Amapá
Estado tem desafio de diversificar economia
e atrair investimentos
Paula Yamaguti
Luzineide Sales
Lilian Ferro
Mariana Orsini
Marcela M. Silva
junho 2015
Índice
Pontos de destaque do Estado.................................................................................................................... 3
Perfil das mesorregiões e principais atividades econômicas....................................................................
4
PIB..............................................................................................................................................................
5
Investimentos privados anunciados...........................................................................................................
9
Perfil da população...................................................................................................................................... 10
Relatório Estadual Amapá – junho/15
Emprego...................................................................................................................................................... 11
Rendimento................................................................................................................................................ 12
Agricultura.......................................................................................................................................................
13
Indústria...................................................................................................................................................... 14
Comércio..................................................................................................................................................... 15
Serviços....................................................................................................................................................... 16
Comércio exterior....................................................................................................................................... 17
Infraestrutura............................................................................................................................................. 19
Turismo....................................................................................................................................................... 20
Desenvolvimento municipal e educação................................................................................................... 21
Transportes................................................................................................................................................ 22
Construção................................................................................................................................................. 23
Agências bancárias..................................................................................................................................... 24
Crédito e inadimplência............................................................................................................................. 26
Conclusão.................................................................................................................................................... 27
Pontos de destaque
q A composição do PIB do Amapá (AP) é muito distinta da observada tanto na Região Norte (N) quanto no Brasil,
com forte concentração no setor de serviços e baixa participação do setor industrial.
q O AP deverá receber um total de R$ 510 milhões em investimentos privados este ano, concentrados na Área
Relatório Estadual Amapá – junho/15
de Livre Comércio Macapá/Santana (ALCMS).
q O Estado possui a segunda menor população do Norte. O crescimento populacional entre 2000 e 2010 foi
de 40,4%, valor superior à média da região e à nacional.
q O rendimento médio no AP é inferior à média nacional. No entanto, a desigualdade de renda no Estado é
menor do que a média da Região Norte e do que a nacional. Além disso, o Estado possui o maior Índice de
Desenvolvimento Humano (IDH) da região.
q A mandioca é o principal produto agrícola e corresponde a 50% do valor da produção agrícola do Estado.
q A composição do crédito no Estado é diferente da observada no Brasil, com maior participação da carteira de
crédito de Pessoa Física (PF) em relação à de Pessoa Jurídica (PJ). Entre as modalidades de crédito, destaque
para o crédito para obras de infraestrutura.
3
Perfil das mesorregiões e principais atividades econômicas
1
O Amapá possui uma economia baseada, em grande
parte, no setor de serviços.
Relatório Estadual Amapá – junho/15
O PIB do Estado é muito concentrado, sendo que a
mesorregião Sul do Amapá responde por 92,6% do
total. Essa região concentra também a maior parte da
população, do emprego formal e da produção agrícola
do Estado.
Norte do Amapá: é a região menos populosa,
com apenas 8% da população do Estado. Grande
parte da mesorregião se mantém como zona de
preservação ambiental e reserva indígena.
Concentra apenas 2% do emprego formal do
Estado, e cerca de 60% da população ocupada
não possui rendimento ou recebe menos de um
salário mínimo, segundo o último Censo
Demográfico (2010).
2
1
Sul do Amapá: é onde está situada a capital do
Estado, Macapá. Além disso, é onde se localiza a
Área de Livre Comércio Macapá/Santana
(ALCMS), que possui regime fiscal diferenciado e
concentra os investimentos privados mapeados
para o Estado nos próximos anos. Essa região é
também a mais industrializada e com a maior
participação no resultado agrícola do Estado.
2
4
PIB do Amapá equivale a cerca de 4% do produto da Região Norte
Participação* das mesorregiões no
PIB total do Estado
22,1%
Crescimento do PIB
(PIB real – média 2006-2010)
7,4%
4,9%
Relatório Estadual Amapá – junho/15
77,9%
5,2%
92,6%
Estimamos que, em 2015, o PIB do Amapá seja de R$ 13 bilhões e que
sua participação no PIB nacional fique em torno de 0,2%. Para 2020, o
PIB do Estado deve chegar a R$ 18,1 bilhões, com sua participação no
PIB brasileiro mantendo-se em 0,2%. Na Região Norte, esperamos que a
participação do AP no produto diminua de 4,5% em 2015 para 4,4% em
2020.
Na análise por mesorregiões, a do Sul do Amapá é a que possui a maior
participação no PIB, respondendo por 92,6% do produto do Estado. Em
termos de crescimento do PIB, a mesorregião do Sul do Amapá cresceu,
em média, 5,2% no intervalo de 2006 a 2010, enquanto a do Norte do
Amapá cresceu 4,9% no período.
Fonte: IBGE, Itaú
Participação* dos Estados no PIB do N
AP
4,3%
TO
8,5%
RO
12,2%
AC
4,2%
AM
29,2%
PA
38,4%
RR
3,2%
*média de 2008 a 2012
5
PIB per capita no AP cresce abaixo da média da região
PIB per capita – R$ (2012)
Evolução do PIB per capita – R$
AP
N
BR
15.793
12.712
10.328
9.838
12.218
11.002
19.764
20.943
16.698
12.702
12.346
13.525
12.703
2010
2011
21.995
14.412
13.782
10.202
Relatório Estadual Amapá – junho/15
14.561
2008
2009
2012
Destaques municipais (AP) - PIB per capita (2012)
Município
PIB per
capita
PIB (R$ mil)
População
Total
Pedra Branca do Amapari
Serra do Navio
Ferreira Gomes
Calçoene
Macapá
Laranjal do Jari
Tartarugalzinho
Itaubal
Vitória do Jari
Mazagão
22.892
22.261
19.911
16.020
15.530
11.203
11.031
10.987
10.617
9.910
269.988
101.175
122.276
149.671
6.453.597
466.827
147.649
49.147
138.163
176.336
11.794
4.545
6.141
9.343
415.554
41.668
13.385
4.473
13.013
17.794
12 IBGE , Itaú
Fonte:
Em 2012, o PIB per capita do Amapá foi de R$ 14.412, contra R$
13.782 na Região Norte e R$ 21.995 no Brasil. No entanto, a
média de crescimento dos últimos cinco anos no Estado (8,9%)
é inferior tanto à do N (10,1%) quanto à do País (9,6%).
