FA CU L DAD E D E L ETR AS
UNI VE RS I DA DE DO P ORT O
SEMINÁRIO DE INVESTIGAÇÃO EM MUSEOLOGIA DOS PAÍSES DE LÌNGUA PORTUGUESA E ESPANHOLA
SEMINARIO DE INVESTIGACIÓN EN MUSEOLOGÍA DE LOS PAÍSES DE HABLA PORTUGUESA Y ESPAÑOLA
12 a 14 de Outubro de 2009 / 12 - 14 de octubre de 2009
Local de realização / Lugar de realización: FUNDAÇÃO DR. ANTÓNIO CUPERTINO DE MIRANDA
PROGRAMA
DIA 1: Segunda-Feira, 12 de Outubro de 2009 / Día 1: Lunes, 12 octubre del 2009
Auditório 1
10h00 – Recepção dos participantes
10h30 – Sessão de boas vindas pela Presidente do Conselho de Administração da Fundação Dr. Antonio
Cupertino de Miranda, Amélia Cupertino de Miranda, e abertura do Seminário pelo Presidente do DCTPFLFUP, Armando Coelho Ferreira da Silva, Presidente do ICOM-Portugal, Luís Raposo, Director do Instituto
dos Museus e da Conservação, Manuel Bairrão Oleiro e representante da Reitoria da Fundação
Universidade do Porto, António Cardoso.
Amélia Cupertino de Miranda: Licenciada em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade
de Coimbra. Presidente do Conselho de Administração da Fundação Dr. António Cupertino de Miranda (desde
1974); Vice-presidente do Conselho de Administração da Fundação Casa da Música, em representação da
Câmara Municipal do Porto e de todos os municípios que integram a Grande Área Metropolitana do Porto,
(desde 2006); Conselheira do Conselho Nacional de Cultura por nomeação da Associação Nacional de Municípios
Portugueses. Desenvolveu actividade como: Administradora da Sociedade Porto 2001 S.A. (de 1999 a 2002);
Conselheira no Conselho Consultivo do Clube Universitário da Universidade Católica Portuguesa, Núcleo
Regional do Porto.
Armando Coelho Ferreira da Silva: Professor Catedrático do Departamento de Ciências e Técnicas do
Património da Faculdade de Letras da Fundação Universidade do Porto. Doutorado em Letras (Pré-História e
Arqueologia) pela FLUP e aprovado por unanimidade, com distinção e louvor em 1987; Agregação História – 4.º
1
grupo pela FLUP (aprovado por unanimidade, 1994). Áreas de especialização e interesses de investigação:
Proto-História e Romanização; Arqueologia e Epigrafia; Museologia e Património. Docência na licenciatura e
mestrado e docência e orientação de mestrandos e doutorandos em Arqueologia e Museologia. Director do
Curso de 2º Ciclo / Mestrado em Museologia da FLFUP. Direcção de trabalhos de investigação arqueológica
particularmente relacionados com a cultura castreja e a romanização do Noroeste Peninsular. Desenvolvimento
de acções na área da Museologia e Património, designadamente na concepção de projectos museológicos
(Museu Arqueológico da Citânia de Sanfins, Museu da Região Flaviense, Museu Municipal – Museu do Móvel,
Museu Rural de Boticas, Museu Judaico de Belmonte, entre outros), consultoria científica de exposições e
coordenação de cursos, em particular o Curso de Pós-graduação em Museologia, Curso Integrado de Estudos
Pós-graduados em Museologia e o Curso de Especialização em Museologia da FLUP. Direcção do Museu
Arqueológico da Citânia de Sanfins, Paços de Ferreira, desde 1982. Entre outra investigação relevante, destacase: 2007 A cultura castreja no Noroeste de Portugal, Paços de Ferreira, (dissertação de Doutoramento) (1ª
edição, 1986); Pedra Formosa – Arqueologia Experimental, Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão – Museu
Nacional de Arqueologia (coord.; colab.); 2005 Museu Judaico de Belmonte, Belmonte (coord.; colab.); 1995
“Portuguese castros: the evolution of the habitat and the proto-urbanisation process”, in Proceedings of the
British Academy, 86, Oxford, p.263-289; 1992 Proto-História de Portugal, Universidade Aberta, Lisboa (coord.;
colab.).
Luís Raposo: Arqueólogo. Especialista em Pré-História Antiga (Paleolítico). Colaborador na instalação de
alguns museus de arqueologia locais e regionais. Co-autor, assessor científico ou comissário executivo de
diversas exposições de âmbito nacional e internacional. Responsável por projectos de intervenção arqueológica
de campo nos vales dos rios Tejo e Guadiana, na Costa Sudoeste e nos arredores de Lisboa. Professor em
diversos cursos de temática arqueológica e museológica, promovidos por entidades oficiais e grupos privados.
Comissário de exposições arqueológicas de âmbito nacional e internacional. Representante de Portugal e/ou
do Ministério da Cultura em diversas comissões de nomeação governamental. Membro de júri de provas de
pós-graduação (mestrado e doutoramento) em Portugal e no estrangeiro. Orientador dos estudos de pósgraduação de bolseiros da Fundação Calouste Gulbenkian. Responsável por projectos de investigação
autorizados e/ou financiados pelo Ministério da Cultura, pelo Ministério da Ciência e por diversos acordos de
cooperação internacional bilateral. Membro do júri do Prémio Gulbenkian de Arqueologia. Membro do
Conselhos Editoriais de diversas revistas científicas, em Portugal e no estrangeiro. Participante em numerosas
reuniões científicas nacionais e estrangeiras, exercendo em algumas funções de coordenação científica de
secções e mesas. Co-autor de manuais universitários e obras de síntese nos domínios da Museologia, da
arqueologia e da História. Autor de numerosa bibliografia de especialidade sobre a Pré-História, Arqueologia e
Museologia, publicada em monografias e revistas da especialidade nacionais e estrangeiras (cerca de 200
títulos entre 1972 e 2008).
Manuel Bairrão Oleiro: Presidente do Instituto dos Museus e da Conservação
António Cardoso:
11h00 – Conferencia de abertura
José Fernando Madureira Pinto – A prática da razão sociológica: forçando os limites.
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Biografia: Licenciado em Economia pela Faculdade de Economia do Porto; Doutor em Sociologia pelo ISCTE;
Professor Catedrático Aposentado da Faculdade de Economia do Porto (Grupo de Ciências Sociais); Investigador
do Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Publicou vários livros e artigos
sobre metodologia e teoria sociológicas, análise da educação e das práticas culturais, políticas culturais,
processos de trabalho e construção de identidades, nomeadamente: Ideologias- inventário crítico dum
conceito, Lisboa, Presença, 1978, Estruturas sociais e práticas simbólico-ideológicas nos campos, Porto,
Afrontamento, 1985, Propostas para o ensino das ciências sociais, Porto, Afrontamento, 1994; Indagação
científica, aprendizagens escolares, reflexividade social, Porto Afrontamento, 2007 e ainda, em colaboração, A
investigação nas ciências sociais, Lisboa, Presença, 1975 (com João Ferreira de Almeida). Co-organizou:
Metodologia das ciências sociais, Porto, Afrontamento, 1986 (com Augusto Santos Silva), Os dias da escola,
Afrontamento/CMP, 1999 (com João Teixeira Lopes), Pontes de partida, Afrontamento/Porto2001 (com Maria
Benedita Portugal), Pierre Bourdieu – A teoria da prática e a construção da sociologia em Portugal, Porto,
Afrontamento, 2007 (com Virgílio Borges Pereira) e Desigualdades, desregulaçºão e riscos nas sociedades
contemporâneas, Porto, Afrontamento, 2008 (com Virgílio Borges Pereira). Dirigiu e integrou vários projectos
de pesquisa sociológica de terreno, incluindo recentemente uma revisitação a uma colectividade rural do
Noroeste português, que estudou pela primeira vez há trinta anos (o primeiro volume com resultados desta
pesquisa, organizado em colaboração com João Queirós, está em vias de publicação). Dirige a revista Cadernos
de Ciências Sociais, onde publicou, nos seus três primeiros números, “Questões de metodologia sociológica (I),
(II) e (III)”. Aí desenvolve a perspectiva metodológica que, sustentando a generalidade das posições expressas
nesta Sessão de Abertura, abre portas para uma sua revisão crítica. Foi consultor do Presidente Jorge Sampaio
para a Área da Economia, Desenvolvimento e Sociedade entre 1996 e 2006.
Resumo: As ciências sociais e, em particular, a sociologia dispõem hoje de quadros teóricos e instrumentos de
observação metódica capazes de objectivar e tornar inteligíveis domínios do real outrora considerados
refractários a qualquer esforço de análise sistemática. A produção, circulação e apropriação de bens culturais é
um desses domínios. Envolvendo ele um conjunto de processos simbólico-culturais (portanto também
disposições, representações, valores, etc.) de grande complexidade, são muitas as dificuldades e os desafios
que se colocam neste caso à prática da razão sociológica – ela não está, ainda assim, impedida de avançar,
nomeadamente se souber conjugar criativamente reflexão teórica com pesquisa sobre situações concretas.
Forçar os limites da disponibilidade cognitiva associada aos instrumentos teóricos e técnicos do conjunto das
ciências sociais é, nesse sentido, uma exigência vital na perspectiva do avanço do conhecimento sobre práticas
culturais. Trata-se de subverter as fronteiras entre metodologias extensiva e intensiva, entre compreensão e
explicação, entre metodologias qualitativas e quantitativas, entre métodos interferentes e não-interferentes,
etc., lançando ainda permanentemente a atenção sobre os limites e dificuldades entreabertas pelas próprias
relações sociais de observação desencadeadas pela pesquisa. Só um exercício deste tipo permitirá que a
análise dos processos simbólico-culturais evite a abordagem impressionista/essencialista, sem cair, por outro
lado, na tentação de um empobrecedor empirismo
SESSÕES DA TARDE
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14h00 -15h45
Sessão 1.A – Museus, Colecções e Património / Museos, Colecciones y Patrimonio
Sala C
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Moderadora: Teresa Marín Torres
Alfonso López Ruiz - Santa Clara la Real de Murcia. Un ejemplo de musealización de dos tipos de
patrimonio bien diferenciados: el arqueológico y el religioso, Universidad de Murcia, Espanha.
Biografia: Licenciado en Historia del Arte y Titulado en Música por el Conservatorio Profesional de Música de
Murcia, actualmente realiza estudios de doctorado en la Universidad de Murcia y un postgrado de Gestión
Cultural en la Universidad de Barcelona. Es Técnico Superior en Cooperación Internacional.
Resumen: El Museo de Santa Clara de Murcia, inaugurado en mayo de 2005, contiene una colección de piezas
arqueológicas de época medieval islámica, expuestas en el pabellón norte de un palacio del siglo XIII (parte del
alzado conservada), junto a importantes piezas decorativas de un palacio del siglo anterior. En la segunda
parte expositiva del museo se exhiben obras de arte sacro cedidas por las religiosas del convento.
Gracias a un convenio entre la orden franciscana y las autoridades políticas murcianas, este museo acoge una
representación de la historia de Murcia desde el siglo XII hasta prácticamente nuestros días, conjugada de una
manera excepcional en base a la propia historia del edificio.
Concepción de la Peña Velasco - El Nuevo Museo de la Catedral de Murcia, Universidad de Murcia, Espanha.
Biografia: Cursó los estudios sobre Historia del Arte en la Universidad de Murcia, donde defendió su tesis
doctoral. Es Profesora Titular desde 1994. Ha elaborado el guión científico del nuevo Museo de la Catedral de
Murcia (inaugurado en Octubre de 2007). Ha formado parte del equipo científico que ha trabajado en el plan
director de la catedral de Murcia (publicado en 1994) y también del que ha realizado las exposiciones sobre
Francisco Salzillo (Murcia, 1983), El Belén de Salzillo (San Pedro del Vaticano, 1999), Huellas (catedral de
Murcia, 2002), Salzillo, Testigo de un siglo (Murcia, 2007) y Floridablanca. La Utopía Reformadora (Murcia,
2008 y Madrid, 2009). Ha colaborado en otras como La Rioja. Tierra abierta (catedral de Calahorra, 2000); La
Luz de las Imágenes (catedral de Orihuela, 2003) y La ciudad en lo alto (Caravaca de la Cruz, 2003). Ha
elaborado desde el departamento de Historia del Arte informes sobre el patrimonio de la Región de Murcia
desde 1985 a 2001. Sus líneas de investigación se centran en arquitectura y escultura barroca, gremios de
artistas y sobre la imagen y la apariencia, habiendo presidido el congreso internacional que se celebró en
Noviembre de 2008 en Murcia sobre esta última materia.
Resumen: En Octubre de 2007 se abrió el nuevo Museo de la Catedral de Murcia ampliando el espacio
expositivo que tuvo en el claustro del siglo XIV. El guión científico actual ha planteado, partiendo de la
arquitectura y de los bienes muebles, los hitos más significativos de la historia de la Diócesis de Cartagena y de
la catedral de Murcia, relacionándolos con la ciudad. Los títulos de las unidades didácticas y las piezas
expuestas redundan en las claves interpretativas y se imbrican con las más relevantes actuaciones en la fábrica
del templo y con los mecenas más destacados. Se ha incidido especialmente en aspectos del ritual y en el uso
que tuvieron los diferentes ámbitos, procurando recrear ciertas escenografías sacras.
José Cláudio Alves de Oliveira - Museus e Salas de Milagres: dois sistemas, um objeto, Universidade Federal
da Bahia, Brasil.
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Biografia: Natural de Vitória da Conquista, na Bahia, Brasil, é graduado em Museologia pela Universidade
Federal da Bahia (1993), Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (1991), e História
pela Universidade Católica do Salvador (1989), mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia
(1995) e doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea pela Universidade Federal da Bahia (2004).
Atualmente é adjunto 1 da Universidade Federal da Bahia. Tem experiência na área de Comunicação, com
ênfase em Cibercultura e folkcomunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: cibercultura,
comunicação, documentação, ex-votos e museologia. Foi Professor da UCSal, FIB e UNEB. É coordenador e
pesquisador do Projeto Ex-votos do Brasil e bolsista do CNPq. Orienta bolsistas do PIBIC-CNPq-UFBA e do
Sistema Permanecer-UFBA. Membro do Comitê Interno do PIBIC-FAPESB-Faculdade Social. Coordenador do
Colegiado do Curso de Museologia da UFBA
Resumo: Este trabalho apresenta os ex-votos do Santuário do Nosso Senhor Bom Jesus do Bomfim, em Salvador,
Bahia. Em seu conteúdo, além de um breve histórico sobre este que é um dos mais visitados santuários do
Brasil, está a importância do objeto ex-votivo enquanto patrimônio cultural, significativo para a crença
católica, para os estudos da história social, que revela as atitudes do homem diante do medo, da alegria,
riqueza, conquistas e derrotas, são informações que o rico objeto ex-votivo traz ao mundo. O artigo enfoca
dois espaços diferenciados que apresentam os ex-votos: a sala de milagres e o museu, ambos com aspectos
divergentes que recaem na visita, nos olhares e no ritmo comunicacional sobre os ex-votos, fruto do processo
da informação que circulam em ambos os espaços, diferenciados por duas culturas, a erudita e a popular,
documentadas pelo museólogo em dois diferentes ângulos.
Pavel Stepánek – A exposição: la Praga Espanhola, Univerzita Palackého, República Checa.
Biografia: Catedrático da História de Arte da Universidade Palacký em Olomouc e da Carolina de Praga. Doutor
em História de Arte e Filosofía e Letras (PhDr., Ph.D.). Trabalhou na Galeria Nacional de Praga (1969-76) e na
Galeria da Boémia Central de Praga (1976-89) como conservador. Em 1981 professor extraordinário da Cátedra
J. C. Orozco da Universidade Nacional Autónoma de México (U. N. A. M.); professor Convidado da Universidade
de Saragoça (Espanha, 1990) e professor na Universidade Católica Andrés Bello (UCAB) em Caracas, Venezuela
(1993-1994). Nos anos de 1991 a 1994 desempenhou as funções diplomáticas na Embaixada da República Checa
em Veneçuela. É membro correspondente da Academia Nacional de Belas-Artes de Lisboa (Portugal) e das Reais
Academias de Belas-Artes de San Fernando em Madrid e outras Academias. Em 2006 recebeu a Ordem de Isabel
la Católica, do Rey de Espanha. Publicações: Livros, catálogos de mostras e de diversos estudos e artigos (1100)
publicados em revistas especializadas e gerais no pais e no estrangeiro, entre elas Colóquio, de Lisboa.
Publicou um livro sobre Valentim Fernandes de Morávia, Praga 2006 (versão portuguesa em prepar.), Guia de
Portugal, Praga 1989 (com J. Kvapilová) e artigos sobre arte portuguesa, autor da mostra Brasil nas colecções
checas (incluída a parte colonial portuguesa), em Praga, em 1988. Últimos livros: Afinidades históricas e
artísticas entre o Brasil e a República Tcheca. 1500–2000. Brno: L. Marek 2008; Picasso en Praga, Madrid 2005;
Cruces de la cultura venezolana y la checa, Olomouc 2003; Vidrio español en colecciones del Museo de Artes
Decorativas de Praga, La Granja 2002. Organiça ou colabora em exposiçoes da arte moderna e antiga.
Visitou Portugal e Brasil, entre outros países.
Resumen: La exposición La Praga española, organizada en un lugar importantísimo, en el Castillo de Praga, fue
una exposición absolutamente excepcional dentro del contexto checo, pues por la primera vez resumió
visualmente todo lo que pudo ilustrar las relaciones existentes entre la actual República Checa (el antiguo
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Reino de Bohemia) y España a lo largo de los siglos (s. XIII-XVIII). Se trataba de recordar una tradición viva
desde el siglo XII hasta la actualidad, el camino de Santiago. Luego, el apogeo durante la época del Emperador
Rodolfo II, educado en España, quien escogió como capital del Imperio Praga. Ya por aquellas fechas
aparecieron en Praga los jesuitas, cuyos pasos fueron supervisados por el propio san Ignacio de Loyola, y los
aristócratas católicos checos fueron llamados „españoles“. Después de la revuelta protestante en 1618, viene
la batalla en la Montaña Blanca, en 1620, en la que intervienen soldados pagados por España, algunos oficiales
españoles con Baltasar Marradas a la cabeza (este llega a a ser gobernador militar del país poco después), los
tercios formados a la española, y, sobre todo, el moje español Domingo Ruzola, líder espiritual de la Liga
Católica. En la siguiente recatolización del país participan muchos españoles, se adapta la iconografia de los
santos españoles al arte nacional, pero también aparecen elementos portugueses, por ejemplo, un monje
evidentemente portugués, editor de un libro en portugues en Praga, una escena portuguesa de la vida de San
Francisco Javier y finalmente, representación de San Juan de Dios, nacido en Portugal, aunque activo en
Granada, sin olvidar que el embajador de España en Praga, Juan de Borja, hijo de San Francisco de Borja, fue
conde de Filalho en Portugal, y está enterrado en la iglesia de San Roque de Lisboa. Así se pudieron observar, a
través de una exposición de obras de arte, huellas del impacto de la Península en la actual República Checa.
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14h00 -15h45
Sessão 1.B – Museus, Espaço e Comunicação / Museos, Espacio y Comunicación
Auditório 1
Moderadora: Teresa Torres Eça
Carla Padró - Compartiendo Momentos de Tránsito: la investigación educativa en museos como un espacio
de posibilidad intermedia, Facultad de Bellas Artes, Universidad de Barcelona, Espanha.
Biografia: Profesora Titular en el Área de la Educación Artística de la Facultad de Bellas Artes de la Universidad
de Barcelona. Investigadora sobre temas de educación en museos y museologías. Ha colaborado como
consultora de educación en los siguientes museos: Kiasma, Helsinki, Centro What, Lovaina, Museo de Historia
de la Ciudad de Barcelona, Museo Nacional de Arte de Cataluña, etc. Ha colaborado como investigadora en los
siguientes proyectos: Proyecto Europeo “Didart”, financiado desde el 2004. Proyecto “Indaga’t” de Innovación
Docente. Colaboración entre profesorado. Financiado por la Generalitat de Cataluña, de Julio del 2006 a Julio
del 2008. “Proyecto Arte, mujeres, feminismos y perspectivas de género”. Financiado por el Instituo Catalán de
la Mujer, Julio 2007-Julio 2007.
Resumen: Esta comunicación tiene como finalidad cartografiar algunas prácticas de investigación educativa en
espacios expositivos, entendidos como lugares dialógicos donde el sujeto actúa como intersticio, o como una
persona capaz de negociar, desplazar y apropiarse de las estructuras de dominio para producir otros lugares de
la experiencia marginal-periférica. A partir de algunos estudios de caso se presentarán una serie de problemas
cuando reconstruimos cómo los espacios museísticos son también elaborados como espacios educativos donde
confluyen / colisionan / se cruzan versiones de artistas, estudiantes, visitantes, diseñadores, etc. (Sturm, 2004
; Padró, 2005) y no solo las propias del sistema del arte o del museo. En cada caso se desvelarán cuestiones
como: cuál es la construcción de ‘público’ que ‘organiza’ el museo; cuáles son los dispositivos y tecnologías
expositivas que facilitan ciertas ‘lecturas’ y ocultan otras; qué tácticas de agenciamiento podemos negociar,
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descartar o facilitar.
Maria Genoveva Moreira Oliveira – Educação nos Museus de Arte Moderna e Contemporânea Portugueses: um
lugar no feminino?, Universidade de Évora, Portugal.
Biografia: Mestre em História Regional e Local (Vertente História de Arte/Museologia). Investigação
desenvolvida no âmbito do Doutoramento: a dissertação de doutoramento visa estudar os serviços educativos
dos museus portugueses, estabelecendo um paralelismo com os museus estrangeiros, analisando questões
primordiais como os diferentes públicos, o marketing, a efeminização do trabalho e a política
educativa/cultural do museu; Trabalho conjunto com os Museus de Arte Moderna e Contemporânea: Tate
Modern (Londres), White Chapel Gallery (Londres), PhotoGallery (Londres), Thyssen (Madrid), Museu Rainha
Sofia (Madrid), MOMA (Nova York), Guggenheim (Nova York); Trabalho conjunto com os museus portugueses de
arte moderna e contemporânea: Centro de Arte Moderna da Gulbenkian (Dra. Susana Silva), Fundação Serralves
(Dra. Sofia Vitorino) e Museu Colecção Berardo (Dra. Cristina Gameiro); Colaboração do Prof. Doutor Steve
Herne, Goldsmith College, da Universidade de Londres.
Resumo: Porque é que os serviços educativos dos museus continuam a ser um trabalho marcadamente
feminino? Estará essa efeminização deste trabalho associado ao facto de ser um trabalho pouco reconhecido
pelos especialistas e gestores dos museus? Estará a pouca credibilidade dada a estes serviços relacionada com a
escassa capacidade de decisão destes técnicos dentro da estrutura do museu? Como se ensina nos museus? É
importante que se entenda a educação nos museus como uma prática de produção de discurso. A educação nos
museus faz parte integrante de uma prática social integrada articulada, assim como todas as outras vertentes
do museu. Um educador é um “estruturador” de construção social e cultural, tal como o director ou o curador.
A educação em museus faz-se a partir de concepções de ensino e aprendizagem, estratégias educativas nas
salas e as diversas narrativas do museu. A profissão de educador está asfixiada entre a didáctica, o
profissionalismo empreendedor, o conhecimento, a cultura de consumo, as estratégias de marketing e
comunicação, o espectáculo. Aqui entram as premissas da subcontratação, da efeminização do trabalho como
na educação como vocação.
Margarida Felgueiras – Museus escolares em Portugal: reflexões em torno do sentido das práticas de
investigação, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Fundação Universidade do Porto, Portugal.
Biografia: Desde 2007 – Professora Associada da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da
Universidade do Porto – Grupo de Ciências da Educação - lecciona as disciplinas de História da Educação
Contemporânea, no 1.º Ciclo(Licenciatura); no 2.º ciclo (Mestrado) especialização em Educação e Herança
Cultural: as disciplinas História da Educação em Portugal: instituições, materiais, práticas e representações;
Educação e Dinâmica dos Bens Culturais; Questões Aprofundadas em Educação e Herança Cultural, no 3.º Ciclo
(Doutoramento) vários módulos. Tem orientado teses de mestrado e de doutoramento em História da Educação
e herança cultural e co-orienta presentemente 3 teses de doutoramento. Investigação centra-se em três
domínios articulando pesquisa e intervenção: História da Educação nos seus diferentes aspectos; Museologia
escolar e Metodologia do Ensino da História. Enfatiza o estudo da cultura material escolar (edifícios, mobiliário,
arquivos, livros escolares) recorrendo à História Oral e ao estudo do Quotidiano. Trabalhos recentes incidem na
educação infanto-juvenil em internato, história social da infância. A relação público-privado em Educação, a
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circulação de ideias e modelos pedagógicos e a História do Ensino Agrícola em Portugal são as últimas
temáticas que estamos a trabalhar.
Resumo: A noção que a actividade educativa poderia ter um valor social que merecesse ser recordada,
analisada, acompanha o desenvolvimento das Ciências da Educação. Nos anos 60 e 70 do século XIX, um pouco
por toda a Europa, a educação ganhou relevo e com esta surge a necessidade de novos meios didácticos.
Surgem os museus escolares e os museus pedagógicos. Mas o interesse colectivo pela cultura material escolar,
entendida como a tradução em objectos empíricos, de formas de pensar e actuar em educação, demorou muito
tempo a ser considerada de interesse social, particularmente em Portugal. No professorado surgiram pessoas a
preocupadas com a guarda dos artefactos da sua actividade, investidos de afectos e memórias. Outros
escreveram biografias, contando as suas experiências como educadores. Mas de um modo geral a escola parecia
sem grande significado, a não ser no campo das recordações da infância e juventude. O conceito de
património alarga-se e passa a incorporar-se numa tradição, constituída de memórias, afectos e valores, que
investidos nos objectos os tornam um legado com valor imaterial. Eles não contam só por si, mas pelo conjunto
onde se inserem, com as memórias e usos que os utilizadores lhes deram. Os museus aparecem como os lugares
privilegiados para a recolha, conservação, estudo e exposição desses artefactos do passado. Os museus tendem
a abrir-se a outros sectores sociais. É nesta transformação de missões, quer da escola quer do museu quer da
memória e da História que nos encontramos enquanto investigadores. Nesta comunicação proponho-me
reflectir a diferente tipologia de museus, desde o museu escolar.Do ponto de vista epistemológico, com base
no trabalho de inventário e de desenho de programas para um museu da escola, o significado desta actividade
quer para a historiografia da educação e divulgação do conhecimento, quer para os museus.
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14h00 -15h45
Sessão 1.C – Museus, Património e Conservação Preventiva / Museos, Patrimonio y Conservación Preventiva
Sala B
Moderadorar: Marina Byrro Ribeiro
Almudena Arana; Arantza Garcia – Investigación sobre Conservación Preventiva en el Museo GuggenheimBilbao, Museo Guggenheim-Bilbao, Espanha.
Biografia: Almudena Arana Olabarría es Doctoranda en Bellas Artes en la especialidad de conservación de arte
contemporáneo en la Universidad del País Vasco UPV-EHU, Licenciada en Historia del Arte por la misma
universidad (2000) y Diplomada en Conservación y Restauración de Bienes Culturales por la Escuela Oficial de
Madrid, especialidad en Documento Gráfico (1994). Actualmente disfruta de una beca de investigación en
conservación preventiva en el Museo Guggenheim Bilbao. Arantzazu García es licenciada en Bellas Artes,
Conservación-restauración de pintura por la Universidad del País Vasco, UPV-EHU (1998). Posteriormente cursó
estudios de postgrado en Conservación Preventiva de Bienes Culturales en la Universidad Paris I, PanthéonSorbonne (2005). Entre 1998-2001 trabajó como conservadora-restauradora para diversas instituciones en
Grecia, Italia y España. Entre 2001-2004 integró el equipo docente del departamento de conservación de
pintura de Malta Centre for Restoration de la Universidad de Malta. Durante 2005-2006 trabajó para el
CDCROA, Centre Départamental de Conservation et Restauration d’Oeuvres d’Art de Perpignan. De 2006 a
2008 disfrutó de la beca de investigación en conservación preventiva del Museo Guggenheim-Bilbao. Desde 2009
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trabaja como investigadora por cuenta propia para el museo en la gestión de proyectos de investigación y
colaboración en conservación preventiva.
Resumen: Desde su creación en 1998 el Museo Guggenheim-Bilbao considera pilar fundamental de su gestión
la investigación relativa a la Colección Propia y a la conservación preventiva. En este sentido se definen dos
líneas paralelas de actuación que versan sobre la propia naturaleza constitutiva de las obras, los factores y
condiciones que contribuyen a su degradación. La investigación por tanto se centra en el conocimiento de los
materiales mediante técnicas analíticas y de diagnóstico, y sobre sus causas y procesos de deterioro. Por otro
lado se estudian, adecuan y optimizan los métodos y sistemas de almacenaje, embalaje, manipulación,
transporte y exposición de las obras de arte en aras a su preservación. Cabe destacar el espíritu innovador del
Museo en el diseño y la puesta en marcha de un plan de emergencias específico para las obras de arte de la
colección y aquellas en préstamo o depósito. La implantación de este plan en 2003 ha supuesto la colaboración
con otras instituciones en el desarrollo de iniciativas similares. La Interdisciplinariedad y la colaboración entre
profesionales constituyen uno de los ejes fundamentales en la investigación. Prueba de ello es la participación
y/o liderazgo del Museo en varios proyectos europeos de investigación y normalización:
-
INCCA (International Network for the Conservation of Contemporary Art)
-
Centro de Normalización Europeo, TC346/WG5: Packing and Transportation Methods Standarization.
-
Dinamización del Grupo de Preventiva ge-IIC.
Carla Carvalho Tavares; Carlos Mota – Preservar a Memória Conservando, Universidade Católica Portuguesa /
Fundação Museu do Douro, Portugal.
Biografia: Carlas Tavares é doutoranda em Arte Sacra, na Universidade Católica Portuguesa licenciou-se em
2007 em Arte - Conservação e Restauro na mesma universidade. Actualmente desenvolve, no Museu do Douro
(MD), o projecto de intervenção e estudo técnico das pinturas do Mestre Joaquim Lopes, Colecção Casa do
Douro. Paralelamente está envolvida no estudo histórico e técnico de Pintores do Norte de Portugal, a decorrer
no Centro de Investigação da U.C.P, pólo da Foz. Carlos Mota, desde Agosto de 2006, é Técnico Superior de
Conservação e Restauro na Fundação Museu do Douro. Tem desenvolvido actividades de manutenção,
conservação e restauro das colecções, avaliação de espaços de exposição e reserva, elaboração de propostas
para equipamento da Sede. Particularmente para os espaços de reservas, laboratório e atelier de conservação
de restauro. Desenvolveu os planos de segurança interna das áreas de exposição permanente e de reservas.
Esteve envolvido nos processos de transferência das reservas. Tem colaborado na orientação de estágios de
Verão e profissionais em Conservação e Restauro realizados no Museu do Douro e em parceria institucional.
Participa nas montagens de exposições, salientam-se “O Douro no Tejo” que esteve patente no palácio de São
Bento em Lisboa, “Fotografia no Douro Arqueologia e Modernidade” que itinerou pela região demarcada do
douro, e na exposição permanente do Museu do Douro “Memória da terra do vinho”.
Resumo: Oito pinturas do Mestre Joaquim Lopes animaram, em 1934, o Stand promocional da Casa do Douro,
na “I Exposição Colonial Portuguesa”, que decorreu no Palácio de Cristal. Concebidas com o propósito de
propaganda de uma região e da Instituição, adornam hoje as paredes adormecidas do Edifício-sede da Casa do
Douro. O Museu do Douro (MD), consciente do seu papel social de valorização e estudo do património regional,
desenvolveu um projecto para preservar a memória das nove pinturas e enaltecer o mestre que as compôs.
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A presente reflexão mostra um caso prático de investigação e intervenção científica de uma colecção pictórica
que visa a sua valorização. Só tem importância o que se conhece e, ao eleger as pinturas para serem
intervencionadas pelos serviços especializados de conservação e restauro do MD, estamos a chamar a atenção
sobre as obras e os cuidados que estas exigem. Por sua vez, ao apresentar a retaguarda do Museu, aproxima-o
dos seus púbicos, torna-o acessível, respeitando uma das premissas do MD, a integração na comunidade.
A estratégia de preservação das obras de Joaquim Lopes passa pelo abrandamento das causas de instabilidade,
degradação e alteração das pinturas; estabelecimento de mecanismos de protecção e reforço dos materiais
originais; e a divulgação do trabalho do autor com a montagem de uma exposição e consequente formação da
comunidade.
Conceição Linda de França (co-autor: Luiz Antônio Cruz Souza) - Obras de Plástico em Meu Acervo – E Agora,
o Que Fazer?, Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil.
Biografia: Mestranda do programa de pós-graduação da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas
Gerais, com linha de pesquisa na área de Conservação-restauração de Obras de Arte Contemporâneas em
Plástico. Especialista em Conservação-Restauração de Bens Culturais Móveis. Experiência profissional na área
de patrimonio cultural com a elaboração de Dossiês de Tombamento de edificações e bens de interesse
histórico. Atuação em projetos de conservção preventiva para acervos e de restauração de bens culturais.
Resumo: Os acervos museológicos no Brasil foram, durante muito tempo, constituídos por materiais bastante
conhecidos pelos conservadores/restauradores como esculturas em madeira, pedra ou metal, pinturas sobre
tela, documentos em papel e gravuras entre outros. Porém, este perfil começou a se modificar a partir do final
do século XIX e início do século XX com a aquisição por parte das instituições, de obras de arte elaboradas em
material plástico, seja de forma silenciosa (nos museus históricos) ou conscientemente nos museus de arte
moderna e contemporânea. Estes acervos se apresentam carentes de conservação/restauração uma vez que
grande parte dos profissionais desconhece os processos de degradação dos mesmos bem como técnicas seguras
de intervenção, já que no país não existem cursos de formação que abranjam este tipo de material. Porém, a
vida útil destas obras pode ser prolongada apenas com medidas de conservação bem planejadas e intensivas
como às dedicadas a qualquer outra categoria de objetos vulneráveis. Este artigo faz parte da pesquisa de
mestrado que está sendo desenvolvida pela autora Conceição França no programa de pós-graduação da Escola
de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais – Brasil, e tem por objetivo traçar um perfila das
principais coleções brasileiras e descrever algumas normas básicas para a conservação destes acervos.
Eduarda Moreira da Silva Vieira – Artes Decorativas na arquitectura: problemáticas de conservação e de
reabilitação, Universidade Católica Portuguesa – Escola das Artes C.R, Portugal.
Biografia: Docente do Ensino Superior desde 1986 até 2008 na Universidade Portucalense, no Departamento de
Ciências da Educação e do Património nas áreas de Arqueologia, Pré-História, Património e Conservação e
Restauro. Docente da Escola das Artes da Universidade Católica (Porto) na área de Materiais Inorgânicos
(Materiais e Tecnologias I e II e Técnicas de Preservação e Conservação I e II) e Teoria, História e Deontologia
do Restauro - Licenciatura em Arte, Conservação e Restauro. Docente do Doutoramento em Conservação de
Pintura e Materiais Inorgânicos da Escola das Artes da UCP-Porto. Docente convidada do Mestrado MIPA da FAUP
(Técnicas e Materiais Tradicionais) desde 2004 à actualidade. Docente de diversos cursos de pós-graduação na
UPT- Conservação Preventiva de Bens Móveis(2008); Conservação e Restauro de Cerâmica e Faiança
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Arqueológicas (2007); Arqueologia e Valorização (2007); Mestrado em Património Artístico e Conservação
(2004). Fundadora do Centro de Conservação e Restauro da UPT. Formadora em diversos cursos profissionais de
Conservação e restauro e de Museologia.
Resumo: Neste artigo procura-se contextualizar a herança patrimonial portuguesa no campo das duas
principais artes decorativas aplicadas à arquitectura: a azulejaria e os estuques. Analisam-se também questões
relacionadas com o património edificado enquanto bem de consumo e a sua importância na construção da
imagem urbana. São alvo de especial atenção a azulejaria de fachada no Porto e cidades vizinhas, bem como o
seu estado de conservação e a relação transversal entre estes elementos e os conceitos de cidade-museu e de
museu in situ. A função museológica das colecções de estuques Meira e Baganha constitui outro objecto de
análise.
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14h00 -15h45
Sessão 1.D – Museus e Curadoria / Museos y Comisariato
Sala A
Moderadora: Lúcia Almeida Matos
Ana Luísa Barão – Egídio Álvaro: o crítico como curador, Faculdade de Belas Artes da Fundação Universidade
do Porto, Portugal.
Biografia: Licenciada em História, variante de História da Arte (1995). Frequentou o mestrado em Arte
Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa (1995-1998). Docente na Faculdade de Belas Artes da
Universidade do Porto (1999-2009). Actualmente é aluna de Doutoramento em Estudos Artísticos na FBAUP
com tese inscrita com o tema: «Crítica de Arte em Portugal na segunda metade do século XX. Modelos e
Práticas». Organizou enquanto Docente na FBAUP vários ciclos de conferências.
Resumo: Ser crítico de arte para Egídio Álvaro era sobretudo saber actuar dinamicamente para modificar o
contexto artístico e inflecti-lo no sentido que julgava mais válido. Em consonância com estes princípios age
enquanto crítico (publicando no Diário de Notícias, desde 1962; na Revista de Artes Plásticas entre 1973 e 1977
e na Vida Mundial durante o ano de 1976) e, enquanto comissário de exposições, festivais e debates entre
artistas. Para Egídio Álvaro, a exposição é, dentro das suas posições teóricas, o espaço concreto no qual o
pensamento e a sua prática artística se encontram, onde, em diálogo permanente, artistas e crítico-comissário
definem o seu pensamento visual, político e social. Em 1976, nos Encontros Internacionais de Arte na Póvoa do
Varzim concebeu um plano curatorial que incluía: um documento/retrospectiva internacional; um
documento/retrospectiva nacional; um documento/história português; um documento/polémico de
actualidade; um documento/presença e uma exposição do trabalho do um Grupo recentemente formado. A
análise desta estrutura permite-nos colocar a sua acção crítica e curatorial, que consideramos indissociáveis,
na charneira das mudanças que caracterizam a crise do modelo museal dos anos 70 e a afirmação de uma nova
fórmula expositiva que privilegia a inserção da obra de arte em contexto vivo – numa aproximação ao espaço
real da vida social. De que modo as concepções curatoriais propostas por exposições / bienais como a
Documenta de Kassel ou as Bienais de Paris, analisadas por Egídio Álvaro na imprensa portuguesa, poderão ter
influenciado os seus conceitos curatoriais é a questão a que procuraremos dar resposta na nossa comunicação.
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Laura Castro – Os Museus dos Curadores, Escola das Artes / Universidade Católica Portuguesa, Porto, Portugal.
Biografia: Em doutoramento na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Tema de investigação: “A
exposição de arte contemporânea na paisagem. Origem, problemática e práticas”. Mestre em História da Arte –
Fac. Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1993). Licenciada em História da Arte – Fac.
Letras da Universidade do Porto (1985). Publicou artigos e livros sobre arte moderna e contemporânea de que
podem citar­se os mais recentes: Paisagens. Porto: Edições Afrontamento e Faculdade de Belas Artes da
Universidade do Porto, 2007; Conversations with Jules Maidoff. Firenze: Ângelo Pontecorboli Editore,
2007; O Lugar do Meio. “Projecto Fábrica Import­ Export”. Guimarães: Laboratório das Artes, 2007. Membro de
júris de prémios e concursos de arte contemporânea. Desenvolveu pesquisa para diferentes exposições neste
domínio, algumas com responsabilidade de comissariado de que se destaca a últimas: ­ Tito Roboredo
(1934­1980). Um Corpo na Primavera. Régua: Museu do Douro; Porto; Lugar do Desenho, 2008. A partir do
início da década de 90 trabalhou em museus e galerias municipais, nomeadamente na Casa­Oficina António
Carneiro, no Museu da Quinta de Santiago e na Galeria do Palácio. Docente da Escola das Artes desde 2004,
tem assegurado, entre outras, unidades curriculares relacionadas com arte contemporânea e com o discurso
expositivo no século XX.
Resumo: A exposição de obras de arte na paisagem originou, a partir dos anos 70, um novo modelo de museu
caracterizado por uma renovação profunda das práticas de mediação artística. É certo que os parques,
itinerários e exposições em áreas em reabilitação ambiental que surgiram na Europa desde essa altura, vieram
dar continuidade aos modelos tradicionais da exposição no exterior, nomeadamente aos jardins de escultura e
aos museus ao ar livre, mas implicaram também alterações significativas nas estratégias de instalação e
comunicação da obra. Trata-se de núcleos museológicos ancorados em políticas de curadoria da arte
contemporânea que subverteram radicalmente a relação entre a obra de arte e o museu: de facto, ao operar
no quadro de encomendas específicas a artistas, as obras que integram as colecções destas estruturas são o
ponto de partida para a formação do museu que abandona, assim, a função de lugar de chegada anteriormente
desempenhada. Os curadores assumem literalmente o papel de fundadores de museus.
Inês Moreira – Estaleiros Performativos: micro-práticas espaciais e conhecimentos curatoriais, Visual
Cultures Department Goldsmiths College, University of London, Portugal.
Biografia: Mestre em Teoria da Arquitectura e Cultura Urbana (UPC, Barcelona, 2003). Iniciou tese de
Doutoramento sobre comissariado e conhecimento no Programa Curatorial/Knowledge, no Goldsmiths College,
University of London, com o tema "Performing Building Sites". Vem experimentando colaborações entre
arquitectura, arte e investigação sobre hibridação disciplinar. Desenvolve comissariados e montagens espaciais
de projectos culturais institucionais e independentes. Coordenou o Laboratório de Arte Experimental do
Instituto das Artes, Ministério da Cultura (2003-2005), co-fundadora da Plano 21 Associação Cultural, fundadora
do petit CABANON. Colabora com a Reitoria da Universidade do Porto (exposições Depósito 2007, Pack 2007,
Mapa 2007) e com a Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Resumo:
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Pedro Carvalho De Almeida – Marcas Comerciais, Identidade e Memória: a revalorização de património visual
do período do Estado Novo, Central Saint Martins College of Art and Design / Universidade de Aveiro,
Portugal.
Biografia: Licenciado em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Mestre em Design, Materiais e Gestão de Produto pelo Departamento de Comunicação e Arte da Universidade
de Aveiro. Presentemente, Aluno de doutoramento no Central Saint Martins College of Art and Design,
University of the Arts London. Como designer gráfico especializou-se no desenvolvimento de programas de
identidade visual, colaborou ainda em projectos do Centro Português de Design ligados ao estudo do design em
Portugal e formação em Gestão do Design. Docente no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade
de Aveiro desde 2001.
