MARIA FERNANDA DE ALMEIDA SABACK GESTÃO DE PESSOAS NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: ELEMENTOS QUE IMPACTAM NO DESEMPENHO DO SERVIDOR PÚBLICO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Projeto de pesquisa apresentado ao Programa de Pós-Graduação do Cefor como parte das exigências do curso de Especialização Gestão Pública Legislativa Brasília 2010 CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO em 1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO Título: Gestão de pessoas na Administração Pública: elementos que impactam no desempenho do servidor público da Câmara dos Deputados Autora: Maria Fernanda de Almeida Saback Instituição: Programa de Pós-Graduação da Câmara dos Deputados Data: 27/09/2010 Orientador: Resumo: Apesar da importância do fator humano nas organizações, o tema de gestão de pessoas ainda se mostra pouco explorado quando aplicado ao contexto público, que possui diversas peculiaridades, especialmente no tocante à sua dinâmica e às garantias reservadas ao servidor público. Nesse sentido, este trabalho visa discutir conceitos e analisar a relação existente entre os elementos da gestão de pessoas e seus impactos no desempenho do servidor efetivo da Câmara dos Deputados. Para tanto, e considerando como universo os servidores que atuam no Departamento de Material e Patrimônio dessa Casa Legislativa, será realizado um levantamento com o objetivo de avaliar atitudes e opiniões dos respondentes quanto ao seu desempenho. 2. APRESENTAÇÃO A graduação em Administração de Empresas e a posterior habilitação em Administração Pública propiciaram-me o estudo acerca de questões afetas à gestão de empresas e aos recursos humanos. A experiência como consultora empresarial no setor privado proporcionou uma análise da dinâmica desse setor, que, posteriormente, foi contrastada com a realidade pública, após ter tomado posse como analista legislativo na Câmara dos Deputados. Por conseguinte, as realidades distintas observadas em relação aos setores privado e público impulsionaram este estudo, considerando as particularidades que permeiam o serviço público e que possuem relação com o desempenho do servidor inserido nesse contexto. 3. PROBLEMA A administração pública brasileira apresenta-se tradicionalmente como burocrática, lenta, improdutiva, ineficiente. Os servidores públicos são desvalorizados, considerados, muitas vezes, meros instrumentos de perpetuação CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO dessa realidade marcada pelo inchaço funcional e resultados inócuos. Nesse contexto, há de se considerar as especificidades que permeiam a cultura do serviço público, em especial no que concerne ao servidor público, pautado, em linhas gerais, pela Constituição de 1988 e pela Lei nº 8.112, de 1990. Um dos cernes dessa questão é a estabilidade, garantida ao servidor público efetivo após três anos de efetivo exercício, e que consiste em um importante diferencial quando cotejada ao regime instável vivenciado pelo funcionário do setor privado. Diante disso, trazem-se a lume elementos da gestão de pessoas, tais como motivação, capacitação, liderança, remuneração do servidor público, frente à referida estabilidade e a um ambiente que se mostra pouco dinâmico e pouco desafiador, que repercutem na produtividade e desempenho do funcionário. Coaduna-se a isso a realidade da Câmara dos Deputados, que possui peculiaridades por ser um órgão do Legislativo e, no âmbito interno, apresenta discrepâncias em relação à distribuição de funções comissionadas, carga e jornada de trabalho, flexibilidade de horário, dentre outras, que acabam por causar uma percepção de injustiça por parte de alguns servidores. Essas disparidades ficaram ainda mais claras com a aprovação da Lei nº 12.256, de 15 de junho de 2010, que implantou o novo plano de carreira dos servidores dessa Casa, e que trouxeram à tona insatisfações antes veladas. Há, ainda, questões relacionadas a diferentes formações, experiências, interesses e cargos (dentre eles, alguns com lotação exclusiva), que, de certa forma, engessam o servidor público e a própria Administração, que tem de lidar com todos esses aspectos e com a cultura geral do serviço público, buscando sustentar um bom clima organizacional e resultados efetivos. Este trabalho considera o desafio atual da administração pública de transformar estruturas burocráticas, hierarquizadas, em organizações flexíveis, inovadoras e eficientes. Nesse sentido, torna-se primordial que os servidores estejam motivados no exercício de suas funções, de forma que essa satisfação e engajamento sejam traduzidos em melhores desempenhos, em prol da profissionalização e modernização do serviço público. Dessa forma, essa pesquisa busca saber quais os elementos da gestão de pessoas que, na opinião dos servidores do DEMAP, impactam no desempenho de suas atividades. CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO 4. OBJETIVOS 4.1 Objetivo geral: • Identificar quais elementos da gestão de pessoas impactam no desempenho das atividades dos servidores do DEMAP. 