2
Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73
OPINIÃO | Serviço ao Leitor
e
d
i
t
o
r
i
a
l
Pietro Petraglia
Entretenimento com cultura e informação
O mercado e a
manipulação da cultura
italiana no exterior
Manipulação I
Que tal receber alguns milhares
de euros para investir em cursos
como quiser? Essa é a questão levantada recentemente em matéria
de Dina Lauricella, da L’Espresso,
que denuncia a manipulação de
verbas públicas italianas por parte
de espertos que buscam fazer fortuna às custas do governo italiano.
São gastos todos os anos 20 milhões de euros pelo Ministério do
Trabalho que pretende, com essas
iniciativas, formar futuros empreendedores e parceiros que operem
com a Itália ou, ainda, favorecer
as relações com os descendentes
de italianos. Mas desde que surgiu
a Lei para o financiamento de cursos de formação no exterior, no
Governo Prodi, em 1998, se verificam anomalias como cursos que não
correspondem às necessidades da
realidade onde são desenvolvidos.
Os cursos são sugeridos a uma
comissão do governo (que “analisa” a proposta e dá o veredicto)
por entidades italianas de formação normalmente ligadas a sindicatos ou a associações sem fins
lucrativos em parceria com outras
entidades (como universidades, ou
associações) nos países onde serão ministrados. No caso brasileiro, a matéria cita como o “asso
pigliatutto” (jogo de cartas o qual
quem possui o “Às” pega todo o
bolo), o presidente do Comitê dos
Italianos no Exterior de Porto Alegre, Adriano Bonaspetti, que também assume o cargo de presidente
da ACER, responsável pela gestão
de cursos de gastronomia na cidade do Sul.
Turismo, gastronomia, empreende-dorismo, sorvete, restauração... Através de pesquisa com
alunos de cursos realizados no Rio
de Janeiro, que preferiram não se
identificar, descobrimos que muitos deles só entram para ocupar o
tempo livre ganhando dinheiro (visto que a maioria é remunerada)
enquanto que outros participam
para terem a chance de viajar para
a Itália. Já outros acusaram os
dirigentes de nepotismo e afirmaram que só inserem-se aqueles que
tem parentesco ou algum grau de
relacionamento
com
os
organizadores. “Eles não se interessam nem mesmo em divulgar os
cursos para que outras pessoas te-
nham oportunidade. Eu, por exemplo, que assino o Comunità, não vi
nenhuma propaganda, e só fiquei
sabendo através de um conhecido”.
Para tentar solucionar o problema, o Ministério do Trabalho italiano
chamou uma nova diretora geral,
Aviana Bulgarelli, que providenciou
o bloqueio das verbas para as propostas do ano de 2002 e está retardando os pedidos de 2003 para que
tenha tempo de fazer uma análise
da real necessidade de cada região.
Manipulação II
O Governo de Silvio Berlusconi
está comprometido com a Cultura?
Sim, mas acima de tudo com a expansão da sua filosofia. Isso fica
claro ao observarmos a política adotada com os institutos italianos de
cultura espalhados pelo mundo.
Através de retaliações e ameaças,
o Ministério do Exterior impõe a todos que a Itália a ser apresentada
não pode ser aquela dos grandes
pensadores da esquerda e, ao mesmo tempo, quer que promovam o
made in Italy e sejam verdadeiros
porta-vozes do governo.
Em Bruxelas, por exemplo, foi
preciso que o ministro da Cultura e
várias personalidades, além de diversos cidadãos italianos e belgas,
manifestassem-se para que a diretora do Instituto Italiano de Cultura,
a professora Sira Miori, não fosse
substituída por Arturo Diaconale, diretor do “Opinione”, muito mais próximo do governo. A acusação: hospedar, após os atentados de 11 de
setembro, o ex-procurador de
Palermo Giancarlo Caselli para um
debate com outros especialistas sobre a luta ao terrorismo. Apesar do
apoio que recebeu, Miori, que lecionava na Sorbone e é uma estudiosa
de Direito Comunitário, deverá ser
substituída no próximo dia 1º de julho, quando Berlusconi irá inaugurar
o semestre italiano na presidência
da União Européia e deverá contar
com pessoas da sua máxima confiança em Bruxelas.
Não bastasse a dura tarefa que é
promover a literatura, a língua e a
arte italiana no exterior, sem contar
com pessoal suficiente e dependendo da inteligência e capacidade de
articular de seus diretores, os IICs
ainda devem enfrentar a política
repressora. Um dos responsáveis pelo
controle da “boa conduta” é o vice-
ministro Mauro Baccini que, recentemente declarou que “a cultura
deve ser um veículo privilegiado
para a promoção dos interesses
políticos e econômicos nacionais”.
Para dar forma às suas palavras,
chamou Patrizio Scimia, manager da
Telecom, para ocupar a importante
sede de Madrid, no lugar da intelectual Luciana Rocca. Já na sede
de Paris, o renomado professor, historiador e diretor de teatro Guido
Davico Bonino não agüentou a pressão e se demitiu com a seguinte
carta: “Me ne vado per bocciatura
occulta. Ne ho abbastanza di questo
clima di sinistrofobia totale, dove
qualunque iniziativa che richiami il
fantasma dell’impegno, dalla
resistenza fino alla storia della
scienza del Novecento, è fortemente sconsigliata”. Isso porque Baccini
solicitou ao embaixador da Itália na
França de repreendê-lo após uma
exposição de 40 desenhos do famoso cartunista Altan, um deles,
muito conhecido, tinha o título de
“Cav. Silvio Banana”. Na sua despedida, Bonino preparou uma conferência intitulada de “Veramente non
dobbiamo più leggere Manzoni?”,
com Salvatore S. Nigro. Uma resposta culta às indicações do governo de business literário, como, aliás, foi comprovado na última Bienal
do Livro do Rio de Janeiro.
Na importante celebração do livro no Brasil, que teve a Itália como
tema deste ano, o governo italiano
privou os 600 mil participantes de
importantes escritores como
Umberto Eco, Francesco Alberoni
entre muitos outros aliados das
idéias socialistas para promover
aqueles que estão mais próximos
do “novo pensamento italiano”. O
cantor Chico Buarque chegou a protestar contra a “linha política” (por
engano, pois esqueceu que a Itália
é Parlamentarista) não participando da cerimônia de entrega da Medalha de Honra ao Mérito da Presidência da República Italiana, que
aconteceu no último dia da feira,
que teve a iniciativa do professor
Aniello Avella, da Universidade Tor
Vergata.
Manipulação III
Para finalizar com uma boa notícia, lembramos que pela 1ª vez os
italianos no exterior poderão votar.
Mas (sempre tem um porém), ainda
não sabem bem o por quê. Isso se
deve à falta de organização, apesar
dos esforços dos consulados, para a
divulgação das informações a respeito do Referendum Popular do dia
15 de junho. Pior. Muitos cidadãos
italianos não votarão devido a não
estarem devidamente inscritos no
Aire. De qualquer forma, chamamos
a atenção dos leitores para a importância do exercício, pela primeira vez,
do voto.
Boa Leitura.
FUNDADO EM MARÇO DE 1994
DIRETOR-PRESIDENTE E EDITOR:
Pietro Domenico Petraglia
(DRT 012016/94)
DIRETOR:
Julio Cezar Vanni
PUBLICAÇÃO MENSAL
E PRODUÇÃO:
Editora Comunità Ltda.
DIAGRAMAÇÃO E ARTE:
Leandro Reis
TIRAGEM:
30.000 exemplares
ESTA EDIÇÃO FOI
CONCLUÍDA EM:
29/05/2003 às 21:50h
DISTRIBUIÇÃO:
Rio de Janeiro, Espírito Santo,
Rio Grande do Sul,
Santa Catarina, Bahia, Minas
Gerais, Manaus, São Paulo
REDAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO:
Rua Visconde de Uruguai, 98
Centro – Niterói – RJ – Brasil
CEP: 24030-070
Tel/Fax: (21) 2722-0181 /
(21) 2620-6680
E-MAIL:
[email protected]
REDAÇÃO:
Rafael Vargas, Davi Raposo e
Renata Rezende
COLABORADORES:
Franco Vicenzotti – Angelo Neroni
Braz Maiolino – Lan – Giuseppe
D’Angelo – Pietro Polizzo –
Giovanni Crisafulli – Venceslao
Soligo – Marco Lucchesi –
Luca Martucci – Domenico De Masi
– Nanci Bernardi Minuscoli –
Vittorio Medioli – Franco Urani –
Francesco Alberoni – Rafaella de
Antonellis – Giovanni Meo Zilio Guido Sonino
CORRESPONDENTES:
Balfour Zapler (Roma)
Matteo Spini (Bergamo)
Comunità Italiana está aberto às
contribuições e pesquisas de estudiosos
brasileiros, italianos e estrangeiros. Os
artigos assinados são de inteira
responsabilidade de seus autores, sendo
assim, não refletem, necessariamente,
as opiniões e conceitos do Jornal.
Il gionale Comunità Italiana è aperto
ai contributi e alle ricerche di studiosi
ed esperti brasiliani, italiani e
estranieri. Il collaboratori esprimono,
nella massima libertà, personali
opinioni che non riflettono necessariamente il pensiero della direzione.
ISSN 1676-3220
Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73
3
NOTÍCIAS | Informação Geral
COSE NOSTRE
Julio Vanni
[email protected]
Municípios brasileiros buscam
experiências italianas para crescerem
Sardegna e Rio
aumentam relações
comerciais
Seminário organizado em Juiz de Fora reúne autoridades brasileiras e italianas
Incentivar as micro e pequenas empresas
e traçar metas para o desenvolvimento entre
os municípios. Estas foram as duas expressões mais utilizadas nos discursos das autoridades que participaram do Seminário Internacional Brasil-Itália: “O protagonismo da
cidade no desenvolvimento local”, realizado
na cidade de Juiz de Fora (MG), entre os dias
27 e 29 de maio. Estiveram presentes prefeitos e representantes de 50 municípios de todo
o País, lideranças políticas e empresariais brasileiras e italianas e representantes das Regiões italianas de Úmbria, Toscana e Marche.
Presidente da Agência de Cooperação de
Municípios Brasileiros, que promove o seminário em convênio com as regiões italianas e
a Prefeitura de Juiz de Fora, o prefeito de
Piracicaba, José Machado, reafirmou a intenção dos municípios brasileiros de estabelecer
com os italianos uma forte parceria. A mesma
confiança foi demonstrada pelo embaixador
italiano, Vincenzo Petrone, que acredita ser
este o primeiro passo para o fortalecimento
da economia brasileira através das micro e pequenas empresas.
“Na Itália, essas empresas de menor porte
são responsáveis por 80% das exportações do
País, enquanto que no Brasil o quadro é o
inverso. Para diminuir essa diferença, estamos
trazendo nossa experiência de industrialização. Não queremos acabar com as indústrias
de grande porte, mas fortalecer e apoiar os
pequenos empresários”, resumiu Petrone. O
discurso do embaixador mostrou que as idéias estão afinadas com os italianos que falaram para mais de 500 pessoas presentes durante os encontros na cidade mineira, como
o diretor do departamento econômico da Região de Marche, Fabrizio Costa, o secretário
de atividades produtivas e internacionais da
Região da Toscana, Ambrogio Brenna e o secretário da Fazenda da Região de Úmbria,
Vincenzo Riommi.
Num dos discursos mais aguardados, o ministro da Secretaria Geral da Presidência da
República, Luiz Dulci, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer valorizar
a atuação dos municípios e incentivar o planejamento estratégico. “Para o Governo Federal é extremamente importante o seminário. Nós esperamos muito desse encontro,
porque temos o objetivo de incentivar a participação das micro e pequenas empresas na
economia brasileira, possibilitando assim, a
abertura de mais postos de trabalho, que irão
impulsionar a atividade econômica dos municípios”, salientou Dulci.
Participaram também do seminário o presidente nacional do Sebrae, Silvano Gianni,
o sub-chefe de Assuntos Federativos da Casa
Civil da Presidência da República, Vicente
Trevas e o sub-secretário geral da Presidência da República, César Alvarez.
Governos assinam protocolo
A assinatura de um protocolo de intenções entre os governos do Brasil e da Itália
foi acompanhada com grande euforia pela platéia que participava de debates e workshops.
O documento, denominado percurso de cooperação descentralizada, prevê a busca de um
acordo institucional entre os dois países, o
que pode acontecer nos próximos meses, como
antecipou o diretor do Observatório EuroLatino-Americano sobre Desenvolvimento Democrático e Social, Giampiero Rasimelli.
O protocolo assinado na presença do Prefeito de Juiz de Fora, Tarcísio Delgado, mostra a intenção dos italianos em estreitar parcerias, através da formulação de convênios,
a partir da chegada de uma missão técnica
composta de representantes das Regiões italianas de Umbria, Toscana e Marche. “Hoje
estamos criando expectativas. Amanhã, mudanças concretas”, assegurou Rasimelli.
Na ocasião, Rasimelli anunciou a realização de um encontro que acontecerá no período de 10 a 14 de julho na cidade de Perugia,
na Região de Umbria, com a participação dos
ministros Luiz Dulci e Gilberto Gil. “Durante
os debates na Itália estaremos discutindo as
formas de investimentos que serão formuladas para sacramentar o intercâmbio BrasilItália”, disse Rasimelli.
A expectativa é de que em março de 2004
aconteça uma nova reunião entre representantes dos dois países para uma avaliação do
protocolo, que prevê uma série de etapas para
a condução de uma política de desenvolvimento local. Enquanto isso, o embaixador da
Itália no Brasil, Vincenzo Petrone, se colocou a disposição de atuar como um mediador entre os representantes de municípios
brasileiros e das Regiões italianas para facilitar a comunicação e avançar no projeto de
parcerias entre os dois países.
Sardinia Trade Network – Rio de Janeiro Office, este é o
nome do centro de representação comercial permanente da
região da Sardegna, inaugurado na Câmara de Comércio
Ítalo-Brasileira, no mês de maio. Um escritório que colocará à disposição um banco de dados com um contato real
entre empresários de diferentes países, mas principalmente,
um contato entre empresários italianos e brasileiros.
A intenção é desenvolver negócios, não só como uma
troca de produtos, mas também como possibilidades de
juntar empresas brasileiras com empresas sardas e utilizar
experiências em ambos os lados. Alguns dos setores que já
se declararam interessados foram o de turismo e o de alta
tecnologia em relação ao setor ambiental. A Sardegna possui, por exemplo, experiência técnica de sistemas em preservação ambiental das águas, costas e florestas que é de
grande interesse para o Brasil.
Presença italiana
completa128 anos no Sul
A comunidade italiana está comemorando, entre os
dias 17 de maio e 5 de junho, 128 anos de imigração no
Rio Grande do Sul. O evento estará oferecendo 23 atividades institucionais, culturais, acadêmicas e econômicas. O objetivo é de fortalecer as relações entre a
Itália e o estado do Rio Grande do Sul, que possui cerca
de três milhões de descendentes. Para o Cônsul Geral
da Itália, Mário Panaro, o evento internacional trará a
oportunidade de debates entre autoridades dos dois
países, repercutindo em futuros acordos bilaterais e
promovendo a cultura e o idioma italiano.
Itamar Franco finalmente vai
para Embaixada em Roma
Após reiterados apelos dos políticos mineiros e almoço com os ministros José Dirceu, da Casa Civil, e
Luigi Dulci, Secretário Geral da Presidência, Itamar
Augusto Cautiero Franco, ex- presidente da República,
ex-governador de Minas Gerais e ex-Senador, aceitou a
sua indicação para assumir a Embaixada do Brasil em
Roma. Apesar da sua relutância em aceitar o cargo após
a aprovação do seu nome pelo Senado, numa votação
apertada que muito o “magoou”, Itamar Franco sempre
nutriu o desejo de encerrar a sua carreira política na
Itália de onde é originária Dona Itália Cautiero, sua
progenitora.
A ida de Itamar Franco para Roma está prevista para
o final do mês de junho. Entre os seus projetos na Itália, Itamar Franco pretende divulgar as potencialidades
do Brasil e fazer o país mais conhecido pela juventude
italiana, além de resgatar, sem dúvida, as suas raízes
peninsulares na famosa Ilha de Capri.
