2 Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73 OPINIÃO | Serviço ao Leitor e d i t o r i a l Pietro Petraglia Entretenimento com cultura e informação O mercado e a manipulação da cultura italiana no exterior Manipulação I Que tal receber alguns milhares de euros para investir em cursos como quiser? Essa é a questão levantada recentemente em matéria de Dina Lauricella, da L’Espresso, que denuncia a manipulação de verbas públicas italianas por parte de espertos que buscam fazer fortuna às custas do governo italiano. São gastos todos os anos 20 milhões de euros pelo Ministério do Trabalho que pretende, com essas iniciativas, formar futuros empreendedores e parceiros que operem com a Itália ou, ainda, favorecer as relações com os descendentes de italianos. Mas desde que surgiu a Lei para o financiamento de cursos de formação no exterior, no Governo Prodi, em 1998, se verificam anomalias como cursos que não correspondem às necessidades da realidade onde são desenvolvidos. Os cursos são sugeridos a uma comissão do governo (que “analisa” a proposta e dá o veredicto) por entidades italianas de formação normalmente ligadas a sindicatos ou a associações sem fins lucrativos em parceria com outras entidades (como universidades, ou associações) nos países onde serão ministrados. No caso brasileiro, a matéria cita como o “asso pigliatutto” (jogo de cartas o qual quem possui o “Às” pega todo o bolo), o presidente do Comitê dos Italianos no Exterior de Porto Alegre, Adriano Bonaspetti, que também assume o cargo de presidente da ACER, responsável pela gestão de cursos de gastronomia na cidade do Sul. Turismo, gastronomia, empreende-dorismo, sorvete, restauração... Através de pesquisa com alunos de cursos realizados no Rio de Janeiro, que preferiram não se identificar, descobrimos que muitos deles só entram para ocupar o tempo livre ganhando dinheiro (visto que a maioria é remunerada) enquanto que outros participam para terem a chance de viajar para a Itália. Já outros acusaram os dirigentes de nepotismo e afirmaram que só inserem-se aqueles que tem parentesco ou algum grau de relacionamento com os organizadores. “Eles não se interessam nem mesmo em divulgar os cursos para que outras pessoas te- nham oportunidade. Eu, por exemplo, que assino o Comunità, não vi nenhuma propaganda, e só fiquei sabendo através de um conhecido”. Para tentar solucionar o problema, o Ministério do Trabalho italiano chamou uma nova diretora geral, Aviana Bulgarelli, que providenciou o bloqueio das verbas para as propostas do ano de 2002 e está retardando os pedidos de 2003 para que tenha tempo de fazer uma análise da real necessidade de cada região. Manipulação II O Governo de Silvio Berlusconi está comprometido com a Cultura? Sim, mas acima de tudo com a expansão da sua filosofia. Isso fica claro ao observarmos a política adotada com os institutos italianos de cultura espalhados pelo mundo. Através de retaliações e ameaças, o Ministério do Exterior impõe a todos que a Itália a ser apresentada não pode ser aquela dos grandes pensadores da esquerda e, ao mesmo tempo, quer que promovam o made in Italy e sejam verdadeiros porta-vozes do governo. Em Bruxelas, por exemplo, foi preciso que o ministro da Cultura e várias personalidades, além de diversos cidadãos italianos e belgas, manifestassem-se para que a diretora do Instituto Italiano de Cultura, a professora Sira Miori, não fosse substituída por Arturo Diaconale, diretor do “Opinione”, muito mais próximo do governo. A acusação: hospedar, após os atentados de 11 de setembro, o ex-procurador de Palermo Giancarlo Caselli para um debate com outros especialistas sobre a luta ao terrorismo. Apesar do apoio que recebeu, Miori, que lecionava na Sorbone e é uma estudiosa de Direito Comunitário, deverá ser substituída no próximo dia 1º de julho, quando Berlusconi irá inaugurar o semestre italiano na presidência da União Européia e deverá contar com pessoas da sua máxima confiança em Bruxelas. Não bastasse a dura tarefa que é promover a literatura, a língua e a arte italiana no exterior, sem contar com pessoal suficiente e dependendo da inteligência e capacidade de articular de seus diretores, os IICs ainda devem enfrentar a política repressora. Um dos responsáveis pelo controle da “boa conduta” é o vice- ministro Mauro Baccini que, recentemente declarou que “a cultura deve ser um veículo privilegiado para a promoção dos interesses políticos e econômicos nacionais”. Para dar forma às suas palavras, chamou Patrizio Scimia, manager da Telecom, para ocupar a importante sede de Madrid, no lugar da intelectual Luciana Rocca. Já na sede de Paris, o renomado professor, historiador e diretor de teatro Guido Davico Bonino não agüentou a pressão e se demitiu com a seguinte carta: “Me ne vado per bocciatura occulta. Ne ho abbastanza di questo clima di sinistrofobia totale, dove qualunque iniziativa che richiami il fantasma dell’impegno, dalla resistenza fino alla storia della scienza del Novecento, è fortemente sconsigliata”. Isso porque Baccini solicitou ao embaixador da Itália na França de repreendê-lo após uma exposição de 40 desenhos do famoso cartunista Altan, um deles, muito conhecido, tinha o título de “Cav. Silvio Banana”. Na sua despedida, Bonino preparou uma conferência intitulada de “Veramente non dobbiamo più leggere Manzoni?”, com Salvatore S. Nigro. Uma resposta culta às indicações do governo de business literário, como, aliás, foi comprovado na última Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Na importante celebração do livro no Brasil, que teve a Itália como tema deste ano, o governo italiano privou os 600 mil participantes de importantes escritores como Umberto Eco, Francesco Alberoni entre muitos outros aliados das idéias socialistas para promover aqueles que estão mais próximos do “novo pensamento italiano”. O cantor Chico Buarque chegou a protestar contra a “linha política” (por engano, pois esqueceu que a Itália é Parlamentarista) não participando da cerimônia de entrega da Medalha de Honra ao Mérito da Presidência da República Italiana, que aconteceu no último dia da feira, que teve a iniciativa do professor Aniello Avella, da Universidade Tor Vergata. Manipulação III Para finalizar com uma boa notícia, lembramos que pela 1ª vez os italianos no exterior poderão votar. Mas (sempre tem um porém), ainda não sabem bem o por quê. Isso se deve à falta de organização, apesar dos esforços dos consulados, para a divulgação das informações a respeito do Referendum Popular do dia 15 de junho. Pior. Muitos cidadãos italianos não votarão devido a não estarem devidamente inscritos no Aire. De qualquer forma, chamamos a atenção dos leitores para a importância do exercício, pela primeira vez, do voto. Boa Leitura. FUNDADO EM MARÇO DE 1994 DIRETOR-PRESIDENTE E EDITOR: Pietro Domenico Petraglia (DRT 012016/94) DIRETOR: Julio Cezar Vanni PUBLICAÇÃO MENSAL E PRODUÇÃO: Editora Comunità Ltda. DIAGRAMAÇÃO E ARTE: Leandro Reis TIRAGEM: 30.000 exemplares ESTA EDIÇÃO FOI CONCLUÍDA EM: 29/05/2003 às 21:50h DISTRIBUIÇÃO: Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Minas Gerais, Manaus, São Paulo REDAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO: Rua Visconde de Uruguai, 98 Centro – Niterói – RJ – Brasil CEP: 24030-070 Tel/Fax: (21) 2722-0181 / (21) 2620-6680 E-MAIL: [email protected] REDAÇÃO: Rafael Vargas, Davi Raposo e Renata Rezende COLABORADORES: Franco Vicenzotti – Angelo Neroni Braz Maiolino – Lan – Giuseppe D’Angelo – Pietro Polizzo – Giovanni Crisafulli – Venceslao Soligo – Marco Lucchesi – Luca Martucci – Domenico De Masi – Nanci Bernardi Minuscoli – Vittorio Medioli – Franco Urani – Francesco Alberoni – Rafaella de Antonellis – Giovanni Meo Zilio Guido Sonino CORRESPONDENTES: Balfour Zapler (Roma) Matteo Spini (Bergamo) Comunità Italiana está aberto às contribuições e pesquisas de estudiosos brasileiros, italianos e estrangeiros. Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, sendo assim, não refletem, necessariamente, as opiniões e conceitos do Jornal. Il gionale Comunità Italiana è aperto ai contributi e alle ricerche di studiosi ed esperti brasiliani, italiani e estranieri. Il collaboratori esprimono, nella massima libertà, personali opinioni che non riflettono necessariamente il pensiero della direzione. ISSN 1676-3220 Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73 3 NOTÍCIAS | Informação Geral COSE NOSTRE Julio Vanni [email protected] Municípios brasileiros buscam experiências italianas para crescerem Sardegna e Rio aumentam relações comerciais Seminário organizado em Juiz de Fora reúne autoridades brasileiras e italianas Incentivar as micro e pequenas empresas e traçar metas para o desenvolvimento entre os municípios. Estas foram as duas expressões mais utilizadas nos discursos das autoridades que participaram do Seminário Internacional Brasil-Itália: “O protagonismo da cidade no desenvolvimento local”, realizado na cidade de Juiz de Fora (MG), entre os dias 27 e 29 de maio. Estiveram presentes prefeitos e representantes de 50 municípios de todo o País, lideranças políticas e empresariais brasileiras e italianas e representantes das Regiões italianas de Úmbria, Toscana e Marche. Presidente da Agência de Cooperação de Municípios Brasileiros, que promove o seminário em convênio com as regiões italianas e a Prefeitura de Juiz de Fora, o prefeito de Piracicaba, José Machado, reafirmou a intenção dos municípios brasileiros de estabelecer com os italianos uma forte parceria. A mesma confiança foi demonstrada pelo embaixador italiano, Vincenzo Petrone, que acredita ser este o primeiro passo para o fortalecimento da economia brasileira através das micro e pequenas empresas. “Na Itália, essas empresas de menor porte são responsáveis por 80% das exportações do País, enquanto que no Brasil o quadro é o inverso. Para diminuir essa diferença, estamos trazendo nossa experiência de industrialização. Não queremos acabar com as indústrias de grande porte, mas fortalecer e apoiar os pequenos empresários”, resumiu Petrone. O discurso do embaixador mostrou que as idéias estão afinadas com os italianos que falaram para mais de 500 pessoas presentes durante os encontros na cidade mineira, como o diretor do departamento econômico da Região de Marche, Fabrizio Costa, o secretário de atividades produtivas e internacionais da Região da Toscana, Ambrogio Brenna e o secretário da Fazenda da Região de Úmbria, Vincenzo Riommi. Num dos discursos mais aguardados, o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer valorizar a atuação dos municípios e incentivar o planejamento estratégico. “Para o Governo Federal é extremamente importante o seminário. Nós esperamos muito desse encontro, porque temos o objetivo de incentivar a participação das micro e pequenas empresas na economia brasileira, possibilitando assim, a abertura de mais postos de trabalho, que irão impulsionar a atividade econômica dos municípios”, salientou Dulci. Participaram também do seminário o presidente nacional do Sebrae, Silvano Gianni, o sub-chefe de Assuntos Federativos da Casa Civil da Presidência da República, Vicente Trevas e o sub-secretário geral da Presidência da República, César Alvarez. Governos assinam protocolo A assinatura de um protocolo de intenções entre os governos do Brasil e da Itália foi acompanhada com grande euforia pela platéia que participava de debates e workshops. O documento, denominado percurso de cooperação descentralizada, prevê a busca de um acordo institucional entre os dois países, o que pode acontecer nos próximos meses, como antecipou o diretor do Observatório EuroLatino-Americano sobre Desenvolvimento Democrático e Social, Giampiero Rasimelli. O protocolo assinado na presença do Prefeito de Juiz de Fora, Tarcísio Delgado, mostra a intenção dos italianos em estreitar parcerias, através da formulação de convênios, a partir da chegada de uma missão técnica composta de representantes das Regiões italianas de Umbria, Toscana e Marche. “Hoje estamos criando expectativas. Amanhã, mudanças concretas”, assegurou Rasimelli. Na ocasião, Rasimelli anunciou a realização de um encontro que acontecerá no período de 10 a 14 de julho na cidade de Perugia, na Região de Umbria, com a participação dos ministros Luiz Dulci e Gilberto Gil. “Durante os debates na Itália estaremos discutindo as formas de investimentos que serão formuladas para sacramentar o intercâmbio BrasilItália”, disse Rasimelli. A expectativa é de que em março de 2004 aconteça uma nova reunião entre representantes dos dois países para uma avaliação do protocolo, que prevê uma série de etapas para a condução de uma política de desenvolvimento local. Enquanto isso, o embaixador da Itália no Brasil, Vincenzo Petrone, se colocou a disposição de atuar como um mediador entre os representantes de municípios brasileiros e das Regiões italianas para facilitar a comunicação e avançar no projeto de parcerias entre os dois países. Sardinia Trade Network – Rio de Janeiro Office, este é o nome do centro de representação comercial permanente da região da Sardegna, inaugurado na Câmara de Comércio Ítalo-Brasileira, no mês de maio. Um escritório que colocará à disposição um banco de dados com um contato real entre empresários de diferentes países, mas principalmente, um contato entre empresários italianos e brasileiros. A intenção é desenvolver negócios, não só como uma troca de produtos, mas também como possibilidades de juntar empresas brasileiras com empresas sardas e utilizar experiências em ambos os lados. Alguns dos setores que já se declararam interessados foram o de turismo e o de alta tecnologia em relação ao setor ambiental. A Sardegna possui, por exemplo, experiência técnica de sistemas em preservação ambiental das águas, costas e florestas que é de grande interesse para o Brasil. Presença italiana completa128 anos no Sul A comunidade italiana está comemorando, entre os dias 17 de maio e 5 de junho, 128 anos de imigração no Rio Grande do Sul. O evento estará oferecendo 23 atividades institucionais, culturais, acadêmicas e econômicas. O objetivo é de fortalecer as relações entre a Itália e o estado do Rio Grande do Sul, que possui cerca de três milhões de descendentes. Para o Cônsul Geral da Itália, Mário Panaro, o evento internacional trará a oportunidade de debates entre autoridades dos dois países, repercutindo em futuros acordos bilaterais e promovendo a cultura e o idioma italiano. Itamar Franco finalmente vai para Embaixada em Roma Após reiterados apelos dos políticos mineiros e almoço com os ministros José Dirceu, da Casa Civil, e Luigi Dulci, Secretário Geral da Presidência, Itamar Augusto Cautiero Franco, ex- presidente da República, ex-governador de Minas Gerais e ex-Senador, aceitou a sua indicação para assumir a Embaixada do Brasil em Roma. Apesar da sua relutância em aceitar o cargo após a aprovação do seu nome pelo Senado, numa votação apertada que muito o “magoou”, Itamar Franco sempre nutriu o desejo de encerrar a sua carreira política na Itália de onde é originária Dona Itália Cautiero, sua progenitora. A ida de Itamar Franco para Roma está prevista para o final do mês de junho. Entre os seus projetos na Itália, Itamar Franco pretende divulgar as potencialidades do Brasil e fazer o país mais conhecido pela juventude italiana, além de resgatar, sem dúvida, as suas raízes peninsulares na famosa Ilha de Capri. 