Maria Carolina de Toledo Sivieri Moreno Análise dos Resultados de um Programa de Intervenção para a Melhoria da Gestão em Hospitais Filantrópicos, no Estado de São Paulo. Dissertação apresentada ao Curso de PósGraduação da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo para obtenção do título de Mestre em Saúde Coletiva. São Paulo 2013 Maria Carolina de Toledo Sivieri Moreno Análise dos Resultados de um Programa de Intervenção para a melhoria da Gestão em Hospitais Filantrópicos, no Estado de São Paulo Dissertação apresentada ao curso de PósGraduação da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo para obtenção do título de mestre em Saúde Coletiva. Área de Concentração: Programas e serviços no âmbito da política de saúde Orientador: Prof. Dr. Paulo Carrara de Castro São Paulo 2013 FICHA CATALOGRÁFICA Preparada pela Biblioteca Central da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Moreno, Maria Carolina de Toledo Sivieri Análise dos resultados de um programa de intervenção para a melhoria da gestão em hospitais filantrópicos./ Maria Carolina de Toledo Sivieri Moreno. São Paulo, 2013. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo – Curso de PósGraduação em Saúde Coletiva. Área de Concentração: Programas e Serviços no Âmbito da Política de Saúde. Orientador: Paulo Carrara de Castro 1. Gestão em saúde 2. Hospitais filantrópicos 3. Gestão de qualidade 4. Estudos de intervenção BC-FCMSCSP/37-13 RESUMO Introdução: A atual situação financeira dos hospitais filantrópicos no Brasil é bastante difícil. A maioria destas instituições, além de sofrerem com as dificuldades de financiamento enfrentadas pelos prestadores de serviço do Sistema Único de Saúde, possuem processos de gestão obsoletos e com baixa eficiência na operacionalização de serviços. Neste contexto foi desenvolvido o Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, visando à melhoria da gestão destas instituições. Este programa teve como uma de suas bases a teoria da qualidade, e consistiu na intensa capacitação profissional, em atividades de consultoria presencial e no trabalho com ferramentas da qualidade, ao longo de dois anos. Objetivo: Analisar os resultados do programa relativos ao desenvolvimento gerencial dos hospitais filantrópicos. Metodologia: Trata-se de um estudo de intervenção quase experimental, no qual foram analisadas as pontuações obtidas por seis hospitais, em três avaliações externas, realizadas ao longo do programa, por meio de um roteiro pré-definido, baseado em critérios de excelência, nos hospitais integrantes do programa. Resultados: Houve uma evolução evidente, progressiva e gradual na condição gerencial dos seis hospitais estudados. Os critérios com maior evolução foram Estratégias e Planos e Resultados, e os com menor evolução foram Processos e Informações e Conhecimento, além do Perfil. Foi observada uma tendência de homogeneização dos hospitais no decorrer do programa, apesar de um ritmo de evolução diferente. Conclusões: O programa de revitalização dos hospitais filantrópicos proporcionou as condições para a melhoria dos processos gerenciais nas instituições trabalhadas, no entanto seria importante acompanhar a continuidade das ações desenvolvidas e aprofundar a análise do impacto do programa nos hospitais estudados. Descritores: Gestão em Saúde; Hospitais Filantrópicos; Gestão da Qualidade em Saúde, Estudo de Intervenção. ABSTRACT Introduction: The current financial situation of philanthropic hospitals in Brasil is quite dificult. Most of these institutions, besides suffering with financing difficulties faced by servise providers of SUS, have obsolete management processes and low efficiency in services operation. In this context was developed the Revitalization Program of Philanthropic Hospitals, aimed at improving the management of these institutions. This program had as one of it bases the theory of quality, and consisted in intese professional training, consulting activities and work with quality tools, over two years. Objective: Analyze the results of the program for the managerial development of the philanthropic hospitals. Methodology: This was a quasiexperimental intervention study in wich were analyzed the scores of the hospitals members of the program, on three external avaluations, along the program, by means of a pre-defined guide based on excellence criteria. Results: There was a clear, gradual e progressive evolution in the management condiction of the six hospitals. The criteria that were more developed were Strategies and Plans and Results. The smaller evolutions were with Processes, Information and Knowledge, and Profile. A tendency of homogenization of hospitals was observed throughout the program, although a diferente rate of evolution. Conclusions: the Revitalization Program of Philanthropic Hospitals provided the conditons for improvement of management processes in the worked institutions, however it is important to follow the continuity of the actions developed and deepen the analyzis of the program’s impact in the studied hospitals. Keywords: Health Management, Philanthropic Hospitals, Total Quality Management, Intervention Studies. Sumário 1. INTRODUÇÃO 2. O PROGRAMA DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS 16 3. OBJETIVOS 34 4. 5. 9 3.1 Objetivo principal: 34 3.2 Objetivos secundários: 35 METODOLOGIA 35 4.1 Desenho 35 4.2 Fontes e Dados 36 4.3 Plano de Análise 40 RESULTADOS E DISCUSSÃO 41 5.1 A Evolução Global dos Hospitais. 41 5.2 A Evolução dos Hospitais Pelos Critérios do Roteiro de Avaliação. 44 5.3 A Evolução individual dos Hospitais Sede no Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos. 58 5.3.1 Associação Hospitalar Bauru 58 5.1.2 Santa Casa de Araçatuba 61 5.3.2 Santa Casa de Araraquara 63 5.3.4 Santa Casa de Ribeirão Preto 66 5.3.5 Santa Casa de Santos 69 5.3.6 Santa Casa de Sorocaba 72 6 CONCLUSÃO 74 7 BIBLIOGRAFIA 76 ANEXOS ANEXO 1 : Roteiro de Avaliação : Projeto de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, CQH, setembro 2008. 79 80 ANEXO 2: Tabela completa de pontuação das três avaliações realizadas por meio do roteiro de avaliação do CQH 174 9 1. INTRODUÇÃO As Santas Casas surgiram no Brasil a partir do século XVI, inicialmente em Santos, na Bahia, em Olinda e em São Paulo, a partir de conceitos e práticas trazidos pelos jesuítas18. Outras comunidades também tiveram a iniciativa de construir hospitais em busca de reconhecimento perante a sociedade local e para criar serviços de apoio aos necessitados, principalmente na segunda metade do século XX 3,18. No estado de São Paulo a expansão da rede de hospitais filantrópicos pode ser cronologicamente associada ao ciclo do café, à imigração europeia, às novas ocupações territoriais e à expansão da malha ferroviária regional 3. Tinham como objetivos maiores a continuidade e ampliação das relações políticas da Igreja e garantia da manutenção das tradições. A organização das lideranças locais e a formação destas instituições influenciaram o desenvolvimento econômico, a ocupação territorial, a interação com as lideranças políticas e sociedade local 3,18. Os Hospitais Filantrópicos no Brasil são responsáveis por 31% dos leitos existentes no país, segundo o DATASUS em novembro de 2012. Segundo a mesma fonte, no total representam 11,34% das unidades hospitalares do Brasil. São importantes prestadores de serviço ao SUS, responsáveis por 31,2% dos leitos SUS disponíveis. Estão localizados no interior dos estados 81% deles, em 54% dos casos são o único hospital do 10 município, sendo que pouco mais de um terço deles situa-se em municípios com menos de 20 mil habitantes, evidenciando a grande capilaridade destas instituições pelo país. Não possuem Unidade de Terapia Intensiva 75% deles, e 41% possuem até 50 leitos³. Menos de um quarto destes hospitais possuem entre 100 e 300 leitos. Somente 2,3% possuem mais de 300 leitos23. Durante anos as contribuições financeiras regulares de irmãos ou sócios das irmandades e das comunidades locais sustentaram os hospitais filantrópicos. No entanto o aumento da carga tributária sobre as empresas e os cidadãos, e o início do repasse de recursos do Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social - INAMPS, e posteriormente do Sistema Único de Saúde - SUS, por serviços prestados por estes hospitais, promoveu o decréscimo destas contribuições 3. Antes da constituição de 1988 as políticas do Estado brasileiro buscaram em diferentes momentos favorecer o crescimento e desenvolvimento das instituições filantrópicas, ora como investimentos e custeio, ora com a isenção de taxas e impostos. Estas entidades eram reconhecidas como de utilidade pública, pois a assistência prestada era voltada a comunidade, sem restrição de grupos 18. Na criação do Sistema Único de Saúde, a definição de que saúde é um direito de todos e um dever do estado, trouxe uma remodelação das relações entre as instituições filantrópicas e o Estado. O conceito de 11 caridade e misericórdia dado a assistência prestada por estas instituições foi abandonado, assim como a figura do homem sem direitos 18. Gradualmente a participação dos hospitais filantrópicos nos repasses financeiros realizados pelo SUS com internações hospitalares foi aumentando. Boa parte dos hospitais privados lucrativos foi substituída pelos hospitais públicos e filantrópicos na prestação de serviços 3. A redução das contribuições associada ao aumento do financiamento de suas atividades com recursos do SUS tornou os hospitais filantrópicos mais dependentes do sistema no que tange a sua sobrevivência 3. As dificuldades geradas pelo subfinanciamento do SUS obstaculizaram a modernização destes hospitais e de seus processos de gestão, muitas vezes obsoletos, pois somada à escassez de recursos está a baixa eficiência na operacionalização dos serviços. Além da utilização de métodos quase artesanais de administração, o corporativismo de grupos profissionais nucleares, que exercem liderança em um serviço de saúde, pode ter sido outro fator que contribuiu para dificultar ações coordenadas e a melhoria dos processos de gestão. Tanto o corpo médico quanto o de enfermagem, frequentemente desenham seus próprios modelos de gestão e avaliação, não aceitando definições institucionais 21. Nos anos noventa, com a efetiva implantação do SUS, houve uma piora progressiva nos resultados financeiros destas instituições. Atualmente a maioria dos hospitais filantrópicos apresentam um resultado financeiro 12 ruim 23 . Esta cronicidade de maus resultados promove questionamentos quanto à permanência dos hospitais filantrópicos em atividade. Um dos motivos seriam as frequentes doações extra orçamentárias fornecidas por estados e municípios a estas entidades 23. Mas como interagir, no Sistema Único de Saúde, com instituições antigas, muitas delas centenárias, socialmente reconhecidas e, muitas vezes únicas nos municípios, como legítimas parceiras no sistema público universal? Hoje estes hospitais formaram um conjunto de unidades de saúde com pouca interação, sem planejamento da oferta de serviços e estão precariamente inseridos nas redes de assistência. Somente 3% dos hospitais filantrópicos possuem gestão terceirizada, porém 78% deles possuem contratos com operadoras de plano de saúde. Do total 31% têm convênios simultâneos com mais de 10 operadoras, e apenas 4 % possuem convênio próprio. Não obstante, o setor público é o maior comprador de serviços 23. A partir de um estudo realizado pela FIOCRUZ 6,20 , foram avaliados 63 hospitais filantrópicos de acordo com a sua capacidade gerencial. Este estudo classificou os hospitais através de seis dimensões do gerenciamento hospitalar: Direção e planejamento, econômico-financeira, recursos humanos, serviços técnicos, serviços logísticos e tecnologia da informação. Cada dimensão era composta por um conjunto de variáveis (no total de 13 oitenta e duas), que foram determinantes para a classificação em três níveis de desenvolvimento: avançado, em desenvolvimento e incipiente. Observouse que 83% dos Hospitais Filantrópicos avaliados foram considerados incipientes, carcterizando a enorme deficiência gerencial existente 6,20 . Promover a melhoria da qualidade da gestão e de seus resultados assistenciais é imprescindível para a sobrevivência destas instituições 3. Há quem advogue simplesmente fechá-los por apresentarem uma gestão deficiente e alto custo operacional, baixa taxa de ocupação e resolutividade limitada. Isto seria uma alternativa plausível? Há, nas últimas décadas, um forte movimento para a adoção de programas de qualidade nas organizações hospitalares em diversos países, no sentido de promover maior eficácia de serviços e um gerenciamento mais efetivo. As sucessivas crises econômicas mundiais, o frequente incremento de novas tecnologias, a necessidade de conter gastos e manter ou melhorar a qualidade assistencial tem disseminado o modelo de gestão da qualidade de forma global 1. A teoria da qualidade coloca o usuário no centro do processo de decisão da instituição, e os produtos gerados devem ser voltados para o atendimento de suas necessidades 8 . Segundo Teboul “a qualidade é conjunto das propriedades e características de um produto, processo ou serviço que lhe fornecem a capacidade de satisfazer as necessidades explícitas ou implícitas” 27. 14 Donabedian define qualidade através de sete pilares: eficácia, eficiência, efetividade, otimização, aceitabilidade, legitimidade, equidade 5. Segundo ele, no modelo de assistência médica, qualidade é aquilo que é bom para o consumidor, definido por ele e pelo prestador de serviço. A interação entre o fornecedor e usuário está centrada na relação médicopaciente, e o consumidor é um co-produtor de qualidade com maior peso de interferência no produto, quando comparado à indústria. Neste modelo o baixo custo tem uma importância menor e os pilares mais relevantes são a otimização e a equidade, que são diretamente dependentes de políticas e das formas de sua implantação 6. Para que haja impacto das ações da gestão da qualidade em saúde deve-se monitorar e avaliar continuamente a prestação de serviços sob três aspectos essenciais: estrutura, processo e resultado. A estrutura considera aspectos como instalações, equipamentos, recursos econômicos, remuneração, recursos humanos, e estrutura organizacional. Os processos estão relacionados ao modo de fazer, do ponto de vista técnico e sua interação com os usuários. Os resultados referem-se aos efeitos e consequências da assistência prestada, considerando parâmetros de medição e satisfação 5. A adoção do modelo de gestão da qualidade promove o conhecimento profundo dos processos das instituições, a adoção de medidas de prevenção e aquisição de know how para obter os melhores resultados. Considerar a história da instituição, ensinando-a a aprender com 15 suas falhas é a melhor forma de promover a implantação da gestão da qualidade de forma consistente 27. É bastante frequente que as instituições, ao se familiarizarem com os conceitos da gestão da qualidade, realizem ações, sem um planejamento prévio. No entanto, para que haja condições de avaliar se a instituição está no caminho certo é necessária uma base de comparação e uma avaliação sistemática dos resultados obtidos. Isto pode ser alcançado por meio de um processo de planificação 9. Os primeiros registros sobre planejamento surgem nos textos sobre estratégia militar escritos por Sun Tzu, por volta do sec IV aC. Foi inserido na indústria, inicialmente para controle financeiro e orçamentário e posteriormente, visando otimização da produção, lucro e qualidade 24. Há diversas formas de se definir o processo de planificação. Uma definição que permite uma noção interessante é a de Mintzberg: “ procedimento formal para produzir um resultado articulado, na forma de um sistema integrado de decisões... O planejamento ajuda a traduzir a estratégia pretendida em estratégia realizada...” 24 Nos anos 90 o planejamento passou a ser considerado como agente no processo de mudança. Surge o conceito de administração estratégica, mais amplo por considerar não apenas a formulação, mas implantação e controle estratégico. 22 Administração estratégica é “...o processo 16 organizacional para identificar o futuro pretendido, e desenvolver guias de decisão para alcançar esse futuro.” 9 O planejamento em saúde, segundo Mario Testa, tem o propósito mais abrangente de mudança social, por meio de um diagnóstico em saúde, estratégico e ideológico, promovendo consciência sanitária e social. Seguido de propostas programáticas e estratégicas, considerando processos técnicos e políticos. Ele propõe um modo de entender o planejamento, sem instrumentalizá-lo 28,29. Ainda hoje poucos hospitais adotam essa prática de forma consistente; com frequência o planejamento é visto como um ritual, sem sentido próprio, predominando a lógica instrumental 25. 2. O PROGRAMA DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS No cenário empresarial geral, a adoção de práticas de qualidade é bastante difundida. Há inclusive instituições certificadoras que avaliam o desempenho das empresas. Neste contexto a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), reconhecida nacionalmente pela qualidade na gestão, sendo vencedora por duas vezes, em 2005 e 2008, do Prêmio Nacional de Qualidade, decidiu reformular um programa de responsabilidade social exercido junto aos hospitais filantrópicos inseridos em sua área de atuação. 17 O programa era inicialmente assistencialista e incipiente, e consistia em descontos nas contas de energia das unidades hospitalares, de forma variável quanto à proporção e duração. Sua realização foi suspensa após a privatização do setor energético a partir de 1998, que definia pela isonomia de consumidores e não permitia a continuidade dos descontos fornecidos aos hospitais filantrópicos. Com isso a Companhia passou a adquirir e doar equipamentos médico-hospitalares a partir de solicitações pontuais das unidades hospitalares. Na avaliação desta estratégia verificou-se impacto insignificante na melhoria à assistência, sem grandes benefícios à população assistida. Visando valorizar a qualidade na gestão a CPFL definiu pelo desenvolvimento de um programa de melhoria de gestão dos hospitais filantrópicos inseridos em sua área de concessão. Associou-se ao Centro de Estudos Augusto Leopoldo Ayrosa Galvão - CEALAG, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público constituída principalmente pelos professores do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, que naquele momento estava realizando um trabalho de avaliação da relação dos hospitais filantrópicos com o SUS e a rede de saúde suplementar. As diretrizes do programa, a linha de atuação, o conteúdo técnico e a execução ficaram a cargo do CEALAG. Coube à CPFL o financiamento do programa, de modo a não onerar os hospitais participantes 3. A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo foi convidada a participar, por meio de 18 seus departamentos regionais de saúde, responsabilizando-se por incentivar a participação, acompanhar e auxiliar no desenvolvimento do projeto, assim como também a FEHOSP (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo), por ser o principal órgão representante dos hospitais filantrópicos, que ficou responsável por realizar a interlocução geral com estes hospitais 3. Por ser um programa de responsabilidade social que por definição deve promover ações para uma sociedade mais justa e para um ambiente mais limpo 3, desenvolvendo ações que beneficiem a sociedade como um todo, para integrar o programa os hospitais deveriam ter um atendimento majoritário voltado ao Sistema Único de Saúde. A participação foi facultativa, através de assinatura de um termo de adesão. Além de melhorar a qualidade da gestão, o programa também pretendia estreitar a relação entre os hospitais filantrópicos situados na mesma região, na tentativa de otimizar a demanda e oferta de serviços, além de facilitar o estabelecimento de redes de atenção à saúde, potencializando seu desempenho e qualificando sua participação no SUS. O programa de melhoria da gestão dos hospitais filantrópicos foi concebido em fases. A primeira fase aconteceu como projeto piloto, ao longo de dois anos, entre dezembro de 2005 e outubro de 2007, nas regiões de saúde de Franca e de Piracicaba. Estas foram escolhidas pelo CEALAG por possuírem somente hospitais filantrópicos em sua rede de assistência ao 19 SUS, considerando as áreas de atuação da CPFL. Ela abrangeu seis hospitais tidos como referências microrregionais, o que possibilitou a disseminação dos conteúdos trabalhados para outros hospitais de menor porte na região. Cada hospital foi submetido a diversas ações: receberam, ao longo de dois anos, o trabalho presencial direto, de 16 horas por semana de dois consultores, sendo realizadas oficinas de planejamento estratégico, reuniões, cursos e intervenções diretas. Também foram criados, em cada hospital participante, comitês de revitalização, que tinham o papel de interlocução entre consultores e colaboradores e eram responsáveis pela implementação e capilarização dos trabalhos. Para avaliar e garantir a isenção na análise dos resultados do programa foi estabelecida uma parceria com o CQH, Compromisso com a Qualidade Hospitalar, núcleo mantido pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e pela Associação Paulista de Medicina, cujo objetivo é contribuir para a melhoria contínua da gestão e da assistência prestada. Além disso estimula a participação e a auto avaliação, e promove estímulos à mudança de atitudes e de comportamentos, incentiva o trabalho coletivo. 11 Foram realizadas quatro avaliações, por meio do instrumento de avaliação do CQH adaptado às necessidades e especificidades dos hospitais filantrópicos. A primeira foi realizada no início do projeto, a 20 segunda e a terceira durante a sua execução e a quarta e última avaliação foi realizada ao final das atividades. Pode-se verificar um significativo aprimoramento na gestão dos hospitais e em que áreas as intervenções permitiram melhores resultados 3. A partir da conclusão do projeto piloto, com base nos resultados obtidos, solidificou-se a ideia de estender o programa de revitalização dos hospitais filantrópicos para toda a área de concessão da CPFL. A 2ª fase aconteceu entre novembro de 2008 e dezembro de 2010, mantendo as mesmas bases conceituais da primeira. Houve uma revisão na metodologia de trabalho para facilitar a uniformização dos conceitos transmitidos e a disseminação das informações oferecidas por todas as instituições participantes. O programa foi concebido para se desenvolver em dois anos. Houve uma concentração das atividades de capacitacão no primeiro ano do programa, com o intuito de melhorar o nível de qualidade do plano estratégico da instituição em curto prazo e poder ajustar vas atividades de aprimoramento da gestão institucional no segundo ano. A avaliação externa pelo CQH se manteve, sendo realizada em três momentos: no início do programa, após um ano e ao seu final. O objetivo principal do Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos foi elevar o desempenho administrativo e a qualidade dos serviços prestados pelos hospitais filantrópicos, inseridos nas áreas de 21 atuação da CPFL, dentro dos princípios e diretrizes do SUS e das normas e padrões do Programa de Responsabilidade Social da CPFL, com base nas experiências desenvolvidas nas regiões de Franca e Piracicaba. A maior diferença introduzida no programa foi a atuação da consultoria sob uma estratégia de trabalho regional. Desse momento em diante, a programação se desenvolveria considerando um hospital sede na região, a partir do qual o programa se estenderia aos demais, conforme se detalhará mais adiante. Para agilizar o planejamento e extensão, o programa foi subdividido, de acordo com as áreas de responsabilidade dos Departamentos Regionais de Saúde do Estado de São Paulo. A área de concessão da empresa compreenderia os seguintes departamentos da Secretaria Estadual da Saúde: DRS II Araçatuba, DRS III Araraquara, DRS IV Baixada Santista, DRS V Barretos, DRS VI Bauru, DRS VII Campinas, DRS VIII Franca, DRS IX Marília, DRS X Piracicaba, DRS XIII Ribeirão Preto, DRS XIV São João da Boa Vista, DRS XV São José do Rio Preto, DRS XVI Sorocaba 12. No entanto é importante ressaltar que a área de abrangência da CPFL nem sempre contempla toda a área territorial da região de saúde. Na operacionalização do projeto, além dos Departamentos Regionais de Saúde de Franca e Piracicaba, já trabalhados, as demais regionais foram divididas em outras duas fases: 22 2ª Fase: Os Departamentos Regionais de Saúde de Araçatuba, Araraquara, Baixada Santista, Bauru, Ribeirão Preto, Sorocaba. 3ª Fase: Os Departamentos Regionais de Saúde de Barretos, Campinas, Marília, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto. Para a segunda fase ficou definido que em cada região de saúde haveria um hospital sede dos trabalhos, sendo os demais denominados hospitais participantes. Por definição, no Programa: Hospital Sede: conveniado com o SUS como hospital filantrópico e cadastrado como referência hospitalar na regulação regional, com um número de leitos superior a 50, que assinou voluntariamente o termo de adesão ao programa, que se compromete a elaborar o planejamento estratégico da instituição, formar o comitê de revitalização e qualidade, participar efetivamente das atividades coletivas do programa, submeter-se às avaliações do CQH, apoiar os hospitais filantrópicos da região na sua qualificação e contribuir para a disseminação do programa. Hospital participante: conveniado com o SUS como hospital filantrópico e cadastrado na regulação regional, que assinou voluntariamente o termo de adesão ao programa, que se compromete a realizar um planejamento estratégico da instituição, formar o comitê de revitalização e qualidade, participar efetivamente das atividades coletivas do programa, submeter-se às avaliações do CEALAG, apoiar os hospitais filantrópicos da região na sua qualificação e contribuir para a disseminação do programa. 