EDIÇÃO
Q U I N Z E NA L
Nº 198 • 25 de outubro a 10 de novembro de 2014
www.jornalbelvedere.com.br
IMPRESSO
Violência volta a assombrar o Belvedere
Novas ocorrências de assalto a mão armada, roubo a residências e até mesmo um assalto seguido
de estupro, deixam a comunidade em pânico. Agressividade dos bandidos está assustando moradores
que pedem uma ação mais efetiva por parte das autoridades.
Páginas 6 e 7
Usuários da
BR-040 contam
com oferta de
novos serviços
Copasa quer retirar água
da Lagoa dos Ingleses
Página 8
O estilo saudável
da Dieta
Mediterrânea
Página 15
A
informação de que a Copasa e mineradora
podem retirar água das lagoas dos Ingleses, Miguelão, Codornas e Água Limpa, através
de bombeamento, para reforçar abastecimento em BH, como prevenção ao racionamento
na Capital, trouxe muita preocupação e até
mesmo revolta aos moradores dos condomínios lotados no Alphaville e região, inclusive repercutindo na Câmara dos Vereadores de Nova
Lima. O presidente da Câmara Municipal de
Nova Lima, vereador Nélio Aurélio afirmou
que vai exigir mais compromissos da empresa
com os nova-limenses: “Os moradores já são
penalizados por não haver um tratamento
mais adequado para o esgoto naquela região,
agora vão ter que ceder a água da lagoa?”,
questionou.
Página 3
Mostra traz
os 57 anos de
carreira de
Carlos Bracher
Ouro Preto, 81 x 100 de 1985
Página 17
2
Nº 198
25 de outubro a 10 de novembro de 2014
Publicação da SC Soluções
em Comunicação e
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*Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não expressam,
necessariamente, a opinião do Jornal.
OPINIÃO
Processo do Vila Castela, provavelmente, sem acordo
POR WALMIR BRAGA *
Advogado e presidente da Promutuca e
da Frente das Associações em Defesa do
Trânsito do Vetor Sul
M
ais uma vez voltamos ao tema do
chamado “Processo Vila Castela II”,
que se aproxima do final das atuais negociações para um possível acordo.
Ao ser publicada esta coluna, provavelmente já terá ocorrida a audiência
de encerramento da tentativa negocial,
agendada para o dia 29 de outubro, na
14ª Vara da Justiça Federal de BH.
Para reavivarmos a lembrança, fazemos um pequeno resumo dos principais
acontecimentos dessa fase negocial:
a)
Em fevereiro mostramos
que a PROMUTUCA tinha intenção e
acreditava no acordo. Ficou evidente
a nossa boa vontade e para a conciliação bastava que o empreendedor
entendesse que algumas adequações
do projeto eram (e continuam sendo)
imprescindíveis.
b)
Pelo menos quatro audiências ocorreram desde então, intermediadas por uma inspeção do Ministério Público Federal, uma inspeção
Judicial, além de muitas horas dedicadas às negociações internas e com
os empreendedores, além de outras
tantas nas reuniões com o Ministério
Público Federal.
c)
Nesse período conseguimos avançar em pontos antes inconciliáveis, dentre os quais destacamos
o saneamento das divergências em
relação às nascentes e cursos d´agua,
o compromisso de que as áreas sobre as linhas de transmissão não fossem consideradas para compensação
ambiental e que as compensações de
supressão de mata atlântica que fossem eventualmente autorizadas pelo
IBAMA acontecessem na mesma mi-
Foto: divulgação
crobacia.
Porém, estes pontos, que
aparentemente
denotam uma
“concessão do
empreendedor”,
nada mais são
do que observar
e seguir o que a atual legislação para os
processos de licenciamento ambiental de
empreendimentos do tipo, porte e localização do que estamos discutindo.
Este ponto é fundamental. Não houve “concessão” e sim o compromisso de
observar a atual legislação. Exatamente
o que entendemos que deve ser aplicado.
A parte negocial ficou efetivamente
em dois pontos: o primeiro, a implantação de um corredor ecológico na região
do empreendimento, que seria oportunamente interligado ao restante do
corredor ecológico do Vale do Mutuca,
e deste para todo o município de Nova
Lima. O segundo tópico negocial efetivo
se referia à declividade de alguns lotes.
Conseguimos avançar na promessa
de criação do corredor ecológico, mas
paramos na questão da declividade.
Mostramos que o “mapa de declividade” que até agora é considerado no
processo de licenciamento ambiental é
falho, já que feito considerando curvas
de nível de 10 em 10 metros, o que deforma a avaliação geral do local.
Buscamos, até o ultimo momento,
sensibilizar os empreendedores para
que um novo mapa de declividade fosse feito, com curvas de nível de metro
em metro, como exige a atual legislação.
Esse novo mapa mostraria a realidade
fática do local e daria segurança jurídica
para as partes: para a PROMUTUCA ter
certeza de que não haveria intervenções
em lotes cuja declividade impede – legalmente – o seu parcelamento e uti-
lização. Aos empreendedores, para que
fizessem projetos com a certeza de que
não seriam questionados neste ponto
tão sensível.
Diante dos possíveis problemas com
a declividade, a PROMUTUCA, mais
uma vez mostrando que não é radical
e que busca um acordo que represente a adequação do empreendimento às
atuais legislação e necessidades ambientais, propôs que os lotes das áreas de
declividade mais sensíveis fossem adequados, para algo em torno de 4.000
m2, de forma a permitir a implantação
de construções e, ao mesmo tempo, respeitar e dar condições efetivas de que a
mata atlântica e as áreas verdes fossem
minimamente preservadas.
Até o ultimo momento ficamos (e
estamos) aguardando a resposta a uma
pergunta básica: Qual a resistência em
se fazer um novo mapa de declividades,
de metro em metro?
Até o fechamento desta coluna a
resposta não veio. Sem ela, não temos
como avançar no acordo e, provavelmente, iremos ter um dos três desfechos básicos possíveis nesta ação do Ministério
Público Federal: a) será feita uma perícia
judicial, para se aferir as questões ambientais existentes e, ainda, a declividade
efetiva dos lotes, determinando-se quais
terem impedimentos legais para receber
construções; b) o processo será extinto,
sem julgamento de mérito, por questões
de ordem processual, cujos riscos foram
detectados, alertados e assumidos pelas
duas Assembleias da PROMUTUCA que
trataram do tema; c) será homologado o
acordo proposto pelo Ministério Público
Federal, sem a anuência total da PROMUTUCA.
Nos dois últimos casos, a liminar que
hoje impede qualquer intervenção no local deixará de existir e, provavelmente,
novas intervenções irão ocorrer. Nesse
caso, nos restará a propositura de novas ações, seja pela Associação, seja por
representação junto ao MP Estadual ou
ao MP Federal. Ou seja: mais disputas,
mais desgastes, mais incertezas, mais
sofrimentos para todos.
Por isto entendíamos (e entendemos) que o acordo continha dois fatos
positivos e negativos, ao mesmo tempo,
para as duas partes.
O acordo é (ou era) ruim para a
PROMUTUCA porque ia além do que
gostaríamos que fosse. É (ou era) ruim
para os Empreendedores, porque em
tese estariam cedendo além da obrigação legal, dentro da interpretação que
eles fazem da legislação aplicável.
Contraditoriamente, o Acordo é (ou
era) bom para a PROMUTUCA porque
iríamos obter garantias da preservação
do corredor ecológico e do cumprimento
da legislação atual. É (ou era) bom para
os empreendedores, porque lhes daria
segurança jurídica para continuar a implantação do empreendimento e teria o
encerramento de vários litígios.
Infelizmente, parte dos empreendedores não compreendeu esses pontos e
dificilmente teremos acordo na audiência. Nos restará acompanhar e ver o que
teremos pela frente, mantendo a nossa
intenção de defesa intransigentes dos
nossos princípios, ao mesmo tempo em
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MEIO AMBIENTE
Nº 198
25 de outubro a 10 de novembro de 2014
Moradores de condomínios estão preocupados
com retirada de água da Lagoa dos Ingleses
3
Copasa e mineradora anunciam que podem retirar água das lagoas dos Ingleses, Miguelão,
Codornas e Água Limpa, através de bombeamento, para reforçar abastecimento em BH.
O
município de Nova Lima, a caixa
d´água da Grande Belo Horizonte, responsável pelo fornecimento
de água tratada para cerca de 43%
da população da Região Metropolitana de Belo Horizonte, poderá estar sendo obrigada a fornecer ainda
mais esse recurso, para evitar o desabastecimento e o racionamento
de água em BH. Para isso, a Copasa
está recorrendo à retirada de água
da Lagoa dos Ingleses, no Alphaville,
Miguelão, Codornas e Água Limpa,
através de bombeamento para o
Rio de Peixes e desse para o Rio
das Velhas.
A notícia dessa possibilidade
trouxe muita preocupação e até
mesmo revolta aos moradores dos
condomínios lotados no Alphaville
e região, inclusive repercutindo na
Câmara dos Vereadores de Nova
Lima. A Associação representativa
de moradores do Alphaville Lagoa dos Ingleses buscou apoio do
deputado Fred Costa (PEN) que
já agendou para o próximo dia 28
de outubro, uma reunião entre os
moradores e o presidente da Copasa, Ricardo Simões, para discutir
o assunto. A decisão se deu a partir
de uma reunião realizada no sábado,
dia 18, na sede da Administração do
Alphaville.
A notícia sobre a utilização da
água pela Copasa veio através da
AngloGold Ashanti, que mantém
algumas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) na região para geração de energia utilizada em suas
atividades extrativistas. Segundo informações de moradores, “a mineradora usa 60% da energia gerada
em seu próprio negócio e vende
40% para a Cemig, sem ressarcir
ou compensar o município e seus
habitantes”. No último dia 16 de
outubro, o complexo formado pelo
Miguelão, Codornas e Lagoa dos
Ingleses pertencente à mineradora
AngloGold aumentou sua vazão em
500 litros por segundo, para ajudar
no abastecimento de água em Belo
Horizonte.
A Copasa, que já divulgou diversas vezes que não há motivo de preocupação para o desabastecimento
em Belo Horizonte, informou em
nota à impressa que “a negociação
com a mineradora foi feita de maneira preventiva”. E que a produção
de água na região metropolitana
está em seu volume máximo de 1,3
bilhão de litros por dia. Já a mineradora informou, também por meio
de nota, que o aumento da vazão
se deu para atender um “pedido da
Copasa, em função do atual período
de seca e da necessidade de abastecimento à Região Metropolitana de
Belo Horizonte”.
A Copasa reforçou que a utilização de águas do sistema Rio de
Peixe de Nova Lima seria apenas
uma medida “preventiva”, que estaria descartada com a aproximação
das chuvas nos próximos dias.
Riscos ao meio ambiente
A bióloga, gestora social e ambientalista, Judite Velasquez, ressalta
que as lagoas em questão são de
domínio público e não pertencem
a nenhuma empresa. “No caso da
mineradora, ela possui o direito de
usar a água em suas PCHs, para geração de energia utilizada em seus
processos, sem portanto ressarcir
ou compensar o município e seus
habitantes. Estamos vendo os reservatórios sendo comprometidos
com o baixo nível de água na Lagoa
dos Ingleses, e mesmo assim vamos
ter que doar água para a Grande
Belo Horizonte?”, questiona a bióloga.
