CARLOS WILLIAM DE CARVALHO VIRGINIA MARIA PEREIRA DE MELO Auto-Avaliação da Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH Universidade Estadual de Goiás Goiânia, fevereiro de 2007 1 Carlos William de Carvalho Virginia Maria Pereira de Melo Auto-Avaliação da Unidade Universitária de Ciências sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH Trabalho apresentado como parte da Avaliação Final de Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Avaliação Institucional da Universidade Estadual de Goiás, sob a orientação da Profª Drª Iria Brzezinski. Goiânia, fevereiro de 2007. 2 AGRADECIMENTOS A todos aqueles que contribuíram para a realização deste trabalho, o nosso muito obrigado. 3 RESUMO A pesquisa que resultou neste trabalho integra o projeto de avaliação institucional da Universidade Estadual de Goiás, coordenado por sua Comissão da Assessoria de Avaliação Institucional (CAAI), no âmbito central, e pelo Núcleo de Avaliação Institucional (NAI), na esfera da Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas (UnUCSEH). Tem por objetivos fundamentais, além de atender a legislação vigente do Sistema Nacional do Ensino Superior (SINAES), a produção de conhecimento, a melhor qualificação do conjunto de atividades acadêmicas institucionais, a demonstração da função social da Universidade no contexto goiano e brasileiro e, especialmente, o desenvolvimento de uma cultura de avaliação institucional, para o que concorrem todos os segmentos: professores, técnico-administrativos, acadêmicos, gestores, comunidade local e regional. O presente recorte do projeto matriz objetiva a auto-avaliação da Unidade, para que identificando seus pontos fortes e fracos, na visão de seus atores, possa refletir sobre a realidade vivenciada e planejar adequadamente a qualificação de suas ações. O desenvolvimento deste Trabalho de Conclusão de Curso de Especialização em Avaliação Institucional, na modalidade relatório monográfico, se sustenta em diversas razões, entre elas a imersão na pesquisa-ação, a revisão da literatura da área, e a análise quantitativa e de conteúdo dos dados coletados. O trabalho foi realizado em várias etapas: na primeira, iluminada por um referencial teórico baseado no materialismo dialético, construiu-se de forma coletiva instrumentos de coleta de dados, a partir da definição dos sujeitos da pesquisa e das dimensões a serem contempladas; no segundo momento, realizado entre novembro de 2005 e março de 2006, foi feita a coleta dos dados por meio de recursos eletrônicos, on line, passando a seguir à análise qualitativa realizada pelos pesquisadores. Da análise dos dados resulta o presente relatório de pesquisa, contemplando os objetivos iniciais propostos. Palavras-Chaves: Avaliação Institucional; Auto-avaliação; Ensino Superior; SINAES; Cultura de Avaliação na UEG. 4 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 01 Mapa do Estado de Goiás................................................................... 16 Figura 02 Localização das Unidades da UEG ................................................... 24 Figura 03 Mapa da cidade de Anápolis.............................................................. 31 Figura 04 Aspectos parciais da UEG-UnUCSEH Anápolis ............................ 84 Quadro 01 Municípios que possuem Unidades da UEG ..................................... 24 Quadro 02 Localização dos Pólos Universitários ............................................... 26 Quadro 03 Distribuição do espaço físico – UEG – UnUCSEH no ano de 2005.. 85 Quadro 04 Estrutura e organização dos laboratórios de informática ....................... 86 Quadro 05 Centro de Idiomas. Responsável: Curso de Letras ................................ 86 Quadro 06 Laboratório de Pedagogia (LAPE) ........................................................ 86 Quadro 07 Ateliê de Cartografia ............................................................................. 87 Quadro 08 Centro de Documentação Histórica ...................................................... 87 Quadro 09 Distribuição do acervo da Biblioteca ..................................................... 87 Quadro 10 Distribuição de cargos e funções administrativo-pedagógicas – 2005.. 90 Quadro 11 Cursos oferecidos pela UEG-UnUCSEH no ano de 2005 ..................... 93 Quadro 12 Conceitos obtidos no Provão no período de 1997 a 2003 ...................... 93 Quadro 13 Autorização e reconhecimento dos cursos da UEG-UnUCSEH ........... 94 Quadro 14 Projetos de pesquisa da UEG-UnUCSEH em 2005 ............................... 103 Quadro 15 Projetos de extensão da UEG-UnUCSEH .............................................. 109 Quadro 16 Dimensões avaliadas e nº de questões por segmento de respondentes .. 114 Quadro 17 Significado e descrição das siglas usadas em tabelas de dados da AI .. 115 Gráfico 01 Evolução do nº de projetos internos de pesquisa – UEG 2000-2005 .... 27 Gráfico 02 Média da dimensão Condições Físicas e Instrumentais – Aluno ........... 117 Gráfico 03 Média da dimensão Biblioteca – Aluno ................................................. 119 Gráfico 04 Média da dimensão Laboratórios de Informática – Aluno .................... 121 Gráfico 05 Média da dimensão Serviços – Aluno .................................................... 123 Gráfico 06 Média da dimensão Pedagógica – Aluno ............................................... 125 Gráfico 07 Média da dimensão Coordenação de Curso – Aluno ............................. 126 Gráfico 08 Média da dimensão Avaliação de Caráter Geral – Aluno ...................... 128 Gráfico 09 Média da dimensão Corpo Docente – Aluno ......................................... 129 Gráfico 10 Média da dimensão Auto-avaliação do aluno – Aluno .......................... 131 5 Gráfico 11 Gráfico da dimensão Direção/Gestão – Aluno ....................................... 132 Gráfico 12 Média dos Cursos – Alunos .................................................................. 134 Gráfico 13 Média da dimensão Condições Físicas e Instrumentais – Professor ...... 136 Gráfico 14 Média da dimensão Biblioteca – Professor ............................................ 137 Gráfico 15 Média da dimensão Laboratórios de Informática – Professor ................ 139 Gráfico 16 Média da dimensão Serviços – Professor .............................................. 140 Gráfico 17 Média da dimensão Pedagógica – Professor .......................................... 142 Gráfico 18 Média da dimensão Coordenação de Curso – Professor ........................ 144 Gráfico 19 Média da dimensão Avaliação de Caráter Geral – Professor ................. 146 Gráfico 20 Média da dimensão Auto-avaliação do professor – Professor ............... 147 Gráfico 21 Média da dimensão Avaliação dos Discentes – Professor ..................... 149 Gráfico 22 Média da dimensão Direção/Gestão – Professor ................................... 150 Gráfico 23 Média dos Cursos – Professor ................................................................ 151 Gráfico 24 Média da Unidade – Professor ............................................................... Gráfico 25 Comparação Professor – Aluno .............................................................. 154 Gráfico 26 Média da Unidade – Servidor ................................................................. 156 Gráfico 27 Média da Unidade – Gestor .................................................................... 157 152 6 LISTA DE TABELAS 01 28 02 Projetos de pesquisa na UEG no período 2000 – 2005, por grande área do conhecimento – CNPq .................................................................................. Matrícula inicial por nível e rede de ensino em Anápolis – 2005 ................ 03 Nº de professores por nível e rede de ensino em Anápolis – 2005 .............. 32 04 Abandono Escolar no Ensino Fundamental e Médio em Anápolis – 2005 .. 32 05 54 06 Professores e alunos que responderam ao questionário de AI por curso de graduação - 2005 ........................................................................................ Respondentes do questionário de AI, por segmento avaliado – 2005 .......... 07 Escala Gradiente ........................................................................................... 57 08 91 09 Distribuição dos docentes da UEG-UnUCSEH por formação e vínculo institucional – 2005 ..................................................................................... Demonstrativo da qualificação do quadro docente por curso – 2005 .......... 92 10 Número de ingressantes e concluintes ......................................................... 98 11 Relação de alunos matriculados por série e sexo ......................................... 99 12 Distribuição dos alunos por cidade informada na matrícula – 2005 ............ 100 13 Demonstrativo da relação de candidatos por vaga nos cursos – 2005 ......... 101 14 Relação de alunos desistentes por curso, de 1999 a 2005 ............................ 101 15 Cursos de pós-graduação lato sensu com número de matriculados 2004-2005 102 16 Percentual de respondentes por segmento avaliado – 2005 ......................... 113 17 Dimensão Condições Físicas e Instrumentais – segmento alunos ............... 116 18 Dimensão Biblioteca – segmento alunos ..................................................... 118 19 Dimensão Laboratórios de Informática – segmento alunos ......................... 120 20 Dimensão Serviços prestados na comunidade – segmento alunos ............... 122 21 Dimensão Proposta Pedagógica – segmento alunos .................................... 124 22 Dimensão Coordenação de Cursos – segmento alunos ................................ 126 23 Dimensão Avaliação de Caráter Geral – segmento alunos .......................... 127 24 Dimensão Corpo Docente – segmento alunos .............................................. 129 32 54 7 25 Dimensão Auto-avaliação – segmento alunos ............................................. 130 26 Dimensão Direção/Gestão – segmento alunos ............................................ 132 27 Média Geral dos Cursos – segmento alunos ................................................ 133 28 Dimensão Condições Físicas e Instrumentais – segmento professores ........ 135 29 Dimensão Biblioteca – segmento professores .............................................. 137 30 Dimensão Laboratórios de informática – segmento professores ................. 138 31 Dimensão Serviços Prestados na Comunidade – segmento professores ...... 139 32 Dimensão Pedagógica – segmento professores ............................................ 141 33 Dimensão Coordenação de Cursos – segmento professores ........................ 143 34 Dimensão Avaliação de Caráter Geral – segmento professores .................. 145 35 Dimensão Auto-avaliação do professor – segmento professores ................. 147 36 Dimensão Avaliação dos Discentes – segmento professores ....................... 148 37 Dimensão Direção/Gestão – segmento professores ..................................... 150 38 Comparativo das dimensões avaliadas por alunos e professores ................. 153 39 Avaliação Geral dos Servidores Técnico-administrativos ........................... 155 40 Avaliação Geral dos Gestores ...................................................................... 156 8 LISTA DE SIGLAS AGM – Associação Goiana de Municípios CAAI – Comissão de Assessoria de Avaliação Institucional CEAD – Centro de Educação Aberta, Continuada e à Distância CEDOC – Centro de Documentação CEE – Conselho Estadual de Educação CFE – Conselho Federal de Educação CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CONAES – Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior CPA – Comissão Própria de Avaliação CsA – Conselho Acadêmico CsU – Conselho Universitário DAIA – Distrito AgroIndustrial de Anápolis DE – Dedicação Exclusiva DOE – Diário Oficial do Estado DOU – Diário Oficial da União ENADE – Exame Nacional de Cursos FACEA – Faculdade de Ciências Econômicas de Anápolis FUEG – Fundação Universidade Estadual de Goiás IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IDH – Índice de Desenvolvimento Humano IES – Instituição de Ensino Superior INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais LAPE – Laboratório de Pedagogia LDB – Lei de Diretrizes e Bases LPP – Licenciatura Plena Parcelada 9 MEC – Ministério da Educação NAI – Núcleo de Avaliação Institucional PAIUB – Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras PBIC – Programa de Bolsas de Iniciação Científica PDI – Programa de Desenvolvimento Institucional PNE – Plano Nacional de Educação SEE – Secretaria Estadual de Educação SINAES – Sistema Nacional da Educação Superior SIVAM – Sistema de Vigilância da Amazônia TCC – Trabalho de Conclusão de Curso UCG – Universidade Católica de Goiás UEG – Universidade Estadual de Goiás UFG – Universidade Federal de Goiás UNIANA – Universidade Estadual de Anápolis UnU – Unidade Universitária UnUCET – Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas UnUCSEH – Unidade Universitária de Ciências Sócio Econômicas e Humanas 10 SUMÁRIO INTRODUÇÃO .................................................................................................. 12 CAPÍTULO I: HISTÓRICO E CRIAÇÃO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS ................................................................................... 1.1 O Estado de Goiás ........................................................................................ 16 16 1.2 A criação da Universidade Estadual de Goiás ........................................... 20 1.3 Histórico da cidade de Anápolis ................................................................. 29 1.4 A criação da UnUCSEH .............................................................................. 33 CAPÍTULO II: REFERENCIAL TEÓRICO.................................................. CAPÍTULO III: METODOLOGIA ................................................................. 3.1 Método ........................................................................................................... 39 49 3.2 Metodologia .................................................................................................. CAPÍTULO IV: A UnUCSEH NA ATUALIDADE ..................................... 4.1 Estrutura física ............................................................................................. 84 4.2 Estrutura organizacional e de gestão ......................................................... 4.3 Profissionais docentes e profissionais técnico-administrativos ................ 4.4 Cursos oferecidos ......................................................................................... 4.5 Características discentes .............................................................................. 4.6 Projetos de pesquisa e extensão desenvolvidos e em desenvolvimento ... CAPÍTULO V: ANÁLISE DOS DADOS DOS CURSOS REGULARES .... 5.1 Segmento: alunos .......................................................................................... 111 5.2 Segmento: professores ................................................................................. 5.3 Comparação entre avaliação dos alunos e dos professores ...................... 5.4 Segmento: servidores técnico-administrativos .......................................... 5.5 Segmento: gestores ....................................................................................... 5.6 Interface entre as dimensões da pesquisa e as categorias de análise ....... CONSIDERAÇÕES FINAIS – SUGESTÕES ................................................ 166 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................... 170 11 INTRODUÇÃO Os objetivos da avaliação institucional da Universidade Estadual de Goiás são, em especial, promover uma cultura de avaliação e subsidiar decisões a fim de que sejam feitas mudanças necessárias para qualificar melhor as ações acadêmicas. Na etapa atual desenvolveu a Auto-Avaliação da UnUCSEH, como parte dos objetivos traçados no Programa de Avaliação Institucional (2003 – 2006). Deste relatório de pesquisa fazem parte os resultados da Auto-Avaliação referente a 2005. O processo de Auto-Avaliação visa também a atender a legislação vigente a respeito do Sistema Nacional da Educação Superior (SINAES), coordenado pela Comissão Nacional de Avaliação e ao Ofício Circular n. 00007/2004/MEC/CONAES de 16.11.2004. Com o propósito de viabilizar os objetivos expostos, compartilha-se a idéia de Belloni (1996, p. 5) no que diz respeito ao papel da avaliação institucional. Para a autora, a questão crucial [...] é buscar compreender como a avaliação institucional pode ser, efetivamente, um instrumento para que a universidade estabeleça ou solidifique uma ‘ponte’ com a realidade social, através da qual a instituição se integra e contribui com o processo de reconstrução social. Nessa linha interpretativa é necessário também entender a relação entre essa finalidade da avaliação institucional e a finalidade mais intrínseca à instituição. O que está em questão é que a avaliação poderá proporcionar abertura de caminhos para qualificar melhor as funções da Universidade, promovendo o seu auto-conhecimento e a tomada de decisões, assim como o aperfeiçoamento de sua dinâmica funcional e de seus objetivo nas dimensões ensino, pesquisa e extensão. A busca da melhor qualidade, a nosso ver, materializa-se a partir dos resultados da avaliação em um movimento que se (re) alimenta no próprio proceder, atribuindo significado à reconstrução como ação principal da instituição envolvida no processo de avaliar: avaliando-se interna e externamente. O desenvolvimento de uma cultura de avaliação, consoante nosso entendimento, depende particularmente de um processo que ultrapasse a tradicional discussão sobre o mérito da avaliação como um fim em si mesma, mas que possibilite o surgimento de um espaço 12 propositivo de alternativas de realização. É de fundamental importância tal posicionamento, pois a UEG é uma Universidade em construção, tendo em vista sua recente criação em 16 de abril de 1999. Suas especificidades, todavia, são muito nítidas, pois tem presença marcante em todo território goiano, compreendendo, nos dias atuais, 31 Unidades Acadêmicas1 (UnUs) e 23 Pólos2. Para a estruturação e consolidação dessa nova cultura de avaliação, a UEG, por intermédio da Comissão da Assessoria de Avaliação Institucional – CAAI ofereceu o curso de Especialização Lato Sensu em Avaliação Institucional, com o objetivo de promover a formação continuada de pesquisadores em avaliação institucional e auto-avaliação. O curso ancorou-se na convicção de que, à medida que se formam pesquisadores em avaliação institucional e auto-avaliação, capacitam-se gestores para planejar a avaliação institucional e se criam e revitalizam os Núcleos de Avaliação Institucional (NAIs) em todas as Unidades Universitárias. Fez parte do curso desenvolvido pela CAAI a realização em duas etapas da autoavaliação institucional. Na primeira, sob a luz do referencial teórico, construiu-se de forma coletiva instrumentos de coleta de dados, a partir da definição dos sujeitos da pesquisa e das dimensões a serem contempladas. No segundo momento, realizado entre novembro de 2005 e março de 2006, teve início a coleta dos dados por meio de recursos eletrônicos, on line, passando a seguir à análise qualitativa realizada pelos pesquisadores. Da análise dos dados resulta o presente relatório de pesquisa, contemplando os objetivos iniciais propostos. A publicização dos relatórios da avaliação institucional de forma detalhada e objetiva é fundamental para que os resultados sejam compreendidos por todos os sujeitos envolvidos. Tornar públicos os resultados de um Programa de Avaliação Institucional, do modo mais completo possível, é vetor estimulante da busca do aperfeiçoamento da instituição em todas as suas dimensões. A construção dos Relatórios de Avaliação Institucional evidencia a filiação dos 1 Em 2006, a UEG já consta com 38 UnUs, face a criação de oito, quais sejam: UnU Goiânia Laranjeiras, UnU Palmeiras de Goiás, UnU Jataí, UnU Mineiros, UnU Niquelândia, UnU Edéia, UnU Pirenópolis e UnU Trindade. 2 Pólo é local geográfico que abriga cursos de graduação do Programa Universidade para os Trabalhadores da Educação ou Licenciaturas Plenas Parceladas (LPP). Trata-se de um espaço universitário que se reveste de caráter provisório pelo fato de dar suporte físico e institucional temporário ao Programa LPP, que tem prazo definido para ser concluído diante de sua característica de curso emergencial de formação de professores leigos. 13 seus autores à dialética materialista, com uma postura crítica quanto à concepção sobre as relações existentes entre Sociedade, Educação, Universidade e Avaliação. Nesta pesquisa em avaliação institucional da UEG é necessário enfatizar os aspectos qualitativos das informações destacadas por seus diferentes participantes no processo avaliativo. Admite-se que o primeiro momento do processo de sistematização dos dados quantitativos e qualitativos é que permite o conhecimento e domínio da totalidade das informações e, ao mesmo tempo, do recorte de conteúdos com a finalidade de propiciar ao pesquisador as condições necessárias de elaboração das categorias de análise, que emergem dos dados empíricos interpretados com base no referencial teórico e na trajetória da pesquisa. Salientamos que, com essa referência, os Relatórios de Avaliação Institucional devem considerar a historicidade da construção da Universidade Estadual de Goiás, bem como as especificidades regionais e locais. Dessa forma, a partir da análise da inter-relação que se estabelece nas relações sociais que se delineiam nas Unidades Universitárias (UnUs) e refletem a realidade objetiva, será possível identificar as suas principais contradições, a origem do seu movimento e o seu desenvolvimento sócio-histórico. Optamos pela pesquisa-ação, por entender que esta modalidade de pesquisa supõe a intervenção do pesquisador para mudar a realidade-objeto da pesquisa ou, no mínimo, o pesquisador deve apresentar sugestões/recomendações tendentes à mudança. Para tanto, essa investigação solicita o envolvimento dos sujeitos, que elaboram projetos e executam as atividades a serem avaliadas, pois eles possuem a vantagem de dominarem melhor as informações e de contextualizarem de maneira mais adequada o conhecimento acerca do que está sendo executado ou sobre o que já foi realizado. É nesse contexto, dada a abrangência e complexidade do trabalho, que o relatório apresenta-se com uma estrutura em cinco capítulos, sendo o Capítulo I - Histórico de criação da Universidade Estadual de Goiás – UEG, dados relativos ao Estado de Goiás, histórico da região/município, a criação da Unidade; Capítulo II - Referencial teórico: contexto das políticas públicas educacionais em avaliação, conceito de avaliação, o SINAES, Programa de Avaliação Institucional da UEG - conceito da avaliação na UEG; Capítulo III - Metodologia; Capítulo IV - A Unidade Universitária na atualidade, estrutura física, estrutura organizacional e de gestão, profissionais docentes, profissionais técnicos administrativos, cursos oferecidos (regulares e de Pós-Graduação), características discentes (gerais, número de formandos, quadro de controle de evasão), projetos desenvolvidos e em desenvolvimento 14 (ensino, pesquisa e extensão); Capítulo V - Análise de conteúdos (dados). São apresentados ainda os Resultados Finais, as Referências Bibliográficas e os Anexos pertinentes. Enfatizamos que o processo de auto-avaliação desenvolvido na UEG fundamentase na concepção quanti-qualitativa de pesquisa e tem por objetivos fundamentais a produção de conhecimento, a melhor qualificação do conjunto de atividades acadêmicas institucionais, a demonstração da função social da Universidade no contexto goiano e brasileiro e, especialmente, o desenvolvimento de uma cultura de avaliação institucional, para o que concorrem todos os segmentos: professores, técnico-administrativos, acadêmicos, gestores, comunidade local e regional. Com o propósito de contextualizar territorial e culturalmente a UnUCSEH, bem como para recuperar a memória da criação da UEG, na qual esta Unidade está inserida, passamos a revisitar a história de nossa instituição – a Universidade Estadual de Goiás. 15 CAPÍTULO I HISTÓRICO E CRIAÇÃO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS 1.1 O Estado de Goiás Situado no Centro-Oeste brasileiro, o Estado de Goiás (FIG. 1) abrange uma área de 341.289,5 quilômetros quadrados, representando 3,99% do território nacional e 21,17% da região. Possui 246 municípios em dezoito microrregiões1 e cinco mesorregiões2, incluindo áreas de reserva indígena. FIGURA 1 - Mapa do Estado de Goiás Fonte: http://www.guianet.com.br/go/index.html. De acordo com o IBGE3 (2006), a população goiana é de 4.873.181 habitantes, com densidade demográfica de 14,28 moradores por quilômetro quadrado. A população do 1 . Microrregião: subdivisão de uma região natural. . Mesorregião: unidade territorial homogênea, em nível maior que a microrregião, porém menor que o estado ou território, e resultante do agrupamento de microrregiões (Dicionário Eletrônico Aurélio – Século XXI). 3 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 2 16 Estado representa 43,23% de todos os habitantes da região Centro-Oeste e 3,4% do Brasil. Deste total, 3.956.330 (81,18%) residem na zona urbana e 916.851 (14,28%) na zona rural (IBGE, 2006). A composição da economia do Estado baseia-se na produção agrícola e na pecuária, no comércio e nas indústrias de mineração, alimentos, confecção, mobiliário, metalúrgica, farmacêutica e madeireira. Essas características do Estado resultam de processos historicamente construídos e que foram expressões das diferentes forças político-sociais que o compuseram desde seu início. Com a descoberta das primeiras minas de ouro pelos bandeirantes vindos de São Paulo em 1727, começou a colonização de algumas regiões. Desse modo, a instalação dos primeiros povoados coincide com o Ciclo do Ouro. Do ponto de vista da construção sóciocultural, é possível afirmar que o contato entre índios e negros constituiu fator decisivo na formação das culturas do Estado. Goiás pertenceu à Capitania de São Paulo, até 1748, quando então se tornou Capitania. Em 1824 foi elevada à categoria de Província. No aspecto social, a distinção fundamental recaía entre homens livres e escravos. A população, em sua maioria, continuou composta por negros e mulatos. Brzezinski (2005), com base nas investigações históricas de Palacin e Moraes (1975) analisa que a conjuntura de pobreza, ignorância e isolamento em Goiás, durante as primeiras décadas do século XIX, consistiu verdadeiro contraste ao contexto sociocultural, econômico e educacional de alguns países europeus que tiveram neste século o apogeu do iluminismo − a Europa vivia o século das luzes. Os mencionados historiadores descobriram em seus estudos que alguns viajantes europeus aludiam à evidente regressão cultural dos poucos brancos que viviam na Província de Goiás, haja vista que “[...] assimilavam os costumes dos selvagens, habitavam choupanas, não usavam o sal, não vestiam roupas, não circulava moeda” (PALACIN; MORAES, 1975, p.49). A integração do Estado de Goiás à economia nacional no início do século XX é possibilitada com a criação de gado bovino, após o longo período de estagnação que sucede o declínio da atividade mineradora, no final do século XVIII. Outros fatores, no entanto, contribuíram para o estímulo da integração da região sul de Goiás à economia nacional como 17 produtora de alimentos básicos, tais como: a crise dos preços internacionais do café, entre 1897 e 1910 e a dificuldade de importação de alimentos (CARNEIRO, 1988). A construção da ferrovia que liga Goiás à Minas Gerais propiciou o escoadouro da produção local. Na concepção de Brzezinski (2006, p. 6) “A estrada de ferro deve, portanto, ser considerada como o maior agente urbanizador da década e também como modernizador das estruturas sócio-econômica e cultural do Estado, considerando que “[...] a primeira estrada de rodagem foi inaugurada somente em 1921” (PALACIN; MORAES, 1975, p. 93). Com o Golpe Militar em 1964, as alterações na política agrícola e fundiária promovem a inversão da tendência de crescimento da população rural que vinha ocorrendo desde 1920. A intensificação do êxodo rural, particularmente na década de 1970, promove a concentração da propriedade da terra e da renda. Na atualidade, o Estado de Goiás, mesmo com uma baixa densidade demográfica, não consegue absorver populações de outras regiões do País e encontra-se quase todo ocupado por propriedades particulares, com poucas áreas de terras devolutas (em torno de 4% da área total do Estado). Em 1975, o Estado de Goiás assumiu como objetivo o aumento da eficiência da agricultura por meio da modernização desse setor da economia. Para tanto, utiliza-se da integração entre as Instituições Federais, Estaduais e iniciativa privada para realizar pesquisas e experimentos agropecuários. A partir da década de 1980, o Estado apresenta um processo dinâmico de desenvolvimento. Grande exportador de produção agropecuária, Goiás ganha destaque pelo rápido processo de industrialização. Inserido no processo de globalização da economia mundial, aprofunda e diversifica, a cada dia, suas relações comerciais com os grandes centros de comércio, amparado nas vantagens comparativas apresentadas pela consolidação dos eixos multimodais de integração (rodovias, hidrovias e ferrovias), priorizados pelos governos do Estado e Federal. Em 1999, o Poder Executivo Estadual, promoveu a maior reforma administrativa já realizada em Goiás desde a década de 60. Pensada com base em estudos técnicos e em resultados de análises formuladas por consultorias realizadas pela Fundação Getúlio Vargas, a reforma alterou praticamente toda a estrutura administrativa do Estado, com a extinção de secretarias e órgãos públicos, autarquias e fundações, criando uma nova estrutura administrativa. 18 Atualmente, o Estado tem cadeias produtivas consolidadas, uma rede de infraestrutura logística, um setor privado forte, além da disponibilidade de matéria-prima, do clima agradável, da topografia adequada à produção agropecuária e um grande potencial turístico. Essa possibilidade de inserção de Goiás de maneira mais expressiva no contexto econômico nacional e mundial torna necessário que o Estado seja reavaliado em suas propostas e funções institucionais. Da mesma forma que a conjuntura social e política também enfatizam seu papel regulador e desencadeador do desenvolvimento, o Estado deve estar apto a gerir iniciativas e ações em parceria com a sociedade civil, potencializando a força de seus diversos segmentos, tais como as empresas privadas, as organizações sociais, as entidades classistas e de modo especial as universidades. Em relação à educação, Goiás possui mais de três mil estabelecimentos de Educação Infantil, mais de seis mil de Ensino Fundamental, mais de 600 de Ensino Médio e cerca de 40 instituições de Ensino Superior, de acordo com a Secretaria Estadual de Educação (SEE, 2005). Em todo o Estado há um milhão de alunos matriculados apenas na Rede Estadual de Ensino. Apesar de o número de matrículas ser considerado expressivo, preocupa o elevado índice de repetência escolar. Dos 630 mil alunos do Ensino Fundamental, 272 mil estão fora da faixa etária correta por excesso de repetência. Especificamente sobre o Ensino Superior em Goiás, Dourado (2001) indica que a consolidação deste nível de ensino se efetiva com a transferência da capital do Estado para Goiânia. Anterior a isso registra-se a existência de poucas escolas superiores, como a Escola de Direito de Goyaz, Escola de Pharmácia, a Escola de Odontologia (públicas) e a Escola de Enfermagem São Vicente de Paulo, a Escola de Arquitetura e Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (particulares, católicas). A criação da Universidade Católica de Goiás (UCG), em 1959 e da Universidade Federal de Goiás (UFG) em 1960 foram marcos nesse processo. Na década de 1970 o Estado de Goiás registrou pequeno crescimento do Ensino Superior, movimento contrário ao nacional. Além das duas Universidades citadas anteriormente o Estado dispunha, em 1979, de nove estabelecimentos isolados de Educação Superior, sendo cinco privados, três estaduais e um municipal. Na década de 1980 houve uma expansão significativa com a criação de instituições de Ensino Superior em todo o Estado, totalizando em 1991 trinta e um estabelecimentos distribuídos de acordo com a seguinte 19 dependência administrativa: três universidades, nove autarquias estaduais, onze faculdades municipais, nove instituições isoladas de ensino superior privadas. A esse número acrescentase a interiorização da UFG com a implantação dos campi avançados nas cidades de Catalão e de Jataí e a presença da Universidade Salgado Filho (DOURADO, 2001, p. 66-67). A interiorização e a expansão do ensino superior nos anos de 1990 são impulsionadas pelo movimento de luta para criação e implementação da Universidade Estadual de Goiás (UEG), que se efetivou na anteriormente citada reforma administrativa de 1999 e a cujo respeito versará o próximo item. 1.2 A criação da Universidade Estadual de Goiás O movimento em favor da criação de uma universidade pública e gratuita em Goiás existiu desde os anos 40, embora apenas mais recentemente tenha tomado vulto. A expansão do Ensino Superior, seja pelo setor privado, seja pelo poder público federal, estadual ou municipal ganhou impulso nas décadas de 1960 e 1970, em decorrência da Lei 5.540 de 02 de novembro de 1968, que implantou a Reforma Universitária. Dentro do espírito do regime político vigente desde o Golpe Militar de 1964, essa lei facilitou a fragmentação do Ensino Superior, dando origem, em Goiás, às faculdades isoladas. À época, várias autarquias de Ensino Superior foram criadas pelo Poder Público Estadual sob a forma de Faculdades de Educação, Ciências e Letras (NOVAES, 2004). Vale lembrar que as políticas públicas de educação em Goiás são coerentes com as políticas desenvolvidas pelo Governo Federal, as quais, por sua vez, são em grande parte orientadas por organismos internacionais, como o Banco Mundial. A Constituição Estadual de Goiás, promulgada em 5 de outubro de 1989, enfoca o Ensino Superior de maneira parcimoniosa, tratando, apenas, da questão da autonomia universitária e da gratuidade do ensino nas instituições de ensino superior mantidas pelo Estado (Art. 161). Os requisitos para a Educação Superior, bem como a organização acadêmica, são contemplados na Lei Estadual Complementar n. 26/96, Capítulo IV. Mas a mobilização da sociedade, por meio de professores e alunos, pleiteando a interiorização do Ensino Superior, tornou-se evidente durante os I e II Seminários sobre a Expansão do Ensino de 3º Grau, organizados em 1986 e 1987 pela Delegacia Regional do 20 Ministério da Educação e Cultura em Goiás (DEMEC). Também a União Estadual dos Estudantes (UEE), na década de 1980, debateu e lutou pela criação de uma universidade multicampi. A Lei n. 11.655/91 que criou a Universidade Estadual de Anápolis (UNIANA), originada na antiga Faculdade de Ciências Econômicas de Anápolis (FACEA), gerou a expectativa em torno da possibilidade de unificação das faculdades estaduais isoladas criadas pelos governadores das últimas décadas. Porém, em meados de 1990 não havia ainda um projeto de desenvolvimento para o Ensino Superior público em Goiás, tendo sido prioritária a Educação Básica, o que propiciou a expansão do Ensino Superior privado (NOVAES, 2004). Assim, a criação da UEG respondeu a uma antiga aspiração da sociedade goiana para, mediante a unificação das unidades de ensino superior já existentes e a implantação de outras novas, oferecer à juventude acesso ao ensino superior público, em um número crescente de localidades, amplamente distribuídas no território estadual. O projeto de sua criação teve em vista, de uma parte, favorecer a permanência das novas gerações em seus locais de origem e, de outra, a formação, em âmbito sub-regional, de quadros profissionalmente qualificados para a promoção do desenvolvimento econômico e modernização sócio-cultural das diferentes sub-regiões do estado de Goiás. A UEG resulta do processo de transformação da Universidade Estadual de Anápolis (UNIANA) e da incorporação das Instituições de Ensino Superior (IES) isoladas, mantidas pelo poder público estadual, por força da Lei Estadual n.13.456 de abril de 1999, que normatizou a já referida reforma administrativa estadual, e vinculou organicamente a UEG à Secretaria Estadual de Educação. Posteriormente, por meio do Decreto n. 5.158 de 29/12/1999, a instituição foi vinculada à Secretaria de Ciência e Tecnologia de Goiás, embora tal jurisdicionamento, na prática, seja apenas formal. A UEG foi organizada como uma Universidade multicampi, sendo que a sede se localiza na cidade Anápolis, no Campus situado na BR 153 Km 98, e com várias Unidades Universitárias em todo o Estado. Unidade Universitária é a designação dada às Unidades Acadêmicas da Universidade Estadual de Goiás em cada município. A gestão de cada Unidade é feita por meio de coordenações específicas e de cursos. Essas Unidades são designadas pela sigla UEG, acrescida da respectiva nomenclatura do município. Em Anápolis, como existem duas unidades universitárias a denominação é: UEG-UnUCET (Unidade 21 Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas), a outra é UEG-UnUCSEH (Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas). O teor do artigo 2º da mencionada Lei Estadual, ao transformar a UNIANA na Universidade Estadual de Goiás, procedeu também à transformação da Fundação Universidade Estadual de Anápolis na Fundação Universidade Estadual de Goiás (mantenedora da UEG), bem como transformou em unidades administrativas da UEG as 28 autarquias ou instituições de Educação Superior criadas e mantidas pelo Governo estadual. Dessas 28 autarquias, 12 já se encontravam credenciadas com 39 cursos, dos quais 29 estavam reconhecidos e 10 autorizados pela autoridade competente, sendo acrescidos mais 11 cursos originários da antiga UNIANA, todos reconhecidos. Assim sendo, das 28 instituições incorporadas à UEG somente 13 encontravam-se em funcionamento pleno e ofertando um total de 2.260 vagas nos processos seletivos anuais, quais sejam: UNIANA, em Anápolis; Escola Superior de Educação Física de Goiás (ESEFEGO), em Goiânia; Faculdade de Filosofia Cora Coralina, na cidade de Goiás; Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Porangatu; Faculdade Estadual Celso Inocêncio de Oliveira, em Pires do Rio; Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Itapuranga; Faculdade de Educação, Ciências e Letras de São Luiz de Montes Belos; Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Goianésia; Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Quirinópolis; Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Iporá; Faculdade de Educação, Ciências e Letras Ilmosa Saad Fayad, em Formosa; Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Morrinhos; Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Uruaçu. Atualmente, a Presidência da FUEG coincide com a Reitoria da UEG. A personalidade jurídica e a gestão financeira dos recursos ficam ao seu encargo. A FUEG possui um Conselho Curador, composto por integrantes da comunidade regional, para cuidar principalmente dos assuntos ligados ao patrimônio da instituição. O órgão máximo da Universidade Estadual de Goiás é o Conselho Universitário, composto pelos diretores das Unidades Universitárias, Pró-Reitores, diretores de gerências, representação da comunidade universitária (discentes, docentes e técnicos administrativos), representação da mantenedora e representação da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado de Goiás. Ele trata das macro-diretrizes da instituição, tais como: políticas, formas de gestão, criação de novos cursos, programas e projetos de maior envergadura. 