23 Os hospitais sede definidos foram: 1) Associação Hospitalar de Bauru Fundado em dezembro de 1977, conhecido como Hospital de Base de Bauru. Possui 205 leitos, sendo 192 leitos SUS. Possui residência médica em cirurgia geral, extensão da UNESP. Realiza atendimentos nas seguintes especialidades: Cirurgia cardíaca, neurocirurgia, cirurgia bucomaxilofacial, traumato-ortopedia, cirurgia de cabeça e pescoço, nefrologia, urologia, hematologia, cirurgia vascular, radiologia, oftalmologia, clinica médica, medicina intensiva, pneumologia, infectologia, cirurgia geral, cirurgia plástica10. O hospital está habilitado para executar as seguintes atividades, conforme quadro 1: 24 Quadro 1 - Habilitações da Associação Hospitalar Bauru, CNES/DATASUS, fevereiro 2013. Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 - dez 2010 : CENTRO DE REFERENCIA EM ATENCAO A SAUDE DO IDOSO UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE CARDIOVASCULAR CIRURGIA CARDIOVASCULAR E PROCEDIMENTOS EM CARDIOLOGIA INTERVENCIONISTA CUIDADOS PROLONGADOS - ENFERMIDADES NEUROLÓGICAS REFERENCIA HOSPITALAR EM ATENDIMENTO SECUNDARIO A GESTACAO DE ALTO RISCO UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM NEFROLOGIA(SERVIÇO DE NEFROLOGIA) UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM NEUROLOGIA/NEUROCIRURGIA LAQUEADURA VASECTOMIA RETIRADA DE ORGAOS E TECIDOS UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM TRAUMATO-ORTOPEDIA UTI II ADULTO UTI II NEONATAL UTI II PEDIATRICA HOSPITAL TIPO III EM URGENCIA VIDEOCIRURGIAS 2) Santa Casa de Araçatuba Fundada em 20 de março de 1927, por um grupo de representantes da comunidade local, para atendimento médico hospitalar gratuito de pessoas carentes. Estrutura atual inaugurada em 1968. São 288 leitos, sendo 231 SUS. Possui serviço de Hemodinâmica, 41 leitos de UTI, e Pronto Socorro referenciado, para a rede municipal e regional. Possui convênio próprio 10, 14. O hospital está habilitado para executar as seguintes atividades, conforme quadro 2: 25 Quadro 2 - Habilitações da Santa Casa de Araçatuba, CNES/ DATASUS, fevereiro 2013. Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 - dez 2010 : UNID.DE ASSIST. DE ALTA COMPLEXIDADE AO PACIENTE PORTADOR DE OBESIDADE GRAVE UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE CARDIOVASCULAR CIRURGIA CARDIOVASCULAR E PROCEDIMENTOS EM CARDIOLOGIA INTERVENCIONISTA CIRURGIA VASCULAR SERVICO HOSPITALAR PARA TRATAMENTO AIDS REFERENCIA HOSPITALAR EM ATENDIMENTO SECUNDARIO A GESTACAO DE ALTO RISCO UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM NEFROLOGIA(SERVIÇO DE NEFROLOGIA) UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM NEUROLOGIA/NEUROCIRURGIA UNACON COM SERVICO DE HEMATOLOGIA UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM TRAUMATO-ORTOPEDIA UTI II ADULTO UTI II NEONATAL UTI II PEDIATRICA HOSPITAL TIPO III EM URGENCIA VIDEOCIRURGIAS 3) Santa Casa de Araraquara Fundada em 25 de fevereiro de 1902. São 157 leitos, sendo 118 SUS. 75% do atendimento de urgência e emergência, 90% do atendimento SUS. Possui atendimento de alta complexidade em Neurocirurgia, Cirurgia Cardíaca e Ortopedia 10, 16. O hospital está habilitado para executar as seguintes atividades, conforme quadro 3: 26 Quadro 3 - Habilitações da Santa Casa de Araraquara, CNES/ DATASUS, fevereiro 2013. Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 - dez 2010 : CENTRO DE TRATAMENTO DA MA FORMACAO LABIO PALATAL UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE CARDIOVASCULAR CIRURGIA CARDIOVASCULAR E PROCEDIMENTOS EM CARDIOLOGIA INTERVENCIONISTA CIRURGIA VASCULAR CUIDADOS PROLONGADOS - ENFERMIDADES CARDIOVASCULARES SERVICO HOSPITALAR PARA TRATAMENTO AIDS UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM NEUROLOGIA/NEUROCIRURGIA UNACON COM SERVICO DE RADIOTERAPIA UNACON COM SERVICO DE HEMATOLOGIA LAQUEADURA VASECTOMIA UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL E PARENTERAL CORNEA/ESCLERA BANCO DE TECIDO OCULAR HUMANO RETIRADA DE ORGAOS E TECIDOS UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM TRAUMATO-ORTOPEDIA UTI II ADULTO UTI II NEONATAL UTI II PEDIATRICA HOSPITAL TIPO III EM URGENCIA 4) Santa Casa de Ribeirão Preto Fundada em 1910, pela Sociedade Beneficente de Ribeirão Preto. São 209 leitos, 145 SUS. Possui convênio próprio. É cadastrado como hospital escola 10, 15. O hospital está habilitado para executar as seguintes atividades, conforme quadro 4: 27 Quadro 4 - Habilitações da Santa Casa de Ribeirão Preto, CNES/ DATASUS, fevereiro 2013. Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 - dez 2010 : CIRURGIA CARDIOVASCULAR E PROCEDIMENTOS EM CARDIOLOGIA INTERVENCIONISTA HOSPITAL AMIGO DA CRIANCA UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM NEUROLOGIA/NEUROCIRURGIA UNACON COM SERVICO DE ONCOLOGIA PEDIATRICA LAQUEADURA VASECTOMIA UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL E PARENTERAL CORNEA/ESCLERA RIM BANCO DE TECIDO OCULAR HUMANO RETIRADA DE ORGAOS E TECIDOS UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM TRAUMATO-ORTOPEDIA UTI II ADULTO UTI II PEDIATRICA UTI III NEONATAL 5) Santa Casa de Santos Inaugurada em 1543 pelo Fidalgo Brás Cubas, líder do povoado de São Vicente. São 603 leitos, 312 do SUS. Possui convênio próprio, e 83 leitos de unidades de terapia intensiva. Total de 3578 funcionários. Cadastrado como hospital escola 10, 13. O hospital está habilitado para executar as seguintes atividades, conforme quadro 5: 28 Quadro 5 - Habilitações da Santa Casa de Santos, CNES/ DATASUS, fevereiro 2013. Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 - dez 2010 : CIRURGIA CARDIOVASCULAR E PROCEDIMENTOS EM CARDIOLOGIA INTERVENCIONISTA SERVICO HOSPITALAR PARA TRATAMENTO AIDS UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM NEFROLOGIA(SERVIÇO DE NEFROLOGIA) UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM NEUROLOGIA/NEUROCIRURGIA CACON COM SERVICO DE ONCOLOGIA PEDIATRICA UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL E PARENTERAL CORNEA/ESCLERA BANCO DE TECIDO OCULAR HUMANO RETIRADA DE ORGAOS E TECIDOS UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM TRAUMATO-ORTOPEDIA UTI II ADULTO UTI III ADULTO UTI III PEDIATRICA HOSPITAL TIPO III EM URGENCIA 6) Santa Casa de Sorocaba Fundada em 1803, realiza atendimentos em Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Pediatria, Neurocirurgia, Ortopedia e Oncologia. Não possui maternidade. Possui convênio próprio. São 292 leitos, 193 leitos SUS. 10, 17 O hospital está habilitado para executar as seguintes atividades, conforme quadro 6: 29 Quadro 6 - Habilitações da Santa Casa de Sorocaba, CNES/ DATASUS, fevereiro 2013. Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 - dez 2010 : UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM NEUROLOGIA/NEUROCIRURGIA UNACON COM SERVICO DE RADIOTERAPIA LAQUEADURA VASECTOMIA UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL E PARENTERAL UNIDADE DE ASSISTENCIA DE ALTA COMPLEXIDADE EM TRAUMATO-ORTOPEDIA UTI II ADULTO UTI II NEONATAL VIDEOCIRURGIAS Neste momento, o Programa, além de promover o desenvolvimento gerencial teve como propósitos construir polos e redes de apoio aos Hospitais Filantrópicos, oferecer cursos de capacitação, aprimoramento e atualização, estimular a implantação da Política de Humanização do SUS, e oferecer um programa de eficiência energética. Em relação ao desenvolvimento gerencial, alguns preceitos que orientam vários programas de qualidade, dentre os quais o PNGS- Prêmio Nacional de Gestão em Saúde, foram adotados pelo Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos: 30 Visão Sistêmica. Gestão Compartilhada. Valorização das Pessoas. Organização por processos. Pactuação interna. Organização por unidades de produção com estrutura de Colegiados. Autonomia de gestão, negociada coletivamente e com respeito ao projeto institucional. Foco no usuário e resultados. Avaliação permanente. Para construir polos e redes de apoio aos hospitais filantrópicos optou-se por organizar um polo de apoio técnico em gestão de suprimentos, identificar áreas de excelência e promover a disseminação de experiências entre os hospitais filantrópicos e criar redes de comunicação e divulgação das atividades nas instituições, além da constituição dos comitês de revitalização regionais. As equipes de consultores atuaram de forma itinerante dentro de uma mesma região alternando entre hospital sede e hospitais participantes. Foram responsáveis pelo diagnóstico inicial dos hospitais participantes, e realizaram atividades em grupos com os hospitais filantrópicos de cada região. Promoveram cursos que foram ministrados no interior dos hospitais e participaram dos cursos de apoio ao programa que foram articulados com os cursos coordenados pela FEHOSP. 31 A fim de promover cursos de capacitação, aprimoramento e atualização foi definida uma agenda obrigatória de capacitações a serem desenvolvidas ao longo dos dois anos, com maior concentração no primeiro ano, intimamente ligada aos princípios do programa. Deveriam ser abordados os seguintes temas: Princípios do Prêmio Nacional de Gestão em Saúde, Planejamento Estratégico, Sistema de Informação, Modelos de Atenção, Gestão de Materiais, Gestão de Pessoas, Gestão de Equipamentos, Gestão de Resultados, Gestão de Custos, Liderança, Programa de Humanização, Gestão de Processos. Os consultores desempenharam as atividades em suas regiões de saúde de trabalho e nos cursos e capacitações nos outros locais de modo a garantir a disseminação das melhores práticas em cada área de atuação definida como tema, na tentativa de manter a uniformidade das informações promovidas, mas sempre permitindo liberdade na aplicação dos conceitos e nos métodos de trabalho. As ações de humanização, cuja implantação visa obter algum impacto na melhoria dos processos assistenciais mais diretamente, tiveram, dentre os dispositivos propostos pela Política Nacional de Humanização, alguns priorizados em função do impacto e da possibilidade de serem implementados antes do término do Programa, quais sejam: o acolhimento, a classificação de risco, a visita aberta, ouvidoria e voluntariado. 32 Com o desenvolvimento do Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos as instituições deveriam alcançar, de si mesmas, uma melhor compreensão sistêmica, adotar um modelo de gestão, definir medidas de desempenho, promover maior interação e cooperação entre os setores além de alcançar reconhecimento e visibilidade externa. Na tentativa de garantir a continuidade da interação entre os hospitais filantrópicos participantes após o término do programa e facilitar a disseminação das informações e capacitações promovidas durante a sua realização incorporou-se à segunda fase do Programa de Revitalização a formação dos Comitês Regionais de Revitalização. Criados em cada Região de Saúde foram constituídos por representantes dos Departamentos Regionais de Saúde, pelo hospital sede regional, pelos hospitais participantes, por hospitais filantrópicos de pequeno porte convidados e demais serviços de saúde que o grupo considerasse relevante. Foram recomendadas algumas práticas a serem adotadas e disseminadas ao longo do programa: a adoção de um prontuário único e compartilhado baseado em projeto terapêutico, o incentivo ao trabalho de equipe multiprofissional e o monitoramento de indicadores de resultado. Em comum acordo entre a CPFL e o CEALAG definiu-se um rol de indicadores, que serviram para proporcionar informações gerais da evolução do programa ao longo do seu desenvolvimento relativos a aspectos assistenciais e gerenciais, conforme quadro 7 abaixo: 33 Quadro 7 – Indicadores obrigatórios, Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 – dez 2010. Pesquisa de satisfação do Cliente Pesquisa de clima organizacional Taxa de Ocupação Média de Permanência Taxa de Mortalidade institucional Taxa de Infecção Hospitalar Taxa de Suspensão de Cirurgias Médias de Funcionários por leito Média de pessoal de enfermagem por leito Taxa de Absenteísmo Proporção de cumprimento de metas do planejamento estratégico Horas de treinamento Pontuação do CQH para hospitais sede Pontuação do CEALAG para hospitais participantes De início, para estabelecer uma linha de base que permitisse visualizar a condição gerencial e assistencial do hospital e dar subsídios para as oficinas de planejamento estratégico que ocorreriam a seguir em cada hospital, foi realizada primeira avaliação do CQH e a aplicadas as pesquisas de clima organizacional e de satisfação dos clientes. Nas oficinas foram definidas ou revisadas a missão, visão e valores das instituições, além da análise dos ambientes interno e externo, pontos 34 fortes e oportunidades de melhoria. O modelo utilizado é bastante semelhante ao proposto por Ginter, que divide a administração estratégica em quatro etapas: análise situacional, formulação da estratégia, implementação da estratégia e o controle da estratégia 9. Foram elaborados painéis de indicadores, sob a supervisão dos consultores, e definida a metodologia para o acompanhamento do cumprimento dos planos e metas estabelecidos. O plano estratégico foi revisto após um ano de trabalho e seu acompanhamento sistemático também foi objeto de análise nas visitas do CQH subsequentes. 3. OBJETIVOS 3.1 Objetivo principal: Analisar os resultados do Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos relativos ao desenvolvimento gerencial, nos hospitais sede, no período de novembro de 2008 a dezembro de 2010. 35 3.2 Objetivos secundários: Identificar se os propósitos de desenvolvimento gerencial definidos para o programa foram atingidos. Apontar as principais justificativas para os resultados do programa. 4. METODOLOGIA 4.1 Desenho Como se trata da introdução de um elemento crucial para a transformação do estado de saúde do indivíduo, de grupos participantes do estudo, ou de políticas e programas, sem haver a alocação aleatória dos grupos que receberão a intervenção 2,7,19 , o desenho proposto é de um estudo quase experimental. Neste caso, por ser um estudo quase experimental do subtipo avaliação de políticas e programas, os maiores objetivos são: avaliar o impacto das intervenções planejadas e apontar possíveis mudanças nestes programas ou políticas 2,7,19 . O objeto do estudo são os hospitais filantrópicos considerados sedes nas regiões definidas nesta fase e submetidos a um conjunto de 36 intervenções planejadas contidas no Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos. 4.2 Fontes e Dados A avaliação do programa será feita por meio da análise dos relatórios dos roteiros das visitas de avaliação realizadas pelo CQH, que ocorreram em três momentos distintos. A primeira avaliação aconteceu no início dos trabalhos, a segunda avaliação após um ano e a terceira ao final do programa. Os hospitais sede serão considerados seus próprios controles. O roteiro original do CQH sofreu adaptações para o programa, para garantir o acompanhamento dos propósitos definidos e a avaliação de questões que identificassem alguns aspectos da relação entre hospitais filantrópicos e o SUS, particularmente no que diz respeito à liderança e estratégias, sem perder as bases dos critérios de excelência definidos pela Fundação Nacional da Qualidade e pelo Prêmio Nacional de Gestão em Saúde. O roteiro de avaliação está dividido no perfil da instituição e em oito critérios de excelência4, conforme quadro 8 abaixo: 37 Quadro 8 – Critérios de Excelência Integrantes do Roteiro de Avaliação do CQH, Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 - dez 2010. Perfil: busca avaliar as condições das estruturas física e organizacional do hospital; se elas estão em condições de oferecer segurança para as pessoas que trabalham, usam ou visitam o hospital; se elas oferecem condições para a prática de um modelo assistencial e de gestão condizentes com a qualidade no atendimento aos pacientes. Liderança: examina o sistema de liderança do hospital e o comprometimento pessoal dos membros da alta direção no estabelecimento, disseminação e atualização de valores e princípios organizacionais que promovam a cultura da excelência, considerando as necessidades de todas as partes interessadas. Também examina como é analisado o desempenho do hospital e como são implementadas as práticas voltadas para assegurar a consolidação do aprendizado organizacional. Estratégias e Planos: examina o processo de formulação das estratégias, enfatizando a análise do mercado de atuação e do macroambiente. Também examina o processo de implementação das estratégias, incluindo a definição de indicadores, o desdobramento das metas e planos para as áreas do hospital e acompanhamento dos ambientes internos e externos. Clientes: examina como o hospital segmenta o mercado e como identifica e trata as necessidades e expectativas dos clientes e dos mercados; divulga seus produtos e marcas; e estreita seu relacionamento com os clientes. Também examina como o hospital avalia a satisfação e insatisfação dos clientes Sociedade: examina como o hospital contribui para o desenvolvimento econômico, social e ambiental de forma sustentável; e como interage com a sociedade de forma ética e transparente Informações e Conhecimento: examina a gestão e a utilização das informações do hospital e das informações comparativas, bem como a gestão dos ativos intangíveis geradores de diferenciais. Pessoas: examina como são proporcionadas as condições necessárias para o desenvolvimento e utilização plena do potencial das pessoas que compõem a força de trabalho, em consonância com as estratégias do hospital. Também examina a capacitação e o desenvolvimento, bem como os esforços para criar e manter um ambiente de trabalho e um clima organizacional que conduzam à excelência do desempenho, à plena participação e ao crescimento das pessoas. Processos examina como o hospital identifica, gerencia, analisa e melhora seus processos principais e de apoio. Também examina como o hospital gerencia o processo de relacionamento com os fornecedores e conduz a gestão dos processos econômico-financeiros, visando sua sustentabilidade econômica. Resultados: examina os resultados relevantes do hospital, abrangendo os aspectos econômico-financeiros e os relativos aos clientes e mercados, sociedade, pessoas, processos principais e de apoio, bem como os relacionados com fornecedores. 38 No total são 525 requisitos distribuídos entre o Perfil da instituição e estes critérios, que por sua vez possuem 24 subdivisões, as quais serão denominadas subcritérios. O CQH segue o padrão metodológico desenvolvido pela Fundação Nacional de Qualidade. De início o hospital faz uma auto aplicação do roteiro, que é enviado ao CQH e, após sua análise pela equipe de avaliadores, é realizada a visita. A visita gera um relatório que contém uma apresentação dissertativa com as impressões da equipe de avaliadores e outra com o resultado quantitativo da aplicação do roteiro e seus requisitos, que de forma prescritiva analisam e sugerem intervenções em todas as áreas do hospital². Cada requisito, se cumprido, redunda numa pontuação, que é ponderada por subcritério, conforme quadro abaixo: 39 Quadro 9 – Pontuação máxima definida por critério do roteiro de avaliação – Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 – dez 2010. Critério P. I. Perfil Pontuação Máxima 25 Liderança 1.1.Sistema de Liderança 15 1.2. Cultura da Excelência 20 1.3. Análise Crítica do Desempenho da Organização 15 II. Estratégias e Planos III. 2.1. Formulação das Estratégias 10 2.2. Implementação das Estratégias 10 Clientes 3.1. Imagem e Conhecimento de Mercado 15 3.2. Relacionamento com Clientes 10 IV. Sociedade 4.1. Responsabilidade Socioambiental 15 4.2. Ética e Desenvolvimento Social 10 V. Informações e Conhecimento 5.1. Gestão das Informações do Hospital 25 5.2. Gestão das Informações Comparativas 20 5.3. Ativos Intangíveis 5 VI. Pessoas VII. 6.1. Sistemas de Trabalho 15 6.2. Capacitação e Desenvolvimento 20 6.3. Qualidade de Vida 15 Processos 7.1. Processos Principais e Processos de Apoio do Hospital 30 7.2. Gestão de Processos Relativos aos Fornecedores 10 7.3. Gestão Econômico-Financeira 15 VIII. Resultados 8.1. Resultados Econômico-Financeiros 40 8.2. Resultados Relativos aos Clientes e ao Mercado 50 8.3. Resultados Relativos à Sociedade 10 8.4. Resultados Relativos às Pessoas 40 8.5. Resultados Proc. principais do negócio e dos proc.de apoio 50 8.6. Resultados Relativos aos Fornecedores 10 Total 40 Para todos os hospitais sede avaliados foi utilizado o mesmo roteiro e plano de análise. Foi desenvolvida uma escala progressiva, de acordo com os pontos alcançados em cada avaliação, que determina categorias de reconhecimento, específicas para o programa, e que visam incentivar o hospital na melhoria contínua dos processos: Prêmio Bronze: mínimo de 150 pontos, sem zerar nenhum critério; Prêmio Prata: mínimo de 250 pontos, sem zerar nenhum item; Prêmio Ouro: mínimo de 350 pontos, sem zerar nenhum item . 4.3 Plano de Análise Analisou-se o desempenho dos hospitais ao longo dos dois anos de programa, além da pontuação alcançada, por meio do seu percentual de evolução e por seu grau de atingimento, assim como a premiação alcançada por cada um ao término do programa. Definiu-se por percentual de evolução a relação entre a pontuação obtida na terceira avaliação e a pontuação da primeira avaliação. O grau de atingimento foi calculado com base na pontuação final atingida confrontada com a pontuação máxima prevista pelo roteiro. 41 O percentual de evolução e do grau de atingimento do Perfil e dos oito critérios também sofreram análise de forma individualizada e comparativa. Outro aspecto observado foi a análise da variabilidade da pontuação total e por critérios, nas três avaliações realizadas. Apontaram-se possíveis justificativas para os resultados obtidos por cada critério e o desempenho de cada hospital foi analisado individualmente. 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO 5.1 A Evolução Global dos Hospitais. A gestão da qualidade é um processo complexo, com incertezas e ambiguidades22, e apesar disso a análise dos resultados globais permitem dizer que os hospitais sede do Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, evoluíram de forma progressiva e gradual ao longo dos dois anos de programa (Gráfico 1). Evidentemente houve diferenças de progressão da pontuação entre as avaliações e entre as instituições. 42 Gráfico 1 – Evolução Global dos Hospitais Sede, Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 – dez 2010. A pontuação inicial média dos hospitais estudados foi 84,29, variando entre 56,64 e 129,63 pontos. Já a evolução média, com base na pontuação inicial, foi de 342,8%, variando entre 213,4% e 537,1%. São variações bastante grandes e boa parte poder-se-ia atribuir à diversidade de características dos hospitais. Tomando-se agora como medida o grau de atingimento, a média entre os hospitais foi 69,4%, variando entre 60,7% e 81,3%. A variabilidade da pontuação alcançada nas três avaliações realizadas se baseou no coeficiente de variação. Identificou-se uma redução progressiva dos seus valores, conforme o quadro 10 abaixo. Isto pode ser 43 traduzido em uma tendência à homogeneização das organizações participantes do Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos em relação aos processos de qualidade. Tal fato pode ser justificado pela forma como o programa foi estruturado e cumprido, além de os pontos trabalhados e as ferramentas introduzidas serem semelhantes nos seis hospitais. Quadro 10 - Análise de variabilidade - Pontuação Total, Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 – dez 2010. Média Desvio padrão Coeficiente de variação 1ª avaliação 84,29 29,11 34,53 2ª avaliação 190,32 61,64 32,39 3ª avaliação 347,20 43,04 12,40 Fonte: Roteiro CQH - Projeto de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos/ nov 2008 - dez 2010 Na análise da progressão da pontuação observou-se uma evolução maior entre a segunda e a terceira avaliação, com uma média de 31,37%, enquanto que da primeira para a segunda avaliação, a média foi de 21,2%. Esta diferença pode-se atribuir ao tempo dedicado no início do programa à sensibilização dos colaboradores e à organização dos hospitais para a promoção de melhorias. Além disso, concentra-se no primeiro ano do programa a maioria das atividades de capacitação e de planejamento institucional. Ainda nos aspectos relacionados à evolução, os hospitais que apresentaram uma primeira avaliação com pontuação menor evoluíram mais ao longo do programa, conforme pode ser observado no gráfico 2. Enquanto 44 a pontuação inicial variou mais do que duas vezes entre os hospitais, o percentual de evolução variou de forma inversa, aproximadamente na mesma dimensão. Assim, pode-se destacar que um hospital com pontuação inicial menor tem mais campo para evoluir, e isso pode ser mensurado. Gráfico 2 – Pontuação Inicial X Percentual de Evolução, Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 – dez 2010. 5.2 A Evolução dos Hospitais Pelos Critérios do Roteiro de Avaliação. Analisando-se a evolução dos hospitais com base nos critérios houve uma evolução positiva tanto no Perfil quanto nos demais. Dessa forma, foi 45 evidente a maior evolução nos critérios Estratégias e Planos e Resultados, com percentual de evolução médio de 14711,3% e 31382,9% respectivamente (Tabela1). Por outro lado o Perfil e os critérios Processos e Informações e Conhecimento obtiveram as menores evoluções ao longo do programa. Mais adiante cada critério será analisado individualmente. Tabela 1 - Percentual de evolução dos hospitais - Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 a dez 2010 Critério A. H. Bauru SC Araçatuba SC Araraquara SC Ribeirão Preto P. Perfil 22,2 60,7 73,7 I. Liderança 257,8 293,2 295,5 II. Estratégias e Planos 1497,8 18990,0 11720,0 III. Clientes 237,5 280,7 560,4 IV. Sociedade 969,8 424,3 1176,5 V. Informações e Conhecimento 200,1 207,6 232,6 VI. Pessoas 494,0 437,0 349,9 VII. Processos 91,8 297,9 182,7 VIII. Resultados 509,8 9907,0 95380,0 TOTAL 265,7 537,1 437,9 Fonte: Roteiro CQH - Projeto de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos/ nov 2008 - dez 2010 33,4 126,3 19900,0 57,3 124,5 169,4 398,4 160,9 2097,5 263,3 SC Santos SC Sorocaba Média 5,7 317,9 18080,0 161,5 56,1 147,6 96,5 97,7 742,9 213,4 64,0 223,5 18080,0 438,9 653,7 131,7 282,5 56,3 79660,0 339,5 43,3 252,4 14711,3 289,4 567,5 181,5 343,0 147,9 31382,9 342,8 Na avaliação dos resultados do programa a partir do roteiro CQH, por meio do grau de atingimento, é possível afirmar que as maiores pontuações foram obtidas pelos critérios de Liderança, Estratégias e Planos e Informações e Conhecimento, com valor acima de 80% da pontuação máxima definida no roteiro. Os menores valores foram do Perfil e dos critérios Resultados e Pessoas, abaixo de 70%, conforme a tabela 2 abaixo. 