Os moradores, que estiveram
reunidos para tratar do assunto, temem pela medida a ser tomada, que
caso seja cumprida precisa de maiores esclarecimentos, como o tempo
de utilização, a vazão disponibilizada
e quais outras reservas ainda estão
disponíveis em caso da falta de chuva. Eles alegam que o fornecimento
de água pela Lagoa dos Ingleses poderá comprometer e muito todo o
sistema de abastecimento na região,
principalmente, trazendo sérios riscos ao meio ambiente.
Nesta época a lagoa já demonstra
escassez de água
Câmara de Nova Lima
questiona decisão
Para o presidente da Câmara Municipal de Nova Lima, Nélio Aurélio, a utilização do sistema de Alphaville, Codornas
e Miguelão é um processo sem lógica,
e que precisa ser revisto urgentemente
pela Câmara e pelos moradores. “Estamos assistindo um açude depredado,
com volumes baixos de água, e mesmo
assim ainda querem retirar o que está
lá? O município de Nova Lima teria que
tomar esse serviço para si, se a concessão não cumprir o que está celebrado no
contrato. Os moradores já são penalizados por não haver um tratamento mais
adequado para o esgoto naquela região,
agora vão ter que ceder a água da lagoa?”, questionou Nélio.
Ainda segundo o presidente da Câmara de Vereadores de Nova Lima, mais
de 70% da água produzida em Nova
Lima é destinada para o abastecimento de Belo Horizonte e outras cidades,
“sem o pagamento de um único royaltie.
Ceder mais água é comprometer nossas
reservas e isso não tem embasamento
que nos faça aceitar esta decisão”, ponderou.
Atualmente, o Sistema Rio das Velhas, um dos responsáveis pelo abastecimento da capital, está com 50% de sua
vazão normal. Com uma extensa área de
preservação ambiental e mais de 800
nascentes, Nova Lima é responsável por
70% da água utilizada por Belo Horizonte, que é captada no rio das Velhas. É no
bairro Bela Fama que está localizado o
Sistema Rio das Velhas, o maior e o mais
estratégico sistema produtor de água da
Região Metropolitana de Belo Horizonte
(RMBH). Responsável pelo fornecimento
de água tratada para cerca de 43% da
população da RMBH, ele produz uma
média de 470 milhões de litros/dia, que
abastecem Belo Horizonte, Nova Lima,
Raposos, Sabará e Santa Luzia.
Cerca de 42% do recurso natural
que abastece as cidades metropolitanas,
com exceção de Caeté, Rio Acima e Itaguara, são provenientes do sistema de
tratamento do Rio das Velhas.
4Projeto que aumenta tributos em BH volta à Câmara
Nº 198
25 de outubro a 10 de novembro de 2014
POLÍTICA
Foto: divulgação/ALMG/ Pollyanna Maliniak
Comissão de Orçamento e Finanças Públicas da Câmara de BH aprova
audiência pública, marcada para o dia 4 de novembro, para que a PBH
apresente explicações sobre novo Projeto de Lei que aumenta o ISSQN e ITBI.
Na primeira tentativa da PBH, o deputado Fred Costa conseguiu embargar o
reajuste na Justiça. O caso aguarda decisão final do Superior Tribunal Federal.
prefeito de Belo Horizonte conO
seguiu aprovar na Câmara, na final de 2013, o aumento da Taxa de
Resíduos Sólidos; o reajuste de até
150% do ISSQN para quase 100 setores da economia da Capital, como
também o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato Oneroso (ITBI). Este aumento de impostos
foi suspenso pela Justiça em ações
impetradas pelo Partido Ecológico
Nacional (PEN), presidido pelo deputado Fred Costa. Hoje, a cobrança
estabelecida pela Lei nº 10.692/13, e
que começou a vigorar no dia 1º de
maio de 2014, mas que foi contestada por Fred Costa, aguarda posicionamento do Superior Tribunal de
Justiça (STF). No entanto, existe uma
grande possibilidade de o STF decidir contra o aumento dos impostos,
já que outros municípios brasileiros
tentaram o mesmo caminho e sofreram derrota.
Agora, o Executivo de BH resolveu entrar com um novo Projeto de
Lei, o de nº 1327/14, que propõe o
aumento do Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN)
e do Imposto sobre Transmissão
de Bens Imóveis por Ato Oneroso
(ITBI), com os mesmos parâmetros
dos que foi barrado pela Justiça. De
acordo com o projeto da Prefeitura,
a alíquota única do ITBI passaria de
2,5% para 3% e, no caso do ISSQN
o projeto propõe elevar a alíquota
mínima dos atuais 2% para 2,5%.
NOTA DA PREFEITURA DE BH
ASSUNTO:
Embargos declaratórios da decisão Liminar do TJMG
Prezados contribuintes,
A SMF - Secretaria de Finanças,
através da GETM – Gerência de Tributos Mobiliários, e a PGM – Procuradoria Geral do Município comunicam
que conforme amplamente divulgado,
foi concedida pelo Tribunal de Justiça
de Minas Gerais na ação judicial nº
0279811-03.2014.8.13.0000, publicada no dia 26/09/2014, liminar que
tornaria sem efeito a majoração de
alíquotas do ISSQN com base na Lei
Municipal 10.692/13.
No entanto, a Prefeitura de Belo
Horizonte, através da PGM, interpôs embargos declaratórios contra
a decisão do TJMG que suspendeu,
liminarmente, o aumento das alíquotas do ISSQN promovidos pela Lei
nº 10.692/13, por entender que não
houve a maioria absoluta do pleno do
TJMG para esta decisão, conforme or-
dena a legislação.
Assim, com a interposição dos
embargos, a decisão do TJMG está
suspensa, não existindo a obrigação
legal da Fazenda Pública Municipal de
Belo Horizonte de aplicar as alíquotas
vigentes antes das majorações contestadas até nova manifestação do Poder
Judiciário.
Desta forma, até novo posicionamento do TJMG, a aplicabilidade da
Lei Municipal 10.692/13 continua em
vigor sendo mantidas as alíquotas dela
constantes.
Atenciosamente,
SMF – Secretaria Municipal de Finanças
SMAAR – Secretaria Municipal Adjunta de
Arrecadação
GETM – Gerência de Tributos Mobiliários
PGM - Procuradoria Geral do Município.
No último dia 14 de outubro, a
Comissão de Orçamento e Finanças Públicas apreciou o projeto e
decidiu promover audiência pública
no dia 4 de novembro, às 13h, para
que a PBH apresente explicações
sobre a necessidade de aumento de
impostos. Na justificativa do projeto recebido pela Câmara Municipal
no dia 6 de outubro, o prefeito de
BH, Marcio Lacerda, destaca que os
aumentos dos tributos municipais
não alcançarão as microempresas,
as empresas de pequeno porte, assim como os microempreendedores individuais prestadores de serviços optantes do Simples Nacional.
Com a suspensão do aumento de impostos pela Justiça, a PBH
Fred Costa levou o aumento de impostos pela PBH para ser debatido na Comissão
de Assuntos Municipais da Assembleia de Minas
divulgou nota aos contribuintes,
alegando que interpôs embargos
declaratórios contra a decisão do
TJMG e, que assim, poderia aplicar
as alíquotas vigentes antes das majorações contestadas até nova manifestação do Poder Judiciário (Veja
a nota da PBH, nesta página).
Já o PEN, por intermédio do
deputado Fred Costa, contestou
a PBH, com pareceres de juristas
consultados, alegando que “o entendimento é que o recurso interposto
pela PBH não tem qualquer efeito
suspensivo, ou seja, que a cobrança
reajustada após a sanção da Lei nº
10.692/13, é ilegal” (Veja Nota de
Esclarecimento do deputado).
NOTA DE ESCLARECIMENTO DO DEPUTADO FRED COSTA
Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN)
No dia 29/09/2014, a Prefeitura de
Belo Horizonte (PBH) publicou um comunicado no qual informa que os efeitos
da liminar obtida na ação nº. 027981103.2014.8.13.0000, movida pelo Partido Ecológico Nacional, na pessoa do
Deputado Estadual Fred Costa, estariam
suspensos em face de embargos declaratórios interpostos. Entretanto, o entendimento é que o recurso interposto pela
PBH não tem qualquer efeito suspensivo,
ou seja, que a cobrança reajustada após
a sanção da Lei nº 10.692/13, e que começou a vigorar no dia 1º de maio de
2014, é ilegal. Ou seja, a cobrança deveria ser feita de acordo com as alíquotas
anteriores à norma.
Se os embargos de declaração possuíssem efeito suspensivo, nenhum pronunciamento judicial (decisão interlocutória, sentença ou acórdão) poderia ser
cumprido nos primeiros 5 (cinco) dias,
após a respectiva intimação, na medida
em que a mera possibilidade/expectativa de oposição dos embargos declarató-
rios obstaria a eficácia do pronunciamento
judicial.
Recorde-se, neste passo, o conceito de
“efeito suspensivo”, na insuperável lição de
JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA: “Aliás,
a expressão ‘efeito suspensivo’ é, de certo
modo, equívoca, porque se presta a fazer
supor que só com a interposição do recurso passem a ficar tolhidos os efeitos da
decisão, como se até esse momento estivessem eles a manifestar-se normalmente.
Na realidade, o contrário é que se verifica:
mesmo antes de interposto o recurso, a decisão, pelo simples fato de estar-lhe sujeita,
é ato ainda ineficaz, e a interposição apenas prolonga semelhante ineficácia, que
cessaria se não se interpusesse o recurso”.
Nesse contexto, nenhuma decisão
interlocutória de natureza liminar, seja
cautelar, seja de antecipação dos efeitos
da tutela, poderia ser cumprida antes do
decurso do prazo para a oposição dos embargos declaratórios.
TERESA ARRUDA ALVIM WAMBIER
concorda com essa assertiva: “Se os em-
bargos de declaração tivessem o condão
de obstar a eficácia da decisão só pelo
fato de serem cabíveis, já que toda decisão é, em tese, embargável de declaração, não haveria decisões imediatamente eficazes! Os efeitos das decisões só se
produziriam depois de escoado o prazo
dentro do qual os embargos poderiam
ser interpostos”.
Desta maneira, reiteramos, o recurso interposto pela PBH não suspende os
efeitos da liminar conquistada por nós
no pleno do TJMG, sendo que esta somente poderá ser cassada por decisão
do Exmo. Presidente do STF.
Atenciosamente
Fred Costa
Deputado Estadual
Autor da Liminar que suspendeu o
reajuste de até 150% do ISSQN no dia
10 de setembro para quase 100 setores
da economia da Capital.