22 A Universidade possui ainda, ligado ao nível central, o Conselho Acadêmico como órgão de menor tamanho e maior agilidade do que o Conselho Universitário, organizado em Câmaras (pesquisa, graduação e extensão), tratando previamente as questões acadêmicas, tais como: projeto pedagógico de novos cursos, normas para pesquisa e extensão, análise e regulamentações do cotidiano acadêmico, entre outros. No primeiro ano de funcionamento, a UEG, buscou estabelecer as diretrizes e bases para sua atuação no Estado, elaborou seu Estatuto e seu Regimento Geral, por meio de uma Assembléia Estatuinte, composta por membros de todos os seus segmentos. A UEG é uma instituição que possui uma característica bastante peculiar em relação a outras entidades de ensino superior: encontra-se territorialmente descentralizada, como pode ser visualizado no mapa (FIG. 2) e Quadro 1 abaixo: FIGURA 2 - Localização das Unidades Universitárias da UEG Fonte: Comissão de Assessoria de Avaliação Institucional – 2006. 23 QUADRO 1 Municípios que possuem Unidades Universitárias da UEG Anápolis – CET4 Anápolis - CSEH5 Caldas Novas Campos Belos Ceres Crixás Formosa Goianésia Goiânia Goiás Inhumas Ipameri Iporá Itaberaí Itapuranga Itumbiara Jaraguá Jussara Luziânia Minaçu Morrinhos Pires do Rio Porangatu Posse Quirinópolis Sanclerlândia Santa Helena de Goiás São Luiz de Montes Belos São Miguel do Araguaia Silvânia Uruaçu Fonte: PrP – UEG/2005 Na área de graduação contava até 2005 com 23 cursos regulares em funcionamento, que se replicam regionalmente para atender a vocação local e regional, além de interesses políticos, atingindo um total de 106. Destes, oito encontravam-se em fase de extinção, totalizando 4.265 vagas ofertadas anualmente. Dos cursos seqüenciais, também objeto de auto-avaliação em 2005, constam oito modalidades que se replicam formando um conjunto de 37 cursos oferecidos em Unidades e Pólos. A partir de 2006, 39 Unidades Universitárias estarão funcionando em 37 cidades, oferecendo um total de 128 cursos, sendo 19 cursos superiores em Tecnologia, 77 cursos de Licenciaturas e 32 de Bacharelados. Em consonância ao que foi estabelecido na LDB – Lei n. 9.394/96, a UEG vem desenvolvendo, em parceria com os governos estadual e municipais e com segmentos representativos da iniciativa privada voltados à educação, o projeto emergencial de Licenciatura Plena Parcelada (LPP), do Programa Universidade para os Trabalhadores da Educação. Brzezinski, Carneiro e Brito (2004, p. 250) explicitam que: A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB 9.394/96 – passou a intensificar a exigência da formação de professores em nível superior para atuar na Educação Básica. Essa mesma LDB, em seu Art. 87, § 4º, prescreve que “até o fim da Década da Educação somente serão admitidos professores habilitados em nível superior ou formados por treinamento em serviço”. Diante dessa exigência legal, o grande contingente de professores leigos atuantes no Sistema de Ensino Público em Goiás deveria ser habilitado, em nível superior, até 2006, ano em que findará a Década da Educação, por força de lei, esse prazo-limite foi estendido até janeiro de 2007. Os autores esclarecem ainda que, em 2000, a UEG e a Associação Goiana dos Municípios (AGM) firmaram convênio e as prefeituras municipais assinaram um termo de 4 5 CET: Ciências Exatas e Tecnológicas CSEH: Ciências Sócio-Econômicas e Humanas 24 adesão, comprometendo-se com a efetivação da LLP para a formação dos professores municipais, o que já vinha ocorrendo com os professores da rede estadual, quando do estabelecimento do primeiro convênio entre a UNIANA e a SEE, em 1998. A Universidade também está presente com os Pólos Universitários em 19 municípios. Constituem-se ainda como Pólos o de Projetos Especiais, em Goiânia, a Academia de Polícia Militar e o Primeiro Grupamento de Incêndio do Corpo de Bombeiros, em Goiânia, como sede de cursos seqüenciais. A localização dos pólos pode ser vista no Quadro 2: QUADRO 2 Localizações dos Pólos Universitários Academia de Polícia Militar Anápolis – Colégio Auxilium Aparecida de Goiânia Aruanã Catalão Cristalina Edéia 1° Grupamento de Incêndio do Corpo de Bombeiros Goiânia PPE Goiânia Goiatuba Itapaci Jataí Mineiros Niquelândia Palmeira de Goiás Piranhas Pirenópolis Planaltina de Goiás Santa Terezinha Santo Antônio do Descorberto Trindade Fonte: LPP/UEG/2005 Consoante o Inciso I do artigo 44, da citada Lei, a UEG vem ofertando cursos seqüenciais por campo de saber, de formação superior, abertos a candidatos que atendam aos requisitos exigidos pela instituição, para suprir as necessidades do mercado de trabalho e em áreas de atuação da Universidade, cujas primeiras turmas já começam a ser certificadas. Oferece ainda cursos de graduação e extensão a distância pelo Centro de Educação Aberta, Continuada e a Distância – CEAD. Conforme levantamento realizado pelas Coordenações de Assuntos Acadêmicos da Pró-Reitoria de Graduação e Licenciatura Plena Parcelada (LPP), pela Secretaria Acadêmica dos Cursos Seqüenciais e pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa, a UEG, no período compreendido entre 1999 e outubro de 2005, formou 40 mil e 206 alunos, sendo: 19 mil e 394 alunos da LPP; 13 mil e 99 dos cursos regulares de graduação; 5 mil e 42 alunos dos seqüenciais, e 2 mil e 671 dos cursos de Pós-Graduação lato sensu. No período de outubro de 2005 a abril de 2006, mais 7 mil e 366 alunos serão graduados pela UEG, que tem, atualmente, 32 mil e 853 alunos, de acordo com dados de dezembro de 2005. 25 Os cursos de Pós-Graduação Lato Sensu oferecidos pela UEG, de acordo com a Coordenação de Pós-Graduação, surgem da solicitação por meio de projetos em áreas estratégicas e que atendam os interesses do mercado de trabalho, que exige mão-de-obra qualificada. De acordo com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI 2003-2007), entre 2001 e 2003 a maior demanda foi por cursos de pós-graduação na área educacional, oferecidos com recursos da UEG, por meio de convênios com outros órgãos ou custeados pelos alunos. A partir de 2001 expandiramm-se as grandes áreas e outros cursos são realizados em outros campos de conhecimento. Os Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu têm sido desenvolvidos mediante convênios interinstitucionais enquanto a instituição se estrutura para a criação de seus próprios cursos. Em 2006 a UEG conta com dois mestrados próprios em funcionamento na UnUCET, um em Ciências Moleculares e outro em Engenharia Agrícola. A política para pesquisa, na UEG, tem como prioridade a pesquisa cooperativa, enfocando o regional, o interdisciplinar e o interinstitucional. O estabelecimento dos núcleos temáticos baseia-se em dois critérios: pessoal capacitado disponível na instituição e contribuição para o desenvolvimento sustentado da Região Centro-Oeste. Destacam-se, dentre as temáticas que orientam a implementação dos projetos de pesquisa: Meio Ambiente, Ciências Agrárias, Educação, História, Memória Sócio-Econômica e Ciências do Movimento Humano. Sua evolução é registrada no GRAF. 1: Evolução do Número de Projetos Internos de Pesquisa UEG 250 200 150 247 238 2004 2005 100 50 0 98 23 28 43 2000 2001 2002 2003 GRÁFICO 1 - Evolução do Número de Projetos Internos de Pesquisa – UEG Fonte: Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PrP)-UEG/2005 26 As atividades de pesquisa são realizadas individualmente ou por equipes compostas por docentes e discentes da UEG em todas as áreas de conhecimento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), conforme disposto no Quadro 3: TABELA 1 Projetos de pesquisa na UEG no período 2000-2005, por grande área do conhecimento – CNPq Área de Conhecimento 2000 2001 2002 2003 2004 2005 TOTAL Ciências Agrárias 1 2 2 18 32 40 95 Ciências Biológicas 1 6 13 19 43 39 121 Ciências Exatas e da Terra 8 3 3 10 39 37 100 Ciências Humanas 2 7 11 24 67 65 176 Ciências da Saúde - 1 4 8 7 8 28 Ciências Sociais e Aplicadas 3 - 2 8 29 19 61 Engenharias 6 8 3 6 18 14 57 Lingüística, Letras e Artes 2 1 5 5 12 16 41 23 28 43 98 247 238 679 TOTAL Fonte: PrP-UEG/2005 Com a implementação, em 2002, do Programa de Bolsas de Iniciação Científica (PBIC/UEG) registra-se um salto qualitativo na política de pesquisa da UEG, embora o apoio oferecido pela instituição se resuma até hoje, na quase totalidade dos projetos, à concessão de carga horária para os professores pesquisadores. Um agravante é o fato do regime de dedicação exclusiva (DE) não ter sido efetivamente implementado. A trajetória percorrida pela UEG nesses primeiros anos de existência mostra as conquistas e as vicissitudes do projeto, que vem se consolidando com muitos percalços em função de ingerências políticas, de forma mais marcante nas unidades do interior do Estado. Essas ingerências são simbolizadas pela abertura de cursos, pólos e unidades sem nenhuma estrutura física ou acadêmica, apenas para atender interesses particulares, pela resistência à realização de concurso público para contratação de professores e pelos baixos salários pagos aos docentes, entre outros. A UEG obteve seu credenciamento por meio do Decreto n. 5.560 de 01/03/2002, do Governo Estadual, que homologou a Resolução n. 001 de 28/01/2002, do Conselho Estadual de Educação (CEE), com efeito retroativo a 16/04/1999. O requerimento de renovação desse credenciamento, protocolado no CEE em 30/09/2003, anexa o Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI 2001-2004, que traz mudanças para atender às novas 27 exigências feitas pelo Ministério da Educação (MEC), adequando os cursos aos eixos temáticos essenciais e representa o compromisso da instituição para os próximos cinco anos. Em 17/11/2005, mais de dois anos transcorridos do pedido de recredenciamento, foi nomeada a Comissão de Especialistas para avaliar a instituição, com vistas ao andamento do processo. Esse foi aprovado pelo CEE em 25/8/2006, com vigência até 2011, ano em que se desencadeará novo processo de recredenciamento. No final de 2003 a UEG foi classificada pelo MEC, com base em pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – INEP, como a oitava maior instituição de ensino superior do Brasil e a segunda pública estadual, em relação ao número de alunos matriculados no ano de 2002, configurando-se em um arranjo espacial que abrange todo o Estado de Goiás. Em razão de sua vultosa dimensão, todavia, a UEG vem encontrando dificuldade em se consolidar conforme o projeto de sua criação, no qual se previa, para o futuro imediato, um amplo processo de integração e coesão entre suas unidades, buscando-se garantir elevado padrão de qualidade no ensino, gestão democrática das atividades acadêmicas e competência na realização de suas funções de ensino, pesquisa e extensão. Parte considerável do problema da insuficiência de integração e coesão na UEG apresenta-se sob a forma de uma nítida disparidade quanto aos níveis de formação dos quadros docentes de suas diferentes unidades, sobretudo entre as já tradicionais, localizadas em Anápolis e Goiânia, e as instaladas em época mais recente, em municípios do interior do Estado. Isso posto, no próximo ponto apresentamos um histórico do município de Anápolis, no qual estão localizadas a Reitoria da UEG e a Unidade em estudo - UnUCSEH. 1.3 Histórico da cidade de Anápolis A cidade de Anápolis é um exemplo de cidade que surge por meio do comércio, por encontrar-se em uma localidade estratégica, como afirma Polonial (1995, p. 35): “estando a meio caminho entre as cidades de Pirenópolis, Goiás e Silvânia, o local serviria de pouso para tropeiros e nele se desenvolveu um entreposto comercial” . 28 O local era um ponto de referência para tropeiros que faziam transações comerciais entre áreas mineradoras do interior goiano e o sudeste do país, pois além do descanso os viajantes também participavam de festas e novenas realizadas a partir da construção da capela de Sant’Ana. A importância do comércio para o nascimento da cidade, juntamente com o fator religioso, é reforçada por Silva (1997, p. 15), ao observar que “tudo nos leva a crer que o povoado surge em função destas festas estimuladas pelo movimento comercial provocado pelos tropeiros, o que antecede a construção da capela de Sant’Ana”. Aos poucos a Freguesia de Santana se tornou um local povoado e foi crescendo, até se emancipar política e territorialmente de Pirenópolis em 31 de julho de 1907, com a assinatura do Decreto Lei n. 320, pelo então presidente do Estado de Goiás, Miguel da Rocha Lima, com a denominação de Anápolis. Para isso concorreram os trabalhos de pioneiros como Gomes de Souza Ramos e José da Silva Batista (POLONIAL, 1995; SILVA, 1997). O período que vai de 1870 a 1935 representa um dos marcos no processo de desenvolvimento da cidade, conforme descrito: Entre 1870 e 1935, a região do município de Anápolis sofreu profundas mudanças. As poucas moradias existentes, habitadas por escassa população, deram lugar a uma aglomeração humana complexa. As casas aperfeiçoaram-se com construções de alvenaria, e a cidade ganhava feições urbanas mais definidas (POLONIAL, 1995, p. 32). Foram se constituindo centros na cidade a partir das demandas comerciais da população, até que a chegada da ferrovia, em 1935, formou o terceiro centro da cidade nas proximidades da estação ferroviária, abrigando inúmeros varejistas e atacadistas. A ferrovia consolidou a cidade como entreposto comercial e dinamizou seu espaço intra-urbano. Isso fez de Anápolis “um pólo atrativo na região e terminou por criar uma rede de dependência, no setor de serviços, entre dezenas de municípios goianos e o município anapolino” (POLONIAL, 1995, p. 55). Em 28 de agosto de 1973, em plena Ditadura Militar, Anápolis foi declarada área de interesse da Segurança Nacional, conforme Decreto Lei n. 1284, para implantação da Base Aérea, tendo seus prefeitos indicados pelo governador do Estado e nomeados diretamente pelo presidente da República, situação que perdurou até 1985. Atualmente, a Base Aérea de Anápolis integra o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam)1. http://www.militar.com.br/servicomilitar/servmilitaraeronautica.htm 29 Possuindo o terceiro maior colégio eleitoral do Estado, Anápolis é considerada a mais avançada cidade industrial do território goiano. Em 1976 foi implantado o Distrito AgroIndustrial (DAIA), durante o mandato de Irapuan Costa Júnior, no Governo Estadual e do Presidente do Brasil, Ernesto Geisel. Suas principais indústrias pertencem aos ramos farmoquímico, de alimentos e indústria de transformação. A localização geograficamente privilegiada coloca a cidade em vantagem competitiva para a logística de mercadorias, sendo objeto de um projeto que envolve esforços dos três níveis de governo e da iniciativa privada, para criação de uma a Plataforma Logística Multimodal6. Seguindo o modelo francês, ela disponibilizará os recursos modais rodoviário, ferroviário e aéreo para o transporte de produtos para todas as regiões brasileiras e para o mercado internacional. Na parte do comércio exterior, a cidade conta ainda com o suporte do Porto Seco Centro-Oeste, a primeira estação aduaneira em funcionamento na região. A população total do município de acordo com o Censo Demográfico do IBGE (2002) era de 297.085 habitantes. Destes, 97,25% era de população urbana e apenas 2,75% rural. Uma estimativa feita pelo IBGE em 2004 aponta para uma população em 2005 de 313.412 habitantes. Seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,788 segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD (2000). O município possui 918 km² representando 0,27% da área do Estado e 0,0574% da Região Centro-Oeste, com uma configuração espacial que estabelece divisas com diversos municípios, como pode ser visto no mapa abaixo (FIG.3), que a ele recorrem para negócios, estudos, tratamentos médicos e hospitalares: Ano de Instalação: 1887 Microrregião: Centro Goiano Mesorregião: Anápolis Distância à Capital: 50,6Km Atual Prefeito Municipal: Pedro Fernando Sahium (Sem partido). FIGURA 3 - Mapa da cidade de Anápolis-GO Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD; Associação Goiana dos Municípios, 2005. No aspecto educacional, Anápolis conta em 2005 com cerca de 64 escolas municipais, 41 estaduais e 75 particulares, de acordo com a Subsecretaria Regional de 6 A Plataforma Logística Multimodal de Goiás promoverá, pela primeira vez no Brasil o conceito de central de inteligência logística, combinando multimodalidade, telemática e otimização de fretes. 30 Educação.Aproximadamente 84,6% dos alunos matriculados no ensino médio no ano de 2005 são da rede estadual e 15,4% são da rede particular (TAB. 2) e 71,1% dos professores que atuam no ensino médio são da rede estadual (TAB. 3). Contudo, apesar da estrutura educacional ser plenamente suficiente para atender bem todos os alunos, o índice de abandono escolar é grande, como demonstrado na TAB. 4. TABELA 2 Matrícula inicial por nível e rede de ensino em Anápolis - 2005 Ensino Fundamental - regular Rede Educação Especial 1ª a 4ª série e 5ª a 8ª série e (Incluídos) Anos Iniciais Anos Finais Ensino Médio - regular Estadual 146 2.665 14.014 13.378 Municipal 275 18.006 7.460 0 Particular 31 5.821 5.612 2.443 Total 452 26.492 27.086 15.821 Fonte: Adaptado do INEP/2005 TABELA 3 Número de professores por nível e rede de ensino em Anápolis - 2005 REDE Número de Professores por Nível e Modalidade de Ensino Ed Pré - Escola Ens Fund Ens Medio Especial EJA Profis. Creche Estadual Municipa l 0 55 31 Particular 26 176 81 207 2498 Total Fonte: SEE/INEP 0 905 727 0 335 897 0 12 696 292 45 1019 57 Parcial 0 1967 113 0 1108 36 71 1342 484 71 4417 TABELA 4 Abandono escolar no ensino fundamental e médio em Anápolis - 2005 Ensino Rede Abandono * Estadual 1991 Municipal 788 Particular 95 Estadual 2437 Ensino médio Municipal 0** Particular 44 Fonte: SEE/GO; * base de dados 2005, referente ao movimento e rendimento de 2004. ** a rede municipal não atende o ensino médio em Anápolis Ensino fundamental 31 No Ensino Superior a cidade oferece uma grande diversidade de opções. A Universidade Estadual de Goiás, com suas duas Unidades Universitárias, tem dezesseis cursos, distribuídos nas três grandes áreas do conhecimento e a UniEvangélica – Centro Universitário de Anápolis, mantém vinte e dois cursos. Também do sistema privado são a Faculdade Latino Americana – FLA, a Faculdade do Instituto Brasil – FIBRA, a Raízes e a UVA – Universidade Vale do Acaraú. É nesse contexto que está a Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas da UEG, cuja criação e desenvolvimento serão agora descritos. 1.4 A criação da UnU de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas O embrião da Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas foi a Faculdade de Ciências Econômicas de Anápolis, criada pela Lei Estadual n. 3.430, sancionada em cinco de julho de 1961 e implantada oficialmente no dia seis de maio de 1962. Seu único curso, durante vinte e três anos, foi o de Ciências Econômicas, com quarenta vagas anuais, autorizado a funcionar pelo Decreto Federal n. 73.149 de 12 de novembro de 1973 e reconhecido em setembro de 1976. Em 1984 o Ministério da Educação autorizou o funcionamento, na instituição, dos cursos de Administração de Empresas e Ciências Contábeis, e em 1986, atendendo reivindicações da população, foram criados os primeiros cursos de formação de professores em Geografia, História, Letras e Ciências (Licenciatura Curta), além do curso de Tecnologia em Processamento de Dados. Em oito de setembro de 1987, por meio do Decreto n. 2.814, o governador Henrique Antônio Santillo instituiu uma comissão para coordenar os trabalhos de transformação da FACEA em Universidade. As finalidades dessa comissão foram expressas em seu Art. 1º, incisos I ao IV: III- III- Promover os estudos preliminares necessários à criação e implantação da Universidade Estadual de Anápolis; Levantar e relacionar, por ordem de prioridade, os atos legais e administrativos indispensáveis à criação, instalação e ao funcionamento da Universidade Estadual de Anápolis; Sugerir ao poder público estadual, com base na legislação federal específica, os possíveis cursos a serem criados na Faculdade de Ciências Econômicas de Anápolis, visando atingir o total exigido para composição da estrutura universitária; 32 IV- Propor, tendo em vista as possibilidades e os interesses locais, regionais e da administração pública, a forma de estruturação da Universidade, buscando a economia de recursos a serem aplicados na execução do projeto, aliada a um elevado padrão de qualidade da entidade a ser criada. A história, como relatado no item relativo à criação da UEG, apontava uma movimentação para criar uma Universidade Estadual em Goiás, que vinha desde a década de 1940, sem resultados concretos, conforme o documento n. 947/93 de 02/09/93, do Conselho Estadual de Educação: [...] inúmeras iniciativas legislativas de criação de uma Universidade Estadual emergiram a partir da década de 40 sem que ultrapassassem os limites formais das leis que as criaram. Senão vejamos: Lei nº 192, de 20/10/48 – cria a Universidade do Brasil Central; Lei nº 6.770, de 10/11/67 – cria a Universidade Estadual de Anápolis; Lei nº 8.613, de 20/04/79 – cria a Universidade Rural do Estado de Goiás, com campus em 10 cidades do interior goiano; Lei nº 8.772, de 15/01/80 autoriza criar a Universidade do Estado de Goiás, com sede em Anápolis e a Lei nº 10.018, de 22/05/85 – autoriza criar a Universidade Estadual de Anápolis. Considerando esses antecedentes, a comunidade acadêmica mobilizou-se intensamente e, em 22 de agosto de 1989, o diretor educacional da FACEA, professor Ubiratan Cardoso de Souza, designou por meio da portaria n. 33-G/89 uma comissão com a responsabilidade de elaborar os processos para a criação dos cursos de Engenharia Sanitária e Pedagogia e para a plenificação do curso de Licenciatura Curta em Ciências, o qual se transformaria em dois, Licenciatura Plena em Biologia e em Química, objetivando operacionalizar a implantação da Universidade, com sua agregação aos cursos já existentes. Os referidos cursos foram autorizados a funcionar em 1990 e, atendidos os demais trâmites legais, nesse mesmo ano a FACEA foi transformada na Universidade Estadual de Anápolis (UNIANA), por meio do Decreto Lei n. 3.549. Contando com onze cursos, sendo sete de formação de professores, a UNIANA foi constituída em três centros: Ciências Exatas e Tecnológicas, que funcionava no Anexo do Bairro Alexandrina e que posteriormente viria a ser a Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas – UnUCET, o Centro de Ciências Humanas e Letras e o Centro de Ciências Sócio-Econômicas, funcionando ambos no bairro Jundiaí, e que posteriormente viriam a constituir a Unidade de Ciências SócioEconômicas e Humanas. Na mesma data, 23 de março de 1990, foi instalada oficialmente a Fundação Universidade Estadual de Anápolis, aprovado o Estatuto da Mantenedora, empossados os membros do novo Conselho Diretor da Instituição e designado como reitor pro tempore, o economista Vicente Pedatella Neto, que permaneceu à frente da Universidade até o final de 1998. O Decreto Presidencial que autorizou o funcionamento da UNIANA foi publicado no Diário Oficial da União apenas em 24 de janeiro de 1994. 33 Em 1991 foi criado o Colégio de Aplicação, denominado “Dr. César Toledo”, para servir de campo de estágio e pesquisa para os cursos de licenciatura, mas que por questões operacionais somente começou a funcionar em janeiro de 1993, no Anexo do Bairro Alexandrina, atendendo desde a alfabetização até o Ensino Médio. O Colégio foi uma referência no ensino básico na cidade, com várias experiências exitosas, mas foi transferido para a Secretaria de Educação em 2000, logo após a transformação da UNIANA em Universidade Estadual de Goiás e agora, no final de 2005, tornou-se Colégio Militar. Em 1º de outubro de 1992 foi criada a Coordenadoria de Pós-Graduação, que até o final de 1998 ofereceu dezoito cursos lato sensu, atendendo uma extensa clientela, inclusive de outros estados. Na atualidade, após a criação da UEG, ela foi vinculada à UnUCSEH, como coordenadoria adjunta de Pesquisa e Pós-Graduação, tendo sob sua responsabilidade uma média de 14 cursos oferecidos anualmente. Em 2005 foi incorporada ao Centro de Estudos Avançados em Humanidades, composto por professores pesquisadores da Unidade e que tem como objetivo o incremento da pesquisa, da iniciação científica e a melhoria constante dos cursos de pós-graduação oferecidos. No ano de 1994 foi publicada a primeira edição da UNICIÊNCIA, a revista científica da UNIANA, que contava com artigos inéditos de professores desta e de outras instituições de ensino superior. A proposta era de que fosse semestral, mas até 1998 chegou apenas ao quinto volume, por questões financeiras, e a partir desse ano foi assumida pela Universidade Estadual de Goiás. Para preencher a lacuna deixada na Unidade, em 2004 foi lançada a revista PLURAIS, de periodicidade semestral, com uma diretriz editorial centrada, a cada número, em eixos temáticos amplos. Está agora em seu terceiro número, com o propósito de ser um espaço de diálogo aberto à participação de professores e pesquisadores das diversas instituições de ensino e pesquisa de Goiás e do Centro-Oeste (PLURAIS, 2005). Dentre os programas de extensão desenvolvidos pela UNIANA, destacaram-se: a) O Programa “Integração da Universidade com o Ensino Fundamental – 1ª a 4ª séries – capacitação de recursos humanos”, que partiu de uma proposta do MEC, sendo desenvolvido pela UNIANA nos anos de 1994 a 1996, atendendo, além de escolas do município de Anápolis, as cidades de Alexânia, São Francisco de Goiás, Goianésia, Ouro Verde de Goiás, Piracanjuba, Cromínia, Professor Jamil, Mairipotaba e Hidrolândia. Coordenado pela professora Elizabeth Damasceno, realizava oficinas 34 com os professores da primeira fase do Ensino Fundamental, apresentando propostas de trabalho inovadoras, com uma repercussão positiva nas prefeituras envolvidas. b) O Programa Alfabetização Solidária, uma parceria entre a UNIANA, a Fazenda Barreiro, o Governo Federal e a Prefeitura Municipal, desenvolvido a partir de agosto de 1998, no Setor Industrial Mounir Calixto, atendendo inicialmente a noventa e seis pessoas, com a coordenação da professora Eliane Anderi. Depois foi expandido e passou a trabalhar, dentro da filosofia do programa, com comunidades carentes de outros estados. Os resultados, apresentados em um encontro nacional realizado em dezembro de 1998, na cidade de São Paulo, foram aprovados pela Comissão Executiva Nacional do Programa. E embora sob a coordenação do professor Élson M. da Silva, tenha sido premiado nacionalmente, não recebeu apoio da Pró-Reitoria de Extensão da UEG, sendo por isso desativado na Unidade. c) O Projeto AABB Comunidade, uma parceria entre o Banco do Brasil, a UNIANA, o Rotary Clube, a Polícia Militar, a Base Aérea e o Corpo de Bombeiros, iniciado em setembro de 1998, proporciona atividades sócioculturais e esportivas, além de atendimento médico-odontológico com o apoio de profissionais da Unimed, a crianças e adolescentes carentes de 9 a 14 anos. Atualmente está sendo coordenado pela professora Maria Martins, estando consolidado como campo de atuação para os alunos dos cursos de licenciatura da UnUCSEH, especialmente do curso de Pedagogia. Em 1998, considerando as exigências legais para o credenciamento da UNIANA junto ao MEC, emanadas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação n. 9394/96, e do decreto federal n. 2026, de 10/10/1996, que estabelece procedimentos para o processo de avaliação de cursos e instituições de ensino superior, a comunidade acadêmica e a sociedade anapolina, reivindicaram ao Governo da Estado a liberação de recursos para a construção do campus universitário, em uma área de 27 alqueires já pertencente à Instituição, e para a realização de concurso público para docentes e funcionários administrativos. No mês de maio do referido ano o Governo destinou uma verba de R$ 1,5 milhões para atender as solicitações feitas em relação à compra de equipamentos para os laboratórios, móveis e livros para a Biblioteca, máquinas para a instalação da gráfica e computadores. Também foi dado início à construção do campus que hoje abriga a sede da UEG, para a qual foram destinados R$ 4,7 milhões, e aos 35 preparativos para a efetivação do concurso, que ocorreu no final do ano, oferecendo 138 vagas para docentes nas diversas áreas do conhecimento e 24 vagas para técnicos de nível superior e médio. No início de 1999, tomaram posse os primeiros professores concursados da Universidade, visto que em 1994 já havia sido realizado um concurso para técnicos de ambos os níveis. Em 2004 foi realizado o segundo concurso, que ainda não atendeu plenamente as necessidades da UEG como um todo. O projeto inicial do Programa Universidade para os Trabalhadores da Educação (LPP) nasceu nesta Unidade, quando, em 1998, o reitor, professor Vicente Pedatella Neto, recebeu da secretária estadual de Educação, professora Terezinha Vieira dos Santos, a incumbência de elaborar um projeto para formação dos professores da rede estadual de ensino que estavam em atuação sem ter a titulação prevista em lei, englobando neste projeto todas as treze Instituições de Ensino Superior do Estado. E embora tenha sido também esta Unidade a que, juntamente com a Eseffego, mais lutou para que o projeto iniciasse suas atividades em janeiro de 1999, para que não fosse suspenso com a mudança do governo estadual, em 2003, por questões políticas-administrativas e de espaço, a Congregação optou por não mais trabalhar com o Programa, quando então foi criado o Pólo de Anápolis, funcionando hoje no Colégio Auxilium, e para este foram transferidas as turmas remanescentes. Ainda em 1999, com o Decreto n. 13.456 de 16 de abril, que criou a Universidade Estadual de Goiás, o Centro de Ciências Humanas e Letras e o Centro de Ciências SócioEconômicas passaram a constituir a Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas, funcionando na antiga sede da avenida JK, no Bairro Jundiaí, e o Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas passou a ser a Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas, situada inicialmente no Anexo do Bairro Alexandrina e posteriormente no campus da BR 153. As instalações físicas da UnUCSEH são constituídas por um conjunto de três prédios, bastante desgastados pelo uso, dois pátios de estacionamento e uma quadra poliesportiva coberta, reformada em 2004 com recursos da comunidade. Nessas instalações a Unidade abriga as atividades acadêmicas de sete cursos regulares – Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas, no turno noturno, Geografia, História, Letras e Pedagogia, no turno matutino, e os cursos de Pós-Graduação. Também funcionam nesse espaço os cursos de línguas estrangeiras do Centro de Idiomas, nos três turnos, um projeto de extensão denominado Universidade Adolescente, com menores em situação de risco social, em parceira com o Juizado da Infância e Adolescência, no período vespertino, quando têm aulas de 36 reforço escolar, atividades físicas e culturais e cursos do Centro de Formação de Condutores, aos finais de semana. Para entender a complexidade do trabalho de avaliar uma instituição de ensino superior, especialmente com as características da UnUCSEH, o próximo capítulo abordará as bases teóricas da avaliação institucional. 37 CAPÍTULO II REFERENCIAL TEÓRICO As transformações que cotidianamente ocorrem o mundo globalizado contemporâneo, principalmente aquelas decorrentes dos avanços tecnológicos, apontam a Educação como a grande prioridade deste início de século. A sociedade do século XXI está marcada pela busca do conhecimento, da informação, o que gera uma intensa demanda de educação superior, especialmente em países de economia periférica ao processo de globalização, como o Brasil, nos quais o acesso a esse nível de ensino ainda é restrito e a formação técnica incipiente. A crescente diversificação das carreiras e a percepção do papel da educação superior na formação de pesquisadores e profissionais tecnicamente qualificados, evidenciam a importância da Universidade para o desenvolvimento sócio-cultural e econômico atuais. Como conseqüência, esses dois pontos originaram uma massificação do ensino superior privado, e uma forte pressão sobre as instituições públicas, para que mostrem resultados na expansão da matrícula, na produção científica e na realização de programas sociais do governo. A qualidade da educação adquire força nos discursos oficiais como fator estratégico para o desenvolvimento do fator econômico, haja vista as políticas educacionais neoliberais adotadas pelo governo brasileiro com maior força a partir de 1995, para adequar o Brasil à nova ordem mundial. Está claro, contudo, que há uma correlação real e direta entre o nível de recursos e a qualidade da educação. Não é possível uma expansão massiva da educação superior sem um aumento substancial de recursos. Para isso é necessário mobilizar todos os integrantes do sistema e, reconhecendo a educação superior como um investimento social importante, designar-lhe recursos públicos adequados; empreender uma busca sistemática de novos métodos de financiamento, baseados na participação de todos que direta ou indiretamente se beneficiam dela, incluindo o setor econômico, as comunidades locais e outros. Essa ampliação de recursos deve ser acompanhada de esforços sistemáticos das próprias instituições de 38 educação superior para aproveitá-los otimamente e aumentar sua eficiência. E a Avaliação Institucional é um dos elementos que permite rever e interpretar essa realidade para transformá-la, além de possibilitar a transparência dos processos e ações. O Brasil, como as demais nações da América Latina e do Caribe, sofre com a intensificação da ordem mundial vigente em função da precariedade de sua economia e a conseqüente dependência dos grandes agentes internacionais financiadores do desenvolvimento. Esses agentes financiadores, notadamente Banco Mundial e BID, em sintonia com o Fundo Monetário Internacional, exigem liquidez nos seus aportes financeiros e por esse motivo interferem na política econômica dos seus financiados, garantindo medidas que consideram austeras e / ou de saneamento, tais como diminuição das chamadas ações sociais não essenciais (ENGUITA, 1999; GENTILI, 1999). Entre as ações entendidas como não essenciais está a manutenção pelo Estado da educação superior gratuita, forçando a restrição orçamentária destinada a esse fim, o que vêm piorando suas condições de oferta e gerando uma crise dos sistemas nacionais de educação na América Latina, em contraposição ao discurso apresentado sobre a importância da educação no desenvolvimento social (DIAS SOBRINHO, 2000; BIANCHETTI, 1996). Como medida de sobrevivência para as universidades frente a esse cenário de crise está a inadiável racionalização de suas atividades, passando por um incremento ou instalação de políticas mais consistentes e baseadas no planejamento e avaliação institucional, tendo como referentes a qualidade, a pertinência, a cooperação entre instituições, a eficiência e a eficácia. Sendo a Universidade uma instituição social necessária e relevante, a quem a sociedade atribuiu a função de produzir e socializar conhecimentos, a Avaliação Institucional é condição essencial para que ela se conheça, atuando como instrumento de fortalecimento de sua natureza acadêmica e subsidiando as decisões que visem melhorar sua qualidade com as transformações que se fazem necessárias. Toda política de avaliação tem estreita relação com a organização do sistema de ensino e sua dinâmica funcional, buscando os objetivos postos pelo projeto político para a área da educação que o grupo no poder está implantando (Gomes, 2002). Em uma sociedade cada vez mais desigual social e economicamente como a brasileira, com a massificação do ensino pretendida pelo governo, 39 a utopia de realização de um padrão único de qualidade torna-se inexeqüível. Se esse conceito já é em si problemático em um sistema de elite, que é marcado pela maior severidade dos critérios dos exames nas disciplinas, a política de massificação e diversificação faz com que ele tenda a desaparecer da agenda política da educação superior. Nos sistemas de massa o que se constata, como já ressalvava Trow (1973, p. 13), é que os padrões de qualidade ”tornam-se variáveis, diferindo em severidade e caráter em diferentes partes do sistema e instituições, de tal forma apropriada desde ambos, sistemas e instituições, têm se tornado holding companies para diferentes tipos de empreendimento” (GOMES, 2002, p. 288). Dessa forma, os padrões de qualidade serão estabelecidos não somente em função do projeto acadêmico-institucional, do perfil profissional pretendido ou do curso oferecido, mas também das políticas avaliativas adotadas. A qualidade é uma preocupação histórica, intrínseca à Universidade, e que foi mudando com suas funções e compromissos, à medida que suas atividades internas e impacto externo tornavam-se cada vez mais complexos. A necessidade de trabalhar com uma gestão de qualidade supõe a sistematização dos processos de extensão/promoção dessa qualidade, tornando imperativo, portanto, que haja um consenso acerca de seu significado. No caso da Universidade, a qualidade está ligada à sua missão, seus princípios e valores. Mesmo que a educação superior esteja sendo pressionada pelas exigências impostas pelo mundo globalizado, ela não pode se restringir à sua função informativa e funcional, pois mais do que nunca, a sociedade humana requer pessoas com mentes abertas e rigorosamente críticas, com o domínio das teorias integradoras e a compreensão dos movimentos de transformação nos níveis mundiais e interculturais. Uma atitude crítica é imprescindível não para recusar a ciência e suas derivações técnicas, o que seria um inaceitável novo tipo de obscurantismo, porém, como superação de reducionismos e das explicações simplistas da realidade humana e social que se constroem a partir de um ângulo qualquer de alguma disciplina especializada e isolada (DIAS SOBRINHO, 2000, p. 26). Um processo educativo orientado para a formação crítica deve, então, considerar diferentes dimensões da qualidade: como valor intrínseco de uma ação, processo ou instituição; como eficiência de um processo ou de uma organização; como pertinência social de seus produtos e como valor cultural, político e social. É preciso ter claro que a educação, embora vital para a economia e o progresso material, está inerentemente vinculada à formação humana e ao desenvolvimento social, de acordo com os valores postos pela sociedade onde acontece. Dessa forma, o conceito de qualidade em educação não prescinde de sentidos e princípios éticos e políticos, ao mesmo tempo em que não se realiza sem eficiência e competência técnica. 