Resumo: Considerando a existência de recursos identitários portugueses ao nível da imagem tão vastos e ricos
quanto únicos, passíveis de constituir pontes de ligação entre passado e futuro, como pode a vertente
estratégica do design – que actua na definição de propósitos antecipando a acção dos designers – contribuir
para a revalorização desse património no contexto dos mercados actuais?
Considerando também a existência de um deficit de imagem generalizado que se traduz na falta de
competitividade dos produtos portugueses no mercado, decorrente na maioria dos casos do afastamento entre
a cultura do design e a cultura empresarial, que estratégias podem ser desenvolvidas para a minimização desse
deficit e simultaneamente aproximar actividades de criação e de produção? Por outras palavras, como podem
certas manifestações culturais locais fazer parte — ao invés de serem vítimas — das transformações que
ocorrem no contexto global? Perante esta questão, a revalorização de produtos e marcas portuguesas que se
converteram em ícones culturais é sugerida como hipótese a explorar. Interessa pois, tirar partido do potencial
que a autenticidade desta herança cultural representa em termos de imagem, no sentido de, por um lado,
contribuir para o registo histórico de uma memória cultural específica que está a desaparecer rapidamente,
reconstituindo-a, e por outro lado, dar-lhe um novo sentido, um novo significado, interpretando-a à luz do
contexto actual e da cultura contemporânea. Nesta perspectiva, considera-se que o estudo das marcas
comerciais do Estado Novo constitui matéria de interesse não apenas para a compreensão da evolução histórica
dos contextos económico, social, político e cultural em Portugal no Séc. XX, mas sobretudo para o ensino,
investigação e prática do design.
PAUSA
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16h15-17h30
Sessão 2.A – Museus, Colecções e Património / Museos, Colecciones y Patrimonio
Sala A
Moderador: Jorge Freitas Branco
Fortunato Carvalhido da Silva – Discurso Museológico na Exposição Colonial do Porto, Faculdade de Letras da
Fundação Universidade do Porto, Portugal.
Biografia: é licenciado em história, mestre em história moderna, possui uma pós-graduação em museologia e é
doutorando em museologia na Flup. Investigador do Centro de investigação transdisciplinar cultura, espaço e
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memória (CITCEM) da Faculdade de letras do Porto, Unidade de I&D apoiada pela FCT. Desenvolveu trabalho
museológico relacionado com inventário, investigação em colecções de ciência, instrumentos científicos entre
outros. Actualmente desenvolve a tese de Doutoramento sobre o tema - Representações do Outro: perspectivas
museológicas; área de estudo em que já publicou artigos.
Resumo: O objecto de estudo do artigo é o discurso utilizado para a representação do outro na exposição
colonial do Porto de 1934. Como objectivos procurarei mostrar qual foi o discurso, como foi feita essa
representação, demonstrar se o discurso da exposição manteve o paradigma evolucionista em que se baseou a
sua missão civilizadora e que foi a estrutura intelectual das exposições do sec. XIX? ou alterou-se? Tentar
identificar igualmente de que forma se produziu a identidade do outro na exposição colonial? O tema abordado
tem como preocupação o enquadramento teórico direccionado para a museologia, com base nos conceitos da
representação, museologia, diferença, multiculturalismo, identidade, diferença e a forma de representar essa
diferença por intermédio dos discursos. É um tema que se enquadra na memória e Identidade nacional do sec.
XX, a busca das identidades é um tema actual, bem como a preocupação com a sua construção. Os conceitos e
dinâmicas a utilizar e que se pretendem esclarecedores para um debate, que objectiva expor e desmistificar a
atitude que tivemos/temos em relação a estes conceitos e a esse mesmo outro; questões que são sobre a
memória individual e colectiva. A Interpretação da Diferença e a sua representação é uma problemática que
não é recente, ao procurar expor o discurso utilizado na exposição colonial, espero que permita gerar um
pensamento crítico sobre o nosso passado. A Sustentação empírica terá por base imagens da época e
documentos do congresso antropológico que podem revelar alguma da verdade sobre o tema abordado.
Gabriela Urizar Olate - Estado y Museos Nacionales en Chile. Representación de una Nación en Construcción
(1830-1930), Universitat de Barcelona, Espanha.
Biografia: 2006-2009. Desarrollo de la Tesis Doctoral “Museos Nacionales. Cultura, Identidad y Proyecto de
Nación en Chile. (1813-1930)”. Directora: Dra. Pilar García Jordán. Programa de Doctorado Recuperació de la
Memòria. Amèrica Llatina. Departament d’Antropologia Cultural i Història d’Amèrica. Facultat de Geografia i
Història. Universitat de Barcelona. España. 2006. Diploma de Estudios Avanzados (DEA). Recuperació de la
Memoria. Amèrica Llatina. Universitat de Barcelona. 2001. Diplomado en Museología. Departamento de
Antropología. Facultad de Ciencias Sociales. Universidad de Chile.
Resumen: Reflexión sobre los Museos Nacionales y su función como un espacio de representacióncomunicación, y como un espacio depositario y exponente de la memoria de una Nación. Este artículo forma
parte del estudio de la creación y desarrollo de los Museos Nacionales en Chile durante el siglo XIX, proceso
que se inserta dentro del proyecto estatal de construcción de la Nación, intelectual y políticamente
sustentado, que se re-articula constantemente a medida que se generan cambios. políticos y socioeconómicos.
Leonardo Barci Castriota; Michela Perigolo Rezende – Três Museus, Três Posturas – Diferentes Visões acerca
da Cultura Afro-brasileira, Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil.
Biografia: Leonardo Barci Castriota é arquiteto-urbanista (1986), com doutorado em Filosofia pela
Universidade Federal de Minas Gerais (2000) e pós-doutorado junto ao Getty Conservation Institute (GCI) em
Los Angeles (2001). Professor Associado da Universidade Federal de Minas Gerais. Foi pesquisador da Rockfeller
Foundation e do Getty Conservaton Institute, sendo pesquisador com bolsa de Produtividade do Conselho
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Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq, desde 2002. Tem atuação destacada também em
diversos cargos e conselhos na área do patrimônio, sendo atualmente membro do Conselho Técnico do Instituto
do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e do Conselho Estadual do Patrimônio de Minas Gerais
(CONEP-MG). Atualmente coordena o Mestrado Interdisciplinar em Ambiente Construído e Patrimônio
Sustentável (MACPS) na UFMG. Michela Perigolo Rezende é arquiteta pela Universidade Federal de Minas
Gerais (1998), possui Mestrado em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável pela UFMG (2009). Tem
experiência na área de Arquitetura e Engenharia Civil, com ênfase em Processos Construtivos, e ampla atuação
em projetos sociais vinculados às tradições afro-brasileiras, em especial à Umbanda.
Resumo: As políticas de preservação do patrimônio adotadas em um país refletem de modo substancial a
maneira como a questão da cidadania, e seus desdobramentos em relação à identidade, recebem a atenção e a
relevância necessárias para a consolidação da verdadeira democracia. Assim, reconhecer em que ponto essas
políticas se encontram no Brasil é delinear um quadro claro dos avanços e lacunas que envolvem a questão da
identidade nacional, em especial no caso da cultura afro-brasileira. Hoje, quando se firma entre nós o conceito
ampliado de patrimônio, salta aos olhos como a imagem construída pelas políticas de patrimônio, já em
implantação por mais de 60 anos no país, ainda estariam longe de refletir a diversidade da produção cultural
do Brasil. Nessa perspectiva, este trabalho apresenta uma análise comparativa focada na postura adotada por
três museus que têm como tema a cultura afro-brasileira: o Museu da Magia Negra, criado em 1912 no Rio de
Janeiro; o museu MAFRO, fundado em 1982 em Salvador; e o museu Afro Brasil de São Paulo, implantado em
2004. Através deste levantamento, podemos constatar a forma diferenciada com que se configuram seus
acervos, origens e justificativas, as quais apontam para uma reflexão de como o instrumento patrimonial do
museu tem sido utilizado no decorrer de nossa história, e quais narrativas museográficas têm sido construídas
sobre a cultura afro-brasileira.
………………………
16h15-17h30
Sessão 2.B – Museus, Espaço e Comunicação / Museos, Espacio y Comunicación
Auditório 1
Moderador: Javier Gómez Martínez
Teresa Torres Eça – O Museu como Interface entre Cultura Local e Cultura Global,
Linha de Estudos
Artísticos do Centro de Estudos da Criança da Universidade do Minho, Portugal.
Biografia: Licenciatura em Artes Plásticas/ Pintura pela Escola Superior de Belas artes do Porto; Mestrado em
Art, Craft And Design Education pela Universidade de Surrey, Doutorada pela Universidade de Surrey .
Professora de Desenho na Escola Secundária Alves Martins, Colaboradora do Centro de Investigação em
Educação e Psicologia - Universidade de Évora, Membro Associado da Linha de Estudos Artísticos do Centro de
Estudos da Criança da Universidade do Minho, Presidente da Associação de Professores de Expressão e
Comunicação Visual (APECV), Representante da Europa no Conselho Mundial da International Society for
Education through art ( InSEA). E membro fundador da Rede Ibero Americana de Educação Artística. Assistente
Editora da Revista International Journal of Education through Art .
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Resumo: O museu será uma porta aberta ou fechada para as comunidades? Poderá o museu servir de ponte
entre a cultura local e a cultura global? Que tipo de ponte? Poderá ser mais do que uma ponte? Como se vêm
os museus na comunidade e como as comunidades vêm os museus? Existem muitas maneiras de ser museu , e
de se abrir à comunidade ou de se deixar desenhar pela comunidade. O museu é um espaço de diálogo aberto
por excelência, qualquer que seja o seu acervo. O tipo diálogo é que pode ser diferente de instituição para
instituição. Parto de memórias de encontros e diálogos com museus , de relatos de experiências dialógicas
entre museus e comunidades para apresentar o que poderia ser a maquette do museu ideal, um lugar de
refúgio e de resgate , de conversa e de aprendizagem onde a cultura local e a cultura global se interpenetram.
Muitas vezes vemos o museu como último reduto da cultura local ou de uma cultura significativa para certos
locais e queremos que ele feche as portas ao caótico frenesim das culturas globais que nos invadem o dia a
dia terrivelmente visuais e sonoras, terrivelmente em movimento . Queremos a quietude do passado ou pelo
menos de um passado recente para nos purificarmos. Mas será que isso é possível ? Será que isso é desejável?
Fernando Paulo Oliveira Magalhães – Os Museus e a Museologia: instrumentos de demarcação de um lugar na
ecúmena global, Instituto Politécnico de Leiria, Portugal.
Biografia: 2009 - Elaboração de um programa museológico, guião de exposição permanente e proposta de
exposição temporária para o Museu Municipal de Moura no âmbito do concurso público n.º 01/2009 DAF. 2009 –
Coordenação da participação do CIID – Centro de Investigação Identidades e Diversidades no FITEC (Forum
Inovação, Tecnologia e Emprego). 2000-2009: Docente no Instituto Politécnico de Leiria de várias disciplinas na
área da antropologia, da museologia e do património – cursos de graduação e de pós-graduação. 2006-2009: Cofundador e membro coordenador do Centro de Investigação Identidades e Diversidades. 2008 – Docente na
Universidad de León das disciplinas: Museos e didáctica e Museos e sus públicos – Curso de História del Arte – 1º
Ano, 2º Semestre.
Resumo: Os museus têm constituído importantes meios de afirmação e de construção das comunidades
nacionais. A transformação de antigos palácios reais ou da nobreza medieval, em museus públicos, bem como a
construção de sumptuosos edifícios museológicos modernos e pós modernos têm simbolizado a nacionalização
dos povos e a exaltação do seu espírito comunitário. O edifício museológico e os seus objectos materializam
sentimentos subjectivos de pertença a novas comunidades imaginadas construindo-as e sendo,
simultaneamente, construídos por elas. Ao longo dos séculos XIX e XX, a praça do Império e os museus nela
instalados constituíram factores de nacionalização do povo português (Branco, 1995). Actualmente, as regiões
europeias procuram afirmar as suas identidades através do património, antigo ou recente, ocupando o museu
um lugar de relevo nos discursos que procuram essa objectivação regional, nos palcos europeu e global. É por
esta razão que, também em Portugal, mais concretamente em Leiria, a constituição de um “grande” museu
regional na capital de distrito constitui um assunto em destaque nas narrativas que pretendem abordar o lugar
de Leiria nas sucessivas tentativas de regionalização.
Ricardo Javier Arcos Palma – Museo en la era Global: perspectivas y retos, Museo de Arte de la Universidad
Nacional de Colombia / Universidad Nacional de Colombia, Colombia.
…………………………
16h15-17h30
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Sessão 2.C – Museus, Património e Conservação Preventiva / Museos, Patrimonio y Conservación Preventiva
Sala C
Moderadora: Ana Maria Rodrigues Monteiro de Sousa
Rita Macedo; Cristina Oliveira – Novos Documentos na Preservação do Efémero. Departamento de
Conservação e Restauro da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, Portugal.
Briografia: Rita Macedo é docente de História da Arte Contemporânea e Teoria da Arte na Universidade Nova
de Lisboa, Faculdade de Ciências e Tecnologia, desde 1999. Doutorada em Conservação e Restauro, ramo de
Teoria, História e Técnicas da Produção Artística, pela Universidade Nova de Lisboa, com a tese Desafios da
Arte Contemporânea à Conservação e Restauro. Documentar a Arte Portuguesa dos Anos 60/70. Mestre em
História da Arte Contemporânea e Licenciada em História, variante de História da Arte, pela mesma
Universidade. Investigadora do Instituto de História da Arte, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da
Universidade Nova de Lisboa. Cristina Oliveira encontra-se a terminar o Mestrado em Conservação e Restauro,
pela Universidade Nova de Lisboa, com a dissertação «A preservação da arte efémera de Alberto Carneiro com
aplicação ao caso de Árvore jogo/ lúdico em sete imagens espelhadas». Licenciada em Conservação e Restauro
pela mesma universidade. Colabora, como estagiária com a Fundação Culturgest na área de Conservação
Preventiva da colecção de arte da Caixa Geral de Depósitos.
Resumo: Em Outubro de 2009 Árvore jogo/lúdico em sete imagens espelhadas de Alberto Carneiro renasceu
para se apresentar na exposição «Anos 70. Atravessar Fronteiras», no Centro de Arte Moderna da Fundação
Calouste Gulbenkian, passados 34 anos da sua primeira instalação e depois de destruídos os materiais que
originalmente a constituíam. Esta obra integra o conjunto de arte efémera de Carneiro: obras constituídas por
materiais naturais em bruto e por um grande número de elementos que se distribuem pelo espaço,
transformando-o. A distribuição espacial da obra, que varia de acordo com o espaço de exposição, está
directamente ligada ao seu sentido, evidenciando a importância da sua componente intangível. Carneiro
defende que estas obras não deverão ser materialmente conservadas mas refeitas a cada apresentação com
base nos projectos existentes, o que já aconteceu diversas vezes. Embora existam desenhos prévios das obras,
estes trabalhos renascem, sobretudo, graças à memória do autor. Na sua ausência, a existência de uma
documentação sólida e adequada a este tipo de obras será essencial para as instituições que as possuem, sendo
esta uma área a estudar no âmbito da conservação e da museologia. Nesta comunicação analisaremos a
importância que a documentação tem, neste caso, enquanto forma de preservação, assim como as estratégias
adoptadas no caso de Árvore jogo/ lúdico… nomeadamente na criação de novos de campos de documentação,
no recurso a registos multimédia ou na utilização de um dossier digital de forma a agrupar e flexibilizar toda a
informação.
Kleumanery de Melo Barboza (co-autor: Luiz Antônio Cruz Souza) - Aplicação do Gerenciamento de Riscos ao
Acervo de Oratóios do Museu Regional de Caeté – Minas Gerais – Brasil, Universidade Federal de Minas
Gerais, Brasil.
Biografia: Kleumanery de Melo Barboza é mestranda do programa de pós-graduação da Escola de Belas Artes da
Universidade Federal de Minas Gerais, com linha de pesquisa na área de Gerenciamento de Riscos para Acervos
Museológicos. Especialista em Conservação-Restauração de Bens Culturais Móveis. Experiência profissional na
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área de patrimonio cultural com a elaboração de Dossiês de Tombamento de edificações e bens de interesse
histórico. Atuação em projetos de conservção preventiva para acervos e de restauração de bens culturais.
Resumo: O gerenciamento de riscos tem se tornado um assunto de extrema importância nos diversos meios e,
é através da identificação e administração dos riscos potenciais que as instituições empresariais, financeiras e
de outras áreas tem reduzido o impacto provocado pelas perdas de bens tangíveis e intangíveis das instituições.
Na área museológica não tem sido diferente. Os gestores têm se preocupado cada vez mais com a salvaguarda
dos acervos e, a possibilidade de identificar os fatores de riscos gerenciá-los a curto, médio e longo prazo deu
origem a duas ferramentas de diagnóstico que vem sendo utilizadas por algumas instituições museológicas
européias e dos Estados Unidos, a Ratio Scale e a ABC Scale. Neste trabalho, demonstraremos a aplicação da
ABC Scale, ao acervo de oratórios pertencente ao Museu Regional de Caeté – Minas Gerais, Brasil, associada a
uma metodologia desenvolvida com base em um minucioso estudo das condições apresentadas pelo acervo,
local expositivo e entorno.
Marina Byrro Ribeiro – A Importância do Edifício para o Conforto e o Controle Ambientais nos Museus,
Faculdade de Arquitectura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil.
Biografia: Em 1983 - Arquiteta formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do
Rio de Janeiro – FAU / UFRJ ; Em 1993 - Mestre em Arquitetura no programa de pos-graduação da FAU / UFRJ
na área de Conforto Ambiental com trabalho intitulado “Conforto Ambiental em Prédios de Valor Cultural” ;
Em 2009 foi aprovada no Doutorado do programa de pós-graduação da FAU / UFRJ para desenvolvimento do
trabalho “Arquitetura de Museus: O Museu Contemporâneo Instalado em Prédios Históricos”; Desde 1983 é
arquiteta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico – IPHAN – do Brasil tendo trabalhado em diversas obras
de restauração incluindo a Restauração do Paço Imperial para instalação de centro cultural, Restauração do
Palácio Itamaraty do Rio de Janeiro e reinstalação do Museu Histórico e Diplmático, Restauração da Antiga
Alfândega para instalação da Casa França-Brasil; Atualmente é arquiteta do Museu Histórico Nacional situado
no Rio de Janeiro onde executa obras de adaptação para renovação do circuito museográfico.
Resumo: Existem dois grandes grupos de edificações que atendem as instituições museológicas. Os prédios
históricos tombados, que foram construídos dentro de outro programa arquitetônico e posteriormente
adaptados para atender às necessidades dos museus, reafirmando a carga simbólica ligada ao passado e à
tradição das nacionalidades. E temos também edifícios projetados e construídos especialmente para atender à
crescente demanda por criação de novos museus, estando associados simbolicamente a uma imagem de
renovação e globalização, com arquiteturas plasticamente arrojadas. Temos ainda a combinação desssas duas
linhas arquitetônicas, conjugando edifícios históricos, normalmente destinados a abrigar as exposições e anexos
construídos dentro das exigências técnicas atuais, voltados a atender os serviços, administração, reservas
técnicas, e outros, que buscam renovar as antigas instituições. Em qualquer uma das vertentes arquitetônicas
voltadas às funções museológicas, as exigências técnicas são cada vez mais específicas, configurando uma
especialidade dentro da arquitetura, a arquitetura de museus.
Dentre as muitas exigências e condicionantes que a arquitetura de museus procura atender, o clima tem forte
influência sobre o “funcionamento” do museu, principalmente sobre a conservação do acervo e em relação à
sensação de conforto dos usuários. Qualquer edificação intermedia as relações entre o meio ambiente externo
e o micro clima interno criado. Os edifícios históricos de museus estabelecem um tipo de “filtro” entre
exterior / interior a partir das características construtivas do período histórico em que os prédios tombados
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foram erguidos. Já os edifícios de museus novos têm grande liberdade de criação, podendo atender às
demandas de uso da atualidade e utilizar possibilidades técnicas e o conhecimento atuais sobre o clima.
O presente artigo busca discutir algumas possibilidades que a arquitetura de museus tem ao tratar as
influências climáticas de forma a favorecer as necessidades dos museus.
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16h15-17h30
Sessão 2.D – Museus, Gestão e Empreendedorismo / Museos, Gestión y Emprendedorismo
Sala B
Moderadora: Alice Semedo
Mar Fernández Sabugo - Adáptandonos al Cambio: la importancia de la formación permanente de los
profesionales de los museos, Subdirección General de Museos Estatales, Ministerio de Cultura, Madrid,
Espanha.
Biografia: Conservadora de Museos del Estado. Subdirección General de Museos Estatales. Ministerio de
Cultura. Licenciada en Geografía e Historia (especialidad de Prehistoria) por la Universidad Complutense de
Madrid, en la que posteriormente realizará estudios de doctorado. Desde el inicio de su actividad profesional,
ha trabajado en proyectos de gestión cultural tanto en el ámbito privado, como en el público, en el que
actualmente desarrolla su actividad. Colaboradora del Departamento de Prehistoria de la Facultad de
Geografía e Historia de la Universidad Complutense de Madrid, ha participado tanto en excavaciones
arqueológicas, como en diferentes proyectos de investigación. Vinculada desde el inicio de su carrera
profesional al mundo de los museos, ha trabajado en diferentes centros, principalmente en el Departamento de
Prehistoria del Museo Arqueológico Nacional y en el Museo del Greco, institución en la que participará en la
redacción de su nuevo Plan Museológico. Desde su ingreso en el Cuerpo Facultativo de Conservadores de Museos
del Estado, y hasta la actualidad, trabaja en la Subdirección General de Museos Estatales del Ministerio de
Cultura, desde donde es responsable del Museo Nacional de Reproducciones Artísticas. Así mismo, se encarga
de la organización y gestión de distintos cursos, entre el que destaca el Curso Selectivo del los Conservadores y
Ayudantes de Museos Estatales, así como de otros cursos, jornadas y congresos, tanto de ámbito nacional como
internacional. Igualmente, forma parte de diversas comisiones de seguimiento de proyectos museísticos del
Ministerio de Cultura.
Resumen: Los museos, son quizas las instituciones culturales que mas desarrollo han experimentado a lo largo
de los últimos años. La Ley de Patrimonio Historico Español, define los museos como instituciones de carácter
permanente que adquieren, conservan, investigan, comunican y exhiben, para fines de estudio, educación y
contemplación, conjuntos y colecciones de valor histórico, artístico, científico y técnico o de cualquier otra
naturaleza cultural. Para ello son necesarios unos instrumentos básicos que aseguren el tratamiento
administrativo y técnico-científico adecuado para la conservación de los bienes integrantes de los mismos. La
multiplicidad de disciplinas que afectan a las diferentes áreas de trabajo de los museos, hacen que los
profesionales de los mismos, necesiten de una contínua puesta al día en las novedades que afecten a sus
campos de trabajo específicos. Desde el desarrollo de las nuevas teorías en museología y su aplicación a la
experiencia práctica real, la implantación de las nuevas tecnologías en las diferentes áreas de trabajo tales
como registro, documentación, conservación, difusión, etc.; a las últimas tendencias en gestión o las distintas
novedades legislativas y su aplicación a nuestras instituciones, hacen de enorme importancia la existencia de
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un amplio programa de formación. La Subsecretaría del Ministerio de Cultura, con un programa de formación
general y la Subdirección General de Museos, con una programación más específica, ofrecen distintas
propuestas, relativas a los campos específicos referidos, que pretende dotar a los profesionales de museos de
las herramientas básicas para la aplicación práctica de los nuevos contenidos referentes al ámbito de las
distintas disciplinas museológicas. Todo ello, debe servir de base o plataforma para una remodelación y
modernización de las instituciones, su interrelación con la comunidad y su papel en la concienciación social.
Margarida Lima de Faria – Profissionais da Memória / Memórias de Profissionais: museólogos e conservadores
dos museus portugueses, Instituto de Investigação Científica Tropical – IICT, Portugal.
Biografia: Trabalhou durante cerca de 10 anos no Museu Nacional de Etnologia de Lisboa (1985-1995); entre
1995 e 2005 ensinou Cultura e Desenvolvimento na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica
Portuguesa, participou em vários projectos de investigação financiados pela Fundação para a Ciência e
Tecnologia sobre Museus e a Globalização da Sociedade Portuguesa (dirigido por Boaventura de Sousa Santos –
CES Coimbra), sobre Públicos da Cultura em quatro cidades do centro e norte do país (dirgido por Augusto
Santos Silva – Faculdade de Economia do Porto) e dirigiu o Projecto Regimes de Produção e de Consumo e de
Museus em Portugal (1998-2003). Orientou 5 teses de mestrado na área da Museologia e Estudos Culturais. Foi
Consultora da Rede Portuguesa de Museus no período de arranque. A profissão de museólogo está
estreitamente ligada à história dos museus e ao seu significado em diversos momentos de transformação social
e cultural. Com a presente comunicação procuraremos caracterizar quais as “tarefas particulares” de que se
reclama a profissão do museólogo em Portugal, quais os conhecimentos que lhe conferem especificidade, como
se organiza em associações profissionais, quais as relações sociais que se constroem em seu torno, quais as
forças em confronto que se observam nas lutas pela sua legitimação. Dado tratar-se de um artigo de pequena
dimensão, procuraremos sobretudo apresentar o referencial teórico que possibilita a caracterização do
profissional de museu por comparação com outras profissões e, sobretudo, do modo como se constitui como um
“campo profissional” – de características específicas – actualmente atravessando um processo crítico de
reformulação da sua identidade e de articulação (crucial) com questões de conhecimento e reconhecimento.
Mirta Asunción Insaurralde Caballero - El Oficio de Conservar la Memoria. Reflexiones sobre el Vínculo entre
Museos, Restauración y Patrimonio. Escuela de Conservación y Restauración de Occidente, México.
Biografia: Técnico en Diseño Gráfico. Universidad Católica de Asunción, Paraguay. Licenciada en Restauración
de Bienes Culturales Muebles. Escuela de Conservación y Restauración de Occidente (ECRO), Guadalajara,
México. Diplomada en Museología. SEP/CONACULTA/UdeG/ECRO. Desde 2004 trabaja como consultora y
restauradora independiente, proyectando y ejecutando trabajos de conservación y restauración de pintura
virreinal y contemporánea, y asesorando en conservación preventiva y montaje de exposiciones. Conservadora
residente en Casa ITESO-Clavigero, para recepción y monitoreo de obras de exposiciones temporales. Docenteinvestigador de la ECRO en: Teoría de la Restauración I, II y III; y en los Seminarios de restauración de Pintura
Mural y Pintura de Caballete. Tutora de proyectos de investigación y difusión del patrimonio cultural, para la
Secretaría de Cultura de Jalisco. Actualmente se desempeña como Directora Académica de la ECRO
(www.ecro.com.mx)
Resumen. La Restauración en la actualidad se asume como una disciplina orientada a preservar objetos
valiosos para los diversos grupos que conforman la sociedad, objetos que se vuelven a edificar de manera
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simbólica en el imaginario colectivo como referentes de su identidad. Con esta idea, en el 2006, la ECRO1 y el
ITESO2, emprenden un proyecto expositivo denominado El oficio de conservar la memoria. La restauración del
patrimonio cultural. Mediante la exposición de objetos restaurados y en proceso de restauración, se pretendía
manifestar la complejidad que entraña el trabajo sobre bienes culturales. Con base en el proyecto expositivo,
se presenta la reseña crítica de una experiencia de integración de dos disciplinas contiguas – museología y
restauración – ante un objeto común: el patrimonio cultural.
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DIA 2: Terça-feira, 13 de Outubro de 2009 / Día 2: Martes, 13 octubre del 2009
SESSÕES DA MANHÃ
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09h30-10h45
Sessão 1.A – Museus, Espaço e Comunicação / Museos, Espacio y Comunicación
Sala C
Moderador: Pedro Júlio Enrech Casaleiro
Ana Delicado – Comunicar Ciência numa Exposição: uma avaliação exploratória de a Evolução de Darwin
através de PMM, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Portugal.
Biografia: Socióloga, doutorada pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Foi bolseira de
investigação do Observatório das Ciências e Tecnologias (1997-2001), bolseira de doutoramento no ICS-UL
(2002-2005), Research Fellow do Institute for Prospective Technological Studies - European Commission Sevilha
(2006). É actualmente bolseira de pós-doutoramento no ICS-UL. Realizou uma tese de doutoramento sobre a
musealização da ciência em Portugal, mas também fez investigação sobre organizações não governamentais e
voluntariado, riscos ambientais e de saúde pública, mobilidade científica internacional e o uso da internet
pelas crianças. No domínio da museologia, colabora actualmente na avaliação de impacto da exposição “A
Evolução de Darwin”.
Resumo: Esta comunicação visa apresentar alguns resultados de um trabalho, que está ainda em curso, que
consistiu na análise sumativa de uma exposição de ciência. No âmbito da exposição “A Evolução de Darwin”
(Fundação Calouste Gulbenkian, Fevereiro a Maio de 2009) foi desenvolvida uma avaliação sumativa por meio
de um conjunto de diferentes técnicas, entre as quais a de Personal Meaning Mapping – PMM. Aplicado a uma
amostra de visitantes adultos e de jovens em visitas escolares, tendo por base as palavras “Darwin” e
“Evolução”, pretendeu-se aferir a forma como a experiência da visita à exposição exerceu um efeito
transformador sobre os conhecimentos e as representações destes temas. Através da análise dos conceitos e
dos temas expressos pelos visitantes antes e depois da visita, é possível apreender não só os conhecimentos
1
2
Escuela de Conservación y Restauración de Occidente (ECRO) www.ecro.com.mx
Instituto Tecnológico de Estudios Superiores de Occidente (ITESO) www.iteso.mx
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adquiridos, consolidados ou alterados pelos visitantes, mas também os elementos de maior impacto da
exposição. Assim, entre outros objectivos, esta actividade, de carácter eminentemente exploratório, tem por
finalidade tirar ilações sobre a eficácia comunicacional desta exposição.
Joel Pereira de Almeida – Comunicar Ciência com Consequência nos Museus Centros de Ciência e
Tecnologia, Gabinete de Estudos e Projectos CEM / Universidade Santiago de Compostela, Portugal/Espanha.
Biografia: Engenheiro Técnico Electrotecnia e Máquinas – ex-Instituto Industrial do Porto; Licenciatura, pósgraduação, parte curricular do Mestrado em Comunicação Educacional Multimédia, Universidade Aberta;
Diploma de Estudios Avanzados e Doutorando – Departamento Didáctica Organização Escolar, Faculdade
Ciências da Educação, Universidade Santiago de Compostela. No âmbito das actividades de
Consultor/Conceptualista/Realizador AVM – Audiovisuais e Multimédia, concebeu, realizou e desenvolve
estudos e projectos de centros de recursos educativos em espaços polivalentes multimediatizados interactivos
para Câmaras Municipais, Museus, Centros de Interpretação e CiberCentros; Módulos Interactivos Participativos
para exposições; Filmes Institucionais, Cinevídeos digitais, documentários educativo-culturais, e produção de
conteúdos multimédia, desde o primeiro diaporama multivisão para Museu Monográfico de Conímbriga ao
actual Museu das Comunicações…No âmbito da formação e actividade sociocultural na área da comunicação em
museologia é membro do Secretariado CEFOP.Conímbriga; Membro dos Corpos Sociais da Liga de Amigos de
Conímbriga e Grupo de Amigos do Museu das Comunicações; Consultor Multimédia da mc2p.
Resumo: Vivemos a Cibercultura na “Era Digital” da Sociedade de Informação/Conhecimento/Competência;
Comunicamos a qualquer momento, de qualquer lugar, o que quer que seja; Assistimos ao desenvolvimento
Técnico-Científico-Informacional dos sítios na Internet; Utilizamos, aprendemos e convivemos com as NTIC em
Redes Sociais; Usamos e fruímos da interactividade, convergência e mobilidade das novas Infotecnologias
Interactivas da Comunicação Multimediatizada ASVM/AVM – Áudio-Scripto-Visual e Multimédia / Audiovisuais
Multimédia. Neste contexto, o projecto de investigação “Comunicar Ciência com consequência” (como e
porquê) nos Museus Centros de Ciência e Tecnologia, visa trazer contributos para o “aperfeiçoamento de
práticas” de Comunicação Educacional Multimédia de Ciência, bem como para uma tomada de consciência que
permita reconhecer a importância da Comunicabilidade, da Educabilidade e da Usabilidade da Comunicação
Educacional Multimédia de Ciência na Aprendizagem Cognitiva, com vista à melhoria transformacionista da:
Intervenção Pedagógica Escola / Museu; Satisfação no Usufruto da Interacção e Complementaridade Educativa
(formal, não formal) das visitas de estudo; Promoção / Divulgação da (Ciber)Cultura Científico-Criativa. Numa
primeira fase, desenvolveu-se um Trabalho de Pesquisa Exploratória, pelo recurso à Observação Directa não
participativa. Esta pesquisa permitiu concluir que há um défice de Cultura Científica nos alunos do Ensino
Secundário, que se reflecte na exploração pedagógica das visitas de estudo aos Museus, Centros de Ciência e
Tecnologia. Numa segunda fase, numa Metodologia de Investigação-Acção Participativa, pelo recurso à
Observação Directa Interventiva, estão a desenvolver-se Oficinas Pedagógicas do Conhecimento da
Comunicação Educacional de Ciência. Numa terceira fase, realizar-se-á um Estudo Prospectivo com enfoque
nas novas Perspectivas Didácticas da Comunicação Educacional Multimédia visando realizar Trabalho de Análise
Reflectiva Conclusiva, Transdisciplinaridade Curricular/Transversalidade Comunicacional.
Maria Lucia de Niemeyer Matheus Loureiro – Divulgação Científica em Museus: as coleções e seu papel na
linguagem expográfica, Museu de Astronomia e Ciências Afins – MAST / Ministério de Ciência e Tecnologia,
Brasil.
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Biografia: Bacharel em Museologia pelo Museu Historio Nacional - atual Escola de Museologia da Universidade
Federal do Estado do Rio de Janeiro (1976) -, Mestrado (1998) e Doutorado (2003) em Ciência da Informação
pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ / Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia - IBICT. Sua experiência profissional inclui museus de arte, Ciência & Tecnologia, uma casa histórica
e um jardim botânico. Realiza pesquisas relacionadas à divulgação científica em museus, linguagens expositivas
e processos de musealização nos domínios da arte e da ciência. Atualmente, é museóloga do Museu de
Astronomia e Ciências Afins (Rio de Janeiro, Brasil).
Resumo: O trabalho é fruto de pesquisa desenvolvida com o apoio do CNPq / Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Brasil), e tem como objetivo analisar os museus de ciência e suas
exposições como instâncias de divulgação científica, enfatizando o papel e as especificidades de suas coleções
e levantando questões relacionadas à utilização de objetos musealizados em práticas voltadas à divulgação
científica. A pesquisa, que vem sendo realizada desde 2007 no âmbito da Coordenação de Museologia do Museu
de Astronomia e Ciências Afins, concentra-se na exposição, entendida como parte integrante do processo de
musealização nos domínios das ciências, o que impõe a ênfase nos objetos que integram as coleções de museus
científicos e sua inserção em exposições.
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09h30-10h45
Sessão 1.B – Museus, Gestão e Empreendedorismo / Museos, Gestión y Emprendedorismo
Sala A
Moderadora: Isabel Victor
Cristina Alexandra Ferreira Castro Tavares – Programação Museológica do Museu Oliveira Ferreira, Faculdade
de Letras da Universidade de Coimbra, Portugal.
Biografia: Doutoranda em Museologia FLUC; Mestre em Museologia e Património Cultural FLUC; Pós-graduada
em Museologia e Património Cultural FLUC; Licenciada em Artes Plásticas – Pintura FBAUP.
Resumo: Esta comunicação tem como objectivo divulgar a programação museológica do futuro Museu Oliveira
Ferreira, dedicado à arte moderna e contemporânea. Foram elaborados oito programas distintos e articulados
entre si, analisadas as necessidades e a sua pertinência ao propor os projectos derivados dos mesmos. Este
artigo apoia-se em áreas tão diversas como a museografia, a história da arte, as artes plásticas, a arquitectura,
o design gráfico e multimédia, a fotografia, a segurança, o direito, a economia e o marketing, aspectos tão
diversos, e, no entanto, complementares da ciência museológica; todas elas se interligando e contribuindo com
a sua quota-parte para a gestão museológica. Este museu assume como prioridades: as tradicionais funções
museológicas de investigar, conservar e expor, bem como, uma aproximação aos diversos públicos nas suas
formas distintas de comunicação e divulgação dos conteúdos museais, tornando este museu ao serviço de todos
os públicos cumprindo deste modo a função essencial da instituição museológica.
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Elena Pol Méndez; Esther Aparicio Rabanedo; Mikel Asensio Brouard - La Planificación del Museo Nacional de
la Energía, Interpretart / Fundación Ciudad de la Energia / Universidad Autónoma de Madrid, Espanha.
Biografia: Elena POL MÉNDEZ, doctora en Historia del Arte, es directora de la empresa Interpretart, desde
donde ha desarrollado durante más de veinte años proyectos museológicos e investigaciones en infinidad de
museos entre los que destacan los proyectos museológicos del Museo de la Biblioteca Nacional, Museo de la
Evolución Humana, Museo de las Ciencias del Vino, Museo Nacional de la Salud, Museo Nacional del Trasporte,
Museo de bellas Artes de Córdoba o Archivo de Málaga. Profsora de msueología en varias universidades,
actualmente es ‘Project Mannager’ del Museo Nacional de la Energía. Esther APARICIO RABANEDO es la
directora del Programa de Patrimonio y Cultura de la Fundación Ciudad de la Energía, profsora de la
Universidad de Salamnca en masters de gestión cultural y turismo cultural, ha desarrollado numerosos
proyectos de gestión cultural en España y en el extranjero, actualmente lidera las diferentes acciones de
turismo cultural, musealización del patrimonio industrial de la Ciudad de la Energía, así como la puesta en
marcha del Museo Nacional de la Energía. Mikel ASENSIO BROUARD, es doctor y profesor senior, director del
centro cultural y museo de la Universidad Autónoma de Madrid, profesor de museología, ha colaborado como
asesor en numerosos proyectos de msueos (ver CV en www.uam.es/mikel.asensio) Actualmente asesora del
Museo Nacional de la Energía.
Resumen: El Museo Nacional de la Energía (MNE) inició su planificación en 2007. Se basa en la musealización de
dos centrales térmicas en su entorno patrimonial local y regional circundante en un concepto de museo
territorio, situado en el área de Ponferrada, León. El proyecto del MNE depende de la Fundación Ciudad de la
Energía, que está apoyada por tres ministerios: Industria, Innovación y Medio Ambiente. El MNE, de un
presupuesto de 30 millones de euros, se enmarca dentro de otras intervenciones tecnológicas (como la Planta
de Captación de CO2) y patrimoniales (como el programa de tursimo cultural ‘La Mirada Circular’). La
planificación del presente proyecto está siendo muy innovadora. El organigrama de funcionamiento se ha
inspirado en la organización de las obras de ingeniería civil, implicando sucesivamente a equipos de trabajo
que van aportando su conocimiento y capacidades en las diversas áreas del proyecto, patrimonio industrial,
museología, contenidos científicos disciplinares, sostenibilidad, urbanismo y arquitectura. El proceso de
ejecución también está resultando novedoso con la participación de varios equipos en cada fase, tanto en
museología como en museografía, cuyas empresas se incorporarán en breve al proyecto. La inauguración del
MNE se prevé para fianles del 2010. El proyecto del MNE se adelanta a las necesidades del museo realizando
una previsión del modelo institucional, del tipo de funciones a desarrollar, de los mensajes a transmitir, de las
audiencias potenciales, de los tipos de programas públicos y educativos y de la comunicación prevista,
diseñados con anterioridad a la arquitectura (que debe ser bioclimática) y la museografía, que debe transmitir
tanto los aspectos científicos como tecnológicos, así como unas actitudes reflexivas e ideológicas responsables
sobre la energía.
Manuelina Maria Duarte Cândido – Diagnóstico Museológico: estudos para uma metodologia, Universidade
Federal de Goiás, Goiânia, Brasil.
Biografia: Possui graduação em História pela Universidade Estadual do Ceará (1997), especialização em
Museologia para Universidade de São Paulo (2000) e mestrado em Arqueologia pela Universidade de São Paulo
(2004). Tem experiência nas áreas de História, Museologia e Arqueologia, atuando principalmente nos seguintes
temas: museologia, preservação, patrimônio cultural, educação patrimonial e história dos museus. É membro
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do Conselho Internacional de Museus (ICOM), faz parte da atual gestão do Comitê Brasileiro do ICOM na
qualidade de suplente do Conselho Administrativo. Participa da Diretoria da ANPUH-CE. Tem livros e artigos
publicados nas áreas mencionadas, atua como docente e como consultora. Ex-gestora do Museu da Imagem e
do Som do Ceará (MIS-CE). É membro do Instituto Praeservare - Preservação do Patrimônio Cultural, onde
atualmente ocupa o cargo de Vice-Presidente. Participa da Rede de Educadores de Museus do Ceará (REM-CE),
na qualidade de Coordenadora de Estudos.
Resumo: A pesquisa tem como objetivo estudar e propor uma metodologia para a realização de diagnósticos
museológicos, apontando caminhos para sistematizar a elaboração de documentos que visem à qualificação da
ação dos museus e aprimorar suas relações com as políticas culturais. Para tanto, se insere no âmbito da
interdisciplinaridade com áreas como a Museologia, notadamente no que diz respeito à gestão institucional
museológica, a História, no que diz respeito à história dos museus, e a Educação, pois o museu é considerado
como um espaço para desenvolvimento e aplicação de uma pedagogia museológica.
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09h30-10h45
Sessão 1.C – Museus, Colecções e Património / Museos, Colecciones y Patrimonio
Sala B
Moderadora: Margarida Felgueiras
Alice Duarte – O Desafio de não Ficarmos pela Preservação do Património Cultural Imaterial, Faculdade de
Letras da Fundação Universidade do Porto, Portugal.