4.2 Objetivos específicos: • Avaliar o DEMAP quanto aos elementos afetos à sua gestão de pessoas; • Verificar o que impacta no desempenho do servidor do DEMAP; • Averiguar como o servidor do DEMAP percebe seu desempenho frente aos elementos de gestão de pessoas existentes nesse Departamento. 5. JUSTIFICATIVA Embora a literatura acerca da gestão de pessoas venha se fortalecendo, este tema ainda se mostra pouco explorado no contexto do serviço público, que possui diversas particularidades, a começar pelas garantias das quais dispõem os servidores públicos efetivos, especialmente a estabilidade. A Administração Pública moderna pauta-se na busca pela eficiência, descentralização, flexibilidade, inovação, profissionalização, foco em resultados, accountability. Nesse sentido, contar com uma adequada e efetiva gestão de pessoas torna-se primordial, vez que o desenvolvimento de qualquer organização depende necessariamente do empenho das pessoas que nela atuam. Nessa perspectiva, ao considerar a realidade da Câmara dos Deputados, depara-se com discursos voltados à valorização dos servidores, de modo que eles participem e estejam efetivamente engajados no crescimento da organização, orientado por seu planejamento estratégico. Contudo, há de se averiguar a distância existente entre esses discursos e a prática. Ademais, fatores gerais da cultura organizacional pública devem ser levados em conta nessa análise, como pouco dinamismo, conformismo, estagnação, desmotivação e baixa produtividade, que se tornam mais claros especialmente quando confrontados com a realidade do setor privado. Outro fator relevante que deve ser observado é a disparidade existente entre os diferentes órgãos dessa Casa Legislativa no tocante à padronização de normas e procedimentos a serem adotados e à distribuição de funções comissionadas, que merecem destaque ao passo que impactam na satisfação e desempenho dos servidores. Do ponto de vista pessoal, partindo-se da vivência no serviço público, CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO surgem muitas inquietações e questionamentos, demandando respostas nem sempre fáceis de serem obtidas. Ainda que de forma latente, destaca-se o desejo de melhorar o desempenho daqueles que trabalham a serviço do público, bem como buscar um dos mais relevantes princípios da Administração Pública: a eficiência. Dessa forma, este trabalho se propõe a contribuir para a compreensão da gestão de pessoas no serviço público e analisar de que forma os elementos afetos a essa gestão impactam no desempenho do servidor, considerando, neste primeiro momento, o estudo no âmbito do DEMAP, pela proximidade desta pesquisadora com esse departamento, onde trabalha. A partir das análises realizadas, pretende-se não restringir as informações e resultados levantados à instituição, tampouco ao órgão escolhido para a realização desta pesquisa, mas fomentar o estudo da gestão de pessoas no serviço público, por meio do reconhecimento de sua relevância e do aprofundamento de conhecimentos acerca desse tema. De posse das conclusões obtidas neste trabalho, a Câmara dos Deputados, em especial o Departamento de Material e Patrimônio, poderá identificar pontos fortes e fracos, bem como perspectivas quanto à gestão dos recursos humanos que vem sendo desenvolvida, especialmente no tocante ao desempenho de seu quadro funcional. Além disso, os resultados apurados poderão subsidiar a realização de pesquisas desse tipo nos demais órgãos da Casa, de forma a consolidar um panorama geral dessa instituição e um alinhamento voltado à melhoria da produtividade atrelada à satisfação e compromisso dos servidores. 