40 Esse entendimento de qualidade não permite que ela fique à mercê de critérios economicistas, e, portanto que seja avaliada de modo eficientista, como fator de competitividade e de incremento de produtividade, como tem sido feito até agora pelos governos neoliberais. Avaliação, em seu sentido primeiro, significa determinação de valor, apreciação do merecimento, o reconhecimento, a formulação de juízos sobre alguma coisa ou alguém. É parte intrínseca e constituinte do complexo fenômeno de construção humana, estando, portanto presente no dia-a-dia da sociedade, nas mais diversas formas, constituindo uma categoria imprescindível nesse cotidiano. A Avaliação Institucional Educativa surgiu pelo fato das instituições educativas terem uma função formativa de natureza social e pública, ganhando força a partir das reformas educacionais norte americanas e européias pelo modelo neoliberal, em função da reestruturação global da economia. No ensino superior, esse fato foi reforçado pelos péssimos resultados alcançados nas Universidades pelo modelo de financiamento pleno e ilimitado, chamado de Modelo do Estado Benevolente. Esse contexto, em meados dos anos oitenta, levou a restrições nas dotações orçamentárias e ao estabelecimento de expectativas nos aportes de recursos, a partir dos resultados em alguns critérios de avaliação, exigindo usos racionais cada vez mais criteriosos das verbas recebidas. A crise no financiamento, juntamente com a exigência da sociedade por uma educação de melhor qualidade, estão se constituindo em significativos agentes de mudança e a Universidade já não pode mais ser a mesma, tendo que superar os paradigmas tradicionais, principalmente no que se refere à avaliação e planejamento. A participação ativa nas transformações requeridas exige, antes de tudo, compreender o contexto em que estão ocorrendo, a natureza das mudanças, seus mecanismos e seu impacto. A Universidade não pode responder mecanicamente às demandas e urgências postas por seu entorno, mas deve inserir-se nele de forma crítica e atuante, coerente com seus valores, entendendo que seu compromisso fundamental é com os interesses da sociedade como um todo. A Avaliação Institucional vista como um processo que abrange tanto a aferição e a revisão institucionais quanto os julgamentos avaliativos sobre a adequação e a qualidade do 41 desempenho institucional com base em critérios, gerando recomendações para a tomada de decisões e implementações das mesmas (PETERSON, 1999), ocupa um lugar de destaque na ótica acadêmica, pois possibilita à Universidade Acompanhar metodicamente as ações a fim de verificar se as funções e prioridades determinadas coletivamente estão sendo realizadas e atendidas (BRASIL / MEC, 1993, p. 2). Embora seja fácil argumentar sobre a necessidade e a utilidade da Avaliação Institucional tanto no nível governamental como institucional, a realização de avaliação, em instituições complexas como as universidades, tem inúmeras dificuldades, tanto no nível teórico como no prático. Como cada instituição tem uma configuração própria, e cada avaliação tem que responder a indagações específicas, não há um modelo de avaliação pronto, que possa ser usado indiscriminadamente por qualquer instituição ou em qualquer situação. A Avaliação Institucional pode ser abrangente ou enfocar segmentos institucionais específicos, tais como missão, funções produtivas (ensino, pesquisa e extensão) e administrativas, adotando modelos conceituais ou abordagens diferenciadas, segundo o que pretende avaliar. No Brasil foi criado em 1993 o Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras, o PAIUB, o qual representou uma resposta organizada das universidades brasileiras ao desafio de implantar um sistema de avaliação institucional centrado na graduação. Para ele, o processo de avaliação deveria ser o contraponto da proposta institucional desenvolvida pela IES, buscando atender a uma tripla exigência da universidade contemporânea: a) um processo contínuo de aperfeiçoamento do desempenho acadêmico; b) uma ferramenta para o planejamento e gestão universitária; c) um processo sistemático de prestação de contas à sociedade (BRASIL / MEC, 1993, p. 2). O PAIUB deixou de receber recursos governamentais, sua única fonte, desde 1997, ao mesmo tempo em que o governo priorizou a avaliação de resultados através do Exame Nacional de Cursos e da Avaliação das Condições de Ensino, colidindo com a filosofia auto-avaliativa do programa. Mas quando o PAIUB foi desinvestido de recursos, algumas instituições já estavam em pleno processo avaliativo, e a Avaliação Institucional passou a integrar o panorama educacional superior brasileiro, ainda que de maneira incipiente. As políticas educacionais atuais do Ministério da Educação colocam a Avaliação Institucional como uma exigência legal a ser cumprida por todas as IES. Ela está prevista nos 42 últimos instrumentos do governo a partir da LDB 9394/96, artigos 9 e 46, como a Portaria MEC n. 639 de 13/05/1997 e o Decreto n. 3.860 de 09/07/2001, artigo 17, que refere-se à avaliação do Sistema Federal de Ensino, às Instituições de Ensino Superior, à avaliação dos cursos de graduação e pós-graduação e às condições para credenciamento dos Centros Universitários e Universidades, e mais recentemente pela Lei n. 10.861 de 14 de abril de 2004. Essa lei criou o SINAES - Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, o mais novo instrumento de avaliação superior do MEC/INEP. O SINAES está estruturado em torno de três componentes: a avaliação das instituições, dos cursos e do desempenho dos estudantes, devendo avaliar todos os aspectos inerentes a eles, como o ensino, a pesquisa, a extensão, a responsabilidade social, a gestão da instituição, o corpo docente, as instalações físicas e outros que considerar pertinentes. Essa legislação aponta uma diversidade de instrumentos para esse processo, como auto-avaliação, avaliação externa, o exame nacional de cursos (ENADE), a avaliação das condições de oferta dos cursos, censo educacional e cadastros das instituições. A proposta é que as informações obtidas pelo SINAES sejam utilizadas pelas IES para aprimorar sua eficácia institucional, efetividade acadêmica e social; pelo governo para direcionar as políticas públicas relacionadas a este nível de ensino e pelos usuários em geral para nortear suas escolhas. A Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES) é a responsável pela coordenação e supervisão dos processos avaliativos implementados pelo SINAES, e a competência para organizar e executar a avaliação dos cursos e instituições de ensino superior é do INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, em cooperação com os sistemas estaduais de educação. Dentro das IES, os processos de autoavaliação, de coleta e sistematização das informações serão responsabilidade das Comissões Próprias de Avaliação (CPAs). As novas formas de avaliação implementadas pelo Ministério da Educação ainda caracterizam um mecanismo de regulação e controle, coletando informações para subsidiar os procedimentos de reconhecimento, credenciamento e descredenciamento das instituições, estando voltadas para orientar as políticas de distribuição de recursos orçamentários, em uma visão eficientista e competitiva. Essa visão não reconhece que processos avaliativos eticamente apropriados não se aplicam de forma homogênea às realidades sociais diferentes. É necessário conhecer cada contexto profissional 43 para que a política de avaliação proposta seja útil, viável e, acima de tudo, coerente com a realidade institucional (PERIM; ZANETTI, 2001, p. 271). As avaliações governamentais têm, dessa forma, limitado-se a controlar o produto, e a lógica perversa do mercado faz com que muitas instituições esqueçam sua função social, aderindo à ideologia da competitividade. Para que isso não ocorra, a avaliação tem que ser compreendida como um meio de transformação qualitativa da universidade, implementada por meio de uma prática democrática, em um processo de construção coletiva que resulte em um desenvolvimento institucional efetivo. Para Míriam L. Cardoso (1991), o processo de avaliação pode ser um instrumento importante na melhoria da qualidade do trabalho acadêmico, conduzindo à construção de uma universidade produtora e crítica, assim como pode tornar muito mais eficaz e eficiente uma universidade voltada para a reprodução da ordem estabelecida, na ótica do capital. Tudo depende dos referenciais adotados. Nos documentos oficiais da Universidade Estadual de Goiás a avaliação institucional está explicitada no artigo 60, inciso X, do Estatuto homologado pelo decreto n. 5.130 de 03/11/99 e pelo artigo 12, inciso I, do Regimento Geral, homologado em 29/12/00. A UEG chamou para si a missão de produzir e socializar o conhecimento científico, a cultura e a formação integral de profissionais capazes de inserirem-se criticamente na sociedade e promoverem a transformação da realidade sócio-econômica do Estado de Goiás (PDI, 2001). Como vive um processo de expansão não sustentada, com o governo estadual determinando o aumento da matrícula nos cursos de graduação antes mesmo de definir as fontes de recursos ou minimamente prover seu quadro de docentes, em uma adversidade infra-estrutural muito grande, o reconhecimento da relevância da Avaliação Institucional presente em todos os documentos da UEG, desde a sua criação, não é suficiente para superar sua fragilidade institucional, que não permitiu o desenrolar conseqüente de seus projetos. A implantação de um Programa de Avaliação Institucional na UEG remonta à época da Universidade Estadual de Anápolis, quando esta aderiu ao PAIUB, a partir de 1994, com algumas experiências que não tiveram nenhum resultado efetivo, e que vieram acompanhando as reformas implantadas pelo governo neoliberal de Fernando Henrique 44 Cardoso, estando mais preocupadas com os aspectos quantitativos do que qualitativos (MELO, 2003). Com a criação da UEG foi instalada uma Comissão Permanente de Avaliação Institucional, que apresentou em julho de 2000 sua primeira proposta, intitulada Avaliação Institucional: um projeto em construção, que não foi desenvolvida por questões políticas e operacionais, isto é, pela não-priorização das atividades avaliativas em função do grande volume de trabalho gerado pela estruturação da nova universidade e sua expansão acelerada, pela resistência dos envolvidos em serem avaliados, pela ausência de recursos financeiros, materiais e de modo mais específico pelo pequeno número de pessoas devidamente qualificadas na área para realizarem o trabalho. Com uma nova mudança na Pró-Reitoria de Graduação, no final de 2002 foi formada uma comissão mista, composta por professores pesquisadores internos e consultores externos, que iniciou a implementação do Programa, visando “[...} desenvolver a cultura da avaliação na Universidade Estadual de Goiás, promovendo o auto-conhecimento e formulando subsídios com a finalidade de aprimorar as políticas acadêmicas da Instituição” (BRZEZINSKI, 2003, p. 24). O Programa está sendo desenvolvido por meio de um processo de pesquisa qualitativa, na modalidade de pesquisa-ação. Nesse processo serão avaliadas as seguintes dimensões: ensino, pesquisa, pós-graduação, extensão, atividades culturais, gestão acadêmica, corpo docente, corpo discente, gestão administrativa, desenvolvimento profissional de pessoal docente, desenvolvimento profissional de pessoal técnico-administrativo, infra-estrutura, impacto da atuação do egresso na comunidade e no mundo do trabalho, impacto das atividades da instituição no desenvolvimento local e regional, recursos financeiros. É importante ressaltar que essas diferentes dimensões são indissociáveis na vida universitária cotidiana, bem como no desenvolvimento da cultura da avaliação, e estão sendo aqui destacadas separadamente apenas em função da forma como serão pesquisadas, sendo seus indicadores “definidos de acordo com a caracterização das atividades acadêmicas ou administrativas e com a abrangência do Programa” (BRZEZINSKI, 2003, p. 29). Sendo a avaliação um processo que requer a articulação de diferentes etapas e variados procedimentos, como um processo formal e intencional, ela demanda a definição de critérios, campos, normas e referências bastante claros, que orientarão a produção de juízos de 45 valor, que por sua vez terão a função instrumental de orientar as tomadas de decisão para a transformação da realidade avaliada. A avaliação é um ponto de partida para as mudanças necessárias na instituição, como um "organizador" qualificado que favorece esse pensar. Com essas considerações, estrutura-se a partir das definições estabelecidas por Peterson (1999), pelo MEC (1994), pelo PAIUB (1993), por José Dias Sobrinho (1998), pelos estudos de H. Kells (1997) e principalmente pelo Programa de Avaliação Institucional da UEG (2003/2005), o seguinte conceito como base desse trabalho: Avaliação Institucional é um processo contínuo, permanente, coletivo, participativo e sistemático, que integra o ciclo planejamento-avaliação-melhoria por meio de ações de coleta e análise de dados e informações para o auto-conhecimento da instituição e base para tomada de decisões em função dos objetivos, critérios de qualidade e resultados esperados por seu projeto educacional. Tem ainda como princípios ser global, operativa e estruturante, orientada para a transformação da realidade, formativa, participativa e negociada, legítima, voluntária e adaptada ao contexto espaço-temporal. O processo de auto-avaliação deve ser planejado baseando-se em um prédiagnóstico das condições e necessidades da Instituição. Estando adequadamente projetados e conduzidos, podem gerar uma participação significativa dos membros da comunidade acadêmica na identificação de problemas e proposição de soluções. Tendo participado do processo, as pessoas sentem-se mais comprometidas com sua execução e êxito, diminuindo efetivamente a distância entre as metas pessoais e as organizacionais. Em um processo participativo, a auto-avaliação melhora os padrões de comunicação, a confiança, a atenção e funcionamento dos grupos encarregados de enfrentar e resolver problemas. Para Kells (1997), se consideramos como um dos principais objetivos da autoavaliação o de desencadear a mudança nas organizações com a melhoria de sua qualidade, ela se constitui em um processo, resultante das decisões tomadas sobre o que avaliar e dos passos específicos que contribuem para alcançar seus propósitos. A auto-regulação proporcionada pela auto-avaliação possibilita à Instituição um enfrentamento crítico das conseqüências legadas pelas políticas educacionais neoliberais implantadas nos últimos dez anos. Para Kells (1997, p. 60), Os processos de auto-avaliação são um meio importante para o desenvolvimento das pessoas. O potencial gerado pela auto-reflexão pode também estimular a revisão de políticas descuidadas por longo tempo, de práticas, de procedimentos, de 46 arquivos e pode dar lugar a inovações úteis nos programas e a idéias para captar recursos, assim como aos documentos básicos pertinentes a este tipo de atividades ¹ (Tradução livre dos autores). Esse ponto de vista é consistente com os estudos sobre desenvolvimento organizacional, que colocam que as organizações eficazes regularmente diagnosticam problemas, buscam soluções e empregam estratégias que introduzem, administram e sustentam a mudança. Um benefício correlativo dos processos auto-avaliativos participativos é o aumento da abertura institucional. A auto-avaliação melhora os padrões de comunicação, confiança, atenção e funcionamento dos grupos, quanto a enfrentar e resolver problemas, o que é considerado sinal de saúde organizacional. E a organização saudável tem potencial para ser flexível e orientar-se para mudanças. __________________ ¹ “Los procesos de auto evaluación son un medio importante para el desarrollo del personal. El potencial que proveen los auto estudios puede también estimular la revisión de políticas largamente descuidadas, de prácticas, de procedimientos, de archivos y puede dar lugar a innovaciones útiles en los programas y a ideas para captar fondos, así como a los documentos básicos pertinentes a este tipo de actividades”(KELLS, 1997, p. 60). 47 CAPÍTULO III METODOLOGIA O presente trabalho foi desenvolvido na Unidade Universitária de Ciências SócioEconômicas e Humanas, no período de julho de 2005 a outubro de 2006, por seu Núcleo de Avaliação Institucional, sob a coordenação da Comissão da Assessoria de Avaliação Institucional da Universidade Estadual de Goiás. Este Núcleo é formado por dois professores nomeados pelo diretor da Unidade, que também são responsáveis pelo Programa de Qualidade Goiás, e por professores representantes de todos os cursos de graduação, indicados pelos respectivos colegiados. Para o grupo de pesquisadores da CAAI/UEG, o processo de avaliação institucional deve permitir que se instale uma cultura de avaliação na UEG e esse processo deve ser realizado por meio de projetos de pesquisas que consistem em desdobramentos do Programa de Avaliação Institucional (UEG, 2003-2006). O atual momento, denominado quarta etapa da pesquisa, tem por finalidade a auto-avaliação dos cursos de graduação plena e dos cursos seqüenciais da UEG, conforme já registrado, pelos participantes do Curso de Especialização em Avaliação Institucional, tanto pelos alunos quanto pelos seus professores/orientadores/pesquisadores. A pesquisa se desenvolve conforme método, metodologia e procedimentos que serão descritos a seguir. 3.1 Método A pesquisa social objetiva contribuir para a compreensão e a busca de soluções de problemas teóricos e práticos no âmbito das relações sócio-culturais, podendo constituir também novos campos e objetos de investigação. Neste sentido, uma das dimensões que ela abrange é a da dinâmica das relações institucionais, particularmente em seus aspectos interpessoais, estruturais e organizacionais. Quando se trata de uma instituição educacional como a Universidade Estadual de Goiás – UEG, que vem “[...] desenhando sua identidade, construindo seu projeto de universidade pública contemporânea” (BRZEZINSKI et al, 2005, p.16) e multicampi, a pesquisa se reveste de um caráter amplo e complexo, abrangendo aspectos quantitativos e qualitativos que se complementam. 48 No contexto uegeano, a pesquisa dá suporte à avaliação institucional e compõe-se das análises das interfaces entre os dados específicos relativos a cada UnU, pelos quais se poderá conhecer a instituição na sua totalidade. Esse entendimento ancora-se em um dos princípios do Programa de Avaliação Institucional da UEG: a unidade na diversidade, por meio do qual se pretende assegurar “[...] a unidade complexa como núcleo articulador da avaliação global da universidade” (BRZEZINSKI et al, 2005, p.22). Os pesquisadores da CAAI optaram pelo materialismo histórico dialético como método para a realização da pesquisa em auto-avaliação institucional da UEG no período entre 2005-2006. A escolha pela dialética materialista mostra a filiação dos pesquisadores à postura crítica no que concerne às relações existentes entre sociedade, educação e universidade. A dialética é a forma de se pensar as contradições da realidade. Pensar o movimento do real é pensar a dinâmica interna dos elementos que são negados pelo seu contrário, que por sua vez, é negado e superado por novos elementos, em uma seqüência de afirmação, negação e superação. Segundo Severino (1993, p. 135), trata-se de [...] uma evolução por contradição: esse é o processo dialético! As coisas vão evoluindo, vão mudando porque no seu próprio interior elas contêm sua própria negação, cada coisa sendo, portanto, ao mesmo tempo, igual a si mesma e ao seu contrário! Por isso, todas elas são atravessadas por um conflito interno, a luta dos contrários que as obriga a mudar passando sempre por um momento de afirmação, por um momento de negação e por um momento de superação, cada um deles se posicionando em relação ao seu anterior. A tríade dialética consiste em tese, antítese e síntese. Na tradição dialética, o princípio básico da compreensão do real e do conhecimento se fundamenta no processo histórico que, a cada momento, é constituído por múltiplas determinações, no movimento que decorre das forças contraditórias que constituem a práxis dos homens, a própria realidade. Marx e Engels lançam as bases do materialismo histórico, que é “[...] a ciência filosófica do marxismo, que estuda as leis sociológicas, que caracterizam a vida da sociedade, de sua evolução histórica e da prática social dos homens, e do desenvolvimento da humanidade” (TRIVIÑOS, 1987, p. 51). Eles buscam os fundamentos das sociedades nas formações sócio-históricas e na relação das forças produtivas. 49 O materialismo dialético é um método científico que se preocupa com a interconexão de todos os aspectos de cada fenômeno e que resulta de um processo de movimento de conexão, interdependência e interação para compreensão do mundo. É nesse processo de conhecimento do desenvolvimento histórico que leis, categorias e conceitos que existem objetivamente auxiliam os pesquisadores na compreensão do real. Para Marx (1859) mencionado por Yamamoto (1994, p. 49) “[...] o momento da investigação tem que captar com detalhes a matéria, analisar suas formas de evolução, assim como rastrear sua conexão íntima. Somente nesse momento é que se pode expor adequadamente o movimento real”. Desta forma, para captar o movimento real da auto-avaliação da UEG foi obrigatória a análise da inter-relação que se estabelece nas relações sociais que se delineiam nas Unidades Universitárias (UnUs) e Pólos pelo fato de que revelam a realidade objetiva institucional. Foi possível assim, captar detalhes, analisar a evolução e rastrear a “conexão íntima” de cada UnU na globalidade da UEG o que permitiu identificar as suas principais contradições, a origem do seu movimento e o seu desenvolvimento sócio-histórico. A proposta de auto-avaliação da UEG-UnUCSEH insere-se nesse processo, reconhecendo sua potencialidade para qualificar suas práticas acadêmico-científicas, didáticopedagógicas, político-social, administrativo-financeiras, entre outras. 3.2 Metodologia O marco metodológico partiu da necessidade de envolver a comunidade universitária na construção dos dados informacionais e na tomada de decisões, apontando conseqüentemente para uma abordagem quanti-qualitativa (Brzezinski et al, 2005), tendo a pesquisa-ação e a análise de conteúdos como modalidades investigativas (BARDIN, 2004; FRANCO, 2005), garantindo a sua orientação interrogativo-crítica, no sentido de dar ênfase ao questionamento na formulação das perguntas pelos atores envolvidos no processo e a criticidade que não se contenta com a explicação baseada no senso comum. O objetivo é de que o trabalho gere respostas mais completas e complexas, oportunizando a tomada de decisões mais pertinentes. 50 A realização da auto-avaliação na UnUCSEH seguiu as seguintes etapas: 1)De início, estudos sobre a avaliação do ensino superior no Curso de Especialização lato sensu promovido pela UEG com o objetivo qualificação para a realização da tarefa, lembrando que os representantes de cada Unidade foram indicados por sua respectiva Congregação; 2) Em seguida, como parte das atividades no referido Curso, o coletivo de alunos e professores participou das discussões, da definição e elaboração dos instrumentos7 empregados na obtenção de dados destinado à pesquisa de auto-avaliação institucional e da tomada de decisão a respeito do método estatístico empregado na leitura e interpretação dos dados coletados, bem como das dimensões a serem avaliadas. Na pesquisa em avaliação institucional da UEG, ainda que esta seja quanti-qualitativa, é necessário enfatizar os aspectos qualitativos, das informações destacadas por seus diferentes participantes no processo avaliativo. 3) Concluídos os estudos teóricos e a construção do material destinado à coleta dos dados, passou-se ao levantamento de documentos a respeito da história da instituição, sua trajetória, estrutura e organização funcional e demais documentos necessários à análise e discussão da avaliação. Foi necessário também pesquisar sobre a história de Anápolis e do estado de Goiás como condição para se conhecer com mais propriedade e de forma contextualizada esta instituição. 4) Concomitante a esta etapa, foi desenvolvido o trabalho de sensibilização da comunidade universitária: alunos, professores, gestores e servidores com o objetivo de conseguir suas adesões ao processo avaliativo, superando a inércia inicial e as tradicionais resistências aos processos avaliativos cultivados ao longo da história da Unidade. Essa sensibilização garantiu a participação dos sujeitos conforme os padrões estabelecidos nos pressupostos estatísticos adotados e aos princípios ensejados qualitativamente. 5) Por último, foi feita a coleta, a organização, a leitura e a análise dos dados apresentados neste relatório. É necessário ressaltar que essa divisão em etapas distintas é apenas uma opção didática, pois uma está intrinsecamente ligada à outra. Admite-se que o processo de sistematização dos dados qualitativos consiste no conhecimento e domínio da totalidade das informações e, ao mesmo tempo, do recorte de 7 “ Sobre esta etapa as orientações emanadas da CAAI/2006 destacam: Ressalta-se que o questionário teve uma longa fase de preparação. Para poder captar a realidade da UEG que se expressa na diversidade de unidades universitárias, o instrumento foi elaborado e proposto para cada segmento avaliado – profissionais docentes, profissionais técnico-administrativos, gestores e alunos. Para a elaboração coletiva foi contemplado as dimensões da auto-avaliação registradas no Programa de Avaliação Institucional (2003-2006), as orientações emanadas das Diretrizes propostas pelo SINAES e as dimensões apresentadas pela CONAES – Comissão Nacional de Avaliação do Ensino Superior, também foram contempladas com bastante expressividade as especificidades de cada local e das dimensões a serem avaliadas”(DOC. Brzezinski enviado on line no dia, 19/junho/2006). 51 conteúdos com a finalidade de propiciar ao pesquisador as condições necessárias de elaboração das categorias de análise que emergem dos dados empíricos interpretados à luz do referencial teórico e da trajetória da pesquisa. Para tanto, tratar-se-á em seguida, dos procedimentos metodológicos da presente pesquisa. 3.2.1 Universo e amostra A pesquisa na UEG-UnUCSEH foi realizada nos cursos de graduação: Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Geografia, História, Letras e Pedagogia. Os questionários empregados na coleta dos dados foram respondidos por professores, alunos, gestores e servidores técnicos-administrativos. De acordo com critérios estabelecidos pela CAAI/UEG, o índice de informantes deveria atingir, no mínimo 20%, de cada segmento. A seleção dos informantes dos quadros docente, técnico-administrativo e gestores foi feita por adesão. Quanto aos alunos foi estabelecido que o percentual de 20% seria para cada curso. De um total de 1260 matriculados na UEG-UnUCSEH (sendo 1193 freqüentes), 288 estudantes responderam ao questionário avaliativo, atingindo índice superior aos 20% propostos. Foi solicitado a todos os participantes da pesquisa que respondessem ao questionário avaliativo disponível on-line. Em termos de números, participaram da pesquisa na UEG-UnUCSEH 397 sujeitos, sendo: 288 alunos dos cursos de graduação, 44 professores dos cursos de graduação, 52 servidores técnico-administrativos, dos 72 lotados na Unidade e 13 gestores, dos 14 em exercício no ano de 2005. A TAB. 5 apresenta o número de professores e alunos (total e informantes), por curso, que responderam ao questionário de avaliação. Como o levantamento do número de professores foi por curso, e alguns professores ministram aula em mais de curso o total dos docentes na tabela é diferente do total real de professores na Unidade. Os professores em licença para interesse particular, aprimoramento ou esperando aposentadoria não foram computados. 52 TABELA 5 Professores e Alunos que responderam ao questionário de avaliação por curso de graduação - UEGUnUCSEH 2005/2 Curso de Graduação Professores Alunos Total por Informantes Total por Informantes curso1 curso2 Administração 22 06 205 46 Ciências Contábeis 20 04 198 41 Ciências Econômicas 26 10 195 58 Geografia 21 05 147 31 História 18 05 140 34 Letras 21 09 149 37 Pedagogia 22 05 159 41 Fonte: 1Secretaria das Coordenações de Curso, conforme planilha do mês de outubro/2005; 2Secretaria Acadêmica UEG–UnUCSEH (2005), computados os alunos freqüentes. Na TAB. 6, o total geral de informantes: professores, alunos, gestores e servidores técnico-administrativos. TABELA 6 Professores, Alunos, Gestores e Servidores Técnicos Administrativos que responderam ao questionário de avaliação UEG-UnUCSEH 2005/2 Identificação Total1 Informantes Professores (total na UnUCSEH) 127 44 Alunos 1260 1193² 288 Gestores 14 13 Servidores 72 52 1 Fonte: Secretaria das Coordenações de Curso (2005), Secretaria Acadêmica, Coordenação Administrativa UEG–UnUCSEH (2005) ² Cômputo dos alunos freqüentes. 3.2.2 Procedimentos Metodológicos Reconhecendo que os procedimentos, técnicas e instrumentos devem ser coerentes com o tipo de investigação desenvolvida, o processo de auto-avaliação da UnUCSEH ao trabalhar com a pesquisa-ação, teve como premissa que os informantes não são meros objetos de pesquisa, mas sim, são sujeitos dessa pesquisa, pois esta modalidade de investigação se realiza não “[...] sobre os outros, mas e sempre com os outros” (BARBIER, 2002, p.15). Como informado anteriormente, as dimensões avaliadas foram discutidas e selecionadas coletivamente pelos alunos do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Avaliação Institucional, sob a coordenação da CAAI, representando assim, outro avanço na obtenção dos dados. Os aspectos contemplados situam-se em torno dos seguintes eixos: ensino, pesquisa e extensão, desempenho dos alunos, gestão da instituição, corpo docente e 53 instalações físicas. As questões objetos de análise e da escolha do grupo, foram distribuídas em um conjunto formado de dez dimensões, a saber: 1. Condições físicas e instrumentais: condições dos diversos setores para o desenvolvimento das atividades didático-pedagógicas, recursos materiais; 2. Biblioteca: espaço físico, informatização, acervo, atendimento; 3. Laboratório de Informática: quantidade, adequação e manutenção dos computadores, atendimento, acesso a Internet, informações no portal da UEG; 4. Serviços: serviços prestados pela fotocopiadora, lanchonete, secretaria acadêmica, transporte e segurança; 5. Proposta Pedagógica: divulgação, discussão e participação na elaboração dos projetos pedagógicos dos cursos, atendimento as necessidades de ensino, pesquisa e extensão, desenvolvimento e acompanhamento do estágio supervisionado; 6. Coordenação de Curso: desenvolvimento de trabalho em equipe, disponibilidade de atendimento e profissionalismo do coordenador; 7. Caráter Geral: envolvimento da UnU com a comunidade, comunicação, realização de eventos na UnU; 8. Corpo Docente: avaliação geral do corpo docente pelos alunos e auto-avaliação dos docentes; 9. Corpo Discente: avaliação geral do corpo discente pelos professores e auto-avaliação dos discentes; 10. Direção: atuação, participação e transparência na gestão; Os itens descritos acima formaram a base de todos os questionários avaliativos distribuídos de acordo com o sujeito da pesquisa seja ele aluno, professor, servidor ou gestor. Conforme a função exercida pelos informantes, houve necessidade de adequar as questões, a fim de se conseguir a resposta desejada. O conteúdo, todavia, permaneceu sem alteração. Para facilitar a coleta das informações, ela foi realizada on-line. Coube à Gerência de Tecnologia da Informação-Coordenadoria de Desenvolvimento de Sistemas da UEG a incumbência por este trabalho. Os sujeitos informantes foram orientados a acessaram os questionários destinados a cada segmento universitário, mediante o uso de senhas. Esse procedimento foi realizado durante os meses de novembro e dezembro 2005, antes do encerramento do semestre, no período de matriculas, em janeiro de 2006 e logo no início das aulas, em março, em decorrência de uma série de problemas técnicos e administrativos, extrapolando a programação. 54 O questionário avaliativo aplicado na pesquisa seguiu a metodologia da análise qualitativa e apresenta uma escala com seis conceitos. Para o tratamento dos dados foi utilizada tanto uma análise quantitativa como a análise de conteúdo Na parte da pesquisa documental foram analisados documentos como: PDI (2003), Regimento Geral da UEG, Regimento Interno da UnUCSEH, projetos pedagógicos dos cursos, relatórios dos diversos setores da UnUCSEH, Manual do Candidato ao Vestibular, livros de ata da UnUCSEH e da UNIANA, entre outros. a) Procedimentos de tratamento e análise de informações A fase posterior à coleta diagnóstica é o tratamento de dados estatísticos, os quais oferecem extenso e rico material para a análise qualitativa e estão compondo este Relatório Monográfico. No processo de análise, o pesquisador poderá compreender melhor a realidade estudada, se observar sua inserção em um contexto global histórico e espacial. Deverá, ainda, considerar as dimensões material/objetiva e subjetiva que interferem na realidade pesquisada e nos sujeitos envolvidos no processo avaliativo, inerentes aos procedimentos da investigação em ação. As dimensões materiais/objetivas se expressam particularmente na avaliação quantitativa, pelo tratamento estatístico explicitado no próximo item. b) Análise quantitativa Na metodologia quantitativa da auto-avaliação da UEG foi aplicada uma escala com seis conceitos. Para cada item avaliado, o respondente poderia assinalar uma das seguintes alternativas: 1. Ótimo; 2. Bom; 3. Regular; 4. Fraco; 5. Inexistente; 6. Desconheço. Para a análise numérica dos resultados, utilizou-se uma escala gradiente de pesos, conforme TAB. 7 a seguir. A escala gradiente permite verificar, dentro de uma nota mínima e máxima, a classificação de cada posição analisada. Para tanto, os intervalos regulares partem do zero absoluto. Este zero absoluto refere-se à ausência de satisfação. A alternativa 1 refere-se à satisfação completa, isto é, à nota dez. As demais alternativas, 2, 3 e 4, apresentam-se de acordo com o intervalo adotado (2,5). Optou-se pela escala de zero a dez (10,0) em razão da familiaridade com estes números na avaliação em geral. A alternativa “Desconheço” não foi computada, uma vez que o respondente não julgou o item avaliado. 55 TABELA 7 Escala Gradiente Pesos Alternativas (escala gradiente) 1. Ótimo 10,0 2. Bom 7,5 3. Regular 5,0 4. Fraco 2,5 5. Inexistente 0,0 Fonte: Questionário diagnóstico Os dados brutos foram apresentados por resposta com os seguintes itens: a) Segmento b) Curso c) Dimensão d) Pergunta e) Tópico f) Resposta Para facilitar a análise dos dados, o resultado foi separado em diversos arquivos de forma que fosse possível analisar separadamente cada segmento (alunos, professores, técnicos administrativos e gestores). E para cada segmento foram desenvolvidas planilhas que totalizam as análises em dimensões, curso (quando existir mais de um) e total da Unidade Universitária. c) Análise das dimensões avaliadas Para totalizar cada dimensão, primeiramente foram agrupadas todas as respostas por curso e em seguida por dimensão, ou seja, desprezou-se a que pergunta ou tópico a resposta se referia. Em cada grupo de dimensão foram aplicados todos os conceitos e obtidos os totais. Também foram desenvolvidos gráficos visando auxiliar nas análises das dimensões, sendo apresentado um gráfico para cada dimensão. d) Análise dos cursos Para totalizar os resultados de cada curso, as respostas foram agrupadas por curso desprezando as informações de dimensão, pergunta e tópico a qual resposta se referia. Em cada grupo de curso foram aplicados todos os conceitos e obtidos os totais. 56 Foi apresentado um gráfico que representa a análise da média de cada curso. e) Análise da Unidade Para totalizar os dados da Unidade Universitária, as respostas foram todas agrupadas desprezando as informações de que curso, dimensão, pergunta e tópico a qual resposta se referia. Na mesma planilha foram apresentadas as totalizações de dimensões, neste caso desprezando a qual curso o respondente pertence.Foi apresentado também um gráfico que representa a média geral da Unidade Universitária em comparação com a média geral de cada dimensão. 3.2.3 Análise de conteúdos A escolha dos procedimentos de análise dos dados coletados mantém relação direta com o método da pesquisa, indicando a filiação do pesquisador às concepções de mundo, de homem, de sociedade, de educação, de universidade. No processo de investigação-ação são fundamentais as etapas de recorte de conteúdos, de constituição de categorias e de análise de conteúdos, pelo fato de que esta metodologia permite o contato direto e cotidiano do pesquisador com o objeto, o ambiente e os sujeitos pesquisados, neste caso, os cursos de graduação plena da UnUCSEH. A finalidade do recorte de conteúdos é, a partir da exploração do material de pesquisa, agrupar os elementos (dados) em função de sua significação, que está diretamente relacionado ao referencial teórico orientador da pesquisa. Destaca-se que a tessitura do referencial fornece suporte e direciona a visualização do conjunto das informações que devem estar distribuídas em uma matriz analítica, favorecendo o recorte de conteúdos de acordo com os objetivos e finalidades da pesquisa e do pesquisador. O recorte dos conteúdos e a escolha das categorias são processos e/ou etapas concomitantes e completares. Tal processo permite a identificação de unidades de registro/contexto como uma etapa intermediária de sistematização de dados, consistindo em uma análise “preliminar” da investigação (LAVILLE e DIONNE, 1999). A definição de Bardin (2004, p. 33-34) a respeito da análise de conteúdo e da inferência decorrente desses conteúdos, está assim manifesta: 57 [...] é um conjunto de técnicas de análise das comunicações que utiliza procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam inferir conhecimentos relativos às condições de produção e de recepção (variáveis inferidas ou deduções lógicas) dessas mensagens. De forma bastante clara Bardin anuncia que ao realizar a análise de conteúdo, os pesquisadores se valem com bastante freqüência de índices ou indicadores a fim de procederem uma análise inferencial e procuram estabelecer de modo consciente ou não “ [...] uma correspondência entre estruturas semânticas ou lingüísticas e as estruturas psicológicas ou sociológicas (por exemplo: condutas, ideologias e atitudes) dos enunciados” (BARDIN, 2004, p.36). Nesta mesma linha estão os postulados de Franco (2005, p. 16-17): “a análise de conteúdo requer que as descobertas tenham relevância teórica [...] toda análise de conteúdo implica comparações contextuais” que devem ser organizadas em consonância com a competência teórica do pesquisador, a intencionalidade da pesquisa e a sensibilidade do analista de conteúdos. Importa ainda sinalizar que, para interpretar suas descrições minuciosas, o analista pode inferir de maneira lógica conhecimentos que ultrapassam as rígidas molduras dos conteúdos manifestos nos dados/mensagens. Antes, porém, de interpretar as suas detalhadas descrições, o analista de conteúdo precisa ter a seu alcance uma visão panorâmica de todos os elementos significativos da pesquisa decorrentes da revelação dos dados (descrições). Essa visualização geral é denominada Matriz Analítica, cuja maior expressão está na síntese das descrições e no registro da freqüência com que os elementos, dados ou mensagens se manifestam. O agrupamento de elementos significativos da pesquisa, no processo de recorte de conteúdos, pode ser feito baseando-se na freqüência (número de ocorrências) e/ou na significação (deduções lógicas, inferências) de uma determinada questão ou dimensão que está sendo investigada. A dimensão da unidade de contexto (RICHARDSON, 1999) “[...] pode variar de uma unidade de registro à outra, como variam também os critérios e modalidades de determinação delas” (LAVILLE; DIONNE 1999, p. 216). No caso de uma pesquisa em 58 avaliação institucional e, especificamente no processo de auto-avaliação da UnUCSEH, são citados como exemplos os seguintes elementos e/ou palavras-chaves que emergiram das unidades de contexto/registro: universidade pública, multicampi e interiorização. Estas três primeiras palavras, que se referem à função social da UEG, mantêm estreita relação com outras que remetem à idéia de profissionalização e auto-formação (formação pessoal). Além de considerar a freqüência, pode-se também sistematizar as unidades de registro, realizadas a partir do processo de recorte de conteúdos, identificando os elementos repletos de significados. Estes podem ser expressos em palavras-chaves, idéias-força, frases, expressões ou períodos que traduzem os sentidos direta ou indiretamente ligados ao objeto de pesquisa. No entanto, ressalta-se que “[...] a análise de conteúdo não é, todavia, um método rígido, [...] ela consiste, antes um conjunto de vias possíveis nem sempre claramente balizadas, para a revelação – alguns diriam – do sentido de um conteúdo” (LAVILLE; DIONNE, 1999, p. 216). As observações teórico-práticas e as temáticas que aparecem ao longo do desenvolvimento da pesquisa compõem o processo de elaboração de categorias de análise. As categorias de análise vão se delineando a partir das relações sociais estabelecidas nas Unidades e Pólos, pois refletiram os aspectos universais da realidade objetiva na qual procurase perceber as principais contradições, a origem do seu movimento e seu desenvolvimento histórico. Desta forma, as categorias de análise são desdobramentos das dimensões da Avaliação Institucional, de acordo com as características consideradas mais relevantes nesse processo, mas também estão relacionadas com o referencial teórico e o tipo de pesquisa em andamento. Elas servem para organizar, agrupar e articular as referências gerais encontradas pelo pesquisador, inserindo a informação em um campo de generalidade conceitual ou teórica e prática de maneira a revelar as condições reais dos cursos avaliados. A categorização implica organizar de modo sistemático os dados/percepções de tal maneira que as categorias tornam-se “[...] produto da atividade da matéria de certo modo organizada – [pelo] cérebro, que permite ao homem representar adequadamente a realidade” (KOPNIN, 1978, p. 105). 