$1.225, e a Companhia projeta o valor de R$1.466 para o exercício de 2014, o qual foi provisionado conforme mencionado no parágrafo anterior. 1.2. Revisão da Garantia Física: De acordo com o previsto na Portaria MME 463/2009, a partir do quadragésimo oitavo mês de operação comercial serão revisados anualmente e, em seguida, semestralmente, os montantes de garantia física dos empreendimentos que apresentarem desempenho inferior às metas de geração líquida estabelecidas em 80 e 90%, respectivamente. Foi publicada em 28 de julho de 2014 a Portaria n° 187 do Ministério de Minas e Energia MME, que deliberou a revisão para menor da garantia física da Companhia, em 5% e passando de 2,61 MW para 2,48 MW. O impacto financeiro esperado para o exercício de 2015 é de R$ 119. A Companhia estima que nos próximos anos ela sofrerá novas revisões de garantia física, conforme apresentado abaixo: Impacto financeiro esperado Ano % 2016 2017 (Não auditado) (Não auditado) 2015 5 497 2. Apresentação das demonstrações contábeis: 2.1. Declaração de conformidade: As demonstrações contábeis da Companhia foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. As práticas contábeis adotadas no Brasil compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (“CFC”) e pelas normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”). 2.2. Bases de elaboração: As demonstrações contábeis foram elaboradas com base no custo histórico, exceto por determinados instrumentos financeiros mensurados pelos seus valores justos, conforme descrito nas práticas contábeis a seguir. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos. Ativos e passivos são classificados conforme seu grau de liquidez e exigibilidade. Os mesmos são classificados como circulantes quando provável que sua realização ou liquidação ocorra nos próximos doze meses. Caso contrário, são demonstrados como não circulantes. (a) Moeda funcional e moeda de apresentação: Essas demonstrações contábeis são apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações financeiras apresentadas em milhares de reais foram arredondadas para o valor mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. (b) Uso de estimativas e julgamentos: A preparação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. 3. Resumo das principais práticas contábeis: As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas demonstrações contábeis. (a) Instrumentos financeiros: (i) Ativos financeiros não derivativos: A Companhia reconhece os empréstimos e recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Companhia se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. • Empréstimos e recebíveis: Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. • Caixa e equivalente de caixa: Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação. Os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas no pagamento das obrigações de curto prazo. (ii) Passivos financeiros não derivativos: A Companhia reconhece passivos financeiros inicialmente na data de negociação na qual a Companhia se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retirada ou cancelada. A Companhia classifica os passivos financeiros não derivativos na categoria de outros passivos financeiros. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. A Companhia tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: financiamentos, fornecedores, dividendos e outras contas a pagar. A Companhia não opera com instrumentos financeiros derivativos. (iii) Capital social: Ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. Os dividendos mínimos obrigatórios, conforme definido em estatuto, são reconhecidos como passivo. (b) Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes são registradas pelo valor faturado menos os impostos retidos na fonte, os quais são considerados créditos tributários, conforme legislação tributária vigente. (c) Imobilizado: Registrado ao custo histórico de aquisição, formação ou construção (inclusive juros e demais encargos financeiros líquidos), deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas. O custo inclui gastos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. Considerando a conclusão das obras e o início das operações em dezembro de 2008, aliado ao custo do imobilizado atender aos requerimentos do CPC 27 - Ativo Imobilizado, a Companhia manteve o custo histórico como base de mensuração do ativo fixo. Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são registradas como itens individuais (componentes principais) de imobilizado. O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do item caso seja provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do componente irão fluir para a Companhia e que o seu custo pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme incorridos. (d) Depreciação: A depreciação, exceto de móveis e utensílios e computadores e periféricos, é calculada a partir do início da operação da Companhia, pelo método linear, às taxas determinadas pela Portaria DNAEE nº 815, de 15 de novembro de 1994, alteradas pelas Resoluções nº 367, de 2 de junho de 2009 e 474, de 7 de fevereiro de 2012. A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e, conforme avaliação da Administração do que consta na Resolução de autorização para estabelecimento como produtora independente, concedida pela ANEEL a Caparao, ao final do prazo dessa autorização que é de 30 anos, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação de autorizações, considerando inclusive as Portarias MME nº 956/10 e nº 197/12, autorizando a prorrogação das PCH’s Pacífico Mascarenhas e San Juan, respectivamente, por mais 20 anos, condicionada à realização de pequena melhoria operacional, o que a Administração entende demonstrar a evidência concreta de possibilidade de prorrogação de autorização da PCH por mais 20 anos, entendendo assim estar em linha com um dos requerimentos do CPC 27. Autorização e indenização: A autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica vigorará pelo prazo de trinta anos (ver Nota explicativa no.1), podendo ser prorrogada, a critério da ANEEL. Ao final do prazo da respectiva autorização, não havendo prorrogação, os bens e instalações vinculados à produção de energia elétrica passarão a integrar o patrimônio da União mediante indenização dos investimentos realizados, desde que previamente autorizados, e ainda não amortizados, apurada por auditoria da ANEEL, ou poderá ser exigido que a Companhia restabeleça, por sua conta, o livre escoamento das águas. (e) Intangível: Registrado ao custo de formação. A amortização é calculada, pelo método linear, a contar da data do início do prazo de vigência de cada evento. (f) Valor recuperável de ativos: O imobilizado e o intangível têm o seu valor recuperável avaliado, no mínimo, anualmente caso haja indicadores de perda de valor. A Companhia não apurou nenhuma indicação de perda que requeresse a contabilização de provisão para ajuste desses ativos ao seu valor de recuperação. (g) Provisões: Uma provisão é reconhecida para obrigações presentes (legal ou presumida) resultante de eventos passados, em que seja possível estimar os valores de forma confiável e cuja liquidação seja provável. O valor reconhecido como provisão é a melhor estimativa das considerações requeridas para liquidar a obrigação no final de cada período de relatório, considerando-se os riscos e as incertezas relativos à obrigação. Quando a provisão é mensurada com base nos fluxos de caixa estimados para liquidar a obrigação, seu valor contábil corresponde ao valor presente desses fluxos de caixa (em que o efeito do valor temporal do dinheiro é relevante). Quando alguns ou todos os benefícios econômicos requeridos para a liquidação de uma provisão são esperados que sejam recuperados de um terceiro, um ativo é reconhecido se, e somente se, o reembolso for virtualmente certo e o valor puder ser mensurado de forma confiável. (h) Apuração do resultado: O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. (i) Receita operacional: A receita é mensurada pelo valor justo da contrapartida recebida ou a receber. A receita é reconhecida quando a energia é gerada e a titularidade legal é transferida, conforme determinações legais do contrato de suprimento de energia elétrica, ou seja, todos os riscos e benefícios inerentes são transferidos para o comprador, o valor da receita pode ser mensurado com confiabilidade e os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a Companhia. Receita diferida: Os Contratos de Compra e Venda de Energia, celebrados entre as controladas indiretas e a ELETROBRAS, estabelecem que seja apurada em cada ano (período de janeiro a dezembro) o resultado da comercialização no âmbito da CCEE. A parcela de ajuste financeiro resultante dessa apuração será compensada nas faturas mensais do ano subsequente. (j) Receitas financeiras e despesas financeiras: As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre financiamentos. Custos de financiamentos são mensurados no resultado através do método de juros efetivos. (k) Imposto de renda e contribuição social: A sistemática fiscal adotada pela Companhia foi do lucro presumido. Com base nesse critério, o resultado para fins de imposto de renda e contribuição social da Companhia de foi calculado aplicando-se sobre a receita as alíquotas definidas para sua atividade, que são de 8% e 12%, respectivamente. Sobre o resultado presumido foram aplicadas as alíquotas de imposto de renda e contribuição social vigentes na data do encerramento de cada exercício (25% para imposto de renda e 9% para contribuição social). (l) Distribuição de dividendos: A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia, quando aplicável, é reconhecida como um passivo nas suas demonstrações no fim do exercício, com base no seu estatuto social. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é provisionado na data em que são aprovados pelos acionistas em Assembleia Geral. (m) Demonstração do valor adicionado: Essa demonstração tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela Companhia e sua distribuição durante determinado período e é apresentada pela Companhia como parte de suas demonstrações contábeis e como informação suplementar às demonstrações contábeis, nos termos do pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. (n) Adoção de pronunciamentos contábeis, orientações e interpretações novos e/ou revisados: (i) Alterações às IFRSs e as novas interpretações de aplicação obrigatória a partir do exercício corrente. No exercício corrente, a Companhia aplicou diversas emendas e novas interpretações aos CPCs emitidos pelo CPC, que entram obrigatoriamente em vigor para períodos contábeis iniciados em 1º de janeiro de 2014. • Alterações ao CPC 39 - Apresentação de Instrumentos Financeiros Ativos e Passivos Líquidos. Os ajustes do CPC 39 esclarecem os requerimentos relacionados à compensação de ativos financeiros com passivos financeiros • Alterações ao CPC 01 (R1) - Divulgação de Valor Recuperável de Ativos Não Financeiros As alterações do CPC 01 (R1) retiram os requerimentos de divulgar o montante recuperável de uma unidade geradora de caixa para a qual o ágio de expectativa de rentabilidade futura (goodwill) ou outro ativo intangível com vida útil indefinida tenha sido alocado quando não tenha ocorrido redução ao valor recuperável de um ativo ou reversão de redução ao valor recuperável relacionado a essa unidade geradora de caixa. • Alterações ao CPC 38 - Novação de Derivativos e Continuidade de Contabilidade de Hedge: As alterações ao CPC 38 retiram a obrigatoriedade de descontinuar a contabilidade de hedge quando um derivativo designado como instrumento de hedge é renovado sob determinadas circunstâncias. A alteração também esclarece que qualquer mudança no valor justo do derivativo designado como instrumento de hedge derivativo que ocorra em decorrência da novação deve ser incluída na avaliação e mensuração da efetividade do hedge. • IFRIC 21 - Tributos: O IFRIC 21 endereça o momento de reconhecer um passivo decorrente da obrigação de pagamento de tributos impostos por um governo, A interpretação define tributos e especifica que o fato gerador da obrigação é a atividade que resulta em pagamento do tributo, conforme definido na legislação. A interpretação disponibiliza instruções de como diferentes acordos tributários devem ser contabilizados e, principalmente esclarece que o aproveitamento de uma vantagem econômica ou questões de continuidade na preparação das demonstrações contábeis não implicam em uma obrigação presente da companhia em pagar um tributo cujo fato gerador ocorrerá em uma operação futura. A Companhia avaliou todas as novas normas acima resumidas e não identificou efeitos significativos nas demonstrações contábeis. (ii) Normas e interpretações novas e revisadas já emitidas e ainda não adotadas: A Companhia não adotou as IFRSs novas e revisadas a seguir, já emitidas e ainda não adotadas: a) IFRS 9 - Instrumentos Financeiros; b) IFRS 15 - Receitas de Contratos com clientes; c) Modificações à IFRS 11/CPC 19 (R2) - Acordo contratual conjunto; d) Modificações às IAS 16/CPC 27 e IAS 38/CPC 04 (R1) - Esclarecimento dos métodos de depreciação e amortização aceitáveis; e) Modificações às IAS 16 / CPC 27 e IAS 41 / CPC 29 - Agricultura: Plantas produtivas; f) Modificações à IAS 19/CPC 33 (R1) - Plano de Benefício Definido: Contribuição do Empregado; g) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2010-2012; h) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2011-2013. Considerando as atuais operações da Companhia a Administração não espera que essas normas, interpretações e alterações tenham efeitos relevantes sobre as suas demonstrações contábeis a partir de sua adoção. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC ainda não editou todos os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionadas às IFRSs novas e revisadas apresentadas acima. Em decorrência do compromisso do CPC de manter atualizado o conjunto de normas emitido com base nas atualizações feitas pelo International Accounting Standards Board - IASB, é esperado que esses pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC até a data de sua aplicação obrigatória e que seus impactos nas Demonstrações Contábeis da Companhia sejam os mesmos da adoção dos pronunciamentos do IASB descritos acima. 4. Gerenciamento de risco: A Companhia avaliou e considerou relevante a exposição aos seguintes riscos: • Risco de crédito: O risco de crédito refere-se ao risco de uma contraparte não cumprir com suas obrigações contratuais, levando a Companhia a incorrer em perdas financeiras. As contas a receber de clientes são formadas por um único cliente - ELETROBRAS via contrato de compra de energia pelo prazo de 20 anos. Este fato reduz o risco de perda financeira por motivo de inadimplência. Assim, não há exposição significativa da Companhia a riscos de crédito e moeda, ou perdas por redução no valor recuperável relacionadas às contas a receber de clientes, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 6. • Risco de mercado: Decorre da possibilidade da Companhia sofrer ganhos ou perdas decorrentes de oscilações de taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos financeiros. A Companhia avalia que os riscos das aplicações financeiras de suas disponibilidades são baixos, por serem realizadas em bancos de reconhecida liquidez e remuneradas a taxas de mercado que variam entre 97% a 100,5% do CDI, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 5. A Companhia administra e mensura esses riscos através do planejamento de fluxo de caixa realizado. Os passivos financeiros existentes abrangem basicamente saldos de financiamentos obtidos pela Companhia junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme apresentado na Nota Explicativa nº 11. Uma análise de sensibilidade dos ativos e passivos que representam riscos relevantes para a Companhia está apresentada na Nota Explicativa nº 18. • Risco operacional: O objetivo da Companhia é administrar o risco operacional para evitar a ocorrência de prejuízos financeiros. A Companhia realiza as atividades de operação e manutenção da sua usina de acordo com as práticas do setor elétrico brasileiro, inclusive realizando sistematicamente as atividades de manutenção preventiva e de manutenção corretiva dos equipamentos eletromecânicos das instalações, bem como o monitoramento das estruturas civis e barragens. Caso ocorram eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade, a Companhia contratou uma cobertura de seguros de operação sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras, conforme Nota Explicativa nº 20. • Risco de liquidez: A Companhia utiliza o controle do custeio para auxiliar no monitoramento de exigências do fluxo de caixa e na otimização de seu retorno de caixa em investimentos. Todo decêndio é estimado o desembolso em comparação com a sua entrada de caixa. A Companhia não possui operações contratadas em moeda estrangeira. Desta forma, não está sujeita a riscos decorrentes de oscilações de taxas de câmbio. • Gestão de capital: A política da Administração é manter uma sólida base de capital para preservar a confiança do investidor, credor e mercado e com isso manter o desenvolvimento futuro do negócio. A Administração monitora o retorno de capital sobre a operação da empresa através do acompanhamento mensal da realização orçamentária aprovada pelo Conselho de Administração. A Administração entende que a exposição da Companhia a riscos é remota, sendo o gerenciamento realizado através de ferramentas de controle, planejamento e orçamento, coordenadas pela Diretoria. • Risco Hidrológico: O suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) é realizado, na sua maior parte, por usinas hidrelétricas. Como o SIN opera em sistema de despacho otimizado e centralizado pelo ONS, cada usina hidrelétrica, incluindo a da Companhia, está sujeita a variações nas condições hidrológicas verificadas, tanto na região geográfica em que opera como em outras regiões do País. A ocorrência de condições hidrológicas desfavoráveis, em conjunto com a obrigação de entrega da energia contratada, poderá resultar em uma exposição da Companhia ao mercado de energia de curto prazo, o que afetaria seus resultados financeiros futuros. Entretanto, a totalidade da capacidade de geração hidrelétrica da Companhia está inserida no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), que mitiga parte do risco hidrológico, alocando-o entre todas as usinas vinculadas ao MRE. 5. Caixa e equivalentes de caixa: 31/12/14 31/12/13 Bancos 3 61 Aplicação financeira 249 4 252 65 As aplicações financeiras de liquidez imediata em CDB - DI, com risco insignificante de perda de valor, junto aos Bancos do Brasil e Santander, são remuneradas a taxas de mercado que variam entre 97% a 100,5% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). 6. Contas a receber: Refere-se ao valor da venda da energia gerada pela Companhia, líquido dos respectivos impostos retidos na fonte. A Companhia registra o valor a receber referente à energia contratada pelo PROINFA. O período médio de crédito nas contas a receber é de 35 dias e não são cobrados juros sobre as contas a receber. A Companhia não constitui provisão para créditos de liquidação duvidosa, com base em sua experiência histórica de realização de 100% das contas a receber passadas e da análise da situação financeira atual de seu único devedor - Eletrobrás, inexistindo contas a receber vencidas na data das demonstrações contábeis. 7. Ativos vinculados - BNDES: O saldo registrado em 31 de dezembro de 2014, refere-se a recursos recebidos pela Companhia decorrentes da venda de energia gerada e que estão vinculados ao BNDES. Conforme descrito na Nota Explicativa nº 11, o BNDES exige como garantia do financiamento a constituição de conta de reserva vinculada. Esta conta é uma aplicação financeira, no Fundo BB Comercial 17, com taxas que variaram entre 96% e 98%, do CDI, de liquidez imediata e baixo risco junto ao Banco do Brasil, que é a instituição financeira aprovada pelo BNDES para atuar como administradora das contas. Essa conta deverá ser utilizada para pagamento das parcelas do referido financiamento. 8. Imobilizado: (a) Composição do imobilizado: Taxa Dep. Depreciação Acumulada Custo 31/12/14 31/12/13 Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 354 354 354 Turbina hidráulica 2,50% 2.484 (301) 2.183 2.187 Conduto forçado 3,13% 844 (160) 684 711 Gerador 3,33% 1.709 (335) 1.374 1.406 Comporta 3,33% 269 (54) 215 224 Subestação unitária 3,57% 1.986 (422) 1.564 1.635 Casa de força produção hidráulica 2,00% 15.858 (1.885) 13.973 14.241 Reservatório, barragem, adutora 2,00% 789 (40) 749 765 Outras máquinas e equipamentos 3,65% 2.250 (512) 1.738 1.737 26.543 (3.709) 22.834 23.260 A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e conforme consta na Resolução nº 233, de 27 de junho de 2005, da ANEEL, a qual concede à PCH a autorização para se estabelecer como produtora independente, ao final do prazo dessa autorização, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação de autorização por mais 20 anos. A Companhia monitora os aspectos trazidos pelo CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos e avaliam o valor recuperável de seus ativos sempre que identificam indícios de que o valor contábil registrado é superior ao retorno esperado por seus investimentos, realizando provisão contábil sempre que necessário. Na data destas demonstrações contábeis, a Administração entendeu que não havia indicação de que algum dos seus ativos tangíveis pudessem ter sofrido desvalorização, uma vez que não se evidenciaram nenhum dos fatores indicativos de perdas conforme pronunciamento CPC 01 (R1). (b) Movimentação: 31/12/13 Adições Baixas 31/12/14 Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 354 354 Turbina hidráulica 2.426 58 2.484 Conduto forçado 844 844 Gerador 1.685 29 (5) 1.709 Comporta 269 269 Subestação unitária 1.986 1.986 Casa de força produção hidráulica 15.809 49 15.858 Reservatório, barragem, adutora 789 789 Outras maquinas e equipamentos 2.155 95 2.250 26.317 231 (5) 26.543 Depreciação (3.057) (652) (3.709) 23.260 (421) (5) 22.834 31/12/12 Adições Baixas 31/12/13 Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos Turbina hidráulica Conduto forçado Gerador Comporta Subestação unitária Casa de força produção hidráulica Reservatório, barragem, adutora Adiantamento a fornecedores Outras maquinas e equipamentos Depreciação 353 2.420 844 1.685 269 1.986 15.764 272 516 2.149 26.258 (2.424) 23.834 1 6 47 521 28 7 610 (633) (23) (2) (4) (544) (1) (551) (551) 354 2.426 844 1.685 269 1.986 15.809 789 2.155 26.317 (3.057) 23.260 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 31/12/14 Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social 629 Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas pelas atividades operacionais: Resultado na baixa do imobilizado 5 Juros e atualizações monetárias 616 Depreciação e amortização 769 Constituição do ajuste MRE 1.457 PIS e COFINS diferido sobre ajuste MRE (53) Variações nos ativos e passivos Contas a receber (6) Impostos a compensar Despesas antecipadas (16) Impostos e contribuições diferidas 8 Fornecedores (332) Obrigações trabalhistas e previdenciárias (1) Outros passivos 27 Impostos e contribuições a recolher (129) Provisão para férias e 13º salário (13) Receita diferida (194) Caixa gerado pelas operações 2.767 Outros fluxos de caixa das atividades operacionais: Juros pagos sobre empréstimos e financiamentos (664) Imposto de renda e contribuição social pagos no período (24) Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 2.079 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Resgate de ativos vinculados - BNDES 64 Aquisição de imobilizado (231) Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos (167) Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Financiamentos pagos (1.180) Dividendos pagos (545) Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos (1.725) Aumento (redução) em caixa e equivalentes de caixa 187 Variação no caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 65 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 252 Aumento (redução) em caixa e equivalentes de caixa 187 31/12/13 1.606 7 759 714 194 (7) 85 5 (6) (7) (29) 5 10 2 3.338 (762) (125) 2.451 43 (610) (567) (1.180) (725) (1.905) (21) 86 65 (21) DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO REFERENTE AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Nota 31/12/14 31/12/13 1. Receita bruta de vendas 14 3.234 4.242 Vendas de mercadorias, produtos e serviços 4.497 4.436 Ajuste do MRE (1.263) (194) 2. Insumos adquiridos de terceiros 968 777 Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 273 261 Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 695 516 3. Valor adicionado bruto (1-2) 2.266 3.465 4. Depreciação e amortização 769 714 5. Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3-4) 1.497 2.751 6. Valor adicionado recebido em transferência 113 53 Receitas financeiras 16 113 53 7. Valor adicionado total a distribuir (5+6) 1.610 2.804 8. Distribuição do valor adicionado 1.610 2.804 Pessoal 170 213 Remuneração direta 117 173 Benefícios 46 31 F.G.T.S 7 9 Impostos, taxas e contribuições 243 330 Federais 237 325 Estaduais 2 2 Municipais 4 3 Remuneração de capitais de terceiros 682 780 Juros 16 661 759 Aluguéis 19 16 Outras 2 5 Remuneração de capitais próprios 515 1.481 Dividendos a pagar 13 122 352 Lucros retidos 393 1.129 9. Intangível: Medidas compensatórias - licença de operação Indenização de terras Amortização acumulada (a) Movimentação: Descrição Medidas compensatórias - licença de operação Indenizações de terras Taxa amortização 20% 31/12/14 580 34 (117) 497 31/12/13 680 36 716 31/12/13 Adições Baixas 31/12/14 680 (100) 580 36 (2) 34 716 (102) 614 Amortização acumulada (127) 10 (117) 716 (127) (92) 497 As medidas compensatórias referem-se aos programas ambientais constantes nas licenças de operação. Essas licenças têm vigência de 6 anos. 10. Transações com partes relacionadas: A Administração identificou como partes relacionadas à Companhia: sua controladora, suas coligadas, seus administradores, conselheiros e demais membros do pessoal-chave da administração e seus familiares, conforme definições contidas no Pronunciamento Técnico CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes Relacionadas. Os principais saldos e transações com partes relacionadas, praticadas em condições contratadas entre as partes, e seus efeitos são assim demonstrados: 31/12/14 31/12/13 Ativo Circulante - Outros valores a receber Carangola Energia S.A. 1 1 Passivo Circulante - Outras contas a pagar Brasil PCH S.A. 13 Carangola Energia S.A. 7 20 Passivo circulante - Dividendos a pagar PCH Par Participações S.A. 633 1.056 633 1.056 Remuneração da Administração: Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 20 de Maio de 2014, foi aprovada a remuneração global da Administração da Companhia para o período de janeiro a dezembro de 2014 em, no máximo, R$21 (R$65 em 2013). A Diretoria da Companhia é composta por dois diretores com remuneração anual de R$21. 11. Financiamentos: Indexador 31/12/14 31/12/13 BNDES: TJLP + 3,5% a.a. Principal 7.373 8.553 26 29 Encargos 7.399 8.582 Total Parcela de curto prazo Circulante 1.206 1.236 6.193 7.346 Parcela de longo prazo Não circulante 7.399 8.582 Total Em 13 de abril de 2006, a Companhia, visando a buscar recursos para implementação do projeto, firmou contrato de financiamento junto ao BNDES. A dívida (principal e juros) decorrente desse contrato está sendo paga ao BNDES em 144 prestações mensais e sucessivas, e cada uma delas no valor do principal e juros atualizados da dívida divididos pelo número de prestações de amortização ainda não vencidas. Vencimentos dos financiamentos apresentados no passivo não circulante: Total 2016 1.049 2017 1.049 2018 1.049 2019 a 2021 3.046 6.193 Movimentação dos financiamentos: 31/12/14 31/12/13 Saldo inicial 8.582 9.765 Encargos provisionados 661 759 Pagamentos (1.844) (1.942) Saldo final 7.399 8.582 As garantias concedidas são apresentadas conforme a seguir: (a) Em 13 de abril de 2006, foi pactuado contrato de penhor das ações e vinculação das receitas e outras avenças com o BNDES para assegurar o pagamento de quaisquer obrigações decorrentes desses contratos; (b) Constituição de conta de reserva vinculada, proveniente da venda de energia à ELETROBRAS. A conta foi aberta no Banco do Brasil S.A., que atua como banco administrador de contas, indicado pela Companhia e aprovado pelo BNDES, e deverá atingir o limite de três vezes o valor da última prestação; (c) A propriedade fiduciária das máquinas e dos equipamentos a serem adquiridos com recursos dessa operação. Vencimento antecipado dos financiamentos: Os financiamentos possuem cláusulas financeiras restritivas (“covenants”), incluindo, entre outros, garantias reais, restrições quanto à mudança, transferência ou cessão de controle societário, incorporação, fusão ou cisão sem prévia anuência do credor. Os covenants de índices financeiros são os seguintes: Descrição Condição requerida ICP - patrimônio líquido / Percentual superior a 20% total do ativo Manter aplicado quantia correspondente a 3 (três) vezes o valor da última Conta reserva parcela vencida de principal e juros Com vistas a atender cláusula do contrato de financiamento com o BNDES, segue-se o demonstrativo do Índice de Capitalização Próprio (ICP), calculado conforme contrato, em 31 de dezembro de 2014: Patrimônio líquido 14.436 Total do ativo 24.667 ICP 58,52% A Administração acompanha o atendimento das cláusulas estabelecidas e entende que a Companhia atendeu todas as cláusulas financeiras restritivas acima em 31 de dezembro de 2014. 12. Contingências: A Companhia é parte em ações judiciais e processos administrativos perante tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal de suas operações, as quais envolvem questões tributárias, trabalhistas, aspectos cíveis, ambientais e de caráter comercial. A Companhia é parte em ações cíveis que tramitam em juízo correspondem às questões relativas à definição do valor das indenizações dos direitos de passagem aos proprietários de terras e a posse definitiva de terrenos. Os valores envolvidos, normalmente, são depositados em juízo e reconhecidos como custo do imobilizado e intangível. Existe na Companhia uma ação movida pela ABRAGEL (Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa) contra a ELETROBRAS em função dos valores retidos indevidamente seguindo a resolução CNPE nº 003/2013, no valor total de R$64, classificada pelo advogado como ganho possível. Com base na posição de seus assessores jurídicos, não há processos envolvendo a Companhia em que a probabilidade de perda seja classificada como possível e/ou provável. Dessa forma, nenhuma provisão para contingências foi constituída. 13. Patrimônio líquido: (a) Capital social: Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, o capital social subscrito e integralizado é de R$12.741 e está representado por 5.245.272 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal pertencentes em sua totalidade à PCH Participações S.A. (b) Reservas: Reserva legal: Constituída à razão de 5% do lucro líquido do exercício, antes de qualquer outra destinação, a qual não excederá 20% do capital social. Reserva especial: Constituída com o objetivo de registrar a destinação dos resultados da Companhia até que o seu fluxo de caixa futuro permita tal distribuição sem riscos financeiros relevantes durante o período da concessão nos termos do artigo 202 da Lei nº 6.404/76, parágrafo 4º e 5º. Reserva de retenção de lucros: A reserva de retenção de lucros representa o lucro líquido não distribuído após constituição da reserva legal e cálculo dos dividendos obrigatórios. Conforme estatuto estes valores aguardam deliberação em Assembleia para sua destinação. (c) Dividendos: O Estatuto Social determina a distribuição de um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado na forma do artigo 202 da Lei nº 6.404/76. Os dividendos referentes ao exercício de 2014 foram calculados conforme segue: Lucro do exercício 515 (=) Base de cálculo 515 (-) Reserva legal (5%) (26) (=) Base de cálculo dos dividendos 489 122 Dividendos mínimos obrigatórios 14. Receita operacional líquida: 31/12/14 31/12/13 Receita operacional bruta: Venda de energia elétrica 4.497 4.436 Ajuste de MRE (1.263) (194) 3.234 4.242 Deduções à receita operacional: PIS (21) (28) COFINS (97) (126) (118) (154) Receita operacional líquida 3.116 4.088 15. Informações sobre a natureza das despesas reconhecidas na demonstração do resultado: 31/12/14 31/12/13 Pessoal 32 83 Arrendamentos e aluguéis 19 16 Serviços de terceiros 6 4 Publicações 5 1 Viagens 4 Outras despesas 16 8 78 116 16. Resultado financeiro: 31/12/14 31/12/13 Despesas financeiras: Juros e atualizações monetárias sobre financiamentos (661) (759) Outras despesas (2) (5) (663) (764) Receitas financeiras: Rendimentos de aplicações em renda fixa 63 53 Outras receitas 50 113 53 Resultado financeiro (550) (711) 17. Imposto d líquido com b combinadas e Receita bruta Percentual pa Rendimentos Base de cálcu Alíquota nom Imposto sobre Diferença de a IRPJ / CSLL DIF Receita ajuste Percentual pa Base de cálcu Alíquota nom Imposto difer Imposto total (*) Até o limite ativos e passiv Ativos finance Empréstimos Equivalentes d Contas a rece Valor justo po Ativos vincula Passivos finan Outros passiv Fornecedore Financiamen Dividendos a Aos Acionista da Caparaó E respectivas d caixa para o ex Responsabilid elaboração e a assim como pe contábeis livr auditores ind com base em requerem o c de obter segu a execução de nas demonstr Senhores Aci 83,46 GWh, b apresentando Ativos Ativos circula Caixa e equiva Contas a rece Despesas ant Adiantamento Adiantamento Total dos ativ Ativos não cir Ativos vincula Impostos e co Depósitos jud Imobilizado Intangível Total dos ativ Total dos ativ Passivos Passivos circu Fornecedores Financiament Obrigações tr Impostos e co Provisão para Receita diferid Dividendos a Outros passiv Total dos pass Passivos não Financiament Provisões par Total dos pass Total dos pass Patrimônio lí Capital social Reserva de lu Total do patri Total dos pas Saldos em 31 Dividendos pa Lucro líquido Outros resulta Resultado abr Destinações: Reserva legal Dividendos a Dividendos a Saldos em 31 Pagamento d Lucro líquido Outros resulta Resultado abr Destinações: Reserva legal Dividendos m Dividendos ad Saldos em 31 1. Contexto o ções S.A. e ind com sede na A como objeto s lico de Pequen todas as açõe Companhia po concedida pel como PCH pel cidade de lice feita pelo Prog Brasileiras (EL responsável p prazo de 20 a panhia obteve de 7,5 MW, ati no de sua aut ração, energia dezembro de R$9.387 (R$6. visto que part rentes de fina refletem as ob levantadas na da pelo PROIN locação de En por mitigar os sempre em se ano seguinte. repassadas ao efeitos à Com nº 335/13, de lização dos mo lização não fo TROBRAS em ANEEL e a Adm suas demonst física da usina garantia física R$ 4.642 e a C no parágrafo a contábeis da adotadas no B as Interpretaç lidade (“CFC”) contábeis fora pelos seus val justo das cont gibilidade. Os mos doze me Essas demons financeiras ap outra forma. contábeis ado políticas contá estimativas. E reconhecidas principais prá a todos os exe derivativos: A Todos os outr inicialmente n • Empréstimo cotados no me ção atribuívei método dos ju Caixa e equiva menos a parti pagamento da ros inicialmen A Companhia classifica os pa conhecidos in cial, esses pas os seguintes p panhia não op mônio líquido a receber de c os quais são c histórico de aq ção acumulad te atribuíveis à ao custo do im como base de tradas como i zado é reconh ponente irão fl que tenha sido BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 20 CNPJ nº 07.063.924/0001-86 31/12/13 1.606 7 759 714 194 (7) 85 5 (6) (7) (29) 5 10 2 3.338 (762) (125) 2.451 43 (610) (567) (1.180) (725) (1.905) (21) 86 65 (21) E 2014 31/12/13 4.242 4.436 (194) 777 261 516 3.465 714 2.751 53 53 2.804 2.804 213 173 31 9 330 325 2 3 780 759 16 5 1.481 352 1.129 31/12/13 680 36 716 31/12/14 580 34 614 (117) 497 Essas licenças elacionadas à soal-chave da ulgação sobre tadas entre as 31/12/13 - 1.056 1.056 i aprovada a máximo, R$21 31/12/13 8.553 29 8.582 1.236 7.346 8.582 u contrato de NDES em 144 pelo número ão circulante: Total 1.049 1.049 1.049 3.046 6.193 31/12/13 9.765 759 (1.942) 8.582 contrato de de quaisquer da de energia indicado pela A propriedade ntecipado dos ros, garantias ão sem prévia or da última do Índice de 14.436 24.667 58,52% tendeu todas a é parte em curso normal e de caráter as à definição terrenos. Os e intangível. mpa) contra a no valor total dicos, não há /ou provável. social: Em 31 esentado por cipações S.A. a destinação, estinação dos os relevantes a de retenção reserva legal bleia para sua lucro líquido e 2014 foram 515 515 (26) 489 122 31/12/13 4.436 (194) 4.242 (28) (126) (154) 4.088 31/12/13 83 16 4 1 4 8 116 31/12/13 (759) (5) (764) 53 53 (711) 17. Imposto de renda e contribuição social: A Companhia calculou o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro líquido com base no regime do lucro presumido. A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue: 31/12/14 31/12/13 IR (*) CSLL IR (*) CSLL Receita bruta 4.497 4.497 4.436 4.436 Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% 113 113 53 53 Rendimentos e ganhos de aplicação financeira Base de cálculo 473 653 408 585 25% 9% 25% 9% Alíquota nominal Imposto sobre o resultado 118 59 102 53 (24) (24) Diferença de alíquota 94 59 78 53 IRPJ / CSLL DIFERIDO Receita ajuste MRE (1.263) (1.263) (194) (194) 8% 12% 8% 12% Percentual para determinação da base de cálculo Base de cálculo (101) (152) (16) (23) 25% 9% 25% 9% Alíquota nominal (25) (14) (4) (2) Imposto diferido sobre o resultado 69 45 74 51 Imposto total (*) Até o limite de R$240 mil a alíquota do IR é de 15%. 18. Instrumentos financeiros: Os valores contábeis apresentados como ativos e passivos financeiros são assim demonstrados por categoria: Ativos financeiros: 31/12/14 31/12/13 Empréstimos e recebíveis mensurados ao custo amortizado: Equivalentes de caixa 252 65 Contas a receber de clientes 486 480 Valor justo por meio do resultado: Ativos vinculados - BNDES 468 487 Passivos financeiros: Outros passivos mensurados ao custo amortizado: Fornecedores 52 384 Financiamentos 7.399 8.582 Dividendos a pagar 633 1.056 A Administração entende que os instrumentos financeiros representados acima, os quais são reconhecidos nas demonstrações pelos seus valores contábeis, não apresentam variações significativas em relação aos respectivos valores de mercado, pois: (a) As taxas contratadas dos financiamentos são próximas às taxas de juros atualmente praticadas no mercado, e/ou; (b) O vencimento de parte substancial dos saldos ocorre em datas próximas às dos balanços. A Companhia está exposta a riscos relacionados a taxas de juros em função de financiamentos contratados vinculados ao TJLP. Em conformidade com o CPC 40 - Instrumentos Financeiros, é apresentado a seguir o quadro de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros de exposição a riscos de taxas de juros da Companhia, objetivando evidenciar um eventual desembolso futuro, de acordo com as premissas detalhadas. Na data de encerramento do exercício, a Administração estimou um cenário provável de variação das taxas de juros CDI (10,81%) e TJLP (5,5%), de acordo com a data de vencimento de cada operação. Tais taxas foram estressadas em 25 e 50%, servindo de parâmetro para os cenários possível e remoto, respectivamente. Cenário I Cenário II Cenário III Exposição (Deterioração de (Deterioração de 31/12/14 25%) 50%) Operação Risco Impacto (Provável) Aplicação Financeira 249 Baixa do CDI Resultado 27 34 40 Ativos Vinculados ao BNDES 468 Baixa do CDI Resultado 51 63 76 Financiamentos BNDES (7.399) Alta da TJLP Resultado (407) (509) (610) (329) (412) (494) 19. Benefícios a empregados: (a) Seguro de vida: A Companhia possui a política de seguro de vida a todos os seus funcionários, onde o custo é totalmente pago pela Companhia. Os seguros são realizados a nível de grupo e o custo integralmente é pago por sua controladora. (b) Seguro saúde: O seguro saúde é oferecido aos funcionários, de acordo com os critérios definidos na política da Companhia, onde a mesma contribui com a maior parte do custo no plano completo e o colaborador contribui com um valor simbólico, que varia conforme a remuneração individual. O plano de saúde oferecido abarca apenas os colaboradores, para os dependentes a Companhia tem a política de negociar um valor diferenciado com débito em folha de pagamento. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes ao custo de Seguro Saúde pagos pela Companhia foram de R$5 (R$7 em 31 de dezembro de 2013). (c) Benefícios pós-emprego: A Companhia não concede benefícios pós-emprego, tais como complemento de aposentadoria, seguro e assistência médica, nem remuneração com base em participações em ações de seus administradores. (d) Promoção por tempo de serviço: A Companhia concede prêmio aos colaboradores pelo tempo Aos Acionistas e Administradores da Caparaó Energia S.A. Belo Horizonte - MG. Examinamos as demonstrações contábeis da Caparaó Energia S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2014, e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis: A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações contábeis anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2014, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase: Depreciação dos bens do ativo imobilizado destinados à geração de energia elétrica no regime de produção independente: Conforme descrito nas notas explicativas nº 3.d e 8, os bens do imobilizado da atividade de geração de energia no regime de produção independente são depreciados pelo seu prazo estimado de vida-útil, considerando-se os fatos e circunstâncias que estão mencionados nas referidas notas. À medida que novas informações ou decisões do de serviço prestado, mediante a aprovação da diretoria. Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 não houveram pagamentos. 20. Cobertura de seguro: Seguro de responsabilidade civil: A Companhia contratou cobertura de seguro para indenizações por danos civis no montante de R$263, com vigência até 28 de abril de 2015 decorrentes de sentença judicial transitada em julgado ou de acordo autorizado pela seguradora, de risco de poluição e/ou contaminação ambiental (súbita e acidental), danos corporais e/ou materiais sofridos por terceiros, danos morais diretamente decorrentes de danos materiais e/ou corporais causados a terceiros, considerado pela Administração como suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. Seguro de operação: Em 27 de abril de 2014, com vigência até 27 de junho de 2015, a Companhia renovou a cobertura de seguro para riscos operacionais sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras no montante de R$2.238, considerado suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotados, devida à sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria de demonstrações contábeis, consequentemente não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. 21. Compromissos: (a) Licença de Operação - Todas as Licenças de Operação estão válidas e em vigor. Para atendimento dos programas ambientais nelas previstos, a empresa estima um gasto anual até o prazo de vigência da licença, em R$580. Em 30 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (b) Legalização de terras - A Companhia possui contratos particulares de compra e venda de imóveis próprios e de servidão em imóveis de terceiros, cujos registros de propriedade definitiva e de averbação, no Registro Geral Imóveis ainda precisam ser regularizadas, com um gasto estimado em R$34. A regularização dessas terras se estenderá até junho de 2015, em função das peculiaridades de cada situação. Em dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. 22. Transações não envolvendo caixa: Em 2014, a Companhia realizou a seguinte transação que não gerou efeitos de caixa e que, portanto, não está refletida na demonstração dos fluxos de caixa: • Baixa de ativo intangível no montante de R$102 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. 23. Evento subsequente: Em 29 de janeiro de 2015, através da portaria nº 30 do Ministério de Minas e Energia - MME, foi deliberado a revisão a menor da garantia física da Companhia, em 5% e passando de 2,48 MW para 2,36 MW. 24. Autorização para conclusão das demonstrações contábeis: A emissão das demonstrações contábeis foi autorizada pelo Conselho de Administração em 10 de fevereiro de 2015. Composição da Diretoria Edvaldo Alves de Santana - Diretor Walter Nunes Seijo Neto - Diretor Contador - Bruno da Silva Rodrigues - CRC RJ - 116272/O-6 órgão regulador ou do poder concedente sejam conhecidas, o atual prazo de depreciação desses ativos poderá ou não ser alterado. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto. Outros assuntos: Demonstração do valor adicionado: Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2014, preparada sob a responsabilidade da administração da Companhia. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Belo Horizonte, 10 de fevereiro de 2015 DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Auditores Independentes CRC-2SP 011.609/O-8 F/MG Leonardo Fonseca de Freitas Maia Contador CRC-1MG 079.276/O-7 CNPJ nº 07.063.934/0001-11 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto o lucro por ação) Senhores Acionistas, A PCH Carangola com capacidade instalada total de 15 MW, e energia comercializada anual de 83,46 GWh, beneficiando aproximadamente 126 mil pessoas. A receita bruta de vendas em 2014 foi de R$ 16,9 milhões, Nota 31/12/14 31/12/13 apresentando um lucro líquido na ordem de R$ 0,2 milhões. Receita líquida de vendas 14 11.664 15.480 Custos das vendas de energia BALANÇO PATRIMONIAL LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Pessoal (1.440) (1.371) (Valores expressos em milhares de reais - R$) Meio ambiente (99) (136) Ativos Nota 31/12/14 31/12/13 Operação (423) (405) Ativos circulantes Manutenção (396) (373) Caixa e equivalentes de caixa 5 283 486 Taxas setoriais (88) (57) Contas a receber de clientes 6 1.829 1.799 Tarifa de uso dos sistemas elétricos de distribuição (TUSD) (2) (23) Despesas antecipadas 73 41 Seguros (134) (107) Adiantamentos a funcionários 30 30 Depreciação e amortização (1.727) (1.717) Adiantamentos diversos 22 6 Outros custos (274) (332) Total dos ativos circulantes 2.237 2.362 (4.583) (4.521) Ativos não circulantes Lucro bruto 7.081 10.959 Ativos vinculados - BNDES 7 1.564 1.634 Despesas operacionais 15 Impostos e contribuições diferidas 368 48 Pessoal (212) (181) Depósitos judiciais 378 378 Administrativas e gerais (94) (93) Imobilizado 8 53.003 54.444 (39) (99) Intangível 9 194 485 Outras despesas operacionais, líquidas (345) (373) Total dos ativos não circulantes 55.507 56.989 Lucro antes do resultado financeiro 6.736 10.586 Total dos ativos 57.744 59.351 16 Passivos Nota 31/12/14 31/12/13 Resultado financeiro Despesas financeiras (2.158) (2.492) Passivos circulantes Receitas financeiras 219 198 Fornecedores 629 613 (1.939) (2.294) Financiamentos - BNDES 11 4.083 4.180 Obrigações trabalhistas e previdenciárias 106 27 Lucro operacional antes do imposto de renda e da 4.797 8.292 Impostos e contribuições a recolher 94 207 contribuição social 17 Provisão para férias e 13º salário 160 141 Imposto de renda e contribuição social (565) (560) Receita diferida 5.472 712 Corrente 148 47 Dividendos a pagar 13 1.040 2.492 Diferido (417) (513) Outros passivos 40 2 4.380 7.779 Total dos passivos circulantes 11.624 8.374 Lucro líquido do exercício Lucro básico e diluído por ação ordinária - R$ 0,2390 0,4245 Passivos não circulantes Financiamentos - BNDES 11 19.982 23.890 Quantidade média ponderada de ações 18.325.009 18.325.009 Provisões para compromissos futuros 21 647 780 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Total dos passivos não circulantes 20.629 24.670 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Total dos passivos 32.253 33.044 31/12/14 31/12/13 Patrimônio líquido 13 4.380 7.779 Capital social 19.284 19.284 Lucro líquido do exercício Reserva de lucros 6.207 7.023 Outros resultados abrangentes Resultado abrangente do exercício 4.380 7.779 Total do patrimônio líquido 25.491 26.307 4.380 7.779 Total dos passivos e do patrimônio líquido 57.744 59.351 Resultado abrangente total do exercício DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Reservas de lucros Reserva de Dividendo retenção de lucro adicional proposto Capital social Reserva legal Reserva especial Lucros acumulados Saldos em 31 de dezembro de 2012 19.284 1.091 4.808 356 Dividendos pagos (4.808) (356) Lucro líquido do exercício 7.779 Outros resultados abrangentes Resultado abrangente total do exercício 7.779 Destinações: Reserva legal 389 (389) Dividendos a pagar (1.847) Dividendos adicionais propostos 5.543 (5.543) 19.284 1.480 5.543 Saldos em 31 de dezembro de 2013 Pagamento de dividendos adicionais (4.156) Lucro líquido do exercício 4.380 Outros resultados abrangentes Resultado abrangente total do exercício 4.380 Destinações: Reserva legal 219 (219) Dividendos mínimos obrigatórios (1.040) 3.121 (3.121) Dividendos adicionais propostos 19.284 1.699 4.508 Saldos em 31 de dezembro de 2014 Total 25.539 (5.164) 7.779 7.779 (1.847) 26.307 (4.156) 4.380 4.380 (1.040) 25.491 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 1. Contexto operacional: A Carangola Energia S.A. (“Companhia” ou “Carangola”) é uma subsidiária direta da PCH Participa- tado conforme incorridos. (d) Depreciação: A depreciação, exceto de móveis e utensílios e computadores e periféricos, é calções S.A. e indireta da Brasil PCH S.A., e foi constituída em 16 de agosto de 2004 como sociedade anônima de capital fechado, culada a partir do início da operação da Companhia, pelo método linear, às taxas determinadas pela Portaria DNAEE nº 815, com sede na Avenida Prudente de Morais, 1250,10º e 11º andar- Coração de Jesus - Belo Horizonte - MG. A Companhia tem de 15 de novembro de 1994, alteradas pelas Resoluções nº 367, de 2 de junho de 2009 e 474, de 7 de fevereiro de 2012, que, como objeto social o propósito específico (Sociedade de Propósito Específico - SPE) de implantar e explorar o potencial hidráu- no entendimento da Administração, se aproximam das vidas úteis destes ativos. A Companhia considera essas taxas aproprialico de Pequena Central Hidrelétrica (PCH) e comercializar energia elétrica nela gerada. A Companhia poderá, ainda, exercer das, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e, conforme avaliação da Administração do que consta todas as ações que possam, direta ou indiretamente, no todo ou em parte, ser vinculadas ao seu propósito específico. A na Resolução de autorização para estabelecimento como produtora independente, concedida pela ANEEL a Carangola, ao fiCompanhia possui autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica, nal do prazo dessa autorização que é de 30 anos, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Compaconcedida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) através das Resoluções nºs 356/2001 e 236/2005, para funcionar nhia. A Administração considera provável a renovação da autorização, considerando inclusive as Portarias MME nº 956/10 e como PCH pelo prazo de 30 anos e está localizada no Rio Carangola, no Município de Carangola, em Minas Gerais, com capa- nº 197/12, autorizando a prorrogação das PCHs Pacífico Mascarenhas e San Juan, respectivamente, por mais 20 anos, condicidade de licença instalada de 15 MW e uma linha de transmissão de 3,3 km de extensão. A contratação de energia gerada é cionada à realização de pequena melhoria operacional, o que a Administração entende demonstrar a evidência concreta de feita pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), que determina que a Centrais Elétricas possibilidade de prorrogação de autorização da PCH por mais 20 anos, entendendo assim estar em linha com um dos requeBrasileiras (ELETROBRAS) seja o agente representante das PCHs na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), rimentos do CPC 27. Autorização e indenização: A autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora inresponsável pela contratação de toda energia gerada, obrigando a celebração de contratos de compra e venda de energia pelo dependente de energia elétrica vigorará pelo prazo de trinta anos (ver Nota explicativa no.1), podendo ser prorrogada, a critéprazo de 20 anos a contar do mês de junho de 2008. Em 24 de junho de 2008, através do Despacho ANEEL nº 2.342, a Com- rio da ANEEL. Ao final do prazo da respectiva autorização, não havendo prorrogação, os bens e instalações vinculados à propanhia obteve autorização para iniciar a comercialização da energia gerada nas unidades 1 e 2, ambas com potência instalada dução de energia elétrica passarão a integrar o patrimônio da União mediante indenização dos investimentos realizados, de 7,5 MW, atingindo, assim, sua capacidade total em operação de 15 MW e energia anual assegurada de 83,8 GWh. O térmi- desde que previamente autorizados, e ainda não amortizados, apurada por auditoria da ANEEL, ou poderá ser exigido que a no de sua autorização se dará em 22 de dezembro de 2029. As informações sobre capacidade de licença instalada e em ope- Companhia restabeleça, por sua conta, o livre escoamento das águas. (e) Intangível: Registrado ao custo de formação. A ração, energia anual assegurada e quilômetros de extensão, não foram examinadas pelos auditores independentes. Em 31 de amortização é calculada, pelo método linear, a contar da data do início do prazo de vigência de cada evento. (f) Valor recupedezembro de 2014, os números mostram no seu balanço patrimonial capital circulante líquido negativo, no montante de rável de ativos: O imobilizado e o intangível têm o seu valor recuperável avaliado, no mínimo, anualmente caso haja indicadoR$9.387 (R$6.012 em 31 de dezembro de 2013). No entanto, a Administração entende que não existe risco de inadimplência, res de perda de valor. A Companhia não apurou nenhuma indicação de perda que requeresse a contabilização de provisão visto que parte substancial dos passivos circulantes refere-se às obrigações contraídas junto a instituições financeiras, decor- para ajuste desses ativos ao seu valor de recuperação. (g) Provisões: Uma provisão é reconhecida para obrigações presentes rentes de financiamentos, e junto a ELETROBRAS, decorrente do ajuste MRE, sendo que estas obrigações estão atualizadas e (legal ou presumida) resultante de eventos passados, em que seja possível estimar os valores de forma confiável e cuja liquirefletem as obrigações para os próximos 12 meses, enquanto os ativos circulantes demonstram somente as contas a receber dação seja provável. O valor reconhecido como provisão é a melhor estimativa das considerações requeridas para liquidar a levantadas na data das demonstrações contábeis. A Administração prevê a geração de caixa decorrente da energia assegura- obrigação no final de cada período de relatório, considerando-se os riscos e as incertezas relativos à obrigação. Quando a da pelo PROINFA em montante suficiente para liquidar as obrigações de curto prazo da Companhia. 1.1. Mecanismo de Rea- provisão é mensurada com base nos fluxos de caixa estimados para liquidar a obrigação, seu valor contábil corresponde ao locação de Energia: A Companhia tem a totalidade da sua capacidade de geração hidrelétrica inserida no MRE, responsável valor presente desses fluxos de caixa (em que o efeito do valor temporal do dinheiro é relevante). Quando alguns ou todos os por mitigar os riscos hidrológicos entre as usinas hidrelétricas que aderirem ao mesmo. Por força do PROINFA, todos os anos, benefícios econômicos requeridos para a liquidação de uma provisão são esperados que sejam recuperados de um terceiro, sempre em setembro, a Companhia informa a sazonalização para a ELETROBRAS considerar no Plano Anual do PROINFA do um ativo é reconhecido se, e somente se, o reembolso for virtualmente certo e o valor puder ser mensurado de forma confiano seguinte. As contabilizações são realizadas mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE e ável. (h) Apuração do resultado: O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competênrepassadas ao Agente de Comercialização do PROINFA (ELETROBRAS), que, por sua vez, por força contratual repassa os seus cia. (i) Receita operacional: A receita é mensurada pelo valor justo da contrapartida recebida ou a receber. A receita é recoefeitos à Companhia, no ano seguinte, em 12 parcelas, conforme definições contratuais. Por meio do Despacho ANEEL/SEM nhecida quando a energia é gerada e a titularidade legal é transferida, conforme determinações legais do contrato de suprinº 335/13, de 08/02/13, as empresas titulares de empreendimentos incluídos no MRE ficaram autorizadas a revisar a sazona- mento de energia elétrica, ou seja, todos os riscos e benefícios inerentes são transferidos para o comprador, o valor da receilização dos montantes de garantia física para o exercício de 2013, até 15 de fevereiro de 2013. Contudo, a revisão da sazona- ta pode ser mensurado com confiabilidade e os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a Companhia. Relização não foi solicitada pela ELETROBRAS à Companhia. Os efeitos negativos da sazonalização ex-post informado pela ELE- ceita diferida: Os Contratos de Compra e Venda de Energia, celebrados entre as controladas indiretas e a ELETROBRAS, estaTROBRAS em 31 de dezembro de 2013 foi de R$691. Por meio da ABRAGEL, foi interposto recurso administrativo junto a belecem que seja apurada em cada ano (período de janeiro a dezembro) o resultado da comercialização no âmbito da CCEE. ANEEL e a Administração acompanha o assunto junto à associação. A Companhia considerou todos os impactos negativos nas A parcela de ajuste financeiro resultante dessa apuração será compensada nas faturas mensais do ano subsequente. (j) Receisuas demonstrações contábeis de 2013 e 2014. Outro aspecto relevante consiste na aplicação do fator de ajuste da garantia tas financeiras e despesas financeiras: As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras. A receifísica da usina pertencente ao MRE. Devido a um regime hidrológico muito desfavorável a redução de geração em relação à ta de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas garantia física da usina Carangola foi em média 36,4% em 2014, este impacto já foi contabilizado pela CCEE até novembro de com juros sobre financiamentos. Custos de financiamentos são mensurados no resultado através do método de juros efetivos. R$ 4.642 e a Companhia projeta o valor de R$ 5.504 para o exercício de 2014, o qual foi provisionado conforme mencionado (k) Imposto de renda e contribuição social: A sistemática fiscal adotada pela Companhia foi do lucro presumido. Com base no parágrafo anterior. 2. Apresentação das demonstrações contábeis: 2.1. Declaração de conformidade: As demonstrações nesse critério, o resultado para fins de imposto de renda e contribuição social da Companhia foi calculado aplicando-se sobre contábeis da Companhia foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. As práticas contábeis a receita as alíquotas definidas para sua atividade, que são de 8% e 12%, respectivamente. Sobre o resultado presumido foram adotadas no Brasil compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os Pronunciamentos, as Orientações e aplicadas as alíquotas de imposto de renda e contribuição social vigentes na data do encerramento de cada exercício (25% as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovadas pelo Conselho Federal de Contabi- para imposto de renda e 9% para contribuição social). (l) Demonstração do valor adicionado: Essa demonstração tem por filidade (“CFC”) e pelas normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”). 2.2. Bases de elaboração: As demonstrações nalidade evidenciar a riqueza criada pela Companhia e sua distribuição durante determinado período e é apresentada pela contábeis foram elaboradas com base no custo histórico, exceto por determinados instrumentos financeiros mensurados Companhia como parte de suas demonstrações contábeis e como informação suplementar às demonstrações contábeis, nos pelos seus valores justos, conforme descrito nas práticas contábeis a seguir. O custo histórico geralmente é baseado no valor termos do pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. (m) Lucro por ação: O lucro básico por ação justo das contraprestações pagas em troca de ativos. Ativos e passivos são classificados conforme seu grau de liquidez e exi- foi calculado com base no número médio de ações ordinárias em circulação da Companhia em cada um dos exercícios apregibilidade. Os mesmos são classificados como circulantes quando provável que sua realização ou liquidação ocorra nos próxi- sentados. A Companhia não possui instrumentos que poderiam potencialmente diluir o lucro básico por ação, motivo pelo mos doze meses. Caso contrário, são demonstrados como não circulantes. (a) Moeda funcional e moeda de apresentação: qual o lucro básico por ação é igual ao lucro por ação diluído. (n) Adoção de pronunciamentos contábeis, orientações e interEssas demonstrações contábeis são apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações pretações novos e/ou revisados: (i) Alterações às IFRSs e as novas interpretações de aplicação obrigatória a partir do exercício financeiras apresentadas em milhares de reais foram arredondadas para o valor mais próximo, exceto quando indicado de corrente. No exercício corrente, a Companhia aplicou diversas emendas e novas interpretações aos CPCs emitidos pelo CPC, outra forma. (b) Uso de estimativas e julgamentos: A preparação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas que entram obrigatoriamente em vigor para períodos contábeis iniciados em 1º de janeiro de 2014. • Alterações ao CPC 39 contábeis adotadas no Brasil exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de Apresentação de Instrumentos Financeiros Ativos e Passivos Líquidos. Os ajustes do CPC 39 esclarecem os requerimentos repolíticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas lacionados à compensação de ativos financeiros com passivos financeiros. • Alterações ao CPC 01 (R1) - Divulgação de Valor estimativas. Estimativas e premissas são revistas de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são Recuperável de Ativos Não Financeiros: As alterações do CPC 01 (R1) retiram os requerimentos de divulgar o montante recureconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. 3. Resumo das perável de uma unidade geradora de caixa para a qual o ágio de expectativa de rentabilidade futura (goodwill) ou outro ativo principais práticas contábeis: As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente intangível com vida útil indefinida tenha sido alocado quando não tenha ocorrido redução ao valor recuperável de um ativo a todos os exercícios apresentados nessas demonstrações contábeis. (a) Instrumentos financeiros: (i) Ativos financeiros não ou reversão de redução ao valor recuperável relacionado a essa unidade geradora de caixa. • Alterações ao CPC 38 - Novação derivativos: A Companhia reconhece os empréstimos e recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. de Derivativos e Continuidade de Contabilidade de Hedge: As alterações ao CPC 38 retiram a obrigatoriedade de descontinuTodos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos ar a contabilidade de hedge quando um derivativo designado como instrumento de hedge é renovado sob determinadas cirinicialmente na data da negociação na qual a Companhia se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. cunstâncias. A alteração também esclarece que qualquer mudança no valor justo do derivativo designado como instrumento • Empréstimos e recebíveis: Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são de hedge derivativo que ocorra em decorrência da novação deve ser incluída na avaliação e mensuração da efetividade do cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transa- hedge. • IFRIC 21 - Tributos: O IFRIC 21 endereça o momento de reconhecer um passivo decorrente da obrigação de pagamenção atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do to de tributos impostos por um governo, A interpretação define tributos e especifica que o fato gerador da obrigação é a atimétodo dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. • Caixa e equivalentes de caixa: vidade que resulta em pagamento do tributo, conforme definido na legislação. A interpretação disponibiliza instruções de Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou como diferentes acordos tributários devem ser contabilizados e, principalmente esclarece que o aproveitamento de uma menos a partir da data da contratação. Os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas no vantagem econômica ou questões de continuidade na preparação das demonstrações contábeis não implicam em uma obripagamento das obrigações de curto prazo. (ii) Passivos financeiros não derivativos: A Companhia reconhece passivos financei- gação presente da companhia em pagar um tributo cujo fato gerador ocorrerá em uma operação futura. A Companhia avaliou ros inicialmente na data de negociação na qual a Companhia se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. todas as novas normas acima resumidas e não identificou efeitos significativos nas Demonstrações Contábeis. (ii) Normas e A Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retiradas ou canceladas. A Companhia interpretações novas e revisadas já emitidas e ainda não adotadas: A Companhia não adotou as IFRSs novas e revisadas a classifica os passivos financeiros não derivativos na categoria de outros passivos financeiros. Tais passivos financeiros são re- seguir, já emitidas e ainda não adotadas: a) IFRS 9 - Instrumentos Financeiros; b) IFRS 15 - Receitas de Contratos com clientes; conhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento ini- c) Modificações à IFRS 11/CPC 19 (R2) - Acordo contratual conjunto; d) Modificações às IAS 16/CPC 27 e IAS 38/CPC 04. R1) cial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. A Companhia tem Esclarecimento dos métodos de depreciação e amortização aceitáveis; e) Modificações às IAS 16 / CPC 27 e IAS 41 / CPC 29 os seguintes passivos financeiros não derivativos: financiamentos, fornecedores, dividendos e outras contas a pagar. A Com- Agricultura: Plantas produtivas; f) Modificações à IAS 19/CPC 33 (R1) - Plano de Benefício Definido: Contribuição do Empregapanhia não opera com instrumentos financeiros derivativos. (iii) Capital social: Ações ordinárias são classificadas como patri- do; g) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2010-2012; h) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas mônio líquido. Os dividendos mínimos obrigatórios conforme definido em estatuto são reconhecidos como passivo. (b) Contas IFRSs ciclo 2011-2013. Considerando as atuais operações da Companhia a Administração não espera que essas normas, intera receber de clientes: As contas a receber de clientes são registradas pelo valor faturado menos os impostos retidos na fonte, pretações e alterações tenham efeitos relevantes sobre as suas demonstrações contábeis a partir de sua adoção. O Comitê de os quais são considerados créditos tributários, conforme legislação tributária vigente. (c) Imobilizado: Registrado ao custo Pronunciamentos Contábeis - CPC ainda não editou todos os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionadas às histórico de aquisição, formação ou construção (inclusive juros e demais encargos financeiros líquidos), deduzido de deprecia- IFRSs novas e revisadas apresentadas acima. Em decorrência do compromisso do CPC de manter atualizado o conjunto de ção acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas. O custo inclui gastos que são diretamen- normas emitido com base nas atualizações feitas pelo International Accounting Standards Board - IASB, é esperado que esses te atribuíveis à aquisição de um ativo. Considerando a conclusão das obras e o início das operações em junho de 2008, aliado pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC até a data de sua aplicação obrigatória e que seus impactos nas ao custo do imobilizado atender aos requerimentos do CPC 27 - Ativo Imobilizado, a Companhia manteve o custo histórico Demonstrações Contábeis da Companhia sejam os mesmos da adoção dos pronunciamentos do IASB descritos acima. 4. Gecomo base de mensuração do ativo fixo. Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são regis- renciamento de risco: A Companhia avaliou e considerou relevante a exposição aos seguintes riscos: • Risco de crédito: O tradas como itens individuais (componentes principais) de imobilizado. O custo de reposição de um componente do imobili- risco de crédito refere-se ao risco de uma contraparte não cumprir com suas obrigações contratuais, levando a Companhia a zado é reconhecido no valor contábil do item caso seja provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do com- incorrer em perdas financeiras. As contas a receber de clientes são formadas por um único cliente - ELETROBRAS via contrato ponente irão fluir para a Companhia e que o seu custo pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do componente de compra de energia pelo prazo de 20 anos. Este fato reduz o risco de perda financeira por motivo de inadimplência. Assim, que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resul- não há exposição significativa da Companhia a riscos de crédito ou perdas por redução no valor recuperável relacionadas às DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Fluxos de caixa das atividades operacionais 31/12/14 31/12/13 Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social 4.797 8.292 Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas pelas atividades operacionais: Resultado na baixa do imobilizado 62 Juros e atualizações monetárias 1.996 2.488 Depreciação e amortização 1.727 1.717 Constituição do ajuste MRE 5.504 712 PIS e COFINS diferido sobre ajuste MRE (201) (26) Variações nos ativos e passivos: Contas a receber (30) 337 Impostos a compensar 26 Despesas antecipadas (32) (16) Adiantamentos a funcionários (4) Adiantamentos diversos (16) (7) Impostos e contribuições diferidas 29 (22) Fornecedores 16 (45) Obrigações trabalhistas e previdenciárias 79 (5) Outros passivos 38 (32) Impostos e contribuições a recolher (522) 20 Provisão para férias e 13º salário 19 (2) Receita diferida (744) Caixa gerado pelas operações 12.660 13.495 Outros fluxos de caixa das atividades operacionais: Juros pagos sobre empréstimos e financiamentos (2.164) (2.500) Imposto de renda e contribuição social pagos no período (156) (512) Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 10.340 10.483 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Resgate de ativos vinculados - BNDES 230 144 Aquisição de imobilizado (128) (252) Aquisição de intangível (11) Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos 102 (119) Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Dividendos pagos (6.648) (6.094) Financiamentos pagos (3.997) (3.996) Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos (10.645) (10.090) (Redução) aumento em caixa e equivalentes de caixa (203) 274 Variação no caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 486 212 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 283 486 (Redução) aumento em caixa e equivalentes de caixa (203) 274 DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO REFERENTE AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Nota 31/12/14 31/12/13 1. Receita bruta de vendas 14 12.106 16.066 Vendas de mercadorias, produtos e serviços 16.866 16.778 Ajuste do MRE (4.760) (712) 2. Insumos adquiridos de terceiros 1.444 1.442 Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 345 276 Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 1.099 1.166 3. Valor adicionado bruto (1-2) 10.662 14.624 4. Depreciação e amortização 1.727 1.717 5. Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3-4) 8.935 12.907 6. Valor adicionado recebido em transferência 219 198 Receitas financeiras 16 219 198 7. Valor adicionado total a distribuir (5+6) 9.154 13.105 8. Distribuição do valor adicionado 9.154 13.105 Pessoal 1.652 1.290 Remuneração direta 1.175 990 Benefícios 385 227 F.G.T.S 92 73 Impostos, taxas e contribuições 873 1.376 Federais 865 1.361 Estaduais 3 6 Municipais 5 9 Remuneração de capitais de terceiros 2.249 2.660 Juros 16 2.156 2.488 Aluguéis 92 167 Outras 1 5 Remuneração de capitais próprios 4.380 7.779 Dividendos 13 1.040 1.847 Lucros retidos 3.340 5.932 contas a receber de clientes, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 6. • Risco de mercado: Decorre da possibilidade da Companhia sofrer ganhos ou perdas decorrentes de oscilações de taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos financeiros. A Companhia avalia que os riscos das aplicações financeiras de suas disponibilidades são baixos, por serem realizadas em bancos de reconhecida liquidez e remuneradas a taxas de mercado que variam entre 95% a 98% do CDI, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 5. A Companhia administra e mensura esses riscos através do planejamento de fluxo de caixa realizado. Os passivos financeiros existentes abrangem basicamente saldos de financiamentos obtidos pela Companhia junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme apresentado na Nota Explicativa nº 11. Uma análise de sensibilidade dos ativos e passivos que representam riscos relevantes para a Companhia está apresentada na Nota Explicativa nº 18. • Risco operacional: O objetivo da Companhia é administrar o risco operacional para evitar a ocorrência de prejuízos financeiros. A Companhia realiza as atividades de operação e manutenção da sua usina de acordo com as práticas do setor elétrico brasileiro, inclusive realizando sistematicamente as atividades de manutenção preventiva e de manutenção corretiva dos equipamentos eletromecânicos das instalações, bem como o monitoramento das estruturas civis e barragens. Caso ocorram eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade, a Companhia contratou uma cobertura de seguros de operação sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras, conforme Nota Explicativa nº 20. • Risco de liquidez: A Companhia utiliza o controle do custeio para auxiliar no monitoramento de exigências do fluxo de caixa e na otimização de seu retorno de caixa em investimentos. Todo decêndio é estimado o desembolso em comparação com a sua entrada de caixa. A Companhia não possui operações contratadas em moeda estrangeira. Desta forma, não está sujeita a riscos decorrentes de oscilações de taxas de câmbio. • Gestão de capital: A política da Administração é manter uma sólida base de capital para preservar a confiança do investidor, credor e mercado e com isso manter o desenvolvimento futuro do negócio. A Administração monitora o retorno de capital sobre a operação da empresa através do acompanhamento mensal da realização orçamentária aprovada pelo Conselho de Administração. A Administração entende que a exposição da Companhia a riscos é remota, sendo o gerenciamento realizado através de ferramentas de controle, planejamento e orçamento, coordenadas pela Diretoria. • Risco Hidrológico: O suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) é realizado, na sua maior parte, por usinas hidrelétricas. Como o SIN opera em sistema de despacho otimizado e centralizado pelo ONS, cada usina hidrelétrica, incluindo a da Companhia, está sujeita a variações nas condições hidrológicas verificadas, tanto na região geográfica em que opera como em outras regiões do País. A ocorrência de condições hidrológicas desfavoráveis, em conjunto com a obrigação de entrega da energia contratada, poderá resultar em uma exposição da Companhia ao mercado de energia de curto prazo, o que afetaria seus resultados financeiros futuros. Entretanto, a totalidade da capacidade de geração hidrelétrica da Companhia está inserida no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), que mitiga parte do risco hidrológico, alocando-o entre todas as usinas vinculadas ao MRE. 5. Caixa e equivalentes de caixa: 31/12/14 31/12/13 Bancos 6 7 Aplicação financeira 277 479 283 486 As aplicações financeiras de liquidez imediata em CDB - DI, com risco insignificante de perda de valor, junto aos Bancos do Brasil e Santander, são remuneradas a taxas de mercado que variam entre 95% a 98% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). 