MEIO AMBIENTE
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25 de outubro a 10 de novembro de 2014
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Governo cria o Parque Nacional da Serra do Gandarela
Foto: divulgação/AguasDoGandarela/Paulo Baptista
Decreto da presidência da República procurou
contemplar tanto a criação do Parque Nacional
quanto a exploração minerária.
oi publicado, no último dia 14 de
outubro, no Diário Oficial da União,
Fo decreto
da presidente Dilma Rous-
seff que cria o Parque Nacional da
Serra do Gandarela.A reserva era uma
demanda histórica de ambientalistas e
comunidade dos municípios de Nova
Lima, Raposos, Caeté, Santa Bárbara,
Mariana, Ouro Preto, Itabirito e Rio
Acima, por onde se concentra a Serra
do Gandarela. O decreto presidencial também mantém viável o Projeto
Apolo, da Vale, orçado em R$ 4 bilhões
para a exploração de minério de ferro.
A criação do Parque Nacional da
Serra do Gandarela é uma luta de anos
dos ambientalistas e moradores dos
municípios em que fica a Serra. De um
lado, os ambientalistas que desejam a
preservação de uma área considerada um santuário natural, localizado a
cerca de 40km de Belo Horizonte;
parte do parque estará dentro da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Foto: divulgação/AguasDoGandarela
Situa-se entre a Serra do Caraça e a
Serra da Piedade, e abrange os municípios de Barão de Cocais, Caeté,
Santa Bárbara, Rio Acima, Raposos e
Itabirito.
Do outro a Vale que planeja uma
mina de ferro, o Projeto Apolo, com
capacidade para 24 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano e,
inclusive, já iniciou o licenciamento
ambiental. Para o investimento e futuras expansões, solicitou uma área de
5,3 mil hectares. Um grupo de estudo
multisetorial, inclusive com ambientalistas, outras mineradoras e o ICMBio,
se reuniu para definir qual seria a área
do Parque.
Durante este tempo de negociação, houve acordo com todas as mineradoras, exceto com a Vale. O grupo
decidiu que a Vale teria uma área de
1,7 mil hectares, o que a empresa considera inviável para um investimento
de R$ 4 bilhões. Segundo o presidente
do Instituto Chico Mendes de Con-
servação da Biodiversidade (ICMBio),
Roberto Vizentin, a empresa acabou
aceitando uma área intermediária entre o que ela pediu e o que lhe foi oferecido anteriormente.
“Tanto nós do ICMBio como os
ambientalistas gostaríamos de uma
área maior para o Parque, mas tivemos
que construir um acordo, que no final
foi bom para todos. A Vale terá o projeto Apolo, mas não com a área que
eles pediram e nem com a que nós
sugerimos. É um tamanho intermediário”, afirmou o presidente do ICMBio,
Roberto Vizentin.
Segundo o decreto, as delimitações foram definidas por satélite entre
2007 e 2009 e também em 2012. O
Parque abrange os municípios de Nova
Lima, Raposos, Caeté, Santa Bárbara,
Mariana, Ouro Preto, Itabirito e Rio
Acima, em uma área total de 31,2 mil
hectares. As exceções serão as áreas
necessárias a operação e manutenção
das Linhas de Distribuição existentes
Taquaril - Mariana 1, Subestação Santa
Bárbara 1, Santa Bárbara 1 - Mineração
Serra Geral, Ouro Preto 2 - Mariana
1 e seus respectivos acessos. As zonas
rurais dentro do parque foram declaradas de utilidade pública para fins de
desapropriação.
A zona de amortecimento da
reserva será definida pelo Instituto
Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade (ICMBio), que será o
responsável pela implementação, operação e proteção do local. O ICMBio
também será o responsável pela administração do Parque e o presidente
do órgão afirmou que em 2015 será
aberto concurso público e que ainda
este ano o quadro de funcionários vai
aumentar. O gestor do parque deverá
ser um analista do ICMBio. “Não há
impedimento de um nome externo,
mas a tendência é indicar alguém de
dentro (do ICMBio)”, disse. O foco,
segundo ele, será o turismo ecológico
e de aventura.
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Nº 198
25 de outubro a 10 de novembro de 2014
SEGURANÇA
Belvedere volta a sofrer com a violência
Nos últimos dias, novas ocorrências de assalto a mão armada, furtos, roubo a
residências e até mesmo um assalto seguido de estupro, levaram a comunidade ao
pânico. Bandidos estão mais violentos e atacando a qualquer hora do dia.
A
sensação de calmaria e segurança vivenciada até então pelos moradores do
Belvedere parece ter acabado. Nos últimos
15 dias, novas ocorrências de assalto a mão
armada, roubo a residências e até mesmo um
assalto seguido de estupro, levou a comunidade ao pânico. O clima de terror, o medo e
a sensação de impunidade e impotência, marcados por este último delito hediondo jamais
ocorrido no bairro, deixaram os moradores
bastante revoltados, e sem saber como agir.
Alguns deles, vizinhos ao local onde mora a
vítima, procuraram o JORNAL BELVEDERE
para tentar mobilizar a sociedade e sensibilizar as entidades representativas e o Estado.
O fato aconteceu na madrugada do domingo, dia 12 de outubro, em uma pacata rua
próxima à rotatória da Praça Haiti, quando
uma senhora teve sua residência invadida
por um bandido, e foi surpreendida enquanto dormia. A vítima não teve tempo para se
defender, mas conseguiu prender o bandido
dentro do quarto e saiu em busca de ajuda
dos vizinhos para chamar a polícia. O ato generalizado de violência deixou vizinhos, amigos e familiares da vítima consternados, por
tamanha crueldade. Quem socorreu a vítima
logo após o acontecido narrou, em lágrimas,
as cenas de horror, de covardia e barbárie
jamais vistas pela comunidade no Belvedere.
“Até então, tínhamos nossas casas roubadas,
nossos carros e objetos de valor levados pelos bandidos. Esta agressão, este tipo de violação da intimidade nunca acontecera aqui”,
comenta um vizinho da residência da vítima,
que receoso pediu para não ser identificado.
Aliás, foram vários os moradores que relataram o episódio e solicitaram para ficar no
anonimato, com medo de represálias caso
fossem identificados.
Só Deus
Um morador da Rua Sebastião Botelho
se mostrou bastante desanimado com a situação: “Quem em BH está em segurança?
Ninguém! Antes, os assaltos aconteciam em
horários em que a residência estava mais
vulnerável. Hoje, eles acontecem a qualquer
hora do dia ou da noite. Quem tem uma casa
não pode sair do lado de fora, pois tem receio
de encontrar alguém no quintal, na área de
lazer. Sair de carro então, é ainda mais perigoso porque enquanto se espera um portão se
fechar o crime já aconteceu. Hoje, precisávamos aumentar a vigilância em todo o bairro,
mas principalmente aqui neste ponto, que é
próximo à saída da BR”, relatou.
Segundo ele, os moradores hoje só podem contar com Deus. Porque a segurança
depende de vários fatores e isso acaba complicando: “Primeiro, precisamos aumentar as
viaturas e o efetivo; mas antes disso, é preciso
mudar as leis, porque a polícia prende o ban-
 Faltando
foco
Lamentável que mais uma vez,
a diretoria da Associação não traga
nenhuma informação sobre a segurança
do nosso bairro! Este tipo de problema
vem aumentando de forma assustadora e
é impressionante como o bairro de maior
poder aquisitivo de Belo Horizonte não
consiga reverter este quadro?
Outros bairros têm conseguido diminuir
consideravelmente os índices de assaltos
e roubos, instalando câmeras, sistemas de
relacionamento entre vizinhos, e convênios
com a polícia militar!
Será que não está faltando foco e
objetividade no trato desta questão?
Atualmente, o Belvedere é o bairro que,
percentualmente, tem o maior número
de casas à venda e por consequência os
preços das mesmas estão a cada dia mais
desvalorizados e sem liquidez!!!
Ao invés de dar atenção a problemas
menores como um lavador de carro que
se instalou, um salão de beleza que abriu,
e uma condicionante de uma mineradora
que está em discussão num órgão público
que nem no Belvedere é, vamos cuidar
daquilo que realmente nos interessa!

Alexandre Veiga
Empresário e morador do Belvedere
dido e a lei o protege. Não adianta, isso é um
esforço inútil”, alertou.
A sensação de insegurança pode estar
mesmo em todos os locais da cidade. Mas, a
região do bairro onde acontecera esse crime
se mostra mais carente. Ao identificar o local
é possível detectar a vulnerabilidade e riscos
em razão do fácil acesso e escape tanto para a
BR-356 quanto para o Sion e o próprio Belvedere. “É como se estivéssemos em uma imensa porteira sem trancas”, disse um morador.
Casas cam indefesas
O presidente da Associação dos Moradores do Bairro Belvedere (AMBB), Ricardo Jeha
se reuniu com o Major Olímpio e o Tenente Paulo do 22º Batalhão de Polícia Militar e
com o presidente da Associação dos Amigos
do Bairro Belvedere (AABB), Ubirajara Pires
Gloria, para reforçar a questão da segurança
na região. Ele informou que a saída não é a PM
instalar um posto no bairro, mas sim aumentar as viaturas em circulação. “Também não
adianta viaturas paradas na Lagoa Seca ou em
frente aos bancos, na Avenida Luiz Paulo Franco, e a região das casas ficar indefesa. É preciso que viaturas circulem o tempo inteiro; que
sejam destinadas duas viaturas para atender
o bairro e uma apenas para o comércio, com
um canal de comunicação para atendimento à
população. Porque, quando um vizinho assiste
um assalto, ele apita, liga e a PM não vem. Aliás,
a PM só vem após o fato ocorrido, e tentar
ser atendido através do 190 é impossível”,
alerta Jeha.
Ainda segundo ele, é preciso trabalhar em
duas frentes: “A primeira, junto aos deputados João Leite e Fred Costa e ao secretário
de Estado de Segurança, para obter uma aten-
O
quê fazemos?
Sei que a polícia não pode estar em
todo os lugares ao mesmo tempo. Mas, é
preciso aumentar a vigilância no Belvedere.
Somos moradores que não podemos mais
sequer cuidar dos jardins nas portas das
nossas casas. Ou retirar um lixo orgânico
nas entradas das garagens depois das
chuvas. Porque qualquer movimento nesse
sentido coloca em risco nossa segurança. O
quê fazemos? Deixamos o jardim morrer
e o lixo das folhas acumularem nas portas
de nossas garagens e ficamos trancafiados
dentro de casa? Porque, parece que isso
que deve ser. Enquanto a polícia faz a sua
parte, prendendo o bandido, a lei o beneficia
deixando-o solto pouco tempo depois.
E, nesse momento só podemos contar
com Deus.

Ederson Leite Soares
Morador do Belvedere
ção maior ao bairro. A segunda, iniciando uma
ação de curtíssimo prazo com mais viaturas
que atendem realmente o bairro, e não dividi-la com os pequenos ocorridos no trânsito e
no BH Shopping, pois isso toma muito tempo
e trabalho do efetivo. E, junto a isso tudo, criar
um canal de comunicação direta com a polícia
militar, onde o morador possa acionar a PM
no tempo real do acontecido”.
