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Pró-Reitoria de Graduação
Curso de Educação Física
Trabalho de Conclusão de Curso
A INCLUSÃO DOS ALUNOS SURDOS NAS AULAS DE
EDUCAÇÃO FÍSICA, NAS ESCOLAS PÚBLICAS DO PLANO
PILOTO
Autor: Graziela Fernandes de Andrade
Orientador: Profº. Msc. Antônio Carlos Feijão
Brasília - DF
2011
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GRAZIELA FERNANDES DE ANDRADE
A INCLUSÃO DOS ALUNOS SURDOS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA, NAS
ESCOLAS PÚBLICAS DO PLANO PILOTO
Artigo apresentado ao curso de Graduação em
Educação Física da Universidade Católica de
Brasília, como requisito parcial para obtenção
do Título de Licenciado em Educação Física.
Orientador: Profº Msc. Antônio Carlos Feijão
Brasília
2011
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GRAZIELA FERNANDES DE ANDRADE
A INCLUSÃO DOS ALUNOS SURDOS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA, NAS
ESCOLAS PÚBLICAS DO PLANO PILOTO
Resumo:
O processo de inclusão por si só tem sido um assunto bastante discutido no meio educacional,
mas um ponto que vem ganhando destaque é a inclusão dos alunos surdos neste sistema
escolar. A Educação Física torna-se uma grande aliada neste processo, vez que, promove o
desenvolvimento dos níveis motores, cognitivos e sócio-culturais dos alunos surdos. Para
Quadros (2006) o conceito de Língua Brasileira de Sinais é entendido como uma língua que é
meio e o fim da interação social, cultural e científica da comunidade surda brasileira, sendo
uma língua de modalidade visual espacial. Diante disto, este estudo teve como objetivo
investigar, como ocorre a inclusão deste aluno nas aulas de Educação Física? Qual a formação
dos professores que atuam neste espaço? Está inclusão é bem recebida pelos professores?Esta
pesquisa foi constituída por 10 professores de Educação Física, que atuam nas escolas
inclusivas de alunos surdos da Diretoria Regional de Ensino do Plano Piloto. Foram
escolhidos os professores que possuem alunos com surdez severa e profunda, pois tem como
língua de instrução a Língua de Sinais. Como instrumento de coleta foi aplicado um
questionário de características qualitativas, adaptadas pelo próprio autor com base nos
questionários de Roneimar Afonso Almeida (2003) e Thais Nascimento Miranda (2011). Com
base nos dados coletados este trabalho constatou que ocorre a inclusão dos alunos surdos nas
aulas de Educação Física, pois apesar da maioria dos professores não possuírem curso de
Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) há sempre a presença de Intérpretes Educacionais. Os
professores buscam ao máximo preparar suas atividades, de modo que promova a integração
entre alunos surdos e alunos ouvintes. Alguns professores citaram, em conversa informal, que
muitos dos alunos ouvintes passaram a aprender Libras e que com o convívio os alunos usam
a língua como forma de comunicação efetiva com os pares surdos.
Palavras Chaves: Educação Física. Inclusão. Surdez. Língua Brasileira de Sinais.
INTRODUÇÃO
O processo de inclusão por si só tem sido um assunto muito discutido no meio
educacional. A forma como deve ocorrer, as adaptações necessárias e a atuação do professor
neste ambiente escolar, vem sendo fonte de pesquisa de diversos trabalhos. Um ponto que
vem aparecendo um pouco mais como sendo um grande desafio é a inclusão dos alunos
surdos neste sistema escolar. De acordo com Tuxi (2009) a inclusão de alunos surdos vai além
de uma inclusão física e de material adaptados. A inclusão do aluno surdo depende de uma
inclusão que envolve a comunicação, ou seja, todas as trocas que ocorrem na sala de aula.
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Nesse sentido, tem-se por base a Declaração de Salamanca na qual o Brasil juntamente
com outros 87 governos firmaram compromisso na inclusão de alunos com deficiência. O
artigo 19 da referida Declaração, em verdade não é praticado, o qual menciona que: “Políticas
educacionais deveriam levar em consideração as diferenças e as situações individuais. A
importância da língua de sinais como meio de comunicação entre surdos, que deveria ser
reconhecido”. O fato é que os órgãos governamentais legitimam o compromisso com a
inclusão social, mas não disponibilizam de recursos para atendimento educacional das escolas
públicas. O caso do uso da língua de sinais pelo surdo é um exemplo significativo, contudo,
há apenas uma recomendação para que pais e professores aprendam essa língua.