6. Contas a receber: Refere-se ao valor da venda da energia gerada pela Companhia, líquido dos respectivos impostos retidos na fonte. A Companhia registra o valor a receber referente à energia contratada pelo PROINFA. O período médio de crédito nas contas a receber é de 35 dias e não são cobrados juros sobre as contas a receber. A Companhia não constitui provisão para créditos de liquidação duvidosa, com base em sua experiência histórica de realização de 100% das contas a receber passadas e da análise da situação financeira atual de seu único devedor - ELETROBRAS, inexistindo contas a receber vencidas na data das demonstrações contábeis. 7. Ativos vinculados - BNDES: O saldo registrado em 31 de dezembro de 2014, refere-se a recursos recebidos pela Companhia decorrentes da venda de energia gerada e que estão vinculados ao BNDES. Conforme descrito na Nota Explicativa nº 11, o BNDES exige como garantia do financiamento a constituição de conta de reserva vinculada. Esta conta é uma aplicação financeira, no Fundo BB Comercial 17, com taxas que variaram entre 96% e 98%, do CDI, de liquidez imediata e baixo risco junto ao Banco do Brasil, que é a instituição financeira aprovada pelo BNDES para atuar como administradora das contas. Essa conta deverá ser utilizada para pagamento das parcelas do referido financiamento. 8. Imobilizado: (a) Composição do imobilizado: Taxa Depreciação 31/12/14 31/12/13 Descrição Depreciação Acumulada Líquido Líquido Custo Direitos sobre imóveis de terceiros Terrenos 1.733 1.733 1.660 Turbina hidráulica 2,50% 8.024 (1.285) 6.739 6.933 Conduto forçado 3,13% 8.610 (1.770) 6.840 7.109 Gerador 3,33% 4.022 (875) 3.147 3.281 Comporta 3,33% 2.311 (494) 1.817 1.894 Subestação unitária 3,57% 4.490 (1.062) 3.428 3.589 Casa de força produção hidráulica 2,00% 21.927 (2.828) 19.099 19.497 Reservatório, barragem, adutora 2,00% 6.256 (806) 5.450 5.562 Adiantamento a fornecedores 4 4 4 Outras Maquinas e Equipamentos 3,65% 6.081 (1.335) 4.746 4.915 63.458 (10.455) 53.003 54.444 A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e conforme consta na Resolução nº 236, de 27 de junho de 2005, da ANEEL, a qual concede à PCH a autorização para se estabelecer como produtora independente, ao final do prazo dessa autorização, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação de autorização por mais 20 anos. A Companhia monitora os aspectos trazidos pelo CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos e avaliam o valor recuperável de seus ativos sempre que identificam indícios de que o valor contábil registrado é superior ao retorno esperado por seus investimentos, realizando provisão contábil sempre que necessário. Na data destas demonstrações contábeis, a Administração entendeu que não havia indicação de que algum dos seus ativos tangíveis pudessem ter sofrido desvalorização, uma vez que não se evidenciaram nenhum dos fatores indicativos de perdas conforme pronunciamento CPC 01 (R1). (b) Movimentação: Descrição 31/12/13 Adições 31/12/14 Direitos s/ imóveis de terceiros Terrenos 1.660 73 1.733 Turbina hidráulica 8.017 7 8.024 Conduto forçado 8.610 8.610 Gerador 4.022 4.022 Comporta 2.311 2.311 Subestação unitária 4.490 4.490 Casa de força produção hidráulica 21.887 41 21.928 Reservatório, barragem, adutora 6.243 13 6.256 Adiantamento a fornecedores 4 4 6.013 67 6.080 Outras Maquinas e Equipamentos 63.257 201 63.458 (8.813) (1.642) (10.455) Depreciação 54.444 (1.441) 53.003 BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 21 CNPJ nº 07.063.934/0001-11 31/12/14 31/12/13 17 17 264 470 (87) (2) 194 485 31/12/13 Adições Baixas 31/12/14 Software 17 17 Medidas Compensatórias - Licença de operação 470 (206) 264 Amortização acumulada (2) (92) 7 (87) 485 (92) (199) 194 As medidas compensatórias referem-se aos programas ambientais constantes nas licenças de operação. 10. Transações com partes relacionadas: A Administração identificou como partes relacionadas à Companhia: sua controladora, suas coligadas, seus administradores, conselheiros e demais membros do pessoal-chave da administração e seus familiares, conforme definições contidas no Pronunciamento Técnico CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes Relacionadas. Os principais saldos e transações com partes relacionadas, praticadas em condições contratadas entre as partes, e seus efeitos são assim demonstrados: 31/12/14 31/12/13 Ativo circulante – Outros valores a receber Caparaó Energia S.A. 7 Funil Energia S.A. 3 10 Passivo circulante – Dividendos a pagar PCH Par Participações S.A. 1.040 2.492 1.040 2.492 Passivo circulante - Outras contas a pagar Brasil PCH S.A. 28 Caparaó Energia S.A. 1 29 Remuneração da Administração: Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 20 de maio de 2014, foi aprovada a remuneração global da Administração da Companhia para o período de janeiro a dezembro de 2014 em, no máximo, R$ 99 (R$65 em 2013). A Diretoria da Companhia é composta por dois diretores com remuneração anual de R$99. 11. Financiamentos: Indexador 31/12/14 31/12/13 BNDES: TJLP + 3,5% a.a. Principal 23.978 27.975 Encargos 87 95 24.065 28.070 Circulante 4.083 4.180 Não Circulante 19.982 23.890 24.065 28.070 Em 13 de abril de 2006, a Companhia, visando buscar recursos para implementação do projeto, firmou contrato de financiamento junto ao BNDES. A dívida (principal e juros) decorrente desse contrato está sendo paga ao BNDES em 144 prestações mensais e sucessivas, cada uma delas no valor do principal e juros atualizados da dívida, divididos pelo número de prestações de amortização ainda não vencidas. Vencimentos dos financiamentos apresentados no passivo não circulante: 2016 3.996 2017 3.996 2018 3.996 7.994 2019 a 2020 19.982 Movimentação dos financiamentos: 31/12/14 31/12/13 Saldo inicial 28.070 32.078 Encargos provisionados 2.156 2.488 Pagamentos (6.161) (6.496) Saldo final 24.065 28.070 As garantias concedidas são apresentadas conforme a seguir: (i) Em 13 de abril de 2006, foi pactuado contrato de penhor das ações e vinculação das receitas e outras avenças com o BNDES para assegurar o pagamento de quaisquer obrigações decorrentes desses contratos; (ii) Constituição de conta de reserva vinculada, proveniente da venda de energia à Eletrobras. A conta foi aberta no Banco do Brasil S.A., que atua como banco administrador de contas, indicado pela Companhia e aprovado pelo BNDES, e deverá atingir o limite de três vezes o valor da última prestação; (iii) A propriedade fiduciária das máquinas e dos equipamentos a serem adquiridos com recursos dessa operação. Vencimento antecipado dos financiamentos: Os financiamentos possuem cláusulas financeiras restritivas (“covenants”), incluindo, entre outros, garantias reais, restrições quanto à mudança, transferência ou cessão de controle societário, incorporação, fusão ou cisão sem prévia anuência do credor. Os covenants de índices financeiros são os seguintes: Descrição Condição requerida ICP - patrimônio líquido / total do ativo Percentual superior a 20% Manter aplicado quantia correspondente a 3 (três) vezes o valor da Conta reserva última parcela vencida de principal e juros Com vistas a atender cláusula do contrato de financiamento com o BNDES, segue-se o demonstrativo do Índice de Capitalização Próprio (ICP), calculado conforme contrato, em 31 de dezembro de 2014: Patrimônio líquido 25.491 Total do ativo 57.744 ICP 44,14% A Administração acompanha o atendimento das cláusulas estabelecidas e entende que a Companhia atendeu todas as cláusulas financeiras restritivas acima em 31 de dezembro de 2014. 12. Contingências: A Companhia é parte em ações judiciais e processos administrativos perante tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal de suas operações, as quais envolvem questões tributárias, trabalhistas, aspectos cíveis, ambientais e de caráter comercial. A Companhia é parte em ações cíveis que tramitam em juízo correspondem às questões relativas à definição do valor das indenizações dos direitos de passagem aos proprietários de terras e a posse definitiva de terrenos. Os valores envolvidos, normalmente, são depositados em juízo e reconhecidos como custo do imobilizado e intangível. Com base na posição de seus assessores jurídicos, não há processos envolvendo a Companhia em que a probabilidade de perda seja classificada como provável. Dessa forma, nenhuma provisão para contingências foi constituída. Existe na Companhia uma ação movida pela ABRAGEL (Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa) contra a Eletrobras em função dos valores retidos indevidamente seguindo a resolução CNPE nº 003/2013, no valor total de R$ 239. Classificada pelos advogados como ganho possível. 13. Patrimônio líquido: (a) Capital social: Em 31 de dezembro de 2014 de 2013, o capital social subscrito e integralizado é de R$19.284 e está representado por 18.325.009 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal pertencentes em sua totalidade à PCH Participações S.A. (b) Reservas: Reserva legal: Constituída à razão de 5% do lucro líquido do exercício, antes de qualquer outra destinação, a qual não excederá 20% do capital social. Reserva especial: Constituída com o objetivo de registrar a destinação dos resultados da Companhia até que o seu fluxo de caixa futuro permita tal distribuição sem riscos financeiros relevantes durante o período da concessão nos termos do artigo 202, parágrafo 4º e 5º, da Lei nº 6.404/76. Esta Reserva foi integralmente consumida durante o exercício de 2013. Reserva de retenção de lucros: A reserva de retenção de lucros representa o lucro líquido não distribuído após constituição da reserva legal e cálculo dos dividendos obrigatórios. Conforme estatuto estes valores aguardam deliberação em Assembleia para sua destinação. (c) Dividendos: O Estatuto Social determina a distribuição de um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado na forma do artigo 202 da Lei nº 6.404/76. Os dividendos referentes ao exercício de 2014 foram calculados conforme segue: Lucro do exercício 4.380 (=) Base de cálculo 4.380 (-) Reserva legal (219) (=) Base de cálculo do dividendo 4.161 Dividendos mínimos obrigatórios 1.040 No exercício de 2014, foram pagos dividendos de ações ordinárias referentes aos resultados apurados em exercícios anteriores no valor de R$4.156. 14. Receita operacional líquida: 31/12/14 31/12/13 Receita operacional bruta: Venda de energia elétrica 16.866 16.778 Ajustes de MRE e Energia Assegurada (4.760) (712) 12.106 16.066 Deduções à receita operacional: PIS (79) (104) COFINS (363) (482) (442) (586) Receita operacional líquida 11.664 15.480 15. Informações sobre a natureza das despesas reconhecidas na demonstração do resultado: 31/12/14 31/12/13 Pessoal 212 181 Publicações 43 48 Serviços de terceiros 34 21 Arrendamentos e aluguéis 32 62 Viagens 5 33 Outras despesas 19 28 345 373 16. Resultado financeiro: 31/12/14 31/12/13 Despesas financeiras: Juros e atualizações monetárias sobre financiamentos (2.156) (2.488) Despesas bancárias (2) (2) Outras despesas (2) (2.158) (2.492) Receitas financeiras: Rendimentos de aplicações em renda fixa 218 198 Outras receitas 1 219 198 Resultado financeiro (1.939) (2.294) 17. Imposto de renda e contribuição social: A Companhia calculou o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro líquido com base no regime do lucro presumido. A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue: 31/12/14 31/12/13 IR(*) CSLL IR(*) CSLL Receita bruta 16.866 16.866 16.778 16.778 Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% Rendimentos e ganhos de aplicação financeira 219 219 198 198 Base de cálculo 1.568 2.243 1.540 2.211 Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% Imposto sobre o resultado 392 202 385 199 Outros ajustes (5) Diferença de alíquota (24) (24) 363 202 361 199 Receita ajuste MRE (4.760) (4.760) (712) (712) Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% Aos Acionistas e Administradores da Carangola Energia S.A. Belo Horizonte - MG. Examinamos as demonstrações contábeis da Carangola Energia S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2014, e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis: A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações contábeis anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2014, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase: Depreciação dos bens do ativo imobilizado destinados à geração de energia elétrica no regime de produção independente. Conforme descrito nas notas explicativas nº 3.d e 8, os bens do imobilizado da atividade de geração de energia no regime de produção independente são depreciados pelo seu prazo estimado de vida-útil, considerando-se os fatos e circunstâncias que estão mencionados nas referidas notas. À medida que novas informações ou decisões do órgão regulador ou do poder concedente Descrição Direitos sobre imóveis de terceiros Terrenos Turbina hidráulica Conduto forçado Gerador Comporta Subestação unitária Casa de força produção hidráulica Reservatório, barragem, adutora Adiantamento a fornecedores Outras Maquinas e Equipamentos Depreciação 9. Intangível: Softwares Medidas compensatórias - licença de operação Amortização acumulada 31/12/12 1.349 8.017 8.610 4.022 2.311 4.490 21.819 6.243 529 5.891 63.281 (7.179) 56.102 Adições 311 68 184 563 (1.642) (1.079) Baixas (525) (62) (587) 8 (579) 31/12/13 1.660 8.017 8.610 4.022 2.311 4.490 21.887 6.243 4 6.013 63.257 (8.813) 54.444 Taxa amortização 20% 20% 31/12/14 31/12/13 IR(*) CSLL IR(*) CSLL Base de cálculo (381) (571) (57) (85) Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% Outros ajustes (19) (6) Imposto diferido sobre o resultado (96) (52) (14) (8) Imposto total 267 150 328 185 (*) Até o limite de R$240 mil a alíquota do IR é de 15%. 18. Instrumentos financeiros: Os valores contábeis apresentados como ativos e passivos financeiros são assim demonstrados por categoria: Ativos financeiros: 31/12/14 31/12/13 Empréstimos e recebíveis mensurados ao custo amortizado: Caixa e equivalentes de caixa 283 486 Contas a receber de clientes 1.829 1.799 Depósitos judiciais 378 378 Valor justo por meio do resultado: Ativos vinculados - BNDES 1.564 1.634 Passivos financeiros: Outros passivos mensurados ao custo amortizado: Fornecedores 629 613 Financiamentos 24.065 28.070 Dividendos a pagar 1.040 2.492 A Administração entende que os instrumentos financeiros representados acima, os quais são reconhecidos nas demonstrações pelos seus valores contábeis, não apresentam variações significativas em relação aos respectivos valores de mercado, pois: (a) As taxas contratadas dos financiamentos são próximas às taxas de juros atualmente praticadas no mercado, e/ou; (b) O vencimento de parte substancial dos saldos ocorre em datas próximas às dos balanços. A Companhia está exposta a riscos relacionados a taxas de juros em função de financiamentos contratados vinculados ao TJLP. Em conformidade com o CPC 40 - Instrumentos Financeiros, é apresentado a seguir o quadro de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros de exposição a riscos de taxas de juros da Companhia, objetivando evidenciar um eventual desembolso futuro, de acordo com as premissas detalhadas. Na data de encerramento do exercício, a Administração estimou um cenário provável de variação das taxas de juros CDI (10,81%) e TJLP (5,5%), de acordo com a data de vencimento de cada operação. Tais taxas foram estressadas em 25 e 50%, servindo de parâmetro para os cenários possível e remoto, respectivamente. Exposição 31/12/14 Risco Impacto Baixa do 277 CDI Resultado Baixa do 1.564 CDI Resultado (24.065) Alta da TJLP Resultado Operação Aplicação Financeira Ativos Vinculados ao BNDES Financiamentos BNDES Cenário II Cenário III Cenário I (Deterioração (Deterioração (Provável) de 25%) de 50%) 30 38 45 169 211 254 (1.323) (1.654) (1.984) (1.124) (1.405) (1.685) 19. Benefícios a empregados: (a) Seguro de vida: A Companhia possui a política de seguro de vida a todos os seus funcionários, onde o custo é totalmente pago pela Companhia. (b) Seguro saúde: O seguro saúde é oferecido aos funcionários, de acordo com os critérios definidos na política da Companhia, onde a mesma contribui com a maior parte do custo no plano completo e o colaborador contribui com um valor simbólico, que varia conforme a remuneração individual. O plano de saúde oferecido abarca apenas os colaboradores, para os dependentes a Companhia tem a política de negociar um valor diferenciado com débito em folha de pagamento. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes ao custo de Seguro Saúde pagos pela Companhia foram de R$40 (R$56 em 31 de dezembro de 2013). (c) Benefícios pós-emprego: A Companhia não concede benefícios pós-emprego, tais como complemento de aposentadoria e seguro, nem remuneração com base em participações em ações de seus administradores. (d) Promoção por tempo de serviço: A Companhia concede prêmio aos colaboradores pelo tempo de serviço prestado, mediante a aprovação da diretoria. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes a promoção por tempo de serviço pagos pela Companhia foram de R$84. (R$65 em 31 de dezembro de 2013). 20. Cobertura de seguro: Seguro de responsabilidade civil: A Companhia contratou cobertura de seguro para indenizações por danos civis no montante de R$ 996, com vigência até 28 de abril de 2015, decorrentes de sentença judicial transitada em julgado ou de acordo autorizado pela seguradora, de risco de poluição e/ou contaminação ambiental (súbita e acidental), danos corporais e/ ou materiais sofridos por terceiros, danos morais diretamente decorrentes de danos materiais e/ou corporais causados a terceiros, considerado pela administração como suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. Seguro de operação: Em 27 de abril de 2014, com vigência até 27 de junho de 2015, a Companhia renovou a cobertura de seguro para riscos operacionais sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras no montante de R$ 8.463, considerado suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. 21. Compromisso: (a) Licença de Operação - Todas as Licenças de Operação estão válidas e em vigor. Para atendimento dos programas ambientais nelas previstos, foi estimado um gasto total até o prazo de vigência da licença, em R$264. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (b) Resta pendente a quitação a Compensação Ambiental (Lei nº 9.985/2000 - SNUC), pela empresa Carangola Energia R$383 que, de momento, dependem de deliberação do agente Licenciador quanto ao pleito de pagamento, e assinatura de convênio, respectivamente. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. 22. Transações não envolvendo caixa: Em 2014, a Companhia realizou as seguintes transações que não geraram efeitos de caixa e que, portanto, não estão refletidas na demonstração dos fluxos de caixa: • Constituição de ativo imobilizado no montante de R$73 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. • Baixa de ativo intangível no montante de R$206 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. 23. Autorização para conclusão das demonstrações contábeis: A emissão das demonstrações contábeis foi autorizada pelo Conselho de Administração em 10 de fevereiro de 2015. Composição da Diretoria Edvaldo Alves de Santana - Diretor Abelardo Martins de Mello - Diretor Contador - Bruno da Silva Rodrigues - CRC RJ - 116272/O-6 sejam conhecidas, o atual prazo de depreciação desses ativos poderá ou não ser alterado. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto. Outros assuntos: Demonstração do valor adicionado. Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2014, preparada sob a responsabilidade da administração da Companhia. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Belo Horizonte, 10 de fevereiro de 2015 DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Auditores Independentes CRC-2SP 011.609/O-8 F/MG Leonardo Fonseca de Freitas Maia Contador CRC-1MG 079.276/O-7 CNPJ nº 07.063.921/0001-42 RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA REFERENTE AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Senhores Acionistas, A PCH Funil com capacidade instalada total de 22,5 MW, e energia comercializada anual de 114,93 GWh, beneficiando aproximadamente 194 mil pessoas. A receita bruta de vendas em 2014 foi de R$ 22,4 milhões, apresentando um (Valores expressos em milhares de reais) lucro líquido na ordem de R$ 0,3 milhões. 31/12/14 31/12/13 BALANÇO PATRIMONIAL LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO REFERENTE AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Fluxos de caixa das atividades operacionais (Valores expressos em milhares de reais - R$) (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto o lucro por ação) Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social 9.231 10.317 Nota 31/12/14 31/12/13 Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas pelas atividades operacionais: Nota 31/12/14 31/12/13 Receita líquida de vendas 14 17.928 20.392 Juros e atualizações monetárias Ativos 2.943 3.686 Custos das vendas de energia Depreciação e amortização 2.377 2.320 Ativos circulantes Pessoal (697) (649) Constituição do ajuste MRE 7.482 3.671 Caixa e equivalentes de caixa 5 396 1.284 Meio ambiente (62) (55) PIS e COFINS diferido sobre ajuste MRE (273) (134) Contas a receber de clientes 6 2.418 2.663 Operação (338) (344) Variação nos ativos e passivos operacionais: Despesas antecipadas 102 59 Manutenção (313) (249) Contas a receber 245 444 Outros ativos circulantes 9 8 Taxas setoriais (132) (71) Despesas antecipadas (43) (22) Total dos ativos circulantes 2.925 4.014 Tarifa de uso dos sistemas elétricos de distribuição (TUSD) (601) (679) Outros ativos circulantes (1) 54 Ativos não circulantes Seguros (191) (156) Impostos e contribuições diferidas 133 (113) (2.377) (2.320) Fornecedores Ativos vinculados - BNDES 7 2.347 2.453 Depreciação e amortização 10 2.935 (153) (240) Obrigações trabalhistas e previdenciárias 45 4 Impostos e contribuições diferidas 504 247 Outros custos (4.864) (4.763) Impostos e contribuições a recolher (669) 4 Depósitos judiciais 78 78 Provisão para férias e 13º salário (3) (9) Imobilizado 8 77.941 80.111 Lucro bruto Despesas operacionais 15 Outros passivos (597) 588 Intangível 9 101 433 Pessoal (533) (824) Receita diferida (3.671) Total dos ativos não circulantes 80.971 83.322 Administrativas e gerais (183) (249) Caixa gerado pelas operações 17.209 23.745 Total dos ativos 83.896 87.336 Outras despesas operacionais, líquidas Outros fluxos de caixa das atividades operacionais: (231) (855) (3.197) (3.705) (947) (1.928) Juros pagos sobre financiamentos Nota 31/12/14 31/12/13 Lucro antes do resultado financeiro Imposto de renda e contribuição social pagos no período (233) (687) Passivos Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 13.779 19.353 12.117 13.701 Passivos circulantes Fluxos de caixa das atividades de investimentos Resultado financeiro 16 Fornecedores 235 225 Despesas financeiras 346 219 (3.184) (3.688) Resgate de ativos vinculados - BNDES Financiamentos - BNDES 11 6.185 6.328 Receitas financeiras (17) (3.041) 298 304 Aquisição de imobilizado e intangível Obrigações trabalhistas e previdenciárias 66 21 329 (2.822) (2.886) (3.384) Caixa líquido gerado (aplicado) nas atividades de investimentos Impostos e contribuições a recolher 149 283 Lucro operacional antes do imposto de renda e da contribuição social 9.231 10.317 Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Provisão para férias e 13º salário 55 58 Imposto de renda e contribuição social Dividendos pagos (8.940) (9.785) 17 Receita diferida 7.482 3.671 Corrente (6.056) (6.055) (768) (845) Financiamentos pagos (14.996) (15.840) Dividendos a pagar 13 2.038 3.048 Diferido 117 160 Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos (Redução) aumento em caixa e equivalentes de caixa (888) 691 43 640 Outros passivos (651) (685) 16.253 14.274 Lucro líquido do exercício Total dos passivos circulantes 8.580 9.632 Variação no caixa e equivalentes de caixa 1.284 593 Passivos não circulantes Lucro básico e diluído por ação ordinária - R$ 0,33 0,37 Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 396 1.284 Financiamentos - BNDES 11 29.272 35.199 Quantidade média ponderada de ações 26.365.055 26.365.055 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício (Redução) aumento em caixa e equivalentes de caixa (888) 691 347 489 Provisões para compromissos futuros 21 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE PARA O EXERCÍCIO 29.619 35.688 Total dos passivos não circulantes DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO REFERENTE AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 45.872 49.962 Total dos passivos (Valores expressos em milhares de reais - R$) Patrimônio líquido 13 31/12/14 31/12/13 Capital social 28.187 28.187 Lucro líquido do exercício Nota 31/12/14 31/12/13 8.580 9.632 14 18.607 21.165 9.837 9.187 Outros resultados abrangentes Reserva de lucros - 1. Receita bruta de vendas 22.418 24.836 38.024 37.374 Resultado abrangente do exercício 8.580 9.632 Vendas de mercadorias, produtos e serviços Ajuste do MRE e perda de energia assegurada (3.811) (3.671) 83.896 87.336 Resultado abrangente total do exercício Total dos passivos e do patrimônio líquido 8.580 9.632 2. Insumos adquiridos de terceiros 2.050 2.758 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO REFERENTE AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 1.008 1.001 Reservas de lucros Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 1.042 1.757 Capital Reserva Reserva de Dividendos Reserva Lucros 3. Valor adicionado bruto (1-2) 16.557 18.407 2.377 2.320 social legal retenção de lucro adicionais propostos especial acumulados Total 4. Depreciação e amortização 14.180 16.087 Saldos em 31 de dezembro de 2012 28.187 1.843 7.909 576 38.515 5. Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3-4) 298 304 Pagamento Dividendos Adicionais (7.909) (576) (8.485) 6. Valor adicionado recebido em transferência 16 298 304 Lucro líquido do exercício 9.632 9.632 Receitas financeiras 7. Valor adicionado total a distribuir (5+6) 14.478 16.391 Outros resultados abrangentes 14.478 16.391 Resultado abrangente do exercício 9.632 9.632 8. Distribuição do valor adicionado Pessoal 1.230 1.245 Destinações 863 964 Reserva legal 481 (481) - Remuneração direta Benefícios 291 160 Dividendos adicionais propostos 6.863 (6.863) 76 121 Dividendos mínimos obrigatórios (2.288) (2.288) F.G.T.S Impostos, taxas e contribuições 1.353 1.701 Saldos em 31 de dezembro de 2013 28.187 2.324 6.863 37.374 Federais 1.344 1.690 Pagamento de Dividendos Adicionais (5.892) (5.892) Estaduais 3 2 Lucro líquido do exercício 8.580 8.580 Municipais 6 9 Outros resultados abrangentes - Remuneração de capitais de terceiros 3.315 3.813 Resultado abrangente do exercício 8.580 8.580 Juros 16 3.183 3.686 Destinações Aluguéis 131 124 Reserva legal 429 (429) - Outras 1 3 Dividendos mínimos obrigatórios (2.038) (2.038) Remuneração de capitais próprios 8.580 9.632 Dividendos adicionais propostos 6.113 (6.113) - Dividendos 13 2.038 2.288 Saldos em 31 de dezembro de 2014 28.187 2.753 7.084 38.024 Lucros retidos 6.542 7.344 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 1. Contexto operacional: A Funil Energia S.A. (“Companhia” ou “Funil”) é uma subsidiária direta da PCH Participações S.A. e Contudo, a revisão da sazonalização não foi solicitada pela ELETROBRAS à companhia. Os efeitos negativos da sazonalização de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas demonstrações contábeis. (a) Instrumentos financeirosJ: (i) indireta da Brasil PCH S.A., e foi constituída em 16 de agosto de 2004 como sociedade anônima de capital fechado, com sede ex-post informado pela ELETROBRAS em 31 de dezembro de 2013 foi de R$1.259. Por meio da ABRAGEL, foi interposto recur- Ativos financeiros não derivativos: A Companhia reconhece os empréstimos e recebíveis e depósitos inicialmente na data em na Avenida Prudente de Morais, 1250,10º e 11º andar- Coração de Jesus - Belo Horizonte - MG.A Companhia tem como obje- so administrativo junto a ANEEL e a Administração acompanha o assunto junto à associação. A Companhia considerou todos que foram originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor justo por meio do resultato social o propósito específico (Sociedade de Propósito Específico - SPE) de implantar e explorar o potencial hidráulico de os impactos negativos nas suas demonstrações contábeis de 2013 e 2014. Outro aspecto relevante consiste na aplicação do do) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Companhia se torna uma das partes das disposições conPequena Central Hidrelétrica (PCH) e comercializar energia elétrica nela gerada. A Companhia poderá, ainda, exercer todas as fator de ajuste das garantias físicas das usinas pertencentes ao MRE. Devido a um regime hidrológico muito desfavorável a tratuais do instrumento. • Empréstimos e recebíveis: Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ações que possam, direta ou indiretamente, no todo ou em parte, ser vinculadas ao seu propósito específico. A Companhia redução de geração em relação à garantia física da Usina Funil é em média 54,1% em 2014, com impacto já contabilizado pela ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de possui autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica, concedida CCEE até novembro de R$6.780, e a Companhia projeta o valor de R$8.027 para o exercício de 2014, o qual foi provisionado quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) através das Resoluções nºs 361/1999 e 191/2005, para funcionar como PCH conforme mencionado no parágrafo anterior. 1.2. Revisão da Garantia Física: De acordo com o previsto na Portaria MME custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. • pelo prazo de 30 anos e está localizada no Rio Guanhães, no Município de Dores do Guanhães, em Minas Gerais, com capaci- 463/2009, a partir do quadragésimo oitavo mês de operação comercial serão revisados anualmente e, em seguida, semestral- Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencidade de licença instalada de 22,5 MW e uma linha de transmissão de 35 km de extensão. A contratação de energia gerada é mente, os montantes de garantia física dos empreendimentos que apresentarem desempenho inferior às metas de geração mento original de três meses ou menos a partir da data da contratação. Os quais são sujeitos a um risco insignificante de altefeita pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), que determina que a Centrais Elétricas líquida estabelecidas em 80 e 90%, respectivamente. Foi publicada em 31 de janeiro de 2013 e 26 de julho de 2013 as portarias ração no valor, e são utilizadas no pagamento das obrigações de curto prazo. (ii) Passivos financeiros não derivativosJ: A Brasileiras (ELETROBRAS) seja o agente representante das PCHs na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), n° 20 e 63 do Ministério de Minas e Energia - MME, que deliberaram a revisão para menor da garantia física da Companhia, Companhia reconhece passivos financeiros inicialmente na data de negociação na qual a Companhia se torna uma parte das responsável pela contratação de toda energia gerada, obrigando a celebração de contratos de compra e venda de energia, em 5%, não podendo ultrapassar o limite de 10% de redução. Desta forma, a garantia física da Companhia passou a ser de disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais pelo prazo de 20 anos a contar do mês de maio de 2008. Em 4 de março de 2008, através do Despacho ANEEL nº 840, e em 6 13,12 MW, a partir de 1º de janeiro de 2014 e os impactos financeiro afetaram este mesmo exercício. Em 28 de janeiro de retirada ou cancelada. A Companhia classifica os passivos financeiros não derivativos na categoria de outros passivos financeide março de 2008, através do Despacho ANEEL nº 864, a Companhia obteve autorização para iniciar a comercialização da 2014 houve a publicação da Portaria nº 31 do MME que deliberou outra revisão para menor de garantia física da Companhia ros. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atrienergia gerada nas unidades 1 e 2, respectivamente, ambas com potência instalada de 11,25 MW, atingindo, assim, sua capa- atingindo o limite de 10% de redução da quantidade original. A garantia física passou de 13,12 MW para 13,09 MW a partir de buíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos cidade total em operação de 22,5 MW e energia anual assegurada de 127,3 GWh. O término de sua autorização se dará em 1º de julho de 2014 e o impacto financeiro para o exercício de 2015 será de R$30. As informações sobre garantia física não juros efetivos. A Companhia tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: financiamentos, fornecedores, dividendos 22 de dezembro de 2029. Em 28 de janeiro de 2014, foi publicada a Portaria MME nº 031, revisando o valor da garantia física foram examinadas pelos auditores independentes. 2. Apresentação das demonstrações contábeis: 2.1. Declaração de confor- e outras contas a pagar. A Companhia não opera com instrumentos financeiros derivativos. (iii) Capital social: Ações ordinárias da PCH Funil para 114,7 GWh ano, passando esse montante a viger a partir de 14 de julho de 2015. As informações sobre midade: As demonstrações contábeis da Companhia foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no são classificadas como patrimônio líquido. Os dividendos mínimos obrigatórios conforme definido em estatuto são reconhecapacidade de licença instalada e em operação, energia anual assegurada e quilômetros de extensão, não foram examinadas Brasil. As práticas contábeis adotadas no Brasil compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os Pronun- cidos como passivo. (b) Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes são registradas pelo valor faturado menos pelos auditores independentes. Em 31 de dezembro de 2014, os números mostram capital circulante líquido negativo, no ciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovadas pelo os impostos retidos na fonte, os quais são considerados créditos tributários, conforme legislação tributária vigente. (c) Imobimontante de R$ 13.328 (R$ 10.260 em 31 de dezembro de 2013). No entanto, a Administração entende que não existe risco Conselho Federal de Contabilidade (“CFC”) e pelas normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”). 2.2. Bases de lizado: Registrado ao custo histórico de aquisição, formação ou construção (inclusive juros e demais encargos financeiros líquide inadimplência, visto que parte substancial dos passivos circulantes refere-se às obrigações contraídas junto a instituições elaboração: As demonstrações contábeis foram elaboradas com base no custo histórico, exceto por determinados instrumen- dos), deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas. O custo inclui financeiras, decorrentes de financiamentos, e junto a ELETROBRAS, decorrente do ajuste MRE, sendo que estas obrigações tos financeiros mensurados pelos seus valores justos, conforme descrito nas práticas contábeis a seguir. O custo histórico gastos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. Considerando a conclusão das obras e o início das operações estão atualizadas e refletem as obrigações para os próximos 12 meses, enquanto os ativos circulantes demonstram somente geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos. Ativos e passivos são classificados con- em março de 2008, aliado ao custo do imobilizado atender aos requerimentos do CPC 27 - Ativo Imobilizado, a Companhia as contas a receber levantadas na data das demonstrações contábeis. A Administração prevê a geração de caixa decorrente forme seu grau de liquidez e exigibilidade. Os mesmos são classificados como circulantes quando provável que sua realização manteve o custo histórico como base de mensuração do ativo fixo. Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes da energia assegurada pelo PROINFA em montante suficiente para liquidar as obrigações de curto prazo da Companhia. 1.1. ou liquidação ocorra nos próximos doze meses. Caso contrário, são demonstrados como não circulantes. (a) Moeda funcional vidas úteis, elas são registradas como itens individuais (componentes principais) de imobilizado. O custo de reposição de um Mecanismo de Realocação de Energia - MRE: A Companhia tem a totalidade da sua capacidade de geração hidrelétrica inseri- e moeda de apresentação: Essas demonstrações contábeis são apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Compa- componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do item caso seja provável que os benefícios econômicos incorda no MRE, responsável por mitigar os riscos hidrológicos entre as usinas hidrelétricas que aderirem ao mesmo. Por força do nhia. Todas as informações financeiras apresentadas em milhares de reais foram arredondadas para o valor mais próximo, porados dentro do componente irão fluir para a Companhia e que o seu custo pode ser medido de forma confiável. O valor PROINFA, todos os anos, sempre em setembro, a Companhia informa a sazonalização para a ELETROBRAS considerar no Plano exceto quando indicado de outra forma. (b) Uso de estimativas e julgamentos: A preparação das demonstrações contábeis de contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado Anual do PROINFA do ano seguinte. As contabilizações são realizadas mensalmente pela Câmara de Comercialização de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que são reconhecidos no resultado conforme incorridos. (d) Depreciação: A depreciação, exceto de móveis e utensílios e compuEnergia Elétrica - CCEE e repassadas ao Agente de Comercialização do PROINFA (ELETROBRAS), que, por sua vez, por força afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais tadores e periféricos, é calculada a partir do início da operação da Companhia, pelo método linear, às taxas determinadas pela contratual repassa os seus efeitos à Companhia, no ano seguinte, em 12 parcelas, conforme definições contratuais. Por meio podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de uma maneira contínua. Revisões com relação a Portaria DNAEE nº 815, de 15 de novembro de 1994, alteradas pelas Resoluções nº 367, de 2 de junho de 2009 e 474, de 7 de do Despacho ANEEL/SEM nº 335/13, de 08/02/13, as empresas titulares de empreendimentos incluídos no MRE ficaram au- estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros fevereiro de 2012. A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em torizadas a revisar a sazonalização dos montantes de garantia física para o exercício de 2013, até 15 de fevereiro de 2013. afetados. 3. Resumo das principais práticas contábeis: As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas vigor e, conforme avaliação da Administração do que consta na Resolução de autorização para estabelecimento como produ- tora independ o valor residu considerando e San Juan, res tração entend entendendo a ploração do p Nota explicati prorrogação, o diante indeniz auditoria da A Intangível: Re prazo de vigên liado, no míni perda que req provisão é rec estimar os val tiva das consid as incertezas r obrigação, seu nheiro é relev perados que s e o valor pude formidade com partida recebi determinaçõe feridos para o à transação fl controladas in tado da come faturas mensa de juros sobre despesas finan sultado atravé Companhia fo da Companhia pectivamente na data do en valor adiciona te determinad suplementar à do, as quais s ação foi calcu apresentados pelo qual o lu interpretaçõe exercício corre pelo CPC, que CPC 39 - Apre mentos relaci de Valor Recu tante recuper outro ativo int um ativo ou re - Novação de descontinuar minadas circu instrumento d efetividade do ção de pagam obrigação é a instruções de to de uma van uma obrigaçã nhia avaliou to Normas e inte sadas a seguir clientes; c) Mo 04 (R1) - Escla CPC 29 - Agric Empregado; g nas IFRSs ciclo interpretaçõe mitê de Pronu nadas às IFRSs junto de norm que esses pro tos nas Demo 4. Gerenciame O risco de cré a incorrer em to de compra sim, não há ex às contas a rec Companhia so ceiros. A Com em bancos de apresentado n caixa realizado junto ao Banc Uma análise d Nota Explicati cia de prejuízo práticas do se nutenção corr barragens. Ca tura de seguro de liquidez: A otimização de entrada de ca riscos decorre base de capita negócio. A Ad da realização nhia a riscos é coordenadas p na sua maior cada usina hid região geográ conjunto com de energia de ção hidrelétric lógico, alocan 5. Caixa e equ Bancos Aplicação fina As aplicações do Brasil e San bancário (CDI) impostos retid médio de créd constitui prov contas a receb receber vencid de 2014, refer BNDES. Confo de reserva vin 98%, do CDI, d para atuar com ciamento. 8. I Direitos sobre Turbina hidráu Conduto força Gerador Comporta Subestação un Estrutura de t Casa de força Aos Acionista Funil Energia tivas demons para o exercíc Responsabili pela elaboraç das no Brasil dessas demo Responsabili demonstraçõ nais de audit planejada e e distorção rele respeito dos v Senhores Acio beneficiando um lucro líqui Ativos Ativos circula Caixa e equiv Contas a rece Despesas ant Outras ativos Total dos ativo Ativos não cir Ativos vincula Impostos e co Depósitos jud Imobilizado Intangível Total dos ativo Total dos ativ Passivos Passivos circu Fornecedores Financiament Obrigações tr Impostos e co Provisão para Outros passiv Receita diferi Dividendos a Total passivos Passivos não Financiament Provisões par Total dos pass Total dos pass Patrimônio líq Capital social Reserva de lu Total do patrim Total dos pass BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 22 CNPJ nº 07.063.921/0001-42 /13 ) CSLL ) (85) % 9% ) (6) ) (8) 8 185 apresentados 31/12/13 486 1.799 378 1.634 613 28.070 2.492 idos nas detivos valores praticadas no os. A Compaados ao TJLP. sensibilidade um eventual dministração data de venários possível Cenário III eterioração de 50%) 45 254 (1.984) (1.685) os seus funaos funcionáarte do custo individual. O a de negociar 14 os valores bro de 2013). o de aposenromoção por ante a aproo por tempo guro: Seguro no montante ou de acordo corporais e/ ais causados o a natureza a Companhia bras no montividade. 21. dimento dos $264. Em 31 ompensação dem de delite. Em 31 de xa: Em 2014, refletidas na tida à rubrica tida à rubrica emissão das or ntém ressalva demonstração ponsabilidade oria descritos em relação às 2014 31/12/13 10.317 3.686 2.320 3.671 (134) 444 (22) 54 (113) 2.935 4 4 (9) 588 23.745 (3.705) (687) 19.353 219 (3.041) (2.822) (9.785) (6.055) (15.840) 691 593 1.284 691 E 2014 31/12/13 21.165 24.836 (3.671) 2.758 1.001 1.757 18.407 2.320 16.087 304 304 16.391 16.391 1.245 964 160 121 1.701 1.690 2 9 3.813 3.686 124 3 9.632 2.288 7.344 nanceirosJ: (i) te na data em eio do resultaposições conamentos fixos o acrescido de medidos pelo ecuperável. • os com vencicante de altederivativosJ: A uma parte das es contratuais sivos financeiransação atrio método dos es, dividendos ões ordinárias são reconheturado menos nte. (c) Imobianceiros líquiO custo inclui das operações a Companhia êm diferentes posição de um ômicos incorfiável. O valor o imobilizado ílios e compurminadas pela e 474, de 7 de legislação em como produ- tora independente, concedida pela ANEEL a Funil, ao final do prazo dessa autorização que é 30 anos, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação da autorização, considerando inclusive as Portarias MME nº 956/10 e nº 197/12, autorizando a prorrogação das PCH’s Pacífico Mascarenhas e San Juan, respectivamente, por mais 20 anos, condicionada à realização de pequena melhoria operacional, o que a Administração entende demonstrar a evidência concreta de possibilidade de prorrogação de autorização da PCH por mais 20 anos, entendendo assim estar em linha com um dos requerimentos do CPC 27. Autorização e indenização: A autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica vigorará pelo prazo de trinta anos (ver Nota explicativa no.1), podendo ser prorrogada, a critério da ANEEL. Ao final do prazo da respectiva autorização, não havendo prorrogação, os bens e instalações vinculados à produção de energia elétrica passarão a integrar o patrimônio da União mediante indenização dos investimentos realizados, desde que previamente autorizados, e ainda não amortizados, apurada por auditoria da ANEEL, ou poderá ser exigido que a Companhia a restabeleça, por sua conta, o livre escoamento das águas. (e) Intangível: Registrado ao custo de formação. A amortização é calculada, pelo método linear, a contar da data do início do prazo de vigência de cada evento. (f) Valor recuperável de ativos: O imobilizado e intangível têm o seu valor recuperável avaliado, no mínimo, anualmente caso haja indicadores de perda de valor. A Companhia não apurou nenhuma indicação de perda que requeresse a contabilização de provisão para ajuste desses ativos ao seu valor de recuperação. (g) Provisões: Uma provisão é reconhecida para obrigações presentes (legal ou presumida) resultante de eventos passados, em que seja possível estimar os valores de forma confiável e cuja liquidação seja provável. O valor reconhecido como provisão é a melhor estimativa das considerações requeridas para liquidar a obrigação no final de cada período de relatório, considerando-se os riscos e as incertezas relativos à obrigação. Quando a provisão é mensurada com base nos fluxos de caixa estimados para liquidar a obrigação, seu valor contábil corresponde ao valor presente desses fluxos de caixa (em que o efeito do valor temporal do dinheiro é relevante). Quando alguns ou todos os benefícios econômicos requeridos para a liquidação de uma provisão são esperados que sejam recuperados de um terceiro, um ativo é reconhecido se, e somente se, o reembolso for virtualmente certo e o valor puder ser mensurado de forma confiável. (h) Apuração do resultado: O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. (i) Receita operacional: A receita é mensurada pelo valor justo da contrapartida recebida ou a receber. A receita é reconhecida quando a energia é gerada e a titularidade legal é transferida, conforme determinações legais do contrato de suprimento de energia elétrica, ou seja, todos os riscos e benefícios inerentes são transferidos para o comprador, o valor da receita pode ser mensurado com confiabilidade e os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a Companhia. Receita diferida: Os Contratos de Compra e Venda de Energia, celebrados entre as controladas indiretas e a ELETROBRAS, estabelecem que seja apurada em cada ano (período de janeiro a dezembro) o resultado da comercialização no âmbito da CCEE. A parcela de ajuste financeiro resultante dessa apuração será compensada nas faturas mensais do ano subsequente. (j) Receitas financeiras e despesas financeiras: As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre financiamentos. Custos de financiamentos são mensurados no resultado através do método de juros efetivos. (k) Imposto de renda e contribuição social: A sistemática fiscal adotada pela Companhia foi do lucro presumido. Com base nesse critério, o resultado para fins de imposto de renda e contribuição social da Companhia foi calculado aplicando-se sobre a receita as alíquotas definidas para sua atividade, que são de 8% e 12%, respectivamente. Sobre o resultado presumido foram aplicadas as alíquotas de imposto de renda e contribuição social vigentes na data do encerramento de cada exercício (25% para imposto de renda e 9% para contribuição social). (l) Demonstração do valor adicionado: Essa demonstração tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela Companhia e sua distribuição durante determinado período e é apresentada pela Companhia como parte de suas demonstrações contábeis e como informação suplementar às demonstrações contábeis, nos termos do pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado, as quais são apresentadas como parte integrante das demonstrações contábeis. (m) Lucro por ação: O lucro básico por ação foi calculado com base no número médio de ações ordinárias em circulação da Companhia em cada um dos exercícios apresentados. A Companhia não possui instrumentos que poderiam potencialmente diluir o lucro básico por ação, motivo pelo qual o lucro básico por ação é igual ao lucro por ação diluído. (n) Adoção de pronunciamentos contábeis, orientações e interpretações novos e/ou revisados; (i) Alterações às IFRSs e as novas interpretações de aplicação obrigatória a partir do exercício corrente: No exercício corrente, a Companhia aplicou diversas emendas e novas interpretações aos CPCs emitidos pelo CPC, que entram obrigatoriamente em vigor para períodos contábeis iniciados em 1º de janeiro de 2014. • Alterações ao CPC 39 - Apresentação de Instrumentos Financeiros Ativos e Passivos Líquidos. Os ajustes do CPC 39 esclarecem os requerimentos relacionados à compensação de ativos financeiros com passivos financeiros. •Alterações ao CPC 01 (R1) - Divulgação de Valor Recuperável de Ativos Não Financeiros. As alterações do CPC 01 (R1) retiram os requerimentos de divulgar o montante recuperável de uma unidade geradora de caixa para a qual o ágio de expectativa de rentabilidade futura (goodwill) ou outro ativo intangível com vida útil indefinida tenha sido alocado quando não tenha ocorrido redução ao valor recuperável de um ativo ou reversão de redução ao valor recuperável relacionado a essa unidade geradora de caixa. • Alterações ao CPC 38 - Novação de Derivativos e Continuidade de Contabilidade de Hedge. As alterações ao CPC 38 retiram a obrigatoriedade de descontinuar a contabilidade de hedge quando um derivativo designado como instrumento de hedge é renovado sob determinadas circunstâncias. A alteração também esclarece que qualquer mudança no valor justo do derivativo designado como instrumento de hedge derivativo que ocorra em decorrência da novação deve ser incluída na avaliação e mensuração da efetividade do hedge. • IFRIC 21 - Tributos: O IFRIC 21 endereça o momento de reconhecer um passivo decorrente da obrigação de pagamento de tributos impostos por um governo, A interpretação define tributos e especifica que o fato gerador da obrigação é a atividade que resulta em pagamento do tributo, conforme definido na legislação. A interpretação disponibiliza instruções de como diferentes acordos tributários devem ser contabilizados e, principalmente esclarece que o aproveitamento de uma vantagem econômica ou questões de continuidade na preparação das demonstrações contábeis não implicam em uma obrigação presente da companhia em pagar um tributo cujo fato gerador ocorrerá em uma operação futura. A Companhia avaliou todas as novas normas acima resumidas e não identificou efeitos significativos nas Demonstrações Contábeis. (ii) Normas e interpretações novas e revisadas já emitidas e ainda não adotadas: A Companhia não adotou as IFRSs novas e revisadas a seguir, já emitidas e ainda não adotadas: a) IFRS 9 - Instrumentos Financeiros; b) IFRS 15 - Receitas de Contratos com clientes; c) Modificações à IFRS 11/CPC 19 (R2) - Acordo contratual conjunto; d) Modificações às IAS 16/CPC 27 e IAS 38/CPC 04 (R1) - Esclarecimento dos métodos de depreciação e amortização aceitáveis; e) Modificações às IAS 16 / CPC 27 e IAS 41 / CPC 29 - Agricultura: Plantas produtivas; f) Modificações à IAS 19/CPC 33 (R1) - Plano de Benefício Definido: Contribuição do Empregado; g) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2010-2012; h) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2011-2013. Considerando as atuais operações da Companhia, a Administração não espera que essas normas, interpretações e alterações tenham efeitos relevantes sobre as suas demonstrações contábeis a partir de sua adoção. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC ainda não editou todos os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionadas às IFRSs novas e revisadas apresentadas acima. Em decorrência do compromisso do CPC de manter atualizado o conjunto de normas emitido com base nas atualizações feitas pelo International Accounting Standards Board - IASB, é esperado que esses pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC até a data de sua aplicação obrigatória e que seus impactos nas Demonstrações Contábeis da Companhia sejam os mesmos da adoção dos pronunciamentos do IASB descritos acima. 4. Gerenciamento de risco: A Companhia avaliou e considerou relevante a exposição aos seguintes riscos: •Risco de crédito: O risco de crédito refere-se ao risco de uma contraparte não cumprir com suas obrigações contratuais, levando a Companhia a incorrer em perdas financeiras. As contas a receber de clientes são formadas por um único cliente - ELETROBRAS via contrato de compra de energia pelo prazo de 20 anos. Este fato reduz o risco de perda financeira por motivo de inadimplência. Assim, não há exposição significativa da Companhia a riscos de crédito ou perdas por redução no valor recuperável relacionadas às contas a receber de clientes, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 6. • Risco mercado: Decorre da possibilidade da Companhia sofrer ganhos ou perdas decorrentes de oscilações de taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos financeiros. A Companhia avalia que os riscos das aplicações financeiras de suas disponibilidades são baixos, por serem realizadas em bancos de reconhecida liquidez e remuneradas a taxas de mercado que variam entre 95,5% a 98% do CDI, conforme apresentado na Nota Explicativas no 5. A Companhia administra e mensura esses riscos através do planejamento de fluxo de caixa realizado. Os passivos financeiros existentes abrangem basicamente saldos de financiamentos obtidos pela Companhia junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme apresentado na Nota Explicativa nº 11. Uma análise de sensibilidade dos ativos e passivos que representam riscos relevantes para a Companhia está apresentada na Nota Explicativa nº 18. • Risco operacional: O objetivo da Companhia é administrar o risco operacional para evitar a ocorrência de prejuízos financeiros. A Companhia realiza as atividades de operação e manutenção da sua usina de acordo com as práticas do setor elétrico brasileiro, inclusive realizando sistematicamente as atividades de manutenção preventiva e de manutenção corretiva dos equipamentos eletromecânicos das instalações, bem como o monitoramento das estruturas civis e barragens. Caso ocorram eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade, a Companhia contratou uma cobertura de seguros de operação sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras, conforme Nota Explicativa nº 20. • Risco de liquidez: A Companhia utiliza o controle do custeio para auxiliar no monitoramento de exigências do fluxo de caixa e na otimização de seu retorno de caixa em investimentos. Todo decêndio é estimado o desembolso em comparação com a sua entrada de caixa. A Companhia não possui operações contratadas em moeda estrangeira. Desta forma, não está sujeita a riscos decorrentes de oscilações de taxas de câmbio. • Gestão de capital: A política da Administração é manter uma sólida base de capital para preservar a confiança do investidor, credor e mercado e com isso manter o desenvolvimento futuro do negócio. A Administração monitora o retorno de capital sobre a operação da empresa através do acompanhamento mensal da realização orçamentária aprovada pelo Conselho de Administração. A Administração entende que a exposição da Companhia a riscos é remota, sendo o gerenciamento realizado através de ferramentas de controle, planejamento e orçamento, coordenadas pela Diretoria. • Riscos Hidrológicos: O suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) é realizado, na sua maior parte, por usinas hidrelétricas. Como o SIN opera em sistema de despacho otimizado e centralizado pelo ONS, cada usina hidrelétrica, incluindo a da Companhia, está sujeita a variações nas condições hidrológicas verificadas, tanto na região geográfica em que opera como em outras regiões do País. A ocorrência de condições hidrológicas desfavoráveis, em conjunto com a obrigação de entrega da energia contratada, poderá resultar em uma exposição da Companhia ao mercado de energia de curto prazo, o que afetaria seus resultados financeiros futuros. Entretanto, a totalidade da capacidade de geração hidrelétrica da Companhia está inserida no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), que mitiga parte do risco hidrológico, alocando-o entre todas as usinas vinculadas ao MRE. 5. Caixa e equivalentes de caixa 31/12/14 31/12/13 Bancos 2 6 Aplicação financeira 394 1.278 396 1.284 As aplicações financeiras de liquidez imediata em CDB - DI, com risco insignificante de perda de valor, junto aos Bancos Banco do Brasil e Santander, são remuneradas a taxas de mercado que variam entre 95,5% a 98% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). 6. Contas a receber: Refere-se ao valor da venda da energia gerada pela Companhia, líquido dos respectivos impostos retidos na fonte. A Companhia registra o valor a receber referente à energia contratada pelo PROINFA. O período médio de crédito nas contas a receber é de 35 dias e não são cobrados juros sobre as contas a receber. A Companhia não constitui provisão para créditos de liquidação duvidosa, com base em sua experiência histórica de realização de 100% das contas a receber passadas e da análise da situação financeira atual de seu único devedor - ELETROBRAS, inexistindo contas a receber vencidas na data das demonstrações contábeis. 7. Ativos vinculados - BNDES: O saldo registrado em 31 de dezembro de 2014, refere-se a recursos recebidos pela Companhia decorrentes da venda de energia gerada e que estão vinculados ao BNDES. Conforme descrito na Nota Explicativa nº 11, o BNDES exige como garantia do financiamento a constituição de conta de reserva vinculada. Esta conta é uma aplicação financeira, no Fundo BB Comercial 17, com taxas que variaram entre 96% e 98%, do CDI, de liquidez imediata e baixo risco junto ao Banco do Brasil, que é a instituição financeira aprovada pelo BNDES para atuar como administradora das contas. Essa conta deverá ser utilizada para pagamento das parcelas do referido financiamento. 8. Imobilizado: (a) Composição do imobilizado: 31/12/14 31/12/13 Taxa Depreciação Depreciação Acumulada Descrição Custo Líquido Líquido Direitos sobre imóveis de terceiros Terrenos 2.030 2.030 1.942 Turbina hidráulica 2,50% 8.435 (1.106) 7.329 7.540 Conduto forçado 3,13% 3.891 (847) 3.044 3.166 Gerador 3,33% 6.448 (1.384) 5.064 5.278 Comporta 3,33% 856 (198) 658 686 Subestação unitária 3,57% 9.168 (2.200) 6.968 7.295 Estrutura de tensão 3,57% 4.408 (907) 3.501 3.804 Casa de força produção hidráulica 2,00% 32.635 (4.541) 28.094 28.743 Aos Acionistas e Administradores da Funil Energia S.A. Belo Horizonte - MG.Examinamos as demonstrações contábeis da Funil Energia S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2014, e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis: A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados depen- 31/12/14 31/12/13 Depreciação Acumulada Custo Líquido Líquido 18.390 (2.458) 15.932 16.295 842 842 842 5.661 (1.182) 4.479 4.520 92.764 (14.823) 77.941 80.111 A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e conforme consta na Resolução nº 191, de 23 de maio de 2005, da ANEEL, a qual concede à PCH a autorização para se estabelecer como produtora independente, ao final do prazo dessa autorização, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação de autorização por mais 20 anos. A Companhia monitora os aspectos trazidos pelo CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos e avaliam o valor recuperável de seus ativos sempre que identificam indícios de que o valor contábil registrado é superior ao retorno esperado por seus investimentos, realizando provisão contábil sempre que necessário. Na data destas demonstrações contábeis, a Administração entendeu que não havia indicação de que algum dos seus ativos tangíveis pudessem ter sofrido desvalorização, uma vez que não se evidenciaram nenhum dos fatores indicativos de perdas conforme pronunciamento CPC 01 (R1). (b) Movimentação Descrição 31/12/13 Adições 31/12/14 Direitos sobre imóveis de terceiros Terrenos 1.942 88 2.030 Turbina hidráulica 8.435 8.435 Conduto forçado 3.891 3.891 Gerador 6.448 6.448 Comporta 856 856 Subestação unitária 9.168 9.168 Estrutura de tensão 4.408 4.408 Casa de força produção hidráulica 32.631 4 32.635 Reservatório, barragem, adutora 18.385 5 18.390 Adiantamento a fornecedores 842 842 Outras máquinas e equipamentos 5.652 9 5.661 92.658 106 92.764 Depreciação (12.547) (2.276) (14.823) 80.111 (2.170) 77.941 Descrição Reservatório, barragem, adutora Adiantamento a fornecedores Outras Maquinas e Equipamentos Descrição Direitos sobre imóveis de terceiros Terrenos Turbina hidráulica Conduto forçado Gerador Comporta Subestação unitária Estrutura de tensão Casa de força produção hidráulica Reservatório, barragem, adutora Adiantamento a fornecedores Outras máquinas e equipamentos Depreciação 9. Intangível: Descrição Medidas compensatórias - licença de operação Legalização de terras Amortização acumulada Taxa Depreciação 2,00% 3,65% 31/12/12 2.132 5.843 3.891 6.448 856 9.173 4.600 32.552 19.783 2.514 5.297 93.089 (10.264) 82.825 Adições 14 2.592 79 21 37 355 3.098 (2.283) 815 Baixas (3.529) (3.529) (3.529) Taxa amortização 20% Movimentação Descrição Medidas compensatórias - licença de operação Indenizações de terras Transferências (204) (5) (192) (1.419) 1.820 31/12/14 202 (101) 101 31/12/13 1.942 8.435 3.891 6.448 856 9.168 4.408 32.631 18.385 842 5.652 92.658 (12.547) 80.111 31/12/13 342 91 433 31/12/13 Adições Baixas 31/12/14 342 (140) 202 91 (91) 433 (231) 202 Amortização acumulada (108) 7 (101) 433 (108) (224) 101 As medidas compensatórias referem-se aos programas ambientais constantes nas licenças de operação. Essas licenças têm vigência de 02 anos. 10. Transações com partes relacionadas: A Administração identificou como partes relacionadas à Companhia: sua controladora, suas coligadas, seus administradores, conselheiros e demais membros do pessoal-chave da administração e seus familiares, conforme definições contidas no Pronunciamento Técnico CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes Relacionadas. Os principais saldos e transações com partes relacionadas, praticadas em condições contratadas entre as partes, e seus efeitos são assim demonstrados: 31/12/14 31/12/13 Passivo circulante - Dividendos a pagar PCH Par Participações S.A. - Dividendos a pagar 2.038 3.048 2.038 3.048 Passivo circulante - Outras contas a pagar Brasil PCH S.A. 40 Carangola Energia S.A. 3 43 Remuneração da Administração: Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 05 de março de 2014, foi aprovada a remuneração global da Administração da Companhia para o período de janeiro a dezembro de 2013 em, no máximo, R$104 (R$65 em 2013). A Diretoria da Companhia é composta por dois diretores com remuneração anual de R$104. 11. Financiamentos BNDES: Principal Encargos Total Indexador TJLP + 3,5% a.a. Circulante Não Circulante Total 31/12/14 31/12/13 35.329 128 35.457 41.385 142 41.527 6.185 29.272 35.457 6.328 35.199 41.527 Em 13 de abril de 2006, a Companhia, visando buscar recursos para implementação do projeto, firmou contrato de financiamento junto ao BNDES. A dívida (principal e juros) decorrente desse contrato está sendo paga ao BNDES em 144 prestações mensais e sucessivas, cada uma delas no valor do principal e juros atualizados, dividido pelo número de prestações de amortização ainda não vencidas. Vencimentos dos financiamentos apresentados no passivo não circulante: Total 2016 2017 2018 2019 a 2020 5.866 5.866 5.866 11.674 29.272 Movimentação dos financiamentos 31/12/14 31/12/13 Saldo inicial 41.527 47.601 Encargos provisionados 3.183 3.686 Pagamentos (9.253) (9.760) Saldo Final 35.457 41.527 As garantias concedidas são conforme se segue: (i) Em 13 de abril de 2006, foi pactuado contrato de penhor das ações e vinculação das receitas e outras avenças com o BNDES para assegurar o pagamento de quaisquer obrigações decorrentes desses contratos; (ii) Constituição de conta de reserva vinculada, proveniente da venda de energia à ELETROBRAS. A conta foi aberta no Banco do Brasil S.A., que atua como banco administrador de contas, indicado pela Companhia e aprovado pelo BNDES, e deverá atingir o limite de três vezes o valor da última prestação; (iii) A propriedade fiduciária das máquinas e dos equipamentos a serem adquiridos com recursos dessa operação. Vencimento antecipado dos financiamentos: Os financiamentos possuem cláusulas financeiras restritivas (“covenants”), incluindo, entre outros, garantias reais, restrições quanto à mudança, transferência ou cessão de controle societário, incorporação, fusão ou cisão sem prévia anuência do credor. Os covenants de índices financeiros são os seguintes: Descrição Condição requerida ICP - patrimônio líquido / total do ativo Percentual superior a 20% Manter aplicado quantia correspondente a 3 (três) vezes o Conta reserva valor da última parcela vencida de principal e juros Com vistas a atender cláusula do contrato de financiamento com o BNDES, segue-se o demonstrativo do Índice de Capitalização Próprio (ICP), calculado conforme contrato, em 31 de dezembro de 2014: Patrimônio líquido 38.024 Total do ativo 83.896 ICP 45,32% A Administração acompanha o atendimento das cláusulas estabelecidas e entende que a Companhia atendeu todas as cláusulas financeiras restritivas acima em 31 de dezembro de 2014. 12. Contingências: A Companhia é parte em ações judiciais e processos administrativos perante tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal de suas operações, as quais envolvem questões tributárias, trabalhistas, aspectos cíveis, ambientais e de caráter comercial. A Companhia é parte em ações cíveis que tramitam em juízo correspondem às questões relativas à definição do valor das indenizações dos direitos de passagem aos proprietários de terras e a posse definitiva de terrenos. Os valores envolvidos, normalmente, são depositados em juízo e reconhecidos como custo do imobilizado e intangível. Com base na posição de seus assessores jurídicos, não há processos envolvendo a Companhia em que a probabilidade de perda seja classificada como provável. Dessa forma, nenhuma provisão para contingências foi constituída. Existe na Companhia uma ação movida pela ABRAGEL (Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa) contra a ELETROBRAS em função dos valores retidos indevidamente seguindo a resolução CNPE nº 003/2013, no valor total de R$357, classificada pelo advogado como ganho possível. 13. Patrimônio líquido: (a) Capital social: Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, o capital social subscrito e integralizado é de R$28.187 e está representado por 26.365.055 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal pertencentes em sua totalidade à PCH Participações S.A. (b) Reservas: Reserva legalJ: Constituída à razão de 5% do lucro líquido do exercício, antes de qualquer outra destinação, a qual não excederá 20% do capital social. Reserva especial: Constituída com o objetivo de registrar a destinação dos resultados da Companhia até que o seu fluxo de caixa futuro permita tal distribuição sem riscos financeiros relevantes durante o período da concessão nos termos do artigo 202 da Lei nº 6.404/76, parágrafo 4º e 5º. Reserva de retenção de lucros: A reserva de retenção de lucros representa o lucro líquido não distribuído após constituição da reserva legal e cálculo dos dividendos RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS dem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações contábeis anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2014, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase: Depreciação dos bens do ativo imobilizado destinados à geração de energia elétrica no regime de produção independente: Conforme descrito nas notas explicativas nº 3.d e 8, os bens do imobilizado da atividade de geração de energia no regime de produção independente são depreciados pelo seu prazo estimado de vida-útil, considerando-se os fatos e circunstâncias que estão mencionados obrigatórios. Conforme estatuto estes valores aguardam deliberação em Assembleia para sua destinação. (c) Dividendos: O Estatuto Social determina a distribuição de um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado na forma do artigo 202 da Lei nº 6.404/76. Os dividendos referentes ao exercício de 2014 foram calculados conforme segue: Lucro do Exercício 8.580 (=) Base de cálculo 8.580 (-) Reserva Legal (5%) (429) (=) Base de cálculo dos dividendos 8.151 Dividendos mínimos obrigatórios 2.038 No exercício de 2014, foram pagos dividendos adicionais referentes aos resultados apurados em exercícios passados no montante de R$ 5.892. 31/12/14 31/12/13 14. Receita operacional líquida: Receita operacional bruta: Venda de energia elétrica 22.418 24.836 Ajuste de MRE (3.811) (3.671) 18.607 21.165 Deduções à receita operacional: PIS (121) (137) COFINS (558) (636) (679) (773) Receita operacional líquida 17.928 20.392 15. Informações sobre a natureza das despesas reconhecidas na demonstração do resultado 31/12/14 31/12/13 Pessoal 533 824 Serviços de terceiros 213 205 Arrendamentos e aluguéis 97 89 Publicações 47 48 Viagens 23 45 Outras despesas 34 717 947 1.928 31/12/14 31/12/13 16. Resultado financeiro Despesas financeiras: Juros e atualizações monetárias sobre financiamentos (3.183) (3.686) Despesas bancárias (1) Outras despesas (1) (1) (3.184) (3.688) Receitas financeiras: Rendimentos de aplicações em renda fixa 297 304 Outras receitas 1 298 304 Resultado financeiro (2.886) (3.384) 17. Imposto de renda e contribuição social: A Companhia calculou o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro líquido com base no regime do lucro presumido. A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue: 31/12/14 31/12/13 IR (*) CSLL IR (*) CSLL Receita bruta 22.418 22.418 24.836 24.836 Ganho de energia assegurada (2.310) (2.310) Percentual para determ. base de cálculo 8% 12% 8% 12% Receita Financeira 298 298 304 304 Base de cálculo 2.091 2.988 2.291 3.285 Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% Imposto sobre o resultado 523 269 573 296 Diferença de alíquota (24) (24) 499 269 549 296 IRPJ / CSLL DIFERIDO Ajuste MRE (3.811) (3.811) (3.564) (3.564) Percentual para determ. base de cálculo 8% 12% 8% 12% Base de cálculo (305) (457) (285) (428) Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% Outros ajustes (37) (14) Imposto diferido sobre o resultado (76) (41) (108) (52) Imposto total 423 228 441 244 (*) Até o limite de R$240 mil a alíquota do IR é de 15%. 18. Instrumentos financeiros: Os valores contábeis apresentados como ativos e passivos financeiros são assim demonstrados por categoria: 31/12/14 31/12/13 Ativos financeiros: Empréstimos e recebíveis mensurados ao custo amortizado: Equivalentes de caixa 396 1.284 Contas a receber de clientes 2.418 2.663 Depósitos judiciais 78 78 Valor justo por meio do resultado: Ativos vinculados - BNDES 2.347 2.453 Passivos financeiros: Outros passivos mensurados ao custo amortizado: Fornecedores 235 225 Financiamentos 35.457 41.527 Dividendos a pagar 2.038 3.048 A Administração entende que os instrumentos financeiros representados acima, os quais são reconhecidos nas demonstrações pelos seus valores contábeis, não apresentam variações significativas em relação aos respectivos valores de mercado, pois: (a) As taxas contratadas dos financiamentos são próximas às taxas de juros atualmente praticadas no mercado, e/ou; (b) O vencimento de parte substancial dos saldos ocorre em datas próximas às dos balanços. A Companhia está exposta a riscos relacionados a taxas de juros em função de financiamentos contratados vinculados ao TJLP. Em conformidade com o CPC 40 - Instrumentos Financeiros, é apresentado a seguir o quadro de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros de exposição a riscos de taxas de juros da Companhia, objetivando evidenciar um eventual desembolso futuro, de acordo com as premissas detalhadas. Na data de encerramento do exercício, a Administração estimou um cenário provável de variação das taxas de juros CDI (10,81%) e TJLP (5,5%), de acordo com a data de vencimento de cada operação. Tais taxas foram estressadas em 25 e 50%, servindo de parâmetro para os cenários possível e remoto, respectivamente. Cenário II Cenário III (Dete(DeteCenário I rioração rioração Operação Impacto (Provável) de 25%) de 50%) Aplicação Financeira Resultado 43 53 64 Ativos Vinculados ao BNDES Resultado 254 317 380 Financiamentos BNDES Resultado (1.950) (2.438) (2.925) (1.653) (2.068) (2.481) 19. Benefícios a empregados: (a) Seguro de vida: A Companhia possui a política de seguro de vida a todos os seus funcionários, onde o custo é totalmente pago pela Companhia. Os seguros são realizados a nível de grupo e o custo integralmente é pago por sua controladora. (b) Seguro saúde: O seguro saúde é oferecido aos funcionários, de acordo com os critérios definidos na política da Companhia, onde a mesma contribui com a maior parte do custo no plano completo e o colaborador contribui com um valor simbólico, que varia conforme a remuneração individual. O plano de saúde oferecido abarca apenas os colaboradores, para os dependentes a Companhia tem a política de negociar um valor diferenciado com débito em folha de pagamento. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes ao custo de Seguro Saúde pagos pela Companhia foram de R$27 (R$21 em 31 de dezembro de 2013). (c) Benefícios pós-emprego: A Companhia não concede benefícios pós-emprego, tais como complemento de aposentadoria, seguro e assistência médica, nem remuneração com base em participações em ações de seus administradores. (d) Promoção por tempo de serviço: A Companhia concede prêmio aos colaboradores pelo tempo de serviço prestado, mediante a aprovação da diretoria. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes a promoção por tempo de serviço pagos pela Companhia foram de R$ 18 (não houve pagamentos em 2013). 20. Cobertura de seguro: Seguro de responsabilidade civil: A Companhia contratou cobertura de seguro para indenizações por danos civis no montante de R$1.474, com vigência até 28 de abril de 2015, decorrentes de sentença judicial transitada em julgado ou de acordo autorizado pela seguradora, de risco de poluição e/ou contaminação ambiental (súbita e acidental), danos corporais e/ou materiais sofridos por terceiros, danos morais diretamente decorrentes de danos materiais e/ou corporais causados a terceiros, considerada pela Administração como suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. Seguro de operação: Em 27 de abril de 2014, com vigência até 27 de junho de 2015, a Companhia renovou a cobertura de seguro para riscos operacionais sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras no montante de R$12.527, considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotados, devida à sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria de demonstrações contábeis, consequentemente não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. 21. Compromisso: (a) Licença de Operação - Todas as licenças de operação estão válidas e em vigor. Para atendimento dos programas ambientais nelas previstos, a empresa estima um gasto anual até o prazo de vigência da licença, em R$202. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (b) Legalização de terras - A Companhia possui contratos particulares de compra e venda de imóveis próprios e de servidão em imóveis de terceiros, cujos registros de propriedade definitiva e de averbação, no registro geral imóveis ainda precisam ser regularizadas, com um gasto estimado em R$98 a regularização dessas terras se estenderá até junho de 2015, em função das peculiaridades de cada situação. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (c) Honorários de êxito – A Companhia constituiu provisão para pagamentos de honorários advocatícios, por possuir ações cíveis, trabalhistas e Tributárias com provável chance de êxito, com gastos estimados em R$ 47. Em dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. 22. Transações não envolvendo caixa: Em 2014, a Companhia realizou as seguintes transações que não geraram efeitos de caixa e que, portanto, não estão refletidas na demonstração dos fluxos de caixa: • Constituição de ativo imobilizado no montante de R$89 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. • Baixa de ativo intangível no montante de R$231 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. 23. Autorização para conclusão das demonstrações contábeis: A emissão das demonstrações contábeis foi autorizada pelo Conselho de Administração em 10 de fevereiro de 2015. Exposição 31/12/14 Risco 394 Baixa do CDI 2.347 Baixa do CDI (35.457) Alta da TJLP Composição da Diretoria Abelardo Martins de Mello - Diretor Edvaldo Alves de Santana - Diretor Contador - Bruno da Silva Rodrigues - CRC RJ - 116272/O-6 nas referidas notas. À medida que novas informações ou decisões do órgão regulador ou do poder concedente sejam conhecidas, o atual prazo de depreciação desses ativos poderá ou não ser alterado. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto. Outros assuntos: Demonstração do valor adicionado: Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2014, preparada sob a responsabilidade da administração da Companhia. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Belo Horizonte, 10 de fevereiro de 2015 DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Auditores Independentes CRC-2SP 011.609/O-8 F/MG Leonardo Fonseca de Freitas Maia Contador CRC-1MG 079.276/O-7 CNPJ nº 07.060.755/0001-20 RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Senhores Acionistas, A PCH Irara com capacidade instalada total de 30 MW, e energia comercializada anual de 156,38 GWh, (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto o lucro por ação) beneficiando aproximadamente 243 mil pessoas. A receita bruta de vendas em 2014 foi de R$ 31,8 milhões, apresentando Nota 31/12/14 um lucro líquido na ordem de R$ 0,3 milhões. Receita líquida de vendas 15 21.823 Custos das vendas de energia BALANÇO PATRIMONIAL LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Pessoal (1.698) (Valores expressos em milhares de reais - R$) (923) Nota 31/12/14 31/12/13 Meio ambiente Operação (258) Ativos Manutenção (531) Ativos circulantes (210) Caixa e equivalentes de caixa 5 603 1.276 Taxas setoriais (493) Contas a receber 6 3.431 3.373 Tarifa de uso dos sistemas elétricos de distribuição (TUSD) Seguros (295) Despesas antecipadas 157 92 (3.164) Outras ativos circulantes 27 8 Depreciação e amortização (187) Total dos ativos circulantes 4.218 4.749 Outros custos (7.759) Ativos não circulantes 14.064 Ativos vinculados - BNDES 7 3.169 3.303 Lucro bruto Impostos e contribuições diferidas 18 688 70 Despesas operacionais 16 Depósitos judiciais 8 2.167 1.485 Pessoal (333) Imobilizado 9 106.540 107.737 Despesas administrativas e gerais (289) Intangível 10 2.967 2.026 Outras despesas operacionais, líquidas (60) Total dos ativos não circulantes 115.531 114.621 (682) Total dos ativos 119.749 119.370 Lucro antes do resultado financeiro 13.382 Nota 31/12/14 31/12/13 Resultado financeiro 17 Passivos Despesas financeiras (4.507) Passivos circulantes Receitas financeiras 399 Fornecedores 192 49 (4.108) Financiamentos 12 8.128 8.329 Lucro antes dos impostos 9.274 Obrigações trabalhistas e previdenciárias 116 44 Imposto de renda e contribuição social 18 Impostos e contribuições a recolher 194 228 Corrente (1.091) Provisão para férias e 13º salário 106 150 Diferido 282 Outros passivos 324 264 (809) Receita diferida 10.204 1.042 Lucro líquido do exercício 8.465 Dividendos a pagar 14 2.011 6.634 Lucro básico e diluído por ação - R$ 0,28 Total passivos circulantes 21.275 16.740 Quantidade média ponderada de ações 29.987.830 Passivos não circulantes Financiamentos Provisões para compromissos futuros Total dos passivos não circulantes Total dos passivos Patrimônio líquido Capital social Reserva de lucros Total do patrimônio líquido Total dos passivos e do patrimônio líquido 12 22 14 42.373 6.463 48.836 70.111 50.133 4.250 54.383 71.123 34.350 15.288 49.638 119.749 34.350 13.897 48.247 119.370 31/12/13 29.301 (1.535) (421) (305) (871) (101) (475) (231) (2.965) (205) (7.109) 22.192 (579) (283) (137) (999) 21.193 (5.176) 385 (4.791) 16.402 (1.070) 83 (987) 15.415 0,51 29.987.830 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 31/12/14 31/12/13 Lucro líquido do exercício 8.465 15.415 Outros resultados abrangentes Resultado abrangente do exercício 8.465 15.415 Resultado abrangente total do exercício 8.465 15.415 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 31/12/14 31/12/13 Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social 9.274 16.402 Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas pelas atividades operacionais: Resultado na baixa do imobilizado 362 Juros e atualizações monetárias 4.181 5.166 Depreciação e amortização 3.164 2.965 Constituição do ajuste MRE 10.255 1.042 PIS e COFINS diferido sobre ajuste MRE (374) (38) Variações nos ativos e passivos Contas a receber (58) 563 Impostos a compensar 23 Despesas antecipadas (65) (44) Outros ativos circulantes (19) 4 Depósitos judiciais (682) (644) Impostos e contribuições diferidas 38 (32) Fornecedores 143 (21) Obrigações trabalhistas e previdenciárias 72 21 Outros passivos 60 210 Impostos e contribuições a recolher (798) 65 Provisão para férias e 13º salário (44) 13 Receita diferida (1.093) Caixa gerado pelas operações 24.054 26.057 Outros fluxos de caixa das atividades operacionais: Juros pagos sobre financiamentos (4.521) (5.190) Imposto de renda e contribuição social pagos no período (327) (985) Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 19.206 19.882 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Resgate de ativos vinculados - BNDES 458 294 Aquisição de imobilizado e intangível (695) (705) Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos (237) (411) Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Dividendos pagos (11.697) (10.410) Financiamentos pagos (7.945) (7.945) Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos (19.642) (18.355) (Redução) aumento em caixa e equivalentes de caixa (673) 1.116 Variação no caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 1.276 160 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 603 1.276 (Redução) aumento em caixa e equivalentes de caixa (673) 1.116 BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 23 CNPJ nº 07.060.755/0001-20 DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO REFERENTE AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Nota 31/12/14 31/12/13 1. Receita bruta de vendas 15 22.648 30.411 Total 31.810 31.453 Saldos em 31 de dezembro de 2012 46.516 Vendas de mercadorias, produtos e serviços (9.162) (1.042) Pagamento de dividendos adicionais (10.023) Ajuste do MRE 2. Insumos adquiridos de terceiros 3.054 2.882 Lucro líquido do exercício 15.415 1.140 984 Outros resultados abrangentes - Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 1.914 1.896 Resultado abrangente do exercício 15.415 Materiais, energia, serviços de terceiros e outros Perda / Recuperação de valores ativos 2 Destinações 19.594 27.529 Reserva legal 771 (771) - 3. Valor adicionado bruto (1-2) 3.164 2.965 Dividendos a pagar - 4. Depreciação e amortização 16.430 24.564 Reserva especial - 5. Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3-4) 399 385 Dividendos mínimos obrigatórios (3.661) (3.661) 6. Valor adicionado recebido em transferência 17 399 385 Dividendos adicionais propostos 10.983 (10.983) - Receitas financeiras 16.829 24.949 Saldos em 31 de dezembro de 2013 34.350 2.914 10.983 48.247 7. Valor adicionado total a distribuir (5+6) 16.829 24.949 Pagamento de dividendos adicionais (5.063) (5.063) 8. Distribuição do valor adicionado 2.031 1.755 Lucro líquido do exercício 8.465 8.465 Pessoal 1.468 1.355 Outros resultados abrangentes - Remuneração direta 462 290 Resultado abrangente do exercício 8.465 8.465 Benefícios F.G.T.S 101 110 Destinações 1.668 2.476 Reserva legal 423 (423) - Impostos, taxas e contribuições 1.650 2.461 Dividendos a pagar - Federais 9 6 Dividendos mínimos obrigatórios (2.011) (2.011) Estaduais 9 9 Dividendos adicionais propostos 6.031 (6.031) - Municipais 4.665 5.303 Saldos em 31 de dezembro de 2014 34.350 3.337 11.951 49.638 Remuneração de capitais de terceiros Juros 17 4.505 5.166 Aluguéis 157 125 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Outras 3 12 1. Contexto operacional: A Irara Energética S.A. (“Companhia”ou “Irara”) é uma subsidiária direta da PCH Participações S.A. e câmbio. • Gestão de capital: A política da Administração é manter uma sólida base de capital para preservar a confiança do Remuneração de capitais próprios 8.465 15.415 indireta da Brasil PCH S.A., e foi constituída em 11 de agosto de 2004 como sociedade anônima de capital fechado, com sede na investidor, credor e mercado e com isso manter o desenvolvimento futuro do negócio. A Administração monitora o retorno de Dividendos a pagar 14 2.011 3.661 Av. Prudente de Morais, 1250, 10º e 11º andar, Coração de Jesus, Belo Horizonte - MG. A Companhia tem como objeto social o capital sobre a operação da empresa através do acompanhamento mensal da realização orçamentária aprovada pelo Conselho Lucros retidos 6.454 11.754 propósito específico (Sociedade de Propósito Específico - SPE) de implantar e explorar o potencial hidráulico de Pequena Central de Administração. A Administração entende que a exposição da Companhia a riscos é remota, sendo o gerenciamento realizado Hidrelétrica (Irara) e comercializar energia elétrica nela gerada. A Companhia poderá, ainda, exercer todas as ações que possam, através de ferramentas de controle, planejamento e orçamento, coordenadas pela Diretoria. • Riscos hidrológicos: O suprimento dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado na forma do artigo 202 da Lei nº 6.404/76. Os direta ou indiretamente, no todo ou em parte, ser vinculadas ao seu propósito específico. A Companhia possui autorização para de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) é realizado, na sua maior parte, por usinas hidrelétricas. Como o SIN opera em dividendos referentes ao exercício de 2014 foram calculados conforme segue: exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica, concedida pela Agência Nacional de sistema de despacho otimizado e centralizado pelo ONS, cada usina hidrelétrica, incluindo ada Companhia, está sujeita a Lucro do Exercício 8.465 Energia Elétrica (ANEEL) através das Resoluções nºs 525/2002 e 120/2005, para funcionar como PCH pelo prazo de 30 anos e variações nas condições hidrológicas verificadas, tanto na região geográfica em que opera como em outras regiões do país. A (=) Base de cálculo 8.465 está localizada no Rio Doce, no Município de Rio Verde, em Goiás, com capacidade de licença instalada de 30 MW e uma linha ocorrência de condições hidrológicas desfavoráveis, em conjunto com a obrigação de entrega da energiacontratada, poderá (-) Reserva Legal (423) de transmissão de 39 km de extensão. A contratação de energia gerada é feita pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas resultar em uma exposição da Companhia ao mercado de energia de curto prazo, o que afetariaseus resultados financeiros (=) Base de cálculo dos dividendos 8.042 de Energia Elétrica (PROINFA), que determina que a Centrais Elétricas Brasileiras (ELETROBRAS) seja o agente representante das futuros. Entretanto, a totalidade da capacidade de geração hidrelétrica da Companhia está inserida no Mecanismo de Realocação Dividendos obrigatórios (2.011) PCHs na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), responsável pela contratação de toda energia gerada, obrigando de Energia (MRE),que mitiga parte do risco hidrológico, alocando-oentre todasas usinas vinculadas ao MRE. No exercício de 2014, foram pagos dividendos adicionais referentes aos resultados apurados em exercícios passados, no valor de a celebração de contratos de compra e venda de energia pelo prazo de 20 anos a contar do mês de setembro de 2008. Em 5 de 5. Caixa e equivalentes de caixa: R$ 5.063. 15. Receita operacional líquida: setembro de 2008, através do Despacho ANEEL nº 3.308, e em 10 de setembro de 2008, através do Despacho ANEEL nº 3.556, a 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 Companhia obteve autorização para iniciar a comercialização da energia gerada nas unidades 1, 2 e 3, respectivamente, todas com Bancos 2 7 Receita operacional bruta: potência instalada de 10 MW, atingindo, assim, sua capacidade total em operação de 30 MW e energia anual assegurada de 159,5 Aplicação financeira 601 1.269 Venda de energia elétrica 31.810 31.453 GWh. O término de sua autorização se dará em 24 de setembro de 2032. As informações sobre capacidade de licença instalada 603 1.276 Ajuste de MRE (9.162) (1.042) e em operação, energia anual assegurada e quilômetros de extensão, não foram examinadas pelos auditores independentes. 22.648 30.411 Em 31 de dezembro de 2014, os números mostram no balanço patrimonial, capital circulante líquido negativo no montante de As aplicações financeiras de liquidez imediata em CDB - DI, com risco insignificante de perda de valor, junto aos Bancos do Brasil R$17.057 (R$11.991 em 31 de dezembro de 2013). No entanto, a Administração entende que não existe risco de inadimplência, e Santander, são remuneradas a taxas de mercado que variam entre 95,5% a 98% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Deduções à receita operacional: (147) (197) visto que parte substancial dos passivos circulantes refere-se às obrigações contraídas junto a instituições financeiras, decorrentes 6. Contas a receber: Refere-se ao valor da venda da energia gerada pela Companhia, líquido dos respectivos impostos retidos PIS (678) (913) de financiamentos, e junto a ELETROBRAS, decorrente do ajuste MRE, sendo que estas obrigações estão atualizadas e refletem as na fonte. A Companhia registra o valor a receber referente à energia contratada pelo PROINFA. O período médio de crédito COFINS (825) (1.110) obrigações para os próximos 12 meses, enquanto os ativos circulantes demonstram somente as contas a receber levantadas na nas contas a receber é de 35 dias e não são cobrados juros sobre as contas a receber. A Companhia não constitui provisão para 21.823 29.301 data das demonstrações contábeis. A Administração prevê a geração de caixa decorrente da energia assegurada pelo PROINFA créditos de liquidação duvidosa, com base em sua experiência histórica de realização de 100% das contas a receber passadas e Receita operacional líquida em montante suficiente para liquidar as obrigações de curto prazo da Companhia. 1.1. Mecanismo de Realocação de Energia - da análise da situação financeira atual de seu único devedor - ELETROBRAS, inexistindo contas a receber vencidas na data das 16. Informações sobre a natureza das despesas reconhecidas na demonstração do resultado: 31/12/14 31/12/13 MRE: A Companhia tem a totalidade da sua capacidade de geração hidrelétrica inserida no MRE, responsável por mitigar os riscos demonstrações contábeis. 7. Ativos vinculados - BNDES: O saldo registrado em 31 de dezembro de 2014, refere-se a recursos hidrológicos entre as usinas hidrelétricas que aderirem ao mesmo. Por força do PROINFA, todos os anos, sempre em setembro, a recebidos pela Companhia decorrentes da venda de energia gerada e que estão vinculados ao BNDES. Conforme descrito na Companhia informa a sazonalização para a ELETROBRAS considerar no Plano Anual do PROINFA do ano seguinte. As contabilizações Nota Explicativa nº 12, o BNDES exige como garantia do financiamento a constituição de conta de reserva vinculada. Esta conta Pessoal 333 579 são realizadas mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE e repassadas ao Agente de Comercialização é uma aplicação financeira, no Fundo BB Comercial 17, com taxas que variaram entre 96% e 98%, do CDI, de liquidez imediata Serviços de terceiros 35 122 do PROINFA (ELETROBRAS), que, por sua vez, por força contratual repassa os seus efeitos à Companhia, no ano seguinte, em 12 e baixo risco junto ao Banco do Brasil, que é a instituição financeira aprovada pelo BNDES para atuar como administradora Viagens 4 32 parcelas, conforme definições contratuais. Por meio do Despacho ANEEL/SEM nº 335/13, de 08/02/13, as empresas titulares de das contas. Essa conta deverá ser utilizada para pagamento das parcelas do referido financiamento. 8. Depósitos judiciais: A Publicações 124 80 empreendimentos incluídos no MRE ficaram autorizadas a revisar a sazonalização dos montantes de garantia física para o exercício Companhia é autora de processos judiciais, nos quais reivindica a posse definitiva de terrenos por desapropriação ou servidão. Arrendamentos e aluguéis 135 144 de 2013, até 15 de fevereiro de 2013. Contudo, a revisão da sazonalização não foi solicitada pela ELETROBRAS à empresa. Os Estes terrenos estão sendo utilizados nas instalações, nas linhas de transmissão e em obras para uso público. De acordo com Outras despesas 51 42 a posição dos advogados, nos processos em que os depósitos atualizados não são suficientes para fazer face as indenizações efeitos negativos da sazonalização ex-post informado pela ELETROBRAS em 31 de dezembro de 2013 foi de R$1.093 Por meio 682 999 da ABRAGEL, foi interposto recurso administrativo junto a ANEEL e a Administração acompanha o assunto junto à associação. A de terras, a Companhia registra no passivo uma provisão adicional em contrapartida com o ativo em processo de aquisição. 17. Resultado financeiro: Companhia considerou todos os impactos negativos nas suas demonstrações contábeis de 2013 e 2014. Outro aspecto relevante Quando a posse definitiva desses terrenos for legalmente transferida para a Companhia, o valor dos respectivos depósitos, 31/12/14 31/12/13 consiste na aplicação do fator de ajuste da garantia física da usina pertencente ao MRE. Devido a um regime hidrológico muito quando levantados, será atribuído aos terrenos adquiridos que serão contabilizados como ativo imobilizado. Em 31 de dezembro Despesas financeiras: desfavorável a redução de geração em relação à garantia física da usina São Pedro é em média 31,9% em 2014, com impacto de 2014, o valor dos depósitos judiciais é de R$2.167 (R$1.485 em 31 de dezembro de 2013). 9. Imobilizado: (a) Composição Juros e atualizações monetárias sobre financiamentos (4.505) (5.166) do imobilizado: já contabilizado pela CCEE até novembro de R$8.872, e a Companhia projeta o valor de R$10.255 para o exercício de 2014, o Despesas bancárias (1) (1) 31/12/14 31/12/13 qual foi provisionado conforme mencionado no parágrafo anterior. 1.2. Revisão da Garantia Física: De acordo com o previsto na Outras despesas (1) (9) Taxa Depreciação Portaria MME 463/2009, a partir do quadragésimo oitavo mês de operação comercial serão revisados anualmente e, em seguida, (4.507) (5.176) Depreciação Custo Acumulada Descrição Líquido Líquido semestralmente, os montantes de garantia física dos empreendimentos que apresentarem desempenho inferior às metas de 4.582 4.582 3.416 Receitas financeiras: geração líquida estabelecidas em 80% e 90%, respectivamente. A Companhia estima que nos próximos anos ela sofrerá novas Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 399 385 revisões de garantia física, conforme apresentado abaixo: Turbina hidráulica 2,50% 9.440 (1.475) 7.965 8.184 Rendimentos de aplicações em renda fixa 399 385 Impacto financeiro esperado Conduto forçado 3,13% 5.067 (1.024) 4.043 4.202 (4.108) (4.791) Ano % 2016 2017 Gerador 3,33% 8.895 (1.886) 7.009 7.305 Resultado financeiro 18. Imposto de renda e contribuição social: A Companhia calculou o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro líquido (Não auditado) (Não auditado) Comporta 3,33% 4.867 (1.042) 3.825 3.987 2015 e 2016 10 1.085 3.624 Subestação unitária 3,57% 7.590 (1.707) 5.883 6.154 com base no regime do lucro presumido. A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da 2. Apresentação das demonstrações contábeis: 2.1. Declaração de conformidade: As demonstrações contábeis da Companhia Estrutura de tensão 3,57% 4.274 (824) 3.450 3.742 despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue: 31/12/14 31/12/13 foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. As práticas contábeis adotadas no Brasil compreendem Casa de força produção hidráulica 2,00% 40.053 (4.980) 35.073 35.397 IR (*) CSLL IR (*) CSLL aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê Reservatório, barragem, adutora 2,00% 31.529 (3.779) 27.750 28.378 Receita bruta 31.810 31.810 31.453 31.453 de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (“CFC”) e pelas normas da Agência Adiantamento a fornecedores 1.317 1.317 1.317 Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”). 2.2. Bases de elaboração: As demonstrações contábeis foram elaboradas com base no custo Outras máquinas e equipamentos 3,65% 7.219 (1.576) 5.643 5.655 399 399 385 385 histórico, exceto por determinados instrumentos financeiros mensurados pelos seus valores justos, conforme descrito nas práticas 124.833 (18.293) 106.540 107.737 Rendimentos e ganhos de aplicação financeira Base de cálculo 2.944 4.216 2.901 4.159 contábeis a seguir. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos. Ativos e passivos são classificados conforme seu grau de liquidez e exigibilidade. Os mesmos são classificados como circulantes quando A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e conforme consta Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% provável que sua realização ou liquidação ocorra nos próximos doze meses. Caso contrário, são demonstrados como não circulantes. na Resolução nº 120, de 28 de março de 2005, da ANEEL, a qual concede à PCH a autorização para se estabelecer como produtora Imposto sobre o resultado 736 379 725 374 (a) Moeda funcional e moeda de apresentação: Essas demonstrações contábeis são apresentadas em reais, que é a moeda funcional independente, ao final do prazo dessa autorização, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. Diferença de alíquota (24) (24) da Companhia. Todas as informações financeiras apresentadas em milhares de reais foram arredondadas para o valor mais A Administração considera provável a renovação de autorização por mais 20 anos. A Companhia monitora os aspectos trazidos pelo Imposto sobre a receita operacional 712 379 701 369 próximo, exceto quando indicado de outra forma. (b) Uso de estimativas e julgamentos: A preparação das demonstrações contábeis CPC 01 (R1) - Redução ao Valor Recuperável de Ativos e avaliam o valor recuperável de seus ativos sempre que identificam indícios IRPJ / CSLL Diferido de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que de que o valor contábil registrado é superior ao retorno esperado por seus investimentos, realizando provisão contábil sempre que Receita ajuste MRE (9.162) (9.162) (1.042) (1.042) afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem necessário. Na data destas demonstrações contábeis, a Administração entendeu que não havia indicação de que algum dos seus Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas ativos tangíveis pudessem ter sofrido desvalorização, uma vez que não se evidenciaram nenhum dos fatores indicativos de perdas Base de cálculo (733) (1.099) (83) (125) contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. 3. Resumo conforme pronunciamento CPC 01 (R1). (b) Movimentação: Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% Descrição 31/12/13 Adições Baixas 31/12/14 das principais práticas contábeis: As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a (37) (14) 3.416 1.166 4.582 Outros ajustes todos os exercícios apresentados nessas demonstrações contábeis. (a) Instrumentos financeiros: i) Ativos financeiros não Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos (183) (99) (58) (25) 9.423 17 9.440 Imposto diferido sobre o resultado derivativos: A Companhia reconhece os empréstimos e recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos Turbina hidráulica 529 280 643 344 5.067 5.067 Imposto Total os outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente Conduto forçado 8.895 8.895 (*) Até o limite de R$240 mil a alíquota do IR é de 15%. na data da negociação na qual a Companhia se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. • Empréstimos e Gerador 4.867 4.867 19. Instrumentos financeiros: Os valores contábeis apresentados como ativos e passivos financeiros são assim demonstrados recebíveis: Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado Comporta ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o Subestação unitária 7.590 7.590 por categoria: 31/12/14 31/12/13 reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, Estrutura de tensão 4.274 4.274 Ativos financeiros: decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. • Caixa e Equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa Casa de força produção hidráulica 39.580 473 40.053 Empréstimos e recebíveis mensurados ao custo amortizado: abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da Reservatório, barragem, adutora 31.550 (21) 31.529 Caixa e equivalentes de caixa 603 1.276 contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas no pagamento das obrigações de Adiantamento a fornecedores 1.317 1.317 Contas a receber de clientes 3.431 3.373 curto prazo. ii) Passivos financeiros não derivativos: A Companhia reconhece passivos financeiros inicialmente na data de negociação Outras máquinas e equipamentos 7.098 121 7.219 Depósitos judiciais 2.167 1.485 na qual a Companhia se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um passivo financeiro 123.077 1.777 (21) 124.833 quando tem suas obrigações contratuais retirada ou cancelada. A Companhia classifica os passivos financeiros não derivativos na Depreciação (15.340 ) (2.953) (18.293) Valor justo por meio do resultado: categoria de outros passivos financeiros. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de Ativos vinculados BNDES 3.169 3.303 107.737 (1.176) (21) 106.540 quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo Passivos financeiros: Descrição 31/12/12 Adições Baixas Transferências 31/12/13 amortizado através do método dos juros efetivos. A Companhia tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: Direitos sobre imóveis de terceiros Terrenos 2.018 1.398 3.416 Outros passivos mensurados ao custo amortizado: financiamentos, fornecedores, dividendos e outras contas a pagar. A Companhia não opera com instrumentos financeiros 192 49 9.678 (255) 9.423 Fornecedores derivativos. iii) Capital social: Ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. Os dividendos mínimos obrigatórios Turbina hidráulica 50.501 58.462 5.067 5.067 Financiamentos conforme definido em estatuto são reconhecidos como passivo. (b) Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes são Conduto forçado 2.011 6.634 8.895 8.895 Dividendos a pagar registradas pelo valor faturado menos os impostos retidos na fonte, os quais são considerados créditos tributários, conforme Gerador 4.842 25 4.867 A Administração entende que os instrumentos financeiros representados acima, os quais são reconhecidos nas demonstrações legislação tributária vigente. (c) Imobilizado: Registrado ao custo histórico de aquisição, formação ou construção (inclusive juros e Comporta pelos seus valores contábeis, não apresentam variações significativas em relação aos respectivos valores de mercado, pois: (a) As 8.090 (500) 7.590 demais encargos financeiros líquidos), deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) Subestação unitária 4.274 4.274 taxas contratadas dos financiamentos são próximas às taxas de juros atualmente praticadas no mercado, e/ou; (b) O vencimento acumuladas. O custo inclui gastos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. Considerando a conclusão das obras e o Estrutura de tensão de parte substancial dos saldos ocorre em datas próximas às dos balanços. A Companhia está exposta a riscos relacionados a taxas 39.438 181 (39) 39.580 início das operações em setembro de 2008, aliado ao custo do imobilizado atender aos requerimentos do CPC 27 - Ativo Imobilizado, Casa de força produção hidráulica 30.051 1.243 256 31.550 de juros em função de financiamentos contratados vinculados ao TJLP. Em conformidade com o CPC 40 - Instrumentos Financeiros, a Companhia manteve o custo histórico como base de mensuração do ativo fixo. Quando partes de um item do imobilizado têm Reservatório, barragem, adutora é apresentado a seguir o quadro de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros de exposição a riscos de taxas de juros 53 5 (65) 1.324 1.317 diferentes vidas úteis, elas são registradas como itens individuais (componentes principais) de imobilizado. O custo de reposição de Adiantamento a fornecedores 8.224 23 (363) (786 ) 7.098 da Companhia, objetivando evidenciar um eventual desembolso futuro, de acordo com as premissas detalhadas. Na data de um componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do item caso seja provável que os benefícios econômicos Outras Maquinas e Equipamentos encerramento do exercício, a Administração estimou um cenário provável de variação das taxas de juros CDI (10,81%) e TJLP (5,5%), incorporados dentro do componente irão fluir para a Companhia e que o seu custo pode ser medido de forma confiável. O valor 120.630 2.875 (428) 123.077 de acordo com a data de vencimento de cada operação. Tais taxas foram estressadas em 25 e 50%, servindo de parâmetro para os contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são Depreciação (12.644 ) (2.993) 297 (15.340 ) cenários possível e remoto, respectivamente. reconhecidos no resultado conforme incorridos. (d) Depreciação: A depreciação, exceto de móveis e utensílios e computadores e 107.986 (118) (131) 107.737 10,81% 5,5% Cenário II Cenário III periféricos, é calculada a partir do início da operação da Companhia, pelo método linear, às taxas determinadas pela Portaria DNAEE 10. Intangível: Exposição Cenário I (Deterioração de (Deterioração de nº 815, de 15 de novembro de 1994, alteradas pelas Resoluções nº 367, de 2 de junho de 2009 e 474, de 7 de fevereiro de 2012. A Descrição Taxa amortização 31/12/14 31/12/13 31/12/14 (Provável) 25%) 50%) Operação Risco Impacto Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e, conforme Aplicação Baixa do avaliação da Administração do que consta na Resolução de autorização para estabelecimento como produtora independente, Software 20% 11 10 Financeira 601 CDI Resultado 65 81 97 concedida pela ANEEL a Caparao, ao final do prazo dessa autorização que é de 30 anos, caso não seja renovada, o valor residual dos Medidas compensatórias - licença de operação 14,3% 2.701 1.638 Ativos Baixa do bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação de autorizações, considerando inclusive as Indenizações de terras 297 229 Vinculados ao BNDES 3.169 CDI Resultado 343 428 514 Portarias MME nº 956/10 e nº 197/12, autorizando a prorrogação das PCH’s Pacífico Mascarenhas e San Juan, respectivamente, por Legalização de de terras 170 150 Alta da mais 20 anos, condicionada à realização de pequena melhoria operacional, o que a Administração entende demonstrar a evidência Amortização acumulada (212) (1) Financiamentos BNDES (50.501) TJLP Resultado (2.778) (3.473) (4.167) concreta de possibilidade de prorrogação de autorização da PCH por mais 20 anos, entendendo assim estar em linha com um dos 2.967 2.026 requerimentos do CPC 27. Autorização e indenização: A autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora (2.370) (2.964) (3.556) independente de energia elétrica vigorará pelo prazo de trinta anos (ver Nota explicativa nº 1), podendo ser prorrogada, a critério (a) Movimentação: 20. Benefícios a empregados: (a) Seguro de vida: A Companhia possui a política de seguro de vida a todos os seus funcionários, Descrição 31/12/13 Adições 31/12/14 da ANEEL. Ao final do prazo da respectiva autorização, não havendo prorrogação, os bens e instalações vinculados à produção onde o custo é totalmente pago pela Companhia. Os seguros são realizados a nível de grupo e o custo integralmente pago por 10 1 11 sua controladora. (b) Seguro saúde: O seguro saúde é oferecido aos funcionários, de acordo com os critérios definidos na política de energia elétrica passarão a integrar o patrimônio da União mediante indenização dos investimentos realizados, desde que Software 1.638 1.063 2.701 da Companhia, onde a mesma contribui com a maior parte do custo no plano completo e o colaborador contribui com um valor previamente autorizados, e ainda não amortizados, apurada por auditoria da ANEEL, ou poderá ser exigido que a Companhia Medidas compensatórias - licença de operação 229 68 297 simbólico, que varia conforme a remuneração individual. O plano de saúde oferecido abarca apenas os colaboradores, para os restabeleça, por sua conta, o livre escoamento das águas. (e) Intangível: Registrado ao custo de formação. A amortização é Indenizações de terras 150 20 170 dependentes a Companhia tem a política de negociar um valor diferenciado com débito em folha de pagamento. No exercício calculada, pelo método linear, a contar da data do início do prazo de vigência de cada evento. (f) Valor recuperável de ativos: O Legalização de Terras 2.027 1.152 3.179 findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes ao custo de Seguro Saúde pagos pela Companhia foram de R$30 imobilizado e intangível têm o seu valor recuperável avaliado, no mínimo, anualmente caso haja indicadores de perda de valor. (1) (211) (212) (R$32 em 31 de dezembro de 2013). (c) Benefícios pós-emprego: A Companhia não concede benefícios pós-emprego, tais como A Companhia não apurou nenhuma indicação de perda que requeresse a contabilização de provisão para ajuste desses ativos ao Amortização acumulada 2.026 941 2.967 complemento de aposentadoria, seguro e assistência médica, nem remuneração com base em participações em ações de seus seu valor de recuperação. (g) Provisões: Uma provisão é reconhecida para obrigações presentes (legal ou presumida) resultante de eventos passados, em que seja possível estimar os valores de forma confiável e cuja liquidação seja provável. O valor As medidas compensatórias referem-se aos programas ambientais constantes nas licenças de operação. 11. Transações com administradores. (d) Promoção por tempo de serviço: A Companhia concede prêmio aos colaboradores pelo tempo de serviço reconhecido como provisão é a melhor estimativa das considerações requeridas para liquidar a obrigação no final de cada partes relacionadas: A Administração identificou como partes relacionadas à Companhia: sua controladora, suas coligadas, seus prestado, mediante a aprovação da diretoria. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes a período de relatório, considerando-se os riscos e as incertezas relativos à obrigação. Quando a provisão é mensurada com base administradores, conselheiros e demais membros do pessoal-chave da administração e seus familiares, conforme definições promoção por tempo de serviço pagos pela Companhia foram de R$ 24. 21. Cobertura de seguro: Seguro de responsabilidade civil: nos fluxos de caixa estimados para liquidar a obrigação, seu valor contábil corresponde ao valor presente desses fluxos de caixa contidas no Pronunciamento Técnico CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes Relacionadas. Os principais saldos e transações com A Companhia contratou cobertura de seguro para indenizações por danos civis no montante de R$1.866, com vigência até 28 de (em que o efeito do valor temporal do dinheiro é relevante). Quando alguns ou todos os benefícios econômicos requeridos para partes relacionadas, praticadas em condições contratadas entre as partes, e seus efeitos são assim demonstrados: abril de 2015, decorrentes de sentença judicial transitada em julgado ou de acordo autorizado pela seguradora, de risco de poluição a liquidação de uma provisão são esperados que sejam recuperados de um terceiro, um ativo é reconhecido se, e somente se, o 31/12/14 31/12/13 e/ou contaminação ambiental (súbita e acidental), danos corporais e/ou materiais sofridos por terceiros, danos morais diretamente reembolso for virtualmente certo e o valor puder ser mensurado de forma confiável. (h) Apuração do resultado: O resultado das Ativo circulante - Outros valores a receber decorrentes de danos materiais e/ou corporais causados a terceiros, considerado pela Administração como suficiente para cobrir operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. (i) Receita operacional: A receita é mensurada Retiro Velho Energética S.A. 1 - eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. Seguro de operação: Em 27 de abril de 2014, com vigência até 27 de pelo valor justo da contrapartida recebida ou a receber. A receita é reconhecida quando a energia é gerada e a titularidade legal 1 - junho de 2015, a Companhia renovou a cobertura de seguro para riscos operacionais sobre máquinas, equipamentos e estrutura é transferida, conforme determinações legais do contrato de suprimento de energia elétrica, ou seja, todos os riscos e benefícios de obras no montante de R$15.865, considerado suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua inerentes são transferidos para o comprador, o valor da receita pode ser mensurado com confiabilidade e os benefícios Passivo circulante - Outras contas a pagar atividade. As premissas de riscos adotados, devida à sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria de demonstrações 62 - contábeis, consequentemente não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. 22. Compromisso: (a) Licença de econômicos associados à transação fluirão para a Companhia. Receita diferida: Os Contratos de Compra e Venda de Energia, Brasil PCH S.A. 62 - Implantação - Para cumprir as exigências da Licença de Implantação, a Companhia precisa ainda adquirir aproximadamente 132,04 celebrados entre as controladas indiretas e a ELETROBRAS, estabelecem que seja apurada em cada ano (período de janeiro a dezembro) o resultado da comercialização no âmbito da CCEE. A parcela de ajuste financeiro resultante dessa apuração será Passivo circulante - dividendos a pagar hectares para plantio das áreas de preservação permanente - APP no entorno dos reservatórios, a serem adquiridas até 2018, 2.011 6.634 com base no Plano ambiental de conservação e uso do entorno de reservatório artificial - PACUERA aprovados. Foi estimado compensada nas faturas mensais do ano subsequente. (j) Receitas financeiras e despesas financeiras: As receitas financeiras PCH Par Participações S.A. 2.011 6.634 um desembolso da ordem de R$2.089, para aquisição destas áreas. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre financiamentos. Custos de financiamentos são Remuneração da Administração: Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 20 de Maio de 2014, foi aprovada a remuneração passivo não circulante. (b) Existem ainda 140,13 hectares a serem reflorestadas que aguardam aprovação dos respectivos Plano mensurados no resultado através do método de juros efetivos. (k) Imposto de renda e contribuição social: A sistemática fiscal global da Administração da Companhia para o período de janeiro a dezembro de 2014 em, no máximo, R$62 (R$65 em 2013). A ambiental de conservação e uso do entorno de reservatório artificial - PACUERA pelos agentes licenciadores competentes. Foi adotada pela Companhia foi do lucro presumido. Com base nesse critério, o resultado para fins de imposto de renda e Diretoria da Companhia é composta por dois diretores com remuneração anual de R$62. 12. Financiamentos: estimado um desembolso da ordem de R$1.113, para os próximos exercícios, após aprovação dos agentes licenciadores. Em 31 contribuição social da Companhia foi calculado aplicando-se sobre a receita as alíquotas definidas para sua atividade, que são de de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (c) Licença de Operação - Todas as Licenças de Operação Indexador 31/12/14 31/12/13 8% e 12%, respectivamente. Sobre o resultado presumido foram aplicadas as alíquotas de imposto de renda e contribuição social BNDES estão válidas e em vigor. Para atendimento dos programas ambientais nelas previstos, a empresa estima um gasto anual até o TJLP + 3,5% a.a. vigentes na data do encerramento de cada exercício (25% para imposto de renda e 9% para contribuição social). (l) Demonstração Principal 50.318 58.263 prazo de vigência da licença, em R$2.701 Em 30 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (d) do valor adicionado: Essa demonstração tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela Companhia e sua distribuição Encargos 183 199 Legalização de terras - A Companhia possui contratos particulares de compra e venda de imóveis próprios e de servidão em imóveis durante determinado período e é apresentada pela Companhia como parte de suas demonstrações contábeis e como 50.501 58.462 de terceiros, cujos registros de propriedade definitiva e de averbação, no Registro Geral Imóveis ainda precisam ser regularizadas, informação suplementar às demonstrações contábeis, nos termos do pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Circulante 8.128 8.329 com um gasto estimado em R$221. A. Em dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (e) Honorários Adicionado. (m) Lucro por ação: O lucro básico por ação foi calculado com base no número médio de ações ordinárias em Não Circulante 42.373 50.133 de êxito - A Companhia constituiu provisão para pagamentos de honorários advocatícios, por possuir ações cíveis, trabalhistas e circulação da Companhia em cada um dos exercícios apresentados. A Companhia não possui instrumentos que poderiam Total 50.501 58.462 Tributárias com provável chance de êxito, com gastos estimados em R$42. Em dezembro de 2014, este valor foi registrado no potencialmente diluir o lucro básico por ação, motivo pelo qual o lucro básico por ação é igual ao lucro por ação diluído. (n) passivo não circulante. (f) Indenização de terras - A Companhia registra as obrigações à título de indenização de terras, em montante Adoção de pronunciamentos contábeis, orientações e interpretações novos e/ou revisados: (i) Alterações às IFRSs e as novas Em 13 de abril de 2006, a Companhia, visando buscar recursos para implementação do projeto, firmou contrato de financiamento apurado pela diferença entre o valor do depósito judicial, atualizado monetariamente, e o valor estimado pelo perito nomeado interpretações de aplicação obrigatória a partir do exercício corrente: No exercício corrente, a Companhia aplicou diversas junto ao BNDES. A dívida (principal e juros) decorrente desse contrato está sendo paga ao BNDES em 144 prestações mensais e no processo. Em 31 de dezembro de 2014, a provisão monta em R$297 e foi registrada no passivo não circulante. 23. Transações emendas e novas interpretações aos CPCs emitidos pelo CPC, que entram obrigatoriamente em vigor para períodos contábeis sucessivas, cada uma delas no valor do principal e juros atualizados da dívida, dividido pelo número de prestações de amortização não envolvendo caixa: Em 2014, a Companhia realizou as seguintes transações que não geraram efeitos de caixa e que, portanto, iniciados em 1º de janeiro de 2014. • Alterações ao CPC 39 - Apresentação de Instrumentos Financeiros Ativos e Passivos ainda não vencidas. Vencimentos dos financiamentos apresentados no passivo não circulante: não estão refletidas na demonstração dos fluxos de caixa: • Constituição de ativo imobilizado, líquida das baixas, no montante de Total R$1.062 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. • Constituição de ativo intangível no montante de Líquidos. Os ajustes do CPC 39 esclarecem os requerimentos relacionados à compensação de ativos financeiros com passivos 8.355 R$1.151 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. 24. Autorização para conclusão das demonstrações financeiros. • Alterações ao CPC 01 (R1) - Divulgação de Valor Recuperável de Ativos Não Financeiros. As alterações do CPC 01 2016 (R1) retiram os requerimentos de divulgar o montante recuperável de uma unidade geradora de caixa para a qual o ágio de 2017 8.355 contábeis: A emissão das demonstrações contábeis foi autorizada pelo Conselho de Administração em 10 de fevereiro de 2015. expectativa de rentabilidade futura (goodwill) ou outro ativo intangível com vida útil indefinida tenha sido alocado quando não 2018 8.355 Composição da Diretoria tenha ocorrido redução ao valor recuperável de um ativo ou reversão de redução ao valor recuperável relacionado a essa 2019 a 2021 17.308 unidade geradora de caixa. • Alterações ao CPC 38 - Novação de Derivativos e Continuidade de Contabilidade de Hedge As 42.373 Edvaldo Alves de Santana - Diretor Walter Nunes Seijo Neto - Diretor alterações ao CPC 38 retiram a obrigatoriedade de descontinuar a contabilidade de hedge quando um derivativo designado Movimentação dos financiamentos: Contador - Bruno da Silva Rodrigues - CRC RJ - 116272/O-6 como instrumento de hedge é renovado sob determinadas circunstâncias. A alteração também esclarece que qualquer mudança 31/12/14 31/12/13 no valor justo do derivativo designado como instrumento de hedge derivativo que ocorra em decorrência da novação deve ser Saldo inicial 58.462 66.431 RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS incluída na avaliação e mensuração da efetividade do hedge. • IFRIC 21 - Tributos: O IFRIC 21 endereça o momento de reconhecer Encargos provisionados 4.505 5.166 Aos Acionistas e Administradores da Irara Energética S.A. Belo Horizonte - MG. Examinamos as demonstrações contábeis um passivo decorrente da obrigação de pagamento de tributos impostos por um governo, A interpretação define tributos e Pagamentos (12.466) (13.135) da Irara Energética S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2014, e as especifica que o fato gerador da obrigação é a atividade que resulta em pagamento do tributo, conforme definido na legislação. Saldo final 50.501 58.462 respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa A interpretação disponibiliza instruções de como diferentes acordos tributários devem ser contabilizados e, principalmente esclarece que o aproveitamento de uma vantagem econômica ou questões de continuidade na preparação das demonstrações As garantias concedidas são apresentadas conforme a seguir: (i) Em 13 de abril de 2006, foi pactuado contrato de penhor das ações para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. e vinculação das receitas e outras avenças com o BNDES para assegurar o pagamento de quaisquer obrigações decorrentes desses Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis: A administração da Companhia é responsável pela contábeis não implicam em uma obrigação presente da companhia em pagar um tributo cujo fato gerador ocorrerá em uma operação futura. A Companhia avaliou todas as novas normas acima resumidas e não identificou efeitos significativos nas contratos; (ii) Constituição de conta de reserva vinculada, proveniente da venda de energia à ELETROBRAS. A conta foi aberta no Banco elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, demonstrações contábeis. (ii) Normas e interpretações novas e revisadas já emitidas e ainda não adotadas. A Companhia não do Brasil S.A., que atua como banco administrador de contas, indicado pela Companhia e aprovado pelo BNDES, e deverá atingir o assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações adotou as IFRSs novas e revisadas a seguir, já emitidas e ainda não adotadas: a) IFRS 9 - Instrumentos Financeiros; b) IFRS 15 - limite de três vezes o valor da última prestação; (iii) A propriedade fiduciária das máquinas e dos equipamentos a serem adquiridos contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores Receitas de Contratos com clientes; c) Modificações à IFRS 11/CPC 19 (R2) - Acordo contratual conjunto; d) Modificações às IAS com recursos dessa operação; e Vencimento antecipado dos financiamentos: Os financiamentos possuem cláusulas financeiras independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em 16/CPC 27 e IAS 38/CPC 04 (R1) - Esclarecimento dos métodos de depreciação e amortização aceitáveis; e) Modificações às IAS restritivas (“covenants”), incluindo, entre outros, garantias reais, restrições quanto à mudança, transferência ou cessão de controle nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter 16 / CPC 27 e IAS 41 / CPC 29 - Agricultura: Plantas produtivas; f) Modificações à IAS 19/CPC 33 (R1) - Plano de Benefício Definido: societário, incorporação, fusão ou cisão sem prévia anuência do credor. Os covenants de índices financeiros são os seguintes: segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a Descrição Condição requerida Contribuição do Empregado; g) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2010-2012; h) Modificações as IFRSs execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados Percentual superior a 20% Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2011-2013. Considerando as atuais operações da Companhia a Administração não espera que ICP - patrimônio líquido / total do ativo nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação Manter aplicado quantia correspondente a essas normas, interpretações e alterações tenham efeitos relevantes sobre as suas demonstrações contábeis a partir de sua dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa 3 (três) vezes o valor da última parcela vencida de principal e juros adoção. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC ainda não editou todos os respectivos pronunciamentos e modificações Conta reserva correlacionadas às IFRSs novas e revisadas apresentadas acima. Em decorrência do compromisso do CPC de manter atualizado Com vistas a atender cláusula do contrato de financiamento com o BNDES, segue-se o demonstrativo do Índice de Capitalização avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, o conjunto de normas emitido com base nas atualizações feitas pelo International Accounting Standards Board - IASB, é esperado Próprio (ICP), calculado conforme contrato, em 31 de dezembro de 2014: que esses pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC até a data de sua aplicação obrigatória e que seus impactos Patrimônio líquido 49.638 mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, nas Demonstrações Contábeis da Companhia sejam os mesmos da adoção dos pronunciamentos do IASB descritos acima. 4. Total do ativo 119.749 também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Gerenciamento de risco: A Companhia avaliou e considerou relevante a exposição aos seguintes riscos: • Risco de crédito: O ICP 41,45% administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos risco de crédito refere-se ao risco de uma contraparte não cumprir com suas obrigações contratuais, levando a Companhia a A Administração acompanha o atendimento das cláusulas estabelecidas e entende que a Companhia atendeu todas que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as incorrer em perdas financeiras. As contas a receber de clientes são formadas por um único cliente - ELETROBRAS via contrato de as cláusulas financeiras restritivas acima em 31 de dezembro de 2014. 13. Contingências: A Companhia é parte demonstrações contábeis anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição compra de energia pelo prazo de 20 anos. Este fato reduz o risco de perda financeira por motivo de inadimplência. Assim, não em ações judiciais e processos administrativos perante tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso patrimonial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2014, o desempenho de suas operações e os seus fluxos há exposição significativa da companhia a riscos de crédito e moeda, ou perdas por redução no valor recuperável relacionadas à normal de suas operações, as quais envolvem questões tributárias, trabalhistas, aspectos cíveis, ambientais e de de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase: Depreciação contas a receber de clientes, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 6. • Risco de mercado: Decorre da possibilidade da caráter comercial. A Companhia é parte em ações cíveis que tramitam em juízo correspondem às questões relativas dos bens do ativo imobilizado destinados à geração de energia elétrica no regime de produção independente: Conforme Companhia sofrer ganhos ou perdas decorrentes de oscilações de taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos à definição do valor das indenizações dos direitos de passagem aos proprietários de terras e a posse definitiva de descrito nas notas explicativas nº 3.d e 9, os bens do imobilizado da atividade de geração de energia no regime de produção financeiros. A Companhia avalia que os riscos das aplicações financeiras de suas disponibilidades são baixos, por serem realizadas terrenos. Os valores envolvidos, normalmente, são depositados em juízo e reconhecidos como custo do imobilizado independente são depreciados pelo seu prazo estimado de vida-útil, considerando-se os fatos e circunstâncias que estão em bancos de reconhecida liquidez e remuneradas a taxas de mercado que variam entre 95,5% a 98% do CDI, conforme e intangível. Com base na posição de seus assessores jurídicos, não há processos envolvendo a Companhia em que mencionados nas referidas notas. À medida que novas informações ou decisões do órgão regulador ou do poder concedente apresentado na Nota Explicativa nº5. A Companhia administra e mensura esses riscos através do planejamento de fluxo de caixa a probabilidade de perda seja classificada como provável. Dessa forma, nenhuma provisão para contingências foi sejam conhecidas, o atual prazo de depreciação desses ativos poderá ou não ser alterado. Nossa opinião não contém ressalva realizado. Os passivos financeiros existentes abrangem basicamente saldos de financiamentos obtidos pela Companhia junto ao constituída. Existe na Companhia uma ação movida pela ABRAGEL (Associação Brasileira de Geração de Energia relacionada a esse assunto. Outros assuntos: Demonstração do valor adicionado: Examinamos, também, a demonstração Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme apresentado na Nota Explicativa nº 12. Uma análise Limpa) contra a ELETROBRAS em função dos valores retidos indevidamente seguindo a resolução CNPE nº 003/2013, do valor adicionado (DVA), referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2014, preparada sob a responsabilidade de sensibilidade dos ativos e passivos que representam riscos relevantes para a Companhia está apresentada na Nota Explicativa no valor total de R$449, classificada pelo advogado como ganho possível. 14. Patrimônio líquido: (a) Capital social: da administração da Companhia. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos m m o o o o m o nº 19. • Risco operacional: O objetivo da Companhia é administrar o risco operacional para evitar a ocorrência de prejuízos Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, o capital social subscrito e integralizado é de R$34.350 e está representado por anteriormente e, em nossa opinião, est mo õ o om m o o financeiros. A Companhia realiza as atividades de operação e manutenção da sua usina de acordo com as práticas do setor 29.987.830 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal pertencentes em sua totalidade à PCH Participações o elétrico brasileiro, inclusive realizando sistematicamente as atividades de manutenção preventiva e de manutenção corretiva S.A.. (b) Reservas: Reserva legal: Constituída à razão de 5% do lucro líquido do exercício, antes de qualquer outra B o Ho o OUCH OHMA U dos equipamentos eletromecânicos das instalações, bem como o monitoramento das estruturas civis e barragens. Caso ocorram destinação, a qual não excederá 20% do capital social. Reserva especial: Constituída com o objetivo de registrar D O eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade, a Companhia contratou uma cobertura de seguros de operação a destinação dos resultados da Companhia até que o seu fluxo de caixa futuro permita tal distribuição sem riscos A o sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras, conforme Nota Explicativa nº 21. • Risco de liquidez: A Companhia utiliza financeiros relevantes durante o período da concessão nos termos do artigo 202 da Lei nº 6.404/76, parágrafo 4º CRC O MG o controle do custeio para auxiliar no monitoramento de exigências do fluxo de caixa e na otimização de seu retorno de caixa em e 5º. Reserva de retenção de lucros: A reserva de retenção de lucros representa o lucro líquido não distribuído o o o M investimentos. Todo decêndio é estimado o desembolso em comparação com a sua entrada de caixa. A Companhia não possui após constituição da reserva legal e cálculo dos dividendos obrigatórios. Conforme estatuto estes valores aguardam Co o operações contratadas em moeda estrangeira. Desta forma, não está sujeita a riscos decorrentes de oscilações de taxas de deliberação em Assembleia para sua destinação. (c) Dividendos: O Estatuto Social determina a distribuição de um CRC MG O DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Reservas de lucros Dividendos adicionais propostos Capital social Reserva legal Reserva especial Reserva de lucros Lucros acumulados 34.350 2.143 595 9.428 (595) (9.428) 15.415 15.415 o o Ati o Ati o C Co D m o A A o Ati o Ati o m o D ó mo A o o u o o m o m o o ti o n o o o o o o o P P o o ti o do ti o o u o m O õ m o o o o o R D o O o o o o P o n o m o õ o o o o P môn o q C o R o o m o do p do m m o o o O o R o D ti õ R D o m D o do m m o o o O o R o D ti õ R D o m D o do m Con A o oo B o o õ o A o o N o o m A o C ti o o A Com m o o m oD o o MW ti o oo o A om õ o m No BRA m o AA m o o Cm BRA o fi õ o o oM o o o o o o o o o m o o o CC o A m o m Com om m ti om o m o A om o om m o fi o omo mo o m o m o A o m o m o tí m m o m o o m o o õ m o fi o o m o o C m oo o o Com o õ o o o fi o o m Com A Com omo mô Co o o ó o m o mo m o o o o o Com o o D oA Com R o õ o mm m o o o omo o o M A m o o No o o R o o ti oo o AN o o m o o õ o fi o Q o o o o o fí o m ti o A o R o o m Co fi o o o o m fi o o o C o o o m o o ti o o o D omo o oV o m m o A o o o BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 CNPJ nº 07.083.477/0001-27 RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, A PCH Jataí com capacidade instalada total de 30 MW, e energia comercializada anual de 174,41 GWh, beneficiando aproximadamente 258 mil pessoas. A receita bruta de vendas em 2014 foi de R$ 35,6 milhões, apresentando um lucro líquido na ordem de R$ 0,4 milhões. 31/12/13 30.411 BALANÇO PATRIMONIAL LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 31.453 (Valores expressos em milhares de reais - R$) (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto o lucro por ação) (1.042) Nota 31/12/14 31/12/13 Ativos Nota 31/12/14 31/12/13 2.882 Receita líquida de vendas 15 24.015 33.301 984 Ativos circulantes Custos das vendas de energia 5 382 967 1.896 Caixa e equivalentes de caixa Pessoal (1.910) (1.744) 6 3.868 3.781 2 Contas a receber de clientes (803) (725) 149 87 Meio ambiente 27.529 Despesas antecipadas Operação (302) (333) Impostos a compensar 5 3 2.965 Manutenção (705) (1.081) 39 37 24.564 Adiantamentos a funcionários Taxas setoriais (223) (99) 38 - Tarifa de uso dos sistemas elétricos de distribuição (TUSD) 385 Adiantamentos diversos (494) (475) 4.481 4.875 Total dos ativos circulantes 385 Seguros (279) (220) 24.949 Ativos não circulantes Depreciação e amortização (2.841) (2.700) 24.949 Ativos vinculados - BNDES 7 3.035 3.160 Outros custos (395) (460) 1.755 Impostos e contribuições diferidas 18 799 48 (7.952) (7.837) 1.355 Depósitos judiciais 8 1.915 1.874 Lucro bruto 16.063 25.464 290 Imobilizado 9 108.730 109.574 Despesas operacionais 16 110 Intangível 27 616 Pessoal 10 (850) (743) 2.476 Total dos ativos não circulantes 114.506 115.272 Administrativas e gerais (255) (230) 2.461 Total dos ativos (73) (337) 118.987 120.147 Outras despesas operacionais, líquidas 6 Passivos (1.178) (1.310) Nota 31/12/14 31/12/13 9 Passivos circulantes Lucro antes do resultado financeiro 14.885 24.154 5.303 Fornecedores 17 194 84 Resultado financeiro 5.166 (4.281) (4.916) Financiamentos - BNDES 12 7.814 8.005 Despesas financeiras 125 393 470 191 51 Receitas financeiras 12 Obrigações trabalhistas e previdenciárias (3.888) (4.446) 225 284 15.415 Impostos e contribuições a recolher Lucro operacional antes do imposto de renda e da Provisão para férias e 13º salário 214 250 3.661 10.997 19.708 11.635 697 contribuição social 11.754 Receita diferida 18 Dividendos a pagar 14 2.406 5.627 Imposto de renda e contribuição social Corrente (1.215) (1.222) 6.404/76. Os Outros passivos 66 4 Diferido 347 43 22.745 15.002 Total dos passivos circulantes (868) (1.179) 8.465 Passivos não circulantes Lucro líquido do exercício 10.129 18.529 8.465 Financiamentos - BNDES 12 40.111 47.575 Lucro básico e diluído por ação ordinária - R$ 0,38 0,69 (423) Provisões para compromissos futuros 9.225 8.479 Quantidade média ponderada de ações 22 26.706.019 26.706.019 8.042 Total dos passivos não circulantes 49.336 56.054 (2.011) DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 72.081 71.056 Total dos passivos os, no valor de (Valores expressos em milhares de reais - R$) Patrimônio líquido 14 31/12/14 31/12/13 32.441 32.441 31/12/13 Capital social 10.129 18.529 14.465 16.650 Lucro líquido do exercício Reserva de lucros Outros resultados abrangentes 46.906 49.091 31.453 Total do patrimônio líquido Resultado abrangente do exercício 10.129 18.529 118.987 120.147 (1.042) Total dos passivos e do patrimônio líquido Resultado abrangente total do exercício 10.129 18.529 30.411 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) (197) Reservas de lucros (913) Capital Reserva Dividendos Reserva Reserva de Lucros (1.110) social legal adicionais propostos especial retenção de de lucros acumulados Total 29.301 Saldos em 31 de dezembro de 2012 32.441 2.522 590 11.166 46.719 Pagamento de dividendos adicionais (590) (11.166) (11.756) 31/12/13 Lucro líquido do exercício 18.529 18.529 Outros resultados abrangentes 579 Resultado abrangente do exercício 18.529 18.529 122 Destinações 32 Reserva legal 926 (926) 80 Dividendos minimos obrigatórios (4.401) (4.401) 144 Dividendos adicionais propostos 13.202 (13.202) 42 32.441 3.448 13.202 49.091 999 Saldos em 31 de dezembro de 2013 Pagamento de dividendos adicionais (9.908) (9.908) 10.129 10.129 31/12/13 Lucro líquido do exercício Outros resultados abrangentes 10.129 10.129 (5.166) Resultado abrangente do exercício Destinações (1) 507 (507) (9) Reserva legal (2.406) (2.406) (5.176) Dividendos minimos obrigatórios Dividendos adicionais propostos 7.216 (7.216) 385 Saldos em 31 de dezembro de 2014 32.441 3.955 10.510 46.906 385 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) (4.791) o lucro líquido 1. Contexto operacional: A Jataí Energética S.A. (“Companhia” ou “Jataí”) é uma subsidiária direta da PCH Participações S.A. e terpretações de aplicação obrigatória a partir do exercício corrente: No exercício corrente, a Companhia aplicou diversas emenmbinadas e da indireta da Brasil PCH S.A., e foi constituída em 11 de agosto de 2004 como sociedade anônima de capital fechado, com sede na das e novas interpretações aos CPCs emitidos pelo CPC, que entram obrigatoriamente em vigor para períodos contábeis iniciados Avenida Prudente de Morais, 1.250, 10º e 11º andares, Bairro Coração de Jesus, Belo Horizonte - MG. A Companhia tem como em 1º de janeiro de 2014. • Alterações ao CPC 39 - Apresentação de Instrumentos Financeiros Ativos e Passivos Líquidos. Os /13 objeto social o propósito específico (Sociedade de Propósito Específico - SPE) de implantar e explorar o potencial hidráulico de ajustes do CPC 39 esclarecem os requerimentos relacionados à compensação de ativos financeiros com passivos financeiros • CSLL Pequena Central Hidrelétrica (PCH) e comercializar energia elétrica nela gerada. A Companhia poderá, ainda, exercer todas as Alterações ao CPC 01 (R1) - Divulgação de Valor Recuperável de Ativos Não Financeiros. As alterações do CPC 01 (R1) retiram os 31.453 ações que possam, direta ou indiretamente, no todo ou em parte, ser vinculadas ao seu propósito específico. A Companhia requerimentos de divulgar o montante recuperável de uma unidade geradora de caixa para a qual o ágio de expectativa de ren12% possui autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica, concedida pela tabilidade futura (goodwill) ou outro ativo intangível com vida útil indefinida tenha sido alocado quando não tenha ocorrido re385 Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) através das Resoluções nºs 741/2002 e 36/2005, para funcionar como PCH pelo dução ao valor recuperável de um ativo ou reversão de redução ao valor recuperável relacionado a essa unidade geradora de 4.159 prazo de 30 anos e está localizada no Rio Claro, no Município de Jataí, em Goiás, com capacidade de licença instalada de 30 MW caixa. • Alterações ao CPC 38 - Novação de Derivativos e Continuidade de Contabilidade de Hedge. As alterações ao CPC 38 reti9% e uma linha de transmissão de 4,3 km de extensão. A contratação de energia gerada é feita pelo Programa de Incentivo às Fontes ram a obrigatoriedade de descontinuar a contabilidade de hedge quando um derivativo designado como instrumento de hedge 374 Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), que determina que a Centrais Elétricas Brasileiras (ELETROBRAS) seja o agente repre- é renovado sob determinadas circunstâncias. A alteração também esclarece que qualquer mudança no valor justo do derivativo - sentante das PCHs na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), responsável pela contratação de toda energia gera- designado como instrumento de hedge derivativo que ocorra em decorrência da novação deve ser incluída na avaliação e men369 da, obrigando a celebração de contratos de compra e venda de energia, pelo prazo de 20 anos a contar do mês de agosto de 2008. suração da efetividade do hedge. • IFRIC 21 - Tributos: O IFRIC 21 endereça o momento de reconhecer um passivo decorrente da A Companhia através das Portarias MME nº 38, de 13 de junho de 2012, teve sua energia assegurada acrescida, fato que gerará obrigação de pagamento de tributos impostos por um governo, A interpretação define tributos e especifica que o fato gerador (1.042) aumento no volume de energia vendida ao PROINFA a partir de 1º de janeiro de 2013 e o respectivo aumento nas receitas a se- da obrigação é a atividade que resulta em pagamento do tributo, conforme definido na legislação. A interpretação disponibiliza 12% rem auferidas a partir dessa data. Em 20 de agosto de 2008, através do Despacho ANEEL nº 3.086, em 4 de agosto de 2008, instruções de como diferentes acordos tributários devem ser contabilizados e, principalmente esclarece que o aproveitamento (125) através do Despacho ANEEL nº 2.884, e em 29 de julho de 2008, através do Despacho ANEEL nº 2.798, a Companhia obteve au- de uma vantagem econômica ou questões de continuidade na preparação das demonstrações contábeis não implicam em uma 9% torização para iniciar a comercialização da energia gerada nas unidades 1, 2 e 3, respectivamente, todas com potência instalada obrigação presente da companhia em pagar um tributo cujo fato gerador ocorrerá em uma operação futura. A Companhia ava(14) de 10 MW, atingindo, assim, sua capacidade total em operação de 30 MW e energia anual assegurada de 168,6 GWh. O término liou todas as novas normas acima resumidas e não identificou efeitos significativos nas demonstrações contábeis. (ii) Normas e (25) de sua autorização se dará em 18 de dezembro de 2032. Em 13 de junho de 2012, foi publicada a Portaria MME nº 038, revisan- interpretações novas e revisadas já emitidas e ainda não adotadas: A Companhia não adotou as IFRSs novas e revisadas a seguir, 344 do o valor da garantia física da PCH Jataí para 178,30 GWh ano, passando esse montante a viger a partir de 14 de junho de 2012. já emitidas e ainda não adotadas: a) IFRS 9 - Instrumentos Financeiros; b) IFRS 15 - Receitas de Contratos com clientes; c) ModifiAs informações de energia anual assegurada não foram examinadas pelos auditores independentes. Em 31 de dezembro de cações à IFRS 11/CPC 19 (R2) - Acordo contratual conjunto; d) Modificações às IAS 16/CPC 27 e IAS 38/CPC 04 (R1) - Esclarecimendemonstrados 2014, os números mostram capital circulante líquido negativo, no montante de R$ 18.264 (R$ 10.127 em 31 de dezembro de to dos métodos de depreciação e amortização aceitáveis; e) Modificações às IAS 16 / CPC 27 e IAS 41 / CPC 29 - Agricultura: 31/12/13 2013). No entanto, a Administração entende que não existe risco de inadimplência, visto que parte substancial dos passivos cir- Plantas produtivas; f) Modificações à IAS 19/CPC 33 (R1) - Plano de Benefício Definido: Contribuição do Empregado; g) Modificaculantes refere-se às obrigações contraídas junto a instituições financeiras, decorrentes de financiamentos, e junto a ELETRO- ções as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2010-2012; h) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2011-2013. BRAS, decorrente do ajuste MRE, sendo que estas obrigações estão atualizadas e refletem as obrigações para os próximos 12 Considerando as atuais operações da Companhia, a Administração não espera que essas normas, interpretações e alterações tenham efeitos relevantes sobre as suas demonstrações contábeis a partir de sua adoção. O Comitê de Pronunciamentos Contá1.276 meses, enquanto os ativos circulantes demonstram somente as contas a receber levantadas na data das demonstrações contábeis. A Administração prevê a geração de caixa decorrente da energia assegurada pelo PROINFA em montante suficiente para beis - CPC ainda não editou todos os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionadas às IFRSs novas e revisadas 3.373 liquidar as obrigações de curto prazo da Companhia. 1.1. Mecanismo de Realocação de Energia: A Companhia tem a totalidade apresentadas acima. Em decorrência do compromisso do CPC de manter atualizado o conjunto de normas emitido com base nas 1.485 da sua capacidade de geração hidrelétrica inserida no MRE, responsável por mitigar os riscos hidrológicos entre as usinas hidre- atualizações feitas pelo International Accounting Standards Board - IASB, é esperado que esses pronunciamentos e modificações létricas que aderirem ao mesmo. Por força do PROINFA, todos os anos, sempre em setembro, a Companhia informa a sazonali- sejam editados pelo CPC até a data de sua aplicação obrigatória e que seus impactos nas Demonstrações Contábeis da Compa3.303 zação para a ELETROBRAS considerar no Plano Anual do PROINFA do ano seguinte. As contabilizações são realizadas mensalmen- nhia sejam os mesmos da adoção dos pronunciamentos do IASB descritos acima. 4. Gerenciamento de risco: A Companhia avate pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE e repassadas ao Agente de Comercialização do PROINFA (ELETRO- liou e considerou relevante a exposição aos seguintes riscos: • Risco de crédito: O risco de crédito refere-se ao risco de uma BRAS), que, por sua vez, por força contratual repassa os seus efeitos à Companhia, no ano seguinte, em 12 parcelas, conforme contraparte não cumprir com suas obrigações contratuais, levando a Companhia a incorrer em perdas financeiras. As contas a 49 definições contratuais. Por meio do Despacho ANEEL/SEM nº 335/13, de 08/02/13, as empresas titulares de empreendimentos receber de clientes são formadas por um único cliente - ELETROBRAS via contrato de compra de energia pelo prazo de 20 anos. 58.462 incluídos no MRE ficaram autorizadas a revisar a sazonalização dos montantes de garantia física para o exercício de 2013, até 15 Este fato reduz o risco de perda financeira por motivo de inadimplência. Assim, não há exposição significativa da Companhia a 6.634 de fevereiro de 2013. Contudo, a revisão da sazonalização não foi solicitada pela ELETROBRAS à empresa. Os efeitos negativos da riscos de crédito ou perdas por redução no valor recuperável relacionadas às contas a receber de clientes, conforme apresentado emonstrações sazonalização ex-post informado pela ELETROBRAS em 31 de dezembro de 2013 foi de R$800. Por meio da ABRAGEL, foi inter- na Nota Explicativa nº 6. • Risco de mercado: Decorre da possibilidade da Companhia sofrer ganhos ou perdas decorrentes de do, pois: (a) As posto recurso administrativo junto a ANEEL e a Administração acompanha o assunto junto à associação. A Companhia considerou oscilações de taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos financeiros. A Companhia avalia que os riscos das aplicações O vencimento todos os impactos negativos nas suas demonstrações contábeis de 2013 e 2014. Outro aspecto relevante consiste na aplicação financeiras de suas disponibilidades são baixos, por serem realizadas em bancos de reconhecida liquidez e remuneradas a taxas onados a taxas do fator de ajuste das garantias físicas das usinas pertencentes ao MRE. Devido a um regime hidrológico muito desfavorável a de mercado que variam entre 95,5% a 98% do CDI, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 5. A Companhia administra e os Financeiros, redução de geração em relação à garantia física da usina Jataí é em média 17,5% em 2014, com impacto já contabilizado pela mensura esses riscos através do planejamento de fluxo de caixa realizado. Os passivos financeiros existentes abrangem basicataxas de juros CCEE até novembro de R$ 9.532, e a Companhia projeta o valor de R$ 11.228 para o exercício de 2014. 1.2. Revisão da Garantia mente saldos de financiamentos obtidos pela Companhia junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social s. Na data de (BNDES), conforme apresentado na Nota Explicativa nº 12. Uma análise de sensibilidade dos ativos e passivos que representam ) e TJLP (5,5%), Física: A empresa Jataí Energética S.A., através da Portaria nº 38 de 13 de junho de 2012 do Ministério de Minas e Energia - MME, metro para os teve sua energia anual assegurada acrescida, fato que gerou aumento no volume de energia vendida ao PROINFA a partir de 1º riscos relevantes para a Companhia está apresentada na Nota Explicativa nº 19. • Risco operacional: O objetivo da Companhia é de janeiro de 2013 e o respectivo aumento nas receitas auferidas a partir da data de vigência da portaria. Entretanto, ainda ficou administrar o risco operacional para evitar a ocorrência de prejuízos financeiros. A Companhia realiza as atividades de operação pendente de autorização de faturamento no montante de R$407 (tarifa base 2015) que será realizado em 2015, referente aos e manutenção da sua usina de acordo com as práticas do setor elétrico brasileiro, inclusive realizando sistematicamente as ativienário III meses de junho, julho e agosto de 2012. As informações sobre revisão de garantia física não examinadas pelos auditores inde- dades de manutenção preventiva e de manutenção corretiva dos equipamentos eletromecânicos das instalações, bem como o erioração de pendentes. 