4 Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73 CULTURA | Livros M E D I C I N A L A B O R AT O R I A L Tradição aliada à tecnologia UNIDADES DE COLETA Leblon Campo Grande Vila da Penha Av. Ataulfo de Paiva, 1079 / Slj 210 tels.: 2513-7143 / 2513-7142 2ª a 6ª de 7 às 17h / sáb. 7 às 12h R. Cel. Agostinho, 76 / Sl 217 tels.: 2413-3760 / 9852-4787 2ª a 6ª de 7 às 17h / sáb. 7 às 13h Av. Meriti, 2577 tels.: 3351-1958 / 2451-1342 2ª a 6ª de 7 às 17h / sáb. 7 às 12h Barra Botafogo Bonsucesso Av. das Américas,1155 gr. 611 tels.: 2439-9221/ 2491-3806 2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 12h R. Voluntários da Pátria, 445 gr.218 tels.: 3472-2134 / 2535-6371 2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 12h R. Baturité, 19 tels.: 2564-0475 / 2564-9106 2ª a 6ª de 7 às 17h / sáb. 7 às 11h Centro Copacabana Alcântara Av. Almt. Barroso,6/10ºand. tels.: 2532-0583 / 2532-1345 2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 12h Av. N. Sra. de Copacabana, 680 gr. 1111 tels.: 2547-5798 / 2257-3776 2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 12h R. Palmira Ninho, 79 / sl 302 tel.: 2602-8124 / 3243-1676 2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 11h Hospital Italiano Ilha do Governador Ipanema R. Marechal Jofre, 30 tels.: 2577-8720 / 2577-5252 Atendimento 24 horas Est. do Galeão, 2701 lj. F - C. C. Santa Cruz tel: 3383-8258 / 2462-5013 2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 12h R. Visconde de Pirajá,330 gr. 706/707 tels.: 2523-0706 / 2267-5889 2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 12h Madureira Méier Tijuca R. Hermengarda, 60 gr.508/509 tels.: 2599-3293 / 2599-3294 2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 12h Praça Saens Pena, 45 gr. 501/502 tels.: 2234-5435 / 2254-0179 2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 12h Taquara Bangú Largo do Machado Av. Nélson Cardoso, 1149 / sl.1323 Jacarepaguá tel. 2435-2604 / 2622 2ª a 6ª de 7 às 17h / sáb. 7 às 12h Rua Francisco Real, 1950 / ljs. SS 129 e SS 13 1tels.: 3464-6373 / 3464-6374 2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 15h Rua do Catete, 311 / gr. 519 tels.: 2245-9184 / 2245-9185 2ª a 6ª de 7 às 17h / sáb. 7 às 12h Est. da Portela, 99 / gr.1028 pólo 1 tel. 2489-5192 / 3350-6607 2ª a 6ª de 7 às 18h / sáb. 7 às 12h ATENDIMENTO DOMICILIAR ESPECIALIZADO: 3475-3636 LABORATÓRIO DE URGÊNCIAS 24h: 2577-8720/2577-5252 (R. Mar. Jofre, 30) Sede Técnica e Administrativa: Central Maracanã Rua Sergipe, 14 Esquina com Radial Oeste-Maracanã Recepção: 3475-3600 / 3475-3620 Fax: 3475-3623 / 3475-3650 SAC: 3475-3636 Horário de Funcionamento: 2ª a 6ª feira das 7h às 22h sábados das 7h às 18.30h [email protected] www.maiolino.com.br Amelia Sparano: Per non dimenticare O novo livro, em italiano, de Amelia Sparano chega surpreendendo os leitores com uma encantadora história de amor e sobrevivência à guerra. A autora narra a sua vida com paixão levantando a questão da insensata violência que dominava a época. Durante o lançamento de “Per non dimenticare / Giovanezza, Giovanezza: Primavera di Guerra”, Amelia Sparano, em um primeiro momento, lembrou emocionada de histórias do seu tio que participou da guerra. “Ele me contava que o que mais lhe magoava era ter que usar a baioneta, ter que enfrentar o inimigo cara a cara e acertar-lhe a faca no coração”, contou Sparano em sua declaração. O romance que relata o seu verdadeiro e único amor trouxe à autora lembranças antigas de carinho, que foram o começo de um casamento, que durou a vida toda. “Ele me desafiava e dizia que só ganharia um beijo se não conseguisse completar o desafio. Eu sempre conseguia, mas no final pedia o beijo como prêmio”, confessa Sparano, que se casou com o jovem Carlos, filho de diplomata e dez anos mais moço. O Acadêmico Antonio Olinto, que esteve presente na noite do lançamento, elogiou em seu discurso a obra da autora classificando-a como envolvente. “É importante lembrar das dificuldades causadas pela guerra. Ainda mais no momento que vivemos hoje”, diz Olinto. Um livro que mostra um conflito internacional na versão do povo que vive a guerra, “Per non dimenticare” vem lembrar que é tempo de se buscar a paz e ser solidário. Ao citar o conflito anglo-americano, Sparano termina o seu discurso lamentando a atuação dos Estados Unidos e mandando um recado pessoal ao presidente norte-americano, George Bush. “Para o Bush, meus pêsames!”, conclui a autora. SERVIÇO - Para adquirir o livro é só acessar o site ou ligar para a Editora Comunità, Tel.: 2722-0181 / 2620-6680. www.comunitaitaliana.com.br. Rio de Janeiro, 03MAR2003 | Nº 72 5 CULTURA | Comunidade e Espetáculo Christian Leotta: São Francisco de Paula, C o padroeiro dos italianos paixão, piano e música hristian Leotta esteve mais uma vez no Brasil para apresentar um repertório rico em músicas clássicas de muito bom gosto. Graças a um convite dos organizadores do concerto “Os Novos do Terceiro Milênio – Pianistas Premiados”, no estado do Rio de Janeiro, o pianista visitou a cidade maravilhosa para apresentar a série concertista no Teatro II, com sede no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O evento carioca trouxe ao musicista uma experiência única que ele conta com emoção. “Aqui pude experimentar o que significa viver a emoção de presenciar a numerosa participação do público”, conta Leotta. Mas esse não foi o primeiro concerto de que participou no Brasil. O músico já esteve aqui para fazer parte de um evento promovido pelo Instituto Italiano de Cultura, o “Junho Italiano”. Christian Leotta nasceu em Catania, Sicília, há 24 anos. Aos seis anos de idade já observava com interesse a sua irmã mais velha tocar piano, mas apenas aos oito começou a ter aulas práticas de música. Já aos dez ele conquistou a sua primeira vitória num concurso de piano nacional. Nesse mesmo período, sua família se mudou para Varese, na Lombardia, e depois Olgiate Comasco, onde vive até hoje. Ainda bem pequeno , Leotta decidiu fazer da música a sua vida e, quatorze anos depois, se consagra como um musicista conhecido e respeitado internacionalmente. Sua história dentro da música começou pelos próprios pais e a criação musical que recebeu deles. Com o que Leotta considera ‘sorte’, conseguiu se matricular num dos mais renomados conservatórios do país, o “G. Verdi”, em Milano, onde se formaram músicos do calibre e expressão de Maurizio Pollini e Claudio Abbado. Dali por diante ele só cresceu. Seu maior mentor foi o maestro Marcello Abbado, quem lhe ofereceu apoio e motivação impulsionando sua carreira para frente. E com a ajuda de Abbado, aos treze anos, Leotta começou a se exibir como solista, em salas de concerto de prestígio internacional, acompanhando orquestras em tours pela Itália. Dois anos depois a carreira internacional começou com o primeiro concerto em Tóquio, Japão. No ano seguinte, com dezesseis anos, o trabalho começou a se concretizar com a gravação do seu primeiro disco. Tanta oportunidade e tantos méritos Christian Leotta só consegue atribuir ao Conservatório G. Verdi. “Acredito que nunca mais poderei esperar obter, de nenhuma outra instituição de música, o que recebi da G. Verdi”, confessa o musicista. Os compositores principais, que ocupam uma grande parte de seu repertório, para Leotta são Mozart, Beethoven, Schubert e Brahms, pela poética explícita nas músicas de cada um. As músicas do período romântico, regido por Franz Liszt, de modo particular, são as que mais agradam o pianista. “A música romântica tem um profundo significado para mim e a executo com enorme prazer”, esclarece. Da música contemporânea o pianista escolheu para apresentar em seus concertos, Igor Stravinsky, Boulez, Nono e Berio. Uma lamentação que carrega é nunca poder ter executado um compositor que admira muito, o brasileiro Heitor Villa-Lobos. Mas, ao mesmo tempo em que se lamenta, esclarece: “tenho certeza que não faltarão oportunidades futuras para exibir esse tipo de repertório”, confessa. Voltar ao Brasil é um dos seus principais objetivos. Leotta afirma que se tornou um sonho a ser realizado poder executar para o público carioca, composições que são verdadeiras criações do espírito humano. “Serei, obviamente, muito feliz se puder voltar ao esplêndido país que é o Brasil”, finaliza o musicista. (R.R.) notas L’iniziativa di solidarietà è promossa dalla Confederazione delle Autonomie locali dell’Umbria Dall’Umbria, per le favelas di Rio Rio de Janeiro - Una campagna a sostegno delle attività comunitarie dei giovani della Favela “Santa Marta” per contribuire allo sforzo di cambiamento che sta compiendo la società brasiliana. E’ l’obiettivo della nuova iniziativa di solidarietà e aiuti concreti ai Paesi meno sviluppati a favore delle favelas brasiliane presentata dalla Confederazione delle Autonomie locali dell’Umbria. “Questo progetto è molto importante per noi – ha spiegato la dottoressa Moema Miranda, responsabile del programma di sviluppo locale dell’organizzazione IBASE di Rio de Janeiro - in quanto si tratta di una vera e propria collaborazione con il Gruppo Eco che organizza le attività ricreative per i giovani togliendoli così dai tentacoli del narcotraffico e tiene i contatti con il governo per riuscire a ottenere migliori condizioni per i favelados”. Una campagna che durerà due anni e che ha come obiettivo la raccolta di 4000 euro. La Colonia Estiva della Favela - che dal 1980 coinvolge circa 300 bambini e 50 istruttori - ha una programmazione intensa e vuole offrire opportunità ricreative per i bambini nel periodo delle vacanze scolastiche, in modo costruttivo, salutare e partecipativo. Il progetto “Santa Marta” è promosso dalla Confederazione delle Autonomie Locali dell’Umbria, dal Consiglio delle Autonomie Locali dell’Umbria, dalla Lega delle Cooperative, dall’ARCI-Comitato regionale umbro, dall’ARCS, dal Corriere dell’Umbria e con il patrocinio della Regione dell’Umbria e della Provincia di Perugia e che ha come parteners brasiliani il Gruppo Eco e la ong IBASE di Rio de Janeiro. Tudo começou no final da década de 50, com a vinda dos Padres Mínimos para a Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Hospedados na residência de um português, os religiosos construíram uma capela de madeira que, mais tarde, veio a se tornar a igreja atual de São Francisco de Paula. A famosa festa que acompanha a história da igreja começou a ganhar força logo nos primeiros momentos dos anos 60, sempre contando com o intenso apoio da comunidade calabresa. Naquela época, a Barra da Tijuca possuía apenas algumas poucas casas e pequenas favelas. E, antes de se tornar um ponto de referência para os imigrantes italianos, era pequeno o número de pessoas que celebrava o dia do Santo. A data escolhida para comemorar São Francisco de Paula teve forte influência do calendário italiano, e por isso ficou decidido pelo primeiro fim de semana de maio. Os calabreses participaram efetivamente da criação de tudo, desde a doação da areia para a construção da igreja, até o recolhimento de doações mensais. Em qualquer parte podia-se ver os imigrantes comprometidos com a construção que, para os que contribuíram, é motivo de verdadeiro orgulho até hoje. Por trabalharem com a distribuição de jornais e, também, nas feiras de peixes, os oriundos da Calábria divulgaram amplamente a construção da paróquia de São Francisco, o que aumentou muito as doações. Mas a participação desses imigrantes não terminou aí. Ainda residentes do bairro, muitos deles se encarregam da organização da famosa festa que celebra o dia do Santo, montando barraquinhas com deliciosos quitutes. Num primeiro momento de oração e alta espiritualidade, a festa oferece uma reflexão sobre a vida de São Francisco. Ao anoitecer chega a hora da apresentação de uma peça teatral representada pelos adolescentes da paróquia. Já no sábado as barracas das famílias calabresas começam a funcionar. Muita música e animação envolvem a comemoração. A pastoral dos jovens preparou, para esse ano, um show musical que fecha a noite após uma missa para a comunidade. Todo o trabalho é voluntário e o lucro arrecadado está voltado para o sustento anual da igreja e suas obras sociais. Durante o sábado os movimentos paroquiais ficam encarregados da parte social da festa, juntamente com a colônia calabresa. O ponto mais marcante do evento é a procissão até a praia, onde os fiéis testemunham sua verdadeira crença no Santo Padroeiro. 6 Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73 OPINIÃO | Literatura imagens da itália cultura Marco Lucchesi LUCIANO BONUCELLI: Um Fotógrafo Proustiano Luciano Bonuccelli realiza um trabalho fotográfico que tem alcançado amplo reconhecimento de crítica e público na Itália, a partir das três vertentes principais de sua obra (pedras, rostos e estufas), mergulhadas no mundo toscano, da maremma, das praias e montanhas. Chegam seus trabalhos pela primeira vez no Brasil e podem ser vistos no Istituto Italiano di Cultura e no Palácio da Justiça Federal, na Avenida Rio Branco (ambos no Rio). L - Caro Luciano, dimmi quando è iniziata la tua passione fotografica e come e quando si è avverato il salto tra documento e rappresentazione d´arte. B - Storicamente il mio rapporto con la fotografia nasce nel 1974 come un gioco,avevo 20 anni e mi appassionava la capacità di trasformare le visioni in icone. Mi ricordo con emozione l’apparizione della prima immagine nella bacinella della camera oscura. Un gioco continuato con gli amici nei circoli amatoriali fino al ’78 quando (partecipando ad un workshop) conobbi Roberto Salbitani, fotografo di ampi orizzonti e capacità critica. La sua frequentazione mi ha fatto capire che il mezzo fotografico poteva avere una potenzialità espressiva molto importante e ha favorito in me lo sviluppo di un linguaggio che appena balbettavo ma già suscitava stupore e incantamento. Definire questo l’inizio della rappresentazione d’arte è molto azzardato ma è certamente il principio di un percorso più consapevole e mai più interrotto. L - Il tuo rapporto com scrittori ed artisti quali Luzi, Carrieri, Paciscopi, Garboli, Cavallo, Bo in che modo ha influenzato proustianamente il tuo linguaggio verso nuove forme di comunicazione? B - Non esiste nessun rapporto che non determini in noi mutamenti più o meno evidenti nel nostro modo di comunicare, se poi gli interlocutori sono personaggi così ricchi e straordinari,la loro “ombra” può essere perfino invadente. In particolare ho beneficato di una frequentazione intensa e assidua del poeta Raffaele Carrieri, sorgente inesauribile di poesia da cui ho bevuto a sazietà fino alla sua scomparsa,nel settembre ’84. E’ seguito poi un insanabile periodo di grande privazione che mi ha indotto a recuperare le amicizie che come me si abbeveravano alla stessa sorgente: Domenico Cantatore, Luigi Cavallo, Salvatore Fiume, Carlo Bo, Leopoldo Paciscopi, Giancarlo Vigorelli… Sono sorti così nuovi sodalizi testimoniati anche dalla nascita dei primi ritratti. C’è stata poi una contaminazione per contiguità e così Mario Luzi, Cesare Garboli, Enzo Carli, Federico Zeri e tutti gli altri , un tesoro infinito gravido di