6. REVISÃO DA LITERATURA Maria Candelária/É alta funcionária Saltou de pára-quedas/Caiu na letra "O", oh, oh, oh, oh Começa ao meio-dia/Coitada da Maria Trabalha, trabalha, trabalha de fazer dó, oh, oh, oh, oh À uma vai ao dentista/Às duas vai ao café/Às três vai à modista Às quatro assina o ponto e dá no pé/Que grande vigarista que ela é A marchinha “Maria Candelária”, de autoria de Armando Cavalcanti e Klécius Caldas, apesar de datar da década de 1950, parece ilustrar a imagem que muitos possuem do servidor público – em linhas gerais, um funcionário que ganha bem e trabalha pouco. No entanto, há de se ressaltar que essa percepção vem mudando com o CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO passar do tempo, especialmente em decorrência de tendências voltadas à profissionalização do serviço público, mediante a adaptação de iniciativas antes restritas ao setor privado. Antes de adentrar na questão do servidor público e seu desempenho, convém, preliminarmente, discutir alguns conceitos gerais sobre a gestão de pessoas para, em seguida, estudar esse tema no contexto do serviço público. Ainda que a administração clássica tenha sido marcada predominantemente pela manufatura e mecanicismo, um enfoque mais contemporâneo releva o papel dos valores, crenças, necessidades dos trabalhadores. O enfoque clássico primava pela eficiência da organização; assim, os cargos eram desenhados de forma a obter a máxima capacidade produtiva do trabalho, restando aos funcionários somente ajustar-se a eles. A partir de uma visão mais humanística, passou-se a valorizar o funcionário como recurso vivo e inteligente, provido de sentimentos e necessidades próprios, e não meros fatores de produção. Nesse sentido, conforme aponta Barbosa (1996), a partir da década de 1920, com a escola das Relações Humanas e sua ênfase eminentemente humanista, a visão do homo economicus, respondendo apenas aos planos de incentivos salariais, foi substituída pelo homo socialis, que responde a incentivos sociais e simbólicos, seguindo a ideia de uma administração preocupada com a produtividade e o desempenho dos funcionários. Com efeito, segundo destaca Villardi et. al. (2007), gerir pessoas eficazmente vem sendo considerado por gestores e pesquisadores como um dos principais desafios das organizações que priorizam as pessoas como diferencial estratégico para alcançar melhores resultados. Lazzari et. al. (2009) apontam que o aperfeiçoamento da estruturação do trabalho vem redimensionando a visão sobre o papel do ativo humano nas organizações. Nesse sentido, há uma crescente conscientização de que os funcionários são os mais críticos ativos empresariais e, assim, a satisfação deles assume importante papel estratégico para as empresas. Para atender a essa nova perspectiva, no inicio da década de 1980, conforme salienta Villardi et. al. (2007), a Administração de Recursos Humanos ganhou espaço e passou a enfatizar o alinhamento das políticas de pessoal aos objetivos estratégicos da empresa, focando a adaptabilidade e a flexibilidade como elementos precípuos. CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO Malik (1998) reforça a importância do subsistema de administração de recursos humanos na organização, vez que são as pessoas que realizam o trabalho das organizações: “mesmo naqueles casos em que existe uma pesada substituição do elemento humano por máquinas, são as pessoas que recolhem o produto transformado pelas máquinas, ligam-nas, desligam-nas, decidem quando acioná-las” (Malik, 1998, p. 2). Nesse contexto, os estudos de Hawthorne, realizados entre 1924 e 1933, merecem destaque, pois foram os primeiros a estudar o clima de uma organização, analisando a relação entre níveis de iluminação e produtividade dos funcionários. Veloso et. al. (2007) destaca o resultado desses estudos: a produção de um trabalhador e a sua satisfação aumentava à medida que se intensificava ou diminuía a iluminação do local de trabalho. O conceito de clima organizacional, ao aliar o desempenho do funcionário à sua satisfação, contempla aspectos fundamentais da gestão de pessoas, como liderança, motivação, satisfação, motivação, produtividade, treinamento, competências, dentre outros. A gestão do desempenho visa a liderar e motivar os funcionários no sentido de alcançar determinados objetivos. Chiavenato (2005) sustenta que o desempenho humano depende de uma série de elementos que interagem entre si de maneira dinâmica e é consequência do estado motivacional e do esforço do indivíduo para realizar a tarefa e atingir os objetivos. Os resultados percebidos, por sua vez, provocam um determinado grau de satisfação pessoal, que realimenta positiva ou negativamente a motivação para um novo desempenho. Esses aspectos relacionados à gestão de pessoas, em especial no tocante ao desempenho, cerne deste trabalho, quando estudados sob a ótica da esfera pública, devem ser analisados de forma a incorporar características inerentes à cultura do serviço público. Lins e Colpo (2009) salientam que o Estado é, de longe, o maior empregador do país. Nesse sentido, garantir que as pessoas que atuam na esfera pública se engajem na melhoria crescente dos processos, apliquem elevado grau de profissionalismo