saúde
A sabedoria popular indica APA
diversos alimentos para o tratamento de doenças,
mas nem sempre o que é passado de boca a boca está correto. Veja alguns
mitos e verdades apontados por nutricionistas. Página 2
Rua Senador Dantas, 117
salas 606/607 - Centro
Rio de Janeiro-RJ
CEP: 20.031.911
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28 de outubro de 2013 – Ano XI – número 132
arte & vida
Missa da Saudade
será dia 7, às 11h
Divulgação
Encontro de Corais serárealizado dia 30 de novembro, às 16h, no Clube da Barra
APA e AFBNDES
promoverão em novembro
o 1º Encontro de Corais
O Clube da Barra foi o local
escolhido para sediar o I Encontro de Corais APA/AFBNDES. O evento será realizado dia
30 de novembro, 16h, e contará
com a participação de seis grupos vocais:
O Coral da Após Furnas é um
grupo formado por ex-funcionários da empresa e tem participado, ao longo dos últimos anos,
de encontros de corais organizados por diversos órgãos e instituições no do Rio de Janeiro. Sua
maestrina é Natália Mota;
O Coral Harmonicanto faz parte do projeto Harmonicanto Música e Cidadania. Seus integrantes, além de cantarem a quatro
vozes, tocam instrumentos e tem
como maestrina Cassia Oliveira;
O Coral da Associação Nikkei
do Rio de Janeiro é formado por
japoneses e descendentes, tendo por objetivo manter a tradi-
ção da música japonesa. A maestrina é Gina Martins;
O Coral Oficina é um coro comunitário, no qual a maioria de
seus integrantes é leiga em música. Tem como meta apresentações
sob um aspecto inovador visando a popularização do Canto Coral. Seu maestro é Josias Freitas;
O Coral Seresta tem como um
de seus objetivos divulgar a música de seresta, base de boa parte de seu repertório, tendo como
maestro Dalton Coelho;
O Coro Oficina de Canto-APA/
BNDES é formado por empregados e aposentados do BNDES e
possui um repertório variado refletindo, desde sua formação inicial, as diversas participações em
inaugurações, aberturas de seminários, celebrações, encontros,
além de eventos comemorativos
do BNDES. Seu maestro é André Miranda.
Jornal da Associação dos Empregados
e Empregados-Aposentados
dos Patrocinadores e/ou dos
Participantes da FAPES/BNDES
Associações se reúnem
com a ANAPAR
Dirigentes da APA e das demais Associações do Sistema
BNDES participaram de reunião
com a presidente da Associação Nacional dos Participantes
dos Fundos de Pensão. Em pau-
ta o cálculo da joia no Plano Básico de Benefícios. Saiba os detalhes na seção Linha Direta
com o Presidente. A seção também aborda o pagamento de reajustes. Página 3
Vamos render tributo aos colegas que já não estão entre
nós. A homenagem por meio de
preces é a forma de mostrarlhes, onde quer que estejam,
que não os esquecemos e
que estão guardados em
nossa saudade.
A missa terá a participação
especial da cantora benedense Lucia Camisão e do tecladista Guto.
Dia 07/11 (5ª feira)
11 horas
Convento Santo Antonio
Largo da Carioca - Centro
Vamos
rir?
Tá chegando a hora!
A procura por convites para
a Festa de fim de ano da APA
vem sendo intensa. Ninguém
quer perder o evento que será
realizado dia 11 dezembro no
Real Astória.
Quem ainda não fez as reservas, é bom se apressar,
pois as vagas são limitadas,
em função do espaço.
Saiba como adquirir o
convite na página 6
Leia, nesta seção,
a crônica
da “melhor idade”
Página 5
Na estreia da seção
Histórias do Banco ,
a crônica de Hélio
Brasil. Página 4
saúde
Associação dos Empregados e EmpregadosAposentados dos Patrocinadores e/ou dos
Participantes da FAPES/BNDES
Mito ou verdade?