Entre as mesorregiões, a que possui o maior PIB per capita é a
do Sul do Amapá, com R$ 14.561. É onde se localiza Macapá, a
capital do Estado.
Entre os municípios, destaque para Pedra Branca do Amapari,
com R$ 22.892. A principal atividade econômica do município é a
extração mineral.
6
Administração pública contribui com 47,3% do produto do Amapá
Crescimento* real das atividades
Relatório Estadual Amapá – junho/15
Participação (%) das atividades no VAB
(média 2008-2012)
Setor
Agropecuária
Indústria
Construção
Transformação
SIUP
Ind. Extrativa
Serviços
Adm. Pública
Comércio
Aluguel
Transportes
Financeiro
Serviços de Informação
Outros
AP
3,4
9,5
4,7
2,5
1,3
1,0
87,1
47,3
13,1
10,7
3,0
2,2
1,6
9,3
N
9,8
31,3
7,1
12,7
3,1
8,5
58,9
23,1
11,4
7,4
3,9
2,6
1,6
8,8
11,8% 11,8%
9,6% 8,6%
BR
5,5
27,3
5,5
15,4
3,1
3,3
67,2
16,2
12,6
8,1
5,1
7,2
3,3
14,7
6,4% 6,0%
AP
N
BR
5,3% 5,1% 4,5%
4,2%
0,8% 0,2%
-1,6%
-2,8%
-5,0%
* Crescimento médio entre 2006 e 2010
** Serviços industriais de utilidade pública
*∑VABi=PIB - (Impostos - Subsídios) sobre o consumo
Participação das atividades
do AP no VAB do N (2012)
Adm. Pública
Aluguel
Serviços
Comércio
Total
Serviços de Informação
Outros
Financeiro
Construção Civil
Transportes
SIUP
Indústria
Agropecuária
Ind. de Transformação
Ind. Extrativa
Fonte: IBGE, Itaú.
9,3%
6,8%
6,8%
5,0%
4,7%
4,6%
4,6%
4,2%
4,2%
4,1%
1,9%
1,7%
1,5%
1,3%
0,3%
Ranking IBGE - maiores municípios
em relação ao valor adicionado no
País*
Município
Posição
VAB
ocupada** (R$ mil)
Serviços
Macapá
79º
3.426.594
Itaubal
262º
1.092.779
Santana
375º
702.836
*Média de 2008 a 2012
**Entre os 500 primeiros
A participação das atividades no produto do
AP tem uma composição muito distinta tanto
da Região Norte quanto do País, sendo que o
setor de serviços corresponde a 87,1% do
VAB* do Estado, contra 59,8% na Região
Norte e 67,2% no BR. A atividade do Amapá
com maior participação no VAB do Norte é a
administração pública, com 9,3%.
As atividades com o maior crescimento real
médio no AP entre 2006 e 2010 foram o
segmento financeiro e os serviços de
utilidade pública, ambos com 11,8%.
Em relação aos maiores municípios em
termos de valor adicionado no País, destaque
para a capital, Macapá, que aparece na 79ª
colocação no setor de serviços.
* Valor Adicionado Bruto
7
Estado deve crescer, em média, 1,1% ao ano nos próximos anos
Evolução do PIB do AP
Relatório Estadual Amapá – junho/15
O Amapá ocupa a 25ª colocação nacional em relação ao
PIB, representando, em média, 0,2% do produto do Brasil.
A composição do PIB do AP difere da nacional por ter
maior participação proporcional do setor de serviços e
baixa concentração da indústria.
Nossa expectativa para os próximos anos é de que o PIB
do Amapá apresente crescimento médio em torno de
1,1% ao ano até 2020, em linha com a média nacional no
período (1,1%). Esse crescimento deverá ser impulsionado
pelo setor de serviços e pelo comércio varejista, que
cresce acima da média nacional no Estado.
9%
Crescimento real ano a ano
Projeções
7%
5%
3%
1%
-1%
-3%
2004
2008
2012P
2016P
2020P
Evolução da contribuição dos setores no VAB*
crescimento real anual
6,4%
6,7%
5,4%
3,8%
1,8%
2,1%
0,4%
-0,4%
2003
5,0%
2005
Agropecuária
3,6%
2,9%
1,5%
0,4%
0,4%
0,3% 0,2%
2004
2006
Evolução do PIB - Projeções Itaú
5,2%
0,1%
-0,3%
2007
Indústria
-0,2%
2008
0,8%
-0,3%
2009
0,6%
0,4%
AP
2003-2008
2009-2014**
2015-2020
6,0%
3,3%
1,1%
**2011-2014 – valores projetados
média de crescimento real anual
2010
Serviços
* Valor Adicionado Bruto.
Fonte: IBGE, Projeções Itaú.
8
ALCMS concentra a totalidade dos investimentos* mapeados
para o Estado
Localização da Área de Livre Comércio
Macapá/Santana
Relatório Estadual Amapá – junho/15
O Amapá deverá receber R$ 510 milhões em
investimentos* privados este ano. Esse montante será
direcionado para os setores siderúrgico e portuário,
que devem receber, respectivamente, R$ 372 milhões e
R$ 137 milhões. Os investimentos estão previstos para
as cidades de Santana e de Macapá, que abrigam a Área
de Livre Comércio Macapá/Santana (ALCMS).