2. Apresentação das demonstrações contábeis: 2.1. Declaração de conformidade: As demonstrações contábeis da monitoramento das estruturas civis e barragens. Caso ocorram eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade, a 50%) Companhia foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. As práticas contábeis adotadas no Brasil Companhia contratou uma cobertura de seguros de operação sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras, conforme 97 compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações Nota Explicativa nº 21. • Risco de liquidez: A Companhia utiliza o controle do custeio para auxiliar no monitoramento de exigênemitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (“CFC”) e pelas cias do fluxo de caixa e na otimização de seu retorno de caixa em investimentos. Todo decêndio é estimado o desembolso em 514 normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”). 2.2. Bases de elaboração: As demonstrações contábeis foram elabo- comparação com a sua entrada de caixa. A Companhia não possui operações contratadas em moeda estrangeira. Desta forma, radas com base no custo histórico, exceto por determinados instrumentos financeiros mensurados pelos seus valores justos, não está sujeita a riscos decorrentes de oscilações de taxas de câmbio. • Gestão de capital: A política da Administração é manter (4.167) conforme descrito nas práticas contábeis a seguir. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações uma sólida base de capital para preservar a confiança do investidor, credor e mercado e com isso manter o desenvolvimento (3.556) pagas em troca de ativos. Ativos e passivos são classificados conforme seu grau de liquidez e exigibilidade. Os mesmos são classi- futuro do negócio. A Administração monitora o retorno de capital sobre a operação da empresa através do acompanhamento s funcionários, ficados como circulantes quando provável que sua realização ou liquidação ocorra nos próximos doze meses. Caso contrário, são mensal da realização orçamentária aprovada pelo Conselho de Administração. A Administração entende que a exposição da ente pago por demonstrados como não circulantes. (a) Moeda funcional e moeda de apresentação: Essas demonstrações contábeis são apre- Companhia a riscos é remota, sendo o gerenciamento realizado através de ferramentas de controle, planejamento e orçamento, dos na política sentadas em reais, que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações financeiras apresentadas em milhares de reais coordenadas pela Diretoria. • Riscos hidrológicos: O suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) é realizado, na com um valor foram arredondadas para o valor mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. (b) Uso de estimativas e julgamentos: sua maior parte, por usinas hidrelétricas. Como o SIN opera em sistema de despacho otimizado e centralizado pelo ONS, cada dores, para os A preparação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil exige que a Administração usina hidrelétrica, incluindo a da Companhia, está sujeita a variações nas condições hidrológicas verificadas, tanto na região geoo. No exercício faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passi- gráfica em que opera como em outras regiões do país. A ocorrência de condições hidrológicas desfavoráveis, em conjunto com a oram de R$30 vos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de uma obrigação de entrega da energia contratada, poderá resultar em uma exposição da Companhia ao mercado de energia de curto ego, tais como maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisa- prazo, o que afetaria seus resultados financeiros futuros. Entretanto, a totalidade da capacidade de geração hidrelétrica da ações de seus das e em quaisquer períodos futuros afetados. 3. Resumo das principais práticas contábeis: As políticas contábeis descritas em Companhia está inserida no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), que mitiga parte do risco hidrológico, alocando-o entre mpo de serviço detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas demonstrações contábeis. todas as usinas vinculadas ao MRE. espondentes a (a) Instrumentos financeiros: (i) Ativos financeiros não derivativos: A Companhia reconhece os empréstimos e recebíveis e depó- 5. Caixa e equivalentes de caixa: 31/12/14 31/12/13 sabilidade civil: sitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor Caixa 3 ncia até 28 de justo por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Companhia se torna uma das partes Bancos 7 8 co de poluição das disposições contratuais do instrumento. • Empréstimos e recebíveis: Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com Aplicações financeiras 375 956 is diretamente pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor 382 967 nte para cobrir As aplicações financeiras de liquidez imediata em CDB - DI, com risco insignificante de perda de valor, junto aos Bancos do ência até 27 de justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são Brasil e Santander, são remuneradas a taxas de mercado que variam entre 95,5% a 98% do Certificado de Depósito Intermedidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuos e estrutura tureza de sua perável. • Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com bancário (CDI). 6. Contas a receber: Refere-se ao valor da venda da energia gerada pela Companhia, líquido dos respectivos emonstrações vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de impostos retidos na fonte. A Companhia registra o valor a receber referente à energia contratada pelo PROINFA. O período (a) Licença de alteração no valor, e são utilizadas no pagamento das obrigações de curto prazo. (ii) Passivos financeiros não derivativos: A médio de crédito nas contas a receber é de 35 dias e não são cobrados juros sobre as contas a receber. A Companhia não amente 132,04 Companhia reconhece passivos financeiros inicialmente na data de negociação na qual a Companhia se torna uma parte das constitui provisão para créditos de liquidação duvidosa, com base em sua experiência histórica de realização de 100% das idas até 2018, disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais reti- contas a receber passadas e da análise da situação financeira atual de seu único devedor - ELETROBRAS, inexistindo contas a Foi estimado rada ou cancelada. A Companhia classifica os passivos financeiros não derivativos na categoria de outros passivos financeiros. Tais receber vencidas na data das demonstrações contábeis. 7. Ativos vinculados - BNDES: O saldo registrado em 31 de dezembro registrado no passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após de 2014, refere-se a recursos recebidos pela Companhia decorrentes da venda de energia gerada e que estão vinculados ao pectivos Plano o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. A BNDES. Conforme descrito na Nota Explicativa nº 12, o BNDES exige como garantia do financiamento a constituição de conta mpetentes. Foi Companhia tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: financiamentos, fornecedores, dividendos e outras contas a de reserva vinculada. Esta conta é uma aplicação financeira, no Fundo BB Comercial 17, com taxas que variaram entre 96,0% adores. Em 31 pagar. A Companhia não opera com instrumentos financeiros derivativos. (iii) Capital social: Ações ordinárias são classificadas e 98%, do CDI, de liquidez imediata e baixo risco junto ao Banco do Brasil, que é a instituição financeira aprovada pelo BNDES s de Operação como patrimônio líquido. Os dividendos mínimos obrigatórios, conforme definido em estatuto são reconhecidos como passivo. para atuar como administradora das contas. Essa conta deverá ser utilizada para pagamento das parcelas do referido financiato anual até o (b) Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes são registradas pelo valor faturado menos os impostos retidos na mento. 8. Depósitos judiciais: A Companhia é autora de processos judiciais, nos quais reivindica a posse definitiva de terrenos circulante. (d) fonte, os quais são considerados créditos tributários, conforme legislação tributária vigente. (c) Imobilizado: Registrado ao custo por desapropriação ou servidão. Estes terrenos estão sendo utilizados nas instalações, nas linhas de transmissão e em obras ão em imóveis histórico de aquisição, formação ou construção (inclusive juros e demais encargos financeiros líquidos), deduzido de depreciação para uso público. De acordo com a posição dos advogados, nos processos em que os depósitos atualizados não são suficientes regularizadas, acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas. O custo inclui gastos que são diretamente atri- para fazer face as indenizações de terras, a Companhia registra no passivo uma provisão adicional em contrapartida com o ati(e) Honorários buíveis à aquisição de um ativo. Considerando a conclusão das obras e o início das operações em julho de 2008, aliado ao custo vo em processo de aquisição. Quando a posse definitiva desses terrenos for legalmente transferida para a Companhia, o valor trabalhistas e do imobilizado atender aos requerimentos do CPC 27 - Ativo Imobilizado, a Companhia manteve o custo histórico como base de dos respectivos depósitos, quando levantados, será atribuído aos terrenos adquiridos que serão contabilizados como ativo registrado no imobilizado. Em 31 de dezembro de 2014, o valor dos depósitos judiciais é de R$1.915 (R$1.874 em 31 de dezembro de 2013). em montante mensuração do ativo fixo. Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são registradas como itens 31/12/14 31/12/13 erito nomeado individuais (componentes principais) de imobilizado. O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no 9. Imobilizado: valor contábil do item caso seja provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do componente irão fluir para a Taxa Depreciação 23. Transações Companhia e que o seu custo pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por Depreciação Acumulada (a) Composição do imobilizado: Descrição Custo Líquido Líquido que, portanto, 19.133 19.133 17.634 o montante de outro é baixado. Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme incorridos. (d) Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos Depreciação: A depreciação, exceto de móveis e utensílios e computadores e periféricos, é calculada a partir do início da operação o montante de Turbina hidráulica 2,50% 11.362 (1.825) 9.537 9.806 emonstrações da Companhia, pelo método linear, às taxas determinadas pela Portaria DNAEE nº 815, de 15 de novembro de 1994, alteradas Conduto forçado 3,13% 3.649 (726) 2.923 2.958 pelas Resoluções nº 367, de 2 de junho de 2009 e 474, de 7 de fevereiro de 2012, que, no entendimento da Administração, se Gerador ro de 2015. 3,33% 12.733 (2.709) 10.024 10.436 aproximam das vidas úteis destes ativos. A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurí- Comporta 3,33% 2.956 (637) 2.319 2.418 dica da legislação em vigor e, conforme avaliação da Administração do que consta na Resolução de autorização para estabeleciSubestação unitária 3,57% 5.109 (1.178) 3.931 4.113 mento como produtora independente, concedida pela ANEEL a Jataí, ao final do prazo dessa autorização que é de 30 anos, caso 2,00% 53.124 (6.651) 46.473 47.168 não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação da Casa de força produção hidráulica Reservatório, barragem, adutora 2,00% 8.091 (952) 7.139 7.529 autorização, considerando inclusive as Portarias MME nº 956/10 e nº 197/12, autorizando a prorrogação das PCH’s Pacífico 236 236 236 Mascarenhas e San Juan, respectivamente, por mais 20 anos, condicionada à realização de pequena melhoria operacional, o que Adiantamento a fornecedores 3,65% 8.541 (1.526) 7.015 7276 Outras Maquinas e Equipamentos ões contábeis a Administração entende demonstrar a evidência concreta de possibilidade de prorrogação de autorização da PCH por mais 20 124.934 (16.204) 108.730 109.574 de 2014, e as anos, entendendo assim estar em linha com um dos requerimentos do CPC 27. Autorização e indenização: A autorização para A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e conforme fluxos de caixa exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica vigorará pelo prazo de trinta anos (ver consta na Resolução nº 36, de 31 de janeiro de 2005, da ANEEL, a qual concede à PCH a autorização para se estabelecer como Nota explicativa nº 1), podendo ser prorrogada, a critério da ANEEL. Ao final do prazo da respectiva autorização, não havendo s explicativas. ponsável pela prorrogação, os bens e instalações vinculados à produção de energia elétrica passarão a integrar o patrimônio da União median- produtora independente, ao final do prazo dessa autorização, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação de autorização por mais 20 anos. A Companhia monitora os adas no Brasil, te indenização dos investimentos realizados, desde que previamente autorizados, e ainda não amortizados, apurada por auditoemonstrações ria da ANEEL, ou poderá ser exigido que a Companhia restabeleça, por sua conta, o livre escoamento das águas. (e) Intangível: aspectos trazidos pelo CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos e avaliam o valor recuperável de seus ativos sempre dos auditores Registrado ao custo de formação. A amortização é calculada, pelo método linear, a contar da data do início do prazo de vigência que identificam indícios de que o valor contábil registrado é superior ao retorno esperado por seus investimentos, realizando com base em de cada evento. (f) Valor recuperável de ativos: O imobilizado e intangível têm o seu valor recuperável avaliado, no mínimo, provisão contábil sempre que necessário. Na data destas demonstrações contábeis, a Administração entendeu que não havia s requerem o anualmente caso haja indicadores de perda de valor. A Companhia não apurou nenhuma indicação de perda que requeresse a indicação de que algum dos seus ativos tangíveis pudessem ter sofrido desvalorização, uma vez que não se evidenciaram tivo de obter contabilização de provisão para ajuste desses ativos ao seu valor de recuperação. (g) Provisões: Uma provisão é reconhecida para nenhum dos fatores indicativos de perdas conforme pronunciamento CPC 01 (R1). (b) Movimentação: ria envolve a obrigações presentes (legal ou presumida) resultante de eventos passados, em que seja possível estimar os valores de forma Descrição 31/12/13 Adições Baixas 31/12/14 apresentados confiável e cuja liquidação seja provável. O valor reconhecido como provisão é a melhor estimativa das considerações requeridas Direitos sobre imóveis de terceiros Terrenos 17.634 1.499 19.133 do a avaliação para liquidar a obrigação no final de cada período de relatório, considerando-se os riscos e as incertezas relativos à obrigação. Turbina hidráulica 11.347 15 11.362 u erro. Nessa Quando a provisão é mensurada com base nos fluxos de caixa estimados para liquidar a obrigação, seu valor contábil correspon- Conduto forçado 3.572 77 3.649 esentação das de ao valor presente desses fluxos de caixa (em que o efeito do valor temporal do dinheiro é relevante). Quando alguns ou todos Gerador 12.721 12 12.733 ircunstâncias, os benefícios econômicos requeridos para a liquidação de uma provisão são esperados que sejam recuperados de um terceiro, Comporta 2.956 2.956 uditoria inclui, um ativo é reconhecido se, e somente se, o reembolso for virtualmente certo e o valor puder ser mensurado de forma confiável. Subestação unitária 5.109 5.109 eis feitas pela (h) Apuração do resultado: O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. (i) Casa de força produção hidráulica 52.759 365 53.124 Acreditamos Receita operacional: A receita é mensurada pelo valor justo da contrapartida recebida ou a receber. A receita é reconhecida Reservatório, barragem, adutora 8.325 (234) 8.091 ssa opinião, as 236 236 tes, a posição quando a energia é gerada e a titularidade legal é transferida, conforme determinações legais do contrato de suprimento de Adiantamento a fornecedores os seus fluxos energia elétrica, ou seja, todos os riscos e benefícios inerentes são transferidos para o comprador, o valor da receita pode ser Outras máquinas e equipamentos 8.493 48 8.541 mensurado com confiabilidade e os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a Companhia. Receita diferida: Os : Depreciação 123.152 2.016 (234) 124.934 te: Conforme Contratos de Compra e Venda de Energia, celebrados entre as controladas indiretas e a ELETROBRAS, estabelecem que seja Depreciação (13.578) (2.626) (16.204) e de produção apurada em cada ano (período de janeiro a dezembro) o resultado da comercialização no âmbito da CCEE. A parcela de ajuste 109.574 (610) (234) 108.730 ias que estão financeiro resultante dessa apuração será compensada nas faturas mensais do ano subsequente. (j) Receitas financeiras e despe- Descrição 31/12/12 Adições Baixas Transferências 31/12/13 er concedente sas financeiras: As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras. A receita de juros é reconhecida 10.348 7.286 17.634 ntém ressalva no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre financiamen- Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 11.400 14 (67) 11.347 demonstração tos. Custos de financiamentos são mensurados no resultado através do método de juros efetivos. (k) Imposto de renda e contri- Turbina hidráulica Conduto forçado 3.633 (61) 3.572 ponsabilidade buição social: A sistemática fiscal adotada pela Companhia foi do lucro presumido. Com base nesse critério, o resultado para fins 12.721 12.721 oria descritos de imposto de renda e contribuição social da Companhia foi calculado aplicando-se sobre a receita as alíquotas definidas para sua Gerador 2.939 17 2.956 em relação às atividade, que são de 8% e 12%, respectivamente. Sobre o resultado presumido foram aplicadas as alíquotas de imposto de Comporta 5.104 5 5.109 renda e contribuição social vigentes na data do encerramento de cada exercício (25% para imposto de renda e 9% para contribui- Subestação unitária 51.396 1.780 (417) 52.759 ção social). (l) Demonstração do valor adicionado: Essa demonstração tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela Compa- Casa de força produção hidráulica 7.521 804 8.325 nhia e sua distribuição durante determinado período e é apresentada pela Companhia como parte de suas demonstrações con- Reservatório, barragem, adutora 1.527 2 (1.846) 553 236 tábeis e como informação suplementar às demonstrações contábeis, nos termos do pronunciamento técnico CPC 09 - Demons- Adiantamento a fornecedores 6.516 2.040 (55) (8) 8.493 tração do Valor Adicionado. (m) Lucro por ação: O lucro básico por ação foi calculado com base no número médio de ações ordi- Outras máquinas e equipamentos 113.105 11.948 (1.901) 123.152 nárias em circulação da Companhia em cada um dos exercícios apresentados. A Companhia não possui instrumentos que pode(11.078) (2.500) (13.578) riam potencialmente diluir o lucro básico por ação, motivo pelo qual o lucro básico por ação é igual ao lucro por ação diluído. (n) Depreciação Adoção de pronunciamentos contábeis, orientações e interpretações novos e/ou revisados: (i) Alterações às IFRSs e as novas in102.027 9.448 (1.901) 109.574 E 2014 24 DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO REFERENTE AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Nota 31/12/14 1. Receita bruta de vendas 15 24.915 Vendas de mercadorias, produtos e serviços 35.853 Ajuste do MRE e ganho de energia assegurada (10.938) 2. Insumos adquiridos de terceiros 3.255 Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 1.168 Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 2.087 Perda/Recuperação de Valores Ativos 3. Valor adicionado bruto (1-2) 21.660 4. Depreciação e amortização 2.841 5. Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3-4) 18.819 6. Valor adicionado recebido em transferência 393 Receitas financeiras 17 393 7. Valor adicionado total a distribuir (5+6) 19.212 8. Distribuição do valor adicionado 19.212 Pessoal 2.760 Remuneração direta 1.985 Benefícios 611 F.G.T.S 164 Impostos, taxas e contribuições 1.806 Federais 1.788 Estaduais 9 Municipais 9 Remuneração de capitais de terceiros 4.517 Juros 17 4.280 Aluguéis 236 Outras 1 Remuneração de capitais próprios 14 10.129 Dividendos a pagar 2.406 Lucros retidos 7.723 31/12/13 34.562 35.259 (697) 3.591 919 2.667 5 30.971 2.700 28.271 470 470 28.741 28.741 2.069 1.621 313 135 2.871 2.858 3 10 5.272 4.915 201 156 18.529 4.401 14.128 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 31/12/14 31/12/13 Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social 10.997 19.708 Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas pelas atividades operacionais: Resultado na baixa do imobilizado 55 Juros e atualizações monetárias 3.970 4.915 Depreciação e amortização 2.841 2.700 Constituição do ajuste MRE 11.228 697 PIS e COFINS diferido sobre ajuste MRE (410) (25) Variações nos ativos e passivos Contas a receber (87) 532 Impostos a compensar (2) 50 Despesas antecipadas (62) (40) Adiantamentos a funcionários (2) (5) Adiantamentos diversos (38) Impostos e contribuições diferidas 6 (23) Depósitos judiciais (41) (597) Fornecedores 110 1.277 Obrigações trabalhistas e previdenciárias 140 22 Outros passivos 62 (22) Impostos e contribuições a recolher (919) 79 Provisão para férias e 13º salário (36) 58 Receita diferida (290) Provisão para compromissos futuros (145) Caixa gerado pelas operações 27.322 29.381 Outros fluxos de caixa das atividades operacionais: Juros pagos sobre empréstimos e financiamentos (4.294) (4.938) Imposto de renda e contribuição social pagos no período (355) (1.177) Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 22.673 23.266 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Resgate de ativos vinculados - BNDES 435 284 Aquisição de imobilizado e intangível (517) (4.082) Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos (82) (3.798) Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Financiamentos pagos (7.641) (7.641) Dividendos pagos (15.535) (12.162) Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos (23.176) (19.803) Redução em caixa e equivalentes de caixa (585) (335) Variação no caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 967 1.302 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 382 967 Redução em caixa e equivalentes de caixa (585) (335) 10. Intangível Descrição Taxa amortização 31/12/14 31/12/13 Medidas compensatórias - licença de operação 25% 232 604 Software 20% 10 10 Indenização de terras 5 7 Amortização acumulada (220) (5) 27 616 As medidas compensatórias referem-se aos programas ambientais constantes nas licenças de operação. 11. Transações com partes relacionadas: A Administração identificou como partes relacionadas à Companhia: sua controladora, suas coligadas, seus administradores, conselheiros e demais membros do pessoal-chave da administração e seus familiares, conforme definições contidas no Pronunciamento Técnico CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes Relacionadas. Os principais saldos e transações com partes relacionadas, praticadas em condições contratadas entre as partes, e seus efeitos são assim demonstrados: 31/12/14 31/12/13 Passivo circulante - Outras contas a pagar Brasil PCH S.A. 58 Santa Fé Energética S.A. 1 59 Passivo circulante - Dividendos a pagar PCH Par Participações S.A. 2.406 5.627 2.406 5.627 Remuneração da Administração: Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 20 de maio de 2014, foi aprovada a remuneração global da Administração da Companhia para o período de janeiro a dezembro de 2014 em, no máximo, R$67 (R$65 em 2013). A Diretoria da Companhia é composta por dois diretores com remuneração anual de R$67. 12. Financiamentos: Indexador 31/12/14 31/12/13 BNDES: TJLP + 3,5% a.a. Principal 47.751 55.392 Encargos 174 188 47.925 55.580 Circulante 7.814 8.005 Não Circulante 40.111 47.575 47.925 55.580 Em 13 de abril de 2006, a Companhia, visando buscar recursos para implementação do projeto, firmou contrato de financiamento junto ao BNDES. A dívida (principal e juros) decorrente desse contrato está sendo paga ao BNDES em 144 prestações mensais e sucessivas, e cada uma delas no valor do principal e juros atualizados, dividido pelo número de prestações de amortização ainda não vencidas. Vencimentos dos financiamentos apresentados no passivo não circulante: 2016 6.796 2017 6.796 2018 6.796 2019 a 2022 19.723 40.111 Movimentação dos financiamentos: 31/12/14 31/12/13 Saldo inicial 55.580 63.244 Encargos provisionados 4.280 4.915 Pagamentos (11.935) (12.579) Saldo final 47.925 55.580 As garantias são apresentadas conforme a seguir: (i) Em 13 de abril de 2006, foi pactuado contrato de penhor das ações e vinculação das receitas e outras avenças com o BNDES para assegurar o pagamento de quaisquer obrigações decorrentes desses contratos; (ii) Constituição de conta de reserva vinculada, proveniente da venda de energia à ELETROBRAS. A conta foi aberta no Banco do Brasil S.A., que atua como banco administrador de contas, indicado pela Companhia e aprovado pelo BNDES, e deverá atingir o limite de três vezes o valor da última prestação; (iii) A propriedade fiduciária das máquinas e dos equipamentos a serem adquiridos com recursos dessa operação. Vencimento antecipado dos financiamentos: Os financiamentos possuem cláusulas financeiras restritivas (“covenants”), incluindo, entre outros, garantias reais, restrições quanto à mudança, transferência ou cessão de controle societário, incorporação, fusão ou cisão sem prévia anuência do credor. Os covenants de índices financeiros são os seguintes: Descrição Condição requerida ICP - patrimônio líquido / total do ativo Percentual superior a 20% Manter aplicado quantia correspondente a 3 (três) vezes o valor da última parcela vencida de principal e juros Conta reserva Com vistas a atender cláusula do contrato de financiamento com o BNDES, segue-se o demonstrativo do Índice de Capitalização Próprio (ICP), calculado conforme contrato, em 31 de dezembro de 2014: Patrimônio líquido 46.906 Total do ativo 118.987 ICP 39,42% A Administração acompanha o atendimento das cláusulas estabelecidas e entende que a Companhia atendeu todas as cláusulas financeiras restritivas acima em 31 de dezembro de 2014. 13. Contingências: A Companhia é parte em ações judiciais e processos administrativos perante tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal de suas operações, as quais envolvem questões tributárias, trabalhistas, aspectos cíveis, ambientais e de caráter comercial. A Companhia é parte em ações cíveis que tramitam em juízo correspondem às questões relativas à definição do valor das indenizações dos direitos de passagem aos proprietários de terras e a posse definitiva de terrenos. Os valores envolvidos, normalmente, são depositados em juízo e reconhecidos como custo do imobilizado e intangível. Existe na Companhia uma ação movida pela ABRAGEL (Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa) contra a ELETROBRAS em função dos valores retidos indevidamente seguindo a resolução CNPE nº 003/2013, no valor total de R$500, classificada pelo advogado como ganho possível. Com base na posição de seus assessores jurídicos, não há processos envolvendo a Companhia em que a probabilidade de perda seja classificada como provável. Dessa forma, nenhuma provisão para contingências foi constituída. 14. Patrimônio líquido: (a) Capital social: Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, o capital social subscrito e integralizado é de R$32.441 e está representado por 26.706.019 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal pertencentes em sua totalidade à PCH Participações S.A. (b) Reservas: Reserva legal: Constituída à razão de 5% do lucro líquido do exercício, antes de qualquer outra destinação, a qual não excederá 20% do capital social. Reserva especial: Constituída com o objetivo de registrar a destinação dos resultados da Companhia até que o seu fluxo de caixa futuro permita tal distribuição sem riscos financeiros relevantes durante o período da concessão nos termos do artigo 202, parágrafo 4º e 5º, da Lei nº 6.404/76. Esta reserva foi integralmente consumida em durante o exercício de 2013. Reserva de retenção de lucros: A reserva de retenção de lucros representa o lucro líquido não distribuído após constituição da reserva legal e cálculo dos dividendos obrigatórios. Conforme estatuto estes valores aguardam deliberação em Assembleia para sua destinação. (c) Dividendos: O Estatuto Social determina a distribuição de um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado na forma do artigo 202 da Lei nº nº 6.404/76. Os dividendos referentes ao exercício de 2014 foram calculados conforme segue: Lucro do exercício 10.129 (=) Base de cálculo 10.129 (-) Reserva legal (507) (=) Base de cálculo do dividendo 9.622 Dividendos obrigatórios 2.406 No exercício de 2014, foram pagos dividendos de ações ordinárias referentes aos resultados apurados em exercícios anteriores no valor de R$9.908. 15. Receita operacional líquida: 31/12/14 31/12/13 Receita operacional bruta: Venda de energia elétrica 35.853 35.259 Ajuste de MRE (10.938) (697) 24.915 34.562 Deduções à receita operacional: PIS (160) (225) COFINS (740) (1.036) (900) (1.261) Receita operacional líquida 24.015 33.301 16. Informações sobre a natureza das despesas reconhecidas na demonstração do resultado: 31/12/14 31/12/13 Pessoal 850 743 Arrendamentos e aluguéis 149 150 Publicações 47 83 Serviços de terceiros 42 218 Viagens 6 21 Outras despesas 84 95 1.178 1.310 17. Resultado financeiro: 31/12/14 31/12/13 Despesas financeiras: Juros e atualizações monetárias sobre financiamentos (4.280) (4.915) Despesas bancárias (1) (1) (4.281) (4.916) Receitas financeiras: Rendimentos de aplicações em renda fixa 392 469 Outras receitas 1 1 393 470 Resultado financeiro (3.888) (4.446) 18. Imposto de renda e contribuição social: A Companhia calculou o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro líquido com base no regime do lucro presumido. A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue: 31/12/14 31/12/13 IR (*) CSLL IR (*) CSLL Receita bruta 35.853 35.853 35.259 35.259 Ganho de energia assegurada 730 730 Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% Rendimentos e ganhos de aplicação financeira 393 393 470 470 Base de cálculo 3.261 4.695 3.291 4.701 Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% Imposto sobre o resultado 815 424 823 423 Diferença de alíquota (24) (24) 791 424 799 423 BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 25 CNPJ nº 07.083.477/0001-27 31/12/14 31/12/13 IR (*) CSLL IR (*) CSLL IRPJ/CSLL DIFERIDO Ajuste MRE e ganho de energia assegurada (10.938) (10.938) (697) (697) Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% Base de cálculo (875) (1.312) (56) (84) Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% Outros ajustes (5) (5) (16) (6) Imposto diferido sobre o resultado (224) (123) (30) (13) Imposto total 567 301 769 410 (*) Até o limite de R$240 mil a alíquota do IR é de 15%. 19. Instrumentos financeiros: Os valores contábeis apresentados como ativos e passivos financeiros são assim demonstrados por categoria: 31/12/14 31/12/13 Ativos financeiros: Empréstimos e recebíveis mensurados ao custo amortizado: Caixa e equivalentes de caixa 382 967 Contas a receber de clientes 3.868 3.781 Depósitos judiciais 1.915 1.874 Valor justo por meio do resultado: Ativos vinculados - BNDES 3.035 3.160 Passivos financeiros: Outros passivos mensurados ao custo amortizado: Fornecedores 194 84 Financiamentos 47.925 55.580 Dividendos a pagar 2.406 5.627 A Administração entende que os instrumentos financeiros representados acima, os quais são reconhecidos nas demonstrações pelos seus valores contábeis, não apresentam variações significativas em relação aos respectivos valores de mercado, pois: (a) As taxas contratadas dos financiamentos são próximas às taxas de juros atualmente praticadas no mercado, e/ou; (b) O vencimento de parte substancial dos saldos ocorre em datas próximas às dos balanços. A Companhia está exposta a riscos relacionados a taxas de juros em função de financiamentos contratados vinculados ao TJLP. Em conformidade com o CPC 40 - Instrumentos Financeiros, é apresentado a seguir o quadro de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros de exposição a riscos de taxas de juros da Companhia, objetivando evidenciar um eventual desembolso futuro, de acordo com as premissas detalhadas. Na data de encerramento do exercício, a Administração estimou um cenário provável de variação das taxas de juros CDI (10,81%) e TJLP (5,5%), de acordo com a data de vencimento de cada operação. Tais taxas foram estressadas em 25 e 50%, servindo de parâmetro para os cenários possível e remoto, respectivamente. 10,81% 5,5% Cenário II Cenário III Exposição Cenário I (Deterioração (Deterioração 31/12/14 (Provável) de 25%) de 50%) Operação Risco Impacto Aplicação financeira 375 Baixa do CDI Resultado 41 51 61 Ativos vinculados ao BNDES 3.035 Baixa do CDI Resultado 328 410 492 Financiamentos BNDES (47.925) Alta da TJLP Resultado (2.636) (3.295) (3.954) (2.267) (2.834) (3.401) 20. Benefícios a empregados: (a) Seguro de vida: A Companhia possui a política de seguro de vida a todos os seus funcionários, onde o custo é totalmente pago pela Companhia. Os seguros são realizados a nível de grupo e o custo integralmente é pago por sua controladora. (b) Seguro saúde: O seguro saúde é oferecido aos funcionários, de acordo com os critérios definidos na política da Companhia, onde a mesma contribui com a maior parte do custo no plano completo e o colaborador contribui com um valor simbólico, que varia conforme a remuneração individual. O plano de saúde oferecido abarca apenas os colaboradores, para os dependentes a Companhia tem a política de negociar um valor diferenciado com débito em folha de pagamento. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes ao custo de Seguro Saúde pagos pela Companhia foram de R$36 (R$66 em 31 de dezembro de 2013). (c) Benefícios pós-emprego: A Companhia não concede benefícios pós-emprego, tais como complemento de aposentadoria e seguro, nem remuneração com base em participações em ações de seus administradores. (d) Promoção por tempo de serviço: A Companhia concede prêmio aos colaboradores pelo tempo de serviço prestado. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes a promoção por tempo de serviço pagos pela Companhia foram de R$87 (R$28 em 2013). 21. Cobertura de seguro: Seguro de responsabilidade civil: A Companhia contratou cobertura de seguro para indenizações por danos civis no montante de R$2.092, com vigência até 28 de abril de 2015, decorrentes de sentença judicial transitada em julgado ou de acordo autorizado pela seguradora, de risco de poluição e/ou contaminação ambiental (súbita e acidental), danos corporais e/ou materiais sofridos por terceiros, danos morais diretamente decorrentes de danos materiais e/ou corporais causados a terceiros, considerado pela Administração como suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. Seguro de operação: Em 27 de abril de 2014, com vigência Aos Acionistas e Administradores da Jataí Energética S.A. Belo Horizonte - MG. Examinamos as demonstrações contábeis da Jataí Energética S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2014, e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis: A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações contábeis anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2014, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase: Depreciação dos bens do ativo imobilizado destinados à geração de energia elétrica no regime de produção independente: Conforme descrito nas notas explicativas nº 3.d e 9, os bens do imobilizado da atividade de geração de energia no regime de produção independente são depreciados pelo seu prazo estimado de vida-útil, considerando-se os fatos e circunstâncias que estão mencionados nas referidas notas. À medida que novas informações ou decisões do órgão regulador ou do poder concedente até 27 de junho de 2015, a Companhia renovou a cobertura de seguro para riscos operacionais sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras no montante de R$17.784, considerado suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotados, devida à sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria de demonstrações contábeis, consequentemente não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. 22. Compromisso: (a) Licença de Implantação - Para cumprir as exigências da Licença de Implantação, a Companhia precisa ainda adquirir aproximadamente 7,18 hectares para plantio das áreas de preservação permanente - APP no entorno dos reservatórios, a serem adquiridas até 2018, com base nos Plano ambiental de conservação e uso do entorno de reservatório artificial - PACUERA aprovados. Foi estimado um desembolso da ordem de R$88, para aquisição destas áreas. Em 30 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (b) Existem ainda 29,56 hectares a serem reflorestadas que aguardam aprovação dos respectivos Plano ambiental de conservação e uso do entorno de reservatório artificial - PACUERA pelos agentes licenciadores competentes. Foi estimado um desembolso da ordem de R$222, para os próximos exercícios, após aprovação dos agentes licenciadores. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (c) Licença de Operação - Todas as Licenças de Operação estão válidas e em vigor. Para atendimento dos programas ambientais nelas previstos, a empresa estima um gasto anual até o prazo de vigência da licença, em R$232. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (d) Legalização de terras - A Companhia possui contratos particulares de compra e venda de imóveis próprios e de servidão em imóveis de terceiros, cujos registros de propriedade definitiva e de averbação, no Registro Geral Imóveis ainda precisam ser regularizadas, com um gasto estimado em R$24. A regularização dessas terras se estenderá até junho de 2015, em função das peculiaridades de cada situação. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (e) Indenização de terras - A Companhia registra as obrigações à título de indenização de terras, em montante apurado pela diferença entre o valor do depósito judicial, atualizado monetariamente, e o valor estimado pelo perito nomeado no processo. Em 31 de dezembro de 2014, a provisão monta em R$8.659 e foi registrada no passivo não circulante. 23. Transações não envolvendo caixa: Em 2014, a Companhia realizou as seguintes transações que não geraram efeitos de caixa e que, portanto, não estão refletidas na demonstração dos fluxos de caixa: • Constituição de ativo imobilizado no montante de R$1.265 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. • Baixa de ativo intangível no montante de R$374 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. 24. Autorização para conclusão das demonstrações contábeis: A emissão das demonstrações contábeis foi autorizada pelo Conselho de Administração em 10 de fevereiro de 2015. Composição da Diretoria Edvaldo Alves de Santana - Diretor Walter Nunes Seijo Neto - Diretor Contador - Bruno da Silva Rodrigues - CRC RJ - 116272/O-6 sejam conhecidas, o atual prazo de depreciação desses ativos poderá ou não ser alterado. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto. Outros assuntos: Demonstração do valor adicionado: Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2014, preparada sob a responsabilidade da administração da Companhia. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Belo Horizonte, 10 de fevereiro de 2015 DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Auditores Independentes CRC-2SP 011.609/O-8 F/MG Leonardo Fonseca de Freitas Maia Contador CRC-1MG 079.276/O-7 produtora ind à Companhia. aspectos trazi que identifica provisão contá indicação de q nenhum dos f Descrição Direitos sobre Turbina hidráu Gerador Comporta Subestação un Estrutura de t Casa de força Reservatório, Outros Depreciação Descrição Direitos sobre terceiros e te Turbina hidráu Gerador Comporta Subestacão un Estrutura de t Casa de força Reservatório, Adiantamento Outros Depreciação 9. Intangível: Medidas com Indenização d Software Amortização a (a) Moviment Descrição Medidas com Indenizações d Software Amortização a As medidas c com as parte coligadas, seu conforme defi saldos e trans demonstrado CNPJ nº 06.982.741/0001-00 RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Senhores Acionistas, A PCH Monte Serrat com capacidade instalada total de 25 MW, e energia comercializada anual de (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto o lucro por ação) 156,22 GWh, beneficiando aproximadamente 245 mil pessoas. A receita bruta de vendas em 2014 foi de R$ 31,7 milhões, Nota 31/12/14 31/12/13 apresentando um lucro líquido na ordem de R$ 0,3 milhões. Receita líquida de vendas 14 21.288 29.007 Custos das vendas de energia BALANÇO PATRIMONIAL LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Pessoal (1.280) (1.106) (Valores expressos em milhares de reais - R$) Meio ambiente (190) (854) Ativos Nota 31/12/14 31/12/13 Operação (249) (442) Ativos circulantes Manutenção (1.596) (507) Caixa e equivalentes de caixa 5 1.746 1.426 Taxas setoriais (159) (48) Contas a receber 6 3.419 3.352 Tarifa de uso dos sistemas elétricos de distribuição (TUSD) (209) (218) Despesas antecipadas 156 91 Seguros (294) (234) Adiantamentos a funcionários 20 8 Depreciação e amortização (3.614) (3.517) Total dos ativos circulantes 5.341 4.877 Outros custos (167) (179) Ativos não circulantes (7.758) (7.105) Ativos vinculados - BNDES 7 3.240 3.377 13.530 21.902 Depósitos judiciais 381 381 Lucro bruto Impostos e Contribuições Diferidas 17 723 77 Despesas operacionais 15 Imobilizado 8 119.367 123.259 Pessoal (399) (553) Intangível 9 4.108 1.747 Administrativas e gerais (248) (161) Diferido 29 Outras despesas operacionais, líquidas (55) (886) Total dos ativos não circulantes 127.819 128.870 (702) (1.600) Total dos ativos 133.160 133.747 12.828 20.302 Passivos Nota 31/12/14 31/12/13 Lucro antes do resultado financeiro Passivos circulantes Resultado financeiro 16 Fornecedores 437 1.131 Despesas financeiras (4.673) (5.372) Financiamentos - BNDES 11 8.231 8.439 Receitas financeiras 424 378 Obrigações trabalhistas e previdenciárias 95 12 (4.249) (4.994) Impostos e contribuições a recolher 368 153 Lucro operacional antes do imposto de renda e Provisão para férias e 13º salário 95 106 da contribuição social 8.579 15.308 Outras obrigações 69 1 Imposto de renda e contribuição social 17 Receita diferida 10.750 1.152 Corrente (1.311) (1.066) Dividendos a pagar 13 1.797 5.415 Diferido 297 34 Total dos passivos circulantes 21.842 16.409 (1.014) (1.032) Passivos não circulantes Lucro líquido do exercício 7.565 14.276 Financiamentos - BNDES 11 44.226 52.074 Lucro básico e diluído por ação ordinária - R$ 0,31 0,58 Outras contas a pagar - Quantidade média ponderada de ações 24.442.915 24.442.915 Provisões para compromissos futuros 21 6.659 4.369 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Total dos passivos não circulantes 50.885 56.443 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Total dos passivos 72.727 72.852 31/12/14 31/12/13 Patrimônio líquido 13 7.565 14.276 Capital social 48.411 48.411 Lucro líquido do exercício Reserva de lucros 12.022 12.484 Outros resultados abrangentes Resultado abrangente do exercício 7.565 14.276 Total do patrimônio líquido 60.433 60.895 7.565 14.276 Total dos passivos e do patrimônio líquido 133.160 133.747 Resultado abrangente total do exercício Saldos em 31 de dezembro de 2012 Pagamento de dividendos adicionais Lucro líquido do exercício Outros resultados abrangentes Resultado abrangente do exercício Destinações Reserva legal Dividendos adicionais propostos Dividendos a pagar Saldos em 31 de dezembro de 2013 Pagamento de dividendos adicionais Lucro líquido do exercício Outros resultados abrangentes Resultado abrangente do exercício Destinações Reserva legal Dividendos mínimos obrigatórios Dividendos adicionais propostos Saldos em 31 de dezembro de 2014 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Reservas de lucros Dividendos Reserva de retenção de lucros Capital social Reserva legal adicionais propostos Reserva especial Lucros acumulados 48.411 1.599 533 9.466 (533) (9.466) 14.276 14.276 Total 60.009 (9.999) 14.276 14.276 48.411 - 713 2.312 - 10.172 10.172 (6.230) - - - (713) (10.172) (3.391) 7.565 7.565 (3.391) 60.895 (6.230) 7.565 7.565 48.411 378 2.690 5.390 9.332 - - (378) (1.797) (5.390) - (1.797) 60.433 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 1. Contexto operacional: A Monte Serrat Energética S.A. (“Companhia” ou “Monte Serrat”) é uma subsidiária direta da PCH financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. A Companhia tem os seguintes passivos Participações S.A. e indireta da Brasil PCH S.A., e foi constituída em 10 de agosto de 2004 como sociedade anônima de capital financeiros não derivativos: financiamentos, fornecedores, dividendos a pagar e outras obrigações. A Companhia não opera fechado, com sede na Avenida Prudente de Morais, 1250, 10º e 11º andar - Coração de Jesus - Belo Horizonte - MG. A com instrumentos financeiros derivativos. (iii) Capital social: Ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. Os Companhia tem como objeto social o propósito específico (Sociedade de Propósito Específico - SPE) de implantar e explorar o dividendos mínimos obrigatórios, conforme definido em estatuto, são reconhecidos como passivo. (b) Contas a receber de potencial hidráulico de Pequena Central Hidrelétrica (PCH) e comercializar energia elétrica nela gerada. A Companhia poderá, clientes: As contas a receber de clientes são registradas pelo valor faturado menos os impostos retidos na fonte, os quais são ainda, exercer todas as ações que possam, direta ou indiretamente, no todo ou em parte, ser vinculadas ao seu propósito considerados créditos tributários, conforme legislação tributária vigente. (c) Imobilizado: Registrado ao custo histórico de específico. A Companhia possui autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente aquisição, formação ou construção (inclusive juros e demais encargos financeiros líquidos), deduzido de depreciação de energia elétrica, concedida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) através das Resoluções nºs 356/2001 e acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas. O custo inclui gastos que são diretamente 133/2005, para funcionar como PCH pelo prazo de 30 anos e está localizada no Rio Paraibuna, entre os Municípios de Levy atribuíveis à aquisição de um ativo. Considerando a conclusão das obras e o início das operações em agosto de 2008, aliado Gasparian, no Rio de Janeiro, e Simão Pereira, em Minas Gerais, com capacidade de licença instalada de 25 MW e uma linha ao custo do imobilizado atender aos requerimentos do CPC 27 - Ativo Imobilizado, a Companhia manteve o custo histórico de transmissão de 28 km de extensão. A contratação de energia gerada será feita pelo Programa de Incentivo às Fontes como base de mensuração do ativo fixo. Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), que determina que a Centrais Elétricas Brasileiras (ELETROBRAS) seja o agente registradas como itens individuais (componentes principais) de imobilizado. O custo de reposição de um componente do representante das PCHs na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), responsável pela contratação de toda imobilizado é reconhecido no valor contábil do item caso seja provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do energia gerada, obrigando a celebração de contratos de compra e venda de energia, pelo prazo de 20 anos, a contar do mês componente irão fluir para a Companhia e que o seu custo pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do de junho de 2009. Em 12 de fevereiro de 2009, através do Despacho ANEEL nº 562, e em 16 de fevereiro de 2009, através componente que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são do Despacho ANEEL nº 630, a Companhia obteve autorização para iniciar a comercialização da energia gerada nas unidades reconhecidos no resultado conforme incorridos. (d) Depreciação: A depreciação, exceto de móveis e utensílios e computadores 1 e 2, respectivamente, ambas com potência instalada de 12,5 MW, atingindo, assim, sua capacidade total em operação e periféricos, é calculada a partir do início da operação da Companhia, pelo método linear, às taxas determinadas pela Portaria de 25 MW e energia anual assegurada de 160,1 GWh. O término de sua autorização se dará em 27 de agosto de 2031. As DNAEE nº 815, de 15 de novembro de 1994, alteradas pelas Resoluções nº 367, de 2 de junho de 2009 e 474, de 7 de fevereiro informações sobre capacidade de licença instalada e em operação, energia anual assegurada e quilômetros de extensão, de 2012. A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e, não foram examinadas pelos auditores independentes. Em 31 de dezembro de 2014, os números mostram capital circulante conforme avaliação da Administração do que consta na Resolução de autorização para estabelecimento como produtora líquido negativo, no montante de R$16.501 (R$11.532 em 31 de dezembro de 2013). No entanto, a Administração entende independente, concedida pela ANEEL a Monte Serrat, ao final do prazo dessa autorização que é de 30 anos, caso não seja que não existe risco de inadimplência, visto que parte substancial dos passivos circulantes refere-se às obrigações contraídas renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação da junto a instituições financeiras, decorrentes de financiamentos, e junto a ELETROBRAS, decorrente do ajuste MRE, sendo autorização, considerando inclusive as Portarias MME nº 956/10 e nº 197/12, autorizando a prorrogação das PCH’s Pacífico que estas obrigações estão atualizadas e refletem as obrigações para os próximos 12 meses, enquanto os ativos circulantes Mascarenhas e San Juan, respectivamente, por mais 20 anos, condicionada à realização de pequena melhoria operacional, o demonstram somente as contas a receber levantadas na data das demonstrações contábeis. A Administração prevê a geração que a Administração entende demonstrar a evidência concreta de possibilidade de prorrogação de autorização da PCH por de caixa decorrente da energia assegurada pelo PROINFA em montante suficiente para liquidar as obrigações de curto prazo mais 20 anos, entendendo assim estar em linha com um dos requerimentos do CPC 27. Autorização e indenização: A da Companhia. 1.1. Mecanismo de Realocação de Energia: A Companhia tem a totalidade da sua capacidade de geração autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica vigorará pelo prazo hidrelétrica inserida no MRE, responsável por mitigar os riscos hidrológicos entre as usinas hidrelétricas que aderirem ao de trinta anos (ver Nota explicativa nº 1), podendo ser prorrogada, a critério da ANEEL. Ao final do prazo da respectiva mesmo. Por força do PROINFA, todos os anos, sempre em setembro, a Companhia informa a sazonalização para a ELETROBRAS autorização, não havendo prorrogação, os bens e instalações vinculados à produção de energia elétrica passarão a integrar o considerar no Plano Anual do PROINFA do ano seguinte. As contabilizações são realizadas mensalmente pela Câmara de patrimônio da União mediante indenização dos investimentos realizados, desde que previamente autorizados, e ainda não Comercialização de Energia Elétrica - CCEE e repassadas ao Agente de Comercialização do PROINFA (ELETROBRAS), que, por amortizados, apurada por auditoria da ANEEL, ou poderá ser exigido que a Companhia restabeleça, por sua conta, o livre sua vez, por força contratual repassa os seus efeitos à Companhia, no ano seguinte, em 12 parcelas, conforme definições escoamento das águas. (e) Intangível: Registrado ao custo de formação. A amortização é calculada, pelo método linear, a contratuais. Por meio do Despacho ANEEL/SEM nº 335/13, de 08/02/13, as empresas titulares de empreendimentos incluídos contar da data do início do prazo de vigência de cada evento. (f) Valor recuperável de ativos: O imobilizado e intangível têm o no MRE ficaram autorizadas a revisar a sazonalização dos montantes de garantia física para o exercício de 2013, até 15 de seu valor recuperável avaliado, no mínimo, anualmente caso haja indicadores de perda de valor. A Companhia não apurou fevereiro de 2013. Contudo, a revisão da sazonalização não foi solicitada pela ELETROBRAS à companhia. Os efeitos negativos nenhuma indicação de perda que requeresse a contabilização de provisão para ajuste desses ativos ao seu valor de da sazonalização ex-post informado pela ELETROBRAS em 31 de dezembro de 2013 foi de R$1.176. Por meio da ABRAGEL, foi recuperação. (g) Provisões: Uma provisão é reconhecida para obrigações presentes (legal ou presumida) resultante de interposto recurso administrativo junto a ANEEL e a Administração acompanha o assunto junto à associação. A Companhia eventos passados, em que seja possível estimar os valores de forma confiável e cuja liquidação seja provável. O valor considerou todos os impactos negativos nas suas demonstrações contábeis de 2013 e 2014. Outro aspecto relevante consiste reconhecido como provisão é a melhor estimativa das considerações requeridas para liquidar a obrigação no final de cada na aplicação do fator de ajuste da garantia física da usina pertencente ao MRE. Devido a um regime hidrológico muito período de relatório, considerando-se os riscos e as incertezas relativos à obrigação. Quando a provisão é mensurada com desfavorável a redução de geração em relação à garantia física da Usina Monte Serrat é em média 43,9% em 2014, com base nos fluxos de caixa estimados para liquidar a obrigação, seu valor contábil corresponde ao valor presente desses fluxos impacto já contabilizado pela CCEE até novembro de R$9.371, e a Companhia projeta o valor de R$10.804 para o exercício de de caixa (em que o efeito do valor temporal do dinheiro é relevante). Quando alguns ou todos os benefícios econômicos 2014, o qual foi provisionado conforme mencionado no parágrafo anterior. 1.2. Revisão da Garantia Física: De acordo com o requeridos para a liquidação de uma provisão são esperados que sejam recuperados de um terceiro, um ativo é reconhecido previsto na Portaria MME 463/2009, a partir do quadragésimo oitavo mês de operação comercial serão revisados anualmente se, e somente se, o reembolso for virtualmente certo e o valor puder ser mensurado de forma confiável. (h) Apuração do e, em seguida, semestralmente, os montantes de garantia física dos empreendimentos que apresentarem desempenho resultado: O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. (i) Receita inferior às metas de geração líquida estabelecidas em 80% e 90%, respectivamente. A Companhia estima que nos próximos operacional: A receita é mensurada pelo valor justo da contrapartida recebida ou a receber. A receita é reconhecida quando anos ela sofrerá novas revisões de garantia física, conforme apresentado abaixo: a energia é gerada e a titularidade legal é transferida, conforme determinações legais do contrato de suprimento de energia elétrica, ou seja, todos os riscos e benefícios inerentes são transferidos para o comprador, o valor da receita pode ser Impacto financeiro esperado Ano % 2016 2017 mensurado com confiabilidade e os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a Companhia. Receita diferida: (Não auditado) (Não auditado) Os Contratos de Compra e Venda de Energia, celebrados entre as controladas indiretas e a ELETROBRAS, estabelecem que seja 2015 10 (3.078) - apurada em cada ano (período de janeiro a dezembro) o resultado da comercialização no âmbito da CCEE. A parcela de ajuste 1.3. Sinistro Monte Serrat: A unidade geradora II da Monte Serrat ficou indisponível no final de 2013, devido a verificações de financeiro resultante dessa apuração será compensada nas faturas mensais do ano subsequente. (j) Receitas financeiras e danos na grade de proteção da unidade geradora II, sendo a produção retomada em fevereiro de 2014. A Companhia recebeu despesas financeiras: As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras. A receita de juros é adiantamento da seguradora no montante de R$ 900. Os valores adiantados pela seguradora para cobrir os gastos já reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre incorridos com os sinistros foram registrados como redutores do custo de aquisição dos ativos em que ocorreram os sinistros. financiamentos. Custos de financiamentos são mensurados no resultado através do método de juros efetivos. (k) Imposto de A administração está aguardando a análise final pela seguradora sobre o valor total dos sinistros. Estima-se que o processo renda e contribuição social: A sistemática fiscal adotada pela Companhia foi do lucro presumido. Com base nesse critério, o relativo ao sinistro se encerre ao longo do primeiro semestre de 2015. 2. Apresentação das demonstrações contábeis: 2.1. resultado para fins de imposto de renda e contribuição social da Companhia foi calculado aplicando-se sobre a receita as Declaração de conformidade: As demonstrações contábeis da Companhia foram preparadas de acordo com as práticas alíquotas definidas para sua atividade, que são de 8% e 12%, respectivamente. Sobre o resultado presumido foram aplicadas contábeis adotadas no Brasil. As práticas contábeis adotadas no Brasil compreendem aquelas incluídas na legislação societária as alíquotas de imposto de renda e contribuição social vigentes na data do encerramento de cada exercício (25% para imposto brasileira e os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - de renda e 9% para contribuição social). (l) Demonstração do valor adicionado: Essa demonstração tem por finalidade CPC e aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (“CFC”) e pelas normas da Agência Nacional de Energia Elétrica evidenciar a riqueza criada pela Companhia e sua distribuição durante determinado período e é apresentada pela Companhia (“ANEEL”). 2.2. Bases de elaboração: As demonstrações contábeis foram elaboradas com base no custo histórico, exceto por como parte de suas demonstrações contábeis e como informação suplementar às demonstrações contábeis, nos termos do determinados instrumentos financeiros mensurados pelos seus valores justos, conforme descrito nas práticas contábeis a pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. (m) Lucro por ação: O lucro básico por ação foi seguir. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos. Ativos e passivos calculado com base no número médio de ações ordinárias em circulação da Companhia em cada um dos exercícios são classificados conforme seu grau de liquidez e exigibilidade. Os mesmos são classificados como circulantes quando apresentados. A Companhia não possui instrumentos que poderiam potencialmente diluir o lucro básico por ação, motivo provável que sua realização ou liquidação ocorra nos próximos doze meses. Caso contrário, são demonstrados como não pelo qual o lucro básico por ação é igual ao lucro por ação diluído. (n) Adoção de pronunciamentos contábeis, orientações e circulantes. (a) Moeda funcional e moeda de apresentação: Essas demonstrações contábeis são apresentadas em reais, que é interpretações novos e/ou revisados: (i) Alterações às IFRSs e as novas interpretações de aplicação obrigatória a partir do a moeda funcional da Companhia. Todas as informações financeiras apresentadas em milhares de reais foram arredondadas exercício corrente. No exercício corrente, a Companhia aplicou diversas emendas e novas interpretações aos CPCs emitidos para o valor mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. (b) Uso de estimativas e julgamentos: A preparação das pelo CPC, que entram obrigatoriamente em vigor para períodos contábeis iniciados em 1º de janeiro de 2014. • Alterações ao demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil exige que a Administração faça julgamentos, CPC 39 - Apresentação de Instrumentos Financeiros Ativos e Passivos Líquidos: Os ajustes do CPC 39 esclarecem os estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e requerimentos relacionados à compensação de ativos financeiros com passivos financeiros. • Alterações ao CPC 01 (R1) despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de uma maneira Divulgação de Valor Recuperável de Ativos Não Financeiros: As alterações do CPC 01 (R1) retiram os requerimentos de contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e divulgar o montante recuperável de uma unidade geradora de caixa para a qual o ágio de expectativa de rentabilidade futura em quaisquer períodos futuros afetados. 3. Resumo das principais práticas contábeis: As políticas contábeis descritas em (goodwill) ou outro ativo intangível com vida útil indefinida tenha sido alocado quando não tenha ocorrido redução ao valor detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas demonstrações recuperável de um ativo ou reversão de redução ao valor recuperável relacionado a essa unidade geradora de caixa. • contábeis. (a) Instrumentos financeiros: (i) Ativos financeiros não derivativos: A Companhia reconhece os empréstimos e Alterações ao CPC 38 - Novação de Derivativos e Continuidade de Contabilidade de Hedge: As alterações ao CPC 38 retiram a recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos obrigatoriedade de descontinuar a contabilidade de hedge quando um derivativo designado como instrumento de hedge é designados pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Companhia renovado sob determinadas circunstâncias. A alteração também esclarece que qualquer mudança no valor justo do derivativo se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. • Empréstimos e recebíveis: Empréstimos e recebíveis designado como instrumento de hedge derivativo que ocorra em decorrência da novação deve ser incluída na avaliação e são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são mensuração da efetividade do hedge. • IFRIC 21 - Tributos: O IFRIC 21 endereça o momento de reconhecer um passivo reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento decorrente da obrigação de pagamento de tributos impostos por um governo, A interpretação define tributos e especifica que inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de o fato gerador da obrigação é a atividade que resulta em pagamento do tributo, conforme definido na legislação. A qualquer perda por redução ao valor recuperável. • Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa abrangem interpretação disponibiliza instruções de como diferentes acordos tributários devem ser contabilizados e, principalmente saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, esclarece que o aproveitamento de uma vantagem econômica ou questões de continuidade na preparação das demonstrações os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas no pagamento das obrigações de curto contábeis não implicam em uma obrigação presente da companhia em pagar um tributo cujo fato gerador ocorrerá em uma prazo. (ii) Passivos financeiros não derivativos: A Companhia reconhece passivos financeiros inicialmente na data de operação futura. A Companhia avaliou todas as novas normas acima resumidas e não identificou efeitos significativos nas negociação na qual a Companhia se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um demonstrações contábeis. (ii) Normas e interpretações novas e revisadas já emitidas e ainda não adotadas. A Companhia não passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retirada ou cancelada. A Companhia classifica os passivos adotou as IFRSs novas e revisadas a seguir, já emitidas e ainda não adotadas: a) IFRS 9 - Instrumentos Financeiros; b) IFRS 15 financeiros não derivativos na categoria de outros passivos financeiros. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente - Receitas de Contratos com clientes; c) Modificações à IFRS 11/CPC 19 (R2) - Acordo contratual conjunto; d) Modificações às pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos IAS 16/CPC 27 e IAS 38/CPC 04 (R1) - Esclarecimento dos métodos de depreciação e amortização aceitáveis; e) Modificações DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Fluxos de caixa das atividades operacionais 31/12/14 Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social 8.579 Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas pelas atividades operacionais: Resultado na baixa do imobilizado 633 Juros e atualizações monetárias 4.339 Depreciação e amortização 3.614 Constituição do ajuste MRE 10.804 PIS e COFINS diferido sobre ajuste MRE (394) Variação nos ativos e passivos operacionais: Contas a receber (67) Impostos a compensar Despesas antecipadas (65) Adiantamentos a funcionários (12) Adiantamentos diversos Impostos e contribuições diferidas 45 Depósitos judiciais Fornecedores (694) Obrigações trabalhistas e previdenciárias 83 Impostos e contribuições a recolher (769) Provisão para férias e 13º salário (11) Outras obrigações 68 Receita diferida (1.206) Provisão para compromissos futuros (320) Caixa gerado pelas operações 24.627 Outros fluxos de caixa das atividades operacionais: Juros pagos sobre financiamentos (4.686) Imposto de renda e contribuição social pagos no período (327) Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 19.614 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Resgate de ativos vinculados - BNDES 469 Aquisição de imobilizado (977) Caixa recebido em sinistros de ativos imobilizados 900 Caixa líquido gerado (aplicado) nas atividades de investimentos 392 Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Financiamentos pagos (8.041) Dividendos pagos (11.645) Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos (19.686) Aumento em caixa e equivalentes de caixa 320 Variação no caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 1.426 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 1.746 Aumento em caixa e equivalentes de caixa 320 31/12/14 15.308 787 5.339 3.517 1.152 (42) 571 1 (40) (4) 3 (35) 1 1.321 (5) 13 (13) (10) 27.864 (5.364) (1.033) 21.467 295 (1.161) (866) (8.041) (11.760) (19.801) 800 626 1.426 800 DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO REFERENTE AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Nota 31/12/14 31/12/13 1. Receita bruta de vendas 14 22.095 30.106 Vendas de mercadorias, produtos e serviços 31.693 31.258 Ajuste do MRE (9.598) (1.152) 2. Insumos adquiridos de terceiros 2.963 3.380 Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 864 613 Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 2.099 1.981 Perda/Recuperação de valores ativos 786 3. Valor adicionado bruto (1-2) 19.132 26.726 4. Depreciação e amortização 3.614 3.517 5. Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3-4) 15.518 23.209 6. Valor adicionado recebido em transferência 424 378 Receitas financeiras 16 424 378 7. Valor adicionado total a distribuir (5+6) 15.942 23.587 8. Distribuição do valor adicionado 15.942 23.587 Pessoal 1.679 1.388 Remuneração direta 1.121 1.022 Benefícios 466 287 F.G.T.S 92 79 Impostos, taxas e contribuições 1.884 2.419 Federais 1.872 2.403 Estaduais 3 7 Municipais 9 9 Remuneração de capitais de terceiros 4.814 5.504 Juros 16 4.671 5.339 Aluguéis 141 133 Outras 2 32 Remuneração de capitais próprios 7.565 14.276 Dividendos 13 1.797 3.391 Lucros retidos 5.768 10.885 às IAS 16 / CPC 27 e IAS 41 / CPC 29 - Agricultura: Plantas produtivas; f) Modificações à IAS 19/CPC 33 (R1) - Plano de Benefício Definido: Contribuição do Empregado; g) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2010-2012; h) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2011-2013. Considerando as atuais operações da Companhia, a Administração não espera que essas normas, interpretações e alterações tenham efeitos relevantes sobre as suas demonstrações contábeis a partir de sua adoção. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC ainda não editou todos os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionadas às IFRSs novas e revisadas apresentadas acima. Em decorrência do compromisso do CPC de manter atualizado o conjunto de normas emitido com base nas atualizações feitas pelo International Accounting Standards Board - IASB, é esperado que esses pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC até a data de sua aplicação obrigatória e que seus impactos nas Demonstrações Contábeis da Companhia sejam os mesmos da adoção dos pronunciamentos do IASB descritos acima. 4. Gerenciamento de risco: A Companhia avaliou e considerou relevante a exposição aos seguintes riscos: • Risco de crédito: O risco de crédito refere-se ao risco de uma contraparte não cumprir com suas obrigações contratuais, levando a Companhia a incorrer em perdas financeiras. As contas a receber de clientes são formadas por um único cliente - ELETROBRAS via contrato de compra de energia pelo prazo de 20 anos. Este fato reduz o risco de perda financeira por motivo de inadimplência. Assim, não há exposição significativa da Companhia a riscos de crédito ou perdas por redução no valor recuperável relacionadas às contas a receber de clientes, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 6. • Risco de mercado: Decorre da possibilidade da Companhia sofrer ganhos ou perdas decorrentes de oscilações de taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos financeiros. A Companhia avalia que os riscos das aplicações financeiras de suas disponibilidades são baixos, por serem realizadas em bancos de reconhecida liquidez e remuneradas a taxas de mercado que variam entre 95,5% a 100,5% do CDI, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 5. A Companhia administra e mensura esses riscos através do planejamento de fluxo de caixa realizado. Os passivos financeiros existentes abrangem basicamente saldos de financiamentos obtidos pela Companhia junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme apresentado na Nota Explicativa nº 11. Uma análise de sensibilidade dos ativos e passivos que representam riscos relevantes para a Companhia está apresentada na Nota Explicativa nº 18. • Risco operacional: O objetivo da Companhia é administrar o risco operacional para evitar a ocorrência de prejuízos financeiros. A Companhia realiza as atividades de operação e manutenção da sua usina de acordo com as práticas do setor elétrico brasileiro, inclusive realizando sistematicamente as atividades de manutenção preventiva e de manutenção corretiva dos equipamentos eletromecânicos das instalações, bem como o monitoramento das estruturas civis e barragens. Caso ocorram eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade, a Companhia contratou uma cobertura de seguros de operação sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras, conforme Nota Explicativa nº 20. • Risco de liquidez: A Companhia utiliza o controle do custeio para auxiliar no monitoramento de exigências do fluxo de caixa e na otimização de seu retorno de caixa em investimentos. Todo decêndio é estimado o desembolso em comparação com a sua entrada de caixa. A Companhia não possui operações contratadas em moeda estrangeira. Desta forma, não está sujeita a riscos decorrentes de oscilações de taxas de câmbio. • Gestão de capital: A política da Administração é manter uma sólida base de capital para preservar a confiança do investidor, credor e mercado e com isso manter o desenvolvimento futuro do negócio. A Administração monitora o retorno de capital sobre a operação da empresa através do acompanhamento mensal da realização orçamentária aprovada pelo Conselho de Administração. A Administração entende que a exposição da Companhia a riscos é remota, sendo o gerenciamento realizado através de ferramentas de controle, planejamento e orçamento, coordenadas pela Diretoria. • Riscos Hidrológicos: O suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) é realizado, na sua maior parte, por usinas hidrelétricas. Como o SIN opera em sistema de despacho otimizado e centralizado pelo ONS, cada usina hidrelétrica, incluindo a da Companhia, está sujeita a variações nas condições hidrológicas verificadas, tanto na região geográfica em que opera como em outras regiões do País. A ocorrência de condições hidrológicas desfavoráveis, em conjunto com a obrigação de entrega da energia contratada, poderá resultar em uma exposição da Companhia ao mercado de energia de curto prazo, o que afetaria seus resultados financeiros futuros. Entretanto, a totalidade da capacidade de geração hidrelétrica da Companhia está inserida no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), que mitiga parte do risco hidrológico, alocando-o entre todas as usinas vinculadas ao MRE. 5. Caixa e equivalentes de caixa: 31/12/14 31/12/13 Bancos Aplicações financeiras 3 12 1.743 1.414 1.746 1.426 As aplicações financeiras de liquidez imediata em CDB - DI, com risco insignificante de perda de valor, junto aos Bancos do Brasil e Santander, são remuneradas a taxas de mercado que variam entre 95,5% a 102,5% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). 6. Contas a receber: Refere-se ao valor da venda da energia gerada pela Companhia, líquido dos respectivos impostos retidos na fonte. A Companhia registra o valor a receber referente à energia contratada pelo PROINFA. O período médio de crédito nas contas a receber é de 35 dias e não são cobrados juros sobre as contas a receber. A Companhia não constitui provisão para créditos de liquidação duvidosa, com base em sua experiência histórica de realização de 100% das contas a receber passadas e da análise da situação financeira atual de seu único devedor - ELETROBRAS, inexistindo contas a receber vencidas na data das demonstrações contábeis. 7. Ativos vinculados - bndes: O saldo registrado em 31 de dezembro de 2014, refere-se a recursos recebidos pela Companhia decorrentes da venda de energia gerada e que estão vinculados ao BNDES. Conforme descrito na Nota Explicativa nº 11, o BNDES exige como garantia do financiamento a constituição de conta de reserva vinculada. Esta conta é uma aplicação financeira, no Fundo BB Comercial 17, com taxas que variaram entre 96,0% e 98,0%, do CDI, de liquidez imediata e baixo risco junto ao Banco do Brasil, que é a instituição financeira aprovada pelo BNDES para atuar como administradora das contas. Essa conta deverá ser utilizada para pagamento das parcelas do referido financiamento. 