4
Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73
CULTURA | Livros
M E D I C I N A L A B O R AT O R I A L
Tradição aliada à tecnologia
UNIDADES DE COLETA
Leblon
Campo Grande
Vila da Penha
Av. Ataulfo de Paiva, 1079 / Slj 210
tels.: 2513-7143 / 2513-7142
2ª a 6ª de 7 às 17h / sáb. 7 às 12h
R. Cel. Agostinho, 76 / Sl 217
tels.: 2413-3760 / 9852-4787
2ª a 6ª de 7 às 17h / sáb. 7 às 13h
Av. Meriti, 2577
tels.: 3351-1958 / 2451-1342
2ª a 6ª de 7 às 17h / sáb. 7 às 12h
Barra
Botafogo
Bonsucesso
Av. das Américas,1155 gr. 611
tels.: 2439-9221/ 2491-3806
2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 12h
R. Voluntários da Pátria, 445 gr.218 tels.:
3472-2134 / 2535-6371
2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 12h
R. Baturité, 19
tels.: 2564-0475 / 2564-9106
2ª a 6ª de 7 às 17h / sáb. 7 às 11h
Centro
Copacabana
Alcântara
Av. Almt. Barroso,6/10ºand.
tels.: 2532-0583 / 2532-1345
2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 12h
Av. N. Sra. de Copacabana, 680
gr. 1111 tels.: 2547-5798 / 2257-3776
2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 12h
R. Palmira Ninho, 79 / sl 302
tel.: 2602-8124 / 3243-1676
2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 11h
Hospital Italiano
Ilha do Governador
Ipanema
R. Marechal Jofre, 30
tels.: 2577-8720 / 2577-5252
Atendimento 24 horas
Est. do Galeão, 2701 lj. F - C. C. Santa Cruz
tel: 3383-8258 / 2462-5013
2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 12h
R. Visconde de Pirajá,330 gr. 706/707
tels.: 2523-0706 / 2267-5889
2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 12h
Madureira
Méier
Tijuca
R. Hermengarda, 60 gr.508/509
tels.: 2599-3293 / 2599-3294
2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 12h
Praça Saens Pena, 45 gr. 501/502 tels.:
2234-5435 / 2254-0179
2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 12h
Taquara
Bangú
Largo do Machado
Av. Nélson Cardoso, 1149 / sl.1323
Jacarepaguá tel. 2435-2604 / 2622
2ª a 6ª de 7 às 17h / sáb. 7 às 12h
Rua Francisco Real, 1950 / ljs. SS 129 e
SS 13 1tels.: 3464-6373 / 3464-6374
2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 15h
Rua do Catete, 311 / gr. 519
tels.: 2245-9184 / 2245-9185
2ª a 6ª de 7 às 17h / sáb. 7 às 12h
Est. da Portela, 99 / gr.1028 pólo 1
tel. 2489-5192 / 3350-6607
2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 12h
ATENDIMENTO DOMICILIAR ESPECIALIZADO: 3475-3636
LABORATÓRIO DE URGÊNCIAS 24h: 2577-8720/2577-5252 (R. Mar. Jofre, 30)
Sede Técnica e Administrativa: Central Maracanã
Rua Sergipe, 14 Esquina com Radial Oeste-Maracanã
Recepção: 3475-3600 / 3475-3620 Fax: 3475-3623 / 3475-3650 SAC: 3475-3636
Horário de Funcionamento: 2ª a 6ª feira das 7h às 22h sábados das 7h às 18.30h
[email protected]
www.maiolino.com.br
Amelia
Sparano:
Per non dimenticare
O novo livro, em italiano, de
Amelia Sparano chega surpreendendo os leitores com uma encantadora história de amor e sobrevivência à guerra. A autora narra a
sua vida com paixão levantando a
questão da insensata violência que
dominava a época.
Durante o lançamento de “Per
non dimenticare / Giovanezza,
Giovanezza: Primavera di Guerra”,
Amelia Sparano, em um primeiro
momento, lembrou emocionada de
histórias do seu tio que participou
da guerra. “Ele me contava que o
que mais lhe magoava era ter que
usar a baioneta, ter que enfrentar
o inimigo cara a cara e acertar-lhe
a faca no coração”, contou Sparano
em sua declaração.
O romance que relata o seu verdadeiro e único amor trouxe à autora lembranças antigas de carinho,
que foram o começo de um casamento, que durou a vida toda. “Ele me
desafiava e dizia que só ganharia um
beijo se não conseguisse completar
o desafio. Eu sempre conseguia, mas
no final pedia o beijo como prêmio”,
confessa Sparano, que se casou com
o jovem Carlos, filho de diplomata e
dez anos mais moço.
O Acadêmico Antonio Olinto, que
esteve presente na noite do lançamento, elogiou em seu discurso a
obra da autora classificando-a como
envolvente. “É importante lembrar
das dificuldades causadas pela guerra. Ainda mais no momento que vivemos hoje”, diz Olinto.
Um livro que mostra um conflito internacional na versão do povo
que vive a guerra, “Per non
dimenticare” vem lembrar que é
tempo de se buscar a paz e ser solidário. Ao citar o conflito anglo-americano, Sparano termina o seu discurso lamentando a atuação dos Estados Unidos e mandando um recado pessoal ao presidente norte-americano, George Bush. “Para o Bush,
meus pêsames!”, conclui a autora.
SERVIÇO - Para adquirir o livro é
só acessar o site ou ligar para a
Editora Comunità,
Tel.: 2722-0181 / 2620-6680.
www.comunitaitaliana.com.br.
Rio de Janeiro, 03MAR2003 | Nº 72
5
CULTURA | Comunidade e Espetáculo
Christian Leotta:
São Francisco
de Paula,
C
o padroeiro dos italianos
paixão, piano e música
hristian Leotta esteve mais uma vez no Brasil para apresentar um repertório rico em
músicas clássicas de muito bom gosto. Graças a um convite dos organizadores do concerto “Os
Novos do Terceiro Milênio – Pianistas Premiados”,
no estado do Rio de Janeiro, o pianista visitou a
cidade maravilhosa para apresentar a série concertista
no Teatro II, com sede no Centro Cultural Banco do
Brasil (CCBB).
O evento carioca trouxe ao musicista uma experiência única que ele conta com emoção. “Aqui pude
experimentar o que significa viver a emoção de presenciar a numerosa participação do público”, conta
Leotta. Mas esse não foi o primeiro concerto de que
participou no Brasil. O músico já esteve aqui para
fazer parte de um evento promovido pelo Instituto Italiano de Cultura, o “Junho Italiano”.
Christian Leotta nasceu em
Catania, Sicília, há 24 anos. Aos
seis anos de idade já observava com
interesse a sua irmã mais velha tocar piano, mas apenas aos oito começou a ter aulas práticas de música. Já aos dez ele conquistou a sua
primeira vitória num concurso de piano nacional. Nesse mesmo período, sua
família se mudou para Varese, na
Lombardia, e depois Olgiate Comasco,
onde vive até hoje. Ainda bem pequeno
, Leotta decidiu fazer da música a sua
vida e, quatorze anos depois, se consagra como um musicista conhecido e respeitado internacionalmente.
Sua história dentro da música começou pelos
próprios pais e a criação musical que recebeu deles. Com o que Leotta considera ‘sorte’, conseguiu
se matricular num dos mais renomados conservatórios do país, o “G. Verdi”, em Milano, onde se
formaram músicos do calibre e expressão de
Maurizio Pollini e Claudio Abbado. Dali por diante
ele só cresceu.
Seu maior mentor foi o maestro Marcello
Abbado, quem lhe ofereceu apoio e motivação
impulsionando sua carreira para frente. E com a
ajuda de Abbado, aos treze anos, Leotta começou
a se exibir como solista, em salas de concerto de
prestígio internacional, acompanhando orquestras
em tours pela Itália. Dois anos depois a carreira
internacional começou com o primeiro concerto
em Tóquio, Japão. No ano seguinte, com dezesseis
anos, o trabalho começou a se concretizar com a
gravação do seu primeiro disco.
Tanta oportunidade e tantos méritos Christian
Leotta só consegue atribuir ao Conservatório G.
Verdi. “Acredito que nunca mais poderei esperar
obter, de nenhuma outra instituição de música, o
que recebi da G. Verdi”, confessa o musicista.
Os compositores principais, que
ocupam uma grande parte de seu
repertório, para Leotta são Mozart,
Beethoven, Schubert e Brahms,
pela poética explícita nas músicas
de cada um. As músicas do período romântico, regido por Franz
Liszt, de modo particular, são as
que mais agradam o pianista. “A
música romântica tem um profundo significado para mim e a
executo com enorme prazer”,
esclarece. Da música contemporânea o pianista escolheu
para apresentar em seus concertos, Igor Stravinsky,
Boulez, Nono e Berio.
Uma lamentação que carrega é
nunca poder ter executado um compositor que admira muito, o brasileiro Heitor Villa-Lobos. Mas, ao
mesmo tempo em que se lamenta, esclarece: “tenho certeza que não faltarão oportunidades futuras para exibir esse tipo de repertório”, confessa.
Voltar ao Brasil é um dos seus principais objetivos. Leotta afirma que se tornou um sonho a ser
realizado poder executar para o público carioca,
composições que são verdadeiras criações do espírito humano. “Serei, obviamente, muito feliz se
puder voltar ao esplêndido país que é o Brasil”,
finaliza o musicista. (R.R.)
notas
L’iniziativa di solidarietà è promossa dalla Confederazione delle Autonomie locali dell’Umbria
Dall’Umbria, per le favelas di Rio
Rio de Janeiro - Una campagna a sostegno
delle attività comunitarie dei giovani della Favela
“Santa Marta” per contribuire allo sforzo di
cambiamento che sta compiendo la società
brasiliana. E’ l’obiettivo della nuova iniziativa di
solidarietà e aiuti concreti ai Paesi meno sviluppati
a favore delle favelas brasiliane presentata dalla
Confederazione delle Autonomie locali dell’Umbria.
“Questo progetto è molto importante per noi –
ha spiegato la dottoressa Moema Miranda,
responsabile del programma di sviluppo locale
dell’organizzazione IBASE di Rio de Janeiro - in
quanto si tratta di una vera e propria collaborazione
con il Gruppo Eco che organizza le attività ricreative
per i giovani togliendoli così dai tentacoli del
narcotraffico e tiene i contatti con il governo per
riuscire a ottenere migliori condizioni per i
favelados”. Una campagna che durerà due anni e
che ha come obiettivo la raccolta di 4000 euro.
La Colonia Estiva della Favela - che dal 1980
coinvolge circa 300 bambini e 50 istruttori - ha
una programmazione intensa e vuole offrire
opportunità ricreative per i bambini nel periodo
delle vacanze scolastiche, in modo costruttivo,
salutare e partecipativo.
Il progetto “Santa Marta” è promosso dalla
Confederazione delle Autonomie Locali
dell’Umbria, dal Consiglio delle Autonomie Locali
dell’Umbria, dalla Lega delle Cooperative,
dall’ARCI-Comitato regionale umbro, dall’ARCS, dal
Corriere dell’Umbria e con il patrocinio della
Regione dell’Umbria e della Provincia di Perugia
e che ha come parteners brasiliani il Gruppo Eco
e la ong IBASE di Rio de Janeiro.
Tudo começou no final da década de 50,
com a vinda dos Padres Mínimos para a Barra
da Tijuca, Rio de Janeiro. Hospedados na residência de um português, os religiosos construíram uma capela de madeira que, mais tarde, veio a se tornar a igreja atual de São Francisco de Paula. A famosa festa que acompanha a história da igreja começou a ganhar
força logo nos primeiros momentos dos anos
60, sempre contando com o intenso apoio da
comunidade calabresa.
Naquela época, a Barra da Tijuca possuía
apenas algumas poucas casas e pequenas favelas. E, antes de se tornar um ponto de referência para os imigrantes italianos, era pequeno o número de pessoas que celebrava o
dia do Santo. A data escolhida para comemorar São Francisco de Paula teve forte influência do calendário italiano, e por isso ficou
decidido pelo primeiro fim de semana de maio.
Os calabreses participaram efetivamente
da criação de tudo, desde a doação da areia
para a construção da igreja, até o recolhimento de doações mensais. Em qualquer parte podia-se ver os imigrantes comprometidos
com a construção que, para os que contribuíram, é motivo de verdadeiro orgulho até hoje.
Por trabalharem com a distribuição de jornais
e, também, nas feiras de peixes, os oriundos
da Calábria divulgaram amplamente a construção da paróquia de São Francisco, o que
aumentou muito as doações.
Mas a participação desses imigrantes não
terminou aí. Ainda residentes do bairro, muitos deles se encarregam da organização da
famosa festa que celebra o dia do Santo, montando barraquinhas com deliciosos quitutes.
Num primeiro momento de oração e alta
espiritualidade, a festa oferece uma reflexão
sobre a vida de São Francisco. Ao anoitecer
chega a hora da apresentação de uma peça
teatral representada pelos adolescentes da paróquia. Já no sábado as barracas das famílias
calabresas começam a funcionar. Muita música e animação envolvem a comemoração. A
pastoral dos jovens preparou, para esse ano,
um show musical que fecha a noite após uma
missa para a comunidade.
Todo o trabalho é voluntário e o
lucro arrecadado está voltado para o sustento anual da
igreja e suas obras sociais.
Durante o sábado os movimentos paroquiais ficam encarregados da parte social da
festa, juntamente com a colônia calabresa. O ponto mais
marcante do evento é a procissão até a praia, onde os fiéis testemunham sua verdadeira crença
no Santo Padroeiro.
6
Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73
OPINIÃO | Literatura
imagens da itália
cultura
Marco Lucchesi
LUCIANO BONUCELLI:
Um Fotógrafo Proustiano
Luciano Bonuccelli realiza um trabalho fotográfico que tem alcançado amplo
reconhecimento de crítica e público na Itália, a partir das três vertentes principais de sua
obra (pedras, rostos e estufas), mergulhadas no mundo toscano, da maremma, das praias e
montanhas. Chegam seus trabalhos pela primeira vez no Brasil e podem ser vistos no Istituto
Italiano di Cultura e no Palácio da Justiça Federal, na Avenida Rio Branco (ambos no Rio).
L - Caro Luciano, dimmi quando è iniziata la tua passione
fotografica e come e quando si è avverato il salto tra documento e rappresentazione d´arte.
B - Storicamente il mio rapporto con la fotografia nasce nel
1974 come un gioco,avevo 20 anni e mi appassionava la
capacità di trasformare le visioni in icone. Mi ricordo con
emozione l’apparizione della prima immagine nella bacinella
della camera oscura. Un gioco continuato con gli amici nei
circoli amatoriali fino al ’78 quando (partecipando ad un
workshop) conobbi Roberto Salbitani, fotografo di ampi
orizzonti e capacità critica. La sua frequentazione mi ha fatto
capire che il mezzo fotografico poteva avere una potenzialità
espressiva molto importante e ha favorito in me lo sviluppo
di un linguaggio che appena balbettavo ma già suscitava
stupore e incantamento. Definire questo l’inizio della
rappresentazione d’arte è molto azzardato ma è certamente
il principio di un percorso più consapevole e mai più interrotto.
L - Il tuo rapporto com scrittori ed artisti quali Luzi, Carrieri,
Paciscopi, Garboli, Cavallo, Bo in che modo ha influenzato
proustianamente il tuo linguaggio verso nuove forme di
comunicazione?