Benefícios fiscais da ALCMS
Objetivo da compra
Origem da mercadoria
Imposto
Revenda
Consumo
Nacional
Importada
ICMS
isenta
não isenta
isenta
não isenta
IPI
isenta
isenta
isenta
isenta
PIS/COFINS
isenta
isenta
isenta
isenta
A ALCMS é uma área com regime fiscal diferenciado, semelhante
à Zona Franca de Manaus. Ela se localiza na mesorregião Sul do
Amapá e abrange os municípios de Macapá e Santana, ocupando
uma área de 220 km².
A área tem como principal objetivo impulsionar a indústria, o
comércio e a economia da região e entrou em operação em
março de 1993.
O benefício fiscal obtido varia de acordo com o objetivo da
compra (para revenda ou para consumo) e origem da mercadoria
adquirida (nacional ou importada).
*Informações sobre investimentos anunciados. As informações contidas nesta seção não necessariamente englobam todos os investimentos privados previstos
para o Estado.
Observação: Para os investimentos anunciados em dólar, foi utilizado câmbio de 3,10 R$/US$
Fonte: Notícias, Suframa, Itaú
9
O Amapá tem a segunda menor população do Norte
População
Densidade demográfica
(mil hab. – 2012)
(hab./km² - 2012)
Relatório Estadual Amapá – junho/15
Microrregiões
Acima de 45
25 a 45
10 a 25
Até 10
(2)
(1)
(6)
(7)
67
64
3 a 5
Até 3
(1)
(1)
(2)
(12)
Pirâmide Etária - 2014
Pirâmide Etária - 2030
AP (barras) e Brasil (Contorno)
AP (barras) e Brasil (Contorno)
Anos
80 ou mais anos
0,7%
75 a 79 anos
0,6%
70 a 74 anos
0,9%
65 a 69 anos
1,3%
60 a 64 anos
1,9%
55 a 59 anos
2,7%
50 a 54 anos
3,5%
45 a 49 anos
4,5%
40 a 44 anos
5,8%
35 a 39 anos
7,0%
30 a 34 anos
8,4%
25 a 29 anos 8,9%
20 a 24 anos 9,6%
15 a 19 anos 10,7%
10 a 14 anos 11,7%
5 a 9 anos 11,3%
0 a 4 anos 10,5%
12%
1,3%
0,5%
1,2%
0,5%
1,8%
0,8%
2,5%
1,2%
3,4%
1,9%
4,4%
2,9%
5,4%
3,9%
6,5%
4,9%
6,8%
6,1%
7,7%
6,8%
8,9%
8,1%
9,7%
8,8%
9,3%
9,7%
8,5%
10,7%
7,9%
11,4%
7,4%
11,2%
7,2%
10,6%
0%
Mulheres
Fonte: IBGE, Itaú
12%
Homens
10%
0,9%
1,1%
1,8%
2,7%
3,6%
4,6%
5,3%
6,4%
6,9%
7,9%
8,9%
9,7%
9,2%
8,4%
7,8%
7,5%
7,4%
0%
Mulheres
Crescimento População
(2010/2000) (2010)
Macapá
39%
546.190
Mazagão
41%
69.402
Oiapoque
50%
29.509
Amapá
48%
24.425
O Amapá possui a segunda menor população
da Região Norte, com 739 mil habitantes em
2013, 4,3% do total da região. Entre 2000 e
2010, a população do Estado cresceu 40,4%,
valor superior à média de crescimento do
Brasil (12,3%) e ao crescimento da Região
Norte (23%).
A densidade demográfica do AP é de 4,69
habitantes por km2, a quarta menor da
região. Entre os municípios, o mais populoso
é a capital, Macapá (398,2 mil habitantes). A
mesorregião mais populosa é a do Sul do
Amapá, com 91,9% da população. No
entanto, a mesorregião Norte do Amapá foi a
que mais cresceu em termos populacionais
(49,2%) de 2000 a 2010.
10%
Homens
10
Emprego formal no AP recuou em 2014
Evolução do estoque de emprego formal
9,9 9,8
8,6 8,6
8,5 9,6
4,6 4,8
2005
2006
2007
2008
10,9 13,0
9,3
9,0
5,7 6,3
2010
AP
Relatório Estadual Amapá – junho/15
% variação anual
9,0
(em % do total, abr./15)
4,7
2009
N
2011
Distribuição do emprego formal por
mesorregião
2012
5,3
3,6
2013
0,9
-2,3
2014
10,8%
BR
98,1% 89,2%
Em 2014, o estoque de emprego formal do AP recuou 2,3%. Esse valor
diverge do observado na região e no País, que apresentaram crescimento
médio de 0,9% e 1%, respectivamente. Em relação ao emprego informal, o
nível no Estado está em linha com o do Brasil, mas abaixo do da Região
Norte.
Com relação à distribuição, os empregos formais do Estado estão fortemente
concentrados na mesorregião do Sul do Amapá, que detém 98,1% do total.
Essa concentração reflete a divisão populacional do Estado.
A composição do emprego no AP difere da observada na Região Norte e no
País, com maior concentração proporcional nos setores de administração
pública (10,6%) e de comércio (31,6%), e menor no de indústria de
transformação (4,7%).
Evolução do emprego informal
26%
em % do total
AP N BR
24%
1,9%
Composição do emprego formal*
4,3%
4,7%
8,1%
10,6%
31,6%
7,7%
5,3%
15,3%
19,9%
11,1%
4,9%
7,3%
26,5%
40,7%
34,5%
AP
N
2,2%
22,6%
42,7%
22%
20%
18%
16%
1T12
4T12
3T13
Fonte: MTE – Caged, IBGE – PNAD contínua, Itaú.
