Nota de Idéia de Projeto
Obs.: Esse documento é de caráter orientador, para a FAZENDA MONTE
CASTELO, DE ROGERIO MUNHOz, tratando do seu potencial de geração de
créditos ambientais (carbono). Todas as estimativas apresentadas são
preliminares, e não dá qualquer direito a obtenção efetiva dos créditos, que
estão sujeitas a adequação e licenciamento ambiental das propriedades, assim
como as estimativas de emissões e fugas, e conseqüente resultado das
reduções de emissões ou seqüestros líquidos antropogênicos das atividades.
Nome do projeto: FAZENDA MONTE CASTELO
Data da submissão:
01/04/2012
A. Descrição, tipo, localização e cronograma do projeto
Descrição Geral
Descrição do projeto e atividades Projeto Misto de Desmatamento Evitado em áreas nativas e
principais
Reflorestamento com espécies introduzidas para produção de
madeira industrial em áreas de pastagens degradadas, com o
propósito de seqüestrar e estocar carbono.
As atividades incluem monitoramento de estoques e implantação e
condução dos reflorestamentos.
O projeto tem 355,16 ha de áreas naturais mantidas em regime de
RL, APP e outros, e 385,69 ha de reflorestamentos com Pinus
taeda, P. elliotti e Eucalyptus dunni.
Cada estrato é próprio em termos de bioma, espécies, grau de
conservação e idade de plantio. Os limites e seu monitoramento
vão ser objeto de metodologia específica, a ser considerada
durante o desenvolvimento do projeto.
Para as estimativas apresentadas nesse documento, foram
utilizados como referência, padrões e parâmetros estabelecidos
pelo Instituto Ação Verdes através da Plataforma de Negócios em
Bens e Serviços Ambientais e Ecossistêmicos - PNBSAE.
Tecnologia empregada
Gestão integrada da propriedade rural, incluindo os passivos e
ativos ambientais das atividades. Especificamente, desmatamento
evitado de áreas e reflorestamentos visando obtenção de créditos
de carbono, através das estimativas.
Proponente do projeto submetendo PIN
FAZENDA MONTE CASTELO
Nome
ROGÉRIO MUNHOZ
Categoria organizacional
Empresa Privada – propriedade rural
Outras funções do
desenvolvedor do projeto no
projeto
Operacional / assessoria técnica
O desenvolvedor do projeto tem a intenção de usar o PIN para
promover a venda de créditos de carbono nos mercados
voluntários. Portanto a demanda dos certificadores pode
influenciar as atividades operacionais e o desenvolvedor do
projeto é diretamente responsável pela implantação das atividades
de campo do projeto. O desenvolvedor do projeto também fornece
assistência técnica através de sub-contratação de consultores
Projeto de AFOLU
Reserva de Serviços Ecossistêmicos
Fazenda Monte Castelo
locais para implantar e monitorar os reflorestamentos e florestas
naturais ao longo dos anos.
Os projetos de carbono apresentados à PNBSAE, são de caráter
consultivo. Através do estudo preliminar, os proprietários rurais
recebem uma análise rápida do seu potencial de geração de
créditos de carbono, com base nas atividades que já são
realizadas nas suas áreas (ou em análise), visando estabelecer os
volumes do gás que estão sendo seqüestrados e estocados por
eles.
A função da PNBSAE é fornecer publicidade a esses dados
iniciais, apresentando a proposta de projeto para os eventuais
clientes interessados nos benefícios gerados por essas atividades.
Os proprietários são responsáveis pelas informações, e a
PNBSAE realiza divulgação aos interessados.
O desenvolvimento do projeto de carbono será realizado por
consultores registrados junto à PNBSAE, que orientará os
proprietários sobre as ações de preparo dos projetos,
monitoramento, validação e verificação dos créditos de carbono
que venham a ser colocados no mercado.
Os empregados e colaboradores serão atualizados sobre os
últimos acontecimentos relacionados à aspectos técnicos e
mercadológicos para os serviços ecossistêmicos, incluindo o
carbono. A direção e gerência da empresa proponente será
assistida por administradores, bacharéis em direito e marketing,
além de eng florestais e agronomos, servindo como assessores
técnicos para a implantação e monitoramento das atividades do
projeto.