Desta forma, o aumento de políticas públicas voltadas para a inclusão social tem
exigido um grau de adaptação maior que têm acontecido na área da surdez. De acordo com
Quadros (2007), as políticas públicas têm como foco central o acesso e a permanência do
aluno surdo ao sistema de ensino. Mas pouco é dito sobre a acessibilidade lingüística que
deve ser parte primordial nesta inclusão.
A inclusão do aluno surdo, segundo Tuxi (2009), no ensino regular trouxe uma série
de mudanças significativas no cotidiano das escolas, dos professores e alunos. No entanto, um
dos maiores impactos sentidos com esta proposta foi à necessidade do uso de duas línguas e a
presença de dois professores, ao mesmo tempo, nas salas de aula inclusivas de alunos surdos
levando assim ao real significado de inclusão e permitindo que os alunos tivessem acesso a
forma de comunicação.
A inclusão do aluno surdo não deve ser norteada pela igualdade em relação ao
ouvinte e sim em suas diferenças sócio-histórico-culturais, às quais o ensino se ancore em
fundamentos linguísticos, pedagógicos, políticos, históricos, implícito nas novas definições e
representações sobre a surdez. Todavia, selecionar uma língua traz uma série de tensões,
principalmente por se inscreverem um grupo majoritário de ouvintes, e outro grupo
minoritário daqueles que não ouvem.
Segundo Tuxi (2009), a escola ao considerar o surdo como ouvinte numa lógica de
igualdade, lida com a pluralidade dessas pessoas de forma contraditória, ou seja, nega-lhe sua
singularidade de indivíduo portador de deficiência auditiva. Tais inconsistências reivindicam
uma revisão educacional, que trace uma nova visão curricular com base no próprio surdo. Em
relação à polêmica discussão acerca da educação dos surdos, configura-se a questão
curricular, pois as escolas encontram-se atreladas a uma ideologia oralista, conveniente aos
padrões dos órgãos de poder. Na educação dos surdos, o currículo faz parte de práticas
educativas e é efeito de um discurso dominante nas concepções pedagógicas dos ouvintes.
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Estas ações materializam-se na afirmação de que o currículo é um espaço contestado
de relação de poder, o que significa dizer que, nas práticas escolares, estas questões estão
literalmente veiculadas em uma ordem necessária. O que a escola discute atualmente, por
meio de seu currículo, é que “como se organizam os saberes e o conhecimento dentro do
espaço para se ter uma educação de qualidade” (SILVA, 2001, p. 89).
Conforme nos ensina Silva (2001), é preciso se assumir uma perspectiva sóciolingüística e antropológica na educação dos surdos dentro das instituições escolares
considerando a condição bilíngüe do aluno surdo.
O desenvolvimento da expressão corporal é fundamental para o aluno surdo, haja
vista, que este se comunica por meio da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) que é uma
língua espaço-visual, dessa maneira, necessita ser estimulado para que seu desenvolvimento
possa ser capaz de promover uma maior interação com a língua e com os outros.
A Educação Física passa a ser uma importante aliada no desenvolvimento dos níveis
motores, cognitivo e sócio-cultural para os surdos, isso porque, as aulas possuem
características diferenciadas, pois, são desenvolvidas ao ar livre, sejam nos pátios ou ginásios
das escolas, proporcionando maior interação do aluno surdo com os outros alunos, pois lhes
permite maior liberdade, tornando-os mais espontâneos e criativos.
De acordo com Gorgatti (2005), é exatamente por esse motivo que a Educação Física
torna-se imprescindível para a formação psicomotora e cognitiva do surdo, e a capacitação
dos profissionais para atuarem nessa área torna-se essencial, vez que, além de constituir uma
área de trabalho que está em grande ascensão, devido à inclusão nas escolas de ensino regular,
é uma linha de pesquisa emergente.