2T14
1T15
Outros
Construção Civil
Comércio
* dados de abr./15
BR
Indústria de Transformação
Administração Pública
Serviços
11
Estado tem menor desigualdade que a média nacional
Rendimento médio – 2010*
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), o
rendimento médio mensal do trabalho no AP foi de R$ 1.616 em 2013,
valor ligeiramente inferior ao do Brasil no período (R$ 1.651). Na quebra
por mesorregiões, utilizando-se os dados do Censo 2010, a do Sul do
Amapá é a que possui o maior rendimento médio (R$ 1.270). O
rendimento da capital Macapá é de R$ 1.422.
Valor do rendimento nominal médio mensal de
todos os trabalhos das pessoas de 10 anos ou
mais de idade, com rendimento de trabalho (R$).
A cidade de
Macapá tem o
maior rendimento
médio mensal do
Estado
(R$ 1.422)
Relatório Estadual Amapá – junho/15
954
1.270
Na análise da população ocupada por faixa de rendimento, chama atenção
o fato de que 44,7% da população do Estado não possui rendimento ou
ganha até um salário mínimo.
O coeficiente de Gini do AP é inferior ao do Brasil e ao do Norte, reflexo
da menor desigualdade de renda no Estado.
% da população ocupada por faixa de rendimento (2010)
Não remunerado ou inferior a um
salário mínimo
Índice de Gini* - 2013
Entre um e cinco salários mínimos
60,3%
32,6%
0,501
43,4%
45,9%
0,484
0,476
Entre cinco e 20 salários mínimos
Acima de 20 salários mínimos
6,4%
BR
N
0,7%
AP
**Índice de Gini: medida de desigualdade. Varia de 0
a 1. Quanto mais próximo de 0, maior a igualdade.
10,0%
0,8%
7,7%
Fonte: Censo 2010, PNAD, PME – IBGE, Itaú
*A PNAD não disponibiliza os dados por mesorregião, por isso utilizamos os dados do Censo Demográfico 12
(201
Mandioca representa 50% do valor da produção agrícola do AP
Classificação do Amapá segundo os principais produtos
agrícolas do Estado (2013)
1º
Relatório Estadual Amapá – junho/15
Valor da produção
(R$ mil)
Classificação
Tipo de Produto
2º
3º
4º
5º
6º
7º
8º
9º
10º
AP
BR
Mandioca
PA
PR
RS
AM
MA
BA
SP
MG
AC
MT
68.515
10.130.512
Banana
MG
BA
SP
PA
SC
CE
PE
ES
GO
PR
18.151
5.114.223
Laranja
SP
MG
BA
PR
RS
SE
PA
AM
GO
RJ
15.739
4.765.624
Soja
MT
PR
RS
GO
MS
MG
BA
SP
SC
MA
11.314
68.934.363
Mesorregião
Sul do Amapá
Norte do Amapá
Amapá
Valor da produção agrícola por mesorregião em 2013
Valor (R$ mil)
90.716
45.319
136.035
Part. no AP
67%
33%
100%
Evolução da área destinada ao cultivo de mandioca
(hectares)
2003
2013
Variação
(%)
1.000
2.125
112,5
Tartarugalzinho
800
1.150
43,8
Pedra Branca do Amapari
600
1.080
80,0
Mazagão
600
930
55,0
6.490
11.902
83,4
Cidades
Oiapoque
Amapá
Fonte: IBGE, Conab, Itaú
Principais produtos
mandioca e laranja
mandioca e banana
mandioca e banana
Áreas destinadas ao cultivo
de mandioca (2013)
em mil hectares
A produção agropecuária no Amapá
representa 3,4% do PIB do Estado. Em
relação à produção brasileira, a
produção
do
AP
é
pouco
representativa. Em 2013, o valor
produzido no Estado foi de R$ 136
milhões, ou 0,1% do total produzido no
País.
Em termos de valor da produção
agrícola, o produto de maior destaque
no Estado foi a mandioca, com R$ 68,5
milhões, cerca de 50% do total do AP.
A mesorregião do Sul do Amapá é a
que tem o maior peso na agricultura,
respondendo por 67% do valor total da
produção agrícola do Estado.
O Estado possui 11,9 mil hectares
destinados à produção de mandioca,
dos quais 61,4% estão na mesorregião
do Sul do Amapá.
acima de 1,2
1 a 1,2
0,5 a 1
até 0,5
13
Indústria do AP representa 0,9% da produção industrial da região
Participação* dos Estados na indústria do N
TO
2,1%
AC
0,5%
RO
4,8%
Relatório Estadual Amapá – junho/15
PA
33,2%
AM
58,4%
Setor
Fabricação de produtos de madeira
Extração de minerais metálicos
Confecção de artigos do vestuário e acessórios
Fabricação de produtos de minerais não-metálicos
Impressão e reprodução de gravações
Fabricação de móveis
Fabricação de produtos alimentícios
Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e
equipamentos
Fabricação de produtos de madeira
Extração de minerais metálicos
Part.* AP Part.* AP
no BR
no N
4,1%
0,5%
3,2%
1,0%
1,7%
0,0%
1,1%
0,1%
0,9%
0,1%
0,9%
0,0%
0,5%
0,0%
0,1%
0,0%
4,1%
3,2%
0,5%
1,0%
*Participação média de 2008 a 2012
AP
0,9%
RR
0,1%
Participação* dos setores na indústria do AP
A participação da indústria do AP na produção industrial da
Região Norte foi, em média, de 0,9%, entre 2008 e 2012. O
segmento da indústria do AP que mais se destacou dentro
da região foi o de fabricação de produtos de madeira, com
4,1% da produção total do Norte.
Em relação à indústria brasileira, o Amapá ocupa a 25ª
posição em termos do valor da produção industrial, com
0,1% de participação média entre 2008 e 2012. O segmento
com maior destaque do Estado no Brasil é o de extração de
minerais metálicos, com 1%.
