EDIÇÃO Q U I N Z E NA L Nº 198 • 25 de outubro a 10 de novembro de 2014 www.jornalbelvedere.com.br IMPRESSO Violência volta a assombrar o Belvedere Novas ocorrências de assalto a mão armada, roubo a residências e até mesmo um assalto seguido de estupro, deixam a comunidade em pânico. Agressividade dos bandidos está assustando moradores que pedem uma ação mais efetiva por parte das autoridades. Páginas 6 e 7 Usuários da BR-040 contam com oferta de novos serviços Copasa quer retirar água da Lagoa dos Ingleses Página 8 O estilo saudável da Dieta Mediterrânea Página 15 A informação de que a Copasa e mineradora podem retirar água das lagoas dos Ingleses, Miguelão, Codornas e Água Limpa, através de bombeamento, para reforçar abastecimento em BH, como prevenção ao racionamento na Capital, trouxe muita preocupação e até mesmo revolta aos moradores dos condomínios lotados no Alphaville e região, inclusive repercutindo na Câmara dos Vereadores de Nova Lima. O presidente da Câmara Municipal de Nova Lima, vereador Nélio Aurélio afirmou que vai exigir mais compromissos da empresa com os nova-limenses: “Os moradores já são penalizados por não haver um tratamento mais adequado para o esgoto naquela região, agora vão ter que ceder a água da lagoa?”, questionou. Página 3 Mostra traz os 57 anos de carreira de Carlos Bracher Ouro Preto, 81 x 100 de 1985 Página 17 2 Nº 198 25 de outubro a 10 de novembro de 2014 Publicação da SC Soluções em Comunicação e Editora Ltda. Registro no Cartório Jero Oliva nº 1.112 - Livro B Redação e Administração: Av. Luís Paulo Franco, 500 • Sl. 705 Belvedere • Belo Horizonte • MG CEP 30.320-570 Telefones: (31) 3286-2201 (31) 3264-0211 www.jornaldobelvedere.com.br [email protected] Diretora: Maria Goretti Sena Editora e jornalista responsável: Maria Goretti Sena Reg. MTB nº3.053/MG Diretor Comercial: Carlos Corrêa Publicidade / Comercial: [email protected] Carlos Correa • (31) 8482-9817 Programação Visual: Derivan da Silva Circulação/Distribuição: Vinícius Leon Impressão: Fumarc Distribuição gratuita: Belvedere, Alto Santa Lúcia, Avenida Bandeirantes, Vila da Serra, BR 040, Condomínios Horizontais e Centro Histórico de Nova Lima. *Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião do Jornal. OPINIÃO Processo do Vila Castela, provavelmente, sem acordo POR WALMIR BRAGA * Advogado e presidente da Promutuca e da Frente das Associações em Defesa do Trânsito do Vetor Sul M ais uma vez voltamos ao tema do chamado “Processo Vila Castela II”, que se aproxima do final das atuais negociações para um possível acordo. Ao ser publicada esta coluna, provavelmente já terá ocorrida a audiência de encerramento da tentativa negocial, agendada para o dia 29 de outubro, na 14ª Vara da Justiça Federal de BH. Para reavivarmos a lembrança, fazemos um pequeno resumo dos principais acontecimentos dessa fase negocial: a) Em fevereiro mostramos que a PROMUTUCA tinha intenção e acreditava no acordo. Ficou evidente a nossa boa vontade e para a conciliação bastava que o empreendedor entendesse que algumas adequações do projeto eram (e continuam sendo) imprescindíveis. b) Pelo menos quatro audiências ocorreram desde então, intermediadas por uma inspeção do Ministério Público Federal, uma inspeção Judicial, além de muitas horas dedicadas às negociações internas e com os empreendedores, além de outras tantas nas reuniões com o Ministério Público Federal. c) Nesse período conseguimos avançar em pontos antes inconciliáveis, dentre os quais destacamos o saneamento das divergências em relação às nascentes e cursos d´agua, o compromisso de que as áreas sobre as linhas de transmissão não fossem consideradas para compensação ambiental e que as compensações de supressão de mata atlântica que fossem eventualmente autorizadas pelo IBAMA acontecessem na mesma mi- Foto: divulgação crobacia. Porém, estes pontos, que aparentemente denotam uma “concessão do empreendedor”, nada mais são do que observar e seguir o que a atual legislação para os processos de licenciamento ambiental de empreendimentos do tipo, porte e localização do que estamos discutindo. Este ponto é fundamental. Não houve “concessão” e sim o compromisso de observar a atual legislação. Exatamente o que entendemos que deve ser aplicado. A parte negocial ficou efetivamente em dois pontos: o primeiro, a implantação de um corredor ecológico na região do empreendimento, que seria oportunamente interligado ao restante do corredor ecológico do Vale do Mutuca, e deste para todo o município de Nova Lima. O segundo tópico negocial efetivo se referia à declividade de alguns lotes. Conseguimos avançar na promessa de criação do corredor ecológico, mas paramos na questão da declividade. Mostramos que o “mapa de declividade” que até agora é considerado no processo de licenciamento ambiental é falho, já que feito considerando curvas de nível de 10 em 10 metros, o que deforma a avaliação geral do local. Buscamos, até o ultimo momento, sensibilizar os empreendedores para que um novo mapa de declividade fosse feito, com curvas de nível de metro em metro, como exige a atual legislação. Esse novo mapa mostraria a realidade fática do local e daria segurança jurídica para as partes: para a PROMUTUCA ter certeza de que não haveria intervenções em lotes cuja declividade impede – legalmente – o seu parcelamento e uti- lização. Aos empreendedores, para que fizessem projetos com a certeza de que não seriam questionados neste ponto tão sensível. Diante dos possíveis problemas com a declividade, a PROMUTUCA, mais uma vez mostrando que não é radical e que busca um acordo que represente a adequação do empreendimento às atuais legislação e necessidades ambientais, propôs que os lotes das áreas de declividade mais sensíveis fossem adequados, para algo em torno de 4.000 m2, de forma a permitir a implantação de construções e, ao mesmo tempo, respeitar e dar condições efetivas de que a mata atlântica e as áreas verdes fossem minimamente preservadas. Até o ultimo momento ficamos (e estamos) aguardando a resposta a uma pergunta básica: Qual a resistência em se fazer um novo mapa de declividades, de metro em metro? Até o fechamento desta coluna a resposta não veio. Sem ela, não temos como avançar no acordo e, provavelmente, iremos ter um dos três desfechos básicos possíveis nesta ação do Ministério Público Federal: a) será feita uma perícia judicial, para se aferir as questões ambientais existentes e, ainda, a declividade efetiva dos lotes, determinando-se quais terem impedimentos legais para receber construções; b) o processo será extinto, sem julgamento de mérito, por questões de ordem processual, cujos riscos foram detectados, alertados e assumidos pelas duas Assembleias da PROMUTUCA que trataram do tema; c) será homologado o acordo proposto pelo Ministério Público Federal, sem a anuência total da PROMUTUCA. Nos dois últimos casos, a liminar que hoje impede qualquer intervenção no local deixará de existir e, provavelmente, novas intervenções irão ocorrer. Nesse caso, nos restará a propositura de novas ações, seja pela Associação, seja por representação junto ao MP Estadual ou ao MP Federal. Ou seja: mais disputas, mais desgastes, mais incertezas, mais sofrimentos para todos. Por isto entendíamos (e entendemos) que o acordo continha dois fatos positivos e negativos, ao mesmo tempo, para as duas partes. O acordo é (ou era) ruim para a PROMUTUCA porque ia além do que gostaríamos que fosse. É (ou era) ruim para os Empreendedores, porque em tese estariam cedendo além da obrigação legal, dentro da interpretação que eles fazem da legislação aplicável. Contraditoriamente, o Acordo é (ou era) bom para a PROMUTUCA porque iríamos obter garantias da preservação do corredor ecológico e do cumprimento da legislação atual. É (ou era) bom para os empreendedores, porque lhes daria segurança jurídica para continuar a implantação do empreendimento e teria o encerramento de vários litígios. Infelizmente, parte dos empreendedores não compreendeu esses pontos e dificilmente teremos acordo na audiência. Nos restará acompanhar e ver o que teremos pela frente, mantendo a nossa intenção de defesa intransigentes dos nossos princípios, ao mesmo tempo em que negociamos aquilo que seja possível. Negociamos tudo, menos princípios! www.promutuca.com.br [email protected] (31) 3581-1166. ŵƉƌĠƐƟŵŽĐŽŵǀĞşĐƵůŽĐŽŵŽŐĂƌĂŶƟĂ͘ O seu carro vale dinheiro para realizar seus projetos. Veículo na garagem e dinheiro na mão. Fale com um dos nossos consultores. PAN Soluções para Sua Vida Av. Luiz Paulo Franco, 977 - Tel.: (31) 3286-2251 bancopan.com.br Facebook.com/BancoPan A PAN Soluções para Sua Vida é correspondente no país do Banco PAN S.A, nos moldes da Resolução n.º 3.954/11, do Conselho Monetário Nacional. Para mais informações consulte o site www.bancopan.com.br, o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) 24 horas por dia, 7 dias por semana 0800-776-8000 - Atendimento para deficientes auditivos e de fala 0800-776-2200 e Ouvidoria 2ª a 6ª, das 08h as 18h. 0800 776 9595. MEIO AMBIENTE Nº 198 25 de outubro a 10 de novembro de 2014 Moradores de condomínios estão preocupados com retirada de água da Lagoa dos Ingleses 3 Copasa e mineradora anunciam que podem retirar água das lagoas dos Ingleses, Miguelão, Codornas e Água Limpa, através de bombeamento, para reforçar abastecimento em BH. O município de Nova Lima, a caixa d´água da Grande Belo Horizonte, responsável pelo fornecimento de água tratada para cerca de 43% da população da Região Metropolitana de Belo Horizonte, poderá estar sendo obrigada a fornecer ainda mais esse recurso, para evitar o desabastecimento e o racionamento de água em BH. Para isso, a Copasa está recorrendo à retirada de água da Lagoa dos Ingleses, no Alphaville, Miguelão, Codornas e Água Limpa, através de bombeamento para o Rio de Peixes e desse para o Rio das Velhas. A notícia dessa possibilidade trouxe muita preocupação e até mesmo revolta aos moradores dos condomínios lotados no Alphaville e região, inclusive repercutindo na Câmara dos Vereadores de Nova Lima. A Associação representativa de moradores do Alphaville Lagoa dos Ingleses buscou apoio do deputado Fred Costa (PEN) que já agendou para o próximo dia 28 de outubro, uma reunião entre os moradores e o presidente da Copasa, Ricardo Simões, para discutir o assunto. A decisão se deu a partir de uma reunião realizada no sábado, dia 18, na sede da Administração do Alphaville. A notícia sobre a utilização da água pela Copasa veio através da AngloGold Ashanti, que mantém algumas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) na