site: www.apabndes.org.br
e-mails: [email protected]
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PABX: (21) 2262-2726
Diretoria
Presidente
Luiz Ferreira Xavier Borges
Vice-Presidente
Lucimar da Silva Fernandes
Diretor Jurídico
Geraldo José Santos Borges
Adjunto
Hamilton de Mesquita Pinto
Diretora Financeira
Lucimar da Silva Fernandes
Adjunto
Antonio Miguel Fernandes
Diretor Administrativo
Nilson Batista dos Santos
Adjunto
Rui Barbosa de Oliveira
Diretora Social
Madeilene Perez de Carvalho
Adjunto
Maria da Glória de Assis Abreu
Diretora de Apoio Assistencial
Suely Domingues Canero
Adjunto
Nelly Toffano Costa
Diretora de Apoio a Pensionistas
Denise Rosine de Azevedo Santos
Diretor de Comunicação e Cultura
Jorge Colistet
Adjunto
Carlos Roberto Batista dos Santos
Conselho Deliberativo
Presidente: Antonio Cabral Correia
Elizio Damião Gonçalves de Araújo
Luiz Alfredo Café
Mauro Bottino
Marcio Augusto Verde
Rui de Castro Celani
Sebastião Bergamini Junior
Conselho Editorial
Luiz Ferreira Xavier Borges
Geraldo Borges
Lucimar Fernandes
Nilson Batista dos Santos
Jorge Colistet
Jornalista
Tony Carvalho - RJ 23265-JP
Projeto gráfico e diagramação
Tony Carvalho
Conselho Fiscal
Presidente: Orlando Z. de Oliveira
Elpídio Coimbra
Lucimar Ramos Fortunato
Suplentes
Luiz Eduardo Cunha Mello
Maria Celia Vieira Louzada
Vera Lucia Martins Barreto
Impressão
Monitor Mercantil
Tiragem
2.000 exemplares
Periodicidade
Quinzenal
e-mails
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As opiniões nos artigos assinados e nos anúncios são de inteira
responsabilidade de seus autores.
2
Acerola para
prevenir gripes
A acerola é a segunda maior fonte de vitamina C e aumenta a
imunidade de quem a consome.
“A presença da vitamina é importante, pois ela é parte fundamental do mecanismo de proteção do nosso corpo e previne
muitas gripes e resfriados”,
exemplifica Vanderlí Marchiori,
nutricionista e secretária geral
da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE).
Suco de batata inglesa
para curar úlcera
O suco de batata contém um
fator antinutricional e não é recomendado pela nutricionista
Vanderlí Marchiori. “Esse composto é prejudicial à saúde porque inibe a absorção de vitaminas e minerais, além de irritar a
mucosa do intestino”, conta ela.
Quem sofre de úlcera também
deve evitar verduras e frutas
cruas com casca, frituras, refrigerantes, bebidas alcoólicas e
leite de vaca. “O ideal é que a
pessoa também não consuma
nada muito quente nem muito gelado, pois a temperatura queima
a mucosa do estômago”, completa Vanderlí.
Ameixa japonesa
para melhorar
a artrite
Banana acaba
com câimbras
A fruta concentra substâncias anti-inflamatórias, como o
ômega 3, que podem acarretar
na melhora da artrite. “Não é um
alimento que previne a doença,
pois existem questões genéticas
que determinam se a pessoa irá
desenvolver essa patologia,
mas por ter essas substâncias
ela pode sim contribuir para uma
melhora do paciente”, explica a
nutricionista Madalena Vallinoti, que complementa: “Por mais
que a fruta tenha boas propriedades, ela sozinha não é capaz
de tratar ninguém.
Rica em potássio e carboidrato, o consumo de banana ajuda
a manter as contrações musculares equilibradas. “O alimento
também tem magnésio, que relaxa a musculatura e precisa estar
em equilíbrio com o cálcio, que
contrai o músculo. Por isso, para
não ter câimbra, também é preciso ter equilíbrio entre as concentrações de cálcio e magnésio”,
explica Madalena.
Suco de beterraba
para curar anemia
Por ser vermelho, muitas pessoas acreditam que o vegetal tem
ferro e, por isso, teria a capacidade de acabar com a anemia. A
nutricionista Madalena Vallinoti explica que o ferro contido no
vegetal é pouco e que, para que
ele possa ser absorvido pelo
organismo, precisa estar aliado
a outro alimento que contenha
vitamina C. “O ideal para quem
está com anemia é comer lentilha e feijão, que tem maior quantidade de ferro”, destaca.