umanità e poesia a cui ho attinto e continuerò ad attingere per la mia espressione artistica ma soprattutto per la vita stessa. L - Trovo nella tua visione una poetica sensibile delle forme, che s´immedesima con esse in un pathos ammirevole, fino ad oltrepassarle... B - Riconosco nella forma una suggestione evocativa che cattura il mio sguardo e determina spesso il nucleo generativo delle immagini, è quasi un rapimento della visione che genera una prefigurazione su cui fare affluire emozioni e memoria fino ad una semplificazione dei segni che vorrei oltrepassassero sempre i rigidi margini dell’inquadratura... D´altronde credo con profondo dolore che mai come adesso il mondo viva uno dei periodi più tragici dalla nascita dell’uomo.Ci si era illusi che dopo la fine della II guerra mondiale ci sarebbe stata un’era nuova colma di speranza in un futuro di pace e giustizia ma oggi più che mai esiste una divaricazione incolmabile fra pochi potenti e moltitudini di poveri.Con la mia visione fotografica ho cercato di recuperare dalla struttura della materia e dei volti ritratti un ordine irrimediabilmente perduto. L - La tua fotografia (nel senso etimologico) si presenta mobile, sottile, sfumata. Ricordo l´opera di Barthes e Susan Sontag. Ma voglio sapere se hai pure frequentato la scuola dell´aurea impreciosione leopardiana? B - Ricordo che fin dai banchi della scuola Leopardi è stato per me un eroe mitico.Rappresentava la forza nella debolezza,un ossimoro straordinario, il deforme partoriva poesia e bellezza. Nel mio lavoro non ho seguito scuole, ho solo cercato di imparare a osservare per poi vedere finalmente con gli occhi della memoria: Giacomo Leopardi sicuramente vi occupa un posto privilegiato. L - Che ruolo gioca la presenza della luce nella tua opera: dalla strana illuminazione di un Venturino Venturi all´ombra totale di Carlo Bo? B - La luce irradia la materia, i volti, e assorbe la forma e ritorna come energia allo sguardo. Nella mia ricerca fotografica ho cercato di leggere questa energia fino a catturare l’attimo in cui entrava in comunione con le mie emozioni che di volta in volta sia la mente che le viscere generavano. L - Come si colloca il Bonuccelli di fronte all´immagine: la ricerca del cosiddetto (e problematico) reale o della sua trasumanazione? B - Della realtà che mi circonda mi interessa cogliere l’oggetto, capirne la struttura, confrontarne le assonanze e le diversità come per cercare la tessera perennemente assente di un mosaico della memoria in cui si articolano e si sovrappongono immagini di ogni provenienza. Ciò che mi sta a cuore è di riconsegnare allo sguardo del lettore un’immagine che racconti ancora e più profondamente di sé ma evochi anche altro. L - Trovo nella tua opera un risultato concentrato e trascendente di letture e di molte verità. B - Nel passato come nel presente ho amato il teatro, la poesia, la musica, la scultura, la pittura, il cinema insomma l’arte. Oggi mi sembra di poter dire che forse ho amato, ho avuto più interesse per gli artisti, per l’uomo che generava quelle opere.Vorrei che anche il mio lavoro riuscisse come un figlio ad avere una vita autonoma, da porsi indipendente in relazione con gli altri, conservando un’impronta del padre. L - I progetti, l´avvenire... B - Alcuni progetti si stanno realizzando come la mostra di Rio de Janeiro, in autunno una mostra a Roma, in seguito forse a Torino. In futuro mi piacerebbe continuare il cammino percorso fino a qui, incontrare artisti anche di altri Paesi (magari il Brasile), proseguire l’esperienza del ritratto così come approfondire ed ampliare la ricerca sulla mia terra. Il progetto però a cui tengo di più è lo sforzo di realizzare sulla carta argentata immagini che siano il frutto di uno spirito vigile e critico e il segno, non superficiale, di un’umanità che si interroga. MARCO LUCCHESI: UN NUOVO RICONOSCIMENTO ALLA SUA ARTE Il poeta italo-brasiliano premiato al Quirinale Il problema della traduzione letteraria è, come è noto, uno dei temi più delicati nell’ambito della cultura letteraria. Secondo alcuni l’opera d’arte, nel momento in cui è tradotta, viene anche tradita (tradução/traição); allo stesso tempo la traduzione è necessaria affinché il lettore di ogni latitudine possa accostarsi agli autori di cui non conosce la lingua. Marco Américo Lucchesi costituisce un caso singolare che sembra poter conciliare le opposte posizioni. Con la sua straordinaria sensibilità poetica unita alla eccezionale erudizione che lo rende padrone assoluto di lingue come il portoghese, l’italiano, il tedesco, il russo, il francese, l’arabo, il persiano (e altre ancora) egli è in grado di ridurre al minimo, quasi annullare, l’entropia insita nel passaggio dal codice linguistico d’origine ad un altro. Non a caso il 12 maggio scorso ha ricevuto al Quirinale il premio...del Ministero dei Beni Culturali per la traduzione della Scienza Nuova di Vico, il capolavoro del filosofo napoletano settecentesco, in cui il problema del linguaggio è strettamente connesso al tema della poesia. Marco Américo Lucchesi è ormai consacrato come ambasciatore itinerante fra l’universo artistico italiano e quello brasiliano, come dimostra la speciale targa “Prometeo d’Argento” che gli fu concessa nell’aprile del 2002 dal Presidente della Repubblica Italiana, Carlo Azeglio Ciampi, su proposta dell’Università di Roma Tor Vergata. La cerimonia di consegna fu realizzata nella prestigiosa sede della cinquecentesca Villa Mondragone, appartenente all’Università Tor Vergata. Quell’evento, senza esagerazioni, può essere definito storico: erano presenti infatti, oltre al rappresentante del Presidente della Repubblica Italiana, gli ambasciatori del Brasile e del Portogallo presso il Quirinale e presso la Santa Sede e, naturalmente, il Rettore di Tor Vergata, professor Alessandro Finazzi Agrò, e il Rettore dell’Università di Roma Tre. Aniello Angelo Avella (Università di Roma Tor Vergata) Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73 7 COMUNITÀ: Guga Melgar CULTURA | Espetáculo a epopéia italiana RENATA REZENDE A história acontece em Paola, no ano de 1952, na Calábria, Itália. O jovem Martino, apaixonado por Adelina, vive a angústia da falta de perspectiva de vida e o enorme desejo de se casar com sua amada. A solução é uma alternativa arriscada e famosa para a época, vir para o Brasil e ganhar dinheiro trabalhando na distribuição de jornais. Quase dois anos depois, Martino se torna sócio da Associação de Distribuidores de Jornais do Rio de Janeiro, volta à Itália para se casar com Adelina e retorna ao Brasil em definitivo. Essa história, que mostra a experiência vivida por muitos italianos do sul da Itália, está sendo contada no espetáculo “Comunità”. Um musical que fala da luta dos imigrantes italianos que vieram para a América em busca de uma vida melhor. O autor do texto teatral, Cláudio Magnavita, descendente de italianos, comenta que a principal inspiração para escrever o “Comunità” foi a história da sua origem, a vinda dos seus avós e tudo pelo que passaram buscando uma condição de vida que a Itália, na época, não podia oferecer. “Os personagens principais eu batizei com os nomes dos meus avós, o Martino e a Adelina. É como uma homenagem aos meus antepassados”, conta Magnavita. Como muitos ítalo-brasileiros, Magnavita viveu um certo afastamento dos ensinamentos italianos, mas sempre procurou estar por dentro da cultura. “Por ser da segunda geração, já houve um certo distanciamento. Mas sempre cultuei muito isso”, explica. O musical “Comunità” vem com o objetivo de contar aos jovens, com ricos detalhes, a saga de seus descendentes imigrantes. “Nós escolhemos abordar um assunto que tem recebido muito pouca atenção ultimamente, que é a participação dos italianos, no mundo dos jornais. Principalmente na parte de distribuição. Uma característica muito interessante disso tudo é a forte presença dos oriundos da Calábria, vindos de Paola e Cosenza. Eles, algumas vezes, até interferiam no conteúdo das edições”, comenta o autor ao falar da riqueza de detalhes históricos existente no texto do Comunità. Romântico, mas ao mesmo tempo político e engraçado, o espetáculo mostra o período militar que os imigrantes precisaram enfrentar ao chegar aqui. Se passando nas vésperas da decretação da AI-5, os diálogos relembram a tensão política e fazem homenagens a figuras importantes da imprensa nacional. Composto por dez atores cantores, “Comunità” apresenta vinte clássicos da música italiana como, Legata un Granello di Sabbia, Io Che non vivo e Sapore di Sale. O primeiro ato, que se passa na Itália, e o segundo, já no Brasil, explicam os momentos que antecedem a viagem de Martino e a sua chegada e adaptação em um novo país. Emocionando o público na estréia, o espe- táculo promete ser um sucesso de bilheteria. Para os que gostam de teatro é um belo musical a ser assistido. Para os italianos, uma romântica maneira de se voltar ao passado. Já para os jovens ítalo-brasileiros, são duas horas de diversão que ajudarão a entender melhor a história de seus descendentes. “É uma super produção e não uma pecinha de teatro. Vai trazer aos espectadores uma releitura sobre essa influência dos italianos no mundo dos jornais”, completa Magnavita. Ao falar do espetáculo o autor lembra que não gosta de criar expectativas, e sim de surpreender. “Eu peço apenas que as pessoas aproveitem a chance e assistam uma homenagem que está sendo feita aos antepassados e, principalmente, que se permitam a chance para ver como a questão da valorização da comunidade italiana está sendo abordada, levantando uma reflexão sobre a importância dos italianos na vida do Rio de Janeiro”. SERVIÇO: Duração: 1 hora e 30 mim Entrada: R$40,00 (de quinta à domingo) Em cartaz: Até dezembro Local: Teatro Café Arena (Rua Siqueira Campos, 143 - 1º piso – Copacabana) 8 Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73 ECONOMIA | Comércio “C’è una preferenza per il Brasile” Feimafe – Fiera Di Macchine e Ferramenta apre a San Paolo con una forte presenza italiana INTERVISTA CON BENIAMINO QUINTIERI DIRETTORE GENERALE DELL’ICE VENCESLAO SOLIGO Qual’è il concetto che ha trasmesso al Congresso UBRAFE 2003 a Brasilia, sull’influenza della promozione commerciale nello sviluppo del commercio mondiale? Intanto una parte di questo intervento è servito a spiegare il caso italiano che è ciò che interessa i paesi che si affacciano all’internazionalizzazione essendo un modello basato sulle piccole imprese, sui distretti industriali è un modello che attira l’attenzione. È stato un convegno centrato sul ruolo della promozione, è stato quello di indicare le ragioni per cui oggi l’iniziativa in campo promozionale con le risorse che sono dedicate, ha un rendimento, un ritorno per il paese molto più elevato rispetto al passato per varie ragioni, perché l’economia è molto più integrata, è dimostrato ed è una cosa molto citata che un paese non può crescere se non si internazionalizza, questo ultimo mezzo secolo ci ha insegnato che solo i paesi che si sono aperti agli scambi sono cresciuti, anche per ragioni di processi di globalizzazione. Oggi ci sono dei prodotti diversificati cosa che implica la necessità di evidenziare, valorizzare le differenze e quindi la promozione, si fanno più investimenti, è cresciuta di molto la modalità di delocalizzare la produzione, è quindi importante promuovere il territorio, fare marketing territoriale. Credo che ci siano una serie di ragioni del perché oggi la promozione, che non è solo la promozione di un bene, ma di un’area o di un sistema sia diventata importante in un paese come il Brasile che vuol tornare a crescere, anche il presidente Lula, il ministro Furlan nello loro interviste sottolineano questa necessità di darsi una struttura efficiente di promozione. Il minsitro Mantega a fatto notare in una recente intervista che l’Italia investe poco in Brasile. È notorio che l’Italia per varie ragioni non ha una vocazione di investimento all’estero molto elevato, però bisogna dire che il Brasile ed anche il Sud America fanno eccezzione ed anche parte dell’est europeo dove si registrano forti investimenti. Tutto sommato c’è una preferenza per il Brasile abbastanza rilevante, i dati indicano un buon flusso, per quanto i dati siano un indicativo inadeguato a descrivere certi fenomeni. Certamente in questi ultimi anni c’è stato un rallentamento degli investimenti che fino al 2000 erano cresciuti abbastanza velocemente, ma questo rallentamento è dovuto sia alla crisi internazionale che alla crisi dell’area sudamericana, all’incertezza sul cambio ed anche sul cambio di governo. Non dimentichiamo che c’era molta preoccupazione negli operatori internazionali su quello che sarebbe successo, oggi credo che i segnali che il governo sta dando sono molto rassicuranti e penso che ci sarà una ripresa, certamente bisogna fare di più alla luce dei legami culturali e storici che legano i due paesi, quindi se il governo brasiliano si impegnerà, anche noi come ICE potremo fare molto per promuovere le opportunità. Non si conosce molto bene il mercato italiano in Brasile. C’è una chiusura culturale che permane da parte delle istituzioni che è come se volessero dire “nessuno deve sapere quello che stiamo facendo”. È chiaro che il Brasile ha una storia lunga e complicata, che viene da una iperinflazione, di instabilità, è chiaro che se c’è una accumulazione lenta di investimento è perché il processo è partito in ritardo, oggi il Brasile offre maggiori garanzie che non nel passato e sono proprio queste garanzie, questa stabilità e queste opportunità che vanno debitamente promosse, c’è bisogno dell’aiuto dei nostri omologhi brasiliani, sono loro che devono promuovere le opportunità del loro territorio, così come noi italiani, l’ICE va a promuovere le opportunità dell’Italia all’estero, così devono essere anche i brasiliani a fare questo, il nostro compito è promuovere l’Italia, naturalmente è nostro compito promuovere le opportunità per le imprese italiane e brasiliane, ma in questo ci devono aiutare anche i brasiliani. Le nostre agenzie, la ABI associazione bancaria italiana, la SIMEST – organo per il finanziamento dell’internazionalizzazione delle imprese italiane, la SACE istituto per le assicurazioni nel commercio estero, il MAP ministero delle attività produttive, UCIMU sistemi per produrre, lo stesso ICE partecipano alla FEIMAFE fiera internazionale di macchine, ferramenta e sistemi integrati di manufattura, che va fino al 17 maggio nel parco dell’Anhembi a San Paolo, hanno una presenza importante di per sé e nella fiera; 25 aziende del settore sono venute a rappresentare i loro distributori. Nell’ambito di questa fiera c’è il Flying Desk che è un ufficio di supporto, di divulgazione per gli operatori sia italiani che brasiliani che serve a portare tutto quell’insieme di informazioni che vanno dagli strumenti finanziari al supporto delle aziende per far si che possano agire nel mercato in maniera più efficiente. Le fiere sono la vetrina, cioè è presentare le imprese e familiarizzarle come primo approccio sul mercato. Quello che noto da 5 anni a questa parte è che noi abbiamo un fortissimo turnover, cioè un ricambio di aziende che partecipano in un primo anno e che non sono più presenti nel secondo perché hanno già trovato il loro partner, il loro interlocutore brasiliano ed hanno già iniziato le loro attività indutriali sul mercato locale. Credo che il ruolo dell’ICE che si svolge attraverso la promozione pubblica sia recepito molto bene, i risultati sono molto proficui, In un giro di 12 mesi quanto investe l’ICE in Brasile, quanto pensa ne sia il ritorno per l’Italia? Nel 2002 l’impegno finanziario è stato di 5 milioni di dollari per il Brasile. La domanda che mi ha fatto è difficile da rispondere, praticamente non può avere una risposta. Una delle cose più frustranti del nostro lavoro è proprio l’impossibilità di misurare il ritorno quantitativo, misurare in numeri quello che è il valore di una attività anche perché questi sono investimenti a medio e lungo termine. In secondo luogo, spesso è praticamente impossibile isolare quello che è il contributo e quello che è poi il contesto esterno, la qualità dei prodotti, la ditribuzione, la bravura degli imprenditori. C’è un altro aspetto, non si possono misurare i benefici solo in termini di esport per un motivo molto semplice, tanto più noi riusciamo a far radicare le imprese italiane sul territorio e tanto meno queste imprese, che prima esportavano dall’Italia, ora producendo sul posto, esportano. Quindi l’indicatore esport, che in passato era l’indice a cui potenzialmente si poteva guardare, ora non è più la misura giusta, ora bisogna guardare a quante imprese vengono a fare investimenti in questo paese. Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73 9 COMUNIDADE | Italiani all´estero 15 giugno: si avvicina la prima prova elettorale degli italiani all’estero Indispensabile dare un forte segnale con la partecipazione al voto Per gli italiani all’estero sta per scoccare l’ora del voto. Atteso da 46 anni, lo storico appuntamento è fissato per il 15 giugno quando anche i connazionali lontani, in virtù della legge approvata il 20 dicembre 2001 e fortemente voluta dal Ministro per gli Italiani nel Mondo, Mirko Tremaglia, saranno chiamati, come gli italiani in Italia, a pronunciarsi su due quesiti referendari. Il primo riguarda il contestatissimo articolo 18 e chiede agli elettori di pronunciarsi sull’estensione anche ai lavoratori occupati nelle imprese sotto i 15 dipendenti della tutela effettiva contro i licenziamenti individuali senza giusta causa prevista dallo Statuto dei lavoratori; il secondo sollecita gli aventi diritto ad esprimersi sull’abrogazione della norma sulla cosiddetta “servitù coattiva”, ovvero l’imposizione per il proprietario di un fondo di far passare sul proprio territorio un elettrodotto. Scopo dei promotori è quello di promuovere la tutela della salute contro gli effetti negativi dell’elettrosmog. “Si tratta – ha rilevato il Ministro Tremaglia, avviando una massiccia opera informativa a beneficio dei connazionali emigrati – di referendum relativi a questioni legislative che non avranno comunque alcuna ricaduta sugli italiani all’estero. Tuttavia – ha rimarcato con forza – è indispensabile che la partecipazione al voto sia massiccia”. Il Ministro sa che il referendum rappresenta un test fondamentale non tanto per il risultato finale, quanto per la verifica dei meccanismi che dovranno consentire la funzionalità “sul campo” della legge. Si tratta di un passaggio essenziale per far entrare in rodaggio tutti gli ingranaggi della macchina istituzionale che dovrà operare a favore degli italiani nel mondo. E Tremaglia non vuole cattive sorprese. “Siamo di fronte a una scadenza storica – ha affermato – perché per la prima volta i connazionali all’estero partecipano attivamente alla vita politica italiana. Per questo ripeto con forza: votate come volete, ma andate a votare”. I mezzi di informazione sono già stati coinvolti in quella che dovrà essere un’operazione di sensibilizzazione capillare e costante. Scopo dichiarato: far capire che, come recita un vecchio adagio, l’importante è partecipare, anche votando scheda bianca. “Non dobbiamo permettere – ha detto ancora Tremaglia – che i falchi che ci aspettano al varco possano dire in malafede che gli italiani nel mondo non si occupano delle cose italiane, che anche le elezioni politiche falliranno e che, quindi, il riconoscimento del diritto di voto è stato un fallimento”. Di qui lo slogan “Votate come volete, ma votate”, che riassume in sé autenticamente lo spirito con cui il Ministero per gli Italiani nel Mondo si accosta alla prima scadenza elettorale. Il lavoro, fino all’ultimo, sarà intensissimo al fine di garantire agli aventi diritto la massima informazione. Poi, però, toccherà ai connazionali all’estero: “Sono certo – non si stanca di ribadire Tremaglia in ogni occasione – che non ci deluderanno”. Le posizioni dei partiti Come sempre di fronte all’appuntamento referendario, gli schieramenti politici si sono spaccati anche in merito al quesito relativo all’estensione della tutela prevista dall’art.18 contro i licenziamenti senza giusta causa alle aziende con meno di 15 dipendenti. Consapevole di questo, e al fine di sgomberare il campo da ogni possibile equivoco, il ministro Tremaglia ha chiesto a tutti i partiti, da sinistra a destra, di comunicare ufficialmente le diverse posizioni e si è impegnato personalmente a trasmetterne comunicazione a tutte le comunità dei connazionali all’estero. Tra i partiti, in ogni caso, prevale con chiarezza il fronte del “no”. Si tratta, infatti, di una posizione “trasversale” che unisce Forza Italia, Alleanza Nazionale, Lega Nord, Partito Socialista-Nuovo Psi, Udc, Udeur e la Margherita. Pressoché unitarie anche le motivazioni della contrarietà al quesito: si afferma, infatti, che il referendum non aiuta né quanti oggi sono alla ricerca di un posto di lavoro né lo sviluppo del sistema delle piccole imprese. “Il Paese – spiegano i promotori del “no” – ha bisogno di nuove misure di welfare che riescano a coniugare i diritti di tutti i lavoratori e le esigenze di flessibilità delle imprese. Ma questa strada non passa per il referendum”. Sul versante opposto, a sollecitare la vittoria del “sì” ci sono i Verdi, i Comunisti Italiani e Rifondazione Comunista, secondo i quali “il voto favorevole è indispensabile per garantire la dignità di tutti i lavoratori e per garantire l’universalità dei diritti. Il “sì” – sostengono i suoi fautori – non impedisce i licenziamenti, blocca solo quelli immotivati, quelli, appunto, senza “giusta causa”. Se vincono i “sì”, i lavoratori avranno uno strumento in più di difesa e maggiore dignità, rendendo più concreto il diritto al lavoro previsto dalla Costituzione”. Posizione a parte è quella dei Democratici di Sinistra che, senza schierarsi apertamente dalla parte del “no”, rivendicano come scelta legittima quella dell’astensione, “perché i problemi posti dal referendum, pur importanti, chiedono di essere risolti con iniziative legislative appropriate”. Frammentato e diviso appare anche il fronte sindacale. Mentre la Cgil, pur non nascondendo il proprio giudizio critico sull’utilizzo del referendum come strumento per allargare i diritti, chiede di votare “sì” per “estendere la tutela a chi lavora nelle imprese più piccole”, la Cisl “punta – come si legge nella delibera del Comitato Esecutivo Confederale - a far fallire il referendum sull’art. 18 perché ritiene che siano altre le riforme del mercato del lavoro utili e necessarie per estendere le tutele ai nuovi lavori e ai lavoratori che oggi ne sono privi. Per questo motivo da tempo la Cisl è impegnata per contrattare una modernizzazione del mercato del lavoro italiano”. Allo stesso modo, la Uil ha ritenuto “necessario e doveroso indicare la strada del non voto. Scelta questa che sia capace però di trasformarsi da subito in una proposta di intervento, primo fra tutti quello legislativo, allo scopo di migliorare e allargare le forme di tutela per tutti quei lavoratori che oggi ne sono privi o ne fruiscono in modo parziale”. Livio Cremona/GRTV Consolato Generale d’Italia Rio de Janeiro IL CONSOLE GENERALE INFORMA: GLI ITALIANI ALL’ESTERO VOTANO PER I REFERENDUM POPOPOLARI DI DOMENICA 15 GIUGNO 2003 Dopo un lunghissimo iter legislativo, iniziato con il primo progetto risalente al 1955 e che ha richiesto lungo il cammino anche alcune importanti modifiche agli articoli 48, 56 e 57 della Costituzione, la Legge 27 dicembre 2001 n. 459 e il successivo Regolamento d’attuazione hanno trasformato in realtà la possibilità per i connazionali residenti fuori del territorio nazionale di partecipare per corrispondenza alle consultazioni elettorali italiane a livello nazionale e - in caso di elezioni politiche - di votare per i propri rappresentanti residenti all’estero. Tale opportunità è estesa anche ai referendum. Domenica 15 e lunedì 16 giugno si voterà in Italia per due referendum popolari abrogativi. Il primo riguarda la reintegrazione dei lavoratori illegittimamente licenziati e l’abrogazione delle norme che stabiliscono limiti numerici ed esenzioni per l’applicazione dell’art.18 dello Statuto dei Lavoratori . Il secondo referendum riguarda l’abrogazione della servitù coattiva di elettrodotto. Per la prima volta i cittadini italiani residenti all’estero iscritti nelle liste elettorali possono esercitare il proprio diritto di voto per corrispondenza nei tempi e nei modi previsti dalla legge 459/2001. Per porre in grado il cittadino di votare per posta, senza pertanto doversi recare in Italia, l’Ufficio consolare competente provvede entro il 28 maggio p.v. ad inviare a ciascun elettore un plico contenente tutto il materiale elettorale ed un foglio informativo illustrante le modalità di voto. Entro il 5 giugno il cittadino restituisce per posta al proprio Ufficio consolare le schede utilizzando la busta già affrancata. I cittadini che non dovessero ricevere il plico elettorale al proprio domicilio possono verificare presso il proprio Ufficio consolare la loro posizione elettorale ai fini dell’esercizio del voto per corrispondenza. In occasione di questo primo appuntamento elettorale, gli Uffici diplomatico-consolari, con enorme sforzo organizzativo, si stanno adoperando per garantire a tutti gli elettori residenti all’estero la possibilità di partecipare alla consultazione referendaria non meno che il regolare svolgimento delle operazioni di voto, nella consapevolezza che si tratta di una tappa storica nel processo di riavvicinamento e di integrazione degli italiani all’estero con la Madrepatria. Nota. Estratto dell’articolo 48 della Costituzione della Repubblica Italiana: “Sono elettori tutti i cittadini, uomini e donne, che hanno raggiunto la maggiore età (1). Il voto é personale ed eguale, libero e segreto. Il suo esercizio è dovere civico (2).” (1) La maggiore età, secondo la legge italiana, è di 18 (diciotto) anni. (2) La legge italiana non prevede penalità o sanzioni in caso di mancato esercizio del diritto di voto e non è, pertanto, necessario giustificarsi se si decide di non votare. ATUALIDADE | Cultura Investimento em cultura é fundamental Governo busca consolidar laços sociais e econômicos com o Brasil através da comunidade italiana PIETRO PETRAGLIA Em ocasião da XI Bienal do Livro, o governo italiano enviou o Vice-Ministro dos Bens e Atividades Culturais, Nicola Bono, que em entrevista à Comunità ressaltou a importância do evento para a difusão da cultura italiana. Bono, que recebeu recentemente o ministro da Cultura brasileiro, Gilberto Gil, acredita que a comunidade italiana seja o principal canal de relacionamento entre os dois países e afirma que “o investimento no setor cultural vai de encontro a uma política de reaproximação com os italianos residentes no exterior, por conseguinte ao país que os hospeda”. CI - Como o governo italiano entende esta grande homenagem do Brasil à literatura italiana e qual a importância dessa iniciativa? Nicola Bono – É importante porque o Brasil é não somente um partner relevante na atividade comercial com nosso país, mas sobretudo porque o Brasil tem a principal comunidade de italianos no mundo. Isso nos leva a pensar que investir em cultura no Brasil encontra uma impermeabilidade dentro do contexto deste país, principalmente porque vai de encontro ao filão dos descendentes de italianos, alguns dos quais não falam italiano, se sentem italianos, mas não sabem o que isso significa. Nós queremos estimular essa procura pelas raízes culturais e sociais. CI - Este governo é muito sensível às questões que vão de encontro aos italianos no exterior. Que atitudes, investimentos e projetos futuros, a comunidade italiana fora da Itália pode esperar? Bono – É verdade. Nosso governo, que se iniciou em 2001, graças também ao fato de ter criado um ministério para os Italianos no Mundo, cujo ministro é Mirko Tremaglia, demonstrou desde o início a vocação para o estreitamento dos laços com toda a comunidade italiana no exterior e procura manter finalmente estável e sólida essa relação com a pátria mãe. Cremos que a cultura seja o veículo principal para a consolidação desse objetivo, porque é a linguagem mais simples, imediata e eficiente para um povo como o italiano que é o mais rico do mundo neste setor. A cultura jurídica, a cultura artística e a cultura arquitetônica, por exemplo, nasceram na Itália e depois se difundiram pelo mundo. Por isso, o investimento que pretendemos fazer no setor cultural vai de encontro a uma política de reaproximação com os italianos residentes no exterior e, através do Ministério dos Bens Culturais e do Ministério do Exterior, concretizar essa missão através da difusão de livros e da língua italiana. CI - Como o sr., que já esteve no Brasil em outras oportunidades, observa a atual situação econômico-social do país e como o governo italiano pretende interagir com o Brasil de Lula? Bono – Em política exterior creio que não existe necessidade de se fazer avaliações de caráter ideológico. O que conta é a capacidade dos países de individualizar os pontos em comum e de encontrar motivações válidas para a cooperação. A Itália tem um grande interesse em cooperar com o Brasil e vice- Nicola Bono discursou na Bienal do Livro. No detalhe acima, ao lado de Paulo Rocco, Presidente do Sindicato das Editoras versa, por isso não interessa a coloração política dos dois países, que devem encontrar ainda maiores razões de crescimento comum. Existem margens enormes para isso e através da cultura estamos empenhados com o Brasil. Veja por exemplo o turismo cultural na Itália, que é um elemento fundamental, sobretudo para os descendentes que fazem um percurso até a origem da civilidade. Por outro lado, este fluxo ajuda aos italianos a conhecerem melhor o Brasil e a incrementar também este setor do país. Observando o enorme potencial industrial e comercial dos dois países, mais a semelhança de seus povos, concluímos que esses dois povos estão destinados a um futuro de máxima coesão. L’Italia investe in cultura nel Brasile NICOLA BONO* Il Governo Italiano ha accolto con grande piacere l’invito a partecipare alla Biennale di Rio de Janeiro nella prestigiosa veste di ospite d’onore, a conferma dei solidi legami di amicizia e cooperazione tra i nostri Paesi. E’ per me sempre un piacere trovarmi nel mondo dei libri, fra persone che dedicano la loro vita alla diffusione delle idee, dei