46 Tabela 2 - Grau de Atingimento dos hospitais - Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 - dez 2010 Critério A. H. Bauru SC Araçatuba SCAraraquara P. Perfil 58,9 54,6 66,0 I. Liderança 94,4 84,1 75,1 II. Estratégias e Planos 72,7 95,5 59,1 III. Clientes 87,9 60,0 72,1 IV. Sociedade 77,9 72,6 58,7 V. Informações e Conhecimento 81,3 78,3 83,7 VI. Pessoas 67,5 57,5 61,7 VII. Processos 64,0 76,3 78,9 VIII. Resultados 45,0 71,6 47,7 TOTAL* 63,5 72,2 62,0 Fonte: Roteiro CQH - Projeto de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos/ nov 2008 - dez 2010 SC Ribeirão Preto 75,5 98,7 100,0 84,9 66,0 92,3 78,5 87,4 62,7 77,0 SC Santos 66,1 95,7 90,9 77,6 76,2 94,7 84,9 89,1 73,2 81,3 SC Sorocaba 77,4 82,4 90,9 77,0 69,6 79,4 49,8 79,5 39,9 60,7 * O total apresentado é o total de pontos alcançados pelo hospital em relação à pontuação máxima prevista no roteiro de avaliação. Outra questão relevante é que, em média, a evolução no Perfil e nos critérios Liderança e Clientes foi maior entre a primeira e a segunda avaliações, ao contrário dos demais critérios que apresentaram percentual de evolução maior entre a segunda e terceira avaliação (Gráfico 3). Este diferencial de evolução pode ser explicado em parte pelo efeito da estrutura do programa, que determina a implementação de ações de qualidade, tais como pesquisa de clima organizacional e pesquisa de satisfação do cliente, que tem relevância em alguns critérios do roteiro de avaliação, para completar a avaliação inicial dos hospitais envolvidos no Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos. média 66,4 88,4 84,8 76,6 70,2 84,9 66,6 79,2 56,7 69,4 47 Gráfico 3 – Evolução entre Avaliações por Critérios, Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 – dez 2010. A análise da dispersão da pontuação pelo coeficiente de variação, agora estratificada por critérios, ao longo do programa, também identificou uma diminuição da variabilidade da pontuação em todos os critérios analisados. Isto permite concluir que existe tendência à homogeneização entre os hospitais estudados, quando analisado o critério individualmente, conforme demonstra o quadro 11 abaixo. 48 Quadro 11 - Análise de variabilidade – Pontuação por Critérios, Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 – dez 2010. Perfil 1ª avaliação 2ª avaliação 3ª avaliação Média 11,94 14,58 16,60 1ª avaliação 2ª avaliação 3ª avaliação Média 13,23 32,67 44,21 1ª avaliação 2ª avaliação 3ª avaliação Média 0,15 7,42 16,97 1ª avaliação 2ª avaliação 3ª avaliação Média 6,28 15,05 19,14 1ª avaliação 2ª avaliação 3ª avaliação Média 4,72 10,30 17,54 1ª avaliação 2ª avaliação 3ª avaliação Média 15,37 27,81 42,47 1ª avaliação 2ª avaliação 3ª avaliação Média 8,98 18,81 33,32 1ª avaliação 2ª avaliação 3ª avaliação Média 17,08 26,46 43,57 Desvio padrão 2,70 2,76 2,23 Coeficiente de variação 22,59 18,94 13,45 Desvio padrão 4,41 4,34 4,61 Coeficiente de variação 33,35 13,27 10,43 Liderança Estratégias e Planos Desvio padrão 0,37 5,96 3,13 Coeficiente de variação 244,95 80,23 18,45 Desvio padrão 3,97 4,24 2,48 Coef. de variação 63,23 28,14 12,96 Desvio padrão 4,28 6,56 1,77 Coef.de variação 90,69 63,69 10,08 Clientes Sociedade Informações e Conhecimento Desvio padrão 2,77 8,79 3,47 Coef.de variação 18,05 31,61 8,17 Desvio padrão 6,25 5,45 6,58 Coef. de variação 69,57 28,97 19,76 Desvio padrão 4,75 10,53 4,96 Coeficiente de variação 27,83 39,82 11,39 Pessoas Processos Resultado Média Desvio padrão 1ª avaliação 6,55 7,71 2ª avaliação 37,22 23,17 3ª avaliação 113,37 28,70 Fonte: Roteiro CQH - Projeto de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos/ nov 2008 - dez 2010 Coeficiente de variação 117,80 62,25 25,32 Nos critérios Informações e Conhecimento e Processos a segunda avaliação apresentou um coeficiente de variação maior do que a primeira avaliação, provavelmente pelas diferentes características dos hospitais, no entanto na terceira avaliação, estes critérios apresentaram coeficientes de 49 variação bastante menores em relação aos obtidos na primeira avaliação e pequenos em relação os coeficientes obtidos na terceira avaliação. A redução da variabilidade entre as pontuações foi bastante relevante nos critérios Sociedade, na ordem de nove vezes, e Estratégias e Planos, na ordem de 13 vezes. Nos demais critérios houve redução, no entanto com dimensões menores, entre 2,2 e 4,8 vezes. O Perfil apresentou a menor redução do coeficiente de variação, na ordem de 1,6 vezes. A avaliação do Perfil obteve menor desenvolvimento no percentual de evolução, média de 43,3% (tabela 1). Este critério busca refletir uma apresentação geral da instituição no que se refere à estrutura física, de equipamentos e capacidade de atendimento. Apresentou resultados condizentes com cenário em que foi realizado o programa, uma vez que os hospitais avaliados são filantrópicos, em frequente situação de crise, com dificuldades de financiamento e, muitas vezes, ausência de verba de investimento para solução de questões estruturais como reformas e aquisição de equipamentos. O grau de atingimento médio foi 66,4%, variando entre 54,6% e 77,4% (tabela 2). O critério Liderança avalia a governança da instituição, considerando aspectos relativos à transparência, prestação de contas, responsabilidade corporativa e desempenho organizacional 29 . Neste critério a melhoria na pontuação foi bastante semelhante nos seis hospitais. Um único hospital, com pontuação inicial 64,8% acima da média de 13,23 pontos, obteve 50 percentual de evolução menor na segunda avaliação, situação justificada pela grande diferença de pontuação inicial. No entanto os resultados finais foram semelhantes entre os seis hospitais na terceira e última avaliação. O percentual médio de evolução foi 252% (tabela 1), comparado à pontuação inicial, e o grau de atingimento médio foi de 88,4%, variando entre 75,1% e 98,7 % (tabela 2), o melhor desempenho entre os critérios. A evolução das instituições no programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos neste critério em especial revela engajamento dos líderes no processo de mudança. Sem a participação efetiva da alta administração os resultados ficam comprometidos, bem como a aprendizagem organizacional e continuidade das ações de qualidade e melhoria da gestão. O critério Estratégias e Planos se propõe a avaliar como são definidas as estratégias de instituição, as análises de mercado feitas para esta definição e o processo de implantação destas estratégias, considerando a definição de indicadores, o desdobramento de metas e planos e o acompanhamento dos ambientes interno e externo 4. A avaliação inicial deste critério mostrou que os hospitais filantrópicos são incipientes no que tange sua capacidade gerencial estratégias organizadas. Dos 20,26 , têm poucas ações planejadas e seis hospitais avaliados, apresentaram pontuação neste critério na avaliação inicial. cinco não 51 O grau de atingimento médio neste critério foi 84,8% (tabela 2), terceiro melhor desempenho entre os critérios. Um hospital destacou-se por atingir a pontuação máxima, e três obtiveram desempenho acima de 90%. Dois hospitais ficaram abaixo da média, sendo que um deles obteve grau de atingimento inferior a 60%, mesmo apresentando percentual de evolução de 11720% (tabela 1). A média de evolução em Estratégias e Planos foi de 14711,3% (tabela1) como já foi dito, mas variou entre 1497,8% e 19900% nos hospitais estudados, lembrando que esse percentual elevado de evolução aconteceu devido à ausência de pontuação na avaliação inicial na maioria das instituições avaliadas. O programa tem como uma de suas atividades obrigatórias a realização de oficinas de planejamento estratégico, sendo a primeira no início das atividades. Isto influi diretamente na pontuação atingida nas avaliações subsequentes no critério, como se observa na análise do subcritério Implementação das Estratégias, que permite avaliar o quanto estas oficinas geraram ações, e se estas ações foram implantadas e acompanhadas. 52 Gráfico 4 – Implementação das Estratégias, Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 – dez 2010. Como pode ser verificado no gráfico 4 acima, a maior dificuldade destas instituições é estabelecer a alocação de recursos para a implementação das estratégias, compreensível frente à condição financeira em que se apresentam. Outras questões relevantes são a dificuldade de realização de um plano de ação completo e o acompanhamento da implementação destes planos de ação, requisitos cumpridos por quatro dos seis hospitais estudados, e em todos eles evidenciados apenas na última avaliação. Mesmo com a assessoria de consultores, as instituições não consideram a opinião ou a participação de fornecedores na elaboração de suas estratégias. O critério Clientes avalia como a instituição identifica e trata as necessidades e expectativas de seus clientes e do mercado, divulga sua marca e melhora seu relacionamento com as partes interessadas. De forma global os hospitais evoluíram gradualmente neste critério. A pontuação inicial média foi 6,27. Houve apenas um hospital com nota inicial acima da média 53 de 6,28 pontos que apresentou uma redução de 21,84% na pontuação em sua segunda avaliação, mas recuperou-se e apresentou resultados semelhantes aos demais avaliados na terceira avaliação. O percentual de evolução médio comparado à pontuação inicial foi 289,4%, variando entre 57,3% e 560,4% (tabela 1). O grau de atingimento médio foi de 76,6%, variando entre 60 e 87,9% (tabela 2). O melhor desempenho deste critério no primeiro ano do programa pode ter ocorrido em parte devido a obrigatoriedade das pesquisas de clima e de satisfação do cliente, mas também pela necessidade das lideranças de buscarem respaldo das partes interessadas nas mudanças estabelecidas nos hospitais, o que fez com que as ações aqui avaliadas tivessem prioridade de implantação nas instituições. O critério Sociedade avalia como a instituição cumpre suas responsabilidades socioambientais e promove ações de desenvolvimento social em seu entorno 4 . As notas iniciais obtidas neste critério foram bastante diferentes, com percentual de pontuação variando entre 4,6% e 48,8% da pontuação máxima estabelecida pelo roteiro de avaliação. Esta discrepância refletiu diretamente na evolução destes hospitais ao longo do programa. Os percentuais de evolução na implementação de melhorias neste critério também variaram consideravelmente na segunda avaliação, não obstante o resultado final observado foi muito semelhante. O percentual de evolução médio foi 567,5% (tabela 1), variando entre 56,1% e 969,8%. Já o grau de atingimento médio foi 70,2%, variando entre 58,7 e 77,9 (tabela 2). 54 As principais evoluções relacionadas à responsabilidade Socioambiental foram o desenvolvimento do Programa de Gerenciamento de Resíduos e o controle do uso de antibióticos pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, além do envolvimento da força de trabalho nas questões socioambientais relacionadas ao uso racional de recursos. Já em relação à ética e desenvolvimento social as maiores evoluções foram identificadas nas atividades de apoio à comunidade, campanhas preventivas de promoção à saúde, e no incentivo ao trabalho voluntário. Três dos hospitais estudados desenvolveram planos para atendimento em casos de calamidade pública. Pode-se afirmar que, excetuando-se os critérios Estratégias e Planos e Resultados, o critério Sociedade obteve melhor desempenho evolutivo. O que pode ter influenciado o bom resultado é o fato de o critério apresentar requisitos de implementação menos complexa e com resultados mais imediatos. Já o critério Informações e Conhecimento tem como objetivo principal a análise da gestão compartilhamento, da ampliação informação, e proteção considerando de seu a forma conhecimento de 4 . Desenvolveu-se de forma homogênea e gradual entre os hospitais avaliados. Não houve diferenças relevantes nos percentuais de evolução entre as avaliações. A pontuação média inicial foi 15,37, com discretas variações entre os avaliados. Ela representou 30,74% da pontuação máxima permitida. Assim a 55 margem para evolução deste critério foi menor do que as demais, justificando o percentual médio de evolução de 181,5%, variando entre 131,7% e 232,6%, o terceiro pior critério em evolução. Seu grau de atingimento médio, como mencionado anteriormente, foi de 84,9%, o segundo melhor desempenho em relação ao roteiro de avaliação entre os critérios, variando entre 78,3 e 94,7. O critério Pessoas examina o sistema de trabalho da instituição, sua organização e seus processos de seleção, capacitação e desenvolvimento da força de trabalho, considerando condições de trabalho e segurança do trabalhador. Na avaliação deste critério um hospital obteve nota inicial 40,5% acima da média de 8,98 pontos, o que refletiu positivamente no percentual de evolução deste hospital e foi transformado em resultado final acima da média, atingindo 84,88% da pontuação máxima estabelecida pelo roteiro de avaliação. Os demais hospitais iniciaram com notas similares, evoluíram de forma bastante semelhante na segunda avaliação, e apenas na última apresentaram resultados diferenciados. O percentual médio de evolução foi 343%, com variação entre 96,5% e 494%. Já o grau de atingimento médio foi de 66,6%, variando entre 49,8% e 84,9%, o segundo pior desempenho em relação ao roteiro entre os critérios. Um dos fatores pode ser uma maior exigência para definir um requisito como cumprido. 56 As maiores dificuldades apontadas pelo roteiro de avaliação foram à implantação de plano de cargos e salários, estabelecido por apenas um dos hospitais estudados, e a avaliação de desempenho da força de trabalho, realizadas por apenas dois deles. Outra questão relevante foi a dificuldade de envolver o corpo clínico nos treinamentos proporcionados pela instituição, sejam específicos ou para ela como um todo. Apenas um hospital conseguiu alocar recursos específicos para o treinamento de seus colaboradores, e questões comportamentais foram pouco consideradas no planejamento destes treinamentos. No critério Processos verifica-se como são tratados pela instituição os processos principais e de apoio, as relações entre organização e fornecedores e a condução dos processos econômico-financeiros a fim de obter sustentabilidade econômica. Neste critério houve um hospital que se destacou na avaliação inicial, com uma pontuação 45,19% acima da média, e evoluiu com maior percentual de melhorias na segunda avaliação. No entanto na última avaliação este percentual de evolução diminuiu, o que promoveu um resultado final próximo aos outros avaliados. O percentual médio de evolução foi 147,9%, variando entre 56,3% e 297,9%. Excetuando o Perfil, este foi o critério com menor evolução média comparada a pontuação inicial. Esta evolução menor pode estar relacionada a características do instrumento de avaliação utilizado. No subcritério Processos Principais e Processos de Apoio ao Hospital são 167 requisitos que podem ser transformados em no máximo 30 pontos, ou seja, cada 57 requisito cumprido transforma-se em 0,18 pontos, enquanto em média cada requisito cumprido contabiliza 1,89 pontos. Assim, mudanças nos processos de trabalho, que exigem muito esforço para serem implantadas, podem ser pouco representativas no resultado final do critério, ainda que sejam de grande impacto na prática. Outra questão importante é que a média da pontuação inicial do critério Processos representou 31,05% da pontuação máxima definida para o critério pelo instrumento, acima da média entre os critérios de 22,44%, tornando o campo para a evolução menor. Na avaliação do grau de atingimento médio, Processos obteve 79,2%, variando entre 64% e 89,1%, o quarto melhor desempenho em relação à pontuação do roteiro. O objetivo do critério Resultados é analisar os resultados relevantes à organização, abrangendo os econômico-financeiros, os relativos aos clientes e mercado, à sociedade, a pessoas, aos processos principais do negócio e os processos de apoio, além dos resultados relativos a fornecedores 4. Neste critério os hospitais saíram de uma pontuação baixa e bastante semelhante. Dois deles tiveram pontuação inicial zero. Um destacou-se na segunda avaliação pela evolução apresentada. Todos evoluíram positivamente neste critério. O percentual de evolução média foi de 31382,9%, variando entre 509,8% a 95380%. Este percentual elevado deve-se ao fato de algumas instituições não terem pontuado na primeira avaliação. Já o grau de 58 atingimento médio obteve o pior desempenho entre os critérios: 56,7%, com grande variação entre os hospitais: 39,9% a 73,2%. A grande evolução no critério Resultados deve ser avaliada com cautela, pois ele reflete ações desenvolvidas em todos os outros critérios avaliados. Além disso, ao desenvolver o critério Estratégias e Planos, as instituições foram incentivadas a estabelecer indicadores para a mensuração e acompanhamento de suas estratégias, o que reflete na observação e controle dos resultados alcançados. 5.3 A Evolução individual dos Hospitais Sede no Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos. 5.3.1 Associação Hospitalar Bauru A Associação Hospitalar Bauru apresentou uma evolução positiva de forma geral, em todos os oito critérios e no Perfil. Obteve uma pontuação inicial geral de 86,81, próxima à média de 84,2 pontos. Apresentou evolução global final satisfatória de 265,7%, no entanto abaixo da média geral. Na análise do grau de atingimento obteve 63,5% da pontuação máxima prevista pelo roteiro, discretamente abaixo da média de 69,4%. Com esta pontuação a instituição alcançou o prêmio prata, conforme a certificação concedida pelo programa. 59 Na análise do grau de atingimento os critérios Liderança, Clientes, Sociedade e Pessoas apresentaram desempenho acima da média entre os hospitais. Já o Perfil e os critérios Estratégias e Planos, Informações e Conhecimento, Processos e Resultados, apresentaram desempenho abaixo da média. No gráfico 5 observa-se que o melhor critério da Associação Hospitalar Bauru em grau de atingimento foi Liderança, que obteve 94,4% da pontuação máxima, acima da média de 88,4%, seguido por Clientes com 87,9%. Já o pior desempenho foi do critério Resultados, obtendo 45% da pontuação máxima, bem abaixo da média de 69,4% (tabela 2), mesmo havendo evolução positiva em todos os seis subcritérios. Gráfico 5 – A.H.Bauru – Evolução Global por Critérios, Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 – dez 2010. 60 Quando avaliados os percentuais de evolução o melhor critério foi Estratégias e Planos, com 1497,8%, no entanto abaixo da média de 14711,3% entre os hospitais, justificável pelo fato de a Associação Hospital Bauru ter sido o único hospital que obteve pontuação neste critério na avaliação inicial. Seguido do critério Sociedade com 969,8%. A pior evolução foi do Perfil com 22,2%, abaixo da média de 43,3% (tabela 1). No critério Informações e Conhecimento o hospital obteve uma evolução global final de 200,1%, acima da média de 181,5% entre os hospitais avaliados, com destaque para o subcritério Gestão das Informações Comparativas, que obteve pontuação baixa nas duas primeiras avaliações e atingiu 100% da pontuação prevista no roteiro na terceira avaliação. Já na avaliação do critério Pessoas o hospital apresentou uma pontuação inicial abaixo da média, no entanto obteve uma evolução global final de 494%, quarto melhor critério do hospital em percentual de evolução, bem acima da média de 343%. O critério Processos obteve pontuação inicial um pouco acima da média, no entanto houve uma queda na pontuação em relação à segunda avaliação, referente a dois subcritérios: Processos relacionados a fornecedores e Gestão Econômico-financeira. Houve posteriormente um aumento da pontuação de 32,4% entre a segunda e a terceira avaliação, no entanto a evolução global final foi de 91,8%, muito abaixo da média de 147,9%. 61 5.1.2 Santa Casa de Araçatuba A Santa Casa de Araçatuba apresentou a mais baixa pontuação inicial, 56,6 pontos. Apesar disso o hospital obteve ao final do programa o maior percentual de evolução entre os hospitais avaliados 537,1%, e um grau de atingimento de 72,2%, acima da média de 69,4% entre os estudados. Esta pontuação conferiu à instituição o prêmio ouro. Apenas os critérios Estratégias e Planos, Sociedade, e Resultados apresentaram grau de atingimento acima da média. No entanto ao avaliar o percentual de evolução apenas os critérios Clientes, Sociedade e Resultados apresentaram percentual de evolução abaixo da média. Todos os demais evoluíram acima dela. Na análise do grau de atingimento o critério com melhor desempenho foi o Estratégias e Planos com 95,5% da pontuação máxima prevista pelo roteiro de avaliação, seguido pelo critério Liderança, com 84,1%. O pior desempenho foi do Perfil com 54,6%, conforme pode ser evidenciado no gráfico 6. 62 Gráfico 6 – S.C.Araçatuba – Evolução Global por Critérios, Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 – dez 2010. A maior evolução na Santa Casa de Araçatuba foi evidenciada no critério Estratégias e Planos, com 18990%, acima da média de 14711,3%. O percentual elevado deve-se ao fato da pontuação inicial do critério ter sido zero. Em segundo, o critério Resultados, com percentual de evolução de 9907%. A menor evolução no hospital ficou por conta do Perfil, 60,7%, apesar de acima da média de 43,3% (tabela 1). Na análise do critério Processos destaque para o subcritério Gestão de Processos relativos a Fornecedores que obteve nota zero na primeira e segunda avaliação, e na terceira obteve nota máxima. O percentual de evolução global final do critério Processo foi de 297,9%, e seu grau de atingimento foi 76,3%. 63 Já na avaliação do critério Resultados a evolução foi bastante relevante. A pontuação inicial foi 1,43, bem abaixo da média de 6,45. O hospital obteve nota zero em cinco dos seis subcritérios existentes. O subcritério de maior destaque foi o de Resultados Econômico-financeiros, que obteve pontuação máxima na terceira avaliação. Todos os demais critérios apresentaram evolução significativa, quando comparados à primeira avaliação. O percentual de evolução global final foi 9907%, e seu grau de atingimento foi de 71,6%. 5.3.2 Santa Casa de Araraquara A Santa Casa de Araraquara obteve pontuação inicial de 57,6 pontos, bem abaixo da média de 84,29. Evoluiu na pontuação geral com ritmo semelhante aos demais hospitais. Obteve o 2º melhor percentual de evolução com 437,9% e um grau de atingimento de 62%, abaixo da média de 69,4%, obtendo o prêmio prata por seu desempenho. Estratégias e Planos foi o único critério com percentual de evolução abaixo da média entre os hospitais avaliados. Já na avaliação do grau de atingimento todos os critérios avaliados na Santa Casa de Araraquara ficaram com desempenho inferior à média entre os hospitais. 64 Como pode ser verificado no gráfico 7 houve destaque para o ritmo de progressão da pontuação dos critérios Liderança e Clientes na segunda avaliação, que não se manteve entre a segunda e terceira avaliação. Na análise do grau de atingimento obtido por cada critério o melhor desempenho foi de Informações e Conhecimento com 83,7%, discretamente abaixo da média de 84,9% entre os hospitais, seguido do critério Processos com grau de atingimento de 78,9%. Gráfico 7 – S.C.Araraquara – Evolução Global por Critérios, Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 - dez 2010. A maior evolução entre os critérios foi do critério Resultados com 95380%, acima da média de 31382,9%. Este percentual elevado ocorre pelo fato do critério não ter pontuado na primeira avaliação. A segunda maior evolução foi do critério Estratégias e Planos, com 11720%, também sem 65 pontuação na primeira avaliação. Já a menor evolução foi do Perfil com 73,7%, acima da média de 43,3%, seguido do critério Processos, com 182,7%. No critério Liderança a Santa Casa de Araraquara obteve pontuação inicial de 9,5, abaixo da média de 13,23, e pontuação zero no subcritério Análise Critica do Desempenho da Organização. Houve perda de pontuação entre a segunda e a terceira avaliação no mesmo subcritério. Destaque para o critério Cultura de Excelência, que evoluiu 75% entre a primeira e a segunda avaliação, e na terceira obteve 91% da pontuação máxima. Ao final do programa o critério obteve um percentual de evolução de 295,5%, acima da média de 252,4%. A Santa Casa de Araraquara, no critério Clientes, obteve uma pontuação inicial de 2,73, bem abaixo da média de 6,28, e pontuação zero no subcritério Imagem e Conhecimento de Mercado. Houve perda de pontuação de 1,84% entre a segunda e a terceira avaliação, e aconteceu no subcritério Relacionamento com Clientes. O percentual de evolução global final foi 560,4%, bem acima da média de 289,4% entre os hospitais. Já no critério Informações e Conhecimento o hospital obteve nota inicial 12,58, abaixo da média e pontuação zero no subcritério Artigos Intangíveis, que permaneceu com nota zero na segunda avaliação. Na terceira avaliação o hospital alcançou nota máxima no subcritério Gestão das Informações Comparativas. Ao término do programa o critério obteve um percentual de evolução de 232,6%, acima da média de 181,5%. 66 No critério Processos a pontuação inicial foi 15,36, abaixo da média de 17,08. O critério evoluiu gradualmente e obteve nota máxima no subcritério Gestão de Processos Relativos a Fornecedores já na segunda avaliação, mantendo-a na terceira. O subcritério Gestão Econômicofinanceira teve perda completa da pontuação na segunda avaliação, e mesmo assim alcançou 75% da nota máxima no roteiro. O percentual de evolução foi 182,7%, e seu grau de atingimento 78,9%. 5.3.4 Santa Casa de Ribeirão Preto A Santa Casa de Ribeirão Preto obteve pontuação inicial de 105,94 pontos, acima da média de 84,29. Seu ritmo de evolução na pontuação global foi semelhante aos demais hospitais, no entanto na segunda avaliação o hospital perdeu pontos no critério Clientes e apresentou uma redução no ritmo de desenvolvimento na maioria dos critérios, como pode ser verificado no gráfico 8. Esta evidente diminuição foi recuperada na última avaliação. 