A Semana em Revista
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Indústria surpreende para baixo

Produção industrial registra queda generalizada em dezembro
Caio Megale

IPCA abaixo das expectativas em janeiro
Fernando Barbosa
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Semana mais calma nos mercados emergentes
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Criação de emprego nos EUA começa o ano em ritmo moderado
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Produção industrial recua em dezembro, risco de PIB mais fraco aumenta
A produção industrial caiu 3,5% em dezembro de 2013 em relação a novembro,
após ajuste sazonal, e contraiu-se 2,3% em relação a dezembro de 2012 (Gráfico
1). Esse resultado ficou abaixo da nossa estimativa (-1,4% e 0,5%,
respectivamente) e do consenso de mercado (-1,7% e -0,1%). Foi o resultado
mensal mais fraco da produção industrial desde janeiro de 2009.
A queda foi generalizada. Todas as categorias de uso diminuíram a produção e o
índice de difusão foi o mais baixo em vários anos. A queda dos investimentos
impactou de forma intensa a indústria, algo que deveria ocorrer em algum
momento, dadas as condições menos favoráveis à aquisição de máquinas e
equipamentos – juros reais em alta e confiança em patamar baixo, por exemplo. A
queda da produção industrial deve reduzir nossa projeção de crescimento para o
PIB do quarto trimestre do ano passado (projeção atual: 0,6% de crescimento).
Mas o impacto pode ser mais intenso no primeiro trimestre deste ano. A indústria
terminou 2013 em nível de produção mais baixo, o que deixa um carrego
estatístico ruim para o começo de 2014. Mesmo com alguma compensação da
queda de dezembro em janeiro, com aumento da produção industrial, o risco de
um PIB mais fraco no primeiro trimestre também aumentou.
Gráfico 1 - Brasil: Produção
industrial
134
132 índice, com ajuste sazonal
130
128
126
124
122
120
118
116
114
112
110
108
106
104
Média móvel de 3 meses
102
Índice mensal
100
dez-03 dez-05 dez-07 dez-09 dez-11 dez-13
Fonte: IBGE
Gráfico 2 - Brasil: Estoque de
veículos
55
Produção de veículos cresce menos que o esperado em janeiro
De acordo com a Anfavea, foram produzidos 237 mil veículos em janeiro, abaixo
da nossa projeção (255 mil). Apesar de mais fraca do que o projetado, a produção
subiu 2,7% comparado a dezembro (em termos dessazonalizados), interrompendo
a sequência de três quedas seguidas.
dias de venda, dessazonalizado
50
45
40
35
30
Destaque para o crescimento mensal de 71% da produção de caminhões, depois
da queda de 42% em dezembro. Essa alta, no entanto, não deve se sustentar já
que as vendas de caminhões caíram em janeiro.
25
20
15
Apesar da alta na produção, os estoques tiveram importante ajuste, passando de
38 dias de vendas em dezembro para 32 em janeiro, com ajuste sazonal, perto da
média histórica (Gráfico 2).
10
jan-07 jan-08 jan-09 jan-10 jan-11 jan-12 jan-13 jan-14
Falha em linha de transmissão afeta fornecimento de energia 11 estados
Cidades em 11 estados brasileiros e do Distrito Federal ficaram sem luz por
algumas horas na última terça-feira (4/fev). O problema, segundo o Operador
Nacional do Sistema, foi causado por uma falha em uma linha de transmissão. Em
função do clima quente e seco neste início de ano, o nível dos reservatórios das
hidrelétricas está relativamente baixo, e o consumo de energia residencial está
A última página deste relatório contém informações importantes sobre o seu conteúdo. Os investidores
não devem considerar este relatório como fator único ao tomarem suas decisões de investimento.
Fonte: Anfavea, Itaú
A Semana em Revista – sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
acima da média histórica.