Berinjela para
diminuir o colesterol
Por ter alta concentração de
fibras e presença de substâncias bioativas, como a antocianidinas, o consumo da berinjela é
importante para quem quer diminuir os níveis de LDL, colesterol ruim, no sangue. “Por ter
muitas fibras solúveis, ela carrega a gordura para o intestino,
que a elimina com as fezes, dessa maneira ajuda a diminuir a
absorção de colesterol e gordura”, afirma Madalena.
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
Reunião com a ANAPAR
No último dia 25 de outubro,
foi realizada uma reunião, na sala
904 do Ed. Ventura Oeste, entre
a Sra. Cláudia Munhos Ricaldoni, presidente da ANAPAR, as
Associações do Sistema BNDES
e representantes dos empregados ativos do Banco.
Pagamento de reajustes:
Colegas,
Diante dos frequentes questionamentos de nossos associados sobre o pagamento da
gratificação salarial e do reajuste deste ano, aprovado entre entidades sindicais e patronais do setor financeiro, a APA
vem informar.
1) O Sistema BNDES considera
definitivo o pagamento de apenas 40% de uma remuneração
mensal, neste ano, da nossa gratificação anual, nos termos acordados com os empregados ativos em 2012.
A APA desde o ano passado
questionou esse pagamento junto à FAPES e junto ao BNDES,
recorrendo mesmo a pedidos de
exame no Ministério do Trabalho e na Receita Federal. Sem
sucesso.
Um grupo de advogados aposentados, não associados à
APA, fez também seu pedido de
revisão junto à FAPES, com
iguais resultados.
Estamos neste momento iniciando as medidas judiciais cabíveis para a defesa de nossos di-
reitos, mas submetidas aos prazos de nossa Justiça.
2) De acordo com a estratégia
adotada pela APA, a mesa de
negociação com o Sistema BNDES atua em conjunto com as
AFs. Para nossos colegas ativos, a questão do adiamento do
lançamento de seu novo Plano
de Cargos e Salários (GEP) é fator impeditivo ao prosseguimento do ACT 2013.
Assim, estamos aguardando
a promessa do presidente do
BNDES no sentido de uma resposta até meados de novembro sobre uma apresentação
do GEP, quando então voltaríamos à mesa para as negociações não financeiras para o
acordo.
Se tudo correr bem, o ACT
2013 deve estar fechado em novembro, com o pagamento do
reajuste em dezembro.
As AFs pensam em solicitar à
Administração do BNDES o pagamento imediato do índice de
correção inflacionária, como
prova de boa fé nos resultados.
Em pauta o Ofício 092/13, de 12/
08/13, que trata, em essência, do
cálculo da joia no Plano Básico de
Benefícios de nosso fundo de pensão. Nesse ofício, a ANAPAR solicita à Diretoria de Assuntos, Contábeis e Econômicos que:
a) realize uma avaliação do Plano
Básico de Benefício administrado
pela FAPES, com vistas a verificar
eventuais inconsistências e desconformidades;
b) verifique, em particular, a metodologia em vigor para o cálculo da
joia, determine a devida correção; e
c) “Em caso que detecte irregularidades, determine sua correção e
faça gestões junto à Diretoria de
Fiscalização para que haja a lavratura de auto de infração contra os
responsáveis e a aplicação das penalidades cabíveis”.
Fomos informados de que a denúncia foi recusada pela PREVIC,
pois o cálculo da joia havia sido
previamente submetido e aprovado pelo órgão. Diante disso, a
ANAPAR apresentou outro ofício,
esclarecendo tratar-se de exame de
mérito e não de cálculo. Nós não
recebemos ainda cópia desse segundo ofício.
Durante o encontro, a APA entregou carta à Sra. Presidente da
ANAPAR (veja íntegra da carta na
página 4), informando o constrangimento que esta associação
sentiu ao ser surpreendida por
um documento em que não foi
ouvida ou mesmo informada, podendo ter havido um viés tendencioso, se houve algum tipo
de interlocução prévia sobre sua
redação com algum grupo de
participantes.