67 Gráfico 8 – S.C.Ribeirão Preto – Evolução Global por Critérios, Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 – dez 2010. O hospital atingiu um percentual de evolução global de 263,3%, abaixo da média de 342,8% (tabela 1), e seu grau de atingimento foi de 77%, acima da média de 69,4% (tabela2). Sua pontuação conferiu à instituição o prêmio ouro. O melhor desempenho em relação ao grau de atingimento foi do critério Estratégias e Planos com 100%, sendo a Santa Casa de Ribeirão Preto o único hospital a obter grau de atingimento máximo em algum critério. Em segundo lugar foi o critério Liderança com 98,7%. O pior desempenho foi do critério Resultados com 62,7%, seguido do critério Sociedade, com 66%. Sociedade foi o único critério a apresentar grau de atingimento inferior à média entre os hospitais. No entanto, considerando o percentual de 68 evolução, os critérios Estratégias e Planos, Pessoas e Processos obtiveram progressão acima da média, e todos os demais abaixo dela. A maior evolução também foi do critério Estratégias e Planos de 19900%, lembrando que a pontuação inicial do critério foi zero, seguida do critério Resultados com evolução de 2097,5%. A menor evolução foi do Perfil com 33,4%, onde houve perda de pontuação entre a primeira e a segunda avaliação e recuperação na terceira avaliação. Seguida de Clientes, com 57,3% de evolução. O critério Liderança destacou-se por obter pontuação inicial de 21,81, bem acima da média de 13,23. Apresentou evolução gradual nos seus três subcritérios, apesar da pontuação inicial zero no subcritério Análise Crítica do Desempenho da Organização. Seu maior ritmo de evolução ocorreu entre a segunda e a terceira avaliação, 46,14%, e obteve pontuação máxima na terceira avaliação nos subcritérios Cultura da Excelência e Análise Crítica do Desempenho da Organização. Seu percentual de evolução foi 126,3%, e seu grau de atingimento 98,7%. No critério Informações e Conhecimento os subcritérios Gestão das Informações Comparativas e Ativos Intangíveis alcançaram pontuação máxima na terceira avaliação. O percentual de evolução deste critério foi de 169,4%, e seu grau de atingimento de 92,3%. Nos Resultados a Santa Casa de Ribeirão Preto apresentou apenas o subcritério de resultados relativos a pessoas com pontuação inicial. Essa 69 pontuação foi perdida na segunda avaliação, e recuperada na terceira e última avaliação. Os subcritérios de resultados relativos a cliente e mercado, e relativos a fornecedores evoluíram apenas na última avaliação. 5.3.5 Santa Casa de Santos A Santa Casa de Santos obteve a melhor nota inicial 129,63 pontos, com pontuação inicial acima da média no Perfil e nos critérios Clientes, Sociedade, Informações e Conhecimento, Pessoas, Processos e Resultados. Este diferencial de pontuação em relação aos outros hospitais manteve-se na segunda avaliação. Ocorreu uma aproximação dos outros avaliados na terceira avaliação em relação à pontuação total, no entanto ele permaneceu com a maior pontuação geral no final do programa. Seu percentual de evolução foi de 213,4%, abaixo da média de 342,8% (tabela 4), porém compreensível pela elevada pontuação inicial. Quanto ao grau de atingimento seu desempenho foi o melhor entre os hospitais, 81,3% (tabela 2). A esta instituição também foi conferido o prêmio ouro. Somente o Perfil teve desempenho inferior na análise do grau de atingimento, todos os demais superaram a média entre os hospitais. Já em relação ao percentual de evolução os critérios Liderança e Estratégias e 70 Planos foram os únicos com progressão acima da média, todos os demais ficaram abaixo dela. O melhor desempenho na análise do grau de atingimento foi do critério Liderança, com 95,7%, seguido do critério Informações e Conhecimento, com 94,7%. O pior desempenho foi do Perfil, com 66,1%, seguido do critério Resultados, com 73,2% (tabela 2), como pode ser visto no gráfico 9. Gráfico 9 – S.C.Santos – Evolução Global por Critérios, Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 – dez 2010. A maior evolução foi evidenciada no critério Estratégias e Planos, 18080%, lembrando que a pontuação inicial foi zero, seguida pelo critério Resultados com 742,9%. A menor evolução foi do Perfil, 5,7%, e em segundo lugar o critério Sociedade com 56,1% (tabela 1). 71 Na avaliação do Perfil o hospital apresentou a maior nota inicia. Apresentou evolução positiva na segunda avaliação, no entanto perdeu 8,92% da pontuação na terceira avaliação em relação à segunda. Já o critério Sociedade foi destaque devido à pontuação inicial de 12,2 pontos, muito acima da média de 4,72. Houve evolução entre a primeira e a segunda avaliação, no entanto houve perda de 1% da pontuação entre a segunda e terceira avaliação, no subcritério Responsabilidade Ambiental. O grau de atingimento final foi de 76,2%. Seu percentual de evolução de 56,1%, bem abaixo da média de 70,2% pode ser justificado pela elevada pontuação inicial. O critério Informações e Conhecimento obteve 19,3 pontos na avaliação inicial, acima da média de 15,7. Apresentou evolução gradual em todos os subcritérios e obteve grau de atingimento de 94,7%, caracterizando uma evolução de 147,6% comparada à avaliação inicial. Evolução próxima à média entre os hospitais. O critério Pessoas também se destacou na avaliação inicial, obtendo 21,6 pontos, comparado a uma média de 8,98 pontos. Obteve uma evolução gradual de modo geral e obteve grau de atingimento de 84,88%, caracterizando uma evolução de 96,5%, abaixo da média 343%, no entanto justificada pela pontuação inicial bem acima da média entre os hospitais, assim como os critérios Processos e Resultados. 72 5.3.6 Santa Casa de Sorocaba A Santa Casa de Sorocaba obteve uma pontuação inicial de 69,06, muito abaixo da média de 84,2 pontos. Não se destacou em nenhum critério na primeira avaliação. Na segunda avaliação não evoluiu satisfatoriamente no critério Estratégias e Planos mantendo pontuação zero, e apresentou evolução discreta nos demais critérios, como pode ser evidenciado no gráfico 10. Na terceira e última avaliação recuperou-se da fraca evolução anterior obtendo pontuação global final de 303,49, representando grau de atingimento de 60,7%, abaixo da média de 69,4%, e percentual de evolução de 339,5%, abaixo da média de 342,8%. Seu desempenho proferiu à instituição o prêmio prata. Gráfico 10 – S.C.Sorocaba – Evolução Global por Critérios, Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, nov 2008 – dez 2010. 73 Os critérios Perfil, Estratégias e Planos, Clientes e Processos apresentaram desempenho acima da média em relação ao grau de atingimento. Todos os demais apresentaram desempenho inferior. Já em relação ao percentual de evolução, os critérios Liderança, Informações e Conhecimento, Pessoas e Processos apresentaram progressão menor em relação à média entre os hospitais. Os demais evoluíram acima dela. O melhor desempenho em relação ao grau de atingimento foi do critério Estratégias e Planos, com 90,9%, seguido do critério Liderança, com 82,4%. Já o desempenho pior foi do critério Resultados, com 39,9%, e em segundo lugar o critério Pessoas com 49,8%. A maior evolução foi do critério Resultados, 79660%, lembrando que a pontuação na primeira avaliação foi zero, e o segundo lugar foi de Estratégias e Planos, com 18080%, também a partir de pontuação zero na primeira avaliação. A menor evolução foi do critério Processos, com 56,3%, seguido do Perfil com 64%. Na análise do critério Informações e Conhecimento o hospital obteve nota inicial de 17,13, acima da média de 15,37 pontos, mas apresentou perda de pontuação de 3,84% no subcritério Gestão da Informação do Hospital na segunda avaliação, que foi recuperada na terceira e última avaliação. Seu grau de atingimento foi 79,4%, e seu percentual de evolução foi de 131,7%. 74 Já o critério Processos obteve pontuação inicial 15, abaixo da média de 17,08 e não obteve pontuação na primeira e na segunda avaliação nos subcritérios Gestão de Processos Relativos a Fornecedores e Gestão Econômico-Financeira. Apesar deste fato seu grau de atingimento foi de 79,5%; no entanto seu percentual de evolução foi 56,3%, bem abaixo da média de 147,9%. 6 O CONCLUSÃO Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos proporcionou aos hospitais uma evolução gradual e progressiva de sua condição gerencial. Os ritmos de progressão foram diferentes, mas de fato todos evoluíram positivamente. Dos seis hospitais analisados no estudo três obtiveram a premiação ouro e três obtiveram a premiação prata. A análise do percentual de evolução mostrou que os critérios com maior percentual de evolução foram Estratégias e Planos e Resultados, e os com menor percentual foram o Perfil, Processos e Informações e Conhecimento. No que diz respeito ao grau de atingimento os critérios com maiores valores foram Liderança e Estratégias e Planos, e aqueles com menores valores foram Resultados, Perfil e Pessoas. 75 Os hospitais que apresentaram uma pontuação inicial menor atingiram um percentual de evolução maior, provavelmente por conta da existência de maior campo para evolução. No entanto os demais hospitais também apresentaram uma evolução relevante. Os resultados permitem considerar que a forma como o programa está estruturado e foi desenvolvido promove uma tendência à homogeneização dos hospitais participantes, no que diz respeito à organização de sua gestão. É inegável que o programa trouxe maiores condições para o desenvolvimento gerencial das instituições, no entanto um estudo mais aprofundado e prospectivo se faz necessário para que seja possível avaliar a continuidade e o impacto das ações desenvolvidas. 76 7 1. BIBLIOGRAFIA Camacho, JLT. Qualidade total para os serviços de saúde. 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RAE, São Paulo; 2001. 41(3): 51-59. 22. Malik, AM; Pena, Fabio PM. Administração Estratégica em Hospitais. EAESP, FVG, Núcleo de Pesquisas e Publicações. Relatório de pesquisa nº 21/2003. P. 01-92. 23. Medici AC. Sistemas de Financiamento e Gestão Hospitalar: uma aplicação ao caso brasileiro. In Malik, AM; Veccina, G. Gestão em Saúde. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. 4: 50-72. 24. Mintzberg, H. The Rise and Fall of strategic planning. Harvard Business Review 72; 1994, 01: 107-114. 78 25. Onocko, R. Planejamento e razão instrumental: uma análise da produção teórica sobre planejamento estratégico em saúde, nos anos noventa, no Brasil. Cad. Saúde Pública, 2000. 16(3) 723-731. 26. Portela, MC et al. Hospitais Filantrópicos no Brasil. BNDS Social, Rio de Janeiro; 2002. 2: p 11-57; 61-171. 27. Teboul, J. Gerenciando a dinâmica da qualidade. Rio de Janeiro: Ed Quality Mark/ Fundação Dom Cabral, 1991. 28. Testa, M. Pensar em Salud. Buenos Aires: Mineo; 1983. 29. Testa, M. Programacion, Estratégia y Programacion. Buenos Aires: Mineo; 1986. 30. Tolovi, J.J. Por que os programas de qualidade falham? Revista de Administração de Empresas, São Paulo; 1994. 34, n 6, p6-11. ANEXOS ANEXO 1 : Roteiro de Avaliação : Projeto de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos, CQH, setembro 2008. PROGRAMA CQH COMPROMISSO COM A QUALIDADE HOSPITALAR ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Setembro/2008 Orientações para a visita de avaliação das unidades participantes do Projeto de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos I. Introdução Os responsáveis pela direção do Hospital deverão comunicar a data da visita aos funcionários dos diversos setores e instruí-los a colaborar com a equipe de avaliadores. Deverá ser designada uma equipe composta, pelo menos, de um representante do corpo clínico, do serviço de enfermagem e da administração, para acompanhar a equipe de avaliadores em toda a visita. O roteiro deverá ser preenchido previamente pelo hospital e encaminhado à Agência Coordenadora do projeto, uma semana antes da visita, junto da documentação relacionada no item II deste documento. A visita se inicia com o exame de toda a documentação do hospital relacionada no item IV deste documento. Para tanto, deverá ser preparado um espaço adequado, com mesa espaçosa, sobre a qual deverão estar dispostos todos os documentos solicitados. Após a revisão dos documentos se realiza uma reunião com a alta direção do hospital com as suas gerências e em seguida a equipe de avaliadores terá uma hora para um almoço rápido em lugar reservado. Nesta oportunidade a equipe decidirá sobre o roteiro que será seguido à tarde para a visita às instalações do hospital. Durante esta visita, em qualquer momento, a equipe de avaliadores poderá solicitar tempo para reunir-se reservadamente e avaliar a evolução dos trabalhos. O roteiro de visita definido pela equipe deverá ser seguido. Os serviços terceirizados localizados dentro ou anexo à área hospitalar, serão considerados como pertencentes ao hospital, necessitando, neste caso, do contrato de prestação de serviços e comprovantes das respectivas exigências contidas neste instrumento. No roteiro existem três opções de resposta: sim, não e não se aplica. Assinalar com um X a opção selecionada no espaço correspondente. No caso do hospital não oferecer o serviço, a condição será não se aplica. As informações coletadas deverão se referir à situação existente na data do preenchimento. A informação não comprovada pela equipe visitadora será considerada inexistente. Em sub-itens relacionados a uma mesma pergunta somente considerar sim, se todos eles forem respondidos afirmativamente exceto quando especificado de outra maneira. O hospital deve ter interesse em mostrar todos os itens do roteiro, uma vez que aqueles que não forem vistos, serão considerados inexistentes. Nos critérios de I a VII, os itens do roteiro estão sub-divididos em três grupos: enfoque, aplicação e aprendizado. Os itens de enfoque são mais conceituais e introduzem os temas que serão verificados em detalhes pontuais no grupo de itens de aplicação. Nos itens de aprendizado se procura identificar como o hospital controla suas práticas de gestão e se os padrões de trabalho estabelecidos estão sendo alcançados. II. Documentação pré-visita 1. Número de leitos 2. Número de funcionários (incluindo os terceirizados) 3. Serviços existentes (explicitar a vinculação: próprio ou terceirizado) 4. Organograma com os nomes 5. Identificação das partes interessadas. Exemplos: a. Pacientes e familiares b. Força de trabalho / Funcionários c. Fornecedores d. Sociedade e. Secretaria Estadual da Saúde f. Secretaria Municipal da Saúde g. Ministério da Saúde 6. Identificação dos clientes: a. Pacientes b. Familiares c. SUS d. Outros convênios 7. Inserção no mercado a. Número de unidades hospitalares na região e suas respectivas especialidades b. Número de unidades referenciadas para a Santa Casa III. Programa da Visita 8:00 – 9:00 h Avaliação da documentação solicitada no item IV. 9:00 – 12:00 h Reunião com a alta direção e gerentes 12:00 – 13:00 h Almoço e definição do roteiro da tarde A partir das 13:00 h Visita às instalações conforme roteiro definido IV. Documentação para apresentar no início da visita 1. Atas de reunião da alta direção e comissões 2. Planejamento estratégico - Indicadores utilizados para análise e desempenho do hospital - PDR (plano diretor regional) 3. Avaliação do usuário 4. PGRS (plano de gerenciamento de resíduos sólidos) 5. Referenciais comparativos e informações comparativas utilizadas 6. Gestão de Pessoas 6.1. Registros de treinamentos 6.2. PPRA – Programa de Prevenção Risco Ambiental 6.3. PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional 6.4. Escala de enfermagem e manutenção 6.5. Cadastro do Corpo Clínico 7. Gestão de Processos 7.1. Manuais e procedimentos das áreas fins e de apoio 7.2. Comprovantes da manutenção preventiva de equipamentos 8. Resultados (tabelas e gráficos, preferencialmente com no mínimo dados de três períodos e dados dos referenciais comparativos quando existentes). V. Considerações Gerais Primeira Visita: Tem o objetivo de apresentar o diagnóstico da situação da unidade em relação aos critérios de avaliação definidos pela Agência Coordenadora para este projeto. Segunda visita: Tem o objetivo de avaliar os avanços conquistados pela unidade, sendo estes reconhecidos por meio de premiações: bronze, prata e ouro. Prêmio Bronze: mínimo de 150 pontos, sem zerar nenhum critério; Prêmio Prata: mínimo de 250 pontos, sem zerar nenhum item; Prêmio Ouro: mínimo de 350 pontos, sem zerar nenhum item. O cálculo para pontuação final de cada item deverá considerar seus valores ponderados. Exemplo: O Item 1.1. (Sistema de Liderança) tem 16 itens possíveis e sua ponderação é 7; se o hospital tiver 13 itens positivos e 3 negativos, sua pontuação, neste critério, será 5,69. x = 13 x 7 = 5,69 16 A tabela da pontuação com os valores ponderados dos itens encontra-se no final deste roteiro. ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 1 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO P PERFIL Aqui se busca avaliar as condições das estruturas física e organizacional do hospital; se elas estão em condições de oferecer segurança para as pessoas que trabalham, usam ou visitam o hospital; se elas oferecem condições para a prática de um modelo assistencial e de gestão condizentes com a qualidade no atendimento aos pacientes. 01 Há condições para os profissionais realizarem a higiene das mãos (pias com sabão e toalhas de papel ou álcool gel) em todos os ambientes de atendimento a pacientes e de manipulação de artigos, insumos médicohospitalares e resíduos no hospital? (s) (n) 02 Há acesso/saída controlados, com níveis progressivos de restrições, para: (s) (n) 1) Serviço de emergência ( ) 2) Unidade de internação ( ) 3) Funcionários ( ) 4) Pacientes ambulatoriais ( ) 5) Cadáveres ( ) 6) Materiais e resíduos ( ) 7) Visitantes/fornecedores? ( ) 03 Há facilidade de utilização de macas e cadeiras de rodas em todas as áreas de circulação do paciente? (s) (n) 04 Há um posto de enfermagem para cada unidade de internação? (s) (n) 05 É respeitado o livre acesso em todos os lados do leito? (s) (n) 06 É respeitada a distância mínima de 2 m entre os leitos? (s) (n) 07 Todos os pacientes dispõem, à cabeceira do leito, de campainha para (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 2 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO P PERFIL chamada do pessoal de enfermagem? 08 Os quartos têm no máximo 4 leitos? (s) (n) 09 Há carrinho de emergência com medicamentos, material, monitor e desfibrilador para ressuscitação cardio-respiratória em número suficiente que atenda todos os pacientes internados e em local de fácil acesso? Apresentar evidências da suficiência, da conferência e da checagem do material periodicamente. (s) (n) 10 Os banheiros dispõem de barras de apoio para os pacientes (incluindo o box)? (s) (n) 11 Os banheiros dispõem de campainhas de fácil acesso para que os pacientes possam solicitar a presença de pessoal de enfermagem? (s) (n) 12 As portas dos banheiros se abrem para o interior do quarto ou são escamoteáveis? (s) (n) 13 As unidades de internação oferecem itens de conforto para o paciente e acompanhantes? (ventilação, iluminação, TV, poltronas para acompanhantes, entre outros) (s) (n) 14 Há condições de isolamento para os pacientes portadores de doenças infectocontagiosas, quando necessário? (s) (n) 15 A área de processamento do centro de materiais e esterilização é restrita e dispõe dos três setores: (s) (n) 1) Recepção e lavagem ( ) 2) Preparo, acondicionamento e esterilização ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 3 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO P PERFIL 3) Estocagem e distribuição? ( ) 16 Existem barreiras físicas entre as áreas do centro de materiais e esterilização, objetivando impedir o cruzamento dos artigos limpos com contaminados? (s) (n) 17 O centro cirúrgico é uma área de circulação restrita, separada de outros ambientes por porta que se mantém fechada e com sinalização de entrada proibida? (s) (n) 18 Há lavabos exclusivos para o preparo da equipe cirúrgica, equipados com dispensador de anti-sépticos e torneiras acionáveis sem utilização das mãos? (s) (n) 19 Há um carrinho de anestesia completo para cada sala de cirurgia? (s) (n) 20 Há oxigênio e sistema de aspiração em todas as salas de cirurgia e de recuperação? (s) (n) 21 Todas as salas cirúrgicas são equipadas com monitor cardio-respiratório e de oxigenação? (s) (n) 22 Os partos são realizados em sala própria, com acesso a: (s) (n) 1) Doppler ( ) 2) Carrinho de emergência completo com monitor e desfibrilador cardíaco ( ) 3) Instrumentos para parto normal e fórceps ( ) 4) Mesa de partos ( ) 5) Foco central e auxiliar ( ) 6) Aspirador ( ) 7) Oxigênio? ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 4 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO P 23 PERFIL Para a recepção do neonato, na sala de parto o hospital dispõe dos equipamentos: (s) (n) 1) Berço de calor radiante para reanimação neonatal ( ) 2) Balança ( ) 3) Laringoscópio infantil com lâminas de numeração adequada ( ) 4) Cânulas para intubação orotraqueal com numeração adequada para ( ) reanimação neonatal ( ) 5) Insuflador pulmonar neonatal 6) Sondas de aspiração com numeração adequada para uso neonatal ( ) 7) Medicamentos de urgência ( ) 8) Material para clampeamento do cordão umbilical ( ) 9) Conjunto para identificação do binômio ( ) 10) Fontes de oxigênio, ar comprimido e equipamento de aspiração para o ( ) recém-nascido ( ) 11) Kit para cateterismo umbilical 12) Estetoscópio ( ) 13) Incubadora de transporte ( ) 14) Pias com dispensador para sabão líquido e papel toalha? ( ) 24 Há carrinho de emergência próprio, com monitor e desfibrilador, para internação pediátrica? Verificar evidências de conferência e checagem periódicos. (s) (n) 25 O hospital conta com um ambiente provido de decoração, organização de espaços para brincar, atividades educativas ou recreativas na pediatria? (s) (n) 26 As unidades de internação pediátrica apresentam condições de segurança: (s) (n) 1) Camas de crianças pequenas com proteção ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 5 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO P PERFIL 2) Janelas com proteção que evitem a passagem de criança ( ) 3) Acesso controlado à unidade? ( ) 27 A área física da neonatologia patológica é dividida em setores claramente diferenciados segundo gravidade e patologia? (s) (n) 28 A área de neonatologia patológica conta com os seguintes equipamentos (no mínimo 5 subitens): (s) (n) 1) Incubadoras com misturador de gases, aquecimento e umidificador ( ) 2) Respirador neonatal (mínimo de 1 para cada 5 leitos) ( ) 3) Tendas e/ou capacetes de oxigênio ( ) 4) Equipamento para fototerapia ( ) 5) Kit para drenagem torácica ( ) 6) Kit para cateterização umbilical e exsanguíneo transfusão ( ) 7) Kit para inserção de cateter peritoneal ( ) 8) Oxímetro de pulso (pelo menos 2 para cada 5 leitos) ( ) 9) Monitor cardíaco (mínimo de 2 para cada 5 leitos) ( ) 10) Bomba de aspiração negativa ( ) 11) Bomba de infusão para terapia endovenosa ( ) 12) Perfusores (bombas de seringa)? ( ) 29 Há capacidade para análise microvolumétrica de sangue para hematologia e bioquímica na neonatologia patológica? (s) (n) 30 Há sistema de filtragem e tratamento de água por osmose reversa no setor de diálise? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 6 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO P PERFIL 31 Conta com área física adequada, com sala e equipamentos separados para pacientes contaminados, no setor de diálise? (s) (n) 32 O serviço de diálise é dotado de equipamentos que ofereçam maior segurança aos pacientes, através de condutivímetro, detector de bolhas, controle de pressão venosa e sistemas automatizados de bloqueio do equipamento? (s) (n) 33 A UTI conta com os seguintes recursos técnicos: (s) (n) 1) Marcapasso externo transitório ( ) 2) Material para entubação orotraqueal ( ) 3) Eletrocardiógrafo ( ) 4) Respirador mecânico a pressão (1 para 3 leitos) ( ) 5) Respirador mecânico volumétrico (pelo menos 1) ( ) 6) Oxímetro de pulso (1 para cada leito) ( ) 7) Aspirador para drenagens (1 para 4 leitos) ( ) 8) Bomba de infusão (1 para cada leito) ( ) 9) Carrinho de emergência completo ( ) 10) Monitor cardíaco (1 por leito) ( ) 11) Pontos de O2, ar comprimido e vácuo (1 de cada por leito)? ( ) 34 A distribuição dos leitos nas UTIs permite visualização constante, desde o posto de enfermagem? (s) (n) 35 Há pelo menos um equipamento radiológico portátil, com facilidade de mobilização para exames nas unidades de internação, UTI e centro cirúrgico? (s) (n) 36 Nos estudos invasivos sob controle radioscópico ou ecográfico, como (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 7 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO P PERFIL endoscopias, punções aspirativas, punções-biópsia, arteriografias etc.: 1) Há pessoal de enfermagem de apoio ( ) 2) Há condições para os profissionais realizarem a higiene das mãos e é ( ) fornecida para a equipe paramentação de acordo com o risco do procedimento ( ) 3) Há materiais, equipamentos e medicamentos de emergência? 37 A UTI tem acesso 24 horas ao monitoramento de gases arteriais? (s) (n) 38 No caso de processar técnicas laboratoriais com material radioativo: (s) (n) 1) Os profissionais têm habilitação para uso de material radioativo ( ) 2) Há recipientes específicos para radioisótopos, assim como ‘bunker’ ( ) para seu depósito? 