info
TRIMESTRAL | JAN.FEV.MAR. 2006 • Nº 7 • €2
Magazine de informação
da Ordem dos Engenheiros
REGIÃO NORTE
Secil de Engenharia Civil
vai para Rui Furtado
info
editorial
índice
48
13 16
25 26
28 29
30 31
Noticias
Destaque
Gerardo Saraiva de Menezes
Presidente do Conselho
Directivo da Região Norte
O prémio Secil de Engenharia Civil 2005, que é o destaque deste
número da INFO, é um dos vários prémios que têm vindo a
distinguir alguns engenheiros da região Norte.
Estes prémios são a expressão do reconhecimento, nacional e
internacional, do mérito e da excelência dos engenheiros que, na
nossa região, investigam, ensinam, projectam ou implementam
soluções de Engenharia orientadas à satisfação das necessidades
da comunidade.
Haverá, pois, que potenciar estes eventos, utilizando-os como
veículos privilegiados de divulgação da boa qualidade da
Engenharia que aqui se desenvolve.
A excelência do desempenho destes engenheiros deve impor ao
Estado e à Ordem uma séria reflexão sobre a intervenção que lhes
cabe ter na promoção das boas práticas de Engenharia.
Do Estado seria legítimo esperarmos equilíbrio e parcimónia no
licenciamento de escolas de Engenharia, eventualmente coragem
para impor a reorganização da oferta existente, exigência na
qualificação profissional dos seus Quadros Técnicos, rigor e justiça
na contratação dos serviços de Engenharia e atenção na definição
do enquadramento legal do exercício da actividade.
Da Ordem dos Engenheiros esperar-se-á atenção permanente à
evolução do mercado, participação activa no debate associado à
definição do enquadramento legal do exercício da actividade,
intervenção atenta em matéria de deontologia e disciplina e a
promoção e divulgação de um serviço de qualificação profissional
eficiente e justo, assente em regras claras e conhecidas de todos,
capaz de ser reconhecido pelo mercado como elemento
diferenciador do potencial de intervenção de cada um. Incorporar
no sistema os colegas que mais se distinguem no exercício da sua
profissão seria, com certeza, a forma mais célere de dar a
visibilidade necessária ao sistema.
Num momento em que estamos ainda longe de alcançar os
desideratos referidos, o mérito dos colegas galardoados tem
redobrado valor, devendo por isso ser-lhes reconhecido.
Entrevista
Vida Associativa
Disciplina
Perfil Jovem
Parecer
Engenharia no Mundo
Lazer
Agenda
4
13
16
Ficha Técnica
Propriedade: Ordem dos Engenheiros – Região Norte.
Director: Luís Ramos ([email protected].).
Conselho Editorial: Gerardo Saraiva de Menezes, Luís Leite Ramos, Fernando
Almeida Santos, Maria Teresa Ponce Leão, António Machado e Moura, Joaquim
Ferreira Guedes, José Alberto Gonçalves, Aristides Guedes Coelho, Hipólito Campos
de Sousa, José Ribeiro Pinto, Francisco Antunes Malcata, António Fontainhas
Fernandes, João da Gama Amaral, Carlos Vaz Ribeiro, Fernando Junqueira Martins,
Luís Martins Marinheiro, Eduardo Paiva Rodrigues, Paulo Pinto Rodrigues, António
Rodrigues da Cruz, Maria da Conceição Baixinho.
Redacção: Ana Ferreira (edição), Liliana Marques, Natércia Ribeiro e Sónia Resende.
Paginação: Paulo Raimundo.
Grafismo, Pré-impressão e Impressão: QuidNovi.
Praceta D. Nuno Álvares Pereira, 20 4º DQ – 4450-218 Matosinhos. Tel.229388155.
www.quidnovi.pt. [email protected]
Publicação trimestral: Jan/Fev/Março – n.º 7/2006. Preço: 2,00 euros. Tiragem: 12
500 exemplares. ICS: 113324. Depósito legal: 29 299/89.
Contactos Ordem dos Engenheiros – Região Norte
Jorge Basílio, secretário-geral da Ordem dos Engenheiros – Região Norte
Sede: Rua Rodrigues Sampaio, 123 – 4000-425 Porto.
Tel. 222 071 300. Fax.222002876. http://norte.ordemdosengenheiros.pt
Delegação de Braga: Largo de S. Paulo, 13 – 4700-042 Braga.
Tel. 253269080. Fax. 253269114.
Delegação de Bragança: Av. Sá Carneiro, 155/1º/Fracção AL. Edifício Celas
– 5300-252 Bragança. Tel. 273333808.
Delegação de Viana do Castelo: Av. Luís de Camões, 28/1º/sala 1
– 4900-473 Viana do Castelo. Tel. 258823522.
Delegação de Vila Real: Av. 1º de Maio, 74/1º dir.
– 5000-651 Vila Real. Tel. 259378473.
Página 4
NOTÍCIAS
Saúde no ISEP
info
“Informática Aplicada à Saúde” foi o
tema da conferência realizada no dia
23 de Novembro de 2005, no
Departamento de Engenharia
Informática do Instituto Superior de
Engenharia do Porto (ISEP).
A iniciativa contou com profissionais
provenientes de várias áreas e
instituições. Rui Gomes, director de
Informática e Sistemas no Hospital
São Sebastião, explicou que são cada
Por sua vez, Carlos Ribeiro,
coordenador do Gabinete de
Informática da Administração
Regional de Saúde do Norte, deu a
conhecer números do sector da Saúde
no Norte de Portugal. Segundo esses
dados, a cidade do Porto é de todas a
mais bem servida em número de
médicos, apresentando 3,1 clínicos
por 1000 habitantes. O distrito de
Vila Real é o que apresenta resultados
mais carenciados: 1,6 médicos por
1000 habitantes. Contudo, Carlos
vez mais os profissionais requisitados
para trabalhar ao nível da
informatização. Altamiro da Costa
Pereira, director do Serviço de
Bioestatística e Informática Médica da
FMUP, apesar de encontrar
desvantagens no uso de sistemas
informáticos, considera que nestes
meios “há um fácil acesso à
informação, o que facilita bastante o
trabalho dos médicos”.
Ribeiro afirmou que os meios mais
desfavorecidos começam a ser
compensados através da
telemedicina.
António Costa, do Departamento de
Engenharia Informática do ISEP,
marcou o final da conferência, dando a
conhecer a criação de uma pósgraduação em Informática Aplicada à
Saúde. O curso, numa fase inicial, terá
15 vagas e será leccionado no ISEP.
Sessão de
encerramento do 20º
aniversário do INESC
no Porto
Daniel Bessa e Pedro Guedes de
Oliveira foram os convidados da
sessão de encerramento das
comemorações dos 20 anos de
actividade do INESC no Porto, as
quais tiveram lugar no dia 16 de
Dezembro de 2005.
No discurso de abertura, o presidente
do INESC Porto, José Manuel
Mendonça, manifestou o seu
contentamento com o progresso do
Instituto nos seus 20 anos de
actividade no Porto: "Estas duas
décadas foram marcadas por uma
atitude de inovação, abertura ao
exterior e uma demonstração da
competência e da capacidade de
intervenção na sociedade de um certo
modelo de organização da relação
Universidade-empresa. O modelo
INESC, sim, mas, sem quaisquer
complexos, um modelo INESC ‘à
moda do Porto’".
O professor Pedro Guedes de
Oliveira, que foi presidente do INESC
Porto desde a sua fundação até Julho
de 2005, e o economista Daniel Bessa
abordaram o papel que o INESC Porto
desempenha no relacionamento da
Universidade com o tecido económico
e com as instituições, projectando os
desafios para os próximos anos.
Pedro Guedes de Oliveira esclareceu
que encarava a sessão não como o
encerramento dos 20 anos do INESC
Porto, mas como a abertura da
terceira década. “Em certa medida
temos de nos reinventar para
continuarmos a poder ser uma
alavanca de mudança, atraindo e
motivando os universitários, voltando
info
Assim, todos os engenheiros inscritos na
OE portuguesa passam a poder
inscrever-se directamente na associação
de Moçambique, através de uma
declaração da entidade portuguesa, sem
terem de se submeter aos critérios de
admissão à Ordem local.
Mariano Gago
no INESC Porto
a pressionar para que a universidade
compreenda as ameaças que vai
enfrentar e, perante elas, se inquiete,
se movimente e se transforme”,
alertou o ex-presidente do INESC
Porto.
Depois das palestras teve lugar um
momento musical, a cargo do grupo
Camerata Senza Misura e
Convidados, que homenageou Pedro
Guedes de Oliveira com a peça
"Passacaglia Intrinsecamente
Mutante", da autoria de Carlos
Guedes. Visivelmente emocionado, o
professor recebeu a partitura das
mãos do próprio compositor.
Engenheiros
portugueses vão poder
exercer profissão
em Moçambique
Os engenheiros portugueses vão
poder exercer mais facilmente a sua
actividade profissional em
Moçambique, em resultado de um
acordo estabelecido entre a Ordem
dos Engenheiros (OE) portuguesa e a
sua congénere daquele país.
No âmbito da Semana da Ciência e
Tecnologia, Mariano Gago, ministro
da Ciência, Tecnologia e Ensino
Superior, visitou, no dia 23 de
Novembro de 2005, o Instituto de
Engenharia de Sistemas e
Computadores do Porto (INESC).
Presente pela primeira vez nas novas
instalações do INESC Porto, no
campus da Faculdade de Engenharia
do Porto, o ministro visitou todos os
NOTÍCIAS
Página 5
departamentos e ouviu atentamente
explicações acerca dos projectos
desenvolvidos.
Segundo as palavras de Mariano
Gago, o INESC, que comemora 20
anos de actividade no Porto, "é uma
grande instituição de investigação
nacional, uma referência na sua área.
É assim desde há muitos anos e hoje
especializou-se, diversificou-se e
internacionalizou-se. A
internacionalização do INESC Porto
talvez seja, nos últimos anos, uma
das suas características
fundamentais".
No fim da visita, numa sessão exposta
em inglês, o ministro dedicou alguns
minutos a ouvir os estudantes de pósgraduação da instituição, oriundos de
vários países, que falaram dos
obstáculos que tiveram de enfrentar
para a obtenção ou renovação de vistos
junto das embaixadas para poderem
trabalhar e estudar em Portugal.
Página 6
NOTÍCIAS
Novos membros
da Academia
da Engenharia
No dia 13 de Dezembro de 2005, a
Academia da Engenharia comemorou,
no Centro Cultural de Belém, o seu
décimo aniversário. Na cerimónia
foram admitidos novos membros.
António Carmona Rodrigues,
presidente da Câmara Municipal de
Lisboa, Carlos Alberto de Brito Pina,
vice-presidente do Laboratório
Nacional de Engenharia Civil (LNEC),
Carlos Pimenta, professor catedrático
da Faculdade de Economia do Porto,
João Bento, administrador da Brisa,
Mariano Gago, ministro da Ciência,
Tecnologia e Ensino Superior, Luís
António Aires Barros, coordenador
científico da Universidade Técnica de
Lisboa, e Natércia Rego Cabral,
presidente do Conselho Superior de
Obras Públicas e Transportes, são
alguns dos novos membros.
IMOPPI reforça
segurança dos alvarás
O Instituto dos Mercados de Obras
Públicas e Particulares do Imobiliário
(IMOPPI) começou a emitir, desde
Janeiro, os alvarás de construção com
novas características tipográficas que
incorporam elementos adicionais de
segurança.
Os novos formulários serão
elaborados pela Imprensa Nacional –
Casa da Moeda, assegurando todas as
garantias de segurança e fiabilidade.
O procedimento de emissão e envio
de alvarás também sofre alterações,
passando os dados destinados à
personalização de cada alvará a ser
enviados por via electrónica para a
info
INCM. As comunicações de dados
para a impressão dos alvarás
realizam-se através de uma ligação
segura (VPN - Virtual Private
Network), criada entre as duas
entidades.
Novos materiais
de construção
A manutenção de temperaturas
constantes e a poupança de energia
são algumas das vantagens da nova
tecnologia desenvolvida em parceria
pela Micropolis e pela Universidade
do Minho.
O desenvolvimento de cápsulas
microscópicas com a capacidade de
se agarrarem aos tecidos para que
estes fiquem impermeáveis à
temperatura está na origem do
processo agora aplicado aos materiais
de construção.
Os Phase Change Materials (PCM)
têm a capacidade de absorver ou
libertar grandes quantidades de
energia de acordo com o seu estado
físico. A equipa de investigadores
conseguiu que as micropcm,
utilizadas em argamassa de gesso,
alcançassem uma consistência
adequada.
De momento, os efeitos térmicos
continuam a ser testados neste
projecto piloto.
Inquérito nacional
A Ordem dos Engenheiros (OE) levou
a cabo,entre Abril e Setembro de
2005, um inquérito nacional que teve
como objectivo determinar o perfil
dos seus membros e das suas
necessidades. A maior percentagem
dos inquiridos reside na região de
Lisboa (44,1%), tem entre 40 e 49
anos (30,3%), apenas possui
licenciatura (77,3%) e está ligada à
construção civil (32,5%).
Um dos pontos a ter em atenção é a
baixa percentagem de desemprego
entre os associados deste organismo,
com 1,5%, enquanto que com 70,1%
situa-se o trabalhador por conta de
outrem no sector privado e com
28,1% o trabalhador por conta de
outrem no sector público.
15,4% dos inquiridos têm como
principal área de actividade o
projecto, logo a seguir, com 14%, a
administração ou gestão. Quanto ao
exercício de segundas actividades a
maior percentagem é de respostas
não dadas e 21,2% referem a área de
projecto.
Outros dados a ter em consideração
são os valores relacionados com a
importância de ser membro desta
associação (5,9 numa escala de 1 a
10, em que 1 significa “nada
importante” e 10 “muito
importante”), sendo que o motivo
com quase maioria da percentagem
foi a imposição profissional (49,2%).
A OE irá publicar em livro os
resultados deste inquérito.
Página 8
DESTAQUE
info
Estádio Municipal de Braga
Um estádio de emoções
Uma pedreira deu lugar em Braga a um dos estádios
construídos para receber em Portugal o Campeonato da
Europa de Futebol em 2004. Para a maioria dos
portugueses é considerado como o mais inovador e mais
bonito dos estádios. A Secil foi mais longe e considerou o
projecto da autoria do arquitecto Souto Moura a melhor
obra arquitectónica do ano de 2004. No ano seguinte,
distinguiu o projecto de estrutura do engenheiro Rui
Furtado, que coordenou a equipa da AFAconsult, com o
Prémio Secil Engenharia Civil. Pela primeira vez, a mesma
obra foi contemplada com as duas categorias do prémio
bienal Secil, o que traduz a sua imponência em
comparação com outros estádios e obras em geral
construídas nos dois últimos anos em Portugal.
Trinta mil lugares, mais de 50 mil horas de trabalho e 15
Para Rui Furtado (à direita), Carlos Quinaz (ao centro)
e Renato Bastos (à esquerda) o Estádio Municipal de
Braga é, até agora, a construção das suas vidas.
milhões de euros de construção são alguns números que
retratam a grande dimensão do Estádio Municipal de
Braga. Um projecto que desde o início colocou desafios
constantes aos intervenientes. O primeiro foi “encaixar” o
estádio numa pedreira.
Rui Furtado, Carlos Quinaz, coordenador-geral do processo,
e Renato Bastos, responsável pela acompanhamento da
cobertura, em entrevista, falaram do projecto, das
alterações, das maiores dificuldades e tentaram identificar
qual foi o maior desafio da construção. A este encontro
apenas faltaram dois intervenientes que também
info
DESTAQUE
Página 9
Textos de Ana Ferreira . Fotos de Alfredo Pinto
assumiram um papel muito importante no desenrolar da
obra, Rui Oliveira e Pedro Moás.
O Estádio de Braga “foi um desafio do princípio até ao
fim”, começou por confessar Rui Furtado, explicando que,
“quando o arquitecto Souto Moura teve a ideia do estádio
encravado na montanha, tive inicialmente um raciocínio
muito típico de engenheiro: vamos fazer isto direitinho,
com estudos técnicos. Mas, muito rapidamente, percebi
que não podia ser nada daquilo, porque todo o processo
tinha de ser feito de uma forma completamente diferente
por causa dos prazos e, portanto, logo aí foi preciso ter
um raciocínio de gestão de risco muito concreto. O
primeiro foi que tínhamos de escavar 17 000 metros
cúbicos de saibro e rocha num prazo curto. A empreitada
da escavação tinha de arrancar antes de termos todas as
garantias”.
Carlos Quinaz concorda que, primeiro, o maior desafio foi a
escavação. “Eram números a que não estávamos
habituados, por um lado era preciso rapidez, por outro um
grande cuidado, pois a mínima falha da escavação podia
comprometer as aspirações que se tinham para aquele
espaço”, justifica o engenheiro, que ainda complementa:
“Em determinada fase havia vários projectos de grande
dimensão a decorrer ao mesmo tempo com a obra. Por
exemplo, quando começou a escavação, teve de se lançar
uma empreitada de contenção à posteriori, pois ninguém
suspeitava que viessem a aparecer alguns imprevistos. Se
olhar para as duas grandes paredes laterais do estádio elas
estão todas estabelecidas artificialmente, tendo cabos por
todo o lado. Em simultâneo estava a decorrer o processo de
elevação do estádio, que em boa verdade era um projecto
único”.
Por sua vez, a cobertura foi o grande e o único desafio de
Renato Bastos. Uma empreitada de grau de exigência
máximo, visto ser o elemento mais visível, composto por
cabos “full locked coil” aos pares, afastados 3,75m entre si,
sobre os quais se apoiam duas lajes de betão que cobrem
as duas bancadas do estádio.
“Lembro-me de um episódio no início da cobertura, quando
fiz com o engenheiro Pedro Pacheco os primeiros desenhos
e a primeira conta de merceeiro e de termos ficamos
assustados. A partir de aí foram só facilidades. A primeira
conta é a prior”, recorda o engenheiro.
Antes de pôr as mãos à obra, a equipa sabia que o primeiro
passo a dar era fazer um projecto de uma cobertura única
no mundo, o que de facto foi conseguido não só pelo seu
vão de 202m, mas também pelos cabos serem livres na
zona central.
Para se erguer a cobertura foram realizados ensaios em
túnel de vento, em três países, a quatro escalas diferentes,
nos quais estiveram envolvidas muitas entidades, como
explica Renato Bastos: “É um exemplo de que não se
consegue, apenas recorrendo a computadores, prever e
dimensionar aquele tipo. Temos que voltar aos modelos
físicos, aos ensaios em modelo reduzido de túnel de vento
e estudar o comportamento das peças em modelo reduzido
como se fazia no século XX”.
A seguir à cobertura, a bancada poente foi o elemento mais
complexo, por diversos problemas colocados: montantes
ancorados em rocha e em saibro, funcionamento de
conjunto da estrutura com o solo, compatibilização do
funcionamento estrutural das estruturas com rigidezes
muito distintas e fundações sobre banquetas instáveis. As
dificuldades foram, porém, ultrapassadas com as soluções
que pareceram à equipa ser as mais adequadas.
Como decorreram vários projectos de grande dimensão em
Página 10
DESTAQUE
info
Estádio Municipal de Braga
simultâneo, não se pode apontar um desafio único, mas
sim vários, cujas decisões eram sempre condicionadas. “Na
verdade é um projecto de risco do princípio até ao fim.
Estávamos sempre conscientes que podíamos voltar para
trás”, reconhece Rui Furtado.
Outro factor a destacar na construção do estádio de Braga
foi a relação de cumplicidade entre Engenharia e
Arquitectura que existiu em todas as fases deste processo
de risco e que foi sendo descoberta e aproveitada. “Para
mim, o maior fascínio de todo o processo foi a interligação
fortíssima, que resulta também da sobriedade do arquitecto
Souto Moura do ponto de vista da arquitectura, que,
portanto, toma decisões por sensibilidade”, refere Rui
Furtado, que faz questão de salientar que “tem de haver
uma confiança e uma amizade muito grandes, porque
normalmente os arquitectos mentem aos engenheiros e os
engenheiros mentem aos arquitectos. Todos os riscos
foram compreendidos e assumidos duplamente”. Carlos
Quinaz acrescenta que “qualquer desenho, qualquer
dimensão, qualquer peça foram discutidos com o
arquitecto, o que é um processo pouco habitual”.
“O diferente e o bonito” deste processo, para o coordenador
da equipa da AFAconsult, foi trabalhar como uma verdadeira
equipa, o que é raro hoje em dia. “Aquele projecto teve de
nascer como uma coisa una, e, portanto, a concepção de tudo
o que fazíamos envolvia todas as especialidades, unindo-se
toda a gente.” Os três engenheiros apontam que talvez esse
tenha sido o maior desafio na construção do estádio.
Como reconheceram, foram muitas as dificuldades e as
zangas, mas todos estavam unidos por um objectivo comum:
construir um estádio “com transcendências”, como diz em
tom de graça Rui Furtado. O engenheiro comenta
entusiasticamente que se espantou com a capacidade de
união por parte de todos, salientando que “houve um factor
humano enorme na construção do estádio. Essa parte para
mim é a que difere este projecto dos outros todos. Todos os
projectos têm dificuldade técnicas, maiores ou menores, e
este também tem muitas e diferentes, mas o que lá está não é
resultado de uma competência técnica fantástica, é mais do
que isso. É resultado de um objectivo comum”.
Por todos estes motivos, para o coordenador da equipa da
AFAconsult esta é a obra da sua vida, até ao momento,
tendo-lhe deixado marcas muito profundas. Aguarda agora
um próximo desafio, mas os três engenheiros são
unânimes na afirmação: “Não vai haver um segundo
estádio!”.
info
DESTAQUE
Página 11
Prémio Secil 2005
“A engenharia civil é uma das áreas em que os
portugueses se distinguem, onde a sua contribuição é
relevante para a Humanidade. Tal como a Arquitectura.
Dois domínios que elegemos para desempenhar a parte
que nos cabe nessa tarefa. E que, no momento em que se
assinalam 10 anos sobre a criação do Prémio Secil de
Engenharia Civil, simbolicamente se evidenciam a sua
enorme complementariedade, ao ser corporizada na
mesma obra, o novo Estádio de Braga, a atribuição deste
prémio, depois de ter sido eleita para o Prémio Secil de
Arquitectura em 2004”, salientou o presidente do
Conselho de Administração da Secil, Pedro Queiroz
Pereira, na cerimónia de entrega dos prémios Secil 2005,
realizada no Centro Cultural de Belém, a 11 de Janeiro de
2006.
Este prémio tem como objectivo incentivar e promover o
reconhecimento público da qualidade de obras efectuadas
por portugueses, recorrendo ao cimento, o material que é
o cerne da actividade da Secil.
Artur Ravara, presidente do júri do Prémio Secil
Engenharia, justificou a decisão de atribuição deste
prémio ao Estádio de Braga por se distinguir “pela
diversidade e complexidade dos problemas postos aos
seus autores, em particular no que diz respeito à
cobertura e à bancada poente”. O presidente do júri
acrescentou: “A obra premiada constitui uma solução
relevante, em íntima ligação com a sua expressão
arquitectónica, contribuindo para a prossecução dos seus
principais objectivos – rigor, leveza e simplicidade
formal”.
Em resposta, o coordenador do projecto vencedor, Rui
Furtado, afirmou que os anos da construção do Estádio de
Braga “foram os quatro anos mais intensos da minha
vida. Foi um projecto com risco, rigor e exigência sem
limites. É uma história de paixão e ainda hoje me arrepio
quando o visito. Esta obra tinha, sobretudo, que encantar,
era esse o nosso objectivo”.
Curiosamente, no ano de 2003, o prémio foi entregue à
Região Norte, nas mãos de João Pires da Fonseca, pelo
seu trabalho no Viaduto da Avenida Marginal do Parque
da Cidade do Porto.
Além da Secil promover dois prémios bienais que se
destinam à Arquitectura (nos anos pares) e à Engenharia
Civil (nos anos ímpares), atribui os prémios anuais
Universidades de Arquitectura e de Engenharia Civil.
Este ano o Prémio Secil Universidades 2005 de
Engenharia Civil destinou-se a três trabalhos:
um da Faculdade de Engenharia da Universidade do
Porto, referente a um projecto de execução de um
pavilhão de Verão para a Serpentine Gallery em Londres,
cuja estrutura é executada em madeira lamelada colada;
o segundo do Instituto Superior Técnico, dizendo respeito
a modelação e a análise do comportamento sísmico de
um edifício característico em termos estruturais (tipo
“galioleiro“), no qual se implementa uma solução de
reforço sísmico recorrendo a dissipadores viscosos;
e o terceiro para a Universidade da Beira Interior,
apresentando a análise estrutural da Igreja de NorteDame du Raincy, evidenciando o estudo da cobertura.
“Pude contactar com a qualidade de todos os trabalhos a
concurso, sendo este prémio um estímulo a estes jovens
que vão passar a integrar este mundo pluridisciplinar da
Engenharia. Começam agora uma vida aliciante, mas
cheia de responsabilidades“, afirmou José Manuel Ferreira
Lemos, presidente do júri deste prémio.
A cerimónia de entrega dos prémios Secil contou com a
presença do ministro das Obras Públicas e dos
Transportes, Mário Lino Correia, do “pai” dos prémios
Secil, Mário Valadas, do bastonário da Ordem dos
Engenheiros, Fernando Santo, da presidente da Ordem
dos Arquitectos, Helena Roseta, e do presidente do Júri
Prémio Secil Universidades Arquitectura, Samuel Torres
de Carvalho.
Página 12
DESTAQUE
info
Estádio Municipal de Braga
Engenharia e Arquitectura:
as duas faces da mesma moeda
Este texto é um segundo, é aquilo que agora vejo, passados
dois anos depois da obra.
Escrever deve ser um projecto, não é contar episódios,
emoções, factos; é fixar um “olhar” num sítio – “é obra
própria nossa” (1).
Escrever sobre o Projecto de Engenharia do Estádio não é
falar da gravidade, da anulação dos momentos, da tracção e
da compressão.
Escrever não é falar da “empatia” entre duas disciplinas, a
Arquitectura e a Engenharia, que foram sempre uma só,
mas de um projecto de “vida” e não sobre a vida de um
projecto.
Durante três anos engenheiros e arquitectos propuseram-se
alterar o lugar de uma pedreira, para que aquele sítio, que
era para nós o “mundo” todo, pudesse ficar melhor.
Durante dias e noites, semanas, fins-de-semana,
desenhámos maquetas, viajámos, ensaiámos, confirmámos
e anulou-se a gravidade. Dias e noites trabalhámos à
tracção e à compressão para que esta obra pudesse existir.
Hoje, quando vemos os exercícios de desenho das crianças
nas escolas, representando o Estádio, pensamos que
aquele sítio é mais “lugar” e as pedras que insistem em
mexer-se e teimam em não calar-se ficaram domesticadas.
Como dizia o Poeta (1) “é preciso outorgar a natureza às
nossas violações”. Hoje, com a colaboração da Engenharia,
com aquele betão natural, saído do corte artificial da pedra,
pensamos que aquele mundo ali ficou mais natural – “é
obra própria nossa” (1)
Eduardo Souto Moura, Porto, 16 de Maio de 2005
(1) Herberto Hélder
info
ENTREVISTA
Página 13
Rui Furtado, engenheiro civil
Rui Furtado, o senhor engenheiro civil
O edifício da Sede da Vodafone no Parque das Nações, o
Pavilhão de Portugal na Expo’98, a Casa da Música e vários
projectos internacionais integram o vasto currículo do
engenheiro Rui Furtado, membro associado da AFAconsult,
sediada no Porto. Vários prémios já fazem parte do seu
percurso. Soma-se agora o Secil de Engenharia Civil 2005.
É chegado o momento de passar os olhos pelo estado da
Engenharia Civil em Portugal.
Iniciou carreira, em 1982, como projectista de estruturas.
Quando acabei o curso, fui para a EFANOR, na altura estava a
construir três fábricas. Logo no início, tive a sorte de começar a
trabalhar numa coisa que é muito importante: fazer projecto e
fiscalização ao mesmo tempo. É importantíssimo para o
projecto a experiência da obra. Uma pessoa percebe o que está
a fazer e para que é que aquilo serve. Depois a empresa faliu e
eu e o meu sócio formámos a AFA. Logo começámos com dois
projectos: a Escola Superior de Biotecnologia e o Continente de
Matosinhos. Dentro da empresa fiz um pouco de tudo, a nível
de projecto e de fiscalização.
A partir de então a Engenharia passou a ser uma necessidade?
Convenço-me cada vez mais que podia ter sido qualquer coisa.
Nunca vi na Engenharia uma vocação. Sinto que gosto muito
daquilo que faço, mas que gostaria de qualquer coisa que
fizesse. Perguntaram-me uma vez se gostaria de ter sido
arquitecto e respondi que não. Não porque não goste, pois
fascina-me, mas acima de tudo não sinto ter as características
necessárias. Adoro a Arquitectura vendo-a como engenheiro. A
gestão e a performance das empresas também penso que me
fascina.
Rui Furtado: “Acho que a Engenharia existe para contribuir
para algo que é mais do que a própria Engenharia”
Quais são as suas principais motivações?
Uma das mais importantes motivações é conseguir manter una
esta equipa, que fomos formando ao longo dos anos, e
desenvolver-se permanentemente. É uma das minhas grandes
motivações como pessoa. Acho que temos uma equipa
fantástica, com muito boas características. Do ponto de vista do
projecto, tenho uma perspectiva abrangente: acho que a
Engenharia existe para contribuir para algo que é mais do que a
própria Engenharia. Quando fazemos Engenharia, temos de
pensar para que é que aquilo serve e qual o objectivo da nossa
contribuição. Isto é um pouco a filosofia que tenho
desenvolvido ao longo dos tempos e daí que reconheça na
Arquitectura uma componente muito importante. Isto no
campo dos edifícios, onde tenho mais experiência. Sobre as
pontes também tenho uma perspectiva, que é muito discutida e
polémica e normalmente os engenheiros ficam zangados
comigo. Tem a ver com o facto de que cada um deve fazer o
que sabe fazer. A maior parte do que vemos é feito e desenhado
por engenheiros, mas estes não nasceram necessariamente
para desenhar. Os engenheiros são bons para calcular, para
inventar, mas para o resultado final não serão as pessoas
mais indicadas para fazê-lo. Esta é uma das discussões que
tenho relativamente às pontes. Acho que há génios na
Engenharia, como Edgar Cardoso. Qualquer ponte dele foi
magistralmente desenhada. É melhor do que 90% dos
arquitectos, mas a média dos engenheiros não têm essa
felicidade.
Acho que há lugar para uma colaboração muito interessante
com os arquitectos. Temos, aqui para o Douro, os projectos
das duas novas travessias sobre o rio, em colaboração com o
arquitecto Siza Vieira, nos quais a contribuição dele em
termos de desenho e de integração é absolutamente
fantástica.
Página 14
ENTREVISTA
info
Texto de Ana Ferreira • Fotos de Alfredo Pinto
Está de acordo com a opinião de que se atribui mais
importância à Arquitectura do que à Engenharia?
Isso é uma evidência, mas não me choca nada, porque o
reconhecimento público é das coisas que as pessoas
entendem e a beleza entende-se. Os grandes engenheiros que
são conhecidos não o são devido à sua faceta de engenheiro,
mas pela de arquitecto.
É evidente que os arquitectos mexem muito mais com o nosso
dia-a-dia, sobretudo na cidade. É normal que até os Media se
interessem mais pela Arquitectura. Acho que isso resulta de
uma realidade contra a qual não se pode fazer muito.
Qual é a sua opinião sobre o trabalho dos engenheiros nos
dias de hoje?
O que é facto é que os engenheiros por não serem conhecidos
estão sujeitos a uma pressão, especialmente em termos de
honorários, que a maioria das vezes não lhes permite fazer o
trabalho com a qualidade que todos gostariam. Mas isso
também se nota na Arquitectura. Esse é um aspecto que deve
ser regulamentado, de uma forma mais eficaz, porque as
consequências deste regime são péssimas para a profissão e
para os resultados.
O problema já não se coloca na questão do estímulo. Hoje em
dia, os honorários são tão apertados que as pessoas têm de
fazer aquilo com pouco dinheiro e depressa e “depressa e bem
não há quem”. Esse é um dos grandes problemas que
encontro neste momento em Portugal.
Há outros problemas em relação à profissão de Engenharia em
Portugal: o mercado, a crise económica reflecte-se em mais
consequências na profissão e os desafios que se colocam são
pequenos. Mas, se formos buscar o historial da nossa
profissão, descobrimos que o facto do nosso mercado ser
pequeno, e que esteve parado muito anos, levou a que se
perdesse a tradição de uma classe de grande Engenharia que
existiu há 40 ou 50 anos atrás. Por exemplo, em relação aos
comboios.
Por outro lado, sendo um mercado pequeno e pouco
competitivo, limita-nos muito. A Expo’98 foi uma lufada de ar
fresco. Não só em termos de Engenharia, mas também de
arquitectura, pois permitiu abrir perspectivas que depois foram
sendo desenvolvidas.
Quanto ao Decreto 73/73?
Acho muito importante numa perspectiva cívica e civil. É
preciso realmente atribuir responsabilidades às pessoas. Hoje
em dia há uma série de profissões que não existiam em 1973 e
que têm de ser regulamentadas, mas também acho
importantes muitas outras leis e enquadramentos das
profissões para defesa desta actividade e da sociedade.
Considero que é importante o decreto, mas numa certa altura
tornou-se uma peça de batalha entre a Ordem dos Engenheiros
e a Ordem dos Arquitectos. Se o mercado for maduro, é o
próprio que exige que um projecto seja de um arquitecto.
Outro factor muito importante, é que deve ser definido por lei
a atribuição de responsabilidades a cada interveniente do
processo de construção.
Considera que actualmente a formação curricular académica
coaduna-se com as exigências profissionais?
Não é só um problema da Engenharia. Os programas
curriculares coadunam-se com as necessidades actuais. Acho
que do ponto de vista de conhecimentos técnicos são bastante
bons, mas o problema é de formação de base, da formação
intrínseca das pessoas. Acho que se perdeu por completo, que
existia e que hoje não existe de maneira nenhuma, a
responsabilização e a exigência. As pessoas não estão
habituadas a exigir delas e a serem responsabilizadas e é um
problema geral que vem desde a escola primária. As pessoas
não estão habitadas a viver com a arbitrariedade. A vida nem
sempre é como nós gostamos e temos de saber viver com
isso. Os miúdos não estão habituados a ser contrariados, a
exigir-se deles. Há uma política de facilitismo total. E isso foi
trazido para as faculdades, o que me parece muito mau. Até
porque o mundo que está aí é de uma concorrência global
desenfreada, com gente que está habitada a passar por tudo.
Se os nosso jovens vão tentar concorrer dentro deste
ambiente, não auguro grandes sucessos.
Página 16
VIDA ASSOCIATIVA
Dia Nacional
do Engenheiro
em Bragança
O recanto nordeste transmontano de
Bragança recebeu nos dias 18 e de 19 de
Novembro mais de 250 engenheiros em
comemoração do Dia Nacional do
Engenheiro 2005.
Obedecendo a um esquema de
alternância entre as três regiões do país,
no ano de 2005 coube à Ordem dos
Engenheiros-Região Norte (OERN)
apresentar a proposta de local para
acolher o encontro, a qual foi aceite
pelo Conselho Directivo Nacional
(CDN). Aliás, sabe-se já que a edição do
próximo ano realizar-se-á no Algarve.
Como explicou Gerardo Saraiva de
Menezes, presidente do Conselho
Directivo da Ordem dos Engenheiros Região Norte (CDOERN): “O facto do
Dia Nacional se realizar este ano em
Bragança é resultado de uma proposta
da direcção da OERN. A nossa ideia é
descentralizar as acções da Ordem,
chegar aos sítios mais afastados, onde
as coisas são mais difíceis, as pessoas
têm mais imaginação e mais
capacidade de superação das
dificuldades. Bragança é uma cidade de
referência e um bom exemplo de como
no interior, apesar das dificuldades e
das costas voltadas dos centros de
decisão, se conseguem fazer coisas
bonitas e promover aquilo que é
intrinsecamente nosso”.
Gerardo Saraiva afirmou ainda que o
Dia Nacional – tendo dado início às
comemorações na véspera – , “serve
para distinguir colegas com currículos
mais relevantes e para os mais novos
que apresentam melhores trabalhos nos
estágios. É um dia fundamentalmente
de convívio, embora também tenha
integrada nas comemorações uma
assembleia magna, na qual
info
normalmente se discutem assuntos de
interesse para a Ordem. Os colegas
podem livremente colocar os temas que
entendam.”
A recepção, realizada a 18 de Novembro
de 2005 nos Paços do Concelho, deu
início à programação do Dia Nacional do
Engenheiro. Esta contou com a presença
de Conceição Baixinho, delegada distrital
da OE, e de Jorge Nunes, presidente da
Câmara Municipal de Bragança, os quais
deram as boas-vindas aos engenheiros
com a apresentação de um vídeo sobre
Bragança. Conceição Baixinho considera
que às vezes Bragança parece ser
esquecida por estar distante e que este
encontro “além de contribuir para o
turismo da região, é importante para os
engenheiros aqui sediados porque dá um
sinal de descentralização, um sinal da
importância da nossa região”.
Por sua vez, Jorge Nunes considera que
“é uma atitude positiva com a Ordem a
olhar para o território no seu todo,
percebendo que também tem
engenheiros em Bragança, ao contrário
daquilo que acontece muitas vezes com
o Governo que pensa que Bragança não
faz parte do território nacional. Nesta
perspectiva a Ordem marcou a sua
diferença, estando na capital de distrito
mais afastada de Lisboa. Isso é positivo,
porque permite aos seus associados
conhecerem uma parte do território, que
é a mais bonita do país em termos
ambientais e patrimoniais. Para nós é
uma oportunidade para promover o
território, o conhecimento da economia,
da actividade, da Arquitectura e da
Engenharia desta cidade”.
O presidente reforça a ideia de que “o
Governo esqueceu-se de Bragança há
décadas. Esta é uma boa forma de
conhecer Bragança. Uma parte dos
participantes no encontro não conhece
Bragança e seguramente vai ficar
impressionada pela positiva
relativamente a esta parte do país. E,
com esse melhor conhecimento,
também podem ajudar a influenciar a
nível político. Temos consciência de que
as grandes decisões também se fazem
com o pequeno trabalho, como um
trabalho de formigas”.
Após a cerimónia na Câmara Municipal
de Bragança, as actividades integraram
info
a inauguração da exposição fotográfica
“100 obras de engenharia civil no
século XX em Portugal” no Centro
Cultural Municipal e uma sessão-debate
sob o tema “O papel dos engenheiros
na gestão municipal” realizada à noite
no Hotel Turismo São Lázaro.
Jorge Nunes e Leitão Borges, ambos
engenheiros e presidentes das câmaras
de Bragança e Resende,
respectivamente, e o engenheiro
Joaquim Poças Martins, docente da
Faculdade de Engenharia da
Universidade do Porto, foram os
palestrantes dessa sessão, que foi
moderada pelo engenheiro Hipólito de
Sousa, membro do Colégio de
Engenharia Civil da OERN.
Foi unânime a opinião dos
intervenientes quanto às grandes
responsabilidades e exigências dos
engenheiros nos munícipios. “Tenho
visto os engenheiros a fazer mais
advocacia e menos engenharia do
ponto de vista legislativo nacional. Tem
de se lidar com processos complexos
de construção de obras”, afirmou Jorge
Nunes, o qual ainda reforçou que tem
defendido junto da Associação
Nacional dos Municípios a elaboração
de um código de procedimentos
autárquicos. Leitão Borges referiu a
existência dos 256 procedimentos na
administração pública para que o
empreendimento de obra pública
esteja correcto do ponto de vista legal
e os 280 diplomas que se relacionam
com o acto de projectar uma obra,
concluindo que “não temos outra
alternativa se não reforçar o nosso
grau de formação”.
Foi também consensual a ideia de que
a Ordem dos Engenheiros (OE) devia
ter um papel mais interventivo e nesse
sentido o bastonário expressou a sua
vontade de realizar em 2006 o
primeiro encontro de engenheiros que
trabalham em câmaras municipais.
Sessão solene
no teatro municipal
A visita ao Parque Natural de
Montesinho ou a visita ao centro
histórico de Bragança marcaram o
arranque da programação do dia 19 de
Novembro. A tarde ficou marcada pela
assembleia magna, na qual se debateram
os problemas da Ordem, e pela sessão
solene decorridas no Teatro Municipal.
Após os discursos de Conceição Baixinho
e de Gerardo Saraiva de Menezes,
realizou-se durante a sessão solene a
entrega de prémios aos melhores
estágios de 2005 por especialidade.
Queirós Saldanha foi o estágiário, em
representação dos seus colegas
vencedores, que agradeceu o prémio.
Este jovem, licenciado pela Universidade
de Trás-os-Montes em Engenharia Civil,
não foi o único da Região Norte a ser
chamado como melhor estagiário de
2005, em diferentes áreas: Sandra
Monteiro (agronómica), Nuno Patrão,
(electrotécnia), Ana Ferrer (geográfica),
Nuno Martins (geológica e de minas),
VIDA ASSOCIATIVA
Página 17
Rui Simões (mecânica) e Jorge Silva
(metalúrgica e materiais).
Após um momento musical, os
presentes aplaudiram as homenagens
aos engenheiros com mais de 50 anos
de inscrição na OE e aos engenheiros
outorgados com o nível de qualificação
profissional de membro sénior e com o
título de especialista, aos engenheiros
outorgados com o nível de qualificação
profissional de membro conselheiro. A
sessão ainda ficou marcada pela
conferência proferida por Ângelo
Ludgero Marques sobre “A Engenharia
no Futuro da Economia”, um tema que
classificou como complicado, visto as
empresas portuguesas estarem
obrigadas a tomar rumos rápidos a nível
de mercados e de tecnologia. As
empresas têm de viver em mudanças
permanentes e ter estruturas flexíveis,
sendo que o “papel dos engenheiros é o
de garantir o desenvolvimento técnico e
tecnológico das empresas”, referiu. Além
disso, na sua opinião tem de existir uma
maior proximidade entre as escolas e as
empresas: “Apostar na formação em
Engenharia no ensino superior, inserir os
Página 18
VIDA ASSOCIATIVA
alunos nas empresas, sendo necessário
haver quadros internos capazes de os
receber”. Ludgero Marques ainda
afirmou que “a Engenharia vai ter futuro
em Portugal, onde a indústria vai ter um
papel importante a nível económico e
tecnológico. Para isso, é preciso apostar
na formação dos alunos e no fomento
das empresas, que passa pela
internacionalização e pelo
desenvolvimento técnico e tecnológico”.
A sessão foi encerrada com o
info
lançamento do livro “A Importância da
Engenharia na Competitividade – XV
Congresso da OE” e o discurso do
bastonário. Para Fernando Santo há um
desânimo actual dos engenheiros, mas
fez questão de lembrar que, se por um
lado, “quando o país se desenvolve mal,
os engenheiros estão mal”, por outro
lado, “não há nada no país que se possa
desenvolver sem a Engenharia”. Quanto
ao facto deste encontro ter sido realizado
em Bragança comentou: “Às vezes até se
exerce mais Engenharia fora das grandes
cidades, pois essas têm quase tudo
resolvido. Um cidadão de Bragança
provavelmente percebe melhor o papel
de Engenharia do que alguém que está
no meio de uma cidade e que está a falar
ao telemóvel, que abre a torneira e tem
água, e não se lembra que por detrás de
tudo aqui há uma actividade de
Engenharia que foi desenvolvida. Todas
estas benfeitorias a que temos acesso, e
sobretudo os jovens, não fazem uma
correlação entre o ter e o não ter”.
A programação do Dia Nacional do
Engenheiro 2005 chegou ao fim com um
jantar-convívio no Hotel Turismo São
Lázaro.
Tertúlias científicas
Alguns temas científicos que marcam a
agenda da actualidade têm sido
debatidos em ambiente tertuliano no
Teatro de Vila Real, com o apoio dos
colégios da Região Norte de Engenharia
Agronómica e do Ambiente da Ordem
dos Engenheiros. Este ciclo de debates
tem envolvido a comunidade e os
profissionais do sector na discussão de
temas que preocupam os cidadãos no
domínio da gestão da água, da qualidade
do ar e da gestão de resíduos de
diferente proveniência. Esta iniciativa
tem como epicentro os centros de
investigação da Universidade de Trás-
os-Montes e Alto Douro (UTAD), em
particular, os Centros de Estudos
Tecnológicos, do Ambiente e da Vida
(CETAV) e o Centro de Estudos de
Gestão dos Ecossistemas (CEGE),
tendo merecido também o apoio da
Fundação para a Ciência e Tecnologia.
O painel que integra os temas destas
tertúlias científicas é constituído por
nomes de reconhecido mérito no
panorama científico nacional. O debate
do primeiro tema sobre a água
decorreu no dia 2 de Novembro e
estiveram presentes os professores
Adriano Bordalo e Sá, da Universidade
do Porto, e Rui Cortes, da UTAD, e o
administrador da empresa Águas de
Trás-os-Montes Alexandre Chaves,
estando a moderação a cargo do
coordenador do Colégio Regional,
Fontaínhas Fernandes. No dia 28 de
Novembro decorreu a discussão do
segundo tema sobre a problemática
dos resíduos com a participação da
professora Graça Martinho, da
Universidade Nova de Lisboa, de Paulo
Praç,a da empresa Resíduos do
Nordeste e do engenheiro Paulo
Noronha, da Associação de
Municípios. A terceira tertúlia abordou
a questão do ar, integrando o painel
Carlos Borrego, professor da
Universidade de Aveiro, e Pedro Mata,
com a moderação da investigadora da
UTAD, Margarida Correia Marques.
OERN na Concreta
A Ordem dos Engenheiros - Região
Norte (OERN) participou na Concreta,
realizada entre os dias 26 e 30 de
Outubro de 2005, na Exponor, em Leça
da Palmeira.
Organizada pela Exponor – Feira
Internacional do Porto, em colaboração
com a APCMC – Associação Portuguesa
info
dos Comerciantes de Materiais de
Construção, a Concreta é uma das feiras
mais representativas que se realizam em
Portugal. Foram muitos os profissionais
que se deslocaram ao evento para
conhecerem as novas mostras dos
sectores da Construção, Obras Públicas,
Ambiente, Mecânica, entre outras
vertentes de Engenharia.
De acordo com o engenheiro Machado e
Moura são várias as razões da OERN em
participar na feira, realçando que,
“perante um evento de tal importância,
existe a oportunidade de contactar com
os meios e profissionais de maior
reputação”.
Este é já um local privilegiado para o
lançamento de novos produtos e
serviços e, dado o elevado número de
visitantes, Machado e Moura afirma que
“é sempre uma boa ocasião para a
OERN dar a conhecer as suas
actividades”. Além disso, é possível
conhecer “publicações e o
preenchimento de impressos para
eventuais candidaturas para a OERN”.
Durante a Concreta esteve patente um
programa de actividades paralelas
dividido pelos diferentes dias. No dia 26
realizou-se o Dia do Comerciante com
uma discussão sobre os “Aspectos
Práticos da Aplicação da Directiva sobre
Produtos da Construção e as
Oportunidades e os Desafios da
Reabilitação”. No dia seguinte tiveram
lugar seminários subordinados aos
temas “Conflitos em Direito das
Empreitadas” e “Estacas-Pranchas de
Aço em Obras Portuárias”. Já no dia 28
deu-se destaque à conferência sobre
“Domótica – Gestão Inteligente de
Espaços e Eficiência na Engenharia de
Edifícios”.
Por fim, no dia 29 realizou-se um
seminário que teve como tema
“Conhecer Antes de Intervir: Inspecções
e Ensaios com Vista à Reabilitação
Estrutural de Edifícios Antigos”.
XV Congresso
de Zootecnia
De 2 a 5 de Novembro realizou-se, na
Universidade de Trás-os-Montes e Alto
Douro (UTAD), o XV Congresso e o I
Ibero-americano de Zootecnia. A
VIDA ASSOCIATIVA
Página 19
responsabilidade desta iniciativa foi da
Associação Portuguesa de Engenheiros
Zootécnicos e mereceu o apoio da
Ordem dos Engenheiros (OE). O tema
central deste encontro foi a
investigação e o desenvolvimento em
ciência animal, tendo sido repartido
por 15 sessões temáticas, em que
estiveram presentes oradores
convidados de reconhecidas
competências científicas e técnicas.
Este congresso integrou ainda as III
Jornadas Internacionais de Cunicultura
e diversos workshops sobre assuntos
da actualidade, designadamente
“Segurança Alimentar”, “Diagnóstico
da Gestação em Ruminantes”,
“Zootecnia nos trópicos” e “Novas
Tecnologias em Melhoramento
Animal”.
No último dia de trabalhos, o Colégio
Regional de Engenharia Agronómica da
OE apoiou uma sessão que analisou o
ensino e a empregabilidade no sector
agrário. Durante esta sessão o
engenheiro Fontaínhas Fernandes,
coordenador do colégio, traçou uma
perspectiva sobre a Reforma de Bolonha
e as suas implicações nos cursos do
sector agrário, tendo apontado algumas
pistas de ordenamento do ensino no
sector agrário em Portugal. Foi
analisado este assunto no espaço iberoamericano, contando com a presença
na discussão de representantes de
universidades brasileiras e do
presidente da Associação Brasileira de
Zootecnistas. Esta sessão reuniu
docentes, investigadores e agentes
empregadores da área, tendo estado
presentes representantes de diversas
empresas privadas e de instituições
com interesse na ciência animal, que se
debruçaram sobre as questões da
empregabilidade. Durante o congresso
foram estabelecidos alguns protocolos
de cooperação celebrados entre a UTAD
e as empresas do sector, uma iniciativa
Página 20
VIDA ASSOCIATIVA
que foi estimulada pela APEZ.
Encontros de
Viticultura e Enologia
“Viticultura e Enologia” foi o tema do
encontro realizado na Universidade de
Trás-os-Montes e Alto Douro nos dias
18 e 19 de Novembro. O evento contou
com o apoio do Colégio de Engenharia
Agronómica da Ordem do
Engenheiros-Região Norte, tendo
estado presentes de cerca de 300
profissionais do sector agrário, em
particular, da Enologia e da Viticultura.
O programa deste encontro integrou
um vasto conjunto de comunicações
distribuídas por diversas sessões, onde
foram equacionados os principais
temas da actualidade, designadamente
sobre o domínio da melhoria e da
implementação de novas técnicas no
sector vitivinícola, a evolução da
viticultura numa perspectiva de
responsabilidade ambiental, a
problemática dos vinhos em diferentes
regiões e os processos enológicos. A
experiência empresarial, o marketing, a
análise de projectos de investigação
em curso, a inovação e a aplicação de
novas tecnologias foram outras das
questões que mereceram a
preocupação dos participantes.
Ruído na Invicta
No dia 30 de Novembro de 2005
realizou-se, na sede da Ordem dos
Engenheiros - Região Norte (OERN), o II
Ciclo de Palestras Estado do Ambiente
na Região Norte subordinado ao tema
“O Ruído – Instrumentos de Gestão”.
O objectivo do encontro foi discutir
aspectos relevantes sobre o ruído, bem
como a sua exposição em locais de
destaque da cidade do Porto. Além da
info
presença de profissionais de renome,
fizeram parte da assistência muitos
estudantes.
O engenheiro Pedro Pombeiro, chefe de
Divisão do Gabinete de Ambiente da
Câmara Municipal do Porto (CMP),
abordou a implementação do
regulamento geral de ruído no Município
do Porto.
Por sua vez, Rui Calejo, do Laboratório
de Acústica da Faculdade de Engenharia
da Universidade do Porto (FEUP),
apresentou algumas soluções para
combater a poluição do ruído e deu a
conhecer, através de mapas de ruído,
artérias que contam com decibéis
desproporcionados em pleno centro da
Cidade Invicta.
Para que os presentes sentissem de
perto o ruído que se faz sentir na Via de
Cintura Interna (VCI), na Avenida da
Boavista e no Bairro de São Tomé o som
das colunas e do microfone foi elevado
de forma substancial. A VCI foi a zona a
registar valores mais altos, entre 80 e 85
decibéis, quando o máximo aceitável é
de 65. Já o Bairro de São Tomé registou
valores entre 40 e 45 decibéis.
Luís Conde, do Laboratório de Acústica e
Vibrações Lda, versando sobre “A
Aplicação de Mapas de Ruído em Planos
de Pormenor”, explicou que existem
“mapas de conflitos”, ou seja, o som não
é o mesmo durante as 24 horas, sendo o
panorama diferente de dia e à noite.
Realçou ainda que os mapas de ruído
são uma ferramenta poderosa a ter em
conta no Plano Director Municipal
(PDM).
Quanto aos desafios da Refer, o
engenheiro João Sarmento adiantou que
até 2008 serão tomadas medidas de
redução de ruído para os grandes eixos
ferroviários.
Delegação de Braga
comemora 2º
aniversário
A Delegação de Braga da Ordem dos
Engenheiros (OE) comemorou o
segundo ano de abertura da sua sede
distrital de Braga, no dia 5 de Dezembro
de 2005. Na pequena cerimónia de
comemoração homenageou-se José
Vieira, o primeiro delegado distrital,
tendo-se colocado uma fotografia deste
professor e engenheiro na sala de
reuniões.
Para a cerimónia foram convidados os
membros do Conselho Directivo da
Região Norte da Ordem dos Engenheiros
(CDRN), delegados de Braga e a equipa
de trabalho que foi responsável pelo
projecto de construção do edifício,
destacando-se os engenheiros Alberto
Fernandes e Luís Macedo.
O delegado distrital, o engenheiro Paulo
Rodrigues, abriu a cerimónia,
enaltecendo o excelente trabalho que foi
desenvolvido por José Vieira, o delegado
de então. Após o descerramento da
bandeira da OE, seguiu-se uma
intervenção de José Vieira, que
complementou as palavras do actual
delegado distrital, focando dificuldades e
as actividades desenvolvidas na época, e
mostrou-se particularmente satisfeito
pelo resultado do esforço que a
delegação fez na altura para que o actual
projecto fosse conseguido.
info
No final desta intervenção, Paulo
Rodrigues ofereceu uma salva de prata
em nome da delegação distrital.
Houve ainda lugar para uma pequena
intervenção do presidente do CDRNda
Ordem, Gerardo Saraiva de Menezes,
que leu uma carta do engenheiro
Fernando Almeida Santos e depois
elogiou o trabalho do homenageado.
A cerimónia prosseguiu com um jantar
volante.
3º Encontro de
Engenharia Civil Norte
de Portugal – Galiza
Desde 2001, o Colégio Regional de
Engenharia Civil da Região Norte da
Ordem dos Engenheiros e o Colégio de
Caminos, Canales y Puertos da Galiza –
Demarcacion de Galícia têm vindo a
organizar eventos intitulados “Encontros
de Engenharia Civil Norte de PortugalGaliza”, sobre temas actuais de interesse
estratégico para o desenvolvimento
bilateral, e, em geral, com enfoques que
ultrapassam a estrita dimensão regional.
Estes encontros, que traduzem o
empenhamento do Conselho Regional
do Colégio e da Direcção da Região
Norte da Ordem dos Engenheiros no
debate e desenho de soluções que visem
o desenvolvimento integrado desta euroregião, têm contado com a presença de
políticos, quadros de topo da
administração pública, decisores de
grandes empresas e concessionárias,
bem como de investigadores e docentes
universitários.
A sua realização tem ocorrido
alternadamente no Norte de Portugal e
na Galiza, com um formato que assenta
em conferências de oradores
convidados, portugueses e espanhóis,
complementadas com períodos de
discussão. Para além das sessões de
trabalho, um complemento social
cuidado tem contribuído para fomentar a
aproximação e a troca de experiências
bilaterais.
Em 2006, cabe ao Colégio Regional
português a responsabilidade de
organizar o encontro. Com o tema “a
água”, este encontro decorrerá no Porto,
na Fundação Cupertino de Miranda, a 25
e 26 de Maio.
No âmbito da organização deste evento,
teve lugar no passado dia 13 de Janeiro,
em Viana do Castelo, mais uma reunião
das comissões científica e organizadora.
Falar da relevância do tema é quase
desnecessário, numa altura em que se
VIDA ASSOCIATIVA
Página 21
generaliza a consciência social de que a
água, nas suas várias formas, é um
recurso, cuja gestão racional vai ser
decisiva no futuro.
Mas nos planos estratégicos, de
articulação bilateral e técnico, há muito a
discutir sobre a água, possibilidades de
utilização, gestão racional e riscos.
Assim, este terceiro encontro elegeu
como temas principais: “Água e a
Energia”, “Água Como Recurso”,
incluindo águas superficiais e
subterrâneas, estuários, problemas de
segurança e reservas, “Fenómenos
Extremos e Poluição” e “Regimes de
Utilização da Água”.
Sobre cada um destes temas existirão
conferências de especialistas de
ambos os países, bem como um
espaço para discussão em mesasredondas alargadas, fazendo deste
evento um momento de excelência
para a reflexão de todos quantos, de
uma forma ou de outra, estão
envolvidos nesta problemática ou
simplesmente se preocupam com os
temas vitais do desenvolvimento da
nossa comunidade.
Página 22
VIDA ASSOCIATIVA
info
Reorganização
e reestruturação
das infocomunicações
e infra-estruturas
informáticas da OERN
À medida que as novas tecnologias
são implementadas para aumentar a
competitividade dos serviços e
negócios, e, por conseguinte, para
desenvolver a actividade dos
organismos, a infra-estrutura de infocomunicações, composta por
elementos de rede, sistemas e
aplicações, constitui-se num ponto
estratégico para esse
desenvolvimento, obrigando a uma
constante monitorização e controlo
dos recursos, no sentido de evitar
quaisquer tipo de falhas que possam
surgir e afectar a produtividade da
rede e, consequentemente, dos
serviços fornecidos aos clientes e do
negócio.
Atento a esta realidade, o Conselho
Directivo da Ordem dos EngenheirosRegião Norte (OERN) tomou a
decisão de submeter a uma auditoria
as infra-estruturas existentes:
sistemas, comunicações, plataformas
computacionais, aplicações,
telecomunicações e a cablagem
estruturada.
Esta auditoria, além de incluir as
infra-estruturas e as plataformas
computacionais existentes na sede do
Porto, foi alargada para as infraestruturas de informática e de
telecomunicações existentes nas
delegações distritais.
Com as conclusões da auditoria
concluída em Março de 2005, e
perante a não uniformidade e não
normalização do parque
informático/comunicações/HW/SW/
Gestão dos Sistemas encontradas,
decidiu-se que os equipamentos e os
sistemas de infocomunicações
existentes deveriam ser reorganizadas
à luz da tecnologia mais avançada,
que se encontra no mercado ao
dispor dos utilizadores.
Desta tomada de decisão resultaram
as seguintes acções concretas:
1 – Foi adquirida uma solução global
de cablagem estruturada, servidor de
comunicações de voz e equipamento
de dados (switching), centralizadas
numa sala técnica, com as seguintes
características:
Cablagem estruturada para voz e
dados nos cinco pisos do edifício,
com um total de 44 tomadas duplas
(88 pontos de rede);
Servidor de comunicações de voz,
com capacidade para seis acessos
básicos, 24 extensões digitais, 12
extensões analógicas e interface GSM
para dois cartões. Integra pré-
atendimento, voice-mail, música em
espera. Este equipamento é modular
com capacidade de crescimento até
às 230 extensões. Tem a possibilidade
de suportar a tecnologia VoIP,
equipamentos de comutação de
dados (switching) com capacidade de
48 portas e possibilidade de futura
expansão para interligação de
servidores a Gigabit.
Esta solução foi acompanhada pela
migração das linhas de voz existentes
(duas linhas analógicas) para dois
acessos básicos, permitindo quatro
canais de comunicação simultâneos
através da rede fixa.
2 – Foi igualmente efectuado um
investimento para uniformização da
infra-estrutura informática a nível de
hardware e software (Sistema
Operativo e Office), fundamental para
a reorganização dos processos
informáticos existentes;
info
3 – Foi criada uma estrutura
organizacional de gestão dos
sistemas de informação;
4 – Foram reconfiguradas todas as
plataformas computacionais e de
comunicações existentes numa rede
VPN – IP nas delegações distritais,
permitindo uma gestão global e
centralizada na sede do Porto;
5 – No sentido de dotar a OERN de
uma solução corporativa de antivírus,
foi estabelecida uma parceria com a
Panda Software, resultando numa
solução de licenciamento a médio
prazo;
6 – Foi celebrado um protocolo entre
a OERN e a PANDA SW_Eurocasima,
que, além de negociar as condições
especiais de aquisição do SW
antivírus Panda para todos os
associados da OERN, permite uma
uniformização e difusão de um único
antivírus eficiente com nova
Tecnologia TRUPREVEN, para todas
as plataformas computacionais na
sede e nas delegações distritais;
7 – Foi implementada uma solução
centralizada de distribuição de
actualizações de SW e os updates do
antivírus.(Windows Server Update
Services).
Esta implementação constitui uma
melhoria em termos de segurança
informática e de facilidade no
controlo das actualizações existentes
em toda a rede informática, de forma
centralizada;
8 – Foi ainda implementada uma
solução de gestão remota dos postos
de trabalho existentes nas delegações
distritais, com base na rede VPN
RDIS existente, que permite o
controlo centralizado a partir da sede;
9 – Foi implementado um
procedimento de backup/restore, que
permite garantir a máxima segurança
na recuperação dos dados
confidenciais;
10 – Foi feita uma integração
completa na aplicação de gestão dos
movimentos associativos da Região
Norte, no sentido de torná-la mais
adaptada às regras estabelecidas no
regulamento da OE;
11 – Foi automatizado todo o
processo de envelopagem e
endereçamento do mailing-postal,
com a aquisição de dois
equipamentos que vieram aumentar a
eficiência e a racionalização dos
recursos humanos que eram
atribuídos a este trabalho;
12 – Foi registada a marca
engenheiros.pt, propriedade da
OERN;
13 – Foi registado o domínio ern.pt,
assim como a marca oern.pt
propriedade da OERN.
Projectos a decorrer na OERN:
1 – Projecto-piloto em colaboração com
a Multicert, para fornecimento de chaves
de certificação digital dos documentos e
assinaturas nos movimentos de
documentos oficiais entre a OERN e os
seus associados, assim como com as
VIDA ASSOCIATIVA
Página 23
organizações oficiais governamentais:
câmaras, Certiel, Anacom, IPE, IEFP,
IMOPPI, universidades, institutos,
escolas profissionais, associações
profissionais, etc;
2 – Reorganização e redefinição do site
da OERN com as novas facilidades de
serviço on-line entre a OERN e os seus
associados;
3 – Reorganização de um novo e-mail
server com o domínio oenr.pt;
4 – Implementação da Intranet;
etc.
70 Anos de Ordem,
inúmeras histórias…
Participe!
Por ocasião do 70º aniversário da Ordem
dos Engenheiros, o Conselho Directivo
da Região Norte (CDRN) tenciona
publicar uma brochura comemorativa, na
qual historia os episódios mais notórios
da vida passada da Região Norte.
Convida os colegas que desejem
colaborar na publicação a enviar um
curto artigo de uma página A4, sobre
qualquer efeméride que considerem
interessante divulgar, atinente a
episódios relevantes das actividades da
Região Norte.
Para evitar duplicações, e poder fazer
uma escolha criteriosa, os interessados
devem comunicar ao CDRN, até ao dia
31 de Março do ano corrente, um curto
resumo do artigo que propõem. Serão
avisados alguns dias depois da decisão
do Conselho e disporão de 30 dias para
redigir o artigo.
Os resumos deverão ser enviados por
correio para a Sede da Ordem dos
Engenheiros – Região Norte, Rua de
Rodrigues Sampaio, 123 4000-425 Porto
ou por e-mail para
[email protected]
info
DISCIPLINA
Página 25
Acórdão do Conselho Disciplinar
da Região Norte da Ordem dos Engenheiros
Síntese
Processo CDISN 10/2004
Factos provados:
1 - Que o arguido celebrou um contrato de prestação de
serviços com a Câmara Municipal X (CMX), no qual se
comprometeu a elaborar o “estudo da rede de distribuição
de água e drenagem de águas residuais, incluindo ETAR,
do lugar Y”, até à data de 15/6/ 2004.
2 - Que o arguido não cumpriu o prazo acordado para a
elaboração do estudo, uma vez que apenas entregou este
à CMX em 23/9/2004.
3 - Que o arguido sugeriu e obteve da CMX um
alargamento do âmbito do contrato de modo a
contemplar uma solução mais completa e alargada para a
resolução eficaz do problema do saneamento no local em
causa, mas, apesar de se ter apercebido que esse
alargamento tornaria muito difícil o cumprimento do
prazo de entrega acordado, não solicitou, aquando da
alteração do âmbito do contrato, uma nova definição dos
prazos a cumprir, pensando que a CMX não o obrigaria a
cumprir o prazo constante do contrato.
4 - Que o arguido reconheceu o seu erro ao não ter
solicitado um alargamento do prazo.
5 - Que, uma vez que o estudo acabou por ser entregue à
CMX cerca de três meses depois do prazo acordado, não
resultaram do incumprimento do contrato pelo arguido
consequências ou prejuízos irreversíveis para a sua contraparte no contrato ou do ponto de vista da defesa do
interesse público.
6 - Que o arguido não tem antecedentes disciplinares e
exerce a sua profissão há cerca de 30 anos.
Decisão:
1 - Dos factos provados conclui-se que o arguido, ao não
cumprir o prazo de entrega do estudo que se obrigou a
elaborar por contrato de prestação de serviços celebrado
com a CMX, não prestou os seus serviços com diligência e
pontualidade, violando assim o dever deontológico
consagrado no n.º 2 do artigo 87º do Estatuto da Ordem
dos Engenheiros.
2 - Por outro lado, ao aceitar subscrever o contrato com
um prazo de entrega que, pelo menos num juízo de
probabilidade, sabia de antemão não poder cumprir, o
arguido violou o dever deontológico de não aceitar
trabalhos que exijam mais tempo do aquele de que o
engenheiro disponha, previsto no n.º 4 do artigo 88º do
Estatuto da Ordem dos Engenheiros.
3 - E violou aqueles deveres culposamente, visto que o
arguido tinha a obrigação de conhecer aquelas normas
deontológicas e agiu com dolo eventual, uma vez que
representou no seu espírito a possibilidade de não
cumprir aquele prazo e, apesar disso, não solicitou o
alargamento do mesmo, possivelmente com receio de que
a contraparte não lhe encomendasse o trabalho se o prazo
fosse mais longo. No fundo, o arguido convenceu-se que a
CMX, em sintonia com o (mau) hábito que grassa na
sociedade portuguesa de falta de pontualidade e
incumprimento dos prazos, não o obrigaria a cumprir o
prazo acordado.
4 - Do exposto conclui-se que o arguido, ao violar, da
forma descrita, os deveres deontológicos consagrados no
n.º 2 do artigo 87º e no n.º 4 do artigo 88º do Estatuto da
Ordem dos Engenheiros, praticou, em concurso real, duas
infracções disciplinares, nos termos do disposto no artigo
67º do mesmo Estatuto da Ordem dos Engenheiros.
5 - Considerando as circunstâncias atenuantes (factos
provados nºs 5 e 6), mas tendo em conta as exigências de
prevenção geral e de defesa do interesse público
associadas ao exercício da Engenharia que no caso são
altas, uma vez que urge fazer cessar o mau hábito de falta
de pontualidade e incumprimento dos prazos que
campeia na nossa sociedade e é um dos factores que
estão na origem da baixa produtividade da economia
portuguesa, decide-se, nos termos do disposto no Artigo
71º do Estatuto da Ordem dos Engenheiros e no artigo 5º
do Regulamento Disciplinar, pela aplicação ao arguido, em
cúmulo jurídico pelas duas infracções disciplinares
praticadas, de uma pena de Censura Registada, prevista
na alínea b) do n.º 1 do Artigo 70º do Estatuto da Ordem
dos Engenheiros.
Página 26
PARECER
info
PARECER JURÍDICO
Assunto
A possibilidade de um funcionário público que presta serviço numa Câmara Municipal, na área de Engenharia
Electrotécnica, na qualidade de Técnico Responsável pela exploração de diversas instalações eléctricas, poder beneficiar
da isenção de horário de trabalho e gozo de um dia de folga por semana, ou o pagamento de um suplemento de salário
por cada instalação eléctrica
Parecer
A um Engenheiro, funcionário público que presta serviço numa Câmara Municipal na área da Engenharia Electrotécnica,
exercendo funções na área de projecto, consultoria, fiscalização, manutenção, exploração e apoio técnico, são aplicáveis
os Decretos-Leis n.º 53-A/98, de 11 de Março, n.º 353-A/89, de 16 de Outubro, n.º 184/89, de 2 de Junho, e n.º 259/98, de
18 de Agosto, pelo que, e à luz da legislação citada, não nos parece possível satisfazer as pretensões de regalias acima
referidas, formuladas por aquele engenheiro.
Poderá colocar-se a questão da aplicação ao engenheiro em causa do Estatuto do Técnico Responsável, previsto no
Decreto Regulamentar n.º 31/83, de 18 de Abril, uma vez que não existe outro estatuto equivalente para as Instalações
Eléctricas de Serviço Público e, nos termos do artigo 1º daquele Decreto Regulamentar, este diploma regulamenta apenas
a actividade dos técnicos responsáveis no que diz respeito à elaboração de projectos e à execução e exploração de
instalações eléctricas de serviço particular. Porém, não existindo um estatuto especial para as Instalações Eléctricas de
Serviço Público, entendemos que será de aplicar o Estatuto existente, com as devidas adaptações. Assim sendo, será de
aplicar ao caso sub judice o artigo 23º, n.º 1, do acima citado Decreto Regulamentar n.º 31/83, de 18 de Abril, na parte em
que estabelece a obrigatoriedade de celebração de um contrato de prestação de serviços entre a entidade exploradora da
instalação eléctrica e o técnico responsável, obrigatoriedade essa que abrange também os técnicos que façam parte dos
quadros da entidade exploradora, caso em que o contrato de prestação de serviços poderá constituir um complemento
do seu contrato normal de trabalho, sem prejuízo da autonomia do técnico no que tange ao exercício da
responsabilidade técnica sobre a instalação eléctrica.
Em face do exposto entendemos que:
1 - A isenção de horário de trabalho e um dia de folga semanal ou o pagamento de um suplemento é impossível à luz
dos Decretos-Leis n.º 53-A/98, de 11 de Março, n.º 353-A/89, de 16 de Outubro, n.º 184/89, de 2 de Junho, e n.º 259/98, de
18 de Agosto, e como tal subscrevemos o douto parecer do Gabinete Jurídico da Câmara Municipal.
2 - É de aplicar o Estatuto de Técnico Responsável previsto no Decreto Regulamentar n.º 31/83, de 18 de Abril,
nomeadamente na parte em que diz ser obrigatória a celebração do contrato de prestação de serviços, sendo que, no
caso do técnico fazer parte do quadro da entidade exploradora, esse contrato de prestação de serviços poderá constituir
um complemento do seu contrato normal de trabalho, sem prejuízo da autonomia do técnico no que tange ao exercício
da responsabilidade técnica sobre a instalação eléctrica.
Porto, 11 de Janeiro de 2006,
(Dr. António Barreto Archer)
Página 28
PERFIL JOVEM
info
Fernando Moisés Saldanha
Melhor estagiário de Engenharia
Civil de 2005
De nome completo Fernando Moisés Queirós Vilas Boas
Saldanha, este engenheiro civil subiu ao palco do Teatro
Municipal de Bragança para agradecer o prémio de melhor
estágio de 2005 por especialidade, distinção entregue a vários
estagiários inserida nas comemorações do Dia Nacional do
Engenheiro 2005, que este ano decorreu nos dias 18 e de 19 de
Novembro em Bragança.
Confessou que um dos factos mais curiosos que testemunhou
relacionados com esta cerimónia de entrega foi ouvir, sem se
fazer notar, comentários em locais públicos sobre o prémio
obtido. Foi curioso ouvir os outros falar de si e do seu prémio.
Este jovem, natural de Mondim de Basto, foi premiado pelo
trabalho, que realizou âmbito do estágio de admissão à OE,
intitulado “Levantamento, análise e caracterização de uma
empresa familiar de Construção Civil e Obras Públicas.
Proposta de modernização – um caminho para a certificação”.
O trabalho teve como objectivo apresentar uma proposta de
modernização de uma empresa familiar, que lhe permitisse
adquirir o know-how necessário para vingar face à concorrência
e à competitividade que caracterizam o mercado actual no
sector da construção.
O professor Eduardo Paiva Rodrigues, delegado da Ordem dos
Engenheiros de Vila Real e docente na Universidade de Trás-osMontes e Alto Douro (UTAD), teve a seu cargo a orientação da
monografia.
Moisés Saldanha concluiu o curso na UTAD em Julho de 2003,
e logo começou a trabalhar na empresa familiar Emiliano Vilas
Boas Saldanha & Filhos, Lda, para a qual realizou o trabalho
final. Aí pretendia colocar em prática o que passou para papel,
porém, devido a alguns impedimentos, a sua vontade não se
concretizou. Após um ano, saiu desta empresa familiar,
iniciando uma nova etapa da sua vida, desta feita numa
empresa em Vila Real de construção civil. Simultaneamente,
desempenha funções profissionais numa empresa de projectos
própria.
A trabalhar e a residir em Vila Real, este jovem aos 10 anos de
idade sonhava em ser manobrador de máquinas, mas o
destino quis que aos 27 anos estivesse a ganhar o primeiro
prémio da sua carreira de engenheiro civil, profissão que hoje
em dia era a única capaz de desempenhar. Não se imagina a
fazer outra coisa. Define Engenharia como “curso que nos dá
uma formação ‘banda larga’. Permite-nos desenvolver qualquer
actividade, mesmo a menos óbvia.”
O engenheiro civil procura dar um valor acrescentado na
empresa onde a exerce, tendo sempre como lema da actividade
“vencer obstáculos, caminhando com objectivos sólidos e
ambiciosos”, admitindo que dinamismo e responsabilidade
são as palavras-chave para alcançar o sucesso.
info
Assinatura em Montreal
de Quioto II
À medida que o aquecimento global se
vai agravando, a temática ambiental tem
recolhido crescente atenção da
comunidade mundial. Resultado desta
gradual consciencialização foi a
concepção, em Dezembro de 1997, do
Protocolo de Quioto, assinado por 84
países, que fixa metas para reduzir as
emissões de gases para a atmosfera, que
provocam o aumento do efeito de estufa
no planeta.
O Protocolo de Quioto nasceu da
necessidade de tornar operacionais os
objectivos fixados pela Convenção das
Nações Unidas Sobre as Alterações
Climáticas, criada em 1992, que
estabelece que todos os países se
encontram sujeitos aos compromissos
gerais de resposta às alterações
climáticas e à obrigatoriedade de um
inventário das suas emissões de gases
poluentes.
Aquando da sua redacção, foi definido
que o Protocolo de Quioto teria de sofrer
um processo de assinatura por parte dos
países interessados e de posterior
ratificação. Contudo, este só poderia
entrar em vigor quando fosse ratificado
por 55 dos países industrializados
responsáveis pela emissão de 55% dos
gases responsáveis pelo efeito de estufa
na atmosfera.
Depois de ter navegado em mares de
incerteza e da sua morte ter mesmo
chegado a ser anunciada, 16 de Fevereiro
de 2005 ficou assinalado como a data
em que o protocolo entrou em vigor.
A partir de então, o grande desafio do
protocolo colocou-se aos países
desenvolvidos que ficaram sujeitos a,
durante o período de 2008 a 2012,
reduzir os seus níveis de emissão de
gases responsáveis pelo efeito de estufa
para a atmosfera em pelo menos 5% em
relação aos seus valores de 1990. Nesse
âmbito, durante esses anos, Portugal
não pode ultrapassar em mais de 27% as
suas emissões.
Oito anos após ter sido assinado o
Protocolo de Quioto, foi aprovado na
Conferência da ONU para as Alterações
Climáticas, que decorreu entre 28 de
Novembro e 9 de Dezembro de 2005 em
Montreal (Canadá), a próxima fase do
protocolo que obrigará ao reforço dos
compromissos de redução de emissões
após 2012. A luz verde a esta proposta
fez nascer “Quioto II”, como já foi
designado.
De Montreal saiu também uma firme
decisão sobre o início de uma
cooperação internacional no combate às
alterações climáticas, que inclui os
Estados Unidos da América. Após um
braço-de-ferro que já durava alguns anos,
os EUA acabaram por aceitar participar
em conversações sobre formas de luta
contra o aquecimento global, embora
continuem a recusar uma calendarização
de uma eventual ratificação. Recorde-se
que o maior contratempo para a entrada
em vigor do Protocolo de Quioto surgiu
em 2001, quando a administração de
George W. Bush decidiu que os Estados
Unidos da América não ratificavam o
acordo – tendo sido o único do G8 –,
alegando que isso iria ser prejudicial para
a economia do país.
ENGENHARIA
NO MUNDO
Página 29
Actualmente, 158 países ratificaram,
aceitaram, aprovaram ou aderiram ao
protocolo.
De acordo com o secretário de Estado do
Ambiente, Humberto Rosa, que chefiou
a delegação portuguesa presente na
Conferência de Montreal, se Portugal
cumprir integralmente o Plano Nacional
para as Alterações Climáticas actual, terá
ainda assim um “défice de carbono de
sete milhões de toneladas anuais no
período de aplicação de Quioto”.
Assim, para cumprir as metas, Portugal
prevê investir, a nível interno, em
projectos de criação de centrais de
biomassa e de biogás para produção de
energia eléctrica. Para além destas
medidas, Portugal pretende usufruir de
um dos “mecanismos de flexibilidade”
estabelecidos pelo Protocolo de Quioto
para que os países mais atrasados
consigam cumprir a sua meta, o
Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
Nesse âmbito, actualmente, Portugal
encontra-se activo em duas redes para
projectos de redução de emissões: a rede
ibero-americana, liderada por Espanha e
cuja área de acção abrange a América
Latina e os dois países ibéricos, e a Rede
Climática da Comunidade dos Países
Africanos de Língua Portuguesa.
O Governo irá rever o Plano Nacional
para as Alterações Climáticas (PNAC),
aprovado em 2004, e admite ainda
avançar, em 2006, com a criação da Taxa
de Carbono, que incidirá sobre as
actividades sociais e económicas mais
poluentes. A medida contribuirá para
reforçar financeiramente o Fundo
Português de Carbono, o que permitirá
comprar licenças de emissões para fazer
face às exigências do Protocolo de
Quioto
Após a Convenção de Montreal, os
signatários do Protocolo de Quioto têm
agora sete anos para negociar novas
metas e acordos que ajudem a travar o
crescente aquecimento global.
Página 30
LAZER
info
Agostinho Peixoto, consultor/especialista em Turismo
“Por Terras do Alto
Tâmega e Barroso… a
gastronomia assume o
papel principal”
A Região de Turismo do Alto Tâmega
e Barroso situa-se no Norte de
Portugal – Trás-os-Montes e
compreende os municípios de
Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira
de Pena, Valpaços e Vila Pouca de
Aguiar, abrangendo uma área total de
2.932 Kms2.
A região faz fronteira a norte com a
Galiza, a sul com o Douro, a este com
a Terra Fria e Terra Quente
Transmontana e a oeste com os Vales
do Lima, Alto Cavado e Alto Ave.
O Alto Tâmega caracteriza-se por ser
uma região com clima tipo atlântico,
com elevada precipitação no Inverno
e relativa humidade no Verão.
A riqueza paisagística desta área é um
exemplo pleno da integração do
homem com o meio, resultando
numa ocupação harmoniosa de todo
este território. Esta riqueza advém-lhe
das imensas matas de carvalhos e
pinhal, das vinhas e dos olivais, de
soutos e de lameiros ou prados
naturais de composição variada.
O património natural da região está
associado à qualidade dos produtos
regionais existentes, como comprova
a certificação de muitos produtos que
possuem características únicas e
qualidade incomparáveis. É de
salientar o mel, a castanha, o vinho, o
azeite, a carne barrosã, e o rico e
variado fumeiro regional.
No domínio da gastronomia, de certa
forma interligado com os produtos
anteriormente mencionados,
designada como variada e original,
salienta-se na famosa cozinha desta
região o diversificado fumeiro
acompanhado da palhada (vagens de
feijão seco cozidas) ou dos milhos
(milho cozinhado partido).
Resulta desta abundância de fumeiro,
por ocasião das festas pascais, o folar
– pão de ovos recheado de enchidos.
Não esquecendo as saborosas trutas e
outros peixes de rio, podemos
certamente finalizar este sem-número de
iguarias com a doçaria tradicional e os
famosos de Chaves: pastéis de carne.
A caça e a pesca assumem nesta região,
também, uma importância social e
cultural marcante. A perdiz, a lebre e o
javali são as espécies mais requisitadas,
por assim dizer, no que concerne a caça.
A truta é, na prática da pesca, a que
apresenta maior relevância.
Acresce o “vinho dos mortos” assim
chamado porque só é engarrafado
depois de permanecer enterrado um ou
dois anos, ganhando assim qualidade.
Como digestivo especial, destila-se a
“aguardente de mel”, feita com base na
fermentação dos favos de mel depois de
espremidos.
O verdadeiro ex-líbris de Chaves é o
famoso presunto, que acompanhado
com um bocado de pão centeio e um
copo de vinho da região proporciona
uma boa refeição. Mas são igualmente
apetitosos os enchidos: as alheiras, o
salpicão, as linguiças e as chouriças,
tudo feito com a carne do porco, que
deve ser criado em casa e alimentado
com poucas rações para,
posteriormente, se obterem produtos
mais caseiros e genuínos.
Quer o presunto, quer os enchidos são
secos e curados ao fumo das lareiras e
são ingredientes fundamentais para a
confecção do folar de Chaves, uma
especialidade culinária deste burgo, tal
como os pastéis de Chaves, uma espécie
de folhados com carne picada no interior.
Em Montalegre acomodamo-nos no
escano, ao aconchego da lareira,
regalados com presunto e chouriça
assada na brasa, regando e perfumando
toda a cena com grandes copázios de
vinho maduro transmontano. Coisa de
merenda, porque, ao jantar ou à ceia,
nada como um cozido à barrosã, que
usa e abusa levar do melhor pernil,
orelheira, chispe, naco de presunto,
salpicão, chouriça, sangueira e chouriço
de abóbora, gostosa gordura para as
couves, nabos e batatas da horta.
E não falta à mesa a vitela barrosã, que
dispensa adjectivações mas que, no
impulso, leva a que se faça eco dos que
juram ser esta a melhor carne do mundo
e arredores, podendo apresentar-se
assada, cozida, frita ou grelhada, sempre
vistosa e olorosa e descartando o
mínimo receio de defraudar os mais
requintados palatos.
Com méritos reconhecidos por toda a
região, o cabrito e a vitela assados, ou
cozinhados em fornos de lenha,
deleitam os paladares mais exigentes.
Estes pratos poderão ser
acompanhados pelos milhos,
escornados (com carne de vaca),
esgravatados (com carne de galinha),
esfuçados (com carne de porco), ricos
(com todos os tipos de carne), ou por
um excelente arroz de morcela, que não
deve ficar malandro. O apreciador de
pratos de caça poderá ainda saborear
várias espécies venatórias, como o
javali, a lebre ou a perdiz, que deverão
ser preparadas segundo as antigas
receitas. Aí, o acompanhamento faz-se
com um excelente vinho verde.
Os actos de comer e de beber marcam
ainda a identidade das festas cíclicas.
E tudo isto pode ser saboreado nos
excelentes restaurantes, adegas e
tavernas que, com a amabilidade natural
destas gentes transmontanas, nos abrem
as suas portas e nos indicam sempre um
lugar à mesa.
Se é normal ouvirmos por estas terras
“Entre quem é”, permitam-me que
acrescente “e que façam bom proveito”.
info
CONGRESSOS E SEMINÁRIOS
23 E 24 DE FEVEREIRO
LOCAL: AUDITÓRIO DA FEUP
ORGANIZAÇÃO: OERN, FEUP e APSET
6º CONGRESSO INTERNACIONAL DE
SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE DO TRABALHO
Os temas a abordar reflectem as grandes questões que hoje se
colocam à SHST, em particular na União Europeia e em
Portugal. Para inscrições e programa, contactar:
[email protected]
12 DE MAIO
LOCAL: AUDITÓRIO DO DEPARTAMENTO
DE ENGENHARIA MECÂNICA
DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
ORGANIZAÇÃO: ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA
DE PLANEADORES DO TERRITÓRIO (APPLA)
2º CONGRESSO DE URBANISTAS PORTUGUESES
14 A 20 DE MAIO
LOCAL: UNIVERSIDADE LUSÍADA, PORTO
ORGANIZAÇÃO: UNIVERSIDADE LUSÍADA
III JORNADAS LUSO-BRASILEIRAS DE DIREITO
DO AMBIENTE
“DESERTIFICAÇÃO E CONSERVAÇÃO
DOS SOLOS”
AGENDA
Página 31
Interior. Saliente-se também que estas conferências irão reunir
um conjunto de palestrantes, vindos de algumas das mais
importantes universidades do país, cuja experiência científica e
profissional é de reconhecido mérito.
8 DE MARÇO
LOCAL: FEUP
ORGANIZAÇÃO: FEUP
SCHLUMBERGER - UMA DAS MAIORES EMPRESAS TECNOLÓGICAS MUNDIAIS - APRESENTA-SE
A sessão tem início às 15h30.
8 DE MARÇO
LOCAL: UNIVERSIDADE LUSÍADA, PORTO –
AUDITÓRIO 2
ORGANIZAÇÃO: UNIVERSIDADE LUSÍADA
COLÓQUIO SOBRE A APLICAÇÃO DO PROTOCOLO DE QUIOTO E ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
8 DE MARÇO
LOCAL: ANFITEATRO B032 – FEUP
ORGANIZAÇÃO: FEUP
HOMENAGEM AO ENGENHEIRO NOEL VIEIRA
“UMA VISÃO SOBRE O SECTOR DE SERVIÇOS
DE ENGENHARIA”
ENCONTROS
Conferência promovida pelo Departamento de Engenharia
Mecânica e Gestão Industrial da Faculdade de Engenharia da
Universidade do Porto, às 18h, com o objectivo de homenagear
este distinto profissional, cujo empenho e carisma marcaram a
docência, que exerceu nesta instituição e cujo profissionalismo
é reconhecido por todos da sua área. Antigo membro da
Comissão de Admissão da Ordem dos Engenheiros, participou
em projectos como o Metro do Porto, a Rede de Gás Natural
PORTGAS, para além de projectos de remodelação e ampliação. Foi um dos sócios fundadores da FASE – Estudos e
Projectos, SA.
1 DE MARÇO
LOCAL: FEUP
ORGANIZAÇÃO: FEUP
CONFERÊNCIA “O DESAFIO DE CRIAR
O PRÓPRIO NEGÓCIO”
10 DE MARÇO
LOCAL: PORTO
ORGANIZAÇÃO: OERN
ASSEMBLEIA REGIONAL NORTE DA ORDEM
DOS ENGENHEIROS
Mais informações: http://ilda.por.ulusiada.pt/
26 E 27 DE OUTUBRO (DATA A CONFIRMAR)
LOCAL: PORTO
ORGANIZAÇÃO: OERN
II CONGRESSO NACIONAL DE CONSTRUÇÃO
SUSTENTÁVEL
A sessão tem início às 15h.
7 A 10 DE MARÇO
LOCAL: UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR
ORGANIZAÇÃO: NÚCLEO DE ESTUDANTES
DE ENGENHARIA CIVIL DA UNIVERSIDADE
DA BEIRA INTERIOR (NECUBI) E
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL (DEC)
6º CICLO DE CONFERÊNCIAS DE CIVIL
Com esta iniciativa, pretendem aprofundar a formação dos
futuros engenheiros civis licenciados na Universidade da Beira
20 E 21 DE MARÇO
LOCAL: FEUP
ORGANIZAÇÃO: FEUP
2.º ENCONTRO SOBRE PATOLOGIA E
REABILITAÇÃO DE EDIFÍCIOS - PATORREB 2006
Depois do sucesso do 1º Encontro, a Faculdade de Engenharia
da Universidade do Porto volta a promover mais um Encontro
Sobre Patologia e Reabilitação de Edifícios, com o patrocínio de
cerca de 20 Instituições e Empresas, estando já constituída
uma Comissão Científica com 25 personalidades pertencentes
Página 32
AGENDA
info
a várias universidades e laboratórios portugueses e espanhóis.
Este encontro pretende contribuir de forma clara e estratégica
no futuro da reabilitação através da clarificação de estratégias
nacionais e internacionais, divulgação de tecnologias de diagnóstico entre outras.
Mais informações: http://www.fe.up.pt
2 A 4 DE ABRIL
ORGANIZAÇÃO: DEPARTAMENTO
DE ENGENHARIA CIVIL
LOCAL: CAMPUS DE AZURÉM, GUIMARÃES
SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE POLÍMEROS
E BETÃO - ISPIC 2006
22 DE MARÇO
LOCAL: SALA DE CONFERÊNCIAS,
UNIVERSIDADE DE COIMBRA
ORGANIZAÇÃO: UNIVERSIDADE DE COIMBRA
PALESTRA “AS ENERGIAS DO PRESENTE E FUTURO“ PROFERIDA POR CARLOS VARANDAS
O Departamento de Engenharia Civil da Universidade do
Minho vai realizar um Simpósio Internacional sobre Polímeros
e Betão (International Symposium Polymers in Concrete ISPIC’06) na Escola de Engenharia da Universidade do Minho,
em Guimarães. Este simpósio tem como objectivo potenciar a
partilha de experiências entre técnicos e investigadores acerca
dos mais recentes desenvolvimentos na área.
Mais informações: http://www.civil.uminho.pt/ispic2006
A sessão tem início às 14h30.
29 DE MARÇO
LOCAL: FEUP
ORGANIZAÇÃO: NET – BIC E FEUP
CONFERÊNCIA “EMPREENDEDORISMO
E CRIAÇÃO DE EMPRESAS DE BASE
TECNOLÓGICA“
Esta conferência pretende sensibilizar toda a população académica no sentido da dinamização do empreendedorismo através da promoção do próprio emprego, pela criação da sua própria empresa, desde a ideia até à empresa.
Mais informações: http://www.fe.up.pt
A sessão tem início às 15h.
31 DE MARÇO
LOCAL: ANFITEATRO DO DEPARTAMENTO
DE ENGENHARIA MECÂNICA
DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
ORGANIZAÇÃO: CENTRO DE DESIGN
E TECNOLOGIA DE MATERIAIS (CDTM)
WORKSHOP “REVESTIMENTOS RUMO
AO FUTURO”
O CDTM promove, no próximo dia 31 de Março, a partir das
9h, no Anfiteatro do Departamento de Engenharia Mecânica,
uma workshop subordinada ao tema “Revestimentos Rumo ao
Futuro”. Esta iniciativa pretende dar a conhecer as evoluções
mais recentes na elaboração de formulações, ensaio e caracterização de superfícies de tintas, vernizes e revestimentos por
pintura, acentuando uma perspectiva ecológica deste sector da
indústria dos produtos químicos.
ABRIL
LOCAL: Amarante
ORGANIZAÇÃO: OERN
2º DIA REGIONAL NORTE DO ENGENHEIRO
5 A 7 DE ABRIL
LOCAL: PALMA DE MAIORCA
ORGANIZAÇÃO: EUROPEAN ASSOCIATION FOR
THE DEVELOPMENT OF RENEWABLE ENERGY,
ENVIRONMENT AND POWER QUALITY
(EA4EPQ) E UNIVERSITY OF THE BALEARIC
ISLAND
CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIAS
RENOVÁVEIS E QUALIDADE DO PODER
IQREPQ’06
O objectivo principal desta conferência, a ter lugar em Palma
de Maiorca nos dias 5, 6 e 7 de Abril de 2006, é debater os
desenvolvimentos recentes em matéria de energias renováveis
e qualidade das energias.
Mais informações: http://www.icrepq.com
18 A 20 DE ABRIL DE 2007
LOCAL: AUDITÓRIO, SALA DE ACTOS E SALA
DO SENADO DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
ORGANIZAÇÃO: UNIVERSIDADE DE LISBOA
9ª CONFERÊNCIA NACIONAL DO AMBIENTE
“UM FUTURO SUSTENTÁVEL – AMBIENTE,
SOCIEDADE E DESENVOLVIMENTO”
21 A 23 DE ABRIL
LOCAL: Ponte de Lima
ORGANIZAÇÃO: OERN
ENGINEERS TROPHY – ENGENHARIA GLOBAL
A 1ª edição do ENGINEER´S TROPHY é uma prova de
desporto aventura – actividades base a orientação, canoagem,
btt, obstáculos, muita estratégia e outras surpresas – com
equipas mistas de 4 elementos em representação de
Empresas/Instituições e Universidades, as quais deverão incluir
um mínimo de 3 elementos membros da Ordem e, caso assim
o desejem, um elemento não membro.
Dia 1 - 21 de Abril de 2006 (sexta-feira)
Tarde: Recepção das equipas
Jantar: Quinta de Pentieiros
info
Noite: Reunião de Chefes de Equipa
Dia 2 - 22 de Abril (sábado)
Manhã: 1ª Etapa - “TRIETAPA”
Almoço: Ponte de Lima
Tarde: 2ª Etapa - “ETAPA ESPECIAL”
Jantar: Jantar-convívio – Quinta de Pentieiros
Dia 3 - 23 de Abril (domingo)
Manhã: 3ª Etapa - “TEAMBUILDING”
Almoço: Almoço de encerramento
25 E 26 DE MAIO
LOCAL: FUNDAÇÃO CUPERTINO MIRANDA
ORGANIZAÇÃO: OERN E COLEGIO DE CAMINOS, CANALES Y PUERTOS JERÓNIMO PUERTAS
3º ENCONTRO DE ENGENHARIA CIVIL NORTE
DE PORTUGAL – GALIZA
Mais informações em: http://www.oern.pt/3encontrocivil
FORMAÇÃO
9 A 24 DE FEVEREIRO
LOCAL: VILA REAL
ORGANIZAÇÃO: OERN
CURSO DE PROJECTISTA DE REDES DE GÁS
O curso é de 48h e será realizado entre 18h30 e as 22h30. O
preço é de ? 350,00.
6 A 17 MARÇO
LOCAL: VILA REAL
ORGANIZAÇÃO: OERN
CURSO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS CONCEPÇÃO E PROJECTO
O curso é de 40h e será realizado entre 18h30 e as 22h30. O
preço é de ? 320,00
13 A 20 MARÇO
LOCAL: BRAGA
ORGANIZAÇÃO: OERN
CURSO DE PROJECTO DE AQUECIMENTO
CENTRAL E PRODUÇÃO DE ÁGUA QUENTE
SANITÁRIA
O curso é de 48h e será realizado entre 18h30 e as 22h30. O
preço é de ? 200,00.
AGENDA
Página 33
18 E 25 MARÇO
LOCAL: SEDE DA OERN NO PORTO
ORGANIZAÇÃO: OERN
26º CURSO DE ÉTICA E DEONTOLOGIA
PROFISSIONAL
A duração destes cursos é de 10 horas, a funcionar das 10h30
às 13h e das 14h30 às 17h.
O número de participantes por curso é limitado, sendo as
inscrições consideradas por ordem de recepção na Ordem dos
Engenheiros – Região Norte.
Para efectuar a inscrição deverá enviar a ficha de inscrição e
proceder ao pagamento de ? 25,00 (inclui: documentação)
Mais informações em: www.norte.ordemdosengenheiros.pt
20 DE MARÇO A 7 DE ABRIL
LOCAL: PORTO
ORGANIZAÇÃO: OERN
CURSO DE PROJECTISTA DE SISTEMAS SOLARES
TÉRMICOS
O curso é de 48h e será realizado entre 18h30 e as 22h30. O
preço é de ? 510,00.
CULTURA E LAZER
9 DE MARÇO
LOCAL: PORTO
ORGANIZAÇÃO: OERN
TERTÚLIA DE ÉTICA E DEONTOLOGIA
PROFISSIONAL
O evento tem início às 21h.
12 A 26 DE MAIO
LOCAL: PORTO
ORGANIZAÇÃO: OERN
EXPOSIÇÃO DE PINTURA DE TAVEIRA DA CRUZ
“O ÚLTIMO DOS IMPRESSIONISTAS”
Artista plástico de carreira, nasceu em Vila Real mas cedo emigrou para Espanha onde frequentou vários ateliers livres e
conheceu alguns mestres de pintura. Entretanto, regressou a
Portugal onde continua a dedicar-se à pintura. Encontra-se
representado no Museu da Fundação Eng. António de Almeida
e no Museu João Mário, em Alenquer, entre outros.
Actualmente possui o seu atelier em Vila Nova de Gaia.
Página 34
info
EDITAL
Ordem dos Engenheiros
Região Norte
Rua de Rodrigues Sampaio, 123 -4000-425 Porto
Telefones: 222 071 300/222 002 867
[email protected]
CONCURSO PARA A ELABORAÇÃO DO PROJECTO DE ENGENHARIA E ARQUITECTURA
DA “REMODELAÇÃO DAS INSTALAÇÕES DA SEDE DA REGIÃO NORTE
DA ORDEM DOS ENGENHEIROS”
Entidade adjudicante: Ordem dos Engenheiros – Região Norte, Rua de Rodrigues Sampaio, 123 – 4000-425 Porto
Designação do concurso: Concurso limitado por prévia qualificação - Remodelação das Instalações da Sede da Região
Norte da Ordem dos Engenheiros
Objecto do Concurso: Selecção da melhor proposta de solução, a nível de Estudo Prévio, para a elaboração do projecto
de Engenharia e Arquitectura da “Remodelação das Instalações da Sede da Região Norte da Ordem dos Engenheiros”,
sita na Rua de Rodrigues Sampaio, 123, Porto.
Prazo para recepção de candidatura: 27 de Março de 2006
Condições de participação: O concurso é aberto exclusivamente a equipas projectistas constituídas por profissionais
independentes e a empresas em nome individual ou societárias, habilitadas a exercerem a actividade de estudos em
projectos de Engenharia e Arquitectura, na União Europeia, desde que não se encontrem em qualquer situação de
impedimento legal para concorrerem. As responsabilidades dos projectos só podem ser subscritas por Engenheiros ou
Arquitectos. Não poderão concorrer nem colaborar, a qualquer título, com um concorrente: os membros do Conselho
Directivo da Região Norte da Ordem dos Engenheiros; os membros do Júri e eventuais consultores do mesmo; os
assessores e funcionários da entidade promotora; os sócios e colaboradores permanentes dos anteriores
intervenientes; o cônjuge, parente ou afim em linha directa ou até 2º grau da linha colateral dos anteriormente referidos.
Critérios de adjudicação: (1) Qualidade da solução de Engenharia e Arquitectura, entendida nas seguintes componentes:
integração e articulação da proposta com o edifício existente; articulação com o programa preliminar; coerência da
solução pragmática e funcional; currícula técnicos dos concorrentes, respectivos currícula de coordenadores de
projecto e restantes membros da equipa de projecto, bem como experiência de trabalho em equipa; exequibilidade da
solução numa perspectiva equilibrada entre custo e qualidade; metodologia de trabalho a adoptar; (2) preço; (3) prazos.
Prémio a atribuir: 1º. Classificado – adjudicação dos trabalhos; 2º. Classificado – 2500 ?; 3º. Classificado – 1500 ?.
Informações: http://norte.ordemdosengenheiros.pt/
Rua de Rodrigues Sampaio, 123 -4000-425 Porto, Telefones: 222 071 300/222 002 867
[email protected]
Download

info - Ordem dos Engenheiros Região Norte