A APA entregou cópia da resposta da Administração da FAPES
e de nossa manifestação a respeito, em que procuramos adotar uma
posição equilibrada, mas destacamos a importância de aprofundarmos a origem da denúncia e
do diálogo com as entidades representativas internas do Sistema do BNDES.
Houve discussões, entre outros
assuntos, sobre a situação dos
novos participantes que têm uma
joia diferenciada dos demais e expressiva, percentualmente, em relação a seus salários líquidos.
As AFs apresentaram aos presentes a idéia, já manifestada aos
colegas aposentados, da criação
de um novo acordo que trate de
assuntos previdenciários e tenha
na FAPES um dos participantes,
envolvendo ativos e assistidos.
Houve apoio total à ideia e destaque para a importância de nossa
atuação conjunta.
Para finalizar, a APA não acredita na hipótese de irregularidades, apontada no Ofício da
ANAPAR, ou já teria se manifestado previamente. Achamos que
há necessidade de uma solução
política, que envolva participantes (e suas entidades representativas) e patrocinadores de nosso plano de pensão.
Leia, na página 4, íntegra da carta
que a APA entregou à ANAPAR
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
3
Carta APA-FAPES/BNDES
234/2013
Rio de Janeiro
24 de outubro de 2013
Claudia Munhos Ricaldoni
MD. Presidente da
ANAPAR – Associação
Nacional dos Participantes
dosFundos de Pensão
CS.Qd.06 – Edifício Carioca –
250- Bloco “A” – salas: 708/
709 ASA SUL
BRASÍLIA – D.F.
REF.: Of. 092/13, de 12/08/2013
Prezada Senhora Presidente,
Dirigimo-nos a V.Sas. sobre
o Ofício acima referido que trata, em essência, do cálculo da
joia no Plano Básico da FAPES.
Esse Ofício da ANAPAR resultou em denúncia à PREVIC,
teve enorme repercussão entre
os nossos associados e, como
consequência, gerou comunicado da diretoria executiva
da FAPES, que é de seu conhecimento.
Constituída com o objetivo
de servir aos participantes do
Fundo de Pensão gerido pela
FAPES, a APA sentiu-se profundamente constrangida com
os resultados do Ofício da
ANAPAR acima referido. Entendemos que houve viés de
V.Sas em favor de alguns
participantes de nosso Fundo de Pensão, em detrimento de outros.
A APA-FAPES/BNDES emitiu a resposta anexa, na qual se
verifica que foi adotada uma posição neutra sobre a denúncia.
Contudo, precisamos aprofundar o conhecimento sobre a
origem da denúncia à PREVIC,
de forma isolada e sem ouvir
ou comunicar antecipadamente, as entidades representativas
internas do Sistema BNDES/
FAPES, principalmente a APAFAPES/BNDES, todas conhecidas da ANAPAR.
Atenciosamente,
Luiz Ferreira Xavier Borges
Presidente da
APA-FAPES/BNDES
4
Segredo de Estado
Hélio Brasil*
E
mbora o episódio
verídico que vou
narrar não implique
em deslustre de
quem quer que seja, não vou citar nomes, pois as melhores anedotas são sempre vividas por
anônimos.
Bem, no século passado,
vou logo avisando, tudo era
diferente. O BNDES não tinha
o S e as ruas do Rio tinham
bondes e nós, obrigatoriamente, usávamos gravata e terno
completo para trabalhar. Os
homens, claro. As moças não
puderam logo aderir às calças
compridas, coisa conquistada
mais adiante. Tudo muito formal. E no Banco eu começara a
trabalhar em 1955. Ufa! E vejam o que é formalidade
e...discreção!
Certa tarde, já no fim do expediente, fui chamado pelo
Chefe do Pessoal a comparecer no gabinete de um dos diretores. Era pessoa simpática,
simples, mas naquele dia parecia sorumbático.
Um pacotão de desenhos
(plantas arquitetônicas) me
foi exibido e, aterrorizado,
ouvi do diretor: “Um grupo
de investidores ofereceu este
hotel ao BNDE.” Para meu
arrepio, disse o nome do baita hotel. “Quero que você
examine estas plantas e veja
se ‘cabemos’ lá...”
