RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO Quebra de dormência e avaliação do potencial germinativo de sementes de Erythrina crista-galli L. Acadêmico: Luis Augusto Goi Rott Curso de Engenharia Florestal São Gabriel, RS, Brasil. Novembro de 2012. Quebra de dormência e avaliação do potencial germinativo de sementes de Erythrina crista-galli L. Por: Luis Augusto Goi Rott Relatório de estágio final apresentado ao Curso de Graduação em Engenharia Florestal, Área de Silvicultura, da Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA, como requisito parcial para obtenção do grau de Engenheiro Florestal. Orientadora: Profa. Dra. Nirlene Fernandes Cechin São Gabriel, RS, Brasil. Novembro de 2012. LUIS AUGUSTO GOI ROTT Quebra de dormência e avaliação do potencial germinativo de sementes de Erythrina crista-galli L. Elaborado por Luis Augusto Goi Rott como requisito parcial para obtenção do grau de Engenheiro Florestal COMISSÃO EXAMINADORA: ______________________________ a a Prof . Dr Nirlene Fernandes Cechin/Unipampa ______________________________ Prof. Dr. Ítalo Filippi Teixeira/Unipampa ______________________________ Gestor Ambiental Marcelo Rodrigo Muller São Gabriel, Novembro de 2012. Dedico este Trabalho a meus pais, Reini Luiz Rott e Soraia Goreti Goi Rott, meu irmão Jerônimo Augusto Goi Rott, minha avó Esther Rott e em especial meu avô, Orgênio Rott (in memorian). AGRADECIMENTOS Primeiramente agradeço a Deus por tudo que tem me proporcionado na minha vida. Aos meus familiares, pela força, compreensão, amor e carinho concedido durante essa longa caminhada. Ao meu avô paterno Orgênio Rott (in memorian) que ao longo de minha graduação infelizmente nos deixou fisicamente, porém sempre esteve presente em meu coração. Agradeço ao Gestor Ambiental Sr. Marcelo Rodrigo Muller e proprietário do Viveiro e Floricultura Amor Perfeito pela oportunidade da realização do estágio. Á minha orientadora Profa Dra Nirlene Fernandes Cechin, por ter acreditado na ideia, pelo auxílio, orientação, confiança e compreensão. Aos colegas que de alguma forma contribuíram para a realização do estágio, em especial ao Ícaro Taborda, pelo convívio, ajuda na realização de atividades e pelos momentos de amizade, o meu muito obrigado. E a todos que, de uma forma ou de outra, ajudaram na realização deste trabalho. RESUMO Este trabalho teve por objetivos verificar qual é o método mais eficiente para quebra de dormência tegumentar de sementes de Erythrina crista-galli L., além de avaliar o percentual de germinação das sementes desta espécie em dois tipos de substratos (convencional e comercial) Em um dos lotes com 200 sementes foi utilizado o substrato convencional, onde foram realizados 4 métodos de quebra de dormência, cada um utilizando 40 sementes, restando 40 para serem utilizadas como testemunhas. No outro lote de 200 sementes foi utilizado o substrato comercial e também foram aplicados os mesmos tratamentos. No substrato convencional, 75 sementes germinaram, 28 dias após a semeadura, caracterizando um percentual de 37,5%. Aos 49 dias, 87 sementes germinaram, totalizando ao final do teste, 43,5% de sementes germinadas. Em substrato comercial, 75 sementes germinadas após 28 dias de semeadura, estabelecendo um percentual de germinação de 37,5%. Entretanto, aos 49 dias de semeadura, houve um incremento de 16 sementes germinadas. Ao final dos testes de germinação o percentual de sementes germinadas foi de 43,5% e 45,5% no substrato convencional e no substrato comercial, respectivamente. O tratamento utilizado para quebra de dormência de corticeira do banhado que possibilitou melhor germinação de sementes foi o método mecânico (escarificação). Além do estudo realizado, foram executadas atividades referentes ao dia-a-dia de um viveiro florestal. Palavras-chaves: quebra de dormência; percentual de germinação; substrato. ABSTRACT This study aimed to ascertain the most efficient method for breaking dormancy of tegumentary seeds of Erythrina crista-galli L., and to evaluate the percentage of germination of this species on two types of substrates (conventional and commercial) In a seed lots with 200 used the conventional substrate, where they were performed four methods of dormancy, each using 40 seeds, remaining 40 to be used as controls. In another batch of 200 seeds was used commercial substrate and also the same treatments were applied. In conventional substrate, 75 seeds germinated 28 days after sowing, featuring a percentage of 37.5%. After 49 days, 87 seeds germinated, totaling the end of the test, 43.5% of germinated seeds. In commercial substrate, 75 seeds germinated after 28 days of sowing, setting a germination percentage of 37.5%. However, at 49 days of sowing, there was an increase of 16 seeds germinated. At the end of the germination percentage of the seeds germinated was 43.5% and 45.5% in the conventional substrate and commercial substrate, respectively. The treatment used to break dormancy of cork that bathed the best possible seed germination was the mechanical method (scarification). Besides the study were performed activities relating to day-to-day of a nursery. Keywords: break dormancy, germination percentage; substrate. LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 – Viveiro Amor Perfeito, São Gabriel – RS, 2012. ................................... 22 FIGURA 2 – Flor (a); fruto (b) e sementes (c) - Erytrina crista-galli L. - Corticeira do Banhado., .................................................................................................................. 23 FIGURA 3: Métodos de quebra de dormência empregados. São Gabriel- RS.......... 24 FIGURA 4 – Tubete de propileno .............................................................................. 25 FIGURA 5 – Substrato comercial Mecplant (a), substrato convencional produzido no viveiro (b). Viveiro Amor Perfeito, São Gabriel- RS. .................................................. 26 FIGURA 6 – Escarificação mecânica da semente retirada do tegumento com um canivete. .................................................................................................................... 26 FIGURA 7: Número de sementes germinadas no substrato convencional durante as semanas de avaliação. .............................................................................................. 30 FIGURA 8: Número de sementes germinadas no substrato comercial durante as semanas de avaliação. .............................................................................................. 31 FIGURA 9: Total de plântulas germinadas sob cada tratamento (método de quebra de dormência) para o substrato convencional. .......................................................... 