Resumo de experiências
O projeto sendo apresentado, da Fazenda Monte Castelo, foi
relevantes
iniciado em 2012, e as atividades na propriedade estão
estabelecidas Há mais de 15 anos pela gestão atual.
As áreas florestais e de reflorestamento apresentadas para
avaliação, foram inicialmente estabelecidas em 1999, ocorrendo
ainda ao longo dos anos seguintes, concluídas em 2008.
Endereço
Localidade de Arigolândia
Monte Castelo, Santa Catarina
Pessoa de contato
Telefone / fax
Rogério Munhos
41-
E-mail e página na internet
Apoiadores do projeto financiando as atividades de projeto
(listar e fornecer as informações abaixo para todos os apoiadores)
Nome
As atividades de projeto do produtor rural, são financiadas por
recursos próprios ou empréstimos bancários. Não há suporte para
as atividades de projeto de carbono, além dessas apresentadas.O
projeto da PNBSAE, é apoiado pela FIEMT – Federação das
Indústrias de Mato Grosso e FAMATO – Federação da Agricultura
de Mato Grosso.
Categoria organizacional
Endereço (incluindo internet)
Principais atividades
Resumo financeiro
Não se aplica
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Projeto de AFOLU
Reserva de Serviços Ecossistêmicos
Tipo de Projeto
GEE
CO2
Tipo de atividadess
Fazenda Monte Castelo
Seqüestro / Conservação, emissões evitadas (Carbono)
Campo de atividades
(Selecioniar o código da
4 – Plantações para produção de madeira industrial,
categoria de projeto de uma lista) Desmatamento Evitado (RL e APP e outras áreas)
Localização do projeto
País
Brasil
Cidade mais próxima
Monte Castelo
Localização precisa
Arigolândia
Cronograma esperado
Data mais antiga do início do
projeto
(ano em que o projeto estará
operacional)
As atividades na propriedade tiveram início em 1997, através da
aquisição da área por Rogério Munhos. Desde então, a
propriedade tem mantido vegetação nativa na RL e APP que
foram estimadas nesse trabalho.
As áreas reflorestadas foram iniciadas em 1999, e estão
operacionais desde então.
Tempo esperado para se tornar
operacional depois de ter o PIN
aprovado
Tempo necessário para os compromissos financeiros: imediato
Tempo necessário para adequação ambiental e LAU: préexistente
Tempo necessário para finalizar negociação: imediato
Tempo necessário para implantação: 6 meses
Primeiro ano esperado para
entrega dos Créditos
2012 - 1912 tCO2eq
2042 – 57364 tCO2eq
Tempo de duração do projeto
(anos)
Estado atual ou fase do projeto
30 anos (100 anos)
Estado atual de aceitação pelo
país-sede
A posição do país-sede em
relação ao Protocolo de Quioto
(mencionar quando aplicável) e
ao Acordo de Copenhagem
Estudo preliminar de potencial finalizado, reflorestamentos
implantados
A legislação no Brasil exige implantação de RL e APP, enquanto
os reflorestamentos são parte da Política Nacional de Mudanças
Climáticas e do Plano Nacional de Mundanças Climáticas do
Governo Federal
O país-sede
a. Assinou e ratifiou o Protocolo de Quioto e Acordo de
Copenhagem
b. O Brasil tem Política e Plano Nacional de Mudanças
Climáticas e proposta de Legislação de Pagamentos por
Serviços Ecossistêmicos, incluindo carbono
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Projeto de AFOLU
Reserva de Serviços Ecossistêmicos
B. Benefícios Sócio-Econômicos Esperados
Fazenda Monte Castelo
Estimativas do carbono
sequestrado e conservado (em
tCO2e.por favour anexar a
planilha – se disponível.)
Até e inclusive 2012: 1912 tCO2e
Até um periodo de 10 anos: 19120 tCO2e
Até um periodo de 7 anos: 13385 tCO2e
Até um periodo de 14 anos: 26770 tCO2e
Até um periodo de 30 anos: 57364 tCO2e
Cenário de linha de base
(como seria o futuro sem o
projeto proposto? Qual seria o
total de carbono seqüestrado /
conservado sem o projeto?
Mencionar a metodologia de
linha de base, se conhecida)
A linha de base do projeto envolve duas atividades de projeto
específicas: redução das emissões do desmatamento em áreas
nativas e aumento do seqüestro e estoque com reflorestamento
em área de pastagens degradadas.