B - Non esiste nessun rapporto che non determini in noi
mutamenti più o meno evidenti nel nostro modo di
comunicare, se poi gli interlocutori sono personaggi così
ricchi e straordinari,la loro “ombra” può essere perfino
invadente. In particolare ho beneficato di una
frequentazione intensa e assidua del poeta Raffaele Carrieri,
sorgente inesauribile di poesia da cui ho bevuto a sazietà
fino alla sua scomparsa,nel settembre ’84. E’ seguito poi
un insanabile periodo di grande privazione che mi ha indotto
a recuperare le amicizie che come me si abbeveravano alla
stessa sorgente: Domenico Cantatore, Luigi Cavallo,
Salvatore Fiume, Carlo Bo, Leopoldo Paciscopi, Giancarlo
Vigorelli… Sono sorti così nuovi sodalizi testimoniati anche
dalla nascita dei primi ritratti. C’è stata poi una
contaminazione per contiguità e così Mario Luzi, Cesare
Garboli, Enzo Carli, Federico Zeri e tutti gli altri , un tesoro
infinito gravido di umanità e poesia a cui ho attinto e
continuerò ad attingere per la mia espressione artistica ma
soprattutto per la vita stessa.
L - Trovo nella tua visione una poetica sensibile delle forme, che s´immedesima con esse in un pathos ammirevole,
fino ad oltrepassarle...
B - Riconosco nella forma una suggestione evocativa che
cattura il mio sguardo e determina spesso il nucleo generativo
delle immagini, è quasi un rapimento della visione che genera
una prefigurazione su cui fare affluire emozioni e memoria
fino ad una semplificazione dei segni che vorrei
oltrepassassero sempre i rigidi margini dell’inquadratura...
D´altronde credo con profondo dolore che mai come adesso
il mondo viva uno dei periodi più tragici dalla nascita
dell’uomo.Ci si era illusi che dopo la fine della II guerra
mondiale ci sarebbe stata un’era nuova colma di speranza
in un futuro di pace e giustizia ma oggi più che mai esiste
una divaricazione incolmabile fra pochi potenti e moltitudini di
poveri.Con la mia visione fotografica ho cercato di recuperare
dalla struttura della materia e dei volti ritratti un ordine
irrimediabilmente perduto.
L - La tua fotografia (nel senso etimologico) si presenta
mobile, sottile, sfumata. Ricordo l´opera di Barthes e Susan
Sontag. Ma voglio sapere se hai pure frequentato la scuola
dell´aurea impreciosione leopardiana?
B - Ricordo che fin dai banchi della scuola Leopardi è stato per
me un eroe mitico.Rappresentava la forza nella debolezza,un
ossimoro straordinario, il deforme partoriva poesia e bellezza.
Nel mio lavoro non ho seguito scuole, ho solo cercato di
imparare a osservare per poi vedere finalmente con gli occhi
della memoria: Giacomo Leopardi sicuramente vi occupa un
posto privilegiato.
L - Che ruolo gioca la presenza della luce nella tua opera:
dalla strana illuminazione di un Venturino Venturi all´ombra
totale di Carlo Bo?
B - La luce irradia la materia, i volti, e assorbe la forma e ritorna
come energia allo sguardo. Nella mia ricerca fotografica ho
cercato di leggere questa energia fino a catturare l’attimo in
cui entrava in comunione con le mie emozioni che di volta in
volta sia la mente che le viscere generavano.
L - Come si colloca il Bonuccelli di fronte all´immagine: la
ricerca del cosiddetto (e problematico) reale o della sua
trasumanazione?
B - Della realtà che mi circonda mi interessa cogliere l’oggetto,
capirne la struttura, confrontarne le assonanze e le diversità
come per cercare la tessera perennemente assente di un mosaico della memoria in cui si articolano e si sovrappongono
immagini di ogni provenienza. Ciò che mi sta a cuore è di
riconsegnare allo sguardo del lettore un’immagine che racconti
ancora e più profondamente di sé ma evochi anche altro.
L - Trovo nella tua opera un risultato concentrato e
trascendente di letture e di molte verità.
B - Nel passato come nel presente ho amato il teatro, la poesia, la musica, la scultura, la pittura, il cinema insomma l’arte.
Oggi mi sembra di poter dire che forse ho amato, ho avuto più
interesse per gli artisti, per l’uomo che generava quelle
opere.Vorrei che anche il mio lavoro riuscisse come un figlio
ad avere una vita autonoma, da porsi indipendente in relazione
con gli altri, conservando un’impronta del padre.
L - I progetti, l´avvenire...
B - Alcuni progetti si stanno realizzando come la mostra di
Rio de Janeiro, in autunno una mostra a Roma, in seguito
forse a Torino. In futuro mi piacerebbe continuare il
cammino percorso fino a qui, incontrare artisti anche di
altri Paesi (magari il Brasile), proseguire l’esperienza del
ritratto così come approfondire ed ampliare la ricerca sulla
mia terra. Il progetto però a cui tengo di più è lo sforzo di
realizzare sulla carta argentata immagini che siano il frutto
di uno spirito vigile e critico e il segno, non superficiale, di
un’umanità che si interroga.
MARCO
LUCCHESI:
UN NUOVO RICONOSCIMENTO
ALLA SUA ARTE
Il poeta italo-brasiliano
premiato al Quirinale
Il problema della traduzione letteraria
è, come è noto, uno dei temi più delicati
nell’ambito della cultura letteraria. Secondo
alcuni l’opera d’arte, nel momento in cui è
tradotta, viene anche tradita (tradução/traição); allo stesso tempo la traduzione è
necessaria affinché il lettore di ogni
latitudine possa accostarsi agli autori di cui
non conosce la lingua.
Marco Américo Lucchesi costituisce un
caso singolare che sembra poter conciliare
le opposte posizioni. Con la sua straordinaria
sensibilità poetica unita alla eccezionale
erudizione che lo rende padrone assoluto di
lingue come il portoghese, l’italiano, il
tedesco, il russo, il francese, l’arabo, il
persiano (e altre ancora) egli è in grado di
ridurre al minimo, quasi annullare, l’entropia
insita nel passaggio dal codice linguistico
d’origine ad un altro.
Non a caso il 12 maggio scorso ha
ricevuto al Quirinale il premio...del Ministero
dei Beni Culturali per la traduzione della
Scienza Nuova di Vico, il capolavoro del filosofo napoletano settecentesco, in cui il
problema del linguaggio è strettamente
connesso al tema della poesia.
Marco Américo Lucchesi è ormai
consacrato come ambasciatore itinerante fra
l’universo artistico italiano e quello
brasiliano, come dimostra la speciale targa
“Prometeo d’Argento” che gli fu concessa
nell’aprile del 2002 dal Presidente della
Repubblica Italiana, Carlo Azeglio Ciampi,
su proposta dell’Università di Roma Tor
Vergata. La cerimonia di consegna fu
realizzata nella prestigiosa sede della
cinquecentesca Villa Mondragone,
appartenente all’Università Tor Vergata.
Quell’evento, senza esagerazioni, può
essere definito storico: erano presenti
infatti, oltre al rappresentante del Presidente della Repubblica Italiana, gli
ambasciatori del Brasile e del Portogallo
presso il Quirinale e presso la Santa Sede
e, naturalmente, il Rettore di Tor Vergata,
professor Alessandro Finazzi Agrò, e il
Rettore dell’Università di Roma Tre.
Aniello Angelo Avella
(Università di Roma Tor Vergata)
Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73
7
COMUNITÀ:
Guga Melgar
CULTURA | Espetáculo
a epopéia italiana
RENATA REZENDE
A história acontece em Paola, no ano de 1952, na
Calábria, Itália. O jovem Martino, apaixonado por
Adelina, vive a angústia da falta de perspectiva de
vida e o enorme desejo de se casar com sua amada. A
solução é uma alternativa arriscada e famosa para a
época, vir para o Brasil e ganhar dinheiro trabalhando
na distribuição de jornais. Quase dois anos depois,
Martino se torna sócio da Associação de Distribuidores
de Jornais do Rio de Janeiro, volta à Itália para se
casar com Adelina e retorna ao Brasil em definitivo.
Essa história, que mostra a experiência vivida por muitos italianos do sul da Itália, está sendo contada no
espetáculo “Comunità”. Um musical que fala da luta
dos imigrantes italianos que vieram para a América em
busca de uma vida melhor.
O autor do texto teatral, Cláudio Magnavita, descendente de italianos, comenta que a principal inspiração para escrever o “Comunità” foi a história da sua
origem, a vinda dos seus avós e tudo pelo que passaram buscando uma condição de vida que a Itália, na
época, não podia oferecer. “Os personagens principais
eu batizei com os nomes dos meus avós, o Martino e a
Adelina. É como uma homenagem aos meus antepassados”, conta Magnavita.
Como muitos ítalo-brasileiros, Magnavita viveu um
certo afastamento dos ensinamentos italianos, mas
sempre procurou estar por dentro da cultura. “Por ser
da segunda geração, já houve um certo distanciamento.
Mas sempre cultuei muito isso”, explica.
O musical “Comunità” vem com o objetivo de contar aos jovens, com ricos detalhes, a saga de seus descendentes imigrantes. “Nós escolhemos abordar um
assunto que tem recebido muito pouca atenção ultimamente, que é a participação dos italianos, no mundo dos jornais. Principalmente na parte de distribuição. Uma característica muito interessante disso tudo
é a forte presença dos oriundos da Calábria, vindos de
Paola e Cosenza. Eles, algumas vezes, até interferiam
no conteúdo das edições”, comenta o autor ao falar
da riqueza de detalhes históricos existente no texto
do Comunità.
Romântico, mas ao mesmo tempo político e engraçado, o espetáculo mostra o período militar que os
imigrantes precisaram enfrentar ao chegar aqui. Se passando nas vésperas da decretação da AI-5, os diálogos
relembram a tensão política e fazem homenagens a
figuras importantes da imprensa nacional.
Composto por dez atores cantores, “Comunità” apresenta vinte clássicos da música italiana como, Legata
un Granello di Sabbia, Io Che non vivo e Sapore di Sale.
O primeiro ato, que se passa na Itália, e o segundo, já
no Brasil, explicam os momentos que antecedem a
viagem de Martino e a sua chegada e adaptação em um
novo país. Emocionando o público na estréia, o espe-
táculo promete ser um sucesso de bilheteria.
Para os que gostam de teatro é um belo musical a
ser assistido. Para os italianos, uma romântica maneira
de se voltar ao passado. Já para os jovens ítalo-brasileiros, são duas horas de diversão que ajudarão a entender melhor a história de seus descendentes. “É uma
super produção e não uma pecinha de teatro. Vai trazer aos espectadores uma releitura sobre essa influência dos italianos no mundo dos jornais”, completa
Magnavita.
Ao falar do espetáculo o autor lembra que não
gosta de criar expectativas, e sim de surpreender. “Eu
peço apenas que as pessoas aproveitem a chance e
assistam uma homenagem que está sendo feita aos
antepassados e, principalmente, que se permitam a
chance para ver como a questão da valorização da
comunidade italiana está sendo abordada, levantando uma reflexão sobre a importância dos italianos na
vida do Rio de Janeiro”.
SERVIÇO:
Duração: 1 hora e 30 mim
Entrada: R$40,00 (de quinta à domingo)
Em cartaz: Até dezembro
Local: Teatro Café Arena (Rua Siqueira
Campos, 143 - 1º piso – Copacabana)
8
Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73
ECONOMIA | Comércio
“C’è una preferenza
per il Brasile”
Feimafe – Fiera Di Macchine e Ferramenta apre
a San Paolo con una forte presenza italiana
INTERVISTA CON BENIAMINO QUINTIERI DIRETTORE GENERALE DELL’ICE
VENCESLAO SOLIGO
Qual’è il concetto che ha trasmesso al Congresso UBRAFE 2003 a Brasilia, sull’influenza
della promozione commerciale nello sviluppo
del commercio mondiale?
Intanto una parte di questo intervento è
servito a spiegare il caso italiano che è ciò che
interessa i paesi che si affacciano
all’internazionalizzazione essendo un modello
basato sulle piccole imprese, sui distretti
industriali è un modello che attira l’attenzione.
È stato un convegno centrato sul ruolo della
promozione, è stato quello di indicare le ragioni
per cui oggi l’iniziativa in campo promozionale
con le risorse che sono dedicate, ha un rendimento, un ritorno per il paese molto più elevato
rispetto al passato per varie ragioni, perché
l’economia è molto più integrata, è dimostrato
ed è una cosa molto citata che un paese non
può crescere se non si internazionalizza, questo
ultimo mezzo secolo ci ha insegnato che solo i
paesi che si sono aperti agli scambi sono
cresciuti, anche per ragioni di processi di
globalizzazione. Oggi ci sono dei prodotti
diversificati cosa che implica la necessità di
evidenziare, valorizzare le differenze e quindi la
promozione, si fanno più investimenti, è
cresciuta di molto la modalità di delocalizzare
la produzione, è quindi importante promuovere
il territorio, fare marketing territoriale.
Credo che ci siano una serie di ragioni del
perché oggi la promozione, che non è solo la
promozione di un bene, ma di un’area o di un
sistema sia diventata importante in un paese
come il Brasile che vuol tornare a crescere, anche
il presidente Lula, il ministro Furlan nello loro
interviste sottolineano questa necessità di darsi
una struttura efficiente di promozione.
Il minsitro Mantega a fatto notare in una
recente intervista che l’Italia investe poco in
Brasile.
È notorio che l’Italia per varie ragioni non
ha una vocazione di investimento all’estero molto
elevato, però bisogna dire che il Brasile ed anche
il Sud America fanno eccezzione ed anche parte
dell’est europeo dove si registrano forti
investimenti. Tutto sommato c’è una preferenza
per il Brasile abbastanza rilevante, i dati indicano
un buon flusso, per quanto i dati siano un
indicativo inadeguato a descrivere certi
fenomeni. Certamente in questi ultimi anni c’è
stato un rallentamento degli investimenti che
fino al 2000 erano cresciuti abbastanza
velocemente, ma questo rallentamento è dovuto
sia alla crisi internazionale che alla crisi dell’area
sudamericana, all’incertezza sul cambio ed anche
sul cambio di governo. Non dimentichiamo che
c’era molta preoccupazione negli operatori
internazionali su quello che sarebbe successo,
oggi credo che i segnali che il governo sta dando sono molto rassicuranti e penso che ci sarà
una ripresa, certamente bisogna fare di più alla
luce dei legami culturali e storici che legano i
due paesi, quindi se il governo brasiliano si
impegnerà, anche noi come ICE potremo fare
molto per promuovere le opportunità.
Non si conosce molto bene il mercato italiano in Brasile. C’è una chiusura culturale che
permane da parte delle istituzioni che è come
se volessero dire “nessuno deve sapere quello
che stiamo facendo”.
È chiaro che il Brasile ha una storia lunga e
complicata, che viene da una iperinflazione, di
instabilità, è chiaro che se c’è una accumulazione
lenta di investimento è perché il processo è
partito in ritardo, oggi il Brasile offre maggiori
garanzie che non nel passato e sono proprio
queste garanzie, questa stabilità e queste
opportunità che vanno debitamente promosse,
c’è bisogno dell’aiuto dei nostri omologhi
brasiliani, sono loro che devono promuovere le
opportunità del loro territorio, così come noi
italiani, l’ICE va a promuovere le opportunità
dell’Italia all’estero, così devono essere anche i
brasiliani a fare questo, il nostro compito è
promuovere l’Italia, naturalmente è nostro compito promuovere le opportunità per le imprese
italiane e brasiliane, ma in questo ci devono
aiutare anche i brasiliani.
Le nostre agenzie, la ABI associazione bancaria italiana, la SIMEST – organo per il
finanziamento dell’internazionalizzazione delle
imprese italiane, la SACE istituto per le
assicurazioni nel commercio estero, il MAP
ministero delle attività produttive, UCIMU
sistemi per produrre, lo stesso ICE partecipano
alla FEIMAFE fiera internazionale di macchine,
ferramenta e sistemi integrati di manufattura,
che va fino al 17 maggio nel parco dell’Anhembi
a San Paolo, hanno una presenza importante
di per sé e nella fiera; 25 aziende del settore
sono venute a rappresentare i loro distributori.