sogni e della conoscenza, contribuendo in modo fondamentale alla civile convivenza fra i popoli e alla formazione delle nuove generazioni. Vorrei qui esprimere la mia tristezza per la scomparsa di Waly Salomao, segretario del libro e della lettura, che avevo conosciuto da poco a Parigi. Sono convinto che per i milioni di italiani che hanno contribuito alla crescita del Brasile con il loro lavoro e la loro capacità di impresa, sia un motivo di orgoglio e soddisfazione vedere la cultura del proprio Paese d’origine onorata in modo così solenne. Il legame dei nostri Paesi peraltro è ormai un dato tradizionale, a testimonianza di ciò voglio ricordare le recenti visite in Italia di esponenti del Governo, tra cui il Ministro Gilberto Gil, e direi anche strutturale delle rispettive economie. Ne è testimonianza diretta l’impegno decennale di importanti gruppi industriali ai quali, negli ultimi anni, si sono aggiunte aziende operanti in nuovi settori. Oggi, infatti, l’Italia si colloca tra i primi Paesi fornitori del Brasile e al contempo, il nostro Paese è tra i principali mercati per le esportazioni brasiliane. Molti nostri connazionali hanno trovato in Brasile una seconda Patria, e la generosa accoglienza che il vostro Paese ha offerto in tempi per noi difficili non sarà mai dimenticata. La Biennale di Rio de Janeiro ha ormai raggiunto il livello delle grandi Fiere internazionali di Francoforte o Torino come vetrina mondiale della cultura. La presenza dell’Italia come ospite d’onore è per noi motivo di orgoglio e potrà rafforzare un legame antico ma sempre dinamico ed aperto a nuovi contributi. Spero, quindi, che a questo importante appuntamento seguano altre iniziative comuni in entrambi i Paesi, nel segno di una collaborazione basata, prima ancora che sull’interesse economico, su una comune concezione della convivenza civile e della crescita sociale. Il Ministero per i Beni e le Attività Culturali, che rappresento nel suo ruolo di promotore di attività ed iniziative culturale, non ha voluto mancare a questo importante appuntamento per il mondo editoriale e della cultura. L’Associazione Italiana Editori (AIE) ha organizzato questo padiglione Italia e ha elaborato un programma di eventi con alcuni nomi importanti della cultura italiana. La Direzione Generale per i Beni Librari e gli Istituti Culturali di questo Ministero, tramite il Servizio per la Promozione del Libro e della Lettura, ha contribuito alla presenza dell’editoria italiana promuovendo alcune iniziative: un video intitolato ‘Voci e volti del Novecento italiano’, a cura di Antonio Debenedetti, realizzato appositamente dalla Rai per conto di questo Ministero, che illustra i grandi autori della letteratura italiana del Novecento; la Mostra ‘L’Italia delle meraviglie e le Regioni’, a cura del prof. Sergio Campailla, esposta in piccola parte nel padiglione italiano e per la maggior parte all’Istituto Italiano di Cultura; abbiamo pubblicato Il Brasile di Ungaretti e un volume di traduzioni italiane dello scrittore João Guimarães Rosa, entrambi cura della professoressa Giulia Lanciani, nonché il libro Un’altra voce, antologia di poeti italiani contemporanei tradotti in portoghese, a cura di Franco Buffoni. Infine, il Ministero ha organizzato, tramite la Direzione Generale per il Cinema, una Rassegna Cinema e Letteratura presso l’Istituto Italiano di Cultura. *Sottosegretario di Stato / Ministero per i Beni e le Attività Culturali Rio de Janeiro, 03MAR2003 | Nº 72 11 ATUALIDADE | Comércio ‘Queríamos a paz, mas compreendemos a guerra’ Brasil troca tecnologia militar com a Itália Projeto italiano pode ser utilizado para monitoramento da Amazônia PIETRO PETRAGLIA No Rio de Janeiro, para participar do Congresso Latino Americano de Tecnologia de Defesa, que ocorreu entre os dias 21 e 25 de abril, o vice-ministro da Defesa italiano, Filippo Berselli, demonstrou grande interesse no comércio deste setor entre Itália e Brasil. O representante do governo italiano se reuniu com o ministro da Defesa, José Viegas Filho, e com membros do alto escalão das Forças Armadas do país para dar início a uma importante colaboração de tecnologia militar. O primeiro passo foi substituir a aliança existente há dez anos por um novo tratado de colaboração entre os ministérios. Berselli não escondeu o grande interesse da Itália na compra de aeronave brasileira. “Estamos particularmente interessados nos aviões da Embraer, pois sabemos do seu potencial e temos credibilidade e preferência por ela”, afirmou, fazendo alusão a recente negociação envolvendo aviões espanhóis reconhecidamente de tecnologia e preços inferiores. Por outro lado, um projeto italiano chamou a atenção no combate ao terrorismo internacional e à imigração clandestina, o Sistema Integrado de Comunicação, Relevamento e Alerta. O chamado SICRAL vem sendo utilizado pela Itália na comunicação com suas forças armadas em missões de peace-keeping no Kosovo, nos Bálcãs e no Afeganistão, onde o país tem o terceiro maior contingente. O sistema via satélite também serve ao controle dos oito mil quilômetros de costa com um sistema integrado entre operadores navais, aéreos e terrestres. Os operadores se demonstraram interessados e Berselli propôs a venda dessa tecnologia para o Brasil. “Seria uma grande solução para o monitoramento das costas brasileiras e particularmente da Amazônia. O país teria controle de sua floresta em áreas impenetráveis”, justifica Berselli alegando que o SICRAL já foi oferecido aos países sul-americanos com preços atrativos. Atualmente, ele cobre com sucesso áreas da Europa, da África, do Oriente Médio e até da América Latina. A exemplo do acordo comercial para a venda de um navio italiano à Marinha do Peru, Berselli também vislumbrou a possibilidade de venda de unidades navais para a Marinha brasileira. “Uma característica da nossa indústria para a defesa é a de procurar fazer partnership industrial tecnológico com as indústrias de outros países. Nossa tecnologia nos coloca numa posição privilegiada”. Encontro com a comunidade foi de lamentações O vice-ministro italiano e sua comitiva solicitaram um encontro com a comunidade italiana para conhecer a atuação dos italianos em território brasileiro. A ocasião frustrou aos presentes que observaram um representante italiano pouco interessado em suas questões. O representante do Conselho Geral dos Italianos no Exterior, Corrado Bosco, e o presidente do Comites do Rio de Janeiro, Arduino Monti, fizeram uma breve exposição da situação dos italia- nos e descendentes e falaram a respeito da necessidade de a Itália dar mais atenção aos problemas de milhares de cidadãos italianos radicados no Brasil. Preocupado com a maratona de eventos que deveria participar, Berselli respondeu rapidamente a todos os que pediram a palavra e defendeu a administração de Berlusconi, afirmando que este governo é sensível aos problemas dos italianos residentes no exterior e que o ministro dos Italianos no Mundo, Mirko Tremaglia, está trabalhando para resolver as principais questões existentes. Mais tarde, Berselli recordou que neste ano se comemoram diversas datas importantes para a aeronáutica. Citou o centenário do primeiro vôo dos irmãos Wright e os 80 anos da Aeronáutica militar italiana, além de ter se lamentado da falta de um evento comemorativo no Rio de Janeiro dos 72 anos do vôo do comandante Italo Balbo. O aviador italiano atravessou o Atlântico acompanhado de dez aeronaves, uma ação de grande risco até então. O apoio da Itália a Bush Entrevistado por Comunità, Berselli justificou a participação da Itália na guerra contra o Iraque como uma medida de necessidade e compreensão. - Não é que a maior parte do povo não quisesse a guerra. Se existe uma opção entre guerra e paz é muito mais fácil optar pela segunda. O governo Berlusconi não incentivou a guerra. Não trabalhou ignorando a todos e sim buscando atender as exi- gências, ou ao menos buscando um diálogo com a esquerda, a Europa, a OTAN e a ONU. Berlusconi não promoveu a guerra. Não mandamos soldados, não mandamos homens, nem armamentos e nada que contribuísse para o cenário de guerra. A diferença da Itália para a França, Alemanha ou Rússia é que o nosso país também queria a paz, mas, ao contrário desses países, entendeu as razões que levaram os EUA a invadir o Iraque. Quanto às bases italianas, a Itália apenas cumpriu com o acordo existente. Hoje o nosso país está empenhado, mais do que qualquer outro, em buscar o apaziguamento entre os países que mantêm relações fraternas e participa seriamente das obras de reconstrução do Iraque e da manutenção da ordem naquele país. Queremos o fortalecimento da União Européia e também da ONU. 12 Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73 COMUNIDADE | Informação Informazione all’estero Giornalisti italiani e italo-brasiliani si incontrano per gettare le basi della cooperazione tra le varie entità di classe costituite nei due paesi Con la presenza del console generale, Gianluca Cortese; del presidente della Camera di Commercio Edoardo Pollastri; del presidente del Sindacato dei Giornalisti ProfessionistiSP, Frederico Ghedini; del direttore dell’Istituto Italiano di Cultura, Guido Clemente; del direttore ICE Andrea Ambra; della direttrice del progetto Giornalisti Italiani nel Mondo, dell’Ordine dei Giornalisti, Laura Capuzzo; del direttore della Federazione Nazionale Stampa Italiana, Gianni Montanari; si sono aperti i lavori dell’incontro all’Hotel Paulista Wall Street che ha riunito molti membri dell’Associazione Stampa Italiana in Brasile, diretta da Venceslao Soligo, il quale ha portato un saluto ai giornalisti brasiliani nel loro giorno commemorativo, il 7 giugno, inoltre in questa data la Associação Brasileira de Imprensa ha compiuto il suo 95 o anniversario, con varie commemorazioni condotte dal presidente Fernando Segismundo a cui sono stati indirizzati i complimenti a nome di tutti. Nei due giorni sono stati esaminati vari progetti, uno dei quali è stato condotto da Silvano Bertossi, dell’ODG, e da Attilio Fania, dell’Asib, i quali hanno esaminato il percorso dei corsi di aggiornamento, formazione, processi innovativi e formativi alla promozione del lavoro nel campo della comunicazione. Giancarlo Palmesi della Asib di Belo Horizonte-MG e Felice Maselli (ODG) hanno condotto i lavori sul tema “Ruolo riguardanti la professione” includendo i temi dell’etica, della deontologia e delle esigenze dei giornalisti italiani in Brasile in materia di riconoscimento professionale, tutela sindacale, previdenza e assistenza sanitaria. Il rappresentante della FNSI, Gianni Molinari ha comunicato che saranno avviate le trattative per il riconoscimento della ASIB presso la Federazione italiana e la sua filiazione alla Federazione dei Giornalisti Professionisti del Brasile-FENAJ. Il dibattito sull’informazione di ritorno, condotto da Laura Capuzzo e Bruno Giovannetti (Asib), si è concluso con una bozza di progetto per formare una cooperativa di giornalisti i quali, atraverso convenzioni con varie istituzioni italiane legate alle Regioni e al governo centrale, potranno inviare i loro articoli alle testate italiane informandole sul contenuto delle attività culturali, commerciali, finanziarie e industriali delle comunità italiane all’estero. Il progetto di una Fondazione che coordini tutte le attività dei giornalisti italiani all’estero, già presentato al 1o incontro degli italiani nel mondo, nel 2000, a Roma, è stato riesaminato con i colleghi da Laura Capuzzo, la quale ha informato che ci stiamo scontrando con problemi economici che col tempo saranno superati. Incontri con autorità politiche, diplomatiche e di classe hanno completato la visita dei quattro giornalisti italiani della FNSI e dell’ODG. I lavori sono terminati con la proposta per il 1 o Congresso della Stampa Brasiliana e Italiana che si dovrebbe tenere a giugno in San Paolo. Nell’ufficio dell’ambasciatore Matarazzo - da sinistra - Gianni Montanari (FNSI), Bruno Giovannetti (ASIB), Laura Capuzzo e Felice Maselli (ODG), Andrea Matarazzo e Venceslao Soligo (ASIB) notas Trabalhador depressivo ganha indenização A partir de agora, os empregadores na Itália deverão ressarcir integralmente a depressão de um empregado que tenha sido causada pelo stress no trabalho. A indenização vale também ao trabalhador que já possuir uma pré-disposição para a doença. Uma medida está sendo estudada para aplicar a mesma lei aos trabalhadores que já foram afastados e depois dispensados por causa da doença. A Itália possui um alto índice de depressão por stress de trabalho, principalmente entre os homens de 29 a 45 anos. L’on. Gianni Pittella responsabile DS per gli italiani all’estero e deputato al Parlamento Europeo, assieme a Fabrizio Morri della segreteria generale. Prima che sia troppo tardi… Le emergenza sudamericane, dall’Argentina al Brasile con uno sguardo ottimista sul Brasile agli occhi di Gianni Pittella Roma – Argentina, Brasile e Venezuela. Comunità italiane, politici locali, imprenditori. E una delegazione in viaggio, quella dei Democratici di Sinistra che hanno a Roma i risultati del loro viaggio. Dopo l’Argentina, in cui le mense per i bambini, la povertà per le strade e le continue emergenze hanno colpito i delegati, in Brasile protagonista è stata l’esperienza di governo del Presidente Lula, oltre alle questioni specifiche di comunità come le la previdenza, la lingua e la cultura, il voto per i Comites e per le elezioni politiche. “Gli italiani in Brasile” spiega Gianni Pittella, responsabile per gli italiani all’estero dei DS “non rappresentano una presenza residuale e ghettizzata. Sono protagonisti di tutti i comparti della vita economica e sociale”. E, oltre ad aver eletto la metà dei Ministri del Governo Lula di orgine italiana, “gli italiani in Brasile chiedono più attenzione dell’Italia e dell’Europa alla nuova stagione socio-economica che si è aperta nel sub-continente carioca”. Gli italiani sono tanti, presenti in tutti i settori della società e del sistema produttivo brasiliano, anche con grandi aziende (la Pirelli, Telecom, Ferrero, Parmalat ed altre ancora) e Pittella sostiene che “anche il nostro paese può e deve sostenere un tentativo che vede la simpatia e l’approvazione di vastissimi settori di piccoli e grandi imprenditori, intellettuali e professionisti brasiliani di origine italiana, e che potrebbe vedere tra i beneficiari di questo sforzo riformatore anche settori sociali poveri ed emarginati dove pure la presenza italiana è rilevante”. La massiccia presenza di discendenti di Italiani in Brasile renderebbe, secondo l’esponente politico, “ancora più urgente una scelta che andrebbe compiuta in ogni caso, di sostegno a questa grande causa di giustizia sociale”. Quanto al Venezuela, campani, veneti, umbri, abruzzesi, lucani, calabresi, che Pittella ha incontrato hanno proposto alla delegazione le loro esigenze, illustrato i problemi del Paese che li ospita. E se ammette la gara di solidarietà scattata a favore dell’Argentina, il Venezuela e la tragedia in cui versa la comunità italiana “è rimasta in un cono d’ombra”. Gli incontri con la comunità locale, politici, intellettuali hanno contribuito a tracciare un quadro della situazione che non conforta la delegazione. Preoccupano i 22 italiani che risultano rapiti dalla malavita, le centinaia di persone sottoposte a taglieggiamenti, a minacce, a tentativi di sequestro. “Occorre fermare questa deriva! E la comunità internazionale non può mantenere un atteggiamento distratto” spiga Pittella. E l’Italia sarebbe secondo il politico “colpevolmente fuori dal gruppo dei Paesi Amici costituitosi per favorire uno sbocco democratico alla crisi venezuelana”; dovrebbe pertanto “adoperarsi per sostenere l’azione dell’Organizzazione degli Stati Americani e della Fondazione Carter tesa a ristabilire una situazione di certezza democratica”. Un impegno che deve essere posto in agenda con urgenza, questa l’opinione di Pittella, perché “ogni tentennamento, ogni ritardo potrebbe essere fatale per una grande Nazione in cui continuano a vivere centinaia di migliaia di italiani”. Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73 13 ATUALIDADE | Opinião Pax Romana, Pax Americana e um vilão: Donald Rumsfeld ASTERIX É incrível, mas diante da primeira grande perda dos Estados Unidos na sua invasão ao Iraque (quando foram feitos prisioneiros sete soldados americanos), Rumsfeld invocou a aplicação dos direitos previstos para os prisioneiros de guerra pela Convenção de Genebra. Naturalmente, esta Convenção se aplica somente no âmbito de guerras autorizadas pela ONU, segundo os princípios do Direito Internacional. E o nosso caso certamente não é este: só há uns dias França e Alemanha ameaçaram denunciar os Estados Unidos por crimes de guerra, tendo eles lançado a invasão em território iraquiano sem qualquer autorização internacional, justificando-a com a possessão, por parte do Iraque, de armas biológicas e químicas que poderiam ser usadas pelo Al Qaeda em uma guerra de extermínio contra os vizinhos ou os próprios Estados Unidos. É claro, a Convenção de Genebra não se aplica aos prisioneiros afegãos, mantidos pelos Estados Unidos em sua base de Guantânamo, em Cuba, em condições desumanas, sempre nus, em cubículos que seriam mais apropriados para a criação de frangos, do que para encarcerar seres humanos. Faz-se mister lembrar também que os Estados Unidos, que sem pudor pediram a aplicação da Convenção de Genebra para os seus prisioneiros na guerra de invasão ao Iraque, que não foi autorizada por nenhuma autoridade internacional, recusaram-se a assinar o Tratado de Kioto sobre a ecologia, a Convenção contra a venda de armas de pequeno porte, o Tratado para a não-proliferação das minas anti-homem e, por último, de reconhecer o Tribunal Internacional de Justiça de Haja. Até agora não foi achado qualquer vestígio de armas de destruição em massa e parece muito estranho que um País invadido de forma traiçoeira por uma potência que realmente possui este tipo de armas, os Estados Unidos, não as tenha usado mesmo possuindo-as. Inclusive, até agora não foi provada nenhuma relação entre Bin Laden e o Iraque, lembrando que na opinião do fanático muçulmano Bin Laden, Saddam Hussein, que impôs o socialismo do Baath em um país islâmico, representa praticamente um anticristo. Além disso, é interessante lembrar que Saddam Houssein obteve exatamente dos Estados Unidos, graças aos solícitos pedidos de D. Rumsfeld - então Diretor Geral da Hallyburton americana -, grande quantidade de gases letais para poder enfrentar o Irã do Aiatolá Khomeini, na época inimigo número um dos Estados Unidos. Naturalmente Saddam Houssein, que envolveu seu País em uma guerra de dez anos contra o Irã, não hesitou no uso do gás letal obtido dos Estados Unidos contra os vilarejos curdos no norte do Iraque, que desde sempre almejam a criação de um estado curdo independente. Os curdos denunciaram à ONU o uso de gás letal: a ONU emitiu uma dura resolução contra o Iraque, mas esta foi vetada pelos Estados Unidos graças às boas influências do impagável Donald Rumsfeld, que afirmou cinicamente que Saddam Houssein era um “son of a bitch, but our son of a bitch”. Como já havia acontecido com Bin Laden, treinado nos campos militares da CIA americana para aprender todas as técnicas possíveis e imagináveis de terrorismo para combater o governo comunista do Afeganistão, Saddam Houssein também é a clássica cobra criada em seio americano. Além disso, o ditador controlava o sétimo país do mundo em termos de petróleo: hoje em dia, os Estados Unidos encontram-se muito perto do esgotamento de seu petróleo e encaram este fato como sendo um risco inaceitável para sua supremacia imperial. E mais, Saddam Houssein cometeu uma deselegância que, aos olhos deles, pareceu inaceitável: começou a vender petróleo em Euro ao invés de dólares. O medo dos Estados Unidos é que este fato sirva de exemplo para outros produtores de petróleo. Se isto acontecer, a potência imperial não poderá mais financiar o déficit em dólares já muito alto e, na opinião de analistas internacionais, o dólar poderá começar a se desvalorizar em torno de 30 a 40 por cento, o que levaria a um processo de recessão econômica igual somente ao da Argentina. Fato que, inclusive, deve nos preocupar. Se ao ler em recentes documentos do “Project for the New American Century - PNAC”, projeto de ponta fundado na primavera de 1997 e que enumera entre os seus maiores expoentes o obsceno Donald Rumsfeld e seu vice Paul Wolfowitz, e ainda com a participação do próprio vice-presidente Dick Cheney, o objetivo dos Estados Unidos deve ser o de perseguir a supremacia global, alcançando todos os primados políticos, econômicos e militares que a Guerra Fria deixou como herança para os Estados Unidos do século XXI, é óbvio que está se promovendo a hipótese de um império mundial “democrático e liberal”, com base no modelo romano que deverá apaziguar o mundo unido segundo os valores - e os interesses - dos Estados Unidos. Enquanto a mídia, já domesticada pelo poder político, difundiu a opinião segundo a qual a guerra contra o Iraque foi decidida no rasto do ritório, além de explorar o petróleo sob a gerência dos tecnocratas corruptos de suas multinacionais? Serão criadas no deserto reservas para os iraquianos, como aquelas que vocês fizeram para os seus índios peles-vermelhas? Inclusive, gentlemen, vocês motivaram a invasão do Iraque alegando que eles possuíam armas de destruição em massa que, entre outras coisas, não acharam até agora; por que, porém, para vocês é permitido o uso, contra o povo iraquiano, de “daisy cutters” , bombas de meia tonelada que, ao cair, espalham em rajada centenas de mini-bombas que destroem qualquer forma de vida num raio de trinta metros? Estas não são armas de destruição em massa? Ah, eterno Orwell... De qualquer maneira, o petróleo, junto ao grande negócio da reconstrução, que vocês já estão oferecendo a empresas próximas de Dick Cheney, Donald Rumsfeld e outros urubus do go- Isso tudo, para os petroleiros dos quais George Bush é expressão, atenta com cenários horripilantes aos interesses nacionais americanos. O que seria melhor, portanto, do que uma invasão do Iraque que, fornecendo um duro exemplo da sua esmagadora potência militar para os outros países produtores de petróleo, permitiria relançar a indústria militar, controlar o petróleo iraquiano e providenciar para coroar - para as empresas amigas dos petroleiros de sempre (Hallyburton em primeiro lugar) suculentas comissões para a futura reconstrução do Iraque, naturalmente ignorando o massacre de mulheres, idosos e crianças, que sofrem demais sob um ditador sem piedade. É melhor que morram para não sofrer mais? O que é que isto tudo tem a ver com a Convenção de Genebra? É bem melhor impor uma dura censura, de tipo fascista para a mídia internacional para que não apresentem para a opinião pública já enfurecida os prejuízos nefandos do maior bombardeio que a História tenha conhecido e que, com o clássico “duplo discurso” orweliano é grotescamente definido “Irak’s freedom”. O obsceno Rumsfeld decidiu barrar - por motivos de segurança nacional - as imagens de horror, morte, destruição e sangue que vêm do Iraque: as emissoras americanas poderão mostrar somente as chamas e os incêndios que, de longe, parecem quase uma surreal explosão de fogos de artifício. E que não seja mostrado o sangue, por favor. Se, como dizia Marshall McLuhan “the medium is the message”, os Estados Unidos estão cada vez mais longe da humanidade. Talvez seja muito pertinente a definição dada pelo grande sociólogo da comunicação Pierre Bourdieu quando fala dos Estados Unidos, dizendo que eles representam “le premier pays primitif du futur”. desejo de vingança dos norte-americanos, após o pavoroso atentado do dia onze de setembro, é fato notório que o PNAC havia recomendado a invasão do Iraque, na sua ótica imperial, já desde 1998. Provavelmente a “pax” americana, visto que é inspirada no império romano, se parecerá com a “pax” augusta que, como lembra Agricola, no final do primeiro século depois de Cristo, era realizada da seguinte forma: ”Raptores orbis, postquam cuncta vastantibus defuere terrae, marescrutantur; si locuples hostis est, avari, si pauper, ambitiosi, quos nonOriens, non Occidens satiaverit; soli omnium opes atque inopiam pari adfectuconcupiscunt. Auferre, trucidare, rapere falsis nominibus imperium, atqueubi solitudinen faciunt, pacem appellant.” ”Assaltantes do mundo, os romanos, depois de terem tudo devastado, não tendo mais terras para ser saqueadas, vão buscar no mar também; ávidos se o inimigo é rico, desejosos de domínio se é pobre; são de tal forma que nem o Oriente nem o Ocidente conseguem satisfazê-los, eles são os únicos que cobiçam com igual veemência possuir tudo, tanto as riquezas, como a miséria. Roubar, massacrar, assaltar, isto eles, sob falso nome, chamam império e lá onde eles fizeram o deserto, dizem ter levado a paz.” Parece muito atual, não é, Mr. Rumsfeld? Não é, Mr. Bush? A Mesopotâmia, sede das mais antigas cidades do mundo, com Ur, fundada cinco mil anos antes de Roma, com Babilônia e Nínive , muitas vezes citadas na Bíblia, onde a tradição colocava o Éden na terra, produziu as primeiras grandes civilizações sofisticadas do mundo, a AssírioBabilônica e a Média, nos deu o primeiro alfabeto (a Pedra de Roseta) e, portanto, a história, e hospeda os despojos de Abraão e de Ali, o primo de Maomé. O que vocês farão do seu ter- verno de vocês, no final irão justificar a empreitada, certamente foi o preço do trabalho: está tudo certo, “God bless America”, oh yeah... A respeito desta última afirmação talvez teriam algo a dizer os milhares de “efeitos colaterais”, homens, mulheres, crianças, idosos, “libertados” da vida para que o seu sofrimento causado pelo terrível ditador não continuasse. Mas vamos ser francos: quanto vale a vida de um iraquiano ao ser comparada com aquela de um “cowboy” americano? E na euforia da vitória, já está se perfilando um protetorado iraquiano sob o governo do ex-general e presidente de uma das mais importantes indústrias bélicas dos Estados Unidos Jay Garner, coadjuvado pelo iraquiano exilado Chalabi, condenado por malversação e fraude na Síria (onde, se entrar, está preso) e, antes, sob investigação pela própria CIA americana por causa do desaparecimento de quatro milhões de dólares confiados em suas mãos: outro “son of a bitch, but our son of a bitch”. E agora começaram as ameaças à Síria... Até agora, o fundamentalista evangélico George W. Bush está seguindo à risca o roteiro previsto pelo fanático fundamentalista muçulmano Osama Bin Laden, alimentando o ódio dos muçulmanos contra o ocidente e aumentando de forma exponencial o número de terroristas mártires voluntários. Talvez, embora desconfiemos que não tenha ocorrido, George W. Bush leu as Profecias de Nostradamus e esteja fazendo de tudo para que seja posta em prática a sua profecia segundo a qual a terceira guerra mundial será caracterizada pela aliança entre os mongóis (chineses) e os árabes contra o Ocidente, e levará ao desaparecimento definitivo de metade da população mundial... quem vos escreve não acredita em profecias, mas alguma dúvida a respeito deste assunto começa a tê-la... 14 Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73 SAÚDE | Gastronomia UMA DIETA COM MASSA DE DEIXAR ÁGUA NA BOCA Segunda-feira é dia de começar uma nova dieta. A dieta da sopa, de verduras, da lua. Opção é o que não falta. Por mais que se deseje emagrecer, continuar a dieta por meses seguidos é o que dificulta e desestimula. Poder variar o cardápio é um ponto a favor que não deve ser esquecido. Afinal de contas, fazer dieta hoje em dia é sinônimo de sofrimento. Manter uma alimentação saudável é um preocupação existente no mundo inteiro. O que está na moda na Itália hoje, em termos de dieta, é a “Semana da Pasta”. Um cardápio de massas nos sete dias da semana que promete não só emagrecer como também não deixar a fome aparecer. Rica em amido e carboidrato a massa se torna fonte de energia e, ao contrário do que se costuma pensar, a massa em si não engorda. O problema são os acompanhamentos, a quantidade que se come e a comida fora de hora. Com uma com- binação saudável de legumes e verduras a “Semana da Pasta” se torna uma dieta saborosa, eficiente e fácil de seguir. Alguns passos devem ser observados antes de começar a dieta. O primeiro deles é esquecer o antepasto. Se a fome estiver grande é aconselhável enganar com uma saladinha de cenoura e aipo. Todos os dias antes de almoçar é bom criar o hábito de tomar um copo de água. Depois do jantar pode complementar a refeição com um chá de camomila ou de erva cidreira, para quebrar a ânsia causada pela dieta. A comida deve ser sempre cozida á vapor, ou levada ao forno. É importante lembrar de não acrescentar gordura onde não estiver especificado. O azeite pode ser à gosto, mas sempre extravirgem. O sal e as especiarias também não engordam. Mas é sempre bom prestar atenção e não salgar muito a comida. receita 1o. DIA: Café da Manhã: dois biscoitos integrais com um pouco de marmelada. Um iogurte diet ou um copo de leite desnatado. Um chá. Almoço: 60gr de pasta al sugo. Três fatias finas de mussarela. Salada de cenoura. Jantar: sopa de verdura com 30gr de pasta. 80gr de presunto cru, couve-flor cozida. 2o. DIA: Café da Manhã: ver 1o. dia. Almoço: 60gr de pasta com brócolis, molho de tomate. Um ovo cozido. Jantar: Sopão de verduras com 50gr de batata. Um peixe badejo ao vapor. 3o. DIA: Café da Manhã: ver 1o. dia. Almoço: 60gr de pasta com cogumelos. Verduras grelhadas. Uma maçã. Jantar: Sopa com abobrinhas e 30gr de pasta. 50gr de bresaola. Espinafre ao vapor. 4o. DIA: Café da Manhã: ver 1o. dia. Almoço: 60gr de pennette ao molho de ervas. Salada mista com 30gr de queijo fresco. Um pêssego. Jantar: 80gr de pasta e ceci. Um ovo cozido. Mais 20gr de presunto cozido. 5o. DIA: Café da Manhã: ver 1o. dia. Almoço: 40gr de tortellini com um pouco de óleo. Salada de frutas. Jantar: Sopa de brócolis com 30gr de pasta. Duas fatias de carne com verduras. 6o. DIA: Café da Manhã: ver 1o. dia. Almoço: 60gr de pasta com ragù. Salada de ervadoce. Um figo. Jantar: Sopa de lentilha. 40gr de crescenza. 