Produtos de
minerais não
metálicos
3,3%
Demais
14,8%
Alimentos
5,2%
Madeira
9,9%
Extração de
minerais
metálicos
66,8%
O segmento industrial com maior participação na indústria
do Amapá é o de extração de minerais metálicos, que
respondeu, em média, por 66,8% da indústria do Estado
entre 2008 e 2012.
Fonte: IBGE, Itaú
*Participação média de 2008 a 2012
14
No Amapá, vendas no varejo vêm crescendo acima da média nacional
Índice da receita nominal de vendas
no varejo restrito**
Relatório Estadual Amapá – junho/15
A participação do comércio no VAB do AP foi, em média,
de 13,1% entre 2008 e 2012.
25
As vendas no varejo do Amapá vêm crescendo a uma taxa
superior à observada no Brasil, considerando-se os dados
de varejo restrito, que exclui automóveis e material de
construção. No acumulado dos últimos 12 meses até
março, o crescimento da receita do comércio varejista no
Amapá foi de 14,6%, ante um aumento de 7,3% no País. Já
em volume, o crescimento do Estado foi de 8,8%, valor
superior ao do Brasil no período (1%).
20
10
5
0
mar/09
TO
5%
RO
9%
AP
4%
TO
6%
AC
5%
AC
3%
RO
9%
mar/10
mar/11
mar/12
mar/13
AM
36%
PA
36%
AM
39%
mar/15
20
variação anual acumulada
em 12 meses, %
Brasil
Amapá
15
PA
36%
mar/14
Índice do volume de vendas no
varejo restrito**
Receita bruta de
serviços*
25
AP
5%
Brasil
Amapá
15
O Estado possui uma participação média de 4% na receita
bruta de serviços da Região Norte.
Pessoas ocupadas no
setor de serviços*
variação anual acumulada
em 12 meses, %
10
5
RR
4%
*participação média de 2008 a 2012.
Fonte: IBGE, Itaú.
RR
3%
0
mar/09
mar/10
mar/11
mar/12
mar/13
** ex. automóveis e material de construção
mar/14
mar/15
15
Setor de serviços tem crescimento elevado no Estado
Participação** do setor de serviços
do AP no N e no País
Receita Bruta de Serviços (R$ mil)
Valor
Part.
Cresc. Médio*
médio*
Média*
181.506
17,3%
100,0%
88.598
21,2%
48,8%
Categoria
Relatório Estadual Amapá – junho/15
Total
Serviços prestados às empresas
Transportes, serviços auxiliares aos
transportes e correio
Serviços prestados às famílias
Serviços de informação e comunicação
Serviços de manutenção e reparação
Outras atividades de serviços
Atividades imobiliárias
44.191
12,0%
24,3%
27.753
11.389
4.449
4.058
1.067
18,2%
16,7%
6,5%
37,1%
47,6%
15,3%
6,3%
2,5%
2,2%
0,6%
AP/N
AP/BR
7,5%
4,9%
0,1%
Número de
empresas
20
15
em milhares de
unidades
Pessoal ocupado
1,5
1
10
0,5
5
0
0
2008 2009 2010 2011 2012
Região Norte
Amapá (direita)
400
8
15
6
200
10
4
100
5
2
0
0
0
300
2008 2009 2010 2011 2012
Região Norte
Amapá (direita)
Pessoal Ocupado
0,1%
Salários
Salários e outras remunerações
20
em milhares de
pessoas
0,1%
**participação média de 2008 a 2012
* Média de 2008 a 2012
Número de empresas e outras
organizações
4,2%
em bilhões de R$
0,3
0,2
0,1
0,0
2008 2009 2010 2011 2012
Região Norte
Amapá (direita)
O setor de serviços é o mais importante do Estado, sendo que sua participação média no VAB do AP foi de 87,1% entre 2008 e 2012.
O crescimento médio anual da receita bruta do setor de serviços no período foi de 17,3%, com destaque para os seguintes
segmentos: atividades imobiliárias, que cresceram 47,6%, serviços prestados às empresas (21,2%) e serviços prestados às famílias
(18,2%).
No que se refere a número de empresas, pessoal ocupado e salários, a participação do Amapá na Região Norte é de 7,5%, 4,9% e
4,2%, respectivamente. Já no País, a participação do Estado fica em 0,1% nos três indicadores. Esse dado é consistente com o
tamanho da sua população.
Fonte: IBGE, Itaú.
16
Produtos básicos respondem por 69,7% das exportações do AP
Importação* por fator agregado
Relatório Estadual Amapá – junho/15
A balança comercial do Amapá é historicamente superavitária, sendo que, em
2014 houve superávit de US$ 314 milhões, impulsionado pela exportação de
produtos básicos, que representam 69,7% do total. O principal país de destino
das exportações é a China. O principal produto exportado são os minérios, que
respondem, em média, por 69,5% das exportações do AP.
0,4%
Entre as importações, destaque para os produtos manufaturados, representando
99,6% do total. O principal país de origem das importações também é a China,
com 26,6% do total, sendo que, em 2014, os principais produtos importados do
país foram produtos derivados de ferro e aço.
Balança comercial
99,6%
Exportação* por fator agregado
603
em US$ milhões
447
425
416
353
193
128
2005
11
2006
124
53
2007
44
2008
Exportação
Fonte: MDIC, Itaú.