em suas ações e busquem continuamente a defesa dos interesses do cidadão é crucial no sentido de viabilizar o que os autores chamam de "choque" ou transformação da gestão no setor público. Nesse contexto, cumpre destacar algumas diferenças entre os setores público e privado, conforme trazido pela literatura (Carbone, 2000; Gaebler; CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO Osborne, 1994; Halvorsen et. al., 2005; Macedo; Pires, 2006; Medeiros; Guimarães, 2003; Rua, 1997; Saraiva, 2002) abaixo: Setor privado Setor público público Objetivo Lucro Interesse público, coletivo Valores Valor para os acionistas Valor para a sociedade Estrutura Flexibilidade, descentralização, Centralização, rigidez, hierarquia, feedback rápido feedback lento Propensão a mudanças, Burocracia, paternalismo, aversão a instabilidade riscos, tradicionalismo, estabilidade, Dinâmica interna apego a regras e rotinas Dinâmica externa Leis de mercado Leis orgânicas Fator predominante Fator econômico Fator político Medida de Retorno financeiro Efetiva implementação de políticas desempenho públicas Motivação para Crescimento e sobrevivência no mudança e inovação mercado Barreiras à inovação Falta de conhecimento sobre Resolução de problemas Barreiras culturais e organizacionais condições do mercado Quadro 1: Diferenças entre os setores privado e público De fato, Halvorsen et. al. (2005) asseveram que o setor público é muitas vezes descrito frequentemente como "burocrático" considerado um - em sistema um sentido lento, negativo, rígido, sendo organizado hierarquicamente e pouco eficiente no uso de recursos. Saraiva (2002) dispõe que o setor público possui peculiaridades, especialmente quanto ao fato de este ser organizado mediante um conjunto de regras de caráter impessoal, como em toda burocracia. Acrescenta que a cultura organizacional burocrática caracteriza-se por ser um tipo de cultura hierarquizada onde existem linhas claras de responsabilidade e autoridade, sendo o trabalho organizado e sistemático. Halvorsen et. al. (2005) salientam que a necessidade de o setor público de agir de forma mais ou menos politicamente legítima acarreta limitações e incentivos específicos para a gestão dos serviços públicos. Nesse sentido, mais que os gestores das empresas privadas, os dirigentes das organizações públicas não têm controle total sobre suas próprias atividades, seus objetivos são definidos e alterados por vontade política. Para Saraiva (2002), é inegável a existência da burocracia como fator de racionalidade predominante em organizações públicas, o que acarreta uma série CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO de atitudes voltadas à perpetuação dos processos existentes, condizente com a lógica de sistema fechado que os rege. Para ele, em que pese o fato de os funcionários públicos perceberem a necessidade de modificação da maneira pela qual as atividades vêm sendo desempenhadas no setor público, maior aproximação com o mercado (sociedade) e maior agilidade na resposta às mudanças ambientais, ainda assim, manifestam-se predominantemente de forma negativa, deixando claro que mudar é preciso, mas não de forma radical: a norma criada para servir de padrão, por ser inflexível, tende em ser uma fonte de conflitos com o público, vez que o servidor, no trato dos casos concretos vivenciados na sua rotina diária, sentiria dificuldade — diante da norma imutável — em tentar resolver de forma não padronizada — uma situação peculiar (Fernando, 2006, p.84). Depreende-se, portanto, que a administração burocrática ainda permeia o serviço público, o que reflete na perfomance do servidor público, o qual, em muitos casos, mantém-se engessado nessa estrutura. No tocante ao servidor público, e tendo em vista o tema do presente trabalho, torna-se relevante analisar os processos de gestão de pessoas na administração pública, desde o suprimento, aplicação, manutenção, desenvolvimento e avaliação do pessoal. Quanto ao acesso ao serviço público, ressalta-se que a Constituição de 1934, em seu art. 168, preconiza que os “cargos públicos são acessíveis a todos os brasileiros, sem distinção de sexo ou estado civil, observadas as condições que a lei estatuir”, reforçando a igualdade de condições para a admissão aos cargos públicos. Ademais, há que se ressaltar o marco dessa Constituição frente ao tema do presente trabalho, ao dispor, em seu art. 170, que "a primeira investidura nos postos de carreira das repartições administrativas, e nos demais que a lei determinar, efetuar-se-á depois de exame de sanidade e concurso de provas ou títulos”. Tem-se, a partir desta disposição, a universalidade de