Diocese de Caicó
Pastoral da Comunicação
Encontro de Formação
Segundo o presidente da Comissão Episcopal
Pastoral para a Educação, Cultura e
Comunicação Social da CNBB, dom Orani João
Tempesta, o documento tem por objetivo ser um
animador e orientador para o “Progresso da
comunicação no Brasil”. Ele adianta ainda, na
apresentação do documento, que o texto deverá
se tornar brevemente o Diretório de
Comunicação da Igreja no Brasil.
“A nossa intenção, depois de muitas consultas,
é que fosse um diretório de animação e
orientação para o progresso da comunicação e
uma melhor presença da Igreja na mídia,
contemplando também, evidentemente, as
questões espinhosas das transmissões litúrgicas
televisivas e a grande discussão entre o virtual e
o real [...]”, diz dom Orani, num dos trechos da
apresentação
do
documento.
“A comunicação é essencial na vida do ser
humano e a Igreja é feita de comunicação, da
boa notícia, da Palavra de Deus, da Catequese,
da Liturgia. Com as mídias sociais e com a
comunicação eletrônica, é importante que aja
orientação, que não corte o entusiasmo, mas que
entende bem a comunicação no Brasil e, pelo
tamanho do país e pelo dinamismo que tem a
comunicação no Brasil, é muito importante e
necessário que tenhamos um diretório de
comunicação no Brasil para fomentar o
entusiasmo e orientar”
DESAFIOS DA COMUNICAÇÃO PARA A IGREJA
O presente estudo sobre “A comunicação na vida e
missão da Igreja no Brasil” tem como grande
objetivo colocar sobre a mesa de reuniões dos
pastores e dos agentes de pastorais de todo o país
um instrumento de reflexão que motive e oriente o
planejamento das ações evangelizadoras no
contexto da cultura em que vivemos neste início de
milênio.
Um contexto complexo, que assume a
própria comunicação como eixo transversal de
toda ação pastoral, o que significa dizer que,
sem entender a comunicação como uma
experiência de vida, torna-se inviável pensar
uma evangelização coerente com as
necessidades dos tempos de hoje.
A DIVISÃO DO LIVRO
Primeira Seção
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Num mundo de mudanças
O Mistério do ser humano e a
comunicação social
A inculturação da fé nos tempos
midiáticos
A mídia e a urgência educativa
Segunda Seção
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A Solicitude Pastoral no tempo da mídia
Novos protagonistas para a missão da
Igreja
A presença da Igreja no mundo da mídia
Bispos, presbíteros, diáconos, religiosos
e leigos
Planejamento
da
Pastoral
da
Comunicação
NUM MUNDO DE MUDANÇAS
Neste primeiro capítulo, temos uma
exposição sobre as mudanças pelas quais passa
o mundo contemporâneo, demonstrando a
cultura da mídia que foi sendo construída e
gerando, por um lado, transformações
antropológicas e sociais e, por outro, criando
condições de interagir com a cultura.
O nosso tempo é caracterizado por uma difusão de
processos e instrumentos da comunicação social
sempre mais rápida, constituindo uma nova
ambiência. Os meios de comunicação se fazem
presentes em todos os espaços e todas as
conversas, introduzindo-se também na intimidade
do lar (n. 1)
O Universo da mídia constitui o
“primeiro areópago do tempo
moderno
[...],
que
está
unificando
a
humanidade,
tornando-a – como se costuma
dizer – uma aldeia global”
João Paulo II, Redemptoris Missio, 37
Diante das novas circunstâncias
e condições culturais, é missão da
Igreja conhecer e valorizar a nova
realidade e posicionar-se diante dela,
na elaboração de seus planos
pastorais. A Igreja é chamada a
anunciar a mensagem de salvação a
esta sociedade. (n. 2)
O MISTÉRIO DO SER HUMANO E A
COMUNICAÇÃO SOCIAL
Este capítulo é dedicado aos
mistérios do ser humano, sujeito da
comunicação, em relação com a
“palavra viva e eficaz”, Jesus.
O destaque desse capítulo é para a pessoa
como ser dialógico relacional
O ser humano é, por sua origem e
estrutura, feito para relacionar-se. A
capacidade
comunicativa
revela
a
dimensão transcendente da pessoa. Tal
natureza comunicativa e relacional do
nosso ser no mundo se enraíza, antes de
tudo, no corpo (n. 24)
Desde o início, Deus coloca no universo e no
homem um desejo, uma inspiração, um
dinamismo ascendente, que corresponde ao
movimento descendente de sua abertura
amorosa e misericordiosa [...] e institui a
possibilidade de um autêntico diálogo entre o
criador e a criatura que atinge o seu auge na
encarnação: “E o Verbo se fez carne e veio
morar entre nós (Jo 1, 14) (n. 29)
Obs.: Vale a pena ler o texto, nºs. 30 a 44)
A INCULTURAÇÃO DA FÉ EM TEMPOS
MIDIÁTICOS
Este capítulo parte do princípio de que
a fé não será autêntica, nem a missão da
Igreja será eficaz, se ambas não assumirem
uma densidade e uma valência culturais.
Nessa perspectiva, o texto convida a uma
conversão pastoral para uma atitude
comunicativa dialógica na liturgia, na ação
missionária, na catequese e mesmo na
vivência comunitária. (ler n. 45, 46, 48, 50,
52, 57, 61, 65, 67
A MÍDIA E A URGÊNCIA EDUCATIVA
Neste capítulo há uma defesa da
educação para a mídia. Ela deve acontecer
em três níveis: a vivência do processo
comunicativo, a capacitação para a
produção de conteúdos e a formação para
análise crítica dos processos de
comunicação e das produções midiáticas.