Naqueles tempos nos empilhávamos na rua Sete de Setembro, em um edifício (o
EMDA, que ainda está lá e
transformou-se em “shopping
vertical”, seja lá o que isto for...),
na esquina com rua da Quitanda. O dirigente prosseguiu:
“Mas, lembre-se: o assunto é,
por ora, sigiloso. Absolutamente sigiloso. Temos que dar uma
resposta aos proponentes até
amanhã, pela manhã, sem falta.”
Antes que eu deixasse o gabinete, a advertência foi reiterada: “Me entregue o resultado aqui, no gabinete,
e...discreção total. Não quero o assunto circulando pelos corredores.!”
O “sim, senhor; sim, senhor
diretor” ainda não deixara minha
garganta e eu me curvava sobre
a prancheta, desdobrando os
verdadeiros “lençóis” de papel
onde as plantas do tal hotel revelavam seus apartamentos, salões, corredores e banheiros, banheiros e banheiros, escadas,
elevadores, cozinhas e copas
imensas...até piscina.
O Setor em que fui lotado, subordinado ao Departamento
Técnico, contava com uns 9 ou
10 funcionários, entre chefia, engenheiros, assistentes técnicos
e datilógrafas, todos debruçados em seus cálculos, relatórios e vastos textos a serem “batidos” (ninguém digitava) nas
ainda modernas underwood.
Ocupávamos uma sala de bom
tamanho, com um ar refrigerado
central polar, capaz de provocar
pneumonia em um pinguim
(concursado, naturalmente).
Meu chefe imediato, sempre
mergulhado em suas análises de
projetos, mal me viu sair e nem
me notou de volta (ele, às vezes,
com bondosa expressão, nos
observava por cima das lentes...)
e eu, mesmo ali lotado, prestava
serviços às demais unidades.
Aboletado na prancheta, eu
ainda manuseava o “pacotão”
quando o relógio me aconselhou
a pegar um bonde e ir para casa,
em Vila Isabel, onde o aconchego do apartamento de recém-casado me esperava. E para lá fui,
carregando o sigiloso material.
Em casa, jantei em quase silêncio, taciturno como um vigia
de banco. Interrogado por minha
mulher, balbuciei o segredo. Ela
encostou a janela, verificou se a
porta que dava para o corredor
do edifício estava bem fechada.
Segredei-lhe: “Vou fazer
serão...Tenho que examinar as
plantas, comparar os espaços
oferecidos com as áreas atualmente ocupadas pelo Banco, ver
as possibilidades de crescimento, etc etc”. No último etc minha mulher já se afastava para
dar a “papinha” noturna da
nossa primeira filha e eu me
debrucei na prancheta. Não
chego ao exagero de dizer que
fiz um “serão”. Mas passava
da meia noite quando arrematei os quadros comparativos,
áreas prováveis etc.
O dia seguinte amanheceu
meio sem luz e o bonde “Lins de
Vasconcelos” me arrastou à cidade. Mesmo assim, cheguei um
pouco antes do horário normal.
Assinei o ponto e corri, plantas,
quadros e tabelas sob o braço,
ao gabinete do senhor diretor.
Mal saltei do elevador fui saudado, com voz forte, tonitruante
e clara, pelo contínuo que, ao
lado de outros funcionários,
guardava o gabinete: “E aí, doutor Brasil? Será que a gente
cabe naquele hotel?”
Ninguém perdeu o emprego.
E o hotel? Bem. Não servia,
mesmo...
*arquiteto aposentado do BNDES
e escritor
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
Vamos rir?
Crônica da
“Melhor idade”
A
voz no S. Dumont
anunciou: “Clientes
com necessidades
especiais, crianças
de colo, melhor idade, gestantes
e portadores do cartão tal terão
preferência...”.
Num rápido exercício intelectual, concluí que, não tendo necessidades especiais, nem sendo criança de colo, gestante ou
portador do dito cartão, só me
restava a “melhor idade” – algo
entre os 60 anos e a morte.
Para os que ainda não chegaram a ela, “melhor idade” é quando você pensa duas vezes antes
de se abaixar para pegar o lápis
que deixou cair e, se ninguém
estiver olhando, chuta-o para
debaixo da mesa. Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho
porque o sinal abriu e agora terá
de correr para salvar a vida. Ou
quando o singelo ato de dar o
laço no pé esquerdo do sapato
equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro, a uma modalidade
olímpica.