acesso ao serviço público, garantida a todos os brasileiros, o que perdurou nas constituições subseqüentes e se mantém até hoje. Dessa forma, ainda que teoricamente, a admissão ao serviço público passou a ser feita por meio de concurso, cujo conceito pressupõe critérios de impessoalidade e meritocracia, vez que deixa de lado atributos sociais como status, poder e relações pessoais. Assim, após aprovação em concurso e respectiva posse, o servidor efetivo dispõe de vantagens, estabelecidas na Lei nº 8.112, de 1990, e na Constituição CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO Federal de 1988. Dentre elas, destaca-se a estabilidade, garantida àqueles com três anos de efetivo exercício. Em contraposição ao que é vivenciado pelo funcionário da área privada, que vive sob pressão do empregador para atender aos exigentes padrões de desempenho, capacitação, iniciativa etc., pois, caso não corresponda a essas expectativas, poderá ser demitido, o servidor público, apesar de possuir uma série de deveres e proibições, asseverados nos arts. 116 e 117 da Lei nº 8.112, de 1990, “só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa”, conforme disposto no art. 22 da Constituição. Dessa forma, a cultura geral atribuída ao servidor público é que, apesar da severidade imposta pela Carta Magna, ele não é penalizado, tampouco demitido, ainda que haja previsão para tal na legislação. Nesse sentido, Fernando (2006) salienta que os servidores públicos não são punidos por maus desempenhos, nem mesmo por condutas ilícitas. Em geral, mostram-se desestimulados e acomodados, sendo bem menor a busca de resultados, principalmente pela garantia do emprego e do salário. Diante desse contexto, o servidor público não se vê desafiado pelo mercado, o qual não contempla a visão de concorrência típica, nem mesmo pela Administração, tornando-o, de certa forma, conformado, acomodado, desestimulado. Seu desempenho, apesar de avaliado, nos moldes do art. 20 da Constituição, parece muito aquém de seu potencial. À vista disso, essa avaliação não deve se basear somente em mero cumprimento de dispositivo legal, mas em uma ferramenta para profissionalização do serviço público e melhores resultados, obtidos por meio de um quadro funcional consciente de seu papel, capacitado, motivado, satisfeito. 7. METODOLOGIA 7.1 Delimitação A pesquisa será voltada à identificação dos elementos da gestão de pessoas que impactam no desempenho do servidor do Departamento de Material e Patrimônio – DEMAP. Este departamento foi escolhido devido à proximidade da pesquisadora, por trabalhar nesse órgão e, portanto, possuir maior facilidade de acesso às informações. À vista do objetivo proposto, e considerando a revisão da literatura e CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO pesquisas documentais, serão aplicados questionários com os servidores efetivos do Departamento de Material e Patrimônio, de modo a coletar opiniões quanto aos elementos de gestão de pessoas existentes. Os dados obtidos, após tabulados, serão analisados e categorizados, a partir do cruzamento e correlação entre as variáveis. 7.2 Fontes A pesquisa será aplicada com os servidores efetivos do Departamento de Material e Patrimônio, 114 (cento e catorze) no total, divididos entre as Coordenações de Almoxarifado, Compras, Contratos e Patrimônio, além da Secretaria-Executiva da Comissão Permanente de Licitação e o Serviço de Administração. Ressalte-se que esse universo foi selecionado tendo em vista a heterogeneidade do grupo, que contempla servidores de diferentes cargos, funções comissionadas e atribuições. Pretende-se, após a coleta dos dados, efetuar o cruzamento dessas informações com vistas a identificar possíveis relações entre elas no tocante à sua relação com o desempenho dos servidores. 7.3 Instrumento de pesquisa A coleta de dados dar-se-á por meio da aplicação de questionário, composto por escalas sociais do tipo Likert. Dessa forma, pretende-se analisar as atitudes e opiniões dos respondentes a respeito das variáveis que serão analisadas isolada e coletivamente. Esta técnica foi escolhida por propiciar a consolidação dos resultados e posterior análise estatística quanto à correlação das variáveis estudadas. Ademais, abrangerá um maior número de pesquisados, o que se torna primordial tendo em vista que o objeto de estudo considera a percepção geral dos servidores efetivos do DEMAP. 