região para geração de energia utilizada em suas atividades extrativistas. Segundo informações de moradores, “a mineradora usa 60% da energia gerada em seu próprio negócio e vende 40% para a Cemig, sem ressarcir ou compensar o município e seus habitantes”. No último dia 16 de outubro, o complexo formado pelo Miguelão, Codornas e Lagoa dos Ingleses pertencente à mineradora AngloGold aumentou sua vazão em 500 litros por segundo, para ajudar no abastecimento de água em Belo Horizonte. A Copasa, que já divulgou diversas vezes que não há motivo de preocupação para o desabastecimento em Belo Horizonte, informou em nota à impressa que “a negociação com a mineradora foi feita de maneira preventiva”. E que a produção de água na região metropolitana está em seu volume máximo de 1,3 bilhão de litros por dia. Já a mineradora informou, também por meio de nota, que o aumento da vazão se deu para atender um “pedido da Copasa, em função do atual período de seca e da necessidade de abastecimento à Região Metropolitana de Belo Horizonte”. A Copasa reforçou que a utilização de águas do sistema Rio de Peixe de Nova Lima seria apenas uma medida “preventiva”, que estaria descartada com a aproximação das chuvas nos próximos dias. Riscos ao meio ambiente A bióloga, gestora social e ambientalista, Judite Velasquez, ressalta que as lagoas em questão são de domínio público e não pertencem a nenhuma empresa. “No caso da mineradora, ela possui o direito de usar a água em suas PCHs, para geração de energia utilizada em seus processos, sem portanto ressarcir ou compensar o município e seus habitantes. Estamos vendo os reservatórios sendo comprometidos com o baixo nível de água na Lagoa dos Ingleses, e mesmo assim vamos ter que doar água para a Grande Belo Horizonte?”, questiona a bióloga. Os moradores, que estiveram reunidos para tratar do assunto, temem pela medida a ser tomada, que caso seja cumprida precisa de maiores esclarecimentos, como o tempo de utilização, a vazão disponibilizada e quais outras reservas ainda estão disponíveis em caso da falta de chuva. Eles alegam que o fornecimento de água pela Lagoa dos Ingleses poderá comprometer e muito todo o sistema de abastecimento na região, principalmente, trazendo sérios riscos ao meio ambiente. Nesta época a lagoa já demonstra escassez de água Câmara de Nova Lima questiona decisão Para o presidente da Câmara Municipal de Nova Lima, Nélio Aurélio, a utilização do sistema de Alphaville, Codornas e Miguelão é um processo sem lógica, e que precisa ser revisto urgentemente pela Câmara e pelos moradores. “Estamos assistindo um açude depredado, com volumes baixos de água, e mesmo assim ainda querem retirar o que está lá? O município de Nova Lima teria que tomar esse serviço para si, se a concessão não cumprir o que está celebrado no contrato. Os moradores já são penalizados por não haver um tratamento mais adequado para o esgoto naquela região, agora vão ter que ceder a água da lagoa?”, questionou Nélio. Ainda segundo o presidente da Câmara de Vereadores de Nova Lima, mais de 70% da água produzida em Nova Lima é destinada para o abastecimento de Belo Horizonte e outras cidades, “sem o pagamento de um único royaltie. Ceder mais água é comprometer nossas reservas e isso não tem embasamento que nos faça aceitar esta decisão”, ponderou. Atualmente, o Sistema Rio das Velhas, um dos responsáveis pelo abastecimento da capital, está com 50% de sua vazão normal. Com uma extensa área de preservação ambiental e mais de 800 nascentes, Nova Lima é responsável por 70% da água utilizada por Belo Horizonte, que é captada no rio das Velhas. É no bairro Bela Fama que está localizado o Sistema Rio das Velhas, o maior e o mais estratégico sistema produtor de água da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Responsável pelo fornecimento de água tratada para cerca de 43% da população da RMBH, ele produz uma média de 470 milhões de litros/dia, que abastecem Belo Horizonte, Nova Lima, Raposos, Sabará e Santa Luzia. Cerca de 42% do recurso natural que abastece as cidades metropolitanas, com exceção de Caeté, Rio Acima e Itaguara, são provenientes do sistema de tratamento do Rio das Velhas. 4Projeto que aumenta tributos em BH volta à Câmara Nº 198 25 de outubro a 10 de novembro de 2014 POLÍTICA Foto: divulgação/ALMG/ Pollyanna Maliniak Comissão de Orçamento e Finanças Públicas da Câmara de BH aprova audiência pública, marcada para o dia 4 de novembro, para que a PBH apresente explicações sobre novo Projeto de Lei que aumenta o ISSQN e ITBI. Na primeira tentativa da PBH, o deputado Fred Costa conseguiu embargar o reajuste na Justiça. O caso aguarda decisão final do Superior Tribunal Federal. prefeito de Belo Horizonte conO seguiu aprovar na Câmara, na final de 2013, o aumento da Taxa de Resíduos Sólidos; o reajuste de até 150% do ISSQN para quase 100 setores da economia da Capital, como também o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato Oneroso (ITBI). Este aumento de impostos foi suspenso pela Justiça em ações impetradas pelo Partido Ecológico Nacional (PEN), presidido pelo deputado Fred Costa. Hoje, a cobrança estabelecida pela Lei nº 10.692/13, e que começou a vigorar no dia 1º de maio de 2014, mas que foi contestada por Fred Costa, aguarda posicionamento do Superior Tribunal de Justiça (STF). No entanto, existe uma grande possibilidade de o STF decidir contra o aumento dos impostos, já que outros municípios brasileiros tentaram o mesmo caminho e sofreram derrota. Agora, o Executivo de BH resolveu entrar com um novo Projeto de Lei, o de nº 1327/14, que propõe o aumento do Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) e do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato Oneroso (ITBI), com os mesmos parâmetros dos que foi barrado pela Justiça. De acordo com o projeto da Prefeitura, a alíquota única do ITBI passaria de 2,5% para 3% e, no caso do ISSQN o projeto propõe elevar a alíquota mínima dos atuais 2% para 2,5%. NOTA DA PREFEITURA DE BH ASSUNTO: Embargos declaratórios da decisão Liminar do TJMG Prezados contribuintes, A SMF - Secretaria de Finanças, através da GETM – Gerência de Tributos Mobiliários, e a PGM – Procuradoria Geral do Município comunicam que conforme amplamente divulgado, foi concedida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais na ação judicial nº 0279811-03.2014.8.13.0000, publicada no dia 26/09/2014, liminar que tornaria sem efeito a majoração de alíquotas do ISSQN com base na Lei Municipal 10.692/13. No entanto, a Prefeitura de Belo Horizonte, através da PGM, interpôs embargos declaratórios contra a decisão do TJMG que suspendeu, liminarmente, o aumento das alíquotas do ISSQN promovidos pela Lei nº 10.692/13, por entender que não houve a maioria absoluta do pleno do TJMG para esta decisão, conforme or- dena a legislação. Assim, com a interposição dos embargos, a decisão do TJMG está suspensa, não existindo a obrigação legal da Fazenda Pública Municipal de Belo Horizonte de aplicar as alíquotas vigentes antes das majorações contestadas até nova manifestação do Poder Judiciário. Desta forma, até novo posicionamento do TJMG, a aplicabilidade da Lei Municipal 10.692/13 continua em vigor sendo mantidas as alíquotas dela constantes. Atenciosamente, SMF – Secretaria Municipal de Finanças SMAAR – Secretaria Municipal Adjunta de Arrecadação GETM – Gerência de Tributos Mobiliários PGM - Procuradoria Geral do Município. No último dia 14 de outubro, a Comissão de Orçamento e Finanças Públicas apreciou o projeto e decidiu promover audiência pública no dia 4 de novembro, às 13h, para que a PBH apresente explicações sobre a necessidade de aumento de impostos. Na justificativa do projeto recebido pela Câmara Municipal no dia 6 de outubro, o prefeito de BH, Marcio Lacerda, destaca que os aumentos dos tributos municipais não alcançarão as microempresas, as empresas de pequeno porte, assim como os microempreendedores individuais prestadores de serviços optantes do Simples Nacional. Com a suspensão do aumento de impostos pela Justiça, a PBH Fred Costa levou o aumento de impostos pela PBH para ser debatido na Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia de Minas divulgou nota aos contribuintes, alegando que interpôs embargos declaratórios contra a decisão do TJMG e, que assim, poderia aplicar as alíquotas vigentes antes das majorações contestadas até nova manifestação do Poder Judiciário (Veja a nota da PBH, nesta página). Já o PEN, por intermédio do deputado Fred Costa, contestou a PBH, com pareceres de juristas consultados, alegando que “o entendimento é que o recurso interposto pela PBH não tem qualquer efeito suspensivo, ou seja, que a cobrança reajustada após a sanção da Lei nº 10.692/13, é ilegal” (Veja Nota de Esclarecimento do deputado). NOTA DE ESCLARECIMENTO DO DEPUTADO FRED COSTA Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) No dia 29/09/2014, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) publicou um comunicado no qual informa que os efeitos da liminar obtida na ação nº. 027981103.2014.8.13.0000, movida pelo Partido Ecológico Nacional, na pessoa do Deputado Estadual Fred Costa, estariam suspensos em face de embargos declaratórios interpostos. Entretanto, o entendimento é que o recurso interposto pela PBH não tem qualquer efeito suspensivo, ou seja, que a cobrança reajustada após a sanção da Lei nº 10.692/13, e que começou a vigorar no dia 1º de maio de 2014, é ilegal. Ou seja, a cobrança deveria ser feita de acordo com as alíquotas anteriores à norma. Se os embargos de declaração possuíssem efeito suspensivo, nenhum pronunciamento judicial (decisão interlocutória, sentença ou acórdão) poderia ser cumprido nos primeiros 5 (cinco) dias, após a respectiva intimação, na medida em que a mera possibilidade/expectativa de oposição dos embargos declarató- rios obstaria a eficácia do pronunciamento judicial. Recorde-se, neste passo, o conceito de “efeito suspensivo”, na insuperável lição de JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA: “Aliás, a expressão ‘efeito suspensivo’ é, de certo modo, equívoca, porque se presta a fazer supor que só com a interposição do recurso passem a ficar tolhidos os efeitos da decisão, como se até esse momento estivessem eles a manifestar-se normalmente. Na realidade, o contrário é que se verifica: mesmo antes de interposto o recurso, a decisão, pelo simples fato de estar-lhe sujeita, é ato ainda ineficaz, e a interposição apenas prolonga semelhante ineficácia, que cessaria se não se interpusesse o