Biografia: Professora Auxiliar da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Docência na FLUP desde 1990,
em diversos dos seus Departamentos: Geografia, Sociologia, Ciências e Técnicas do Património, História e
Estudos Germanísticos. Mestre em Antropologia Social e Cultural pela Universidade do Minho, em 1997, na
especialidade de Etno-Museologia com a tese Colecções e Antropologia: Uma Relação Variável Segundo as
Estratégias de Objectivação do Saber.Doutorada em Antropologia pelo ISCTE, em 2007, na especialidade de
Antropologia das Sociedades Complexas, com a dissertação Novos Consumos e Identidades em Portugal: Uma
Perspectiva Antropológica.A realizar projecto de investigação Pós-Doc aprovado pela FCT, em 2008, centrado
na Etnografia das Organizações de Cooperação e Desenvolvimento.
Resumo: A adopção pela Conferência Geral da Unesco da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural
Imaterial, em Outubro de 2003, tem subjacente uma intenção de sensibilização e protecção cultural que só pode ser
gratificante para a disciplina antropológica dada a acrescida amplitude e vitalidade da noção de cultura que lhe
está implícita. Contudo, a conceptualização do património cultural imaterial (PCI) através sobretudo de um
paradigma de salvaguarda e arquivo, corporizando um ethos preservacionista, tem em si um potencial limitativo que
urge desafiar. As implicações preservacionistas devem ser analisadas nomeadamente ao nível das actividades do
Museu, defendendo-se aqui a necessidade de ultrapassar a dominância de tal ethos como única forma da instituição
museológica deixar de ser o Mausoléu de que fala Theodor Adorno [1967], celebrando apenas a sobrevivência do
passado, e possa contribuir também para o florescimento e renovação das realidades culturais contemporâneas.
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Maria José Cunha – As Colecções Antropológicas do Museu de História Natural da Faculdade de Ciências da
Universidade do Porto, Faculdade de Letras / Museu de História Natural da Faculdade de Ciências da Fundação
Universidade do Porto, Portugal.
Biografia: Em 1990 iniciou as suas funções como Técnico Superior de Museografia, prestando serviço no Museu
de Zoologia Dr. Augusto Nobre, posteriormente integrado no Museu de História Natural da Faculdade de
Ciências da Universidade do Porto, sob a designação de Sala de Zoologia Augusto Nobre. Desde Junho de 2004
que desempenha as funções de curadora da Sala de Arqueologia e Pré-História Mendes Corrêa do MHN, sendo
responsável pelas colecções de Arqueologia, Etnografia, Numismática e Fotografia. No âmbito destas funções,
procedeu à revisão, reorganização e informatização, de colecções arqueológicas e etnográficas, prestando
ainda apoio a investigadores nacionais e estrangeiros, aos alunos dos vários graus de ensino e ao público em
geral. Participa também em todas as actividades organizadas pelo Museu de História Natural, nomeadamente
as que são desenvolvidas no âmbito das Noites Europeias dos Morcegos, do Programa Ciência Viva Geologia e
Biologia no Verão, da Semana da Ciência e da Tecnologia e Festa na Baixa do Porto iniciativa do Centro
Nacional de Cultura.
Resumo: O Museu de Antropologia e Pré-História Mendes Corrêa do Museu de História Natural da Faculdade de
Ciências do Porto, cuja origem remonta ao início do século XX, possui um espólio que, embora desconhecido de
uma parte considerável do grande público e até dos meios académicos, tem, no entanto, contribuído para
inúmeros trabalhos de investigação e participado em exposições nacionais e internacionais. A exposição
permanente, constituída essencialmente por colecções arqueológicas, está organizada de uma forma
cronológica, que permite aos seus visitantes conhecerem peças que vão desde a Pré-história até à Época da
Romanização. Na reserva, não visitável, existem colecções antropológicas, arqueológicas e etnográficas
portuguesas e estrangeiras, de numismática e um considerável espólio fotográfico e documental. Este projecto
inclui estudos que incidem particularmente na constituição das colecções através da identificação e registo das
peças, na história das diversas colecções antropológicas; na avaliação do estado de conservação, propondo os
meios adequados ao controlo efectivo das condições ambientais, nomeadamente da luz, da temperatura e da
humidade relativa; a reorganização dos espaços e das colecções e a contextualização das colecções através da
sua musealização, valorizando a sua função e lugar no discurso expositivo.
Pedro Pereira Leite – Casa Mussa-mb-ike, Museu Mineiro do Louzal, Portugal.
Biografia: É doutorando em Museologia, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias em Lisboa. É
Mestre em História Contemporânea, pela Faculdade de Letras de Lisboa, e em Ciências da Educação, pela
Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, em Lisboa. É Pós-graduado em Comportamento
Organizacional, pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa, em Lisboa. Frequentou o Mestrado
em Estudos Africanos do ISCSP e o Programa Avançado de Gestão para Executivos da Universidade Católica
Portuguesa. Desenvolve investigação no âmbito dos processos de influência social e Cultura Contemporânea e
em Estudos pós-colonais. Prepara o doutoramento sobre os processos de mobilização da cultura para o
desenvolvimento económico e social. Actualmente é director do Museu Mineiro do Louzal e do Centro de
Ciência Viva do Louzal, concelho de Grândola, e colabora com o Centro de Estudos Territoriais da Universidade
Lusófona.
Resumo: Casa Muss-amb-iki é um projecto de investigação-acção em curso que tem como objectivo final a
produção duma tese de doutoramento em museologia. O corpo essencial da investigação envolve a elaboração
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de um processo museológico numa cidade em Moçambique. Este artigo apresenta uma problemática, uma
proposta de metodologia a aplicar e um exercício de avaliação da metodologia proposta: Em “Elapu- Muhipiti”
apresentam-se os problemas essenciais. Contextualiza o espaço, define as linhas de rumo para responder à
possibilidade de construção de uma organização museológica como projecto de desenvolvimento, baliza as
formas de produção, registo e conservação de objectos museológicos. Em “ A viagem como elemento
catalisador do processo museológico”, apresenta-se a base metodológica do trabalho. Essencialmente a sua
justificação teórica. Finalmente em “A herança Africana nos museus de Lisboa” apresentam-se, em síntese os
resultados duma experiencia de avaliação sobre a metodologia proposta. Concluímos neste trabalho que a
memória africana está sublimada nos museus da cidade de Lisboa, uma cidade que mostra essa herança de
forma particularmente evidente nos seus ritmos, nas suas vivência e nas memórias dos seus cidadãos.
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09h30-10h45
Sessão 1.D – Museus, Colecções e Património / Museos, Colecciones y Património
Auditório 1
Moderador: Diego León Arango Gómez
José Mauro Matheus Loureiro; Daniel Maurício Viana de Souza - O Olhar Foucaultiano e as Construções da
Memória e do Patrimônio a partir dos Museus de Ciência, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro /
Universidade Federal de Pelotas, Brasil.
Biografia: José Mauro Matheus Loureiro possui graduação em Museologia pela Universidade Federal do Estado
do Rio de Janeiro (1980), mestrado (1996) e doutorado (2000) em Ciência da Informação pela Universidade
Federal do Rio de Janeiro e pós-doutorado em Antropologia Social pelo PPGAS/Museu Nacional/UFRJ (2006).
Atualmente é professor Associado I da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, consultor ad hoc do
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, pesquisador colaborador da Universidade
Federal da Paraíba, pesquisador colaborador do Museu de Astronomia e Ciências Afins, e do Instituto Brasileiro
de Informação em Ciência e Tecnologia. Daniel Maurício Viana de Souza é graduado em Museologia pela
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO (2004). Mestre em Ciência da Informação pelo
Programa de PPGCI- IBICT/UFF (2007). Professor e Coordenador do Curso de Bacharelado em Museologia da
Universidade Federal de Pelotas. Dedica-se a estudos vinculados a Museus, Coleções científicas, Memória e
Patrimônio.
Resumo: Propõe refletir acerca dos discursos museológicos considerando sua vinculação, na maior parte das
vezes, às estratégias de controle disciplinar/institucional. Apresenta inicialmente conceitos-chave na obra de
Michel Foucault inter-relacionado-os com a produção dos discursos produzidos e divulgados pelos espaços
museológicos no que tange à ciência e tecnologia. Aponta para a formação de uma memória da C&T como
instrumento de poder voltado para a criação de valores e princípios norteadores das diferentes esferas da vida
social.
Javier Gómez Martínez - ¿Al cine? No, al museo, Universidad de Cantabria, Espanha.
Biografia: Doctor en Filosofía y Letras (Historia del Arte) por la Universidad de Valladolid en 1994 y Profesor
Titular de la Universidad de Cantabria desde 2000. La arquitectura española (y novohispana) de la Edad
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Moderna ya sido el principal dominio de investigación hasta 1999. En esos momentos, la asunción de la
dirección del Área de Exposiciones de la Universidad de Cantabria, a la par que la docencia en museología,
motivaron la reorientación científica hacia los museos. El resultado fueron varios artículos y el libro Dos
museologías. Las tradiciones anglosajona y mediterránea: diferencias y contactos (Gijón, Trea, 2006). La
dirección del Área de Exposiciones implica la gestión de dos salas de exposiciones, la construcción de la
Colección UC de Arte Gráfico (http://www.buc.unican.es/gabestampas/principal_estampas.htm) y la
promoción de la itinerancia de las exposiciones organizadas con obras de esa colección.
Resumen: La museología anglosajona siempre se ha distinguido por su tendencia a construir narraciones. En los
últimos años, ha ido creciendo el acercamiento a las estrategias de la narración cinematográfica, con ánimo
competitivo, acelerado en un contexto de crisis que se inició con los atentados del 11-S de 2001 y continúa con
la crisis financiera desatada en 2008. Nada de eso se observa en la museología mediterránea todavía, lo que
prolonga la cadena histórica de diferencias entre ambas.
Jorge Freitas Branco – Paisagens Tecnológicas e Discurso Museológico: uma leitura do Campus do IST, ISCTEIUL, Portugal.
Biografia: Doutor em antropologia; Professor universitário, ISCTE-IUL, Portugal; Coordenador de mestrado em
Museologia: Conteúdos Museológicos.
Resumo: O campus do Instituto Superior Técnico (IST) está em funcionamento desde o ano lectivo de 1936-37.
Surgia uma estrutura de ensino superior politécnico concebida de raiz. Tornou-se uma plataforma de
endogeneização de tecnologia, pela transmissão de conhecimentos e de incorporação de um espírito de corpo
(cultura) nos futuros engenheiros. Definia-se uma profissão e criava-se uma nova elite na sociedade, norteada
pela ideal de progresso. Estabeleceu-se um lugar tecnológico, que consiste num território para fins específicos,
delimitado da aérea urbana envolvente. Durante a década de 90, vários factores (expansão vertical das
instalações, aumento da população estudantil, globalização) alteram a relação espacial entre o campus e a
cidade. Do isolamento relativo passa-se a fluidez crescente, visível nos fluxos de material cultural, geradores
de configurações derivadas das chamadas tecnopaisagens (A. Appadurai). Perspectivado como um domínio de
produções culturais diferenciáveis (científicas, técnicas, profissionais) o campus do IST revelou-se ao longo da
sua existência como um lugar (vivido e imaginado), onde os interesses dos grupos sociais presentes estiveram e
mantêm-se em contínuo processo de negociação. Incidências culturais da técnica é o tema para um projecto de
tratamento museológico in situ, tendo a população interna do campus como público-alvo (dinamização
interna). Contextos de negociação (introdução de novas tecnologias, conflitos académicos, reformas
institucionais) seriam referenciados no campus, por tema, ou por acontecimento, de forma a dotar o recinto de
um sistema de pontos de leitura activa.
PAUSA
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11h15-12h30
Sessão 2.A – Museus, Espaço e Comunicação / Museos, Espacio y Comunicación
Sala A
Moderadora: Josélia Neves
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Diana Cavalheiro do Amaral – Manifesto por um Museu da Dança, Trinity Laban Conservatoire of Music and
Dance / Universidade Fernando Pessoa, Londres/Portugal.
Biografia: Licenciatura em Antropologia Social e Cultural pela Universidade Fernando Pessoa, Pós-graduação
“Dança em contextos educativos” pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa,
Doutoramento aprovado em Planeamento Museológico, projecto do Museu da Dança, na Universidade Fernando
Pessoa, Porto, com orientação do Professor Doutor Sérgio Lira e co-orientação do Professor Doutor Miguel
Correia Velhote (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto) e da Professora Doutora FilipaSousa
(Faculdade de Desporto da Universidade do Porto); Finaliza o Mestrado em Londres no Trinity Laban
Conservatoire of Music and Dance, MSc Dance Science. Integrou a equipa que desenvolveu o sistema de
inventário e gestão de colecções e conteúdos antropológicos audiovisuais para o Ecomuseu do Barroso em
Montalegre; colaborou no Projecto “Museus da Universidade do Porto”.
Resumo: A proposta conceptual de uma nova unidade museológica vem contribuir para a investigação
desenvolvida no território da Museologia. A reflexão sobre o desenvolvimento e sustentabilidade deste museu,
que se debruçará sobre a dança, permitirá acrescentar algo de novo ao campo do Planeamento Museológico,
concorrendo para a ampla discussão sobre o papel dos museus no domínio da educação, investigação científica
e desenvolvimento da sociedade. Pretende-se, assim, identificar os fundamentos para a criação deste museu
da dança, enquadrado na renovada museologia. Segundo esta, o museu constitui-se como uma estrutura
transdisciplinar de pendor científico, educativo e simultaneamente lúdico, sugerindo diversos percursos e novas
visões culturais, promovendo a aprendizagem ao longo da vida e consubstanciando-se num cenário de inclusão
social, de ligação com a comunidade e acima de tudo como um promotor por excelência da aceitação da
diversidade cultural. A acção deste museu visa definir o conceito de dança propondo-se uma perspectiva de
inclusão das suas diversas abordagens, sendo que o movimento constitui o âmago da investigação que permitirá
a comparação dos diferentes estilos de dança e, consequentemente, a sua exploração no museu que se propõe
planear e programar. A reflexão sobre os aspectos conceptuais da dança e do movimento, suas funções e
papeis, procurará contribuir para a análise do tema numa perspectiva de base científica, e dará à dança um
novo e desafiador enquadramento, uma vez que esta passará a ser matéria e objecto de museu.
Fernando António Baptista Pereira - O Museu do Oriente, um Olhar Transdisciplinar sobre a ÁSIA, FBAUL,
Portugal.
Biografia: Lisboa, 1953. Licenciado em História pela FLUL, pós-graduado em Museologia e Doutorado em
Ciências da Arte pela FBAUL, ensina na Universidade de Lisboa (FLUL e FBAUL) desde 1979, sendo actualmente
Professor Associado na FBAUL, onde tem regido as cadeiras do 1º Ciclo de História da Arte, de História da Arte
Portuguesa e de Museologia e diversos Seminários nos Cursos de 2º Ciclo de Teorias da Arte, de Museologia e de
Pintura. É, presentemente, o Presidente do Conselho Pedagógico da FBAUL. Colabora, ainda, em Cursos de 1º e
3ª Ciclos da FLUL e num Curso de 2º Ciclo da FCT da UNL. É o Coordenador do Instituto Francisco de Holanda,
Secção de Ciências da Arte e do Património do CIEBA. Tem vasta e diversificada obra publicada nos domínios da
História da Arte e da Cultura Portuguesas, da Crítica de Arte e da Museologia. Autor do Conceito e da
Programação de vários Museus e de grandes Exposições em Portugal, em Espanha, no Brasil e em Macau,
destacando-se, recentemente, a 1ª exposição do Museu Hermitage em Portugal («Arte e Cultura do Império
Russo», 2007) e o Museu do Oriente (2008).
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Resumo: De 2005 a 2008 concebemos e programámos o Museu do Oriente, em Lisboa. Definimo-lo como uma
CASA DA ÁSIA, em Portugal, graças não só à diversidade e complementaridade das suas colecções mas
sobretudo à capacidade de proporcionar um olhar transdisciplinar sobre a Ásia, conjugando dois circuitos
expositivos, um de abordagem Histórica e Artística, mediado pela Presença Portuguesa, outro de base
antropológica, dando a ver as Culturas Asiáticas, sem qualquer mediação, em íntima associação com
espectáculos, cursos livres, exposições, palestras ou colóquios, com o objectivo de transformar os visitantes em
frequentadores e de colocar à disposição das comunidades asiáticas que vivem em Portugal, dos Portugueses e
dos que nos visitam um instrumento identitário que nos permita revisitar criativamente a relação entre
Portugal e o Oriente.
Graça Magalhães (co-autor: Fátima Pombo) – A Relevância do Desenho como Valor Simbólico e Cultural. Um
Arquivo de Desenhos de Projectos Portugueses do Séc. XX e XXI, Departamento de Comunicação e Arte,
Universidade de Aveiro, Portugal.
Biografia: Assistente no Departamento de Comunicação e arte da Universidade de Aveiro e bolseira da
Fundação para a Ciência e Tecnologia no âmbito da investigação, encontrando-se a cumprir estudos de
doutoramento. Participou em congressos nacionais e internacionais e em publicações académicas no âmbito de
desenho e imagem. Trabalha e expôs em Portugal, Japão e Coreia do Sul. Licenciou-se em Pintura pela Escola
Superior de Belas Artes do Porto (actual Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto). De 1987 a 1990
foi bolseira do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Fundação Calouste Gulbenkian desenvolvendo estudos
de Conservação e Restauro em Itália, Roma e Florença. De 1990 a 1993 foi bolseira do Monbusho (Ministério da
Educação do Japão) realizando mestrado em Desenho,Técnicas de Impressão_Litografia, na Tama Art
University, Tóquio, Japão. Em 1995 estagiou no Laboratório de Estudo de Obras de Arte pelo Método Científico,
do Departamento de Arqueologia e História de Arte da Universidade de Louvain-la-Neuve, orientado pelos
Prof.s Rogier Van Schoute e Helen Verougstraete. De 1993 a 2000 trabalhou para a Universidade Católica
Portuguesa – Centro Regional do Porto no projecto de instalação da Escola das Artes.
Resumo: Discutimos a utilidade da criação de um arquivo digital de desenhos de projecto - design e
arquitectura - realizados por autores portugueses a partir do séc. XX. Normalmente destinado ao
desaparecimento rápido, os desenhos de projecto são pelo seu carácter transitório e pontual um material
efémero, ainda que contribuam para a compreensão projectual e, consequentemente, para a definição
simbólica específica de uma identidade cultural. O arquivo apoia a investigação segundo 3 perspectivas: 1.
patrimonial: estudo e conservação do objecto desenho enquanto referente do objecto projectado. 2.
epistemológica: contribuir para a teoria e crítica do design no seio da disciplina procurando, a partir do
percurso interno do desenho uma reflexão sobre o objecto projectado. 3. comunicacional: contribuição para o
estudo e divulgação do design. Procuramos a compreensão do desenho na prática projectual do objecto
cultural. De que modo um arquivo de desenhos pode servir quer a disciplina de desenho quer aquelas a que
está associado? Partimos da hipótese que a interpretação e categorização do projecto, enquanto ente cultural,
se pode fazer por via do desenho através da sua consideração como matéria. A existência de um arquivo de
desenhos de projecto serve de instrumento disponível para investigação como instrumento impulsionador da
prática do projecto, como verificação teórica da disciplina e como validação cultural. Esta investigação
procura integrar cientificamente a análise ontológica do desenho através da interpretação de estudos de caso.
A escolha interpreta a representatividade do objecto, o trabalho e obra do autor cujo reconhecimento é
público.
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11h15-12h30
Sessão 2.B – Museus, Espaço e Comunicação / Museos, Espacio y Comunicación
Auditório 1
Moderador: Carlos Guimarães
Alberto Gallego-Casilda Benítez - La proliferación de Barrios de Museos como Elemento de Regeneración
Urbana y Económica, Universidad de Granada, Espanha.
Biografia: Licenciado en Historia del Arte y Licenciado en Documentación por la Universidad de Granada,
cursando la licenciatura en Comunicación Audiovisual. Doctorando en Información Científica con la línea de
investigación “Competencias iInformacionales en los profesionales de la cultura”. Cursando el master en
Museología de la Universidad de Granada. Postgrado en Gestión del Conocimiento por la Universidad Oberta de
Catalunya y Experto en Gestión de Instituciones Culturales por el Instituto Superior de Arte de Madrid.
Resumen: La proliferación de “Barrios de Museos” en las ciudades occidentales es se ha convertido en un
fenómeno global que se extiende por la geografía mundial, este tipo de “zonas culturales” aúnan grandes
inversiones económicas y proyectan a la ciudad que las crea en referente cultural y turístico. De todos es
sabido el impacto en la regeneración urbana, económica y social de este fenómeno. En esta comunicación se
pretende analizar las causas y efectos de estas “zonas culturales” desde su influencia en la economía, el
turismo y la imagen internacional de la ciudad. Se analizan además dos casos prácticos en España; una ciudad
Madrid con el Paseo del Arte) y Granada con la creación del Museo de la Memoria de Andalucía Junto al Parque
de de las Ciencias. Estableciendo escalas medibles y adaptables a los distintos ámbitos urbanos. Se pretende
analizar el origen y evolución de estas Zonas Culturales y sistematizar sus características comunes.
Helena Barranha – Museus Transparentes: da arquitectura de vidro à caixa electrónica, Universidade Técnica
de Lisboa – Instituto Superior Técnico – Secção de Arquitectura, Portugal.
Biografia: Arquitecta pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, em 1995. Mestrado
em Gestão do Património Cultural, na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve, em
2001. Doutoramento em Arquitectura na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, em 2008, com a
tese “Arquitectura de Museus de Arte Contemporânea em Portugal: da intervenção urbana ao desenho do
espaço expositivo”. Professora Auxiliar na Secção de Arquitectura do Instituto Superior Técnico e Investigadora
do ICIST (Instituto de Engenharia de Estruturas, Território e Construção). Colabora no Mestrado em Museologia
da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde lecciona o módulo de
Arquitectura de Museus. Entre 1999 e 2003 foi Assistente na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da
Universidade do Algarve, onde colaborou na Licenciatura em Património Cultural.
Resumo: Enquanto se difundia e confirmava o arquétipo de museu-palácio, a partir de meados do século XIX,
surgia uma nova via para a concepção de espaços expositivos que, através da construção em ferro e vidro, iria
transpor o binómio transparência/tecnologia para o campo da arquitectura de museus. O Crystal Palace,
desenhado por Joseph Paxton (1801-1865) para a Exposição Universal de 1851, em Londres, constituiu a
referência inaugural desta pesquisa, que só teria um efectivo seguimento na segunda metade do século XX.
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Com o Movimento Moderno, a flexibilidade e a transparência são, definitivamente, associadas aos espaços
museológicos, através da conjugação de estruturas modulares em betão e perfis metálicos com fachadascortina em vidro e paredes interiores retrácteis, como sucede na Nova Galeria Nacional, em Berlim, da autoria
de Mies van der Rohe (1962-68). Nos anos 70, a procura de flexibilidade espacial promove uma aproximação
entre a tipologia museu e as estruturas industriais a que se alia, por vezes, o ideal de democratização e
abertura das instituições culturais, cuja principal referência é o Centro Georges Pompidou, em Paris, de Renzo
Piano e Richard Rogers (1972-77). No final do século XX, o tema da transparência na arquitectura de espaços
expositivos conheceu importantes reformulações, potenciadas pelo recurso a novas tecnologias de construção e
informação. Neste domínio, destacam-se os projectos de Rem Koolhaas (Centro de Arte e Tecnologia de
Karlsruhe, 1989-91) e do gabinete Diller & Scofidio + Renfro (Instituto de Arte Contemporânea de Bóston, 200206), que associam a transparência e a polivalência do museu à fusão dos sistemas informáticos com os sistemas
construtivos, concebendo assim o edifício como uma caixa electrónica permeável e apelativa.
Matilde Sánchez - La Supervivencia del Museo - Hacia un Nuevo Modelo Museal, Universidad Central de
Venezuela, Venezuela.
Biografia: Master, Arquitectura, arte y espacio efímero: Del espacio público al museo Universidad Politécnica
de Catalunya, Barcelona, Espana. Especialización Museología, Universidad Central de Venezuela. Facultad de
Arquitectura y Urbanismo (Tesis en elaboración). Experiencia Gerencial Asesoría en el montaje y puesta en
funcionamiento del Museo Mateo Manaure adscrito a la Fundación Complejo Cultural de Maturín Gerente
Técnico de algunos museos venezolanos: Museo de Arte Contemporáneo Sofía Imber – Gerente de Desarrollo
de Exposiciones. 2003-2004; Museo de Bellas Artes – Gerente Técnico ( Museografía, Registro y
Arquitectura)1996 -2002; Museo de Arte Contemporáneo de Maracay Mario Abreu- Gerente Técnico. 1995;
Museo Alejandro Otero- Gerente de Diseño y Producción. 1992-1995.
Resumen:
Históricamente la arquitectura y el urbanismo en su manejo del espacio han mantenido una
estrecha relación con las artes tradicionales. La estética por ser una característica propia de la
arquitectura ha creado un circuito cerrado donde los vínculos dados entre el manejo del espacio y el
objeto, entendiendo este ultimo como manifestación o expresión artística, ha sido reflejo de su propia
evolución. De este modo logramos percibir huellas en el espacio y en el escenario publico de diversos
acontecimientos entre los que observamos la presencia cada vez mayor de las mas plurales
manifestaciones artísticas “ al margen de las estructuras”. ¿Qué debemos entender de estas
particularidades manifestadas en el espacio público? ¿La simbiosis artista –museo ha cambiado en las
ultimas décadas? ¿Qué o cuales han sido los signos que nos provocan estas observaciones?
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11h15-12h30
Sessão 2.C – Museus, Colecções e Património / Museos, Colecciones y Património
Sala B
Moderador: Armando Coelho Ferreira da Silva
Marta Terés López - La Musealización del Patrimonio Industrial. El caso Catalán, Universitat de Barcelona,
Espanha.
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Biografia: A nivel de formación académica me licencié en 2005 en Historia del Arte en la universidad Autónoma
de Barcelona. Posteriormente realicé un Postgrado en dirección de proyectos expositivos en la Universidad
Pompeu Fabra y el pasado año 2008 finalicé mis estudios de Máster en Gestión Patrimonio Cultural en la
Universidad de Barcelona. Como trabajo de investigación presenté el estudio: Patrimonio Industrial:
conservación i musealización. El caso catalán. A nivel profesional, he trabajado becada durante 3 años en el
departamento de exposiciones i difusión del Museo Nacional de la Ciencia y la Técnica de Cataluña (mNACTEC)
i actualmente realizo las mismas funciones en el Museo local de la ciudad de Terrassa (Barcelona).
Resumen: La revalorización del patrimonio industrial se inició en Gran Bretaña en los años cincuenta del siglo
XX, dando lugar a los primeros registros y a la musealización de éstos bienes. En este proceso se adoptaron
gran variedad de discursos museológicos así como distintas museografías. En Catalunya la revalorización de
este patrimonio se produjo en la década de los setenta. En los últimos cuarenta años han sido muchas y
variadas las propuestas de musealización. Este proceso se ha realizado de una forma exponencial, pero con
ciertas carencias debidas a las políticas culturales del país y a las características propias del patrimonio
industrial, que lo sitúan como un patrimonio menor enfrente de los patrimonios tradicionales.
Nuno Martins; César Ribeiro – Ecomuseus e Paisagens Culturais – o Caso do Ecomuseu do Rio Mondego, Escola
Superior Artística do Porto, Portugal.
Biografia: Nuno Martins é docente e Director-secretário da Escola Superior Artística do Porto (ESAP).
Arquitecto desde 1990 pela Faculdade de Arquitectura de Lisboa /Universidade Técnica de Lisboa. Pósgraduado em Planeamento Muncipal e Desenho Urbano pela U.Coimbra e doutorando em Urbanismo na
Universidade Politécnica da Catalunha. Coordenador, desde 2007, do projecto do Parque Patrimonial do
Mondego, projecto premiado e distinguido em concursos de ideias nacionais e internacionais. César Ribeiro é
licenciado em Desenho e frequenta o último ano do curso superior de arquitectura (mestrado integrado) pela
Escola Superior Artística do Porto. Colaborou com os arquitectos, Chaves de Almeida, Fernando Neves e Márcio
de Freitas, durante 6 anos, no atelier Márcio de Freitas . arquitectos, lda.Diversas exposições colectivas e
publicações, no campo das Belas Artes e da Arquitectura. Gere o projecto “Plano B”, na organização e
execução de eventos culturais.
Resumo: En Europa, la revitalización económica de áreas en decadencia pasa, muy amenudo y cada día más,
por inversiones en actividades de ocio y turismo. En este campo registramos, por un lado, la propuesta
masificadora, estereotipada y consumista ofrecida por los parques temáticos – los de Disney como paradigma.
Por otro, iniciativas calcadas en la cultura autóctona, en el paisaje, y en los recursos endógenos. En este
marco, ecomuseos y parques patrimonales vienen asumiendo un importante cometido como estrategias de
desarollo sostenible de escala regional, como lo comprueban diversas experiencias exitosas, portuguesas y
estranjeras. La comunicación enfoca el tema de los ecomuseos en su relación con los paisajes culturales,
tomando como caso de estudio el Eco-museo del río Mondego. Todavía una idea, resulta de la intención de dar
cuerpo, a lo largo del eje de 258Km de extensión delienado por el río, a una visión centrada en el património
tangible y intangible. Bajo la forma difusa de un conjunto diseminado, pero articulado, de nudos territoriales,
el ecomuseo integra un particular modelo de gestión territorial: el parque patrimonial del Mondego. Serán
discutidas las potencialidades del concepto de ecomuseo como instrumento de comunicación con las
poblaciones locales, en el ámbito de un proceso colectivo de reabilitación. Se concluye con un proyecto de
escala arquitectónica y territorial que reivindica la dispersión geografica y la desmaterialización de la
estructura del ecomuseo, en aras a asimilar y valorar las transformaciones del paisaje cultural.
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Susana Goulart Costa – A Rede Regional dos Museus Açorianos: problemas e desafios, Universidade dos
Açores, Portugal.
Biografia: Licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Professora Auxiliar da
Universidade dos Açores desde 2004, onde é a responsável pela leccionação de várias disciplinas,
designadamente Museologia e Gestão e Políticas Patrimoniais. Actualmente, aluna do 3º Ciclo em Museologia
da Universidade Lusófona.
Resumo: No amplo sector da conservação da memória, os museus regionais do arquipélago dos Açores, como
gestores de parte do Património Cultural insular, são também espelhos do código identitário desta região
dividida em nove parcelas. Nesta proposta de comunicação, pretenderemos apresentar uma análise sobre a
construção e a funcionalidade da rede de museus açorianos, fundada em 2001, e que, sob a tutela da Direcção
Regional da Cultura, incorpora oito museus, devidamente escalonados no Decreto Regulamentar Regional n.º
13/2001/A, de 7 de Novembro: Museus Regionais “quando abrangem o património cultural existente na Região
independentemente da sua origem (sendo o caso do Museu Carlos Machado, do Museu Angra do Heroísmo, do
Museu do Pico e do Museu da Horta) e Museus de Ilha quando, preferencialmente, aglutinam aspectos
representativos das actividades culturais, económicas e sociais da ilha onde se localizam (Museu de Santa
Maria, Museu da Graciosa, Museu Francisco de Lacerda e Museu das Flores)”. Com uma missão especificada nos
seus quatro objectivos (valorizar o tecido museológico regional; potenciar ou favorecer as acções susceptíveis
de o dinamizar; promover a realização dos inventários, a troca e a divulgação da informação; e encorajar as
iniciativas originais em matéria de apresentação das colecções e de serviços educativos) pretende-se perceber
como a aplicação do modelo de rede funciona em espaço insular e quais os principais desafios que encontra e
encontrará no futuro.
SESSÕES DA TARDE
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14h30-16h00
Sessão 3.A – Museus, Colecções e Património / Museos, Colecciones y Patrimonio
Sala B
Moderadora: Alice Duarte
Ana Maria Dalla Zen; Cláudia Feijó da Silva; David Kura Minuzzo – A Preservação do Patrimônio Imaterial da
Comunidade do Bairro Lomba do Pinheiro, Porto Alegre, RS: as pessoas e suas histórias de vida, Instituto
Popular de Arte-Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil.
Biografia: Ana Maria Dalla Zen Possui graduação em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(1971), mestrado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1980) e doutorado em Ciências
da Comunicação pela Universidade de São Paulo (2003). Atualmente é professor da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, exercendo a função de Coordenadora da Comissão de Graduação em Museologia. Cláudia Feijó
da Silva possui graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2006),
exercendo a função de Coordenadora do Museu Comunitário da Lomba do Pinheiro e Memorial da Família
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Remião. A sua experiência é direcionada a educação não formal e ações culturais desenvolvidas em museus.
David Kura Minuzzo é graduando em Museologia e bolsista em pesquisa da disciplina Metodologia da Pesquisa.
Resumo: Analisa as narrativas dos jogadores do Pinheirense Futebol Clube, time de futebol que atuou entre as
décadas de 1950 e 1970 na Lomba do Pinheiro, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, cujas lembranças
servem de referência histórico-cultural dos moradores do bairro na atualidade. As memórias dos sujeitos em
relação às diferentes formas de manifestação e representação da cultura e imaginário da comunidade servirão
de referência para incentivar o aumento da auto-estima e sentimento de pertença entre os moradores da
comunidade. A investigação, de caráter qualitativo, é feita utilizando a metodologia da história oral, através
da coleta de narrativas orais durante as Rodas de Memória e de entrevistas individuais. O material coletado ao
longo desse trabalho será incorporado ao acervo permanente do museu e o resultado do trabalho será
apresentado em exposição a ser inaugurada durante a 3ª Primavera de Museus.
Fabio Enrique Bernal Carvajal - Inmaterialidad. La lluvia de pétalos como caso de estudio, Universidad
Nacional de Colombia, Colombia.
Biografia: Diseñador Industrial de la Universidad Nacional de Colombia con profundización en Objeto, ciudad y
cultura. Candidato a Magíster en Museología y Gestión del Patrimonio por la Universidad Nacional de Colombia.
Experiencia como investigador del área de educación del Museo de Arte de la Universidad Nacional de Colombia
en la gestión y desarrollo de proyectos comunitarios. Práctica docente en el Instituto Arturo Ramírez Montufar
en convenio con la Facultad de Arte de la Universidad Nacional de Colombia como profesor de los talleres de
cerámica dirigidos a niños de primaria del IPARM. Integró el grupo de investigación que desarrolló la plataforma
conceptual del Programa Acunar de la Facultad de Artes de la Universidad Nacional de Colombia, un programa
de transferencia de diseño a comunidades productivas emergentes. Integrante del equipo de trabajo para el
acompañamiento a las comunidades de base en el II Laboratorio de Paz coordinado por el Programa de Acción
Social de la Presidencia de la República de Colombia. Ha sido conferencista en varios seminarios
internacionales en torno a la teoría e historia del diseño. Socio fundador de la entidad sin ánimo de lucro
Fundación Visiva artes + diseño + gestión.
Resumen: La pedagogía y la investigación están ligadas a la vida de una institución museal universitaria; la
ponencia contextualiza el acercamiento a una comunidad externa al campus desde las reflexiones académicas
de un grupo de investigación nacido del Área de Educación del Museo de Arte de la Universidad Nacional de
Colombia, que puso en contexto las relaciones de comunicación que se establecieron desde su interior para
entender el patrimonio de una comunidad desplazada. El proyecto nació en 1998 bajo la tutela de la Maestra
María Elena Bernal y ha buscado que la memoria genere sentido en la comunidad armerita (personas nacidas en
Armero – Tolima). Abrió un espacio para que desde el diseño se hablara del objeto como un hecho social que
tiene en cuenta el lugar como espacio de comprensión de las relaciones cotidianas. La comunidad armerita,
ante la imposibilidad de hallar las víctimas de la avalancha del 13 de noviembre de 1985, ha decidido rendirles
homenaje mediante un acto ritual, la lluvia de pétalos. Es así como se reúnen cada año para despetalizar flores
que luego serán arrojadas por los aires, convirtiendo en poética las calles de lo que una vez fue la ciudad
blanca de Colombia. Esta práctica, además de ser un ritual, permite el encuentro de aquellos que por haber
sido desplazados no han tenido la oportunidad para que los relatos de su memoria se involucren en la dinámica
cotidiana.
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Lorena Sancho Querol – Musealizando el Patrimonio Cultural Inmaterial, Universidade Lusófona de
Humanidades e Tecnologias, IADE, Portugal.
Biografia: Licenciada en Bellas Artes y especializada en conservación y restauración de pintura por la
Universidad Complutense de Madrid. Máster en Museología Social en la Universidade Lusófona de Humanidades
e Tecnologias de Lisboa, con la tesis de postgrado “La función social del Patrimonio Marítimo portugués”.
Actualmente, docente responsable de las disciplinas de Patrimonio Cultural en el IADE, Instituto de Artes
Visuais, Design e Marketing y en museos portugueses como el Museu da Presidência da República.
Simultaneamente ejerce la investigación en la Universidade Lusófona donde desarrolla su tesis doctoral en
Museología sobre “El Patrimonio Cultural Inmaterial y la Sociomuseología: un estudio sobre inventarios” en el
contexto de un proyecto europeo de desarrollo socio-cultural que responde al nombre de “Celebração da
Cultura Costeira”. Sus publicaciones se encuadran fundamentalmente en el área de la Museología, centrándose
en cuestiones como la organización, gestión y uso social de las colecciones museológicas, o en la relación entre
el museo y el concepto contemporáneo de patrimonio cultural, desde la óptica de su construcción social.
Resumo: A partir del concepto de Patrimonio Cultural y del proceso de transformación que está sufriendo desde
finales del siglo XX hacia una lenta pero fundamental construcción social, se aborda la relación entre los aspectos
materiales e inmateriales de la cultura. Se cuestiona además el sentido, lugar y razón de ser que todo ello tiene
cuando miramos en dirección al futuro desde el museo y su papel educador, a través de una función museológica
fundamental: el inventario. A partir de aquí y tomando como referencia el compromiso asumido con la Convención
para la Salvaguardia del Patrimonio Cultural Inmaterial nos acercamos a la realidad cotidiana de los museos
portugueses. El objetivo: poder identificar las herramientas que, desde el inventario, nos permitan trabajar con las
dos caras de la cultura patrimonial. La principal conclusión a la que se llega es que, para musealizar el patrimonio
inmaterial, es necesario salir al exterior y trabajar en equipo con los actores locales, con su ayuda, conocimientos y
experiencias.
Alice Semedo – Práticas (i)materiais em museus, Faculdade de Letras da Fundação Universidade do Porto,
Portugal.
Biografia: Licenciada em História, variante Arqueologia pela FLUC (1987), concluí o Master of Arts in Museum
Studies na Universidade de Leicester (Reino Unido) com uma dissertação na área de Gestão de Colecções
(1991). Aí desenvolvi, igualmente, investigação sob a orientação de Susan Pearce, tendo defendido a
dissertação de Doutoramento em Estudos de Museus (Ph.D in Museum Studies), The Professional Museumscape:
Portuguese Poetics and Politics, em Maio de 2003. Ao projecto de doutoramento foi concedido, num primeiro
momento, uma bolsa de estudos da Fundação Calouste Gulbenkian e, num segundo momento, uma outra da
FCT. Investigadora do Instituto de Sociologia da FLFUP. Os meus interesses de investigação centram-se,
sobretudo, nos seguintes domínios: discursos museológicos; impactos sociais dos museus; regeneração urbana e
a cidade criativa.
Resumo: Esta apresentação explora relações entre imaterialidade como experiência social e cultura material,
estabelecidas por algumas exposições em museus. Refere-se, igualmente, aos processos através dos quais a
imaterialidade se reconfigura em termos materiais. Em vez de apartar o passado do espaço museológico estas
exposições propõem interfaces (i)materiais que se referem intimamente ao contemporâneo. Estas
reconfigurações implicam novas tendências discursivas e regimes visuais. Centrando-se nas formas através das
quais narrativa e imaterialidade podem ser quer materializadas quer mediadas no contexto museológico, e
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através da exploração de um estudo de caso de um museu português, esta comunicação tenta explorar os seus
efeitos. Nomeadamente no que respeita às interacções e fluidez entre as narrativas imateriais de pertença e os
espaços museológicos de inclusão e exclusão e de redefinição, por exemplo, de posicionamentos dos sujeitos
envolvidos.
………………………
14h30-16h00
Sessão 3.B – Museus, Colecções e Património / Museos, Colecciones y Patrimonio
Sala A
Moderadora: Helena Barranha
António Manuel Torres da Ponte, Museus do Quotidiano – Experiências de Vida na Primeira Pessoa, Paço dos
Duques de Bragança / Faculdade de Letras da Fundação Universidade do Porto, Portugal.
Biografia: Experiência de 15 anos no domínio da museologia. Primeiro como museólogo e director do Museu de
Vila do Conde e, neste momento, como Director do Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, museu
tutelado pelo IMC – Instituto dos Museus e da Conservação. Tem vários artigos publicados e participações em
congressos de museologia, em temas essencialmente dirigidos para a área das Casas-museu. Encontra-se
inscrito, neste momento, no doutoramento em Museologia na FLUP.
Resumo: Na Partindo do pressuposto teórico definido para as Casas-Museu aquando do desenvolvimento do
Curso de Mestrado, momento em que foram definidos os quesitos que identificam as casas-museu, assim como
após a definição dos diferentes tipos de instituições museológicas deste género, pretendemos analisar outras
realidades que se possam inserir nestes conceitos. Se no primeiro momento o conceito foi estreitando, no
sentido de depurar e afastar unidades museológicas que se aproximavam desta denominação sem serem de
facto organismos museológicos desta tipologia, pretende-se agora analisar, à luz do pressuposto teórico
desenvolvido, unidades patrimoniais que nos possam testemunhar modos de vida de comunidades. Procuramos
estudar espaços que albergaram e são testemunhas do quotidiano de comunidades religiosas, de grupos sociais
privilegiados, grupos militares ou outros. Depois de estudados os quotidianos das comunidades procurar-se-á
criar exposições que possam testemunhar essas vivências, criando unidades documentais ou unidades
museológicas cujo pressuposto teórico das casas-museu é utilizado. O retrato da vida de um grupo, o qual para
além de mostrado e interpretado. Paralelamente ao vector da museologia procurar-se-á criar unidades
turísticas associadas que permitam ao visitante experimentar o tipo de vivência que local, vivendo como os
monges ou os militares. Procuram-se desenvolver em Portugal unidades turísticas e culturais que já são muito
desenvolvidas noutros países da Europa e EUA. Para além da possibilidade criada e oferecida ao visitante, este
tipo de estrutura permite criar receitas essenciais à sustentabilidade da unidade museológica.
Dália Paulo – Da concepção à comunicação nos museus do Algarve, Museu Municipal de Faro, Portugal.