Dessa forma, não há dúvidas da importância e influencia que a atividade física, ou a
prática esportiva ou recreativa, representam para a formação do ser humano, e aqui em
especial para o aluno surdo, pois além de possibilitar que ela se movimente descobrindo-se,
permite também que descubra o mundo a sua volta desenvolvendo-se física, mental,
emocional, lingüística e socialmente.
É nesse sentido que está à relação e a influência da Educação Física para o surdo e a
contribuição que esta pode proporcionar para o melhor desenvolvimento de sua capacidade de
comunicação e de sua melhor integração social.
Mas como ocorre a inclusão do aluno surdo nas aulas de Educação Física? Qual a
formação dos professores que atuam neste espaço? As escolas possuem uma estrutura para
atenderem alunos surdos? Como são feitas as dinâmicas, os jogos e a interação nas aulas e
entre os alunos e professores?
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Sendo assim, este trabalho tem como objetivo geral investigar como se dá a inclusão
dos alunos surdos nas aulas de Educação Física, nas Escolas Públicas do Plano Piloto.
Também será verificado nas escolas inclusivas do Distrito Federal como se dá a inclusão dos
mesmos, nas aulas de Educação Física, e se esta é bem recebida pelo professor de Educação
Física, e se há formação específica para o atendimento desses alunos.
Para se atingir aos objetivos propostos, foi realizada uma pesquisa qualitativa que teve
como instrumento principal o questionário. O questionário foi feito com professores da área
de Educação Física em escolas públicas do Plano Piloto. Foram obtidos dados os quais
permitiu realizar uma análise sobre a formação do profissional que atua na área de Educação
Física e como ocorre a inclusão destes alunos.
Para um melhor entendimento da pesquisa realizada este trabalho foi dividido em
quatro partes: A primeira será apresentada o que é a inclusão de alunos surdos no sistema
regular de ensino. A segunda parte conta sobre a Língua Brasileira de Sinais, seus conceitos e
a importância desta para o aluno surdo, a terceira apresenta a metodologia e a discussão feita
com base nos fatos encontrados. O último traz as considerações finais apresentando os
resultados do trabalho.
O PROCESSO DE INCLUSÃO DO ALUNO SURDO
De acordo com Silva (2007) é importante ressaltar que o processo de inclusão do
aluno surdo necessita de ser feito desde a educação infantil, pois é neste momento que ele tem
início de conceitos básicos, que até o momento não foram passados pelo ambiente familiar,
pois 93% dos surdos nascem em lares onde os pais são ouvintes.
Além de Silva (2007), Damázio (2007) também relata a necessidade do
desenvolvimento da capacidade representativa e lingüística dos alunos com surdez. Sendo
assim é preciso que o ambiente educacional possua a Língua de Sinais, língua hoje já
reconhecida com sendo a língua natural do surdo.
Tendo como base a idéia de acessibilidade é necessário que a escola comum programe
ações voltadas para a educação de surdos, ou seja, utilizando nos espaços educacionais a
Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Com o acesso linguístico os alunos com surdez
passam a conviver em ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e
explorem suas capacidades como um todo.
De acordo com Salles (2007) o meio no qual a criança se encontra sobre tudo o da
escola, tem que oferecer condições para que os alunos surdos se desenvolvam completamente,
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e o local deve promover trocas simbólicas que aconteçam de maneira significativa ao aluno, e
se isso não acontecer compromete o seu desenvolvimento.
A escola inclusiva, de acordo com Quadros (2004) deve oferecer aos alunos surdos um
atendimento especializado, contemplando o ensino de Libras, e o ensino do Português
utilizando como língua de instrução a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), que é a primeira
língua do surdo e a Língua Portuguesa uma segunda língua.
Neste espaço com acesso a um processo educacional bilíngue, ou seja, as duas línguas
presentes, é possível que o aluno surdo tenha uma participação maior e mais efetiva. Mas para
tanto é preciso que os professores, gestores, servidores enfim todos que estão presentes no
espaço educacional conheçam e valorizem a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Língua de
uso natural e próprio do surdo.
LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS)
Para Quadros (2006) o conceito de Língua Brasileira de Sinais é entendido como uma
língua que é o meio e o fim da interação social, cultural e cientifica da comunidade surda
brasileira, sendo uma língua de modalidade visual espacial.