8. Imobilizado: (a) Composição do imobilizado: Taxa média 31/12/14 31/12/13 ponderada de Depreciação depreciação % acumulada Descrição Custo Líquido Líquido Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 4.576 4.576 4.606 Turbina hidráulica 2,50% 29.295 (4.342) 24.953 26.333 Gerador 3,33% 12.689 (2.397) 10.292 10.715 Comporta 3,33% 5.151 (1.055) 4.096 4.320 Subestação unitária 3,57% 3.987 (844) 3.143 3.285 Estrutura de Tensão 3,57% 694 (126) 568 615 Casa de força produção hidráulica 2,00% 65.023 (7.635) 57.388 58.618 Reservatório, barragem, adutora 3,65% 11.289 (1.205) 10.084 10.326 Outros 3,65% 5.416 (1.149) 4.267 4.441 138.120 (18.753) 119.367 123.259 A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e conforme consta na Resolução nº 133, de 11 de abril de 2005, da ANEEL, a qual concede à PCH a autorização para se estabelecer como Outras obriga Brasil PCH S.A Dividendos a p PCH Par Partic Remuneração remuneração (R$65 em 201 11. Financiam BNDES Principal Encargos Total Circulante Não circulante Total Em 13 de ab financiamento prestações m de prestações 2016 2017 2018 2019 a 2021 Movimentaçã Saldo inicial Encargos prov Pagamentos As garantias s vinculação da desses contra Aos Acionista contábeis da de 2014, e as e dos fluxos demais notas Companhia é práticas contá permitir a ela fraude ou err sobre essas d internacionais seja planejada de distorção a respeito do Senhores Acio 113,51 GWh, apresentando Ativos Circulante Caixa e equiva Contas a receb Despesas ante Adiantamento Adiantamento Total dos ativo Ativos não cir Ativos vincula Impostos e co Depósitos judi Imobilizado Intangível Diferido Total dos ativo Total dos ativ Passivos Passivos circu Fornecedores Financiament Obrigações tr Impostos e co Provisão para Outros passiv Receita diferid Dividendos a Total dos pass Passivos não Financiament Provisões par Total dos pass Total dos pass Patrimônio líq Capital social Reserva de lu Total do patri Total dos pas Saldos em 31 Pagamento de Lucro líquido Outros resulta Resultado abr Destinações Reserva legal Dividendos ad Dividendos m Saldos em 31 Pagamento de Lucro líquido Outros resulta Resultado abr Destinações Reserva legal Dividendos m Dividendos ad Saldos em 31 1. Contexto o Participações capital fechad tem como obj hidráulico de exercer todas específico. A de energia elé 76/2005, para Goiás, com ca energia gerad que a Centra de Energia Elé BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 26 CNPJ nº 06.982.741/0001-00 equipamentos do a natureza uditoria de deCompromisso: adquirir aproórios, a serem ACUERA apro014, este valor aprovação dos licenciadores dos agentes lição - Todas as mpresa estima do no passivo veis próprios e Imóveis ainda unho de 2015, não circulante. apurado pela o no processo. ações não enportanto, não 65 em contracontrapartida eis: A emissão ntém ressalva demonstração ponsabilidade oria descritos em relação às 31/12/14 15.308 787 5.339 3.517 1.152 (42) 571 1 (40) (4) 3 (35) 1 1.321 (5) 13 (13) (10) 27.864 (5.364) (1.033) 21.467 295 (1.161) (866) (8.041) (11.760) (19.801) 800 626 1.426 800 E 2014 31/12/13 30.106 31.258 (1.152) 3.380 613 1.981 786 26.726 3.517 23.209 378 378 23.587 23.587 1.388 1.022 287 79 2.419 2.403 7 9 5.504 5.339 133 32 14.276 3.391 10.885 o de Benefício Modificações nistração não es contábeis a nunciamentos sso do CPC de ting Standards sua aplicação adoção dos u relevante a o cumprir com e clientes são o reduz o risco de crédito ou tado na Nota ecorrentes de os riscos das da liquidez e plicativa nº 5. os financeiros Nacional de e sensibilidade nº 18. • Risco financeiros. A setor elétrico corretiva dos Caso ocorram s de operação mpanhia utiliza torno de caixa ompanhia não ações de taxas a confiança do ora o retorno provada pelo ota, sendo o a Diretoria. • rte, por usinas rica, incluindo em que opera obrigação de curto prazo, o da Companhia entre todas as 31/12/13 12 1.414 1.426 o aos Bancos o de Depósito a, líquido dos o PROINFA. O A Companhia o de 100% das tindo contas a de dezembro vinculados ao uição de conta m entre 96,0% provada pelo as do referido 31/12/13 produtora independente, ao final do prazo dessa autorização, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação de autorização por mais 20 anos. A Companhia monitora os aspectos trazidos pelo CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos e avaliam o valor recuperável de seus ativos sempre que identificam indícios de que o valor contábil registrado é superior ao retorno esperado por seus investimentos, realizando provisão contábil sempre que necessário. Na data destas demonstrações contábeis, a Administração entendeu que não havia indicação de que algum dos seus ativos tangíveis pudessem ter sofrido desvalorização, uma vez que não se evidenciaram nenhum dos fatores indicativos de perdas conforme pronunciamento CPC 01 (R1). (b) Movimentação: Descrição 31/12/13 Adições Baixas Sinistros 31/12/14 Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 4.606 (30) 4.576 Turbina hidráulica 29.927 1 (633) 29.295 Gerador 12.689 12.689 Comporta 5.164 887 (900) 5.151 Subestação unitária 3.987 3.987 Estrutura de tensão 694 694 Casa de força produção hidráulica 64.947 76 65.023 Reservatório, barragem, adutora 11.318 (29) 11.289 Outros 5.403 13 5.416 138.735 977 (692) (900) 138.120 Depreciação (15.476) (3.277) (18.753) 123.259 (2.300) (692) (900) 119.367 Descrição 31/12/12 Adições Baixas Transferências 31/12/13 Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 3.097 1.509 4.606 Turbina hidráulica 29.901 32 (6) 29.927 Gerador 12.048 645 (4) 12.689 Comporta 5.925 24 (785) 5.164 Subestacão unitária 3.818 169 3.987 Estrutura de tensão 694 694 Casa de força produção hidráulica 64.225 722 64.947 Reservatório, barragem, adutora 10.665 653 11.318 Adiantamento a fornecedores 1.836 (1.846) 10 Outros 5.376 29 (2) 5.403 137.585 3.783 (2.633) 138.735 Depreciação (12.310) (3.303) 137 (15.476) 125.275 480 (2.496) 123.259 9. Intangível: Taxa de amortização 31/12/14 31/12/13 Medidas compensatórias - licença de operação 10% 4.366 1.715 Indenização de terras 44 26 Software 20% 7 7 Amortização acumulada (309) (1) 4.108 1.747 (a) Movimentação Descrição 31/12/13 Adições Baixas 31/12/14 Medidas compensatórias - licença de operação 1.715 2.651 4.366 Indenizações de terras 26 18 44 Software 7 7 1.748 2.669 4.417 Amortização acumulada (1) (329) 21 (309) 1.747 2.340 21 4.108 As medidas compensatórias referem-se aos programas ambientais constantes nas licenças de operação. 10. Transações com as partes relacionadas: A Administração identificou como partes relacionadas à Companhia: sua controladora, suas coligadas, seus administradores, conselheiros e demais membros do pessoal-chave da administração e seus familiares, conforme definições contidas no Pronunciamento Técnico CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes Relacionadas. Os principais saldos e transações com partes relacionadas, praticadas em condições contratadas entre as partes, e seus efeitos são assim demonstrados: 31/12/14 31/12/13 Outras obrigações Brasil PCH S.A. 62 62 Dividendos a pagar PCH Par Participações S.A. 1.797 5.415 1.797 5.415 Remuneração da Administração: Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 20 de Maio de 2014, foi aprovada a remuneração global da Administração da Companhia para o período de janeiro a dezembro de 2014 em, no máximo, R$ 62 (R$65 em 2013). A Diretoria da Companhia é composta por dois diretores com remuneração anual de R$62. 11. Financiamentos: Indexador 31/12/14 31/12/13 BNDES TJLP + 3,5% a.a. Principal 52.267 60.308 Encargos 190 205 Total 52.457 60.513 Circulante 8.231 8.439 Não circulante 44.226 52.074 Total 52.457 60.513 Em 13 de abril de 2006, a Companhia, visando buscar recursos para implementação do projeto, firmou contrato de financiamento junto ao BNDES. A dívida (principal e juros) decorrente desse contrato está sendo paga ao BNDES em 144 prestações mensais e sucessivas, cada uma delas no valor do principal e juros atualizados da dívida divididos pelo número de prestações de amortização ainda não vencidas. Vencimentos dos financiamentos apresentados no passivo não circulante Total 2016 8.679 2017 8.679 2018 8.679 2019 a 2021 18.189 44.226 Movimentação dos financiamentos: 31/12/14 31/12/13 Saldo inicial 60.513 68.579 Encargos provisionados 4.671 5.339 Pagamentos (12.727) (13.405) 52.457 60.513 As garantias são apresentadas conforme a seguir: (a) Em 13 de abril de 2006, foi pactuado contrato de penhor das ações e vinculação das receitas e outras avenças com o BNDES para assegurar o pagamento de quaisquer obrigações decorrentes desses contratos; (b) Constituição de conta de reserva vinculada, proveniente da venda de energia à ELETROBRAS. A conta foi aberta no Banco do Brasil S.A., que atuará como banco administrador de contas, indicado pela Companhia e aprovado pelo BNDES, e deverá atingir o limite de três vezes o valor da última prestação; (c) A propriedade fiduciária das máquinas e dos equipamentos a serem adquiridos com recursos dessa operação. Vencimento antecipado dos financiamentos: Os financiamentos possuem cláusulas financeiras restritivas (“covenants”), incluindo, entre outros, garantias reais, restrições quanto à mudança, transferência ou cessão de controle societário, incorporação, fusão ou cisão sem prévia anuência do credor. Os covenants de índices financeiros são os seguintes: Descrição Condição requerida ICP - patrimônio líquido / total do ativo Percentual superior a 20% Manter aplicado quantia correspondente a Conta reserva 3 (três) vezes o valor da última parcela vencida de principal e juros Com vistas a atender cláusula do contrato de financiamento com o BNDES, segue-se o demonstrativo do Índice de Capitalização Próprio (ICP), calculado conforme contrato, em 31 de dezembro de 2014: Patrimônio líquido 60.433 Total do ativo 133.160 ICP 45,38% A Administração acompanha o atendimento das cláusulas estabelecidas e entende que a Companhia atendeu todas as cláusulas financeiras restritivas acima em 31 de dezembro de 2014. 12. Contingências: A Companhia é parte em ações judiciais e processos administrativos perante tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal de suas operações, as quais envolvem questões tributárias, trabalhistas, aspectos cíveis, ambientais e de caráter comercial. A Companhia é parte em ações cíveis que tramitam em juízo correspondem às questões relativas à definição do valor das indenizações dos direitos de passagem aos proprietários de terras e a posse definitiva de terrenos. Os valores envolvidos, normalmente, são depositados em juízo e reconhecidos como custo do imobilizado e intangível. Existe na Companhia uma ação movida pela ABRAGEL (Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa) contra a ELETROBRAS em função dos valores retidos indevidamente seguindo a resolução CNPE nº 003/2013, no valor total de R$448, classificada pelo advogado como ganho possível. Com base na posição de seus assessores jurídicos, não há processos envolvendo a Companhia em que a probabilidade de perda seja classificada como provável. Dessa forma, nenhuma provisão para contingências foi constituída. 13. Patrimônio líquido: (a) Capital social: Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, o capital social subscrito e integralizado é de R$48.411 e está representado por 24.442.915 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal pertencentes em sua totalidade à PCH Participações S.A. (b) Reservas: Reserva legal: Constituída à razão de 5% do lucro líquido do exercício, antes de qualquer outra destinação, a qual não excederá 20% do capital social. Reserva especial: Constituída com o objetivo de registrar a destinação dos resultados da Companhia até que o seu fluxo de caixa futuro permita tal distribuição sem riscos financeiros relevantes durante o período da concessão nos termos do artigo 202 da Lei nº 6.404/76, parágrafo 4º e 5º. Esta reserva foi integralmente consumida durante o exercício de 2013. Reserva de Retenção de Lucros: A reserva de retenção de lucros representa o lucro líquido não distribuído após constituição da reserva legal e cálculo dos dividendos obrigatórios. Conforme estatuto estes valores aguardam deliberação em Assembleia para sua destinação. (c) Dividendos: O estatuto social determina a distribuição de um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado na forma do artigo 202 da Lei nº 6.404/76. Os dividendos referentes ao exercício de 2014 foram calculados conforme segue: Lucro do Exercício 7.565 (=) Base de cálculo 7.565 (-) Reserva Legal (5%) (378) (=) Base de cálculo dos dividendos 7.187 Dividendos mínimos obrigatórios 1.797 No exercício de 2014, foram pagos dividendos adicionais referentes aos resultados apurados em exercícios passados, no valor de R$6.230. 14. Receita operacional líquida: 31/12/14 31/12/13 Receita operacional bruta: Venda de energia elétrica 31.693 31.258 Ajuste de MRE (9.598) (1.152) 22.095 30.106 Deduções à receita operacional: PIS (145) (196) COFINS (662) (903) (807) (1.099) Receita operacional líquida 21.288 29.007 15. Informações sobre a natureza das despesas reconhecidas na demonstração do resultado 31/12/14 31/12/13 Pessoal 399 553 Serviços de terceiros 31 37 Viagens 31 20 Publicações 50 51 Arrendamentos e aluguéis 135 113 Outras despesas 56 40 Baixa de ativos imobilizados por sinistro (a) 786 702 1.600 (a) Refere-se aos valores da baixa da grade de proteção de Monte Serrat. 16. Resultado financeiro: 31/12/14 31/12/13 Despesas financeiras: Juros e atualizações monetárias sobre financiamentos (4.671) (5.339) Despesas bancárias (1) (1) (1) (32) Outras despesas (4.673) (5.372) Receitas financeiras: Rendimentos de aplicações em renda fixa 424 377 1 Outras receitas 424 378 (4.249) (4.994) 17. Imposto de renda e contribuição social: A Companhia calculou o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro líquido com base no regime do lucro presumido. A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue: 31/12/14 31/12/13 IR (*) CSLL IR (*) CSLL Receita bruta 31.693 31.693 31.258 31.258 Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% Rendimentos e ganhos de aplicação financeira 1.057 1.057 378 378 Base de cálculo 3.592 4.860 2.879 4.129 Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% Imposto sobre o resultado 898 437 720 371 Diferença de alíquota (24) (25) Imposto sobre a receita operacional 874 437 695 371 Aos Acionistas e Administradores da Monte Serrat Energética S.A. Belo Horizonte - MG. Examinamos as demonstrações contábeis da Monte Serrat Energética S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2014, e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis: A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações contábeis anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2014, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase: Depreciação dos bens do ativo imobilizado destinados à geração de energia elétrica no regime de produção independente: Conforme descrito nas notas explicativas nº 3.d e 8, os bens do imobilizado da atividade de geração de energia no regime de produção independente são depreciados pelo seu prazo estimado de vida-útil, considerando-se os fatos e circunstâncias que estão mencionados nas referidas notas. COMPOSIÇÃO DA DIRETORIA Edvaldo Alves de Santana - Diretor Walter Nunes Seijo Neto - Diretor Contador - Bruno da Silva Rodrigues - CRC RJ - 116272/O-6 À medida que novas informações ou decisões do órgão regulador ou do poder concedente sejam conhecidas, o atual prazo de depreciação desses ativos poderá ou não ser alterado. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto. Outros assuntos: Demonstração do valor adicionado: Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2014, preparada sob a responsabilidade da administração da Companhia. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Belo Horizonte, 10 de fevereiro de 2015 DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Auditores Independentes CRC-2SP 011.609/O-8 F/MG Leonardo Fonseca de Freitas Maia Contador CRC-1MG 079.276/O-7 CNPJ 07.060.739/0001-38 RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, A PCH Retiro Velho com capacidade instalada total de 18 MW, e energia comercializada anual de 113,51 GWh, beneficiando aproximadamente 146 mil pessoas. A receita bruta de vendas em 2014 foi de R$ 23,1 milhões, apresentando um lucro líquido na ordem de R$ 0,2 milhões. BALANÇO PATRIMONIAL LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Ativos Circulante Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber Despesas antecipadas Adiantamentos a funcionários Adiantamentos diversos Total dos ativos circulantes Ativos não circulantes Ativos vinculados - BNDES Impostos e contribuições diferidas Depósitos judiciais Imobilizado Intangível Diferido Total dos ativos não circulantes Total dos ativos Nota 31/12/14 31/12/13 5 6 4 3.731 123 7 98 3.963 678 2.675 72 4 95 3.524 7 18 8 9 10 2.071 523 3.359 105.681 1.117 112.751 116.714 2.161 51 1.965 105.767 1.199 109 111.252 114.776 Passivos Passivos circulantes Fornecedores Financiamentos - BNDES Obrigações trabalhistas e previdenciárias Impostos e contribuições a recolher Provisão para férias e 13º salário Outros passivos Receita diferida Dividendos a pagar Total dos passivos circulantes Passivos não circulantes Financiamentos Provisões para compromissos futuros Total dos passivos não circulantes Total dos passivos Patrimônio líquido Capital social Reserva de lucros Total do patrimônio líquido Total dos passivos e do patrimônio líquido Nota 31/12/14 31/12/13 1.071 5.220 44 115 60 1.510 7.772 1.147 16.939 1.061 5.354 20 161 91 4 766 2.835 10.292 28.879 7.508 36.387 53.326 33.850 5.426 39.276 49.568 12 14 12 22 14 55.343 8.045 63.388 116.714 55.343 9.865 65.208 114.776 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto o lucro por ação) Nota 15 Receita líquida de vendas Custos das vendas de energia Pessoal Meio ambiente Operação Manutenção Taxas setoriais Tarifa de uso dos sistemas elétricos de distribuição (TUSD) Seguros Depreciação e amortização Outros custos Lucro bruto Despesas operacionais Pessoal Administrativas e gerais Outras despesas operacionais, líquidas 16 Lucro antes do resultado financeiro Resultado financeiro Despesas financeiras Receitas financeiras 17 Lucro operacional antes do imposto de renda e da contribuição social Imposto de renda e contribuição social Corrente Diferido 18 Lucro líquido do exercício Lucro básico e diluído por ação ordinária - R$ Quantidade média ponderada de ações DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 31/12/14 15.463 31/12/13 23.226 (1.118) (520) (242) (844) (116) (385) (231) (3.065) (400) (6.921) 8.542 (1.090) (403) (281) (711) (45) (363) (185) (2.906) (160) (6.144) 17.082 (95) (185) (107) (387) (87) (187) (885) (1.159) 8.155 15.923 (3.034) 273 (2.761) 5.394 (3.497) 346 (3.151) 12.772 (779) 216 (563) 4.831 0,16 30.038.414 (860) 24 (836) 11.936 0,40 30.038.414 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 31/12/14 4.831 4.831 4.831 Lucro líquido do exercício Outros resultados abrangentes Resultado abrangente do exercício Resultado abrangente total do exercício 31/12/13 11.936 11.936 11.936 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Saldos em 31 de dezembro de 2012 Pagamento de Dividendos Adicionais Lucro líquido do exercício Outros resultados abrangentes Resultado abrangente do exercício Destinações Reserva legal Dividendos adicionais propostos Dividendos mínimos obrigatórios Saldos em 31 de dezembro de 2013 Pagamento de Dividendos Adicionais Lucro líquido do exercício Outros resultados abrangentes Resultado abrangente do exercício Destinações Reserva legal Dividendos mínimos obrigatórios Dividendos adicionais propostos Saldos em 31 de dezembro de 2014 Capital social Reserva legal Reservas de lucro Reserva de retenção de lucro Dividendos adicionais propostos Reserva especial Lucros acumulados Total 55.343 - 724 - 3.994 (3.954) - - 112 (112) - 11.936 11.936 60.173 (4.066) 11.936 11.936 55.343 - 597 1.321 - 40 (40) - 8.504 8.504 (5.464) - - (597) (8.504) (2.835) 4.831 4.831 (2.835) 65.208 (5.504) 4.831 4.831 55.343 242 1.563 - 3.442 6.482 - (242) (1.147) (3.442) - (1.147) 63.388 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 1. Contexto operacional: A Retiro Velho Energética S.A. (“Companhia” ou “Retiro Velho”) é uma subsidiária direta da PCH Participações S.A. e indireta da Brasil PCH S.A., e foi constituída em 11 de agosto de 2004 como sociedade anônima de 4.606 capital fechado, com sede na Av. Prudente de Morais, 1250, 10º e 11º, Coração de Jesus, Belo Horizonte - MG. A Companhia 26.333 tem como objeto social o propósito específico (Sociedade de Propósito Específico - SPE) de implantar e explorar o potencial 10.715 4.320 hidráulico de Pequena Central Hidrelétrica (PCH) e comercializar energia elétrica nela gerada. A Companhia poderá, ainda, 3.285 exercer todas as ações que possam, direta ou indiretamente, no todo ou em parte, ser vinculadas ao seu propósito 615 específico. A Companhia possui autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica, concedida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) através das Resoluções nºs 626/2002 e 58.618 76/2005, para funcionar como PCH pelo prazo de 30 anos e está localizada no Rio da Prata, no Município de Aporé, em 10.326 Goiás, com capacidade de licença instalada de 18 MW e uma linha de transmissão de 49 km de extensão. A contratação de 4.441 energia gerada será feita pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), que determina 123.259 que a Centrais Elétricas Brasileiras (ELETROBRAS) seja o agente representante das PCHs na Câmara de Comercialização or e conforme belecer como de Energia Elétrica (CCEE), responsável pela contratação de toda energia gerada, obrigando a celebração de contratos de Líquido 31/12/14 31/12/13 IR (*) CSLL IR (*) CSLL IRPJ / CSLL DIFERIDO Receita ajuste MRE (9.598) (9.598) (1.152) (1.152) Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% Base de cálculo (768) (1.152) (92) (138) Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% Imposto diferido sobre o resultado (193) (104) (23) (11) Imposto Total 681 333 672 360 (*) Até o limite de R$240 mil a alíquota do IR é de 15%. 18. Instrumentos financeiros: Os valores contábeis apresentados como ativos e passivos financeiros são assim demonstrados por categoria: financeiros são assim demonstrados por categoria: 31/12/14 31/12/13 Ativos financeiros: Empréstimos e recebíveis mensurados ao custo amortizado: Caixa e equivalentes de caixa 1.746 1.426 Contas a receber de clientes 3.419 3.352 Depósitos judiciais 381 381 Valor justo por meio do resultado: Ativos vinculados - BNDES 3.240 3.377 Passivos financeiros: Outros passivos mensurados ao custo amortizado: Fornecedores 437 1.131 Financiamentos 52.457 60.513 Dividendos a pagar 1.797 5.415 Outras obrigações 69 1 A Administração entende que os instrumentos financeiros representados acima, os quais são reconhecidos nas demonstrações pelos seus valores contábeis, não apresentam variações significativas em relação aos respectivos valores de mercado, pois: (a) As taxas contratadas dos financiamentos são próximas às taxas de juros atualmente praticadas no mercado, e/ou; (b) O vencimento de parte substancial dos saldos ocorre em datas próximas às dos balanços. A Companhia está exposta a riscos relacionados a taxas de juros em função de financiamentos contratados vinculados ao TJLP. Em conformidade com o CPC 40 - Instrumentos Financeiros, é apresentado a seguir o quadro de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros de exposição a riscos de taxas de juros da Companhia, objetivando evidenciar um eventual desembolso futuro, de acordo com as premissas detalhadas. Na data de encerramento do exercício, a Administração estimou um cenário provável de variação das taxas de juros CDI (10,81%) e TJLP (5,5%), de acordo com a data de vencimento de cada operação. Tais taxas foram estressadas em 25 e 50%, servindo de parâmetro para os cenários possível e remoto, respectivamente. Cenário II Cenário III Exposição Cenário I (Deteriora- (Deterioração de 50%) 31/12/14 Operação Risco Impacto (Provável) ção de 25%) Aplicação Financeira 1.743 Baixa do CDI Resultado 188 236 283 Ativos Vinculados ao BNDES 3.240 Baixa do CDI Resultado 350 438 525 Financiamentos BNDES (52.457) Alta da TJLP Resultado (2.885) (3.606) (4.327) (2.347) (2.932) (3.519) 19. Benefícios a empregados: (a) Seguro de vida: A Companhia possui a política de seguro de vida a todos os seus funcionários, onde o custo é totalmente pago pela Companhia. Os seguros são realizados a nível de grupo e o custo é integralmente pago por sua controladora. (b) Seguro saúde: O seguro saúde é oferecido aos funcionários, de acordo com os critérios definidos na política da Companhia, onde a mesma contribui com a maior parte do custo no plano completo e o colaborador contribui com um valor simbólico, que varia conforme a remuneração individual. O plano de saúde oferecido abarca apenas os colaboradores, para os dependentes a Companhia tem a política de negociar um valor diferenciado com débito em folha de pagamento. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes ao custo de Seguro Saúde pagos pela Companhia foram de R$62 (R$79 em 31 de dezembro de 2013). (c) Benefícios pós-emprego: A Companhia não concede benefícios pós-emprego, tais como complemento de aposentadoria, seguro e assistência médica, nem remuneração com base em participações em ações de seus administradores. (d) Promoção por tempo de serviço: A Companhia concede prêmio aos colaboradores pelo tempo de serviço prestado, mediante a aprovação da diretoria. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes a promoção por tempo de serviço pagos pela Companhia foram de R$ 17 (R$0 em 2013). 20. Cobertura de seguro: Seguro de responsabilidade civil: A Companhia contratou cobertura de seguro para indenizações por danos civis no montante de R$1.855, com vigência até 28 de abril de 2015, decorrentes de sentença judicial transitada em julgado ou de acordo autorizado pela seguradora, de risco de poluição e/ou contaminação ambiental (súbita e acidental), danos corporais e/ou materiais sofridos por terceiros, danos morais diretamente decorrentes de danos materiais e/ou corporais causados a terceiros, considerado pela Administração como suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. Seguro de operação: Em 27 de abril de 2014 com vigência até 27 de junho de 2015, a Companhia renovou a cobertura de seguro para riscos operacionais sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras no montante de R$15.766, considerado suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotados, devida à sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria de demonstrações contábeis, consequentemente não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. 21. Compromisso: (a) Licença de Implantação - Para cumprir as exigências da Licença de Implantação, a Companhia precisa ainda adquirir aproximadamente 43,5 hectares para plantio das áreas de preservação permanente - APP no entorno dos reservatórios, a serem adquiridas até 2018, com base nos Plano ambiental de conservação e uso do entorno de reservatório artificial - PACUERA aprovados. Foi estimado um desembolso da ordem de R$1.305 para aquisição destas áreas. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (b) Existem ainda 43,51 hectares a serem reflorestadas que aguardam aprovação dos respectivos Plano ambiental de conservação e uso do entorno de reservatório artificial - PACUERA pelos agentes licenciadores competentes. Foi estimado um desembolso da ordem de R$588, para os próximos exercícios, após aprovação dos agentes licenciadores. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (c) Licença de Operação - Todas as Licenças de Operação estão válidas e em vigor. Para atendimento dos programas ambientais nelas previstos, a empresa estima um gasto anual até o prazo de vigência da licença, em R$4.566. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (d) Indenização de terras - A Companhia registra as obrigações à título de indenização de terras, em montante apurado pela diferença entre o valor do depósito judicial, atualizado monetariamente, e o valor estimado pelo perito nomeado no processo. Em 31 de dezembro de 2014, a provisão monta em R$7 e foi registrada no passivo não circulante. (e) Legalização de terras - A Companhia possui contratos particulares de compra e venda de imóveis próprios e de servidão em imóveis de terceiros, cujos registros de propriedade definitiva e de averbação, no Registro Geral Imóveis ainda precisam ser regularizadas, com um gasto estimado em R$193. A regularização dessas terras se estenderá até junho de 2015, em função das peculiaridades de cada situação. Em dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. 22. Transações não envolvendo caixa: Em 2014, a Companhia realizou as seguintes transações que não geraram efeitos de caixa e que, portanto, não estão refletidas na demonstração dos fluxos de caixa: • Baixa de ativo imobilizado no montante de R$59 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. • Constituição de ativo intangível no montante de R$2.669 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. 23. Evento subsequente: Em 29 de janeiro de 2015, através da portaria nº 30 do Ministério de Minas e Energia - MME, foi deliberado a revisão a menor da garantia física da Companhia, em 5% e passando de 18,28 MW para 17,37 MW. As informações sobre revisão de garantia física não examinadas pelos auditores independentes. 24. Autorização para conclusão das demonstrações contábeis: A emissão das demonstrações contábeis foi autorizada pelo Conselho de Administração em 10 de fevereiro de 2015. compra e venda de energia, pelo prazo de 20 anos a contar do mês de junho de 2009. Em 15 de junho de 2009, através do Despacho ANEEL nº 2.192, e em 18 de junho de 2009, através do Despacho ANEEL nº 2.233, a Companhia obteve autorização para iniciar a comercialização da energia gerada nas unidades 1 e 2, respectivamente, ambas com potência instalada de 9 MW, atingindo assim sua capacidade total em operação de 18 MW e energia anual assegurada de 115,2 GWh. O término de sua autorização se dará em 12 de novembro de 2032. As informações sobre capacidade de licença instalada e em operação, energia anual assegurada e quilômetros de extensão, não foram examinadas pelos auditores independentes. Em 31 de dezembro de 2014, os números mostram o capital circulante líquido negativo, no montante de R$12.976 (R$6.768 em 31 de dezembro de 2013). No entanto, a Administração entende que não existe risco de inadimplência, visto que parte substancial dos passivos circulantes refere-se às obrigações contraídas junto a instituições financeiras, decorrentes de financiamentos, e junto a ELETROBRAS, decorrente do ajuste MRE, sendo que estas obrigações estão atualizadas e refletem as obrigações para os próximos 12 meses, enquanto os ativos circulantes demonstram somente as contas a receber levantadas na data das demonstrações contábeis. A Administração prevê a geração de caixa decorrente da energia assegurada pelo PROINFA em montante suficiente para liquidar as obrigações de curto prazo da Companhia. 1.1. Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas pelas atividades operacionais: Resultado na baixa do imobilizado Juros e atualizações monetárias Depreciação e amortização Constituição do ajuste MRE PIS e COFINS diferido sobre ajuste MRE Variação nos ativos e passivos operacionais: Contas a receber Impostos a compensar Despesas antecipadas Adiantamentos a funcionários Adiantamentos diversos Impostos e contribuições diferidas Depósitos judiciais Fornecedores Obrigações trabalhistas e previdenciárias Outros passivos Impostos e contribuições a recolher Provisão para férias e 13º salário Receita diferida Provisão para compromisso futuros Caixa gerado pelas operações Outros fluxos de caixa das atividades operacionais: Juros pagos sobre financiamentos Imposto de renda e contribuição social pagos no período Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de investimentos Resgate de ativos vinculados - BNDES Aquisição de imobilizado Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Dividendos pagos Financiamentos pagos Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos (Redução) aumento em caixa e equivalentes de caixa Variação no caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício (Redução) aumento em caixa e equivalentes de caixa 31/12/14 31/12/13 5.394 12.772 3.333 3.065 7.811 (285) 448 3.454 2.906 766 (28) (1.056) (51) (3) (3) 29 (1.394) 10 24 1.506 (594) (31) (805) (167) 16.783 123 11 (30) (92) (23) (4) 86 15 (1) 42 37 20.482 (3.040) (231) 13.512 (3.480) (835) 16.167 (212) (539) (751) 187 (1.191) (1.004) (8.339) (5.096) (13.435) (674) (9.960) (5.094) (15.054) 109 678 4 (674) 569 678 109 DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO REFERENTE AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 1. Receita bruta de vendas Vendas de mercadorias, produtos e serviços Ajuste do MRE 2. Insumos adquiridos de terceiros Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos Materiais, energia, serviços de terceiros e outros Perda / Recuperação de valores ativos 3. Valor adicionado bruto (1-2) 4. Depreciação e amortização 5. Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3-4) 6. Valor adicionado recebido em transferência Receitas financeiras 7. Valor adicionado total a distribuir (5+6) 8. Distribuição do valor adicionado Pessoal Remuneração direta Benefícios F.G.T.S Impostos, taxas e contribuições Federais Estaduais Municipais Remuneração de capitais de terceiros Juros Aluguéis Outras Remuneração de capitais próprios Dividendos Lucros retidos Nota 15 17 17 14 31/12/14 16.049 23.055 (7.006) 2.843 1.023 1.820 13.206 3.065 10.141 273 273 10.414 10.414 1.213 823 300 90 1.182 1.170 4 8 3.188 3.031 151 6 4.831 1.147 3.684 31/12/13 24.106 24.872 (766) 2.730 741 1.543 446 21.376 2.906 18.470 346 346 18.816 18.816 987 731 196 60 1.889 1.878 2 9 4.004 3.454 147 403 11.936 2.835 9.101 BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 27 CNPJ 07.060.739/0001-38 Mecanismo de Realocação de Energia: A Companhia tem a totalidade da sua capacidade de geração hidrelétrica inserida no MRE, responsável por mitigar os riscos hidrológicos entre as usinas hidrelétricas que aderirem ao mesmo. Por força do PROINFA, todos os anos, sempre em setembro, a Companhia informa a sazonalização para a ELETROBRAS considerar no Plano Anual do PROINFA do ano seguinte. As contabilizações são realizadas mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE e repassadas ao Agente de Comercialização do PROINFA (ELETROBRAS), que, por sua vez, por força contratual repassa os seus efeitos à Companhia, no ano seguinte, em 12 parcelas, conforme definições contratuais. Por meio do Despacho ANEEL/SEM nº 335/13, de 08/02/13, as empresas titulares de empreendimentos incluídos no MRE ficaram autorizadas a revisar a sazonalização dos montantes de garantia física para o exercício de 2013, até 15 de fevereiro de 2013. Contudo, a revisão da sazonalização não foi solicitada pela ELETROBRAS à companhia. Os efeitos negativos da sazonalização ex-post informado pela ELETROBRAS em 31 de dezembro de 2013 foi de R$830. Por meio da ABRAGEL, foi interposto recurso administrativo junto a ANEEL e a Administração acompanha o assunto junto à associação. A Companhia considerou todos os impactos negativos nas suas demonstrações contábeis de 2013 e 2014. Outro aspecto relevante consiste na aplicação do fator de ajuste da garantia física da usina pertencente ao MRE. Devido a um regime hidrológico muito desfavorável a redução de geração em relação à garantia física da Usina Retiro Velho é em média 26,4% em 2014, com impacto já contabilizado pela CCEE até novembro de R$6.865, e a Companhia projeta o valor de R$7.811 para o exercício de 2014, o qual foi provisionado conforme mencionado no parágrafo anterior. 1.2. Revisão da Garantia Física: De acordo com o previsto na Portaria MME 463/2009, a partir do quadragésimo oitavo mês de operação comercial serão revisados anualmente e, em seguida, semestralmente, os montantes de garantia física dos empreendimentos que apresentarem desempenho inferior às metas de geração líquida estabelecidas em 80% e 90%, respectivamente. As informações sobre garantia física não foram examinadas pelos auditores independentes. A Companhia estima que nos próximos anos ela sofrerá revisões de garantia física, conforme apresentado abaixo: Impacto financeiro esperado Ano % 2016 2017 (Não auditado) (Não auditado) Retiro Velho 2015 e 2016 10 (2.600) (2.229) 2. Apresentação das demonstrações contábeis: 2.1. Declaração de conformidade: As demonstrações contábeis da Companhia foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. As práticas contábeis adotadas no Brasil compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os Pronunciamentos, as orientações e as interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (“CFC”) e pelas normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”). 2.2. Bases de elaboração: As demonstrações contábeis foram elaboradas com base no custo histórico, exceto por determinados instrumentos financeiros mensurados pelos seus valores justos, conforme descrito nas práticas contábeis a seguir. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos. Ativos e passivos são classificados conforme seu grau de liquidez e exigibilidade. Os mesmos são classificados como circulantes quando provável que sua realização ou liquidação ocorra nos próximos doze meses. Caso contrário, são demonstrados como não circulantes. (a) Moeda funcional e moeda de apresentação: Essas demonstrações contábeis são apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações financeiras apresentadas em milhares de reais foram arredondadas para o valor mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. (b) Uso de estimativas e julgamentos: A preparação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. 3. Resumo das principais práticas contábeis: As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas demonstrações contábeis. (a) Instrumentos financeiros: (i) Ativos financeiros não derivativos: A Companhia reconhece os empréstimos e recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Companhia se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. • Empréstimos e recebíveis: Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. • Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas no pagamento das obrigações de curto prazo. (ii) Passivos financeiros não derivativos: A Companhia reconhece passivos financeiros inicialmente na data de negociação na qual a Companhia se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retirada ou cancelada. A Companhia classifica os passivos financeiros não derivativos na categoria de outros passivos financeiros. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. A Companhia tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: financiamentos, fornecedores, dividendos a pagar e outros passivos. A Companhia não opera com instrumentos financeiros derivativos. (iii) Capital social: Ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. Os dividendos mínimos obrigatórios, conforme definido em estatuto, são reconhecidos como passivo. (b) Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes são registradas pelo valor faturado menos os impostos retidos na fonte, os quais são considerados créditos tributários, conforme legislação tributária vigente. (c) Imobilizado: Registrado ao custo histórico de aquisição, formação ou construção (inclusive juros e demais encargos financeiros líquidos), deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas. O custo inclui gastos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. Considerando a conclusão das obras e o início das operações em agosto de 2008, aliado ao custo do imobilizado atender aos requerimentos do CPC 27 - Ativo Imobilizado, a Companhia manteve o custo histórico como base de mensuração do ativo fixo. Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são registradas como itens individuais (componentes principais) de imobilizado. O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do item caso seja provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do componente irão fluir para a Companhia e que o seu custo pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme incorridos. (d) Depreciação: A depreciação, exceto de móveis e utensílios e computadores e periféricos, é calculada a partir do início da operação da Companhia, pelo método linear, às taxas determinadas pela Portaria DNAEE nº 815, de 15 de novembro de 1994, alteradas pelas Resoluções nº 367, de 2 de junho de 2009 e 474, de 7 de fevereiro de 2012. A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e, conforme avaliação da Administração do que consta na Resolução de autorização para estabelecimento como produtora independente, concedida pela ANEEL a Retiro Velho, ao final do prazo dessa autorização que é de 30 anos, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação de autorizações, considerando inclusive as Portarias MME nº 956/10 e nº 197/12, autorizando a prorrogação das PCH’s Pacífico Mascarenhas e San Juan, respectivamente, por mais 20 anos, condicionada à realização de pequena melhoria operacional, o que a Administração entende demonstrar a evidência concreta de possibilidade de prorrogação de autorização da PCH por mais 20 anos, entendendo assim estar em linha com um dos requerimentos do CPC 27. Autorização e indenização: A autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica vigorará pelo prazo de trinta anos (ver Nota explicativa no.1), podendo ser prorrogada, a critério da ANEEL. Ao final do prazo da respectiva autorização, não havendo prorrogação, os bens e instalações vinculados à produção de energia elétrica passarão a integrar o patrimônio da União mediante indenização dos investimentos realizados, desde que previamente autorizados, e ainda não amortizados, apurada por auditoria da ANEEL, ou poderá ser exigido que a Companhia restabeleça, por sua conta, o livre escoamento das águas. (e) Intangível: Registrado ao custo de formação. A amortização é calculada, pelo método linear, a contar da data do início do prazo de vigência de cada evento. (f) Valor recuperável de ativos: O imobilizado e intangível tem o seu valor recuperável avaliado, no mínimo, anualmente caso haja indicadores de perda de valor. A Companhia não apurou nenhuma indicação de perda que requeresse a contabilização de provisão para ajuste desses ativos ao seu valor de recuperação. (g) Provisões: Uma provisão é reconhecida para obrigações presentes (legal ou presumida) resultante de eventos passados, em que seja possível estimar os valores de forma confiável e cuja liquidação seja provável. O valor reconhecido como provisão é a melhor estimativa das considerações requeridas para liquidar a obrigação no final de cada período de relatório, considerando-se os riscos e as incertezas relativos à obrigação. Quando a provisão é mensurada com base nos fluxos de caixa estimados para liquidar a obrigação, seu valor contábil corresponde ao valor presente desses fluxos de caixa (em que o efeito do valor temporal do dinheiro é relevante). Quando alguns ou todos os benefícios econômicos requeridos para a liquidação de uma provisão são esperados que sejam recuperados de um terceiro, um ativo é reconhecido se, e somente se, o reembolso for virtualmente certo e o valor puder ser mensurado de forma confiável. (h) Apuração do resultado: O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. (i) Receita operacional: A receita é mensurada pelo valor justo da contrapartida recebida ou a receber. A receita é reconhecida quando a energia é gerada e a titularidade legal é transferida, conforme determinações legais do contrato de suprimento de energia elétrica, ou seja, todos os riscos e benefícios inerentes são transferidos para o comprador, o valor da receita pode ser mensurado com confiabilidade e os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a Companhia. Receita diferida: Os Contratos de Compra e Venda de Energia, celebrados entre as controladas indiretas e a ELETROBRAS, estabelecem que seja apurada em cada ano (período de janeiro a dezembro) o resultado da comercialização no âmbito da CCEE. A parcela de ajuste financeiro resultante dessa apuração será compensada nas faturas mensais do ano subsequente. (j) Receitas financeiras e despesas financeiras: As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre financiamentos. Custos de financiamentos são mensurados no resultado através do método de juros efetivos. (k) Imposto de renda e contribuição social: A sistemática fiscal adotada pela Companhia foi do lucro presumido. Com base nesse critério, o resultado para fins de imposto de renda e contribuição social da Companhia foi calculado aplicando-se sobre a receita as alíquotas definidas para sua atividade, que são de 8% e 12%, respectivamente. Sobre o resultado presumido foram aplicadas as alíquotas de imposto de renda e contribuição social vigentes na data do encerramento de cada exercício (25% para imposto de renda e 9% para contribuição social). (l) Demonstração do valor adicionado: Essa demonstração tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela Companhia e sua distribuição durante determinado período e é apresentada pela Companhia como parte de suas demonstrações contábeis e como informação suplementar às demonstrações contábeis, nos termos do pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. (m) Lucro por ação: O lucro básico por ação foi calculado com base no número médio de ações ordinárias em circulação da Companhia em cada um dos exercícios apresentados. A Companhia não possui instrumentos que poderiam potencialmente diluir o lucro básico por ação, motivo pelo qual o lucro básico por ação é igual ao lucro por ação diluído. (n) Adoção de pronunciamentos contábeis, orientações e interpretações novos e/ou revisados: (i) Alterações às IFRSs e as novas interpretações de aplicação obrigatória a partir do exercício corrente: No exercício corrente, a Companhia aplicou diversas emendas e novas interpretações aos CPCs emitidos pelo CPC, que entram obrigatoriamente em vigor para períodos contábeis iniciados em 1º de janeiro de 2014. • Alterações ao CPC 39 - Apresentação de Instrumentos Financeiros Ativos e Passivos Líquidos. Os ajustes do CPC 39 esclarecem os requerimentos relacionados à compensação de ativos financeiros com passivos financeiros. • Alterações ao CPC 01 (R1) Divulgação de Valor Recuperável de Ativos Não Financeiros. • As alterações do CPC 01 (R1) retiram os requerimentos de divulgar o montante recuperável de uma unidade geradora de caixa para a qual o ágio de expectativa de rentabilidade futura (goodwill) ou outro ativo intangível com vida útil indefinida tenha sido alocado quando não tenha ocorrido redução ao valor recuperável de um ativo ou reversão de redução ao valor recuperável relacionado a essa unidade geradora de caixa. • Alterações ao CPC 38 - Novação de Derivativos e Continuidade de Contabilidade de Hedge. As alterações ao CPC 38 retiram a obrigatoriedade de descontinuar a contabilidade de hedge quando um derivativo designado como instrumento de hedge é renovado sob determinadas circunstâncias. A alteração também esclarece que qualquer mudança no valor justo do derivativo designado como instrumento de hedge derivativo que ocorra em decorrência da novação deve ser incluída na avaliação e mensuração da efetividade do hedge. • IFRIC 21 - Tributos: O IFRIC 21 endereça o momento de reconhecer um passivo decorrente da obrigação de pagamento de tributos impostos por um governo, A interpretação define tributos e especifica que o fato gerador da obrigação é a atividade que resulta em pagamento do tributo, conforme definido na legislação. A interpretação disponibiliza instruções de como diferentes acordos tributários devem ser contabilizados e, principalmente esclarece que o aproveitamento de uma vantagem econômica ou questões de continuidade na preparação das demonstrações contábeis não implicam em uma obrigação presente da companhia em pagar um tributo cujo fato gerador ocorrerá em uma operação futura. A Companhia avaliou todas as novas normas acima resumidas e não identificou efeitos significativos nas demonstrações contábeis. (ii) Normas e interpretações novas e revisadas já emitidas e ainda não adotadas: A Companhia não adotou as IFRSs novas e revisadas a seguir, já emitidas e ainda não adotadas: a) IFRS 9 - Instrumentos Financeiros; b) IFRS 15 - Receitas de Contratos com clientes; c) Modificações à IFRS 11/CPC 19 (R2) - Acordo contratual conjunto; d) Modificações às IAS 16/CPC 27 e IAS 38/CPC 04 (R1) - Esclarecimento dos métodos de depreciação e amortização aceitáveis; e) Modificações às IAS 16 / CPC 27 e IAS 41 / CPC 29 - Agricultura: Plantas produtivas; f) Modificações à IAS 19/CPC 33 (R1) - Plano de Benefício Definido: Contribuição do Empregado; g) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2010-2012; h) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2011-2013. Considerando as atuais operações da Companhia, a Administração não espera que essas normas, interpretações e alterações tenham efeitos relevantes sobre as suas demonstrações contábeis a partir de sua adoção. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC ainda não editou todos os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionadas às IFRSs novas e revisadas apresentadas acima. Em decorrência do compromisso do CPC de manter atualizado o conjunto de normas emitido com base nas atualizações feitas pelo International Accounting Standards Board - IASB, é esperado que esses pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC até a data de sua aplicação obrigatória e que seus impactos nas Demonstrações Contábeis da Companhia sejam os mesmos da adoção dos pronunciamentos do IASB descritos acima. 4. Gerenciamento de risco: A Companhia avaliou e considerou relevante a exposição aos seguintes riscos: • Risco de crédito: O risco de crédito refere-se ao risco de uma contraparte não cumprir com suas obrigações contratuais, levando a Companhia a incorrer em perdas financeiras. As contas a receber de clientes são formadas por um único cliente - ELETROBRAS via contrato de compra de energia pelo prazo de 20 anos. Este fato reduz o risco de perda financeira por motivo de inadimplência. Assim, não há exposição significativa da Companhia a riscos de crédito e moeda, ou perdas por redução no valor recuperável relacionadas às contas a receber de clientes, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 6. • Risco de mercado: Decorre da possibilidade da Companhia sofrer ganhos ou perdas decorrentes de oscilações de taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos financeiros. A Companhia avalia que os riscos das aplicações financeiras de suas disponibilidades são baixos, por serem realizadas em bancos de reconhecida liquidez e remuneradas a taxas de mercado que variam entre 95,5% a 100,5% do CDI, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 5. A Companhia administra e mensura esses riscos através do planejamento de fluxo de caixa realizado. Os Aos Acionistas e Administradores da Retiro Velho Energética S.A. Belo Horizonte - MG. Examinamos as demonstrações contábeis da Retiro Velho Energética S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2014, e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis: A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os passivos financeiros existentes abrangem basicamente saldos de financiamentos obtidos pela Companhia junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme apresentado na Nota Explicativa nº 12. Uma análise de sensibilidade dos ativos e passivos que representam riscos relevantes para a Companhia está apresentada na Nota Explicativa nº 19. • Risco operacional: O objetivo da Companhia é administrar o risco operacional para evitar a ocorrência de prejuízos financeiros. A Companhia realiza as atividades de operação e manutenção da sua usina de acordo com as práticas do setor elétrico brasileiro, inclusive realizando sistematicamente as atividades de manutenção preventiva e de manutenção corretiva dos equipamentos eletromecânicos das instalações, bem como o monitoramento das estruturas civis e barragens. Caso ocorram eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade, a Companhia contratou uma cobertura de seguros de operação sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras, conforme Nota Explicativa nº 21. • Risco de liquidez: A Companhia utiliza o controle do custeio para auxiliar no monitoramento de exigências do fluxo de caixa e na otimização de seu retorno de caixa em investimentos. Todo decêndio é estimado o desembolso em comparação com a sua entrada de caixa. A Companhia não possui operações contratadas em moeda estrangeira. Desta forma, não está sujeita a riscos decorrentes de oscilações de taxas de câmbio. • Gestão de capital: A política da Administração é manter uma sólida base de capital para preservar a confiança do investidor, credor e mercado e com isso manter o desenvolvimento futuro do negócio. A Administração monitora o retorno de capital sobre a operação da empresa através do acompanhamento mensal da realização orçamentária aprovada pelo Conselho de Administração. A Administração entende que a exposição da Companhia a riscos é remota, sendo o gerenciamento realizado através de ferramentas de controle, planejamento e orçamento, coordenadas pela Diretoria. • Risco Hidrológico: O suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) é realizado, na sua maior parte, por usinas hidrelétricas. Como o SIN opera em sistema de despacho otimizado e centralizado pelo ONS, cada usina hidrelétrica, incluindo a da Companhia, está sujeita a variações nas condições hidrológicas verificadas, tanto na região geográfica em que opera como em outras regiões do País. A ocorrência de condições hidrológicas desfavoráveis, em conjunto com a obrigação de entrega da energia contratada, poderá resultar em uma exposição da Companhia ao mercado de energia de curto prazo, o que afetaria seus resultados financeiros futuros. Entretanto, a totalidade da capacidade de geração hidrelétrica da Companhia está inserida no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), que mitiga parte do risco hidrológico, alocando-o entre todas as usinas vinculadas ao MRE. 5. Caixa e equivalentes de caixa: 31/12//14 31/12/13 Bancos 4 4 Aplicações financeiras 674 4 678 As aplicações financeiras de liquidez imediata em CDB - DI, com risco insignificante de perda de valor, junto aos Bancos do Brasil e Santander, são remuneradas a taxas de mercado que variam entre 95,5% a 100,5% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). 6. Contas a receber: Refere-se ao valor da venda da energia gerada pela Companhia, líquido dos respectivos impostos retidos na fonte. A Companhia registra o valor a receber referente à energia contratada pelo PROINFA. O período médio de crédito nas contas a receber é de 35 dias e não são cobrados juros sobre as contas a receber. A Companhia não constitui provisão para créditos de liquidação duvidosa, com base em sua experiência histórica de realização de 100% das contas a receber passadas e da análise da situação financeira atual de seu único devedor ELETROBRAS, inexistindo contas a receber vencidas na data das demonstrações contábeis. 7. Ativos vinculados - BNDES: O saldo registrado em 31 de dezembro de 2014, refere-se a recursos recebidos pela Companhia decorrentes da venda de energia gerada e que estão vinculados ao BNDES. Esses ativos estão classificados como instrumentos financeiros a valor justo por meio do resultado. Conforme descrito na Nota Explicativa nº 12, o BNDES exige como garantia do financiamento a constituição de conta de reserva vinculada. Esta conta é uma aplicação financeira, no Fundo BB Comercial 17, com taxas que variaram entre 96% e 98%, do CDI, de liquidez imediata e baixo risco junto ao Banco do Brasil, que é a instituição financeira aprovada pelo BNDES para atuar como administradora das contas. Essa conta deverá ser utilizada para pagamento das parcelas do referido financiamento. 8. Depósitos judiciais: A Companhia é autora de processos judiciais, nos quais reivindica a posse definitiva de terrenos por desapropriação ou servidão. Estes terrenos estão sendo utilizados nas instalações, nas linhas de transmissão e em obras para uso público. De acordo com a posição dos advogados, nos processos em que os depósitos atualizados não são suficientes para fazer face as indenizações de terras, a Companhia registra no passivo uma provisão adicional em contrapartida com o ativo em processo de aquisição. Quando a posse definitiva desses terrenos for legalmente transferida para a Companhia, o valor dos respectivos depósitos, quando levantados, será atribuído aos terrenos adquiridos que serão contabilizados como ativo imobilizado. Em 31 de dezembro de 2014, o valor dos depósitos judiciais é de R$3.359 (R$1.965 em 31 de dezembro de 2013). 9. Imobilizado: (a) Composição do imobilizado: 31/12/14 31/12/13 Taxa Depreciação Depreciação Acumulada Descrição Custo Líquido Líquido Direitos sobre imóveis de terceiros Terrenos 9.011 9.011 9.176 Turbina hidráulica 2,50% 9.026 (1.298) 7.728 7.945 Conduto forçado 3,13% 6.926 (1.242) 5.684 5.901 Gerador 3,33% 7.841 (1.533) 6.308 6.569 Comporta 3,33% 2.194 (408) 1.786 1.859 Subestação unitária 3,57% 10.604 (2.097) 8.507 8.886 Estrutura de tensão 3,57% 4.950 (859) 4.091 4.795 Casa de força produção hidráulica 2,00% 28.184 (3.032) 25.152 25.371 Reservatório, barragem, adutora 2,00% 36.444 (3.441) 33.003 31.374 Outras máquinas e equipamentos 3,65% 5.475 (1.064) 4.411 3.891 120.655 (14.974) 105.681 105.767 A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e conforme consta na Resolução nº 76, de 14 de fevereiro de 2005, da ANEEL, a qual concede à PCH a autorização para se estabelecer como produtora independente, ao final do prazo dessa autorização, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação de autorização por mais 20 anos. A Companhia monitora os aspectos trazidos pelo CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos e avaliam o valor recuperável de seus ativos sempre que identificam indícios de que o valor contábil registrado é superior ao retorno esperado por seus investimentos, realizando provisão contábil sempre que necessário. Na data destas demonstrações contábeis, a Administração entendeu que não havia indicação de que algum dos seus ativos tangíveis pudessem ter sofrido desvalorização, uma vez que não se evidenciaram nenhum dos fatores indicativos de perdas conforme pronunciamento CPC 01 (R1). (b) Movimentação: Descrição 31/12/13 Adições Baixas 31/12/14 Direitos sobre imóveis de terceiros Terrenos Turbina hidráulica Conduto forçado Gerador Comporta Subestação unitária Estrutura de tensão Casa de força produção hidráulica Reservatório, barragem, adutora Outras máquinas e equipamentos 9.176 9.018 6.926 7.841 2.194 10.604 4.950 27.841 34.166 5.287 118.003 (12.236) 105.767 Depreciação Descrição 31/12/12 Adições Baixas Direitos sobre imóveis de terceiros Terrenos Turbina hidráulica Conduto forçado Gerador Comporta Subestação unitária Estrutura de tensão Casa de força produção hidráulica Reservatório, barragem, adutora Adiantamento a fornecedores Outras Maquinas e Equipamentos 6.722 8.890 6.926 7.850 2.271 10.604 5.014 27.662 31.758 673 5.621 113.991 (9.598) 104.393 2.454 128 207 2.423 215 5.427 (2.778) 2.649 (64) (28 ) (967) (356) (1.415) 140 (1.275) Depreciação 10. Intangível Softwares Medidas compensatórias - licença de operação Legalização de terras Amortização acumulada (a) Movimentação: 8 343 2.278 188 2.817 (2.738) 79 Taxa de amortização 20% 25% - (165) (165) (165) Transferências (9) (77) (15) 294 (193) 31/12/14 29 1.205 121 (238) 1.117 9.011 9.026 6.926 7.841 2.194 10.604 4.950 28.184 36.444 5.475 120.655 (14.974) 105.681 31/12/13 9.176 9.018 6.926 7.841 2.194 10.604 4.950 27.841 34.166 5.287 118.003 (12.236) 105.767 31/12/13 29 1.040 150 (20) 1.199 31/12/13 Adições Baixas 31/12/14 29 29 1.040 165 1.205 150 (29) 121 1.219 165 (29) 1.355 Amortização acumulada (20) (218) (238) 1.199 (53) (29) 1.117 As medidas compensatórias referem-se aos programas ambientais constantes nas licenças de operação. 11. Transações com partes relacionadas: A Administração identificou como partes relacionadas à Companhia: sua controladora, suas coligadas, seus administradores, conselheiros e demais membros do pessoal-chave da administração e seus familiares, conforme definições contidas no Pronunciamento Técnico CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes Relacionadas. Os principais saldos e transações com partes relacionadas, praticadas em condições contratadas entre as partes, e seus efeitos são assim demonstrados: 31/12/14 31/12/13 Outros passivos: Brasil PCH S.A. 48 Santa Fé Energética S.A. 801 Irara Energética S.A. 1 850 Dividendos a pagar: PCH Par Participações S.A. 1.147 2.835 1.147 2.835 Remuneração da Administração: Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 20 de maio de 2014, foi aprovada a remuneração global da Administração da Companhia para o período de janeiro a dezembro de 2014 em, no máximo, R$ 62 (R$65 em 2013). A Diretoria da Companhia é composta por dois diretores com remuneração anual de R$62. 12. Financiamentos Indexador 31/12/14 31/12/13 BNDES: TJLP + 3,5% a.a. Principal 33.975 39.071 Encargos 124 133 Total 34.099 39.204 Softwares Medidas compensatórias Indenizações de terras Descrição Parcela de curto prazo 5.220 5.354 28.879 33.850 Parcela de longo prazo Total 34.099 39.204 Em 13 de abril de 2006, a Companhia, visando buscar recursos para implementação do projeto, firmou contrato de financiamento junto ao BNDES. A dívida (principal e juros) decorrente desse contrato está sendo paga ao BNDES em 144 prestações mensais e sucessivas, cada uma delas no valor do principal e juros atualizados da dívida divididos pelo número de prestações de amortização ainda não vencidas. Vencimentos dos financiamentos apresentados no passivo não circulante: Total 2016 5.642 2017 5.642 2018 5.642 11.953 2019 a 2021 28.879 Movimentação dos financiamentos 31/12/14 31/12/13 Saldo inicial 39.204 44.324 Encargos provisionados 3.031 3.454 Pagamentos (8.136) (8.574) 34.099 39.204 As garantias concedidas são apresentadas a seguir: (a) Em 13 de abril de 2006, foi pactuado contrato de penhor das ações e vinculação das receitas e outras avenças com o BNDES para assegurar o pagamento de quaisquer obrigações decorrentes desses contratos; (b) Constituição de conta de reserva vinculada, proveniente da venda de energia à ELETROBRAS. A conta foi aberta no Banco do Brasil S.A., que atua como banco administrador de contas, indicado pela Companhia e aprovado pelo BNDES, e deverá atingir o limite de três vezes o valor da última prestação; (c) A propriedade fiduciária das máquinas e dos equipamentos a serem adquiridos com recursos dessa operação. Vencimento antecipado dos financiamentos: Os financiamentos possuem cláusulas financeiras restritivas (“covenants”), incluindo, entre outros, garantias reais, restrições quanto à mudança, transferência ou cessão de controle societário, incorporação, fusão ou cisão sem prévia anuência do credor. Os covenants de índices financeiros são os seguintes: Descrição Condição requerida ICP - patrimônio líquido / total do ativo Percentual superior a 20% Manter aplicado quantia correspondente a Conta reserva 3 (três) vezes o valor da última parcela vencida de principal e juros RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações contábeis anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2014, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase: Depreciação dos bens do ativo imobilizado destinados à geração de energia elétrica no regime de produção independente: Conforme descrito nas notas explicativas nº 3.d e 9, os bens do imobilizado da atividade de geração de energia no regime de produção independente são depreciados pelo seu prazo estimado de vida-útil, considerando- Com vistas a atender cláusula do contrato de financiamento com o BNDES, segue-se o demonstrativo do Índice de Capitalização Próprio (ICP), calculado conforme contrato, em 31 de dezembro de 2014: Patrimônio líquido 63.388 116.714 Total do ativo ICP 54,31% A Administração acompanha o atendimento das cláusulas estabelecidas e entende que a Companhia atendeu todas as cláusulas financeiras restritivas acima em 31 de dezembro de 2014. 13. Contingências: A Companhia é parte em ações judiciais e processos administrativos perante tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal de suas operações, as quais envolvem questões tributárias, trabalhistas, aspectos cíveis, ambientais e de caráter comercial. A Companhia é parte em ações cíveis que tramitam em juízo correspondem às questões relativas à definição do valor das indenizações dos direitos de passagem aos proprietários de terras e a posse definitiva de terrenos. Os valores envolvidos, normalmente, são depositados em juízo e reconhecidos como custo do imobilizado e intangível. Na avaliação dos consultores jurídicos, baseada em experiências com processos de naturezas semelhantes, a Retiro Velho é parte de processos judiciais natureza cível e trabalhista que apresentam risco possível de desembolso futuro no valor de R$476 e, portanto, não foram provisionadas, sendo apenas evidenciado em notas explicativas. Parte deste valor é composto por uma ação movida pela ABRAGEL (Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa) contra a ELETROBRAS em função dos valores retidos indevidamente da Companhia, seguindo a resolução CNPE nº 003/2013, no valor total de R$326, classificada pelo advogado como ganho possível. Com base na posição de seus assessores jurídicos, não há processos envolvendo a Companhia em que a probabilidade de perda seja classificada como provável. Dessa forma, nenhuma provisão para contingências foi constituída. 14. Patrimônio líquido: (a) Capital social: Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, o capital social subscrito e integralizado é de R$55.343 e está representado por 30.038.414 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal pertencentes em sua totalidade à PCH Participações S.A..(b) Reservas: Reserva legal: Constituída à razão de 5% do lucro líquido do exercício, antes de qualquer outra destinação, a qual não excederá 20% do capital social. Reserva especial:Constituída com o objetivo de registrar a destinação dos resultados da Companhia até que o seu fluxo de caixa futuro permita tal distribuição sem riscos financeiros relevantes durante o período da concessão nos termos do artigo 202 da Lei nº 6.404/76, parágrafo 4º e 5º. Esta reserva foi integralmente consumida durante o exercício de 2013. Reserva de Retenção de Lucros: A reserva de retenção de lucros representa o lucro líquido não distribuído após constituição da reserva legal e cálculo dos dividendos obrigatórios. Conforme estatuto estes valores aguardam deliberação em Assembleia para sua destinação. (c) Dividendos: O Estatuto Social determina a distribuição de um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado na forma do artigo 202 da Lei nº 6.404/76. Os dividendos referentes ao exercício de 2014 foram calculados conforme segue: Lucro do exercício 4.831 (=) Base de cálculo 4.831 (-) Reserva Legal (5%) (242) 4.589 (=) Base de cálculo dos dividendos Dividendos mínimos obrigatórios 1.147 15. Receita operacional líquida 31/12/14 31/12/13 Receita operacional bruta: Venda de energia elétrica 23.055 24.872 Ajuste de MRE (7.006) (766) 16.049 24.106 Deduções à receita operacional: PIS (104) (157) COFINS (482) (723) (586) (880) Receita operacional líquida 15.463 23.226 16. Informações sobre a natureza das despesas reconhecidas na demonstração do resultado 31/12/14 31/12/13 Pessoal 95 87 Viagens 5 13 Publicações 50 52 Alugueis 98 83 Serviços de terceiros 78 98 Baixa de ativos imobilizados 806 Outras despesas 61 20 387 1.159 A baixa de ativo imobilizado refere-se a transferência da Linha de Transmissão de Retiro Velho para a ENERSUL. 17. Resultado Financeiro 31/12/14 31/12/13 Despesas financeiras: Juros e atualizações monetárias sobre financiamentos (3.031) (3.454) Despesas bancárias (1) (1) Outras despesas (2) (42) (3.034) (3.497) Receitas financeiras: Rendimentos de aplicações em renda fixa 273 341 Outras receitas 5 273 346 Resultado financeiro (2.761) (3.151) 18. Imposto de renda e contribuição social: A Companhia calculou o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro líquido com base no regime do lucro presumido. A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue: 31/12/14 31/12/13 IR (*) CSLL IR (*) CSLL Receita bruta 23.055 23.055 24.872 24.872 Senhores Acio GWh, benefic apresentando Ativos Ativos circula Caixa e equiva Contas a receb Créditos com Despesas ante Adiantamento Adiantamento Total dos ativo Ativos não cir Ativos vincula Impostos e co Depósitos jud Imobilizado Intangível Total dos ativo Total dos ativ Passivos Passivos circu Fornecedores Financiament Obrigações tra Impostos e co Provisão para Receita diferid Dividendos a p Outros passivo Total dos pass Passivos não Financiament Provisões para Total dos pass Total dos pass Patrimônio líq Capital social Reserva de luc Total do patrim Total dos pass Saldos em 31 Pagamento di Lucro líquido d Outros resulta Resultado abr Destinações Reserva legal Dividendos ad Dividendos pa Saldos em 31 Pagamento di Lucro líquido d Outros resulta Resultado abr Destinações Reserva legal Dividendos m Dividendos ad Saldos em 31 1. Contexto Participações fechado, com Companhia te potencial hidr ainda, exercer específico. A de energia elé 121/2005, par Gasparian, no linha de trans Alternativas d representante energia gerad mês de julho iniciar a come Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% sua capacidad Rendimentos e ganhos de aplicação financeira 273 273 346 346 dará em 05 d Base de cálculo 2.117 3.040 2.336 3.331 assegurada e Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% 2014, os núm Imposto sobre o resultado 529 274 584 300 de 2013). No Diferença de alíquota (24) (24) - passivos circu Imposto sobre a receita operacional 505 274 560 300 junto a ELETR para os próxi IRPJ / CSLL DIFERIDO Receita ajuste MRE (7.006) (7.006) (766) (766) data das dem Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% PROINFA em Base de cálculo (560) (841) (61) (92) de Energia: A Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% mitigar os risc Imposto diferido sobre o resultado (140) (76) (15) (9) sempre em se Imposto total 365 198 545 291 do ano seguin e repassadas (*) Até o limite de R$240 mil a alíquota do IR é de 15%. seus efeitos à 19. Instrumentos Financeiros: Os valores contábeis apresentados como ativos e passivos financeiros são assim SEM nº 335/1 demonstrados por categoria: sazonalização 31/12/14 31/12/13 sazonalização Ativos financeiros: ELETROBRAS e Empréstimos e recebíveis mensurados ao custo amortizado: a ANEEL e a A Caixa e equivalentes de caixa 4 678 nas suas dem Contas a receber de clientes 3.731 2.675 garantia física Depósitos judiciais 3.359 1.965 relação à gara R$14.655, e a Valor justo por meio do resultado: Ativos vinculados - BNDES 2.071 2.161 no parágrafo quadragésimo Passivos financeiros: de garantia fís Outros passivos mensurados ao custo amortizado: Fornecedores 1.071 1.061 em 80% e 90% Financiamentos 34.099 39.204 Companhia pr Dividendos a pagar 1.147 2.835 A Outros passivos 1.510 4 A Administração entende que os instrumentos financeiros representados acima, os quais são reconhecidos nas 2016 demonstrações pelos seus valores contábeis, não apresentam variações significativas em relação aos respectivos valores 2. Apresenta de mercado, pois: (a) As taxas contratadas dos financiamentos são próximas às taxas de juros atualmente praticadas no Companhia fo mercado, e/ou; (b) O vencimento de parte substancial dos saldos ocorre em datas próximas às dos balanços. A Companhia Brasil compre está exposta a riscos relacionados a taxas de juros em função de financiamentos contratados vinculados ao TJLP. Em Interpretaçõe conformidade com o CPC 40 - Instrumentos Financeiros, é apresentado a seguir o quadro de análise de sensibilidade Contabilidade demonstraçõe dos instrumentos financeiros de exposição a riscos de taxas de juros da Companhia, objetivando evidenciar um eventual mensurados p desembolso futuro, de acordo com as premissas detalhadas. Na data de encerramento do exercício, a Administração baseado no va estimou um cenário provável de variação das taxas de juros CDI (10,81%) e TJLP (5,5%), de acordo com a data de de liquidez e e vencimento de cada operação. Tais taxas foram estressadas em 25 e 50%, servindo de parâmetro para os cenários possível ocorra nos pró apresentação e remoto, respectivamente. informações fi Cenário II Cenário III indicado de ou Exposição Cenário I (Deterioração (Deterioração práticas contá Operação 31/12/14 Risco Impacto (Provável) de 25%) de 50%) aplicação de p Aplicação Financeira - Baixa do CDI Resultado - divergir dessa Ativos Vinculados ao BNDES 2.071 Baixa do CDI Resultado 224 280 336 contábeis são Financiamentos BNDES 34.099 Alta da TJLP Resultado (1.875) (2.344) (2.813) Resumo das p (1.651) (2.064) (2.477) consistente a 20. Benefícios a empregados: (a) Seguro de vida: A Companhia possui a política de seguro de vida a todos os seus financeiros nã funcionários, onde o custo é totalmente pago pela Companhia. Os seguros são realizados a nível de grupo e o custo é foram origina integralmente pago por sua controladora. (b) Seguro saúde: O seguro saúde é oferecido aos funcionários, de acordo com são reconhec os critérios definidos na política da Companhia, onde a mesma contribui com a maior parte do custo no plano completo e o contratuais do colaborador contribui com um valor simbólico, que varia conforme a remuneração individual. O plano de saúde oferecido fixos ou calcul abarca apenas os colaboradores, para os dependentes a Companhia tem a política de negociar um valor diferenciado com de quaisquer débito em folha de pagamento. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes ao custo de custo amortiz Seguro Saúde pagos pela Companhia foram de R$28 (R$29 em 31 de dezembro de 2013). (c) Benefícios pós-emprego: A Caixa e equiv Companhia não concede benefícios pós-emprego, tais como complemento de aposentadoria, seguro e assistência médica, vencimento o nem remuneração com base em participações em ações de seus administradores. (d) Promoção por tempo de serviço: A alteração no v Companhia concede prêmio aos colaboradores pelo tempo de serviço prestado, mediante a aprovação da diretoria. No Companhia re disposições co exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes a promoção por tempo de serviço pagos pela retirada ou c Companhia foram de R$ 3. 21. Cobertura de seguro: Seguro de responsabilidade civil A Companhia contratou cobertura financeiros. T de seguro para indenizações por danos civis no montante de R$1.476, com vigência até 28 de abril de 2015, decorrentes de transação atri sentença judicial transitada em julgado ou de acordo autorizado pela seguradora, de risco de poluição e/ou contaminação método dos ju ambiental (súbita e acidental), danos corporais e/ou materiais sofridos por terceiros, danos morais diretamente dividendos a p decorrentes de danos materiais e/ou corporais causados a terceiros, considerado pela administração como suficiente para Ações ordinár cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. Seguro de operação: Em 27 de abril de 2014, com estatuto, são r vigência até 27 de junho de 2015, a Companhia renovou a cobertura de seguro para riscos operacionais sobre máquinas, valor faturado equipamentos e estrutura de obras no montante de R$12.545, considerado suficiente para cobrir eventuais sinistros, tributária vige considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotados, devida à sua natureza, não fazem parte do demais encar escopo de uma auditoria de demonstrações contábeis, consequentemente não foram examinadas pelos nossos auditores (impairment) independentes. 22. Compromisso: (a) Licença de Implantação - Para cumprir as exigências da Licença de Implantação, a conclusão das Companhia precisa ainda adquirir aproximadamente 238,95 hectares para plantio das áreas de preservação permanente CPC 27 - Ativo - APP no entorno dos reservatórios, a serem adquiridas até 2018, com base no Plano ambiental de conservação e uso de um item do imobilizado. O do entorno de reservatório artificial - PACUERA aprovados. Foi estimado um desembolso da ordem de R$2.552, para provável que aquisição destas áreas. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (b) Existem ainda pode ser med 251,66 hectares a serem reflorestadas que aguardam aprovação dos respectivos Plano ambiental de conservação e uso de manutenç do entorno de reservatório artificial - PACUERA pelos agentes licenciadores competentes. Foi estimado um desembolso depreciação, da ordem de R$2.209, para os próximos exercícios, após aprovação dos agentes licenciadores. Em 31 de dezembro de Companhia, p 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (c) Licença de Operação - Todas as Licenças de Operação estão pelas Resoluç válidas e em vigor. Para atendimento dos programas ambientais nelas previstos, a empresa estima um gasto anual até o apropriadas, u prazo de vigência da licença, em R$1.201. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante consta na Res (d) Indenização de terras - A Companhia registra as obrigações à título de indenização de terras, em montante apurado ao final do pr pela diferença entre o valor do depósito judicial, atualizado monetariamente, e o valor estimado pelo perito nomeado Companhia. A no processo. Em 31 de dezembro de 2014, a provisão monta em R$1.338 e foi registrada no passivo não circulante. (e) 956/10 e nº 1 Legalização de terras - A Companhia possui contratos particulares de compra e venda de imóveis próprios e de servidão em anos, condicio imóveis de terceiros, cujos registros de propriedade definitiva e de averbação, no Registro Geral Imóveis ainda precisam concreta de p ser regularizadas, com um gasto estimado em R$ 162. A regularização dessas terras se estenderá até junho de 2015, em dos requerim função das peculiaridades de cada situação. Em dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. produtora ind prorrogada, a (f) Honorários de êxito - A Companhia constituiu provisão para pagamentos de honorários advocatícios, por possuir vinculados à p ações cíveis, trabalhistas e Tributárias com provável chance de êxito, com gastos estimados em R$46. Em dezembro de realizados, de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. 