3,2%
183
128
77
17
27,1%
40
2009
68
49
2010
2011
Importação
2012
Saldo
96
2013
111
69,7%
2014
Básicos
Semimanufaturados
* média 2010- 2014
Manufaturados
17
China é o principal parceiro comercial do Amapá
Principais produtos exportados* (US$ FOB, % do total)
China
Minérios, escórias e cinzas
69,5%
Frutas e castanhas
17,7%
Madeira, carvão vegetal e produtos de madeira
Relatório Estadual Amapá – junho/15
Produtos derivados de frutas ou legumes
Principais destinos dos produtos exportados*
9,3%
Principal destino:
China
3,1%
Barein
Bens de capital
5,5%
Reino Unido
4,9%
Hong Kong
4,6%
Japão
3,9%
Estados Unidos
3,8%
Turquia
3,3%
Emirados Árabes Unidos
3,0%
21,1%
Eletroeletrônicos
8,2%
Produtos de ferro fundido, ferro e aço
5,4%
Produtos e compostos químicos inorgânicos
5,2%
Perfumes, óleos e essências
4,0%
1,0%
China
26,6%
Reino Unido
14,3%
Estados Unidos
Principal origem:
Holanda
13,4%
Holanda
9,8%
Alemanha
França
6,5%
5,2%
Outros artigos de couro
1,9%
Itália
4,0%
Plástico e produtos de plástico
1,7%
Austrália
3,7%
Móveis
1,7%
Finlândia
2,0%
Produtos químicos orgânicos
1,1%
Taiwan
1,7%
Fonte: MDIC, Itaú.
Principal produto:
Minério de ferro
Principais origens dos produtos importados*
32,5%
Embarcações e estruturas flutuantes
22,5%
Suíça
Portugal
Principais produtos importados* (US$ FOB, % do total)
42,3%
Principal produto:
produtos de ferro
fundido, ferro e aço
*participação média, de 2010 a 2014 18
Aeroporto de Macapá responde por 8,7% da movimentação de
passageiros na Região Norte
Aeroportuária
Movimentação do Aeroporto Internacional de Macapá (2013)
Aeroporto
Aeronaves (unid.)
Passageiros (unid.)
Carga Aérea (Kg)
domést.
intern.
Total
domést.
intern.
Total
domést.
intern.
Total
Amapá
13.686
238
13.924
663.521
3
663.524
3.554.352
0
3.554.352
Região Norte
165.456
1.310
166.766
7.606.270
45.239
7.651.509
53.115.889
22.464
53.138.353
Total Brasil
2.226.113
64.800
2.290.913
129.173.534
6.572.065
135.745.599
475.388.024
181.301.014
656.689.038
Relatório Estadual Amapá – junho/15
Portuária
Evolução da movimentação portuária* na Região Norte (em toneladas)
2009
3.288.292
63.166.841
5,2%
Amapá
Total portos da região
Participação do Amapá na região
Participação do AP no valor do
comércio exterior brasileiro
(média 2010-2014)
Exportação
Importação
0,19%
0,04%
*Incluem portos organizados e terminais de uso privado.
Fonte: MDIC, INFRAERO, ANTAQ, Itaú.
2010
5.328.685
76.104.027
7,0%
2011
6.769.994
81.081.626
8,3%
2012
8.112.488
82.378.070
9,8%
2013
3.890.651
79.873.848
4,9%
O Estado do Amapá possui somente um aeroporto internacional, o
Aeroporto Internacional de Macapá (SBMQ). Esse aeroporto é
responsável por cerca de 8,7% do transporte de passageiros e por 6,7%
do transporte de cargas da Região Norte. No entanto, em relação ao
total nacional, o aeroporto de Macapá representa apenas 0,5%, tanto
dos passageiros quanto das cargas transportadas.
No segmento portuário, destaque para o porto da cidade de Santana,
que movimentou em média 5% do total de cargas na região entre 2009
e 2013. Os produtos da atividade extrativista, como minério de ferro e
madeira, são os principais itens transportados pelo porto.
19
35% da receita de turismo no Amapá vem da população local
Evolução do número de visitantes
Origem das receitas com turismo no
Estado (2012)
AP
N
Outros
2%
BR
variação anual
18,6%
AM
4%
15,0%14,9%14,1%
8,9%
8,1%
3,7%
Relatório Estadual Amapá – junho/15
2,5%
2,0%
4,1%
DF
18%
6,0%
MG
19%
-1,8%
2009
2010
2011
2012
O número de turistas que visitam o Amapá, que em 2010
aumentou acima da média da região e do País, sofreu forte
desaceleração em 2011 e 2012. Esse movimento destoa do
observado na Região Norte, que teve forte aceleração em 2011.
Macapá é responsável por cerca de 9,6% da oferta hoteleira das
capitais da Região Norte. Analisando-se por modalidade, a maior
parte dos hotéis da capital do Amapá (46,3%) é de categoria
econômica, assim como nas demais capitais da região.
A maior parte da receita com turismo no Estado, 35%, é proveniente
de turistas do próprio Amapá. Os turistas oriundos do Pará são o
segundo maior gerador de receitas no Estado, com 22% de
participação.
Fonte: Ministério do Turismo , Itaú.
AP
35%
PA
23%
Oferta de meios de hospedagem nas capitais
da Região Norte (2011)
35
30
Macapá
Média demais capitais
25
20
15
10
5
0
Luxo
Categoria muito
Categoria
superior/muito turístico/médio
confortável
conforto
Categoria
econômica
Categoria
Simples
20
Estado tem o maior IDH da região
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal
IDHM (2010)
IDHM Educação (2010)
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal
(IDHM - PNUD)
Relatório Estadual Amapá – junho/15
Renda
Brasil
Norte*
Amapá
IDHM
IDHM Renda
0,727
0,666
0,708
0,739
0,668
0,694
IDHM
Longevidade
0,816
0,795
0,813
IDHM
Educação
0,637
0,557
0,629
* Média do IDHM ponderada pela população dos Estados
O Amapá tem o 12º maior IDHM do Brasil e o maior do Norte.