Para Felipe (2007) algumas pessoas acreditam que a LIBRAS é o português feito com
as mãos, na qual os sinais substituem as palavras desta língua. Contudo isso é um engano a
mesma autora afirma que mitos precisam ser desfeitos porque a LIBRAS, como toda língua
de sinais, é uma língua de modalidade visual espacial que utiliza, como meio de comunicação,
movimentos gestuais e expressões faciais que são percebidos pela visão, portanto, diferente da
Língua Portuguesa, uma língua de modalidade oral-auditiva.
O documento da Secretaria Nacional de Justiça (2009, p.9) destaca a comunicação dos
surdos da seguinte forma:
Para se comunicar o surdo utiliza sinais manuais e expressões faciais, que formam
uma língua gramaticalmente estruturada, conhecida como Língua Brasileira de
Sinais (LIBRAS). No entanto há também os que falam oralmente e fazem leitura
labial. Secretaria Nacional de Justiça (2009, p.9).
O documento emitido pela Secretaria Nacional de Justiça (2009) registra que o
aprendizado da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) ou o desenvolvimento da fala desde
cedo dependerá do contexto familiar no qual a criança vive e do grau da deficiência, a família
deve escolher em qual meio linguístico a criança deverá ser inserida.
De acordo com Salles (2007) é fundamental o contato da criança surda com adultos
surdos e outras crianças surdas para que haja um espaço linguístico favorável á aquisição da
8
língua, possibilitado por um ambiente de imersão em língua de sinais. A autora ressalta ainda,
que se uma criança surda puder aprender a língua de sinais da comunidade surda na qual será
inserida, ela terá mais facilidade em aprender a língua oral-auditiva da comunidade ouvinte.
Tendo como base o que os autores afirmam foi possível perceber que a educação dos
surdos deve ser realizada em língua de sinais e o espaço educacional adaptado para suas
peculiaridades. E a Educação Física, passa por estas adaptações? E os professores que atuam
neste espaço são preparados para lidar com essa diversidade? Sendo assim, o objetivo deste
trabalho é investigar como se dá a inclusão dos alunos surdos nas aulas de Educação Física,
nas Escolas Públicas do Plano Piloto.
METODOLOGIA
No intuito de realizar uma pesquisa mais participativa, que colhesse fatos e dados no
próprio contexto escolar, tomou-se como base uma abordagem qualitativa.
Segundo Tuxi (2009) a abordagem qualitativa tem um papel importante na
constituição da pesquisa.
Pela abordagem qualitativa é possível entender os processos e as trocas feitas em um
determinado contexto social interativo específico, a escola. Esta instituição pode ser
entendida como participante no processo de constituição do sujeito que está sendo
investigado, permitindo analisar as influências das relações sociais e das interações
que ele estabelece com seus pares. (TUXI, 2009, p.38).
Na escola o pesquisador teve também a oportunidade de perceber a interação entre os alunos
surdos e ouvintes com seus professores e entre eles.
PARTICIPANTES
Foi constituída por 10 professores de Educação Física, de ambos os sexos, das escolas
(CEMEB, CASEB, CEF 214 SUL, CESAS) da Diretoria Regional de Ensino do Plano Piloto,
que atuam nas escolas inclusivas de alunos surdos. Os professores que foram escolhidos para
a pesquisa foram aqueles que possuem alunos com surdez severa e profunda, pois estes tem
como língua de instrução a língua de sinais. É necessário destacar que os alunos surdos
moderados e leves em grande parte utilizam o Português oral como forma de comunicação.
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INSTRUMENTOS
Para analisar os aspectos da inclusão dos alunos surdos foi aplicado um questionário de
características qualitativas, adaptado pelo próprio autor com base nos questionários de
Roneimar Afonso Almeida (2003) e Thais Nascimento Miranda (2011), composto por 13
(treze) questões fechadas, as quais buscam analisar a capacitação profissional dos professores.
PROCEDIMENTOS
O questionário foi aplicado pelo próprio pesquisador, de 10 a 23 de maio de 2011, que
o entregou aos professores no horário de aula e o recolheu no mesmo dia.
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RESULTADOS E DISCUSSÃO
Perguntas
1- Há quanto tempo trabalha como professor de Educação Física?
2- Qual o seu grau de instrução?
7- Em média quantos alunos surdos participam de sua aula?