Biografia: 1996- 1998 – Desempenhou funções de Técnica Superior (Arqueologia) na Divisão de Centro Histórico
da Câmara Municipal de Faro. Onde realizou diversas publicações de divulgação do património concelhio e
acções de Educação Patrimonial. 1998 – 2002 – Desempenhou funções de Técnica Superior no Museu Municipal
de Faro. 2002 até ao presente – Desempenha funções de Chefe de Divisão de Museus (Directora do Museu
Municipal) destacando-se a constituição do Serviço Educativo do Museu, a reorganização do Serviço de
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Conservação e Restauro. Lançou e coordena a revista MUSEAL, Revista de Museologia do Museu Municipal de
Faro.
Resumo: "De modo claro, os museus fazem parte dos lugares que, na ordem do colectivo, suscitam sonhos”
Walter Benjamin
Inserido no nosso projecto de investigação em curso sobre “O contributo dos museus na construção de uma
imagem regional: o caso do Algarve” esta apresentação tem como objecto de estudo o que suscita o sonho: as
exposições de longa duração de 14 museus algarvios, de Alcoutim a Aljezur. Para fazer este recorte utilizámos
como instrumento de análise a entrevista semi-aberta aos directores dos museus. Numa fase posterior esta
análise vai ser cruzada com a consulta aos documentos de trabalho e com a realização de inquéritos a
visitantes. Contudo, o objecto desta comunicação são os resultados das entrevistas. Interessa-nos neste
processo compreender três questões: a concepção e os conceitos das exposições de longa duração; a forma
como comunicamos – a expografia e, por fim, de que forma a complementaridade regional está patente nestes
processos. Os resultados apontam para uma vasta diversidade conceptual e de formas de comunicação entre os
museus algarvios. Num tecido regional que tem a sua grande explosão nos anos 90 do século passado,
depreende-se a pouca complementaridade regional, pese embora o recente trabalho da Rede de Museus do
Algarve (2007) que é apontado como um factor de mudança de atitude e que permitirá, a médio prazo,
contribuir para uma mais eficaz distribuição do tecido museológico regional.
Sérgio Lira; Isabel Ponce de Leão – Museu Agustina Bessa Luís, Universidade Fernando Pessoa, Portugal.
Biografia: Sérgio Lira: licenciatura em História e mestrado em História medieval; PhD em Museum Studies;
docente universitário desde 1994; Professor Associado da UFP; coordenador de vários projectos de
investigação. Isabel Ponce de Leão: licenciatura em Filologia românica; 3.º ciclo em Literatura Comparada;
doutoramento em Literaturas Hispânicas. Professora Titular da UFP. A investigação desenvolve-se,
fundamentalmente, no âmbito da Literatura Portuguesa Contemporânea e dos diálogos entre as diferentes
artes de que dão conta inúmeras publicações. Membro efectivo do CIEC da Universidade de Coimbra.
Resumo: Depois de uma primeira apresentação de ideias sobre a programação museológica de um eventual
Museu acerca da obra de Agustina, que decorreu em Março de 2008 aquando de um evento realizado na UFP,
organizado pela Professora Isabel Ponce de Leão e que comemorou os 60 anos de vida literária da Autora,
entendemos oportuno iniciar um processo de investigação que conjugasse a vertente de projecto científico e as
preocupações de implementação. Tal projecto é o objecto desta comunicação, abordando as vertentes
específicas da programação museológica, ainda não museográfica, e toda a investigação do âmbito da
literatura que uma instituição museológica deste cariz necessariamente exige. Este é, aliás, um dos pontos que
nos importa realçar: o cruzamento de duas disciplinas científicas distintas mas que, neste âmbito, concorrem
para um resultado que julgamos do maior interesse e oportunidade. De facto, a obra de Agustina é um vasto
território onde se cruzam e entrecruzam diversas possíveis análises e que merece, esperamos poder prova-lo de
forma suficiente, um trabalho de museologia. O que propomos trazer a este evento é, mais que uma proposta
acabada, a partilha de um processo de investigação em curso, onde as competências específicas da literatura e
da museologia desempenham papéis bem delimitados, essenciais e complementares. A definição das linguagens
expositivas, a preparação do discurso museológico, a análise literária, a exploração de uma obra tão vasta e
tão rica como a da Autora são campos que nos parecem de interesse indiscutível. Defendemos que, na óptica
de uma museologia contemporânea, um Museu como o que pretendemos propor deva ser um espaço de
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conhecimento da obra de Agustina, mas também um espaço aberto a muitas outras e diversificadas
actividades. Em suma, o que propomos a este “Seminário de Investigação” é exactamente a partilha de uma
investigação que decorre e que, esperamos, produzirá uma unidade museológica que falta no nosso panorama
cultural.
……………………………
14h30-16h00
Sessão 3.C – Museus, Colecções e Património / Museos, Colecciones y Patrimonio
Sala C
Moderadora: Marília Xavier Cury
Archimedes Ribas Amazonas; Carmen Lúcia Castro Lima – Museus e desenvolvimento local: território e
comunidade, Universidade Federal da Bahia, Brasil.
Biografia: Archimedes Ribas Amazonas é Graduado em Museologia pela Universidade Federal da Bahia (2005) .
Mestre em Cultura e Sociedade pela FACOM/UFBA (2008). Tem experiência na área de Museologia. Atuando
principalmente nos seguintes temas: gestão cultural, imagem, marketing cultural, museu, público. Consultor
do Instituto Anísio Teixeira da Secretaria de Educação do Estado da Bahia. Aprovado em Concurso Público para
Professor Assistente da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Carmen Lúcia Castro Lima possui
graduação em Bacharel em Economia pela Universidade Federal da Bahia (1993) e mestrado em Economia pela
Universidade Federal da Bahia (2000). Atualmente é Doutoranda em Cultura e Sociedade da Ufba, Professora
Auxiliar da Universidade do Estado da Bahia, Diretora de Fomento da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
e Professora assistente licenciada da Universidade Católica do Salvador, atuando principalmente nos seguintes
temas: Salvador, Economia da Cultura, Arranjos Produtivos Locais e indústria criativa.
Resumo: O artigo utiliza a abordagem da aglomeração, discute sua aplicação ao segmento cultural e mais
especificamente aos museus, apresentando os impactos dessa concentração. Mostra como os museus podem
contribuir na construção da coesão social e no desenvolvimento local e das comunidades, destacando a
importância dos museus e dos vários agentes, públicos e privados, atuarem em uma rede plural.
Guilhermina de Melo Terra – Integrando os museus da cidade de Manaus/Brasil como factor de melhoria de
desempenho, Universidade Federal do Amazonas / Faculdade de Letras da Fundação Universidade do Porto,
Brasil/Portugal.
Biografia: Sou professora do Curso de Biblioteconomia da UFAM, mestre em Sociedade e Cultura da Amazónia e
Doutoranda em Museologia, desde o ano de 2008. No campo da Museologia, minha experiência liga-se à
confecção do projecto para criação do Curso de Especialização em Museologia, o qual foi oferecido pela UFAM
e coordenado por mim.
Resumo: O Estado do Amazonas, constituído por 62 municípios, sendo a cidade de Manaus sua capital, passou a
ser mundialmente conhecido após 1890, em consequência da economia gomífera, responsável pelo primeiro
grande surto de urbanização da região, em especial de Manaus, passando-a ser conhecida como “Paris dos
Trópicos”, sinónimo de riquezas e desenvolvimento. Contudo, em termos culturais, apesar dos vários esforços
que estão sendo desenvolvidos, no sentido de promover o crescimento da cidade, sabe-se que ainda há muito
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por fazer, sobretudo no campo museológico, uma vez que as 34 instituições museais continuam a não
desenvolver acções destinadas à efectiva preservação do património cultural local e o desenvolvimento das
comunidades as quais servem. Além disso, não estão conseguindo atingir os padrões determinados pela
legislação brasileira de museus. Assim, como objectivo geral, esta investigação visa melhorar as acções das
instituições museológicas da cidade de Manaus, a partir da integração das mesmas. Para isso, propõe-se a
criação de uma rede interactiva, objectivando cooperar com a dinamização e divulgação das acções que estão
sendo desenvolvidas pelas mesmas e contribuir com o desenvolvimento da cultura e a educação local e
regional, devido a inexistência de propostas que busquem a integração das instituições museais locais. Esperase que este estudo possa tanto promoverá a identidade própria de cada instituição membro da rede, quanto
divulgará o património cultural existente nas mesmas pela aplicação das novas Tecnologias da Informação e
Comunicação, bem como qualificará a prática museológica da cidade de Manaus e Região Norte do Brasil.
Roser Calaf Masachs – El Museo en Asturias: ejemplo de como la comunidad esta implicada en la
recuperacion del legado patrimonial y como los museos son motor del desarrollo local, Departamento
Ciências de Educacíon, Universidad de Oviedo, Espanha.
Biografia: Profesora Titular en Departamento de Ciencias de la Educación de la Universidad de Oviedo, desde
el año 2003 en el Área de conocimiento Didáctica de las Ciencias Sociales (Pedagogía de la Geografía,
Historia y la Historia del Arte). También, fue Profesota Titular de Escuela Universitaria en la Universidad de
Barcelona desde 1986 hasta 1992 Anteriormente fue profesora contratada por la Universidad de Oviedo
Facultad de Filosofía, Psicología y Pedagogía desde el año 1979. Desde el año 2000 es la Investigadora Principal
del Grupo MIRAR (investigación, interpretación y recursos educativos para poner en valor el patrimonio)
Grupo de investigación ubicado desde 2001 hasta 2006 en Oferta Tecnológica de la Universidad de Oviedo y
actualmente relacionado con el Departamento de Ciencias de la Educación. Cómo investigador principal ha
hecho el proyecto didáctico del Museo del Jurásico en Asturias MUJA (Museo del Jurasico en Asturias) Entidad
Financiadota fue la Consejería de Cultura, Comunicación Social y Turismo del Principado de Asturias. Ha
dirigido la primera tesis doctoral sobre Educación Patrimonial defendida en España (Premio Extraordinario)y
que ha sido publicada bajo el título : O. Fontal: “La educación patrimonial Teoría y práctica en el aula, el
museo e Internet”. TREA, 2003, Gijón. Designada por la Universidad de Oviedo como coordinadora del
programa de intercambio de investigadores con la Universidad de Laval (grupo GRAMUL grupo de investigación
acción en museos ). Canadá. Que en 2005 se ha convertido en un convenio marco entre las Universidades de
Oviedo y Laval (Québec Canadá).
Resumen: El museo es el elemento patrimonial mas autentico y vivo del territorio rural y expande su
influencia en otros municipios de la comarca construyendo una red de museos etnográficos que se expande
por toda Asturias. Algunos de estos museos son de los mejor valorados de España en la modalidad de museos
que conservan la memoria tradicional de las gentes del campo y del mar.
…………………………………
14h30-16h00
Sessão 3.D – Museus, Espaço e Comunicação / Museos, Espacio y Comunicación
Auditório 1
Moderador: João Teixeira Lopes
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Diana Pérez - Espacios museales como herramientas de movilización social, Universidad Nacional de
Colombia, Colombia.
Biografia: Actualmente adelanto como trabajo de investigación de la Maestria en museología y gestión del
patrimonio cultural, un proyecto para la implementación de herramientas de comunicación y de movilización
social, para un Centro de memoria de las victimas del secuestro. Cuento con una amplia experiencia en el
diseño e implementación, coordinación y conceptualización de estrategias de comunicación y en el diseño y
rediseño de piezas que las fortalezcan. A lo largo de mi desempeño profesional, he trabajado como diseñadora
freelance y también he tenido la oportunidad de interactuar en grupos de trabajo interdisciplinario y
comunitario para la construcción colectiva de herramientas pedagógicas con comunidades en riesgo en
diferentes entidades públicas y privadas.
Resumen: La enorme visibilidad con que cuentan fenómenos como el secuestro, la desaparición o el
desplazamiento forzados en el contexto colombiano, radica en que se han convertido en problemáticas que
unifican a las comunidades: urbanas o rurales, con condiciones socioeconómicas, edades y referentes culturales
muy diversos, a través de sentimientos, actitudes e intereses que los identifican, como parte de una realidad
común que debe ser recordada. La memoria entonces, se convierte en la herramienta para combatir estos
fenómenos de manera permanente, porque al recuperar la historia se puede prevenir la reiteración de actos
violentos o racistas, que independientemente de los aprendizajes colectivos a través de la historia, siguen
amenazado a las sociedades. Es importante visibilizar en la esfera pública los delitos contra las comunidades y
así mismo, el trabajo desarrollado por algunos actores de la sociedad civil: víctimas, líderes, artistas, etc. Para
activar una reflexión integral en torno a sus consecuencias, es por ello que la comunicación al servicio de
museos y centros de memoria, supera el diseño de piezas de convocatoria, -que compete tradicionalmente al
área de comunicaciones- o el diseño de herramientas pedagógicas para los y las visitantes, -tarea del área de
educación, donde comunicadores y educadores tienen también un papel importante- porque en estos
escenarios, es además una herramienta para convertirlos en espacios de debate abierto, en el que las voces de
gran variedad de actores sociales discutan su impacto y analicen a mediano y largo plazo sus consecuencias.
Recuperar la vivencia de algunas victimas: organizarla, documentarla o proponer exposiciones con sus
elementos testimoniales, hace posible que las mismas comunidades desarrollen de manera permanente y
sostenida estrategias de participación y movilización social, desde la misma concepción de la misión de estos
espacios museales, lo que supone un esfuerzo creativo para generar un escenario vivo de reflexión y consulta
en torno a estos fenómenos y a que sus acciones, reivindiquen el Derecho a la memoria y a la no repetición, de
las victimas, sus familias y la sociedad. Este ejercicio comunicativo, debe superar el activismo, para quedarse
en la conciencia de quien participe en su concepción y también de quien lo visite. Como herramienta de
movilización se vale de la permanencia en el tiempo, relacionándose con otros procesos de investigación,
reflexión, crítica y divulgación, de la institución, para consolidarse como un escenario de liderazgo donde la
producción de conocimiento y el trabajo curatorial fortalezcan el discurso que se quiere afianzar en los
visitantes y manteniéndose al margen de un activismo momentáneo, que no escapa a la mercantilización, en
especial la de los medios de comunicación masiva y de fuerzas políticas interesadas en capitalizar las
reacciones sobre estos delitos en Colombia.
Eliene Dourado Bina – Museus: espaços de comunicação, interação e mediação cultural, Universidade Federal
da Bahia / Universidade Católica do Salvador, Brasil.
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Biografia: Graduada em Pedagogia, pela Universidade Católica do Salvador - UCSal (1983), com habilitação em
Orientação Educacional e em Museologia pela Universidade Federal da Bahia - UFBa (1985), com habilitação em
museus de Arte e de História. Mestre em Educação e Contemporaneidade, com enfoque em Educação, Gestão e
Desenvolvimento Local Sustentável, pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB, (2009). Integra o Grupo de
Pesquisa Sociaprende - Educação em Valores, UCSal; professora da Faculdade Mauricio de Nassau; diretora
adjunta do Museu Eugênio Teixeira Leal/Memorial do Banco Econômico; professora visitante da Pós-Graduação
da Universidade Federal do Amazonas - UFAM; ex-diretora da Diretoria de Museus - DIMUS/IPAC; laudista de
obras de arte do Instituto Cultural Itaú e da Fundação Armando Álvares Penteado, Sao Paulo; conselheira
efetiva e vice-presidente do Conselho Federal de Museologia; membro do Comitê Gestor do Sistema Brasileiro
de Museus, DEMU/IPHAN/MINC; assistente do Cadastramento Nacional de Museus, DEMU/IPHAN/MINC.
Resumo: Este artigo apresenta os principais resultados de um estudo sobre o desenvolvimento da função sócioeducativa do museu, ancorada na comunicação, diálogo e educação ocorridos entre os museus e a comunidade.
A análise perpassa pela reflexão de ações de democratização e comunicabilidade propiciadas pelos espaços
museológicos, especialmente, às classes sociais desfavorecidas, cultural e economicamente. Enfim, examina a
utilização dos museus como espaços de comunicação através dos elementos expositivos, iluminação cênica,
ambientação, cenografia, sonorização, cor, vitrines ou suportes museográficos, textos, legendas e etiquetas,
dentre outros. A pesquisa, que resultou neste trabalho, está embasada no método dialético, por ser o que
melhor se adequa ao estudo dos conflitos e contradições vivenciados entre a Museologia tradicional e a Nova
Museologia, considerando que esta defende a implantação de diversificadas formas de comunicação. Adota a
contribuição de Pierre Bourdieu por discorrer sobre a interferência direta dos ”capitais cultural, artístico e
simbólico” na percepção de acervos expostos em museus; e complementada com a de Pedro Demo, que alerta
para a importância da educação pautada no “aprender a aprender”, de onde resulta a formação de um cidadão
atuante, crítico e participativo. Utiliza pesquisa bibliográfica e documental, questionário, entrevista e
observação dos visitantes de museus. Este trabalho é inovador por sistematizar e analisar diversas formas de
comunicação que buscaram a interlocução entre o visitante e a coleção, e que conseguiram comunicar, de
forma objetiva, com os diversos públicos, membros das diversas classes sociais, independente do grau de
instrução ou faixa etária.
Inês Pereira de Almeida de Bettencourt da Câmara – O Museu como Instituição Social e os seus Públicos,
Instituto Politécnico de Tomar, Portugal.
Biografia: Encontra-se a fazer o Doutoramento em Ciências Sociais, especialização em Ciências da
Comunicação, na mesma instituição. Completou a parte curricular do Mestrado em Sociologia, na mesma
instituição. É docente no ensino superior desde 1998. Lecciona nas áreas de comunicação e marketing. Em 1999
funda a Mapa das Ideias, uma consultora e editora especializada em comunicação e mediação cultural. Tem
trabalhado com instituições de referência como o IMC, Museu de Marinha, Museu das Comunicações e uma
extensa rede de museus pertencentes aos municípios: Oeiras, Sintra, Cascais, Alcochete, Odivelas, Moita, entre
outros.
Resumo: O Museu, tal como o conhecemos, é uma invenção da modernidade e da ideia de serviço público. É
uma poderosa instituição social, que deve ser analisada enquanto tal, principalmente à luz dos seus públicos,
nos seus objectivos explícitos e nas diferentes dimensões, tal como afirma Stephen Weil. Vivendo um período
de crise, encontramos um amplo debate sobre o papel do Museu na actualidade por dois grandes conjuntos de
42
razões. Antes de mais, existe um problema financeiro resultante da natural escassez de recursos do Estado. Por
outro lado, existem tensões dentro da própria comunidade profissional sobre vários aspectos estratégicos.
Dentro deste contexto, optou por explorar a relação entre o Museu e os seus públicos através de dois estudos
exploratórios. Apresentam-se primeiro os resultados do inquérito aplicado a dirigentes de museus portugueses
sobre a relação institucional com os seus públicos. Em seguida, discutem-se as conclusões de um estudo
qualitativo com jovens que se enquadram no público prefencial dos museus.
Santos M. Mateos Rusillo - Garantizando la conectividad museos-sociedad: la comunicación global,
Universidad de Vic, Espanha.
Biografia: Soy historiador del arte, postgraduado en Interpretación del patrimonio y Doctor en Historia del arte
(por la Universidad de Barcelona). Actualmente soy profesor titular de Comunicación del patrimonio cultural
en la Facultad de Empresa y Comunicación (Universidad de Vic, Barcelona). También soy profesor asociado de
Gestión del patrimonio cultural en la Facultad de Letras de la Universidad Rovira i Virgili (Tarragona) y de
Comunicación del patrimonio cultural en los Estudios de Comunicación de la Universitat Oberta de Catalunya.
Coordino un grupo de investigación especializado en comunicación del patrimonio cultural y un máster
universitario en la misma especialidad. Como historiador del arte, reflexiono y escribo sobre temas situados en
los márgenes de mi campo de especialización, entre ellos los estudios de patrimonio cultural y museos,
concretamente de aspectos relativos a su comunicación efectiva y global con sus públicos.
Resumen: Resulta paradójico, pero un número significativo de museos españoles siguen planteando propuestas
museológicas y museográficas del siglo XIX, cuando obviamente se dirigen a unos públicos del XXI. Y es así
porque prima en la gestión museística española una visión donde lo importante es todavía la investigación y
conservación, olvidándose o teniéndose poco en cuenta la tercera variable sin la cual aquéllas tienen poco
sentido: la comunicación. Más concretamente la comunicación global. Si desde hace ya unas cuantas décadas
se trabaja de forma más o menos intensa en la labor de difusión cultural, primando bien es cierto discursos
poco atractivos o muy focalizados en determinados segmentos poblacionales, es poco lo hecho en cuanto a la
aplicación de las técnicas y herramientas de comunicación que permiten la visibilidad de la institución y sus
propuestas culturales entre sus públicos. Es siguiendo esta realidad que se plantea el concepto de
comunicación global, pues en el proceso de conectividad entre museos y sociedad es importante que difusión
cultural y comunicación vayan indisolublemente ligadas como función estratégica de la gestión museística.
PAUSA
………………………………
16h30-17h45
Sessão 4.A – Museus, Gestão e Empreendedorismo / Museos, Gestión y Emprendedorismo
Auditório 1
Moderadora: Roser Calaf Masachs
António dos Santos Queirós – Os Museus e o novo paradigma do turismo, Universidade de Aveiro (Bordéus e
Salamanca) / Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, Portugal.
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Biografia: No domínio das Ciências da Educação: Formação Contínua de Professores e Formação Profissional,
certificado pelo Conselho Científico e Pedagógico de Formação Contínua de Professores nas áreas de Filosofia,
História da Arte, Educação Visual e Tecnológica, História/História de Portugal, Português/Língua Portuguesa,
Educação(Educação Ambiental), Concepção e Organização de Projectos Educativos. E pelo IEFP e IQF,
património, turismo, desenvolvimento sustentável. Desde 1989. CEFOP. Conimbriga. Na área do ambiente, no
âmbito da ONGAs, desde 1989. No Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, desde 1997. Gestor e
administrador de empresas de inserção. Micro e pequenas empresas, nas áreas do turismo ambiental e gestão
cultural, desde 1991. Na área da saúde desde 2005. Gestor de projectos: Parques Ecológicos. Circuito da
Romanização. Roteiros do Turismo Cultural e de Natureza. EUTAP: Projecto Europeu de Telemedicina, Expovita
Sénior_problemas do Envelhecimento, desde 1987. Editor scripto e multimédia e divulgador científico e de
outras áreas da cultura, desde 1992. Consultor/Delegado: ESEC, IPC, Revista Turismo e Desenvolvimento,
autarquias, empresas. Fundador, dirigente associativo e cooperativo, organizador de congressos, conferências e
seminários, nas áreas da cultura, ambiente, museologia e educação: INSEA, APECV, LAC, CEFOP, FNAMUS,
SPEA, MC2P, CISE. Pós Doutorado em Economia do Turismo Cultural e de Natureza.
Resumo: Novas Tendências da economia do turismo. Empirismo e senso comum contra a ciência: A ascensão do
turismo cultural e a e a sua transformação num turismo de massas. Complementos e alternativas ao modelo
turístico de “sol e praia” e o fim de um ciclo económico e social. O papel dos museus, monumentos, sítios e
paisagens culturais. Análise categorial dos conceitos de Rota e Circuito no contexto da economia do turismo e
das suas Cadeias de Valor. As externalidades e a importância económica do Turismo Cultural. O que ensina o
mercado ibérico? Uma revolução silenciosa na relação entre o património e a economia do turismo: a=f(p).
Conceito e organização do turismo cultural e do turismo de natureza. Os Museus como estruturas orgânicas do
Turismo Cultural. Estatuto e função social, principais disfunções dos museus. Quem são os agentes informais do
turismo? O conceito de animação. O conflito entre o desenvolvimento da economia tradicional do turismo e a
preservação do património e a sua superação histórica, no contexto da Novo paradigma do Turismo: Turismo
Cultural e de Natureza, Turismo Ambiental.
M.ª Alexandra P. Rodrigues Gonçalves – Desafios da relação entre a museologia e o turismo, Escola Superior
de Gestão, Hotelaria e Turismo / Universidade do Algarve, Portugal.
Biografia: 2006: registo da proposta de Doutoramento em Turismo, Universidade de Évora: Projecto “A Cultura
Material, a Musealização e o Turismo: a valorização da experiência Turística nos Museus Nacionais”, sob
orientação do Professor Doutor Francisco Ramos (Universidade de Évora) e co-orientação do Professor Doutor
Carlos Costa (Universidade de Aveiro). Professora Adjunta da Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo /
Universidade do Algarve,
Resumo: O turismo e a actividade turística utilizam a exclusividade e a singularidade dos lugares como os
grandes poderes de atractividade dos destinos. Os últimos trabalhos de investigação revelam que o turista da
pós-modernidade valoriza e procura aspectos como: interactividade, autenticidade, experiências multisensoriais e envolvimento emocional nos locais que visita. A pergunta principal é: estarão os museus e os seus
profissionais a ir ao encontro das expectativas e das necessidades destes visitantes? Mesmo em organizações
não-lucrativas – como é o caso dos museus – é necessária a adopção de um pensamento estratégico que
contribua para a sua aproximação e resposta a diferentes públicos, mas também a uma cooperação entre os
profissionais dos museus e do turismo. As exigências da sociedade pós-moderna têm ditado uma nova forma de
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estar dos indivíduos. Propõem-se por isso novas orientações para o tempo de lazer que dêem resposta a uma
experiência de visita que possa dar resposta a quatro funções essenciais: Educação, Entretenimento, Emoção e
Experimentação (4 E’s da experiência museológica). O facto de as colecções serem polissémicas e os museus
serem espaços híbridos, dão aos seus responsáveis grande capacidade de inovação e criatividade. Os serviços
educativos dos museus integrarão crescentemente serviços de apoio ao visitante, e funções de marketing e
relações públicas, ou pelo menos, terão que com essas áreas estabelecer uma relação muito próxima.
Damiano Gallinaro – O papel do Museu da Resistência de Chão Bom no desenvolvimento turístico da Vila do
Tarrafal - Cabo Verde, Università La Sapienza – Dep. AGEMUS, Itália.
Biografia: Licenciado em Lei e Antropologia Cultural doutorando em Etnologia; Experiencia de trabalho de
campo em Toscana ( Italia) para a reconstruçao da memoria publica das matanças fascistas ( 2002-2005), em
Roma no Hospital S. Gallicano para a tese de licencia em antropologia em tema de antropologia medica (
2005). Em ex Jugoslavia estudos de caso sobre a relaçoes entre a etnologia e as fronteiras ( 2002-2009).
Trabalho de campo em Cabo Verde finalizado a tese de doutoramento “ Antropologia , turismo e redefiniçao
do espaço nas Ilhas do Cabo Verde “ ( 2006- 2010)
Resumo: O concelho do Tarrafal è um dos lugares mais privilegiados para passarem as ferias nas ilhas do Cabo
Verde. Todavia as imagens negativa , por vezes, tem a ver com a instalação do Campo de Concentração no
Chão Bom de 1936 até 1974, porem a valoriçã dessa prisão, pode ser a ocasião para melhorar a imagem do
concelho e favorecer a sua projecção internacional. Com a resolução 33/2006 o Campo foi considerato
Patrimonio Nacional e o 29 outubro Dia da resistencia antifascista. Porem , qual è o papel que o Museu pode
haver no desenvolvimento do turismo no concelho de Tarrafal? Como a gente sente a relação com o museu
e sua historia? Qual somos as estrategias di allestimento e o futuro do museu mesmo?
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16h30-17h45
Sessão 4.B – Museus, Espaço e Comunicação / Museos, Espacio y Comunicación
Sala A
Moderador: Analía Fernanda Gómez
Ricardo de Souza Rocha – Museus, Cidades e Comunicação, Universidade Federal de Santa Maria, Brasil.
Biografia: Doutor em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo
(2006), com Pós-Doutorado pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (2008). Professor no Curso
de Arquitetura e Urbanismo (desde 1998) e no Mestrado em Patrimônio Cultural da Universidade Federal de
Santa Maria. Foi representante da Universidade Federal de Santa Maria junto ao Fórum Técnico da Prefeitura
Municipal de Santa Maria e Presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Santa Maria.
Co-autor do livro “Lucio Costa e as Missões: um Museu em São Miguel”, publicado em 2007 pelo Instituo do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, do Ministério da Cultura do Brasil.
Resumo: Neste artigo são discutidos alguns aspectos dos projetos de Lucio Costa para o Museu das Missões
(1937) e de Álvaro Siza para a nova sede da Fundação Iberê Camargo (2008), ambos construídos no estado
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brasileiro do Rio Grande do Sul. Análises comparativas com outros projetos são realizadas, em um esforço de
compreensão de determinadas singularidades das obras.
Sérgio Ferraz Magalhães; André Luiz Oliveira Pinto – Museu-cidade: o Bairro-Escola e a Educação Patrimonial,
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo-Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil.
Biografia: Sérgio Ferraz Magalhães é arquiteto, FAU-UFRGS. Doutor em Urbanismo, PROURB-UFRJ. Professor
do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo-Universidade Federal
do Rio de Janeiro. Atuação na área de urbanismo e arquitetura, destacando-se, no momento, o Programa de
Estruturação Urbanística de Nova Iguaçu-RJ – Bairro-Escola e o Plano de Recuperação Urbanística de Bel-Air,
Porto Príncipe-Haiti. André Luiz Pinto é Arquiteto e Urbanista formado pela Faculdade de Arquitetura e
Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2002), é mestre em Planejamento e Projeto do
Ambiente Urbano pelas Faculdades de Arquitetura e Engenharia da Universidade do Porto / Portugal
(2006). Gerente de Projetos da Unidade de Gerenciamento do Programa de Estruturação Urbanística de Nova
Iguaçu - Bairro-Escola, financiado, de forma compartilhada, pelo Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), pelo Programa Pró-moradia e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID.
Resumo: A cidade como patrimônio pressupõe uma rede complexa de inter-relações onde o elemento
construído é apenas um, e não necessariamente o mais importante. O emprego do conceito de espaço, a
compreensão dos elementos que o compõem, forma, uso, significado, memória, podem ser instrumentos úteis,
num esforço legítimo e necessário para que a cidade consiga alcançar a sua razão de lugar de encontros e
trocas. Em Nova Iguaçu, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o Programa Bairro-Escola procura criar
sinergia entre: valorização do patrimônio construído, educação e participação comunitária na preservação da
cidade material e imaterial. O Programa focado nas principais edificações de interesse coletivo e no espaço
público que as circunda e interconecta, atua na preservação e estruturação física do patrimônio construído, e
na educação e atividades comunitárias que reúnem e preservam a memória local, tendo sempre a escola (como
rede de equipamentos educacionais e culturais) e a comunidade como catalisadores deste processo, num
trabalho permanente e sistemático centrado no patrimônio cultural como fonte primária de conhecimento,
colaborando na recuperação da memória coletiva, no resgate da auto-estima e desenvolvimento local,
inovando na preservação do patrimônio cultural tendo o conhecimento crítico e a apropriação consciente,
como fatores fundamentais no processo de preservação sustentável e fortalecimento do sentimento de
identidade e de cidadania.
Franklin Aguirre - La Bienal de Venecia de Bogotá. Del barrio popular al museo abierto, Universidad Nacional
De Colombia, Colombia.
Biografia: Maestro en Artes Plásticas egresado de la Universidad Nacional de Colombia, inició una Maestría en
Historia y Teoría del Arte y la Arquitectura en la misma ciudad, posteriormente viajó Cambridge, Inglaterra
donde cursó un Workshop Internacional sobre Arts and Business, auspiciado por el Consejo Británico y con el
apoyo de la misma entidad. Como artista ha participado en más de 50 exposiciones colectivas dentro y fuera
del país y ha expuesto 6 veces de manera individual, gracias a su constante trabajo ha tenido 5 importantes
reconocimientos por su trabajo plástico. Como gestor cultural, ha asesorado a la Alcaldía Mayor de Bogotá, el
Ministerio de Cultura, El Ministerio de Relaciones Exteriores de Colombia y el Museo Nacional de la Fotografía
en eventos culturales en general y en proyectos relacionados con arte independiente, diseño y fotografía. Ha
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sido profesor de varias Universidades de Bogotá desde hace 10 años y conferencista en eventos nacionales e
internacionales hace 6 años. Es además. Director y fundador de la Bienal Internacional de Venecia de Bogotá,
evento que desde hace 14 años activa espacios de exposición alternativos y acerca nuevas audiencias al arte
contemporáneo. En 2008 inicia la maestría en Museografía y Gestión del Patrimonio en la Universidad Nacional
de Colombia, simultáneamente trabaja como curador en varios espacios oficiales y alternos.
Resumen: La propuesta gira en torno a las nuevas prácticas artísticas en contexto, los procesos de arte
relacional y de inserción o circulación, en consonancia con el concepto de museo abierto. La reflexión parte
del problema de “musealizar” o de tratar de traducir estos procesos en referentes que irán colgados en las
salas de una galería, un museo o un centro de arte, reduciendo claramente el carácter presencial de los
procesos y la inmersión que se da en un espacio comunitario particular. Una posible solución es generar una
cartografía en el barrio para conservar dentro de un ”ecosistema” controlado, todas esas prácticas, que a
pesar de ser momentos y espectadores diferentes, día a día se renueva el proceso y se enriquece gracias a la
inclusión de nuevas dinámicas y diferentes miradas que hacer permanecer los procesos y los resemantizan
constantemente. El museo se disolverá entonces en el barrio y sus guías serán los habitantes y/o los líderes
culturales locales, quienes gracias a algunas prácticas pedagógicas se empoderarán como agentes activos de
estos procesos artísticos y de su pervivencia en el tiempo. De igual manera sus casas, tiendas y espacios
públicos se convertirán en espacios dinámicos, que acercan tanto los públicos habituales como los nuevos
públicos. El caso de estudio será la Bienal de Venecia de Bogotá, que después de catorce años de labores, ganó
el Premio Nacional de Cultura de Colombia en 2005, a las nuevas prácticas artísticas, este evento será el
espacio de análisis adecuado, frente a estos planteamientos contemporáneos.
………………………
16h30-17h45
Sessão 4.C – Museus, Espaço e Comunicação / Museos, Espacio y Comunicación
Sala C
Moderador: José Mauro Matheus Loureiro
Josélia Neves – Comunicação multi-sensorial em contexto museológico, Instituto Politécnico de Leiria,
Portugal.
Biografia: Josélia Neves é licenciada em línguas e literaturas modernas (português-inglês) pela Universidade do
Porto, tem um mestrado em estudos ingleses pela Universidade de Aveiro e um doutoramento em estudos de
tradução, com uma tese sobre Tradução Audiovisual: Legendagem para Surdos, pela Universidade de Surrey,
em Londres. Presentemente lecciona no Instituto Politécnico de Leiria, dando também aulas como professora
convidada na Universidade de Coimbra no âmbito do Curso de Doutoramento em Estudos de Tradução. Colabora
em cursos de Mestrado nas Universidades de Granada e Autónoma de Barcelona, em Espanha, Universidade de
Bolonha, em Itália, nas Universidades de Edinburgo e de Roehampton, no Reino Unido. É membro efectivo da
Unidade de Investigação do Centro de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro e investigadora honorária
da Universidade de Roehampton. Está, desde 2001, a trabalhar na área das acessibilidades, tendo
desenvolvido, a nível nacional, vários projectos nesse domínio entre os quais se destaca: em 2003, o Projecto
“Mulheres Apaixonadas” (introdução de Legendagem para Surdos na SIC); em 2005 a sua intervenção na
Assembleia da República numa audição pública que envolveu políticos, televisões, profissionais e
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representantes de diversos grupos de deficientes; em 2006, o Projecto “Fátima Acessível” (com o
desenvolvimento de legendagem ao vivo de celebrações religiosas, a criação de áudioguias para cegos e
amblíopes e a criação de um sítio Web acessível); e em 2007, o projecto “Cinema Inclusivo” em parceria com a
Lusomundo. Tem vindo também a desenvolver projectos na área do eLearning inclusivo e encontra-se, neste
momento a trabalhar num pós-doutoramento sobre acessibilidade museológica no Imperial College of London e
na Universidade de Aveiro.
Resumo: As novas tendências de animação museológica vêem o museu como um espaço vivo e reactivo, em
tudo distante do “armazém de preciosidades” silencioso e intocável do passado. Uma maior aposta na
comunicação e na interactividade trazem novas emoções aos visitantes e novos desafios a às equipas de
animação museológica. Para transformar a visita ao museu numa experiência memorável para pessoas de perfil
diversificado, torna-se necessário explorar técnicas e tecnologias que permitam a criação de conteúdos
informativos, didácticos e lúdicos que cativem o interesse e se adaptem às necessidades individuais de cada
visitante. Uma abordagem inclusiva à comunicação museológica prevê múltiplas soluções, facilmente moldáveis
e adaptáveis a situações diversificadas; contemplando visitas em grupo e individuais, dirigidas e/ou livres;
criando espaço para uma renovação constante do museu. Nesta comunicação pretende-se abordar novas formas
de comunicar o museu tendo em conta visitantes com perfis diferenciados. Especial atenção será dada à
facilitação da experiência museológica a pessoas com limitações sensoriais. Abrir o museu a visitantes cegos,
através de soluções multi-sensoriais, facultará a todos os visitantes experiências únicas. Pensar em soluções
para surdos, levará a serviços que serão igualmente úteis a visitantes sem limitações auditivas. A busca de
alternativas comunicativas multi-sensoriais que integrem, de forma inclusiva, todos os visitantes levará a um
enriquecimento do potencial lúdico-educativo e à dinamização interactiva do museu, qualquer que seja o seu
domínio e especificidade. Abordar-se-ão estratégias de comunicação multi-sensorial abrangendo produtos
audiovisuais, verbais e não-verbais, tácteis, olfactivos e gustativos, apelando a todos os sentidos, na
perspectiva do enriquecimento experiencial da visita ao museu.
Mikel Asensio Brouard; Elena Asenjo Hernanz - Lazos de Luz Azul: del controvertido uso de las TICs en
Museos, Universidad Autónoma de Madrid, Espanha.
Biografia: Mikel ASENSIO BROUARD, es doctor y profesor senior, es director del centro cultural y museo de la
Universidad Autónoma de Madrid, profesor de museología en varias universidades españolas e iberoamericanas;
y director de proyectos de I+D+iy de tesis doctorales sobre Museos y Patrimonio (ver publicaciones y CV en
www.uam.es/mikel.asensio) Actualmente es el director del proyecto ‘Museo de Frontera’, un museo virtual
entre España y Portugal. Elena ASENJO HERNANZ es asistente de investigación de la Universidad Autónoma de
Madrid.
Resumen: La tecnología puede jugar un papel central para promover la puesta en valor del patrimonio y su
accesibilidad física y cognitiva, y parece abrir enormes posibilidades de aplicación para el aprendizaje. Sin
embargo, hasta el momento, la gran mayoría de estas nuevas herramientas se han aplicado de manera muy
tentativa y superficial, generalizándose solamente como soporte pasivo de comunicación externa. La
investigación ‘Lazos de Luz Azul’ es un amplio proyecto de I+D+i en torno a la evaluación de las TICs en las
instituciones de presentación del patrimonio, donde hemos rastreado usos y experiencias en más de un
centenar de museos. El primer resultado teórico ha sido que las instituciones no disponen de enfoques teóricos,
comunicativos y educativos, coherentes desde los que plantean el papel de las nuevas tecnologías. El segundo
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resultado es el escaso desarrollo de las experiencias desde el punto de vista de la evolución tecnológica, la
mayoría abrumadora pertenecen al paradigma 1.0, mientras que existen muy pocas aunque interesantes
experiencias en el paradigma 2.0. Las evaluaciones aportan datos contradictorios. De una parte, un uso
sistemático de las TICs, por su aceptación social, pero con un crecimiento poco reflexivo de los recursos
tecnológicos, más al hilo de campañas de comunicación apresuradas que de un proyecto museológico
planificado; un porcentaje de utilización muy escaso de las plataformas digitales, que resultan complicadas,
complejas de diseñar y actualizar, y caras de mantener; o bien, la constatación de que ciertas visitas virtuales
hacen descender el número de visitantes real a las instituciones.
Alberto Gallego-Casilda Benítez - La Alfabetización Informacional en los Museos. Análisis de casos prácticos:
MUSAC de León, Universidad de Granada, Espanha.
Biografia: Licenciado en Historia del Arte y Licenciado en Documentación por la Universidad de Granada,
cursando la licenciatura en Comunicación Audiovisual. Doctorando en Información Científica con la línea de
investigación “Competencias iInformacionales en los profesionales de la cultura”. Cursando el master en
Museología de la Universidad de Granada. Postgrado en Gestión del Conocimiento por la Universidad Oberta de
Catalunya y Experto en Gestión de Instituciones Culturales por el Instituto Superior de Arte de Madrid.
Resumen: Las competencias informacionales de los profesionales culturales son hoy día primordiales para una
gestión correcta de la institución. Las Tecnologías de la Información y la comunicación (TIC) se han extendido
en todos los ámbitos profesionales y la cultura no ha sido ajena a esta afección. La mayoría de los Museos
cuenta con servicios de información especializados, como bibliotecas y centros de documentación, pero
muchas veces, el usuario no dispone de la formación necesaria para obtener los mejores resultados en la
experiencia. Se platea además si los profesionales de estos servicios, disponen de la formación adecuada,
estableciendo parámetros de cursos de reciclaje y familiarización con las nuevas tecnologías necesarios para la
máxima eficiencia en la gestión de la información que atesoran los Museos. En esta comunicación se trata de
definir el concepto de Alfabetización Informacional (ALFIN) y su adaptación al espacio y a los servicios
museísticos; se estudia este concepto desde el punto de vista del usuario y se extrapola a las competencias de
los profesionales que ejercen en este tipo de servicios. Se analiza además el caso práctico de los talleres de
Alfabetización Informacional impartidos por el Museo de Arte Contemporáneo de León (MUSAC) y su servicio de
información.
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DIA 3: Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009 / Día 3: Miércoles, 14 octubre del 2009
SESSÕES DA MANHÃ
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09h30-11h00
Sessão 1.A – Museus, Espaço e Comunicação / Museos, Espacio y Comunicación
Auditório 2
Moderadora: Carla Padró
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Diego León Arango Gómez – Sentir para ver, Universidad de Antioquia, Colombia.
Biografia: Profesor titular de tiempo completo de la Facultad de Artes de la Universidad de Antioquia, desde
1987; adscrito al Departamento de Artes Visuales, área de estética, teoría del arte, historia del arte universal y
latinoamericano. Docente del programa de posgrado Maestría en Historia del Arte y de la Especialización en
gestión y promoción cultural. Director Museo Universitario, Universidad de Antioquia. Desde febrero de 2007.