32 FIGURA 10: Total de plântulas germinadas sob cada tratamento (método de quebra de dormência) para o substrato comercial. ............................................................... 33 FIGURA 11 – Germinação de sementes de corticeira do banhado. Viveiro Amor Perfeito, São Gabriel- RS. ......................................................................................... 33 FIGURA 12 – Presença de ervas daninha no substrato convencional e ausência no substrato comercial. Viveiro Amor Perfeito, São Gabriel- RS.................................... 34 FIGURA 13 – Tubetes preenchidos com substrato convencional. Viveiro Amor Perfeito, São Gabriel- RS. ......................................................................................... 36 FIGURA 14: Semeadura de espécies florestais nativas. Viveiro Amor Perfeito, São Gabriel- RS................................................................................................................ 37 FIGURA 15: Rega. Viveiro Amor Perfeito, São Gabriel- RS. .................................... 38 FIGURA 16: Ervas daninha no substrato (a) antes da retirada e (b) depois da retirada. Viveiro Amor Perfeito, São Gabriel- RS. ..................................................... 38 FIGURA 17: Mesa suporte para os tubetes. Viveiro Amor Perfeito, São Gabriel- RS. .................................................................................................................................. 39 LISTA DE TABELAS TABELA 1: Tratamentos realizados para quebra de dormência tegumentar da Erytrina crista-galli L. São Gabriel – RS, 2012. ......................................................... 24 TABELA 2: Total de sementes germinadas após 28 dias e 49 dias de testes e seus respectivos percentuais de germinação em substrato convencional. São Gabriel – RS, 2012. .................................................................................................................. 28 TABELA 3: Total de sementes germinadas após 28 dias e 49 dias de testes e seus respectivos percentuais de germinação em substrato comercial. São Gabriel – RS, 2012. ......................................................................................................................... 29 TABELA 4: Resultado da análise de variância para a germinação em substrato convencional e substrato comercial. ......................................................................... 34 TABELA 5: Resultado para as médias dos tratamentos. .......................................... 35 9 SUMÁRIO 1. ORGANIZAÇÃO ................................................................................................... 10 2. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 11 3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ................................................................................. 13 3.1 A espécie ......................................................................................................... 13 3.2 Germinação das sementes .............................................................................. 14 3.3 Dormência das sementes ................................................................................ 15 3.4. Quebra de dormência ..................................................................................... 17 3.5. Recipientes e substratos ................................................................................. 18 4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ......................................................................... 21 4.1. Localização ..................................................................................................... 21 4.2. Quebra de dormência e germinação da Erytrina crista-galli L. ....................... 22 5. RESULTADOS ...................................................................................................... 27 5.1 Total de sementes germinadas em substrato convencional ............................ 27 5.2 Total de sementes germinadas em substrato comercial .................................. 28 5.3 Análise estatística ............................................................................................ 34 6. OUTRAS ATIVIDADES REALIZADAS................................................................. 36 6.1 Enchimento de tubetes .................................................................................... 36 6.2 Semeadura de espécies florestais nativas ....................................................... 37 6.3 Regas............................................................................................................... 37 6.4 Limpeza de ervas daninha ............................................................................... 38 6.5 Construção de mesas suporte ......................................................................... 39 7 CONCLUSÃO ........................................................................................................ 40 8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................... 42 10 1. ORGANIZAÇÃO Foi realizado o estágio curricular profissionalizante no viveiro da Floricultura Amor Perfeito, que fica localizado na Rua Francisco Silva, Nº 3571, Bairro Medianeira, em São Gabriel, no estado do RS. O viveiro está registrado na Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMA) do município de São Gabriel e, atualmente, possui convênio com a Universidade Federal do Pampa, Campus São Gabriel. O convênio consolidado entre a Empresa e a UNIPAMPA tem por objetivo proporcionar aos acadêmicos desta Instituição de Ensino a possibilidade destes realizarem estágios, trabalhos de conclusão de curso e pesquisas científicas na área de silvicultura. No viveiro florestal é realizada a produção de mudas de espécies florestais nativas e exóticas, de espécies frutíferas, de hortaliças, além da produção de flores de corte e de substratos específicos. O proprietário do viveiro, o Gestor Ambiental Marcelo Rodrigo Muller, também possui uma floricultura, denominada Amor Perfeito, que está sediada na Rua Coronel Soares, 867, sala 2, no centro do município. A floricultura, fundada há cerca de 10 anos, possui projetos de expansão, principalmente em termos de produção, tendo por objetivo atender a demanda por produtos e materiais de jardinagem. Esta comercializa diretamente a sua produção, para pessoas físicas e jurídicas e também para os órgãos públicos relacionados à sua área de atuação, abastecendo também floriculturas locais e de cidades vizinhas. As mudas são utilizadas na ornamentação de jardins residenciais, na arborização urbana e de áreas verdes, em plantios florestais comerciais, na recuperação de áreas degradadas, em serviços de restauração paisagistica, entre outras. O gestor procura aliar seu compromisso com a qualidade dos produtos e serviços, assim como a satisfação dos clientes, à proteção do meio ambiente e mitigação de impactos, adotando uma gestão sustentável. 