80%
Gráfico 01
70%
50%
60%
80%
60%
20%
20%
10%
0%
10%
10%
20%
10%
30%
10%
40%
20%
50%
10%
0%
Idade (anos)
Grau de Instrução
Quantidade de alunos surdos atendidos
se observar no gráfico 01 que 60 por cento dos entrevistados trabalham como
Pode-se
professor de Educação Física dentre 11 e 20 anos. Os professores em
m sua grande maioria
possuem Pós Graduação.. Outro dado importante observado, é que 50 por cento dos
professores tem em suas aulas entre 5 e 10 alunos surdos e 20 por cento apresentaram mais de
11 alunos em suas turmas.
11
Pergunta
3- Fez curso de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais)?
90%
Gráfico 02
90%
80%
70%
60%
10%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
Sim
Não
Curso de LIBRAS
Foi possível perceber,
perceber no gráfico 02, que apesar da escola ser inclusiva, apenas 1 dos
10 professores possuem um curso de Libras. De acordo com Quadros (2007) a comunicação
do aluno surdo inserido em ambiente bilíngue deve ser respeitada, pois sua primeira língua é a
Língua de Sinais.
Contudo é importante destacar a presença de Intérpretes
Intérpretes Educacionais - IE nas aulas
de Educação Física. De acordo com Tuxi (2009) Intérprete Educacional é aquele que media,
auxilia e realiza interpretações da Libras para o Português e vice-versa.
vice
Um fato que merece destaque é que nenhum dos IEs possui formação
for
na área de
Educação Física. Sendo assim necessário, que o professor explique não só para o aluno mas
também para o intérprete.
12
Pergunta
4- Como foi a sua capacitação para trabalhar com a Educação Física inclusiva?
20%
0%
40%
0%
40%
30%
60%
70%
80%
80%
Gráfico 03
0%
Capacitação
Um ponto a ser destacado no gráfico 03, no qual foi permitido marcar mais de uma
resposta, é que oitenta por cento dos professores participaram de cursos de Educação Física
inclusiva. Ficando apenas vinte por cento afirmando que o aprendizado ocorreu apenas por
experiência própria.
De acordo com Silva (2007) as escolas que desejam realizar o processo inclusivo de
alunos surdos, devem estar preparadas principalmente para lidar com essa realidade. Tacca
(2006) aponta que ao adotar a postura de inclusão o ambiente deve estar preparado.
Outro dado importante apresentado pelos entrevistados, é que dentre os oito
professores que fizeram cursos, apenas três fizeram o curso dentro da Secretaria de Educação.
Fica claro que há a necessidade de uma pesquisa futura para entender o motivo dos cursos
curs
terem sido feitos em instituições diferentes da SEDF. Será que poucas vagas são oferecidas?
Ou o grupo da Educação Física não é incitado a participar dos cursos, pois na sua grande
maioria estes são voltados para as áreas da educação infantil ou ensino fundamental com foco
na alfabetização ou conteúdos curriculares como português ou matemática?
Um aspecto que deve ser apreciado, é que todos acreditam ter capacidade para
trabalhar na área de Educação Física inclusiva.
13
Pergunta
5- A partir da implantação do processo de inclusão das pessoas com necessidades
educacionais especiais, o que mudou nas aulas de Educação Física?
60%
80%
Gráfico 04
80%
20%
20%
0%
0%
40%
20%
20%
60%
0%
5.1
5.2
5.3
5.4
5.5
5.6
Mudanças após a implantação do processo de inclusão
5.7
Legenda:
5.1- Aceitação dos outros colegas com as pessoas com deficiência.
5.2- Mais participação e interesse dos outros alunos com deficiência nas aulas de Educação Física.
5.3- Participação das pessoas com deficiência em atividades físicas fora da escola.
5.4- Melhor socialização.
5.5- Menos participação e interesse pelas aulas.
5.6- Mais participação e interesse pelas aulas.
5.7- Não houve modificação.
Com esta pergunta foi possível perceber que todos os entrevistados apontaram que o
processo de inclusão trouxe benefícios para as aulas de Educação Física. Na maioria o ponto
mais destacado foi a socialização. De acordo com Mrech (2000)
(2000) o ponto de destaque para o
processo inclusivo, não está só no educacional, mas principalmente no social, onde o
indivíduo forma a sua imagem e percebe que inerente as suas deficiências há um cidadão com
um objetivo social a cumprir.