Nell’ambito di questa fiera c’è il Flying Desk
che è un ufficio di supporto, di divulgazione per
gli operatori sia italiani che brasiliani che serve
a portare tutto quell’insieme di informazioni che
vanno dagli strumenti finanziari al supporto delle
aziende per far si che possano agire nel mercato
in maniera più efficiente. Le fiere sono la vetrina,
cioè è presentare le imprese e familiarizzarle
come primo approccio sul mercato. Quello che
noto da 5 anni a questa parte è che noi abbiamo
un fortissimo turnover, cioè un ricambio di
aziende che partecipano in un primo anno e che
non sono più presenti nel secondo perché hanno
già trovato il loro partner, il loro interlocutore
brasiliano ed hanno già iniziato le loro attività
indutriali sul mercato locale. Credo che il ruolo
dell’ICE che si svolge attraverso la promozione
pubblica sia recepito molto bene, i risultati sono
molto proficui,
In un giro di 12 mesi quanto investe l’ICE
in Brasile, quanto pensa ne sia il ritorno per
l’Italia?
Nel 2002 l’impegno finanziario è stato di 5
milioni di dollari per il Brasile. La domanda che
mi ha fatto è difficile da rispondere, praticamente non può avere una risposta. Una delle
cose più frustranti del nostro lavoro è proprio
l’impossibilità di misurare il ritorno quantitativo, misurare in numeri quello che è il valore di
una attività anche perché questi sono
investimenti a medio e lungo termine. In secondo
luogo, spesso è praticamente impossibile isolare
quello che è il contributo e quello che è poi il
contesto esterno, la qualità dei prodotti, la
ditribuzione, la bravura degli imprenditori. C’è
un altro aspetto, non si possono misurare i
benefici solo in termini di esport per un motivo
molto semplice, tanto più noi riusciamo a far
radicare le imprese italiane sul territorio e tanto meno queste imprese, che prima esportavano
dall’Italia, ora producendo sul posto, esportano.
Quindi l’indicatore esport, che in passato era
l’indice a cui potenzialmente si poteva guardare,
ora non è più la misura giusta, ora bisogna
guardare a quante imprese vengono a fare
investimenti in questo paese.
Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73
9
COMUNIDADE | Italiani all´estero
15 giugno: si avvicina
la prima prova elettorale
degli italiani all’estero
Indispensabile dare un forte segnale con la partecipazione al voto
Per gli italiani all’estero sta per scoccare l’ora
del voto. Atteso da 46 anni, lo storico
appuntamento è fissato per il 15 giugno quando anche i connazionali lontani, in virtù della
legge approvata il 20 dicembre 2001 e fortemente voluta dal Ministro per gli Italiani nel
Mondo, Mirko Tremaglia, saranno chiamati, come
gli italiani in Italia, a pronunciarsi su due quesiti
referendari. Il primo riguarda il contestatissimo
articolo 18 e chiede agli elettori di pronunciarsi
sull’estensione anche ai lavoratori occupati nelle
imprese sotto i 15 dipendenti della tutela
effettiva contro i licenziamenti individuali senza
giusta causa prevista dallo Statuto dei lavoratori;
il secondo sollecita gli aventi diritto ad esprimersi
sull’abrogazione della norma sulla cosiddetta
“servitù coattiva”, ovvero l’imposizione per il
proprietario di un fondo di far passare sul proprio
territorio un elettrodotto. Scopo dei promotori
è quello di promuovere la tutela della salute
contro gli effetti negativi
dell’elettrosmog.
“Si tratta – ha rilevato
il Ministro Tremaglia,
avviando una massiccia
opera informativa a beneficio dei connazionali
emigrati – di referendum
relativi a questioni
legislative che non avranno
comunque alcuna ricaduta
sugli italiani all’estero.
Tuttavia – ha rimarcato con
forza – è indispensabile che
la partecipazione al voto sia
massiccia”. Il Ministro sa che il referendum
rappresenta un test fondamentale non tanto per
il risultato finale, quanto per la verifica dei
meccanismi che dovranno consentire la
funzionalità “sul campo” della legge. Si tratta di
un passaggio essenziale per far entrare in
rodaggio tutti gli ingranaggi della macchina
istituzionale che dovrà operare a favore degli
italiani nel mondo. E Tremaglia non vuole cattive
sorprese. “Siamo di fronte a una scadenza storica
– ha affermato – perché per la prima volta i
connazionali all’estero partecipano attivamente
alla vita politica italiana. Per questo ripeto con
forza: votate come volete, ma andate a votare”.
I mezzi di informazione sono già stati
coinvolti in quella che dovrà essere
un’operazione di sensibilizzazione capillare e
costante. Scopo dichiarato: far capire che, come
recita un vecchio adagio, l’importante è
partecipare, anche votando scheda bianca. “Non
dobbiamo permettere – ha detto ancora
Tremaglia – che i falchi che ci aspettano al
varco possano dire in malafede che gli italiani
nel mondo non si occupano delle cose italiane,
che anche le elezioni politiche falliranno e che,
quindi, il riconoscimento del diritto di voto è
stato un fallimento”. Di qui lo slogan “Votate
come volete, ma votate”, che riassume in sé
autenticamente lo spirito con cui il Ministero
per gli Italiani nel Mondo si accosta alla prima
scadenza elettorale. Il lavoro, fino all’ultimo,
sarà intensissimo al fine di garantire agli aventi
diritto la massima informazione. Poi, però,
toccherà ai connazionali all’estero: “Sono certo – non si stanca di ribadire Tremaglia in ogni
occasione – che non ci deluderanno”.
Le posizioni dei partiti
Come sempre di fronte all’appuntamento referendario,
gli schieramenti politici si sono spaccati anche in merito
al quesito relativo all’estensione della tutela prevista
dall’art.18 contro i licenziamenti senza giusta causa
alle aziende con meno di 15 dipendenti. Consapevole
di questo, e al fine di sgomberare il campo da ogni
possibile equivoco, il ministro Tremaglia ha chiesto a
tutti i partiti, da sinistra a destra, di comunicare
ufficialmente le diverse posizioni e si è impegnato
personalmente a trasmetterne comunicazione a tutte le
comunità dei connazionali all’estero.
Tra i partiti, in ogni caso, prevale con chiarezza il
fronte del “no”. Si tratta, infatti, di una posizione
“trasversale” che unisce Forza Italia, Alleanza Nazionale,
Lega Nord, Partito Socialista-Nuovo Psi, Udc, Udeur e la
Margherita. Pressoché unitarie anche le motivazioni della
contrarietà al quesito: si afferma, infatti, che il referendum non aiuta né quanti oggi sono alla ricerca di
un posto di lavoro né lo
sviluppo del sistema
delle piccole imprese.
“Il Paese – spiegano i
promotori del “no” – ha
bisogno di nuove
misure di welfare che
riescano a coniugare i
diritti di tutti i lavoratori
e le esigenze di flessibilità
delle imprese. Ma questa
strada non passa per il referendum”.
Sul versante opposto, a
sollecitare la vittoria del “sì”
ci sono i Verdi, i Comunisti Italiani e Rifondazione Comunista, secondo i quali “il voto favorevole è indispensabile
per garantire la dignità di tutti i lavoratori e per garantire
l’universalità dei diritti. Il “sì” – sostengono i suoi fautori
– non impedisce i licenziamenti, blocca solo quelli
immotivati, quelli, appunto, senza “giusta causa”. Se
vincono i “sì”, i lavoratori avranno uno strumento in più
di difesa e maggiore dignità, rendendo più concreto il
diritto al lavoro previsto dalla Costituzione”.
Posizione a parte è quella dei Democratici di Sinistra
che, senza schierarsi apertamente dalla parte del “no”,
rivendicano come scelta legittima quella dell’astensione,
“perché i problemi posti dal referendum, pur importanti,
chiedono di essere risolti con iniziative legislative
appropriate”.
Frammentato e diviso appare anche il fronte
sindacale. Mentre la Cgil, pur non nascondendo il
proprio giudizio critico sull’utilizzo del referendum
come strumento per allargare i diritti, chiede di votare
“sì” per “estendere la tutela a chi lavora nelle imprese
più piccole”, la Cisl “punta – come si legge nella delibera del Comitato Esecutivo Confederale - a far fallire il
referendum sull’art. 18 perché ritiene che siano altre le
riforme del mercato del lavoro utili e necessarie per
estendere le tutele ai nuovi lavori e ai lavoratori che
oggi ne sono privi. Per questo motivo da tempo la Cisl
è impegnata per contrattare una modernizzazione del
mercato del lavoro italiano”. Allo stesso modo, la Uil
ha ritenuto “necessario e doveroso indicare la strada
del non voto. Scelta questa che sia capace però di
trasformarsi da subito in una proposta di intervento,
primo fra tutti quello legislativo, allo scopo di
migliorare e allargare le forme di tutela per tutti quei
lavoratori che oggi ne sono privi o ne fruiscono in
modo parziale”.
Livio Cremona/GRTV
Consolato Generale d’Italia
Rio de Janeiro
IL CONSOLE GENERALE INFORMA:
GLI ITALIANI ALL’ESTERO VOTANO PER I
REFERENDUM POPOPOLARI DI DOMENICA
15 GIUGNO 2003
Dopo un lunghissimo iter legislativo, iniziato con il primo
progetto risalente al 1955 e che ha richiesto lungo il cammino
anche alcune importanti modifiche agli articoli 48, 56 e 57
della Costituzione, la Legge 27 dicembre 2001 n. 459 e il
successivo Regolamento d’attuazione hanno trasformato in
realtà la possibilità per i connazionali residenti fuori del
territorio nazionale di partecipare per corrispondenza alle
consultazioni elettorali italiane a livello nazionale e - in caso
di elezioni politiche - di votare per i propri rappresentanti
residenti all’estero. Tale opportunità è estesa anche ai
referendum.
Domenica 15 e lunedì 16 giugno si voterà in Italia per due
referendum popolari abrogativi.
Il primo riguarda la reintegrazione dei lavoratori
illegittimamente licenziati e l’abrogazione delle norme che
stabiliscono limiti numerici ed esenzioni per l’applicazione
dell’art.18 dello Statuto dei Lavoratori .
Il secondo referendum riguarda l’abrogazione della servitù
coattiva di elettrodotto.
Per la prima volta i cittadini italiani residenti all’estero iscritti
nelle liste elettorali possono esercitare il proprio diritto di
voto per corrispondenza nei tempi e nei modi previsti
dalla legge 459/2001.
Per porre in grado il cittadino di votare per posta, senza
pertanto doversi recare in Italia, l’Ufficio consolare competente provvede entro il 28 maggio p.v. ad inviare a
ciascun elettore un plico contenente tutto il materiale
elettorale ed un foglio informativo illustrante le
modalità di voto.
Entro il 5 giugno il cittadino restituisce per posta al
proprio Ufficio consolare le schede utilizzando la busta
già affrancata.
I cittadini che non dovessero ricevere il plico elettorale al
proprio domicilio possono verificare presso il proprio Ufficio
consolare la loro posizione elettorale ai fini dell’esercizio del
voto per corrispondenza.
In occasione di questo primo appuntamento elettorale, gli
Uffici diplomatico-consolari, con enorme sforzo
organizzativo, si stanno adoperando per garantire a tutti gli
elettori residenti all’estero la possibilità di partecipare alla
consultazione referendaria non meno che il regolare
svolgimento delle operazioni di voto, nella consapevolezza
che si tratta di una tappa storica nel processo di riavvicinamento
e di integrazione degli italiani all’estero con la Madrepatria.
Nota. Estratto dell’articolo 48 della Costituzione della Repubblica Italiana: “Sono elettori tutti i cittadini, uomini e donne,
che hanno raggiunto la maggiore età (1). Il voto é personale ed
eguale, libero e segreto. Il suo esercizio è dovere civico (2).”
(1) La maggiore età, secondo la legge italiana, è di 18 (diciotto) anni.
(2) La legge italiana non prevede penalità o sanzioni in
caso di mancato esercizio del diritto di voto e non è,
pertanto, necessario giustificarsi se si decide di non votare.
ATUALIDADE | Cultura
Investimento
em cultura é
fundamental
Governo busca consolidar laços sociais e econômicos
com o Brasil através da comunidade italiana
PIETRO PETRAGLIA
Em ocasião da XI Bienal do Livro, o
governo italiano enviou o Vice-Ministro
dos Bens e Atividades Culturais, Nicola
Bono, que em entrevista à Comunità
ressaltou a importância do evento para
a difusão da cultura italiana. Bono, que
recebeu recentemente o ministro da
Cultura brasileiro, Gilberto Gil, acredita
que a comunidade italiana seja o
principal canal de relacionamento entre
os dois países e afirma que “o
investimento no setor cultural vai de
encontro a uma política de
reaproximação com os italianos
residentes no exterior, por conseguinte
ao país que os hospeda”.
CI - Como o governo italiano entende esta grande homenagem do Brasil à literatura italiana e
qual a importância dessa iniciativa?
Nicola Bono – É importante porque o Brasil é
não somente um partner relevante na atividade comercial com nosso país, mas sobretudo porque o
Brasil tem a principal comunidade de italianos no
mundo. Isso nos leva a pensar que investir em cultura no Brasil encontra uma impermeabilidade dentro do contexto deste país, principalmente porque
vai de encontro ao filão dos descendentes de italianos, alguns dos quais não falam italiano, se sentem
italianos, mas não sabem o que isso significa. Nós
queremos estimular essa procura pelas raízes culturais e sociais.
CI - Este governo é muito sensível às questões
que vão de encontro aos italianos no exterior. Que
atitudes, investimentos e projetos futuros, a comunidade italiana fora da Itália pode esperar?
Bono – É verdade. Nosso governo, que se iniciou
em 2001, graças também ao fato de ter criado um
ministério para os Italianos no Mundo, cujo ministro é Mirko Tremaglia, demonstrou desde o início a
vocação para o estreitamento dos laços com toda a
comunidade italiana no exterior e procura manter
finalmente estável e sólida essa relação com a pátria mãe. Cremos que a cultura seja o veículo principal para a consolidação desse objetivo, porque é a
linguagem mais simples, imediata e eficiente para
um povo como o italiano que é o mais rico do mundo neste setor. A cultura jurídica, a cultura artística
e a cultura arquitetônica, por exemplo, nasceram na
Itália e depois se difundiram pelo mundo. Por isso,
o investimento que pretendemos fazer no setor cultural vai de encontro a uma política de reaproximação
com os italianos residentes no exterior e, através do
Ministério dos Bens Culturais e do Ministério do Exterior, concretizar essa missão através da difusão de
livros e da língua italiana.
CI - Como o sr., que já esteve no Brasil em outras oportunidades, observa a atual situação econômico-social do país e como o governo italiano
pretende interagir com o Brasil de Lula?
Bono – Em política exterior creio que não existe
necessidade de se fazer avaliações de caráter ideológico. O que conta é a capacidade dos países de
individualizar os pontos em comum e de encontrar
motivações válidas para a cooperação. A Itália tem
um grande interesse em cooperar com o Brasil e vice-
Nicola Bono discursou na
Bienal do Livro. No detalhe
acima, ao lado de Paulo
Rocco, Presidente do
Sindicato das Editoras
versa, por isso não interessa a coloração política
dos dois países, que devem encontrar ainda maiores
razões de crescimento comum. Existem margens enormes para isso e através da cultura estamos empenhados com o Brasil. Veja por exemplo o turismo
cultural na Itália, que é um elemento fundamental,
sobretudo para os descendentes que fazem um percurso até a origem da civilidade. Por outro lado,
este fluxo ajuda aos italianos a conhecerem melhor
o Brasil e a incrementar também este setor do país.
Observando o enorme potencial industrial e comercial dos dois países, mais a semelhança de seus povos, concluímos que esses dois povos estão destinados a um futuro de máxima coesão.
L’Italia investe in cultura nel Brasile
NICOLA BONO*
Il Governo Italiano ha accolto con grande piacere
l’invito a partecipare alla Biennale di Rio de Janeiro nella
prestigiosa veste di ospite d’onore, a conferma dei solidi
legami di amicizia e cooperazione tra i nostri Paesi.
E’ per me sempre un piacere trovarmi nel mondo dei
libri, fra persone che dedicano la loro vita alla diffusione
delle idee, dei sogni e della conoscenza, contribuendo in
modo fondamentale alla civile convivenza fra i popoli e
alla formazione delle nuove generazioni.