Privilégios da “melhor idade” são o ressecamento da pele,
a osteoporose, as placas de gordura no coração, a pressão lembrando placar de basquete americano, a falência dos neurônios, as baixas de visão e audição,
a falta de ar, a queda de cabelo, a
tendência à obesidade e as disfunções sexuais. Ou seja, nós, da
“melhor idade”, estamos com
tudo, e os demais podem ir lamber sabão.
Outra característica da “melhor idade” é a disponibilidade
de seus membros para tomar as
montanhas de Rivotril, Lexotan
e Frontal que seus médicos lhes
– O senhor não tem 65 anos,
tem que pagar a passagem.
A esta altura do campeonato
eu já me sinto com 90, mas
quando ele me reconhece mais
moço, me irrompe um fio de
alegria e vou todo serelepe
comprar o ingresso.
receitam e depois não conseguem retirar.
Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. Talvez vendo em mim um
pterodáctilo da clássica boemia
carioca, o rapaz perguntou:
Com os pés doendo fico em
pé, já nem lembro do sol, se
baixou ou não dane-se. Só
quero chegar em casa e tirar
os sapatos…
– Voltando da farra, Ruy?
Respondi, eufórico:
– Que nada! Estou voltando da
farmácia!
Lá estou eu mergulhado em
meus profundos pensamentos,
uma ligeira dor de barriga se
aconchega… Durante o trajeto
não fui suficientemente rápido
para sentar nos lugares que esvaziavam…
E esta, de fato, é uma grande
vantagem da “melhor idade”:
você extrai prazer de qualquer
lugar a que ainda consiga ir.
Primeiro, a aposentadoria é
pouca e você tem que continuar
a trabalhar para melhorar as coisas. Depois vem a condução.
Você fica exposto no ponto do
ônibus com o braço levantado
esperando que algum motorista
de ônibus te dê uns 60 anos.
Olha… a análise dele é rápida.
Leva uns 20 metros e, quando
para, tem a discussão se você
tem mais de 60 ou não.
No outro dia entrei no ônibus
e fui dizendo:
– Sou deficiente.
O motorista me olhou de cima em
baixo e perguntou:
– Que deficiência você tem?
– Sou broxa!
Ele deu uma gargalhada e eu
entrei.
Logo apareceu alguém para me
indicar um remédio. Algumas
mulheres curiosas ficaram me
olhando e rindo… Eu disse bem
baixinho para uma delas:
– Uma mentirinha que me
economizou R$ 3,00. Não fica
triste não.
Bem… fui até à Pedra do Ar-
Desisti… lá pelo centro da cidade, eu me segurando, dei de
olhos com uma menina de uns
25 a 30 anos que me encarava…
poador ver o pôr do sol. Subi na
pedra e pensei em cumprir a frase. Logicamente velho tem mais
dificuldade. Querem saber? Primeiro, tem sempre alguém que
quer te ajudar a subir: “ Dá a mão
aqui, senhor!!!”
– O senhor está muito na beira
pode ter uma tontura e cair.
Hum... dá a mão é o cacete,
penso, mas o que sai é um risinho meio sem graça. Sentar na
pedra e olhar a paisagem. É, mas
a pedra é dura e velho já perdeu
a bunda e, quando senta, sente
os ossos em cima da pedra, o que
me faz ter que trocar de posição
a toda hora.
Esta titica deste sol esta demorando a descer, então eu é que
vou descer. Meus pés já estão
doendo e o sol nada. Vou pensando – enquanto desço e o
sol não – Volto de metrô é mais
rápido..
Para alguns, ver a paisagem
não pode deixar de levar os óculos se não, nada vê. Resolvo ficar de pé para economizar os
ossos da bunda e, logo, passa
um idiota e diz:
Resmungo entre dentes: …“só
se cair em cima da sua mãe”…
mas, dou um risinho e digo que
está tudo bem.