11 2. INTRODUÇÃO O Rio Grande do Sul sofreu durante muito tempo com a degradação de suas florestas nativas, desde sua colonização. Primeiramente pela necessidade dos imigrantes usarem arvores nativas para produção de energia, visando também à utilização das áreas desmatadas para lavoura. Outro fator que contribuiu com a degradação das florestas foi a utilização da madeira para a construção de ferrovias, assim como para produção de vapor para as maquinas. Hoje em dia, as necessidades não são mais as mesmas, porem, nem por isso a devastação deixou de existir, pois vários agricultores retiram árvores da floresta de maneira descontrolada, com o objetivo de obter madeira para lenha ou utilizam estas como local de sombreamento para o gado, ocasionando grande impacto, principalmente sobre a regeneração natural. Hoje em dia, existe uma maior preocupação por parte da população no que diz respeito à preservação e recuperação do meio ambiente. Sendo assim, a produção de mudas de espécies nativas se torna necessária para suprir a demanda do mercado atual. O conhecimento sobre tais espécies, sua produção e manejo é de extrema importância para ter sucesso na recuperação de uma área degradada, visto que cada espécie possui suas particularidades. Segundo Figliolia e Pinã-Rodrigues (1995b), a crescente procura por sementes de espécies arbóreas nativas, principalmente na Região Centro-Sul do Brasil, está associada à utilização cada vez mais intensa destas em programas de recuperação ambiental e de conservação de recursos hídricos. A espécie Erythrina crista-galli L. é uma planta pioneira, decídua, heliófita, de madeira leve e porosa, característica de terrenos úmidos existentes ao longo de rios e estuários, justificando seu nome popular de corticeira do banhado (LORENZI, 2008). Par o autor, a espécie produz, anualmente, grande quantidade de sementes, porém, estas são frequentemente atacadas por insetos, o que dificulta sua regeneração natural. A corticeira do banhado, arvore comumente encontrada em banhados e várzeas no Rio Grande do Sul, por possuir varias utilidades, mesmo que sua madeira não seja muito resistente, sofreu uma grande diminuição na sua população. Gratieri-Sossella et al. (2008) afirmam que, no Rio Grande do Sul, a espécie é imune 12 ao corte pela Lei Estadual 9.519/92 que institui o Código Florestal do Rio Grande do Sul, (Art. 33º), que protege as figueiras e as corticeiras em todos os casos, exigindo imediata reposição da espécie em caso de sua eliminação, sendo considerado crime seu corte ou qualquer forma de degradação da mesma. A multiplicação da corticeira por sementes encontra algumas dificuldades. A produção de sementes é prejudicada pela autogamia, que tende a ocorrer em muitos sítios de coleta devido à fragmentação da floresta original, pelo intenso ataque de besouros curculionídeos nos frutos e sementes e por as sementes apresentarem germinação irregular no tempo (Galleto et al., 2000). Determinadas espécies florestais apresentam dificuldades para produção de mudas, devido à produção de um número reduzido de sementes ou à presença de dormência. A dormência em sementes é uma estratégia reprodutiva associada às plantas que se regeneram naturalmente a partir do banco de sementes do solo ou àquelas que precisam conservar a sua viabilidade até que condições propícias à germinação ocorram (FIGLIOLIA e PIÑA-RODRIGUES, 1995b). As sementes viáveis, em repouso por quiescência ou dormência, quando são satisfeitas uma série de condições externas (do ambiente) e internas (intrínsecas do indivíduo), ocorrerá o crescimento do embrião, o qual conduzirá à germinação. Por isso, do ponto de vista fisiológico, germinar é simplesmente sair do repouso e entrar em atividade metabólica. O cultivo desta espécie é importante para diversas finalidades. Apesar da corticeira do banhado apresentar grande produção anual de sementes, muitas delas perdem sua viabilidade, o que dificulta a regeneração da espécie.Logo, informações sobre a dormência tegumentar de suas sementes são escassas e imprecisas. Por isso, este trabalho teve por objetivos verificar qual é o método mais eficiente para quebra de dormência tegumentar de sementes de Erythrina crista-galli L., além de avaliar o percentual de germinação das sementes desta espécie em dois tipos de substratos. 13 3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 3.1 A espécie A Erytrina crista-galli L., conhecida popularmente por eritrina ou corticeira do banhado, é uma planta leguminosa da família Fabaceae. Segundo Lorenzi (2008), a corticeira é uma árvore espinhenta, com altura que pode variar entre 6 a 10 metros, com tronco tortuoso de 30 a 40 cm de diâmetro, revestida por casca pardacenta, folhas alternas espiraladas, flores róseas ou vermelhas e frutos do tipo vagens deiscentes negras, com poucas sementes rajadas por frutos. Ocorre do Maranhão até o Rio Grande do Sul, em várzeas pantanosas ou alagadiças. Na região Sul, essa espécie produz flores vermelhas, constituindo uma raça geográfica. A dispersão da corticeira do banhado é maior nas formações secundárias como capoeiras, sendo raramente encontrada no interior da mata primária densa. Um fator que diminui seu potencial de regeneração natural é que suas sementes são fortemente prejudicadas por insetos. A árvore floresce, predominantemente, durante os meses de setembro a dezembro e a maturação dos frutos ocorre entre janeiro a fevereiro e sua reprodução ocorre tanto por sementes como por estacas (LORENZI, 2008). As eritrinas encontradas no Brasil são ornamentais e adequadas para o paisagismo e recuperação ambiental (BRANDÃO et al., 2002).Os usos tradicionais das diversas partes da árvore incluem artefatos rurais e musicais, medicamentos e material para tingimento (DEMAIO et al., 2002) e bóias para pesca. Nos tempos atuais, seu cultivo tem interesse para restauração ambiental e para fins ornamentais (LONGHI, 1995; DEMAIO et al., 2002). As flores são procuradas por beija-flores e abelhas (LONGHI, 1995). Em ecossistemas naturais, as árvores servem de suporte para grande número de espécies de orquídeas, principalmente do gênero Cattleya (BACKES e IRGANG, 2002), muitas delas em vias de extinção (LONGHI, 1995). 