Vorrei qui esprimere la mia tristezza per la scomparsa
di Waly Salomao, segretario del libro e della lettura, che
avevo conosciuto da poco a Parigi.
Sono convinto che per i milioni di italiani che hanno
contribuito alla crescita del Brasile con il loro lavoro e la
loro capacità di impresa, sia un motivo di orgoglio e
soddisfazione vedere la cultura del proprio Paese d’origine
onorata in modo così solenne.
Il legame dei nostri Paesi peraltro è ormai un dato
tradizionale, a testimonianza di ciò voglio ricordare le
recenti visite in Italia di esponenti del Governo, tra cui il
Ministro Gilberto Gil, e direi anche strutturale delle
rispettive economie. Ne è testimonianza diretta l’impegno
decennale di importanti gruppi industriali ai quali, negli
ultimi anni, si sono aggiunte aziende operanti in nuovi
settori. Oggi, infatti, l’Italia si colloca tra i primi Paesi
fornitori del Brasile e al contempo, il nostro Paese è tra i
principali mercati per le esportazioni brasiliane.
Molti nostri connazionali hanno trovato in Brasile
una seconda Patria, e la generosa accoglienza che il
vostro Paese ha offerto in tempi per noi difficili non
sarà mai dimenticata.
La Biennale di Rio de Janeiro ha ormai raggiunto il
livello delle grandi Fiere internazionali di Francoforte o
Torino come vetrina mondiale della cultura. La presenza
dell’Italia come ospite d’onore è per noi motivo di
orgoglio e potrà rafforzare un legame antico ma sempre
dinamico ed aperto a nuovi contributi.
Spero, quindi, che a questo importante appuntamento
seguano altre iniziative comuni in entrambi i Paesi, nel
segno di una collaborazione basata, prima ancora che
sull’interesse economico, su una comune concezione della
convivenza civile e della crescita sociale.
Il Ministero per i Beni e le Attività Culturali, che
rappresento nel suo ruolo di promotore di attività ed
iniziative culturale, non ha voluto mancare a questo
importante appuntamento per il mondo editoriale e
della cultura. L’Associazione Italiana Editori (AIE) ha
organizzato questo padiglione Italia e ha elaborato un
programma di eventi con alcuni nomi importanti della
cultura italiana.
La Direzione Generale per i Beni Librari e gli Istituti
Culturali di questo Ministero, tramite il Servizio per la
Promozione del Libro e della Lettura, ha contribuito
alla presenza dell’editoria italiana promuovendo alcune
iniziative: un video intitolato ‘Voci e volti del Novecento
italiano’, a cura di Antonio Debenedetti, realizzato
appositamente dalla Rai per conto di questo Ministero,
che illustra i grandi autori della letteratura italiana del
Novecento; la Mostra ‘L’Italia delle meraviglie e le
Regioni’, a cura del prof. Sergio Campailla, esposta in
piccola parte nel padiglione italiano e per la maggior
parte all’Istituto Italiano di Cultura; abbiamo pubblicato
Il Brasile di Ungaretti e un volume di traduzioni italiane
dello scrittore João Guimarães Rosa, entrambi cura della
professoressa Giulia Lanciani, nonché il libro Un’altra
voce, antologia di poeti italiani contemporanei tradotti
in portoghese, a cura di Franco Buffoni. Infine, il
Ministero ha organizzato, tramite la Direzione Generale
per il Cinema, una Rassegna Cinema e Letteratura presso
l’Istituto Italiano di Cultura.
*Sottosegretario di Stato / Ministero per i Beni e
le Attività Culturali
Rio de Janeiro, 03MAR2003 | Nº 72
11
ATUALIDADE | Comércio
‘Queríamos a paz, mas compreendemos a guerra’
Brasil troca tecnologia
militar com a Itália
Projeto italiano pode ser utilizado para monitoramento da Amazônia
PIETRO PETRAGLIA
No Rio de Janeiro, para participar do Congresso
Latino Americano de Tecnologia de Defesa, que ocorreu entre os dias 21 e 25 de abril, o vice-ministro da
Defesa italiano, Filippo Berselli, demonstrou grande
interesse no comércio deste setor entre Itália e Brasil. O representante do governo italiano se reuniu
com o ministro da Defesa, José Viegas Filho, e com
membros do alto escalão das Forças Armadas do
país para dar início a uma importante colaboração
de tecnologia militar. O primeiro passo foi substituir
a aliança existente há dez anos por um novo tratado
de colaboração entre os ministérios.
Berselli não escondeu o grande interesse da Itália na compra de aeronave brasileira. “Estamos particularmente interessados nos aviões da Embraer,
pois sabemos do seu potencial e temos credibilidade
e preferência por ela”, afirmou, fazendo alusão a
recente negociação envolvendo aviões espanhóis reconhecidamente de tecnologia e preços inferiores.
Por outro lado, um projeto italiano chamou a
atenção no combate ao terrorismo internacional e à
imigração clandestina, o Sistema Integrado de Comunicação, Relevamento e Alerta. O chamado SICRAL
vem sendo utilizado pela Itália na comunicação com
suas forças armadas em missões de peace-keeping
no Kosovo, nos Bálcãs e no Afeganistão, onde o país
tem o terceiro maior contingente. O sistema via satélite também serve ao controle dos oito mil quilômetros de costa com um sistema integrado entre
operadores navais, aéreos e terrestres.
Os operadores se demonstraram interessados e
Berselli propôs a venda dessa tecnologia para o Brasil. “Seria uma grande solução para o monitoramento
das costas brasileiras e particularmente da Amazônia. O país teria controle de sua floresta em áreas
impenetráveis”, justifica Berselli alegando que o
SICRAL já foi oferecido aos países sul-americanos
com preços atrativos. Atualmente, ele cobre com
sucesso áreas da Europa, da África, do Oriente Médio e até da América Latina.
A exemplo do acordo comercial para a venda de
um navio italiano à Marinha do Peru, Berselli também vislumbrou a possibilidade de venda de unidades navais para a Marinha brasileira. “Uma característica da nossa indústria para a defesa é a de procurar fazer partnership industrial tecnológico com as
indústrias de outros países. Nossa tecnologia nos
coloca numa posição privilegiada”.
Encontro com a comunidade
foi de lamentações
O vice-ministro italiano e sua comitiva solicitaram um encontro com a comunidade italiana para
conhecer a atuação dos italianos em território brasileiro. A ocasião frustrou aos presentes que observaram um representante italiano pouco interessado em
suas questões. O representante do Conselho Geral
dos Italianos no Exterior, Corrado Bosco, e o presidente do Comites do Rio de Janeiro, Arduino Monti,
fizeram uma breve exposição da situação dos italia-
nos e descendentes e falaram a respeito da necessidade de a Itália dar mais atenção aos problemas de
milhares de cidadãos italianos radicados no Brasil.
Preocupado com a maratona de eventos que deveria participar, Berselli respondeu rapidamente a
todos os que pediram a palavra e defendeu a administração de Berlusconi, afirmando que este governo é sensível aos problemas dos italianos residentes
no exterior e que o ministro dos Italianos no Mundo,
Mirko Tremaglia, está trabalhando para resolver as
principais questões existentes.
Mais tarde, Berselli recordou que neste ano se
comemoram diversas datas importantes para a aeronáutica. Citou o centenário do primeiro vôo dos
irmãos Wright e os 80 anos da Aeronáutica militar
italiana, além de ter se lamentado da falta de um
evento comemorativo no Rio de Janeiro dos 72 anos
do vôo do comandante Italo Balbo. O aviador italiano atravessou o Atlântico acompanhado de dez aeronaves, uma ação de grande risco até então.
O apoio da Itália a Bush
Entrevistado por Comunità, Berselli justificou a
participação da Itália na guerra contra o Iraque como
uma medida de necessidade e compreensão.
- Não é que a maior parte do povo não quisesse
a guerra. Se existe uma opção entre guerra e paz é
muito mais fácil optar pela segunda. O governo
Berlusconi não incentivou a guerra. Não trabalhou
ignorando a todos e sim buscando atender as exi-
gências, ou ao menos buscando um diálogo com a
esquerda, a Europa, a OTAN e a ONU. Berlusconi não
promoveu a guerra. Não mandamos soldados, não
mandamos homens, nem armamentos e nada que
contribuísse para o cenário de guerra. A diferença
da Itália para a França, Alemanha ou Rússia é que o
nosso país também queria a paz, mas, ao contrário
desses países, entendeu as razões que levaram os
EUA a invadir o Iraque. Quanto às bases italianas, a
Itália apenas cumpriu com o acordo existente.
Hoje o nosso país está empenhado, mais do que
qualquer outro, em buscar o apaziguamento entre
os países que mantêm relações fraternas e participa
seriamente das obras de reconstrução do Iraque e
da manutenção da ordem naquele país. Queremos o
fortalecimento da União Européia e também da ONU.
12
Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73
COMUNIDADE | Informação
Informazione
all’estero
Giornalisti italiani e italo-brasiliani si incontrano per gettare le basi della
cooperazione tra le varie entità di classe costituite nei due paesi
Con la presenza del console generale,
Gianluca Cortese; del presidente della Camera
di Commercio Edoardo Pollastri; del presidente
del Sindacato dei Giornalisti ProfessionistiSP, Frederico Ghedini; del direttore
dell’Istituto Italiano di Cultura, Guido Clemente; del direttore ICE Andrea Ambra; della
direttrice del progetto Giornalisti Italiani nel
Mondo, dell’Ordine dei Giornalisti, Laura
Capuzzo; del direttore della Federazione
Nazionale Stampa Italiana, Gianni Montanari;
si sono aperti i lavori dell’incontro all’Hotel
Paulista Wall Street che ha riunito molti
membri dell’Associazione Stampa Italiana in
Brasile, diretta da Venceslao Soligo, il quale
ha portato un saluto ai giornalisti brasiliani
nel loro giorno commemorativo, il 7 giugno,
inoltre in questa data la Associação Brasileira
de Imprensa ha compiuto il suo 95 o
anniversario, con varie commemorazioni
condotte dal presidente Fernando Segismundo
a cui sono stati indirizzati i complimenti a
nome di tutti.
Nei due giorni sono stati esaminati vari
progetti, uno dei quali è stato condotto da
Silvano Bertossi, dell’ODG, e da Attilio Fania,
dell’Asib, i quali hanno esaminato il percorso
dei corsi di aggiornamento, formazione,
processi innovativi e formativi alla
promozione del lavoro nel campo della
comunicazione.
Giancarlo Palmesi della Asib di Belo Horizonte-MG e Felice Maselli (ODG) hanno
condotto i lavori sul tema “Ruolo riguardanti
la professione” includendo i temi dell’etica,
della deontologia e delle esigenze dei
giornalisti italiani in Brasile in materia di
riconoscimento professionale, tutela
sindacale, previdenza e assistenza sanitaria.
Il rappresentante della FNSI, Gianni
Molinari ha comunicato che saranno avviate
le trattative per il riconoscimento della
ASIB presso la Federazione italiana e la sua
filiazione alla Federazione dei Giornalisti
Professionisti del Brasile-FENAJ.
Il dibattito sull’informazione di ritorno,
condotto da Laura Capuzzo e Bruno
Giovannetti (Asib), si è concluso con una
bozza di progetto per formare una cooperativa di giornalisti i quali, atraverso
convenzioni con varie istituzioni italiane
legate alle Regioni e al governo centrale,
potranno inviare i loro articoli alle testate
italiane informandole sul contenuto delle
attività culturali, commerciali, finanziarie
e industriali delle comunità italiane
all’estero.
Il progetto di una Fondazione che
coordini tutte le attività dei giornalisti
italiani all’estero, già presentato al 1o
incontro degli italiani nel mondo, nel
2000, a Roma, è stato riesaminato con i
colleghi da Laura Capuzzo, la quale ha
informato che ci stiamo scontrando con
problemi economici che col tempo
saranno superati.
Incontri con autorità politiche,
diplomatiche e di classe hanno
completato la visita dei quattro
giornalisti italiani della FNSI e dell’ODG.
I lavori sono terminati con la proposta
per il 1 o Congresso della Stampa
Brasiliana e Italiana che si dovrebbe
tenere a giugno in San Paolo.
Nell’ufficio
dell’ambasciatore
Matarazzo - da sinistra
- Gianni Montanari
(FNSI), Bruno
Giovannetti (ASIB),
Laura Capuzzo e Felice
Maselli (ODG), Andrea
Matarazzo e Venceslao
Soligo (ASIB)
notas
Trabalhador depressivo
ganha indenização
A partir de agora, os empregadores na Itália deverão ressarcir integralmente a depressão de um empregado que tenha sido causada pelo stress no
trabalho. A indenização vale também ao trabalhador que já possuir uma
pré-disposição para a doença. Uma medida está sendo estudada para aplicar
a mesma lei aos trabalhadores que já foram afastados e depois dispensados
por causa da doença. A Itália possui um alto índice de depressão por stress
de trabalho, principalmente entre os homens de 29 a 45 anos.
L’on. Gianni Pittella responsabile DS per gli italiani
all’estero e deputato al Parlamento Europeo, assieme a
Fabrizio Morri della segreteria generale.
Prima che sia troppo tardi…
Le emergenza sudamericane, dall’Argentina
al Brasile con uno sguardo ottimista sul Brasile
agli occhi di Gianni Pittella
Roma – Argentina, Brasile e Venezuela. Comunità italiane,
politici locali, imprenditori. E una delegazione in viaggio, quella
dei Democratici di Sinistra che hanno a Roma i risultati del loro
viaggio. Dopo l’Argentina, in cui le mense per i bambini, la
povertà per le strade e le continue emergenze hanno colpito i
delegati, in Brasile protagonista è stata l’esperienza di governo
del Presidente Lula, oltre alle questioni specifiche di comunità
come le la previdenza, la lingua e la cultura, il voto per i Comites
e per le elezioni politiche. “Gli italiani in Brasile” spiega Gianni
Pittella, responsabile per gli italiani all’estero dei DS “non
rappresentano una presenza residuale e ghettizzata. Sono
protagonisti di tutti i comparti della vita economica e sociale”.
E, oltre ad aver eletto la metà dei Ministri del Governo Lula
di orgine italiana, “gli italiani in Brasile chiedono più attenzione
dell’Italia e dell’Europa alla nuova stagione socio-economica
che si è aperta nel sub-continente carioca”. Gli italiani sono
tanti, presenti in tutti i settori della società e del sistema
produttivo brasiliano, anche con grandi aziende (la Pirelli,
Telecom, Ferrero, Parmalat ed altre ancora) e Pittella sostiene
che “anche il nostro paese può e deve sostenere un tentativo
che vede la simpatia e l’approvazione di vastissimi settori di
piccoli e grandi imprenditori, intellettuali e professionisti
brasiliani di origine italiana, e che potrebbe vedere tra i
beneficiari di questo sforzo riformatore anche settori sociali
poveri ed emarginati dove pure la presenza italiana è rilevante”.
La massiccia presenza di discendenti di Italiani in Brasile
renderebbe, secondo l’esponente politico, “ancora più urgente
una scelta che andrebbe compiuta in ogni caso, di sostegno a
questa grande causa di giustizia sociale”.
Quanto al Venezuela, campani, veneti, umbri, abruzzesi,
lucani, calabresi, che Pittella ha incontrato hanno proposto alla
delegazione le loro esigenze, illustrato i problemi del Paese che
li ospita. E se ammette la gara di solidarietà scattata a favore
dell’Argentina, il Venezuela e la tragedia in cui versa la comunità
italiana “è rimasta in un cono d’ombra”.
Gli incontri con la comunità locale, politici, intellettuali
hanno contribuito a tracciare un quadro della situazione che
non conforta la delegazione. Preoccupano i 22 italiani che
risultano rapiti dalla malavita, le centinaia di persone sottoposte
a taglieggiamenti, a minacce, a tentativi di sequestro. “Occorre
fermare questa deriva! E la comunità internazionale non può
mantenere un atteggiamento distratto” spiga Pittella. E l’Italia
sarebbe secondo il politico “colpevolmente fuori dal gruppo dei
Paesi Amici costituitosi per favorire uno sbocco democratico
alla crisi venezuelana”; dovrebbe pertanto “adoperarsi per
sostenere l’azione dell’Organizzazione degli Stati Americani e
della Fondazione Carter tesa a ristabilire una situazione di
certezza democratica”.
Un impegno che deve essere posto in agenda con urgenza,
questa l’opinione di Pittella, perché “ogni tentennamento, ogni
ritardo potrebbe essere fatale per una grande Nazione in cui
continuano a vivere centinaia di migliaia di italiani”.
Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73
13
ATUALIDADE | Opinião
Pax Romana, Pax Americana
e um vilão: Donald Rumsfeld
ASTERIX
É incrível, mas diante da primeira grande
perda dos Estados Unidos na sua invasão ao
Iraque (quando foram feitos prisioneiros sete
soldados americanos), Rumsfeld invocou a aplicação dos direitos previstos para os prisioneiros
de guerra pela Convenção de Genebra. Naturalmente, esta Convenção se aplica somente no
âmbito de guerras autorizadas pela ONU, segundo os princípios do Direito Internacional.
E o nosso caso certamente não é este: só há
uns dias França e Alemanha ameaçaram denunciar os Estados Unidos por crimes de guerra, tendo
eles lançado a invasão em território iraquiano sem
qualquer autorização internacional, justificando-a
com a possessão, por parte do Iraque, de armas
biológicas e químicas que poderiam ser usadas pelo
Al Qaeda em uma guerra de extermínio contra os
vizinhos ou os próprios Estados Unidos.
É claro, a Convenção de Genebra não se aplica
aos prisioneiros afegãos, mantidos pelos Estados
Unidos em sua base de Guantânamo, em Cuba, em
condições desumanas, sempre nus, em cubículos
que seriam mais apropriados para a criação de frangos, do que para encarcerar seres humanos.
Faz-se mister lembrar também que os Estados Unidos, que sem pudor pediram a aplicação da
Convenção de Genebra para os seus prisioneiros
na guerra de invasão ao Iraque, que não foi autorizada por nenhuma autoridade internacional, recusaram-se a assinar o Tratado de Kioto sobre a ecologia, a Convenção contra a venda de armas de
pequeno porte, o Tratado para a não-proliferação
das minas anti-homem e, por último, de reconhecer o Tribunal Internacional de Justiça de Haja.
Até agora não foi achado qualquer vestígio de
armas de destruição em massa e parece muito
estranho que um País invadido de forma traiçoeira
por uma potência que realmente possui este tipo
de armas, os Estados Unidos, não as tenha usado
mesmo possuindo-as. Inclusive, até agora não foi
provada nenhuma relação entre Bin Laden e o
Iraque, lembrando que na opinião do fanático
muçulmano Bin Laden, Saddam Hussein, que impôs o socialismo do Baath em um país islâmico,
representa praticamente um anticristo.
Além disso, é interessante lembrar que
Saddam Houssein obteve exatamente dos Estados Unidos, graças aos solícitos pedidos de D.
Rumsfeld - então Diretor Geral da Hallyburton
americana -, grande quantidade de gases letais
para poder enfrentar o Irã do Aiatolá Khomeini,
na época inimigo número um dos Estados Unidos. Naturalmente Saddam Houssein, que envolveu seu País em uma guerra de dez anos contra o Irã, não hesitou no uso do gás letal obtido
dos Estados Unidos contra os vilarejos curdos
no norte do Iraque, que desde sempre almejam
a criação de um estado curdo independente.
Os curdos denunciaram à ONU o uso de gás
letal: a ONU emitiu uma dura resolução contra
o Iraque, mas esta foi vetada pelos Estados Unidos graças às boas influências do impagável
Donald Rumsfeld, que afirmou cinicamente que
Saddam Houssein era um “son of a bitch, but
our son of a bitch”.
Como já havia acontecido com Bin Laden, treinado nos campos militares da CIA americana para
aprender todas as técnicas possíveis e imagináveis
de terrorismo para combater o governo comunista
do Afeganistão, Saddam Houssein também é a
clássica cobra criada em seio americano.
Além disso, o ditador controlava o sétimo
país do mundo em termos de petróleo: hoje em
dia, os Estados Unidos encontram-se muito perto
do esgotamento de seu petróleo e encaram este
fato como sendo um risco inaceitável para sua
supremacia imperial. E mais, Saddam Houssein
cometeu uma deselegância que, aos olhos deles, pareceu inaceitável: começou a vender petróleo em Euro ao invés de dólares.
O medo dos Estados Unidos é que este fato
sirva de exemplo para outros produtores de petróleo. Se isto acontecer, a potência imperial
não poderá mais financiar o déficit em dólares
já muito alto e, na opinião de analistas internacionais, o dólar poderá começar a se desvalorizar em torno de 30 a 40 por cento, o que levaria
a um processo de recessão econômica igual
somente ao da Argentina.
Fato que, inclusive, deve nos preocupar. Se
ao ler em recentes documentos do “Project for
the New American Century - PNAC”, projeto de
ponta fundado na primavera de 1997 e que enumera entre os seus maiores expoentes o obsceno Donald Rumsfeld e seu vice Paul Wolfowitz,
e ainda com a participação do próprio vice-presidente Dick Cheney, o objetivo dos Estados Unidos deve ser o de perseguir a supremacia global, alcançando todos os primados políticos, econômicos e militares que a Guerra Fria deixou
como herança para os Estados Unidos do século XXI, é óbvio que está se promovendo a hipótese de um império mundial “democrático e liberal”, com base no modelo romano que deverá apaziguar o mundo unido segundo os valores
- e os interesses - dos Estados Unidos.
Enquanto a mídia, já domesticada pelo poder político, difundiu a opinião segundo a qual a
guerra contra o Iraque foi decidida no rasto do
ritório, além de explorar o petróleo sob a gerência dos tecnocratas corruptos de suas
multinacionais? Serão criadas no deserto reservas para os iraquianos, como aquelas que vocês
fizeram para os seus índios peles-vermelhas?
Inclusive, gentlemen, vocês motivaram a
invasão do Iraque alegando que eles possuíam
armas de destruição em massa que, entre outras coisas, não acharam até agora; por que,
porém, para vocês é permitido o uso, contra o
povo iraquiano, de “daisy cutters” , bombas de
meia tonelada que, ao cair, espalham em rajada centenas de mini-bombas que destroem
qualquer forma de vida num raio de trinta
metros? Estas não são armas de destruição em
massa? Ah, eterno Orwell...
De qualquer maneira, o petróleo, junto ao
grande negócio da reconstrução, que vocês já
estão oferecendo a empresas próximas de Dick
Cheney, Donald Rumsfeld e outros urubus do go-
Isso tudo, para os petroleiros dos quais
George Bush é expressão, atenta com cenários horripilantes aos interesses nacionais americanos. O que seria melhor, portanto, do que
uma invasão do Iraque que, fornecendo um
duro exemplo da sua esmagadora potência
militar para os outros países produtores de petróleo, permitiria relançar a indústria militar,
controlar o petróleo iraquiano e providenciar para coroar - para as empresas amigas dos
petroleiros de sempre (Hallyburton em primeiro lugar) suculentas comissões para a futura
reconstrução do Iraque, naturalmente ignorando o massacre de mulheres, idosos e crianças, que sofrem demais sob um ditador sem
piedade. É melhor que morram para não sofrer mais? O que é que isto tudo tem a ver com
a Convenção de Genebra? É bem melhor impor uma dura censura, de tipo fascista para a
mídia internacional para que não apresentem
para a opinião pública já enfurecida os prejuízos nefandos do maior bombardeio que a História tenha conhecido e que, com o clássico
“duplo discurso” orweliano é grotescamente
definido “Irak’s freedom”.
O obsceno Rumsfeld decidiu barrar - por
motivos de segurança nacional - as imagens
de horror, morte, destruição e sangue que vêm
do Iraque: as emissoras americanas poderão
mostrar somente as chamas e os incêndios
que, de longe, parecem quase uma surreal
explosão de fogos de artifício. E que não seja
mostrado o sangue, por favor.
Se, como dizia Marshall McLuhan “the
medium is the message”, os Estados Unidos
estão cada vez mais longe da humanidade. Talvez seja muito pertinente a definição dada pelo
grande sociólogo da comunicação Pierre
Bourdieu quando fala dos Estados Unidos, dizendo que eles representam “le premier pays
primitif du futur”.
desejo de vingança dos norte-americanos, após
o pavoroso atentado do dia onze de setembro, é
fato notório que o PNAC havia recomendado a
invasão do Iraque, na sua ótica imperial, já desde 1998.
Provavelmente a “pax” americana, visto que
é inspirada no império romano, se parecerá com
a “pax” augusta que, como lembra Agricola, no
final do primeiro século depois de Cristo, era
realizada da seguinte forma:
”Raptores orbis, postquam cuncta
vastantibus defuere terrae, marescrutantur; si
locuples hostis est, avari, si pauper, ambitiosi,
quos nonOriens, non Occidens satiaverit; soli
omnium opes atque inopiam pari
adfectuconcupiscunt. Auferre, trucidare, rapere
falsis nominibus imperium, atqueubi solitudinen
faciunt, pacem appellant.”
”Assaltantes do mundo, os romanos, depois de terem tudo devastado, não tendo mais
terras para ser saqueadas, vão buscar no mar
também; ávidos se o inimigo é rico, desejosos de domínio se é pobre; são de tal forma
que nem o Oriente nem o Ocidente conseguem
satisfazê-los, eles são os únicos que cobiçam
com igual veemência possuir tudo, tanto as
riquezas, como a miséria. Roubar, massacrar,
assaltar, isto eles, sob falso nome, chamam
império e lá onde eles fizeram o deserto, dizem ter levado a paz.” Parece muito atual,
não é, Mr. Rumsfeld? Não é, Mr. Bush?
A Mesopotâmia, sede das mais antigas cidades do mundo, com Ur, fundada cinco mil anos
antes de Roma, com Babilônia e Nínive , muitas
vezes citadas na Bíblia, onde a tradição colocava o Éden na terra, produziu as primeiras grandes civilizações sofisticadas do mundo, a AssírioBabilônica e a Média, nos deu o primeiro alfabeto (a Pedra de Roseta) e, portanto, a história,
e hospeda os despojos de Abraão e de Ali, o
primo de Maomé. O que vocês farão do seu ter-
verno de vocês, no final irão justificar a empreitada, certamente foi o preço do trabalho: está
tudo certo, “God bless America”, oh yeah...
A respeito desta última afirmação talvez
teriam algo a dizer os milhares de “efeitos
colaterais”, homens, mulheres, crianças, idosos, “libertados” da vida para que o seu sofrimento causado pelo terrível ditador não continuasse. Mas vamos ser francos: quanto vale a
vida de um iraquiano ao ser comparada com
aquela de um “cowboy” americano? E na euforia da vitória, já está se perfilando um protetorado iraquiano sob o governo do ex-general
e presidente de uma das mais importantes indústrias bélicas dos Estados Unidos Jay Garner,
coadjuvado pelo iraquiano exilado Chalabi, condenado por malversação e fraude na Síria
(onde, se entrar, está preso) e, antes, sob investigação pela própria CIA americana por causa do desaparecimento de quatro milhões de
dólares confiados em suas mãos: outro “son
of a bitch, but our son of a bitch”. E agora começaram as ameaças à Síria...
Até agora, o fundamentalista evangélico
George W. Bush está seguindo à risca o roteiro
previsto pelo fanático fundamentalista muçulmano Osama Bin Laden, alimentando o ódio
dos muçulmanos contra o ocidente e aumentando de forma exponencial o número de terroristas mártires voluntários. Talvez, embora
desconfiemos que não tenha ocorrido, George
W. Bush leu as Profecias de Nostradamus e esteja fazendo de tudo para que seja posta em
prática a sua profecia segundo a qual a terceira guerra mundial será caracterizada pela aliança entre os mongóis (chineses) e os árabes
contra o Ocidente, e levará ao desaparecimento
definitivo de metade da população mundial...
quem vos escreve não acredita em profecias,
mas alguma dúvida a respeito deste assunto
começa a tê-la...
14
Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73
SAÚDE | Gastronomia
UMA
DIETA
COM MASSA
DE DEIXAR
ÁGUA NA
BOCA
Segunda-feira é dia de começar uma
nova dieta. A dieta da sopa, de verduras,
da lua. Opção é o que não falta. Por mais
que se deseje emagrecer, continuar a dieta por meses seguidos é o que dificulta e
desestimula. Poder variar o cardápio é um
ponto a favor que não deve ser esquecido. Afinal de contas, fazer dieta hoje em
dia é sinônimo de sofrimento.
Manter uma alimentação saudável é um
preocupação existente no mundo inteiro. O
que está na moda na Itália hoje, em termos de dieta, é a “Semana da Pasta”. Um
cardápio de massas nos sete dias da semana que promete não só emagrecer como
também não deixar a fome aparecer.
Rica em amido e carboidrato a massa
se torna fonte de energia e, ao contrário
do que se costuma pensar, a massa em si
não engorda. O problema são os acompanhamentos, a quantidade que se come
e a comida fora de hora. Com uma com-
binação saudável de legumes e verduras
a “Semana da Pasta” se torna uma dieta
saborosa, eficiente e fácil de seguir.
Alguns passos devem ser observados
antes de começar a dieta. O primeiro deles é esquecer o antepasto. Se a fome
estiver grande é aconselhável enganar
com uma saladinha de cenoura e aipo.
Todos os dias antes de almoçar é bom criar o hábito de tomar um copo de água.
Depois do jantar pode complementar a
refeição com um chá de camomila ou de
erva cidreira, para quebrar a ânsia causada pela dieta.
A comida deve ser sempre cozida á vapor, ou levada ao forno. É importante lembrar de não acrescentar gordura onde não
estiver especificado. O azeite pode ser à
gosto, mas sempre extravirgem. O sal e
as especiarias também não engordam.
Mas é sempre bom prestar atenção e não
salgar muito a comida.
receita
1o. DIA:
Café da Manhã: dois biscoitos integrais com um
pouco de marmelada. Um iogurte diet ou um copo
de leite desnatado. Um chá.
Almoço: 60gr de pasta al sugo. Três fatias finas
de mussarela. Salada de cenoura.
Jantar: sopa de verdura com 30gr de pasta. 80gr
de presunto cru, couve-flor cozida.
2o. DIA:
Café da Manhã: ver 1o. dia.
Almoço: 60gr de pasta com brócolis, molho de
tomate. Um ovo cozido.
Jantar: Sopão de verduras com 50gr de batata.
Um peixe badejo ao vapor.
3o. DIA:
Café da Manhã: ver 1o. dia.
Almoço: 60gr de pasta com cogumelos. Verduras
grelhadas. Uma maçã.
Jantar: Sopa com abobrinhas e 30gr de pasta.
50gr de bresaola. Espinafre ao vapor.
4o. DIA:
Café da Manhã: ver 1o. dia.
Almoço: 60gr de pennette ao molho de ervas.
Salada mista com 30gr de queijo fresco. Um pêssego.
Jantar: 80gr de pasta e ceci. Um ovo cozido. Mais
20gr de presunto cozido.
5o. DIA:
Café da Manhã: ver 1o. dia.
Almoço: 40gr de tortellini com um pouco de óleo.
Salada de frutas.
Jantar: Sopa de brócolis com 30gr de pasta. Duas
fatias de carne com verduras.
6o. DIA:
Café da Manhã: ver 1o. dia.
Almoço: 60gr de pasta com ragù. Salada de ervadoce. Um figo.
Jantar: Sopa de lentilha. 40gr de crescenza.
7o. DIA:
Café da Manhã: ver 1o. dia.
Almoço: 60gr de pasta com frutos do mar. Duas
fatias de bresaola. Uma pêra.
Jantar: 60gr de batata cozida. Verduras mistas.
gastronomia
Escola de Gastronomia
UCS-ICIF instala instituto
italiano no Brasil
Uma nova escola será inaugurada em agosto de 2003, em
Flores da Cunha (RS), e instalará a primeira instituição internacional de gastronomia no País.
