ES NT SI ND IC AT O A IL G VI MINAS GERAIS O VIGILANTE Informativo do Sindicato dos Empregados das Empresas de Segurança e Vigilância do Estado de Minas Gerais Belo Horizonte - MG, agosto de 2012 IMPRESSO ESPECIAL 7317525403-DR/MG SINDICATO VIGILANTES CORREIOS CNTV-PS Sindicato comemora Dia do Vigilante na Capital e interior do Estado O Sindicato comemorou em grande estilo o Dia do Vigilante - 20 de junho. Na data, a entidade promoveu confraternizações em Belo Horizonte (foto) e nas cidades de Uberaba, Sete Lagoas, Pouso Alegre, Ipatinga e São João Del Rey. Na Capital, dezenas de trabalhadores compareceram à sede da entidade, onde foi realizado um ato polítco e servido o tradicional café da manhã. Durante a comemoração, foram sorteados diversos brindes aos associados, como três televisores de LED de 32 polegadas, notebook, câmera digital e vales-presente. PÁG. 3 Vigilantes ingressam nas fileiras da CTB PÁG. 3 Sindicato vai ao SRTE por assento para vigilantes PÁG. 2 Empregados da Protex apreensivos com licitação da CBTU PÁG. 4 Vigilantes da escolta armada se preparam para greve PÁG. 3 Fortebanco ignora atestados médicos regulares PÁG. 4 2 O VIGILANTE EDITORIAL Decadência da terceirização gera sofrimento para os trabalhadores A irresponsabilidade de parte dos patrões, somada à falta de compromisso de alguns contratantes, transformaram a terceirização em uma verdadeira insegurança para os trabalhadores e para o mercado empresarial de modo geral. Entra ano e sai ano e a situação é a mesma: muitos empresários entram no mercado achando que ser dono de empresa é simplesmente brincar com o direito dos outros. Também existem aqueles que terceirizam suas atividades sem se preocupar em fazer uma análise profunda da situação da empresa que está contratando para saber se o proprietário é mais um “brincalhão” ou pessoa séria que entrou no mercado para fazer história positiva. A verdade é que, para grande parte dos tomadores e prestadores de serviços, o trabalhador é o que menos importa. Para estes, o lucro e a ganância estão acima da saúde, do bem-estar social, de pais e mães de família que assumem compromissos baseados em seus salários e benefícios. Nos últimos meses, a fragilidade do sistema terceirizante em Minas ficou ainda mais evidente. Várias empresas não pagaram os salários e ou benefícios a seus empregados. Como argumento, alegaram não estar recebendo seus faturamentos ou repactuação dos clientes que as contrataram. Por outro lado, os clientes - quando contatados pela entidade sindical - alegam não ser de sua responsabilidade os descompromissos das empresas contratadas. Lá embaixo, na ponta, tem o trabalhador, que vê a empresa em que trabalha jogar a culpa no cliente, que, por sua vez, devolve a culpa à empresa e, no fundo, não sabe quem realmente é o culpado. A verdade é que, tanto contratante quanto contratada são responsáveis pelas obrigações para com o trabalhador. Além disso, ambos estão sujeitos à responder na Justiça pelos seus atos - muitas vezes criminosos - contra os trabalhadores. Isso é um assalto! Socorro. Preciso de um vigilante!!! Sindicato vai ao Ministério do Trabalho pelo banquinho para vigilantes O Sindicato tem recorrido à Superintndência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) para que as empresas e tomadores de serviços cumpram a Convenção Coletiva da categoria e diponibilizem assentos (banquinhos) para os vigilantes. Nas últimas semanas, foram realizadas várias audiências na Superintendência Regional do Trabalho entre o Sindicato e empresas como a Protex, Caixa, Banco do Brasil, CJF, Alfa, Vic, Minas Guarda, Tratex e Mercantil do Brasil. Para o diretor do Sindicato Edilson Silva, não há motivos para as empresas se recusarem a cumprir a Convenção, pois os assentos não prejudicam em nada o desempenho dos trabalha- Diretores Edilson Silva e José Geraldo em reunião na Superintendência Regional do Trabalho em BH dores, pelo contrário. “Ao ficar em pé por horas a fio, o trabalhador corre o risco de ser acomentido por uma série de problemas de saúde, como dores, inchaço, má circulação, varizes, trombose, entre outras doenças. Com o banquinho, boa parte do número de afastamentos por doenças decorrentes do trabalho poderá ser evitada”, disse. Nas audiências, as empresas se comprometeram a cumprir a Convenção. EXPEDIENTE O Vigilante - Informativo do Sindicato dos Empregados das Empresas de Segurança e Vigilância do