7.4 Procedimentos Com base na revisão bibliográfica, elaborar-se-á um questionário, que, após redigido, passará por um pré-teste, a ser aplicado com uma pequena amostra no período de 16 a 31 de dezembro de 2010, para fins de validação do instrumento. No período de 1º de janeiro a 20 de fevereiro de 2011, a pesquisa será aplicada junto aos servidores efetivos do DEMAP, com o objetivo de identificar os CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO elementos que impactam no desempenho deles. Os dados serão posteriormente tabulados, analisados e interpretados, de forma a alcançar conclusões em relação aos objetivos propostos. 8. CRONOGRAMA Out. 16 a 31 x x 1a 15 Revisão da bibliografia Elaboração do instrumento de pesquisa Validação da pesquisa Aplicação da pesquisa Tabulação Análise e interpretação Redação do trabalho final Nov. 1a 15 16 a 30 x x Dez. Jan. 16 1 1 16 a a a a 31 15 31 15 x Fev. 1 16 a a 15 28 Mar. Abr. 16 a 30 1a 15 16 a 31 1a 15 x x x x Maio 1 a 16 a 15 31 Jun. 1a 15 16 a 30 x x x x x x x x x x x x x Entrega do trabalho 9. BIBLIOGRAFIA ALMEIDA, D.; PAMPLONA, W.; ROSA, E. Parâmetros de desempenho e os elementos de competitividade competitividade. dade Piracicaba, SP, out. 1996. Disponível em: <http://www.iepg.unifei.edu.br/edson/download/Artelemen.pdf> Acesso em: 30 jul. 2010. ARAGÃO, C. Burocracia, eficiência e modelos de gestão pública: um ensaio. Revista do Serviço Público. Brasília, ano 54, n. 1, p. 47-61, jan./mar. 2003. Disponível em: <http://www.enap.gov.br/index.php?option=com_docman&task=cat_view&gid=8 40&Itemid=129>. Acesso em: 30 jul. 2010. AZEVEDO, C.; LOUREIRO, M. Carreiras públicas em uma ordem democrática: entre os modelos burocrático e gerencial. Revista do Serviço Público. Brasília, ano 47, v. 120, n. 3, p. 58-102, set./dez. 1996. Disponível em: <http://www.bresserpereira.org.br/Documents/MARE/Terceiros-Papers/03Bueno,C%20e%20Loureiro,M.pdf>. Acesso em: 15 ago. 2010. BARBOSA, L. Meritocracia à brasileira: o que é desempenho no Brasil? Revista do Serviço Público. Brasília, ano 47, v. 120, n. 3, p. 58-102, set./dez. 1996. Disponível em:<http://www.bresserpereira.org.br/Documents/MARE/TerceirosPapers/96-Barbosa,L%C3%ADvia47(3).pdf>. Acesso em: 20 jul. 2010. CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO BEHN, R. O novo paradigma da gestão pública e a busca da accountability democrática. Revista do Serviço Público. Brasília, ano 49, n. 4, p. 5-44, out./dez. 1998. Disponível em: <http://www.enap.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_view&gid= 2712>. Acesso em: 25 jul. 2010. BERNARDI, M.; GUIMARÃES, T. Empreendedores públicos: uma experiência de gestão estratégica de pessoas na administração pública do governo do estado de Minas Gerais. In: Congreso Internacional del CLAD sobre la Reforma del Estado y de la Administración Pública, 13., Buenos Aires, Argentina, 2008. Anais... Buenos Aires: Centro Latinoamericano de Administración para el Desarollo, 2008. Disponível em: <http://www.planejamento.gov.br/hotsites/seges/clad/documentos/bernardi.pdf >. Acesso em: 20 jul. 2010. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasil Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm>. Acesso em: 10 jul. 2010. BRASIL. Constituição (1934). Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil. Brasil Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao34.htm>. Acesso em: 10 jul. 2010. BRASIL. Lei nº 8.112, 8.112 de 11 de dezembro de 1990. Dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8112cons.htm>. Acesso em: 10 jul. 2010. BRESSER-PEREIRA, L. A reforma gerencial do Estado de 1995. Revista de Administração. Administração. Rio de Janeiro, v. 34, n. 4, p. 7-26, jul./ago. 2000. Disponível em: <http://www.bresserpereira.org.br/papers/2000/81RefGerenc1995-INA.pdf>. Acesso em: 15 jul. 2010. CARBONE, P. Cultura organizacional do setor público brasileiro: desenvolvimento de uma metodologia de gerenciamento da cultura. Revista de Administração CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO Pública, Pública v. 34, n. 2, 2000. CHIAVENATO, I. Administração nos novos tempos. tempos Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. CHIAVENATO, I. Gerenciando com as pessoas: pessoas transformando o executivo em um excelente gestor de pessoas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS MUNICÍPIOS. Nova Administração Pública: Pública Gestão Municipal e Tendências Contemporâneas. Brasília: CNM, 2008. Disponível em: <http://www.amcg.org.br/uploads/files/06NovaAdministracaoPublica.pdf >. Acesso em: 15 jul. 2010 CRUZ, R. Carreiras burocráticas e meritocracia: o impacto do ingresso de novos servidores na última década sobre a dinâmica do preenchimento dos cargos em comissão no Governo Federal Brasileiro. In: Congresso Consad de Gestão Pública, 2., 2009, Brasília. Anais... Brasília: Conselho Nacional de Secretários de Estado de Administração, 