Semana mais calma nos mercados emergentes
Depois do início de ano de nervosismo nos mercados financeiros das economias
emergentes, o humor do mercado registrou melhora esta semana. Os juros dos
títulos públicos americanos se estabilizaram em nível mais baixo do que o pico
recente, e as moedas emergentes voltaram a se apreciar. A reação conservadora
de bancos centrais de países mais fragilizados, como Turquia e África do Sul, e
dados um pouco melhores na China contribuíram com o movimento. No entanto,
parece cedo para afirmar que o período de volatilidade ficou para trás. O Fed
(banco central americano) deve seguir com sua política de retirada de estímulos, e
ainda existe a necessidade de ajuste macroeconômico adicional em alguns países
emergentes - especialmente na Argentina.
Estados Unidos segue em recuperação moderada
Gráfico 3 - EUA: Criação mensal
líquida de postos de trabalho
300
em mil postos, média de 3 meses
250
200
150
Os indicadores econômicos nos EUA continuam sugerindo uma recuperação
moderada. Foram criados 113 mil postos de trabalho em janeiro, uma recuperação
em relação ao mês anterior (74 mil), apesar de pouco abaixo dos 180 mil
esperados pelo mercado (Gráfico 3). A taxa de desemprego recuou para 6,6%, o
nível mais baixo em cinco anos. O índice da sondagem empresarial ISM no setor
de serviços cresceu de 53 em dezembro para 54 em janeiro (acima de 50 indica
expansão). Projetamos 3% de crescimento do PIB este ano e 3,1% em 2015.
100
50
0
jan-12 mai-12 set-12 jan-13 mai-13 set-13 jan-14
Fonte: BLS
Banco Central Europeu mantém taxas de juros
O Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juros estáveis em 0,25%,
como esperado por nós, mas surpreendendo o mercado, que esperava redução
dos juros. O BCE não mostrou mudanças significativas em sua visão sobre a
situação econômica, de recuperação gradual da economia e inflação baixa por
período prolongado. Continuamos acreditando que os juros permanecerão estáveis
na região, com alguma chance de novos cortes, dado que o crescimento segue
frágil e o risco de deflação permanece.
Gráfico 4 - China: Sondagem de
atividade econômica
65
63
PMI Indústria
61
PMI Serviços
59
57
55
Crescimento segue estável na China
53
Os indicadores de atividade oficiais da China (NBS PMI) desaceleraram
marginalmente em janeiro. O indicador da indústria recuou para de 51,0 em
dezembro para 50,5. Já a pesquisa de serviços caiu de 54,6 para 53,4 no mês
passado (Gráfico 4).
Apesar de esses números apontarem para alguma
desaceleração, sinais recentes mostram que a China mantém seu dinamismo.
Informações preliminares sobre as vendas no ano novo chinês são positivas e as
exportações de metais para a China vindas da Austrália permanecem fortes.
Moody’s eleva classificação de risco do México
A agência de classificação de risco Moody’s elevou a nota de crédito soberano do
México de BAA1 para A3. Segundo a agência, a mudança reflete as reformas
estruturais aprovadas no ano passado, que devem fortalecer o potencial de
crescimento e os fundamentos das contas públicas no País. O movimento pôs a
Moody’s uma nota acima das outras principais agências, S&P e Fitch Ratings.
Destaques da próxima semana
As vendas no varejo de dezembro no Brasil serão divulgadas na quinta-feira.
Também pode ser divulgada a criação de empregos formais pelo CAGED em
janeiro, ainda sem data definida.
Itaú
2
51
49
47
45
jan-10
jan-11
jan-12
Fonte: NBS
jan-13
jan-14
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Nos EUA, teremos o resultado das vendas no varejo de janeiro na quinta-feira. Na
zona do euro, a produção industrial de dezembro na quarta-feira e o PIB do quarto
trimestre de 2013 na sexta-feira. A balança comercial da China em janeiro será
publicada no início da semana.
Pesquisa macroeconômica – Itaú
Ilan Goldfajn – Economista-Chefe
Para acessar nossas publicações e projeções visite nosso site:
http://www.itau.com.br/itaubba-pt/analises-economicas/publicacoes/
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2.
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