Estado de Minas Gerais Sede: Rua Curitiba, 689, 9º andar, Centro, Belo Horizonte/MG. Telefax: (31) 3270-1300. Subsede Vale do Aço: Rua Belo Horizonte, 341C, Centro, Ipatinga/MG. Telefax: (31) 3823-9083. Subsede Sul de Minas: Rua São José, 258, Centro, Pouso Alegre/MG. Telefax: (35) 3423-3318. Presidente: Romualdo Alves Ribeiro. Coordenador de Imprensa: Eduardo Luiz. Jornalista responsável: Eliezer Dias (MG 06553JP). Diagramação e ilustração: Elvis. E-mail: [email protected]. Site: www.ovigilante.org.br O VIGILANTE 3 Sindicato filia-se à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil O Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais deixou a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e se filiou à Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil (CTB). A decisão foi tomada em assembleia realizada no dia 25 de julho, na sede da entidade, em Belo Horizonte. Em julho, outras cinco entidades de Minas também ingressaram na CTB. Segundo o presidente do Sindicato, Romualdo Alves Ribeiro, os debates em torno da desfiliação da CUT vinham ocorrendo há meses. O assunto também foi tratado em assembleias e demais atividades. “Com a filiação à CTB, o Sindicato se sente protegido e pronto para avançar na política nacional. A política da CTB, classista e de defesa e valorização do trabalho, tem tudo a ver com a ideologia defendida pelo Sindicato”, afirmou. Para o presidente em exercício da CTB Minas, José Antônio de Lacerda, o Jota, tanto o Sindicato dos Vigilantes quanto as demais entidades se filiaram à CTB por causa da sua política. “Nossa central defende a ação sindical classista, que consiste na defesa intransigente dos trabalhadores e da unicidade sindical”, argumentou Jota. Diretores do Sindicato e trabalhador com o presidente em exercício da CTB Minas, José Antônio de Lacerda (camisa branca) Segundo ele, a CTB luta para que prevaleça no Brasil um novo projeto nacional de desenvolvimento, fundamentado na soberania e valorização do trabalho. Com pouco mais de quatro anos de funda- ção, a CTB já é a 4ª maior central sindical brasileira, com centenas de sindicatos filiados em todo o Brasil, de todos os setores e categorias. Atualmente, a central representa 9,2% do total de trabalhadores brasileiros. Vigilantes da escolta armada podem parar por melhores condições de trabalho O Sindicato está trabalhando para por fim à falta de regras para o pessoal da escolta armada. Isto porque na atividade não existe uma escala de trabalho pré-definida. Assim, os trabalhadores não têm horário para iniciar ou terminar sua jornada de trabalho. Esta situação tem levado ao desgaste físico e mental dos vigilantes, o que é preocupante. Além disso, os vigilantes da escolta armada, não têm sido remunerados adequadamente e não recebem diárias condizentes com as atividades exerciadas fora da Capital. Várias reuniões entre o Sindicato e a entidade representante dos patrões foram realizadas para discutir os problemas. No entanto, até o momento, a situação vem sendo ignorada pelos patrões. Diante disso, os trabalhadores, em assembleias, deliberaram pela preparação do movimento grevista. 20/6: Confraternizações reúnem grande número de trabalhadores Moisés Alves da Consolação, representante da Confederação Nacional dos Vigilantes (dir.), entrega vale-presente a trabalhador O Sindicato comemorou o Dia do Vigilante, 20 de junho, de forma especial. Além do tradicional café da manhã, este ano houve sorteio de diversos brindes para os filiados que comparecerem à sede da entidade, em Belo Horizonte. No interior, a data também foi celebrada nas subsedes de Sete Lagoas, Uberaba, Pouso Alegre e Ipatinga e São João Del Rei, com grande participação de vigilantes. Em Sete Lagoas, comemoração foi realizada na Câmara Municipal, onde foi servido um café da manhã 4 O VIGILANTE DIA-A-DIA DA CATEGORIA De olho no patrao Protex: Trabalhadores da empresa aguardam apreensivos resultado da licitação na CBTU Os trabalhadores da Protex Segurança e Transporte de Valores, que prestam serviços para a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), aguardam apreensivos a publicação do resultado da licitação realizada no dia 23 de julho. Segundo informações obtidas pelo Sindicato, a vencedora da concorrência pública foi outra empresa. Desde o começo do ano, a Protex vem atrasando o pagamento dos salários dos seus empregados. Com a possibilidade de a empresa perder a licitação, o