O próximo ponto que
que merece destaque pelos professores é o aumento na participação
das pessoas com deficiência em atividades físicas dentro das aulas ministradas. Tendo como
consequências futuras o surgimento de novos atletas ou mesmo praticantes de atividades
físicas diversas
as fora do ambiente educacional.
Pelo gráfico foi possível perceber que 60 por cento do grupo apontam que com a
implantação da inclusão na área de educação física, outros colegas passaram a aceitar melhor
os colegas que possuem uma deficiência.
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Pergunta
6- Você
ocê acredita que as aulas de Educação Física para os alunos surdos, por meio da
utilização da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), contribui para elevar a autoauto
estima do aluno surdo?
60%
Gráfico 05
40%
70%
60%
50%
40%
0%
30%
20%
10%
0%
Sim
Não
Em parte
Elevação da autoestima por meio da LIBRAS nas aulas de Educação Física
Esta foi uma pergunta que apresentou um resultado conflitante. No gráfico 05,
sessenta
essenta por cento acredita que sim, que a Educação Física, utilizando como forma de
comunicação a Libras, contribui para melhorar ou mesmo elevar a auto-estima
auto
do aluno
surdo. Em contrapartida quarenta por cento, apontam que o uso da Libras na aula
a
auxilia em
parte, apenas a auto-estima
estima do aluno surdo. Outras atividades realizadas são mais importantes
para o desenvolvimento
to da autoestima do aluno surdo, e ainda estão assimilando um processo
educacional bilíngüe.
Tuxi (2009) afirma que as aulas ministradas
ministradas com a presença de Libras, são muito mais
interessantes e de proveito educacional e didático para o aluno surdo. Pois os conceitos
apresentados
ados na língua natural do aluno permite que sua sistematização e significação
ocorram de forma completa.
15
Pergunta
8- Os alunos surdos interagem com os outros alunos?
80%
Gráfico 06
80%
70%
60%
50%
30%
10%
10%
40%
20%
10%
0%
Sim
Às vezes
Não
Interação dos alunos surdos com os outros alunos
O gráfico 06 apresenta que, oitenta por cento dos professores afirmam que há
interação entre os alunos. Ficando claro assim que o processo de inclusão de alunos surdos e
ouvintes pode dar certo, como afirma Silva (2007). Contudo um professor afirmou que não.
Que não há interação entre os alunos surdos e ouvintes. Nesta escola foi possível perceber que
há um grande número de alunos surdos. Talvez não tenha sido feito uma introdução dos
alunos
os surdos para como os alunos ouvintes. A pesquisadora em questão tentou observar
melhor este espaço escolar e constatou que os alunos surdos como são mais que onze formam
times e os grupos escolhidos para realizar as dinâmicas na sua maioria são formados apenas
pelos surdos.
Apenas um professor respondeu que em parte, ocorre uma integração entre os alunos.
Durante a entrevista foi possível perceber que o que influencia nesta integração é o tipo de
dinâmica abordada. Quando há necessidade de uma comunicação
comunicação efetiva para realizar as
tarefas, os grupos de surdos de organizam como um bloco. Quando a atividade realizada tem
um baixo grau de comunicação (exemplo: futebol que utiliza mais gestos e apontamentos)
eles interagem.
16
Pergunta
9- Você promove jogos de integração
integração com os alunos surdos e os alunos ouvintes?
90%
Gráfico 07
90%
80%
70%
60%
50%
30%
0%
10%
40%
20%
10%
0%
Normalmente
Raramente
Não
Promoção de jogos entre alunos surdos e ouvintes
Apesar de a interação ser um dos objetivos do processo inclusivo (MRECH, 2000) um
dos professores respondeu que às vezes realiza atividades que promovam a interação entre
surdos e ouvintes. Noventa por
por cento dos professores tem esse objetivo da interação e
realizam atividades que promovam este movimento. Foi possível perceber que nas escolas
onde os professores tem esta consciência, os grupos são mais abertos e participam mais das
atividades propostas. É importante destacar que a pesquisadora adota a postura de que a
integração entre os grupos distintos deve ser feita e promovida pelo educador físico.