14 3.2 Germinação das sementes O processo de germinação inicia com a retomada do crescimento pelo embrião das sementes, desenvolvendo-se até o ponto em que forma uma nova planta com plenas condições de nutrir-se por si só, tornando-se independente (KRAMER E KOZLOWSKI, 1972). Segundo Hoppe e Brun (2004), as sementes têm um tempo de vida que varia de espécie para espécie e depende das condições de armazenamento. Para a produção e comercialização de mudas é importante saber quantas sementes daquele lote ainda conservam a sua capacidade de germinar, isto é, qual sua porcentagem de germinação. Logo, conhecer e controlar os fatores ambientais permitem otimizar a quantidade, velocidade e uniformidade da germinação e produzir mudas vigorosas de baixo custo. A germinação ocorre a partir de uma sequencia de eventos fisiológicos influenciados por fatores externos (luz, temperatura, disponibilidade de água e de oxigênio) e internos (inibidores e promotores da germinação) às sementes, que podem atuar por si ou em interação com os demais fatores. (KRAMER e KOZLOWSKI, 1972; NASSIF et al., 1998). Existe grande variação na resposta das sementes à luminosidade. A germinação das sementes de algumas espécies é inibida pela luz, enquanto que em outras a germinação é estimulada. Sendo assim, algumas sementes germinam com extensa exposição à luz, outras com breve exposição e outras se apresentam indiferentes à luminosidade. Conforme Nassif et al., (1998), a germinação está relacionada também com a qualidade de luz, que, durante a maturação da semente, é um importante fator controlador da germinação. Geralmente os fatores luz e temperatura têm efeito interativo sobre a germinação de sementes fotossensíveis. A temperatura pode afetar as reações bioquímicas que determinam todo o processo germinativo. A germinação de cada espécie depende da temperatura e ocorre dentro de limites definidos (mínimo, ótimo e máximo), que caracterizam sua distribuição geográfica. Há espécies que respondem bem tanto à temperatura constante como à alternada. A alternância de temperatura corresponde, provavelmente, a uma adaptação às flutuações naturais do ambiente (Nassif et al., 1998). 15 A água é o fator de maior influência sobre o processo de germinação. A partir da absorção de água, por embebição, ocorre a reidratação dos tecidos e, consequentemente, a intensificação da respiração e de todas as outras atividades metabólicas, que resultam no fornecimento de energia e nutrientes necessários para a retomada de crescimento por parte do eixo embrionário. Nassif et al., (1998) enfatiza que o excesso de umidade pode provocar decréscimo na germinação, pois impede a penetração do oxigênio e reduz todo o processo metabólico resultante. A velocidade de absorção de água varia com: a espécie, o número de poros distribuídos sobre a superfície do tegumento, a disponibilidade de água, temperatura, pressão hidrostática, área de contato semente/água, forças intermoleculares, composição química e qualidade fisiológica da semente. Entre os gases que influenciam a germinação estão o O² e o CO². A necessidade de oxigênio para a germinação varia de espécie para espécie, mas as plantas lenhosas que crescem em terra firme necessitam de solo bem aerado com boa disponibilidade de oxigênio e muitas plantas que suportam períodos de submersão só germinam durante períodos mais secos (KRAMER e KOZLOWSKI, 1972). Os nutrientes influenciam diretamente o desenvolvimento da nova plântula. As formigas, os pássaros, os roedores, entre outros, podem danificar as sementes impedindo a germinação ou dificultando a mesma ou, até mesmo, podem romper o tegumento impermeável e facilitar a germinação. Os fungos e as bactérias presentes no solo tanto podem impedir a conclusão da germinação, retardar o crescimento, ou deformar a plântula, ou mesmo levá-la à morte após a germinação, como podem minimizar a dormência tegumentar, degradando o tegumento das sementes (FOWLER e BIANCHETTI, 2000). 3.3 Dormência das sementes A dormência das sementes é uma estratégia adaptativa das espécies, no que se refere à sobrevivência e perpetuação. Porém, muitas vezes é uma característica negativa para o homem manejar e fazer as sementes germinarem (COSTA et al, 2010). 16 Na maioria das vezes, a dormência é vantajosa para sobrevivência da espécie em condições naturais, visto que distribui a germinação ao longo do tempo ou permite que a germinação ocorra somente quando as condições forem favoráveis à sobrevivência das plântulas. Entretanto, a dormência é, frequentemente, prejudicial às atividades de viveiro, onde se espera que grandes quantidades de sementes germinem em curto espaço de tempo, permitindo a produção de mudas uniformes (MEDEIROS FILHO et al., 2002). Segundo Fowler et al (2001), a dormência das sementes se caracteriza quando os tecidos que as envolvem exercem um impedimento que estas não podem superar, sendo conhecida como dormência tegumentar. Esta é a dormência mais comum, e está relacionada com a impermeabilidade do tegumento empregando certa resistência mecânica ao crescimento do embrião. De acordo com Fowler e Bianchetti (2000), existem duas categorias de dormências de sementes: a dormência tegumentar ou exógena e a dormência embrionária ou endógena. Ainda segundo os autores (ibidem), as causas desse tipo de dormência são: a) interferência na absorção de água- as sementes apresentam um tecido osteoscleides que impede a entrada de água e causa a dormência por longos períodos; b) impedimento mecânico - se o embrião não consegue vencer a barreira dos tecidos que o envolve, ou não produzir, em alguns casos a enzima manana ele não consegue germinar; c) interferências nas trocas gasosas - os tecidos que envolvem o embrião não permite trocas gasosas, assim não permite a entrada de oxigênio; d) presença de inibidores - em algumas sementes, os inibidores químicos presentes no tegumento quando a sementes fica embebida, ao invés de se dispersar, mantém o embrião dormente. A impermeabilidade do tegumento é a principal causa da dormência das sementes e, segundo Santos et al., (2004), esta pode estar associada à presença de células em paliçada e uma camada de cutícula que protege o embrião. A dormência tegumentar é muito comum em leguminosas e espécies do grupo ecológico das pioneiras. As técnicas mais recomendadas para a quebra desse tipo de dormência são a escarificação térmica, a partir da utilização de água quente, a escarificação ácida ou mecânica, ou qualquer outra que permita a penetração de água através do tegumento (FIGLIOLIA e PIÑA-RODRIGUES, 1995a, b). 17 A ocorrência de dormência tegumentar em sementes de corticeira do banhado é um tema conflitante. De acordo com um grupo de pesquisadores, as sementes sem dormência germinam com facilidade (FIGLIOLIA e PIÑA- RODRIGUES, 1995b; LORENZI, 1998) e começam a perder seu poder germinativo aos 90 ou 180 dias após a sua colheita (LONGHI et al., 1984; LONGHI, 1995). Entretanto, é reconhecida a ocorrência de dormência tegumentar em muitas espécies de Erythrina (CARVALHO et al., 1980; TEKETAY, 1994; FIGLIOLIA e PIÑA-RODRIGUES, 1995a), até mesmo para corticeira do banhado (CRUZ et al., 2001). O cultivo de espécies que apresentam sementes dormentes torna-se um problema devido ao tempo demorado de germinação que atrasa o desenvolvimento das mudas, principalmente após a semeadura, quando as sementes estão há muito tempo no solo, ficando suscetíveis à ataques de fungos, o que pode ocasionar prejuízos, tanto na produção quanto econômicos (SANTOS et al., 2004). 