Resumen: Entre el 12 de marzo y el 30 de mayo se llevó a cabo en el Museo Universitario de la Universidad de
Antioquia la exposición Sentir para ver, que involucra piezas de la galería táctil del Museo del Louvre en París,
con piezas de museos colombianos, como el Museo Nacional de Colombia y del propio Museo Universitario, que
se asociaron para llevar a cabo dos ediciones de la muestra. El diseño museográfico, a cargo de un equipo de
trabajo integrado por investigadores, arquitectos y diseñadores industriales de Bogotá y Medellín, se pensó par
todo tipo de públicos, pero en especial estuvo dirigida a visitantes en situación de discapacidad física, sensorial
y cognitiva. En su desarrollo contó con una nutrida programación académica enfocada al tema de la
discapacidad.
Esta experiencia resulta ser una apuesta a la inclusión que rompe con las concepciones tradicionales de visita
al museo, y representa otro paso entre los cambios museográficos que se plantea el Museo Universitario-MUUA
en su camino a convertirse, con sus colecciones y programas, en un centro cultural para toda la comunidad.
Isabel Victor, Margarida Melo – A Qualidade em Museus – Atributo ou Imperativo?, Universidade Lusófona /
University of Leicester, Portugal / Reino Unido.
Biografia: Isabel Victor: Sociologa. Museologa (Museu do Trabalho Michel Giacometti / Divisão de Museus da
CMS). Membro do Centro de Estudos de Sociomuseologia da Universidade Lusófona de Humanidades e
Tecnologias. Docente no mestrado em Museologia na ULHT (Lisboa). Doutoranda em Museologia, " Um sistema
de Gestão da Qualidade para Museus. Sustentabilidade, inclusão, participação, impacto na Sociedade ".
Margarida Melo é licenciada em História(Universidade Nova de Lisboa); Mestre em Museologia (Universidade
Lusófona de Humanidades e Tecnologias); doutoranda em Museologia (Department of Museum Studies,
University of Leicester)
Resumo: A ambiguidade de sentidos relativamente à noção "Qualidade em museus" pode levar a que todos
estejamos, aparentemente, de acordo em alcançá-la, mas absolutamente equivocados relativamente aos
pressupostos dessa mesma Qualidade e aos caminhos para a atingir, tão somente porque partimos de diferentes
conceitos e formas de articular o eixo Museu/Qualidade. O que nos entusiasma no modelo de auto-avaliação,
multi-modo e aberto, preconizado pelo Sistema da Gestão da Qualidade, é o rigor dos critérios e a
oportunidade de aprofundar estas categorias, a partir da recolha e selecção de evidências, da formulação
rigorosa de critérios e variáveis, construídas a partir da identificação das necessidades e expectativas dos
cidadãos-clientes do museu, como princípio e fim de toda a acção museológica. A nossa intervenção procurará
lançar este debate, partindo de experiências concretas de aplicação das ferramentas da Qualidade.
Imma Boj, Michelle Dezember - El Museo de la historia de la inmigración a Cataluña: creando espacios de
comunicación intercultural, El Museo de la historia de la inmigración a Cataluña, Espanha.
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Biografia: Imma Boj es licenciada en Geografía e Historia con una especializada en Historia del Arte y
Antropología Social y un master en Inmigración e Educación Intercultural de la Universidad de Barcelona. Ella
ha sido profesora del mismo master y mantiene una red con individuales y organizaciones dedicados a la
educación sobre inmigración. Ha presentado y organizado seminarios en torno a la inmigración y museos,
recientemente las jornadas internacionales de “Museos, Inmigración, e Interculturalidad” en 2008. Es Directora
del Museo de la historia de la inmigración a Cataluña. Michelle Dezember estudió un doble carrera de Historia
del Arte y Sociología en la Santa Clara University en los EEUU. Después de trabajar como investigadora para
profesora de arte afroamericano, se dedicó a la educación de museos. Michelle ha trabajado como educadora
del museo de Brooklyn (NY, EEUU), responsable por hacer visitas escolares, programas para familias, y una
colaboración con una escuela. También ha trabajado como una educadora autónoma, haciendo varios
programas educativos en distintos museos: el Museo de la Ciudad de Nueva York, el MoMA, el Museo de Queens,
el Centro de Arquitectura, y el Museo Infantil de Brooklyn. Gracias a una beca del Departamento de Educación
de los EEUU, ahora Michelle forma parte del equipo de MhiC para investigar el impacto de la inmigración actual
en los museos de Cataluña. Para llevarlo a cabo, estudia un master en Cultura Visual para investigar cuestiones
de representaciones mientras analiza y implementa el plan educativo de MhiC. Las dos colaboran para
encontrar comunicación reciproca, para que públicos diversos se apropian del museo.
Resumen: En el contexto de los nuevos proyectos de políticas de interculturalidad, el Museo de historia de la
inmigración de Cataluña –MhiC- ha creado un espacio que le ha permitido consolidarse de una manera singular
uniendo, por un lado, un proyecto museográfico y por otro una propuesta de trabajo de dialogo intercultural.
En el año 2003 el MhiC inicia su andadura con el objetivo de crear un espacio abierto de reflexión sobre el
dinamismo de la ciudadanía y de la sociedad en continua construcción. A partir de una colección de temática
social, el museo está experimentado diversas estrategias de públicos poco habituados a visitar los museos con
el objetivo de alcanzar prácticas de proximidad sobre esos públicos a partir de la memoria migratoria propia o
familiar. Esta presentación analiza los esfuerzos del MhiC para generar un modelo simbiótico con su público(s).
Este feedback se manifiesta en la recogida de testimonios y objetos para la colección, el museo también se
vincula con otras instituciones y crea programas educativos a demanda. El caso que ilustramos es de una
colaboración artística entre MhiC, alumnos de un instituto local, y alumnos inmigrados de un aula de acogida.
El propósito era establecer una cartografía humana que ayudara a expresar cómo el hecho migratorio nos sitúa
en el territorio. Los alumnos se apropiaron de una sala del museo para convertirlo en un mapa gigante, en el
que cada cual trazó una ruta en un archipiélago imaginario de elementos que uno encara durante tiempos de
diversificación cultural (i.e. vida social, idioma, planes del futuro). Codificado con colores, cada hilo
representa un participante, cruzando y divergiendo hasta que se reúnen en un territorio que representa una
meta común: la isla de bienestar. En esta experiencia y artefacto constructivo, subjetividades se conectan para
crear una polifonía de narrativas que genera un objeto central para nuestro museo.
Regina Cohen (co-autores: Cristiane Rose de S. Duarte, Alice de Barros H. Brasileiro) – Acessibilidade para
Todos: por uma cultura plenamente acessível aos museus do IPHAN no Estado do Rio de Janeiro, Faculdade
de Arquitetura e Urbanismo – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil.
Biografia: Pós-doutoranda e bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa no RJ (FAPERJ), junto ao Programa de
Pós-graduação em Arquitetura da UFRJ. Pesquisa Atual: Acessibilidade de Pessoas com Deficiência às
Ambiências Museais do RJ: Ter acesso, Percorrer, Ver, Ouvir, Sentir e Tocar. Arquiteta formada em 1981 pela
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FAU - UFRJ), doutora em
Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social (EICOS – UFRJ), mestra em Urbanismo (1999, PROURB -
51
UFRJ), especializada em História da Arte e Arquitetura no Brasil pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de
Janeiro (1990, PUCRJ), pesquisadora associada de assuntos relativos à acessibilidade e desenho universal na
FAU/UFRJ. Pesquisas: Pesquisadora em Acessibilidade aos Museus; Linha de pesquisa em que atua: "exclusão e
segregação espacial" na busca por subsídios para o desenvolvimento urbano e social - (estudos de caso
geralmente
constituídos
de
grupos
considerados
como
"excluídos
espacialmente";
Prêmios e Bolsas de estudo: • Bolsa da “Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro” para a
pesquisa sobre Acessibilidade de Pessoas com Deficiência às Ambiências Museais” (maio de 2008 - em
andamento). "Methodologie d’Enseignement pour une Architecture Inclusive: Créant des Outils pour la Qualité
de Vie pour Tous”. Possui Deficiência Física desde 1987 e se locomove em cadeira de rodas.
Resumo: O presente estudo relata resultados de uma investigação sobre acessibilidade em museus (Cohen,
2009), e está inserido nas atividades de pesquisa desenvolvidas no Núcleo de Pesquisa, Ensino e Projeto em
Acessibilidade e Desenho Universal (Núcleo Pró-Acesso / PROARQ).
Nosso principal objetivo consiste em avaliar as condições de acessibilidade de pessoas com deficiência (PCDs)
aos museus tombados pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) localizados no Estado
do Rio de Janeiro, Brasil. Também estão sendo aprofundados, em nossa fundamentação, os conceitos e a
perspectiva das ambiências museais sensíveis, da sensorialidade, dos percursos e da percepção.
Pesquisar a ambiência vivenciada pela pessoa com deficiência no museu e seu percurso para chegar até ele,
nos leva à reflexão sobre a experiência do usuário. A diversidade de situações encontradas tem fornecido um
conjunto de sensações e de percepções que fazem com que o ambiente museológico seja dotado deste poder
de mobilização capaz de gerar medos e inseguranças, mas também emoções e afetos pelo lugar.
Nossos caminhos metodológicos de levantamento dos museus consistem de: entrevistas de cunho etnográfico
com os visitantes com e sem deficiência, visitas guiadas, croquis, fotos, filmagens e mapeamento do percurso.
Como uma das metas traçadas, estamos traduzindo as descrições do percurso, das sensações e da experiência
museal vivida na imagem idealizada na memória, na maneira como os usuários gostariam de percorrer os
espaços, se apropriarem deles e com eles se identificarem.
Este artigo apresentará alguns dos resultados já encontrados na pesquisa em andamento, esperando traçar no
futuro um amplo programa de estratégias capazes de proporcionar a inclusão de pessoas com deficiência nas
ambiências museais, resgatando sua identidade nestes lugares.
………………………
09h30-11h00
Sessão 1.B – Museus, Colecções e Património / Museos, Colecciones y Património
Sala C
Moderador: Rui Manuel Sobral Centeno
Francisco Marshall – Colecionismo, Freud e a civilização, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil.
Biografia: Professor adjunto no Depto. e PPG História IFCH UFRGS e no PPG Artes Visuais IA-UFRGS, desde
1994. Licenciado em História UFRGS (1989), Doutor em História Social (USP, 1996). Pós Doutorado 1: Princeton
University, Department of History, 1997-1998, como bolsista CAPES-FULBRIGHT, convidado de Peter Brown. Pós
Doutorado 2: Ruprecht-Karls-Universitât Heidelberg, Institut für Klassische Archâologie, 2008-2009, bolsista
Fundação Alexander von Humboldt, convidado de Reinhard Stupperich. Diretor do Museu da UFRGS (19962002). Coordenador do Curso de Especialização em Museologia - Patrimônio Cultural IA-UFRGS, edições 2002 e
52
2004. Membro do conselho consultivo do ICOM-BR 2002-2006. Autor de Édipo tirano, a tragédia do saber (UnB e
EDUFRGS, Brasília e Porto Alegre, 2000), e de numerosos artigos e capítulos de livros publicados no Brasil,
Argentina, Chile, França e Inglaterra. Conferencista convidado (experiência internacional): Princeton University
(1998), UCLA (1998), UCV-Chile (2000, 2002, 2004 e 2006), Universidad de Buenos Aires, Argentina (2003, 2005
e 2007), Academia Nacional de Ciências de Buenos Aires (2001, 2003, 2005 e 2007), Columbia University Center for the Ancient Mediterranean (2001), Université Lyon III (2005), Universitá di Pisa (2006), Tel Aviv
University (2006), Universität Erfurt (2008), Ruprecht-Karls-Universität Heidelberg (2008), Universiá di Peruggia
(2008).
Resumo: O papel proeminente do colecionismo de arqueologia na vida de Sigmund Freud levanta questões
sobre a relação destas coleções com a interpretação da condição humana construída através da psicanálise.
Após contextualizar a coleção de Freud, sua formação e as relações declaradas entre arqueologia e psicanálise,
iremos investigar a iconologia de suas peças preferidas e seus efeitos biográficos, metodológicos e
hermenêuticos.
Soledad Pérez Mateo - El interior doméstico: retrato del coleccionista del siglo XIX, Museo Romántico /
Universidad de Murcia, Espanha.
Biografía: Licenciada en Historia del Arte por la Universidad de Murcia (2000), con Primer Premio Nacional
(2001). En el año 2004 ingresó por oposición en el Cuerpo Facultativo de Conservadores de Museos. En la
actualidad es conservadora en el Departamento de Documentación del Museo Romántico, responsable del
control de los fondos museográficos y documentales. En el museo lleva a cabo el estudio de la colección de
mobiliario y la coordinación del programa Domus gestionado por el Ministerio de Cultura español. Su línea de
investigación se centra en la museología en su vertiente teórica y práctica, con especial atención al siglo XIX,
así como el mobiliario y la escultura. Sus publicaciones se han centrado en coleccionismo, museología,
patrimonio y mobiliario, en relación con la configuración de ambientes.
Resumen: La contemplación de imágenes que representan interiores domésticos permite adentrarnos en un
mundo íntimo, convertido en legible, que nos revela la idea de apertura de la casa al mundo, pero también
encierra el mundo en la casa, convirtiéndolo en una cuestión de apariencia. El coleccionista del siglo XIX
considera su vivienda como una extensión orgánica de su propio yo por razones de prestigio social.
Teresa Marín Torres - Coleccionistas, connoisseurs y conservadores: imagen y apariencia, Universidad de
Murcia, Espanha.
…………………………
09h30-11h00
Sessão 1.C – Museus, Colecções e Património / Museos, Colecciones y Patrimonio
Auditório 1
Moderadora: Maria da Conceição Alves Guimaraens
Adelaide Manuela da Costa Duarte – O MACE: da colecção privada à fruição pública, Faculdade de Letras da
Universidade de Coimbra, Portugal.
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Biografia: Licenciada em História, variante História da Arte pela FLUC (1998). Mestre em Museologia e
Património Cultural pela FLUC (2005). Doutoranda em Museologia e Património Cultural na FLUC desde 2006. A
investigação que desenvolve neste contexto intitula-se, provisoriamente, «Do coleccionismo privado à fruição
pública. Articulação entre as colecções privadas de arte moderna e contemporânea e o poder público.
Contributos para a história da museologia em Portugal». Ao projecto de doutoramento foi concedido uma Bolsa
de Investigação pela FCT. Após uma breve passagem pelo Museu de Aveiro (1999-2000), foi bolseira de
Investigação Científica da FCT no Museu Nacional da Ciência e da Técnica Doutor Mário Silva (2000-2006). Ali
desenvolveu actividades de programação, organização, instalação, montagem e divulgação de exposições de
carácter temporário junto dos diferentes públicos. No âmbito do serviço educativo, trabalhou em ateliers
pedagógicos. No estudo de colecções, realizou trabalho de inventariação e de acompanhamento de processos
de recuperação e conservação de espólio científico e tecnológico.
Resumo: O Museu de Arte Contemporânea de Elvas Colecção António Cachola (MACE) abriu as portas ao público
em 6 de Julho de 2007, num edifício da Câmara Municipal de Elvas musealizado para aquele efeito. Desde
então, exibe-se uma colecção de arte contemporânea portuguesa no interior do Alentejo. António Cachola é o
promotor da colecção. O coleccionador reuniu obras de artistas portugueses, a partir dos anos (19)80, nas
várias técnicas artísticas, coadjuvado pelo comissário e director artístico da instituição, João Pinharanda, que
apoia a afere as escolhas do coleccionador. Desde a génese da colecção que o coleccionador a perspectivou
como de âmbito público. O MACE é, assim, a materialização daquele desejo. Neste artigo propomo-nos a
discutir vários aspectos da colecção: a sua formação e a sua caracterização, a sua transferência do âmbito
privado para o público, os traços distintivos do perfil do coleccionador, a relação com o poder autárquico.
Elisa de Noronha Nascimento - Museus de Arte Contemporânea: uma proposta de abordagem, Faculdade de
Letras da Fundação Universidade do Porto, Portugal.
Biografia: Doutoranda do Curso Integrado de Estudos Pós-Graduados em Museologia, da Faculdade de Letras da
Universidade do Porto, onde desenvolve uma pesquisa multiciplinar sobre as questões instauradas pelo processo
de musealização da Arte Contemporânea. Iniciou a pesquisa com uma bolsa de investigação concedida pela da
Fundação Calouste Gulbenkian e, atualmente, é bolsista da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Mestre em
Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Bacharel em Artes Plásticas pela Universidade
do Estado de Santa Catarina, coordenou durante dois anos a Agenda Cultural do Museu Victor Meirelles unidade museológica brasileira vinculada ao Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - em parceria com Letícia Cardoso, com o objetivo de ampliar as
ações do Museu e estabelecê-lo como um ambiente de encontro para reflexão, construção de conhecimento,
discussão e apreciação crítica sobre a arte e patrimônio cultural. Enquanto artista participou de exposições
importantes no cenário brasileiro como o Projéteis Funarte de Arte Contemporânea e o Festival Internacional
de Arte Eletrônica – Videobrasil.
Resumo: O artigo a ser apresentado tem como principal objetivo apresentar e explorar alguns pressupostos que
foram traçados até agora em minha investigação. São questões suscitadas por uma reflexão acerca da natureza
dos Museus de Arte Contemporânea e que se configuram como uma espécie de quadro teórico de
análise/abordagem dessas instituições. O primeiro pressuposto é sua origem histórico-objetiva: o museu de
arte contemporânea apresenta-se como exemplo e resultado de um processo de consecutiva especialização e
fragmentação que atingiram os museus a partir do século XIX; como consequente à subdivisão do museu de arte
e complementar ao museu de arte antiga, sua origem está relacionada com o surgimento da sociedade
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moderna, com o surgimento da esfera pública burguesa e imbuída de ideais nacionalistas. O segundo
pressuposto é que seu desenvolvimento, durante o século XX, deu-se concomitante ao desenvolvimento das
investigações museológicas e ao estabelecimento da Museologia enquanto disciplina. Algumas consequências: a
possibilidade do museu de arte contemporânea, assim como de qualquer museu, ser apresentado e apresentarse como uma instituição que se estabelece em um contexto cultural, político e econômico, e que está sujeita a
redefinições conforme os interesses e mudanças desse próprio contexto. Mas também, enquanto um entre
muitos dos agentes que fazem parte de um campo de produção simbólica (BOURDIEU, 1996), produzindo e
sofrendo efeitos, definindo seus limites, fronteiras e direito de entrada; a possibilidade de entendê-lo e de
entender-se como uma instituição reflexiva, aberto a ações que tensionam o lugar privilegiado que seu discurso
ocupa no contexto político e sócio-cultural em que se insere. O terceiro pressuposto é que suas transformações
estão profundamente intricadas com as transformações sofridas pela arte no último século. A diluição das
fronteiras entre as linguagens, o processo em detrimento da obra acabada, a desmaterialização do objeto, a
utilização das tecnologias digitais são algumas das transformações artísticas que podem ser associadas às novas
formas de documentar, catalogar, preservar e expor as obras de arte e à assunção da importância do
envolvimento do artista em todas essas práticas, discussão que surge a partir da década de 90.
Leonor da Conceição Silva Ribeiro e Alves de Oliveira – A I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste
Gulbenkian (1957): balanço da arte portuguesa na transição para os anos 60 e primórdios de uma colecção
institucional, Universidade Nova de Lisboa, Portugal.
Biografia: Após a licenciatura em História da Arte (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade
Nova de Lisboa), iniciou a sua colaboração no projecto do catálogo raisonné de Amadeo de Souza-Cardoso,
levado a cabo por uma equipa do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, liderada por
Helena de Freitas. Participou como responsável pelo levantamento bibliográfico e de exposições no catálogo da
exposição Amadeo de Souza-Cardoso: Diálogo de Vanguardas (autora também das biografias dos artistas
internacionais); Amadeo de Souza-Cardoso: Fotobiografia (vol. I do catálogo raisonné) e Catálogo raisonné de
pintura (vol. II). Paralelamente, como bolseira de mestrado da Fundação para a Ciência e a Tecnologia,
preparou a sua dissertação sobre os Antecedentes do Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves.
Actualmente, também apoiada por uma bolsa da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, trabalha na sua tese
de doutoramento, que se debruça sobre as Exposições de Artes Plásticas organizadas pela Fundação Calouste
Gulbenkian em 1957 e 1961.
Resumo: Criada em 1956, a Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) organizou no ano seguinte a I Exposição de
Artes Plásticas, que propunha oferecer «uma visão panorâmica do estado actual das artes plásticas em
Portugal, constituindo um verdadeiro inquérito destinado a esclarecer certos problemas». Os artistas
portugueses foram, então, chamados a submeter as suas obras a um júri de selecção que determinaria quais a
peças a expor dentro das categorias de pintura, escultura desenho e gravura. Este processo começou por
desencadear os protestos dos artistas excluídos, o que aponta, numa primeira análise, para a distinção, no
meio artístico português, entre «artistas modernos» e «artistas académicos/ conservadores». No entanto, a
Exposição de Artes Plásticas acabou por integrar artistas de novas e velhas gerações, contribuindo para um
panorama heterogéneo e «contraditório» da arte portuguesa - os seus grandes prémios foram atribuídos a
artistas já consagrados, com uma longa carreira artística. Uma outra consequência da Exposição de Artes
Plásticas prende-se com a aquisição por parte da FCG de obras em exposição, o que está na origem da
constituição de uma colecção de arte moderna, mais tarde integrada no Centro de Arte Moderna.
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Para além do contexto nacional, há que relacionar a Exposição de Artes Plásticas, a nível expositivo, no
contexto internacional da época, onde se revitalizavam ou nasciam novas bienais. A Exposição da FCG, que
desde o início foi projectada para se repetir regularmente no futuro, representou um investimento inédito em
matéria de organização e de premiação, tornando-se imediatamente numa referência para os artistas e os
agentes culturais portugueses.
Raquel Henriques da Silva - Expor a arte e a(s) história(s): reflexões contra o “cubo branco”, Faculdade de
Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Portugal.
Biografia: Professora desde 1973. Foi Directora do museu do Chiado (1993-97) e do Instituto Português de
museus (1997-2002). Foi membro do Conselho de administração da Fundação de Serralves (1998-2004). É
membro do Conselho de Administração da Fundação Arpad Szènes-Vieira da Silva (desde 2008) e do Instituto
Marques da Silva da Universidade do Porto (desde 2007). Tem comissariado diversas exposições. É
coordenadora do Mestrado em Museologia da FCSH/UNL e Secretária do Instituto de História da Arte onde, com
a Prof. Lúcia Almeida Matos, coordena a Linha Museum Studies.
Resumo: As exposições de arte contemporânea são, maioritariamente realizadas ou sob a responsabilidade das
equipas dos respectivos museus ou por curadores com formação em crítica e teoria da arte. Na minha
comunicação apresentarei outra situação em que participei nos últimos anos: a oportunidade de ser cocomissária de duas exposições: 50 anos de arte portuguesa, apresentada na Fundação Calouste Gulbenkian, em
2007 e Anos 70 – atravessar fronteiras que, em Outubro de 2009, ocupará todos os espaços expositivos do
Centro de Arte Moderna Dr. José de Azeredo Perdigão. Ambos os projectos resultaram de um trabalho
extensivo de investigação, levado a cabo por uma pequena equipa (eu própria, a Ana Filipa Candeias e a Ana
Ruivo) com formação em História da Arte. Este é o primeiro traço distintivo que abordarei e que decorrem dois
outros: a exposição de materiais inéditos, de âmbito documental, sobretudo no caso da exposição 50 anos… e
uma selecção muito ampla de artistas e obras que não obedece aos cânones críticos vigentes. Sintetizando,
pretendo reafirmar a importância da investigação disciplinar no trabalho em museus que, sendo reivindicados
como laboratórios e oficinas para os artistas, nunca poderão deixar de ser lugares referenciais de elaboração
do saber. A diferença em relação a épocas passadas é que esse saber não se fecha em si mesmo, antes é
instrumentos irradiante de graus diversos de comunicação.
……………………
09h30-11h00
Sessão 1.D – Museus, Gestão e Empreendedorismo / Museos, Gestión y Emprendedorismo
Sala A
Moderador: Fernando Paulo Magalhães
Beatriz Veroneze Stigliano; Pedro de Alcântara Bittencourt César – Gestão da visitação ao patrimônio cultural:
estudo comparativo de museus na cidade de São Paulo, Universidade Federal de São Carlos / Universidade de
Taubaté, Brasil.
Biografia: Beatriz Veroneze Stigliano é professora da Universidade Federal de São Carlos, coordena o curso de
Turismo. Possui graduação em Turismo pela Universidade de São Paulo (1999), mestrado em Ciências da
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Comunicação/Turismo pela Universidade de São Paulo (2004), mestrado em Leisure and Environments pelo
programa WICE - Wageningen University (2003), Doutorado em Ciência Ambiental pelo PROCAM / Universidade
de São Paulo (2009). Trabalha com planejamento turístico e gestão da visitação em áreas com apelo
patrimonial (natural e cultural). Pedro de Alcântara Bittencourt César é professor do Programa de Mestrado
em Gestão e Desenvolvimento Regional da Universidade de Taubaté (UNITAU). Arquiteto e Urbanista formado
pela Universidade de Taubaté. Consultor na área de planejamento urbano e planejamento turístico. Presidente
de honra e fundador do CICOP-Brasil. Professor universitário, especialista em Planejamento e Marketing
Turístico (SENAC-SP), Mestre em Turismo (Centro Universitário Ibero-Americano - UNIBERO) e doutor em
Geografia (Universidade de São Paulo - USP).
Resumo: Estudo comparativo da gestão da visitação de museus paulistanos. Analisa-se a formação de dois
atrativos culturais, o Memorial do Imigrante e o Museu do Ipiranga. O primeiro, uma instituição criada,
inicialmente, para acolher os viajantes recém-chegados a São Paulo e, o segundo, um local destinado, desde
sua origem, a desempenhar a função de museu e monumento. A discussão tem como base o arcabouço teórico
que envolve a reflexão sobre a ‘nova museologia’. Recorre-se às Cartas Patrimoniais e a políticas públicas
nacionais, focando menções feitas às questões ligadas à ideologia, ao envolvimento da comunidade local, à
contextualização do patrimônio no desenvolvimento urbano e ao uso turístico. Analisam-se, dessa forma, os
dois museus, em termos de suas peculiaridades de gestão, para uma leitura sobre sua relação com a
contemporaneidade da visitação a esses patrimônios.
Luz María Gilabert González - Los modelos de gestión: El panorama actual de los museos, Universidad de
Murcia, Espanha.
Biografia: Prácticas en Museología en el Museo Salzillo de Murcia, la empresa “Arqueología y Diseño Web”, en
el Departamento de Salas de Exposiciones dle Ayuntamiento de Torrevieja (Alicante) y en la sede de los Museos
Capitolinos de Roma: Centrale Montemartini. Coordinación de cursos como el “V Encuentro Internacional de
Museos e Investigación” (2005) y “La Museología: estado de la cuestión” (2009), y colaboración en el Congreso
Internacional “Imagen y Apariencia” (2008). Estancias de investigación en la Università degli Studi di Roma La
Sapienza (2007), bajo la supervisión de Orietta Rossi Pinelli, y en la Université Paris I Sorbonne (2008), con el
profesor Dominique Poulot.
Resumen: radicionalmente, en Europa ha primado una política intervencionista de los Gobiernos nacionales en
materia de museos. Pero este dominio estatal está integrando nuevas formas de financiación más abiertas y
participativas, aplicadas ya en los Estados Unidos, y que están provocando la emancipación de los Estados
europeos en la tutela de sus museos, impulsando así su mayor orientación mercantil. En esta comunicación, se
pretenden analizar las causas que han provocado la transformación en los métodos de financiación de los
museos y, a su vez, comparar los diferentes modelos de gestión existentes en países como Francia, Italia,
España y Reino Unido. Aspectos que, sin duda, nos permitirá abordar una visión más precisa y real del
panorama museístico actual.
Natália Fauvrelle – Que modelo de gestão para um museu de território – o caso do Museu do Douro,
Faculdade de Letras da Fundação Universidade do Porto / Museu do Douro, Portugal.
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Biografia: Mestre em História da Arte em Portugal, na área de património e restauro, pela Faculdade de Letras
da Universidade do Porto. Tendo frequentado a Pós-graduação em Museologia na mesma Faculdade, está a
desenvolver o seu doutoramento em Museologia. É investigadora do CITCEM (Centro de Investigação
Transdisciplinar Cultura Espaço e Memória), tendo pertencido ao GEHVID, grupo de investigação onde
desenvolveu trabalhos com o objectivo de conhecer o património arquitectónico rural e paisagístico da região
do Douro, com especial incidência sobre o património ligado à vitivinicultura, e na organização e inventariação
de alguns arquivos familiares da região. Integrou a equipa encarregue de elaborar o dossier de candidatura do
Alto Douro Vinhateiro a Património Mundial e do Plano Intermunicipal de Ordenamento do Território, plano de
gestão da área a classificar, bem como o Grupo de projecto para a instalação do Museu do Douro. É
Coordenadora dos Serviços de Museologia do Museu do Douro, sendo responsável pelas áreas de investigação,
conservação e gestão das colecções, bem como pela área de exposições desse Museu.
Resumo: Nesta comunicação pretendemos abordar a questão da museologia de território, apresentando os seus
fundamentos teóricos numa perspectiva geral e procurando aplicá-los ao caso do Museu do Douro. Este museu
foi instituído pela Lei 125/97, diploma aprovado por unanimidade na Assembleia da República. O projecto foi
concebido como um museu do território, polivalente e polinuclear, vocacionado para reunir, conservar,
investigar e divulgar o vastíssimo património museológico e documental disperso pela região demarcada,
devendo constituir sobretudo um instrumento ao serviço do desenvolvimento sociocultural do Douro. Numa
perspectiva da “museologia de território”, o Museu do Douro assume-se como processo cujo desenvolvimento
deverá envolver a colaboração activa com as instituições locais e regionais. Nesse sentido, está em curso o
apoio à criação de pólos na região. Aquilo que pretendemos discutir nesta apresentação é a forma de
instituição deste novos “micro-museus”/núcleos museológicos e a sua valia e formas de gestão, por um lado.
Por outro, interessa-nos pensar outras alternativas de instituição da vertente polinuclear do museu,
nomeadamente a instituição de uma Rede de Museus — uma parceria que permitiria unir ao Museu do Douro
diversas estruturas (existentes e a criar) com tutelas diferenciadas, de modo a congregar sinergias num
projecto cultural comum, abrindo novas hipóteses de entendimento e valorização do potencial cultural da
Região.
PAUSA
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11h30-12h30
Sessão de apresentação de livros / Sesión de presentación de libros
1.A – Sala A
Adelaide Duarte, O Museu Nacional da Ciência e da Técnica (1971-1976), Coimbra, Imprensa da Universidade de
Coimbra, 2007. ISBN: 9789788704928
Ana Delicado, A Musealização da Ciência em Portugal. Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian/ Fundação para a
Ciência e Tecnologia, 2009. ISBN 978-972-31-1285-6.
Com apresentação de Pedro Júlio Enrech Casaleiro
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2.A – Sala C
Maria Margaret Lopes, O Brasil descobre a pesquisa científica: os museus e as ciências naturais no Séc. XIX, São
Paulo, Editora Hucitec / Universidade de Brasília, 2009. 2ª Edição. ISBN: 978-85-27104-25-8
Marília Xavier Cury, Exposição, concepção, montagem e avaliação. São Paulo, Annablume Editora, 2006. ISBN:
85-7419-593-6
Com apresentação de Thereza de Barcellos Baumann
3.A – Auditório 1
Javier Gómez Martinez, Dos Museologias: Las Tradiciones Anglosajona y Mediterranea: diferencias y contactos,
Gijón, Ediciones Trea, 2006. ISBN: 9788497042246
Roser Calaf Masachs, Didactica del Patrimonio: Epistemologia, Metodologia, y Estudio de Casos, Gijón,
Ediciones Trea, 2009. ISBN: 978-84-9704-430-1
Com apresentação de Carla Padró
SESSÕES DA TARDE
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14h30-16h00
Sessão 3.A – Museus, Colecções e Património / Museos, Colecciones y Patrimonio
Auditório 2
Moderadora – Manuelina Maria Duarte Cândido
Alexandre Matos – Normalização de procedimentos na gestão das colecções museológicas, Faculdade de
Letras da Fundação Universidade do Porto, Portugal.
Biografia: Licenciado em História pela Universidade Portucalense em 1995, ingressei no Museu de Aveiro como
estagiário em 1996 de onde saí em 1999. Neste ano concluí o primeiro grau de estudos em Museologia na
faculdade de Letras da Universidade do Porto e iniciei uma colaboração com a empresa Sistemas do Futuro que
se mantém até hoje. Em 2007 defendi a tese de mestrado em Museologia na Faculdade de Letras da
Universidade do Porto sobre o tema Normalização documental de Museus e estou neste momento inscrito no
programa de doutoramento da mesma Faculdade.
Resumo: A normalização, qualquer que seja o domínio onde a apliquemos, tem o constante benefício de
permitir identificar o caminho seguido em determinada tarefa. Se, mais tarde, essa tarefa se revelar um erro a
sua correcção é mais simples e menos demorada. Colocadas as coisas desta forma é difícil entender porque é
que os museus e os seus profissionais têm sido nas últimas décadas tão aversos à sua utilização. Ou pelo menos,
não tão entusiastas como os bibliotecários ou arquivistas. No entanto, o objecto de estudo dos museus, os
Objectos, explicam parte desta equação pela sua natureza subjectiva ou mesmo indeterminada. Mas não
podem ser nunca desculpa ou razão para a não implementação de regras que permitam o registo do
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conhecimento existente sobre as colecções museológicas. Normalizar não significa “colocar tudo no mesmo
cesto”. Significa antes colocar tudo nos cestos devidos, através de um processo e linguagem uniformes, tendo a
certeza que poderemos encontrar tudo através de uma simples procura pelos cestos. É por isso um elemento de
extrema importância na planificação de um projecto de documentação e gestão de uma colecção museológica,
sendo o pilar onde tudo se deve basear. Desde a escolha do software utilizado, até à forma como utilizamos a
informação nele contida ou como a disponibilizamos ao público. Este é o ponto de partida para o trabalho que
tenho vindo a desenvolver no meu trabalho de doutoramento onde me proponho estudar as normas existentes a
nível internacional (em termos de estrutura de dados, procedimentos e linguagem utilizada), de forma a
perceber qual será a mais apropriada ao contexto museológico nacional e depois testá-la em concreto num
museu português.
Luísa Alvim – O Wiki nos museus: uma nova porta de entrada para conservar, estudar e divulgar as
colecções, Casa de Camilo. Museu-Centro de Estudos / Facultad de Comunicación y Documentación da
Universidad de Granada, Portugal/Espanha.
Biografia: Licenciada em Filosofia; Pós-graduada em Ciências Documentais pela Faculdade de Letras da
Universidade do Porto; Doutoranda em “Información científica" na Facultad de Comunicación y Documentación
da Universidad de Granada (Espanha). Técnica Superior de Biblioteca e Documentação Assessor Câmara
Municipal de V.N. de Famalicão / Casa Camilo - Museu. Centro de Estudos; Docente na Universidade
Portucalense - Pós-Graduação em Ciências Documentais.
Resumo: Este trabalho faz uma revisão do conceito wiki enquanto ferramenta de gestão da informação. Esta
tecnologia da Web 2.0 é estudada para averiguar da sua utilização, nos museus, enquanto ferramenta para
satisfazer as necessidades de informação do visitante, no estudo e divulgação das colecções e de como pode
contribuir para a conservação das mesmas, e para a preservação da memória colectiva. São apresentados os
desafios que enfrentam os museus na implementação do wiki como ferramenta de criação e edição de
conteúdos, de características dinâmicas e flexíveis, que permite a partilha de informações e colabora na
construção de uma comunidade virtual, transformando visitantes em utilizadores criativos no espaço
museológico.
Pedro Júlio Enrech Casaleiro – A reorganização das colecções de ciência da Universidade de Coimbra no
Museu da Ciência, Museu da Ciência, Universidade de Coimbra, Portugal.
Biografia: Desenvolveu parte da investigação para a tese de Doutoramento em museologia no Museu Nacional
de História Natural em Lisboa de 1992 a 1995, ingressou no Departamento de Conteúdos da Parque EXPO em
1996 onde integrou a equipa do Pavilhão do Futuro desenvolvendo conteúdos e produção da exposição que foi
desmantelada em 1999. Passou nesse ano para a Comissão Instaladora do Pavilhão do Conhecimento Ciência
Viva, tendo desempenhado o cargo de Responsável de Exposições até 2003, no mesmo ano entrou na
Universidade de Coimbra como investigador da Reitoria para o cargo de museólogo e gestor do projecto POC da
prefiguração do Museu da Ciência no Laboratório Chimico que abriu em final de 2006. Desde essa data é vogal
da Direcção do Museu com responsabilidade na área da museologia em exposições e gestão de colecções. Na
área do ensino académico foi docente convidado da Faculdade de Letras da Universidade de Porto em 1996,
para a pós-graduação em Museologia na cadeira de “Actividades Científicas e Museus”, seguiu-se o convite em
2000-2001 do CEFA/Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra para dar a cadeira “Museus Municipais,
60
Concepção e Gestão” do Curso de Especialização em Assuntos Culturais no Âmbito das Autarquias CEACA, em
2006/07 como Professor convidado da Faculdade de Latras da Universidade de Coimbra, no Mestrado em
Museologia e Património Cultural sendo o docente dos seminários “Museus e Investigação” e “Educação pelos
Museus” e em 2008/09 do Mestrado de 2º Ciclo em História, especialização em Museologia sendo o responsável
pelo seminário de “Discurso Museológico”.
Resumo: A segunda fase do projecto do Museu da Ciência no Colégio de Jesus implica a reunião, num espaço
de reserva de gestão comum, do conjunto das colecções científicas da Universidade de Coimbra, que vão ser
geridas pela Fundação Museu da Ciência. O principal núcleo destas colecções, com origem na reforma
pombalina da Universidade, pertence à actual Faculdade de Ciências e Tecnologia que resultou da fusão da
Faculdade de Matemática com a Faculdade de Filosofia Natural no primeiro Governo da Républica. Este núcleo
inclui as colecções de Antropologia, Astronomia, Botânica, Física, Geologia, Matemática, Mineralogia,
Paleontologia, Química, e Zoologia. Inclui ainda colecções das Faculdades de Medicina e Farmácia assim como
a possibilidade de receber espólios do Museu Nacional da Ciência e da Técnica. O edifício do antigo Colégio de
Jesus, que vai receber estas colecções, é uma construção classificada de elevado valor patrimonial que
compreende a igreja da Sé Nova e o respectivo claustro. O espaço vai ser alvo de um projecto de
requalificação que prevê a criação de reservas para reinstalação das colecções que já se encontram no edifício
(Física, Mineralogia, Geologia, Paleontologia, Zoologia) e a transferência das restantes colecções que se
encontram em diferentes núcleos do Pólo histórico da Universidade. A apresentação vai reflectir sobre os
objectivos, instrumentos, medidas, consequências e complexidade deste processo de reorganização das
colecções.
Reyes Carrasco Garrido - Un modelo de normalización documental para los museos españoles: Domus y la
Red Digital de Museos de España, Subdirección General de Museos Estatales, Ministerio de Cultura, Madrid,
Espanha.
Biografia: Licenciada en Geografía e Historia por la Universidad Autónoma de Madrid con la Especialidad de
Historia y Teoría del Arte en el año 1994, centro en el que impartió clases sobre historia del arte español y
europeo del siglo XIX. Funcionaria del Ministerio de Cultura desde el año 2002, pertenece al Cuerpo Facultativo
de Conservadores de Museos, ocupando en la Subdirección General de Museos Estatales el puesto de Jefa de
Servicio de Documentación, dentro del Área de Colecciones. Desde el año 2002 es miembro de la Comisión de
Seguimiento de Domus del Ministerio de Cultura y secretaría de la Comisión de Seguimiento de la Red de
Instituciones Usuarias de Domus, ocupándose del desarrollo, seguimiento, y coordinación del Sistema Integrado
de Documentación y Gestión Museográfica Domus. Participa también en la dirección y coordinación de la
construcción de Tesauros del Patrimonio Histórico, así como en el desarrollo y mantenimiento de bases de
datos utilizadas para su generación y distribución.
Resumen: El Ministerio de Cultura de España trabaja desde el año 1993 en un proyecto de Normalización
Documental de Museos proponiendo un modelo concreto de Sistema documental, en el que se concibe la
documentación como un conjunto de elementos documentales y procesos técnicos de aplicación a los bienes
culturales que custodian estas instituciones. Las principales líneas de actuación fueron y son a día de hoy las
siguientes: Análisis y definición de los procesos de gestión museística; Análisis y definición de un modelo de
estructura para la identificación, descripción y clasificación de bienes culturales; Normalización de
terminología: Elaboración y publicación de tesauros del Patrimonio Cultural; Elaboración de herramientas
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informáticas para la puesta en marcha del proyecto: Domus y herramientas para la construcción y distribución
de tesauros; Difusión pública de las colecciones a través de la Red Digital de Museos de España potenciando la
idea de los museos que lo integran como centros de gestión del conocimiento y de intercambio de información
que potencian la colaboración y coordinación entre instituciones. Hoy comparten este modelo de trabajo más
de 100 museos en España de diferentes titularidades, tipologías y modelos de gestión, continuando el estudio,
análisis y definición de las líneas apuntadas y abriéndose otras nuevas líneas de trabajo que llevarán a la
creación de un Centro de Documentación de Museos.
………………………
14h30-16h00
Sessão 3.B – Museus, Colecções e Património / Museos, Colecciones y Patrimonio
Sala A
Moderadora: Marta Lourenço
Investigadora no Museu de Ciência da Universidade de Lisboa desde 1998, Marta C. Lourenço é formada em
Física pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Interessou-se desde sempre pela natureza das
colecções dos museus de ciência e técnica, tema que desenvolveu no mestrado em 2000 (Universidade Nova de
Lisboa). O doutoramento em Epistemologia e História da Ciência, concluído em 2005 (Conservatoire National
des Arts et Métiers, Paris), tratou da história e especificidade das colecções universitárias na Europa. Marta C.
Lourenço pertence actualmente à Direcção da Comissão Nacional Portuguesa do International Council of
Museums e à Direcção da Rede Europeia UNIVERSEUM para a valorização do património das universidades. É
consultora para o património científico da Real Academia das Ciências de Estocolmo.
José Manuel Brandão – Museu Geológico: lugar de memórias históricas e científicas, INETI-IP / Centro de
Estudos de História e Filosofia da Ciência, Portugal.
Biografia: Licenciado em Geologia pela FCUL. Estudos de pós graduação em Museologia no ISMAG (Lisboa) e na
Universidade de Masarik / UNESCO (República Checa). Mestrado em Museologia (ULHT) com uma tese dedicada
à problemática da musealização de espaços mineiros abandonados. Doutorando da Universidade de Évora, em
História e Filosofia da Ciência, tendo entregue uma tese no domínio do estudo e avaliação das colecções e
museus geológicos em Portugal. Autor e co-autor de diversos artigos no domínio do ensino e divulgação das
Geociências, da museologia das Ciências da Terra e do património mineiro português. Ao longo dos anos
exerceu actividade profissional no ensino secundário e no ensino superior e, desde 1991, desempenhou os
cargos de Conservador no Museu Nacional de História Natural (Mineralogia e Geologia) e, posteriormente, no
Museu Geológico do extinto Instituto Geológico e Mineiro. Actualmente é Técnico Superior Assessor Principal do
INETI-IP (Centro de Dados Geológico-Mineiros), ocupando-se do arquivo histórico. Membro do Comité do ICOM
para as colecções de História Natural (NatHist), representante da Sociedad Española para la Defensa del
Património Geológico y Minero e membro fundador da GeoMin – secção de Minas da Associação Portuguesa para
o Património Industrial.
Resumo: Com 150 anos de actividade (1859-2009), o Museu Geológico é herdeiro de um passado pontuado por
algumas das mais importantes etapas e personalidades da história das Geociências e da Arqueologia portuguesa
e internacional, que contribuíram para o seu crescimento e prestígio. Parte das suas colecções, além do seu
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interesse para a história da ciência, continua a apresentar valor científico, o que aumenta a pertinência de
uma discussão aberta sob a sua vocação e missão.
Laura Celià Gelabert – Patrimonio paleontológico y sociedad: buscando la interacción, Institut Català de
Paleontologia, Espanha.
Biografia: Licenciada en Biología, Màster en Gestión de Patrimonio Cultural y Doctoranda en Gestión de la
Cultura y el Patrimônio. El año 2001 inicié mi contacto con el mundo de los museos trabajando en el Museu
Balear de Ciències Naturals, en Mallorca, como monitora para escuelas. Más tarde (2003) me trasladé a vivir a
Barcelona, en donde trabajé en varias excavaciones paleontológicas, entrando en contacto con el patrimonio
“in situ” y de ahí entré a trabajar en el Museu de Ciències Naturals de Barcelona. Allí estuve realizando
trabajos de difusión con escuelas y adultos y también algunos trabajos puntuales con las áreas de colecciones
(vertebrados actuales y paleontología). En 2005 empecé como becaria en el Institut de Paleontología, vinculada
al área de colecciones y realicé el postgrado “Aplicaciones en Museografía Didáctica”, por la UBvirtual. Un año
después inicié el Máster en Gestión de Patrimonio de la Universidad de Barcelona, finalizándolo en 2008 con el
trabajo de investigación (tesina): “Gestión del patrimonio paleontológico catalán (S XIX-XXI). Aproximación
histórica a partir del análisis de colecciones”. En 2007 fui contratada por el nuevo Institut Català de
Paleontologia, nacido como reformulación del antiguo Institut, en donde trabajo desde entonces como
conservadora de colecciones. He continuado el proceso de investigación iniciando mi tesis doctoral, dirigida
por el Dr. Llorenç Prats, la cual trata sobre la definición, gestión histórica y contacto social del patrimonio
paleontológico.
Resumen: Aunque según la legislación española (estatal y autonómica) el patrimonio paleontológico
(yacimientos y colecciones) se incluya en el patrimonio cultural, los ciudadanos no lo perciben como tal.
Tampoco la comunidad científica se pone deacuerdo en ese punto, sugiriendo algunos investigadores su
inclusión en el patrimonio natural. El propio colectivo de paleontólogos ha priorizado tradicionalmente la
investigación científica, dejando al margen los aspectos de gestión y activación patrimonial. Estas carencias (la
falta de consenso entre los científicos y la ausencia de políticas patrimoniales adecuadas) dificultan la
protección y gestión de estos bienes y favorecen que la sociedad desconozca por completo un legado que,
aunque no ha sido generado por la especie humana, puede ayudar a entender su evolución. Es necesario abrir
líneas de investigación que nos permitan analizar el proceso de patrimonialización de los fósiles y crear
vínculos entre el patrimonio paleontológico y la sociedad, pues creemos que la legitimación social es
imprescindible para activar y proteger cualquier patrimonio. La principal herramienta que se propone para
iniciar un cambio en las estrategias de difusión y percepción social del patrimonio paleontológico es el análisis
de la historia social de la paleontología, el cual nos permitirá conocer la cara más humana de esta disciplina y
transmitir a la sociedad el valor de este patrimonio.
Maria Fernanda Daniel Lopes Gomes – Museus Mineralógicos – armazéns de minerais ou parceiros de ensino?,
Faculdade de Letras da Fundação Universidade do Porto, Portugal.
Biografia: Licenciada em Geologia – Ramo Científico pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Em
1998/99 efectivou na Escola Secundária Almeida Garrett, onde é actualmente professora titular do
Departamento de Ciências Naturais. Nesta Escola coordenou a equipa do Projecto Actividades Experimentais
em Sismologia no âmbito do Programa Ciência Viva, através do qual se pôs em funcionamento uma estação
sísmica, e faz parte da equipa do Projecto Sócrates/Comenius – Astrourbis. Em 1999 concluiu na Faculdade de
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Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra o Mestrado em Geociências – Área de Especialização em
Processos Geológicos, com uma dissertação com o título “Os Museus e o Ensino das Ciências Naturais – O Museu
Mineralógico e Geológico da Universidade de Coimbra”. Actualmente está a elaborar a Tese de Doutoramento
em Museologia sobre os Museus Mineralógicos da Universidades de Lisboa, Coimbra e Porto.
Resumo: Os Museus Mineralógicos das Universidades de Lisboa, Coimbra e Porto são três Museus com
características muito próprias e que começam cada vez mais a afirmar-se como locais onde se alargam e
ilustram conhecimentos na área da Mineralogia, em especial junto de um público jovem, particularmente junto
dos alunos do ensino secundário que muitas vezes os visitam pela primeira vez (e em alguns casos com pouca
motivação), com os seus professores de Biologia e Geologia. Curiosamente, para a grande maioria dos alunos do
ensino secundário, uma visita a um Museu Mineralógico é acompanhada de uma sensação de autêntico
deslumbramento porque a primeira impressão causada pelas amostras de minerais expostas é muito forte pelas
cores, formas cristalinas e associações que observam. Mas hoje em dia, os Museus Mineralógicos das
Universidades Clássicas Portuguesas são mais do que um conjunto de amostras de minerais que se encontram
expostas: todos eles integrados em estruturas mais amplas (Museus de História Natural), apostam em
exposições temporárias, em colaborações com as Escolas Secundárias, colaboram e fornecem mesmo o seu
espaço físico para as tão concorridas Feiras de Minerais. Sendo três instituições com perspectivas museológicas
diferentes e específicas de cada um, podendo mesmo considerar-se, de certo modo, complementares,
assumem-se, mais do que qualquer outra instituição, como os grandes divulgadores da Mineralogia,
particularmente junto das camadas mais jovens da nossa população.
Thereza de Barcellos Baumann; Sabrina Damasceno Silva – Mudanças e permanências: a reformulação
museográfica das exposições de longa duração do Museu Nacional / UFRJ, Museu Nacional / Universidade
Federal do Rio de Janeiro, Brasil.
Biografia: Thereza de Barcellos Baumann possui graduação em Museologia pelo Museu Histórico Nacional.
Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1971), Especialização em História da
América (1980) pela Universidade Federal Fluminense, mestrado em História pela Universidade Federal
Fluminense (1993) e doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (2001). Atualmente é
Assessora da Direção, Chefe do Setor de Museologia e do Laboratório Central de Conservação e Restauração do
Museu Nacional / UFRJ. É presidente da Associação dos Amigos do Museu Nacional. Professora colaboradora do
Mestrado em Arqueologia do Museu Nacional / UFRJ. Professora colaboradora nos cursos de especialização
(Lato Sensu) em História do Brasil e História Moderna no Curso de Pós-Graduação em História na Universidade
Federal Fluminense. Sabrina Damasceno Silva possui graduação em Museologia pela Universidade Federal do
Estado do Rio de Janeiro (2004). Cursa Mestrado em Museologia e Patrimônio UNIRIO/MAST. Atuou como
Museóloga no Serviço de Museologia do Museu Nacional /UFRJ até novembro de 2008. De dezembro até abril de
2009 foi bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro no Serviço de Produção
Técnica da Coordenação de Museologia do Museu de Astronomia e Ciências Afins - MAST. Atualmente é bolsista
do Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio.
Resumo: Criado, em 1818, por D. João VI, após a transferência da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro, o
Museu Nacional, então denominado, Museu Real, destinava-se a propagar as ciências naturais no reino do Brasil
em benefício do Comércio, Indústria e as Artes atuando como centro de pesquisa aplicada para apoiar
administração lusa nos trópicos. Caracterizou-se cormo um museu de História Natural, considerando-os como
pontos de interseção de uma complexa relação entre ciências ‘naturais’ e ciências ‘antropológicas’. Com a
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Proclamação da República, o Museu Nacional foi transferido para o Paço da Quinta da Boa Vista, até então
ocupado pela família imperial. A partir de 1946, o museu é incorporado à Universidade do Brasil - hoje
Universidade Federal do Rio de Janeiro. Durante a gestão de Heloisa Alberto Torres (entre 1950 e 1960) passou
por reforma expositiva, a última, desde então. A partir dos anos 80 inúmeras dificuldades ocasionam o
fechamento de várias salas expositivas. Nosso objetivo é apresentar o processo de concepção e reformulação
das novas exposições de longa duração no Museu Nacional, processo iniciado a partir de 1995 com o Seminário
Franco-Brasileiro que definiu as diretrizes de seu Programa de Revitalização. O trabalho implantado possibilitou
o fortalecimento do setor de museologia, articulando o saber científico proporcionado pelos especialistas da
instituição às novas linguagens expográficas. Como resultado desse processo já estão renovados cerca de 1500
metros quadrados correspondentes às seguintes áreas de conhecimento: Antropologia, Geologia, Paleontologia
e Zoologia.
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14h30-16h00
Sessão 3.C – Museus, Espaço e Comunicação / Museos, Espacio y Comunicación
Auditório 1
Moderadora: Raquel Henriques da Silva
Analía Fernanda Gómez - Una aproximación al diseño ambientalmente consciente en espacios de guarda.
Estudio de casos, Facultad de Arquitectura y Urbanismo de la Universidad Nacional de La Plata (FAU-UNLP) /
Consejo de Investigaciones Científicas y Tecnológicas (CONICET), Argentina.
Biografia: Egresa como Arquitecta en 1988 de la FAU-UNLP, Argentina. Doctorando de la FCE-UNSa, con el
tema: "Evaluación higrotérmica (ht) de reservas de bienes culturales y archivos en climas templados cálidos
húmedos y su caracterización ambiental. Utilización del diseño ambientalmente consciente (DAC) para moderar
la variabilidad ht en dichos recintos". Investigador Científico del CONICET desde 1999, actualmente
Investigador Adjunto. Docencia de grado desde 1988 en FAU-UNLP, desde 2008 Profesora Titular Ordinaria,
Cátedra de Instalaciones. En Posgrado, dictado Cursos y Seminarios sobre aspectos bio-ambientales,
energéticos, normativos, diseño sustentable, condiciones ambientales en museos y archivos. Desde 1985 vasta
actividad en investigación científica, integrando equipos en las especialidades bioambiental, conservación de
energía y climática, diseño ambientalmente consciente, volcado a los edificios de interés cultural como
museos, archivos, bibliotecas. Desde 2005 dirige el Grupo Formación en Nodos Cultura -GruFoNC-, que se
incorpora a partir del 2009 al Laboratorio de Arquitectura y Hábitat Sustentable, LAyHS-FAU-UNLP.
Resumo: La posibilidad de climatización no mecánica en instituciones, que guardan bienes de interés histórico
y cultural, debe ser un parámetro a tener en cuenta en las adaptaciones u obras nuevas a realizar. En la
mayoría de las intervenciones se plantean costosos proyectos de climatización que se van desvaneciendo en la
vida útil por el alto costo de mantenimiento, acompañando a este desvanecimiento la pérdida de bienes. Del
trabajo continuo de análisis ambientales en una decena de museos, tomando al edificio como el principal
contenedor, ha posibilitado estudiar las circunstancias climáticas (interiores y exteriores) para poder aplicar en
nuevas intervenciones pautas de Diseño Ambientalmente Consciente (DAC). En este trabajo se analizarán los
casos de estudio de proyectos para edificios existentes, en los cuales se han planteado pautas de DAC y los
conceptos básicos de la Conservación Preventiva, se han volcando en estos proyectos el resultado de las
investigaciones desarrolladas en la última década.
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Elizabete Rodrigues de Campos Martins – Museus e Acervos, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo,
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil.
Biografia: Professora Doutora do Departamento de Projeto de Arquitetura, do Programa de pós-graduação em
Arquitetura e Coordenadora do Núcleo de Pesquisa e Documentação — NPD — da UFRJ-FAU. Concluiu o
doutorado em Geographie Sociale et d'etude Urbaines - Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales em 2002.
Atua na area de arquitetura e urbanismo, com enfase em planejamento e projetos da edificacao.
Resumo: A idéia subjacente ao titulo desta comunicação — Museu num Acervo — é sublinhar a importância da
constituição de acervos de documentos da arquitetura no estudo e na escrita da historia e teoria dos objetos
arquitetônicos, como os museus, para o campo da arquitetura quanto, entre outros, para o da museologia. O
que implica em explicar que, no acervo do Núcleo de Pesquisa e Documentação da UFRJ-FAU estão conservadas
expressiva documentação sobre temas diferenciados, como por exemplo, os desenhos realizados pelo do
arquiteto Affonso Eduardo Reidy no processo de concepção do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro —MAM.
Gabriella Maria Casella, Francisco Providencia, Mª José Santos, Rosário Marques – Projecto de Museografia do
Museu Municipal de Penafiel, Cariátides / Universidade de Aveiro / Museu Municipal de Penafiel, Portugal.
Biografia: Conclui a Licenciatura em História - Variante História da Arte, na Faculdade de Letras da
Universidade Clássica de Lisboa (1987) e parte para Paris onde frequenta na Sorbonne um curso de restauro
descobrindo essa área de investigação. Em 1990 conclui a Post-graduação na “Scuola di Specializzazione per lo
Studio ed il Restauro dei Monumenti” da Universidade “La Sapienza” de Roma, e de regresso a Portugal inicia
um trabalho de recolha de técnicas tradicionais de construção de que resulta a publicação de 2 livros. Em 2005
defende a tese de Doutoramento “O Senso e o Signo. A relação com as preexistências românicas (1564-1700).
Contributos para uma história do restauro arquitectónico em Portugal” na Faculdade de Letras da Universidade
de Lisboa.Em 2000 cria a empresa Cariátides com Catarina Providência e Maria Providência onde passa a
coordenar o sector de património e estudos, no âmbito do qual realiza projectos de restauro e reabilitação
arquitectónica bem como de concepção e instalação de exposições. Francisco Providencia: Professor Auxiliar
Convidado em Projecto e Teoria de Design, no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de
Aveiro, desde1997 até hoje, onde tem vindo a desenvolver estudos conducentes ao grau de doutor em Design,
com tese sob o título “Poética e inovação em Design”. Com Vasco Branco, João Branco e Carlos Aguiar,
construiu a estrutura curricular do ensino de design em Aveiro do primeiro ao terceiro ciclo. Participante em
diversas conferências nacionais e internacionais de design, tem desenvolvido actividade científica através do
acompanhamento de mestrados e na actividade profissional que nunca deixou de desenvolver. É consultor do
Centro Português de Design e foi fundador e sócio da editora e loja Sátira design, sediada no Porto, que entre
outros produtos, desenvolveu o workshop internacional de design “minimalanimal” contando com a
colaboração de alguns dos mais distintos designers do mundo como Ross Lovegrove, Perry King ou Álvaro Siza.
Com Henrique Cayatte e João Machado representou o design português na 1º bienal do design Iberoamérica
Diseña, organizada pela Associação Madrilena do Design (Madrid). Foi distinguido com o prémio internacional
de design Red Dot 2008, com o candeeiro exterior coluna 17º, produzido e distribuído pela Larus.
Resumo: Desde a sua origem o Museu foi identificado como lugar de inspiração, de aprendizagem e de
maravilha. Mesmo com as substanciais mutações que sofreu, o museu actual alimenta ainda expectativas
difusas. Quem entra num museu hoje deseja em primeiro lugar ver, aprender, comungar ou mesmo entrar
“num acelerador de partículas” (KERCKHOVE 2002). Conscientes de que o museu consiste num “instrumento
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maiêutico, de conhecimento critico” (RUSSOLI, F. 1999), ele é antes de mais um objecto complexo porque é o
lugar em que se procura controlar a relação entre tempo (seja este passado ou presente) e espaço (como lugar
onde habitam objectos, imagens, palavras, sons). O museu contemporâneo é participante do processo de
patrimonialização da cultura através da forma como a preserva, a investiga e a partilha com a comunidade.
Actualmente é opinião unânime que cada museu tem uma identidade própria, constituída de maneira
indissociável tanto pelos objectos que contém como pelo modo como são expostos. Isto significa que a essência
de um museu não se limita ao seu espólio, mas estende-se inevitavelmente à escolha dos conteúdos e à
modalidade em que estes são exibidos. Assim a museografia como disciplina através da qual se exprime o
discurso expositivo, elege o público como eixo central da comunicação. O público não é um simples visitante ou
intruso mas é chamado a participar, a imaginar, a sentir e a interagir. O acervo do Museu Municipal de
Penafiel, caracterizado pela heterogeneidade das colecções e pela diacronia temporal, tornou-se num desafio
aliciante para a construção do percurso expositivo. Dar sentido à multiplicidade de sentidos.
Maria da Conceição Alves Guimaraens – O Patrimônio cultural na expografia brasileira modernista,
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil.
Biografia: Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília (1970), mestrado em
Teorias da Comunicação e da Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1993) e doutorado em
Planejamento Urbano e Regional pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (1999). Dirigiu o
Departamento de Identificação e Documentação do IPHAN; realizou estudos de pós-doutorado em American and
Museum Studies na New York University onde foi professora-visitante em 2004-2005. Atualmente é Professora
Associada da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde coordena
o Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e também é Líder do Grupo de Estudos de Arquitetura de
Museus. Doutoranda em Museologia na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia é também
Pesquisadora Bolsista do CNPq. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Teoria e
Projeto, Historiografia e Crítica da Arquitetura e Urbanismo. Atualmente desenvolve o projeto de arquitetura
do Museu Aeroespacial do Rio de Janeiro.
Resumo: Observa-se, inicialmente, que a classificação tipológica mais geral do Patrimônio determina-se
naquela que compõem o espaço imóvel, os bens móveis e imateriais. Desse modo, cidades, museus, objetos,
ritos e paisagens mentais fazem parte do acervo mais visível das culturas nacionais identitárias e patrimoniais.
Por outro lado, verifica-se que o Modernismo estimulou e acelerou o trabalho feminino na vida social e pública,
pois os princípios modernistas e os fins do trabalho educativo se adequaram mutuamente. Nesta dimensão, a
narrativa que enquadra as experiências no campo museológico de mulheres, criaturas de tempos e círculos
privilegiados que mantiveram laços profissionais comuns, é um modo propício para registrar e compreender
alguns dos aspectos delimitadores do Modernismo brasileiro. Assim, a comunicação pontua objetivamente
algumas das principais idéias e realizações das arquitetas Lina Bo Bardi, Gisela Magalhães e Janete Costa. Na
condição de principais agentes da formação e consolidação das tendências modernistas no Brasil, essas
mulheres se destacaram na arquitetura e no campo da museografia.
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14h30-16h00
Sessão 3.D – Museus, Colecções e Património / Museos, Colecciones y Patrimonio
Sala C
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Moderadora: Maria Clara de Frayão Camacho
Clara Filipa Macieira de Oliveira – Os públicos do Museu Nacional de Etnologia. Pesquisa para uma estratégia
de comunicação, ISCTE / Museu Nacional de Etnologia, Portugal.
Biografia: Doutoranda em Sociologia no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, colabora com
o Museu Nacional de Etnologia desde 2004 na área de Divulgação e Comunicação.
Resumo: Na continuação de uma diversidade de acções já anteriormente levadas a cabo para o conhecimento
dos seus públicos, o Museu Nacional de Etnologia conduziu um inquérito aos visitantes individuais ou em grupo
não organizado e não escolar entre 2004 e 2005. As conclusões levaram a uma reflexão profunda acerca da
comunicação do Museu, da sua localização geográfica, dos recursos disponíveis, etc. Apesar do seu carácter
exploratório, este projecto foi determinante para a compreensão de algumas características do visitante do
Museu, para o entendimento teórico de novos conceitos como não-público e, em última instância, para a
delineação de novas estratégias de comunicação. É dessa investigação e suas ramificações para o dia-a-dia da
divulgação do Museu que vamos falar.
Virginia Garde López- Laboratorio Permanente de Público de Museos: un proyecto de investigación, una
herramienta de gestión, Subdirección General de Museos Estatales, Ministerio de Cultura, Madrid, Espanha.
Biografia: Licenciada en Geografía e Historia, especialidad de Historia del Arte (1988) y Máster en Museología
(1995) por la Universidad Complutense de Madrid. Especialista en Comunicación Pública por el Instituto
Nacional para las Administraciones Públicas (2008). Entre 1990 y 1995 colabora con el Centro de las Letras
Españolas (Ministerio de Cultura) en la organización de exposiciones bibliográficas. Desde entonces y hasta
1999 en el Palacio Real de Madrid (Patrimonio Nacional) trabaja en la catalogación del fondo textil de las
colecciones reales. Desde 2001 es funcionaria del Cuerpo Facultativo de Conservadores de Museos, y presta sus
servicio en la Subdirección General de Museos Estatales, donde ha desarrollado funciones relacionadas con la
planificación de recursos humanos para los museos de gestión directa del Ministerio de Cultura, y con la
coordinación, apoyo y asesoramiento en la elaboración de planes museológicos y ejecución de sus programas de
Museos de titularidad estatal. Desde 2006 es Jefe del Área de Difusión y Desarrollo de dicha Subdirección,
desarrollando funciones específicamente relacionadas con la comunicación y difusión de los museos.
Resumen: El Ministerio de Cultura ha impulsado la creación de un “Laboratorio Permanente de Público de
Museos” con la intención de llevar a cabo una investigación continuada sobre el público de los museos. Está
orientado a convertir la investigación sobre público en un instrumento de gestión integrado en la actividad
habitual de los museos y con una vocación de permanencia en el tiempo. Su objetivo es mejorar la calidad del
servicio de los museos de cara a conseguir el cumplimiento eficaz de su función social. En España no hay hasta
la fecha un sistema permanente de obtención de información relevante sobre el público visitante que
permita disponer de una información lo más actualizada posible de este tipo de datos de forma constante. La
necesidad de profundizar en el conocimiento de los distintos tipos de visitantes aconseja hacer estudios
pormenorizados, de modo que se pueda definir el perfil de los distintos segmentos en función de variables no
solo sociodemográficas (edad, sexo, nivel de estudios, profesión, residencia, etc.), sino también en función de
otras características como las expectativas y motivaciones de la visita, las condiciones sociales de la visita, el
nivel de utilización de servicios y actividades, los recorridos realizados, las dificultades encontradas, etc.,
incluyendo la valoración final de la experiencia. Este conocimiento de los visitantes permitirá atender mejor
sus necesidades y planificar la actividad para un público objetivo bien definido, porque el desconocimiento de
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sus necesidades físicas, emocionales, cognitivas y comportamentales hace casi imposible satisfacerlas o,
incluso, intentar hacerlo.
João Teixeira Lopes – Departamentos educativos - periferia ou centralidade?, Faculdade de Letras da
Fundação Universidade do Porto, Portugal.
Biografia: Professor Associado com Agregação do curso de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade
do Porto e coordenador do respectivo instituto de investigação. Mestre em ciências sociais pelo Instituto de
Ciências Sociais da Universidade de Lisboa com a Dissertação Tristes Escolas - Um Estudo sobre Práticas
Culturais Estudantis no Espaço Escolar Urbano (Porto, Edições Afrontamento, 1997). Doutorado em Sociologia
da Cultura e da Educação com a Dissertação A Cidade e a Cultura - Um Estudo sobre Práticas Culturais Urbanas
(Porto, Edições Afrontamento, 2000. Membro efectivo do Observatório das Actividades Culturais entre 1996 e
1998 e seu actual colaborador. Integrou a equipa coordenadora do Relatório das Políticas Culturais Nacionais
(1985-95) apresentado em 1998 junto do Conselho da Europa (Lisboa, As Políticas Culturais em Portugal,
Observatório das Actividades Culturais, 1998). Avaliador de projectos de combate à exclusão social.
Resumo: Nesta comunicação reflectir-se-á sobre o papel dos departamentos educativos das instituições
culturais e artísticas, particularmente nas que actuam numa lógica de serviço público, partindo dos resultados
de recentes estudos do Observatório das Actividades Culturais. Argumentar-se-á que, apesar de um
significativo (embora tardio e ainda insuficiente) aumento de tais departamentos, a sua estruturação e
funcionamento obedece a lógicas de subalternidade no seio da cultura institucional dominante, com reflexos na
escassez de recursos e na relativa falta de ambição do seu programa de acção.
Marília Xavier Cury – Novas perspectivas para a Comunicação Museológica e os Desafios da Pesquisa de
Recepção em Museus, Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, Brasil.
Biografia: Museóloga formada no Intituto de Museologia de São Paulo. Atuo na área de museologia e museus
desde 1985, tendo trabalhado no Museu Municipal Família Pires, Estação Ciência, Museu Lasar Segall.
Atualmente sou professora da Universidade de São Paulo, lotada no Museu de Arqueologia e Etnologia, onde
ministro cursos, desenvolvo pesquisa e coordeno ações expográficas. Tenho diversos artigos publicados no
Brasil e no exterior.
Resumo: Muito se fala em comunicação em museus e em comunicação museológica, sem os cuidados nas
distinções entre os dois termos. O primeiro remete às ações em um museu e o segundo à subárea de
conhecimento da museologia. Os dois termos estão ligados, mas é a comunicação museológica que fundamenta
as ações comunicacionais em museus, além de construir conhecimento teórico. A abordagem contemporânea
da comunicação define o lugar do público como sujeito do processo comunicacional. Dessa maneira, os pólos da
emissão e da recepção se equilibram em termos do poder que possuem. Por outro lado, a abordagem coloca o
cotidiano do visitante como lugar primordial para se pensar a comunicação, inclusive a museológica,
considerando o deslocamento do foco dos meios para as mediações culturais. O artigo tem como objetivo
discutir novas abordagens comunicacionais para os museus, a partir de pressupostos fundamentados na
comunicação museológica. Igualmente, será discutida a importância dos estudos de recepção para os museus e
para o desenvolvimento de conhecimentos comunicacionais e museológicos.
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17h00
69
Auditório 1
Sessão de Encerramento: ICOM-Portugal
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POSTERS / PÓSTERES
DIA 1: Segunda-Feira, 12 de Outubro de 2009 / Día 1: Lunes, 12 octubre del 2009
APRESENTAÇOES DA TARDE
15h45-16h15
Museus, colecções e património / Museos, Colecciones y Patrimonio
Carlos Alberto Fernandes Loureiro – Modelos de Gestão de Colecções em Museus de Ciências Físicas e
Tecnológicas, Faculdade de Letras da Fundação Universidade do Porto, Portugal.
Biografia: A partir de 2005 envereda pela área do património e arqueologia através da participação em diversas
escavações arqueológicas como assistente de arqueólogo e investigador. Iniciou esta actividade com uma breve
colaboração com a empresa Mola Olivarum Património, Lda. em 2004. Em 2005 passa a colaborar com a
Empatia – Arqueologia, Lda., relação laboral que se mantém presentemente. Simultaneamente é investigador
no âmbito das ciências históricas e consultor científico em questões relacionadas com a museologia para a
mesma empresa. Desde 2006 tem desenvolvido alguns trabalhos na área da museologia, com especial destaque
para a gestão de colecções. No ano lectivo de 2005/2006 realizou um estágio de 300 horas no Museu Parada
Leitão (Porto) que resultou na elaboração do Manual de Gestão de Colecções daquela instituição. Em finais de
2008 defendeu a sua dissertação de mestrado na Faculdade de Letras da Universidade do Porto intitulada
Modelos de Gestão de Colecções em Museus de Ciências Físicas e Tecnológicas.
Resumo: A gestão de colecções é um elemento essencial para o bom funcionamento de uma instituição
museológica. As características das colecções de ciências físicas e tecnológicas, juntamente com o actual
avanço tecnológico e científico, fazem com que os museus depositários deste tipo de colecções enfrentem
alguns problemas na definição da gestão dos seus acervos. Após uma breve análise do contexto internacional e
do estudo mais exaustivo de alguns museus de ciências físicas e tecnológicas portugueses, que permitiram uma
melhor compreensão do estado da gestão das colecções neste tipo de museus, é possível apresentar alguns
instrumentos e propostas com vista a uma correcta e efectiva gestão das colecções nos museus de ciências
físicas e tecnológicas.
Joana Damasceno – Museus para o Povo Português. O Museu de Arte Popular e o discurso etnográfico do
Estado Novo, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Portugal.
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Biografia: Leccionou no ensino básico e profissional, colaborou com o museu dos Transportes e Comunicações
no Porto e com o museu de Conimbriga em Coimbra. Fez parte da equipa do Gabinete de Candidatura à Unesco
da Universidade de Coimbra.
Resumo: Foi profícua a fundação de museus de etnografia durante o período do Estado Novo. Com a Exposição
do Mundo Português e o chamado Plano dos Centenários, desenvolvido a partir de 1937, surgiu a ideia, proposta
por Luís Chaves, de criar museus regionais nas capitais de Distrito, com o intuito de guardar as memórias
locais. Com o mesmo propósito, foram criados, ao longo da década de 40, pequenos museus rurais, nas Casas
do Povo, que se desenvolveram um pouco por todo o país. A proximidade destas instituições às populações não
foi descurada, aproveitando-a para enaltecer um ideal rural. Tudo isto, enquanto nascia na capital o Museu de
Arte Popular, com raízes na grande exposição de 1940.
Museus, Espaço e Comunicação / Museos, Espacio y Comunicación
Ana Bárbara da Silva Magalhães Veríssimo de Barros – De Corpo e Alma: narrativas dos profissionais de
educação em Museus da Cidade do Porto, Faculdade de Letras da Fundação Universidade do Porto / Câmara
Municipal do Porto, Portugal.
Biografia: Dissertação de Mestrado do Curso Integrado de Estudos Pós-graduados em Museologia apresentada à
Faculdade de Letras da Universidade do Porto, sob orientação científica da Professora Doutora Alice Semedo.
Resumo: Partindo das narrativas de vida dos profissionais de educação em museus da cidade do Porto,
pretende-se compreender os seus discursos e práticas, apontando possíveis perfis. Pelo caminho, exploram-se
os percursos académicos e laborais, os factores de influência, as necessidades, as motivações e dificuldades
sentidas pelos técnicos desta área museológica. Aborda-se, também de forma breve, o museu enquanto um
paradigma em constante desenvolvimento e, como espaço de conhecimento e aprendizagem nos tempos de
hoje.
Andreia Vale Lourenço – Património Arte Nova em Aveiro – proposta de gestão e dinamização, Faculdade de
Letras da Universidade de Coimbra, Portugal.
Biografia:
Resumo: A presente proposta baseia-se na dissertação de mestrado em museologia e património cultural,
concluída em Maio de 2008, na Universidade de Coimbra. A investigação tem como objectivo propor uma
estratégia de salvaguarda, gestão e promoção para o património Arte Nova existente em Aveiro. A metodologia
de trabalho assentou em quatro fases de desenvolvimento do projecto: estudo e definição do movimento Arte
Nova à escala internacional, nacional e local; inventário do existente em Aveiro; análise dos conceitos actuais
de salvaguarda, gestão e promoção patrimonial e, por fim, a aplicação destes pressupostos à realidade
aveirense. Do estudo da colecção – neste caso um conjunto de edifícios urbanos – nasce a delineação da
estratégia de salvaguarda, fruição e promoção do património Arte Nova aveirense, propondo o desenvolvimento
do Museu Arte Nova, de dois circuitos de visita e da Bolsa de Salvaguarda Arte Nova. Com o presente trabalho
pretende-se aproveitar as potencialidades da existência de imóveis que se podem integrar na tipologia Arte
Nova na cidade e explorar esta valência. Se não se trata de um ecomuseu, a verdade é que as premissas que
lhe servem de base se mostraram orientativas do projecto.
71
Carla Renata Antunes de Souza Gomes; Ana Maria Dalla Zen; Ana Celina Figueira da Silva; Eliane Muratore;
Marlise Maria Giovanaz; Valéria Regina Abdalla - Uma noite no Museu: proposta de ações de comunicação
em cultura e memória, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil.
Biografia: Carla Renata Antunes de Souza Gomes é historiadora, pesquisadora da História do Rio Grande do
Sul. Possui graduação em História pela Universidade de Caxias do Sul, mestrado em História pela Universidade
Federal do Rio Grande do Sul e doutorado (em andamento) pela mesma Universidade. Atualmente cursa a
faculdade de graduação em Museologia pela UFRGS. Ana Maria Dalla Zen possui graduação em História pela
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1971), mestrado em Educação pela Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (1980) e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (2003).
Atualmente é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, exercendo a função de Coordenadora da
Comissão de Graduação em Museologia. Ana Celina Figueira da Silva é graduada em História (UFRGS-RS).
Mestre em Ciência Política (UFRGS-RS). Cursando Museologia (graduação, UFRGS-RS). Atualmente trabalha
como professora de Ciência Política na Faculdade dos Imigrantes, Caxias do Sul, RS e estagio no Memorial da
Câmara Municipal de Porto Alegre atuando nas ações educativas da instituição e na organização de seu acervo.
Eliane Muratore é graduada em Publicidade e Propaganda(PUC-RS) e em Letras(UFRGS). Mestre em Letras Literatura Brasileira(UFRGS). Cursando Museologia (graduação)- UFRGS. Atualmente trabalho como professora
de Expressão Oral e Escrita. Valéria Regina Abdalla Farias possui graduação em Museologia pela Universidade
Federal da Bahia (2005). Atualmente é professor substituto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Marlise Maria Giovanaz é licenciada e Mestre em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul,
professora do ensino superior desde 1999, professora dos cursos de Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia
da UFRGS. Desenvolvendo pesquisas no campo do patrimônio cultural, especificamente no que se refere á
construção e elaboração cultural dos monumentos urbanos na cidade de Porto Alegre.
Resumo: Relato do projeto Uma Noite no Museu, criado em 2008, que reúne especialistas em diferentes áreas
do conhecimento, em torno de diferentes visões de cultura, memória e patrimônio. Numa iniciativa dos alunos
do curso de Museologia, em parceria com o Museu da Universidade Federal do Rio Grande do sul, se propõe a
integrar universidade, museu e sociedade, através de reflexões e debates sobre as temáticas em questão, bem
como estimular a apropriação do espaço “museu” pela comunidade. O Projeto baseia-se no conceito de museu
proposto pelo Departamento de Museus e Centros Culturais (DEMU) do Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional (IPHAN), de que se trata de uma instituição a serviço da sociedade e de seu
desenvolvimento, que utiliza o patrimônio cultural como recurso educacional, promove ações de investigação,
preservação, interpretação e comunicação dos bens culturais e busca a democratização do acesso, uso e
produção destes na constituição de espaços sociais democráticos e diversificados. A realização de um projeto
permanente de integração da comunidade com as práticas museológicas fortalece a idéia do Museu e do curso
de Museologia da UFRGS como espaços abertos para debate e fruição de diferentes experiências nas áreas de
cultura, memória e patrimônio, integrando a universidade à sociedade.
Edjane Cristina Rodrigues da Silva – Capacitação de profissionais: estratégia de comunicação no Museu de
Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia, Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia, Brasil.
Biografia: Coordenadora do Setor de Exposição do MAS/UFBA - Mestranda do Programa de Pós-Graduação em
Artes Visuais da Escola de Belas Artes/UFBA
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Resumo: O Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia, considerado um dos mais importantes
museus de arte sacra da América Latina, abriga na sua coleção peças procedentes de várias Igrejas e
Irmandades Religiosas de todo o Estado, além de coleções particulares. Instalado no antigo Convento de Santa
Teresa, seu acervo é composto por peças do século XVI ao XX, dividido em categorias como: imaginária,
marfim, pintura, ourivesaria, mobiliário, têxteis, cerâmica, gravura e desenhos. A comunicação com o público
de um museu é realizada a partir de recursos museológicos e museográficos que tentam facilitar e tornar essa
comunicação mais didática. Seja através de textos e etiquetas, equipamentos de mídia eletrônica ou através
de monitores e pessoal capacitado a dar informações, o museu busca sempre informar e comunicar. Isso nada
mais é que a tentativa de dar voz ao museu. Preocupado com a mensagem museu-público o MAS vem
realizando, desde ao ano de 2005, um projeto que visa ao aprimoramento de recursos humanos que atuam na
área de exposição, especificamente dos “guardas de acervo”, orientando esses profissionais quanto ao seu
papel dentro da instituição museal. Os resultados desse projeto são visíveis na melhoria da qualidade de
atendimento ao visitante dentro de uma instituição pública como a nossa, que se propõe a trabalhar dentro de
uma perspectiva de ação museal contemporânea, contemplando os diversos setores do museu.
Maria Teresa de Almeida Martins Baptista - Museus e Teatro: comunicadores e actores de vários palcos,
Universidade de Coimbra, Portugal.
Biografia: Concluiu a Licenciatura em História, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo
efectuado uma Pós-Graduação em Museologia, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Desenvolve a
sua actividade profissional, desde 1988, no Museu de História Natural da Faculdade de Ciências e Tecnologia da
Universidade de Coimbra, instituição onde actualmente é Assessora do quadro do Museu Zoológico e membro
da Direcção do Museu de História Natural.
Tem ainda vindo a orientar e co-orientar estágios curriculares do curso técnico profissional, na área da
museologia e estágios curriculares de alunos das licenciaturas em Biologia, Ciências da Educação e Psicologia
da Universidade de Coimbra. Actualmente é co-orientadora de estágios de alunos do Mestrado, na área de
Tecnologias da Educação e Comunicação Educação continuando a desenvolver e assegurar várias vertentes do
trabalho museológico.
Resumo: A comunicação, a criação e a valorização de ofertas educativas e culturais são aspectos
incontornáveis da reflexão e prática museológica. Vários museus têm vindo a utilizar o teatro, a música e a
dança como ferramentas de comunicação que lhes permitem alcançar novos objectivos e atingir diferentes
públicos. Inter-relacionar conhecimentos e técnicas das áreas da museologia e do teatro para atingir uma
melhor compreensão do valor e usos das colecções foi um objectivo educacional definido e colocado em prática
pelo Museu Zoológico da Universidade de Coimbra, quando reabriu ao público a exposição permanente,
“Gabinete de História Natural/ Revivências”, no ano 2000. Sendo avaliada com índice de sucesso, a estratégia
de comunicação filiada no conceito de história ao vivo, foram posteriormente desenvolvidos e viabilizados,
neste Museu, outros programas de teatro em movimento, desta vez, com o objectivo de exploração dos espaços
e cenografias museológicas. Também a música e outras sonoridades têm sido utilizadas na animação e
vivificação deste espaço museológico. Cremos que o desenvolvimento de actividades com recurso a diferentes
áreas disciplinares, certamente irá mediar saberes e fazeres, promovendo uma maior diversidade e
sustentabilidade social da instituição museal e dos especialistas nas tradicionais artes de palco pelo que
importa equacionar experiências e potencializar sectores privilegiados em termos de comunicação.
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Micaela Casaca Sécio – Moinho do Cais – da Recuperação à Musealização, Museu Municipal de Montijo,
Portugal.
Biografia: Responsável pelo Serviço Educativo do Museu Municipal de Montijo; Professora de Museus e
Património na Universidade Sénior de Montijo; Técnica Responsável pelo Museu Etnográfico de Canha de
Janeiro de 2008 a Janeiro de 2009; Coordenadora temporária do Museu Municipal de Montijo no período de 2 de
Julho de 2005 a 30 de Setembro de 2006, onde teve a responsabilidade de todas as actividades desenvolvidas
pelo referido museu durante esse período (por exemplo todas as actividades pedagógicas e duas exposições
temporárias); Técnica Superior na Divisão Social, Cultural e de Ensino / Gabinete de Apoio ao Ensino da Câmara
Municipal de Montijo, de 1 de Junho de 2001 a 30 de Maio de 2003, com as funções de investigação, estudo,
concepção e adaptação de métodos e processos cientifico – técnicos, de âmbito geral ou especializado, tendo
em vista informar a decisão superior, nomeadamente em Projectos Pedagógicos de âmbito geral direccionados
aos alunos do ensino básico.
Resumo: O presente estudo é uma proposta de intervenção museológica num moinho de maré do concelho de
Montijo – Moinho do Cais. Ao longo do trabalho houve a preocupação em contextualizar a unidade patrimonial
que foi alvo de estudo. Assim, efectuou-se um enquadramento histórico-geográfico do concelho em que está
inserida, uma breve descrição de moinhos de maré, inclusive do seu funcionamento e contextualizou-se o
Moinho do Cais integrando-o nos moinhos de maré do concelho de Montijo e nos do Estuário do Tejo.
Apostando-se nas correntes museológicas da Nova Museologia com ênfase na Sociomuseologia, elaborou-se uma
sugestão programática para o património em estudo, seguindo estratégicas do processo museológico. A
definição do conceito gerador desta proposta de musealização baseia-se na comunicação e como esta será um
meio eficaz para a preservação do Moinho do Cais.
Museus, Património e Conservação Preventiva / Museos, Patrimonio y Conservación Preventiva
Ana Carina da Silva Romão – Contributo para a organização e programação das reservas visitáveis de química
do Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, Museu de Ciência da Universidade de Lisboa (MCUL),
Portugal.
Biografia: Experiência de trabalho e competências profissionais desenvolvidas em instituições culturais,
adquiridas a partir dos anos de colaboração com o Sector de Extensão Cultural do Museu Nacional de
Arqueologia (1998 a 2005), da experiência laboral decorrente no Sector de Educação do Museu Nacional do
Traje (2005 a 2007) e actualmente pelo trabalho e investigação desempenhados no âmbito da bolsa de
investigação no Museu de Ciência da Universidade de Lisboa (desde Julho de 2007).
