Maria Francisca Sofia Nedeff Santos
COLECAO
MAL HARIA TSARINA
Trabalho de Monografia apresentado ao Curso de
Design de Moda da Faculdade de Ci~ncias Exatas e
de Tecnologia da Universidade Tuiuti do Parna como
requisito parcial para a obtenr;ao do grau de bacharel
em Design
Orientadora:
Cuntiba
2007
com habilitalfao
Scheila
em Moda.
Camargo
A,
A todos os sapatos,
a
Mammy, Papi Joao e
mim
bolsas e diamantes do mundo.
A Julia tambem
a
A
Agrade,o
A todos aquelas pessoas que me ajudaram a fazer esse trabalho.
Papi, Vera, Deia, Ferzinha, Fe, Rafa, Augusta, Flavia, Pipo, Bona,
Bruna, Bebel, Fer
Aos funcionarios,
professores, colegas e coordenadores
e
minha orientadora do
Curso de Design de Moda
Ba, Bruce, Fe, lizi,
a
SUMARIO
1 INTRODUCAO
2 REVISAO DE LlTERATURA...
2.1 TSARINA ALEXANDRA.
2.2 VESTIMENTAS
DA CORTE IMPERIAL RUSSA
2.3 VESTIMENTAS
DO SECULO 19
2.4 VESTIMENTAS
DO SECULO 20 -1900-1917
2.5 J61AS DA COROA RUSSA.
2.6 CONTEXTO
HIST6RICO
2.6.1 REVOLUI;AO
RUSSA.
2.6.2 CUBISMO
2.7 AGENDA 21.....................................
2.8 DESENVOLVIMENTO
SUSTENTAvEL.
..
2.8.1 MODA SUSTENTAvEL
2.9 ALGODAo
ORGANICO
2.10 AGRICULTURA
ORGANICA
2.10.1 PESQUISA .....
2.10.2 PLANTIO ..
2.10.3 FIAI;AO.
2.10.4 TECELAGEM.....
2.11 PELES DE COELHO
2.11.1INTRODUI;AO......
2.11.2 ABATE
2.11.3 ESFOLA........................
2.11.4 EVISCERAI;AO..
2.11.5 CURTIMENTO...
2.11.6 LEGISLAI;AO
2.12 MALHARIA
2.12.1 MALHARIA DE TRAMA.
2.12.2 TIPOS DE MAQUINAS
2.12.3 TIPOS DE MALHARIA..
2.13 PEDRAS BRASILEIRAS.
2.14 MODA E DESiGN........
2.15 L1NHA DE PESQUISA....
..
2.16 FOTOS
3 MATERIAlS E METODOS
..
3.1 OBJETIVO E METODOLOGIA.......
3.2 FUNI;CES
DO PRODUTO...................
3.2.1 FUNI;Ao
pRATICA..
3.2.2 FUNI;Ao
ESTETICA
3.2.3 FUNI;AO SIMB6L1CA
3.3 PUBLICO ALVO.
.
3.3.1 ESTILO DE VIDA........................
.
..
..
..
..
.
..
..
..
..
..
..
..
..
1
2
2
3
7
11
13
22
22
...25
..
27
27
28
30
.. 30
.
32
32
..
32
..
32
33
33
33
..
33
34
35
.. 36
38
.. .. 39
40
.
..
41
44
47
.48
..
49
.. .. 55
..
55
.. 55
..
55
..
56
56
57
.
.. .. 57
..
..
3.3.2 CLASSIFICA<;:AO
DE pQBLlCO
3.3.3 ANALISE pQBLlCO ALVO
3.4 PRODUTOS
SIMILARES
3.5 MATERIAlS
E T~CNICAS TRABALHADOS
3.5.1 TESTES...
3.6 CONCEITO...........................
3.6.1 AMBI~NCIA
3.7 GERA<;:AO DE AL TERNATIVAS
3.8 CARTELA DE CORES
..
3.8.1 CORES MALHARIA E PELES..
3.8.2 CORES PEDRAS.
3.9 CARTELA DE MATERIAlS...
3.10 ANALISE ERGONOMICA...
4RESULTADOS.................
.
4.1 CRIT~RIOS
PARA SELE<;:AO DE ALTERNATIVAS
4.2 SELE<;:AO.............
4.3 FICHAS T~CNICAS
.
:·6is~~~~1~~.~?~?~~~.'.~~.::::....
.
6 CONCLUSAO
7 REFER~NCIAS
E RECOMENDACOES
BIBLIOGRAFICAS
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
:::::::::::
~~
.
.
57
57
60
61
61
65
65
. 66
72
. 73
.73
74
..75
77
77
78
85
100
101
LlSTA DE GRAFICOS
ORAFICO
oRAFlco
oRAFlco
oRAFlco
oRAFlco
ORAFTCO
I
2
3
4
5
6
-
MEDIA DE PEt;:AS COMPRADAS
POR MES
PREt;:O MEDIO DAS PEt;:AS
0 QUE MAIS PESA NA HORA DA COMPRA ..
CORES MAIS USADAS
MATERIAlS
MATS USADOS.......................................................
PEt;:AS DE MALHA MAIS COMPRADAS
.
.
.
58
.58
.58
.59
... 59
59
LlSTA DE FIGURAS
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
FIGURA
1 - RETRATO DA TSARINAALEXANDRA......
2- KOKOSHNIK..
..
3 - VESTIDO DE CORTE DE ALEXANDRA
4 - RETRATO DA IMPERATRIZ ALEXANDRA...
.
5 - VESTIDO DE CORTE
6 - VESTIDO FORMAL....
7 - VESTIDO EMILE PINGAT
8 - QUADRO THE RECEPTION
9 - VESTIDO DE CHARLES FREDERIK WORTH..
10- VESTIDO DE PAUL POIRET.......
11 - VESTIDO DE MARIANO FORTUNY
12 -ILUSTRA!;AO
DE PAUL POIRET
13 - JOIAS DA COROA!;AO....
.
14 - TIARA DE BRILHANTES
15 - BRINCOS DE SAFIRA E DIAMANTES..
16- TIARA DE AMETISTA E DIAMANTES
17 - COROA DE COROA!;AO DA TSARINA..
18 - COLAR DE LA!;O
19 - KOKOSHNIK RUSSO
20 - TIARAS DA COLE!;AO DA TSARINA........
21 - RETRATO DA IMPERATRIZ ALEXANDRA
22 - RETRA TO DE ALEXANDRA FEODOROVNA
23 -IMPERATRIZ
ALEXANDRA
FEODOROVNA
24 - COPIA DO BROCHE DA IMPERTARIZ.............
25 - PELE DE COELHO.......
.
26 - PATCHWORK DE MALHARIA...
27 - MALHA DE TRAMA ..
..
. ..
28 - FOTO MAQUINA SINGLE BED...
.
29 - FOTO RIBANA...
30 - VESTIDOS JEAL PAUL GAUTIER...
31 - FOTO COLE!;AO VIVIENNE WESTWOOD
32 - GREEN GOLD...
33 - QUARTZO ROSA...
34 - OPALA
35 - AMETISTA....
.
36 - AGATA....
37 - ESMERALDA ..
.
38 - AGUA MARINHA.....
39 - ALEXANDRA DEODORVNA JOVEM..
40 - ALEXANDRA E NICOLAS II EM SEU NOIVADO
41 - CASAMENTO DE NICOLAS II E ALEXANDRA....
42 - COROA!;AO DE NICOLAS 11...•............................................................
43 - ALEXANDRA COM DUA IRMA
.
2
.4
5
6
.
6
. 7
.
8
8
.
9
.
11
12
13
.
14
.
15
.
15
.. 16
.
16
.
17
17
.
18
19
20
21
.
21
34
.
39
.
39
.40
..41
.
.42
.43
.
.
.
.
.
.
.
.
44
.44
.45
.45
.45
.46
.46
50
50
50
51
52
FIGURA 44 - A FAMILIA DE ALEXANDRA
DE HESSE...
FIGURA 45 - ALEXNADRA
E NICOLAS COM OLGA..........
FIGURA 46 - NICOLAS E CONSORTE
EM BAILE MEDIEVAL..
FIGURA 47 - ALEXANDRA
DE HESSE COM IRMAs..
FIGURA 48 - 0 CASAL IMPERIAL.....
FIGURA 49 - ALEXANDRA
EM SUA SALA DE DESCAN<;:O
FIGURA 50 - FAMILIA REAL ABORDO DO lATE STANDARTE
FIGURA 51 - CASAL IMPERIAL..........
.
FIGURA 52 - RETRATO DE ALEXANDRA....
FIGURA 53 - ALEXANDRA,
ALEXEI E NICOLAS II...
FIGURA 54 - COMEMORA<;:AO
DO TRICENTENARIO
FIGURA 55 - FAMILIA ROMANOV ...
FIGURA 56 - CASAL IMPERIAL...
FIGURA 57 - PAINEL PRODUTOS
SIMI LARES
FIGURA 58 - TECENDO 0 FORRO...
FIGURA 59 - ARRUMANDO
0 FlO NA MAOUINA...
FIGURA 60 - ACABAMENTO
NO OVERLOOUE
FIGURA 61- AMOSTRA DE MATARIAIS...
FIGURA 62- TESTE DE PONTOS...
FIGURA 63 - AMOSTRA DE PONTOS
FIGURA 64 - AMOSTRA DE PEDRARIAS...
FIGURA 65 - AMBI~NCIA...
.
.
.
.
.
..
..
52
52
52
.
53
.
53
53
53
53
.54
. .. 54
54
...54
54
...60
..
61
..
61
62
..
62
..
63
63
..
63
65
RESUMO
Esse trabalho tem como objetivo produzir uma cole9i!0 feminina de malharia utilizandose de materiais organicos e biodegradaveis. A justificativa para essa abordagem a a
urgencia e a atualidade do tema, bem como a pouca utiliza9ao das matarias primas
organicas pela industria do vestuario. A medida em que 0 trabalho foi desenvolvido foise constatando a dificuldade na obten9ao de materiais com certifica9iio organica. Esse
fato foi responsavel pela readequa9iio da proposta original em que passaram a ser
utilizados materiais alternativos. Como inspira9ao foi escolhida a figura da Tsarina
Alexandra da Russia. 0 trabalho divide-se em tres partes. A primeira tem como objetivo
realizar a pesquisa contextual, a utiliza9iio dos materiais e 0 desenvolvimento dos
processos. A segunda parte consiste em testes relativos a produ9i!o da pe98s e 0
desenvolvimento da cole9iio. Ja a terceira parte analisa 0 trabalho produzido e faz
recomenda90es sobre 0 produto final.
Palavras-chaves: moda sustentilVel, malharia, Alexandra da Russia
ABSTRACT
The purpose of this academic paper is to create and produce a womenswear collection
made up of knitwear that uses organic and biodegradable materials. This topic was
chosen because of its importance and urgency in today's society, as well as the little use
of organic prime matter in the fashion industl}'. As the project was carried out, it was
noted how hard it is to obtain organically certified prime matter. This finding led to a
redefinition of the original proposition, which calls for the use of alternative materials.
The collection got its inspiration from Czarina Alexandra of Russia. The project was
divided into three distinct parts. The first part seeks to carty out researches about the
context, usage of materials and the definition of the processes to be used. The second
part consists of a series of tests related to the cartying out and production of the
collection. The third part analyses the work produces and makes recommendations
about the finished product.
Key-words: fashion, sustainable fashion, knittwear, Alexandra of Russia
1 INTRODUc;:Ao
Alexandra
Feodorovna,
a ultima imperatriz da Russia era uma referemcia
a sofistica~ao e rigor concernente
historia naa 56 par ser uma Tsarina,
dinastia
dos Romanovs.
de luxe
a estirpe de tres Familias Reais, cresceu com
e moda dentro de sua corte. Pertencente
ao protocolo
mas
Com a tamada
nobres. Ela marcou a
das famiJias
tambem pDr ter side a ultima imperatriz da
do poder
pelos comunistas
Revoluc;ao
na
Russa de 1917, alem da familia real que foi assassinada, os novos detentares do poder
no pais ainda destruiram
j6ias,
livros, objetos
e mil hares de anos de cultura.
Entretanto,
par Alexandra pertencer il familia Real Inglesa, muitos objetos faram mandados para a
Inglaterra e assim poupados da destrui~ao. Por este motivo, ela foi responsavel pela
preserva~o de uma parte da historia da Russia.
Igreja Russa Ortodoxa recomendando
Atualmente
existe urn processo
na
nome de Alexandra Feodorovna para
0
canoniza~o.
o
malharia
referencia
e
objetivo deste trabalho
inspirada
na Tsarina
Alexandra,
desenvolver uma cole~ao Feminina de
e no qual
inspiradora para criar uma coley8o
0
passado
contemporanea.
primas,
0
mundo cada vez mais poluido e com a escassez
necessitamos
utilizar materiais
que sejam
sustentavel da moda
s6 preserva a natureza como garante tambem
0
reaproveitados
e uma
de certas
materias
e que na~ gerem
grande preocupayao
futuro do planeta.
de
correto.
residuos poluentes. 0 trabalho visa utiiizar materiais organicos como algodao,
e pedras. 0 desenvclvimento
serve
Para isso, vamos nos
ulilizar de materiais organicos que tenham um fim ecologicamente
Com
suntuoso
la, peles
que nao
2 REVISAo
2.1 TSARINA
ALEXANDRA
A Imperatriz
Ducado
Hesse
Alemao
Alexandra
de
Darmstadt.
Grao Duque
Heese
Seus
Ludwig
Alexandra
que desposou
Feodorovna
como
pais eram Alice,
por governantas
conheceu
aceitou
em
1894
casar
com
Nicolas,
Luterana
e se converteu
ap6s
noivado,
0
a jovem
com
0
pequeno
assumiu
Apos
Nicolas
religiao
0
06 de junho
Louise
filha da Rainha
quando
Vitoria
e babas escolhidas
trona
urn breve
a pediu
Tsar Alexandre
imperadar,
Alexandra
passou
povoado
germanica,
para Tsarina
1872
Princesa
do Reina
Unido
no
de
e
0
pela avo Rainha
no casamento
periodo
nos quais
Vito ria.
de sua irma,
as dais trocaram
em casamento.
Alexandra
de Tsar como
de
Beatrice,
ela ainda era nova, e por isso ela e
renunciou
a igreja Russa Ortodoxa.
pai de Nicolas,
0
no dia
Helena
seu marido Nicolas da Russia
a tio de Nicolas.
correspondencias,
nasceu
Alix Victoria
IV. Sua mae morreu
suas irmas toram criadas
Quando
DE LlTERATURA
Nicholas
a
Logo
III morreu,
e
II. Casada
de uma princesa
e Matuska,
de urn
mae de
todo a pavo Russo.
Alexandra
raizes
foi duramente
germanicas
inicialmente
outra
e
par
religiao.
com que ela se retira-se
politico
e se concentrasse
criticada
pelo pavo russo por suas
ter
Isso fez
FIGURA
Reserva
FONTE:
1: Tsarina Alexandra
Retralo de Alexandra
do Museu Tsareskoe
Selo.
http://www.alexanderpalace.org/jewels/dress2.html
Feodorvl
do cenario
em sua familia,
que era sua grande
paixao.