59 É pertinente destacar, então, que categoria deve designar uma realidade objetiva, não tem número definido, considerando que este depende particularmente: a) da base epistemológica do pesquisador ou grupo de pesquisadores; b) dos dados sistematizados em unidades de registro/contextos; c) da visão panorâmica expressa na matriz analítica; d) das ocorrências mais freqüentes e) das deduções lógicas do pesquisador no processo inferencial Recomendam os autores aqui tomados como referência que a partir de atenta interpretação das informações organizadas na Matriz Analítica sejam constituídas em menor número possível de categorias, desde que respeitadas a intensidade das informações e o recorte dos conteúdos mais significativos. Propostas essas indicações, o procedimento metodológico seguinte é a constituição de diferentes categorias de análise. Debruçando-se sobre os estudos conceituais sobre categorias, Richardson (1999) assevera que elas são os conceitos básicos que refletem os aspectos essenciais, propriedades e relações dos objetos e fenômenos pesquisados. O autor ainda assegura que as categorias de análise possuem simultaneamente a função de intérpretes do real e de indicador de uma estratégia política, admitindo que “[...] as categorias são o instrumento metodológico da dialética para analisar os fenômenos da natureza e da sociedade. Portanto, são fundamentais para o conhecimento científico e indispensáveis nos estudos de qualquer ciência e na vida social” (RICHARDSON, 1999, p. 49). O autor citado explica que a fonte das categorias constitui-se nos objetos ou fenômenos e que esses são objetivos, assim se pronunciado: “Cabe destacar que todas as categorias estão relacionadas umas com as outras. Portanto, a análise de um objeto ou fenômeno não precisa ser feita com todas, basta escolher uma delas” (RICHARDSON, 1999, p. 50). Nessa linha de pensamento, as categorias devem possuir certas qualidades para que a análise seja significativa. Laville e Dionne (1999) destacam que as categorias devem ser pertinentes, tão exaustivas quanto possível, pouco numerosas, precisas e mutuamente exclusivas. Bardin (2004, p. 31), por sua vez, indica que as categorias devem ser homogêneas (não se misturam alhos com bugalhos), exaustivas (esgotar a totalidade do texto), exclusivas 60 (um mesmo elemento não pode estar classificado em duas ou mais categorias), objetivas (mesmo codificadas de modo diferente deve chegar a resultados iguais) e pertinentes adaptadas ao objeto e objetivo). Assegurados esses procedimentos de pesquisa, os dados qualitativos obtidos foram analisados pela metodologia da comparação de respostas semelhantes de Bogdan e Biklen (1994, p. 51) à luz das categorias de análise que emergiram no processo da análise “preliminar” (LAVILLE e DIONNE, 1999). A análise dos conteúdos foi elaborada adotando-se como base interpretativa as contribuições de Bardin (2004, p.33-34), para a qual, requer o emprego de técnicas e procedimentos diferenciados que tornam possível a descrição dos conteúdos impressos nas mensagens e fazer inferências a respeito das condições de elaboração, produção e de interpretação dessas mensagens. Outras fontes importantes nesta parte foram as apresentadas por Franco (2005) e pelos integrantes da Coordenação da CAAI. Para a realização da análise dos resultados foi preciso agrupar estes em categorias para observar mais claramente o conteúdo discutido. Desta forma foi necessário caracterizar qual o objetivo de cada resposta dada pelos sujeitos com base nas categorias estabelecidas. 3.2.4 Categorias de Análise É indispensável apontar que a abordagem dialética, empregada na análise qualitativa nesta investigação, requer, sobretudo, uma explicação das informações reais, além de descrevê-las minuciosamente. Esse processo exige, notadamente, compreender a relação entre as diferentes informações em seus diversos elementos constitutivos, resultando assim o dado essencial da pesquisa, razão pela qual as dimensões quantitativas e qualitativas são tomadas, na investigação ação, sob a égide da abordagem dialética, dos princípios do movimento e da contradição. As dimensões quanti-qualitativas modificam-se, completam-se e transformam-se mutuamente, podendo ser aplicadas à análise do fenômeno: auto-avaliação dos cursos de graduação da UEG-UnUCSEH. No caso da pesquisa em Avaliação Institucional da UEG-UnUCSEH são citados resultados e dados expressos em números. É essencial, entretanto, a exigência de contextualizá-los e interpretá-los com base no conhecimento a respeito da dinâmica sóciocultural ampla e local. 61 Desse prisma, os esforços para permitir que se configurem categorias, significam, em especial, a tentativa de construir novas possibilidades de sínteses explicativas e de articulação entre os elementos constitutivos da realidade institucional da UEG-UnUCSEH, sempre referenciados ao conjunto dos seus vários determinantes históricos, sociais e políticos. Desse contexto, objetivando uma melhor explicação para as respostas dadas pelos sujeitos, respondentes aos questionários avaliativos aplicados na UEG-UnUCSEH emergiram as quatro categorias que nortearão as análises dos dados estatísticos: a) interiorização da universidade pública; b) acesso ao ensino superior público/conquista da cidadania e da profissionalização; c) qualidade do ensino; d) atividades meio (administrativo-financeiro) X atividades fim (ensino-pesquisa-extensão). A recorrência a essas categorias permite avaliar ou procurar determinar o fator primordial das respostas dadas pelos sujeitos respondentes. Do mesmo modo, ajuda a visualizar melhor a participação como indicador avaliativo, que se encontra no dia-a-dia do sujeito respondente. a) Interiorização da Universidade Pública A universidade possui, entre as suas especificidades, a reprodução, a construção e disseminação do conhecimento. Estas finalidades correspondem ao compromisso das instituições de ensino superior com a solução de problemas e desafios nas diversas dimensões: social, econômica, profissional, política, cultural, educacional, científica, pedagógica, entre outras. Para atender às novas exigências da economia, a sociedade espera que a universidade crie condições para ampliar as alternativas de acesso do ensino superior, sobretudo a partir da sua expansão regional e local. Esta necessidade social pode se concretizar na medida em que as universidades avançarem em seu processo de interiorização, como forma de combate ao histórico quadro brasileiro de acesso desigual ao ensino superior das pessoas que vivem nas cidades interioranas. Conforme o dicionário novo Aurélio (1999, p. 1125) interiorização é a ação ou efeito de interiorizar, enquanto interiorizar é trazer para dentro de si, incorporar ao seu mundo interior, introduzir, infundir. Para Carneiro e Brito (s/d, p. 3): 62 Em um sentido mais amplo, o processo de interiorização da UEG constituiu-se, na práxis, tanto pedagógica como política, um engajamento da sociedade goiana na luta pelo ensino superior público e gratuito. Convém esclarecer que a luta dos grupos sociais em relação ao processo de interiorização do ensino superior, em primeiro lugar, articula-se aos seus interesses profissionais e intelectuais, como atitude aberta ao desenvolvimento regional/local. Em segundo lugar, porque a sociedade vem reivindicando do poder público estadual, medidas que visam atender a crescente valorização do ensino superior como patamar educacional inicial de profissionalização. Isto significa que os grupos sociais do interior vêm percebendo claramente que desde a década de 1970, com o advento da Terceira Revolução Industrial, o foco de exploração da força de trabalho desloca-se do manual párea o intelectual, exigindo das pessoas novas competências sociais. Estas abrangem os processos de trabalho integrado e flexível agilidade de comunicação e raciocínio abstrato. As referidas competências só são passíveis de desenvolvimento no ensino superior, que se constitui no lócus qualificador da força de trabalho para produção flexível. É neste sentido que a luta pelo acesso e condições de conclusão do ensino superior tem se estendido até os mais longínquos municípios goianos. Nas duas últimas décadas, a criação de novos campi universitários nas cidades do interior de alguns estados brasileiros, está em consonância com necessidade de se realizar uma reorganização na distribuição espacial das instituições de ensino superior e, assim, proceder a necessária descentralização geográfica da oferta do ensino. Se por um lado, sabemos que durante muito tempo na nossa história, as instituições privadas foram as maiores responsáveis pelo tímido fluxo direcionado ao interior, por outro, observamos que este movimento, inicialmente foi marcado por um processo desordenado, tendo como motivos básicos às facilidades para a autorização de funcionamento de cursos e a criação de um mercado educacional pautado na lógica do lucro. A experiência histórica brasileira evidencia que a expansão do ensino superior privado nem sempre atendeu às necessidades de formação profissional nas regiões mais distantes e pobres, pois, na lógica das “empresas de educação”, determinadas áreas geográficas não produzem retornos financeiros que interessam às instituições que visam exclusivamente o lucro. O pressuposto de descentralização geográfica da oferta de cursos em nível superior está assentado na possibilidade de que este processo pode contribuir para romper com o monopólio do conhecimento exercido principalmente pelos grandes centros metropolitanos e, em menor escala, também por alguns centros regionais. A realidade, todavia, mostra que mesmo com as tentativas de interiorização da oferta do ensino superior, as metrópoles continuam mantendo importantes fatores multiplicadores de atração para as universidades – como a concentração populacional, a oferta de professores titulados e também a presença de recursos econômicos e culturais. 63 Em direção oposta à tendência de concentração geográfica do ensino superior, a UEG, desde a sua criação em 1999, vem criando novos campi nas cidades do interior, consideradas pólos de abrangência geo-educacional. A expansão geográfica da UEG nuclearizada pela criação de unidades universitárias (UnU), constituindo-se em universidade multicampi, visa a fortalecer o processo de interiorização do ensino superior, como estratégia para atender às demandas sociais e econômicas dos municípios localizados no interior do Estado de Goiás e fixar a população em regiões de atividades agrícolas e pecuaristas, marca do Estado. Em âmbito sócio-econômico, o processo de interiorização da universidade pode promover condições para um maior desenvolvimento regional e local. Assim, a dinâmica de interiorização do ensino superior pode estimular políticas de geração de emprego e de renda, interferindo no padrão de consumo dos trabalhadores, induzindo mudanças sócio-culturais, científicas e educacionais. E politicamente a estratégia de levar o ensino superior público de qualidade para o interior consiste em uma ação afirmativa do governo de Goiás com o objetivo de incluir os grupos sociais menos favorecidos que, historicamente, não tiveram acesso a este nível de ensino. O projeto de interiorização da UEG foi articulado para levar ensino superior público e gratuito a todas mesorregiões e microrregiões distantes da área metropolitana de Goiânia e de Anápolis, cidade sede da UEG. A contribuição da UEG pretende minimizar os desníveis sócio-econômicos entre regiões muito desenvolvidas e em desenvolvimento, ou mesmo a se desenvolveram. Para viabilizar este projeto, porém, a UEG precisa contar com o apoio das prefeituras municipais quanto à infra-estrutura física. O desafio da UEG é, enquanto instituição multicampi comprometida com o desenvolvimento regional/local e com as aspirações intelectuais dos jovens egressos do ensino médio, se constituir em um espaço privilegiado de democratização do ensino, da produção científica e da disseminação do conhecimento científico. O processo de interiorização da UEG constituiu-se, na práxis, tanto pedagógica como politicamente, em um engajamento da sociedade goiana na luta dos grupos sociais em relação ao processo de interiorização do ensino superior. Para tanto, em primeiro lugar, articularam-se os interesses profissionais, intelectuais e econômicos como atitude aberta para o desenvolvimento regional/local. Em segundo lugar, porque a sociedade vem reivindicando 64 do poder público estadual, medidas que atendam à crescente valorização do ensino superior como patamar educacional inicial de profissionalização, levando em consideração a concepção de formação inicial e continuada na Educação Superior, difundida pela Lei n. 9.394/1996, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Tais ações demonstram que os grupos sociais do interior vêm percebendo claramente que desde a década de 1970, com o advento da Terceira Revolução Industrial, que o foco de exploração da força de trabalho se desloca do manual para o intelectual, exigindo das pessoas novas competências cognitivas, sociais e profissionais. Estas abrangem os processos de trabalho integrado e flexível, agilidade de comunicação, raciocínio abstrato. As referidas competências só são passíveis de desenvolvimento no ensino superior, que se constitui no lócus qualificador da força de trabalho para produção flexível. É neste sentido que a luta pelo acesso e condições de conclusão do ensino superior tem se estendido a todos os municípios goianos. A Universidade Estadual de Goiás, instituição pública que se organiza na modalidade multicampi, elege a interiorização do ensino superior no Estado de Goiás como prioridade máxima o que possibilita a criação de condições sócio-econômicas e culturais para promover o desenvolvimento. À luz desta realidade emerge dos dados e das deduções lógicas, impregnados de significados, a categoria de análise de conteúdo – Interiorização do ensino superior. b) Acesso ao Ensino Superior Público, Conquista da Cidadania e da Profissionalização As mudanças na política educacional no Brasil nos anos 1990 vêm se consubstanciando, especialmente, por meio das Leis 9.394/96 e 10.172/2001, que tratam das diretrizes e do Plano Nacional de Educação e de seus desdobramentos. A LDB/1996, nas disposições transitórias (Art.87, § 1º) estabelece que a União deveria, no prazo de um ano, encaminhar ao Congresso Nacional proposta de Plano Nacional de Educação (PNE). Esse plano, porém, só foi concretizado pela Lei 10.172, aprovada em 9/1/2001. Entre as metas aprovadas para a Educação Superior merecem destaque: a ampliação da oferta de ensino público, de modo que se assegure uma proporção nunca inferior a 40% do total das vagas; ênfase à institucionalização de um amplo e diversificado sistema de avaliação interna e externa que englobe os setores público e privado; diversificação do 65 sistema superior de ensino. O Plano Nacional não apresenta mecanismos concretos de financiamento para a efetivação das medidas, o que abre margem para a concretização de novos formatos de privatização desse nível de ensino, respaldado pela interpenetração entre as esferas pública e privada (DOURADO, 2002). Como conseqüência, em 2004, o INEP divulgou dados dos quais constavam 4.163.733 alunos matriculados no ensino superior, sendo 1.178.328 no setor público (28,3%) e 2.985.405 no setor privado (71,7%). Na contramão da política neoliberal de privatização do ensino superior, a Universidade Estadual de Goiás expressa no Decreto n. 5.130 de 03 de novembro de 1999, que homologou o Estatuto da UEG, em seu Art. 6º, os seus compromissos permanentes: III. a ampliação de oportunidades educacionais, de acesso e de permanência a toda a população; IV. a democratização da cultura, da pesquisa científica e tecnológica e a socialização dos seus benefícios; V. a valorização dos profissionais da educação de todos os níveis e modalidades de ensino. Uma outra finalidade, que vem sendo atendida de modo prioritário pela UEG é : “Contribuir para a melhoria da qualidade do ensino em todos os níveis e modalidades, por meio de programas destinados à formação continuada dos profissionais da educação”. Para atender a esse compromisso está em desenvolvimento o Projeto de Licenciatura Plena Parcelada ou Universidade dos Trabalhadores da Educação de Goiás que vem contribuindo para a profissionalização de cerca de 19.000 professores, oferecendo formação inicial em nível superior para os professores já atuantes nas redes de ensino. Sobre a formação inicial e a continuada Frigotto (1996) assevera que constituem desafios a serem enfrentados na formação profissional do educador. Neste sentido, destaca que: [...] a tarefa preliminar é a de ressignificar o conjunto de categorias e conceitos do campo educacional, que são metamorfoseados e apropriados de forma reducionista pela perspectiva que Singer (1995) denomina de produtivista, em contraposição há uma perspectiva civil democrática (FRIGOTTO, 1996, p. 91). Entende o autor que a ressignificação necessita efetivar-se sob uma perspectiva histórica, ontológica, sócio-cultural e epistemológica. Significa dizer que se trata de uma tarefa de reorganização dos grupos sociais na luta política dos diferentes movimentos sociais. O processo de formação e profissionalização se circunscreve ao espaço social de luta democrática, a começar pelo respeito aos direitos fundamentais de todos os seres humanos, a sobrevivência, a garantia de emprego, saúde, habitação, educação, segurança e lazer. 66 É necessário reafirmar que na atualidade para se prover a subsistência é preciso ter acesso aos conhecimentos socialmente construídos imprescindíveis para a formação e a qualificação profissional. Para Bruno (1996), refere-se à capacidade de realização de tarefas requeridas pela tecnologia da atualidade e a possibilidade de pensar de modo abstrato. “Em cada estágio de desenvolvimento social e tecnológico e em cada forma de organização do trabalho, novos atributos são agregados à qualificação e novas hierarquizações são estabelecidas entre eles” (BRUNO, 1996, p. 92). Afirma Gentilli (1996, p. 101) que “os elementos formativos e de qualidade do educador pressupõem, mas transcendem a competência técnica e científica adquirida em instituições especializadas e na experiência profissional”. A qualificação para o educador também implica a capacitação para ser “dirigente” o que requer uma formação bastante aprofundada nos princípios e fundamentos da gestão educacional. Nesta perspectiva, a capacitação para a profissionalização docente é construída no processo e na participação em diferentes organismos coletivos. Os valores que sustentam um novo projeto de sociedade devem ir além dos valores defendidos na qualidade técnicoadministrativa, difundidos pela ideologia neoliberal. A bem da verdade, esta sociedade deverá estar centrada na solidariedade e igualdade dos seres humanos que, de acordo com Gentilli (1996), poderão ser garantidos somente nos espaços públicos e a universidade consiste em um desses espaços. Quando se considera, de acordo com o dicionário Novo Aurélio (1999) que acesso é ingresso, entrada (p. 30); cidadania é a qualidade ou estado de cidadão, que é o indivíduo no gozo dos “direitos” civis e políticos de um Estado (p.469); profissionalização é profissionalizar-se para que possa exercer uma função por profissão ou ofício (p. 1644); público é relativo ou destinado ao povo, à coletividade (p.1664), pode-se perceber que essa categoria foi apresentada para que se possa avaliar se a premissa de se ofertar o acesso ao ensino superior público é realmente a conquista da cidadania e se este ensino proporciona ao cidadão uma profissionalização adequada, e assim uma condição melhor de vida com trabalho digno. Com essa perspectiva, o acesso ao ensino superior público configura-se em uma garantia de profissionalização para todos e as condições necessárias para o exercício pleno da cidadania. Nesta lógica de pensamento surge, dos estudos realizados, dos dados e das 67 deduções lógicas, a categoria de análise − O Acesso ao Ensino Superior Público e a Conquista da Cidadania e da Profissionalização. c) Qualidade da Educação no Ensino Superior Qualidade é um termo polissêmico, de difícil definição, de acordo com o Documento Orientador da CAAI (p. 24, s/d), A qualidade social da educação apresenta-se sob a perspectiva qualitativa, de captação da realidade dialética, o que leva a pensar em um significado que vai além do horizonte material quantitativo. Neste sentido, podemos falar também em concepção de qualidade da graduação centrados no paradigma social/humanista/emancipatório. Seus adeptos, aos quais nos filiamos, estão interessados em formar um novo homem no século XXI, pois representamos as forças preocupadas com a afetiva emancipação dos trabalhadores e defendemos uma das formas mais adequadas para a qualificação humana: a qualidade social. Nas três ultimas décadas, as políticas educacionais caracterizam-se por uma preocupação crescente com a qualidade. Ocorre que as grandes questões em relação a este tema parecem ser o significado e o contexto que circunda o emprego do termo. Em primeiro lugar, observa-se que, em geral, o significado de qualidade no campo da educação é ambíguo e impreciso. Em segundo lugar, é preciso reconhecer que a forma de agir das instituições de ensino superior está relacionado com a concepção de qualidade nelas predominantes. A ambigüidade e imprecisão do termo não são derivadas de questões semânticas. Elas se originam no campo social, político e econômico da sociedade contemporânea, uma vez que no processo de mundialização e transnacionalização da economia, dois projetos de sociedade, educação, políticas educacionais, de escola, de formação de professores, de avaliação educacional são bastante distintos e excludentes. De um lado, − o projeto capitalista − que se inscreve na concepção de economia de mercado neoliberal. No lado oposto − o projeto do trabalho − engendrado nas históricas lutas dos movimentos sociais com base na concepção crítica e emancipadora do trabalhador. Ambas as concepções reconhecem que a sociedade é divida em classes e que a sociedade contemporânea está imersa na informação, na técnica e na tecnologia. O projeto do capital, sob a ideologia neoliberal, visa à reestruturação do Estado, transformando-o em Estado Mínimo que submete, especialmente, as políticas sociais (da educação, da saúde, do emprego, da habitação, do transporte, da segurança, entre outras) e até 68 a satisfação das necessidades elementares do homem a critérios exclusivamente mercadológicos. Ianni (1992) não reluta em criticar este projeto marcado pela competitividade, pelo individualismo, pela eficiência e produtividade, para o qual a mercadoria adquire cidadania muito antes que o próprio homem, tendo em vista que o mercado sabiamente obedece a lógica da exclusão para os que não são dotados de bens materiais. Em contraposição, o projeto do trabalho da defesa do trabalhador visa uma sociedade mais justa, em que os direitos sociais do homem são respeitados. Tal projeto assume a luta pela humanização da sociedade da informação e da revolução tecnológica, buscando a emancipação e é atravessado por muitos avanços e muitas frustrações − fluxo e refluxo −, características dos movimentos sociais organizados que se manifestam como resistência ao poder constituído, denominado por Touraine (1994,1998) de contra-movimento ao Estado. Como visto, o complexo conceito de qualidade varia de acordo com diferentes perspectivas teórico-práticas, podendo identificar-se algumas concepções que têm emergido ao longo dos tempos, nas políticas educacionais e em diferentes instituições. Trata-se de configurar uma conceitualização de “qualidade” que se aproxima de um conjunto de elementos que a caracterize com certa precisão. Assim, na perspectiva de qualidade baseada em resultados essencialmente quantitativos, é possível referir-se à qualidade como ajustamento a objetivos definidos, como imagem de excelência e como expressão da relação custo/benefício. Nessa matriz enquadram-se as tendências quantitativas, acríticas, que pretendem pelo sistema de educação chegar a resultados de produtividade (ou da (re) produtividade), da efetividade e da eficiência à imagem do sistema produtivo capitalista. Resultados cultuados pela sociedade ocidental e que levaram à deterioração das condições de vida do homem e de seu meio ambiente. O interessante é que essa matriz é derivada da noção de qualidade defendida por Hirata (1991), para quem qualidade significa estar em conformidade com uma norma padrão ou diversas especificações a serem adotadas pelo coletivo de trabalho na empresa, independentemente do nível hierárquico dos trabalhadores. No âmbito da universidade, uma das maiores críticas a essa matriz é feita por Marilena Chauí (1999) quando esclarece que essas noções de qualidade se confundem com a concepção de qualidade total “[...] como competência e excelência cujo critério é o atendimento às necessidades de modernização da economia e desenvolvimento social; e é medida pela produtividade orientada por três critérios: quanto uma universidade produz, em 69 quanto tempo produz e qual o custo do que produz” (grifos da autora). A filósofa denuncia que a pergunta que o MEC faz para a produtividade ignora as indagações mais importantes, que são: “[...] o que se produz, como se produz, para que ou para quem se produz” (CHAUÍ, 1999, p. 217 - grifos nossos). As perguntas que o MEC faz para a universidade provocam uma inversão, tipicamente ideológica, que opera da qualidade para a quantidade, portanto a concepção de qualidade das políticas educacionais para a universidade é a das políticas voltadas para a qualidade total e o controle dos serviços e não para a qualidade social da educação. Nesta concepção está inserida a visão do Estado em relação às funções do Estado Avaliador que se pauta muito mais na supervisão e regulação do que na avaliação institucional, que deve, sob nosso ponto de vista, assentar-se em bases da qualidade social da educação. Analisando a concepção de qualidade da educação no ensino superior que predomina no sistema nacional de educação, constata-se que o modelo eficientista continua mantendo a sociedade brasileira de costas para o futuro, pois é evidente que a expansão quantitativa, baseada na falsa democracia de oportunidades proposta pelo neoliberalismo se baseia na promessa de qualidade, decorrente da lógica mercantil. Conforme Gentili (1998), a farsa deste discurso reside em promessas não factíveis: a de que existe uma oferta de direitos sociais e econômicos disponíveis aos cidadãos no mercado educacional. Esta é nada mais do que uma armadilha do capital com o objetivo de substituir a concepção de cidadania baseada na conquista de direitos, por uma lógica mercantil que supostamente transforma os cidadãos em consumidores de produtos e serviços no mercado8. Está comprovado que o conceito empresarial/eficientista de qualidade apresenta uma forte inclinação para associar a precariedade dos sistemas educativos apenas aos resultados da aprendizagem alcançada pelos aprendentes, sustentando inclusive que estes resultados estão ancorados essencialmente na realização do trabalho docente. Na opinião de Enguita (1999, p. 98), a qualidade da educação “[...] hoje em dia se identifica antes com os resultados obtidos pelos escolares, qualquer que seja a forma de medi-los: taxas de retenção, taxas de promoção, egressos dos cursos superiores, comparações internacionais do rendimento escolar, etc”. Essa concepção de qualidade da educação circundada por esquemas préestabelecidos por conceitos empresariais/eficientistas de “adaptabilidade e ajuste ao mercado, 8 Os direitos são substituídos por privilégios. 70 competitividade, produtividade, rentabilidade e mensurabilidade” (GENTILI, 1999, p. 147), significa que a subjetividade humana está sendo submetida a critérios de mensuração com ingredientes políticos, sociais e econômicos impostos por interesses externos às instituições de ensino. De acordo com Chauí (1999, p. 220), a universidade operacional dos anos 90 [...], é regida por contratos de gestão, avaliada por índices de produtividade, calculada para ser flexível [...], estruturada por estratégias e programas de eficácia organizacional e, portanto, pela particularidade e instabilidade dos meios e dos objetivos. Sob essa concepção, a qualidade da educação é associada fundamentalmente às dimensões docente e discente, transferindo-se para esses dois segmentos das instituições educativas toda a responsabilidade pelo sucesso ou fracasso dos processos de construção do conhecimento e de profissionalização. É verdade que, para a construção do conhecimento e o exercício profissional, é fundamental aos docentes e discentes o domínio de um sólido conhecimento teórico e uma visão da práxis das profissões para as quais os estudantes se formam. Contudo, na contramão do desejo da categoria docente, esta vem perdendo, cada vez mais, o controle do processo do seu trabalho para elementos externos às instituições de ensino. Deve também ser levado em consideração que as ingerências impostas pelos setores administrativo e financeiro (internas e externas às instituições), assim como as reais condições dos estudantes que ingressam no ensino superior, acabam por interferir contraditoriamente na busca por melhor qualidade na graduação. Considerando a complexidade de abordagens da categoria de análise “qualidade da educação no ensino superior”, a posição assumida é a de buscar aquela que se aproxime cada vez mais da qualidade social, aplicada em uma situação concreta, adequada à contemporaneidade, ao mundo do trabalho e aos fins da universidade e que respeite as especificidades de cada instituição, uma concepção de qualidade ancorada na democratização do direito à educação. Como assinala Gentili (1999, p. 176), a educação de qualidade tem que ser transformada “[...] em um direito e não em uma mercadoria vendida ao que der a melhor oferta”. Os profissionais que assumem a concepção de qualidade de educação dentro de uma abordagem social/humanista/emancipatória defendem a melhor qualificação humana. Esses profissionais [...] reconhecem a humanização como ponto de partida e de chegada de toda a ação pedagógica, seja ela desenvolvida dentro ou fora da universidade. Sendo assim, entende-se que o humanismo é a matriz teórica fundamental da noção de qualidade social da educação. Do mesmo modo, é base fundamental da qualidade social da educação a superação da teoria do neo capital humano que impregna os discursos e as práticas, principalmente dos homens de negócio, entre os quais estão os bemsucedidos ‘homens e mulheres dos negócios educacionais’ (BRZEZINSKI, 2005, p.327). 71 A busca pela qualidade da educação, em uma perspectiva dialética humanista, não pode ignorar a importância que os diferentes sujeitos têm no processo de construção do conhecimento. Isto significa reconhecer o ser humano, as suas reais condições de vida e, ao mesmo tempo, o fator trabalho como categoria fundante na produção da subsistência nas diferentes sociedades. Com efeito, para se chegar a uma concepção qualitativa e humanista da educação no ensino superior é necessário definir parâmetros e critérios para as diversas dimensões que compõem as estruturas administrativa, acadêmica, científica e financeira da instituição formadora, sem dicotomizar a quantidade e a qualidade. A concepção de qualidade da educação adotada não pode ser submetida a um modelo essencialmente quantitativo, baseado no ranqueamento das instituições de ensino superior resultantes dos testes estandartizados, de grande escala, muito a gosto do sistema nacional de ensino adepto da teoria do neo-capital humano. Entre as diversas dimensões que devem ser consideradas na auto-avaliação das instituições de ensino superior, especialmente na universidade, para a construção de uma graduação de qualidade social/humanista/emancipatória são fundamentais os seguintes indicadores de qualidade: planejamento, financiamento e gestão educacionais; planos e práticas pedagógicas; formação, oportunidades de atualização e condições de trabalho dos profissionais da educação; continuidade ou rotatividade das equipes docente e técnica; existência, conservação e adequação do espaço físico (salas de aula, bibliotecas, laboratórios, auditórios, entre outros), equipamentos e materiais didáticos; assistência pedagógica para dar suporte ao trabalho docente e atender as necessidades discentes; acesso e permanência dos alunos no sistema de ensino; organização e adequação dos currículos. Este último indicador muitas vezes é ignorado nas pesquisas de avaliação da qualidade da educação no ensino superior. No entanto, o currículo é o elemento da organização educacional na universidade. Tal conotação permite reconhecer currículo como um mecanismo de materialização do projeto educativo de um país. Desafortunadamente, no nosso país o projeto educativo está configurado com um viés neotecnicista (BRZEZINSKI, 2005, p. 334). Com base no processo de auto-avaliação desenvolvido na UEG-UnUCSEH, podese afirmar que a qualidade da graduação não se concretiza somente com laboratórios bem equipados, informatização dos diversos espaços que compõem a instituição, bibliotecas com 72 acervo pertinente e salas de aulas climatizadas, além de pessoas preparadas para atender a comunidade universitária. Se é certo que esses fatores compõem as condições indispensáveis para a melhoria da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão universitárias, é certo também que muitos aspectos que envolvem os sujeitos da ensinagem e a produção do conhecimento, seguramente devem ser humanizados. Neste sentido, a qualidade social supõe nos processos educativos a articulação entre a objetividade racionalista e a subjetividade dos sujeitos no trabalho docente. A qualidade não pode ser medida avaliando apenas os resultados do nível de conhecimentos dos alunos concluintes dos cursos de graduação. Sabe-se que a responsabilidade pela qualidade não é apenas de um ou dois agentes sociais, tampouco pode ser explicada somente por meio de uma variável ou de um conjunto de variáveis, ou seja, a realidade é mais complexa. A respeito disso, Brzezinski (2005, p. 8), se manifesta: A formação universitária, em qualquer área da graduação, não pode ser confundida com transmissão de informações e técnicas, por mais avançadas que sejam, tampouco com instrução ou simples busca do domínio dos requisitos de uma profissão. Esta formação deve levar os acadêmicos a serem capazes de pensar, de compreender e de recriar a natureza, a sociedade e o próprio homem. Feitas estas considerações, importa agora tentar desconstruir o modus operandi que predomina nas instituições de ensino superior, identificando alguns dos fatores que interferem na qualidade da educação. O desvelar da realidade brasileira em geral e goiana, em particular, permite ver como a aplicação do paradigma de qualidade da educação no ensino superior, baseado essencialmente na produtividade e na eficiência, interfere negativamente nas condições essenciais para o cumprimento das missões fundamentais das instituições de ensino superior. Reconhecido isto, torna-se claro que a opção por uma determinada concepção de qualidade influencia diretamente nas relações entre a universidade e a sociedade, nas funções acadêmicas e de investigação, nos espaços de participação democrática e de colegialidade, nas decisões administrativo-financeiras e pedagógico-científicas. Quanto a esses aspectos, Enguita (1999, p. 107), coloca que, no mundo do ensino, quando se quer ajustar a educação à igualdade, “a busca da qualidade se refere à passagem das melhorias quantitativas às qualitativas”. Esta interpretação implica considerar que, na busca pela qualidade da educação nas instituições de educação superior, por um lado, os gestores do sistema educacional devem manter uma atitude coerente entre os valores atribuídos aos fins e aos meios institucionais. 