O Italian Culinary Institute for Foreigners (ICIF) e a Universidade de Caxias do Sul (UCS) lançam no Brasil a nova Escola de
Gastronomia UCS-ICIF, trazendo para o país a presença internacional do reconhecido instituto italiano. A Escola estará sediada na
cidade de Flores da Cunha (a 70 km de Porto Alegre/RS), região
da Serra gaúcha, cuja colonização e influência cultural é predominantemente italiana.
O ICIF é entidade fundada há dez anos por um grupo de chefs
de cozinha e proprietários de restaurantes italianos e intelectuais
da área com o objetivo de difundir a cultura enogastronômica italiana no mundo. O Instituto está sediado nos arredores da cidade
de Asti (a cerca de 60km de Turim, capital do Piemonte), noroeste
da Itália, em castelo medieval totalmente preservado, que teve
suas instalações reformadas para abrigar a escola.
A restauração foi patrocinada pela União Européia e pela Região Piemonte. O Castelo de Costigliole d’Asti possui completa estrutura didática que compreende: salas de aula com estações individuais de trabalho, cada uma com monitores de tv para que os
alunos acompanhem a aula, sala de panificação e confeitaria, restaurante, completa enoteca, com vinhos de toda a Itália, e a oleoteca,
sala para apresentação e degustação de azeites provenientes de
todo o país. O Castelo também possui hospedaria para receber os
alunos de qualquer lugar do mundo. Em 2000, o ICIF implantou a
primeira escola fora da Itália, em Xangai, na China. O terceiro país
do mundo no qual o ICIF terá uma escola será o Brasil.
INSTALAÇÕES E PATROCÍNIO - No Brasil, a Escola de
Gastronomia UCS-ICIF em Flores da Cunha está instalada em pavilhão de 1.000m², que prevê a implantação de enoteca, sala de
aula com bancadas individuais e equipamentos, conforme a referência italiana, padaria e confeitaria e restaurante. Em Flores da
Cunha, o alojamento para os alunos será feito em parceria com o
Hotel Vila Borghese.
OS CURSOS - A Escola de Gastronomia de Flores da Cunha
ministrará quatro tipos diferentes de cursos de extensão universitária: Formação de Chef de Cozinha, com 600 horas; Máster em
Gastronomia, com 200 horas; Cursos Temáticos de Curta Duração; Workshops e cursos rápidos para gourmets e apreciadores
da boa cozinha. Os cursos para gourmets estão abertos ao público e aos interessados em geral, não sendo necessário prestar
vestibular. Para os cursos de Formação de Chef e Máster em
Gastronomia a escola exigirá educação fundamental completa e
conhecimento prévio de cozinha profissional.
PATROCÍNIO - O projeto da escola de Flores da Cunha conta
com a participação de empresários da região gaúcha, do Centro
Empresarial de Flores da Cunha e da Prefeitura Municipal. A UBF
– Unilever Best Foods, juntamente com as empresas Florense,
Tedesco e Tramontina patrocinam a Escola. A Apromontes – Associação dos Produtores de Vinhos dos Altos Montes –, RASIP e
Randon Agropecuária também participam do projeto.
Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73
15
ATUALIDADE | Economia
Idee sul come cercare di
riprodurre in Brasile
i distretti industriali italiani
FRANCO URANI
[email protected]
PREMESSA: Non vi è alcun
dubbio che il settore di gran
lunga più valido e trainante
dell’industria italiana è costituito
dai distretti di piccole e medie
aziende, una specialità mondiale
derivata dall’individualismo,
laboriosità,
ingegnosità,
municipalismo di alcune zone
d’Italia e dalla necessità di
associarsi per difendersi contro
l’eccessiva ingerenza/fiscalità
statale ed anche per potere –
uniti – meglio difendere i propri
interessi.
Il Brasile, nello sforzo di
modernizzare la sua industria, dedica da qualche anno attenzione
particolare al sistema distrettuale
italiano, sia per cercare di
riprodurne
il
modello
adeguandolo alle realtà locali
(sono in corso alcune iniziative
della PROMOS lombarda con il
SEBRAE), sia per cercare di
riprodurlo in associazione con
gruppi brasiliani, con un primo
importante tentativo dei
mobilieri Veneti che stanno
iniziando la realizzazione di uno
specifico polo del mobile di
design italiano ad Uberlandia, nel
Triangolo Mineiro.
E’ dal 1998 che sono
impegnato nel settore per
l’iniziativa Uberlandia e, molti
anni prima - nel periodo 70/75 avevo portato la FIAT nel Minas
Gerais. Sulla base di queste
esperienze, devo dire che
un’operazione di tipo distrettuale
è certamente di complessità
maggiore rispetto all’installazione
di una multinazionale, sia perché
si tratta di tante piccole aziende,
sia per le problematiche
finanziarie, sia per il difficile
reperimento di partners adeguati
e coscientizzati, sia e soprattutto
perchè la legislazione brasiliana
pare inadeguata a promuovere
questo tipo di operazioni che
potrebbero essere di grande
utilità per il Paese, diffondendo
e modernizzando la sua industria.
Ho quindi ritenuto opportuno
presentare - ad inizio dell’Aprile
scorso - al nuovo Governo federale
brasiliano (che è certamente
impegnato in un duro sforzo per
l’industrializzazione,
l’occupazione, la moderni-
zzazione, l’esportazione), alcune
ponderazioni con proposte
personali e generiche che riporto
qui di seguito, al fine di inquadrare
il problema e proporre soluzioni.
1. L’Italia è il Paese in cui le piccole
e medie imprese industriali hanno la
maggior importanza, organizzandosi
frequentemente in Distretti, con la
finalità di collaborare tra loro ed
associarsi in vari settori di interesse
generale per difendere i comuni
interessi, mantenendo tuttavia la
propria indipendenza.
2. In relazione all’elevato costo della
mano d’opera e degli oneri sociali in
Italia ed anche della concorrenza
internazionale, soprattutto cinese, da
circa 20 anni l’organizzazione
distrettuale italiana ha dovuto progressivamente espandersi all’estero.
3. Dapprima, si era trattato di
trasferimenti di linee di produzione
usate (specie per prodotti popolari),
in paesi relativamente prossimi, nei
quali il costo della mano d’opera era
la quinta parte o meno rispetto al
livello italiano. Nella filiale straniera
così costituita era generalmente
inviato un responsabile italiano e,
temporaneamente, personale tecnico
per l’addestramento della mano
d’opera locale. In questi casi, la quasi
totalità della produzione viene
esportata alla casa madre italiana che
detiene il design, le produzioni più
sofisticate e la distribuzione.
Migliaia di operazioni di questo
genere (pare un 30.000) sono state
realizzate in questi ultimi 15 anni
specie nei paesi dell’est europeo che
entreranno gradualmente nell’Unione
Europea, in modo particolare in
Romania che – nella sola città di
Timisoara – insedia ben 1.300 filiali
di piccole aziende italiane, specie
venete.
4. Un secondo tipo di migrazione più
recente, è motivato dalla saturazione
europea e dal conseguente tentativo
di espandersi in mercati emergenti
di elevato potenziale quali Russia,
India, Cina e Brasile, difficilmente
raggiungibili dall’Italia per motivi di
costo, distanza, barriere doganali.
In questo tipo di operazioni perlopiù incentivate dall’Unione
Europea - le procedure sono diverse
dalle precedenti, dovendo le nuove
aziende operare in forma autonoma
in funzione alle situazioni dei vari
mercati, preferibilmente in
associazione con gruppi locali.
Nel caso di medie aziende, i mezzi
d’opera possono essere nuovi, con
acquisto agevolato da finanziamenti
internazionali e brasiliani a lungo
termine.
Nel caso delle piccole aziende
satelliti che dovranno accompagnare
o seguire le medie per costituire il
DISTRETTO esiste invece la
problematica per l’acquisto delle
macchine nuove, in quanto
difficilmente dispongono dei mezzi
finanziari necessari e la legislazione
brasiliana è estremamente limitativa
per importazione di linee di macchine
usate, procedura questa che – come
detto – è stata applicata su scala imponente per la costituzione di filiali
nei paesi dell’est europeo.
Operazione questa che non necessariamente comporta un
disinvestimento o diminuzione di
lavoro da parte italiana, ma spesso
consente una modernizzazione e
diversificazione dei processi
produttivi, considerando che il costo
della mano d’opera in Brasile è di
circa 1/5 rispetto all’Italia e che le
condizioni di finanziamento per nuovi
impianti sono estremamente più
vantaggiose in Italia che in Brasile.
Il mio timore è che questa rigidità
brasiliana - motivata alla protezione
dell’industria nazionale di macchine
utensili - potrebbe compromettere, o
quantomeno ridurre notevolmente,
un’operazione distrettuale italiana
ipotizzabile in vari settori e in
collaborazione con la controparte
brasiliana specie rappresentata dai 26
milioni di nostri discendenti, che
potrebbe essere potenzialmente della
maggior importanza.
5. La proposta è quindi di stabilire
una nuova procedura semplice ed
agile - mediante specifici accordi tra
i due Paesi e limitata alle piccole
imprese brasiliane - con la finalità di
rendere agevole – per la costituzione
di nuovi distretti industriali o per la
razionalizzazione di agglomerati
industriali brasiliani già esistenti –
l’importazione di linee di produzione
usate italiane.
I criteri informatori per queste
specifiche iniziative distrettuali
potrebbero così enunciarsi:
A - le linee di produzione usate
dovrebbero venire revisionate ed
essere in perfetta efficienza,
adeguate al mercato brasiliano, con
un’età massima da stabilire, e con
valore certificato da una specifica
perizia di un Ente specializzato e
definito dalle Parti;
B - le aziende italiane
dovrebbero esportare le linee usate
in conto capitale;
C - l’importazione delle linee
usate italiane in conto capitale
non sarebbe soggetta in Brasile a
dogana ed imposte, anche se con
similare nazionale, dovendo
l’importatore assumere l’impegno di
non alienarle per un periodo di 5
anni.
Infine, le piccole aziende da
costituirsi in Brasile possibilmente
in joint-venture, acquisterebbero
qui terreno, capannone e gli
impianti generali in tutto o in parte, con intervento finanziario che
potrebbe essere del partner
brasiliano.
In linea di massima, si può
ipotizzare che le produzioni
distrettuali
italo/brasiliane
potrebbero essere destinate per un
50% al mercato domestico e
Mercosud e al 50% al mercato USA,
potendo forse constare negli
accordi
uno
specifico
e
ragionevole impegno esportativo.
Itália em Niterói
A política de relacionamento entre a Itália e o Brasil começa a dar
sinais de plena saúde. Boa parte dessa boa intenção existente entre os
dois países se deve pelo fato de, segundo o dados do IBGE, termos em solo
brasileiro cerca de 31 milhões de descendentes de italianos. Outro trunfo
está no fato do Governo Lula ter oito ministros de origem itálica e mais
uma infinidade de ítalo-brasileiros trabalhando no segundo e terceiro
escalões.
A próxima cidade que irá abrigar um evento de grande importância
para o fortalecimento dos laços e a troca de experiências sociais, culturais e econômicas com a “bota” será Niterói. O prefeito Godofredo Pinto
está motivado com a iniciativa que trará para a primeira cidade em qualidade de vida do estado do Rio de Janeiro, em julho, uma comitiva de
autoridades políticas e econômicas italianas.
16
Rio de Janeiro, 03MAR2003 | Nº 72
SOCIEDADE | Costume
m foco
E
1
2
3
5
7
4
6
8
1. A Sardenha, “Ilha do Sol”, aportou na cidade maravilhosa promovendo eventos nas áreas
cultural e comercial de grande importância. Na foto, o Presidente do Consiglio Regionale Sardegna,
Efisio Serrenti, e o Assessor Regional do Trabalho da Região Sardegna, Matteo Luridiana, em
homenagem às atrizes Rossana Ghessa e Fernanda Montenegro. - 2. Em ocasião da XI Bienal
Internacional do Livro, professores e artistas se encontraram na bela casa do diretor do IIC/RJ. Na
foto, a professora Anita Gullo, com Franco Vicenzotti, Aniello Avella, Amir Haddad, Maria Pace,
Flora de Paoli - 3. Acompanhando os trabalhos do IIC na Bienal Internacional do Livro, o
professor Francesco Sicilia, diretor geral para os Bens Literários e Institutos Italianos de Cultura,
o vice-ministro da Cultura, Nicola Bono e o embaixador Vincenzo Petrone - 4. Franco Vicenzotti
entrega a placa da Presidência da República Italiana à Andréia Guerini, organizadora do livro A
contribuição italiana para a formação do Brasil, de Sérgio Buarque de Hollanda - 5. O acadêmico
Antonio Olinto prestigia a sua amiga Amelia Sparano no dia do lançamento de Per no dimenticare
- 6. A academia da cozinha italiana promoveu mais um grande evento em torno da gastronomia
italiana. Na bela mesa, a consulesa Regina Mariano, o embaixador Vincenzo Petrone, a presidente
da academia Fernanda Maranesi, o vice-ministro Nicola Bono e a ambaixatriz Susana Petrone. - 7.
Em outra mesa Luigi Oniccioli, Marlene Carvalho, Renée Gerdes Filho e Maria Alice Tamborideguy 8. Susana Petrone, Willy Pasini e Angeligne Hage Chartouny.
Rio de Janeiro, 03MAR2003 | Nº 73
17
ATUALIDADE | Opinião
L’informazione:
il ponte tra l´Italia e il mondo
Tremaglia vuole stimolare stampa italiana all’estero
Giuseppe D’Angelo
N
ella rivista “L’Espresso” del 30 Aprile,
ho letto un trafiletto dal titolo
“Serbatoio di lettori, ma anche di
elettori, i giornali all’estero raddoppiano i fondi”,
dal quale apprendo che l’on. Mirko Tremaglia è
riuscito ad ottenere il raddoppio della sovvenzione
governativa destinata a stimolare la stampa italiana all’estero. Non è che si tratti di una cifra da
capogiro, dato che i contributi non superano i
due milioni di euro per i 136 giornali che
usufruiscono dell’aiuto finanziario della nostra
Presidenza del Consiglio. Nel complesso,
un’elemosina per un’attività sociale e culturale,
che come le tante altre prodotte dai nostri
emigranti, ha dell’eroico.
In realtà le molteplici chiamamole così testate
giornalistiche pubblicate dagli italiani all’estero,
la cui maggior parte non supera le pagine di
qualsiasi bollettino parrocchiale, hanno svolto una
funzione importantissima tra i nostri connazionali
più sfortunati e i loro figli, rappresentando spesso
l’unico legame sentimentale con la terra d’origine
e la sua língua.
Questi giornali – “vittime, spesso, del
malcelato pregiudizio e di quella sufficienza con
la quale si tende a guardare la cosidetta stampa
dell’emigrazione”, come afferma Niccolò d’Aquino
in “I media della diaspora”, edito dalla Presidenza
del Consiglio –, hanno avuto un ruolo preminente
nel mantenere gli esili vincoli con la madre patria,
e nella maggior parte dei casi, sono il prodotto
degli sforzi individuali di inguaribili idealisti. Per
esempio, i fogli stampati in varie comunità italiane
sparse nello stato di San Paolo avevano un compito pedagogico, perchè servivano ad
alfabetizzare, in lingua italiana, i figli della pri-
ma generazione dei nostri emigranti in Brasile. E
l’esito fu proficuo, dato che buona parte di quei
bambini a cui fu insegnato l’abecedario italiano,
parlava la nostra lingua. È l’esito fu produttivo,
visto che la maggior parte dei bambini ai quali fu
insegnato l’abecedario su quei fogli, parlava la
nostra lingua.
Estintasi questa pratica per la discontinuità
dell’iniziativa per mancanza di mezzi finanziari,
l’inevitabile conclusione fu l’abbandono della lingua
nazionale da parte dei discendenti della seconda
generazione. Attualmente, la stragrande
maggioranza di essi non capisce una parola della
lingua di Dante e, peggio ancora, non ha nessuna
conoscenza della nostra cultura.