7o. DIA: Café da Manhã: ver 1o. dia. Almoço: 60gr de pasta com frutos do mar. Duas fatias de bresaola. Uma pêra. Jantar: 60gr de batata cozida. Verduras mistas. gastronomia Escola de Gastronomia UCS-ICIF instala instituto italiano no Brasil Uma nova escola será inaugurada em agosto de 2003, em Flores da Cunha (RS), e instalará a primeira instituição internacional de gastronomia no País. O Italian Culinary Institute for Foreigners (ICIF) e a Universidade de Caxias do Sul (UCS) lançam no Brasil a nova Escola de Gastronomia UCS-ICIF, trazendo para o país a presença internacional do reconhecido instituto italiano. A Escola estará sediada na cidade de Flores da Cunha (a 70 km de Porto Alegre/RS), região da Serra gaúcha, cuja colonização e influência cultural é predominantemente italiana. O ICIF é entidade fundada há dez anos por um grupo de chefs de cozinha e proprietários de restaurantes italianos e intelectuais da área com o objetivo de difundir a cultura enogastronômica italiana no mundo. O Instituto está sediado nos arredores da cidade de Asti (a cerca de 60km de Turim, capital do Piemonte), noroeste da Itália, em castelo medieval totalmente preservado, que teve suas instalações reformadas para abrigar a escola. A restauração foi patrocinada pela União Européia e pela Região Piemonte. O Castelo de Costigliole d’Asti possui completa estrutura didática que compreende: salas de aula com estações individuais de trabalho, cada uma com monitores de tv para que os alunos acompanhem a aula, sala de panificação e confeitaria, restaurante, completa enoteca, com vinhos de toda a Itália, e a oleoteca, sala para apresentação e degustação de azeites provenientes de todo o país. O Castelo também possui hospedaria para receber os alunos de qualquer lugar do mundo. Em 2000, o ICIF implantou a primeira escola fora da Itália, em Xangai, na China. O terceiro país do mundo no qual o ICIF terá uma escola será o Brasil. INSTALAÇÕES E PATROCÍNIO - No Brasil, a Escola de Gastronomia UCS-ICIF em Flores da Cunha está instalada em pavilhão de 1.000m², que prevê a implantação de enoteca, sala de aula com bancadas individuais e equipamentos, conforme a referência italiana, padaria e confeitaria e restaurante. Em Flores da Cunha, o alojamento para os alunos será feito em parceria com o Hotel Vila Borghese. OS CURSOS - A Escola de Gastronomia de Flores da Cunha ministrará quatro tipos diferentes de cursos de extensão universitária: Formação de Chef de Cozinha, com 600 horas; Máster em Gastronomia, com 200 horas; Cursos Temáticos de Curta Duração; Workshops e cursos rápidos para gourmets e apreciadores da boa cozinha. Os cursos para gourmets estão abertos ao público e aos interessados em geral, não sendo necessário prestar vestibular. Para os cursos de Formação de Chef e Máster em Gastronomia a escola exigirá educação fundamental completa e conhecimento prévio de cozinha profissional. PATROCÍNIO - O projeto da escola de Flores da Cunha conta com a participação de empresários da região gaúcha, do Centro Empresarial de Flores da Cunha e da Prefeitura Municipal. A UBF – Unilever Best Foods, juntamente com as empresas Florense, Tedesco e Tramontina patrocinam a Escola. A Apromontes – Associação dos Produtores de Vinhos dos Altos Montes –, RASIP e Randon Agropecuária também participam do projeto. Rio de Janeiro, 03JUN2003 | Nº 73 15 ATUALIDADE | Economia Idee sul come cercare di riprodurre in Brasile i distretti industriali italiani FRANCO URANI [email protected] PREMESSA: Non vi è alcun dubbio che il settore di gran lunga più valido e trainante dell’industria italiana è costituito dai distretti di piccole e medie aziende, una specialità mondiale derivata dall’individualismo, laboriosità, ingegnosità, municipalismo di alcune zone d’Italia e dalla necessità di associarsi per difendersi contro l’eccessiva ingerenza/fiscalità statale ed anche per potere – uniti – meglio difendere i propri interessi. Il Brasile, nello sforzo di modernizzare la sua industria, dedica da qualche anno attenzione particolare al sistema distrettuale italiano, sia per cercare di riprodurne il modello adeguandolo alle realtà locali (sono in corso alcune iniziative della PROMOS lombarda con il SEBRAE), sia per cercare di riprodurlo in associazione con gruppi brasiliani, con un primo importante tentativo dei mobilieri Veneti che stanno iniziando la realizzazione di uno specifico polo del mobile di design italiano ad Uberlandia, nel Triangolo Mineiro. E’ dal 1998 che sono impegnato nel settore per l’iniziativa Uberlandia e, molti anni prima - nel periodo 70/75 avevo portato la FIAT nel Minas Gerais. Sulla base di queste esperienze, devo dire che un’operazione di tipo distrettuale è certamente di complessità maggiore rispetto all’installazione di una multinazionale, sia perché si tratta di tante piccole aziende, sia per le problematiche finanziarie, sia per il difficile reperimento di partners adeguati e coscientizzati, sia e soprattutto perchè la legislazione brasiliana pare inadeguata a promuovere questo tipo di operazioni che potrebbero essere di grande utilità per il Paese, diffondendo e modernizzando la sua industria. Ho quindi ritenuto opportuno presentare - ad inizio dell’Aprile scorso - al nuovo Governo federale brasiliano (che è certamente impegnato in un duro sforzo per l’industrializzazione, l’occupazione, la moderni- zzazione, l’esportazione), alcune ponderazioni con proposte personali e generiche che riporto qui di seguito, al fine di inquadrare il problema e proporre soluzioni. 1. L’Italia è il Paese in cui le piccole e medie imprese industriali hanno la maggior importanza, organizzandosi frequentemente in Distretti, con la finalità di collaborare tra loro ed associarsi in vari settori di interesse generale per difendere i comuni interessi, mantenendo tuttavia la propria indipendenza. 2. In relazione all’elevato costo della mano d’opera e degli oneri sociali in Italia ed anche della concorrenza internazionale, soprattutto cinese, da circa 20 anni l’organizzazione distrettuale italiana ha dovuto progressivamente espandersi all’estero. 3. Dapprima, si era trattato di trasferimenti di linee di produzione usate (specie per prodotti popolari), in paesi relativamente prossimi, nei quali il costo della mano d’opera era la quinta parte o meno rispetto al livello italiano. Nella filiale straniera così costituita era generalmente inviato un responsabile italiano e, temporaneamente, personale tecnico per l’addestramento della mano d’opera locale. In questi casi, la quasi totalità della produzione viene esportata alla casa madre italiana che detiene il design, le produzioni più sofisticate e la distribuzione. Migliaia di operazioni di questo genere (pare un 30.000) sono state realizzate in questi ultimi 15 anni specie nei paesi dell’est europeo che entreranno gradualmente nell’Unione Europea, in modo particolare in Romania che – nella sola città di Timisoara – insedia ben 1.300 filiali di piccole aziende italiane, specie venete. 4. Un secondo tipo di migrazione più recente, è motivato dalla saturazione europea e dal conseguente tentativo di espandersi in mercati emergenti di elevato potenziale quali Russia, India, Cina e Brasile, difficilmente raggiungibili dall’Italia per motivi di costo, distanza, barriere doganali. In questo tipo di operazioni perlopiù incentivate dall’Unione Europea - le procedure sono diverse dalle precedenti, dovendo le nuove aziende operare in forma autonoma in funzione alle situazioni dei vari mercati, preferibilmente in associazione con gruppi locali. Nel caso di medie aziende, i mezzi d’opera possono essere nuovi, con acquisto agevolato da finanziamenti internazionali e brasiliani a lungo termine. Nel caso delle piccole aziende satelliti che dovranno accompagnare o seguire le medie per costituire il DISTRETTO esiste invece la problematica per l’acquisto delle macchine nuove, in quanto difficilmente dispongono dei mezzi finanziari necessari e la legislazione brasiliana è estremamente limitativa per importazione di linee di macchine usate, procedura questa che – come detto – è stata applicata su scala imponente per la costituzione di filiali nei paesi dell’est europeo. Operazione questa che non necessariamente comporta un disinvestimento o diminuzione di lavoro da parte italiana, ma spesso consente una modernizzazione e diversificazione dei processi produttivi, considerando che il costo della mano d’opera in Brasile è di circa 1/5 rispetto all’Italia e che le condizioni di finanziamento per nuovi impianti sono estremamente più vantaggiose in Italia che in Brasile. Il mio timore è che questa rigidità brasiliana - motivata alla protezione dell’industria nazionale di macchine utensili - potrebbe compromettere, o quantomeno ridurre notevolmente, un’operazione distrettuale italiana ipotizzabile in vari settori e in collaborazione con la controparte brasiliana specie rappresentata dai 26 milioni di nostri discendenti, che potrebbe essere potenzialmente della maggior importanza. 5. La proposta è quindi di stabilire una nuova procedura semplice ed agile - mediante specifici accordi tra i due Paesi e limitata alle piccole imprese brasiliane - con la finalità di rendere agevole – per la costituzione di nuovi distretti industriali o per la razionalizzazione di agglomerati industriali brasiliani già esistenti – l’importazione di linee di produzione usate italiane. I criteri informatori per queste specifiche iniziative distrettuali potrebbero così enunciarsi: A - le linee di produzione usate dovrebbero venire revisionate ed essere in perfetta efficienza, adeguate al mercato brasiliano, con un’età massima da stabilire, e con valore certificato da una specifica perizia di un Ente specializzato e definito dalle Parti; B - le aziende italiane dovrebbero esportare le linee usate in conto capitale; C - l’importazione delle linee usate italiane in conto capitale non sarebbe soggetta in Brasile a dogana ed imposte, anche se con similare nazionale, dovendo l’importatore assumere l’impegno di non alienarle per un periodo di 5 anni. Infine, le piccole aziende da costituirsi in Brasile possibilmente in joint-venture, acquisterebbero qui terreno, capannone e gli impianti generali in tutto o in parte, con intervento finanziario che potrebbe essere del partner brasiliano. In linea di massima, si può ipotizzare che le produzioni distrettuali italo/brasiliane potrebbero essere destinate per un 50% al mercato domestico e Mercosud e al 50% al mercato USA, potendo forse constare negli accordi uno specifico e ragionevole impegno esportativo. Itália em Niterói A política de relacionamento entre a Itália e o Brasil começa a dar sinais de plena saúde. Boa parte dessa boa intenção existente entre os dois países se deve pelo fato de, segundo o dados do IBGE, termos em solo brasileiro cerca de 31 milhões de descendentes de italianos. Outro trunfo está no fato do Governo Lula ter oito ministros de origem itálica e mais uma infinidade de ítalo-brasileiros trabalhando no segundo e terceiro escalões. A próxima cidade que irá abrigar um evento de grande importância para o fortalecimento dos laços e a troca de experiências sociais, culturais e econômicas com a “bota” será Niterói. O prefeito Godofredo Pinto está motivado com a iniciativa que trará para a primeira cidade em qualidade de vida do estado do Rio de Janeiro, em julho, uma comitiva de autoridades políticas e econômicas italianas. 16 Rio de Janeiro, 03MAR2003 | Nº 72 SOCIEDADE | Costume m foco E 1 2 3 5 7 4 6 8 1. A Sardenha, “Ilha do Sol”, aportou na cidade maravilhosa promovendo eventos nas áreas cultural e comercial de grande importância. Na foto, o Presidente do Consiglio Regionale Sardegna, Efisio Serrenti, e o Assessor Regional do Trabalho da Região Sardegna, Matteo Luridiana, em homenagem às atrizes Rossana Ghessa e Fernanda Montenegro. - 2. Em ocasião da XI Bienal Internacional do Livro, professores e artistas se encontraram na bela casa do diretor do IIC/RJ. Na foto, a professora Anita Gullo, com Franco Vicenzotti, Aniello Avella, Amir Haddad, Maria Pace, Flora de Paoli - 3. Acompanhando os trabalhos do IIC na Bienal Internacional do Livro, o professor Francesco Sicilia, diretor geral para os Bens Literários e Institutos Italianos de Cultura, o vice-ministro da Cultura, Nicola Bono e o embaixador Vincenzo Petrone - 4. Franco Vicenzotti entrega a placa da Presidência da República Italiana à Andréia Guerini, organizadora do livro A contribuição italiana para a formação do Brasil, de Sérgio Buarque de Hollanda - 5. O acadêmico Antonio Olinto prestigia a sua amiga Amelia Sparano no dia do lançamento de Per no dimenticare - 6. A academia da cozinha italiana promoveu mais um grande evento em torno da gastronomia italiana. Na bela mesa, a consulesa Regina Mariano, o embaixador Vincenzo Petrone, a presidente da academia Fernanda Maranesi, o vice-ministro Nicola Bono e a ambaixatriz Susana Petrone. - 7. Em outra mesa Luigi Oniccioli, Marlene Carvalho, Renée Gerdes Filho e Maria Alice Tamborideguy 8. Susana Petrone, Willy Pasini e Angeligne Hage Chartouny. Rio de Janeiro, 03MAR2003 | Nº 73 17 ATUALIDADE | Opinião L’informazione: il ponte tra l´Italia e il mondo Tremaglia vuole stimolare stampa italiana all’estero Giuseppe D’Angelo N ella rivista “L’Espresso” del 30 Aprile, ho letto un trafiletto dal titolo “Serbatoio di lettori, ma anche di elettori, i giornali all’estero raddoppiano i fondi”, dal quale apprendo che l’on. Mirko Tremaglia è riuscito ad ottenere il raddoppio della sovvenzione governativa destinata a stimolare la stampa italiana all’estero. Non è che si tratti di una cifra da capogiro, dato che i contributi non superano i due milioni di euro per i 136 giornali che usufruiscono dell’aiuto finanziario della nostra Presidenza del Consiglio. Nel complesso, un’elemosina per un’attività sociale e culturale, che come le tante altre prodotte dai nostri emigranti, ha dell’eroico. In realtà le molteplici chiamamole così testate giornalistiche pubblicate dagli italiani all’estero, la cui maggior parte non supera le pagine di qualsiasi bollettino parrocchiale, hanno svolto una funzione importantissima tra i nostri connazionali più sfortunati e i loro figli, rappresentando spesso l’unico legame sentimentale con la terra d’origine e la sua língua. Questi giornali – “vittime, spesso, del malcelato pregiudizio e di quella sufficienza con la quale si tende a guardare la cosidetta stampa dell’emigrazione”, come afferma Niccolò d’Aquino in “I media della diaspora”, edito dalla Presidenza del Consiglio –, hanno avuto un ruolo preminente nel mantenere gli esili vincoli con la madre patria, e nella maggior parte dei casi, sono il prodotto degli sforzi individuali di inguaribili idealisti. Per esempio, i fogli stampati in varie comunità italiane sparse nello stato di San Paolo avevano un compito pedagogico, perchè servivano ad alfabetizzare, in lingua italiana, i figli della pri- ma generazione dei nostri emigranti in Brasile. E l’esito fu proficuo, dato che buona parte di quei bambini a cui fu insegnato l’abecedario italiano, parlava la nostra lingua. È l’esito fu produttivo, visto che la maggior parte dei bambini ai quali fu insegnato l’abecedario su quei fogli, parlava la nostra lingua. Estintasi questa pratica per la discontinuità dell’iniziativa per mancanza di mezzi finanziari, l’inevitabile conclusione fu l’abbandono della lingua nazionale da parte dei discendenti della seconda generazione. Attualmente, la stragrande maggioranza di essi non capisce una parola della lingua di Dante e, peggio ancora, non ha nessuna conoscenza della nostra cultura. È da ricordare a questo proposito che, sempre a San Paolo e in alcune colonie come quella di Santa Cecilia, la pubblicazione di testi teatrali frequentemente di matrice anarchica aiutò a coscientizzare il «lumpen proletariat», base della nostra comunità, e stimolò la parte più colta ad assistere agli spettacoli delle compagnie di Ermete Zacconi, Eleonora Duse ecc., che all’epoca si presentavano con frequenza nei teatri di Rio de Janeiro, San Paolo, Buenos Aires e tanti altri centri. Un altro valore innegabilmente elevato, lo ha la stampa in dialetto veneto, che appare in vari stati del Sud del Brasile. Trattasi di pubblicazioni, incluso libri, scritte in «talian», una variante arcaica del veneto parlato dai primi emigranti approdati in questo paese, espressione di valori tradizioanli regionali, ancora oggi molto diffusi tra gli abitanti della zona. Un dato curioso: a Caxias do Sul, una cittadina di 150.000 abitanti, la lingua più parlata nella locale università e in molte case, è il «talian». Come si vede, l’impegno di tanti abnegati pionieri, è stato grande, purtroppo, però, non vi è stata da parte dell’Italia repubblicana una risposta adeguata, come del resto è successo con tante iniziative prese dagli italiani all’estero. Un plauso pertanto alla opportuna provvidenza del ministro Tremaglia, sperando che non sia limitata solo al periodo elettorale. Comunque, per la distribuizione dei fondi governativi messi a disposizione della stampa italiana all’estero, è auspicabile che siano ridisegnati i criteri in base ai quali vengono concessi i contributi, soprattutto per quanto concerne l’uso esclusivo della lingua italiana. Come si è gia detto, oggi il maggior numero delle pubblicazioni in parola, è redatto nelle varie lingue adottive dei nostri emigranti, visto che come si è già detto i loro discendenti non parlano più l ‘idioma d’origine dei loro progenitori, per cui è doveroso prendere atto di questa nuova realtà, e ci si adegui. 