Responsáveis pelo Relatório Arq. Cláudia Damasio Arq. Grace Machado PLANO LOCAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL ESTRATÉGIAS DE AÇÃO PREFEITURA MUNICIPAL DE COLATINA – ESPÍRITO SANTO Contrato de Prestação de Serviços Nº 345/2010 SETEMBRO/2012 Coordenação Técnica: Arq. Cláudia Damasio Econ. Gevaci Perroni Arq. Jacqueline Menegassi Responsabilidade Técnica: Arq. Cláudia Damasio Arq. Grace Machado Sistematização de Informações Informações e Elaboração de Relatório: Arq. Grace Machado Equipe Técnica: Adv. Ana Paula Marcante Arq. Grace Machado Arq. Karla Moroso Ass. Soc. Isadora Fagundes Adm. Juliana Gervasio Burin Adm. Renato Gomes Desenh. Marlene Chaves Acad. Jéssika Alves Acad. Leonardo Ritta Acad. Tiago Silveira Acad. Eduardo Ribasqui PREFEITURA MUNICIPAL DE COLATINA: COLATINA: Leonardo Deptulski Prefeito Cirilo de Tarso Batista ViceVice-Prefeito Dra. Santina Benezoli Simonassi Secretaria Municipal de Gabinete Maria Júlia Maria Júlia Rosa Chaves Deptulsk Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Cidadania COORDENAÇÃO DO PLHIS: Coordenadora – Ass. Soc. Fernanda Mota Gonçalo Ass. Soc. Danielle Natale Adv. Fabiano do Santos Costa Eng. Antônio Carlos Nelo Galvão SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................................... 9 1.1. Por Que Fazer um Plano Local de Habitação de Interesse Social?................................................. 11 1.2. O Caráter Estratégico do Plano Local de Habitação de Interesse Social de Colatina ..................... 12 2. SÍNTESE DO DIAGNÓSTICO ...................................................................................................... 17 2.1. Contexto Histórico e a Inserção Microrregional ............................................................................ 19 2.2. Características da População e Ocupação do Território ................................................................ 25 2.3. A Produção de Habitação de Interesse Social ................................................................................ 37 2.4. O Quadro de Necessidades Habitacionais...................................................................................... 41 2.4.1. Quanto ao Déficit Habitacional ................................................................................................... 41 2.4.2. Quanto à Inadequação Habitacional ........................................................................................... 45 2.4.3. Quanto aos domicílios Alugados e Cedidos: ............................................................................... 46 2.4.4. Quanto à Estimativa de Necessidade de Terra Urbanizada para Atendimento da Demanda: ... 46 2.5. A Instituição Pública e a Sociedade ................................................................................................ 47 2.6. Apontamentos para a Terceira Etapa deste PLHIS ......................................................................... 49 3. ESTRATÉGIAS DE AÇÃO: METAS E CENÁRIOS DE ATENDIMENTO .............................................. 51 3.1. Metas Físicas do PLHIS de Colatina ................................................................................................ 53 3.1.1. Referências Conceituais e Metodológicas para Definição de Metas Físicas e Financeiras do PLHIS de Colatina................................................................................................................................... 53 3.1.2. Quantificação de Metas Físicas Atuais e Futuras e Prioridades de Atendimento....................... 55 3.2. Cenários de Atendimento da Demanda Habitacional .................................................................... 59 3.2.1. Tipologias Habitacionais .............................................................................................................. 59 3.2.2. Cenários de Investimentos para Produção de Novas Moradias ................................................. 61 3.2.3. Estimativa de Custos para Adequação de Unidades Habitacionais ............................................ 64 3.2.4. Metas de Atendimento e Investimentos pelo Poder Público ..................................................... 65 3.3. Estratégia Territorial....................................................................................................................... 67 3.3.1. Necessidade de Terra para o Atendimento das Metas Físicas.................................................... 67 3.4. Condições Institucionais ................................................................................................................. 70 4. ESTRATÉGIAS DE AÇÃO: DIRETRIZES, OBJETIVOS, PROGRAMAS E AÇÕES .................................. 73 4.1. Princípios, Diretrizes e Objetivos do PLHIS de Colatina ................................................................. 76 4.2. Os Programas Habitacionais ........................................................................................................... 78 4.2.1. Programa de Gestão Habitacional............................................................................................... 79 4.2.2. Programa de Produção e Adequação Habitacional..................................................................... 80 4.2.3. Programa de Gestão Territorial e Regularização Fundiária ........................................................ 80 4.3. Ações e Metas dos Programas Habitacionais................................................................................. 81 4.4. Indicadores e Monitoramento do PLHIS ........................................................................................ 86 5. ANEXOS.................................................................................................................................. 87 LISTA DE FIGURAS, GRÁFICOS, QUADROS E TABELAS TABELAS Tabela 01 – População Total dos Municípios da Região em Análise..................................................... 21 Tabela 02 – População do Município de Colatina ................................................................................. 21 Tabela 03 – Evolução da Renda Per Capita e do Valor Adicionado Bruto de Colatina (2002-2009) – Valores de 2009 ..................................................................................................................................... 22 Tabela 04 – PIB em valores reais por município (R$ mil)– Valores de 2009 ......................................... 22 Tabela 05 – PIB per capita (R$) – Valores de 2009................................................................................ 23 Tabela 06 – Proporção de Domicílios por Classes de Rendimento Nominal Per Capita – 2010 ........... 24 Tabela 07 - Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal – Colatina (série histórica) ........................ 25 Tabela 08 – Variação do Número de Domicílios (2000-2010)............................................................... 26 Tabela 09 – Formas de Abastecimento de Água em Colatina - 2010.................................................... 35 Tabela 10 – Existência de Banheiro ou Sanitário e Esgotamento Sanitário em Colatina - 2010 .......... 36 Tabela 11 – Existência de Energia Elétrica em Colatina - 2010 ............................................................. 36 Tabela 12 – Destino do Lixo em Colatina - 2010 ................................................................................... 36 Tabela 13 – Intenção de Investimentos em Programas Habitacionais - PPA 2010-2013 de Colatina .. 39 Tabela 14 – Despesas Orçadas por Função – 2010 e 2011 ................................................................... 40 Tabela 15 – Estimativa do Déficit Habitacional de Colatina .................................................................. 41 Tabela 16 – Déficit Habitacional Identificado, por equipe de saúde, em Colatina ............................... 42 Tabela 17 – Estimativa do Déficit Habitacional de Colatina .................................................................. 46 Tabela 18 – Estratificação do Déficit Habitacional por faixa de renda para municípios do Tipo “D” no Estado do Espírito Santo ....................................................................................................................... 55 Tabela 19 – Estratificação das Demandas Habitacionais futuras por faixa de renda para municípios do tipo “D” no Estado do Espírito Santo .................................................................................................... 55 Tabela 20 – Déficit Habitacional Atual e Demanda Futura de Colatina ................................................ 55 Tabela 21 – Déficit Habitacional Básico por Grupo Social por Faixas de Renda- 2005 ......................... 56 Tabela 22 – Demandas Habitacionais Urbanas Futuras por Grupo Social ............................................ 56 Tabela 23 – Demandas Habitacionais Rurais Futuras por Grupo Social................................................ 56 Tabela 24 – Inadequação Habitacional Identificada em 2011 .............................................................. 58 Tabela 25 – Domicílios Alugados e Cedidos Identificados em 2011 ..................................................... 58 Tabela 26 – Cenário Mais Econômico para Atendimento das Demandas por Novas Moradias Urbanas ............................................................................................................................................................... 62 Tabela 27 – Cenário Menos Econômico para Atendimento das Demandas por Novas Moradias Urbanas ................................................................................................................................................. 63 Tabela 28 – Cenário Mais Econômico para Atendimento das Demandas por Novas Moradias Rurais 63 Tabela 29 – Cenário Menos Econômico para Atendimento das Demandas por Novas Moradias Rurais ............................................................................................................................................................... 63 Tabela 30 – Estimativa de Custos para Adequação das Moradias Existentes....................................... 64 Tabela 31 – Necessidade de Terra Urbana para Atendimento das Demandas Habitacionais dos Grupos I e II ........................................................................................................................................................ 68 QUADROS Quadro 01 – Processo Metodológico de Elaboração das Estratégias de Ação ..................................... 15 Quadro 02 – Composição do Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal ....................................... 25 Quadro 03 – Produção Pública de HIS em Colatina .............................................................................. 38 Quadro 04 – Localidades do Programa de Saúde da Família – Zona Rural ........................................... 44 Quadro 05 – Tipificação dos Municípios Brasileiros segundo o PLANHAB ........................................... 54 Quadro 06 – Classificação dos Grupos de Demanda............................................................................. 54 Quadro 07 – Subsistemas de Habitação de Mercado e de Interesse Social conforme a Política Nacional de Habitação........................................................................................................................... 57 Quadro 08 – Estratégias de Atendimento das Demandas Urbanas e Rurais de cada Grupo Social ..... 57 Quadro 09 – Estimativas de Custos Unitários para Produção Habitacional Pública em Colatina......... 59 Quadro 10 – Caracterização dos Modelos de “Solução Habitacional” para a Zona Urbana................. 60 Quadro 11 – Caracterização dos Modelos de “Solução Habitacional” para a Zona Rural .................... 61 Quadro 12 – Proporção de “Solução Habitacional” por Cenário de Investimento para a Zona Urbana ............................................................................................................................................................... 62 Quadro 13 – Proporção de “Solução Habitacional” por Cenários de Investimentos para a Zona Rural ............................................................................................................................................................... 62 Quadro 14 – Cenários de Investimentos Totais para Produção de Novas Moradias Urbanas e Rurais 64 Quadro 15 – Média de Investimentos Anuais entre 2013 e 2023 para Produção de Novas Moradias Urbanas e Rurais ................................................................................................................................... 64 Quadro 16 – Média de Investimentos Anuais entre 2013 e 2023 para Adequação das Moradias Urbanas e Rurais ................................................................................................................................... 65 Quadro 17 – Média Anual de Investimentos Federal e Municipal para superação dos Problemas Habitacionais de Colatina ...................................................................................................................... 66 Quadro 18 – Prioridades de Atendimento ............................................................................................ 67 Quadro 19 – Objetivos Estratégicos e Específicos do PLHIS de Colatina .............................................. 78 Quadro 20 – Detalhamento dos Programas Propostos ........................................................................ 82 Quadro 21 – Sistema de Indicadores para o PLHIS ............................................................................... 86 Quadro 22 – Síntese Aplicativa dos Indicadores ................................................................................... 86 GRÁFICOS Gráfico 01 – Participação dos Municípios na População de Região em Análise – 2010 ....................... 20 Gráfico 02 – Evolução das Taxas de Urbanização de Colatina comparativa ao Estado e ao País ........ 21 Gráfico 03 – Índice de Gini dos Municípios Analisados ......................................................................... 23 Gráfico 04 – Despesas Orçadas por Função – 2010 e 2011 .................................................................. 39 Gráfico 05 – Comparativo entre Cenários de Investimentos para Atendimento das Demandas por Novas Moradias Totais por Período ...................................................................................................... 64 Gráfico 06 – Necessidade de Terra Urbana para At. das Demandas Habitacionais dos Grupos I e II ... 68 FIGURAS Figura 01 – Localização de Colatina no Estado do Espírito Santo ......................................................... 19 Figura 02 – Grupo de municípios analisados......................................................................................... 20 Figura 03 – Densidade Demográfica Preliminar de Colatina – Zona Rural ........................................... 27 Figura 04 – Densidade Demográfica Preliminar de Colatina – Zona Urbana (norte do rio Doce) ........ 28 Figura 05 – Densidade Demográfica Preliminar de Colatina – Zona Urbana (sul do rio Doce)............. 29 Figura 06 – População em Domicílios com Rendimento Per Capita de até R$ 70,00 – Zona Rural ...... 30 Figura 07 – População em Domicílios com Rendimento Per Capita de até R$ 70,00 – Zona Urbana .. 30 Figura 08 – Média de Moradores por Domicílios Ocupados – Zona Rural............................................ 31 Figura 09 – Média de Moradores por Domicílios Ocupados – Zona Urbana (norte da rio Doce)......... 32 Figura 10 – Média de Moradores por Domicílios Ocupados – Zona Urbana (sul da rio Doce) ............. 33 Figura 11 – Mapa Síntese dos Aspectos Territoriais de Colatina .......................................................... 34 Figura 12 – Zoneamento do Plano Diretor de Colatina ......................................................................... 37 Figura 13 – Mapeamento do Programa de Saúde da Família – Zona Urbana ...................................... 43 Figura 14 – Mapa Síntese das Estratégias Territoriais .......................................................................... 69 1. INTRODUÇÃO 11 1.1. Por Que Fazer um Plano Local de Habitação de Interesse Social? Os problemas habitacionais são as marcas mais visíveis de um processo de desenvolvimento excludente e iníquo. Portanto, trabalhar para a minimização desses problemas e para a criação de estratégias de gestão, que coloquem a moradia digna como um direito efetivo de todos os cidadãos, é condição para que possamos estabelecer caminhos mais justos e sustentáveis para as gerações futuras. Ter uma casa segura, adequada, atendida pelos serviços necessários é, sem dúvida, vetor de desenvolvimento e inclusão social. Depois de um longo período de estagnação pós-extinção do Banco Nacional de Habitação (BNH), assiste-se a uma ampliação significativa da capacidade de investimento federal para a produção habitacional de caráter social, além de uma reorganização jurídico-institucional, que coloca a habitação na pauta dos temas prioritários em nível nacional. Dessa forma, aprova-se no âmbito do Conselho Nacional das Cidades, em 2004, o documento que orienta a Política Nacional de Habitação e, em 2005, a Lei Federal que institui o Sistema Nacional de Habitação (SNH) e o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) e, mais recentemente, a partir de 2007, elabora-se o Plano Nacional de Habitação. O Sistema Nacional de Habitação, principal instrumento da Política Nacional de Habitação: • Estabelece as bases do desenho institucional que se propõe participativo e democrático; • Prevê a integração entre os três níveis de governo e os agentes públicos e privados envolvidos com a questão habitacional; • Define as regras que asseguram a articulação financeira de recursos não onerosos e onerosos, necessária à implementação da Política Nacional de Habitação. Esse novo quadro institucional federal se complementa de forma mais ampla, com os dispositivos da Lei Federal Nº. 10.257/2001, o Estatuto da Cidade e, no nível local, com os conteúdos pertinentes aos planos diretores. Compreende-se, dessa forma, o direito à moradia, não só como o direito à unidade habitacional, mas sobremaneira como o direito pleno à cidade e a todos os benefícios urbanos que dela decorrem. Em 2009, o Governo Federal lança o pacote de financiamento habitacional denominado “Minha Casa, Minha Vida” (MCMV). Trata-se de uma oportunidade ímpar para que os municípios brasileiros reduzam o quadro das necessidades habitacionais de sua população mais carente. Para tanto, é necessário que as administrações municipais estejam preparadas para gerenciar o processo de captação de recursos, canalizando-os para aquelas famílias que compõem o seu déficit habitacional prioritário e para a construção de empreendimentos habitacionais adequados a sua realidade territorial. Nesse novo contexto institucional e de financiamento, portanto, o Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS) de Colatina tem como objetivo principal criar novas condições de gestão da política habitacional, apontando caminhos para que se promova a redução significativa das necessidades habitacionais locais e planejando seu futuro. O PLHIS também deve ser um meio para que o município se capacite institucionalmente articulando, de forma programática, ações que integrem a política habitacional ao desenvolvimento urbano de forma geral, seja do ponto de vista das estratégias de uso e ocupação do solo, seja de atendimento social, de geração de trabalho e renda, de preservação ambiental, de estruturação do território, etc. Trata-se também de uma oportunidade para se introduzir um sistema de gestão da política habitacional, de avaliação permanente dos resultados das políticas empreendidas, de articulação entre a Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 12 demanda ainda não atendida e a novas alternativas de oferta, de busca de novas fontes de financiamento, de integração entre os distintos atores sociais e do cumprimento efetivo da função social da propriedade e da cidade. Esses objetivos devem ser cumpridos em etapas, na medida em que o PLHIS, acompanhando as orientações do Plano Nacional de Habitação, estabelece o planejamento da política habitacional do município até o ano de 2023. Além disso, é importante destacar que o próprio processo de elaboração do PLHIS instrumentalize o município para ações de curto prazo, decorrentes de ações mais imediatas e urgentes propostas pelo governo, seja estadual seja federal, como foi, por exemplo, o Programa MCMV. A elaboração do PLHIS, além de uma necessidade premente ao município para que ele tenha um Plano Estratégico para o setor habitacional em consonância com a Política Nacional, também é requisito básico, juntamente com o Conselho e o Fundo Local de Habitação, para que o município possa ter acesso aos recursos financeiros do FNHIS. 1.2. O Caráter Estratégico do Plano Local de Habitação de Interesse Social de Colatina Segundo as orientações da Secretaria Nacional de Habitação/Ministério das Cidades, o PLHIS deve ter um caráter estratégico e participativo. Assim, o PLHIS de Colatina se desenvolveu através de três etapas sucessivas: Metodologia, Diagnóstico e Estratégias de Ação. Sendo que cada etapa resultou em um volume que registra detalhadamente cada uma das etapas. A primeira etapa, Metodologia, foi elaborada com base nas orientações federais, mas adequadas à realidade local. Em Colatina, essa etapa foi fundamental para que se definisse o grau de participação da população e de gestores municipais no processo de elaboração do PLHIS. Assim, além dos eventos de homologação dessa etapa, foram estruturados dois grupos de trabalho: um participativo, o qual incorporou a participação do Conselho Municipal de Habitação; e outro interno, composto por representantes de diversas secretarias municipais. A segunda etapa, Diagnóstico, foi elaborada em caráter transdisciplinar obtendo-se uma ampla leitura sobre a situação habitacional do município, na qual gestores municipais e demais atores sociais puderam contribuir com informações, discuti-las e até conhecê-las. Esse diagnóstico foi de suma importância para subsidiá-los na tomada das decisões. A terceira e última etapa, Estratégias de Ação, foi elaborada em conjunto com as equipes interna e externa do PLHIS (gestores municipais e Conselho Municipal de Habitação), constituindo-se, efetivamente, como um conjunto de propostas que visam minimizar ou até mesmo superar os problemas e aproveitar os potenciais locais existentes, a partir do que foi identificado na etapa de Diagnóstico. Assim, esse Plano deve assumir um caráter estratégico na gestão da política local de habitação, orientando a atuação do Poder Público Municipal e do Conselho Municipal de Habitação, subsidiando a tomada de decisões e servindo de parâmetro para o acompanhamento e avaliação das ações públicas pela sociedade, na medida em que conta com metas e indicadores de avaliação. As propostas incluídas neste PLHIS tiveram referência na realidade local, mas, sobremaneira, na Política Nacional de Habitação e nas demais orientações do Sistema Nacional de Habitação, bem como estão embasadas nas determinações do Estatuto da Cidade, Lei Federal Nº. 10.257/01. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 13 Nesse sentido, destacam-se a seguir os princípios da Política Nacional de Habitação, que devem balizar os conteúdos locais: I. Direito à moradia enquanto um direito humano, individual e coletivo, previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Constituição Brasileira de 1988; II. Moradia digna como direito e vetor de inclusão social, garantindo padrão mínimo de habitabilidade, infraestrutura, saneamento ambiental, mobilidade, transporte coletivo, equipamentos, serviços urbanos e sociais; III. Compatibilidade e integração das políticas habitacionais de todas as instâncias federativas, bem como das demais políticas setoriais de desenvolvimento urbano, ambientais e de inclusão social; IV. Função social da propriedade urbana, buscando implementar instrumentos da reforma urbana, a fim de possibilitar melhor ordenamento e maior controle do uso do solo, de forma a combater a retenção especulativa e garantir acesso à terra urbanizada; V. Questão habitacional como uma política de Estado, uma vez que o poder público é agente indispensável na regulação urbana e no mercado imobiliário, na provisão da moradia e na regularização de assentamentos precários, devendo ser ainda uma política pactuada com a sociedade e que extrapole um só governo; VI. Gestão democrática com participação dos diferentes segmentos da sociedade, possibilitando controle social e transparência nas decisões e procedimentos. Além dos princípios referidos, as seguintes diretrizes são indicadas pela Secretaria Nacional de Habitação, para incorporação nos planos locais de habitação de interesse social: I. Prioridade para planos, programas e projetos habitacionais para a população de menor renda, articulados no âmbito dos diversos níveis federativos; II. Utilização prioritária de incentivo ao aproveitamento de áreas dotadas de infraestrutura não utilizadas ou subutilizadas, inseridas na malha urbana; III. Utilização prioritária de terrenos de propriedade do Poder Público para a implantação de projetos habitacionais de interesse social; IV. Sustentabilidade econômica, implementados; financeira e social dos programas e projetos V. Incentivo à implementação dos diversos institutos jurídicos que regulamentam o acesso à moradia, previstos no Estatuto das Cidades e outros; VI. Incentivo à pesquisa e incorporação de desenvolvimento tecnológico e de formas alternativas de produção habitacional; VII. Adoção de mecanismos de acompanhamento e avaliação, e de indicadores de impacto social das políticas, planos e programas; VIII. Adoção de mecanismos de quotas para idosos, deficientes e famílias chefiadas por mulheres; IX. Desenvolvimento institucional para que a atuação local tenha cada vez mais institucionalidade, com a criação de órgão próprio ou com internalização em algum órgão já estruturado e relacionado com a problemática da habitação, e que possa contar com os meios administrativos, técnicos e financeiros necessários. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 14 É num contexto favorável que o desafio estabelecido pelo Plano Nacional de Habitação (PLANHAB) no âmbito federal é remetido também aos estados e municípios: a definição de estratégias de gestão local que viabilizem o principal objetivo da PNH, de universalizar o acesso à moradia digna para todo cidadão brasileiro. Segundo o PLANHAB, o Brasil conta hoje com um conjunto de fatores favoráveis, tanto do ponto de vista estrutural quanto conjuntural para enfrentar, de forma consistente, a demanda do setor habitacional. O PLANHAB estrutura um novo arranjo para o financiamento habitacional, com o objetivo de incluir os estratos da população de menor renda. Além de uma forte política de subsídios, a estratégia proposta parte do pressuposto de que a dimensão das necessidades habitacionais no país precisa ser enfrentada com diferentes processos de produção e de financiamento. Visto que o equacionamento do problema da habitação deve ser encarado pela sociedade como um todo, a estratégia leva em conta seus agentes promotores, financeiros e técnicos, assim como os movimentos sociais e a sociedade organizada, porém, reserva ao Estado, um papel central de articulador e coordenador do processo. (PLANHAB)1 Nesse novo desenho institucional, coloca-se um novo papel na questão urbanohabitacional, também para os municípios. A gestão adequada do solo urbano torna-se uma das principais ferramentas no âmbito municipal, com base na prerrogativa constitucional do poder-dever do município, de promover o cumprimento da função social da propriedade de efetivar o acesso à terra urbanizada por meio do Plano Diretor. Neste sentido é importante comentar que Colatina possui um plano diretor, aprovado em 2007, trazendo consigo as principais diretrizes do Estatuto da Cidade e os principais instrumentos previstos para o cumprimento da função social da propriedade urbana e uma gestão adequada do solo, embora se encontre parcialmente implementado e necessite de regulamentações específicas para viabilizar a aplicação destes instrumentos na prática. Assim, cabe ao município, a tarefa de criar e aperfeiçoar o seu quadro normativo a partir destes instrumentos instruídos no Estatuto da Cidade, estabelecendo estratégias e criando mecanismos administrativos no âmbito de suas políticas habitacionais, que permitam atender às exigências constitucionais. Esse é o marco jurídico-institucional que fundamenta o conjunto de proposições do PLHIS de Colatina. Além disso, é importante registrar que o desenvolvimento da terceira e última, etapa do PLHIS de Colatina (Estratégias de Ação), cumpriu com o roteiro previsto na Metodologia deste PLHIS. Ao todo, foram realizadas 3 reuniões com as equipes de trabalho (gestores municipais e Conselho Municipal de Habitação), além da realização da Audiência Pública. O Módulo 2 de Capacitação, previsto nesta etapa, e a abordagem dos principais pontos do Diagnóstico foram cumpridos na primeira reunião desta etapa, mas pontos importantes foram recapitulados nas reuniões seguintes. Durante o processo de debates realizado durante as reuniões de trabalho, destacou-se a necessidade de articulação da política habitacional local com a Política Nacional de Habitação, além de integrar as estratégias de desenvolvimento econômico e de sustentabilidade na ocupação do território. Dessa forma, o quadro a seguir apresenta o conjunto das reuniões realizadas para a elaboração das Estratégias de Ação do PLHIS de Colatina: 1 PLANHAB – Produto4. Disponível em: <http://www.cidades.gov.br/secretarias-nacionais/secretaria-de-habitacao/PLANHAB /produtos/produto-4/PLANHAB_PRODUTO_4.final_revisto_sem_marcas_30jun08.pdf>. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 15 Quadro 01 – Processo Metodológico de Elaboração das Estratégias de Ação OBJETIVO AÇÕES Elaboração das Estratégias de Ação do PLHIS através da definição de diretrizes, objetivos, programas, metas, ações e indicadores, além da avaliação de cenários e pactuação das propostas e prioridades. a. Reuniões com Gestores Municipais e Conselho Municipal de Habitação Capacitação Módulo 2, Síntese do Diagnóstico, Discussão e 17/04/2012 15h Definição de Metas Físicas Definição dos Custos Unitários da Produção Habitacional Pública, Definição de Cenários para Atendimento da 18/04/2012 9h Demanda, Definição de Prioridades de Atendimento e Definição de Estratégia Territorial Definição dos Cenários de Investimentos, Definição de 18/04/2012 14h Princípios, Objetivos, Programas, Ações, Metas e Indicadores b. Evento Público 31/05/2012 19h Audiência Pública Final do PLHIS de Colatina Dados: Latus Consultoria. As Estratégias de Ação do PLHIS de Colatina foram elaboradas com base nas orientações metodológicas do Plano Nacional de Habitação. Suas metas físicas foram estimadas a partir das seguintes referências: I. Estratificação da sociedade em cinco Grupos Sociais, conforme sua capacidade de acesso à moradia; II. Tipificação do Município de Colatina conforme Caracterização dos Tipos de Municípios, Estudos técnicos do PLANHAB. Brasília, 2008; III. Projeção das demandas habitacionais futuras de acordo com os parâmetros do Plano Nacional de Habitação e com os seus períodos temporais: DHB (Déficit Habitacional Básico) 2005; 2006-2011; 2012-2015; 2016-2019; 2020-2023. Tais metas físicas foram trabalhadas a partir de cenários (hipóteses) de atendimento. Tais cenários são orientadores; não pretendem ser respostas únicas, mas uma base que auxilie os gestores da política habitacional na tomada de decisão, apontando soluções alternativas aos problemas identificados, elencando prioridades e estabelecendo metas de curto, médio e longo prazo. Os objetivos deste Plano não se restringem ao âmbito do setor público. Devem servir como suporte à decisão também da sociedade, representada através do Conselho de Habitação. Assim, as Estratégias de Ação deste PLHIS constituem-se como uma pauta que deve ser empreendida pelo Poder Público e pela sociedade organizada. Por fim, de forma geral, pretende-se que o PLHIS seja efetivamente utilizado como uma ferramenta de trabalho e de monitoramento da situação habitacional do município de Colatina, garantindo moradia digna ao conjunto de seus habitantes e auxiliando na promoção sustentável da ocupação territorial. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 2. SÍNTESE DO DIAGNÓSTICO 19 2.1. Contexto Histórico e a Inserção Microrregional Localizado no noroeste do Espírito Santo, Colatina possui uma área territorial de 1.423,277 km², com sua sede a uma altitude de 38m em relação ao nível do mar. Distante, aproximadamente,, 135 km da Capital - Vitória, pela BR-101, 101, é formada pelos distritos Angelo Frechiani, Baunilha, Boapaba, Graça Aranha e Itapina, além da Sede. Limita-se se ao norte com os municípios de Governador Lindenberg, São Domingos do Norte e Pancas, ao sul com os municípios Itaguaçu, São Roque do Canaã e João Neiva, ao leste com os municípios de Linhares e Marilândia e ao oeste com o município de Baixo Guandu. Figura 01 – Localização de Colatina no Estado do Espírito Santo Imagem: Wikipédia; Dados: IBGE. Segundo divisões territoriais adotadas pelo IBGE, o município de Colatina faz parte da Mesorregião do Nordeste Espírito Santense e da Microrregião de Colatina, a qual engloba 07 municípios (demarcados no mapa a seguir na cor vermelha): vermelha): Alto Rio Novo, Baixo Guandu, Colatina, Governador Lindenberg, Marilândia, Pancas Pancas e São Domingos Domingo do Norte. Para análise do contexto microrregional de Colatina, analisaremos todos os municípios da sua Microrregião e também os seus municípios limítrofes que pertencem a outras microrregiões (demarcados no mapa a seguir na cor laranja): laranja : Itaguaçu, João Neiva, Linhares e São Roque do Canaã. Tal região analisada encontra-se se demarcada na imagem a seguir. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 20 Figura 02 – Grupo de municípios analisados Imagem: Wikipédia; Dados: IBGE. Colatina, localizada no centro da região em análise, é um município município pólo da região, com atrativos nos setores de serviços para os municípios menores. Dessa forma, Colatina ocupa o 2º lugar no ranking populacional, correspondendo a 29,2% da população total da região analisada, conforme se verifica no gráfico a seguir: segu Gráfico 01 – Participação dos Municípios na População de Região em Análise – 2010 São Domingos São Roque do Canaã do Norte 2,9% Pancas 2,1% 5,6% Marilândia 2,9% Alto Rio Novo 1,9% Baixo Guandu 7,6% Colatina 29,2% Linhares 37,0% João Neiva 4,1% Governador Lindenberg Itaguaçu 2,8% 3,7% Dados: IBGE. No que diz respeito ito ao crescimento populacional: • Entre 1991 e 2000, a população de Colatina cresceu 5,49%, com taxa menor que as médias regional (6,38%) e estadual (19,11%); • Entre 2000 e 2010, a população de Colatina decresceu -0,82%, 0,82%, enquanto a população da região aumentou 12,98% e a população do Estado aumentou 13,48%. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 21 Tabela 01 – População Total dos Municípios da Região em Análise POPULAÇÃO TOTAL DOS MUNICÍPIOS MUNI ANALISADOS Município 1991 2000 Alto Rio Novo 7.488 6.964 Baixo Guandu 27.121 27.819 Colatina 106.845 112.711 Governador Lindenberg Itaguaçu 13.393 14.495 João Neiva 13.472 15.301 Linhares 119.690 112.617 Marilândia 9.004 9.924 Pancas 21.004 20.402 São Domingos do Norte 7.687 São Roque do Canaã 10.395 Municípios Analisados 318.017 338.315 Espírito Santo 2.600.618 3.097.498 2010 7.317 29.081 111.788 10.869 14.134 15.809 141.306 11.107 21.548 8.001 11.273 382.233 3.514.952 VARIAÇÃO 1991-2000 2000 2000-2010 -7,00% 5,07% 2,57% 4,54% 5,49% -0,82% 8,23% -2,49% 13,58% 3,32% -5,91% 25,47% 10,22% 11,92% -2,87% 5,62% 4,08% 8,45% 6,38% 12,98% 19,11% 13,48% Dados: IBGE – Sidra 200 e 608. Além do crescimento populacional, populacional, é importante que se analise o processo de urbanização local e regional. Foi o processo de urbanização intenso que o Brasil passou nas décadas de 1960 e 70 aliado ao crescimento vegetativo e à incapacidade de atendimento público das novas demandas por moradias que determinou boa parte do déficit habitacional que se visualiza nos municípios brasileiros atualmente. Entre 2000 e 2010, a taxa de urbanização de Colatina aumentou 7,02 pontos percentuais, isso ocorreu devido ao grande decréscimo da população população rural (-37,45%) ( em detrimento do pequeno aumento da população urbana (7,77%). Tabela 02 – População do Município de Colatina 2000 População Total Urbana Rural Taxa de Urbanização 2010 112.711 91.298 21.413 81,00% 111.788 98.395 13.393 88,02% VARIAÇÃO 2000-2010 2010 -0,82% 0,82% 7,77% -37,45% 37,45% 7,02 Dados: IBGE – SIDRA 200 e 608. O gráfico a seguir revela o processo de urbanização de Colatina, entre 1970 e 2010, comparativamente ao Estado de Espírito Santo e ao Brasil, onde se observa que o processo de urbanização de Colatina acentuou-se, principalmente, a partir do ano 2000, pois ultrapassou as s médias estadual e nacional. Gráfico 02 – Evolução das Taxas de Urbanização de Colatina comparativa ao Estado e ao País 100,00% 80,00% 60,00% 40,00% 20,00% 0,00% 1970 1980 Brasil 1991 ES 2000 2010 Colatina Dados: IBGE- Sidra 200 e 608. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 22 Quanto aos aspectos tos socioeconômicos de Colatina, destacam-se destacam os dados relativos ao VAB (Valor Adicionado Bruto) e ao PIB (Produto Interno Bruto). Quanto ao VAB do município, podemos observar que o Setor de Serviços predomina frente aos demais setores, correspondendo a 75,91% 75,91% da economia local. Este setor cresceu, entre 2000 e 2009, 101,7%. O Setor da Indústria vem em segundo lugar, representando 19,47% da economia do município, porém apresentou um decréscimo na ordem de 1,0% neste período. O setor da Agropecuária representa representa apenas 4,62% da economia local, e também apresentou um grande decréscimo - 42,3% nesse período. Tabela 03 – Evolução da Renda Per Capita e do Valor Adicionado Bruto de Colatina (2002(2002-2009) – Valores de 2009 ANO 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Variação (%) 2000/2009 PIB PER CAPITA (R$) VALOR ADICIONADO BRUTO (R$ MIL) AGROPECUÁRIA INDÚSTRIA SERVIÇOS TOTAL 11.992 12.021 10.079 10.286 10.468 11.680 12.617 14.057 13.761 15.485 118.747 51.255 43.601 54.029 56.048 54.903 62.931 92.626 67.473 68.552 10,07% 4,76% 4,79% 5,76% 5,68% 4,99% 5,25% 7,29% 5,23% 4,62% 291.538 277.323 241.979 231.574 247.139 273.723 274.698 280.375 251.570 288.632 24,72% 25,76% 26,59% 24,67% 25,03% 24,88% 22,91% 22,06% 19,51% 19,47% 558.011 558.993 468.562 480.409 511.903 572.170 654.724 674.469 739.602 1.125.272 65,21% 69,48% 68,62% 69,58% 69,29% 70,13% 71,84% 70,88% 76,54% 75,91% 1.179.183 1.076.720 910.092 938.733 987.180 1.100.289 1.199.056 1.271.251 1.289.553 1.482.456 29,1 -42,3 42,3 -5,45 -1,0 -5,25 101,7 10,7 25,7 Dados: Instituto Jones dos Santos Neves /ES.. Considerando-se a evolução real do PIB entre 2002 e 2009, verifica-se verifica que o crescimento é uma característica presente na maioria das esferas analisadas, onde Colatina apresentou o segundo maior crescimento crescimento (26,68%), embora com uma taxa inferior à média regional (31,72%) e à média estadual (37,67%). Tabela 04 – PIB em valores reais por município (R$ mil)– mil)– Valores de 2009 ALTO RIO NOVO BAIXO GUANDU COLATINA GOVERNADOR LINDEMBERG ITAGUAÇU JOÃO NEIVA LINHARES MARILÂNDIA PANCAS SÃO DOMINGOSS DO NORTE SÃO ROQUE DO CANAÃ MUNICIPIOS ANALISADOS ESTADO 2000 48.925 200.491 1.361.262 0 186.292 159.687 1.543.075 87.073 136.604 58.160 103.327 3.884.895 48.494 2009 47.129 233.346 1.724.502 94.721 144.087 162.151 2.314.608 102.197 123.707 88.458 82.290 5.117.196 66.763 VARIAÇÃO -3,67% 16,39% 26,68% -22,66% 1,54% 17,37% -9,44% 52,10% -20,36% 31,72% 37,67% Dados: IBGE. Em relação ao PIB per capita, a maioria dos municípios analisados apresentou aprese crescimento no período - Colatina cresce 29,12%, acima da média regional (7,43%) e da média estadual (24%). Além disso, é importante destacar que o PIB per capita de Colatina (R$ 15.485) é bastante inferior ao estadual (R$ 19.145). Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 23 Tabela 05 – PIB per capita (R$) – Valores de 2009 ALTO RIO NOVO BAIXO GUANDU COLATINA GOVERNADOR LINDEMBERG * ITAGUAÇU JOÃO NEIVA LINHARES MARILÂNDIA PANCAS SÃO DOMINGOS DO NORTE SÃO ROQUE DO CANAÃ MUNICIPIOS ANALISADOS ESTADO 2000 7.060 7.195 11.992 0 12.790 10.357 13.592 8.721 6.708 7.638 9.886 9.594 15.439 2009 7.636 7.807 15.485 9.090 10.168 11.090 17.447 9.573 6.688 10.781 7.608 10.307 19.145 VARIAÇÃO 8,16% 8,49% 29,12% -20,50% 7,09% 28,36% 9,76% -0,31% 41,16% -23,05% 7,43% 24% Dados: IBGE. Para uma melhor compreensão da d estrutura socioeconômica nômica de Colatina, recorre-se recorre à análise dos indicadores de distribuição de renda e dos indicadores de desenvolvimento social. Quanto ao Índice de Gini2, que diz respeito à concentração de renda, situação que interfere diretamente na condição ondição de moradia da população de uma cidade, verifica-se verifica que Colatina, assim como a maioria dos municípios da região, aumentou seus índices, ou seja, demonstram uma tendência de aumentar a desigualdade social. Contudo, é importante que se leve em consideração consideração que os índices trabalhados para avaliar esta desigualdade são do ano de 2000, sendo importante aguardar a publicação de dados mais recentes, a partir do censo de 2010, embora dados recentes recente tenham apontado grande desigualdade social através da grande concentração de domicílios na baixa renda. 0,62 0,57 0,59 0,54 0,6 0,61 0,57 0,51 0,6 0,54 0,55 0,66 0,57 0,5 0,55 0,57 0,6 0,51 0,49 0,7 0,56 0,55 Gráfico 03 – Índice de Gini dos Municípios Analisados 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 1991 2000 Dados: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Um dado publicado recentemente, a partir do Censo de 2010, que nos auxilia nesta análise de maior ou menor concentração de renda na sociedade é a proporção de 2 O Índice de Gini, criado pelo matemático italiano Conrado Gini, Gini, é um instrumento para medir o grau de concentração de renda em determinado grupo. Ele aponta a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. Numericamente, varia de zero a um. O valor zero representa a situação de igualdade, ou seja, seja, todos têm a mesma renda. O valor um está no extremo oposto, isto é, uma só pessoa detém toda a riqueza. Na prática, o Índice de Gini costuma comparar os 20% mais pobres com os 20% mais ricos e a sua fonte f de informações é o Censo. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 24 domicílios por classes de rendimento nominal mensal per capita, conforme análise a seguir. Observa-se que Colatina apresenta uma concentração menor de domicílios classificados nas faixas sem rendimentos (2,03%) e até 1/2 salário mínimo per capita (19,71%),, que não são níveis considerados de baixa renda, do que nas médias estadual e nacional.. Porém, nos dois níveis seguintes, considerados renda média (mais de ½ a 1 salário mínimo e mais de 01 1 a 02 salários mínimos per capita), Colatina apresenta uma concentração maior que as demais esferas. Já nas categorias seguintes, que representam as faixas de renda mais alta, observamos que Colatina tem concentração menor do que a média estadual e nacional. Tabela 06 – Proporção de Domicílios por Classes de Rendimento Nominal Per Capita – 2010 CLASSES DE RENDIMENTO NOMINAL MENSAL DOMICILIAR PER CAPITA Total Sem rendimento Até 1/2 de salário mínimo Mais de 1/2 a 1 salário mínimo Mais de 1 a 2 salários mínimos Mais de 2 a 3 salários mínimos Mais de 3 a 5 salários mínimos Mais de 5 salários mínimos BRASIL (%) 100 4,27 27,64 28,68 21,89 7,02 5,33 5,13 ESPÍRITO SANTO (%) 100 3,26 24,45 30,93 23,38 7,41 5,64 4,92 COLATINA (%) 100 2,03 19,71 34,67 28,57 7,33 4,6 3,09 Dados: IBGE – Sidra 3261. O IDH e o Índice FIRJAN revelam revela quesitos, nos quais, Colatina deve avançar para que possa proporcionar a sua população uma boa condição de vida.. Destaca-se, Destaca nesse sentido, o quesito “trabalho trabalho e renda”, conforme dados a seguir: O IDH, segundo a classificação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), classifica as unidades geográficas em três grupos: baixo desenvolvimento (índices até 0,499), médio desenvolvimento (entre 0,500 e 0,799) e alto desenvolvimento (maioress ou iguais que 0,800). Estes dados são produzidos produzido a partir dos censos realizados pelo IBGE,, contudo ainda não tem atualização deste índice a partir do censo de 2010, assim, faz-se se a análise apenas dos dados publicados até então, conforme segue. rmos a evolução do IDH de 1991 para 2000, percebemos que todos os Ao analisarmos municípios melhoraram consideravelmente seus índices, embora todos os municípios permaneceram classificados como médio desenvolvimento. Neste período, período Colatina aumentou seu índice de 0,707 para p 0,773. O Índice FIRJAN, assim como no IDH, varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 01, maior o desenvolvimento da localidade. Além disso, sua metodologia nos possibilita determinar, com precisão, se a melhora relativa ocorrida em determinado município unicípio decorre da adoção de políticas específicas ou se o resultado obtido é apenas reflexo da queda dos demais municípios. Estes dados, por serem mais atuais e medir as três principais áreas do desenvolvimento humano: emprego e renda, educação e saúde, poderão ser utilizados em substituição ao IDH. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 25 Quadro 02 02 – Composição do Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal VARIÁVEIS UTILIZADAS FONTE Emprego e Renda Emprego Formal, Salário médio mensal Ministério do Trabalho Educação Tx de matrícula educação educ infantil, Tx de abandono, Tx de distorção idade-série, idade % docentes com ensino superior, Média de horas/aula diárias, Resultados do IDEB Ministério da Educação Saúde Nº de consultas pré-natal, pré Óbitos infantis por causas evitáveis, Óbitos por causas mal definidas Ministério da Saúde Fonte: <www.firjan.org.br>. Em 2009, assim como nos demais anos analisados, segundo o índice FIRJAN - IFDM, Colatina encontra-se se classificada como médio desenvolvimento (0,7684). Em relação aos demais municípios do estado do Espírito Santo, Colatina encontra-se se na 9ª posição, e em relação aos demais municípios do Brasil, ocupa a 455ª posição. Trata-se, Trata portanto, de uma boa colocação. A tabela a seguir apresenta a série histórica do IFDM de Colatina, para cada categoria, bem seu eu ranking em relação ao Estado do Espírito Santo e o Brasil. Tabela 07 - Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal – Colatina (série histórica) ANO 2005 2006 2007 2008 2009 RANKING IFDM Nacional Estadual 416º 9º 437º 12º 477º 12º 401º 8º 455º 9º IFDM 0,7644 0,7594 0,7587 0,7751 0,7684 EMPREGO EDUCAÇÃO & RENDA 0,7170 0,8221 0,7211 0,8084 0,7072 0,8195 0,7192 0,8314 0,6410 0,8740 SAÚDE 0,7541 0,7489 0,7494 0,7747 0,7902 Dados: Sistema FIRJAN (www.firjan.org.br) www.firjan.org.br). A presente caracterização do perfil socioeconômico de Colatina é uma base para a compreensão do processo que determinou os problemas habitacionais, que hoje se verificam em seu território. 2.2. Características Características da População e Ocupação do Território A forma através da qual uma cidade evolui evolui no território, a partir do seu processo de ocupação, torna-se se um elemento importante para a identificação das necessidades habitacionais, especialmente nos aspectos relacionados à dinâmica urbana. Entretanto, o que se verifica na maioria dos municípios municípios brasileiros é a inexistência de informações ou uma grande precariedade das informações sobre os temas urbanos, urbanos em geral. Neste quadro, o Diagnóstico deste PLHIS procurou estabelecer, em conjunto com o Município de Colatina, estratégias não só para uma localização localização aproximada dos principais problemas habitacionais, mas também para a identificação dos processos que possam auxiliar a sua compreensão. Desta forma, adota-se adota como estratégia principal a utilização de dados disponibilizados recentemente pelo IBGE, IBGE a partir do Censo de 2010, que são importantes referências oficiais. Esses dados, quando agrupados por setores censitários3, nos permitem importantes leituras a respeito da distribuição da população no território. território Além disso, foi realizado um levantamento levantamento de informações junto às equipes do Programa de Saúde da Família (PSF), as quais abrangem, aproximadamente, 60% dos domicílios do município. Neste programa, os agentes de saúde visitam, visitam periodicamente, 3 Setor Censitário é uma unidade territorial, delimitada pelo IBGE, IBGE para atuação de um recenseador. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 26 as famílias residentes na sua microárea de atuação, conhecendo, conhecendo, portanto, profundamente os problemas habitacionais locais. A sistematização destas informações também nos possibilita uma leitura territorial do município, município por microáreas, microáreas e se encontram detalhadas no Volume II deste PLHIS (Diagnóstico). (Diagnóstico) O Município ípio de Colatina conta com um território de 1.789,3 km². Uma parte deste território é rural, onde residem aproximadamente 11,98% da população do município, segundo o IBGE – Censo 2010. Quanto aos aspectos populacionais, verificamos que a população de Colatina ina é predominantemente urbana e, apesar do pequeno decréscimo populacional nos últimos anos, destaca-se destaca se o crescimento populacional da área urbana e o acentuado decréscimo populacional da área rural; esta dinâmica certamente desencadeou impactos na distribuição distrib desta população no território. Comparando-se se o crescimento do número de domicílios com o número de moradores entre 2000 e 2010, verifica-se verifica se que, embora a população rural de Colatina tenha diminuído -37,45% 37,45% a população urbana aumentou 7,77%, resultando resultand num pequeno decréscimo de sua população total (-0,82%). ( 0,82%). Por outro lado os domicílios totais aumentaram 13,9%, sendo que os domicílios ocupados aumentaram 15,7% e os vagos decresceram -4,9%. 4,9%. Parte desse aumento de domicílios se justifica pelo aumento da população opulação urbana, outra parte se justifica, provavelmente, provavelmente pelo aquecimento do mercado imobiliário e por uma possível diminuição da coabitação. O decréscimo de domicílios não ocupados vagos é pouco expressivo dado o período analisado. Na Microrregião de Colatina, esta situação também ocorre, porém em proporções maiores, exceto no caso dos domicílios não ocupados/vagos, que ao contrário do município, na microrregião aumentaram em 6,5%, o que poderá ser justificado pelo aquecimento da construção civil e o acúmulo ulo de imóveis no mercado. Tabela 08 – Variação do Número de Domicílios (2000(2000-2010) Domicílios Totais Domicílios Particulares Ocupados Domicílios Particulares Não Ocupados – Vagos 2000 2010 2000-2010 MICRORREGIÃO MICRORREGIÃO MICRORREGIÃO COLATINA COLATINA COLATINA DE COLATINA DE COLATINA DE COLATINA 60.364 36.591 74.697 41.671 23,7% 13,9% 50.816 31.310 63.892 36.231 25,7% 15,7% 7.476 4.028 7.961 3.830 6,5% -4,9% Dados: IBGE- Sidra 1310. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 27 Partindo-se se para uma análise da ocupação da população população no território, percebe-se percebe que a distribuição da população e de domicílios não ocorreu de forma uniforme. A análise desta distribuição nos aponta indícios indícios de desigualdades e nos ajuda a compreender o processo de urbanização recente. Assim, observamos, nos s dados preliminares disponibilizados recentemente pelo IBGE, as regiões com maior densidade demográfica: Na zona rural, os setores censitários com a maior densidade demográfica (de 465,04 a 3.367,97 habitantes por km², por setor censitário) são os setores 10-01 (Angelo Frechiani); 108 e 107 (localidades não identificadas); 162 e 163 (região noroeste do perímetro urbano); 50-01 01 (Itapina); 20-01 20 (Boapaba); e 50-01 01 (Baunilha). Figura 03 – Densidade Demográfica Preliminar de Colatina – Zona Rural Fonte: IBGE – Censo 2010. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 28 Na zona urbana, mais precisamente na margem norte do rio Doce, os setores censitários com a maior densidade demográfica (de 16.319,44 a 50.525,78 habitantes por km², por setor censitário) são diversos setores localizados nos seguintes seg bairros: Ayrton Senna, São Marcos, Santo Antônio, Vila Amélia, São Pedro, São Silvano, Nossa Senhora Aparecida, Padre José Anchieta e Maria das Graças, conforme mapa a seguir. Figura 04 – Densidade Demográfica Preliminar de Colatina – Zona Urbana (norte (norte do rio Doce) Fonte: IBGE – Censo 2010. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 29 Na zona urbana, mais precisamente na margem sul do rio Doce, os setores censitários com a maior densidade demográfica (de 16.319,44 a 50.525,78 habitantes por km², por setor censitário) são diversos setores setores localizados nos seguintes bairros: IBC, São Vicente, Bela Vista, Por do Sol, Perpétuo Socorro, Operário, Vila Nova, Alto Vila Nova, Maria Ismênia, Vista da Serra e Vila Lenira, conforme mapa a seguir. Figura 05 – Densidade Demográfica Preliminar de Colatina Colatina – Zona Urbana (sul do rio Doce) Fonte: IBGE – Censo 2010. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 30 Além disso, podemos observar, observar nos mapas a seguir, os setores censitários com população residente em domicílios particulares permanentes com rendimento nominal mensal domiciliar liar per capita de até R$ 70,00, ou seja, com baixíssima renda per capita, um. Desta forma, os setores censitários da zona rural que apresentaram as maiores números de população nestas condições (de 50 a 177 pessoas) foram os setores 02 e 03 (Angelo Frechiani), 50-02 02 (Itapina) e 20-03 20 (Boapaba). Figura 06 – População em Domicílios com Rendimento Per Capita de até R$ 70,00 – Zona Rural Fonte: IBGE – Censo 2010. Na zona urbana, apenas um setor localizado no bairro Ayrton Senna apresentou os maiores números de população nestas condições (de 50 a 177 pessoas). Figura 07 – População em Domicílios com Rendimento Per Capita de até R$ 70,00 – Zona Urbana Fonte: IBGE – Censo 2010. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 31 Na zona rural, a maior média de moradores por domicílio ocupado (de 3,43 a 4,18 pessoas soas por domicílio) encontra-se encontra nos setores 30-02 02 (Graça Aranha); Aranha 105 (setor localizado o limite leste do município); 164 (setor localizando na extensão noroeste do perímetro urbano); 160 e 198 (na extensão oeste do perímetro urbano), conforme mapa a seguir. Figura 08 – Média de Moradores por Domicílios Ocupados – Zona Rural Fonte: IBGE – Censo 2010. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 32 Na margem norte do rio Doce, na zona urbana, a maior média de moradores por domicílio ocupado (de 3,43 a 4,18 pessoas por domicílio) encontra-se nos diversos setores localizados nos bairros Carlos Germano Naumann, Ayrton Senna, Senna Industrial Alves Marques,, Novo Horizonte, Martinelli, Vila Real, Francisco Simonassi, São Braz e Lacê. Conforme mapa a seguir. Figura 09 – Média de Moradores por Domicílios Domicílios Ocupados – Zona Urbana (norte da rio Doce) Fonte: IBGE – Censo 2010. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 33 Na margem sul do rio Doce, na zona urbana, a maior média de moradores por domicílio ocupado (de 3,43 a 4,18 pessoas por domicílio) encontra-se encontra nos diversos setores localizados calizados nos bairros Barbados, São Judas Tadeu, Por do Sol, Bela Vista, Operário e Vista da Serra. Conforme mapa a seguir. Figura 10 – Média de Moradores por Domicílios Ocupados – Zona Urbana (sul da rio Doce) Fonte: IBGE – Censo 2010. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 34 O território do município de Colatina é bastante acidentado. acidentado Por or conta disso, disso apresenta recursos naturais variados. Na sua hidrografia, destaca-se destaca se o Rio Doce que corta o município de leste a oeste. A cidade é grande e bastante estruturada, por conta con disso, configura-se como um polo lo regional, que atrai a população de municípios menores e vizinhos pela oferta de serviços. Dessa a forma, o município conta com uma série de restrições à ocupação no seu território, principalmente do ponto de vista ambiental. Assim, Assim, a Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, vem trabalhando ao longo dos anos na identificação das áreas vazias adequadas à ocupação, descartando-se descartando se, assim, as áreas comprometidas ambientalmente e que acarretam risco. Estas áreas encontram-se encontram demarcadas no mapa síntese a seguir, em que também identificamos os eixos de crescimento da cidade (expansão da malha urbana) e um valor referencial da terra, elaborado a partir do conhecimento dos técnicos do município. Figura 11 – Mapa Mapa Síntese dos Aspectos Territoriais de Colatina Dados: Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Colatina. Conforme podemos observar no mapa apresentado, há diversos vazios urbanos inseridos na cidade, embora ainda sem infraestrutura. infraestrutura. Além disso, observamos observamo que há dois sentidos de crescimento da cidade, uma no sentido norte, onde já há novas ocupações de habitação de interesse social sendo viabilizadas pelo poder público (bairro Ayrton Senna), e a outra no sentido oeste (proximidades do bairro Colúmbia). É importante destacar que a produção do valor referencial da terra foi uma alternativa, alternativa tendo em vista a defasagem da atual atua planta de valores de Colatina. Desta esta forma, forma reuniuse com técnicos da Prefeitura Municipal de Colatina, tidos como profundos conhecedores Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 35 a respeito deste tema. Assim, foi retratado o valor da terra a partir das seguintes perspectivas: • Valor baixo ($): Áreas de baixo valor para aquisição ou desapropriação por parte do município. Segundo técnicos locais, não há no município áreas com estas esta características, por isso não há indicação desta legenda no mapa síntese apresentado; • Valor médio ($$): Áreas de médio valor para aquisição ou desapropriação por parte do município. Geralmente, Geralmente são áreas periféricas à malha urbana, sem infraestrutura, mas s com possibilidades de expansão da mesma, com razoável ou difícil acesso aos serviços urbanos existente, mas com boas possibilidades de ocupação. Em Colatina, foram considerados, nesta categoria, apenas os vazios próximos aos bairros Columbia, Ayrton Senna a e Carlos Germano Naumann; • Valor médio/alto ($$$): Áreas de valor intermediário (entre o médio e o alto) para aquisição ou desapropriação por parte do município. São as áreas intermediárias entre a malha urbana existente e as áreas vazias mais periféricas, periféricas com razoável acesso aos serviços urbanos. urbanos Geralmente, não tem infraestrutura, estrutura, mas há boas possibilidades de ocupação; • Valor alto ($$$$): Áreas de alto valor para aquisição ou desapropriação por parte do município. Geralmente, Geralmente são as áreas vazias mais centrais trais e inseridas na malha urbana, com grande facilidade no acesso aos serviços urbanos, com total ou parcial infraestrutura e excelentes condições de ocupação. Do ponto nto de vista da oferta de infraestrutura, infra recorremos às seguintes fontes de dados: o Sistema ma Nacional de Informações sobre o Saneamento (SNIS), o IBGE – Censo 2010 e alguns dados que a própria Prefeitura Municipal apresenta. O SNIS (2008), segundo informações prestadas pela SANEAR, autarquia responsável pelos serviços de água e esgoto em Colatina, Colatina, aponta que 100% do município é abastecido por rede pública de água. Os dados disponibilizados recentemente pelo IBGE, a partir do Censo de 2010, indicam que há situações pontuais de carência de água no município, onde o índice total de atendimento por rede geral de distribuição de água é de 88,73%, onde 9,23% são abastecidos por poço ou nascente na propriedade e 2,04% apresentam outra forma de abastecimento, provavelmente uma forma precária de abastecimento. Embora com alguma carência, os índices de Colatina Colatina são melhores que os índices do Estado do Espírito Santo e do Brasil. Tabela 09 – Formas de Abastecimento de Água em Colatina - 2010 FORMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA Total Rede geral de distribuição Poço ou nascente na propriedade Outra BRASIL 100% 82,85% 10,03% 7,12% ESPÍRITO SANTO COLATINA 100% 83,84% 12,91% 3,26% 100% 88,73% 9,23% 2,04% Dados: IBGE – Sidra 3157. Quanto ao esgotamento sanitário, os dados do SNIS 2008, também apresentados com base nas informações prestadas pela SANEAR, apontam que 75,6% do esgoto de Colatina é coletado, e apenas 7,7% é tratado. Informação que é confirmada por gestores municipais. Os dados disponibilizados recentemente pelo IBGE, a partir do Censo de 2010, indicam que 82,34% dos domicílios de Colatina tinham banheiro ou sanitário com rede geral de Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 36 esgoto ou pluvial, um índice bastante superior às médias estadual (67,51%) e nacional (55,45%). Esta fonte de dados ainda não disponibilizou os dados de tratamento de esgoto. Tabela 10 – Existência de Banheiro ou Sanitário e Esgotamento Sanitário em Colatina - 2010 EXISTÊNCIA DE BANHEIRO OU SANITÁRIO E ESGOTAMENTO SANITÁRIO Total Tinham banheiro ou sanitário Tinham banheiro ou sanitário - rede geral de esgoto esgo ou pluvial Tinham banheiro ou sanitário - fossa séptica Tinham banheiro ou sanitário - outro Não tinham banheiro ou sanitário BRASIL 100% 97,36% 55,45% 11,61% 30,3% 2,64% ESPÍRITO SANTO 100% 99,58% 67,51% 6,48% 25,59% 0,42% COLATINA 100% 99,76% 82,34% 3,56% 13,85% 0,24% Dados: IBGE – Sidra 3154. Quanto ao atendimento to por energia elétrica, Colatina apresenta excelentes condições. Segundo dados oficiais,, a partir do Censo de 2010, o índice de atendimento é de 99,84%, indicador semelhante ao do Estado e do país. Tabela 11 – Existência de Energia Elétrica em Colatina - 2010 EXISTÊNCIA DE ENERGIA ELÉTRICA Total Tinham Tinham - de companhia distribuidora Tinham - de outra fonte Não tinham BRASIL 100% 98,73% 97,77% 0,96% 1,27% ESPÍRITO SANTO 100% 99,77% 99,37% 0,40% 0,23% COLATINA 100% 99,84% 99,58% 0,27% 0,16% Dados: IBGE – Sidra 3157. Quanto à coleta de lixo, Colatina também apresenta uma situação muito boa. Segundo dados do IBGE, a partir do Censo de 2010, Colatina têm 91,65% do seu lixo coletado. Média superior que ao Estado (88,23%) e ao país (87,41%). E tem uma proporção p menor de outro destino para seu lixo, que não são as formas convencionais, provavelmente queima e enterro. Tabela 12 – Destino do Lixo em Colatina - 2010 Destino do lixo Total Coletado Coletado por serviço de limpeza Coletado em caçamba de serviço de limpeza Outro destino Brasil 100% 87,41% 80,23% 7,18% 12,59% Espírito Santo 100% 88,23% 81,20% 7,03% 11,77% Colatina 100% 91,65% 85,80% 5,85% 8,35% Dados: IBGE – Sidra 3157. Por fim, há de se destacar que os problemas aqui apresentados são de estruturação est da cidade e merecem um planejamento específico, contudo, contudo as futuras intervenções ou produções de habitação de interesse social no Município deverão prever os investimentos necessários para fornecimento dos itens básicos de infraestrutura e serviços, serviç condição necessária para a superação dos problemas de moradia e promoção da inclusão social. Além disso, temos que avaliar as condições de acesso à terra urbanizada, que é componente fundamental da política habitacional, indispensável para ações de provisão pr habitacional, pensada no âmbito de uma política que trabalha a moradia de uma forma mais ampla e a partir de uma perspectiva de “direito” e de acesso à cidade. Assim, é importante avaliar o plano diretor de Colatina, que foi elaborado e aprovado em lei em 2007, trazendo consigo as principais diretrizes do Estatuto da Cidade e os principais instrumentos previstos para o cumprimento da função social da propriedade urbana e uma gestão adequada do solo, embora se encontre parcialmente implementado Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 37 e necessita regulamentações específicas para viabilizar a aplicação destes instrumentos na prática. Dentre vários instrumentos inclusos no Plano Diretor de Colatina, vale destacar o instrumento ZEIS (Zona Especial de Interesse Social), que referencia no território territó municipal as áreas para regularização fundiária (jurídica e urbanística) dos assentamentos habitacionais de baixa renda consolidados e o desenvolvimento de programas habitacionais de interesse social nas áreas não utilizadas ou subutilizadas. A localização ação e os limites das Zonas Especiais de Interesse Social deveriam ter sido estabelecidos em lei municipal específica, num prazo de 12 meses após a aprovação da lei do Plano Diretor, bem como os índices urbanísticos a elas referentes. O zoneamento do Plano Diretor encontra-se encontra se a seguir e será mais uma ferramenta de trabalho para definição de uma estratégia territorial deste PLHIS. Figura 12 – Zoneamento do Plano Diretor de Colatina Fonte: Município de Colatina. 2.3. 2.3. A Produção de Habitação de Interesse Interesse Social Ao verificarmos as ações e intervenções realizadas na área habitacional no Município de Colatina, bem como os investimentos realizados nos últimos anos, anos observamos que são significativas as intervenções e ações realizadas na área habitacional cional, embora ainda muito aquém das necessidades locais. Do ponto de vista da produção habitacional de origem pública, entre 2001 e 2012, foram 532 unidades habitacionais concluídas e 1.054 em andamento, em que todas as Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 38 ações foram realizadas em parceria do Município Município de Colatina com o Governo Federal, conforme quadro a seguir. Quadro 03 – Produção Pública de HIS em Colatina PRODUÇÃO PÚBLICA DE HIS BAIRRO DESCRIÇÃO DÉC. 70 Marista Construção de 5 prédios de 4 pavimentos COHAB/BNH não há dados Concluído DÉC. 80 Honório Fraga Vista da Serra Moacyr Brotas Construção de unidades habitacionais - BNH não há dados Concluído DÉC. 90 Esplanada Construção de aprox. 6 prédios (Condomínio da Vale) não há dados Concluído Barbados 2001/2002 Ayrton Senna 2009 Ayrton Senna 2011 Ayrton Senna (João Manoel Meneghelli) 2011/2012 Enzo Morelatto 2011/2012 Morro do Café 2011/2012 Parque das Águas Construção de unidades habitacionais em regime de mutirão (MDO contrapartida das famílias e o terrenocom infra contrapartida do Município) Construção de unidades habitacionais pelo HABITAR BRASIL (terreno e trabalho social como contrapartida do Município, e participar de projetos sociais foi contrapartida das famílias) QUANT FONTE DE RECURSOS ANO 20 40 8 20 22 93 26 303 Construção de unidades habitacionais financiadas com subsídio pelo Programa Minha Casa, Minha Vida - Município cedeu área com infra infra-estrutura completa e acompanhamento social 173 330 551 TOTAL SITUAÇÃO Federal/ Municipal Concluído Federal/ Municipal Concluído Federal/ Municipal Concluído Federal/ Municipal Federal/ Municipal Federal/ Municipal Em Andamento Em Andamento Em Andamento 1.586 Dados: Município de Colatina. Além destas ações, há três programas em andamento em Colatina, todos instituídos pelo poder público municipal, são eles: • Programa de Concessão de Material de Construção:: visa fornecer materiais de construção para famílias de baixíssima renda com problemas habitacionais. O critério estabelecido stabelecido pelo programa é a renda per capita de até R$ 100,00. Em 2011, foram apenas 04 famílias beneficiadas. Segundo gestores municipais, o programa necessitaria elevar o valor da renda, pois o valor atual é restritivo demais. Segundo dados do IBGE a partir p do Censo de 2010, conforme mapa da renda domiciliar per capita até 70 reais apresentado anteriormente, Colatina apresenta um número significativo de famílias nestas condições. Assim, uma dificuldade deste programa poderá ser a identificação destas famílias famílias e a inserção destas no programa; • Programa Planta Padrão: Padrão: visa fornecer um projeto de arquitetura e construção de unidade habitacional até 70m² para famílias de até 03 salários mínimos. Segundo gestores municipais, há muitos muit beneficiários neste programa; • Programa Aluguel Social: Social visa promover a moradia provisória (por 06 meses, prorrogável por mais 06 meses) de famílias vítimas de desastres naturais e situações de risco. Segundo gestores municipais, atualmente há 03 ou 04 famílias recebendo o benefício. Do ponto de vista da produção de habitação de interesse social por parte da iniciativa privada, se tem relatos, a partir do conhecimento da Secretaria de Desenvolvimento Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 39 Urbano do Município de Colatina (SEMDUR), que foi construído apenas um loteamento, em 2009, com 130 unidades habitacionais. Este empreendimento foi financiado direto às famílias, com subsídio habitacional, via Caixa Econômica Federal. Mais recentemente, há novos projetos em fase de aprovação junto aos órgãos municipais competentes, envolvendo vendo 1.340 unidades habitacionais aproximadamente. Desta forma, percebe-se se que Colatina vem aproveitando as oportunidades colocadas pela política nacional de habitação. Além disso, os números significativos de unidades habitacionais produzidas s pela iniciativa inicia privada merecem destaque, pois são ações que atenderem parte da demanda por habitações de interesse social e não sobrecarregam sob a estrutura pública. Para se avaliar os investimentos, ou as intenções do município em investir no tema habitacional, recorremos emos aos dados do Município quanto ao Plano Plurianual (PPA), à Lei Orçamentária Anual (LOA) e aos dados disponibilizados no site da Caixa Econômica Federal quanto aos projetos contratados com repasse de recursos federais. O PPA 2010-2013 2013 de Colatina demonstra demon uma a intenção de se investir R$ 1.050.769.440,00 no município, para os 4 anos de gestão. Deste total, observa-se observa uma intenção de se investir R$ 14.986.500,00 em habitação, também para os 04 anos, representando 1,43% do total dos investimentos previstos, previstos, conforme pode-se pode observar na tabela a seguir. Tabela 13 – Intenção de Investimentos em Programas Habitacionais - PPA 20102010-2013 de Colatina PROGRAMA Habitação para Todos 2010 2011 Valor % Valor R$ R$ 23,20 3.477.000,00 3.650.900,00 2012 2013 TOTAL Valor % Valor % R$ R$ R$ 25,58 26,86 24,36 14.986.500,00 3.833.500,00 4.025.100,00 % Dados: Plano Plurianual 2010-2013 2013 de Colatina. Essa intenção se confirma na LDO de 2010 e de 2011 de Colatina, onde se observa uma previsão orçamentária para habitação de R$ 3.476.970,00 970,00 em 2010 e R$ 3.735.386,02 em 2011,, de um total de R$ 226.574.554,55 e R$ 278.214.644,70, 278.214.644,70 do orçamento municipal, nos respectivos anos, conforme gráfico e tabela a seguir. Gráfico 04 – Despesas Orçadas por Função – 2010 e 2011 R$80.000.000,00 R$70.000.000,00 R$60.000.000,00 R$50.000.000,00 R$40.000.000,00 R$30.000.000,00 R$20.000.000,00 R$10.000.000,00 R$- 2010 Dados: LOA 2010 e 2011 - Município de Colatina. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 2011 40 Tabela 14 – Despesas Orçadas por Função – 2010 e 2011 ORÇAMENTO 2010 E 2011 - DESPESAS POR FUNÇÕES 2010 2011 LEGISLATIVA R$ 3.846.850,00 R$ 3.720.850,00 ESSENCIAL A JUSTIÇA R$ 306.130,00 R$ 299.780,00 ADMINISTRAÇÃO R$ 23.672.755,05 R$ 23.022.092,60 SEGURANÇA PÚBLICA R$ 9.650,00 R$ 45.560,00 ASSISTÊNCIA SOCIAL R$ 7.484.851,50 R$ 10.108.848,54 SAÚDE R$ 42.834.792,00 R$ 48.142.580,00 TRABALHO R$ 500,00 R$ 50,00 EDUCAÇÃO R$ 59.008.422,00 R$ 67.405.043,00 CULTURA R$ 2.012.860,50 R$ 2.027.130,00 DIREITOS DA CIDADANIA R$ 134.631,00 R$ 689.480,00 URBANISMO R$ 26.927.250,00 R$ 17.423.313,74 HABITAÇÃO R$ 3.476.970,00 R$ 3.735.386,02 SANEAMENTO R$ 25.224.675,00 R$ 70.848.300,80 GESTÃO AMBIENTAL R$ 254.000,00 R$ 287.500,00 CIÊNCIA E TECNOLOGIA R$ 1.694.070,00 R$ 1.276.910,00 AGRICULTURA R$ 4.039.875,00 R$ 3.450.305,00 INDÚSTRIA R$ 4.412.110,50 R$ 2.247.575,00 COMÉRCIO E SERVIÇOS R$ 4.875.003,00 R$ 4.145.380,00 COMUNICAÇÕES R$ 10.000,00 R$ 7.810,00 TRANSPORTE R$ 4.420.605,00 R$ 3.605.910,00 DESPORTO E LAZER R$ 1.109.944,50 R$ 1.217.540,00 ENCARGOS ESPECIAIS R$ 9.018.609,50 R$ 12.007.300,00 RESERVA DE CONTINGÊNCIA R$ 1.800.000,00 R$ 2.500.000,00 TOTAL R$ 226.574.554,55 R$ 278.214.644,70 Dados: LOA 2010 e 2011 - Município de Colatina. Os valores aparentam ser significativos, significativos, mas, nas Estratégias de Ação deste PLHIS, é que será avaliado se são suficientes para sanar todos os problemas habitacionais de Colatina. Além dos investimentos na área habitacional, também foi verificado na etapa de Diagnóstico a capacidade do município município em captar recursos externos, principalmente junto ao Governo Federal que hoje disponibiliza recursos significativos para moradia no país. Desta forma, verificou--se que as 1.586 unidades habitacionais de interesse social viabilizadas no município, desde desd 2001, são um exemplo da grande capacidade de articulação lação do Município com a União. Além disso, nos dados obtidos junto à Caixa Econômica Federal, verificou-se que, desde esde 1997, o Município de Colatina foi contemplado com 50 contratos de repasses da União, sendo 42 contratos propostos pela própria Prefeitura Municipal. Destes, 27 contratos foram concluídos, 13 se encontram em andamento, 01 1 se encontra paralisado, paralisado além de 10 contratos que ainda não foram iniciados. É importante comentar que 04, dos 50 contratos, são para construção de unidades habitacionais habitacionais no município. município Por fim, destaca-se se que, embora e hajam diversos segmentos sociais organizados em Colatina, não se observou atuações destes dest s na produção habitacional de interesse social. E que além do grande desempenho sempenho do poder público, também merecem destaque os empreendimentos privados de moradias populares que desde 2009 vem ganhando espaço, conforme a política nacional de habitação. Por fim, é importante destacar que este tema deverá, obrigatoriamente, ser abordado abordado na última etapa deste PLHIS. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 41 2.4. 2.4. O Quadro de Necessidades Habitacionais Para a quantificação e qualificação do quadro das necessidades habitacionais de Colatina, consideraram-se se as recomendações da Secretaria Nacional de Habitação/Ministério das Cidades, trabalhando-se trabalhando se estes dados a partir de fontes secundárias. Assim, caracterizou-se caracterizou o quadro de necessidades habitacionais locais a partir de duas estratégias principais: a atualização para 2005 dos dados trabalhados pela Fundação João Pinheiro (com base no Censo de 2000) e um levantamento realizado em 2011 junto aos agentes de saúde locais sobre problemas habitacionais, habitacionais além de dados disponibilizados recentemente pelo IBGE a partir do Censo de 2010. Agregou-se Agregou a estes levantamentos, para fins de melhor melhor compreensão da realidade local, dados do Cadastro Único Municipal. As bases de dados utilizadas têm limitações e distintos potenciais. Se trabalhados de forma complementar, nos permitem uma aproximação consistente da realidade, base suficiente para se trabalhar as questões habitacionais locais no âmbito estratégico – papel estabelecido para este PLHIS. Fazendo-se se uma síntese a partir de todos os dados incluídos no Diagnóstico deste PLHIS (volume II),, que quantificam e qualificam o quadro de necessidades habitacionais de Colatina, destacam-se se os seguintes aspectos: 2.4.1. Quanto ao Déficit Habitacional O déficit habitacional estimado estatisticamente para 2005, que teve por base o trabalho da Fundação João Pinheiro (FJP) e o Censo de 2000, foi de 3.516 unidades un habitacionais, sendo 2.768 urbanas e 748 rurais, conforme tabela a seguir: Tabela 15 – Estimativa do Déficit Habitacional de Colatina 2000 2005 TOTAL 2.208 3.516 URBANO 1.738 2.768 RURAL 470 748 Dados: FJP; Metodologia: Latus Consultoria. Esse é o dado trabalhado a partir das informações ditas “oficiais”, tendo em vista ser a Fundação João Pinheiro a instituição de reconhecimento nacional na produção de informações sobre o quadro de necessidades habitacionais. A vantagem da adoção dessa informação ão é a sua legitimidade nacional e capacidade de comparação com dados referentes aos outros municípios e demais instâncias. instâncias A demanda identificada junto aos agentes comunitários de saúde é atual e incorpora as características de Colatina. Porém, teve uma abrangência abrangência de apenas 58,92%, 58,92% portanto estes dados são ão de grande valia para localização e identificação de parte da demanda habitacional. Assim, o déficit identificado foi de 1.541 unidades habitacionais, sendo 1.089 urbanas e 452 rurais, is, conforme tabela a seguir: Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 42 Tabela 16 – Déficit Habitacional Identificado, por equipe de saúde, em Colatina EQUIPE DE SAÚDE EACS Moacir Brotas ESF Bela Vista PSF Colatina Velha EACS Operário ESF São Judas Tadeu/São Vicente ESF Vila Lenira ESF César Melotti ESF Ayrton Senna ESF São Pedro II ESF São Marcos ESF Novo Horizonte ESF São Silvano I e II ESF São Pedro I EACS Simonassi US2 Maria das Graças US2 Santo Antônio USF Carlos Germano Naumann ESF Honório Fraga PACS Santa Joana/ Luiz Iglesias PACS Nossa Sra. da Penha PSF Colúmbia PACS Nossa Senhora Aparecida TOTAL URBANA ESF Romulo Rocha Baunilha U.S. São João Grande ESF São João Pequeno US2 Boapaba US2 Ponte do Pancas US2 Itapina USF Paul de Graça Aranha/ Reta Grande TOTAL RURAL TOTAL RISCO (Beira de Rio/ Enchente) DÉFICIT HABITACIONAL RISCO RISCO (Beira PRECÁRIOS RISCO (Linha de de Rodovia/ (Rústicos/ COABITAÇÃO (Deslizamento) Alta Trilhos) Improvisados) Tensão) TOTAL 6 1,1% 0 0,0% 19 3,6% 2 0,4% 7 1,3% 43 8,2% 77 14,8% 0 0,0% 0 0,0% 31 3,6% 0 0,0% 9 1,1% 41 4,8% 81 9,5% 12 1,8% 44 6,5% 20 2,9% 0 0,0% 12 1,8% 35 5,1% 123 18,1% 0 0,0% 0 0,0% 13 2,9% 0 0,0% 7 1,6% 4 0,9% 24 5,4% 0 0,0% 0 0,0% 34 2,8% 0 0,0% 11 0,9% 17 1,4% 62 5,0% 3 7 0 0 0 0,3% 0,8% 0,0% 0,0% 0,0% 8 0 0 0 0 0,9% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 26 22 0 13 8 2,9% 2,4% 0,0% 1,5% 1,5% 3 0 7 0 6 0,3% 0,0% 0,7% 0,0% 1,1% 2 8 21 5 29 0,2% 0,9% 2,1% 0,6% 5,3% 6 1 58 4 0 0,7% 0,1% 5,9% 0,5% 0,0% 48 38 86 22 43 5,3% 4,1% 8,7% 2,5% 7,8% 0 0,0% 13 1,6% 7 0,9% 2 0,3% 16 2,0% 3 0,4% 41 5,2% 0 0,0% 0 0,0% 4 0,5% 5 0,6% 12 1,5% 9 1,1% 30 3,8% 0 0 0,0% 0,0% 0 0 0,0% 0,0% 18 8 4,0% 1,1% 10 0 2,2% 0,0% 4 8 0,9% 1,1% 3 4 0,7% 0,5% 17 20 3,8% 2,7% 15 1,5% 0 0,0% 5 0,5% 0 0,0% 3 0,3% 11 1,1% 34 3,4% 0 0,0% 0 0,0% 5 0,4% 0 0,0% 7 0,6% 0 0,0% 12 1,1% 11 1,0% 12 1,1% 3 0,3% 1 0,1% 36 3,2% 4 0,4% 67 6,0% 62 4,0% 0 0,0% 48 3,1% 0 0,0% 18 1,2% 9 0,6% 137 8,9% 3 0,8% 0 0,0% 1 0,3% 2 0,5% 40 10,7% 11 2,9% 57 15,2% 0 0,0% 0 0,0% 1 0,3% 0 0,0% 3 1,0% 0 0,0% 4 1,3% 0 0,0% 0 0,0% 5 0,5% 0 0,0% 19 1,8% 5 0,5% 29 2,8% 0 0,0% 0 0,0% 20 1,7% 0 0,0% 10 0,8% 7 0,6% 37 3,1% 119 0,6% 77 0,4% 311 1,7% 38 0,2% 287 1,6% 275 1,5% 1.089 5,9% 1 0,2% 0 0,0% 13 3,1% 0 0,0% 8 1,9% 10 2,4% 32 7,6% 22 6,0% 0 0,0% 3 0,8% 2 0,5% 39 10,6% 3 0,8% 69 18,8% 0 0,0% 0 0,0% 1 0,6% 0 0,0% 5 2,8% 6 3,4% 12 6,7% 23 6,5% 36 10,2% 17 4,8% 0 0,0% 4 1,1% 1 0,3% 81 22,9% 6 1,4% 70 16,1% 9 2,1% 13 3,0% 23 5,3% 5 1,1% 126 29,0% 1 0,2% 4 0,9% 0 0,0% 0 0,0% 22 4,8% 13 2,9% 40 8,8% 32 4,7% 26 3,9% 6 0,9% 1 0,1% 20 3,0% 7 1,0% 92 13,6% 85 204 2,9% 1,0% 136 213 4,7% 1,0% 49 360 1,7% 1,7% 16 54 0,6% 0,3% 121 408 4,2% 1,9% 45 320 1,6% 1,5% Dados: Levantamento realizado junto aos agentes comunitários de saúde em 2011. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 452 15,7% 1.541 7,2% 43 Embora mbora os números absolutos do déficit habitacional sejam seja maiores es na zona urbana, destaca-se se o maior déficit proporcional na zona rural. Para fins de visualização, no território, do resultado obtido, foi produzido um mapeamento dos PSFs da zona urbana e um quadro com as localidades da zona rural, rural conforme segue: Figura 13 – Mapeamento do do Programa de Saúde da Família – Zona Urbana Dados: Município de Colatina. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 44 Quadro 04 – Localidades do Programa de Saúde da Família – Zona Rural 03-São São João da Barra Sêca 04-São São Luiz da Barra Sêca 05-Pontal Santa Joana 06-Córrego Senador Boapaba Boapaba Santo Antônio io do Mutum/São Miguel Barra de Santa Julia/São Pedrinho 01-Itapina 02-Itapina 03-Itapina 04-Córrego Córrego Boa Esperança 05-Córrego Estrela UNIDADES DE SAÚDE ESF Paul de Graça Aranha/EACS Reta Grande LOCALIDADE EACS Reta Grande-US1 AngeloFrechiani ESF Itapina/US2 Alcides Inácio ESF Boapaba/ US2 ESF Luiz Iglesias Boapaba NIDADES DE SAÚDE 06-Córrego Porto Belo 04-São Julião 05-São Julião ESF São João Pequeno ESF São João Grande-São Julião 03-Barra Barra de São Pedro Frio C°. Catuá, C° Jeremias, C° Barbados e C° São José Vila Juquita, C° Palmital, C° Olho D'Água, C° Guraremae e Fazenda Dois Corações Maria Ortiz e Fazenda Porto Alegre C° Bom Jesus, C° Laguinha, C° Espanhol, Sitio Colombo e Fazenda Guerra. C° Santinho, inho, C° Seguro e Alto Boa Vista EACS Reta Grande/US1 AngeloFrech iani ESF Baunilha/ US2 Romulo Rocha 09-Barra Barra de São João Pequeno EACS 15 de Outubro/Ponte do Pancas 07-São Pedro Frio LOCALIDADE Paul/Córrego da Inveja/Córrego da Lajinha/Córrego Volta Fria Paul/Córrego Paulzinho/3 de Agosto Córrego Santa Catarina/ Córrego Canaã Fazenda Graça Aranha/Córrego Graça Aranha Timbuí do Meio/Timbuí de Cima e Santa Rita/Timbuizinho/Joaquim Távora/Boa Esperança Reta Grande Córrego do Limão/Córrego da Lapa Córrego Boa Esperança/São Roque Córrego Bela Aurora Cascatinha do Pancas/Fazenda Santa Helena Córrego João Pretinho/Córrego da Sapata Córrego Miracema/Córrego Jequitibá Ângelo Franchiane Paul Sede (Paul)/Córrego Graciano Neves (Reta Grande)/Fazenda Floresta/Limãozinho 01-Fazenda Fazenda Floretsa Corr. Macuco/Corr. Albino, Corr. Escondido/Faz. SDG/Corr. Bananal, Corr. Flores 02-Patrimônio Patrimônio Mosquen, Sitio Kai-Kelly, Kai Sitio José Cavaliri, Sitio LuisCavalari, Sitio Groner, Sitio Dois Coqueiros, Sitio Olho D'Água, Fazenda Nossa Senhora Aparecida, Sitio Tico-Tico, Tico Sitio Santo Antônio, Sitio Schutz, Sitio Alberico, Sitio Silva Mattos, Associação Monte Grande, Sitio São Geraldo, Sitio Schmidt, Sitio S Kepp 04-Corr. Corr. Jequitibá/Córrego São João Pequeno/Córrego Palmeiras/Córrego Breda/Córrego Virada/Sítio Jonas, Sítio Bucher, Sítio Monte Carlmelo/Sítio Aparecida, Sítio Aldecir Santos Merlo/Sítio José Otavio Mantovani, Sítio Brunara, Faz.Estefenoni/ Fa Córrego São Pedro 05-Monte Monte Alverne/Sítio Braun/Sítio Schimild, Faz. Sculz/Sítio Bucher/Sítio Pruculi/Sítio Schereder Igreja Assembléia de Deus na Rua Amil Lourenço do 15 de Outubro/Campestre Clube Córrego Cascatinha São salvador/Córrego Pimenta Km 10 Rodovia do Café/Igreja Assembléia de Deus na Rua Amil Lourenço do 15 de Outubro Reta Grande São Gabriel de Baunilha, Alto São Gabriel, Baixa Grande e C° Esperança Rua São Lourenço, Rua Ailton Campostrini, Rua Virginia Calmon, Rua José Martinelli e Parte da BR 259 Faz. Pau Gigante, Faz. Primavera, C° Pastinho inho e Lagoa do limão. Dados: Município de Colatina. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 45 2.4.2. Quanto à Inadequação Habitacional Do ponto de vista da inadequação habitacional, identificou-se identific junto aos ACS, ACS 132 domicílios sem banheiro. Além isso, também também se identificou localmente 326 domic domicílios excessivamente adensados,, conforme tabela a seguir: INADEQUAÇÃO HABITACIONAL EQUIPE DE SAÚDE EACS Moacir Brotas ESF Bela Vista PSF Colatina Velha EACS Operário rio ESF São Judas Tadeu/São Vicente ESF Vila Lenira ESF César Melotti ESF Ayrton Senna ESF São Pedro II ESF São Marcos ESF Novo Horizonte ESF São Silvano I e II ESF São Pedro I EACS Simonassi US2 Maria das Graças US2 Santo Antônio USF Carlos Germano Naumann ESF Honório Fraga PACSS Santa Joana/ Luiz Iglesias PACS Nossa Sra. da Penha PSF Colúmbia PACS Nossa Senhora Aparecida TOTAL URBANA ESF Romulo Rocha Baunilha U.S. São João Grande ESF São João Pequeno US2 Boapaba US2 Ponte do Pancas US2 Itapina USF Paul de Graça Aranha/ Reta Grande TOTAL RURAL TOTAL AUSÊNCIA DE ADENSAMENTO BANHEIRO EXCESSIVO 0 6 22 1 7 2 0 10 0 0 10 0 0 1 0 1 4 0 28 0 1 1 94 12 7 1 0 2 8 0,0% 0,7% 3,2% 0,2% 0,6% 0,2% 0,0% 1,0% 0,0% 0,0% 1,3% 0,0% 0,0% 0,1% 0,0% 0,1% 0,4% 0,0% 7,5% 0,0% 0,1% 0,1% 0,5% 2,9% 1,9% 0,6% 0,0% 0,5% 1,8% 5 18 33 4 22 5 0 69 5 0 5 0 0 1 12 4 8 108 4 0 4 1 308 4 5 1 1 3 4 1,0% 2,1% 4,9% 0,9% 1,8% 0,6% 0,0% 7,0% 0,6% 0,0% 0,6% 0,0% 0,0% 0,1% 1,2% 0,4% 0,7% 7,0% 1,1% 0,0% 0,4% 0,1% 1,7% 1,0% 1,4% 0,6% 0,3% 0,7% 0,9% 8 1,2% 0 0,0% 38 132 1,3% 0,6% 18 326 0,6% 1,5% Dados: Levantamento mento realizado junto aos agentes comunitários de saúde em 2011. Ainda, sobre a inadequação habitacional destaca-se destaca se a carência por infraestrutura, principalmente no que se refere à carência de tratamento de esgoto na cidade de Colatina. Destaca-se, também, a falta de informações sobre a irregularidade fundiária no município, sendo que as percepções obtidas junto aos gestores municipais e ao Conselho Municipal de Habitação apontam que este problema é bastante significativo, e que seria de grande importância para o município, um trabalho planejamento específico sobre este tema. O levantamento local realizado junto aos Agentes de Saúde, devido à cobertura parcial e às dificuldades destes agentes em identificar este tipo de situação, apontou números insignificantes. Quanto às famílias que residem em áreas de risco – indicativo também de irregularidade na ocupação do solo – o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) divulgou no final de 2011, a partir de estudo sobre a suscetibilidade a deslizamentos em municípios Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 46 brasileiros, ileiros, que Colatina classifica-se classifica se entre os 90 municípios brasileiros com grau alto, logo atrás dos 161 municípios com grau muito alto. 2.4.3. Quanto aos domicílios Alugados e Cedidos: Além do que se contabilizou contabiliz no déficit habitacional, as famílias de baixa ba renda que residem pagando aluguel também compõem um universo a ser atendido pelas políticas habitacionais. A identificação de um conjunto significativo de famílias com renda baixa e que pagam aluguel podem ser o público-alvo público alvo de um empreendimento popular popula com contrapartida tida das famílias beneficiadas. Sobre essa situação, identificaram-se identificaram se junto aos agentes comunitários de saúde 4.302 domicílios alugados,, sendo que este levantamento teve uma cobertura de 58,92%. Segundo dados do Cadastro Único de Colatina, em 2011, são 3.585 domicílios alugados, alugados dentre as famílias cadastradas neste sistema que se enquadram nos critérios de baixa renda. O IBGE, a partir do Censo de 2010, divulgou 8.117 domicílios alugados no município, para todas as faixas de renda. Observa-se que há grande proximidade dos dados entre si, confirmando a confiabilidade que se tem nos dados levantados localmente. Ainda, identificou-se se junto aos agentes de saúde de Colatina 1.237 domicílios cedidos (para esta cobertura parcial de 58,92%). Já o Cadastro Cadastro Único (considerando o cadastro de famílias de baixa renda) apresenta um número muito maior, de 3.926 domicílios. O IBGE, a partir do Censo de 2010, apontou 4.025 domicílios cedidos no município. O enfrentamento destes problemas deverá, deverá necessariamente,, fazer parte terceira t etapa deste PLHIS – Estratégias de Ação. Ação 2.4.4. Quanto à Estimativa de Necessidade de Terra Urbanizada para Atendimento da Demanda: Para se estimar ou simular a necessidade de terra urbanizada para o atendimento da demanda por moradias as novas em Colatina, adotam-se adotam se os padrões da legislação federal para definição dos tamanhos de lotes para habitação de interesse social em Colatina, que é de 125m². Portanto, para calcular a quantidade de terra urbana necessária para atendimento do déficitt habitacional com a tipologia de lote e casa, estima-se estima em 200m² a cota bruta para cada lote urbanizado, considerando uma estimativa de área para estrutura viária e equipamentos públicos, basicamente. Tabela 17 – Estimativa do Déficit Habitacional de Colatina Colatina 2000 2005 TOTAL 2.208 3.516 URBANO 1.738 2.768 RURAL 470 748 Dados: FJP; Metodologia: Latus Consultoria. Desta forma, para atendimento apenas do déficit habitacional urbano estimado para o ano de 2005 (com base nos dados oficiais trabalhados pela FJP), que foi de 2.768 unidades habitacionais, são necessários 55,36 hectares de terra urbanizada aproximadamente. Contudo, não se encontram ram aqui contabilizadas as casas que não se classificam como déficit, mas são cedidas ou alugadas, bem como a demanda futura. Portanto P a real necessidade de terra dever ser aprofundada na próxima etapa deste PLHIS, conforme as políticas adotadas para cada tipo de problema habitacional. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 47 A partir da necessidade de terra identificada, devemos observar, também, a disponibilidade ade de terra adequada para HIS no município. A demanda por terra para atendimento da demanda futura, bem como as tipologias de atendimento desta demanda, serão temas a serem abordados na etapa final deste PLHIS. 2.5. 2.5. A Instituição Pública e a Sociedade A Prefeitura refeitura Municipal de Colatina é bastante estruturada, significativo de Secretarias, Departamentos e Servidores. O razoavelmente especializado. Do ponto de vista dos espaços dizer que a estrutura também é boa, da mesma forma equipamentos de trabalho. pois conta com um número quadro técnico é variado e físicos de trabalho, pode-se pode quanto às ferramentas e Na estrutura municipal, o tema habitacional é tratado por um departamento específico, dentro da Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Cidadania Cida (SEMAS),, sendo esta a terceira maior secretaria municipal atualmente, atrás apenas das secretarias de saúde e educação. Contudo, a estrutura do Departamento de Habitação é precária, pois conta com um quadro técnico extremamente reduzido, frente às reais re necessidades. Não obstante, a estrutura de espaço, equipamentos e ferramentas de trabalho também é precária. Atualmente a estrutura do Departamento de Habitação é a seguinte: • 1 coordenadora (concursada) – 40h semanais; • 1 assistente social (emprestada de d outro programa) – 15h semanais; • 1assistente social (empresta de outro programa) – 2 dias por semana; • 5 estagiários de nível médio – 20h semanais; • 1 assistente administrativo – 40h semanais; • 2 estagiários de nível superior (não remunerado) – 2 dias por semana. mana. Do ponto de vista da atuação do Departamento de Habitação, pode-se pode dizer que não há uma política habitacional estratégica com o intuito de sanar as necessidades habitacionais de Colatina, mas, mas sim, de atendimento às situações mais emergenciais, aproveitando,, principalmente, as oportunidades do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV),, lançado em 2009 pelo Governo Federal. Essa a estratégia também pode ser observada na produção habitacional pública apresentada anteriormente neste relatório. A partir do lançamento nçamento do PMCMV, em 2009, e das orientações do Ministério das Cidades à época, o Departamento Municipal de Habitação de Colatina cadastrou 4.900 famílias,, aproximadamente. Esse Esse cadastro foi amplamente divulgado no Município, através de cartazes, televisão televisão e rádio, onde o mesmo foi realizado com base nas informações prestadas pelas próprias famílias e nos documentos de identidade, comprovante de residência e comprovante de rendimentos (quando havia). Até o presente momento, momento este cadastro não foi totalmente informatizado, apenas algumas informações foram tabuladas para, a partir destas, selecionar as famílias mais carentes a serem beneficiadas. Somente as famílias selecionadas receberam visita domiciliar das assistentes sociais, para checagem das informações prestadas. Contudo, após famílias terem sido contempladas, houve denúncias de beneficiados que não eram carentes, pois possuíam residência em outro local. Problema que realmente ocorreu, demonstrando a fragilidade do sistema. As ações do Departamento de Habitação não se restringem a isto, pois há outros 04 programas em andamento no Município, conforme já apresentados anteriormente. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 48 Embora a estrutura municipal disponha de um setor de captação de recursos, atualmente, não há um técnico fazendo esta parte para o tema habitacional. Sendo esta mais uma carência apontada pelo departamento. Ainda, é importante comentar que dentro da estrutura municipal, vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, há um Departamento de Regularização Fundiária. É uma estrutura pequena, mas conta com uma equipe multidisciplinar composta por representantes de outras secretarias. Além disso, possui parceria com cartório e boa comunicação com o Ministério Público. Atualmente, vem trabalhando em 04 processos de regularização ização fundiária, são eles: • Aeroporto/bairro eroporto/bairro Santos Dumont – aproximadamente 1.300 famílias; • Vista Linda – aproximadamente 300 famílias; • Loteamento Robson Torezeani (bairro Colúmbia) – aproximadamente 160 famílias; • Rua João Tineli, Quadra 268 (bairro Honório Honór Fraga) – aproximadamente 14 famílias. Contudo, é importante registrar a necessidade de se reestruturar o Departamento Municipal de Habitação de Colatina, pois os problemas habitacionais são enormes e requerem uma política habitacional estratégica, a começar começar pela implementação deste PLHIS e pela captação de recursos. Além disso, as ações futuras deverão obedecer aos a critérios de transparência, que deverão ser definidos em conjunto com o Conselho Municipal de Habitação. Quanto à questão normativa com foco na promoção de Habitação de Interesse Social, faz-se destaque, principalmente, principalmente à lei que institui ui o Plano Diretor Municipal e à lei que cria o Conselho e o Fundo Municipal de d Habitação de Interesse Social. Quanto ao Plano Diretor, Colatina conta com a Lei N° 5.273/2007, que instituiu o mesmo. Este, embora tenha sido elaborado sob a égide do Estatuto da Cidade e apresente diversos instrumentos que fazem cumprir a função social da sociedade urbana e para uma gestão adequada do território, encontra-se encontra parcialmente ente implementado e carece de regulamentações específicas para aplicação de alguns instrumentos. Assim, recomenda-se se que este tema seja aprofundado na última etapa deste PLHIS, juntamente com a definição de uma estratégia territorial para viabilizar a implementação implementação de uma política habitacional do município. Quanto ao Fundo e ao Conselho Municipal de Habitação Popular, Colatina dispõe destes desde 1992. Portanto, são aproximadamente 20 anos de existência. Por conta disso, foram necessárias diversas adequações adequações na legislação ao longo da história, onde se tem registro das seguintes leis que trataram deste tema: • Lei Nº. 3900/1992; • Lei Nº. 3996/1993; • Lei Nº. 4891/2003; • Lei Nº. 5091/2005; • Lei Nº. 5263/2006; • Lei Nº. 5374/2008. Atualmente, sua legislação encontra-se encontra adequada ao Estatuto da Cidade, pois define ampla destinação dos recursos, dá poderes deliberativos ao Conselho, além de obedecer à proporção mínima de membros representantes da sociedade, conforme legislação federal. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 49 As nomeações que deram origem ao atual atua Conselho se deram através dos seguintes decretos: Decreto Nº. 11.791/2007, Decreto Nº. 11.926/2007 e Decreto Nº. 14.581/2011. Contudo, este Conselho não vem atuando regularmente, pois costuma reunir mediante pautas pré-estabelecidas estabelecidas pelo poder público. No No último ano, seus encontros se resumiram às reuniões solicitadas por este PLHIS, demonstrando grande necessidade de fortalecer sua atuação, sendo a terceira etapa deste PLHIS uma excelente oportunidade. 2.6. 2.6. Apontamentos para a Terceira Etapa deste PLHIS O Diagnóstico constitui--se se como a principal referência para a elaboração das Estratégias de Ação do Plano Local de Habitação de Interesse Social de Colatina. Dessa forma, destacam-se se alguns temas que deverão, necessariamente, fazer parte das discussões de elaboração das Estratégias de Ação: • As prioridades de atendimento: dever-se-á d á identificar qual é a demanda habitacional prioritária do Município. Para isso, os levantamentos locais realizados, bem como o cadastro realizado em 2009 servirão de base de informações; infor • As situações mais vulneráveis das famílias que se encontram ntram morando em áreas de risco, ou que residem em casas precárias (rústicas ou improvisadas), bem como os domicílios que não o possuem banheiro ou sanitários; sanitários • A necessidade de rever a estrutura institucional institucional do município para implantar uma política habitacional, e conseqüentemente enfrentar o quadro das necessidades habitacionais locais; • A necessidade de atuação e fortalecimento do Conselho Municipal de Habitação, Habitação para implementação de uma política política democrática, transparente e participativa; participativa • O potencial do fomento às organizações sociais, com o foco na produção de HIS, como o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, as associações de moradores e cooperativas habitacionais; • A grande irregularidade fundiá fundiária, ria, aliada à carência de informações, determina a necessidade de elaborar um Plano específico; • A importância implementar o Plano Diretor e regulamentar os instrumentos do Estatuto da Cidade, além de incluir as estratégias territoriais a serem definidas por po este, a fim de ordenar a ocupação do território e planejar estrategicamente o desenvolvimento da cidade promovendo inclusão social; • Avaliar os mecanismos de monitoramento, controle e fiscalização das áreas de risco, principalmente das áreas que serão desocupadas des após o re--assentamento das famílias, a fim de evitar novas ocupações nestas áreas. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 3. ESTRATÉGIAS DE AÇÃO: METAS E CENÁRIOS DE ATENDIMENTO 53 3.1. Metas Físicas do PLHIS de Colatina Conforme descrito na introdução deste volume, a etapa de construção das estratégias de ação, terceira e última etapa deste PLHIS, foi realizada a partir da construção conjunta entre a equipe de consultoria e uma equipe local, composta por representantes da Prefeitura Municipal de Colatina e integrantes do Conselho Municipal de Habitação. Além disso, o conjunto das propostas foi aprovado em Audiência Pública. Portanto, o trabalho que aqui se apresenta resulta de um processo de troca e acúmulo coletivo alcançado em etapas sucessivas e complementares, de acordo com o estabelecido na metodologia, primeira etapa do PLHIS. Adotam-se como referência teórica e metodológica na formulação das estratégias de ação do PLHIS de Colatina: • No âmbito federal, a Política Nacional de Habitação e o Plano Nacional de Habitação; • No âmbito local, o Diagnóstico Habitacional elaborado por este PLHIS. Do ponto de vista metodológico, nesta etapa de elaboração do Plano Estratégico, optou-se pela construção inicial de cenários de atendimento da demanda, para posterior definição de estratégias apropriadas à realidade local. Considerou-se o estabelecimento de metas físicas e financeiras possíveis de serem empreendidas pelo poder público e demais agentes, no horizonte temporal até 2023. 3.1.1. Referências Conceituais e Metodológicas para Definição de Metas Físicas e Financeiras do PLHIS de Colatina Por metas físicas, entende-se a quantidade de unidades habitacionais a serem construídas e/ou qualificadas em Colatina, por determinado período de tempo. Por metas financeiras, entende-se a quantidade de recursos necessários para a consecução das metas físicas. Segundo o PLANHAB, essas metas físicas: Devem abordar o conjunto das necessidades habitacionais, mas sem que isto signifique que o poder público seja o responsável único por prover as condições necessárias pela promoção de unidades prontas e acabadas, capazes de atender o universo de demandas por moradia existente. (PLANHAB – Produto5) Assim, o atendimento das “metas físicas” deve ser atribuído ao conjunto de agentes locais envolvidos com a produção da habitação de interesse social, cabendo ao Poder Público, além do papel de promotor de soluções habitacionais para a demanda identificada como prioritária e que demanda por subsídios, um papel pró-ativo de articulador e indutor da atuação dos agentes privados e sociais4 para a produção da HIS, segundo o quadro de demandas identificado. Para a quantificação das metas físicas do PLHIS de Colatina, utiliza-se o referencial metodológico de elaboração do PLANHAB, que trabalha a partir de estimativas de déficit calculadas com base nos trabalhos da FJP, incorporando as demandas futuras estimadas até o ano de 2023, e estabelecendo os seguintes períodos temporais para o atendimento: Déficit 2005, de 2006 a 2011, de 2012 a 2015, de 2016 a 2019 e de 2020 a 20235. Os cenários construídos pelo PLANHAB partem da classificação tipológica dos municípios brasileiros, definida no trabalho “Caracterização dos Tipos de Municípios” 4 Por “agentes sociais” entende-se: associações, sindicatos, cooperativas habitacionais, e outros tipos de entidades que organizam famílias demandantes de habitação. 5 O PLANHAB foi finalizado em 2009, por isso foram trabalhados estes períodos para as projeções das demandas futuras. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 54 desenvolvido pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional de Minas Gerais (CEDEPLAR) e reajustada no âmbito do processo de elaboração do próprio PLANHAB. Segundo esse mesmo trabalho, a tipologia desenvolvida partiu de uma análise multivariável “que considera indicadores intramunicipais e características microrregionais, assim como aspectos relacionados à rede de cidades.” O município de Colatina é classificado como um município tipo “D”. O Quadro a seguir descreve as tipologias adotadas para os municípios, pelo PLANHAB: Quadro 05 05 – Tipificação dos Municípios Brasileiros Brasileiros segundo o PLANHAB A MUNICÍPIOS INTEGRANTES DE REGIÕES METROPOLITANAS E MUNICÍPIOS COM MAIS DE 100 MIL HABITANTES MUNICÍPIOS COM POPULAÇÃO ENTRE 20 E 100 MIL HABITANTES B C D E F G H MUNICÍPIOS COM POPULAÇÃO COM MENOS DE 20 MIL HABITANTES I J K Regiões Metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Regiões metropolitanas e principais aglomerações e capitais do Centro-Sul. Regiões Metropolitanas e principais aglomerações e capitais prósperas do Norte e Nordeste. Aglomerações e centros regionais do Centro-Sul. Aglomerações e centros regionais do Norte e Nordeste. Centros urbanos em espaços rurais prósperos. Centros urbanos em espaços rurais consolidados, com algum grau de dinamismo. Centros urbanos em espaços rurais com elevada desigualdade e pobreza. Pequenas cidades em espaços rurais prósperos. Pequenas cidades em espaços rurais pobres, com baixo dinamismo. Pequenas cidades em espaços rurais pobres, com alto dinamismo. Dados: PLANHAB. Em relação à classificação da demanda, o SNH estratifica os grupos sociais conforme o quadro a seguir, e os caracteriza conforme sua capacidade de acesso às linhas de financiamento habitacional, definindo, ainda, a fonte dos recursos dos programas para o atendimento de suas necessidades e o seu percentual na composição do déficit habitacional brasileiro total. Assim, 94% do déficit habitacional brasileiro se concentram nos Grupos I e II. Quadro 06 06 – Classificação dos Grupos de Demanda Condições de Acessar ao Financiamento Grupo I Grupo II Grupo III Grupo IV Grupo V Famílias com renda líquida abaixo da linha de financiamento Famílias que acessam ao financiamento habitacional, mas que requerem subsídio de complemento e equilíbrio Famílias que podem acessar ao financiamento, com subsídio de equilíbrio Famílias com capacidade de assumir financiamento habitacional Famílias com capacidade de acesso a um imóvel através de financiamento de mercado Fontes de Recursos Distribuição do 6 Déficit Acumulado FNHIS 40% FGTS/FNHIS Financiamento com subsídio FGTS Financiamento c/desconto 54% 2% FGTS 4% SBPE Dados: PLANHAB. Uma segunda referência do PLANHAB utilizada foi a estratificação em grupos sociais distintos, tanto para o déficit habitacional e quanto para as demandas futuras, por tipo de município. Ainda, é importante destacar que o PLANHAB apontou distintos parâmetros de estratificação por tipo de município apenas para as situações urbanas. Sendo que para a zona rural foi considerado apenas um tipo de município para o Brasil inteiro, o que, com certeza, agrega fragilidade à estimativa e projeção estabelecida. 