recurso”. Nesse contexto, nenhuma decisão interlocutória de natureza liminar, seja cautelar, seja de antecipação dos efeitos da tutela, poderia ser cumprida antes do decurso do prazo para a oposição dos embargos declaratórios. TERESA ARRUDA ALVIM WAMBIER concorda com essa assertiva: “Se os em- bargos de declaração tivessem o condão de obstar a eficácia da decisão só pelo fato de serem cabíveis, já que toda decisão é, em tese, embargável de declaração, não haveria decisões imediatamente eficazes! Os efeitos das decisões só se produziriam depois de escoado o prazo dentro do qual os embargos poderiam ser interpostos”. Desta maneira, reiteramos, o recurso interposto pela PBH não suspende os efeitos da liminar conquistada por nós no pleno do TJMG, sendo que esta somente poderá ser cassada por decisão do Exmo. Presidente do STF. Atenciosamente Fred Costa Deputado Estadual Autor da Liminar que suspendeu o reajuste de até 150% do ISSQN no dia 10 de setembro para quase 100 setores da economia da Capital. MEIO AMBIENTE Nº 198 25 de outubro a 10 de novembro de 2014 5 Governo cria o Parque Nacional da Serra do Gandarela Foto: divulgação/AguasDoGandarela/Paulo Baptista Decreto da presidência da República procurou contemplar tanto a criação do Parque Nacional quanto a exploração minerária. oi publicado, no último dia 14 de outubro, no Diário Oficial da União, Fo decreto da presidente Dilma Rous- seff que cria o Parque Nacional da Serra do Gandarela.A reserva era uma demanda histórica de ambientalistas e comunidade dos municípios de Nova Lima, Raposos, Caeté, Santa Bárbara, Mariana, Ouro Preto, Itabirito e Rio Acima, por onde se concentra a Serra do Gandarela. O decreto presidencial também mantém viável o Projeto Apolo, da Vale, orçado em R$ 4 bilhões para a exploração de minério de ferro. A criação do Parque Nacional da Serra do Gandarela é uma luta de anos dos ambientalistas e moradores dos municípios em que fica a Serra. De um lado, os ambientalistas que desejam a preservação de uma área considerada um santuário natural, localizado a cerca de 40km de Belo Horizonte; parte do parque estará dentro da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Foto: divulgação/AguasDoGandarela Situa-se entre a Serra do Caraça e a Serra da Piedade, e abrange os municípios de Barão de Cocais, Caeté, Santa Bárbara, Rio Acima, Raposos e Itabirito. Do outro a Vale que planeja uma mina de ferro, o Projeto Apolo, com capacidade para 24 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano e, inclusive, já iniciou o licenciamento ambiental. Para o investimento e futuras expansões, solicitou uma área de 5,3 mil hectares. Um grupo de estudo multisetorial, inclusive com ambientalistas, outras mineradoras e o ICMBio, se reuniu para definir qual seria a área do Parque. Durante este tempo de negociação, houve acordo com todas as mineradoras, exceto com a Vale. O grupo decidiu que a Vale teria uma área de 1,7 mil hectares, o que a empresa considera inviável para um investimento de R$ 4 bilhões. Segundo o presidente do Instituto Chico Mendes de Con- servação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vizentin, a empresa acabou aceitando uma área intermediária entre o que ela pediu e o que lhe foi oferecido anteriormente. “Tanto nós do ICMBio como os ambientalistas gostaríamos de uma área maior para o Parque, mas tivemos que construir um acordo, que no final foi bom para todos. A Vale terá o projeto Apolo, mas não com a área que eles pediram e nem com a que nós sugerimos. É um tamanho intermediário”, afirmou o presidente do ICMBio, Roberto Vizentin. Segundo o decreto, as delimitações foram definidas por satélite entre 2007 e 2009 e também em 2012. O Parque abrange os municípios de Nova Lima, Raposos, Caeté, Santa Bárbara, Mariana, Ouro Preto, Itabirito e Rio Acima, em uma área total de 31,2 mil hectares. As exceções serão as áreas necessárias a operação e manutenção das Linhas de Distribuição existentes Taquaril - Mariana 1, Subestação Santa Bárbara 1, Santa Bárbara 1 - Mineração Serra Geral, Ouro Preto 2 - Mariana 1 e seus respectivos acessos. As zonas rurais dentro do parque foram declaradas de utilidade pública para fins de desapropriação. A zona de amortecimento da reserva será definida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que será o responsável pela implementação, operação e proteção do local. O ICMBio também será o responsável pela administração do Parque e o presidente do órgão afirmou que em 2015 será aberto concurso público e que ainda este ano o quadro de funcionários vai aumentar. O gestor do parque deverá ser um analista do ICMBio. “Não há impedimento de um nome externo, mas a tendência é indicar alguém de dentro (do ICMBio)”, disse. O foco, segundo ele, será o turismo ecológico e de aventura. 6 Nº 198 25 de outubro a 10 de novembro de 2014 SEGURANÇA Belvedere volta a sofrer com a violência Nos últimos dias, novas ocorrências de assalto a mão armada, furtos, roubo a residências e até mesmo um assalto seguido de estupro, levaram a comunidade ao pânico. Bandidos estão mais violentos e atacando a qualquer hora do dia. A sensação de calmaria e segurança vivenciada até então pelos moradores do Belvedere parece ter acabado. Nos últimos 15 dias, novas ocorrências de assalto a mão armada, roubo a residências e até mesmo um assalto seguido de estupro, levou a comunidade ao pânico. O clima de terror, o medo e a sensação de impunidade e impotência, marcados por este último delito hediondo jamais ocorrido no bairro, deixaram os moradores bastante revoltados, e sem saber como agir. Alguns deles, vizinhos ao local onde mora a vítima, procuraram o JORNAL BELVEDERE para tentar mobilizar a sociedade e sensibilizar as entidades representativas e o Estado. O fato aconteceu na madrugada do domingo, dia 12 de outubro, em uma pacata rua próxima à rotatória da Praça Haiti, quando uma senhora teve sua residência invadida por um bandido, e foi surpreendida enquanto dormia. A vítima não teve tempo para se defender, mas conseguiu prender o bandido dentro do quarto e saiu em busca de ajuda dos vizinhos para chamar a polícia. O ato generalizado de violência deixou vizinhos, amigos e familiares da vítima consternados, por tamanha crueldade. Quem socorreu a vítima logo após o acontecido narrou, em lágrimas, as cenas de horror, de covardia e barbárie jamais vistas pela comunidade no Belvedere. “Até então, tínhamos nossas casas roubadas, nossos carros e objetos de valor levados pelos bandidos. Esta agressão, este tipo de violação da intimidade nunca acontecera aqui”, comenta um vizinho da residência da vítima, que receoso pediu para não ser identificado. Aliás, foram vários os moradores que relataram o episódio e solicitaram para ficar no anonimato, com medo de represálias caso fossem identificados. Só Deus Um morador da Rua Sebastião Botelho se mostrou bastante desanimado com a situação: “Quem em BH está em segurança? Ninguém! Antes, os assaltos aconteciam em horários em que a residência estava mais vulnerável. Hoje, eles acontecem a qualquer hora do dia ou da noite. Quem tem uma casa não pode sair do lado de fora, pois tem receio de encontrar alguém no quintal, na área de lazer. Sair de carro então, é ainda mais perigoso porque enquanto se espera um portão se fechar o crime já aconteceu. Hoje, precisávamos aumentar a vigilância em todo o bairro, mas principalmente aqui neste ponto, que é próximo à saída da BR”, relatou. Segundo ele, os moradores hoje só podem contar com Deus. Porque a segurança depende de vários fatores e isso acaba complicando: “Primeiro, precisamos aumentar as viaturas e o efetivo; mas antes disso, é preciso mudar as leis, porque a polícia prende o ban- Faltando foco Lamentável que mais uma vez, a diretoria da Associação não traga nenhuma informação sobre a segurança do nosso bairro! Este tipo de problema vem aumentando de forma assustadora e é impressionante como o bairro de maior poder aquisitivo de Belo Horizonte não consiga reverter este quadro? Outros bairros têm conseguido diminuir consideravelmente os índices de assaltos e roubos, instalando câmeras, sistemas de relacionamento entre vizinhos, e convênios com a polícia militar! Será que não está faltando foco e objetividade no trato desta questão? Atualmente, o Belvedere é o bairro que, percentualmente, tem o maior número de casas à venda e por consequência os preços das mesmas estão a cada dia mais desvalorizados e sem liquidez!!! Ao invés de dar atenção a problemas menores como um lavador de carro que se instalou, um salão de beleza que abriu, e uma condicionante de uma mineradora que está em discussão num órgão público que nem no Belvedere é, vamos cuidar daquilo que realmente nos interessa! Alexandre Veiga Empresário e morador do Belvedere dido e a lei o protege. Não adianta, isso é um esforço inútil”, alertou. A sensação de insegurança pode estar mesmo em todos os locais da cidade. Mas, a região do bairro onde acontecera esse crime se mostra mais carente. Ao identificar o local é possível detectar a vulnerabilidade e riscos em razão do fácil acesso e escape tanto para a BR-356 quanto para o Sion e o próprio Belvedere. “É como se estivéssemos em uma imensa porteira sem trancas”, disse um morador. Casas cam indefesas O presidente da Associação dos Moradores do Bairro Belvedere (AMBB), Ricardo Jeha se reuniu com o Major Olímpio e o Tenente Paulo do 22º Batalhão de Polícia Militar e com o presidente da Associação dos Amigos do Bairro Belvedere (AABB), Ubirajara Pires Gloria, para reforçar a questão da segurança na região. Ele informou que a saída não é a PM instalar um posto no bairro, mas sim aumentar as viaturas em circulação. “Também não adianta viaturas paradas na Lagoa Seca ou em frente aos bancos, na Avenida Luiz Paulo Franco, e a região das casas ficar indefesa. É preciso que viaturas circulem o tempo inteiro; que sejam destinadas duas viaturas para atender o bairro e uma apenas para o comércio, com um canal de comunicação para atendimento à população. Porque, quando um vizinho assiste um assalto, ele apita, liga e a PM não vem. Aliás, a PM só vem após o fato ocorrido, e tentar ser atendido através do 190 é impossível”, alerta Jeha. Ainda segundo ele, é preciso trabalhar em duas frentes: “A primeira, junto aos deputados João Leite e Fred Costa e ao secretário de Estado de Segurança, para obter uma aten- O quê fazemos? Sei que a polícia não pode estar em todo os lugares ao mesmo tempo. Mas, é preciso aumentar a vigilância no Belvedere. Somos moradores que não podemos mais sequer cuidar dos jardins