A substituição das áreas de RL e APP por outros usos da terra é
conseqüência do crescimento populacional e da demanda por
alimentos, fibras, habitação, infra-estrutura e outros. Ao longo de
30 anos esse processo deve estar sendo observado em todo o
Brasil e a região de Monte Castelo não é exceção. A legislação
em si não garante a integridade dessas áreas, e sem o projeto a
tendência é a substituição de todas elas. A metodologia utilizada
foi a de REDD, do instituto Ação Verde (em construção – Balanço
de carbono em propriedades rurais para geração de créditos).
No caso das pastagens degradadas a sua utilização para fins não
florestais implica no aumento da pressão e conseqüente piora das
condições do solo, com elevação no total de emissões anuais.
Sem o projeto as áreas degradadas aumentariam as emissões
anuais. A metodologia utilizada foi baseada na AR-AM00005. O
projeto de reflorestamento iniciou em 1999, sendo considerado o
estoque médio da linha de base até 2012, com aumento do
estoque médio por unidade de área de cada reflorestamento
implantado (1999, 2005, 2006, 2007 e 2008), e o mesmo estoque
médio entre 2012-2042 para cenário de linha de base e futuro.
Vegetação existente e uso da
terra
(qual é o uso atual da terra e o
uso da terra das áeras a serem
incluídas no projeto?a cobertura
Atualmente, a propriedade tem a seguinte característica:
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Projeto de AFOLU
Reserva de Serviços Ecossistêmicos
florestal é maior ou menor de
30%)
Benefícios ambientais
específicos
Beneficios locais
Benefícios globais
Aspectos Sócio-Econômicos
(quais efeitos sociais e
econômicos podem ser
atribuídos ao projeto e quais não
teriam ocorrido em uma situação
similar sem o projeto?)
Fazenda Monte Castelo
Vegetação tipicamente do bioma Floresta Atlântica do Sul do
Brasil
Conservação e valorização de florestas plantadas para produção
de madeira industrial, sequestro e estoque de carbono nas áreas
de pastagens degradadas.
Impacto na biodiversidade local, criando incentivos positivos para
o aumentando das espécies da flora nativa cultivadas, criando
condições para conservação de variabilidade genética local.
Criação e geração de renda e empregos “verdes”, sequestro e
estoque de carbono
Criação de renda e empregos “verdes”, conservação da
biodiversidade, produção de maderia industrial de origem
sustentada, sequestro e estoque de carbono.
Contribuição para conservação e uso sustentável do bioma
Floresta Atlântica.
Sem a atividade de projeto, a área de pastagem sofreria mais
degradação, compromentendo sua fertilidade e emitindo Carbono
na atmosfera. A degradação dos solos também compromete a
disponibilidade de recursos hídricos no aspecto de qualidade e
quantidade, além de mudanças indesejadas no cenário ou
paisagem local.
Com a introdução de técnicas modernas de silvicultura e
estimativa de serviços ecossistêmicos, o projeto contribui para a
recuperação das áreas degradadas, cria empregos e renda e
melhora o microclima e ar da região.
Com a gestão das áreas de RL e APP para estimar e monitorar o
carbono são gerados empregos e renda, voltados para comprovar
a quantidade e qualidade do carbono mantido nos estoques. O
emprego de técnicas de manejo florestal sustentado pode
aumentar ainda mais essa contribuição no futuro.
Todos os empregos e a renda gerada com o projeto deixaram de
existir sem as atividades.
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Projeto de AFOLU
Reserva de Serviços Ecossistêmicos
Fazenda Monte Castelo
Quais são os efeitos diretos?
Foram gerados vários empregos diretos durante o plantio, além de
(p.e., criação de empregos,
pelos menos 15 outros na manutenção e monitoramento dos
diminuição da pobreza, balanço
reflorestamentos. Com a colheita florestal e o manejo sustentado
de exportação/importação)
são gerados ainda outros 15 empregos diretos e cerca de 60
indiretos.
O projeto vai gerar empregos para estimativas e monitoramento
de carbono, além de garantir os empregos das pessoas que
trabalham na área. Com a remuneração de carbono, fica
justificada e garantida a qualidade ambiental dos bens e serviços
ambientais da região e da propriedade.