23. Transações não envolvendo caixa: Em 2014, a Companhia exigido que a realizou a seguinte transação que não gerou efeitos de caixa e que, portanto, não está refletida na demonstração dos formação. A a fluxos de caixa: • Constituição de ativo imobilizado no montante de R$2.113 em contrapartida à rubrica de provisões para Valor recuperá compromissos futuros. • Constituição de ativo intangível no montante de R$136 em contrapartida à rubrica de provisões indicadores d para compromissos futuros. 24. Evento subsequente: Em 29 de janeiro de 2015, através da portaria nº 30 do Ministério de provisão para Minas e Energia - MME, foi deliberado a revisão a menor da garantia física da Companhia, em 5% e passando de 13,15 MW presentes (leg para 12,49 MW. As informações da revisão da garantia física não foram examinadas pelos auditores independentes. 25. cuja liquidaçã Autorização para conclusão das demonstrações contábeis: A emissão das demonstrações contábeis foi autorizada pelo liquidar a obr Quando a pro Conselho de Administração em 10 de fevereiro de 2015. corresponde a Composição da Diretoria alguns ou todo de um terceiro Edvaldo Alves de Santana - Diretor Walter Nunes Seijo Neto - Diretor de forma confi Contador - Bruno da Silva Rodrigues - CRC RJ - 116272/O-6 de competênc receita é reco contrato de su se os fatos e circunstâncias que estão mencionados nas referidas notas. À medida que novas informações ou o valor da rec decisões do órgão regulador ou do poder concedente sejam conhecidas, o atual prazo de depreciação desses Companhia. R ativos poderá ou não ser alterado. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto. Outros ELETROBRAS, âmbito da CC assuntos: Demonstração do valor adicionado: Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), subsequente. referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2014, preparada sob a responsabilidade da administração da aplicações fin Companhia. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente financeiras ab e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às através do mé foi do lucro pr demonstrações contábeis tomadas em conjunto. foi calculado a Belo Horizonte, 10 de fevereiro de 2015 Sobre o resul encerramento DELOITTE TOUCHE TOHMATSU adicionado: E Auditores Independentes determinado CRC-2SP 011.609/O-8 F/MG suplementar Leonardo Fonseca de Freitas Maia Adicionado. (m Contador circulação da CRC-1MG 079.276/O-7 BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 CNPJ nº 06.982.752/0001-81 do Índice de 63.388 116.714 54,31% ndeu todas as rte em ações rmal de suas er comercial. ição do valor s. Os valores Na avaliação ho é parte de r de R$476 e, omposto por AS em função tal de R$326, há processos ma, nenhuma ro de 2014 e es ordinárias, Reserva legal: ederá 20% do anhia até que oncessão nos te o exercício tribuído após m deliberação endo mínimo referentes ao 4.831 4.831 (242) 4.589 1.147 4 31/12/13 RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Senhores Acionistas, A PCH Santa Fé com capacidade instalada total de 30 MW, e energia comercializada anual de 225,30 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto o lucro por ação) GWh, beneficiando aproximadamente 346 mil pessoas. A receita bruta de vendas em 2014 foi de R$ 46,3 milhões, Nota 31/12/14 31/12/13 apresentando um lucro líquido na ordem de R$ 0,3 milhões. Receita líquida de vendas 15 29.964 42.248 Custos das vendas de energia BALANÇO PATRIMONIAL LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Pessoal (1.678) (1.400) (Valores expressos em milhares de reais - R$) (645) (425) Ativos Nota 31/12/14 31/12/13 Meio ambiente Ativos circulantes Operação (601) (497) Caixa e equivalentes de caixa 5 1.122 1.218 Manutenção (681) (715) Contas a receber de clientes 6 7.496 4.819 Taxas setoriais (214) (58) Créditos com partes relacionadas 11 986 - Tarifa de uso dos sistemas elétricos de distribuição (TUSD) (278) (262) Despesas antecipadas 200 120 Seguros (377) (292) Adiantamentos a funcionários 11 20 Depreciação e amortização (4.121) (3.847) 9 21 Adiantamentos diversos Outros custos (511) (298) 9.824 6.198 Total dos ativos circulantes (9.106) (7.794) Ativos não circulantes Lucro bruto 20.858 34.454 Ativos vinculados - BNDES 7 3.436 3.585 16 Impostos e contribuições diferidas 1.098 73 Despesas operacionais (953) (681) Depósitos judiciais 8 1.570 1.570 Pessoal (1.705) (1.028) Imobilizado 9 136.387 143.033 Administrativas e gerais 2.198 2.422 Outras despesas operacionais, líquidas Intangível 10 (1.601) (538) 144.689 150.683 Total dos ativos não circulantes (4.259) (2.247) 154.513 156.881 Lucro antes do resultado financeiro Total dos ativos 16.599 32.207 Nota 31/12/14 31/12/13 Resultado financeiro Passivos 17 Passivos circulantes Despesas financeiras (4.739) (5.472) Fornecedores 177 812 Receitas financeiras 490 515 Financiamentos - BNDES 12 8.973 9.185 (4.249) (4.957) Obrigações trabalhistas e previdenciárias 292 27 12.350 27.250 Impostos e contribuições a recolher 398 213 Lucro operacional antes do imposto de renda e da contribuição social 18 Provisão para férias e 13º salário 74 132 Imposto de renda e contribuição social (1.752) (1.536) Receita diferida 16.322 1.096 Corrente 469 91 Dividendos a pagar 14 2.629 - Diferido (1.283) (1.445) 115 14 Outros passivos 11.067 25.805 28.980 11.479 Lucro líquido do exercício Total dos passivos circulantes Passivos não circulantes Lucro básico e diluído por ação - R$ 0,26 0,61 Financiamentos - BNDES 12 43.909 52.496 Quantidade média ponderada de ações 42.191.591 42.191.591 17.145 19.520 Provisões para compromissos futuros 22 61.054 72.016 Total dos passivos não circulantes DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 90.034 83.495 Total dos passivos 31/12/14 31/12/13 Patrimônio líquido 14 11.067 25.805 Capital social 50.834 50.834 Lucro líquido do exercício 13.645 22.552 Outros resultados abrangentes Reserva de lucros 11.067 25.805 64.479 73.386 Resultado abrangente do exercício Total do patrimônio líquido 11.067 25.805 154.513 156.881 Resultado abrangente total do exercício Total dos passivos e do patrimônio líquido DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Reservas de lucros Dividendos Reserva de adicionais propostos retenção de lucros Capital social Reserva legal Reserva especial Saldos em 31 de dezembro de 2012 50.834 3.917 548 14.712 ) (157) (548) (14.712) ) (723) Pagamento dividendos mínimos obrigatórios e adicionais ) (880) Lucro líquido do exercício 3 23.226 Outros resultados abrangentes Resultado abrangente total do exercício Destinações 31/12/13 Reserva legal 1.290 87 Dividendos adicionais propostos 18.386 13 Dividendos pagos antecipadamente (1.041) 52 Saldos em 31 de dezembro de 2013 50.834 5.207 17.345 (17.345) 83 Pagamento dividendos adicionais 98 Lucro líquido do exercício Outros resultados abrangentes 806 20 Resultado abrangente total do exercício 1.159 Destinações Reserva legal 553 ENERSUL. 17. Dividendos mínimos obrigatórios Dividendos adicionais propostos 7.885 31/12/13 Saldos em 31 de dezembro de 2014 50.834 5.760 7.885 - 5 ) 9 28 24.872 (766) 24.106 (3.454) (1) (42) (3.497) 341 5 346 (3.151) sobre o lucro quotas fiscais omo segue: 12/13 ) CSLL 2 24.872 % 6 6 % 4 ) 0 12% 346 3.331 9% 300 300 ) % ) % ) 5 (766) 12% (92) 9% (9) 291 os são assim 31/12/13 678 2.675 1.965 2.161 1.061 39.204 2.835 4 nhecidos nas ctivos valores praticadas no A Companhia ao TJLP. Em sensibilidade um eventual Administração m a data de ários possível Cenário III Deterioração de 50%) 336 (2.813) (2.477) odos os seus o e o custo é e acordo com completo e o úde oferecido renciado com s ao custo de s-emprego: A ência médica, de serviço: A diretoria. No ço pagos pela ou cobertura ecorrentes de ontaminação diretamente uficiente para de 2014, com bre máquinas, uais sinistros, zem parte do sos auditores mplantação, a o permanente ervação e uso R$2.552, para Existem ainda ervação e uso m desembolso dezembro de peração estão o anual até o não circulante ante apurado rito nomeado circulante. (e) e servidão em nda precisam de 2015, em ão circulante. , por possuir dezembro de a Companhia onstração dos rovisões para de provisões Ministério de de 13,15 MW endentes. 25. torizada pelo ormações ou ação desses unto. Outros onado (DVA), nistração da teriormente m relação às Lucros acumulados 25.805 25.805 (1.290) (18.386) (6.129) 11.067 11.067 Total 70.011 (15.260) 25.805 25.805 (7.170) 73.386 (17.345) 11.067 11.067 (553) (2.629) (7.885) - (2.629) 64.479 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 1. Contexto operacional: A Santa Fé Energética S.A. (“Companhia” ou “Santa Fé”) é uma subsidiária direta da PCH potencialmente diluir o lucro básico por ação, motivo pelo qual o lucro básico por ação é igual ao lucro por ação diluído. (n) Participações S.A. e indireta da Brasil PCH S.A., e foi constituída em 10 de agosto de 2004 como sociedade anônima de capital Adoção de pronunciamentos contábeis, orientações e interpretações novos e/ou revisados; (i) Alterações às IFRSs e as novas fechado, com sede na Avenida Prudente de Morais, 1250, 10º e 11º andares, Coração de Jesus, Belo Horizonte - MG. A interpretações de aplicação obrigatória a partir do exercício corrente. No exercício corrente, a Companhia aplicou diversas Companhia tem como objeto social o propósito específico (Sociedade de Propósito Específico - SPE) de implantar e explorar o emendas e novas interpretações aos CPCs emitidos pelo CPC, que entram obrigatoriamente em vigor para períodos contábeis potencial hidráulico de Pequena Central Hidrelétrica (PCH) e comercializar energia elétrica nela gerada. A Companhia poderá, iniciados em 1º de janeiro de 2014. • Alterações ao CPC 39 - Apresentação de Instrumentos Financeiros Ativos e Passivos ainda, exercer todas as ações que possam, direta ou indiretamente, no todo ou em parte, ser vinculadas ao seu propósito Líquidos. Os ajustes do CPC 39 esclarecem os requerimentos relacionados à compensação de ativos financeiros com passivos específico. A Companhia possui autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente financeiros. • Alterações ao CPC 01 (R1) - Divulgação de Valor Recuperável de Ativos Não Financeiros. As alterações do CPC 01 de energia elétrica, concedida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) através das Resoluções nºs 608/2002 e (R1) retiram os requerimentos de divulgar o montante recuperável de uma unidade geradora de caixa para a qual o ágio de 121/2005, para funcionar como PCH pelo prazo de 30 anos e está localizada no Rio Paraibuna, entre os Municípios de Levy expectativa de rentabilidade futura (goodwill) ou outro ativo intangível com vida útil indefinida tenha sido alocado quando Gasparian, no Rio de Janeiro, e Santana do Deserto, em Minas Gerais, com capacidade de licença instalada de 30 Mw e uma não tenha ocorrido redução ao valor recuperável de um ativo ou reversão de redução ao valor recuperável relacionado a essa linha de transmissão de 12 km de extensão. A contratação de energia gerada é feita pelo Programa de Incentivo às Fontes unidade geradora de caixa. • Alterações ao CPC 38 - Novação de Derivativos e Continuidade de Contabilidade de Hedge: As Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), que determina que a Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobras) seja o agente alterações ao CPC 38 retiram a obrigatoriedade de descontinuar a contabilidade de hedge quando um derivativo designado representante das PCHs na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), responsável pela contratação de toda como instrumento de hedge é renovado sob determinadas circunstâncias. A alteração também esclarece que qualquer energia gerada, obrigando a celebração de contratos de compra e venda de energia, pelo prazo de 20 anos a contar do mudança no valor justo do derivativo designado como instrumento de hedge derivativo que ocorra em decorrência da mês de julho de 2008. Em 8 de maio de 2008, através do Despacho ANEEL nº 1.806, a Companhia obteve autorização para novação deve ser incluída na avaliação e mensuração da efetividade do hedge. • IFRIC 21 - Tributos: O IFRIC 21 endereça o iniciar a comercialização da energia gerada nas unidades 1 e 2, ambas com potência instalada de 15 Mw, atingindo, assim, momento de reconhecer um passivo decorrente da obrigação de pagamento de tributos impostos por um governo, A sua capacidade total em operação de 30 Mw e energia anual assegurada de 228,6 GWh. O término de sua autorização se interpretação define tributos e especifica que o fato gerador da obrigação é a atividade que resulta em pagamento do tributo, dará em 05 de novembro de 2032. As informações sobre capacidade de licença instalada e em operação, energia anual conforme definido na legislação. A interpretação disponibiliza instruções de como diferentes acordos tributários devem ser assegurada e quilômetros de extensão, não foram examinadas pelos auditores independentes. Em 31 de dezembro de contabilizados e, principalmente esclarece que o aproveitamento de uma vantagem econômica ou questões de continuidade 2014, os números mostram capital circulante líquido negativo, no montante de R$19.156 (R$5.281 em 31 de dezembro na preparação das demonstrações contábeis não implicam em uma obrigação presente da companhia em pagar um tributo de 2013). No entanto, a Administração entende que não existe risco de inadimplência, visto que parte substancial dos cujo fato gerador ocorrerá em uma operação futura. A Companhia avaliou todas as novas normas acima resumidas e não passivos circulantes refere-se às obrigações contraídas junto a instituições financeiras, decorrentes de financiamentos, e identificou efeitos significativos nas demonstrações contábeis. (ii) Normas e interpretações novas e revisadas já emitidas e junto a ELETROBRAS, decorrente do ajuste MRE, sendo que estas obrigações estão atualizadas e refletem as obrigações ainda não adotadas. A Companhia não adotou as IFRSs novas e revisadas a seguir, já emitidas e ainda não adotadas: a) IFRS 9 para os próximos 12 meses, enquanto os ativos circulantes demonstram somente as contas a receber levantadas na - Instrumentos Financeiros; b) IFRS 15 - Receitas de Contratos com clientes; c) Modificações à IFRS 11/CPC 19 (R2) - Acordo data das demonstrações contábeis. A Administração prevê a geração de caixa decorrente da energia assegurada pelo contratual conjunto; d) Modificações às IAS 16/CPC 27 e IAS 38/CPC 04 (R1) - Esclarecimento dos métodos de depreciação e PROINFA em montante suficiente para liquidar as obrigações de curto prazo da Companhia. 1.1. Mecanismo de Realocação amortização aceitáveis; e) Modificações às IAS 16 / CPC 27 e IAS 41 / CPC 29 - Agricultura: Plantas produtivas; f) Modificações de Energia: A Companhia tem a totalidade da sua capacidade de geração hidrelétrica inserida no MRE, responsável por à IAS 19/CPC 33 (R1) - Plano de Benefício Definido: Contribuição do Empregado; g) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais mitigar os riscos hidrológicos entre as usinas hidrelétricas que aderirem ao mesmo. Por força do PROINFA, todos os anos, nas IFRSs ciclo 2010-2012; h) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2011-2013. Considerando as atuais sempre em setembro, a Companhia informa a sazonalização para a ELETROBRAS considerar no Plano Anual do PROINFA operações da Companhia a Administração não espera que essas normas, interpretações e alterações tenham efeitos do ano seguinte. As contabilizações são realizadas mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE relevantes sobre as suas demonstrações contábeis a partir de sua adoção. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e repassadas ao Agente de Comercialização do PROINFA (ELETROBRAS), que, por sua vez, por força contratual repassa os ainda não editou todos os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionadas às IFRSs novas e revisadas seus efeitos à Companhia, no ano seguinte, em 12 parcelas, conforme definições contratuais. Por meio do Despacho ANEEL/ apresentadas acima. Em decorrência do compromisso do CPC de manter atualizado o conjunto de normas emitido com base SEM nº 335/13, de 08/02/13, as empresas titulares de empreendimentos incluídos no MRE ficaram autorizadas a revisar a nas atualizações feitas pelo International Accounting Standards Board - IASB, é esperado que esses pronunciamentos e sazonalização dos montantes de garantia física para o exercício de 2013, até 15 de fevereiro de 2013. Contudo, a revisão da modificações sejam editados pelo CPC até a data de sua aplicação obrigatória e que seus impactos nas Demonstrações sazonalização não foi solicitada pela ELETROBRAS à companhia. Os efeitos negativos da sazonalização ex-post informado pela Contábeis da Companhia sejam os mesmos da adoção dos pronunciamentos do IASB descritos acima. 4. Gerenciamento de ELETROBRAS em 31 de dezembro de 2013 foi de R$1.108. Por meio da ABRAGEL, foi interposto recurso administrativo junto risco: A Companhia avaliou e considerou relevante a exposição aos seguintes riscos: • Risco de crédito: O risco de crédito a ANEEL e a Administração acompanha o assunto junto à associação. A Companhia considerou todos os impactos negativos refere-se ao risco de uma contraparte não cumprir com suas obrigações contratuais, levando a Companhia a incorrer em nas suas demonstrações contábeis de 2013 e 2014. Outro aspecto relevante consiste na aplicação do fator de ajuste da perdas financeiras. As contas a receber de clientes são formadas por um único cliente - ELETROBRAS via contrato de compra garantia física da usina pertencente ao MRE. Devido a um regime hidrológico muito desfavorável a redução de geração em de energia pelo prazo de 20 anos. Este fato reduz o risco de perda financeira por motivo de inadimplência. Assim, não há relação à garantia física da Santa Fé é, em média, 35,8% em 2014, com impacto já contabilizado pela CCEE até novembro de exposição significativa da Companhia a riscos de crédito e moeda ou perdas por redução no valor recuperável relacionadas às R$14.655, e a Companhia projeta o valor de R$16.374 para o exercício de 2014, o qual foi provisionado conforme mencionado contas a receber de clientes, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 6. • Risco de mercado: Decorre da possibilidade da no parágrafo anterior. 1.2. Revisão da Garantia Física: De acordo com o previsto na Portaria MME 463/2009, a partir do Companhia sofrer ganhos ou perdas decorrentes de oscilações de taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos quadragésimo oitavo mês de operação comercial serão revisados anualmente e, em seguida, semestralmente, os montantes financeiros. A Companhia avalia que os riscos das aplicações financeiras de suas disponibilidades são baixos, por serem de garantia física dos empreendimentos que apresentarem desempenho inferior às metas de geração líquida estabelecidas realizadas em bancos de reconhecida liquidez e remuneradas a taxas de mercado que variam entre 95,5% a 98% do CDI, em 80% e 90%, respectivamente. As informações da garantia física não foram examinadas pelos auditores independentes. A conforme apresentado na Nota Explicativa nº5. A Companhia administra e mensura esses riscos através do planejamento de Companhia prevê revisão para menor de garantia física, conforme apresentado abaixo: fluxo de caixa realizado. Os passivos financeiros existentes abrangem basicamente saldos de financiamentos obtidos pela Impacto financeiro esperado Companhia junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme apresentado na Nota Ano % 2016 2017 Explicativa nº 12. Uma análise de sensibilidade dos ativos e passivos que representam riscos relevantes para a Companhia está (Não auditado) (Não auditado) apresentada na Nota Explicativa nº 19. • Risco operacional: O objetivo da Companhia é administrar o risco operacional para 2016 5 (2.714) evitar a ocorrência de prejuízos financeiros. A Companhia realiza as atividades de operação e manutenção da sua usina de 2. Apresentação das demonstrações contábeis: 2.1. Declaração de conformidade: As demonstrações contábeis da acordo com as práticas do setor elétrico brasileiro, inclusive realizando sistematicamente as atividades de manutenção Companhia foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. As práticas contábeis adotadas no preventiva e de manutenção corretiva dos equipamentos eletromecânicos das instalações, bem como o monitoramento das Brasil compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os Pronunciamentos, as Orientações e as estruturas civis e barragens. Caso ocorram eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade, a Companhia Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovadas pelo Conselho Federal de contratou uma cobertura de seguros de operação sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras, conforme Nota Contabilidade (“CFC”) e pelas normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”). 2.2. Bases de elaboração: As Explicativa nº 21. • Risco de liquidez: A Companhia utiliza o controle do custeio para auxiliar no monitoramento de exigências do demonstrações contábeis foram elaboradas com base no custo histórico, exceto por determinados instrumentos financeiros fluxo de caixa e na otimização de seu retorno de caixa em investimentos. Todo decêndio é estimado o desembolso em mensurados pelos seus valores justos, conforme descrito nas práticas contábeis a seguir. O custo histórico geralmente é comparação com a sua entrada de caixa. A Companhia não possui operações contratadas em moeda estrangeira. Desta forma, baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos. Ativos e passivos são classificados conforme seu grau não está sujeita a riscos decorrentes de oscilações de taxas de câmbio. • Gestão de capital: A política da Administração é manter de liquidez e exigibilidade. Os mesmos são classificados como circulantes quando provável que sua realização ou liquidação uma sólida base de capital para preservar a confiança do investidor, credor e mercado e com isso manter o desenvolvimento ocorra nos próximos doze meses. Caso contrário, são demonstrados como não circulantes. (a) Moeda funcional e moeda de futuro do negócio. A Administração monitora o retorno de capital sobre a operação da empresa através do acompanhamento apresentação: Essas demonstrações contábeis são apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Companhia. Todas as mensal da realização orçamentária aprovada pelo Conselho de Administração. A Administração entende que a exposição da informações financeiras apresentadas em milhares de reais foram arredondadas para o valor mais próximo, exceto quando Companhia a riscos é remota, sendo o gerenciamento realizado através de ferramentas de controle, planejamento e orçamento, indicado de outra forma. (b) Uso de estimativas e julgamentos: A preparação das demonstrações contábeis de acordo com as coordenadas pela Diretoria. • Riscos Hidrológicos: O suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) é realizado, na práticas contábeis adotadas no Brasil exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a sua maior parte, por usinas hidrelétricas. Como o SIN opera em sistema de despacho otimizado e centralizado pelo ONS, cada aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem usina hidrelétrica, incluindo ada Companhia, está sujeita a variações nas condições hidrológicas verificadas, tanto na região divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas geográfica em que opera como em outras regiões do País. A ocorrência de condições hidrológicas desfavoráveis, em conjunto contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. 3. com a obrigação de entrega da energiacontratada, poderá resultar em uma exposição da Companhia ao mercado de energia de Resumo das principais práticas contábeis: As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira curto prazo, o que afetariaseus resultados financeiros futuros. Entretanto, a totalidade da capacidade de geração hidrelétrica da consistente a todos os exercícios apresentados nessas demonstrações contábeis. (a) Instrumentos financeiros: (i) Ativos Companhia está inserida no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE),que mitiga parte do risco hidrológico, alocando-oentre financeiros não derivativos: A Companhia reconhece os empréstimos e recebíveis e depósitos inicialmente na data em que todasas usinas vinculadas ao MRE. 5. Caixa e equivalentes de caixa: foram originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor justo por meio do resultado) 31/12/14 31/12/13 são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Companhia se torna uma das partes das disposições Bancos 72 11 contratuais do instrumento. • Empréstimos e recebíveis: Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos Aplicações financeiras 1.050 1.207 fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido 1.122 1.218 de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. • As aplicações financeiras de liquidez imediata em CDB - DI, com risco insignificante de perda de valor, junto aos Bancos do Brasil e Santander, são remuneradas a taxas de mercado que variam entre 95,5% a 98% do Certificado de Depósito Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação. Os quais são sujeitos a um risco insignificante de Interbancário (CDI). 6. Contas a receber: Refere-se ao valor da venda da energia gerada pela Companhia, líquido dos alteração no valor, e são utilizadas no pagamento das obrigações de curto prazo. (ii) Passivos financeiros não derivativos: A respectivos impostos retidos na fonte. A Companhia registra o valor a receber referente à energia contratada pelo Companhia reconhece passivos financeiros inicialmente na data de negociação na qual a Companhia se torna uma parte das PROINFA. O período médio de crédito nas contas a receber é de 35 dias e não são cobrados juros sobre as contas a disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais receber. A Companhia não constitui provisão para créditos de liquidação duvidosa, com base em sua experiência histórica retirada ou cancelada. A Companhia classifica os passivos financeiros não derivativos na categoria de outros passivos de realização de 100% das contas a receber passadas e da análise da situação financeira atual de seu único devedor financeiros. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de ELETROBRAS, inexistindo contas a receber vencidas na data das demonstrações contábeis. 7. Ativos vinculados - BNDES: transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do O saldo registrado em 31 de dezembro de 2014, refere-se a recursos recebidos pela Companhia decorrentes da venda método dos juros efetivos. A Companhia tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: financiamentos, fornecedores, de energia gerada e que estão vinculados ao BNDES. Conforme descrito na Nota Explicativa nº 12, o BNDES exige como dividendos a pagar e outros passivos. A Companhia não opera com instrumentos financeiros derivativos. (iii) Capital social: garantia do financiamento a constituição de conta de reserva vinculada. Esta conta é uma aplicação financeira, no Fundo Ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. Os dividendos mínimos obrigatórios, conforme definido em BB Comercial 17, com taxas que variaram entre 96% e 98%, do CDI, de liquidez imediata e baixo risco junto ao Banco do estatuto, são reconhecidos como passivo. (b) Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes são registradas pelo Brasil, que é a instituição financeira aprovada pelo BNDES para atuar como administradora das contas. Essa conta deverá valor faturado menos os impostos retidos na fonte, os quais são considerados créditos tributários, conforme legislação ser utilizada para pagamento das parcelas do referido financiamento. 8. Depósitos judiciais: A Companhia é autora de tributária vigente. (c) Imobilizado: Registrado ao custo histórico de aquisição, formação ou construção (inclusive juros e processos judiciais, nos quais reivindica a posse definitiva de terrenos por desapropriação ou servidão. Estes terrenos estão demais encargos financeiros líquidos), deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável sendo utilizados nas instalações, nas linhas de transmissão e em obras para uso público. De acordo com a posição dos (impairment) acumuladas. O custo inclui gastos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. Considerando a advogados, nos processos em que os depósitos atualizados não são suficientes para fazer face as indenizações de terras, conclusão das obras e o início das operações em maio de 2008, aliado ao custo do imobilizado atender aos requerimentos do a Companhia registra no passivo uma provisão adicional em contrapartida com o ativo em processo de aquisição. Quando CPC 27 - Ativo Imobilizado, a Companhia manteve o custo histórico como base de mensuração do ativo fixo. Quando partes a posse definitiva desses terrenos for legalmente transferida para a Companhia, o valor dos respectivos depósitos, quando de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são registradas como itens individuais (componentes principais) de levantados, será atribuído aos terrenos adquiridos que serão contabilizados como ativo imobilizado. Em 31 de dezembro de imobilizado. O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do item caso seja 2014, o valor dos depósitos judiciais é de R$1.570 (R$1.570 em 31 de dezembro de 2013). 9. Imobilizado: (a) Composição 31/12/14 31/12/13 provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do componente irão fluir para a Companhia e que o seu custo do imobilizado: Taxa Depreciação pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos Depreciação Acumulada Descrição Custo Líquido Líquido de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme incorridos. (d) Depreciação: A 13.200 13.200 15.216 depreciação, exceto de móveis e utensílios e computadores e periféricos, é calculada a partir do início da operação da Direitos sobre imóveis de terceiros e Terrenos Turbina hidráulica 2,50% 17.800 2.837 14.963 15.956 Companhia, pelo método linear, às taxas determinadas pela Portaria DNAEE nº 815, de 15 de novembro de 1994, alteradas 3,33% 12.793 2.711 10.082 10.508 pelas Resoluções nº 367, de 2 de junho de 2009 e 474, de 7 de fevereiro de 2012. A Companhia considera essas taxas Gerador Comporta 3,33% 1.053 227 826 861 apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e, conforme avaliação da Administração do que Subestação unitária 3,57% 4.787 1.136 3.651 3.822 consta na Resolução de autorização para estabelecimento como produtora independente, concedida pela ANEEL a Santa Fé, 3,57% 2.899 591 2.308 2.804 ao final do prazo dessa autorização que é de 30 anos, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Estrutura de tensão 2,00% 18.964 2.520 16.444 16.796 Companhia. A Administração considera provável a renovação de autorizações, considerando inclusive as Portarias MME nº Casa de força produção hidráulica Reservatório, barragem, adutora 2,00% 74.242 9.218 65.024 66.921 956/10 e nº 197/12, autorizando a prorrogação das PCH’s Pacífico Mascarenhas e San Juan, respectivamente, por mais 20 175 175 175 anos, condicionada à realização de pequena melhoria operacional, o que a Administração entende demonstrar a evidência Adiantamento a fornecedores 3,65% 12.997 3.283 9.714 9.974 concreta de possibilidade de prorrogação de autorização da PCH por mais 20 anos, entendendo assim estar em linha com um Outras Maquinas e Equipamentos 158.910 22.523 136.387 143.033 dos requerimentos do CPC 27. Autorização e indenização: A autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica vigorará pelo prazo de trinta anos (ver Nota explicativa no.1), podendo ser A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e conforme prorrogada, a critério da ANEEL. Ao final do prazo da respectiva autorização, não havendo prorrogação, os bens e instalações consta na Resolução nº 121, de 28 de março de 2005, da ANEEL, a qual concede à PCH a autorização para se estabelecer como vinculados à produção de energia elétrica passarão a integrar o patrimônio da União mediante indenização dos investimentos produtora independente, ao final do prazo dessa autorização, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado realizados, desde que previamente autorizados, e ainda não amortizados, apurada por auditoria da ANEEL, ou poderá ser à Companhia. A Administração considera provável a renovação de autorização por mais 20 anos. A Companhia monitora os exigido que a Companhia restabeleça, por sua conta, o livre escoamento das águas. (e) Intangível: Registrado ao custo de aspectos trazidos pelo CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos e avaliam o valor recuperável de seus ativos sempre formação. A amortização é calculada, pelo método linear, a contar da data do início do prazo de vigência de cada evento. (f) que identificam indícios de que o valor contábil registrado é superior ao retorno esperado por seus investimentos, realizando Valor recuperável de ativos: O imobilizado e intangível tem o seu valor recuperável avaliado, no mínimo, anualmente caso haja provisão contábil sempre que necessário. Na data destas demonstrações contábeis, a Administração entendeu que não havia indicadores de perda de valor. A Companhia não apurou nenhuma indicação de perda que requeresse a contabilização de indicação de que algum dos seus ativos tangíveis pudessem ter sofrido desvalorização, uma vez que não se evidenciaram provisão para ajuste desses ativos ao seu valor de recuperação. (g) Provisões: Uma provisão é reconhecida para obrigações nenhum dos fatores indicativos de perdas conforme pronunciamento CPC 01 (R1). (b) Movimentação: Descrição 31/12/13 Adições Baixas 31/12/14 presentes (legal ou presumida) resultante de eventos passados, em que seja possível estimar os valores de forma confiável e 15.216 180 (2.196) 13.200 cuja liquidação seja provável. O valor reconhecido como provisão é a melhor estimativa das considerações requeridas para Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 18.335 3 (538) 17.800 liquidar a obrigação no final de cada período de relatório, considerando-se os riscos e as incertezas relativos à obrigação. Turbina hidráulica 12.793 12.793 Quando a provisão é mensurada com base nos fluxos de caixa estimados para liquidar a obrigação, seu valor contábil Gerador Comporta 1.053 1.053 corresponde ao valor presente desses fluxos de caixa (em que o efeito do valor temporal do dinheiro é relevante). Quando 4.787 4.787 alguns ou todos os benefícios econômicos requeridos para a liquidação de uma provisão são esperados que sejam recuperados Subestação unitária Estrutura de tensão 2.899 2.899 de um terceiro, um ativo é reconhecido se, e somente se, o reembolso for virtualmente certo e o valor puder ser mensurado Casa de força produção hidráulica 18.937 27 18.964 de forma confiável. (h) Apuração do resultado: O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil 74.751 34 (543) 74.242 de competência. (i) Receita operacional: A receita é mensurada pelo valor justo da contrapartida recebida ou a receber. A Reservatório, barragem, adutora 175 175 receita é reconhecida quando a energia é gerada e a titularidade legal é transferida, conforme determinações legais do Adiantamento a fornecedores Outras máquinas e equipamentos 12.922 78 (3) 12.997 contrato de suprimento de energia elétrica, ou seja, todos os riscos e benefícios inerentes são transferidos para o comprador, 161.868 322 (3.280) 158.910 o valor da receita pode ser mensurado com confiabilidade e os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a (18.835) (3.693) 5 (22.523) Companhia. Receita diferida: Os Contratos de Compra e Venda de Energia, celebrados entre as controladas indiretas e a Depreciação 143.033 (3.371) (3.275) 136.387 ELETROBRAS, estabelecem que seja apurada em cada ano (período de janeiro a dezembro) o resultado da comercialização no Descrição 31/12/12 Adições Baixas Transferências 31/12/13 âmbito da CCEE. A parcela de ajuste financeiro resultante dessa apuração será compensada nas faturas mensais do ano Direitos sobre imóveis de terceiros e Terrenos 3.312 11.904 15.216 subsequente. (j) Receitas financeiras e despesas financeiras: As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre 18.325 14 (4) 18.335 aplicações financeiras. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas Turbina hidráulica 12.824 (31) 12.793 financeiras abrangem despesas com juros sobre financiamentos. Custos de financiamentos são mensurados no resultado Gerador Comporta 1.055 (2) 1.053 através do método de juros efetivos. (k) Imposto de renda e contribuição social: A sistemática fiscal adotada pela Companhia Subestação unitária 4.787 4.787 foi do lucro presumido. Com base nesse critério, o resultado para fins de imposto de renda e contribuição social da Companhia 2.899 2.899 foi calculado aplicando-se sobre a receita as alíquotas definidas para sua atividade, que são de 8% e 12%, respectivamente. Estrutura de tensão 18.878 66 (7) 18.937 Sobre o resultado presumido foram aplicadas as alíquotas de imposto de renda e contribuição social vigentes na data do Casa de força produção hidráulica 69.416 5.335 74.751 encerramento de cada exercício (25% para imposto de renda e 9% para contribuição social). (l) Demonstração do valor Reservatório, barragem, adutora 3.954 46 (3.860) 35 175 adicionado: Essa demonstração tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela Companhia e sua distribuição durante Adiantamento a fornecedores 12.158 814 (50) 12.922 determinado período e é apresentada pela Companhia como parte de suas demonstrações contábeis e como informação Outras máquinas e equipamentos 147.608 18.179 (3.919) 161.868 suplementar às demonstrações contábeis, nos termos do pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor (15.202) (3.659) 26 (18.835) Adicionado. (m) Lucro por ação: O lucro básico por ação foi calculado com base no número médio de ações ordinárias em Depreciação 132.406 14.520 (3.893) 143.033 circulação da Companhia em cada um dos exercícios apresentados. A Companhia não possui instrumentos que poderiam DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 31/12/14 31/12/13 Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social 12.350 27.250 Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas pelas atividades operacionais: Resultado na baixa do imobilizado 541 59 Juros e atualizações monetárias 4.385 5.467 Depreciação e amortização 4.121 3.847 Constituição do ajuste MRE 16.374 1.096 PIS e COFINS diferido sobre ajuste MRE (598) (40) Variações nos ativos e passivos Contas a receber (2.677) 838 Impostos a compensar 35 Despesas antecipadas (80) (60) Adiantamentos a funcionários 9 (12) Adiantamentos diversos 12 3 Depósitos judiciais (32) Impostos e Contribuições Diferidas 42 (33) Fornecedores (635) (102) Obrigações trabalhistas e previdenciárias 265 7 Impostos e contribuições a recolher (1.102) 22 Provisão para férias e 13º salário (58) 38 Outros passivos 101 (47) Receita diferida (1.148) Caixa gerado pelas operações 31.902 38.336 Outros fluxos de caixa das atividades operacionais: Juros pagos sobre empréstimos e financiamentos (4.755) (5.505) Imposto de renda e contribuição social pagos no período (465) (1.446) Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 26.682 31.385 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Resgate de ativos vinculados - BNDES 501 323 Aquisição de imobilizado e intangivel (167) (974) Créditos com partes relacionadas (986) Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos (652) (651) Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Financiamentos pagos (8.781) (8.771) Dividendos pagos (17.345) (22.430) Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos (26.126) (31.201) Redução em caixa e equivalentes de caixa (96) (467) Variação no caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 1.218 1.685 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 1.122 1.218 Redução em caixa e equivalentes de caixa (96) (467) DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO REFERENTE AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Nota 31/12/14 1. Receita bruta de vendas 15 31.099 Vendas de mercadorias, produtos e serviços 46.325 Ajuste do MRE (15.226) 2. Insumos adquiridos de terceiros 6.312 Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 1.034 Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 5.278 3. Valor adicionado bruto (1-2) 24.787 4. Depreciação e amortização 4.121 5. Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3-4) 20.666 6. Valor adicionado recebido em transferência 490 Receitas financeiras 17 490 7. Valor adicionado total a distribuir (5+6) 21.156 8. Distribuição do valor adicionado 21.156 Pessoal 2.631 Remuneração direta 1.940 Benefícios 558 F.G.T.S 133 Impostos, taxas e contribuições 2.456 Federais 2.440 Estaduais 4 Municipais 12 Remuneração de capitais de terceiros 5.002 Juros 17 4.737 Aluguéis 251 Outras 14 Remuneração de capitais próprios 11.067 Dividendos 14 2.629 Lucros retidos 8.438 10. Intangível: Medidas compensatórias - licença de operação Softwares Amortização acumulada (a) Movimentação: Descrição Medidas compensatórias - licença de operação Softwares 31/12/13 43.849 44.945 (1.096) 3.849 774 3.075 40.000 3.847 36.153 515 515 36.668 36.668 1.739 1.289 322 128 3.419 3.403 5 11 5.705 5.467 233 5 25.805 6.129 19.676 Taxa de amortização 31/12/14 31/12/13 20% 20% 2.464 302 (568) 2.198 2.290 267 (135) 2.422 31/12/13 Adições Baixas 31/12/14 2.290 174 2.464 267 35 302 2.557 209 2.766 Amortização acumulada (135) (454) 21 (568) 2.422 (245) 21 2.198 As medidas compensatórias referem-se aos programas ambientais constantes nas licenças de operação. 11. Transações com partes relacionadas: A Administração identificou como partes relacionadas à Companhia: sua controladora, suas coligadas, seus administradores, conselheiros e demais membros do pessoal-chave da administração e seus familiares, conforme definições contidas no Pronunciamento Técnico CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes Relacionadas. Os principais saldos e transações com partes relacionadas, praticadas em condições contratadas entre as partes, e seus efeitos são assim demonstrados: 31/12/14 Créditos com partes relacionadas: Retiro Velho Energética S.A. 801 PCHPar Participações S.A. 182 Brasil PCH S.A. 2 Jatai Energética S.A. 1 986 Dividendos a pagar: PCH Par Participações S.A. 2.629 2.629 Outros passivos: Brasil PCH S.A. 76 76 Os créditos com partes relacionadas correspondem à concessão de empréstimos para outras Companhias do grupo, com taxa zero de remuneração e com prazo de liquidação em janeiro de 2015. Os prazos e condições são acertados entre as partes. Remuneração da Administração: Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 20 de maio de 2014, foi aprovada a remuneração global da Administração da Companhia para o período de janeiro a dezembro de 2014 em, no máximo, R$220 (R$65 em 2013). A Diretoria da Companhia é composta por dois diretores com remuneração anual de R$220. 12. Financiamentos: Indexador 31/12/14 31/12/13 BNDES: TJLP + 3,5% a.a. Principal 52.691 61.472 Encargos 191 209 Total 52.882 61.681 Parcela de curto prazo 8.973 9.185 Parcela de longo prazo 43.909 52.496 Total 52.882 61.681 Em 13 de abril de 2006, a Companhia, visando buscar recursos para implementação do projeto, firmou contrato de financiamento junto ao BNDES. A dívida (principal e juros) decorrente desse contrato está sendo paga ao BNDES em 144prestações mensais e sucessivas, cada uma delas no valor do principal e juros atualizados da dívida divididos pelo número de prestações de amortização ainda não vencidas. Vencimentos dos financiamentos apresentados no passivo não circulante: 2016 8.749 2017 8.749 2018 8.749 2019 a 2020 17.662 43.909 Movimentação dos financiamentos: Saldo inicial 61.681 Encargos provisionados 4.737 Pagamentos (13.536) 52.882 As garantias são apresentadas conforme a seguir: (i) Em 13 de abril de 2006, foi pactuado contrato de penhor das ações e vinculação das receitas e outras avenças com o BNDES para assegurar o pagamento de quaisquer obrigações decorrentes desses contratos; (ii) Constituição de conta de reserva vinculada, proveniente da venda de energia à Eletrobras. A conta foi aberta no Banco do Brasil S.A., que atua como banco administrador de contas, indicado pela Companhia e aprovado pelo BNDES, e deverá atingir o limite de três vezes o valor da última prestação; (iii) A propriedade fiduciária das máquinas e dos equipamentos a serem adquiridos com recursos dessa operação. Vencimento antecipado dos financiamentos: Os financiamentos possuem cláusulas financeiras restritivas (“covenants”), incluindo, entre outros, garantias reais, restrições quanto à mudança, transferência ou cessão de controle societário, incorporação, fusão ou cisão sem prévia anuência do credor. Os covenants de índices financeiros são os seguintes: Descrição Condição requerida ICP - patrimônio líquido / total do ativo Percentual superior a 20% Manter aplicado quantia correspondente a Conta reserva 3 (três) vezes o valor da última parcela vencida de principal e juros Com vistas a atender cláusula do contrato de financiamento com o BNDES, segue-se o demonstrativo do Índice de Capitalização Próprio (ICP), calculado conforme contrato, em 31 de dezembro de 2014: Patrimônio líquido 64.479 Total do ativo 154.513 ICP 41,73% A Administração acompanha o atendimento das cláusulas estabelecidas e entende que a Companhia atendeu todas as cláusulas financeiras restritivas acima em 31 de dezembro de 2014. 13. Contingências: A Companhia é parte em ações judiciais e processos administrativos perante tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal de suas operações, as quais envolvem questões tributárias, trabalhistas, aspectos cíveis, ambientais e de caráter comercial. A Companhia é parte em ações cíveis que tramitam em juízo correspondem às questões relativas à definição do valor das indenizações dos direitos de passagem aos proprietários de terras e a posse definitiva de terrenos. Os valores envolvidos, normalmente, são depositados em juízo e reconhecidos como custo do imobilizado e intangível. Existe uma ação movida pela ABRAGEL (Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa) contra a ELETROBRAS em função dos valores retidos indevidamente seguindo a resolução CNPE nº 003/2013, no valor total de R$646, classificada pelo advogado como ganho possível. Com base na posição de seus assessores jurídicos, não há processos envolvendo a Companhia em que a probabilidade de perda seja classificada como possível e provável. Dessa forma, nenhuma provisão para contingências foi constituída. 14. Patrimônio líquido: (a) Capital social: Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, o capital social subscrito e integralizado é de R$50.834 e está representado por 42.191.591 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal pertencentes em sua totalidade à PCH Participações S.A.. (b) Reservas: Reserva legal: Constituída à razão de 5% do lucro líquido do exercício, antes de qualquer outra destinação, a qual não excederá 20% do capital social. Reserva especial: Constituída com o objetivo de registrar a destinação dos resultados da Companhia até que o seu fluxo de caixa futuro permita tal distribuição sem riscos financeiros relevantes durante o período da concessão nos termos do artigo 202 da Lei nº 6.404/76, parágrafo 4º e 5º. Esta reserva foi integralmente consumida durante o exercício de 2013. Reserva de retenção de lucros: A reserva de retenção de lucros representa o lucro líquido não distribuído após constituição da reserva legal e cálculo dos dividendos obrigatórios. Conforme estatuto estes valores aguardam deliberação em Assembleia para sua destinação. (c) Dividendos: O estatuto social determina a distribuição de um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado na forma do artigo 202 da Lei nº 6.404/76. Os dividendos referentes ao exercício de 2014 foram calculados conforme segue: Lucro do Exercício 11.067 (=) Base de cálculo 11.067 (-) Reserva Legal (553) (=) Base de cálculo do Dividendo 10.514 Dividendos obrigatórios 2.629 No exercício de 2014, foram pagos dividendos de ações ordinárias referentes aos resultados apurados em exercícios passados, no montante de R$17.345. 15. Receita operacional líquida: 31/12/14 31/12/13 Receita operacional bruta: Venda de energia elétrica 46.325 44.945 Ajuste de MRE (15.226) (1.096) 31.099 43.849 Deduções à receita operacional: PIS (202) (285) COFINS (933) (1.316) (1.135) (1.601) Receita operacional líquida 29.964 42.248 16. Informações sobre a natureza das despesas reconhecidas na demonstração do resultado: 31/12/14 31/12/13 Pessoal 953 681 Serviços de terceiros 1.565 837 Viagens 771 111 Publicações 97 63 Arrendamentos e aluguéis 218 177 Energia elétrica e telefone 132 176 Fretes 210 Outras despesas 313 202 4.259 2.247 17. Resultado financeiro: 31/12/14 31/12/13 Despesas financeiras: Juros e atualizações monetárias sobre financiamentos (4.737) (5.467) Despesas bancárias (1) (2) (1) (3) Outras despesas (4.739) (5.472) Receitas financeiras: 490 515 Rendimentos de aplicações em renda fixa 490 515 (4.249) (4.957) Resultado financeiro BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 29 CNPJ nº 06.982.752/0001-81 18. Imposto de renda e contribuição social: A Companhia calculou o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro 31/12/14 31/12/13 líquido com base no regime do lucro presumido. A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais Passivos financeiros: Outros passivos mensurados ao custo amortizado: combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue: Fornecedores 177 812 31/12/14 31/12/13 Financiamentos 52.882 61.681 IR (*) CSLL IR (*) CSLL Dividendos a pagar 2.629 115 14 Receita bruta 46.325 46.325 44.945 44.945 Outros passivos A Administração entende que os instrumentos financeiros representados acima, os quais são reconhecidos nas demonstrações Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% pelos seus valores contábeis, não apresentam variações significativas em relação aos respectivos valores de mercado, pois: 1.028 1.028 515 515 (a) As taxas contratadas dos financiamentos são próximas às taxas de juros atualmente praticadas no mercado, e/ou; (b) O Resultado financeiro Base de cálculo 4.734 6.587 4.111 5.908 vencimento de parte substancial dos saldos ocorre em datas próximas às dos balanços. A Companhia está exposta a riscos Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% relacionados a taxas de juros em função de financiamentos contratados vinculados ao TJLP. Em conformidade com o CPC Imposto sobre o resultado 1.184 593 1.028 532 40 - Instrumentos Financeiros, é apresentado a seguir o quadro de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros de Diferença de alíquota (24) (24) - exposição a riscos de taxas de juros da Companhia, objetivando evidenciar um eventual desembolso futuro, de acordo com Imposto sobre a receita operacional 1.159 593 1.004 532 as premissas detalhadas. Na data de encerramento do exercício, a Administração estimou um cenário provável de variação das taxas de juros CDI (10,81%) e TJLP (5,5%), de acordo com a data de vencimento de cada operação. Tais taxas foram IRPJ / CSLL DIFERIDO estressadas em 25 e 50%, servindo de parâmetro para os cenários possível e remoto, respectivamente. Receita ajuste MRE (15.226) (15.226) (1.096) (1.096) Cenário II Cenário III Exposição Cenário I (Deterioração (Deterioração Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% 31/12/14 de 25%) de 50%) Operação Risco Impacto (Provável) (1) Base de cálculo (1.218) (1.827) (88) (132) Aplicação Financeira 1.050 Baixa do CDI Resultado 114 142 171 Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% Ativos Vinculados ao BNDES 3.436 Baixa do CDI Resultado 371 464 557 Outros ajustes (42) (15) Financiamentos BNDES (52.882) Alta da TJLP Resultado (2.909) (3.636) (4.363) Imposto diferido sobre o resultado (305) (164) (64) (27) (2.424) (3.030) (3.635) 20. Benefícios a empregados: (a) Seguro de vida: A Companhia possui a política de seguro de vida a todos os seus funcionários, Imposto Total 854 429 940 505 onde o custo é totalmente pago pela Companhia. Os seguros são realizados a nível de grupo e o custo é integralmente pago por (*) Até o limite de R$240 mil a alíquota do IR é de 15%. 19. Instrumentos financeiros: Os valores contábeis apresentados como sua controladora. (b) Seguro saúde: O seguro saúde é oferecido aos funcionários, de acordo com os critérios definidos na política da Companhia, onde a mesma contribui com a maior parte do custo no plano completo e o colaborador contribui com um valor ativos e passivos financeiros são assim demonstrados por categoria: 31/12/14 31/12/13 simbólico, que varia conforme a remuneração individual. O plano de saúde oferecido abarca apenas os colaboradores, para os dependentes a Companhia tem a política de negociar um valor diferenciado com débito em folha de pagamento. No exercício Ativos financeiros: findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes ao custo de Seguro Saúde pagos pela Companhia foram de R$58 Empréstimos e recebíveis mensurados ao custo amortizado: Caixa e equivalentes de caixa 1.122 1.218 (R$80 em 31 de dezembro de 2013). (c) Benefícios pós-emprego: A Companhia não concede benefícios pós-emprego, tais como Contas a receber de clientes 7.496 4.819 complemento de aposentadoria, seguro e assistência médica, nem remuneração com base em participações em ações de seus Depósitos judiciais 1.570 1.570 administradores. (d) Promoção por tempo de serviço: A Companhia concede prêmio aos colaboradores pelo tempo de serviço prestado, mediante a aprovação da diretoria. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 e 2013 não houveram pagamentos. 21. Cobertura de seguro: Seguro de responsabilidade civil: A Companhia contratou cobertura de seguro para indenizações por Valor justo por meio do resultado: Ativos vinculados - BNDES 3.436 3.585 danos civis no montante de R$2.667, com vigência até 28 de abril de 2015, decorrentes de sentença judicial transitada em RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Acionistas e Administradores da Santa Fé Energética S.A. Belo Horizonte - MG. Examinamos as demonstrações contábeis dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa da Santa Fé Energética S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2014, e as avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis: A administração da Companhia é responsável pela auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações contábeis anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2014, o desempenho de com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo no Brasil. Ênfase: Depreciação dos bens do ativo imobilizado destinados à geração de energia elétrica no regime de produção de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve independente: Conforme descrito nas notas explicativas nº 3.d e 9, os bens do imobilizado da atividade de geração de energia a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados no regime de produção independente são depreciados pelo seu prazo estimado de vida-útil, considerando-se os fatos e nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação circunstâncias que estão mencionados nas referidas notas. À medida que novas informações ou decisões do órgão regulador julgado ou de acordo autorizado pela seguradora, de risco de poluição e/ou contaminação ambiental (súbita e acidental), danos corporais e/ou materiais sofridos por terceiros, danos morais diretamente decorrentes de danos materiais e/ou corporais causados a terceiros, considerado pela administração como suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. Seguro de operação: Em 27 de abril de 2014, com vigência até 27 de junho de 2015, a Companhia renovou a cobertura de seguro para riscos operacionais sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras no montante de R$22.669, considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. Seguro de Embarcação: Em 26 de junho de 2014, com vigência até 26 de junho de 2015, a Companhia renovou a cobertura de seguro para máquinas, equipamentos e casco de sua embarcação no montante de R$800, considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotados, devida à sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria de demonstrações contábeis, consequentemente não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. 22. Compromisso: (a) Licença de Implantação - Para cumprir as exigências da Licença de Implantação, a Companhia precisa ainda adquirir aproximadamente 283 hectares para plantio das áreas de preservação permanente - APP no entorno dos reservatórios, a serem adquiridas até 2017, com base nos Plano ambiental de conservação e uso do entorno de reservatório artificial - PACUERA aprovados. Foi estimado um desembolso da ordem de R$8.517, para aquisição destas áreas. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (b) Existem ainda 355,42 hectares a serem reflorestadas que aguardam aprovação dos respectivos Plano ambiental de conservação e uso do entorno de reservatório artificial - PACUERA pelos agentes licenciadores competentes. Foi estimado um desembolso da ordem de R$ 4.798, para os próximos exercícios, após aprovação dos agentes licenciadores. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (c) Licença de Operação - Todas as Licenças de Operação estão válidas e em vigor. Para atendimento dos programas ambientais nelas previstos, a empresa estima um gasto anual até o prazo de vigência da licença, em R$2.464. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (d) Indenização de terras - A Companhia registra as obrigações à título de indenização de terras, em montante apurado pela diferença entre o valor do depósito judicial, atualizado monetariamente, e o valor estimado pelo perito nomeado no processo. Em 31 de dezembro de 2014, a provisão monta em R$1.342 e foi registrada no passivo não circulante. (e) Legalização de terras - A Companhia possui contratos particulares de compra e venda de imóveis próprios e de servidão em imóveis de terceiros, cujos registros de propriedade definitiva e de averbação, no RGI ainda precisam ser regularizados, com um gasto estimado em R$24. A regularização dessas terras se estenderá até junho de 2015, em função das peculiaridades de cada situação. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. 23. Transações não envolvendo caixa: Em 2014, a Companhia realizou as seguintes transações que não geraram efeitos de caixa e que, portanto, não estão refletidas na demonstração dos fluxos de caixa: • Baixa de ativo imobilizado no montante de R$2.549 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. • Constituição de ativo intangível no montante de R$174 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. 24. Autorização para conclusão das demonstrações contábeis: A emissão das demonstrações contábeis foi autorizada pelo Conselho de Administração em 10 de fevereiro de 2015. Composição da Diretoria Edvaldo Alves de Santana - Diretor Walter Nunes Seijo Neto - Diretor Contador - Bruno da Silva Rodrigues - CRC RJ - 116272/O-6 Depreciação Descrição Direitos sobre e terrenos Turbina hidráu Conduto força Gerador Comporta Subestacão un Estrutura de t Casa de força Reservatório, Adiantamento Outras máqui ou do poder concedente sejam conhecidas, o atual prazo de depreciação desses ativos poderá ou não ser alterado. Nossa Depreciação opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto. Outros assuntos: Demonstração do valor adicionado: Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2014, preparada 9. Intangível: sob a responsabilidade da administração da Companhia. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Medidas com Legalização de Belo Horizonte, 10 de fevereiro de 2015. Amortização a DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Auditores Independentes (a) Moviment CRC-2SP 011.609/O-8 F/MG Descrição Leonardo Fonseca de Freitas Maia Medidas com Contador Legalizações d CRC-1MG 079.276/O-7 Amortização a As medidas c com partes r coligadas, seu conforme defi saldos e trans demonstrado CNPJ nº 07.063.930/0001-33 RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Senhores Acionistas, A PCH São Joaquim com capacidade instalada total de 21 MW, e energia comercializada anual de (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto o lucro por ação) 115,62 GWh, beneficiando aproximadamente 174 mil pessoas. A receita bruta de vendas em 2014 foi de R$ 23,6 milhões, Nota 31/12/14 31/12/13 apresentando um lucro líquido na ordem de R$ 0,3 milhões. Receita líquida de vendas 14 16.031 21.570 Custos das vendas de energia BALANÇO PATRIMONIAL LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Pessoal (390) (306) (Valores expressos em milhares de reais - R$) (260) (508) Ativos Nota 31/12/14 31/12/13 Meio ambiente Operação (384) (366) Ativos circulantes (371) (363) Caixa e equivalentes de caixa 5 1.256 638 Manutenção (125) (51) Contas a receber de clientes 6 2.543 2.481 Taxas setoriais Tarifa de uso dos sistemas elétricos de distribuição (TUSD) (100) (223) Despesas antecipadas 98 57 (182) (146) Adiantamentos a funcionários 7 9 Seguros (2.237) (2.108) Total dos ativos circulantes 3.904 3.185 Depreciação e amortização Outros custos (228) (255) Ativos não circulantes (4.277) (4.326) Ativos vinculados - BNDES 7 2.015 2.106 Impostos e contribuições diferidas 17 517 49 Lucro bruto 11.754 17.244 Depósitos judiciais 218 213 Despesas operacionais 15 Imobilizado 8 69.865 71.726 Pessoal (1.120) (1.059) Intangível 9 315 727 Administrativas e gerais (256) (115) Total dos ativos não circulantes 72.930 74.821 Outras despesas operacionais, líquidas (51) (138) Total dos ativos 76.834 78.006 (1.427) (1.312) Passivos Nota 31/12/14 31/12/13 Lucro antes do resultado financeiro 10.327 15.932 Passivos circulantes Resultado financeiro 16 Fornecedores 110 74 Despesas financeiras (2.734) (3.202) Financiamentos - BNDES 11 5.309 5.432 Receitas financeiras 272 364 Obrigações trabalhistas e previdenciárias 73 5 (2.462) (2.838) Impostos e contribuições a recolher 108 254 Lucro operacional antes do imposto de renda e da contribuição social 7.865 13.094 Provisão para férias e 13º salário 53 106 17 Receita diferida 7.680 746 Imposto de renda e contribuição social (795) (859) Dividendos a pagar 13 1.730 1.183 Corrente 214 23 Outros passivos 44 1 Diferido (581) (836) Total dos passivos circulantes 15.107 7.801 Lucro líquido do exercício 7.284 12.258 Passivos não circulantes 0,33 0,56 Financiamentos - BNDES 11 25.128 30.215 Lucro básico e diluído por ação - R$ 21.867.811 21.867.811 Provisões para compromissos futuros 21 1.104 1.317 Quantidade média ponderada de ações Total dos passivos não circulantes 26.232 31.532 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Total dos passivos 41.339 39.333 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Patrimônio líquido 13 31/12/14 31/12/13 Capital social 27.426 27.426 Lucro líquido do exercício 7.284 12.258 Reserva de lucros 8.069 11.247 Outros resultados abrangentes Total do patrimônio líquido 35.495 38.673 Resultado abrangente do exercício 7.284 12.258 Total dos passivos e do patrimônio líquido 76.834 78.006 Resultado abrangente total do exercício 7.284 12.258 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Reservas de lucros Reserva de Dividendos retenção de lucros adicionais propostos Capital social Reserva legal Reserva especial Saldos em 31 de dezembro de 2012 Dividendos pagos Lucro líquido do exercício Outros resultados abrangentes Resultado abrangente do exercício Destinações Reserva legal Dividendos adicionais propostos Dividendos pagos antecipadamente Dividendos a pagar Saldos em 31 de dezembro de 2013 Pagamento dividendos adicionais Lucro líquido do exercício Outros resultados abrangentes Resultado abrangente total do exercício Destinações Reserva legal Dividendos mínimo obrigatório Dividendos adicionais propostos Saldos em 31 de dezembro de 2014 A Companhia consta na Res produtora ind à Companhia. aspectos trazi que identifica provisão contá indicação de q nenhum dos f (b) Moviment Descrição Direitos sobre Turbina hidráu Conduto força Gerador Comporta Subestação un Estrutura de t Casa de força Reservatório, Adiantamento Outras máqui Lucros acumulados Total 27.426 - 1.902 - 7.995 (7.995) - - 455 (455) - 12.258 12.258 37.778 (8.450) 12.258 12.258 27.426 - 613 2.515 - - 8.732 8.732 (8.732) - - (613) (8.732) (1.730) (1.183) 7.284 7.284 (1.730) (1.183) 38.673 (8.732) 7.284 7.284 27.426 364 2.879 - 5.190 5.190 - (364) (1.730) (5.190) - (1.730) 35.495 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Fluxos de caixa das atividades operacionais 31/12/14 31/12/13 Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social 7.865 13.094 Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas pelas atividades operacionais: Resultado na baixa do imobilizado 3 Juros e atualizações monetárias 2.526 3.164 Depreciação e amortização 2.237 2.108 Constituição do ajuste MRE 7.716 746 PIS e COFINS diferido sobre ajuste MRE (282) (27) Variações nos ativos e passivos Contas a receber (62) 434 Impostos a compensar 110 Despesas antecipadas (41) (24) Adiantamentos a funcionários 2 4 Impostos e contribuições diferidas 23 (22) Fornecedores 36 78 Obrigações trabalhistas e previdenciárias 68 (6) Impostos e contribuições a recolher (698) 53 Provisão para férias e 13º salário (53) 27 Outras obrigações 43 (17) (782) eceita diferida Caixa gerado pelas operações 18.598 19.725 Outros fluxos de caixa das atividades operacionais: Juros pagos sobre financiamentos (2.743) (3.180) (243) (839) Imposto de renda e contribuição social pagos no período Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 15.612 15.706 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Resgate de ativos vinculados - BNDES 297 187 Aquisição de imobilizado (177) (885) 120 (698) Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Financiamentos pagos (5.199) (5.199) (9.915) (10.390) Dividendos pagos Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos (15.114) (15.589) 618 (581) Aumento (redução) em caixa e equivalentes de caixa Variação no caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 638 1.219 1.256 638 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício Aumento (redução) em caixa e equivalentes de caixa 618 (581) DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO REFERENTE AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Valores expressos em milhares de reais - R$) Nota 31/12/14 31/12/13 16.638 22.388 1. Receita bruta de vendas 14 Vendas de mercadorias, produtos e serviços 23.573 23.134 Ajuste do MRE (6.935) (746) 2. Insumos adquiridos de terceiros 1.789 2.038 Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 536 590 Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 1.253 1.446 Perda/Recuperação de Valores Ativos 2 14.849 20.350 3. Valor adicionado bruto (1-2) 4. Depreciação e amortização 2.237 2.108 5. Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3-4) 12.612 18.242 272 364 6. Valor adicionado recebido em transferência Receitas financeiras 16 272 364 7. Valor adiconado total a distribuir (5+6) 12.884 18.606 12.884 18.606 8. Distribuição do valor adicionado Pessoal 1.510 1.147 Remuneração direta 1.007 841 Benefícios 349 241 F.G.T.S 154 65 1.211 1.875 Impostos, taxas e contribuições Federais 1.199 1.873 Estaduais 5 (6) Municipais 7 8 2.879 3.326 Remuneração de capitais de terceiros Juros 16 2.732 3.164 Aluguéis 136 124 Outras 11 38 7.284 12.258 Remuneração de capitais próprios Dividendos 13 1.730 2.913 Lucros retidos 5.554 9.345 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais – R$) 1. Contexto operacional: A São Joaquim Energia S.A. (“Companhia” ou “São Joaquim”) é uma subsidiária direta da PCH Parti- ção (inclusive juros e demais encargos financeiros líquidos), deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor 9 - Instrumentos Financeiros; b) IFRS 15 - Receitas de Contratos com clientes; c) Modificações à IFRS 11/CPC 19 (R2) - Acordo cipações S.A. e indireta da Brasil PCH S.A., e foi constituída em 16 de agosto de 2004 como sociedade anônima de capital fe- recuperável (impairment) acumuladas. O custo inclui gastos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. Consi- contratual conjunto; d) Modificações às IAS 16/CPC 27 e IAS 38/CPC 04 (R1) - Esclarecimento dos métodos de depreciação e chado, com sede na Avenida Prudente de Morais,1250,10º e 11º, Coração de Jesus - Belo Horizonte - MG. A Companhia tem derando a conclusão das obras e o início das operações em abril de 2008, aliado ao custo do imobilizado atender aos requeri- amortização aceitáveis; e) Modificações às IAS 16 / CPC 27 e IAS 41 / CPC 29 - Agricultura: Plantas produtivas; f) Modificações como objeto social o propósito específico (Sociedade de Propósito Específico - SPE) de implantar e explorar o potencial hidráu- mentos do CPC 27 - Ativo Imobilizado, a Companhia manteve o custo histórico como base de mensuração do ativo fixo. à IAS 19/CPC 33 (R1) - Plano de Benefício Definido: Contribuição do Empregado; g) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais lico de Pequena Central Hidrelétrica (PCH) e comercializar energia elétrica nela gerada. A Companhia poderá, ainda, exercer Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são registradas como itens individuais (componen- nas IFRSs ciclo 2010-2012; h) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2011-2013. Considerando as atuais todas as ações que possam, direta ou indiretamente, no todo ou em parte, ser vinculadas ao seu propósito específico. A tes principais) de imobilizado. O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do operações da Companhia, a Administração não espera que essas normas, interpretações e alterações tenham efeitos relevanCompanhia possui autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica, item caso seja provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do componente irão fluir para a Companhia e que tes sobre as suas demonstrações contábeis a partir de sua adoção. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC ainda não concedida pela Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) através das Resoluções nº 404/2000 e 237/2005, para funcionar o seu custo pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado. editou todos os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionadas às IFRSs novas e revisadas apresentadas acima. como PCH pelo prazo de 30 anos, está localizada no Rio Benevente, no Município de Alfredo Chaves, no Espírito Santo, com Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme incorridos. (d) Depreciação: A Em decorrência do compromisso do CPC de manter atualizado o conjunto de normas emitido com base nas atualizações feitas capacidade de licença instalada de 21 MW e uma linha de transmissão de 16 km de extensão. A contratação de energia gera- depreciação, exceto de móveis e utensílios e computadores e periféricos, é calculada a partir do início da operação da Com- pelo International Accounting Standards Board - IASB, é esperado que esses pronunciamentos e modificações sejam editados da é feita pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), que determina que a Centrais panhia, pelo método linear, às taxas determinadas pela Portaria DNAEE nº 815, de 15 de novembro de 1994, alteradas pelas pelo CPC até a data de sua aplicação obrigatória e que seus impactos nas Demonstrações Contábeis da Companhia sejam os Elétricas Brasileiras (ELETROBRAS) seja o agente representante das PCHs na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica Resoluções nº 367, de 2 de junho de 2009 e 474, de 7 de fevereiro de 2012, que, no entendimento da Administração, se mesmos da adoção dos pronunciamentos do IASB descritos acima. 4. Gerenciamento de risco: A Companhia avaliou e consi(CCEE), responsável pela contratação de toda energia gerada, obrigando a celebração de contratos de compra e venda de aproximam das vidas úteis destes ativos. A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação derou relevante a exposição aos seguintes riscos: • Risco de crédito: O risco de crédito refere-se ao risco de uma contraparte energia pelo prazo de 20 anos a contar do mês de maio de 2008. Em 16 de abril de 2008, através do Despacho ANEEL nº 1.564, jurídica da legislação em vigor e, conforme avaliação da Administração do que consta na Resolução de autorização para esta- não cumprir com suas obrigações contratuais, levando a Companhia a incorrer em perdas financeiras. As contas a receber de e em 30 de abril de 2008, através do Despacho ANEEL nº 1.741, a Companhia obteve autorização para iniciar a comercialização belecimento como produtora independente, concedida pela ANEEL a São Joaquim, ao final do prazo dessa autorização que é clientes são formadas por um único cliente - ELETROBRAS via contrato de compra de energia pelo prazo de 20 anos. Este fato da energia gerada nas Unidades 1 e 2 respectivamente, ambas com potência instalada de 10,5 MW, atingindo, assim, sua de 30 anos, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera pro- reduz o risco de perda financeira por motivo de inadimplência. Assim, não há exposição significativa da Companhia a riscos de capacidade total em operação de 21 MW e energia anual assegurada de 116,3 GWh. O término de sua autorização se dará em vável a renovação da autorização, considerando inclusive as Portarias MME nº 956/10 e nº 197/12, autorizando a prorrogação crédito e moeda ou perdas por redução no valor recuperável relacionadas às contas a receber de clientes, conforme apresen18 de dezembro de 2030. As informações sobre capacidade de licença instalada e em operação, energia anual assegurada e das PCH’s Pacífico Mascarenhas e San Juan, respectivamente, por mais 20 anos, condicionada à realização de pequena melho- tado na Nota Explicativa nº 6. • Risco de mercado: Decorre da possibilidade da Companhia sofrer ganhos ou perdas decorrenquilômetros de extensão, não foram examinadas pelos auditores independentes. Em 31 de dezembro de 2014, os números ria operacional, o que a Administração entende demonstrar a evidência concreta de possibilidade de prorrogação de autori- tes de oscilações de taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos financeiros. A Companhia avalia que os riscos das mostram capital circulante líquido negativo, no montante de R$ 11.203 (R$ 4.616 em 31 de dezembro de 2013). No entanto, zação da PCH por mais 20 anos, entendendo assim estar em linha com um dos requerimentos do CPC 27. Autorização e inde- aplicações financeiras de suas disponibilidades são baixos, por serem realizadas em bancos de reconhecida liquidez e remua Administração entende que não existe risco de inadimplência, visto que parte substancial dos passivos circulantes refere-se nização: A autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica vigorará neradas a taxas de mercado que variam entre 94% a 98% do CDI, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 5. A Compaàs obrigações contraídas junto a instituições financeiras, decorrentes de financiamentos, e junto a ELETROBRAS, decorrente pelo prazo de trinta anos (ver Nota explicativa nº 1), podendo ser prorrogada, a critério da ANEEL. Ao final do prazo da respec- nhia administra e mensura esses riscos através do planejamento de fluxo de caixa realizado. Os passivos financeiros existentes do ajuste MRE, sendo que estas obrigações estão atualizadas e refletem as obrigações para os próximos 12 meses, enquanto tiva autorização, não havendo prorrogação, os bens e instalações vinculados à produção de energia elétrica passarão a inte- abrangem basicamente saldos de financiamentos obtidos pela Companhia junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento os ativos circulantes demonstram somente as contas a receber levantadas na data das demonstrações contábeis. A Adminis- grar o patrimônio da União mediante indenização dos investimentos realizados, desde que previamente autorizados, e ainda Econômico e Social (BNDES), conforme apresentado na Nota Explicativa nº 11. Uma análise de sensibilidade dos ativos e tração prevê a geração de caixa decorrente da energia assegurada pelo PROINFA em montante suficiente para liquidar as não amortizados, apurada por auditoria da ANEEL, ou poderá ser exigido que a Companhia restabeleça, por sua conta, o livre passivos que representam riscos relevantes para a Companhia está apresentada na Nota Explicativa nº 18. • Risco operacioobrigações de curto prazo da Companhia. 