nas portas das nossas casas. Ou retirar um lixo orgânico nas entradas das garagens depois das chuvas. Porque qualquer movimento nesse sentido coloca em risco nossa segurança. O quê fazemos? Deixamos o jardim morrer e o lixo das folhas acumularem nas portas de nossas garagens e ficamos trancafiados dentro de casa? Porque, parece que isso que deve ser. Enquanto a polícia faz a sua parte, prendendo o bandido, a lei o beneficia deixando-o solto pouco tempo depois. E, nesse momento só podemos contar com Deus. Ederson Leite Soares Morador do Belvedere ção maior ao bairro. A segunda, iniciando uma ação de curtíssimo prazo com mais viaturas que atendem realmente o bairro, e não dividi-la com os pequenos ocorridos no trânsito e no BH Shopping, pois isso toma muito tempo e trabalho do efetivo. E, junto a isso tudo, criar um canal de comunicação direta com a polícia militar, onde o morador possa acionar a PM no tempo real do acontecido”. SEGURANÇA Major afirma que a PM prende, mas bandidos não ficam presos R esponsável pelo policiamento no Belvedere, o Major Olímpio Garcia, lotado no 22º Batalhão da PM, lamentou muito o acontecido. Ele informou que esse ano a PM iniciou o serviço de inteligência no belvedere e conseguiu identificar e prender, no mês de março, uma gangue formada por 11 membros que agiam pelo bairro. “Foi um trabalho árduo e muito difícil, porque tivemos que identificar um por um. Em conjunto com a Polícia Civil prendemos dez dos onze elementos, que foram todos reconhecidos por moradores. Em abril, através da mesma ação da PM, conseguimos prender o último integrante. Mais tarde, prendemos outra gangue do Morro das Pedras, com cinco integrantes que também agiam aqui. Aí, o bairro vivenciou esta sensação de calmaria e segurança, e as ocorrências diminuíram assustadoramente. Aí, todos foram beneficiados pela lei e estão soltos. Ou seja, a polícia prende, a justiça libera”. Ainda segundo o Major Olímpio, o estuprador “foi identificado e é um criminoso que fora preso há menos de 45 dias pela PM. E estava solto, cometendo outro crime. Ou seja, o criminoso sabe que a lei o protege e a que a impunidade está a seu lado. Por isso continua realizando os delitos. Se não mudar a lei, o bandido vai continuar cometendo crimes”. De acordo com ele, a PM atua no bairro com duas viaturas em horários de maior incidência de delitos. E que pelas modernas técnicas de ação da polícia não é recomendado a instalação de bases, e nem de policiais parados. O formato ideal é da vigilância constante, com rondas diárias, em vários pontos. Ele informou também que o número de crimes praticados no Belvedere reduziu em 22% se comparado ao registrado em igual período – de janeiro a setembro – dos últimos cinco anos. “Enquanto a média do Estado cresceu em 25% a incidência de crimes violentos e furtos, o Belvedere reduziu em 22%, perdendo apenas para o bairro Gutierrez, onde a Rede de Vizinhos Protegida trouxe excelente resultado com a utilização de ferramentas como o celular, através do WhatsApp”. A grande preocupação dele agora, é com a chegada do final do ano, época em que os presos recebem o ‘indulto de Natal’, e “os criminosos se sentem livres para praticar outros crimes”. Nº 198 25 de outubro a 10 de novembro de 2014 Precisam ter caridade... Há quatro noites que não durmo. Estou arrepiada. Presenciei um crime pavoroso, bárbaro, sem atenuante.” Com estas palavras uma moradora, vizinha à casa da vítima, iniciou seu depoimento ao JORNAL BELVEDERE, mas com a garantia que sua identidade fosse mantida em sigilo por medo de represálias. Chorando muito, clamava o tempo inteiro por ajuda e que o Jornal fizesse a interlocução junto a parlamentares e autoridades para uma solução para a segurança no bairro. E continuou:... “Já conversei com meu marido e não quero mais ficar no bairro.Tem receio de andar no quintal em volta da minha casa. E, quando chego na minha varanda, independentemente de ser dia ou noite, ficou louca de tanto medo. A todo momento, ouço os gritos da minha vizinha pedindo socorro e lembro da cena com ela nua, agarrada no portão da minha casa. Gritos que foram ouvidos até na rua de cima por outros moradores. Aqui nesta área do bairro, os moradores são esquecidos; todo o cuidado e a presença de viaturas acontecem onde estão os representantes da sociedade e as autoridades. Nós ficamos ao lado de um aglomerado, à mercê e as facilidades de fuga dos bandidos pela BR, pelo Sion, ou pelo próprio bairro adentro. Antes havia um SAMU aqui que poderia trazer uma movimentação, mas até isso nos foi tirado. Há dois meses, entraram na casa de uma 7 outra vizinha levaram tudo, até o carro. Há pouco tempo, acomodando um enxoval da minha filha dentro do carro, com a garagem fechada, fui surpreendida por um ladrão que descarrilhou o portão na minha frente e furtou tudo. Gritei muito, mas ninguém ouviu e ele desceu a rua tranquilamente como se tivesse feito compras e as levasse para casa. Chamei a Emive e de nada adiantou. É um sentimento de barbaridade (choros...), uma violência muito grande. Um cena horrível. As autoridades precisam ter ‘caridade’ com estas ruas aqui que formam apenas um quarteirão logo na entrada do bairro. Porque a sensação que fica é que não fazemos parte; mas somos associados, pagamos altos impostos e não termos a segurança devida. Até a capina do mato aqui é feita por nós, porque se esperamos o poder público ela acontece a cada três meses e esse local fica impraticável. O que precisamos é de mais atenção, de um policiamento ostensivo, de postos de policiamento na entrada do bairro, de investimento em segurança por parte do Estado. De viaturas fazendo rondas intensas e alguém que olhe por nós. Sinto que cada um luta pelo interesse próprio, precisamos agir no coletivo, pensar no coletivo e sermos uma comunidade de verdade. V.T. Moradora que socorreu a vítima em sua residência 8 Nº 198 25 de outubro a 10 de novembro de 2014 INFRAESTRUTURA Via 040 inicia oferta de serviços aos usuários da BR-040 Foto: divulgação Serviços à disposição dos motoristas e passageiros como, socorro mecânico, atendimento médico de emergência, inspeção de tráfego, sistema de combate a incêndios e apreensão de animais, vão funcionar 24 horas, sete dias por semana. esde o último dia 22 de outubro, a Via D 040, concessionária responsável pela gestão dos 936,8 quilômetros da BR-040 entre Brasília (DF) e Juiz de Fora (MG), iniciou as atividades de operação da rodovia. Motoristas e passageiros já têm à disposição socorro mecânico, atendimento médico de emergência, inspeção de tráfego, sistema de combate a incêndios e apreensão de animais. Também foram abertos 21 postos de atendimento instalados, em média, a cada 45 quilômetros do trecho sob concessão. No local, os usuários têm acesso a informações úteis para a viagem, banheiros e fraldário. “Todos os serviços estão disponíveis 24h por dia, sete dias por semana. Com uma equipe de quase 400 colaboradores, treinados especificamente para a operação, a Via 040 busca um atendimento humanizado, eficiente e ágil, o que elevará o trecho sob concessão a um novo patamar de qualidade”, completa Tulio Abi-Saber, presidente da Via 040. Após realizar várias obras, a Via 040 passa a oferecer vários serviços aos usuários da rodovia Socorro Mecânico Estão presentes na rodovia 35 guinchos para socorro mecânico, entre leves, pesados e extrapesados. Os equipamentos proporcionarão maior agilidade na liberação das pistas em caso de acidentes ou panes em veículos de portes diversos, sempre com foco na segurança dos usuários e na fluidez do tráfego. Atendimento Médico 29 ambulâncias voltadas para o atendimento de emergência auxiliarão o socorro em acidentes com vítimas ou, ainda, em pedidos emergenciais de vários tipos, desde um mal-estar, que impede o usuário de continuar a viagem em segurança, até situações mais complexas. Estas equipes contam com médicos, enfermeiros e resgatistas que atuam em regime de plantão. Há dois tipos de serviços disponíveis: de resgate, que atende urgências pré-hospitalares e conta com diversos equipamentos de salvamento; e o do tipo UTI Móvel, destinado ao atendimento e transporte de pacientes de alto risco que necessitam de cuidados médicos intensivos. Inspeção Rodoviária Outro importante suporte aos usuários são os 21 veículos para inspeção da rodovia. Eles circularão continuamente ao longo de todo o trecho, com inspetores prontos para prestar auxílio e monitorar situações que necessitem de atenção especial, como panes em veículos, animais na pista, incêndios, entre outras. Os inspetores permanecerão conectados ao Centro de Controle Operacional durante 24 horas, contribuindo para a agilidade da circulação de informações e, consequentemente, para a eficácia na prestação dos serviços. Em média, uma viatura de inspeção passará pelo mesmo ponto da rodovia a cada 90 minutos, o que garantirá pronta atuação das equipes de suporte para a solução dos problemas. Combate a Incêndios e Resgate de Animais Seis caminhões-pipa e seis veículos para resgate de animais completam a frota de apoio à operação. Estes serviços reduzem a possibilidade de acidentes por falta de visibilidade, em caso de incêndios, e pela presença de animais na pista. Postos de Atendimento Unem-se a essa estrutura 21 postos de atendimento ao usuário, que contam com espaço para descanso, banheiros e fraldário, além de canais de comunicação gratuitos, dedicados a esclarecer dúvidas, enviar sugestões e críticas. Nestes pontos ficam, também, as equipes de socorro médico, técnicos e a frota de atendimento, composta por veículos como ambulâncias e guinchos. Quando uma ocorrência é registrada, a equipe mais próxima é acionada e se desloca para o local para realizar todos os procedimentos necessários. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a estrutura de atendimento tem posto em Contagem e Nova Lima. Em Contagem, o posto fica no Km 525, próximo à Ceasa e em Nova Lima, o posto fica na sede da Via 040, no quilômetro 550, no bairro Jardim Canadá, onde também está instalado o Centro de Controle Operacional. Centro de Controle Cada um dos postos de atendimento e veículos operacionais será monitorado e manterá comunicação constante com o Centro de Controle Operacional (CCO), localizado em Nova Lima (MG). A troca de informações manterá o CCO atualizado sobre qualquer tipo de acontecimento ao longo trecho, sejam congestionamentos, acidentes, pontos com necessidade de reparos, solicitações de atendimentos médicos, socorro mecânico, etc. Os oito Painéis Móveis de Mensagens Variáveis (PMVs) – equipamentos com telas de Light Emitting Diod (LED) de alta luminosidade podem ser deslocados de acordo com a necessidade. Com atualização em tempo real, os equipamentos serão utilizados para compartilhar com os usuários informações importantes sobre as condições da rodovia. Dessa forma, o CCO passa a funcionar como o centro de inteligência da operação e a concentrar o máximo de informações no menor tempo possível, disponibilizando recursos para a gestão eficaz e estratégica da BR-040. Serviço Todos os serviços oferecidos pela Via 040 podem ser acionados por meio de ligação gratuita para o número 0800 040 0040. Também estão disponíveis canais de atendimento como o [email protected], site: www.via040.invepar.com.br e livros de registros disponíveis em todos os 21 postos de atendimento. Cartas podem ser enviadas para a Sede Administrativa da Via 040, na Rua Niágara, 350. Bairro Jardim Canadá, Nova Lima, Minas Gerais, CEP: 34000-000, aos cuidados da Coordenação de Atendimento ao Usuário. Nº 198 25 de outubro a 10 de novembro de 2014 9 10 Nº 198 25 de outubro a 10 de novembro de 2014 COMUNIDADE Defensoria Pública amplia atendimento em Nova Lima por meio de videoconferência A Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais celebrou termo de cooperação técnica nº 014/2014 com os municípios de Nova Lima, Rio Acima e Raposos e o Instituto Nova Limense de Estudos do Sistema Penitenciário (Inesp), com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento das demandas da DPMG na comarca de Nova Lima por meio de videoconferência, projeto intitulado de “Defensoria sem Barreiras”. Segundo o coordenador local da unidade da instituição na comarca, defensor público Gustavo Dayrell, a grande extensão territorial da comarca causa dificuldade de acesso dos assistidos à Defensoria Pública e ao Poder Judiciário. Diante disso, os defensores já vinham promovendo atendimentos mensais itinerantes no município de Rio Acima, com o apoio da prefeitura local. Ainda assim, a necessidade a adoção de um método mais eficaz, que alcançasse as demais localidades não abrangidas, ^ Fotos: divulgação/PNL O prefeito de Raposos, Sargento Coelho ao assinar o convênio Os defensores de Nova Lima, Gustavo Dayrell (Coordenador), O prefeito de Rio Acima, Júnio Geloso; o defensor Gustavo Maria Cecília e Dra. Lívia Matias Dayrell, o juiz criminal Dr. Juarez Morais de Azevedo e o prefeito de Nova Lima, Cássio Magnani levou a Defensoria a inovar, realizando atendimentos por videoconferência no município de Rio Acima, no Presídio Regional de Nova Lima e na APAC, com previsão ainda de ampliação para outros pontos estratégicos em momento pos- Sua Segurança, nosso negócio https://plus.google.com/+Alivycom terior, como no bairro Jardim Canadá e em Raposos. O coordenador Gustavo Dayrell explica que “na prática, hoje, o defensor tem dificuldade em fazer a defesa de presos que se encontram em outras comarcas. O atendimento por videoconferência permitirá, em fase subsequente, que o defensor atenda presos que se encontram em unidades prisionais de outras comarcas. Pioneiro no Estado, o projeto é de extrema importância, não só pelos motivos já citados, mas também, por significar economia para o Estado”. A adoção do novo método não implicará em redução nos atendimentos presenciais da Defensoria Pública em Nova Lima, que permanecerá funcionando nos mesmos moldes. No início de outubro, aconteceu a inauguração simbólica do projeto Defensoria sem Barreiras, com o atendimento de um preso provisório por videoconferência. O evento aconteceu na sede da DPMG em Nova Lima, na Rua Pereira de Freitas, nº 84, Centro. O projeto, focado no atendimento ao preso provisório, será incorporado em nível estadual pela Defensoria Pública, por meio de convênio a ser estabelecido com o Governo do Estado de Minas Gerais. A intenção é iniciar o atendimento em dezembro deste ano. Inicialmente, serão abrangidas as unidades prisionais: Ceresp BH, Ceresp Betim, Dutra, Drummon, Centro Sul, Abranches, Bicas I e II. ET: PIZZAS GOURMET DELICIOSAS NOVIDADES QUE Q UE VÃO Và à CONQUIS CONQUIST CO UISTAR TAR TAR VOCÊ VOCÊ Ê A Mangabeiras criou uma linha de pizzas gourmet especialmente para você. 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Por mais independente que seja, qualquer viajante aproveita melhor um destino quando utiliza serviços especializados de receptivo, nem que seja apenas para uma identificação panorâmica inicial. Conhecer ou reviver o ambiente majestoso da metropolitana Madri, com seus mais de 3 milhões de habitantes, é uma experiência única. Portanto, mesmo para quem já conhece Madri, vale a pena contratar um tour urbano logo no primeiro dia. Assim, você se lembrará para onde poderá voltar nos dias seguintes e programar sua permanência nesta fascinante cidade, identificando os pontos de acordo com seus interesses. Os táxis em Madri não são caros. Existe também, um cartão turístico barato, chamado Madrid Card 48 horas, que permite entrada em vários museus e monumentos e ainda oferece descontos em diversas lojas. Comece seu passeio panorâmico pelo principal eixo da cidade, a Gran Via. Visite a Plaza de España, num dos extremos da Gran Via, onde fica a torre de Madri e o monumento a D. Quixote de La Mancha. A Plaza Mayor é uma versão europeia da Broadway, de Nova York, onde todo mundo, literalmente, se encontra. Passe pela Puerta Del Sol, o KM zero das principais estradas da Espanha e pela Puerta de Alcalá, um pórtico grandioso que, à noite, apresenta uma cenografia mágica. O Paseio Del Prado tem uma trilogia de museus que mostra a evolução da arte ao longo da História da Humanidade, que inclui o Museu do Prado, o Museu Thyssen-Bornemisza e o Museu Rainha Sofia. O Museu do Prado, um dos mais importantes do mundo, tem seu riquíssimo acervo concentrado em obras de arte italiana, espanhola e flamenca. O Palácio Real é um verdadeiro delírio do Rei Felipe V, que nem chegou a ocupá-lo. O Palácio foi construído no centro da cidade, sobre a Fortaleza dos Áustrias, arrasada por um incêndio em 1734. A escadaria, o Salão do Trono, o salão das Colunas, a Capela Real, os tapetes, as pinturas de Mengs e Goya e uma vista exterior para os jardins de Sabatini, são cenários espetaculares comparáveis aos mais bonitos do planeta. Passeie a pé pela Plaza de Toros, Plaza de Colon, Plaza de Castilla e pela Calle de Serrano, a rua mais chique do mundo, no charmoso bairro de Salamanca. Como em toda a Espanha, de modo geral, a comida em bares e restaurantes não é lá essas coisas, exceto nos locais requintados e tradicionais. Mas, em todo lugar você encontra + $ ,-. $,$/0% %$$$$1 !"#$% &'()* !" #$ %& '( ) * + * #$ ( #$ + #$ ) ,,$. * #$ $ * #$ / #. 0# #$ 1 23 / #. ), '4 $ . 5/$ $ 67 )8 '9 2221#$3,113 A Plaza de España é uma das mais importantes de Madri, de onde sai a Gran Via, principal artéria da capital espanhola bares pelas avenidas e ruelas com as famosas “tapas”, cervejas geladas (Cañas) e vinhos a preços muito baratos, em se tratando de Europa. Para uma gastronomia mais exigente, uma opção é o Café de Oriente – Restaurante e Botilleria. Bem em frente ao Palácio Real, a casa tem o estilo dos tradicionais cafés europeus, com mesas no passeio e, lá dentro, para jantar, o Salon Aljibe, com uma feliz requintada mistura da cozinha basca e francesa. Ambiente muito tradicional para se comer com exotismo em Madri é o restaurante Botin, fundado em 1725. Construído numa antiga adega do século XVI, o Botin é o mais antigo restaurante do mundo, segundo o Guiness, Livro dos Records. Destaque é o cochinillo e cordeiro, assados no antiquíssimo forno à lenha, que recebem as melhores críticas de gourmets do mundo inteiro. Na sua próxima ida à Europa, desfrute vagarosamente a beleza de Madri, um dos principais focos financeiros do sul da Europa e lugar perfeito para quem procura diversão e prazer em viajar. EDUCAÇÃO & ESPORTE Nº 198 25 de outubro a 10 de novembro de 2014 Americam Experience oferece intercâmbio esportivo nos EUA 13 Fotos: divulgação/AE Embora pouco divulgada prática tem ganhado a preferência de vários estudantesatletas que querem estudar e praticar seu esporte preferido no exterior, por meio de bolsa. Empresa mineira é especializada em criar oportunidades e soluções para jovens que têm por objetivo o intercâmbio esportivo. A oportunidade de estudar no exterior e poder se dedicar ao esporte que mais gosta é o sonho de muitos no Brasil. A bolsa de estudo para estudantes-atletas ainda é pouco divulgada, embora seja uma prática muito comum vários países. E o intercâmbio esportivo, embora pouco conhecido, vem ganhando a preferência de vários estudantes-atletas que querem estudar e praticar seu esporte no exterior. Segundo dados há mais bolsas oferecidas do que estudantes-atleta preparados para ir às universidades nos EUA, por exemplo. Foi pensando nesse mercado que a American Experience foi criada por Thiago Pereira e Felipe Silva, para atuar na área de intercâmbios educacionais e esportivos. A empresa é especializada em criar oportunidades e soluções para jovens que têm por objetivo estudar nos Estados Unidos. Os dois sócios foram estudantes-atletas bem sucedidos em universidades americanas, portanto conhecem a fundo o caminho que hoje propõem a seus alunos, e por isso estão preparados para assessorar esses atletas. Segundo Felipe Silva, tudo começa com a análise e seleção das universidades de acordo com as necessidades e perfil de cada estudante. “Nós realizamos um programa voltado para assessorar os estudantes a realizar seus sonhos de estudar e praticar um esporte nos EUA, por meio de uma bolsa. A American Experience é um facilitador na realização desse sonho. Ela identifica a universidade, ajuda o estudante para obter o inglês fluente e ainda o condicionamento físico adequado para a prática do esporte”, explicou Felipe. Auxilio em todo processo Segundo Thiago Pereira, geralmente, os jovens vão em busca de futebol, do tênis ou da natação; enquanto os pais querem a formação no inglês.