39 O serviço de hemoterapia conta com local exclusivo para coleta de sangue e aférese não terapêutica? (s) (n) 40 As geladeiras, os freezers e os ambientes usados para armazenamento do sangue e seus componentes têm termômetros de máxima e mínima, e as temperaturas são anotadas a cada quatro horas? (exceto no sistema automático) (s) (n) 41 O mobiliário para o doador de sangue permite que o mesmo se deite caso seja necessário? (s) (n) 42 Há agitadores separados para concentrados de plaquetas com sorologia e sem sorologia, no banco de sangue? (s) (n) 43 Há barreira de contaminação na lavanderia? (s) (n) 44 A cozinha dispõe de: (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 8 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO P 45 PERFIL 1) Frigorífico e geladeiras em funcionamento ( ) 2) Telas nas janelas ( ) 3) Locais específicos de armazenamento de mantimentos ( ) 4) Piso lavável? ( ) Conta com área para preparação de fórmulas lácteas com as seguintes características: (s) (n) 1) Área de higienização ( ) 2) Área de preparo ( ) 3) Auto-clave ( ) 4) Normas específicas sobre o modo de preparar as diferentes fórmulas ( ) 5) Coleta de amostras das preparações para análises microbiológicas? ( ) 46 Há local específico para entrevistas do Serviço Social? (s) (n) 47 A área para armazenamento de medicamentos na farmácia conta com geladeira exclusiva com termômetro de máxima e mínima, monitorado em período adequado nas 24 horas, para conservação de medicamentos, ligada ao sistema alternativo de energia elétrica? (s) (n) 48 Há um local exclusivo para o arquivamento dos prontuários dos pacientes? (s) (n) 49 O serviço de emergência funciona em local exclusivo com acesso independente nas 24 horas? (s) (n) 50 A emergência tem acesso 24 horas a: (s) (n) 1) Radiologia ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 9 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO P 51 PERFIL 2) Laboratório de Análises Clínicas ( ) 3) Hemoterapia? ( ) Há estrutura de prevenção e extinção de incêndios com (apresentar projeto do bombeiro): (s) (n) 1) Extintores e hidrantes em quantidade suficiente ( ) 2) Extintores e hidrantes revisados anualmente ( ) 3) Porta corta-fogo (em prédios com mais de um andar) ( ) 4) Saídas de emergência sinalizadas? ( ) 52 Há corrimãos, em ambos os lados, de todas as escadas? (s) (n) 53 O sistema elétrico está aterrado (apresentar laudo de engenharia)? (s) (n) 54 Há sistema alternativo de geração de energia e de iluminação para as áreas de circulação e áreas críticas: (s) (n) 1) Gerador ( ) 2) Luz de emergência com baterias próprias? ( ) 55 Existe sistema de pára-raios devidamente certificados? 56 Há reservatório/sistema com capacidade abastecimento ininterrupto de água? 57 Há um local específico para o armazenamento de resíduos sólidos, que seja: 1) Ventilado suficiente (s) (n) para garantir o (s) (n) (s) (n) ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 10 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE PERFIL CRITÉRIO P CRITÉRIO I 2) Fechado ( ) 3) Coberto ( ) 4) Exclusivo ( ) 5) Lavável ( ) 6) Restrito à circulação de pessoas ( ) 7) Para a separação do lixo comum do lixo infectado? ( ) LIDERANÇA Este Critério examina o sistema de liderança do hospital e o comprometimento pessoal dos membros da alta direção no estabelecimento, disseminação e atualização de valores e princípios organizacionais que promovam a cultura da excelência, considerando as necessidades de todas as partes interessadas. Também examina como é analisado o desempenho do hospital e como são implementadas as práticas voltadas para assegurar a consolidação do aprendizado organizacional. 1.1. Sistema de Liderança Este item verifica como é exercida a liderança do hospital, demonstrando o compromisso da direção com os Valores e os Princípios Organizacionais estabelecidos. Verifica ainda como as decisões são tomadas e as pessoas com potencial de liderança são identificadas, avaliadas e desenvolvidas para o exercício da liderança. ENFOQUE E APLICAÇÃO 01 O hospital tem organograma formalmente descrito e representativo da realidade organizacional? (s) (n) 02 O hospital conta com um Diretor Técnico? (s) (n) 03 O hospital conta com um Diretor Clínico? (s) (n) 04 O Serviço de Nutrição e Dietética está sob a coordenação de Nutricionista? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 11 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO P PERFIL 05 O hospital identifica as lideranças externas locais (ex: associação comercial, associação comunitária, profissionais liberais)? (s) (n) 06 A liderança é exercida por meio da organização de grupos multidisciplinares, tais como, times de trabalho, comissões e/ou comitês técnicos? (s) (n) 07 O hospital conta com Comissões de (no mínimo 2 subitens): (s) (n) 08 1) Ética Médica ( ) 2) Ética em Enfermagem ( ) 3) Ética em Pesquisa? ( ) A liderança do hospital possui mecanismos para interagir, com (no mínimo 3 subitens): (s) (n) 1) Pacientes ( ) 2) Familiares ( ) 3) Força de trabalho ( ) 4) Fornecedores ( ) 5) Órgãos que representam o SUS ( ) 6) Sociedade ( ) 7) Outras (especificar): ( ) 09 O hospital participa/oferece leitos junto a Central de Vagas Regional? (s) (n) 10 O hospital tem definido formalmente os mecanismos de referência e contrareferência para o SUS? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 12 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO I LIDERANÇA 11 O hospital participa do Comitê Regional de Revitalização? (s) (n) 12 O hospital participa do Conselho Municipal de Saúde? (s) (n) 13 As decisões estratégicas são tomadas por um colegiado? (s) (n) 14 Este colegiado (no mínimo 4 subitens): (s) (n) 1) Conta com a participação do Diretor Clínico ( ) 2) Conta com a participação do Diretor Administrativo ( ) 3) Formula políticas gerais ( ) 4) Define as prioridades ( ) 5) Aprova o planejamento estratégico ( ) 6) Reúne-se periodicamente ( ) 7) Avalia os resultados institucionais? ( ) 15 A mesa diretora participa das decisões estratégicas do hospital? (s) (n) 16 Há representatividade do corpo clínico na mesa diretora? (s) (n) 17 As decisões estratégicas consideram interessadas (no mínimo 3 subitens): as necessidades das partes (s) (n) 1) Pacientes ( ) 2) Familiares ( ) 3) Força de trabalho ( ) 4) Fornecedores ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 13 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO I LIDERANÇA 5) Órgãos que representam o SUS ( ) 6) Sociedade ( ) 7) Outras (especificar): ( ) 18 É feita a identificação das pessoas com potencial de liderança? (s) (n) 19 As pessoas identificadas são capacitadas para exercerem os pretendidos cargos de liderança? (s) (n) 20 Ter especialização em Gestão dos Serviços de Saúde é uma competência definida para alta liderança do hospital (pelo menos um profissional de nível universitário na direção do hospital tem o título)? (s) (n) 21 Os líderes do hospital são avaliados? (s) (n) APRENDIZADO 22 Existem melhorias para pelo menos uma das práticas assinaladas com (s) para o Sistema de Liderança? 23 As práticas assinaladas com (s) para o Sistema de Liderança estão alinhadas com as estratégias e princípios/diretrizes organizacionais (missão, visão e valores) - (coerência)? (s) (n) INTEGRAÇÃO (s) (n) 1.2. Cultura da Excelência Este item trata da forma como são estabelecidos e atualizados os princípios organizacionais (missão, visão e valores). Aborda ainda, as questões relacionadas aos mecanismos utilizados para o estabelecimento dos padrões de trabalho (normas e rotinas do hospital) e para a verificação do cumprimento destes. Por fim, verifica como se dá a implementação do sistema de aprendizado organizacional. ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 14 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO I LIDERANÇA ENFOQUE E APLICAÇÃO 01 O Hospital possui valores e princípios/diretrizes organizacionais formalmente definidos? (s) (n) 02 As diretrizes do SUS são consideradas na definição da dos princípios organizacionais? (s) (n) 03 Os valores e princípios/diretrizes organizacionais são de conhecimento de todas as pessoas (força de trabalho) do hospital e estão divulgados por meio de (no mínimo 2 subitens): (s) (n) 04 1) Boletim ( ) 2) Jornal mural ( ) 3) Reuniões ( ) 4) Outros (especificar): ( ) Para o entendimento dos princípios/diretrizes e valores organizacionais por parte da força de trabalho a organização utiliza-se dos seguintes mecanismos (no mínimo 1 subitem): (s) (n) 1) Documentos específicos que contenham a missão, visão e valores ( ) institucionais ( ) 2) Comissões de Ética 3) Comissão/Grupo de Qualidade ( ) 4) Reuniões da alta direção com a força de trabalho com este objetivo? ( ) 05 O hospital dispõe de Regulamento Interno? (s) (n) 06 O Corpo Clínico possui Regulamento Interno atualizado? (s) (n) 07 Para o estabelecimento das normas e rotinas (padrões de trabalho) o hospital utiliza (no mínimo 2 subitens) (s) (n) 1) Legislação vigente ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 15 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO I LIDERANÇA 2) Literatura sobre o assunto ( ) 3) Normas técnicas ( ) 4) Expectativas e necessidades dos seus clientes ( ) 5) Visitas a outras organizações? ( ) 08 É feito o controle da utilização das normas e rotinas estabelecidas? (s) (n) 09 Existem evidências de ações que visem a humanização do atendimento, do ambiente ou das relações com usuários e colaboradores? (s) (n) 10 O hospital faz a auto-avaliação da unidade utilizando este roteiro? (s) (n) 11 Existem melhorias para pelo menos uma das práticas assinaladas com (s) para a Cultura da Excelência? APRENDIZADO (s) (n) INTEGRAÇÃO 12 As práticas assinaladas com (s) para a Cultura da Excelência estão alinhadas com as estratégias e princípios/diretrizes organizacionais (missão, visão e valores) - (coerência)? (s) (n) 1.3. Análise Crítica do Desempenho da Organização Este item trata da análise do desempenho do hospital, revelando como o alcance das estratégias e objetivos da organização é avaliado. O item verifica ainda como são tratados a comunicação das decisões tomadas e o acompanhamento dessa implementação. ENFOQUE E APLICAÇÃO 01 As instâncias superiores da administração (Mesa Administrativa, Conselheiros, Irmandade ou outros), realizam reuniões formais para avaliação e acompanhamento do desempenho do hospital? (s) (n) 02 Administração e gerências realizam reuniões sistemáticas e formais para (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 16 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO I LIDERANÇA avaliação de resultados? 03 Diretor Clínico e/ou Diretor Técnico participam das reuniões com as demais gerências para a avaliação dos resultados institucionais? (s) (n) 04 Há reuniões específicas e sistemáticas para a discussão dos seguintes indicadores: (s) (n) 05 06 1) Taxa de mortalidade por clínica ( ) 2) Taxa de mortalidade operatória ( ) 3) Taxas de permanência e ocupação por clínica ( ) 4) Taxa de rotatividade ou giro do leito ( ) 5) Taxa de infecção hospitalar ( ) 6) Causas de suspensão de cirurgia? ( ) Há reuniões específicas e sistemáticas para a discussão dos seguintes indicadores: (s) (n) 1) Taxa de rotatividade de funcionários por categoria e/ou setor ( ) 2) Absenteísmo ( ) 3) Índice de Satisfação do Usuário ( ) 4) Desempenho financeiro ( ) 5) Desempenho dos fornecedores? ( ) Nas reuniões de análise crítica são utilizadas (no mínimo 1 subitem): 1) Informações comparativas (s) (n) ( ) 2) Variáveis do ambiente externo, incluindo informações atualizadas sobre ( ) o SUS? ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 17 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO I 07 08 LIDERANÇA As decisões da análise crítica do desempenho global são comunicadas por meio de (pelo menos 1 subitem): (s) (n) 1) Intranet ( ) 2) Boletim ( ) 3) Jornal ( ) 4) Reuniões ( ) 5) Quadros de Aviso ( ) 6) Disseminação de atas ( ) 7) Outros (especificar): ( ) As prioridades para melhoria são definidas em função da análise de desempenho do hospital? (s) (n) APRENDIZADO 09 Existem melhorias para pelo menos uma das práticas assinaladas com (s) para a Análise do Desempenho da Organização? 10 As práticas assinaladas com (s) para a Análise do Desempenho da Organização estão alinhadas com as estratégias e princípios/diretrizes organizacionais (missão, visão e valores) - (coerência)? (s) (n) INTEGRAÇÃO CRITÉRIO II (s) (n) ESTRATÉGIAS E PLANOS Este Critério examina o processo de formulação das estratégias, enfatizando a análise do mercado de atuação e do macroambiente. Também examina o processo de implementação das estratégias, incluindo a definição de indicadores, o desdobramento das metas e planos para as áreas do hospital e acompanhamento dos ambientes internos e externos. 2.1. Formulação das Estratégias ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 18 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO I LIDERANÇA A formulação das estratégias aborda o processo de planejamento, que visa definir os caminhos que o hospital deve trilhar para tornar real sua visão de futuro, a partir da identificação de forças restritivas e impulsoras, externas e internas, decorrentes de uma análise ambiental. ENFOQUE E APLICAÇÃO 01 O Planejamento Estratégico é realizado ou atualizado anualmente? (s) (n) 02 O Plano Diretor de Reforma e Investimentos é realizado ou atualizado anualmente? (s) (n) 03 O Orçamento Programa é realizado ou atualizado anualmente? (s) (n) 04 As informações utilizadas na formulação das estratégias do hospital são (no mínimo 2 subitens): (s) (n) 1) Indicadores internos do hospital ( ) 2) Informações comparativas ( ) 3) Informações do mercado de atuação ( ) 4) Informações do SUS ( ) 5) Outras (especificar): ( ) 05 O Planejamento Estratégico é realizado em reuniões específicas? (s) (n) 06 O Planejamento Estratégico, além dos diretores, conta com a participação dos (no mínimo 1 subitem): (s) (n) 1) Instâncias Superiores da Administração ( ) 2) Gerentes ( ) 3) Chefes ( ) 4) Representantes da equipe multiprofissional ( ) 5) Parceiros e fornecedores? ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 19 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO I 07 LIDERANÇA O Planejamento Estratégico é formalmente aprovado pelo Conselho ou instância maior quando existente? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 20 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO II 08 ESTRATÉGIAS E PLANOS O hospital considera para formulação de estratégias fatores relacionados às necessidades: (s) (n) 1) Dos clientes ( ) 2) Do SUS ( ) 3) Das comunidades ( ) 4) Da sociedade ( ) 5) Das pessoas ( ) 6) Dos fornecedores? ( ) 09 O hospital possui formalmente estratégias definidas? 10 Existem melhorias para pelo menos uma das práticas assinaladas com (s) para a Formulação das Estratégias? (s) (n) APRENDIZADO (s) (n) INTEGRAÇÃO 11 As práticas assinaladas com (s) para a Formulação das Estratégias estão alinhadas com as diretrizes/princípios organizacionais (missão, visão e valores) - (coerência)? (s) (n) 2.2. Implementação das Estratégias A implementação das estratégias inclui o planejamento das ações, a alocação dos recursos e a definição das metas necessárias para sustentar as estratégias estabelecidas, assim como as sistemáticas para comunicação e o monitoramento de seus resultados. ENFOQUE E APLICAÇÃO 01 O hospital utiliza os indicadores para monitorar o desempenho global em relação às estratégias? (s) (n) 02 O painel de indicadores foi gerado a partir das informações definidas no planejamento estratégico? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 21 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO II ESTRATÉGIAS E PLANOS 03 Os principais indicadores de desempenho possuem metas alinhadas às estratégias? (s) (n) 04 O hospital usa séries históricas de indicadores para definir prioridades e metas? (s) (n) 05 Há planos de ação anuais escritos e alinhados com as estratégias? (s) (n) 06 Os planos de ação contemplam: (s) (n) 1) Metas de curto prazo ( ) 2) Metas de longo prazo ( ) 3) Agentes ( ) 4) Recursos necessários (incluindo os financeiros) ( ) 5) Indicadores para o controle do cumprimento das metas ( ) 6) Cronogramas? ( ) 07 São alocados os recursos financeiros necessários para a execução dos planos de ação? (s) (n) 08 As estratégias, metas e planos de ação são comunicados à força de trabalho por meio de (no mínimo 1 subitem): (s) (n) 09 1) Reuniões específicas ( ) 2) Intranet ( ) 3) Mural de gestão à vista ( ) 4) Outros (especificar): ( ) É feito acompanhamento periódico e formal da implementação dos planos de (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 22 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO II ESTRATÉGIAS E PLANOS ação? APRENDIZADO 10 Existem melhorias para pelo menos uma das práticas assinaladas com (s) para a Implementação das Estratégias? (s) (n) INTEGRAÇÃO 11 As práticas assinaladas com (s) para a Implementação das Estratégias estão alinhadas com as diretrizes/princípios organizacionais (missão, visão e valores) - (coerência)? CRITÉRIO III (s) (n) CLIENTES O Critério Clientes examina como o hospital segmenta o mercado e como identifica e trata as necessidades e expectativas dos clientes e dos mercados; divulga seus produtos e marcas; e estreita seu relacionamento com os clientes. Também examina como o hospital avalia a satisfação e insatisfação dos clientes. 3.1. Imagem e Conhecimento de Mercado Este item trata dos processos que o hospital adota para conhecer os clientes e os mercados, e dos processos para ser conhecido. ENFOQUE E APLICAÇÃO 01 O hospital segmenta o mercado identificando seu cliente-alvo (aqueles para quem os esforços para a prestação do serviço estão prioritariamente dirigidos)? (s) (n) 02 Os clientes são segmentados por (no mínimo 1 subitem): (s) (n) 1) Convênios, particulares ou SUS ( ) 2) Por patologia ( ) 3) Usuários de consultas, de exames, de procedimentos ou de internação ( ) 4) Outros (especificar): ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 23 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO II 03 04 05 ESTRATÉGIAS E PLANOS O hospital faz, formal e periodicamente, a análise do perfil nosológico de seus clientes? (s) (n) 1) SUS ( ) 2) Não SUS ( ) O hospital identifica quais são as necessidades e expectativas de seus clientes? (s) (n) 1) SUS ( ) 2) Não SUS ( ) O hospital trata as expectativas e necessidades levantadas? (s) (n) 1) SUS ( ) 2) Não SUS ( ) 06 O hospital desenvolve ações concretas para divulgação da sua imagem? (s) (n) 07 O hospital faz algum tipo de pesquisa para verificar como está sua imagem perante o mercado? (s) (n) APRENDIZADO 08 Existem melhorias para pelo menos uma das práticas assinaladas com (s) para a Imagem e Conhecimento do Mercado? 09 As práticas assinaladas com (s) para a Imagem e Conhecimento do Mercado estão alinhadas com as diretrizes/princípios organizacionais (missão, visão e valores) - (coerência)? (s) (n) INTEGRAÇÃO (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 24 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO III CLIENTES 3.2. Relacionamento com Clientes Este item trata da forma como os canais de relacionamentos com os clientes são definidos e colocados à disposição destes para que apresentem suas manifestações – reclamações, sugestões, pedidos, solicitação de informações e elogios. Verifica ainda como essas manifestações são tratadas e como o hospital avalia a satisfação e a insatisfação do cliente. ENFOQUE E APLICAÇÃO 01 O hospital efetua levantamento formal do perfil de seus clientes? (s) (n) 1) SUS ( ) 2) Não SUS ( ) 02 O hospital faz levantamento de seu perfil de morbi-mortalidade? (s) (n) 03 O hospital tem os seguintes canais de comunicação com seu cliente (no mínimo 1 subitem): (s) (n) 3) 0800 ( ) 4) Ouvidoria ( ) 5) Pesquisa de satisfação do cliente ( ) 6) SAC ( ) 7) Internet ( ) 8) Outros (especificar): ( ) 04 Há evidências de preocupação com o acolhimento/humanização do atendimento de Pronto Socorro? (s) (n) 05 Os horários de visita são ajustáveis às necessidades da família? (s) (n) 06 Os horários de visitas aos pacientes SUS e não SUS são iguais? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 25 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO III CLIENTES 07 As reclamações e solicitações dos clientes (SUS e não SUS), advindas dos canais de relacionamento, são recebidas, solucionadas quando for o caso e dado retorno aos interessados? (s) (n) 08 Existe um prazo máximo para o retorno da queixa ao cliente (SUS e não SUS)? (s) (n) 09 São realizadas pesquisas específicas com os clientes sobre novos serviços (SUS e não SUS)? (s) (n) 10 Há entrevista do Serviço de Nutrição com pacientes internados buscando identificar hábitos alimentares? (s) (n) 11 O Serviço de Nutrição faz algum acompanhamento de indicadores de satisfação de usuários? (s) (n) 12 As informações a respeito do funcionamento da unidade são passadas aos novos clientes (SUS e não SUS)? (s) (n) 13 O hospital promove visitas de gestantes ao hospital para familiarizarem-se com o ambiente em que darão à luz? (s) (n) 14 É permitida a presença de acompanhante junto à parturiente durante o préparto e logo após o nascimento da criança? (s) (n) 15 O hospital desencadeia ações concretas sistematicamente a partir das pesquisas de satisfação ou insatisfação dos clientes (SUS e não SUS)? (s) (n) 16 As ações decorrentes da pesquisa de satisfação e insatisfação dos clientes são divulgadas às pessoas que mantêm contato direto com o cliente (SUS e (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 26 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO III CLIENTES não SUS)? 17 Há local para espera e informações para acompanhantes e familiares? (s) (n) 18 Existe igualdade de tratamento em relação à permanência de acompanhante para pacientes SUS e não SUS? (s) (n) 19 Todas as especialidades atendidas no ambulatório estão disponíveis aos pacientes SUS? (s) (n) 20 Todos os exames que realiza estão disponíveis aos pacientes SUS? (s) (n) APRENDIZADO 21 Existem melhorias para pelo menos uma das práticas assinaladas com (s) para o Relacionamento com o Cliente? 22 As práticas assinaladas com (s) para o Relacionamento com o Cliente estão alinhadas com as diretrizes/princípios organizacionais (missão, visão e valores) - (coerência)? (s) (n) INTEGRAÇÃO CRITÉRIO IV (s) (n) SOCIEDADE O Critério Sociedade examina como o hospital contribui para o desenvolvimento econômico, social e ambiental de forma sustentável; e como interage com a sociedade de forma ética e transparente. 4.1. Responsabilidade Socioambiental Este item enfoca como o hospital contribui para o desenvolvimento sustentável, por meio da minimização dos impactos negativos potenciais de seus produtos, processos e instalações. Verifica ainda como envolve as partes interessadas nas questões relativas à responsabilidade socioambiental. ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 27 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO III CLIENTES ENFOQUE E APLICAÇÃO 01 Os impactos negativos da organização no meio ambiente e na sociedade são identificados? (s) (n) 02 O hospital tem um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde? (s) (n) 03 A CCIH controla o uso de antibióticos no hospital? (s) (n) 04 As pendências ou eventuais sanções referentes aos requisitos legais e regulamentares são devidamente tratadas? (s) (n) 05 É feito o controle do consumo de água? (s) (n) 06 É feito o controle do consumo de energia elétrica? (s) (n) 07 O hospital trabalha com planos de manutenção da rede elétrica e hidráulica? (s) (n) 08 No hospital existe sistema de utilização de reuso de água? (s) (n) 09 O hospital realiza a coleta seletiva de lixo? (s) (n) 10 O hospital realiza ações relacionadas à preservação da natureza? (s) (n) 11 A força de trabalho está envolvida nas questões socioambientais por meio de (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 28 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO IV SOCIEDADE (no mínimo 1 subitem): 1) Orientações para as luzes serem desligadas ao final do expediente ( ) 2) Orientações para a economia no uso de papéis e torneiras nos ( ) banheiros ( ) 3) Orientações para a reutilização de papéis como rascunho 4) Orientações para o descarte adequado de materiais administrativos ( ) 5) Campanhas relacionadas à preservação da natureza? ( ) APRENDIZADO 12 Existem melhorias para pelo menos uma das práticas assinaladas com (s) para Responsabilidade Socioambiental? (s) (n) INTEGRAÇÃO 13 As práticas assinaladas com (s) para Responsabilidade Socioambiental estão alinhadas com as diretrizes/princípios organizacionais (missão, visão e valores) - (coerência)? (s) (n) 4.2. Ética e Desenvolvimento Social Este item reúne requisitos relativos a promoção do relacionamento ético com as partes interessadas, o fortalecimento da sociedade por meio de projetos alinhados às suas necessidades, a implementação de políticas não discriminatórias e à imagem do hospital perante a sociedade. ENFOQUE E APLICAÇÃO 01 O hospital tem um código de ética baseado em seus valores institucionais? (s) (n) 02 O hospital divulga seu código de ética a todas as partes interessadas? (s) (n) 03 Os manuais de normas e procedimentos abordam as questões éticas? (s) (n) 04 O hospital desenvolve atividades de apoio à comunidade? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 29 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO IV SOCIEDADE 05 Há um programa de estímulo para a captação de doadores periódicos de sangue? (s) (n) 06 Há esquema formal para atendimento em casos de calamidade pública? (s) (n) 07 O hospital desenvolve campanhas preventivas relacionadas à promoção da saúde e ao bem-estar da comunidade local? (s) (n) 08 O hospital incentiva os membros de sua força de trabalho a desenvolverem trabalho comunitário? (s) (n) 09 O hospital incentiva o voluntariado? (s) (n) 10 Existem melhorias para pelo menos uma das práticas assinaladas com (s) para a Ética e Desenvolvimento Social? APRENDIZADO (s) (n) INTEGRAÇÃO 11 As práticas assinaladas com (s) para a Ética e Desenvolvimento Social estão alinhadas com as diretrizes/princípios organizacionais (missão, visão e valores) - (coerência)? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 30 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO V INFORMAÇÕES E CONHECIMENTO O Critério Informações e Conhecimento examina a gestão e a utilização das informações do hospital e das informações comparativas, bem como a gestão dos ativos intangíveis geradores de diferenciais. 5.1. Gestão das Informações do Hospital O item abrange a identificação das necessidades das informações, a implementação de sistemas de informações que as atendam, a atualização tecnológica dos sistemas desenvolvidos, a disponibilização das informações aos usuários e a segurança das informações. ENFOQUE E APLICAÇÃO 01 As anotações nos prontuários dos pacientes são legíveis? (s) (n) 02 Há um prontuário único para cada paciente? (s) (n) 03 Os atendimentos são registrados nos prontuários dos pacientes: (s) (n) 04 1) Ambulatorial ( ) 2) Emergencial ( ) 3) Internação? ( ) Os prontuários arquivados dos pacientes têm: (s) (n) 1) Folhas datadas ( ) 2) Folhas com identificação e assinatura dos profissionais ( ) 3) Identificação do paciente em todas as folhas ( ) 4) Anamnese ( ) 5) Exame físico ( ) 6) Evolução clínica ( ) 7) Resumo de alta ( ) 8) Autorização do paciente para realização (consentimento informado autorizado)? de procedimentos ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 31 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO V INFORMAÇÕES E CONHECIMENTO 05 O hospital faz comunicação das doenças de notificação compulsória? (s) (n) 06 Nos prontuários dos pacientes, nas unidades de internação, há: (s) (n) 1) Evolução e prescrição médica diária e atualizada ( ) 2) Anotações de enfermagem diária e atualizada ( ) 3) Registro de resultados de exames complementares ( ) 4) Registro de atividades de outros profissionais de apoio ( ) 5) Relatórios completos de procedimentos realizados no Centro Cirúrgico ( ) e/ou Obstétrico 6) Autorização do paciente para realização de procedimentos ( ) (consentimento informado autorizado)? 