Os mercados globais de bens e serviços ambientais, de acordo
com a classificação atual disponível na OMC, alcançaram US$
772 bilhões de comércio internacional em 2009. No Brasil, as
estimativas são de US$ 16 bilhões / ano de participação do PIB
envolvendo bens e serviços ambientais, com menos de 40% deles
com algum tipo de diferenciação de mercado (certificação, registro
oficial ou semelhante). Com as estimativas de carbono, são
imediatamente geradas as condições para reconhecimento da
qualidade ambiental de bens e serviços ambientais brasileiros.O
Carbono da propriedade, pode ser utilizado para melhorar outras
cadeias produtivas nacionais. De fato, o total de carbono desse
projeto está sendo veiculada na PNBSAE, que atende a um
público nacional de empresas que investe na qualidade ambiental
como prática de RSC.
Quais são os outros efeitos?
(p.e., treinamentos/educação
associados com os processos,
tecnologias e produtos ou seus
efeitos em outros setores,
reploicação no país e na região)
Consistência entre o projeto e as
estratégias ambientais do paíssede
O projeto introduz modernos conceitos de silvicultura e de
Pagamentos por Serviços Ecossistêmicos – PSE, para o cultivo e
manutenção de florestas para produção de madeira industrial ou
não, em áreas degradadas e de RL e APP, utilizando espécies
nativas da flora brasileira ou introduzidas.
Com isso, o projeto atinge elevados níveis de incremento anual e
otimiza a rentabilidade dos sítios. Essa é uma mudança conceitual
no cultivo de espécies florestais no sentido de criar um sistema
moderno, eficiente e sustentável para a produção de madeira com
benefícios que podem ser estendidos a todo o território nacional,
com implicações para toda a ciencia e prática florestal.
A participação do projeto de Santa Catarina na PNBSAE, inaugura
um ciclo virtuoso de atividades de projeto de carbono em todo o
território nacional.
O Brasil tem advogado constantemente nos foruns internacionais
por condições mais adequadas para que as atividades florestais
sejam reconhecidas como mitigadoras das mudanças climáticas
globais. O Brasil é o país que tem as mais restritivas legislações
ambientais do mundo, buscando com isso garantir o uso
sustetnável e conservação da biodiversidade nacional.
Nosso paíse tem um Plano Nacional de Florestas, que prevê o
plantio de pelo menos 1 milhão ha /ano de novas florestas, com o
enfoque de aumentar o número de espécies sob cultivo.
O projeto está de acordo com todas as estratégias acima e vai
ainda mais longe, oferecendo uma abordagem inovadora para o
cultivo de espécies florestais, contribuindo para suprir a sociedade
com bens e serviços ambientais de alta qualidade.
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Projeto de AFOLU
Reserva de Serviços Ecossistêmicos
C. Financeiro
Fazenda Monte Castelo
Custos do Projeto
Custos de Preparação
R$ 16 mil (estudo preliminar e registro preliminar)
Custos de estabelecimento
R$ 1,5 milhão (projeto de reflorestamento e nativas)
Outros Custos (explicar)
R$ 300 mil (implantação de sistema de monitoramento de carbono
na propriedade – parcelas permanents e fichas de campo de
coleta de dados)
R$ 1,8 milhão
Custo Total do Projeto
Fontes de Financiamento a ser abordadas ou já identificadas
Sócios (Nome e R$)
Financiamento de Longo Termo
(Nome e R$)
Financiamento de Curto Termo
(Nome e R$)
Não identificados (R$))
Contribuição buscada do
investidor
(R$)
R$ 5-25 por tCO2eq
Fontes de Financiamento de
Carbono
(PNBSAE)
Nenhuma
Preço indicativo por tCO2eq
R$ 10 / tCO2eq
Valor das Emissões Reduzidas
(= preço por tCO2eq X número
de tCO2e)
R$ 573.640,00
Até 2042
Por 10 anos
R$ 573.640,00
R$ 191.200,00
Por 7 anos
R$ 133.850,00
Por 14 anos
Análise financeira
(comprovar que a propriedade é
viável do ponto de vista
financeiro)
R$ 267.700,00
TIR sem carbono:
TIR com carbono:
Anexos:
6
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