SEGURANÇA
Major afirma que a PM
prende, mas bandidos
não ficam presos
R
esponsável pelo policiamento no Belvedere, o Major Olímpio Garcia, lotado no
22º Batalhão da PM, lamentou muito o acontecido. Ele informou que esse ano a PM iniciou o serviço de inteligência no belvedere
e conseguiu identificar e prender, no mês de
março, uma gangue formada por 11 membros
que agiam pelo bairro. “Foi um trabalho árduo
e muito difícil, porque tivemos que identificar
um por um. Em conjunto com a Polícia Civil prendemos dez dos onze elementos, que
foram todos reconhecidos por moradores.
Em abril, através da mesma ação da PM, conseguimos prender o último integrante. Mais
tarde, prendemos outra gangue do Morro das
Pedras, com cinco integrantes que também
agiam aqui. Aí, o bairro vivenciou esta sensação de calmaria e segurança, e as ocorrências diminuíram assustadoramente. Aí, todos
foram beneficiados pela lei e estão soltos. Ou
seja, a polícia prende, a justiça libera”.
Ainda segundo o Major Olímpio, o estuprador “foi identificado e é um criminoso que
fora preso há menos de 45 dias pela PM. E
estava solto, cometendo outro crime. Ou seja,
o criminoso sabe que a lei o protege e a que
a impunidade está a seu lado. Por isso continua realizando os delitos. Se não mudar a lei,
o bandido vai continuar cometendo crimes”.
De acordo com ele, a PM atua no bairro
com duas viaturas em horários de maior incidência de delitos. E que pelas modernas técnicas de ação da polícia não é recomendado
a instalação de bases, e nem de policiais parados. O formato ideal é da vigilância constante,
com rondas diárias, em vários pontos.
Ele informou também que o número de
crimes praticados no Belvedere reduziu em
22% se comparado ao registrado em igual
período – de janeiro a setembro – dos últimos cinco anos. “Enquanto a média do Estado
cresceu em 25% a incidência de crimes violentos e furtos, o Belvedere reduziu em 22%,
perdendo apenas para o bairro Gutierrez,
onde a Rede de Vizinhos Protegida trouxe
excelente resultado com a utilização de ferramentas como o celular, através do WhatsApp”. A grande preocupação dele agora, é com
a chegada do final do ano, época em que os
presos recebem o ‘indulto de Natal’, e “os criminosos se sentem livres para praticar outros
crimes”.

Nº 198
25 de outubro a 10 de novembro de 2014
Precisam ter caridade...
Há quatro noites que não durmo. Estou
arrepiada. Presenciei um crime pavoroso,
bárbaro, sem atenuante.” Com estas palavras
uma moradora, vizinha à casa da vítima, iniciou
seu depoimento ao JORNAL BELVEDERE,
mas com a garantia que sua identidade fosse
mantida em sigilo por medo de represálias.
Chorando muito, clamava o tempo inteiro por
ajuda e que o Jornal fizesse a interlocução
junto a parlamentares e autoridades para
uma solução para a segurança no bairro. E
continuou:...
“Já conversei com meu marido e não quero
mais ficar no bairro.Tem receio de andar no
quintal em volta da minha casa. E, quando
chego na minha varanda, independentemente
de ser dia ou noite, ficou louca de tanto medo.
A todo momento, ouço os gritos da minha
vizinha pedindo socorro e lembro da cena
com ela nua, agarrada no portão da minha
casa. Gritos que foram ouvidos até na rua de
cima por outros moradores. Aqui nesta área
do bairro, os moradores são esquecidos; todo o
cuidado e a presença de viaturas acontecem
onde estão os representantes da sociedade e
as autoridades. Nós ficamos ao lado de um
aglomerado, à mercê e as facilidades de fuga
dos bandidos pela BR, pelo Sion, ou pelo próprio
bairro adentro. Antes havia um SAMU aqui que
poderia trazer uma movimentação, mas até isso
nos foi tirado.
Há dois meses, entraram na casa de uma
7
outra vizinha levaram tudo, até o carro. Há
pouco tempo, acomodando um enxoval da
minha filha dentro do carro, com a garagem
fechada, fui surpreendida por um ladrão que
descarrilhou o portão na minha frente e furtou
tudo. Gritei muito, mas ninguém ouviu e ele
desceu a rua tranquilamente como se tivesse
feito compras e as levasse para casa. Chamei a
Emive e de nada adiantou.
É um sentimento de barbaridade (choros...),
uma violência muito grande. Um cena horrível.
As autoridades precisam ter ‘caridade’ com estas
ruas aqui que formam apenas um quarteirão
logo na entrada do bairro. Porque a sensação
que fica é que não fazemos parte; mas somos
associados, pagamos altos impostos e não
termos a segurança devida. Até a capina do
mato aqui é feita por nós, porque se esperamos
o poder público ela acontece a cada três meses
e esse local fica impraticável. O que precisamos
é de mais atenção, de um policiamento
ostensivo, de postos de policiamento na entrada
do bairro, de investimento em segurança por
parte do Estado. De viaturas fazendo rondas
intensas e alguém que olhe por nós. Sinto que
cada um luta pelo interesse próprio, precisamos
agir no coletivo, pensar no coletivo
e sermos uma comunidade de
verdade.
V.T.
Moradora que socorreu a vítima
em sua residência

8
Nº 198
25 de outubro a 10 de novembro de 2014
INFRAESTRUTURA
Via 040 inicia oferta de serviços aos usuários da BR-040
Foto: divulgação
Serviços à disposição dos motoristas e passageiros como,
socorro mecânico, atendimento médico de emergência, inspeção
de tráfego, sistema de combate a incêndios e apreensão de
animais, vão funcionar 24 horas, sete dias por semana.
esde o último dia 22 de outubro, a Via
D
040, concessionária responsável pela gestão dos 936,8 quilômetros da BR-040 entre
Brasília (DF) e Juiz de Fora (MG), iniciou as
atividades de operação da rodovia. Motoristas e passageiros já têm à disposição socorro
mecânico, atendimento médico de emergência, inspeção de tráfego, sistema de combate
a incêndios e apreensão de animais. Também
foram abertos 21 postos de atendimento instalados, em média, a cada 45 quilômetros do
trecho sob concessão. No local, os usuários
têm acesso a informações úteis para a viagem,
banheiros e fraldário.
“Todos os serviços estão disponíveis 24h
por dia, sete dias por semana. Com uma equipe de quase 400 colaboradores, treinados
especificamente para a operação, a Via 040
busca um atendimento humanizado, eficiente
e ágil, o que elevará o trecho sob concessão
a um novo patamar de qualidade”, completa
Tulio Abi-Saber, presidente da Via 040.
Após realizar várias obras, a Via 040 passa a oferecer vários serviços aos usuários da rodovia
Socorro Mecânico
Estão presentes na rodovia 35 guinchos
para socorro mecânico, entre leves, pesados
e extrapesados. Os equipamentos proporcionarão maior agilidade na liberação das pistas
em caso de acidentes ou panes em veículos
de portes diversos, sempre com foco na segurança dos usuários e na fluidez do tráfego.
Atendimento Médico
29 ambulâncias voltadas para o atendimento de emergência auxiliarão o socorro
em acidentes com vítimas ou, ainda, em pedidos emergenciais de vários tipos, desde um
mal-estar, que impede o usuário de continuar
a viagem em segurança, até situações mais
complexas. Estas equipes contam com médicos, enfermeiros e resgatistas que atuam em
regime de plantão. Há dois tipos de serviços
disponíveis: de resgate, que atende urgências
pré-hospitalares e conta com diversos equipamentos de salvamento; e o do tipo UTI
Móvel, destinado ao atendimento e transporte de pacientes de alto risco que necessitam
de cuidados médicos intensivos.
Inspeção Rodoviária
Outro importante suporte aos usuários
são os 21 veículos para inspeção da rodovia.
Eles circularão continuamente ao longo de
todo o trecho, com inspetores prontos para
prestar auxílio e monitorar situações que
necessitem de atenção especial, como panes
em veículos, animais na pista, incêndios, entre
outras. Os inspetores permanecerão conectados ao Centro de Controle Operacional
durante 24 horas, contribuindo para a agilidade da circulação de informações e, consequentemente, para a eficácia na prestação dos
serviços. Em média, uma viatura de inspeção
passará pelo mesmo ponto da rodovia a cada
90 minutos, o que garantirá pronta atuação
das equipes de suporte para a solução dos
problemas.
Combate a Incêndios e
Resgate de Animais
Seis caminhões-pipa e seis veículos para
resgate de animais completam a frota de
apoio à operação. Estes serviços reduzem a
possibilidade de acidentes por falta de visibilidade, em caso de incêndios, e pela presença
de animais na pista.
Postos de Atendimento
Unem-se a essa estrutura 21 postos de
atendimento ao usuário, que contam com
espaço para descanso, banheiros e fraldário,
além de canais de comunicação gratuitos,
dedicados a esclarecer dúvidas, enviar sugestões e críticas. Nestes pontos ficam, também,
as equipes de socorro médico, técnicos e a
frota de atendimento, composta por veículos
como ambulâncias e guinchos. Quando uma
ocorrência é registrada, a equipe mais próxima é acionada e se desloca para o local para
realizar todos os procedimentos necessários.
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a estrutura de atendimento
tem posto em Contagem e Nova Lima. Em
Contagem, o posto fica no Km 525, próximo
à Ceasa e em Nova Lima, o posto fica na sede
da Via 040, no quilômetro 550, no bairro Jardim Canadá, onde também está instalado o
Centro de Controle Operacional.
Centro de Controle
Cada um dos postos de atendimento e veículos operacionais será monitorado e manterá comunicação constante com o Centro
de Controle Operacional (CCO), localizado
em Nova Lima (MG). A troca de informações
manterá o CCO atualizado sobre qualquer
tipo de acontecimento ao longo trecho, sejam congestionamentos, acidentes, pontos
com necessidade de reparos, solicitações de
atendimentos médicos, socorro mecânico,
etc. Os oito Painéis Móveis de Mensagens Variáveis (PMVs) – equipamentos com telas de
Light Emitting Diod (LED) de alta luminosidade podem ser deslocados de acordo com
a necessidade. Com atualização em tempo
real, os equipamentos serão utilizados para
compartilhar com os usuários informações
importantes sobre as condições da rodovia.
Dessa forma, o CCO passa a funcionar como
o centro de inteligência da operação e a concentrar o máximo de informações no menor
tempo possível, disponibilizando recursos
para a gestão eficaz e estratégica da BR-040.
Serviço
Todos os serviços oferecidos pela Via 040
podem ser acionados por meio de ligação
gratuita para o número 0800 040 0040. Também estão disponíveis canais de atendimento
como o [email protected],
site: www.via040.invepar.com.br e livros de
registros disponíveis em todos os 21 postos
de atendimento. Cartas podem ser enviadas
para a Sede Administrativa da Via 040, na Rua
Niágara, 350. Bairro Jardim Canadá, Nova
Lima, Minas Gerais, CEP: 34000-000, aos cuidados da Coordenação de Atendimento ao
Usuário.
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25 de outubro a 10 de novembro de 2014
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25 de outubro a 10 de novembro de 2014
COMUNIDADE
Defensoria Pública amplia atendimento em
Nova Lima por meio de videoconferência
A
Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais celebrou termo de cooperação técnica nº 014/2014 com os
municípios de Nova Lima, Rio Acima e
Raposos e o Instituto Nova Limense de
Estudos do Sistema Penitenciário (Inesp),
com o objetivo de ampliar a capacidade
de atendimento das demandas da DPMG
na comarca de Nova Lima por meio de
videoconferência, projeto intitulado de
“Defensoria sem Barreiras”.
Segundo o coordenador local da unidade da instituição na comarca, defensor público Gustavo Dayrell, a grande
extensão territorial da comarca causa
dificuldade de acesso dos assistidos à
Defensoria Pública e ao Poder Judiciário.
Diante disso, os defensores já vinham
promovendo atendimentos mensais itinerantes no município de Rio Acima,
com o apoio da prefeitura local.
Ainda assim, a necessidade a adoção
de um método mais eficaz, que alcançasse as demais localidades não abrangidas,
^
Fotos: divulgação/PNL
O prefeito de Raposos, Sargento
Coelho ao assinar o convênio
Os defensores de Nova Lima, Gustavo Dayrell (Coordenador), O prefeito de Rio Acima, Júnio Geloso; o defensor Gustavo
Maria Cecília e Dra. Lívia Matias
Dayrell, o juiz criminal Dr. Juarez Morais de Azevedo e o
prefeito de Nova Lima, Cássio Magnani
levou a Defensoria a inovar, realizando
atendimentos por videoconferência no
município de Rio Acima, no Presídio Regional de Nova Lima e na APAC, com
previsão ainda de ampliação para outros
pontos estratégicos em momento pos-
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terior, como no bairro Jardim Canadá e
em Raposos.
O coordenador Gustavo Dayrell explica que “na prática, hoje, o defensor
tem dificuldade em fazer a defesa de
presos que se encontram em outras comarcas.
O atendimento por videoconferência permitirá, em fase subsequente, que
o defensor atenda presos que se encontram em unidades prisionais de outras
comarcas. Pioneiro no Estado, o projeto
é de extrema importância, não só pelos
motivos já citados, mas também, por significar economia para o Estado”.
A adoção do novo método não implicará em redução nos atendimentos presenciais da Defensoria Pública em Nova
Lima, que permanecerá funcionando nos
mesmos moldes.
No início de outubro, aconteceu a
inauguração simbólica do projeto Defensoria sem Barreiras, com o atendimento
de um preso provisório por videoconferência. O evento aconteceu na sede da
DPMG em Nova Lima, na Rua Pereira de
Freitas, nº 84, Centro.
O projeto, focado no atendimento ao
preso provisório, será incorporado em
nível estadual pela Defensoria Pública,
por meio de convênio a ser estabelecido com o Governo do Estado de Minas
Gerais.
A intenção é iniciar o atendimento
em dezembro deste ano. Inicialmente,
serão abrangidas as unidades prisionais:
Ceresp BH, Ceresp Betim, Dutra, Drummon, Centro Sul, Abranches, Bicas I e II.
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25 de outubro a 10 de novembro de 2014
CONEXÃO
TURISMO
Por Paulo Queiroga • [email protected]
Foto: divulgação
Madri, um rico patrimônio
histórico e cultural, que vale rever
A
Espanha, uma das 10 maiores
economias do mundo, tem sido
um dos lugares mais atingidos pela
crise que desde 2008 assola os países
da Comunidade Europeia, com taxa de
desemprego superior a 25%. Mas, graças ao rico patrimônio histórico e cultural, o turismo vem salvando a sofrida
população espanhola. Como em boa
parte da Europa, os campeões de presença estrangeira na Espanha são os
japoneses e chineses. Sorte tremenda
para este país de bravos, que oferece
tanta atração para estrangeiros.
Por mais independente que seja,
qualquer viajante aproveita melhor um
destino quando utiliza serviços especializados de receptivo, nem que seja
apenas para uma identificação panorâmica inicial. Conhecer ou reviver o
ambiente majestoso da metropolitana
Madri, com seus mais de 3 milhões de
habitantes, é uma experiência única.
Portanto, mesmo para quem já
conhece Madri, vale a pena contratar
um tour urbano logo no primeiro dia.
Assim, você se lembrará para onde
poderá voltar nos dias seguintes e programar sua permanência nesta fascinante cidade, identificando os pontos
de acordo com seus interesses. Os
táxis em Madri não são caros. Existe
também, um cartão turístico barato,
chamado Madrid Card 48 horas, que
permite entrada em vários museus e
monumentos e ainda oferece descontos em diversas lojas.
Comece seu passeio panorâmico
pelo principal eixo da cidade, a Gran
Via. Visite a Plaza de España, num dos
extremos da Gran Via, onde fica a torre
de Madri e o monumento a D. Quixote
de La Mancha. A Plaza Mayor é uma
versão europeia da Broadway, de Nova
York, onde todo mundo, literalmente,
se encontra. Passe pela Puerta Del Sol,
o KM zero das principais estradas da
Espanha e pela Puerta de Alcalá, um
pórtico grandioso que, à noite, apresenta uma cenografia mágica.
O Paseio Del Prado tem uma trilogia de museus que mostra a evolução da arte ao longo da História da
Humanidade, que inclui o Museu do
Prado, o Museu Thyssen-Bornemisza
e o Museu Rainha Sofia. O Museu
do Prado, um dos mais importantes
do mundo, tem seu riquíssimo acervo
concentrado em obras de arte italiana,
espanhola e flamenca.
O Palácio Real é um verdadeiro
delírio do Rei Felipe V, que nem chegou
a ocupá-lo. O Palácio foi construído no
centro da cidade, sobre a Fortaleza
dos Áustrias, arrasada por um incêndio em 1734. A escadaria, o Salão do
Trono, o salão das Colunas, a Capela
Real, os tapetes, as pinturas de Mengs
e Goya e uma vista exterior para os
jardins de Sabatini, são cenários espetaculares comparáveis aos mais bonitos do planeta. Passeie a pé pela Plaza
de Toros, Plaza de Colon, Plaza de Castilla e pela Calle de Serrano, a rua mais
chique do mundo, no charmoso bairro
de Salamanca.
Como em toda a Espanha, de
modo geral, a comida em bares e restaurantes não é lá essas coisas, exceto
nos locais requintados e tradicionais.
Mas, em todo lugar você encontra
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A Plaza de España é uma das mais importantes de Madri, de onde sai a Gran Via,
principal artéria da capital espanhola
bares pelas avenidas e ruelas com
as famosas “tapas”, cervejas geladas
(Cañas) e vinhos a preços muito baratos, em se tratando de Europa.
Para uma gastronomia mais exigente, uma opção é o Café de Oriente – Restaurante e Botilleria. Bem em
frente ao Palácio Real, a casa tem o
estilo dos tradicionais cafés europeus,
com mesas no passeio e, lá dentro,
para jantar, o Salon Aljibe, com uma
feliz requintada mistura da cozinha
basca e francesa.
Ambiente muito tradicional para
se comer com exotismo em Madri
é o restaurante Botin, fundado em
1725. Construído numa antiga adega
do século XVI, o Botin é o mais antigo restaurante do mundo, segundo o
Guiness, Livro dos Records. Destaque é
o cochinillo e cordeiro, assados no antiquíssimo forno à lenha, que recebem
as melhores críticas de gourmets do
mundo inteiro.
Na sua próxima ida à Europa, desfrute vagarosamente a beleza de Madri, um dos principais focos financeiros
do sul da Europa e lugar perfeito para
quem procura diversão e prazer em
viajar.
EDUCAÇÃO & ESPORTE
Nº 198
25 de outubro a 10 de novembro de 2014
Americam Experience oferece
intercâmbio esportivo nos EUA
13
Fotos: divulgação/AE
Embora pouco divulgada prática tem ganhado a preferência de vários estudantesatletas que querem estudar e praticar seu esporte preferido no exterior, por meio
de bolsa. Empresa mineira é especializada em criar oportunidades e soluções para
jovens que têm por objetivo o intercâmbio esportivo.
A
oportunidade de estudar no exterior e poder se dedicar ao esporte que mais gosta é o sonho de muitos
no Brasil. A bolsa de estudo para estudantes-atletas ainda é pouco divulgada, embora seja uma prática muito
comum vários países. E o intercâmbio
esportivo, embora pouco conhecido,
vem ganhando a preferência de vários
estudantes-atletas que querem estudar e praticar seu esporte no exterior.
Segundo dados há mais bolsas oferecidas do que estudantes-atleta preparados para ir às universidades nos EUA,
por exemplo.
Foi pensando nesse mercado que
a American Experience foi criada por
Thiago Pereira e Felipe Silva, para atuar
na área de intercâmbios educacionais
e esportivos. A empresa é especializada em criar oportunidades e soluções para jovens que têm por objetivo
estudar nos Estados Unidos. Os dois
sócios foram estudantes-atletas bem
sucedidos em universidades americanas, portanto conhecem a fundo o
caminho que hoje propõem a seus alunos, e por isso estão preparados para
assessorar esses atletas.
Segundo Felipe Silva, tudo começa
com a análise e seleção das universidades de acordo com as necessidades e
perfil de cada estudante. “Nós realizamos um programa voltado para assessorar os estudantes a realizar seus sonhos de estudar e praticar um esporte
nos EUA, por meio de uma bolsa. A
American Experience é um facilitador
na realização desse sonho. Ela identifica a universidade, ajuda o estudante
para obter o inglês fluente e ainda o
condicionamento físico adequado para
a prática do esporte”, explicou Felipe.
Auxilio em todo processo
Segundo Thiago Pereira, geralmente, os jovens vão em busca de futebol,
do tênis ou da natação; enquanto os
pais querem a formação no inglês.“Por
isso, idealizamos uma empresa que una
o útil ao agradável, mas em atendimento a todos os requisitos como auxílio
nas provas de proficiência na língua
para verificação do nível de conhecimento e aulas de língua estrangeira.
Também, traçamos um perfil ao futuro
estudante-atleta para que esteja pron-
A equipe da American Experience
to fisiologicamente e apto a prestar
estas provas”, explicou. Ainda segundo
Thiago, a empresa possui um banco de
dados com todos os requisitos que as
universidades precisam. Daí a facilidade para obter sucesso no programa.
A American Experience produz
um vídeo esportivo do estudante, filmando os jogos em que participou.
Esse material é enviado a uma das mais
de 5 mil instituições americanas, abertas a contratar esse atleta. “O aluno
chega preparado para as universidades,
e em conformidade com a legislação
do Estado. Assim que é escolhido ele
tem a opção de pleitear a tão sonhada
bolsa de estudo, e participar de um de
time americano. É possível, por exemplo, otimizar valores até U$ 7 mil em
bolsas”, explica Thiago.
A empresa ainda auxilia em todos
os processos. Desde a
ajuda para obtenção do
visto, no processo de
admissão, preparação e
adaptação. Em solo americano, a empresa conta
também com apoio de
empresários do ramo
esportivo que estão instaladas lá. “Nós procuramos analisar e selecionar
a melhor universidade de
acordo com a necessidade do nosso estudante,
para que todo o pro-
Os estudantes-atletas recebem uma preparação física e verificação da língua estrangeira
cesso seja feito com sucesso. E nossa prioridade é oferecer um suporte
de qualidade personalizado. Por isso,
procuramos exceder a expectativa de
todos as partes envolvidas focando
nossos esforços em criar uma situação em que estudantes, treinadores e
universidades atinjam seus objetivos”,
explicam os dois sócios.
A American Experience enviou no
final de 2013 três atletas e um estudante para o programa. E, como o ano
letivo americano inicia-se em agosto, é
importante que o processo de preparação seja iniciado entre 8 e 12 meses
antes da data da viagem.
Caminhos
São vários os caminhos percorridos pela empresa. Primeiro, ela realiza o Pathway, que é o processo que
antecede a entrada do estudante na
instituição de ensino, desde o ingresso
em um dos programas da American
até a admissão na instituição americana. Depois, ela realiza a pré-avaliação e
análise do estudante interessado para
conhecer seus objetivos acadêmicos e
esportivos. Depois, inicia os processos
para o estudante ser eleito e oferece
planos de desenvolvimento para que
ele se prepare integralmente para o
intercâmbio. Nesta fase são oferecidas
preparações físicas, técnicas e aulas
de inglês, para o candidato realizar os
exames de SAT e TOELFL necessários
na admissão nas universidades.
Aí entra a fase da avaliação, com
envio de informações e de material
a instituições de ensino que atendam
às expectativas iniciais do estudante.
“A qualidade de ensino é sempre assegurada em função do diferenciado
sistema educacional americano, que
busca aliar o conhecimento teórico
ao desempenho prático exigido por
qualquer profissão. O perfil de cada
estudante avaliado é então indicado
a uma instituição de ensino que lhe
proporcionará a melhor adaptação e
desempenho”, relata Felipe.
A American também oferece assessoria completa na comunicação entre
o estudante e as instituições de ensino
americanas, ajudando a entender todas
as informações fornecidas. E assessora
e auxilia em todos os procedimentos
administrativos necessários para admissão, desde a obtenção do visto.
A American Experience companha
os estudantes proporcionando todo
apoio necessário para que o choque
cultural seja minimizado e a adaptação
mais harmoniosa.
Contato:
31 3376-6514 / 9978-6672
Thiago Pereira e Felipe Silva
www.aeatheltics.com
14
Nº 198
25 de outubro a 10 de novembro de 2014
EDITORIAL
Irmãos e irmãs,
graça e paz!
Estamos nos aproximando do dia 02 de novembro. Dia em que a Igreja no Brasil celebra
os seus fiéis defuntos. Para nós cristãos católicos
a morte é uma passagem para uma vida plena
em Deus e essa vida começa no aqui e agora. A
maior esperança cristã é esta: a vida não termina na morte, mas continua no além. Mas “o que
virá depois?”. Somente a fé católica tem resposta clara para esta questão. A Carta aos hebreus
diz que “está determinado que os homens morram uma só vez e em seguida vem o juízo” (Hb
9,27). Para nós católicos, isso liquida de vez com
a mentira da reencarnação, que engana tantas
pessoas, e as deixam despreparadas diante da
morte, acreditando neste erro, e com uma falsa
ideia de salvação “ao se desfazer esta tenda que
habitamos neste mundo, recebemos uma casa
preparada por Deus e não por mãos humanas,
uma habitação eterna, no céu” (2Cor 5,10). Mas,
Paulo não deixou de dizer que “teremos de comparecer diante do tribunal de Cristo. Alí cada um
receberá o que mereceu, conforme o bem ou o
mal que tiver feito enquanto estava no corpo”
(2Cor 5,10). Sobre o céu São Paulo diz que “o
que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram,
e o coração do homem não percebeu, isso Deus
preparou para aqueles que o amam” (1Cor 2,9).
Portanto amigos, a morte não é um fim, não é
uma perda, pois em Deus, não perdemos nada.
A morte é uma passagem e o início de uma vida
plena em Deus. Que Deus nos abençoe! Um forte abraço!
Padre Alexandre Fernandes de Oliveira
AGENDA
Viver Não Dói
É o tema da palestra da jornalista Leila
Ferreira, que será realizada dia 3 de novembro, às 20h, no salão paroquial Pedro.
Novos Anjos
A pastoral está aberta para novos participantes. Um treinamento será realizado no
dia 8 de novembro, às 9h, na BJVale/NSRainha.
Inscreva-se.
Adoração na BJVale
Toda quinta-feira, a partir das 15h, tem
adoração ao Santíssimo na Comunidade Bom
Jesus do Vale com partilha da Palavra e reflexão de fé. E às 18h, Missa.
ACONTECEU
Nossa Senhora de Fátima
na BJVale/NSRainha
No dia 12 de outubro, foi realizada a entronização da imagem de Nossa Senhora de
Fátima na igreja. Houve missa e depois procissão luminosa. Todo dia 12 do mês será dia
de bênção na Bom Jesus do Vale/NSRainha.
Participe!
FORMAÇÃO HUMANA
Pe. Alexandre Fernandes
de Oliveira
Pároco
Aprendendo a perder, sem se perder
D
ois de novembro é dia de Finados. O dia da
celebração da vida eterna das pessoas queridas que faleceram. É o dia do amor, porque
amar é sentir que o outro não morrerá nunca. E
é este sentimento de aprender a perder sem se
perder que foi o tema do 1º Seminário Vivendo
o Reino de Deus nos Limites da Vida, realizado
nos dias 10 e 11 de outubro . O evento foi uma
iniciativa do Grupo API (Apoio a Perdas Irreparáveis) com o apoio da Paróquia Nossa Senhora
Rainha.
A psicóloga Gláucia Rezende Tavares foi
uma das palestrantes com o tema “Do luto à
luta”. Ela falou sobre o processo de elaboração
de perdas, que é uma caminhada de etapas. “Nós
podemos nos colocar em duas formas para administrar esse luto. Podemos nos colocar contra, achar que é ruim, castigo etc.; ou podemos
tentar descobrir de que maneira buscar vida na
morte, ou morte na vida. Nós podemos sair do
pessimismo catastrófico para chegar à misericordiosa fé na presença de Deus, que acolhe
vida e acolhe perda”, disse a psicóloga.
Gláucia lembrou que, devido à ferida tão
doída, as pessoas em geral não conseguem perceber que existem ganhos dentro dessas perdas.
Para ela, a melancolia é a perda da capacidade de
amar. “Não podemos perder a nossa capacidade
de amar, pois viver é fazer esforço de viver e
nós podemos avançar, progredir tanto quanto
for possível, considerando que a perfeição é
inalcançável”, explica ela.
Para ela, trabalho de luto é ser capaz de
amar depois da perda. O que vale a vida se não
amamos. Trabalho de luto é transformar a separação em reparação e restauração. Trabalho de
luto é aceitar a verdade, o real, a razão objetiva e aprender a perder expectativas. E isso não
é uma tarefa simples, é um processo. A morte
não acumula vida. A morte nos priva do futuro.
Ela citou João 1: “Quanto a nós, sabemos que
passamos da morte para a vida porque amamos
nossos irmãos. Quem não ama, permanece na
morte”. O luto, portanto, é aprender a viver
com a ausência do outro.
Dra. Filó, também falou aos participantes do seminário com o tema “E agora José?
E agora Maria?”. Ela começou falando sobre
como aprender a viver também na dor, sobre
a importância do caminhar, mesmo tendo que
responder perguntas como: Como é que vou
caminhar sem o outro? Ela deu um depoimento
emocionante sobre a morte do pai, como ela
teve que aprender rapidamente a conviver com
a ausência dele, como ela teve que pensar como
poderia ajudar a sua mãe a conviver com essa
ausência, depois de tantos anos de casamento.
“Mesmo nessas perdas, precisamos ter um sentimento de gratidão por tudo que a gente viveu.
Eu perdi meu pai. Que bom que eu tive pai, pois
tem tanta gente que nunca teve”, disse.
A doutora Filó disse que é preciso caminhar
acreditando que existe uma proposta, pois cada
pessoa que foi colocada na nossa vida foi um
presente de Deus. Para ela, “devemos viver com
alegria aquilo que Deus nos faz experimentar e
a gente é capaz de superar a dor porque Deus
caminha com a gente”. A médica ressalta que é
importante viver o luto, viver a dor, mas lembra
que não há dor que seja eterna, que dure para
sempre. É preciso ter paciência na hora da dor,
lembrando que a gente somente vive um dia de
cada vez, mas sem parar, caminhando sempre.
“A nossa força e a nossa esperança estão em
Deus”, finalizou.
NSRAINHA EM AÇÃO
Está faltando água
Você tem feito seu papel de cristão com o
meio ambiente? É a pergunta que fica para esses dias de tanto calor e pouca chuva. O Senhor
criou a Terra e todos os seres que nela vivem.
Ele nos deu sua criação como uma dádiva para
que tivéssemos zelo e cuidado e desfrutássemos dessa vida com abundância. Como guardiões deste dom, nos tornamos responsáveis por
esse bem.
Você deve estar acompanhando as notícias
da falta de água no Brasil. E a Paróquia Nossa
Senhora Rainha faz um alerta para os cuidados
e o desperdício de água. No dia 1º de outubro,
Padre Alexandre fez um momento de oração
pela água na paróquia.
Os reservatórios estão muito abaixo da ca-
pacidade, mais
de 150 municípios em Minas
já decretaram situação de emergência por causa
da seca e muitos
córregos e rios
estão secos por
causa da estiagem. Todos precisam agir como
cristão neste momento e cada um fazer sua parte, preservando o bem mais importante para a
nossa sobrevivência.
É possível varrer a sujeira da calçada em vez
de lavá-la com a mangueira. Também é possível
economizar água tomando banho mais rápido,
Paróquia Nossa Senhora Rainha
Rua Modesto Carvalho Araujo, 227 • Belvedere •
BH/MG. Cep: 30320-410. Tel: (31) 3286-3034.
www.nsrainha.com • [email protected]
Atendimento Paroquial
De segunda a quinta-feira de 9h às 19h •
Sexta-feira de 9h às 18h • Sábado de 9h às 12h
desligando a torneira enquanto escova os dentes,
lavando carro com balde e enchendo a pia para
esfregar pratos e talheres. Se fizermos nosso
papel de cristãos, com certeza agradaremos o
coração de Deus. Confira em nosso site a oração
para pedir chuva. http://www.nsrainha.com.br//
novosite/3859-oracao-para-pedir-chuva.html
Celebrações Eucarísticas
•Terça-feira: 7h • Quarta-feira: 7h (Paróquia) - 16h (Hospital Biocor
- 4º andar) • Quinta-feira: 15h Adoração ao Santíssimo e às 19h,
Missa • Sexta-feira: 15h (Terço da Misericórdia e Missa) • Sábado:
10h (Hospital Biocor - 4º andar) - 17h (Paróquia) • Domingo: 8h45
- 9h (Missa na Comunidade Bom Jesus do Vale) - 10h30 - 12h - 17h45
- 19h30 • Primeira terça-feira do mês: 19h30 - Missa.
Foto: divulgação/Casa Design
COMER
BEM
Nº 198
25 de outubro a 10 de novembro de 2014
Por Regina Queiroga • joaquinadoceiras.com.br
Dieta Mediterrânea
M
uita gente já ouviu falar, mas poucos a conhecem exatamente. Declarada Patrimônio
Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, a Dieta Mediterrânea mais que indicadores
nutricionais, representa um estilo de vida saudável. E é exatamente este o significado da palavra
dieta, derivada da palavra grega “diaita” - estilo
de vida equilibrada.
Valiosa herança cultural, a dieta Mediterrânea reforça o sentimento de pertencimento a
uma comunidade e contribui para a identidade
de um território, seu povo e sua diversidade.
A dieta do Mediterrâneo tornou-se um modelo nutricional, que se manteve no tempo e no
espaço. O ano de 2014 foi declarado “Ano Internacional da Dieta Mediterrânea”. Baseada em
produtos frescos e locais, quando se fala de ingredientes, deve-se acrescentar um insumo básico a
esse jeito peculiar de se alimentar: a sociabilidade. Partindo da simplicidade e da variedade, o
resultado é a combinação equilibrada e completa
de alimentos.
Seus produtos são, principalmente, cereais,
azeite de oliva, legumes, verduras, frutas, queijos,
frutos secos, condimentos, especiarias, mariscos,
aves e peixes consumidos parcimoniosamente, e
pequenas quantidades de carne vermelha, sempre acompanhado de um bom vinho, bebido com
moderação.
Ratatouille
Típico prato francês, fácil de fazer, nutritivo e
saborosíssimo
Os benefícios desta alimentação com baixo teor de ácidos graxos saturados (gorduras
ruins), rica em fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes são vistos nas
pessoas que a seguem. Seus
seguidores apresentam baixo índice de doenças cardíacas, expectativa de vida
maior e saúde melhor.
Sal
Básico do básico dos ingredientes na
cozinha, o sal é parte do nosso cotidiano. Apesar
de ser realçador de sabor, o uso em excesso pode
trazer vários problemas à saúde. O brasileiro consome em média 12g de sal por dia, por adulto. A
Organização Mundial de Saúde recomenda até
5g diárias.
Há 5.000 anos, o sal é determinante na
transformação e evolução de diversos alimentos,
graças às suas propriedades de conservação e
preservação. Usado em princípio para conservar
alimentos, somente no início do século XX, com
a chegada da geladeira, é que ele passou a ser
utilizado como tempero, em larga escala.
O sal comum de cozinha é retirado do mar,
processado e enriquecido com iodo, o que aumenta o teor de sódio. Seu sabor se torna picante, diferente, da suavidade do chamado sal gour-
15
Receita do Dia
Ingredientes
2 berinjelas
1 pimentão amarelo e 1 vermelho
cortado em fatias
2 abobrinhas
2 tomates em rodelas
sal a gosto
pimenta do reino
met. Sal rosa, do Himalaia, flor de sal, sal de
Guérande, sal defumado de Chipre, sal do Havaí,
sal negro, são exemplos gourmets, com nuances
de sabor e aroma.
Tramita na Câmara Municipal de Belo Horizonte um Projeto de Lei que restringe a exposição de cloreto de sódio nas mesas e balcões de
bares, restaurantes e similares. O objetivo é inibir
o consumo excessivo do sal e trazer hábitos mais
saudáveis para a população.
Outra medida para melhorar a saúde da
população brasileira foi um acordo entre o Ministério da Saúde e a Associação das Indústrias
da Alimentação (ABIA) reduzindo 15% do sódio
adicionado ao pão de forma, bisnaguinhas e macarrão instantâneo, com diminuição de 1.295
toneladas do sódio entre 2011 e 2012.
Molho
1/2 cebola cortada em cubos
2 dentes de alho picado
4 tomates sem pele e sem sementes cortado
em cubos
¼ xícara (chá) de azeite de oliva extra virgem
Alecrim, manjericão, tomilho
Sal a gosto
Pimenta-do-reino
Modo de fazer
Para o molho, refogue a cebola e o alho no
azeite. Acrescente os tomates, sal, pimenta
e as ervas picadas. Deixe apurar. Bate num
processador até virar um creme.Volte para o
fogo para apurar um pouco mais.
Num refratário alterne uma camada do molho com os legumes em rodelas. Tempere
com sal e pimenta, regue com azeite, cubra
e leve ao forno a 200oC até que os legumes
fiquem macios, mas com consistência.
Bom proveito!
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Nº 198
25 de outubro a 10 de novembro de 2014
MODA
Moda e Sustentabilidade:
ideal que se tornou realidade
Foto: divulgação/GRAMA
POR ANA CHRISTINA NAVES
Peças da Montblanc Edição
Escritores na Manoel Bernardes
A linha de canetas presta um tributo ao pai do romance
inglês e criador de Robinson Crusoe: Daniel Defoe.
autor de um dos grandes
romances épicos da liO
teratura mundial e pai da
A
conteceu de 6 a 10 de outubro, o
Minas Trend Preview, o mais esperado evento da moda em Minas Gerais
que anuncia as tendências do inverno
2015, um dos maiores salões de negócios do mundo neste segmento.
No hall de entrada a moda arte
de Patrícia Bonaldi dava o tom, seus
vestidos apresentados recentemente
na semana de moda de Nova York
exalavam glamour.
A habitual exposição que dá
acesso ao salão de compras “roubou
a cena”. Teve como protagonista o renomado designer Rogério Lima. Com
sua sensibilidade aguçada ele ousou
e acertou no tema que inspirou sua
nova coleção: Habitantes Invisíveis. Ele
se refere aos moradores de rua que
estão à margem. Ele usou em suas
cobiçadas bolsas as cores vibrantes
das latinhas de alumínio usualmente
recolhidas por eles ao mesmo tempo
em que levantou a bandeira da busca pela sustentabilidade. Ele uniu com
maestria o ecologicamente correto ao
socialmente justo!
Neste caminho, para comprovar
que moda e sustentabilidade deixaram
de ser um paradoxo, a marca GRAMA
sobressaiu mais uma vez. Vencedora
do primeiro lugar do prêmio Read To
Go na edição anterior do MTP, apenas
em sua segunda jornada, ela despertou, mais uma vez com propriedade,
a atenção do público mais antenado.
Seu DNA é pura clorofila! Ana Suda-
no, proprietária e estilista à frente da
marca conseguiu o, até então, improvável. Suas peças despertam desejo
pela beleza e conforto, possuem valor
atrativo com pouquíssimo ou nenhum
impacto ambiental em seu processo
de fabricação.
Com excelência em design e matéria prima, a GRAMA trabalha com
fornecedores e produtos 100% brasileiros, valoriza o trabalho artesanal de
pequenos produtores, cooperativas e
OnGs de Nova Lima. Seus tecidos variam entre os de fibras naturais como
o algodão orgânico, inclusive o jeans, a
seda adivinda de bichos descartados
no processo convencional e tecidos
ecológicos como pet reciclado. Até o
silk é orgânico, feito a partir de pigmentos da enorme biodiversidade da
Mata Atlântica brasileira. Um show, o
verdadeiro luxo!
ficção realista, Daniel
Defoe, tem capturado a
imaginação de gerações
com seu estilo colorido.
A Montblanc Edição Escritores 2014, Daniel Defoe,
presta homenagem ao escritor
prolífico, panfletário e jornalista. O
design diferenciado do instrumento
de escrita é inspirado em Robinson
Crusoe, a famosa história de aventura, que Defoe publicou em 1719,
sobre um náufrago que se vê preso
em uma ilha tropical tendo de enfrentar canibais e amotinados. A joalheria Manoel Bernardes já recebeu
algumas das peças que fazem parte
desta coleção. Elas estão disponíveis
nas lojas do Pátio Savassi e do BH
Shopping (4º Piso).
Cada detalhe do instrumento de
escrita lembra a história deste personagem corajoso perdido no mar,
como narrado magistralmente por
Defoe em seu romance. A forma do
instrumento de escrita é inspirada
na pá de madeira que Crusoe invoca em vão para escapar da ilha em
muitas ocasiões. Resina preciosa foi
utilizada na tampa e no corpo para
conseguir um efeito que capta a
complexa textura e cor da madeira,
um material que simboliza a vida de
Crusoe como sobrevivente na ilha
remota, reduzido às coisas mais simples. O anel da tampa e o cone são
adornados com gravuras refinadas
Foto: divulgação
A Edição Daniel Defoe está
disponível nas versões canetatinteiro, rollerball e esferográfica
típicas dos ornamentos do século
XVIII que decoravam capas de livros
encadernados em couro da época,
incluindo sempre a primeira edição
de cada romance.
O clipe com elaborada decoração em forma de uma pena é uma
reminiscência do companheiro mais
leal de Crusoe na ilha, o papagaio
Poll. O pássaro exótico que Crusoe
eventualmente ensinou a falar está
presente como uma gravura sobre a
intrincada pena de ouro 750 banhado rutênio da caneta-tinteiro. Outro
detalhe inspirado na vida de náufrago de Crusoé são os anéis do instrumento de escrita que são decorados
com gravuras de filigrana que evocam a costura de couro das roupas
de Robinson, uma das habilidades
que ele domina após o naufrágio.
Como toque final a esta obra-prima
da escrita, a assinatura de Daniel Defoe está imortalizada como uma fina
gravura na tampa, em homenagem ao
célebre escritor britânico.
ARTE
Nº 198
25 de outubro a 10 de novembro de 2014
Carlos Bracher celebra 57 anos de carreira
com exposição comemorativa em BH
17
Mostra, “Bracher – Pintura & Permanência”, no Centro Cultural Banco do
Brasil, reunirá quase 90 obras com performances ao vivo do artista mineiro.
mostra intitulada “Bracher – Pintura & PermaA
nência”, que terá seu lança-
e o coroamento de seu estilo
tempestuoso dos anos 2000.
A coletânea estará exmento nacional dia 12 de
posta em ambientes assinanovembro em Belo Horizonte,
dos pelo premiado cenógrafo
no Centro Cultural Banco
Fernando Mello da Costa, com
do Brasil (CCBB), é uma repainéis e instalações, como a
trospectiva de sua extensa
reprodução do famoso ateliê
e reconhecida carreira. Nela
de Ouro Preto. O Castelinho
serão exibidas 86 obras, indos Bracher, em Juiz de Fora,
cluindo performances ao vivo
onde o pintor passou a infândo artista mineiro. Em 2015,
cia e juventude, também gaO artista Carlos Bracher
a exposição circulará por Rio
nha forma cenográfica onde
de Janeiro, São Paulo e Brasília.
os visitantes podem circular. No espaço
Pela primeira vez, o pintor – recomultimídia, pinceladas intensas e a própria
nhecido internacionalmente como um
voz do artista, com textos de sua autoria,
dos mestres da pintura brasileira – terá
contribuirão para a imersão do público no
exposição interativa, com espaço multimíuniverso de Bracher. A responsável pelo
dia e cenografia. Serão expostas 86 obras
áudio e vídeo é a jornalista Blima Bracher,
representando todas as fases da carreira
que é filha do artista e, há sete anos, se
de Carlos Bracher, incluindo telas a óleo, dedica à pesquisa de textos e imagens, tendesenhos, aquarelas, livros, catálogos, fotos, do assinado já dois documentários sobre
objetos pessoais e poemas de sua autoria. Bracher: “Âncoras aos Céus”, de 2007, e
A curadoria é assinada pelo renomado Olí“Das Letras às Estrelas. JK: dos Sonhos ao
vio de Tavares Araújo, em parceria com o
Sonho de Brasília”, de 2014.
próprio artista.
O público poderá participar e acomO conjunto traz retratos, umas das
panhar o processo catártico e explosivo do
marcas registradas do mineiro, incluindo
artista, marcas de sua criação, por meio
autorretratos, além de paisagens, maride intervenções ao vivo. Essa interação pronhas, naturezas-mortas, cenas do cotidiano
põe, em si, um olhar dinâmico e reflexivo
e as séries “Homenagem a Van Gogh”, “Do
do ato de pintar.
Ouro ao Aço”, “Brasília” e “Petrobras”.
Após a passagem por Belo HorizonEstarão evidenciadas na mostra, a evote, onde ficará até o dia 12 de janeiro, a
lução de cada fase da carreira do pintor: a
exposição irá itinerar pelas demais uniobscura e questionadora dos anos 1960; dades do Centro Cultural Banco do Brasil,
a cubista dos anos 1970; o romantismo
em São Paulo (27/01 a 02/03); Rio de Jados anos 1980; o modernismo caótico
neiro (31/03 a 18/05) e Brasília (26/05
dos anos 1990 e a maturidade artística
a 29/06), com extensão do projeto para
o Centro Cultural Usiminas, na Galeria de
Arte Hideo Kobayashi, em Ipatinga-MG entre (jul-set 2015).
A mostra é incentivada pelo Ministério da Cultura e conta com o patrocínio da
USIMINAS (Usinas Siderurgicas de Minas
Gerais S.A), co-patrocínio da CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia Mineração), BDMG (Banco de Desenvolvimento
de Minas Gerais), e OUROCAP, via Lei
Federal de Incentivo à Cultura, com apoio
Centro Cultural Banco do Brasil.
SERVIÇO: Exposição Bracher – Pintura
e Permanência - De 12 de novembroa 12 de
janeiro de 2015. Quarta à segunda, de 9h às
21h. Centro Cultural Banco do Brasil – Praça
da Liberdade, 450, Funcionários, BH.
Panorâmica de Mariana, 97 x 130 de 2005
Paisagem Rural de Barbacena, 60 x 81 de 1981
Rezar na Campa, 73 x 60 de 1967
Nº 198
25 de outubro a 10 de novembro de 2014
V Prêmio
Hugo Werneck
O Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade
& Amor à Natureza comprovou, mais uma vez,
sua credibilidade nacional no reconhecimento a
empresas, indivíduos, ações e projetos sustentáveis. Em processo final de avaliação pela Comissão julgadora, 99 projetos e indicações foram
pré-selecionados neste ano, um aumento de 23%
em relação à edição passada.
Pela primeira vez na história da premiação,
todas as regiões do Brasil foram representadas.
Mais da metade das inscrições são de outros
estados, incluindo Espírito Santo, Santa Catarina,
Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Paraná, Rio
Grande do Sul, Maranhão, Rio de Janeiro, Sergipe,
Roraima, Rondônia, Rio Grande do Norte, Ceará,
Alagoas e São Paulo.
A cerimônia de entrega do Prêmio será realizada no dia 11 de novembro, às 19h30, no
Parque Municipal Américo Renné Giannetti. A
lista tríplice com os finalistas será divulgada no
próximo dia 22 de outubro.
NOSSO
Weber Pádua
18
MEIO
Por Goretti Senna • [email protected]
60 anos de grandes obras e histórias
Para incentivar a leitura e o conhecimento dos estudantes universitários, a New
Holland Construction, marca de máquinas e
equipamentos de construção, fará a doação
de exemplares de “60 anos de grandes obras
e histórias – a construção do Brasil” às principais bibliotecas das universidades brasileiras.
O livro, de 198 páginas, apresenta aos leitores
uma visão histórico-jornalística sobre a trajetória recente do Brasil a partir das maiores
obras realizadas por governos e pela iniciativa privada nas últimas seis décadas. Entre
as diversas obras enfocadas em 11 capítulos
estão a Hidrelétrica de Paulo Afonso, Brasília,
a Ponte Rio-Niterói, Metrô de São Paulo, Hidrelétrica de Itaipu, o Projeto Grande Carajás
e o Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC).
Escrito pelo jornalista Carlos Alberto
Cândido, o livro revela que, superando divergências políticas, as grandes obras foram planejadas e executadas por governos diferentes.
O melhor exemplo disso é a Usina Hidrelétrica de Itaipu, que atravessou os governos Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, a ditadura
militar, os governos Sarney e Collor.
O critério de seleção das universidades
foi oferecer a obra aos cursos de Engenharia Civil. Entre as instituições de ensino que
receberão os livros estão: Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Anhembi
Morumbi, Universidade Estadual Paulista Júlio
de Mesquita Filho, Escola de Engenharia de
Piracicaba, Faculdade de Engenharia de Sorocaba, Universidade de Brasília, Universidade
Federal do Paraná, Universidade Federal de
Santa Catarina e Universidade Federal de
Santa Maria.
Faculdade IBS/FGV recebe o 1º lugar
A Faculdade IBS se destacou entre as 30
conveniadas à Fundação Getúlio Vargas (FGV)
no 9° Projeto Melhores Práticas do curso
de Pós-Administração, realizado pela FGV.
A instituição ficou em primeiro lugar nesta
edição com a proposta de implementação de
aulas de exercício nas disciplinas on-line, com
professor local. O projeto tem o objetivo de
melhorar as práticas do ensino e o desempenho dos alunos e foi baseado em pesquisas
com alunos, coordenado e apresentado pela
supervisora do departamento acadêmico,
Letícia Costa, e pela coordenadora do pós-Administração,Waldirene Fraga. A premiação
aconteceu nesta semana na sede da FGV, no
Rio de Janeiro.
Foto:divulgação/Beto Ganem
Cotemig, socialmente
responsável
A Faculdade Cotemig acaba de receber o
Selo de Instituição Socialmente Responsável,
concedido pela ABMES, (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior).
Trata-se de um reconhecimento anual da
associação às instituições de ensino superior que realizam ações de responsabilidade
social, como o curso gratuito de informática
para idosos, promovido anualmente pela Faculdade Cotemig. Além de possibilitar a inclusão digital das pessoas da terceira idade,
o curso proporciona a troca de experiência
desse grupo social com os jovens estudantes
da faculdade, que atuam como professores
no curso. A iniciativa faz parte do projeto
Cotemig Social, programa de responsabilidade social que desenvolve projetos para
despertar a consciência da cidadania e a importância de contribuir para uma sociedade
melhor nos alunos. A Faculdade Cotemig é
prestigiada, desde 2007, com o Selo de Instituição Socialmente Responsável da ABMES.
Champagnes
Cerca de 50 selos de sete países estarão
no II Salão de Champagnes, Espumantes, Vinhos
Brancos e Rosés, promovido pelo Verdemar, nos
dias 12 e 13 de novembro, das 16h às 22h, na
loja do Sion. Os participantes poderão experimentar selos da Espanha, Chile, Argentina, Itália,
França, Portugal e Brasil. O salão de champagnes
conta com a presença especial de Carlos Arruda, consultor enológico do Verdemar,
Responsável Técnico: Dra. Erika Corrêa Vrandecic - CRMMG 28.946
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25 de outubro a 10 de novembro de 2014
EMPREENDIMENTO
EPO investe em empreendimentos em Contagem
Foto/Perspectiva: divulgação/EPO
Buscando atender os vários seguimentos do comércio,
serviço e indústria, o Grupo EPO vai investir em
três empreendimentos com diferentes funções no
município.
onsiderado um polo industrial
consolidado e estrategicamente
C
próximo aos principais eixos rodovi-
ários, o município de Contagem vem
atraindo investimentos imobiliários
de diversos portes. E para atender
à crescente demanda por comércio,
serviço e indústria, o Grupo EPO vai
investir em três empreendimentos
com diferentes funções na região.
Um deles é o Duo Empresarial,
um complexo corporativo previsto
para ser implantado próximo a Ceasa. Com aproximadamente 19 mil
metros quadrados de área construída, o empreendimento reunirá duas
torres com 14 pavimentos cada, um
total de 212 salas com área média
de 45 metros quadrados a unidade,
vagas de estacionamento rotativo e
privativo e um heliponto.
Já o Contemporâneo, localizado
à Avenida João César de Oliveira,
próximo ao centro de Contagem,
será um complexo mixed-used com
área construída em torno de 20 mil
metros quadrados. Fará parte do em-
preendimento uma torre com 18 pavimentos, que reunirá um streetmall,
salas comerciais e apartamentos. O
empreendimento contará ainda com
estacionamento para aproximadamente 470 vagas de estacionamento.
O streetmall ocupará o primeiro
e o segundo pavimento que compõe a base do empreendimento,
e reunirá um supermercado, lojas
semi-âncoras, lojas satélites e uma
praça de alimentação. A arquitetura
vai proporcionar uma estrutura mais
aberta, com amplas áreas de convivência, áreas verdes e um espelho
d’água com fontes.
A parte corporativa da torre
abrangerá cinco pavimentos, reunindo um total de 63 salas comerciais,
com áreas que variam de 30m² a
47m². Já a parte residencial terá nove
andares. Serão em torno de 136
apartamentos tipo loft, com área
média de 31m².
“O grande diferencial do Contemporâneo é a localização estratégica. Ele será erguido entre o
Contagem Bussiness Park será o primeiro condomínio logístico construído pelo Grupo EPO, com um total de 60 mil m2
centro de Contagem e o Eldorado,
trazendo ao município o conceito
de uma nova centralidade, reduzindo o deslocamento do usuário entre
casa, trabalho e consumo”, afirma o
coordenador de novos produtos do
Grupo EPO, Mateus Hermeto.
A outra aposta da construtora
no município será o Contagem Bussiness Park, o seu primeiro condomínio logístico. Com um total de 60
mil metros quadrados de área construída, o empreendimento contará
com três grandes galpões logísticos
com docas e mezaninos sendo um
deles do tipo cross-docking; três
prédios de apoio com vestiários e
refeitório; portaria compartilhada;
segurança reforçada com controle de acesso e balança de pesagem;
heliponto; prédio de apoio aos caminhoneiros; estacionamento externo
e interno para carretas, caminhões e
veículos leves.
De acordo com Mateus Hermeto, o cross-docking, que consiste em
um sistema de distribuição de mercadorias mais prático, é o diferencial
do empreendimento. “O recebimento da carga vai diretamente para o
ponto de expedição e entrega, gerando agilidade e menos custos na
questão logística”, explica.
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198 - Jornal Belvedere