3.4. Quebra de dormência A superação da dormência tegumentar pode ocorrer através de diversos métodos: a) escarificação ácida - as sementes são imersas em ácido sulfúrico por um determinado tempo, que varia em função da espécie, sendo depois lavadas em água corrente e colocadas a germinar; b) imersão das sementes em água quente – são colocadas a uma temperatura de até 80ºC, permanecendo assim por um período de tempo variável de acordo com a espécie; c) imersão das sementes em água fria - à temperatura ambiente (25ºC) por 24 horas; d) escarificação mecânica as sementes são submetidas à abrasão, através de cilindros rotativos forrados internamente com lixa para desgastar o seu tegumento, proporcionando condições para que estas absorvam água e iniciem o processo germinativo, (HOPPE e BRUN, 2004). Segundo Fowler et al (2001), a dormência das sementes se caracteriza quando os tecidos que as envolvem exercem um impedimento que estas não podem superar, sendo conhecida como dormência tegumentar. Esta é a dormência mais 18 comum, e está relacionada com a impermeabilidade do tegumento empregando certa resistência mecânica ao crescimento do embrião. A dormência de sementes pode ser superada através de incisões superficiais no tegumento, processo chamado de escarificação. A escarificação artificial pode ser realizada com algumas opções de agentes escarificadores, sendo esta um processo viável e eficaz. Porém, devem-se tomar cuidados para não exceder o limite de escarificação do tegumento para não causar danos e atrapalhar a germinação (SANTOS et al., 2004). Um dos principais problemas que dificultam a produção de mudas de espécies florestais é a dormência apresentada por algumas espécies, principalmente as da família das leguminosas. Para Oliveira et al.(2003), inúmeros são os tratamentos para a superação da dormência, entre eles se destacam as escarificações mecânica e química, e a imersão em água quente. Na dormência tegumentar, a superação pode ocorrer por meio de diferentes métodos. Entretanto, a escarificação mecânica é o mais eficiente para superar a dormência de sementes em espécies leguminosas, a partir do desgaste do tegumento, por meio de lixa ou outro material, permitindo a entrada de água (FOWLER e BIANCHETTI, 2000). 3.5. Recipientes e substratos O recipiente age principalmente sobre a temperatura, aeração das raízes, umidade, luz e têm influência sobre a conformação do sistema radicular em desenvolvimento. A escolha do recipiente mais adequado está sujeita a diversos fatores ficando, muitas vezes, na dependência de condições locais ou relacionadas com a espécie a ser reproduzida (AGUIAR e MELLO, 1974). Além disso, com o desenvolvimento tecnológico, muitos materiais têm sido utilizados na fabricação de novos recipientes, com vistas a sanar algumas desvantagens apresentadas pelos já existentes. De acordo com Gonçalves e Poggiani (1996), a boa formação de mudas destinadas à implantação de povoamentos florestais para produção de madeira e de povoamentos mistos para fins de preservação ambiental e/ou recuperação de áreas 19 degradadas está relacionada com o nível de eficiência dos substratos. A germinação de sementes, a iniciação do crescimento radicular e da parte aérea está associada à boa capacidade de aeração, a drenagem, a retenção e a disponibilidade de água apresentada pelos substratos. Essas características são altamente correlacionadas entre si, as duas primeiras estão diretamente relacionadas com a macroporosidade, enquanto retenção de água e os nutrientes estão relacionados com a microporosidade e superfície específica do substrato A utilização de recipientes na produção de mudas de diversas espécies vegetais vem sendo empregada na maioria dos viveiros. Dentre as suas vantagens destacam-se: a) o controle eficaz de fungos e nematóides; b) a possibilidade de acelerar o processo de produção de mudas através do uso de substratos específicos; c) o bom controle da condição nutricional das mudas; d) a obtenção de mudas com sistema radicular bem desenvolvido, sem traumatismos e lesões, com facilidade no transplante; e) o aumento do número de plantas por área (CASTLE e ROUSE, 1991). Ainda segundo os autores (ibidem), o recipiente pode apresentar como fator negativo a má formação e desenvolvimento do sistema radicular, ocasionado pelo dimensionamento incorreto de recipientes O volume, a altura e o diâmetro do recipiente são variáveis de acordo com a espécie. A restrição do crescimento do sistema radicular, proporcionado pelo volume do recipiente, pode promover o desequilíbrio na razão entre raízes e parte aérea, alterando as respostas fisiológicas da planta (REIS et al., 1989) e repercutindo na qualidade da muda. O recipiente age principalmente sobre a temperatura, aeração das raízes, umidade, luz e têm influência sobre a conformação do sistema radicular em desenvolvimento (FLORIANO, 2004). Segundo Macedo (1993), a escolha do tipo de recipiente a ser utilizado é função do seu custo de aquisição, das vantagens na operação (durabilidade, possibilidade de reaproveitamento, área ocupada no viveiro, facilidade de movimentação e transporte etc) e de suas características para a formação de mudas de boa qualidade. A escolha do recipiente mais adequado está sujeita a diversos fatores ficando, muitas vezes, na dependência de condições locais ou relacionadas com a espécie a ser reproduzida (AGUIAR e MELLO, 1974). Além disso, com o desenvolvimento 20 tecnológico, muitos materiais têm sido utilizados na fabricação de novos recipientes, com vistas a sanar algumas desvantagens apresentadas pelos já existentes. Os tubetes mais utilizados são os de formato cônico, com capacidade de 50 cm³ para mudas de rápido crescimento, como os eucaliptos, pinus e pioneiras nativas. Para as espécies de crescimento inicial mais lento, tal como as espécies não pioneiras nativas, os tubetes devem ter capacidade de 100 cm³, pois as mudas permanecem mais tempo no viveiro (MACEDO, 1993). Segundo Carneiro (1995), o substrato é o meio que fornece o suporte para que as raízes proliferem-se. É, portanto dele que dependerá o crescimento inicial da plântula, já que a raiz é a ligação entre ele e a parte aérea que terá um desenvolvimento em função das suas propriedades físicas, químicas e biológicas desde que, as condições de umidade, temperatura, luz e vento