Entre as categorias, o Estado ocupa a 12ª colocação em
educação e a 14ª em renda. Entre os municípios, a maior parte
(68,8%) possui desenvolvimento médio, 18,8% possuem
desenvolvimento baixo e 12,5% (apenas dois municípios)
apresentam desenvolvimento alto.
Em termos de escolaridade, a maior concentração populacional
(32,1%) é de pessoas com ensino fundamental incompleto.
Além disso, chama atenção o fato de que 10,1% da população
tem menos de um ano de instrução.
Fonte: IBGE – PNAD, Firjan, Itaú.
Longevidade
Obtido através da média
geométrica do subíndice
Obtido a partir do
Obtido a partir do
de frequência de crianças e
indicador renda per
indicador esperança
jovens à escola, e do
capita.
de vida ao nascer.
subíndice de escolaridade
da população adulta.
Alto
Médio
Baixo
Muito baixo
2010
Educação
Quantidade de pessoas acima de 10 anos por faixa de escolaridade
Escolaridade
2011
2012
2013
Total (em mil pessoas)
567
581
597
Sem instrução e menos de 1 ano
8,8%
8,9%
10,1%
Ensino fundamental incompleto
37,9%
35,0%
32,1%
Ensino fundamental completo
8,2%
10,2%
10,0%
Ensino médio incompleto
8,8%
8,7%
7,4%
Ensino médio completo
23,0%
23,7%
25,5%
Ensino superior em curso
7,0%
6,5%
6,7%
Ensino superior completo ou mais
6,1%
6,8%
8,1%
21
42,1% da frota do Estado é composta por automóveis
Participação do AP no total de
emplacamentos da Região N (2014)
AC
5%
TO
13%
AP
N
AP
4%
RR
4%
BR
126%
123%
81%86%
52%58%
85%
56% 61%60% 53%
39%
Automóveis
58%
64% 65%
71%
46%
25%
AM
18%
RO
19%
Relatório Estadual Amapá – junho/15
Crescimento da frota - 2009/2014
Motos
Caminhões
Trator
Outros
Total
Número de habitantes por veículo – 2014*
PA
37%
Composição da frota de veículos (2014)
3,2%
4,2%
14,5%
15,9%
26,3%
38,9%
47,7%
42,1%
N
Motos
Fonte: Denatran, IBGE, Itaú.
Caminhões
Motos
Caminhões
Outros
Total
4,2
8,9
16,7
53,9
2,3
N
12,0
8,4
27,7
94,6
4,0
AP
10,8
11,7
28,7
143,1
4,6
*população: projeção IBGE
O Amapá contribuiu com 4% do total de emplacamentos do Norte em
2014. A taxa de crescimento das principais frotas do Estado entre 2009 e
2014 está abaixo da observada na região, mas é superior à do País. No
período, o crescimento da frota total de veículos no AP foi de 65%.
55,3%
Com relação ao número de habitantes por veículo, o AP possui uma razão
superior tanto em relação à média do Norte quanto em relação à
brasileira, ou seja, possui uma proporção menor de veículos em relação
ao tamanho da população.
BR
A frota do AP é composta principalmente por automóveis (42,1%), valor
superior ao observado no Norte (35,5%), mas inferior ao do Brasil (55,3%).
33,5%
AP
Automóveis
4,3%
14,0%
Automóveis
BR
Outros
22
Financiamento de imóveis no AP cresce acima da média nacional
Evolução dos custos de construção no
Amapá
Unidades financiadas
Var. % 2014 x 2013
AP
N
acumulado até novembro
BR
11%
41,9%
40,7%
variação acumulada
em 12 meses
Custo médio da construção no AP
INCC**
10%
28,6%
12,5%
5,9% 3,1%
0,0%
12%
9%
2,2%
8%
Relatório Estadual Amapá – junho/15
7%
6%
5%
-44,4%
Construção**
Aquisição*
4%
Total
3%
abr-09
* Imóveis residenciais e comerciais.
** Número de unidades imobiliárias financiadas (somente construção).
Evolução do valor do financiamento imobiliário*
200%
750%
variação anual
150%
AP (direita)
N
BR
100%
600%
450%
300%
50%
150%
0%
0%
-50%
-150%
2007
2008
2009
2010
2011
* Recursos do SBPE - Concedidos no período.
Fonte: CBIC, SINAPI, IBGE, Itaú
2012
2013
2014
abr-10
abr-11
abr-12
abr-13
abr-14
abr-15
O custo médio da construção no Amapá, que subiu de forma
acelerada nos últimos anos, vem desacelerando, mas segue
acima da inflação medida pelo INCC**.
No acumulado de 2014 até novembro, o financiamento para a
construção de imóveis recuou 44,4% no AP em relação ao
mesmo período de 2013. Já o financiamento para a aquisição
de imóveis aumentou 41,9% no período. Dessa forma, o total
de unidades financiadas no Estado cresceu 28,6%, valor
superior ao observado tanto na região quanto no País, cujos
crescimentos foram de 12,5% e 2,2%, respectivamente, no
período.
Em valor, o financiamento imobiliário no Amapá aumentou
65,1% em 2014.
** Índice nacional dos custos da construção civil
23
O Amapá concentra 4% do total de agências da região
Participação dos Estados no total de agências do N
(2013)
RR
3%
AC
6%
TO
11%
AM
20%
RO
14%
Entre os municípios, a capital Macapá é o que possui o
maior número de agências (31), ou seja, 64,6% de todas
as agências do Estado. O Itaú possui pelo menos uma
agência em 12,5% dos municípios.
AP
4%
Relatório Estadual Amapá – junho/15
Em 2013, o Amapá concentrava 4% das agências
bancárias do Norte, com 48 agências. Entre 2012 e 2013,
não houve alteração na quantidade de agências do Estado,
diferente do observado na região e no País, que tiveram
aumento de 3,7% e 3,9%, respectivamente, no período.