6 Média nacional da distribuição do déficit. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 55 Tabela 18 – Estratificação do Déficit Habitacional por faixa de renda para municípios do Tipo “D” no Estado do Espírito Santo DE 0 A 3 SALÁRIOS MÍNIMOS 92,6% DE 3 A 5 SALÁRIOS MÍNIMOS 4,9% DE 5 A 10 SALÁRIOS MÍNIMOS 2,0% MAIS DE 10 SALÁRIOS MÍNIMOS 0,5% Dados: PLANHAB. Tabela 19 – Estratificação das Demandas Habitacionais futuras por faixa de renda para municípios do tipo “D” no Estado do Espírito Santo GI GII GIII GIV e V DEMANDA FUTURA ATÉ 1 S.M. MAIS DE 1 A 3 S. M. MAIS DE 3 A 4 S.M. MAIS DE 4 S.M. URBANA 6,3% 50,6% 14,3% 32,9% RURAL 20,2% 59,9% 9,0% 11,0% Dados: PLANHAB. 3.1.2. Quantificação de Metas Físicas Atuais e Futuras e Prioridades de Atendimento Para construção de cenários de atendimento da demanda habitacional, bem como para a definição de metas financeiras, é necessária a definição das metas físicas de atendimento da demanda e a proposição das estratégias e ações necessárias a sua consecução, incluindo definição de prioridades e atribuições para o conjunto de agentes, gestão territorial e adequação institucional. Assim, os cenários de atendimento da demanda habitacional de Colatina foram construídos a partir dos seguintes passos metodológicos: I. Definição das metas físicas com a projeção do quadro de demanda habitacional até 2023 e avaliação das prioridades de atendimento da demanda, considerando os diferentes agentes e capacidade institucional; II. A estimativa da demanda por terra urbanizada para atendimento da demanda atual e futura, e a definição das estratégias para sua consecução; III. A projeção dos cenários de investimento e avaliação da parcela a ser executada pelo poder público e das estratégias para o envolvimento dos demais agentes; IV. Avaliação da necessidade de adequação institucional às novas atribuições que decorrem deste PLHIS. Para a quantificação das metas físicas do PLHIS de Colatina, adotou-se a metodologia de cálculo do PLANHAB, utilizando o déficit habitacional da FJP projetado para 2005 (a partir da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios) e, a partir daí, projeta-se a demanda futura, por 4 períodos (2006-2011, 2012-2015, 2016-2019 e 2020-2023), por faixas de renda. Em Colatina, utilizou-se o levantamento local realizado junto aos Agentes de Saúde, em 2011, que teve cobertura de aproximadamente 60% dos domicílios do município, apenas para a localização e identificação de parte da demanda. Desta forma, estima-se que o déficit habitacional total de Colatina para o ano de 2005 era de 3.516 unidades habitacionais, sendo 2.768 na zona urbana e 748 na zona rural. A partir do déficit habitacional de Colatina estimado para o ano de 2005, projetam-se as demandas futuras seguindo os parâmetros estimados pelo PLANHAB, ficando da seguinte forma: Tabela 20 – Déficit Habitacional Atual Atual e Demanda Futura de Colatina URBANO RURAL TOTAL DHB 2005 2.768 748 3.516 2006-2011 5.103 906 6.009 2012-2015 2.860 505 3.365 2016-2019 3.080 532 3.612 2020-2023 3.622 603 4.225 Dados: PLANHAB e Latus Consultoria. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] TOTAL 17.433 3.294 20.727 56 O Déficit Habitacional Básico, estimado para 2005 a partir de fontes oficiais, subdividese por faixas de renda, conforme segue: Tabela 21 – Déficit Habitacional Básico por Grupo Social por Faixas de RendaRenda- 2005 DHB 2005 GRUPOS SOCIAIS 0 A 3 SM 3 A 5 SM 5 A 10 SM MAIS DE 10 SM TOTAL % 92,60% 4,90% 2,00% 0,50% URBANA RURAL 2.563 693 136 37 55 15 14 4 2.768 748 TOTAL 3.256 172 70 18 3.516 Dados: PLANHAB e Latus Consultoria Do total das projeções das demandas futuras, por período temporal (de 2005 a 2023), descontaram-se as moradias de interesse social produzidas pelo poder público neste período, conforme segue: Tabela 22 – Demandas Habitacionais Urbanas Futuras por Grupo Social DEMANDA URBANA % 2006-2011 2012-2015 2016-2019 2020-2023 GI ATÉ 1 S.M. 6,30% 321 180 194 228 GII MAIS DE 1 A 3 S. M. 50,60% 2.582 1.447 1.558 1.833 2.904 1.627 1.753 2.061 (-) 1.476 0 0 0 SUB-TOTAL Desconto das Unidades Habitacionais Construídas na Zona Urbana após 2005 (-) TOTAL GIII GIV e V 1.428 1.627 1.753 2.061 MAIS DE 3 A 4 S.M. 14,30% 730 409 440 518 MAIS DE 4 S.M. 32,90% 1.679 941 1.013 1.192 Dados: PLANHAB e Latus Consultoria. Tabela 23 – Demandas Habitacionais Rurais Futuras por Grupo Social DEMANDA RURAL % 2006-2011 2012-2015 2016-2019 2020-2023 GI ATÉ 1 S.M. 20,20% 183 102 107 122 GII MAIS DE 1 A 3 S. M. 59,90% 543 302 319 361 726 405 426 483 (-) 59 0 0 0 667 405 426 483 SUB-TOTAL Desconto das Unidades Habitacionais Construídas na Zona Rural após 2005 (-) SUB-TOTAL GIII GIV e V MAIS DE 3 A 4 S.M. 9% 82 45 48 54 MAIS DE 4 S.M. 11% 100 56 59 66 Dados: PLANHAB e Latus Consultoria. Retomando a conceituação estabelecida para cada “grupo social” pelo PLANHAB e considerando a proporção do déficit habitacional de cada grupo, identifica-se nos Grupos I e II o público de maior preocupação do poder público. É pela histórica incapacidade de acesso à moradia que esses grupos concentram tamanha proporção de necessidades habitacionais acumuladas. Contudo, essa definição não deve restringir o âmbito de atuação da política habitacional local, mas estabelecer prioridades e foco. Cabe ao Plano Estratégico deste PLHIS incluir ações que viabilizem o acesso à moradia para outros grupos sociais. A divisão do Sistema Nacional de Habitação em dois subsistemas, o de Habitação de Interesse Social e o de Habitação de Mercado, com objetivos específicos, pressupõe o estabelecimento de ações para cada público em nível local, a partir de uma visão integrada da problemática habitacional. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 57 Quadro 07 07 – Subsistemas de Habitação de Mercado e de Interesse Social conforme a Política Nacional de Habitação SUBSISTEMA Subsistema de Habitação de Mercado Subsistema de Habitação de Interesse Social OBJETIVO Atender parcelas significativas da população que hoje estão sendo atendidas por recursos públicos. Promover prioritariamente o acesso das famílias de baixa renda, de acordo com as especificidades regionais e perfil da demanda. AÇÕES Reorganização do mercado privado de habitação. Ampliação das formas de captação de recursos. Estímulo à inclusão de novos agentes. Garantir ações que promovam o acesso à moradia digna para a população de baixa renda que compõe a quase totalidade do déficit habitacional do País. Fonte: Política Nacional de Habitação. Assim, dentro desses pressupostos e de acordo com a avaliação realizada pela equipe de trabalho composta para elaboração do PLHIS de Colatina, cujas ações são detalhadas no Plano Estratégico deste PLHIS, considerando-se o grau de vulnerabilidade das famílias e os limites da capacidade de atendimento público, exige-se uma definição de prioridade e de foco para as ações de produção pública de habitação. Quadro 08 08 – Estratégias de Atendimento das Demandas Urbanas e Rurais de cada Grupo Social GRUPO SOCIAL TIPO DE PRODUÇÃO CARACTERIZAÇÃO SUBSISTEMA GRUPO I GRUPO II GRUPO III GRUPO IV GRUPO V Produção pública ou social Produção pública ou social Produção privada Produção privada Produção privada Demanda habitacional do Poder Público e da Sociedade Subsistema de Habitação de Interesse Social Demanda de mercado Subsistema de Habitação de Mercado Fonte: Latus Consultoria. O quadro apresentado busca estabelecer uma síntese das estratégias adotadas para Colatina. Distingue-se a demanda habitacional de interesse social da demanda habitacional de mercado, ou seja, entende-se que os Grupos I e II necessitam de auxílio do poder público para resolver o seu problema de moradia e os Grupos III, IV e V podem se organizar e solucionar seus problemas de moradia através de uma produção privada. E, ainda, estabelece-se como prioridade pública de atendimento aos Grupos I e II, sendo possível que o atendimento desta demanda também possa ser compartilhado com entidades sociais. É importante que se destaque que, no momento atual, o Programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal mesclou os objetivos e as estratégias dos dois subsistemas estabelecidos previamente pela Política Nacional de Habitação. Segundo as regras desse programa de financiamento habitacional, famílias com renda de até 03 salários mínimos (Grupos I e II) serão atendidas por uma produção que mescle os agentes público e privado. Contudo, tendo em vista que mesmo dentro das regras do programa, nessa parceria, cabe ao Poder Público selecionar as famílias a serem atendidas, definir a localização do empreendimento e outras questões importantes. Considera-se um programa vinculado ao Subsistema de Habitação de Interesse Social, apesar de envolver o empreendedor privado. Além das demandas atuais e futuras por novas moradias, também há de se prever no âmbito deste PLHIS a adequação das moradias existentes. Dessa forma, identificaram-se, na fase de diagnóstico, os problemas de “inadequação habitacional” em Colatina que, segundo os conceitos detalhados pela FJP, compreendem os seguintes itens: inadequação fundiária, adensamento excessivo, carência de banheiro e carência de algum item da infraestrutura (água, energia elétrica, esgoto e coleta de lixo). No que tange à carência de infraestrutura, sabe-se que o maior problema de Colatina, dentre os itens englobados pela FJP, é a carência por um sistema de tratamento de esgoto, além de outras situações pontuais. Tais demandas são de caráter mais Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 58 estruturador do município e não se resolvem no âmbito deste PLHIS, mas se avalia que ações conjuntas dos governos Estadual e Federal deverão se encaminhar pela busca da solução desses problemas, conforme ações que já vêm sendo empreendidas pelo Município. Quanto à inadequação ou irregularidade fundiária, esse é um problema bastante significativo em Colatina. Por um lado têm-se as situações de ocupações irregulares, sendo que muitas delas já se encontram numa condição consolidada e carecem de ações de regularização fundiária, e outras em áreas de risco carecendo de remoções das famílias para reassentamento em outro local. Por outro lado há um grande volume de imóveis sem escrituras públicas registradas, apenas com contrato de compra e venda, situação essa que se deve, provavelmente, pelo alto custo das escrituras e taxas cartoriais. No entanto observa-se uma grande precariedade de informações sobre este tema em Colatina, assim sugere-se, no âmbito deste PLHIS, a elaboração de um Plano de Regularização Fundiária, onde o primeiro passo seria a elaboração de um diagnóstico preciso sobre este tema. Essas ações, atualmente, podem ser viabilizadas com recursos do FNHIS pelo Programa de Urbanização, Regularização e Integração de Assentamentos Precários. Referente às situações de “Ausência de Banheiro” e “Adensamento Excessivo”, os dados levantados junto aos agentes de saúde, que tiveram uma cobertura de 58,92% dos domicílios de Colatina, apontaram em 2011: 132 domicílios sem banheiro e 326 domicílios com adensamento excessivo. Observa-se que o Censo de 2010 realizado pelo IBGE quantificou apenas 88 os domicílios sem banheiro. Tabela 24 – Inadequação Inadequação Habitacional Identificada em 2011 AUSÊNCIA DE BANHEIRO URBANA RURAL TOTAL 94 38 132 ADENSAMENTO EXCESSIVO 308 18 326 Dados: Levantamento Realizado pelos Agentes de Saúde. Além das demandas atuais e futuras por novas moradias e de adequação das moradias existentes, há de se considerar ainda as situações de domicílios alugados e/ou cedidos. Os dados levantados junto aos agentes de saúde do município, em 2011, apontaram os totais de domicílios alugados e/ou cedidos no município, sendo que muitos destes domicílios já poderão ter sido contabilizados no déficit habitacional nas categorias áreas de risco” ou “domicílios precários e improvisados”. Mas cabe observar aqui a possibilidade de se implantar um programa de produção habitacional voltado a este público o qual tem condições de contribuir financeiramente com a sua moradia. Tabela 25 – Domicílios Alugados e Cedidos Identificados em 2011 URBANA RURAL TOTAL ALUGADOS 4.100 202 4.302 CEDIDOS 548 689 1.237 Dados: Levantamento Realizado pelos Agentes de Saúde. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 59 3.2. Cenários de Atendimento da Demanda Habitacional 3.2.1. Tipologias Habitacionais Estabelecido o foco deste PLHIS e os parâmetros de demandas habitacionais por períodos 7 , parte-se para a construção dos cenários de atendimento. Para isso, é importante que se estabeleçam as tipologias de construção habitacional a serem adotadas nesse atendimento. A opção tipológica adotada interferirá na necessidade de recursos financeiros a serem investidos e na necessidade de terra para a construção das habitações. E, ainda, a opção deve levar em consideração aspectos culturais locais, respeitando as formas tradicionais de moradia e a paisagem já consolidada. O PLHIS de Colatina optou pela mescla das seguintes tipologias: construção de casas ou sobrados em lotes individuais e a construção de apartamentos. Esta escolha se deve ao fato de uma parte da demanda - as famílias mais carentes da sociedade - necessitar de uma maior interação com seu terreno e pátio, apresentando grande dificuldade de adaptação em apartamentos, basicamente por aspectos culturais. Por outro lado, as tipologias verticais demandam uma quantidade menor de terra, o que facilita a viabilização de moradias de interesse social inseridas na malha urbana consolidada. Ainda, é importante comentar que faz parte deste PLHIS o apoio às Cooperativas Habitacionais, Associações de Moradores e outras entidades sociais organizadas, com foco na produção de moradias de interesse social. Entende-se que se trata de uma excelente oportunidade de atender a demanda habitacional de interesse social de Colatina sem onerar, excessivamente, a estrutura e os investimentos do município. Desta forma, para se estimar os investimentos financeiros necessários para atendimento das demandas habitacionais, foram considerados os custos médios para a produção habitacional pública em Colatina. Tal estimativa de custos se deu com base nas informações prestadas pelos gestores municipais e, posteriormente debatidas com o Conselho Municipal de Habitação, além de terem sido validadas em Audiência Pública. Contudo, tais dados podem sofrer alterações conforme a dinâmica de mercado. O quadro a seguir detalha os custos unitários estimados e utilizados como base para os cálculos dos cenários de investimentos. Quadro 09 09 – Estimativas de Custos Custos Unitários para Produção Habitacional Pública em Colatina CUSTOS UNITÁRIOS PARA A PRODUÇÃO HABITACIONAL PÚBLICA TIPOLOGIA Lote urbanizado de 150m² Casa térrea ou sobrado de 2 dormitórios (42m²) Material de construção (65% da casa) Mão de obra (35% da casa) Apartamento de 2 dormitórios (42m²) – com custo do terreno incluído Casa acessível ou de 3 dormitórios (58m²) Apoio às organizações comunitárias (lote urbanizado) Construção de banheiro Ampliação de moradia Assistência técnica NECESSIDADE DE TERRA 210m² 47m² 210m² - Dados: Secretaria de Obras e Secretaria de Desenvolvimento Urbano. 7 Tais demandas incluem as acumuladas (déficit) e as futuras. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] VALOR MÉDIO ESTIMADO R$ 14.000,00 R$ 29.000,00 R$ 18.850,00 R$ 10.150,00 R$ 39.000,00 R$ 40.000,00 R$ 14.000,00 R$ 5.000,00 R$ 5.000,00 R$ 2.000,00 60 Para fins de desenvolvimento desse planejamento estratégico, considera-se na caracterização da “alternativa tipológica” não só o padrão arquitetônico de moradia, mas também os agentes a serem envolvidos na sua construção, tendo em vista as opções de agentes já anteriormente explicitados: agente público, agente social ou agente privado. Assim, para fins de elaboração dos cenários de atendimento das demandas habitacionais urbanas de Colatina, estipularam-se dois modelos distintos de “solução habitacional”: • “cooperada” – quando a família beneficiada colabora com a solução de sua moradia. Aqui estão previstas duas formas: uma é quando a família se organiza através de cooperativas habitacionais ou entidades organizadas (com apoio do município), a outra é quando a família assume a responsabilidade pela mão-deobra, a partir de uma capacitação prévia e parte de sua mão de obra remunerada; • “pronta” – quando a família beneficiada recebe a casa pronta, podendo ser definida alguma forma de contribuição simbólica da família com destinação do recurso ao Fundo Municipal de Habitação. Tais modelos estão descritos no quadro a seguir. Quadro 10 – Caracterização dos Modelos de “Solução Habitacional” para a Zona Urbana POSSÍVEIS SOLUÇÕES Solução cooperada Apoio às Cooperativas Habitacionais e Associações CUSTO (R$) R$ 14.000,00 NECESSIDADE DE TERRA PÚBLICA BRUTA CARACTERÍSTICAS 210m²/lote As famílias se organizam através de cooperativas habitacionais ou associações e, juntas, viabilizam a construção de suas moradias através de financiamento bancário. A contrapartida do Município será o lote urbanizado ou valor equivalente. A Prefeitura Municipal firma parceria com Empresas, ONGs ou Instituições de Ensino na área da construção civil, para capacitação das famílias, contratação de mão de obra local para construção de moradias, com parte da mão de obra como contrapartida das famílias. Solução pronta Lote urbanizado de 150m² + Material de Construção + Assessoria Técnica + Parte da Mão de Obra R$ 39.925,00 210m²/lote Lote urbanizado de 150m² + Casa ou Sobrado de 2 dormitórios (42m²) R$ 43.000,00 210m²/lote Lote urbanizado de 150m² + Casa Acessível para Pessoas Portadoras de Deficiência (58m²) R$ 54.000,00 210m²/lote Apartamento (42m²) R$ 51.800,00 210m²/lote Solução de moradia completa, a família recebe a unidade habitacional pronta, apenas poderá haver uma contribuição simbólica para o Fundo Municipal de Habitação, com taxa ou isenção a ser definida pelo Conselho Municipal de Habitação. Fonte: Latus Consultoria. Embora o déficit habitacional urbano de Colatina, em números absolutos, seja maior que na zona rural, bem como a projeção futura, é importante considerar o déficit habitacional rural também. Assim, se faz necessário pensar em soluções para esta zona. Tais soluções devem, necessariamente, incorporar as peculiaridades da moradia e do contexto rural. Assim, por óbvio, não se pode prever a produção de lotes populares com características urbanas, embora muitas famílias morem em casas e terrenos cedidos provavelmente por trabalharem na terra de outro proprietário. Contudo não cabe ao PLHIS trabalhar com temas que dizem respeito à reforma agrária e/ou políticas redistribuitivas da terra rural. Assim, o PLHIS de Colatina prevê a construção de unidades habitacionais diretamente no terreno onde a família se encontra, seja este de propriedade da família ou de propriedade de outra pessoa, sendo que neste caso, deverá ocorrer uma autorização do Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 61 proprietário. Assim, os dois modelos distintos de “solução habitacional” para a zona rural, encontram-se no quadro a seguir. Quadro 11 11 – Caracterização dos Modelos de “Solução Habitacional” para a Zona Rural Possíveis Soluções Custo (R$) Características R$ 14.000,00 As famílias se organizam através de cooperativas habitacionais ou associações e, juntas, viabilizam a construção de suas moradias através de financiamento bancário. A contrapartida do Município será o lote urbanizado ou valor equivalente. Material de Construção + Assessoria Técnica + Parte da Mão de Obra R$ 25.925,00 A Prefeitura Municipal firma parceria com Empresas, ONGs ou Instituições de Ensino na área da construção civil, para capacitação das famílias, contratação de mão de obra local para construção de moradias, com parte da mão de obra como contrapartida das famílias. Casa de 2 dormitórios (42m²) R$ 29.000,00 Casa Acessível para Pessoas Portadoras de Deficiência (58m²) R$ 40.000,00 Solução cooperada Apoio às Cooperativas Habitacionais e Associações Solução pronta Solução de moradia completa, a família recebe a unidade habitacional pronta, apenas poderá haver uma contribuição simbólica para o Fundo Municipal de Habitação, com taxa ou isenção a ser definida pelo Conselho Municipal de Habitação. Fonte: Latus Consultoria. 3.2.2. Cenários de Investimentos para Produção de Novas Moradias No item anterior, caracterizaram-se os “modelos de solução habitacional” para atendimento das demandas habitacionais atuais e futuras da zona urbana e rural de Colatina. Assim, estipularam-se modelos de “solução cooperada” e de “solução pronta” para a zona urbana, da mesma forma para a zona rural. É a partir destes modelos, por grupo social, que se quantificará a necessidade de investimento. Distintas composições de utilização desses modelos configuram-se como cenários de atendimento da demanda habitacional, que têm como objetivo demonstrar alternativas e resultados diferentes para atendimento das demandas. Estes cenários servem para o município avaliar o quanto deve investir numa alternativa ou outra. O cenário que aposta mais em “soluções cooperadas” pressupõe um envolvimento significativo das famílias beneficiárias, exigindo capacitação prévia e maior capacidade de gestão do empreendimento. Entende-se, ainda, que estas soluções proporcionam uma maior valorização da moradia e do ambiente construído por parte das famílias envolvidas, devido a sua participação. Porém exige um esforço maior da administração pública em processos de convencimento, capacitação, trabalho social, gestão, dentre outros. Estas soluções apresentam um custo financeiro um pouco menor do que as “soluções prontas”. Assim, os cenários desenhados têm as seguintes denominações: “mais econômico” e “menos econômico”. Para a construção desses cenários, considerou-se, primeiramente, a percepção das equipes de trabalhos deste PLHIS (gestores municipais e Conselho Municipal de Habitação) quanto à realidade social e econômica das famílias que compõem o déficit habitacional do município. É unânime a dificuldade de participação das famílias na solução de suas moradias, com lote regularizado, material de construção e contribuição financeira, sendo apenas a participação com a mão-de-obra da própria família, uma possibilidade viável. Tais cenários foram validados em Audiência Pública. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 62 Os quadros a seguir apresentam a distribuição de “solução cooperada” e “soluções prontas”, para as zonas urbana e rural, para cada grupo social trabalhado, base para a estruturação dos cenários de investimento. Quadro 12 12 – Proporção de “Solução Habitacional” por Cenário de Investimento para a Zona Urbana PRONTA CENÁRIOS DE ATENDIMENTO Lote + Casa ou (ZONA URBANA) Sobrado Lote + Casa Acessível VALOR ESTIMADO R$ 43.000,00 R$ 54.000,00 CONTRAPARTIDA DA FAMÍLIA - - 25% 75% 5% 5% Mais Econômico Menos Econômico GI e GII GI e GII COOPERADA Apoio às Lote + Material de Cooperativas Construção da Casa + Apartamento Habitacionais e Assessoria Técnica + Associações ½ M.D.O R$ 39.000,00 R$ 14.000,00 R$ 39.925,00 Financiamento para Mão de Obra Construção da Casa 20% 25% 25% 20% - Fonte: Latus Consultoria. Quadro 13 – Proporção de “Solução Habitacional” por Cenários de Investimentos para a Zona Rural PRONTA CENÁRIOS DE ATENDIMENTO (ZONA RURAL) Casa Casa Acessível VALOR ESTIMADO R$ 29.000,00 R$ 40.000,00 CONTRAPARTIDA DA FAMÍLIA - - 45% 95% 5% 5% Mais Econômico Menos Econômico GI e GII GI e GII COOPERADA Apoio às Cooperativas Material de Construção Habitacionais e da Casa + Assessoria Associações Técnica + ½ M.D.O R$ 14.000,00 R$ 25.925,00 Financiamento para Mão de Obra Construção da Casa 25% 25% - Fonte: Latus Consultoria. Para a construção dos cenários de investimento, além dos modelos propostos para solução das demandas por novas moradias e dos custos unitários para a produção pública, também se leva em consideração o atendimento do déficit e da demanda habitacional até o ano de 2023, de acordo com os parâmetros estabelecidos pelo PLANHAB. A seguir, os cenários de investimentos para atendimento das demandas habitacionais urbanas: Tabela 26 – Cenário Mais Econômico para Atendimento das Demandas por Novas M Moradias oradias Urbanas CENÁRIO MAIS ECONÔMICO CUSTO UNITÁRIO Lote (150m²)+ Casa R$ ou Sobrado (42m²) 43.000,00 Lote (150m²)+ Casa R$ Acessível (58m²) 54.000,00 R$ Apartamento (42m²) 39.000,00 Parceria com Cooperativas R$ Habitacionais, 14.000,00 Sindicatos e Associações Lote (150m²) + Material de R$ Construção da Casa + 39.925,00 Assessoria Técnica + ½ M.D.O GI + GII COOPERADA PRONTA SOLUÇÃO TOTAL DHB 2005 2006-2011 2012-2015 2016-2019 2020-2023 VALOR VALOR VALOR VALOR VALOR R$ 27.554.056,00 R$ 6.920.553,60 R$ 19.992.710,40 R$ 15.346.775,25 R$ 3.854.538,90 R$ 11.135.334,60 R$ 17.493.905,00 R$ 4.393.818,00 R$ 12.693.252,00 R$ 18.839.590,00 R$ 4.731.804,00 R$ 13.669.656,00 R$ 22.154.868,50 R$ 5.564.478,60 R$ 16.075.160,40 R$ 101.389.194,75 R$ 25.465.193,10 R$ 73.566.113,40 25% R$ 8.971.088,00 R$ 4.996.624,50 R$ 5.695.690,00 R$ 6.133.820,00 R$ 7.213.213,00 R$ 33.010.435,50 25% R$ 25.583.620,60 R$ 14.249.302,37 R$ 16.242.887,38 R$ 17.492.340,25 R$ 20.570.537,79 R$ 94.138.688,38 R$ 89.022.028,60 R$ 49.582.575,62 R$ 56.519.552,38 R$ 60.867.210,25 R$ 71.578.258,29 R$ 327.569.625,13 % 25% 5% 20% Fonte: Latus Consultoria. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] TOTAL 63 Tabela 27 – Cenário Menos Econômico para Atendimento das Demandas por Novas Moradias Urbanas PRONTA GI + GII CENÁRIO MENOS ECONÔMICO DHB 2005 2006-2011 2012-2015 2016-2019 2020-2023 TOTAL SOLUÇÃO CUSTO UNITÁRIO % VALOR VALOR VALOR VALOR VALOR Lote (150m²)+ Casa ou Sobrado (42m²) R$ 43.000,00 75% R$ 82.662.168,00 R$ 46.040.325,75 R$ 52.481.715,00 R$ 56.518.770,00 R$ 66.464.605,50 R$ 304.167.584,25 Lote (150m²)+ Casa Acessível (58m²) R$ 54.000,00 5% R$ 6.920.553,60 R$ 3.854.538,90 R$ 4.393.818,00 R$ 4.731.804,00 R$ 5.564.478,60 R$ 25.465.193,10 Apartamento (42m²) R$ 39.000,00 20% R$ 19.992.710,40 R$ 11.135.334,60 R$ 12.693.252,00 R$ 13.669.656,00 R$ 16.075.160,40 R$ 73.566.113,40 R$ 109.575.432,00 R$ 61.030.199,25 R$ 69.568.785,00 R$ 74.920.230,00 R$ 88.104.244,50 R$ 403.198.890,75 TOTAL Fonte: Latus Consultoria. A seguir, os cenários de investimentos para atendimento das demandas por novas moradias rurais: Tabela 28 – Cenário Mais Econômico para Atendimento das Demandas por Novas Moradias Rurais COOPERADA GI + GII PRONTA CENÁRIO MAIS ECONÔMICO DHB 2005 2006-2011 2012-2015 2016-2019 2020-2023 % VALOR VALOR VALOR VALOR VALOR R$ 29.000,00 45% R$ 9.039.056,40 R$ 8.700.513,30 R$ 5.278.790,25 R$ 5.561.022,60 R$ 6.303.189,15 R$ 34.882.571,70 R$ 40.000,00 5% R$ 1.385.296,00 R$ 1.333.412,00 R$ 809.010,00 R$ 852.264,00 R$ 966.006,00 R$ 5.345.988,00 R$ 14.000,00 25% R$ 2.424.268,00 R$ 2.333.471,00 R$ 1.415.767,50 R$ 1.491.462,00 R$ 1.690.510,50 R$ 9.355.479,00 R$ 25.925,00 25% R$ 4.489.224,85 R$ 4.321.088,26 R$ 2.621.698,03 R$ 2.761.868,03 R$ 3.130.463,19 R$ 17.324.342,36 R$ 17.337.845,25 R$ 16.688.484,56 R$ 10.125.265,78 R$ 10.666.616,63 R$ 12.090.168,84 R$ 66.908.381,06 SOLUÇÃO CUSTO UNITÁRIO Casa (42m²) Casa Acessível (58m²) Parceria com Cooperativas Habitacionais, Sindicatos e Associações Material de Construção da Casa + Assessoria Técnica + ½ M.D.O TOTAL TOTAL Fonte: Latus Consultoria. Tabela 29 – Cenário Menos Econômico para Atendimento das Demandas por Novas Moradias Rurais PRONTA GI + GII CENÁRIO MENOS ECONÔMICO DHB 2005 2006-2011 2012-2015 2016-2019 2020-2023 % VALOR VALOR VALOR VALOR VALOR R$ 29.000,00 95% R$ 19.082.452,40 R$ 18.367.750,30 R$ 11.144.112,75 R$ 11.739.936,60 R$ 13.306.732,65 R$ 73.640.984,70 R$ 40.000,00 5% R$ 1.385.296,00 R$ 1.333.412,00 R$ 809.010,00 R$ 852.264,00 R$ 966.006,00 R$ 5.345.988,00 R$ 20.467.748,40 R$ 19.701.162,30 R$ 11.953.122,75 R$ 12.592.200,60 R$ 14.272.738,65 R$ 78.986.972,70 SOLUÇÃO CUSTO UNITÁRIO Casa (42m²) Casa Acessível (58m²) TOTAL TOTAL Fonte: Latus Consultoria. Somando-se os cenários “mais econômicos” e “menos econômicos” da zona urbana e da zona rural, temos os investimentos totais para produção de novas moradias no município, por cenários de investimentos: Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 64 Quadro 14 14 – Cenários de Investimentos Totais para Produção de Novas Moradias Urbanas e Rurais DHB 2005 2006 2006-2011 2012-2015 2016-2019 2020-2023 2023 TOTAL MENOS ECONÔMICO R$ 130.043.180,40 R$ 80.731.361,55 R$ 81.521.907,75 R$ 87.512.430,60 R$ R$ 102.376.983,15 482.185.863,45 MAIS ECONÔMICO R$ 106.359.873,85 R$ 66.271.060,18 R$ 66.644.818,16 R$ 71.533.826,88 R$ 83.668.427,13 R$ 394.478.006,19 Fonte: Latus Consultoria. Gráfico 05 – Comparativo entre Cenários de Investimentos para Atendimento das Demandas por Novas Moradias Totais por Período R$ 140.000.000,00 R$ 120.000.000,00 R$ 100.000.000,00 R$ 80.000.000,00 R$ 60.000.000,00 R$ 40.000.000,00 R$ 20.000.000,00 R$ DHB 2005 2006-2011 2012-2015 MENOS ECONÔMICO 2016-2019 2019 2020-2023 MAIS ECONÔMICO Fonte: Latus Consultoria. Assim, dividindo-se se os valores totais de investimentos para produção de novas moradias por 11 anos, obtêm-se obtêm as médias anuais de e investimentos entre 2013 e 2023: Quadro 15 15 – Média de Investimentos Anuais entre 2013 e 2023 para Produção de Novas Moradias Urbanas e Rurais MÉDIA ANUAL DE INVESTIMENTOS ENTRE 2013 E 2023 MAIS ECONÔMICO R$ 35.861.636,93 MENOS ECONÔMICO R$ 43.835.078,50 Fonte: Latus Consultoria. 3.2.3. Estimativa de Custos para Adequação de Unidades Habitacionais O diagnóstico deste PLHIS estimou as situações de “ausência de banheiro” e “adensamento excessivo” a partir do levantamento realizado junto aos agentes comunitários munitários de saúde do município. Assim, trabalhar-se-ão trabalhar ão esses quantitativos para se estimar os custos para adequação das moradias existentes. Tabela 30 – Estimativa de Custos para Adequação das Moradias Existentes INADEQUAÇÃO IDENTIFICADA 2011 Ausência de banheiro Adensamento excessivo AÇÃO Construção de banheiro Ampliação de moradia TOTAL QUANTIDADE 132 326 CUSTOS UNITÁRIO TOTAL R$ 5.000,00 R$ 660.000,00 R$ 5.000,00 R$ 1.630.000,00 R$ 2.290.000,00 Fonte: Latus Consultoria. Assim, dividindo-se os valores totais de investimentos para adequação das moradias por 11 anos, obtêm-se se as médias anuais de investimentos entre 2013 e 2023: Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 65 Quadro 16 16 – Média de Investimentos Anuais entre 2013 e 2023 para Adequação das Moradias Urbanas e Rurais MÉDIA ANUAL DE INVESTIMENTOS ENTRE 2013 E 2023 R$ 208.181,82 Fonte: Latus Consultoria. 3.2.4. Metas de Atendimento e Investimentos pelo Poder Público A capacidade de atendimento das necessidades habitacionais de um município está diretamente relacionada a sua capacidade de financiamento e execução orçamentária. Historicamente, os municípios brasileiros têm tido baixa capacidade de investimento no setor, estabelecendo integral dependência do Governo Federal para suas intervenções. No que diz respeito ao financiamento federal, o quadro atual é de grande diversidade de linhas de financiamento que se adaptam a distintos programas habitacionais8. Destaca-se a existência do Programa Minha Casa, Minha Vida devido às vantagens que apresenta para facilitar o acesso à moradia para as famílias de baixa renda. No entanto, sabe-se que, mesmo nos empreendimentos em que a totalidade dos recursos é originária de fontes de financiamento externas ao município, cabe a ele viabilizar o financiamento, elaborar e aprovar projetos, organizar as famílias beneficiárias, executar/licitar as obras, etc. E essas ações exigem agilidade, dinamismo, capacidade institucional, prioridade e articulação política, o que aqui se denomina de “capacidade de execução de investimento”. Nesse contexto, merecem destaque as vantagens econômicas na aplicação dos recursos nas “soluções cooperadas”, principalmente das parcerias com entidades de representação social, cooperativas habitacionais, sindicatos, dentre outros, pois estas possuem o menor custo financeiro para o poder público. O cenário mais econômico simulado, que abordou esta forma de cooperação, demonstrou uma significativa redução dos investimentos a serem executados pelo poder público. Dessa forma, para a definição das metas de investimentos no horizonte temporal a ser estabelecido para o atendimento da demanda pública é necessário retomar os dados de investimentos realizados pelo executivo nos últimos anos. Conforme apresentado anteriormente, o PPA 2010-2013 de Colatina demonstra uma intenção de se investir/gastar R$ 1.050.769.440,00 para os 4 anos de gestão. Deste total, observa-se uma intenção de se investir R$ 14.986.500,00 em habitação, também para os 04 anos, representando 1,43% do total dos investimentos previstos. Essa intenção se confirma na LDO de 2010 e de 2011 de Colatina, onde se observa uma previsão orçamentária para habitação de R$ 3.476.970,00 em 2010 e R$ 3.735.386,02 em 2011, de um total de R$ 226.574.554,55 e R$ 278.214.644,70, do orçamento municipal, nos respectivos anos. Embora os valores sejam significativos, eles ainda não são suficientes para sanar todos os problemas habitacionais de Colatina com recursos próprios. Assim, considera-se que Colatina, assim como a maioria dos municípios brasileiros, depende de auxílio das demais esferas de governo, principalmente da União, para sanar seus problemas habitacionais até o ano de 2023. Para isso, simula-se a seguir os valores de repasse e contrapartida do município frente à captação de projetos federais, conforme a Política Nacional de Habitação. 8 Ver anexo a este volume, as linhas de financiamento vigentes. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 66 Na simulação a seguir, aplica-se um percentual de 17%9 sobre o montante total de investimentos previstos anualmente para atendimento das demandas habitacionais de Colatina, onde se pode observar que os valores a serem investidos pelo município para produção de novas moradias são viáveis, considerando o orçamento municipal. Quadro 17 17 – Média Anual de Investimentos Federal e Municipal, entre 2013 e 2023, para superação dos Problemas Habitacionais de Colatina Média Anual de Investimentos Totais MAIS ECONÔMICO MENOS ECONÔMICO R$ 35.861.636,93 R$ 43.835.078,50 Média Anual de Investimentos Federal (83%) R$ 29.765.158,65 R$ 36.383.115,15 Média Anual de Investimentos do Município em Contrapartidas (17%) R$ 6.096.478,28 R$ 7.451.963,34 Fonte: Latus Consultoria. Não se pode dizer que as possibilidades de atendimento da demanda total do município são fáceis de serem cumpridas, tendo-se a referência dos investimentos realizados até então. Esta comparação ilustra caminhos importantes para a política habitacional de Colatina. Tais caminhos podem ser sintetizados em 03 eixos, os quais fazem parte do plano estratégico deste PLHIS: • Priorizar o investimento na área habitacional, tendo em vista não só o porte dos problemas identificados e das demandas futuras, mas também por ser a habitação um importante vetor de inclusão social das famílias com alto grau de vulnerabilidade social; • Captar mais recursos junto às demais esferas de governo (federal e estadual), sendo que para isso é necessário rever a estrutura institucional e a forma de atuação do corpo técnico da Prefeitura Municipal que cuida do tema habitacional; • Fomentar a participação de outros agentes sociais e privados na política habitacional local, “liberando” o Poder Público de parte da demanda estimada e reduzindo a necessidade de execução de investimentos municipais e públicos. É importante ressaltar que, quando uma cooperativa habitacional, por exemplo, ou outras entidades montam seu projeto habitacional e captam recursos com seus próprios esforços, assumindo essa parcela de responsabilidade, o investimento do município pode ser mínimo. É importante se destacar ainda a necessidade de se estabelecer prioridades de atendimento das demandas por novas casas, tendo em vista os limites financeiros. Em debates com a equipe de trabalho deste PLHIS, foram apontadas, preliminarmente, como prioridades de atendimento: as famílias de baixa renda (Grupo I e II) e as famílias que se encontram morando em áreas de risco de enchente/inundação e de deslizamento/encosta de morro. Num segundo nível de prioridade se prevê a construção casas novas para substituição das casas precárias/ rústicas e improvisadas. Por fim, a terceira prioridade, se refere às ações de regularização fundiária, pois se considera que a titularidade possibilitará às próprias famílias buscarem sanar seus problemas habitacionais através do autofinanciamento. Tais prioridades encontram-se no quadro a seguir. 9 O percentual de 17% como contrapartida foi retirado do contrato de repasse firmado recentemente para a elaboração deste Plano Local de Habitação de Interesse Social. O Art. 39 da Lei Federal Nº. 12.017/2009 faz menção de contrapartidas entre 8% e 40% para esta região. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 67 Quadro 18 18 – Prioridades de Atendimento 1 FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA (GRUPOS I E II) Reassentamento das famílias que se encontram morando em Áreas de Risco de Enchente/Inundação e Deslizamento/Encosta de Morro 2 Substituição às casas precárias (rústicas/ improvisadas) 3 Regularização fundiária Dados: Equipes Interna e Externa do PLHIS. 3.3. Estratégia Territorial A terra urbanizada é componente fundamental para as políticas de provisão da moradia digna. Dessa forma, faz-se necessária a definição de uma estratégia territorial que indique as áreas mais adequadas à HIS, prevendo a necessidade de terra para atendimento das demandas atuais e futuras. Assim, são necessárias algumas análises: primeiramente, é necessário avaliar a disponibilidade de vazios urbanos e a sua aptidão à ocupação; em segundo lugar, é necessário avaliar o preço dessas terras. A quantificação da demanda de terra necessária para o atendimento das metas físicas está diretamente relacionada aos padrões de ocupação do solo e à opção tipológica. A definição de estratégias territoriais no âmbito deste PLHIS tem como principal objetivo a localização e a reserva das áreas necessárias para o atendimento das metas habitacionais atuais e futuras. Assim, para essa definição no PLHIS de Colatina, estabeleceram-se os seguintes procedimentos: • Avaliação das possibilidades tipológicas e quantificação da demanda por terra urbanizada; • Avaliação das áreas consideradas mais adequadas para a localização da HIS e definição das estratégias de gestão do solo para sua consecução. Embora Colatina já tenha seu Plano Diretor, e este tenha sido elaborado à luz do Estatuto da Cidade, ainda falta sua implementação integral e regulamentações específicas dos instrumentos jurídicos e urbanísticos que fazem valer a função social da propriedade e que propiciam uma gestão adequada do solo. Assim, recomendam-se, no âmbito deste PLHIS, pequenas revisões do Plano Diretor de Colatina incluindo as estratégias territoriais deste PLHIS, a regulamentação destes instrumentos e a sua urgente implementação. 3.3.1. Necessidade de Terra para o Atendimento das Metas Físicas Para se estimar a necessidade de terra urbanizada para atender à demanda de novas unidades de habitação de interesse social, por período temporal, utilizam-se as mesmas tipologias adotadas para a construção dos cenários de investimentos, onde se faz algumas combinações a partir destas. Adotando-se um padrão de tamanho de lote de 150m², estima-se em 250m² a cota bruta de terreno para cada lote urbanizado. E para a tipologia de apartamentos de 42m² em prédio de 04 pavimentos, estima-se em 47m² a cota bruta de terreno por apartamento. Dessa forma, estima-se a necessidade total por terra urbanizada, para atendimento das demandas de habitação de interesse social (Grupos I e II) urbanas até 2023, em aproximadamente 235,79 hectares, se todas as unidades habitacionais forem construídas em lotes de 150m². Já se todas as unidades construídas forem da tipologia de Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 68 apartamentos, a necessidade de terra cai para 44,33 hectares, conforme gráfico e tabela a seguir. Gráfico 06 06 – Necessidade de Terra Urbana para para Atendimento das Demandas Habitacionais dos Grupos I e II Hectares 250,00 200,00 150,00 100,00 50,00 0,00 DHB 2005 2006-2011 2012-2015 2016-2019 2020-2023 TOTAL Se tudo LOTE + CASA ou SOBRADO Se 50% APTO E 50% LOTE+CASA ou APTO Se tudo APARTAMENTO Fonte: Latus Consultoria. Tabela 31 – Necessidade de Terra Urbana para Atendimento das Demandas Habitacionais dos Grupos I e II METAS FÍSICAS URBANAS (GI + GII) DHB 2005 2006-2011 2012-2015 2016-2019 2020-2023 2.563 1.428 1.627 1.753 2.061 NECESSIDADE BRUTA POR TERRA CONFORME TIPOLOGIAS Se tudo LOTE + Se 50% APTO E Lote (150m²) + Apartamento CASA ou 50% LOTE + CASA Casa ou Sobrado (42m² em 4 pavtos) SOBRADO ou APTO Necessidade de Necessidade de (hectares) (hectares) terra bruta (m²) terra bruta (m²) 250 47 64,08 38,06 250 47 35,69 21,20 250 47 40,68 24,17 250 47 43,81 26,02 250 47 51,52 30,60 TOTAL 235,79 140,06 Se tudo APARTAMENTO (hectares) 12,05 6,71 7,65 8,24 9,69 44,33 Fonte: Latus Consultoria. Para definição de uma estratégia territorial, com o objetivo de viabilizar terra para produção de moradias de interesse social em Colatina, promoveu-se um amplo debate com gestores municipais e integrantes do Conselho Municipal de Habitação, onde foram demarcadas 5 áreas prioritárias para esse fim. Para escolha destas áreas foram considerados os seguintes aspectos: • Áreas vazias dentro do perímetro urbano e com boas condições para ocupação, buscando descartar as áreas comprometidas ambientalmente e que acarretam risco (áreas em vermelho no mapa a seguir); • Boa inserção destas áreas no contexto social da cidade, com facilidade no acesso aos serviços básicos e facilidade na ampliação da infraestrutura (áreas circuladas em linha pontilhada preta); • Valor estimado da terra. Dessa forma, apresenta-se, a seguir, um mapa síntese referenciando as áreas prioritárias à ocupação, para produção de moradias de interesse social, elencadas por ordem numérica, conforme prioridades definidas pelas equipes de trabalho e aprovação em Audiência Pública. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] Figura 14 – Mapa Síntese das Estratégias Territoriais ÁREAS PRIORITÁRIAS À OCUPAÇÃO: 1 – Região Antigo Aeroporto: com infra-estrutura e bom acesso aos serviços; 2 – Parque das Águas: com infra-estrutura e bom acesso aos serviços; 3 – Moacyr Brotas/ Bela Vista: com infra-estrutura parcial e bom acesso aos serviços; 4 – Barbados: com infra-estrutura e bom acesso aos serviços; 5 – Ayrton Senna: Avaliar a consolidação do conjunto habitacional recém implantado, pois no momento o acesso à rede de serviços e infra-estrutura está saturado; Dados: Reunião do dia 18/04/2012 e Audiência Pública. 70 Embora se tenha buscado descartar as áreas com restrições ambientais, é possível que, eventualmente, dentro desse conjunto de áreas, possa haver um percentual de terra não ocupável por restrições urbanas ou ambientais. Contudo, de forma geral, verifica-se que há uma grande disponibilidade de terra vazia e urbanizável em Colatina. No que diz respeito às alternativas existentes para que parte dessas áreas se direcione à produção de HIS, apontam-se as seguintes estratégias: • Aquisição e desapropriação de terras por parte do Poder Público; • Criação de um banco dados/terras registrando todas as informações pertinentes às propriedades baldias dentro das áreas prioritárias à ocupação, dentre elas a sua condição legal e a existência de dívida ativa. Esse estudo pode apontar oportunidades de negociação do Poder Público com os proprietários; • Aplicação prática dos instrumentos do Estatuto da Cidade – Lei Federal Nº. 10.257/2001 – para: fazer cumprir a função social da propriedade (Parcelamento Compulsório) e viabilizar áreas para a produção de HIS (ZEIS). Pode-se, de forma combinada, adotar o instrumento Consórcio Imobiliário, como uma forma de construção de uma parceria entre o poder público e o proprietário da terra. E podese, ainda, utilizar o instrumento Direito de Preempção para aquisição de área, dentre outros instrumentos de indução da ocupação do solo. Essa é uma estratégia a ser construída através de um processo gradativo de gestão territorial através da implantação de um Cadastro Territorial Multifinalitário (CTM) e da regulamentação dos instrumentos citados, dentre outras ações. 3.4. Condições Institucionais A viabilidade das metas de atendimento da demanda habitacional de Colatina projetadas pelos cenários estudados depende da capacidade do município aproveitar as oportunidades federais, considerando a continuidade das linhas de financiamento existentes, da Política Nacional de Habitação e da efetivação do Sistema Local de Habitação de Interesse Social. O redesenho institucional coloca para os municípios novos desafios na gestão urbanohabitacional, em especial, em relação ao papel gerenciador dos agentes da produção da cidade, com atribuições de mobilizar, otimizar, fiscalizar, articular e adequar os agentes, instrumentos e recursos necessários, garantindo a participação efetiva da sociedade na definição e no controle das prioridades e dos programas. Assim, cabe à Prefeitura Municipal de Colatina rever sua estrutura, promovendo o fortalecimento e a articulação nas ações das políticas habitacionais às ambientais e às de desenvolvimento socioeconômico local, trabalhando de forma integrada com as demais secretarias, incrementando suas receitas para viabilizar as contrapartidas aos financiamentos, entre outros. São requisitos institucionais mínimos para a viabilidade das metas desse plano: • Estruturação institucional de uma Secretaria Municipal de Habitação no município, a fim de aportar capacidade técnica e ferramentas de trabalho com vistas à implementação deste PLHIS, articulando as ações com as demais secretarias; • Regulamentar os instrumentos do Estatuto da Cidade, para plena implementação do Plano Diretor de Colatina, com vistas ao cumprimento da função social da propriedade, além de facilitar o acesso à terra para população de baixa renda e produção de moradias de interesse social; Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 71 • Implementar o Cadastro Territorial Multifinalitário (CTM), vinculando implementação dos instrumentos citados e a gestão tributária da terra à gestão territorial, dentre outras possíveis ações; • Implantar um sistema de cadastro, fiscalização e monitoramento da demanda habitacional, informatizado, que possibilite identificar as diversas peculiaridades das condições socioeconômicas das famílias, as suas atuais condições de moradias, composição familiar, dentre outras informações que possibilitem aplicar os critérios de seleção e prioridades de atendimento, além de possibilitar o cruzamento de informações com Cadastro Único do Governo Federal; • Fortalecimento do Conselho Municipal de Habitação e dos demais atores sociais para implementação de uma política habitacional transparente, democrática e participativa; • Implementação do Fundo Municipal de Habitação como instrumento central da política de habitação local, utilizado como meio receptor de recursos municipal, estadual e federal, bem como das contribuições financeiras (quando for o caso) dos beneficiários dos programas habitacionais e de recursos de outras origens, como aqueles a serem obtidos com a regulamentação dos instrumentos urbanísticos instituídos pelo Plano Diretor; • Fomento às organizações sociais e à iniciativa privada, com foco na produção de moradias de interesse social, de forma que se ampliem as ações de processos cooperados no atendimento da demanda habitacional; • Ações integradas da política habitacional junto às demais políticas sociais e econômicas para promoção da inclusão social da população. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 4. ESTRATÉGIAS DE AÇÃO: DIRETRIZES, OBJETIVOS, OBJETIVOS, PROGRAMAS E AÇÕES 75 Com base nas referências expostas nos cenários projetados no capítulo anterior e nas ações já implementadas ou em implementação pela Administração Municipal, estabelecem-se se alguns conceitos iniciais in para o plano estratégico do PLHIS de Colatina. Este PLHIS abrange a totalidade das questões relacionadas à demanda por moradia no município e estabelece a Política de Habitação de Interesse Social (PHIS). Entende-se Entende como PHIS o conjunto de orientações, orientações, programas e ações a serem implementados e/ou fomentados pelo município para o equacionamento do quadro de demandas habitacionais, atual e futura, dos setores não atendidos pelo mercado habitacional regular. O PLHIS de Colatina constitui-se constitui como um documento umento referencial e estratégico para uma ação permanente e continuada do planejamento e do monitoramento da atuação municipal, no campo habitacional. Tem Tem como finalidade instituir um marco de referência conceitual e orientador dos programas e ações da política política habitacional do município, e estabelecer um plano de ações estratégicas para o atendimento da demanda habitacional presente e futura até o ano de 2023. A concepção estratégica que o plano exige concebe a superação gradual do quadro de necessidades habitacionais abitacionais constituído e o enfrentamento do incremento anual da demanda habitacional de interesse social, com a definição de metas de curto, médio e longo prazo. Estabelece os indicadores de eficácia, eficiência e efetividade para o monitoramento de sua implementação. A Política Habitacional de Interesse Social de Colatina estabelece que as demandas habitacionais das famílias que recebem até 03 3 salários mínimos de renda familiar, ou seja, das famílias que compõem os Grupos I e II segundo o PLANHAB, são demandas de para política pública em Colatina. Colatina Dessa forma, a PHIS de Colatina define o que segue: • A demanda por Habitação de Interesse Social de Colatina é aquela cujo rendimento familiar vai até 03 3 salários mínimos (Grupos I e II), o que representa uma parcela parcel significativa da população do município com dificuldades de acesso à moradia pelo mercado regular; • A demanda habitacional de interesse social prioritária para a provisão pública é relativo às famílias que se encontram morando com maior grau de vulnerabilidade vulnerabi social. Dessa forma, definiu-se definiu se o atendimento prioritário às famílias que se encontram morando em áreas de risco e em casas precárias (rústicas e improvisadas). Define-se se provisão pública a atuação direta da prefeitura como agente promotor da HIS e/ou ou quando da sua maior participação nas parcerias com os demais agentes. Considera-se se ainda que os demais Grupos Sociais (III, IV e V) devam ser atendidos pela Política Nacional de Habitação, através das linhas de financiamento existentes, com recursos do FGTS e do SBPE, sem necessidade de subsídios do FNHIS. Consideram-se, se, por fim, para a formulação do PLHIS de Colatina, Colatina as seguintes definições: • DIRETRIZES: São orientações gerais para balizar as ações da política habitacional e a implementação do PLHIS. Devem Devem ter por base toda a formulação que resulta do diagnóstico e dos cenários propositivos, considerando os interesses dos agentes locais, as referências legais existentes e as diretrizes da Política Nacional de Habitação, já apresentadas na introdução deste dest documento; Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 76 • OBJETIVOS: São resultados que se pretende alcançar com a implementação do PLHIS, dentro de seu marco temporal e a partir das diretrizes definidas. Devem ser claros e concisos, evitando-se as generalidades. São a base para a definição dos programas e ações a serem previstas pelo PLHIS; • PROGRAMAS, AÇÕES E METAS: Programas são um conjunto de ações orçamentárias e não-orçamentárias, articuladas, que por sua vez são as operações das quais resultam um produto ofertado à sociedade. Os programas e ações do PLHIS devem ser priorizados dentro de uma visão estratégica do enfrentamento dos problemas habitacionais. A partir da definição do conjunto de ações que viabilizam os programas, definem-se metas de implementação, que são os resultados desejados de cada ação em um determinado período de tempo; • INDICADORES, MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO: Sistema de instrumentos e procedimentos para a avaliação contínua da eficácia, eficiência e efetividade das ações e programas propostos. Definem-se, a seguir, as diretrizes, os objetivos, os programas e as ações do PLHIS de Colatina. 4.1. 4.1. Princípios, Diretrizes e Objetivos do PLHIS de Colatina O PLHIS de Colatina está pautado em 05 princípios fundamentais, determinados segundo o que estabelece a Constituição Federal, a Política Nacional de Habitação e o Estatuto da Cidade, enunciados a seguir: I. Moradia digna como direito e vetor de inclusão social, garantindo padrão mínimo de habitabilidade, infraestrutura, saneamento ambiental, mobilidade, transporte coletivo, equipamentos, serviços urbanos e sociais; II. Cumprimento da função social da propriedade urbana, buscando implementar instrumentos de reforma urbana a fim de possibilitar melhor ordenamento e maior controle do uso do solo, de forma a combater a retenção especulativa e garantir acesso à terra urbanizada; III. Questão habitacional como uma política de Estado e de competência das 03 esferas de governo, uma vez que o poder público é agente indispensável na regulação urbana e do mercado imobiliário, na provisão da moradia e na regularização de assentamentos precários, devendo ser, ainda, uma política pactuada com a sociedade; IV. Gestão democrática com participação dos diferentes segmentos da sociedade, objetivando controle social e transparência nas decisões e procedimentos, e a cooperação entre agentes na produção habitacional e demais ações da política habitacional; V. Articulação das ações de habitação à política urbana, de modo integrado com as demais políticas sociais e ambientais. A partir dos conceitos e das referências já citadas, foram elaboradas algumas diretrizes para orientar as ações deste PLHIS. Tais diretrizes foram discutidas com as equipes de trabalho e homologadas posteriormente em Audiência Pública. Tiveram por base não só o diagnóstico elaborado, os interesses dos agentes locais, as referências legais existentes, mas também as diretrizes da Política Nacional de Habitação, as quais estão relacionadas: ao desenvolvimento institucional; à mobilização de recursos, à identificação da demanda e gestão de subsídio; à qualidade e produtividade da produção habitacional; ao sistema de informação, avaliação e monitoramento da habitação; à Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 77 urbanização de assentamentos precários e produção de habitação; à integração da política habitacional com a política de desenvolvimento urbano. Tais são as diretrizes para o PLHIS de Colatina: I. Promover moradia digna, garantindo acesso aos serviços básicos, como um vetor de inclusão social; II. Política habitacional transparente, democrática e participativa; III. Ações integradas das diversas áreas (trabalho, renda, educação, saúde, meio ambiente, cultura, esporte, lazer e outros) visando a sustentabilidade da produção habitacional; IV. Habitação como co-responsabilidade das 03 esferas de governo (municipal, estadual e federal) e dos agentes privados e sociais; V. Poder Público como provedor da habitação e articulador dos agentes com fomento e capacitação para a produção privada e social de HIS; VI. Acompanhamento social das famílias beneficiárias dos programas habitacionais visando à adaptação social, ambiental e cultural; VII. Prioridade de atendimento do déficit habitacional relativo às famílias que compõem os Grupos I e II, seguindo critérios de prioridades conforme: famílias residentes ou que tenham sido desabrigadas de áreas de risco ou insalubres, mulher chefe de família, idosos na família, pessoa portadora de deficiência (PPD), número de filhos, baixa renda, e que residam no município há mais de 02 anos; VIII. Fomento à inserção da mão de obra local nas ações habitacionais através de ações de capacitação e da articulação com empreendedores e agentes da produção da HIS; IX. A produção pública de HIS terá aplicação do instrumento Concessão do Direito Real de Uso, a fim de evitar que os beneficiários vendam, aluguem ou transfiram para terceiros e retornem a compor o déficit habitacional; X. Ações que visem o fortalecimento do Conselho Municipal de Habitação como um órgão de co-gestão da política habitacional; XI. Política habitacional rural articulada com as demais ações que sustentabilidade no meio rural e a permanência das famílias no campo; visam à XII. Regularização fundiária das áreas ocupadas irregularmente e dos assentamentos informais; XIII. Revisão, implementação e fiscalização/monitoramento do Plano Diretor de Colatina, visando uma gestão adequada do território e a função social da propriedade; XIV. Estruturação institucional com vistas à implementação deste PLHIS, implementando uma política habitacional permanente, instaurando os programas e mecanismos de cadastro, controle e fiscalização da demanda habitacional; XV. Articulação das ações do PLHIS ao PPA, LDO e LDO; XVI. O PLHIS como um instrumento de gestão da implementação deverá ser constantemente avaliada; política habitacional cuja XVII. As famílias beneficiadas somente serão atendidas uma vez pelos programas habitacionais. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 78 Por fim, os objetivos, que por definição devem remeter aos resultados que se pretendem alcançar com a implementação deste PLHIS. Tais objetivos delineiam uma pauta de ação para a política habitacional de Colatina. Identificaram-se três objetivos de maior amplitude, eixos estratégicos, em torno dos quais se estabelecem os objetivos específicos para cada eixo. Para a consecução desses objetivos específicos, desenham-se os programas. Quadro 19 19 – Objetivos Estratégicos e Específicos do PLHIS de Colatina FORTALECIMENTO DA INSTITUIÇÃO PÚBLICA E DOS AGENTES DA SOCIEDADE MORADIAS DIGNAS PARA AS FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA OCUPAÇÃO SUSTENTÁVEL DO TERRITÓRIO 1. Estruturação institucional com vistas à implementação deste PLHIS e de uma política habitacional; 2. Promoção do desenvolvimento social das comunidades beneficiárias dos programas habitacionais; 3. Capacitar os agentes públicos, sociais e privados para a implementação deste PLHIS e promover a sistemática de avaliação e monitoramento do PLHIS de forma democrática, transparente e participativa; 4. Fortalecimento do Conselho Municipal de Habitação com vistas à implementação do Fundo Municipal de Habitação, do PLHIS e de uma política habitacional local. 1. Atendimento prioritário às famílias mais carentes que se encontram morando em áreas de risco; 2. Construção de moradias em quantidade adequada à demanda e com qualidade; 3. Fomento à produção privada e social de moradias de interesse social, com vistas ao atendimento da demanda habitacional sem sobrecarregar a estrutura pública; 4. Fomento ao autofinanciamento para as famílias que tiverem condições de superarem as suas necessidades habitacionais por conta própria; 5. Adequação das moradias existentes que tem condições de permanecer onde estão. 1. Regulamentação dos instrumentos, e implementação, do Plano Diretor de Colatina para um desenvolvimento urbano adequado às diretrizes do Estatuto da Cidade; 2. Viabilização de terras adequadas e urbanizadas para produção de novas moradias de interesse social; 3. Promoção da regularização fundiária (jurídica e urbanística); 4. Superação das carências de infraestrutura e serviços urbanos da cidade. Fonte: Latus Consultoria. 4.2. Os Programas Habitacionais Por definição, os programas são um conjunto de ações orçamentárias e nãoorçamentárias, articuladas entre si, de implementação continuada, das quais resulta um produto ofertado à sociedade. Constituem-se nos instrumentos estabelecidos pelo PLHIS e possibilitam ao município a consecução dos objetivos traçados pela Política Nacional e Municipal de Habitação. Os programas estabelecidos pelo PLHIS de Colatina têm por base de formulação as ações em andamento ou já realizadas no município, os cenários propostos de atendimento da demanda e as diretrizes estabelecidas. Pressupõem o fortalecimento da integração do setor público, privado e social para o enfrentamento do quadro identificado e a necessária articulação dos distintos níveis de governo no seu financiamento. Para a consecução dos objetivos de cada eixo estratégico, estabeleceu-se um ou mais programa, a saber: • Ações relacionadas ao “fortalecimento da instituição pública e dos agentes da sociedade” se implementam através do Programa de Gestão Habitacional; • Ações relacionadas à “moradia digna para as famílias de baixa renda” se implementam através do Programa de Produção e Adequação Habitacional; • Ações relacionadas à “ocupação sustentável do território” se implementam pelo Programa de Gestão Territorial e Regularização Fundiária. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 79 Cabe, por fim, destacar a ênfase dada por este PLHIS para o fortalecimento da instituição pública que hoje, praticamente, não atua neste tema, mas que deverá desempenhar papel norteador na implementação de uma política local de habitação, com fomento e fortalecimento dos movimentos sociais. Essa política está em sintonia com as diretrizes e programas da Política Nacional, especialmente no que se refere à inclusão dos demais agentes de produção de HIS, porém, ainda falta a efetiva participação desses agentes. A seguir, um detalhamento sobre cada um dos programas a serem implementados no município de Colatina, no qual os programas e as ações específicas destes encontram-se numerados por ordem de prioridade: 4.2.1. Programa de Gestão Habitacional O Programa de Gestão Habitacional visa à estruturação institucional e o fortalecimento das instâncias participativas para a consecução dos objetivos e ações deste PLHIS, além do seu monitoramento de forma articulada e integrada. Esse programa se implementa através de ações que objetivam adequar as estruturas à execução dos novos programas e prover as condições de funcionamento dos canais instituídos, ou outros instrumentos de participação da sociedade nas definições e no controle social da política habitacional e do território. Essas ações de fortalecimento e de capacitação são as que promovem sustentabilidade da política empreendida. a É prioridade desse programa a constituição de uma Secretaria Municipal de Habitação, com vistas à implementação de uma política habitacional, através da composição de uma equipe técnica e de ferramentas de trabalho adequados; com ações de capacitação de gestores municipais e do Conselho Municipal de Habitação, além dos demais atores sociais. A efetivação do Fundo Municipal de Habitação também é uma ação fundamental deste programa, cabendo ações de incremento de seus recursos. Para a promoção de inclusão social através de uma política habitacional local são necessárias ações vinculadas à geração de trabalho e renda, capacitação e formação profissional; ações de educação ambiental e de fortalecimento das organizações. Tais ações deverão ser articuladas e integradas com as ações das demais secretarias municipais e de outras instituições através desse programa. Também, são de responsabilidade desse programa os encaminhamentos burocráticos quanto à inclusão das ações deste PLHIS no PPA, na LDO e na LOA. No que se refere à promoção da transparência e da participação social na gestão da política habitacional, as ações a serem desenvolvidas pelo PLHIS objetivam consolidar e promover as condições para a atuação do Conselho Municipal de Habitação, além de instituir outras instâncias e instrumentos para a participação e o controle da sociedade sobre a política habitacional. Nesse componente, a prioridade é instituir o sistema de monitoramento e avaliação da política e do PLHIS, com indicadores de avaliação da sua efetividade na redução do quadro de necessidades habitacionais, de eficiência e eficácia na implementação das ações propostas. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 80 4.2.2. Programa de Produção e Adequação Habitacional O Programa de Produção e Adequação Habitacional tem como objetivo principal a superação do déficit e das inadequações habitacionais, além da gestão da demanda futura. Este programa deverá viabilizar a produção de novas moradias para as famílias de baixa renda que se encontram morando em áreas de risco, em casas improvisadas, em casas precárias, ou coabitam junto de outra família; e ainda, proporcionar a adequação das moradias existentes, de propriedade das famílias de baixa renda, que tem condições de permanecer onde estão, através de ações de construção de banheiros e ampliação das moradias que apresentam adensamento excessivo. Esse programa se implementa através da provisão pública e da indução e apoio à produção de novas unidades habitacionais de interesse social, por agentes privados e sociais, além do apoio ao autofinanciamento. Para a provisão pública, a principal estratégia do Município será de captar recursos estaduais e federais para as devidas ações. Além disso, também deverá ser fomentada a atuação de segmentos sociais e privados com vistas à produção de moradias. Também, é de suma importância a implementação de um cadastro da demanda habitacional. Este banco de dados deverá servir como base de informações para definição de critérios de atendimento junto ao Conselho Municipal de Habitação. Outra finalidade do cadastro é o monitoramento da demanda e dos resultados da política habitacional, conforme definido nos indicadores descritos na parte final deste capítulo. 4.2.3. Programa de Gestão Territorial e Regularização Fundiária O Programa de Gestão Territorial e Regularização Fundiária objetiva instaurar procedimentos para uma gestão adequada do território, de forma articulada e integrada. A primeira ação é adequar a legislação do território de Colatina, através da regulamentação e implementação dos instrumentos do Plano Diretor, conforme premissas do Estatuto da Cidade, que visam uma gestão adequada do solo urbano, facilitando o acesso ao solo urbanizado pela população de baixa renda, o cumprimento da função social da propriedade e a regularização fundiária. O programa visa, especialmente, a viabilização de áreas para HIS, capacitando os gestores municipais, o Conselho Municipal de Habitação, além da sociedade local, para sua gestão e implementação da estratégia territorial deste PLHIS. Além disso, se faz necessário implementar ações de fiscalização e monitoramento do uso do território. A regularização fundiária também é um dos objetivos deste programa, onde a primeira ação será elaborar um Plano de Regularização Fundiária, para então planejar ações de regularização. Entende-se que a regularização fundiária permitirá, no futuro, às próprias famílias enfrentarem os seus problemas habitacionais através do autofinanciamento. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 81 4.3. Ações e Metas dos Programas Habitacionais Os quadros a seguir detalham cada programa, estabelecendo suas ações específicas e necessárias a sua viabilização. Compreendem ações iniciais que o estruturam e ações de caráter continuado que configuram a implementação programática. Para cada ação, são definidas metas intermediárias, resultados desejados em determinado período de tempo (curto, médio e longo prazo) até a completa consecução do objetivo e meta global do programa. O cronograma é estabelecido a partir de três períodos temporais relacionados ao PPA do município. Assim, os programas de Curto Prazo (“C”) devem ser implementados até o final do ano de 2013. Os programas de Médio Prazo (“M”) devem ser implementados no período de 2014 ao final de 2017. Os programas de Longo Prazo (“L”) devem ser implementados no período de 2018 ao final de 2023. Os programas de caráter permanente aparecem nas planilhas com os três períodos demarcados. As metas de implementação apresentadas são classificadas pelos tipos: Normativo (N), (N) quando se refere a uma meta de adequar legislações e normas; Institucional (I), (I) quando se refere à estrutura institucional que viabilizará a implementação das demais ações; e Programático (P), (P) quando se refere à mitigação dos problemas habitacionais. As metas físico-financeiras foram detalhadas anteriormente neste relatório, e se constituem como base para o orçamento das ações relacionadas à política habitacional a ser contemplado no PPA, na LDO e na LOA. No que diz respeito ao financiamento das ações propostas, sempre que relacionado ao SNH/FNHIS, são sugeridas as linha de financiamento para seu atendimento (conforme lista apresentada nos anexos deste documento). Quando da adequação do financiamento ao estabelecido pelo PLANHAB, esses indicativos deverão ser ajustados. Os programas e ações a seguir encontram-se numerados por ordem de prioridade e importância. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 82 Quadro 20 – Detalhamento dos Programas Propostos PLANO LOCAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL DE COLATINA / ES PROGRAMA 1: PROGRAMA DE GESTÃO HABITACIONAL OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 1. Estruturação institucional com vistas à implementação deste PLHIS e de uma política habitacional; 2. Promoção do desenvolvimento social das comunidades beneficiárias dos programas habitacionais; 3. Capacitar os agentes públicos, sociais e privados para a implementação deste PLHIS e promover a sistemática de avaliação e monitoramento do PLHIS de forma democrática, transparente e participativa; 4. Fortalecimento do Conselho Municipal de Habitação com vistas à implementação do Fundo Municipal de Habitação, do PLHIS e de uma política habitacional local. AÇÕES METAS TIPO META N I P PRAZOS COORDENAÇÃO: SECRETARIA DE HABITAÇÃO10 METAS GLOBAIS DE INVESTIMENTOS: METAS FÍSICAS: PRAZO: AGENTES ENVOLVIDOS LINHAS DE FINACIAMENTO C M L M.1. Criar uma Secretaria Municipal de Habitação a fim de implementar os X X X programas, ações e metas estabelecidas neste PLHIS. Gabinete do Prefeito M.2. Estruturar a Secretaria Municipal de Habitação com equipe técnica e ferramentas X X X de trabalho adequadas à implementação da política habitacional. A.2. Capacitar os M.1. Realizar seminários e apoiar gestores municipais, o participação dos técnicos em eventos e X X X X Conselho Municipal de cursos sobre os diversos temas abordados Habitação e a neste PLHIS. sociedade organizada M.2. Promover atividades de capacitação do X X X X para a gestão da Conselho Municipal de Habitação. política habitacional. M. 3. Promover atividades de capacitação e debate com a sociedade organizada a fim de - Programa fomentar a autoconstrução, o Nacional de autoempreendimento e o X X X Capacitação das autofinanciamento, além de oportunizar uma Cidades (PNCC); gestão democrática, transparente e - Programa de participativa, bem como o caráter Assistência permanente da política habitacional. Técnica (PAT); A.3. Capacitar os M. 4. Acompanhamento social das famílias Conselho - Desenvolvim. beneficiários da política beneficiárias nos Programas Habitacionais a Municipal de Institucional/ X X X habitacional para a sua fim de melhor adaptá-las ao novo contexto Habitação, PRÓ-MORADIA; inclusão social. de moradia. Sociedade - Programa de A.4. Fortalecer a M.1. Oportunizar a atuação do Conselho Organizada, Urbanização, atuação do Conselho Municipal de Habitação, reunindo Secretarias Regularização e Municipal de Habitação regularmente e debatendo/deliberando os Municipais Integração dos e efetivar o Fundo encaminhamentos na área habitacional X X das diversas Assentamentos Municipal de (definindo prioridades permanentemente de áreas e Precários Habitação. atendimento da demanda habitacional Beneficiários (FNHIS). permanentemente). dos Programas M.2. Estabelecer critérios e procedimentos Habitacionais. para o incremento do Fundo Municipal de Habitação a partir de contribuição dos X X X beneficiários e da aplicação dos instrumentos urbanísticos e fiscais. A.7. Implementar, M.1. Avaliar os indicadores de efetividade e monitorar e revisar o eficiência de redução do quadro de PLHIS ao longo do necessidades habitacionais e da implantação X X X X tempo. de metas deste PLHIS a cada 2 anos, a partir dos dados do cadastro da demanda. M.2. Realizar evento público para prestação X X X de contas e reavaliação do PLHIS. X M.3. Incluir as ações deste PLHIS no Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes X X X X Orçamentárias (LDO) e Leio do Orçamento Anual (LOA). TIPO DE METAS: N = NORMATIVO I = INSTITUCIONAL; P = PROGRAMÁTICO PRAZOS: C = CURTO (até final de 2013); M = MÉDIO (de 2014 a 2017); L = LONGO (de 2018 a 2023) A.1. Criação e estruturação de uma Secretaria Municipal de Habitação. 10 A Secretaria de Habitação deverá ser criada, conforme discussões promovidas para a elaboração deste PLHIS e homologação em Audiência Pública. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 83 PLANO LOCAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL DE COLATINA / ES PROGRAMA 2: PROGRAMA DE PRODUÇÃO E ADEQUAÇÃO HABITACIONAL METAS GLOBAIS DE INVESTIMENTOS12: DÉFICIT HABITACIONAL E DEMANDA FUTURA: OBJETIVOS ESPECÍFICOS: R$ 482.185.863,45 1. Atender prioritariamente as famílias mais carentes que se encontram morando INADEQUAÇÃO HABITACIONAL IDENTIFICADA: em áreas de risco; R$ 2.290.000,00 2. Construção de moradias em quantidade adequada à demanda e com qualidade; METAS FÍSICAS (GI e GII)13: 3. Fomento à produção privada e social de moradias de interesse social, com vistas ao atendimento da demanda habitacional sem sobrecarregar a estrutura pública; DHB14 2005: 3.256 UH’s 4. Fomento ao autofinanciamento para as famílias que tiverem condições de 2006-2011: 2.095 UH’s superarem as suas necessidades habitacionais por conta própria; 2012-2015: 2.032 UH’s 5. Adequação das moradias existentes que tem condições de permanecer onde 2016-2019: 2.179 UH’s estão. 2020-2023: 2.544 UH’s AUSÊNCIA DE BANHEIRO: 132 ADENSAMENTO EXCESSIVO: 326 COORDENAÇÃO: PRAZOS: SECRETARIA DE HABITAÇÃO11 DHB 2005 e DEMANDA 2006-2011 (GI e GII): 2017 DEMANDAS 2012-2023 (GI e GII): 2023 INADEQUAÇÕES HABITACIONAIS: 2023 TIPO PRAZOS AGENTES LINHAS DE META AÇÕES METAS ENVOLVIDOS FINACIAMENTO N I P C M L A.1. Implantar M.1. Estruturar um banco de dados mecanismo de cadastro, informatizado para cadastramento da controle e fiscalização demanda de HIS, com informações que da demanda possibilitem identificar as diversas - Fundo Nacional habitacional. peculiaridades das famílias (renda, de Habitação de condição/situação de moradia, Nº. de Interesse Social X X X X pessoas na família, PPD ou idoso na (FNHIS)/ Apoio à Conselho família, chefe de família, tempo de Provisão Municipal de moradia no município, dentro outros, Habitacional de Habitação e possibilidades de cooperação na Interesse Social; Secretarias solução de sua moradia e etc.) e - Desenvolvim. Municipais das monitorar a demanda. Institucional/ PRÓseguintes M.2. Estruturar a fiscalização para MORADIA; áreas: atendimento da demanda habitacional, - Programa Habitação e com a elaboração de um processo Nacional de Assistência X X X X administrativo com registros Capacitação das Social comprovando as reais necessidades das Cidades (PNCC); famílias. - Programa de Assistência M.3. Viabilizar gestão permanente do Técnica (PAT); atendimento do cadastro da demanda - Programa Minha de HIS junto com o Conselho Municipal X X X X Casa Minha Vida de Habitação, com definição de critério (PMCMV); e deliberações. - Fund. Nac. de A.2. Produção pública M.1. Identificar e viabilizar a(s) área(s) Conselho X X Saúde (FUNASA); de novas moradias, com para os reassentamentos. Municipal de - Programa prioridade de M.2. Viabilizar projetos e recursos para Habitação e Estadual de Apoio atendimento às famílias os Secretarias empreendimentos públicos, ao Pequeno em maior grau de atendendo critérios de prioridade Municipais das X X X Produtor Rural vulnerabilidade social estabelecidos junto com o Conselho seguintes (PRO RURAL); e/ou em risco Municipal de Habitação. áreas: - Programa de emergencial. planejamento, M.3. Executar obras e promover o X X X Subsídio de HIS infraestrutura, reassentamento. (PSH); obras, M.4. Implementar Projeto Social. - Operações assistência Coletivas; social, meio - Cesto de ambiente, X X X Materiais- CAIXA; agricultura, trabalho e renda e tributos. 11 A Secretaria Municipal de Habitação deverá ser criada, conforme discussões promovidas para a elaboração deste PLHIS e homologação em Audiência Pública. 12 As metas de investimentos adotadas neste programa forma extraídas dos itens 3.2.2. Cenários de Investimentos para Produção de Novas Moradias deste relatório (no quadro de Cenários de Investimentos Totais para Produção de Novas Moradias Urbanas e Rurais, adotando-se o valor do cenário Menos Econômico) e 3.2.3. Estimativa de Custos para Adequação de Unidades Habitacionais. 13 As metas físicas adotadas neste programa encontram-se detalhadas no item 3.1.2. Quantificação de Metas Físicas Atuais e Futuras e Prioridades de Atendimento. 14 DHB entende-se por Déficit Habitacional Básico. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 84 A.3. Apoiar famílias na busca do financiamento habitacional individual e viabilizar assistência técnica para autoconstrução ou autoempreendimento. M.1. Identificar na demanda, junto ao cadastro, as famílias com possibilidades de acesso ao financiamento individual X X X X ou com possibilidades de cooperação na solução de sua moradia. M.2. Auxiliar as famílias no encaminhamento das documentações necessárias para acessar ao financiamento individual ou para X X X X acessar à assistência técnica para Conselho autoconstrução ou Municipal de autoempreendimento. Habitação, A.4. Viabilizar a M.1. Viabilizar recursos para a ONGs, construção de módulos construção de módulos sanitários pelo X X Cooperativas, sanitários (demanda poder público. Associações, identificada pelos M.2. Licitar, contratar e executar a X X Sindicatos, agentes de saúde). construção de módulos sanitários. Comunidade M.3. Criar mecanismos de identificação, Identificada e controle e fiscalização da demanda por X X X Secretarias módulos sanitários. Municipais das M.4. Implementar Projeto Social. X X X diversas áreas. A.5. Viabilizar ampliação M.1. Viabilizar recursos para ampliação das moradias de de moradias por parte do poder público X X X X interesse social com e apoio ao autofinanciamento. adensamento excessivo M.2. Licitar, contratar e executar as X X X (atendimento de ampliações de moradias. demanda prioritária e M.3. Estabelecer prioridades para apoio ao atendimento via poder público, autofinanciamento). segundo deliberações e prioridades X X X definidas junto ao Conselho Municipal de Habitação. TIPO DE METAS: N = NORMATIVO I = INSTITUCIONAL; P = PROGRAMÁTICO PRAZOS: C = CURTO (até final de 2013); M = MÉDIO (de 2014 a 2017); L = LONGO (de 2018 a 2023) Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 85 PLANO LOCAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL DE COLATINA/ES PROGRAMA 3: PROGRAMA DE GESTÃO TERRITORIAL E REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 1. Regulamentação dos instrumentos e implementação do Plano Diretor de Colatina para um desenvolvimento urbano adequado às diretrizes do Estatuto da Cidade; 2. Viabilização de terras adequadas, urbanizadas e inseridas na cidade para produção de novas moradias de interesse social; 3. Promoção da regularização fundiária (jurídica e urbanística); 4. Superação das carências de infraestrutura e serviços urbanos da cidade; AÇÕES METAS TIPO META N I P PRAZOS C M.1. Regulamentar os instrumentos do Estatuto das Cidades que fazem valer a X função social da propriedade e implementálos junto ao Plano Diretor. M.1. Implantar um Cadastro Territorial Multifinalitário, para indução de condutas X urbanas e gestão das ZEIS, conforme estratégia territorial deste PLHIS. M.2. Instituir uma comissão técnica permanente (interdisciplinar), incluindo o Conselho Municipal de Habitação, para a X gestão das áreas para HIS e temas específicos do uso do solo. A.3. Promover a M.1. Elaborar um Plano Municipal de regularização Regularização Fundiária e definir ações de X Fundiária. regularização. M.2. Constituir equipe interdisciplinar para estabelecer procedimentos operacionais de X regularização fundiária direto no cartório e registro de imóveis. A.4. Viabilizar parcerias M.1. Criar mecanismos de identificação da com as concessionárias demanda por adequação nos atendimentos X X em busca da por energia elétrica, abastecimento de água adequação dos e sistema de esgoto. atendimentos no M.2. Viabilizar parcerias com as fornecimento de concessionárias para adequação dos energia elétrica, atendimentos por energia elétrica, X X abastecimento de água abastecimento de água, coleta e tratamento e sistema de esgoto. de esgoto e coleta de lixo. TIPO DE METAS: N = NORMATIVO I = INSTITUCIONAL; P = PROGRAMÁTICO PRAZOS: C = CURTO (até final de 2013); M = MÉDIO (de 2014 a 2017); L = A.1. Regulamentar os instrumentos e implementar o Plano Diretor de Colatina. A.2. Implantar mecanismos de gestão, fiscalização e controle do uso territorial. COORDENAÇÃO: SECRETARIA DE HABITAÇÃO15 METAS GLOBAIS DE INVESTIMENTOS: METAS FÍSICAS: PRAZOS: AGENTES LINHAS DE ENVOLVIDOS FINACIAMENTO M L X X X X X X X X X X X X Conselho Municipal de Habitação, ONGs, Cooperativas, Associações, Sindicatos, Empresários e Secretarias Municipais das diversas áreas. - Programa Nacional de Capacitação das Cidades (PNCC); - Programa de Assistência Técnica (PAT); Desenvolvimento Institucional/ PRÓ-MORADIA; - Programa de Urbanização, Regularização e Integração dos Assentamentos Precários (FNHIS); LONGO (de 2018 a 2023) 15 A Secretaria Municipal de Habitação deverá ser criada, conforme discussões promovidas para a elaboração deste PLHIS e homologação em Audiência Pública. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 86 4.4. Indicadores e Monitoramento do PLHIS Para viabilizar o acompanhamento do processo de implementação do PLHIS de Colatina, sugerem-se a criação e avaliação sistemática de um conjunto de indicadores com distintas finalidades, quais sejam: Quadro 21 – Sistema de de Indicadores para o PLHIS AVALIAÇÃO E REVISÃO INDICADORES DE EFICIÊNCIA E EFICÁCIA INDICADORES DE EFETIVIDADE O plano tem um horizonte temporal definido para 2023 e deverá ter suas ações incorporadas por cada PPA. Recomenda-se, portanto, sua revisão a cada 4 anos (nos anos 2015, 2019 e 2023) aliada a um processo sistemático de acompanhamento público a cada 2 anos, através da realização de Conferência Municipal de Habitação ou outro evento público. Avaliam o cumprimento da implementação das ações propostas pelo PLHIS ao longo do tempo. É através do cumprimento da meta dentro dos prazos que os gestores, bem como os representantes da sociedade, podem avaliar se o PLHIS está sendo implementado com eficácia ou não. Os programas da Política Habitacional de Colatina apresentam um conjunto de metas de curto, médio e longo prazo. Considera-se: curto prazo até o ano de 2013, médio prazo até o ano de 2017 e longo prazo até o ano de 2023. Constam atividades preliminares: de formatação e instituição do programa que dão suporte a sua implementação, e atividades programáticas (de execução do programa) que objetivam o atendimento das metas físicas e de investimento globais, necessitando um acompanhamento anual para verificação dos resultados alcançados e necessidade de reajuste da programação estabelecida para cada programa (resultados alcançados x resultados esperados). Avaliam os resultados da implementação do PLHIS do ponto de vista das melhorias efetivas na vida da população. Propõe-se que estas melhorias sejam avaliadas, primeiramente, através de dados quantitativos para verificar a redução do quadro de necessidades habitacionais, conforme as seguintes categorias: 1. Déficit Habitacional: coabitação, domicílios precários/rústicos/improvisados, casas de taipa e domicílios em áreas de risco; 2. Inadequação Habitacional: adensamento excessivo, ausência de banheiro, irregularidade fundiária e carência de infraestrutura. Posteriormente, a verificação da efetividade poderá incluir indicadores qualitativos. As ações vinculadas às políticas de melhoria social e econômica deverão formatar estes indicadores. Fonte: Latus Consultoria. A proposta de implementação desse sistema de indicadores está contemplada no Programa de Produção e Adequação Habitacional, mas poderá ser perfeitamente implementado pelo Programa de Gestão Habitacional. A seguir, apresenta-se uma síntese que auxilia na aplicação do sistema de indicadores. Quadro 22 22 – Síntese Aplicativa dos Indicadores TIPO DE INDICADOR OBJETIVO TIPO DE AVALIAÇÃO INDICADORES DE EFICIÊNCIA Avaliar o andamento do processo de implementação do PLHIS Prazo estabelecido para as metas INDICADORES DE EFICÁCIA Avaliar os resultados da implementação das ações Resultado da ação INDICADORES DE EFETIVIDADE Avaliar os impactos da implementação do PLHIS Mudanças quantitativas no quadro das necessidades habitacionais Mudanças qualitativas na condição de gestão da política habitacional FORMA DE AVALIAÇÃO PROCEDIMENTO Avaliação do “As metas foram Elaboração pela cumprimento do cumpridas no prazo Prefeitura cronograma do estabelecido?” Municipal de PLHIS relatório para o “A ação Conselho empreendida Avaliação dos Municipal de cumpriu com os resultados da ação Habitação a cada objetivos empreendida 12 meses propostos?” Elaboração pela Prefeitura “Ocorreram Avaliação do quadro Municipal de mudanças efetivas relatório para o de necessidades na condição de habitacionais pelo Conselho moradia da Municipal de cadastro realizado. população?” Habitação a cada 2 anos “Ocorreram mudanças efetivas na capacidade de Realização de Conferência Municipal de gestão pública da Habitação a cada 2 anos política habitacional?” PERGUNTA PADRÃO Fonte: Latus Consultoria. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] 5. ANEXOS ANEXO I Síntese das Linhas de Financiamento e de Entidades que Atuam sobre a Dinâmica Habitacional ANEXO I – SÍNTESE DAS LINHAS DE FINANCIAMENTO 1. Programa PróPró-Moradia – Modalidade Desenvolvimento Institucional: Destinado a propiciar o aumento da da eficácia na gestão urbana e na implementação de políticas públicas no setor habitacional, mediante ações que promovam a capacitação técnica, jurídica, financeira e organizacional da administração pública. Composição do Investimento: • Elaboração de plano de e desenvolvimento institucional; • Estudos ou Planos; • Treinamento; • Aquisição de bens; • Material de consumo; • Remuneração, transporte ou diárias de pessoal técnico ou auxiliar; • Acompanhamento da operação. 2. Assistência Técnica para Mobilização e Organização Comunitária: Comunitária: Destinada à mobilização e organização comunitária, com viés associativo, voltada para a capacitação da demanda coletiva ao acesso dos recursos públicos direcionados à Habitação de Interesse Social; implementação de trabalho social para geração de renda da comunidade; educação ambiental voltada para a capacitação de público instalado em áreas de risco ambiental; implementação de processo de regularização fundiária. 3. Assistência Técnica Coletiva: Destinada a prestar assistência técnica à beneficiários beneficiários organizados de forma associativa para elaboração de projetos de empreendimentos habitacionais que contemplem parcerias com o poder público municipal, estadual, do Distrito Federal ou federal. Compreende as etapas de elaboração dos projetos de engenharia, engenharia, arquitetura e trabalho social, até a etapa de contratação da operação junto ao Agente Financeiro, como também a assessoria no processo de licenciamento ambiental e apoio técnico-construtivo técnico e jurídico para regularização. 4. Programa Urbanização, Regularização Regularização e Integração de Assentamentos Precários: A ação objetiva apoiar estados, Distrito Federal e municípios nas intervenções necessárias à regularização fundiária, segurança, salubridade e habitabilidade de população localizada em área inadequada à moradia ou em situações de risco, visando a sua permanência ou realocação, por intermédio da execução de ações integradas de habitação, saneamento ambiental e inclusão social. 5. Ação Apoio à Provisão Habitacional de Interesse Social – Modalidade: Produção Produção ou Aquisição de Unidades Habitacionais Esta modalidade contempla intervenções necessárias à construção ou aquisição de unidades habitacionais em parcelas legalmente definidas de uma área, que venham a dispor, no mínimo, de acesso por via pública e de soluções soluções adequadas de abastecimento de água, esgotamento sanitário e energia elétrica. 6. Ação de Apoio à Produção Social da Moradia Possui por objetivo apoiar entidades privadas sem fins lucrativos, vinculadas ao setor habitacional, no desenvolvimento de ações ações integradas e articuladas que resultem em acesso à moradia digna, situada em localidades urbanas ou rurais, voltada à famílias de baixa renda. 7. Operações Coletivas: Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] Operação dentro do Programa Carta de Crédito, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo empo de Serviço (FGTS), com o objetivo de atender às necessidades habitacionais das famílias de baixa renda, com financiamento direto às pessoas físicas, organizadas de forma coletiva, em parceria com Entidade Organizadora. Pode ser das seguintes modalidades: es: aquisição de imóvel novo ou usado, aquisição de terreno e construção, construção, aquisição de material de construção (para construção, reforma e/ou ampliação) ou aquisição de lote urbanizado. 8. Programa Crédito Solidário: O Programa Crédito Solidário o tem como objetivo o financiamento habitacional à famílias de baixa renda organizadas em associações, cooperativas, sindicatos ou entidades da sociedade civil organizada. Disponibiliza as seguintes modalidades: aquisição de terreno e construção, construção o em terreno próprio, construção em terreno de terceiros, conclusão, ampliação ou reforma de unidade habitacional, aquisição de unidade construída, aquisição de imóveis para reabilitação urbana com fins habitacionais. 9. Programa de Subsídio à Habitação de de Interesse Social - PSH O Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social (PSH) objetiva oferecer acesso à moradia adequada a cidadãos de baixa renda por intermédio da concessão de subsídios. Os subsídios são concedidos no momento em que o cidadão assina assina o contrato de crédito habitacional junto às instituições financeiras habilitadas a operar no programa. Os cidadãos são beneficiados em grupos organizados pelos governos dos estados, DF ou municípios. 10. Carta de Crédito Individual O programa objetiva a conceder financiamentos a pessoas físicas para fins de aquisição de imóvel novo ou usado, construção, conclusão, ampliação, reforma ou melhoria, propiciando ainda a aquisição de cesta de material de construção ou a aquisição de lote urbanizado. 11. Programa Programa “Minha Casa, Minha Vida” O Programa tem como meta a construção de um milhão de moradias, priorizando famílias com renda de até 3 salários mínimos (400 mil unidades), mas que também abrange famílias com renda de 3 a 6 salários mínimos (400 mil unidades) unidades) e de 6 a 10 salários mínimos (200 mil unidades). Estabelece uma ampla parceria entre União, estados, municípios, empreendedores e movimentos sociais. Disponibiliza recursos subsidiados para a produção de projetos habitacionais de interesse social. 12. Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) promoveu a retomada do planejamento e execução de grandes obras de infraestrutura social, urbana, logística e energética do país, contribuindo para o seu desenvolvimento desenvolvimento acelerado e sustentável. Em 2011, o PAC entrou na sua segunda fase, com o mesmo pensamento estratégico, aprimorados pelos anos de experiência da fase anterior, disponibilizando mais recursos e mais parcerias com estados e municípios, para a execução de obras estruturantes que possam melhorar a qualidade de vida nas cidades brasileiras. Latus Consul Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO I – ENTIDADES GOVERNAMENTAIS E NÃO GOVERNAMENTAIS QUE ATUAM SOBRE A DINÂMICA HABITACIONAL NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO 1. Governamentais a. Ministério das Cidades Principal rincipal entidade de disponibilização de recursos e iniciativas para a redução do déficit habitacional. Gestora da Política Nacional de Habitação e orientadora das políticas locais. b. Ministério da Saúde Atua especificamente na liberação de recursos para as áreas de saneamento onde são identificados problemas de endemia e/ou epidemias, decorrente da falta do mesmo. Nesta mesma linha, disponibiliza recursos para melhoria habitacional e construção de unidades habitacional em substituição às casas de taipa. c. Fundação Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) Forte atuação na área rural, nas ações de saneamento e construções de módulo sanitário. d. Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA/INCRA • Política de Crédito Instalação 16 do INCRA, com a liberação de recursos para habitação nos os novos assentamentos da reforma agrária com gestão federal ou compartilhada. Política de assentamentos em consolidação com liberação de recursos para melhorias habitacionais em projetos de assentamentos mais antigos. • Projeto Dom Helder Câmara – o projeto não tem atuação específica na área habitacional, entretanto é um importante projeto para as ações de fixação da população rural no campo. É um acordo de empréstimo entre o Governo Brasileiro/Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Fundo Internacional para pa o Desenvolvimento Agrário/FIDA. Desenvolve ações estruturantes para fortalecer a Reforma Agrária e a Agricultura Familiar no semiárido nordestino, investe efetivamente na articulação e organização dos espaços de participação social. Nesse sentido, os(as)) agricultores(as) familiares e os(as) assentados(as) da reforma agrária discutem suas necessidades, opinam sobre as possibilidades e definem ações prioritárias que possam alterar, significativamente, o rumo de suas vidas. e. Secretaria de Estado de Saneamento, Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano • Secretaria Estadual que atua isoladamente ou em parceria com a União na busca e liberação de recursos para o financiamento da política habitacional. Possui alguns programas voltados às melhorias urbanas, construções de praças, reurbanizações de espaços públicos, drenagem, pavimentação, dentre outros. 16 O Crédito Instalação consiste no provimento de recursos financeiros sob a forma de concessão de crédito, aos beneficiários da Reforma Agrária, visando assegurar aos mesmos os meios necessários para instalação instalação e desenvolvimento inicial e/ou recuperação dos projetos do Programa Nacional de Reforma Agrária. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO II Reuniões Realizadas ANEXO II – REUNIÕES REALIZADAS REUNIÃO 01 – 17/04/2012 LISTAS DE PRESENÇA Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria A de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO II – REUNIÕES REALIZADAS REUNIÃO 01 – 17/04/2012 REGISTRO FOTOGRÁFICO Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO II – REUNIÕES REALIZADAS REUNIÃO 02 – 18/04/2012 – 9h LISTAS DE PRESENÇA REGISTRO FOTOGRÁFICO Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria A de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO II – REUNIÕES REALIZADAS REUNIÃO 03 – 18/04/2012 – 14h LISTAS DE PRESENÇA LISTAS DE PRESENÇA Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III Audiência Pública ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS HOMOLOGAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE AÇÃO ATA/RELATÓRIO Data: 31 de maio de 2012 Horário: 19h Local: Auditório da Câmara de Vereadores No dia trinta e um de maio de dois mil e doze, às 19 horas, no Auditório da Câmara Municipal de Vereadores, reuniu uniu-se a comunidade de Colatina para realizar a Audiência Pública Final do Plano Local de Habitação de Interesse Social, terceira e última etapa, correspondente às Estratégias de Ação. A Audiência Pública foi aberta pela Sra. Danielle Natale, Coordenadora Coordenador Adjunta do PLHIS de Colatina,, que após cumprimentar os presentes, convidou o Prefeito Municipal de Colatina, Sr. Leonardo Deptulsk, para fazer a abertura da Audiência. O Prefeito agradeceu a presença de todos e fez uma breve fala sobre a importância da habitação habitação na sua gestão e as melhorias que serão necessários fazer no futuro. Logo em seguida passou a palavra para a Arquiteta e Urbanista Grace Machado, representante da empresa Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. que foi contratada através de licitação pela Prefeitura Municipal pela elaboração deste trabalho. A Arq. Grace Machado iniciou sua fala também agradecendo a presença de todos e informando sobre o objetivo da Audiência Pública, que é de levar ao conhecimento e ao debate junto o à sociedade o trabalho que foi realizado pelo Município, com as propostas para o enfrentamento do quadro de necessidades habitacionais. Assim a arquiteta inicia sua apresentação comentando sucintamente alguns aspectos relacionados ao Sistema Nacional de Habitação e à necessidade dos municípios brasileiros de se adequarem as novas normativas, esclarecendo assim a importância da elaboração do PLHIS. Na apresentação foram abordados em síntese os principais pontos identificados no Diagnóstico, para depois o público público melhor avaliar os cenários construídos para o atendimento do quadro de necessidades habitacionais e as estratégias de ação, a serem implementadas através de um conjunto de programas e ações que deverão ser desenvolvidos até o ano de 2023. Ainda foi destacado pela arquiteta que todos os conteúdos apresentados foram construídos em conjunto com gestores municipais, o Conselho Municipal de Habitação e a empresa de consultoria, buscando assim o caráter transparente, democrático e participativo que este plano ano se propõe, além do Evento Público para homologação dos conteúdos propostos. Os conteúdos apresentados perpassaram pelos seguintes temas: síntese do Diagnóstico, a metodologia do PLANHAB adotada para projeções das demandas futuras e classificação das demandas, mandas, as metas físicas, os cenários de atendimento da demanda, os cenários de investimentos, as diretrizes, os objetivos, os programas, as ações e as metas desenhados para o enfrentamento dos problemas apontados. Ao fim da apresentação, a arquiteta abre o debate solicitando que o público realizasse seus comentários, tirassem suas dúvidas, entre outros. Assim, a seguir alguns comentários e dúvidas realizados: • Um agente comunitário de saúde perguntou sobre as possibilidades de criação de um programa habitacional habitacional para funcionários municipais. A arquiteta comenta das possibilidades das categorias e segmentos da sociedade se organizarem, através de sindicatos, cooperativas habitacionais, dentre outros, pois atualmente há linhas de financiamento com justo baixo e à fundo perdido, para construção de casas, compra de terrenos e etc. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] • • • O Presidente da Associação de Moradores do Bairro Operário pergunta sobre a regularização fundiária e o que está sendo feito a respeito. A arquiteta comenta sobre as ações que o município município vem fazendo, que embora pontuais, são iniciativas bastante significativas. A arquiteta também comenta da importância de se ter um diagnóstico específico sobre este tema, para somente após se traçar um planejamento estratégico nesta área. Por isso o PLHIS PLHIS recomenda a elaboração de um Plano Municipal de Regularização Fundiária, considerando a importância deste tema no município. O Sr. José Antônio, Conselheiro Municipal de Habitação, comentou sobre a importância da atuação do Conselho, aprovando os projetos, projeto deliberando valores de investimentos, seleção de famílias, dentre outros. Outros comentários realizados demonstraram a grande expectativa e preocupação que todos têm em relação à implementação deste trabalho, além da satisfação com o resultado obtido. Por or fim, sem mais comentários, encerra-se encerra a Audiência Pública. Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS HOMOLOGAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE AÇÃO LISTAS DE PRESENÇA Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL F DO PLHIS HOMOLOGAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE AÇÃO LISTAS DE PRESENÇA REGISTRO FOTOGRÁFICO Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS HOMOLOGAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE AÇÃO MATERIAL APRESENTADO – 1 DE 9 Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO D PLHIS HOMOLOGAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE AÇÃO MATERIAL APRESENTADO – 2 DE 9 Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS HOMOLOGAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE AÇÃO MATERIAL APRESENTADO – 3 DE 9 Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS HOMOLOGAÇÃO O DAS ESTRATÉGIAS DE AÇÃO MATERIAL APRESENTADO – 4 DE 9 Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS HOMOLOGAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE AÇÃO MATERIAL APRESENTADO – 5 DE 9 Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS HOMOLOGAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE AÇÃO MATERIAL APRESENTADO – 6 DE 9 Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS HOMOLOGAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE AÇÃO MATERIAL APRESENTADO – 7 DE 9 Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS HOMOLOGAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE AÇÃO MATERIAL APRESENTADO – 8 DE 9 Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS HOMOLOGAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE AÇÃO MATERIAL APRESENTADO – 9 DE 9 Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS DIVULGAÇÃO – DIÁRIO DO NOROESTE – 30/05/2012 Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS DIVULGAÇÃO – SITE Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS DIVULGAÇÃO – LISTA DE ENTREGA DE CONVITES – 1 DE 13 Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS DIVULGAÇÃO – LISTA DE ENTREGA DE CONVITES – 2 DE 13 Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS DIVULGAÇÃO – LISTA DE ENTREGA DE CONVITES – 3 DE 13 Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS DIVULGAÇÃO – LISTA DE ENTREGA DE CONVITES – 4 DE 13 Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA ICA FINAL DO PLHIS DIVULGAÇÃO – LISTA DE ENTREGA DE CONVITES – 5 DE 13 Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS DIVULGAÇÃO – LISTA DE ENTREGA DE CONVITES – 6 e 7 DE 13 Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS DIVULGAÇÃO – LISTA DE ENTREGA NTREGA DE CONVITES – 8 e 9 DE 13 Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS DIVULGAÇÃO – LISTA DE ENTREGA DE CONVITES – 10 E 11 DE 13 Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected] ANEXO III – AUDIÊNCIA PÚBLICA FINAL DO PLHIS DIVULGAÇÃO – LISTA DE ENTREGA DE CONVITES – 12 E 13 DE 13 Latus Consultoria, Pesquisa e Assessoria de Projetos Ltda. www.latus.com.br – [email protected]