18 Rio de Janeiro, 03MAR2003 | Nº 72 COMUNIDADE | Informação Geral Inicia-se uma nova migração italiana Uma pesquisa feita concluiu que estão surgindo na Itália cerca de 211.500 empreendedores intermunicipais. Um aumento de 14,96% em relação ao número de 2001. A nova movimentação mostra que os italianos estão saindo de suas próprias cidades para investir em outras províncias. A região onde o índice é de maior relevância é a Friuli Venezia Giulia. Em segundo lugar vem Abruzzo, depois Toscana, Lazio, Lombardia, Veneto e em oitavo lugar a Calábria. Italianos sonham em fugir VERONESEVIAGGI VERONESEVIAGGI VERONESE APROVEITE ESSAS VANTAGENS! Roma, Milão, Veneza, Napoli, Verona, Florença, Amsterdan... a partir de apenas: US$ 669, ou em 3x s/ juros Que tal fazer um curso na Itália? GIANFRANCO pode realizar seu desejo! Tel/Fax: (21) 2235-6709 Atendemos também aos sábados e domingos R: Stª Clara, 132 / 6º and. - Copacabana ARRIVEDERCI! VERONESEVIAGGI VERONESEVIAGGI VERONESE VERONESEVIAGGI VERONESEVIAGGI VERONESE Fugir da cidade onde vivem é o sonho de 67% dos italianos que habitam as metrópoles. De acordo com um estudo feito pela revista ‘Salute Naturale’, os insatisfeitos temem cada vez mais a qualidade de vida a ser oferecida aos seus filhos, principalmente pelo excesso de gente, a degradação ambiental e o barulho. O ódio pela cidade aparece, segundo a pesquisa, a partir dos 35 anos. A maioria que deseja se mudar está localizada no norte do país, mas o Sul também tem uma boa parte nesse percentual. Palermo visita o Brasil e firma acordo com SEBRAE Está cada vez mais freqüente essa busca em estabelecer acordos entre Brasil e Itália. Os dois países, que a cada dia estreitam mais os seus laços, dessa vez se reuniram por um projeto institucional. A Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria, o SEBRAE, a Scuola Superiore della Pubblica Amministrazione e organizações artesanais italianas como Casa Artigiani, Claai, Cna, da Província de Palermo, são os principais organizadores desse novo acordo. Visando um mercado globalizado e em profundo crescimento econômico, as pequenas e médias empresas italianas buscam, fundamentalmente, acelerar o seu processo de modernização se relacionando com o comércio nacional. A maior preocupação, das instituições envolvidas na missão, é conseguir manter em próspero crescimento nas relações entre as empresas italianas e brasileiras. A cidade do Rio de Janeiro foi a escolhida por ser, dentro do mercado econômico, um dos pólos industriais e comerciais mais férteis do país, contando que é a segunda colocada, perdendo para São Paulo, em número de habitantes. Por essa forte característica, o crescente mercado carioca foi o principal atrativo para os empreendedores italianos que chegaram ao Brasil para firmar contatos com pequenos e micro empresários. A província de Palermo está buscando, nesse convênio, uma transferência de experiências na organização dos processos produtivos e de distribuição e na valorização dos produtos a serem exportados. “Nosso objetivo é poder criar um canal estável de troca de informações sobre oportunidades que a Província de Palermo pode dar aos operadores comerciais no Brasil”, disse o assessor provincial Maurizio Pirillo ao comentar sobre as intenções italianas. Para o Brasil, Palermo oferece a oportunidade de abertura de espaço territorial às pequenas e micro empresas brasileiras. “Temos experiências diferentes, mas complementares sobre artesanato de qualidade, sobre moda e alta costura. No entanto, temos que confessar que ainda existem setores imaturos na Província de Palermo e é aí que en- tra o Brasil”, explica Pirillo. Com o acordo já assinado, a principal função do Sebrae, da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Industria e das Organizações Artesanais é apresentar e fornecer o melhor campo de trabalho possível, tanto para a Itália, quanto para o Brasil. Conhecer a economia de cada pais é o primeiro passo para o bom andamento do convênio e, para isso, essas três instituições se encarregarão do desenvolvimento das relações ítalo-brasileiras. Turismo e acordos sociais também estão nos planos desse projeto institucional. “Existe um desejo de poder enfrentar esse tema, onde a província possa dar um suporte, também do ponto de vista social. A temática social está seguramente ligada àquilo que chamamos de colaboração e coesão em nível internacional”, acrescenta o assessor provincial. Para a Diretora de Desenvolvimento Local do SEBRAE, do Rio de Janeiro, Celina Vargas do Amaral Peixoto, o acordo beneficia muito o Brasil. “Esse é um trabalho mais voltado para a sociedade, para a desburocratização, para os interesses do desenvolvimento local, como também a troca de experiências e negócios. Pequenos negócios que são produzidos no Rio de Janeiro com a Província de Palermo e, com a forma de gestão das micros e pequenas empresas, tanto de um lado como de outro, onde você pode intercambiar agro-turismo, negócios de artesanato, gastronomia...”. A comunidade italiana residente no Brasil também está na mira do projeto. “Os italianos no Brasil guardam com grande interesse esse tipo de iniciativa que, ultimamente, são inúmeras. No entanto, o objetivo é de se poder ter uma troca contínua com eles”, conta Pirillo. Já na visão de empreendedor, o Dirigentte da Confartigianato di Palermo, Salvatore Piscitello, diz que esse é o principal mercado a ser atingido. “Visamos principalmente eles. São os nossos primeiros consumidores. E depois eles podem acabar integrando os projetos que desejamos fazer. Certamente podem acabar cooperando conosco”. Lideranças políticas e empresariais de Palermo em visita ao Consulado Geral do Rio de Janeiro onde assinou acordo com o SEBRAE VERONESEVIAGGI VERONESEVIAGGI VERONESE Rio de Janeiro, 03MAR2003 | Nº 73 19 TURISMO | Arte TORINO encanta combinando moda, história e arquitetura C RENATA REZENDE Éstátua do imperador Cesar Augusto Ramsés II, estátua de granito (séc 13 a.C.) no Museo Egízio Via Roma, a principal rua de Turim Santo Sudário, cuja réplica fica exposta no Duomo heia de tradição, museus e história, Torino é uma cidade que está sempre revelando surpresas aos turistas. Conhecida como a capital do shopping na Europa, por seus inúmeros mercados e galerias, Torino expõe grandes nomes da moda como Armani, Versace , Dolce & Cabbana, Guci, Prada, em meio a belíssimos palácios com os famosos Alpes sempre ao fundo. Capital do país no período de 1861 a 1865, Torino desde então tem como principal característica sua força econômica. A própria história italiana mostra esse poder ao contar detalhes da migração, no período após a Segunda Guerra Mundial, quando o povo pobre do sul fugiu para o norte em busca de trabalho nas prósperas empresas da região, como, por exemplo, a indústria de automóvel, FIAT. Uma dica para quem quer visitar Torino, desvendar os segredos e descobrir suas maravilhas, é escolher como ponto inicial a Piazza Castello, que se conecta com outros pontos turísticos, facilitando a locomoção de quem chega à cidade pela primeira vez. A apenas um quilômetro do ponto de partida encontra-se a Mole Antonelliana, sede do Museu Nacional do Cinema. Essa construção datada de 1897, já foi o prédio mais alto do mundo e hoje é o marco da cidade. Perto dali surge, no centro da principal praça de Torino, o Palazzo Madama, famoso pela sua estrutura medieval contrastando com sua fachada toda em estilo barroco, sede do Museu Cívico de Arte Antiga. Ainda nas redondezas da Piazza Castello fica a Biblioteca Real, que guarda a famosa pintura Autoretrato, de Leonardo da Vinci, assim como vários esboços, desenhos e manuscritos do artista. Palazzo Madama, projetada por Filippo Juvarra entre 1718 e 1721 Outros tesouros importantes que compõem a beleza da cidade são encontrados na Piazza San Carlo. No meio da Via Roma, essa praça é conhecida como “a sala de visitas de Torino”. Duas igrejas gêmeas, de San Carlo e Santa Cristina, foram construídas, lado a lado, no período barroco, na parte sul da praça. Não se pode deixar de falar também, das maravilhosas igrejas e famosos santuários como o Consolata, onde está a Nossa Senhora, padroeira da cidade, e a Basilica di Superga que se esconde em uma das maravilhosas colinas da cidade. Já nas proximidades do Palazzo Reale, que foi residência de duques e reis, vemos o Duomo, a catedral de Torino, com estrutura arquitetônica de características renascentistas. No interior da igreja, fica a Capela do Santo Sudário, onde o tecido de linho que supostamente envolveu o corpo de Cristo, está guardado. O Sudário é um bem histórico, da era medieval, de origem não clara. A Igreja não confirma o seu valor, mas o guarda dentro de uma caixa de ferro, que fica dentro de um cofre de mármore, em uma urna no altar da capela. O visitante que por ali passar poderá apreciar uma réplica perfeita do original, que foi exposto pela última vez em 1998. Nas vizinhanças do Palazzo Reale estão situados pontos importantes, pela beleza e valor histórico, como a Porta Palatina, os restos do Teatro Romano, a Piazza della Repubblica, sede do maior mercado existente na Europa, o famoso Porta Palazzo. Ali ficam famosos restaurantes com uma grande diversidade gastronômica. Um bom lugar para fazer um lanchinho antes das compras. Os enormes mercados de Torino expõem todos os tipos de artigos da moda, enfeites, roupas, sapatos, tudo de alta qualidade. Mas, o que é melhor, com preços acessíveis, como todo brasileiro gosta. Outro comércio rico, na cidade, é composto por antiquários. Estes ficam situados no centro de Torino, perto da Piazza Augusto. Móveis antigos, pinturas, joalherias de época são as primeiras atrações para quem aprecia antiguidades. O mercado Porta Palazzo, que soma mais de mil lojas, abre todas as manhãs bem cedo. Atração diária para turistas de toda a Europa, o mercado de Torino é um ótimo lugar para se fazer compras. A mistura do perfume das flores, que estão à venda, traz um clima primaveril ao centro comercial. Um passeio cultural que mostra o início da formação da Itália e todo o seu desenvolvimento artístico ao longo dos séculos. Visitar Torino é sinônimo de diversão garantida. FIAT (Fabbrica Italiana Automobili Torino) Indústria automobilística nascida em 1899 20 Rio de Janeiro, 03MAR2003 | Nº 73 GASTRONOMIA | Italiani P So foco italiano ERGIO AGANO, C omecei a fotografar profissionalmente em 1970 em Milão, fazendo fotos para galerias de arte e catálogos para os artistas da transavanguardia italiana, chamada de arte povera. Ao mesmo tempo trabalhava como fotógrafo de arquitetura e decoração para revistas como Abitare e Domus. Em 1978 me mudei para Paris. Continuando na área fotográfica, comecei também a fotografar shows de Rock para uma produtora das mais famosas de Paris, a Zero produções. Fotografei shows de Bob Dylan, Supertramp, Nina Hagen, Culture Club, Marilion, Iron Maiden etc. Esta especialidade fotográfica me fez conhecer o Brasil por causa do I Rock in Rio, quando fui convidado por uma agência francesa para cobrir o festival. Depois voltei e morei mais um ano em Paris. Em 1986 decidi vir morar no Brasil. Comecei a trabalhar na área de música com capas de disco e consegui me introduzir em outras especialidades, como arquitetura e decoração. Trabalhei em várias revistas brasileiras, como Casa Cláudia, Casa Vogue, AD e a revista Elle, que, em 1988, me introduziu em outras duas especialidades: fotos de viagem e gastronomia. A partir daí fiquei cada vez mais conhecido na área de gastronomia. Mudei o conceito deste tipo de franco da Montervachi Molto Piacere. E lei, come se chiama? fotografia, dando mais sabor e criatividade às fotos. Isto faz parte de toda uma historia que me levou a me interessar cada vez mais por este tipo de trabalho. A partir daí começaram os convites para fazer livros. O primeiro, em 93, foi do Claude Troisgros, “Da cabeça à panela”. Depois veio Emmanuel Bassoleil, com “Uma cozinha sem Chef” (DBA SP), Olivier Anquier, com “Pães de França” (DBA SP), Luciano Boseggia, “Il Riso in Tasca”, traduzido em cinco idiomas (DBA SP), Gero (DBA SP) e os livros da Ass. da Boa Lembrança: “Tomate, Feijão e Berinjela” (SENAC RJ). No total até hoje são 22 livros e ainda têm mais dois em produção, que devem sair até o final do ano. Adoro fotografar gastronomia, além de comer bem como um bom italiano. A mistura das cores, os sabores, a escolha dos pratos e a produção fazem parte da construção do trabalho, seja para um livro ou para uma reportagem. Eu participo da montagem inteira da foto, da cozinha à mesa e até o clique final. Discuto antes o conceito do trabalho, traço um roteiro para conduzir o livro até o final, pois cada um é diferente do outro. Procuro entender o que as pessoas querem dele, traço um perfil do cliente e desenvolvo para ele o meu conceito. Este modo de ver e de pensar originou-se dos meus trabalhos com os artistas plásticos em Milão. Tudo é a continuação de uma história. Não fotografo nada que não me interesse, nada em que eu não possa participar da criação. O clique hoje para mim é o ponto final da história. Na gastronomia procuro despertar através das fotos o sabor e a plasticidade dos pratos, junto com a vontade de comer.