1.1. Mecanismo de Realocação de Energia - MRE: A Companhia tem a totalidade da escoamento das águas. (e) Intangível: Registrado ao custo de formação. A amortização é calculada, pelo método linear, a nal: O objetivo da Companhia é administrar o risco operacional para evitar a ocorrência de prejuízos financeiros. A Companhia sua capacidade de geração hidrelétrica inserida no MRE, responsável por mitigar os riscos hidrológicos entre as usinas hidre- contar da data do início do prazo de vigência de cada evento. (f) Valor recuperável de ativos: O imobilizado e intangível tem o realiza as atividades de operação e manutenção da sua usina de acordo com as práticas do setor elétrico brasileiro, inclusive létricas que aderirem ao mesmo. Por força do PROINFA, todos os anos, sempre em setembro, a Companhia informa a sazona- seu valor recuperável avaliado, no mínimo, anualmente caso haja indicadores de perda de valor. A Companhia não apurou realizando sistematicamente as atividades de manutenção preventiva e de manutenção corretiva dos equipamentos eletrolização para a ELETROBRAS considerar no Plano Anual do PROINFA do ano seguinte. As contabilizações são realizadas mensal- nenhuma indicação de perda que requeresse a contabilização de provisão para ajuste desses ativos ao seu valor de recupera- mecânicos das instalações, bem como o monitoramento das estruturas civis e barragens. Caso ocorram eventuais sinistros, mente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE e repassadas ao Agente de Comercialização do PROINFA ção. (g) Provisões: Uma provisão é reconhecida para obrigações presentes (legal ou presumida) resultante de eventos passa- considerando a natureza de sua atividade, a Companhia contratou uma cobertura de seguros de operação sobre máquinas, (ELETROBRAS), que, por sua vez, por força contratual repassa os seus efeitos à Companhia, no ano seguinte, em 12 parcelas, dos, em que seja possível estimar os valores de forma confiável e cuja liquidação seja provável. O valor reconhecido como equipamentos e estrutura de obras, conforme Nota Explicativa nº 20. • Risco de liquidez: A Companhia utiliza o controle do conforme definições contratuais. Por meio do Despacho ANEEL/SEM nº 335/13, de 08/02/13, as empresas titulares de em- provisão é a melhor estimativa das considerações requeridas para liquidar a obrigação no final de cada período de relatório, custeio para auxiliar no monitoramento de exigências do fluxo de caixa e na otimização de seu retorno de caixa em investimenpreendimentos incluídos no MRE ficaram autorizadas a revisar a sazonalização dos montantes de garantia física para o exer- considerando-se os riscos e as incertezas relativos à obrigação. Quando a provisão é mensurada com base nos fluxos de caixa tos. Todo decêndio é estimado o desembolso em comparação com a sua entrada de caixa. A Companhia não possui operações cício de 2013, até 15 de fevereiro de 2013. Contudo, a revisão da sazonalização não foi solicitada pela ELETROBRAS à compa- estimados para liquidar a obrigação, seu valor contábil corresponde ao valor presente desses fluxos de caixa (em que o efeito contratadas em moeda estrangeira. Desta forma, não está sujeita a riscos decorrentes de oscilações de taxas de câmbio. • Gestão nhia. Os efeitos negativos da sazonalização ex-post informado pela ELETROBRAS em 31 de dezembro de 2013 foi de R$760. do valor temporal do dinheiro é relevante). Quando alguns ou todos os benefícios econômicos requeridos para a liquidação de capital: A política da Administração é manter uma sólida base de capital para preservar a confiança do investidor, credor e Por meio da ABRAGEL, foi interposto recurso administrativo junto a ANEEL e a Administração acompanha o assunto junto à de uma provisão são esperados que sejam recuperados de um terceiro, um ativo é reconhecido se, e somente se, o reembol- mercado e com isso manter o desenvolvimento futuro do negócio. A Administração monitora o retorno de capital sobre a opeassociação. A Companhia considerou todos os impactos negativos nas suas demonstrações contábeis de 2013 e 2014. Outro so for virtualmente certo e o valor puder ser mensurado de forma confiável. (h) Apuração do resultado: O resultado das ração da empresa através do acompanhamento mensal da realização orçamentária aprovada pelo Conselho de Administração. aspecto relevante consiste na aplicação do fator de ajuste da garantia física da usina pertencente ao MRE. Devido a um regime operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. (i) Receita operacional: A receita é mensurada A Administração entende que a exposição da Companhia a riscos é remota, sendo o gerenciamento realizado através de ferrahidrológico muito desfavorável a redução de geração em relação à garantia física da usina São Joaquim foi é em média 25,9% pelo valor justo da contrapartida recebida ou a receber. A receita é reconhecida quando a energia é gerada e a titularidade mentas de controle, planejamento e orçamento, coordenadas pela Diretoria. • Risco Hidrológico: O suprimento de energia do em 2014, este impacto já foi contabilizado pela CCEE até novembro em R$ 6.621, e a Companhia projeta o valor de R$ 7.716 legal é transferida, conforme determinações legais do contrato de suprimento de energia elétrica, ou seja, todos os riscos e Sistema Interligado Nacional (SIN) é realizado, na sua maior parte, por usinas hidrelétricas. Como o SIN opera em sistema de para o exercício de 2014, o qual foi provisionado conforme mencionado no parágrafo anterior. 2. Apresentação das demons- benefícios inerentes são transferidos para o comprador, o valor da receita pode ser mensurado com confiabilidade e os bene- despacho otimizado e centralizado pelo ONS, cada usina hidrelétrica, incluindo a da Companhia, está sujeita a variações nas trações contábeis: 1.1. Declaração de conformidade: As demonstrações contábeis da Companhia foram preparadas de acor- fícios econômicos associados à transação fluirão para a Companhia. Receita diferida: Os Contratos de Compra e Venda de condições hidrológicas verificadas, tanto na região geográfica em que opera como em outras regiões do País. A ocorrência de do com as práticas contábeis adotadas no Brasil. As práticas contábeis adotadas no Brasil compreendem aquelas incluídas na Energia, celebrados entre as controladas indiretas e a ELETROBRAS, estabelecem que seja apurada em cada ano (período de condições hidrológicas desfavoráveis, em conjunto com a obrigação de entrega da energia contratada, poderá resultar em uma legislação societária brasileira e os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronuncia- janeiro a dezembro) o resultado da comercialização no âmbito da CCEE. A parcela de ajuste financeiro resultante dessa apu- exposição da Companhia ao mercado de energia de curto prazo, o que afetaria seus resultados financeiros futuros. Entretanto, mentos Contábeis - CPC e aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (“CFC”) e pelas normas da Agência Nacional de ração será compensada nas faturas mensais do ano subsequente. (j) Receitas financeiras e despesas financeiras: As receitas a totalidade da capacidade de geração hidrelétrica da Companhia está inserida no Mecanismo de Realocação de Energia Energia Elétrica (“ANEEL”). 2.2. Bases de elaboração: As demonstrações contábeis foram elaboradas com base no custo histó- financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do (MRE), que mitiga parte do risco hidrológico, alocando-o entre todas as usinas vinculadas ao MRE. rico, exceto por determinados instrumentos financeiros mensurados pelos seus valores justos, conforme descrito nas práticas método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre financiamentos. Custos de financia- 5. Caixa e equivalentes de caixa: contábeis a seguir. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos. mentos são mensurados no resultado através do método de juros efetivos. (k) Imposto de renda e contribuição social: A sis31/12/14 31/12/13 Ativos e passivos são classificados conforme seu grau de liquidez e exigibilidade. Os mesmos são classificados como circulantes temática fiscal adotada pela Companhia foi do lucro presumido. Com base nesse critério, o resultado para fins de imposto de Caixa 3 quando provável que sua realização ou liquidação ocorra nos próximos doze meses. Caso contrário, são demonstrados como renda e contribuição social da Companhia foi calculado aplicando-se sobre a receita as alíquotas definidas para sua atividade, Bancos 6 24 não circulantes. (a) Moeda funcional e moeda de apresentação: Essas demonstrações contábeis são apresentadas em reais, que são de 8% e 12%, respectivamente. Sobre o resultado presumido foram aplicadas as alíquotas de imposto de renda e Aplicações financeiras 1.250 611 que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações financeiras apresentadas em milhares de reais foram arredon- contribuição social vigentes na data do encerramento de cada exercício (25% para imposto de renda e 9% para contribuição 1.256 638 dadas para o valor mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. (b) Uso de estimativas e julgamentos: A preparação social). (l) Demonstração do valor adicionado: Essa demonstração tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela Compa- As aplicações financeiras de liquidez imediata em CDB - DI, com risco insignificante de perda de valor, junto aos Bancos do das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil exige que a Administração faça julga- nhia e sua distribuição durante determinado período e é apresentada pela Companhia como parte de suas demonstrações Brasil e Santander, são remuneradas a taxas de mercado que variam entre 94% a 98% do Certificado de Depósito Interbancário mentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, contábeis e como informação suplementar às demonstrações contábeis, nos termos do pronunciamento técnico CPC 09 - (CDI). 6. Contas a receber: Refere-se ao valor da venda da energia gerada pela Companhia, líquido dos respectivos impostos receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de uma ma- Demonstração do Valor Adicionado. (m) Lucro por ação: O lucro básico por ação foi calculado com base no número médio de retidos na fonte. A Companhia registra o valor a receber referente à energia contratada pelo PROINFA. O período médio de neira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisa- ações ordinárias em circulação da Companhia em cada um dos exercícios apresentados. A Companhia não possui instrumen- crédito nas contas a receber é de 35 dias e não são cobrados juros sobre as contas a receber. A Companhia não constitui das e em quaisquer períodos futuros afetados. 3. Resumo das principais práticas contábeis: As políticas contábeis descritas tos que poderiam potencialmente diluir o lucro básico por ação, motivo pelo qual o lucro básico por ação é igual ao lucro por provisão para créditos de liquidação duvidosa, com base em sua experiência histórica de realização de 100% das contas a em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas demonstrações ação diluído. (n) Adoção de pronunciamentos contábeis, orientações e interpretações novos e/ou revisados: (i) Alterações às receber passadas e da análise da situação financeira atual de seu único devedor - ELETROBRAS, inexistindo contas a receber contábeis. (a) Instrumentos financeiros: (i) Ativos financeiros não derivativos: A Companhia reconhece os empréstimos e re- IFRSs e as novas interpretações de aplicação obrigatória a partir do exercício corrente: No exercício corrente, a Companhia vencidas na data das demonstrações contábeis. 7. Ativos vinculados - BNDES: O saldo registrado em 31 de dezembro de cebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos aplicou diversas emendas e novas interpretações aos CPCs emitidos pelo CPC, que entram obrigatoriamente em vigor para 2014, refere-se a recursos recebidos pela Companhia decorrentes da venda de energia gerada e que estão vinculados ao designados pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Companhia períodos contábeis iniciados em 1º de janeiro de 2014. • Alterações ao CPC 39 - Apresentação de Instrumentos Financeiros BNDES. Conforme descrito na Nota Explicativa nº 11, o BNDES exige como garantia do financiamento a constituição de se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. • Empréstimos e recebíveis: Empréstimos e recebíveis Ativos e Passivos Líquidos. Os ajustes do CPC 39 esclarecem os requerimentos relacionados à compensação de ativos finan- conta de reserva vinculada. Esta conta é uma aplicação financeira, no Fundo BB Comercial 17, com taxas que variaram entre são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconheci- ceiros com passivos financeiros. • Alterações ao CPC 01 (R1) - Divulgação de Valor Recuperável de Ativos Não Financeiros. As 96,0% e 98%, do CDI, de liquidez imediata e baixo risco junto ao Banco do Brasil, que é a instituição financeira aprovada pelo dos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os alterações do CPC 01 (R1) retiram os requerimentos de divulgar o montante recuperável de uma unidade geradora de caixa BNDES para atuar como administradora das contas. Essa conta deverá ser utilizada para pagamento das parcelas do referido empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer para a qual o ágio de expectativa de rentabilidade futura (goodwill) ou outro ativo intangível com vida útil indefinida tenha financiamento. 8. Imobilizado: (a) Composição do imobilizado: perda por redução ao valor recuperável. • Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de sido alocado quando não tenha ocorrido redução ao valor recuperável de um ativo ou reversão de redução ao valor recupeDepreciação caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais rável relacionado a essa unidade geradora de caixa. • Alterações ao CPC 38 - Novação de Derivativos e Continuidade de Conacumulada Taxa depreciação Custo 31/12/14 31/12/13 são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas no pagamento das obrigações de curto prazo. (ii) tabilidade de Hedge. As alterações ao CPC 38 retiram a obrigatoriedade de descontinuar a contabilidade de hedge quando um Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 1.775 1.775 1.717 Passivos financeiros não derivativos: A Companhia reconhece passivos financeiros inicialmente na data de negociação na qual derivativo designado como instrumento de hedge é renovado sob determinadas circunstâncias. A alteração também esclare- Turbina hidráulica 2,50% 7.084 (1.136) 5.948 6.126 a Companhia se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um passivo financeiro ce que qualquer mudança no valor justo do derivativo designado como instrumento de hedge derivativo que ocorra em de- Conduto forçado 3,13% 6.816 (1.412) 5.404 5.525 quando tem suas obrigações contratuais retirada ou cancelada. A Companhia classifica os passivos financeiros não derivativos corrência da novação deve ser incluída na avaliação e mensuração da efetividade do hedge. • IFRIC 21 - Tributos: O IFRIC 21 Gerador 3,33% 5.171 (1.122) 4.049 4.220 3,33% 1.312 (295) 1.017 1.062 na categoria de outros passivos financeiros. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido endereça o momento de reconhecer um passivo decorrente da obrigação de pagamento de tributos impostos por um gover- Comporta 3,57% 7.485 (1.774) 5.711 5.978 de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo no, A interpretação define tributos e especifica que o fato gerador da obrigação é a atividade que resulta em pagamento do Subestação unitária 3,57% 2.588 (415) 2.173 2.328 custo amortizado através do método dos juros efetivos. A Companhia tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: tributo, conforme definido na legislação. A interpretação disponibiliza instruções de como diferentes acordos tributários de- Estrutura de tensão 2,00% 34.127 (4.499) 29.628 30.310 financiamentos, fornecedores, dividendos a pagar e outros passivos. A Companhia não opera com instrumentos financeiros vem ser contabilizados e, principalmente esclarece que o aproveitamento de uma vantagem econômica ou questões de Casa de força produção hidráulica 2,00% 10.476 (1.399) 9.077 9.308 derivativos. (iii) Capital social: Ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. Os dividendos mínimos obrigató- continuidade na preparação das demonstrações contábeis não implicam em uma obrigação presente da companhia em pagar Reservatório, barragem, adutora 910 910 910 rios, conforme definido em estatuto, são reconhecidos como passivo. (b) Contas a receber de clientes: As contas a receber de um tributo cujo fato gerador ocorrerá em uma operação futura. A Companhia avaliou todas as novas normas acima resumidas Adiantamento a fornecedores 3,65% clientes são registradas pelo valor faturado menos os impostos retidos na fonte, os quais são considerados créditos tributá- e não identificou efeitos significativos nas demonstrações contábeis. (ii) Normas e interpretações novas e revisadas já emitidas Outras máquinas e equipamentos 5.417 (1.244) 4.173 4.242 e ainda não adotadas: A Companhia não adotou as IFRSs novas e revisadas a seguir, já emitidas e ainda não adotadas: a) IFRS rios, conforme legislação tributária vigente. (c) Imobilizado: Registrado ao custo histórico de aquisição, formação ou constru83.161 (13.296) 69.865 71.726 Outros passivo Brasil PCH S.A Dividendos a P PCH Par Partic Remuneração remuneração (R$65 em 201 11. Financiam BNDES: Principal Encargos Circulante Não Circulant Em 13 de ab financiamento prestações me de prestações 2016 2017 2018 2019 a 2020 Movimentaçã Saldo inicial Encargos prov Pagamentos Aos Acionistas da São Joaqui respectivas de para o exercíc Responsabilid elaboração e a assim como p contábeis livre independente nossa auditor cumprimento segurança raz execução de nas demonstr Senhores Acio GWh, benefic tando um lucr Ativos Ativos circula Caixa e equiva Contas a receb Despesas ante Adiantamento Adiantamento Total dos ativo Ativos não cir Ativos vincula Impostos e co Depósitos jud Imobilizado Intangível Diferido Total dos ativo Total dos ativ Passivos Passivos circu Fornecedores Financiament Obrigações tra Impostos e co Provisão para Receita diferid Dividendos a p Outros passivo Total dos pass Passivos não Financiament Provisões para Total dos pass Total dos pass Patrimônio líq Capital social Reserva de luc Total do patrim Total dos pass Saldos em 31 Dividendos pa Lucro líquido d Outros resulta Resultado abr Destinações: Reserva lega Dividendos a Dividendos p Dividendos a Saldos em 31 Pagamento de Lucro líquido d Outros resulta Resultado abr Destinações: Reserva lega Dividendos m Dividendos a Saldos em 31 1. Contexto op e indireta da B Avenida Prude o propósito es Hidrelétrica (PC ou indiretamen do potencial h (ANEEL) atravé Jucu Braço Nor de transmissão Energia Elétrica Câmara de Com de contratos d através do Des 1 e 2, ambas c assegurada de de licença inst independentes (R$ 6.546 em 3 substancial dos e junto a ELET próximos 12 m contábeis. A Ad BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 30 CNPJ nº 07.063.930/0001-33 dental), danos /ou corporais do a natureza hia renovou a de R$22.669, mbarcação: Em ara máquinas, tuais sinistros, e do escopo de dependentes. panhia precisa o entorno dos e reservatório eas. Em 31 de reflorestadas cial - PACUERA mos exercícios, circulante. (c) as ambientais mbro de 2014, ões à título de ariamente, e o foi registrada da de imóveis inda precisam 15, em função circulante. 23. itos de caixa e te de R$2.549 ante de R$174 emonstrações reiro de 2015. terado. Nossa Examinamos, 14, preparada rocedimentos seus aspectos 14 31/12/13 13.094 3 3.164 2.108 746 (27) 434 110 (24) 4 (22) 78 (6) 53 27 (17) 19.725 (3.180) (839) 15.706 187 (885) (698) (5.199) (10.390) (15.589) (581) 1.219 638 (581) E 2014 31/12/13 22.388 23.134 (746) 2.038 590 1.446 2 20.350 2.108 18.242 364 364 18.606 18.606 1.147 841 241 65 1.875 1.873 (6) 8 3.326 3.164 124 38 12.258 2.913 9.345 (R2) - Acordo depreciação e Modificações lhorias anuais ndo as atuais eitos relevanCPC ainda não ntadas acima. lizações feitas ejam editados nhia sejam os valiou e consia contraparte s a receber de nos. Este fato hia a riscos de orme apresendas decorrene os riscos das uidez e remuº 5. A Comparos existentes envolvimento e dos ativos e isco operacioA Companhia eiro, inclusive mentos eletrotuais sinistros, bre máquinas, o controle do m investimensui operações mbio. • Gestão tidor, credor e al sobre a opeAdministração. avés de ferrade energia do m sistema de variações nas ocorrência de sultar em uma s. Entretanto, ão de Energia 31/12/13 3 24 611 638 aos Bancos do Interbancário tivos impostos odo médio de não constitui das contas a ntas a receber dezembro de vinculados ao onstituição de ariaram entre aprovada pelo as do referido 31/12/13 1.717 6.126 5.525 4.220 1.062 5.978 2.328 30.310 9.308 910 4.242 71.726 A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e conforme consta na Resolução nº 237, de 27 de junho de 2005, da ANEEL, a qual concede à PCH a autorização para se estabelecer como produtora independente, ao final do prazo dessa autorização, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação de autorização por mais 20 anos. A Companhia monitora os aspectos trazidos pelo CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos e avaliam o valor recuperável de seus ativos sempre que identificam indícios de que o valor contábil registrado é superior ao retorno esperado por seus investimentos, realizando provisão contábil sempre que necessário. Na data destas demonstrações contábeis, a Administração entendeu que não havia indicação de que algum dos seus ativos tangíveis pudessem ter sofrido desvalorização, uma vez que não se evidenciaram nenhum dos fatores indicativos de perdas conforme pronunciamento CPC 01 (R1). (b) Movimentação: Descrição 31/12/13 Adições Baixas 31/12/14 Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 1.717 79 (21) 1.775 Turbina hidráulica 7.084 7.084 Conduto forçado 6.726 90 6.816 Gerador 5.170 1 5.171 Comporta 1.312 1.312 Subestação unitária 7.485 7.485 Estrutura de tensão 2.588 2.588 Casa de força produção hidráulica 34.127 34.127 Reservatório, barragem, adutora. 10.499 58 (81) 10.476 Adiantamento a fornecedores 910 910 Outras máquinas e equipamentos 5.352 65 5.417 82.970 293 (102) 83.161 Depreciação (11.244) (2.052) (13.296) 71.726 (1.759) (102) 69.865 Descrição 31/12/12 Adições Baixas Transferências 31/12/13 Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 1.203 514 1.717 Turbina hidráulica 7.084 7.084 Conduto forçado 6.726 6.726 Gerador 5.017 153 5.170 Comporta 1.312 1.312 Subestacão unitária 7.487 (2) 7.485 Estrutura de tensão 1.925 663 2.588 Casa de força produção hidráulica 34.068 59 34.127 Reservatório, barragem, adutora 10.417 82 10.499 Adiantamento a fornecedores 2.231 (1.323) 2 910 Outras máquinas e equipamentos 5.349 6 (3) 5.352 82.819 1.477 (1.326) 82.970 Depreciação (9.216) (2.028) (11.244) 73.603 (551) (1.326) 71.726 9. Intangível: Taxa de amortização 31/12/14 31/12/13 Medidas compensatórias - licença de operação 25% 421 639 Legalização de terras 79 88 Amortização acumulada (185) 315 727 (a) Movimentação: Descrição 31/12/13 Adições Baixas 31/12/14 Medidas compensatórias - licença de operação 639 (218) 421 Legalizações de terras 88 (9) 79 727 (227) 500 Amortização acumulada (195) 10 (185) 727 (195) (217) 315 As medidas compensatórias referem-se aos programas ambientais constantes nas licenças de operação. 10. Transações com partes relacionadas: A Administração identificou como partes relacionadas à Companhia: sua controladora, suas coligadas, seus administradores, conselheiros e demais membros do pessoal-chave da administração e seus familiares, conforme definições contidas no Pronunciamento Técnico CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes Relacionadas. Os principais saldos e transações com partes relacionadas, praticadas em condições contratadas entre as partes, e seus efeitos são assim demonstrados: 31/12/14 31/12/13 Outros passivos: Brasil PCH S.A. 38 38 Dividendos a Pagar: PCH Par Participações S.A. 1.730 1.183 1.730 1.183 Remuneração da Administração: Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 20 de maio de 2014, foi aprovada a remuneração global da Administração da Companhia para o período de janeiro a dezembro de 2014 em, no máximo, R$111 (R$65 em 2013). A Diretoria da Companhia é composta por dois diretores com remuneração anual de R$111. 11. Financiamentos: Indexador 31/12/14 31/12/13 BNDES: TJLP + 3,5% a.a. Principal 30.327 35.526 Encargos 110 121 30.437 35.647 Circulante 5.309 5.432 Não Circulante 25.128 30.215 30.437 35.647 Em 13 de abril de 2006, a Companhia, visando buscar recursos para implementação do projeto, firmou contrato de financiamento junto ao BNDES. A dívida (principal e juros) decorrente desse contrato deve ser paga ao BNDES em 144 prestações mensais e sucessivas, cada uma delas no valor do principal e dos juros atualizados da dívida divididos pelo número de prestações de amortização ainda não vencidas. Vencimentos dos financiamentos apresentados no passivo não circulante: 2016 5.199 2017 5.199 2018 5.199 2019 a 2020 9.531 25.128 Movimentação dos financiamentos 31/12/14 31/12/13 Saldo inicial 35.647 40.862 Encargos provisionados 2.732 3.164 Pagamentos (7.942) (8.379) 30.437 35.647 Aos Acionistas e Administradores da São Joaquim Energia S.A. Belo Horizonte - MG: Examinamos as demonstrações contábeis da São Joaquim Energia S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2014, e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis: A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação As garantias são apresentadas conforme a seguir: (a) Em 13 de abril de 2006, foi pactuado contrato de penhor das ações e vinculação das receitas e outras avenças com o BNDES para assegurar o pagamento de quaisquer obrigações decorrentes desses contratos; (b) Constituição de conta de reserva vinculada, proveniente da venda de energia à ELETROBRAS. A conta foi aberta no Banco do Brasil S.A., que atua como banco administrador de contas, indicada pela Companhia e aprovada pelo BNDES, e deverá atingir o limite de três vezes o valor da última prestação; (c) A propriedade fiduciária das máquinas e dos equipamentos a serem adquiridos com recursos dessa operação. Vencimento antecipado dos financiamentos: Os financiamentos possuem cláusulas financeiras restritivas (“covenants”), incluindo, entre outros, garantias reais, restrições quanto à mudança, transferência ou cessão de controle societário, incorporação, fusão ou cisão sem prévia anuência do credor. Os covenants de índices financeiros são os seguintes: Descrição Condição requerida ICP - patrimônio líquido / total do ativo Percentual superior a 20% Manter aplicado quantia correspondente a Conta reserva 3 (três) vezes o valor da última parcela vencida de principal e juros Com vistas a atender cláusula do contrato de financiamento com o BNDES, segue-se o demonstrativo do Índice de Capitalização Próprio (ICP), calculado conforme contrato, em 31 de dezembro de 2014: Patrimônio líquido 35.495 Total do ativo 76.834 ICP 46,20% A Administração acompanha o atendimento das cláusulas estabelecidas e entende que a Companhia atendeu todas as cláusulas financeiras restritivas acima em 31 de dezembro de 2014. 12. Contingências: A Companhia é parte em ações judiciais e processos administrativos perante tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal de suas operações, as quais envolvem questões tributárias, trabalhistas, aspectos cíveis, ambientais e de caráter comercial. A Companhia é parte em ações cíveis que tramitam em juízo correspondem às questões relativas à definição do valor das indenizações dos direitos de passagem aos proprietários de terras e a posse definitiva de terrenos. Os valores envolvidos, normalmente, são depositados em juízo e reconhecidos como custo do imobilizado e intangível. Na avaliação dos consultores jurídicos, baseada em experiências com processos de naturezas semelhantes, a são Joaquim é parte de processos judiciais natureza ambiental, cível e tributária que apresentam risco possível de desembolso futuro no valor de R$1.761 e, portanto, não foram provisionadas, sendo apenas evidenciado em notas explicativas. Parte deste valor é composto por: (a) Ação de execução fiscal da Prefeitura Municipal de Alfredo Chaves contra a PCH São Joaquim no valor de R$1.403, classificada pelo advogado como perda possível, relativo a débitos fiscais de responsabilidade de uma construtora, quando do período das obras. A São Joaquim tem como garantia desta obrigação um contrato de confissão de dívida fiscal, onde esta construtora se responsabiliza por qualquer prejuízo desta execução fiscal. (b) Ação movida pela ABRAGEL (Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa) contra a ELETROBRAS em função dos valores retidos indevidamente seguindo a resolução CNPE nº 003/2013, no valor total de R$ 332. Classificada pelos advogados como ganho possível. Com base na posição de seus assessores jurídicos, não há processos envolvendo a Companhia em que a probabilidade de perda seja classificada como provável. Dessa forma, nenhuma provisão para contingências foi constituída. 13. Patrimônio líquido: (a) Capital social: Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, o capital social subscrito e integralizado é de R$27.426 e está representado por 21.867.811 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal pertencentes em sua totalidade à PCH Participações S.A. (b) Reservas: Reserva legal: Constituída à razão de 5% do lucro líquido do exercício, antes de qualquer outra destinação, a qual não excederá 20% do capital social. Reserva especial: Constituída com o objetivo de registrar a destinação dos resultados da Companhia até que o seu fluxo de caixa futuro permita tal distribuição sem riscos financeiros relevantes durante o período da concessão nos termos do artigo 202 da Lei nº 6.404/76, parágrafo 4º e 5º. Reserva de retenção de lucros: A reserva de retenção de lucros representa o lucro líquido não distribuído após constituição da reserva legal e cálculo dos dividendos obrigatórios. Conforme estatuto estes valores aguardam deliberação em Assembleia para sua destinação. (c) Dividendos: O Estatuto Social determina a distribuição de um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado na forma do artigo 202 da Lei nº 6.404/76. Os dividendos referentes ao exercício de 2014 foram calculados conforme segue: Lucro do exercício 7.284 (=) Base de cálculo 7.284 (-) Reserva legal 364 (=) Base de cálculo do dividendo 6.920 Dividendos mínimos obrigatórios 1.730 No exercício de 2014, foram pagos dividendos de ações ordinárias referentes aos resultados apurados em exercícios passados, no valor de R$8.732. 14. Receita operacional líquida: 31/12/14 31/12/13 Receita operacional bruta: Venda de energia elétrica 23.573 23.134 (6.935) (746) Ajuste de MRE 16.638 22.388 Deduções à receita operacional: PIS (108) (145) (499) (673) COFINS (607) (818) 16.031 21.570 Receita operacional líquida 15. Informações sobre a natureza das despesas reconhecidas na demonstração do resultado: 31/12/14 31/12/13 Pessoal 1.120 1.059 Serviços de terceiros 30 27 Viagens 9 13 Publicações 132 109 Arrendamentos e aluguéis 100 84 Outras despesas 36 20 1.427 1.312 16. Resultado financeiro: 31/12/14 31/12/13 Despesas financeiras: Juros e atualizações monetárias sobre financiamentos (2.732) (3.164) Despesas bancárias (1) (2) Outras despesas (1) (36) (2.734) (3.202) 31/12/14 IR (*) 25% 540 (24) 516 Alíquota nominal Imposto sobre o resultado Diferença de alíquota CSLL 9% 279 279 31/12/13 IR (*) 25% 553 24 577 CSLL 9% 282 282 IRPJ / CSLL DIFERIDO Receita ajuste MRE (6.935) (6.935) (746) (746) Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% Base de cálculo (555) (832) (60) (90) Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% Outros ajustes 29 31 Imposto diferido sobre o resultado (139) (75) (15) (8) Imposto total 377 204 534 302 (*) Até o limite de R$240 mil a alíquota do IR é de 15%. 18. Instrumentos financeiros: Os valores contábeis apresentados como ativos e passivos financeiros são assim demonstrados por categoria: 31/12/14 31/12/13 Ativos financeiros: Empréstimos e recebíveis mensurados ao custo amortizado: Caixa e equivalentes de caixa 1.256 638 Contas a receber de clientes 2.543 2.481 Depósitos judiciais 218 213 Valor justo por meio do resultado: Ativos vinculados - BNDES 2.015 2.106 Passivos financeiros: Outros passivos mensurados ao custo amortizado: Fornecedores 110 74 Financiamentos 30.437 35.647 Dividendos a pagar 1.730 1.183 Outros passivos 44 1 A Administração entende que os instrumentos financeiros representados acima, os quais são reconhecidos nas demonstrações pelos seus valores contábeis, não apresentam variações significativas em relação aos respectivos valores de mercado, pois: (a) As taxas contratadas dos financiamentos são próximas às taxas de juros atualmente praticadas no mercado, e/ou; (b) O vencimento de parte substancial dos saldos ocorre em datas próximas às dos balanços. A Companhia está exposta a riscos relacionados a taxas de juros em função de financiamentos contratados vinculados ao TJLP. Em conformidade com o CPC 40 - Instrumentos Financeiros, é apresentado a seguir o quadro de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros de exposição a riscos de taxas de juros da Companhia, objetivando evidenciar um eventual desembolso futuro, de acordo com as premissas detalhadas. Na data de encerramento do exercício, a Administração estimou um cenário provável de variação das taxas de juros CDI (10,81%) e TJLP (5,5%), de acordo com a data de vencimento de cada operação. Tais taxas foram estressadas em 25 e 50%, servindo de parâmetro para os cenários possível e remoto, respectivamente. Cenário II Cenário III Exposição Cenário I (Deterioração (Deteriorade 25%) ção de 50%) 31/12/14 (Provável) Operação Risco Impacto Aplicação financeira 1.250 Baixa do CDI Resultado 135 169 203 Ativos vinculados ao BNDES 2.015 Baixa do CDI Resultado 218 273 327 Financiamentos (30.437) Alta da TJLP Resultado (1.674) (2.093) (2.511) (1.321) (1.651) (1.981) 19. Benefícios a empregados: (a) Seguro de vida: A Companhia possui a política de seguro de vida a todos os seus funcionários, onde o custo é totalmente pago pela Companhia. Os seguros são realizados a nível de grupo e o custo é integralmente pago por sua controladora. (b) Seguro saúde: O seguro saúde é oferecido aos funcionários, de acordo com os critérios definidos na política da Companhia, onde a mesma contribui com a maior parte do custo no plano completo e o colaborador contribui com um valor simbólico, que varia conforme a remuneração individual. O plano de saúde oferecido abarca apenas os colaboradores, para os dependentes a Companhia tem a política de negociar um valor diferenciado com débito em folha de pagamento. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes ao custo de Seguro Saúde pagos pela Companhia foram de R$ 43 (R$54 em 31 de dezembro de 2013). (c) Benefícios pós-emprego: A Companhia não concede benefícios pós-emprego, tais como complemento de aposentadoria, seguro e assistência médica, nem remuneração com base em participações em ações de seus administradores. (d) Promoção por tempo de serviço: A Companhia concede prêmio aos colaboradores pelo tempo de serviço prestado, mediante a aprovação da diretoria. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes a promoção por tempo de serviço pagos pela Companhia foram de R$6 (R$13 em 31 de dezembro de 2013). 20. Cobertura de seguro: Seguro de responsabilidade civil: A Companhia contratou cobertura de seguro para indenizações por danos civis no montante de R$1.373, com vigência até 28 de abril de 2015, decorrentes de sentença judicial transitada em julgado ou de acordo autorizado pela seguradora, por risco de poluição e/ou contaminação ambiental (súbita e acidental), por danos corporais e/ou materiais sofridos por terceiros e por danos morais diretamente decorrentes de danos materiais e/ou corporais causados a terceiros, considerado pela administração como suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. Seguro de operação: Em 27 de abril de 2014, com vigência até 27 de junho de 2015, a Companhia renovou a cobertura de seguro para riscos operacionais sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras no montante de R$11.668, considerado suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotados, devida à sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria de demonstrações contábeis, consequentemente não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. 21. Compromisso: (a) Existem ainda 5,97 hectares a serem reflorestadas que aguardam aprovação dos respectivos Plano ambiental de conservação e uso do entorno de reservatório artificial - PACUERA pelos agentes licenciadores competentes. Foi estimado um desembolso da ordem de R$40, para os próximos exercícios, após aprovação dos agentes licenciadores. Em 30 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não Circulante. (b) Licença de Operação - Todas as Licenças de Operação estão válidas e em vigor. Para atendimento dos programas ambientais nelas previstos, a empresa estima um gasto anual até o prazo de vigência da licença, em R$421. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (c) Legalização de terras - A Companhia possui contratos particulares de compra e venda de imóveis próprios e de servidão em imóveis de terceiros, cujos registros de propriedade definitiva e de averbação, no Registro Geral Imóveis ainda precisam ser regularizadas, com um gasto estimado em R$79. A regularização dessas terras se estenderá Receitas financeiras: Rendimentos de aplicações em renda fixa 271 360 até junho de 2015, em função das peculiaridades de cada situação. Em dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo Outras receitas 1 4 não circulante. (d) Indenização de terras - A Companhia registra as obrigações à título de indenização de terras, em montante 272 364 apurado pela diferença entre o valor do depósito judicial, atualizado monetariamente, e o valor estimado pelo perito nomeado Resultado financeiro (2.462) (2.838) no processo. Em 31 de dezembro de 2014, a provisão monta em R$564 e foi registrada no passivo não circulante. 22. Transações 17. Imposto de renda e contribuição social: A Companhia calculou o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro não envolvendo caixa: Em 2014, a Companhia realizou a seguinte transação que não gerou efeitos de caixa e que, portanto, líquido com base no regime do lucro presumido. A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais não está refletida na demonstração dos fluxos de caixa: • Baixa de ativo intangível no montante de R$227 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. • Constituição de ativo imobilizado no montante de R$14 em contrapartida à combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue: rubrica de provisões para compromissos futuros. 23. Autorização para conclusão das demonstrações contábeis: A emissão das 31/12/14 31/12/13 IR (*) CSLL IR (*) CSLL demonstrações contábeis foi autorizada pelo Conselho de Administração em 10 de fevereiro de 2015. Receita bruta 23.573 23.573 23.134 23.134 Composição da Diretoria Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% Edvaldo Alves de Santana - Diretor Abelardo Martins de Mello - Diretor Rendimentos e ganhos de aplicação financeira 272 272 360 360 Base de cálculo 2.158 3.101 2.211 3.136 RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações contábeis anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2014, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase: Depreciação dos bens do ativo imobilizado destinados à geração de energia elétrica no regime de produção independente: Conforme descrito nas notas explicativas nº 3.d e 8, os bens do imobilizado da atividade de geração de energia no regime de produção independente são depreciados pelo seu prazo estimado de vida-útil, considerando-se os fatos e circunstâncias que estão mencionados nas referidas notas. À medida que novas informações ou decisões do órgão regulador ou do poder concedente Contador - Bruno da Silva Rodrigues - CRC RJ - 116272/O-6 sejam conhecidas, o atual prazo de depreciação desses ativos poderá ou não ser alterado. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto. Outros assuntos: Demonstração do valor adicionado: Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2014, preparada sob a responsabilidade da administração da Companhia. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Belo Horizonte, 10 de fevereiro de 2015 DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Auditores Independentes CRC-2SP 011.609/O-8 F/MG Leonardo Fonseca de Freitas Maia Contador CRC-1MG 079.276/O-7 CNPJ 07.063.938/0001-08 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 31/12/14 31/12/13 Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social 11.109 18.971 BALANÇO PATRIMONIAL LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas pelas atividades operacionais: (476) Juros e atualizações monetárias (Valores expressos em milhares de reais - R$) 3.674 4.520 (315) Depreciação e amortização 3.419 3.184 Ativos Nota 31/12/14 31/12/13 (316) Constituição do ajuste MRE 10.865 1.169 Ativos circulantes (400) PIS e COFINS diferido sobre ajuste MRE (397) (43) Caixa e equivalentes de caixa 5 1.967 909 (86) Variações nos ativos e passivos Contas a receber de clientes 6 3.505 3.472 Contas a receber (33) 585 Despesas antecipadas 154 90 (283) 69 Adiantamentos a funcionários 9 8 (235) Impostos a compensar Despesas antecipadas (64) (34) 1 Adiantamentos diversos (3.184) Adiantamentos a funcionários (1) 5.636 4.479 Total dos ativos circulantes (136) Adiantamentos divesos Ativos não circulantes (5.431) Depositos judiciais Ativos vinculados - BNDES 7 2.741 2.855 24.205 Impostos e contribuições diferidas 45 (36) Impostos e contribuições diferidas 17 728 79 Fornecedores (390) 269 Depósitos judiciais 48 48 106 5 (732) Obrigações trabalhistas e previdenciárias Imobilizado 8 122.511 124.960 Impostos e contribuições a recolher (869) (289) (175) Intangível 9 885 1.928 Provisão para férias e 13º salário 37 24 (96) Outros passivos 86 Diferido 60 (4) 126.913 129.956 Total dos ativos não circulantes (1.003) Receita diferida (1.222) 132.549 134.435 Total dos ativos 23.202 Provisão para compromissos futuros (13) Nota 31/12/14 31/12/13 Passivos Caixa gerado pelas operações 26.325 28.389 Passivos circulantes (4.640) Outros fluxos de caixa das atividades operacionais: Fornecedores 745 1.135 (3.968) (4.540) 409 Juros pagos sobre empréstimos e financiamentos Financiamentos - BNDES 11 6.968 7.144 (329) (1.064) (4.231) Imposto de renda e contribuição social pagos no período Obrigações trabalhistas e previdenciárias 119 13 Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 22.028 22.785 18.971 Impostos e contribuições a recolher 165 242 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Provisão para férias e 13º salário 117 80 Resgate de ativos vinculados - BNDES 394 254 (1.094) Aquisição de imobilizado Receita diferida 10.812 1.169 (557) (296) Dividendos a pagar 13 2.443 1.240 32 Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos (163) (42) 62 2 Outros passivos (1.062) Fluxos de caixa das atividades de financiamentos 21.431 11.025 Total dos passivos circulantes (6.807) (6.808) 17.909 Financiamentos pagos Passivos não circulantes (14.000) (16.078) 0,50 Dividendos pagos Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos (20.807) (22.886) Financiamentos - BNDES 11 37.442 44.087 35.950.397 Aumento (redução) em caixa e equivalentes de caixa 1.058 (143) 1.622 2.351 Provisões para compromissos futuros 21 Variação no caixa e equivalentes de caixa 39.064 46.438 Total dos passivos não circulantes DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 909 1.052 60.495 57.463 Total dos passivos (Valores expressos em milhares de reais - R$) 1.967 909 Patrimônio líquido 13 31/12/14 31/12/13 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 1.058 (143) Capital social 61.180 61.180 Lucro líquido do exercício 10.285 17.909 Aumento (redução) em caixa e equivalentes de caixa 10.874 15.792 Outros resultados abrangentes Reserva de lucros DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO REFERENTE AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 72.054 76.972 Resultado abrangente do exercício Total do patrimônio líquido (Valores expressos em milhares de reais - R$) 10.285 17.909 132.549 134.435 Resultado abrangente total do exercício Total dos passivos e do patrimônio líquido Nota 31/12/2014 31/12/2013 10.285 17.909 1. Receita bruta de vendas 22.843 30.758 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Vendas de mercadorias, produtos e serviços 14 32.488 31.927 Reservas de lucros Ajuste do MRE (9.645) (1.169) Dividendos adicionais Reserva de retenção 2. Insumos adquiridos de terceiros 1.826 1.831 729 715 Propostos de lucros Capital social Reserva legal Reserva especial Lucros acumulados Total Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 1.097 1.116 Saldos em 31 de dezembro de 2012 61.180 2.136 118 11.674 75.108 Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 21.017 28.927 Dividendos pagos (118) (11.674) (11.792) 3. Valor adicionado bruto (1-2) 3.419 3.184 Lucro líquido do exercício 17.909 17.909 4. Depreciação e amortização 5. Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3-4) 17.598 25.743 Outros resultados abrangentes 6. Valor adicionado recebido em transferência 426 409 Resultado abrangente do exercício 17.909 17.909 Receitas financeiras 16 426 409 Destinações: 7. Valor adicionado total a distribuir (5+6) 18.024 26.152 Reserva legal 896 (896) - 8. Distribuição do valor adicionado 18.024 26.152 Dividendos adicionais propostos 12.760 (12.760) - Pessoal 1.884 1.011 Remuneração direta 1.310 757 Dividendos pagos antecipadamente (3.013) (3.013) Benefícios 482 196 (1.240) (1.240) Dividendos a pagar F.G.T.S 92 58 61.180 3.032 12.760 76.972 Saldos em 31 de dezembro de 2013 1.688 2.398 Pagamento de dividendos adicionais (12.760) (12.760) Impostos, taxas e contribuições Federais 1.672 2.383 Lucro líquido do exercício 10.285 10.285 Estaduais 5 7 Outros resultados abrangentes Municipais 11 8 Resultado abrangente do exercício 10.285 10.285 Remuneração de capitais de terceiros 4.167 4.834 Destinações: Juros 16 3.955 4.520 Aluguéis 211 193 Reserva legal 514 (514) Outras 1 121 Dividendos minimos obrigatórios (2.443) (2.443) 10.285 17.909 7.328 (7.328) - Remuneração de capitais próprios Dividendos adicionais propostos Dividendos 13 2.443 4.253 61.180 3.546 7.328 72.054 Saldos em 31 de dezembro de 2014 Lucros retidos 13 7.842 13.656 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 1. Contexto operacional: A São Pedro Energia S.A. (“Companhia” ou “São Pedro”) é uma subsidiária direta da PCH Participações S.A. liquidar as obrigações de curto prazo da Companhia. 1.1. Mecanismo de Realocação de Energia - MRE: A Companhia tem a totalidade 2. Apresentação das demonstrações contábeis: 2.1. Declaração de conformidade: As demonstrações contábeis da Companhia e indireta da Brasil PCH S.A., e foi constituída em 16 de agosto de 2004 como sociedade anônima de capital fechado, com sede na da sua capacidade de geração hidrelétrica inserida no MRE, responsável por mitigar os riscos hidrológicos entre as usinas hidrelétricas foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. As práticas contábeis adotadas no Brasil compreendem Avenida Prudente de Morais, 1250, 10º e 11º andar, Coração de Jesus, Belo Horizonte - MG. A Companhia tem como objeto social que aderirem ao mesmo. Por força do PROINFA, todos os anos, sempre em setembro, a Companhia informa a sazonalização para a aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo o propósito específico (Sociedade de Propósito Específico - SPE) de implantar e explorar o potencial hidráulico de Pequena Central ELETROBRAS considerar no Plano Anual do PROINFA do ano seguinte. As contabilizações são realizadas mensalmente pela Câmara Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (“CFC”) e pelas normas da Hidrelétrica (PCH) e comercializar energia elétrica nela gerada. A Companhia poderá, ainda, exercer todas as ações que possam, direta de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE e repassadas ao Agente de Comercialização do PROINFA (ELETROBRAS), que, por sua Agência Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”). 2.2. Bases de elaboração: As demonstrações contábeis foram elaboradas com ou indiretamente, no todo ou em parte, ser vinculadas ao seu propósito específico. A Companhia possui autorização para exploração vez, por força contratual repassa os seus efeitos à Companhia, no ano seguinte, em 12 parcelas, conforme definições contratuais. base no custo histórico, exceto por determinados instrumentos financeiros mensurados pelos seus valores justos, conforme do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica, concedida pela Agência Nacional de Energia Elétrica Por meio do Despacho ANEEL/SEM nº 335/13, de 08/02/13, as empresas titulares de empreendimentos incluídos no MRE ficaram descrito nas práticas contábeis a seguir. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em (ANEEL) através das Resoluções nºs 604/2003 e 296/2005, para funcionar como PCH pelo prazo de 30 anos e está localizada no Rio autorizadas a revisar a sazonalização dos montantes de garantia física para o exercício de 2013, até 15 de fevereiro de 2013. Contudo, troca de ativos. Ativos e passivos são classificados conforme seu grau de liquidez e exigibilidade. Os mesmos são classificados Jucu Braço Norte, no Município de Domingos Martins, no Espírito Santo, com capacidade de licença instalada de 30 MW e uma linha a revisão da sazonalização não foi solicitada pela ELETROBRAS à empresa. Os efeitos negativos da sazonalização ex-post informado como circulantes quando provável que sua realização ou liquidação ocorra nos próximos doze meses. Caso contrário, são de transmissão de 22 km de extensão. A contratação de energia gerada será feita pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de pela ELETROBRAS em 31 de dezembro de 2013 foi de R$1.143 Por meio da ABRAGEL, foi interposto recurso administrativo junto a demonstrados como não circulantes. (a) Moeda funcional e moeda de apresentação: Essas demonstrações contábeis são Energia Elétrica (PROINFA), que determina que a Centrais Elétricas Brasileiras (ELETROBRAS) seja o agente representante das PCHs na ANEEL e a Administração acompanha o assunto junto à associação. A Companhia considerou todos os impactos negativos nas suas apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações financeiras apresentadas em milhares de Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), responsável pela contratação de toda energia gerada, obrigando a celebração demonstrações contábeis de 2013 e 2014. Outro aspecto relevante consiste na aplicação do fator de ajuste da garantia física da reais foram arredondadas para o valor mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. (b) Uso de estimativas e de contratos de compra e venda de energia, pelo prazo de 20 anos a contar do mês de junho de 2009. Em 15 de junho de 2009, usina pertencente ao MRE. Devido a um regime hidrológico muito desfavorável a redução de geração em relação à garantia física julgamentos: A preparação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil exige que a através do Despacho ANEEL nº 2.195, a Companhia obteve autorização para iniciar a comercialização da energia gerada nas unidades da usina São Pedro é em média 22,9% em 2014, com impacto já contabilizado pela CCEE até novembro de R$ 9.196, e a Companhia Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados 1 e 2, ambas com potência instalada de 15 Mw, atingindo, assim, sua capacidade total em operação de 30 MW e energia anual projeta o valor de R$ 10.865 para o exercício de 2014, o qual foi provisionado conforme mencionado no parágrafo anterior. 1.2. de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são assegurada de 161,2 GWh. O término de sua autorização se dará em 18 de novembro de 2033. As informações sobre capacidade Revisão da Garantia Física: De acordo com o previsto na Portaria MME 463/2009, a partir do quadragésimo oitavo mês de operação revistas de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as de licença instalada e em operação, energia anual assegurada e quilômetros de extensão, não foram examinadas pelos auditores comercial serão revisados anualmente e, em seguida, semestralmente, os montantes de garantia física dos empreendimentos que estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. 3. Resumo das principais práticas contábeis: As políticas independentes. Em 31 de dezembro de 2014, os números mostram capital circulante líquido negativo, no montante de R$ 15.795 apresentarem desempenho inferior às metas de geração líquida estabelecidas em 80% e 90%, respectivamente. A Companhia estima contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas demonstrações contábeis. (a) Instrumentos financeiros: Os ativos e passivos financeiros são reconhecidos quando uma entidade (R$ 6.546 em 31 de dezembro de 2013). No entanto, a Administração entende que não existe risco de inadimplência, visto que parte que nos próximos anos ela sofrerá novas revisões de garantia física, conforme apresentado abaixo: do Grupo for parte das disposições contratuais dos instrumentos. (i) Ativos financeiros não derivativos: A Companhia reconhece substancial dos passivos circulantes refere-se às obrigações contraídas junto a instituições financeiras, decorrentes de financiamentos, Impacto financeiro esperado os empréstimos e recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros e junto a ELETROBRAS, decorrente do ajuste MRE, sendo que estas obrigações estão atualizadas e refletem as obrigações para os Ano % 2016 2017 próximos 12 meses, enquanto os ativos circulantes demonstram somente as contas a receber levantadas na data das demonstrações (Não auditado) (Não auditado) (incluindo os ativos designados pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na contábeis. A Administração prevê a geração de caixa decorrente da energia assegurada pelo PROINFA em montante suficiente para 2015 5 2.227 2.227 qual a Companhia se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. • Empréstimos e recebíveis: Empréstimos RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, A PCH São Pedro com capacidade instalada total de 30 MW, e energia comercializada anual de 159,82 GWh, beneficiando aproximadamente 243 mil pessoas. A receita bruta de vendas em 2014 foi de R$ 32,5 milhões, apresentando um lucro líquido na ordem de R$ 0,3 milhões. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto o lucro por ação) Nota 31/12/14 Receita líquida de vendas 14 22.010 Custos das vendas de energia Pessoal (756) Meio ambiente (181) Operação (361) Manutenção (436) Taxas setoriais (171) Tarifa de uso dos sistemas elétricos de distribuição (TUSD) (187) Seguros (289) Depreciação e amortização (3.419) Outros custos (164) (5.964) Lucro bruto 16.046 Despesas operacionais 15 Pessoal (1.128) Administrativas e gerais (216) Outras despesas operacionais, líquidas (63) (1.407) Lucro antes do resultado financeiro 14.639 Resultado financeiro 16 Despesas financeiras (3.956) Receitas financeiras 426 (3.530) Lucro operacional antes do imposto de renda e da contribuição social 11.109 Imposto de renda e contribuição social 17 Corrente (1.121) Diferido 297 (824) Lucro líquido do exercício 10.285 Lucro básico e diluído por ação - R$ 0,29 Quantidade média ponderada de ações 35.950.397 31/12/13 29.636 BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 31 CNPJ 07.063.938/0001-08 e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. • Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas no pagamento das obrigações de curto prazo. (ii) Passivos financeiros não derivativos: A Companhia reconhece passivos financeiros inicialmente na data de negociação na qual a Companhia se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retirada ou cancelada. A Companhia classifica os passivos financeiros não derivativos na categoria de outros passivos financeiros. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. A Companhia tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: financiamentos, fornecedores, dividendos a pagar e outros passivos. A Companhia não opera com instrumentos financeiros derivativos. (iii) Capital social: Ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. Os dividendos mínimos obrigatórios conforme definido em estatuto são reconhecidos como passivo. (b) Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes são registradas pelo valor faturado menos os impostos retidos na fonte, os quais são considerados créditos tributários, conforme legislação tributária vigente. (c) Imobilizado: Registrado ao custo histórico de aquisição, formação ou construção (inclusive juros e demais encargos financeiros líquidos), deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas. O custo inclui gastos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. Considerando a conclusão das obras e o início das operações em junho de 2009, aliado ao custo do imobilizado atender aos requerimentos do CPC 27 - Ativo Imobilizado, a Companhia manteve o custo histórico como base de mensuração do ativo fixo. Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são registradas como itens individuais (componentes principais) de imobilizado. O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do item caso seja provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do componente irão fluir para a Companhia e que o seu custo pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme incorridos. (d) Depreciação: A depreciação, exceto de móveis e utensílios e computadores e periféricos, é calculada a partir do início da operação da Companhia, pelo método linear, às taxas determinadas pela Portaria DNAEE nº 815, de 15 de novembro de 1994, alteradas pelas Resoluções nº 367, de 2 de junho de 2009 e 474, de 7 de fevereiro de 2012. A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e, conforme avaliação da Administração do que consta na Resolução de autorização para estabelecimento como produtora independente, concedida pela ANEEL a São Pedro, ao final do prazo dessa autorização que é de 30 anos, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação da autorização, considerando inclusive as Portarias MME nº 956/10 e nº 197/12, autorizando a prorrogação das PCH’s Pacífico Mascarenhas e San Juan, respectivamente, por mais 20 anos, condicionada à realização de pequena melhoria operacional, o que a Administração entende demonstrar a evidência concreta de possibilidade de prorrogação de autorização da PCH por mais 20 anos, entendendo assim estar em linha com um dos requerimentos do CPC 27. Autorização e indenização: A autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica vigorará pelo prazo de trinta anos (ver Nota explicativa nº 1), podendo ser prorrogada, a critério da ANEEL. Ao final do prazo da respectiva autorização, não havendo prorrogação, os bens e instalações vinculados à produção de energia elétrica passarão a integrar o patrimônio da União mediante indenização dos investimentos realizados, desde que previamente autorizados, e ainda não amortizados, apurada por auditoria da ANEEL, ou poderá ser exigido que a Companhia restabeleça, por sua conta, o livre escoamento das águas. (e) Intangível: Registrado ao custo de formação. A amortização é calculada, pelo método linear, a contar da data do início do prazo de vigência de cada evento. (f) Valor recuperável de ativos: O imobilizado e intangível tem o seu valor recuperável avaliado, no mínimo, anualmente caso haja indicadores de perda de valor. A Companhia não apurou nenhuma indicação de perda que requeresse a contabilização de provisão para ajuste desses ativos ao seu valor de recuperação. (g) Provisões: Uma provisão é reconhecida para obrigações presentes (legal ou presumida) resultante de eventos passados, em que seja possível estimar os valores de forma confiável e cuja liquidação seja provável. O valor reconhecido como provisão é a melhor estimativa das considerações requeridas para liquidar a obrigação no final de cada período de relatório, considerando-se os riscos e as incertezas relativos à obrigação. Quando a provisão é mensurada com base nos fluxos de caixa estimados para liquidar a obrigação, seu valor contábil corresponde ao valor presente desses fluxos de caixa (em que o efeito do valor temporal do dinheiro é relevante). Quando alguns ou todos os benefícios econômicos requeridos para a liquidação de uma provisão são esperados que sejam recuperados de um terceiro, um ativo é reconhecido se, e somente se, o reembolso for virtualmente certo e o valor puder ser mensurado de forma confiável. (h) Apuração do resultado: O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. (i) Receita operacional: A receita é mensurada pelo valor justo da contrapartida recebida ou a receber. A receita é reconhecida quando a energia é gerada e a titularidade legal é transferida, conforme determinações legais do contrato de suprimento de energia elétrica, ou seja, todos os riscos e benefícios inerentes são transferidos para o comprador, o valor da receita pode ser mensurado com confiabilidade e os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a Companhia. Receita diferida: Os Contratos de Compra e Venda de Energia, celebrados entre as controladas indiretas e a ELETROBRAS, estabelecem que seja apurada em cada ano (período de janeiro a dezembro) o resultado da comercialização no âmbito da CCEE. A parcela de ajuste financeiro resultante dessa apuração será compensada nas faturas mensais do ano subsequente. (j) Receitas financeiras e despesas financeiras: As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre financiamentos. Custos de financiamentos são mensurados no resultado através do método de juros efetivos. (k) Imposto de renda e contribuição social: A sistemática fiscal adotada pela Companhia foi do lucro presumido. Com base nesse critério, o resultado para fins de imposto de renda e contribuição social da Companhia foi calculado aplicando-se sobre a receita as alíquotas definidas para sua atividade, que são de 8% e 12%, respectivamente. Sobre o resultado presumido foram aplicadas as alíquotas de imposto de renda e contribuição social vigentes na data do encerramento de cada exercício (25% para imposto de renda e 9% para contribuição social). (l) Demonstração do valor adicionado: Essa demonstração tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela Companhia e sua distribuição durante determinado período e é apresentada pela Companhia como parte de suas demonstrações contábeis e como informação suplementar às demonstrações contábeis, nos termos do pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. (m) Lucro por ação: O lucro básico por ação foi calculado com base no número médio de ações ordinárias em circulação da Companhia em cada um dos exercícios apresentados. A Companhia não possui instrumentos que poderiam potencialmente diluir o lucro básico por ação, motivo pelo qual o lucro básico por ação é igual ao lucro por ação diluído. (n) Adoção de pronunciamentos contábeis, orientações e interpretações novos e/ou revisados. (i) Alterações às IFRSs e as novas interpretações de aplicação obrigatória a partir do exercício corrente: No exercício corrente, a Companhia aplicou diversas emendas e novas interpretações aos CPCs emitidos pelo CPC, que entram obrigatoriamente em vigor para períodos contábeis iniciados em 1º de janeiro de 2014. • Alterações ao CPC 39 - Apresentação de Instrumentos Financeiros Ativos e Passivos Líquidos. Os ajustes do CPC 39 esclarecem os requerimentos relacionados à compensação de ativos financeiros com passivos financeiros; • Alterações ao CPC 01 (R1) - Divulgação de Valor Recuperável de Ativos Não Financeiros. As alterações do CPC 01 (R1) retiram os requerimentos de divulgar o montante recuperável de uma unidade geradora de caixa para a qual o ágio de expectativa de rentabilidade futura (goodwill) ou outro ativo intangível com vida útil indefinida tenha sido alocado quando não tenha ocorrido redução ao valor recuperável de um ativo ou reversão de redução ao valor recuperável relacionado a essa unidade geradora de caixa. • Alterações ao CPC 38 - Novação de Derivativos e Continuidade de Contabilidade de Hedge. As alterações ao CPC 38 retiram a obrigatoriedade de descontinuar a contabilidade de hedge quando um derivativo designado como instrumento de hedge é renovado sob determinadas circunstâncias. A alteração também esclarece que qualquer mudança no valor justo do derivativo designado como instrumento de hedge derivativo que ocorra em decorrência da novação deve ser incluída na avaliação e mensuração da efetividade do hedge. • IFRIC 21 - Tributos. O IFRIC 21 endereça o momento de reconhecer um passivo decorrente da obrigação de pagamento de tributos impostos por um governo, A interpretação define tributos e especifica que o fato gerador da obrigação é a atividade que resulta em pagamento do tributo, conforme definido na legislação. A interpretação disponibiliza instruções de como diferentes acordos tributários devem ser contabilizados e, principalmente esclarece que o aproveitamento de uma vantagem econômica ou questões de continuidade na preparação das demonstrações contábeis não implicam em uma obrigação presente da companhia em pagar um tributo cujo fato gerador ocorrerá em uma operação futura. A Companhia avaliou todas as novas normas acima resumidas e não identificou efeitos significativos nas demonstrações contábeis. (ii) Normas e interpretações novas e revisadas já emitidas e ainda não adotadas. A Companhia não adotou as IFRSs novas e revisadas a seguir, já emitidas e ainda não adotadas: a) IFRS 9 Instrumentos Financeiros; b) IFRS 15 - Receitas de Contratos com clientes; c) Modificações à IFRS 11/CPC 19 (R2) - Acordo contratual conjunto; d) Modificações às IAS 16/CPC 27 e IAS 38/CPC 04 (R1) - Esclarecimento dos métodos de depreciação e amortização aceitáveis; e) Modificações às IAS 16 / CPC 27 e IAS 41 / CPC 29 - Agricultura: Plantas produtivas; f) Modificações à IAS 19/CPC 33 (R1) - Plano de Benefício Definido: Contribuição do Empregado; g) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2010-2012; h) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2011-2013. Considerando as atuais operações da Companhia a Administração não espera que essas normas, interpretações e alterações tenham efeitos relevantes sobre as suas demonstrações contábeis a partir de sua adoção. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC ainda não editou todos os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionadas às IFRSs novas e revisadas apresentadas acima. Em decorrência do compromisso do CPC de manter atualizado o conjunto de normas emitido com base nas atualizações feitas pelo International Accounting Standards Board - IASB, é esperado que esses pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC até a data de sua aplicação obrigatória e que seus impactos nas Demonstrações Contábeis da Companhia sejam os mesmos da adoção dos pronunciamentos do IASB descritos acima. 4. Gerenciamento de risco: A Companhia avaliou e considerou relevante a exposição aos seguintes riscos: • Risco de crédito: O risco de crédito refere-se ao risco de uma contraparte não cumprir com suas obrigações contratuais, levando a Companhia a incorrer em perdas financeiras. As contas a receber de clientes são formadas por um único cliente - ELETROBRAS via contrato de compra de energia pelo prazo de 20 anos. Este fato reduz o risco de perda financeira por motivo de inadimplência. Assim, não há exposição significativa da Companhia a riscos de crédito e moeda, ou perdas por redução no valor recuperável relacionadas às contas a receber de clientes, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 6. • Risco de mercado: Decorre da possibilidade da Companhia sofrer ganhos ou perdas decorrentes de oscilações de taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos financeiros. A Companhia avalia que os riscos das aplicações financeiras de suas disponibilidades são baixos, por serem realizadas em bancos de reconhecida liquidez e remuneradas a taxas de mercado que variam entre 96% a 100,5% do CDI, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 5. A Companhia administra e mensura esses riscos através do planejamento de fluxo de caixa realizado. Os passivos financeiros existentes abrangem basicamente saldos de financiamentos obtidos pela Companhia junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme apresentado na Nota Explicativa nº 11. Uma análise de sensibilidade dos ativos e passivos que representam riscos relevantes para a Companhia está apresentada na Nota Explicativa nº 18. • Risco operacional: O objetivo da Companhia é administrar o risco operacional para evitar a ocorrência de prejuízos financeiros. A Companhia realiza as atividades de operação e manutenção da sua usina de acordo com as práticas do setor elétrico brasileiro, inclusive realizando sistematicamente as atividades de manutenção preventiva e de manutenção corretiva dos equipamentos eletromecânicos das instalações, bem como o monitoramento das estruturas civis e barragens. Caso ocorram eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade, a Companhia contratou uma cobertura de seguros de operação sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras, conforme Nota Explicativa nº 20. • Risco de liquidez: A Companhia utiliza o controle do custeio para auxiliar no monitoramento de exigências do fluxo de caixa e na otimização de seu retorno de caixa em investimentos. Todo decêndio é estimado o desembolso em comparação com a sua entrada de caixa. A Companhia não possui operações contratadas em moeda estrangeira. Desta forma, não está sujeita a riscos decorrentes de oscilações de taxas de câmbio. • Gestão de capital: A política da Administração é manter uma sólida base de capital para preservar a confiança do investidor, credor e mercado e com isso manter o desenvolvimento futuro do negócio. A Administração monitora o retorno de capital sobre a operação da empresa através do acompanhamento mensal da realização orçamentária aprovada pelo Conselho de Administração. A Administração entende que a exposição da Companhia a riscos é remota, sendo o gerenciamento realizado através de ferramentas de controle, planejamento e orçamento, coordenadas pela Diretoria. • Riscos hidrológicos: O suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) é realizado, na sua maior parte, por usinas hidrelétricas. Como o SIN opera em sistema de despacho otimizado e centralizado pelo ONS, cada usina hidrelétrica, incluindo a da Companhia, está sujeita a variações nas condições hidrológicas verificadas, tanto na região geográfica em que opera como em outras regiões do país. A ocorrência de condições hidrológicas desfavoráveis, em conjunto com a obrigação de entrega da energia contratada, poderá resultar em uma exposição da Companhia ao mercado de energia de curto prazo, o que afetaria seus resultados financeiros futuros. Entretanto, a totalidade da capacidade de geração hidrelétrica da Companhia está inserida no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), que mitiga parte do risco hidrológico, alocando-o entre todas as usinas vinculadas ao MRE. 31/12/14 31/12/13 5. Caixa e equivalentes de caixa: Bancos 4 24 Aplicações financeiras 1.963 885 1.967 909 As aplicações financeiras de liquidez imediata em CDB - DI, com risco insignificante de perda de valor, junto aos Bancos do Brasil e Santander, são remuneradas a taxas de mercado que variam entre 96% a 100,5% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). 6. Contas a receber: Refere-se ao valor da venda da energia gerada pela Companhia, líquido dos respectivos impostos retidos na fonte. A Companhia registra o valor a receber referente à energia contratada pelo PROINFA. O período médio de crédito nas contas a receber é de 35 dias e não são cobrados juros sobre as contas a receber. A Companhia não constitui provisão para créditos de liquidação duvidosa, com base em sua experiência histórica de realização de 100% das contas a receber passadas e da análise da situação financeira atual de seu único devedor - ELETROBRAS, inexistindo contas a receber vencidas na data das demonstrações contábeis. 7. Ativos vinculados - BNDES: O saldo registrado em 31 de dezembro de 2014, refere-se a recursos recebidos pela Companhia decorrentes da venda de energia gerada e que estão vinculados ao BNDES. Conforme descrito na Nota Explicativa nº 11, o BNDES exige como garantia do financiamento a constituição de conta de reserva vinculada. Esta conta é uma aplicação financeira, no Fundo BB Comercial 17, com taxas que variaram entre 96,0% e 98,0%, do CDI, de liquidez imediata e baixo risco junto ao Banco do Brasil, que é a instituição financeira aprovada pelo BNDES para atuar como administradora das contas. Essa conta deverá ser utilizada para pagamento das parcelas do referido financiamento. 8. Imobilizado: (a) Composição: Taxa Depreciação 31/12/14 31/12/13 Descrição depreciação Custo Acumulada Líquido Líquido Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 6.229 6.229 6.229 Turbina hidráulica 2,50% 12.569 (1.721) 10.848 11.162 Conduto Forçado 3,13% 2.093 (338) 1.755 1.821 Gerador 3,33% 4.814 (895) 3.919 4.080 Comporta 3,33% 486 (91) 395 412 Subestação unitária 3,57% 2.955 (594) 2.361 2.467 Estrutura de tensão 3,57% 3.060 (518) 2.542 2.662 Casa de força produção hidráulica 2,00% 45.468 (4.892) 40.576 41.021 Reservatório, barragem, adutora 2,00% 55.250 (6.109) 49.141 50.261 Outras máquinas e equipamentos 3,65% 5.883 (1.138) 4.745 4.845 138.807 (16.296) 122.511 124.960 A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e conforme consta na Resolução nº 296, de 31 de agosto de 2005, da ANEEL, a qual concede à PCH a autorização para se estabelecer como produtora independente, ao final do prazo dessa autorização, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração considera provável a renovação de autorização por mais 20 anos. A Companhia monitora os aspectos trazidos pelo CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos e avaliam o valor recuperável de seus ativos sempre que identificam indícios de que o valor contábil registrado é superior ao retorno esperado por seus investimentos, realizando provisão contábil sempre que necessário. Na data destas demonstrações contábeis, a Administração entendeu que não havia indicação de que algum dos seus ativos tangíveis pudessem ter sofrido desvalorização, uma vez que não se evidenciaram nenhum dos fatores indicativos de perdas conforme pronunciamento CPC 01 (R1). (b) Movimentação: 31/12/2013 Adições Baixas 31/12/2014 Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 6.229 6.229 Turbina hidráulica 12.568 1 12.569 Conduto Forçado 2.093 2.093 Gerador 4.814 4.814 Comporta 486 486 Subestação unitária 2.955 2.955 Estrutura de Tensão 2.975 85 3.060 Casa de força produção hidráulica 45.012 456 45.468 Reservatório, barragem, adutora 55.274 (24) 55.250 Adiantamento a Fornecedores 1 (1) Outras máquinas e equipamentos 5.869 14 5.883 138.275 557 (25) 138.808 Depreciação (13.315) (2.982) (16.297) 124.960 (2.425) (25) 122.511 Descrição 31/12/12 Adições Baixas Transferências 31/12/13 Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 6.215 14 6.229 Turbina hidráulica 12.568 12.568 Conduto forçado 2.093 2.093 Gerador 4.814 4.814 Comporta 486 486 Subestação unitária 2.955 2.955 Estrutura de tensão 2.975 2.975 Casa de força produção hidráulica 42.770 57 2.185 45.012 Reservatório, barragem, adutora 56.649 641 (2.016) 55.274 Adiantamento a fornecedores 267 (98) (169) Outras máquinas e equipamentos 5.862 7 5.869 137.654 719 (98) 138.275 Depreciação (10.339) (2.976) (13.315) 127.315 (2.257) (98) 124.960 9. Intangível: Taxa de amortização 31/12/14 31/12/13 Softwares 20% 44 44 Medidas compensatórias - licença de operação 25% 1.158 1.840 Indenização de terras 33 29 Legalização de Terras 3 17 Amortização acumulada (353) (2) 885 1.928 (a) Movimentação: Descrição 31/12/2013 Adições Baixas 31/12/2014 Softwares 44 44 Medidas compensatórias - licença de operação 1.840 (682) 1.158 Indenizações de terras 29 4 33 Legalização de terras 17 (14) 3 1.930 4 (696) 1.238 Amortização acumulada (2) (364) 13 (353) 1.928 (360) (683) 885 As medidas compensatórias referem-se aos programas ambientais constantes nas licenças de operação. 