Ela teve 4 filhas -
o que tambem
masculino.
a fez ser alvo de crfticas
Seu filho Alexis
Inglaterra
Ao depositar
em assuntos
0
0
governo
Russia a na""o
Bolsheviks
neste homem,
aumentar
no lugar de Nicolas
Com
DA CORTE
e questionavel.
Ihe deu grande
a primeira
que se encontrava
Mas em ocasioes
Kaftans
Russos,
guerra
na guerra,
influencia
evento
que
mundial.
Ao
ela intitulou
a
dos
com
0
rna is informais,
objetivo
Francesa
agora
utilizadas
pelos
0
era
ingleses
que achavam
desenvolver
- e que discerniu
0
a Grande,
gostava
apelo
usar
caudas
Ate que
- como
0
das mulheres
0 estilo
vers6es
com a Russa.
e penas
ja existia
da
para eventos
de incoerencia.
para os Russos.
e na moda.
e titulos
de
povo sua ligalf80
um periodo
de vestimenta
as classes
as vestimentas
de Catarina
e as lon9as
nao tinha
apropriado
urn c6digo
para
atravessou
vulgar,
referente
Russa como a vestimenta
Catarina
de enfatizar
considerada
regentes
RUSSA
No Reinado
nas cortes
1839, a moda na Russia
corte usavam
IMPERIAL
seus estilo e protocolos
estabelecido
oficiais.
masculinos
controversa
a imperatriz
foi durante
seus lideres foram mudando.
foi firmemente
resolveu
Real da
toda a familia foi execulada.
corte conforme
de
urn herdeiro
da familia
fim da guerra e com a tom ada do poder pelos
0
A corte Russa foi mudando
volta
herdada
0 que fez 0 povo odia-Ia ainda mais. Mas 0 grande
de Alexandra.
2.2 VESTIMENTAS
frances
1904 nasceu
em
- doenya
com 0 intuito de curar seu filho, se aliou a Rasputin,
6dio do povo por Alexandra
assumir
ate que
e dono de uma personalidade
suas esperanyas
do governo,
-
com hemofilia
- e na epoca a imperatriz,
misto de mago e charlatao
fez
nasceu
dos
Por
A moda
de animais
As mulheres
Imperador
com
dentro
da
Nicolas
I
os uniformes
da corte.
Em
1833,
ele publicou
versavam
a Codigo
especificamente
deveriam
usar urn traje que se assemelhava
Plat'e. 0 traje se compunha
veludo
bordado
seguia
0
dos
de Leis do Imperio
sabre as vestimentas.
estilo
par cima com mangas
ancestrais
refletiam
Com
fUSSOS.
as tradic;oes
isso,
e
as
nacionalistas
0
haviam
artigos
as mulheres
uniforme
de seda bordada
abertas
da epoca
no qual
assim,
a urn vestido
de urn vestido
Romantico
Russo
Sendo
russo,
branco
e de
no estilo Moscovita.
0
que
da corte
Paradnaya
urn vestido
de
Essa combina~ao
estilo
roupas
russas
que
Nicolas tanto queria.
Conforme
vestimentas
as cortes iam
tambem
Russia
permaneceu
Siavico
Historico.
iam
S8
se
firmemente
sucedendo,
as
adaptando.
A
em seu estado
FIGURA 2: Foto Acima Kokoshnik ou
mulheres
Entao
das cortes
instantaneamente
Russas
tin ham seus trajes
reconhecidos
no exterior.
Um outro item que era obrigat6ria
formato
tradicional
de veludo
perolas.
Acompanhado
do final do seculo
estilo
Russo.
com pedras
mais
preciosos.
da Joalheria
Membros
preciosas,
0
nas cortes era
da familia
das mulheres
representado
por tiaras
usavam,
de companhia
da familia
feitas
como Faberge
Russa. As j6ias russas viraram
e inspirayao
Kokoshnik,
veus que se prolongavam
Isso fez com que joalheiros
Russa virou modelo
0
imperial
e suas damas
adereyo,
19, a maioria
suntuoso
tiara festiva Russa. Provincia
de Kaluga
Final
do
S~culo
19.
FONTE:
http://eng.ethnomuseum.ru/gallery1283/1
2B4/2095.htm
de 1834 ate 1971 as
primeiramente,
tiaras
0
franceses
a incorporar
urn
e metais
obras magnificas
cortes da Europa.
como
com
Mas a partir
de pedras
e Bolin criassem
tiaras
de veludo
chao.
real passou
inteiramente
moda em outras
para joalheiros
ate
uma tiara com um
Cartier,
A Tiara
Boucheron
e
extrema mente
detalhistas
e adornados.
incluiam flores e desenhos
inspirados na arquitetura
da capital. A arte do bordado
desenvolvida
Os motivos
na Russia era muito
e valorizada ..
o direito
de produzir os vestidos para a corte
russa era extremamente
controlado, e no seculo 20
FIGURA
Alexandra
era limitado apenas aos seguintes costureiros:
3: Vestido
de
corte
de
feito por BufbenkolJa, cerca
de
1890.
FONTE:
http://www.alexanderpalace.org/palace
Olga
Nikolaevna
Bulbenkova.
Fundadora
uma casa de moda em Sao Petersburgo
queda do imperio.
Os bordados
Vasiliev,
Sua Maison
na metade
era conhecida
Yekaterinsky.
Os vestidos
bordados nos atelies do Convento
do seculo 19,
pelos vestidos
em Duro e prata eram executados
no Canal
de
sobreviveu
no estilo Paradnaya
ate a
Plat'e.
para a Madame
Olga pelo ate lie de I.L.
encomendados
pela familia
Novotikhvinsky,
que eram especializados
real eram
em fios de
ouro.
Izembard
Chanceau
-
Proprietario
de uma casa de moda que tambem
roupas oficiais da corte no periodo compreendido
20. Os trabalhos
escola de Madame
de Izembard
Olga - sao reconhecidos
produzir vestidos
0
comec;o do seculo
com fios de ouro
por suas palhetas
A.T. Ivanova - Com seu atelie tambem
tinha licenlYa para tambem
entre 1850 ate
- ao inves de bordados
fazia
de mi98ngas
seguindo
e crista is.
situado em Sao Petersburgo,
da corte para clientes
a
Ivanova
particulares.
No
comelYo do seculo 20, ela tinha uma grande produlYao, e por ser tao popular seu ate lie
sobreviveu
a
Revolwyao. Ivanova e sua Rival Lamanov, viraram designers de figurin~
para 0 teatro e cinema na era Sovietica.
Com a queda do Imperio, a era Sovietica viu 0 fim nao s6 das vestimentas da
corte, mas a quase extinyao da arte dos bordados eclesiasticos russo. Muitas artesas
dessa tecnica fugiram da revoluyao e mudaram-se para a Franc;a, aonde foram
contratadas por costureiros como Patau, Lanvin e Chanel. as bordados imperiais
russos influenciaram as roupas de grandes costureiros europeus e preservaram urn
pouco dessa hist6ria que foi destruida pelos comunistas.
Com a estabelecimento de leis rigidas sabre as Vestimentas Russas os estilista
nao tinham muita influencia sabre os movimentos que aconteciam na Europa no
comec;o do seculo 20. Com uma inspirayao extremamente nacionalista e voltada aos
costumes e as tradic;aoRussa, era criado um estilo pr6prio Russo.
FIGURA
4: A imperatriz
Alexandra
Imperial
de
diamantes
e
http://www.alexanderpalace.arg/palace
com uma tiara
perolas.FONTE:
FIGURA 5: Vestida usado na corte par
Alexandra, cerca de 1890. FONTE:
htto:llwww.alexanderoalace.org/palace1
2.3 VESTIMENTAS
Durante
reconhecida
0
DO SECULO
Seculo
18,
19
a
Fran9a
era
como a lider mundial de moda feminina.
Essa fama, contudo, foi consolidada apenas no
seculo seguinte e a Fran9a. A Inglaterra era tida
como
a
autoridade
masculinas,
e durante
tecnologia textil.
1789,
e
0
em
0
alfaiataria
seculo
19
e
roupas
avanc;ou muita na
Com a revolu9ao Francesa em
tim da hierarquia real, houve uma troca de
elite na qual uma nova burguesia
rica passou
caracterizar
do
a sociedade
francesa
Esse periodo perdurou ate
Napoleao
FIGURA 6: Vestido Formal 1805.
FONTE: Fashion Volume I. Pagina 164
Segundo Imperio (1852- 1871), no qual novamente a
0
nobreza francesa conquistou
a
seculo 19.
0
poder. Nesta epoca, "a Imperatriz Eugenia, mulher de
III, era tida como uma inspirac;ao
da moda.
Mas novamente
as estruturas
socia is colidiram no periodo da Terceira Republica, par volta de 1870, e as lanc;adoras
de tendencias se diversificaram." (148 Kyoto) A rica burguesia, atrizes e cortesas de
luxo se tornaram
as figuras centra is no mundo da moda, e grandes
Costura. A segunda metade do seculo possibilitou
universe da moda,
exposic;oes
da
atraves do aparecimento
costura
francesa
em
0
clientes da Alta
acesso de parte da popula91io ao
das lojas de departamentos
Londres.
Paralelamente,
novos
na Franc;a e
meios
comunica9ao e transporte ajudaram a moda Francesa espalhar-se pela Europa.
de
No
final
comeyaram
retas
da
na frente.
de
volume
(almofadas
concentrayoes
1860,
as
silhueta
eram
acolchoadas)
de tecidos
partir
A
seculo
consistiam
maiores
Todas
da
Essa
metade
decoral(6es
mostrava
Inglaterra"
o
periodo
conhecido
secula,
(KYOTO,
conhecido
com
Com
e
eram
que
I. Pagina
final do seculo,
0
detalhes
nas
decoradas
a linha
roupas
do corpo
ficasse
do usuario,
como a Vestido-
e surgiu
Princesa
desejo
por
aumentaram.
com detalhes
it e5sa regra, era urn vestido
a silhueta
0
minuciosos,
indetectavel.
"A
de uma pec;a que
em 1870.
foi nomeado
0 vestido,
em honra da
Princesa Alexandra, que mais tarde se tomou Rainha da
)
entre
0
tim do secula
como La Belle Epoque.
trouxe
FIGURA 7: Vestido da Casa de
Emile
Pingat
cerca
de
1883.
~~~TE: Fashion Volume
pec;as -
em duas
(mica exce~ao
e
silhueta,
par toda decada.
19, as vestidos
as dobras
fazendo
tecnicas
sobre as nadegas,
uma saia e urn carpete.
FIGURA 8: The Reception.
Par James Tissot 1878.
Musee d'Orsay,
Paris.
FONTE: Fashion Volume I
pagina 243.
femininas
usadas
e franzidos.
como pode ser vista na figura ao lado, perdurou
do
saias
na parte de tras, mas continuavam
Para criar essa
como os toumures
grandes
decada
a ganhar
novas
ideias
para
19, e
0
come90
Essa atmosfera
da Prime ira Guerra
com altas expectativas
a mod a feminina.
"Esse
periodo
teve
mundial
para
0
e
novo
dramaticas
mudam;as
estilo
do jeito artificial
que buscava
silhueta
em S foi adotada,
vestido
que enfatizava
acentuava
do corpo
feminino
do seculo
assim como ternos femininos.
uma minuscula
cintura
remetiam
Principalmente
as fonnas
sinuosas
as lin has flutuantes
que
e organicas
remetiam
artistas
Iwagami,
aos
Art Noveau.
e bordados,
motivos
"(Kyoto
os idea is da Art
sereia
f10rais
da Art
se
em S
com caudas
adotados
pelos
151) Nas decora90es,
a influ€mcia
A
em urn
cujo busto
0 "formato
que eram
das saias ern formato
151)
consistia
par corpetes,
Segundo
para urn
20. " (Kyoto
Essa silhueta
acentuada
para frente, assim como a parte traseira.
das mulheres
Noveau.
19 com roupas estruturadas,
de se vestir do seculo
a expressao
Noveau
era
j6ias
multo
evidente.
Antes
ternos
de
de alfaiataria
uma
arnario
mais
feminino
no
adotaram
feminino
as
esportiva
final
do
os ternos
consistia
uma camisa.
Mas
de uma silhueta
que
essa
os vestidos
tendencia
1900. A exemple
mulheres
se
seculo
a moda
incorporou
19,
para varias
jaqueta,
ao
quando
as
ocasioes.
0
uma saia e
nao acompanharam
essa
mais natural,
1890
gigot, volta ram
logo
ja usavam
Entretanto,
s6
de uma
simplificalYao
as en ormes mangas
FIGURA 9: Vestido de Charles
Frederick Worth. Paris 1888.
FONTE: Fashion Volume I pagina
269
19,
para montaria.
roupa
mulheres
terno
do seculo
a
moda - apesar
desapareceu
des vestides,
e ern
por
os chapeus
volta
de
de
tambem
eram muito ornamentados com flores, tecidos e ate passaros empalhados.
o
sistema
Sistema da Moda come90u no seculo 19. Houve importantes avan90s no
textil como a mecanizayao
como as da marea
Pret a Porter
estavam
Singer
e a inveng80
surgiu natura/mente.
se popularizando.
urn mercado
baseado
estabeleceu
maquinas de fiayao mais modernas
da estamparia,
da anilina
facilitaram
Nos Estados
Em contraste
na Alta Costura.
confecc;ao.
a
A ideia do
Unidos e na Franc;a as confecyoes
com essa
moda
0 costureiro
pronta
para
Ingles, Charles
usaf,
comecou
Frederick
Worth
° sistema de Alta Costura que se tem ate hoje, abrinda sua Maison
em
Paris em 1857.
Na segunda
metade
seculo 19, as pessoas
do
comec;aram
a ter mais acessa
ao
lazer. Com meios de transportes mais acessiveis, a popula9ao foi desenvolvendo um
grande
interesse
e montaria,
esportes
em viagens
e faziam
e passeios.
As mulheres
visitas freqUentes
como e ski e golfe
S8
praticavam
a spas e a praia.
popularizando,
esportes
como tenis
No final do seculo,
os comprimentos
com
das saias comeyaram
a subir. Roupas de malha e tricot foram adaptadas como roupas de ca9a para
mulheres,
e os tradicionais
se popu/arizaram.
mais funcionais
em
homenagem
movimento
tartans
escoceses
usados
As ca/tyas Bloomers tina/mente
para as mulheres
a
feminista
andarem
Amelia
por direitos revidincados
de bicicleta.
Jenks
pelas
pela
rainha
foram aceitas
Bloomer,
mulheres.
Essas
Vito ria da Inglaterra
em 1880,
calyas
e coincidiram
como roupas
foram
nomeadas
como
a
novo
2.4 VESTIMENTAS
o
DO SECULO
20 - 1900-1917
period a que vai de 1900 a 1914, e conhecido
Belle Epoque,
au a A Bela Epoca.
marcado
uma
"par
tendencia
par
La
0 inicio do seculo 20, foi
a
generalizada
simplifica.,ao"
(Senae 11). As silhuetas se tornaram mais soltas e deram mais
as
liberdade
mulheres
na sociedade.
que estavam
assumindo
As novas tecnologias
facilitaram
novos papeis
acesso
0
de
tecidos e informac;6es a urn maior numera de pessoas. Com urn
sutil movimento
feminista
em curso, as mulheres
ter mais acesso a educayao.
comec;;am a
Como consequEmcia desta nova
era, as trajes cerimoniais e especificos
as mulheres passam a dar preferencia
VaG
ficando de lado e
a trajes
versateis e que
FIGURA 10: Vestidode Noite
%:~~~~
~~~~~~91:~'a~~~~~~
se adaptem aDs navos tempos.