Já no metrô, me encaminho
para a roleta dos idosos e lá esta
um puto de um guarda que fez
curso, sei lá eu em que faculdade, que tem um olho crítico de
conseguir saber a idade de todo
mundo. Olha sério para mim, segura a roleta e diz:
Me senti o máximo. Me aprumei todo, estufei o peito, fiz força no braço para o bíceps crescer e a pelanca ficar mais rígida,
fiquei uns três dias mais jovem.
Não riam é verdade!!!
Quando já contente, pelo menos com o que eu imaginava...
“flerte”, ela ameaçou falar alguma coisa, meu coração palpitou.
É agora…
Joguei um olhar 32 (aquele
olhar de Zé Bonitinho) ela pegou na minha mão e disse:
– O senhor não quer sentar? Está
me parecendo tão cansado?
Melhor idade?!… Melhor
idade é a ....
... a melhor idade é dos 18 aos
40 anos...Quem Duvida???
Já dizia Millor Fernandes:
“Você está começando a ficar
velho quando, depois de passar
uma noite fora, tem que passar
dois dias dentro”.
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
5
Divulgação
social
classificados
A Banda Brasil Show é uma das preferidas pelos dançarinos do Rio. Com estilo audacioso, a banda é sucesso em todos os bailes
Auto
Diversos e
Honda Civic – 2008 EXS completo, preto automático (opção manual
com troca de marchas no volante)
e flex – 46000 Km, perfeito estado
de conservação, nada por fazer.
IPVA 2013 pago e todas as revisões na Honda. Valor R$ 38 mil.
Luiz Guilhon - 9369-4702/2438-4789.
Assistência Jurídica – Especializada em contratos, lides de consumo, divórcio, alimentos, inventário, locação, despejo, responsabilidade civil. Escritório Lgo da Carioca. Dra Cristina – 2262-4571 ou
9941-2148.
Banda Brasil Show animará
festa de fim de ano da APA
Honda Civic – 2006 automático,
preto, jamais apresentou defeito.
IPVA pago, pneus, freios, bateria
novos. Maravilhosa raridade. R$
27 mil. Wanderlei – 9999-3449.
Confraternização será dia 11 de dezembro no Real Astória
Nissan Livina – 2009/2010. 1.8,
16V, FLEX, 4P, automático, 48 mil
km, verde, completo, IPVA 2013
pago, licenciado, manutençao em
dia, perfeito estado. Paulo Peçanha/Fernando – 7987-6851.
A
festa que brindará
o final de 2013 e
homenageará os
aniversariantes do
segundo semestre está atraindo
os interesses dos associados.
Prova disso é que, em apenas
duas semanas que foram disponibilizados os convites, a procura foi intensa. De acordo com o
funcionário da APA, Ricardo
Pessanha, os interessados devem se apressar para garantir o
seu convite pois as inscrições
são limitadas. As reservas podem ser feitas pelo telefone 22622726 – ramal 5 – ou através do
email [email protected]..
(Veja no quadro ao lado como
o associado deve fazer para
adquirir o convite).
O evento será dia 11 de dezembro, das 19h às 24h, no salão principal do Real Astória,
em Botafogo. A animação ficará por conta da Banda Brasil.
Os músicos prometem um verdadeiro show, para que a pista
de dança do Real Astória fique
repleta de benedenses.
A diretora social Madeilene
Perez vem trabalhando nos bastidores para que a festa seja mais
um grande sucesso.
Convite:
• Aniversariantes do 2º semestre: custo zero
• Associado: R$ 70,00
• Acompanhante: R$ 80,00
• Convidado: R$ 100,00
A capacidade do salão é limitada.
Faça logo sua inscrição, porque as reservas se
encerrarão em 29 de Novembro ou antes, se todos
os convites forem adquiridos.
Para facilitar a aquisição do
convite, o associado poderá
fazer um depósito identificado
(com CPF) na conta da APA:
Banco do Brasil – Agência:
4296-X – conta corrente
620100-8.
Se for feita transferência,
deve-se acrescentar o CNPJ (CGC) da APA: 31.933.419/000120. Cópia do comprovante deve ser enviada por fax ou por email, junto com os nomes dos participantes.
Após o depósito, o associado será automaticamente incluído na listagem que controlará a entrada no evento.
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APALAVRA 22 de outubro.pmd - apa