“Por isso, idealizamos uma empresa que una o útil ao agradável, mas em atendimento a todos os requisitos como auxílio nas provas de proficiência na língua para verificação do nível de conhecimento e aulas de língua estrangeira. Também, traçamos um perfil ao futuro estudante-atleta para que esteja pron- A equipe da American Experience to fisiologicamente e apto a prestar estas provas”, explicou. Ainda segundo Thiago, a empresa possui um banco de dados com todos os requisitos que as universidades precisam. Daí a facilidade para obter sucesso no programa. A American Experience produz um vídeo esportivo do estudante, filmando os jogos em que participou. Esse material é enviado a uma das mais de 5 mil instituições americanas, abertas a contratar esse atleta. “O aluno chega preparado para as universidades, e em conformidade com a legislação do Estado. Assim que é escolhido ele tem a opção de pleitear a tão sonhada bolsa de estudo, e participar de um de time americano. É possível, por exemplo, otimizar valores até U$ 7 mil em bolsas”, explica Thiago. A empresa ainda auxilia em todos os processos. Desde a ajuda para obtenção do visto, no processo de admissão, preparação e adaptação. Em solo americano, a empresa conta também com apoio de empresários do ramo esportivo que estão instaladas lá. “Nós procuramos analisar e selecionar a melhor universidade de acordo com a necessidade do nosso estudante, para que todo o pro- Os estudantes-atletas recebem uma preparação física e verificação da língua estrangeira cesso seja feito com sucesso. E nossa prioridade é oferecer um suporte de qualidade personalizado. Por isso, procuramos exceder a expectativa de todos as partes envolvidas focando nossos esforços em criar uma situação em que estudantes, treinadores e universidades atinjam seus objetivos”, explicam os dois sócios. A American Experience enviou no final de 2013 três atletas e um estudante para o programa. E, como o ano letivo americano inicia-se em agosto, é importante que o processo de preparação seja iniciado entre 8 e 12 meses antes da data da viagem. Caminhos São vários os caminhos percorridos pela empresa. Primeiro, ela realiza o Pathway, que é o processo que antecede a entrada do estudante na instituição de ensino, desde o ingresso em um dos programas da American até a admissão na instituição americana. Depois, ela realiza a pré-avaliação e análise do estudante interessado para conhecer seus objetivos acadêmicos e esportivos. Depois, inicia os processos para o estudante ser eleito e oferece planos de desenvolvimento para que ele se prepare integralmente para o intercâmbio. Nesta fase são oferecidas preparações físicas, técnicas e aulas de inglês, para o candidato realizar os exames de SAT e TOELFL necessários na admissão nas universidades. Aí entra a fase da avaliação, com envio de informações e de material a instituições de ensino que atendam às expectativas iniciais do estudante. “A qualidade de ensino é sempre assegurada em função do diferenciado sistema educacional americano, que busca aliar o conhecimento teórico ao desempenho prático exigido por qualquer profissão. O perfil de cada estudante avaliado é então indicado a uma instituição de ensino que lhe proporcionará a melhor adaptação e desempenho”, relata Felipe. A American também oferece assessoria completa na comunicação entre o estudante e as instituições de ensino americanas, ajudando a entender todas as informações fornecidas. E assessora e auxilia em todos os procedimentos administrativos necessários para admissão, desde a obtenção do visto. A American Experience companha os estudantes proporcionando todo apoio necessário para que o choque cultural seja minimizado e a adaptação mais harmoniosa. Contato: 31 3376-6514 / 9978-6672 Thiago Pereira e Felipe Silva www.aeatheltics.com 14 Nº 198 25 de outubro a 10 de novembro de 2014 EDITORIAL Irmãos e irmãs, graça e paz! Estamos nos aproximando do dia 02 de novembro. Dia em que a Igreja no Brasil celebra os seus fiéis defuntos. Para nós cristãos católicos a morte é uma passagem para uma vida plena em Deus e essa vida começa no aqui e agora. A maior esperança cristã é esta: a vida não termina na morte, mas continua no além. Mas “o que virá depois?”. Somente a fé católica tem resposta clara para esta questão. A Carta aos hebreus diz que “está determinado que os homens morram uma só vez e em seguida vem o juízo” (Hb 9,27). Para nós católicos, isso liquida de vez com a mentira da reencarnação, que engana tantas pessoas, e as deixam despreparadas diante da morte, acreditando neste erro, e com uma falsa ideia de salvação “ao se desfazer esta tenda que habitamos neste mundo, recebemos uma casa preparada por Deus e não por mãos humanas, uma habitação eterna, no céu” (2Cor 5,10). Mas, Paulo não deixou de dizer que “teremos de comparecer diante do tribunal de Cristo. Alí cada um receberá o que mereceu, conforme o bem ou o mal que tiver feito enquanto estava no corpo” (2Cor 5,10). Sobre o céu São Paulo diz que “o que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, e o coração do homem não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que o amam” (1Cor 2,9). Portanto amigos, a morte não é um fim, não é uma perda, pois em Deus, não perdemos nada. A morte é uma passagem e o início de uma vida plena em Deus. Que Deus nos abençoe! Um forte abraço! Padre Alexandre Fernandes de Oliveira AGENDA Viver Não Dói É o tema da palestra da jornalista Leila Ferreira, que será realizada dia 3 de novembro, às 20h, no salão paroquial Pedro. Novos Anjos A pastoral está aberta para novos participantes. Um treinamento será realizado no dia 8 de novembro, às 9h, na BJVale/NSRainha. Inscreva-se. Adoração na BJVale Toda quinta-feira, a partir das 15h, tem adoração ao Santíssimo na Comunidade Bom Jesus do Vale com partilha da Palavra e reflexão de fé. E às 18h, Missa. ACONTECEU Nossa Senhora de Fátima na BJVale/NSRainha No dia 12 de outubro, foi realizada a entronização da imagem de Nossa Senhora de Fátima na igreja. Houve missa e depois procissão luminosa. Todo dia 12 do mês será dia de bênção na Bom Jesus do Vale/NSRainha. Participe! FORMAÇÃO HUMANA Pe. Alexandre Fernandes de Oliveira Pároco Aprendendo a perder, sem se perder D ois de novembro é dia de Finados. O dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que faleceram. É o dia do amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca. E é este sentimento de aprender a perder sem se perder que foi o tema do 1º Seminário Vivendo o Reino de Deus nos Limites da Vida, realizado nos dias 10 e 11 de outubro . O evento foi uma iniciativa do Grupo API (Apoio a Perdas Irreparáveis) com o apoio da Paróquia Nossa Senhora Rainha. A psicóloga Gláucia Rezende Tavares foi uma das palestrantes com o tema “Do luto à luta”. Ela falou sobre o processo de elaboração de perdas, que é uma caminhada de etapas. “Nós podemos nos colocar em duas formas para administrar esse luto. Podemos nos colocar contra, achar que é ruim, castigo etc.; ou podemos tentar descobrir de que maneira buscar vida na morte, ou morte na vida. Nós podemos sair do pessimismo catastrófico para chegar à misericordiosa fé na presença de Deus, que acolhe vida e acolhe perda”, disse a psicóloga. Gláucia lembrou que, devido à ferida tão doída, as pessoas em geral não conseguem perceber que existem ganhos dentro dessas perdas. Para ela, a melancolia é a perda da capacidade de amar. “Não podemos perder a nossa capacidade de amar, pois viver é fazer esforço de viver e nós podemos avançar, progredir tanto quanto for possível, considerando que a perfeição é inalcançável”, explica ela. Para ela, trabalho de luto é ser capaz de amar depois da perda. O que vale a vida se não amamos. Trabalho de luto é transformar a separação em reparação e restauração. Trabalho de luto é aceitar a verdade, o real, a razão objetiva e aprender a perder expectativas. E isso não é uma tarefa simples, é um processo. A morte não acumula vida. A morte nos priva do futuro. Ela citou João 1: “Quanto a nós, sabemos que passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos. Quem não ama, permanece na morte”. O luto, portanto, é aprender a viver com a ausência do outro. Dra. Filó, também falou aos participantes do seminário com o tema “E agora José? E agora Maria?”. Ela começou falando sobre como aprender a viver também na dor, sobre a importância do caminhar, mesmo tendo que responder perguntas como: Como é que vou caminhar sem o outro? Ela deu um depoimento emocionante sobre a morte do pai, como ela teve que aprender rapidamente a conviver com a ausência dele, como ela teve que pensar como poderia ajudar a sua mãe a conviver com essa ausência, depois de tantos anos de casamento. “Mesmo nessas perdas, precisamos ter um sentimento de gratidão por tudo que a gente viveu. Eu perdi meu pai. Que bom que eu tive pai, pois tem tanta gente que nunca teve”, disse. A doutora Filó disse que é preciso caminhar acreditando que existe uma proposta, pois cada pessoa que foi colocada na nossa vida foi um presente de Deus. Para ela, “devemos viver com alegria aquilo que Deus nos faz experimentar e a gente é capaz de superar a dor porque Deus caminha com a gente”. A médica ressalta que é importante viver o luto, viver a dor, mas lembra que não há dor que seja eterna, que dure para sempre. É preciso ter paciência na hora da dor, lembrando que a gente somente vive um dia de cada vez, mas sem parar, caminhando sempre. “A nossa força e a nossa esperança estão em Deus”, finalizou. NSRAINHA EM AÇÃO Está faltando água Você tem feito seu papel de cristão com o meio ambiente? É a pergunta que fica para esses dias de tanto calor e pouca chuva. O Senhor criou a Terra e todos os seres que nela vivem. Ele nos deu sua criação como uma dádiva para que tivéssemos zelo e cuidado e desfrutássemos dessa vida com abundância. Como guardiões deste dom, nos tornamos responsáveis por esse bem. Você deve estar acompanhando as notícias da falta de água no Brasil. E a Paróquia Nossa Senhora Rainha faz um alerta para os cuidados e o desperdício de água. No dia 1º de outubro, Padre Alexandre fez um momento de oração pela água na paróquia. Os reservatórios estão muito abaixo da ca- pacidade, mais de 150 municípios em Minas já decretaram situação de emergência por causa da seca e muitos córregos e rios estão secos por causa da estiagem. Todos precisam agir como cristão neste momento e cada um fazer sua parte, preservando o bem mais importante para a nossa sobrevivência. É possível varrer a sujeira da calçada em vez de lavá-la com a mangueira. Também é possível economizar água tomando banho mais rápido, Paróquia Nossa Senhora Rainha Rua Modesto Carvalho Araujo, 227 • Belvedere • BH/MG. Cep: 30320-410. Tel: (31) 3286-3034. www.nsrainha.com • [email protected] Atendimento Paroquial De segunda a quinta-feira de 9h às 19h • Sexta-feira de 9h às 18h • Sábado de 9h às 12h desligando a torneira enquanto escova os dentes, lavando carro com balde e enchendo a pia para esfregar pratos e talheres. Se fizermos nosso papel de cristãos, com certeza agradaremos o coração de Deus. Confira em nosso