Resumo: O Museu de Ciência da Universidade de Lisboa pretende reorganizar a colecção de Química num dos
laboratórios anexos ao Laboratorio Chimico oitocentista, recentemente restaurado. A colecção de Química, a
maior do país e uma das maiores da Europa para o século XIX, é composta por cerca de 3,000 peças, das quais
apenas 10% estão actualmente expostas. O restante será tornado acessível, sobretudo a investigadores, sob a
forma de ‘reserva visitável’, entre 2009 e 2010. A reorganização da colecção no espaço recuperado onde
originalmente foi utilizada durante mais de 120 anos e a programação da respectiva ‘reserva visitável’
levantam questões interessantes do ponto de vista museológico e de história das colecções. Esta comunicação
enquadra-se num estudo recentemente iniciado sobre esta problemática e discutirá aspectos como: a) o estudo
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da colecção e do espaço oitocentista, recuperado à traça, que lhe está destinado; b) o conceito de reserva
visitável, especialmente nos aspectos de organização e tipologia; e c) análise sucinta dos interesses do target
audience (investigadores da História da Ciência, em particular da Química). Pretende-se contribuir para a
futura construção de um sistema de organização tipológica, cronológica e funcional do espaço, de distribuição
e contextualização dos objectos e de organização de equipamentos museográficos. Este estudo, para além de
constituir um contributo para a investigação na área da museologia, contribui igualmente para a conclusão da
requalificação e valorização do património científico integrado do Laboratorio Chimico.
Museus, Gestão e Empreendedorismo / Museos, Gestión y Emprendedorismo
Isa Dora Lélis Lopes Silva – Preservação do Património Cultural Como Vector do Desenvolvimento do Turismo
em Cabo Verde, Instituto da Investigação e do Património Cultural, Cabo Verde.
Biografia: Docência nas disciplinas de Geografia e Homem e Ambiente na Escola Secundária Dr. José Augusto
Pinto durante três anos lectivos (2001-2004), Direcção da revista cultural Dá Fala (2005-2006), secretária da
Associação de Ténis de São Vicente (desde 2007). Técnica superior do IIPC a partir de 2004. Domínio de línguas:
inglesa, francesa e espanhola a nível de conversação.
Resumo: Este trabalho pretende percorrer os contextos históricos e sociais do património cultural, focando,
deste modo, momentos estruturantes da identidade cabo-verdiana, bem como o papel preponderante das
camadas intelectuais em cada contexto. Com esta aproximação, pretende-se compreender as bases ideológicas
determinantes daquilo que é considerado património cultural de Cabo Verde. Com isso, identificar as políticas
culturais, bem como as relações de poder a elas relacionadas e aquilo que é difundido como sendo património
cultural. Para isso, utilizou-se o exemplo do ex-Centro Nacional de Artesanato (CNA) (1976-1997), em São
Vicente, como uma instituição cultural inédita no país, pelo papel preponderante na investigação, na
preservação e na divulgação da cultura cabo-verdiana. O CNA, extinto em 1997, vem, posteriormente, dar
origem a um projecto museológico que consiste na continuação do trabalho do extinto centro, direccionado
para investigação e na divulgação da cultura. Posto isto, o objectivo final consiste em demonstrar que o
sucesso do turismo cultural em Cabo Verde depende de como é trabalhado e divulgado a sua cultura. Deste
modo, provar que a promoção do turismo cultural deve ser um trabalho integrado entre agentes turísticos e
autoridades da área de cultura, bem como institutos ligados à investigação cultural.
………………………………………………………………………………………………………………………………………………………
DIA 2: Terça-feira, 13 de Outubro de 2009 / Día 2: Martes, 13 octubre del 2009
APRESENTAÇOES DA MANHA
10h45-11h15
Museus, colecções e património / Museos, Colecciones y Patrimonio
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Lígia Afonso – Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea. Programar para descentralizar. Políticas
culturais, autarquia e comunidades, Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea / Fundação Calouste
Gulbenkian, Portugal.
Biografia: Licenciada em História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova
de Lisboa e Mestre em Museologia e Património pela mesma faculdade, com dissertação orientada pela Prof.
Doutora Raquel Henriques da Silva e realizada com o apoio de uma bolsa de investigação da Fundação para a
Ciência e Tecnologia. Colabora com o Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão da Fundação Calouste
Gulbenkian desde 2004; e é formadora e consultora do Museu de Arte Contemporânea de Elvas. Desenvolveu
com o Instituto Camões, o Centro de Arte Moderna José Azeredo Perdigão, a Casa da Cerca e o BESart, entre
outros, projectos de investigação, exposição. Coordena os inventários das obras de Rogério Ribeiro, sediado na
Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, e de Jorge Varanda, para o Serviço de Belas Artes da Fundação
Calouste Gulbenkian. É membro da equipa de redacção da revista artecapital.net, onde publica artigos críticos,
de perspectiva e opinião sobre arte contemporânea nacional e internacional. Integrou, a convite do British
Council, o programa “Frieze Visual Art Curators Showcase 08”. Foi residente da Associação Cultural Zé dos Bois,
integrada num grupo transdisciplinar de criadores (Dezembro 2008 - Março de 2009). Comissariou a exposição
“A Escolha da Crítica” para a Plataforma Revólver (Março – Maio 2009).
Resumo: Constituindo a sua localização, em termos paisagísticos, um inequívoco atractivo pela surpreendente
perspectiva de observação da Cidade de Lisboa, e o seu edifício, classificado pelo IPPAR como Imóvel de
Interesse Público, um histórico documento da arquitectura portuguesa civil da sua época, a Casa da Cerca pode
ser entendida enquanto uma metáfora da sua própria existência, sentido e dimensão cultural alargada.
Cenograficamente voltado sobre Lisboa, o seu corpo edificado questiona a centralidade da periferia, e a sua
programação, desenvolvida em torno dos núcleos Museu/Exposições e Centro de Documentação/Informação e
motivada pela criação de um acervo municipal no campo das Artes Plásticas que privilegiasse o desenho,
procura e reclama o seu espaço próprio. Programar cultura serve hoje a necessidade de colocação de uma
cidade no mapa. Descentralizar, reforçando a qualidade hegemónica do centro a partir do alargamento
geográfico dos níveis de acessibilidade aos seus bens culturais, ou deslocalizar, validando, pela autonomia,
acertividade e identidade programática expressas, uma dinâmica construtiva, intrínseca e auto-despoletada, é
a questão aqui colocada enquanto subtexto, subalternizado a uma reflexão monográfica necessária, que possa
servir e beneficiar, nas suas intenções metodológicas e analíticas, enquanto veículo comparativo de situações
periféricas congéneres. A reflexão crítica alargada sobre a Cerca como objecto patrimonial, museológico e
comunitário de referência era inexistente e foi essa lacuna que justificou a pertinência da investigação que
sustenta agora esta comunicação. O objectivo decorre de uma problemática latente, que se prende com a
incapacidade crítica das instituições culturais sobre si próprias, desconhecendo-se inclusivamente ao espelho.
Mafalda Pinheiro Pereira – Memórias de artesãos filigraneiros de Gondomar. Um património a musealizar?,
Portugal.
Biografia: Organização e gestão de colecções museológicas; Desenvolve trabalhos de Investigação, Estudo,
Interpretação, Inventariação e Documentação do acervo museológico; Controle do Estado de Conservação do
espólio: identificação de sinais patológicos e de intervenções prioritárias; controle e medição das condições
ambientais e de luminosidade: rotinas de manutenção; tratamento ambiental e controle de equipamento
técnico; Acompanhamento, manutenção e renovação das colecções patentes nas exposições permanentes;
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Integração na equipa de produção e montagem de exposições temporárias: manuseamento, acondicionamento,
transporte e exposição do acervo; acuidade na selecção de materiais, equipamentos, mobiliário e tipo de
iluminação ajustados ao espólio museológico; Apoio na organização, promoção e execução de Acções Culturais
e de Sensibilização que promovem a cultura da imagem da instituição cultural; Integração e execução de
acções e de Projectos Culturais executados no Museu; Afectação ao Projecto de Concepção e Implementação
do Núcleo Museológico, de carácter permanente “Metamorfose de um Lugar”; Apoio no Serviço Educativo e de
Animação (visitas guiadas); Apoio na Biblioteca da Alfândega; Apoio na divulgação das actividades
desenvolvidas pela instituição museológica (Acções de Comunicação, Promoção de contactos com Instituições e
Órgãos de Comunicação Social; Divulgação exterior; Elaboração, actualização e inserção de notícias on-line, de
Newsletter´s e integração na equipa de redacção do Jornal do Museu).
Resumo: A Dissertação de Mestrado em Museologia subordinada ao tema Memórias de artesãos filigraneiros de
Gondomar. Um património a musealizar?, realizada e apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do
Porto em 2008, consignou-se ao estudo da temática da filigrana no concelho de Gondomar, por meio da
recolha, análise e interpretação de testemunhos orais de artesãos filigraneiros. Analisando em termos
histórico-culturais a tradição de trabalhar o ouro no Noroeste Peninsular e, mais concretamente, na província
do Douro Litoral, exploramos a sua vertente técnica e simbólica, quer o seu cariz de arte popular, por
excelência, e representativa da identidade nacional, quer a simbologia que ostenta no uso tradicional e nas
formas nas quais se reproduz. Considerando a urgência de salvaguarda desta arte, face às novas contingências
históricas e ao desaparecimento dos seus mais directos intervenientes, reveste-se de máxima importância ir ao
encontro dos últimos guardiães deste saber. Deste modo alertamos para a necessidade de valorização de um
património imaterial, lançando alguns reptos com vista a uma futura musealização, argumentando as
implicações de várias estratégias no reforço da identidade sociocultural da comunidade e do concelho de
Gondomar.
Marco Antonio Xavier – Materializando o Intangível como Patrimônio de um Povo, Universidade de São Paulo,
Brasil.
Biografia: Formado em História, com MSc (Mestrado em Ciências) em História Social na Faculdade de Filosofia,
Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e Especialização em Museologia no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE),
ambos da Universidade de São Paulo (USP). Trabalhou em diversos museus e centros de preservação do
patrimônio, entre eles o Memorial do Imigrante, o Museu da Língua Portuguesa e o Arquivo do Estado (São
Paulo). No primeiro foi responsável pela curadoria de mais de 40 exposições e mostras; no MLP atuou como
educador e foi pesquisador/documentalista no terceiro. Foi curador em diversas exposições além daquelas no
MI. Participou como convidado em seminários e palestras, tanto no Brasil como no exterior, e tem trabalhos e
artigos publicados sobre imigração e preservação de patrimônio urbano. É fluente em inglês e espanhol, além
de compreensão de francês e italiano.
Resumo: Entendo que museus devem ser agentes e/ou resultado de mudanças sociais, capazes de promover e
auxiliar o desenvolvimento dos grupos humanos relacionados com ele, de maneira direta ou indireta. Mas nem
sempre é o que acontece. Poucos museus geram mudanças no seu entorno e no cotidiano de seu público.
Geralmente, suas ações se encerram dentro de seus limites físicos, e do perfil do público que o frequenta.
Parte desta falta de interatividade pode estar nos seus acervos, distanciados da realidade em que surgiram (ou
foram criados) e/ou na qual estão expostos, além da percepção que temos deles. Analisando o caso do Museu
da Língua Portuguesa (MLP – São Paulo – Brasil), há um fator relevante: seu acervo (língua portuguesa) é
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“imaterial”, já que não é um objeto que possamos colocar numa vitrine, mas algo que perpassa o cotidiano da
sociedade. Este “acervo”, apesar de “imaterial” (ou por causa disso), é extremamente dinâmico e no MLP é
tratado como patrimônio de um povo (os lusófonos) e se formou (e transformou este povo) num processo
histórico único. A língua, por si só, não é um “objeto de museu”, aliás, nada é previamente definido como
“objeto de museu”; só depois da atuação, percepção e valoração que alguém fez de alguma coisa, é que esta
“coisa” poderá vir a se tornar um “objeto de museu”, apesar de que qualquer coisa possa ser musealizada. Fica
a pergunta: Seria o MLP realmente um Museu ou um Centro de Interpretação? Isso é o que discutirá esta
comunicação.
Mariana Pereira – A tecelagem: representações em museus, Faculdade de Letras da Fundação Universidade do
Porto, Portugal.
Biografia: Recém licenciada em Arqueologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. No momento
frequento o 1º ano do Mestrado de Arqueologia na mesma instituição. Apresentei uma comunicação nas II
Jornadas para Jovens Investigadores em Arqueologia (JIA), realizadas neste ano de 2009 em Madrid, com o
título “Weaving in the III millennium b.C. Contribution to a future archaeological experiment”, dentro da
sessão de Experimentación en Arqueología.
Resumo: Os “pesos de tear” são objectos variados relacionados à tecelagem, e apresentados em alguns museus
de Portugal, como objectos individuais, ou em conjunto, e provenientes de vários sítios arqueológicos, por
vezes associados a uma reconstituição de um tear vertical. Porém, pouco mais se explora e questiona. De
facto, o modo como os pesos são presos ao tear é algo desconhecido, bem como a relação entre as diversas
formas que são encontradas. Neste sentido, como são expostos os pesos de tear, principalmente os associados
a épocas anteriores à vinda dos Romanos para Portugal? Neste poster, apresentar-se-ão alguns exemplos de
reconstituições de teares verticais em museus, bem como da apresentação dos “pesos”. Irá principalmente ser
focado o modo como tanto os teares como os pesos são expostos e explicados ao público. Como se apresenta
algo sobre o qual não há certezas, mas que aparenta mostrar alguma familiaridade?
Museus, Espaço e Comunicação / Museos, Espacio y Comunicación
Elisabet Carceller – Módulos interactivos nos museus. Exemplos e conselhos práticos, Portugal.
Biografia: Desde 2001 tenho trabalhado em diferentes instituições, sempre ligadas à área cultural. Posso
destacar as colaborações realizadas no Museu de Arte de Sabadell (exposição Èczema. Del textualisme a la
posmodernitat. 1978-1984 e Cd-rom La col·lecció. 1875-1936), no Centro de Cultura Contemporânea de
Barcelona (CCCB) onde trabalhei no Departamento de Exposições e na Televisão Espanhola – Catalunha, onde
trabalhei como documentalista e coordenadora internacional de direitos de autor da série documental Dalí
1904-1989. Cheguei a Portugal em 2005. Entre esse ano e 2008 trabalhei na Biblioteca da Ajuda, realizando
entre outras, tarefas de coordenação de exposições e actividades didácticas. Em Outubro de 2008 decidi iniciar
actividade por conta própria na área da museografia. Actualmente estou a realizar projectos expositivos para o
Museu de Lanifícos, da Covilhã, e para a Câmara de Torres Vedras.
Resumo: A presente proposta de poster tem como objectivo tratar de diferentes opções de interactividade nos
museus, dando especial ênfase a exemplos de interactividade que consideramos bem-sucedidos. Os exemplos
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serão de museus de áreas diversas (ciência, história, arte, etc. ) e abrangerão tipologias de interactivos
díspares (interactivos manuais, multimédia, propostas experienciais, etc.).
Igualmente, apontar-se-ão alguns conselhos a ter em conta relativamente à localização dos interactivos nas
áreas expositivas e à construção dos módulos, tratando-se aspectos como o retorno, os materiais a utilizar e
outras problemáticas que tem que ser pensadas na fase de concepção dos interactivos para o seu bom
funcionamento.
Fábio Alves Figueiredo de Almeida – Outras Histórias: uma experiência museológica na América Latina,
Universidade de São Paulo, Brasil.
Biografia: Publicações: Iolkói, Zilda (org). Museu como espaço de produção do conhecimento e existência. IN: A
Escola no mundo contemporâneo (2009); Projeto Outras Histórias – A história nas mãos da comunidade –
SIINCUSP (2008); Na força do Axé, o Senhor é Santo – Graduação em campo/ USP (2008). Coordenador
Pedagógico e Educador: Instituto Eurofarma: Novos Olhares sobre museus;
Museu de Arqueologia e Etnologia/ USP: Projeto Outras Histórias (2007/2009); MAE e Inclusão Social
(2005/2008); Instituto Paulo Freire: Programa Escola Cidadã de Osasco; Oficinas Artísticas e Culturais (2007);
IPHAN e Fiocruz: Observatório de Museus e Centros Culturais (2006).
Resumo: O Projeto Outras Histórias foi realizado em 2007 e 2008 em bairros da periferia da cidade de Osasco
(São Paulo/ Brasil), como projeto de extensão universitária da Universidade de São Paulo. Idealizado por
estudantes dessa universidade, este projeto tinha por objetivo a criação de exposições sobre a história dos
moradores de favelas, a partir de narrativas de idosos coletadas em entrevistas realizadas por estudantes do
Ensino Médio (15 à 17 anos), também moradores dessas favelas. A proposta era devorar os conhecimentos
adquiridos sobre Museus de forma que os “estudantes-museológos” pudessem reinventar uma comunicação que
contemplassem sua leitura do mundo, seus conhecimentos culturais, expressões próprias das periferias e as
outras histórias que recriavam a história de (trans) formação do espaço em que eles vivem. Foi realizado um
planejamento com base em textos de museologia para que os estudantes pudessem ter um primeiro contato
com conceitos museológicos, ainda desconhecidos pela maioria. A distância entre periferia e museus foi
responsável pela maior dificuldade em implementar o projeto em questão. Os estudantes não possuíam
interesse em devorar museus, posto que, a instituição se localiza muito distante desses sujeitos
(geograficamente e simbolicamente). Foram necessárias intervenções no espaço escolar marcado pela ordem,
grades e salas lotadas: foram realizadas comunicações sobre História oral e Museus Contemporâneos para
despertar o desejo de apropriação dessa instituição por parte dos estudantes.
Por fim, foi apresentada nas periferias de Osasco uma comunicação itinerante que se completava a cada
montagem, com a coleta de novas outras histórias desconhecidas de sujeitos comuns. Foi a primeira
experiência desse tipo na região, criando uma exposição em que curadores e público se identificaram com a
nova forma criada e o conteúdo apresentado. A Exposição Outras Histórias foi um instrumento político de
intervenção no espaço periférico da cidade, aproximando o museu dessas comunidades, tornando os sujeitos
que a visitavam, atores da (trans) formação do espaço em que vivem e da sua própria história.
José Miguel Raimundo Noras – A propósito de uma exposição sobre Amílcar Pinto: idéias de museu na
cidade, ISLA de Santarém, Portugal.
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Biografia: licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), desde 2005. Foi
membro do Conselho Directivo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e da Assembleia da
Universidade. Foi membro do Núcleo de Estudantes de Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
(NEFLUC), colaborou com a Comissão Organizadora da Queima das Fitas, em 2004 e em 2005. Esteve ligado à
génese do I Encontro Nacional de Estudantes de História (ENEH, Coimbra 2005), em cuja organização
colaborou. Fez parte do Conselho Consultivo da Comissão Organizadora do II ENEH (Santarém, 2007). Foi
colaborador do jornal “A Cabra” e chefe de redacção da revista “RELER – Revista dos Estudantes da Faculdade
de Letras”. Autor do seminário de licenciatura “O crepúsculo da memória na sociedade contemporânea – que
limites éticos para os discursos memorativos?”, tendo vindo a participar com comunicações em vários
encontros, conferências e jornadas nas áreas da história e do património. Colaborou, regularmente, em várias
publicações periódicas, como por exemplo: no jornal O Ribatejo ou na revista Nazaré InForma. Entre 2006 e
2007 foi estagiário do Museu Rural e do Vinho do Concelho do Concelho do Cartaxo. Em Março de 2008 foi-lhe
atribuído o Prémio do III ENEH (Évora, 2008), na categoria de História da Arte, com a obra “Cenas da Vida de
um Cine-teatro – o Teatro Rosa de Santarém”. Encontra-se presentemente a realizar o mestrado em História da
Arte, na FLUC, com a dissertação “Amílcar Pinto e arquitectura portuguesa da primeira metade do século XX”.
Desde Abril de 2009, exerce funções de Formador, na área da Cidadania e Profissionalidade, no Centro de
Novas Oportunidades do ISLA de Santarém.
Resumo: De início, propomos uma apresentação sumária da obra do arquitecto Amílcar Pinto, a qual foi
objecto de uma recente investigação, bem como da metodologia utilizada na mesma. Pretendemos, depois,
reflectir sob a forma pela qual a investigação sustenta a abordagem expositiva das nossas propostas. Neste
caso, trata-se de um projecto de divulgação do espólio de Amílcar Pinto (recém-descoberto), através da
realização de uma exposição temporária. A concepção da exposição prevê a sua realização no inteiror de uma
das obras do arquitecto — designadamente o Café Central de Santarém (actualmente encerrado ao público).
Desta forma, o espaço, enquanto obra de Amílcar Pinto, assume-se também como objecto do programa
expositivo. De ponto de vista teórico, propomos que esta experiência possa servir para duas linhas de reflexão.
A primeira, vinculada ao espaço expositivo. Problematizando as formas e as possibilidades de o “museu vir à
cidade”, realizando as suas actividades em diferentes espaços do quotidiano. A segunda abordagem relacionase com objecto da exposição. Na realidade, para além da obra, a exposição programada pretenderá também
vislumbrar a vida e o quotidiano de Amílcar Pinto. Nesse sentido, equacionamos como esta abordagem se
poderá relacionar com experiências mais recentes no campo da museologia — como por exemplo o projecto
Museu da Pessoa, neste contexto associado a uma dinâmica retrospectiva.
Helena Dinamene Duarte Gomes Simões Baltazar – Os turistas no museu: (dis) ou indispensáveis? O caso do
Museu de Alberto Sampaio em Guimarães, Faculdade de Letras da Fundação Universidade do Porto, Portugal.
Biografia: Trabalho desde 1991 como free lancer, na área do turismo cultural, concebendo programas de visita
ao património nacional, para turistas nacionais e estrangeiros, e acompanhando essas mesmas visitas enquanto
guia-intérprete oficial (carteira profissional desde 1991). Para além disso, acompanho com regularidade
equipas de TV e jornalistas estrangeiros interessados em escrever artigos ou realizar reportagens sobre
património turístico português e desloco-me anualmente a diferentes países estrangeiros, em representação da
marca "Porto e Norte de Portugal", promovendo Portugal enquanto destino turístico cultural. Dou também
formação na área do Turismo em diferentes instituições desde 1996.
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Resumo: A partir da análise de três possíveis factores, responsáveis pelo número reduzido de turistas no Museu
de Alberto Sampaio em Guimarães, nomeadamente um perfil de turistas desinteressado na escolha do museu
como local de visita; o desconhecimento da sua existência por parte dos potenciais visitantes; uma política de
divulgação da instituição e serviços desadequados; apontaram-se soluções para resolver o problema e inverter
esta tendência. Paralelamente, provou-se a conveniência de tratar os turistas como um segmento de público,
diferenciado dos restantes visitantes dos museus, demonstrando de que forma, a especificidade do que
designei “estar turista” influencia os consumos culturais escolhidos.
Paulo Roberto Sabino – Eficiência no Design de Exposições: uma pesquisa exploratória no Museu da Língua
Portuguesa, Serviço Social do Comércio – SESC, São Paulo, Brasil.
Biografia: Sou graduado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Santa Cecília (UNISANTA) desde 2001.
Possuo especialização em Publicidade e Mercado pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São
Paulo (ECA-USP), de 2004-05 e pós-graduação lato sensu em Museologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia
(MAE-USP), 2005-06. Em todos os cursos citados apresentei pesquisas que tiveram como objeto o museu ou
conceitos museológicos analisados através de diversos enfoques como a publicidade, o marketing e a
historicidade do fenômeno museal. Em 2008 iniciei o mestrado em Design no Centro Universitário SENAC, onde
desenvolvo pesquisa sobre a influência pós-moderna no design de exposições, sob orientação da Prof. Dra.
Daniela Kutschat Hanns. No campo profissional atuo como designer gráfico desde 1995, realizando trabalhos
editoriais e publicitários. Desde 1998, trabalho no Serviço Social do Comércio (SESC-SP), instituição
reconhecida internacionalmente por sua atuação na área da cultura e do lazer. No SESC realizo trabalhos de
programação visual e planejamento gráfico para espetáculos, shows e exposições. Participo de atividades
relacionadas ao acervo de obras de arte da instituição com o objetivo de aprimorar a comunicação deste com o
público.
Resumo: Este artigo apresenta a metodologia e os resultados iniciais da pesquisa exploratória de observação
realizada no Museu da Língua Portuguesa, visando identificar elementos de design contidos no espaço
expositivo que interferem e/ou influenciam a visita do público ao museu. Nesta primeira abordagem foi
realizado o acompanhamento do visitante no segundo andar do museu visando observar a relação destes com o
espaço e seus elementos. Esta pesquisa integra o projeto de dissertação de mestrado em Design desenvolvido
no Centro Universitário SENAC, cuja proposta é analisar a influência dos conceitos pós-modernos nos projetos
expositivos contemporâneos de museus e centros culturais, considerando a Museologia como um fator de
transformação da sociedade por meio da comunicação e preservação do patrimônio. Assim, o trabalho
considera a relação entre os visitantes e os variados elementos utilizados em diversas exposições, como
recursos audiovisuais e interativos, uma forma de desenvolvimento social que se dá por meio da proposta
museológica apresentada ao visitante através do design de exposições. Para tanto, será realizado um estudo de
caso do Museu da Língua Portuguesa, localizado na cidade de São Paulo (Brasil), que além de possuir como
acervo um patrimônio imaterial, a língua, possui ainda diversos elementos conceituais abordados pelos autores
que tratam a questão pós-moderna, como os totens interativos sobre as línguas que deram origem ou foram
influenciados pela língua portuguesa.
Reginaldo Barcelos - Arqueologia Histórica no Museu do Ouro de Sabará e a musealização in situ, Fundação
Universidade do Porto / International Fellowship Program – Ford Foundation, Brasil / Portugal.
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Biografia: Possui graduação em História, especialização em História da Cultura e da Arte, ambos pela
Universidade Federal de Minas Gerais e, atualmente, cursa o mestrado em Arqueologia na Universidade do
Porto, como bolsista do International Fellowship Program da Ford Foundation. Atuou como Gerente de
Patrimônio Cultural e Natural da Prefeitura Municipal da cidade histórica de Sabará no Estado brasileiro de
Minas Gerais, Brasil. Presidiu o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural e Natural de Sabará na gestão
2005-2008, atou como coordenador técnico na restauração de bens culturais imóveis, foi assistente pesquisador
na unidade museológica Museu do Ouro, através do Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional
(IPHAN), foi diretor de cultura da Organização Não-Governamental Leão. Tem interesse principalmente nos
seguintes temas: cultura, desenvolvimento cultural, gestão do patrimônio cultural e educação patrimonial.
Resumo: Este Poster, em resumo, tem como finalidade prover, inicialmente a título de explicação, as
intenções, considerações e procedimentos a serem adotados na musealização das estruturas arqueológicas in
situ provenientes das escavações arqueológicas realizadas em terreno anexo ao Museu do Ouro em Sabará,
Minas Gerais, Brasil, tendo em vista a construção de edifício para ampliação das atividades do referido museu.
Pretendemos proporcionar uma visão geral da história e da significância do sítio arqueológico, identificando
alguns conceitos que dirigem e informam sobre musealização de sítios arqueológicos históricos e educação
patrimonial. Incluímos uma discussão sobre conceitos da “Museologia Contemporânea” no que diz respeito à
arqueologia. Detalhamos o programa de musealização das estruturas arqueológicas, bem como as estratégias
museais que podem ser adotadas na sua implantação e concretização, tais como medidas preventivas
(estabilização, manutenção e exposição segura) e medidas de tratamento (limpeza e intervenções para reduzir
a taxa de deterioração). Ressaltamos que fomos motivados na elaboração dessa comunicação pelo projeto de
construção de um novo edifício para hospedar reserva técnica e sala multiuso para o Museu do Ouro. O terreno,
cuja superfície é de mais ou menos 800 metros quadrados, é anexo ao prédio onde funciona o Museu do Ouro e,
no qual, a Coroa Portuguesa instalou uma das mais profícuas Casas de Fundição e Intendência do Ouro do Brasil
colonial. Nas escavações ocorridas no local da intervenção foram encontradas estruturas arqueológicas que
podem vir a elencar como novos atrativos para o museu, além de possuírem relevância científica,
singularidade, bom estado de conservação e valorização social da comunidade.
Museus, Património e Conservação Preventiva / Museos, Patrimonio y Conservación Preventiva
Carla Alexandra da Conceição Santos Tomás; Carla Assunção Ferreira Abreu – Conservação de fósseis de
vertebrados – uma ciência a desenvolver em Portugal, GEAL- Museu da Lourinha, Portugal.
Biografia: Carla Alexandra da Conceição Santos Tomás é licenciada em Geologia – ramo científico (préBolonha) e mestranda em geociências, pela Universidade de Coimbra. Encontro-me no ano de dissertação.
Desde Fevereiro de 2005, funcionária do GEAL – Museu da Lourinhã, exercendo funções no Laboratório de
Paleontologia. Trabalha na conservação de fósseis e de restos osteológicos não-fossilizados. Fiz formação em
preparação de fósseis e na realização de réplicas com técnicos da Universidade de Bristol, Museu de Munster
(Alemanha) e da empresa Creatures&Features. Actualmente é editora científica da revista “Journal of
Paleontological Techniques”. Carla Assunção Ferreira Abreu é conservadora do Museu da Lourinhã. Licenciada
em História (variante Património Cultural) na Universidade de Évora (2000). Mestranda em Museologia na
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Desenvolveu trabalhos na área da
museografia no Museu de Évora e para o Museu do Artesanato da Região de Turismo de Évora (1999-2001).
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Desde 2002 que desempenha funções de tratamento museográfico das colecções de arqueologia e etnografia do
Museu da Lourinha.
Resumo: São vários os museus em Portugal que contêm colecções de história natural, em particular de fósseis.
Contudo, são raros os casos de instituições que dão a devida atenção à conservação destas peças, que estão
longe de ser objectos inertes e sem qualquer interacção com o ambiente. Conservação, no contexto da
Paleontologia de Vertebrados, é a ciência que visa a preservação de espécimes de forma a que a sua
estabilidade e valor científico estejam salvaguardados a longo prazo. O caso de restos osteológicos é
particularmente sensível já que estes são entidades biogeoquímicas, apresentando uma duplicidade na sua
constituição. São ossos mineralizados e mantêm uma componente orgânica vestigial. A regra da conservação
que dita que não sejam feitas intervenções irreversíveis, é de dificil aplicação. Pequenas medidas de
estabilização da componente mineralizada do osso podem comprometer a integridade da fracção orgânica e
inviabilizar estudos da mesma com recurso a novas tecnologias. Intervenções sobre a matéria orgânica podem
conduzir à destruição da matéria inorgânica. É enorme o desafio da manutenção da estabilidade de um osso
fossilizado e do equílibrio entre a entidade biológica e a entidade geológica que o osso encerra
simultaneamente. Justifica-se um investimento urgente na investigação de novas técnicas e materiais de
preparação de fósseis por parte dos museus de história natural em Portugal. Sendo igualmente preemente que
as universidades que leccionam disciplinas de Paleontologia incluam nos seus programas curriculares algumas
noções de conservação de fósseis de vertebrados, sensibilizando futuros paleontólogos para a importância
inegável de uma preparação laboratorial rigorosa e responsável.
Museus, Gestão e Empreendedorismo / Museos, Gestión y Emprendedorismo
Isabel Rodrigues – Que Museu para S.Tomé? O seu Papel no Desenvolvimento Local – Análise in locum,
Museu de Etnologia do Porto, Portugal.
Biografia: A desenvolver investigação e trabalho inerente ao museu e ás suas coleçcões desde 1989, na área da
etnologia.Também tem desenvolvido trabalho na área da etnologia africana, em S.Tomé, participado em
congressos.
Resumo: Notas etnográficas
Na população local, há uma banalização dos conhecimentos sobre as propriedades terapêuticas das espécies
botânicas. Os terapeutas tradicionais, os stlijon são fazedores da ontologia e da tradição são-tomense,
desempenhando um papel central de transmissão e reprodução do conhecimento tradicional.
(texto elaborado, com base na leitura da obra de Paulo Valverde Cabral-Máscara, Mato e Morte em S.Tomé)
Propunha uma viagem, uma reflexão sobre os saberes e práticas tradicionais onde se mistura o mítico e o real,
a magia e razão...
Uma viagem, pelo mundo da medicina tradicional, a sua importância na vida das comunidades locais.
-Prespectiva etnobotânica, histórica, etnológica, museológica e de desenvolvimento local.
“O museu deve orientar-se, não apenas para o património material, ligado aos objectos, mas também para o
património humano” formado por indivíduos detentores da memória e do saber fazer, dos conhecimentos que
fazem parte do capital cultural da comunidade”. Hugues De Varine
-O museu, lugar de salvaguarda e gestão da memória, especialmente em África.
-O museu lugar de diversidade cultural, associado à biodiversidade do território de S.Tomé.
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-O museu, lugar de inclusão social e cidadania.
-O museu como potenciador do desenvolvimento local.
Este tema – medicina tradicional versus mindjan mato versus curandeiros é considerado como um dos vectores
cruciais da tradição de S.Tomé,da sua identidade cultural.
“Estou como a ilha:o melhor é sempre o que está por vir.Deixo-te com essa esperança”...
In Lenil Oil,Pedro Rosa Mendes
APRESENTAÇOES DA TARDE
16h00-16h30
Museus, colecções e património / Museos, Colecciones y Patrimonio
Maria Dulce de Oliveira Marques – As Salinas de Alcochete – Perspectivas de musealização, Faculdade de
Letras da Fundação Universidade do Porto, Portugal.
Biografia: Licenciada em História - Variante de Arte e com uma Pós-Graduação em Museologia, pela Faculdade
de Letras da Universidade do Porto. Na mesma escola, prepara a apresentação de provas de Mestrado com a
temática: “O salgado de Alcochete - Percursos de sal: Perspectivas de Musealização”. É docente do Quadro da
escola EB 23 Mouzinho da Silveira onde foi coordenadora do Departamento de História entre 1999 e 2007. Em
Outubro de 2008, participou no “ 3º Seminário Internacional sobre o sal português”, organizado pela Prof.
Doutora Inês Amorim e realizado em Alcácer do Sal, no qual apresentou uma comunicação com o tema: “ O
salgado de Alcochete - as iniciativas de reconstituição paisagística”. Anteriormente desenvolveu vários
projectos no âmbito da museologia e património na Câmara Municipal de Aveiro, destacando-se “Na Rota das
Pirâmides Brancas” um estudo das tradições, artes e costumes da comunidade dos marnotos e o “Projecto de
Musealização da Salina da Troncalhada”. Foi também responsável pela organização do seminário “Aveiro
Memória e Património – Que futuro?” e coordenou a publicação do Boletim Municipal “O património Cultural em
Aveiro”, contribuindo com artigos sobre museologia e projectos museológicos.
Resumo: A investigação desenvolvida no âmbito da dissertação de Mestrado em Museologia, com a temática “O
Salgado de Alcochete - Percursos de sal: Perspectivas de Musealização”, teve como objectivo primordial a
musealização do património das marinhas, como forma de valorizar, preservar e divulgar o salgado de
Alcochete, lugar de memória e de identidade. Neste sentido, tornou-se fundamental uma investigação
preliminar para estudar o salgado enquanto realidade que contribuiu para o desenvolvimento económico, social
e cultural da região. Na primeira parte aborda-se a história do salgado em Portugal e na região de Lisboa para
se contextualizar o salgado de Alcochete. A segunda parte trata do salgado de Alcochete abordando-se as
questões da produção do sal, os seus processos e técnicas, assim como, os aspectos sociais e culturais ligados á
actividade salineira. O trabalho desenvolvido evidenciou o valor patrimonial e cultural das marinhas, tornandose necessário e premente a implementação de um programa integrado de musealização que recupere e
preserve a memória da comunidade alcochetana, actualmente em rápida transformação dadas as alterações
económicas, sociais e até geográficas motivadas pela construção da Ponte Vasco da Gama inaugurada em
1998.
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Maria do Rosário Antunes Rodrigues Martins; Maria Arminda Pereira Miranda – Marcas da vida na colecção do
Museu Antropológico da Universidade de Coimbra, Museu Antropológico / Museu de História Natural da
Universidade de Coimbra, Portugal.
Biografia: Maria Do Rosário Antunes Rodrigues Martins tem Pós-graduação em Museologia, F.L.U.P. e
Licenciatura Ciências Antropológicas e Etnológicas. I. S. C. S. P. Exerce funções de Conservador no MAUC.
Maria Arminda Pereira Miranda tem Licenciatura em História e especialização em Arqueologia. Exerce funções
como responsável do Serviço Educativo no MAUC.
Resumo: A investigação em torno um grupo específico de artefactos pertencentes à colecção angolana do
Museu Antropológico da Universidade de Coimbra permite-nos reflectir sobre a função antropológica da pintura
corporal e de escarificações enquanto modificações de carácter intencional. O tema conduz a uma abrangência
crítica multidisciplinar, referências que explicam, parcialmente, dinâmicas sociais e rituais associadas à análise
de questões que se prendem com alterações de carácter estético ou comportamental. O emprego de matérias
colorantes e a adopção de motivos simbólicos traduzem marcas de mensagens ou de puro adorno, com uma
linguagem codificada, associados ao quotidiano e à espiritualidade. Integrados em rituais de iniciação, são
representações dos antepassados e da continuidade da vida. Nestes contextos as transformações estão sujeitas
a normas específicas, de tal forma que a pertença a um povo, o estatuto, a idade e o papel ritual eram
marcadas no corpo sob a forma de quelóides, permitindo que a mensagem identitária fosse reconhecida. O sol
(tangwa), a lua (kakweji) e o motivo cruciforme (cingelyengelye) são Marcas da vida representadas em
máscaras Cokwe (Angola), femininas e masculinas, que respondem a funções complexas de carácter étnico,
valores que se correlacionam entre indivíduos de sociedades com crenças e costumes afins materializadas,
inclusive, no relevo ideografado das produções esculturais. O cruzamento de aspectos sócioculturais da história
da humanidade, tanto no passado como contemporâneos, o modo como determinados utensílios podem intervir
directa ou indirectamente na pele, modificando-a temporária ou permanentemente, tornam o Museu palco de
múltiplos diálogos transdisciplinares, usando o corpo como forma de comunicar.
Mónica Ramalho Oliveira – Os Globos nas Instituições Portuenses: ciência, coleccionismo e transmissão de
conhecimento nos séculos XVIII e XIX, Faculdade de Letras da Fundação Universidade do Porto, Portugal.
Biografia: Terminei a Licenciatura em Geografia (vertente educativa e cientifica) em Junho de 2002, tendo
elaborado estágio na escola Dr. Joaquim Ferreira Alves em Valadares. Em fase de part-time estive envolvida
no projecto Universidade Júnior, como assessora da organização, onde descobri o mundo dos Museus,
especialmente os Museus Universitários, que me fascinaram quer pela sua potencialidade e capacidade
patrimonial, quer pelo desconhecimento de que padecem. No ano lectivo seguinte estive colocada em Arouca,
onde igualmente me matriculei numa Pós-graduação intitulada Estudos Locais e Regionais- especialização de
construção de Memórias históricas, da responsabilidade do Departamento de História da mui ilustre Faculdade
de Letras da Universidade do Porto. Após este primeiro ano de vertente lectiva, que em muito me auxiliou a
desenvolver um sentido mais apurado na complexidade de metodologia e de uma análise plural, que um
documento exige. Decidi continuar com o processo de estudos, avançando desta forma para uma dissertação
de mestrado, acumulando com uma colocação desta vez em Setúbal, mais especificamente em Azeitão.
Desenvolvi durante dois anos um trabalho de investigação árduo, persistente e metódico, lutando contra as
barreiras institucionais que me debati, desde um desconhecimento profundo do espólio institucional,
permeabilidade de acesso ao espólio de elites, até mesmo do desinteresse instuticional. Este trabalho teve
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breves conclusões na dissertação de mestrado, que agora se sintetiza no poster apresentado, mas que tem um
enorme potencial de trabalho, dada a quase inexistência de trabalhos nesta especialidade.
Resumo: O presente trabalho procura constituir um estudo pioneiro no campo da História da Cartografia
portuguesa, relativamente à análise do espólio cartográfico de globos antigos, especificamente na cidade do
Porto. O intervalo temporal analisado estabelece-se entre os séculos XVIII e XIX, época que marcou
profundamente a cidade portuense, palco de diversos tumultos e influências de cariz politico-económico.
Destacando-se a forte intervenção dos ingleses, que de uma forma muito delicada pauta diagonalmente este
estudo. O estudo é desenvolvido em duas grandes partes, sendo que na primeira apresenta a problematização
do globo como fonte. Encarar o globo como uma fonte plural, manifestou-se necessário dado a riqueza
informativa temática, que se desenvolve muito para além da noção cartográfica e histórica. São consideradas
as influências de carácter multidisciplinar que se versam desde a Astronomia, passando pelo Ensino, entre
outras áreas do saber. São analisadas posteriormente, num segundo ponto, as histórias de vida de cada um dos
globos encontrados na cidade do Porto, reportando-nos para as suas instituições e respectivos papéis que estas
desempenham na sociedade de então e actualmente. A presença deste património nas instituições indicam
através da sua(s) funcionalidade(s) que se podem estabelecer desde a erudição eclesiástica, como instrumento
cientifico do ensino universitário, como propaganda imperial, entre muitas outros usos e propósitos que um
documento cartográfico deste nível encerra na sua complexidade interpretativa. O globo como objecto, dito
histórico ou cientifico, pode ser belo ou único, por possuir recortes de mestria artística ou por ter pertencido a
um sábio famoso, mas é sempre muito mais do que isso e é esse muito mais do que isso que constitui, com
efeito, o critério mais significativo da sua essência, e da sua complexidade como fonte.
Maria do Socorro Reis Lima – A sociabilidade expressa nas máscaras Timbira, Universidade Federal do Pará,
Brasil.
Biografia: Bolsista do Museu Paraense Emílio Goeldi/CNPQ durante a graduação formando uma coleção de
cerâmica popular ribeirinha para o referido museu. Durante o mestrado na Universidade de São Paulo como
bolsista do CNPQ documentei as coleções de esteiras e máscaras-vestimentas indígenas do tronco linguístico Jê
Timbira: os Ramkokamekra e os Kraho do acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP e do Museu
Paraense Emílio Goeldi. Professora universitária.
Resumo: O presente estudo analisa uma categoria artesanal referida como trançado, entendido como todos os
trabalhos de fibras vegetais executados com as mãos. Trata-se das máscaras-esteira e esteiras das coleções
etnográficas Curt Nimuendajú, William Crocker, Harald Schultz, Vilma Chiara e Mª Elisa Ladeira,
confeccionadas pelos Ramkokamekrá e pelos Krahó, grupos campestres da família lingüística Jê-Timbira
oriental. Esses grupos vivem em aldeias com certa permanência e com tecnologia adequada ao ambiente
campestre. Ribeiro (1986) enfatiza a beleza dos trançados Timbira, que são mais úteis do que outras categorias
artesanais, da vida itinerante que outrora os Timbira tinham nos campos e cerrados maranhenses. Realizamos a
documentação (o levantamento, a identificação e a catalogação) das máscaras-esteira e esteiras das coleções
Ramkokamekrá e Krahó, dos museus Emílio Goeldi e de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo
(acervo Museu Paulista e acervo Plínio Ayrosa). A documentação dos trançados Timbira, Ramkokamekrá e
Krahó utiliza as técnicas de documentação museológica concomitantes com as bases teórico-metodológicas da
antropologia social. O estudo descritivo-comparativo baseia-se na manufatura, na matéria-prima, na forma,
nos padrões decorativos e nas técnicas do trançado. A análise considera o contexto sóciocultural e a vinculação
com a esfera religiosa mítico-ritual.
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Museus, Espaço e Comunicação / Museos, Espacio y Comunicación
José António Rodrigues Lima – Museus em «Banda Larga» - Estudo Exploratório sobre Museus, Comunicação
e Novas Acessibilidades, Escola EB 2,3 Professor João Fernandes Pratas, Portugal.
Biografia: Relativamente à minha experiencia profissional tenho a referir que esta não se encontra centrada na
museologia estando mais voltada para as ciências da educação. O meu interesse pela Museologia manifestouse quando me surgiu a possibilidade de poder frequentar um mestrado nesta área, considerando as múltiplas
vantagens que poderão advir de uma relação de reciprocidade, aproximando a Escola e o Museu. O desafio
acentuou-se ao tentar estabelecer caminhos que conduzissem a essa relação, acrescentando a este processo
outras áreas cientificas relacionadas com a qualidade e as novas tecnologias, que em muito poderão contribuir
para uma evolução dos processos museológicos em parceria com os processos de aprendizagem fomentados
pela escola. No decurso da investigação foi fundamental a participação em seminários no âmbito da
Museologia, das Novas Tecnologias, do E-Learning, entre outras, que se revelaram importantíssimas para a
fundamentação de todas as conclusões apresentadas no meu estudo.
Resumo: A evolução constante abre-se a uma constante mudança. Na Museologia essa realidade reflecte-se
necessariamente na forma como as instituições se deverão rever a si próprias. Novas atitudes e procedimentos
são urgentes para satisfazer uma sociedade em constante mutação. Essa mudança nem sempre é pacífica e
exige ousadia. Tendo em conta os valores de missão dos museus para a sociedade e para o indivíduo
especificamente, torna-se necessário perceber a forma como são vistos, promovendo a participação,
garantindo-se assim um maior sucesso que dará um novo sentido à existência dessas instituições. No sentido de
mostrar a forma como o «Museu» é percepcionado por um dado público, iremos observar a «Escola» e os seus
actores directos. Pretendemos aferir a forma como a imagem dos museus é disseminada e qual a importância
desta realidade para alunos e professores. A ascensão das novas tecnologias e sobretudo da Internet alterou
determinantemente o panorama social, devendo as instituições museológicas estar atentas e tirar proveito
dessas transformações. Devem para tal observar os caminhos prováveis a trilhar, numa perspectiva de
aprendizagem e de partilha e, ao mesmo tempo, promover a participação e a colaboração atendendo sempre à
«Qualidade». Porque o museu é hoje muito mais do que um templo de relíquias, de memórias ou uma simples
montra de objectos, importa envolver os indivíduos, quer seja presencial ou virtualmente, num compromisso
que vai para além da simples existência das instituições; dando sempre particular enfoque, ao sensível, ao
contemplativo, ao serviço e à Qualidade.
Julia Rabadán Guillén - Arte Contemporáneo ¿Fuera De Lugar? “Islamic Mirror” En el Museo Santa Clara de
Murcia, Museo Santa Clara, Espanha.
Biografia: Octubre – Diciembre 2008. Prácticas profesionales de Museóloga en la Fundación Rodriguez Acosta de
Granada tras la realización del Máster de Museología de la Universidad de Granada. Octubre de 2006 – Abril de
2008. Empresa Ataurique (octubre y noviembre 2006) y empresa Alquibla S.L. (desde diciembre 2006 hasta abril
2008). Guía de museos para Fundación Cajamurcia en su sede de exposiciones temporales del Centro Cultural
las Claras en Murcia. Junio de 2006 – Actualmente. Empresa Alquibla S.L. Guía de museos en diversos museos
de Murcia, mayoritariamente en el Museo Santa Clara la Real, pero también Museo de Bellas Artes, Museo de
San Juan de Dios y Museo Arqueológico de Murcia.
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Resumen: “Islamic Mirror” es el nombre que recibe la obra de arte contemporáneo realizada por el artista
anglo – indio Anish Kapoor y que ha sido exhibida durante casi 3 meses en el Museo Santa Clara de Murcia. Para
entender la idea de este artículo debemos centrarnos en la pieza y en el espacio. En primer lugar “Islamic
Mirror” es un espejo circular cóncavo compuesto por pequeñas piezas octogonales y cuadradas en las que la
realidad que lo rodea queda reflejada con la intención de crear en el visitante una experiencia conceptual y
estética. Por otro lado, el entorno, el Museo de Santa Clara. Nos encontramos en un espacio singular, tanto por
su distribución espacial como por su contenido. Si bien el Museo se ubica en el convento de clausura Santa
Clara la Real, aun en uso, lo realmente espectacular es su contenido pues a pesar de contar con una de sus
plantas para el arte religioso, la gran sorpresa es que la otra nos habla del período islámico pues se ha
recuperado parte de un palacio musulmán. Precisamente esta dualidad espacial se ha convertido en el enclave
específico de una pieza, que realizada casi 800 años después ha encontrado su lugar. Refleja pasado y presente
y una muestra de que un museo, con una historia cerrada y particular, puede adoptar en su seno, sin romper
con esa armonía, una pieza de arte contemporáneo, convirtiéndose así en un espacio versátil, con infinidad de
lecturas donde pieza y museo se enriquecen mutuamente.
Karina Ocaña Izquierdo – SALUD+CUIDADOS+APRENDIZAJE+DIVERSIÓN, Centro de Difusión de Ciencia y
Tecnologia, México.
Biografia: Estudié Ingeniería en Sistemas Computacionales (1997) y una Maestría en Ingeniería de Cómputo con
especialidad en Sistemas Digitales (2000), ambas en el Instituto Politécnico Nacional (México). En el 2003,
estudié un Diplomado en Estrategias de Inversión en el Instituto Tecnológico Autónomo de México y
posteriormente en el año 2005 cursé un Diplomado en Museología en la Academia Mexicana de Ciencias
Antropológicas. Finalmente, en 2008 obtuve el grado de Maestría en Estudios Internacionales de Museos, en la
Universidad de Gotemburgo (Suecia). Desde el año 2000 trabajo en el Centro de Difusión de Ciencia y
Tecnologia (CeDiCyT-IPN), que es un centro de ciencias perteneciente al Instituto Politécnico Nacional, que
ofrece al público en general una exhibición permanente de equipos interactivos relacionados con la energía,
matemáticas, cómputo y un poco de química. También doy consultoría para proyectos relacionados con la
elaboración y diseño de exhibiciones interactivas para museos y centros de ciencias, así como en proyectos de
creación de este tipo de museos. He colaborado en el diseño, construcción y mantenimiento de exhibiciones
para el Museo de la Luz (México D.F.) y para el Museo “El Rehilete” (Pachuca, Hidalgo México); y en el
proyecto del estudio de viabilidad y recomendaciones para la Nueva Casa de la Tecnología de la Ciudad de
Campeche (Campeche, México).
Resumen: En este trabajo se presenta un proyecto museológico desarrollado en Pachuca, Hidalgo (México); el
cual consiste en vincular un museo interactivo (Museo “El Rehilete”) y un hospital para niños (Hospital del
Niño), esto con el objetivo principal de ofrecer a los pacientes del hospital una terapia alternativa como
complemento de su proceso de curación. Dado que ambas instituciones son miembros muy importantes de la
comunidad local de Pachuca, el proyecto Hospital-Museo tiene diferentes impactos en su entorno social,
teniendo como ingredientes principales: salud, cuidados, aprendizaje y diversión. Todos ellos enfocados en el
bienestar social de la comunidad, especialmente de los niños. El Hospital del Niño albergará las siguientes
áreas: una sala de exhibición para exhibiciones interactivas, una pequeña sala de arte, biblioteca, videoteca, 2
áreas para talleres y una pequeña sala de cómputo; las áreas antes mencionadas serán operadas por el Museo
“El Rehilete”. Este proyecto está totalmente fundamentado en los principios establecidos por la nueva
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museología, especialmente en los relacionados con el papel social que deben desempeñar los espacios
museológicos. En el diseño de nuevos proyectos, los conceptos teóricos son tremendamente útiles, sin
embargo, no siempre la práctica se apega a la teoría, ni la teoría a la práctica y a este tipo de circunstancias
no escapan los proyectos museológicos. Esto puede ser causado por diversos factores que serán discutidos en
este trabajo, en específico para el caso en estudio.
El proyecto Hospital-Museo es de creación reciente, debe crecer y consolidarse como un importante miembro
de su comunidad, pues tiene la gran misión de ofrecer una mejor calidad de vida a niños y jóvenes del estado
de Hidalgo.
Sandra Patrícia de Jesus da Silva – Visita guiada: uma expressão da dimensão educativa, Museu Nacional de
Etnologia, Portugal.
Biografia: Licenciada em Antropologia pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, e desde
1998 é colaboradora do Museu Nacional de Etnologia, onde desenvolve trabalho na área do estudo, inventário e
informatização de colecções etnográficas e na área do serviço educativo.
Resumo: Partindo da ideia que uma das funções do museu é educar, pretende-se abordar a prática da visita
guiada como uma expressão da dimensão educativa do museu, no contexto dos serviços educativos. A escolha
recai sobre este tema, pois, entre a diversidade de iniciativas anunciadas pelas equipas dos serviços
educativos, a expressão visita guiada é a mais comum e consensual; e mesmo perante uma equipa de serviços
educativos reduzida ou inexistente, a visita guiada é geralmente assumida como o serviço mínimo que o museu
anuncia poder garantir. Este texto procura apontar uma política de gestão de um dos campos primordiais de
relação directa com o público, visando igualmente a relevância social do museu enquanto agente educativo.
Sónia Maria Almeida Santos – Museus para Todos, Faculdade de Letras da Fundação Universidade do Porto /
Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, Portugal.
Biografia: Iniciei o meu trajecto profissional na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, onde desde 2005
me encontro a desenvolver projectos no âmbito das acessibilidades e inclusão de pessoas com necessidades
especiais nos programas e actividades dos serviços de educação dos museus.
Resumo: A comunicação visa levar a cabo uma reflexão aprofundada das questões ligadas à acessibilidade, no
que respeita a públicos com necessidades especiais, não no seu âmbito global, mas especificamente no
contexto museológico. A consciencialização para esta problemática tem vindo a aumentar e, desta forma,
torna-se imprescindível que os museus, enquanto espaços socioculturais, aceitem e integrem, no âmbito das
suas missões, a inclusão de todos os públicos e encarem, definitivamente, os deficientes como públicos-alvo a
conquistar, e não apenas uma minoria a satisfazer. A integração e a comunicação são elementos fulcrais em
todo este processo e, por esse motivo, devem constar das agendas e programação dos museus deste século,
dada a sua ligação à sociedade diversificada e heterogénea, que se apresenta como consumidora cultural.
Neste contexto, a inclusão não poderá cingir-se em exclusivo à área arquitectónica, mas, também, a tudo o
que se relaciona com as vertentes comunicacional, informativa e electrónica. Urge que os profissionais de
museus passem a considerar todas estas questões, mostrando uma verdadeira abertura e disponibilidade para a
mudança de conceitos e preceitos orientadores de toda a acção museológica, especificamente no que aos
serviços educativos diz respeito. Conceitos como abertura e acesso devem ser entendidos como concepções
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amplas e globais que não se referem apenas a cidadãos com deficiência, mas pretendem exercer um verdadeiro
papel de inclusão, onde todos cabem e têm um papel a desempenhar.
Museus e Curadoria / Museos y Comisariato
Carla Sofia Ribeiro Dias – Leituras Contemporâneas de Colecções Históricas como Estratégia de
Comunicação dos Museus, Faculdade de Belas Artes da Fundação Universidade do Porto / Museu do Carro
Eléctrico, Portugal.
Biografia: Licenciatura em História - variante de História de Arte, Ramo Educacional. Colaborou, durante todo
o ano de 2000, como estagiária e depois como voluntária na Casa Museu Teixeira Lopes. Aqui desenvolveu a sua
actividade junto dos públicos e na montagem e estudo das exposições temporárias, onde teve a oportunidade
de colaborar na edição dos textos de catálogo. Ainda no ano de 2000 ingressa no Curso de Pós-graduação em
Museologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto que conclui em 2002. Em Setembro de 2001 inicia
a actividade no Museu do Carro Eléctrico como estagiária ao abrigo do programa do Instituto de Emprego e
Formação Profissional e aí conclui o seu estágio curricular do curso de pós-graduação na área de Conservação
Preventiva. Desde aí tem desenvolvido a sua actividade, inicialmente como Registrer do Serviço de Gestão de
Colecções, e actualmente é responsável por este serviço. Em 2008 concluiu o Curso de Mestrado em Estudos
Artísticos - estudos museológicos e curadoriais da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Resumo: A apresentação do tema Leituras Contemporâneas de Colecções Históricas como Estratégia de
Comunicação dos Museus procura dar a conhecer algumas das reflexões realizadas no âmbito da tese de
mestrado com o mesmo título. Esta procurou destacar alguns dos motivos que levam os museus a utilizar a Arte
Contemporânea para desta forma poderem oferecer novas interpretações das suas colecções. Apesar da
reconhecida necessidade de desenvolver uma programação expositiva capaz de comprometer o museu com a
comunidade que o envolve, e que é aqui fundamentada com algumas notas históricas comummente apontadas,
o uso da Arte Contemporânea, como linguagem autónoma no seio da programação dos museus, parece
transforma-se na sua estratégia para comunicar com novos públicos que de outra forma não despertavam o seu
interesse pelas colecções de carácter histórico. No desenvolvimento deste trabalho identificaram-se dois casos
de estudo geograficamente e objectivamente distintos, onde as práticas artísticas contemporâneas permitiram
comunicar com públicos-alvo através da concretização de exposições temporárias. A National Gallery de
Londres e o Museu Nacional de Arte Antiga revelaram-se dois exemplos fundamentais pela forma como
definiram essas estratégias de comunicação. O carácter sistemático e contínuo, que distingue as suas
estratégias de comunicação e as práticas expositivas destes dois exemplos, revela uma intenção de
posicionamento junto da comunidade de acordo com as linhas museológicas actuais, desenvolvendo
actividades, cada vez mais dinâmicas, de aproximação a púbicos diversificados e, simultaneamente,
fornecendo um carácter animador às suas políticas. A Arte Contemporânea, por se revelar detentora do olhar
corrente das questões da sociedade, constitui para esses museus, uma ferramenta que torna possível o
desenvolvimento de novas pontes de comunicação com uma maior diversidade de potenciais intervenientes nos
diálogos expositivos.
………………………………………………………………………………………………………………………………………………………
DIA 3: Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009 / Día 3: Miércoles, 14 octubre del 2009
90
APRESENTAÇOES DA MANHA
11h00-11h30
Museus, colecções e património / Museos, Colecciones y Patrimonio
Patrícia Carla Costa – Museus e o Ensino Industrial: percursos e colecções, Faculdade de Letras da Fundação
Universidade do Porto / Instituto Superior de Engenharia do Porto, Portugal.
Biografia: Museóloga no Museu do ISEP desde 1999, Patrícia Costa é licenciada em Ciências Históricas – Ramo
Património pela Universidade Portucalense. Sendo os museu uma área que sempre a atraíu, iniciou a sua
especialização em 1998 com a Pós-graduação em Museologia leccionada Faculdade de Letras da Universidade
do Porto. Em 2007 concluiu o mestrado, na mesma faculdade, onde abordou o tema dos museus no ensino
industrial durante o séc. XIX.
Resumo: O meu objecto de estudo foram os museus existentes na escola industrial do Porto, entre 1852 e
1900. Com a criação deste tipo de ensino, em 30 de Dezembro de 1852, por ordem do Ministério das Obras
Públicas Comércio e Indústria, coordenado por António Maria de Fontes Pereira de Melo, iniciou-se um novo
ciclo e um novo conceito de ensino que dava grande primazia ao saber fazer. Associado a esta nova maneira de
ensinar, foram igualmente criados importantes gabinetes, laboratórios e museus, também denominados na
altura de estabelecimentos auxiliares de ensino, que em muito contribuíram para o ensino da ciência no nosso
país. Eram adquiridos anualmente vários aparelhos e instrumentos que permitiam aos alunos um conhecimento
sobre as novas tecnologias. Inicialmente surgiram os Museus Industriais, só em Lisboa, depois os Tecnológicos e
por fim os Museus Industriais e Comerciais que acabaram por servir os alunos dos Institutos e a cidade aonde
estavam sedeados. Um dado curioso é que o museu tecnológico das escola do Porto tinha como função ilustrar
com as suas colecções o ensino industrial. Nessa época era considerado de grande importância estabelecer nos
centros industriais museus tecnológicos, onde se reuniriam exemplares das máquinas mais perfeitas, modelos
industriais de diferentes ordens, colecções de matérias-primas e tudo quanto pudesse contribuir e facilitar a
instrução e apurar o bom gosto das classes industriais. Entre sucessos e fracassos estes estabelecimentos foram
subsistindo durante todo o século XIX, sendo ainda hoje um marco a nível museológico.
Sónia Paula Castro Faria – O Objecto e os Museus de Medicina – Aprofundamento de um Modelo de Estudo,
Faculdade de Letras da Fundação Universidade do Porto / Museu do Centro Hospitalar do Porto, Portugal.
Biografia: Desde 2008 Museóloga do Museu do Centro Hospitalar do Porto. 2007 Concepção do Programa
Museológico, Guião Expositivo e Roteiro do Núcleo Museológico do Pão e do Vinho de Favaios. Maio e Junho
2007 Parte integrante da equipa de Coordenação Geral e Montagem da Exposição “Olhar o Corpo, Salvar a
Vida”( Hospital Geral de Santo António). 2007 Colaboradora na inventariação e pesquisa documental do espólio
museológico do Hospital Geral de Santo António. 2007 Realização de investigação, inventariação e
informatização em Filemaker da colecção das Caves Ferreira. 2005/2006 Colaboradora no projecto Porto
Digital, nomeadamente no sub-projecto Carta Cultural e Turística promovido pela Associação Porto Digital.
Desenvolvimento de trabalho de informatização e gestão de informação relativa a entidades culturais da
cidade do Porto. 2005 Desenvolvimento da investigação e inventariação e informatização em Access de toda a
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colecção de Provas Sigilares, do Museu Nacional de Soares dos Reis. 2004 Monitora do Serviço de Educação do
Museu Nacional de Soares dos Reis, parceria entre o Maia Digital e o Museu.
Resumo: A comunicação proposta insere-se no âmbito de reflexão, estudo e interpretação do objecto médico,
seu progresso e diversidade, com o objectivo de apresentar um modelo de análise que materializa a sua
participação nas diversas acções que ilustram a sua evolução e desenvolvimento nas ciências da saúde e a sua
utilidade de aplicação na sociedade, promovendo assim uma visão transversal e global do mesmo. Procurar-se-á
enquadrar a sua análise através da reflexão do objecto no contexto da cultura material e sua construção de
sentidos em contextos museológicos. Numa vertente de enquadramento científico aborda-se as dinâmicas da
ciência quanto aos seus paradigmas e sua particularização ao nível do exercício da medicina, concluindo a
abordagem com a evolução de posicionamento dos museus de medicina ao nível nacional e internacional.
Concluir-se-á com a explanação do projecto do Museu do Centro Hospitalar do Porto ao nível da história da
instituição, das suas colecções e eixos de acção, culminando com a aplicação prática numa metodologia de
análise ponderada tendo por base a respectiva compreensão da natureza das colecções médicas e a extracção
do maior número de significações da tipologia do espólio em estudo. De entre os resultados obtidos destaca-se
a criação de um inovador sistema de classificação do objecto médico tendo em conta a sua transversalidade,
plurifuncionalidade e a sua utilização complexa.
Susana Catarina Cardoso Alfaro Ribeiro – Investigação em contexto museológico Amadeo de Souza-Cardoso:
Catálogo Raisonné, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa / Fundação
Calouste Gulbenkian, Portugal.
Biografia: Licenciatura em História da Arte e Mestre em Museologia e Património. Desenvolveu competências
nas áreas científicas da investigação em história da arte em contexto museológico através de actividades
relacionadas com a documentação ou estudo das colecções (sobretudo na sua inventariação e catalogação) e
exposição. Integra actualmente a equipa científica do volume II do catálogo Raisonné de pintura de Amadeo de
Souza-Cardoso sendo a autora do texto aí integrado "Critérios e metodologia", realizando a inventariação e
catalogação das obras aí apresentadas, assumindo igualmente coordenação editorial desta publicação.
Resumo: Sendo os museus potencialmente organismos informativos, com muito a oferecer à actual sociedade
da informação, importa cada vez mais configurar a especificidade da investigação em contexto museológico e
enquanto função determinante de todas as outras actividades desenvolvidas no museu, constituindo-se como o
fundamento da sua política de incorporações, de conservação e de acção cultural. Esta análise deverá passar
pela abordagem histórica da documentação museológica, que se erigiu paralelamente às colecções e que
possibilita um conhecimento mais abrangente das instituições museais. Este processo de produção de material
informativo sobre as colecções, assim como a sua gestão, corresponde a um aspecto específico da função da
investigação desempenhada pelos museus.
Sendo o catálogo, a par dos inventários, os mais óbvios
antecedentes da actual documentação museográfica — entendida como o conjunto dos instrumentos
documentais especificamente concebidos para o estudo e conservação das informações reunidas pelo museu —
eles serão abordados na sua evolução histórica de articulação com as colecções a que se referem. A capacidade
de os museus produzirem informação — documentação – alicerça-se numa programação de uma política de
investigação que define a priori os projectos específicos conduzidos pelo museu. Considerou-se que o projecto
de edição do Catálogo Raisonné de Amadeo de Souza-Cardoso, enquadrado museologicamente na definição
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programática das competências de investigação do CAM (Centro de Arte Moderna - Fundação Calouste
Gulbenkian) poderia abordar-se como um case study interessante na análise da “função científica do museu”.
Face a um corpus de investigação constituído durante oito anos especificamente para este projecto, que
permitiu uma compreensão globalizante da obra de Amadeo de Souza-Cardoso – e das dificuldades inerentes à
sua catalogação – desenhou-se a metodologia considerada mais adequada, um modelo específico de análise
totalizadora das suas obras, resultante de um processo construtivo da sua recuperação e dos materiais
informativos que as contextualizam, do seu aprofundamento e problematização. Esta metodologia, que se
elegeu como o propósito fundamental de uma Dissertação de Mestrado intitulada Investigação em contexto
museológico Amadeo de Souza-Cardoso: Catálogo Raisonné (VI Curso de Mestrado em Museologia e Património,
FCSH-UNL, defendida em Novembro de 2008, Classificação: Muito Bom por unanimidade) , pretende chegar à
apresentação exaustiva das obras e a uma tentativa de ordenar a sua dispersão – elementos caracterizadores
de base de qualquer catálogo Raisonné — mas igualmente a um aprofundamento da análise do percurso
artístico de Amadeo, integrando informações, documentos, que a investigação demarcou, que contribuirá
possivelmente para futuras abordagens interpretativas.
Tatiana Harue Dinnouti – Museu do Ouro de Sabará: a formação de um patrimônio como mediador da
identidade nacional, Universidade Federal de Minas Gerais – Escola de Arquitetura e Urbanismo, Brasil.
Biografia: Sub-coordenação da restauração artística da restauração do forro da nave principal e adjacentes da
Matriz Nossa Senhora da Conceição de Sabará. Responsável técnica pela obra: Carla de Castro e Silvia e Tatiana
Harue Dinnouti, escritório Atelier de Restauro Ltda. 2007. Levantamento de obras do séc. XX e projetos
arquitetônicos, para regularização legislativa na Prefeitura de Belo Horizonte. Na empresa Absoluta Engenharia
Ltda. 2007. Sub-coordenação da restauração artística das pinturas parietais dos 10 mandamentos da Igreja N.
Sra. do Carmo. Responsável técnica pela obra: Carla de Castro e Silvia, escritório Atelier de Restauro Ltda.
2005. Sub-coordenação da restauração das Pinturas Parietais e artes aplicadas da Casa Villa Rizza. Responsável
técnica: Carla de Castro e Silvia, escritório Atelier de Restauro Ltda. 2005. Projeto executivo de revitalização
urbana das vilas: Sport CLub, Cabana do Pai Tomás, Ambrosina, Santa Sofia e Chafariz. junto ao órgão Urbel e o
escritório Promave Engenharia Ltda. 2005. Conservação do acervo de arte sacra do Museu do Ouro com 70
peças. Restaurador responsável: Carla de Castro e Silva, escritório Atelier de Restauro Ltda. 2004.
Resumo: O início do século XX no Brasil caracterizou-se por uma busca de identidade conformada pelo Estado e
por alguns modernistas. Essa visão toma corpo e vai influenciar mudanças estruturais na formação do
Patrimônio Nacional através da criação do SPHAN (Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). A
intenção era resgatar e proteger edifícios e artefatos símbolos de épocas “representativas” do Brasil, que
serviriam para a construção da identidade nacional. Mas como era feita esta seleção? Quem efetivamente a
fazia? O objetivo da pesquisa é, então, perceber as presenças do Estado e do modernismo num estudo de caso Museu do Ouro de Sabará/MG – a fim de compreender a seleção e a formação de seu Patrimônio Nacional. Para
tanto, o texto inicia com a política, focalizando a educação e a cultura no governo de Getúlio Vargas e do
ministro Gustavo Capanema. Segue, com a contextualização das manifestações artísticas e culturais do
movimento modernista brasileiro. Depois, analisa o trabalho desenvolvido pelo SPHAN. Neste sentido, o último
capítulo descreve o estudo de caso: sua história, sua formação, sua museografia e sua museológia. E por fim,
analisa o movimento modernista brasileiro e o Estado na formação do Museu do Ouro. É provável que, através
deste estudo, possamos elucidar a conformação das coleções do Patrimônio Nacional Brasileiro. A contribuição
desta pesquisa é, então, a possibilidade de um estudo no presente atualizar a visão que temos do passado, para
refletimos o futuro do Patrimônio Nacional Brasileiro.
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Museus, Espaço e Comunicação / Museos, Espacio y Comunicación
Lizá Marie Defossez Ramalho – Características da identidade visual corporativa dos museus e centros de
arte, ESEIG – Escola Superior de Estudos Industriais e Gestão do Instituto Politécnico do Porto, Portugal.
Biografia: Designer, Directora de Arte e co-fundadora do atelier R2 design (1995). Assistente no curso de
Design Gráfico e Publicidade da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão (ESEIG), desde 2004.
Licenciada em Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, efectuou uma
Pós Graduação em Artes Digitais no Departamento de Som e Imagem do Centro Regional do Porto da
Universidade Católica Portuguesa e obteve no Programa de Doutoramento Recerca en Disseny na Faculdade de
Belas Artes da Universidade de Barcelona (Espanha) um DEA – Diploma de Estudos Avançados em «Investigacion
en Disegño» para o qual desenvolveu uma tese sobre o tema Superfamílias Tipográficas. Na R2 design
desenvolveu projectos de design de comunicação para diversas organizações culturais, curadores, artistas e
arquitectos. Coordenou vários workshops e interviu em conferências em diversas escolas, universidades e
congressos como: School of Visual Arts em Nova Iorque, EUA; Université des Beaux Arts de Besançon, França;
Art Institute of Chicago, EUA; Ed Conferences em Estocolmo, Suécia e OFFF em Lisboa, Portugal. Participou
como júri em numerosos eventos, nacionais e internacionais. Integrou diversas exposições internacionais e os
seus projectos foram publicados em várias revistas e livros especializados de editoras da área. Ganhou diversos
prémios internacionais, incluindo uma nominação nos D&AD Awards, Reino Unido, 2009; 3 Red Dot Awards,
Alemanha, 2008; Jury award, 9th Tehran International Poster Biennial, 2007; Honorable Mention, Hong Kong
International Poster Triennial, 2007; Grand Prix, International Biennial of Graphic Design Brno, 2006; 3rd Prize,
14th Chaumont International Poster and Graphic Arts Festival; Gold Prize, IPT–7th International Poster Triennial
Toyama, Japão, 2003 e judge’s choice em 2005 e 2008 pelo Type Directors Club of New York, EUA. Lizá é
membro da Alliance Graphique Internationale.
Resumo: Esta tese pretende identificar e analisar os elementos da estrutura e organização da gestão de um
sistema complexo como a comunicação visual de um centro ou museu de arte. Estudar e analisar, em
particular, a imagem de identidade visual dos centros de arte com vista à identificação de padrões. Identificar
as diferentes relações existentes entre os objectivos da comunicação e as soluções de design gráfico. Faremos
o levantamento de bibliografia e de outros documentos para depois procedermos a leituras críticas. A pesquisa
qualitativa e quantitativa vai assentar nos dados recolhidos, como signos de identificação visual, através do
recurso a diferentes instrumentos de registo e análise (abordagens metodológicas: entrevistas, «focus groups»
e fichas de registo). Identificaremos as distintas perspectivas da relação do design com o mundo da arte para
uma compreensão da situação actual e iremos propor novas abordagens à comunicação visual da identidade dos
centros de arte.
Maria Felisa Henriques Pereira e Pérez; Maria Inês De Brito Câmara Noivo – Um Museu no Castelo, EGEAC Castelo de São Jorge, Portugal.
Biografia: Maria Felisa Henriques Pereira e Pérez é licenciada em História pela Universidade Nova de Lisboa,
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, frequentou a Universidad Complutense de Madrid ao abrigo do
Programa Sócrates/Erasmus, onde concluiu disciplinas de iniciação à Museologia. Após a licenciatura, prossegue
estudos na mesma Universidade no Mestrado de Museologia, tendo concluído a Pós-graduação na mesma área.
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No âmbito deste Mestrado realizou um estágio no Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), sob orientação
da Profª. Doutora Raquel Henriques da Silva. Entre outras funções, colaborou na 2ª edição da Revista
Museologia.pt. Actualmente, é colaboradora do Serviço Educativo do Castelo de São Jorge na realização de
visitas orientadas e ateliers, tendo já desempenhado as mesmas funções no Museu Nacional dos Coches.
Maria Inês De Brito Câmara Noivo é licenciada em História, minor História da Ásia, pela Universidade Nova de
Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Após a licenciatura, prossegue estudos na mesma
Universidade no Mestrado de Práticas Culturais para Municípios, tendo concluído a Pós-graduação na mesma
área. Paralelamente, frequentou disciplinas da licenciatura em História, variante Arqueologia, tendo
participado em campanhas arqueológicas (campo e Arqueologia Urbana). Actualmente, é colaboradora do
Serviço Educativo do Castelo de São Jorge na realização de visitas orientadas e ateliers.
Resumo: O espaço do Castelo, confinado pela antiga estrutura defensiva, é constituído por duas realidades bem
diferenciadas, e marcadas urbanisticamente: a “zona monumentalizada” e a área da “freguesia”. Alvo de
trabalhos arqueológicos desde 1996, deles resultou o Núcleo Museológico do Castelo de São Jorge, onde se
expõe o conjunto de peças que compõem a exposição permanente, datadas entre os séculos VII a. C. e o século
XVIII. Na linha de investigação Museus, Espaço e Comunicação, pretende-se explorar a relação entre os
moradores da Freguesia do Castelo e o recém inaugurado Núcleo. Esta proposta de reflexão advém do facto de
boa parte dos testemunhos materiais encontrados serem provenientes do espaço social dos moradores
(habitações, comércio e espaços públicos). O trabalho dos arqueólogos interfere, sempre, no dia-a-dia social e
não é certo que se conheçam os seus resultados. Saberão os moradores que foi criado um núcleo museológico
para a sua exibição? Já o visitaram? Terão consciência de que o museu, além de um local expositivo, é um
espaço de encontro e de comunicação? Sendo o museu um espaço ao serviço da sociedade, que procura
interagir com ela, até que ponto, no caso em estudo, esse papel é cumprido? Não pretendemos responder às
questões colocadas, mas apenas estimular a sua reflexão, e procurar discursos que aproximem os moradores da
freguesia ao Núcleo Museológico do Castelo de São Jorge.
Maria Fernanda Terra Maluf – Museu e ato criativo, Ateliê Documenta/UNIRIO, Brasil.
Biografia: Mestre em Museologia e Patrimônio, pós-graduada em Historia da Arte e graduada em Arqueologia e
artista visual. Há mais de 15 anos desenvolvo trabalhos relacionados com o universo dos museus, bibliotecas,
arquivos e na área de produção cultural. Os projetos em andamento que se destacam são: a coordenação de
conteúdo e coordenação da produção das mídias a serem aplicadas no espaço expositivo do Museu da Energia
no Rio de Janeiro, assim como, a pesquisa iconográfica e de imagens em movimento a serem utilizadas no
Museu. Concepção e curadoria da exposição internacional: FONTANA – Ambientações Espaciais para o Instituto
Tomie Ohtake em São Paulo. Exposição a realizar-se em 2010. Realização da pesquisa iconográfica para o livro
Noel Rosa – retratando os anos 20 e 30 do século XX na cidade do Rio de Janeiro.
Resumo: Se compararmos os séculos em que a filosofia e a arte vêm sendo pensadas, veremos que há muito
pouco tempo vem se delineando uma dimensão mais filosófica no campo de conhecimento da Museologia - esta
esfera do pensamento que ainda hoje, para o senso comum, é vista com uma disciplina que detém o
conhecimento e a prática de preservação dos objetos materiais. Mesmo que desde os anos 80 tenha começado
a ser entendida como a disciplina que estuda a relação entre o homem e a realidade através do objeto; e que
nos anos 90 se tenha delimitado como o campo relativo ao estudo das relações entre o homem e o Real, e que
a idéia de Museu como fenômeno e processo tenha sido cunhada por uma Museologia contemporânea, ainda
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temos muito que contribuir com trabalho e pesquisa para a consolidação da Museologia como campo. Ampliar a
discussão do Museu como ato criativo e de uma Museologia como processo é o que buscamos fazer neste póster.
Na relação entre Museu e Arte, acreditamos poder ampliar o universo de questões em torno da teoria e da
prática museológicas, enfatizando a perspectiva multidirecional da ação criativa como fonte inesgotável no
tempo e no espaço. E ainda: Como podemos pensar a questão do Museu diante da produção contemporânea de
Arte? O Museu tem seu lugar garantido no futuro? Discorremos, também, sobre estas questões, entrelaçando
criação, criatividade e Arte com o universo teórico do Museu e da Museologia.
OBS. Gostaria de acrescentar que o artigo estará sendo assinado por mim e pela Dra. Tereza Cristina Moletta
Scheiner, minha orientadora e coordenadora do curso de Pós-graduação em Museologia e Patrimônio da
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO.
Marta Ornelas – Design Gráfico para os Museus, Portugal.
Biografia: Licenciatura em Design de Comunicação – Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Mestrado em Museologia e Património – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de
Lisboa. Profissionalização em Serviço Docente – Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da
Universidade de Lisboa. Experiência profissional: Docência no grupo de Artes Visuais do Ensino Básico e
Secundário. Investigação, a título individual, sobre temas do âmbito da Museologia, do Design de Comunicação
e da Educação Artística. Docente no Ensino Superior – Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa. Cargos
de Coordenação Pedagógica. Design de Comunicação em ateliers. Organização e montagem de exposições para
diversas instituições - Feira do Livro de Frankfurt; Centro Cultural de Belém; Icograda’95; Festival Internacional
de Banda Desenhada da Amadora.
Resumo: O suporte financeiro necessário ao cumprimento das funções educativas dos museus pode ser
conseguido por meio da atracção de novos visitantes e da consolidação das relações com os públicos existentes.
Para tal, os museus deverão enveredar por estratégias de marketing devidamente acompanhadas pela
utilização de ferramentas de design gráfico que lhes permitam garantir notoriedade, alargando a oferta de
produtos e serviços e melhorando a qualidade dos mesmos. A importância destas práticas é aqui defendida,
através da demonstração da actuação do design gráfico ao nível da construção da identidade visual dos museus.
Embora existam exemplos de referência dentro do conjunto dos museus da Área Metropolitana de Lisboa, em
matéria de promoção e comunicação, há ainda um longo caminho a percorrer, conforme foi verificado, em
resultado de um inquérito aplicado a 90 instituições da capital e sua periferia.
Susana Medina - Ligações On/Off : Reflexões sobre a construção de redes de colaboração entre museus e
produtores de ciência da Universidade do Porto, Faculdade de Letras da Fundação Universidade do Porto,
Portugal.
Biografia: É licenciada em História (variante Arte) pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP),
pós-graduada em European Cultural Planning pela Universidade De Montfort (Leicester, Reino Unido) e mestre
em Museologia pela FLUP. Exerceu actividade profissional no Serviço Educativo da Fundação de Serralves até
1999 e integrou a equipa que programou os eventos das áreas do Pensamento, Ciência, Literatura e Projectos
Transversais da Porto 2001-Capital Europeia da Cultura. Aí teve a oportunidade de conhecer os actores e os
espaços de produção de ciência da cidade, e de programar actividades de debate e divulgação da ciência junto
de públicos não-especialistas. Desde finais de 2003 é responsável pelo projecto do Museu da Faculdade de
Engenharia da Universidade do Porto, integrado no Serviço de Documentação e Informação da mesma
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instituição. Naquela qualidade, tem colaborado no debate sobre a construção futura de uma rede de unidades
museológicas da mesma Universidade. Apresentou a dissertação de mestrado em museologia “Ligações On/Off :
Reflexões sobre a construção de redes de colaboração entre museus e produtores de ciência da Universidade do
Porto” na Faculdade de Letras da Universidade do Porto em Novembro de 2008, tendo como orientadora a Profª
Doutora Alice Semedo. Os seus interesses actuais de investigação são as redes colaborativas e os museus de
ciência e técnica, a divulgação da investigação científica (PUR) e a web semântica e museus.
Resumo: “Ligações On/Off : Reflexões sobre a construção de redes de colaboração entre museus e produtores
de ciência da Universidade do Porto” Os museus universitários desempenharam, desde sempre, funções de
preservação e de divulgação do conhecimento constituído, bem como de suporte às actividades de ensino e
investigação. No mundo contemporâneo, espera-se que o seu quadro funcional adquira uma nova dimensão,
acrescentando às funções tradicionais o envolvimento na formação do indivíduo e no desenvolvimento da
cidadania dos públicos com que interage num espaço de contacto da ciência que agora se apresenta mais
alargado. A constatação de que a divulgação científica constitui um gradiente de possibilidades, quanto a
agentes, formatos e conteúdos, foi determinante na decisão de aprofundar o conhecimento sobre as condições
actuais de dois actores do campo científico da Universidade do Porto: um museu universitário e um laboratório
associado. As questões de investigação de partida e objectivos deste trabalho foram definidos a dois níveis:
num primeiro, identificar e reflectir sobre as representações de ciência veiculadas pela actividade de
divulgação de um museu e um instituto de investigação científica da Universidade do Porto; num segundo,
analisar as condições existentes ao nível dos museus e produtores de ciência na Universidade do Porto que
possibilitem a construção de uma rede colaborativa com vista à divulgação da ciência de acordo com as
tendências e expectativas contemporâneas.
Museus, Gestão e Empreendedorismo / Museos, Gestión y Emprendedorismo
Daniela Pinto Ferreira – A Gestão da Qualidade em Museus, Faculdade de Letras da Fundação Universidade do
Porto / Câmara Municipal do Porto, Portugal.
Biografia: Licenciatura em História, variante de Arqueologia, pela Faculdade de Letras do Porto concluída em
1994. Pós-Graduação em Museologia na Faculdade de Letras do Porto, concluída em 1996 e Pós-Graduação em
Gestão Cultural promovida pela Associação Empresarial de Portugal, Instituto Politécnico do Porto e Associação
Portuguesa de Museologia, concluída em 2003. Exerce, actualmente, funções no Departamento de Arquivos da
Câmara Municipal do Porto (Divisão de Arquivo Histórico), com a categoria de Técnica Superior de Serviço
Educativo. Nomeada responsável pelo sector da Extensão Cultural e Educativa do Arquivo Histórico em 2002.
Nomeada Responsável da Qualidade da Divisão de Arquivo Histórico desde 2006, ano de implementação do
Sistema de Gestão de Qualidade no Departamento de Arquivos da Câmara Municipal do Porto.
Resumo: ISO é um prefixo grego que significa “igual”. Regra geral, a sigla ISO é associada à identificação do
Organismo Internacional de Normalização, responsável pela emissão de regulamentos reconhecidos a nível
mundial, cujo principal objectivo é servirem de referencial comum para facilitar relações. É esta a entidade
responsável pela emissão da norma 9001:2008, cuja aplicação a uma instituição museológica é o objecto de
estudo. A estrutura deste trabalho organiza-se, essencialmente, em duas partes, que se complementam: num
primeiro momento, apresenta-se uma breve resenha sobre o enquadramento teórico do conceito Qualidade e
como as sociedades o incorporaram; considerou-se necessária, também, uma breve abordagem sobre questões
relacionadas com a gestão e a qualidade na Administração Pública e modelos divulgados a nível internacional
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para a implementação de um sistema de gestão da qualidade (SGQ); por fim, sintetizam-se os passos inerentes
à opção da norma ISO como referencial de certificação. Na segunda parte apresenta-se o resultado do
diagnóstico efectuado aos museus municipais do Porto. Segue-se a explicitação dos requisitos da norma,
concretizando a sua aplicação à Divisão Municipal de Museus (DMM). Por fim, reforçam-se algumas das
conclusões extraídas ao longo da investigação, apontando sugestões e direcções. Apresenta-se um instrumento
com vista ao aperfeiçoamento da gestão de museus, alicerçada em requisitos definidos. A melhoria sustentada
será o resultado da capacidade de uma organização para atingir e manter os seus objectivos a longo prazo,
tendo sempre em vista as necessidades de todas as partes interessadas.
APOIOS:
Fundação para a Ciência e Tecnologia; ICOM-Portugal; Câmara Municipal do Porto; Fundação Dr. António
Cupertino de Miranda; FNAC; Videocontacto; Sistemas de Futuro.
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1 faculdade de letras universidade do porto seminário