temor dos 380 trabalhadores é de enfrentar dificuldades para receber seus direitos trabalhistas. Para assegurar o pagamento do salário de julho e o acerto dos trabalhadores, o Sindicato pediu à CBTU a retenção da verba que será repassada à Protex. No entanto, a companhia disse que vai aguardar o resultado da licitação. Situação é comum em outros setores A situação de atra- Uniserv: Sindicato cobra pagamento da diferença do tíquete sos de salário e benefícios também não é diferente em outros setores da empresa. Nos últimos meses, tem sido comum ouvir os trabalhadores reclamarem de problemas como atraso no tíquete, não pagamento de rescisão, férias, entre outros. O Sindicato já entrou com vários pedidos de ficalização na SRTE e realizou inúmeras reuniões para tratar destes assuntos. Outras providências judiciais estão sendo tomadas para dar um basta nesta situação gravíssima. O Sindicato recorreu à Justiça do Trabalho para que a Uniserv pague as diferenças dos tíquetes alimentação e refeição. Em audiência realizada na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), na Capital, no dia 14 de junho, a empresa assumiu o compromisso de apresentar ao Sindicato, até o dia 18 daquele mês, uma lista dos setores que ainda não haviam efetuado a repactuação e a relação dos trabalhadores e cópia dos comprovantes de pagamento das diferenças salariais. No entanto, o com- Plano Segurança: descumpre direitos dos trabalhadores Fortebanco “proíbe” trabalhadores de adoecer Os trabalhadores da Fortebanco estão enfrentando um verdadeiro calvário para apresentar atestado médico na empresa, abtido regularmente. Sindicato denuncia J.Garra por desumprir CCT e CLT A J.Garra, mesmo nova no mercado, já chegou trazendo transtornos para os vigilantes. A empresa não tem cumprindo com as obrigações trabalhistas, como pagamento de benefícios em dia e não reconhecimento da representação sindical dos trabalhadores, ignorando as várias advertências feitas pelo Sindicato. Assim, o Sindicato vai tomar providências mais pesadas para que a empresa entenda que as obrigações previstas na CLT e na Convenção Coletiva são para serem cumpridas, independentemente da vontade da direitoria da empresa. A empresa vem punindo com descontos no salário, advertências e demissão por “justa causa” os trabalhadores que adoecem e apresentam atestados, por não Atraso no pagamento de salário é rotina na Total Forte Atrasos no pagamento de salário e benefícios se tornaram comuns na Total Forte. Para solucionar de uma vez por todas este problema, o Sindicato está tomando providências administrativas e judiciais. O Sindicato também esta intervindo junto aos clientes da empresa para que eles tomem ciência dos problemas que vêm ocorrendo na Total Forte e adotem as medidas necessárias para evitar problemas judiciais futuros. reconhecer os documentos. O Sindicato vem tomando as providências necessárias para por fim a este desrespeito aos trabalhadores. Atenção vigilante: denuncie as irregularidades O Sindicato dos Vigilantes vem trabalhando forte para solucionar os problemas causados por inúmeras empresas do setor aos trabalhadores. A direção do Sindicato está utilizando de todos os meios possiveis e necessários para que cada empresa responda na medida dos problemas causados. Isso somente é possível se você, vigilante, denunciar sempre a ocorrência de irregularidades e participar do dia-adia do Sindicato, somando forças frente a este combate. Faça sua denúncia pelo telefax: (31) 3270-1300. pormisso não foi cumprido. A empresa tinha até o dia 6 de junho para quitar o retroativo dos tíquetes alimentação e refeição, direito dos trabalhadores previsto na Convenção Coletiva aprovada em janeiro. Para o diretor do Sindicato Eduardo Luiz, essa postura da empresa é um desrespeito à categoria, principalmente aos seus funcionários. “O tíquete é conquista do trabalhador, resultado de muita luta. Por isso o Sindicato recorreu à Justiça para fazer valer os direitos dos vigilantes”. Não bastasse atrasar o pagamento de seus empregados e descumprir uma série de direitos dos trabalhadores, acionada pelo Sindicato no Ministério do Trabalho, a Plano Segurança, por meio de seus representantes, negou as acusa ções. O Sindicato continuará empenhado para que a Plano Segurança cumpra a Convenção Coletiva, e pague em dia os trabalhadores - nos últimos meses o pagamento dos salários e benefícios tem sido feito com atraso.