Ao mesmo
e
tempo,
as casas de Haute
Couture
como de Charles
Frederick
Worth
Jacques Doucet faziam muito sucesso. A moda em publico ainda era a silhueta em S.
Mas muitas mulheres ja aderiarn a trajes mais soltos na intimidade,
para
0
cha com suas silhuetas
corpetes.
silhueta
Entretanto,
a
como os vestidos
rna is soltas, que deixavam as mulheres afrouxarem seus
foi Paul Poiret no inicio do seculo 20 que introduziu
moda. Ele se opunha
1903, lan<;ou seu Confucious
a
roupas fernininas
Coat, urn casaco
que tivessem
com formas
uma nova
urn corpete.
retas e amplas.
Em
E, em 1906,
seu vestido Hellenic
Style
com uma cintura alta. 0 estilista rejeitava os corpetes e
mudou 0 centro de sustentagao das roupas da cintura para os ombros. (Kyoto 326)
Poiret buscava uma nova forma de beleza, utilizando cores fortes e inspirac;oes
ex6ticas. Durante esse periodo, houve muita nostalgia em
relac;aoao Oriente e paises ex6ticos. A publicac;ao da versao
traduzida de Mil e Uma Noites, a estreia do Ballets Russes em
Paris em 1909, e
a abertura do Japao e sua Cultura. A Guerra
Russo-Japonesa, tambem chamou mais atenc;ao a esses
paises.
a
interesse pelo Oriente era tao grande que ficau
canhecido como Japanism. "Pairet e outra maison, a de Callot
Soeurs, buscavam inspirac;oes nas suntuosos belezas do
Leste. Eles eram atraidos pelas cores e estampas dos tecidos,
assim como as roupas caiam tao soltamente no corpo. " (
kyoto 327) As calgas dos har,ms e as aberturas dos quimonos,
FIGURA 11: Vestido de
Mariano Fortuny 1910.
FONTE: Fashion Volume
pagina 361
sugeriam uma nova relaC;aoentre a roupa e 0 corpo.
H
A busca por um novo estilo tambem podia ser
observada em outros paises Europeus.
a
Espanhol Mariano Fortuny cambinava
funcionalidade com decoraC;ao.Seu vestido inspirada nas formas Gregas, Delphos, feito
com pregas que forneciam ornamentac;ao,e mudavam com urn simples movimento.
Perto do comec;o do seculo 20,
noticias
da moda passaram
du Bon Ton,
comeyaram
primeiro
transmitiam
capital
da moda,
todo
mundo vinham
0
novidades.
Com
Syndicale
de
fiscalizaC;ao
o
isso,
fai
la Couture
comeyo
ilustrac;oes
de
mada
em seus catalogos
e jornalistas
a
de
criada
a
Parisienne,
Chambre
6rgao
concernentes
a
de
mada
da
Primeira
Guerra
parou
a
FIGURA
mulheres
tiveram
industrias
durante
elaborados
perfeitamente
e as
as imitayoes.
maior parte das atividades
trajes
As
com mais 9nfase,
como Vogue e Gazzeffe
cidade para ver as ultimas
das questoes
e de repressao
informac;oes.
pec;as. Paris se tornau
e compradores
a
e
a midia
Revistas
Paul Poi ret foi 0
a usar as ilustrac;oes
de suas
alem mar.
tendencias
a ser valorizadas.
de divulgac;ao
desenvolveu-se
a ter influencia
que
0
do mundo da moda. As
assumir
esforyo
papeis
de guerra.
e decorados.
As
para a epoca.
2.5 JOIAS DA COROA
RUSSA
antes
FONTE:
relegados
Elas precisavam
barras
subiram
12: lIustrar;ao de Paul Poiret.
A moda no seculo XX. Pagina 36.
aos
homens
e ajudar
de roupas funcionais,
e os ternos
femininos
nas
e nao de
serviam
coroa~o
Objetos de
dos tsares russos,
a grande coroa imperial,
e a corrente com a estrela da Ordem de Santo Andre,
ficavam
0
sob
cetro,
0
0
globo
manto de
coroa9Bo, cujo bordado do brasao da Familia Imperial era feito com fios de ouro
contendo
nas bordas
pele de arminho. Ap6s
a morte do marido de
Catarina
a
Pedro
Grande,
III,
encomendou
ela
para
joalheiro
0
suiyo
Jeremie
Pauzie,
confecc;ao
de
a
uma
coroa
mais moderna.
Ele
escolheu
melhores
pedras
as
e
maiores
do
tesouro
Imperial.
pronta,
Oepois de
a
coroa
passou a ostentar
dos
sete
brilhantes
hist6ricos
da
um
trazido
rubi
um
Russia,
da
FIGURA 13: Grande Coroa Imperial, cetro Imperial, colar e broche da
Ordem de Santo Andre, globo e manto Imperial usados na cerimOnia de
Coroacao. FONTE: Jewels of the Tsars. Pagina 14.
india e duas fileiras das melhores perolas descobertas na epoca .. A coroa tem um total
de 4. 936 diamantes.
Tiara de Brilhantes
diamante
Imperatriz
da coleyao
rosa de dez quilates
as Tsarinas.
Ao centro,
per Paulo I. Essa tiara era uma favorita
um
da
Alexandra.
FIGURA 14: Tiara de Brilhantes,
Pagina 37.
Brincos
de tiaras reservada
adquirido
que foram
FONTE:
utilizados
par todas
ate
desde que fai confeccionado
Jewels
a
of the Tsars.
as Tsarinas
Revoluc;ao Russa.
Feites de Safiras e diamantes.
Tiara
tambem
ser
consideradas
mina
de Ametistas
usado
como
as melhores
na Siberia.
e Diamantes,
As j6ias
colar.
do mundo,
Russas
As
que
pode
ametistas,
vieram
de uma
naa serviam
56
FIGURA
como decorac;ao,
mas como uma arma utilizada
pelos
Tsares para representar
a potencia
e luxe do Imperio
15: Brinco
de Safira
e
Brilhantes. FONTE: Jewels of the
Pagina 55.
Tsars.
Russo.
FIGURA
16: Tiara de Ametistas
e Diamantes.
FONTE:
Jewels
of the Tsars.
Coroa das Tsarinas. Coroa feita com diamantes e utilizada durante a cerimonia
de coroa9E1o.Durante a
o
cerimonia,
Tsar
colocava a coroa sabre
sua
propria
cabe9a
antes de coroar sua
esposa. Essa coroa foi
leita para a coroa9ao de
1801,
usada
e
consecutivamente
em
todas as coroa96es ate
a Revolu9E1o.
FIGURA
65.
17: Coroa
de Coroa~o
da Tsarina.
FONTE:
Jewels
of the Tsars.
Pagina
Colar de diamantes montados em prata, originalmente usados p~r Catarina a
Grande,era costurado em urn de seus vestidos.
FIGURA
18: Colar de Laco. FONTE:
Jewels
of the Tsars.
Urn Tradicianal Kakashnik
Russo, que era usado na corte.
Feito com tecido de ouro, e
adornado com duas fileiras de
perolas redondas e viuias perolas
grandes em formato de Para. Os
brilhantes
nessa
pel'"
sao
Brasileiros.
FIGURA 19: Kokoshnik
Tsars. Pflgina 162.
Russo.
FONTE:
Jewels
of the
A tiara de cima foi feita com dezoito perolas em formato de Pika
excepcionalmente
grandes,
e
abaixo
tiara
feita
com
Esmeraldas
especialmentepara a ImperatnzAlexandra. Feito pelo Joalheiro Bolin.
FIGURA 20: Tiaras da Coley8o
Pagina 164.
da Tsarina.
FONTE:
Jewels of the Tsars.
e
Diamantes
Abaixa,
a Tsarina
ele encomendou
Alexandra
usanda a coroa de diamantes
e Esmeraldas,
ao joalheiro Bolin.
FIGURA 21: Retrato da Imperatriz Alexandra Feodorovna par Nikolai Bodarewski.
FONTE: Jewels of the Tsars. Ptlgina 126.
que
A lmperatriz Alexandra vestida com os trajes cerimoniais da corte Russa, com
colar de diamante da Ordem de Santo Andre preso ao seu vestido. Ela usa sua tiara
lavorita
de Perolas e diamantes
tambem
leila pelo joalheiro
Bolin. A Imperatriz
suas perolas e no dia a dia usava varios cord6es de perolas.
FIGURA 22: Foto de Alexandra
Pagina 138
Feodorovna.
FONTE:
Jewels of the Tsars.
amava
0
A foto abaixo foi tirada nos primeiros
II. Ela usa uma tiara kokoshnik
tradicional
anos do casamento
da Russia,
FIGURA 23: Imperatriz Alexandra
Jewels of the Tsars. P~gina 124
f~"~-'.-"r.
«~
da Tsarina
e varios colares
Feodorovna.
FONTE:
~~.
"0_.~~·':tV·:'~:i:
.~;.i
.,/~."';!i:
_.~
"'S''''}
\:,
.).
com Nicola
de Perolas.
I~"
vU!':.
..
.1
,'S' ""
.":
~~~
",r'~~f
.I; .I>"
-J
FIGURA 24: Copia do broche que pertenceu a Alexandra
Feodorovna.
The State Diamond Fund of the Russian Federation.
FONTE:
http://www.alexanderpalace.org!jewelslwelcome.html
2.6 CONTEXTO
HISTORICO
Durante os ultimos anos do reinado de Nicolas II e Alexandra, houve varios
fatares
que afetaram
a hist6ria. A Revoluyao
de 1905,
a inicio da Prime ira Guerra
Mundial em 1914, e as Revoluyoes Boishevique de 1917, sendo esta
levou
0
estopim que
it queda do Tsar.
2.6.1 REVOLUc;:Ao
RUSSA
A Russia sempre foi uma
Tsar era
0
pelo territ6rio
trabalho.
lmperador.
Antes do
nar;a,o liderada por urn
russo atras de terras mais ferteis,
A liberdade
govern a hereditario
seculo 17, as camponeses
de movimentac;ao
melhor
no territ6rio
vagavam
salaria
e
provou-se
no qual
0
como n6mades
mel hares condic;oes de
into Ie ravel
aos grandes
senhores feudais, e em 1649 serfdom foi estabelecido. 1550atava os camponeses e
suas familias ao dono das terras no qual trabalhavam. Por volta de 1760,
aproximadamente
52% da populayao
russa eram
serfs au servos. Isso
descontentamento da populayao que tinha a condiyao de servo com
caUSQU
0
grande
governo do
Tsar.
Depois da derrota da Russia nas guerras da Crimea em 1854 a 1856,
Tsar Alexandre
II decidiu fortalecer
que incluia reformas
distribuidas
no campo.
aos camponeses.
0
entao
a nac;a,o atraves de urn programa de modernizaC;8o,
Em 1861,
Mesmo
a serfdom,foi
abo lido e partes das terras
com essa liberdade,
os camponeses
herdaram
dividas a serem pagas aos donos das terras e altos impostos instituidos pelo governo
para bancar a tardia industrializac;ao da Russia.
Entretanto,
muitos camponeses
nao
conseguiam pagar as dividas e alimentar suas familias ao mesmo tempo. Esse
crescente descontento com 0 Tsar constituiu urn dos elementos essenciais da situay80
revolucionaria iniciada no comeyo do seculo 20.
Mas para poder executar esse plano de modernizay80 e industrializayao
pretendido, primeiramente
0
Tsar teria que educar a populayao.
Porem, essa
exposiyEioa educay80 e a urn pensamento ocidentalizado come98ram a formar grupos
de resistencia ao Tsar e a sua suposta explorayao dos camponeses. Membros dos
Populistas viajam de vila em vila tentando organizar grupos de resiste!ncias entre as
campones. Entretanto, as camponeses nao estavam interessados em uma revoluy80 e
os lideres populistas foram presos.
A religi80 camponesa era constituida de uma mistura da Igreja Ortodoxa Russa
corn crenC;asespirituais tradicionais dos poderes da Mae Natureza, a Sol e a Lua. Os
carnponeses tarnbam tinharn uma devoyao quase espiritual ao Tsar, que era vista como
uma entidade quase tao poderosa e benevolente como Deus. 0 povo referia-se
a
terra
como a Mae (Matushka) e ao Tsar como seu pai (8atiushka). Muitos camponeses
consideravam
0
tsar como um pai que iria ajuda-Ios, se soubesse
0
que eles estavam
passando.
Conforme a Russia foi se industrializando e mais camponeses se mudaram para
as cidades e foram se tornando mais politicamente ativos e tendo acesso a mais
informa,oes. Durante 1870 a 1880,
0
grupo Populista nao obtendo muito apoio popular
comeyou uma campanha de terror matando oficiais politicos. Grupos que se opunham
ao poder absoluto do tsar eram presos e punidos. Oepois de muitas tentativas eles
tiverem
sucesso
II presenciou
em assassinar
0
seu avo morrer
grupo que iria assassinar
e
industrializay80
15%
ser
0
quinto
maior
produtor
levantes
primeiro
massacre
Sangrento,
ocorreu
Petersburgo
russa se constituia
Para
graos
a
a todD Gusto,
do mundo.
tentavam
poder
de 85% de
financiar
mesma
sua
com sua
de 1900 a 1913 a Russia passou
Mas isso
para depor a monarquia
politizar
naD melhorou
com
protestos
sobre democracia
politica
a
as condic;oes
aumentaram
as massas
republica no. A insatisfalf80
nacional
trabalhadores
e a
COmey(lU a provocar
ocorreu
Esse
em 22 de janeiro
epis6dio
se reuniram
conhecido
em frente
e a~ces confusas
mortos
e precipitadas,
pela guarda
na guerra entre a Russia
e
0
do Tsar.
Japao,
mostrou
de 1905 com
como
de Sao
ao Tsar Nicolas
0
episodio
Esse fato,
0
Domingo
ao Palacio
pacifica mente sabre suas reivindica~ces
desencontradas
de trabalhadores
militares
de levante
de trabalhadores.
quando
para protestar
com milhares
0
episodio
de centenas
Com informac;ces
com
que formariam
na Russia.
o
perdas
ideias
urbanos.
a exportar
industrial
Grupos
de urn sistema
a populay8o
fome. Como resultado,
e movimentos
nas fabricas.
instituic;ao
20,
trabalhadores
comeyou
passando
de sua popula~o,
e greves
de
a Russia
pr6pria popula(:lio
II com uma bomba em 1881. Nicholas
com as mesmas
ele e sua familia quase 40 anos depois.
No come,:;o do seculo
camponeses
Tsar Alexandre
por pessoas
seguido
descontento
II.
acabou
das
popular
regime do Tsar.