não sejam limitantes. A qualidade do substrato estabelece outro fator importante na produção de mudas. Conforme Mourão Filho et al. (1998), inúmeros materiais podem ser empregados como substrato, devendo-se levar em conta a disponibilidade, o custo e as características físico-químicas do mesmo. A correta combinação de materiais deve garantir boas características físicas, tal como boa drenagem e retenção de água. O substrato influencia diretamente na germinação, pois em função de sua capacidade de retenção de água, estrutura e aeração, este afeta o fornecimento de água e de oxigênio para as sementes e oferece o suporte físico para o desenvolvimento da plântula (FIGLIOLIA et al., 1993). Conforme Gonçalves (1995), os substratos destacam-se por apresentar as funções básicas de sustentação da planta e o fornecimento de nutrientes, água e oxigênio. Como características desejáveis os substratos devem apresentar baixo custo, suficientes teores de nutrientes, boa capacidade de troca de cátions, relativa esterilidade biológica e permitir a aeração e a retenção de umidade, além de favorecer a atividade fisiológica das raízes (GONÇALVES et al,. 2000). A qualidade do substrato constitui outro fator importante na produção de mudas. Conforme Mourão Filho et al. (1998), inúmeros materiais podem ser empregados como substrato, devendo-se levar em conta a disponibilidade, o custo e as características físico-químicas do mesmo. A correta combinação de materiais 21 deve garantir boas características físicas, tal como boa drenagem e retenção de água. 4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 4.1. Localização O presente estágio foi realizado no viveiro da floricultura Amor Perfeito, no período entre 28 de março a 30 de maio de 2012. O Viveiro Amor Perfeito localiza-se na Rua Francisco Silva, Nº 3571, Bairro Medianeira, no município de São Gabriel – RS, na latitude 30°21’25.83’’S e longitude 53°15’56.39O’’, as margens da BR-290, sentido São Gabriel - Santa Margarida do Sul (Figura 1). São Gabriel está localizado no sul do estado do Rio Grande do Sul, na região da Campanha. O município apresenta um clima subtropical, com temperaturas mínimas durante o ano de 14°C e temperaturas máximas de 25°C, com precipitação média mensal de 132 mm e média anual perto de 1600 mm (TEMPO AGORA, 2011). 22 FIGURA 1 – Viveiro Amor Perfeito, São Gabriel – RS, 2012. Fonte: Google Earth, adaptado pelo autor. 4.2. Quebra de dormência e germinação da Erytrina crista-galli L. No estudo de quebra de dormência e germinação de corticeira do banhado foram utilizados lotes de sementes adquiridos junto à Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro Florestas) de Santa Maria - RS. A finalidade dos testes foi comparar entre os métodos utilizados, qual é o mais eficiente para quebra de dormência tegumentar de sementes de Erythrina crista-galli L., alem de comparar a eficiência de dois tipos de substratos na germinação de plântulas de qualidade. A Figura 2 apresenta a flor, o fruto e as sementes da espécie. 23 a) b) c) FIGURA 2 – Flor (a); fruto (b) e sementes (c) - Erytrina crista-galli L. - Corticeira do Banhado., Fonte: www.ufsm.br/herbarioflorestal (2012). Inicialmente, foram selecionadas 400 sementes sadias de corticeira, a fim de que houvesse uma padronização nos resultados dos testes de avaliação da germinação. Estas, apresentavam um bom padrão de qualidade e estavam em condições de germinar. As sementes foram separadas em 2 lotes de 200 sementes cada. Em um dos lotes, com 200 sementes, foi utilizado o substrato convencional, onde foram realizados 4 métodos de quebra de dormência, cada um utilizando 40 sementes, restando 40 para serem utilizadas como testemunhas. No outro lote de 200 sementes foi utilizado o substrato comercial e também foram aplicados os mesmos tratamentos (TABELA 1). Na quebra de dormência das sementes foram utilizados copos plásticos, sendo escrito junto aos mesmos o tipo de tratamento realizado. Em cada copo onde o tratamento necessitava agua, foi introduzido um volume de água 3 a 4 vezes maior que o volume de semente (FIGURA 3). 24 FIGURA 3: Métodos de quebra de dormência empregados. São Gabriel- RS. Fonte: Autor. TABELA 1: Tratamentos realizados para quebra de dormência tegumentar da Erytrina cristagalli L. São Gabriel – RS, 2012. Tratamentos Substrato Métodos 0 N sementes T1 Testemunha 40 T2 Água a temperatura ambiente e imersão por 24 horas 40 Água a temperatura ambiente e imersão por 48 horas 40 T4 Água quente ( 85°C) e imersão por 5 minutos 40 T5 Escarificação mecânica 40 T1 Testemunha 40 T2 Água a temperatura ambiente e imersão por 24 horas 40 Água a temperatura ambiente e imersão por 48 horas 40 T4 Água quente ( 85°C) e imersão por 5 minutos 40 T5 Escarificação mecânica 40 T3 T3 Total Convencional Comercial 400 25 Os recipientes utilizados nos testes foram os tubetes de polipropileno (Figura 4), adequados para produção de mudas de árvores nativas. Parte dos tubetes foi preenchida com o substrato comercial MECPLANT e os outros com o substrato convencional, produzido no próprio viveiro. Cada tubete utilizado foi preenchido, em média, com 100 gramas dos substratos utilizados. O substrato comercial MECPLANT possui composição à base de casca de pinus bio-estabilizada, vermiculita, corretivo de acidez e fertilizantes minerais e, uma capacidade de retenção de água de 60% (Figura 5a). O substrato convencional é composto por cama de aviário, madeira decomposta triturada, terra de subsolo e calcário (Figura 5b). Durante o período das avaliações de emergência das plântulas foi mantida a umidade constante dos substratos. FIGURA 4 – Tubete de propileno Fonte: www.phbio.com.br 26 a) b) FIGURA 5 – Substrato comercial Mecplant (a), substrato convencional produzido no viveiro (b). Viveiro Amor Perfeito, São Gabriel- RS. Fontes: Nasiniak (2011). A escarificação mecânica nas sementes foi realizada a partir da utilização de um canivete. Nas sementes, foi feito um corte no lado oposto ao hilo, visando a preservação do embrião (Figura 6) e a entrada de água para proporcionar a ativação do metabolismo a partir da hidratação da semente. FIGURA 6 – Escarificação mecânica da semente, retirada do tegumento com um canivete. Fonte: Autor. 27 5. RESULTADOS Os cálculos foram realizados avaliando a percentagem de sementes germinadas entre as 40 sementes, para cada tratamento individualmente, encontrando assim o percentual de germinação. Após, foi determinado o percentual de germinação nos dois lotes avaliados, contendo as 200 sementes cada, nos dois tipos de substratos. 