site a oração para pedir chuva. http://www.nsrainha.com.br// novosite/3859-oracao-para-pedir-chuva.html Celebrações Eucarísticas •Terça-feira: 7h • Quarta-feira: 7h (Paróquia) - 16h (Hospital Biocor - 4º andar) • Quinta-feira: 15h Adoração ao Santíssimo e às 19h, Missa • Sexta-feira: 15h (Terço da Misericórdia e Missa) • Sábado: 10h (Hospital Biocor - 4º andar) - 17h (Paróquia) • Domingo: 8h45 - 9h (Missa na Comunidade Bom Jesus do Vale) - 10h30 - 12h - 17h45 - 19h30 • Primeira terça-feira do mês: 19h30 - Missa. Foto: divulgação/Casa Design COMER BEM Nº 198 25 de outubro a 10 de novembro de 2014 Por Regina Queiroga • joaquinadoceiras.com.br Dieta Mediterrânea M uita gente já ouviu falar, mas poucos a conhecem exatamente. Declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, a Dieta Mediterrânea mais que indicadores nutricionais, representa um estilo de vida saudável. E é exatamente este o significado da palavra dieta, derivada da palavra grega “diaita” - estilo de vida equilibrada. Valiosa herança cultural, a dieta Mediterrânea reforça o sentimento de pertencimento a uma comunidade e contribui para a identidade de um território, seu povo e sua diversidade. A dieta do Mediterrâneo tornou-se um modelo nutricional, que se manteve no tempo e no espaço. O ano de 2014 foi declarado “Ano Internacional da Dieta Mediterrânea”. Baseada em produtos frescos e locais, quando se fala de ingredientes, deve-se acrescentar um insumo básico a esse jeito peculiar de se alimentar: a sociabilidade. Partindo da simplicidade e da variedade, o resultado é a combinação equilibrada e completa de alimentos. Seus produtos são, principalmente, cereais, azeite de oliva, legumes, verduras, frutas, queijos, frutos secos, condimentos, especiarias, mariscos, aves e peixes consumidos parcimoniosamente, e pequenas quantidades de carne vermelha, sempre acompanhado de um bom vinho, bebido com moderação. Ratatouille Típico prato francês, fácil de fazer, nutritivo e saborosíssimo Os benefícios desta alimentação com baixo teor de ácidos graxos saturados (gorduras ruins), rica em fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes são vistos nas pessoas que a seguem. Seus seguidores apresentam baixo índice de doenças cardíacas, expectativa de vida maior e saúde melhor. Sal Básico do básico dos ingredientes na cozinha, o sal é parte do nosso cotidiano. Apesar de ser realçador de sabor, o uso em excesso pode trazer vários problemas à saúde. O brasileiro consome em média 12g de sal por dia, por adulto. A Organização Mundial de Saúde recomenda até 5g diárias. Há 5.000 anos, o sal é determinante na transformação e evolução de diversos alimentos, graças às suas propriedades de conservação e preservação. Usado em princípio para conservar alimentos, somente no início do século XX, com a chegada da geladeira, é que ele passou a ser utilizado como tempero, em larga escala. O sal comum de cozinha é retirado do mar, processado e enriquecido com iodo, o que aumenta o teor de sódio. Seu sabor se torna picante, diferente, da suavidade do chamado sal gour- 15 Receita do Dia Ingredientes 2 berinjelas 1 pimentão amarelo e 1 vermelho cortado em fatias 2 abobrinhas 2 tomates em rodelas sal a gosto pimenta do reino met. Sal rosa, do Himalaia, flor de sal, sal de Guérande, sal defumado de Chipre, sal do Havaí, sal negro, são exemplos gourmets, com nuances de sabor e aroma. Tramita na Câmara Municipal de Belo Horizonte um Projeto de Lei que restringe a exposição de cloreto de sódio nas mesas e balcões de bares, restaurantes e similares. O objetivo é inibir o consumo excessivo do sal e trazer hábitos mais saudáveis para a população. Outra medida para melhorar a saúde da população brasileira foi um acordo entre o Ministério da Saúde e a Associação das Indústrias da Alimentação (ABIA) reduzindo 15% do sódio adicionado ao pão de forma, bisnaguinhas e macarrão instantâneo, com diminuição de 1.295 toneladas do sódio entre 2011 e 2012. Molho 1/2 cebola cortada em cubos 2 dentes de alho picado 4 tomates sem pele e sem sementes cortado em cubos ¼ xícara (chá) de azeite de oliva extra virgem Alecrim, manjericão, tomilho Sal a gosto Pimenta-do-reino Modo de fazer Para o molho, refogue a cebola e o alho no azeite. Acrescente os tomates, sal, pimenta e as ervas picadas. Deixe apurar. Bate num processador até virar um creme.Volte para o fogo para apurar um pouco mais. Num refratário alterne uma camada do molho com os legumes em rodelas. Tempere com sal e pimenta, regue com azeite, cubra e leve ao forno a 200oC até que os legumes fiquem macios, mas com consistência. Bom proveito! 16 Nº 198 25 de outubro a 10 de novembro de 2014 MODA Moda e Sustentabilidade: ideal que se tornou realidade Foto: divulgação/GRAMA POR ANA CHRISTINA NAVES Peças da Montblanc Edição Escritores na Manoel Bernardes A linha de canetas presta um tributo ao pai do romance inglês e criador de Robinson Crusoe: Daniel Defoe. autor de um dos grandes romances épicos da liO teratura mundial e pai da A conteceu de 6 a 10 de outubro, o Minas Trend Preview, o mais esperado evento da moda em Minas Gerais que anuncia as tendências do inverno 2015, um dos maiores salões de negócios do mundo neste segmento. No hall de entrada a moda arte de Patrícia Bonaldi dava o tom, seus vestidos apresentados recentemente na semana de moda de Nova York exalavam glamour. A habitual exposição que dá acesso ao salão de compras “roubou a cena”. Teve como protagonista o renomado designer Rogério Lima. Com sua sensibilidade aguçada ele ousou e acertou no tema que inspirou sua nova coleção: Habitantes Invisíveis. Ele se refere aos moradores de rua que estão à margem. Ele usou em suas cobiçadas bolsas as cores vibrantes das latinhas de alumínio usualmente recolhidas por eles ao mesmo tempo em que levantou a bandeira da busca pela sustentabilidade. Ele uniu com maestria o ecologicamente correto ao socialmente justo! Neste caminho, para comprovar que moda e sustentabilidade deixaram de ser um paradoxo, a marca GRAMA sobressaiu mais uma vez. Vencedora do primeiro lugar do prêmio Read To Go na edição anterior do MTP, apenas em sua segunda jornada, ela despertou, mais uma vez com propriedade, a atenção do público mais antenado. Seu DNA é pura clorofila! Ana Suda- no, proprietária e estilista à frente da marca conseguiu o, até então, improvável. Suas peças despertam desejo pela beleza e conforto, possuem valor atrativo com pouquíssimo ou nenhum impacto ambiental em seu processo de fabricação. Com excelência em design e matéria prima, a GRAMA trabalha com fornecedores e produtos 100% brasileiros, valoriza o trabalho artesanal de pequenos produtores, cooperativas e OnGs de Nova Lima. Seus tecidos variam entre os de fibras naturais como o algodão orgânico, inclusive o jeans, a seda adivinda de bichos descartados no processo convencional e tecidos ecológicos como pet reciclado. Até o silk é orgânico, feito a partir de pigmentos da enorme biodiversidade da Mata Atlântica brasileira. Um show, o verdadeiro luxo! ficção realista, Daniel Defoe, tem capturado a imaginação de gerações com seu estilo colorido. A Montblanc Edição Escritores 2014, Daniel Defoe, presta homenagem ao escritor prolífico, panfletário e jornalista. O design diferenciado do instrumento de escrita é inspirado em Robinson Crusoe, a famosa história de aventura, que Defoe publicou em 1719, sobre um náufrago que se vê preso em uma ilha tropical tendo de enfrentar canibais e amotinados. A joalheria Manoel Bernardes já recebeu algumas das peças que fazem parte desta coleção. Elas estão disponíveis nas lojas do Pátio Savassi e do BH Shopping (4º Piso). Cada detalhe do instrumento de escrita lembra a história deste personagem corajoso perdido no mar, como narrado magistralmente por Defoe em seu romance. A forma do instrumento de escrita é inspirada na pá de madeira que Crusoe invoca em vão para escapar da ilha em muitas ocasiões. Resina preciosa foi utilizada na tampa e no corpo para conseguir um efeito que capta a complexa textura e cor da madeira, um material que simboliza a vida de Crusoe como sobrevivente na ilha remota, reduzido às coisas mais simples. O anel da tampa e o cone são adornados com gravuras refinadas Foto: divulgação A Edição Daniel Defoe está disponível nas versões canetatinteiro, rollerball e esferográfica típicas dos ornamentos do século XVIII que decoravam capas de livros encadernados em couro da época, incluindo sempre a primeira edição de cada romance. O clipe com elaborada decoração em forma de uma pena é uma reminiscência do companheiro mais leal de Crusoe na ilha, o papagaio Poll. O pássaro exótico que Crusoe eventualmente ensinou a falar está presente como uma gravura sobre a intrincada pena de ouro 750 banhado rutênio da caneta-tinteiro. Outro detalhe inspirado na vida de náufrago de Crusoé são os anéis do instrumento de escrita que são decorados com gravuras de filigrana que evocam a costura de couro das roupas de Robinson, uma das habilidades que ele domina após o naufrágio. Como toque final a esta obra-prima da escrita, a assinatura de Daniel Defoe está imortalizada como uma fina gravura na tampa, em homenagem ao célebre escritor britânico. ARTE Nº 198 25 de outubro a 10 de novembro de 2014 Carlos Bracher celebra 57 anos de carreira com exposição comemorativa em BH 17 Mostra, “Bracher – Pintura & Permanência”, no Centro Cultural Banco do Brasil, reunirá quase 90 obras com performances ao vivo do artista mineiro. mostra intitulada “Bracher – Pintura & PermaA nência”, que terá seu lança- e o coroamento de seu estilo tempestuoso dos anos 2000. A coletânea estará exmento nacional dia 12 de posta em ambientes assinanovembro em Belo Horizonte, dos pelo premiado cenógrafo no Centro Cultural Banco Fernando Mello da Costa, com do Brasil (CCBB), é uma repainéis e instalações, como a trospectiva de sua extensa reprodução do famoso ateliê e reconhecida carreira. Nela de Ouro Preto. O Castelinho serão exibidas 86 obras, indos Bracher, em Juiz de Fora, cluindo performances ao vivo onde o pintor passou a infândo artista mineiro. Em 2015, cia e juventude, também gaO artista Carlos Bracher a exposição circulará por Rio nha forma cenográfica onde de Janeiro, São Paulo e Brasília. os visitantes podem circular. No espaço Pela primeira vez, o pintor – recomultimídia, pinceladas intensas e a própria nhecido internacionalmente como um voz do artista, com textos de sua autoria, dos mestres da pintura brasileira – terá contribuirão para a imersão do público no exposição interativa, com espaço multimíuniverso de Bracher. A