Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo:
desigualdades e indicadores para as Políticas Sociais
Financiamento FINEP – FNDTC/NEPP/Regiões Metropolitanas
Estudos Regionais
Região Metropolitana de São Paulo
Organizadores: Claudio Dedecca, Lilia Montali, Rosana Baeninger.
Março/2009
FINEP/NEPP/NEPO/IE
UNICAMP
1
Região Metropolitana de São Paulo
Região Metropolitana de São Paulo
2
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO .................................................................................................................. 5
CAPÍTULO 1 – ECONOMIA E MERCADO DE TRABALHO ............................................................ 7
Claudio Dedecca
CAPITULO 2. DINÂMICA DEMOGRÁFICA REGIONAL ................................................................23
Rosana Baeninger e Claudia Gomes de Siqueira
Introdução ....................................................................................................................23
Evolução da População ................................................................................................27
Tendências do crescimento da população....................................................................31
Movimentos Migratórios inter e intra-regional ...............................................................36
Estrutura Etária – Região Metropolitana de São Paulo .................................................52
Bibliografia....................................................................................................................60
ANEXO I - Municípios da Região Metropolitana de São Paulo .....................................61
CAPÍTULO 3 – A QUESTÃO SOCIAL DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO ....................63
Lilia Montali, Eugenia Troncoso Leone e Stella B. Silva Telles
1 - Renda, Pobreza e Desigualdade na Região Metropolitana de São Paulo...............63
2. Mudanças no domicílio, na inserção domiciliar no mercado de trabalho e as políticas
sociais ..........................................................................................................................74
2.1. Mudanças nos arranjos domiciliares: configurações e tamanho.............................76
2.2. Mudanças nos arranjos domiciliares de inserção no mercado de trabalho e na
provisão dos domicílios. ...............................................................................................90
2.3. Arranjos domiciliares mais suscetíveis ao empobrecimento.................................101
2.4 A mulher e a renda dos domicílios: 1991-2000 .....................................................114
3. Políticas sociais na Região Metropolitana de São Paulo.........................................128
3.2. Educação Básica na Região Metropolitana de São Paulo....................................140
Considerações Finais .................................................................................................160
3.3. Atenção Básica à Saúde e Acesso à Ações e Serviços de Saúde na Região
Metropolitana de São Paulo........................................................................................162
Referências Bibliográficas ..........................................................................................180
Região Metropolitana de São Paulo
3
Região Metropolitana de São Paulo
4
Apresentação
Nesses últimos 20 anos, a dinâmica socioeconômica paulista não mais se associa a
dualidade região metropolitana – interior prevalecente até os anos 70. Novas regiões
metropolitanas se consolidaram, outras se encontram em processo de formação e pólos
regionais com algum grau de integração econômica vêm sendo constituídos. Essa nova
configuração impõe tanto um melhor conhecimento da dinâmica espacial como a construção
de instrumentos de política pública adequados da estrutura socioeconômica do Estado de
São Paulo.
A implantação de bases industriais em diversas regiões do interior do Estado e o
revigoramento da atividade agrícola, nestes quase 30 anos, induziram um processo de
transformação substantiva da configuração econômica e social do interior do Estado, que
tem resultado em progressiva metropolização, bem como na constituição de diversos pólos
econômicos com alguma integração e especialização no espaço local.
Os desequilíbrios sociais hoje presentes no Estado exigem a construção de um
diagnóstico mais integrado de sua diversidade regional, que apóie adequadamente a
elaboração de políticas públicas mais consistentes para o desenvolvimento econômico e
social paulista.
Este projeto tem o propósito de produzir um mapa da dinâmica socioeconômica do
Estado com foco nas regiões metropolitanas e em alguns pólos econômicos, que possibilite
acesso estruturado e rápido à informação básica para a elaboração e implementação das
políticas públicas para o desenvolvimento estadual. Três eixos temáticos são adotados na
análise e no sistema informação produzidos: i. economia e trabalho, ii. dinâmica
demográfica; e iii. proteção
social. Os dois primeiros eixos articulam as dinâmicas
econômica, social e demográfica. O último congrega, no âmbito das políticas públicas, o
acesso dos segmentos específicos da população, a disponibilidade de equipamentos e de
serviços pelos órgãos competentes e o perfil das recentes políticas de transferência de
renda.
Em suma, este projeto espera contribuir para a compreensão da complexidade
econômica e social presente no Estado, bem como para o desenho e a gestão das políticas
públicas voltadas para o Estado de São Paulo.
Região Metropolitana de São Paulo
5
Região Metropolitana de São Paulo
6
Capítulo 1 – Economia e Mercado de Trabalho1
Em 2005, a Fundação Seade estimava uma população de 40,0 milhões de pessoas
para o total do Estado de São Paulo, sendo que 18,9 milhões tinham residência na Região
Metropolitana de São Paulo. Apesar da trajetória recorrente de queda do crescimento da
população da RMSP, desde os anos 70, ela continuava a responder, em 2005, por 47% da
população do Estado e por 65% daquela das Regiões Metropolitanas e Pólos Regionais
focados neste estudo.
Entre 2000 e 2005, a RMSP respondeu por 33% e 54%, respectivamente, do
aumento absoluto de população conhecido pelo Estado de São Paulo. Estes dados revelam
prontamente a presente importância da RMSP tanto para a dinâmica demográfica do
Estado, como para suas regiões com maior importância econômica. Mesmo apresentando
uma das menores taxas de crescimento populacional dentre as regiões e pólos
considerados neste estudo, a RMSP continua tendo o impacto observado para a dinâmica
demográfica em razão da dimensão absoluta de sua população, papel que somente poderá
ser atenuado no longo prazo, mantidas as atuais tendências.
Cabe ainda observar que a segunda região ou pólo de maior importância
populacional no Estado, a Região Metropolitana de Campinas, tinha uma dimensão
correspondente a 8,9% daquele encontrada para a Região Metropolitana de São Paulo.
Portanto, a importância da dinamização da economia e do mercado de trabalho na principal
metrópole continua sendo decisiva para o enfrentamento dos problemas de ocupação, renda
e condições de vida do conjunto do Estado.
1
Ficha Técnica: Coordenação: Claudio Dedecca, Auxiliares de pesquisa: Adriana Jungbluth,
Cassiano Trovão, Camila Ribeiro, Fernando Hajime.
Região Metropolitana de São Paulo
7
Tabela 1
Evolução da População Residente
Regiões Metropolitanas e Pólos selecionados do Estado de São Paulo, 2000-2005
Estado de São Paulo
Regiões Metropolitanas e Pólos selecionados do Estado de São Paulo
Região Metropolitana de São Paulo
Região Metropolitana da Baixada Santista
Região Matropolitana de Campinas
Pólo de Sorocaba
Pólo de São José dos Campos
Pólo de Ribeirão Preto
Pólo de Bauru
Pólo de São José do Rio Preto
Pólo de Araçatuba
Pólo de Presidente Prudente
População total
2000
2005
36.909.200
39.949.487
27.096.757
28.996.857
17.879.997
18.906.611
1.476.820
1.625.115
2.338.148
2.578.033
1.250.957
1.405.126
852.652
930.915
1.060.644
1.147.195
544.394
586.324
649.063
711.801
494.098
519.837
549.984
585.900
Taxa anual de
crescimento
1,6
1,4
1,1
1,9
2,0
2,4
1,8
1,6
1,5
1,9
1,0
1,3
Fonte: Censo Demográfico 2000, IBGE. Microdados. Fundação Seade. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos
Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP, 2009.
A crescente importância de regiões ou pólos do interior do Estado somente amplia a
complexidade da configuração demográfica do Estado, sem, no entanto, reduzir
significativamente a relevância da RMSP para as políticas públicas econômicas e sociais.
Em 2005, quase 19 milhões de pessoas nela habitavam, sendo que milhares de pessoas se
mobilizam diariamente em sua direção a partir das cidades existente em seu entorno.
Neste sentido, é importante o processo em curso de interiorização da população e da
atividade econômica no sentido de reduzir as pressões presentes quanto à geração de
trabalho e renda na principal metrópole do Estado, sendo, entretanto, que a consolidação de
uma distribuição mais equilibrada de população e atividade no espaço territorial paulista
somente poderá ocorrer em um prazo mais longo. Isto é, em meados do Século atual.
A comparação das participações do valor adicionado e da população da Região
Metropolitana de São Paulo revela rapidamente seu papel no conjunto do Estado. Como
apontado anteriormente, a RMSP respondia em 2005 por 47% da população do Estado,
contra outra de 48% em 2000. Quanto àquela do valor adicionado, observa-se um patamar
mais elevado que se incrementou na primeira metade desta década.
Região Metropolitana de São Paulo
8
Gráfico 1 - Participação do Valor Adicionado e da População da Região Metropolitana nos Totais do
Estado de São Paulo, Estado de São Paulo, 2002/2005
100,0
90,0
Valor Adicionado
80,0
População
70,0
60,0
55,4
54,2
48,4
50,0
47,3
40,0
30,0
20,0
10,0
0,0
2002
2005
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE
; Fundação Seade. Elaboração: Projeto Regiões
Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo
- Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais,
NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP, 2009.
Se do ponto de vista demográfico a região apresenta um baixo crescimento,
indicando que sua participação continuará sendo decrescente, não se pode dizer o mesmo
quanto à evolução de sua participação no valor adicionado do Estado, que vem
apresentando trajetória de crescimento na primeira metade desta década.
A análise da evolução recente do valor adicionado das diversas regiões
metropolitanas e pólos, abarcados neste estudo, permite situar absoluta e relativamente o
desempenho econômico da Região Metropolitana de São Paulo.
Durante o período de recuperação econômica recente, o Estado de São Paulo
conheceu um crescimento anual de seu produto interno bruto da ordem de 3% ao ano. A
Região Metropolitana apresentou a terceira maior taxa dentre as regiões e pólos
considerados, sendo ela 30% superior à observada para a média do Estado. Isto é, a RMSP
tem apresentado um desempenho superior à média do Estado, ocorrência que explica o
incremento de sua participação no produto paulista.
Região Metropolitana de São Paulo
9
Gráfico 2 - Taxas Anuais de Crescimento do Valor Adicionado, segundo
Regiões Geográficas e Pólos Econômicos, Estado de São Paulo, 2002-2005
Total
3,0
Demais municípios
0,7
Presidente Prudente
(0,6)
Araçatuba
(0,7)
São José do Rio Preto
0,8
Bauru
2,6
Ribeirão Preto
3,8
RM de Campinas
5,6
Sorocaba
São José dos Campos
5,3
(1,3)
RM da Baixada Santista
1,9
RM de São Paulo
(2,0)
3,8
(1,0)
-
1,0
2,0
3,0
4,0
5,0
6,0
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE; Fundação Seade. Elaboração: Projeto Regiões
Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas
Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP, 2009.
A evolução do valor adicionado da Região Metropolitana de São Paulo, durante a
recuperação recente, mostra uma composição setorial que contraria expectativas feitas
durante os anos 80 e 90, quanto à especialização da região nas atividades de serviços.
Ao menos nos anos de recuperação, a indústria tem sido o setor de atividade com
desempenho mais expressivo, tendo o segmento de serviços apresentado uma taxa de
crescimento inferior à média do setor privado. Por outro lado, os dados também reiteram o
papel pouco relevante do setor agropecuário, que apresentou taxas negativas de
crescimento.
Região Metropolitana de São Paulo
10
Gráfico 3 - Taxas Anuais de Crescimento do Valor Adicionado
Região Metropolitana de São Paulo, 2002 - 2005
7,0
5,4
5,0
4,0
3,8
3,5
3,0
1,1
1,0
-1,0
-3,0
-5,0
-7,0
-9,0
-9,6
-11,0
Agroindústria
Indústria
Serviços
Setor Privado
Total
Administração
Pública
Total
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE; Fundação Seade. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos
Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP.
Mesmo que o argumento sobre a tendência inexorável de constituição de uma
metrópole de serviços esteja em processo de consolidação e venha no futuro prevalecer, os
dados revelam, entretanto, que o setor da indústria, no presente, ainda cumpre papel
relevante para o desempenho metropolitano, movimento decisivo para um processo de
terceirização sem a geração de um desemprego ainda mais significativo. Requer-se,
portanto, uma visão sobre desenvolvimento da RMSP menos arraigada a certas
interpretações internacionais e mais vinculada às características e funções da estrutura de
atividade da metrópole dentro do tecido produtivo paulista e brasileiro.
Focando agora na composição do valor adicionado e da população segundo
municípios da RMSP, pode-se conhecer tanto a contribuição de cada um deles para o
produto da região, como a discrepância entre as dimensões da atividade econômica e da
população de cada um deles.
Região Metropolitana de São Paulo
11
Gráfico 4 - Composição do Valor Adicionado e da População, segundo Municípios
Região Metropolitana de São Paulo, 2005
Vargem Grande Paulista
Taboão da Serra
Suzano
São Paulo
São Lourenço da Serra
São Caet ano do Sul
São Bernardo do Campo
Sant o André
Sant ana de Parnaíba
Santa Isabel
Salesópolis
Rio Grande da Serra
Ribeirão Pires
Poá
Pirapora do Bom Jesus
Osasco
M ogi das Cruzes
População
M auá
M airiporã
Valor adicionado
Juquit iba
Jandira
It aquaquecetuba
Itapevi
It apecerica da Serra
Guarulhos
Guararema
Franco da Rocha
Francisco M orato
Ferraz de Vasconcelos
Embu-Guaçu
Embu
Diadema
Cot ia
Carapicuíba
Cajamar
Caieiras
Birit iba M irim
Barueri
Arujá
-
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE; Fundação Seade. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e
Pólos Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMPFINEP.
Rapidamente, se percebe que o Município de São Paulo tem uma posição vantajosa
em termos de participação no produto quando considerada a sua na estrutura populacional.
Analisando os demais municípios, não se pode chegar a uma conclusão sobre a relação das
participações no produto e na população. Tanto nos municípios do ABC, quanto aqueles a
leste de São Paulo como os a oeste, apresentam relações diferenciadas.
Região Metropolitana de São Paulo
12
O aspecto a ser realçado é a preponderância do Município de São Paulo no produto
metropolitano. Mantida a tendência de crescimento do valor adicionado metropolitano, é
provável que o município sede amplie sua participação no produto em detrimento da
participação dos demais, tendendo inclusive a conhecer aumentos de renda per capita
relativamente superiores.
Como indicado anteriormente, nota-se um incremento de 3,8% a.a. para o valor
adicionado da região durante o período de recuperação atual da economia brasileira.
Mesmo considerando uma provável redução dos crescimentos da população em idade ativa
e da população economicamente ativa ao longo desta década, é inegável que a Região
Metropolitana continuará a demandar um aumento razoável da atividade econômica para
permitir tanto uma absorção adequada da oferta de trabalho como para viabilizar uma
elevação das remunerações em seu mercado de trabalho.
De acordo com o resultado do Censo Demográfico de 2000, a PIA e a PEA
metropolitanas cresceram a taxas de 1,8% e 2,9% durante os anos 90, sendo que, em 2000,
a região apresentava uma taxa de desemprego de 19,6%. Isto é, 1 de cada 5 pessoas ativas
da RMSP estavam no desemprego no início desta década.
É ainda importante ressaltar que o indicador médio de crescimento da disponibilidade
de trabalho é resultado de uma diferenciação acentuada de comportamento desta
disponibilidade nos municípios de compõem a RMSP. A Tabela 1 revela que muitos
municípios ainda apresentavam taxas de crescimento da PEA superior a 5% a.a., enquanto
que no município sede este incremento era da ordem de 2% a.a.
Sabe-se que muitos destes municípios com aumento expressivo da PEA fornecem
força de trabalho para o município de São Paulo, fato que impede um real conhecimento da
pressão que o crescimento acentuado da disponibilidade de trabalho pode exercer sobre o
mercado local de trabalho destes municípios.
Entretanto, esta situação tende ser um resultado desfavorável em termos sociais,
pois indica, considerando os dados sobre valor agregado, que a atividade econômica tem no
município sede sua referência básica, apesar deste ter menor responsabilidade em termos
de geração de infra-estrutura social, que recai sobre demais municípios da RMSP, que são
os que respondem principalmente pela residência de parte ponderável do aumento da
população.
Região Metropolitana de São Paulo
13
Tabela 2
Taxas de Crescimento Anual da População em Idade Ativa e População
Economicamente Ativa e Taxa de Desemprego
Região Metropolitana de São Paulo
Taxa de Crescimento Anual
PIA
Região Metropolitana de São Paulo
Arujá
Barueri
Biritiba-Mirim
Caieiras
Cajamar
Carapicuíba
Cotia
Diadema
Embu
Embu-Guaçu
Ferraz de Vasconcelos
Francisco Morato
Franco da Rocha
Guararema
Guarulhos
Itapecerica da Serra
Itapevi
Itaquaquecetuba
Jandira
Juquitiba
Mairiporã
Mauá
Mogi das Cruzes
Osasco
Pirapora do Bom Jesus
Poá
Ribeirão Pires
Rio Grande da Serra
Salesópolis
Santa Isabel
Santana de Parnaíba
Santo André
São Bernardo do Campo
São Caetano do Sul
São Lourenço Da Serra
São Paulo
Suzano
Taboão da Serra
Vargem Grande Paulista
PEA
1,8
5,5
5,6
3,7
7,1
5,0
2,4
4,1
2,1
3,5
5,4
4,6
5,5
2,9
2,3
3,6
4,0
4,9
6,0
4,5
3,1
4,9
2,6
2,3
1,8
5,0
2,8
2,6
2,6
2,6
1,8
8,4
0,8
2,6
-0,4
2,9
7,5
7,0
5,3
8,4
6,9
3,5
5,6
3,2
4,8
6,5
5,9
6,8
4,1
3,7
5,0
5,9
7,3
7,3
6,2
5,1
6,0
3,8
3,6
3,1
6,5
4,6
4,3
3,8
5,1
2,5
10,2
2,0
4,0
0,4
1,0
4,2
2,7
8,5
2,0
5,6
3,8
9,8
Taxa de
Desemprego
-
19,6
23,4
21,4
17,2
21,8
23,5
23,0
21,3
22,9
25,8
21,7
24,7
24,4
27,4
16,8
22,3
23,5
26,4
26,7
19,4
17,4
17,1
24,2
20,7
19,3
21,1
23,2
23,1
26,5
13,0
21,0
20,1
19,8
20,0
13,7
23,5
18,2
22,3
21,8
20,0
Fonte: Censo Demográfico 1991 e 2000, IBGE. Microdados.Elaboração: Projeto
Regiões Metropolitanase Pólos Econômicos do Estado de São Paulo- Desigualdades
e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP, 2009.
A taxa de desemprego associada com o crescimento da PEA reitera o quadro de
maior dificuldade do mercado de trabalho metropolitano fora do município sede. Os dados
do Censo Demográfico revelam a ocorrência de desemprego com taxa superior a 25% em
vários municípios da RMSP, indicando que o maior crescimento da disponibilidade de
trabalho não encontra um mercado local capaz de absorvê-la, independentemente das
condições que possam caracterizar a ocupação.
Região Metropolitana de São Paulo
14
Evidencia-se, assim, a recorrência de pressão sobre o mercado de trabalho
metropolitano em termos de necessidade de geração de postos de trabalho, mas também a
necessidade de se levar em conta a distribuição populacional vis-a-vis aquela da atividade
econômica.
Uma recuperação do nível de atividade pode se traduzir em geração de novos postos
de trabalho, mas pode também não atenuar os problemas de renda e, mesmo de trabalho,
observados nos municípios com maior crescimento da PEA. Esta constatação explicita,
ademais, a importância de se pensar as ações de fomento à atividade econômica e a
geração de empregos em uma perspectiva metropolitana, que contemple a espacialidade da
distribuição populacional a partir do local de moradia.
Esta dificuldade fica evidenciada quando se analisa a dimensão do emprego formal,
isto é aquele com carteira de trabalho assinada, no interior da Região Metropolitana de São
Paulo. Segundo a Relação Anual de Informações Sociais, o emprego formal da região era
de 4,6 milhões e 5,4 milhões de pessoas em 2000 e 2005, respectivamente. O crescimento
do emprego formal da região foi de 3,2% entre os dois anos, sendo que o tamanho médio
dos estabelecimentos, em 2005, era de 17 empregados.
Em 2000, a taxa de emprego formal da RMSP correspondia a 64,5%. Isto é, 1/3 da
população da região estava fora do mercado de trabalho assalariado formal. Esta taxa era
de 75% para o município de São Paulo.
Em alguns outros municípios, ela era superior à população ocupada residente
encontrada no Censo Demográfico 2000, eram os casos de Barueri, Cajamar, São Caetano
do Sul, dentre alguns outros. Apesar destes municípios conviverem com taxas de
desemprego respeitáveis, eles são base de um núcleo importante de emprego formal que
absorve população residente de outros municípios.
Ao longo da primeira metade desta década, estes municípios com elevada densidade
relativa de emprego formal tenderam apresentar taxas expressivas de crescimento deste
tipo de ocupação, em alguns casos muito superiores ao incremento observado para a
população economicamente ativa.
Este
resultado
revela
ao
menos
três
dinâmicas
que
parecem
não
ser
complementares. Uma caracterizada pelo incremento da população economicamente ativa,
outra determinada pelo aumento da ocupação em geral e, finalmente, outra associada à
dinâmica do emprego formal. Estas três dinâmicas parece não terem uma dinâmica espacial
que se superponha. Ao contrário, é possível ter elevada densidade de emprego formal e
conviver com uma alta taxa de desemprego em alguns municípios.
Região Metropolitana de São Paulo
15
Tabela 3
Taxa e Crescimento do Emprego Formal
Região Metropolitana de São Paulo
Taxa de
Emprego
Formal - 2000
(1)
Aruja
Barueri
Biritiba-Mirim
Caieiras
Cajamar
Carapicuiba
Cotia
Diadema
Embu
Embu-Guacu
Ferraz De Vasconcelos
Francisco Morato
Franco Da Rocha
Guararema
Guarulhos
Itapecerica Da Serra
Itapevi
Itaquaquecetuba
Jandira
Juquitiba
Mairipora
Maua
Moji Das Cruzes
Osasco
Pirapora Do Bom Jesus
Poa
Ribeirao Pires
Rio Grande Da Serra
Salesopolis
Santa Isabel
Santana De Parnaiba
Santo Andre
Sao Bernardo Do Campo
Sao Caetano Do Sul
Sao Lourenco Da Serra
Sao Paulo
Suzano
Taboao Da Serra
Vargem Grande Paulista
Região Metropolitana de São Paulo
38,4
169,3
18,0
39,3
216,1
14,4
59,7
52,7
70,1
30,0
22,5
8,2
19,0
31,9
49,1
28,2
25,7
26,0
23,8
85,2
32,7
25,4
37,8
37,1
30,3
106,4
34,7
16,8
30,4
40,8
108,6
44,8
66,3
146,0
161,7
73,6
35,7
37,7
76,3
64,5
Emprego Formal
2000
2005
8.257
132.804
1.682
10.554
39.659
18.144
35.188
73.225
53.302
6.173
11.018
3.576
6.693
2.763
200.200
13.547
13.943
22.866
8.369
8.553
8.003
32.494
46.465
98.046
1.265
37.079
13.473
2.016
1.770
6.584
29.295
115.552
188.910
92.284
6.453
3.212.039
28.997
30.014
9.554
4.630.809
13.245
173.559
2.779
13.698
40.568
28.782
48.957
89.059
34.680
6.623
12.933
5.894
9.496
4.384
237.914
18.939
17.195
29.154
11.930
6.635
10.967
46.101
60.736
118.645
3.338
41.434
19.009
2.993
1.771
8.162
56.948
142.001
221.219
104.154
10.002
3.684.599
38.357
41.187
8.614
5.426.661
Tamanho Médio
Número de
do
Taxa Anual de
Estabelecimen
Crescimento
Esabelecimento tos - 2005
2005
9,9
837
16
5,5
5.539
31
10,6
265
10
5,4
705
19
0,5
716
57
9,7
1.952
15
6,8
2.973
16
4,0
4.449
20
-8,2
1.565
22
1,4
431
15
3,3
784
16
10,5
495
12
7,2
663
14
9,7
467
9
3,5
12.286
19
6,9
969
20
4,3
954
18
5,0
1.525
19
7,3
749
16
-5,0
306
22
6,5
921
12
7,2
2.951
16
5,5
5.080
12
3,9
6.831
17
21,4
144
23
2,2
1.803
23
7,1
1.261
15
8,2
188
16
0,0
259
7
4,4
620
13
14,2
3.717
15
4,2
10.733
13
3,2
11.188
20
2,4
4.677
22
9,2
345
29
2,8
218.280
17
5,8
2.697
14
6,5
2.226
19
-2,1
523
16
3,2
313.074
17
Fonte: Censo Demográfico 2000 e Telação Anual de Informações Sociais 2000 e 2005. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e
Pólos Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP.
(1) Empreog formal informado pela RAIS sobre o total da ocupação encontrada no Censo Demográfico.
Esta configuração complexa encontrada no interior do mercado de trabalho da
Região Metropolitana de São Paulo em termos de ocupação e desemprego se reproduz
quando explorada a informação sobre renda. Uma grande diferenciação é observada quanto
aos diferenciais de rendimento médio e deste em relação ao salário médio. O maior valor
era encontrado, em 2000, para Santana do Parnaíba (R$ 1.800,00) e o menor para
Francisco Morato (R$ 469,00).
Região Metropolitana de São Paulo
16
Gráfico 5 - Rendimento Médio, Região Metropolitana de São Paulo, 2000
Região Metropolitana de São Paulo
1.026
Vargem Grande Paulista
667
Taboao Da Serra
774
Suzano
682
Sao Paulo
1.171
Sao Lourenco Da Serra
531
1.480
Sao Caetano Do Sul
Sao Bernardo Do Campo
1.036
Santo Andre
1.019
Santana De Parnaiba
1.805
Santa Isabel
581
Salesopolis
503
Rio Grande Da Serra
486
Ribeirao Pires
774
Poa
679
568
Pirapora Do Bom Jesus
Osasco
802
Moji Das Cruzes
816
Maua
637
868
Mairipora
Juquitiba
460
Jandira
661
Itaquaquecetuba
513
Itapevi
535
Itapecerica Da Serra
641
Guarulhos
759
Guararema
681
Franco Da Rocha
587
469
Francisco Morato
Ferraz De Vasconcelos
542
Embu-Guacu
649
Embu
581
Diadema
637
Cotia
939
Carapicuiba
630
Cajamar
702
Caieiras
703
507
Biritiba-Mirim
Barueri
1.127
Aruja
793
0
200
400
600
800
1.000
1.200
1.400
1.600
1.800
2.000
Ademais, eram observadas diferenças acentuadas entre o salário médio do setor
formal e a o rendimento médio total segundo os municípios da RMSP. Em alguns deles, o
salário médio era significativamente superior ao rendimento médio, enquanto que em outras
esta relação encontrava-se fortemente invertida.
Estes dados revelam uma configuração heterogênea da estrutura de renda no
interior da RMSP, bem como um papel diferenciado do mercado formal de trabalho para a
composição da renda dos municípios.
Em alguns deles, o setor formal pode contribuir positivamente para o comportamento
do rendimento médio, desde que o emprego gerado volte-se para a população residente no
próprio município. Em outros, esta influência é bastante reduzida, sinalizando que uma
Região Metropolitana de São Paulo
17
maior contribuição do setor formal dependeria de uma maior presença de estrutura produtiva
que tenha capacidade de maior geração de empregos com carteira de trabalho assinada.
Se considerada o segmento formal do mercado de trabalho da RMSP, conclui-se que
ele teve uma performance desfavorável do salário médio comum na quase totalidade dos
municípios entre 2000 e 2005. No período, o salário médio na região caiu, em média, 1,7%
a.a. Este movimento foi mais acentuado em parte ponderável dos municípios, tendo sido
exceção aqueles que tiveram ganhos de salário médio.
Tabela 4
Indicadores de Rendimento Médio, Salário Médio, Massa Total de Rendimentos e Massa Total de Salários (1)
Região Metropolitana de São Paulo
2000
Crescimento
Salário Médio / Anual do Salário
Rendmimento
Massa Total de
Salário Médio
Rendimento Médio 2000-2005
Mèdio
Rendimentos
Médio
Aruja
Barueri
Biritiba-Mirim
Caieiras
Cajamar
Carapicuiba
Cotia
Diadema
Embu
Embu-Guacu
Ferraz De Vasconcelos
Francisco Morato
Franco Da Rocha
Guararema
Guarulhos
Itapecerica Da Serra
Itapevi
Itaquaquecetuba
Jandira
Juquitiba
Mairipora
Maua
Moji Das Cruzes
Osasco
Pirapora Do Bom Jesus
Poa
Ribeirao Pires
Rio Grande Da Serra
Salesopolis
Santa Isabel
Santana De Parnaiba
Santo Andre
Sao Bernardo Do Campo
Sao Caetano Do Sul
Sao Lourenco Da Serra
Sao Paulo
Suzano
Taboao Da Serra
Vargem Grande Paulista
Região Metropolitana de São Paulo
793
1.127
507
703
702
630
939
637
581
649
542
469
587
681
759
641
535
513
661
460
868
637
816
802
568
679
774
486
503
581
1.805
1.019
1.036
1.480
531
1.171
682
774
667
1.026
835
925
408
721
507
627
929
926
571
519
588
642
711
660
929
969
770
725
784
482
632
1.014
786
1.020
820
575
732
793
713
581
733
867
1.239
933
533
1.116
900
851
619
1.049
105,3
82,1
80,4
102,6
72,2
99,5
99,0
145,4
98,3
80,0
108,5
136,7
121,0
96,9
122,4
151,2
143,9
141,2
118,5
104,9
72,8
159,1
96,4
127,1
144,3
84,6
94,6
162,9
142,0
100,1
40,6
85,0
119,6
63,0
100,3
95,3
132,0
110,0
92,8
102,2
-1,6
0,3
2,2
-0,5
5,8
-2,7
-1,7
-2,1
0,7
-0,2
-0,2
-0,7
-1,7
2,2
-2,6
-1,8
0,5
-1,5
-0,2
5,5
-0,6
-3,3
-2,7
-2,7
-6,0
-0,3
-2,4
-3,9
-0,3
-2,7
-2,7
-2,1
-1,8
-1,4
-2,3
-1,7
-1,7
-3,2
-0,5
-1,7
16.858.437
74.654.997
4.574.532
18.723.562
12.838.886
78.885.493
53.197.473
88.018.980
43.887.966
13.079.115
26.287.201
20.293.852
20.528.502
5.827.763
302.421.313
30.538.754
28.788.666
44.749.531
23.138.463
4.531.404
20.999.717
80.651.328
98.545.502
210.353.308
2.373.152
23.397.178
29.738.172
5.745.618
2.829.900
9.209.772
46.798.859
259.704.114
289.609.323
91.189.475
2.116.637
4.991.300.943
52.785.461
59.758.018
8.249.603
7.197.180.969
2000
Crescimento
Massa Total de Anual da Massa
Massa Total de Salários / Massa de Salários 2000Salários
Total de
2005
Rendimentos
6.896.857
40,9
8,2
122.881.739
164,6
5,8
686.188
15,0
13,0
7.610.242
40,6
4,8
20.106.652
156,6
6,3
11.382.612
14,4
6,7
32.684.318
61,4
5,1
67.793.396
77,0
1,8
30.427.512
69,3
-7,6
3.205.055
24,5
1,2
6.480.697
24,7
3,1
2.294.628
11,3
9,7
4.755.378
23,2
5,5
1.822.750
31,3
12,1
185.979.315
61,5
0,8
13.130.967
43,0
5,0
10.732.848
37,3
4,9
16.574.345
37,0
3,4
6.557.743
28,3
7,1
4.125.027
91,0
0,2
5.058.613
24,1
5,9
32.937.780
40,8
3,7
36.525.479
37,1
2,7
99.973.753
47,5
1,1
1.037.092
43,7
14,1
21.310.659
91,1
1,9
9.868.487
33,2
4,5
1.597.688
27,8
4,0
1.262.709
44,6
-0,2
3.828.524
41,6
1,6
21.483.219
45,9
11,1
100.144.993
38,6
2,0
233.986.528
80,8
1,4
86.126.948
94,4
1,0
3.438.433
162,4
6,6
3.584.008.106
71,8
1,1
26.094.570
49,4
3,9
25.531.891
42,7
3,1
5.918.326
71,7
-2,6
4.856.262.070
67,5
1,5
Fonte: Censo Demográfico 2000 e Telação Anual de Informações Sociais 2000 e 2005. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos
Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP, 2009.
(1) Os dados sobre rendimentos tem como fonte o Censo Demográfico e aqueles sobre salários a Relação Anual de Informações Sociais.
Este dado revela que a região considerada como tendo a estrutura produtiva mais
desenvolvida do país carrega uma configuração difícil de mercado de trabalho, bem como
apresenta um padrão médio de rendimento baixo, mesmo que superior ao encontrado em
Região Metropolitana de São Paulo
18
outras regiões do Estado ou do país. Também, a RMSP conheceu um agravamento de seu
rendimento médio, sinalizado pela queda do salário médio observada no período.
Ainda explorando os dados sobre o segmento formal do mercado metropolitano de
trabalho, é importante ressaltar a importância dele para o comportamento da massa de
rendimento da região. Em 2000, o segmento formal representava 67% da massa total de
rendimentos, apesar desta participação apresentar grande diferenciação entre municípios.
Percebe-se, portanto, que a dinamização da base produtiva de maior porte ou mais
moderna, onde prepondera o emprego formal, pode não afetar generalizadamente e com
mesma intensidade a massa de rendimentos dos municípios, mesmo assim os dados
revelam que foi o aumento do emprego formal, e não dos salários, que determinou o
incremento da massa de salário dos municípios metropolitanos.
Os indicadores de ocupação, emprego e renda analisados explicitam a relevância da
dinâmica do mercado local de trabalho para a RMSP, pois mostram que, ao menos no
período considerado, foi o aumento da ocupação que tendeu a influenciar a evolução da
massa de rendimentos ou daquela de salários. Deste modo, elevações nos níveis de
rendimentos ou de salários tenderiam acelerar a elevação da massa de rendimento ou de
salários.
Exploradas estas dimensões mais gerais da renda no espaço metropolitano, é
importante analisar a dinâmica do mercado local de trabalho do ponto de vista dos setores
de atividade econômica.
Ao longo dos anos 80 e 90, grande foco foi dado para o encolhimento da base
industrial na RMSP e para uma possível tendência de conformação de uma metrópole
centrada no setor serviços, em especial daqueles segmentos considerados mais modernos
e mais internacionalizados.
Região Metropolitana de São Paulo
19
Tabela 5
Participação dos setores de atividade na estrutura do emprego e taxa médias anuais de crescimento do emprego, por município
Regi ão Metropolitana de São Paulo, 2000/2005
Estrut ura de Emprego, 2005
Pólo
Indústria da
Transformaç
ão
Serviços de
Utilidade
Pública
Construção
Civil
Comércio
Serviços
Administraçã
Agricultura
o públic a
Crescimento Anual 2000-2005
Total
Indústria da Serviços de
Trans formaç
Utilidade
ão
Pública
Construç ão
Civil
Comércio
Serviços
Administraç ã
Agricultura
o pública
Arujá
46,1
0,1
8,0
15,0
21,7
7,7
1,1
100,0
11,2
6,6
15,8
13,8
5,3
7,0
Barueri
17,6
0,5
2,4
14,8
60,8
3,6
0,1
100,0
3,3
15,4
-2,3
11,5
5,7
-0,3
Biritiba Mirim
3,2
2,6
20,9
6,7
22,1
43,4
100,0
-2,9
48,0 22,3
9,3
161,6
Caieiras
41,8
0,8
7,6
17,9
23,1
8,2
0,1
100,0
3,2
40,0
54,1
13,5
-0,7
5,7
Cajamar
25,4
0,7
1,1
5,7
62,8
3,8
0,1
100,0
8,3
-0,1
-11,1
15,9
-2,2
-3,9
Carapicuíba
16,9
0,5
3,5
21,0
44,5
13,7
0,0
100,0
3,3
-4,3
17,9
10,3
11,0
13,7
Cotia
30,8
0,4
3,1
24,2
32,9
7,9
0,7
100,0
9,1
-8,1
-6,9
10,3
7,0
0,4
Diadema
58,5
0,5
2,3
13,6
17,8
7,3
0,0
100,0
2,9
-0,9
12,5
5,8
8,1
1,2
Embu
23,9
0,2
1,6
12,4
52,0
9,6
0,2
100,0
2,9
-1,5
-9,8
10,0
-14,5
3,1
Embu-Guaçu
49,3
0,2
1,5
18,6
14,2
14,6
1,0
100,0
6,8
0,0
-9,7
-2,0
-9,4
6,8
Ferraz de Vasconcelos
56,3
0,2
1,1
14,9
15,9
11,6
100,0
1,0
-10,1
-11,1
6,1
4,8
15,8
Francisco Morato
3,6
0,2
1,9
30,9
30,5
33,0
100,0
0,7
35,1
17,1
7,8
12,6
12,6 Franco da Roc ha
30,4
1,0
3,5
26,5
21,3
17,1
0,1
100,0
5,8
-8,1
13,7
6,1
12,1
6,7
Guararema
31,1
0,3
11,5
19,4
22,5
5,6
9,0
100,0
12,3
-2,6
8,1
18,3
10,4
5,9
Guarulhos
38,6
2,2
2,4
18,2
31,7
6,7
0,0
100,0
2,6
7,6
7,6
8,7
2,2
1,1
Itapecerica da Serra
16,5
0,1
2,4
33,2
30,4
16,1
0,5
100,0
-4,9
11,8
12,6
20,4
6,8
4,7
Itapevi
28,1
0,3
4,5
18,5
30,3
18,3
0,1
100,0
7,2
12,0
-6,0
5,8
2,2
5,8
Itaquaquec etuba
47,0
1,2
0,6
19,1
17,9
13,5
0,3
100,0
2,2
34,5
3,5
11,4
5,5
6,4
Jandira
45,3
0,1
4,3
14,3
17,5
18,6
100,0
4,0
-21,8
-3,7
7,3
0,7
104,4
Região
6,0
0,8
3,3
13,7
63,5
11,2
1,1
100,0
0,4
2,1
-11,8
2,3
-8,1
13,2
Metropolitan Juquitiba
a de São Mairiporã
19,5
1,5
3,5
24,5
35,0
14,6
0,4
100,0
0,7
2,1
6,2
14,2
5,5
7,7
Paulo
Mauá
45,8
1,7
2,0
19,7
18,5
12,2
0,0
100,0
9,2
2,2
10,9
9,0
7,6
5,5
Mogi das Cruzes
21,7
1,1
5,5
23,0
38,1
5,7
3,7
100,0
2,5
28,6
-0,9
9,4
7,4
3,0
Osasco
24,0
0,5
2,2
21,3
38,5
13,2
0,2
100,0
4,7
-15,7
4,5
3,0
2,9
8,6
Pirapora do Bom J esus
17,5
0,0
0,7
8,6
46,7
24,0
0,3
100,0
-2,7 15,8
29,5
31,3 Poá
13,3
0,9
5,8
9,6
66,7
3,7
0,0
100,0
3,7
22,2
-3,1
9,7
1,5
3,1
Ribeirão Pires
34,4
0,3
1,5
15,6
36,7
11,3
0,1
100,0
3,5
7,0
-15,2
7,0
15,6
4,7
Rio Grande da Serra
39,6
0,2
12,0
8,9
17,3
21,9
0,1
100,0
13,2
-9,7
21,7
1,7
2,1
4,7
Salesópolis
1,2
0,8
1,1
23,2
28,5
20,6
24,4
100,0
-25,4
4,9
-11,5
18,2
-6,1
3,6
Santa Isabel
26,9
0,4
1,6
14,2
37,5
11,2
5,1
100,0
-3,9
-1,3
-6,1
9,7
15,1
2,6
Santana de Parnaíba
16,6
0,9
2,2
13,4
57,8
8,8
0,1
100,0
7,9
67,6
6,9
28,5
14,4
13,6
Santo André
22,8
1,2
2,8
21,6
45,5
6,1
0,0
100,0
3,9
40,9
6,6
4,6
4,7
-1,2
São Bernardo do Campo
41,3
0,5
1,5
13,8
36,5
6,5
0,0
100,0
0,9
-1,6
-11,1
6,7
5,6
5,5
São Caetano do Sul
18,4
5,7
13,7
58,7
3,5
0,0
100,0
4,9 18,7
6,9
0,0
2,9
São Lourenço da Serra
5,5
0,7
0,8
12,8
73,5
5,7
0,6
100,0
18,3
4,5
18,5
6,3
8,9
12,9
São Paulo
13,2
0,9
3,9
17,4
41,3
23,1
0,1
100,0
0,2
0,9
-0,7
5,1
4,5
0,7
Suzano
45,6
1,9
2,0
20,0
20,0
8,6
1,8
100,0
3,5
0,3
-2,4
9,9
11,0
5,0
Taboão da Serra
30,1
0,4
3,4
18,7
36,6
10,8
0,0
100,0
2,3
13,6
-3,9
15,4
8,6
5,6
Vargem Grande Paulista
34,9
0,0
3,6
17,0
29,7
13,0
1,7
100,0
4,7
0,0
30,2
7,4
-12,7
2,9
Total
18,8
0,9
3,5
17,3
41,0
18,2
0,2
100,0
1,8
2,5
0,0
6,1
4,2
1,2
Fonte: Relação Anual de I nformações Sociais 2000 e 2005. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Est ado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/ NEPO/UNICAMP-FINEP.
Região Metropolitana de São Paulo
4,0
48,2
0,3
-11,6
14,0
34,1
-5,8
-62,6
3,8
15,6
-100,0
45,4
-2,4
0,4
3,6
-2,6
2,8
-100,0
28,5
5,4
-60,9
-1,0
49,7
-3,9
7,4
-6,3
14,9
-0,7
3,8
48,5
-42,2
7,5
-15,6
5,0
4,1
-0,8
12,5
36,0
-2,3
20
Uma primeira avaliação dos resultados indica a preponderância do emprego no setor de
Serviços, que é reforçada quando incorporada a parcela associada à administração pública. Em
2005, 57% dos empregados da região eram vinculados ao setor de Serviços.
Contudo, cabe ressaltar a dimensão não desprezível da participação da indústria de
transformação, que, segundo a RAIS, continua tendo seu nível de emprego crescendo durante
o período analisado.
Mas independentemente destas observações, deve-se realçar que a RMSP apresenta
uma estrutura de emprego bastante diferenciada em seu interior. Isto é, os municípios guardam
diferenças bastante significativas entre si em termos de estrutura de emprego, não se podendo
identificar um padrão comum na região.
Esta heterogeneidade de estruturas de emprego sustenta tanto situações com ampla
dominância do setor de Serviços (incluso administração públicas) com daquela decorrente da
Indústria de Transformação.
Segundo os dados compilados, vários municípios apresentaram, na primeira metade da
década, taxas anuais de crescimento do emprego na Indústria de Transformação superiores a
3%, o que deve ser considerada elevada, pois quando anualizada indica uma incremento do
emprego que corresponderia a 1/3 do estoque encontrado no início do período. Portanto, é
fundamental reconhecer que a RMSP preserva e reproduz um espaço para o emprego industrial
que deve não somente ser analisado, quanto requer atenção de qualquer estratégia de política
pública orientada para a atividade econômica ou para o mercado de trabalho.
21
Região Metropolitana de São Paulo
Região Metropolitana de São Paulo
22
Capitulo 2. Dinâmica Demográfica Regional2
Introdução3
A urbanização e distribuição populacional pelo território paulista, no século XX, tiveram
suas características delineadas no período que se estende do último quartel do século XIX até
os anos 20. Como colocam Negri:
Neste período, estruturou-se e se desenvolveu o complexo
cafeeiro paulista, constituído por elementos importantes para
a urbanização do Estado: a política massiva de imigração
estrangeira, que criou uma população para o território
paulista, até então coberto de florestas, e a implantação de
um sistema viário que, no século passado, acompanhou as
plantações de café e o desmembramento de novos municípios
e, neste século, abriu caminho para a ocupação agrícola e
urbana do território. (NEGRI, 1988, p.9)
Em 1920, o estado de São Paulo dispunha de 84% de sua população no interior, quadro
que começou a se modificar com a concentração industrial na capital e com os fluxos
crescentes de migrantes de Minas Gerais e do Nordeste. Assim, embora a urbanização
continuasse a se disseminar pelo interior paulista, em função da expansão da fronteira agrícola
e da industrialização leve (viabilizadas pela acumulação cafeeira anterior), dirigindo-se pelos
eixos definidos pelas estradas de ferro, o processo urbanizador cada vez mais dominante
passou a ser o da metropolização da capital.
A partir de 1940, inicia-se o processo de configuração da metrópole paulistana, pois, a
partir deste ano, o município de São Paulo já englobava um contingente populacional de mais
de um milhão de habitantes. Nos anos seguintes, continuou a crescer de forma vertiginosa e a
disputar a primazia do sistema urbano com o Rio de Janeiro.
2
Ficha Técnica: Coordenação: Rosana Baeninger, Assistente de Pesquisa: Claudia Gomes de Siqueira,
Auxiliares de Pesquisa: Juliana Arantes Dominguez, Kátia Isaías, Karina Silveira, Maria Ivonete Zorzetto
Teixeira, Camila Mathias, Natalia Belmontte, Katiane Shishito, Flávia Cescon.
3
Esta parte introdutória do relatório consiste em versão atualizada de parte do texto de Jannuzzi (1998).
Texto NEPO 34 (1998). Redistribuição regional da população no interior paulista nos anos 80: Em busca
dos determinantes estruturais do fenômeno.
Região Metropolitana de São Paulo
23
De acordo com os dados populacionais apresentados por Jannuzzi (1998)4, em 1940,
enquanto o estado de São Paulo apresentava uma população de 7.180.316 habitantes, o
município de São Paulo apresentava uma população de 1.326.261 habitantes, ou seja, a capital
paulistana compreendia 18% da população paulista.
Em 1950, em função de uma taxa de crescimento populacional de 2,4%a.a., na década
de 40, o estado de São Paulo passou a contar com uma população de 9.134.423 habitantes. Já
o município de São Paulo, no mesmo período, em decorrência de uma taxa de crescimento de
5,2%a.a., passou a registrar uma população de 2.198.096 habitantes, que corresponde a 24%
da população paulista.
Já em 1960, o estado de São Paulo, crescendo a uma taxa anual de 3,5%, ao longo da
década de 50, alcançou uma população de 12.823.806 habitantes. Por sua vez, o município de
São Paulo, no mesmo período, em decorrência de uma taxa de crescimento populacional de
5,6%a.a., chegou a registrar uma população de 3.781.446 habitantes, que equivale a 30% da
população do estado de São Paulo. A população paulistana chega a corresponder a 33% da
população paulista, em 1970 e 1980, porém, em 1991, como resultado da desconcentração
populacional da RMSP, a partir da década de 1970, ela volta a equivaler a 30% da população
do estado5.
As migrações de outros estados para São Paulo foram responsáveis pelo grande salto
populacional dos anos 40 e 50. Nesse período, as migrações responderam por 76% do
crescimento total de São Paulo, tendo caído desde então para menos de 50%. Como destacado
por Jannuzzi (1998), o crescimento populacional do município de São Paulo vem adicionando
contingentes substanciais ao longo das décadas, mas desde os anos 60 o acréscimo relativo
tem sido menor, devido à redução nas taxas de crescimento da população. Assim, se, na
década de 40, a taxa de crescimento anual era da ordem de 5,2%, nos anos 70, passou a
3,67%, reduzindo, nos anos 80, para 1,0%a.a.
Jannuzzi destaca ainda que, compensando essa redução das taxas de crescimento
populacional da capital paulistana, vários municípios da Região Metropolitana passaram a
crescer mais rápido – o que o autor destacou como o processo de “periferização”. Com isso, a
participação relativa dos municípios periféricos da RMSP, tem aumentado, tanto na RMSP
como no estado. Assim, se em 1940, englobavam 15% da população metropolitana, em 1991,
4
5
Dados disponíveis em: Jannuzzi, 1998, p.17.
Dados disponíveis em: Jannuzzi, 1998, p.17.
Região Metropolitana de São Paulo
24
passaram a corresponder a 38%. Em nível estadual, nesse período, elevaram sua participação
de 3% para 18%6.
A Figura I ilustra o processo de desmembramento municipal da Região Metropolitana de
São Paulo, composta por 39 municípios, dos quais apenas um município foi criado ao longo da
década de 1990.
Figura I
Desmembramentos de Municípios
Região Metropolitana de São Paulo – 1558-2000
Fonte: Fundação Seade, para municípios criados até 1990; Siqueira (2003), para municípios criados a partir de 1991.
6
Idem.
Região Metropolitana de São Paulo
25
Observa-se que os municípios que compõem a Região Metropolitana de São Paulo
surgiram com os desmembramentos municipais a partir de três dos municípios mais antigos do
estado de São Paulo – São Paulo, Mogi das Cruzes e Santana de Parnaíba –, sendo que o
processo ocorrido a partir do município de São Paulo é o que apresenta maior complexidade,
além de ser o caso em que surgiram os principais municipais industriais da RMSP, como os
municípios de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul7.
Além disso, destaca-se uma peculiaridade quanto à rede de municípios surgidos a partir
do município de São Paulo: em 1696, foi instituída a freguesia (distrito) de Santo Amaro, no
município de São Paulo. Em 1832, esta freguesia é elevada à categoria de município,
emancipando-se, com isso, de São Paulo. Santo Amaro ficou na condição de município até
1935, quando volta a ser distrito de São Paulo
Em termos espaciais, segundo o estudo de Jannuzzi (1998), a metropolização fez-se
sentir, a partir dos anos 40, através da compactação da área edificada e pela expansão
territorial da zona urbana do município de São Paulo e dos municípios limítrofes. Verificou-se a
compactação da cidade, de acordo com Langenbuch (1971), pelo crescimento vertical da sua
região central, de bairros próximos (Santa Ifigênia, Santa Cecília, Liberdade, Paraíso,
Aclimação) e de outros mais afastados, cujas porções centrais se estruturavam em
“subcentros”, como Santana, Penha, Lapa e Pinheiros, e pela ocupação dos terrenos baldios
(no Jardim Europa, Sumaré, Vila Clementino) e dos “vazios” existentes entre loteamentos
construídos nas décadas anteriores (Planalto Paulista, Sumarezinho, Jardim das Bandeiras).
Conforme destaca Jannuzzi, a expansão territorial da zona urbana processou-se por
meio do crescimento acelerado dos núcleos suburbanos estabelecidos ao longo das ferrovias e
vias de circulação rodoviária e pela conseqüente absorção destes pela mancha urbana da
capital.
Essas transformações espaciais desencadearam um processo de duas tendências
aparentemente opostas, que dariam origem, mais tarde, à constituição da Região Metropolitana
7
Além disso, destaca-se uma peculiaridade quanto à rede de municípios surgidos a partir do município
de São Paulo: em 1696, foi instituída a freguesia (distrito) de Santo Amaro (Fundação Seade), no
município de São Paulo. Em 1832, esta freguesia é elevada à categoria de município, emancipando-se,
com isso, de São Paulo (Fundação Seade). Santo Amaro ficou na condição de município até 1935,
quando volta a ser distrito de São Paulo. Nesse período de 1832 a 1935, Santo Amaro sofreu o
desmembramento do município de Itapecerica da Serra, em 1877. Com isso, na verdade, Itapecerica
surge a partir de Santo Amaro, e não de São Paulo, como colocado na Figura I. Porém, como Santo
Amaro volta a ser distrito de São Paulo, optou-se por considerar, no quadro, o desmembramento de
Itapecerica da Serra a partir do município de São Paulo.