5.1 Total de sementes germinadas em substrato convencional Na tabela 2 é possível verificar o total de sementes germinadas, em cada tratamento, após 28 e 49 dias de testes e os seus respectivos percentuais de germinação em substrato convencional. Em relação ao lote das 200 sementes semeadas no substrato convencional, apenas 75 germinaram 28 dias após a semeadura, caracterizando um percentual de 37,5%. Aos 49 dias após a semeadura somente 87 sementes germinaram, constituindo assim, um incremento de 12 sementes germinadas. Em relação aos tratamentos, o tratamento T5 apresentou os melhores resultados de quebra de dormência, aos 28 e 49 dias, ambos com um percentual de 67,5% de sementes germinadas. Isso se explica devido à entrada de água no metabolismo do embrião por escarificação mecânica possibilitar um maior índice de germinação, mesmo quando comparado a embebição das sementes em água. Nos demais tratamentos, os índices de germinação aos 28 e 49 dias após a semeadura foram inferiores a esse valor, principalmente quando se refere ao T2 (água a temperatura ambiente por 24 horas), com 13 sementes germinadas. Verifica–se, também, um baixo índice de germinação no T1 (testemunha), com apenas 7 sementes germinadas. Este baixo número de sementes germinadas possivelmente foi causado pela baixa permeabilidade do tegumento. Logo, até o final dos testes de germinação o percentual de sementes que haviam germinado foi de 43,5% e 56,5% ainda não haviam germinado, o que caracteriza um alto percentual de falha na germinação. 28 TABELA 2: Total de sementes germinadas após 28 dias e 49 dias de testes e seus respectivos percentuais de germinação em substrato convencional. São Gabriel – RS, 2012. Tratamentos Quantidade 40 Total de sementes germinadas após 28 dias 7 Percentual de germinação após 28 dias (%) 17,5 T1 T2 40 13 32,5 T3 40 15 37,5 T4 40 13 32,5 T5 40 27 67,5 Tratamentos Quantidade T1 40 Total de sementes germinadas após 49 dias 11 Percentual de germinação após 49 dias (%) 27,5 T2 40 15 37,5 T3 40 18 45,o T4 40 16 40,0 T5 40 27 67,5 5.2 Total de sementes germinadas em substrato comercial Analisando a tabela 3, é possível constatar o total de sementes germinadas, em cada tratamento, as 28 e 49 dias de testes e os seus relativos percentuais de germinação. No lote de 200 sementes, é possível observar um total de 75 sementes germinadas após 28 dias de semeadura em substrato comercial, estabelecendo um percentual de germinação de 37,5%. Entretanto, 21 dias após o início dos testes, houve um incremento de 16 sementes germinadas. Logo, o percentual total de sementes germinadas ao final dos testes foi de 45,5% e o de falhas na germinação foi de 54,5%. 29 O substrato comercial apresentou os melhores resultados nos tratamentos T5, de quebra de dormência, aos 28 e 49 dias, ambos com um percentual de 77,5% de sementes germinadas, ou seja, 31 sementes. TABELA 3: Total de sementes germinadas após 28 dias e 49 dias de testes e seus respectivos percentuais de germinação em substrato comercial. São Gabriel – RS, 2012. Tratamentos Quantidade 40 Total de sementes germinadas após 28 dias 4 Percentual de germinação após 28 dias (%) 10,0 T1 T2 40 10 25,0 T3 40 13 32,5 T4 40 17 42,5 T5 40 31 77,5 Tratamentos Quantidade T1 40 Total de sementes germinadas após 49 dias 11 Percentual de germinação após 49 dias (%) 27,5 T2 40 11 27,5 T3 40 18 45,0 T4 40 20 50,0 T5 40 31 77,5 Na Figura 7, é possível verificar o desempenho da germinação das sementes ao longo das 7 semanas em que foram realizados os testes. A emergência das plântulas teve início na primeira semana após a semeadura, com exceção do tratamento T4. A testemunha (T4) foi o tratamento em que houve o menor número de sementes germinadas, Nas semanas seguintes, até o final de avaliação, o número de sementes germinadas nos tratamentos T1, T2, T3 e T4 apresentou um incremento pouco significativo. Entretanto, o tratamento T5 apresentou uma boa diferença entre a primeira e a segunda semana, onde houve um incremento de 22 sementes germinadas. Nas 30 demais semanas, a diferença no número de sementes germinadas quase não apresentou alterações. Ficou evidente que o tratamento T5 foi o que apresentou os melhores resultados em relação aos demais tratamentos. FIGURA 7: Número de sementes germinadas no substrato convencional durante as semanas de avaliação. Ao analisarmos a Figura 8, verificamos que a diferença entre o tratamento T5 e os demais tratamentos é nítida, sendo este considerado o melhor método de quebra de dormência quando comparado aos outros tratamentos utilizados. Entre a primeira e a segunda semana houve um incremento de 15 sementes germinadas no tratamento T5. Na terceira semana o incremento foi de 9 sementes e na quarta foi de 4 sementes, ficando assim estabilizado até a última semana de avaliação. Até a terceira semana de avaliação, as sementes do tratamento T1 ainda não haviam germinado. Ao final das 7 semanas, ocorreu a germinação de 31 sementes semeadas no substrato comercial e com dormência superada a partir da escarificação mecânica. 31 FIGURA 8: Número de sementes germinadas no substrato comercial durante as semanas de avaliação. A Figura 9 apresenta, particularmente, os tratamentos realizados e seus respectivos resultados, sendo considerado para o substrato convencional o método de quebra de dormência por escarificação mecânica (T5) foi o mais eficiente, com 27 germinadas. O método de imersão em água a temperatura ambiente por 48 horas (T3) foi o segundo melhor, com 18 sementes germinadas, seguido de imersão em água quente por 5 minutos a 85 °C (T4) com 16 sementes e de imersão em água a temperatura ambiente por 24 horas (T2) com 15 sementes. Observa-se também que ocorreu a germinação de 11 sementes utilizadas como testemunhas (T1). 32 FIGURA 9: Total de plântulas germinadas sob cada tratamento (método de quebra de dormência) para o substrato convencional. A Figura 10 apresenta os tratamentos realizados e os respectivos resultados dos testes realizados no substrato comercial. O método de quebra de dormência por escarificação mecânica (T5) apresentou um total de 31 sementes germinadas. Na quebra de dormência a partir da imersão das sementes em água quente por 5 minutos a 85 °C (T4) apenas 20 sementes germinaram. No método de imersão em água a temperatura ambiente por 48 horas (T3) foi o terceiro melhor, com 18 sementes germinadas. Nos métodos utilizando à imersão das sementes em água a temperatura ambiente por 24 horas (T2) e das testemunhas (T1) somente 11 sementes germinaram. Observa-se, também, que a germinação de 11 sementes utilizadas como testemunhas foi o mesmo resultado obtido no teste utilizando o substrato convencional. 