Com medo de uma nova revoluc;ao
II efetivau
varias
reformas.
e para conter
Entre elas estavam
0
Tsar Nicolas
a criaC;ao de um parlamento
ou Duma,.
0
descontento,
As Reformas de Terra Stolypin, e algumas concess6es
ao trabalhadores.
Isso acalmou
uma parte da popula9ao, e vilas e cidades que ainda se revoltavam eram contidas pelo
exercito leal ao Tsar. Com
rna gerencia-;;ao de
0
come-;;o da Primeira Guerra Mundial a situa-;;ao piarou. A
recursas,
perda da cantrale
da gaverno
sabre
0
exercito
e a
popula9iio, a falta de comida e combustivel entre as tropas, a fome e a infla9iio dentro
do pais,
fez com que soldados, marinheiros,
para elegerem
camponeses
e trabalhadores
se unissem
lideres sovieticos ao poder e terem mudan-;;as.
Por volta de 1917,
0
Partido Revolucionario Populista era
0
mais popular entre
camponeses. Enquanto isso, 0 Partido Social Democrata Russo fomnado por Bolsheviks
e
Mensheviks,
ganhava
deser-;;oes do exercito e a
poder
entre
Greves
Industriais
massivas,
vioh~nciano campo mostravam que os trabalhadores,
parte do exercito e as camponeses
Tsar no
trabalhadores.
estavam
unidos na
grande
oposi~ao da manutenyao
do
poder. Contrariamente ao aconteceu na Revolu9ao de 1905, os lideres
revolucionarios
tiveram tempo de se organizar, e em 27 de fevereiro de 1917 tomaram
conta da capital e foryaram
0
Tsar a abdicar.
Foi formado
urn governo
Infelizrnente, a Russia no comunismo e os lideres que assumiram
mesmo erro pelo qual depuseram
0
Tsar, a centralizaltao
0
provisorio.
poder cometeram
0
e uma ansia par poder que
nao ajudou a melhorar a qualidade de vida das massas.
2.6.2 CUBISMO
o movimento
Demoiselles
artistico teve urn inicio retumbante
d'Avignon,
uma arte farmalista,
no fim de 1906 cam a abra
Les
de Pablo Picasso. Criado por Picasso e Braque, surgiu como
preocupada
com a revelayao
e reinvenltaa
de procedimentos
e
valores pict6ricos. Apesar de ter nascido da inquietude e desejo de mudanc;a,
0
Cubismo e uma arte calma e reflexiva, independente de influencias externas. Um dos
seus meritos foi a criac;ao de novas canones de beleza estetica que destruiu as
distin~6es entre 0 bela e 0 feio.
As principals inspirat;6es do movimento cubista foram Cezanne, a sensac;ao de
solidez e de volume e as distorc;oes dos objetos em suas pinturas. Alem disso, a arte
africana expressa par meio de esculturas esta fortemente presente no trabalho de
Picasso. Devido
a exaustao da estetica ocidental, foram as principios da arte "prirnitiva"
que condicionararn a estatica de urn dos estilos mais sofisticados e intelectualmente
austeros de todos as tempos. Proporcionando uma arte mais conceitual de formas mais
abstratas e estilizadas, 0 cubisma proporcionou emancipac;aodas aparemcias visuais.
Com uma nova concepc;ao estatica mais conceitual - a tridimensional em duas
dimensoes - tem-se a visao da fusao de varias vistas de uma figura ou objeto em uma
(mica imagem, atraves de uma fragmentayao racional. Outras caracteristicas sao: a
justaposi«'io de luzes e sombras e a uniiio do motivo central da tela ao que
0
circunda,
rejeitando a perspectiva tradicional. A transmissao e a materializac;ao das sensac;oes
espaciais e a multiplicidade de infonma¢es de cada objeto.
Em urn primeiro momenta, os cubistas abandonaram a cor em favor de uma
paleta quase monocromatica. A cor parecia secundaria em relayao as propriedades
esculturais dos objetos, como se "perturbasse" as sensac;oes espaciais. 0 apelo ao seu
uso ocorreu somente em uma segunda fase, na qual recorreram ao usa de palavras e
do papier
colfe,
tecnica de colagem de materiais, principalmente peda~os de papel,
sobre a tela, que evocava a cor, a forma, a textura e a sombra. 0 surgimento da cor
estabeleceu
equilibrio entre abstra"ao pictorica e representa"ao. E a colagem, sob
0
muitos aspectos,
foi a conclusao
de vida pr6pria.
que propiciou
Foi a
sabre
e
de cada
s6cio-ambientais.
sociedade
conceito
abstratas
uma composiyao
construida
em formas
e dotada
representativas
harmoniosa.
pais se comprometer
pela qual governos,
todos as seta res da sociedade
problemas
de formas
entidade
um documento que surgiu em 1992 no Rio de Janeiro, que
a importancia
a forma
como urn objeto,
21
A Agenda 21
estabelece
transfonnac;ao
urn arranjo simb6lico,
2.7 AGENDA
estetica cubista.
16gica da
A pintura cubista era apresentada
industrial
rumo
de progresso,
empresas,
poderiam
Ela constitui
a urn novo
contemplando
a refietir,
organizayoes
cooperar
no estudo
nurn poderoso
paradigma,
exige
e equilibrio
e localmente,
de soluyoes
instrumento
que
maior harmonia
global
nao-governamentais
e
para
de reconversao
a reinterpreta9Bo
holistico
entre
os
da
do
0
todo
e as partes, promovendo a qualidade e nao apenas a quantidade do crescimento.
Atualmente
algumas
entidades
como um termo amplo,
deve
ser reservado
referem-se
ao termo
pois imptica em desenvolvimento
somente
para
as atividades
"desenvolvimento
continuado,
de desenvolvimento.
sustentavel"
e insistem
que ele
Send a assim,
"Sustentabilidade", e atualmente usado como um termo amplo para todas as atividades
humanas.
2.8 DESENVOLVIMENTO
SUSTENTAvEL
e
A sustentabilidade
associada
a ideia de estabilidade,
de permanencia
no
tempo, de durabilidade. 0 conceito foi introduzido no inicio da decada de 1980 por
Lester Brown, fundador do Wordwatch Institute, que definiu comunidade sustentavel
como
a que
U
e capaz
de
satisfazer
as
pr6prias
necessidades
sem
reduzir
as
oportunidades das gera90es futuras." (CAPRA in TRIGUEIRO, Andre, Meio Ambiente
no Seculo XXI, 2005, p. 19).
E
a propriedade
de um processo
que, alem de continuar
a existir no tempo,
revela-se capaz de: (a) manter padriio positivo de qualidade, (b) apresentar no menor
espa90 de tempo possivel autonomia de manuten9iio (contar com suas proprias for98s),
(c) pertencer simbioticamente a uma rede de coadjuvantes tambem sustentaveis e (d)
promover a dissipa9iio de estrategias e resultados, em detrimento de qualquer tipo de
concentra9ao
e/ou centralidade,
tendo em vista a harmonia
das rela90es
sociedade-
natureza.
o
termo
original foi "desenvolvimento
sustentavel,"
um termo
adaptado
pela
Agenda 21, programa das Na90es Unidas.
2.8.1 MODA SUSTENTAvEL
Esta sendo dada grande aten9iio do momento. Exatamente porque existe um
publico mais exigente quanta
buscam
se diferenciar
mais sustentaveis
a pracedemcia
usando materiais
dos produtos, muitos fabricantes
ecol6gicos
e/ou biodegradaveis
de produzir. "Essa busca vern tirnida desde a decada
intensificou nos ultirnos tres anos. Essa tomada de consciencia
hippie,
e as
roupas
nao tern mais
urn carater
artesanal,
de roupas
e maneiras
de 70, e se
deixou de ser coisa de
incorporararn
design
e
tecnologia",
diz a jornalista
inglesa
Sally
Lohan,
do WGSN,
prestigiado
site de moda
internacional.
Oesta forma
as fibras
renovc3veis, e costumam
do corpo.
Em contrapartida,
assim, alpaca,
algodao
do bicho-da-seda),
utilizadas
extraido
naturais,
da polpa
mangueiras
de
renovaveis
as fibras
orgzmico,
103.
merino,
nas pegas.
de origem
vegetal
ser mais agradaveis
sinteticas
seda (obtida
couro
da madeira
e 100%
incemdio, sacos
anualmente
(como
de
0
derivadas
couro vegetal,
e
do petr6leo.
sao alguns
que
Sendo
as larvas
dos materiais
como
T encel,
0
cameras
derivados
algodao
a umidade
que preserva
- , lonas,
polimeros
0
melhor
e alternativos
biodegradavel
batata,
milho)
sao
inovadores
sao materias-primas
absorvendo
par uma tecnica
organico,
Bern como materiais
ou animal,
ao toque
-
de pneu,
de
fentes
ja nasee colorido,
100%
entre
outros.
No Brasil,
exemplos
vegetal,
pequenas
temos
a carioca
criado
tambem
a
calyados.
Aliada
com
marca
marcas
0 latex
G06c,
extraido
algumas
como a Osklen
fundada
uma marca
desses
materiais.
bolsas
e sapatos
feitos
par
reciclada
a industria
cooperativas
de pneus
textil brasileira
e fibras de plantas
Como
de couro
no Acre.
E
no salado
dos seus
desenvolveu
fibras
como a bambu
e 0 canhamo,
a
que
usam em suas colelY6es.
que atraiu
par Bono Vox. A missao
sustentavel
no usa
de seringueiras
a esse novos tempos,
PET recicladas
No exterior
as pioneiras
Life, que vende
que usa a borracha
partir de garrafas
marcas,
sao
Amazon
atenc;ao para 0 assunto
da marca
em areas em desenvolvimento
e criar belas
no planeta
foi a Americana
roupas,
e utilizando
atraves
Edum,
de trabalho
como materia
prima
algodao
organico.
meio ambiente
Dutra fai a Moral Fervor, baseada
uso de materials
que sao reciclaveis,
destes recursos visa tambem
biodegradaveis
escala
"sustentavel".
e a manufatura
2.9 ALGODAO
muitas vezes
artesanal
sao caracteristicas
de expressao
prima ser em pequena
e personalizada,
isso remete
relat6rios
com questoes
sabre
0
correta
um produto
alem de nao prejudicar
0
que surgiu
saudavel
aquecimento
global
ligadas ao meio ambiente.
par produtos orgBlnicos, que nao fazem
do ecologicamente
0
respeita
tambem
a
Fai nessa onda
justo, onde os compradores
e de qualidade,
meio ambiente,
a
Cresceu
usa de agrot6xicos.
mercado
aumentau
0
mas garantias
bem-estar
de que
0
e a produ9ao
da regiao noroeste
de algodao
do Parana.
organico
dos trabalhadores.
0 algodao,
leila por um grupo de pequenos
certificado
pelo Instituto
ORGANICA
No
Urn
produtores
Biodinamico
e vendida para duas empresas francesas ligadas ao conceito de mercado justa.
2.10 AGRICULTURA
nao
produtor,
Brasil, muitas pessaas estao atentas a esse novo e promissor nicho de mercada.
exemplo
a um
das pe«;as produzidas.
de novas
preacupaC;ao mundial
apenas
A utiliza~o
ORGANICO
A divulga~o
querem
e bio-baseados.
Pelo fato da obtenc;ao de materia
primitivismo e singularidade
demanda
de que industria e
men os favorecidas.
a ajuda a populac;oes
D visual clean, com "purismo e simplicidade",
da tematica
no conceita
pod em coexistir. Seu lema e trabalhar com moda sustentavel, atraves do
(IBD), ja
o movimento pela agricultura arganica teve sua origem ainda na decada de 50.
anos 60, ganhou f61ego quando a rejeiyao ao "es/ab/ishmenr'
incorporou a volta
Nos
econ6mico lambem
a natureza e a comida natural. 0 que no inicio eram apenas muitas
iniciativas isoladas de pessoas que recusavam
0
uso de agro-t6xicos e metodos
industriais de manejo, transformou-se, ao longo dos anos, em urn movimento respeitado
e bem articulado a nivel mundial. Paralelamenle, a comprovayao eslalislica oficial do
aumento de casos de alergias e hiper-sensibilidade a produtos com ingredientes e
melodos de preparo artifrciais deu ainda mais forc;a e aumentou os simpatizantes do
movimento, muito alem dos "ide610gos"iniciais.
No inicio do processo sustentavel tiveram de ser desenvolvidos novas metodos de
manejo e combate as pragas que permitissem urn plantio sem agrot6xicos. Ainda
assim, a produtividade da agricultura organica e bem mais baixa do que a convencional,
elevando 0 custo final ao consumidor. Entretanto, este ultimo sabe
0
que compra e esta
disposto a pagar mais par isso.
A agricullura Organica engloba lodos os sistemas que promovem a produyao de
alimentos e fibras sob um ponto de vista ambiental, social e econ6mico. Estes sistemas
baseiam-se na fertilidade do solo como chave para uma produyao de sucesso. Ao
respeitar a capacidade natural das plantas, animais e do meio-ambiente,
0
processo
visa otimizar a qualidade em lodos os aspectos agricultaveis e ecol6gicos. Esta
agricultura biol6gica reduz substancialmente a utilizayao de fatores de produyao
externos, atraves da naD utiliza/yao de fertilizantes e pesticidas quimicDs de sintese,
nem produtos farmaceuticos. Em vez disso, pennite as poderosas leis da natureza
aumentar os rendimentos agricolas e a resistencia as doenyas. A agricultura biol6gica
esta
de acordo
com principios
culturais, geo-climaticos
globalmente
e socio-econ6micos
aceitos
e enquadrados
em
contextos
locais.
2.10.1 PESQUISA
A pesquisa
do algodao
colorido
foi desenvolvida
Brasileira de Pesquisa Agropecuaria.
0
- Empresa
0 algodao colarido provem de um melhoramento
genetico obtido a partir do cruzamento
com
pela EMBRAPA
do algodao primitivo conhecido como "macaco"
algodao "serid6" que tern a fibra mais longa e mais resistente do mundo.
2.10.2 PLANTIO
o plantio
zoneados
do algodao
e leito
colorido
do alto sertao Paraibano.
por pequenos
A produ,ao
obedece
exigidas pelo mercado, isenta de agro-quimicos,
produto final, mas tambem,
2.10.3
e sobretudo,
agricultores
de municipios
aos padr6es
de qualidade
evitando nao s6 a contaminac;ao do
dos solos, cursos d'agua
e len90is Ireaticos.
FIA9Ao
A fia9ao do algodao
colorido
e desenvolvida
nos titulos 8,
12,30
2.10.4 TECELAGEM
Apos
a colheita
do algodao,
0 fio e tecido
Grande, em teares manuais na empresa
a empresa
empresa
tecelagem.
Coop Natural.
textil de Sergipe,
Na tecelagem
a Ribeiro
Na Ribeiro Chaves
no municipio
paraibano
de Camp ina
Entrefios, que par sua vez tem como
plana, entretanto,
Chaves,
sao labricados
parceira
a parceria foi feita com uma
ja que na Paraiba
nao existe esse tipo de
brim ,0 linhao e a tricoline
(para camisas).