07 Os sinais vitais dos pacientes internados são verificados e registrados no prontuário dos pacientes no mínimo duas vezes ao dia? (s) (n) 08 Os procedimentos de enfermagem são registrados em espaço específico no prontuário, destinado à evolução/anotações da enfermagem? (s) (n) 09 Há relatório cirúrgico das cirurgias? (s) (n) 10 O médico responsável pelo ato anestésico preenche a ficha de anestesia? (s) (n) 11 Há registro em prontuário de cada parturiente, de: (s) (n) 1) Sorologia para sífilis ( ) 2) Grupo sanguíneo e fator Rh ( ) 3) Estado vacinal para tétano ( ) 4) Dosagem de Hemoglobina e Hematócrito ( ) 5) Sorologia para HIV? ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 32 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO V 12 13 INFORMAÇÕES E CONHECIMENTO Faz-se o monitoramento e registro regular durante o trabalho de parto de: (s) (n) 1) Batimentos cardíacos fetais ( ) 2) Pressão arterial materna ( ) 3) Evolução do trabalho de parto? ( ) São registrados, como rotina, para todos os recém-nascidos: (s) (n) 1) Peso ( ) 2) Verificação de Apgar no 1º e 5º minutos ( ) 3) Exame físico completo ( ) 4) Idade gestacional ( ) 5) Profilaxia ocular ( ) 6) Administração profilática de vitamina K? ( ) 14 São registradas em todos os prontuários as identificações da mãe e do recém- nascido? (s) (n) 15 Há registro dos resultados da anatomia patológica? (s) (n) 16 A ficha de emergência tem: (s) (n) 17 1) Anotações de enfermagem ( ) 2) Anotação de exame físico ( ) 3) Prescrição ( ) 4) Indicação do encaminhamento ou destino? ( ) Os procedimentos de reabilitação são registrados no prontuário do paciente? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 33 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO V INFORMAÇÕES E CONHECIMENTO 18 O hospital tem a informação sobre o custo dos itens consumidos nas suas unidades (sistema de custo)? (s) (n) 19 O hospital coleta dados para posterior elaboração de indicadores sobre: (s) (n) 1) Seus recursos humanos ( ) 2) Seus clientes ( ) 3) Seus fornecedores ( ) 4) A comunidade ( ) 5) A gestão financeira ( ) 6) Seus processos principais ( ) 7) Seus processos de apoio? ( ) 20 Existe um arquivo atualizado das plantas baixas dos espaços físicos? (s) (n) 21 Existem, em arquivo, as plantas atualizadas de instalações complementares? (s) (n) 1) Rede Elétrica ( ) 2) Rede de Água e Esgoto ( ) 3) Rede de Gases ( ) 4) Rede de Comunicações (telefonia, Intranet)? ( ) 22 Os dados coletados são organizados em sistemas de informação? (s) (n) 23 As pessoas têm acesso à informação necessária para o desempenho de suas funções? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 34 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO V 24 INFORMAÇÕES E CONHECIMENTO O hospital tem meios para garantir a integridade, segurança e atualização dos dados coletados? (s) (n) APRENDIZADO 25 Existem melhorias para pelo menos uma das práticas assinaladas com (s) para a Gestão das Informações do Hospital? 26 As práticas assinaladas com (s) para a Gestão das Informações do Hospital estão alinhadas com as diretrizes/princípios organizacionais (missão, visão e valores) - (coerência)? (s) (n) INTEGRAÇÃO (s) (n) 5.2. Gestão das Informações Comparativas Este item verifica o que o hospital faz para comparar seus dados com os concorrentes, outros hospitais e com a literatura de maneira a usar estas comparações gerando informação para apoiar a análise crítica do desempenho global: quais seus referenciais de excelência; e como busca suas informações comparativas. ENFOQUE E APLICAÇÃO 01 O hospital compara seus indicadores com os referenciais comparativos pertinentes? (s) (n) 02 O hospital realiza visitas a outras instituições para obter referenciais comparativos? (s) (n) 03 O hospital compara seus indicadores com referenciais de excelência? (s) (n) 04 O hospital compara seus indicadores com serviços equivalente da área da saúde? (s) (n) 05 O hospital compara seus indicadores com dados da literatura? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 35 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO V INFORMAÇÕES E CONHECIMENTO 06 São utilizados métodos ativos de vigilância epidemiológica das infecções hospitalares, orientados em sistema que lhe permita comparações entre instituições assemelhadas? (s) (n) 07 O laboratório de análises clínicas está vinculado a um programa externo específico de controle de qualidade? (s) (n) 08 As informações comparativas são utilizadas para (no mínimo 1 subitem): (s) (n) 1) O estabelecimento das metas do hospital ( ) 2) Análise do nível de desempenho do hospital ( ) 3) Gestão dos processos principais ( ) 4) Gestão dos processos de apoio? ( ) APRENDIZADO 09 Existem melhorias para pelo menos uma das práticas assinaladas com (s) para a Gestão das Informações Comparativas? (s) (n) INTEGRAÇÃO 10 As práticas assinaladas com (s) para a Gestão das Informações Comparativas estão alinhadas com as diretrizes organizacionais (missão, visão e valores) - (coerência)? (s) (n) 5.3. Ativos Intangíveis O item aborda como o hospital identifica os ativos intangíveis geradores de diferenciais competitivos, o desenvolvimento dos ativos, a manutenção e proteção de ativos e o desenvolvimento e manutenção do conhecimento. ENFOQUE E APLICAÇÃO 01 O hospital identifica os seguintes ativos intangíveis (no mínimo 1 subitem): (s) (n) 1) Ativos de mercado (marca, lealdade dos clientes, entre outros) ( ) 2) Ativos humanos (expertise, criatividade, conhecimento, entre outros) ( ) 3) Ativos de propriedade intelectual (know how, designs, entre outros) ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 36 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO V INFORMAÇÕES E CONHECIMENTO 4) Ativos de Infra-estrutura (sistemas de informação, bancos de dados, ( ) métodos gerenciais, entre outros)? 02 Há publicações recentes (menos de 4 anos), em português, das quatro clínicas básicas e sobre emergências, disponíveis 24 horas? (s) (n) 03 É feita assinatura de pelo menos duas revistas científicas? (s) (n) 04 O hospital estimula a publicação em revistas científicas? (s) (n) 05 As inovações tecnológicas e os conhecimentos adquiridos são compartilhados internamente no hospital? (s) (n) 06 Existem melhorias para pelo menos uma das práticas assinaladas com (s) para a Gestão dos Ativos Intangíveis? APRENDIZADO (s) (n) INTEGRAÇÃO 07 As práticas assinaladas com (s) para a Gestão dos Ativos Intangíveis estão alinhadas com as diretrizes/princípios organizacionais (missão, visão e valores) - (coerência)? CRITÉRIO VI (s) (n) PESSOAS O Critério Pessoas examina como são proporcionadas as condições necessárias para o desenvolvimento e utilização plena do potencial das pessoas que compõem a força de trabalho, em consonância com as estratégias do hospital. Também examina a capacitação e o desenvolvimento, bem como os esforços para criar e manter um ambiente de trabalho e um clima organizacional que conduzam à excelência do desempenho, à plena participação e ao crescimento das pessoas. 6.1. Sistemas de Trabalho ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 37 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO V INFORMAÇÕES E CONHECIMENTO O item enfoca as formas como a organização proporciona à sua força de trabalho as condições para definir e executar seus processos. Inclui como as pessoas são organizadas, visando assegurar condições adequadas de trabalho no que se refere a aspectos como cooperação, comunicação, autonomia, estrutura de cargos e outros. ENFOQUE E APLICAÇÃO 01 O hospital tem plano de cargos e salários? (s) (n) 02 A estrutura de cargos da organização permite que as responsabilidades sejam compartilhadas e que haja autonomia de ação? (s) (n) 03 A estrutura de cargos permite o trabalho em equipe, como (no mínimo 1 subitem): (s) (n) 1) Comitês ( ) 2) Equipes da Qualidade ( ) 3) Equipes de soluções de problemas ( ) 4) Equipes de processos? ( ) 04 Há algum colegiado que integre os profissionais das diversas áreas de atuação (médica, enfermagem, diagnóstico, apoio terapêutico)? 05 Existem reuniões/encontros formais do corpo clínico com profissionais das demais áreas da assistência visando à integração multiprofissional? (s) (n) 06 Estão instituídas e têm atividade regular, ao menos as seguintes comissões: (s) (n) 1) Comissão de Ética Médica 2) Comissão de Revisão de Óbitos e Prontuários 3) CCIH 4) CIPA ( ) ( ) ( ) ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 38 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VI PESSOAS 5) Comissão de Padronização de Materiais e Medicamentos 6) Comissão de Ética de Enfermagem? ( ) ( ) 07 O corpo de enfermagem participa de reuniões clínicas multiprofissionais? (s) (n) 08 Existe efetiva participação da enfermagem nas comissões: (s) (n) 1) Auditoria e revisão de prontuário 2) CCIH 3) Padronização de materiais e medicamentos 4) CIPA 5) Ética hospitalar? 09 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) O farmacêutico responsável participa das seguintes comissões: 1) CCIH 2) Padronização de Materiais e Medicamentos? (s) (n) ( ) ( ) 10 Há algum representante do serviço de lavanderia na CCIH? (s) (n) 11 Existe um setor de pessoal com registro dos funcionários e das habilitações específicas (prontuários funcionais atualizados)? (s) (n) 12 De todos os médicos, existe um prontuário com os seguintes documentos: (s) (n) 1) Carteira do CRM devidamente atualizada ( ) 2) Título de especialista para a área em que atua ( ) 3) Cópia de certificados de atualização, congressos, jornadas, entre ( ) outros? ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 39 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VI PESSOAS 13 Os funcionários utilizam sistema de identificação? (s) (n) 14 Existe um programa de readaptação profissional? (s) (n) 15 O hospital tem processo de seleção interna? (s) (n) 16 O hospital tem programa formal de integração para pessoas recémadmitidas? (s) (n) 17 Os profissionais admitidos no serviço de enfermagem recebem treinamento formal teórico e prático de integração ministrado por enfermeiro? (s) (n) 18 O hospital faz avaliação formal de desempenho das pessoas? (s) (n) 19 O hospital oferece remuneração variável baseada em avaliação de desempenho das pessoas ou grupos? (s) (n) 20 As promoções de um colaborador são baseadas no critério de desempenho? (s) (n) 21 Existem melhorias para pelo menos uma das práticas assinaladas com (s) para o Sistema de Trabalho? APRENDIZADO (s) (n) INTEGRAÇÃO 22 As práticas assinaladas com (s) para o Sistema de Trabalho estão alinhadas com as diretrizes organizacionais (missão, visão e valores) - (coerência)? 6.2. Capacitação e Desenvolvimento (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 40 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VI PESSOAS O item reúne os requisitos relativos às atividades de desenvolvimento da força de trabalho, desde a fase de identificação das necessidades, passando pela realização e avaliação da eficácia, levando em conta as estratégias do hospital. ENFOQUE E APLICAÇÃO 01 A necessidade de treinamento das pessoas está alinhada com as diretrizes definidas no planejamento estratégico do hospital? (s) (n) 02 O profissional participa da elaboração de seu plano de treinamento e capacitação? (s) (n) 03 Os treinamentos são executados a partir das necessidades identificadas pelo hospital? (s) (n) 04 Há alocação específica de recursos para o treinamento de pessoas na previsão de despesas? (s) (n) 05 Há ações objetivas por parte da direção do hospital para que os médicos participem de capacitação, reciclagem e aprimoramento profissional? (s) (n) 06 Os profissionais médicos participam da grade de cursos de treinamento e capacitação, oferecidos pela instituição? (s) (n) 07 Os médicos plantonistas do PS têm curso de aperfeiçoamento/treinamento para atendimentos às urgências? (s) (n) 08 Os funcionários do CME recebem treinamento específico? (s) (n) 09 Existem atividades de educação continuada baseadas nas necessidades assistenciais de enfermagem nos diversos serviços? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 41 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VI 10 PESSOAS As pessoas do serviço de higiene hospitalar recebem instruções básicas a respeito de: (s) (n) 1) Limpeza diária ( ) 2) Desinfecção e limpeza de superfícies ( ) 3) Limpeza terminal de todas as áreas ( ) 4) Manuseio e descarte dos resíduos sólidos? ( ) 11 As pessoas do hospital recebem treinamento sistemático, periódico e específico sobre os procedimentos de controle de infecção hospitalar? (s) (n) 12 As pessoas que mantêm contato com o público recebem treinamento específico para atendimento ao usuário? (s) (n) 13 O hospital avalia formalmente o impacto dos treinamentos desenvolvidos pelas pessoas que trabalham no hospital? (s) (n) 14 Existem melhorias para pelo menos uma das práticas assinaladas com (s) para a Capacitação e Desenvolvimento? APRENDIZADO (s) (n) INTEGRAÇÃO 15 As práticas assinaladas com (s) para a Capacitação e Desenvolvimento estão alinhadas com as diretrizes/princípios organizacionais (missão, visão e valores) - (coerência)? (s) (n) 6.3. Qualidade de Vida Verifica como os fatores relativos ao ambiente de trabalho e ao clima organizacional são identificados, avaliados e utilizados para assegurar o bem-estar, a satisfação e a motivação das pessoas que trabalham no hospital. ENFOQUE E APLICAÇÃO 01 São realizados, para todas as pessoas que trabalham no hospital, pelo (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 42 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VI PESSOAS médico do trabalho: 1) Exame admissional ( ) 2) Exames periódicos ( ) 3) Prevenção de doenças profissionais ( ) 4) Exame demissional? ( ) 02 O hospital tem e usa adequadamente o Programa de Prevenção aos Riscos Ambientais (PPRA)? (s) (n) 03 O hospital tem um mapa de risco atualizado? (s) (n) 04 O mapa de risco está visível em cada área? (s) (n) 05 Há uso sistemático de equipamentos de proteção individual baseado no Programa de Prevenção de Risco Ambiental - PPRA? (s) (n) 06 1 Há programas preventivos implantados de acordo com o mapa de risco? (s) (n) 07 1 O hospital tem CIPA atuante? (s) (n) 08 1 O hospital realiza a SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes? (s) (n) 09 Há monitoramento de acidentes do trabalho e de doenças profissionais visando orientar as atividades de prevenção? (s) (n) 10 Há orientação e treinamento sistemáticos das pessoas quanto à prevenção de acidentes do trabalho? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 43 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VI PESSOAS 11 O hospital oferece programas de promoção da saúde? (s) (n) 12 Há divulgação (quadro de avisos, cartazes, painéis etc.) com instruções para prevenção de acidentes do trabalho nos vários setores do hospital? (s) (n) 13 O hospital promove atividade de prevenção anti-tabaco; uso de álcool e drogas; doenças sexualmente transmissíveis, AIDS ou outros? (s) (n) 14 É feita imunização ativa dos profissionais em atividades de risco? (s) (n) 15 As pessoas que manipulam a roupa suja estão devidamente uniformizadas com gorro, máscara, luvas, botas e roupas exclusivas do setor? (s) (n) 16 O atendimento aos acidentados com perfuro-cortantes está sistematizado? (s) (n) 17 Dentro do hospital, são realizadas campanhas que visam manter a limpeza e ordem no ambiente de trabalho? (s) (n) 18 É feito o controle personalizado da radiação recebida durante o trabalho (dosímetro) no setor de diagnóstico por imagem? (s) (n) 19 Há conforto para a equipe de saúde na UTI? (s) (n) 20 Há conforto para a equipe de saúde na emergência? (s) (n) 21 Há brigada de incêndio presente 24 horas no hospital? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 44 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VI PESSOAS 22 O hospital segue a NR-32? (s) (n) 23 Existem mecanismos para identificar e analisar o bem-estar e a satisfação das pessoas que trabalham no hospital (no mínimo 1 subitem): (s) (n) 1) Pesquisa de clima organizacional ( ) 2) Ouvidoria de funcionários ( ) 3) Outros (especificar): ( ) 24 Há sistema formal que permita avaliar o nível de satisfação das equipes internas em relação aos SADTs (tempo de coleta, realização e resultado de exames, atendimento às urgências, confiabilidade dos resultados, entre outros)? (s) (n) 25 Existem ações decorrentes do resultado da pesquisa de clima organizacional ou do levantamento realizado junto à força de trabalho com qualquer outra ferramenta? (s) (n) 26 São realizadas entrevistas demissionais? (s) (n) 27 Há vestiários com chuveiros para uso das pessoas que trabalham no hospital? (exceto os do CC e CO) (s) (n) 28 O hospital oferece à sua força de trabalho os seguintes benefícios: (no mínimo 1 subitem) (s) (n) 1) Creche ( ) 2) Vale-refeição ( ) 3) Assistência médico-odontológica ( ) 4) Cesta básica ( ) 5) Outros (especificar): ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 45 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VI PESSOAS APRENDIZADO 29 Existem melhorias para pelo menos uma das práticas assinaladas com (s) para a Qualidade de Vida? (s) (n) INTEGRAÇÃO 30 As práticas assinaladas com (s) para a Qualidade de Vida estão alinhadas com as diretrizes organizacionais (missão, visão e valores) - (coerência)? CRITÉRIO VII (s) (n) PROCESSOS O Critério Processos examina como o hospital identifica, gerencia, analisa e melhora seus processos principais e de apoio. Também examina como o hospital gerencia o processo de relacionamento com os fornecedores e conduz a gestão dos processos econômico-financeiros, visando sua sustentabilidade econômica. 7.1. Processos Principais e Processos de Apoio do Hospital Este item trata dos processos que geram os produtos e serviços do hospital, entregues aos seus clientes, e os processos que suportam a execução destes processos de produção dos produtos e serviços. ENFOQUE E APLICAÇÃO 01 Há normas, procedimentos e rotinas operacionais atualizados em todos os postos de enfermagem do(a): (s) (n) 1) Berçário Normal ( ) 2) Neonatologia Patológica ( ) 3) Pediatria ( ) 4) Clínica Médica ( ) 5) Clínica Cirúrgica ( ) 6) Outros (especificar): ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 46 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII 02 PROCESSOS Há protocolos baseados em evidências clínicas atualizados e de fácil acesso, utilizados pela equipe de saúde para: (s) (n) 1) Berçário Normal ( ) 2) Neonatologia Patológica ( ) 3) Pediatria ( ) 4) Clínica Médica ( ) 5) Clínica Cirúrgica ( ) 6) Outros (especificar): ( ) 03 Os protocolos utilizados consideram o perfil nosológico da unidade? (s) (n) 04 Existe pelo menos um médico de plantão ativo no hospital 24 horas? (s) (n) 05 Todo paciente tem um médico responsável? (s) (n) 06 Existem médicos que passam visitas diárias em todos os leitos e atualizam as prescrições e evoluções médicas? (s) (n) 07 Há plantonista específico para os atendimentos de pediatria? (s) (n) 08 O hospital trabalha com sistematização da assistência de enfermagem? (s) (n) 09 Há supervisão de enfermagem nas seguintes unidades de internação: (s) (n) 1) Berçário ( ) 2) Pediatria ( ) 3) Clínica Médica ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 47 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII 10 11 12 PROCESSOS 4) Clínica Cirúrgica ( ) 5) Outros (especificar): ( ) Há escalas de plantões ativos ou à distância (com número de telefone), acessíveis no serviço, para: (s) (n) 1) Técnicos de laboratório ( ) 2) Outros profissionais de laboratório ( ) 3) Médicos radiologistas ( ) 4) Técnico de radiologia ( ) 5) Anestesistas ( ) 6) Pessoal técnico de banco de sangue? ( ) Existem formulários padronizados para: (s) (n) 1) Berçário ( ) 2) Pediatria ( ) 3) Clínica Médica ( ) 4) Clínica Cirúrgica ( ) 5) Outros (especificar): ( ) Há um controle de medicamentos psicoativos nas unidades de internação: (s) (n) 1) Berçário ( ) 2) Pediatria ( ) 3) Clínica Médica ( ) 4) Clínica Cirúrgica ( ) 5) UTI ( ) 6) Centro Cirúrgico ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 48 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII 7) 13 PROCESSOS Serviço de Emergência? ( ) Há um controle da utilização dos materiais de consumo nas unidades de internação: (s) (n) 1) Berçário Normal ( ) 2) Neonatologia Patológica ( ) 3) Pediatria ( ) 4) Clínica Médica ( ) 5) Clínica Cirúrgica ( ) 6) Outros (especificar): ( ) 14 São feitas reuniões formais para análise de casos clínicos? (s) (n) 15 São feitas reuniões formais periódicas para análise dos processos de enfermagem? (s) (n) 16 Há um sistema definido para garantir as informações aos familiares dos pacientes internados? (s) (n) 17 Para toda e qualquer internação há um diagnóstico inicial (suspeita diagnóstica) registrado no prontuário, ainda que provisório? (s) (n) 18 Há um sistema formal que garanta o atendimento/parecer de especialistas a pacientes internados sob os cuidados de outras especialidades? (s) (n) 19 Há em cada unidade de internação, livro de registro de ocorrências? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 49 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS 20 Há sistema/garantia de atendimento médico nos casos de intercorrências com pacientes internados? (s) (n) 21 O paciente é orientado na alta hospitalar (referência e contra-referência)? (s) (n) 22 É respeitada a privacidade do paciente em todos ambientes do hospital? (s) (n) 23 O hospital apresenta programa de controle de infecção hospitalar e suas ações estão baseadas nas metas definidas? (s) (n) 24 As definições das diretrizes da CCIH/SCIH para as ações de controle de infecção hospitalar constam das atas? (s) (n) 25 As reuniões da CCIH/SCIH ocorrem regularmente e são registradas em atas? (s) (n) 26 A CCIH identifica e atua sobre um surto em tempo hábil para tomar medidas de controle? (s) (n) 27 A detecção de casos de infecção hospitalar pelo SCIH é feita com base em definições pré-estabelecidas? (s) (n) 28 Há protocolos para: (s) (n) 1) Higiene das mãos ( ) 2) Uso de germicidas ( ) 3) Isolamento e Precauções-Padrão ( ) 4) Prevenção da infecção do sítio cirúrgico ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 50 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS 5) Prevenção da infecção relacionada ao acesso vascular e da corrente ( ) circulatória ( ) 6) Prevenção da infecção do trato urinário 7) Prevenção da infecção do trato respiratório? ( ) 29 A vigilância epidemiológica das infecções hospitalares é realizada por meio de busca ativa? (s) (n) 30 A CCIH registra e analisa: (s) (n) 31 1) Identificação das cepas prevalentes ( ) 2) Perfil da resistência microbiana? ( ) Os relatórios produzidos pela CCIH são divulgados (no mínimo 2 subitens): (s) (n) 1) Nas unidades ( ) 2) Para os médicos ( ) 3) Para outras comissões, além da CCIH? ( ) 32 Utilizam-se protocolos baseados em evidência clínica para determinar o prognóstico de pacientes nas UTIs? (s) (n) 33 Utilizam-se protocolos baseados em evidência clínica para o tratamento de pacientes nas UTIs? (s) (n) 34 Há impressos padronizados para evolução dos pacientes na UTI: (s) (n) 1) Médica ( ) 2) De enfermagem? ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 51 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS 35 Os visitantes são orientados para a higiene das mãos e para a paramentação adequada antes de entrarem na UTI? (s) (n) 36 Há médico e enfermeiro exclusivos em plantão ativo nas 24 horas, nas: (s) (n) 1) UTIs ( ) 2) Emergência? ( ) 37 Na UTI, há um médico diarista que passa visita juntamente com o plantonista? (s) (n) 38 Há supervisão de enfermagem na UTI? (s) (n) 39 Há profissionais técnicos de enfermagem qualificados, na proporção de um para cada dois leitos (mínimo de 12 horas de cuidados de enfermagem/paciente-dia) na UTI? (s) (n) 40 Há atividades de controle de qualidade da assistência prestada na UTI: (s) (n) 1) Revisão clínica ( ) 2) Revisão de óbitos e complicações ( ) 3) Análise de taxa de mortalidade por diagnóstico ( ) 4) Vigilância epidemiológica procedimentos? das infecções hospitalares por ( ) 41 É feita avaliação da qualidade dos cuidados de enfermagem na UTI por meio de indicadores assistenciais? Apresentar evidências dessa avaliação. (s) (n) 42 A UTI tem acesso aos serviços de (no mínimo 5 subitens): (s) (n) 1) Neurologia ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 52 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII 43 PROCESSOS 2) Pneumologia ( ) 3) Nefrologia ( ) 4) Cardiologia ( ) 5) Cirurgia ( ) 6) Fisioterapia ( ) 7) Serviço Social ( ) 8) Psicologia ( ) 9) Nutrição? ( ) A UTI tem acesso nas 24 horas aos serviços: (s) (n) 1) Laboratório de análises clínicas ( ) 2) Hemoterapia ( ) 3) Radiologia ( ) 4) Centro Cirúrgico? ( ) 44 Há um sistema definido, na UTI, para garantir informações aos responsáveis pelo paciente? (s) (n) 45 A visita aos pacientes da UTI ocorre diariamente? (s) (n) 46 Há uma equipe multiprofissional disponível na UTI, constituída por (no mínimo 2 subitens): (s) (n) 1) Fisioterapeuta ( ) 2) Fonoaudiólogo ( ) 3) Terapeuta ocupacional ( ) 4) Psicólogo? ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 53 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII 47 PROCESSOS O atendimento de Fisioterapia respiratória e cinesioterapia são realizados nos pacientes internados nas unidades: (s) (n) 1) Unidade de Terapia Intensiva Adulto ( ) 2) Unidade de Terapia Intensiva Infantil e Neonatal ( ) 3) Berçário Patológico ( ) 4) Enfermarias? ( ) 48 O hospital mantém intercâmbio formal dessa equipe que atua na UTI com as demais equipes do hospital para avaliação dos resultados? (s) (n) 49 Nas reuniões clínicas são analisados os casos de acidentes ou complicações no atendimento médico? (s) (n) 50 Para o gerenciamento da UTI são considerados os indicadores assistenciais? (s) (n) 51 Há normas e rotinas escritas, de funcionamento do centro cirúrgico, padronizadas, atualizadas e de fácil acesso? (s) (n) 52 Há supervisão de enfermagem no Centro Cirúrgico? (s) (n) 53 É cumprida a programação do uso das salas cirúrgicas? (s) (n) 54 São cumpridas as normas de limpeza das salas cirúrgicas entre os procedimentos e ao final do dia? (s) (n) 55 As pessoas só ingressam no centro cirúrgico após vestir uniforme privativo? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 54 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS 56 A programação cirúrgica diária é de conhecimento das áreas de apoio e enfermarias? (s) (n) 57 Há local específico, fora do corpo principal do centro cirúrgico, para cirurgias ambulatoriais? (s) (n) 58 Há controle sobre os materiais e medicamentos disponibilizados nas salas para cada procedimento? (s) (n) 59 Há disponibilidade de anestesistas nas 24 horas? (s) (n) 60 Os anestesistas controlam a recuperação dos pacientes operados e indicam o momento de translado para a área de internação correspondente? (s) (n) 61 Os anestesistas realizam consultas pré-anestésicas? (s) (n) 62 Para o gerenciamento do centro cirúrgico são considerados os indicadores assistenciais? (s) (n) 63 O centro cirúrgico faz levantamentos de satisfação junto à equipe cirúrgica? (s) (n) 64 É feita biópsia de congelação no centro cirúrgico? (s) (n) 65 O hospital oferece serviços de anatomia patológica? (s) (n) 66 Há manuais escritos para os procedimentos anátomo-patológicos? (s) (n) 67 O anátomo-patologista participa de reuniões anátomo-clínicas e discussão de casos? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 55 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS 68 Há neonatologistas ou pediatras disponíveis para as salas de parto? (s) (n) 69 Há disponibilidade de neonatologista/pediatra nas 24 horas? (s) (n) 70 Há um programa de orientação e estímulo ao aleitamento materno? (s) (n) 71 Há um efetivo sistema de referência para encaminhamento de parturientes ou RNs de alto risco? (s) (n) 72 O serviço de emergência utiliza protocolos baseados em evidência clínica para: (s) (n) 1) Insuficiência respiratória ( ) 2) Insuficiência circulatória ( ) 3) Insuficiência renal aguda ( ) 4) Abdomen agudo? ( ) 73 Há um médico responsável pela supervisão dos pacientes mantidos em observação? (s) (n) 74 Há sistema que garanta a presença de especialistas quando necessários no atendimento de urgência? (Existem escalas definidas para essa finalidade?) (s) (n) 75 O atendimento no PS se baseia no acolhimento com classificação de risco? (s) (n) 76 Os pacientes permanecem em observação no serviço de emergência no máximo 24 horas? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 56 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS 77 Há local para atendimento/observação de crianças, em ambiente exclusivo? (s) (n) 78 Os leitos de observação estão dispostos de forma a garantir privacidade ao paciente? (área masculina, área feminina, área infantil). (s) (n) 79 Para o gerenciamento do serviço de emergência são considerados os indicadores assistenciais? (s) (n) 80 O ambulatório funciona em local próprio, com acesso exclusivo (diferente da Urgência/Emergência)? (s) (n) 81 Há controle e acompanhamento do tempo de espera para o agendamento de consulta nas várias especialidades? (s) (n) 82 O agendamento de consultas de especialidades obedece a critérios de encaminhamento/referência? (s) (n) 83 Há um sistema formal sobre a seqüência de tratamento ambulatorial de pacientes que estiveram internados? (s) (n) 84 O serviço de ambulatório prevê a atuação multiprofissional? (s) (n) 85 O laboratório processa: (s) (n) 1) Bioquímica ( ) 2) Hematologia ( ) 3) Microscopia direta? ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 57 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS 86 Há sistema de identificação da amostra para exame laboratorial que acompanha todas as fases do processo até a emissão do laudo? (s) (n) 87 Há condições para a realização de exames laboratoriais de urgência? (s) (n) 88 Os laudos dos exames laboratoriais incluem informação sobre os valores da faixa normal de resultados, conforme a técnica utilizada? (s) (n) 89 Há manuais atualizados e de fácil acesso no laboratório sobre: (s) (n) 1) Coleta de amostras ( ) 2) Recepção no laboratório ( ) 3) Distribuição interna das amostras ( ) 4) Técnicas laboratoriais? ( ) 90 Há supervisão técnica permanente dos processos na execução dos exames laboratoriais? (s) (n) 91 Existem técnicos, em plantão ativo, no laboratório 24 horas? (s) (n) 92 Há registro diário no laboratório para verificação da calibragem e/ou temperatura de: (s) (n) 1) Aparelhos ( ) 2) Estufas ( ) 3) Geladeiras ( ) 4) Banhos-maria? ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 58 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS 93 As solicitações de exames de laboratório contêm informações sobre as condições clínicas do paciente, e as mesmas estão à disposição dos profissionais que processam os exames? (s) (n) 94 O laboratório de análises clínicas garante o intercâmbio formal com os demais profissionais do hospital? (s) (n) 95 A entrega dos exames laboratoriais é feita em tempo hábil para sua utilização? (s) (n) 96 Há rotinas de verificação dos resultados dos exames laboratoriais antes da emissão dos laudos? (s) (n) 97 O laboratório de análises clínicas faz monitoramento de indicadores em todas as fases do processo? (s) (n) 98 Os resultados dos exames laboratoriais dos últimos cinco anos estão arquivados e de fácil acesso? (s) (n) 99 São realizados controles internos de qualidade no laboratório de análises clínicas: (s) (n) 100 1) Para kits de reagentes ( ) 2) Elaboração de soro padrão? ( ) Há manuais de rotinas e procedimentos do serviço de diagnóstico por imagem? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 59 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII 101 Todos os exames processados têm identificação, contendo nome, registro do paciente e data, para: 102 103 PROCESSOS (s) (n) 1) Raios-X ( ) 2) Ultra-som ( ) 3) Tomografia ( ) 4) Ressonância ( ) 5) Outros (especificar): ( ) Os exames dispõem de laudo assinado por médico responsável com cópias dos mesmos de fácil acesso? * (s) (n) 1) Raios-X ( ) 2) Ultra-som ( ) 3) Tomografia ( ) 4) Ressonância ( ) 5) Outros (especificar): ( ) Para realização de exames radiológicos com contraste: (s) (n) 1) O exame é realizado por médico ( ) 2) Os pacientes são devidamente orientados ( ) 3) Há material de ressuscitação cardio-respiratória (medicamentos e ( ) equipamentos) disponível no local? 104 Os exames radiológicos de maior complexidade são solicitados de acordo com critérios previamente definidos junto ao corpo clínico (tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética, arteriografias e angiografia)? (s) (n) 105 Os laudos radiológicos dos últimos cinco anos estão arquivados de forma eletrônica ou convencional e de fácil acesso? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 60 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS 106 Há troca formal de opiniões entre o corpo clínico e os médicos responsáveis pelos exames radiológicos? (s) (n) 107 Há normas e procedimentos atualizados e de fácil acesso no serviço de hemoterapia? (s) (n) 108 O serviço de hemoterapia faz controle de qualidade interno e externo dos hemocomponentes? (s) (n) 109 O doador de sangue recebe os resultados das sorologias e, caso estejam alterados, é notificado para receber instruções no local de doação, com o devido respeito à sua privacidade? (s) (n) 110 Existe um médico responsável, presente durante todo o período de doação de sangue? (s) (n) 111 O rótulo da bolsa do hemocomponente pronto para uso contém: (s) (n) 1) Nome e endereço do hospital coletor ( ) 2) Nome e volume aproximado do produto hemoterápico ( ) 3) Identificação numérica ou alfanumérica ( ) 4) A data da coleta e de validade do produto e, nos concentrados de ( ) plaqueta, o horário da coleta ( ) 5) O grupo ABO e o tipo Rho (D) 6) Inscrição legível: “Não adicionar medicamentos” ( ) 7) Resultado dos testes sorológicos individuais? ( ) a) Lues (VDRL) ( ) b) Chagas (2 métodos) ( ) c) Sorologia para hepatite B, C, e anti-HBc ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 61 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS d) Detecção de anti-HIV ( ) e) Pesquisa de anticorpos irregulares? ( ) 112 O médico responsável pelo serviço de hemoterapia supervisiona as unidades de sangue recebidas pelo serviço? (s) (n) 113 São feitos exames pré-transfusionais: (s) (n) 1) Grupo ABO e fator Rh no receptor e doador ( ) 2) Pesquisa de anticorpo irregular no receptor e doador ( ) 3) Provas de compatibilidade? ( ) 114 O hemocomponente é liberado para transfusão através de solicitação por médico, com assinatura, nome legível e número do CRM? (s) (n) 115 O acesso do hospital ao sangue certificado se faz em menos de uma hora? (s) (n) 116 O médico responsável pelo serviço de hemoterapia supervisiona todas as fases do processo de: (s) (n) 117 1) Coleta ( ) 2) Fracionamento ( ) 3) Armazenamento ( ) 4) Distribuição ( ) 5) Transfusão? ( ) O controle de tempo de transfusão de hemocomponentes está registrado no prontuário? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 62 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS 118 Há reuniões formais para discussão dos processos relacionados ao serviço de hemoterapia? (s) (n) 119 Há manuais de rotinas e procedimentos para o serviço de diálise? (s) (n) 120 Há acompanhamento médico durante a sessão dialítica? (s) (n) 121 Há serviço de enfermagem exclusivo para o setor de diálise? (s) (n) 122 Há vacinação contra hepatite B para os pacientes em hemodiálise com sorologia negativa? (s) (n) 123 Há identificação e controle rigoroso dos capilares em reuso no setor de diálise? (s) (n) 124 É feita dosagem periódica do teor de alumínio na água utilizada para diálise? (s) (n) 125 Há reuniões formais para discussão dos processos relacionados ao serviço de diálise? (s) (n) 126 Há manuais operacionais atualizados para os processos de apoio do hospital: (s) (n) 1) Central de Material ( ) 2) Farmácia ( ) 3) Serviço de Nutrição e Dietética ( ) 4) Administrativo (setor de internação, recepção, zeladoria, entre outros) ( ) 5) Lavanderia ( ) 6) Limpeza ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 63 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS 7) Manutenção? ( ) 127 A produção de material esterilizado é feita por sistema que identifica o funcionário responsável, método/equipamento, data e hora do processo, além da validade da esterilização? (s) (n) 128 As normas e rotinas na Central de Material, aprovadas pela CCIH, contêm especificações sobre: (s) (n) 1) Limpeza ( ) 2) Método de desinfecção/esterilização, de acordo com artigo a ser ( ) reprocessado ( ) 3) Normas para embalagem e estocagem 4) Validação do processo de esterilização? 129 130 131 ( ) É feita identificação dos mecanismos utilizados para garantia da esterilização (no mínimo 1 subitem): (s) (n) 1) Fita termosensível ( ) 2) Integradores químicos ( ) 3) Teste de Bowie Dick? ( ) Quando é realizado controle de esterilização por indicador biológico: (s) (n) 1) Pelo menos semanalmente ( ) 2) Após manutenção do equipamento ( ) 3) Materiais de implante e próteses? ( ) Há atividades de controle do instrumental cirúrgico: (s) (n) 1) Inventário periódico das peças ( ) 2) Esquema para garantir reparos e/ou reposição ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 64 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS 3) Identificação das peças? ( ) 132 Há controle da validade dos medicamentos? (s) (n) 133 Caso tenha capela de fluxo laminar, há: (s) (n) 134 1) Rotinas escritas de limpeza da área ( ) 2) Rotinas escritas para a produção ( ) 3) Rotinas de análises microbiológicas dos produtos nela manipulados? ( ) Há um controle dos medicamentos psicoativos quanto a: (s) (n) 1) Armazenamento ( ) 2) Distribuição para as unidades de internação? ( ) 135 Há indicadores de utilização de medicamentos, de reações adversas e de outras questões referentes a farmacovigilância no hospital? (s) (n) 136 Há relação atualizada de medicamentos padronizados para uso no estabelecimento? (s) (n) 137 O sistema de dispensação por dose unitária/individualizada na farmácia tem: (s) (n) 1) Padronização de horários para recebimento de receitas ( ) 2) Normas escritas para o fracionamento e embalagem dos medicamentos ( ) 3) Local específico para a tarefa ( ) 4) Funcionários específicos da área, supervisionados pelo farmacêutico ( ) responsável ( ) 5) Rotinas escritas e aprovadas pela CCIH para a limpeza desta área 6) Fluxo laminar caso fracione/prepare injetáveis (dose individualizada)? ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 65 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII 138 139 140 PROCESSOS As normas e rotinas escritas para o serviço de nutrição contam com: (s) (n) 1) Recepção dos gêneros alimentícios ( ) 2) Preparo dos alimentos ( ) 3) Técnicas de conservação de alimentos? ( ) Existem atividades de controle de qualidade em todas as fases do processo do serviço de nutrição: (s) (n) 1) Seleção e aquisição dos gêneros ( ) 2) Recepção e armazenamento dos gêneros ( ) 3) Preparo e cocção ( ) 4) Distribuição? ( ) Na cozinha e copa são cumpridas as normas de higiene: (s) (n) 1) Limpeza do local, ausência de resíduos no piso e de acúmulos de água ( ) 2) Pessoas uniformizadas com touca, avental, calçados fechados ( ) 3) Pias com sabão e papel toalha para higiene das mãos? ( ) 141 Conta com um sistema que garanta a chegada de comida quente ao cliente? (s) (n) 142 O manual de dietas contempla no mínimo: dietas para patologias do aparelho digestivo, diabetes, dieta branda, líquida, hipossódica, hipo e hiperprotéica? (s) (n) 143 Há relação entre as dietas do dia efetivamente recebidas pelos pacientes e as diferentes prescrições dietéticas? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 66 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS 144 A nutricionista participa na avaliação nutricional e na prescrição dietética dos pacientes nutricionalmente comprometidos? (s) (n) 145 Há indicadores de satisfação/insatisfação da alimentação fornecida pelo hospital? (s) (n) 146 A retirada de roupa suja e a entrega de roupa limpa são realizadas diariamente? (s) (n) 147 A roupa suja é transportada em sacos impermeáveis e carrinho fechado exclusivo para esse fim? (s) (n) 148 Há um sistema de controle da entrada e saída de roupas da lavanderia? (s) (n) 149 Os insumos utilizados na lavanderia foram padronizados/validados pela CCIH? (s) (n) 150 Existe registro da produção do serviço (mínimo 3 dos registros): (s) (n) 1) Quilos de roupa lavada por setor e sujidade 2) Quantidade de produtos utilizados 3) Índice de refugo e retorno 4) Quantidade de baixa em roupa sem condições de uso 5) Quantidade de peças confeccionadas e/ou repostas? 151 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) As normas escritas da lavanderia tratam de: (s) (n) 1) Coleta de roupas sujas nas unidades ( ) 2) Entrega de roupas limpas ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 67 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS 3) Transporte externo da roupa em casos de serviços terceirizados? ( ) 152 As receitas para os processos de lavagem estão disponíveis na lavanderia? (s) (n) 153 A limpeza diária é supervisionada em todas as unidades? (s) (n) 154 Os insumos utilizados na higiene hospitalar são padronizados/validados pela CCIH? (s) (n) 155 Os resíduos sólidos de todas as unidades são retirados diariamente? (s) (n) 156 O abrigo de resíduos sólidos é lavado diariamente? (s) (n) 157 Há registros das atividades de: (s) (n) 1) Limpeza, a cada 6 meses, nos reservatórios de água ( ) 2) Desratização ( ) 3) Desinsetização? ( ) 158 São realizados testes da qualidade da água (cloro residual livre, coliformes fecais) pelo menos a cada seis meses? (s) (n) 159 Conta com um setor estruturado de manutenção? (s) (n) 1) Hidráulica ( ) 2) Elétrica ( ) 3) Equipamentos ( ) 4) Administração de contratos ( ) 5) Predial? ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 68 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS 160 Existe ficha de controle individual com histórico da vida útil de equipamentos? (s) (n) 161 Há plano contingencial para manutenção da qualidade durante as obras de reforma ou expansão, com barreiras, a fim de evitar a contaminação dos setores adjacentes? (s) (n) 162 Há manutenção periódica do sistema alternativo de geração de energia? (s) (n) 163 Há Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC) do sistema de climatização de ar (quando houver)? (s) (n) 164 Há uma equipe de manutenção de plantão, para situações de emergência? (s) (n) 165 Os setores que recebem pacientes possuem uma recepção organizada de forma a garantir que o cliente seja atendido com agilidade? (s) (n) 166 Existem melhorias para pelo menos uma das práticas assinaladas com (s) para a Gestão dos Processos Principais e de Apoio? APRENDIZADO (s) (n) INTEGRAÇÃO 167 As práticas assinaladas com (s) para a Gestão dos Processos Principais e de Apoio estão alinhadas com as diretrizes/princípios organizacionais (missão, visão e valores) - (coerência)? (s) (n) 7.2. Gestão de Processos Relativos aos Fornecedores Este item trata do relacionamento com os fornecedores do hospital no que tange às matérias-primas, aos produtos, materiais ou serviços adquiridos. ENFOQUE E APLICAÇÃO 01 O hospital faz controle formal da gestão dos materiais? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 69 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS 02 O hospital utiliza critérios para qualificar seus fornecedores? (s) (n) 03 O hospital utiliza critérios para selecionar seus fornecedores? (s) (n) 04 Há avaliação formal dos resultados da atividade do hospital com seus fornecedores? Mostrar evidências de no mínimo um grupo de fornecedores. (Prazo de entrega, itens de não-conformidade, entre outros). (s) (n) 05 São apurados indicadores/parâmetros gerenciais (ao menos 2 indicadores)? (s) (n) ( ) 1) Curva ABC ( ) 2) Estoque Máximo ( ) 3) Estoque de segurança 4) Tempo de reposição de estoque 5) Estoque em dias de consumo? 06 ( ) ( ) Conta com rotinas administrativas escritas voltadas para a gestão de materiais (no mínimo 3 subitens): (s) (n) 1) Cadastro de fornecedores ( ) 2) Pedidos de compra com especificações detalhadas ( ) 3) Comitê de compras com participação das áreas interessadas ( ) 4) Verificação dos controles de qualidade do fabricante/prestadores de ( ) serviços ( ) 5) Padronização de produtos 6) Avaliação interna da qualidade dos produtos e serviços comprados? ( ) APRENDIZADO 07 Existem melhorias para pelo menos uma das práticas assinaladas com (s) (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 70 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS para a Gestão dos Fornecedores? INTEGRAÇÃO 08 As práticas assinaladas com (s) para a Gestão dos Fornecedores estão alinhadas com as diretrizes organizacionais (missão, visão e valores) (coerência)? (s) (n) 7.3. Gestão Econômico-Financeira Este item trata do gerenciamento das finanças do hospital. ENFOQUE E APLICAÇÃO 01 É feita uma previsão de despesas? (s) (n) 02 É feita uma previsão de receitas? (s) (n) 03 É feito o acompanhamento da execução das despesas? (s) (n) 04 É feito o acompanhamento da execução das receitas? (captação de recursos) (s) (n) 05 O hospital tem indicadores para monitorar seu processo econômicofinanceiro? (s) (n) 06 A aquisição de equipamentos está alinhada com as estratégias do hospital? (s) (n) 07 O plano diretor de reforma das áreas físicas está alinhado com as estratégias do hospital? (s) (n) 08 É feito o acompanhamento da alocação de recursos para a execução dos planos de ação? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 71 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS 09 O hospital executa algum sistema formal de análise de custos? (s) (n) 10 É feita uma análise de viabilidade econômica para o lançamento de novos produtos e/ou serviços? (s) (n) 11 O hospital executa algum sistema formal de análise de receita e despesa? (s) (n) 12 O hospital avalia a relação entre sua produção e seus custos? (s) (n) 13 O hospital elabora seu orçamento? (s) (n) 14 O hospital gerencia seu orçamento? (s) (n) APRENDIZADO 15 Existem melhorias para pelo menos uma das práticas assinaladas com (s) para a Gestão Econômico-Financeira? (s) (n) INTEGRAÇÃO 16 As práticas assinaladas com (s) para a Gestão Econômico-Financeira estão alinhadas com as diretrizes organizacionais (missão, visão e valores) (coerência)? (s) (n) CRITÉRIO VIII RESULTADOS O Critério Resultados examina os resultados relevantes do hospital, abrangendo os aspectos econômico-financeiros e os relativos aos clientes e mercados, sociedade, pessoas, processos principais e de apoio, bem como os relacionados com fornecedores. (Para os resultados, respostas assinaladas para “outros”, serão computados) 8.1. Resultados Econômico-Financeiros ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 72 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VII PROCESSOS Este item aborda os resultados econômico-financeiros do hospital, incluindo informações comparativas pertinentes. 01 O hospital avalia séries históricas de indicadores econômico-financeiros (no mínimo 2 subitens): (s) (n) 1) Faturamento líquido ( ) 2) Lucro líquido ( ) 3) Retorno do investimento ( ) 4) Liquidez geral ( ) 5) Percentual da execução orçamentária ( ) 6) Custo dos grandes grupos (pessoal, material e medicamentos, ( ) honorários e custos gerais) ( ) 7) Custos de serviços terceirizados 8) Outros (Especificar): 02 O Hospital monitora seus resultados econômico-financeiros por outros indicadores além dos mencionados neste item 8.1? ( ) (s) (n) Apresentar: 03 O hospital apresenta tendência favorável para algum dos resultados econômico-financeiros? (s) (n) 04 O hospital apresenta desempenho superior para algum resultado econômicofinanceiro, quando comparado ao seu referencial? (s) (n) 8.2. Resultados Relativos aos Clientes e ao Mercado Este item aborda os resultados relativos aos clientes e aos mercados, incluindo as informações comparativas pertinentes. ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 73 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VIII 01 02 RESULTADOS O hospital avalia séries históricas de indicadores da avaliação feitas por seus clientes: (s) (n) 1) Atendimento na recepção ( ) 2) Atendimento de enfermagem ( ) 3) Atendimento médico ( ) 4) Alimentação fornecida ( ) 5) Limpeza do quarto/enfermaria? ( ) O hospital avalia séries históricas de indicadores relativos ao mercado no qual está inserido: (s) (n) 1) Grau de participação no atendimento da região ( ) 2) Participação dos convênios/seguradoras/autogestões/SUS no hospital ( ) 3) Imagem do hospital perante a comunidade local ( ) 4) Imagem do hospital perante a sociedade? ( ) 03 O hospital avalia a resolubilidade das ações advindas dos indicadores de insatisfação do cliente (SUS e não SUS)? (s) (n) 04 O Hospital monitora seus resultados relacionados aos clientes e ao mercado por outros indicadores além dos mencionados neste item 8.2? (s) (n) Apresentar: 05 O hospital apresenta tendência favorável para algum dos resultados relativos aos clientes e ao mercado? (s) (n) 06 O hospital apresenta desempenho superior para algum resultado relativo aos clientes e ao mercado, quando comparado ao seu referencial? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 74 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VIII RESULTADOS 8.3. Resultados Relativos à Sociedade Este item aborda os resultados relativos à sociedade, incluindo informações comparativas pertinentes. 01 O hospital tem algum resultado demonstrativo de sua ação social junto à sociedade? (s) (n) 02 O hospital tem séries históricas da quantidade de resíduos produzidos e, propriamente, coletados? (s) (n) 03 O hospital tem séries históricas do consumo de energia? (s) (n) 04 O hospital tem séries históricas do consumo de água? (s) (n) 05 O Hospital monitora seus resultados relacionados à sociedade por outros indicadores além dos mencionados neste item 8.3? (s) (n) Apresentar: 06 O hospital apresenta tendência favorável para algum dos resultados relativos à sociedade? (s) (n) 07 O hospital apresenta desempenho superior para algum resultado relativo à sociedade, quando comparado ao seu referencial? (s) (n) 8.4. Resultados Relativos às Pessoas Este item aborda os resultados relativos às pessoas, incluindo as informações comparativas pertinentes. 01 O hospital avalia séries históricas de indicadores que expressam o grau de (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 75 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VIII RESULTADOS satisfação/insatisfação das pessoas que nele trabalham (no mínimo 2 subitens): 02 1) Absenteísmo ( ) 2) Rotatividade ( ) 3) Condições de trabalho ( ) 4) Relações com a chefia? ( ) O hospital avalia séries históricas de indicadores relacionados com o desenvolvimento das pessoas: 1) Horas-homem/treinamento: ( ) a) Geral ( ) b) Por grupo profissional ( ) 2) Investimentos em programas de desenvolvimento: ( ) a) Por grupos profissionais ( ) b) Percentual sobre faturamento/orçamento ( ) 3) Outros (especificar): 03 (s) (n) ( ) O hospital avalia séries históricas de indicadores de acidentes de trabalho: (s) (n) 1) Número de funcionários acidentados (com ou sem afastamento) no ( ) ano, por tipo de acidente ( ) 2) Número de funcionários afastados no ano, por tipo de acidente 04 3) Número de dias perdidos por funcionário/ano ( ) 4) Outros (especificar): ( ) O hospital avalia ocupacionais: séries históricas de indicadores sobre doenças (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 76 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VIII 05 RESULTADOS 1) Taxa de doenças ocupacionais e não ocupacionais/1000 pessoas/ano ( ) 2) Número de dias perdidos no ano, por 100 pessoas ( ) 3) Outros (especificar): ( ) O Hospital monitora seus resultados relacionados à gestão de pessoas por outros indicadores além dos mencionados neste item 8.4? (s) (n) Apresentar: 06 O hospital apresenta tendência favorável para algum dos resultados relativos às pessoas? (s) (n) 07 O hospital apresenta desempenho superior para algum resultado relativo às pessoas, quando comparado ao seu referencial? (s) (n) 8.5. Resultados dos processos principais do negócio e dos processos de apoio Este item aborda os resultados relativos aos processos principais e aos processos de apoio, incluindo as informações comparativas pertinentes. 