É preciso lembrar que a Educação Física tem dentre os seus objetivos promover a
interação entre seus praticantes, independente da sua condição física, idade e demais
características que o torne “diferente” do grupo maioritário.
17
Pergunta
10- A turma discrimina os alunos surdos?
90%
Gráfico 08
90%
80%
70%
60%
0%
40%
10%
50%
30%
20%
10%
0%
Todos
Alguns
Nínguém
Discriminação dos alunos surdos pela turma
Felizmente durante o trabalho de pesquisa feita foi possível perceber que noventa por
cento dos professores não reconheceram a discriminação como uma atitude que ocorre no
meio educacional do qual eles fazem parte. Este é um dado importante que mostra como a
inclusão trouxe uma melhora na forma de socialização
socialização de pessoas “diferentes”.
“di
Apenas um
educador afirma que ainda ocorre, de maneira bem isolada, ou seja,
seja um ou dois casos, ainda
tem a postura de discriminar o aluno surdo que está inserido no ambiente educacional
inclusivo.
Quadros (2007) afirma que o surdo no ambiente educacional
educacional bilíngue se vê como um
sujeito valorizado, confiante e pleno. Suas atividades sociais são reconhecidas e a convivência
com a comunidade ouvinte é muito mais respeitada e agradável. A escola e o educador que
tem a postura de reconhecer o surdo pelo
pelo que ele é e não pelo que lhe falta, no caso a fala e a
audição, auxiliam no processo de respeito e inclusão do surdo no meio ouvinte. Auxiliando
assim para que a discriminação, não esteja presente entre os alunos.
18
Pergunta
11- Você considera importante
important esta integração?
100%
Gráfico 09
100%
80%
0%
60%
40%
20%
0%
Sim
Não
Considera importante esta integração
Novamente um dado que mostra como a escola mudou nos últimos anos, é que cem
por cento dos entrevistados, responderam que sim. Que a integração entre surdos e ouvintes é
importante e deve acontecer. São posturas com a desses educadores,
educador
que auxiliam na
promoção de uma escola melhor, um espaço educacional inclusivo, onde o aluno surdo tem a
sua cidadania constituída, não com base na diferença ou na “pena’ mas sim na sua capacidade.
19
Pergunta
12- Você considera que sua aula proporciona a inclusão deste aluno surdo nas aulas de
Educação Física?
80%
Gráfico 10
80%
70%
60%
20%
50%
0%
40%
30%
20%
10%
0%
Sim
Às vezes
Não
Sua aula proporciona a inclusão do aluno surdo nas aulas de Educação Física
A pergunta acima,, gráfico10, reflete o que essa pesquisa veio analisar. Oitenta por
cento dos educadores responderam que sim, o processo de integração dos alunos surdos,
promove uma troca entre os alunos surdos e os alunos ouvintes. Fica claro que todo o trabalho
desenvolvido pelo sistema
stema educacional pelo grupo da educação especial, vem mostrando
resultados agora. Os vinte por cento de professores que marcaram “às vezes”, são professores
que ainda não estão interados ao processo de inclusão e estão assimilando as práticas
adaptadas.
20
Pergunta
13- Você acha que a integração deste aluno surdo na escola proporciona uma melhor
integração e convívio social fora da escola?
80%
Gráfico 11
80%
70%
60%
20%
50%
0%
40%
30%
20%
10%
0%
Sim
Às vezes
Não
A integração do aluno surdo na escola proporciona uma melhor integração e convívio social
fora da escola
Como resposta a maioria dos professores afirmaram que sim, que a integração do
aluno na escola proporciona uma integração social melhor. De acordo com Tuxi (2009) ao
entender e valorizar o indivíduo surdo o sujeito ouvinte passa a entender melhor a diversidade
e também a necessidade das adaptações estarem presente na vida de todos. Os professores
que assinalaram que às vezes a integração auxilia o aluno surdo no seu desenvolvimento
desenvol
social acreditam que há outros fatores mais relevantes para esta integração.