73 Este modelo de qualidade é multifacetado porque considera que as múltiplas dimensões das instituições de ensino são igualmente importantes e interdependentes, traduzindo-se numa ampla referência aos juízos qualitativos correspondentes às diversas dimensões nos campos de atuação da universidade. Por outro lado, é evidente que as dimensões de qualidade da educação não podem diluir-se umas nas outras. Assim, na definição dos parâmetros e critérios de qualidade da educação, as instituições de ensino superior não podem privilegiar a dimensão financeiro-econômica, submetendo a ela a atividade fim universitária que é a qualidade acadêmico-científica. Há uma propensão do modelo de gestão em vigor nas diferentes instituições de ensino para promover a diluição de responsabilidades da área financeiro-administrativa, transferindo-as para a área acadêmica discente ou docente. É certo que a qualidade da educação poderá estar relacionada aos índices de (in) sucesso ou abandono/conclusão dos discentes nos diversos cursos, assim como ao domínio teórico-científico dos docentes nas suas respectivas áreas do conhecimento e às suas atitudes em termos de formação continuada visando aperfeiçoamento profissional. Todavia, a qualidade da educação no ensino superior também é influenciada pela criação (ou não) de condições adequadas de trabalho pedagógico e qualificações acadêmico-científicas dos docentes (especialização, mestrado e doutorado). No campo administrativo, é oportuno considerar que o critério de qualidade, ancorado na concepção humanista de educação, exige que as instituições disponham de pessoal (professores, técnico-administrativos, gestores, outros) que contribua para a expansão tanto qualitativa quanto quantitativa do ensino, da pesquisa e da extensão. Não cabe dúvidas de que as instituições de ensino superior, entre elas a UEG, necessitam de equipes de professores e técnico-administrativos preparadas, atualizadas e efetivas (ingresso por concurso) que permitam aos estudantes serem atendidos em seus interesses, os quais devem voltar-se também para as dimensões social, humamizada e emancipatória do cidadão, ultrapassando o interesse exclusivamente utilitarista da lógica da sociedade do espetáculo e do mercado. Nas áreas da docência e da pesquisa, o predomínio do conceito empresarial/eficientista de qualidade na forma de agir das instituições de ensino superior, tem contribuído para escamotear as reais causas dos problemas educacionais, e ao mesmo tempo, intensificar a exploração do profissional da educação. Esta realidade pode ser constatada com a intensificação do processo de precarização do trabalho docente, com extensas jornadas de trabalho, com a redução dos incentivos à pesquisa e atualização profissional, além do aumento 74 das exigências em termos de produtividade acadêmico-científicas, sem a correspondente criação de condições efetivas para que o professor possa se adequar a este modelo de trabalho imposto pelas políticas educacionais. Como fatores intervenientes e significativos para a melhoria da qualidade da educação no ensino superior podem ser apontados: o ingresso no sistema das instituições de ensino superior exclusivamente por concurso público de provas e títulos; o tipo de contrato de trabalho dos docentes que permita a sua profissionalização; a implementação e respeito à carreira docente com dignidade salarial, diminuindo a instabilidade funcional, pois esse recurso é preferido para justificar ações arbitrárias de certos gestores universitários; o incentivo à formação profissional e o desenvolvimento de condições adequadas para realização de pesquisas para produzir conhecimento. É evidente que o Brasil continuará na contramão da história enquanto mantiver instituições de ensino superior com professores mal-pagos, jornadas de trabalho desajustadas da realidade, condições inadequadas para o ensino e, ainda, insistir na rotatividade de professores com baixos salários e contratos precários de trabalho, como estratégias falaciosas para tentar justificar a redução dos custos financeiros dessas instituições. Deve-se atentar para o fato de que a pronta disponibilidade de percentuais suficientes de recursos financeiros é condição fundamental para garantir às instituições de ensino superior o exercício efetivo da autonomia científica (ensino, pesquisa e extensão). Se tais condições político-financeiras não são garantidas, é factível a precarização das atividades de ensino, pesquisa, extensão, qualificação docente, entre tantas outras. É consabido que muitos dos desastres sociais que são atribuídos às instituições de ensino são, na verdade, de responsabilidade de outros âmbitos, não o educacional. Nesta direção, compartilhamos o que é assinalado por Enguita (1999, p. 103): “o sistema educacional desempenha, pois o papel de vítima propiciatória que permite aos demais expurgar seus pecados; ou melhor, o de bode expiatório que lhes permite ignorá-los”. Muitas vezes o discurso da expansão da oferta da rede física de uma instituição de ensino superior, esconde os reais interesses corporativistas e clientelistas de “políticos”, gestores e docentes, que irresponsavelmente não prevêem aportes financeiros para assegurar a qualidade da educação. Assim, é preciso rever os planejamentos para expansão da rede física e ampliação da oferta de vagas no ensino superior, nos casos em que este processo significar apenas depósitos de fracassos com baixíssimo retorno para a sociedade. Também devem ser 75 repensados os interesses partidários menores na ocupação de cargos na administração da Universidade, que normalmente redundam em trabalhos desvinculados dos interesses reais da sociedade. No processo de construção e sustentação de uma graduação com qualidade é preciso criar e manter instituições com estruturas pedagógicas e físicas adequadas às especificidades de cada curso. Ao mesmo tempo, é relevante a criação de espaços para o desenvolvimento de experiências democráticas de gestão. A autonomia financeira deve ser real e constante, de modo que as instituições de ensino não dependam das oscilações das políticas dos gestores do setor educacional e dos programas demagógicos dos diferentes governos. Esse é um ponto fundamental, considerando a grande permeabilidade da instituição aos bafejos da política partidária, que interfere no sequenciamento das atividades acadêmicas e ocasiona acentuada descontinuidade na implantação de atividades que exigem maior perenidade das equipes de trabalho. Destaca-se que para maior qualidade na educação no ensino superior é primordial a importância da liberdade científico-cultural das instituições e a efetiva participação docente, em que a colegialidade das decisões acadêmico-administrativas sejam adequadas aos fins da universidade e à sua efetividade social, são também condições para se construir um ensino de qualidade na concepção humanista. A existência de colegiados para deliberar é fator básico para desenvolver e consolidar a prática de co-responsabilidade e a gestão democrática das instituições de ensino superior. Caminhando na direção da melhor qualidade da educação no ensino superior é evidente que os indicadores da qualidade devem estar fundamentados em aspectos quantitativos e qualitativos inerentes à instituição. Mas os sujeitos diretamente envolvidos no processo educacional é que devem estabelecer quais são os indicadores ou dimensões de qualidade, por exemplo, no processo de auto-avaliação. Assim, o desenvolvimento da educação dentro de uma concepção de qualidade na perspectiva humanista, expressa o respeito da instituição em relação à subjetividade dos sujeitos que a compõe e, ao mesmo tempo, contribui para a construção e emancipação de cidadãos, preparando-os para enfrentar os desafios postos pela contemporaneidade. A busca por melhor qualidade da educação no ensino superior deve assegurar que o escopo das decisões acadêmico-científicas ultrapasse agendas de negociações eleitorais, partidárias e se concentre na agenda das prioridades da sociedade, visando assim, a 76 continuidade dos fins sociais da universidade. Pelos motivos expostos foi escolhida como uma das categorias de análise de conteúdo na auto-avaliação da UnUCSEH - A Qualidade da Educação no Ensino Superior. d) Atividades Meio (administrativo-financeiro) X Atividades Fim (ensino-pesquisaextensão) A denominação atividade meio refere-se àquelas atividades (e recursos) sem as quais a Instituição de Ensino Superior ou outras, não conseguiriam desenvolver qualquer função ou levar adiante qualquer empreendimento. Na Universidade, constituem as condições de operacionalização das atividades acadêmico-universitárias imprescindíveis no funcionamento desta. Não constituem, entretanto, a finalidade da Unidade acadêmica. Na cultura organizacional das instituições educativas, as atividades meio consistem em um conjunto formado por operações e estruturas organizacionais que devem oferecer apoio de toda ordem na consecução dos objetivos institucionais. Este conjunto de ações viabiliza o apoio e a instrumentalidade de todo processo de dinamização das atividades educativas. Na prática, esse conjunto de operações consiste em serviços necessários e simultâneos às atividades principais para cumprir as finalidades que justificam a existência institucional. Deste modo, na universidade, as atividades meio são aquelas que visam a propiciar condições para viabilizar, da melhor forma possível, o desenvolvimento qualificado do ensino, da pós-graduação, da pesquisa, da extensão e das práticas culturais. Compreendemos que as atividades meio são aquelas que não se constituem, não se completam e não se concluem por si próprias. Elas se revestem de caráter auxiliar às atividades fim. Assim, no caso da universidade, as atividades meio não são diretamente representativas para a sociedade, mas são mecanismos indispensáveis ao cumprimento das finalidades institucionais. Na Universidade Estadual de Goiás, como nas demais instituições de ensino superior, conforme Carneiro e Brito (2005), as atividades meio se realizam ou se concretizam com a execução da gestão administrativa e de pessoal, do plano de desenvolvimento institucional, do projeto político-pedagógico e atividades acadêmicas e complementares correlatas, do planejamento estratégico, da sustentabilidade financeira, das políticas internas voltadas ao sucesso estudantil, da criação e manutenção de condições físico-estruturais e dos bens materiais e patrimoniais, da comunicação institucional, dos documentos e informações. 77 Como já explicitado, as atividades fim são concernentes aos objetivos principais da instituição, ou seja, se referem às ações que a UEG desenvolve com o objetivo de dar sentido à sua existência. São as atividades para as quais a instituição se destina, estando diretamente relacionadas com os objetivos expressos em seu Estatuto. A função precípua da universidade é desenvolver as atividades fim que são, fundamentalmente, a socialização do conhecimento produzido por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, bem como a transmissão do acervo cultural acumulado pela humanidade. Assim, o objetivo da universidade ao ministrar o ensino superior (de graduação e de pós-graduação – lato e stricto sensu, seqüenciais, entre outros), visa à formação de pessoas capacitadas ao exercício da profissão, para o desenvolvimento de investigações em todas as áreas de conhecimento, à sua qualificação para as atividades profissionais técnicas e a implementação de atividades de extensão por meio de projetos que intervenham socialmente para o bem comum. Tomando por base essas considerações, no Artigo 5o do Estatuto da Universidade Estadual de Goiás, homologado pelo Decreto n. 5.230 de 03 de novembro de 1999, estão identificadas como atividades fim desta instituição, as seguintes finalidades: I - promover o desenvolvimento e a divulgação da ciência, da reflexão e da cultura em suas várias formas; II - graduar e pós-graduar profissionais nas diversas áreas, preparando-os para o mundo do trabalho e para contribuir com o desenvolvimento de Goiás e do Brasil; III - formar pessoas qualificadas para o exercício da investigação científica e do magistério, bem como das atividades políticas, sócio-culturais, artísticas e gerenciais; IV - promover estudos e pesquisas voltados para a preservação do meio ambiente, com o propósito de desenvolver e ampliar a consciência ecológica, visando a convivência harmoniosa do homem com o meio; (UEG, 2006). Efetivamente há uma interação entre as atividades fins e meio, ou seja, uma influencia a outra ao mesmo tempo em que sofre sua ação. As atividades fim da universidade são aquelas que se realizam, se articulam e se completam por si próprias, assim como mantém dependência e se relacionam com as atividades meio. Em face desta realidade, Chauí (1999) chama a atenção para o fato de que no contexto universitário em geral, há uma certa inversão das prioridades do ensino superior (pela cúpula dos gestores), uma vez os meios têm encontrado fim em si mesmos. Nesta inversão entre os seus fins e meios, a universidade é “definida e estruturada por normas e padrões inteiramente alheios ao conhecimento e à formação intelectual, está pulverizada em micro-organizações que ocupam seus docentes e curvam seus estudantes a exigências exteriores ao trabalho intelectual” (CHAUÍ, 1999, p. 220-221). 78 Como se pode constatar na realidade, os gestores, de modo geral, utilizam o discurso da crise de escassez de recursos financeiros, privilegiando os meios em detrimento dos fins, para tentar justificar a suposta falta de condições para promover a expansão e a melhoria da qualidade do ensino superior público. Destarte, no processo de interação entre estas duas faces da realidade: atividades meio e atividades fim, a dimensão – recursos – passa a constituir o fundamento orientador das possibilidades e/ou das práticas como função precípua da universidade. O desafio enfrentado nessas condições adversas carrega duas visões ou enfoques conflitantes sobre a principal ação cotidiana da universidade. O primeiro enfoque, que na atualidade é dominante, está subordinado à lógica do mercado, o segundo evoca a concepção crítica, sócio-histórica de formação, que tem por base o estudo das humanidades. O primeiro considera a formação e a profissionalização como preparação de indivíduos para atender às demandas do mercado e, portanto, a qualidade da formação e qualificação fica subordinada à lógica da produção e da competência. A lógica restrita da produção entende por competência a “[...] capacidade de mobilização de conhecimentos, saberes, atitudes, tendo, como foco, os resultados” (FRIGOTTO, 1996, p. 92). Nessa perspectiva, os objetivos voltados às atividades fim da universidade, são direcionados na busca de padrões de qualidade, na melhoria dos serviços de atendimento aos alunos e do seu grau de inserção no mundo do trabalho, na excelência dos grupos e linhas de pesquisa, na consolidação e ampliação de atividades de extensão. O segundo enfoque aponta que a formação, a qualificação e a profissionalização humanas fundamentam-se no desenvolvimento do conhecimento histórico-científico, biopsíquico, cultural, político e estético. É evidente que a efetivação de tal formação, cujo sujeito histórico é a prioridade, tem por perspectiva a omnilateralidade, cujas possibilidades e limites institucionais estão postos no conjunto das relações e das práticas de sociedades concretas. Então, para se transformar aspirações em prática real de formação/qualidade de sujeitos histórico-críticos, não são suficientes a legislação e o estatuto das IES, mas muito mais o aporte de recursos cujas prioridades devem ser definidas de acordo com as atividades fim e que os meios voltem para o seu devido lugar: as atividades meio devem ser instrumentos viabilizadores das atividades fim. Sob a primeira visão, a instância mais importante da instituição passa a ser a administração financeira. Grosso modo, os gestores se negam a debater sobre as necessidades 79 fundamentais propostas pelos professores, discentes e técnicos administrativos, com relação aos objetivos da universidade (registradas, contudo, algumas exceções). Os meios passam a ser instrumentos meticulosamente calculados segundo seu custo e risco. A viabilidade financeira de toda proposta político-pedagógica sobrevive (ou não) mediante a adequação a tais instrumentos (os meios), para a qual a prioridade primeira é o seu preço/custo. O maior significado negativo de a qualidade das atividades fim – ensino, pesquisa e extensão –, ser dada por valores externos ao processo educacional, é porque estes normalmente servem a interesses de demandas dominantes dos administradores e empregadores, que via de regra utilizam como parâmetros as propostas das agências internacionais, que acabam balizando, moldando e conformando as instituições de educação. Este processo pode ter as seguintes conseqüências: - Interferência nos espaços de autonomia dos professores e no desenvolvimento das principais; atividades de ensino-pesquisa-extensão; - Imposição de uma falsa política de descentralização; - Desqualificação dos profissionais formados pela instituição; - Rotatividade e desprofissionalização docentes; - Expansão de contratos de trabalhos precarizados. Os dados obtidos na pesquisa apontam a secundarização da produção do conhecimento – atividades fim – e a priorização das atividades meio que vem se apoiando no discurso da escassez de recursos financeiros, por parte da administração central da Universidade Estadual de Goiás. Levando-se em consideração as prioridades sociais das nações em desenvolvimento, constata-se que a administração pública não realiza os investimentos financeiros realmente necessários no setor educacional e, na maioria das vezes, estes não são aplicados adequadamente. Assim, da realidade concreta revelada pelos dados da pesquisa em avaliação institucional da UEG, emergiu a categoria de análise: Atividades meio (administrativofinanceiro) X Atividades fim (ensino-pesquisa-extensão). 80 CAPÍTULO IV A UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE CIÊNCIAS SÓCIO-ECONÔMICAS E HUMANAS NA ATUALIDADE Atualmente a UnUCSEH tem sete cursos regulares, diversos cursos de especialização lato sensu, coordenados pelo Centro de Estudos Avançados em Humanidades, projetos de pesquisa, além de programas desenvolvidos pela Pró-Reitoria de Extensão e pela Pró-Reitoria de Cultura e Assuntos Estudantis. Os cursos regulares existentes na unidade, já mencionados no capítulo II, são: Licenciaturas em Geografia, História, Letras e Pedagogia, os quais funcionam no período matutino e Administração de Empresas, Ciências Econômicas e Ciências Contábeis, que funcionam no período noturno. A UnUCSEH em 2005, ano da presente auto-avaliação, não ministrou cursos seqüenciais, tampouco curso do Programa Universidade dos Trabalhadores da Educação de Goiás, mais conhecido como Programa de Licenciatura Plena Parcelada (LPP). FIGURA 4 - Aspectos parciais da UnUCSEH – Anápolis: auditório, pátio interno superior, pátio interno inferior, biblioteca. Fonte: Arquivos fotográficos da UnUCSEH. 81 4.1 Estrutura Física A Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas de Anápolis está localizada no centro da cidade, à Avenida JK, nº 146, em um terreno de 6.075,74 m², com uma área construída de 5.968,95 m², na qual inclui-se o Ginásio de Esportes. No Quadro 3 pode ser observada a descrição do espaço físico. QUADRO 3 Distribuição do Espaço Físico da UnUCSEH - UEG, no ano de 2005 Espaço físico destinado a Salas de aula Descrição Quantidade - 17 Secretaria geral, secretaria acadêmica, registro de diplomas, coordenação de cursos (02), assessoria das coordenações, diretoria, assessoria da direção, coordenação pedagógica, coordenação de extensão, Salas administrativo- coordenação de pesquisa e pós – graduação, recepção pedagógicas de professores, sala de professores, recepção, 21 secretaria do Centro de Idiomas, sala de orientação de monografia, visual (02), coordenadoria coordenação administrativa, dos áudio laboratórios de informática. Informática (02), Pedagógico (LAPE), Centro de Laboratórios Documentação Histórica, Ciências Contábeis (fase final de implantação) e Ciências Econômicas (fase de 06 implantação) Ateliês Destinado ao curso de Geografia (Cartografia) Biblioteca Acervo com 13.200 títulos e 19500 exemplares, 451 periódicos com 17 assinaturas correntes. 01 01 Alimentação Lanchonete e cozinha 02 Auditório 320 lugares e saguão para exposição 01 Estoque Almoxarifado (03) e arquivo (03) 06 Outros Diretório acadêmico, fotocopiadora, posto bancário, Empresa Júnior e ginásio de esporte. Sanitários Masculino e feminino 05 17 Fonte: Coordenação Administrativa da UEG-UnUCSEH (2005) 82 Os espaços para as atividades acadêmicas práticas são organizados da seguinte forma: QUADRO 4 Estrutura e organização dos laboratórios de informática. Laboratório de Informática Finalidade do laboratório Ambiente Área Laboratório I Aulas práticas de informática e pesquisa via Internet 45 08 bancadas, 32 cadeiras giratórias, m2 15 computadores e 01 impressora matricial Laboratório II Aulas Práticas de informática e pesquisa via Internet 45 08 bancadas, 32 cadeiras giratórias, m2 04 mesas, 20 computadores Atende: todos Cursos oferecidos pela Unidade, Professores e Servidores QUADRO 5 Centro de Idiomas. Responsável: Curso de Letras Centro de Idiomas Aulas e estudo área Finalidade do laboratório Área Aulas práticas de de Línguas para alunos e comunidade Ambiente 02 salas de aula com 20 cadeiras cada, sala de estudo e secretaria com computador, impressora e mobiliário. QUADRO 6 Laboratório de Pedagogia (LAPE) Laboratório de Pedagogia Finalidade do laboratório Arquivo pedagógico; campo de Área de estudo, pesquisa do curso de Pedagogia, pesquisa e extensão práticas pedagógicas para alunos e professores Área Ambiente 01 sala com 01 computador, 01 impressora, filmadora, TV, vídeo cassete, aparelho de DVD, retroprojetor e mobiliário. 83 QUADRO 7 Ateliê de Cartografia. Responsável: Curso de Geografia Laboratório de Geociências Finalidade do laboratório Desenvolver recursos didáticos e metodológicos Área de estudo, pesquisa e prática aplicados ao ensino de Geografia. curricular Elaboração cartográfica Área Ambiente 104,06 m2 Mesas para uso na Cartografia e leitura/confecção de mapas e cartas topográficas, Pranchetas, 01 micro computador, armário de aço, mesas e cadeiras para estudo e bancos específicos para uso das mesas no laboratório de /GeografiaCartografia, Estantes de madeira com vidros para exposição de amostras de fragmentos rochosos e outros minerais. QUADRO 8 Centro de Documentação Histórica. Responsável: Curso de História Centro de Documentação Histórica Finalidade do laboratório Equipamentos Atendimento aos discentes dos Mesas para estudo e Área de pesquisa e coleta de cursos da UEG-UnUCSEH, pesquisa, cadeiras, armários dados especialmente, do Curso de de aço e arquivos. História A biblioteca, que está em fase de informatização, tem o seguinte acervo para atender as atividades acadêmicas e pedagógicas da Unidade: Títulos 13.200 QUADRO 9 Quantitativo do acervo da biblioteca Exemplares Periódicos 19.500 395 Assinaturas de jornais 05 Fonte: Coordenação da Biblioteca (Números aproximados) 4.2 Estrutura organizacional e de gestão O Estatuto da Universidade Estadual de Goiás e o seu Regimento Geral definem as atribuições mínimas das Unidades Universitárias. Cada Unidade Universitária conta também com o seu Regimento Interno aprovado pelo Conselho Universitário da UEG, órgão colegiado 84 superior presidido pelo Reitor e integrado por representantes de todas as UnUs. Essas, por sua vez, têm a Congregação como órgão máximo, com funções normativas e deliberativas. A constituição da Congregação da Unidade está estabelecida no Art. 31 do Regimento Geral, e suas atribuições relacionadas no Art. 36 do Estatuto da Universidade e no Art. 36 do Regimento Geral da UEG. É composta pelo diretor da Unidade, que a preside, todos os membros do corpo docente, pelos representantes discentes até 25% dos membros natos, pelos representantes técnicos administrativos até 10% dos membros natos e três representantes da comunidade, e reúne-se ordinariamente duas vezes por ano e/ou por convocação do Diretor, ou ainda por solicitação de uma parcela significativa da Comunidade. O Conselho Acadêmico da Unidade Universitária é previsto no Art. 37 do Estatuto da UEG. Tendo natureza administrativa e acadêmica, reporta suas decisões aos órgãos superiores da Universidade e dá suporte às ações da Diretoria. É um órgão técnico de supervisão e deliberação para assuntos de pesquisa, pós-graduação, graduação, extensão e gestão no âmbito da Unidade Universitária, bem como órgão executivo e de assessoria ao diretor. As atribuições do Conselho Acadêmico da Unidade Universitária são previstas nas alíneas de “a” a “e” do inciso III do Art. 37 do Estatuto da UEG e nos incisos “I” a “XIX” do Art. 42 do Regimento Geral da UEG. É composto pelo diretor da Unidade, coordenadores, representante dos docentes, representante dos técnicos administrativos e representantes discentes. A Diretoria da Unidade Universitária é o órgão executivo que administra, coordena e superintende todas as suas atividades, embora com escassa autonomia didáticoadministrativa, e praticamente nenhuma autonomia financeira. Essa função é exercida pelo diretor, eleito pela comunidade da Unidade Universitária, conforme a legislação vigente, para um mandato de dois (2) anos. A primeira eleição para diretor na UEG-UnUCSEH aconteceu em 2001, sendo eleito o professor Ubiratan Cardoso de Souza, que assumiu a Direção da Unidade em agosto do mesmo ano. No ano seguinte foram realizadas as primeiras eleições para coordenadores dos cursos, recuperando uma tradição que já existia na UNIANA. Para cada curso há uma coordenação eleita pelo corpo docente e discente, com a incumbência de propor e articular o planejamento pedagógico-curricular, a execução, o acompanhamento e a avaliação das atividades do curso. As atribuições específicas dos 85 coordenadores constam no Regimento Geral da UEG e no Regimento Interno da Unidade Universitária. Observa-se um amadurecimento rumo à gestão participativa e colegiada na UnUCSEH, em que as decisões envolvem a comunidade desde a problematização até a proposição das alternativas a serem seguidas, seja Núcleo de Avaliação Institucional, seja na comissão que elabora o projeto pedagógico institucional, seja no comitê editorial da revista científica da Unidade Universitária, ou no planejamento estratégico da instituição. O projeto pedagógico institucional está sendo desenvolvido por uma comissão de professores representantes de todos os cursos da Unidade, que promove discussões acerca de elementos integradores dos currículos no que se refere à interdisciplinaridade, contextualização dos conteúdos, relação teoria-prática, pertinência, aproximação entre ensino, pesquisa, extensão e cotidiano acadêmico. Os resultados e formas de implementação ora aguardados, serão discutidos junto à Congregação. Os esforços da Direção da UnUCSEH, neste momento, estão orientados prioritariamente para as metas: • melhoria da biblioteca (instalações e acervo), e da infra-estrutura física do prédio; • organização e publicação da produção acadêmica em torno de eixos temáticos de modo a otimizar as condições para a ocorrência de programas stricto sensu. Ambas requerem certa autonomia financeira e vinculação das verbas próprias, notadamente advindas daquelas receitas geradas nos processos seletivos e matrícula estudantil. Tal mudança está sendo proposta pelos diretores no Conselho Universitário e encontrando forte resistência pelo nível central. Cada Unidade, conforme consta no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI, 2003) vem delineando sua estruturação interna de acordo com as particularidades do contexto em que se encontra inserida. A estruturação organizacional da UEG-UnUCSEH, com a descrição das funções inerentes a cada cargo estão apresentadas no Quadro 10 . 86 QUADRO 10 Distribuição dos cargos e funções administrativo-pedagógicas² da UEG-UnUCSEH, 2005³ Funções administrativo – Cargo pedagógicas Técnico administrativo Técnicoadministrativo Coordenador Administrativo Secretária Acadêmica Atribuições Coordena os serviços administrativos não acadêmicos Organiza e mantém toda a documentação acadêmica da unidade e dá suporte necessário aos coordenadores de cursos, docentes, discentes e ao público em geral; TécnicoSecretária da Atende a cada coordenador de curso, nas administrativo Coordenação de Curso especificidades de cada curso. Professor Coordenação Orienta os coordenadores de cursos e os docentes Pedagógica quanto às atividades pedagógicas Professor Coordenação de Trabalha as avaliações realizadas na Unidade Avaliação e Qualidade (avaliação da Unidade, avaliação docente pelos discentes), Avaliação de Relatórios Docente, Avaliação Institucional e ainda trabalha o desenvolvimento do Programa de Qualidade e avaliação do estágio probatório. Professor Coordenação de Coordena o processo de pesquisa da Unidade, elo entre Pesquisa as pesquisas realizadas pelos docentes e discentes da unidade e a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação; Professor Coordenação de Responsável pelos Projetos e Programas de Extensão Extensão dos docentes e discentes da Unidade e a ligação destes com a Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Estudantis. Professor Coordenação de Pós- Coordena os cursos de pós-graduação oferecidos pela Graduação Unidade, sendo responsável pela ligação entre estes e a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. Professor Coordenação de Curso As atribuições do coordenador de curso estão detalhadas no Regimento Geral da UEG ² As atribuições específicas de cada função na Unidade Universitária são regidas pelo Regimento Geral da Universidade Estadual de Goiás; ³ Para o ano de 2006 a estrutura organizacional sofrerá alteração devido à criação da função de ViceDiretor. 4.3 Profissionais docentes e profissionais técnico-administrativos A UEG-UnUCSEH conta com o trabalho de 127 profissionais de educação, sendo que 111 pertencem ao quadro permanente e 16 trabalham em regime de contrato temporário (TAB. 7). O trabalho de apoio é realizado por 72 funcionários que compõem o quadro técnico administrativo. Em seu processo de consolidação, decorrente do fato de ter-se derivado diretamente da antiga UNIANA, a UnUCSEH vem progressivamente conseguindo reunir professores com elevado nível de qualificação, tanto mediante o incentivo à formação continuada de antigos integrantes de seu quadro docente, quanto por meio da realização de concursos públicos para preenchimento de novas vagas, para professores com formação em níveis de mestrado e doutorado. 87 TABELA 8 Distribuição dos profissionais de educação da UEG-UnUCSEH, de acordo com a sua formação e vínculo institucional, no ano de 2005 PósSituação funcional Graduado Especialista Mestre Doutores Total Doutores Quadro permanente 0 23 68 20 0 111 Quadro temporário 0 14 02 0 0 16 total 0 37 70 20 0 127 Fonte: Assessoria das coordenações de cursos UEG-UnUCSEH (2005) Na TAB. 8 observa-se que o corpo docente é formado em sua maioria por professores do quadro permanente, com formação predominante de mestres, o que atende plenamente os requisitos legais, ressaltando-se ainda que nove destes professores estão em processo de qualificação, sendo destes 12% para mestrado e 88% para doutorado. Os professores do quadro temporário também apresentam qualificação adequada. A distribuição da qualificação dos professores pelos diferentes cursos da Unidade está demonstrada no TAB. 8 a seguir. TABELA 9 Demonstrativo da qualificação do quadro docente da UnUCSEH por curso - 2005 Licença N.º de prof. por curso Titulação 11 47,8% 12 52,17 0 0 0 0 0 23 9 60% 5 33,3 1 6,6 0 0 1 15 9 42,9 12 57,1 0 0 0 0 2 21 Geografia 2 8,7 18 78,3 3 13,0 0 0 2 23 História 3 15,0 10 50,0 7 35,0 0 0 1 20 Letras 6 30,0 9 45,0 5 25,0 0 0 1 20 Pedagogia 5 17,2 20 70,0 4 13,8 0 0 3 29 Curso Especialista Quant Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Mestrado Doutorado Pós-doctor % no % no % no % no Quant Quant Quant curso curso curso curso Fonte: Assessoria das coordenações dos cursos – UEG-UnUCSEH 2005. 88 4.4 Cursos oferecidos Para atender à comunidade a UnUCSEH oferece cursos de bacharelado, de licenciatura e pós-graduação lato-sensu (QUADRO 11). No segundo semestre de 2002 iniciou-se na UEG o processo de desenvolvimento e unificação curricular dos cursos de graduação, desencadeado pelos cursos de licenciatura e por alguns cursos de bacharelado. Esse processo constitui um marco epistemológico, pois proporcionou e proporciona uma ampla e profunda revisão dos cursos, possibilitada pelo estudo sistemático e crítico das Diretrizes Curriculares Nacionais propostas pelo MEC, o que permitiu a revisão e a integração de novos conhecimentos às disciplinas já existentes. É um marco acadêmico-institucional, pois dá identidade à UEG ao estabelecer um perfil comum para os egressos dos cursos, ao mesmo tempo em que atende às peculiaridades de cada Unidade Acadêmica. Nessa Unidade, UnUCSEH, participaram desse processo todos os cursos de graduação, que atualmente possuem suas matrizes curriculares integradas aos respectivos cursos na UEG. QUADRO 11 Cursos oferecidos pela UEG-UnUCSEH conforme a sua modalidade. Ano 2005. Modalidade Bacharelado Licenciatura Pós-Graduação Lato-sensu Cursos Administração de Empresas, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas Geografia, História, Letras, Pedagogia Movimentos Sociais no Mundo Contemporâneo, Geografia Meio Ambiente e Turismo, Aquisição e Desenvolvimento da Linguagem para o Ensino Fundamental e Médio,Economia de Empresas, Docência no Ensino de Língua e Literatura, Metodologia do Ensino Superior, Gestão Pública,Gestão Educacional,Especialização em Ciência Política, Educação Infantil, Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa, Análise e Auditoria Contábil, Formação Docente em História e Cultura Africanas e Afro-Americanas, Marketing Com relação ao desempenho dos alunos, vale registrar sua participação no Exame Nacional de Cursos (Provão)9, no período de 1997 a 2003 (QUADRO 12). Em 2004 os alunos do curso de Geografia, História e Pedagogia participaram do Exame Nacional de Desempenho 9 Ver discussão sobre o Provão no Capítulo II 89 dos Estudantes (ENADE, Lei 10.861/2004)10 e conforme relatório divulgado pelo INEP, os conceitos dos cursos foram respectivamente 4, 3, 3 e 3. No ano de 2005 o resultado até o momento ainda não foi divulgado. QUADRO 12 Conceitos obtidos no Provão no período de 1997 a 2003. Cursos 1997 1998 1999 Ano 2000 2001 2002 2003 Administração de Empresas B * A B A B A Ciências Contábeis * * * * * C C Ciências Econômicas * * D C C C D Geografia * * * * * * A História * * * * * B C Letras * C D C C A A Pedagogia * * * * C D C * Os Cursos não foram avaliados Fonte: Inep (2005) Todos os cursos de cursos de graduação oferecidos pela UEG-UnUCSEH estão regularizados junto ao Conselho Estadual de Educação do Estado de Goiás (Tabela 13). QUADRO 13 Autorizações e reconhecimentos dos cursos da UEG-UnUCSEH Curso Autorização para Funcionament o Início de Funcionamento Reconhecimento do Curso Prazo de Validade Convalidação Portaria 26 de 08/01/92 DOU – 09/01/92 31/12/2001 Prorrogação – Portaria nº 1.756 de 08/07/03 – DOU de 09/07/03 31/03/2004 Administr ação Decreto 91.261 de 22/05/85 20/02/1984 DOU – 23/05/85 Prorrogação – Portaria nº 3.631 de 08/11/04 – DOU de 09/11/04 31/03/2005 (Renovação de Reconhecimento) Portaria nº 535 31/12/2007 de 11/05/05 – DOE de 12/05/05 Portaria 26 de 08/01/92 DOU – 09/01/92 Art. 2º Convalidou os estudos dos alunos que ingressaram em 1984 e 1985 10 Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004, ficou “instituído o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES, com o objetivo de assegurar processo nacional de avaliação das instituições de educação superior, dos cursos de graduação e do desempenho acadêmico de seus estudantes”. (MEC/INEP, 2004) 90 Ciências Contábeis Portaria 1.208 de 13/08/92 DOU – 14/08/92 31/12/2001 Prorrogação – Portaria nº 1.756 de 08/07/03 – DOU de 09/07/03 31/03/2004 Prorrogação – Portaria nº 3.631 de 08/11/04 – DOU de 09/11/04 31/03/2005 Res. CsA nº 28/04 de 21/05/04 Decreto 91.261 Convalidou os estudos dos (Renovação de de 22/05/85 20/02/1984 alunos que ingressaram no Reconhecimento) Portaria nº DOU – período de 1984 e 1985 122 de 31/12/2007 23/05/85 24/01/05 – DOE de 27/01/2005 Decreto 78.522 de 30/09/76 DOU – 01/10/76 31/12/2001 Prorrogação – Portaria nº 1.756 de 08/07/03 – DOU de 09/07/03 Ciências Econômic as Geografia 31/03/2004 Decreto 73.149 Prorrogação – Portaria nº 3.631 de 12/11/73 06/05/1962 de 08/11/04 – DOU de 09/11/04 DOU – 31/03/2005 14/11/73 Parecer do CFE nº 2.657/76 – convalidou os estudos feito pelos alunos no período de 1962 a 1973. Portaria 667 de 31/12/2001 12/05/92 DOU – 13/05/92 Prorrogação – Portaria nº 1.756 de 08/07/03 – DOU de 09/07/03 31/03/2004 Portaria 667 de 12/05/92 DOU – 13/05/92 Art. 2º Convalidou os estudos dos Decreto 94.209 alunos que ingressaram em Prorrogação – Portaria nº 3.631 de 10/04/87 24/02/1986 de 08/11/04 – DOU de 09/11/04 31/03/2005 1986 e 1987 e que concluíram DOU – com aproveitamento. 13/04/87 * (Renovação de Reconhecimento) Portaria nº 1.553 31/12/2008 de 08/11/05 – DOE de 11/11/05 Portaria 272 de 11/02/92 DOU - 12/02/02 31/12/2001 Prorrogação – Portaria nº 1.756 de 08/07/03 – DOU de 09/07/03 31/03/2004 História Prorrogação-Portaria nº 3.631 Decreto 94.209 de 08/11/04 – DOU de 09/11/04 31/03/2005 de 10/04/87 20/02/1986 Prorrogação – Portaria nº 2.413 Até a DOU – de 07/07/05 – DOU de 08/07/05 renovação 13/04/87 do Rec. *(Renovação de Reconhecimento) Portaria nº 1.776 de 15/10/2004 – DOE de 20/10/2004 Portaria 313 de 25/02/92 DOU – 26/02/92 Portaria 272 de 11/02/92 DOU – 12/02/92 Art. 2º Convalidou os estudos dos alunos que ingressaram em 1986 e 1987 31/12/2007 31/12/2001 91 Letras Português/ Inglês e respectivas Literaturas Prorrogação – Portaria nº 1.756 de 08/07/03 – DOU de 09/07/03 31/03/2004 Portaria 313 de 25/02/92 DOU – 26/02/92 Art. 2º Decreto 94.209 Convalidou os estudos dos Prorrogação – Portaria nº 3.631 de 10/04/87 24/02/1986 de 08/11/04 – DOU de 09/11/04 31/03/2005 alunos que ingressaram em 1986 e 1987 e que concluíram DOU – Prorrogação – Portaria nº 2.413 Até a 13/04/87 com aproveitamento de 07/07/05 – DOU de 08/07/05 renovação do Rec. Portaria 1.760 de 09/12/93 31/12/2001 DOU – 13/12/93 Prorrogação – Portaria nº 1.756 31/03/2004 de 09/07/03- DOU de 09/07/03 Pedagogia Decreto de 28/01/92 DOU – 29/01/92 Prorrogação – Portaria nº 3.631 de 08/11/04 – DOU de 09/11/04 31/03/2005 05/03/1990 Prorrogação – Portaria nº 2.413 de 07/07/05 – DOU de 08/07/05 Até a renovação do rec. Parecer 462 de 05/08/93 consta que o curso iniciou em 90 *Divergência da Carga Horária da Matriz Curricular com a Portaria de renovação de Reconhecimento do curso publicada no D.O.E. Nota: Para os alunos ingressos a partir de 1995 o curso de Administração passou a ser oferecido com duas habilitações, escolhidas entre sete, conforme Resolução CEE nº 055 de 09/04/2003. Os estudos realizados nas habilitações: Administração Geral e Administração Comercial no período compreendido entre 1995 e 2006, foram convalidados pela Resolução CsU nº 058/2005. No próximo item registra-se a descrição de cada curso, conforme o Guia do Candidato do Processo Seletivo da UEG (GOIÁS/UEG, 2005 p.29-34). 4.4.1 Cursos de Licenciatura a) Geografia – Licenciatura “O curso forma o geógrafo licenciado (sic), com foco principal para o exercício do magistério no Ensino Fundamental e Médio. O professor de Geografia deve participar ativamente na organização e gestão da escola, desenvolvendo habilidades de participação coletiva e de tomada de decisões, seja na elaboração dos projetos educacionais no campo do ensino, da pesquisa e da extensão em Geografia, seja na gestão educacional ou ambiental, apresentando predisposição para as atividades acadêmicas, culturais e científicas, para associar, abordar, dissertar e sintetizar os problemas ligados ao relacionamento da sociedade com a natureza. Além do magistério, o Licenciado em Geografia tem um promissor campo de atuação nos diversos organismos que estudam e fiscalizam o meio ambiente.” 92 b) História – Licenciatura “Forma o historiador licenciado (sic), com o foco principal para o exercício do magistério no Ensino Fundamental e Médio, de modo a compreender criticamente a História, sendo capaz de estabelecer relações efetivas entre a realidade histórica e as realidades sóciocultural e econômica, inseridas em um contexto local regional e global. O licenciado em História deve também ser capaz de atuar ativamente na gestão escolar, na pesquisa histórica e nas atividades de difusão do conhecimento histórico. Além do exercício do magistério, o historiador licenciado também pode atuar em Museus Históricos, Institutos de Patrimônio Histórico ou nos diversos organismos de preservação do patrimônio histórico e cultural.” c) Letras _Português/Inglês - Licenciatura “Forma o licenciado em Letras, com o foco no Ensino Fundamental e Médio, capacitando-o na interpretação correta de textos de diferentes gêneros e registros lingüísticos; explicando seus processos e argumentos de formação; investigando as questões ligadas ao ensino da língua materna e língua inglesa, partindo assim de diversas teorias e abordagens. A concepção da língua como fenômeno sócio-cultural e a compreensão do ensino como uma realidade social são alguns dos valores despertados nos acadêmicos do curso de Letras, que visa formar leitores críticos, cientes das diversificadas noções de gramática e conhecedores das variedades lingüísticas e seus diferentes níveis. Ao término do curso, o licenciado em Letras terá adquirido uma atitude investigativa que favorecerá ao processo contínuo de construção do conhecimento na área e estará apto a responder aos desafios que a prática social e docente apresentam no cotidiano.” d) Pedagogia - Licenciatura “Destina-se à habilitação de professores para o exercício do magistério no Ensino Fundamental e em outras instâncias educacionais. Proporciona ao profissional uma formação capaz de recriar a teoria para uma ação qualificada no processo educativo, tendo como função a formação do homem em sua totalidade. O pedagogo é um profissional que atua na preparação, administração e avaliação de currículo, orçamentos e programas escolares; em regência da sala de aula; no planejamento e orientações de atividades de ensinoaprendizagem; no diagnóstico de situações educativas; na organização de processos educativos para além do espaço educativo; na elaboração e execução de projetos na área educacional e no acompanhamento e elaboração de critérios para o processo de avaliação.” 93 ICAS 4.4.2 Cursos de Bacharelado a) Administração – Bacharelado “Prepara o profissional na área de gestão organizacional e administração de produção. Capacita-o para o trabalho cada vez mais competitivo e complexo dotando-o de habilidades para desenvolver pesquisas. O mercado de trabalho inclui as organizações em geral, tais como: empresas, organismos públicos, escolas, instituições sociais, sociedades civis e outras. O administrador é responsável pelo planejamento e funcionamento de uma empresa, seja ela pública ou privada, devendo ter habilidades numéricas, que é um dos requisitos fundamentais para o administrador, assim como liderança, sociabilidade e capacidade de argumentar e transmitir idéias.” b) Ciências Contábeis – Bacharelado “Prepara o profissional para acompanhar, desenvolver e avaliar econômicofinanceiramente as empresas públicas e privadas, e outras instituições com ou sem fins lucrativos. O contador deve ter domínio instrumental, metodológico e técnico, ser dotado de discernimento dos fenômenos sociais, políticos e econômicos, capaz de organizar, coordenar, planejar, elaborar e executar serviços contábeis, fiscais e balanços das empresas e emitir pareceres e laudos periciais no campo da Contabilidade.” c) Ciências Econômicas “Prepara o economista para realizar estudos e pesquisas sobre os fatores econômicos. Forma o profissional capaz de promover planejamento, projeção, programação e análise econômico-financeira, orçamentos e estimativas, estudos de viabilidade econômica, apuração de lucratividade, perícias e avaliações em empresas públicas e privadas, instituições de pesquisa, mercados financeiros e de capitais e empresas de consultoria e projetos.” Feita esta exposição acerca dos cursos oferecidos, seguem-se algumas informações sobre os estudantes desta Unidade Universitária. 