Em relagao
a malharia, e toda leita
canelado,
moletom, a meia malha e a ribana
0
na Matesa, de Joao Pessoa. De Iii vem
0
piquet,
2.11 PELES DE COELHO
2.11.1 INTRODU<;Ao
o
abate da pele de coelho pode ser leito desde os 70 dias de idade, quando
atinge peso por volta de 1,8 kg. Antes de abater um coelho,
estil saudilvel equal
0
estado da pelagem. Esta medida
e preciso observar se ele
e necessaria devido ao
passar pelo processo de muda nos quais as pelos
S8
curtimento. Vinte e quatro horas antes do abate,
coelho
ingerindo apenas agua. Ao ser conduzido para
0
0
animal
soltarn da pele durante a
e
colocado em jejum,
abate, naD deve ficar presQ pela pele
do dorsa, a que pade causar hematomas que depreciam a carcaC;a.
2.11.2 ABATE
a
coelho
e erguido com a cabe~
para baixo, ja que a distensao da musculatura lombar
favorece a maciez da carne, e urna das patas traseiras
o
abate
e relativamente Iilcil
pelas orelhas e realiza-se
lateral e mediana do
quente,
0
e atada
a urn suporte metalico.
por se Iratar de animal muilo sensivel. Finma-se a cabega
a sangria,
cortando
a veia jugular,
pescoyo. A retirada da pele ou esfela
que
e feita
S8
com
situa na parte
0
coelho ainda
que lacilita olrabalho.
2.11.3 ESFOLA
Hit duas maneiras de realizar a operaC;8o:
em forma de luva ou aberta.
a) Forma de luva: faz-se um corte circundando cada uma das patas traseiras na altura
do jarrete (correspondente ao joelho traseiro). A partir desse corte,
e leita
uma incisao
na parte interna da coxa em forma de "V', contornando
uma pata
a
outra. Com os dedos, desloca-se
os 6rgaos genitais e ligando
a pele, puxando-a
de cima para baixo,
como se estivesse retirando uma blusa. Atingindo as patas dianteiras,
circular na altura das articulal'oes. A seguir, puxa-se a pele ate
0
repete-se
0
corte
pescol'o. A operal'ao
termina eslolando-se a cabel'8 com uma faca bern afiada.
b) Aberta: a esfola e feita de maneira semelhante a anterior. Porem, abre-se a pele
antes de retira-Ia com um corte na 11nha mediana
deve
ser colocada
imediatamente
em
uma
do abdomen.
vasilha
com agua
Apos a esfola, a pele
limpa,
impedindo
a
aderencia de sangue nos pelos. 0 curtimento pode ser leito logo em seguida. As peles
tambem podem ser conservadas
em freezer ate chegar a hera de curti-las.
2.11.4 EVISCERA<;:AO
Para limpar
indo desde
0
0
extra indo suas visceras, fazemos um corte pela 11nha mediana,
coelho,
pescol'o ate
visceras delxando
0
anus. Aberto
a carcaya
0
peito e a barriga, deles retiramos todas as
limpa que deve ser lavada em agua fria e colocada
na
geladeira ou camara de refrigeral'ao. E
preciso
cuidar
para
intestinos, estomaga
nao
furar
au a vesicula
os
biJiar
que nao prejudique a qualidade da
carcaya.
Cortes rnais Usados: 0 coelho pode ser
preparado inteiro ou em pedayos. Neste
FIGURA 25: Pele de Coelho. FONTE:
http://www.geocities.comlpro_agril2lcoelhoskin.htmJ
caso, pode ser dividido em pernas dianteiras, pernas traseiras, coxas e lombo dividido
em 3 partes.
2.11.5 CURTI MENTO
SOIUy80 caseira
para a curti menta de peles de coelho:
30 gramas de pedra hume
30 gramas de sal comum
1 litro de agua
1 pele de coelho aberta na barriga e sem residuos
Primeiro dissolva a pedra hume e
secar por 3 dias,(movimentando
retire cuidadosamente
0
sal na agua, depois coloque na pele e deixe
a pele periodicamente).
a membrana
pele para a solu903o de curtimento
de hipoderme
par 24 horas.
Oepois de seca, mas com a pele maleavel,
(a parte do couro fica com aspecto
Oepois de amaciada,
de sangue
Oepois retire a pele da agua e
que fica sabre a pele; depois
Retire a pele e deixe secar
puxe a pele cuidadosamente
volte a
a sombra.
para amacia-Ia
esbranquiyado).
penteie e escove as pelos para a retirada des pelos soltos; passe
talco sem cheiro para retirada do restante da umidade e a sua pele ja esta pronta para
ser trabalhada.
Metoda de Curti menta
Depois de extrair e limpar a pele do coelho, retira-se com a mao uma pellcula
existente
na parte
interna.
A seguir.
a pele
e
colocada
numa
soluyao,
a piquel,
preparado atraves da mistura de agua, acido f6rmico e cloreto de s6dio. 0 pH do banho
deve ser mantido em 3 e a quantidade de cloreto de s6dio (sal de cozinha) deve ser de
6 graus baume. 0 medidor de pH e 0 aer6metro de baume podem ser adquiridos em
lojas de produtos qulmicos.
A pele permanece no piquel por 12 horas. Depois disso, adiciona-se 0 curtente,
que pode ser sulfato de aluminio, para se obter couro branco, ou sulfato de cromo, para
a obtenyilo do couro com colorayilo azulada. A quantidade de curtente e de cerca de
6% do peso da pele. As peles permanecem nessa soluyao por rnais 12 horas. Depois
acrescenta-se bicarbonato de s6dio (diluido em agua a 1:10)
a soluyilo - 0 pH deve ficar
em torno de 4. No dia seguinte, enxagua-se bern a pele em agua limpa e aplica-se, com
uma escova macia, a 61eo de engraxe anionico na parte interna. A pele seca deve ser
manuseada para amaciar.
2.11.6 LEGISLACAO
Fonte: http://sbrt.ibict.br
Lei nO8078, de 11 de setembro de 1990. Disp6e sobre a Proteyilo do Consumidor e
da outras Providencias.
Resolu~ao n033, de 09 de novembro de 1977. (ANVISA). Estabelece os principios
gerais de higiene a serem observados na obtenyao, manipulayilo, armazenagem,
transporte e distribuiyilo de alimento, sem prejuizo de normas especlficas de higiene a
serem estabelecidas para cada especie de alimento.
Lei nO 6437,
sanitaria
de 20 de agosto
federal,
Portaria
estabelece
nO 451,
Tecnico,
Gerais
para
para Alimentos
Industrial
Resoluy1io
e Sanitaria
nO 1, de
uniformizac;ao
e coelhos,
1997
de
legislayao
Aprova
de
0
Criterios
Regulamento
e
Pad roes
I, II e III.
Aprova
novo Regulamento
0
da
de Origem Animal.
2003
de produtos
ovinos,
a
infrayoes
da Qutras providencias.
(ANVISA).
de 1952 (ANVISA).
9 de janeiro
caprinos,
Configura
e
Estabelecimento
0
de Produtos
da nomenclatura
suinos,
de
e seus Anexos
nO 30691, de 29 de maryo
Inspeyao
(ANVISA)
respectivas
19 de setembro
Principios
Microbiologicos
Decreto
de
de 1977.
as sam;oes
(Ministerio
cameos
bubalinos
da Agricultura).
nao formulados
equideos,
ovos
Aprova
a
em usa para aves
e outras
especies
de
animals.
Instruy1io
Normativa
Reedita
0
PNCRB
e alterar
Centrole
Plano
de
0
consubstanciado
Formulario
oficializa
as metodos
(ancxo)
dctc:-min~r.dc
101,
oflcia! do sistema
de
jell
em
de
anima!
scu emprego
ccordcnado
1999
em
(Ministerio
Produtos
de Resposta
Carne
PCRBC,
da Agricultura).
de Origem
Tecnica
em
Animal
3 Programa
conforrnidade
de
ao
desta Portaria.
11 de agosto
de origem
de
Biol6gicos
Padrao
Biologicos
noas Anexos
,,0
22 de janeiro
de Residuos
SBRT
Resfduos
Pcrtaria
departamento
nO 3, de
Nacional
1993
e seus
ingredientes
da Agricultura).
metodos
Aprova
e
microbio!6gicos
em todQS QS C!t:vide:dcs dcscn •.••
o! •.••
ldas pe!e;: rcdc
pc!e: Coordcnayao
de Defesa Anim;;::! DDA.
(Ministerio
Gcral de Laborat6rio
Anima!
CGL'\
de
Resolu~ao nO 1, de 05 de julho de 1991 (Ministerio da Agricultura). A aprova,ao e
registro dos produtos de origem, entendendo-se
como tal a aprova9ao
dos memoria is
descritivQs de fabrica930 dos produtos e seus respectivos r6tulos.
Circular nO24, de 23 de mar~o de 1988 (Ministerio da Agricultura). Nomenclatura de
carne
e derivados de aves, coelhos e avos.
Portaria nO 82, de 27 de fevereiro de 1976 (Ministeno da Agricultura). Institui, na
classificayao
dos
estabelecimentos
beneficiem,
estabelecimentos
que
realizem
transformem,
0
de
origem
abate
manipulem,
de
animal,
animais
acondicionem,
tipos
e
que
diferenciais
preparem,
armazenem
para
as
recebam,
e comercializem
produtos, sub-produtos e seus derivados para fins de exercicio da Inspe,ao Industrial e
Sanitaria.
Lei nO10165, de 27 de dezembro de 2000 (Ministerio da Agricultura). Altera a Lei nO
6938, de 31 de agosto de 1981, que dispoe sobre a Politiea Nacional de Meio
Ambiente, seus fins e mecanismos de formulayao e aplicayao, e da Qutras providEmcias.
Resolu~o
nO237, de 19 de dezembro de 1997 (Ministeno da Agricultura). Define as
defini,oes adotadas.
2.12 MALHARIA
A malharia e formada por uma combinayao de la,os individuais que formam um
tecido. Esse tecido pode ser tubular ou plano. A tecelagem de malhana industnal pode
ser dividida em dois tipos, a de trama e a de urdidura. A pesquisa foea na malhana de
trama.
Antigamente
eram
as
mohair.
naturais
Com
as fibras
fibras
as
como
novas
sinteticas
misturadas
com
aparencia
a
la,
sinteticas
e
custo
mais
ou
natura is.
baixo,
controle
e durabilidades
malharia
puras,
rna is longas,
lavagem
e
as natura is. As
outras
sao:
seda
e descobertas
utilizadas
de
satisfatorias
e
e ao encolhimento.
2.12.1 MALHARIA
A
utilizadas
sao
produ(A3o de fibras
resistencia
algodao,
tecnologias
beneffcios
toque,
mais
substituiram
sinteticas
Alguns
fibras
de
trama
e formada
e estao
ao la-;o ao lado e aos pontos
la90s
ao
assimetrica
lade
de cima
e ern
de pontos
isso consegue-se
Existern
costurar
baixo.
mais agilidade
urn
A
rnalha
Malharia
P~gina
Plana
42.
..I \'.." ••,-••..•
~r~_lt,,"-
.•'-~.;,•\\.!;,'.!
.
-\\.:;.•.•
".
:t.'.},,....".!.;-\jt~•.
(I-II,\_
e
jJ - .••
':,p-~1J;-~.-~~~\J;-,\.
e do urn lado
plana pode-se
e agulhas
tres tipos
- formar
de
lin has horizontais
a abaixo
para a outro. Na rnalharia
a numero
Patchwork
por
que formam
ou
26:
The Art of Knitting.
DE TRAMA
latyos compridos
ligados
FIGURA
FONTE:
usados.
definir
Com
FIGURA
Knitting.
27: Malha de Trama.
Pagina 37
na produtyao e maior extensao
de atyoes que todas
as rnaquinas
FONTE:
The Art of
do tecido.
de malharia
executam.
1.
latyo e soltar a anterior para formar urn ponto. 2. perder au soltar -
segurar
0
/ayo anterior para aque/a etapa da tece/agem fazendo um espayo atras da
malha, esse efeito pode ser usado para criar volume e fazer estampas.
3. dobrar au
prender - levantar ou fazer urn novo la90 enquanto segura 0 anterior, segurando dais
/ayos na mesma agu/ha enquanto aque/a linha da ma/haria nilo esta tenminada. Esse
eteita
e usado para
dar espayamento na malha au criar volumes.
2.12.2 TIPOS DE MAaUINAS
Flat-bed machine
Pode ser de calibre /eve a pesado e produz varios tipos de ma/ha. Gera/mente e
mais usada para roupas esportiva
e que precisam de resistencia.
V-bed machine -
duas
fileiras de agulhas para/etas em
lad os opostos, inclinados em urn
angulo de V invertido. Uti/izada
para
ribanas
maquinario
e
esta
variac;oes.
Esse
disponivel
na
versao manual e eletr6nica. Nesta
FIGURA 28: Foto Maquina Single Bed
ultima
pode-s8
produzir
malhas
com estampas.
Single bed- maquinas com uma fileira de agulhas. Usadas atua/mente por
artesoes e por pessoas que produzem mal haria em casa.
Cottons Patent Machine- contem uma fileira vertical de agulhas texturizadas.
Sao adaptadas
para dar forma as pegas.
Purl machines
-
maquinas com duas fileiras de agulhas horizontais que dividem
urn par de agulhas de travas que dao urn efeito de tricot (Italico) manual
a
malha.
2.12.3 TIPOS DE MALHARIA
Malha Plana- a malha basica de trama. Pode ser fita manualmente au em
maquinas com urn leito de agulhas. Tern boa elasticidade e uma tendencia natural de
enrolar as latera is para a parte de tn3s da malha
enrolam para
a
enquanto
as de cima e embaixo
frente. Os dais lados da
trama sao visualrnente
diferentes.
Os dois
lad os podem ser usados na confecgao.
Intarsia
-
maquinas
malha
com
plana
urn Ie ita
manualmente
BleeDs de cores sao colocados
fileiras
horizontais
desenhos
em
56 de agulhas.
de agulhas
sabre
para
as
criar
FIGURA 29: Fotc Ribana
geometricos e estampas, fileira por fileira. a dais lados sao identicos e essa
tecnica perrnite a produgao de mal has estampadas.
Purl fabric- tambern e conhecida como trama de elo-a-elo. Essa tecnica permite dar
espayo entre pontes, criar volumes e texturas na malharia. A malha tem as dais lados
e excepcionalmente
iguais e
estendivel
na
direc;a,o vertical. Pade ser usada para dar
efeitos 3 D nas pe9as.
Ribana- Pontos comprimidos de purls e malha plana. A malha tern elasticidade e
e
alternada de urn ponto plano a urn alto.
Tern urn trama com alta elasticidade
e
e
usada para dar estabilidade em outras
pe~as
de
mal has
mangas
e barras.
Ribana
presa-
como
ribanas
nas
com
urna
Fabricada
pequena varia<;ao da maquina de ribana
tradicional
pesadas
e
usada
para
e para malhas
pegas
mais
que sao mais
largas que as convencionais.
Malha Plissada - Cria detalhes de
plissado
ponto
e
na
malharia.
Esse
tipo
de
FIGURA 30: VestidosJean Paul Gautier Couture.
FONTE: The Art of Knittind. Pagina 43.
mais eficiente em tios naturais
de algodao ou la. De modo intercaldo agulhas sao removidas para dar uma dobra na
malha e criar
0
efeito.
Malhas afuniladasinteiras com a
Essa tecnica pade ser usada para criar mangas,
recortes e pegas
diminuic;ao ou adic;ao de agulhas, conforme vai-se produzindo a malha.
Tran(:Bs- Tradicionalmente leitas a mao, obtem-se
intercalando
as agulhas
para as
fios tran9arem-se
0
eleito de tran(:Bdo tracando e
entre si.
Renda de traca de ponto- Feita em uma malha plana, trocasse as agulhas de lugar
ap6s cada fila de pontos e lormada.
Efeitos
de cor- Pade-se
varias
maneiras.
adicionar
Misturando
fio antes de posiciomi-Ios
cor a malha
diferentes
nas agulhas.
fios de cor em cima das agulhas
au calocar
as cores
esse processo
diferentes.
cores
de
tece,
de fios -
usa de ate quatro
0
de
Colocando
enquanto
nos alimentadores
permite
Pade-se
Da 0 aspecto de renda a malha.
cores
tambem calocar cores aeirna
e abaixo da malha.
Tecidos de Jacquardcontem
outras.
estampas
0
principia
ideia de tricatar
as malhas de jacquard
geometricas,
dessa
e ignorar
flcrais,
tecnica
numero
tear.
e baseado
urn ponto. Cada
faz sua cor enquanto naD interferindo
de cores vai determinar
entre
na
agulha
au ignorando
FIGURA31: FotoColec:'oViveinne
Westwoods. FONTE: The Art of
Knitting. Pagina 59.
as outras cores e pontos ja feitos.
0
a numero de vezes que a malha tera que passar pelo
Trama fileiras
curtas-
usada para dar formas
Ii malha como as vollinhas
especificas
de
meias e bolsinhos.
Fibras elasticas
efeilo diferenle
Estampas
- quando fibras com elastano
quando
multiplas- feitas com maquinas
estampa no computar, que em troca
2.13 PEDRAS
o Brasil
Sendo
assim,
ametista,
imperial
lapida,oes,
sao usadas sob
ten sao para criar um
as fibras relaxam.
0
computadorizas .. Introduz-se
interpreta e
0
0
desenho
ou
aplica na hora de tecer a trama.
BRASILEIRAS
tern fontes de milhares de tipos de pedras preciosas e semi-preciosas.
ocupa
agata,
lugar de destaque
agua
e de turmalina
pode-se
marinha,
paraiba.
topazio
entre
as maiores
e turmalina.
Com sua enorme
usar das pedras para agregar
FIGURA 32: Green Gold
FONTE:http://WIIM'.casadaspedrasbras
ileiras.com.br
E
produtores
0 unico produtor
variedade
luxo e valor
de cores
a pedra
FIGURA 33: Quartzo Rosa
FONTE:http://www.casadaspedras
brasileiras.com.br
mundiais
de
de topazio
e tipos de
Opala. As opalas sao pedras conhecidas pela sua
grande variedade de cores. Seu jogo de efeito de
cor varia
Podem
segundo
ser
a angulo
encontradas
em
nas
que
cores
se
olha.
amarela,
vermelha, leitosas furta cor (asa de borboleta) ou
ainda incolores.
FIGURA 34: Opala FONTE:
http://www.casadaspedrasbrasileiras.
com.br
Ametista. Composta per urn quartzo de cor raxa,
possuem
tons que vao do bern claro ao roxo
profundo. De toda nossa grande produ9ao,
apenas 3% sao adequadas para lapida91io,
sendo
0
restante
vendido
como
pe9"s
FIGURA 35: Amestista FONTE:
http://w..vw.casadaspedrasbrasileiras.c
om.br
decorativas au para cole~ao.
Agata.
Caracteriza-se
em faixas paralelas,
por ter cores variadas
retas
dispostas
e/ou conc€mtricas. As cores
mais comuns sao cinza e cinza-azu/ado, havendo
FIGURA
tambem faixas de cores branca, preta, amarela, laranja,
36: Aga!a
FONTE:
www.sibusca.com.br/minerais/i
ndex.htmt
bege, vermelha e marrom. Quando as cores nao sao atraentes,
limitando-se
a tons de
ser porosa e lingl-Ia.
Esmeralda:(do
pertencente
a
grego
familia
verde amarelada,
smaragdos)
dos
berilos,
azul esverdeada,
Pedra
possue
cor verde,
ou mesmo amarela,
que ocorre em rochas graniticas e em pegrnatitos. ~ um
FIGURA 37: Esmeralda
FONTE: http://br.geocities
.comfsibusca/index.html
pequena quanlidade de 6xido de cromo que Ihe da a cor.
Ocorre em rochas granilicas e em pegmatitos.
Agua-marinha . Ainda e a rnais conhecida das
pedras
preciosas
abrangem todo
0
brasileiras.
Suas
cores
espectro do azul.
Perolas: As perolas sao formadas atraves de
urn
rea~o de urn rnolusco com um corpo
estranho.
FIGURA 36: Agua Marinha FONTE:
http://www.publiboda.com/piedras
Ilmagesiaguamarina2.jpg
encontradas
As
em
perolas
naturais
moluscos
e
nao
sao
tem
interferencia externa durante sua formal'ao.
Sao extremamente
raras. A maioria das perolas hoje sao cultivadas,
,as nao diferem
das naturais quanto it aparencia, textura ou durabilidade. 0 processo de forma,ao e
similar ao da natural, mas com a diferenya de que e inserido uma substancia externa,
que sera 0 n':'cleo. A formayao de uma perala difere de tres a cinco anos.
2.14 MODA E DESIGN
o
design e um processo que visa solucionar um problema que envolva seu
entorno. "f!; um ramo do conhecimento humano capaz de resolver problemas no
processo da constru,ao
do entorno e da manufatura da cultura material da
humanidade."( FONTOURA
1) Segundo Kenji Ekuan, 0 design e um processo de
transforma,ao das ideias das pessoas em formas. 0 designer cria solu~c5esou metodos
para se solucionar urn problema, de forma criativa. Se expressa atraves de urn produto
final IIsico. A linguagem do designer e transmitida atraves desse produto desenvolvido.
o design ajuda a modificar 0 seu entorno e a criar uma identidade visual e estetica.
No design de moda neo e dderente. Desenvolve-se um conceito que e aplicado
as pe~as de uma cole~eo. Pode-se focar somente em um conceito estetico como
inspira¢es da Russia ou Egito, como em resolver um problema como roupas para
daltonicos.
0 design da moda sempre teve um papel relevante na hist6ria da
humanidade. Consegue-se distinguir epocas apanas olhando a vestimenta. Na Russia,
per exemplo, as Tsarinas usavam seus vestidos de cartes, e suas opulentas j6ias como
uma arma para mostrar a riqueza e
0
poder do Pais.
Outro exemplo da importancia da moda foi
0
perlodo de reinado da Luis XIV, rei
da Franya. Ele construiu um senso de estetica para a sociedade que virou padrlio de
compara,ao, criando a partir dal padrOesde estilo cosmopolita.
o design e a moda estao presentes a nossa volta. Envolve nosso cotidiano e tem
uma importancia em nossa vida pratica. 0 design resolve problemas e torna processos
e a~c5esdo nosso dia-a-dia mais eficientes.
2.15 LlNHA DE PESQUISA
o objetivo do projeto e desenvolver uma coleyao de malharia com a mistura de
peles e pedrarias, que remetam ao conceito de estilo da Tsarina Alexandra da Russia e
que seja confeccionada com materiais bio-sustentaveis. A ideia e utilizar materia-prima
organiea.
As malhas serno feitas em teares manuais de malharia plana.
No tear de
maquina manual se definem os pontos modificando as agulhas que determinam
e
0
sentido dos pontos. Nas maquinas de trico manual
espessura fina,
o
0
0
0
ponto
fio usado tern que ter
que restringe urn pouco a malha das roupas.
projeto propOem 0 uso de materiais organicos assim como a aprendizagem
das tecnicas utilizadas e as especificayOes de malharia. Como nao ha muito material
de qualidade disponivel sobre malharia manual, a pesquisa vai ser atraves de testes
pilotos, pesquisa de campo e importayao de material didatico em outros idiomas.
Por as malhas
de tear serem
mais
maleaveis, as roupas conseqOentemente
fieam mais confortaveis. Roupas de malharia se adaptam melhor ao corpo, pOis a peya
contoma 0 corpo ou inves de restring;r os movimentos. As peyas de malham podem se
adaptar a numerayOes maiores pois a malha
e
um material que expande. Desta
maneira, oferece oPC6es para as diversas faixas etarias e tamanhos.
No trabalho tambem ressalta-se urn fator etico a ser considerado que
e 0 uso de
pele de animal. As peles usadas no trabalho sao de criadores autorizados pelos 6rgaos
competentes do pais. Elas sao resultado do abate de animais cuja carne
e
utilizada
pelas industrias frigorificas. Conforme ja foi ressaltado, todos os materiais usados no
trabalho sao de composiyao organica, biodegradaveis e nao produzem lixo agressivo
natureza.
a
Outro fator importante que diz respeito ao uso das fibras naturais
durabilidade
e resistencia
das mesmas
a fricyao
quando comparado
e
a maior
a fibras sinteticas.
As fibras sinteticas puras, com poliester ou acrilico na composiylio, tlim maior tendencia
a formar bolinhas de fibra devido ao atrito ou as lavagens. Muitas marcas nao testam
esses fatores dos fios antes da tecelagem,
0
que gera produtos com baixa qualidade.
Mas a mistura de materiais organicos com alguns sinteticos pede melhor
0
comportamento da malha e a durabilidade.
Sendo assim, a desenvolvimento sustentavel
da moda
preocupayao, que nao 56 preserva a natureza como procura garantir
ecologicamente corretos.
2.16 FOTOS
0
e
urna grande
usc de materiais
FIGURA 40: Alexandra
e
Nicolas no dia de seu noivado.
FONTE:
FIGURA 39: Alexandra
Feodorvna
jovem. FONTE;
http://www.angelfire.comlbiZ5/rom
anovsJalbumS.html
FIGURA 41: Casamento
Tsars. P:.tgina 120.
de Nicolas
II e Alexandra
Feodorovna.
FONTE:
The Jewels
of the
FIGURA
42: Coroar;;ao
de Nicolas
II. FONTE:
Jewels
of the Tsars.
Ptlgina
123.
FIGURA 44: A familia de Alexandra
de
Hesse. FONTE:
http://www.angelfire.comlbiz5/romanovslalbu
mB.html
FIGURA 43: Alexandra com sua irma se
arrumando
para uma festa. FONTE:
http://www.angelfire.comlbiz5/romanovslalbum
6.html
FIGURA 45: Alexandra
e Nicolas II com a beM
FONTE:
http:/twww.angelfire.comlbiz5/romanovslalbum6.html
Olga.
FIGURA 46: Nicolas II e sua
Consorte no Baile Medieval de
1903. FONTE:
http://www.angelfire.com/biz5/ro
manovslalbum6.html
FIGURA 47: Alexandra de Hesse e suas irm:ls na
infancia. FONTE:
http://www.angelfire.comlbiz5/romanoYs/album6.ht
ml
FIGURA 49: Alexandra em sua sala de descanso.
FONTE:
~ttP;JIwww.angelfire.comfbiz5/romanoys/arbum6.htm
FIGURA 50: Familia
FIGURA 51: Casal Imperial. FONTE:
FONTE:
http://www.angelfire.comlbiz5/romanoYs
~ttP:Jlwww.angelfire.comfbiz5fromanOys/album6.htm/album6.htmi
FIGURA 53: Alexandra,
Alexei e Nicolas
FONTE: http://www.angelfire.com/biz5/
romanovs/album6.html
FIGURA 52: Retrato de Alexandra.
FONTE:
http://www.angelfire.comlbiz5/romanovsJal
bum6.html
FIGURA 54: Comemoracoo
Tricentenluio
dos Romanovs.
FONTE: http://www.angelfire.com
lbiz5/romanovsJalbum6.html
FIGURA 56: Casal Imperial. FONTE:
http://www.angelfire.comlbiz5/romanovsJalbum6.htm
I
II.
3 MATERIAlS
3.1 OBJETIVO
o
E METODOLOGIA
e
objetivo do trabalho
orgimicos
materiais
inspirada
na
E METODOS
desenvolver uma cole,.;;o Feminina de malharia com
e que ten ham
Czarina
urn tim que naD prejudiquem
Alexandra
Usar
passado
0
para
0
inspirar
meio ambiente.
uma
coleyao
contemporanea.
da coley8o fo; definido varias etapas a serem seguidas.
Para a desenvolvimento
Primeiramente a defini,ao do conceito, e problema dentro do projeto. Apes a defini";;o
do conceito
esta sendo
feita uma
pesquisa
de publico
alva com
urn questiom3rio
previamente estabelecido. Com os resultados analisados, pode-se foear na gera,ao de
alternativas,
mesma
e posteriormente
etapa,
deve-se
na escolha
defrnir
as materias
malharia, as peles e pedrarias. Com
focaremos
na modelagem
pontcs de malharias
a ser usada.
0
da
pec;as a serem confeccionadas.
a serem
usados,
desde
Nesta
as tios para a
tipo de pe98s, pontos, e bordados definidos
Testes com as diferentes tipos de materiais e
serao feitos. Oepois de confeccionadas
as peyas,
tern que se
mantar os looks, com acess6rios, e terminar as acabamentos.
3.2 FUNQOES
DO PRODUTO
3.2.1 FUNQAo
PAATICA
A fun,ao pratica do produto
mal haria
da ao usuario. As pe9as
materiais macios e organicos
0
e
primeiramente
sao confortaveis
0
conforlo que uma pe98 de
pois sao soltas no corpo, usam
que facilita a transpirayao.
Todas as pe9as sao (micas
e exclusivas, agregando valor a peya. A reupa representa e expressa
individua, ajudando-Io a criar urna identidade visual
3.2.2 FUN<;Ao
gosto do
0
propria.
ESTETICA
As peyas sao todas feitas com materia prima de primeira qualidade
0
que
garante uma aparencia natural e de qualidade. As peyas possuem bordados que
remetem as joias da corea Russa, e aplicayoes de peles. Esses detalhes agregam valor
a
a
peQCJ e remetem
ideia de luxo. As peyas
tear e com trieD manual,
3.2.3 FUN<;Ao
As peyas
0
feitas
0
Dicionario dos Simbolos
para as sacerdotes
religiao. Como Alexandra
e
no
tanto
nela. 0 branco
prirnitivamente
0
representam
0
branco, entre as
e aos Reis. Era urna cor muito importante
era muito religiosa,
e5sa cor
tambem e a cor dos anjos,
simb61ieD, a morte procede a vida, pois todo 0 nascirnento
o branco
manualmente,
sao todas brancas com detalhes de cores. As pec;as
celtas eram reservados
colec;ao inspirada
todas
controle de qualidade.
SIMS6L1CA
luxe da Familia Imperial Russa. Segundo
para a
sao
que garante urn methor
e
propicia
e "em todo
0
para urna
pensamento
e urn renascimento.
Por isso,
a cor da morte e do luto. E isso ocorre ainda em todo
Oriente, tal como ocorreu durante muito tempo na Europa, em especial,
0
na corte dos
Reis da Franya." ( CHEVALIER-GUEERBRANDT 2005) Isso pode ser transporlado ao
contexto da familia
pelos Comunistas
Real Russa.
e
0
Representar
fato de a Familia
a morte as familia
Real dos Romanov
Real assassinadas
ter sido canonizada
pela
Igreja Orlodoxa Russa. A morle nao esperada, e 0 luto de uma nayao aos pedayos. Os
bordados
e aplicac;6es
de peles
Remetem
ao luxe e riqueza
Ostentam poder e riquezas nao s6 fisicas, mas culturais.
das cortes
Russas.
3.3 PUBLICO
ALVa
3.3.1 ESTILO DE VIDA
Mulheres
da Alta
Sociedade
que
adoram
viajar
e apreciar
outras
culturas.
Criadas no IUXD, com alto nivel de educayao, bern informadas sabre tendemcias de
moda. A marea naD e 0 fator
principal e sim a qualidade
e 0 luxe que a roupa Ihe
remete. Mulheres que tern uma vida social ativa.
3.3.2 CLASSIFICA9Ao
Categoria:
DE PUBLICO
Vencedores
Porcentagem
Classe Social
19%
A
Procuram Luxo e Status
Empresiuios e Executivos
Marcas Apreciadas
3.3.3 ANALISE
Land Rover, Dior, Perrier
PUBLICO
ALVa
Todas as pessoas questionadas responderam que utilizavam peles naturais. As
mais usadas
sao de coelho.
Os detalhes
% das pessoas entrevistadas
tinham
preferidos
algum
sao os punhos,
conhecimento
da
golas e barras.
Russia
comprariam roupas com um conceito baseado na Russia e que remetesse
entrevistadas
entrevistadas
consumern
dariam
produtos ecologicamente
preferencia
apoiassem uma moda sustentavel.
Analise
Publico Alvo
para
produtos
aD
e
95
todas
luxo. As
corretos e com
excec;ao de duas
com
organicos
materiais
e
que
GRAFICO
1 - MEDIA
POR M~~
IOPRETO
_BRANCO
GRAFICO
DE PE<;:AS COMPRADAS
OCINZA
OBEGE
2 - PRE<;:O MEDIO
IOR$ 61-100 .R$101-150
_PRATA
o DOURADO
DAS PE<;:AS
OR$151-200 OR$ 200-300 I
GRAFICO
3 - 0 QUE MAIS PESA
DACOMPRA
o QUALIDDE
• PREIfO
DACABAMENTO
.DESIGN
NA HORA
DMARCA
I
GRAFICO 4 - CORES MAIS USADAS
130/0
4'
9%
21'1c
L8'~ --.!5,J
IOPRETO _BRANCO
oCINZA OBEGE .PRATA
o DOURADO I
GRAFICO 5 - MATERIAS MAIS USADOS
OALGODAO
IIPELES
OCETIM
OVELUDO
.JEANS
OCOURO
o TRICOT/MALHARIA
0 NATURAlS
GRAFICO 6 - PEC;:ASDE MALHARIA MAIS
COMPRADAS
8'1.
4'1.
29%
13%
25%
21%
OBLUSAS
.CASACOS
OVESTIDOS
o SAlAS
• CALCAS
0 MEIA-CALCA
3.4 PRODUTOS
FIGURA
57: Painel
SIMI LARES
Prod uta
Similares
3.5 MATERIAlS
E TECNICAS
TRABALHADOS
3.5.1 TESTES
As maquinas
que loram
leitas as pe98s pilotas sao de tear manual.
leito com agulha
5 e
costuras
cada pe98 teriat pais ela limita a largura.
laterais
0
lorro com agulha
10. A medida
Foram feitos testes com algodao
cru. algodao
da maquina
com acrilico,
puro, naD esta disponivel
0 vestido
detemninou
loi
quantas
e com la. 0 algodao
na cor branca
e tern
e normal
que a
que ser tingido.
Ap6s
malha
sair da maquina
encolha
isso sempre
de cinco a dez por centa,
tern que se deixar
para encolher.
Para
ponto mais fechado
FIGURA
pe~a.
58: Tecendo
0
estragar
com
das
cuidado
pe98s
para
tern que
naD desfiar
e
a tecelagem.
A
peles
forro foi usado
para dar mais estrutura
0 ferro
acabamento
ser feito
0
experiencia
de
sucedida,
coelhos
resultando
Para melhor
de
nao
loi
tingir
muito
as
bern
em peles manchadas.
resultados
natural mente dnzas
tentar
serao usadas
e brancas.
peles
FIGURA
59: Arrumando
por
uma margem
Fios na Maquina
urn
a
o
primeira
algodao 100% natural encolheu apes a
lavagem,
comprometendo
feito urn teste de encolhimento
cento algodao e com
0
com
a pec;:a.
0
Foi
tio cern par
algodao Seride que e
composto de 50% algodao e 50% Acrilico. Foi
usado uma amostra no algodao
Serid6 de 67 em
par 27 cm e no 100% Algodao de 47,5 cm. Apes
a lavagem
com
agua
tria
e sabao
neutre
0
algodao Seride encolheu no diametro do tecido 4
cm, passando de 67 para 63, mas voltou ao
FIGURA 60: Acabamento no Overloque
normal apes a malha ser trabalhada
ou esticada.
o algodao puro encolheu de 47,5 cm para 45 cm e nao voltou ao comprimento
original,
mesmo apes ter trabalhado a malha.
o
algodao 100% somente est;; disponivel na cor cru. Para tingir de branco,
essas fibras teriam que passar pDr urn processo
de
branqueamento
quimicos
que
gerariam
materias
como lixo.
H;; maior disponibilidade de las no mercado
de varejo
e
poliester,
aeriliea
a mista,
au seja
entre
Dutras
misturas
de 121com
fibras. A fibra de
FIGURA
61: Amostra
Materiais
composi9ao
100% la encontrada
uso de tapetes.
Alem
tern urn diametro
manual
FIGURA
62: Teste
Foram
comporto
e destinada
de ser natural,
maior
0
com mais textura
para
ela tambem
que resulta
em urn tricot
e maior conforto.
de Pontos
feitas
amostras
para se estudar
0
com cada ponto. Apos uma analise
melhor ponto, espessura
e aparencia
eteita
de como
do resultado
dos tecidos
0
algodao
final definiu-se
Serid6
se
qual seria 0
de malha.
Para as meias calc;asfoi usada uma
mistura
de
algodao
e Iycra
que
se
Modal.
Essa e a unica fibra disponivel
varejo
em Curitiba
pode ser usadas
que
tenha
nas maquinas
sair do tear,
constantemente
para
elasticidade
0
e
de tear.
Como a malha se retoree
apos
chama
deve-se
passar
trabalhar-Io.
0
e encolhe
0
tecido
processo
e
FIGURA
de trabalhar
repuxar-Io
forma
corte,
com
desfia
de Pedrarias
tecido
permanente
a maquina
rapida
de Pontos
envolve
estica-Io
e
ate que adquira
a
e desejada.
recomenda-se
Ha
64: Amostra
0
viuias vezes
pode estragar
FIGURA
63: Amostras
fazer
de overloque
e facilmente,
a pe~
varias
Logo apos
0
0
acabamento
pois
a malha
e um fio puxado
inteira.
peC;:8s com
elasticos
na
cole9i!o. Foram testados elasticos com 3, 4 e 6 centimetr~s. Nos c6s dos shorts foram
usados as
cima
0
elasticos de 6 centimetros,
de 3 em para nao atrapalhar
importancia
pais a maieria das pe~s
para ficarem mais anat6micos
muito
0
movimento.
e nas partes de
Os elasticos sao de grande
naD ter ziperes, botoes ou aberturas. Sao todas
confeccionadas sem fechos. A malha permite isso.
As pedras testadas foram quartzo e pedras de rio pintadas. Pe9as de madeira
com aparencia similar
as
pedras tambem foram testadas, mas essas transferiam tinta
quando entravam em contato com a malha branca. As perolas eram muito usadas pela
Imperatriz
Alexandra,
par isso
estarao presentes
nos bordados.
peralas naturais de cria9ao de agua doce. Algumas sao tingidas.
Foram
escolhidas
3.6 CONCEITO
e
~A consagrac;ao contemporimea do luxo acompanhada par urna nova relac;ao
com a heran9a, par uma valoriza9ao inedita do passado hist6rico, pelo desejo p6s
moderno de reconciliar cria9ao e permanencia,
moda e intemporalidade."
( Lipovetsky
2003)
FIGURA 65: Ambiencia
3.7GERAc;:AO
DE ALTERNATIVAS
3.8 CARTELA
DE CORES
As cores utilizadas no projeto, branco e cinza foram escolhidas para dar impacto
as pe<;ase destacarem as bordados e aplicayoes de pedras coloridas sobre as roupas.
Na primeira parte do movimento Cubista, chamado de Purista, se utilizava apenas uma
cor s6lida, para servir de fundo para as colagens e sobreposiyees de cores. Os
bordados
coloridos,
assim como as colagens
servem
para dar dimensao,
profundidade ao fundo branco. 0 cinza foi escolhido pais
textura
e
e uma cor de pele facilmente
encontrada e recebe bern outras cores. As cores das pedras foram escolhidas de
acordo com fotos de J6ias da Coroa Russa.
3.8.1 CORES MALHARIA
E PELES
Branco
Cinza
3.8.2 CORES PEDRAS
Verde Turquesa
Rosa
Roxo
Azul
Transparente
Fucsia
3.9 CARTELA DE MATERIAlS
Algodao
Serid6 Composi9ao
50 % Algodao
Fio de U; 100% La
50% Acrilico
Modal 25% Viscose
Pele de Coelho
75% Poliamida
100% Pele Animal
Pedras Brasileiras Naturais
Perolas
Naturais
3.10 ANALISE
ERGONOMICA
As pe9"s escolhidas sao todas leijas de tecidos de malharia. Algumas das pe9"s
sao conceituais, mas com pequenas adapta90es translormam-se em comerciais. As
pe~s
sao feitas com materiais com pelo menos 50% de material organico. A mistura de
fibras com
0
algodao nao interferiu no toque da malha nem em sua respira9aO. A la
100% natural tem um toque macio, mas pode causar irrita90es na pele de algumas
pessoas se usada diretamente no corpo.
Para evitar 0 encolhimento das pe9"s ja conleccionadas deve-se lavar todas as
pe9as a seco. Pois e complicado trabalhar a malha depois de trabalhada. As pe9as
tambem contem bordados e aplica90es de peles que nao devem ser molhadas e devem
ser manejadas com cuidado. Cada pe9" tem uma etiqueta com os cuidados de
lavagem.
o
lorro das pe9"s e leito do mesmo material do qual as pe9"s sao
conleccionadas, mas com uma trama diferente.
A malha permite a conleC9aOde pe9"s sem lechos como ziper, botoes e velcro.
Por ser maleavel,
e
posslvel utilizar elasticos que substituem os lechos. Foram
utilizados elasticos de 3, 4 e 5 cm. Os de 3 centlmetros loram utilizados nas pe9"s
conceituais. 0 vestido e blusa balone, contem elasticos de 3 cm para dar suporte ao
peso da roupa. Os shorts loram conleccionados com elasticos de 6 centimetros para
terem urn caimento mais
anatomico. 0 elastica e mais resistente e naD e necessaria
costura-Io muito esticado, evitando delorrnayOes na area da barriga.
As pe9as conceituais tem um peso elevado, e para uso comercial sao muito
pesadas. Para serem comercializadas deve lazer uma adaptayao no numero de placas
de malharia utilizadas. As pe9as conceituais elas podem pesar um pouco au serem um
pouco quente demais para a clima brasileira As pe9as conceituais foram desenhadas e
confeccionadas exageradamente para transmitir e refofyar
0
conceito.
As malhas de algodao utilizadas nas pe98s comerciais sao leves e permitem a
transpira980 da pele.
As pe98s vestem acompanhando a formato do corpo, sem apertar, deformar au
restringir as movimentos.
Deve-se manejar com cuidado as pe98s que tem aplica90es de pedrarias para
nao quebrar, riscar au danificar as pedras.
Para as cuidados da perolas, deve-se evitar cantata com acidas, perfumes au
alcool. Evitar expor-Ias ao sol au calor excessivo. A limpeza das peralas deve ser feita
urna vez ao ano, com urn pano
umido e sabao neutra, e seeD com urn pane macic. As
pe9as com perolas devem ser guardadas preferencialmente em caixas com papel seda
au em cabides com capas.
As pe98s foram confeccionadas no tamanho 38. A tabela de medidas encontrase nos anexos.
4 RESULTADOS
o
projeto de conclusao de curso propos uma cole.ao de malharia baseada na
ultima Imperatriz
derivaram
da Russia,
de pesquisas
que utilizasse
extensas
materiais
sabre a tema,
organicos.
matarias,
as
resultados
a seguir
leis entre outros fatores.
Urna
interpreta.ao e aplica.ao das informayoes coletadas e adquiridas durante esse
processo. A cole.ao desenvolvida baseada na informa.ao, criatividade, design e
metodologia cientifica que orientou os passos desse projeto.
4.1 CRITERIOS
PARA SElE<;:Ao
DE Al TERNATIVAS
Para a seleyao das peyas, foi levado em considerayao
0
conceito da cole.ao e a
inspira.ao que e a ultima Tsarina Russa Alexandra. As peyas escolhidas tem unidade e
coesao.e remeter a ideia de luxo, sempre puxando para
0
conceitual. Peyas marcantes
que utilizaram as materiais mais adequados e que passam ser produzidas com
qualidade
e com os meios disponiveis
no varejo.
As peyas remetem ao tema, sao interpretayoes contemporaneas de certos
aspectos da epoca.
As peyas conceituais que sao compostas por urn vestido e top balone, e shorcalcinha.
Os balones
representam
0
volume
da roupas
utilizadas
na corte
Russa,
especialmente as saias e mangas com uso excessivo de tecido. 0 short, traz equillbrio
ao volume da blusa e modemidade ao look. As meias calyas sao para remeter ao frio
da Russia
e contra-
balancear
as comprimentos
o top estilo corpete e uma
curtos.
representayao dos corselets usados pela Imperatriz
Alexandra. Os vestidos da epoca tinham estruturas muito rigidas. 0 short balone segue
a inspiral"io dos volumes e da coesao ao look. 0 casaco comprido com aplica90es de
crochet, trazem equilibrio it pe~ e uma maior seriedade como a de Alexandra. Remete
a casacos compridos usados na Siberia.
o vestido de la tem amarra96es de corselet e aplica90es de peles que remetem
ao invemo Russo. 0 vestido com as polainas representa 0 frio e a nobreza, atraves de
um trabalho complicado de trico e peles.
o
vestido lon90 e uma leitura de vestidos de epoca com um olhar
contemporaneo. Ao mesmo tempo em que passa a sobriedade e recatamento das
mulheres da epoca da Imperatriz Alexandra, tern urn lade moderno com 0 decote nas
costas. 0 aplique com peles e a pedrarias unem a pe90 ao luxe da colel"io.
4.2SELEQAO
...
'
..
Oc
(', '~>
~:
.
\
I
I
,,
.
1
\
•
'( -j
l
()
't
"
-i
/
...•I
tl
,
.;}.
:/' i.
.
\
. \
:
4. 3 FICHAS TECNICAS
C6digo:TC
Pe~a: Top corsell~t com
Especific34iiio: Ma a
Coleliao:
Tamanho:
Outono·
tranc;;a,
cor branca
rna 2008
Inve
38
Oala:_'_'_
Aprova<;ao:
Ol"rimi",,'.~,""'d"
Placa malha
Unidade:CM
'Largura
60~
Fios Bona
IranC;;a
Farro
Tricoline
IIh6s
R$ 5.00
40
Mundial
36
j
I
Rs10001I
TnTlol
R$ ~~nn
I.
Pc!;a:
Hal pants com bordado
Espccificalfao:
COIC!;30:
Malha
Oulono
C6digO: HPB
com tran.ya, cor branca
- Inverno
2008
Tamanho: 38
35
Data: _,_,_
Aprova~o:
Discrimina,,!lo Forncccdor
largura
Placa malha
tranc;;a
Fios Bona
60 x 75
Malha
Fios Bona.
60x65
Farro
Elastico
8ordado
6
em
Unidade:CM
i QUi'intidade
Prcr;o
R$ 12.00
1 -.
0,70m
R$S.ODt
RS 3,70
R$ 30.00
R$ 53.70
I
OBSERVAc;:Oes
Pe(ja; Meia Cal9a
::~:~c;:~a~ao;
:u:~hn:I~S:V:::r;~~-=-:----
C6dlgo:MC
Tamanho: 38
38
II
I
'"o
I
==
r
I
,
I
I
________________________________
..
I
Oiscriminao;ao:
Plaea malha
Elastico
Fornecedor
i Fios
Bona
: Largur.l
:au!lnlld~~
box
i
120
i 3 em
___
iR$ 15.00
O,10m
RS 2,00
-~:-
I
TOTAL
~s 17 00
O:::B:.:S=.ERVAGO:::E:=S
l!~~d_~~~~~
_
Pec;a: Vestida
Tricot Tran<;a
Especificac;ao:
Malha
Colec;ao:
Tamanho:
Outana
C6dlgo:VTIS
de Tricot Tran<;a,
- Inverno
cor branca,
aplica<;ao
de pele
2008
38
-----
-- -- --
-----
-
25
~
':;:l.E:
M
11
)
,p
'0
N..
[-
,-
N
, El£
Data:_'_'_
Dlscrimimu;30
.A._provacao
Forneeedor:
Largura
Unidade:CM
Quantidade
-
--
25
-----;----~--I-------Pele
__________
Pre~o
--
OBSERVAI;OES
----'----
R$ 135.00
RS105.0
T_OT_AC_R_$_24_0
__00L-
_
Pec;a: Vestido Balone com bordado
---Especlficac;ao: Malha com Iran~a, cor branca
Colec;30:
Oulono
C6digo:VSB
- Inverno 2008
47
6
"I
00
~.~
I
I
II
"
<0
II
52
-----------------Discrimlna~aoj
Fornecedor
Placa malha[ Fios Bona
trant;a
'
! Largura
i 60 x 75
: Quantldade
Pre~o
'RS 60.00
-.
Placa Malha
Lisa
Malha Farro:
i
Fios Bona
30x65
Fios Bona
l 60x65
: R$
,--
24.00
--tRs20.00
: RS 65.00
Bordado
-,~
-
--'
TOTAL
iRS 169.0
OBSERVA<;:OES
Unidade:CM
Pe~a:
Meia Calva com Tranva
Especifica~ao:
Cole~lo:
Tamanho:
Malha
Outono
C6digo:MCT
com tranva,
- Inverno
cor branca
2008
38
38
=
T
II
,
Data:
_,----1__
Discrlmil\a~iio
~ha
Elastica
I
Aproval;ao:
Foroecedor
Largura.
Fias Bona
SOx 120
Unidade:CM
i
Quanlidade
3 cm--O-,70m
.
7P'-,-.'=-o=
o:.:.:.:s=eR"'-vA~_o_es
R$ 15.00.!
RS 2~
L
_
--R$
TOTAL
-L
17.00
-~
I
~----
----
_
Top Balone
Pec;a:
com bordado
Malha
Espocificac;ao:
Colcc;ao:
Oulono
C6digo:TSB
com Irant;a,
- Inverno
cor branca
2008
44
,i
50
T
,~II
I
I
Ohocrlminai;.iiol Fomccodor
Placa malha
trant;a'
: Largllra : QllanUdade!
i 60 x~
Fios Bona
~.Fios
.'
.
Malhaj
Malha
Forro~ Fios Bona-!
---0
Bona
--30x65
Placa
Lisa
Pedraria
I
1
j
:
.
PrOi;O
fRS36.00
.
,
; RS 24.00
.
60x65 ;
; RS 20.00
1
i~6200
TOTAL
iRS
142.0
---
OBSERVA<;:OES
---
PClja: Vestido
Longo
Colcc;ao;
Tamanho;
com
bordado
Malha Trabalhada
Espcciflcac;50;
Oulono
- Inverno
C6digo:VLB
Lozango,
cor branca,
aplica~ao
de pele
2008
38
-----------------
27.
(
)
BOfdado
'0
;;;
•
I
1\
4~.
PELE
Unidade:CM
Discrimimll,ao
Fornoccdor
Placa malha
Trabalhada
Fios Bona
largura
90 x 75
'Quanlldade
Prelio
--~-
R$ 90.00\
RS
Bordado
OBSERVAl;OES
110.00
Perolas,
RS45.00
Pele
t
~~~~~~~_TOTAL
R$ 245.09
Opala,
cristais
Pet;a:
Short Balone
Especffjca~~o;
Colo~~o:
Tamanho:
com bordado
Malha
C6digo;
see
lisa tina, cor branca
Outono·
Inverno
2008
38
32
:1
Unidade:
Dlscrlmlmn.lio
Placa
malha
Malha
Elastica
Farro
Fomocodor
Fios Bona
Fios 8on~
Largura
Quantidade
Prot;o
55 x 75
R$ 25.00
40x65
RS 16.00
6 em
0,70m
RS 3,70
RS 30.00
Bordada
TOTAL
R$ 74.70
OBSERVAGOes
eM
CASACO DE TRICOT COM PELE
Po,"
Especificaliao:
Aplica!;oes
Cole~50:
Inverno 2008
Tamanho:
38
C6digo: CL 001
com peJe e pedraria
)'f(
.10.
I
Crochet
~
PELE
~
30
Data: _,_,_
Discrimina~lio
63
Aprovacao:
FOHlccedor
i
Largura
Unidade:CM
Qu:mlidade
Prec;o
OBSERVAc;Oes
R$ 80.00
RS4S.00
Pele
TOTAL
R$'--1c..:2"'Sc..:.0.:l0
_
5DIscussAo
o projeto prop6s que fosse desenvolvido uma cole"ao
organicos. Esse
e
de malharia com materiais
urn tema atualmente em raga com a crescente preocupayao de urn
consumismo consciente e a preservay80 de nossa meio.
Apes 0 processo de pesquisa testes e desenvolvimento do produto foi
comprovado que e posslvel fazer uma roupa ecologicamente consciente. Atualmente ha
produtores de materia prima orgiinica e materias que podem ser reaproveitados e nao
deixam muitos vestigios.
Mesmo constatando que M 0 algodao organico sendo produzido no Brasil, esse
nao esta disponlvel para
0
consumidor do varejo. A maior parte da produ"ao e
destinada a exporta<;aoe a poucas grandes marcas brasileiras, como Osklen e Redley.
o algodao que hi! disponlvel e vendido em fardos sem estar fiado. Devido a dificuldade
de acesso ao produto foi utilizado urn algodao sem a certificagao de orgiinico.
Como foi constatado que 0 algodao 100% encolhe foi escolhido urn fio mescla de
algodiio e acrilico que mantem a aparencia do algodao mas tern algumas vantagens
sobre 0 algodao puro. 0 mescla nao encolhe, tern uma cartela de cores bern variadas e
ja vern tingido. 0 algodao 100% vern na cor cru, e teria que passar por urn processo de
branqueamento antes do tingimento que geraria reslduos poluentes. A fibra de algodao
encolhe de 5 a 10 % apes a primeira lavagem, levando
a
perda de material na
confec<;ao.
Para a confec"ao das peyas da cole"ao foi utilizado
que melhor atendeu as necessidades do produto.
0
Algod1\o Seride que foi
0
A aplica~o
de peles e pedrarias orgilnicas nas pe~s
agrega valor e
complementa as pe~s.
Foram utilizadas somente peles de coelho de cria~o na cole9ao. pois os animais
sao abatidos para a comercializa9ao da carne e a pele seria descartada. 0 fornecedor
de peles esta cumprindo as nonmasestabelecidas para 0 abate de animais.
Pontcs Positivos:
- Utiliza~o de materiais organicos que condizem a uma moda sustentavel e consciente.
- A utilizacao de Pedras naturais como quartzo e pedras de rio, que sozinhas naD tern
muito valor. Quando aplicadas as pe~s agrega valor na malha e as pedras.
- Peles que serao reaproveitadas da cria9ao para frigorifico.
- Desenvolvimento de produtos de malha com diferencial de Design.
- Adaptou e modificou a projeto durante a processo para resolver a problema.
Pontos Negativos
- Alto custo das pe9as que impossibilita a produ9aOem escala.
- A nao disponibilidade e utiliza9ao do material com certifica9ao organica. que agrega
valor ao produto.
- 0 algo(l;:io natural encolhe e s6 esta disponfvel no cru.
- 0 curtimento da pele envolve alguns residuos quimicos.
-0
projeto nao conseguiu atender inteiramente
0
que propos.
6 CONCLUSAO
E RECOMENDACOES
A moda com um diferencial de design vem ganhando mais valor no mercado. 0
mercado da moda consciente e novo e ha muitas possibilidades
organico agrega valor e representa
Deve-se
desenvolver
novas
0
de expandir.
0
futuro.
tecnicas de cultivo de matarias
com
certificayso
orgilnica e disponibilizar esse material ao grande publico e ao varejo.
Conclui-se que os objetivos do projeto foram atingidos, ap6s adapta"oes no que
foi proposto originalmente e substituiyOesda materia prima para finalizar
Recomenda-se dar continuayilo
0
projeto.
a esse projeto melhorando as tecnicas
aplicadas. Como as tecnicas de teeer, pre encolher as fibras de algodao antes de tecer
e achar
novas
tecnicas que empeyam
urn encolhimento
tao significativ~
das fibras
orgilnicas.
Recomendam-se tambem
0
estudo de outras fibras orgilnicas com certificados
ecol6gicos como as fibras de bambu. 0 bambu alem de ser 6timo para ser tecido, e
uma praga natural e ainda faz resgate de carbono.
Todas as peyas levarao uma etiqueta com as instruyoes de lavagem a Seco.
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a:economia Agosto 2007.
NatureWorks:
fibres
e
http://www.natura~ashion.com.brlno
pollmeros ecologicos
dia 16 Julho 2007
mundo
sustentavel:economi
acessado
pelo
site
APENDICES
QUESTIONARIO
E ANEXOS
PUBLICO ALVO
Trabalha? Sim() naa () profissaa::-=-~_~~~~_,--,( ) Sahiria ate 4 sal arias mlnimas ( ) acima de 4 salMas
__
minimas
Grau de instru<;aa ( ) segundo grau completa ( )superiar incompleta
( ) superior completa ( ) pos/mestradal dautarada
Quais as atividades lavaritas: ( )viajar ( ) ler ( ) ver filmes ( ) dacumentarias
( ) desfiles () visitar museus ( ) autras,
_
Qual a media de pe""s que campra aa mes?
() 1-2 () 3-5 () 5- 8 () 9-11 () 12+
Qual a media de preca de das pe""s? (em reais)
() 0-30 ()31-60
() 61-100 () 101-150 () 151-200 () 200-300 () 300+
o que mais pesa na hara da compra?
( ) qualidade ( )preca ( )marca ( ) tiragem ( )acabamenta
( )design ( )material
Acampanham as tendencias de mada? SimI ) naa ( )
Seguem estas tendencias? SimI ) naa ( ) s6 a que me agrada( )
Apreciam pe""s com um canceita vislvel? ( ) sim ( ) naa ( )
Campraria essas pe""s? ( ) sim () naa ( ) samente se a conc:eita me agradar
( ] somente se conhecer 0 conceito
Quais cores mais preferidas:
Preta:( ) Branco ( ) Cinza ( ) Bege ( ) Prata( ) Daurada ( )
Quais materiais mais utilizados?
( ) algadao ( ) peles ( ) cetim ( ) veluda ( ) jeans ( )caura
( )tricoUmalharia ( ) naturais
Usa peles? Sim ( ) Naa ( )
Que tipa de pele? Coelho ( ) visan ( ) rapasa ( ) caura ( ) autras:,
Aprecia pe""s com detalhes em pele? SimI ) naa ( )
Que tipa de detalhes? Barras( ) galas( ) recortes ( ) punhas ( ) autras:
Que tipo de pe~s de malharia voce compra?
Blusas () casacos( ) vestidas ( ) meia cal""s( ) saias ( ) cal""s
Aprecia pe""s
que remetam aa luxa? ( ) sim ( ) naa ( )
Tem conhecimento
sabre a Russia? Sim () naa ()
()
_
_
Compraria roupas com inspira~Oes na corte Russa? SimI
J nao I J
Quais detalhes prefere: bordados com pedraria I J bordados rusticos I
aplica~o de pedras [J bordados baseados em j6ias I J
J
Consume produtos ecologicamente conscientes? Sim I J nao [ J indiferente I J
Conhece a Agenda 21? Sim I J nao I J
Ap6ia uma moda sustentavel e consciente? Sim I J nao I I indiferente I I
Pagaria a mais por produtos que aplicam a moda sustentavel? Sim [ I nao I I
Daria preferencia para pe~s com materia is organicos? Sim I J nao [ I
indiferente I J
AMBII':NCIA
PUBLICO ALVO
TABELA DE MEDIDAS
MANEQUIM
I"
40
I
84
88
1 92
112.5
13
I
Busto
I
Ombro
Manga
I
Punho
1,9
Colarinho
I
H Clntura
frente
H cinturacostas
I
Cinturl
56
30
,.
43
I
42
I
13.5 1
57
I
58
20
!
21
32
I
3'
40
41
" II
45
i
44
46
48
1 50
96
100
104
I
I
14,5
15
I
60
"
59
22
I
36
42
I
I
46
I
I
I
23
61
I
38
43
1 47
I
82
44
48
I
I
65
70
74
78
Quadrll
I
92
96
1 100
104
108
H Quadrll
I
23
24
I
I
26
1
27
I
28
H Cavalo
!
82
82
82
L
82
I
82
19.5
20
17
17
Seml-joelho
Seml·boca
I
I
25
I
82
I
20.5 1 21
86
I
112
121,5
22
17
17
108
15,5
62
25
241
40
I
!
I
I
I
'2
<5
49
II
90
I
116
I
29
I
I
I
I
82
22,5
I
17
17
I
i
17