responsável pelo dia e cenografia. Serão expostas 86 obras áudio e vídeo é a jornalista Blima Bracher, representando todas as fases da carreira que é filha do artista e, há sete anos, se de Carlos Bracher, incluindo telas a óleo, dedica à pesquisa de textos e imagens, tendesenhos, aquarelas, livros, catálogos, fotos, do assinado já dois documentários sobre objetos pessoais e poemas de sua autoria. Bracher: “Âncoras aos Céus”, de 2007, e A curadoria é assinada pelo renomado Olí“Das Letras às Estrelas. JK: dos Sonhos ao vio de Tavares Araújo, em parceria com o Sonho de Brasília”, de 2014. próprio artista. O público poderá participar e acomO conjunto traz retratos, umas das panhar o processo catártico e explosivo do marcas registradas do mineiro, incluindo artista, marcas de sua criação, por meio autorretratos, além de paisagens, maride intervenções ao vivo. Essa interação pronhas, naturezas-mortas, cenas do cotidiano põe, em si, um olhar dinâmico e reflexivo e as séries “Homenagem a Van Gogh”, “Do do ato de pintar. Ouro ao Aço”, “Brasília” e “Petrobras”. Após a passagem por Belo HorizonEstarão evidenciadas na mostra, a evote, onde ficará até o dia 12 de janeiro, a lução de cada fase da carreira do pintor: a exposição irá itinerar pelas demais uniobscura e questionadora dos anos 1960; dades do Centro Cultural Banco do Brasil, a cubista dos anos 1970; o romantismo em São Paulo (27/01 a 02/03); Rio de Jados anos 1980; o modernismo caótico neiro (31/03 a 18/05) e Brasília (26/05 dos anos 1990 e a maturidade artística a 29/06), com extensão do projeto para o Centro Cultural Usiminas, na Galeria de Arte Hideo Kobayashi, em Ipatinga-MG entre (jul-set 2015). A mostra é incentivada pelo Ministério da Cultura e conta com o patrocínio da USIMINAS (Usinas Siderurgicas de Minas Gerais S.A), co-patrocínio da CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia Mineração), BDMG (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais), e OUROCAP, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com apoio Centro Cultural Banco do Brasil. SERVIÇO: Exposição Bracher – Pintura e Permanência - De 12 de novembroa 12 de janeiro de 2015. Quarta à segunda, de 9h às 21h. Centro Cultural Banco do Brasil – Praça da Liberdade, 450, Funcionários, BH. Panorâmica de Mariana, 97 x 130 de 2005 Paisagem Rural de Barbacena, 60 x 81 de 1981 Rezar na Campa, 73 x 60 de 1967 Nº 198 25 de outubro a 10 de novembro de 2014 V Prêmio Hugo Werneck O Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza comprovou, mais uma vez, sua credibilidade nacional no reconhecimento a empresas, indivíduos, ações e projetos sustentáveis. Em processo final de avaliação pela Comissão julgadora, 99 projetos e indicações foram pré-selecionados neste ano, um aumento de 23% em relação à edição passada. Pela primeira vez na história da premiação, todas as regiões do Brasil foram representadas. Mais da metade das inscrições são de outros estados, incluindo Espírito Santo, Santa Catarina, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Maranhão, Rio de Janeiro, Sergipe, Roraima, Rondônia, Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas e São Paulo. A cerimônia de entrega do Prêmio será realizada no dia 11 de novembro, às 19h30, no Parque Municipal Américo Renné Giannetti. A lista tríplice com os finalistas será divulgada no próximo dia 22 de outubro. NOSSO Weber Pádua 18 MEIO Por Goretti Senna • [email protected] 60 anos de grandes obras e histórias Para incentivar a leitura e o conhecimento dos estudantes universitários, a New Holland Construction, marca de máquinas e equipamentos de construção, fará a doação de exemplares de “60 anos de grandes obras e histórias – a construção do Brasil” às principais bibliotecas das universidades brasileiras. O livro, de 198 páginas, apresenta aos leitores uma visão histórico-jornalística sobre a trajetória recente do Brasil a partir das maiores obras realizadas por governos e pela iniciativa privada nas últimas seis décadas. Entre as diversas obras enfocadas em 11 capítulos estão a Hidrelétrica de Paulo Afonso, Brasília, a Ponte Rio-Niterói, Metrô de São Paulo, Hidrelétrica de Itaipu, o Projeto Grande Carajás e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Escrito pelo jornalista Carlos Alberto Cândido, o livro revela que, superando divergências políticas, as grandes obras foram planejadas e executadas por governos diferentes. O melhor exemplo disso é a Usina Hidrelétrica de Itaipu, que atravessou os governos Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, a ditadura militar, os governos Sarney e Collor. O critério de seleção das universidades foi oferecer a obra aos cursos de Engenharia Civil. Entre as instituições de ensino que receberão os livros estão: Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Anhembi Morumbi, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Escola de Engenharia de Piracicaba, Faculdade de Engenharia de Sorocaba, Universidade de Brasília, Universidade Federal do Paraná, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade Federal de Santa Maria. Faculdade IBS/FGV recebe o 1º lugar A Faculdade IBS se destacou entre as 30 conveniadas à Fundação Getúlio Vargas (FGV) no 9° Projeto Melhores Práticas do curso de Pós-Administração, realizado pela FGV. A instituição ficou em primeiro lugar nesta edição com a proposta de implementação de aulas de exercício nas disciplinas on-line, com professor local. O projeto tem o objetivo de melhorar as práticas do ensino e o desempenho dos alunos e foi baseado em pesquisas com alunos, coordenado e apresentado pela supervisora do departamento acadêmico, Letícia Costa, e pela coordenadora do pós-Administração,Waldirene Fraga. A premiação aconteceu nesta semana na sede da FGV, no Rio de Janeiro. Foto:divulgação/Beto Ganem Cotemig, socialmente responsável A Faculdade Cotemig acaba de receber o Selo de Instituição Socialmente Responsável, concedido pela ABMES, (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior). Trata-se de um reconhecimento anual da associação às instituições de ensino superior que realizam ações de responsabilidade social, como o curso gratuito de informática para idosos, promovido anualmente pela Faculdade Cotemig. Além de possibilitar a inclusão digital das pessoas da terceira idade, o curso proporciona a troca de experiência desse grupo social com os jovens estudantes da faculdade, que atuam como professores no curso. A iniciativa faz parte do projeto Cotemig Social, programa de responsabilidade social que desenvolve projetos para despertar a consciência da cidadania e a importância de contribuir para uma sociedade melhor nos alunos. A Faculdade Cotemig é prestigiada, desde 2007, com o Selo de Instituição Socialmente Responsável da ABMES. Champagnes Cerca de 50 selos de sete países estarão no II Salão de Champagnes, Espumantes, Vinhos Brancos e Rosés, promovido pelo Verdemar, nos dias 12 e 13 de novembro, das 16h às 22h, na loja do Sion. Os participantes poderão experimentar selos da Espanha, Chile, Argentina, Itália, França, Portugal e Brasil. O salão de champagnes conta com a presença especial de Carlos Arruda, consultor enológico do Verdemar, Responsável Técnico: Dra. Erika Corrêa Vrandecic - CRMMG 28.946 Nº 198 25 de outubro a 10 de novembro de 2014 19 20 Nº 198 25 de outubro a 10 de novembro de 2014 EMPREENDIMENTO EPO investe em empreendimentos em Contagem Foto/Perspectiva: divulgação/EPO Buscando atender os vários seguimentos do comércio, serviço e indústria, o Grupo EPO vai investir em três empreendimentos com diferentes funções no município. onsiderado um polo industrial consolidado e estrategicamente C próximo aos principais eixos rodovi- ários, o município de Contagem vem atraindo investimentos imobiliários de diversos portes. E para atender à crescente demanda por comércio, serviço e indústria, o Grupo EPO vai investir em três empreendimentos com diferentes funções na região. Um deles é o Duo Empresarial, um complexo corporativo previsto para ser implantado próximo a Ceasa. Com aproximadamente 19 mil metros quadrados de área construída, o empreendimento reunirá duas torres com 14 pavimentos cada, um total de 212 salas com área média de 45 metros quadrados a unidade, vagas de estacionamento rotativo e privativo e um heliponto. Já o Contemporâneo, localizado à Avenida João César de Oliveira, próximo ao centro de Contagem, será um complexo mixed-used com área construída em torno de 20 mil metros quadrados. Fará parte do em- preendimento uma torre com 18 pavimentos, que reunirá um streetmall, salas comerciais e apartamentos. O empreendimento contará ainda com estacionamento para aproximadamente 470 vagas de estacionamento. O streetmall ocupará o primeiro e o segundo pavimento que compõe a base do empreendimento, e reunirá um supermercado, lojas semi-âncoras, lojas satélites e uma praça de alimentação. A arquitetura vai proporcionar uma estrutura mais aberta, com amplas áreas de convivência, áreas verdes e um espelho d’água com fontes. A parte corporativa da torre abrangerá cinco pavimentos, reunindo um total de 63 salas comerciais, com áreas que variam de 30m² a 47m². Já a parte residencial terá nove andares. Serão em torno de 136 apartamentos tipo loft, com área média de 31m². “O grande diferencial do Contemporâneo é a localização estratégica. Ele será erguido entre o Contagem Bussiness Park será o primeiro condomínio logístico construído pelo Grupo EPO, com um total de 60 mil m2 centro de Contagem e o Eldorado, trazendo ao município o conceito de uma nova centralidade, reduzindo o deslocamento do usuário entre casa, trabalho e consumo”, afirma o coordenador de novos produtos do Grupo EPO, Mateus Hermeto. A outra aposta da construtora no município será o Contagem Bussiness Park, o seu primeiro condomínio logístico. Com um total de 60 mil metros quadrados de área construída, o empreendimento contará com três grandes galpões logísticos com docas e mezaninos sendo um deles do tipo cross-docking; três prédios de apoio com vestiários e refeitório; portaria compartilhada; segurança reforçada com controle de acesso e balança de pesagem; heliponto; prédio de apoio aos caminhoneiros; estacionamento externo e interno para carretas, caminhões e veículos leves. De acordo com Mateus Hermeto, o cross-docking, que consiste em um sistema de distribuição de mercadorias mais prático, é o diferencial do empreendimento. “O recebimento da carga vai diretamente para o ponto de expedição e entrega, gerando agilidade e menos custos na questão logística”, explica.