33 FIGURA 10: Total de plântulas germinadas sob cada tratamento (método de quebra de dormência) para o substrato comercial. Na Figura 11 é possível verificar a diferença entre os tratamentos realizados na germinação de sementes de corticeira do banhado. No canto inferior esquerdo, estão localizados os recipientes onde as sementes tiveram a quebra de dormência por meio da escarificação mecânica, onde as plântulas se encontram em um estágio mais avançado de germinação quando comparado aos outros métodos. FIGURA 11 – Germinação de sementes de corticeira do banhado. Viveiro Amor Perfeito, São GabrielRS. Fonte: Autor. 34 Na figura 12 é possível observar a presença de ervas daninhas no substrato convencional, à frente, e a ausência no substrato comercial, ao fundo. FIGURA 12 – Presença de ervas daninha no substrato convencional e ausência no substrato comercial. Viveiro Amor Perfeito, São Gabriel- RS. Fonte: Autor. 5.3 Análise estatística Na avaliação estatística dos dados, na realização da análise de variância e do teste de Tukey foi utilizado o programa ASSISTAT 7,6 (2011). TABELA 4: Resultado da análise de variância para a germinação em substrato convencional e substrato comercial. Germinação GL SQ QM F 0,0311 Tratamento 1 1,60000 1,60000 Resíduo 8 412,00000 51,50000 Total 9 413,60000 35 Após a utilização do programa e a avaliação dos resultados, foi verificado que o valor de f calculado é menor que o valor de f tabelado, conforme a Tabela 4. TABELA 5: Resultado para as médias dos tratamentos. Médias do Tratamento Tratamento Convencional Comercial Plantas Germinadas 17,4 18,2 a a As médias seguidas pela mesma letra não diferem estatisticamente entre si. Foi aplicado o Teste t ao nível de 5% de probabilidade. Na Tabela 5 é possível visualizar que não houve diferença significativa entre as médias dos tratamentos substrato convencional e substrato comercial em nível de 5% de probabilidade de erro. 36 6. OUTRAS ATIVIDADES REALIZADAS Alem do monitoramento do estudo de quebra de dormência e germinação de Erytrina crista-galli L, durante o período de estágio foram realizadas várias atividades comuns ao dia-a-dia de um viveiro florestal, tais como: o enchimento de tubetes, a semeadura de sementes de espécies florestais nativas, as regas das mudas, a limpeza de ervas daninhas, a transferências de tubetes. 6.1 Enchimento de tubetes Os tubetes foram preenchidos com substrato convencional confeccionado pelo proprietário do viveiro, de acordo com uma formulação pré-estabelecida, alem do uso do substrato comercial Mecplan. FIGURA 13 – Tubetes preenchidos com substrato convencional. Viveiro Amor Perfeito, São GabrielRS. Fonte: Autor. 37 6.2 Semeadura de espécies florestais nativas Durante a realização do estágio foram semadas 234 sementes de Canforeira (Cinnamomum camphora), 286 de Louro-Pardo (Cordia trichotoma (Vell.)), 93 de Cinamomo (Melia azedarach L), 339 de Ipê-Amarelo (Handroanthus chrysotrichus (Mart. ex DC) Mattos), 458 de Ipê-Roxo (Handroanthus heptaphyllus (Vell.) Mattos), 705 de Chal chal (Allophylus edulis (A. St-Hil., Cambess. & A. Juss.)), além das 400 sementes de Corticeira do Banhado, utilizadas no presente estudo. FIGURA 14: Semeadura de espécies florestais nativas. Viveiro Amor Perfeito, São Gabriel- RS. Fonte: Autor. 6.3 Regas As regas foram realizadas duas vezes ao dia, uma no período da manhã e a outra no período da tarde visando à manutenção da umidade no substrato de acordo com as necessidades diárias de água pela espécie. 38 FIGURA 15: Rega. Viveiro Amor Perfeito, São Gabriel- RS. Fonte: Autor. 6.4 Limpeza de ervas daninha (monda) Foram retiradas ervas daninha que estavam surgindo no substrato produzido no viveiro, fato que prejudica o desenvolvimento das mudas de espécies florestais pela competição de luz, água e nutrientes. Abaixo a Figura 12 expressa como estava e como ficaram os substratos após a realização da limpeza. FIGURA 16: Ervas daninha no substrato (a) antes da retirada e (b) depois da retirada. Viveiro Amor Perfeito, São Gabriel- RS. Fonte: Autor. 39 6.5 Construção de mesas suporte Junto às atividades do estágio, também foram construídas 4 mesas teladas para suporte dos tubetes de polipropileno onde, posteriormente foi realizada a semeadura de espécies nativas. FIGURA 17: Mesa suporte para os tubetes. Viveiro Amor Perfeito, São Gabriel- RS. Fonte: Autor. 40 7 CONCLUSÃO Após o estudo realizado durante o período de estágio foi possível concluir que: o tratamento utilizado para quebra de dormência de corticeira do banhado que possibilitou melhor germinação de sementes foi o método mecânico (escarificação). Tal método proporcionou um maior contato das sementes com a água, promovendo a germinação de sementes e a posterior emergência de plântulas.. o substrato convencional confeccionado pelo viveiro não possui diferenças quando comparado ao substrato comercial, sendo a taxa de germinação muito próxima em ambos, não influenciando na germinação das sementes. Este é um aspecto positivo, pois o valor do substrato convencional quando comparado ao comercial é bem menor, acarretando em um custo menor para o proprietário. o substrato convencional (produzido no viveiro) possui a desvantagem da ocorrência de inúmeras ervas daninhas, que competem com as mudas em nutrientes. Isso também acarreta um maior dispêndio de mão de obra no que tange a retirada das ervas daninhas dos tubetes onde foi realizada a semeadura. ficou evidenciado através do teste com os diferentes substratos que, utilizando o substrato comercial não ocorreu vantagem alguma no que se refere ao tratamento T2 (embebição da semente em água por 24 horas) quando comparado ao tratamento T1 (testemunhas), concluindo assim que o plantio pode ser realizado diretamente, sem a utilização deste método de quebra de dormência. ao final dos testes de germinação o percentual de sementes germinadas foi de 43,5% e 45,5% no substrato convencional e no substrato comercial, respectivamente. Tais valores caracterizam um alto percentual de falha na 41 germinação, o que, possivelmente, pode ter sucedido devido à ocorrência de noites frias, com baixas temperaturas, durante o período de avaliação ou pelo fato das sementes terem sido mal armazenadas após a coleta das mesmas, o que proporcionou uma menor viabilidade das mesmas. recomendo a área de silvicultura e o viveiro e floricultura Amor Perfeito para alunos que tiverem interesse em realizar testes de germinação e outros estudos referentes ao processo de produção de mudas de essências florestais. ao final do estágio curricular, posso afirmar que o acompanhamento das atividades em um viveiro florestal possibilitou-me um melhor conhecimento em relação ao processo de produção de mudas, sejam elas nativas ou exóticas. Isso permitiu que eu pudesse colocar em pratica e, também, aperfeiçoar o conhecimento teórico adquirido durante os anos de graduação. 42 8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGUIAR, I. B.; MELLO, H. A. 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