2009. Disponível em: <www.seplag.rs.gov.br/download.asp?nomeArq=Painel_59_Rachel_Cruz_formata do.pdf>. Acesso em: 20 jul. 2010. FERNANDO, V. S. O perfil do servidor público na sociedade moderna. Revista Esmafe: Esmafe Escola de Magistratura Federal da 5ª Região, Recife, n. 10, p. 75-105, dez. 2006. Disponível em: <http://bdjur.stj.jus.br/dspace/handle/2011/27248>. Acesso em: 10 set. 2010. GAEBLER, T.; OSBORNE, D. Reinventando o governo: governo como o espírito empreendedor está transformando o setor público. Brasília: MH Comunicação, 1994. HALVORSEN, T.; HAUKNES, J.; MILES, I,; ROSTE, R. On the differences between public and private sector innovations. Publin report, report NIFU STEP, Oslo, n. 09, 2005. Disponível em: <http://www.step.no/publin/reports/d9differences.pdf>. Acesso em 25 set. 2010. HELAL, D. O papel da educação na sociedade e organizações modernas: criticando a meritocracia. Revista Eletrônica de Administração. Administração Rio Grande do Sul, ed. 56, v. 13, n. 2, maio/ago. 2007. Disponível em: <http://www.seer.ufrgs.br/index.php/read/article/viewFile/14465/8384>. Acesso em: 02 ago. 2010. CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO LAZZARI, F.; VERRUCK, F.; BAMPI, R.; DORIN, E. Dimensões do clima organizacional: um estudo aplicado em uma empresa prestadora de serviços. In: EnANPAD, 33., São Paulo, set. 2009. Anais... São Paulo, Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, 2009. Disponível em: <http://www.anpad.org.br/evento.php?acao=trabalho&cod_edicao_subsecao=50 6&cod_evento_edicao=45&cod_edicao_trabalho=10982>. Acesso em: 10 set. 2010. LINS, J.; COLPO, O. Gestão de pessoas e transformação no setor público. In: LINKS, J.; MIROM, P. (Coords.). Gestão pública: pública melhores práticas, p. 211-220. São Paulo: Quartier Latin, 2009. LOPES JUNIOR, F. A meritocracia possível. Sociedade e Estado, Estado Brasília, v. 21, n. 3, p. 773-779, set./dez. 2006. Disponível em: <www.scielo.br/pdf/se/v21n3/a11v21n3.pdf>. Acesso em: 15 jul. 2010. MACHADO, G. Reinventando o estado: uma reflexão sobre as idéias de Osborne. In: Fundação Luiz Eduardo Magalhães. A gestão pública: pública desafios e perspectivas. Salvador: FLEM, 2001. MACEDO, K. B.; PIRES, J. C. Cultura organizacional em organizações públicas no Brasil. Revista de Administração Pública, Pública Rio de Janeiro, v. 40, n. 1, p. 81-105, 2006. MALIK, A. M. Gestão de recursos humanos. humanos São Paulo: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, v. 9, 1998. Disponível em: <http://www.scribd.com/doc/10055898/RH-Saude-Cidadania-Volume09>. Acesso em: 26 ago. 2010 MARTINS, G. A.; THEÓPHILO, C. R. Metodologia da investigação para ciências sociais aplicadas. aplicadas São Paulo: Atlas, 2007. MEDEIROS, P. H.; GUIMARÃES, T. A.. Mudança, inovação e aprendizagem em organizações no contexto da administração pública. In: Asamblea Anual CLADEA, 2003, Lima. Anais... Anais Peru, 2003. MORAES, G. Meritocracia no serviço público. Revista Brasileira de Inteligência. Brasília: Abin, v. 2, n. 3, set. 2006. Disponível em: CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO <http://www.abin.gov.br/modules/mastop_publish/files/files_461cd3363caf1.pd f>. Acesso em: 2 ago. 2010. MORAES, L. F. R.; OLIVEIRA, N.. Clima organizacional: discussões metodológicas sobre a implantação de uma pesquisa no Banco do Brasil S.A.. In: EnANPAD, 23., Foz do Iguaçu, set. 1999. Anais... Porto Alegre, Associação Nacional de PósGraduação e Pesquisa em Administração, 1999. Disponível em: <http://www.anpad.org.br/evento.php?acao=trabalho&cod_edicao_subsecao=52 &cod_evento_edicao=3&cod_edicao_trabalho=3426>. Acesso em: 15 set. 2010 NOGUEIRA, J.; OLIVEIRA, L.; PINTO, F. A Meritocracia no Setor Público: uma análise do Plano de Cargos e Carreiras do Poder Judiciário cearense. In: Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, 31., Rio de Janeiro, 2007. Anais... Rio de Janeiro, Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, 2007. Disponível em: <http://www.anpad.org.br/evento.php?acao=trabalho&cod_edicao_subsecao=28 0&cod_evento_edicao=33&cod_edicao_trabalho=7020>. Acesso em: 24. jul. 2010. NOGUEIRA, R.; SANTANA, J. Gestão de recursos humanos e reformas do setor público: tendências e pressupostos de uma nova abordagem. In: Workshop on Global Health Workforce Strategy, Annecy, França, 2000. Anais... Organização Mundial da Saúde, 2000. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2000. ODELIUS, C.; SANTOS, P. Avaliação de desempenho individual no contexto da Administração Pública Federal Direta: Aspectos determinantes de sua de efetividade. In: EnANPAD, 30., Salvador, set. 2006. Anais... Rio de Janeiro, Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, 2006. Disponível em: <http://www.anpad.org.br/enanpad/2006/dwn/enanpad2006gpra-1857.pdf >. Acesso em: 24 jul. 2010. PACHECO, R. Mudanças no perfil dos dirigentes públicos no Brasil e desenvolvimento de competências de direção. In: Congreso Internacional del CLAD sobre la Reforma del Estado y de la Administración Pública, 7., Lisboa, Portugal, 2002. Anais... Brasília, Escola Nacional de Administração Pública, 2002. Disponível em: <http://unpan1.un.org/intradoc/groups/public/documents/CLAD/clad0043904. pdf >. Acesso em: 15. jul. 2010 CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO PAULA, A. Administração Pública Brasileira entre o gerencialismo e a gestão social. Revista de Administração de Empresas. São Paulo, v. 45, n. 1, jan./mar. 2005. Disponível em: <www.uece.br/cev/index.php/arquivos/doc_download/66texto2>. Acesso em: 30 jul. 2010 PIRES, J.; MACEDO, K. Cultura organizacional em organizações públicas no Brasil. Revista de Administração Pública. Rio de Janeiro, v. 40, n. 1, p. 81-104, jan./fev. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rap/v40n1/v40n1a05.pdf>. Acesso em: 31 jul. 2010. PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Secretaria de Assuntos Estratégicos. Agenda Nacional de Gestão Pública: Próximos Passos. Brasília, 2009. 24 p. Disponível em: <http://www.law.harvard.edu/faculty/unger/portuguese/pdfs/08b_Gestao_Public a_Proximos_pa1.pdf >. Acesso em: 15 jul. 2010 ROBBINS, S. P. Comportamento Organizacional. Organizacional 8. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1999. RUA, M. Desafios da administração pública brasileira: governança, autonomia, neutralidade. Revista do Serviço Público. Brasília, ano 48, n. 3, p. 133-152, set./dez. 1997. Disponível em: <http://www.bresserpereira.org.br/Documents/MARE/Terceiros-Papers/97Rua,MdasGra%C3%A7as48(3).pdf>. Acesso em: 31 jul. 2010. SANTANA, M. A Administração Pública e seus Modelos: também modismos? Conjuntura e Planejamento, Planejamento Salvador: SEI, n. 134, p.38-47, jul. 2005. Disponível em: <www.frb.br/ciente/2005.2/ADM/ADM.MERCEJANE.F3.pdf > Acesso em: 15 jul. 2010. SARAIVA, L. Cultura organizacional em ambiente burocrático. Revista de Administração Contemporânea. Curitiba, v.6, n.1, p. 187-202, jan./abr. 2002. Disponível em: <http://www.anpad.org.br/rac/vol_06/dwn/rac-v6-n1-las.pdf>. Acesso em: 20 jul. 2010. SCHEIN, E. Cultura Organizacional e Liderança. Liderança São Paulo: Atlas, 2009, p. 1-55. SCHWELLA, E. Inovação no governo e no setor público: desafios e implicações para a liderança. Revista Revista do Serviço Público. Brasília, v. 56, n. 3, p. 133-152, jul./set. 2005. Disponível em: CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO <http://www.enap.gov.br/index.php?option=com_docman&task=cat_view&gid=8 49&Itemid=129>. Acesso em: 15 jul. 2010. SECCHI, L. Modelos organizacionais e reformas da administração pública. Revista de Administração Pública. Rio de Janeiro, v. 43, n. 2, p. 347-369, mar./abr. 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rap/v43n2/v43n2a04.pdf >. Acesso em: 20 jul. 2010. SOARES, A.; CONCEIÇÃO, J.; FARIAS FILHO, M. As mudanças na Administração Pública no contexto de reformas institucionais dos Estados Nacionais: a experiência do Estado do Pará (1991- 2002). Adcontar, Adcontar Belém, v. 5, n.1. p. 15-34, jun. 2004. Disponível em: <http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/pdf/artigos_revistas/252.pdf > Acesso em: 24 jul. 2010. VERGARA, S. C. Métodos de pesquisa em administração. administração São Paulo: Atlas, 2008. VELOSO, E. F. R.; NAKATA, L. E.; FISCHER, A. L.; DUTRA, J. S. Pesquisas de clima organizacional: o uso de categorias na construção metodológica e análise de resultados. In: EnANPAD, 31., Rio de Janeiro, set. 2007. Anais... Rio de Janeiro, Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, 2007. Disponível em: <http://www.anpad.org.br/evento.php?acao=trabalho&cod_edicao_subsecao=28 0&cod_evento_edicao=33&cod_edicao_trabalho=7535>. Acesso em: 10 set. 2010. VILLARDI, B. Q.; NARDUCCI, V.; DUBEUX, V. Desenvolvimento qualitativo e quantitativo de uma ferramenta para o diagnóstico de clima organizacional que subsidie programas motivacionais no Poder Judiciário: os traços culturais de um Tribunal Regional. In: EnANPAD, 31., Rio de Janeiro, set. 2007. Anais... Rio de Janeiro, Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, 2007. Disponível em: <http://www.anpad.org.br/evento.php?acao=trabalho&cod_edicao_subsecao=28 0&cod_evento_edicao=33&cod_edicao_trabalho=7021>. Acesso em: 15 set. 2010. CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO