76 Extração do óleo essencial de menta (Mentha arvensis L.) por destilação por arraste a vapor e extração com etanol Watanabe, C.H.; Nosse, T. M.; Garcia, C. A.; Pinheiro Povh, N. DEQ UEM, Av. Colombo, 5790, 87020-900 Maringá, PR, Brasil. E-mail: [email protected] RESUMO: A Mentha arvensis (L.) var. piperascens, pertencente à família Labiatae, produz um óleo essencial, rico em mentol, cujas aplicações nas indústrias farmacêuticas, de higiene e do tabaco lhe conferem uma importância econômica muito grande. O Estado do Paraná que já teve destaque no cenário nacional, no período de 1940 a 1960, com 95% da produção brasileira, tenta novamente retomar a cultura de menta, na região de Cascavel, por meio da Associação dos Plantadores de Menta. O objetivo deste trabalho foi identificar as melhores condições visando ao rendimento maior em óleo essencial e uma porcentagem também maior do componente principal mentol. No processo de destilação por arraste a vapor, utilizouse a pressão de 101,3 Pa na autoclave, uma vazão de condensado em torno de 60 mL/min e um tempo de extração de 60 minutos, condições determinadas em outros trabalhos, sendo analisada somente a influência da perda de umidade do material sobre o rendimento. A porcentagem de mentol contida no óleo essencial e obtida pelo processo de destilação por arraste a vapor foi menor (≅ 58%) do que a obtida no processo de extração com etanol (≅ 75%). O rendimento em óleo essencial no processo de destilação por arraste a vapor foi em torno de 0,5%, para uma razão entre a altura do extrator e a altura da carga de aproximadamente 1/1 e cerca de 0,8% para uma razão de 2/1. Já no processo de extração com etanol o rendimento foi de 3,9%, em 6 horas de extração a uma temperatura de 60 ºC e partículas de 0,351 a 0,175 mm. Palavras-chave: Mentha arvensis (L.) var. piperascens, destilação por arraste a vapor, extração com etanol ABSTRACT: Extraction of the essential oil from menthol mint (Mentha arvensis) by steam distillation and ethanol extraction. The essential oil of menthol mint (Mentha arvensis (L.) var. piperascens), from the Labiatae family was extracted by steam distillation and ethanol extrated. Menthol crystals isolated by cooling and centrifuging of the essential oil are extensively used in flavor, fragrance, and pharmaceutical industries. Menthol mint (referred as Japanese mint) was introduced in Brazil in the state of Paraná back in 1940 1960. It now accounts for 95% of the total Brazilian mint oil production. Nowadays, the state of Paraná is trying to regain the menthol mint crops, with the help from the Association of Menthol Mint Farmers. The price of the menthol mint oil produced by the farmers from that region varies according to the quality that is determined based on the menthol content. Considerably large variation has been observed in the quality of oil extracted from the same cultivars of menthol mint extracted by distinct processes. The aim of the present work was to identify the best processing conditions to maximize the yields of essential menthol oil and crystallized menthol contents of the essential oil, as well as their limonene, menthone, isomenthone, menthyl acetate contents in the extracts. The best yield of essential oil for the steam distillation process was of 0.8 (wt %), and the highest percentage of menthol was 58% (average). On the other hand, ethanol extraction, the best yield of essential oil (3.9 wt %) was obtained when using 0.351 a 0.175 mm particles at 60ºC and 6 h extraction, and the highest percentage of menthol was 75% (average). Key words: Mentha arvensis, steam distillation, ethanol extraction INTRODUÇÃO Existem diversas espécies de menta, mais do que se consegue identificar, pois a polinização das várias espécies ocorre de forma cruzada, dando origem a novos híbridos. O gênero menta compreende cerca de 25 espécies diferentes de hortelãs e correlatos que pertencem à família Labiatae. Destacam-se pelo uso de chás, com efeito medicinal, sendo bastante conhecidos principalmente pelo seu sabor característico e aroma refrescante. Todas as plantas são perenes, de crescimento rápido e fácil, com caules violáceos, ramificados; folhas opostas, serreadas e cor verde-escura; flores lilases ou azuladas dispostas em espigas terminais, frutos tipo aquênio. Dentre as mais populares destacam-se: a hortelã verde (Mentha viridis); o mentrasto (Mentha Recebido para publicação em 01/03/2004 e aceito para publicação em 31/10/2006. rotundifolia); a menta-do-levante (Mentha citrata); a hortelã-verde (Mentha. spicata); poejo (Mentha pulegium); a hortelã-crespa (Mentha crispa); a hortelãromana (Balsamite); a hortelã-pimenta que é a mais refrescante das hortelãs (Mentha piperita); e a mentajaponesa ou hortelã-doce (Mentha arvensis), rica em óleo essencial, cujo principal componente é o mentol (Maia, 1958). As espécies mais cultivadas no Brasil são a Mentha arvensis e a Mentha spicata, pois ambas são bem adaptadas ao clima subtropical, com temperaturas oscilando entre 18 e 24 ºC, apesar de suportarem temperaturas de até 40 ºC na máxima e 5 ºC na mínima. Sua necessidade de chuvas é em torno de 1300 a 2000 mm por ano, desde que bem distribuídas. Necessitam, também, de boa iluminação e não suportam longas estiagens ou prolongados períodos de chuvas (Corrêa Junior, 1994). No Brasil, a menta desenvolveu-se como uma cultura desbravadora, em terras recém- desmatadas, Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.8, n.4, p.76-86, 2006 77 dadas suas características de exigência em fertilidade do solo e água. Os solos férteis do Estado do Paraná e de São Paulo ofereceram condições favoráveis para seu cultivo. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Brasil passou a ter grande importância mundial na produção do óleo essencial de menta. O Paraná obteve destaque no cenário nacional, pois nesse período o Brasil participava entre 63,7 e 80,8% da produção mundial e o Paraná, com 95% da produção brasileira. Com o fim do desmatamento no Estado do Paraná, desapareceu a produção da planta e de mentol nacional. Contribuiu também para o fim da produção nacional de menta a criação do mentol sintético que, por ser mais barato, diminuiu a demanda e participação do mentol natural no mercado internacional. A suscetibilidade da planta à ferrugem, uma doença causada pelo Puccinia menthae, foi outro fator importante para a redução da área plantada. A menta, também, é utilizada em indústria de chicletes, de pasta de dente e farmacêuticas devido as suas propriedades medicinais, pois suas folhas possuem vitaminas A, B, C e minerais como cálcio, fósforo, ferro e potássio; exercem ação tônica e estimulante sobre o aparelho digestivo, além de propriedades anti-sépticas e ligeiramente anestésicas. Em geral, cada quilo de óleo obtido das ramas é capaz de produzir, aproximadamente 50% de óleo desmentolado e 40% de mentol cristalizado. A produção mundial de Mentha arvensis é estimada em torno de 20.000 toneladas, e os maiores paises produtores de óleo essencial de menta são China, Índia, Brasil, Japão, França e Estados Unidos (Srivastava, 2002). O Estado do Paraná, Brasil, tenta novamente retomar a cultura da menta, na região de Cascavel, por meio da Associação de Agricultores Orgânicos de Capitão Leônidas Marques e cujos agricultores têm interesses em processos de extração que melhor se adaptem à extração do óleo essencial da Mentha arvensis var. piperascens. A menta doce (Mentha arvensis var. piperascens), existente em vários paises da Ásia, pode ter rendimento até de 5% em óleo essencial; no entanto, é mais comum encontrar um rendimento de 1% a 2% de óleo essencial, cujo componente principal é o mentol (de 50% a 70% e em alguns casos 90%). Depois do mentol ser removido do óleo essencial (óleo desmentolado), restam ainda, 17% a 35% de mentona, 5% a 13% de mentil acetato, 2% a 5% de limoneno, e 2,5% a 4% de neomentol. Existem ainda traços de outros terpenos (piperitone, pulegone, âcariofileno, â-cariofileno-epóxido, á-pineno, â-pineno, germacreno D, 1,8-cineol, linalol, mentofurano, canfeno) (Rajeswara Rao, 1999). Uma série de processos têm sido investigados, para obter o óleo essencial de plantas. Entre os processos convencionais destacam-se os processos de destilação por arraste a vapor e extração com solventes voláteis. A destilação por arraste a vapor pode ser subdividida em três categorias: destilação com água, destilação com água e vapor e destilação com vapor direto. As três categorias envolvem vários processos físico-químicos e estão sujeitas às mesmas considerações teóricas: hidrodifusão, hidrólise de certos componentes do óleo essencial e decomposição ocasionada pelo calor. Já no processo de extração com solventes voláteis, o solvente penetra nas folhas e caules, já preparadas, e dissolve o princípio ativo juntamente com algumas graxas, compostos albuminosos e pigmentos. A solução é enviada a um evaporador e concentrada a baixa temperatura e, dessa forma, o solvente é recuperado. Obtém-se, assim, o que chamamos de concreto. Para se obter a fração conhecida como abstrato a mistura obtida da evaporação do solvente é redissolvida em etanol que dissolverá os diversos componentes do óleo essencial e permanecendo insolúveis as substâncias de natureza graxa. Se por um lado, os extratos obtidos neste processo apresentam uma coloração forte, devido aos pigmentos não voláteis da matéria-prima, por outro, os extratos obtidos por hidrodestilação apresentam uma coloração clara. O fator mais importante para o sucesso da extração é a eficiência e a seletividade aliada ainda à qualidade do solvente empregado (Guenther, 1972). O objetivo deste trabalho foi identificar as melhores condições de operação em relação a dois processos convencionais, visando ao rendimento maior em óleo essencial e à percentagem também maior do componente principal, o mentol. MATERIAL E MÉTODO Material A menta utilizada neste trabalho foi colhida em 26 de novembro de 2002, com tempo úmido e quente, na lua minguante e no início da floração. O solo era argiloso e a última correção foi feita em 2001, com 2000 kg/ha de calcário; em setembro de 2002, foi feita uma adubação orgânica, mas sem irrigação. A menta proveniente do município de Cascavel, PR, foi adquirida diretamente do produtor in natura, acondicionada em saco plástico e vedada. Após o recebimento, foi mantida sob refrigeração a 5 ºC. A identificação da planta foi feita pelo departamento de Botânica da Universidade Estadual de Maringá. Foram utilizados folhas e caules da menta (Mentha arvensis [L.] var. piperascens). Solvente Etil acetato grau HPLC (Mallinckrodt). Etanol Grau PA (Induslab, Arapongas, Brasil). Umidade - A umidade do material foi determinada periodicamente, pelo método proposto por Jacobs (1958). Tamanho das partículas A menta seca, à temperatura ambiente, foi moída em um moinho elétrico de facas (TECNAL, modelo TE 340, Brasil) e, em seguida, determinou- Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.8, n.4, p.76-86, 2006 78 se sua granulometria utilizando peneiras da série Tyler, com um agitador (BELTER, Brasil). A menta seca e moída foi usada no processo de extração com etanol, com a seguinte classificação em relação ao tamanho da partícula: amostra A (0,833 mm), amostra B (0,589 mm), amostra C (0,417 mm) e amostra D (0,351 a 0,175 mm). Planejamento experimental No processo de destilação por arraste a vapor, estudou-se somente a influência da perda de umidade da matéria-prima, pois as melhores condições de operação: Pressão de Operação (PO) = 101,3 Pa e Tempo de extração (TE) = 1 hora, já foram determinadas em outros experimentos (Pinheiro Povh et al., 2001). Já no processo de extração com etanol foi empregado um planejamento fatorial fracionado (4 x 3 x 2) com a finalidade de selecionar as variáveis que apresentavam influências significativas na resposta, tais como: Tempo de Extração (TE) = 1, 3 e 6 horas, Tamanho das partículas (TP) = A, B, C e D (mm), Temperatura (T) = 30 e 60 ºC. Além desses experimentos, foram feitos outros: 4 a 30 ºC e 4 a 60 ºC, no tempo de extração de 24 horas. Os experimentos de 24 horas foram realizados para se determinar o rendimento máximo em óleo essencial na menta, para cada temperatura e tamanho de partícula. Esse planejamento foi feito para verificar se uma variável teria efeito negativo ou positivo na resposta quando passasse de um nível para outro e se essas variáveis eram independentes ou apresentavam interações (Barros et al., 1995). As condições de operação e os rendimentos são apresentados nas Tabelas 1 e 2. Destilação por arraste a vapor Para a extração do óleo essencial da Mentha arvensis foi utilizado o módulo projetado por Pinheiro Povh et al. (2001) conforme Figura 1. Nesse método, o vapor é gerado, através do aquecimento da água, colocado dentro de uma autoclave cujos dispositivos permitem o controle da pressão e vazão do vapor. O vapor produzido é injetado em um destilador, provido de uma câmara de expansão com um prato perfurado em aço inoxidável, no qual se coloca a matéria-prima. Na saída do destilador são colocados um condensador e um funil de separação. A matéria-prima preparada nas condições preestabelecidas é colocada dentro da célula. O vapor, depois de passar pelo leito da matéria-prima, é condensado pelo resfriamento da água à temperatura ambiente, sendo depositado, por diferença de densidade, em um funil de separação, junto com o óleo essencial extraído. FIGURA 1. Aparelho experimental (1) autoclave; (2) destilador; (3) condensador; (4) dreno; (5) separador. Extração com etanol A extração do óleo essencial da menta com etanol foi feita em um shaker (MARCONI, modelo MA 830, Brasil), com temperatura e agitação controladas. As extrações foram feitas em duas bateladas uma à temperatura de 3 0ºC e outra a 60 ºC, variando-se os outros parâmetros, conforme dados mostrados na Tabela 2. Os frascos de erlemeyers, tampados com rolhas de borracha, contendo 30 g de menta moída e etanol, eram pesados antes e depois da extração. Em seguida, o conteúdo era filtrado a vácuo e a miscela (solvente + extrato), colocada em frasco escuro, tampado, pesado e guardado sob refrigeração, para posteriores análises. Nesse processo de extração com etanol, primeiramente separou-se o solvente do extrato. Pesou-se 20 mL do filtrado em placas de Petri (já pesadas) e deixou-as durante 48 horas em uma sala refrigerada a 18 ºC, para evitar a evaporação do óleo essencial junto com o solvente. Depois da evaporação do solvente determinou-se a quantidade de extrato. A quantificação do óleo essencial contida nesses extratos foi feita por gravimetria (Spricigo, 1998). Já a quantificação dos principais componentes como limoneno, mentona, isomentona, mentol e mentil acetato foi feita com base na percentagem de área, quando das análises cromatográficas. Identificação e quantificação do óleo essencial de menta As análises da composição química do óleo essencial e do filtrado, obtidos nas extrações de destilação por arraste a vapor e extração com etanol, respectivamente, foram feitas em cromatógrafo gasoso (CG marca VARIAN modelo 3300) dotado de uma coluna capilar DB-5 (30m x 0,25 mm x 0,25 mm), nas seguintes condições: temperatura do injetor = 240 ºC e temperatura do detector = 230 ºC, com a programação de 50 ºC (5 min); 180 ºC (5 ºC/min); 280 ºC (3 ºC/min), usando H2 como gás de arraste. Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.8, n.4, p.76-86, 2006 79 Foi injetado 1 mL de solução (@ 0,005 g de óleo diluído em 1 mL de acetato de etila p.a) das amostras da hidrodestilação e 1 mL do filtrado das amostras da extração com solventes orgânicos. As amostras foram injetadas em duplicatas, usando a técnica de split/splitless (1:21). A identificação dos componentes do óleo essencial foi feita por comparação dos cromatogramas com dados da literatura (Rajeswara Rao, 1999; Phatak e Heble, 2002) e pela análise do banco de dados do sistema CG-EM, por comparação do padrão de fragmentação obtido na espectrometria de massas. Nessa comparação, utilizou-se um cromatógrafo gasoso Shimadzu, mod GC-17AAF CBM 101, dotado de uma coluna capilar de sílica fundida DB-5 (50 m x 0,25 mm i.d. x 0,25 mm), acoplado a um espectrômetro de massas (GC-MS SHIMADZU, modelo QP-5000). A temperatura do injetor foi de 220 ºC, com a programação de 90 ºC (1 min); 290 ºC (4 ºC/min). Para as análises cromatográficas, realizadas nos dois cromatógrafos, utilizaram-se as mesmas amostras. Quantificação do resíduo nas extrações com etanol O procedimento utilizado para calcular a quantidade de óleo essencial retido na matriz sólida (resíduo) de uma extração sólido/líquido em batelada pode ser feita da seguinte maneira: Considerando que o cilindro constante da Figura 2 representa as operações de extração e filtração das fases sólido e líquido, propôs-se o seguinte esquema: F(óleo essencial) e A (sólido insolúvel) E = (B + S) yE = g de S/g de (B + S) yF = 1,0 NF = g de A/g de (B + S) R = (B + S) NR = g de A/g de (B + S) xR = g de S/g de (B + S) A (sólido insolúvel) B (solvente puro) xB = 0 FIGURA 2. Esquema de um extrator sólido/líquido em batelada. Definindo como: F = quantidade de óleo essencial (soluto)-S, contido na matriz sólida (sólido insolúvel)-A. B = quantidade de solvente puro (etanol). R = quantidade de miscela (solvente + óleo essencial) retida na matriz sólida, após filtração a vácuo. E = quantidade de miscela (solvente + óleo essencial) obtida após a filtração a vácuo. A = matriz sólida (sólido insolúvel). x, y = g de S/g de (S + B)Þ razão mássica do óleo essencial livre do sólido insolúvel (A). N = g de A/g de (S + B) Þ razão mássica de sólido insolúvel (A) em relação a miscela. Logo: O balanço de massa global será: F + B = R + E Balanço de massa do soluto S: F.yF + B.xB = R.xR + E.yE Balanço de massa do solvente B: B = E (1-yE) + R (1-xR) Considerou-se ainda que: (i) a quantidade de sólido A é insolúvel no solvente, portanto a quantidade de sólido que entra = sai; (ii) para o solvente B puro, NB=xB=0 e para o sólido seco, yF=1,0. RESULTADO E DISCUSSÃO Destilação por arraste a vapor Analisando os resultados da Tabela 1, verificase que o rendimento foi baixo, comparado com os dados da literatura que apresentaram valores entre 0,7 e 0.9 (Srivastava, 2002). Segundo Srivastava (2002), o solo rico em Cu e Zn favorece um alto rendimento do óleo essencial de menta, ao contrário do N que teve um efeito negativo sobre o solo; no entanto, o rendimento não foi muito afetado pelo pH, carbono orgânico e Fe contidos no solo. Por outro lado, a associação de Zn, Fe, Mn e P tiveram um efeito altamente positivo sobre o rendimento de mentol, enquanto o pH foi altamente negativo. Comparando as características do solo, onde foi cultivada a menta utilizada neste trabalho com as características do solo citadas por Srivastava (2002), observam-se diferenças no tratamento do solo. Ademais, a menta utilizada foi contaminada por Gryllotalpa sp. e tratada com água e sabão. Esses fatos associados às perdas de voláteis, em função da alta temperatura dentro do extrator (em torno de 102 ºC), justifica o baixo rendimento obtido. Assim como na Tabela 1, na Figura 3 éobservada a influência da perda de umidade da menta, à temperatura ambiente, sobre o rendimento do óleo essencial obtido. Verificou-se nas amostras de menta umidade total de 79%. Comparando os experimentos com aproximadamente a mesma perda percentual de umidade, ou seja, os experimentos 1, 2 e 4, 5, observase que o rendimento foi maior no segundo e quinto ensaio. Essa diferença foi porque a razão entre a altura do extrator e a altura da carga (Hextr./Hcarga) foi de 2:1, ou seja, esse parâmetro está associado à vazão do condensado, que esteve fixo e em torno de Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.8, n.4, p.76-86, 2006 80 55 mL/min, para que não houvesse tanta perda de voláteis na saída do condensador. Isto é, para vazões de condensado acima de 55 mL/min, a água de resfriamento não era suficiente para condensar o vapor que saía do destilador. Assim, a vazão foi mantida em 55 mL/min em todos os experimentos. Como a altura da carga foi reduzida pela metade, nos ensaios 2 e 5, então o leito fixo da matéria-prima foi menor e, conseqüentemente, ofereceu menor resistência ao fluxo de vapor. Acredita-se que ao dobrar a área de troca térmica do condensador, de tal forma que seja possível trabalhar com uma vazão bem maior que a utilizada, sem que haja perda de voláteis na saída do condensador, pode-se obter um rendimento maior com uma proporção da Hext./Hcarga em torno de 1:1. TABELA 1. Planejamento experimental para a extração do óleo essencial da Mentha arvensis pelo processo de destilação por arraste a vapor. Ensaio Pressão de Operação (Pa) Tempo de Extração (horas) Perda de Umidade (%) Rendimento (%) 1 101,3 1,0 3 0,57 2 101,3 1,0 5 0,78 3 101,3 1,0 16 0,45 4 101,3 1,0 25 0,34 5 101,3 1,0 25 0,48 6 101,3 1,0 35 0,38 5HQGLPHQWR Rendimento (%) = (góleo/gmat. prima seca)x100 Perda de umidade (%) = quantidade de água que a planta perdeu, após o recebimento (@79%). 1GR([SHULPHQWR FIGURA 3 - Rendimento do óleo essencial de menta, com as respectivas perdas de umidade. Na hipótese da hidrodifusão de Denny (1986), considera-se como superfície de difusão aquela na qual o óleo está contido, ou seja, uma superfície circular envolta por uma membrana em interface com a água. O comprimento da interface governa o tamanho da área de transferência de calor e o calor liberado pela condensação do vapor pode ser utilizado para vaporizar o óleo. Assume-se que o óleo essencial está difundindo ao longo de algumas fissuras na planta e emergindo à superfície, formando uma pequena área circular de óleo superficial e podendo evaporar-se somente no perímetro dessa difusão, onde terá a interface do óleo líquido e da água num contato imediato. Inicialmente, as gotas de óleo contidas na célula têm raio r e área pr 2 . Se a taxa de difusão for aumentada por um fator proporcional Z, a área deve ser reduzida a pr 2/ Z. Então a circunferência contendo óleo se rompe e a área de troca de calor é reduzida por um fator Z 1/2. Com a área de troca de calor reduzida nessa proporção, a vazão de vapor pode ser aumentada pelo mesmo fator, Z1/2, para reunir o óleo à mesma taxa anterior e Z pode ser também um fator de relação entre o tempo de extração de um experimento e outro. No entanto, condições ideais não existem na prática. Os fluidos não aumentam sua vazão de escoamento ao longo de canais restritos na mesma proporção das forças atuantes. Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.8, n.4, p.76-86, 2006 81 Quando se destilam óleos essenciais que são dependentes da hidrodifusão, a relação entre a vazão de vapor e a taxa de difusão explica porque qualquer tentativa para economizar tempo aumentando-se a destilação, deve envolver um consumo desproporcional de vapor e combustível. Na destilação por arraste a vapor, foram utilizados folhas e pequenos caules por inteiro, logo o óleo essencial estava mais difícil de se extrair, necessitando, pois, de uma vazão de vapor maior para compensar a redução da área de troca térmica na interface entre o óleo essencial e a corrente de vapor. Mas a vazão de vapor estava delimitada pela área de troca térmica da água de resfriamento no condensador. Portanto, a difusão do óleo essencial na fase vapor encontrou uma resistência maior do que se a matriz sólida estivesse cominuída. Por outro lado, para evitar a compactação do leito foram utilizados folhas e caules inteiros. Extração com etanol Antes de iniciar as extrações da menta com etanol, as amostras com ≅12% de umidade foram moídas e separadas em peneiras granulométricas. Os experimentos foram feitos em duplicata, sendo considerada a média dos resultados, conforme resultados apresentados na Tabela 2. O maior rendimento obtido foi 3,9%, nas condições de 60 ºC e partículas de 0,351 a 0,175 mm. De posse destes dados foi possível fazer um balanço de massa para cada extração, considerando o esquema da Figura 2, permitindo, desta forma, o cálculo do rendimento em óleo essencial e o percentual residual. Os níveis das variáveis envolvidas nesse processo, com seus respectivos rendimentos e a quantidade de óleo essencial retido (R) na matriz sólida em cada extração estão explícitos na Tabela 2. TABELA 2. Planejamento experimental 4x3x2 para a extração do óleo essencial da Mentha arvensis pelo processo de extração com etanol Ensaio Tempo Extração (horas) Tamanho de Partícula (mm) Temperatura (ºC) Rendimento (%)* Resíduo (%) 1 1 A 30 0,946 75,74 2 1 A 60 1,354 65,28 3 3 A 30 0,961 75,36 4 3 A 60 1,473 62,23 5 6 A 30 1,259 67,72 6 6 A 60 1,753 55,05 7 1 B 30 1,352 65,33 8 1 B 60 1,922 50,72 9 3 B 30 1,515 61,15 10 3 B 60 2,102 46,10 11 6 B 30 1,926 50,62 12 6 B 60 2,554 34,51 13 1 C 30 1,761 54,85 14 1 C 60 2,825 27,56 15 3 C 30 1,792 54,05 16 3 C 60 2,989 23,36 17 6 C 30 1,879 51,82 18 6 C 60 3,115 20,13 19 1 D 30 2,040 47,69 20 1 D 60 3,032 22,26 21 3 D 30 2,091 46,38 22 3 D 60 3,453 11,46 23 6 D 30 2,177 44,18 24 6 D 60 3,867 0,54 Rendimento (%) = (góleo/gmat. prima seca)x100 Resíduo = (%) de óleo essencial retido na matriz sólida. Partículas: A=0,833mm B=0,589mm C=0,417mm D=0,351 a 0,175 mm Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.8, n.4, p.76-86, 2006 82 A Figura 4 representa o rendimento em óleo essencial nas duas temperaturas utilizadas 30 e 60 ºC, para quatro tamanhos de partículas. Verifica-se que há um aumento do rendimento em óleo essencial quando se aumenta a temperatura e diminui-se o tamanho de partículas. Esse fato condiz com a teoria, ou seja, o método de extração que utiliza solventes voláteis depende da distribuição e proporção do constituinte solúvel no sólido, da natureza dos sólidos e do tamanho das partículas. À medida que a extração prossegue a velocidade de extração diminui porque o gradiente de concentração do soluto no solvente diminui enquanto aumenta a viscosidade do solvente devido à grande quantidade do soluto. Alguns fatores influenciam na velocidade de extração como o tamanho das partículas sólidas; a seletividade do solvente e uma baixa viscosidade, às temperaturas mais altas, freqüentemente, 5HQGLPHQWR aumentam a solubilidade do soluto no solvente e a agitação do solvente favorece o contato sólido/ solvente. A Tabela 3 contém os resultados dos ensaios de 24 horas de extração. Comparando-se os resultados dos experimentos realizados a 30 e 60 ºC, verificou-se aumento significativo no rendimento do mentol contido no óleo essencial de menta, ou seja, 43,2; 53,3; 39,2; 42,2; 38,8; 34,0; 60,4; 66,8; 65,3; 48,6; 65,1; 70,4%, em média, para os experimentos de 1 a 12 respectivamente. A primeira análise do planejamento revelou que os efeitos principais foram mais importantes na formulação do modelo do que a interação de três e até mesmo de dois fatores. O tempo de extração foi tão significativo (p=0,0135) quanto o tamanho de partícula (p=0,0001) e a temperatura (p=0,0001) sobre o rendimento do processo. & & % $ $ $ % ' ' & & & ' % 7HPSRGHH[WUDomRK FIGURA 4. Rendimento do óleo de menta em função dos tempos de extração, em diferente tamanho de partículas a 30 e 60 ºC. TABELA 3. Rendimento (%) em óleo essencial e tempo de extração de 24 horas Tamanho de partícula (mm) Temperatura (ºC) Rendimento (%) 0,833 – (A) 30 1,919 0,589 – (B) 30 2,149 0,417 – (C) 30 2,434 0,351 a 0,175 – (D) 30 2,683 0,833 – (A) 60 2,114 0,589 – (B) 60 2,759 0,417 – (C) 60 3,347 0,351 a 0,175 – (D) 60 3,879 Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.8, n.4, p.76-86, 2006 83 Caracterização e quantificação do óleo essencial e dos extratos Observou-se em todos os cromatogramas comportamento semelhante, tanto nas destilações por arraste a vapor quanto nas extrações com etanol, havendo pequenas variações nas composições das principais substâncias do óleo essencial da menta. Para a destilação por arraste a vapor, escolheu-se o cromatograma do experimento n.º 3 representado pela Figura 5, enquanto para a extração com etanol, escolheu-se o cromatograma do experimento n.º 4 representado pela Figura 6. Por outro lado, a Tabela 4 mostra o tempo de retenção e a área percentual das principais substâncias do óleo essencial de menta, sendo o limoneno, mentona, isomentona, mentol e mentil acetato as cinco substâncias mais importantes. Analisando os resultados obtidos na Figura 7, a média percentual do limoneno, mentona, isomentona, mentol e mentil acetato, no processo de destilação por arraste a vapor foi de 2,02; 7,81; 4,73; 57,60; 17,43 respectivamente. Por outro lado, a média percentual da mentona, isomentona, mentol e mentil acetato, reportadas nas Figuras 8 e 9, referente aos extratos obtidos a 60 ºC foi 5,41%; 6,07%; 75,88%; 9,24% respectivamente. Já nos extratos obtidos a 30 ºC, a média percentual foi 5,36%; 6,32%; 73,44%; 9,43% respectivamente. Em algumas amostras, tanto a 30 ºC quanto a 60 ºC não foi detectada a presença do limoneno, provavelmente devido à baixa concentração de óleo essencial no extrato. Comparando-se os experimentos realizados a 30 e 60 ºC e representados pelas Figuras 8 e 9, verificou-se aumento significativo de mentol (≅88,8%), mas nenhuma quantidade de limoneno e mentil acetato foi detectada. Apesar de o rendimento em óleo essencial ser mais significativo a 60 ºC, a média percentual das principais substâncias do óleo essencial de menta manteve-se constante em relação à média percentual das principais substâncias do óleo essencial de menta a 30 ºC. FIGURA 5. Cromatograma do experimento 3 da destilação por arraste a vapor. FIGURA 6. Cromatograma do experimento 4 da extração com etanol. Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.8, n.4, p.76-86, 2006 84 TABELA 4. Relação das principais substâncias no óleo essencial de menta, obtida pela destilação por arraste a vapor e pela extração com etanol, referente ao experimento 3 e 4 respectivamente. Principais substâncias Destilação por arraste a vapor Extração com etanol Tempo de retenção (min) Área (%) Tempo de retenção (min) Área (%) Limoneno 13,75 1,659 14,497 0,547 Mentona 19,25 9,462 19,173 4,589 Isomentona 19,66 6,064 19,617 5,872 Mentol 20,11 62,207 20,170 77,198 Mentil Acetato 21,91 13,235 24,848 5,740 Outros 7,3741 6XEVWkQFLDVGRyOHRHVVHQFLD GHPHQWD 6,054 Limoneno Isomentona Mentil acetato Mentona Mentol 1GR([SHULPHQWR FIGURA 7. Porcentagens do limoneno, mentona, isomentona mentol e mentil acetato no óleo essencial de menta da destilação por arraste a vapor. 6XEVWkQFLDVGRyOHRHVVHQFLD GHPHQWD Limoneno Mentona Isomentona Mentol Mentil acetato & 1GR([SHULPHQWR FIGURA 8. Porcentagens do limoneno, mentona, isomentona mentol e mentil acetato no extrato das extrações com etanol a 60 ºC. Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.8, n.4, p.76-86, 2006 85 Limoneno 6XEVWkQFLDVGRyOHRHVVHQFLD GHPHQWD Mentona Isomentona Mentol Mentil acetato & 1GR([SHULPHQWR FIGURA 9 - Porcentagens do limoneno, mentona, isomentona mentol e mentil acetato no extrato das extrações com etanol a 30ºC. CONCLUSÃO 1. O melhor rendimento em óleo essencial para o processo de destilação por arraste a vapor foi de 0,8%, ou seja, com 5% de umidade e uma relação de 2:1 entre a altura do extrator/altura do leito da menta. Já o melhor rendimento em óleo essencial para o processo de extração com etanol foi de 3,7%, na temperatura de 60ºC, 6 horas de extração e partículas de 0,351 a 0,175 mm. 2. Pela análise do planejamento fatorial 4 x 3 x 2 verificou-se que a temperatura, o tamanho das partículas, e o tempo de extração tiveram uma influência significativa no rendimento do processo (p=0,0001, p=0,0001, p=0,0135, respectivamente). A interação entre a temperatura e o tamanho das partículas (p=0,0478) também foi significativa. 3. Comparando-se os experimentos realizados a 30 ºC e 60 ºC, verificou-se um aumento significativo no rendimento do óleo essencial de menta a 60ºC (de 34% a 70%). No entanto, a média percentual do limoneno, mentona, isomentona, mentol e mentil acetato foi aproximadamente constante, para as duas temperaturas. 4. A qualidade, bem como as propriedades físico-químicas do óleo essencial são fortemente influen-ciadas pelas condições da planta vegetal, tais como: a idade da planta, tipo de solo, percentagem de umidade, época e forma de colheita, método de extração, grau de cominuição, qualidade do solvente, qualidade do vapor dágua etc. No entanto, como foi usada a mesma matéria-prima nos dois métodos, as vantagens e desvantagens de cada processo ficam limitadas pelo compromisso entre custos, rendimento e composição do produto obtido. 5. Processo de destilação por arraste a vapor: (i) A vantagem desse método está na utilização de grandes volumes de produção, pois requerem equipamentos convencionais mais baratos. (ii) A desvantagem está na solubilização de compostos tais como fenóis e alguns álcoois e ácidos que ficam retidos na água de condensação. Outra desvantagem é a perda dos constituintes do óleo essencial mais voláteis quando da destilação, além de que, alguns óleos essenciais contêm compostos voláteis que são sensíveis à temperatura do processo. Devido a essas dificuldades, em muitos casos, sugere-se o uso do método de extração com solventes voláteis e depois a concentração do extrato por destilação por arraste a vapor. 6. Processo de extração com etanol: (i) A vantagem deste processo consiste na obtenção de um rendimento bem maior em relação ao método de destilação por arraste a vapor, além de se obter um extrato com o odor mais próximo ao odor original da planta. No entanto, os extratos obtidos contêm certas quantidades de resinas, graxas, corantes etc. Portanto, esse processo pode ser aplicado com vantagem somente se o extrato tiver um preço alto no mercado. (ii) A desvantagem está no alto custo do processo de separação do óleo essencial dos demais materiais extraídos, tais como: resinas, graxas, corantes etc.; na escolha do solvente apropriado para cada caso e seu custo. AGRADECIMENTO À Associação de Agricultores Orgânicos de Capitão Leônidas Marques, ao CNPq e Universidade Estadual de Maringá. Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.8, n.4, p.76-86, 2006 86 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA BARROS NETO, B.; SCARMÍNIO, I. S.; BRUNS, R. E. Planejamento e otimização de experimentos. 1.ed. Campinas: UNICAMP, 1995. 299 p. CORRÊA JÚNIOR, C. Cultivo de plantas medicinais, condimentares e aromáticas. 2.ed. Jaboticabal: FUNEP, 1994. 162 p. DENNY, E. F. K. Steam distillation of the subcutaneous essential oils. In: LAWRENCE, B. M.; MOOKHERJEE, B. D.; WILLIS, B. J. 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