Região Metropolitana de São Paulo
26
de São Paulo8: a primeira, de fusão e conurbação territorial do espaço urbano; a segunda, de
desmembramento político administrativo de vários centros suburbanos. De dez municípios, em
1940, os arredores paulistanos passaram a integrar cerca de 38 municípios, em 1980 (ver
Figura I).
Paralelamente à expansão populacional, processava-se, até 1970, a concentração
industrial em São Paulo e adjacências. Naquele momento, a RMSP era responsável por 43,5%
do valor da produção industrial brasileira9. A partir de então, o crescimento industrial passou a
privilegiar outras localidades no interior do estado de São Paulo e outras regiões (Minas Gerais,
Nordeste etc.). De acordo com Negri (1988), a indústria paulistana ou localizada na RMSP não
deixou de crescer, mas passou a fazê-lo a taxas menores que a média nacional.
Em função desse processo, a urbanização do estado passaria por um novo ciclo, a partir
de 1970, conhecido como a reversão da população do estado. Através desse processo, a
população da RMSP começaria a assistir uma desaceleração do seu crescimento e, em
contrapartida, as cidades médias do interior paulista assistiriam a uma aceleração do seu
crescimento populacional – o que ocorreu com municípios como Campinas, Sorocaba, São
José dos Campos, Ribeirão Preto, Bauru e São José do Rio Preto, que se firmaram como novos
pólos de crescimento populacional, com taxas de expansão demográfica superiores às da
capital e da Grande São Paulo (Bógus et al., 1990).
Evolução da População
A Região Metropolitana de São Paulo, nas décadas de 1940 a 1960, assistiu a um
grande crescimento populacional, expresso por crescentes taxas de crescimento anual, que
passaram de 5,5%, na década de 40, para 5,9%, nos anos 50, e, voltando, na década de 60,
para 5,4%10. Tal ritmo de crescimento populacional contribuiu para que a Região passasse de
uma população de 1.568.045 habitantes, em 1940, para 2.688.901, em 1950, e 4.791.245, em
1960, correspondendo a 22% da população do estado, em 1940, 29%, em 1950, e 37%, em
1960.
Conforme destacado anteriormente, em função da reversão da população do estado, a
partir de 1970, a RMSP começa a assistir uma desaceleração do crescimento populacional,
expressa por taxas de crescimento anual decrescentes e pela redução do peso da Região na
8
A Região Metropolitana de São Paulo foi criada pela Lei Complementar 14 de 1973, juntamente com as
Regiões Metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, Curitiba, Belém e Fortaleza.
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LCP/Lcp14.htm
9
Dados disponíveis em: Jannuzzi, 1998, p.18.
10
Dados constantes em: Jannuzzi, 1998, p.17.
Região Metropolitana de São Paulo
27
população do estado de São Paulo. Esse processo pode ser captado através dos dados da
Tabela 1:
Tabela 1: Evolução da População Total
Região Metropolitana de São Paulo e Estado de São Paulo
1970/2007
Ano
1970
1980
1991
2000
2007
RM de São
Paulo
8.178.241
12.549.856
15.369.305
17.852.637
19.586.265
Estado de São Paulo
17.771.948
25.040.712
31.436.273
36.974.378
41.029.414
Dist. Relat.
RM/ESP
(%)
Taxas de crescimento (% a.a.)
RM São Paulo
Estado de S. Paulo
46,02
4,38
3,49
1,86
2,12
1,68
1,82
1,33
1,50
50,12
48,89
48,28
47,74
Fonte: Fundação SEADE.O novo retrato de São Paulo (1992), para 1970; Fundação IBGE. Censos Demográficos de 1980 a 2000;
Fundação SEADE. Projeção populacional de 2007
A análise da Tabela 1 explicita de forma bastante clara a desaceleração do crescimento
populacional na RMSP. Suas taxas de crescimento, superiores as médias vivenciadas pelo
estado até 1970, começam a declinar consideravelmente. Enquanto o intervalo 1970/80
registrou um incremento populacional superior a 4% a.a., os anos 80 marcaram taxas de
crescimento próximas a 1,8% a.a. Tais índices seguiram em queda até 2007, ano em que a
população da Região Metropolitana de São Paulo crescia a pouco mais de 1,3% a.a. Nesse
contexto, a importância populacional da Região no total do Estado configura-se decrescente: de
50% nos anos 80, para 47,74% em 2007 (Tabela 1).
Em se tratando do crescimento diferencial nas áreas rural e urbana na RMSP, o êxodo
rural é evidente nas décadas de 70 e 80, quando as taxas de incremento populacional no
campo eram negativas em -4,6% a.a. e -1,72% a.a., respectivamente. No tocante ao período
recente, verificam-se índices consideráveis para a zona rural: 9,59% a.a. entre 1991/2000, e
4,08% a.a. de 2000 a 2007 (Tabela 2). Como explicação a tal fato, pode-se levantar a hipótese
de expansão de condomínios em áreas consideradas rurais. Com referência à evolução da
Região Metropolitana de São Paulo
28
população urbana, as taxas de crescimento registram queda desde os anos 70, aludindo ao
processo de desconcentração populacional acima referido (Tabela 2).
Tabela 2: Taxas de crescimento da População Total, Urbana e Rural
Região Metropolitana de São Paulo
1970/2007
Taxas de Crescimento (% a.a.)
Período
Urbana
Rural
Total
1970/80
4,89
-4,60
4,38
1980/91
1,96
-1,72
1,86
1991/2000
1,44
9,59
1,68
2000/2007
1,20
4,08
1,33
Fonte: Fundação SEADE.O novo retrato de São Paulo (1992), para 1970; Fundação IBGE. Censos Demográficos de 1980 a
2000; Fundação SEADE. Projeção populacional de 2007
O dinamismo da RMSP, no período recente, pode ser evidenciado através dos dados
das tabelas 3 e 4, sobre estabelecimentos e vínculos empregatícios no setor de comércio, entre
1991 e 2005.
Tabela 3: Número de Estabelecimentos do Comércio Varejista e Atacadista e Pessoal Ocupado
Região Metropolitana de São Paulo
1991-2005
1991
Área
RMSP
1995
Número
Pessoal
Pessoal/
estabelec. Ocupado Estabelec.
77.136 523.789
6,8
Número
estabelec.
Pessoal
Ocupado
92.865
610.809
2005
Pessoal/
Número
Pessoal Pessoal/
Estabelec. estabelec. Ocupado Estabelec.
6,6
125.660 939.686
7,5
Fonte: Fundação SEADE. Informações Municipais, 1995 e 2005, disponível em www.seade.gov.br, acessado: 03/08/2008.
Região Metropolitana de São Paulo
29
Observa-se a expansão do setor de serviços, principalmente no intervalo 1995/2005,
quando o número de estabelecimentos de comércio cresceu a 3% a.a., e a quantidade de
pessoal empregado a 4,4% a.a. (Tabela 4).
Tabela 4: Taxa de crescimento (% a.a.) de Estabelecimentos e Pessoal ocupado - Comércio Varejista e Atacadista
Região Metropolitana de São Paulo
1991-2005
1991-1995
1995-2005
Área
Número estabelec.
Pessoal Ocupado
Número estabelec.
Pessoal Ocupado
1,87
1,55
3,07
4,40
RMSP
Fonte: Fundação SEADE. Informações Municipais, 1995 e 2005, disponível em www.seade.gov.br, acessado: 03/08/2008.
Entretanto, ao contrário do ocorrido no ramo do comércio, o setor secundário tem
passado por uma fase de contração, com taxas de crescimento bastante modestas e até
mesmo negativas (Tabelas 5 e 6).
Tabela 5: Número de Estabelecimentos da Indústria de Transformação e Pessoal Ocupado
Região Metropolitana de São Paulo
1991-2005
1991
Área
RMSP
Número
estabelec
Pessoal
Ocupado
41.587 1.459.414
1995
Pessoal/
Número
Estabelec estabelec
35,1
Pessoal
Ocupado
42.158 1.246.834
2005
Pessoal/
Número
Estabelec. estabelec.
29,6
Pessoal
Ocupado
40.572 1.073.119
Pessoal/
Estabelec.
26,4
Fonte: Fundação SEADE. Informações Municipais, 1991, 1995 e 2005, disponível em www.seade.gov.br, acessado: 03/08/2008.
Região Metropolitana de São Paulo
30
Como anteriormente mencionado, o desempenho da atividade industrial está
relacionado ao novo ciclo de urbanização em vigor no Estado de São Paulo, no qual a RMSP
assiste a um processo de desconcentração industrial.
Tabela 6: Taxa de crescimento (% a.a.) de Estabelecimentos e Pessoal ocupado - Indústria de Transformação
Região Metropolitana de São Paulo
1991-2005
1991-1995
1995-2005
Área
RMSP
Número estabelec.
Pessoal Ocupado
Número estabelec.
Pessoal Ocupado
0,14
-1,56
-0,38
-1,49
Fonte: Fundação SEADE. Informações Municipais, 1991, 1995 e 2005, disponível em www.seade.gov.br, acessado: 03/08/2008.
Tendências do crescimento da população
Durante os anos de 1940 a 1960, a Região Metropolitana de São Paulo apresentou um
considerável acréscimo populacional. Contudo, a partir da década de 70, devido à vertiginosa
diminuição do saldo migratório, o acréscimo relativo de população tem sido cada vez menor: de
4,38% a.a. entre 1970/80, para 1,86% a.a. entre 1980/91, 1,68% a.a. entre 1991/2000 e 1,33%
a.a. entre 2000/2007 (Tabela 7). Dessa forma, a distribuição relativa da população da RMSP no
contexto do Estado é decrescente: de 48,9% em 1991, para 47,7% em 2007 (Tabelas 1 e 7).
Região Metropolitana de São Paulo
31
Tabela 7: Evolução da População
Região Metropolitana de São Paulo
1970-2007
Taxas Anuais de crescimento
populacional (% a.a.)
População Total
RM de São Paulo
1970
RM de São Paulo
1980
1991
2000
8.178.241 12.549.856 15.369.305 17.852.637
2007
70/80
80/91
19.586.265
4,38
1,86
91/2000 2000/2007
1,68
1,33
Fonte: Fundação SEADE.O novo retrato de São Paulo (1992), para 1970; Fundação IBGE. Censos Demográficos de 1980 a 2000;
Fundação SEADE. Projeção populacional de 2007
Depreende-se, portanto, que, a partir dos anos 80, configura-se uma nova dinâmica
migratória, de modo a consolidar o processo de desconcentração da população na capital e a
alavancar o crescimento das cidades médias e intermediárias do estado. De fato, entre
2000/2007, o município de São Paulo registrou o segundo pior desempenho de crescimento
populacional (0,55% a.a.) em relação à RMSP, enquanto as cidades de Santana do Parnaíba e
Vargem Grande Paulista – ambas com população inferior a 100 mil habitantes – são as que
mais cresceram, com incrementos populacionais anuais superiores a 5% (Tabelas 8 e 9).
Os maiores volumes populacionais concentram-se em São Paulo (10.834.244
habitantes), Guarulhos (1.286.523), São Bernardo do Campo (792.617), Santo André e Osasco
(ambos com população em torno de 700 mil pessoas). Embora tais cidades ainda respondam
por mais de 70% de toda a população metropolitana, o processo de “periferização” da RMSP é
claro. Dentre os municípios citados, apenas Guarulhos e São Bernardo do Campo apresentam
taxas de crescimento acima da média regional de 1,33% a.a. Mesmo assim, seus ritmos de
crescimento configuram-se decrescente desde os anos 70 (Tabelas 8 e 9).
Conforme já mencionado, o desempenho de São Paulo também é bastante modesto.
Com índices de incremento populacional inferior a média durante todo o período, sua
importância populacional é cada vez menor. Em 1970, a capital compunha quase 73% dos
habitantes da Região Metropolitana. Em 2007, por sua vez, representa pouco mais de 55%. O
pior desempenho coube, no entanto, a São Caetano do Sul, município que se destaca por
Região Metropolitana de São Paulo
32
perder população desde os anos 80 e que, entre 2000/2007, registrou crescimento de -0,34%
a.a. (Tabelas 8 e 9).
A despeito de seu caráter extremamente urbano (18 dos 39 municípios que compõe a
Região não possuem zona rural), o índice de urbanização da RMSP encontra-se em declínio
desde 1991. Ao contrário do êxodo rural registrado nos anos 70 e 80, as taxas de crescimento
do campo passam a ser significativamente superiores as da cidade, com índices de
incrementos anuais de 9,5%, entre 1991/2000, e 4% entre 2000/2007. Vale ressaltar que, neste
último intervalo, a redução do crescimento da população rural deve-se ao desempenho de
Franco da Rocha, onde a população do campo decresceu em 19% a.a.
Nesse período, exceção feita a Franco da Rocha, todos os demais apresentaram
números positivos para o perímetro rural, estável na casa de 0,4% a.a., cabendo destacar São
Paulo, cuja taxa de crescimento da população do campo é de quase 5% a.a. (Tabela 9). Para
explicar esse fenômeno, é plausível levantarmos a hipótese da “suburbanização” das classes
média e alta e expansão de condomínios no perímetro rural.
Região Metropolitana de São Paulo
33
Tabela 8: Evolução da População Urbana, Rural e Total segundo Municípios
Região Metropolitana de São Paulo
1970/2007
População Total
Municípios
1970
1980
1991
2000
17.279
37.143
58.933
9.571
Arujá
74.697
129.331
207.372
37.808
Barueri
13.316
17.751
24.579
9.033
Biritiba Mirim
24.980
38.778
70.825
15.563
Caieiras
21.795
33.495
50.568
10.355
Cajamar
184.591
281.901
343.962
54.873
Carapicuíba
62.309
105.721
148.519
30.924
Cotia
227.616
303.802
356.535
78.914
Diadema
95.076
154.739
207.103
18.148
Embu
20.870
35.592
56.671
10.280
Embu-Guaçu
54.582
95.188
141.852
Ferraz de Vasconcelos
25.134
28.070
82.276
133.143
11.231
Francisco Morato
50.391
84.912
107.883
36.303
Franco da Rocha
15.060
17.934
21.864
12.638
Guararema
529.483
781.895 1.069.609
236.811
Guarulhos
Itapecerica da Serra
Itapevi
Itaquaquecetuba
Jandira
Juquitiba
Mairiporã
Mauá
Mogi das Cruzes
Osasco
Pirapora do Bom Jesus
Poá
Ribeirão Pires
Rio Grande da Serra
Salesópolis
Santa Isabel
Santana de Parnaíba
Santo André
São Bernardo do Campo
São Caetano do Sul
25.314
27.569
29.114
12.499
7.267
19.854
101.700
138.751
283.073
3.709
32.373
29.048
8.397
9.557
17.161
5.390
418.826
201.662
150.130
60.072
52.863
72.155
35.736
12.402
27.380
204.582
196.941
473.168
4.766
52.478
56.171
19.969
10.641
28.893
9.880
552.069
423.677
163.268
92.273
106.861
162.684
62.065
19.731
39.719
293.094
271.981
565.543
7.907
75.911
84.529
29.676
11.317
37.808
36.848
614.252
564.003
149.436
129.180
161.810
271.649
91.478
26.388
59.883
362.676
329.653
651.736
12.344
95.597
104.305
37.015
14.326
43.682
74.343
649.000
701.756
140.241
2007
79.364
273.016
30.625
98.485
65.050
389.118
184.719
389.271
250.532
76.639
182.898
172.872
126.286
25.064
1.286.523
1970
7.126
36.380
3.241
8.724
4.180
54.873
24.556
68.513
4.348
5.343
24.799
9.013
19.930
3.290
221.569
População Urbana
1980
1991
2000
15.897
33.881
56.389
74.697
129.331
207.372
7.511
14.634
20.716
22.127
37.451
68.100
19.392
31.744
47.901
184.591
281.901
343.962
59.380
105.721
148.519
227.616
303.802
356.535
95.076
154.739
207.103
19.758
34.723
55.599
54.343
94.008
140.687
27.859
82.029
132.981
43.680
78.877
100.173
6.943
14.104
17.678
424.122
770.729 1.046.627
175.864
206.374
367.042
116.724
32.274
77.558
411.844
374.168
710.984
16.639
108.651
119.180
42.601
16.672
47.944
109.081
676.723
792.617
136.972
17.717
27.529
22.085
12.499
1.555
5.541
101.542
100.163
283.073
1.773
31.722
24.095
7.278
3.277
9.228
2.223
47.264
189.409
150.130
56.883
52.863
72.155
35.736
8.552
18.804
204.582
174.133
473.168
2.484
52.212
56.171
19.969
5.254
18.386
3.066
552.069
382.811
163.268
90.227
106.861
162.684
62.065
19.731
33.667
293.094
245.732
565.543
7.907
75.188
84.529
29.676
6.689
28.088
36.848
614.252
552.160
149.436
127.827
161.810
271.649
91.478
17.340
47.895
362.676
301.578
651.736
12.337
94.470
104.305
37.015
8.722
32.970
74.343
649.000
689.521
140.241
2007
76.736
273.016
26.635
95.671
62.296
389.118
184.719
389.271
250.532
75.532
181.695
172.705
124.523
20.741
1.262.788
População Rural
1970
1980
1991
2000
2.445
1.382
3.262
2.544
1.428
0
0
0
5.792
5.805
3.117
3.863
6.839
2.853
1.327
2.725
6.175
2.403
1.751
2.667
0
0
0
0
6.368
2.929
0
0
10.401
0
0
0
13.800
0
0
0
4.937
1.112
869
1.072
335
239
1.180
1.165
2.218
211
247
162
16.373
6.711
6.035
7.710
9.348
8.117
3.830
4.186
15.242 105.361 11.166
22.982
174.467
7.597
206.374
40
367.042
7.029
116.724
0
22.930
5.712
65.177 14.313
411.844
158
345.174 38.588
710.984
0
16.632
1.936
107.487
651
119.180
4.953
42.601
1.119
10.884
6.280
36.881
7.933
109.081
3.167
676.723 371.562
779.981 12.253
136.972
0
2.046
0
0
0
0
6.052
0
26.249
0
0
723
0
0
4.628
9.720
0
0
11.843
0
1.353
0
0
0
9.048
11.988
0
28.075
0
7
1.127
0
0
5.604
10.712
0
0
12.235
0
São Lourenço da Serra
*
*
10.733
*
*
*
*
12.145
*
16.876
*
15.417
*
8.475.380
9.610.659 10.426.384 10.834.244 5.924.615 8.320.306 9.378.787 9.805.787 9.967.061 38.241 155.074 231.872
5.962.856
São Paulo
94.501
151.270
220.675
100.342
158.084
227.917
55.460
287.514
33.859
280.035 21.601
5.841
6.814
Suzano
96.908
158.738
197.247
96.908
158.738
197.247
40.945
228.849
40.945
228.849
0
0
0
Taboão da Serra
Vargem Grande Paulista
15.728
32.464
*
15.728
32.464
*
*
*
48.408
*
48.408
*
0
RM de São Paulo
8.178.241 12.549.856 15.369.305 17.852.637 19.586.265 7.533.407 12.147.273 15.036.574 17.094.161 18.582.886 644.834 402.583 332.731
Fonte: Fundação SEADE.O novo retrato de São Paulo (1992), para 1970; Fundação IBGE. Censos Demográficos de 1980 a 2000; Fundação SEADE. Projeção populacional de 2007
(*) Municípios não existentes nas datas de referência
1.412
620.597
7.242
0
Região Metropolitana de São Paulo
3.189
0
0
0
3.850
8.576
0
22.808
0
2.282
266
0
0
5.387
10.507
6.814
0
40.866
0
0
758.476
2007
2.628
0
3.990
2.814
2.754
0
0
0
0
1.107
1.203
167
1.763
4.323
23.735
1970
74,5
96,2
35,9
56,1
40,4
100,0
79,4
86,8
24,0
52,0
98,7
80,3
54,9
26,0
93,6
Grau de Urbanização
1980 1991 2000
92,0
91,2
95,7
100,0 100,0 100,0
56,4
82,4
84,3
88,6
96,6
96,2
89,0
94,8
94,7
100,0 100,0 100,0
95,3 100,0 100,0
100,0 100,0 100,0
100,0 100,0 100,0
94,7
97,6
98,1
99,6
98,8
99,2
99,2
99,7
99,9
86,7
92,9
92,9
46,1
78,6
80,9
80,1
98,6
97,9
2007
96,7
100,0
87,0
97,1
95,8
100,0
100,0
100,0
100,0
98,6
99,3
99,9
98,6
82,8
98,2
1.397
0
0
0
9.344
12.381
0
28.994
0
7
1.164
0
0
5.788
11.063
0
0
12.636
0
70,0
99,9
75,9
100,0
21,4
27,9
99,8
72,2
100,0
47,8
98,0
82,9
86,7
34,3
53,8
41,2
11,3
93,9
100,0
94,7
100,0
100,0
100,0
69,0
68,7
100,0
88,4
100,0
52,1
99,5
100,0
100,0
49,4
63,6
31,0
100,0
90,4
100,0
99,2
100,0
100,0
100,0
71,0
84,0
100,0
92,3
100,0
100,0
98,9
100,0
100,0
65,3
76,9
100,0
100,0
98,4
100,0
*
1.459
*
867.183 99,4
98,2
7.479 61,1
94,2
0 100,0 100,0
*
0
*
1.003.379 92,1
96,8
97,8
100,0
100,0
100,0
100,0
84,8
100,0
90,3
100,0
100,0
99,0
100,0
100,0
59,1
74,3
100,0
100,0
97,9
100,0
99,0
100,0
100,0
100,0
65,7
80,0
100,0
91,5
100,0
99,9
98,8
100,0
100,0
60,9
75,5
100,0
100,0
98,3
100,0
*
97,6
95,7
100,0
88,4 91,4
94,0 92,0
96,8 97,4
100,0 100,0
100,0 100,0 100,0
97,8
95,8 94,9
34
Tabela 9: Taxa de Crescimento Populacional (% a.a.) e Distribuição Relativa da População (%)
Região Metropolitana de São Paulo
1970/2007
Municípios
Total
6,09
7,05
3,96
4,85
7,73
12,90
7,26
11,17
18,01
7,34
8,06
9,59
3,33
1,77
8,38
1970/80
Urbana
8,35
7,46
8,77
9,75
16,59
12,90
9,23
12,76
36,14
13,97
8,16
11,95
8,16
7,75
6,71
Rural
-5,55
-100,00
0,02
-8,37
-9,01
**
-7,47
-100,00
-100,00
-13,85
-3,32
-20,96
-8,53
-1,40
21,33
Total
7,20
5,12
2,65
4,08
3,98
3,92
4,92
2,66
4,53
4,97
5,19
10,27
4,86
1,60
3,61
Taxa de Crescimento (% a a)
1980/91
Urbana
Rural
Total
7,12
8,12
5,26
5,12
**
5,39
6,25
-5,50
3,68
4,90
-6,72
6,92
4,58
-2,84
4,68
3,92
**
2,24
5,38
-100,00
3,85
2,66
**
1,79
4,53
**
3,29
5,26
-2,22
5,30
5,11
15,62
4,53
10,32
1,44
5,49
5,52
-0,96
2,70
6,66
-6,60
2,23
5,58
-18,46
3,54
1991/2000
Urbana
5,82
5,39
3,94
6,87
4,68
2,24
3,85
1,79
3,29
5,37
4,58
5,51
2,69
2,54
3,46
Rural
-2,72
**
2,41
8,32
4,79
**
**
**
**
2,36
-0,14
-4,58
2,76
0,99
8,35
Total
4,34
4,01
3,19
4,82
3,66
1,78
3,17
1,26
2,76
4,41
3,70
3,80
2,28
1,97
2,67
2000/2007
Urbana
4,50
4,01
3,66
4,98
3,83
1,78
3,17
1,26
2,76
4,47
3,72
3,80
3,16
2,31
2,72
Arujá
Barueri
Biritiba Mirim
Caieiras
Cajamar
Carapicuíba
Cotia
Diadema
Embu
Embu-Guaçu
Ferraz de Vasconcelos
Francisco Morato
Franco da Rocha
Guararema
Guarulhos
Itapecerica da Serra
9,03
12,37
-8,31
3,98
4,28
-3,95
3,81
3,95
-4,49
4,51
4,54
6,73
6,74
-100,00
6,61
6,61
**
4,72
4,72
**
3,54
3,54
Itapevi
9,50
12,57
-100,00
7,67
7,67
**
5,86
5,86
**
4,39
4,39
Itaquaquecetuba
11,08
11,08
**
5,15
5,15
**
4,40
4,40
**
3,54
3,54
Jandira
5,49
18,59
-3,87
4,31
7,90
-100,00
3,28
-1,43
**
2,92
4,07
Juquitiba
3,27
13,00
-4,99
3,44
5,44
-3,12
4,67
3,99
7,89
3,76
4,50
Mairiporã
7,24
7,26
-100,00
3,32
3,32
**
2,40
2,40
**
1,83
1,83
Mauá
3,56
5,69
-5,12
2,98
3,18
1,29
2,16
2,30
0,75
1,83
1,95
Mogi das Cruzes
5,27
5,27
**
1,63
1,63
**
1,59
1,59
**
1,25
1,25
Osasco
2,54
3,43
1,66
4,71
11,10
-100,00
5,07
5,07
**
4,36
4,36
Pirapora do Bom Jesus
4,95
5,11
-8,56
3,41
3,37
9,52
2,60
2,57
5,06
1,85
1,86
Poá
6,82
8,83
-100,00
3,79
3,79
**
2,36
2,36
**
1,92
1,92
Ribeirão Pires
Rio Grande da Serra
9,05
10,62
-100,00
3,67
3,67
**
2,49
2,49
**
2,03
2,03
1,08
4,83
-1,52
0,56
2,22
-1,37
2,65
2,99
2,15
2,19
3,21
Salesópolis
5,35
7,14
2,85
2,47
3,93
-0,71
1,62
1,80
1,09
1,34
1,61
Santa Isabel
Santana de Parnaíba
6,25
3,27
7,96
12,71
25,36
-100,00
8,11
8,11
**
5,63
5,63
2,80
27,86
-100,00
0,98
0,98
**
0,61
0,61
**
0,60
0,60
Santo André
São Bernardo do Campo
7,71
7,29
12,80
2,63
3,39
-10,65
2,46
2,50
0,36
1,75
1,78
0,84
0,84
**
-0,80
-0,80
**
-0,70
-0,70
**
-0,34
-0,34
São Caetano do Sul
*
*
*
*
*
*
*
*
*
4,81
5,31
São Lourenço da Serra
3,58
3,45
15,03
1,15
1,09
3,72
0,91
0,50
11,56
0,55
0,23
São Paulo
6,11
10,81
-12,26
4,22
4,37
1,41
4,15
4,29
0,68
3,37
3,46
Suzano
9,00
9,00
**
4,59
4,59
**
2,44
2,44
**
2,15
2,15
Taboão da Serra
Vargem Grande Paulista
*
*
*
*
*
*
8,39
8,39
**
5,87
5,87
RM de São Paulo
4,38
4,89
-4,60
1,86
1,96
-1,72
1,68
1,44
9,59
1,33
1,20
Fonte: Fundação SEADE.O novo retrato de São Paulo (1992), para 1970; Fundação IBGE. Censos Demográficos de 1980 a 2000; Fundação SEADE. Projeção populacional de 2007
(*) Municípios inexistentes nas datas de referência; (**) Municípios sem população rural
Região Metropolitana de São Paulo
Distribuição Relativa na População Total
Rural
0,47
**
0,46
0,46
0,46
**
**
**
**
0,46
0,46
0,44
-19,01
0,46
0,46
1970
0,12
0,46
0,11
0,19
0,13
0,67
0,38
0,96
0,22
0,13
0,31
0,14
0,44
0,15
2,90
1980
0,14
0,60
0,11
0,20
0,17
1,47
0,50
1,81
0,76
0,17
0,43
0,22
0,40
0,12
4,22
1991
0,24
0,84
0,12
0,25
0,22
1,83
0,69
1,98
1,01
0,23
0,62
0,54
0,55
0,12
5,09
2000
0,33
1,16
0,14
0,40
0,28
1,93
0,83
2,00
1,16
0,32
0,79
0,75
0,60
0,12
5,99
2007
0,41
1,39
0,16
0,50
0,33
1,99
0,94
1,99
1,28
0,39
0,93
0,88
0,64
0,13
6,57
0,46
**
**
**
0,46
0,46
**
0,46
**
0,00
0,46
**
**
0,46
0,46
**
**
0,46
**
0,47
4,90
0,46
**
**
4,08
0,31
0,34
0,36
0,15
0,09
0,24
1,24
1,70
3,46
0,05
0,40
0,36
0,10
0,12
0,21
0,07
5,12
2,47
1,84
*
72,91
0,68
0,50
*
100,00
0,48
0,42
0,57
0,28
0,10
0,22
1,63
1,57
3,77
0,04
0,42
0,45
0,16
0,08
0,23
0,08
4,40
3,38
1,30
*
67,53
0,80
0,77
*
100,00
0,60
0,70
1,06
0,40
0,13
0,26
1,91
1,77
3,68
0,05
0,49
0,55
0,19
0,07
0,25
0,24
4,00
3,67
0,97
*
62,53
1,03
1,03
0,10
100,00
0,72
0,91
1,52
0,51
0,15
0,34
2,03
1,85
3,65
0,07
0,54
0,58
0,21
0,08
0,24
0,42
3,64
3,93
0,79
0,07
58,40
1,28
1,10
0,18
100,00
0,90
1,05
1,87
0,60
0,16
0,40
2,10
1,91
3,63
0,08
0,55
0,61
0,22
0,09
0,24
0,56
3,46
4,05
0,70
0,09
55,32
1,47
1,17
0,25
100,00
35
Movimentos Migratórios inter e intra-regional
Na década de 70, a Região Metropolitana de São Paulo recebeu um expressivo
contingente populacional que ultrapassou dois milhões de pessoas. Entre 1970/80, as taxas de
crescimento da Região superavam 4% a.a., sendo o comportamento migratório responsável por
50% de seu crescimento absoluto. Nesse período, apenas São Caetano do Sul e Salesópolis
registraram saldos migratórios negativos. A capital paulista, por sua vez, recebeu mais de um
milhão de migrantes, ou seja, quase a metade das pessoas que se mudaram para o entorno
metropolitano (Tabelas 9 e 10).
O quadro acima descrito altera-se entre 1980/91, quando o saldo migratório da RMSP
passa a ser negativo em 205 mil pessoas. O município de São Paulo reverteu seu posto de
atração populacional ao registrar uma perda superior a 700 mil habitantes. Osasco, Salesópolis,
Santo André e São Caetano do Sul também se destacaram como áreas de emigração.
Carapicuíba, Diadema, Guarulhos e São Bernardo do Campo – a despeito de permanecerem
com saldos migratórios positivos – diminuíram significativamente seus ganhos populacionais
(Tabela 10).
Entretanto, a tendência apresentada pelo conjunto da Região ao longo dos anos 80, não
se repete para todos os seus municípios. Várias cidades de porte intermediário e médio
aumentaram seus saldos migratórios, como Arujá e Santana do Parnaíba, onde em ambos os
lugares a migração significou 65% do crescimento absoluto (Tabela 10).
No tocante à década de 90, o saldo migratório da RMSP voltou a ser positivo em mais
de 240 mil pessoas. No período em questão, as únicas cidades caracterizadas por expulsar
população são: Diadema, Santa Isabel, São Caetano do Sul e São Paulo. Cabe destacar que a
capital paulista perdeu 261 mil migrantes a menos que no período anterior, o que contribuiu
para a reversão do saldo migratório. Além disso, os ganhos populacionais de Barueri, Biritiba
Mirim, Caieiras, Cajamar, Guararema, Guarulhos, Mairiporã e Vargem Grande Paulista, também
contribuíram com os resultados positivos dos movimentos migratórios da Região (Tabela 10).
Por fim, no decorrer dos anos 2000, o saldo migratório - embora menor que nos anos 90
- continua positivo. Apenas Diadema, Santo André, São Caetano do Sul e São Paulo marcaram
saldos negativos. O município de São Paulo, reforçando a tendência já observada na década
anterior, segue expulsando um contingente decrescente de migrantes. De modo geral, os
movimentos migratórios estabilizaram-se nos mesmos padrões apontados entre 1991/2000,
com destaque aos saldos registrados pelas cidades médias e intermediárias, além de
Guarulhos (Tabela 10).
Região Metropolitana de São Paulo
36
Tabela 10: Crescimento Absoluto Populacional, Crescimento Vegetativo e Saldo Migratório
Região Metropolitana de São Paulo – 1970/2007
Crescimento Absoluto
Municípios
1970/80
1980/91
91/2000
2000/2007
1970/80
Arujá
Barueri
Biritiba Mirim
Caieiras
Cajamar
Carapicuíba
Cotia
Diadema
Embu
Embu-Guaçu
Ferraz de Vasconcelos
Francisco Morato
Franco da Rocha
Guararema
Guarulhos
Itapecerica da Serra
Itapevi
Itaquaquecetuba
Jandira
Juquitiba
Mairiporã
Mauá
Mogi das Cruzes
Osasco
Pirapora do Bom Jesus
Poá
Ribeirão Pires
Rio Grande da Serra
Salesópolis
Santa Isabel
Santana de Parnaíba
Santo André
7.708
36.889
4.283
9.417
11.440
129.718
31.385
148.702
76.928
10.590
29.448
16.839
14.088
2.422
292.672
34.758
25.294
43.041
23.237
5.135
7.526
102.882
58.190
190.095
1.057
20.105
27.123
11.572
1.084
11.732
4.490
133.243
19.864
54.634
4.435
13.798
11.700
97.310
43.412
76.186
59.663
14.722
40.606
54.206
34.521
2.874
252.412
32.201
53.998
90.529
26.329
7.329
12.339
88.512
75.040
92.375
3.141
23.433
28.358
9.707
676
8.915
26.968
62.183
21.790
78.041
6.828
32.047
17.073
62.061
42.798
52.733
52.364
21.079
46.664
50.867
22.971
3.930
287.714
36.907
54.949
108.965
29.413
6.657
20.164
69.582
57.672
86.193
4.437
19.686
19.776
7.339
3.009
5.874
37.495
34.748
20.431
65.644
6.046
27.660
14.482
45.156
36.200
32.736
43.429
19.968
41.046
39.729
18.403
3.200
216.914
46.684
44.564
95.393
25.246
5.886
17.675
49.168
44.515
59.248
4.295
13.054
14.875
5.586
2.346
4.262
34.738
27.723
2.778
35.979
2.456
4.266
4.186
22.569
10.500
36.655
9.834
3.667
6.640
3.657
5.799
1.942
96.144
6.879
7.944
9.693
5.835
2.433
5.003
36.249
36.712
76.441
606
9.941
10.557
3.059
2.394
5.587
933
103.722
Crescimento Vegetativo
1980/91
6.888
45.517
3.655
6.667
9.123
56.670
23.339
73.210
26.665
5.431
15.298
12.318
13.932
2.394
171.423
11.932
19.131
24.849
14.054
3.607
6.997
62.163
49.098
120.088
611
15.893
15.263
5.747
2.593
7.443
2.552
121.871
91/2000
9.077
36.055
2.766
7.225
7.971
48.905
22.176
60.673
25.630
5.497
19.120
20.773
14.596
2.529
143.136
16.592
23.863
31.716
14.233
3.830
7.815
55.507
40.432
85.715
1.482
14.868
11.695
5.027
2.035
6.255
7.487
65.830
Região Metropolitana de São Paulo
Saldo Migratório
2000/2007
6.645
29.341
2.046
6.615
5.918
37.270
17.038
37.820
24.506
4.707
15.090
15.668
10.199
1.925
110.098
17.643
20.273
30.744
10.287
2.852
5.371
34.477
29.202
56.295
1.298
8.715
7.956
3.577
1.228
4.096
7.843
36.612
1970/80
4.930
910
1.827
5.151
7.254
107.149
20.885
112.047
67.094
6.923
22.808
13.182
8.289
480
196.528
27.879
17.350
33.348
17.402
2.702
2.523
66.633
21.478
113.654
451
10.164
16.566
8.513
-1.310
6.145
3.557
29.521
1980/91
12.976
9.117
780
7.131
2.577
40.640
20.073
2.976
32.998
9.291
25.308
41.888
20.589
480
80.989
20.269
34.867
65.680
12.275
3.722
5.342
26.349
25.942
-27.713
2.530
7.540
13.095
3.960
-1.917
1.472
24.416
-59.688
91/2000
12.713
41.986
4.062
24.822
9.102
13.156
20.622
-7.940
26.734
15.582
27.544
30.094
8.375
1.401
144.578
20.315
31.086
77.249
15.180
2.827
12.349
14.075
17.240
478
2.955
4.818
8.081
2.312
974
-381
30.008
-31.082
2000/2007
13.786
36.303
4.000
21.045
8.564
7.886
19.162
-5.084
18.923
15.261
25.956
24.061
8.204
1.275
106.816
29.041
24.291
64.649
14.959
3.034
12.304
14.691
15.313
2.953
2.997
4.339
6.919
2.009
1.118
166
26.895
-8.889
37
Municípios
São Bernardo do Campo
São Caetano do Sul
São Lourenço da Serra
São Paulo
Suzano
Taboão da Serra
Vargem Grande Paulista
RM de São Paulo
Crescimento Absoluto
1970/80
1980/91
91/2000
222.015
13.138
*
2.512.524
44.882
55.963
*
4.371.615
140.326
-13.832
*
1.135.279
57.742
61.830
*
2.819.449
137.753
-9.195
*
815.725
69.833
38.509
16.736
2.483.332
Crescimento Vegetativo
2000/2007
90.861
-3.269
4.731
407.860
59.597
31.602
15.944
1.733.628
1970/80
1980/91
91/2000
81.889
30.124
*
1.424.665
16.800
28.700
*
2.153.238
119.509
26.402
*
1.846.101
31.302
45.149
*
3.024.885
85.550
6.951
*
1.265.260
32.003
28.679
4.119
2.243.073
Saldo Migratório
2000/2007
56.707
2.168
960
838.135
23.661
24.838
4.038
1.553.862
1970/80
1980/91
91/2000
2000/2007
140.126
-16.986
*
1.087.859
28.082
27.263
*
2.218.377
20.817
-40.234
*
-710.822
26.440
16.681
*
-205.436
52.203
-16.146
*
-449.535
37.830
9.830
12.617
240.259
34.154
-5.437
3.771
-430.275
35.936
6.764
11.906
179.766
Fonte: Fundação SEADE. O novo retrato de São Paulo (1992), para 1970; Fundação IBGE. Censos Demográficos de 1980 a 2000; Fundação SEADE. Projeção populacional de 2007; (*) Municípios
inexistentes.
Região Metropolitana de São Paulo
38
Os dados da Tabela 11 referem-se ao movimento migratório interestadual registrado na
Região Metropolitana de São Paulo no período recente. Com valor absoluto superior a 500 mil
migrantes, mais de 70% do fluxo são estabelecidos com a Região Nordeste, sendo que apenas
o Estado da Bahia protagonizou 28,6% das trocas interestaduais. Seguem os demais Estados
do Sudeste e a Região Sul, com 14% e 7% do total do fluxo.
Tabela 11: Movimentos Migratórios Interestaduais
Região Metropolitana de São Paulo
1995/2000
Grandes Regiões e Estados
Valor Absoluto do Fluxo
Região Sudeste (exceto SP)
Distribuição Relativa
102.352
14,3
49.790
6,9
Paraná
31.613
4,4
Região Centro Oeste
24.310
3,4
Goiás
7.449
1,0
512.135
71,4
Bahia
204.893
28,6
Região Norte
14.530
2,0
Brasil s/ espec. e s/ decl.
14373
2,0
Região Sul
Região Nordeste
Total Interestadual
717.490
100,0
Fonte: Fundação IBGE. Censo Demográfico de 2000.
Por sua vez, os dados da Tabela 12 referem-se ao movimento migratório realizado entre
a RMSP e as demais regiões paulistas, no período 1995-2000. A Região Metropolitana da
Baixada Santista mobilizou a maior valor absoluto: mais de 18 mil pessoas ou 14,6% do fluxo
intraestadual. Sucedem as RGs de Campinas, Sorocaba e São José dos Campos, com
respectivamente 10%, 7% e 4,8% das trocas.
Região Metropolitana de São Paulo
39
Tabela 12: Movimentos Migratórios Intraestaduais
Região Metropolitana de São Paulo
1995/2000
Origem dos Imigrantes
Valor Absoluto
dos Fluxos
Distribuição
Relativa (%)
Região Metropolitana da Baixada Santista
18.821
14,61
Campinas
13.282
10,31
Sorocaba
9.118
7,08
São José dos Campos
6.226
4,83
Ribeirão Preto
5.093
3,95
Presidente Prudente
4.320
3,35
Bragança Paulista
4.226
3,28
Jundiaí
3.845
2,98
São José do Rio Preto
3.763
2,92
60.170
46,69
128.864
100,00
Outras RGs
Total Intraestadual
Fonte: Fundação IBGE. Censo Demográfico de 2000.
O movimento emigratório que sai da RMSP em direção às demais regiões do estado de
São Paulo assume elevada proporção, no período recente, conforme mostram os dados da
Tabela 13, representando um processo bastante significativo no contexto intraestadual. Entre
1995/2000, quase 500 mil pessoas saíram da RMSP rumo a outras localidades do estado.
Desse total, 14,8% foram estabelecidos com a Região de Governo de Campinas e 12,8% com a
Região Metropolitana da Baixada Santista. As RGs de Sorocaba e Jundiaí também se
destacam como referência de, respectivamente, 9% e 4,7% do valor absoluto dos fluxos.
Região Metropolitana de São Paulo
40
Tabela 13: Movimentos Emigratórios Intraestadual
Região Metropolitana de São Paulo
1995/2000
Valor Absoluto
Destino dos Emigrantes
dos Fluxos
Distribuição Relativa (%)
Campinas
69.237
14,79
RM Baixada Santista
60.189
12,85
Sorocaba
42.308
9,03
Jundiaí
22.395
4,78
S José dos Campos
18.178
3,88
S José Rio Preto
15.550
3,32
Itapetininga
13.113
2,80
Taubaté
12.515
2,67
Ribeirão Preto
11.853
2,53
202.939
43,34
Total Estado de São Paulo
468.277
100,00
Total Intraestadual
468.277
86,00
76.225
14,00
544.502
100,00
Outras RGs
Outros Estados
Total Brasil
Fonte: Fundação IBGE. Censo Demográfico de 2000.
As principais trocas populacionais intraestaduais realizadas tendo a RMSP como
referência são expressas pelos dados da Tabela 14. Observa-se que, para todos os casos em
questão, a Região Metropolitana de São Paulo sempre assume saldos migratórios negativos, o
que reforça sua condição de área expulsora de população. A RG de Campinas configura-se no
local para onde a RMSP mais perde migrantes (saldo negativo em quase 56 mil pessoas). Em
seguida, encontram-se a RMBS e a RG de Sorocaba, com quem a RMSP assume saldos
migratórios negativos em 41 mil e 33 mil pessoas, respectivamente.
Região Metropolitana de São Paulo
41
Tabela 14: Trocas Líquidas Populacionais Intraestaduais
Região Metropolitana de São Paulo
1995/2000
Imigrantes
para a RG
Regiões
Emigrantes
da RG
Troca Líquida
Região Metropolitana da Baixada Santista
18.821
60.189
-41.368
Campinas
13.282
69.237
-55.955
Sorocaba
9.118
42.308
-33.190
São José dos Campos
6.226
18.178
-11.952
Ribeirão Preto
5.093
11.853
-6.760
Presidente Prudente
4.320
9.718
-5.398
Bragança Paulista
4.226
20.791
-16.565
Jundiaí
3.845
22.395
-18.550
São José do Rio Preto
3.763
15.550
-11.787
60.170
198.058
-137.888
128.864
468.277
-339.413
Outras RGs
Total
Fonte: Fundação IBGE. Censo Demográfico de 2000.
Por sua vez, os dados da Tabela 15 evidenciam o saldo migratório, no período recente,
de cada município que compõe a Região Metropolitana de São Paulo, no contexto
intrarregional. São Paulo, Guarulhos, Osasco, São Bernardo do Campo e Santo André
protagonizaram os movimentos migratórios numericamente mais relevantes. Destes, apenas
Guarulhos e São Bernardo registraram saldos positivos, cabendo ressaltar que Guarulhos se
trata do município da RMSP que mais ganhou população (saldo migratório superior a 44 mil
Região Metropolitana de São Paulo
42
pessoas). Por outro lado, São Paulo e Osasco são os que mais perderam migrantes, com
saldos negativos acima de 280 mil e 5 mil pessoas, respectivamente.
Além de São Paulo, Osasco e Santo André, São Caetano do Sul também se
caracterizou por perder população. Já Itaquaquecetuba, Suzano, Ferraz de Vasconcelos,
Itapevi, Santana do Parnaíba, Cotia, Mogi das Cruzes e Itapecerica da Serra destacaram-se por
seus volumes de imigrantes, todos apresentando saldos superiores a 10 mil pessoas (Tabela
15).
Tabela 15: Volumes de Imigração e Emigração Intrarregional
Região de Metropolitana de São Paulo
1995/2000
Municípios da RM
Arujá
Barueri
Biritiba Mirim
Caieiras
Cajamar
Carapicuíba
Cotia
Diadema
Embu
Embu-Guaçu
Ferraz de Vasconcelos
Francisco Morato
Franco da Rocha
Guararema
Guarulhos
Itapecerica da Serra
Itapevi
Itaquaquecetuba
Jandira
Juquitiba
Mairiporã
Mauá
Mogi das Cruzes
Osasco
Pirapora do Bom Jesus
Poá
Ribeirão Pires
Rio Grande da Serra
Salesópolis
Santa Isabel
Santana de Parnaíba
Santo André
São Bernardo do Campo
São Caetano do Sul
Imigrantes
Emigrantes
9.308
17.289
2.235
10.981
3.748
20.383
16.028
3.271
10.007
934
1.417
1.259
15.386
4.565
17.093
13.230
4.076
18.720
12.800
9.769
1.969
65.372
12.940
17.851
35.787
9.666
1.684
6.050
19.966
17.218
29.146
1.377
10.445
7.876
2.662
1.149
3.476
14.479
30.344
43.332
11.174
16.839
6.752
1.081
5.208
2.947
3.186
690
20.834
2.285
4.741
7.417
4.353
636
1.094
10.862
6.491
34.250
206
4.652
5.107
1.713
801
1.022
1.664
30.841
19.706
14.448
Região Metropolitana de São Paulo
Saldo Migratório IntraRegional
6.037
7.282
1.301
9.564
2.489
4.997
11.463
254
6.478
2.995
13.512
9.853
6.583
1.279
44.538
10.655
13.110
28.370
5.313
1.048
4.956
9.104
10.727
-5.104
1.171
5.793
2.769
949
348
2.454
12.815
-497
23.626
-3.274
43
1995/2000
Municípios da RM
Imigrantes
São Lourenço da Serra
São Paulo
Suzano
Taboão da Serra
Vargem Grande Paulista
RM SÃO PAULO
884
42.323
24.839
15.088
3.153
585.910
Emigrantes
Saldo Migratório IntraRegional
376
322.628
8.258
7.289
694
585.910
508
-280.305
16.581
7.799
2.459
0
Fonte: Fundação IBGE. Censo Demográfico de 2000. Tabulações Especiais NEPO/UNICAMP
Por fim, os dados da Tabela 16 referem-se às principais trocas populacionais, no
contexto intrarregional, realizadas pelos municípios que compõem a RMSP. Como São Paulo e
Guarulhos concentram os maiores fluxos, privilegiou-se a análise de tais cidades.
No período em questão, dos 42.323 imigrantes de São Paulo, 15% vieram de Guarulhos.
Osasco e Santo André também se destacam como origem de 12% e 11,7% dos imigrantes
paulistanos. Em se tratando das mais de 322 mil pessoas que saíram da capital, 18% procuram
Guarulhos e 8% Itaquaquecetuba (Tabela 16).
Guarulhos, por sua vez, recebeu uma população superior a 65 mil pessoas, das quais
90% saíram de São Paulo. No tocante aos mais de 20 mil habitantes que de lá se mudaram,
São Paulo, Itaquaquecetuba e Arujá configuram-se como destino de 30%, 20% e 14% de seus
imigrantes, respectivamente (Tabela 16).
Região Metropolitana de São Paulo
44
Tabela 16: Fluxos Migratórios Intrarregionais Numericamente mais Importantes
Região Metropolitana de São Paulo
1995/2000
Imigrantes
Destino
Municípios
Arujá
Barueri
Caieiras
Cajamar
n
%
Municípios
n
%
São Paulo
4.060
43,62
Itaquaquecetuba
688
21,03
Guarulhos
2.933
31,51
Guarulhos
534
16,33
Itaquaquecetuba
1.092
11,73
Santa Isabel
445
13,60
Outros
1.223
13,14
Outros
1.604
49,04
Total
9.308 100,00 Total
3.271 100,00
São Paulo
5.627
32,55
Santana de Parnaíba
2.514
25,12
Osasco
5.289
30,59
Jandira
1.720
17,19
Carapicuíba
3.104
17,95
Osasco
1.250
12,49
Outros
3.269
18,91
Outros
4.523
45,20
Total
Biritiba Mirim
Emigrantes
17.289 100,00 Total
10.007 100,00
Mogi das Cruzes
868
38,84
Mogi das Cruzes
563
60,28
São Paulo
737
32,98
Salesópolis
199
21,31
Salesópolis
356
15,93
Suzano
57
6,10
Outros
274
12,26
Outros
115
12,31
Total
São Paulo
2.235 100,00 Total
8.265 75,27 Franco da Rocha
934 100,00
516 36,41
Franco da Rocha
1.123
10,23
São Paulo
364
25,69
Francisco Morato
660
6,01
Francisco Morato
124
8,75
Outros
933
8,50
Outros
413
29,15
Total
São Paulo
10.981 100,00 Total
2.352 62,75 Santana de Parnaíba
1.417 100,00
685 54,41
Santana de Parnaíba
418
11,15
São Paulo
163
12,95
Osasco
334
8,91
Osasco
117
9,29
Outros
644
17,18
Outros
294
23,35
Total
3.748 100,00 Total
Região Metropolitana de São Paulo
1.259 100,00
45
Imigrantes
Destino
Municípios
Carapicuíba
Cotia
Osasco
n
8.650
%
42,44
Osasco
n
4.243
%
27,58
São Paulo
7.195
35,30
Barueri
3.104
20,17
Barueri
1.244
6,10
Itapevi
2.699
17,54
Outros
3.294
16,16
Outros
5.340
34,71
Total
São Paulo
Osasco
Carapicuíba
Outros
Diadema
Total
São Paulo
São Bernardo Campo
Santo André
Outros
Embu
Total
São Paulo
Taboão da Serra
Itapecerica da Serra
Outros
Embu-Guaçu
Ferraz Vasconcelos
Emigrantes
Total
São Paulo
Municípios
20.383 100,00 Total
11.927 74,41 São Paulo
15.386 100,00
875 19,17
1.107
6,91
Vargem Grande Pta
870
19,06
811
5,06
Itapevi
623
13,65
2.183
13,62
Outros
2.197
48,13
16.028 100,00 Total
11.639 68,09 São Bernardo Campo
4.565 100,00
9.523 56,55
3.191
18,67
São Paulo
2.173
12,90
713
4,17
Santo André
1.185
7,04
1.550
9,07
Outros
3.958
23,50
17.093 100,00 Total
8.570 64,78 Taboão da Serra
16.839 100,00
2.261 33,49
2.220
16,78
Itapecerica da Serra
1.289
19,09
697
5,27
São Paulo
1.018
15,08
1.743
13,17
Outros
2.184
32,35
13.230 100,00 Total
3.224 79,10 São Paulo
6.752 100,00
301 27,84
Taboão da Serra
166
4,07
Itapecerica da Serra
228
21,09
Osasco
130
3,19
São Bernardo Campo
174
16,10
Outros
556
13,64
Outros
378
34,97
Total
São Paulo
4.076 100,00 Total
15.525 82,93 Poá
1.081 100,00
1.438 27,61
Poá
957
5,11
Suzano
1.175
22,56
Suzano
548
2,93
São Paulo
1.032
19,82
1.690
9,03
Outros
1.563
30,01
Outros
Total
18.720 100,00 Total
Região Metropolitana de São Paulo
5.208 100,00
46
1995/2000
Imigrantes
Destino
Francisco Morato
Municípios
São Paulo
n
9.721
%
75,95
Municípios
Franco da Rocha
Franco da Rocha
651
5,09
Osasco
629
1.799
Outros
Franco da Rocha
Guararema
Guarulhos
Total
São Paulo
%
26,03
Caieiras
660
22,40
4,91
São Paulo
525
17,81
14,05
Outros
995
33,76
12.800 100,00 Total
6.645 68,02 Caieiras
2.947 100,00
1.123 35,25
767
7,85
Francisco Morato
651
20,43
Caieiras
516
5,28
São Paulo
493
15,47
Outros
1.841
18,85
Outros
919
28,84
Total
São Paulo
9.769 100,00 Total
1.225 62,21 Mogi das Cruzes
3.186 100,00
219 31,74
Mogi das Cruzes
199
10,11
São Paulo
123
17,83
Suzano
128
6,50
Santa Isabel
109
15,80
Outros
417
21,18
Outros
239
34,64
Total
São Paulo
1.969 100,00 Total
59.111 90,42 São Paulo
690 100,00
6.340 30,43
Osasco
898
1,37
Itaquaquecetuba
4.253
20,41
Itaquaquecetuba
678
1,04
Arujá
2.933
14,08
4.685
7,17
Outros
7.308
35,08
Total
São Paulo
Embu
Taboão da Serra
Outros
Itapevi
n
767
Francisco Morato
Outros
Itapecerica da Serra
Emigrantes
Total
São Paulo
65.372 100,00 Total
9.677 74,78 Embu
20.834 100,00
697 30,50
1.289
9,96
São Paulo
561
24,55
387
2,99
Francisco Morato
122
5,34
1.587
12,26
Outros
905
39,61
12.940 100,00 Total
6.457 36,17 Jandira
2.285 100,00
1.211 25,54
Osasco
3.585
20,08
Osasco
948
20,00
Carapicuíba
2.699
15,12
Barueri
878
18,52
Outros
5.110
28,63
Outros
1.704
35,94
Total
17.851 100,00 Total
Região Metropolitana de São Paulo
4.741 100,00
47
1995/2000
Imigrantes
Destino
Itaquaquecetuba
Jandira
Juquitiba
Mairiporã
Mauá
Mogi das Cruzes
Municípios
São Paulo
Emigrantes
n
25.844
%
72,22
Suzano
n
1.497
%
20,18
Guarulhos
4.253
11,88
São Paulo
1.431
19,29
Suzano
1.522
4,25
Arujá
1.092
14,72
Outros
4.168
11,65
Outros
3.397
45,80
Total
São Paulo
Municípios
35.787 100,00 Total
2.763 28,58 Itapevi
7.417 100,00
1.747 40,13
Osasco
2.179
22,54
Barueri
801
18,40
Barueri
1.720
17,79
Carapicuíba
482
11,07
Outros
3.004
31,08
Outros
1.323
30,39
Total
São Paulo
9.666 100,00 Total
991 58,85 São Lourenço Serra
São Lourenço Serra
161
9,56
São Paulo
Taboão da Serra
117
6,95
Itapecerica Serra
Outros
415
24,64
Outros
Total
São Paulo
1.684 100,00 Total
5.183 85,67 São Paulo
4.353 100,00
186 29,25
104
16,35
86
13,52
260
40,88
636 100,00
339 30,99
Guarulhos
370
6,12
Franco da Rocha
221
20,20
Franco da Rocha
118
1,95
Guarulhos
212
19,38
Outros
379
6,26
Outros
322
29,43
Total
Santo André
6.050 100,00 Total
7.480 37,46 Santo André
1.094 100,00
3.236 29,79
São Paulo
6.402
32,06
Ribeirão Pires
2.534
23,33
Ribeirão Pires
1.100
5,51
São Bernardo Campo
1.121
10,32
Outros
4.984
24,96
Outros
3.971
36,56
Total
São Paulo
Suzano
Itaquaquecetuba
Outros
Total
19.966 100,00 Total
9.633 55,95 Suzano
2.429
14,11
São Paulo
835
4,85
Biritiba Mirim
4.321
25,10
Outros
17.218 100,00 Total
Região Metropolitana de São Paulo
10.862 100,00
1.469 22,63
1.341
20,66
868
13,37
2.813
43,34
6.491 100,00
48
1995/2000
Imigrantes
Destino
Osasco
Pirapora Bom Jesus
Poá
Ribeirão Pires
Rio Grande da Serra
Salesópolis
Municípios
São Paulo
Emigrantes
n
19.194
%
65,85
Municípios
Carapicuíba
n
8.650
%
25,26
Carapicuíba
4.243
14,56
Barueri
5.289
15,44
Barueri
1.250
4,29
São Paulo
5.082
14,84
Outros
4.459
15,30
Outros
15.229
44,46
Total
Barueri
29.146 100,00 Total
428 31,08 São Paulo
34.250 100,00
65 31,55
Osasco
324
23,53
Carapicuíba
58
28,16
São Paulo
297
21,57
Osasco
52
25,24
Outros
328
23,82
Outros
31
15,05
Total
São Paulo
1.377 100,00 Total
6.224 59,59 Suzano
206 100,00
1.192 25,62
Ferraz de Vasconcelos
1.438
13,77
Itaquaquecetuba
1.069
22,98
Suzano
1.047
10,02
Ferraz de Vasconcelos
957
20,57
Outros
1.736
16,62
Outros
1.434
30,83
Total
Mauá
10.445 100,00 Total
2.534 32,17 Suzano
Santo André
1.552
19,71
Mauá
São Paulo
1.330
16,89
Rio Grande da Serra
Outros
2.460
31,23
Outros
Total
Ribeirão Pires
7.876 100,00 Total
720 27,05 Ribeirão Pires
4.652 100,00
1.127 22,07
1.100
21,54
720
14,10
2.160
42,29
5.107 100,00
904 52,77
Santo André
704
26,45
Suzano
189
11,03
São Paulo
435
16,34
Santo André
154
8,99
Outros
803
30,17
Outros
466
27,20
Total
Mogi das Cruzes
2.662 100,00 Total
433 37,68 Biritiba Mirim
São Paulo
272
23,67
Mogi das Cruzes
Biritiba Mirim
199
17,32
Outros
245
21,32
Total
1.713 100,00
356 44,44
261
32,58
Suzano
63
7,87
Outros
121
15,11
1.149 100,00 Total
Região Metropolitana de São Paulo
801 100,00
49
1995/2000
Imigrantes
Destino
Santa Isabel
Santana de Parnaíba
Santo André
São Bernardo Campo
São Caetano do Sul
Municípios
São Paulo
n
1.611
%
46,35
Arujá
Guarulhos
647
18,61
Arujá
445
Outros
773
Municípios
n
314
%
30,72
Itaquaquecetuba
216
21,14
12,80
Guarulhos
122
11,94
22,24
Outros
370
36,20
Total
São Paulo
3.476 100,00 Total
6.963 48,09 Barueri
Osasco
2.765
19,10
Cajamar
418
25,12
Barueri
2.514
17,36
São Paulo
155
9,31
Outros
2.237
15,45
Outros
600
36,06
Total
São Paulo
14.479 100,00 Total
12.437 40,99 São Bernardo Campo
1.022 100,00
491 29,51
1.664 100,00
8.475 27,48
São Bernardo Campo
6.591
21,72
Mauá
7.480
24,25
São Caetano do Sul
4.781
15,76
São Paulo
4.953
16,06
Outros
6.535
21,54
Outros
9.933
32,21
Total
São Paulo
30.344 100,00 Total
18.200 42,00 Santo André
30.841 100,00
6.591 33,45
Diadema
9.523
21,98
São Paulo
4.331
21,98
Santo André
8.475
19,56
Diadema
3.191
16,19
Outros
7.134
16,46
Outros
5.593
28,38
Total
São Paulo
43.332 100,00 Total
5.707 51,07 Santo André
19.706 100,00
4.781 33,09
Santo André
2.957
26,46
São Bernardo Campo
3.257
22,54
São Bernardo Campo
1.723
15,42
São Paulo
2.642
18,29
787
7,04
Outros
3.768
26,08
Outros
São Lourenço da Serra
Emigrantes
Total
São Paulo
Juquitiba
11.174 100,00 Total
435 49,21 Juquitiba
14.448 100,00
161 42,82
186
21,04
Embu
85
22,61
69
7,81
Itapecerica da Serra
55
14,63
Outros
194
21,95
Outros
75
19,95
Total
884 100,00 Total
Itapecerica da Serra
Região Metropolitana de São Paulo
376 100,00
50
1995/2000
Imigrantes
Destino
São Paulo
Suzano
Taboão da Serra
Municípios
Guarulhos
n
6.340
%
14,98
Municípios
Guarulhos
n
59.111
%
18,32
Osasco
5.082
12,01
Itaquaquecetuba
25.844
8,01
Santo André
4.953
11,70
Osasco
19.194
5,95
Outros
25.948
61,31
Outros
218.479
67,72
Total
São Paulo
42.323 100,00 Total
13.517 54,42 Mogi das Cruzes
322.628 100,00
2.429 29,41
Santo André
1.635
6,58
Itaquaquecetuba
1.522
18,43
Itaquaquecetuba
1.497
6,03
Poá
1.047
12,68
Outros
8.190
32,97
Outros
3.260
39,48
Total
São Paulo
Embu
Vargem Grande Paulista
Emigrantes
24.839 100,00 Total
11.597 76,86 Embu
2.261
14,99
São Paulo
Osasco
275
1,82
Cotia
Outros
955
6,33
Outros
Total
São Paulo
15.088 100,00 Total
1.636 51,89 Cotia
Cotia
870
27,59
São Paulo
Osasco
228
7,23
Outros
419
13,29
Total
8.258 100,00
2.220 30,46
2.116
29,03
406
5,57
2.547
34,94
7.289 100,00
319 45,97
131
18,88
Suzano
68
9,80
Outros
176
25,36
3.153 100,00 Total
694 100,00
Fonte: Fundação IBGE. Censo Demográfico de 2000 (tabulações especiais).
Região Metropolitana de São Paulo
51
Estrutura Etária – Região Metropolitana de São Paulo
Estrutura Etária - Região Metropolitana de São Paulo - 2000
Homens
Mulheres
80 anos e mais
75 a 79 anos
70 a 74 anos
65 a 69 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
25 a 29 anos
20 a 24 anos
15 a 19 anos
10 a 14 anos
5 a 9 anos
0a4
6,00
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
De modo geral, a estrutura etária da Região Metropolitana de São Paulo tende a parecer
bastante com a estrutura etária do município-sede, na medida em que São Paulo concentra
mais de 54% da população da Região (Tabela 8). A base um pouco mais estreita da pirâmide
se reporta a taxas mais baixas de fecundidade para o ano de 2000. A cúspide, por sua vez,
aponta para uma maior presença de idosos na população, sendo que o peso da população
feminina é maior que a masculina, nesse grupo, o que resulta de uma mortalidade diferencial
por sexo.
O fato de a pirâmide ser mais larga no meio, principalmente entre a faixa dos 10 aos 24
anos, revela altas taxas de fecundidade das gerações anteriores. É importante ressaltar ainda,
que a concentração da população no grupo adulto indica a predominância da população em
idade ativa (PIA) e, por conseguinte, uma razão de dependência equilibrada.
Entretanto, as estruturas etárias de Embu, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato,
Jandira, Juquitiba e Pirapora do Bom Jesus também merecem destaque por apresentarem
pirâmides etárias cujas bases são bastante largas e as cúspides mais estreitas, de modo a
indicar maiores taxas de fecundidade e menor presença de idosos. Ao contrário, as pirâmides
de Santo André e São Caetano do Sul mostram bases estreitas e cúspides mais largas,
apontando para menores taxas de fecundidade e maior envelhecimento populacional.
Região Metropolitana de São Paulo
52
Estrutura Etária - Barueri - 2000
Estrutua Etária - Biritiba-Mirim - 2000
Estrutura Etária - Arujá - 2000
Homens
Homens
Mulheres
Homens
Mulheres
80 anos e mais
80 anos e mais
75 a 79 anos
75 a 79 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
5 a 9 anos
5 a 9 anos
0 a 4 anos
0 a 4 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
25 a 29 anos
6,00
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
5 a 9 anos
0 a 4 anos
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
Homens
Mulheres
Homens
80 anos e mais
80 anos e mais
75 a 79 anos
75 a 79 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
5 a 9 anos
5 a 9 anos
0 a 4 anos
0 a 4 anos
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
0,00
2,00
4,00
6,00
Estrutura Etária - Carapicuíba - 2000
75 a 79 anos
4,00
2,00
Mulheres
80 anos e mais
6,00
4,00
Estrutura Etária - Cajamar - 2000
Estrutura Etária - Caieiras - 2000
Homens
Mulheres
80 anos e mais
75 a 79 anos
Mulheres
5 a 9 anos
0 a 4 anos
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
Fonte: FIBGE, Censo Demográfico 2000.
Região Metropolitana de São Paulo
53
Homens
Estrutura Etária - Embu - 2000
Estrutura Etária - Diadema - 2000
Estrutura Etária - Cotia - 2000
Homens
Mulheres
Homens
Mulheres
80 anos e mais
80 anos e mais
80 anos e mais
75 a 79 anos
75 a 79 anos
75 a 79 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
5 a 9 anos
5 a 9 anos
6,00
5 a 9 anos
0 a 4 anos
0 a 4 anos
0 a 4 anos
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
Mulheres
Homens
Homens
80 anos e mais
75 a 79 anos
75 a 79 anos
75 a 79 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
5 a 9 anos
5 a 9 anos
5 a 9 anos
0a 4 anos
0 a 4 anos
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
0,00
2,00
4,00
6,00
4,00
6,00
Estrutura Etária - Francisco Morato - 2000
80 anos e mais
4,00
2,00
Mulheres
80 anos e mais
6,00
4,00
Estrutura Etária - Ferraz de Vasconcelos
Estrutura Etária - Embu Guaçu - 2000
Homens
Mulheres
Mulheres
0 a 4 anos
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
4,00
2,00
0,00
2,00
Fonte: FIBGE, Censo Demográfico 2000.
Região Metropolitana de São Paulo
54
Homens
Estrutura Etária - Guarulhos - 2000
Estrutura Etária - Guararema - 2000
Estrutura Etária - Franco da Rocha - 2000
Homens
Mulheres
Homens
Mulheres
80 anos e mais
80 anos e mais
75 a 79 anos
75 a 79 anos
75 a 79 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
5 a 9 anos
5 a 9 anos
0 a 4 anos
0 a 4 anos
80 anos e mais
6,00
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
5 a 9 anos
0 a 4 anos
6,00
4,00
2,00
Estrutura Etária - Itapecirica da Serra - 2000
Homens
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
Homens
Homens
75 a 79 anos
75 a 79 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
5 a 9 anos
5 a 9 anos
2,00
4,00
6,00
6,00
4,00
6,00
Mulheres
5 a 9 anos
0 a 4 anos
0 a 4 anos
0,00
2,00
80 anos e mais
75 a 79 anos
2,00
0,00
Estrutura Etária - Itaquaquecetuba - 2000
80 anos e mais
4,00
2,00
Mulheres
80 anos e mais
6,00
4,00
Estrutura Etária - Itapevi - 2000
Mulheres
0 a 4 anos
Mulheres
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
Fonte: FIBGE, Censo Demográfico 2000.
Região Metropolitana de São Paulo
55
Estrutura Etária - Juquitiba - 2000
Estrutura Etária - Jandira - 2000
Homens
Mulheres
Homens
Estrutura Etária - Mairiporã - 2000
Mulheres
Homens
80 anos e mais
80 anos e mais
80 anos e mais
75 a 79 anos
75 a 79 anos
75 a 79 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
5 a 9 anos
5 a 9 anos
0 a 4 anos
0 a 4 anos
6,00
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
Mulheres
5 a 9 anos
0 a 4 anos
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
4,00
6,00
Estrutura Etária - Mogi das Cruzes - 2000
Estrutura Etária - Mauá - 2000
Estrutura Etária - Osasco - 2000
Homens
Homens
Mulheres
Mulheres
Homens
80 anos e mais
80 anos e mais
75 a 79 anos
75 a 79 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
5 a 9 anos
5 a 9 anos
0 a 4 anos
0 a 4 anos
6,00
Mulheres
80 anos e mais
75 a 79 anos
70 a 74 anos
65 a 69 anos
60 a 64 anos
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
5 a 9 anos
0 a 4 anos
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
4,00
2,00
0,00
2,00
Fonte: FIBGE, Censo Demográfico 2000.
Região Metropolitana de São Paulo
56
Homens
Estrutura Etária - Ribeirão Pires - 2000
Estrutura Etária - Poá - 2000
Estrutura Etária - Pirapora do Bom Jesus - 2000
Mulheres
Homens
Homens
Mulheres
80 anos e mais
80 anos e mais
80 anos e mais
75 a 79 anos
75 a 79 anos
75 a 79 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
5 a 9 anos
5 a 9 anos
5 a 9 anos
0 a 4 anos
0 a 4 anos
6,00
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
0 a 4 anos
6,00
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
Mulheres
Homens
Homens
80 anos e mais
75 a 79 anos
75 a 79 anos
75 a 79 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
5 a 9 anos
5 a 9 anos
5 a 9 anos
0 a 4 anos
0 a 4 anos
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
0,00
2,00
4,00
6,00
Estrutura Etária - Santa Isabel - 2000
80 anos e mais
4,00
2,00
Mulheres
80 anos e mais
6,00
4,00
Estrutura Etária - Salesópolis - 2000
Estrutura Etária - Rio Grande da Serra - 2000
Homens
Mulheres
Mulheres
0 a 4 anos
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
Fonte: FIBGE, Censo Demográfico 2000.
Região Metropolitana de São Paulo
57
Estrutura Etária - Santana do Parnaíba - 2000
Homens
Estrutura Etária - Santo André - 2000
Mulheres
Homens
Estrutura Etária - São Bernardo do Campo - 2000
Mulheres
Homens
80 anos e mais
80 anos e mais
80 anos e mais
75 a 79 anos
75 a 79 anos
75 a 79 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
5 a 9 anos
5 a 9 anos
0 a 4 anos
0 a 4 anos
6,00
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
5 a 9 anos
0 a 4 anos
6,00
4,00
Estrutura Etária - São Caetano do Sul - 2000
Homens
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
Homens
Homens
75 a 79 anos
75 a 79 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
5 a 9 anos
5 a 9 anos
0,00
2,00
4,00
6,00
2,00
4,00
6,00
Mulheres
80 anos e mais
75 a 79 anos
70 a 74 anos
65 a 69 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
5 a 9 anos
0 a 4 anos
2,00
0,00
Estrutura Etária - São Paulo - 2000
80 anos e mais
4,00
2,00
Mulheres
80 anos e mais
6,00
4,00
Estrutura Etária - São Lourenço da Serra - 2000
Mulheres
0 a 4 anos
Mulheres
0 a 4 anos
6,00
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
Fonte: FIBGE, Censo Demográfico 2000.
Região Metropolitana de São Paulo
58
Estrutura Etária - Suzano - 2000
Homens
Estrutura Etária - Taboão da Serra - 2000
Mulheres
Homens
Estrutura Etária - Vargem Grande Paulista - 2000
Mulheres
Homens
80 anos e mais
80 anos e mais
80 anos e mais
75 a 79 anos
75 a 79 anos
75 a 79 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
70 a 74 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
65 a 69 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
60 a 64 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
55 a 59 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
50 a 54 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
45 a 49 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
35 a 39 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
30 a 34 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
25 a 29 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
20 a 24 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
15 a 19 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
10 a 14 anos
5 a 9 anos
5 a 9 anos
0 a 4 anos
0 a 4 anos
6,00
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
Mulheres
5 a 9 anos
0 a 4 anos
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
6,00
4,00
2,00
0,00
2,00
4,00
6,00
Fonte: FIBGE, Censo Demográfico 2000.
Região Metropolitana de São Paulo
59
Bibliografia
BÓGUS, L. M. M. et al. Processos migratórios no estado de São Paulo. In: VII
ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDOS POPULACIONAIS, 1990, Caxambu. Anais
…, ABEP, 1990.
JANNUZZI, P.M. Redistribuição regional da população no interior paulista nos anos 80:
Em busca dos determinantes estruturais do fenômeno. Texto NEPO 34, Campinas,
1998.
LANGENBUCH, J. R. A estruturação da grande São Paulo: estudo de geografia
urbana. Rio de Janeiro: IBGE, 1971.
NEGRI, B. As políticas de descentralização industrial e o processo de interiorização
em São Paulo: 1975–1985. In: TARTAGLIA, J. C., OLIVEIRA, O. L.(orgs).
Modernização e desenvolvimento no interior de São Paulo. São Paulo: UNESP,
1988. p.11–38.
Região Metropolitana de São Paulo
60
ANEXO I - Municípios da Região Metropolitana de São Paulo
1-
Arujá
21 - Mairiporã
2-
Barueri
22 - Mauá
3-
Biritiba-Mirim
23 - Mogi das Cruzes
4-
Caieiras
24 - Osasco
5-
Cajamar
25 - Pirapora do Bom Jesus
6-
Carapicuíba
26 - Poá
7-
Cotia
27 - Ribeirão Pires
8-
Diadema
28 - Rio Grande da Serra
9-
Embu
29 - Salesópolis
10 -
Embu-Guaçu
30 - Santa Isabel
11 -
Ferraz de Vasconcelos
31 - Santana de Parnaíba
12 -
Francisco Morato
32 - Santo André
13 -
Franco da Rocha
33 - São Bernardo do Campo
14 -
Guararema
34 - São Caetano do Sul
15 -
Guarulhos
35 - São Lourenço da Serra
16 -
Itapecerica da Serra
36 - São Paulo
17 -
Itapevi
37 - Suzano
18 -
Itaquaquecetuba
38 - Taboão da Serra
19 -
Jandira
39 - Vargem Grande Paulista
20 -
Juquitiba
Região Metropolitana de São Paulo
61
Região Metropolitana de São Paulo
62
Capítulo 3 – A Questão Social da Região Metropolitana de São Paulo11
Introdução
A análise da questão social nas espacialidades estudadas no Estado de São
Paulo concentra-se em três vertentes.
A primeira tem por objeto a pobreza e a desigualdade, indicando as tendências
observadas entre os anos 1991 e 2000, com base nos dados censitários, que são os
únicos disponíveis para a análise dessas regiões; bem como evidenciando para esses
períodos as desigualdades entre as regiões analisadas.
A segunda toma por objeto as mudanças na família e as mudanças na provisão
familiar nesse período, relacionando-as a mudanças demográficas e a mudanças no
papel da mulher na sociedade, dando destaque ao aumento da participação desta no
mercado de trabalho e na responsabilidade pela manutenção do domicílio.
Nesta vertente ressalta-se a importância do conhecimento das mudanças na
família e no domicílio como elementos importantes para o planejamento e
implementação de políticas de proteção social. O destaque é dado à política de
transferência de renda, que tem a família como principal unidade de referência.
A terceira vertente trata das políticas sociais, privilegiando quatro aspectos,
quais sejam, identificar nas distintas espacialidades o perfil da recente política de
transferência de renda, os programas de apoio ao migrante pobre, o acesso e a
qualidade dos serviços básicos de educação e de saúde.
1 - Renda, Pobreza e Desigualdade na Região Metropolitana de São Paulo
Renda e população
A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), com uma população que
concentra quase a metade da do estado, respondia, em 2005, por 57% do PIB
estadual. Em termos de renda, no ano 2000, a RMSP se destacava por possuir a
maior renda domiciliar per capita (R$ 506,9), inclusive maior que a estadual (14,7%
11
Ficha Técnica: Coordenação: Lilia Montali, Coordenação Adjunta: Eugenia Troncoso Leone e
Stella Barberá da Silva Telles, Assistentes de pesquisa: Fabiana de Andrade, Luciana Ramirez
Cruz, Marcelo Tavares de Lima e Alessandra Scalioni Brito, Auxiliares de Pesquisa: Bruno
Martins de Oliveira e Edina Paula Souza
Região Metropolitana de São Paulo
63
superior).
Sua renda era também maior que às das outras duas regiões
metropolitanas do estado de São Paulo, Campinas e Baixada Santista. Gráfico 1.
Gráfico 1:
Renda Domiciliar per capita.
Estado de São Paulo, Regiões Metropolitanas e Pólos Regionais, 2000.
RENDA DOMICILIAR PER CAPITA - 2000
76,5
84,3
85,3
92,4
94,0
95,6
96,5
98,7
100,0
108,4
114,7
Pres.
Prudente
Araçatuba
Sorocaba
Bauru
S. José Rio
Preto
S. José
Campos
Ribeirão
Preto
RM Baix.
Santista
Est. São
Paulo
RM
Campinas
RM São
Paulo
Fonte: Censo Demográfico, 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos
do Estado de São Paulo – Desigualdade e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP – FINEP.
Com efeito, em 2000, a RMSP participava com 55,4% da renda domiciliar do
estado, enquanto as regiões metropolitanas de Campinas e Baixada Santista
participavam com apenas 6,9% e 3,9%, respectivamente. Na década de 90 a taxa
anual de crescimento da renda domiciliar total da RMSP foi de 3,2% ao ano e a da
população de 1,7% ao ano12. Verifica-se que ambas as taxas foram pouco inferiores
às verificadas para o estado (Ver capítulo 3, item 1.).
Ao analisar o que ocorreu com a renda domiciliar no interior da RMSP, com
base nos seus municípios ordenados de maior a menor em função de sua renda
domiciliar per capita em 2000 e atribuindo o valor 100 à renda domiciliar per capita e à
12
Como salientado no capítulo 3, item 1- Relatório Consolidado, é difícil a partir dos dados do
censo avaliar o verdadeiro desempenho da economia paulista na década de 90, pois o ano de
1991 foi de atividade econômica muito baixa e a do ano 2000 razoável, o que leva a
superestimar o verdadeiro desempenho desta economia na década de 90.
Região Metropolitana de São Paulo
64
população da RMSP, o primeiro que se destaca é o elevado tamanho da população do
município de São Paulo, concentrando 58,3% da população da RMSP. Observa-se,
também, que o município de São Paulo, assim com os municípios relativamente
menores de São Caetano do Sul, Santana de Parnaíba e Santo André possuíam
renda domiciliar per capita superior à da RMSP. A renda per capita de São Caetano
do Sul era a maior (64% acima da média da RMSP). Deve-se lembrar que este
município juntamente com os de Santo André e de São Bernardo do Campo,
constitui o denominado ABC paulista, região tradicionalmente industrial do estado de
São Paulo. A renda domiciliar per capita de São Bernardo do Campo era pouco
inferior à da RMSP. O município de Francisco Morato apresentou a menor renda per
capita.
Como mencionado, entre 1991 e 2000, a renda domiciliar total da RMSP
cresceu 3,2% ao ano enquanto a população cresceu a um ritmo de 1,7% ao ano.
Merece registro, o fato dos municípios de São Caetano do Sul, São Paulo, Santo
André, Osasco e Santa Isabel apresentarem taxas de crescimento populacional
inferiores à média da metrópole. Todos os outros municípios cresceram acima da
média. Contudo, os municípios que mais cresceram em termos populacionais estão
entre os que têm menor peso na população da RMSP (Francisco Morato,
Itaquaquecetuba, Itapevi, Juquitiba, Suzano, Itapecerica da Serra, Vargem
Grande Paulista, Cajamar, Embu-Guaçu, Arujá e Mariporã). Os municípios de
Guarulhos e São Bernardo do Campo que não são tão pequenos apresentaram
também razoável crescimento populacional na década. Quanto à renda domiciliar total
todos os municípios mostraram taxas de crescimento positivas na década. Os
destaques foram para Santana de Parnaíba com um crescimento de 11,7% ao ano e
Vargem Grande Paulista com 10,1%, mas este último a partir de um patamar bem
menor de renda que Santana de Parnaíba. Estes municípios registraram taxas de
crescimento razoáveis, tanto de sua população como de sua renda. Outros destaques,
onde houve crescimento simultâneo de população e de renda são: Mariporã (4,6% ao
ano a população e 6,0% ao ano a renda total), Caieiras (6,9% e 8,4%,
respectivamente), Embu-Guaçu (5,0% e 8,0%), Jandira (4,3% e 8,0%), e Pirapora
de Bom Jesus (5,0 e 8,3%). Com crescimento expressivo de renda domiciliar per
capita e relativamente pouco crescimento de população destaca-se o município de
Guararema (2,3% ao ano a população e 7,9% ao ano a renda domiciliar total).
Região Metropolitana de São Paulo
65
Tabela 1: Renda domiciliar per capita, população e taxas de crescimento anual
Região Metropolitana de São Paulo e Municípios
19910-2000
taxa variação anual 1991-2000
Região Metropolitana de São Paulo e
Municípios
Região Metropolitana de São Paulo
São Caetano do Sul
Santana de Parnaíba
São Paulo
Santo André
São Bernardo do Campo
Barueri
Cotia
Mairiporã
Osasco
Moji das Cruzes
Ribeirão Pires
Taboão da Serra
Guararema
Guarulhos
Arujá
Caieiras
Poá
Cajamar
Embu-Guaçu
Vargem Grande Paulista
Diadema
Jandira
Suzano
Itapecerica da Serra
Carapicuíba
Mauá
Santa Isabel
Salesópolis
São Lourenço da Serra
Franco da Rocha
Embu
Biritiba-Mirim
Pirapora do Bom Jesus
Ferraz de Vasconcelos
Juquitiba
Itapevi
Rio Grande da Serra
Itaquaquecetuba
Francisco Morato
Renda
domiciliar per
capita 2000
100,0
164,0
154,2
120,5
101,9
99,7
97,5
85,6
84,5
77,1
76,2
71,5
70,5
70,4
68,0
66,8
63,3
59,7
58,7
58,7
58,5
57,9
57,3
57,2
54,8
54,5
54,2
54,0
51,4
48,8
48,6
48,4
47,8
46,7
43,7
42,1
40,9
38,9
38,1
34,7
População
2000
População
100,0
0,8
0,4
58,3
3,6
3,9
1,2
0,8
0,3
3,7
1,9
0,6
1,1
0,1
6,0
0,3
0,4
0,5
0,3
0,3
0,2
2,0
0,5
1,3
0,7
1,9
2,0
0,2
0,1
0,1
0,6
1,2
0,1
0,1
0,8
0,1
0,9
0,2
1,5
0,8
1,7
(-5,7)
7,5
0,9
0,5
2,5
5,4
3,6
4,6
1,6
2,2
2,3
2,3
2,3
3,5
5,2
6,9
2,6
4,7
5,0
8,5
1,7
4,3
4,2
3,7
2,1
2,4
1,5
2,6
2,6
3,1
3,6
5,0
4,5
3,0
4,6
2,4
5,8
5,3
renda domiciliar
total
3,2
4,1
11,7
2,9
2,9
3,3
8,6
5,3
6,0
3,3
4,7
3,9
3,6
7,9
4,7
7,1
8,4
5,3
8,3
8,0
10,1
2,4
8,0
5,4
2,1
2,4
2,7
5,7
6,8
2,5
1,7
5,7
8,3
5,8
6,7
6,8
2,3
6,5
2,8
Fonte: Censo Demográfico 1991, 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos
Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMPFINEP.
Região Metropolitana de São Paulo
66
Como mencionado, entre 1991 e 2000, a renda domiciliar total da RMSP
cresceu 3,2% ao ano enquanto a população cresceu a um ritmo de 1,7% ao ano.
Merece registro, o fato dos municípios de São Caetano do Sul, São Paulo, Santo
André, Osasco e Santa Isabel apresentarem taxas de crescimento populacional
inferiores à média da metrópole. Todos os outros municípios cresceram acima da
média. Contudo, os municípios que mais cresceram em termos populacionais estão
entre os que têm menor peso na população da RMSP (Francisco Morato,
Itaquaquecetuba, Itapevi, Juquitiba, Suzano, Itapecerica da Serra, Vargem
Grande Paulista, Cajamar, Embu-Guaçu, Arujá e Mariporã). Os municípios de
Guarulhos e São Bernardo do Campo que não são tão pequenos apresentaram
também razoável crescimento populacional na década. Quanto à renda domiciliar total
todos os municípios mostraram taxas de crescimento positivas na década. Os
destaques foram para Santana de Parnaíba com um crescimento de 11,7% ao ano e
Vargem Grande Paulista com 10,1%, mas este último a partir de um patamar bem
menor de renda que Santana de Parnaíba. Estes municípios registraram taxas de
crescimento razoáveis, tanto de sua população como de sua renda. Outros destaques,
onde houve crescimento simultâneo de população e de renda são: Mariporã (4,6% ao
ano a população e 6,0% ao ano a renda total), Caieiras (6,9% e 8,4%,
respectivamente), Embu-Guaçu (5,0% e 8,0%), Jandira (4,3% e 8,0%), e Pirapora
de Bom Jesus (5,0 e 8,3%). Com crescimento expressivo de renda domiciliar per
capita e relativamente pouco crescimento de população destaca-se o município de
Guararema (2,3% ao ano a população e 7,9% ao ano a renda domiciliar total).
Pobreza, desigualdade e concentração de renda
A proporção de pobres aumentou na década de 90 na RMSP de 9,5% para
13,4%. O gráfico 2 a seguir mostra a situação de pobreza da RMSP no ano de 2000
em comparação às outras duas regiões metropolitanas, os pólos regionais e o estado
de São Paulo. Em 2000 a proporção de pobres na RMSP era semelhante à do estado
de São Paulo e à da região metropolitana da Baixada Santista13.
13
Utilizou-se uma linha de pobreza de ½ salário mínimo de 2000 (R$ 75,50). Ver capítulo 3,
item 1 - Relatório Consolidado.
Região Metropolitana de São Paulo
67
Gráfico 2: Proporção de pobres. Estado de São Paulo, Regiões Metropolitanas e Pólos
Regionais, 2000.
% POBRES - 2000
9,8
10,1
RM
S. José Rio
Campinas
Preto
10,8
Ribeirão
Preto
11,9
Bauru
12,9
13,2
13,2
13,4
13,6
13,7
19,7
Araçatuba
S. José
Campos
Sorocaba
RM São
Paulo
Est. São
Paulo
RM Baix.
Santista
Pres.
Prudente
Fonte: Censo Demográfico, 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos
do Estado de São Paulo – Desigualdade e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP – FINEP.
No que diz respeito à desigualdade, o índice de Gini foi elevado na RMSP
(0,588) em 2000, bem como a relação entre as rendas médias dos 10% mais ricos e
dos 40% mais pobres (5,41). Assim, em termos de desigualdade, analogamente ao
verificado com a pobreza, a RMSP apresentava uma situação muito semelhante à
média estadual (Gráfico 3)14.
14
Esta semelhança com a média estadual é esperada pois a RMSP abrange quase metade da
população do estado de São Paulo.
Região Metropolitana de São Paulo
68
Gráfico 3:
Relação entre as rendas médias dos 10% mais ricos e os 40% mais pobres.
Estado de São Paulo, Regiões Metropolitanas e Pólos Regionais, 2000.
Relação rendas médias 10 % mais ricos e 40% mais pobres - 2000
3,69
4,09
4,19
S. José Rio RM Baixada
RM
Preto
Santista
Campinas
4,28
4,46
4,55
4,94
5,41
5,57
5,80
6,58
Sorocaba
S. José
Campos
Ribeirão
Preto
Bauru
RM São
Paulo
Est. São
Paulo
Araçatuba
Pres.
Prudente
Fonte: Censo Demográfico, 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos
do Estado de São Paulo – Desigualdade e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP – FINEP.
Quanto à concentração de renda, os 20% mais ricos da RMSP concentravam
62,9% da renda em 2000. Este valor é também muito próximo ao do estado de São
Paulo (Gráfico 4). Como mostrado no capítulo 3, item 1, na década de noventa houve
um aumento da concentração de renda da RMSP.
Região Metropolitana de São Paulo
69
Gráfico 4:
Renda apropriada pelos 20% mais ricos.
Estado de São Paulo, Regiões Metropolitanas e Pólos Regionais, 2000.
RENDA APROPRIADA PELOS 20% MAIS RICOS - 2000
58,3
59,2
59,5
59,5
RM Baix.
Santista
Sorocaba
RM
Campinas
S. José
Campos
60,5
61,9
62,4
62,9
63,0
65,6
66,0
Ribeirão
Preto
Bauru
S. José Rio
Preto
RM São
Paulo
Est. São
Paulo
Araçatuba
Pres.
Prudente
Fonte: Censo Demográfico, 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos
do Estado de São Paulo – Desigualdade e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP – FINEP.
Do ponto de vista dos municípios da RMSP, as situações de pobreza (% de
pobres), desigualdade (relação entre as rendas médias dos 10% mais ricos e 40%
mais pobres) e concentração (20% mais ricos) são ilustradas na Tabela 2.
Como os municípios estão ordenados conforme sua renda domiciliar per capita
de 2000, de maior a menor, o que se observa, em primeiro lugar é que existe, como
era de se esperar, uma correlação inversa entre renda per capita e proporção de
pobres. Ou seja, a proporção de pobres é em geral maior para aqueles municípios
com renda per capita menor. Ademais, nota-se que as proporções de pobres são
muito elevadas em 2000 e somente os municípios de São Caetano do Sul, São
Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo e Osasco tinham proporções de
pobres abaixo da média metropolitana que era de 13,4%. Contudo, alguns municípios
ainda que apresentem renda per capita razoável apresentam significativa proporção
de pobres. É o caso de Santana de Parnaíba que em 2000 tinha a segunda maior
renda domiciliar per capita (54,2% acima da média metropolitana), mas mesmo assim
a sua proporção de pobres era de 18,2% (5 pontos percentuais superior à da RMSP).
As piores situações de pobreza em 2000 são encontradas em Francisco Morato
(29,8% de pobres), São Lourenço da Serra (29%) e Itaquaquecetuba (26,7%).
Região Metropolitana de São Paulo
70
Tabela 2: Pobreza, Concentração e Desigualdade da Renda Domiciliar
Região Metropolitana de São Paulo e Municípios, 1991-2000
Região Metropolitana de São Paulo e municípios
% pobres
1991
Região Metropolitana de São Paulo
São Caetano do Sul
Santana de Parnaíba
São Paulo
Santo André
São Bernardo do Campo
Barueri
Cotia
Mairiporã
Osasco
Moji das Cruzes
Ribeirão Pires
Taboão da Serra
Guararema
Guarulhos
Arujá
Caieiras
Poá
Cajamar
Embu-Guaçu
Vargem Grande Paulista
Diadema
Jandira
Suzano
Itapecerica da Serra
Carapicuíba
Mauá
Santa Isabel
Salesópolis
São Lourenço da Serra
Franco da Rocha
Embu
Biritiba-Mirim
Pirapora do Bom Jesus
Ferraz de Vasconcelos
Juquitiba
Itapevi
Rio Grande da Serra
Itaquaquecetuba
Francisco Morato
9,2
4,6
18,9
7,7
6,5
7,6
12,5
11,5
14,4
9,3
16,2
10,7
9,2
28,5
10,6
19,1
9,2
13,6
15,0
17,7
18,1
10,0
13,7
15,3
14,4
10,2
10,7
22,9
26,5
11,4
12,7
26,9
29,3
19,2
39,3
25,1
18,1
20,4
15,8
2000
13,3
2,5
18,2
11,3
9,4
11,7
16,3
14,6
17,4
12,1
17,2
14,1
14,0
19,0
16,3
18,8
14,8
17,0
20,2
18,8
15,7
15,2
16,3
21,4
20,4
16,0
17,4
19,6
21,2
29,0
18,6
19,4
22,6
25,2
22,2
26,3
26,1
23,0
26,7
29,8
20% mais ricos
Relação entre as
rendas médias
dos 10% mais
ricos e 40% mais
pobres
1991
1991
58,3
62,8
78,7
63,7
50,9
60,0
56,7
55,8
58,7
42,1
47,2
42,9
39,2
38,4
41,6
47,1
36,1
26,4
27,5
29,9
36,5
29,6
18,5
37,6
47,6
29,1
27,1
21,5
28,6
28,2
35,7
33,8
18,4
22,5
22,6
16,9
22,2
17,2
23,7
2000
62,9
74,5
83,4
68,7
59,4
60,9
64,3
60,4
60,2
48,9
53,4
44,6
45,6
55,9
45,9
49,7
41,4
39,1
40,3
44,7
33,5
35,9
42,1
40,2
29,6
30,3
34,5
39,8
43,5
27,4
27,0
33,6
34,2
23,3
32,2
24,6
16,6
20,2
16,6
4,2
5,7
8,5
5,8
3,1
5,3
3,5
3,3
3,5
1,8
1,9
1,7
1,4
0,9
1,6
1,8
1,0
0,6
0,6
0,5
1,3
0,7
0,4
1,2
2,3
0,8
0,7
0,3
0,5
0,7
1,3
0,9
0,3
0,4
0,2
0,2
0,3
0,3
0,6
2000
7,2
11,7
4,9
9,2
8,5
8,4
5,2
5,6
4,6
5,2
3,4
4,5
4,9
1,4
4,3
2,9
4,4
2,3
2,2
1,9
2,3
3,3
1,5
2,7
3,6
3,1
2,8
1,0
1,1
2,8
3,2
1,3
0,8
1,3
0,7
0,8
1,3
1,0
1,7
Fonte: Censo Demográfico 1991, 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos
Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais
Região Metropolitana de São Paulo
71
Deve-se mencionar também que vários municípios tiveram ampliação de sua
proporção de pobres na década. Entre eles encontram-se os municípios do ABCD
paulista de Santo André (de 6,5% a 9,4%), São Bernardo do Campo (de 7,6% a
11,7%) e Diadema (de 10% a 15,2%). O outro município do ABCD paulista, São
Caetano do Sul teve redução da sua proporção de pobres (de 4,6% para 2,5%). Aliás,
São Caetano do Sul é o município com menor proporção de pobres da RMSP. O
município de São Paulo também aumentou sua proporção de pobres em quatro pontos
percentuais. Os municípios que reduziram sua pobreza são aqueles municípios que
apresentaram uma proporção de pobres muito elevada em 1991. São os casos de
Juquitiba, Salesópolis, Guararema, Pirapora do Bom Jesus e Biritiba-Mirim.
A concentração de renda expressa pela renda apropriada pelos 20% mais ricos
revela que na RMSP os 20% mais ricos concentravam 62,9% da renda no ano 2000,
tendo sofrido um acréscimo de quatro pontos percentuais na década. Em 2000, a
concentração de renda era superior à média metropolitana nos municípios de São
Caetano do Sul, Santana de Parnaíba, São Paulo, Santo André e Barueri. Deve-se
chamar à atenção para a correlação direta entre renda e concentração. Ou seja,
aqueles municípios que possuem renda per capita mais elevada têm também maior
concentração de renda. Entre 1991 e 2000 a concentração da renda aumentou na
maioria dos municípios. O destaque fica com São Caetano do Sul que passou de
62,8% em 1991 para 74,5% em 2000 a proporção da renda apropriada pelos 20%
mais ricos. A concentração de renda dos 20% mais ricos só diminuiu entre os
municípios de menor renda (Francisco da Rocha, Embu, Rio Grande da Serra e
Francisco Morato).
A desigualdade medida pela razão entre as rendas médias dos 10% mais ricos
e dos 40% mais pobres revela o elevado valor na RMSP em 2000: os 10% mais ricos
tinham uma renda média equivalente a sete vezes a renda média dos 40% mais
pobres. Essa razão foi ainda superada pelos municípios de São Caetano do Sul, São
Paulo, Santo André e São Bernardo do Campo. Entre 1991 e 2000, a desigualdade,
medida por este indicador, aumentou na maioria dos municípios. O destaque fica
novamente com São Caetano do Sul que variou de 5,7 para 11,7 na década.
Conclusão
Na década de 90 houve ligeiro aumento da renda domiciliar per capita na
RMSP abrangendo seus 39 municípios. A concentração e a desigualdade que já eram
Região Metropolitana de São Paulo
72
grandes aumentaram significativamente e a proporção de pobres só não aumentou em
aqueles municípios onde essa proporção já era muito elevada em 1991.
O município de São Caetano do Sul merece destaque por apresentar a maior
renda per capita, acima da média da metrópole, porém com crescimento negativo de
sua população. Este município apresentou, também, a menor proporção de pobres,
mas a desigualdade e a concentração de renda eram relativamente elevadas e
aumentaram na década.
Os municípios de Mariporã, Caieiras, Embu-Guaçu, Jandira, e Pirapora de Bom
Jesus apresentaram, de forma simultânea, crescimento de renda e de população.
Todos esses municípios tiveram, entretanto, ampliação de sua proporção de pobres
com exceção de Pirapora de Bom Jesus, onde esta não diminuiu, mas já tinha elevado
nível em 1991.
Os municípios do ABCD paulista, quais sejam São Caetano do Sul, Santo
André, São Bernardo do Campo e Diadema tiveram (excluindo São Caetano do Sul)
aumentos moderados de renda e crescimentos substanciais da pobreza, desigualdade
e concentração de renda. No que diz respeito à desigualdade e concentração o
município de São Caetano do Sul também se destacou pela piora nestes dois
aspectos.
Região Metropolitana de São Paulo
73
2. Mudanças no domicílio, na inserção domiciliar no mercado de trabalho e as
políticas sociais
Introdução
No âmbito deste projeto, o trabalho e o domicílio são considerados como
elementos centrais para a análise das mudanças sociodemográficas nas diferentes
regiões metropolitanas e pólos regionais e de suas implicações para as demandas das
políticas públicas.
Nesse sentido, este item tem por objetivos recuperar as mudanças nos
domicílios e nos arranjos domiciliares de inserção no mercado de trabalho e para a
provisão. A análise destas mudanças, bem como a identificação dos arranjos
domiciliares mais suscetíveis ao empobrecimento visa também oferecer indicações
para a orientação das políticas sociais voltadas para a superação da pobreza e para a
redução da desigualdade.
Por outro lado, os indicadores de pobreza e de não pobreza e de desigualdade
social apresentam maior precisão por serem elaborados a partir de informações que
têm o domicílio como unidade de análise e as especificidades de sua estruturação.
Assim, a composição dos arranjos domiciliares e o ciclo vital das famílias são
adotados como referências para se pesquisar os grupos de domicílios mais
suscetíveis ao empobrecimento nos contextos regionais diferenciados. Outro aspecto
relevante na análise é a ampliação do numero de domicílios com renda da mulher e o
aumento da participação da renda da mulher na renda do domicilio15.
A relevância desta abordagem está ancorada na centralidade na família
assumida para a concepção e implementação dos benefícios, serviços, programas e
projetos como um dos princípios da Política Nacional de Assistência Social desde
1993, mantida em 2004 na atualização da Política Nacional de Assistência Social e
nas diretrizes da atual gestão federal
16
. A centralidade na família é reafirmada ao ter
15
Neste estudo as unidades domiciliares são assumidas como equivalentes a unidades
familiares, tendo por referência análise metodológica de Bilac (2001) explicitada no item 2.1., a
seguir.
16
Política Nacional de Assistência Social. Resolução nº 145 de 15 de outubro de 2004 (DOU
28/10/2004).
Região Metropolitana de São Paulo
74
sido eleita como unidade do principal programa de transferência de renda federal, o
Programa Bolsa-Familia, que visa atingir a totalidade das famílias pobres. O Programa
Bolsa-Família de forma distinta dos programas anteriores e sob a referida concepção,
inclui o conjunto dos membros da família como público alvo. A recente implantação do
SUAS, por sua vez, implementa tais diretrizes e dá ênfase à atenção familiar. Como se
sabe, o SUAS (Sistema Único de Assistência Social) em implantação no País é
assentado em alguns princípios, dentre eles: a universalidade; a matricialidade
sociofamiliar, que fundamenta-se no direito à proteção das famílias; e a
territorialização.
Frente às novas características das políticas de proteção social cada vez mais
o conhecimento sobre as famílias e as mudanças que a família vem sofrendo, passam
a ser de interesse crescente para os agentes institucionais envolvidos na
implementação das novas políticas sociais. Por outro lado, desperta o interesse dos
estudiosos da família, que procuram entender tanto suas transformações e as novas
configurações; bem como as possibilidades de que as novas políticas sociais
provoquem novas mudanças na estruturação das famílias, na relação interna de
poder, dentre outras.
É importante acrescentar nesta introdução uma informação metodológica. Este
projeto optou por utilizar como fonte básica de informação para a análise das três
regiões metropolitanas paulistas e dos pólos regionais os microdados do Censos
Demográficos 1991 e 2000 - IBGE. Isto porque o Censo Demográfico é a única fonte
de informação domiciliar que possibilita investigar estas questões para as novas áreas
metropolitanas e as espacialidades regionais adotadas pelo projeto (pólos regionais),
através do recurso de agregar o conjunto de municípios que compõem tais regiões. As
PNADs – IBGE, que poderiam trazer dados mais recentes, não permitem
desagregação da informação para as regiões estudadas. Apresentam informações
desagregadas apenas para as Unidades da Federação (UF) e para as regiões
metropolitanas que incluem as capitais das UF, não incluindo, portanto as regiões
metropolitanas de Campinas e da Baixada Santista e as demais regiões pesquisadas.
Nas análises dos censos são utilizados os dados da Amostra, representativos da
população das áreas estudadas.
No tópico 1. são apresentadas as principais mudanças nos arranjos
domiciliares identificados na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) entre 1991 e
2000, bem como os perfis dos arranjos domiciliares e tamanho de família nos dois
Região Metropolitana de São Paulo
75
momentos censitários.
No Tópico 2. são tratados os arranjos domiciliares de inserção no mercado de
trabalho, bem como investigam-se mudanças na responsabilidade pela manutenção
do domicílio na Região Metropolitana de São Paulo.
No tópico 3 são indicados os arranjos familiares mais suscetíveis ao
empobrecimento, oferecendo indicações para os arranjos domiciliares que demandam
maior atenção das políticas sociais e, também indicações de acesso programas de
transferência de renda.
No tópico 4 é analisada a participação da renda da mulher no domicilio na
Região Metropolitana de São Paulo.
2.1. Mudanças nos arranjos domiciliares: configurações e tamanho
Considerando as dificuldades em se identificar famílias através dos censos
demográficos, especialmente pelo fato de que estes não possibilitam captar as redes
de solidariedade familiar, neste estudo as unidades domiciliares são assumidas como
equivalentes a unidades familiares, tendo por referência análise metodológica de Bilac
(2001) que fundamenta essa escolha por apontar três aspectos. O primeiro é que o
Censo Brasileiro identifica famílias no domicílio assim considerando “um conjunto de
pessoas ligadas por laços de parentesco, dependência ou normas de convencia, que
moram num mesmo domicílio” (IBGE, 1990, apud Bilac, 2001, pp.4). O segundo
aspecto é que aponta no Censo critérios de identificação de domicilio particular
independente, que o aproxima do conceito de “unidade doméstica” 17, que pressupõe o
partilhamento de orçamento comum, definido minimamente pelo partilhamento das
despesas com alimentação. O terceiro aspecto é que Bilac no estudo referido, ao
analisar a presença de famílias conviventes em um mesmo domicílio identifica
relações de parentesco entre as pessoas de referência das famílias conviventes na
maior parte dos casos, sugerindo a existência de família ampliada, bem como aponta
17
“Ao empregar os critérios de Separação e de Independência para a determinação do número
de domicílios particulares permanentes existentes em uma determinada habitação, deverá ser
verificado, inicialmente, se a pessoa ou grupo de pessoas vive e se alimenta separadamente
das demais e, em seguida, se a pessoa ou grupo de pessoas têm acesso direto ao seu local de
habitação sem passar por habitação de outras pessoas. Se em um dos casos ou em ambos a
conclusão for negativa, a habitação será considerada um domicílio particular.” (IBGE, 1990,
pp.22, apud Bilac, 2001)
Região Metropolitana de São Paulo
76
a pequena ocorrência de famílias conviventes, da ordem de 7 % dos domicílios (Bilac,
2001).
As mudanças nas formas de organização familiar nas regiões metropolitanas e
pólos regionais do Estado de São Paulo em 2000, aqui analisadas através dos dados
censitários, expressam tendências de mudanças iniciadas em décadas anteriores para
as famílias brasileiras, acentuadas nos anos 90. As mais importantes são: - redução
do tipo de organização familiar predominante constituído pelas famílias conjugais e
casais com filhos; - crescimento da proporção de famílias monoparentais, tanto
chefiadas por mulheres como por homens; - crescimento dos domicílios unipessoais.
Outra tendência observada é a redução do tamanho da família que se relaciona tanto
às novas formas de estruturação da família como à redução do número de filhos.
Na Região Metropolitana de São Paulo, no período 1991-2000 destacam-se
duas tendências: - a redução do tamanho das famílias, associada à queda da
fecundidade e também ao crescimento das famílias monoparentais e dos domicílios
unipessoais; – o aumento na proporção de famílias chefiadas por mulheres sem a
presença de cônjuges.
Os arranjos domiciliares na Região Metropolitana de São Paulo no ano 2000
A configuração familiar predominantemente na Região Metropolitana de São
Paulo é do tipo conjugal com ou sem a presença de filhos residentes, embora registrese, nos anos 90, redução acentuada nas proporções de famílias conjugais. No início
da década de 80 estas representavam cerca de 81% dos arranjos familiares (Montali,
1995). Em 1991, as famílias conjugais são 75% e, em 2000, 69,5% das famílias da
Região Metropolitana de São Paulo18. Este fato evidencia o crescimento das outras
formas de organização familiar, assim, no ano 2000, 30,5% de arranjos domiciliares
apresentam-se com chefias femininas e masculinas sem a presença de cônjuges.
18
A aplicação no Censo 2000 da questão sobre a pessoa de referência da familia e não sobre
a chefia da familia, como aplicado em 1991, pode causar algumas diferenças nos dados
referentes à chefia da familia quando comparado aos daquele ano. No Censo de 2000 nota-se
uma maior proporção de mulheres declaradas como referência em familias nucleadas pelo
casal do que no censo anterior. No entanto é uma questão a ser melhor estudada, devendo-se
investigar se pode ser explicada por uma alteração propiciada pela nova abordagem para
identificar a chefia da familia, e/ou se corresponde ao conjunto de mudanças aqui estudadas,
quais sejam, mudanças nas atividades econômicas que propiciam maior absorção do trabalho
feminino e, em especial das cônjuges; o aumento da participação feminina no mercados de
trabalho; o aumento da responsabilidade na provisão familiar e mudanças no papel da mulher
na sociedade e nos padrões familiares de aceitação e de valorização do trabalho remunerado
da cônjuge.
Região Metropolitana de São Paulo
77
De maneira semelhante à observada para o Estado de São Paulo e também
para as Regiões Metropolitanas e Pólos Regionais Paulistas, na Região Metropolitana
de São Paulo observa-se, no ano 2000, tanto a predominância dos arranjos chefiados
por casais (69,5%), mencionada acima, como a maior concentração de casais com
filhos e/ou parentes (56,9%), principalmente nas faixas etárias dos 35 aos 49 anos
(22,4%) e de até 34 anos (21,8%).
Com relação a estes tipos de arranjos domiciliares, os percentuais observados
na RMSP estão abaixo das médias apresentadas pelo Estado de São Paulo, que
possui 71,6% de arranjos domiciliares nucleados por casais, dos quais 58,2% são
casais com filhos e parentes e 13,4% são casais sem a presença de filhos (Tabela 3).
Entre os arranjos nucleados por casais, observa-se ainda na RMSP, a
presença de 9,8% de casais de 50 anos ou mais com a presença de filhos e/ou
parentes, semelhante ao observado para o Estado de São Paulo, bem como a
presença de arranjos de casais sem filhos, 12,6%, registrando a menor proporção
entre as RMs e os pólos regionais paulistas em 2000; com a exceção do Pólo de São
José dos Campos (11,5%).
Tratando-se dos arranjos chefiados por mulheres e homens sem cônjuges, a
RMSP apresenta proporções superiores à média do Estado de São Paulo,
representando 30,5% dos arranjos domiciliares, contra 28,4% observados para o
Estado. A predominância desses percentuais na RMSP ocorre nos arranjos de chefias
femininas sem cônjuges (22,4%), principalmente entre aqueles domicílios em que
residem as mulheres-chefe e seus filhos e/ou parentes (17,2%). Esses percentuais
estão próximos daqueles observados para a região Metropolitana da Baixada Santista
(RMBS), na qual 23,8% de arranjos são chefiados por mulheres sem cônjuges, dentre
os quais 17,7% são de mulheres com filhos e/ou parentes. Entretanto, quando
comparada aos Pólos Regionais Paulistas e à Região Metropolitana de Campinas
(RMC), a RMSP possui percentuais mais elevados, uma vez que os pólos e a RMC
aproximam-se mais das médias apresentadas pelo Estado de São Paulo.
Região Metropolitana de São Paulo
78
Tabela 3
Distribuição dos domicílios por Arranjo Domiciliar
Regiões Metropolitanas e Pólos Regionais
2000
Sem
Total
filhos Total
Casais
Chefe feminina sem cônjuge Chefe masculino sem cônjuge
com filhos
com filhos
Com filhos e parentes
Total
e/ou
Unipessoal Total
e/ou
Unipessoal
até 34 de 35 a 50 anos e Total
parentes
parentes
anos 49 anos
mais
Estado São Paulo
71,6
13,4
58,2
22,3
22,9
9,7
20,6
15,6
7,9
3,7
4,9
4,1
100,0
RM São Paulo
69,6
12,6
56,9
21,8
22,4
9,3
22,4
17,2
8,0
4,0
5,2
4,1
100,0
100,0
RM Baixada Santista
67,0
14,2
52,8
19,5
20,7
8,9
23,8
17,7
9,2
3,9
6,1
5,3
RM Campinas
74,2
14,1
60,1
22,8
24,6
9,8
18,3
13,9
7,5
3,7
4,4
3,9
100,0
Pólo Araçatuba
73,7
15,5
58,2
21,5
23,3
10,4
19,2
14,2
7,1
3,1
4,9
4,0
100,0
Pólo Bauru
73,1
13,9
59,2
22,5
23,1
10,4
19,6
14,5
7,3
3,2
5,2
4,1
100,0
Pólo Presidente Prudente
73,0
14,3
58,7
23,3
22,3
9,7
19,6
14,5
7,4
2,9
5,2
4,5
100,0
Pólo Ribeirão Preto
72,6
13,4
59,2
22,2
23,7
10,4
19,5
14,6
7,9
3,7
4,9
4,2
100,0
Pólo São José dos Campos
73,3
11,5
61,9
23,1
25,7
9,7
18,5
14,9
8,2
3,7
3,6
4,5
100,0
Pólo São José do Rio Preto
73,3
16,4
56,9
21,1
22,8
10,0
19,3
13,7
7,4
3,1
5,7
4,3
100,0
Pólo Sorocaba
75,5
13,1
62,4
25,1
24,1
9,8
17,5
13,6
7,0
3,4
3,9
3,6
100,0
Fonte: Censo Demográfico 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades
e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP.
Observando-se os percentuais dos municípios da RMSP no ano de 2000 para
os arranjos chefiados por casais, é possível perceber que a maior parte deles
apresenta proporções acima da média da Região (69,5%), concentrando-se entre 70%
e 77%. O município de São Paulo (67,1%), sede da RMSP, e São Caetano do Sul
(67,3%) possuem os menores percentuais da região. Estes municípios são os únicos
da RMSP que se encontram abaixo da média da região com relação às proporções de
arranjos nucleados por casais (Tabela 4b).
Dentre os maiores percentuais de arranjos nucleados por casais, destacam-se
Arujá (77,8%) e Vargem Grande Paulista (77,4%). Como se pode perceber em
comparação com as outras duas regiões metropolitanas e pólos paulistas, os
municípios da RMSP seguem a mesma tendência de concentração desses
percentuais nos casais com filhos e/ou parentes, mas o ponto que chama atenção
nesse caso é quando se faz o recorte da faixa etária dos casais.
Ao contrário das proporções observadas para a RMSP, muitos municípios
concentram maiores percentuais nos arranjos chefiados por casais com a presença de
filhos e/ou parentes na faixa etária de até 34 anos, os quais ficam entre 25% e 32%.
Destacam-se Francisco Morato (31,5%), Itapevi (31,4%), Itaquaquecetuba (32,4%)
e Jandira (31,2%), indicando a preponderância de famílias mais jovens, na etapa
inicial do ciclo de vida familiar, que como se verá no item 2.4., caracterizam-se por
maior propensão à condição de pobreza. Apresentam proporções de casais jovens
com filhos menores que a média metropolitana, os municípios de Santo André
Região Metropolitana de São Paulo
79
(18,5%), São Paulo (19,2%) e São Caetano do Sul (11%).
Os municípios nos quais são maiores as proporções de domicílios nucleados
por casais na faixa etária de 35 a 49 anos, correspondendo à etapa de consolidação
do ciclo de vida familiar, são: Poá (26%), Ribeirão Pires (26,8%), Santana do
Parnaíba (30,4%), Santo André (24,7%), São Bernardo do Campo (25,6%), São
Caetano do Sul (22,6%) e o município sede São Paulo (21,5%). Vale comentar ainda,
que os municípios com os maiores percentuais de arranjos nucleados por casais com
filhos e/ou parentes de 50 anos ou mais, correspondendo à etapa do envelhecimento,
são: Biritiba-Mirim, Santo André e São Caetano do Sul, respectivamente: 10,7%;
12,1% e 14,6%.
Em relação aos arranjos chefiados por homens e mulheres sem cônjuges os
municípios da RMSP encontram-se um pouco abaixo da média da região. No caso dos
arranjos domiciliares de chefias femininas sem cônjuges destacam-se São Caetano
do Sul e São Paulo, pois são os únicos acima da média da RMSP com 25,3% e
24,6%, respectivamente. O mesmo se pode perceber nos arranjos chefiados por
homens sem cônjuges para a maior parte dos municípios da Região, merecendo
destaque os municípios que se encontram acima da média regional, Guararema
(11%), Juquitiba (11,5%), Salesópolis (12,5%), Santa Isabel (10,2%) e São
Lourenço da Serra (11,4%), todos caracterizados por atividade agrícola, enquanto o
restante dos municípios apresenta percentuais entre 6% e 9% (Tabela 4b).
Região Metropolitana de São Paulo
80
Tabela 4a
Distribuição dos Domicílios segundo arranjos domiciliares
Região Metropolitana de São Paulo
1991
Total
Casais
Chefe feminina sem cônjuge
Chefe masculino sem cônjuge
Com filhos e/ou parentes
Casal
com filhos
Com filhos
Total
Até 34 de 35 a 50 anos Total
sem
e/ou
Unipessoal Total
e/ou
Unipessoal
Total
anos 49 anos e mais
filhos
parentes
parentes
Região metropolitana de São Paulo
74,7 12,5 62,2 26,9
23,2
8,8
17,8
13,8
4,0
7,5
4,6
2,9
Arujá
81,5 11,0 70,5 34,4
25,8
6,2
11,2
10,2
1,0
7,4
4,5
2,9
Barueri
80,6 10,2 70,3 37,0
22,7
6,6
13,4
11,6
1,9
6,0
3,4
2,6
Biritiba-Mirim
79,5 10,3 69,2 32,3
23,7
10,0
10,5
8,5
2,0
10,0
3,7
6,3
Caieiras
82,3
9,3
73,0 35,0
27,4
7,1
13,0
11,0
2,0
4,7
3,2
1,5
Cajamar
79,5
9,9
69,5 39,7
21,4
5,2
13,3
11,6
1,6
7,3
4,1
3,2
Carapicuíba
78,2
9,3
68,8 33,5
25,5
6,5
15,1
12,9
2,2
6,8
4,6
2,2
Cotia
80,5
9,8
70,7 34,7
25,7
6,5
12,7
10,6
2,1
6,8
3,8
3,0
Diadema
77,4 11,3 66,2 34,6
22,0
5,9
14,8
12,6
2,2
7,8
5,4
2,3
Embu
79,4 10,0 69,4 36,2
23,7
5,3
14,7
12,4
2,3
6,0
4,0
1,9
Embu-Guaçu
79,1 12,1 67,0 32,8
22,5
7,4
13,6
11,4
2,2
7,3
2,9
4,5
Ferraz de Vasconcelos
79,9 10,3 69,5 35,7
23,6
6,3
14,3
12,8
1,6
5,8
3,1
2,7
Francisco Morato
82,5
9,1
73,4 39,1
23,9
5,9
11,9
9,9
1,9
5,6
3,4
2,2
Franco da Rocha
80,0 10,7 69,3 34,7
23,8
5,8
13,6
11,2
2,4
6,4
3,4
3,0
Guararema
81,1 14,3 66,8 32,1
22,7
9,0
11,6
8,8
2,8
7,3
3,8
3,5
Guarulhos
78,1 11,2 66,9 32,0
24,2
7,3
14,6
12,1
2,5
7,3
4,5
2,8
Itapecerica da Serra
78,9 10,5 68,4 35,9
22,3
6,2
13,7
12,1
1,5
7,5
4,3
3,2
Itapevi
79,4
9,4
70,0 36,9
22,6
5,8
14,3
12,9
1,4
6,3
4,0
2,3
Itaquaquecetuba
80,5
9,3
71,2 39,5
22,3
5,2
12,9
11,1
1,8
6,6
3,6
3,0
Jandira
81,7
9,8
71,9 38,3
24,4
6,4
13,4
11,6
1,8
5,0
2,9
2,1
Juquitiba
78,1 13,1 65,0 30,6
21,5
6,7
9,2
7,1
2,1
12,7
5,0
7,6
Mairiporã
80,1 11,7 68,4 33,6
21,9
9,6
11,2
9,6
1,6
8,8
3,8
5,0
Mauá
81,8 10,9 70,9 35,4
24,6
7,7
12,5
10,7
1,8
5,7
3,7
2,1
Mogi das Cruzes
77,1 11,1 66,0 29,7
23,9
9,1
15,3
12,0
3,3
7,6
4,2
3,4
Osasco
77,9 11,4 66,5 31,7
23,4
8,0
15,1
12,3
2,9
7,0
4,8
2,2
Pirapora do Bom Jesus
76,8 14,2 62,6 33,4
19,5
6,6
12,3
11,3
1,0
10,9
4,4
6,5
Poá
77,5
9,3
68,2 32,9
23,5
7,8
16,0
13,5
2,5
6,5
4,1
2,4
Ribeirão Pires
82,6 11,9 70,7 31,2
28,3
7,7
12,4
10,6
1,8
5,0
3,5
1,5
Rio Grande da Serra
79,3
9,1
70,2 34,4
24,5
6,8
13,9
11,8
2,1
6,8
4,7
2,2
Salesópolis
76,5 12,9 63,6 31,2
20,0
10,1
12,5
10,8
1,7
11,0
5,0
6,0
Santa Isabel
78,3 12,4 65,9 32,4
21,7
9,3
13,8
11,8
2,0
7,9
3,8
4,1
Santana de Parnaíba
85,3 10,5 74,9 36,4
28,4
5,3
9,2
7,7
1,5
5,5
2,8
2,7
Santo André
78,8 13,1 65,7 25,8
26,4
10,7
15,2
11,8
3,4
6,0
3,9
2,2
São Bernardo do Campo
79,3 12,3 67,1 29,0
27,2
8,2
13,9
11,0
2,8
6,8
4,4
2,4
São Caetano do Sul
74,8 16,0 58,8 19,8
23,9
13,0
18,3
13,6
4,7
6,9
4,8
2,1
São Lourenço da Serra
São Paulo
72,4 13,2 59,1 24,1
22,5
9,4
19,7
14,9
4,8
7,9
4,8
3,2
Suzano
80,1 10,2 69,9 34,5
24,6
7,6
13,7
11,4
2,3
6,2
3,5
2,7
Taboão da Serra
77,1 10,7 66,4 31,9
24,2
6,4
16,3
13,6
2,7
6,6
4,3
2,3
Vargem Grande Paulista
79,5 11,7 67,8 33,8
22,9
6,8
12,0
8,9
3,0
8,6
4,9
3,7
Fonte: Censo Demográfico 1991. IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e
Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP.
Região Metropolitana de São Paulo
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
81
Tabela 4b
Distribuição dos domicílios segundo arranjos domiciliares
Região Metropolitana de São Paulo
2000
Casais
Chefe feminina sem cônjuge
Chefe masculino sem cônjuge
Com filhos e/ou parentes
com filhos
com filhos
Sem
Total
até 34 de 35 a 50 anos Total
Total
e/ou
Unipessoal Total
e/ou
Unipessoal
filhos Total
anos 49 anos e mais
parentes
parentes
Região Metropolitana de São Paulo
69,6 12,6 56,9 21,8
22,4
9,3
22,4
17,2
5,2
8,0
4,0
4,1
Arujá
77,8 12,1 65,7 28,3
25,2
7,4
14,8
11,7
3,1
7,5
3,8
3,7
Barueri
75,1 10,9 64,2 30,0
23,6
6,4
18,0
14,7
3,2
7,0
3,1
3,9
Biritiba-Mirim
76,0 13,6 62,4 28,0
20,3
10,7
15,1
13,0
2,1
8,9
2,7
6,2
Caieiras
73,9 10,3 63,6 27,7
24,6
7,9
18,4
15,5
2,9
7,8
4,0
3,8
Cajamar
74,7 12,1 62,7 30,9
20,3
7,4
16,6
14,0
2,6
8,7
3,7
5,0
Carapicuíba
73,8 10,6 63,2 27,3
24,3
7,7
19,8
16,2
3,6
6,4
3,4
3,0
Cotia
75,4 11,2 64,2 26,4
26,0
7,4
17,3
14,3
3,0
7,3
3,1
4,1
Diadema
71,8 11,2 60,6 27,5
22,0
7,5
20,1
16,5
3,6
8,1
4,0
4,2
Embu
73,7 11,0 62,7 28,8
23,1
6,7
19,9
16,9
3,0
6,5
3,0
3,5
Embu-Guaçu
76,7 11,7 64,9 28,3
24,5
8,0
15,1
12,1
3,0
8,3
3,0
5,3
Ferraz de Vasconcelos
75,1 10,2 64,9 29,8
23,7
7,0
18,0
14,9
3,2
6,9
3,5
3,4
Francisco Morato
75,4 10,5 64,9 31,5
23,8
5,4
17,2
14,0
3,2
7,4
3,4
4,0
Franco da Rocha
74,6 10,2 64,4 27,9
24,3
7,9
18,4
14,9
3,5
7,0
3,5
3,5
Guararema
74,5 14,2 60,4 26,8
22,3
7,5
14,5
11,6
2,9
11,0
5,4
5,7
Guarulhos
73,1 11,7 61,4 26,9
23,0
7,6
19,1
15,6
3,5
7,8
3,9
3,9
Itapecerica da Serra
73,7 10,6 63,1 30,2
22,5
6,2
18,5
15,2
3,4
7,8
3,8
4,1
Itapevi
74,0 10,5 63,5 31,4
21,7
5,8
18,6
15,6
3,0
7,4
3,9
3,5
Itaquaquecetuba
75,5 10,1 65,4 32,4
23,2
5,5
17,3
14,7
2,6
7,2
3,4
3,7
Jandira
75,5 10,5 65,0 31,2
24,0
5,5
17,7
14,7
3,0
6,8
3,5
3,4
Juquitiba
72,9 11,9 61,0 30,2
18,5
7,3
15,6
13,6
2,0
11,5
4,0
7,6
Mairiporã
75,5 13,9 61,7 25,3
23,3
8,7
15,0
12,3
2,7
9,5
4,4
5,1
Mauá
74,8 11,3 63,5 27,9
24,5
7,7
17,8
14,6
3,3
7,3
3,2
4,1
Moji das Cruzes
70,6 11,4 59,2 23,3
22,9
9,4
20,4
16,4
4,1
9,0
4,0
5,0
Osasco
71,3 12,2 59,1 23,8
22,5
9,2
21,2
17,1
4,1
7,6
3,9
3,7
Pirapora do Bom Jesus
73,5 12,9 60,6 32,0
19,8
5,3
17,2
14,9
2,4
9,3
2,9
6,4
Poá
73,7
9,4
64,4 25,7
26,0
8,9
19,6
15,5
4,2
6,6
3,4
3,2
Ribeirão Pires
75,2 11,6 63,6 24,2
26,8
9,2
17,7
14,3
3,4
7,1
3,5
3,6
Rio Grande da Serra
74,3 11,7 62,5 29,4
22,1
7,2
18,8
16,1
2,8
6,9
3,4
3,5
Salesópolis
70,6 12,2 58,3 26,2
19,4
8,9
17,0
12,6
4,4
12,5
5,3
7,2
Santa Isabel
72,0 12,1 59,9 26,1
22,3
9,0
17,8
13,9
4,0
10,2
4,2
5,9
Santana de Parnaíba
79,8 10,7 69,1 26,8
30,4
7,2
13,4
10,6
2,8
6,8
3,0
3,8
Santo André
72,1 13,8 58,3 18,5
24,7
12,1
20,8
15,6
5,2
7,1
3,8
3,3
São Bernardo do Campo
73,1 12,4 60,8 22,4
25,6
9,5
19,4
15,2
4,2
7,5
3,5
4,1
São Caetano do Sul
67,3 16,5 50,8 11,1
22,6
14,6
25,3
17,4
7,9
7,4
4,1
3,3
São Lourenço da Serra
72,7 12,6 60,1 26,2
20,9
6,9
15,9
13,7
2,2
11,4
4,6
6,8
São Paulo
67,1 13,2 53,8 19,2
21,5
9,9
24,6
18,4
6,2
8,4
4,2
4,2
Suzano
75,0 11,1 63,8 28,1
23,7
8,3
17,8
14,9
2,9
7,3
3,4
3,9
Taboão da Serra
70,8 10,7 60,2 25,0
23,7
7,6
22,2
18,7
3,5
7,0
3,6
3,4
Vargem Grande Paulista
77,4 11,3 66,1 28,1
26,2
8,0
16,6
13,3
3,3
6,1
2,1
4,0
Fonte: Censo Demográfico 2000. IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e
Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP.
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
Tendências de mudanças nos arranjos domiciliares: 1991-2000
Como mencionado no inicio desta análise, a RMSP, no período de 1991-2000,
apresentou queda nos arranjos domiciliares chefiados por casais e crescimento nos
arranjos chefiados por homens e mulheres sem cônjuges. Assim, em 1991, a RMSP
apresentava 74,7% dos arranjos chefiados por casais, percentual que caiu para 69,5%
em 2000. Os arranjos domiciliares chefiados por homens e mulheres sem cônjuges,
em movimento inverso, passaram de 25,3% em 1991 para 30,5% em 2000. Essa
tendência foi apresentada, com maiores ou menores proporções, por todo o Estado de
São Paulo, Regiões Metropolitanas e Pólos Regionais Paulistas. No caso do Estado
de São Paulo, este apresentava, em 1991, 77% dos arranjos domiciliares chefiados
por casais e 23% dos arranjos com chefias femininas e masculinas sem cônjuges; no
ano 2000 esses percentuais passaram a ser de 71,6% e de 28,4%, respectivamente
(Tabelas 4a e 4b).
No movimento de redução dos arranjos domiciliares nucleados pelo casal, a
RMSP como no restante do Estado de São Paulo, registrou a maior queda nos
Região Metropolitana de São Paulo
82
arranjos chefiados por casais com filhos e/ou parentes que passaram de 62,2% em
1991 para 56,9% em 2000. Essa queda ocorreu, principalmente, nos domicílios dos
casais na faixa etária de até 34 anos, com a presença de filhos, que somavam 26,9%
em 1991 e passaram a ser 21,8% em 2000 (variação percentual negativa de 18,9%),
expressando diversas mudanças pelas quais passa a família, nestas incluindo tanto a
redução da fecundidade, como as mudanças nos padrões de nupcialidade.
Entretanto, observa-se na RMSP, com relação aos arranjos domiciliares
nucleados pelo casal, crescimento no percentual daqueles na faixa etária de 50 anos
ou mais, com a presença de filhos, que representavam 8,8% dos domicílios em 1991 e
que passaram a representar 9,3% destes em 2000, que indicam tanto o
envelhecimento da população como o aumento da permanência de filhos adultos na
casa paterna por motivos diversos dentre estes a maior restrição à entrada do jovem
no mercado de trabalho registrada na década de 90, portanto ao aumento do
desemprego, mas também a outras mencionadas acima, na interpretação da redução
dos domicílios de casais jovens.
Gráfico 5
Distribuição dos arranjos domiciliares segundo tipologia
Regiões Metropolitanas Paulistas
1991 – 2000
100,00
90,00
80,00
70,00
60,00
50,00
40,00
30,00
20,00
10,00
0,00
1991
2000
1991
RM São Paulo
2000
RM Baixada Santista
1991
2000
RM Campinas
1991
2000
Estado São Paulo
Casal sem filhos
Casal até 34 anos com filhos e parentes
Casal de 35 a 49 com filhos e parentes
Casal de 50 anos e mais com filhos e parentes
Chefe feminina sem conjuge e/ou filhos e parentes
Chefe feminina unipessoal
Chefe masculino sem conjuge e/ou filhos e/ou parentes
Chefe masculino unipessoal
Fonte: Censo Demográfico 1991 e 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP
Região Metropolitana de São Paulo
83
Em contrapartida, ocorreu crescimento nos arranjos domiciliares chefiados
tanto por homens quanto por mulheres sem cônjuges no período de 1991-2000. Esse
crescimento deveu-se principalmente ao aumento dos arranjos de chefias femininas
que representavam 17,8% dos domicílios em 1991 e passaram a ser 22,4% em 2000,
com variação percentual de 26,1%. O maior crescimento deu-se entre os arranjos
domiciliares com chefes femininas, com a presença de filhos e/ou parentes, que
passaram de 13,8% em 1991 para 17,2% em 2000, com variação percentual de
25,3%. Os arranjos domiciliares com chefias masculinas sem cônjuge também
apresentaram crescimento passando de 7,5% em 1991 para 8%; neste caso, o
crescimento foi devido principalmente aos chefes masculinos em domicílios
unipessoais, que de 2,9% passaram para 4% em 2000 (Gráfico 5).
A análise dos municípios da RMSP no período de 1991-2000 evidencia as
mesmas tendências de mudanças nos arranjos domiciliares, ou seja, queda nos
arranjos domiciliares chefiados por casais; crescimento de chefias femininas sem
cônjuges, e menor crescimento de domicílios de chefias masculinas sem cônjuge,
embora em alguns municípios tenha ocorrido queda na proporção destes últimos
arranjos (Tabelas 4a e 4b).
O município de São Paulo, sede da RMSP, como referido acima, apresentou
queda nos arranjos domiciliares chefiados por casais de 72,4% em 1991 para 67,1%
em 2000, menor percentual da RMSP nesse ano censitário. Na Capital, o percentual
de casais sem filhos permanece estável e acima de média da região (13,2%); merece
destaque que o maior percentual deste tipo de arranjo domiciliar foi observado no
município de São Caetano do Sul (16,5%). Os arranjos com chefes femininas sem
cônjuges apresentam no município de São Paulo a primeira maior proporção entre os
municípios da RMSP em 1991 (19,7%) e a segunda no ano 2000, 24,6%, acima da
média da região (22,4%). São Caetano do Sul, por sua vez, possuía 18,3% dos
arranjos domiciliares nucleados pela chefe feminina sem cônjuge em 1991 e, em 2000,
passou para 25,3%, apresentando a maior proporção desse arranjo na RMSP.
Entre os arranjos chefiados por casais, vale destacar os municípios de
Caieiras, Francisco Morato, Ribeirão Pires e São Caetano do Sul como os
municípios que apresentaram as maiores quedas nos arranjos domiciliares chefiados
por casais no período de 1991-2000. Os três primeiros municípios apresentavam as
proporções mais elevadas dessa configuração familiar (82,5%) em 1991 e, em 2000,
aproximam-se do percentual apresentado pela maioria dos municípios da região
Região Metropolitana de São Paulo
84
(cerca de 75%), com as exceções de São Paulo e São Caetano do Sul que
apresentam as menores proporções, já indicadas.
Com relação aos arranjos domiciliares com chefias femininas sem cônjuge vale
destacar os municípios de Juquitiba, Osasco e São Caetano do Sul, que
apresentaram os maiores percentuais de
crescimento nesse período. Juquitiba
possuía, em 1991, uma das proporções mais baixas de arranjos chefiados por
mulheres sem cônjuges, 9,2%; esse percentual se elevou em 2000 para 15,6%. Por
outro lado, os dois outros municípios que já apresentavam percentuais mais próximos
da média regional de domicílios com chefias femininas sem cônjuge, em 1991,
também apresentam crescimento acentuado: Osasco passou de 15,1% para 21,2% e
São Caetano do Sul de 18,3% em 1991, passou para 25,3% em 2000.
Por fim, nos arranjos de chefias masculinas sem cônjuges merecem destaque
Guararema, Ribeirão Pires e Santa Isabel, que apresentaram crescimento acima da
média da RMSP. Assim, Guararema passou de 7,3% em 1991 para 11% em 2000.
Ribeirão Pires possuía um percentual de 5% em 1991 e passou para 7,1% em 2000 e
Santa Isabel passou de 7,9% para 10,2% no mesmo período. Merecem destaque
ainda os municípios de Biritiba-Mirim, Carapicuíba, Juquitiba, Pirapora do Bom
Jesus e Vargem Grande Paulista que, ao contrário dos outros municípios da RMSP,
apresentaram pequena queda nos arranjos de chefias masculinas sem cônjuges
(Tabelas 4a e 4b).
Mudanças no tamanho médio dos domicílios
A tendência apontada pela literatura especializada é de redução do tamanho
médio dos domicílios no país. Essa tendência foi constatada também para o Estado de
São Paulo e para as regiões metropolitanas paulistas e pólos regionais analisados
entre os censos 1991 e 2000.
Como mencionado anteriormente, a redução no tamanho médio dos domicílios
expressa mudanças na família, tais como a redução na fecundidade e no número de
filhos tidos, a nuclearização da família e o aumento da proporção das famílias
monoparentais e dos domicílios unipessoais. Por outro lado, por afetar a composição
dos núcleos familiares reveste-se de importância para a análise das alterações na
inserção familiar no mercado de trabalho e das alterações na responsabilidade pela
provisão do domicilio.
O tamanho médio dos domicílios também é relevante para a análise do
rendimento domiciliar per capita, cujo valor é utilizado como critério de elegibilidade na
Região Metropolitana de São Paulo
85
seleção de famílias beneficiárias de programas sociais diversos.
A Região Metropolitana de São Paulo, como mencionado, também apresenta
no período de 1991-2000 tendência de redução do número de pessoas por domicílio.
Observa-se que, em 1991, a média de pessoas por domicílio na RMSP era de 3,9,
tendo passado em 2000 para 3,6. A tendência e os valores são muito próximos
daqueles observados para o Estado de São Paulo (Tabela 5). Tal redução abrange
todos os tipos de arranjos domiciliares, sendo mais acentuada naqueles chefiados por
casais, nos quais caiu de 4,2 para 4,0 pessoas por domicílio. Dentre estes destacamse os domicílios de casais com filhos e/ou parentes na faixa etária de 35 a 49 anos,
que passaram de 5,0 em 1991 para 4,6 componentes em 2000.
Enquanto, no ano censitário de 2000, a média da Região Metropolitana de São
Paulo é de 3,6 pessoas por domicílio, observa-se que os arranjos chefiados por casais
são aqueles que apresentaram o maior número de pessoas, em média 4 pessoas por
domicílio. Dentre estes, destacam-se os casais com filhos e/ou parentes (4,3
pessoas), principalmente na faixa etária de 35 a 49 anos (4,6), seguidos pelos casais
de 50 anos ou mais (4,4) e, por fim, os domicílios com a presença de filhos chefiados
por casais de até 34 anos (4,0 pessoas). Essas médias segundo arranjos domiciliares
são muito semelhantes às observadas para o Estado de São Paulo e também estão
próximas das apresentadas pelas outras Regiões Metropolitanas e Pólos Regionais
(Tabela 5).
Região Metropolitana de São Paulo
86
Tabela 5
Número médio de componentes dos domicílios segundo tipologia de arranjo domiciliar
Regiões Metropolitanas e Pólos Regionais - Estado de São Paulo
1991-2000
Estado São Paulo
RM São Paulo
RM Baixada Santista
RM Campinas
Pólo Araçatuba
1991 Pólo Bauru
Pólo Presidente Prudente
Pólo Ribeirão Preto
Pólo São José dos Campos
Pólo São José do Rio Preto
Pólo Sorocaba
Total
Sem
Filhos
4,2
4,2
4,1
4,2
4,1
4,2
4,2
4,2
4,4
4,0
4,3
2,2
2,2
2,2
2,2
2,2
2,2
2,2
2,2
2,2
2,2
2,2
Casais
com filhos e/ou parentes
Chefe feminina sem cônjuge Chefe masculino sem conjuge Total
Total com filhos Unipessoal Total com filhos Unipessoal (1)
e/ou
e/ou
até 34 de 35 a 50 anos e
Total
parentes
parentes
anos 49 anos
mais
4,6
4,2
5,0
4,7
3,0
3,6
1,0
2,4
3,4
1,0
3,9
4,6
4,3
5,0
4,7
3,0
3,6
1,0
2,4
3,3
1,0
3,9
4,6
4,2
5,0
4,6
2,9
3,6
1,0
2,1
3,3
1,0
3,7
4,6
4,2
5,0
4,7
3,0
3,6
1,0
2,5
3,4
1,0
3,9
4,5
4,1
4,9
4,7
3,0
3,6
1,0
2,3
3,4
1,0
3,9
4,6
4,2
5,0
4,6
3,0
3,6
1,0
2,4
3,4
1,0
3,9
4,6
4,1
5,1
4,8
3,0
3,6
1,0
2,2
3,3
1,0
3,9
4,6
4,2
5,0
4,6
3,0
3,6
1,0
2,3
3,3
1,0
3,9
4,7
4,3
5,1
5,1
3,4
3,9
1,0
2,2
3,3
1,0
4,1
4,4
4,1
4,7
4,4
2,7
3,3
1,0
2,2
3,2
1,0
3,7
4,7
4,3
5,2
4,8
3,1
3,7
1,0
2,4
3,5
1,0
4,0
Estado São Paulo
3,9
2,2
4,3
4,0
4,6
4,4
2,8
3,4
1,0
2,0
3,1
1,0
RM São Paulo
4,0
2,2
4,3
4,0
4,6
4,4
2,8
3,4
1,0
2,0
3,1
1,0
RM Baixada Santista
3,9
2,2
4,4
4,1
4,6
4,4
2,8
3,4
1,0
1,9
3,0
1,0
RM Campinas
3,9
2,1
4,3
4,0
4,5
4,4
2,8
3,3
1,0
2,0
3,1
1,0
Pólo Araçatuba
3,8
2,2
4,2
3,9
4,4
4,2
2,7
3,3
1,0
1,9
3,1
1,0
3,9
2,2
4,3
4,0
4,5
4,3
2,8
3,4
1,0
2,0
3,2
1,0
2000 Pólo Bauru
Pólo Presidente Prudente
3,8
2,2
4,2
4,0
4,5
4,3
2,6
3,2
1,0
1,8
3,0
1,0
Pólo Ribeirão Preto
3,9
2,2
4,3
4,1
4,6
4,3
2,8
3,4
1,0
2,0
3,2
1,0
Pólo São José dos Campos
4,1
2,2
4,4
4,1
4,7
4,6
3,0
3,5
1,0
2,0
3,3
1,0
Pólo São José do Rio Preto
3,7
2,2
4,1
3,9
4,3
4,2
2,5
3,1
1,0
1,8
3,0
1,0
Pólo Sorocaba
4,0
2,2
4,4
4,1
4,7
4,5
2,9
3,5
1,0
2,0
3,1
1,0
Fonte: Censo Demográfico 1991, 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP.
(1) O Total inclui outros tipos de arranjos domiciliares.
3,5
3,6
3,5
3,5
3,4
3,5
3,4
3,6
3,7
3,3
3,7
Em contrapartida, as menores médias de componentes por domicílio na RMSP
encontram-se entre os arranjos de chefias femininas e masculinas sem cônjuges,
respectivamente, 2,8 e 2,0 pessoas por domicílio. É preciso destacar que, nos arranjos
citados nesse parágrafo, esse número é mais elevado quando se trata de arranjos
domiciliares de chefes sem cônjuges com a presença de filhos e/ou parentes, tanto
para os femininos, como para os masculinos, observando-se, respectivamente, os
valores de 3,4 e 3,1 pessoas por domicílio, pois as médias para os totais de cada
arranjo de chefia sem cônjuge incluem os domicílios unipessoais. As médias citadas
acima são iguais às apresentadas pelo Estado de São Paulo e muito próximas das
outras RMs e Pólos Regionais Paulistas.
Considerando-se os municípios da RMSP, ao analisar o ano de 2000, observase que o tamanho destes varia entre 3,2 e 3,9 pessoas por domicílio, sendo que a
média da região fica em torno de 3,6 pessoas por domicílio. Existe também variação
no tamanho dos domicílios com arranjos chefiados por casais, que ficam entre 3,6 e
4,3 componentes por domicílio. No caso dos arranjos chefiados por mulheres sem
cônjuges, esse números ficam entre 2,4 e 3,3 pessoas por domicílios. Por fim, se
analisarmos os chefes masculinos sem cônjuges, os valores ficam entre 1,7 e 2,4
Região Metropolitana de São Paulo
87
pessoas por domicílio (Tabela 6b).
A média total de pessoas por domicílio no município de São Paulo, sede da
RMSP, é de 3,5 em 2000, pouco abaixo da média da RMSP (3,6). Com a exceção dos
arranjos chefiados por casais, cujo tamanho é um pouco abaixo da média da Região
(3,9 contra 4,0), os demais arranjos analisados apresentam tamanho médio igual aos
da média regional.
Merecem ser destacados ainda os municípios de Biritiba-Mirim, Embu,
Itaquaquecetuba e São Caetano do Sul, uma vez que os mesmos apresentam
especificidades em relação a mais de um tipo de arranjo domiciliar no ano de 2000.
Estes municípios apresentam características distintas em sua posição na
divisão regional do trabalho metropolitano. O primeiro deles, Biritiba-Mirim, município
com percentual relevante de emprego agrícola (Capitulo 1-Tabela 5), apresenta maior
número de pessoas por domicílio quando comparado à média da Região, para os tipos
de arranjos domiciliares chefiados por casais (4,2 pessoas) e os chefiados por
mulheres sem cônjuges (3,3 pessoas), mas apresenta os menores valores quando se
observam os arranjos chefiados por homens sem cônjuges (1,7 pessoas). As médias
da região são, respectivamente, 4,0; 2,8 e 2,0 componentes por domicílio (Tabela 6b).
O município de Embu, com características de emprego urbano (Capitulo 1Tabela 5), também apresenta número de pessoas por domicílio mais elevado em
relação à média regional para os arranjos chefiados por casais (4,2) e para os arranjos
domiciliares de chefes femininas sem cônjuges (3,3). Em relação à chefia masculina
sem a presença de cônjuge os valores são próximos à média regional, que é 2,0, e a
observada no município é de 2,1 para 2000.
Da mesma forma que os municípios anteriores, Itaquaquecetuba, município
com características de dormitório, apresenta número de pessoas por domicílio mais
elevado para os arranjos chefiados por casais (4,3 pessoas) e os chefiados por
mulheres sem cônjuges (3,3 pessoas). Também apresenta, para os arranjos chefiados
por homens sem cônjuges, média de 2,1 pessoas por domicílios.
Por fim, São Caetano do Sul município com características de emprego
urbano e estrutura etária mais envelhecida (Capitulo 2), apresenta-se com as menores
médias de pessoas por domicílio tanto nos arranjos chefiados por casais (3,6
pessoas), quanto nos chefiados por mulheres sem cônjuges (2,4 pessoas),
considerando-se que as médias da RMSP são, respectivamente, 4,0 e 2,8 pessoas
por domicílio (Tabela 6b).
Região Metropolitana de São Paulo
88
Tabela 6a
Número médio de componentes dos domicílios segundo tipologia de arranjo domiciliar
Região Metropolitana de São Paulo
1991
Casais
Chefe feminina sem cônjuge
Chefe masculino sem cônjuge
Com filhos e parentes
com filhos
Sem
com filhos
Total
Total
Unipessoal Total
Unipessoal
e/ou
até 34 de 35 a 49 50 anos Total
filhos Total
e/ou parentes
parentes
anos
anos
e mais
Região Metropolitana de São Paulo
4,2
2,2
4,6
4,3
5,0
4,7
3,0
3,6
1,0
2,4
3,3
1,0
3,9
Arujá
4,6
2,3
4,9
4,4
5,5
5,0
3,9
4,2
1,0
2,6
3,5
1,0
4,3
Barueri
4,4
2,2
4,8
4,3
5,3
5,3
3,6
4,0
1,0
2,5
3,6
1,0
4,2
Biritiba-Mirim
4,7
2,1
5,1
4,6
5,5
5,6
3,4
3,9
1,0
2,1
4,0
1,0
4,3
Caieiras
4,5
2,3
4,7
4,3
5,2
4,9
3,3
3,8
1,0
3,1
4,1
1,0
4,2
Cajamar
4,6
2,4
4,9
4,4
5,6
5,6
3,7
4,1
1,0
2,1
3,0
1,0
4,3
Carapicuíba
4,5
2,3
4,8
4,3
5,3
5,1
3,4
3,8
1,0
2,7
3,5
1,0
4,2
Cotia
4,5
2,2
4,8
4,3
5,4
5,4
3,3
3,8
1,0
2,3
3,4
1,0
4,2
Diadema
4,3
2,2
4,7
4,2
5,2
5,1
3,3
3,7
1,0
2,7
3,4
1,0
4,0
Embu
4,5
2,2
4,9
4,4
5,4
5,6
3,5
4,0
1,0
2,8
3,7
1,0
4,3
Embu-Guaçu
4,5
2,1
4,9
4,4
5,7
4,7
3,4
3,9
1,0
1,8
3,1
1,0
4,2
Ferraz de Vasconcelos
4,5
2,3
4,9
4,5
5,4
5,1
3,6
3,9
1,0
2,3
3,5
1,0
4,3
Francisco Morato
4,7
2,4
4,9
4,6
5,4
5,5
3,8
4,4
1,0
2,5
3,5
1,0
4,4
Franco da Rocha
4,5
2,2
4,8
4,5
5,3
4,9
3,5
4,0
1,0
2,3
3,6
1,0
4,2
Guararema
4,4
2,2
4,8
4,4
5,4
4,8
2,8
3,3
1,0
2,4
3,7
1,0
4,0
Guarulhos
4,3
2,2
4,7
4,3
5,1
4,9
3,3
3,8
1,0
2,4
3,4
1,0
4,1
Itapecerica da Serra
4,5
2,2
4,9
4,4
5,4
5,4
3,8
4,2
1,0
2,4
3,5
1,0
4,3
Itapevi
4,5
2,3
4,9
4,4
5,5
5,2
3,9
4,2
1,0
2,9
4,0
1,0
4,4
Itaquaquecetuba
4,6
2,3
4,9
4,5
5,6
5,3
3,7
4,2
1,0
2,3
3,4
1,0
4,4
Jandira
4,5
2,3
4,8
4,4
5,4
4,8
3,6
4,0
1,0
2,4
3,3
1,0
4,2
Juquitiba
4,5
2,2
5,0
4,6
5,6
4,6
3,3
4,0
1,0
1,9
3,2
1,0
4,1
Mairiporã
4,2
2,1
4,6
4,4
5,1
4,2
3,4
3,8
1,0
2,6
4,8
1,0
4,0
Mauá
4,3
2,2
4,7
4,3
5,2
4,9
3,3
3,7
1,0
2,4
3,2
1,0
4,1
Mogi das Cruzes
4,4
2,2
4,8
4,3
5,3
4,9
3,3
3,9
1,0
2,5
3,7
1,0
4,1
Osasco
4,2
2,2
4,6
4,2
5,0
4,7
3,2
3,7
1,0
2,7
3,5
1,0
4,0
Pirapora do Bom Jesus
4,4
2,3
4,9
4,4
5,7
4,7
4,0
4,3
1,0
1,9
3,2
1,0
4,1
Poá
4,5
2,2
4,8
4,4
5,2
5,0
3,5
4,0
1,0
2,9
4,0
1,0
4,2
Ribeirão Pires
4,3
2,2
4,7
4,2
5,2
4,8
3,4
3,8
1,0
2,6
3,3
1,0
4,1
Rio Grande da Serra
4,6
2,3
4,9
4,4
5,4
5,2
3,6
4,1
1,0
3,0
3,9
1,0
4,4
Salesópolis
4,4
2,2
4,8
4,2
5,7
5,1
3,7
4,1
1,0
1,9
3,0
1,0
4,0
Santa Isabel
4,4
2,1
4,8
4,3
5,4
5,2
3,2
3,6
1,0
2,1
3,2
1,0
4,0
Santana de Parnaíba
4,7
2,4
5,1
4,6
5,4
5,8
3,4
3,8
1,0
2,4
3,8
1,0
4,5
Santo André
4,1
2,2
4,4
4,1
4,7
4,4
2,9
3,5
1,0
2,5
3,3
1,0
3,8
São Bernardo do Campo
4,1
2,2
4,5
4,2
4,8
4,6
3,1
3,6
1,0
2,6
3,4
1,0
3,9
São Caetano do Sul
3,8
2,1
4,2
4,0
4,5
4,1
2,5
3,1
1,0
2,4
3,0
1,0
3,5
São Lourenço da Serra
São Paulo
4,1
2,2
4,6
4,2
4,9
4,6
2,9
3,5
1,0
2,4
3,3
1,0
3,8
Suzano
4,5
2,2
4,8
4,4
5,4
5,2
3,5
4,0
1,0
2,4
3,5
1,0
4,2
Taboão da Serra
4,4
2,3
4,7
4,3
5,1
5,1
3,4
3,8
1,0
2,6
3,5
1,0
4,1
Vargem Grande Paulista
4,5
2,7
4,8
4,2
5,3
5,4
2,8
3,4
1,0
2,7
3,9
1,0
4,1
Fonte: Censo Demográfico 1991, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e
Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP.
Região Metropolitana de São Paulo
89
Tabela 6b
Número médio de componentes dos domicílios segundo tipologia de arranjo domiciliar
Região Metropolitana de São Paulo
2000
Casais
Chefe feminina sem cônjuge
Chefe masculino sem cônjuge
Com filhos e parentes
com filhos
com filhos
Sem
Total
e/ou
Unipessoal Total
e/ou
Unipessoal
até 34 de 35 a 50 anos Total
filhos Total
parentes
parentes
anos 49 anos e mais
Região Metropolitana de São Paulo
4,0
2,2
4,3
4,0
4,6
4,4
2,8
3,4
1,0
2,0
3,1
1,0
Arujá
4,1
2,2
4,5
4,1
4,9
4,4
3,2
3,8
1,0
2,4
3,7
1,0
Barueri
4,1
2,2
4,4
4,1
4,7
4,7
3,1
3,5
1,0
1,9
3,0
1,0
Biritiba-Mirim
4,2
2,2
4,6
4,3
4,9
5,0
3,3
3,7
1,0
1,7
3,1
1,0
Caieiras
4,0
2,2
4,3
4,0
4,6
4,6
3,1
3,5
1,0
2,3
3,5
1,0
Cajamar
4,0
2,1
4,4
4,0
4,7
4,9
3,0
3,4
1,0
1,9
3,0
1,0
Carapicuíba
4,1
2,2
4,4
4,0
4,7
4,7
3,1
3,5
1,0
2,1
3,1
1,0
Cotia
4,2
2,2
4,5
4,1
4,8
4,9
3,1
3,5
1,0
1,9
3,1
1,0
Diadema
4,0
2,2
4,3
4,0
4,6
4,6
3,0
3,5
1,0
2,0
3,0
1,0
Embu
4,2
2,2
4,5
4,1
4,9
4,9
3,3
3,7
1,0
2,1
3,3
1,0
Embu-Guaçu
4,2
2,4
4,6
4,1
4,9
5,4
3,1
3,7
1,0
2,0
3,6
1,0
Ferraz de Vasconcelos
4,2
2,2
4,5
4,1
4,9
4,7
3,2
3,7
1,0
2,3
3,5
1,0
Francisco Morato
4,3
2,2
4,6
4,2
5,0
5,0
3,2
3,7
1,0
2,0
3,3
1,0
Franco da Rocha
4,2
2,2
4,5
4,1
4,9
4,7
3,2
3,7
1,0
2,1
3,1
1,0
Guararema
4,0
2,1
4,4
4,1
4,8
4,6
3,1
3,6
1,0
2,3
3,6
1,0
Guarulhos
4,0
2,2
4,4
4,0
4,7
4,5
3,0
3,5
1,0
2,1
3,2
1,0
Itapecerica da Serra
4,2
2,2
4,5
4,2
4,8
4,9
3,1
3,6
1,0
2,2
3,6
1,0
Itapevi
4,2
2,2
4,5
4,2
5,0
4,8
3,3
3,8
1,0
2,1
3,1
1,0
Itaquaquecetuba
4,3
2,2
4,6
4,2
5,0
5,0
3,3
3,8
1,0
2,1
3,2
1,0
Jandira
4,1
2,2
4,4
4,0
4,8
4,7
3,0
3,4
1,0
2,0
3,0
1,0
Juquitiba
4,3
2,2
4,7
4,1
5,3
5,2
3,2
3,6
1,0
1,8
3,2
1,0
Mairiporã
4,0
2,2
4,4
4,2
4,7
4,5
3,1
3,6
1,0
2,0
3,2
1,0
Mauá
4,0
2,1
4,3
4,0
4,6
4,5
3,0
3,4
1,0
1,9
3,1
1,0
Moji das Cruzes
4,1
2,2
4,4
4,2
4,7
4,5
3,1
3,6
1,0
2,0
3,2
1,0
Osasco
3,9
2,2
4,3
4,0
4,6
4,4
3,0
3,5
1,0
2,1
3,1
1,0
Pirapora do Bom Jesus
4,1
2,1
4,5
4,3
5,0
4,6
3,3
3,7
1,0
2,0
4,1
1,0
Poá
4,2
2,1
4,5
4,1
4,8
4,6
3,0
3,6
1,0
2,4
3,7
1,0
Ribeirão Pires
4,0
2,1
4,3
3,9
4,6
4,4
3,1
3,6
1,0
2,1
3,3
1,0
Rio Grande da Serra
4,1
2,1
4,4
4,0
4,8
4,9
3,3
3,7
1,0
2,1
3,2
1,0
Salesópolis
4,1
2,1
4,5
4,1
4,8
4,8
3,0
3,7
1,0
1,9
3,2
1,0
Santa Isabel
4,1
2,1
4,5
4,1
4,8
4,6
3,1
3,7
1,0
1,8
3,0
1,0
Santana de Parnaíba
4,1
2,1
4,4
4,1
4,7
4,5
3,2
3,8
1,0
2,1
3,6
1,0
Santo André
3,8
2,1
4,2
4,0
4,4
4,2
2,7
3,2
1,0
2,1
3,1
1,0
São Bernardo do Campo
3,9
2,1
4,3
4,0
4,5
4,3
2,8
3,3
1,0
1,9
3,0
1,0
São Caetano do Sul
3,6
2,1
4,1
3,8
4,2
4,1
2,4
3,1
1,0
2,1
3,0
1,0
São Lourenço da Serra
4,1
2,1
4,5
4,2
5,0
4,5
3,0
3,4
1,0
1,8
3,0
1,0
São Paulo
3,9
2,2
4,3
4,0
4,6
4,3
2,8
3,4
1,0
2,0
3,0
1,0
Suzano
4,1
2,2
4,5
4,1
4,8
4,6
3,2
3,6
1,0
2,1
3,3
1,0
Taboão da Serra
4,1
2,2
4,4
4,0
4,8
4,7
3,1
3,4
1,0
2,2
3,4
1,0
Vargem Grande Paulista
4,1
2,1
4,5
4,1
4,8
4,8
3,2
3,8
1,0
1,7
3,1
1,0
Fonte: Censo Demográfico 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e
Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP
Total
3,6
3,8
3,8
3,8
3,7
3,7
3,8
3,8
3,6
3,9
3,9
3,9
3,9
3,9
3,7
3,7
3,8
3,9
3,9
3,8
3,8
3,7
3,7
3,7
3,6
3,8
3,8
3,7
3,8
3,6
3,7
3,9
3,5
3,5
3,2
3,7
3,5
3,8
3,7
3,8
2.2. Mudanças nos arranjos domiciliares de inserção no mercado de trabalho e
na provisão dos domicílios.
Inicialmente, e de forma semelhante ao que foi observado no documento
relativo ao conjunto de regiões analisadas para o Estado de São Paulo, deve-se
mencionar que este estudo considera que os arranjos de inserção dos componentes
da família no mercado de trabalho são definidos, articuladamente, pela dinâmica da
economia e pela dinâmica das relações familiares e das relações de gênero.
Considera também que a composição familiar predominante da etapa do ciclo de vida
familiar é outro aspecto que influi nos arranjos de inserção no mercado de trabalho e
de provisão familiar articulados pelos diferentes tipos de família. Estudo longitudinal
sobre a Região Metropolitana de São Paulo sobre os anos 80 e 90, mostrou que nesse
período alteram-se tanto a composição familiar em alguns tipos de família, como os
arranjos de inserção familiar (Montali, 2004). A generalização das mudanças nos
arranjos de inserção familiar e na responsabilidade pela provisão familiar é também
Região Metropolitana de São Paulo
90
apontada, por outro estudo, para o conjunto das regiões metropolitanas brasileiras nos
anos 2000, guardadas algumas especificidades regionais (Montali e Tavares, 2007).
No atual projeto, utiliza-se a mesma metodologia dos estudos referidos,
buscando-se identificar nas análises as mudanças nos arranjos de inserção familiar e
na responsabilidade dos componentes da família pela provisão familiar que ocorreram
entre os anos de 1991 e de 2000 nas regiões metropolitanas paulistas e nos pólos
regionais.
Análise anterior sobre os anos 90 referente à Região Metropolitana de São
Paulo (Montali, 2004) evidenciou que ocorreu nesse período um rearranjo de inserção
no mercado de trabalho entre os diferentes componentes da família, fortemente
relacionado ao crescente desemprego e às novas características dos desempregados
provocados conjuntamente pelo baixo ritmo de crescimento da economia nacional e
pelo processo de reestruturação produtiva que intensificou-se naquela década. A
mobilização dos componentes da família para o mercado de trabalho nesse período de
elevado desemprego – que se acentua a partir de 1992 e perdura até o final da
década e inicio dos anos 2000 – mostrou-se bastante diferente da observada durante
a conjuntura recessiva dos anos 80, ocorrida entre 1981 e1983 (Montali,1995). O
estudo referido atribui peso preponderante à mudança do padrão de absorção da força
de trabalho ocorrida nos anos 90 para explicar as mudanças verificadas nos arranjos
familiares de inserção no mercado ocorridas; ainda que considere as alterações
havidas nas características da composição familiar, na pequena redução no seu
tamanho e na redução na proporção de filhos menores de 10 anos como elementos
importantes na sua explicação.
Assim, a hipótese assumida pelo estudo citado, é que a nova tendência
observada na articulação dos arranjos familiares de inserção no mercado foi
viabilizada pela mudança no papel da mulher na sociedade, nesta incluindo o aumento
de sua inserção no mercado de trabalho, porém expressa mais fortemente a alteração
no padrão de absorção da força de trabalho. A reestruturação produtiva e
organizacional nos anos 90 reduziu postos de trabalho principalmente para ocupações
predominantemente masculinas e promoveu o crescente desemprego daqueles que
eram os principais mantenedores das famílias nos anos 80: chefes masculinos e
filhos/filhas maiores de 18 anos (Montali, 2004). Nos anos 90 também aumentam as
dificuldades de absorção dos jovens pelo mercado de trabalho e amplia-se a
participação da mulher. Tais impactos da reestruturação produtiva sobre o mercado de
Região Metropolitana de São Paulo
91
trabalho apresentam características semelhantes e são registrados em diversos
estudos tanto para o Brasil, como para países da America Latina, destacando-se o
aumento da absorção da mulher e as maiores restrições para a absorção dos jovens
(Leone, 2003; Oliveira e Salas, 2008).
No referido estudo longitudinal sobre a Região Metropolitana de São Paulo,
evidenciou-se que, nos anos 90, a mudança mais freqüente verificada em
praticamente todos os tipos de família, foi o aumento da participação da mulhercônjuge e da mulher-chefe entre os ocupados da família , em face do desemprego de
parte dos componentes da família e da dificuldade em aumentar o número de pessoas
ocupadas das unidades familiares. No caso das famílias na etapa final do ciclo de vida
familiar (caracterizadas pelos casais com 50 anos e mais) com a presença de filhos, a
mudança manifesta-se no aumento da participação do chefe e da cônjuge entre os
ocupados, ao mesmo tempo em que cresce o desemprego dos filhos adultos (Montali,
2004).
Dessa maneira, os rearranjos familiares de inserção observados a partir de
1991 – diferenciando-se dos arranjos encontrados na década de 1980 – indicam o
maior partilhamento da responsabilidade da manutenção da família. A análise para o
conjunto das regiões metropolitanas brasileiras também confirma esses padrões de
arranjos de inserção nos anos 2004 e 2006 (Montali e Tavares, 2007).
A atual análise sobre as regiões metropolitanas e pólos regionais paulistas com
base nos dados censitários, evidenciou características semelhantes às encontradas
nos estudos referidos no que se refere aos arranjos domiciliares de inserção, bem
como as mudanças observadas na responsabilidade pela provisão dos domicílios no
ano 2000.
No volume 1 (Relatório Consolidado), que consolida as análises regionais, foi
possível realizar análise detalhada das mudanças na inserção dos componentes dos
domicílios no mercado de trabalho nos diferentes arranjos familiares, por tratar de
dados mais agregados, o que não se torna possível na análise regional com
detalhamento por municípios19.
19
Essa análise pode ser encontrada no Volume 1 Capitulo 3, item 2.2.
Região Metropolitana de São Paulo
92
Assim, na presente análise regional dessa problemática são utilizados dois
indicadores: a taxa de geração de renda e a participação na composição da renda
domiciliar.
A taxa de geração de renda é um indicador das mudanças nos arranjos
familiares de inserção no mercado de trabalho e de responsabilidade pela manutenção
da família. Essa taxa expressa a proporção de pessoas que aportam renda de alguma
fonte para o grupo familiar, considerando-se sua posição na família. O estudo
longitudinal sobre a RMSP mostrou que, embora a taxa específica de geração de
renda tenha caído nos anos de maior desemprego do início da década de 1990, ela
tem sido crescente a partir de 1995 evidenciando a importante participação dos
diversos componentes no aporte de renda para o núcleo doméstico (Montali, 2004). A
análise para o Estado de São Paulo e as regiões metropolitanas e pólos regionais
paulistas confirmam essa tendência entre os anos censitários de1991 e 2000.
A tendência observada no período 1991 e 2000 nas distintas espacialidades
sob análise e para o conjunto dos arranjos domiciliares, por um lado confirma o
crescimento dessa taxa, e, por outro lado, evidencia a queda nas taxas de geração de
renda dos chefes, a elevação das taxas das cônjuges, a manutenção da taxa dos
filhos e a queda na proporção de parentes e não parentes que contribuem para
compor a renda domiciliar (Tabela 7).
Tabela 7
Taxa de geração de renda por tipologia e posição na família
Regiões Metropolitanas e Pólos Regionais - Estado de São Paulo
1991-2000
Casais
Chefe feminina sem cônjuge
Chefe Cônjuge Filhos Parentes Total Chefe Cônjuge Filhos Parentes e
e não
não
parentes
parentes
Estado São Paulo
96,1
34,1
22,1
45,9
44,1 89,5
46,6
46,9
RM São Paulo
94,8
34,0
20,2
46,2
43,0 87,9
43,3
48,4
RM Baixada Santista
96,7
34,1
20,1
43,8
43,9 92,1
42,1
44,0
RM Campinas
96,9
36,4
24,6
49,5
46,4 91,6
51,0
48,8
Pólo Araçatuba
97,7
35,8
27,6
43,7
47,6 89,6
52,7
46,3
1991 Pólo Bauru
97,6
37,5
24,8
45,4
46,5 93,8
52,1
45,8
Pólo Presidente Prudente
97,5
32,2
24,2
41,2
44,6 91,6
50,5
43,5
Pólo Ribeirão Preto
97,5
34,1
24,4
48,3
45,6 90,8
53,2
45,8
Pólo São José dos Campos
95,9
32,1
19,0
43,2
41,0 91,2
42,5
45,4
Pólo São José do Rio Preto
98,4
37,3
26,9
48,3
49,1 94,5
55,3
52,5
Pólo Sorocaba
96,0
34,0
21,1
44,8
42,9 91,0
46,9
44,0
Chefe masculino sem cônjuge
Total Chefe Cônjuge Filhos Parentes
e não
parentes
61,1 93,1
48,1
58,9
59,4 91,1
45,2
58,9
59,7 94,7
39,9
58,1
64,3 94,7
50,7
62,5
63,7 94,7
58,8
54,0
65,1 96,6
56,2
56,4
63,3 96,0
46,5
57,0
64,3 96,4
54,8
63,7
57,6 93,1
39,4
62,3
69,1 97,8
51,1
63,5
60,5 94,5
48,1
58,6
Total
Total Chefe Cônjuge Filhos Parentes e
não
parentes
71,5 94,9
34,1
25,6
48,4
70,2 93,3
34,0
23,9
49,3
72,2 95,7
34,1
23,8
46,1
73,6 96,1
36,4
27,9
51,4
72,6 96,3
35,8
31,0
45,8
73,2 97,0
37,5
28,5
47,2
72,2 96,6
32,2
27,7
43,9
76,6 96,4
34,1
28,1
49,9
72,0 95,1
32,1
22,1
46,9
76,6 97,8
37,3
30,4
51,5
71,7 95,2
34,0
24,3
46,6
Estado São Paulo
91,8
46,4
22,5
42,0
47,4 90,1
42,2
44,1
59,7 89,6
45,5
59,2
72,1 91,3
46,4
26,4
RM São Paulo
89,8
45,3
21,2
41,6
45,9 88,6
39,7
44,3
57,9 88,4
43,1
59,4
71,0 89,5
45,3
25,2
RM Baixada Santista
91,1
45,6
20,4
38,7
46,3 90,3
39,3
41,7
58,1 86,8
41,3
55,2
69,8 90,5
45,6
24,8
RM Campinas
92,5
47,9
24,7
43,8
49,5 90,5
45,2
45,6
61,6 89,5
49,1
61,3
73,3 91,9
47,9
28,4
Pólo Araçatuba
94,5
51,8
28,1
42,5
53,0 91,6
50,5
44,4
64,5 92,8
50,8
60,8
75,7 93,8
51,8
32,2
2000 Pólo Bauru
94,1
49,5
24,4
43,0
50,0 93,6
44,9
45,1
62,5 92,6
49,5
55,4
73,3 93,9
49,5
28,1
Pólo Presidente Prudente
92,7
47,9
22,3
39,8
48,3 91,3
45,4
44,8
62,7 88,7
48,6
56,7
73,3 92,1
47,9
26,4
Pólo Ribeirão Preto
94,5
47,4
24,4
44,7
49,3 91,9
45,8
46,4
62,7 92,5
50,5
57,7
74,0 93,8
47,4
28,3
Pólo São José dos Campos
92,3
42,6
21,6
40,2
45,3 90,8
40,2
42,0
57,4 89,9
40,0
54,3
69,4 91,8
42,6
24,9
Pólo São José do Rio Preto
94,0
50,1
25,9
46,2
52,2 92,1
49,5
49,6
66,8 92,1
51,1
67,8
78,5 93,5
50,1
30,0
Pólo Sorocaba
92,6
48,1
21,8
41,1
47,3 92,6
44,5
45,0
61,1 91,5
45,7
60,6
72,8 92,5
48,1
25,6
Fonte: Censo Demográfico 1991 e 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais,
NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP
Região Metropolitana de São Paulo
45,2
45,3
41,9
47,0
45,5
45,4
43,3
47,2
42,8
50,0
44,9
93
Total
47,4
46,5
47,5
49,3
50,3
49,6
47,6
48,8
44,1
52,3
45,7
50,5
49,2
49,7
52,2
55,7
52,9
51,4
52,4
48,2
55,4
50,2
Assim, na RMSP no período de 1991-2000, considerando-se os arranjos
domiciliares nucleados por casais, ocorreu redução na taxa de geração de renda dos
chefes, com queda de aproximadamente 5 pontos percentuais; essa taxa era de
94,8% em 1991 e cai para 89,8% em 2000, mantendo-se entretanto elevada. Por outro
lado, eleva-se a taxa de geração de renda das cônjuges, que, em 1991, era de 34%
e, passou a ser de 45%, em 2000. A elevação da taxa de geração de renda dos filhos
é pequena, passando de 20% em 1991, para 21% em 2000.
Nos arranjos chefiados por mulheres sem cônjuge, as chefes apresentaram
pequena elevação na sua taxa de geração de renda do domicílio no período. Já
bastante elevada em 1991, pois 87,9% delas aportavam renda para o domicílio, essa
participação passou a ser de 88,6% e em 2000. No mesmo período observa-se queda
na taxa de geração de renda dos filhos, que em 1991 era de 43,3% e, em 2000, passa
a ser de 39,7%, possivelmente expressando restrições do mercado ao trabalho jovem.
Em relação aos chefes masculinos sem cônjuges percebe-se a diminuição da
taxa de geração de renda domiciliar dos chefes e dos filhos. Em 1991 cerca de 91% os
chefes aportavam renda para o domicílio e 45,2% dos filhos. Em 2000, essas taxas
passaram a ser de 88,4% e 43%, respectivamente.
Nos municípios da RMSP observam-se as mesmas tendências assinaladas
acima, com poucas especificidades. Considerando-se os arranjos nucleados por
casais, a tendência geral é de diminuição da taxa de geração de renda dos chefes. No
período de 1991-2000 no município de São Paulo, por exemplo, a taxa de geração de
renda dos chefes cai de 94,8% em 1991 para 90,4% em 2000, verificando-se quedas
mais acentuadas em alguns municípios como é o caso de Francisco Morato, que
teve a participação dos chefes diminuída de 94,3% para 83,6% em 2000 (Tabelas 8a e
8b).
Em relação às cônjuges, a tendência nos municípios da região metropolitana é
de aumento da taxa de geração de renda nos arranjos nucleados por casais. O
município de São Paulo serve de exemplo desse aumento na participação das
cônjuges, pois em 1991 a taxa geração de renda era de 36,2% e em 2000 esta passa
a ser de 48,1%. Outro exemplo é o município de São Caetano do Sul, onde em 1991,
a taxa geração de renda das cônjuges era de 34,3% e elevou-se para 49,7% em 2000,
nos arranjos nucleados por casais. Ainda considerando os arranjos nucleados por
casais, percebe-se a tendência de aumento da taxa geração de renda dos filhos. No
município de São Paulo, esta era de 21% em 1991 e de 22,8% em 2000.
Região Metropolitana de São Paulo
94
Nos arranjos chefiados por mulheres sem cônjuge observa-se a tendência
indicada, que é de aumento da participação na geração de renda do domicílio. O
município de São Paulo em 1991 88,6% das chefes sem cônjuge estavam envolvidas
em atividades que geravam renda e esse número elevou-se para 89,6% em 2000. O
município de Biritiba Mirim, com característica de emprego agrícola, mencionado no
tópico anterior, também serve como exemplo para análise dessa tendência, pois em
1991 77,5% das chefes contribuíam para a geração de renda do domicílio e, em 2000,
esse número eleva-se muito, passando a ser 91,8%; neste caso é interessante notar a
queda acentuada da taxa de geração de renda dos filhos, que cai de 48% em 1991
para 38% em 2000. Alguns municípios, entretanto, apresentaram tendência inversa e
sofreram queda na participação das chefes sem cônjuge, como é o caso do município
de Barueri, pois em 1991 88,9% das chefes contribuíam para a geração de renda do
domicílio e, em 2000, esse número sofreu queda para 83,6%; neste caso, onde
ocorrem também quedas nas taxas de filhos e parentes, verifica-se redução da taxa de
geração de renda por domicílio de 52,5% para 50%, possivelmente expressando
conseqüências do elevado desemprego registrado na RMSP naquela data e mais
elevado nos municípios que não a Capital (19,8% na RMSP e 21,4% em Barueri,
conforme Capitulo 1, Tabela2).
Em relação aos filhos de chefes femininas sem cônjuge percebe-se uma
tendência geral de queda na taxa de geração destes, assim como na dos parentes e
não parentes.
Considerando-se o arranjo dos chefes masculinos sem cônjuge no período de
1991-2000, percebe-se, na RMSP, tendência de queda na taxa de geração de renda
para os chefes, ainda que permaneça elevada. No município de São Paulo, em 1991,
91,2% dos chefes e em 2000 89,7% deles, aportavam renda para o domicílio. No
município de Biritiba Mirim, que também serve para ilustrar a tendência, em 1991
100% dos chefes contribuíam para a geração de renda do domicílio e em 2000 esse
número caiu para 89,4%. Em relação à participação dos filhos de chefes masculinos
sem cônjuge percebe-se uma leve tendência à diminuição na participação destes na
geração de renda dos domicílios; uma das exceções ocorre no mencionado municípios
de Biritiba Mirim, onde há crescimento da taxa de geração de renda destes (Tabelas
8a e 8b).
Região Metropolitana de São Paulo
95
Tabela 8a
Taxa de geração de renda por tipologia e posição na família
Região Metropolitana de São Paulo
1991
Casais
Chefe feminina sem cônjuge
Chefe masculino sem cônjuge
Total
Chefe Cônjuge Filhos Parentes Total Chefe Cônjuge Filhos Parentes e Total Chefe Cônjuge Filhos Parentes e Total Chefe Cônjuge Filhos Parentes Total
e não
não
não
e não
parentes
parentes
parentes
parentes
Região Metropolitana de São Paulo
94,8
34,0
20,2
46,2
43,0 87,9
43,3
48,4
59,4 91,1
45,2
58,9
70,2 93,3
34,0
23,9
49,3
46,5
Arujá
93,5
26,5
14,0
38,0
36,0 77,3
39,1
31,4
47,2 94,1
38,2
50,0
63,9 91,7
26,5
17,2
38,2
38,3
Barueri
95,8
29,1
16,1
43,2
38,6 88,9
36,0
45,8
52,4 91,5
40,4
55,7
66,7 94,6
29,1
19,1
45,7
41,2
Biritiba-Mirim
97,3
26,5
18,2
35,2
38,0 77,5
47,9
36,6
54,2 100,0
20,9
66,4
71,9 95,5
26,5
20,7
40,7
41,0
Caieiras
96,9
30,4
20,8
41,9
41,3 91,6
48,5
50,8
61,8 91,5
52,8
56,4
66,9 96,0
30,4
24,2
47,0
44,3
Cajamar
96,2
21,8
16,0
46,5
36,9 80,2
41,6
27,9
50,2 94,7
30,4
57,9
70,0 93,9
21,8
19,8
44,9
39,6
Carapicuíba
95,2
32,7
18,7
45,5
40,6 88,2
42,1
40,6
55,4 93,7
38,8
51,9
65,0 94,1
32,7
22,1
45,6
43,5
Cotia
94,8
34,0
16,5
45,1
39,6 84,4
43,2
49,3
56,8 95,7
38,3
61,3
71,8 93,5
34,0
19,7
48,8
42,5
Diadema
94,0
30,8
18,3
45,0
40,5 84,1
41,0
41,8
54,3 90,5
45,2
61,6
69,5 92,3
30,8
21,8
48,0
43,6
Embu
94,4
34,7
15,2
42,2
38,7 83,6
34,4
44,6
50,1 94,8
33,4
57,5
66,1 92,8
34,7
18,1
45,7
41,2
Embu-Guaçu
95,0
29,1
17,9
35,2
38,6 79,0
36,1
33,8
48,2 94,6
48,7
67,9
79,2 92,8
29,1
20,5
38,4
41,0
Ferraz de Vasconcelos
93,2
30,4
17,1
41,7
38,6 84,7
41,1
39,3
53,1 83,6
36,2
41,7
58,7 91,4
30,4
20,7
41,2
41,0
Francisco Morato
94,3
27,2
14,7
36,3
35,7 84,5
37,9
26,9
47,9 88,5
37,2
58,5
65,4 92,8
27,2
17,5
37,1
37,9
Franco da Rocha
95,7
37,3
15,5
43,0
40,0 89,9
41,1
37,2
54,4 93,7
46,0
51,3
68,3 94,8
37,3
19,1
42,8
42,7
Guararema
94,8
27,5
17,1
41,1
38,6 85,5
43,6
53,9
61,1 89,7
22,1
39,8
54,4 93,4
27,5
19,1
44,0
41,0
Guarulhos
94,4
29,7
18,9
43,4
40,4 85,8
40,8
43,3
54,9 89,9
43,2
54,0
67,0 92,8
29,7
22,1
45,3
43,3
Itapecerica da Serra
92,3
29,6
14,6
37,3
36,6 80,1
31,3
36,0
45,0 90,8
32,3
44,5
61,8 90,6
29,6
17,1
38,3
38,7
Itapevi
89,1
25,2
13,5
34,9
33,9 78,1
28,8
28,7
41,4 83,4
24,7
44,8
53,3 87,2
25,2
15,8
34,6
35,7
Itaquaquecetuba
95,9
28,5
15,6
38,3
37,2 77,3
37,4
36,1
47,9 92,8
43,5
54,9
69,2 93,3
28,5
18,6
40,3
39,5
Jandira
94,5
24,9
17,3
42,9
37,9 83,4
37,6
40,3
50,9 92,0
35,7
56,3
65,9 92,9
24,9
20,0
43,6
40,1
Juquitiba
95,6
22,6
12,4
31,5
34,2 73,0
39,7
58,2
52,5 92,6
44,1
64,9
77,0 93,1
22,6
15,2
44,6
38,1
Mairiporã
96,8
36,2
19,7
43,9
43,1 87,0
41,9
47,4
56,0 97,8
69,6
46,1
69,4 95,8
36,2
23,1
45,3
45,8
Mauá
94,9
23,1
18,0
46,2
38,5 84,4
42,4
45,0
55,5 93,2
41,3
59,9
70,1 93,5
23,1
21,0
48,2
41,3
Mogi das Cruzes
95,2
31,0
19,8
40,3
40,7 85,7
42,0
39,5
54,8 90,6
39,3
46,4
62,7 93,4
31,0
23,1
41,3
43,4
Osasco
95,3
31,4
20,1
44,7
42,1 88,7
42,7
47,2
58,2 90,5
46,5
57,8
67,7 94,0
31,4
23,7
48,2
45,2
Pirapora do Bom Jesus
92,9
26,6
17,1
31,5
37,0 71,5
37,1
30,8
44,3 86,3
39,5
48,7
67,2 89,5
26,6
20,0
35,3
39,5
Poá
94,6
28,3
16,7
39,4
38,3 85,1
46,0
37,5
55,4 94,5
36,5
39,0
57,3 93,1
28,3
21,5
38,8
41,5
Ribeirão Pires
94,1
24,6
20,3
40,1
39,5 82,8
40,9
40,3
53,1 88,4
46,8
59,5
67,6 92,4
24,6
23,0
43,2
41,8
Rio Grande da Serra
96,2
23,8
18,6
42,2
38,0 87,0
39,2
25,8
50,5 95,3
27,6
53,6
63,0 94,9
23,8
21,5
42,1
40,6
Salesópolis
91,6
15,6
20,5
32,5
36,2 84,9
31,5
26,9
45,4 95,8
11,0
60,8
67,8 91,3
15,6
21,8
36,0
38,8
Santa Isabel
97,9
32,8
22,0
38,9
42,8 84,0
47,4
41,9
57,9 98,0
40,2
51,0
71,8 96,0
32,8
25,5
41,5
45,6
Santana de Parnaíba
92,6
23,2
10,0
42,5
32,2 70,3
33,3
46,0
46,2 98,3
35,6
43,3
65,0 90,9
23,2
12,0
43,2
34,2
Santo André
95,7
31,1
23,6
51,1
44,9 90,5
49,3
51,7
64,0 92,8
52,3
65,4
74,2 94,7
31,1
27,2
53,7
48,3
São Bernardo do Campo
94,9
30,9
20,0
49,4
42,5 87,4
43,6
48,9
59,1 88,8
46,3
57,2
68,0 93,4
30,9
23,1
51,0
45,4
São Caetano do Sul
95,4
34,3
26,9
56,4
48,9 86,6
58,4
55,1
68,9 84,0
64,9
56,8
69,8 93,0
34,3
31,8
56,1
52,5
São Lourenço da Serra
São Paulo
94,8
36,2
21,2
47,1
44,5 88,6
44,1
50,4
61,1 91,2
46,5
60,3
71,5 93,3
36,2
25,1
50,7
48,3
Suzano
94,7
26,8
17,7
44,8
38,6 81,7
39,6
40,7
51,9 90,7
42,5
49,1
65,6 92,7
26,8
20,7
44,5
41,0
Taboão da Serra
95,8
40,8
17,6
45,5
42,9 90,6
36,7
43,3
54,1 93,4
45,5
61,9
71,3 94,8
40,8
20,8
47,9
45,6
Vargem Grande Paulista
98,2
37,8
22,3
36,3
43,7 84,3
44,1
53,5
59,6 92,3
32,9
42,2
59,0 96,0
37,8
24,5
39,5
45,8
Fonte: Censo Demográfico 1991, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMPFINEP
Excluídos da análise dos domicílios/família, os pensionistas, empregados domésticos residentes e parentes dos empregados domésticos
Tabela 8b
Taxa de geração de renda por tipologia e posição na família
Região Metropolitana de São Paulo
2000
Casais
Chefe feminina sem cônjuge
Chefe masculino sem cônjuge
Total
Chefe Cônjuge Filhos Parentes e Total Chefe Cônjuge Filhos Parentes e Total Chefe Cônjuge Filhos Parentes e Total Chefe Cônjuge Filhos Parentes Total
não
não
não
e não
parentes
parentes
parentes
parentes
Região Metropolitana de São Paulo
89,8
45,3
21,2
41,6 45,9
88,6
39,7
44,3 57,9
88,4
43,1
59,4 71,0
89,5
45,3
25,2
45,3 49,2
Arujá
89,1
41,3
15,9
41,1 41,5
83,2
33,8
35,0 49,5
82,1
36,7
58,3 64,1
87,7
41,3
18,8
42,8 43,5
Barueri
88,0
41,0
16,7
40,3 41,5
83,6
33,9
32,4 50,0
86,7
38,3
64,5 70,8
87,1
41,0
19,9
40,8 43,8
Biritiba-Mirim
92,3
41,0
19,2
35,7 42,9
91,8
38,1
45,7 56,0
89,4
73,9
52,4 77,4
92,0
41,0
22,4
40,9 45,9
Caieiras
91,1
41,9
17,2
38,8 42,8
89,3
37,5
35,3 53,9
87,9
52,1
52,1 67,7
90,5
41,9
21,3
41,0 45,7
Cajamar
87,3
37,5
17,8
35,8 40,8
88,5
35,5
34,6 52,9
87,1
38,7
47,6 67,4
87,5
37,5
20,8
37,4 43,6
Carapicuíba
86,9
40,8
18,8
35,9 41,9
84,8
34,9
37,6 51,7
82,7
34,5
47,2 61,2
86,2
40,8
22,0
38,0 44,2
Cotia
88,8
45,3
19,3
38,1 43,6
85,8
38,0
42,1 54,3
88,8
41,9
67,9 74,4
88,3
45,3
22,5
42,5 46,2
Diadema
88,7
40,7
19,4
40,3 43,4
84,9
33,5
39,6 51,7
88,2
45,4
62,2 72,3
87,9
40,7
22,5
43,3 46,1
Embu
85,4
42,1
16,4
37,8 40,5
79,5
33,0
31,8 46,9
85,7
34,3
57,9 66,9
84,3
42,1
19,9
38,3 42,5
Embu-Guaçu
87,6
39,9
20,0
37,2 41,8
82,1
38,6
32,7 51,4
82,6
41,1
58,1 67,1
86,3
39,9
22,8
38,8 44,0
Ferraz de Vasconcelos
86,0
39,0
15,2
33,9 38,9
86,6
31,4
34,1 49,3
85,8
29,5
49,6 60,9
86,1
39,0
18,2
36,3 41,3
Francisco Morato
83,6
36,5
12,6
31,7 35,9
80,9
25,9
34,6 44,4
79,7
25,1
45,5 57,7
82,9
36,5
14,9
34,4 38,0
Franco da Rocha
85,7
38,9
16,5
32,0 39,3
84,7
32,1
31,5 48,6
80,1
38,3
56,6 63,0
85,1
38,9
19,5
34,3 41,6
Guararema
92,5
42,4
19,9
48,3 45,1
92,6
42,5
22,7 55,2
94,2
35,1
52,9 67,4
92,7
42,4
23,5
43,0 47,8
Guarulhos
88,8
40,8
18,1
39,5 42,6
86,5
37,9
39,4 54,3
86,0
40,2
54,3 66,8
88,1
40,8
21,9
41,9 45,5
Itapecerica da Serra
87,4
42,8
15,8
38,3 40,8
83,5
33,1
37,1 50,1
82,5
28,7
57,1 63,0
86,3
42,8
19,0
41,3 43,2
Itapevi
84,4
37,2
13,3
31,7 37,0
82,8
28,4
28,9 44,9
81,8
36,5
42,0 59,6
83,9
37,2
16,4
32,2 39,2
Itaquaquecetuba
83,8
35,2
13,0
33,0 36,0
80,3
27,6
31,1 44,0
79,7
35,4
46,5 60,4
82,9
35,2
15,8
34,4 38,1
Jandira
89,2
44,1
15,5
43,9 42,2
86,3
31,0
38,1 50,6
90,3
37,0
55,0 69,5
88,8
44,1
18,3
43,9 44,3
Juquitiba
90,7
44,7
18,0
36,6 42,5
83,3
32,6
42,8 50,4
84,4
24,5
55,4 64,7
88,8
44,7
20,2
40,7 44,7
Mairiporã
91,6
44,5
21,1
44,1 45,9
92,1
39,1
41,3 56,7
79,9
30,3
49,5 60,1
90,6
44,5
23,9
44,2 48,0
Mauá
89,0
36,0
17,3
38,0 40,9
85,4
33,7
38,9 51,9
85,8
37,4
50,3 66,3
88,1
36,0
20,3
40,2 43,4
Moji das Cruzes
90,6
44,2
20,8
38,2 44,7
88,5
37,8
34,8 53,6
89,2
42,7
50,8 68,7
90,1
44,2
24,4
38,9 47,4
Osasco
89,5
46,4
21,9
41,8 46,4
88,8
39,1
42,7 56,5
86,7
42,9
60,5 70,1
89,2
46,4
25,6
45,0 49,2
Pirapora do Bom Jesus
88,7
37,6
13,7
33,0 38,8
84,8
33,8
30,8 48,4
83,1
41,5
42,7 63,2
87,5
37,6
17,7
33,4 41,4
Poá
89,4
42,8
19,1
32,2 42,4
87,8
35,9
33,0 52,4
85,1
39,1
48,2 61,8
88,8
42,8
22,2
35,2 44,8
Ribeirão Pires
91,5
38,5
21,6
39,9 44,4
87,9
39,4
33,9 54,0
88,3
50,5
56,9 70,2
90,6
38,5
25,0
40,3 46,9
Rio Grande da Serra
87,8
31,4
14,8
34,6 37,8
85,1
29,4
28,1 46,0
79,9
33,7
36,8 56,8
86,7
31,4
18,0
32,7 39,9
Salesópolis
94,3
43,6
21,4
38,3 45,7
88,3
50,3
52,8 63,4
96,9
45,5
55,8 75,6
93,6
43,6
26,4
47,1 50,2
Santa Isabel
91,5
43,6
19,1
32,0 43,7
93,2
34,7
38,3 54,5
91,9
39,5
46,5 70,0
91,9
43,6
22,0
36,2 46,7
Santana de Parnaíba
86,8
41,2
16,6
41,9 41,0
80,8
30,0
36,4 47,0
84,3
41,0
54,3 65,2
85,8
41,2
18,8
42,3 42,5
Santo André
92,4
42,3
25,9
46,1 48,8
90,3
46,2
47,9 63,0
87,9
44,1
61,8 70,6
91,7
42,3
29,8
49,3 52,0
São Bernardo do Campo
91,2
43,6
21,5
44,7 46,3
87,7
38,8
45,3 57,3
87,6
44,9
58,0 71,5
90,3
43,6
24,8
46,9 49,0
São Caetano do Sul
96,3
49,7
33,7
51,2 56,5
94,7
54,8
55,6 71,4
94,4
44,1
69,6 77,6
95,8
49,7
38,3
56,1 60,4
São Lourenço da Serra
89,0
32,7
12,5
34,5 37,1
81,0
27,1
27,2 44,9
85,1
23,3
65,3 65,0
87,3
32,7
14,9
36,5 39,7
São Paulo
90,4
48,1
22,8
43,1 47,9
89,6
41,7
46,9 60,3
89,7
45,4
61,8 73,1
90,2
48,1
27,1
47,4 51,5
Suzano
89,3
37,1
18,1
36,2 40,9
88,9
35,5
32,4 51,6
86,8
29,5
50,3 63,4
89,0
37,1
21,2
36,9 43,4
Taboão da Serra
87,0
47,9
20,6
40,7 44,8
85,3
33,0
40,2 51,5
83,9
51,2
48,1 64,8
86,4
47,9
23,5
41,6 46,8
Vargem Grande Paulista
87,3
42,7
20,9
33,1 42,9
86,7
30,9
27,2 47,5
87,9
39,3
74,6 77,0
87,2
42,7
22,6
34,9 44,5
Fonte: Censo Demográfico 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMPExcluídos da análise dos domicílios/família, os pensionistas, empregados domésticos residentes e parentes dos empregados domésticos
Região Metropolitana de São Paulo
96
Outro indicador utilizado para se conhecer as mudanças no padrão de arranjos
domiciliares de provisão da família é a participação dos membros da família na
composição renda domiciliar.
Na RMSP, embora o aumento da participação dos componentes do domicílio
em atividades para geração de renda, a renda domiciliar é predominantemente
composta pela contribuição dos chefes do domicílio, sendo eles chefes masculinos ou
femininos. Entretanto, percebe-se através dos censos de 1991 e 2000 e considerandose a posição na família, que ocorre queda da participação dos chefes masculinos na
composição da renda domiciliar, de 69,8% em 1991 para 66% em 2000 na RMSP.
Tendência semelhante é apresentada pelo Estado de São Paulo, que teve queda de
aproximadamente 3 pontos percentuais no período analisado (Tabela 9).
Observa-se também queda na participação dos filhos, e dos parentes e não
parentes na composição da renda domiciliar. Na Região Metropolitana de São
Paulo,considerando-se os arranjos domiciliares, destaca-se a redução apresentada
pelos filhos das chefes femininas sem cônjuge, que participavam com parcela de 29%
da composição da renda domiciliar em 1991 e passaram a contribuir com 25% em
2000, uma queda de aproximadamente 4 pontos percentuais. Também nos arranjos
nucleados por casais, os filhos apresentam tendência decrescente em sua
contribuição na composição da renda familiar (12,9 % para 11,5%), sendo mais
acentuada em determinados tipos de arranjos, correspondendo a etapas do ciclo de
vida familiar.
Tabela 9
Participação na composição da massa da renda domiciliar por tipologia e posição na família
Regiões Metropolitanas e Pólos Regionais - Estado de São Paulo
1991-2000
Casais
Chefe feminina sem cônjuge
Chefe Cônjuge Filhos Parentes e Total Chefe Cônjuge Filhos Parentes
não
e não
parentes
parentes
Estado São Paulo
70,0
14,1
13,0
3,0
100,0 56,4
.
30,8
12,8
RM São Paulo
69,8
14,4
12,9
3,0
100,0 57,4
.
29,4
13,2
RM Baixada Santista
72,1
13,9
10,7
3,3
100,0 60,8
.
27,1
12,1
RM Campinas
69,7
13,9
13,2
3,2
100,0 55,8
.
31,6
12,6
Pólo Araçatuba
70,3
14,1
13,0
2,6
100,0 56,3
.
31,2
12,5
1991 Pólo Bauru
69,2
14,9
13,1
2,8
100,0 53,8
.
35,7
10,5
Pólo Presidente Prudente
70,6
14,2
12,9
2,2
100,0 51,1
.
40,5
8,4
Pólo Ribeirão Preto
70,3
13,7
13,0
3,1
100,0 55,4
.
31,7
12,9
Pólo São José dos Campos
72,7
13,4
11,0
2,9
100,0 50,9
.
31,1
18,0
Pólo São José do Rio Preto
70,6
13,9
12,7
2,8
100,0 58,4
.
30,2
11,5
Pólo Sorocaba
70,1
13,2
13,3
3,3
100,0 51,9
.
36,7
11,3
Chefe masculino sem cônjuge
Total
Total Chefe Cônjuge Filhos Parentes Total Chefe Cônjuge Filhos Parentes Total
e não
e não
parentes
parentes
100,0 71,2
.
8,4
20,3
100,0 68,5
11,6
14,7
5,2
100,0
100,0 71,3
.
7,4
21,3
100,0 68,3
11,6
14,5
5,5
100,0
100,0 77,2
.
6,1
16,7
100,0 70,9
11,2
12,6
5,3
100,0
100,0 73,7
.
8,3
18,0
100,0 68,6
11,7
14,8
4,9
100,0
100,0 68,5
.
11,8
19,8
100,0 68,9
12,1
14,7
4,3
100,0
100,0 70,0
.
10,4
19,6
100,0 67,6
12,7
15,4
4,4
100,0
100,0 74,3
.
10,2
15,5
100,0 68,9
12,3
15,5
3,4
100,0
100,0 71,2
.
7,8
21,0
100,0 68,8
11,6
14,6
5,0
100,0
100,0 70,8
.
10,3
19,0
100,0 70,5
11,3
13,0
5,3
100,0
100,0 70,7
.
9,6
19,7
100,0 69,4
11,9
14,3
4,4
100,0
100,0 68,0
.
11,4
20,6
100,0 68,3
11,3
15,5
4,9
100,0
Estado São Paulo
67,0
19,3
11,3
2,4
100,0 63,8
.
25,5
10,7
100,0 78,6
.
7,3
14,1
100,0 67,3
15,2
13,1
4,4
RM São Paulo
66,2
20,0
11,5
2,4
100,0 63,8
.
25,2
11,0
100,0 78,6
.
6,7
14,7
100,0 66,7
15,4
13,3
4,6
RM Baixada Santista
67,6
19,5
10,1
2,8
100,0 65,6
.
23,0
11,3
100,0 81,0
.
6,9
12,2
100,0 68,2
14,7
12,2
5,0
RM Campinas
67,3
18,9
11,5
2,4
100,0 64,8
.
24,9
10,4
100,0 78,1
.
7,4
14,5
100,0 67,6
15,3
13,0
4,1
Pólo Araçatuba
69,7
18,0
10,3
2,0
100,0 65,3
.
25,8
8,9
100,0 79,1
.
9,4
11,5
100,0 69,7
15,0
12,0
3,3
2000 Pólo Bauru
68,9
19,1
9,9
2,1
100,0 66,3
.
22,8
11,0
100,0 81,5
.
7,2
11,3
100,0 69,3
15,5
11,5
3,8
Pólo Presidente Prudente
68,0
20,0
10,0
2,1
100,0 66,0
.
24,2
9,8
100,0 84,0
.
6,6
9,4
100,0 68,7
16,1
11,7
3,5
Pólo Ribeirão Preto
68,7
18,1
10,9
2,3
100,0 65,8
.
24,1
10,1
100,0 78,6
.
9,3
12,1
100,0 68,9
14,5
12,6
4,0
Pólo São José dos Campos
69,2
17,7
10,7
2,4
100,0 63,2
.
25,7
11,1
100,0 79,2
.
7,3
13,5
100,0 69,2
14,3
12,3
4,2
Pólo São José do Rio Preto
68,3
19,0
10,0
2,7
100,0 65,7
.
24,7
9,6
100,0 81,8
.
5,9
12,3
100,0 68,8
15,5
11,7
4,1
Pólo Sorocaba
67,3
18,9
11,3
2,5
100,0 61,3
.
27,6
11,1
100,0 76,9
.
8,1
15,0
100,0 67,0
15,5
13,2
4,3
Fonte: Censo Demográfico 1991 e 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais,
NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP
Região Metropolitana de São Paulo
97
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
Apresentando tendência inversa, as cônjuges, nos domicílios compostos por
casais, elevaram sua participação na composição da renda familiar no período de
1991-2000, na RMSP. Considerando-se os arranjos domiciliares nucleados pelo casal,
em 1991 a contribuição da cônjuge era de 14,4% e passou a ser de 20% em 2000,
com um aumento de 5,6 pontos percentuais. Essa tendência é registrada também para
o Estado de São Paulo, para as outras duas regiões metropolitanas e para os pólos
regionais paulistas (Tabela 9).
Outra
informação
que
merece
destaque,
indicando
a
crescente
responsabilidade da mulher na provisão familiar, é o aumento na participação das
chefes femininas sem cônjuge na composição da renda domiciliar. Em 1991 as chefes
contribuíam com 57,4% da renda domiciliar e passaram a contribuir com 63,8% em
2000. Os dados apresentados seguem tendência semelhante à observada para o
Estado de São Paulo, no qual as chefes femininas sem cônjuge contribuíam com 56%
em 1991 e passaram a contribuir com 63,8% em 2000 para a composição da renda
domiciliar. Também apresenta tendência de crescimento o encargo dos chefes
masculinos sem cônjuge, cuja contribuição era de 71,2% em 1991 e passou para
78,6% em 2000 na composição da renda domiciliar, tanto na RMSP, como no Estado
de São Paulo.
Região Metropolitana de São Paulo
98
Tabela 10a
Participação na composição da massa da renda domiciliar por tipologia e posição na família
Região Metropolitana de São Paulo
1991
Casais
Chefe feminina sem cônjuge
Chefe masculino sem cônjuge
Total
Chefe Cônjuge Filhos Parentes Total Chefe Cônjuge Filhos Parentes e Total Chefe Cônjuge Filhos Parentes e Total Chefe Cônjuge Filhos Parentes e Total
e não
não
não
não
parentes
parentes
parentes
parentes
Região Metropolitana de São Paulo
69,8
14,4
12,9
3,0
100,0 57,4
.
29,4
13,2
100,0 71,3
.
7,4
21,3
Arujá
75,3
11,6
9,8
3,4
100,0 45,3
.
39,6
15,1
100,0 61,4
.
17,7
20,9
Barueri
70,9
12,5
14,0
2,6
100,0 54,2
.
33,5
12,3
100,0 73,5
.
7,0
19,5
Biritiba-Mirim
71,5
9,3
16,4
2,8
100,0 50,2
.
38,3
11,5
100,0 78,3
.
4,6
17,1
Caieiras
70,2
10,7
16,2
2,9
100,0 41,5
.
46,6
11,9
100,0 56,1
.
13,5
30,4
Cajamar
67,5
11,8
15,7
5,1
100,0 36,3
.
59,0
4,7
100,0 73,6
.
6,5
19,9
Carapicuíba
66,0
13,2
15,8
5,0
100,0 45,4
.
41,4
13,3
100,0 60,3
.
8,6
31,1
Cotia
72,1
14,5
10,3
3,1
100,0 50,9
.
37,5
11,6
100,0 71,2
.
6,2
22,6
Diadema
68,4
12,4
15,0
4,2
100,0 47,3
.
39,9
12,8
100,0 55,5
.
11,1
33,5
Embu
65,0
13,9
16,9
4,3
100,0 46,9
.
37,3
15,8
100,0 59,9
.
7,7
32,4
Embu-Guaçu
68,5
12,1
15,3
4,2
100,0 49,9
.
37,6
12,4
100,0 71,0
.
7,8
21,2
Ferraz de Vasconcelos
65,5
13,1
17,3
4,1
100,0 35,2
.
56,4
8,3
100,0 74,9
.
8,6
16,5
Francisco Morato
62,0
15,2
18,3
4,4
100,0 44,4
.
45,2
10,5
100,0 56,7
.
12,3
31,0
Franco da Rocha
66,8
14,8
14,3
4,1
100,0 48,8
.
40,1
11,1
100,0 61,8
.
17,0
21,3
Guararema
77,1
9,8
11,2
1,9
100,0 52,9
.
23,9
23,2
100,0 71,5
.
14,7
13,8
Guarulhos
69,7
12,8
13,9
3,6
100,0 48,5
.
37,4
14,0
100,0 66,8
.
10,1
23,1
Itapecerica da Serra
59,3
10,7
27,0
3,1
100,0 50,0
.
35,1
14,9
100,0 68,3
.
6,0
25,7
Itapevi
68,9
13,4
14,1
3,6
100,0 51,1
.
34,6
14,4
100,0 66,6
.
8,2
25,2
Itaquaquecetuba
68,8
12,5
13,8
4,9
100,0 42,6
.
43,6
13,8
100,0 62,6
.
12,1
25,3
Jandira
69,1
10,8
15,9
4,1
100,0 47,0
.
38,8
14,2
100,0 59,1
.
19,3
21,6
Juquitiba
74,1
10,1
13,4
2,5
100,0 40,1
.
42,0
17,9
100,0 67,7
.
9,1
23,2
Mairiporã
67,6
18,1
10,7
3,6
100,0 55,3
.
32,2
12,4
100,0 69,0
.
14,0
17,0
Mauá
67,2
12,2
16,4
4,2
100,0 43,5
.
42,2
14,3
100,0 60,4
.
8,8
30,7
Mogi das Cruzes
70,3
13,0
13,8
3,0
100,0 50,7
.
36,2
13,2
100,0 71,3
.
11,2
17,6
Osasco
68,0
13,2
15,4
3,4
100,0 47,8
.
39,7
12,5
100,0 59,0
.
13,3
27,7
Pirapora do Bom Jesus
72,0
12,3
13,6
2,1
100,0 32,8
.
47,2
20,0
100,0 68,3
.
6,3
25,5
Poá
69,6
12,0
14,8
3,6
100,0 44,5
.
41,9
13,6
100,0 65,6
.
14,0
20,4
Ribeirão Pires
71,3
10,2
16,0
2,6
100,0 45,3
.
44,0
10,7
100,0 63,6
.
10,0
26,4
Rio Grande da Serra
68,9
8,3
18,4
4,4
100,0 42,0
.
52,2
5,8
100,0 51,7
.
27,9
20,4
Salesópolis
73,8
9,2
15,0
2,1
100,0 53,5
.
41,5
5,0
100,0 85,9
.
2,0
12,1
Santa Isabel
68,1
13,7
15,7
2,6
100,0 43,4
.
46,7
9,9
100,0 82,0
.
6,4
11,6
Santana de Parnaíba
81,2
12,8
4,1
1,9
100,0 60,2
.
28,4
11,5
100,0 86,8
.
3,0
10,2
Santo André
69,7
12,1
15,2
3,1
100,0 50,1
.
36,2
13,7
100,0 66,3
.
9,4
24,3
São Bernardo do Campo
72,6
12,9
12,0
2,5
100,0 53,8
.
32,7
13,5
100,0 67,9
.
7,2
25,0
São Caetano do Sul
69,7
13,1
14,6
2,6
100,0 52,0
.
36,2
11,7
100,0 56,0
.
15,7
28,3
São Lourenço da Serra
São Paulo
69,9
15,1
12,2
2,8
100,0 59,6
.
27,1
13,2
100,0 73,1
.
6,7
20,2
Suzano
69,9
11,1
15,3
3,7
100,0 45,8
.
41,5
12,8
100,0 74,0
.
8,2
17,8
Taboão da Serra
66,8
17,1
11,8
4,3
100,0 55,8
.
30,6
13,6
100,0 64,8
.
7,9
27,4
Vargem Grande Paulista
67,4
12,7
17,2
2,6
100,0 67,2
.
26,8
6,0
100,0 52,4
.
24,9
22,7
Fonte: Censo Demográfico 1991, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores
FINEP
Excluídos da análise dos domicílios/família, os pensionistas, empregados domésticos residentes e parentes dos empregados domésticos
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
para as
68,3
11,6
14,5
5,5
100,0
72,8
10,3
11,9
4,9
100,0
69,5
10,6
15,4
4,5
100,0
70,7
8,2
16,9
4,2
100,0
66,9
9,2
18,9
5,0
100,0
65,0
9,7
19,0
6,3
100,0
63,4
10,9
18,1
7,6
100,0
70,5
12,8
12,1
4,6
100,0
65,4
10,3
17,3
7,1
100,0
62,9
11,7
18,5
7,0
100,0
66,9
10,3
16,9
5,9
100,0
62,0
10,9
21,9
5,2
100,0
60,1
13,1
20,5
6,3
100,0
64,7
12,5
17,2
5,7
100,0
74,7
8,7
12,5
4,2
100,0
67,4
10,7
16,1
5,9
100,0
59,1
9,2
26,5
5,2
100,0
66,8
11,2
16,1
5,9
100,0
66,1
10,6
16,5
6,8
100,0
66,5
9,3
18,4
5,8
100,0
70,7
8,3
15,4
5,7
100,0
66,8
15,6
12,5
5,1
100,0
64,7
10,5
18,4
6,4
100,0
68,4
10,9
15,9
4,8
100,0
65,5
11,1
17,7
5,8
100,0
67,8
10,1
16,4
5,8
100,0
66,5
10,0
18,0
5,6
100,0
68,8
8,9
18,1
4,3
100,0
64,1
6,5
23,1
6,3
100,0
73,1
7,9
16,0
3,0
100,0
66,5
11,3
18,2
4,0
100,0
80,9
11,9
4,7
2,5
100,0
67,6
10,4
16,9
5,2
100,0
70,7
11,1
13,6
4,7
100,0
67,1
11,0
16,9
5,0
100,0
68,8
11,9
13,8
5,5
100,0
67,9
9,5
17,4
5,3
100,0
65,4
14,1
13,8
6,8
100,0
66,6
11,2
18,2
3,9
100,0
Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-
Tabela 10b
Participação na composição da massa da renda domiciliar por tipologia e posição na família
Região Metropolitana de São Paulo
2000
Casais
Chefe feminina sem cônjuge
Chefe masculino sem cônjuge
Total
Chefe Cônjuge Filhos Parentes Total Chefe Cônjuge Filhos Parentes Total Chefe Cônjuge Filhos Parentes Total Chefe Cônjuge Filhos Parentes Total
e não
e não
e não
e não
parentes
parentes
parentes
parentes
Região Metropolitana de São Paulo
66,2
20,0
11,5
2,4
100,0 63,8
.
25,2
11,0
100,0 78,6
.
6,7
14,7
100,0
Arujá
67,6
19,6
10,0
2,9
100,0 61,6
.
28,5
9,9
100,0 73,5
.
7,7
18,7
100,0
Barueri
73,2
16,9
8,1
1,9
100,0 63,7
.
27,4
8,9
100,0 77,6
.
6,3
16,1
100,0
Biritiba-Mirim
65,1
16,4
15,7
2,8
100,0 54,8
.
28,6
16,6
100,0 79,0
.
9,4
11,6
100,0
Caieiras
65,5
19,5
12,0
3,0
100,0 56,9
.
35,9
7,3
100,0 69,8
.
6,5
23,7
100,0
Cajamar
65,9
19,9
11,7
2,5
100,0 54,9
.
35,1
10,0
100,0 81,8
.
6,6
11,7
100,0
Carapicuíba
63,3
19,4
14,2
3,1
100,0 55,0
.
33,1
11,9
100,0 71,6
.
11,4
17,0
100,0
Cotia
68,2
18,9
10,2
2,8
100,0 59,8
.
28,6
11,6
100,0 77,5
.
4,9
17,6
100,0
Diadema
64,4
18,8
13,6
3,2
100,0 55,3
.
31,2
13,5
100,0 73,8
.
9,3
16,9
100,0
Embu
62,8
20,4
12,9
3,9
100,0 53,0
.
36,6
10,4
100,0 72,4
.
8,1
19,5
100,0
Embu-Guaçu
63,2
18,1
15,1
3,7
100,0 53,0
.
36,6
10,5
100,0 67,2
.
7,5
25,2
100,0
Ferraz de Vasconcelos
65,0
19,2
12,9
3,0
100,0 57,5
.
31,9
10,6
100,0 71,9
.
9,1
19,0
100,0
Francisco Morato
65,3
19,1
12,0
3,6
100,0 56,5
.
29,3
14,2
100,0 73,8
.
6,1
20,1
100,0
Franco da Rocha
64,2
18,9
13,8
3,1
100,0 59,0
.
32,2
8,8
100,0 68,1
.
16,0
15,9
100,0
Guararema
66,4
20,7
10,5
2,4
100,0 70,6
.
27,1
2,3
100,0 73,3
.
5,7
21,1
100,0
Guarulhos
66,6
18,8
11,9
2,7
100,0 59,5
.
29,5
11,0
100,0 73,2
.
9,5
17,4
100,0
Itapecerica da Serra
66,7
18,5
11,3
3,6
100,0 58,8
.
30,2
11,0
100,0 65,7
.
9,4
24,9
100,0
Itapevi
65,1
19,2
12,5
3,3
100,0 59,0
.
30,3
10,7
100,0 70,9
.
11,1
18,0
100,0
Itaquaquecetuba
66,7
17,6
12,0
3,7
100,0 56,5
.
33,4
10,1
100,0 70,5
.
10,9
18,6
100,0
Jandira
65,2
21,3
10,1
3,4
100,0 57,1
.
32,6
10,2
100,0 79,3
.
6,7
14,0
100,0
Juquitiba
65,4
19,8
11,9
2,9
100,0 57,3
.
24,9
17,8
100,0 84,8
.
4,8
10,4
100,0
Mairiporã
64,8
22,6
10,6
2,0
100,0 59,5
.
29,4
11,1
100,0 83,1
.
5,4
11,5
100,0
Mauá
67,3
17,3
12,8
2,6
100,0 58,1
.
32,1
9,8
100,0 76,0
.
9,7
14,4
100,0
Moji das Cruzes
66,4
19,4
11,9
2,3
100,0 62,7
.
27,3
10,0
100,0 81,7
.
8,5
9,8
100,0
Osasco
63,0
20,2
14,1
2,7
100,0 57,4
.
31,7
11,0
100,0 70,5
.
9,3
20,2
100,0
Pirapora do Bom Jesus
71,2
17,7
9,0
2,2
100,0 51,4
.
29,7
18,9
100,0 75,0
.
10,1
14,9
100,0
Poá
64,4
19,7
13,1
2,8
100,0 59,5
.
30,6
9,9
100,0 65,8
.
10,6
23,7
100,0
Ribeirão Pires
67,3
17,3
12,6
2,8
100,0 53,5
.
35,8
10,8
100,0 69,8
.
17,8
12,5
100,0
Rio Grande da Serra
68,9
14,6
13,9
2,6
100,0 60,0
.
32,2
7,8
100,0 77,3
.
11,7
10,9
100,0
Salesópolis
69,7
17,6
10,6
2,1
100,0 56,0
.
32,2
11,8
100,0 69,5
.
6,3
24,3
100,0
Santa Isabel
65,7
19,1
12,4
2,9
100,0 64,4
.
25,1
10,5
100,0 79,8
.
5,9
14,3
100,0
Santana de Parnaíba
77,0
15,4
5,6
2,1
100,0 71,9
.
21,1
6,9
100,0 76,5
.
5,6
18,0
100,0
Santo André
66,5
17,0
14,1
2,4
100,0 57,9
.
30,7
11,3
100,0 71,8
.
8,7
19,6
100,0
São Bernardo do Campo
67,6
18,6
11,5
2,3
100,0 61,3
.
29,0
9,7
100,0 79,9
.
7,3
12,8
100,0
São Caetano do Sul
67,0
18,2
13,0
1,8
100,0 59,4
.
29,9
10,7
100,0 74,5
.
6,0
19,5
100,0
São Lourenço da Serra
67,9
19,7
10,1
2,4
100,0 65,3
.
23,7
11,0
100,0 77,5
.
11,6
10,9
100,0
São Paulo
66,0
20,6
11,1
2,3
100,0 65,4
.
23,6
11,0
100,0 79,9
.
6,1
14,0
100,0
Suzano
69,3
16,0
12,0
2,8
100,0 58,6
.
30,6
10,8
100,0 75,1
.
6,7
18,2
100,0
Taboão da Serra
60,8
22,8
13,0
3,5
100,0 62,9
.
26,1
11,0
100,0 70,2
.
10,2
19,6
100,0
Vargem Grande Paulista
66,4
18,0
13,2
2,4
100,0 58,7
.
31,9
9,4
100,0 81,3
.
3,1
15,7
100,0
Fonte: Censo Demográfico 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as
FINEP
Excluídos da análise dos domicílios/família, os pensionistas, empregados domésticos residentes e parentes dos empregados domésticos
Região Metropolitana de São Paulo
66,7
15,4
13,3
4,6
100,0
67,3
16,7
11,6
4,4
100,0
72,5
14,5
9,7
3,2
100,0
64,7
13,9
16,8
4,7
100,0
64,7
15,9
14,7
4,7
100,0
65,6
16,6
14,0
3,8
100,0
62,6
15,7
16,7
5,0
100,0
67,9
15,9
11,7
4,6
100,0
63,7
14,9
15,9
5,6
100,0
61,9
16,4
16,0
5,7
100,0
62,2
15,1
17,1
5,6
100,0
64,3
15,7
15,2
4,8
100,0
64,7
15,2
13,9
6,1
100,0
63,7
15,3
16,4
4,5
100,0
67,3
17,1
12,0
3,7
100,0
66,0
15,1
14,2
4,7
100,0
65,7
15,1
13,4
5,8
100,0
64,6
15,4
14,8
5,2
100,0
65,5
14,3
14,8
5,4
100,0
65,0
17,9
12,4
4,7
100,0
65,7
16,1
13,0
5,3
100,0
65,7
18,8
11,9
3,6
100,0
66,7
14,2
14,9
4,2
100,0
66,9
15,3
13,8
3,9
100,0
62,6
16,1
16,4
4,9
100,0
68,6
14,1
12,0
5,3
100,0
63,8
16,1
15,3
4,8
100,0
65,9
14,1
15,7
4,4
100,0
68,0
11,7
16,5
3,8
100,0
68,0
13,8
12,9
5,3
100,0
66,8
14,4
13,7
5,1
100,0
76,6
13,8
6,6
3,0
100,0
65,6
13,9
16,0
4,5
100,0
67,5
15,2
13,5
3,8
100,0
66,5
14,6
14,8
4,1
100,0
68,0
16,3
11,8
3,8
100,0
67,0
15,5
12,9
4,7
100,0
68,3
13,4
13,9
4,4
100,0
61,6
17,5
15,2
5,7
100,0
66,5
15,3
14,4
3,8
100,0
Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-
99
Analisando-se os municípios que compõem a RMSP e considerando-se os
arranjos domiciliares nucleados pelos casais, observa-se na maioria dos municípios a
redução da participação dos chefes na composição da renda do domicílio durante o
período de 1991-2000, mantendo-se no entanto como responsável pela maior parte
dela. Observa-se no município de São Paulo que, em 1991, os chefes de família
contribuíam com 70% na composição da renda e, em 2000, sua contribuição passou a
ser 66% da renda domiciliar. Também em municípios menores e com características
distintas da Capital caiu a contribuição dos chefes masculinos na renda domiciliar, tais
como os municípios de Guararema e de Juquitiba, com características de atividade
agrícola, que apresentam queda de aproximadamente 10,7 pontos percentuais e de
8,7 pontos percentuais, respectivamente, entre 1991 e 2000 (Tabelas 10a e 10b).
Ainda considerando-se os municípios da RMSP, e os arranjos nucleados por
casais, em todos os municípios ocorreu o aumento da participação das cônjuges na
composição da renda domiciliar. O município de São Paulo apresentou aumento de
aproximadamente 6 pontos percentuais, pois em 1991, as cônjuges participavam com
15% da composição da renda do domicílio e em 2000 essa participação passou para
20,6%.
A participação dos filhos na composição da renda é menor no arranjo domiciliar
nucleado pelo casal, e apresentou redução generalizada nos municípios da RMSP
entre os anos de 1991 e 2000; em 2000 representa 11% da renda domiciliar no caso
do município de São Paulo. Em relação à contribuição de parentes e não parentes,
nos municípios de um modo geral, é pequena e apresenta queda no período (Tabelas
10a e 10b).
Considerando os arranjos domiciliares com chefes femininas sem cônjuge, a
tendência geral, observada nos municípios da RMSP, é de aumento da participação
das mulheres-chefe na composição da renda domiciliar. No caso do município de São
Paulo, em 1991, a contribuição das chefes era de 59,6% da renda domiciliar e em
2000 essa participação passou para 65,4%. Em relação à participação dos filhos nos
arranjos domiciliares de chefes femininas sem cônjuge, como já mencionado, a
tendência da RMSP foi de queda na participação destes na composição da renda
domiciliar, no entanto sua contribuição é bastante mais elevada que a observada nos
arranjos nucleados pelo casal e nos arranjos nucleados pelo chefe masculino sem
cônjuge, e, nos municípios metropolitanos, representam parcela que varia entre um
quarto e um terço da renda domiciliar no ano 2000.
Região Metropolitana de São Paulo
100
Considerando os arranjos domiciliares dos chefes masculinos sem cônjuge, a
tendência observada nos municípios é semelhante à observada para RMSP, que foi
de aumento da contribuição destes na renda domiciliar. No município de São Paulo,
em 1991, a participação destes na composição da renda domiciliar era de 73,1%, e,
em 2000, passou a ser de 79,9%, com aumento de 6,8 pontos percentuais no período
analisado. Em relação aos filhos dos arranjos domiciliares com chefes masculinos sem
cônjuges, os municípios reproduzem a tendência percebida na RMSP, que é de queda
na participação destes na composição da renda domiciliar.
2.3. Arranjos domiciliares mais suscetíveis ao empobrecimento
Estudos anteriores sobre a Região Metropolitana de São Paulo os anos 90 e a
primeira metade da década de 2000 (Montali, 2004) e também estudos sobre o
conjunto das regiões metropolitanas brasileiras nos anos 2000 (Montali e Tavares,
2008) evidenciaram que a precarização do trabalho e o aumento do desemprego
vigentes nesses períodos afetam diferenciadamente os arranjos familiares de inserção
no mercado, que são articulados de maneiras distintas nos momentos do ciclo de vida
familiar, evidenciando maior fragilização para determinados segmentos sociais nas
formas encontradas para garantir a sobrevivência. Diversos indicadores reafirmam
essa maior fragilidade apresentada por determinados arranjos domiciliares.
Os arranjos mais suscetíveis ao empobrecimento foram assim identificados
“por apresentarem rendimentos médios familiares per capita mais baixos que os
demais arranjos domiciliares e abaixo da média regional, por apresentarem as mais
elevadas concentrações entre os decis inferiores de renda familiar per capita, bem
como por apresentarem as menores taxas de geração de renda” (Montali e Tavares,
2008).
Esse tópico pretende apresentar os arranjos domiciliares mais suscetíveis ao
empobrecimento na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) no ano de 2000,
indicando suas principais características e destacando os municípios da região em que
essa fragilidade se mostra mais acentuada. Para tanto, serão utilizados dois
indicadores: rendimento domiciliar per capita e taxa de geração de renda, ambos
analisados segundo arranjo domiciliar.
A Região Metropolitana de São Paulo apresenta, no ano de 2000, rendimento
Região Metropolitana de São Paulo
101
domiciliar per capita de R$ 506,90, superior ao do Estado de São Paulo e também
superior quando comparada às outras regiões metropolitanas e pólos regionais.
Em se tratando do rendimento domiciliar per capita, a RMSP está próxima da
RMC, mas apresenta rendimento superior à RMBS. Comparada aos pólos regionais
paulistas, entretanto, apresenta rendimento superior a todos (Gráfico 6).
Gráfico 6
Rendimento domiciliar per capita (em R$)
Região Metropolitana/Pólo Regional – Estado de São Paulo
2000
Pólo Presidente Prudente
338,0
Pólo Araçatuba
372,6
Pólo Sorocaba
377,2
Pólo Bauru
408,3
Pólo São José do Rio Preto
415,4
Pólo São José dos Campos
422,5
Pólo Ribeirão Preto
426,6
RM Baixada Santista
436,4
RM Campinas
479,0
RM São Paulo
506,9
Estado São Paulo
442,1
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1.000
Fonte: Censo Demográfico 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos
Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais,
NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP.
Internamente à RMSP é grande a disparidade de níveis de rendimento
domiciliar per capita entre os municípios que a compõem. Os municípios que se
encontram acima do valor correspondente à média metropolitana são apenas cinco.
Por ordem decrescente são: São Caetano, Santana do Parnaíba, São Paulo, Santo
André e São Bernardo, com rendimento per capita variando entre R$ 831,00 e R$
506,00.
Todos os demais 34 municípios apresentam rendimento domiciliar per capita
abaixo da média regional, que variam entre valores mais próximos da média e valores
Região Metropolitana de São Paulo
102
muito baixos apresentados por um grupo de municípios dormitórios: Francisco Morato
(R$ 176,00), Itaquaquecetuba (R$ 193,00), localizados à leste do município de São
Paulo e Rio Grande da Serra (R$ 197,00) localizado no ABC. Os valores mais
elevados dentre aqueles abaixo da média regional são encontrados em Osasco (R$
391,00), Mairiporã (R$ 428,00), Cotia (R$ 434,00) e Barueri (R$ 494,00), municípios
com características distintas, sendo o último deles área de condomínios de alto padrão
e de industrias de alta tecnologia (Gráfico 7).
Gráfico 7
Rendimento domiciliar per capita (em R$)
Região Metropolitana de São Paulo
2000
Francisco Morato
Itaquaquecetuba
Rio Grande da Serra
Itapevi
Juquitiba
Ferraz de Vasconcelos
Pirapora do Bom Jesus
Biritiba-Mirim
Embu
Franco da Rocha
São Lourenço da Serra
Salesópolis
Santa Isabel
Mauá
Carapicuíba
Itapecerica da Serra
Suzano
Jandira
Diadema
Vargem Grande Paulista
Embu-Guaçu
Cajamar
Poá
Caieiras
Arujá
Guarulhos
Guararema
Taboão da Serra
Ribeirão Pires
Moji das Cruzes
Osasco
Mairiporã
Cotia
Barueri
São Bernardo do
Santo André
São Paulo
Santana de Parnaíba
São Caetano do Sul
RM São Paulo
176,0
193,2
197,3
207,4
213,3
221,5
236,6
242,5
245,6
246,1
247,2
260,4
273,8
274,9
276,2
277,6
290,2
290,5
293,4
296,7
297,3
297,7
302,5
321,1
338,7
344,5
357,1
357,2
362,6
386,4
390,7
428,5
434,1
494,4
505,5
516,4
611,0
781,7
831,3
506,9
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1.000
Fonte: Censo Demográfico 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos
Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais,
NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP.
Tal disparidade regional na renda per capita dos municípios se reflete nos
arranjos mais suscetíveis ao empobrecimento presentes em cada um deles.
Considerando-se os dois indicadores, os arranjos domiciliares mais suscetíveis
à pobreza identificados na Região Metropolitana de São Paulo, no ano de 2000, são,
em ordem crescente aqueles chefiados por casais na faixa etária de até 34 anos com
filhos e/ou parentes, seguidos pelos arranjos de chefias femininas sem cônjuges com
filhos e/ou parentes e, por fim, os chefiados por casais na faixa etária dos 35 aos 49
anos com filhos e/ou parentes (Gráficos 8 e 9). Comparado ao estudo de Montali e
Região Metropolitana de São Paulo
103
Tavares (2008), sobre as regiões metropolitanas brasileiras no ano de 2004, observase a mesma ordem de fragilidade identificada por aquele estudo segundo tipos de
arranjos domiciliares.
Gráfico 8
Rendimento domiciliar per capita segundo tipo de arranjo domiciliar (em R$)
Região Metropolitana de São Paulo
2000
Casal até 34 anos com filhos e
parentes
330,2
Chefe feminina sem cônjuge - e/ou
filhos e/ou parentes
396,3
Casal de 35 a 49 anos com filhos e
parentes
514,9
Chefe masculino sem cônjuge - e/ou
filhos e/ou parentes
584,7
Casal de 50 anos e mais com filhos
e parentes
681,6
Chefe feminina unipessoal
1.005,7
Chefe masculino unipessoal
1.368,9
Total
506,9
0
200
400
600
800
1.000
1.200
1.400
1.600
Fonte: Censo Demográfico 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e
Pólos Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais,
NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP.
Região Metropolitana de São Paulo
104
Gráfico 9
Taxa Específica de geração de renda por tipos de arranjos domiciliares (em %)
Região Metropolitana de São Paulo
2000
Casal até 34 anos com filhos e
parentes
34,7
Casal de 35 a 49 anos com filhos e
parentes
43,8
Chefe feminina sem cônjuge - e/ou
filhos e/ou parentes
54,8
Casal de 50 anos e mais com filhos
e parentes
59,5
Chefe masculino sem cônjuge - e/ou
filhos e/ou parentes
65,1
71,9
Casal sem filhos
88,3
Chefe masculino unipessoal
93,2
Chefe feminina unipessoal
49,2
Total
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
Fonte: Censo Demográfico 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e
Pólos Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais,
NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP.
Os arranjos nucleados por casais na faixa etária de até 34 anos com a
presença de filhos e/ou parentes, que apresentam maior suscetibilidade à pobreza no
ano de 2000 na RMSP, com base nos indicadores adotados, têm rendimento
domiciliar per capita de R$ 301,8 e taxa de geração de renda do domicílio de apenas
34,7%, ou seja, pouco mais de um terço da população em idade ativa aporta renda
para o domicílio.
Nos municípios da Região Metropolitana de São Paulo, entretanto, os arranjos
chefiados por casais na faixa etária dos 34 anos com filhos e/ou parentes, apresentam
rendimento domiciliar per capita que variam entre R$ 139,4 e R$ 687,9 e taxas de
geração de renda entre 28,9% e 41,7% no ano de 2000. Dessa forma ainda que seja o
arranjo mais fragilizado para garantir a sobrevivência do domicílio, esta tipologia de
arranjo domiciliar apresentou suscetibilidade ao empobrecimento mais acentuada nos
municípios de Francisco Morato, Pirapora do Bom Jesus e Rio Grande da Serra.
Francisco Morato apresentou rendimento domiciliar médio de R$ 139,4 e taxa de
Região Metropolitana de São Paulo
105
geração de renda de 28,8%. Pirapora do Bom Jesus teve renda domiciliar per capita
de R$ 146,2 e taxa de geração de renda de 28,8%. Por fim, o município de Rio
Grande da Serra apresentou rendimento domiciliar de R$ 154,8 e taxa de geração de
renda de 29,1%. Em situação oposta, o município sede, São Paulo, apresentou taxas
de geração de renda de 35,9% e rendimento domiciliar per capita de R$ 349,3, acima
da média da RMSP.
O segundo arranjo domiciliar mais sucetível à pobreza no ano de 2000 é
evidenciado nos arranjos domiciliares chefiados por mulheres sem cônjuges com filhos
e/ou parentes. Nesse tipo de arranjo, o rendimento domiciliar per capita observado foi
de R$ 396,3 para a Região Metropolitana. A taxa de geração de renda foi de 54,8%,
uma das mais elevadas observadas dentre os arranjos domiciliares da RMSP. Ou
seja, mais pessoas contribuem para a geração de renda, mas o rendimento domiciliar
per capita é menor que nos outros arranjos domiciliares em decorrência das
características de sexo e de idade de seus componentes, bem como das
características de inserção dos mesmos no mercado de trabalho, com parcela
importante em atividades não formalizadas (Montali, 2008).
Nesse tipo de arranjo, os municípios da RMSP tiveram rendimento domiciliar
per capita variando entre R$ 159,3 e R$ 544,6, e as taxas de geração de renda
variaram entre 40% e 67,3%. Os municípios em que esse tipo de arranjo apresentou
maior suscetibilidade à pobreza são, mais uma vez, Francisco Morato com
rendimento de R$ 159,3 e taxa de 42,1%, Itaquaquecetuba com rendimento de R$
171,2 e taxa de 42% e o município de Itapevi com rendimento de R$ 171,8 e taxa de
42,9%. Situação mais favorável foi encontrada no município de São Paulo, no qual
esse arranjo domiciliar apresentou rendimento de R$ 470,5 e taxas de geração de
renda de 56,9%, acima da média da RMSP.
Por fim, os casais na faixa etária dos 35 aos 49 anos com filhos e/ou parentes
são o terceiro arranjo mais suscetível à pobreza na RMSP. Estes apresentam
rendimento domiciliar per capita de R$ 514,9, próximo à média metropolitana, no
entanto, apresentam taxa de geração de renda de 43,8%, abaixo da média regional.
Esse tipo de arranjo domiciliar apresentou rendimentos per capita que variaram
entre R$ 175,1 e R$ 1.048,2, considerando os municípios da RMSP e taxas de
geração de renda entre 35,9% e 50,2% no ano de 2000. Destacam-se por
apresentarem maior suscetibilidade à pobreza nos municípios de Francisco Morato,
com rendimento domiciliar per capita de R$ 175,1 e taxa de geração de renda de
Região Metropolitana de São Paulo
106
35,9%; de Itaquaquecetuba, com rendimento de R$ 192,7 e taxa de 36,8% e, por fim,
no município de Rio Grande da Serra com rendimento de R$ 198,9 e taxa de 37,8%.
O município sede, São Paulo, apresentou mais uma vez médias superiores à RMSP
com rendimento de R$ 607,1 e taxa de 44,9%.
Esta análise além de apontar os arranjos mais suscetíveis ao empobrecimento
na principal metrópole brasileira, teve por objetivo explicitar a fragilidade dos mesmos,
no contexto da conhecida disparidade social presente na Região Metropolitana de São
Paulo. Ao mostrar que o rendimento per capita domiciliar de São Caetano do Sul é
quase cinco vezes maior que o de Francisco Morato (Gráfico 7), estamos também
mostrando que é proporcional a gravidade dos arranjos domiciliares mais vulneráveis
nestes locais, demandando atenção especial das políticas sociais de combate à
pobreza.
Arranjos domiciliares mais suscetíveis ao empobrecimento em 2006
No âmbito do presente projeto, um dos objetivos da identificação dos arranjos
mais suscetíveis ao empobrecimento nas regiões metropolitanas e pólos regionais do
Estado de São Paulo é oferecer indicações sobre os arranjos domiciliares que
demandam maior atenção das políticas sociais.
Nesse sentido, e buscando informações mais recentes para essa temática,
recorreu-se às informações de 2006, através dos dados da PNAD (Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios) 2006, realizada pelo IBGE.
Deve-se ressaltar que os dados referentes ao ano de 2006, em comparação
com os referentes ao ano censitário de 2000 aqui analisados, refletem uma conjuntura
econômica distinta, com recuperação do crescimento da economia, expansão do
emprego formal, bem como de expansão do acesso a programas de transferência de
renda, que passam a ser massivamente implementados a partir de 2004.
A nova fonte de dados confirma os mesmos arranjos domiciliares como os mais
suscetíveis ao empobrecimento identificados através dos censos de 1991 e 2000, e na
mesma ordem de maior suscetibilidade, quais sejam, aqueles de casais jovens, de até
34 anos, com filhos e /ou parentes, das famílias com chefia feminina sem a presença
de cônjuge, com filhos e/ou parentes, e de casais com idades entre 35 e 49 anos com
filhos e/ou parentes (Gráficos 8 e 10).
Os
arranjos
domiciliares
identificados
como
mais
suscetíveis
ao
empobrecimento, conforme análise apresentada utilizando os dados censitários, além
de apresentarem os níveis mais baixos de rendimentos familiares per capita, também
Região Metropolitana de São Paulo
107
apresentam maior concentração nos decís inferiores de renda domiciliar.
Os dados da PNAD 2006 evidenciam que os três tipos de arranjos domiciliares
assim identificados compõem, no ano de 2006, cerca de 56,5% dos domicílios da
Região Metropolitana de São Paulo, 55% do Interior e 55,6% do conjunto do Estado
de São Paulo e
que apresentam concentrações mais elevadas que os demais
arranjos domiciliares nos decís inferiores de rendimento domiciliar per capita. Dessa
maneira, encontram-se abaixo do valor do 5º decil da distribuição de renda domiciliar
per capita metropolitana, que identifica os 50% mais pobres, mais que 70% dos
arranjos domiciliares dos casais jovens com filhos. Proporções mais elevadas são
encontradas na Região Metropolitana de São Paulo (73%) em comparação como o
Interior (71%). Nos domicílios com arranjos de chefe feminina sem a presença de
cônjuge, com filhos e/ou parentes, pouco menos de 60% apresentam rendimento
abaixo do valor do 5º decil, dentre estes observa-se percentual um pouco mais
elevado no Interior. Entre os domicílios dos casais de 35 a 49 anos com filhos e/ou
parentes pouco mais que 50% estão abaixo do valor do 5º decil, com proporções mais
elevadas na RMSP (54%) do que no Interior (52%).
Em síntese, os domicílios mais suscetíveis ao empobrecimento apresentam
maior concentração entre os 50% mais pobres na Região Metropolitana de São Paulo
comparativamente aos do Interior e ao total do Estado de São Paulo. Este indicador
está bastante coerente com as análises da Parte 1 deste Capítulo “Renda, Pobreza e
Desigualdade
na
Região
Metropolitana
de
São
Paulo”,
que
evidencia
o
aprofundamento da desigualdade de rendimentos entre as pessoas de 10 anos e mais
na Região Metropolitana de São Paulo no ano 2000.
Região Metropolitana de São Paulo
108
Gráfico 10
Rendimento domiciliar per capita segundo tipo de arranjo domiciliar
Região Metropolitana de São Paulo, Interior e Estado São Paulo, 2006
Casal até 34 anos com filhos e
parentes
Chefe feminina sem cônjuge e/ou filhos e/ou parentes
Casal de 35 a 49 anos com filhos
e parentes
RMSP
Estado São Paulo
Interior
Chefe masculino sem cônjuge e/ou filhos e/ou parentes
Casal de 50 anos e mais com
filhos e parentes
Casal sem filhos
Chefe feminina unipessoal
Chefe masculino unipessoal
Total
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900 1000 1100 1200 1300 1400 1500 1600 1700 1800
Fonte: IBGE - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2006. Microdados.
Os arranjos domiciliares mais suscetíveis ao empobrecimento e o acesso aos
programas de transferência de renda em 2006
Durante a década de 2000, dentre as políticas de combate à pobreza
diversificam-se os programas e amplia-se a cobertura daqueles caracterizados pela
transferência de renda. Os programas de transferência de renda apresentam
abrangência incipiente no ano 2000, portanto não poderiam ser analisados através dos
dados censitários correspondentes a esse ano. Na década de 90 inicia-se esse tipo de
política de combate à pobreza com a predominância de programas municipais, que
20
passaram a ser implementados a partir de 1995 , além de dois programas federais: o
Beneficio de Prestação Continuada (BPC) e o Programa de Erradicação do Trabalho
Infantil (PETI), instituídos em 1996. No decorrer da década de 2000 aumenta a
cobertura dos programas de transferência de renda com a ampliação da
20
Detalhamento dos programas municipais de transferência de renda nesse período pode ser
encontrado em Fonseca, 2001.
Região Metropolitana de São Paulo
109
implementação destes dois programas federais e, a partir de 2001, com a
implementação dos programas Bolsa-Escola e Bolsa-Alimentação e na seqüência os
programas Auxílio-Gás, em 2002 e o Cartão Alimentação, em 2003. A partir de
outubro de 2003, ocorre a implementação do Programa Bolsa-Família, que unifica
estes últimos quatro programas de transferência e gradativamente amplia a cobertura,
tornando-a massiva. Assim, a partir de 2003 aumenta o acesso a esse tipo de
21
programa de combate à pobreza pelos domicílios com rendimentos mais baixos .
No entanto ainda é bastante modesto o acesso dos domicílios do Estado de
São Paulo e da RMSP a programas de transferência de renda, segundo pesquisa da
Fundação SEADE cerca de 9% deles têm acesso a pelo menos um programa dessa
natureza22. Considerando-se o total dos domicílios brasileiros, 18,3% correspondem à
proporção dos que receberam transferência de renda de programa social do governo
(IBGE, 2008: Tabela 1.2.3). Existem no entanto diferenças regionais na distribuição
dos domicílios brasileiros com acesso a tais programas governamentais e as maiores
proporções são encontradas nas regiões Nordeste (35,9%) e Norte (24,6%), seguidos
pelas das regiões Centro-Oeste (18%), Sul (10,4%) e Sudeste (10,3%).
Tendo por referência os grupos de arranjos domiciliares mais suscetíveis ao
empobrecimento, investiga-se aqui o acesso destes aos programas de transferência
de renda. Constata-se que, se por um lado ainda é restrito o aceso do conjunto dos
domicílios a programas de transferência de renda, por outro lado existem indicações
de que o acesso à programa social de transferência de renda governamental mostrase bem focalizado, pois mais que 90% dos domicílios beneficiários no Estado de São
Paulo encontram-se entre os 50% mais pobres segundo os dados da PNAD 2006
(Tabela 11). A focalização dos programas sociais de transferência de renda se
evidencia também nas proporções mais elevadas do acesso a tais programas sociais
pelos
domicílios
acima
caracterizados
como
arranjos
mais
suscetíveis
ao
empobrecimento nas diversas espacialidades sob análise em comparação com os
demais arranjos domiciliares (Tabela 11 % coluna).
Considerando-se o conjunto dos tipos de arranjos domiciliares fica evidente a
focalização nos três tipos apontados como mais suscetíveis ao empobrecimento quais
21
Mais informações sobre programas de transferência de renda podem ser encontradas na
Parte 4 deste capítulo.
22
Resultados da Pesquisa de Condições de Vida – PCV 2006 - Fundação SEADE, mostram
que 8,7% das famílias do Estado de São Paulo e 9% das famílias da Região Metropolitana de
São Paulo têm acesso a benefícios oriundos dos programas governamentais de transferência
de renda. Disponível em http://www.seade.gov.br. Acesso em 28/03/2008.
Região Metropolitana de São Paulo
110
sejam: casal de até 34 anos, com filhos e parentes, chefe feminina sem cônjuge, com
filhos e parentes, e casal entre 34 e 49 anos com filhos e parentes, que juntos
perfazem mais de 80% dos domicílios com acesso a algum programa de transferência
de renda em todas as espacialidades analisadas em 2006. Assim, na RMSP, enquanto
os arranjos domiciliares identificados por este estudo como mais fragilizados
representam 56,5% do total dos domicílios (Anexo 1), ao se considerar os 50% mais
pobres representam 83% dos domicílios atendidos por programas de transferência de
renda (Tabela 11 % coluna). No Interior, estes arranjos domiciliares representam 55%
do total dos domicílios (Anexo 1) e, considerando –se os 50% mais pobres, são 82%
dentre os beneficiários destes programas (Tabelas 11 % coluna).
Tabela 11
Distribuição dos domicílios com acesso aos programas de transferência de renda entre os 50% mais pobres - Estimativa (%) (1)
Região Metropolitana de São Paulo, Interior e Estado de São Paulo
2006
RMSP
Interior
Estado
50% mais pobres
50% mais pobres
50% mais pobres
% linha % coluna
% linha % coluna
% linha % coluna
Casais
96,3
69,1
93,0
73,6
94,2
72,0
Casal sem filhos
91,7
3,3
76,3
4,3
78,0
3,9
Casal com filhos e parentes
96,5
65,9
94,3
69,3
95,3
68,2
Casal até 34 anos com filhos e parentes
96,1
29,1
96,4
31,9
96,6
31,0
Casal de 35 a 49 anos com filhos e parentes
98,8
25,2
95,2
26,6
96,4
26,1
Casal de 50 anos e mais com filhos e parentes
86,4
5,6
80,4
5,5
83,8
5,7
97,1
29,7
95,8
23,6
96,7
25,7
Chefe feminina sem cônjuge - e/ou filhos e/ou parentes
97,0
28,5
96,9
23,0
96,9
24,8
Chefe feminina unipessoal
100,0
1,2
66,7
0,6
90,1
0,9
80,0
1,2
95,0
2,8
92,0
2,3
Chefe masculino sem cônjuge - e/ou filhos e/ou parentes
80,0
1,2
94,1
2,4
90,9
2,0
Chefe masculino unipessoal
0,0
0,0
100,0
0,5
100,0
0,3
Chefe feminina sem cônjuge
Chefe masculino sem cônjuge
Total (2)
96,3
100,0
93,7
100,0
94,8
100,0
Fonte: IBGE - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2006. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do
Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP.
(1) Estimativa obtida através da variável V1273. Domicílios até o 8º decil do rendimento domiciliar per capita.
(2) O Total inclui outros tipos de arranjos domiciliares (residual).
Outro aspecto que se pretende ressaltar é que o acesso a programas de
transferência está relacionado à composição dos domicílios e aos distintos arranjos
domiciliares associados a ciclos vitais da família (Tabela 12). Observa-se que o
Beneficio de Prestação Continuada, que atende a deficientes e principalmente idosos
em situação de risco, apresenta peso maior entre as famílias unipessoais,
caracterizadas por idosos, entre os arranjos nucleados pelos casais de 50 anos com
filhos e/ou parentes, bem como entre os casais sem filhos residentes, dentre os quais
Região Metropolitana de São Paulo
111
uma parcela importante é composta por idosos. Representa ainda cerca de 15 % dos
benefícios a que têm acesso os domicílios com chefia feminina sem a presença de
cônjuge no Estado de São Paulo, lembrando que nestes arranjos cerca de metade das
chefes têm 50 anos e mais. Nos demais arranjos familiares é bastante menor a
participação desse programa (Tabela 12).
O programa Bolsa-Família, por sua vez, apresenta peso importante entre os
programas de transferência de renda, abrangendo cerca de 67% dos domicílios
metropolitanos com acesso e 73% dos domicílios do Interior com acesso. No Estado
de São Paulo, dentre os beneficiários de algum programa de transferência de renda
governamental, 70% têm acesso ao programa Bolsa-Família (Tabela 12).
É mais elevado o acesso ao Bolsa Família pelos três tipos de arranjos
identificados como mais suscetíveis ao empobrecimento, que contam em sua
composição familiar com parcela importante de crianças, adolescentes e jovens, ou
seja, os tipos de arranjo domiciliar: casal de até 34 anos, chefe feminina sem cônjuge,
com filhos e/ou parentes e casal entre 34 e 49 anos com filhos e/ou parentes. Na
Região Metropolitana de São Paulo, considerando-se os domicílios com acesso a
algum tipo programa de transferência de renda, cerca de 70% dos domicílios desses
três arranjos domiciliares referidos como mais fragilizados, são beneficiários do
Programa Bolsa Família. Proporção mais elevada que a apresentada pelos demais
arranjos domiciliares (Tabela 12).
Merece destaque o fato de que na Região Metropolitana 61% dos domicílios de
casais sem filhos e 25% dos domicílios unipessoais femininos são beneficiários do
Bolsa Família em 2006. Informações semelhantes foram identificadas por estudo
sobre as regiões metropolitanas brasileiras para o mesmo ano (Montali e Tavares,
2008) e atribui-se o acesso de domicílios sem a presença de crianças ou adolescentes
à ampliação do Bolsa Família que privilegiou o limite da renda domiciliar per capita
como critério para a seleção das famílias beneficiárias (Tabela 12).
Um outro tipo de arranjo domiciliar mostra-se como beneficiário de programas
de transferência de renda, demandando atenção no planejamento dos programas de
proteção social, trata-se do arranjo domiciliar do chefe masculino sem cônjuge, com
filhos e/ou parentes. Este arranjo é apontado principalmente para o Interior como um
dos que apresenta elevada concentração entre os 50% mais pobres, da ordem de
45%; na RMSP apresenta concentração um pouco menor, da ordem de 40%. Na
Região Metropolitana de São Paulo este arranjo domiciliar é beneficiário do BPC , no
Região Metropolitana de São Paulo
112
caso de 33% dos domicílios, e de Outro Programa, com a importante porcentagem de
50%; esta categoria Outro Programa inclui programas estaduais e municipais,. No
Interior 70% destes domicílios são beneficiários do Bolsa Família e 23% do BPC
(Tabela 12).
Tabela 12
Distribuição dos domicílios com acesso a programas de transferência de renda por arranjos domiciliares, segundo distribuição por programa
Região Metropolitana de São Paulo, Interior e Estado de São Paulo
2006
RMSP
BOLSA BPC PETI
OUTRO
TOTAL
FAMÍLIA
PROGRAMA
Tipos de arranjos
Casais
Casal sem filhos
Interior
BOLSA BPC PETI
OUTRO
TOTAL
FAMÍLIA
PROGRAMA
Estado São Paulo
BOLSA BPC PETI
OUTRO
TOTAL
FAMÍLIA
PROGRAMA
67,0
6,5
0,7
25,7
100,0
74,7
11,7
0,7
12,9
100,0
72,1
10,0
0,7
17,2
100,0
61,5
15,4
0,0
23,1
100,0
37,5
52,5
0,0
10,0
100,0
43,5
43,2
0,0
13,3
100,0
Casal até 34 anos com filhos e parentes
70,3
2,5
1,7
25,4
100,0
84,4
3,4
0,8
11,4
100,0
79,6
3,1
1,1
16,1
100,0
Casal de 35 a 49 anos com filhos e parentes
69,0
4,0
0,0
27,0
100,0
75,6
8,5
1,0
14,9
100,0
73,4
7,0
0,7
19,0
100,0
Casal de 50 anos e mais com filhos e parentes
48,0
28,0
0,0
24,0
100,0
44,0
38,0
0,0
18,0
100,0
45,4
34,6
0,0
20,0
100,0
68,7
7,0
0,9
23,5
100,0
67,8
21,1
1,1
10,0
100,0
68,1
15,5
1,0
15,3
100,0
Chefe feminina sem cônjuge - e/ou filhos e/ou parentes
70,3
4,5
0,9
24,3
100,0
70,1
18,4
1,1
10,3
100,0
70,2
12,9
1,1
15,9
100,0
Chefe feminina unipessoal
25,0
75,0
0,0
0,0
100,0
0,0
100,0
0,0
0,0
100,0
10,1
89,9
0,0
0,0
100,0
16,7
33,3
0,0
50,0
100,0
60,0
30,0
0,0
10,0
100,0
49,8
30,8
0,0
19,4
100,0
Chefe masculino sem cônjuge - e/ou filhos e/ou parentes
16,7
33,3
0,0
50,0
100,0
70,6
23,5
0,0
5,9
100,0
56,3
26,1
0,0
17,6
100,0
Chefe masculino unipessoal
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
66,7
0,0
33,3
100,0
0,0
66,7
0,0
33,3
100,0
66,8
7,1
0,8
25,4
100,0
72,7
14,4
0,8
12,2
100,0
70,6
11,8
0,8
16,8
100,0
Chefe feminina sem cônjuge
Chefe masculino sem cônjuge
Total (1)
Fonte: IBGE - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2006. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas
Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP.
(1) o total inclui outros tipos de arranjos domiciliares (residual).
Merece ressaltar que a análise do acesso aos programas de transferência de
renda governamentais pelos domicílios caracterizados por arranjos mais suscetíveis
ao empobrecimento explicita, ao mesmo tempo, a confirmação da condição de maior
suscetibilidade ao empobrecimento destes arranjos, bem como a focalização dos
programas de transferência de renda nos domicílios mais pobres.
Por outro lado esta análise aponta um outro arranjo domiciliar identificado nos
anos recentes, que evidencia fragilidade em face à sobrevivência, demandando
atenção das políticas de proteção social, que é o arranjo do chefe masculino sem
cônjuge, com filhos e/ou parentes. Embora este arranjo domiciliar represente cerca de
4% dos domicílios da RMSP, Interior e Estado de São Paulo em 2006, apresenta uma
das concentrações mais elevadas entre os 50% mais pobres (Anexo 1) e evidencia
acesso a programas de transferência de renda, demandando conhecimento mais
aprofundado de sua configuração e da condição de precariedade.
Região Metropolitana de São Paulo
113
Anexo 1
Distribuição dos arranjos domiciliares por tipologia segundo decis do rendimento domiciliar per capita (R$)
Região Metropolitana de São Paulo, Interior e Estado São Paulo
2006
RMSP
Interior
Estado São Paulo
Distribuição
50%
Distribuição
50%
Distribuição
50%
Tipologia
mais
Tipologia
mais
Tipologia
mais
pobres
pobres
pobres
Casais
65,0
52,2
70,2
51,7
67,7
51,9
Casal sem filhos
13,3
30,3
16,3
36,2
14,8
34,0
Casal até 34 anos com filhos e parentes
16,3
72,7
17,8
70,6
17,1
71,5
Casal de 35 a 49 anos com filhos e parentes
21,1
54,5
22,3
51,6
21,7
52,7
Casal de 50 anos e mais com filhos e parentes
11,3
39,7
10,4
40,2
10,9
39,5
Chefe feminina sem cônjuge
25,5
52,0
21,1
51,2
23,2
51,3
Chefe feminina sem cônjuge - e/ou filhos e/ou parentes
19,1
58,4
14,8
59,4
16,8
58,3
Chefe feminina unipessoal
6,5
33,3
6,3
32,0
6,4
32,7
Chefe masculino sem cônjuge
9,4
29,9
8,8
35,0
9,1
33,4
Chefe masculino sem cônjuge - e/ou filhos e/ou parentes
4,1
40,0
3,3
45,0
3,7
43,0
Chefe masculino unipessoal
5,3
22,3
5,5
29,1
5,4
27,0
Total (1)
100,0
50,1
100,0
50,1
100,0
50,0
Fonte: IBGE - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2006. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do
Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP.
(1) O Total inclui outros arranjos domiciliares.
Tipos de arranjos
2.4 A mulher e a renda dos domicílios: 1991-2000
Domicílios com rendimento da mulher
Conforme mencionado anteriormente a Região Metropolitana de São Paulo
(RMSP) tinha em 2000, 59,9% dos domicílios com renda da mulher, sendo essa
proporção inferior à da RMC e às de vários pólos do estado de São Paulo. Contudo, a
participação da renda da mulher na renda dos domicílios com mulher com renda era
uma das mais elevadas ficando abaixo somente da região metropolitana da Baixada
Santista como pode ser visualizado no gráfico 11 a seguir.
Região Metropolitana de São Paulo
114
Gráfico 11
Domicílios com renda da mulher e participação da renda da mulher na renda domiciliar.
Regiões Metropolitanas e Pólos Regionais
2000
D o m ic í li o s c o m re n da d a m ul he r (% ) - 2 0 0 0
63,9
5 9 ,9
5 9 ,8
6 0 ,0
60,2
R M B aix
S ant is ta
So roc ab a
Pre siden te
Prud ent e
6 0 ,7
6 0 ,8
R ibe irão
Pre to
RM
C a m pin as
6 2 ,0
6 2 ,1
S . J . d o R io
P reto
B auru
5 7 ,1
R M S ão
Pa ulo
S. J . do s
Cam p os
A raç at uba
R e nd a d a m ul h er n a ren d a d om i ci li ar (% ) - 2 00 0
46 ,6
4 5,3
RM S ão
P a ulo
41 ,0
4 1 ,2
4 1 ,3
B auru
Araç at uba
Rib eirã o
P reto
41,7
41 ,9
S . J . d os
Ca m po s
S . J. do R io
P ret o
42,1
So roc ab a
4 2 ,6
4 2,7
RM
C a m pinas
P res ide nte
P rude nte
RM B a ix
S ant is ta
F o n t e : C e n so D e m o g rá f ic o 2 0 0 0 , I B G E
Em 1991, a RMSP apresentava 52,3% dos domicílios auferindo rendimentos da
mulher e essa percentagem passou para 59,9% em 2000. Quanto à participação da
renda da mulher na renda total dos domicílios com mulher com renda esta era de
43,8% em 1991 e passou para 45,3% em 2000. Assim, a ampliação do número de
domicílios com mulher com renda teve um aumento de sete pontos percentuais
enquanto a variação da participação da renda da mulher na renda domiciliar foi bem
menos intensa (2 pontos percentuais). A tabela 13 mostra os municípios da RMSP
ordenados de menor a maior conforme a participação da renda da mulher na renda
domiciliar.
O percentual de domicílios com renda da mulher varia muito entre os
Região Metropolitana de São Paulo
115
municípios da RMSP. Em 1991 essa variação ia de 31,3% em Juquitiba a 56% em
Taboão da Serra. Em 2000 o menor percentual ficava com São Lourenço da Serra
(43,5%) e o maior com São Caetano do Sul (68,9%). Em 2000 os municípios São
Caetano do Sul, Osasco, São Paulo e Taboão da Serra apresentavam percentuais
de domicílios com mulher auferindo rendimentos superiores ao percentual da RMSP
(68,9; 60,1; 62,9 e 60,8, respectivamente). Entre 1991 e 2000 houve aumento
generalizado na ampliação do número de domicílios com mulher auferindo renda e isto
foi muito notório nos municípios de Salesópolis e Juquitiba, onde os percentuais
eram muitos reduzidos em 1991 (ambos aumentaram 21 pontos percentuais). O
município de Osasco também merece destaque, pois além de ter, em 1991, elevado
percentual de domicílios com mulher com renda teve um aumento considerável no
período (10 pontos percentuais).
Região Metropolitana de São Paulo
116
Tabela 13. Proporção de domicílios com mulher ocupada e participação da renda da mulher na renda domiciliar em
2000.Região Metropolitana de São Paulo, 1991-2000.
RMSP
Santana de Parnaíba
Barueri
Salesópolis
Cotia
Mairiporã
Itapecerica da Serra
Biritiba-Mirim
Guararema
Suzano
Embu-Guaçu
Vargem Grande Paulista
São Caetano do Sul
São Bernardo do Campo
Santo André
Jandira
Ribeirão Pires
Pirapora do Bom Jesus
Cajamar
Juquitiba
Arujá
Caieiras
Moji das Cruzes
Franco da Rocha
Osasco
Poá
Mauá
Guarulhos
São Lourenço da Serra
São Paulo
Diadema
Ferraz de Vasconcelos
Itaquaquecetuba
Embu
Carapicuíba
Santa Isabel
Francisco Morato
Rio Grande da Serra
Itapevi
Taboão da Serra
RMSP
% Domicílios com
mulher com renda
(todas as fontes)
1991
% Renda da
mulher na renda
total dos
domicílios com
mulher que tem
renda
1991
% Domicílios
com mulher com
renda (todas as
fontes)
2000
% Renda da
mulher na renda
total dos
domicílios com
mulher que tem
renda
2000
34,6
44,8
32,5
48,2
48,4
42,4
38,1
40,0
43,2
42,4
49,7
55,3
48,3
51,5
41,3
41,9
37,5
37,4
31,3
39,9
49,5
48,2
50,5
50,0
47,3
41,3
47,2
54,9
47,4
46,8
42,9
48,7
49,9
46,5
42,2
43,1
40,0
56,0
52,3
35,0
40,1
37,8
40,7
36,0
32,3
35,2
38,3
40,4
40,6
35,7
42,7
40,0
40,6
42,6
39,7
44,1
50,4
39,0
36,9
40,2
39,0
40,3
41,9
43,3
45,8
42,7
44,6
43,7
40,2
42,6
43,2
42,0
39,7
50,7
37,7
47,7
44,9
43,8
50,2
53,0
53,5
56,2
54,7
54,5
52,3
53,5
51,8
51,3
55,2
68,9
58,1
59,6
54,8
54,9
47,7
49,9
52,3
51,9
55,3
57,1
51,7
60,1
56,0
50,0
54,0
43,5
62,9
55,0
51,7
47,0
54,4
54,7
55,1
48,6
46,7
49,5
60,8
59,9
35,5
39,0
39,3
39,9
40,5
41,1
41,2
41,6
41,7
41,7
41,9
42,2
42,7
42,8
43,2
43,2
43,4
43,4
43,7
44,2
44,7
44,7
45,0
45,2
45,3
45,3
45,4
45,7
45,9
46,1
46,2
46,2
46,8
46,9
47,4
47,8
48,4
48,6
49,0
45,3
Fonte: FIBGE, Censos Demogrpaficos
Região Metropolitana de São Paulo
117
Quanto à participação da renda da mulher na renda dos domicílios nos
municípios da RMSP o que se observa é que em 1991 ela variava de 32,3% em
Itapecerica da Serra a 50,7% em Francisco Morato. Em 2000, o menor peso da
renda da mulher na renda domiciliar ficava com Santana do Parnaíba (35,5%) e o
maior com Taboão da Serra (49%). Neste mesmo ano, os municípios de Guarulhos,
São
Lourenço
da
Serra,
São
Paulo,
Diadema,
Ferraz
Vasconcelos,
Itaquaquecetuba, Embu, Carapicuíba, Santa Isabel, Francisco Morato, Rio
Grande da Serra, Itapevi e Taboão da Serra tinham participação da renda da mulher
na renda domiciliar acima da média da RMSP (45,3%).
Entre 1991 e 2000 o peso da renda da mulher na renda dos domicílios
aumentou em alguns municípios e diminuiu em outros, sendo que os aumentos de
participação da renda da mulher na renda dos domicílios foram bem menores que
aqueles verificados para os aumentos nos percentuais dos domicílios com mulher com
renda. Isto fica evidente no gráfico 12 a seguir, onde do lado esquerdo se visualiza a
considerável ampliação nos percentuais referentes aos domicílios com mulher com
renda. Todos os municípios tiveram variação positiva e muitos deles variação acima
da verificada para a RMSP. Já no que diz respeito à participação da mulher na renda
domiciliar o que se observa, no mesmo gráfico, do lado direito, é que os acréscimos
(em pontos percentuais) foram mais modestos e vários municípios tiveram
decréscimos no peso da renda da mulher na renda domiciliar.
Um aspecto que vale destacar é a falta de correlação entre os aumentos no
número de domicílios com mulher com renda e a participação da renda da mulher na
renda domiciliar. Para ilustrar, o município de Salesópolis teve um acréscimo de 21
pontos no percentual de domicílios com mulher com renda e um aumento de apenas
2% na participação da renda da mulher na renda domiciliar. Um caso curioso ocorre
com Cajamar onde a expansão do percentual de domicílios com mulher com renda foi
de 12,4 pontos e a participação da renda da mulher na renda dos domicílios teve
redução de 7 pontos percentuais.
Região Metropolitana de São Paulo
118
Gráfico 12
Mudanças no percentual de domicílios com mulher com renda e na participação da
renda da mulher na renda familiar (em pontos percentuais)
Região Metropolitana de São Paulo e Municípios
2000
Mudanças no percentual de domicílios com mulher com renda
(pontos percentuais)
RMSP
Mudanças na participação da renda da mulher na renda domiciliar (pontos
percentuais)
7,6
1,5
Salesópolis
21,0
Juquitiba
21,0
Santana de Parnaíba
RMSP
10,7 Rio Grande da Serra
8,7
15,5
Biritiba-Mirim
7,7
14,2
São Caetano do Sul
13,6
Jandira
13,6
Guararema
13,5
Ribeirão Pires
7,2
13,0
Cajamar
Itapecerica da Serra
12,1
Arujá
12,0
Pirapora do Bom Jesus
10,2
Osasco
10,1
São Bernardo do Campo
9,8
Itapevi
6,2
Vargem Grande Paulista
Ferraz de Vasconcelos
6,0
Biritiba-Mirim
Moji das Cruzes
4,9
Carapicuíba
4,8
Franco da Rocha
4,6
Juquitiba
4,5
Caieiras
4,5
Mairiporã
4,1
9,5
Santa Isabel
Arujá
6,1
5,7
12,4
Itapecerica da Serra
Taboão da Serra
3,6
Itaquaquecetuba
Moji das Cruzes
9,0
3,6
Embu
Embu-Guaçu
8,9
3,5
Ribeirão Pires
Mauá
8,7
3,3
Guararema
Poá
8,7
3,2
Osasco
Suzano
8,7
2,7
São Bernardo do Campo
Santa Isabel
8,6
2,7
Guarulhos
Barueri
8,2
2,4
Diadema
Santo André
8,1
2,3
Santo André
Cotia
8,0
São Paulo
8,0
Diadema
2,0
7,6
Guarulhos
6,9
Francisco Morato
6,4
Mairiporã
6,3
Poá
1,4
Salesópolis
1,3
Suzano
1,2
São Paulo
1,0
0,9
Embu-Guaçu
Itapevi
Caieiras
5,8
0,6
Jandira
Embu
5,7
0,5
Santana de Parnaíba
Vargem Grande Paulista
5,5
-0,5
São Caetano do Sul
-0,5
Mauá
Ferraz de Vasconcelos
4,9
Carapicuíba
4,8
-0,7
Pirapora do Bom Jesus
Taboão da Serra
4,8
-0,7
Cotia
Itaquaquecetuba
4,0
Rio Grande da Serra
Franco da Rocha
-1,2
3,7
-2,9
1,2
-7,0
Barueri
Francisco Morato
Cajamar
Fonte: Censo Demográfico 2000. IBGE. Microdados.
Região Metropolitana de São Paulo
119
Atividade remunerada da mulher
A Região Metropolitana de São Paulo tinha em 2000 uma taxa de ocupação
masculina de 60,5% e feminina de 38,1%23. A taxa masculina era superada pelos
pólos de Sorocaba, Presidente Prudente, Bauru, Ribeirão Preto, São José do Rio
Preto, Araçatuba e Região Metropolitana de Campinas. Já taxa de ocupação feminina
era de 38,1% e era superada pelos pólos de São José do Rio Preto e Araçatuba e
RMC (gráfico 14).
23
Taxa de ocupação foi calculada dividindo o número de pessoas ocupadas pela população
em idade ativa (PIA) e multiplicado por 100.
Região Metropolitana de São Paulo
120
Gráfico 14
Taxas de ocupação e desemprego masculinas e femininas
Regiões Metropolitanas e Pólos Regionais
2000
Taxas de Ocupação 2000
60,5
38,1
RM São
Paulo
66,1
64,8
62,8
61,6
60,6
59,4
66,4
63,3
56,9
34,8
35,4
35,9
S. J. dos
Campos
Sorocaba
Pres.
Prudente
RM Baix.
Santista
Bauru
Homens
Mulheres
Fonte: Censo Demográfico, 2000
37,7
38,6
Ribeirão
Preto
S. J. do
Rio Preto
37,5
34,8
39,8
39,0
Campinas Araçatuba
Taxas de Desemprego 2000
21,2
19,6
18,9
17,6
16,4
10,9
9,5
10,2
Araçatuba
S. J. do Rio
Preto
Fonte: Censo Demográfico, 2000
Ribeirão
Preto
22,8
21,4
21,3
18,3
13,5
RM São
Paulo
25,8
25,6
24,1
13,0
Pres.
Prudente
RM
Campinas
Homens
Mulheres
12,6
Bauru
16,6
13,8
Sorocaba
RM Baix
Santista
S. J. dos
Campos
No que se refere à taxa de desemprego, esta era de 16,4% para os homens e
24,1% para as mulheres na RMSP no ano 2000. Somente o pólo de São José dos
Campos e a RM da Baixada Santista apresentavam taxas de desemprego masculinas
superiores à da RMSP. Já entre as mulheres as taxas de desemprego eram muito
elevadas, bastante superiores às masculinas e apresentavam taxas de desemprego
superiores à média metropolitana o pólo de São José dos Campos e a RMBS.
Região Metropolitana de São Paulo
121
Do ponto de vista dos municípios da RMSP observa-se que somente os
municípios de Osasco (38,7%), Taboão da Serra (39,6%), São Paulo (40,3%) e São
Caetano do Sul (41,3%) tinham, em 2000, taxas de ocupação femininas superiores à
media da RMSP (38,1%). Todos os outros municípios apresentavam taxas femininas
de participação inferiores à da RMSP. A menor participação feminina na atividade
econômica ficava com São Lourenço da Serra (24,9%). Entre os homens o número
de municípios com taxas de ocupação superiores à média metropolitana era bem
maior destacando-se Barueri com taxa de participação de 60,6%, Osasco (60,7%),
Taboão da Serra (60,8%), Guarulhos (60,9%), Diadema (61%), Vargem Grande
Paulista (61%), São Bernardo do Campo (61,2%), São Paulo (61,3%), Cotia
(61,7%), São Caetano do Sul (62%), Jandira (62,2%), Biritiba-Mirim (62,8%),
Juquitiba (63,4%), Guararema (64,0%), Mariporã (64,6%) e Salesópolis (67,8%).
Os municípios de Osasco, Taboão da Serra e São Paulo se destacam por
apresentarem as mais altas taxas de ocupação masculinas e femininas (Tabela 14).
No que tange ao desemprego este era elevado para homens e mulheres, mas
o das mulheres superava o dos homens de forma significativa. Entre os homens a
menor taxa de desemprego era a de Salesópolis (9,5%) e a maior a de Francisco da
Rocha (22,2%). Entre as mulheres a menor taxa de desemprego era a de São
Caetano do Sul e a maior a de São Lourenço da Serra (35,8%).
Região Metropolitana de São Paulo
122
Tabela 14
Taxas de Ocupação e Desemprego Masculinas e Femininas
Região Metropolitana de São Paulo
1991 – 2000
1991
Homens
2000
Mulheres
Homens
Mulheres
Municípios da RMSP
Taxa
Ocup.*
Taxa
Desemp.**
Taxa
Ocup.
Taxa
Desemp.
Taxa
Ocup.
Taxa
Desemp.
Taxa
Ocup.
Taxa
Desemp.
Arujá
67,3
7,2
25,4
19,6
59,8
18,2
31,6
32,0
Barueri
69,4
5,6
31,8
10,3
60,6
16,8
34,6
28,2
Biritiba-Mirim
69,7
5,4
27,5
9,6
62,8
15,2
33,1
22,9
Caieiras
68,6
6,0
33,5
8,3
59,5
16,9
34,6
29,0
Cajamar
68,7
6,2
26,9
11,5
58,8
18,7
32,2
31,6
Carapicuíba
69,5
5,1
34,8
6,2
57,5
18,9
34,1
28,7
Cotia
71,5
4,4
34,6
8,3
61,7
17,2
37,0
27,6
Diadema
71,2
7,9
34,9
8,8
61,0
18,0
36,2
29,4
Embu
70,1
7,4
34,7
10,6
58,1
20,8
35,1
32,8
Embu-Guaçu
70,6
5,4
30,7
9,1
59,1
17,2
32,7
29,0
Ferraz de Vasconcelos
68,5
6,6
31,6
7,9
57,5
20,4
31,2
31,5
Francisco Morato
67,1
7,8
28,3
8,9
54,4
21,2
30,7
29,7
Franco da Rocha
68,2
7,7
32,0
13,7
55,4
22,2
30,1
34,7
Guararema
69,1
4,6
30,6
11,6
64,0
14,6
34,0
23,2
Guarulhos
69,9
6,2
33,3
9,7
60,9
17,7
34,7
29,1
Itapecerica da Serra
67,3
7,5
31,1
11,0
59,8
18,9
35,1
30,2
Itapevi
60,8
9,4
26,5
15,4
56,0
22,1
31,0
32,8
Itaquaquecetuba
69,3
5,3
29,9
8,1
56,2
21,4
28,0
35,6
Jandira
69,2
7,4
28,8
10,4
62,2
14,5
34,8
26,7
Região Metropolitana de São Paulo
123
Tabela 14
Taxas de Ocupação e Desemprego Masculinas e Femininas
Região Metropolitana de São Paulo
1991 – 2000
1991
2000
Homens
Mulheres
Homens
Mulheres
Municípios da RMSP
Taxa
Ocup.*
Taxa
Desemp.**
Taxa
Ocup.
Taxa
Desemp.
Taxa
Ocup.
Taxa
Desemp.
Taxa
Ocup.
Taxa
Desemp.
Juquitiba
69,6
5,2
21,2
20,7
63,4
12,4
34,5
25,8
Mairiporã
74,3
2,4
35,4
4,8
64,6
13,0
36,5
24,2
Mauá
68,1
8,6
28,3
13,4
57,2
19,5
30,9
31,5
Moji das Cruzes
65,8
7,1
31,0
13,5
58,1
17,6
34,8
25,8
Osasco
69,2
6,8
34,0
11,1
60,7
16,0
38,7
23,8
Pirapora do Bom Jesus
68,0
6,1
26,2
4,5
58,9
16,5
29,7
29,2
Poá
65,8
7,2
29,2
11,6
57,3
19,8
33,7
28,6
Ribeirão Pires
65,1
8,6
27,7
12,3
57,5
18,8
33,0
29,4
Rio Grande da Serra
68,0
6,4
27,9
6,9
53,8
21,7
28,3
34,2
Salesópolis
67,7
7,4
19,5
12,2
67,8
9,5
32,5
24,0
Santa Isabel
75,1
4,2
31,8
5,9
58,4
18,3
33,6
26,0
Santana de Parnaíba
63,7
9,9
24,4
17,0
59,9
15,9
31,9
26,2
Santo André
66,9
5,4
33,7
9,0
58,6
16,8
36,0
23,9
São Bernardo do
Campo
69,3
6,3
33,5
9,8
61,2
16,4
37,4
25,1
São Caetano do Sul
66,1
6,0
36,6
13,0
62,0
12,2
41,3
16,1
-
-
-
-
55,7
18,1
24,9
35,8
São Paulo
69,3
5,5
38,6
8,4
61,3
15,5
40,3
21,8
Suzano
67,0
7,7
28,8
10,8
58,7
18,1
31,3
29,3
Taboão da Serra
71,6
6,2
40,1
6,7
60,8
17,9
39,6
26,9
São Lourenço da Serra
Região Metropolitana de São Paulo
124
Tabela 14
Taxas de Ocupação e Desemprego Masculinas e Femininas
Região Metropolitana de São Paulo
1991 – 2000
1991
2000
Homens
Mulheres
Homens
Mulheres
Municípios da RMSP
Taxa
Ocup.*
Taxa
Desemp.**
Taxa
Ocup.
Taxa
Desemp.
Taxa
Ocup.
Taxa
Desemp.
Taxa
Ocup.
Taxa
Desemp.
Vargem Grande
Paulista
74,4
3,7
32,7
1,3
61,0
15,9
34,9
26,9
RMSP
69,0
5,9
36,4
8,9
60,5
16,4
38,1
24,1
* Nº de pessoas ocupadas / População em Idade Ativa
** Nº de pessoas desempregadas / População Economicamente Ativa
Fonte: Censos, microdados, IBGE.
Como já mencionado, entre 1991 e 2000 as taxas de ocupação masculinas
diminuíram e as femininas aumentaram na RMSP. Isto também se verificou nos
municípios da metrópole de São Paulo. O gráfico 15 mostra as mudanças (em pontos
percentuais) nas taxas de ocupação masculina e feminina. As taxas de ocupação
masculinas se reduziram em todos os municípios variando de -3,8 pontos percentuais
em Salesópolis a -16,7 em Santa Isabel. Quanto à variação nas taxas de ocupação
feminina, estas foram negativas somente em Ferraz de Vasconcelos, Taboão da
Serra, Carapicuíba, Franco da Rocha e Itaquaquecetuba. Os demais municípios
todos tiveram variação positiva no período destacando-se os municípios de Juquitiba,
Salesópolis, Santana de Parnaíba, Arujá e Jandira e Biriba-Mirim com acréscimos
acima de seis pontos percentuais no período.
Região Metropolitana de São Paulo
125
Gráfico 15
Mudanças nas taxas de ocupação masculina e feminina (em pontos percentuais)
Região Metropolitana de São Paulo e Municípios
2000.
Mudanças nas taxas de ocupação masculina (pontos percentuais) RMSP, 1991- 2000
Mudanças nas taxas de ocupação feminina (pontos
percentuais) - RMSP, 1991-2000
RMSP
1,7
-8,5
RMSP
Salesópolis
0,2
-3,8
Santana de Parnaíba
7,5
-4,1
São Caetano do Sul
6,2
-4,8
Itapevi
6,0
-5,1
Guararema
-6,2
Juquitiba
13,3
Juquitiba
13,1
Salesópolis
Santana de Parnaíba
Arujá
Jandira
5,5
Biritiba-Mirim
Biritiba-Mirim
-6,8
5,3
Ribeirão Pires
Jandira
-7,0
5,3
Cajamar
4,8
São Caetano do Sul
-7,5
4,7
Osasco
Ribeirão Pires
-7,6
4,5
Poá
Moji das Cruzes
-7,7
4,4
Itapevi
Itapecerica da Serra
-7,5
Arujá
São Paulo
-8,0
4,0
Itapecerica da Serra
São Bernardo do Campo
-8,1
3,9
São Bernardo do Campo
Suzano
-8,3
3,8
Moji das Cruzes
Santo André
-8,3
3,5
Pirapora do Bom Jesus
Osasco
-8,5
3,4
Guararema
Poá
-8,5
2,8
Barueri
-8,8
2,6
Mauá
Guarulhos
-9,0
2,5
Suzano
Pirapora do Bom Jesus
-9,0
2,4
Francisco Morato
Caieiras
-9,1
2,4
Cotia
Barueri
Mairiporã
-9,7
2,3
Santo André
Cotia
-9,8
2,2
Vargem Grande Paulista
Cajamar
-9,9
-10,3
Diadema
2,0
Embu-Guaçu
1,8
Santa Isabel
1,7
São Paulo
Taboão da Serra
-10,8
Mauá
-10,9
1,4
Guarulhos
Ferraz de Vasconcelos
-11,0
1,3
Diadema
1,1
Caieiras
1,1
Mairiporã
-11,5
Embu-Guaçu
Embu
-11,9
Carapicuíba
-12,0
0,4
Rio Grande da Serra
0,4
Embu
Francisco Morato
-12,7
Franco da Rocha
-12,9
-0,4
Ferraz de Vasconcelos
Itaquaquecetuba
-13,0
-0,4
Taboão da Serra
Vargem Grande Paulista
Rio Grande da Serra
Santa Isabel -16,7
-13,5
-14,1
-0,7
Carapicuíba
-1,9
Franco da Rocha
-2,0
Itaquaquecetuba
Fonte: Censos Demográficos 1991, 2000. IBGE. Microdados.
No que se refere às mudanças nas taxas de desemprego estas foram positivas
tanto para os homens como para as mulheres, com as dos homens superando
ligeiramente às das mulheres. Os aumentos nas taxas de desemprego masculinas
variaram de 2,1% em Salesópolis para 16% em Itaquaquecetuba e as femininas de
3,9% em São Caetano do Sul a 14,5% em Salesópolis. A maioria dos municípios
apresenta variações nas taxas desemprego superiores à média da metrópole de São
Paulo tanto entre os homens como entre as mulheres (Gráfico 16).
Região Metropolitana de São Paulo
126
Gráfico 16
Mudanças nas taxas de desemprego masculina e feminina (em pontos percentuais)
Região Metropolitana de São Paulo e Municípios
2000
Mudanças nas taxas de desemprego masculina (pontos
percentuais) - RMSP, 1991- 2000
RMSP
Mudanças nas taxas de desem prego feminina (pontos
percentuais) - RMSP, 1991-2000
10,5
RMSP
7,7
Itaquaquecetuba
16,0
Rio Grande da Serra
14,5 Salesópolis
15,3
Franco da Rocha
14,3 Itaquaquecetuba
14,5
13,8
14,1
Santa Isabel
Ferraz de Vasconcelos
Carapicuíba
13,3
Arujá
Juquitiba
13,8
12,9
Cajamar
13,8
12,7
Pirapora do Bom Jesus
Francisco Morato
13,4
12,5
Franco da Rocha
Embu
13,4
12,5
Rio Grande da Serra
Cotia
12,8
12,2
Jandira
Itapevi
12,7
12,1
Caieiras
Poá
12,6
12,0
Embu
Cajamar
12,5
12,0
Mauá
11,8
Embu-Guaçu
Vargem Grande Paulista
12,1
Embu-Guaçu
11,8
11,5
Barueri
Taboão da Serra
11,7
11,4
Guarulhos
Guarulhos
11,5
11,3
Diadema
Santo André
11,4
11,3
Itapecerica da Serra
11,4
Itapecerica da Serra
11,2
Mairiporã
Barueri
11,1
11,2
Suzano
Mauá
10,9
11,1
Ferraz de Vasconcelos
Arujá
10,9
11,0
Vargem Grande Paulista
Caieiras
10,8
10,7
Itapevi
Mairiporã
10,7
10,7
Ribeirão Pires
Moji das Cruzes
10,5
10,4
Cotia
Suzano
10,5
10,4
Santana de Parnaíba
P irapora do Bom Jesus
10,3
Diadema
10,2
Ribeirão Pires
10,1
São Bernardo do Campo
10,1
Guararema
10,0
São Paulo
9,9
Biritiba-Mirim
9,8
Osasco
9,3
Jandira
7,2
Juquitiba
7,2
São Caetano do Sul
6,1
Santana de Parnaíba
Salesópolis
9,8
2,1
6,4
3,9
Taboão da Serra
8,8
Poá
8,7
São Bernardo do Campo
8,6
Guararema
8,5
Francisco Morato
8,2
Moji das Cruzes
7,8
Osasco
7,8
Biritiba-Mirim
7,7
Santa Isabel
7,0
5,9
Carapicuíba
9,0
Santo André
São Paulo
São Caetano do Sul
Fonte: Censos Demográficos 1991, 2000. IBGE. Microdados.
Não obstante o desemprego tenha aumentado mais entre os homens deve-se
ressaltar que o desemprego das mulheres é bem maior que o dos homens em 1991 e
2000.
Nota-se, também, que não há correlação entre as mudanças nas taxas de
desemprego de homens e de mulheres. Em geral, os municípios que apresentam
elevadas variações nas taxas de desemprego feminino não apresentam elevadas
variações nas taxas de desemprego masculino. É o caso, por exemplo, de
Salesópolis que apresenta a maior variação no desemprego feminino (14,5 pontos
percentuais) e o menor desemprego masculino (2,1 pontos percentuais).
Em síntese, pode-se concluir que a ampliação do número de domicílios com
mulher com renda ocorreu de forma generalizada e intensa nos municípios da RMSP.
Região Metropolitana de São Paulo
127
Essa ampliação, de forma análoga à verificada para as regiões metropolitanas e pólos
regionais do estado de São Paulo, foi mais importante que o aumento da participação
da renda da mulher na renda domiciliar. Quanto às taxas de ocupação estas
aumentaram para as mulheres e diminuíram para os homens. Já as taxas de
desemprego eram muito elevadas entre as mulheres, mas entre 1991 e 2000 as taxas
de desemprego masculinas tiveram maiores acréscimos que as femininas.
3. Políticas sociais na Região Metropolitana de São Paulo
Apresentam–se neste item os aspectos da política de proteção social
privilegiados na análise da Região Metropolitana de São Paulo, quais sejam, o perfil
da recente política de transferência de renda e o acesso e a qualidade dos serviços
básicos de educação e de saúde.
Para a realização do estudo das políticas sociais recorreu-se a um conjunto de
informações oriundas tanto de fontes oficiais, como de levantamento de campo. A
pesquisa de campo, de caráter qualitativo e complementar, visou mapear os
programas de transferência de renda e os programas de apoio ao migrante nas
regiões metropolitanas e pólos regionais do Estado de São Paulo, relatados com maior
detalhe no Documento 1 – Relatório Consolidado.
Nesse levantamento foram
realizadas entrevistas com os agentes institucionais envolvidos.
Dessa maneira, no item 3.1. apresenta-se o perfil dos programas de
transferência de renda implementados Região Metropolitana de São Paulo. O
mapeamento dos programas de transferência identifica os tipos de programas sociais
presentes nessa região, a parcela atendida da população alvo e os principais
problemas na implementação do Programa Bolsa Família e dos programas de
transferência de renda de natureza municipal.
Os itens 3.2 e 3.3. contemplam, no âmbito das políticas públicas, por um lado o
acesso de segmentos específicos da população às políticas básicas de educação e de
saúde e, por outro, a disponibilidade de equipamentos e serviços pelos órgãos
competentes.
3.1 Os programas de transferência de renda na Região Metropolitana de São Paulo
- Mapeamento e Acesso
A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) é a que concentra uma maior
Região Metropolitana de São Paulo
128
população (19.226.426), dentre as RMs do Estado de São Paulo, segundo a contagem
populacional de 2007 realizada pelo IBGE, e nela existe um maior volume de famílias
pobres bem como de atendidos por programas de transferência de renda. Para o
mesmo
ano,
segundo
estimativas
do
IPEA
utilizadas
pelo
Ministério
do
Desenvolvimento Social (MDS), a RMSP tem 535.215 mil famílias pobres assim
classificadas por terem renda per capita de até meio salário mínimo vigente.
Considerando o conjunto dos programas de transferência de renda que tomam a
família como unidade beneficiária, tem-se em 2007 a estimativa próxima de 100% de
famílias classificadas como pobres que recebem algum tipo de benefício. O município
de São Paulo, que representa 57% da população regional, é a que concentra grande
parte do volume dessa população de beneficiários.
Os programas de transferência de renda que tomam as famílias como unidade
beneficiária são: Bolsa Família, Renda Cidadã e Ação Jovem, sendo primeiro de
natureza federal e os outros dois de natureza estadual. Os outros programas têm o
indivíduo como beneficiário e para o cumprimento das condicionalidades. Dentre
estes, devem ser mencionados os programas federais BPC (Benefício de Prestação
Continuada), o PETI ( Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) e o Programa
Agente Jovem. Deve-se mencionar ainda que estes programas federais, o primeiro
dirigido a idosos e a deficientes e aqueles dirigidos à criança e ao adolescente - PETI
e Agente Jovem - embora dirigidos ao indivíduo tem como referência dados familiares
de renda para a seleção do beneficiário. Atenta-se também para o fato de que o PETI
em 2007 encontrava-se em transição para o Bolsa Família e atualmente encontra-se
integrado a este. O Programa Agente Jovem, por sua vez, transformou-se em
ProJovem Adolescente24.
A porcentagem de famílias classificadas como pobres, atendidas pelo
programa federal Bolsa Família, é de 83,4% na RMSP (Tabela 1). Comparada com os
percentuais apresentados pelas outras RM de Campinas e Baixada Santista e Pólos
Regionais (com exceção do Pólo de São José do Rio Preto – 80,1%) evidencia uma
cobertura relativamente menor do programa em relação à população alvo.
No entanto, através das entrevistas realizadas no trabalho de campo, foi
possível apreender que ocorre combinação dos diversos programas na composição do
24
O ProJovem Adolescente tem como objetivos: o retorno e a permanência na escola,
proteção social básica e assistência às famílias. Além de atender adolescentes de famílias com
renda per capita inferior a meio salário mínimo, o programa privilegia jovens atendidos pelo
Bolsa Família e participantes do PETI.
Região Metropolitana de São Paulo
129
benefício recebido pelas famílias, possibilitando maior cobertura e evitando maiores
disparidades entre as famílias beneficiárias. Dessa maneira observou-se, através da
pesquisa nos municípios da RMSP, a complementaridade entre o Programa Bolsa
Família e outros programas de transferência de renda. Tomando como exemplo o
caso do município de Francisco Morato, que apresenta a menor renda per capita da
RMSP e tem cobertura estimada do programa Bolsa Família de 70%, nota-se que é
complementado pelos programas estaduais Renda Cidadã e Ação Jovem. Assim,
nesse município, o programa Renda Cidadã atende cerca de 40% das famílias
classificadas como pobres e o Programa Ação Jovem atende cerca de 2% delas.
Região Metropolitana de São Paulo
130
Região Metropolitana de São Paulo
131
Da mesma maneira, no município de São Paulo, sede da RMSP, em 2007
foram atendidas 204.127 famílias pelo Programa Bolsa família, abrangendo cerca de
72% das famílias pobres. No entanto, cerca de 300 mil famílias recebem
transferências de renda quando considerados o Programa Municipal de Renda
Mínima, mais de 100 mil famílias (113. 132) e os demais programas com menor
cobertura como o Renda Cidadã, programa estadual e o PETI, programa federal,
segundo o trabalho de campo realizado pelo projeto. Programas que têm o indivíduo
como beneficiário, como é o caso do BPC, apresentam nesse municio em 2007 pouco
menos de 130 mil beneficiários.
Tendo por referência os municípios visitados na pesquisa de campo na RMSP,
constata-se a presença dos Programas Federais Bolsa Família, BPC em todos os
municípios. Apenas o PETI e o Agente Jovem não são encontrados em todos eles. O
PETI só não foi encontrado no município de Vargem Grande Paulista, assim como o
Programa Agente Jovem não foi observado em São Bernardo do Campo, Jandira e
Vargem Grande Paulista.
Deve-se ressalvar que os Programas Estaduais Renda Cidadã e Ação Jovem,
foram encontrados em todos os municípios pesquisados e apresentam-se importantes
por atuarem de forma complementar aos distintos programas de transferência no
âmbito municipal.
Quadro 1
Programas de transferência de renda vigentes nos municípios pesquisados, ordenados por tamanho
Região Metropolitana de São Paulo
2007
Região
Metropolitana
Tamanho
Município
mais de 100 mil
São Paulo
mais de 20 a 50 mil
Bolsa
Família
Federais
PETI Agente
Jovem
BPC
Estaduais
Renda
Ação
Cidadã
Jovem
Municipais
São Paulo - SEDE
Guarulhos
São Bernardo do Campo
Osasco
Santo André
Diadema
Francisco Morato
Poá
Jandira
Vargem Grande Paulista
Rio Grande da Serra
Guararema
Fonte: Fonte: Pesquisa de Campo. Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades
e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP, 2007.
Região Metropolitana de São Paulo
132
A pesquisa de campo foi a única fonte de informação sobre os programas
municipais, pois não existem registros oficiais para os mesmos, de maneira distinta do
que atualmente ocorre com os programas federais e estaduais. Dessa maneira, a
pesquisa de campo evidenciou na RMSP a presença de programas municipais de
transferência de renda apenas nos municípios maiores dentre os pesquisados; ou
seja, apenas os municípios de Guarulhos, São Bernardo do Campo, Osasco, Santo
André, Diadema e São Paulo, município-sede da RMSP, implementam programas de
transferência de renda em seus municípios.
Programas Municipais de Transferência de Renda
Considerando-se os 12 municípios visitados na pesquisa de campo na Região
Metropolitana de São Paulo, foram encontrados 16 programas municipais de
transferência de renda em 6 municípios (Quadros 1 e 2). Todos os municípios que
oferecem este tipo de programa são grandes do ponto de vista populacional. Dos 6
municípios visitados que oferecem este programa, Diadema é o menor deles com 385
mil habitantes, os demais apresentam população acima de 600 mil habitantes e a
capital mais de 10 milhões.
Os objetivos dos programas relacionam-se principalmente à capacitação e
formação dos jovens para o mercado de trabalho quando o programa é destinado aos
jovens, e a melhorar as condições de vida das famílias quando se trata de um
programa que tem foco integral na família, tais como os de renda mínima.
O valor do benefício varia bastante dependendo da natureza do programa. Em
geral são valores superiores aos benefícios dos outros programas como os federais e
estaduais. O menor valor encontrado foi de R$ 65 para o programa oferecido a
adolescentes, por Diadema. O programa Operação Trabalho, de Osasco, que
atendeu em setembro de 2007 430 pessoas, é direcionado a jovens de 24 a 39 anos
desempregados, chegou a pagar R$ 450 mensais por beneficiário.
Com relação às condicionalidades, a maioria dos programas municipais exige
freqüência à escola, verificada em alguns municípios mensalmente, bimestralmente ou
trimestralmente. Há também a exigência de condicionalidades relacionadas ao
trabalho, que exigem freqüência ao trabalho, freqüência às atividades complementares
e cursos de capacitação. Estas condicionalidades são verificadas mensalmente. A
condicionalidade da saúde é requisitada apenas nos programas que tem atendimento
integral às famílias, como no caso dos programas de transferência de renda de São
Paulo, o programa Renda Mínima e, o caso de Santo André, o programa Família
Região Metropolitana de São Paulo
133
Andreense.
Em Guarulhos os programas municipais existentes são: Programa de
Oportunidade ao Jovem, que é um programa de transferência de renda dirigido ao
jovem que abre oportunidade de capacitação e estágios para os jovens; outro
programa de transferência de renda municipal existente em Guarulhos é o Bolsa
Auxílio, que visa a reinserção no mercado de trabalho de pessoas desempregadas,
com trabalho de 6 horas diária e auxílio de R$ 200,00, mais vale alimentação.
No município de Osasco os programas municipais existente são: Programa
Operação
trabalho,
que
visa
atender
jovens
desempregados,
oferecendo
oportunidades no mercado de trabalho, com cursos de capacitação em meio período
(4 horas) e outras 4 horas de trabalho; outros programas municipais existentes no
município de Osasco são: Começar de Novo e Bolsa Trabalho.
No município de São Bernardo do Campo existem 5 programas municipais: 3
programas que oferecem vagas para trabalhar na prefeitura. Dois deles são dirigidos
aos jovens (o Turma Cidadã, gerido pela Guarda civil, e o PEAT – Programa de
Educação do Adolescente para o Trabalho); e um outro é dirigido aos adultos
desempregados, beneficiários de algum programa de transferência de renda (o
PRODESIP – Programa de Desenvolvimento Social e Inclusão Produtiva). Os outros
dois são:
Usina Sócio-educativa e Rotativo Cidadão, são geridos pela Fundação
Criança, uma fundação que tem um estatuto misto, público-privado.
Região Metropolitana de São Paulo
134
Quadro 2
Beneficiários dos Programas segundo informações da pesquisa de campo
Região Metropolitana de São Paulo
2007
Beneficiários
Famílias Pessoas
200
Adolescente Aprendiz
Diadema
166
Bolsa aluguel
Bolsa transporte
15.000
bolsa auxílio Desemprego
850
Guarulhos
Programa de oportunidade ao jovem
1.500
152
Bolsa trabalho
Osasco
100
Começar de novo
430
Operação trabalho
1.670
Família andreense
Sto. André
1.500
GTS (Geração de trabalho e interesse social)
258
Rotativo cidadão
500
Turma cidadã
São Bernardo do Campo PEAT - Programa educativo adolescente para o trabalho
440
500
PRODESIP
103
Usina sócio-educativa
São Paulo
113.132 486.467
Renda mínima
Fonte: Pesquisa de Campo. Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de são Paulo Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP, 2007
Municípios
Programas Municipais de Transferência de Renda
Principais dificuldades na implementação dos programas de transferência de
renda 25
Tomando
inicialmente
as
dificuldades
apontadas
pelo
programa
de
transferência de renda de maior abrangência, o Bolsa Família, fica patente que as
maiores deficiências apontadas em relação ao item Recursos e Infra-estrutura são
apresentadas pelos maiores municípios. A principal deficiência apontada por sete
dentre estes, incluindo-se as sedes das regiões de São Paulo e da Baixada Santista,
são recursos insuficientes para a realização de visitas para o acompanhamento das
famílias beneficiárias, havendo destaque para as deficiências de funcionário para
exercer as tarefas necessárias e a necessidade de veiculo para locomoção. Estas
funções são executas pela prefeitura municipal e explicita a dificuldade imposta pelo
porte do município. Entre os maiores merecem destaque os municípios de São Paulo,
com cerca de 11 milhões de habitantes, de Guarulhos, com mais de 1 milhão de
habitantes e São Bernardo com quase 800 mil habitantes. Desse modo foi possível
captar através da pesquisa de campo que a rápida expansão do Programa Bolsa
25
Este item,além de informações novas, traz analises extraídas de Montali, Baeninger e Telles,
2008.
Região Metropolitana de São Paulo
135
Família nos anos entre 2004 e 2007, apontada na análise para o conjunto das regiões
e pólos regionais a apresentada no Relatório Consolidado para o Estado de São
Paulo, parte desta pesquisa, não foi devidamente acompanhada da ampliação da
estrutura básica necessária para seu funcionamento.
Entretanto, as deficiências decorrentes da rápida expansão do Programa Bolsa
Família também se fazem sentir nos menores municípios, especialmente naqueles
com população de até 50 mil habitantes, que também apresentam deficiência de
veículo e de funcionário para desempenhar essa atividade de acompanhamento das
famílias beneficiárias.
Enquanto as limitações relacionadas a Recursos e Infra-estrutura afetam de
distintas maneiras os municípios maiores e os menores das três regiões
metropolitanas paulistas, as dificuldades com a Equipe, ou seja, com os profissionais
envolvidos na operação, afetam menos os municípios grandes da RMSP, porém
surgem em municípios grandes e pequenos das demais regiões metropolitanas e dos
pólos regionais. Com maior freqüência são apontadas a falta de profissionais ou
equipe reduzida frente às demandas e tamanho do programa. Em segundo lugar e de
maneira mais acentuada nos municípios das regiões metropolitanas da Baixada
Santista e Campinas e em alguns dos pólos, foi apontada a falta de capacitação
permanente e a baixa capacitação dos profissionais que integram a equipe.
Um terceiro ponto com maiores indicações de dificuldades é relativo ao
Acompanhamento de Condicionalidades. A principal dificuldade encontrada é no
acompanhamento das famílias, mais freqüente nas regiões metropolitanas do que nos
Pólos, embora seja uma queixa também destes municípios. É ressaltada a dificuldade
de localização das famílias e de interação com aquelas que apresentam dificuldades
no cumprimento das condicionalidades. No caso das dificuldades com as famílias,
estas são provocadas por mudanças de endereço e de cidade, bem como pela não
atualização dos cadastros. No caso das regiões metropolitanas essas dificuldades
estão associadas à complexidade do urbano e ao volume da população atendida; nos
polos regionais essas dificuldades, em alguns casos estão relacionados à mobilidade
da população e, possivelmente, à migração sazonal ligada à produção agrícola
Como se sabe, em sua execução o Programa Bolsa Família deve contar com
ações articuladas entre as secretarias municipais de assistência, educação e saúde
que acompanham e informam sobre o cumprimento das condicionalidades e a
secretaria que realiza a gestão do beneficio. Nesse sentido, a principal dificuldade na
Região Metropolitana de São Paulo
136
relação entre as esferas de governo é apontada principalmente nos municípios
menores de 100 mil habitantes tanto das RMs, como nos municípios nessa classe de
tamanho dos pólos regionais, bem como por alguns maiores, é a falta de articulação
entre as secretarias envolvidas, ou seja, de educação, de saúde e de assistência
social ou outra secretaria que esteja gerindo o programa. Dessa falta de articulação
decorre a dificuldade de obtenção das informações sobre o acompanhamento das
condicionalidades relacionadas à educação e à saúde mencionadas nas entrevistas.
Como fica evidente no gráfico abaixo, em ordem de importância segue-se a
dificuldade de maior comprometimento das famílias com o cumprimento das
condicionalidades e com a freqüência a atividades complementares ao programa,
sendo citado o comprometimento insatisfatório com atividades de capacitação para
geração de renda. Esta dificuldade é apresentada com maior freqüência nos
municípios dos pólos regionais.
Outro aspecto ressaltado é o valor do benefício. Uma das dificuldades
apontadas pelos entrevistados é o baixo valor em relação à realidade do município,
evidenciando a necessidade de ajustes regionais para o valor das transferências de
renda, no caso para o Estado de São Paulo. A inadequação do valor do benefício à
realidade das cidades é apontada nos municípios das Regiões Metropolitanas
Paulistas e também nos municípios maiores dos pólos regionais.
Gráfico 1
P
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n
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Fonte: Fonte: Pesquisa de Campo. Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP, 2007.
Região Metropolitana de São Paulo
137
Sobre os programas municipais de transferência de renda, os municípios não
relataram enfrentar muitas dificuldades na sua implementação e quando existem são
consideradas menores do que as enfrentadas na implementação dos programas de
responsabilidade de outros níveis de governo, segundo entrevistas realizadas pela
pesquisa de campo. Este fato pode estar relacionado á própria natureza municipal dos
programas, que por dependerem exclusivamente de recursos e de decisões políticas
do âmbito municipal, muitas das dificuldades podem ser mais facilmente solucionadas.
Quadro 3
Dificuldades citadas pelos gestores responsáveis pelos programas municipais de Transferência de Renda
2007
recursos e
com
valor do
Município
Programa Municipal
Infra-estr. profissionais benefício outras
Adolescente Aprendiz
Diadema
Bolsa transporte
Bolsa aluguel
Bolsa Auxílio Desemprego
Guarulhos
Programa de Oportunidade ao jovem
Bolsa Trabalho
Osasco
Começar de Novo
Operação Trabalho
rotativo cidadão
Turma Cidadã
S. Bernardo Campo PEAT - prog.educ. Adolesc. para o trabalho
PRODESIP (*)
Usina sócio-educativa
São Paulo
Renda Mínima
Família Andreense
Sto. André
GTIS (Geração de Trabalho e Interesse Social)
Fonte: Fonte: Pesquisa de Campo. Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP, 2007.
Entre
as
dificuldades
relativas
aos
recursos
e
infra-estrutura foram
mencionadas: a falta de local para realizar as atividades; falta de pessoal para realizar
o acompanhamento e monitoramento; a falta de recursos para ampliar o programa e
para a formação de profissionais capacitados (Diadema, Osasco e São Bernardo do
Campo).
Outras dificuldades apontadas relacionam-se à insuficiência de vagas,
observada pelos gestores frente à grande demanda pelos programas, à falta de
Região Metropolitana de São Paulo
138
adesão das famílias ao programa, à alta rotatividade de beneficiários em alguns
programas voltados para jovens e, à falta de recursos de uma forma mais ampla.
Considerações finais
Para finalizar merece ressalvar que ainda é modesto o acesso dos domicílios
da Região Metropolitana de São Paulo, bem como do Estado de São Paulo a
programas de transferência de renda, considerando que cerca de 9% dos domicílios
têm acesso a pelo menos um programa dessa natureza, evidenciado pelos dados de
pesquisa da Fundação SEADE, na Região Metropolitana de São Paulo (SEADE,
2007)26.
Os dados organizados e processados pelo atual projeto confirmam essa
proporção ao constatar que: a proporção de famílias da RMSP identificadas como
pobres pelo MDS e atendidas pelos programas de transferência de renda que têm a
família como unidade, corresponde ao numero de domicílios do decíl inferior de renda
da RMSP- os 10% mais pobres-, da ordem de 567 mil domicílios; e que estes
apresentam rendimento per capita de até R$ 150,00, segundo dados processados da
PNAD 2006, IBGE, processados pelo projeto. Estes dados, por outro lado, evidenciam
a focalização dos programas de transferência de renda nos domicílios mais pobres.
Outro aspecto a ressaltar é a presença dos principais programas federais de
transferência, ou seja, os programas federais Bolsa Família, BPC (Benefício de
Prestação Continuada), PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) e Agente
Jovem, bem como dos programas estaduais Renda Cidadã e Ação Jovem na quase
totalidade dos municípios da Região Metropolitana de São Paulo.
Um terceiro aspecto que merece atenção são as principais dificuldades na
implementação do Programa Bolsa Família e dos Programas Municipais de
Transferência de Renda. A partir das informações analisadas, pode-se sugerir que os
maiores problemas na implementação do Programa Bolsa Família nas regiões
metropolitanas paulistas, incluindo-se a RMSP, estão mais relacionados à grande
demanda, bem como à necessidade de ampliação de vagas e à falta de recursos para
sua implementação.
26
Resultados da Pesquisa de Condições de Vida – PCV 2006 - Fundação SEADE, mostram
que 8,7% das famílias do Estado de São Paulo e 9% das famílias da Região Metropolitana de
São Paulo têm acesso a benefícios oriundos dos programas governamentais de transferência
de renda. Disponível em http://www.seade.gov.br. Acesso em 28/03/2008.
Região Metropolitana de São Paulo
139
Com relação aos programas municipais, atribui-se a existência de menores
problemas em sua implementação ao fato de serem menores; de terem sido criados
para atender a demandas locais e serem mais adaptados à gestão municipal.
3.2. Educação Básica na Região Metropolitana de São Paulo
Apresentação
O propósito deste capítulo é apresentar de maneira sintética o panorama da
educação na Região Metropolitana de São Paulo com foco na educação básica, a qual
compreende a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio.
O capítulo estrutura-se em três partes. Na primeira exploram-se indicadores de
contexto onde se evidencia a evolução dos municípios com relação ao analfabetismo,
à proporção de adultos com educação básica completa e às taxas de escolarização
líquidas obtidas através de tabulações dos censos demográficos de 1991 e 2000.
Na segunda parte, será apresentado o volume de matrículas e de funções
docentes para caracterizar as condições de oferta entre 1999 e 2006 e, indicadores de
desempenho e rendimento para o ano de 2002. Para esta parte foram utilizadas as
informações disponibilizadas pela Fundação SEADE que tomou como fonte os dados
do Censo Escolar elaborado pelo INEP/MEC e tabulações do INEP/MEC.
Na terceira parte do capítulo, é realizada uma análise da qualidade do ensino
na Região Metropolitana de São Paulo comparativamente aos indicadores estaduais.
Para tanto, lançamos mão dos resultados das avaliações do Sistema de Avaliação do
Rendimento Escolar do Estado de São Paulo – SARESP - da Secretaria Estadual de
Educação no ano de 2007. Os resultados do SARESP permitem avaliar o ensino
regular de todas as escolas da rede pública estadual que oferecem a 1ª, 2ª, 4ª, 6ª e 8ª
séries do Ensino Fundamental e a 3ª série do Ensino Médio. Nesta etapa, são
apresentados os resultados das provas de Língua Portuguesa e Matemática e dos
níveis de desempenho em Redação para as 4ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e
3ª série do Ensino Médio.
Região Metropolitana de São Paulo
140
Índice de Analfabetismo da População de 15 anos ou mais anos de idade
Em 1991, o índice de analfabetismo entre as pessoas com 15 anos ou mais de
idade na Região Metropolitana de São Paulo foi de 8 %, valor inferior à média estadual
que atingiu neste ano 9,7% das pessoas com 15 anos ou mais de idade. Entre os
municípios que compõem Região Metropolitana de São Paulo, a variação se deu entre
5% e 24%. Os municípios que apresentaram os índices mais altos de analfabetismo,
entre 17% e 24%, foram: Santa Isabel; Salesópolis; Biritiba-Mirim; Juquitiba; Pirapora
do Bom Jesus. No extremo oposto, em melhor situação, entre 5% e 9%%, se
encontravam a sede da Região e alguns municípios de seu entorno: São Bernardo do
Campo; Mogi das Cruzes; Ferraz de Vasconcelos; São Caetano do Sul; Santo André;
Osasco e Caieiras. Os outros municípios da RMSP apresentaram índices médios
entre 10% e 16% (Guarulhos; Arujá; Guararema; Suzano e Itapecerica da Serra entre
outros).
Em 2000 o índice de analfabetismo na RMSP caiu para 6,3%. Esta taxa ficou
ligeiramente superior à média estadual que alcançou 6,1%. A tendência de queda foi
observada em todos os municípios que compõem a RMC. Os municípios em melhor
situação, com percentuais de analfabetismo abaixo de 4% no ano 2000 foram:
Salesópolis, Biritiba-Mirim, Poá e Ferraz de Vasconcelos, todos localizados à leste do
município sede. Os municípios em pior situação, com índices de analfabetismo acima
de 11% e, onde inclusive houve aumento do analfabetismo foram os municípios
localizados à oeste do município de São Paulo e muito próximos entre si como
Jandira, Itapevi, Embu e Carapicuíba.
Pode-se dizer que as taxas de analfabetismo da população acima de 15 anos
baixaram na maioria dos municípios da Região Metropolitana de São Paulo entre 1991
e 2000. É possível perceber que no ano 2000 as taxas ficaram mais homogêneas e
variaram entre 2% e 14%. Os municípios localizados à leste da Região Metropolitana
de São Paulo tiveram melhorias mais expressivas no índice de analfabetismo da
população com mais de 15 anos.
Região Metropolitana de São Paulo
141
Mapas 1 e 2 - Analfabetismo da População de 15 anos ou mais
1991
2000
Fonte: Censo Demográfico 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos
do Estado de São Paulo
Proporção da população adulta com mais de 12 anos de estudo
Esse índice aponta para a proporção da população adulta, definida como
aquela na faixa etária entre 25 e 59 anos, que completou o ensino básico e freqüenta
ou freqüentou e concluiu pelo menos um ano do ensino superior.
Em 1991 os municípios com a maior proporção de população adulta com mais
de 12 anos de estudo (13% a 21%) foram São Paulo, Mogi das Cruzes, Santana do
Parnaíba, São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul. No extremo
oposto, apresentando os mais baixos índices (2% a 3%), estavam os seguintes
municípios: Itaquaquecetuba; Francisco Morato; Embu; Itapevi; Jandira e Rio Grande
da Serra.
Região Metropolitana de São Paulo
142
O censo populacional realizado em 2000 mostra a grande melhora deste índice
em vários municípios da Região Metropolitana de São Paulo, com exceção dos
municípios centrais como São Paulo, os municípios do ABC, Santana do Parnaíba,
Mogi das Cruzes e, Mairiporã que diminuíram a proporção de adultos com mais de 12
anos de estudo.
Os municípios que apresentam os índices mais elevados em 2000 foram:
Salesópolis; Caieiras e Franco da Rocha; além de Mauá, Suzano e Biritiba-Mirim.
Os dados evidenciam que, enquanto na década de 90 havia certa centralidade,
no sentido de que as pessoas com maior escolarização estavam residindo no
município central, na década seguinte observa-se uma desconcentração para alguns
municípios do entorno, onde se sobressaem alguns com proporções maiores de
pessoas com mais escolarização comparativamente aos municípios mais nucleares.
Mapas 3 e 4 – Proporção da população adulta com mais de 12 anos de estudo
1991
2000
Fonte: Censo Demográfico 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos
Região Metropolitana de São Paulo
143
Taxas de Escolarização Líquida do Ensino Fundamental de 1ª a 4ª série27
Em 1991 a Taxa de Escolarização Liquida do Ensino Fundamental de 1ª a 4ª
serie na RMSP foi de 86,6%, patamar ligeiramente inferior ao índice estadual de
87,5%.
Enquanto a Taxa de Escolarização Liquida no ano 2000 para o Estado de São
Paulo evidenciou avanço com relação à década anterior apontando para um
crescimento de 2,2%, a variação deste indicador entre as duas décadas para a RMSP
foi de 2,8%. Assim, a Região metropolitana de São Paulo apresentou taxa média de
escolarização líquida de 1ª a 4ª série de 89,3% no ano 2000.
Alguns municípios mantiveram-se, entre 1991 a 2000, entre aqueles que
alcançaram as mais altas taxas de escolarização liquida de 1ª à 4ª serie: Mauá;
Ribeirão Pires e Rio grande da Serra. Outros decaíram ligeiramente como Santo
André e Suzano. A sede do município permaneceu com taxa acima de 86%, em 1991
e acima de 89% em 2000.
27
Esse índice representa o percentual da população que freqüenta o ensino fundamental entre
a 1ª e a 4ª serie com idade correspondente a esse nível de ensino, ou seja, entre 7 a 10 anos.
144
Região Metropolitana de São Paulo
Mapas 5 e 6 - Taxas de Escolarização Líquida do E. Fundamental de 1ª a 4ª série
1991
2000
Fonte: Censo Demográfico 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos
Econômicos do Estado de São Paulo
Taxas de Escolarização Líquida do Ensino Fundamental de 5ª a 8ª série.
A taxa de escolarização líquida referente à segunda fase do ensino
fundamental apresentou incremento entre as décadas de 90 e 2000 tanto para a
Região Metropolitana de São Paulo como para o Estado de São Paulo, embora o
incremento tenha sido maior para o Estado de São Paulo.
Em 1991 na Região Metropolitana de São Paulo este indicador atingiu 60,6%
das crianças com idade entre 11 e 14 anos, taxa superior à média estadual de 58,9%.
No ano 2000, a taxa referente à Região Metropolitana de São Paulo ficou praticamente
igualada à média estadual, 82,2%.
145
Região Metropolitana de São Paulo
Na região, o que se observou é que os municípios do entorno tanto aqueles
localizados à leste quanto à oeste da Região Metropolitana de São Paulo foram os que
apresentaram os maiores incrementos nas taxas líquidas de escolarização de 5ª a 8ª
série do Ensino Fundamental, pois eram esses municípios que no início de 1991
apresentavam as mais baixas taxas. Entre os municípios do entorno mencionados,
destacamos á oeste: Pirapora do Bom Jesus, Embu-Guaçu, Itapevi, Cajamar e
Juquitiba; à leste: Santa Isabel, Biritiba-Mirim, Salesópolis, Rio Grande da Serra e,
Itaquaquecetuba. Ao norte: Francisco Morato.
Mapas 7 e 8 - Taxas de Escolarização Líquida do E. Fundamental de 5ª a 8ª série
1991
2000
Fonte: Censo Demográfico 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos
Econômicos do Estado de São Paulo
146
Região Metropolitana de São Paulo
Taxas de Escolarização Líquida do Ensino Médio
Este índice representa o percentual da população que freqüenta o ensino
médio na idade correspondente a esse nível de ensino, ou seja, entre 15 e 17 anos.
Entre 1991 e 2000 esse índice apresentou incremento na Região Metropolitana
de São Paulo, em todos os municípios, e no total do Estado. O índice praticamente
duplicou no período, tanto na RMSP quanto no Estado. Entretanto o crescimento na
RMSP foi ligeiramente superior à média do Estado, 52,4% e, 53,6% respectivamente.
Em 1991 a Região Metropolitana de São Paulo concentrou municípios com
taxas líquidas de escolarização do ensino médio que variaram entre 10% a 43% e, no
ano 2000 a variação esteve entre 33,3% e 70.8%.
Os municípios que apresentaram as maiores taxas no ano 2000 foram:
Salesopolis, Biritiba-Mirim; e Franco da Rocha. As menores taxas encontravam-se nos
municípios de Embu; Embu Guaçu, Cajamar e, Itapecirica da Serra.
Enquanto na dedada de 90 os municípios que apresentavam as maiores taxas
líquidas do Ensino Médio localizavam-se mais na área central da Região Metropolitana
(São Paulo, municípios do ABC e Ribeirão Pires) e na região leste com Mogi das
Cruzes e Biritiba-Mirim, na década seguinte os municípios centrais deixam de ocupar
as melhores posições que passam para alguns municípios das franjas à leste como
Biritiba-Mirim e Salesópolis, para municípios ao norte do município sede como:
Francisco Morato, Franco da Rocha, Caieiras, e para alguns à oeste: Carapicuiba,
Osasco, Barueri, Santana do Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus.
147
Região Metropolitana de São Paulo
Mapas 9 e 10 - Taxas de Escolarização Líquida do Ensino Médio
1991
2000
Fonte: Censo Demográfico 2000, IBGE. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos
Econômicos do Estado de São Paulo
148
Região Metropolitana de São Paulo
Matrículas na Região Metropolitana de São Paulo
De acordo com as informações do Censo Escolar (MEC-INEP), a Região
Metropolitana de São Paulo concentrou em 2006 mais de 9,3 milhões de matrículas no
ensino básico. A educação infantil, formada por creche e pré-escola representou
quase 18% do total de matrículas. Neste nível de ensino, a maior concentração ocorre
na pré-escola sendo que a oferta de matrículas em creche ainda se constitui numa
grande lacuna.
As matrículas dos níveis de ensino Fundamental e Médio na Região
Metropolitana de São Paulo somaram mais de 7,6 milhões e as matrículas de Ensino
Fundamental representam 77% desse total.
149
Região Metropolitana de São Paulo
Tabela 16
Matrículas por nível de ensino
Região Metropolitana de São Paulo
Matrículas em 2006
Creche
Pré-Escola
E. Fundamental
E. Médio
RMSP
158.307
689.451
2.989.336
888.802
Arujá
389
1.651
13.538
3.904
Barueri
2.819
10.344
48.315
13.583
Biritiba Mirim
67
783
4.614
1.140
Caieiras
827
2.646
13.535
4.306
Cajamar
720
2.897
10.110
3.188
Carapicuíba
1.334
8.290
57.405
17.048
Cotia
1.575
4.643
37.553
11.203
Diadema
2.294
14.736
62.149
19.713
Embu
1.453
6.049
40.395
10.833
Embu Guaçu
384
1.545
12.507
3.333
Ferraz de Vasconcelos
823
4.621
28.903
7.339
Francisco Morato
216
3.362
28.712
7.881
Franco da Rocha
395
3.875
22.180
6.084
Guararema
227
1.153
4.142
1.219
Guarulhos
12.189
46.658
208.166
53.925
Itapecerica da Serra
936
5.548
25.877
7.179
Itapevi
655
5.992
35.486
8.722
Itaquaquecetuba
803
5.878
54.969
15.321
Jandira
955
3.936
16.882
4.536
Juquitiba
129
1.334
5.794
1.664
Mairiporã
325
2.938
12.105
3.461
Mauá
1.920
13.466
63.885
19.534
Mogi das Cruzes
3.728
15.420
60.099
17.296
Osasco
4.844
20.073
105.452
33.233
Pirapora do Bom Jesus
232
758
3.321
705
Poá
607
4.384
19.859
6.638
Ribeirão Pires
611
3.333
16.145
5.316
Rio Grande da Serra
238
1.251
6.075
1.667
Salesópolis
76
512
2.781
731
Santa Isabel
216
1.753
8.150
2.510
Santana de Parnaíba
1.198
3.845
16.772
4.052
Santo André
6.579
15.100
94.793
32.222
São Bernardo do Campo
3.536
26.449
114.791
35.965
São Caetano do Sul
1.860
4.372
20.421
8.795
São Lourenço da Serra
144
622
2.132
682
São Paulo
99.270
426.206
1.613.435
488.210
Suzano
1.693
5.980
49.553
12.720
Taboão da Serra
1.763
5.953
41.015
10.822
Vargem Grande Paulista
277
1.095
7.320
2.122
Fonte: Censo Escolar - INEP - MEC 1999 e 2006. Microdados. Elaboração: Projeto Regiões
Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores
Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP.
Funções Docentes por Alunos
Entre 1999 e 2006 houve aumento do número de professores em relação ao
total de alunos em todos os níveis de ensino, resultado de incremento na oferta do
número de professores. Foi no Ensino Médio onde ocorreu o maior descenso do
número de alunos por professor. Em 1999 tínhamos em média 21,6 alunos por
professor e, em 2006 a relação fica em 16,3 alunos por professor.
150
Região Metropolitana de São Paulo
Esforços têm sido feitos para melhorar a cobertura e a qualidade da educação
infantil. Entre 1999 e 2006 houve diminuição do tamanho médio das turmas de
creches e de pré-escola na região. Rio Grande da Serra; Itapevi e Guarulhos foram os
municípios que em 2006 tinham as turmas de Ensino Infantil mais numerosas, com
mais de 30 alunos por professor e, Suzano,
Santo André, Cotia e Cajamar
apresentaram os indicadores mais baixos com 15 alunos ou menos por professor.
Tabela 17
Indicadores de Educação - Funções Docentes e número de matriculados
Região Metropolitana de São Paulo, 1999 e 2006
Ensino Infantil
Ensino Fundamental
RMSP
Arujá
Barueri
Biritiba Mirim
Caieiras
Cajamar
Carapicuíba
Cotia
Diadema
Embu
Embu Guaçu
Ferraz de Vasconcelos
Francisco Morato
Franco da Rocha
Guararema
Guarulhos
Itapecerica da Serra
Itapevi
Itaquaquecetuba
Jandira
Juquitiba
Mairiporã
Mauá
Mogi das Cruzes
Osasco
Pirapora do Bom Jesus
Poá
Ribeirão Pires
Rio Grande da Serra
Salesópolis
Santa Isabel
Santana de Parnaíba
Santo André
São Bernardo do Campo
São Caetano do Sul
São Lourenço da Serra
São Paulo
Suzano
Taboão da Serra
Vargem Grande Paulista
1999
23,9
30,3
39,4
26,5
20,4
20,3
32,4
21,7
26,1
22,2
18,3
35,7
22,4
23,1
30,9
23,3
20,9
30,8
21,6
15,8
30,0
18,0
23,4
24,6
20,8
29,0
22,4
23,2
15,9
22,4
26,1
21,6
16,5
22,9
17,7
21,2
24,6
22,4
25,8
20,0
2006
19,3
21,5
28,1
20,2
25,7
17,1
25,0
12,8
19,8
24,6
23,2
28,4
25,4
28,9
21,9
30,2
22,5
30,5
25,8
27,9
23,6
18,6
26,1
23,8
19,4
20,2
21,9
24,5
33,1
15,9
23,4
18,3
14,9
22,8
16,3
21,9
17,8
15,0
27,1
16,9
1999
26,8
28,2
26,7
29,7
28,9
27,3
32,7
23,8
33,3
30,1
23,7
31,2
32,2
31,2
29,1
28,8
29,8
35,5
33,0
33,2
24,6
25,4
29,9
25,4
28,3
24,3
30,8
25,2
24,9
22,3
29,3
26,7
27,1
27,3
21,5
19,7
25,6
28,3
28,2
23,9
2006
21,9
18,8
26,3
20,7
21,1
23,2
23,9
19,9
23,3
22,0
19,3
22,4
25,2
21,4
15,7
21,6
21,3
28,7
23,4
20,9
16,6
19,6
23,8
20,6
22,3
27,7
19,7
18,2
19,2
21,6
18,5
19,3
20,2
22,2
16,7
15,0
21,9
22,5
25,2
17,4
Ensino Médio
1999
21,6
18,0
18,6
19,9
19,7
23,2
26,9
17,6
32,8
25,8
23,2
25,4
26,1
24,7
18,2
21,1
29,3
24,4
25,9
25,7
20,4
22,1
24,6
17,4
23,0
11,7
25,6
21,6
24,1
26,9
22,5
15,1
20,5
19,1
16,9
16,2
21,4
24,5
23,2
25,6
2006
16,3
12,6
18,4
17,5
15,2
15,7
20,2
14,7
18,2
16,4
13,6
15,1
19,5
15,6
11,2
15,4
13,9
16,0
17,6
15,1
10,5
12,5
17,6
13,9
17,0
16,0
14,8
12,7
12,3
17,0
13,1
11,3
16,0
15,5
13,6
10,5
16,8
16,8
15,9
12,3
Fonte: EDUDATABRASIL/INEP/MEC. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos
Econômicos do Estado de São Paulo. Desigualdades e Indicadores para as Políticas
Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP
151
Região Metropolitana de São Paulo
Indicadores de Rendimento28
Taxas de Aprovação Escolar29
No ano de 2002 na Região Metropolitana de São Paulo, as taxas médias de
aprovação no ensino Fundamental de 1ª a 4ª série, 5ª a 8ª série e no Ensino Médio
foram respectivamente 95,7%, 90,3% e 83,9%. As taxas de aprovação no ensino
Fundamental na região, de 5ª a 8ª série e no Ensino Médio foram ligeiramente
inferiores às taxas médias estaduais (90,5% e 84,2%).
Os municípios de São Caetano do Sul e Barueri foram os que obtiveram as
maiores taxas de aprovação na primeira fase do ensino fundamental em 2002 com
mais de 98% de aprovação. Na outra ponta, os indicadores mais baixos de aprovação
nesse nível de ensino corresponderam aos municípios de Mairiporã e Pirapora do Bom
Jesus, menos de 84% de aprovação.
Entre a 5ª e 8ª serie o melhor e o pior percentual de aprovação variou entre
96,2% e 80,1% que ocorreram respectivamente nos municípios de Santa Isabel e
Santana do Parnaíba. No ensino médio a diferença entre os extremos é um pouco
mais acentuada: mais uma vez o município de Santa Isabel apresenta o melhor
indicador, 91,9% de aprovação, enquanto os municípios de Itaquaquecetuba e BiritibaMirim apresentam as taxas mais baixas da região (77,4%).
28
Dados obtidos da Fundação SEADE / Secretaria de Estado da Educação – SEE/Centro de
Informações Educacionais – CIE.
29
Porcentagem de alunos que preencheram em avaliação final, os requisitos mínimos em
aproveitamento e freqüência, previstos em legislação, em relação ao total de alunos
matriculados no fim do ano letivo.
152
Região Metropolitana de São Paulo
Tabela 18
Taxa de Aprovação. Região Metropolitana de São Paulo, 2002
E. Fundamental E. Fundamental
Ensino Médio
1ª a 4ª série
5ª a 8ª série
RMSP
95,7
90,3
83,9
Arujá
97,3
91,5
84,2
Barueri
98,3
89,3
83,5
Biritiba Mirim
92,5
86,7
77,4
Caieiras
96,6
91,4
85,5
Cajamar
90,4
88,4
81,8
Carapicuíba
97,9
89,5
84,1
Cotia
96,9
88,8
79,8
Diadema
97,2
88,8
83,3
Embu
96,0
84,8
78,1
Embu Guaçu
92,3
93,3
80,9
Ferraz de Vasconcelos
97,0
86,3
81,1
Francisco Morato
95,2
87,0
81,5
Franco da Rocha
95,7
91,2
84,0
Guararema
95,2
91,2
88,9
Guarulhos
95,3
88,3
84,5
Itapecerica da Serra
96,0
91,0
81,6
Itapevi
96,5
84,3
80,8
Itaquaquecetuba
90,6
86,5
77,4
Jandira
91,4
88,4
82,0
Juquitiba
90,4
87,2
88,2
Mairiporã
83,9
91,6
83,7
Mauá
96,5
90,4
85,0
Mogi das Cruzes
94,3
89,5
84,1
Osasco
97,0
88,8
84,8
Pirapora do Bom Jesus
82,9
84,9
79,9
Poá
94,9
90,3
81,6
Ribeirão Pires
97,3
92,4
86,8
Rio Grande da Serra
96,9
87,3
78,6
Salesópolis
92,1
90,1
81,1
Santa Isabel
92,2
96,2
91,9
Santana de Parnaíba
87,9
80,1
85,0
Santo André
97,6
92,2
87,5
São Bernardo do Campo
94,2
92,1
85,7
São Caetano do Sul
98,4
93,8
88,1
São Lourenço da Serra
95,7
89,6
79,1
São Paulo
95,9
91,2
83,9
Suzano
97,7
90,3
85,4
Taboão da Serra
91,9
87,0
81,9
Vargem Grande Paulista
93,6
86,1
78,3
Fonte: Fundação SEADE - (Base de dados: MEC/INEP - EDUDATABRASIL).
Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do Estado de São Paulo
Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMP-FINEP.
153
Região Metropolitana de São Paulo
Taxas de Evasão Escolar30
Em 2002 as taxas de evasão na 1ª a 4ª série, na 5ª a 8ª série do Ensino
Fundamental e no Ensino Médio foram de respectivamente 1,1%; 3,3% e 7,3% na
Região Metropolitana de São Paulo. Nos ensino fundamental de 1ª a 4ª série e no de
5ª a 8ª série três as taxas de evasão escolar na Região Metropolitana de São Paulo
foram inferiores às médias estaduais (0,95 e 3,21). No Ensino Médio a taxa de evasão
na Região Metropolitana de São Paulo foi praticamente igual à do Estado.
No nível de ensino que compreende da 1ª à 4ª série do Ensino Fundamental,
as taxas de evasão entre os municípios foram em geral baixas, mas, ainda assim
apresentam uma variação entre zero e 4%. Os municípios de Biritiba-Mirim, Juquitiba,
e Mairiporã são municípios com taxas altas neste nível de ensino, superiores a 3,0%.
Os municípios de Ribeirão Pires e Suzano foram os que apresentaram as mais baixas
taxas de evasão de 1ª a 4ª série, menos de 0,4%.
No nível de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental as taxas variaram de 1,2% e
10,2 % - taxas referentes aos municípios de Santa Isabel e Pirapora do Bom Jesus,
respectivamente.
Os maiores índices de evasão aconteceram no Ensino Médio. Os municípios
apresentaram taxas de evasão nesse nível de ensino que variaram entre 3,6% e 12%.
Em geral as taxas de evasão nos três níveis de ensino se apresentaram mais
baixas nos municípios mais centrais como: São Paulo e ABC e também em muitos
localizados à leste da Região Metropolitana. Assim, ficaram os municípios localizados
à oeste e alguns ao norte com as taxas mais elevadas de evasão escolar.
30
Porcentagem de alunos que abandonaram a escola antes da avaliação final ou que não
preencheram os requisitos mínimos em freqüência previstos em legislação, em relação ao total
de alunos matriculados no fim do ano letivo.
154
Região Metropolitana de São Paulo
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Gráficos 18, 19 e 20 – Taxa de Evasão Escolar. Região Metropolitana de São Paulo,
2002
4,0
1ª a 4ª série do Ensino Fundamental
3,5
3,0
2,5
2,0
1,5
1,0
0,5
0,0
5ª a 8ª série do Ensino Fundamental
10,0
8,0
6,0
4,0
2,0
0,0
155
(%)
Ensino Médio
12,0
10,0
8,0
6,0
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Fonte: SEE-SP. Tabulações Especiais. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos
do Estado de São Paulo. Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMPFINEP
Indicadores de qualidade do ensino
Para estudar as tendências com relação à qualidade do ensino, lançamos mão
dos resultados das avaliações do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do
Estado de São Paulo – SARESP – para o ano de 2007. Os resultados do SARESP
permitem avaliar o ensino regular de todas as escolas da rede pública estadual que
oferecem a 1ª, 2ª, 4ª, 6ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e a 3ª série do Ensino
Médio. Assim, apresentamos os resultados das provas de Língua Portuguesa e
Matemática e dos níveis de desempenho em Redação para as 4ª e 8ª séries do
Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio para a Região Metropolitana de
Campinas e para o Estado de São Paulo.
Os alunos das 4as e 8as séries do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino
Médio da Região Metropolitana de São Paulo obtiveram notas médias, tanto em
Língua Portuguesa quanto em Matemática, inferiores às notas para o total do Estado.
A pontuação obtida correspondeu ao nível básico para as três séries na disciplina de
português e à 4ª e 8ª série do Ensino Fundamental em matemática. O nível básico
156
Região Metropolitana de São Paulo
significa que os alunos tiveram um desenvolvimento parcial dos conteúdos,
competências e habilidades requeridas para a série em que se encontram.
A situação é muito preocupante para a 3ª série do Ensino Médio onde a nota
média correspondeu ao critério abaixo do básico. Neste nível de desempenho,
segundo a definição do sumário executivo do SARESP, os alunos demonstram
domínio insuficiente dos conteúdos, competências e habilidades desejáveis para a
série escolar em que se encontram.
Tabela 19 – Média de Proficiência em Matemática
Matemática
4a. Série do EF
8a. Série do EF
3a. Série do EM
Região Metropolitana de São Paulo
178,71
225,72
258,99
Estado de São Paulo
182,45
231,53
263,68
Fonte: SEE-SP. Tabulações Especiais. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos
do Estado de São Paulo. Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMPFINEP
Tabela 20 – Média de Proficiência em Português
Português
Região Metropolitana de São Paulo
Estado de São Paulo
4a. Série do EF
183,89
186,84
8a. Série do EF
236,05
242,62
3a. Série do EM
259,68
263,22
Fonte: SEE-SP. Tabulações Especiais. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos
do Estado de São Paulo. Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMPFINEP
Para as 4as e 8as séries do Ensino Fundamental, a avaliação de redação se
deu a partir da apresentação de uma história onde foi solicitado ao aluno que
produzisse uma redação de caráter narrativo-descritivo com a continuação da história.
Já para a 3ª série do Ensino Fundamental, solicitou-se aos alunos uma redação do
tipo dissertativo-argumentativo a partir da leitura de dois textos.
Há quatro categorias para designar o nível de desempenho em redação. O
nível “abaixo do básico” corresponde às notas médias que variaram de zero até 50 em
157
Região Metropolitana de São Paulo
uma escala de 0 a 100. O nível “básico” corresponde às notas superiores a 50 até 65.
O nível “adequado” compreende as notas de 65 até 90 e, o nível “avançado” para
notas superiores a 90 até 100.
Assim como no caso das avaliações nas disciplinas de matemática e
português, nas avaliações de Redação31, a Região Metropolitana de São Paulo
também obteve resultados inferiores às médias estaduais, embora os resultados
estejam muito próximos.
Os gráficos 4, 5 e 6 mostram que a Região Metropolitana de São Paulo
concentrou percentuais próximos, porém mais elevados, de notas de redação dos
alunos das três séries, nos níveis Abaixo do Básico e Básico comparativamente aos
percentuais médios das notas dos alunos do Estado.
Gráfico 21
Desempenho em Redação na 4a série do
Ensino Fundamental, 2007
100%
80%
60%
40%
20%
0%
Região Metropolitana de São
Paulo
Abaixo do Básico
Básico
Estado de São Paulo
Adequado
Avançado
Fonte: SEE-SP. Tabulações Especiais. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos
do Estado de São Paulo. Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMPFINEP
31
Para o cálculo da distribuição percentual, foram excluídas do total das avaliações, aquelas
categorizadas pelo sistema SARESP como: não válidas: anuladas, em branco e não
calculada.
158
Região Metropolitana de São Paulo
Gráfico 22
Desempenho em Redação na 8a série do
Ensino Fundamental, 2007
100%
80%
60%
40%
20%
0%
Região Metropolitana de São
Paulo
Abaixo do Básico
Básico
Estado de São Paulo
Adequado
Avançado
Fonte: SEE-SP. Tabulações Especiais. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos
do Estado de São Paulo. Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMPFINEP
Gráfico 23
Desempenho em Redação na 3a série do
Ensino Médio, 2007
100%
80%
60%
40%
20%
0%
Região Metropolitana de São
Paulo
Abaixo do Básico
Básico
Estado de São Paulo
Adequado
Avançado
Fonte: SEE-SP. Tabulações Especiais. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos
do Estado de São Paulo. Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMPFINEP
159
Região Metropolitana de São Paulo
Considerações Finais
As informações educacionais disponibilizadas pelos censos demográficos dos
anos de 1991 e 2000 deixaram evidentes os avanços alcançados na Região
Metropolitana de São Paulo.
As taxas de analfabetismo da população com 15 anos ou mais de idade
declinaram de 8% para 6,3%. Em 1991 o município sede e alguns municípios vizinhos
como os municípios da região do ABC concentravam as menores taxas e, os
municípios do entorno da Região Metropolitana e mais afastados da região central,
detinham as taxas mais elevadas. Na década seguinte, o que se observou, é que as
taxas ficaram em média mais baixas e mais homogêneas entre os municípios, apesar
dos municípios da região central e alguns localizados à leste da Região Metropolitana
ainda concentrarem as taxas mais baixas de analfabetismo.
Com relação ao indicador proporção da população adulta com 12 anos ou mais
de estudo, se observou que em 1991 os municípios centrais detinham maiores
proporções de população mais escolarizada. Em 2000, as taxas ficaram mais
homogêneas entre os municípios, mas a região central apresentou menores
proporções de população adulta com 12 anos ou mais de estudo comparativamente à
década anterior. Ainda assim, nota-se em 2000 municípios32 localizados ao redor dos
municípios centrais com indicadores em pior situação que os dos municípios centrais.
Com relação à taxa de escolarização líquida, no nível de ensino de 1ª a 4ª série
do Ensino Fundamental, houve avanço, porém não tão significativo, pois as taxas já
eram elevadas em 1991. O que se notou foi que alguns municípios do entorno, no ano
2000, ficaram com taxas ainda mais elevadas do que os municípios localizados no
núcleo da Região Metropolitana de São Paulo (Arujá, Mairiporã, Franco da Rocha e
Santana do Parnaíba).
32
Os municípios com as menores proporções localizavam-se à oeste (Embu-Guaçu, Embu,
Itapecerica da Serra, Vargem Grande Paulista, Itapevi e Jandira) e à leste (Ribeirão Pires, Mogi
das Cruzes, Arujá, Santa Isabel) da região central.
160
Região Metropolitana de São Paulo
No ensino Fundamental de 5ª a 8ª série, o que se observou foi o crescimento e,
uma maior homogeneidade das taxas líquidas de escolarização no ano 2000
comparativamente a 1991.
No ensino Médio além do crescimento das taxas, observa-se que alguns
municípios localizados nas franjas da Região Metropolitana de São Paulo
incrementaram bastante suas taxas líquidas de escolarização (Salesópolis, Santa
Isabel, Bom Jesus, Santana do Parnaíba, Jandira, Itapevi e Juquitiba).
No ano 2002 as taxas de evasão escolar para os três níveis de ensino
analisados foram menores nos municípios da região central comparativamente aos
demais municípios, e apresentaram taxas em geral mais baixas que a taxa média de
evasão para a Região Metropolitana de São Paulo.
O problema maior da educação na Região Metropolitana é a qualidade do
ensino. Entre as regiões estudadas nessa pesquisa, a Região Metropolitana de São
Paulo ocupa o último lugar em termos das notas obtidas com relação ao desempenho
em língua portuguesa na 8ª série do Ensino Fundamental e na 3ª série do Ensino
Médio. Com relação à disciplina de matemática nos três níveis de ensino analisados, a
região também ocupa um dos últimos lugares na pontuação média quando comparada
com as demais regiões. A questão não é apenas a Região Metropolitana estar entre
os últimos lugares em comparação às demais regiões, mas sim que o desempenho de
seus alunos está numa situação crítica e muito insatisfatória, sobretudo no ensino de
matemática onde as notas médias do SARESP em 2007 comparativamente ao SAEB
em 2005 mostraram que não saímos do patamar crítico segundo informações da
Secretaria da Educação de São Paulo. A Secretaria informou que das 100 escolas no
Estado de São Paulo com os piores resultados, 44 delas estavam localizadas na
Região Metropolitana de São Paulo.
161
Região Metropolitana de São Paulo
3.3. Atenção Básica à Saúde e Acesso à Ações e Serviços de Saúde na Região
Metropolitana de São Paulo
Apresentação
O capítulo da saúde procurou abordar questões relacionadas à Atenção Básica
à Saúde e ao Acesso à Ações e Serviços de Saúde, dimensões fundamentais para o
estabelecimento de políticas públicas, na Região Metropolitana de São Paulo.
Na Atenção Básica à Saúde foram analisados indicadores relacionados às
taxas de mortalidade infantil, indicadores relacionados à saúde da criança, à atenção
ao pré-natal, à saúde da mulher e do adulto.
No bloco referente ao Acesso às Ações e Serviços de Saúde são apresentadas
as taxas de cobertura do programa PSF (Programa de Saúde da Família), as
consultas médicas básicas por habitante, o número de leitos por habitantes e a
proporção de Beneficiários de Plano de Saúde Privado.
O estudo procurou levar em conta as taxas médias dos indicadores para o
Estado de São Paulo e os parâmetros ou metas do Ministério da Saúde, quando
possível para efeitos de comparação.
Mortalidade Infantil
Na Região Metropolitana de São Paulo a taxa de mortalidade infantil, assim
como acontece no Brasil e no Estado de São Paulo vem caindo. No início da década
de 90 a taxa de mortalidade infantil na Região Metropolitana de São Paulo era de 33,5
óbitos de menores de um ano por mil nascidos vivos e passa para 13,3 no ano de
2006, taxa equivalente à média estadual.
Em 1990 muitos dos municípios da RMSP com taxas de mortalidade infantil
superiores a 50 óbitos por mil localizavam-se no entorno da região. Entre os
municípios com taxas elevadas podemos citar à leste da RMSP: Salesópolis,
Guararema, Arujá, Itaquaquecetuba e Suzano, ao norte: Francisco Morato e à oeste:
Juquitiba, São Lourenço da Serra, Itapecerica da Serra, Embu, Santana do Parnaíba e
Pirapora do Bom Jesus.
Apesar do declínio observado em todos os municípios da RMSP, os municípios
com as mais altas taxas de mortalidade infantil ainda são aqueles localizados na
região periférica aos municípios centrais. Os municípios com as taxas mais elevadas,
162
Região Metropolitana de São Paulo
superiores a 16 óbitos de menores de um ano por mil nascidos vivos
em 2006,
continuam sendo os mesmos cujas taxas já eram elevadas em 1991. Entre eles,
destacam-se na parte leste: Guararema, Poá e Ferraz de Vasconcelos, ao norte:
Francisco Morato e Mairiporã e, à oeste: Cajamar, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra,
Pirapora do Bom Jesus e Cotia (Gráfico 24).
A distribuição dos municípios na RMSP em função das taxas de mortalidade
infantil está em boa medida claramente relacionada às condições socioeconômicas
desses municípios.
Gráfico 24
70,0
Taxa de Mortalidade Infantil
(óbitos de menores de um ano por mil nascidos vivos) (%)
60,0
50,0
40,0
30,0
20,0
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a
0,0
1990
2006
Fonte: Fundação Seade; Sec. Estadual da Saúde; Sec. Municipais da Saúde. Base Unificada de Nascimentos e Óbitos.
Saúde da Criança
A taxa de Internação por Infecção Respiratória Aguda em menores de 5 anos é
um indicador frequentemente usado, pois fornece uma medida da qualidade da
atenção à saúde preventiva e curativa à criança. O Ministério da Saúde recomenda
que a taxa deva ser inferior a 35 internações por mil crianças menores de 5 anos.
No ano 2000 tanto o Estado de São Paulo quanto a RMSP já apresentavam
taxas inferiores a 35 internações por mil crianças menores de 5 anos. A média
estadual neste ano era de 28 internações e passa para 21 em 2006. No caso da
RMSP, em 2000 eram internadas em média quase 20 crianças menores de 5 anos. No
163
Região Metropolitana de São Paulo
ano 2006 a situação melhora e a Região passa a apresentar taxa equivalente a 18
internações.
Apesar dos resultados médios apresentarem uma situação boa já no ano 2000,
levando em conta o parâmetro do MS, ainda existiam municípios na RMSP onde as
taxas eram muito elevadas no ano 2000. Entre eles destacamos os municípios
localizados à leste da região que apresentaram taxas superiores a 35 internações:
Guarulhos, Mogi das Cruzes, Guararema e Santa Isabel e do lado oeste o município
de Jandira.
Em 2006 houve declínio das taxas, sobretudo nos municípios localizados à
leste onde as taxas já eram mais elevadas. No ano de 2006, apenas o município de
Cajamar, localizado ao norte da região, apresentou taxa ligeiramente superior a 35
internações.
Entre os municípios que incrementaram suas taxas em mais de 25% entre
2000 e 2006, destacamos o município de São Paulo, os municípios localizados à leste
da RMSP: Biritiba-Mirim, Suzano, Rio Grande da Serra, ao norte Mairiporã e Caieiras
e à oeste: Vargem Grande Paulista, Pirapora do Bom Jesus (Mapas 11 e 12).
164
Região Metropolitana de São Paulo
Mapas 11 e 12
Taxa de internação por IRA (Infecção Respiratória Aguda) em menores de 5 anos
(por mil) em 2000 e 2006
2000
2007
Fonte: SIH/SUS – DATASUS, Censo Demográfico e estimativas populacionais do IBGE
Atenção ao Pré-Natal
Para avaliar a cobertura e a qualidade da assistência ao parto na RMSP
utilizamos o indicador: Proporção de mulheres com filhos nascidos vivos que
realizaram sete ou mais consultas de pré-natal. O número mínimo de consultas
recomendadas pelo Ministério da Saúde é sete.
165
Região Metropolitana de São Paulo
É necessário dizer, baseado em alguns estudos (SERRUYA, 2004), que este
indicador é fortemente influenciado pelo nível de pobreza da região, além de outros
fatores. Além disso, em uma análise longitudinal, as taxas podem em grande parte
terem sido afetadas, positivamente, pelas ações do Programa Saúde da Família e pela
implementação do Programa de Humanização do Pré-Natal e Nascimento do
Ministério da Saúde lançado em junho de 2000, onde o foco principal tem sido
proporcionar a melhora do acesso, da cobertura e da qualidade do acompanhamento
pré-natal, da assistência ao parto e puerpério das gestantes e ao recém-nascido.
A proporção média de nascidos vivos cujas mães realizaram pelo menos sete
consultas por mês na RMSP no ano 2000 e 2005 foi inferior à média estadual. No ano
2000, enquanto a proporção média de nascidos vivos cujas mães completaram o prénatal era de 54,5%, a Região Metropolitana realizava quase 7% a menos e, no ano de
2005 a diferença diminui para menos de 4%, mas mantém se a superioridade do
Estado com taxa de 73,4% dos nascimentos onde a mãe havia concluído o pré-natal.
Em quase todos os municípios da Região Metropolitana houve incremento
deste indicador. As exceções ficaram por conta, sobretudo em Guararema que passou
de um percentual médio de 65% para 41%, e Itapevi com decréscimo de 60% para
58%.
Em 2005 os municípios à leste da Região Metropolitana de São Paulo Guararema, Salesópolis, Biritiba-Mirim, Juquitiba e Itaquaquecetuba - apresentavam
as mais baixas proporções de conclusão de consultas de pré-natal, com taxas
inferiores a 54%.
Em 2005, os municípios localizados mais ao centro da Região Metropolitana de
São Paulo (São Paulo, municípios do ABC e outros) eram os que apresentaram
percentuais de acesso iguais ou superiores a 70% (Tabela 21).
166
Região Metropolitana de São Paulo
Tabela 21
Proporção de nascidos vivos de mães com 7 ou mais consultas de pré-natal
2000
2001
2002
2003
2004
2005
Total ESTADO
Total RMSP
Arujá
Barueri
Biritiba-Mirim
Caieiras
Cajamar
Carapicuíba
Cotia
Diadema
Embu
Embu-Guaçu
Ferraz de Vasconcelos
Francisco Morato
Franco da Rocha
Guararema
Guarulhos
Itapecerica da Serra
Itapevi
Itaquaquecetuba
Jandira
Juquitiba
Mairiporã
Mauá
Mogi das Cruzes
Osasco
Pirapora do Bom Jesus
Poá
Ribeirão Pires
Rio Grande da Serra
Salesópolis
Santa Isabel
Santana de Parnaíba
Santo André
São Bernardo do Campo
São Caetano do Sul
São Lourenço da Serra
São Paulo
Suzano
Taboão da Serra
Vargem Grande Paulista
54,5
47,7
41,6
52,7
32,5
49,4
39,1
35,6
38,2
71,8
40,4
37,9
52,9
36,6
45,2
65,1
52,6
45,6
60,2
43,6
70,4
36,6
66,4
51,8
51,6
42,0
52,9
55,8
50,9
38,4
32,4
40,7
42,3
55,4
57,9
67,3
48,3
46,0
37,0
41,5
43,7
59,0
52,6
51,7
59,1
36,0
56,3
39,0
40,9
43,2
75,7
39,6
43,7
54,5
70,1
48,2
62,8
51,9
53,0
52,8
37,1
75,6
41,6
56,6
56,6
51,1
51,8
52,2
57,4
56,1
47,0
31,7
47,3
46,5
60,3
66,4
75,6
50,3
51,5
45,5
46,3
51,7
63,2
57,4
52,3
69,1
36,4
73,6
39,4
57,3
50,5
76,5
46,1
44,5
52,7
70,2
49,0
70,0
58,6
59,9
50,8
39,8
69,6
38,7
45,8
58,4
49,9
70,3
34,1
59,4
59,3
53,6
33,9
41,8
49,2
66,9
69,6
82,0
53,8
55,9
46,4
51,5
56,6
67,1
61,6
52,5
74,6
38,7
84,0
43,2
62,7
54,0
76,4
49,7
53,1
54,2
63,1
58,6
55,1
60,9
61,7
59,0
46,2
64,6
36,6
62,4
68,6
51,7
72,2
48,4
61,7
67,0
61,7
37,6
41,4
51,4
70,6
73,4
82,9
66,7
60,4
55,9
59,0
59,3
71,4
66,2
59,7
86,4
41,0
86,4
61,5
66,3
59,1
78,2
49,9
54,3
54,8
64,1
61,1
44,4
60,4
63,3
61,1
50,2
73,8
45,7
79,3
70,8
55,3
79,3
65,2
64,6
66,5
64,8
48,5
58,8
73,9
72,6
79,2
80,8
70,4
65,8
59,7
56,8
63,9
73,4
69,7
58,0
90,2
44,9
87,9
70,3
67,2
66,9
76,1
57,0
61,8
69,8
74,4
62,6
41,0
66,0
66,1
57,7
54,3
74,0
54,1
68,1
70,2
61,0
76,2
80,9
71,0
70,8
72,1
42,1
65,2
82,4
73,3
80,5
82,1
75,4
69,9
60,0
64,1
68,7
Crescimento (%)
2000 - 2005
34,7
46,0
39,2
71,1
38,0
77,8
79,7
88,9
75,0
6,1
41,2
63,2
31,9
103,2
38,7
-37,0
25,5
44,9
-4,2
24,5
5,1
47,9
2,5
35,5
18,3
81,5
52,9
27,2
39,1
87,6
29,8
60,4
95,0
32,1
38,9
22,0
56,0
51,9
61,9
54,6
57,1
Fonte: SINASC/SUS - DATASUS. Elaboração: Projeto Regiões Metropolitanas e Pólos Econômicos do
Estado de São Paulo - Desigualdades e Indicadores para as Políticas Sociais, NEPP/NEPO/UNICAMPFINEP.
167
Região Metropolitana de São Paulo
Controle da Hipertensão
A taxa de internações por Acidente Vascular Cerebral (AVC) na população de
40 anos ou mais além de apontar o nível de morbidade para esta doença, também
avalia a oferta de ações básicas preventivas para o controle da doença hipertensiva.
O número de internações entre 2000 e 2007 por Acidente Vascular Cerebral
(AVC) na população de 40 anos ou mais na RMSP aumentou de 15,2 para 20,8
internações por grupos de 10.000 habitantes, o que significa que as ações de atenção
básica nos municípios no controle das doenças hipertensivas podem não estar tendo
um impacto positivo. Ainda assim, apesar do incremento, as taxas médias para a
Região Metropolitana de São Paulo, 15,2 no ano 2000 e 20,8 em 2007, foram mais
baixas que a média estadual que alcançou 28,1 em 2000 e 26,2 em 2007.
Os mapas mostram que apesar das taxas terem caído em mais da metade dos
municípios da RMSP entre 2000 e 2007, a situação ainda é mais crítica nos
municípios da periferia da RMSP, sobretudo naqueles localizados nas franjas à leste e
à oeste.
168
Região Metropolitana de São Paulo
Mapas 13 e 14
Taxas de Internação por AVC na população com 40 anos ou mais em 2000 e 2007
2000
2007
Fonte: SIH/SUS – DATASUS, Censo Demográfico e estimativas populacionais do IBGE.
Indicadores Gerais de Atenção à Saúde
Consultas Médicas por Habitante
No ano 2000, no Estado de São Paulo foram realizadas 1,5 consulta básica por
habitante no ano e, em 2007 esta média passou para 1,7. A Região Metropolitana de
São Paulo apresentou taxas inferiores à média estadual. No ano 2000 1,2 consultas
básicas foram realizadas na Região Metropolitana de São Paulo. Em 2007 há um
169
Região Metropolitana de São Paulo
crescimento de quase 19% o que fez com que a média de consultas básicas ao ano
passasse para 1,4 consultas por habitante.
Uma das possíveis razões para explicar a superioridade deste indicador no
nível nacional sobre o estadual é possivelmente o fato da cobertura do PSF no Estado
de São Paulo estar bastante abaixo da cobertura nacional.
Os municípios centrais da Região Metropolitana de São Paulo: São Paulo, ABC
e Guarulhos, são aqueles onde se produziram menos consultas médicas básicas por
habitante, em geral menos de 1 consulta, comparativamente à outros municípios da
região tanto em 2000 como em 2007.
Entre os municípios que passaram a produzir menos consultas básicas por
habitante, ou seja, aqueles que tiveram uma queda expressiva da produção de
consultas, entre 20% e 66%, destacam-se aqueles ao norte da Região Metropolitana
de São Paulo: Caieiras, Mairiporã, Francisco Morato e Franco da Rocha, além dos
municípios localizados à oeste como: Cotia. Embu, Jandira, Taboão da Serra,
Itapecerica da Serra, Osasco e Pirapora do Bom Jesus.
Os municípios que apresentaram os maiores incrementos na média de
consultas médicas básicas, com mais de 115% de crescimento foram: Guararema, Rio
Grande da Serra, Arujá e Mogi das Cruzes, todos localizados à leste da RMSP (Mapas
15 e 16).
170
Região Metropolitana de São Paulo
Mapas 15 e 16
Consultas Básicas por Habitante (média anual)
Ano 2000
Ano 2007
Fonte: SIA/SUS - DATASUS, Censo Demográfico 2000 e projeções, IBGE.
Cobertura do Programa de Saúde da Família
Como já foi dito, a região do país de menor cobertura do Programa Saúde da
Família é a Sudeste, com menos de 30% de cobertura da população no ano de 2007.
No Estado de São Paulo em 2007, em média a cada 4 famílias, uma é atendida pelo
PSF e, na RMSP, a cada 3 famílias, uma é atendida pelo PSF (Gráfico 25).
171
Região Metropolitana de São Paulo
Os dados mostraram que há uma tendência de crescimento da proporção de
famílias atendidas pelo PSF no Estado de São Paulo e na Região Metropolitana de
São Paulo entre 2000 e 2007, porém em ritmo mais lento quando comparado aos
dados do país.
As informações sobre percentuais de cobertura do Programa Saúde da Família
em grandes cidades e capitais revelam que em geral há uma dificuldade maior de
consolidação deste programa em cidades maiores e mais urbanizadas.
Gráfico 25
P
r
o
p
o
r
ç
ã
o
d
a
p
o
S
a
p
ú
u
l
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a
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a
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3
2
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2
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1
1
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0
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0
2
4
,
3
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,
4
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9
6
3
2
2
2
,
1
1
1
3
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,
3
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6
,
1
,
0
,
2
1
9
,
2
1
6
,
6
9
1
1
4
3
8
2
,
6
3
6
2
,
2
0
,
9
7
1
6
5
1
,
0
,
4
,
0
6
8
9
0
0
2
0
B
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1
a
2
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0
0
2
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o
2
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ã
0
o
4
P
2
a
u
l
o
0
0
5
2
0
R
0
M
6
2
S
0
0
7
P
Os mapas 17 e 18 evidenciam que não somente a cobertura de famílias
atendidas vem aumentando como também o número de municípios que em 2000 não
tinham implementado o programa e, em 2007 já implantaram. No ano 2000, os
municípios que já contavam com o PSF em geral estavam localizados no centro e ao
norte da Região Metropolitana de São Paulo. A cobertura do PSF no ano 2000, na
maioria dos municípios não passava de 5% da população.
Em 2007, com a expansão do programa, apenas 7 municípios dos 39 da RMSP
ainda não haviam implementado o PSF (Arujá, Caieiras, Carapicuíba, Guararema,
Jandira, Ribeirão Pires, e Salesópolis). Em 2007 é possível constatar que as taxas de
cobertura do PSF nos municípios mais centrais e em alguns localizados ao norte da
RMSP, que no ano 2000 apresentavam cobertura inferior a 5%, em 2007
apresentaram coberturas mais elevadas em uma faixa de variação entre 11% e 50%
(Mapa 18).
Nesse sentido, ainda que a cobertura do PSF nos municípios da RMSP esteja
abaixo do nível de cobertura de outras regiões do país, é fato que o PSF vem se
172
Região Metropolitana de São Paulo
consolidando como estratégia de organização da atenção básica à saúde também em
grandes cidades ainda que não tenha como foco principal a universalização. Em geral,
muito das dificuldades de consolidação e de ampliação do acesso do PSF em
municípios muito grandes vem devido ao fato de que muitos deles já ofereciam
serviços de saúde em outras formas da atenção básica. Cabe a esses municípios,
sobretudo nas metrópoles e municípios grandes estudar e decidir como a implantação
do PSF ajuda na ampliação do acesso à atenção básica à saúde de uma forma
igualitária (ELIAS, 2006).
Mapas 17 e 18
Proporção da população atendida com o Programa Saúde da Família
Ano 2000
Ano 2007
Fonte: Fonte: Número de pessoas cadastradas, de 2000 a 2006, por município. Fonte: SIAB/SUS DATASUS, Censo Demográfico 2000 e projeções, IBGE.
173
Região Metropolitana de São Paulo
Atenção Hospitalar - Leitos Hospitalares por Habitante
A análise deste indicador tem como objetivo ilustrar como se dá a concentração
de leitos hospitalares por habitantes nos municípios pertencentes à Região
Metropolitana de São Paulo.
Como este indicador é suscetível a uma variedade de fatores relativos às
localidades ou regiões distintas, não há parâmetros validados para efeitos de
comparação. O que acontece é que a própria demanda juntamente com a capacidade
de financiamento do local acaba definindo metas. Assim, este indicador não é
adequado para avaliar o sistema de saúde de uma região, mas auxilia nas ações de
planejamento e gestão.
Apesar de não termos parâmetros validados, o Ministério da Saúde preconiza
que o volume de leitos hospitalares esteja entre 2,3 a 3 leitos por mil habitantes
(Portaria do Ministério da Saúde 1101/2002).
A Região Metropolitana de São Paulo apresentou em 2006 a oferta de 2,3
leitos por mil habitantes, onde 1,3 leitos eram disponibilizados através do SUS. A
oferta de leitos na RMSP foi inferior quando comparada ao Estado de São Paulo e ao
Brasil. No Estado foram disponibilizados 2,6 leitos e no Brasil 2,7 enquanto que na
RMSP a disponibilidade de leitos por mil habitantes em 2006 foi de 2,3 (Tabela 22).
A presença de leitos do SUS é mais representativa no Brasil e no Estado de
São Paulo do que na RMSP onde há maior predomínio dos serviços particulares na
área da saúde.
Tabela 22 - Leitos Hospitalares por mil habitantes
Leitos Hospitalares em 2006
Região Metropolitana de São Paulo
Estado de São Paulo
Brasil
Leitos* Por Mil Hab.
Total
SUS
2,3
1,3
2,6
1,7
2,7
2,0
Proporção de
Leitos do SUS (%)
57,7
65,4
74,1
* média anual
Fonte: CNES -Recursos Físicos - Hospitalar - Leitos de internação - São Paulo SUS - DATASUS, Censo
Demográfico 2000 e projeções, IBGE.
174
Região Metropolitana de São Paulo
Dos municípios da RMSP, ficou claro que há maior oferta de leitos por
habitante, tanto os leitos gerais como os leitos SUS, nos municípios localizados mais
ao centro da RMSP como São Paulo e municípios do ABC e também na região do
lado leste onde se destacam os municípios de Santa Isabel e Mogi das Cruzes (Mapas
19 e 20).
Mapa 19 – Leitos Hospitalares por mil habitantes em 2006
Fonte: CNES -Recursos Físicos - Hospitalar - Leitos de internação - DATASUS, projeções, IBGE.
Mapa 20 – Leitos Hospitalares do SUS por mil habitantes em 2006
Fonte: CNES -Recursos Físicos - Hospitalar - Leitos de internação - DATASUS, projeções, IBGE.
175
Região Metropolitana de São Paulo
Beneficiários de Plano de Saúde Privado
De acordo com PINTO, 2004; a região Sudeste concentra cerca de 70% da
população com cobertura de planos de saúde. As maiores proporções de cobertura
acontecem nas capitais. Ainda segundo este autor: Estudos anteriores (Costa e Pinto,
2002; Siqueira et al., 2002) demonstram que, nas cidades de pequeno e médio portes
(menos de 80.000 habitantes), a participação das modalidades de saúde suplementar
é menor que a prestação de serviços mediante o SUS, enquanto que nas cidades de
mais de 80.000 habitantes, a hegemonia dos planos de saúde já ocorria em 1992 e
expandiu-se ainda mais em 1999.
O indicador proporção de cobertura da população por planos de saúde
privados considera como plano privado, segundo os critérios da ANS/MS, os planos de
assistência à saúde que são operados por medicina de grupo, cooperativas,
seguradoras, autogestão e filantropia. Pode haver superestimação do indicador na
medida em que pode haver beneficiários com mais de um plano de saúde privado.
A cobertura de planos de saúde privado no país é de quase 20% da população.
A região Sudeste apresentou a maior cobertura entre as regiões, e entre 2000 e 2005
a cobertura ficou praticamente constante por volta de 30% (Tabela 23).
Tabela 23 - Proporção (%) da população coberta por planos privados de saúde
segundo ano por região. Brasil, 2000 a 2005
Regiões
2000
2001
2002
2003
2004
2005
Brasil
19,1
18,6
18,5
18,6
19,1
19,9
Norte
5,7
5,5
6,2
6,8
7,3
7,2
Nordeste
7,6
7,2
7,6
8,0
8,2
8,4
Sudeste
32,0
30,9
30,2
29,9
30,3
31,7
Sul
14,0
14,1
14,6
15,5
16,7
17,4
Centro-Oeste
12,7
12,2
12,5
12,5
12,5
12,8
Fonte: Ministério da Saúde/Agência Nacional de Saúde - Sistema de Informações de Beneficiários e IBGE
- Base demográfica.
Especificamente no Estado de São Paulo e na Região Metropolitana de São
Paulo as taxas eram mais elevadas que as da Região Sudeste e as do Brasil . No ano
176
Região Metropolitana de São Paulo
2000, a cobertura média para o Estado e para a RMSP foi de respectivamente 42% e
51%.
Em 2007 é constatado que houve crescimento da população coberta por
planos de saúde privados tanto no Estado de São Paulo quanto na Região
Metropolitana de São Paulo que passa a apresentar respectivamente 48% e 59%.
Na RMSP os municípios centrais como São Paulo, municípios do ABCD, Mauá,
Osasco, Barueri e Cajamar apresentaram mais de 40% da população coberta por
planos de saúde privados. No ano 2007 este mesmo grupo de municípios com
exceção de Cajamar e com a inclusão de Arujá e Santana do Parnaíba constituem o
grupo de municípios com os maiores percentuais de cobertura de planos privados.
Apesar da maior concentração deste indicador ocorrer nos municípios centrais,
se observou expansão de planos privados nos municípios do entorno da RMSP como
os municípios localizados à oeste com mais de 76% de crescimento entre 2000 e
2007: Juquitiba, Jandira, Vargem Grande Paulista, Carapicuíba, Barueri e Pirapora do
Bom Jesus. Também destaca-se os municípios da parte leste que apresentaram mais
de 63% de crescimento na proporção de cobertura por planos de saúde privados:
Ribeirão Pires, Poá, Arujá, Rio Grande da Serra e Guararema (Mapas 21 e 22).
177
Região Metropolitana de São Paulo
Mapas 21 e 22
Proporção da população com plano privado de saúde
Ano 2000
Ano 2007
Fonte: Sistema de Informações de Beneficiários (SIB), Sistema de Cadastro de Operadoras (Cadop) e
Sistema de Registro de Produtos (RPS), todos geridos pela ANS - DATASUS. SIA/SUS - DATASUS,
Censo Demográfico 2000 e projeções, IBGE.
178
Região Metropolitana de São Paulo
179
Região Metropolitana de São Paulo
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