10. Transações com partes relacionadas: A Administração identificou como partes relacionadas à Companhia: sua controladora, suas coligadas, seus administradores, conselheiros e demais membros do pessoal-chave da administração e seus familiares, conforme definições contidas no Pronunciamento Técnico CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes Relacionadas. Os principais saldos e transações com partes relacionadas, praticadas em condições contratadas entre as partes, e seus efeitos são assim demonstrados: 31/12/2014 31/12/2013 Outros passivos: Brasil PCH S.A. 61 61 Dividendos a Pagar: PCH Par Participações S.A. 2.443 1.240 2.443 1.240 Remuneração da Administração: Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 5 de março de 2014, foi aprovada a remuneração global da Administração da Companhia para o período de janeiro a dezembro de 2014 em, no máximo, R$ 175 (R$65 em 2013). A Diretoria da Companhia é composta por dois diretores com remuneração anual de R$ 175. 11. Financiamentos: Indexador 31/12/14 31/12/13 BNDES: TJLP + 3,5% a.a. Principal 44.250 51.057 Encargos 160 174 44.410 51.231 Circulante 6.968 7.144 Não Circulante 37.442 44.087 44.410 51.231 Em 13 de abril de 2006, a Companhia, visando a buscar recursos para implementação do projeto, firmou contrato de financiamento junto ao BNDES. A dívida (principal e juros) decorrente desse contrato está sendo paga ao BNDES em 144 prestações mensais e sucessivas, cada uma delas no valor do principal e juros atualizados da dívida dividido pelo número de prestações de amortização ainda não vencidas. Vencimentos dos financiamentos apresentados no passivo não circulante: 2016 6.808 2017 6.808 2018 6.808 2019 a 2021 17.018 37.442 Movimentação dos financiamentos: 31/12/14 31/12/13 Saldo inicial 51.231 58.059 Encargos provisionados 3.954 4.520 Pagamentos (10.775) (11.348) 44.410 51.231 As garantias são apresentadas conforme a seguir: (a) Em 13 de abril de 2006, foi pactuado contrato de penhor das ações e vinculação das receitas e outras avenças com o BNDES para assegurar o pagamento de quaisquer obrigações decorrentes desses contratos; (b) Constituição de conta de reserva vinculada, proveniente da venda de energia à ELETROBRAS. A conta foi aberta no Banco do Brasil S.A., que atuará como banco administrador de contas, indicado pela Companhia e aprovado pelo BNDES, e deverá atingir o limite de três vezes o valor da última prestação; (c) A propriedade fiduciária das máquinas e dos equipamentos a serem adquiridos com recursos dessa operação. Vencimento antecipado dos financiamentos: Os financiamentos possuem cláusulas financeiras restritivas (“covenants”), incluindo, entre outros, garantias reais, restrições quanto à mudança, transferência ou cessão de controle societário, incorporação, fusão ou cisão sem prévia anuência do credor. Os covenants de índices financeiros são os seguintes: Descrição Condição requerida ICP - patrimônio líquido / total do ativo Percentual superior a 20% Manter aplicado quantia correspondente a 3 (três) vezes o valor da última Conta reserva parcela vencida de principal e juros Com vistas a atender cláusula do contrato de financiamento com o BNDES, segue-se o demonstrativo do Índice de Capitalização Próprio (ICP), calculado conforme contrato, em 31 de dezembro de 2014: Patrimônio líquido 72.054 Total do ativo 132.549 ICP 54,36% A Administração acompanha o atendimento das cláusulas estabelecidas e entende que a Companhia atendeu todas as cláusulas financeiras restritivas acima em 31 de dezembro de 2014. 12. Contingências: A Companhia é parte em ações judiciais e processos administrativos perante tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal de suas operações, as quais envolvem questões tributárias, trabalhistas, aspectos cíveis, ambientais e de caráter comercial. A Companhia é parte em ações cíveis que tramitam em juízo correspondem às questões relativas à definição do valor das indenizações dos direitos de passagem aos proprietários de terras e a posse definitiva de terrenos. Os valores envolvidos, normalmente, são depositados em juízo e reconhecidos como custo do imobilizado e intangível. Na avaliação dos consultores jurídicos, baseada em experiências com processos de naturezas semelhantes, a São Pedro é parte de processos judiciais natureza cível que apresentam risco possível de desembolso futuro no valor de R$547 e, portanto, não foram provisionadas, sendo apenas evidenciado em notas explicativas. Parte deste valor é composto por uma ação movida pela ABRAGEL (Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa) contra a ELETROBRAS em função dos valores retidos indevidamente seguindo a resolução CNPE nº 003/2013, no valor total de Aos Acionistas e Administradores da São Pedro Energia S.A. Belo Horizonte - MG. Examinamos as demonstrações contábeis da São Pedro Energia S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2014, e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis: A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações contábeis anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2014, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase: Depreciação dos bens do ativo imobilizado destinados à geração de energia elétrica no regime de produção independente: Conforme descrito nas notas explicativas nº 3.d e 8, os bens do imobilizado da atividade de geração de energia no regime de produção independente são depreciados pelo seu prazo estimado de vida-útil, considerando-se os fatos e circunstâncias que estão mencionados nas referidas notas. À medida que novas informações ou decisões do órgão regulador ou do poder concedente CNPJ 07.063.976/0001-52 RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, A PCH São Simão com capacidade instalada total de 27 MW, e energia comercializada anual de 131,72 GWh, beneficiando aproximadamente 201 mil pessoas. A receita bruta de vendas em 2014 foi de R$ 26,7 milhões, apresentando um lucro líquido na ordem de R$ 0,3 milhões. BALANÇO PATRIMONIAL LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Ativos Ativos circulantes Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes Despesas antecipadas Adiantamentos a funcionários Adiantamentos diversos Total dos ativos circulantes Ativos não circulantes Ativos vinculados - BNDES Impostos e contribuições diferidas Depósitos judiciais Imobilizado Intangível Diferido Total dos ativos não circulantes Total dos ativos Nota 31/12/14 31/12/13 5 6 524 2.882 151 25 31 3.613 724 2.859 89 3 3.675 7 18 8 9 2.944 583 840 95.803 1.341 101.511 105.124 3.067 71 660 97.812 2.278 24 103.912 107.587 Passivos Passivos circulantes Fornecedores Financiamentos - BNDES Obrigações trabalhistas e previdenciárias Impostos e contribuições a recolher Provisão para férias e 13º salário Receita diferida Dividendos a pagar Outros passivos Total dos passivos circulantes Passivos não circulantes Financiamentos - BNDES Provisões para compromissos futuros Total dos passivos não circulantes Total dos passivos Patrimônio Líquido Capital social Reserva de lucros Total do patrimônio líquido Total dos passivos e do patrimônio líquido Nota 31/12/14 31/12/13 242 7.483 158 153 202 8.660 1.586 59 18.543 903 7.672 35 163 216 1.065 1.685 4 11.743 40.209 2.566 42.775 61.318 47.345 3.228 50.573 62.316 34.601 9.205 43.806 105.124 34.601 10.670 45.271 107.587 12 11 12 22 14 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto o lucro por ação) Receita líquida de vendas Custos das vendas de energia Pessoal Meio ambiente Operação Manutenção Taxas setoriais Tarifa de uso dos sistemas elétricos de distribuição (TUSD) Seguros Depreciação e amortização Outros custos Lucro bruto Despesas operacionais Pessoal Administrativas e gerais Outras despesas operacionais, líquidas Lucro antes do resultado financeiro Resultado financeiro Despesas financeiras Receitas financeiras Lucro operacional antes do imposto de renda e da contribuição social Imposto de renda e contribuição social Corrente Diferido Lucro líquido do exercício Lucro básico e diluído por ação - R$ Quantidade média ponderada de ações Nota 15 16 17 18 31/12/14 18.421 31/12/13 24.391 (1.547) (203) (290) (463) (160) (257) (284) (2.942) (83) (6.229) 12.192 (1.469) (374) (304) (432) (65) (254) (220) (2.821) (77) (6.016) 18.375 (717) (175) (61) (953) 11.239 (524) (359) (67) (950) 17.425 (4.254) 389 (3.865) 7.374 (4.857) 437 (4.420) 13.005 (931) 234 (697) 6.677 0,26 25.608.945 (921) 17 (904) 12.101 0,47 25.608.945 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Lucro líquido do exercício Outros resultados abrangentes Resultado abrangente do exercício Resultado abrangente total do exercício 31/12/14 6.677 6.677 6.677 31/12/13 12.101 12.101 12.101 R$458, classificada pelo advogado como ganho possível Com base na posição de seus assessores jurídicos, não há processos envolvendo a Companhia em que a probabilidade de perda seja classificada como provável. Dessa forma, nenhuma provisão para contingências foi constituída. 13. Patrimônio líquido: (a) Capital social: Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, o capital social subscrito e integralizado é de R$61.180 e está representado por 35.950.397 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal pertencentes em sua totalidade à PCH Participações S.A.. (b) Reservas: Reserva legal: Constituída à razão de 5% do lucro líquido do exercício, antes de qualquer outra destinação, a qual não excederá 20% do capital social. Reserva especial: Constituída com o objetivo de registrar a destinação dos resultados da Companhia até que o seu fluxo de caixa futuro permita tal distribuição sem riscos financeiros relevantes durante o período da concessão nos termos do artigo 202 da Lei nº 6.404/76, parágrafo 4º e 5º. Reserva de retenção de lucros: A reserva de retenção de lucros representa o lucro líquido não distribuído após constituição da reserva legal e cálculo dos dividendos obrigatórios. Conforme estatuto estes valores aguardam deliberação em Assembleia para sua destinação. (c) Dividendos: O Estatuto Social determina a distribuição de um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado na forma do artigo 202 da Lei nº 6.404/76. Os dividendos referentes ao exercício de 2014 foram calculados conforme segue: Lucro do exercício 10.285 (=) Base de cálculo 10.285 (-) Reserva legal (514) (=) Base de cálculo do dividendo 9.771 Dividendos mínimos obrigatórios 2.443 No exercício de 2014, foram pagos dividendos de ações ordinárias referentes aos exercícios anteriores, no valor de R$12.760. 14. Receita operacional líquida: 31/12/14 31/12/13 Receita operacional bruta: Venda de energia elétrica 32.488 31.927 Ajuste de MRE (9.645) (1.169) 22.843 30.758 Deduções à receita operacional: PIS (148) (200) COFINS (685) (922) (833) (1.122) Receita operacional líquida 22.010 29.636 15. Informações sobre a natureza das despesas reconhecidas na demonstração do resultado: 31/12/14 31/12/13 Saldos em 31 Dividendos pa Lucro líquido d Outros resulta Resultado abr Destinações Reserva lega Dividendos a Dividendos a Dividendos p Saldos em 31 Pagamento de Lucro líquido d Outros resulta Resultado abr Destinações Reserva lega Dividendos m Dividendos a Saldos em 31 1. Contexto op S.A. e indireta sede na Aveni Pessoal 1.128 732 objeto social o Arrendamentos e aluguéis 138 115 Pequena Cent Publicações 47 47 ações que pos Serviços de terceiros 41 52 possui autoriz Viagens 7 19 pela Agência Outras despesas 46 38 PCH pelo praz 1.407 1.003 licença instala 16. Resultado financeiro: 31/12/14 31/12/13 Programa de I (ELETROBRAS) Despesas financeiras: Juros e atualizações monetárias sobre financiamentos (3.955) (4.520) pela contrataç Despesas bancárias (1) (1) 20 anos a con Outras despesas (119) obteve autoriz (3.956) (4.640) instalada de 1 GWh. O térmi Receitas financeiras: Rendimentos de aplicações em renda fixa 425 396 em operação, Outras receitas 1 13 31 de dezemb 426 409 dezembro de 2 Resultado financeiro 3.530 (4.231) passivos circul 17. Imposto de renda e contribuição social: A Companhia calculou o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro líquido ELETROBRAS, com base no regime do lucro presumido. A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da 12 meses, enq contábeis. A A despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue: para liquidar a 31/12/2014 31/12/2013 a totalidade d IR (*) CSLL IR (*) CSLL Receita bruta 32.488 32.488 31.927 31.927 as usinas hidr Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% informa a sazo Rendimentos e ganhos de aplicação financeira 426 426 409 409 realizadas men Base de cálculo 3.025 4.325 2.963 4.240 do PROINFA (E Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% 12 parcelas, c Imposto sobre resultado 756 389 741 382 empresas titu Diferença de alíquota (24) (29) - garantia física Imposto sobre a receita operacional 732 389 712 382 ELETROBRAS à 2013 foi de R$ IRPJ / CSLL Diferido Receita ajuste MRE (9.645) (9.645) (1.169) (1.169) o assunto junt Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% e 2014. Outro Base de cálculo (772) (1.157) (94) (140) a um regime h Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% 32,7% em 201 Outros ajustes 4 - 8.707, para o Imposto diferido sobre o resultado (193) (104) (19) (13) Física: De acor Imposto total 539 285 693 369 revisados anua desempenho i (*) Até o limite de R$240 mil a alíquota do IR é de 15%. 18. Instrumentos financeiros: Os valores contábeis apresentados como próximos anos ativos e passivos financeiros são assim demonstrados por categoria: 31/12/14 31/12/13 Ano Ativos financeiros: Empréstimos e recebíveis mensurados ao custo amortizado: 2016 Caixa e equivalentes de caixa 1.967 909 2. Apresentaç Contas a receber de clientes 3.505 3.472 foram prepara Depósitos judiciais 48 48 aquelas incluíd Valor justo por meio do resultado: Comitê de Pro Ativos vinculados - BNDES 2.741 2.855 Agência Nacio Passivos financeiros: base no custo Outros passivos mensurados ao custo amortizado: descrito nas p Fornecedores 745 1.135 troca de ativo Financiamentos 44.410 51.231 como circulan Dividendos a pagar 2.443 1.240 demonstrados Outros passivos 62 2 apresentadas A Administração entende que os instrumentos financeiros representados acima, os quais são reconhecidos nas demonstrações reais foram a pelos seus valores contábeis, não apresentam variações significativas em relação aos respectivos valores de mercado, pois: (a) As julgamentos: A taxas contratadas dos financiamentos são próximas às taxas de juros atualmente praticadas no mercado, e/ou; (b) O vencimento de parte substancial dos saldos ocorre em datas próximas às dos balanços. A Companhia está exposta a riscos relacionados a Administração taxas de juros em função de financiamentos contratados vinculados ao TJLP. Em conformidade com o CPC 40 - Instrumentos de ativos, pas Financeiros, é apresentado a seguir o quadro de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros de exposição a riscos de revistas de um taxas de juros da Companhia, objetivando evidenciar um eventual desembolso futuro, de acordo com as premissas detalhadas. estimativas sã Na data de encerramento do exercício, a Administração estimou um cenário provável de variação das taxas de juros CDI (10,81%) contábeis des e TJLP (5,5%), de acordo com a data de vencimento de cada operação. Tais taxas foram estressadas em 25 e 50%, servindo de demonstraçõe do Grupo for p parâmetro para os cenários possível e remoto, respectivamente. Cenário II Cenário III os empréstim Exposição Cenário I (Deterioração (Deterioração (incluindo os a 31/12/14 de 25%) de 50%) qual a Compan Operação Risco Impacto (Provável) Aplicação Financeira 1.963 Baixa do CDI Resultado 212 265 318 e recebíveis sã Ativos Vinculados ao BNDES 2.741 Baixa do CDI Resultado 296 370 444 reconhecidos Financiamentos BNDES (44.410) Alta da TJLP Resultado (2.443) (3.054) (3.665) os empréstimo (1.935) (2.419) (2.903) perda por redu e investiment 19. Benefícios a empregados: (a) Seguro de vida: A Companhia possui a política de seguro de vida a todos os seus funcionários, sujeitos a um r onde o custo é totalmente pago pela Companhia. Os seguros são realizados a nível de grupo e o custo integralmente é pago por sua controladora. (b) Seguro saúde: O seguro saúde é oferecido aos funcionários, de acordo com os critérios definidos na financeiros nã política da Companhia, onde a mesma contribui com a maior parte do custo no plano completo e o colaborador contribui com Companhia se um valor simbólico, que varia conforme a remuneração individual. O plano de saúde oferecido abarca apenas os colaboradores, tem suas obr para os dependentes a Companhia tem a política de negociar um valor diferenciado com débito em folha de pagamento. No categoria de o exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes ao custo de Seguro Saúde pagos pela Companhia foram quaisquer cus de R$48.413 (R$56.956 em 31 de dezembro de 2013). (c) Benefícios pós-emprego: A Companhia não concede benefícios pós- amortizado a emprego, tais como complemento de aposentadoria, seguro e assistência médica, nem remuneração com base em participações financiamento em ações de seus administradores. (d) Promoção por tempo de serviço: A Companhia concede prêmio aos colaboradores pelo derivativos. (ii tempo de serviço prestado, mediante a aprovação da diretoria. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores conforme defi correspondentes a promoção por tempo de serviço pagos pela Companhia foram de R$ 28 (R$56.956 em 31 de dezembro de são registrada 2013). 20. Cobertura de seguro: Seguro de responsabilidade civil: A Companhia contratou cobertura de seguro para indenizações legislação tribu por danos civis no montante de R$1.895, com vigência até 28 de abril de 2015, decorrentes de sentença judicial transitada e demais enc em julgado ou de acordo autorizado pela seguradora, de risco de poluição e/ou contaminação ambiental (súbita e acidental), (impairment) danos corporais e/ou materiais sofridos por terceiros, danos morais diretamente decorrentes de danos materiais e/ou corporais conclusão das causados a terceiros, considerado pela Administração como suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza do CPC 27 - Ati de sua atividade. Seguro de operação: Em 27 de abril de 2014, com vigência até 27 de junho de 2015, a Companhia renovou a de um item do cobertura de seguro para riscos operacionais sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras no montante de R$16.103, imobilizado. O considerado suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotados, que os benefí devida à sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria de demonstrações contábeis, consequentemente não foram medido de fo examinadas pelos nossos auditores independentes. 21. Compromisso: (a) Existem ainda 65,29 hectares a serem reflorestadas manutenção n que aguardam aprovação dos respectivos Plano ambiental de conservação e uso do entorno de reservatório artificial - PACUERA exceto de mó pelos agentes licenciadores competentes. Foi estimado um desembolso da ordem de R$428, para os próximos exercícios, após método linear aprovação dos agentes licenciadores. Em 30 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (b) Licença 367, de 2 de j de Operação - Todas as Licenças de Operação estão válidas e em vigor. Para atendimento dos programas ambientais nelas conforme ava previstos, a empresa estima um gasto anual até o prazo de vigência da licença, em R$1.158. Em 30 de dezembro de 2014, este autorização pa valor foi registrado no passivo não circulante. (c) Honorários de êxito - A Companhia constituiu provisão para pagamentos de autorização qu honorários advocatícios, por possuir ações cíveis, trabalhistas e Tributárias com provável chance de êxito, com gastos estimados considera prov em R$ 36. Em dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. 22. Transações não envolvendo caixa: a prorrogação Em 2014, a Companhia realizou a seguinte transação que não gerou efeitos de caixa e que, portanto, não está refletida na pequena melh demonstração dos fluxos de caixa: • Baixa de ativo imobilizado no montante de R$ 24 em contrapartida à rubrica de provisões de autorização para compromissos futuros. • Baixa de ativo intangível no montante de R$ 692 em contrapartida à rubrica de provisões para e indenização compromissos futuros. 23. Evento subsequente: Em 29 de janeiro de 2015, através da portaria nº 30 do Ministério de Minas e vigorará pelo p Energia - MME, foi deliberado a revisão a menor da garantia física da Companhia, em 5% e passando de 18,41 MW para 17,49 MW. 24. Autorização para conclusão das demonstrações contábeis: A emissão das demonstrações contábeis foi autorizada pelo respectiva aut integrar o patr Conselho de Administração em 10 de fevereiro de 2015. não amortizad Composição da Diretoria escoamento d da data do iníc Abelardo Martins de Mello - Diretor Edvaldo Alves de Santana - Diretor recuperável a Contador - Bruno da Silva Rodrigues - CRC RJ - 116272/O-6 indicação de p Provisões: Um sejam conhecidas, o atual prazo de depreciação desses ativos poderá ou não ser alterado. Nossa opinião não contém ressalva seja possível e relacionada a esse assunto. Outros assuntos: Demonstração do valor adicionado: Examinamos, também, a demonstração estimativa das do valor adicionado (DVA), referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2014, preparada sob a responsabilidade riscos e as ince da administração da Companhia. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos a obrigação, s anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às dinheiro é rele esperados que demonstrações contábeis tomadas em conjunto. e o valor pud Belo Horizonte, 10 de fevereiro de 2015. conformidade DELOITTE TOUCHE TOHMATSU contrapartida Auditores Independentes conforme dete CRC-2SP 011.609/O-8 F/MG transferidos pa Leonardo Fonseca de Freitas Maia à transação fl Contador controladas in CRC-1MG 079.276/O-7 da comercializ mensais do an sobre aplicaçõ financeiras ab através do mé do lucro presu calculado aplic resultado pres de cada exerc demonstração é apresentada contábeis, nos DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO básico por açã FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) exercícios apr Fluxos de caixa das atividades operacionais 31/12/14 31/12/13 motivo pelo qu Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social 7.374 13.005 e interpretaçõ Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas pelas exercício corre atividades operacionais: CPC, que entra Resultado na baixa do imobilizado 2 - Apresentaçã Juros e atualizações monetárias 3.945 4.854 relacionados à Depreciação e amortização 2.942 2.821 Recuperável d Constituição do ajuste MRE 8.707 1.065 recuperável de PIS e COFINS diferido sobre ajuste MRE (318) (39) intangível com reversão de re Variações nos ativos e passivos Contas a receber (23) 523 Derivativos e contabilidade Impostos a compensar 51 circunstâncias Despesas antecipadas (62) (46) de hedge deri Adiantamentos a funcionários (22) 1 hedge. • IFRIC Adiantamentos diversos (31) - de tributos im Depósitos judiciais (180) (97) que resulta e Impostos e contribuições diferidas 40 (32) diferentes aco Fornecedores (661) 896 econômica ou Obrigações trabalhistas e previdenciárias 123 10 da companhia Outros passivos 55 1 normas acima Impostos e contribuições a recolher (650) (6) e revisadas já Provisão para férias e 13º salário (14) 108 não adotadas: Receita diferida (1.112) - CPC 19 (R2) - A de depreciaçã (137) Provisão para compromissos futuros f) Modificaçõe Caixa gerado pelas operações 19.976 23.117 Melhorias anu Outros fluxos de caixa das atividades operacionais: as atuais oper Juros pagos sobre empréstimos e financiamentos (4.261) (4.876) relevantes sob (291) (904) não editou to Imposto de renda e contribuição social pagos no período 15.424 17.337 acima. Em dec Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de investimentos feitas pelo Int Resgate de ativos vinculados - BNDES 424 272 editados pelo (497) (942) sejam os mesm Aquisição de imobilizado (73) (670) considerou rel Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos não cumprir c Fluxo de caixa das atividades de financiamentos Financiamentos pagos (7.310) (7.311) clientes são fo reduz o risco d (8.241) (10.295) Dividendos pagos crédito e moed (15.551) (17.606) na Nota Explic Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos (200) (939) oscilações de t Redução em caixa e equipamentos Variação no caixa e equivalentes de caixa financeiras de Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 724 1.663 de mercado qu 524 724 e mensura es Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício (200) (939) basicamente s Redução em caixa e equivalentes de caixa há processos uma provisão 2013, o capital as e sem valor de 5% do lucro al: Constituída al distribuição ágrafo 4º e 5º. onstituição da sembleia para cro líquido do am calculados BELO HORIZONTE,TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2015 32 CNP DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO REFERENTE AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Reservas de lucros Dividendos adicionais propostos Reserva especial 436 (436) - Reserva de retenção de lucros 8.329 (8.329) - Capital social Reserva legal Lucros acumulados Total Saldos em 31 de dezembro de 2012 34.601 1.443 44.809 Dividendos pagos (8.765) Lucro líquido do exercício 12.101 12.101 Outros resultados abrangentes Resultado abrangente do exercício 12.101 12.101 Destinações Reserva legal 605 (605) 10.285 Dividendos adicionais propostos 8.622 (8.622) 10.285 Dividendos a pagar (1.685) (1.685) (514) Dividendos pagos antecipadamente (1.189) (1.189) 9.771 Saldos em 31 de dezembro de 2013 34.601 2.048 8.622 45.271 2.443 Pagamento de dividendos adicionais (6.556) (6.556) de R$12.760. Lucro líquido do exercício 6.677 6.677 31/12/13 Outros resultados abrangentes Resultado abrangente do exercício 6.677 6.677 31.927 Destinações (1.169) Reserva legal 334 (334) 30.758 Dividendos minimos obrigatorios (1.586) (1.586) Dividendos adicionais propostos 4.757 (4.757) (200) Saldos em 31 de dezembro de 2014 34.601 2.382 6.823 43.806 (922) NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$) (1.122) 29.636 1. Contexto operacional: A São Simão Energia S.A. (“Companhia” ou “São Simão”) é uma subsidiária direta da PCH Participações Social (BNDES), conforme apresentado na Nota Explicativa nº 12. Uma análise de sensibilidade dos ativos e passivos que 31/12/13 S.A. e indireta da Brasil PCH S.A., e foi constituída em 16 de agosto de 2004 como sociedade anônima de capital fechado, com representam riscos relevantes para a Companhia está apresentada na Nota Explicativa nº 19. • Risco operacional: O objetivo da sede na Avenida Prudente de Morais, 1250,10º e 11º andar- Coração de Jesus - Belo Horizonte - MG. A Companhia tem como Companhia é administrar o risco operacional para evitar a ocorrência de prejuízos financeiros. A Companhia realiza as atividades 732 objeto social o propósito específico (Sociedade de Propósito Específico - SPE) de implantar e explorar o potencial hidráulico de de operação e manutenção da sua usina de acordo com as práticas do setor elétrico brasileiro, inclusive realizando 115 Pequena Central Hidrelétrica (PCH) e comercializar energia elétrica nela gerada. A Companhia poderá, ainda, exercer todas as sistematicamente as atividades de manutenção preventiva e de manutenção corretiva dos equipamentos eletromecânicos das 47 ações que possam, direta ou indiretamente, no todo ou em parte, ser vinculadas ao seu propósito específico. A Companhia instalações, bem como o monitoramento das estruturas civis e barragens. Caso ocorram eventuais sinistros, considerando a 52 possui autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica, concedida natureza de sua atividade, a Companhia contratou uma cobertura de seguros de operação sobre máquinas, equipamentos e 19 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) através das Resoluções nºs 84/2001 e 234/2005, para funcionar como estrutura de obras, conforme Nota Explicativa nº 21. • Risco de liquidez: A Companhia utiliza o controle do custeio para auxiliar 38 PCH pelo prazo de 30 anos e está localizada no Rio Itapemirim, no Município de Alegre, no Espírito Santo, com capacidade de no monitoramento de exigências do fluxo de caixa e na otimização de seu retorno de caixa em investimentos. Todo decêndio é 1.003 licença instalada de 27 MW e uma linha de transmissão de 32 km de extensão. A contratação de energia gerada será feita pelo estimado o desembolso em comparação com a sua entrada de caixa. A Companhia não possui operações contratadas em moeda 31/12/13 Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), que determina que a Centrais Elétricas Brasileiras estrangeira. Desta forma, não está sujeita a riscos decorrentes de oscilações de taxas de câmbio. • Gestão de capital: A política (ELETROBRAS) seja o agente representante das PCHs na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), responsável da Administração é manter uma sólida base de capital para preservar a confiança do investidor, credor e mercado e com isso (4.520) pela contratação de toda energia gerada, obrigando a celebração de contratos de compra e venda de energia, pelo prazo de manter o desenvolvimento futuro do negócio. A Administração monitora o retorno de capital sobre a operação da empresa (1) 20 anos a contar do mês de junho de 2009. Em 16 de fevereiro de 2009, através do Despacho ANEEL nº 631, a Companhia através do acompanhamento mensal da realização orçamentária aprovada pelo Conselho de Administração. A Administração (119) obteve autorização para iniciar a comercialização da energia gerada nas unidades 1 e 2, respectivamente, ambas com potência entende que a exposição da Companhia a riscos é remota, sendo o gerenciamento realizado através de ferramentas de controle, (4.640) instalada de 13,5 MW, atingindo, assim, sua capacidade total em operação de 27 MW e energia anual assegurada de 133,1 planejamento e orçamento, coordenadas pela Diretoria. • Risco Hidrológico: O suprimento de energia do Sistema Interligado GWh. O término de sua autorização se dará em 22 de março de 2031. As informações sobre capacidade de licença instalada e Nacional (SIN) é realizado, na sua maior parte, por usinas hidrelétricas. Como o SIN opera em sistema de despacho otimizado e 396 em operação, energia anual assegurada e quilômetros de extensão, não foram examinadas pelos auditores independentes. Em centralizado pelo ONS, cada usina hidrelétrica, incluindo a da Companhia, está sujeita a variações nas condições hidrológicas 13 31 de dezembro de 2014, os números mostram capital circulante líquido negativo, no montante de R$14.930 (R$8.068 em 31 de verificadas, tanto na região geográfica em que opera como em outras regiões do País. A ocorrência de condições hidrológicas 409 dezembro de 2013). No entanto, a Administração entende que não existe risco de inadimplência, visto que parte substancial dos desfavoráveis, em conjunto com a obrigação de entrega da energia contratada, poderá resultar em uma exposição da Companhia (4.231) passivos circulantes refere-se às obrigações contraídas junto a instituições financeiras, decorrentes de financiamentos, e junto a ao mercado de energia de curto prazo, o que afetaria seus resultados financeiros futuros. Entretanto, a totalidade da capacidade o lucro líquido ELETROBRAS, decorrente do ajuste MRE, sendo que estas obrigações estão atualizadas e refletem as obrigações para os próximos de geração hidrelétrica da Companhia está inserida no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), que mitiga parte do risco mbinadas e da 12 meses, enquanto os ativos circulantes demonstram somente as contas a receber levantadas na data das demonstrações hidrológico, alocando-o entre todas as usinas vinculadas ao MRE. contábeis. A Administração prevê a geração de caixa decorrente da energia assegurada pelo PROINFA em montante suficiente 5. Caixa e equivalentes de caixa 31/12/14 31/12/13 para liquidar as obrigações de curto prazo da Companhia. 1.1. Mecanismo de Realocação de Energia - MRE: A Companhia tem Bancos 3 9 2013 a totalidade da sua capacidade de geração hidrelétrica inserida no MRE, responsável por mitigar os riscos hidrológicos entre Aplicações Financeiras 521 715 CSLL as usinas hidrelétricas que aderirem ao mesmo. Por força do PROINFA, todos os anos, sempre em setembro, a Companhia 524 724 31.927 12% informa a sazonalização para a ELETROBRAS considerar no Plano Anual do PROINFA do ano seguinte. As contabilizações são As aplicações financeiras de liquidez imediata em CDB - DI, com risco insignificante de perda de valor, junto aos Bancos do Brasil 409 realizadas mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE e repassadas ao Agente de Comercialização e Santander, são remuneradas a taxas de mercado que variam entre 95,5% a 100,5% do Certificado de Depósito Interbancário 4.240 do PROINFA (ELETROBRAS), que, por sua vez, por força contratual repassa os seus efeitos à Companhia, no ano seguinte, em (CDI). 6. Contas a receber: Refere-se ao valor da venda da energia gerada pela Companhia, líquido dos respectivos impostos 9% 12 parcelas, conforme definições contratuais. Por meio do Despacho ANEEL/SEM nº 335/13, de 08 de fevereiro de 2013, as retidos na fonte. A Companhia registra o valor a receber referente à energia contratada pelo PROINFA. O período médio de 382 empresas titulares de empreendimentos incluídos no MRE ficaram autorizadas a revisar a sazonalização dos montantes de crédito nas contas a receber é de 35 dias e não são cobrados juros sobre as contas a receber. A Companhia não constitui - garantia física para o exercício de 2013, até 15 de fevereiro de 2013. Contudo, a revisão da sazonalização não foi solicitada pela provisão para créditos de liquidação duvidosa, com base em sua experiência histórica de realização de 100% das contas a 382 ELETROBRAS à companhia. Os efeitos negativos da sazonalização ex-post informado pela ELETROBRAS em 31 de dezembro de receber passadas e da análise da situação financeira atual de seu único devedor - ELETROBRAS, inexistindo contas a receber 2013 foi de R$1.001. Por meio da ABRAGEL, foi interposto recurso administrativo junto a ANEEL e a Administração acompanha vencidas na data das demonstrações contábeis. 7. Ativos vinculados - BNDES: O saldo registrado em 31 de dezembro de 2014, (1.169) o assunto junto à associação. A Companhia considerou todos os impactos negativos nas suas demonstrações contábeis de 2013 refere-se a recursos recebidos pela Companhia decorrentes da venda de energia gerada e que estão vinculados ao BNDES. 12% e 2014. Outro aspecto relevante consiste na aplicação do fator de ajuste da garantia física da usina pertencente ao MRE. Devido Conforme descrito na Nota Explicativa nº 12, o BNDES exige como garantia do financiamento a constituição de conta de reserva (140) a um regime hidrológico muito desfavorável a redução de geração em relação à garantia física da usina São Simão é em média vinculada. Esta conta é uma aplicação financeira, no Fundo BB Comercial 17, com taxas que variaram entre 96% e 98%, do CDI, 9% 32,7% em 2014, com impacto já contabilizado pela CCEE até novembro de R$ 7.150, e a Companhia projeta o valor de R$ de liquidez imediata e baixo risco junto ao Banco do Brasil, que é a instituição financeira aprovada pelo BNDES para atuar como - 8.707, para o exercício de 2014, o qual foi provisionado conforme mencionado no parágrafo anterior. 1.2. Revisão da Garantia administradora das contas. Essa conta deverá ser utilizada para pagamento das parcelas do referido financiamento. 8. Depósitos (13) Física: De acordo com o previsto na Portaria MME 463/2009, a partir do quadragésimo oitavo mês de operação comercial serão judiciais: A Companhia é autora de processos judiciais, nos quais reivindica a posse definitiva de terrenos por desapropriação 369 revisados anualmente e, em seguida, semestralmente, os montantes de garantia física dos empreendimentos que apresentarem ou servidão. Estes terrenos estão sendo utilizados nas instalações, nas linhas de transmissão e em obras para uso público. De desempenho inferior às metas de geração líquida estabelecidas em 80% e 90%, respectivamente. A Companhia estima que nos acordo com a posição dos advogados, nos processos em que os depósitos atualizados não são suficientes para fazer face as ntados como próximos anos ela sofrerá revisão de garantia física, conforme apresentado abaixo: indenizações de terras, a Companhia registra no passivo uma provisão adicional em contrapartida com o ativo em processo Impacto financeiro esperado de aquisição. Quando a posse definitiva desses terrenos for legalmente transferida para a Companhia, o valor dos respectivos 31/12/13 Ano % 2016 2017 depósitos, quando levantados, será atribuído aos terrenos adquiridos que serão contabilizados como ativo imobilizado. Em (Não auditado) Não auditado) 31 de dezembro de 2014, o valor dos depósitos judiciais é de R$840 (R$660 em 31 de dezembro de 2013). 9. Imobilizado: (a) 2016 5 (1.760) Composição do imobilizado: 909 2. Apresentação das demonstrações contábeis: 2.1. Declaração de conformidade: As demonstrações contábeis da Companhia Taxa Depreciação 3.472 foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. As práticas contábeis adotadas no Brasil compreendem Depreciação Custo Acumulada 31/12/14 31/12/13 48 aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade (“CFC”) e pelas normas da Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 3.654 3.654 3.614 2.855 Agência Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”). 2.2. Bases de elaboração: As demonstrações contábeis foram elaboradas com Turbina hidráulica 2,50% 14.321 (2.080) 12.241 12.599 base no custo histórico, exceto por determinados instrumentos financeiros mensurados pelos seus valores justos, conforme Conduto forçado 3,13% 5.329 (973) 4.356 4.523 descrito nas práticas contábeis a seguir. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em Gerador 3,33% 8.252 (1.610) 6.642 6.917 1.135 troca de ativos. Ativos e passivos são classificados conforme seu grau de liquidez e exigibilidade. Os mesmos são classificados Comporta 3,33% 1.789 (352) 1.437 1.496 51.231 como circulantes quando provável que sua realização ou liquidação ocorra nos próximos doze meses. Caso contrário, são Subestação unitária 3,57% 3.416 (717) 2.699 2.821 1.240 demonstrados como não circulantes. (a) Moeda funcional e moeda de apresentação: Essas demonstrações contábeis são Estrutura de tensão 3,57% 1.459 (255) 1.204 1.303 2 apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações financeiras apresentadas em milhares de Casa de força produção hidráulica 2,00% 25.466 (2.924) 22.542 23.038 emonstrações reais foram arredondadas para o valor mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. (b) Uso de estimativas e Reservatório, barragem, adutora 2,00% 41.797 (4.823) 36.974 37.340 do, pois: (a) As 3,65% 5.020 (966) 4.054 4.161 O vencimento julgamentos: A preparação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil exige que a Outras máquinas e equipamentos 110.503 (14.700) 95.803 97.812 elacionados a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e conforme de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são Instrumentos ção a riscos de revistas de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as consta na Resolução nº 234, de 27 de junho de 2005, da ANEEL, a qual concede à PCH a autorização para se estabelecer como as detalhadas. estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. 3. Resumo das principais práticas contábeis: As políticas produtora independente, ao final do prazo dessa autorização, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado s CDI (10,81%) contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas à Companhia. A Administração considera provável a renovação de autorização por mais 20 anos. A Companhia monitora os %, servindo de demonstrações contábeis. (a) Instrumentos financeiros: Os ativos e passivos financeiros são reconhecidos quando uma entidade aspectos trazidos pelo CPC 01 (R1) - Redução ao Valor Recuperável de Ativos e avaliam o valor recuperável de seus ativos sempre do Grupo for parte das disposições contratuais dos instrumentos. (i) Ativos financeiros não derivativos: A Companhia reconhece que identificam indícios de que o valor contábil registrado é superior ao retorno esperado por seus investimentos, realizando Cenário III os empréstimos e recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros provisão contábil sempre que necessário. Na data destas demonstrações contábeis, a Administração entendeu que não havia Deterioração (incluindo os ativos designados pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na indicação de que algum dos seus ativos tangíveis pudessem ter sofrido desvalorização, uma vez que não se evidenciaram de 50%) qual a Companhia se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. • Empréstimos e recebíveis: Empréstimos nenhum dos fatores indicativos de perdas conforme pronunciamento CPC 01 (R1). 318 e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são (b) Movimentação: 31/12/13 Adições Baixas 31/12/14 444 reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 3.614 79 (39) 3.654 (3.665) os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer Turbina hidráulica 14.321 14.321 (2.903) perda por redução ao valor recuperável. • Caixa e equivalente de caixa: Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa Conduto forçado 5.329 5.329 e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação. Os quais são Gerador 8.252 8.252 s funcionários, sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas no pagamento das obrigações de curto prazo. (ii) Passivos Comporta 1.789 1.789 mente é pago 3.416 3.416 s definidos na financeiros não derivativos: A Companhia reconhece passivos financeiros inicialmente na data de negociação na qual a Subestação unitária Companhia se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um passivo financeiro quando Estrutura de tensão 1.459 1.459 contribui com olaboradores, tem suas obrigações contratuais retirada ou cancelada. A Companhia classifica os passivos financeiros não derivativos na Casa de força produção hidráulica 25.453 13 25.466 agamento. No categoria de outros passivos financeiros. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de Reservatório, barragem, adutora 41.335 462 41.797 mpanhia foram quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo Outras máquinas e equipamentos 4.998 22 5.020 enefícios pós- amortizado através do método dos juros efetivos. A Companhia tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: 109.966 576 (39) 110.503 participações financiamentos, fornecedores, dividendos a pagar e outros passivos. A Companhia não opera com instrumentos financeiros Depreciação (12.154) (2.546) (14.700) oradores pelo derivativos. (iii) Capital social: Ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. Os dividendos mínimos obrigatórios, 97.812 (1.970) (39) 95.803 014 os valores conforme definido em estatuto, são reconhecidos como passivo. (b) Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes 31/12/12 Adições Baixas Transferências 31/12/13 dezembro de são registradas pelo valor faturado menos os impostos retidos na fonte, os quais são considerados créditos tributários, conforme Direitos sobre imóveis de terceiros e terrenos 2.938 676 3.614 a indenizações legislação tributária vigente. (c) Imobilizado: Registrado ao custo histórico de aquisição, formação ou construção (inclusive juros Turbina hidráulica 14.283 47 (9) 14.321 cial transitada e demais encargos financeiros líquidos), deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável Conduto forçado 5.329 5.329 a e acidental), (impairment) acumuladas. O custo inclui gastos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. Considerando a Gerador 8.233 33 (14) 8.252 e/ou corporais conclusão das obras e o início das operações em fevereiro de 2009, aliado ao custo do imobilizado atender aos requerimentos Comporta 1.789 1.789 do a natureza do CPC 27 - Ativo Imobilizado, a Companhia manteve o custo histórico como base de mensuração do ativo fixo. Quando partes Subestação unitária 3.416 3.416 hia renovou a de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são registradas como itens individuais (componentes principais) de Estrutura de tensão 1.405 54 1.459 de R$16.103, imobilizado. O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do item caso seja provável Casa de força produção hidráulica 24.468 987 (2) 25.453 scos adotados, que os benefícios econômicos incorporados dentro do componente irão fluir para a Companhia e que o seu custo pode ser Reservatório, barragem, adutora 41.269 66 41.335 nte não foram medido de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos de Adiantamento a fornecedores 862 (892) 30 reflorestadas manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme incorridos. (d) Depreciação: A depreciação, Outras máquinas e equipamentos 4.976 29 (2) (5) 4.998 cial - PACUERA exceto de móveis e utensílios e computadores e periféricos, é calculada a partir do início da operação da Companhia, pelo 108.968 1.892 (894) 109.966 xercícios, após método linear, às taxas determinadas pela Portaria DNAEE nº 815, de 15 de novembro de 1994, alteradas pelas Resoluções nº (9.625) (2.529) (12.154) nte. (b) Licença 367, de 2 de junho de 2009 e 474, de 7 de fevereiro de 2012. A Companhia considera essas taxas apropriadas, uma vez que, Depreciação 99.343 (637) (894) 97.812 bientais nelas conforme avaliação jurídica da legislação em vigor e, conforme avaliação da Administração do que consta na Resolução de 10. Intangível Taxa de amortização 31/12/14 31/12/13 de 2014, este autorização para estabelecimento como produtora independente, concedida pela ANEEL a São Simão, ao final do prazo dessa agamentos de autorização que é de 30 anos, caso não seja renovada, o valor residual dos bens será indenizado à Companhia. A Administração 25% 1.314 1.608 tos estimados considera provável a renovação de autorizações, considerando inclusive as Portarias MME nº 956/10 e nº 197/12, autorizando Medidas compensatórias - licença de operação 359 631 olvendo caixa: a prorrogação das PCH’s Pacífico Mascarenhas e San Juan, respectivamente, por mais 20 anos, condicionada à realização de Indenização de terras 40 39 á refletida na pequena melhoria operacional, o que a Administração entende demonstrar a evidência concreta de possibilidade de prorrogação Legalização de terras Amortização acumulada (372) a de provisões de autorização da PCH por mais 20 anos, entendendo assim estar em linha com um dos requerimentos do CPC 27. Autorização 1.341 2.278 provisões para e indenização: A autorização para exploração do potencial hidrelétrico, como produtora independente de energia elétrica (a) Movimentação: rio de Minas e vigorará pelo prazo de trinta anos (ver Nota explicativa no.1), podendo ser prorrogada, a critério da ANEEL. Ao final do prazo da Descrição 31/12/13 Adições Baixas 31/12/14 MW para 17,49 1.608 (294) 1.314 utorizada pelo respectiva autorização, não havendo prorrogação, os bens e instalações vinculados à produção de energia elétrica passarão a Medidas compensatórias - licença de operação integrar o patrimônio da União mediante indenização dos investimentos realizados, desde que previamente autorizados, e ainda Indenização de terras 631 (272) 359 não amortizados, apurada por auditoria da ANEEL, ou poderá ser exigido que a Companhia restabeleça, por sua conta, o livre Legalização de terras 39 1 40 escoamento das águas. (e) Intangível: Registrado ao custo de formação. A amortização é calculada, pelo método linear, a contar 2.278 1 (566) 1.713 da data do início do prazo de vigência de cada evento. (f) Valor recuperável de ativos: O imobilizado e intangível tem o seu valor Amortização acumulada (386) 14 (372) recuperável avaliado, no mínimo, anualmente caso haja indicadores de perda de valor. A Companhia não apurou nenhuma 2.278 (385) (552) 1.341 indicação de perda que requeresse a contabilização de provisão para ajuste desses ativos ao seu valor de recuperação. (g) As medidas compensatórias referem-se aos programas ambientais constantes nas licenças de operação. 11. Transações com Provisões: Uma provisão é reconhecida para obrigações presentes (legal ou presumida) resultante de eventos passados, em que partes relacionadas: A Administração identificou como partes relacionadas à Companhia: sua controladora, suas coligadas, seus ntém ressalva seja possível estimar os valores de forma confiável e cuja liquidação seja provável. O valor reconhecido como provisão é a melhor administradores, conselheiros e demais membros do pessoal-chave da administração e seus familiares, conforme definições demonstração estimativa das considerações requeridas para liquidar a obrigação no final de cada período de relatório, considerando-se os contidas no Pronunciamento Técnico CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes Relacionadas. Os principais saldos e transações com ponsabilidade riscos e as incertezas relativos à obrigação. Quando a provisão é mensurada com base nos fluxos de caixa estimados para liquidar partes relacionadas, praticadas em condições contratadas entre as partes, e seus efeitos são assim demonstrados: oria descritos a obrigação, seu valor contábil corresponde ao valor presente desses fluxos de caixa (em que o efeito do valor temporal do 31/12/14 31/12/13 em relação às dinheiro é relevante). Quando alguns ou todos os benefícios econômicos requeridos para a liquidação de uma provisão são Outros passivos: esperados que sejam recuperados de um terceiro, um ativo é reconhecido se, e somente se, o reembolso for virtualmente certo 59 Brasil PCH S.A. e o valor puder ser mensurado de forma confiável. (h) Apuração do resultado: O resultado das operações é apurado em 59 conformidade com o regime contábil de competência. (i) Receita operacional: A receita é mensurada pelo valor justo da Dividendos a pagar: contrapartida recebida ou a receber. A receita é reconhecida quando a energia é gerada e a titularidade legal é transferida, 1.586 1.685 PCH Par Participações S.A. 1.586 1.685 conforme determinações legais do contrato de suprimento de energia elétrica, ou seja, todos os riscos e benefícios inerentes são transferidos para o comprador, o valor da receita pode ser mensurado com confiabilidade e os benefícios econômicos associados Remuneração da Administração: Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 20 de maio de 2014, foi aprovada a remuneração à transação fluirão para a Companhia. Receita diferida: Os Contratos de Compra e Venda de Energia, celebrados entre as global da Administração da Companhia para o período de janeiro a dezembro de 2014 em, no máximo, R$133 (R$65 em 2013). A controladas indiretas e a ELETROBRAS, estabelecem que seja apurada em cada ano (período de janeiro a dezembro) o resultado Diretoria da Companhia é composta por dois diretores com remuneração anual de R$133. 12. Financiamentos Indexador 31/12/14 31/12/13 da comercialização no âmbito da CCEE. A parcela de ajuste financeiro resultante dessa apuração será compensada nas faturas mensais do ano subsequente. (j) Receitas financeiras e despesas financeiras: As receitas financeiras abrangem receitas de juros BNDES: TJLP + 3,5% a.a. sobre aplicações financeiras. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas Principal 47.520 54.830 financeiras abrangem despesas com juros sobre financiamentos. Custos de financiamentos são mensurados no resultado Encargos 172 187 através do método de juros efetivos. (k) Imposto de renda e contribuição social: A sistemática fiscal adotada pela Companhia foi Total 47.692 55.017 do lucro presumido. Com base nesse critério, o resultado para fins de imposto de renda e contribuição social da Companhia foi Circulante 7.483 7.672 calculado aplicando-se sobre a receita as alíquotas definidas para sua atividade, que são de 8% e 12%, respectivamente. Sobre o 40.209 47.345 Não Circulante resultado presumido foram aplicadas as alíquotas de imposto de renda e contribuição social vigentes na data do encerramento 47.692 55.017 de cada exercício (25% para imposto de renda e 9% para contribuição social). (l) Demonstração do valor adicionado: Essa demonstração tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela Companhia e sua distribuição durante determinado período e Em 13 de abril de 2006, a Companhia, visando a buscar recursos para implementação do projeto, firmou contrato de financiamento junto ao BNDES. A dívida (principal e juros) decorrente desse contrato está sendo paga ao BNDES em 144 é apresentada pela Companhia como parte de suas demonstrações contábeis e como informação suplementar às demonstrações contábeis, nos termos do pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. (m) Lucro por ação: O lucro prestações mensais e sucessivas, e cada uma delas no valor do principal e juros atualizados da dívida divididos pelo número de básico por ação foi calculado com base no número médio de ações ordinárias em circulação da Companhia em cada um dos prestações de amortização ainda não vencidas. exercícios apresentados. A Companhia não possui instrumentos que poderiam potencialmente diluir o lucro básico por ação, Vencimentos dos financiamentos apresentados no passivo não circulante 31/12/13 motivo pelo qual o lucro básico por ação é igual ao lucro por ação diluído. (n) Adoção de pronunciamentos contábeis, orientações 2016 7.310 7.310 13.005 e interpretações novos e/ou revisados: (i) Alterações às IFRSs e as novas interpretações de aplicação obrigatória a partir do 2017 2018 7.310 exercício corrente: No exercício corrente, a Companhia aplicou diversas emendas e novas interpretações aos CPCs emitidos pelo 2019 a 2021 18.279 CPC, que entram obrigatoriamente em vigor para períodos contábeis iniciados em 1º de janeiro de 2014. • Alterações ao CPC 39 40.209 2 - Apresentação de Instrumentos Financeiros Ativos e Passivos Líquidos. Os ajustes do CPC 39 esclarecem os requerimentos 4.854 relacionados à compensação de ativos financeiros com passivos financeiros; • Alterações ao CPC 01 (R1) - Divulgação de Valor Movimentação dos financiamentos: 31/12/14 31/12/13 2.821 Recuperável de Ativos Não Financeiros. As alterações do CPC 01 (R1) retiram os requerimentos de divulgar o montante Saldo inicial 55.017 62.350 1.065 recuperável de uma unidade geradora de caixa para a qual o ágio de expectativa de rentabilidade futura (goodwill) ou outro ativo Encargos provisionados 4.246 4.854 (39) intangível com vida útil indefinida tenha sido alocado quando não tenha ocorrido redução ao valor recuperável de um ativo ou Pagamentos (11.571) (12.187) reversão de redução ao valor recuperável relacionado a essa unidade geradora de caixa. • Alterações ao CPC 38 - Novação de 47.692 55.017 523 Derivativos e Continuidade de Contabilidade de Hedge. As alterações ao CPC 38 retiram a obrigatoriedade de descontinuar a As garantias concedidas são apresentadas conforme a seguir: (a) Em 13 de abril de 2006, foi pactuado contrato de penhor contabilidade de hedge quando um derivativo designado como instrumento de hedge é renovado sob determinadas 51 das ações e vinculação das receitas e outras avenças com o BNDES para assegurar o pagamento de quaisquer obrigações circunstâncias. A alteração também esclarece que qualquer mudança no valor justo do derivativo designado como instrumento (46) de hedge derivativo que ocorra em decorrência da novação deve ser incluída na avaliação e mensuração da efetividade do decorrentes desses contratos; (b) Constituição de conta de reserva vinculada, proveniente da venda de energia à ELETROBRAS. 1 hedge. • IFRIC 21 - Tributos. O IFRIC 21 endereça o momento de reconhecer um passivo decorrente da obrigação de pagamento A conta foi aberta no Banco do Brasil S.A., que atua como banco administrador de contas, indicado pela Companhia e aprovado - de tributos impostos por um governo, A interpretação define tributos e especifica que o fato gerador da obrigação é a atividade pelo BNDES, e deverá atingir o limite de três vezes o valor da última prestação; (c) A propriedade fiduciária das máquinas e (97) que resulta em pagamento do tributo, conforme definido na legislação. A interpretação disponibiliza instruções de como dos equipamentos a serem adquiridos com recursos dessa operação. Vencimento antecipado dos financiamentos: Os (32) diferentes acordos tributários devem ser contabilizados e, principalmente esclarece que o aproveitamento de uma vantagem financiamentos possuem cláusulas financeiras restritivas (“covenants”), incluindo, entre outros, garantias reais, restrições 896 econômica ou questões de continuidade na preparação das demonstrações contábeis não implicam em uma obrigação presente quanto à mudança, transferência ou cessão de controle societário, incorporação, fusão ou cisão sem prévia anuência do credor. 10 da companhia em pagar um tributo cujo fato gerador ocorrerá em uma operação futura. A Companhia avaliou todas as novas Os covenants de índices financeiros são os seguintes: Descrição Condição requerida 1 normas acima resumidas e não identificou efeitos significativos nas demonstrações contábeis. (ii) Normas e interpretações novas ICP - patrimônio líquido / total do ativo Percentual superior a 20% (6) e revisadas já emitidas e ainda não adotadas: A Companhia não adotou as IFRSs novas e revisadas a seguir, já emitidas e ainda Manter aplicado quantia correspondente a não adotadas: a) IFRS 9 Instrumentos Financeiros; b) IFRS 15 Receitas de Contratos com clientes; c) Modificações à IFRS 11/ Conta reserva 108 3 (três) vezes o valor da última parcela vencida de principal e juros - CPC 19 (R2) - Acordo contratual conjunto; d) Modificações às IAS 16/CPC 27 e IAS 38/CPC 04 (R1) - Esclarecimento dos métodos de depreciação e amortização aceitáveis; e) Modificações às IAS 16 / CPC 27 e IAS 41 / CPC 29 - Agricultura: Plantas produtivas; Com vistas a atender cláusula do contrato de financiamento com o BNDES, segue-se o demonstrativo do Índice de f) Modificações à IAS 19/CPC 33 (R1) - Plano de Benefício Definido: Contribuição do Empregado; g) Modificações as IFRSs - Capitalização Próprio (ICP), calculado conforme contrato, em 31 de dezembro de 2014: 23.117 Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2010-2012; h) Modificações as IFRSs - Melhorias anuais nas IFRSs ciclo 2011-2013. Considerando Patrimônio liquido 43.806 as atuais operações da Companhia, a Administração não espera que essas normas, interpretações e alterações tenham efeitos Total do ativo 105.124 (4.876) relevantes sobre as suas demonstrações contábeis a partir de sua adoção. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC ainda ICP 41,67% (904) não editou todos os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionadas às IFRSs novas e revisadas apresentadas A Administração acompanha o atendimento das cláusulas estabelecidas e entende que a Companhia atendeu todas as 17.337 acima. Em decorrência do compromisso do CPC de manter atualizado o conjunto de normas emitido com base nas atualizações cláusulas financeiras restritivas acima em 31 de dezembro de 2014. 13. Contingências: A Companhia é parte em ações judiciais feitas pelo International Accounting Standards Board - IASB, é esperado que esses pronunciamentos e modificações sejam e processos administrativos perante tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal de suas operações, as 272 editados pelo CPC até a data de sua aplicação obrigatória e que seus impactos nas Demonstrações Contábeis da Companhia quais envolvem questões tributárias, trabalhistas, aspectos cíveis, ambientais e de caráter comercial. A Companhia é parte em (942) sejam os mesmos da adoção dos pronunciamentos do IASB descritos acima. 4. Gerenciamento de risco: A Companhia avaliou e ações cíveis que tramitam em juízo correspondem às questões relativas à definição do valor das indenizações dos direitos de (670) considerou relevante a exposição aos seguintes riscos: • Risco de crédito: O risco de crédito refere-se ao risco de uma contraparte passagem aos proprietários de terras e a posse definitiva de terrenos. Os valores envolvidos, normalmente, são depositados em não cumprir com suas obrigações contratuais, levando a Companhia a incorrer em perdas financeiras. As contas a receber de juízo e reconhecidos como custo do imobilizado e intangível. Na avaliação dos consultores jurídicos, baseada em experiências (7.311) clientes são formadas por um único cliente - ELETROBRAS via contrato de compra de energia pelo prazo de 20 anos. Este fato com processos de naturezas semelhantes, a São Simão é parte de processos judiciais natureza cível que apresentam risco reduz o risco de perda financeira por motivo de inadimplência. Assim, não há exposição significativa da Companhia a riscos de possível de desembolso futuro no valor de R$467 e, portanto, não foram provisionadas, sendo apenas evidenciado em notas (10.295) crédito e moeda, ou perdas por redução no valor recuperável relacionadas às contas a receber de clientes, conforme apresentado explicativas. Parte deste valor é composto por uma ação movida pela ABRAGEL (Associação Brasileira de Geração de Energia (17.606) na Nota Explicativa nº 6. • Risco de mercado: Decorre da possibilidade da Companhia sofrer ganhos ou perdas decorrentes de Limpa) contra a ELETROBRAS em função dos valores retidos indevidamente seguindo a resolução CNPE nº 003/2013, no valor (939) oscilações de taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos financeiros. A Companhia avalia que os riscos das aplicações total de R$378, classificada pelo advogado como ganho possível. Com base na posição de seus assessores jurídicos, não há financeiras de suas disponibilidades são baixos, por serem realizadas em bancos de reconhecida liquidez e remuneradas a taxas processos envolvendo a Companhia em que a probabilidade de perda seja classificada como provável. Dessa forma, nenhuma 1.663 de mercado que variam entre 95,5% a 100,5% do CDI, conforme apresentado na Nota Explicativa nº 5. A Companhia administra provisão para contingências foi constituída. 14. Patrimônio líquido: (a) Capital social: Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, o 724 e mensura esses riscos através do planejamento de fluxo de caixa realizado. Os passivos financeiros existentes abrangem capital social subscrito e integralizado é de R$34.601 e está representado por 25.608.945 ações ordinárias, nominativas e sem (939) basicamente saldos de financiamentos obtidos pela Companhia junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e valor nominal pertencentes em sua totalidade à PCH Participações S.A.. (b) Reservas: Reserva legal: Constituída à razão de 5% Nota 31/12/14 31/12/13 1. Receita bruta de vendas 15 19.119 25.315 Vendas de mercadorias, produtos e serviços 26.715 26.380 Ajuste do MRE (7.596) (1.065) 2. Insumos adquiridos de terceiros 1.814 2.046 Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 773 620 Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 1.041 1.425 Perda/Recuperação de Valores Ativos 1 3. Valor adicionado bruto (1-2) 17.305 23.269 4. Depreciação e amortização 2.942 2.821 5. Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3-4) 14.363 20.448 6. Valor adicionado recebido em transferência 389 437 Receitas financeiras 17 389 437 7. Valor adicionado total a distribuir (5+6) 14.752 20.885 8. Distribuição do valor adicionado 14.752 20.885 Pessoal 2.264 1.654 Remuneração direta 1.663 1.346 Benefícios 483 211 F.G.T.S 118 97 Impostos, taxas e contribuições 1.423 2.179 Federais 1.412 2.168 Estaduais 2 2 Municipais 9 9 Remuneração de capitais de terceiros 4.388 4.951 Juros 17 4.246 4.854 Aluguéis 113 96 Outras 29 1 Remuneração de capitais próprios 6.677 12.101 Dividendos 14 1.586 2.874 Lucros retidos 5.091 9.227 do lucro líquido do exercício, antes de qualquer outra destinação, a qual não excederá 20% do capital social. Reserva especial: Constituída com o objetivo de registrar a destinação dos resultados da Companhia até que o seu fluxo de caixa futuro permita tal distribuição sem riscos financeiros relevantes durante o período da concessão nos termos do artigo 202 da Lei nº 6.404/76, parágrafo 4º e 5º. Reserva de Retenção de Lucros: A reserva de retenção de lucros representa o lucro líquido não distribuído após constituição da reserva legal e cálculo dos dividendos obrigatórios. Conforme estatuto estes valores aguardam deliberação em Assembleia para sua destinação. (c) Dividendos: O estatuto social determina a distribuição de um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado na forma do artigo 202 da Lei nº 6.404/76. Os dividendos referentes ao exercício de 2014 foram calculados conforme segue: Lucro do exercício 6.677 (=) Base de cálculo 6.677 (-) Reserva legal (334) (=) Base de cálculo do dividendo 6.343 Dividendos mínimos obrigatórios 1.586 No exercício de 2014, foram pagos dividendos de ações ordinárias referentes aos exercícios anteriores, no valor de R$6.556. 15. Receita operacional líquida: 31/12/14 31/12/13 Receita operacional bruta: Venda de energia elétrica 26.715 26.380 Ajuste de MRE (7.596) (1.065) 19.119 25.315 Deduções à receita operacional: PIS (124) (164) COFINS (574) (760) (698) (924) Receita operacional líquida 18.421 24.391 16. Informações sobre a natureza das despesas reconhecidas na demonstração do resultado: 31/12/14 31/12/13 Pessoal 717 524 Arrendamentos e aluguéis 113 95 Serviços de terceiros 41 255 Viagens 14 4 Publicações 47 48 Outras despesas 21 24 953 950 17. Resultado Financeiro 31/12/14 31/12/13 Despesas financeiras: Juros e atualizações monetárias sobre financiamentos (4.246) (4.854) Outras despesas (8) (2) Despesas bancárias (1) (4.254) (4.857) Receitas financeiras: Rendimentos de aplicações em renda fixa 388 433 Outras receitas 1 4 389 437 Resultado financeiro (3.865) (4.420) 18. Imposto de renda e contribuição social: A Companhia calculou o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro líquido com base no regime do lucro presumido. A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue: 31/12/14 IR (*) CSLL 26.715 26.715 8% 12% 389 389 2.526 3.595 25% 9% 631 324 (24) 607 324 31/12/13 IR (*) CSLL 26.380 26.380 8% 12% 392 392 2.502 3.558 25% 9% 626 320 (25) 601 320 Receita bruta Percentual para determinação da base de cálculo Rendimentos e ganhos de aplicação financeira Base de cálculo Alíquota nominal Imposto sobre o resultado Diferença de alíquota Imposto sobre a receita operacional IRPJ / CSLL DIFERIDO Receita ajuste MRE (7.596) (7.596) (1.065) (1.065) Percentual para determinação da base de cálculo 8% 12% 8% 12% Base de cálculo (608) (912) (85) (128) Alíquota nominal 25% 9% 25% 9% Outros ajustes 11 5 Imposto diferido sobre o resultado (152) (82) (10) (7) Imposto total 455 242 591 313 (*) Até o limite de R$240 mil a alíquota do IR é de 15%. 19. Instrumentos financeiros: Os valores contábeis apresentados como ativos e passivos financeiros são assim demonstrados por categoria: 31/12/14 31/12/13 Ativos financeiros: Empréstimos e recebíveis mensurados ao custo amortizado: Caixa e equivalentes de caixa 524 724 Contas a receber de clientes 2.882 2.859 Depósitos judiciais 840 660 Valor justo por meio do resultado: Ativos vinculados - BNDES 2.944 3.067 Passivos financeiros: Outros passivos mensurados ao custo amortizado: Fornecedores 242 903 Financiamentos 47.692 55.017 Dividendos a pagar 1.586 1.685 Outros passivos 59 4 A Administração entende que os instrumentos financeiros representados acima, os quais são reconhecidos nas demonstrações pelos seus valores contábeis, não apresentam variações significativas em relação aos respectivos valores de mercado, pois: (a) As taxas contratadas dos financiamentos são próximas às taxas de juros atualmente praticadas no mercado, e/ou; (b) O vencimento de parte substancial dos saldos ocorre em datas próximas às dos balanços. A Companhia está exposta a riscos relacionados a taxas de juros em função de financiamentos contratados vinculados ao TJLP. Em conformidade com o CPC 40 - Instrumentos Financeiros, é apresentado a seguir o quadro de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros de exposição a riscos de taxas de juros da Companhia, objetivando evidenciar um eventual desembolso futuro, de acordo com as premissas detalhadas. Na data de encerramento do exercício, a Administração estimou um cenário provável de variação das taxas de juros CDI (10,81%) e TJLP (5,5%), de acordo com a data de vencimento de cada operação. Tais taxas foram estressadas em 25 e 50%, servindo de parâmetro para os cenários possível e remoto, respectivamente. Cenário II Cenário III Exposição Cenário I (Deterioração (Deterioração de 25%) de 50%) 31/12/14 Operação Risco Impacto (Provável) Aplicação Financeira 521 Baixa do CDI Resultado 56 70 84 Ativos Vinculados ao BNDES 2.944 Baixa do CDI Resultado 318 397 477 Financiamentos BNDES (47.692) Alta da TJLP Resultado (2.623) (3.279) (3.935) (2.249) (2.812) (3.374) 20. Benefícios a empregados: (a) Seguro de vida: A Companhia possui a política de seguro de vida a todos os seus funcionários, onde o custo é totalmente pago pela Companhia. Os seguros são realizados a nível de grupo e o custo integralmente é pago por sua controladora. (b) Seguro saúde: O seguro saúde é oferecido aos funcionários, de acordo com os critérios definidos na política da Companhia, onde a mesma contribui com a maior parte do custo no plano completo e o colaborador contribui com um valor simbólico, que varia conforme a remuneração individual. O plano de saúde oferecido abarca apenas os colaboradores, para os dependentes a Companhia tem a política de negociar um valor diferenciado com débito em folha de pagamento. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes ao custo de Seguro Saúde pagos pela Companhia foram de R$26 (R$37 em 31 de dezembro de 2013). (c) Benefícios pós-emprego: A Companhia não concede benefícios pós-emprego, tais como complemento de aposentadoria, seguro e assistência médica, nem remuneração com base em participações em ações de seus administradores. (d) Promoção por tempo de serviço: A Companhia concede prêmio aos colaboradores pelo tempo de serviço prestado, mediante a aprovação da diretoria. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os valores correspondentes a promoção por tempo de serviço pagos pela Companhia foram de R$20 (R$40 em 31 de dezembro de 2013). 21. Cobertura de seguro: Seguro de responsabilidade civil: A Companhia contratou cobertura de seguro para indenizações por danos civis no montante de R$1.565, com vigência até 28 de abril de 2015, decorrentes de sentença judicial transitada em julgado ou de acordo autorizado pela seguradora, de risco de poluição e/ou contaminação ambiental (súbita e acidental), danos corporais e/ou materiais sofridos por terceiros, danos morais diretamente decorrentes de danos materiais e/ou corporais causados a terceiros, considerado pela administração como suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. Seguro de operação: Em 27 de abril de 2014, com vigência até 27 de junho de 2015, a Companhia renovou a cobertura de seguro para riscos operacionais sobre máquinas, equipamentos e estrutura de obras no montante de R$13.306, considerado suficiente para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotados, devida à sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria de demonstrações contábeis, consequentemente não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. 22. Compromissos: (a) Licença de Operação - Todas as Licenças de Operação estão válidas e em vigor. Para atendimento dos programas ambientais nelas previstos, a empresa estima um gasto anual até o prazo de vigência da licença, em R$1.314. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (b) Existem ainda 8,4 hectares a serem reflorestadas que aguardam aprovação dos respectivos Plano ambiental de conservação e uso do entorno de reservatório artificial - PACUERA pelos agentes licenciadores competentes. Foi estimado um desembolso da ordem de R$56, para os próximos exercícios, após aprovação dos agentes licenciadores. Em 31 de dezembro de 2014, este valor foi registrado no passivo não circulante. (c) Indenização de terras - A Companhia registra as obrigações à título de indenização de terras, em montante apurado pela diferença entre o valor do depósito judicial, atualizado monetariamente, e o valor estimado pelo perito nomeado no processo. Em 31 de dezembro de 2014, a provisão monta em R$1.141 e foi registrada no passivo não circulante. (d) Legalização de terras - A Companhia possui contratos particulares de compra e venda de imóveis próprios e de servidão em imóveis de terceiros, cujos registros de propriedade definitiva e de averbação, no RGI ainda precisam ser regularizadas, com um gasto estimado em R$55. A regularização dessas terras se estenderá até junho de 2015, em função das peculiaridades de cada situação. Em dezembro de 2013, este valor foi registrado no passivo não circulante. 23. Transações não envolvendo caixa: Em 2014, a Companhia realizou as seguintes transações que não geraram efeitos de caixa e que, portanto, não estão refletidas na demonstração dos fluxos de caixa: ·• Constituição de ativo imobilizado no montante de R$41 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. • Baixa de ativo intangível no montante de R$565 em contrapartida à rubrica de provisões para compromissos futuros. 24. Autorização para conclusão das demonstrações contábeis: A emissão das demonstrações contábeis foi autorizada pelo Conselho de Administração em 10 de fevereiro de 2015. Composição da Diretoria Edvaldo Alves de Santana - Diretor Walter Nunes Seijo Neto - Diretor Contador - Bruno da Silva Rodrigues - CRC RJ - 116272/O-6 RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Acionistas e Administradores da São Simão Energia S.A. Belo Horizonte - MG. Examinamos as demonstrações contábeis da São Simão Energia S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2014, e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis: A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações contábeis anteriormente referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2014, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase: Depreciação dos bens do ativo imobilizado destinados à geração de energia elétrica no regime de produção indep m ti m ti m tim ti m Àm m m ti N m O Dm m m m m m DVA m m m m m m ti m m m m m m m m m m m B H D O OUCH OHMA U A o CRC O MG o o o M Co o CRC MG O