PA
42%
% de cada tipo de banco no total de agências da unidade
% de municípios com pelo menos uma agência
Unidade
Itaú Unibanco
Outros Privados
Públicos
Unidade
Itaú Unibanco
Outros Privados
Públicos
AP
10,4%
33,3%
56,3%
AP
12,5%
37,5%
43,8%
N
8,8%
33,6%
57,6%
N
6,9%
42,1%
48,6%
BR
17,1%
39,4%
43,5%
BR
21,3%
43,3%
58,0%
Quantidade de agências por tipo de banco (2013)
ITAÚ UNIBANCO
Macapá
4 agências
4 (1)
1 (1)
0 (14)
Fonte: BCB, Itaú
PÚBLICOS
OUTROS PRIVADOS
Macapá
11 agências
11 (1)
1 (5)
0 (10)
Macapá
16 agências
16
2a3
1
0
(1)
(3)
(3)
(9)
24
Saldo Pessoa Física (PF) cresce acima da média da região
Crescimento Saldo PF*
Crescimento Saldo PJ*
100%
variação anual
30%
75%
20%
50%
N
BR
AP
10%
25%
0%
abr-09
Relatório Estadual Amapá – junho/15
N
BR
AP
variação anual
abr-10
abr-11
abr-12
abr-13
abr-14
0%
abr-09
abr-15
abr-10
Total
PF
16,4%
5,2%
10,4%
14,0%
18,2%
7,1%
13,7%
13,5%
PJ
19,2%
13,6%
11,1%
19,0%
-29,9%
13,5%
13,7%
abr-12
abr-13
abr-14
abr-15
Composição de crédito
(abr/15)
Crescimento saldo de crédito YoY (abr/2015)
-9,4%
abr-11
17,1%
-2,5%
PJ
45,0%
PJ
40,8%
PF
55,0%
PF
59,2%
AP
N
-1,5%
PJ
52,6%
PF
47,4%
9,6%
3,9%
13,5%
BR
Fonte: BCB, Itaú
O saldo de crédito total do AP em abr./2015 foi de R$ 6,8 bilhões, sendo que, desse montante, 55% eram de crédito PF, e 45%, de PJ,
composição em linha com a observada na Região Norte, mas distinta da brasileira, na qual o crédito PJ tem peso maior na
composição. O saldo PF no AP cresce acima da média da Região Norte e da nacional. O crescimento do saldo PJ tem um
comportamento mais volátil, mas também cresce acima dos demais.
*Os saldos de crédito regionais consideram apenas as operações acima de R$ 1.000. Os valores para o Brasil também são acima de R$ 1.000.
25
Crédito consignado se destaca no Amapá
Inadimplência PF*
10,0
8,5
Inadimplência PJ*
N
BR
AP
%
7,0
5,5
4,0
Relatório Estadual Amapá – junho/15
2,5
abr-09
abr-10
abr-11
abr-12
abr-13
abr-14
abr-15
5,0 %
4,5
4,0
3,5
3,0
2,5
2,0
1,5
abr-09
Inadimplência (abr/2015)
Total
3,4%
4,1%
4,0%
3,9%
3,7%
2,9%
PF
4,1%
4,3%
2,9%
3,2%
5,0%
3,9%
2,9%
PJ
5,2%
2,4%
3,3%
3,8%
2,3%
4,6%
3,8%
2,5%
1,9%
3,0%
2,4%
Composição de crédito PF (mar/15)
3,3%
9,3%
10,9%
11,2%
15,7%
49,7%
Amapá
16,0%
Consignado
22,9%
8,4%
9,5%
15,2%
Veículos
27,9%
Habitacional
Norte
N
BR
AP
abr-10
Outras modalidades
abr-12
abr-13
abr-14
abr-15
A inadimplência PF no Amapá é superior à média do
Norte e à observada no Brasil. Já a inadimplência PJ do
Estado é inferior à da região, mas superior à do País.
A composição de crédito do Estado se distingue da
observada na região. O destaque no Amapá é o crédito
consignado em PF, com 49,7% do total, contra 27,9% no
Norte. Já em PJ, o segmento de infraestrutura
responde por 69,8% no Estado e 44,5% na região.
Composição de crédito PJ (mar/15)
4,2%
2,2%
7,7%
16,1%
Cartão de crédito
Não consignado
abr-11
3,4%
6,2%
22,8%
23,1%
69,8%
44,5%
Capital de giro rotativo
Investimento
Outros créditos
Capital de giro
Infraestrutura
Amapá
Norte
* A inadimplência regional considera apenas os saldos de crédito regionais das operações acima de R$ 1.000. Os valores para o Brasil também são acima de R$ 1.000.
** Essa medida de comprometimento de renda considera apenas o saldo PF de crédito total dividido pela massa salarial total do Estado ou região, não refletindo
necessariamente a média individual de comprometimento.
Fonte: BCB e IBGE, Itaú
26
Conclusões
q
O Estado deverá atrair um total de R$ 510 milhões em investimentos privados até 2020. Esses
Relatório Estadual Amapá – junho/15
investimentos devem se concentrar nos setores siderúrgico e portuário.
q
O rendimento médio do Estado é inferior ao nacional, mas a desigualdade, medida através do índice de
Gini, é menor do que a do Norte e do que a nacional. Outro destaque importante é que o IDH do Amapá é o
maior entre os estados nortistas.
q
A China é o principal destino das exportações do Estado, que exporta minério de ferro para o país.
q
A inadimplência PF no AP é superior à da Região Norte e à nacional. A principal modalidade de crédito para
esse segmento é o consignado.
27
Paula Yamaguti
[email protected]
Rafael Morilha Duarte
[email protected]
Pesquisa macroeconômica - Itaú
Ilan Goldfajn – Economista-Chefe
Relatório Estadual Amapá – junho/15
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* Custo de uma Chamada Local
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