O destaque deste capítulo é o primado
da questão ética no âmbito da
comunicação.
“Os
instrumentos
midiáticos são sempre mais sofisticados,
mas também submetidos a pressões
econômicas e políticas. Assim, a questão
ética se faz sempre mais atual e notada.
[...] É preciso estabelecer regras precisas
para o uso dos instrumentos midiáticos
e, mais ainda, para definir neles as
responsabilidades sociais”. (n. 93)
Destaque também para a verdade. O
documento diz: “comunicar de modo
honesto significa servir à verdade do
homem e ao seu destino pessoal e social.
Não é exagerado afirmar que, nos processos
de comunicação social, está em jogo hoje o
futuro da humanidade [...] Apenas a verdade
torna livre (cf. Jo 8,32)”. (n. 96)
A SOLICITUDE PASTORAL NO TEMPO DA MÍDIA
“A comunicação social é uma componente essencial da nova
evangelização. É, por isso, um direito-dever da Igreja empenhar-se a
fim de que a comunicação social seja mais autêntica, respeitosa da
verdade, atenta à dignidade da pessoa, na consciência de que a
comunicação da fé passa, em larga medida, por meio dela.” (n. 99)
“A Igreja é chamada a agir no cerne da cultura
da comunicação. Constitui verdadeiro desafio
para a evangelização, a catequese e a
formação, o novo contexto fragmentado,
pluralístico, multirreligioso e multiétnico no
qual a comunidade cristã está inserida. A
comunidade eclesial está consciente de que sua
vida de comunhão, assim como sua capacidade
de responder às demandas, cresce ainda mais
graças
ao
contributo
precioso
das
comunicações sociais. Para tanto, todos os seus
membros devem familiarizar-se com os
instrumentos midiáticos e, particularmente,
com as novas mídias. Para saber interpelar a
cultura midiática, a Igreja deve promover, nas
dioceses e paróquias, [...] um diálogo com a
cultura da mídia, esforçando-se em conhecer as
novas linguagens midiáticas. Cabe especial
atenção ao uso dos diversos meios utilizados
pelos adolescentes e jovens, em constante
reinvenção.
Ainda neste capítulo, o nº 104 apresenta a proposta de um plano
pastoral das comunicações sociais, cujo objetivo principal é: “a mudança
de mentalidade de todos os membros da comunidade, envolvendo com
visão mais abrangente a própria visão da Igreja, no que diz respeito à
especificidade de toda a realidade diocesana” (n. 106)
Neste Plano algumas dimensões merecem atenção
especial:
• Optar pelo exemplo comunicativo de Jesus
• Conjugar fé cultura
• Entender e falar as novas linguagens midiáticas
• Integrar a mídia com a pastoral
• formar agentes pastorais
• formar os catequistas como educomunicadores
• favorecer a busca da verdade
• compartilhar os recursos com sinergia
• participar do progresso dos povos
• investir em recursos humanos e econômicos
NOVOS PROTAGONISTAS PARA A MISSÃO DA
IGREJA
“Os agentes de comunicação e da cultura
poderão ser pessoas entre tantas que, a diversos títulos,
já atuam nesses âmbitos específicos. Mas poderá
revelar-se disponível também aquele que se encontra
inserido em outro âmbitos pastorais...” (n. 125)
“De modo especial, os jovens são, hoje, quem
reúne competências informáticas, musicais, midiáticas,
artísticas, socioculturais. Os novos animadores deverão
ser especialmente escolhidos entre eles.” (n. 126)
A PRESENÇA DA IGREJA NO MUNDO DA MÍDIA
Hoje, para dar respostas
adequadas a estas questões
no
âmbito
das
grandes
mudanças
culturais,
particularmente sentidas no
mundo juvenil, tornaram-se um
instrumento útil as vias de
comunicação abertas pelas
conquistas tecnológicas. De
fato, pondo à nossa disposição
meios que permitem uma
capacidade
de
expressão
praticamente
ilimitada,
o
mundo
digital
abre
perspectivas e concretizações
notáveis
ao
incitamento
paulino: “Ai de mim se não
anunciar o Evangelho!” (1 Cor
9,16). Bento XVI
Inicialmente, o texto reconhece que o papel e o
controle da mídia por meio de possíveis mecanismos de
participação da sociedade civil é uma das metas a ser
alcançada no contexto da cultura midiática.
Algumas mídias citadas:
 Tv
Rádio
Cinema e vídeo
Teatro
Música
Pintura, escultura e a arquitetura
As novas mídias: segundo o texto, são instrumentos a
valorizar e utilizar com espírito crítico. (n. 160) (ver n. 161)
BISPOS, PRESBÍTEROS, DIÁCONOS, RELIGIOSOS
E LEIGOS
Este capítulo destaca a responsabilidade de
todos neste processo de diálogo entre fé e
cultura. E destaca a Pascom como gestora da
comunicação no espaço eclesial (cf. n. 174)
PLANEJAMENTO DA PASTORAL DA
COMUNICAÇÃO
Este capítulo traz a diferença entre os
conceitos de plano, programa e projetos, para
mostrar a importância de se definirem
prioridades a partir da urgência e
abrangência dos resultados pretendidos. Fala
da necessária integração das ações de
comunicação no contexto do planejamento
geral de pastoral.
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