01 O hospital avalia séries históricas de: (s) (n) 1) Número de internações ( ) 2) Número de consultas ambulatoriais ( ) 3) Número de consultas novas ( ) 4) Número de cirurgias? ( ) 02 São avaliados os resultados dos procedimentos de enfermagem? (s) (n) 03 O hospital avalia séries históricas de indicadores relativos aos serviços de (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 77 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VIII RESULTADOS apoio diagnóstico e terapêutico (no mínimo 2 subitens): 04 05 06 1) Produção e produtividade no laboratório ( ) 2) Produção e produtividade na radiologia ( ) 3) Produção e produtividade no serviço de hemoterapia ( ) 4) Produção e produtividade em outros SADT’s ( ) 5) Percentual de repetição de coleta para exames de laboratório ( ) 6) Outras (especificar): ( ) O serviço de diagnóstico por imagem avalia séries históricas de: (s) (n) 1) Taxa de repetição de exames ( ) 2) Consumo de material por exame (filmes, contraste, seringas etc.) ( ) 3) Perdas de filmes? ( ) O hospital avalia séries históricas de indicadores para os serviços de apoio técnico (no mínimo 2 subitens): (s) (n) 1) Produção e produtividade na farmácia ( ) 2) Produção e produtividade na enfermagem ( ) 3) Taxa de entregas atrasadas em medicamentos da farmácia ( ) 4) Produção e produtividade na nutrição ( ) 5) Taxa de reclamações com relação à alimentação ( ) 6) Outras (especificar): ( ) O hospital avalia séries históricas de indicadores relacionados aos seus serviços e processos organizacionais (no mínimo 5 subitens): (s) (n) 1) Percentual de reinternações pelo mesmo diagnóstico ( ) 2) Taxa de erro de medicação ( ) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 78 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VIII RESULTADOS 3) Índice de úlceras por pressão em pacientes crônicos ( ) 4) Densidade de infecção hospitalar ( ) 5) Percentual de quedas da cama/maca/mesa ( ) 6) Taxa de cesareana ( ) 7) Taxa de ocupação hospitalar ( ) 8) Índice de rotatividade dos leitos ( ) 9) Média de permanência ( ) 10) Taxa de complicações/intercorrências na internação ( ) 11) Tempo de espera para limpeza de sala cirúrgica ( ) 12) Taxa de ocupação das salas cirúrgicas/de parto ( ) 13) Tempo médio de espera por consulta ambulatorial ( ) 14) Taxa de mortalidade institucional ( ) 15) Taxa de mortalidade neo-natal por peso ( ) 16) Paciente-dia ( ) 17) Outras (especificar): ( ) 07 O hospital avalia séries históricas de requisições atendidas/mês sobre o total de requisições no serviço de manutenção? (s) (n) 08 O hospital avalia séries históricas do percentual de perdas de roupa/ano? (s) (n) 09 O hospital avalia séries históricas de contas glosadas pelos convênios/mês? (s) (n) 10 O hospital tem séries históricas sobre o tempo gasto para emissão de fatura? (s) (n) 11 O hospital tem séries históricas sobre o tempo de indisponibilidade média de (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 79 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VIII RESULTADOS equipamentos para reparo/ano? 12 O hospital tem séries históricas sobre o tempo médio de limpeza por quarto? (s) (n) 13 O Hospital monitora seus resultados relacionados à gestão dos processos principais e de apoio por outros indicadores além dos mencionados neste item 8.5? (s) (n) Apresentar: 14 O hospital apresenta tendência favorável para algum dos resultados relativos aos processos principais e processos de apoio? (s) (n) 15 O hospital apresenta desempenho superior para algum resultado relativo aos processos principais e de apoio, quando comparado ao seu referencial? (s) (n) 8.6. Resultados Relativos aos Fornecedores Este item aborda os resultados relativos aos fornecedores, incluindo informações comparativas pertinentes. 01 O hospital tem resultado parceiros/terceirizados? da qualidade dos serviços de seus (s) (n) 02 O hospital tem resultados da conformidade na entrega de produtos pelos fornecedores? (s) (n) 03 O hospital avalia resultados da otimização de custos com fornecedores? (s) (n) 04 O Hospital monitora seus resultados relacionados à gestão dos fornecedores por outros indicadores além dos mencionados neste item 8.6? (s) (n) ROTEIRO: PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS HOSPITAIS FILANTRÓPICOS Página 80 de 40 Ite m Nível Exig. REQUISITO DA QUALIDADE CRITÉRIO VIII RESULTADOS Apresentar: 05 O hospital apresenta tendência favorável para algum dos resultados relativos aos fornecedores? (s) (n) 06 O hospital apresenta desempenho superior para algum resultado relativo aos fornecedores, quando comparado ao seu referencial? (s) (n) Critério P. IX. X. XI. XII. Perfil Pontuação Máxima 25 Liderança 1.1.Sistema de Liderança 15 1.2. Cultura da Excelência 20 1.3. Análise Crítica do Desempenho da Organização 15 Estratégias e Planos 2.1. Formulação das Estratégias 10 2.2. Implementação das Estratégias 10 Clientes 3.1. Imagem e Conhecimento de Mercado 15 3.2. Relacionamento com Clientes 10 Sociedade 4.1. Responsabilidade Socioambiental 15 4.2. Ética e Desenvolvimento Social 10 XIII. Informações e Conhecimento 5.1. Gestão das Informações do Hospital 25 5.2. Gestão das Informações Comparativas 20 5.3. Ativos Intangíveis 5 XIV. Pessoas 6.1. Sistemas de Trabalho 15 6.2. Capacitação e Desenvolvimento 20 6.3. Qualidade de Vida 15 XV. Processos 7.1. Processos Principais e Processos de Apoio do Hospital 30 7.2. Gestão de Processos Relativos aos Fornecedores 10 7.3. Gestão Econômico-Financeira 15 XVI. Resultados 8.1. Resultados Econômico-Financeiros 40 8.2. Resultados Relativos aos Clientes e ao Mercado 50 8.3. Resultados Relativos à Sociedade 10 8.4. Resultados Relativos às Pessoas 40 8.5. Resultados dos processos principais do negócio e dos processos de 50 apoio 8.6. Resultados Relativos aos Fornecedores Total 10 Glossário Os conceitos e definições aqui apresentados não têm a pretensão de normalizar terminologia, refletindo, apenas, o significado dos termos utilizados pelo CQH quando da avaliação das unidades. ALTA DIREÇÃO: Abrange os executivos ou líderes de escalões superiores, que compartilham a responsabilidade principal pelo desempenho e resultados da organização. ANÁLISE CRÍTICA: Verificação profunda e global de um projeto, produto, serviço, processo ou informação quanto a requisitos, objetivando identificar problemas e propor soluções. APLICAÇÃO: Disseminação e uso do enfoque pela organização. BENCHMARKING: Modelo para examinar em detalhe algum processo, prática de gestão ou produto da organização e compará-lo com um processo, prática ou produto similar que esteja sendo executado de maneira eficaz e eficiente, na própria ou em outra organização, visando a implementação de melhorias significativas. CAPITAL INTELECTUAL: Conjunto de ativos intangíveis representados pelo acervo de conhecimentos e geradores do diferencial competitivo, que agregam valor à organização. O capital intelectual pode abranger, entre outros: Ativos de mercado: potencial que a empresa possui em decorrência dos intangíveis relacionados ao mercado, tais como: marca, clientes, lealdade dos clientes, negócios recorrentes, canais de distribuição, franquias etc. Ativos humanos: benefícios que o indivíduo pode proporcionar às organizações por meio de sua expertise, criatividade, conhecimento, habilidade para resolver problemas, tudo visto de forma coletiva e dinâmica. Atividades de propriedade intelectual: aqueles que necessitam de proteção legal para proporcionar benefícios às organizações, tais como: know-how, segredos industriais, copyright, patentes, designs etc. Ativos de infra-estrutura: tecnologias, metodologias e processos empregados, como sistema de informação, métodos gerenciais, bancos de dados etc. CLIENTE: Destinatário dos produtos da organização. Pode ser uma pessoa física ou jurídica. É quem adquire (comprador) ou quem utiliza o produto (usuário/consumidor). COMPARAÇÃO COM AS MELHORES PRÁTICAS: Processo contínuo de comparação de práticas de gestão, que pode incluir a comparação de estratégias, procedimentos, operações, sistemas, processos, produtos e serviços. Essa comparação é feita com organizações líderes reconhecidas no mercado, inclusive com líderes de ramos de atividade diferentes dos da organização, para identificar as oportunidades para melhoria do desempenho. COMPETÊNCIA: Mobilização de conhecimentos (saber), habilidades (fazer) e atitudes (querer) necessários ao desempenho de atividades ou funções, segundo padrões de qualidade e produtividade requeridos pela natureza do trabalho. CONTROLE: Métodos utilizados para verificar se os padrões de trabalho das práticas de gestão estão sendo cumpridos, estabelecendo prioridades, planejando e implementando ações de correção, quando necessário. CONHECIMENTO: É constituído pela tecnologia, pelas políticas, pelos procedimentos, pelas bases de dados e documentos, bem como pelo conjunto de experiências e habilidades da força de trabalho. É gerado como resultado da análise das informações coletadas pela organização. CORRELAÇÃO DE INDICADORES: Envolve o estabelecimento de uma relação de causa e efeito entre os indicadores, em que os resultados de um influenciam os demais. DESDOBRAMENTO: Ato de desenvolver, de estender, de abrir, de aprofundar ou de fracionar uma prática de gestão, um plano de ação, uma diretriz estratégica ou um enfoque. DESEMPENHO: Resultados obtidos dos principais indicadores de processos e de produtos, que permitem avaliá-los e compará-los em relação às metas, aos padrões, aos referenciais pertinentes e a outros processos e produtos. Mais comumente, os resultados expressam satisfação, insatisfação, eficiência e eficácia, e podem ser apresentados em termos financeiros ou não. DESEMPENHO GLOBAL: Síntese dos resultados relevantes para a organização como um todo, levando-se em consideração todas as partes interessadas. É o desempenho planejado pela estratégia da organização. DIRETRIZES ORGANIZACIONAIS: Conjunto de orientações que a organização deve seguir, como, por exemplo, missão, visão, políticas e códigos de conduta. DISPONIBILIDADE DA INFORMAÇÃO: Um dos aspectos relativos à segurança das informações que assegura que os usuários autorizados terão acesso a elas sempre que necessário. ENFOQUE: Como uma organização trata os requisitos dos Itens, ou seja, os métodos e os processos que utiliza. ESTRATÉGIA: Caminho escolhido para posicionar a organização de forma competitiva e garantir sua continuidade no longo prazo, com a subseqüente definição de atividades e competências inter-relacionadas para adicionar valor de maneira diferenciada às partes interessadas. É um conjunto de decisões que orienta a definição das ações a serem tomadas pela organização. As estratégias podem conduzir a novos produtos, novos mercados, crescimento das receitas, redução de custos, aquisições, fusões e novas alianças ou parcerias. Podem ser dirigidas a tornar a organização um fornecedor preferencial, um produtor de baixo custo, um inovador no mercado e/ou um provedor de serviços exclusivos e individualizados. As estratégias podem depender ou exigir que a organização desenvolva diferentes tipos de capacidades, tais como agilidade de resposta, individualização, compreensão do mercado, manufatura enxuta ou virtual, rede de relacionamentos, inovação rápida, gestão tecnológica, alavancagem de ativos e gestão da informação. ESTRUTURA DE CARGOS: Aspecto relacionado a responsabilidade, autonomia e tarefas atribuídas às pessoas, individualmente ou em grupo, sendo também conhecida como perfil de cargos, descrição de cargos, descrição de funções e perfil de funções. FORÇA DE TRABALHO: Pessoas que compõem uma organização e que contribuem para a consecução das suas estratégias, dos seus objetivos e das suas metas, tais como empregados em tempo integral ou parcial, temporários, autônomos e contratados de terceiros que trabalham sob a coordenação direta da organização. FORNECEDOR: Qualquer organização que forneça bens e serviços. A utilização desses bens e serviços pode ocorrer em qualquer estágio de projeto, produção e uso dos produtos. Assim, fornecedores podem incluir distribuidores, revendedores, prestadores de serviços terceirizados, transportadores, contratados e franquias, bem como os que suprem a organização com materiais e componentes. São também fornecedores os prestadores de serviços das áreas de saúde, treinamento e educação. INDICADORES: Dados ou informações numéricas que quantificam as entradas (recursos ou insumos), saídas (produtos) e o desempenho de processos, produtos e da organização como um todo. Os indicadores são usados para acompanhar e melhorar os resultados ao longo do tempo e podem ser classificados em: simples (decorrentes de uma única medição) ou compostos; diretos ou indiretos em relação à característica medida; específicos (atividades ou processos específicos) ou globais (resultados pretendidos pela organização); e direcionadores (drivers) ou resultantes (outcomes). INFORMAÇÕES COMPARATIVAS PERTINENTES: Informações oriundas de referenciais selecionados de forma lógica, não casual. Podem ser representados por informações sobre resultados alcançados por outras organizações, assim como pela forma de funcionamento das práticas de gestão, e características e desempenhos de produtos. Existem quatro tipos básicos de referencial: competitivo (por exemplo, informações dos concorrentes); similar (baseado em dados de organizações que, embora não sejam concorrentes, apresentam características similares de porte, tecnologia ou outras); de excelência (organização de reconhecida competência, Classe Mundial); e de grande grupo (dados baseados em muitas empresas não similares, obtidos, por exemplo, de grupo de benchmarking). METAS: Níveis de desempenho pretendidos para determinado período de tempo. MISSÃO: Razão de ser de uma organização, necessidades sociais a que ela atende e seu foco fundamental de atividades. NECESSIDADES: Conjunto de requisitos, expectativas e preferências dos clientes ou das demais partes interessadas. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO: Maneira pela qual as pessoas são organizadas ou se organizam em áreas formais ou informais, temporárias ou permanentes, tais como equipes de solução de problemas, equipes departamentais ou multidepartamentais, comitês, áreas funcionais, equipes de processos, equipes da qualidade, células ou grupos de trabalho e centros de excelência. PADRÃO DE TRABALHO: Regras de funcionamento das práticas de gestão, que podem estar sob a forma de diretrizes organizacionais, procedimentos, rotinas de trabalho, normas administrativas, fluxogramas, quantificação dos níveis que se pretende atingir ou qualquer meio que permita orientar a execução das práticas. O padrão de trabalho pode ser estabelecido tomando como critérios as necessidades das partes interessadas, as estratégias, requisitos legais, nível de desempenho de concorrentes, informações comparativas pertinentes, normas nacionais e internacionais, entre outros. PARTES INTERESSADAS: Indivíduo ou grupo de indivíduos com interesse comum no desempenho da organização e no ambiente em que opera. A maioria das organizações possui as seguintes partes interessadas: (1) clientes, (2) força de trabalho, (3) acionistas e os proprietários, (4) fornecedores e (5) sociedade. A quantidade e a denominação das partes interessadas pode variar em função do perfil da organização. PLANOS DE AÇÃO: Principais propulsores organizacionais, resultantes do desdobramento das estratégias de curto e longo prazos. De maneira geral, os planos de ação são estabelecidos para realizar aquilo que a organização deve fazer bem feito para que sua estratégia seja bem sucedida. O desenvolvimento dos planos de ação é de fundamental importância no processo de planejamento, para que os objetivos estratégicos e as metas estabelecidas sejam entendidas e desdobradas para toda a organização. O desdobramento dos planos de ação requer uma análise do montante de recursos necessários e a adoção de medidas de alinhamento para todas as unidades de trabalho. O desdobramento pode também exigir a capacitação de algumas pessoas da força de trabalho ou o recrutamento de novas pessoas. PRÁTICAS DE GESTÃO: Atividades executadas regularmente com a finalidade de gerir uma organização, de acordo com os padrões de trabalho. São também chamadas de processos de gestão, métodos ou metodologias de gestão. PROCESSO: Conjunto de recursos e atividades inter-relacionadas que transformam insumos (entradas) em produtos (saídas). Essa transformação deve agregar valor na percepção dos clientes do processo e exige um certo conjunto de recursos. Estes podem incluir pessoal, finanças, instalações, equipamentos, métodos e técnicas, numa seqüência de etapas ou ações sistemáticas. O processo poderá exigir a documentação da seqüência das etapas por meio de especificações, procedimentos e instruções de trabalho, bem como a definição adequada das etapas de medição e controle. PRODUTIVIDADE: Eficiência na utilização de recursos. Embora a palavra seja freqüentemente aplicada a um só fator, como mão-de-obra (produtividade do trabalho), máquina, materiais, energia e capital, o conceito de produtividade também se aplica ao total dos recursos consumidos na obtenção de um produto. A produtividade global, também denominada fator de produtividade total, é calculada pela combinação da produtividade dos diferentes recursos empregados na obtenção de um produto. Essa combinação geralmente requer uma média ponderada dos indicadores de produtividade, compondo um só fator. Normalmente, os pesos atribuídos são proporcionais aos custos de cada recurso. A utilização de um indicador composto, como o fator de produtividade total, permite determinar se o efeito global das mudanças no processo é benéfico ou não, possivelmente envolvendo interação dos recursos. Enfoques eficazes para a gestão do desempenho requerem que a produtividade com um só fator ou a produtividade total seja compreendida e medida, especialmente quando o caso for complexo, existindo grande variedade de custos e de benefícios potenciais. PRODUTO: Resultado de atividades ou processos. Considerar que: o termo produto pode incluir serviços, materiais e equipamentos, informações ou uma combinação desses elementos; um produto pode ser tangível (como, por exemplo, equipamentos ou materiais) ou intangível (por exemplo, conhecimento ou conceitos), ou uma combinação dos dois; um produto pode ser intencional (por exemplo, oferta aos clientes), ou não-intencional (por exemplo, um poluente ou efeitos indesejáveis). QUALIDADE: Totalidade de características de uma entidade (atividade ou processo, produto, organização ou combinação destes), que lhe confere a capacidade de satisfazer as necessidades explícitas e implícitas dos clientes e demais partes interessadas. QUALIDADE DE VIDA: Dinâmica da organização do trabalho que permite manter ou aumentar o bem-estar físico e psicológico da força de trabalho, com a finalidade de se obter total congruência entre as atividades desenvolvidas no trabalho e as demais atividades da sua vida, preservando a individualidade das pessoas e possibilitando seu desenvolvimento integral. RECURSO NÃO-RENOVÁVEL: É um recurso que o homem não pode reproduzir ou fabricar, como o petróleo e a água. RECURSO RENOVÁVEL: É um recurso que pode ser reproduzido ou fabricado, como a madeira. REFERENCIAL DE EXCELÊNCIA: Prática ou resultado considerado o melhor da classe. O termo também pode designar uma organização, processo ou produto, reconhecido como o melhor no mundo, no país, na região ou no ramo de atividade. REQUISITOS: Tradução das necessidades dos clientes ou das demais partes interessadas, expressas de maneira formal ou informal, em características objetivas para o produto ou sua entrega. Exemplos de requisitos incluem prazo de entrega, tempo de garantia, especificação técnica, tempo de atendimento, qualificação de pessoal, preço e condições de pagamento. SISTEMA DE LIDERANÇA: Conjunto de atividades e práticas voltadas para o exercício da liderança, isto é, os procedimentos, os critérios e a maneira como as principais decisões são tomadas, comunicadas e conduzidas, em todos os níveis da organização. TENDÊNCIA: Comportamento do conjunto de resultados ao longo do tempo. Para analisar a tendência, é preciso a apresentação de um conjunto de pelo menos três resultados consecutivos. A freqüência de medição deve ser coerente com o ciclo de aprendizado e deve ser adequada para apoiar as análises críticas e a execução de ações corretivas e de melhoria. VALORES ORGANIZACIONAIS: Entendimentos e expectativas que descrevem como os profissionais da organização se comportam e nos quais se baseiam todas as relações organizacionais. VISÃO: Estado que a organização deseja atingir no futuro. A visão busca propiciar o direcionamento dos rumos de uma organização. ANEXO 2: Tabela completa de pontuação das três avaliações realizadas por meio do roteiro de avaliação do CQH Perfil Liderança 1.1.Sistema de Liderança 1.2. Cultura da Excelência 1.3. Análise Crítica do Desempenho da Organização II. Estratégias e Planos 2.1. Formulação das Estratégias 2.2. Implementação das Estratégias III. Clientes 3.1. Imagem e Conhecimento de Mercado 3.2. Relacionamento com Clientes IV. Sociedade 4.1. Responsabilidade Socioambiental 4.2. Ética e Desenvolvimento Social V. Informações e Conhecimento 5.1. Gestão das Informações do Hospital 5.2. Gestão das Informações Comparativas 5.3. Ativos Intangíveis VI. Pessoas 6.1. Sistemas de Trabalho 6.2. Capacitação e Desenvolvimento 6.3. Qualidade de Vida VII. Processos 7.1. Processos Principais e Processos de Apoio do Hospital 7.2. Gestão de Processos Relativos aos Fornecedores 7.3. Gestão Econômico-Financeira VIII. Resultados 8.1. Resultados Econômico-Financeiros 8.2. Resultados Relativos aos Clientes e ao Mercado 8.3. Resultados Relativos à Sociedade 8.4. Resultados Relativos às Pessoas 8.5. Resultados dos proc. principais do negócio e dos proc. de apoio 8.6. Resultados Relativos aos Fornecedores TOTAL P. I. Critério 1ª aval A. H. Bauru SC Araçatuba SC Araraquara 2ª aval 3ª aval 1ª aval 2ª aval 3ª aval 1ª aval 2ª aval 3ª aval 12,05 15,57 14,73 8,49 13,43 13,64 9,5 10,5 16,5 13,19 31,6 47,2 10,7 31,34 42,07 9,5 36,95 37,57 6,52 10,43 13,7 5,87 7,17 11,74 7,83 9,78 11,74 6,67 16,67 20 3,33 16,67 18,33 1,67 16,67 18,33 0 4,5 13,5 1,5 7,5 12 0 10,5 7,5 0,91 2,73 14,54 0 13,63 19,09 0 9,09 11,82 0,91 2,73 7,27 0 8,18 9,09 0 7,27 8,18 0 0 7,27 0 5,45 10 0 1,82 3,64 6,51 16,67 21,97 3,94 11,97 15 2,73 18,49 18,03 3,33 11,67 13,33 1,67 8,33 10 0 11,67 11,67 3,18 5 8,64 2,27 3,64 5 2,73 6,82 6,36 1,82 3,22 19,47 3,46 16,09 18,14 1,15 10,32 14,68 0 2,31 10,38 3,46 11,54 12,69 1,15 5,77 9,23 1,82 0,91 9,09 0 4,55 5,45 0 4,55 5,45 13,54 18,32 40,64 12,72 26,49 39,13 12,58 29,38 41,84 11,54 13,46 16,35 10,58 16,35 18,27 10,58 15,38 18,27 2 2 20 0 8 18 2 14 20 0 2,86 4,29 2,14 2,14 2,86 0 0 3,57 5,68 15,76 33,74 5,35 15,78 28,73 6,86 18,62 30,86 0,68 4,09 10,91 0,68 5,45 10,23 1,36 5,45 8,86 0 6,67 13,33 2,67 5,33 8 0 6,67 12 5 5 9,5 2 5 10,5 5,5 6,5 10 18,34 17,36 35,18 10,55 21,99 41,98 15,36 27,89 43,42 14,28 17,36 22,05 10,55 16,36 20,73 12,23 17,89 22,17 1,25 0 7,5 0 0 10 1,25 10 10 2,81 0 5,63 0 5,63 11,25 1,88 0 11,25 14,76 26,19 90 1,43 29,53 143,1 0 34,76 95,48 10 0 20 0 10 40 0 0 20 0 0 25 0 16,67 25 0 16,67 33,33 1,43 1,43 2,86 1,43 2,86 8,57 0 1,43 4,29 0 11,43 17,14 0 0 22,86 0 0 22,86 3,33 13,33 23,33 0 0 40 0 13,33 10 0 0 1,67 0 0 6,67 0 3,33 5 86,81 147,4 317,47 56,64 180,25 360,87 57,67 196 310,21 Perfil Liderança 1.1.Sistema de Liderança 1.2. Cultura da Excelência 1.3. Análise Crítica do Desempenho da Organização II. Estratégias e Planos 2.1. Formulação das Estratégias 2.2. Implementação das Estratégias III. Clientes 3.1. Imagem e Conhecimento de Mercado 3.2. Relacionamento com Clientes IV. Sociedade 4.1. Responsabilidade Socioambiental 4.2. Ética e Desenvolvimento Social V. Informações e Conhecimento 5.1. Gestão das Informações do Hospital 5.2. Gestão das Informações Comparativas 5.3. Ativos Intangíveis VI. Pessoas 6.1. Sistemas de Trabalho 6.2. Capacitação e Desenvolvimento 6.3. Qualidade de Vida VII. Processos 7.1. Processos Principais e Processos de Apoio do Hospital 7.2. Gestão de Processos Relativos aos Fornecedores 7.3. Gestão Econômico-Financeira VIII. Resultados 8.1. Resultados Econômico-Financeiros 8.2. Resultados Relativos aos Clientes e ao Mercado 8.3. Resultados Relativos à Sociedade 8.4. Resultados Relativos às Pessoas 8.5. Resultados dos proc. principais do negócio e dos proc. de apoio 8.6. Resultados Relativos aos Fornecedores TOTAL P. I. Critério SC Ribeirão Preto SC Santos SC Sorocaba 1ª aval 2ª aval 3ª aval 1ª aval 2ª aval 3ª aval 1ª aval 2ª aval 3ª aval 14,15 13,68 18,87 15,63 18,75 16,52 11,79 15,57 19,34 21,81 26,28 49,35 11,45 38,22 47,85 12,74 31,6 41,22 8,48 9,78 14,35 9,78 12,39 14,35 4,57 10,43 12,39 13,33 15 20 1,67 18,33 20 6,67 16,67 18,33 0 1,5 15 0 7,5 13,5 1,5 4,5 10,5 0 4,55 20 0 14,54 18,18 0 0 18,18 0 4,55 10 0 9,09 9,09 0 0 9,09 0 0 10 0 5,45 9,09 0 0 9,09 13,49 8,03 21,22 7,42 18,94 19,4 3,57 16,22 19,24 6,67 1,67 11,67 3,33 11,67 11,67 1,67 11,67 13,33 6,82 6,36 9,55 4,09 7,27 7,73 1,9 4,55 5,91 7,35 9,65 16,5 12,2 19,3 19,05 2,31 3,22 17,41 4,62 6,92 9,23 10,38 13,85 12,69 2,31 2,31 9,23 2,73 2,73 7,27 1,82 5,45 6,36 0 0,91 8,18 17,13 33,52 46,15 19,13 40,83 47,37 17,13 18,32 39,69 14,42 15,38 21,15 14,42 22,12 23,08 14,42 13,46 22,12 2 16 20 4 18 20 2 2 14 0,71 2,14 5 0,71 0,71 4,29 0,71 2,86 3,57 7,88 17,27 39,27 21,6 29,69 42,44 6,51 15,76 24,9 2,05 4,77 12,27 4,77 8,86 12,27 0,68 4,09 10,23 1,33 8 16 9,33 9,33 18,67 1,33 6,67 6,67 4,5 4,5 11 7,5 11,5 11,5 4,5 5 8 18,43 28,63 48,08 24,8 45,5 49,03 15 17,36 43,75 16,55 18 25,27 18,86 24,25 24,97 15 17,36 23,44 0 5 8,75 1,25 10 10 0 0 10 1,88 5,63 14,06 4,69 11,25 14,06 0 0 10,31 5,71 22,86 125,48 17,37 83,8 146,42 0 26,19 79,76 0 10 30 0 30 30 0 0 10 0 0 25 8,33 0 33,33 0 0 8,33 0 2,86 4,29 0 5,71 7,14 0 1,43 4,29 5,71 0 22,86 5,71 11,43 34,29 0 11,43 17,14 0 10 40 3,33 33,33 33,33 0 13,33 33,33 0 0 3,33 0 3,33 8,33 0 0 6,67 105,94 164,47 384,92 129,63 309,6 406,26 69,06 144,22 303,49