4.5 Características discentes De 1999 até 2005 ingressaram nos cursos da UEG-UnUCSEH 2.170 alunos, sendo que 1.848 concluíram suas graduações, o que corresponde a 85,2% do total de matricularam. Os dados podem ser conferidos na TAB. 10. 94 TABELA 10 C C I C I C I C I C Total por Ano Pedagog ia Letras I C História I Geograf ia Ciências Econôm icas I Ciências Contábe is ANO Adminis tração Número de alunos ingressantes (I) e concluintes (C) nos cursos de graduação, modalidade regular, da UEG-UnUCSEH, no período de 1999 a 2005. I C 1999 50 22 50 42 50 21 50 37 50 34 50 46 50 35 350 237 2000 50 31 50 36 50 36 50 43 50 43 50 45 50 48 350 282 2001 50 29 50 44 50 42 50 37 50 38 50 42 50 47 350 279 2002 40 40 40 55 40 25 40 35 40 27 40 38 40 39 280 286 2003 40 28 40 42 40 41 40 38 40 50 40 35 40 52 280 286 2004 40 40 40 46 40 34 40 39 40 30 40 33 40 42 280 264 2005 40 42 40 34 40 33 40 29 40 12 40 24 40 40 280 214 Total Geral 310 232 310 299 310 232 310 258 310 234 310 263 310 303 2170 1848 Fonte: Secretaria da UnUCSEH, 2006 A UEG-UnUCSEH tem uma longa história na sociedade goiana, e recebe alunos de todos os municípios do Estado e de outros estados, mostrando um processo crescente de interiorização do ensino superior. Corroborando essa tendência na UEG-UnUCSEH, pode-se verificar na TAB. 11 a seguir a quantidade de alunos aqui matriculados que são oriundos de outras cidades, inclusive de Goiânia e sua região metropolitana. A evidente afluência de alunos de Goiânia e de Aparecida de Goiânia, da Grande Região Metropolitana, particularmente para os cursos de bacharelado em Administração e de Licenciatura em Geografia, ambos com registro de matrículas com mais de 50% de alunos originários da capital de Goiás, pode ser um fator que venha a contribuir para a descaracterização da mais significativa missão institucional da UEG, de ser uma Universidade pública interiorizada. Concorda-se, contudo, que todo cidadão brasileiro deva ser admitido em uma universidade, desde que comprove atender requisitos para tal. 95 TABELA 11 Distribuição de alunos matriculados na UEG-UnUCSEH por cidade informada no endereço – 2005 em números absolutos e porcentagem Curso Anápolis Goiânia/Aparecida Outras cidades Total Administração 091 - 46,3 94 - 46,3 18 - 8,9 203 C. Contábeis 106 - 55,5 68 - 35,6 17 - 8,9 191 C. Econômicas 101 - 49,0 88 - 42,7 17 - 8,3 206 Geografia 052 - 34,0 84 - 54,9 17 - 11,1 153 História 048 - 32,0 85 - 54,9 17 - 11,3 150 Letras 071 - 48,6 58 - 39,7 17 - 11,6 146 Pedagogia 083 - 48,8 69 - 40,6 18 - 10,6 170 Total 552 - 45,3 546 - 44,8 121 - 9,9 1219 Fonte: Secretaria Acadêmica da UEG-UnUCSEH A UEG-UnUCSEH tem uma expressiva concorrência nos processos seletivos, sendo um dos motivos alegados para essa procura a qualidade dos cursos oferecidos, pode pode ser observado na TAB. 12 a seguir. TABELA 12 Demonstrativo do número de candidatos por vaga nos cursos da UEG-UnUCSEH – 2002 - 2006 Cursos 2002 2003 2004 2005 2006 Administração 16,0 21,0 22,7 21,4 17,6 Ciências Contábeis 8,2 9,8 11,6 10,4 9,9 Ciências Econômicas 8,8 11,5 5,7 9,9 5,3 Geografia 5,4 6,2 6,3 4,8 4,2 História 7,2 9,8 9,3 8,6 7,2 Letras 6,6 7,5 7,3 6,2 5,4 Pedagogia 7,8 11,7 9,7 7,7 5,7 Média 8,6 11,7 10,3 9,9 7,9 Fonte: Núcleo de Seleção da UEG. Quanto ao número de evasões, tem havido uma queda nos últimos anos, com exceção do curso de Letras, que em 2005 registrou um alto índice de desistência, como mostra a TAB. 13: 96 TABELA 13 Relação do número de alunos desistentes de 1999 a 2005, por curso. CURSOS 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Administração 03 09 08 - - - - Ciências Contábeis 03 - 04 03 - - 06 Ciências Econômicas 03 01 03 05 - - 05 Geografia 01 - 14 06 07 - 03 História 02 01 14 16 14 04 07 Letras 05 - 12 19 12 09 14 Pedagogia 01 - 08 07 05 - - FONTE: Secretaria da UnUCSEH - 2006 Quanto aos cursos de pós-graduação, nos dois últimos anos (2004 e 2005) foram oferecidas vagas para 13 cursos: Geografia, Meio Ambiente e Turismo, Metodologia do Ensino Superior, Gestão Educacional, Gestão Estratégica de Marketing, Ciência Política, Educação Infantil, Docência no Ensino de Língua e Literatura, Economia de Empresas, Análise e Auditoria Contábil, Formação Docente em História e Cultura Africanas e AfroAmericanas, Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa, Aquisição e Desenvolvimento da linguagem para o Ensino Fundamental e Médio, Gestão Pública. Informações acerca do início e término dos cursos bem como do número de alunos matriculados em cada um deles, estão na TAB. 14 abaixo:. TABELA 14 Cursos de pós-graduação lato sensu e quantidade de alunos matriculados – (2004-2005) Curso (área) Início Término Alunos Matriculados 46 58 41 38 51 43 Geografia Meio Ambiente e Turismo 2004 2005 Metodologia do Ensino Superior 2004 2005 Gestão Educacional (3ª turma) 2004 2005 Gestão Estratégica de Marketing 2004 2005 Ciência Política 2004 2005 Educação Infantil 2005 2006 Docência no Ensino de Língua e 05/03/2005 05/04/2006 50 Literatura Economia de Empresas 19/03/2005 19/04/2006 34 Metodologia do Ensino Superior 14/05/05 junho/06 60 Análise e Auditoria Contábil 21/05/05 junho/06 43 Geografia, Meio Ambiente e Turismo 27/08/05 setembro/06 55 Fonte: Centro de Estudos Avançados em Humanidades – Coordenação adjunta de Pós-Graduação. 97 4.6 Projetos de pesquisa desenvolvidos e em desenvolvimento A busca pelo conhecimento é bem vindo na UEG, e mais ainda na UEGUnUCSEH, a demonstração clara desta procura é apresentada na Tabela 18. Observa-se uma crescente inclusão de projetos de pesquisa fundamentando uma estrutura sólida de apoio, ao docente e discente. O futuro desta Unidade em pesquisa é bem promissor, pois a curva de projetos de pesquisa é crescente. Os cursos da UEG-UnUCSEH concentram-se nas áreas de Ciências Humanas, Lingüística e Letras, Ciências Sociais Aplicadas, estando também nessas áreas seus projetos de pesquisa. No Quadro 15 abaixo estão inclusos dados de 2004 de projetos que foram concluídos em 2005, e dos que iniciaram em 2005 mas só foram concluídos em 2006. QUADRO 15 Projetos de Pesquisa da UEG-UnUCSEH de 2004 e 2005. Andréa Freire Memorando de Lucena PrP/CP 121/04 Enos Pinto da Silva CSEH Regimes internacionais: uma análise teórico-metodológica Estudo de Memorando CSEH egressos PrP/CP 121/04 acadêmicos Memorando Homero 1 PrP/CP Lacerda 121/04 Ana Emília Soares Ribeiro Educação Relações Internacionais Abr/2004 Mar/2005 Ataândson Lopes Abr/2004 da Silva / Simone PBIC/UEG prorrogado Mar/2005 de Laet Segantine Andrelisa Santos de Voçorocas e ravinas Jesus / Leide Laura em Anápolis (GO): Abr/2004 CSEH Geociências Francisca da Mota / Evolução no Mar/2005 Lidiane Ribeiro dos período 1965-2004 Santos PBIC/UEG Memorando PrP/CP Implantação de Telemarketing na Set/2004 CSEH Administração 386/04 UEG/Uma Pesquisa Ag/2005 Testes Empíricos de Teorias Alternativas Memorando sobre a Determinação da Estrutura de Set/2004 CSEH Administração PrP/CP 386/04 Capital das Empresas Brasileiras Ag/2005 Localizadas em Anápolis César Augustus Análise Comparativa da Formação dos Memorando Set/2004 6 Labre Lemos CSEH Bairros Vale dos Sonhos e Aldeia do Economia PrP/CP 386/04 Ag/2005 de Freitas Vale em Goiânia Cecílio Elias 5 Daher 98 Cristina Memorando Patriota PrP/CP de Moura 386/04 Os Condomínios Horizontais em Goiás CSEH sob a Ótica dos Processos Urbanos Globalizados Débora Memorando Cristina Santos PrP/CP 386/04 e Silva Dulce Portilho Maciel Memorando PrP/CP 386/04 Estela Najberg Memorando PrP/CP 386/04 8 Francine Basile Poéticas da CSEH Modernidade: Literatura e Artes Memorando PrP/CP 386/04 CSEH Letras Set/2004 Ag/2005 PBIC/UEG prorrogado Michele Ribeiro da Silva Análise da Sustentabilidade das Ações Promovidas pela Agência Ambiental de Goiás PIBIC/CNPq História Geografia Set/2004 Ag/2005 Set/2004 Ag/2005 Análise dos Indicadores de Formalidade e Set/2004 CSEH Precariedade do Emprego Feminino no Estado Economia Ag/2005 de Goiás Centralidade Polinucleada: Uma análise dos Out/2004CSEH Subcentros Populares de Goiânia - O Caso do Geografia Set/2005 Setor Campinas Gercino Memorando Monteiro Filho PrP/CP 455/04 CSEH 15 Juscelino Martins Memorando Polonial PrP/CP 386/04 16 Juvair Fernandes Memorando de Freitas PrP/CP 386/04 A Sociedade e suas Influências no Uso Nov/2004Estatísticas de Drogas na Comunidade Universitária Out/2005 Os Trabalhadores e a Construção de Set/2004 História Anápolis em 100 Anos de História Ag/2005 O uso da Terra Urbana e a Set/2004 CSEH Segregação Sócio- Espacial em Geografia Ag/2005 Anápolis CSEH Análise dos Riscos e Núbia da Memorando Benefícios com a Utilização Set/2004 - Cunha Simão / CSEH Economia PBIC/UEG PrP/CP 386/04 de Recursos do PRONAF na Ag/2005 Rosberg de Agricultura Familiar Oliveira Magda Ivonete Memorando Montagnini PrP/CP 386/04 Magda Ivonete Montagnini Kássya Set/2004 C. dos Ag/2005 Santos Estado, Desenvolvimento Econômico e Urbanização CSEH na Região Centro- Oeste: Fundação Brasil Central Eficácia ou Desperdício de Recursos Flávia Maria Memorando de Assis PrP/CP 436/04 Paula Luiz 11 Batista Alves Geografia O Papel do Vínculo Escola/Família no CSEH Processo de Aprendizagem a partir da Perspectiva Histórico-Cultural Indissociabilidade entre Memorando CSEH Teoria e Prática: Uma PrP/CP 386/04 Experiência Psicopedagógica Educação Educação Set/2004 Ag/2005 Ana Set/2004 Maria S. PBIC/UEG Ag/2005 e Silva 99 Maria Lúcia Vannuchi Tomazini 14 Memorando PrP/CP 386/04 Maria Raimunda Gomes Mario Cesar 18 Gomes de Castro 21 Memorando PrP/CP 431/04 Mirza Memorando 26 Seabra PrP/CP Toschi 386/04 Nildo Silva Viana CSEH Sociologia O Índio na Ficção Brasileira: Herói e Anti-Herói Set/2004 Ag/2005 Letras prorrogad Out/2004Set/2005 O Custo Ambiental da Atividade Mineral Set/2004 Economia CSEH de Pequeno Porte: o Caso de Ag/2005 Pirenópolis Memorando PrP/CP 417/04 Mary Anne Memorando Vieira Silva PrP/CP 386/04 Nasser Cecílio Daher A Mulher na Indústria FarmoQuímica: Trabalho e Gênero na CSEH Produção Indústrial de Anápolis (GO) Territorialidades Urbanas: Análise da Set/2004 CSEH Dinâmica de Grupos nas Praças Centrais de Geografia Ag/2005 Anápolis Mayara Marce Museu Guimarães / Virtual da Set/2004 PIBIC/CNPq CSEH Educação Fernanda prorrogado Educação - Ag/2005 e PBIC/UEG Vasconcelos Silva em Anápolis Souza Benchmarking do Serviço Logístico Oferecido Memorando CSEH pela Indústria Alimentícia: A Percepção de PrP/CP 386/04 Atacadistas e Varejistas de Anápolis e Goiânia Administração Set/2004 Ag/2005 Leandro Carvalho D. Memórias Goianienses Set/2004 - Neto / Marcelo Vaz de Memorando CSEH - Memória Coletiva e História PBIC/UEG Ag/2005 PrP/CP 417/04 Souza / Resigno Barros História de Goiânia L. Neto O Computador na Educação Regina Maria Memorando Fundamental Pública: Mapeando os de Araújo T. CSEH PrP/CP 386/04 Modos de Uso por Professores de Netto Anápolis Regina Maria de Araújo T. Netto Memorando PrP/CP 386/04 Renata Cristina de Sousa Nascimento O Computador na Educação Fundamental CSEH Pública: Mapeando os Modos de Uso por Professores de Anápolis Memorando PrP/CP 386/04 Sandra Valéria Memorando Limonta Rosa PrP/CP 417/04 Educação Set/2004 Ag/2005 prorrogado Educação Set/2004 Ag/2005 Cultura e Memória em Goiás: Um Estudo Set/2004 CSEH da Ação Intelectual de Jarbas Jayme e História Ag/2005 Colemar Natal e Silva CSEH Os Parâmetros Curriculares Nacionais na Prática Docente das Séries Iniciais do Educação Set/2004 Jun/2005 100 Ensino Fundamental 5 Valmor Diemer de Oliveira Memorando PrP/CP O Comportamento do Consumidor de Set/2004 Economia CSEH Pescados em Anápolis Ag/2005 386/04 Virgínia Maria 8 Pereira de Melo Frank Severino G. Rodrigues PBIC/UEG 14 Weder Morais Tavares PBIC/UEG 15 Estudo da Formação de Set/2004 Memorando Conceitos em História na CSEH Educação PrP/CP 386/04 2ª Fase do Ensino Ag/2005 Fundamental Identidades Sociais e Representação do Cristiano Memorando Mar/2005 Tempo: Uma Análise P. Alencar PrP/CP CSEH História dos Usos Políticos do Arrais 050/05 Fev/2006 Passado em Goiás (1930-1945) Débora Cristina Memorando Santos e Silva PrP/CP 086/05 CSEH Literaturas Comparadas Letras Abr/2005 Mar/2006 Erena - Etnicidade, Região e Nação: Reconfigurando a Eliesse dos Teoria a partir de Saberes Mar/2005 Memorando Santos Locais e Espaços Ciência 21 PrP/CP CSEH Teixeira Transnacionais: Mobilidade Política Fev/2006 050/05 Scaramal Humana em Fronteiras Transnacionais no Caribe Antilhano Eliézer 22 Cardoso de Oliveira Euda de 24 Fátima de Castro Gláucia 33 Vieira Cândido Memorando PrP/CP 050/05 A Gripe CSEH Espanhola em Goiás História Aplicabilidade da Leitura Memorando CSEH Literária dos livros InfantoPrP/CP 081/05 Juvenis em Sala de Aula Memorando PrP/CP 050/05 Análise Descritiva e Comparativa de CSEH Línguas Indígenas da Família Pano Assoreamento e Memorando Morfogênese Antrópica CSEH PrP/CP 050/05 na Área Urbana de Anápolis (GO) 35 Homero Lacerda 42 José Santana da Silva Mar/2005 Fev/2006 Letras Roberta Amaral de Sousa PBIC/UEG Daiane Aparecida Tonaco / João Carlos de Faria PBIC/UEG Silva / Laianne Viana da Silva Souza Daniella Pereira de Araújo / Milena Martins da Silva Abr/2005 Mar/2006 Vaniulda Alves de Oliveira PBIC/UEG PBIC/UEG Graziela de Mar/2005 - Jesus Gomes / Linguística PBIC/UEG Fev/2006 Lizia de Oliveira Carvalho Geociências Frederico Mar/2005 Fernandes de PBIC/UEG Fev/2006 Ávila Memorando PrP/CP A CPT Regional Goiás e a Política CSEH 050/05 Partidária (1976-2002) História Mar/2005 Fev/2006 101 48 Loçandra Borges Memorando de Moraes PrP/CP 086/05 O Perfil dos Professores de Geografia Abr/2005 Educação do Ensino Fundamental em Goiás Mar/2006 O Bom Professor de Língua Estrangeira e CSEH sua Relação com(s) Métodos de Ensino Marcelo 54 da Silva Pericoli Memorando PrP/CP 050/05 Nildo 67 Silva Viana Memorando PrP/CP 050/05 Shirley 85 Eliane R. Mattos CSEH CSEH Memorando PrP/CP 050/05 Angela Cristina de Jesus Mar/2005 Linguística Jacitsky / Marília PBIC/UEG Fev/2006 Moreira de Souza História Social do Naturalismo no Brasil História Mar/2005 Fev/2006 Variação Verbal e Referencial com Sujeito CSEH de Tipo Coletivo Singular em Revistas Juvenis Brasileiras Mobilidade e Centralidade: Análise da Tadeu Pereira Espacialidade da Oferta da Rede Física Memorando 91 de Alencar CSEH Hospitalar-Ambulatorial na Região PrP/CP 050/05 Arrais Metropolitana de Goiânia 21 César Augustus Labre Lemos de Freitas Memorando PrP/CP 339/05 CSEH Dulce 42 Portilho Maciel 44 Edem Vaz Linguística Mar/2005 Fev/2006 Geografia O Nordeste goiano na Setembro Greyce dinâmica do Lara Economia 2005 / desenvolvimento regional Agosto 2006 Pereira em Goiás O uso do computador na Daniela da educação fundamental pública: Memorando 33 Costa Britto CSEH PrP/CP 339/05 otimizando a formação de Pereira Lima professores de Anápolis-GO Débora Memorando 36 Cristina PrP/CP 367/05 Santos e Silva Renato Dias PBIC/UEG de Souza PBIC/UEG prorrogado Leonardo Agosto 2005 Borges / Julho 2006 Mendonça PIBIC/CNPq Pedro Pesquisa científica rumo Agosto Memorando Henrique CSEH ao Oeste(1933-1963): História 2005 / PrP/CP 367/05 Marques pioneirismo sob vigilância Julho 2006 Cardoso PIBIC/CNPq Memorando PrP/CP 307/05 O Epicurismo na CSEH poesia de Alberto Caeiro Setembro Educação 2005 / Agosto 2006 Mar/2005 Ag/2005 Letras A metafísica teleológica no pensamento CSEH filosófico de Aristóteles e Santo Agostinho: a noção da categoria de tempo Filosofia Setembro 2005 / Agosto 2006 102 45 Edem Vaz Memorando PrP/CP 307/05 53 Eunice de Oliveira Rios Semiótica e análise do discurso nas CSEH histórias em quadrinhos: leitor, autor e actorialização Memorando PrP/CP 339/05 Flávia Maria Memorando 58 de Assis PrP/CP 360/05 Paula 70 Homero Lacerda Marcelo 96 José Moreira "Os caminhos de Goiás" Geografia e Setembro 2005 / Geografia Cartografia aplicadas ao Turismo Agosto 2006 Centralidade Polinucleada: uma análise dos Agosto 2005 CSEH subcentros populares de Goiânia - o caso do Geografia / Julho 2006 Setor Vila Nova A situação da classe trabalhadora brasileira no fim do século XX: a precariedade na inserção dos Memorando CSEH jovens no mercado de trabalho brasileiro como PrP/CP 360/05 resultado de uma disfunção conjuntural ou tendência? Memorando PrP/CP 367/05 Maria Elena 103 Fregonesi Spínola Mirza 112 Seabra Toschi Robson 128 Mendonça Pereira Tadeu Pereira Alencar Arrais Setembro 2005 / Agosto 2006 Carta de riscos geológicos da bacia Agosto Sandra Memorando CSEH do córrego reboleiras Geociências 2005 / Sardinha PrP/CP 367/05 Anápolis(GO), em escala 1:50.000 Julho 2006 Lemes Márcia 98 Rosa da Silva 138 CSEH Linguística Recursos Didáticos: uma idéia (ação) CSEH periférica ou nuclear no processo ensinoaprendizagem? Memorando PrP/CP 397/05 Agosto 2005 / Economia Julho 2006 Educação Agosto 2005 / Julho 2006 Diagnóstico do Percurso e Outubro 2005 / CSEH Formação de Leitores Entre Alunos Educação Setembro 2006 do Ensino Médio O computador na educação Agosto Fernanda fundamental pública: mapeando Memorando Educação 2005 / CSEH Vasconcelos PrP/CP 367/05 os modos de uso por professores Julho 2006 Silva Souza de Anápolis O diário íntimo do presidente de Estado Agosto Memorando Altino Arantes(1916-1924): subisídio 2005 / CSEH História PrP/CP 339/05 para história política e administrativa Julho da Primeira República 2006 Marcelo Vaz Sousa Modalidade e centralidade:análide da Agosto Memorando CSEH espacialização da oferta de ensino superior na Geografia 2005 / PrP/CP 367/05 Região Metropolitana de Goiânia e Anápolis Julho 2006 FONTE: Coordenação de Pesquisa da UEG-UnUCSEH (2005) 103 A UEG é uma instituição da sociedade goiana e que apresenta preocupação direta com a integração do Estado de Goiás com a sociedade levando em consideração a união entre a sociedade, discente e docente. Esta Unidade se apresenta como elo crescente entre o Estado, os docentes e discentes e entre a instituição e a sociedade refletida nas atividades de extensão desenvolvidas pelos professores e alunos conforme apresentado no QUADRO 16. QUADRO 16 Projetos de Extensão da UEG-UnUCSEH de 2005. PROJETOS 2005 1. Agricultura familiar goiana: desempenho e inserção 2. Marxismo, economia e sociedade no século XXI RESPONSÁVEL Prof. Dorival Gomes Geraldine 3. Apoio a médicos e enfermeiros do Hospital das Clínicas: dados estatísticos 4.Direito dos Servidores Públicos: Celetistas, Estatutários e Temporários 5.Produção de texto técnicocientífico para acadêmicos do curso de Letras da UnUCSEH e comunidade 6. Laboratório e escritório modelo de contabilidade do bacharelado em Ciências Contábeis 7. Simulação da taxa de desconto para decisões de investimento 8. Filosofia no Ensino Fundamental 9.Curso de orçamento gerencial nas pequenas empresas 10.Oficina do empreendedor Prof. Gercino Monteiro Filho 11. A economia solidária como uma nova perspectiva de desenvolvimento. Prof. Marcelo José Moreira Prof. César Augustus L.L. Freitas Prof. Vera Lúcia Verschoore Ferreira da Costa Prof. Maria Elena Fregonesi Spínola Prof. Angelita Mendes Prof. João Cândido Barbosa Prof. Antônio Alves de Carvalho Prof. Simone Pereira Silva Bastos Prof. Edson Carareto 104 12. Assessoria e consultoria econômica para projeto de implantação da Cooperativa de Produção Têxtil de Jaraguá Ltda. (COOPERTEX) 13. Lições de economia doméstica: como melhor administrar seu orçamento 14. História da África e afrodescendentes: pesquisa e ensino 15. V Semana de História: História e Documentação 16.Estudo de língua grega e latina 17. Vivendo economicamente melhor na terceira idade 18. II Olimpíada da UEG/Anápolis 19. Direito e defesa do consumidor 20. A UEG vai à escola 21. Novos paradigmas da relação professor/aluno frente aos conflitos da adolescência Prof. Adriana Pereira de Sousa Prof. Francine Basile Prof. José Santana da Silva Prof. Dulce Portilho Maciel Prof. Roseli Tristão Martins Prof. Maria de Fátima Oliveira Prof.José Santana da Silva Prof. Édem Vaz Prof. Joana D’Arc Bardella Prof. Denise Cravo Prof. Fátimo Ribeiro Guimarães Prof. Giovana Galvão Tavares Prof. Ellen Muniz Sink Isaac Fonte: Coordenação de Extensão da UEG-UnUCSEH (2005) Os dados apresentados mostram como a UEG-UnUCSEH está configurada na atualidade, sua estrutura física, organizacional e de gestão, traçando o perfil de seus profissionais docentes técnicos administrativos, discentes, os cursos oferecidos (regulares e de Pós-Graduação), os projetos desenvolvidos e em desenvolvimento nas áreas do ensino, da pesquisa e da extensão, que vão nos permitir analisar os dados obtidos com a aplicação dos questionários de auto-avaliação, o que será feito a seguir. 105 CAPÍTULO V ANÁLISE DOS DADOS DOS CURSOS REGULARES A UnUCSEH historicamente desenvolve o processo de avaliação de seus cursos, tendo em vista que seu Núcleo de Avaliação Institucional(NAI) tem tradicional existência, pois já tinha uma marcante atuação quando foi instalada a Comissão da Assessoria de Avaliação Institucional da CAAI/UEG, em outubro de 2002. Este NAI, embora não comungue com a metodologia e a totalidade dos princípios do Programa Qualidade do Governo do Estado de Goiás, passou a ser integrado por um representante desse Programa que tem a coordenação na Diretoria de Planejamento da UEG e em âmbito estadual está sob a responsabilidade da Secretaria de Planejamento. O primeiro passo para desenvolver a contento o processo de avaliação institucional da UEG, objeto deste relatório, foi a oferta do curso Pós-Graduação Lato Sensu em Avaliação Institucional, planejado, coordenado e desenvolvido pela CAAI. A coordenadora da do NAI da UnUCSEH, após indicação pela UnU e o representante do Programa de Qualidade do Governo foram formados especialistas nesse curso. Foi o curso de Avaliação Institucional que permitiu o reconhecimento pelos avaliadores de que realizar a auto-avaliação na UEG significa desenvolver pesquisa, com base no Programa de Avaliação Institucional (2003-2006) e em projetos que respeitem as especificidades das UnUs, a medida que a diversidade múltipla vai se tornando uma, porquanto concebida como universidade – a UEG. Em face das características da pesquisa-ação, metodologia descrita em outro capítulo deste relatório, o percurso metodológico da presente investigação foi se construindo em momentos distintos, porém complementares, no próprio curso de pósgraduação lato sensu, de acordo com o detalhamento a seguir. 106 Durante este curso criou-se um espaço para elaboração conjunta do modelo de questionário de auto-avaliação institucional da UEG, com a participação dos professores do referido curso e do grupo de avaliadores da UEG (professores e técnicos administrastivos cursistas). A Coordenação da CAAI propôs que este modelo de questionário fosse discutido com todos os segmentos participantes da pesquisa em avaliação institucional em cada UnU ou órgão da Administração Superior da UEG. Nesta etapa, oportunizou-se uma rodada de sugestões pelos cursistas, que em seguida foram socializadas em Seminários do curso, contribuindo desta forma para o desenvolvimento de uma versão dos questionários que fosse comum para todas as UnUs e Pólos da UEG. Com a disponibilização dos questionários on line pela Coordenação da Assessoria da Avaliação Institucional(CAAI) no Portal na UEG realizou-se um trabalho de mobilização com os alunos, professores, gestores e técnico-administrativos para a participação na pesquisa. O objetivo naquele momento foi explicar a importância da Avaliação Institucional para a construção e consolidação de uma universidade pública de qualidade. Um outro passo da pesquisa se efetivou, entre os dias 16 e 28 de novembro de 2005, a coleta de dados em questionários via on line da auto-avaliação institucional.Tratase, portanto de um avanço neste processo, por ser a primeira vez a UEG pôde fazer uma coleta de dados diagnósticos simultaneamente nas vinte e nove Unidades que participaram do processo. É importante considerar que os segmentos respondentes − alunos, professores, gestores e técnicos-administrativo/agentes-administrativos − dispunham de conhecimento prévio sobre a Avaliação Institucional constituído por um conjunto de ações desenvolvidas pelo NAI desta UnU. Nesta etapa, uma das preocupações da coordenação do NAI na UnUCSEH de Anápolis, foi garantir o envolvimento de um maior número possível de respondentes de todos os segmentos e cursos para que o processo de avaliação se legitimasse por meio dos princípios de participação democrática. Por problemas técnicos, que inviabilizaram o uso dos computadores em vários momentos, pelo acúmulo de trabalho e inclusive pela 107 realização paralela de outras atividades que exigiam respostas dos segmentos envolvidos, o percentual desejado não foi alcançado nesse período, o que tornou necessária uma nova coleta na época da matrícula e início das aulas de 2006. Como resultado deste trabalho, obteve-se a participação de 397 respondentes, número que alcança o percentual 28,24% do total de alunos, professores, gestores e técnico-administrativos da UnU. TABELA 15 Número de respondentes na UnUCSEH de Anápolis Segmentos Universo da pesquisa Amostragem % de respondentes Alunos 1193 288 24,14% Professores 127 44 34,66% Servidores 72 52 72,22% Gestores 14 13 92,86% Total 1406 397 28,24% Fonte: Coordenação da Avaliação Institucional da UEG – UnUCSEH de março/2006 Após a etapa de coleta dos dados, estes foram organizados, tabulados e em seguida receberam tratamento estatístico. Ressalta-se que esta fase requereu muito trabalho e tempo dos pesquisadores e assessores em avaliação institucional, em virtude da complexidade de se realizar este tipo de pesquisa em uma universidade na qual a cultura em avaliação institucional encontra-se ainda em fase de construção. Reconhece-se que a apreensão do objeto da pesquisa e o ato de conhecer os dados da realidade são muito complexos. A CAAI, com assessoria especializada, disponibilizou os relatórios estatísticos em forma de planilhas, organizados por dimensões de acordo com cada segmento da pesquisa. Ressalta-se que as planilhas foram construídas a partir dos questionários elaborados coletivamente e que se encontram em anexo para verificação. No processo de construção das dimensões do Programa de Avaliação Institucional da UEG, respeitando-se as especificidades desta instituição, procurou-se fazer uma aproximação entre o modelo proposto pelo SINAES e as solicitações do Conselho Estadual de Educação/Goiás, que é a instância avaliadora da UEG. 108 Dadas as especificidades do universo de atuação de participantes da pesquisa, as dimensões não são coincidentes para todos os segmentos de respondentes. Foram agrupadas da seguinte forma, conforme o Quadro n. 16 demonstra a seguir: QUADRO 16 Dimensões avaliadas e números de questões por segmento de respondentes DIMENSÕES PARA OS ALUNOS Nº de questões 1- Condições físicas e instrumentais da UnU 12 2- Biblioteca 07 3- Laboratório de informática 05 4- Serviços 03 5- Dimensão pedagógica 05 6- Coordenação de Curso 03 7- Avaliação de Caráter Geral da UnU 06 8- Avaliação do corpo docente 06 9- Auto-avaliação do aluno 08 10- Direção/Gestão 03 Total de questões do questionário dos alunos 58 DIMENSÕES PARA OS PROFESSORES 1- Condições físicas e instrumentais da UnU 2- Biblioteca 3- Laboratório de informática 4- Serviços 5- Dimensão pedagógica 6- Coordenação de Curso 7- Avaliação de Caráter Geral da UnU 8- Auto-avaliação dos professores 9- Avaliação dos discentes 10- Direção/Gestão Total de questões do questionário dos professores Nº de questões 09 06 14 09 13 03 15 24 02 03 98 DIMENSÕES PARA TÉCNICOS E/OU AGENTES ADMINISTRATIVOS Nº de questões 1- Condições físicas e instrumentais da UnU 03 2- Serviços 06 3- Avaliação de Caráter Geral da UnU 11 4- Auto-avaliação dos técnico e/ou agentes administrativos 06 5- Direção e Gestão da UnU 03 Total de questões do questionário dos servidores administrativos 29 DIMENSÕES PARA GESTORES 1- UEG e a sociedade 2- Condições físicas e instrumentais da UnU 3- Direção e Gestão 4- Avaliação de Caráter Geral de UnU 6- Auto-avaliação do gestor Nº de questões 04 09 11 23 10 109 7- Serviços Total de questões do questionário dos gestores 10 67 Fonte: CAAI – Questionários da Avaliação Institucional – UEG/2005 As dimensões acima referidas, fundamentadas no Programa de Avaliação Institucional da UEG e no referencial teórico desta pesquisa, orientaram a análise qualitativa em cada segmento dos sujeitos pesquisados. Nas análises das dimensões desta pesquisa, foram explicitados os resultados obtidos e, consideradas como “fragilidades” as dimensões avaliadas pelos respondentes com média inferior a 6.0 e, como “potencialidades” as dimensões avaliadas com médias iguais ou superiores a 6.0, reforçadas pelos indicadores: percentil 50 (mediana) e Coeficiente de Variação (CV). A maioria dos dados, neste capítulo, será apresenta em forma de tabelas e gráficos com as seguintes siglas de indicação de índices, conforme significação e descrição no QUADRO 17: QUADRO 17 Significado e descrição das siglas usadas em tabelas de dados da AI SIGLAS SIGNIFICADO E DESCRIÇÃO Número dos sujeitos respondentes N Número de sujeitos respondentes que optaram pela alternativa “Desconheço” D Média: média aritmética das notas atribuídas. Nesta análise considera-se as médias ME iguais ou superior a 6.0 com satisfatórias. Mínima: nota mínima atribuída na dimensão ou questão MI Máxima: nota máxima atribuída na dimensão ou questão MA P50 ou Percentil 50 ou Mediana: nota atribuída por 50% ou mais dos sujeitos respondentes. Mediana Coeficiente de Variação: mede o grau de variação ou discrepância entre a nota mínima (MI) e a nota máxima (MA). Nesta análise considera-se como índices ideais de CV os CV iguais ou inferiores a 0.35 Fonte: CAAI - Avaliação Institucional da UEG/2006 5.2 Segmento: Alunos Na UEG-UnUCSEH participaram como respondentes desta pesquisa os alunos dos cursos regulares de Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Geografia, 110 História, Letras e Pedagogia, no total de 288 alunos. Como já informado, nela atualmente não são ministrados cursos seqüenciais e licenciaturas parceladas. 5.2.1 Condições Físicas Na dimensão Condições Físicas e Instrumentais da Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas-UnUCSEH foram avaliados os seguintes quesitos: 1) atendimento das necessidades de ensino-aprendizagem, quanto aos aspectos das salas de aula/laboratórios (ventilação, espaço adequado ao nº de aluno, carteiras adequadas, acústica); 2) laboratórios para as aulas práticas do curso (disponibilidade, condições físicas, condições materiais); 3) estruturas físicas e funcionais do auditório; 4) acesso de pessoas com necessidades especiais (rampa, banheiros, corrimão); 5) distribuição e funcionamento dos bebedouros; 6) limpeza e conservação dos ambientes (sala de aula, banheiros, corredores); e 7) quadra poliesportiva e materiais para a prática de esporte. Em relação às condições físicas e instrumentais os alunos do curso de Administração, Ciências Econômicas, Geografia, História, Letras e Pedagogia mostram-se poucos satisfeitos, em vista não atingiram a média mínima 6,0, convencionada para ser um item reconhecido como potencialidade. Apenas um dos 7 cursos ministrados atribuiu média acima de 6,0 para as condições físicas, qual seja, Ciências Contábeis (oferecido somente no noturno). TABELA 16 Condições Físicas e Instrumentais - alunos Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia Média Geral 4,22 6,28 4,53 4,96 4,95 4,82 5,77 5,08 Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação As condições físicas e instrumentais apresentaram uma média geral de 5,08, portanto os alunos consideraram esta dimensão com uma avaliação muito fraca, em relação 111 a média 6,0.Essa fragilidade institucional é evidenciada por vários elementos que merecem atenção: salas de aula com acústica inadequada, construção bastante antiga e imprópria à educação diante da quantidade de cursos que a UnU possui, auditório sem climatização e com sistema de som inadequado, falta de acesso ao prédio para pessoas com necessidades especiais. Em função deste quadro aqui retratado a avaliação fraca evidencia a realidade, como conseqüência de uma infra-estrutura obsoleta que interfere negativamente no processo educacional da Unidade de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas da UEG. A seguir apresenta-se o gráfico gerado a partir da avaliação institucional realizada pelos alunos, relativo à dimensão Condições Físicas e Instrumentais. Gráfico n.2 - Média da dimensão Condições físicas e instrumentais da Unidade Universitária (UnU) Aluno - Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas (UnUCSEH) 10 9 8 7 6,28 5,77 Média 6 5 4,96 4,95 4,82 GEOGRAFIA HISTÓRIA LETRAS 4,53 4,22 4 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação 5.2.2 Biblioteca Os principais aspectos avaliados na dimensão Biblioteca foram: 1) espaço físico da biblioteca; 2) informatização; 3) atendimento dos funcionários da biblioteca; 4) acervo disponível para pesquisas e formação profissional; 5) periódicos científicos e revistas especializadas em sua área de conhecimento; 6) freqüência na utilização da biblioteca; 7) horário de funcionamento para atender sua necessidade. 112 Em relação à biblioteca os alunos do curso de Administração apresentaram uma média de 4,74, os de Ciências Contábeis 6,05, de Ciências Econômicas 5,32, Geografia 5,09, História 4,92, Letras 4,64 e Pedagogia 5,84. TABELA 17 Dimensão Biblioteca - alunos Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia Média Geral 4,74 6,05 5,32 5,09 4,92 4,64 5,84 5,20 Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação Esta avaliação também apresentou um resultado fraco que reflete bem a realidade da UEG-UnUCSEH. A observação in loco do pequeno espaço físico da Biblioteca confirma a inadequação para abrigar a grande quantidade de alunos e professores dos cursos que a UnU possui. O acervo é insuficiente para atender a demanda e desatualizado, situação esta que também se aplica aos os periódicos científicos. A Biblioteca não possui qualquer tipo de informatização. Essa realidade impede a criação de uma cultura de utilização do acervo por parte do aluno, pois a regra preponderante é a ausência de livros, periódicos, filmes, CD ROMs. Infere-se que a média geral 5,20 atribuída pelos discentes não foi mais baixa porque o atendimento realizado pelos funcionários, assim como o horário de atendimento que abrange todos os três períodos (matutino, vespertino e noturno) receberam conceitos bastante elevados. O GRAF. 3 gerado a partir da avaliação realizada pelos alunos, relativo à dimensão Biblioteca, permite uma melhor visualização das médias obtidas em cada curso. 113 Gráfico n.3 - Média da dimensão Biblioteca - Aluno - Unidade Universitária de Ciências SócioEconômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8 7 6,05 6 5,64 Média 5,32 5,09 4,74 5 4,92 4,64 4 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA HISTÓRIA LETRAS PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário diagnóstico de Auto-avaliação 5.2.3 Laboratório de informática Em relação à dimensão Laboratório de Informática foram avaliados os seguintes itens: atendimento das necessidades das disciplinas quanto a atualização dos programas e aplicativos; adequação dos computadores, velocidade da conexão com a internet, quantidade de computadores, manutenção dos equipamentos; horário de funcionamento; atendimento técnico dos monitores aos usuários; informações atualizadas no portal da UEG quanto às matrizes curriculares, artigos científicos, projeto pedagógico, divulgação de eventos e programa das disciplinas; comunicação on line intra-institucional; disponibilidade de equipamentos para a impressão de material didático dos docentes. A exemplo da dimensão anterior esta também consiste de uma fragilidade, exceto para os estudantes Ciências Contábeis, que atribuíram média 6,05. Note-se a baixa média dada pelo alunos do curso de Letras (4,64). 114 TABELA 18 Laboratório de Informática Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia Média Geral 4,74 6,05 5,32 5,09 4,92 4,64 5,84 5,62 Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação A UEG-UnUCSEH possui dois laboratórios de informática para seus 7 cursos, não atendendo portanto à demanda estudantil. A realidade da Unidade é refletida no resultado fraco para regular desta dimensão. Tal resultado encontra razões na baixa capacidade dos equipamentos, sendo que os programas e aplicativos utilizados se resumem aos softwares básicos existentes (pacote office), impossibilitando os trabalhos com programas que exijam uma capacidade melhor da máquina, por exemplo para o tratamento de imagens ou outros fins (corel draw, auto-cad). Outro problema está vinculado à infra-estrutura técnica do laboratório que devido aos equipamentos obsoletos não permitem uma conexão com a internet a uma velocidade satisfatória. A quantidade de equipamentos também não atende às necessidades devido ao número de cursos já informados neste relatório. Conseqüentemente o número de monitores para auxílio ao usuário ou pequenas manutenções também é reduzido. Os horários de atendimento compreendem todos os três turnos, aspecto positivo avaliado pelos alunos. Quanto ao site da UEG, a nosso ver, não pode ser considerado um portal. São poucas as informações disponíveis, e muitas vezes ele não faz link com os sites das UnUs. A UEG-UnUCSEH possui um site próprio em que disponibiliza algumas informações em relação aos cursos, suas matrizes curriculares, relação de professores, entre outras. O site da UEG não faz referência ao da UnUCSEH, o que não facilita sua visitação por falta de maior divulgação. A UEG não possui uma intranet em que os alunos possam coletar informações relativas ao seu desempenho acadêmico, efetivar matrículas on line e obter outras 115 informações de interesse dos discentes, aspecto sugerido por alguns alunos. As dificuldades citadas vêm impedindo o processo de comunicação interna e externa na instituição. O Graf. 4 facilita a visualização da auto-avaliação institucional realizada pelos alunos relativa à dimensão Laboratório de Informática. Gráfico n.4 - Média da dimensão Laboratório de Informática - Aluno - Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8 6,74 7 Média 6,04 5,8 6 5,49 5,28 5,57 5 4,43 4 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA HISTÓRIA LETRAS PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação 5.2.4 Serviços prestados na universidade O segmento dos discentes avaliou os seguintes itens da dimensão Serviços prestados na Universidade: os serviços de fotocopiadora, o atendimento da secretaria e os serviços de lanchonete/cantina. Em relação aos Serviços prestados na Universidade os alunos dos 7 cursos consideraram uma fragilidade com média geral 5,85. Essa média se aproxima da média mínima para considerar uma potencialidade pela avaliação realizada pelos estudantes de Ciências Contábeis (6,61), Ciências Econômicas (6,29) e Pedagogia (6,22). 116 TABELA 19 Serviços Prestados na Universidade Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia Média Geral 5,48 6,61 6,29 5,49 5,43 5,43 6,22 5,85 Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação A UEG-UnUCSEH possui apenas uma fotocopiadora e também uma lanchonete, que são terceirizadas. Em relação à fotocopiadora é comum a formação de filas, pois os alunos tendem a tirar suas cópias nos intervalos, gerando acúmulo, pois são quatro cursos no período matutino e três no período noturno. A fotocopiadora interna à Unidade também é utilizada para cópias de provas e outros documentos administrativos da secretaria, fator este que contribui ainda mais para formação de filas, gerando a insatisfação evidenciada na avaliação. No que tange ao atendimento da secretaria, este também não foi bem avaliado, pois devido ao número de pessoas para serem atendidas e a pouca quantidade de funcionários a insatisfação é conseqüência natural, embora muitos já reconheçam que algumas mudanças positivas qualificaram um pouco o atendimento. O GRAF. 5, gerado a partir da avaliação institucional realizada pelos alunos, oferece uma boa visualização dos resultados da dimensão Serviços prestados na Universidade. 