È da ricordare a questo proposito che, sempre a
San Paolo e in alcune colonie come quella di Santa
Cecilia, la pubblicazione di testi teatrali frequentemente di matrice anarchica aiutò a coscientizzare il
«lumpen proletariat», base della nostra comunità,
e stimolò la parte più colta ad assistere
agli spettacoli delle compagnie di Ermete
Zacconi, Eleonora Duse ecc., che all’epoca
si presentavano con frequenza nei teatri
di Rio de Janeiro, San Paolo, Buenos Aires
e tanti altri centri.
Un altro valore innegabilmente
elevato, lo ha la stampa in dialetto veneto,
che appare in vari stati del Sud del Brasile.
Trattasi di pubblicazioni, incluso libri,
scritte in «talian», una variante arcaica
del veneto parlato dai primi emigranti
approdati in questo paese, espressione di
valori tradizioanli regionali, ancora oggi
molto diffusi tra gli abitanti della zona.
Un dato curioso: a Caxias do Sul, una
cittadina di 150.000 abitanti, la lingua
più parlata nella locale università e in
molte case, è il «talian».
Come si vede, l’impegno di tanti
abnegati pionieri, è stato grande,
purtroppo, però, non vi è stata da parte
dell’Italia repubblicana una risposta adeguata,
come del resto è successo con tante iniziative
prese dagli italiani all’estero.
Un plauso pertanto alla opportuna provvidenza
del ministro Tremaglia, sperando che non sia
limitata solo al periodo elettorale.
Comunque, per la distribuizione dei fondi
governativi messi a disposizione della stampa italiana all’estero, è auspicabile che siano
ridisegnati i criteri in base ai quali vengono
concessi i contributi, soprattutto per quanto
concerne l’uso esclusivo della lingua italiana.
Come si è gia detto, oggi il maggior numero delle
pubblicazioni in parola, è redatto nelle varie
lingue adottive dei nostri emigranti, visto che
come si è già detto i loro discendenti non parlano
più l ‘idioma d’origine dei loro progenitori, per
cui è doveroso prendere atto di questa nuova
realtà, e ci si adegui.
18
Rio de Janeiro, 03MAR2003 | Nº 72
COMUNIDADE | Informação Geral
Inicia-se uma nova
migração italiana
Uma pesquisa feita concluiu que estão surgindo na Itália
cerca de 211.500 empreendedores intermunicipais. Um aumento
de 14,96% em relação ao número de 2001. A nova movimentação mostra que os italianos estão saindo de suas próprias cidades para investir em outras províncias. A região onde o índice é de maior relevância é a Friuli Venezia Giulia. Em segundo lugar vem Abruzzo, depois Toscana, Lazio, Lombardia, Veneto
e em oitavo lugar a Calábria.
Italianos sonham em fugir
VERONESEVIAGGI VERONESEVIAGGI VERONESE
APROVEITE ESSAS VANTAGENS!
Roma, Milão, Veneza, Napoli,
Verona, Florença, Amsterdan...
a partir de apenas:
US$
669,
ou em 3x s/ juros
Que tal fazer um curso na Itália?
GIANFRANCO pode realizar seu desejo!
Tel/Fax: (21)
2235-6709
Atendemos também aos sábados e domingos
R: Stª Clara, 132 / 6º and. - Copacabana
ARRIVEDERCI!
VERONESEVIAGGI VERONESEVIAGGI VERONESE
VERONESEVIAGGI VERONESEVIAGGI VERONESE
Fugir da cidade onde vivem é o sonho de 67% dos italianos
que habitam as metrópoles. De acordo com um estudo feito
pela revista ‘Salute Naturale’, os insatisfeitos temem cada vez
mais a qualidade de vida a ser oferecida aos seus filhos, principalmente pelo excesso de gente, a degradação ambiental e o
barulho. O ódio pela cidade aparece, segundo a pesquisa, a
partir dos 35 anos. A maioria que deseja se mudar está localizada no norte do país, mas o Sul também tem uma boa parte
nesse percentual.
Palermo visita o Brasil e
firma acordo com SEBRAE
Está cada vez mais freqüente essa busca
em estabelecer acordos entre Brasil e Itália.
Os dois países, que a cada dia estreitam mais
os seus laços, dessa vez se reuniram por um
projeto institucional. A Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria, o SEBRAE, a
Scuola Superiore della Pubblica
Amministrazione e organizações artesanais
italianas como Casa Artigiani, Claai, Cna, da
Província de Palermo, são os principais
organizadores desse novo acordo.
Visando um mercado globalizado e em
profundo crescimento econômico, as pequenas e médias empresas italianas buscam,
fundamentalmente, acelerar o seu processo
de modernização se relacionando com o comércio nacional. A maior preocupação, das
instituições envolvidas na missão, é conseguir manter em próspero crescimento nas relações entre as empresas italianas e brasileiras.
A cidade do Rio de Janeiro foi a escolhida
por ser, dentro do mercado econômico, um
dos pólos industriais e comerciais mais férteis do país, contando que é a segunda colocada, perdendo para São Paulo, em número
de habitantes. Por essa forte característica, o
crescente mercado carioca foi o principal atrativo para os empreendedores italianos que
chegaram ao Brasil para firmar contatos com
pequenos e micro empresários.
A província de Palermo está buscando,
nesse convênio, uma transferência de experiências na organização dos processos produtivos e de distribuição e na valorização
dos produtos a serem exportados. “Nosso
objetivo é poder criar um canal estável de
troca de informações sobre oportunidades
que a Província de Palermo pode dar aos operadores comerciais no Brasil”, disse o assessor provincial Maurizio Pirillo ao comentar
sobre as intenções italianas.
Para o Brasil, Palermo oferece a oportunidade de abertura de espaço territorial às
pequenas e micro empresas brasileiras. “Temos experiências diferentes, mas complementares sobre artesanato de qualidade, sobre moda e alta costura. No entanto, temos
que confessar que ainda existem setores imaturos na Província de Palermo e é aí que en-
tra o Brasil”, explica Pirillo.
Com o acordo já assinado, a principal
função do Sebrae, da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Industria e das Organizações Artesanais é apresentar e fornecer o
melhor campo de trabalho possível, tanto
para a Itália, quanto para o Brasil. Conhecer
a economia de cada pais é o primeiro passo
para o bom andamento do convênio e, para
isso, essas três instituições se encarregarão
do desenvolvimento das relações ítalo-brasileiras.
Turismo e acordos sociais também estão
nos planos desse projeto institucional. “Existe um desejo de poder enfrentar esse tema,
onde a província possa dar um suporte, também do ponto de vista social. A temática
social está seguramente ligada àquilo que
chamamos de colaboração e coesão em nível internacional”, acrescenta o assessor
provincial.
Para a Diretora de Desenvolvimento Local do SEBRAE, do Rio de Janeiro, Celina
Vargas do Amaral Peixoto, o acordo beneficia muito o Brasil. “Esse é um trabalho mais
voltado para a sociedade, para a
desburocratização, para os interesses do
desenvolvimento local, como também a troca de experiências e negócios. Pequenos
negócios que são produzidos no Rio de Janeiro com a Província de Palermo e, com a
forma de gestão das micros e pequenas empresas, tanto de um lado como de outro, onde
você pode intercambiar agro-turismo, negócios de artesanato, gastronomia...”.
A comunidade italiana residente no Brasil também está na mira do projeto. “Os
italianos no Brasil guardam com grande interesse esse tipo de iniciativa que, ultimamente, são inúmeras. No entanto, o objetivo é de se poder ter uma troca contínua
com eles”, conta Pirillo. Já na visão de
empreendedor, o Dirigentte da
Confartigianato di Palermo, Salvatore
Piscitello, diz que esse é o principal mercado a ser atingido. “Visamos principalmente eles. São os nossos primeiros consumidores. E depois eles podem acabar integrando os projetos que desejamos fazer. Certamente podem acabar cooperando conosco”.
Lideranças políticas e empresariais de Palermo em visita ao Consulado
Geral do Rio de Janeiro onde assinou acordo com o SEBRAE
VERONESEVIAGGI VERONESEVIAGGI VERONESE
Rio de Janeiro, 03MAR2003 | Nº 73
19
TURISMO | Arte
TORINO
encanta combinando
moda, história
e arquitetura
C
RENATA REZENDE
Éstátua do
imperador Cesar
Augusto
Ramsés II, estátua de granito
(séc 13 a.C.) no Museo Egízio
Via Roma,
a principal rua de Turim
Santo Sudário, cuja réplica
fica exposta no Duomo
heia de tradição, museus e
história, Torino é uma cidade
que está sempre revelando surpresas aos turistas. Conhecida como a
capital do shopping na Europa, por
seus inúmeros mercados e galerias,
Torino expõe grandes nomes da moda
como Armani, Versace , Dolce &
Cabbana, Guci, Prada, em meio a
belíssimos palácios com os famosos
Alpes sempre ao fundo.
Capital do país no período de 1861
a 1865, Torino desde então tem como
principal característica sua força econômica. A própria história italiana
mostra esse poder ao contar detalhes
da migração, no período após a Segunda Guerra Mundial, quando o povo
pobre do sul fugiu para o norte em
busca de trabalho nas prósperas empresas da região, como, por exemplo,
a indústria de automóvel, FIAT.
Uma dica para quem quer visitar
Torino, desvendar os segredos e descobrir suas maravilhas, é escolher como
ponto inicial a Piazza Castello, que se
conecta com outros pontos turísticos,
facilitando a locomoção de quem chega à cidade pela primeira vez. A apenas um quilômetro do ponto de partida encontra-se a Mole Antonelliana,
sede do Museu Nacional do Cinema.
Essa construção datada de 1897, já
foi o prédio mais alto do mundo e hoje
é o marco da cidade.
Perto dali surge, no centro da
principal praça de Torino, o Palazzo
Madama, famoso pela sua estrutura medieval contrastando com sua
fachada toda em estilo barroco,
sede do Museu Cívico de Arte Antiga. Ainda nas redondezas da Piazza
Castello fica a Biblioteca Real, que
guarda a famosa pintura Autoretrato,
de Leonardo da Vinci, assim como
vários esboços, desenhos e manuscritos do artista.
Palazzo Madama, projetada
por Filippo Juvarra entre
1718 e 1721
Outros tesouros importantes que
compõem a beleza da cidade são encontrados na Piazza San Carlo. No meio
da Via Roma, essa praça é conhecida
como “a sala de visitas de Torino”. Duas
igrejas gêmeas, de San Carlo e Santa
Cristina, foram construídas, lado a lado,
no período barroco, na parte sul da
praça. Não se pode deixar de falar também, das maravilhosas igrejas e famosos santuários como o Consolata,
onde está a Nossa Senhora, padroeira
da cidade, e a Basilica di Superga que
se esconde em uma das maravilhosas
colinas da cidade.
Já nas proximidades do Palazzo
Reale, que foi residência de duques e
reis, vemos o Duomo, a catedral de
Torino, com estrutura arquitetônica de
características renascentistas. No interior da igreja, fica a Capela do Santo
Sudário, onde o tecido de linho que
supostamente envolveu o corpo de Cristo, está guardado. O Sudário é um bem
histórico, da era medieval, de origem
não clara. A Igreja não confirma o seu
valor, mas o guarda dentro de uma caixa de ferro, que fica dentro de um cofre de mármore, em uma urna no altar
da capela. O visitante que por ali passar poderá apreciar uma réplica perfeita do original, que foi exposto
pela última vez em 1998.
Nas vizinhanças do Palazzo
Reale estão situados pontos
importantes, pela beleza e valor histórico, como a Porta Palatina, os restos do Teatro Romano, a Piazza della
Repubblica, sede do maior mercado
existente na Europa, o famoso Porta
Palazzo. Ali ficam famosos restaurantes com uma grande diversidade
gastronômica. Um bom lugar para fazer um lanchinho antes das compras.
Os enormes mercados de Torino
expõem todos os tipos de artigos da
moda, enfeites, roupas, sapatos, tudo
de alta qualidade. Mas, o que é melhor, com preços acessíveis, como todo
brasileiro gosta. Outro comércio rico,
na cidade, é composto por antiquários.
Estes ficam situados no centro de
Torino, perto da Piazza Augusto. Móveis antigos, pinturas, joalherias de
época são as primeiras atrações para
quem aprecia antiguidades.
O mercado Porta Palazzo, que
soma mais de mil lojas, abre todas
as manhãs bem cedo. Atração diária
para turistas de toda a Europa, o
mercado de Torino é um ótimo lugar
para se fazer compras. A mistura do
perfume das flores, que estão à venda, traz um clima primaveril ao centro comercial.
Um passeio cultural que mostra o
início da formação da Itália e todo o
seu desenvolvimento artístico ao longo dos séculos. Visitar Torino é sinônimo de diversão garantida.
FIAT (Fabbrica Italiana Automobili Torino) Indústria automobilística nascida em 1899
20
Rio de Janeiro, 03MAR2003 | Nº 73
GASTRONOMIA | Italiani
P
So foco italiano
ERGIO AGANO,
C
omecei a fotografar profissionalmente em 1970 em Milão, fazendo
fotos para galerias de arte e catálogos para os artistas da
transavanguardia italiana, chamada de arte
povera. Ao mesmo tempo trabalhava como
fotógrafo de arquitetura e decoração para
revistas como Abitare e Domus.
Em 1978 me mudei para Paris. Continuando na área fotográfica, comecei também
a fotografar shows de Rock para uma produtora das mais famosas de Paris, a Zero produções. Fotografei shows de Bob Dylan,
Supertramp, Nina Hagen, Culture Club,
Marilion, Iron Maiden etc. Esta especialidade fotográfica me fez conhecer o Brasil por
causa do I Rock in Rio, quando fui convidado por uma agência francesa para cobrir o festival. Depois voltei e morei mais um ano em Paris.
Em 1986 decidi vir morar no Brasil. Comecei a trabalhar na área
de música com capas de disco e consegui me introduzir em outras
especialidades, como arquitetura e decoração. Trabalhei em várias
revistas brasileiras, como Casa Cláudia, Casa Vogue, AD e a revista
Elle, que, em 1988, me introduziu em outras duas especialidades:
fotos de viagem e gastronomia. A partir daí fiquei cada vez mais
conhecido na área de gastronomia. Mudei o conceito deste tipo de
franco da Montervachi
Molto Piacere.
E lei, come se chiama?
fotografia, dando mais sabor e
criatividade às fotos. Isto faz parte
de toda uma historia que me levou a
me interessar cada vez mais por este
tipo de trabalho.
A partir daí começaram os convites para fazer livros. O primeiro, em
93, foi do Claude Troisgros, “Da cabeça à panela”. Depois veio Emmanuel
Bassoleil, com “Uma cozinha sem
Chef” (DBA SP), Olivier Anquier, com
“Pães de França” (DBA SP), Luciano
Boseggia, “Il Riso in Tasca”, traduzido em cinco idiomas (DBA SP), Gero
(DBA SP) e os livros da Ass. da Boa
Lembrança: “Tomate, Feijão e Berinjela” (SENAC RJ). No total até hoje
são 22 livros e ainda têm mais dois
em produção, que devem sair até o
final do ano.
Adoro fotografar gastronomia,
além de comer bem como um bom italiano. A mistura das cores, os sabores, a escolha dos pratos e a produção fazem parte da construção do trabalho, seja para um livro ou para uma
reportagem. Eu participo da montagem inteira da foto, da cozinha à mesa
e até o clique final. Discuto antes o
conceito do trabalho, traço um roteiro para conduzir o livro até o final,
pois cada um é diferente do outro.
Procuro entender o que as pessoas
querem dele, traço um perfil do cliente e desenvolvo para ele o meu conceito. Este modo de ver e de pensar
originou-se dos meus trabalhos com
os artistas plásticos em Milão. Tudo é
a continuação de uma história. Não
fotografo nada que não me interesse,
nada em que eu não possa participar
da criação.
O clique hoje para mim é o ponto
final da história. Na gastronomia procuro despertar através das fotos o
sabor e a plasticidade dos pratos, junto com a vontade de comer.
Download

Marco Lucchesi - Comunità italiana