21
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com base nos dados obtidos e nas pesquisas feitas, este trabalho constatou que ocorre
a inclusão do aluno surdo nas aulas de Educação Física. Também foi possível perceber que os
professores possuem uma formação em educação especial e que ainda não possuem formação
em Libras. Contudo esta realidade está mudando, pois de acordo com a Lei 10436/2002 e o
Decreto 5626/2005 a disciplina de Libras se tornou obrigatório para todos os cursos de
licenciatura. Sendo assim futuramente os educadores físicos terão essa formação já na sua
graduação.
Quanto ao preparo das escolas, durante o encontro com os professores que
responderam aos questionários é possível perceber que tudo é muito novo. O corpo docente, a
equipe gestora e os pais ainda estão assimilando esse processo de inclusão principalmente dos
alunos surdos, que envolve outra língua.
Os professores buscam ao máximo preparar suas dinâmicas, os jogos como objetivo de
integrar os alunos ouvintes e os alunos surdos, e essa integração já traz resultados. Em duas
escolas os alunos ouvintes já aprenderam em grande parte da turma o alfabeto e alguns sinais
da LIBRAS. O aprendizado da Língua de Sinais como forma de comunicação não auxilia
apenas o indivíduo surdo, mas também o aluno ouvinte que passa a entender que o “diferente”
da grande maioria, também pode ser legal!
Em virtude da natureza da Educação Física em sua maioria ter como base os
movimentos é possível que o aluno surdo “leia” os gestos dos seus professores, quando as
Interpretes de Educacionais não estão presentes.
Sendo assim, este trabalho atingiu o seu objetivo e constatou que há nas aulas de
Educação Física, nas Escolas Públicas do Plano Piloto, a inclusão dos alunos surdos, pois
apesar de 90 por centos dos professores não possuírem curso de LIBRAS, há sempre a
presença de Intérpretes Educacionais – IE nas aulas, proporcionando assim uma efetiva
comunicação entre o professor e o aluno surdo. Outro destaque é a excelente receptividade de
todos os professores com o processo de inclusão nas escolas.
22
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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aula de Educação Física. Monografia de Graduação, Universidade Católica de Brasília –
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23
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ANEXOS
QUESTIONÁRIO
1) Há quanto tempo trabalha como professor de Educação Física?
______ anos
2) Qual o seu grau de instrução?
( ) Superior ( ) Pós Graduação ( ) Mestrado ( ) Doutorado
3) Fez curso de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais)?
( ) Sim
( ) Não
4) Como foi a sua capacitação para trabalhar com a Educação Física inclusiva?
( ) Cursos (por conta própria)
( ) Cursos (oferecidos pela escola)
( ) Curso a distância
( ) Experiência profissional (dia-a-dia)
( ) Especialização
( ) Nenhuma
5) A partir da implantação do processo de inclusão das pessoas com necessidades
educacionais especiais, o que mudou nas aulas de Educação Física?
( ) Aceitação dos outros colegas com as pessoas com deficiência.
( ) Mais participação e interesse dos alunos com deficiência nas aulas de Educação
Física.
( )Participação das pessoas com deficiências em atividades físicas fora da escola.
( ) Melhor socialização
( ) Menos participação e interesse pelas aulas.
( ) Mais participação e interesse pelas aulas.
( ) Não houve modificação.
6) Você acredita que as aulas de Educação Física para os alunos surdos, por meio da
utilização da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), contribui para elevar a autoestima do aluno surdo?
( ) Sim
( ) Não
( ) Em parte
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7) Em média quantos alunos surdos participam de sua aula?
( )0a1
( ) 5 a 10
( )2a4
(
) Mais de 11 alunos.
8) Os alunos surdos interagem com os outros alunos?
( ) Sim
( ) Às vezes
( ) Não
9) Você promove jogos de integração com os alunos surdos e os alunos ouvintes?
( ) Normalmente
( ) Raramente
( ) Não
10) A turma discrimina os alunos surdos?
( ) Todos
( ) Alguns
( ) Ninguém
11) Você considera importante esta integração?
( ) Sim
( ) Não
12) Você considera que sua aula proporciona a inclusão deste aluno surdo nas aulas de
Educação Física?
( ) Sim
( ) Às vezes
( ) Não
13) Você acha que a integração deste aluno surdo na escola proporciona uma melhor
integração e convívio social fora da escola?
( ) Sim
( ) Às vezes
( ) Não
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Graziela Fernandes de Andrade