117 Gráfico n.5 - Média da dimensão Serviços - Aluno - Unidade Universitária de Ciências SócioEconômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8 7 6,61 6,29 Média 6 5,48 6,22 5,49 5,43 5,43 GEOGRAFIA HISTÓRIA LETRAS 5 4 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário diagnóstico de Avaliação 5.1.5 Proposta Pedagógica Desta dimensão constavam os itens: disponibilidade e debate sobre o projeto pedagógico de curso; a relação entre a formação oferecida pelo curso e o perfil profissional demandado pelo mercado de trabalho; a contribuição das atividades de extensão (seminários, semana acadêmica, simpósios e outros) para sua formação; o processo de avaliação da aprendizagem no seu curso e os estímulos que a instituição oferece à iniciação e à produção científica. Em relação à Proposta Pedagógica os alunos do curso de Administração apresentaram uma média de 4,34, os de Ciências Contábeis 5,95, de Ciências Econômicas 4,86, Geografia 5,75, História 5,76, Letras 5,21 e Pedagogia 6,56. Embora o alunado de Pedagogia tenha atribuído uma média fronteiriça entre regular e bom, uma avaliação geral permite indicar que o conhecimento da proposta pedagógica dos cursos merece maior atenção dos coordenadores de curso, ao se levar em conta que os alunos desconhecem diversos aspectos relevantes dos projetos pedagógicos de seus cursos. Essa dimensão também consiste de fragilidade na UEG-UnUCSEH. 118 TABELA 20 Proposta Pedagógica Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia Média Geral 4,34 5,95 4,86 5,75 5,76 5,21 6,56 5,49 Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação A dimensão proposta pedagógica também ficou bem aquém em relação à qualidade esperada. Durante a avaliação alguns alunos expuseram que existe pouca interação deles na construção dos projetos políticos pedagógicos, que são elaborados pela coordenação ou pelos professores, e aos quais eles não têm acesso, haja vista o número elevado de respostas “desconheço”. A dissonância apresentada pelo curso de Pedagogia tem sua razão na própria proposta pedagógica e na postura dos professores, que efetivamente trabalharam para o envolvimento dos alunos na elaboração e divulgação de seu Projeto Político Pedagógico. Essa participação dos acadêmicos pesou, inclusive, para que o curso fosse semestralizado, o que é uma antiga reivindicação do corpo discente e somente foi atendida pelos cursos de Pedagogia e Ciências Contábeis, embora deste último tenha sido feito sem uma participação mais efetiva do alunado. Se os professores pouco realizam pesquisas, dificilmente a cultura de investigações será desenvolvida pelos discentes. A mesma cultura é replicada na extensão, embora existam diversos projetos em andamento. Uma observação mais direta permite registrar que uma grande quantidade de alunos reclama da abordagem de avaliação de alguns professores, considerando-a conservadora, com pouca importância dada à produção científica. Para muitos alunos alguns professores não passam de simples repetidores de conteúdos, mensurando neles apenas a capacidade de memorização. 119 Segue-se o GRAF. 6 que favorece uma visão panorâmica da avaliação da Proposta Pedagógica, feita pelos alunos em cada curso. Gráfico n.6 - Média da dimensão Dimensão Pedagógica - Aluno - Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8 7 6,56 5,95 Média 6 5,75 5,76 5,21 4,86 5 4,34 4 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA HISTÓRIA LETRAS PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário diagnóstico de Avaliação 5.2.6 Coordenação de Curso Os alunos, na dimensão Coordenação de Curso, avaliaram a flexibilidade do coordenador quanto à participação dos alunos no planejamento de atividades; a disponibilidade de tempo para discutir as questões acadêmicas (individualmente e/ou em grupo); e a habilidade para solucionar conflitos de forma profissional. Em relação à Coordenação de Curso os alunos do curso de Administração apresentaram uma média de 3,76, os de Ciências Contábeis 7,05, de Ciências Econômicas 5,32, Geografia 6,22, História 5,37, Letras 5,48 e Pedagogia 7,29. 120 TABELA 21 Coordenação de Curso Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia Média Geral 3,76 7,05 5,32 6,22 5,37 5,48 7,29 5,78 Fonte: CAAI – Questionário diagnóstico de Avaliação Os cursos de Pedagogia (7,29) e Ciências Contábeis (7,05) apresentaram as melhores médias, fruto, de acordo com relatos dos alunos, de uma coordenação presente e atuante, disposta ao auxílio na solução dos conflitos apresentados. O curso que apresentou menor média na avaliação feita pelo alunado foi o de Administração (3,76). Este curso havia trocado de coordenação, permanecendo uma grande insatisfação com a gestão do coordenador anterior, todavia também reclamavam da pouca presença do atual e da questionável prática dos coordenadores de não permitirem o envolvimento dos alunos nos processos de planejamento de atividades do curso. O Graf. 7 apresenta as médias de cada curso atribuídas pelos discentes à dimensão Coordenação de Curso. Gráfico n.7 - Média da dimensão Coordenação do curso - Aluno - Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8 7,29 7,05 7 6,22 6 Média 5,32 5,37 5,48 HISTÓRIA LETRAS 5 4 3,76 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA PEDAGOGIA 121 Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação 5.2.7 Avaliação de Caráter Geral A dimensão Caráter Geral levou em consideração os seguintes aspectos: envolvimento/compromisso da UnU com a comunidade em geral; democratização dos assuntos relacionados à Unidade; comunicação na Unidade; eventos realizados pela/na UnU; programação de recepção aos calouros; atitude dos professores na indicação de bibliografias e incentivo à realização de pesquisa. Em relação à Avaliação de Caráter Geral os alunos do curso de Administração apresentaram uma média de 4,12, os de Ciências Contábeis 5,92, de Ciências Econômicas 5,08, Geografia 5,44, História 5,46, Letras 5,15 e Pedagogia 6,49. TABELA 22 Avaliação de Caráter Geral Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia Média Geral 4,12 5,92 5,08 5,44 5,46 5,15 6,49 5,38 Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação Esta dimensão também apresentou-se como uma fragilidade na UnU em 6 cursos, não alcançando a média mínima para ser considerada como potencialidade. Os alunos de Pedagogia, contudo, julgaram estar bem informados no que concerne aos itens de Caráter Geral. A média 6,49 atribuída pelos estudantes aponta para isso, o que permite duas inferências: a)a coordenação e os professores do curso de Pedagogia mantêm o corpo discente bem informado, sem dúvida, contribuindo com a sua qualidade; b) a UEGUnUCSEH possui pouca interação com a comunidade em geral e os seus assuntos ficam restritos a professores e gestores, dificilmente chegando aos alunos. 122 A observação direta também comprovou a pouca atenção aos calouros, sendo que muitos cursos não realizam uma semana eficientemente planejada a fim de inseri-los na ambiência universitária. Em relação à prática de indicação de bibliografias e incentivo à pesquisa, conforme já foi parcialmente avaliado na proposta pedagógica realizada acima, a UnU, salvo alguns professores, não estimula a pesquisa ao longo do curso, ficando a atuação discente restrita aos Trabalhos de Conclusão de Curso. Segue abaixo o gráfico gerado a partir da avaliação institucional realizada pelos alunos, relativo à dimensão Avaliação de Caráter Geral. Gráfico n.8 - Média da dimensão Avaliação de Caráter Geral da UnU - Aluno - Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8 7 6,49 5,92 Média 6 5,44 5,46 5,15 5,08 5 4,12 4 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA HISTÓRIA LETRAS PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário diagnóstico de Avaliação 5.2.8 Corpo Docente Os alunos avaliaram a dimensão Corpo Docente nos seguintes quesitos: domínio do conteúdo; planejamento das aulas; uso de diferentes metodologias de ensino: debates, seminários, estudos de textos, aulas de campo e outras; apresentação e discussão do plano de curso; relação entre os conteúdos teóricos e a prática profissional pretendida pelo curso e critérios e instrumentos utilizados no processo de avaliação da aprendizagem. 123 Em relação ao Corpo Docente os alunos dos cursos de Administração e de Ciências Econômicas avaliaram respectivamente com as médias 4,77 e 5,94. Ambas indicam fragilidade no corpo docente. Alunos do curso de Administração manifestam sua insatisfação com a constante falta de alguns professores e descompromisso com o desenvolvimento dos alunos. Em relação ao curso de Pedagogia, entretanto, os elogios são claros quanto à capacitação dos professores e o estímulo para sua aprendizagem. Os outros 5 cursos consideram o corpo docente como potencialidade, mas a média geral (6,37) desta dimensão é preocupante, considerando que está pouco acima da média mínima entendida pelos avaliadores como potencialidade, ou seja de desempenho regular. TABELA 23 Corpo Docente Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia Média Geral 4,77 6,69 5,94 6,92 7,04 6,15 7,06 6,37 Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação O GRAF. 9 permite visualizar bem essa situação: 124 Gráfico n.9 - Média da dimensão Corpo Docente (Professores) - Aluno - Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8 Média 7,06 7,04 6,15 5,94 6 5 6,92 6,69 7 4,77 4 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA HISTÓRIA LETRAS PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário diagnóstico de Avaliação 5.2.9 Auto-avaliação do aluno Esta dimensão está relacionada com a auto-avaliação dos alunos nos seguintes aspectos: assiduidade e participação nas aulas, à participação nas atividades complementares, (palestras, seminários e outros eventos), conhecimento sobre seus direitos e deveres contidos no manual do aluno, sua relação com direção, coordenação do curso, professores, técnico-administrativos; seu envolvimento nas atividades do movimento estudantil de sua UnU. Em relação à sua auto-avaliação os estudantes de todos os 7 cursos se consideraram potencialmente aptos, participativos e comprometidos, pois todos se avaliaram positivamente. A dimensão atingiu a média 6,85, denotando que conjunto de alunos da UnUCSEH se colocam em um bom patamar de desenvolvimento. TABELA 24 Auto-Avaliação do Aluno Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia 6,46 7,37 6,74 7,04 6,59 6,57 7,18 125 Média Geral 6,85 Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação Consideramos a avaliação desta dimensão com certa coerência, pois os discentes que pior avaliaram os docentes, os coordenadores de curso, as propostas pedagógicas, enfim as várias dimensões, também se auto-avaliaram a partir das mais baixas médias, como sendo um resultado dos itens anteriores, embora apresentando sua auto-avaliação sempre como potencialidade em contraposição às fragilidades das dimensões anteriormente citadas. O contrário também é verdadeiro, pois os alunos que melhor se avaliaram também foram os que realizaram as melhores avaliações nas dimensões antes avaliadas. De maneira geral esta dimensão foi a que apresentou a melhor avaliação, algo já de se esperar diante do comportamento humano natural de censura à autocrítica. Entretanto, pelas razões acima citadas, sobretudo em relação ao fator coerência, consideramos o mesmo válido e de fundamental importância para avaliação. Os alunos, ao emitirem sua opinião durante a pesquisa, deixaram transparecer que possuem uma boa participação nas atividades de aula e complementares, todavia relatam que possuem pouco conhecimento dos direitos e deveres em função da não observância do manual do aluno e no que depende deles relatam ainda possuir uma boa relação com os agentes que participam da unidade (professores, gestores, servidores). . O GRAF. 10, gerado a partir da avaliação realizada pelos alunos, relativo à dimensão auto-avaliação mostra a potencialidade dessa dimensão. 126 Gráfico n.10 - Média da dimensão Auto-avaliação do aluno - Aluno - Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8 7,37 7,18 7,04 7 6,74 6,46 6,59 6,57 HISTÓRIA LETRAS Média 6 5 4 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação 5.2.10 Direção Nesta pesquisa, outra dimensão avaliada pelos alunos estava relacionada com a Direção/Gestão. Nela, os alunos observaram os seguintes quesitos: atuação do(a) diretor(a) na resolução dos problemas; participação do(a) diretor(a) nas atividades acadêmicas; transparência na gestão (prestação de contas, informes, publicação de portarias, convocações, divulgação de pautas e acesso a atas de reuniões). As médias atribuídas pelos alunos ao desempenho da direção/gestão podem ser comprovadas na TAB. 25 e GRAF. 11. TABELA 25 Direção/Gestão Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia 4,98 6,53 5,67 5,43 5,89 4,34 6,61 127 Média Geral 5,64 Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação De uma maneira geral esta dimensão apresenta-se como fragilidade, exceto sob o julgamento do corpo discente dos cursos de Ciências Contábeis e de Pedagogia. Os alunos revelam que há falta de informações a respeito da gestão da UnUCSEH, que deveria ser mais democrática e participativa. Gráfico n.11 - Média da dimensão Direção/Gestão - Aluno - Unidade Universitária de Ciências SócioEconômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8 7 6 Média 6,61 6,53 5,67 5,89 5,43 4,98 5 4,34 4 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA HISTÓRIA LETRAS PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação 5.2.11 Média Geral dos Cursos Como pode ser observada no gráfico que segue, a média geral da auto-avaliação dos alunos dos cursos de graduação em Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Geografia, História, Letras e Pedagogia em todas as dimensões, apresentou os seguintes resultados: 128 Em relação à Média Geral dos Cursos, os alunos de Administração apresentaram uma média de 4,83, os de Ciências Contábeis 6,5, de Ciências Econômicas 5,47, Geografia 5,75, História 5,66, Letras 5,27 e Pedagogia 6,39. TABELA 26 Média Geral dos Cursos Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia Média Geral 4,83 6,5 5,47 5,75 5,66 5,27 6,39 5,7 Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação Os alunos de Ciências Contábeis (6,5) seguidos dos alunos de Pedagogia (6,39) são os que apresentam melhores médias de avaliação e os alunos de Administração (4,83) e de Letras (5,27) são os de piores médias de avaliação. Todavia o resultado geral, com média de 5,7 reflete a insatisfação dos alunos em relação à UEG-UnUCSEH nas suas mais variadas dimensões, servindo de forte indicador para sugestões de várias melhorias nos diversos aspectos analisados. Segue abaixo o gráfico gerado a partir da avaliação institucional realizada pelos alunos, relativo à Média Geral dos Cursos. 129 Gráfico n.12 - Média dos cursos - Aluno - Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8 7 6,5 Média 6 5 6,39 5,47 5,75 5,66 5,27 4,83 4 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA HISTÓRIA LETRAS PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação 5.3 Segmento: Professores Na UnUCSEH de Anápolis, participaram um total de 44 professores, representando uma amostra de 35%, de seus 127 docentes.Vale ressaltar que esse segmento é formado em sua maioria de professores efetivos, em número de 111, situação muito diferente da maioria das Unidades,que mantém um quadro de professores temporários bastante elevado. 5.3.1 Condições físicas e instrumentais da Unidade Universitária Os professores avaliaram a dimensão Condições Físicas e Instrumentais da Unidade Universitária nos seguintes aspectos: condições prediais para desenvolvimento das atividades de ensino-aprendizagem; condições prediais para pessoas com necessidades especiais; recursos materiais com relação às necessidades das aulas. 130 TABELA 27 Condições Físicas e Instrumentais Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia Média Geral 3,73 5,08 4,91 4,03 4,87 4,44 5,93 4,71 Fonte: CAAI – Questionário diagnóstico de Avaliação Os professores mostraram toda sua insatisfação com a falta de condições físicas da Unidade. Todos os professores dos 7 cursos concordaram com essa fragilidade institucional variando as médias entre 3,73 (professores do curso de Administração) 5,97 (professores do curso de Pedagogia). Constatamos empiricamente nos relatos cotidianos dos professores que já ocorreram situações de falta de material básico, como por exemplo, giz, para realização das atividades. O curso de Pedagogia conseguiu “a duras penas” montar o seu próprio laboratório, com recursos oriundos de cursos de Pós-Graduação, fator que sem dúvida contribuiu para os resultados mais positivos apontados pelos professores. Os resultados da avaliação feita por professores e alunos são coincidentes, ambos segmentos confirmam a urgência na ampliação de espaço físico e adequação das salas de aula, laboratórios e salas especiais, cujo funcionamento é precário. Como ilustração segue o GRAF. 13 gerado a partir da avaliação institucional realizada pelos professores, relativo à dimensão Condições Físicas e Instrumentais. 131 Gráfico n.13 - Média da dimensão Condições físicas e instrumentais da Unidade Universitária (UnU) - Professor - Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8 7 5,93 Média 6 5,08 5 4,91 4,87 4,44 4,03 4 3,73 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA HISTÓRIA LETRAS PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação 5.3.2 Biblioteca A dimensão Biblioteca foi avaliada pelos professores nos seguintes aspectos: espaço físico; informatização; atendimento dos funcionários; acervo disponível suficiente e atualizado para pesquisa e atuação profissional; periódicos científicos e revistas especializadas em sua área de formação; horário de atendimento. Os professores se queixaram da quase ausência de periódicos, considerando que a falta de recursos durante 2005 impediu a renovação de assinaturas. Sugere-se providências urgentes para renovação de assinaturas e de novas assinaturas de periódicos em todas as áreas de conhecimento dos cursos de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, bem como a atualização do acervo de livros. Os professores e alunos pouco utilizam a biblioteca para a realização de trabalhos teóricos.As médias atribuídas pelo corpo docente dos 7 cursos à Biblioteca colocaram essa dimensão inquestionavelmente como fragilidade com a média geral 4,80, o que referenda avaliação realizada pelos alunos com média geral 5,20. 132 A TAB. 28 e o Graf. 14 permitem verificar as médias atribuídas pelos professores de cada curso à dimensão Biblioteca. TABELA 28 Biblioteca Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia Média Geral 5,32 5,11 5,04 4,05 3,83 4,42 5,83 4,8 Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação Gráfico n.14 - Média da dimensão Biblioteca - Professor - Unidade Universitária de Ciências SócioEconômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8 7 5,83 6 Média 5,32 5,11 5,04 5 4,42 4,05 4 3,83 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA HISTÓRIA LETRAS PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação 5.3.3 Laboratório de informática Os professores, assim como os alunos, avaliaram os mesmos aspectos em relação ao Laboratório de Informática, dimensão avaliada amplamente por meio de 15 itens. As médias alcançadas em cada curso estão dispostas na TAB. 29 e GRAF. 15. 133 TABELA 29 Laboratório de Informática Administração 3,85 Ciências Contábeis 5,41 Ciências Econômicas 4,53 Geografia 4,04 História 5,4 Letras 5,03 Pedagogia 5,91 Média Geral 4,88 Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação Os professores do curso de Administração (3,85) e Ciências Econômicas (4,53) foram os que pior avaliaram esta dimensão e os professores do curso de Pedagogia (5,91) e Ciências Contábeis (5,41) foram os que melhor avaliaram esta dimensão. A média geral de avaliação (4,88) demonstra a precariedade dos laboratórios de informática perante a realidade da UEG-UnUCSEH, contando apenas com dois laboratórios de informática para o total de sete cursos, sendo que quatro são ministrados no período matutino e três no período noturno. Muitas aulas que poderiam ser dadas nos laboratórios de informática, para prática com softwares de apoio não são realizadas, pois são constantemente utilizados pelas disciplinas que necessitam de sua utilização de forma mais constante (disciplinas ligadas à informática). Os docentes confirmam a fragilidade desta dimensão com média 4,88, assim como os discentes que avaliaram-na com média geral 5,62. 134 Gráfico n.15 - Média da dimensão Laboratório de Informática - Professor - Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8 7 5,91 Média 6 5,41 5,4 5,03 5 4 4,53 4,04 3,85 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA HISTÓRIA LETRAS PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação 5.3.4 Serviços prestados na Universidade Os serviços prestados ou oferecidos na UnU como fotocopiadora, secretaria, segurança, lanchonete/cantina, coordenação administrativa, transporte, o horário de atendimento à comunidade universitária, foram avaliados pelos professores e apresentaram os resultados indicados na TABELA 30 e GRAF. 16 que seguem. TABELA 30 Serviços Prestados na Universidade Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia Média Geral 6,42 7,12 6,73 5,95 6,45 6,23 6,88 6,54 Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação 135 Em relação aos Serviços prestados na Universidade, os professores de apresentaram certa satisfação como se comprova a potencialidade da dimensão com a média geral 6,54, apesar de que para os docentes do curso de Geografia ser ainda uma fragilidade institucional. Os professores do curso de Ciências Contábeis (7,12) seguido dos professores do curso de Pedagogia (6,88) foram os que apresentaram melhor avaliação e os professores dos cursos de Letras (6,23) e Administração (6,42) foram os que apresentaram pior avaliação respectivamente. Uma das principais queixas apresentadas pelos professores do período noturno foi em relação ao transporte. Os professores vindos de Goiânia usam uma empresa terceirizada pela UEG para prestação deste serviço. Todavia os atrasos são constantes, e embora os gestores da UEG tenham conhecimento nenhuma atitude é tomada, o que leva os professores a sempre atrasarem em torno de 20 minutos o início da primeira aula. Mas esse ponto não pesou porque os professores estão cientes de que uma solução para o caso depende da administração central e não da gestão local. De maneira geral a dimensão foi avaliada com conceito regular, assegurando os serviços como potencialidade em contraposição à avaliação dos discentes que atingiu média geral 5,85, colocando a dimensão com conceito fraco. 136 Gráfico n.16 - Média da dimensão Serviços - Professor - Unidade Universitária de Ciências SócioEconômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8 7,12 7 6,45 5,95 6 Média 6,88 6,73 6,42 6,23 5 4 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA HISTÓRIA LETRAS PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação 5.3.5 Dimensão Pedagógica Na Dimensão Pedagógica os professores avaliaram os seguintes aspectos: 1) conhecimento do plano de desenvolvimento institucional (PDI); 2) divulgação e discussão sobre a proposta pedagógica do curso (PPC); 3) mecanismos de participação e discussão na definição e elaboração da proposta pedagógica; 4) currículos e ementas da disciplina; 5) discussão sobre os critérios da avaliação de aprendizagem propostas em sua unidade universitária; 6) estímulo à iniciação e produção científica aos professores; 7) atendimento às necessidades de ensino, pesquisas e extensão pelo (s) laboratório (s) específico do curso; 8) disponibilidade de recursos para a realização de eventos científicos: semana de cursos, simpósios, seminários e outros; 9) acesso aos relatórios das avaliações de desempenho na UnU; 10) núcleo de estágios supervisionados (conhecimento da proposta de estágio supervisionado do curso, contribuição para a proposta de estágio supervisionado, coordenação de estágio supervisionado). 137 TABELA 31 Dimensão Pedagógica Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia Média Geral 5,33 5,59 4,07 4,78 5,63 6,24 6,6 5,46 Fonte: CAAI – Questionário diagnóstico de Avaliação Os professores do curso de Pedagogia atribuíram média 6,6 seguidos dos professores do curso de Letras 6,24, o que denota uma boa coerência com as finalidades e objetivos de ambos cursos que formam professores. Causam estranheza os resultados advindos da avaliação feita por professores dos cursos de licenciatura em Geografia (4,78) e licenciatura em História 5,63) que também formam professores. Não é admissível o desconhecimento do projeto pedagógico por professores que formam bacharéis, uma vez que são professores de uma instituição educacional, o que torna mais preocupante a posição dos professores que são formadores de professores e pouco valorizam a dimensão pedagógica. Uma inferência feita a partir da observação in loco aponta que um parte dos professores dos referidos cursos – História e Geografia, têm uma grande preocupação com a pesquisa, com o trabalho dos conteúdos específicos de sua área, desconsiderando a dimensão pedagógica de seu trabalho, o que se reflete nesse desconhecimento. Segue abaixo o gráfico gerado a partir da avaliação institucional realizada pelos professores, relativo à dimensão Proposta Pedagógica. 138 Gráfico n.17 - Média da dimensão Dimensão Pedagógica - Professor - Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8 7 6,6 6,24 6 Média 5,33 5,63 5,59 4,78 5 4,07 4 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA HISTÓRIA LETRAS PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação 5.3.6 Coordenação de Cursos A coordenação de Cursos foi avaliada pelos professores quanto: ao trabalho do coordenador em conjunto com os professores; à disponibilidade de atendimento do coordenador; à resolução de problemas de forma profissional. As médias obtidas por cada curso foram muito altas e podem ser observadas na TAB. 32 e GRAF. 18. TABELA 32 Coordenação de Cursos Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia Média Geral 8,75 8,54 7,33 7,17 7,00 7,78 9,33 7,99 Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação 139 Esta dimensão apresentou um resultado extremamente positivo se comparada com as outras dimensões já avaliadas, consistindo em potencialidade. A maior parte dos professores que expressaram sua opinião durante a avaliação destacou o comprometimento dos coordenadores e a vontade de melhorar os respectivos cursos, esbarrando muito mais na falta de recursos do que nos aspectos pessoais, muitos fazendo inclusive além das expectativas, através de soluções criativas, como é o caso da coordenação do curso de Pedagogia. Preocupa aos avaliadores institucionais a assustadora discrepância entre a avaliação da coordenação do curso de Administração feita pelos docentes, média geral 8,75 e dos discentes que foi sofrível, com média 3,76, já registrada em outro item neste relatório. Gráfico n.18 - Média da dimensão Coordenação de Curso - Professor - Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9,33 9 8,75 8,54 7,78 8 7,33 7,17 7 7 Média 6 5 4 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA HISTÓRIA LETRAS PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação 140 5.3.7 Avaliação de Caráter Geral Os professores consideraram os seguintes aspectos na dimensão “Avaliação de Caráter Geral da UnU”: qualidade geral da instituição (administrativo, pedagógico); eventos realizados pela instituição; comunicação na Instituição; envolvimento/compromisso da UnU ou Pólo com a comunidade em geral; ajuda de custos (diárias) para professores (efetivos e contratados temporariamente) que residem fora do município da UnU/Pólo; atividades de recepção aos calouros; veículos de publicação de artigos/resumos; disponibilidade de recursos financeiros para publicações em periódicos científicos e participação em congressos; periodicidade das reuniões do Conselho Acadêmico; processo de planejamento das atividades da UnU ou Pólo; sua participação nas tomadas de decisões relacionadas à UnU; parceria da UnU com empresas privadas, Fundações e ONGs; resoluções tomadas pelos Conselhos Acadêmicos e Universitários. Em relação à avaliação geral os professores de Administração consideraram essa dimensão como fragilidade, como pode ser conferida nos dados constantes da TAB. 33 e GRAF. 19. Embora se apresente como fragilidade é possível registrar aspectos destacados como positivos pelos professores:como a participação nas decisões tomadas pela Unidade no Conselho Acadêmico e do processo de planejamento das atividades na Unidade. TABELA 33 Avaliação Geral Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia Média Geral 4,6 5,63 4,61 4,52 5,38 5,58 5,78 5,16 Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação Pesam negativamente nesta dimensão os parcos recursos que a UEG-UnUCSEH recebe, dificultando vários aspectos que refletem na qualidade geral da instituição, tais 141 como, publicação em periódicos científicos, participação em congressos, eventos realizados pela Unidade. Embora a dimensão apresente uma avaliação regular. Gráfico n.19 - Média da dimensão Avaliação de Caráter Geral da UnU - Professor - Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8 7 Média 6 5 5,63 4,6 5,38 4,61 4,52 CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA 5,58 5,78 4 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS HISTÓRIA LETRAS PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação 5.3.8 Auto-Avaliação dos Professores Quanto à sua auto-avaliação, os professores consideraram os seguintes aspectos: seu envolvimento nas reuniões (congregação, de colegiado, de planejamentos e outras); sua assiduidade, pontualidade às aulas e cumprimento do cronograma; freqüência de atualização da bibliografia do seu plano de curso; relação entre teoria e prática na sua disciplina, utilização de diferentes metodologias de ensino na disciplina que leciona; conhecimento sobre o regimento e o organograma; capacidade de identificar problemas e propor soluções no setor de trabalho; aproveitamento de seu potencial profissional no ambiente de trabalho; disponibilidade para atualização profissional (mestrado, doutorado, pós-doutorado); sua freqüência à biblioteca; seu relacionamento com (direção, coordenação, professores, alunos, técnico-administrativos); seu envolvimento direto e/ou indireto na UnU (atividade de extensão e projeto de pesquisa); uso de diferentes 142 instrumentos de avaliação do aluno (provas escritas e orais, provas com e sem consulta, auto-avaliação); consideração sobre a realidade dos alunos na elaboração do plano de curso; relação do plano de curso e de aula com o proposta pedagógica; orientação em atividades de trabalho final de curso; participação em eventos culturais e científicos; troca de experiência (entre professores do mesmo curso e com os professores de outros cursos). Os resultados foram muito positivos. Em todos os cursos os professores se consideram como bons docentes, elevando essa dimensão a uma potencialidade, o que pode ser confirmado com os dados TAB. 34 e GRAF. 20, a seguir. TABELA 34 Auto-Avaliação do Professor Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia Média Geral 7,25 7,76 7,53 7,00 7,42 7,46 7,14 7,37 Fonte: CAAI – Questionário diagnóstico de Avaliação . 143 Gráfico n.20 - Média da dimensão Auto-avaliação do professor - Professor - Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 7,76 8 7,25 7,53 7,42 7,46 HISTÓRIA LETRAS 7,14 7 7 Média 6 5 4 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação Com média equivalente a 7,37, os professores ressaltam não ser realizado mais em função da falta de recursos, não apresentam melhor desempenho por não terem condições de trabalho adequadas e apoio financeiro. Outro aspecto que implica pouca qualidade é a necessidade de muitos professores darem aula em outras instituições como forma de complementação salarial, impossibilitando assim a dedicação total para com a UnU. Interessante a semelhança dos resultados da auto-avaliação dos alunos (6,85) e dos docentes (7,37) que se mostram muito alvissareiras. 5.3.9 Avaliação Discente Na dimensão Avaliação dos Discentes os professores analisaram os critérios como: assiduidade e participação dos alunos nas aulas e participação dos alunos nas atividades complementares, palestras, seminários e outros eventos. 144 TABELA 35 Avaliação dos Discentes Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia Média Geral 6,46 8,13 6,63 7,00 6,25 5,69 6,25 6,63 Fonte: CAAI – Questionário diagnóstico de Avaliação Gráfico n.21 - Média da dimensão Avaliação dos discentes - Professor - Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8,13 8 7 7 6,63 6,46 6,25 Média 6 6,25 5,69 5 4 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA HISTÓRIA LETRAS PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário diagnóstico de Avaliação Os discentes que melhor foram avaliados pelos professores (conforme TAB. 35 e GRAF. 21) foram os do curso de Ciências Contábeis (8,13) e Geografia (7,00) e os que receberam pior avaliação foram os do curso de Letras (5,69), Pedagogia (6,25) e História (6,25). Esta dimensão de uma maneira geral apresentou um resultado positivo, com uma média geral de 6,63, mostrando-se como potencialidade. Os professores informaram que em função da falta de recursos para realização de eventos mais atraentes, com a presença de palestrantes de renome nacional, e outros recursos para realização do trabalho no dia-a-dia, a tendência à desmotivação pelos discente em relação ao seu curso é grande. 145 É interessante ressaltar que os discentes de Ciências Contábeis, que fizeram as avaliações mais positivas em praticamente todas as dimensões, de forma coerente foram também os mais bem avaliados pelos professores. E os de Administração, que apresentaram avaliações fracas para todas as dimensões, inclusive a auto-avaliação, foram bem avaliados pelos professores, em uma aparente contradição. 5.3.10 Direção/Gestão Os professores avaliaram a dimensão Direção/Gestão nos seguintes aspectos: atuação do diretor na resolução dos problemas; participação do diretor nas atividades acadêmicas; transparência na gestão (prestação de contas, informes, publicação de portarias, convocações, divulgação de pautas e acesso a atas de reuniões). As médias por curso podem ser conferidas na TAB. 36 e no GRAF. 22, apresentados em seguida. TABELA 36 Direção/Gestão Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Geografia História Letras Pedagogia Média Geral 6,91 8,75 8,00 7,86 7,50 8,30 8,17 7,93 Fonte: CAAI – Questionário diagnóstico de Avaliação . 146 Gráfico n.22 - Média da dimensão Direção/Gestão - Professor - Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH 10 8,75 9 8 8 7 8,17 LETRAS PEDAGOGIA 7,5 6,91 Tabela 6. Escala Gradiente 6 Média 8,3 7,86 Pesos (escala gradiente) 1. Ótimo 10,0 2. Bom 7,5 3. Regular 5,0 4. Fraco 2,5 5. Inexistente 0,0 FONTE: Questionário diagnóstico Alternativas 5 4 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA HISTÓRIA Fonte: CAAI – Questionário diagnóstico de Avaliação Em relação à dimensão Direção/Gestão os professores dos cursos de Ciências Contábeis (8,75) e Letras (8,30) foram os que apresentaram melhor avaliação, e os professores dos cursos de Administração (6,91) e História (7,5) foram os que apresentaram pior avaliação. De uma maneira geral esta dimensão é apontada pelo corpo docente como potencialidade na UnUCSEH, com o que não concordam os discentes, como é notável nos dados da TAB. 25 e GRAF.11. Uma possível explicação para essa divergência pode estar no envolvimento dos Centros Acadêmicos da UnUCSEH com a administração central da UEG, em discordância com a postura da maioria dos professores e gestores da Unidade. 5.3.11 Média Geral Como pode ser observado no Gráfico n.23 a seguir, a média geral da autoavaliação dos professores dos cursos de graduação em Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Geografia, História, Letras e Pedagogia em todas as dimensões, apresentou os seguintes resultados: 147 Gráfico n.23 - Média dos cursos - Professor - Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8 7 6,08 6,14 HISTÓRIA LETRAS 5,84 5,79 6 Média 6,59 6,55 5,5 5 4 3 2 1 0 ADMINISTRAÇÃO CIÊNCIAS CONTÁBEIS CIÊNCIAS ECONÔMICAS GEOGRAFIA PEDAGOGIA Fonte: CAAI – Questionário diagnóstico de Avaliação Gráfico n.24 - Média da unidade - Professor - Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 7,93 7,9 8 7,38 7 6,52 6,51 6,03 Média 6 5,38 4,67 5 5,1 4,86 4,79 4 3 2 1 tã o es G ire çã o/ D Di sc e o es nt ão lia ç Av al ia çã Au to -A va er G er al ar át C a or de na çã o Co gó gi c ço s D im .P ed a fo rm át ic In .d e La b Se rv i a a Bi bl io te c e d. Fi s. C on TO TA L UN ID In st ru m . AD E 0 Fonte: CAAI – Questionário diagnóstico de Avaliação 5.4 Comparação entre resultados da avaliação dos alunos e dos professores Observando os gráficos que seguem, é possível fazer uma comparação entre a avaliação feitas por alunos e professores dos diferentes cursos. 148 As avaliações em relação à média geral dos professores (6,03) e dos alunos (5,67) ficaram muito próximas, demonstrando um descontentamento geral perante a realidade refletida na avaliação da UnUCSEH.. A unanimidade dos dois segmentos professores e alunos em relação às potencialidades é sinalizada nas dimensões Auto-avaliação e Avaliação dos docentes pelos discentes e vice-versa. A dimensão melhor avaliada pelos alunos foi em relação à sua auto-Avaliação (6,84). Sob a perspectiva dos professores a maior potencialidade da UEG-UnUCSEH recai na dimensão Direção/Gestão. Foi justamente nesta dimensão que ocorreu a maior diferença de avaliação (2,29) comparando-se resultados de professores (7,93) e dos alunos (5,64). Outra percepção diferente também foi apresentada na dimensão Coordenação de Cursos, dando uma diferença de 2,20, em que os professores avaliaram com uma média de 7,90 e os alunos com 5,70. Os demais itens apresentam uma proximidade de avaliação, demonstrando, conforme supracitado, a insatisfação em relação as mais variadas dimensões presentes na UEG-UnUCSEH, e de acordo com os comentários emitidos por ambos (professores e alunos) fruto sobretudo da falta de recursos destinados à Unidade. A dimensão avaliada com média geral mais baixa, tanto pelos professores (4,67) quanto pelos alunos (5,03) foi em relação às Condições Físicas e Instrumentais. Sendo assim esta é a maior fragilidade da UnU, mas é seguida por outras como Biblioteca, Laboratórios de Informática, Dimensão Pedagógica. Seguem a tabela e o gráfico comparativo da avaliação dos professores e alunos. 149 TABELA 37 Comparativo das dimensões avaliadas pelos alunos e professores Dimensões Condições Físicas Biblioteca Laboratório de Informática Serviços internos Dimensão Pedagógica Coordenação do Curso Avaliação Geral Auto-Avaliação Avaliação do docente/discente Direção/Gestão Média Geral Alunos 5,03 5,21 5,66 5,89 5,42 5,70 5,33 6,84 6,29 5,64 5,67 Professor 4,67 4,79 4,86 6,52 5,38 7,90 5,10 7,38 6,51 7,93 6,03 Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação Gráfico n. 25 – Comparação Professor - Aluno 9 8 7,93 7,90 7,38 7 6,52 6,51 Médias 6 6,03 5,38 5 4 4,86 4,79 4,67 5,10 Aluno Professor 3 2 no s te r in Di m en sã o Pe C da oo gó rd gi en ca aç ão do Cu rs Av o al ia çã o G er al Au Av t al o ia A çã va o lia do çã o do ce nt e/ di sc et e D ire çã o/ G es tã o M éd ia G er al ica vi ço s Se r ri o de In fo rm át li o te ca Bi b ra tó La bo C on di çõ es Fí si ca s 1 0 Dimensões Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação 5.5 Segmento:servidores Nesta UnU, do total de 52 servidores (técnico–administrativo/agente– administrativo) 72,22% participaram como respondentes na pesquisa em avaliação 150 institucional. Conforme pode ser observado no gráfico n.26, os servidores avaliaram as seguintes dimensões: Condições físicas e instrumentais da UnU, Serviços, Caráter Geral da UnU, Auto-avaliação dos técnico-administrativos, Direção/Gestão. Quanto às potencialidades sublinhadas pelos técnicos administrativos, estas coincidem com os outros segmentos. Com professores e alunos assemelham-se as médias da auto-avaliação. Ainda outra potencialidade registrada que é coincidente com o segmento professores, é a da dimensão Direção/Gestão. Os técnicos-administrativos avaliaram as Condições Físicas e Instrumentais com uma média equivalente a 5,92, ratificando resultados obtidos entre os alunos e professores, o que confirma mais uma vez essa grande fragilidade da UnU. Os serviços também foram considerados como frágeis (5,77) pelos servidores, sobretudo os aspectos em que há terceirização e seu pouco acompanhamento. A dimensão de Caráter Geral, cujos itens enfocam forma de admissão e plano de carreira, entre outros, recebeu média geral 4,87, portanto mais uma fragilidade se revela na instituição. Essa avaliação reflete ainda a insatisfação dos técnicos-administrativos perante a realidade da UnU, respaldada pela fraca média geral de avaliação (5,60). Este resultado também pode ser considerado natural, pois estes são os que prestam os serviços internos da UnU, sofrendo diretamente as conseqüências das insatisfações geradas pelos usuários diante da falta de estrutura, tendo portanto uma proximidade maior com a realidade vivida na UnU. A avaliação dos técnicos-administrativos em relação à UEG-UnUCSEH apresentou uma média geral correspondente à 5,60, como se verifica TAB. 38 e GRAF. 25. 151 TABELA 38 Avaliação Geral dos Servidores Dimensões Condições Físicas e Instrumentais Serviços Caráter Geral Auto-Avaliação Direção/Gestão Total da Unidade Média Geral 5,92 5,77 4,87 6,45 6,20 5,60 Fonte: CAAI – Questionário diagnóstico de Avaliação. Gráfico n. 26 – Média da unidade – Servidor – Unidade Universitária de Ciências Sócio-Econômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8 7 Média 6 6,45 5,92 5,68 6,2 5,77 4,87 5 4 3 2 1 0 TOTAL UNIDADE Cond. Fis. e Instrum. Serviços Caráter Geral Auto-Avaliação Direção/Gestão Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação 5.6 Segmento: gestores Nesta UnU, do total de 14 gestores, 92,86 %, ou seja, treze (13) participaram da pesquisa de auto-avaliação institucional. Fazem parte deste grupo o diretor, os coordenadores de curso e os avaliadores institucionais. Conforme pode ser observado na tabela e gráfico que seguem, os gestores avaliaram as seguintes dimensões: UEG e a Sociedade, Condições Físicas e Materiais da UnU, Direção/Gestão, Avaliação de Caráter Geral das Pró-Reitorias, Diretorias e UnUs, Auto-Avaliação do Gestor e Serviços. 152 TABELA 39 Avaliação Geral dos Gestores Dimensões UEG e Sociedade Condições Físicas e Instrumentais Direção/Gestão Caráter Geral Auto-Avaliação Serviços Total da Unidade Média Geral 5,12 3,97 6,28 5,71 7,33 6,34 5,88 Fonte: CAAI – Questionário diagnóstico de Avaliação As dimensões melhor avaliadas pelos gestores foram a Auto-Avaliação (7,33) e os Serviços (6,34) prestados na UnUCSEH As dimensões consideradas como maiores fragilidades pelos gestores foram avaliadas pelos gestores foram Condições Físicas e Instrumentais (3,97) e UEG e Sociedade (5,12). Em relação às Condições Físicas e Instrumentais os gestores apresentaram a pior avaliação (3,97) em relação ao demais avaliadores (alunos 5,08; professores 4,71; servidores 5,92). Observe-se que todos os segmentos apontaram esta fragilidade com a maior intensidade possível. Urgem providências A média geral de avaliação (5,88) dos gestores também reflete o descontentamento destes em relação a realidade vivida na UnU, por demais confirmadas neste relatório com os resultados do processo de auto-avaliação dos cursos de graduação ministrados na UnU das várias fragilidades apresentadas por todos os avaliadores. Segue abaixo o gráfico gerado a partir da avaliação institucional realizada pelos gestores da UEG-UnUCSEH. 153 Gráfico n. 27 – Média da Unidade – Gestor – Unidade Universitária de Ciências SócioEconômicas e Humanas - UnUCSEH 10 9 8 7,33 7 6,34 6,28 Média 6 5,88 5,71 5,12 5 3,97 4 3 2 1 0 TOTAL UNIDADE UEG e a Sociedade Cond. Fis. e Instrum. Direção/Gestão Caráter Geral Auto-Avaliação Serviços Fonte: CAAI – Questionário Diagnóstico de Avaliação 5.7 Interface entre as dimensões da pesquisa e as categorias de análise 5.7.1 Interiorização da universidade pública Diante da proximidade física com Goiânia, os dados do alunado das UnUs de Anápolis mostram uma inversão em relação à interiorização, pois grande parte de seus cursos têm as vagas preenchidas por acadêmicos residentes em Goiânia. O que ocorre, portanto é uma inversão de interiorização para metropolização. Esse fato está comprovado na Tabela 11, que mostra a distribuição dos alunos matriculados na UEG-UnUCSEH por cidade informada no endereço, na matrícula de 2005, sendo 45,3% de Anápolis, 44,8% de Goiânia e Aparecida de Goiânia e 9,9% de outras cidades, perfazendo um total de 54,7% de alunos que se deslocam de suas cidades para a Unidade todos os dias. Vale registrar que dos 45,3% residentes em Anápolis, um número expressivo é morador temporário, estando aqui somente para concluir seus estudos. Embora Goiânia e sua região metropolitana tenham um número elevado de faculdades particulares, a UEG aparece como a única alternativa de Universidade pública 154 além da UFG. Em que pese o pagamento do transporte escolar e as dificuldades do translado diário, ela ainda é economicamente mais viável, segundo colocação dos alunos. Mas esse não é o único fator de peso na decisão do aluno que deixa a capital para estudar em Anápolis. A disputa no processo seletivo faz com que os cursos da cidade sejam valorizados por aqueles que vêem a possibilidade de ter um diploma emitido por uma instituição academicamente relevante no contexto educacional do estado, de modo geral, além de alguns pontos específicos relacionados aos cursos de maior procura por moradores da capital. Dos cursos, os de Licenciatura em História e Geografia são os que têm um maior número de alunos de Goiânia (54,9% em ambos) e o de Ciências Contábeis o de menor número (35,6%). A análise do perfil dos alunos das licenciaturas destacadas acima aponta o grande interesse de uma parcela destes pela política estudantil e de outra parcela pelas atividades de pesquisa, ambos aspectos que dificilmente são contemplados em instituições particulares. O primeiro grupo vê na UEG, em razão da forma como esta foi conduzida até o momento, um campo fértil para suas pretensões político-partidárias. Na UEG-UnUCSEH pode-se constatar a existência de “estudantes profissionais”, alunos que fazem o mínimo de disciplinas permitidas por ano, são sistematicamente reprovados até o limite do jubilamento, retornam em novos vestibulares, tendo como única preocupação a participação nos centros acadêmicos e diretórios estudantis. São alunos que até agora pouco contribuíram para a Unidade, pois não se interessam por questões verdadeiramente acadêmicas, estão visando somente interesses individuais ou de algum grupo político, sendo os que apresentam maior rejeição à direção da UnUCSEH, em razão da postura adotada por seus gestores, que são contrários às ingerências político-partidárias na Universidade. 155 O segundo grupo vê na qualificação dos professores, quase todos mestres e doutores, nas atividades de pesquisa e nos grupos de estudo, oportunidade para iniciarem suas lides acadêmicas. O número de projetos de pesquisa apresentados e aprovados com bolsistas vem crescendo, tendo hoje a Unidade 17 bolsas do PBIC/UEG e 04 do PIBIC/CNPq, de acordo com relatório da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. Os bolsistas integram grupos de pesquisa certificados pela UEG e cadastrados no CNPq, na área de Ciências Humanas – Centro Interdisciplinar de Estudos África-Américas, Núcleo de Pesquisa Marxista e Formação de Professores; na área de Lingüística, Letras e Artes – Grupo de Apoio à Pesquisa em Estudos Lingüísticos e Literários e Grupo de Investigação Científica de Línguas Indígenas (GICLI); na área de Ciências Sociais Aplicadas – desenvolvimento Regional e Meio Ambiente. Nos últimos dois anos foram aprovados 10 alunos do curso de Geografia para o curso de mestrado na UFG, UnB e UFMG, o que representa 13% de seus formandos na mesma época; o curso de História teve 6 aprovados na UFG, sendo 10,9% de seus formandos, o que atrai cada vez mais os estudantes. Esse grupo tem maior disponibilidade para permanecer na UnU em horários em que não estejam em sala de aula e é o que apresenta maiores críticas à biblioteca, à informatização, ao acesso à Internet, aos espaços disponíveis para estudos e orientação, ao número de bolsas de pesquisa. O menor número de discentes oriundos de outras cidades do curso de Ciências Contábeis também parece estar ligado ao seu perfil. O curso é prioritariamente procurado por pessoas já trabalhando na área, ou que têm interesse imediato de fazê-lo. Como o trabalho nos escritórios de contabilidade exige a permanência dos mesmos no ambiente de trabalho por todo o dia, e como sua condição financeira não permite o uso de carro próprio, é difícil que as pessoas se desloquem de outras localidades em tempo hábil para o início das aulas, o que restringe os candidatos àqueles que moram na própria cidade. É preciso destacar que nossa análise em relação à inversão metropolização x interiorização não retira o evidente papel social da UEG ao assumir-se multicampi e interiorizada, tendo em vista que a instituição cumpre sua missão de abrigar, após processo 156 seletivo, cidadãos goianos ou não, constitucionalmente amparados em sua escolha por uma universidade pública. O que lamentamos são as distorções das políticas educacionais que não proporcionam condições de acesso ao ensino superior público a todos os brasileiros que o desejam. 5.7.2 Acesso ao ensino superior público, conquista da cidadania e da profissionalização Um dos pontos fortes identificados pelo processo de avaliação institucional refere-se à possibilidade concreta da população anapolina e das regiões circunvizinhas de terem acesso ao ensino superior público. Embora todos os cursos de graduação oferecidos na atualidade pela UEG-UnUCSEH já estivessem em funcionamento desde 1990, remontando à época da UNIANA, a criação da UEG e sua expansão por todo o Estado os colocou em evidência, acentuando sua procura. A exigência profissional referente à formação em nível superior para o exercício da maioria das profissões e atividades profissionais faz com que a universidade pública seja valorizada, o que foi expresso na avaliação feita.Também a oferta de cursos de pós-graduação, mesmo não sendo foco da pesquisa, apareceu em várias observações e depoimentos como sendo uma referência da UEG-UnUCSEH. As pesquisas com egressos têm mostrado um alto grau de empregabilidade dos formandos da UEG-UnUCSEH tanto dos cursos de bacharelado quanto das licenciaturas, bem como um elevado índice de sua aprovação em concursos. Isso comprova que a Unidade tem cumprido sua função de oferecer uma formação que possibilita a profissionalização dos alunos, em nível inicial e continuado, apesar de que o processo de auto-avaliação dos cursos tenha revelado resultados pouco satisfatórios nas dimensões: espaço físico e condições instrumentais de trabalho, adequabilidade da biblioteca para dar apoio acadêmico, científico e pedagógico às funções essenciais da Universidade, a comunicação e transparência das informações significativas aos alunos, as condições de 157 ingresso e plano de carreira de técnico-administrativos, a absoluta falta de recursos financeiros, entre outros. O envolvimento de professores e alunos nos movimentos sindicais, centros acadêmicos e outras instâncias de luta por seus direitos, mostra que a conquista da cidadania vem sendo gradativamente feita por eles. O fato de grande parte do quadro docente ser de professores efetivos da instituição certamente contribui muito para esse engajamento, ao mesmo tempo que dá respaldo para os que não são ainda do quadro permanente se manifestem mais livremente. Também a postura da direção local, de não interferir na livre expressão da comunidade acadêmica, com todo ônus que essa posição acarreta, sustenta as atitudes mais críticas dos professores. Por razões de ordem interna, que vão desde a precária estrutura física da UEGUnUCSEH até divergências quanto às diretrizes implementadas pelo Programa dos Trabalhadores da Educação de Goiás, a Unidade optou por não mais trabalhar com o Projeto de Licenciatura Plena Parcelada e também por não oferecer nenhum curso seqüencial. O Conselho Acadêmico da Unidade, referendado por sua Congregação, deliberou que poderia “contribuir para a melhoria da qualidade do ensino em todos os níveis e modalidades, por meio de programas destinados à formação continuada dos profissionais da educação” investindo na oferta de cursos de pós-graduação e ações de extensão. O destaque em 2005 ficou com os trabalhos na área de História da África e afrodescendentes, um projeto de pesquisa e ensino que se transformou em um curso de pósgraduação a ser oferecido em 2006 para os professores da UEG e das redes de ensino básico públicas, atendendo uma determinação legal do MEC para inclusão dessa temática nos currículos do Ensino Fundamental e Médio. É o primeiro curso referente ao assunto na região e estará recebendo aportes financeiros externos, do CNPq. Relevantes ainda foram as oficinas e cursos oferecidos pelo projeto UEG vai à Escola, que pelas contribuições oferecidas será reformulado para se tornar um Programa que abrangerá toda a UEG, 158 estendendo aos professores de todas as localidades atendidas pela UEG a possibilidade de atualização e aperfeiçoamento de sua prática docente. A continuidade do Programa AABB Comunidade foi apontada pelos estudantes de Pedagogia que nele estagiam como um trunfo do curso, que também tem monitores no Programa Universidade Adolescente, ministrando aulas de reforço escolar e acompanhando as diversas atividades oferecidas por ele na Unidade, no período vespertino. 5.7.3 Qualidade da educação no ensino superior A complexidade do conceito de qualidade, que se torna maior quando referente ao ensino superior, apareceu com insistência no processo de auto-avaliação da UEGUnUCSEH. De um lado, os dados obtidos, especialmente os referentes às condições físicas e instrumentais da UnUCSEH, deixam claro que alguns indicadores da qualidade do trabalho institucional, como a existência, conservação e manutenção do espaço físico das salas de aula, biblioteca, laboratórios, auditório, dos equipamentos e materiais didáticos, a regularidade e suficiência dos aportes financeiros, não estão atingindo o mínimo necessário para prover uma educação realmente de qualidade. Nesse sentido também estão o desconhecimento alegado por parte dos professores da proposta pedagógica dos cursos nos quais ministram suas aulas, do PDI da UEG e de grande parte do que acontece na Unidade, como aponta a avaliação feita quanto à dimensão pedagógica; a intensificação da precarização do trabalho docente; o aumento das exigências de produtividade acadêmico-científicas sem a criação de condições efetivas para tal; o alto índice de absenteísmo de alunos, professores e coordenadores. Todos esses fatores convergem para desqualificar as atividades de ensino, pesquisa e extensão da Unidade. A auto-avaliação, todavia, pôde mostrar que a qualidade pretendida não se concretiza somente com esses indicadores. Mesmo sendo essenciais para a melhoria da 159 qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão, muitos outros aspectos comprovados pela pesquisa apontam que essa qualidade em parte existe. Como indicadores quantitativos temos o número elevado de candidatos inscritos nos processos seletivos para os cursos oferecidos pela Unidade (TAB. 12), os resultados obtidos pelos alunos no ENADE, o baixo índice de evasão (TAB. 13), a alta taxa de empregabilidade dos egressos, o número significativo de graduandos que são aprovados para mestrados em instituições públicas, dentre outros. O quadro docente majoritariamente composto por professores do quadro efetivo, já qualificados como mestres e doutores ou em processo de qualificação, é um dos pontos fortes da Unidade, sendo seu apoio ao trabalho desenvolvido pela direção importante nesse processo. A produção científica, marcada pelo número de projetos de pesquisa desenvolvidos, com o envolvimento de alunos bolsistas, e inclusive com financiamento externo, também é relevante nesse contexto. Uma inferência é que, pelo percurso histórico da Unidade, o nível de exigência de sua comunidade esteja em um patamar bastante elevado, o que faz com as notas atribuídas às diferentes dimensões avaliadas sejam baixas, o que absolutamente não quer dizer que os problemas apontados não existam ou não sejam graves. Um caso singular é o do curso de Administração, considerado a maior fragilidade da UEG-UnUCSEH ao ser avaliado por seus alunos e professores, mas que tem excelentes resultados nos exames nacionais, conforme relatórios do Provão e ENADE, nos quais obteve conceito máximo todas as vezes que participou, tendo seus egressos muito boa aceitação pelo mercado de trabalho. 5.7.4 Atividades meio (administrativo-financeiro) X atividades fim (ensino-pesquisaextensão) A auto-avaliação realizada mostra a influência direta das atividades meio (administrativo-financeiro) nas atividades fins (ensino-pesquisa-extensão). 160 O caráter recente da UEG, seu processo de massificação não sustentado, a organização multicampi com suas conseqüentes contradições de centralização e descentralização dos processos de gestão administrativa e acadêmica, a ausência de uma cultura de planejamento, a forte improvisação nos processos e a pouca ambiência universitária são aspectos centrais da instituição com reflexo marcante na Unidade. Embora o discurso oficial do governo estadual apresente a educação como prioridade, e a UEG como a “menina dos olhos” dessa gestão, a realidade vivida pela instituição, e evidenciada claramente pela avaliação feita por toda a comunidade da UnUCSEH de suas precárias condições físicas e instrumentais, tem demonstrado o contrário. A Universidade não recebe a totalidade dos recursos previstos em lei para sua manutenção e melhoria da qualidade de suas atividades fim, e seus servidores, professores e funcionários técnicos-administrativos estão entre os que têm proporcionalmente os salários mais baixos dentro do funcionalismo público estadual. Um agravante a essa questão está no fato de a maioria dos cargos da estrutura central da UEG serem ocupados por pessoas que não fazem parte da comunidade acadêmica, que não têm formação adequada para exercê-los, não possuindo uma visão da universidade e das atividades inerentes a ela que sejam compatíveis com sua verdadeira visão e missão. São pessoas indicadas politicamente, em função de projetos político partidários particulares, que usam a instituição como plataforma para interesses pessoais ou como “cabide de empregos”. Por essa razão, esses gestores assumem com facilidade o discurso da escassez de recursos financeiros, privilegiando os meios em detrimento dos fins. Essa situação é agudamente sentida na UnUCSEH, o que explica o fato de todos os participantes da auto-avaliação (alunos, professores, gestores e técnicos-administrativos) terem avaliaram de forma fraca ou regular a dimensão Condições Físicas e Instrumentais, destacando-a como uma fragilidade da Unidade. 161 Esta fragilidade merece um destaque estratégico, pois exerce influência decisiva nas outras dimensões. As atividades de ensino ficam comprometidas diante da ausência de infra-estrutura organizacional para realização de atividades pedagógicas que exijam recursos minimamente diferenciados, as pesquisas inviabilizadas perante a quase ausência de recursos financeiros para este fim, e a extensão torna-se dependente de parcerias ou da boa vontade de professores e alunos. Mesmo que a gestão da UnUCSEH tenha a firme convicção de que as atividades meio devem ser instrumentos para viabilizar as atividades fim, a precariedade e falta de regularidade do aporte dos recursos financeiros, impedem que os objetivos postos por ela sejam alcançados. 162 CONSIDERAÇÕES FINAIS - SUGESTÕES A Avaliação Institucional é um processo que diz respeito a toda a complexidade da instituição, pois mais do que um instrumento técnico importa sua ação e significado político. Ao selecionar, coletar, analisar e divulgar dados para favorecer a tomada de decisões organizacionais, gerenciais, pedagógicas e acadêmicas da Universidade está implicitamente elaborando julgamentos de valor e adotando posicionamentos políticos, muito mais que técnicos. A qualidade da Avaliação Institucional é julgada segundo a qualidade de sua contribuição ao debate crítico, pois as questões que suscita é que irão sustentar as mudanças, o redirecionamento das ações estratégicas, do planejamento da Universidade. Os dados apresentados pelo processo avaliativo 2005 na UnUCSEH evidenciam com clareza as intrincadas relações e condições de trabalho na Unidade. Algumas considerações podem ser feitas quanto àqueles cursos que se mostram como potencialidades - Pedagogia, Ciências Contábeis,ou fragilidades –Administração. Nos encaminhamentos feitos, o que apareceu com clareza foi a figura do coordenador. Sua presença, competência teórica, pedagógica e técnica para resolver os assuntos pertinentes ao curso, a forma de envolver os alunos e professores nas discussões e decisões foi decisiva para marcar a avaliação de todas as dimensões propostas. Os dois cursos, que melhor avaliaram seus coordenadores, também avaliaram de forma mais positiva, ou menos negativa, todos os outros aspectos, inclusive as condições físicas e instrumentais, exatamente o oposto do curso de Administração. O que se pode inferir é que o coordenador tem condições para alterar a auto-avaliação dos alunos e professores, desde que suas ações, atitudes e posturas, qualifiquem o curso como um todo. Um ponto que chamou bastante a atenção foi o desconhecimento por professores e alunos da dimensão pedagógica de seus cursos, o que efetivamente contribui 163 para que se mantenham alheios aos problemas apresentados. Alguns casos podem ser atribuídos ao excesso de atividades desenvolvidas pelos professores, a uma opção de não envolvimento com questões da instituição que considerem delicadas ou potencialmente ameaçadoras para sua permanência nela, ou mesmo a uma visão diferenciada de Universidade. Como é o propósito da CAAI, uma sugestão para melhorar essa situação seria apresentar os resultados dessa avaliação em reuniões dos colegiados, para que sejam discutidas pelo coletivo dos professores e alunos, fazendo paralelamente um trabalho que enfatize a importância do envolvimento docente com todos os aspectos de seu curso. Os resultados da auto-avaliação devem penetrar todos os meandros da UEG-UnUCSEH, pois caso não se capilarizem até as extremidades institucionais sua inflexão sobre possíveis mudanças é inócua. A dimensão em que houve maior divergência na avaliação feita pelos alunos da feita pelos professores, foi relativa à direção, vista como fragilidade pelos primeiros e como potencialidade pelos segundos e pelos servidores técnicos-administrativos. Como o atual diretor foi reeleito com mais de 75% dos votos em todos os segmentos, o que inclui os alunos, uma possibilidade é que o descontentamento destes esteja sendo gerado pelo desconhecimento alegado por eles próprios dos processos de gestão, dos limites da atuação da direção, e por dificuldades de comunicação internas à UnU, fomentadas pelas pessoas que fazem oposição à atual gestão. Uma outra hipótese é de que tenha havido uma confusão no preenchimento dos questionários, e tenham avaliado a direção local como sendo a central. De qualquer forma, é um ponto que requer atenção do NAI e da direção. Com relação a essa dificuldade de comunicação, e ao desconhecimento dos processos de gestão, cabe uma sugestão: ser papel do NAI intervir para melhorar a comunicação, a divulgação dos procedimentos de gestão, e insistir nas mudanças necessárias. 164 Um item que também poderia melhorar esse aspecto diz respeito às atividades da coordenação adjunta de Extensão, sendo proposto que ela trabalhe para reorientar a política estudantil, proporcionando a todos os alunos e em especial aos membros dos Centros Acadêmicos um maior envolvimento nas atividades de planejamento, reuniões de colegiado e CsA, questões acadêmicas. Com fundamento em uma grande potencialidade da UnUCSEH, é preciso sermos ousados na procura de um investimento maior na pesquisa, com envolvimento dos alunos. Alguns aspectos que apareceram, mais nas discussões e encaminhamentos do que nos questionários, apontam dimensões que necessitam serem avaliadas prioritariamente, de forma qualitativa, na seqüência dos trabalhos, o que é o verdadeiro objetivo da análise de conteúdo, metodologia de pesquisa articulada à pesquisa-ação nesta investigação de auto-avaliação da UEG. A primeira delas é referente ao absenteísmo, docente, discente e das próprias coordenações de cursos. A segunda é quanto ao Projeto Pedagógico do Curso, para verificar se sua proposta pedagógica é realmente adequada ao perfil proposto e ao momento vivido, se esta tem sido efetivamente implementada pelos docentes, tanto em seu plano de curso como nas atividades realizadas, e se seu registro é feito da maneira determinada. A terceira dimensão é relativa à participação qualitativa nas atividades extra-classe dos docentes, discentes e coordenadores de curso. A quarta diz respeito às taxas escolares, considerando a distorção do número de alunos por disciplina em função de aprovação/reprovação, se os alunos que não alcançam o rendimento previsto são realmente reprovados, e se a evasão escolar é significativa. Também foi apontada a necessidade de avaliar a atuação das coordenações adjuntas de curso, de Trabalho de Conclusão de Curso – TCC e de Estágio. A coordenação administrativa da Unidade, assim como seu diretor, disponibilizaram seu planejamento administrativo, no qual estão detalhados os 165 procedimentos necessários para melhorar a estrutura física e estrutural da UnUCSEH. Como sua execução não depende apenas deles, visto que os recursos financeiros devem vir da administração central, a única forma aparentemente viável de encaminhar a questão é a comunidade engajar-se em um movimento para que ao menos os recursos próprios gerados pela Unidade permaneçam nela, o que está sendo defendido por vários diretores de Unidades. Finalizando, podemos dizer que este trabalho mostrou-nos a riqueza da Avaliação Institucional, com as dificuldades inerentes a ela. Identificar potencialidades e fragilidades, desvelando o que está subjacente a elas, não foi tarefa fácil, em razão das próprias condições estruturais da UEG, do acúmulo de atividades dos pesquisadores, de todo o contexto que envolveu o curso de Avaliação Institucional. Porém, o crescimento intelectual e profissional proporcionado por ele tornam essas questões irrelevantes. Mesmo porque o mais difícil é o que nos propomos a partir de agora: fazer com que a autoavaliação seja suporte para as mudanças necessárias e possíveis, qualificando cada vez mais o ensino, a pesquisa e a extensão desenvolvidos na UEG-UnUCSEH. 166 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABREU, Maria do Carmo Ribeiro. Avaliação Institucional: um projeto em construção. Universidade Estadual de Goiás / Comissão de Avaliação Institucional. Anápolis, 2000. Impresso por meios eletrônicos. ALBUQUERQUE, Roberto Cavalcante; CAVALCANTI, Clovis de Vasconcelos. Desenvolvimento regional no Brasil. Brasília: DF, IPEA, n. 16, 1976. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. 3 ed. Lisboa: Edições 70, 2004. BARROSO, João. O Estado, a educação e a regulação das políticas públicas. In: Educação & Sociedade: Revista da Ciência da Educação. São Paulo: Cortez; Campinas: CEDES, 2005, v. 26, n. 92. BELLONI, Isaura; MAGALHÃES, Heitor de; SOUSA, Luzia Costa de. Metodologia de avaliação em políticas públicas: uma experiência em educação profissional. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2001. BIANCHETTI, Roberto Gerardo. Modelo neoliberal e políticas educacionais. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1996. BOGDAN, Robert C.; BIKLEN, Sari. Knopp. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Lisboa: Porto,1994. BRASIL/MEC. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, sancionada em 20 de dezembro de 1996 sob nº 9.394. Goiânia: Divisão Gráfica da Universidade Católica de Goiás. ______/CONAES. Diretrizes para a Avaliação das Instituições de Educação Superior. Brasília: INEP, 2004. ______/ SINAES. Roteiro de auto-avaliação institucional. Brasília: INEP, 2004. BRASIL/MEC. Secretaria da Educação Superior. Documento Básico: Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras: uma proposta nacional. Brasília – DF, 1993. BRASIL. MEC. Portaria MEC nº. 639, de 13/5/1997. BRASIL/MEC. Decreto nº. 3.860, de 09/7/2001. Dispõe sobre a organização do ensino superior, a avaliação de cursos e instituições, e dá outras providências. Diário Oficial da União. BSB: DF, 10 de julho de 2001. 167 BRASIL.MEC. Lei nº 10.861, de 14/4/2004. Institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES – e dá outras providências. Brasília: DOU nº 72, de 15/4/2004, seção 1, p. 3 – 4. BRUNO, Lúcia (org.). Educação e trabalho no capitalismo contemporâneo. São Paulo: Atlas SA. 1996. BRZEZINSKI, Iria. Qualidade na graduação. Revista Educativa n.8, v. 2, Goiânia:UCG, p. 321-338, jul./dez.2005. BRZEZINSKI, Iria (org.). LDB interpretada: diversos olhares se entrecruzam. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2003. ________________. Docência Universitária e sucesso acadêmico: Um olhar brasileiro. In: TAVARES, J. (org.). Pedagogia universitária e sucesso acadêmico. Aveiro, Portugal: Universidade de Aveiro, 2002. ________________. É possível mostrar a interface do Programa de Avaliação Institucional com os resultados do Exame Nacional de Cursos? Anápolis: UEG, 2004. Impresso por meios eletrônicos. BRZEZINSKI, Iria; BRITO, Wanderley Azevedo. Auto-avaliação da UEG – 2005. Goiânia: UEG, 2005. Disponível em <http://www.ueg.br/avaliacaoinstitucional.htm> Acessado em 13 mar.2006. BRZEZINSKI, Iria; CARNEIRO, Maria Esperança Fernandes; BRITO, Wanderley Azevedo. Educação e trabalho: o trabalho docente como formação científico-pedagógica na Licenciatura Plena Parcelada da Universidade Estadual de Goiás – Brasil. Aveiro: Congresso Internacional Educação e Trabalho na Universidade de Aveiro, 2005b. CD ROM, p. 1-16. BRZEZINSKI, Iria. Escola Normal de Goiás: nascimento, apogeu, ocaso, (re)nascimento. Goiânia: 2005 (prelo). ________________. Instituto de Educação de Goiás (1937-1972): o movimento instituinte-instituído. Uberlândia, 2006. Comunicação oral no VI Congresso LusoBrasileiro de História da Educação. _______________. Formação profissional docente: a experiência do programa de licenciatura plena parcelada (LPP) da UEG. Revista Educativa. Goiânia: Editora da UCG. v. 7, n. 2, jul./dez 2004. p. 245-264. 168 ________________. Programa de Avaliação Institucional da UEG (ampliado). Anápolis: UEG/CAAI, 2005a. Disponível em <http://www.ueg.br/avaliacaoinstitucional>. ________________. Projeto do Curso de Pós Graduação Lato Sensu em Avaliação Institucional – Protocolo n. 26490943 de 10 maio de 2005, Pró-Reitoria de Pesquisa e PósGraduação. Anápolis: UEG, 2005. _______________. Relatório de Avaliação Institucional do Programa de Licenciatura Plena Parcelada da UEG – UnU de Ceres. Anápolis: UEG, 2003. Disponível em <http://www.ueg.br/avaliacaoinstitucional.htm>. Acesso em 09 de dez. 2005. ____________. Relatórios de Avaliação Institucional do Programa de Licenciatura Plena Parcelada da UEG. Anápolis: UEG, 2004. Disponível em <http://www.ueg.br/avaliacaoinstitucional.htm>. Acesso em 09 de dez. 2005. CARDOSO, Míriam L. A Avaliação da Universidade: Concepções e Perspectivas. Universidade e Sociedade, vol. I, Brasília, n. 1, set. 1991. CARNEIRO, Maria Esperança Fernandes. A Revolta Camponesa de Formoso e Trombas. Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 1988. CHAUÍ, Marilena. A universidade em ruínas. In: TRINDADE, Hélgio (org.). Universidade em ruínas: na república dos professores. 3 ed. Petrópolis, RJ: Vozes/CIPEDES, 1999, p. 211-222. CHAUL, Nasr Nagib Fayad. Caminhos de Goiás: da construção da decadência aos inícios da modernidade. Goiânia: UFG, 1997. DIAS SOBRINHO, José. Algumas definições de avaliação. In: SOBRINHO, Dias; RISTOFF, Dilvo I. (orgs.). Avaliação e compromisso público: a educação superior em debate. Florianópolis: Insular, 2003. __________. Avaliação Institucional das perspectivas tecnológicas às políticas e sociais. In: DIAS SOBRINHO, J. Avaliação da educação superior. Petrópolis, Rj: Vozes, 2000. __________. Avaliação da educação superior. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000. ____________. Programa de avaliação institucional das universidades brasileiras – construção do modelo e implicações. In CATANI, Afrânio M. (org.) Novas perspectivas nas políticas de educação superior na América Latina no limiar do século XXI. Campinas, Autores Associados, 1998. 169 DOURADO, Luiz Fernandes. Reforma do Estado e as Políticas para a Educação Superior no Brasil nos anos 90. Educ. Soc. v.23, n.80 Campinas sep. 2002. Disponível em http://www.scielo.br/ Acesso em 28, abril,2006. _______________________. A Interiorização da Educação Superior e Privatização do Público. Goiânia: UFG, 2001. ENGUITA, Mariano. O discurso da qualidade e a qualidade do discurso. In: GENTILI, Pablo A. A.; SILVA, Tomaz Tadeu da (orgs.). Neoliberalismo, qualidade total e educação: visões críticas. Petrópolis: Vozes, 1999. FRANCO, Maria Laura Puglisi Barbosa. Análise do conteúdo. 2 ed. Brasília: Líber Livro. 2005. FRIGOTTO, Gaudêncio. (org.). A cidadania negada: políticas de exclusão na educação e no trabalho. São Paulo: Cortez; Buenos Aires: CLACSO, 2001. __________________. A formação e a profissionalização do educador: novos desafios. In: SILVA, Tomaz Tadeu da; GENTILI, Pablo. Escola S. A. quem ganha e quem perde no mercado educacional do neoliberalismo. Brasília: CNTE, 1996. GENTILI, Pablo. O discurso da qualidade como nova retórica conservadora no campo educacional. In: GENTILI, P.; SILVA, T. T. da. Neoliberalismo, qualidade total e educação: visões críticas. Petrópolis: Vozes, 1999. GOMES, Alfredo Macedo. Política de avaliação da educação superior: controle e massificação. Educação & Sociedade – Revista de Ciência da Educação. Campinas, SP: Cortez. Vol. 23, nº 80, set. 2002. GÓMEZ, José Maria. Política e democracia em tempos de globalização. Petrópolis, RJ, Vozes; Buenos Aires: CLACSO, 2000. KELLS, Herbert R. Procesos de Autoevaluación: una guía para la autoevaluación en la Educación Superior. Lima, Peru: Fondo Editorial de la Pontifícia Universidad Católica del Peru, 1997. IANNI, Octávio. Sociedade global. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1992. IBGE. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br>. Acesso em: 26. jan. 2006. KLIKSBERG, Bernardo. Repensando o Estado para o desenvolvimento social: superando dogmas e convencionalismos. São Paulo: Cortez, 1998. Coleção Questões da Nossa Época; v. 64. 170 KOPNIN, Pável Vassílievitch. A dialética como lógica e teoria do conhecimento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978. KRAWCZYK, Nora Rut. Políticas de regulação e mercantilização da educação: socialização para uma nova cidadania? In: Educação & Sociedade: Revista da Ciência da Educação. São Paulo: Cortez; Campinas: CEDES, 2005, v. 26, n. 92. LAVILLE, Christian; DIONNE, Jean. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Artes Médicas/Editora da UFMG, 1999. MACIEL, Domício Magalhães. Exame Nacional de Cursos − O Provão: uma avaliação para melhorar ou excluir ? Avaliação, Campinas, a. 8, v.8, n. 1, mar.2003, p. 39-61. MEC/INEP. Censo da Educação Superior – Graduação – 1999. Disponível em <http://www.mec.gov.br>. Acesso em 14 mar. 2003. ______. Censo da Educação Superior – Graduação – 2004. Disponível em <http://www.mec.gov.br>. Acesso em 16 mai. 2006. MELO, Virginia Maria Pereira de. Bases metodológicas para avaliação do curso de Pedagogía da UnU CSEH – UEG de Anápolis. Dissertação de Mestrado em Ciências da Educação Superior. Universidad de La Habana / Universidade Estadual de Goiás, 2003. Impresso por meios eletrônicos. NOVAES, Valcemia Gonçalves de Sousa. Pólo Universitário de Palmeiras de Goiás: Concretização das Políticas Educacionais da UEG. Dissertação de Mestrado em Educação, Goiânia: UCG, 2004. OLIVEIRA, Dalila Andrade. Regulação das políticas educacionais na América Latina e suas conseqüências para os trabalhadores docentes. Educação & Sociedade: Revista da Ciência da Educação. São Paulo: Cortez; Campinas: CEDES, 2005, v. 26, n. 92. PALACIN, Luiz; MORAES, Maria Augusta Santanna. História de Goiás. 5. ed. Goiânia: UFG, 1989. ___________________________.________________. História de Goiás: 1922-1972. 3 ed. Goiânia: Imprensa da UFG, 1975. PENNA FIRME, Teresa. Avaliação: tendências e tendenciosidades. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas Educacionais. Rio de Janeiro, v.1, n. 2, p. 5-12, jan/mar. 1994. PEREIRA, Luiz Carlos Bresser. Reforma do Estado para a cidadania: a reforma gerencial brasileira na perspectiva internacional. São Paulo: Ed. 34; Brasília, ENAP, 1998. 171 PERIM, Gianna L. ; ZANETTI, Rosângela R. Avaliando para transformar: a experiência da UEL com a Avaliação Institucional. In ALMEIDA, Marcos (org.). A universidade possível : experiências de gestão universitária. SP: Cultura Editores Associados, 2001. PETERSON, M. W. Avaliação Institucional. Distância. Universidade de Brasília, 1999. Cátedra UNESCO de Educação à PINO, Mauro Del. Política educacional, emprego e exclusão social. In: GENTILI, Pablo; RICHARDSON, R. J. et al. Pesquisa social: métodos e técnicas. São Paulo: Atlas, 1999. POLONIAL, Juscelino Martins. Anápolis nos tempos da ferrovia. Anápolis, 1995. RISTOFF, Dilvo. O Exame Nacional de Curso e a avaliação institucional. Avaliação. Campinas, a. 6, n. 3, set.2001, p. 21-29. SANCHES, Odécio. Análise rotineira de dados de vigilância em saúde pública: que procedimentos estatísticos utilizar? Revista Saúde Pública, Ago. 1993, vol. 27, n. 4, p. 300-304. Disponível em <http://www.scielosp.org/scielo.php?script= sci_&pid=S003489101993000400010> Acesso em 15 jan. 2006. SILVA, Júlia Bueno de Morais. O interior e sua importância no projeto centralizador do Brasil: Anápolis nos anos 20 – 30. Dissertação de Mestrado em História. Instituto de Ciências Humanas e Letras, UFG, 1997. SILVA JÚNIOR, João dos Reis. Reforma do estado e da educação no Brasil de FHC. São Paulo: Xamã, 2002. SILVA. Tomaz Tadeu da. A “nova” direita e as transformações na pedagogia da política e na política da pedagogia. In: GENTILLI, P. A. A; SILVA, T. T. da. Neoliberalismo, qualidade total e educação: visões críticas. Petrópolis: Vozes, 1999. TEIXEIRA, Francisco José Soares. O neoliberalismo em debate. In: TEIXEIRA, Francisco José Soares; OLIVEIRA, Manfredo de Araújo (orgs.). Neoliberalismo e reestruturação produtiva: as novas determinações do mundo do trabalho. São Paulo: Cortez, 1998. TOURAINE, Alain. Crítica da modernidade. Trad. Elia Ferreira Edel. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994. ________________. Igualdade e diversidade: o sujeito democrático. Trad. Modesto Florenzano. Bauru: EDUSC, 1998. UEG – Universidade Estadual de Goiás. Estatuto da Universidade Estadual de Goiás Decreto nº 5.130, de 03 de Novembro de 1999, Art. 5o, DAS FINALIDADES E DOS 172 PRINCÍPIOS DA UNIVERSIDADE. Disponível em <http://www.ueg.br/estatutoueg.htm>. Acesso em 29 de abr. 2006. ______. Licenciatura Plena Parcelada. Disponível em: <http://www.ueg.br/parcelada>. Acesso em: 14 mar. 2003. ______. Projeto de avaliação institucional do Programa de Licenciatura Plena Parcelada. Anápolis: CAAI, 2003. Impresso por meios eletrônicos. _______. Regimento Geral. Goiânia: Diário Oficial do Estado, em 29/12/2000. _______. Construindo a UEG de que Goiás precisa. Plano Estratégico de Desenvolvimento Institucional. Anápolis, agosto 2001. Impresso por meios eletrônicos. UNIANA - Universidade Estadual de Anápolis. Projeto de Avaliação Institucional da Universidade Estadual de Anápolis – 2ª fase – 1997/1998. Anápolis – Goiás. _______. Livro de atas da Comissão de Avaliação Institucional – 1994 Anápolis – Goiás. a 1998. ______. Boletins Informativos do PAIUB, nº 1 e 2, 1997. YAMAMOTO, Oswaldo Hajime. Marx e o método. São Paulo: Moraes, 1994. 173